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Timestamp: 2020-07-10 17:22:40+00:00
Document Index: 47019262

Matched Legal Cases: ['artigo 57', 'Artigo 57', 'artigo 57', 'Artigo 57', 'Artigo 3', 'artigo 46']

PPC Engenharia-Mecanica FAEN | Engenharia | Indústrias
PPC Engenharia-Mecanica FAEN
ppc faen
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Diogo Chadud Milagres_Prática_Questionário
2016700 - Técnico Em Automação Industrial - Noite
Edital Propp 2012 094 r
EDITAL (PROPP-RTR) n 65, de 05-05-2017. (1)
referencias da dissertação
Formulario de Anteprojeto UFMS
Manual Do Servidor UFMS
Doutorado em Ecologia e Conservação - Processo seletivo 2014.pdf
2016 10 22 Edital 68 - Proc Seletivo 2017.1 Doutorado (1)
TCC Obsolecencia Programada
CPP - ENGENHARIA ELÉTRICA UFMS 2016.pdf
RESOLUÇÃO Nº 16, De 25-11-2015 - Regulamento Para Alunos Especiais, Visitantes e Ouvintes
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS FACULDADE DE ENGENHARIA CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA / FAEN / UFGD
Prof. Dr. Clivaldo de Oliveira
Prof a . Dr a . Eliete Medeiros
1.1. HISTÓRICO DA UFGD
1.2. NECESSIDADE SOCIAL DO CURSO
1.2.1. CONTEXTO DE INSERÇÃO DO CURSO NA INSTITUIÇÃO
1.2.2. CONTEXTO DE INSERÇÃO DO CURSO NA REGIÃO
3. CONCEPÇÃO DO CURSO
MOBILIDADE INTERINSTITUCIONAL DOS ALUNOS
3.2. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL
3.3. ADEQUAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO AO PPI E PDI
3.4. LEGISLAÇÃO E CAMPO DE ATUAÇÃO DO ENGENHEIRO MECÂNICO
4. ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA: COORDENADOR DO CURSO
4.1. ATUAÇÃO DO COORDENADOR
4.2. FORMAÇÃO DO COORDENADOR
4.3. DEDICAÇÃO DO COORDENADOR À ADMINISTRAÇÃO E CONDUÇÃO DO CURSO
FUNCIONAMENTO DA COORDENAÇÃO DO CURSO EM RELAÇÃO AOS ACADÊMICOS, AOS
PROFESSORES, ÀS ATIVIDADES ACADÊMICAS E ADMINISTRATIVAS
4.3.2. FORMAS DE APOIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO OU EQUIVALENTE AOS DOCENTES NA CONDUÇÃO DO SEU
6. PERFIL DESEJADO DO EGRESSO
6.1. ÁREAS DE ATUAÇÃO
6.2. MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL
6.3. MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO DA GRANDE DOURADOS E NO MS
7.1 CONTEÚDOS BÁSICOS
7.2 CONTEÚDOS PROFISSIONALIZANTES
7.3 CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
7.4 CONTEÚDOS NÃO-OBRIGATÓRIOS
8. SISTEMAS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
8.1. AVALIAÇÃO ESCRITA E ASSIDUIDADE
9. SISTEMA DE AUTO-AVALIAÇÃO DO CURSO
10. ATIVIDADES ACADÊMICAS ARTICULADAS AO ENSINO DE GRADUAÇÃO
10.1. ESTÁGIO SUPERVISIONADO
10.2. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
10.3. ATIVIDADES COMPLEMENTARES
11. DOCENTE
12. TÉCNICO ADMINISTRATIVO
13. INSTALAÇÕES FÍSICAS
13.1. BIBLIOTECA
13.2. LABORATÓRIOS DE ENSINO
ANEXO I – DIRETRIZES CURRICULARES PARA OS CURSOS DE ENGENHARIA
ANEXO II – REFERÊNCIAL CURRICULAR PARA CURSOS DE ENGENHARIA MECÂNICA
ANEXO III – ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA – OFERTA
SUGERIDA POR PERÍODO/SEMESTRE (CH E LOTAÇÃO), FLUXOGRAMA E PRÉ-REQUISITOS
ANEXO IV – EMENTÁRIO DOS COMPONENTES CURRICULARES E BIBLIOGRAFIA
ANEXO V – DEMANDA DE DOCENTES E PERFIS PARA ATENDIMENTO ÀS DISCIPLINAS DO CURSO DE GRADUAÇÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA DA FAEN / UFGD
ANEXO VI – RELAÇÃO DE DISCIPLINAS ELETIVAS,OPTATIVAS E SUAS RESPECTIVAS EMENTAS FORNECIDAS
ANEXO VII - RELAÇÃO DE DISCIPLINAS COMUNS A TODOS OS CURSOS DA
ANEXO VIII - RELAÇÃO DE DISCIPLINAS COMUNS A TODOS OS CURSOS DA UFGD SEGUNDO REUNI, RESOLUÇÃO N. 0 89 [57]
ANEXO IX - RESOLUÇÃO N. 0 89, SEGUNDO COUNI DA
ANEXO X – EQUIPAMENTOS A SEREM COMPRADOS PARA O CURSO
ANEXO XI – HISTÓRICO DO COORDENADOR E DEMAIS MEMBROS DA COMISSÃO DE APOIO ÀS ATIVIDADES
ANEXO XII – ATUAÇÃO DO NDE (NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE) ENGENHARIA MECÂNICA
Tabela 1: Diretrizes curriculares de referência para cursos de Engenharia Mecânica (bacharelado) no Brasil
Tabela 2: Núcleo de Conteúdos Básicos
Tabela 3: Núcleo de Conteúdos Profissionalizantes
Tabela 4: Núcleo de Conteúdos Específicos
Tabela 5: Núcleo de Conteúdos Não-obrigatórios (Eletivos/Optativos)
Tabela 6: Estágio Supervisionado
Tabela 7: Núcleo de Conteúdos Complementares
Tabela 8: Carga Horária do Curso de Graduação em Engenharia de Energia
Tabela 9: Estimativa da qtde. docentes necessários no curso de Engenharia Mecânica
Tabela 10: Cronograma de contratação de docentes (Engenharia Mecânica /
Tabela 11: Cronograma de contratação de técnicos de
Tabela 12: Laboratórios Específicos do curso de Engenharia Mecânica
Figura 1. Projeto dos Laboratórios para o Curso de Engenharia Mecânica
Figura 2 – Detalhamento dos laboratórios
Figura 4 – Fluxograma das Disciplinas x Semestre do curso de Engenharia Mecânica
Figura 5 – Quadro de pré-requisitos para as disciplinas de Engenharia Mecânica
Considerado o curso de engenharia mais antigo do país, criado a mais de cem anos, a exemplo do curso da UFRGS de 1897 [1], a Engenharia Mecânica é um dos ramos da engenharia que mais empregam e oferecem possibilidades de ascensão tanto na indústria quanto na pesquisa. O engenheiro mecânico está sempre ligado a uma indústria ou empresa, quer seja no desenvolvimento de projetos, concepção e planejamento, ou ainda na execução e manutenção de processos, máquinas, equipamentos mecânicos e eletromecânicos, veículos automotores, eletrodomésticos, brinquedos, sistemas de produção e instalações industriais, além de atuação essencial no ramo de estruturas metálicas e não-metálicas.
A indústria em geral absorve esses profissionais em setores como o metal-mecânico (diversas existentes e em implantação no MS, em especial em Dourados-MS), naval (pólo em Corumbá-MS), de celulose e papel (pólo em Três Lagoas-MS), petroquímico e petróleo e gás (Gasoduto e alcoolduto MS), usinas de açúcar e álcool (no tocante à fabricação de vasos de pressão e estruturas, bem como manutenção nas indústrias de transformação do setormetal-mecânico no MS), automobilístico e autopeças, aeronáutico, aeroespacial e alimentício (máquinas e equipamentos de processamento). A Petrobras é, hoje, uma das maiores empregadoras do país na área de Engenharias em geral. Para se ter uma idéia, no último concurso nacional, realizado no primeiro semestre de 2000, 90 vagas foram destinadas à engenharia mecânica e 30 em outras modalidades. Esse otimismo deve-se à quebra do monopólio da empresa e à privatização das companhias de gás.
Outra área bastante promissora e que merece destaque, é a de manutenção, pois toda empresa requer profissional capacitado para os setores de instalações diversas (estruturas metálicas, sanitárias, tubulações, elétricas, etc). O setor automobilístico também está em franca expansão no país, com o estabelecimento de grandes companhias estrangeiras. Porém, nesse setor de fabricação, a Engenharia Mecânica passa por grandes transformações, com a automação das linhas de produção. A atuação do Engenheiro Mecânico não é isolada, visto que em alguns segmentos na área de processos, atua também o engenheiro químico, e no segmento geração de energia elétrica, atua também o engenheiro eletricista. “Por isso, não ha mais lugar para o profissional que apenas se senta diante de uma prancheta para elaborar projetos. É necessário ter também uma especialização e uma visão administrativa ampla”, declara Valdir Cardoso de Souza, coordenador da Divisão Técnica de Engenharia Mecânica, do Instituto de Engenharia de São Paulo [2].
O mercado de trabalho está cada vez mais exigente e necessita de profissionais capacitados para atender o perfil solicitado pelas empresas. Vagas existem. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, entre janeiro e agosto de 2010, o país beira a marca de 2 milhões de novos postos formais de trabalho, considerado o melhor desempenho da história. Até o presente momento, em 2012, o estado do MS não possui nenhum curso de Engenharia Mecânica em instituição pública de ensino superior. Percebe-se ainda que, o DF é o local na Região Centro-Oeste (proporcionalmente à sua área territorial) qe mais tem investido em cursos de Engenharia (13 cursos, sendo 2 de Engenharia Mecânica), seguido pelo estado de GO (17 cursos, sendo 2 de Engenharia Mecânica), MT (12 cursos, sendo 2 de Engenharia Mecânica), e MS (9 cursos, nenhum de Engenharia Mecânica). O estado de Goiás possui industriais de transformação (setor secundário) e prestação de serviços técnicos (setor terciário) e vem crescendo economicamente de maneira significativa na última década de 2000-2010. Estes passos ainda estão começando no Estado de Mato Grosso do Sul há poucos anos, e a demanda já está presente com a presença de curso em instituição privada (UCDB) e outros similares (Engenharia de Automação e Controle, ANHANGUERA). Dentro deste contexto de adequação às demandas da sociedade, a Faculdade de Engenharia (FAEN) da Universidade Federal da Grande Dourados, propôs em 2010, criação do curso de Engenharia Mecânica, e aprovou em maio/2012 o presente documento intitula PPC, conforme regulamento geral dos cursos de graduação da UFGD [3]. O profissional a ser formado contribuirá para o desenvolvimento da Região da Grande Dourados (tendo Dourados como município pólo), do estado de Mato Grosso do Sul, estados circunvizinhos (Mato Grosso, Goiás, Paraná e São Paulo), e da nação. A Engenharia Mecânica faz parte da grande área de conhecimento ENGENHARIAS, e sua especificidade engloba elementos re referência, conforme o Sistema CONFEA/CREA [4], envolve: a) Setor de Mecânica Aplicada; b) Setor de Tecnologia Mecânica; c) Setor de Termodinâmica Aplicada; d) Setor de Fenômenos de Transporte. As atividades profissionais atribuídas ao engenheiro são apresentadas no Anexo I. O Estado de Mato Grosso do Sul está situado no Centro-Oeste brasileiro, estrategicamente, um ponto central nesta geografia, com a característica peculiar de localização no maior cinturão de produção de matérias-primas agropecuárias do país, a exemplo de grãos, carnes, biocombustíveis e afins. Ressalta-se a recente instalação de dezenas de usinas produtoras de álcool e açúcar, que também produzem energia por meio de co-geração que, além de serem de uso próprio, podem comercializar o excedente para empresas distribuidoras de eletricidade do estado, o que exige um forte suporte do setor industrial metal-mecânico para fabricação e manutenção de equipamentos diversos (ex:
vasos de pressão / caldeiras, trocadores de calor, bombas hidráulicas e outros), atualmente inexistentes no município que contempla apenas empresas que são do setor metalúrgico, mas cujos produtos restringem-se a estruturas metálicas e não contempla todas as demais máquinas, motores e equipamentos mecânicos. Assim sendo, embora a vocação do MS seja historicamente pautada na agropecuária (criação de animais, bovinos, suínos, aves e outros) moderna ou rudimental, sustentando um setor de agronegócios em contínuo crescimento, a vocação futura aponta para uma necessidade de desenvolvimento industrial forte, pautado pelo setor metal-mecânico que dá suporte às industriais de transformação de produtos acabados (cuja matéria prima são minérios e outros produtos semi-acabados, oriundos de outras indústrias). Existe um forte apoio da administração pública municipal, que desde 2011 já destinou área de instalação para um pólo industrial do setor Metal-Mecânico, que inicialmente deverá dar suporte ao Setor Sucro-energético e posteriormete a outras indutriais de transformação, tais como aquelas de máquinas, motores e equipamentos mecânicos, abrangendo todos os elos das cadeias produtivas dos setores primário, secundário e terceário da economia. O desafio que se apresenta para o ensino de engenharia no Brasil é um cenário mundial que demanda uso intensivo da ciência e tecnologia e exige profissionais altamente qualificados, preparados para enfrentar o mercado de trabalho altamente competitivo. Tal desafio, a nível institucional, passa pela reformulação de conceitos que vêm sendo aplicados durante anos e que muitos julgam ainda hoje eficientes. O próprio conceito de qualificação profissional vem se alterando, com a presença cada vez maior de componentes associadas às capacidades de coordenar informações, interagir com pessoas e interpretar de maneira dinâmica a realidade. O futuro engenheiro deve ser capaz de propor soluções que sejam não apenas tecnicamente corretas, como também deve ter a ambição de considerar os problemas em sua totalidade, em sua inserção numa cadeia de causas e efeitos de múltiplas dimensões. No atual cenário mundial, em que se sobressai a diversificação de mercado e a diferenciação de produtos, propõem as mudanças na organização do trabalho e exige a formação de profissionais de engenharia capazes de incrementar e implantar processos de produção mais eficazes, competitivos e modernos. As mudanças tecnológicas e organizacionais exigem das Instituições de Ensino Superior uma tomada de posição quanto à qualidade da formação oferecida, e, principalmente, um repensar crítico de seu papel frente a uma sociedade que precisa avançar rapidamente na construção de conhecimentos e de tecnologia compatíveis às necessidades do mercado globalizado.
