Source: http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/onu/c_a/lex44.htm
Timestamp: 2018-06-25 00:02:51+00:00
Document Index: 138982859

Matched Legal Cases: ['artigo 17', 'artigo 5', 'artigo 17', 'artigo 17', 'artigo 39', 'artigo 4', 'artigo 4', 'artigo 46', 'artigo 48', 'artigo 43', 'artigo 45', 'artigo 44', 'artigo 43', 'artigo 44', 'artigo 46', 'artigo 4', 'artigo 5', 'artigo 17', 'artigo 17', 'artigo 4', 'artigo 4', 'artigo 5', 'artigo 30', 'artigo 45', 'artigo 44', 'artigo 46']

Convenção de Haia ONU Direitos Humanos DHnet
N° 63, DE 1995
Aprova o texto da Convenção sobre Cooperação Internacional e Proteção de Crianças e Adolescentes em Matéria de Adoção Internacional, concluída em Haia, em 29 de maio de 1993.
Art. - 1° É aprovado o texto da Convenção sobre Cooperação Internacional e Proteção de Crianças e Adolescentes em Matéria de Adoção Internacional, concluída em Haia, em 29 de maio de 1993.
Parágrafo único. São sujeitos à apreciação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam resultar em revisão à referida Convenção, bem como quaisquer atos que, nos, termos do art. 49, I, da Constituição Federal, acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional.
Senado Federal, em 19 de abril de 1995
CONVENÇÃO RELATIVA A PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS E A COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE ADOÇÃO INTERNACIONAL
Recordando que cada pais deveria tomar, , com caráter prioritário, medidas adequadas para permitir a manutenção da criança em sua família de origem;
Convencidos da necessidade de prever medidas para garantir que as adoções internacionais sejam feitas no interesse superior da criança e com respeito a seus direitos fundamentais, assim como para prevenir o seqüestro, a venda ou o tráfico de crianças; e .Desejando estabelecer para esse fim disposições comuns que levem em consideração os princípios reconhecidos pôr instrumentos internacionais, em particular a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, de 20 de novembro de 1989, e pela Declaração das Nações Unidas sobre os Princípios Sociais e Jurídicos Aplicáveis à Proteção e ao Bem-estar das Crianças, com Especial Referência às Práticas em Matéria de Adoção e de Colocação Familiar nos Planos Nacional e Internacional (Resolução da Assembléia Geral 41/85, de 3 de dezembro de 1986),
Apresente Convenção tem pôr objetivo:
b) instaurar um sistema de cooperação entre os Estados Contratantes que assegure o respeito às mencionadas garantias e, em conseqüência previna o seqüestro, a venda ou o tráfico de crianças;
1. A Convenção será aplicada quando uma criança com residência habitual em um Estado Contratante ("o Estado de origem") tiver sido, for, ou deva ser deslocada para outro Estado Contratante ("o Estado de acolhida"), quer após sua adoção no Estado de origem pôr cônjuges ou pôr uma pessoa residente habitualmente no Estado de acolhida, quer para que essa adoção seja realizada, no Estado de acolhida ou no Estado de origem.
2. A Convenção somente abrange as adoções que estabeleçam um vinculo de fiação.
A Convenção deixará de ser aplicável se as aprovações previstas no artigo 17, alínea "c", não forem concedidas antes. que a criança atinja a idade de 18 (dezoito) anos.
As adoções abrangias pôr esta convenção s6 poderão ocorrer quando as autoridades competentes do Estado de origem:
a) tiverem determinado que a criança é adaptável;
2) que estas pessoas, instituições e autoridades tenham manifestado seu consentimento livremente, na forma legal prevista, e que este consentimento se tenha manifestado ou constatado pôr escrito;
3) que os consentimentos não - tenham sido obtidos mediante pagamento ou compensação de qualquer espécie nem tenham sido revogados, e
1) que tenha sido a mesma convenientemente orientada e devidamente informada sobre as conseqüências de seu. consentimento à adoção, quando este for exigido;
3) que o consentimento da criança à adoção, quando exigido, tenha sido dado livremente, na forma legal. prevista, e que este consentimento ' tenha sido' manifestado ou constatado pôr escrito;
As adoções abrangidas pôr esta Convenção só poderão ocorrer quando as autoridades competentes do Estado de acolhida:
2. Um Estado federal, um Estado no qual vigoram diversos I I , sistemas jurídicos ou um Estado com unidades territoriais autônomas Modera designar mais de uma Autoridade Central e especificar o âmbito territorial ou pessoal de suas funções. O Estado que fizer uso dessa faculdade designará a Autoridade Central à qual poderá ser dirigida toda a comunicação para sua transmissão à Autoridade Central competente dentro desse Estado.
