Source: https://www.frfadvocacia.com/2012/08/modelo-de-contestacao-defesa.html?showComment=1391093937379
Timestamp: 2020-02-26 13:56:50+00:00
Document Index: 153949827

Matched Legal Cases: ['artigo 214', 'artigo 841', 'artigo 269', 'artigo 295', 'artigo 267', 'artigo 301', 'artigo 301', 'artigo 836', 'artigo 103', 'artigo 104', 'artigo 267', 'artigo 7', 'artigo 301', 'artigo 7', 'artigo 767']

NOME DA EMPRESA, pessoa jurídica de direito privado, empresa comercial, inscrita no CNPJ sob o nº XXXXXXXX, estabelecida na XXXXXXXXXXXXX, neste ato representada por sua sócia XXXXXXXXX, na forma de seus atos constitutivos., por seus advogados (DOC 01), infra-assinados, nos autos da RECLAMATÓRIA TRABALHISTA Nº XXXXXXXXXXXX, que lhe move XXXXXXXXXX, já qualificado nos autos, em andamento perante esta Douta Vara e Secretaria respectiva, vem, respeitosamente a presença de Vossa Excelência,
A primeira coisa que o candidato deve procurar no enunciado é algum defeito no processo que enseje uma preliminar. Ao todo são onze preliminares.
As preliminares, juntamente com as exceções, compõem a defesa indireta do Reclamado, pois através deles o(a) advogado(a) da empresa busca extinguir o processo.
As Preliminares que podem ser alegadas na Justiça do Trabalho são:
a) inexistência ou nulidade de citação: artigo 214 do CPC e artigo 841 da CLT;
b) inépcia da inicial: artigo 269, I do CPC (hipóteses de inépcia da inicial - artigo 295 do CPC: faltar pedido ou causa de pedir; narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; o pedido for juridicamente impossível (não houver disposição legal), contiver pedidos incompatíveis entre si);
c) perempção: artigo 267, III do CPC;
d) litispendência: artigo 301, parágrafo 3º do CPC;
e) coisa julgada: artigo 301, § 3º do CPC e artigo 836 da CLT;
f) conexão: artigo 103 do CPC;
g) continência: artigo 104 do CPC;
h) carência da ação: artigo 267, VI do CPC (ilegitimidade de parte; impossibilidade jurídica do pedido (é disposto em lei, mas não dá para ser aplicado, ex: adicional de penosidade); e interesse de agir);
i) incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização: artigo 7º e 13 do CPC;
j) convenção de arbitragem: artigo 301, IX do CPC.
A consequência do reconhecimento de uma preliminar muitas vezes acarreta a nulidade do processo, do ato viciado para frente.
(Silogismo: Preliminar + Fundamento Jurídico = Pedido de Extinção do Processo sem julgamento do mérito)
II.2 - PREJUDICIAL DE MÉRITO OU PRELIMINAR DE MÉRITO
Antes de se manifestar sobre o mérito da ação deve o candidato verificar se há alguma prejudicial do próprio mérito.
a) Prescrição (pode ser alegada até as Contra-Razões de RO) e Decadência (ambos artigo 7º, XXIX e 11 da CLT);
b) Compensação (artigo 767 da CLT) e Retenção (somente se o problema mencionar expressamente o assunto)
(Silogismo: Prejudicial de Mérito + Fundamento Jurídico = Pedido de Extinção do Processo com julgamento do mérito).
