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Timestamp: 2018-12-10 15:57:48+00:00
Document Index: 44267838

Matched Legal Cases: ['artigo 57', 'artigo 6', 'artigo 57', 'artigo 51', 'artigo 58', 'artigo 39', 'artigo 48', 'artigo 1', 'ARTIGO 557']

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5 casos em que o consumidor pode cancelar o contrato sem pagar multa de fidelização
Publicado em 06/12/2018 by Adedic
Ao cancelar o contrato de telefonia, internet ou TV por assinatura, o consumidor deve ficar atento à cobrança da multa de fidelização.
Tal multa consiste em uma penalidade imposta ao cliente que cancela o contrato antes do encerramento do prazo mínimo de fidelidade à empresa.
Apesar de a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) permitir a fixação de período de fidelidade e a aplicação de multa em caso de rompimento antecipado do contrato, existem situações em que a cobrança da multa de fidelização é indevida.
Veja quais são os casos:
1. Ausência de benefícios concedidos ao consumidor
A prestadora de serviço de telefonia, internet e TV por assinatura só poderá exigir a fidelização e o pagamento de multa por rompimento antecipado do contrato se concedeu benefícios ao consumidor, como determinam os artigos 57 e 58 da Resolução nº 632/2014 da ANATEL.
Assim, se o cliente não recebeu descontos, bônus, tarifas diferenciadas ou qualquer outra vantagem significativa, não serão lícitas a exigência de tempo mínimo para permanecer com o contrato nem a cobrança de multa caso o serviço seja cancelado.
2. Ausência de previsão contratual
O pagamento de multa por quebra de fidelidade só poderá ser exigido se o contrato estipulou, de forma clara, o prazo de vinculação à empresa e a incidência de multa em caso de rompimento antecipado, conforme artigo 57 da Resolução nº 632/2014 da ANATEL.
Desse modo, será indevida a cobrança de multa se não houver previsão contratual tanto da fidelização quanto da penalização.
3. Consumidor não foi informado sobre a fidelização e a multa
O repasse de informações claras e adequadas sobre o serviço que está sendo contratado constitui um direito do consumidor e um dever da empresa responsável por esse serviço, consoante artigo 6º, inciso III, do Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Em decorrência dessa norma, só será devida a cobrança de multa de fidelidade se, no ato da contratação, o cliente foi informado sobre a existência de prazo mínimo de permanência e da penalidade em caso de cancelamento antecipado do serviço, ainda que essas situações estejam previstas no contrato.
4. Exigência de fidelização por prazo superior a 12 meses
Quando o consumidor for pessoa física, a prestadora de serviço de telefonia, internet ou TV por assinatura só poderá exigir que ele permaneça com o pacote contratado por um período de até doze meses, conforme artigo 57, § 1º, da Resolução nº 632/2014 da ANATEL.
Qualquer exigência de fidelização acima desse prazo será considerada abusiva, nos termos do artigo 51, inciso IV, do CDC, visto que coloca o usuário em situação de desvantagem e fere seu direito de escolha diante da diversidade de pacotes e empresas disponíveis no mercado.
Assim, ainda que o contrato fixe período de permanência superior a doze meses, o consumidor pessoa física poderá cancelar o serviço sem o pagamento de multa após o cumprimento do prazo máximo de fidelização determinado pela ANATEL, isto é, após doze meses.
5. Falha na prestação do serviço
Por força do contrato, a empresa se obriga a cumprir os benefícios ofertados e a prestar o serviço de forma adequada. Já o consumidor se obriga a permanecer vinculado ao pacote por determinado período, sob pena de pagamento de multa.
No entanto, se o serviço for prestado de forma inadequada ou fora dos termos do contrato, o cliente poderá solicitar o cancelamento antes do término da fidelização sem pagamento da multa, conforme artigo 58, parágrafo único, da Resolução nº 632/2014 da ANATEL.
Assim, se o usuário não estiver recebendo os benefícios ofertados pela empresa ou se houver falha na prestação do serviço, como ausência de sinal, queda de conexão, indisponibilidade do serviço na região onde mora, dentre outros problemas, poderá cancelar o contrato sem a incidência da multa de quebra de fidelidade.
Caso em discussão: perda, furto e roubo de celular
Está sendo discutida no Judiciário a obrigação de a ANATEL editar norma que impeça as operadoras de multar o usuário pelo cancelamento antecipado do contrato em caso de perda, roubo ou furto do aparelho celular.
