Source: https://impostosobreveiculos.info/isv/desconto-isencao-no-isv-para-familias-numerosas/
Timestamp: 2019-12-13 23:50:51+00:00
Document Index: 21299304

Matched Legal Cases: ['Artigo 57', 'artigo 58', 'artigo 57', 'artigo 58', 'artigo 54', 'artigo 50', 'artigo 58', 'artigo 53', 'Artigo 284', 'artigo 47', 'Artigo 284', 'Artigo 57', 'Artigo 57']

Desconto/isenção no ISV para famílias numerosas
Desconto/isenção no ISV para famílias numerosas 
Nesta página: mostro como usufruir do desconto de ISV para famílias numerosas.
Resumo: famílias numerosas poderão usufruir de um desconto de 50% no ISV.
Famílias numerosas poderão usufruir de um desconto de 50% no ISV de um veículo.
O desconto líquido em carros novos representa um pouco mais do que 50%, porque sobre estes 50% ainda incide o IVA a 23%.
Um carro paga 1.000€ de ISV e 23% de IVA sobre esse valor, o que dá 1.000€ (ISV) + 230€ (IVA) = 1.230€.
O mesmo carro numa situação em que possa usufruir da isenção de famílias numerosas, pagará 500€ (50% do ISV) + 115 (23% IVA sobre 500€) = 615€.
Para poder usufruir da isenção, quanto ao carro:
tem que ter mais de 5 lugares
tem que ser ligeiro de passageiros
para veículos NEDC as emissões de CO2 têm que ser inferiores a 150g/km
para veículos WLTP as emissões de CO2 têm que ser: gasóleo até 160g/km, gasolina até 180g/km
pode ser novo ou importado usado
Quanto à família tem que:
ter mais de 3 dependentes ou
ter 3 dependentes com 2 deles com idade inferior a 8 anos
Existe uma explicação exaustiva do que é considerada uma "família", que pode encontrar mais abaixo na transcrição da legislação (Artigo 57.°-B).
Outras condições e observações importantes:
a isenção não pode ultrapassar os 7.800€ (paga o que ultrapassar este valor)
o pedido tem que ser feito antes de ter matrícula
só é possível num único veículo por família
a isenção é possível em leasing/ALD/crédito automóvel desde que conste no DUA o nome do locatário (não é possível em renting)
não pode ser vendido durante o primeiro ano
se o carro for vendido antes de 5 anos, terá que se pagar o ISV relativo ao tempo em falta
a isenção só pode ser pedida a cada 5 anos (excepções - acidente perda total, roubo)
não há qualquer desconto ou isenção no IUC
Para saber qual o valor da isenção no seu caso:
efectue a simulação do ISV (escolha a opção "Novo" se novo e a idade se for usado importado)
Exemplo: Peugeot 5008 = diesel 1560cm3, 145g/km CO2 WLTP = 5.391,52€
divida o resultado da simulação por 2
5.391,52 / 2 = 2.695,76€
Se for usado importado, este é o valor final de ISV a pagar
Se for novo, subtraia esse valor ao PVP:
36.241€ - 2.695,76 = 33.545,24€
última declaração de IRS onde conste a constituição do agregado familiar (só a primeira folha, não é preciso juntar os anexos)
cópia do cartão de cidadão de todos os elementos do agregado familiar, ou cédula de nascimento quando ainda não exista cartão do cidadão
certidão comprovativa da situação tributária e contributiva regularizada (obtidas no Portal das Finanças e na Segurança Social Directa)
Num carro novo o pedido é feito pelo vendedor e qualquer outra documentação necessária é fornecida pelo mesmo.
Num carro usado (importado), o processo é exactamente o mesmo da importação de um veículo "normal", apenas no preenchimento da DAV é que deverá escolher os campos adequados a esta situação, tendo também que enviar a documentação acima indicada (digitalizada).
Pode obter mais informações no Ofício Circulado n.º 35055/2015.
A legislação importante neste caso, transcrita do Código do ISV:
1 – As isenções previstas no presente capítulo dependem de reconhecimento da Direção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo, mediante pedido do interessado em que se faça prova documental da verificação dos respetivos pressupostos.
