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Timestamp: 2019-09-16 23:05:19+00:00
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TÍTULOS DE CRÉDITO DE EXPORTAÇÃO - https://www.cosif.com.br/
TÍTULOS DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO (Revisada em 07-03-2018)
EXPORT NOTE - direitos creditórios vinculados a contratos de exportação
Forfeiting Financial - BANCO DE CÂMBIO
Armazéns Gerais Alfandegários - Portos Secos
Observação: Os títulos de crédito de modo geral são emitidos com base em operações de empréstimo. São utilizados pelas instituições que concedem os empréstimos (operações ativas realizadas pelo credor) como lastro para captação de recursos financeiros de terceiros a serem emprestados ao mutuário, que realiza a operação passiva na qualidade de devedor (tomador do empréstimo).
1. DEFINIÇÃO BÁSICA DOS TÍTULOS DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO
CÉDULAS DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO - NOTAS DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO
De conformidade com a Lei 6.313/1975, as Cédulas de Crédito à Exportação e as Notas de Crédito à Exportação são títulos negociáveis que poderão ser emitidas por pessoas físicas e jurídicas, que necessitem delas para realização de operações de financiamento à exportação ou à produção de bens para exportação, bem como às atividades de apoio e complementação integrantes e fundamentais da exportação, realizadas por instituições financeiras.
As Notas e Cédulas de Crédito à Exportação também são conhecidas como Export Notes, Notas de Exportação ou direitos creditórios vinculados a contratos de exportação.
1.2. CÉDULAS DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO & NOTAS DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO
CÉDULA DE CRÉDITO DE EXPORTAÇÃO
1.2.1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
As operações de financiamento à exportação ou à produção de bens para exportação, bem como às atividades de apoio e complementação integrantes e fundamentais da exportação, realizadas por instituições financeiras, poderão ser representadas por Cédula Crédito à Exportação e por Nota de Crédito à Exportação com características idênticas, respectivamente, à Cédula de Crédito Industrial e à Nota de Crédito Industrial, instituídas pelo Decreto-lei 413/1969.
Veja os comentários contidos no tópico Export Note - Direitos Creditórios sobre Contratos de Exportação.
1.2.2. CÉDULA DE CRÉDITO DE EXPORTAÇÃO
Por analogia, segundo o descrito no artigo 14 do Decreto-Lei 413/1969, podemos dizer que a Cédula de Crédito de Exportação conterá os seguintes requisitos, lançados no contexto:
I - Denominação "Cédula de Crédito de Exportação".
II - Data do pagamento, se a cédula for emitida para pagamento parcelado, acrescentar-se-á cláusula discriminando valor e data de pagamento das prestações.
V - Descrição dos bens objeto do penhor, ou da alienação fiduciária, que se indicarão pela espécie, qualidade, quantidade e marca, se houver, além do local ou do depósito de sua situação, indicando-se, no caso de hipoteca, situação, dimensões, confrontações, benfeitorias, título e data de aquisição do imóvel e anotações (número, livro e folha) do registro imobiliário.
§ 3º Da descrição a que se refere o inciso V deste artigo, dispensa-se qualquer alusão à data, forma e condições de aquisição dos bens empenhados. Dispensar-se-ão, também, para a caracterização do local ou do depósito dos bens empenhados ou alienados fiduciàriamente, quaisquer referências a dimensões, confrontações, benfeitorias e a títulos de posse ou de domínio.
1.2.3. NOTAS DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO
Por analogia, segundo o descrito nos artigos 15 e 16 do Decreto-Lei 413/1969, podemos dizer que a Nota de Crédito de Exportação é promessa de pagamento em dinheiro, sem garantia real, devendo conter os seguintes requisitos, lançados no contexto:
I - Denominação "Nota de Crédito de Exportação".
II - Data do pagamento; se a nota for emitida para pagamento parcelado, acrescentar-se-á cláusula discriminando valor e data de pagamento das prestações.
O crédito pela nota de crédito industrial tem privilégio especial sobre os bens discriminados nos artigos 759 e 1.563 do Antigo Código Civil, nos quais é lido:
Art. 759. O credor hipotecário e o pignoraticio têm o direito de executar a coisa hipotecada, ou empenhada, e preferir, no pagamento, a outros credores, observada, quanto à hipoteca, a prioridade na inscrição.
Parágrafo único.Excetua-se desta regra a divida proveniente de salários do trabalhador agrícola, que será paga, precipuamente a quaisquer outros créditos, pelo produto da colheita para a qual houver concorrido com o seu trabalho, precipuamente a quaisquer outros créditos. (Redação dada pelo Decreto do Poder Legislativo 3.725/1919).