Tal obrigação foi reconhecida pela Justiça Federal de Florianópolis (SC) e confirmada pelo Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4).
No entanto, a ANATEL recorreu da decisão do TRF-4 e o caso será analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
BRASIL. Agência Nacional de Telecomunicações. Resolução nº 623, de 7 de março de 2014. Aprova o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações – RGC. Disponível em: <http://www.anatel.gov.br/legislacao/resolucoes/2014/750-resolucao-632>. Acesso em: 23 nov. 2018.
______. Código de Defesa do Consumidor. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8078.htm>. Acesso em 23 nov. 2018.
PERDA, roubo e furto de celular não podem gerar multa rescisória, diz TRF-4. Consultor Jurídico. Disponível em: <https://www.conjur.com.br/2018-jul-30/perda-furto-celular-nao-podem-gerar-multa-rescisoria-trf>. Acesso em 23 nov. 2018.
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Orçamento Para A Execução De Um Serviço
Publicado em 04/06/2018 by Adedic
O Código de Defesa do Consumidor prevê que:
É vedada a execução de serviços ou fornecimento de produtos sem a prévia elaboração do orçamento e posterior autorização do consumidor. A violação desta regra implica em prática abusiva e não gera obrigação de pagar, inciso VI e parágrafo único, artigo 39 do CDC.
O orçamento substitui o contrato, artigo 48 do CDC. No orçamento deve constar: o serviço a ser executado, valor da mão-de-obra, dos materiais, eventual aluguel de equipamentos a serem utilizados, condições de pagamento e datas previstas de início e conclusão dos trabalhos.
A dúvida sobre o valor do serviço executado causa aceitação da versão do consumidor, porque a falha no orçamento incompleto implica em responsabilidade do fornecedor, dada sua obrigação de elaborá-lo.
O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos não previstos no orçamento ou no contrato, tal como acontece com serviços terceirizados, parágrafo 3º, artigo. 40 do CDC. (veja acima)
Os serviços serão executados exatamente na forma combinada e eventuais vícios ou defeitos de qualidade, de quantidade, etc., provocam a reexecução, restituição dos valores pagos ou abatimento proporcional no preço final, a depender da opção do consumidor.
Se não houver outro ajuste inserido no orçamento ou no contrato, é válido o preço anotado pelo prazo de 10 dias, a contar do recebimento. Vencido este prazo, o fornecedor pode fazer outro orçamento.
Analisando os artigos do Código de Defesa do Consumidor nota-se que o mesmo é omisso quanto a essa questão.
É importante saber que a cobrança para realização de orçamento não é proibida, todavia, o consumidor deve ser devidamente informado sobre a mesma e quanto será cobrado, de forma clara e antes da contratação.
Além disso, caso as partes não acordem prazo diferente, o orçamento é válido pelo prazo de 10 dias a contar de seu recebimento pelo consumidor.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) se posiciona no seguinte sentido :
“A rigor isso não pode ser feito: receber o orçamento é um direito do consumidor. No entanto, em alguns casos a cobrança de um valor razoável é admitida — por exemplo, quando há necessidade de deslocamento do fornecedor ou do produto a ser consertado, ou quando o equipamento precisa ser desmontado “.
Caso o fornecedor cobre para fornecer o orçamento de um serviço, deverá, conforme o art 6º, inciso III, do CDC, informar previamente ao consumidor, de modo que este não seja pego de surpresa, caso decida não realizar o serviço junto ao fornecedor que cobra pelo orçamento.
Lembrar sempre que: “O consumidor deve exigir orçamento prévio, claro e antecipado. E o serviço só pode ser iniciado após a autorização do consumidor”,
Portanto, façam valer seus direitos!!!
Publicado em 08/01/2018 by Adedic
Produtos de mostruário são aqueles que ficam expostos à venda e que, portanto, podem ter pequenas avarias ou manchas. Nada impede que os mesmos sejam vendidos, todavia, os comerciantes devem informar, por escrito – na nota fiscal – quais são os defeitos que os produtos apresentam.
Comprar produtos que estão no mostruário das lojas ou com defeitos aparentes não elimina os direitos do consumidor.
Art. 31 do CDC. “A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores”.
O direito à garantia legal é o mesmo, conforme o Código de Defesa do Consumidor, ainda que haja uma cláusula informando que o consumidor “adquiriu o produto no estado em que se encontra”.
§1º Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução de serviços.