2 – O pedido de reconhecimento deve ser apresentado nos prazos seguintes:
a) no prazo de 12 meses a contar da data da transferência de residência a que se refere o artigo 58.º ou no prazo de 6 meses a contar da data da cessação de funções, nos casos a que se referem os artigos 62.º e 63.º; (Redação dada pela Lei n.º 114/2017, de 29 de dezembro)
b) antes de apresentado o pedido de introdução no consumo ou pago o imposto pelo operador registado, nos casos a que se referem os artigos 51.° a 54.° e 57.°-A, podendo o pedido ser apresentado no prazo de 30 dias após a atribuição de matrícula quando se dê a transformação de veículos que constitua facto gerador do imposto. (Redação dada pela Lei n.º 68/2015, de 8 de julho)
3 – As isenções previstas no presente capítulo são aplicáveis a veículos adquiridos em sistema de locação financeira desde que dos documentos do veículo conste a identificação do locatário.
4 – Nos casos previstos nos artigos 58.º, 62.º e 63.º, o benefício apenas é reconhecido a um automóvel ou motociclo por beneficiário.
5 – No caso previsto no artigo 57.°-A, o benefício apenas é reconhecido a um veículo por agregado familiar. (Redação dada pela Lei n.º 68/2015, de 8 de julho)
6 – No caso de ter sido apresentado um pedido de benefício fiscal e de o mesmo ter sido indeferido, o interessado é notificado para, no prazo de 30 dias, declarar o destino que pretende dar ao veículo, considerando-se de outro modo haver introdução ilegal no consumo. (Renumerado pela Lei n.º 68/2015, de 8 de julho. Corresponde ao anterior n.º 5)
7 – O direito às isenções reconhecidas nos termos do presente artigo caduca no prazo de seis meses após a respetiva notificação ao interessado, devendo este, nesse prazo, exercê-lo, apresentando a DAV para efeitos de matrícula do veículo objeto de isenção. (Renumerado pela Lei n.º 68/2015, de 8 de julho. Corresponde ao anterior n.º 6)
1 – A circulação do veículo isento em território nacional pode ser autorizada pela alfândega antes de tomada decisão sobre o seu reconhecimento, na condição de o veículo ser conduzido pelo seu proprietário, pelo cônjuge ou unido de facto ou pelos ascendentes e descendentes em primeiro grau que com ele vivam em economia comum.
2 – Reconhecida a isenção e antes de emitido o certificado de matrícula, o veículo isento pode circular no território nacional durante um prazo de 60 dias, contados desde a data de atribuição da matrícula nacional, a coberto de pedido de introdução no consumo do qual conste indicação da matrícula.
1 – Os beneficiários das isenções de imposto não podem alienar, a título oneroso ou gratuito, alugar ou emprestar o automóvel objeto de isenção antes de decorrido o prazo de 12 meses, contado a partir da data da atribuição da matrícula nacional, havendo de outro modo lugar à liquidação integral do imposto e a responsabilidade penal ou contraordenacional.
2 – (Revogado) (Revogado pela Lei n.º 114/2017, de 29 de dezembro)
3 – No caso da alienação do veículo se efetuar entre o beneficiário de isenção e o sujeito que reúna todas as condições para beneficiar da mesma, com exceção dos casos de transferência de residência, o registo do veículo depende da comprovação prévia perante a Direção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo por parte do adquirente.
4 – O ónus de intransmissibilidade e a sua extinção por decurso do prazo são registados nos documentos dos veículos pela autoridade competente.
1 – As isenções previstas no presente código ou em legislação avulsa, só podem ser reconhecidas ao mesmo beneficiário uma vez em cada cinco anos, ou uma vez em cada 10 anos nos casos do artigo 58.º, 62.º e 63.º, contados desde a data da atribuição da matrícula nacional do automóvel ligeiro, não havendo qualquer limitação temporal relativamente às isenções a que se referem os artigos 51.º a 53.º.
2 – Não obstante o disposto no número anterior, pode ser concedida nova isenção antes de decorrido o prazo de cinco anos aos beneficiários das isenções previstas no artigo 54.º, nas seguintes situações:
3 – Quando haja recuperação do veículo pelas autoridades policiais nas situações a que se refere a alínea b) do número anterior, há lugar a tributação nos termos prescritos no artigo 50.º.