O compromisso da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) não se limita
apenas à formação de profissionais, mas também abarca a produção de conhecimentos
através de atividades permanentes e sistemáticas de pesquisas e investigações que
contribuam para a otimização de processos e qualificação de produtos, colaborando para a
melhoria das condições da sociendade, a qual inclue necessariamento as indústrias de
transformação de produtos acabados que podem proporcionar o verdadeiro
desenvolvimento social e econômico da população, e não apenas o simples crescimento.
O crescimento populacional e o aumento das demandas da sociedade levaram, entre
fins da década de 1960 e início da década de 1970, ao estabelecimento da primeira
universidade na região de Mato Grosso: a Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT),
sediada em Campo Grande, que se transformaria, após a criação do Estado de Mato
Grosso do Sul, na atual Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Entre os vários campi dessa Universidade estava o de Dourados, que começou a
funcionar em 1971. Esse campus, inicialmente de dimensões bastante modestas, passou a
apresentar um elevado índice de crescimento, sobretudo nas décadas de 1980 e 1990,
visivelmente relacionados ao dinamismo econômico da sua região.
Dourados situa-se como a cidade-pólo de uma ampla área, que corresponde ao
extremo sul do Estado de Mato Grosso do Sul e costuma ser referida como Região da
Grande Dourados. Atualmente, essa região caracteriza-se principalmente pelos elevados
índices de produção agropecuária direcionada à exportação, o que decorre de seus solos
férteis e do clima propício, fatores esses aliados a altos investimentos em tecnologia
Na década de 1990, o Centro Universitário de Dourados ampliou significativamente
sua atuação na pós-graduação lato sensu, com o oferecimento de vários cursos de
especialização nas áreas de Educação, Letras, História e Ciências Contábeis. Na trajetória
recente do Campus, um dos aspectos mais significativos é o início de sua atuação no
âmbito da pós-graduação stricto sensu, com a entrada em funcionamento do Mestrado em
Agronomia (1994), em História (1999), em Entomologia e Conservação da Biodiversidade
(2002) e em Geografia (2002). Em 2003, entrou em funcionamento o Doutorado em
Outro aspecto igualmente significativo é a ampliação da oferta de cursos de
graduação, sendo implantados em:
- Ciências, licenciatura curta;
- Geografia com Licenciatura e Bacharelado;
- Medicina, Direito e Administração.
– Ciências Sociais, Engenharia de Alimentos [5], Engenharia de Produção [6],
Gestão Ambiental, Licenciatura Indígena, Química;
– Sistemas de informação (anteriormente análise de sistemas);
– Artes Cênicas, Biotecnologia, Economia, Educação Física, Engenharia Agrícola [7],
Engenharia de Energia [8], Nutrição, Psicologia, Relações Internacionais, Zootecnia.
Com a criação da Fundação Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD, por desmembramento da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS, em
2005 (LEI Nº 11.153, de 29 de Julho de 2005), os cursos existentes passaram a fazer parte
da nova instituição [10]. Em 2006 (Resolução Nº 4, de 16 de Fevereiro de 2006), a UFGD implantou os cursos de graduação em Engenharia de Produção, Engenharia de Alimentos, Química e Gestão Ambiental, cujo início efetivo das aulas deu-se no segundo semestre de 2006. Em 2008, outros 9 (nove) cursos foram criados na universidade, sendo um para cada unidade acadêmica, i.e., faculdade, existente e com início efetivo das aulas e atividades em janeiro de 2009. O curso de graduação em Engenharia de Energia está lotado na FAEN, sendo os demais cursos os seguintes: Engenharia Agrícola (FCA), Artes Cênicas (FACALE),
Biotecnologia (FCBA), Economia (FACE), Nutrição (FCS), Relações Internacionais (FADIR), Educação Física (FAED) e Psicologia (FCH). Em 2010, com a criação da Faculdade de Engenharia (FAEN) a partir do desmembramento da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia (FACET), os cursos de Engenharia de Energia, Engenharia de Alimentos e Engenharia de Produção, foram lotados nesta nova unidade acadêmica. Portanto, a FAEN contempla a grande área de conhecimento Engenharias no âmbito do MEC, via CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do sistema CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) /CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia). Ainda em 2010, no âmbito do planejamento UFGD 2011-2020, foi concebida a proposta do curso de Engenharia Mecânica. Esta proposta foi apreciada pelo conselho Diretor da Faculdade de Engenharia da UFGD e obteve aprovação para criação do curso
através da Resolução FAEN nº 84, de 27 de outubro de 2010, e no ano de 2012 foi aprovado o projeto Pedagógico do Curso de Engenharia Mecânica, Resolução N° 93 de 18 de Maio de 2012, e o emso encaminhado à PROGRAD para análise e providências. Neste PPC, encontram-se sistematizados os resultados de amplos debates dos docentes da Faculdade de Engenharia (FAEN), visando adaptar, modernizar e implementar às diretrizes curriculares para os cursos de Engenharia. Trata-se de um documento que reflete os resultados de muitas pesquisas realizadas em Instituições de todo Brasil, que possuem os cursos de Engenharia Engenharia Mecânica e afins, tais como Engenharia Industrial Mecânica, Engenharia de Energia, Engenharia Mecatrônica / Automação e Controle. Além de contemplar os aspectos das diretrizes curriculares emitidas pelo Ministério de Educação para todos os cursos de engenharia, procurou-se criar uma identidade própria relacionada às atividades locais e regionais. Assim, estas discussões foram importantes para permear o perfil do profissional egresso que se deseja formar nos cursos de Engenharias da UFGD. Definidas as questões que moldam o perfil do curso e, conseqüentemente, de seus egressos, o estudo apresenta a relação das áreas dos conhecimentos e os componentes curriculares que compõe o curso. Demonstra as disciplinas e suas respectivas ementas, estabelecendo uma estrutura curricular básica, sujeita a um processo contínuo de revisão e aperfeiçoamento tanto em virtude das mudanças do ambiente externo (mercado), como do ambiente interno (profissionais envolvidos). A proposta contempla, também, questões ligadas aos aspectos legais, tais como, mecanismos de seleção e de acesso ao curso, processos de avaliação, aproveitamentos de estudos, trabalho de conclusão de curso, estágio supervisionado, entre outros. Atualmente, o curso de Engenharia de Energia criado na UFGD em 2009, possui alunos atuando no ambiente industrial sucro-energético como estagiários e alunos dos cursos de Engenharia de Alimentos e de Produção atuando como profissionais. Estas indústrias já perceberam a necessidade de atendimento de demandas mais específicas, desde o “chão de fábrica” até o suporte de manutenção e fabricação de máquinas, motores e equipamentos mecânicos, o que poderá ser oferecido com os futuros profissionais formados no curso de graduação em Engenharia Mecânica.
1.2. Necessidade Social do Curso O Ensino Superior Brasileiro tem vivenciado profundas alterações em busca do
desenvolvimento do país, capitaneado pela grande área de Engenharias e outras áreas
tecnológicas. Para isto é necessário adotar um modelo flexível que corresponda às
necessidades da sociedade. A Universidade, de caráter filantrópico e comunitário, centra-se
na possibilidade de responder às demandas regionais e também nacional e mundial,
produzindo e transferindo conhecimentos (potenciais inovações tecnológicas) para a
sociedade, função inerente a toda Universidade.
A partir das Diretrizes Curriculares já estabelecidas para os Cursos de Graduação
em Engenharia, publicadas em Março de 2002 (Anexo I), os perfis dos cursos puderam ser
definidos com mais liberdade e abrangência, de forma que seus egressos possam se
adaptar mais facilmente às transformações do mundo Moderno. Adicionalmente, existem as
sugestões do MEC quanto a referências para cursos de Engenharia Mecânica (Anexo II).
A competência e a ética são princípios contidos na missão da UFGD, aliados à busca
contínua da valorização e solidariedade humana e o respeito à natureza, permeada entre
seus cursos, abrangendo igualmente as diretrizes e estratégias do Curso de Engenharia
Mecânica, delineadas no perfil do acadêmico por ela formado.
A entrada da UFGD na grande área de conhecimento Engenharias (código
3.00.00.00-9, Tabela CNPq/CAPES, [5]) se deu a partir da implantação dos Cursos de
Engenharia de Alimentos e Engenharia de Produção em 2006, continuada pela implantação
do curso de Engenharia de Energia em 2009. Visto que o desenvolvimento e inovação
tecnológica acontecem com bastante intensidade nas áreas de conhecimento Engenharias
como um todo, há perspectiva de atuação tecnológica inerente às atividades desenvolvidas.
A inserção do curso se dará com o apoio de laboratórios e disciplinas já existentes
em outros cursos de Engenharia da FAEN, complementado por infra-estrutura e recursos
humanos próprios necessários para as atividades de ensino e pesquisa na modalidade
Engenharia Mecânica. Além disso, o potencial envolvimento industrial local/regional via
FIEMS e SENAI, possibilitaram interações profundas neste setor, com potenciais atividades
de transferência de tecnologia e inovação tecnológica na interação iniversidade-empresas.
O uso efetivo da infra-estrutura por vários cursos de graduação e Programas de Pós-
Graduação permite a UFGD maximizar o uso dos investimentos em recursos materiais e
humanos. Isto é especialmente relevante, sabendo que em laboratórios de engenharia
experimental e/ou computacional, um único equipamento ou sistema pode facilmente
alcançar valores da ordem de US$ 500.000,00 / R$ 1.000.000,00 ou mesmo superiores.
1.2.2. Contexto de Inserção do Curso na Região O espaço geográfico denominado Território da Cidadania definido como Grande
Dourados engloba 12 municípios (Caarapó, Deodápolis, Douradina, Dourados, Fátima do
Sul, Glória de Dourados, Itaporã, Jateí, Juti, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante e
Vicentina). No entanto, considerando um contexto mais amplo, a área geográfica de
influência do município de Dourados-MS, sede da UFGD, abrange um conjunto de 37
municípios que ocupa 55.944,59 Km² e possui 776.151 habitantes ([25]), correspondendo a
15,6% do território e 41,52% da população do Estado de Mato Grosso do Sul. Os demais 25
municípios são: Amambai, Anaurilândia, Angélica, Antônio João, Aral Moreira, Baitaporã,
Bataguassu, Bela Vista, Coronel Sapucaia, Eldorado, Iguatemi, Invinhema, Itaquiraí, Japorã,
Laguna Carapã, Maracaju, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul,
Paranhos, Ponta Porã, Sete Quedas, Tacuru e Taquarussu.
Esta região conta com inúmeras indústrias e agroindústrias, sendo as mais recentes
pertencentes ao setor sucro-energético, capazes de produzirem sua própria energia
necessária para os processos produtivos e também de comercialização do excedente para
as concessionárias de energia elétrica no estado de MS. Neste contexto, desde 2011 a
administração do município de Dourados estabeleceu um pólo industrial para o Setor Metal-
Mecânico, cuja função é atender às industriais do setor sucro-energético, no que diz respeito
à fabricação e manutenção de máquinas, motores e equipamentos mecânicos e afins.
Desde a criação da UFGD em 2006 [7], efetuou-se uma pesquisa para dar-se início à
área de engenharia e tecnologia, visando identificar onde esta jovem Universidade centraria
seus esforços. Quando o resultado da pesquisa apontou a importância do setor
agroindustrial, constatou-se que, na ocasião, o Estado de Mato Grosso do Sul não contava
com nenhuma Instituição de Ensino Superior que oferecia o Curso de Engenharia de
Alimentos ou de Produção. Sensibilizada por esta demanda, vislumbrou a oportunidade de
oferecer o curso, visando formar profissionais capacitados a esta área do conhecimento,
como forma de contribuir para o desenvolvimento do complexo agroindustrial já localizado,
no momento da criação da UFGD. Fez parte dos resultados identificados [7], a indicação de
cursos a serem implantados a partir de 2007, num médio prazo, dentre os quais estava o
curso de Engenharia Mecânica.
De maneira similar, contatou-se em 2010 quando da concepção da proposta do
curso de Engenharia Mecânica, que no Estado de Mato Grosso do Sul não existe nenhuma
instituição pública de ensino superior que oferece o Curso de Engenharia Mecânica, fato
este que permanece verdadeiro no ano de 2012. Na região Centro-Oeste como um todo,
existe apenas 3 IFES que oferecem o curso, quais sejam: UFMT (Rondonópolis-MT, desde
2006), UFG (Goiânia-GO, desde 2010) e UnB (Brasília-DF, desde 1973).
1.3. Histórico do Curso No Brasil, o oferecimento de cursos superiores na área de Engenharia Mecânica é
bastante tradicional. Os primeiros cursos no Brasil remontam ao século XVIII, na atual
Escola Politécnica da UFRJ, primeiro curso regular de engenharia das Américas e o mais
antigo curso superior do Brasil, iniciado em 1792 e desvinculado da origem militar em 1874
[11]. No século XIX, diversas outras instituições implantaram o curso, tais como a Escola de
Minas de Ouro Preto em 1876; a Politécnica de São Paulo (USP) em 1893; a Politécnica do
Mackenzie College e a Escola de Engenharia do Recife, ambas em 1896; a Politécnica da
Bahia e a Escola de Engenharia de Porto Alegre (atual UFRGS), em 1897.