1. As Autoridades Centrais deverão cooperar entre si e promover a colaboração entre as autoridades competentes de seus 'respectivos Estados a fim de assegurar a proteção das crianças e alcançar os demais objetivos da Convenção.
As Autoridades Centrais tomarão, diretamente ou com a cooperação de autoridades públicas, todas as medidas apropriadas para prevenir benefícios materiais induzidos pôr ocasião de uma adoção e para impedir qualquer prática contrária aos objetivos da Convenção.
a) reunir, conservar e permutar informações a relativas à situação da criança e dos futuros pais adotivos, na medida necessária à realização da adoção;
e) responder, nos limites da lei do seu Estado, às solicitações justificada a de informações a respeito de uma situação experiências em matéria de adoção internacional; respeito de uma situação particular de adoção formuladas pôr outras Autoridades Centrais ou pôr autoridades públicas..
Somente poderão obter e conservar o credenciamento os organismo que demonstrarem sua aptidão para cumprir corretamente tarefas que lhe possam ser confiadas.
b) ser dirigido e administrado pôr pessoas qualificadas pôr sua integridade moral e pôr sua formação ou experiência para atuar na área de adoção internacional;
Um organismo credenciado em um Estado Contratante somente poderão atuar em outro Estado Contratante se tiver sido autorizado pelas autoridades competentes de ambos os Estados.
A designação das Autoridades Centrais e, quando for o casos o âmbito de suas funções, assim como os nomes e endereços dos organismos credenciados devem ser comunicados pôr cada Estado Contratante ao Bureau Permanente da Conferência da Haia de Direito Internacional Privado.
1. Se a Autoridade Central do Estado de acolhida considerar que os solicitantes estão habilitados e aptos para adotar, a mesma preparará um relatório que contenha informações sobre a identidade, a capacidade jurídica e adequação dos solicitantes para adotar, sua situação pessoal, familiar e médica seu meio social, Os motivos que os animam, sua aptidão para assumir uma adoção internacional, assim como sobre as crianças de que eles estariam em condições de tomar a seu cargo.
b) levar em conta as condições de educação da crianças assim como sua origem étnica, religiosa e cultural;
d) verificar, baseando-se especialmente nos relatórios relativos à criança e aos futuros pais adotivos, se a colocação prevista atende ao interesse superior da criança.-
2. A Autoridade Central do Estado de origem transmitirá à Autoridade Central do Estado de acolhida seu relatório sobre a criança, a prova dos consentimentos requeridos e as razões que justificam colocação, cuidando para não revelar a identidade da mãe e do pai;.caso a divulgação dessas informações não seja permitida no Estado de origem.
Toda decisão de confiar uma criança aos futuros pais adotivos somente. Poderá ser tomada no Estado de origem se:
b) a Autoridade Central do Estado de acolhida tiver aprovado tal decisão, quando esta aprovação for requerida pela lei acolhida ou pela Autoridade Central do Estado de acolhida ou pela Autoridade Central do Estado de origem;
d) tiver sido verificado, de conformidade com o artigo 5, que os futuros pais adotivos estão habilitados e aptos a.adotar e que a criança está ou será autorizada a entrar e residir permanentemente no Estado de acolhida.
As Autoridades Centrais de ambos os Estados tomarão todas medidas necessárias para que a criança receba a autorização de salda do Estado de origem, assim como aquela de entrada e de residência permanente no Estado de acolhida.
1. O deslocamento da criança para o Estado de acolhida só poderá ocorrer quando tiverem sido satisfeitos os requisitos do artigo 17-.
3. Se o deslocamento da criança não se os relatórios a que se referem os artigos 15 e 16 serão restituídos às autoridade, as que os tiverem expedido.
As Autoridades Centrais manter-se-ão informadas sobre a procedimento de adoção, sobre as medidas adotadas para levá-la a efeito, assim como sobre o desenvolvimento do período probatório, se este for requeri-do.
b) em consulta assegurar sem demora, uma nova colocação da criança com com a Autoridade Central do Estado de. origem, vistas à sua adoção ou, em sua falta, uma colocação alternativa de caráter duradouro. Somente Poderá ocorrer uma adoção se a Autoridade Central do Estado de origem tiver sido devidamente informada sobre adotivos; os novos pais adotivos.
c) como último recurso assegurar o retorno da criança ao Estado de origem, se assim o exigir o interesse da mesma.