1 – O direito às isenções previstas no presente código é transmissível mortis causa caso se verifiquem no transmissário os respetivos pressupostos, aplicando-se, de outro modo, o regime prescrito no artigo seguinte.
2 – A verificação dos pressupostos da isenção para efeitos do número anterior é dispensada quando estejam em causa veículos especialmente adaptados para o transporte de deficientes que se movam apoiados em cadeiras de rodas.
3 – Para efeitos do presente artigo, a obrigação tributária constitui-se com a abertura da sucessão, considerando-se esta verificada na data do óbito, ficando o herdeiro ou legatário na pessoa do cabeça de casal, sujeito à regularização fiscal do veículo, no prazo máximo de 20 dias úteis a contar do final do 3.º mês seguinte à data do óbito, sob pena de procedimento contraordenacional. (Aditado pela Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro)
1 – Sempre que os veículos que beneficiem das isenções a que se refere o presente capítulo, com exceção dos abrangidos pelo regime previsto no artigo 58.º, sejam transmitidos, em vida ou por morte, e depois de ultrapassado o período de intransmissibilidade, a pessoa relativamente à qual não se verifiquem os respetivos pressupostos, há lugar a tributação em montante proporcional ao tempo em falta para o termo de cinco anos, segundo as taxas em vigor à data da concessão do benefício, ainda que a transmissão se tenha devido à cessação da respetiva atividade. (Redação dada pela Lei n.º 114/2017, de 29 de dezembro)
2 – A isenção concedida a veículo adquirido em regime de locação financeira não dispensa a tributação prevista no número anterior, sempre que o locatário proceda à devolução do veículo ao locador antes do fim do prazo de cinco anos, sendo ambos solidariamente responsáveis pelo pagamento da dívida.
3 — O prazo previsto nos números anteriores é de quatro anos, no caso dos veículos a que se referem os n.os 1 a 3 do artigo 53.º (Número aditado pelo Artigo 284.º (página 6104) da Lei n.º 71/2018, de 31 de Dezembro)
4 – O ónus de tributação residual previsto no n.º 1 do presente artigo, bem como o ónus de intransmissibilidade previsto no artigo 47.º, são registados nos documentos dos veículos pela autoridade competente, sendo nula a transmissão de veículo sobre os quais os mesmos incidam, sem prejuízo da sua extinção pelo decurso do respetivo prazo ou pelo pagamento do imposto. (Anterior n.º 3 reordenado pelo Artigo 284.º (página 6104) da Lei n.º 71/2018, de 31 de Dezembro)
Artigo 57.°-A
1 – São objeto de uma isenção correspondente a 50% do montante do imposto sobre veículos na aquisição de automóveis ligeiros de passageiros com lotação superior a cinco lugares:
a) os agregados familiares que comprovadamente tenham mais de três dependentes a cargo;
b) os agregados familiares que comprovadamente tenham três dependentes a seu cargo e em que pelo menos dois tenham idade inferior a 8 anos.
2 – Para efeitos do disposto no número anterior, só são considerados os automóveis ligeiros de passageiros com emissões específicas de CO2 iguais ou inferiores a 150 g/km, não podendo a isenção ultrapassar o montante de € 7800.
3 – O reconhecimento da isenção prevista no n.° 1 depende de pedido dirigido à Autoridade Tributária e Aduaneira.
Artigo 57.°-B
Condições relativas aos agregados familiares
1 – Para efeitos do reconhecimento da isenção prevista no artigo anterior, considera-se agregado familiar os agregados constituídos por uma das seguintes situações:
2 – Para efeitos do disposto no número anterior, e desde que devidamente identificados pelo número fiscal de contribuinte na declaração de rendimentos, consideram-se dependentes:
b) os filhos adotados e enteados, maiores, bem como aqueles que até à maioridade estiveram sujeitos à tutela de qualquer dos sujeitos a quem incumbe a direção do agregado familiar, que, não tendo mais de 25 anos nem auferindo anualmente rendimentos superiores ao valor da retribuição mínima mensal garantida, tenham frequentado no ano a que o imposto respeita o 11.° ou 12.° anos de escolaridade, estabelecimento de ensino médio ou superior;
c) os filhos, adotados, enteados e os sujeitos a tutela, maiores, inaptos para o trabalho e para angariar meios de subsistência, quando não aufiram rendimentos superiores ao salário mínimo nacional mais elevado.