As primeiras Escolas de Engenharia foram influenciadas e patrocinadas pelo capital
estrangeiro. A Escola de Minas de Ouro Preto, por exemplo, sofreu grande influência da
École Polytechnique de Paris, mesmo sendo introduzida pelos portugueses, enquanto a
Escola de Engenharia do Mackenzie College foi construída através do capital norte-
americano (BAZZO, PEREIRA, VON LINSINGEN, 2000 [12]).
Atualmente (ano base 2012), existem dezenas de cursos de graduação em
Engenharia Mecânica no Brasil e, mas ainda com uma distribuição geográfica concentrada
nas regiões Sudeste e Sul. Na região Centro-Oeste, existem apenas 3 (três) cursos em
funcionamento em IFES, não havendo IFES no estado de Mato Grosso do Sul com o curso:
• UnB – Universidade de Brasília, campus central iniciado em 1973, Brasília-DF [13];
• UFMT - Universidade Federal do Mato Grosso, iniciado em 2006, Rondonópolis-MT [14];
• UFG – Universidade Federal de Goiás, iniciado em 2008, Goiânia-GO [15];
Algumas IFES têm cursos de Engenharia Mecânica de referência no país, e não por
acaso, os cursos de graduação beneficiam-se dos igualmente excelentes Programas de
Pós-graduação (CAPES/Engenharias III/Engenharia Mecânica, notas 7 e 6). São eles:
• UFRJ/COPPE - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro-RJ [16];
• UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis-SC [17];
• UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, Campinas-SP [18];
• PUC-RIO – Pontifícia Universidade Católica do RJ, Rio de Janeiro-RJ [19];
• UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre-RS [1];
• USP - Universidade de São Paulo, São Paulo-SP [20];
Portanto, a UFGD é a instituição pública pioneira no estado de Mato Grosso do Sul,
no que diz respeito a cursos de Engenharia Mecânica. Ressalta-se que a região ainda é
carente de cursos de engenharia em todas as modalidades, principalmente naquelas que
poderiam dar suporte de desenvolvimento e inovação tecnológica industrial, prestação de
serviços e recursos humanos de qualidade visando o desenvolvimento regional e do país.
Grau Acadêmico Conferido:
Semestral e por créditos
10 semestres (ou 5 anos); com mínimo ≥ 9 semestres e máximo ≤ 16 semestres
3960 horas ou 4752 horas-aula
mínimo ≥ 20 e máximo ≤70, Res. nº 89/2008 COUNI
(dois períodos, manhã+tarde)
UFGD – Campus II Rodovia Dourados-Itahum, km 12
Fone/Fax: (67) 3410-2160 / 2162
Regulamentados pela Instituição.
Como preconizado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino de
Graduação em Engenharia, instituídas em 2002 pelo Conselho Nacional de Educação [21],
o Engenheiro deve ter formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, que o habilite
absorver e desenvolver novas tecnologias, identificar e resolver problemas, de forma
criativa, ética, considerando os seus vários aspectos, especialmente os econômicos, sociais
Dentre as suas atribuições profissionais, o Engenheiro Mecânico formado pela UFGD
deverá planejar, desenvolver, projetar, executar, gerenciar e avaliar sistemas mecânicos e
À formação do egresso também será agregada a filosofia de trabalho em equipe e
visão interdisciplinar sobre o ambiente de desenvolvimento tecnológico industrial, de modo
que as questões políticas, sociais e ambientais, inerentemente ligadas ao tema, possam ser
compreendidas e adequadamente abordadas.
3.1. Fundamentação Teórico-Metodológica Em 2007 o Conselho Universitário aprovou e encaminhou para adesão ao Programa
REUNI do governo federal através do Projeto: Reestruturação e Expansão da Universidade
Federal da Grande Dourados REUNI UFGD [22]. Este projeto e as resoluções do COUNI
que regulamentaram a implementação do projeto foram os fatores determinantes para a
metodologia empregada na construção do PPC – Projeto Pedagógico do Curso.
A seguir são delineados alguns pontos do Projeto REUNI UFGD de referência para o
conteúdo deste PPC.
O Projeto REUNI UFGD tem como pilares principais ([22], p.11):
“Crescimento e formação profissional; Desenvolvimento regional, social e ambientalmente comprometido; Formação profissional humanista e transdisciplinar; Universidade com maior inclusão social; Ensino superior articulado com o ensino básico e, qualidade institucional.”
O Projeto REUNI UFGD tem como metas gerais ([22], p. 24) Implantar em todas as Unidades Acadêmicas cursos intimamente ligados às demandas da comunidade da Grande Dourados; todos os cursos da Instituição com conceito positivo no ENADE; Implantar em todos os cursos sistema de ciclos (fases) de formação geral; Implantar, em todos os cursos da UFGD, sistemas de cota, com no mínimo 25% das vagas para egressos de escolas públicas.
3.1.1. Mobilidade Interinstitucional dos Alunos Existe o incentivo do governo federal, proporcionado pela criação do programa CsF –
Ciência sem Fronteiras, iniciado em julho/2011, o qual tem a grande área de Engenharias e
demais áreas tecnológicas como a primeira na ordem de áreas prioritárias. Assim, as
possibilidades de realização da “graduação sanduíche” em cursos de Engenharia em outros
países foi bastante ampliada [23]. Este programa de mobilidade internacional oferece os
 Mensalidade de bolsa, 6 a 12 meses, podendo estender-se até 15 meses quando incluir curso de idioma, e 3 meses de estágio em empresa/instituição no exterior quando o período for de no mínimo 12 meses;
 Auxílio-Instalação;
 Passagens aéreas;
 Seguro Saúde.
É dada preferência aos candidatos que:
 Foram agraciados com prêmios em olimpíadas científicas no país ou exterior;
 Ter tido ou estar usufruindo de bolsa de iniciação científica ou tecnológica do CNPq (PIBIC/PIBITI) ou do PIBID da CAPES.
Para participar do programa CsF, o candidato deve cumprir os seguintes requesitos:
 Ser brasileiro ou naturalizado;
 Estar regularmente matriculado em instituição de ensino superior no Brasil em cursos relacionados às áreas prioritárias do Ciência sem Fronteiras;
 Ter sido classificado com nota do Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM - com no mínimo 600 pontos;
 Possuir bom desempenho acadêmico;
 Ter concluído 20% do currículo previsto para o curso de graduação.
Além disso, as principais metas do Projeto REUNI UFGD que norteiam a
metodologia e organização da estrutura curricular deste curso de graduação são:
a) Diversificação das modalidades de graduação, preferencialmente com
superação da profissionalização precoce e especializada
A justificativa é que ([22], p. 27)
“há necessidade da implementação de um regime acadêmico mais amplo, dinâmico e flexível, com novas modalidades de ensino para consolidar a atuação social da UFGD e expandir seu espectro de inserção regional e nacional”
e para isto pretende-se ([22], p. 28).
“a implantação do sistema de ciclos básicos com flexibilização curricular em todos os cursos permitirá a formação profissional, sem estabelecer uma relação de precocidade e fragilização da formação acadêmica” No que se refere às formas de entrada dos acadêmicos será adotado um sistema periódico de avaliação do vestibular e o estabelecimento de cota para escola pública de 25% das áreas.”
b) Mobilidade inter e intra-institucional
Quanto à mobilidade intra-institucional o projeto REUNI UFGD faz o seguinte diagnóstico da
situação atual ([22], p. 42).
“A mobilidade acadêmica intra-institucional é praticamente inexistente. O aluno precisa realizar outro vestibular para mudar de curso. As estruturas são construídas de forma monolítica o que não permite a interdisciplinaridade entre as diferentes áreas do conhecimento, cursos e os conteúdos curriculares. A única forma de inter- relacionamento ocorre pela possibilidade de matrículas em disciplinas optativas em outros cursos”
Conforme Resolução 89/2008 do COUNI – Conselho Universitário da UFGD [51], e
suas alterações posteriores, foram estabelecidas as seguintes formas de ingresso:
formas de entrada por vestibular a partir de 2010 com 50% de entrada por
vestibular e 50% de entrada por avaliação continuada preservando 25% das vagas
para os egressos de escolas públicas;
Cada unidade acadêmica, i.e., faculdade (ex: FAEN – Faculdade de Engenharia),
pode definir quais as disciplinas compoem a “área comum” aos cursos da faculdade;
Define um “ciclo comum” de cada curso como sendo de 3 (três) semestres com no
mínimo 15 disciplinas;
O aluno só pode prosseguir os estudos após concluir 50% das disciplinas do ciclo
comum do curso e 80% da área comum;
As 12 disciplinas do “eixo temático comum” a todos os cursos da universidade das
quais todo aluno da universidade deve eleger, no mínimo 4 (quatro) destas
disciplinas durante o “ciclo comum”;
O programa REUNI tende a promover a mobilidade interinstitucional como
ferramenta para a padronização da qualidade do ensino dos cursos e suas áreas do
conhecimento em todo território nacional.
Neste contexto, o Curso de Engenharia Mecânica apresenta um conjunto de
disciplinas eletivas sugeridas, cuja relação e ementas encontram-se registrado neste PPC.
As disciplinas eletivas poderão ser cursadas em qualquer unidade acadêmica da
Universidade Federal da Grande Dourados. Segudno o Regulamento geral dos Cursos de
Art. 120. Os alunos ingressantes a partir do ano letivo de 2009 deverão cursar, no minimo, 324 (trezentos e vinte e quatro) horas-aula de disciplinas eletivas para integralizacao curricular.
3.2. Fundamentação Legal O presente PPC do curso de graduação em Engenharia Mecânica enquadra-se na
Resolução CNE/CES 11/2002 do MEC (Anexo I) [21], bem como na concepção geral do
Engenheiro, formulados pelo CREA que, em síntese, dispõe, entre outros, sobre:
 Princípios, fundamentos, condições e procedimentos da formação em engenharia;
 Desenvolvimento e avaliação dos projetos pedagógicos;
 Perfil do formando, egresso ou profissional de engenharia;
 Competências e habilidades gerais para a formação em engenharia.
Este projeto pedagógico de curso atende também à seguinte legislação federal:
LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL, nº 9394, de 20/dezembro/1996
PARECER CNE/CES 8/2007 [21], de 31 de janeiro de 2007 (Homologado: Despacho do
Ministro, publicado no DOU - Diário Oficial da União de 13/06/2007, seção 1, pág.11), o qual
Dispõe sobre carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e
duração dos cursos de graduação, bacharelados, na modalidade presencial
(recomenda a carga horária mínima de 3600 horas para os cursos de Engenharia).
3.3. Adequação do Projeto Pedagógico ao PPI e PDI Este PPC foi elaborado tendo como substrato o PPI - Projeto Político Institucional e
ao PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional da UFGD, atendendo, assim, às diretrizes
estabelecidas pela instituição.
Também está vinculado ao programa de expansão da UFGD, no período 2011-2020,
visto que a proposta do curso foi originalmente apresentada em outubro/2010 e teve seu
PPPC aprovado no âmbito da FAEN – Faculdade de Engenharia, em maio/2012 (Resolução
Nº 93, de 18 de maio de 2012, [25]).
A Resolução do CONFEA Nº 1.010, de 22 de agosto de 2005 [4], descreve os
tópicos dos campos de atuação profissional no âmbito da Engenharia Mecânica. Os tópicos
cobertos na formação do egresso lhe proporcionarão a atribuição de competências junto ao sistema CREA/CONFEA. Os setores e tópicos diretamente relacionados e abordados na concepção deste PPC são apresentados a seguir.
A Lei Federal nº 5194, de 24/dezembro/66, e a Resolução nº 218, de 20/junho/73, do
Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA, regulam, entre outras, a profissão do Engenheiro Mecânico, especificando as suas atribuições, e mais recentemente a resolução 1010/2010 do sistema CONFEA/CREA, o campo de atuação dos
profissionais desta área abrange:
 Indústrias;
 Serviços de consultoria e assessoria;
 Instituições científicas e de pesquisas;
 Instituições de ensino;
 Serviços públicos em geral.
O engenheiro mecânico é o profissional habilitado para o estudo, o planejamento, o
projeto, a especificação e a manutenção de máquinas, motores, equipamentos e processos
mecânicos, bem como ao estudo da viabilidade técnica e econômica de sua aplicação em situações diversas. As atividades de cada uma das habilitações em Engenharia (Mecânica, Elétrica, Civil, etc.) são regulamentadas pelo CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), garantindo a ética na prática da profissão. A Engenharia Mecânica é uma área da Engenharia que se dedica aos processos mecânicos e máquinas, motores e equipamentos em geral, às instalações industriais mecânicas, aos equipamentos mecânicos e eletromecânicos, aos veículos automotores, aos sistemas de produção, transmissão e utilização do calor. Existem 4 (quatro) áreas de formação básicas em Engenharia Mecânica:
 Tecnologia Mecânica, envolvendo o conhecimento dos processos e equipamentos para tal finalidade;
 Mecânica Aplicada, reunindo itens, concepção, materiais e cálculos necessários para
se chegar ao produto final.