O fornecedor será responsável por reparar o vício de qualquer produto, exceto quando este é informado de maneira clara no momento da compra. Isso quer dizer que o fato de o produto ter sido comprado em promoção ou de mostruário não permite ao lojista ou fabricante se negar a solucionar eventuais problemas ou recusar sua troca.
“Mas, se o comprador só perceber que o produto era de mostruário ao abrir a embalagem em casa ou constatar que ele tem algum vício, poderá devolvê-lo, exigindo da loja a devolução imediata dos valores pagos. Isso porque, quando da compra, houve falha na informação, além de o fornecedor omitir que a peça era a última para venda”.
Assim que observar o defeito, o consumidor deve contatar a loja e pedir a troca do produto.
Ementa: CIVIL. CONSUMIDOR. MERCADORIA DE MOSTRUÁRIO. VÍCIO NO PRODUTO NÃO SANADO. SUBSTITUIÇÃO. TESTEMUNHA NÃO ARROLADA. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. 1. O FATO DE TER O CONSUMIDOR CONHECIMENTO DE QUE ADQUIRIU PRODUTO DE MOSTRUÁRIO NÃO INDUZ À CONCLUSÃO DE QUE SABIA E TENHA ACEITADO COMPRAR MERCADORIA QUE APRESENTASSE VÍCIOS QUE IMPEDEM A NORMAL UTILIZAÇÃO DO PRODUTO. 2. EVIDENCIADO O VÍCIO NO PRODUTO, O QUAL NÃO FOI SANADO PELO RECORRENTE, FAZ JUS A AUTORA À SUA SUBSTITUIÇÃO POR OUTRO DA MESMA ESPÉCIE E EM PERFEITAS CONDIÇÕES DE USO, NOS TERMOS DO ART. 18 , § 1º , I , DO CDC . 3. NÃO HÁ QUE SE FALAR EM CERCEAMENTO DE DEFESA ANTE A NÃO OITIVA DE TESTEMUNHA INDICADA NAS RAZÕES RECURSAIS SE ESTA NÃO FOI ARROLADA NA CONTESTAÇÃO NEM HOUVE PEDIDO EM AUDIÊNCIA NESTE SENTIDO. RECURSO NÃO PROVIDO ( Ação Cí­vel do Juizado Especial ACJ 43661720088070007 DF 0004366-17.2008.807.0007 -TJ-DFT)
Ementa: APELAÇÃO CÍVEL. RITO SUMÁRIO. RECURSO INTERPOSTO SOB FUNDAMENTO DO CPC/73. Pedido de troca de Freezer, por outro novo, em perfeito estado de uso e conservação, devidamente embalado e condenação em dano moral. Produto entregue oriundo de mostruário com avarias e vícios. Sentença que condena as Rés a realizar a troca e indenizar a Autora por dano moral em R$ 1.500,00, corrigidos monetariamente a partir da sentença e acrescido de juros de 1% a.m. a contar da citação. Réu que concorda com a condenação e pede prazo para cumprir. Verificada a preclusão lógica não pode essa Eg. Câmara admitir o presente recurso. Aplicação do artigo 1.000 do CPC/2015. RECURSO NÃO CONHECIDO. ( Apelação Cível nº: 0006268-10.2015.8.19.0206. Des(a). DENISE NICOLL SIMÕES – Julgamento: 20/04/2016 – VIGÉSIMA SEXTA CÂMARA CÍVEL CONSUMIDOR- TJRJ)
Ementa. APELAÇÃO CÍVEL. CONSUMIDOR. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER CUMULADA COM DANOS MORAIS. COMPRA DE CONJUNTO DE MESA COM CADEIRAS PARA A CEIA DE NATAL. ATRASO NA ENTREGA DO PEDIDO. RECLAMAÇÃO DA CONSUMIDORA. ENTREGA DE MÓVEL CONSTANTE DO MOSTRUÁRIO, COM AVARIAS, E COMPROMETIMENTO DE TROCA POSTERIOR. ATRASO EXCESSIVO E INJUSTIFICADO. VEROSSIMILHANÇA DAS ALEGAÇÕES AUTORAIS. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA BOA FÉ E DA CONFIANÇA. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. TEORIA DO RISCO DO EMPREENDIMENTO. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. RECURSO APENAS DA AUTORA, REQUERENDO MAJORAÇÃO DO VALOR DA INDENIZAÇÃO POR DANOS IMATERIAS E DA VERBA HONORÁRIA DE SUCUMBÊNCIA. DANO MORAL ARBITRADO QUE MERECE MAJORAÇÃO PARA R$ 3.000,00 (TRES MIL REAIS), À LUZ DOS PRINCÍPIOS DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE. PRECEDENTES. RECURSO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO NA FORMA DO ARTIGO 557, § 1º – A, DO CPC.( Apelação Cível nº: 00350553.2012.8.19.0008. Des(a). SANDRA SANTARÉM CARDINALI – Julgamento: 30/09/2014 – VIGÉSIMA SEXTA CÂMARA CÍVEL CONSUMIDOR- TJRJ)
Publicado em 19/12/2017 by Adedic
Consumidores que nos curtem, nos seguem e tiram dúvidas conosco, agradecemos sua confiança durante este ano que está terminando. Estaremos de recesso a partir do dia 20 de dezembro e retornaremos no dia 8 de janeiro de 2018.