1. As funções conferidas Autoridade Central pelo presente capítulo poderão ser exercidas pôr autoridades públicas ou pôr organismos credenciados de conformidade com o capítulo III, e sempre na forma prevista pela lei de seu Estado.
2. Um Estado Contratante Poderá declarar ante o depositário da Convenção que as funções conferidas à Autoridade Central pêlos artigos 15 a 21 poderão também ser exercidas nesse Estado, dentro dos limites permitidos lei e sob o controle das autoridades competente desse Estado, Pôr organismos e pessoas que:
b) forem qualificados pôr seus padrões éticos, e sua formação e experiência para atuar na área de adoção Internacional.
3) O Estado Contratante que efetuar a declaração prevista no parágrafo 2 informará com regularidade ao Bureau Permanente da Conferência da Haia de Direito Internacional Privado os nomes e endereços desses organismos e pessoas.
4) Um Estado Contratante poderá declarar ante o depositário da Convenção que as adoções de crianças cuja residência habitual estiver situada em seu território somente poderão ocorrer se as funções conferidas às Autoridades Centrais forem exercidas de acordo com o. parágrafo 1.
5) Não obstante qualquer declaração, efetuada de conformidade com o parágrafo 2, os relatórios previstos nos artigos 15 e 16 serão, em todos os casos, elaborados sob a responsabilidade da Autoridade Central ou de outras autoridades ou organismos, de conformidade com o parágrafo 1.
1.Uma adoção certificada autoridade competente do Estado onde ocorreu, será reconhecida de pleno direito pêlos demais Estados Contratantes. O certificado deverá especificar quando e quem outorgou os assentimentos previstos no artigo 17, alínea "c".
2. Cada Estado Contratante, no momento da assinatura, ratificação, aceitação, aprovação ou adesão, notificará ao depositário da Convenção a identidade e as funções da autoridades que, nesse Estado, são competentes para expedir esse certificado, bem como lhe notificaras igualmente, qualquer modificação na designação dessas autoridades.
O reconhecimento de uma adoção só poderá ser recusado em um Estado Contratante se a adoção for manifestamente contrária à sua ordem pública, levando em consideração o interesse superior da. criança.
Qualquer Estado Contratante poderá declarar ao depositário da Convenção que não' se considera obrigado, em virtude desta, a reconhecer as adoções feitas de conformidade com um acordo concluído com base no artigo 39, parágrafo 2.
a)do vinculo de filiação entre a criança e seus pais adotivos;
b)da responsabilidade paterna dos pais adotivos a respeito da criança;
c)da ruptura do vinculo de filiação preexistente entre a criança e sua mãe e seu pai, se a adoção produzir este efeito no Estado Contratante em que ocorreu.
2. Se a adoção tiver pôr efeito a ruptura do vínculo preexistente de filiação, a criança gozará, no Estado de acolhida e em qualquer outro Estado Contratante no qual se reconheça a adoção, de direitos equivalentes aos que resultem de uma adoção que produza tal efeito em cada um desses Estados.
3) Os parágrafos precedentes não impedirão a aplicação de quaisquer disposições mais favoráveis à criança, em vigor no Estado Contratante que reconheça a adoção.
1. Se uma adoção realizada no Estado de origem não tiver como efeito a ruptura do vinculo preexistente de filiação, o Estado de acolhida que reconhecer a adoção de conformidade com a Convenção poderá convertê-la em uma adoção que produza tal efeito, se;
b)os consentimentos previstos no artigo 4, alíneas, 'c' e 'd', tiverem sido ou forem outorgados para tal adoção.
Não deverá haver nenhum contato entre os futuros pais adotivos e os pais da criança ou qualquer outra pessoa que detenha a sua guarda até que se tenham cumprido as disposições do artigo 4. alíneas 'a', salvo os casos em que a adoção for efetuada entre membros de uma mesma família ou em que as condições fixadas pela autoridade competente do Estado de origem forem cumpridas.
Qualquer autoridade competente, ao verificar que uma disposição da Convenção foi desrespeitada ou que existe risco manifesto de que venha a sê-lo, informará Imediatamente a Autoridade Central de seu Estado, a qual terá a responsabilidade de assegurar que sejam. tomadas as medidas adequadas.
a)qualquer referência à residência habitual nesse Estado será entendida como relativa à residência habitual em uma unidade territorial do dito Estado;
b)qualquer referência à lei desse Estado serão entendida como relativa à lei vigente na correspondente,
c)qualquer referência às autoridades competentes os às autoridades públicas desse Estado será entendida como relativa às autoridades autorizadas para atuar na correspondente unidade territorial;
d) qualquer referência aos organismos. credenciados do dito Estado será entendida como relativa aos organismos credenciados na correspondente unidade territorial.
