Source: http://sp.unmp.org.br/decreto-59549-cria-o-conselho-estadual-das-cidades-de-sao-paulo/
Timestamp: 2018-01-17 18:15:00+00:00
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Matched Legal Cases: ['artigo 43', 'Artigo 1', 'artigo 3', 'Artigo 2', 'Artigo 3', 'Artigo 4', 'Artigo 5', 'Artigo 6', 'Artigo 7', 'Artigo 8', 'Artigo 9', 'Artigo 10', 'Artigo 11', 'Artigo 12']

Decreto 59.549 – Cria o Conselho Estadual das Cidades de São Paulo
DECRETO Nº 59.549, DE 26 DE SETEMBRO DE 2013
Cria e organiza o Conselho Estadual das Cidades -ConCidades/SP e dá providências correlatas
GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e considerando o disposto no inciso I, do artigo 43, da Lei federal nº 10.257, de 10 de julho de 2001 – Estatuto da Cidade, no Decreto federal nº 5.790, de 25 de maio de 2006, e na Resolução do Conselho das Cidades – ConCidades nº 13, de 16 de junho de 2004, do Ministério das Cidades,
Artigo 1º – Fica criado, na Casa Civil, o Conselho Estadual das Cidades – ConCidades/SP, órgão colegiado de natureza deliberativa e consultiva, com a finalidade de propor e deliberar sobre diretrizes para formulação e implementação da Política Estadual de Desenvolvimento Urbano, bem como acompanhar e avaliar sua execução.
Parágrafo único – O ConCidades/SP integra a estrutura básica da Casa Civil, definida pelo artigo 3º do Decreto nº 51.991, de 18 de julho de 2007, e alterações posteriores.
Artigo 2º – Ao Conselho Estadual das Cidades – ConCidades/ SP compete:
I – propor, deliberar, editar e manifestar-se sobre diretrizes, instrumentos, normas e prioridades da Política Estadual de Desenvolvimento Urbano, promovendo a articulação entre as políticas públicas desse setor;
II – acompanhar e avaliar a implementação da Política Estadual de Desenvolvimento Urbano, em especial as políticas de habitação, planejamento territorial, saneamento ambiental, transportes e mobilidade urbana, recomendando as providências necessárias ao cumprimento de seus objetivos;
a) o alinhamento entre a Política Estadual de Desenvolvimento Urbano e a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, no contexto do Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano;
b) a cooperação entre os entes do governo estadual, os governos municipais e a sociedade civil, na formulação e execução da Política Estadual de Desenvolvimento Urbano;
c) em parceria com organismos governamentais e não governamentais, nacionais e internacionais, a identificação de sistemas de indicadores, no sentido de estabelecer metas e procedimentos para monitorar a aplicação de atividades relacionadas com o desenvolvimento urbano, de acordo com as normas pertinentes;
d) a realização de estudos, debates e pesquisas sobre a aplicação e os resultados estratégicos alcançados pelos programas e projetos desenvolvidos pelos órgãos e entidades estaduais, relacionados com as atividades do Conselho;
e) a realização de Conferência Estadual das Cidades, de seminários e encontros sobre temas de sua agenda;
IV – analisar e propor a celebração de convênios, com organismos municipais, estaduais, nacionais e internacionais públicos ou privados, na área de desenvolvimento urbano sustentável e da propriedade urbana;
V – aprovar e emitir orientações e recomendações sobre a aplicação da Lei federal nº 10.257, de 10 de julho de 2001, e dos demais atos normativos relacionados ao desenvolvimento urbano;
VI – estimular:
a) ações que visem a propiciar a geração, apropriação e utilização de conhecimentos científicos, tecnológicos, gerenciais e organizativos pelas populações das áreas urbanas;
b) a ampliação e o aperfeiçoamento dos mecanismos de participação e controle social, visando a fortalecer o desenvolvimento urbano sustentável;
c) a criação dos Conselhos Municipais das Cidades e a realização das respectivas Conferências;
VII – propor e deliberar sobre as diretrizes para distribuição regional e setorial do orçamento anual e do plano plurianual de investimentos do governo estadual, no que concerne às políticas de desenvolvimento urbano;
VIII – propor a criação de:
a) mecanismos de articulação entre os programas e os recursos federais, estaduais e municipais que tenham impacto sobre o desenvolvimento urbano;
b) instrumentos institucionais e financeiros para dar suporte aos planos, programas e projetos para o desenvolvimento sustentável urbano;
IX – elaborar, aprovar e alterar seu Regimento Interno.