Esperamos ter atingido o nosso objetivo, que é levar informações sobre os direitos do consumidor a um grande número de pessoas. Desejamos que o Natal seja um momento de luz e harmonia e que no próximo ano nossos direitos como consumidores se solidifiquem cada vez mais.
Não deixem de prestar atenção aos seus direitos durante as festas. Desde dos gêneros alimentícios até roupas e brinquedos. Lembrem-se que temos um Código do Consumidor que respalda nossos direitos.
Feliz Natal consumidor amigo e um próspero Ano Novo cheio de realizações, com muito amor, saúde, paz e felicidades a cada um de vocês.
Construtora não pode cobrar condomínio ou IPTU antes da entrega das chaves
Publicado em 06/11/2017 by Adedic
Algumas construtoras transferem aos consumidores o ônus de realizar o pagamento das taxas condominiais antes da entrega das chaves do imóvel, ou seja, antes que estejam na posse do que compraram, atitude esta, em desacordo com os direitos do consumidor.
Não existe no Código Civil ou no Código de Defesa do Consumidor norma expressa sobre quando inicia a responsabilidade do promitente comprador pelo pagamento do condomínio. Porém, doutrina e a jurisprudência majoritárias concordam que isso só deve ocorrer quando há posse efetiva do imóvel e, consequentemente, o usufruto dos serviços condominiais.
O simples registro do imóvel, transferindo a propriedade ao consumidor, ou uma disposição contratual que assim determine, não definem a responsabilidade pelo pagamento das obrigações referentes ao imóvel.
Somente a existência de relação jurídica material com o bem, a qual se inicia mediante a imissão na posse, permite que o comprador exerça domínio direto sobre o imóvel, gerando sua obrigação no pagamento do condomínio. Nesse sentido entendeu o STJ no julgamento do REsp nº 1.297.239 – RJ.
Para resguardar seus direitos, o consumidor deverá sempre informar documentadamente à administração do condomínio e à construtora que não recebeu as chaves do imóvel, ou, tendo-as recebido, a data em que isso ocorreu, responsabilizando-se pelo pagamento das taxas somente a partir daí.
Assim, caso seja cobrado indevidamente, terá a opção de recusar o pagamento, protocolar reclamação junto ao Procon e, caso a medida administrativa não surja efeito, ingressar com uma ação no Poder Judiciário. Poderá, ainda, para evitar os transtornos das cobranças reiteradas, efetuar o pagamento da taxa e, conforme art.42 do CDC, exigir a restituição em dobro do valor pago, acrescido de juros e correção monetária.
ATENÇÃO!!!! As construtoras não podem cobrar taxas de condomínio ou IPTU dos consumidores antes que eles tenham recebido as chaves do imóvel comprado na planta. A praxe de algumas empresas tem sido de efetuar as cobranças após a emissão do Habite-se, porém, antes da entrega das chaves.
É importante esclarecer que o Habite-se ( autorização municipal não configura a garantia de que o imóvel será entregue imediatamente. No caso de edifícios, a Lei determina o desmembramento da matrícula para cada apartamento, para, só depois, lavrar a escritura e registrar o imóvel – o que leva, em média, cerca de dois meses.
Além desse tempo, é preciso levar em consideração a demora na entrega das chaves relacionada ao atraso da obra ou quando a compra envolve financiamento bancário para a quitação da dívida junto à construtora.
Consumidor e os Juizados Especiais Cíveis (JEC)
Publicado em 02/10/2017 by Adedic
Você realizou uma compra pela internet ou até mesmo em loja física e o produto não chegou ou chegou com defeito? Você pagou por um serviço que não foi feito, como a reforma da sua casa?