No tocante a um Estado que possua, em matéria de adoção, dois ou mais sistemas jurídicos aplicáveis a categorias diferentes de pessoas, qualquer referência à lei desse Estado serão entendida como ao sistema jurídico indicado pela lei do dito -Estado.
1. A convenção não afeta os instrumentos internacionais em que os Estados Contratantes sejam Partes e que contenham disposições sobre as matérias reguladas pela presente Convenção, salvo declaração em contrário dos Estados vinculados pêlos referidos instrumentos internacionais.
2. Qualquer Estado Contratante poderá concluir com um ou mais Estados Contratantes acordos para favorecer a aplicação da Convenção em suas relações reciprocas. Esses acordos somente poderão derrogar, as disposições contidas nos artigos 14 a 16 e 18 a 21. Os Estados que. concluírem tais acordos transmitirão uma copia dos mesmos ao depositário da presente Convenção.
O Secretário-Geral da Conferencia da' Haia de direito Internacional Privado convocará periodicamente uma Comissão Especial para examinar o funcionamento prático da Convenção.
1. Qualquer outro Estado poderá aderir à Convenção depois de sua entrada em vigor, conforme o disposto no artigo 46, parágrafo 1'.
2. O instrumento , de adesão deverá ser depositado junto ao depositário da Convenção.
3.A adesão somente surtirá efeitos nas relações entre o Estado aderente e os Estados Contratantes que não tiverem formulado objeção à sua adesão nos seis meses seguintes ao recebimento da notificação a que se refere o artigo 48, alínea "b". Tal objeção poderá igualmente ser formulada pôr qualquer Estado no momento da ratificação, aceitação ou aprovação da convenção, posterior à adesão. As referidas objeções deverão ser notificadas ao depositário.
1. Quando um Estado compreender duas ou mais unidades territoriais nas quais se apliquem sistemas jurídicos diferentes em relação às questões reguladas pela presente Convenção, poderá declarar, no momento da assinatura, da ratificação, da aceitação, da aprovação ou da adesão, que a presente Convenção será aplicada a todas as suas unidades territoriais ou somente a uma ou várias delas. Essa declaração poderá ser modificada pôr meio de nova declaração a qualquer tempo.
2. Tais indicando-se expressamente as unidades territoriais às quais a Convenção será aplicável.
3.Caso um Estado não formule nenhuma declaração na forma do presente artigo, a Convenção será aplicada à totalidade do território do referido Estado.
1. A Convenção entrará em vigor no primeiro dia do mês seguinte a expiração de um período de três meses contados da data do depósito do terceiro instrumento de ratificação, de aceitação ou de aprovação previsto no artigo 43.
a)para cada Estado que a ratificar, aceitar ou aprovar posteriormente, ou apresentar adesão à mesma, no primeiro dia do mês seguinte à expiração de um período de 'três meses depois do depósito de " I seu instrumento de. ratificação, aceitação, aprovação ou adesão;
b) para as unidades territoriais às quais se tenha estendido a aplicação da Convenção conforme o disposto no artigo 45. , no primeiro dia do mês seguinte à expiração de um período de três meses depois da notificação prevista no referido artigo.
1. Qualquer Estado-Parte na presente Convenção poderá denunciá-la mediante notificação pôr escrito, dirigida ao depositário.
2.A denúncia surtirá efeito no primeiro dia do mês subseqüente à expiração de um período de doze meses da data de recebimento 'da notificação pelo depositário. Caso a notificação fixe um período maior para que a denúncia surta efeito, esta surtira efeito ao término do referido período a contar da data do recebimento da notificação.
O depositário notificarão aos Estados-Membros da Conferência da Haia de Direito Internacional Privado, assim como aos demais Estados participantes da Décima-Sétima Sessão e aos Estados que tiverem aderido à Convenção de conformidade com o disposto no artigo 44:
a)as assinaturas, ratificações, aceitações e aprovações a que se refere o artigo 43;
b)as adesões e as objeções às adesões a que se refere o artigo 44;
c)a data em que a Convenção entrará em vigor de conformidade com as disposições do artigo 46;
d)as declarações e designações a que se referem os artigos 22, 23, 25 e 45;
Feita na Haia, em 29 de maio de 1993, nos idiomas francês e inglês, sendo ambos os textos igualmente autênticos, em um único exemplar, o qual será depositado nos arquivos do Governo do Reino dos Países Baixos e do qual uma copia certificada será enviada, pôr via diplomática, a cada um dos Estados-Membros da Conferência da Haia de Direito Internacional Privado pôr ocasião da Décima-Sétima Sessão,. assim com a cada um dos demais Estados que participaram desta Sessão.