II.3 - DO MÉRITO
A defesa do mérito é o ataque da Reclamada ao mérito propriamente dito, e se dá através:
a) da negativa dos fatos alegados na inicial: a defesa não pode ser feita por negativa geral, ou seja, a Reclamada não pode dizer simplesmente que não deve nada daquilo que é pleiteado pelo Reclamante, pois a consequência da não impugnação especifica dos fatos alegados na vestibular é a presunção de verdade, deixando de serem controvertidos. Deve a Reclamadas impugnar um por um dos fatos alegados pelo Reclamante. Nesse caso o ônus de provar é do Reclamante;
b) da oposição de fatos modificativos (fatos que quando alegados modificam o pedido, ex: Reclamante pede horas extras acima da sexta diária, e a Reclamada alega que ele foi contratado para trabalhar por oito horas diárias), extintivos (quando alegados os fatos acarretam a extinção do que foi pedido pelo Reclamante, ex: Reclamante pleiteia horas extras, e a empresa alega que ele exercia cargo de confiança) ou impeditivos (fatos que quando alegados tornam o autor impedido de fazer tais pedidos, ex: Reclamante alega ter sido demitido sem justa causa e pleiteia verbas rescisórias, e a empresa alega que ele foi demitido por justa causa) do direito do Reclamante. Nesse caso o ônus de provar é da Reclamada;
c) da admissão dos fatos narrados na exordial, mas oposição quanto à sua consequência: a Reclamada admite que o fato alegado pelo Reclamante ocorreu, mas que não foi do jeito que ele mencionou (ex: Reclamante pleiteia adicional de transferência, e as empresa alega que não houve a mudança de domicílio). Nesse caso o ônus de provar é da Reclamada;
d) do reconhecimento dos fatos alegados na inicial: não é uma forma de defesa, pois a empresa reconhece o que o Reclamante pleiteia.
(Silogismo: Contra tese dos fatos + Fundamento Jurídico = Improcedência do Processo sem julgamento do mérito)
III - REQUERIMENTOS FINAIS
Isto posto, aguarda-se o acolhimento das preliminares argüidas (se tiver alguma), ou se assim não entender Vossa Excelência, que sejam os pedidos julgados improcedentes nos termos da legislação em vigor e conforme fundamentação supra.
Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em Direito admitidas, especialmente pelo depoimento pessoal do Reclamante, sob pena de confesso, a teor do Enunciado 74 do TST, oitiva de testemunhas que comparecerão independentemente de intimação, e outras que se fizerem necessárias, por mais especiais que sejam e, esperando seja acolhida sua exclusão.
Face ao que restou fartamente demonstrado e provado, se requer e espera seja a presente ação julgada TOTALMENTE IMPROCEDENTE, por medida da mais lídima e salutar justiça.
Caso tenham interesse, podemos elaborar sua defesa, consulte-nos a respeito!
Em caso de dúvidas, nos colocamos à sua inteira disposição!
DIREITO DO TRABALHO MODELOS
Anônimo 15 de maio de 2013 15:32
Este ajudou para esclarecer as minhas dúvidas. Obrigada.
parabéns, contestação muito bem explicitada, a melhor que já vi, espero que domingo venha uma contestação na prova da OAB.
Anônimo 7 de outubro de 2013 10:49
Anônimo 24 de novembro de 2013 06:35
Perfeito!! Mais claro e objetivo que isso não existe! Muito bom para quem está começando e precisa de auxílio.
Anônimo 9 de dezembro de 2013 14:45
Excelente explicação! Vou conseguir fazer a prova mais tranquila.
jucier 30 de janeiro de 2014 06:58
Gostaria de saber se para fazer a contestação ,é necessario a procuração para o advogado.
Fernando R. Fernandes 5 de fevereiro de 2014 10:06
Prezado Jucier, boa tarde!
Não há necessidade de nomear um advogado para fazer a contestação na justiça do trabalho, visto que esta especializada, contempla o Princípio do jus postulandi, que nada mais é do que o direito de reclamar, perante a Justiça, sem a presença de um advogado, nos termos do art. 791 da CLT, vejamos:
“Art. 791. Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final.
Todavia, se analisarmos o teor da Súmula 425 do TST, veremos que que as partes não poderão acompanhar pessoalmente suas demandas até o final, senão vejamos:
“SÚMULA Nº 425 - JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE. O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.”
Assim, o direito ao jus postulandi se limitou às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não podendo mais na Ação Rescisória, Cautelar, MS e todos os recursos de competência do TST.
Dessa forma, o Reclamado poderá atuar na justiça do trabalho sem a presença de advogado, todavia, limitando-se às varas do trabalho e tribunais regionais.
Unknown 10 de junho de 2014 05:54
PERFEITO! PARABÉNS!!
Anônimo 6 de agosto de 2014 03:46
Muito bem explícito. Parabéns.
Valmor 11 de janeiro de 2016 12:40
Muito boa essa peça...bem explicada......Parabéns!!!!
Procurei outras peças na página e não encontrei....Gostei muito do modo que foi exposta!!!! bem didática!!! Legal...
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