Se você tentou resolver a situação dialogando e se dispondo a negociar, mas mesmo assim não teve jeito, é hora de procurar o Juizado Especial da sua cidade.
São inúmeros problemas que podem ser resolvidos nos Juizados Especiais Cíveis. A Lei nº 9.099/95 que criou os Juizados Especiais Cíveis e Criminais no país completou 22 anos em setembro de 2017 e tem como característica ser uma justiça mais celeridade na solução dos conflitos, a facilidade de acesso e a gratuidade, pois não se paga custas, a não ser que vá recorrer da decisão.
Há casos em que você não precisa nem de advogado para propor uma ação judicial. São aqueles em o valor da causa não ultrapassa 20 salários mínimos. Acima de 20 salários mínimos a presença do advogado se faz obrigatória.
A competência dos juizados está limitada a causas com valores de até 40 salários mínimos. Qualquer pessoa física maior de idade, a não ser o incapaz e o preso, pode propor uma ação. Até mesmo microempresas podem recorrer aos juizados. Estão de fora as grandes empresas, que não podem ser autora, apenas demandadas nas ações.
O consumidor deve reunir todos os documentos e provas do ocorrido e se dirigir ao juizado para fazer sua reclamação. Deve informar o nome completo e endereço de quem está reclamando para que a Justiça possa localiza-lo.
Após fazer o registro da reclamação será determinada uma data para Audiência de Conciliação, convocando-se as partes envolvidas para tentar um acordo. Havendo acordo, o assunto é encerrado. Não havendo, o caso segue para decisão de um juiz. O magistrado convoca as partes para uma audiência de instrução e julgamento (AIJ), onde ouve as partes e suas testemunhas. É permitido até três testemunhas de cada parte. Depois disso, o juiz analisa as provas e profere a sentença.
Se no dia e na hora da audiência, o consumidor reclamante não comparecer, seja na audiência de conciliação ou de instrução, o processo é encerrado. Se a ausência for da empresa (reclamado), a causa é decidida à revelia. Cabe recurso da decisão do juiz, porém este só pode ser proposto por meio de um advogado ou Defensoria Pública.
Portanto, consumidor, não deixe de comparecer a sua audiência no JEC, pois mesmo com advogado, sua presença é obrigatória.
O que é tolerado de “sujeira” em alimentos e bebidas
Publicado em 24/08/2017 by Adedic
Desde 2014, a Anvisa estabelece alguns requisitos mínimos para a quantidade de “sujeira” tolerada em alimentos e bebidas.
São matérias estranhas macroscópicas em alimentos e bebidas, definidas como qualquer material que não constitua o produto em avaliação e cuja presença esteja associada a práticas inadequadas de produção, manuseio, armazenamento ou distribuição.
O que significa “acima do limite permitido”?
Os limites foram determinados segundo critérios de risco à saúde, forma de consumo do produto, dados sobre a ocorrência de materiais estranhos mesmo com a aplicação de práticas adequadas, e referências internacionais.
Se o limite estabelecido pela Anvisa for ultrapassado, esta, pode vetar o lote do produto e aplicar multa ou interditar a empresa responsável pela fabricação do produto.
Eis os limites da quantidade máxima de porcarias em alguns alimentos (embora não dê para entender por que há limites e não tolerância zero).
IPTU: Quem deve pagar, o locador ou o locatário?
Publicado em 16/08/2017 by Adedic
Segundo o disposto na lei do inquilinato,
Ou seja, em regra compete ao locador (proprietário) o pagamento do IPTU, salvo se estipular o contrário em contrato.
Há possibilidade do locatário (inquilino) ser o responsável pelo pagamento do imposto, desde que as partes tenham assim contratado, ou seja, estando em contrato que o IPTU ficará por conta locatário, este deverá promover o pagamento, sob pena de arcar com as despesas e multas contratuais que advirem com a sua inércia no adimplemento do tributo.
O locador poderá fazer o pagamento diretamente e depois buscar o ressarcimento do locatário, caso previsto em contrato, pois como se sabe caso este não efetue o pagamento tempestivo do tributo poderá sofrer execução fiscal, podendo até ter seu imóvel penhorado pela administração pública.
Logo, todo atenção deve ser a feitura do contrato.