Os Estados signatários da presente Convenção,,
Reconhecendo que a adoção internacional pode apresentar a vantagem de dar uma família permanente à criança para quem não se possa encontrar uma família adequada em seu pais de origem;
Desejando estabelecer para esse fim disposições comuns que levem em consideração os princípios reconhecidos pôr instrumentos internacionais, em particular a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, de 20 de novembro de 1989, e pela Declaração das Nações Unidas sobre os Princípios Sociais e Jurídicos Aplicáveis à Proteção e ao Bem-estar das Crianças, com Especial Referência -às Práticas em Matéria de Adoção e de Colocação Familiar nos' Planos Nacional e Internacional (Resolução da Assembléia Geral 41/85, de 3 de dezembro de 1986),
A presente Convenção tem pôr objetivo:
a)estabelecer garantias para que as adoções internacionais sejam feitas segundo o interesse superior da criança e com respeito aos direitos fundamentais que lhe reconhece o direito internacional;
b)instaurar um sistema de cooperação entre os Estados Contratantes queassegure o respeito às mencionadas garantias e, em conseqüência, previna o seqüestro, a venda ou o tráfico de crianças;
c)assegurar o 'reconhecimento nos Estados Contratantes das adoções realizadas segundo a Convenção.
1.A Convenção será aplicada quando uma criança com residência habitual em um Estado Contratante ("o Estado de origem") tiver sido, for, ou deva ser deslocada para outro Estado Contratante ("o Estado de acolhida"), quer após sua adoção no Estado de origem pôr cônjuges ou' pôr uma pessoa residente habitualmente no Estado de acolhida, quer para que essa adoção seja realizada, no, Estado de acolhida ou no Estado de origem.
As adoções abrangidas pôr As adoções abrangidas pôr esta Convenção só poderão ocorrer quando as autoridades competentes do Estado de origem:
1) que as pessoas, instituições e autoridades cujo consentimento se requeira para a adoção hajam sido convenientemente orientadas e devidamente convenientemente orientadas e devidamente informadas das conseqüências de seu consentimento, em particular em relação à manutenção ou à ruptura, em virtude da adoção, dos vínculos jurídicos entre a criança e sua família de origem;
2)que estas pessoas, instituições e autoridades tenham manifestado seu consentimento livremente, na forma legal prevista, e que este consentimento se tenha manifestado ou constatado pôr escrito;
3) que os.consentimentos não tenham sido obtidos mediante pagamento ou compensação de qualquer espécie nem tenham sido revogados, e
1) que tenha sido a mesma convenientemente orientada e devidamente informada sobre as conseqüências de teu consentimento à adoção, quando este for exigido;
3) que o consentimento da criança à adoção, quando exigido, tenha sido dado livremente I , na forma legal prevista, e que este consentimento tenha sido manifestado ou constatado pôr escrito;
AS adoções abrangidas pôr esta Convenção só poderão ocorrer quando as autoridades competentes do Estado de. acolhida:
b)tiverem-se assegurado de que os futuros pais adotivos foram convenientemente orientados;
c)tiverem verificado que a criança foi ou será autorizada a entrar e a residir permanentemente no Estado de acolhida.
1. Cada Estado Contratante designará uma Autoridade Central encarregada de dar cumprimento às obrigações Convenção.
2. As Autoridades Centrais tomarão, diretamente, todas as 5 medidas adequadas para:
a) fornecer informações sobre a legislação de seus Estados em matéria de adoção e outras informações gerais tais como estatísticas e formulário padronizados;
b) informar-se mutuamente sobre o funcionamento da Convenção e, na medida necessária à realização da adoção.
