Source: http://www.constituicao.pt/category/organizacao-do-poder-politico/page/2/
Timestamp: 2020-02-17 09:18:06+00:00
Document Index: 132165447

Matched Legal Cases: ['Artigo 114', 'Artigo 113', 'artigo 15', 'artigo 121', 'Artigo 112', 'artigo 227', 'Artigo 111', 'Artigo 110']

Organização do poder político Archives - Página 2 de 3 - Constituição da República Portuguesa
Artigo 114.º – Partidos políticos e direito de oposição
Os partidos políticos participam nos órgãos baseados no sufrágio universal e directo, de acordo com a sua representatividade eleitoral.
É reconhecido às minorias o direito de oposição democrática, nos termos da Constituição e da lei.
Os partidos políticos representados na Assembleia da República e que não façam parte do Governo gozam, designadamente, do direito de serem informados regular e directamente pelo Governo sobre o andamento dos principais assuntos de interesse público, de igual direito gozando os partidos políticos representados nas Assembleias Legislativas das regiões autónomas e em quaisquer outras assembleias designadas por eleição directa relativamente aos correspondentes executivos de que não façam parte.
Artigo 113.º – Princípios gerais de direito eleitoral
O sufrágio directo, secreto e periódico constitui a regra geral de designação dos titulares dos órgãos electivos da soberania, das regiões autónomas e do poder local.
O recenseamento eleitoral é oficioso, obrigatório, permanente e único para todas as eleições por sufrágio directo e universal, sem prejuízo do disposto nos n.os 4 e 5 do artigo 15.º e no n.º 2 do artigo 121.º.
Imparcialidade das entidades públicas perante as candidaturas;
Transparência e fiscalização das contas eleitorais.
Os cidadãos têm o dever de colaborar com a administração eleitoral, nas formas previstas na lei.
A conversão dos votos em mandatos far-se-á de harmonia com o princípio da representação proporcional.
No acto de dissolução de órgãos colegiais baseados no sufrágio directo tem de ser marcada a data das novas eleições, que se realizarão nos sessenta dias seguintes e pela lei eleitoral vigente ao tempo da dissolução, sob pena de inexistência jurídica daquele acto.
O julgamento da regularidade e da validade dos actos de processo eleitoral compete aos tribunais.
Artigo 112.º – Actos normativos
São actos legislativos as leis, os decretos-leis e os decretos legislativos regionais.
As leis e os decretos-leis têm igual valor, sem prejuízo da subordinação às correspondentes leis dos decretos-leis publicados no uso de autorização legislativa e dos que desenvolvam as bases gerais dos regimes jurídicos.
Têm valor reforçado, além das leis orgânicas, as leis que carecem de aprovação por maioria de dois terços, bem como aquelas que, por força da Constituição, sejam pressuposto normativo necessário de outras leis ou que por outras devam ser respeitadas.
Os decretos legislativos têm âmbito regional e versam sobre matérias enunciadas no estatuto político-administrativo da respectiva região autónoma que não estejam reservadas aos órgãos de soberania, sem prejuízo do disposto nas alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 227.º.
Nenhuma lei pode criar outras categorias de actos legislativos ou conferir a actos de outra natureza o poder de, com eficácia externa, interpretar, integrar, modificar, suspender ou revogar qualquer dos seus preceitos.
Os regulamentos devem indicar expressamente as leis que visam regulamentar ou que definem a competência subjectiva e objectiva para a sua emissão;
A transposição de actos jurídicos da União Europeia para a ordem jurídica interna assume a forma de lei, decreto-lei ou, nos termos do disposto no n.º 4, decreto legislativo regional.
Artigo 111.º – Separação e interdependência
Os órgãos de soberania devem observar a separação e a interdependência estabelecidas na Constituição.
Nenhum órgão de soberania, de região autónoma ou de poder local pode delegar os seus poderes noutros órgãos, a não ser nos casos e nos termos expressamente previstos na Constituição e na lei.
Artigo 110.º – Órgãos de soberania
São órgãos de soberania o Presidente da República, a Assembleia da República, o Governo e os Tribunais.