Publicado em 04/08/2017 by Adedic
No transporte rodoviário, o passageiro deve lembrar de identificar a mala por dentro e por fora com o nome da cidade de origem e de destino. Documentos pessoais e objetos de valor, como joias, celulares e computadores devem ser transportados na bagagem de mão.
Cada passageiro tem direito de transportar, gratuitamente:
Danos e extravio:
Os volumes acomodados no bagageiro são de responsabilidade da empresa rodoviária, que deve protegê-los contra danos e extravios. Para tal, deve destacar um funcionário para receber e devolver estes objetos e, na falta deste, a atividade é de responsabilidade do motorista. Ao depositar a bagagem no compartimento o passageiro deve receber um comprovante que deve manter consigo até a retirada dos volumes do bagageiro no final da viagem.
Em caso de dano ou extravio, o passageiro deve comunicar o problema logo ao final da viagem, registrando a reclamação em formulário indicado pela empresa responsável pelo transporte. As transportadoras serão responsáveis por indenizar os clientes que tiverem a passagem extraviada ou danificada no prazo de 30 dias a partir da data de reclamação. A indenização é calculada de acordo com a tarifa do serviço convencional, podendo chegar até: 3 mil vezes o coeficiente tarifário para casos de danos e 10 mil vezes o coeficiente tarifário em caso de extravio.
Em caso de extravio das malas, o passageiro deve registrar a ocorrência na empresa e entrar em contado imediatamente com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
No transporte aéreo, malas, sacolas, pacotes ou bolsas de mão também devem ser identificadas, com nome, endereço completo e telefone.
Após o check-in, a empresa aérea torna-se responsável pela sua bagagem e deve indenizá-lo em caso de extravios ou danos.
Para as aeronaves com mais de cinquenta assentos, o peso total não pode exceder cinco quilos e a soma das dimensões da bagagem (comprimento + largura + altura) não deve ultrapassar 115 centímetros. É recomendável que objetos de valor sejam carregados como bagagem de mão.
A resolução da Anac n° 207/2011 dispõe sobre os procedimentos de inspeção das bagagens de mão e o que deve ser despachado.
A inspeção é feita em passageiros e suas bagagens de mão para prevenir o embarque com armas, explosivos, artefatos ou agentes químicos, biológicos, radioativos, nucleares ou substâncias e materiais proibidos.
De acordo com a ANAC – Agencia Nacional de Aviação Civil pode ocorrer três distintos problemas com sua bagagem: Extravio, danos e furto.
Caso sua bagagem seja extraviada, procure a empresa aérea preferencialmente ainda na sala de desembarque ou em até 15 dias após a data do desembarque e relate o fato em documento fornecido pela empresa ou em qualquer outro comunicado por escrito. Para fazer sua reclamação, é necessário apresentar o comprovante de despacho da bagagem. Caso seja localizada pela empresa aérea, a bagagem deverá ser devolvida para o endereço informado pelo passageiro. A bagagem poderá permanecer na condição de extraviada por, no máximo 30 dias (voos nacionais) e 21 dias (voos internacionais). Caso não seja localizada e entregue nesse prazo, a empresa deverá indenizar o passageiro.
1- Mesmo a bagagem sendo encontrada e devolvida após o extravio, o consumidor tem direito a receber uma indenização por todo o estressee abalos de natureza psicológica que tenha vivenciado por culpa da companhia aérea que descumpriu o contrato de transporte.
2-em qualquer um dos casos acima, lembre-se de guardar as passagens aéreas e o comprovante de despacho da bagagem. Não esqueça também de se dirigir imediatamente ao guichê da companhia aérea ou ao posto da ANAC dentro do próprio aeroporto e fazer a reclamação, sempre pedindo uma cópia desta reclamação para posteriormente ser ressarcido..
No site do Aeroporto de Guarulhos há boas dicas quanto a evitar, ou dificultar, que as bagagens sejam violadas . ( http://www.aeroportoguarulhos.net/dicas-de-viagem/20-dicas-essenciais-na-seguranca-com-suas-malas-e-demais-bagagens). Vejamos:
Adedic on Perguntas e Respostas do Consumidor
Adedic on COBRANÇA INDEVIDA DEVE SER RESSARCIDA EM DOBRO
JOSE ROBERTO GALLUCCI on COBRANÇA INDEVIDA DEVE SER RESSARCIDA EM DOBRO
Jaqueline Oliveira Silva do Rego on Perguntas e Respostas do Consumidor
Adedic on O Consumidor na Oficina Mecânica