 Fluidos, apoiada na teoria da mecânica dos fluidos e com aplicações em máquinas hidráulicas e pneumáticas;
 Térmica, que inclui a termodinâmica e a transmissão de calor, com suas aplicações em máquinas térmicas, em condicionamento de ambientes etc.;
Conforme resolução 1010/2007 do sistema CONFEA/CREA [4], temos:
 ENGENHARIA MECÂNICA: Setor Mecânica Aplicada (N° de Ordem 1.3.1)
1.3.1.01.00
Sistemas Estruturais Mecânicos
1.3.1.01.01 Metálicos
1.3.1.01.02 de Outros Materiais
1.3.1.02.00
Sistemas, Métodos e Processos
1.3.1.02.01 de Produção de Energia Mecânica
1.3.1.03.02 de Transmissão e Distribuição de Energia Mecânica
1.3.1.03.03 de Utilização de Energia Mecânica
1.3.1.03.04 de Conservação de Energia Mecânica
 ENGENHARIA MECÂNICA: Setor Termodinâmica Aplicada (N° de Ordem 1.3.2)
1.3.2.01.00
Sistemas Métodos e Processos
1.3.2.01.01 de Produção de Energia Térmica
1.3.2.01.02 de Armazenamento de Energia Térmica
1.3.2.01.03 de Transmissão e Distribuição de Energia Térmica
1.3.2.01.04 de Utilização de Energia Térmica
1.3.2.02.00
1.3.2.02.01 Caldeiras e Vasos de Pressão
1.3.2.02.02 Máquinas Frigoríficas
1.3.2.02.03 Condicionamento de Ar
1.3.2.03.00
 ENGENHARIA MECÂNICA: Setor Fenômenos de Transporte (N° de Ordem 1.3.3)
1.3.3.01.00
1.3.3.02.00
1.3.3.02.01
de Armazenamento de Fluidos
1.3.3.02.02
de Transmissão e Distribuição de Fluidos
1.3.3.02.03
de Utilização de Fluidos
1.3.3.04.00
1.3.3.05.00
1.3.3.06.00
1.3.3.07.00
1.3.3.08.00
1.3.3.09.00
 ENGENHARIA MECÂNICA: Setor Tecnologia Mecânica (N° de Ordem 1.3.4)
1.3.4.01.00
Tecnologia dos Materiais de Construção Mecânica
1.3.4.01.00 Metrologia
1.3.4.01.01 Métodos e Processos de Usinagem
1.3.4.01.02 Métodos e Processos de Conformação
1.3.4.02.00
1.3.4.03.00
1.3.4.04.00
1.3.4.05.00
1.3.4.06.00
1.3.4.07.00
1.3.4.08.00
Métodos de Controle e Automação dos Processos Mecânicos em geral
1.3.4.09.00
Instalações, Equipamentos, Dispositivos e Componentes da Engenharia Mecânica
1.3.4.9.01 Mecânicos
1.3.4.9.02 Eletromecânicos
1.3.4.9.03 Magnéticos
1.3.4.9.04 Ópticos
Devido ao seu caráter fundamental, diversas especializações derivam da Engenharia Mecânica, tais como as engenharias:
 Aeronáutica;
 Aeroespacial;
 Automobilística;
 Mecatrônica;
 Energia;
 Naval;
 Têxtil;
 e outras.
Tudo isso garante ao engenheiro mecânico um amplo leque de opções para o uso de seu saber, seja como autônomo (consultor, perito etc.), seja como empregado em empresas dos mais diversos setores.
Há que se fazer menção, nesse particular, que toda Engenharia, independente da modalidade pretendida, deve conter fundamentos básicos que permitam ao profissional habilitado em certa modalidade ao menos entender certos fenômenos que dizem respeito à outra especialidade que não a sua. Por esse motivo, um conjunto de disciplinas auxiliares deve complementar a formação do engenheiro mecânico: Direito e Legislação, Economia, Organização e Administração de Empresarial, Ciências do Ambiente, etc. Estas e outras disciplinas são necessárias para uma atuação mais qualificada no mercado de trabalho. Essencialmente, o engenheiro mecânico deve ter adquirido um comportamento pró- ativo e de independência no seu trabalho, atuando como empreendedor e como vetor de desenvolvimento tecnológico, não se restringindo apenas à sua formação técnica, mas a uma formação mais ampla, política, ética e moral, com uma visão crítica de sua função social como engenheiro. Além dessas atribuições, o curso visa à formação de profissionais com sólida formação básica e espírito criativo, capaz de contribuir para a melhora do quadro social e econômico em que se encontra nossa região e, conseqüentemente, nosso país.
Fonte: http://www.universia.com.br/carreira/materia.jsp?materia=19243 Para 2014, a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) definiu como meta formar 100 mil engenheiros, o que significa mais do que dobrar o número de formandos de 2008. Afinal, técnicos ou tecnólogos não entram nessa conta e o Censo da Educação Superior do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) indica que, no ano de referência, formaram-se nas diversas especialidades da engenharia 47.098 profissionais.
Parte da responsabilidade pela meta está nas mãos da comissão formada pela Capes com o objetivo de propor ações indutoras e estimular o desenvolvimento da pesquisa, da pós-graduação, da produção científica e da inovação tecnológica nesta área do conhecimento. Para Sandoval Carneiro Júnior, presidente da comissão e diretor de relações internacionais da Capes, a taxa de formação de engenheiros no Brasil é inferior à de outras nações. "Dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o que menos forma engenheiros. A Rússia forma 190 mil por ano, a Índia 220 mil e a China 650 mil", diz ele com base em dados de documento elaborado pela comissão e entregue ao ministro da Educação, Fernando Haddad.
Para a indústria, a escassez de engenheiros é um fato preocupante desde 2008. "Mesmo com a recessão em 2009, setores como a construção tiveram demanda além do esperado. Não só não houve desemprego de engenheiros como os salários, em média, aumentaram 20%", afirma Marcos Maciel Formiga, representante da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e membro da comissão da Capes. Para ele, se a taxa de crescimento econômico continuar acima de 5%, haverá necessidade de duplicar o número de engenheiros formados anualmente.
Segundo Carneiro Júnior, um dos riscos imediatos da falta de mão de obra qualificada é o de encarecimento do setor produtivo. Ele acredita que as empresas passarão a buscar profissionais estrangeiros, a custos elevados e com a exigência de adaptação do conhecimento técnico à realidade local. Além disso, intensifica-se a dependência brasileira de inovação tecnológica. "O Brasil entra numa fase de crescimento e precisamos sair do modelo econômico baseado na exportação de materiais primários e commodities, cujo valor agregado é pequeno", alerta Carneiro Júnior. De acordo com ele, para mudar esse quadro, é necessário contar com profissionais capazes de desenvolver inovação tecnológica.
O viés cientificista da educação no Brasil é apontado por Formiga como um dos fatores responsáveis pelo achatamento dos salários de engenheiros. Isso porque os investimentos por parte da indústria em tecnologia seriam escassos. "Estamos mais preocupados com ciência do que com tecnologia. E engenheiros são mais tecnologistas. No, o registro de patentes chega a 400 ou 500 por ano. No mesmo período de análise, a Coréia registrou dez vezes mais patentes do que nós", compara ele.
A coordenação de curso é exercida de acordo com a seção II, artigo 57 do
Regimento Geral da UFGD [26], que se refere ao Coordenador de Curso, assim como com
as demais normas estabelecidas pelo Conselho Diretor da Faculdade de Engenharia.
A administração acadêmica do Curso é feita internamente através de uma ação
articulada entre Coordenador do Curso, a Comissão Permanente de Apoio, o NDE – Núcleo
Docente Estruturante e a administração da Faculdade de Engenharia - FAEN, que é
composta pelo Diretor da FAEN e pelo Conselho Diretor da FAEN.
O Parágrafo do Artigo 57 do Regimento da UFGD prevê “para cada Coordenadoria
de Curso uma comissão permanente de apoio às suas atividades”. A formação desta
comissão está regulamentada no Regimento da Faculdade de Engenharia, [x].
O Coordenador deve estar em permanente contato com os alunos e com os
professores do curso visando acompanhar de forma coerente e sistemática todas as
atividades e questões que possam afetar o bom andamento do curso.
Conforme o artigo 57 do Regimento da UFGD, os coordenadores dos cursos de
graduação são indicados pelo Conselho Diretor da Faculdade de Engenharia com mandato
de dois anos. A Resolução N° 118, de 13 de novembro de 2008, regulamenta como deve
ser a consulta à comunidade acadêmica, alunos e professores do Curso, para indicação de
um nome de um coordenador que deve ser homologado pelo Conselho Diretor.
4.2. Formação do Coordenador De acordo com o Art. 43 do Estatuto da UFGD [27]
Para cada curso de graduação, com suas habilitações, ênfases e modalidades, haverá uma
Coordenação de Curso que será exercida por um Coordenador.
§ 1º O Coordenador de Curso será escolhido, entre os professores que ministram
disciplinas no Curso, pelo Conselho Diretor da Unidade Acadêmica que o curso estiver
vinculado, e designado pelo Reitor para um mandato de dois anos, permitida a recondução,
observado o disposto no § 2º do art. 42.
§ 2º O Coordenador de Curso deverá ser professor com formação específica na área
de graduação ou pós-graduação correspondente às finalidades e aos objetivos do curso,
preferencialmente com título de doutor ou mestre.
§ 3º O Regimento Geral da Universidade disciplinará as atividades e competências
do Coordenador dos Cursos de Graduação e a forma de designação do substituto eventual.
O Anexo VIII apresenta um breve histórico do atual coordenador, dos membros do
NDE e da comissão de apoio às atividades do coordenador (designada pelo CD / FAEN).
4.3. Dedicação do Coordenador à Administração e Condução do Curso O Regime de trabalho do coordenador é a dedicação exclusiva ao curso prestando
atendimentos aos discentes e docentes no período matutino e vespertino na sala da
coordenação com dedicação de 20 horas semanais para esta atividade.
Dentre as atribuições estabelecidas pelo Regimento Geral da Universidade (Seção II,
Art. 57 da UFGD/2006 [26]) e do Regulamento Geral dos Cursos de Graduação [3], tem-se:
Competirá ao Coordenador do Curso de Graduação da Unidade Acadêmica:
I - Quanto ao projeto pedagógico:
a) definir, em reunião com os Vice-Diretores das Unidades que integram o
Curso, o projeto pedagógico, em consonância com a missão institucional da Universidade, e
submeter a decisão ao Conselho Diretor da Unidade;
b) propor ao Conselho Diretor alterações curriculares que, sendo aprovadas
nesta instância, serão encaminhadas ao Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura.
II - Quanto ao acompanhamento do curso:
a) orientar, fiscalizar e coordenar sua realização;
b) propor anualmente ao Conselho Diretor, ouvido a Coordenadoria
Acadêmica, o número de vagas a serem preenchidas com transferências, mudanças de
curso e matrícula de graduados;
c) propor critérios de seleção, a serem aprovados no Conselho Diretor, para o
III - Quanto aos programas e planos de ensino:
a) traçar diretrizes gerais dos programas;
b) harmonizar os programas e planos de ensino que deverão ser aprovados
em reunião com os Vice-Diretores das Unidades que oferecem disciplinas para o Curso;
c) observar o cumprimento dos programas.
4.3.1. Funcionamento da coordenação do curso em relação aos acadêmicos, aos professores, às atividades acadêmicas e administrativas Dentre as atribuições estabelecidas pelo Regimento Geral da Universidade (Seção II,
Art. 57 da UFGD/2006 [55]),
IV - Quanto ao corpo docente:
a) propor intercâmbio de professores;
b) propor a substituição ou aperfeiçoamento de professores, ou outras
providências necessárias à melhoria do ensino.
c) propor ao Conselho Diretor das Unidades envolvidas a distribuição de
horários, salas e laboratórios para as atividades de ensino.
V - Quanto ao corpo discente:
a) manifestar sobre a validação de disciplinas cursadas em outros
estabelecimentos ou cursos, para fins de dispensa, ouvindo, se necessários, os Vice-
Diretores das unidades que participam do curso ou o Conselho Diretor;
b) conhecer dos recursos dos alunos sobre matéria do curso, inclusive
trabalhos escolares e promoção, ouvindo, se necessário, Vice-Diretores das unidades que
participam do curso ou o Conselho Diretor;
c) aprovar e encaminhar à Direção da Unidade Acadêmica a relação dos
alunos aptos a colar grau.
Parágrafo Único – As atividades do Coordenador de Curso serão desenvolvidas com
o apoio da comissão permanente, referida no Parágrafo Único do Artigo 57.
Em termos de orientação e acompanhamento de atividades, a coordenação do curso
de Engenharia de Mecânica funciona diariamente na sala da Coordenação dos cursos de
graduação da FAEN, equipada com computador, telefone e acesso à Internet. Informações
gerais do curso encontram-se disponíveis na página virtual da UFGD, bem como o endereço
eletrônico, de maneira a facilitar o contato com discentes e docentes da universidade e de
A Coordenação deve disponibilizar aos discentes o acesso aos dados sobre a sua
vida acadêmica e orientá-los quanto ao seu desempenho e ao fluxo escolar; bem como
informar sobre os estímulos financeiros ou acadêmicos e apoiar à participação em eventos e
A implantação de mecanismos e ações de acompanhamento dos egressos, como
cadastro, reuniões periódicas de ex-alunos, entre outros, visando, inclusive, revisões no
PPC decorrente da avaliação e dos resultados desse acompanhamento serão realizados
pela coordenação do curso e a comissão pedagógica do curso (NDE).
4.3.2. Formas de apoio didático-pedagógico ou equivalente aos docentes na condução do seu trabalho acadêmico
desempenho dos docentes que ministram as disciplinas do curso, assessorando e apoiando
nas questões didático-pedagógicas.
A integração do conhecimento afim ao tema engenharia mecânica será desenvolvida
em todas as etapas de formação do acadêmico, por meio de disciplinas que resultem em
projetos integrados que contribuam para a construção do saber fazer e do como fazer.