As Autoridades Centrais tomarão diretamente ou cooperação de autoridades Públicas todas as rnedidas apropriadas para prevenir benefícios materiais induzidos pôr ocasião de uma adoção e para impedir qualquer prática contrária aos objetivos da Convenção.
a) reunir, conservar permutar informações relativas à situação da criança e dos futuros pais adotivos, na medida necessária à realização da adoção.
b) facilitam acompanhar e acelerar o procedimento de adoção;
c) promover o desenvolvimento de serviços de orientação em matéria de adoção e de acompanhamento das adoções respectivos Estados;
e) responder nos limites da lei do seu Estado, às solicitações justificadas de informações a respeito de uma situação particular de adoção formuladas pôr outras Autoridades Centrais ou pôr autoridades públicas. '
a)perseguir unicamente fins não lucrativos, nas condições e dentro dos limites fixados pelas autoridades competentes do Estado que o tiver credenciado;
b)ser dirigido e administrado pôr pessoas qualificadas pôr sua integridade moral e pôr sua formação ou experiência para atuar na área de adoção internacional;
c)estar submetido à supervisão dás autoridade competentes do referido Estado no que tange à tua composição, funcionamento e situação financeira ,
A designação das Autoridades Centrais e, quando for o casos o âmbito de suas funções, assim como os nomes e endereços dos organismos credenciados devem ser comunicados pôr cada Estado Contratante ao Bureau Permanente da Conferencia da Haia de Direito Internacional Privado.
As pessoas com residência habitual em um Estado Contratante , que desejam adotar uma criança cuja residência habitual seja em outro Estado Contratante, deverão dirigir-se à Autoridade Central do Estado de sua residência habitual.
1. Se a Autoridade Central do Estado de acolhida considerar que solicitantes estão habilitados e aptos para adotar, a mesma preparará um relatório que contenha Informações sobre a identidade, a capacidade jurídica e adequação dos solicitantes para adotar, sua situação pessoais familiar e médica seu meio social, OS Motivos que os animam, sua aptidão para assumir uma adoção internacional, assim como sobre as crianças de que eles estariam em condições de tomar a seu cargo.
2. A Autoridade Central do Estado de acolhia transmitir relatório à Autoridade Central do Estado de origem.
a)preparar um relatório que contenha informações sobre a identidade da criança, sua adotabilidade, seu meio social, sua evolução pessoal e familiar, seu histórico médico pessoal e familiar, as - sim como quaisquer necessidades particulares da criança;
b)levar em conta as condições de educação da criança, assim como sua origem étnica, religiosa e cultural;
c)assegurar-se de que os consentimentos tenham sido obtidos de acordo com o artigo 4; e
d)verificar, baseando-se especialmente nos relatórios relativos à criança e aos futuros pais adotivos, se a
colocação prevista atende ao interesse superior da
2.A Autoridade Central do Estado de origem transmitira à Autoridade Central do Estado de acolhida seu relatório sobre a criança, a prova. dos consentimentos requeridos e as razões que justificam a colocação, cuidando para não revelar a identidade da mãe e do pai, caso a divulgação dessas informações não seja permitida no Estado de origem.
a)a Autoridade Central do Estado de origem tiver-se assegurado de que os futuros pais adotivos manifestaram sua concordância;
b)a autoridade Central do Estado de acolhida tiver aprovado tal decisão, quando esta aprovação for requerida pela lei da Estado de acolhida ou pela Autoridade Central do Estado. de origem;
d) tiver sido verificado, de conformidade com o artigo 5, que os futuros pais adotivos estão habilitados e aptos a adotar e que a criança está autorizada a entrar e residir permanentemente no Estado de acolhida.
As Autoridades Centrais de ambos os Estados tomarão todas medidas necessárias para que a criança. receba a autorização de saída do Estado de origem, assim como aquela de entrada e I de residência' Permanente no Estado de acolhida.
1.O deslocamento da criança para o Estado de acolhida só poderá ocorrer quando tiverem sido satisfeitos os requisitos do artigo 17.
2.As Autoridades Centrais dos dois Estados deverão providenciar para que o deslocamento se realize com toda a segurança, em condições adequadas e, quando possível, em companhia dos pais adotivos ou futuros pais adotivos.
3.Se o deslocamento dá' criança não se efetivar os relatórios a' que se referem os artigos 15 e 16 serão restituídos às autoridades os tiverem expedido.
As Autoridades Centrais manter-se-ão informadas sobre o procedimento de adoção, sobre as medidas adotadas para levá-la a feita, assim como sobre o desenvolvimento do período probatório, se te for requerido.
Quando a adoção deva ocorrer, I após o deslocamento da criança, para o Estado de acolhida e a Autoridade Central desse Estado considerar que a manutenção da criança na família de acolhida já não responde ai seu interesse superior, essa Autoridade Central tomará as medidas necessárias à proteção da criança, especialmente de modo a:
a)retirá-la das pessoas que pretendem adotá-la e assegurar provisoriamente seu cuidado;
b)em consulta com a Autoridade Central do Estado de origem, assegurar, sem demora, uma nova colocação da criança com vistas à sua adoção ou, em sua falta, uma colocação alternativa de caráter duradouro. Somente poderá ocorrer uma adoção se a Autoridade Central do Estado de origem tiver sido devidamente informada sobre os novos pais adotivos;
c)como último recurso, assegurar o retorno da criança ao Estado de origem, se assim o exigir o interesse da mesma.
