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Timestamp: 2019-08-20 19:11:48+00:00
Document Index: 16208862

Matched Legal Cases: ['artigo 32', 'artigo 8', 'artigo 1', 'artigo 2', 'artigo 3', 'artigo 6', 'artigo 7', 'artigo 8']

Doutrina OAB: imposto sobre serviços - Blog Gran OAB
Olá futuro(a) advogado(a),
Vamos falar um pouquinho sobre o ISS (Imposto sobre Serviços)?
A Constituição Federal de 1988 determina que cabe aos municípios a instituição do ISS (art. 156, III da CF/88), sendo que cabe, também, ao Distrito Federal por força do § 1º do artigo 32 da CF/88.
Ainda, a CF/88 determina nos incisos I, II e II, § 3º do art. 156, que lei complementar deverá:
• Fixar as alíquotas do ISS (máxima mínima)
• Excluir da incidência do ISS os serviços destinados à exportação
• Regular a forma e as condições em que poderão ser concedidos e/ou revogados os benefícios fiscais em relação ao ISS.
Dessa forma, de acordo com os ditames Constitucionais, temos a LC 116/2003, que dispõe sobre normas gerais sobre o ISS, as quais deverão ser observadas por todos os Municípios e pelo Distrito Federal ao instituírem o referido imposto.
Observa-se, que a supracitada lei complementar, possui, em anexo, uma lista com 40 itens de serviços, apresentando dentro dos itens, subitens de serviços. Se o serviço estiver disposto nesse rol poderá sofrer a incidência do ISS.
Assim, os Municípios e o Distrito Federal deverão instituir seus ISS´s em conformidade com os serviços dispostos no anexo à LC 116/2003. Ou seja, se houver previsão expressa do serviço no anexo, o ente competente poderá instituí-lo, caso contrário, está fora do campo de incidência.
Entretanto, alguns subitens apresentam a expressão “e congêneres”, quando isso ocorrer, se o serviço a ser prestado pelos Municípios e pelo Distrito Federal for similar ao arrolado no subitem, é possível a sua instituição. Mas, FRISE-SE, somente se houver expressão que indique outros serviços similares aos que estão arrolados (CONGÊNERES).
Retornando à LC 116/2003, temos que a mesma, de acordo com a previsão constitucional:
Fixou a alíquota mínima em 2% (Art. 8º A)e a máxima em 5% (Art. 8º, II)
Exclui a incidência do ISS das exportações de serviços ( 2o,I – e também exclui outras incidências vide incisos II e III do Art. 2º da LC 116/2003)
E no tocante a regular a forma e as condições como isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados, a LC 116/2003 dispôs no 1o do artigo 8º que o ISS não será objeto de concessão de isenções, incentivos ou benefícios tributários ou financeiros, inclusive de redução de base de cálculo ou de crédito presumido ou outorgado, ou sob qualquer outra forma que resulte, direta ou indiretamente, em carga tributária menor que a decorrente da aplicação da alíquota mínima, excetuando os serviços a que se referem os subitens 7.02, 7.05 e 16.01 da lista anexa a esta Lei Complementar, que são:
A fim de facilitar o seu estudo sobre o ISS segue as matérias que estão dispostas na LC 116/2003.
DISPOSITIVO LEGAL MATÉRIA
artigo 1º repete competência Municipal e do DF e determina que os fatos geradores são os serviços previstos na lista anexa à lei
artigo 2º hipóteses de não incidência
artigo 3º e incisos local onde o ISS será devido
artigos 5º Contribuinte
artigo 6º e incisos responsável tributário
artigo 7º base de cálculo
artigo 8º e 8ºA alíquotas máxima e mínima
ANEXO Serviços em itens e subitens
Por meio dessa síntese, você compreenderá melhor o assunto e otimizará o seu tempo de estudo sobre o ISS.
Bom, espero tê-lo ajudado a esquematizar o seu estudo sobre o ISS de forma a abarcar, em um primeiro momento, as disposições contidas na Constituição Federal de 88 e o que dispõe a Lei Complementar 116/2003.
Mãos à massa, força na peruca e bons estudos!!!
Doutoranda em Direito pela Universidade de Coimbra. Mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília. Especialista em Direito Tributário pelo ICAT. Especialista em Planejamento Tributário pelo IBPT. Professora do curso de Pós-Graduação do IBMEC, coordenadora do Grupo de Pesquisa sobre Planejamento Tributário (GEPLAT), membro do Grupo de Pesquisa sobre os Sistemas Tributários Contemporâneos, mentora do Tributação em Pauta. Professora universitária há 13 anos em cursos de graduação e especialização “lato senso” em faculdades de Brasília, tendo ministrado disciplinas como: Direito Tributário, Processo Tributário, Direito Financeiro, e, ainda, em cursos preparatórios para as 1ª e 2ª Fases da OAB em Direito Tributário, bem como cursos preparatórios para concursos públicos. Advogada Tributarista.
Coordenação Gran OAB 3 semanas atrás Doutrina OAB / Doutrina OAB: Imposto sobre serviços