A coordenação do curso tem
Formar profissionais que dominem amplamente os conteúdos científicos e tecnológicos da área de Engenharia Mecânica. Concomitantemente, que esta formação esteja voltada para as questões industriais, ambientais, socioeconômicas e culturais, com sólida formação em ciências e suas relações com estas questões. A finalidade é capacitar os discentes para planejar, desenvolver, projetar, executar, gerenciar e avaliar sistemas dos setores de mecânica aplicada, tecnologia mecânica, termodinâmica aplicada e de Fenômenos de Transporte, conforme preconizado no sistema de atribuição profissional CONFEA/CREA. Ao final da etapa acadêmica, o profissional engenheiro deverá ter adquirido uma formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas para atender às demandas da sociedade com uma visão ética e humanística (Artigo 3º da Resolução N° 11 do CNE/CES [21]). A grade curricular do curso de Engenharia Mecânica da UFGD é caracterizada por uma ampla e sólida fundamentação de engenharia e científica, conferida pelo conjunto das disciplinas do ciclo básico do curso, e um elenco de disciplinas do ciclo profissional. Este curso tem a responsabilidade técnica e cientifica, através de seus egressos, de subsidiar as atividades correlatas à Engenharia Mecânica, como a instalação e operação de parques industriais capaz de agregar valor aos produtos primários produzidos no estado de Mato Grosso do Sul bem como gerar emprego e renda para o conjunto da nossa população.
O curso de Engenharia Mecânica da FAEN/UFGD tem como objetivo formar
profissionais com uma sólida base de Engenharia e visão ampla sobre os quatro setores de
competência profissional, quais sejam: Mecânica Aplicada, Tecnologia Mecânica,
Termodinâmica Aplicada e Fenômenos de Transporte. Além disso, com visão sobre o uso
de recursos na indústria de transformação (setor secundário) e os impactos decorrentes
desta transformação e utilização dos bens e serviços, para atuarem no planejamento,
implementação (envolvendo as etapas de desenvolvimento, projeto e execução),
gerenciamento, transporte e armazenamento de sistemas mecânicos em sua ampla
abordagem, incluindo estapas de fabricação e manutenção, , assegurando sustentabilidade
O campo de atuação profissional do Engenheiro Mecânico é uma necessidade
emergente e de extrema importância na revolução industrial, tendo em vista o histórico do
curso (item 1.3). Dentre as atribuições do provissional, na área de Engenharia, tem-se:
 Gestão, Supervisão, Coordenação e Orientação Técnica;
 Coleta de dados, Estudo, Planejamento, Projeto e Especificação;
 Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental;
 Assistência, Assessoria e Consultoria;
 Direção de Obras e Sireção de Serviço Técnico;
 Vistoria, Pericia, Avaliação, Monitoramento, Laudo, Parecer Técnico, Auditoria e
 Desempenho de Cargo Técnico e Desempenho de Função Técnica;
 Treinamento, Ensino, Pesquisa, Desenvolvimento, Análise, Experimentação, Ensaio,
Divulgação Técnica e Extensão;
 Elaboração de Orçamento;
 Padronização, Mensuração e Controle de Qualidade;
 Execução de Obra ou Serviço Técnico, Fiscalização de Obra ou Serviço Técnico;
 Produção Técnica Especializada;
 Condução de Serviço Técnico;
 Condução de Equipe de Instalação, Montagem e Operação;
 Execução de Instalação, Montagem, Operação, Reparo e Manutenção;
 Operação e Manutenção de Equipamentos e Instalações;
 Execução de Desenho Técnico
Ao concluir o curso de graduação, o profissional engenheiro será capaz de desenvolver pesquisas e, num processo de formação continuada, prosseguir com estudos em nível de pós-graduação Stricto Sensu (Mestrado e Doutorado) na área, visto que estes ampliam as possibilidades de atuação profissional, sobretudo para o profissional que pretende seguir a carreira acadêmica. O curso foi então estruturado e moldado para formar um Engenheiro Mecânico com características de formação sólida em engenharia (Pleno), mas com visão abrangente dos recursos disponíveis para a indústria de transformação e suas interdisciplinaridade com os aspectos tecnológico, inovação, industrial, ambiental, social e econômico. Este diferencial seria dado pela forte inserção regional entre a Universidade nas empresas, dado, em primeiro lugar, pela proximidade desta com as indústrias do setor e, em segundo lugar, pela peculiaridade da Universidade em fazer parcerias a serem consolidadas com as pequenas, médias e grandes indústrias. No momento de se pensar o perfil deste engenheiro, delineia-se um profissional para o qual são contemplados os aspectos humanísticos voltados ao espírito empreendedor como forma de alavancar novas possibilidades de ascensão social para a região sul do estado de Mato Grosso do Sul e demais estados vizinhos, bem como do país. Formar um engenheiro com estas características exige constante reflexão, não somente da coordenação do curso e comissão pedagógica do curso, mas também da Faculdade Engenharia, da Universidade e, conseqüentemente, um trabalho igualmente reflexivo com os acadêmicos e corpo docente proveniente de todas as áreas do saber acadêmico.
6.2. Mercado de Trabalho no Brasil Para 2014, a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior) definiu como meta formar 100 mil engenheiros, o que significa mais do que dobrar
o número de formandos de 2008. Afinal, técnicos ou tecnólogos não entram nessa conta e o
Censo da Educação Superior do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira) indica que, no ano de referência, formaram-se nas diversas
especialidades da engenharia 47.098 profissionais. [29]
Parte da responsabilidade pela meta está nas mãos da comissão formada pela
CAPES com o objetivo de propor ações indutoras e estimular o desenvolvimento da
pesquisa, da pós-graduação, da produção científica e da inovação tecnológica nesta área do
conhecimento. Para Sandoval Carneiro Júnior, presidente da comissão e diretor de relações
internacionais da CAPES, a taxa de formação de engenheiros no Brasil é inferior à de outras
nações. "Dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o que menos forma
engenheiros. A Rússia forma 190 mil por ano, a Índia 220 mil e a China 650 mil", diz ele com
base em dados de documento elaborado pela comissão e entregue ao ministro da
Educação, Fernando Haddad.
Para a indústria, a escassez de engenheiros é um fato preocupante desde 2008.
"Mesmo com a recessão em 2009, setores como a construção tiveram demanda além do
esperado. Não só não houve desemprego de engenheiros como os salários, em média,
aumentaram 20%", afirma Marcos Maciel Formiga, representante da CNI (Confederação
Nacional da Indústria) e membro da comissão da Capes. Para ele, se a taxa de crescimento
econômico continuar acima de 5% haverá necessidade de duplicar o número de
engenheiros formados anualmente.
Empresas dos mais variados setores da economia carecem de profissionais de
engenharia - resultado de décadas de estagnação da economia. Foi um período em que os
engenheiros migraram para outras áreas, principalmente para o mercado financeiro, e a
procura pelo curso nas universidades caiu. "Agora essa é a profissão do futuro", diz o
professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), José Roberto
Cardoso. Atualmente, o Brasil importa engenheiros.
A Vale (antiga VALE DO RIO DOCE), por exemplo, estima que vai precisar de pelo
menos mil engenheiros nos próximos cinco anos para sustentar sua expansão nas
operações de mineração e na construção de ferrovias e portos. A companhia pretende
investir US$ 60 bilhões nesse período, dos quais 74% serão aplicados em obras no Brasil.
"Sem mão-de-obra qualificada, no entanto, corremos o risco de ter de reduzir esses
investimentos", já avisou Roger Agnelli, diretor-presidente da empresa.
A meta da Petrobras, de contratar cerca de 6 mil engenheiros nos próximos três
anos, também vem esbarrando na falta de profissionais. Igualmente, o setor siderúrgico já
vê ameaçado seu projeto de ampliação da capacidade instalada dos atuais 37 milhões de toneladas/ano para 78 milhões de toneladas até 2012, por falta de engenheiros metalurgistas. "Precisaríamos de pelo menos 600 novos engenheiros por ano para sustentar essa expansão", afirma Horacídio Leal Barbosa Filho, diretor executivo da Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais (ABM), a entidade técnico-científica do setor. "Infelizmente, não há esse contingente no mercado. Na verdade, já estão faltando engenheiros até para tocar a produção atual." Naturalmente, as empresas, escolas e entidades não estão assistindo impassíveis à aparente derrocada do interesse dos estudantes brasileiros pela área de engenharia – até porque, no caso das primeiras, elas sabem que é ilusão achar que poderão compensar o déficit de profissionais apenas com engenheiros do exterior. Estes podem, no máximo, tapar alguns buracos. O fato é que o Brasil não está sozinho nessa busca desesperada por engenheiros – hoje, esses profissionais não estão sobrando em nenhum lugar do mundo. As décadas de 1980 e 90 foram ruins em termos econômicos para todo o planeta, e mesmo não sofrendo nesse campo tanto como o Brasil, os países de industrialização mais avançada também viram o interesse pela engenharia arrefecer entre seus estudantes, por falta de investimentos na indústria e em infra-estrutura. Portanto, a disputa por quadros de engenharia tende a tornar-se não só globalizada, como cada vez mais onerosa. Praticamente todas as empresas elevaram bastante os salários – um engenheiro metalurgista trainee ganha hoje entre R$ 2,9 e R$ 3,9 mil, e o piso salarial de um engenheiro eletricista da Petrobras é de R$ 5 mil. Muitas começaram a investir também na formação – seja ela específica ou generalista, pois outro problema da engenharia brasileira estaria na preparação dos estudantes, considerada, muitas vezes, entre inadequada e insuficiente pelo mercado, embora comumente forte em áreas novas, como a informática.
Desempregados), do
Ministério do Trabalho e Emprego, a cidade de Dourados tem nas indústrias de
transformação uma das principais atividades econômicas no que tange à geração de
empregos. A agroindústria também possui um número considerável e crescente de postos
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Dourados tem um
total de 448 indústrias de transformação. As principais indústrias são as seguintes:
(Cadastro
 Usinas sucro-alcooleiras;
 Indústria extrativa;
 Frigoríficos (abate de bovinos, suínos, aves, coelhos);
 Fábricas de rações;
 Incubatórios de aves;
 Curtumes (couros e seus derivados);
 Usinas de beneficiamento de leite;
 Moinhos de trigo e outras indústrias de processamento de cereais;
 Madeireira;
 Indústria moveleira;
 Esmagadoras de soja;
 Indústria de processamento de erva mate;
 Metalúrgicas;
 Indústrias de equipamentos agrícolas;
 Indústrias de equipamentos hidráulicos;
 Fábricas de massas e biscoitos;
 Embalagens plásticas;
 Indústria de processamento de minerais não metálicos;
 Vestuário (roupas, calçados e artefatos de tecidos).
Um grande número de indústrias se encontra disponíveis na região e diversas outras
poderão ser instaladas, em especial as agroindústrias. O aumento da produção agrícola se
deve principalmente ao aumento da demanda no país e no mundo e a expansão das fontes
renováveis de energia. Por isso, diversas agroindústrias devem ser instaladas, em especial
as citadas abaixo:
 Esmagadoras de oleaginosas para produção de óleo para fins alimentícios e para
produção de biodiesel. O farelo produzido serviria para a alimentação animal;
 Usinas sucro-alcooleiras. Além da produção de açúcar e etanol, em escala
crescente, uma atenção pode ser dada à geração de eletricidade a ser conectada ao
SIN (Sistema Interligado Nacional). O Estado do Mato Grosso do Sul possui um enorme potencial de geração, podendo ser inclusive um grande produtor para os outros estados brasileiros, em especial São Paulo. A geração de eletricidade oriunda de centrais sucro-alcooleiras ocorre principalmente em períodos de menor incidência de chuva, compensando uma menor geração de hidroeletricidade.
 Segundo o portal www.portaldoagronegocio.com.br, Mato Grosso do Sul pode abrigar 16 usinas de biodiesel. Segundo o portal Midiamax, o estado do Mato Grosso do Sul terá mais usinas sucroalcooleiras, além da possibilidade da instalação de poliduto para transporte de etanol, especialmente para fins de exportação.
A seguir, algumas indústrias instaladas na cidade de Dourados:
 Indústrias metalúrgicas (diversas);
 Indústrias têxteis (dezenas) de pequeno, médio e grande porte;
 Manutenção e revenda de máquinas e equipamentos mecânicos diversos;
 Revendedoras de veículos automotivos, máquinas agrícolas e outras máquinas e equipamentos mecânicos;
 Empresas de projetos e manutenção de instalações industriais, máquinas, motores e equipamentos para aplicações diversas;
 Biocar - Primeira planta de biodiesel do estado do Mato Grosso do Sul;
 Usina São Fernando - O empreendimento conta atualmente com a geração de aproximadamente 2.5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos, com mais de 100 parcerias agrícolas. Em um ano, a previsão é de que a usina abra pelo menos mais três mil vagas de empregos;
 Usina Angélica e Unialco;
 Seara - Produtos cárneos, voltados ao mercado doméstico e para exportação;
 Perdigão- Produtos cárneos, voltados ao mercado doméstico e para exportação.