1.As funções conferidas à Autoridade Central pelo presente capitulo poderão ser exercidas pôr, autoridades públicas ou pôr organismos credenciados de conformidade com o capitulo III, e sempre 'na forma prevista pela lei de seu Estado.
2.Um Estado Contratante poderá declarar ante o depositário da Convenção que as funções conferidas à Autoridade Central pêlos artigos 15 a 21 poderão também ser exercias nesse Estado, dentro dos Limites permitidos pela lei e sob o controle das autoridades competentes desse Estado, pôr organismos e pessoas que:
a) satisfizerem as condições de integridade moral de competência profissional, experiência e responsabilidade exigidas pelo mencionado Estado;
b) forem qualificados pôr seus padrões éticos e sua formação e experiência para atuar na área de adoção internacional.
3. O Estado Contratante que efetuar a declaração prevista no parágrafo 2 informará com regularidade ao Bureau Permanente da Conferencia da Haia de Direito Internacional Privado os nomes e endereços desses organismos e pessoas.
4. Um Estado Contratante poderá declarar ante o depositário da convenção que as adoções de crianças cuja residência habitual estiver situada em seu território somente poderão ocorrer se as funções s conferidas às Autoridades Centrais forem exercidas de acordo com o parágrafo 1.
5. Não obstante qualquer declaração efetuada de conformidade com o parágrafo 2, os relatórios previstos nos artigos 15 e 16 serão, em todos os casos, elaborados sob a responsabilidade da Autoridade Central ou de outras autoridades ou' organismos, de conformidade com o parágrafo 1.
1. Uma adoção certificada em conformidade com a Convenção, pela autoridade competente do Estado onde ocorreu, serão reconhecida de pleno direito pêlos demais Estados contratantes. O certificado deverá especificar quando e quem outorgou os assentimentos previstos no artigo 17, alínea "c".
2. Cada Estado Contratante, no momento da assinatura, ratificação, aceitação, aprovação ou adesão, notificar ao depositário da Convenção a identidade. e as funções da autoridade ou das autoridades que, nesse Estado são competentes para expedir esse certificado, bem como lhe notificará, igualmente, qualquer modificação na designação dessas autoridades.
a) do vínculo de filiação entre a criança que seus pais adotivos;
3. Os parágrafos precedentes não impedirão a aplicação de quaisquer disposições mais favoráveis à criança, em vigor no Estado Contratante.
1.Se uma adoção realizada no Estado de origem não tiver como efeito a ruptura do vinculo preexistente de filiação, o Estado de acolhida que reconhecer a adoção de conformidade com a Convenção poderá convertê-la em uma adoção que produza tal efeito, se:
b)os consentimentos previstos no artigo 4, alíneas 'c', e 'd' tiverem sido ou forem outorgados para tal adoção.
A Convenção não afetará nenhuma lei do Estado de origem que queira que a adoção de uma criança residente habitualmente nesse Estado ocorra nesse Estado, ou que proíba a colocação da criança no Estado de acolhida ou seu deslocamento ao Estado de acolhida antes da adoção.
Não deverá haver nenhum contato entre os futuros pais adotivos e os pais da criança ou qualquer outra pessoa que detenha a sua guarda até que se tenham cumprido as disposições do artigo 4, ,alíneas "a" a "c" e do artigo 5, alíneas "a", salvo os casos em que a adoção for efetuada entre membros de uma mesma família ou em que as condições fixadas pela autoridade competente do Estado de origem forem cumpridas.
1. As autoridades competentes de um Estado Contratante tomarão providências para a conservação das informações de que dispuserem relativamente à origem da criança e, em particular, a respeito da identidade de seus pais, assim como sobre o histérico médico da criança e de sua família.
2. Essas autoridades assegurarão o acesso, com a devida orientação dá criança ou de seu representante legal, a estas informações, na medida em que o permita a lei do referido Estado.
Sem prejuízo do estabelecido no artigo 30, os dados pessoais que forem obtidos ou transmitidos de conformidade com a Convenção,' em particular aqueles a que se referem os artigos 15 e 16, não poderão, ser utilizados para fins distintos daqueles para os quais foram colhidos ou transmitidos.
