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Timestamp: 2019-08-20 11:38:27+00:00
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Tribunal Regional Federal da 4ª Região TRF-4 - AGRAVO DE INSTRUMENTO : AG 50061578520194040000 5006157-85.2019.4.04.0000
Tribunal Regional Federal da 4ª Região TRF-4 - AGRAVO DE INSTRUMENTO : AG 50061578520194040000 5006157-85.2019.4.04.0000 - Inteiro Teor
Agravo de Instrumento Nº 5006157-85.2019.4.04.0000/PR
AGRAVANTE: MERCADO MILIOZZI EIRELI
ADVOGADO: Carlos Alexandre Tortato
ADVOGADO: silvio sunayama de aquino
ADVOGADO: ANA MARIA LOPES RODRIGUES DOS SANTOS
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de antecipação da tutela recursal, interposto por MERCADO MILIOZZI EIRELI em face da decisão que, no mandado de segurança originário, indeferiu a medida liminar, através da qual almejava assegurar o aproveitamento de créditos de PIS e COFINS nos produtos adquiridos para a revenda (incluídas as despesas com frete e armazenagem) que estão sujeitos ao regime monofásico dessas contribuições, nos termos do art. 3º, inc. I, das Leis nº. 10.637/02 e 10.833/03 c/c art. 17 da Lei nº. 11.033/04.
Alega, em síntese, a revogação tácita dos artigos 3º, § 2º, inciso II, das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003, em face do teor do artigo 17 da Lei nº 11.033/2004 (cuja abrangência ultrapassa o regime do REPORTO).
Sustenta, ainda, que há julgados recentes do Superior Tribunal de Justiça sobre o tema, reconhecendo o direito dos contribuintes de apurarem o crédito da aquisição de produtos sujeitos ao regime monofásico, o que demonstraria a probabilidade do seu direito.
Refere, outrossim, estar configurado o periculum in mora.
No caso dos autos, a parte ora agravante busca aproveitar o crédito de PIS e de COFINS na aquisição de mercadorias sujeitas ao regime monofásico dessas contribuições, com base na previsão do artigo 17 da Lei nº 10.033/2004, o qual possui a seguinte redação:
A possibilidade de extensão do benefício fiscal previsto no artigo 17 da Lei nº 10.033/2004 para as pessoas jurídicas não vinculadas ao Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária - REPORTO tem sido reiteradamente afastada por este Tribunal.
Confiram-se recentes julgados da Primeira e Segunda Turmas deste TRF a esse respeito:
TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. PIS E COFINS. LEI Nº 11.033/2004, ARTIGO 17. PIS E COFINS. DIREITO AO CREDITAMENTO. OPERAÇÕES BENEFICIADAS COM A ALÍQUOTA ZERO. 1. A não-cumulatividade objetiva evitar o aumento excessivo da carga tributária decorrente da possibilidade de cumulação de incidências tributárias ao longo da cadeia econômica. 2. Este objetivo pode ser alcançado pela técnica do creditamento e pela tributação monofásica. 3. Cuidando de tributação monofásica, desaparece o pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, que é a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica, não se podendo falar, portanto, em cumulatividade. 4. O âmbito de incidência do artigo 17 da Lei nº 11.033/2004 restringe-se ao "Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária - REPORTO", como decorre do texto do diploma legislativo onde inserido tal artigo. 5. A extensão da previsão do artigo 17 da Lei nº 11.033/2004 a situações diversas daquela prevista na legislação implicaria em privilégio indevido para certas atividades econômicas, em detrimento de todas as outras que sujeitas à tributação polifásica. (TRF4, AC 5004472-08.2018.4.04.7201, PRIMEIRA TURMA, Rel. Juiz Federal FRANCISCO DONIZETE GOMES, juntado aos autos em 13/03/2019)
TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS NÃO CUMULATIVOS. TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. DIREITO AO CREDITAMENTO POR COMERCIANTES SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO. ART. 3º, § 2º, DAS LEIS Nº 10.637/02 E 10.833/03. No regime não cumulativo da COFINS e da contribuição ao PIS/PASEP, a possibilidade de creditamento não alcança a pessoa jurídica que, no sistema de incidência monofásica, não está sujeita ao pagamento das co...
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