Na região sul do Mato Grosso do Sul, onde localiza a região territorial da Grande Dourados, outras indústrias estão instaladas, como as que constam a seguir:
 Usina Eldorado. Localizada no município de Rio Brilhante. Abriga a primeira usina de açúcar e álcool totalmente automatizada da região Centro-Oeste;
 Usina sucro-alcooleira da ETH Bioenergia, em Nova Alvorada do Sul;
 Usina sucro-alcooleira da Cosan, em Caarapó;
 Usina Rio Brilhante - da LDC Bioenergia, empresa brasileira do grupo Louis Dreyfus Commodities;
 Usina Nova América, em Naviraí;
 Usina Vista Alegre, em Maracaju e Batayporã
 Usina Santa Helena e Agroindustrial Tietê, em Nova Andradina;
 Usina Laguna, em Batayporã;
 Usina Ivinhema;
 Usina Bataguassu;
 Destilaria Santo Antonio e Usina Aurora, em Anaurilândia;
 Usinas da Cerona, em Nova Andradina e Batayporã;
 Frigorífico Caarapó;
 Frigorífico Independência, em Nova Andradina;
 Frigorífico Bom Charque, em Iguatemi;
 Frigorífico Amambaí;
 Frigorífico Boifran e Morumbi, em Eldorado;
 Frigorífico Bertin, Caburaí e Mercosul, em Naviraí;
 Frigorífico Brasil Global, em Guia Lopes da Laguna;
 Frigorífico Boi do Pantanal, em Nioaque e Rochedo;
 Frigorífico Marfrig, em Bataguassu;
 Frigorífico Batayporã, Frigolop e Peri, em Terenos;
 Frigorífico Pedra Bonita, em Itaporã;
 Frigorífico Buriti, em Aquidauana;
 Frigorífico Itaporã;
 Frigorífico Nacional, em Caarapó;
 Frigorífico Naviraí;
 Frigorífico Ponta Porã, entre outras;
Segundo um levantamento da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio de Dourados em 2010 mostra que, em pouco mais de um ano, 30 indústrias ligadas ao setor sucroenergético optaram pela cidade e já deram início às instalações no município. Juntas, elas investem inicialmente um total de R$ 821.572.800,00. São quase cinco mil novas vagas de empregos diretos que estarão disponíveis nos próximos meses. Também devem se instalar em Dourados até o ano de 2012 uma das maiores empresas brasileiras no ramo de fertilizantes. Trata-se da Fertipar, indústria que atua em Curitiba (PR) desde 1980 e que vai trazer para Dourados um investimento de R$ 40 milhões, além de gerar 250 empregos diretos. A expectativa é que ela irá produzir até 100 mil toneladas/ano entre a primeira e segunda fase de implantação. A cidade é polo da região sul do estado do Mato Grosso do Sul e está localizada em área cercada por usinas de municípios vizinhos. Por isto a indústria que se instala na cidade tem toda a estrutura necessária para atender a demanda de toda a região. Além disso, é corredor para as exportações do agronegócio. Conta com transporte e armazenamento de
grãos e outras culturas para outros estados e está no traçado da FERROESTE, garantindo, inclusive, a escoação de toda a produção até Maracaju, que seguirá até o Porto de Paranaguá e, por fim, o exterior. Hoje, segundo especialistas do setor, faltam profissionais capacitados para atuar na indústria em Dourados e região, em especial na indústria sucroenergética. A indústria, ao lado da construção civil, continua sendo o setor que mais gera postos de trabalho no município, atraindo até mesmo trabalhadores de toda a região.
7. MATRIZ CURRICULAR DO CURSO
A proposta curricular do Curso de Engenharia de Mecânica está estruturada pelos núcleos de conteúdos básicos, de conteúdos profissionalizantes, de conteúdos específicos e pelas atividades de síntese e integração de conhecimentos, organizados matricialmente, de modo que ao longo de todos os semestres do curso haja uma integração entre os programas de aprendizagem e a formação desejada, encontra-se nos Anexos I, II e III. Os núcleos de formação foram estabelecidos a partir das competências gerais necessárias à formação profissional do Engenheiro, exigidos pelo órgão de fiscalização profissional. Os conteúdos específicos caracterizarão as extensões e aprofundamentos dos conteúdos do núcleo profissionalizante, constituindo-se de conteúdos relacionados à área de Engenharia Mecânica, também presente em áreas correlatas tais como Engenharia Industrial Mecânica, Engenharia de Energia e Engenharia de Automação e Controle. As atividades de síntese e integração de conhecimentos têm como objetivo a articulação teoria-prática realizada mediante pesquisa, estágio, intervenção supervisionada, bem como as atividades complementares de natureza acadêmico-culturais extraclasse. Assim, na composição curricular do curso, constam como atividades de articulação teoria- prática de caráter obrigatório, o estágio supervisionado e o trabalho de conclusão de curso (na forma de um projeto integrado). Complementando as atividades de síntese e integração, têm-se as atividades complementares, de caráter optativo, tais como: iniciação científica, monitoria, participação em congressos e outras atividades que contribuam com a formação profissional. O semestre letivo da UFGD é de 18 semanas para atender aos 200 dias letivos de acordo com a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional/LDBEN Nº. 9.394/1996 [24]. O somatório da carga horária proposta é de 4.860 horas-aulas ou 4050 horas-“relógio”, portanto, dentro das normas estabelecidas pelo MEC, cuja carga horária mínima é 3600 h.
Para a formação deste profissional o curso será ministrado na FAEN - Faculdade de Engenharia, com o auxílio de outras unidades acadêmicas, dentre as quais: FACET - Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia e FAED - Faculdade de Educação. As disciplinas ofertadas pelo curso de Engenharia Mecânica são ministradas através dos seguintes cursos:
 FAEN: Cursos de Engenharia de Mecânica e Engenharia de Energia;
 FACET: Cursos de Matemática, Química e Sistemas de Informação;
 FAED: Curso de Educação Física;
O Bacharel em Engenharia Mecânica ou Engenheiro Mecânico atua, de forma generalista,
no desenvolvimento de projetos de sistemas mecânicos e termodinâmicos. Em sua atividade, otimiza, projeta, instala, mantém e opera sistemas mecânicos, termodinâmicos, eletromecânicos, de estruturas e elementos de máquinas, desde sua concepção, análise e seleção de materiais, até sua fabricação, controle e manutenção. Coordena e supervisiona equipes de trabalho; realiza pesquisa científica e tecnológica e estudos de viabilidade técnico-econômica; executa e fiscaliza obras e serviços técnicos; efetua vistorias, perícias e
avaliações, emitindo laudos e pareceres. Em sua atuação, considera a ética, a segurança e
os impactos sócio-ambientais.
TEMAS ABORDADOS NA FORMAÇÃO Eletricidade Aplicada; Mecânica dos Sólidos; Mecânica dos Fluidos; Projetos Mecânicos; Manutenção Mecânica; Ciência dos Materiais; Metrologia; Sistemas Térmicos e Termodinâmica; Ensaios Mecânicos; Transferência de Calor; Máquinas de Fluxo; Processos de Fabricação; Tecnologia Mecânica; Vibrações e Acústica; Hidráulica e Pneumática; Gestão da Produção; Matemática; Física; Química; Ética e Meio Ambiente; Ergonomia e Segurança do Trabalho; Relações Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS).
O Engenheiro Mecânico atua em indústrias de base (mecânica, metalúrgica, siderúrgica,
mineração, petróleo, plásticos entre outras); em indústrias de produtos ao consumidor (alimentos, eletrodomésticos, brinquedos etc); na produção de veículos; no setor de instalações (geração de energia, refrigeração e climatização); em indústrias que produzem máquinas e equipamentos; em empresas prestadoras de serviços; em empresas e laboratórios de pesquisa científica e tecnológica. Também pode atuar de forma autônoma,
em empresa própria ou prestando consultoria.
Laboratórios de: Física; Química; Metrologia; Hidráulica e Pneumática; Processos de
Eletrotécnica; Tratamento Térmico; CAD; Máquinas Térmicas; Vibrações; Máquinas de Fluxo. Informática com programas especializados. Biblioteca com acervo específico e atualizado.
(Usinagem,
Conformação);
O conjunto de componentes curriculares do curso contempla a matéria descrita nos
tópicos da Resolução CNE/CES 11 de 2002 [21], que institui as Diretrizes Curriculares
Nacionais dos Cursos de Engenharia assim distribuídas: no Núcleo de Conteúdos Básicos,
Núcleo de Conteúdos Profissionalizantes e Núcleo de Conteúdos Específicos. A seguir
estão elencadas as disciplinas destes núcleos e suas respectivas cargas horárias.
Tópicos das Diretrizes Curriculares Nacionais [21]
I - Metodologia Científica e
36h T
- Comunicação e
72hTP
Representação Gráfica para Engenharia c
Desenho Técnico de Máquinas e Mecanismos
72h T
Cálculo Diferencial e Integral c
Cálculo Diferencial e Integral II b
Cálculo Diferencial e Integral III b
Física I c (ênfase em Fenômenos Mecânicos)
Física II b (ênfase em Fenômenos Térmicos e Fluidos)
Física III b (ênfase em Fenômenos Elétricos)
- Fenômenos de
- Mecânica dos Sólidos
Engenharia dos Materiais I
- Ciência e Tecnologia dos
54h T
Empreendimentos para Engenharia
XIII - Economia
XIV - Ciências do Ambiente
Disciplina do Eixo Comum - REUNI UFGD 1 d
XV - Humanidades, Ciências
Disciplina do Eixo Comum - REUNI UFGD 2 d
Sociais e Cidadania
Subtotal (30,68%)
OBS: >= 30% da CH mínima
CH baseada na hora-aula UFGD (1 aula=50min), correspondendo a 83,3% da h-aula MEC (1 aula=60min); b Disciplina / Componente curricular comum à FAEN (Engenharia de Energia, de Alimentos e de Produção); c Disciplina / Componente curricular comuns à área de conhecimento ENGENHARIAS (REUNI/FAEN) – Ata de Reunião No. 02, de 02/06/2010 (Comissão de Acompanhamento dos Trabalhos de Implantação da FAEN – Faculdade de Engenharia); d Disciplina / Componente curricular comum a todos os cursos de graduação da UFGD (REUNI/UFGD) – Resolução COUNI 089/2008 [x];
Oficina de Mecânica Aplicada
- Mecânica Aplicada;
36hTP
– Sistemas Estruturais
e Teoria das Estruturas
- Ciência dos Materiais
Laboratório de Tratamento Térmico e Metalografia
- Materiais de
Conformação Mecânica e Ensaios
Oficina de Tecnologia Mecânica
Tecnologia de Soldas e Práticas de Soldagem
XXXVIII – Processos de
Laboratório de Tecnologia da Usinagem
54hTP
- Máquinas de Fluxo
Mecânica dos Fluidos Experimental
Engenharia de Sistemas Termodinâmicos I
Engenharia de Sistemas Termodinâmicos II
- Sistemas Térmicos;
Transferência de Calor e Termodinâmica Experimental
Instrumentação para Engenharia
- Conversão de Energia;
XIII - Ergonomia e Segurança do Trabalho
Subtotal (26,89%)
>= 15% da CH mínima
- Controle de Sistemas
Vibrações e Ruídos em Sistemas Mecânicos I
Vibrações e Ruídos em Sistemas Mecânicos II
Vibrações e Ruídos: Laboratório Experimental e Computacional
Elementos Finitos em Análise de Estruturas e Mecanismos
Laboratório Experimental de Tensões e Deformações
Tecnologia Siderúrgica e Metalúrgica
Metalurgia do Pó, Plásticos e Polímeros
Controle e Automação de Sistemas Mecânicos
- Sistemas Mecânicos;
– Conversão de Energia
Ar Condicionado, Climatização e Ventilação
- Máquinas de Fluxo;
Projeto Integrado de Mecânica Aplicada
Projeto Integrado de Fabricação Mecânica
Projeto Integrado de Engenharia Térmica e de Fluidos
Qualidade e Controle Estatístico
XL - Qualidade
Subtotal (29,55%)
não tem CH mínima
(1) Sistemas Térmicos; Sistemas Mecânicos; Máquinas de Fluxo; Mecânica Aplicada; Hidráulica e Hidrologia Aplicada (2) Termodinâmica Aplicada; Sistemas Térmicos; Sistemas Mecânicos; Máquinas de Fluxo; Mecânica Aplicada; Operações Unitárias (3) Conversão Energia; Reações e Processos Químicos; Físico-química
CONTEÚDOS NÃO-OBRIGATÓRIOS
Eletiva / Optativa 1
Eletivo / Optativa 2
Eletivo / Optativa 3
Eletivo / Optativa 4
Eletivo / Optativa 5
Eletivo / Optativa 6
Eletivo / Optativa 7
Eletivo / Optativa 8
Eletivo / Optativa 9
Subtotal (9x 36h = 324h ou equivalente) (6,82%)
Subtotal (~4,17%)
Atividades Complementares (definidas em regulamento/documentação própria)
Estratégia e Organização; Engenharia do Produto
Subtotal (~1,89%)
~ 87,12
~ 30,68
~ 26,89
~29,55
Disciplinas Não-Obrigatórias (324h ou total equivalente)
~ 6,82
~ 4,17
Trabalho de Final de Curso + Atividades Complementares
~ 1,89
TOTAL e (Carga horária total em horas-aula UFGD, equivalente a 3960 horas-aula MEC.)
4.752h
e OBSERVAÇÃO: MÍNIMO DO CNE: 3.600 horas-aulas MEC (ou “horas-relógio”)
MÁXIMO DA UFGD: mais 10% = 3960 horas–aula MEC (ou “horas-relógio”)
É importante lembrar que o estudante pode escolher disciplinas eletivas totalizando 324 horas-aula, sendo estas pertencentes aos núcleos de conteúdos básico, profissionalizante e específico, conforme Tab. 4. Como complementos, o acadêmico ainda poderá cursar outras disciplinas oferecidas na FAEN/UFGD. Estas disciplinas, exceto nos casos previstos na legislação em vigor, só poderão constar do histórico do aluno após autorização emitida pela FAEN.
Entre as diretrizes estabelecidas para os cursos de Engenharia, encontram-se também o estágio supervisionado como forma de proporcionar integração entre a teoria e a prática, e o trabalho de conclusão do curso, previsto para os últimos semestres do curso).
O estágio supervisionado tem carga horária mínima 160 horas-relógio (ou 192 hora- aula), equivalente a aproximadamente a uma jornada de trabalho de 10 semanas com carga horária semanal de 16 horas. Para o curso de Engenharia Mecânica foi estipulado a carga horária de 165 horas-relógio ou 198 horas-aula referentes ao estágio supervisionado.
Os componentes curriculares, para a consolidação dos conhecimentos adquiridos, serão complementados com atividades tais como trabalhos de iniciação científica, projetos multidisciplinares, visitas técnicas, trabalhos em equipe, monitorias, Empresas Júnior e outras atividades empreendedoras. Nestas atividades procurar-se-á desenvolver posturas de cooperação, comunicação e liderança, bem como a capacidade do futuro engenheiro em conceber, desenvolver e implementar projetos de sistemas energéticos.