2.. Só poderão ser cobrados e pagos os custos e as despesas inclusive os honorários profissionais razoáveis de pessoas que tenham intervindo na adoção.
Em relação a um Estado que possua, em matéria de adoção, dois' ou mais sistemas jurídicos aplicáveis em diferentes unidades territoriais:
a) qualquer referência à residência habitual nesse Estado adoção será entendida como relativa à residência habitual em uma unidade territorial do dito Estado;
b) qualquer referência à lei desse Estado será entendida como relativa à lei vigente na correspondência unidade territorial;
d)qualquer referência aos organismos credenciados do dito Estado será entendida como relativa aos organismos credenciados na correspondente unidade territorial.
Um Estado em que distintas unidades territoriais possuam suas pr6prias regras de direito em matéria de adoção não estará obrigado a aplicar a Convenção nos casos em que um Estado de sistema jurídico único não estiver obrigado a fazê-lo.
1.A Convenção não afeta os instrumentos internacionais em que os Estados Contratantes sejam Partes e que contenham disposições sobre as matérias reguladas Dela presente Convenção, salvo declaração ao contrario dos Estados vinculados internacionais.
2. Qualquer Estado Contratante poderá -. concluir com um ou mais Estados Contratantes acordos para favorecer a aplicação da Convenção em suas relações recíprocas. Esses acordos somente poderão derrogar reações reciprocas. Esses acordos somente poderão derrogar as disposições contidas nos artigos 14 a 16 e 18 a 21. Os Estados que concluírem tais acordos transmitirão uma cópia dos mesmos ao depositário da presente Convenção.
3. A adesão somente surtirá efeitos nas relações entre o Estado aderente e os Estados Contratantes que não, o tiverem formulado objeção à sua adesão nos seis meses seguintes ao recebimento da notificação a que se refere o artigo.. 48, alínea "b". Tal objeção poderá igualmente ser formulada pôr qualquer Estado no momento da ratificação, aceitação ou aprovação da Convenção, posterior à adesão. As referidas objeto es deverão ser notificadas ao depositário.
1. Quando um Estado compreender duas ou mais unidades territoriais nas quais se apliquem sistemas jurídicos diferentes em relação às questões reguladas pela presente Convenção, poderá declarar, no momento da assinatura, da ratificação, da aceitação, da aprovação ou da adesão, que a presente Convenção será aplicada a todas as suas unidades territoriais ou somente a uma ou varias delas. Essa declaração poderá ser modificada pôr meio de nova declaração a qualquer tempo.
2. Tais declarações se notificadas ao de indicando-se expressamente as unidades territoriais às quais a Convenção será aplicável.
3.Caso um Estado não formule nenhuma declaração na forma do presente artigo, a Convenção será aplicada à totalidade do território do referida Estado.
a)para cada Estado que a ratificar, aceitar ou aprovar posteriormente, ou apresentar adesão à mesma, no primeiro dia da más seguinte à expiração de um período de três meses depois do depósito de seu instrumento de ratificação, aceitação, aprovação ou adesão;
b)para as unidades territoriais às quais se tenha estendida a aplicação da Convenção conforme o disposto no artigo 45, no primeiro dia do mês seguinte à expiração de um período de trás meses depois da notificação prevista no referido artigo.
Qualquer Estado-Parte na presente Convenção poderá denuncia-la mediante notificação pôr escrito, dirigida ao depositário
2. A denúncia surtirá efeito no primeiro dia do mãe subseqüente à expiração de um período de doze meses da data de recebimento da notificação do depositário. Caso a notificação fixe um período maior para que a denúncia surta efeito, esta surtirá efeito ao término do referido período a contar da data do recebimento da notificação.
O depositário notificara aos Estados-Membros da Conferência da Haia de Direito Internacional Privado, assim como aos demais Estados. participantes da Décima-Sétima Sessão e aos Estados que tiverem aderido à Convenção de conformidade com o disposto no artigo 44:
c)a data em que a Convenção entrará em vigor de conformidade com as disposições do artigo 46';
Feita na Haia, em 29 de maio de 1993, nos idiomas francês e inglês, sendo ambos os textos igualmente autênticos, em um único exemplar, o qual será depositado nos arquivos do Governo do Reino dos Países Baixos e do qual uma copia certificada será enviada, pôr via diplomática, a cada um dos Estados-Membros da Conferência da Rala de Direito Internacional Privado pôr ocasião da Décima-Sétima Sessão, assim como a cada um dos demais Estados que participaram desta Sessão.