Art. 1.563. Os privilegiados - excetuado o de que trata o parágrafo único do art. 759 - se referem somente:
I. Aos bens móveis do devedor, não sujeitos o direito real de outros.
II. Aos imóveis não hipotecados.
III. Ao saldo do preço dos bens sujeitos a penhor ou hipoteca, depois de pagos os respectivos credores.
IV. Ao valor do seguro e da desapropriação.
No Novo Código Civil de 2002 é pertinente o contido nos artigo 1.419 a 1.430, com especial menção no artigo 1.422, onde se lê:
1.3. EXPORT NOTE - direitos creditórios vinculados a contratos de exportação
1.3.1. COMPRA E VENDA DE TÍTULOS DE CRÉDITO = CESSÃO DE DIREITOS CREDITÓRIOS
No caso de aquisição de Títulos de Crédito de Exportação (de forma definitiva, sem retrocessão), é preciso observar o contido no Novo Código Civil de 2002, quando se refere ao Penhor de Direitos e Títulos de Crédito, especialmente quanto ao estabelecido no seu artigo 1.453, em que se lê:
Esse tipo de aquisição de títulos de crédito pode ser praticado pelas instituições do sistema financeiro que se especializam na Securitização de Créditos. Veja como são elaborados os Termos de Securitização de Créditos. Essas securitizações geralmente usam esses títulos adquiridos como lastro, por exemplo, de Certificados de Cédulas de Crédito de Exportação. Porém, esse tipo de título de crédito não consta da legislação vigente. Existem outros tipos de certificação de títulos de crédito que podem ser emitidos.
Veja esclarecimentos complementares a seguir.
1.3.2. CAPTAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS COM LASTRO EM TÍTULOS DE CRÉDITO
Normalmente as instituições do sistema financeiro necessitam captar investimentos de seus clientes mediante a emissão Certificados de Títulos que têm como lastro títulos de dívidas assumidas por pessoas físicas e jurídicas.
Os bancos comerciais, por exemplo, emitem Certificados de Cédulas de Crédito Bancário, porque tais cédulas geralmente são de pequeno valor. Então, são juntadas muitas delas num só certificado.
Em tese, isto não acontece com as Cédulas de Crédito de Exportação porque os contratos de exportação e importação costumam envolver altas somas.
1.4. LEGISLAÇÃO E NORMAS REGULAMENTARES
Lei 6.313/1975 - Cédulas e Notas de Crédito de Exportação à semelhança das Cédulas e Notas de Crédito Industrial.
Decreto-Lei 413/1969 - Notas e Cédulas de Crédito Industrial
Lei 8.402/1992 (inciso XII do artigo 1º) - São restabelecidos os seguintes incentivos fiscais: XII - isenção do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários incidente sobre operações de financiamento realizadas por meio de cédula e nota de crédito à exportação, de que trata o art. 2° da Lei 6.313/1975;
Lei 8.522/1992 (artigo 2º) - Emolumentos não devidos.
2. CONTABILIZAÇÃO DOS TÍTULOS DE CRÉDITO
2.2. PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA QUE CONCEDEU O EMPRÉSTIMO
2.3. PELA ENTIDADE TOMADORA DO EMPRÉSTIMO
2.4. PELA ENTIDADE INVESTIDORA QUE COMPROU O TÍTULO DE CRÉDITO
O adquirente do título de crédito (investidor) deve contabilizá-lo a débito de Títulos e Valores Mobiliários (no Ativo) pelo seu valor nominal ou de resgate futuro. Em contrapartida serão efetuados dois lançamentos a crédito:
2) - credita-se à conta Receitas à Apropriar o valor do deságio recebido, que é a diferença entre o valor de resgate e o efetivamente pago na aquisição do título.
3. FORFEITING FINANCIAL
No Brasil a função do Forfaiting Financial assemelha-se a dos Banco de Câmbio e das empresas com essa finalidade constituídas em Paraísos Fiscais. Trata-se de uma forma de financiamento internacional de bens de capital ou bens de produção, que também pode envolver o financiamento de exportações e importações, mediante a aquisição de direitos creditórios baseados em Notas de Exportação, Notas de Importação e outros Títulos de Crédito à Exportação. São exemplos de bens de capital os edifícios de escritórios, máquinas e equipamentos necessários à produção de bens de consumo.
No texto referente aos Bancos de Câmbio foi escrito que forfaiting é o serviço financeiro de compra definitiva (sem direito à retrocessão) de duplicata de fatura, nota promissória, letra de câmbio, carta de crédito, entre outros papéis emitidos por comprador no exterior e entregue ao respectivo exportador como título sujeito a protesto no caso de inadimplência do devedor (importador no exterior ou no Brasil). Portanto, o Banco de Câmbio (Forfaiting Financial) é um tipo de empresa de factoring, sendo que esta última não é autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil para realização de uma espécie desconto bancário de títulos e valores mobiliários vinculados aos processos de importação e exportação.