(EMENTÁRIO
COMPONENTES CURRICULARES E BIBLIOGRAFIA).
O Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura - CEPEC - aprovou o
Regulamento dos Cursos de Graduação da UFGD pela Resolução Nº 118, de 13 de
setembro de 2006 [x], que esteve em vigor até o ano de 2008. Este regulamento ainda prevê
um regime seriado e um novo regulamento deverá ser elaborado para atender às
adaptações ao Projeto REUNI conforme as diretrizes da Resolução Nº 89, de 01 de
setembro de 2008 [x], do Conselho Universitário da UFGD (COUNI), que estabelece
diretrizes gerais para as avaliações dos cursos de graduação da UFGD para o novo regime
de créditos com matrícula semestral a partir de 2009.
O Capítulo IX – Verificação do Aproveitamento escolar da Resolução Nº 118, p.14,
define como deve ser a avaliação da aprendizagem de cada disciplina:
Art. 43. O conteúdo programático será ministrado de acordo com os planos de ensino apresentados pelos professores responsáveis pelas componentes curriculares.
Art. 44. A verificação do rendimento acadêmico compreende a freqüência e o aproveitamento através da Média Final (MF), resultante da Média de Aproveitamento (MA) calculada pelas notas de provas e trabalhos, bem como nota de Exame Final (EF), se necessário.
§ 1º O aproveitamento nos estudos é verificado, em cada disciplina, pelo
desempenho do aluno, face aos objetivos propostos no Plano de Ensino;
§ 2º A avaliação do rendimento acadêmico é feita por disciplina, durante o
ano letivo, e abrange o aproveitamento e a freqüência obtidos pelo aluno nos trabalhos acadêmicos: provas escritas, provas práticas, provas orais, trabalhos práticos, estágios, seminários, debates, pesquisas, excursões e outros exigidos pelo docente responsável pela disciplina, conforme programação prevista no Plano de Ensino aprovado;
§ 3º O número de trabalhos acadêmicos deve ser o mesmo para todos os
alunos matriculados na disciplina;
§ 4º Em cada disciplina a programação deve prever, no mínimo: duas
avaliações escritas por semestre e uma avaliação substitutiva;
§ 5º As notas parciais e do Exame Final, se aplicado, devem ser lançadas no
Diário de Classe; §6º Nas avaliações deverão constar os valores de cada questão elaborada. Art. 45. Para cada disciplina cursada, o professor deve consignar ao aluno graus numéricos de 0,0 (zero vírgula zero) a 10 (dez), computados com aproximação de até uma casa decimal, desprezada as frações inferiores a 0,05 (zero vírgula zero cinco) e arredondadas, para 0,1 (zero vírgula um), as frações iguais ou superiores a 0,05 (zero vírgula zero cinco), que compõe a Média de Aproveitamento (MA) dos trabalhos acadêmicos e a Média Final (MF).
Art. 46. Alterado pela Resolução 089/2008 COUNI
Art. 47. Ao aluno que deixar de fazer os trabalhos acadêmicos ou deixar de comparecer para fazer provas, trabalhos e exame final, será atribuída a nota 0,0 (zero vírgula zero) a cada evento. Art. 48. O número, a forma, as alternativas e as modalidades de trabalhos acadêmicos são fixados pelo professor em seu Plano de Ensino, aprovado pelo Conselho Diretor da Faculdade e divulgado aos alunos no início de cada período letivo.
Art. 49. O professor deve divulgar e afixar, em locais previamente definidos, as notas das provas e trabalhos acadêmicos em até dez dias úteis após sua realização e do Exame Final em até cinco dias úteis após sua realização.
§ 1º Compete a Coordenadoria de Curso acompanhar o cumprimento destes
prazos; § 2º O prazo máximo para liberação do diário eletrônico devidamente preenchido, para a Secretaria Acadêmica, é o fixado pelo Calendário
§ 3º Passado o prazo regimental de recurso, a avaliação escrita poderá ser
devolvida ao aluno. Art. 50. Após a liberação do Diário Eletrônico para a PROGRAD, o professor deve entregar uma cópia do Registro de Notas, assinado por ele e pelo
coordenador de curso, ao Diretor, para ser arquivado na Faculdade.
A Resolução Nº 89 do COUNI estabelece que para as diretrizes para a implantação
do Projeto REUNI, algumas alterações devem ser implementadas nos cursos de graduação,
1 - Altera o artigo 46 parágrafo 1 estabelecendo que deve prestar o EF o aluno que
obtiver freqüência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) e MA igual ou
superior a 4,0 e inferior a 6,0;
2 - Mantém um número de duas avaliações semestrais e as mesmas regras para as
provas substitutivas;
3 - Estabelece que o aluno reprovado em uma disciplina por nota ou por falta deverá
assistir às aulas desta disciplina;
4 – Para aprovação, a nota do Exame Final não deverá ser inferior a 6,0 (valor
Além da avaliação tradicional, será realizada a avaliação contínua de forma a
envolver o professor, o aluno individualmente e o conjunto da turma. A identificação do
exercício das capacidades desejadas é o testemunho do aprendizado satisfatório. As
atividades acadêmicas serão avaliadas através de exercícios escolares, de apresentação de
seminários, elaboração de monografia, trabalhos individuais e/ou em grupos.
8.1. Avaliação Escrita e Assiduidade A freqüência dos alunos às aulas teóricas e práticas, seguirá o disposto nos
regulamentos. O controle sugerido é prioritáriamente no início da aula e no fim da mesma.
A avaliação escrita será organizada a cada semestre, pela coordenação e
coordenadoria do curso, sugerindo a indicação também nos planos de ensino a serem
aprovados, de uma semana seqüencial de provas. Isto se justifica pelo fato de que, quando
da aplicação de provas, boa parte dos alunos usualmente costuma faltar às demais aulas
regulares com a idéia de que priorizando o estudo de última hora conseguirão obter boas
notas. Além disso, tem-se as seguintes considerações pertinentes:
a) A atitude dos alunos não é uma ação com resultados efetivos; É necessário fomentar
de maneira concreta o hábito de estudos regulares e não apenas 1 ou 2 dias antes das
b) No dia da prova de uma determinada disciplina os professores das demais disciplinas
acabam ministrando pouco ou nenhum conteúdo, sendo necessário repetir ou revisar
posteriormente a “matéria dada”, e, ao final das avaliações, todos os professores são
afetados;
c) A necessidade de aplicação de provas com duração superior a 1h40min como forma
de cobrar a totalidade do conteúdo ministrado nas avaliações e opções p/ o aluno
demonstrar o que sabe fazer, principalmente nos conteúdos profissionalizantes e
específicos de engenharia;
As situações pertinentes a semana de provas serão apreciadas pela coordenadoria
do curso, que poderá sugerir os ajustes necessários, se necessário.
A auto-avaliação do curso é um instrumento que permite corrigir os procedimentos e
o próprio Projeto do Curso para se atingir o objetivo desejado. Esta auto-avaliação ocorre de forma ampla abrangendo as três componentes do curso: administrativa, docente e discente.
Os docentes avaliam os procedimentos e o Projeto Pedagógico do curso através de
reuniões plenárias em que participam todos os professores atuantes nas quais são debatidos os procedimentos pedagógicos, projetos de ensino e extensão, monitorias, eventos científicos, estágios, adequação das instalações e laboratórios que são relevantes
para o desenvolvimento do curso.
Os discentes avaliam os procedimentos dos professores e da administração através
da representação discente no Conselho do Curso e da representação no Conselho de
Classe e no Fórum Pedagógico do Curso.
A administração avalia o curso por meio da Coordenação do Curso, da Direção da
Faculdade e dos órgãos que têm ligação direta com o curso tais como Conselho Diretor da Faculdade, que avalia a qualidade e o funcionamento de curso, a Secretaria Acadêmica que avalia o desempenho dos alunos e o andamento das disciplinas e a Pró-Reitoria de Ensino
de Graduação PROGRAD que avalia o Projeto Pedagógico do Curso.
A Coordenação do Curso e a Comissão de Apoio Pedagógico do Curso, juntamente
com a Direção da Faculdade dão sinergia a estas avaliações para tomarem ações cabíveis
de correção e adaptação. A implantação do Projeto REUNI no presente ano será acompanhada por uma sistemática de avaliação proposta pela Faculdade e pela PROGRAD dentro de uma auto-
avaliação mais ampla da UFGD para ajustes e adequações das diretrizes deste projeto.
O Curso utiliza também como processo de auto-avaliação os resultados das
avaliações externas desenvolvidas pelo MEC: o Exame Nacional de Desempenho Estudantil (ENADE) e os pareceres das Comissões de Especialistas indicadas pelo MEC para fins de reconhecimento (ou renovação) do curso. Acredita-se que o processo de ensino-aprendizagem deve ser dinâmico e que a cada momento devem ser discutidas e avaliadas o andamento das atividades propostas e, onde for verificada a necessidade de modificação e/ou adaptação, novas discussões e avaliações devem ser conduzidas e medidas de correção devem ser tomadas. A flexibilização contida na proposta leva o aluno a se relacionar com outras áreas do saber propiciando um convívio acadêmico mais amplo. Espera-se que as futuras mudanças possam contribuir para a formação técnica e criativa de um profissional de Engenheiria Mecânica voltado para as questões da solidariedade humana dentro dos princípios éticos que devem nortear qualquer profissional.
O projeto curricular contempla um conjunto de meios intra e extra-sala, tais como
análise de textos, experimentação, vídeos, debates, projetos multidisciplinares, pesquisa na biblioteca e na internet, estudos de casos e visitas a empresas consumidoras e/ou fornecedoras de energia e outras organizações. Portanto, as atividades acadêmicas não se restringirão à aula expositiva, mas também possibilita a prática de atividades que oferecem suporte ao desenvolvimento amplo de seus acadêmicos. Concomitante com as atividades curriculares, o desenvolvimento de atividades complementares é de fundamental importância para a formação do profissional que se deseja formar. Entre os principais programas que auxiliam a interação entre o ensino/pesquisa e ensino/extensão estão:
 Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PIBITI e PIBIC, via CNPq e UFGD);
 Programa de Extensão;
 Programa de Monitoria;
 Programa de estágios na Instituição;
 Estágio Supervisionado, em indústrias/empresas;
 Trabalho de Conclusão de Curso;
 Atividades Complementares;
 Viagens pedagógicas, dentre outras;
O objetivo do Estágio Supervisionado é proporcionar uma complementação do
processo ensino-aprendizagem, constituindo-se em um instrumento de integração
Universidade/Empresa, na forma de vivência prática, aperfeiçoamento técnico-científico,
cultural e de relacionamento humano em ambiente no qual exercerão suas atividades
Para o desenvolvimento do estágio supervisionado o estudante terá um professor-
orientador indicado pela coordenação de Curso e aprovado pelo Conselho Diretor da
Faculdade e com um supervisor no campo de estágio. Para tanto, elaborar-se-á um plano
de estágio cujo acompanhamento será efetuado através de visitas do orientador ao local do
estágio ou à distância, através de relatórios parciais e com a utilização de outras formas de
contato, como correio eletrônico e correspondências. Ao final do estágio, como parte do
processo de avaliação do acadêmico, o mesmo elaborará um relatório, onde serão
detalhadas as atividades desenvolvidas. O estagiário apresentará o relatório, fazendo a
defesa do mesmo, para uma banca examinadora composta por professores da UFGD,
incluindo, obrigatoriamente o professor orientador.
O estágio supervisionado será regido por regulamento próprio.
O Trabalho de Conclusão de Curso consiste em trabalho individual e deverá ser
desenvolvido em um dos campos de atuação do curso. O objetivo geral do Trabalho de
Conclusão de Curso é o de proporcionar ao estudante a oportunidade de desenvolver um
trabalho técnico-científico, por meio do domínio da metodologia específica, assim como
estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, conforme as
normas que estão sendo elaboradas pela comissão pedagógica do curso.
Serão consideradas atividades complementares, realizadas pelos alunos do curso de
Engenharia Mecânica, trabalhos de iniciação científica, participação em projetos, monitorias,
participação em empresas júniores, organização de eventos, atividades empreendedoras,
entre outras, relacionadas às áreas de formação do Engenheiro.
As atividades complementares serão orientadas/regidas por regulamento próprio.
O corpo docente do Curso de Engenharia Mecânica é formado por professores mestres e doutores, preferencialmente em regime de dedicação exclusiva (DE), vinculados à FAEN – Faculdade de Engenharia da UFGD. A relação dos docentes que atuam nas disciplinas profissionalizantes e específicas em cursos de engenharia pré-existentes e afins à Engenharia Mecânica, é apresentada a seguir. Outros profissionais devem ser contratados para compor o núleo do curso:
 Antonio Carlos Caetano de Souza. Doutorando em Engenharia Mecânica (UNESP), Mestre em Engenharia Mecânica (UNESP, 2005) e Graduação em Engenharia Mecânica (UNESP, 2002).
 Clivaldo de Oliveira. Doutorado em Engenharia Mecânica (UNICAMP, 2003), Mestrado em Engenharia Elétrica (UNICAMP, 1996) e Graduação / Bacharelado em Física (UNESP, 1993).
 Eduardo Manfredini Ferreira. Doutorado em Engenharia Mecânica (UNESP, 2008), Mestrado em Engenharia Mecânica (UNESP, 2003), Graduação / Licenciatura em Química (Faculdade Oswaldo Cruz, 2000) e Graduação em Engenharia Industrial Química (Escola de Engenharia de Lorena/USP, 1996).
 Omar Seye. Doutorado em Planejamento de Sistemas Energéticos (UNICAMP, 2003), Mestrado em Engenharia Mecânica (UFMG, 1998) e Graduação em Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995).
 Orlando Moreira Júnior. Doutorado em Agronomia/Energia na Agricultura (UNESP, 2009), Mestrado em Engenharia Aeronáutica e Mecânica (ITA, 1996), Graduação / Licenciatura em Matemática (UNINOVE, 2007) e Graduação / Bacharelado em Física (UEL, 1993).
 Robson Leal da Silva. Doutorado em Engenharia Aeronáutica e Mecânica (ITA, 2007), Mestrado em Engenharia Aeronáutica e Mecânica (ITA, 2007), Especialização Lato Sensu em Georreferenciamento de Imóveis Rurais (FEAP, 2006), Especialização Lato Sensu em Engenharia de Segurança do Trabalho (UNITAU, 2001), Graduação / Licenciatura Plena em Física (UCB, 2007), Graduação / Licenciatura Plena em Matemática (UCB, 2007) e Graduação em Engenharia Mecânica (FEI, 1995).
É política da FAEN, buscar formas de garantir que todo o corpo docente tenha
formação compatível com os conteúdos pelos quais forem responsáveis e que, preferencialmente, esta formação seja em nível de doutorado. Em particular, o corpo docente que atende o curso de Engenharia Mecânica deve ser constituído por pessoas que, no seu todo, consigam atender às áreas profissionalizantes do curso.
Será requerido um número total de 20 (vinte) docentes para atuação nas disciplinas (18 no curso e 2 nos conteúdos de base), para cada turma de 60 alunos de entrada. Isto é calculado com base na carga horária teórica e prática das disciplinas (turmas com até 20 alunos nas aulas práticas) e considerando carga horária semanal de 8 horas-aula por docente por semestre letivo na graduação. A Tab. 9 mostra detalhamento desta estimativa.
CH Teórica (h-aula)
CH Prática (h-aula)
CH Aluno (h-aula)
= 1350 +108
= 1026 +252
= 1080 +324
= 1458h
= 1278h
= 1404h
CH Professor (h-aula)
≈ 1350 + 3 * 108
≈ 1026 + 3 * 252
≈ 1080 + 3 * 324
= 1674h
= 1674 + 1782 + 2052 = 5508h
÷ 2 semestres, ÷ 18 semanas,÷ 8 h-aula/docente
= 19,125 docentes  20 docentes necessários p/ 1 turma 60 alunos ≈ 40 docentes necessários p/ 2 turmas de 60 alunos cada
Para os docentes que participam de Programas de Pós-graduação, a carga horária por semestre letivo será superior a 8 horas-aula por semestre letivo. Caso o curso fosse auto-suficiente, ou seja, com capacidade de ministrar todas as disciplinas do curso sem a necessidade de professores externos de outros cursos/faculdades, o número será maior do que o indicado inicialmente.
A Tab. 10 mostra cronograma que indica o número e as áreas de professores a
serem contratados para atender o curso de Graduação nos respectivos anos.
Tabela 10: Cronograma de contratação de docentes (Engenharia Mecânica / FAEN).
12. CORPO TÉCNICO ADMINISTRATIVO
O corpo técnico administrativo da FAEN – Faculdade de Engenharia, onde está vinculado o curso de Engenharia Mecânica, é constituído atualmente por:
 Elaine Rodrigues. Assistente Administrativo. Graduação em Ciências da Computação (UEMS).
 Josilaine Andréia S. Gomes E. Assistente Administrativo. Graduação em História (UEMS) e Especialização em Contabilidade.
 Wagner Kazuyoshi Shimada. Administrador. Graduação em Administração de
Empresas (Uniderp) e lato sensu em Administração Pública (Anhanguera).
Atualmente, o corpo técnico existente para os laboratórios da FAEN é constituído por:
 Carlos Henrique C. Oliveira. Técnico de laboratório / Informática. Graduação em Redes de Computadores e Pós-Graduação(lato sensu ) em Redes de Computadores e Telecomunicações (Uniderp/Anhanguera).
 Diego Witter de Melo. Técnico de laboratório / Informática. Graduação em Análise de Sistemas (UFGD).
 José Carlos Venturin. Técnico do laboratório / Mecânica. Técnico em Mecânica de Máquinas e Motores (CETEC-SENAI DOURADOS-MS).
 Priscilla Narciso Justi. Técnico de Laboratório / Graduação em Farmácia (2008), Mestrado em Ciência e Tecnologia Ambiental (2012). Chefe de Seção de Laboratório
 Suely Satie Sakai Okamura. Técnico de Laboratório / Alimentos.
Para atender às necessidades demandadas no ensino de Engenharia Mecânica, é necessário a contratação de novos servidores técnicos. Isto inclui atividades de auxílio na preparação e construção de dispositivos e aparatos experimentais, bem como acompanhamento compartilhado junto aos docentes e discentes durante a realização das aulas práticas envolvendo engenharia experimental. A carga horária prevista com base nas disciplinas práticas (profissionalizantes e específicas) do curso de Engenharia Mecânica, juntamente com a diversidade de assuntos técnicos, indica a necessidade de 08 (oito) técnicos de laboratório, conforme tabela a seguir.
Tabela 11: Cronograma de contratação de técnicos de laboratório.
As instalações utilizadas, na maioria das atividades do Curso, encontram-se no Campus II da UFGD, situado na Rodovia Dourados/Itahum, km 12, Cidade Universitária em Dourados, MS. Deverá ser construído entre os anos de 2011 e 2012 um novo prédio para abrigar os laboratórios do curso, além de salas de aula adequadas às atividades teóricas e práticas de disciplinas profissionalizantes e específicas. Este possuirá uma área total de 1000 m², sendo que a alocação e distribuição dos laboratórios e salas de aula no interior dessa edificação serão definidas em reunião com os docentes do curso e da FAEN. As salas de aula, os ambientes e demais instalações destinadas ao curso, deverão ser compatíveis em termos de dimensão, iluminação, ventilação, limpeza, condições de acesso, entre outros. Será construído o prédio da FAEN - Faculdade de Engenharia, nos moldes dos prédios atuais da UFGD, que abrigará os professores dos cursos de engenharia atualmente existentes e futuros. Tal prédio segue as diretrizes dadas pela Concorrência 02–2011 [30].
A UFGD conta com duas bibliotecas situadas uma no Campus I e outra no Campus
II. O acervo de livros atende as necessidades das disciplinas dos núcleos básicos. Entretanto, deve-se dispor de um acervo com vistas ao atendimento às necessidades do curso em termos de disponibilização de livros, periódicos, vídeos, CDs, DVDs, entre outros. Bem como, garantir que este acervo seja continuamente atualizado em função das peculiaridades dos cursos existentes.
Dezenas de bibliografias estão disponíveis para o curso de Engenharia Mecânica, tendo em vista a existência de disciplinas comuns com outros cursos de Engenharia já existentes na UFGD, tais com Engenharia de Energia, Engenharia Agrícola, Engenharia de Alimentos e Engenharia de Produção.
A contrução de uma nova biblioteca Central foi finalizada e possui as seguintes
características, contando ainda com 100 computadores e, área construída: 3.732,63 m2. O edifício contém: 01 área de leitura; 01 mapoteca; 01 hemeroteca; 01 administração da hemeroteca; 01 videoteca; 02 almoxarifados; 01 sala de internet; 01 setor de referência; 01 administração do setor de referência; 01 sala de processamento técnico; 01 acervo de obras gerais; 01 acervo de obras raras/iconográfico; 02 CDteca; 01 setor de estudo em grupo; 01 café; 02 cozinhas; 05 sanitários masculinos; 05 sanitários femininos; 03 sanitários para portadores de necessidades especiais; 01 espaço para vitrines; 01 livraria/copiadora; 01 guarda-volume; elevadores; escada; circulação; Saguão; Praça de alimentação.
Além disso oferece os seguintes serviços:
- Portal CAPES;
- COMUT;
- Normatização Bibliográfica;
- Acervo disponível para consulta na Internet;
Horário de funcionamento: De segunda à sexta-feira: das 7:00 às 11:00 horas – e das 13:00
às 22:00 horas, aos sábado: das 9:00 às 15:00 horas
O Sistema de Gerenciamento de Bibliotecas desenvolvido pelo Núcleo de Informática da UFGD oferece facilidades ao nosso usuário, tais como renovação e reservas de livros online. A Biblioteca Central da UFGD atende todos os cursos de graduação e pós- graduação da UFGD e os acadêmicos da UEMS.
BDTD - Biblioteca Digital de Teses e Dissertações: A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFGD, coordenada pela Biblioteca Central, está integrada à BDTD/IBICT Nacional, onde disponibiliza online toda a produção técnico-científica dos programas de pós- graduação da Universidade.
RI - Repositório Institucional da UFGD: A Biblioteca Central coordena o Repositório Institucional da UFGD, onde toda a produção científica, tanto da graduação como da pós- graduação está sendo coletada e disponibilizada no link da UFGD de forma gradual e progressiva, ampliando a visibilidade dessas publicações científicas produzidas no âmbito da Universidade. É o resultado de um projeto aprovado pelo Ibict, voltado para todas as Bibliotecas Universitárias, com a finalidade de divulgar as produções científicas.
 POLÍTICA DE AQUISIÇÀO, EXPANSÃO E ATUALIZAÇÀO DO ACERVO
Para a atualização do acervo bibliográfico, no ano de 2007 foi instalada a Comissão de Seleção e Aquisição de Materiais Bibliográficos, composta por um professor de cada faculdade, por bibliotecários e representantes da graduação e pós-graduação, que elaborou
a Política de Formação e Desenvolvimento de Coleções, a qual estabelece critérios e
prioridades com relação à seleção e aquisição do material que comporá o acervo de nossa biblioteca, possibilitando a formação, desenvolvimento e atualização dos materiais bibliográficos de acordo com os objetivos da UFGD, permitindo um processo de seleção sistematizado nas diferentes áreas que dão suporte ao ensino, pesquisa e extensão.
13.2. Laboratórios de ensino O curso precisará dispor de instalações próprias para o ensino de conteúdos práticos
(profissionalizantes e específicos) em laboratórios de engenharia experimental e
computacional. Parte do conteúdo poderá ser ministrada em instalações já existentes, para
as disciplinas básicas ou mesmo profissionalizantes e específicas, mas comuns com outros
cursos de engenharia pré-existentes.
 Laboratórios de apoio ao ensino de conteúdos básicos (existentes):
Estes laboratórios contemplam os conteúdos de física, química, informática,
expressão gráfica, ciência e engenharia dos materiais, mecânica dos fluidos e transferência
de calor. Estão localizados no Campus II da UFGD.
 Laboratório de Física (medidas físicas e caracterização de materiais);
 Laboratório de Química (geral e tecnológica);
 Laboratório de Informática;
 Laboratórios de apoio ao ensino de conteúdos profissionalizantes e específicos:
O curso deve dispor de laboratórios e novos equipamentos destinados ao estudo das
áreas de Mecânica Aplicada e Tecnologia Mecânica (a serem construídos). São eles:
A definição dos laboratórios e demonstração da necessidade dos mesmos está
vinculada ao ensino prático (engenharia experimental e computacional) conforme núcleo de
disciplinas profissionalizantes e específicas do curso de Engenharia Mecânica. Vide Tab. 12
para descrição preliminar.
Na área de Termodinâmica Aplicada e Fenômenos de Transporte, o espaço físico dos
laboratórios do curso de Engenharia de Energia/FAEN (já existentes) poderá ser
compartilhado para atender os conteúdos propostos, desde que equipamentos adicionais
sejam adquiridos para atender as necessidades específicas.
Tabela 12: Laboratórios Específicos do curso de Engenharia Mecânica (A SEREM CONSTRUÍDOS).
PREVISTA (m²)
LABORATÓRIO DE VIBRAÇÕES E RUÍDOS Principais disciplinas associadas:
Vibrações e Ruídos: Laboratório Experimental e Computacional Vibrações e Ruídos em Sistemas Mecânicos I Vibrações e Ruídos em Sistemas Mecânicos II
OFICINA MECÂNICA E DE MÁQUINAS Principais disciplinas associadas:
Oficina de Mecânica Aplicada Máquinas de Elevação e Transporte Mecanismos e Dinâmica de Máquinas Projeto Integrado de Mecânica Aplicada
LABORATÓRIO DE FABRICAÇÃO MECÂNICA Principais disciplinas associadas:
Oficina de Tecnologia Mecânica Conformação Mecânica e Ensaios Laboratório de Tecnologia da Usinagem Projeto Integrado de Fabricação Mecânica
LABORATÓRIO DE ENSAIOS MECÂNICOS E DE MÁQUINAS Principais disciplinas associadas:
Elementos de Máquinas I Elementos de Máquinas II Ensaios Mecânicos de Materiais Laboratório Experimental de Tensões e Deformações
LABORATÓRIO DE ENGENHARIA COMPUTACIONAL Principais disciplinas associadas:
Métodos Numéricos para Engenharia Dinâmica dos Fluidos Computacional Desenho Técnico de Máquinas e Mecanismos Elementos Finitos em Análise de Estruturas e Mecanismos
LABORATÓRIO DE ENGENHARIA EXPERIMENTAL Principais disciplinas associadas:
Laboratório Experimental de Tensões e Deformações Projeto Integrado de Engenharia Térmica e de Fluidos
LABORATÓRIO DE METROLOGIA E CALIBRAÇÃO Principais disciplinas associadas:
Metrologia e Sistemas de Medição Instrumentação para Engenharia Qualidade e Controle Estatístico
LABORATÓRIO DE SOLDAGEM INDUSTRIAL
Principais disciplinas associadas:
LABORATÓRIO DE FUNDIÇÃO E TRATAMENTO TÉRMICO Principais disciplinas associadas:
Tecnologia da Fundição Laboratório de Tratamento Térmico e Metalografia
LABORATÓRIO DE MANUTENÇÃO INDUSTRIAL
SALA DE APOIO / TÉCNICOS DE LABORATÓRIO
EM BRANCO Figura 2 – Detalhamento dos laboratórios .
[1] UFRGS