Artigo 3º – O Conselho Estadual das Cidades – ConCidades/ SP é composto dos seguintes membros:
I – representantes do Poder Público Estadual:
a) 1 (um) de cada uma das seguintes Secretarias de Estado:
1. Casa Civil, que será seu Presidente;
2. Secretaria da Habitação;
3. Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos;
4. Secretaria dos Transportes Metropolitanos;
5. Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional;
6. Secretaria do Meio Ambiente;
7. Secretaria de Energia;
8. Secretaria da Fazenda;
9. Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia;
b) 1 (um) da Casa Militar, do Gabinete do Governador, da área de Defesa Civil;
c) 1 (um) de cada uma das seguintes Universidades Estaduais:
1. Universidade de São Paulo – USP;
2. Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP;
3. Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP;
d) 1 (um) da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A. – EMPLASA;
e) mediante convite:
1. 4 (quatro) da Assembleia Legislativa;
2. 1 (um) do Ministério Público;
3. 1 (um) da Defensoria Pública;
II – representantes do Poder Público Municipal:
a) indicados, nas quantidades a seguir especificadas, pelo Conselho de Desenvolvimento de cada uma das unidades regionais adiante relacionadas:
1. 2 (dois) da Região Metropolitana da Baixada Santista;
2. 2 (dois) da Região Metropolitana de Campinas;
3. 6 (seis) da Região Metropolitana de São Paulo, sendo 1 (um) da Capital e 1 (um) de cada sub-região estabelecida pela Lei Complementar nº 1.139, de 16 de junho de 2011, dentre os quais 2 (dois) indicados por municípios com área superior a 50% (cinquenta por cento) integrante de Área de Preservação de Mananciais;
4. 2 (dois) da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte;
5. 1 (um) da Aglomeração Urbana de Jundiaí;
6. 1 (um) da Aglomeração Urbana de Piracicaba;
b) indicado pelo respectivo conjunto de Prefeitos e/ou vereadores,
1 (um) de cada uma das Regiões Administrativas (RA) do Estado, a seguir especificadas:
1. RA de Araçatuba;
2. RA de Bauru;
3. RA de Barretos;
4. RA de Campinas, exceto os municípios que integram a Região Metropolitana de Campinas e a Aglomeração Urbana de Jundiaí;
5. RA Central;
6. Ra de Franca;
7. RA de Marília;
8. RA de Presidente Prudente;
9. RA de Registro;
10. RA de Ribeirão Preto;
11. RA de São José do Rio Preto;
12. RA de Sorocaba;
a) das seguintes organizações ligadas ao desenvolvimento urbano:
1. 20 (vinte) dos movimentos populares;
2. 6 (seis) de entidades dos trabalhadores;
3. 6 (seis) de entidades empresariais;
4. 4 (quatro) de entidades acadêmicas e profissionais;
5. 4 (quatro) de organizações não governamentais;
b) mediante convite: 5 (cinco) de livre escolha do Governador do Estado, dentre personalidades com destacada atuação no desenvolvimento urbano;
IV – mediante convite, 1 (um) representante do Conselho das Cidades – ConCidades.
§ 1º – Cada membro do Conselho terá 1 (um) suplente.
§ 2º – Dentre os representantes do Poder Público Municipal deverá haver rodízio entre membros do Executivo e do Legislativo como titulares e suplentes.
§ 3º – A Casa Civil operacionalizará o processo de indicações junto aos municípios.
§ 4º – Os representantes da sociedade civil de que trata a alínea “a” do inciso III deste artigo serão escolhidos em processo eleitoral no âmbito da Conferência Estadual das Cidades, permitida a participação apenas dos movimentos, das entidades e das organizações não governamentais que, comprovadamente, estiverem legalmente constituídos.
§ 5º – Os membros e seus suplentes serão designados pelo Governador do Estado, para um mandato com vigência até a realização da próxima Conferência Estadual das Cidades, permitida a recondução por mais um período, na forma que constar do Regimento Interno do ConCidades/SP.
§ 6º – Concluídos os mandatos, os membros e seus suplentes permanecerão no exercício de suas funções até a posse dos novos designados.
§ 7º – O ConCidades/SP poderá convidar, ainda, para participar de suas reuniões, sem direito de voto:
1. representantes de órgãos e entidades, públicos e privados, bem como dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, cuja participação seja considerada importante diante da pauta da reunião;
Artigo 4º – O Conselho Estadual das Cidades – ConCidades/ SP contará com o assessoramento dos seguintes Comitês Técnicos:
I – de Habitação, coordenado pela Secretaria da Habitação;
II – de Saneamento Ambiental, coordenado pela Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos;
III – de Trânsito, Transporte e Mobilidade Urbana, coordenado pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos;
IV – de Planejamento Territorial Urbano, coordenado pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A. – EMPLASA;
V – de Desenvolvimento Urbano Sustentável, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente.
§ 1º – Poderão integrar os Comitês Técnicos, além de integrantes do ConCidades/SP, técnicos e especialistas nos vários campos da política urbana, mediante convite, na forma do Regimento Interno.
§ 2º – Os Comitês Técnicos serão disciplinados pelo Regimento Interno do ConCidades/SP, observadas as disposições deste artigo.
Artigo 5º – O Conselho Estadual das Cidades – ConCidades/ SP poderá, mediante deliberação, instituir Comitês Técnicos Especiais, de caráter não permanente.
Artigo 6º – Ao Presidente do Conselho Estadual das Cidades, na forma definida no Regimento Interno, compete:
I – convocar e presidir as reuniões do ConCidades/SP;
III – firmar as atas das reuniões e homologar as deliberações aprovadas.
Artigo 7º – O Conselho Estadual das Cidades – ConCidades/ SP deliberará por maioria simples, cabendo ao Presidente exercer o voto de qualidade, no caso de empate.
Artigo 8º – O Regimento Interno do Conselho Estadual das Cidades – ConCidades/SP será aprovado no prazo de 60 (sessenta dias) a contar da data de sua instalação.
Artigo 9º – Cabe à Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A. – EMPLASA:
I – prover o apoio administrativo e os meios necessários à execução dos trabalhos do ConCidades/SP;
II – exercer as funções de Secretaria Executiva do ConCidades/ SP e dos seus Comitês Técnicos.
Artigo 10 – As funções de membro do Conselho Estadual das Cidades – ConCidades/SP e dos seus Comitês Técnicos não serão remuneradas, mas consideradas como serviço público relevante.
Artigo 11 – As dúvidas e situações não previstas neste decreto serão resolvidas pelo Presidente do Conselho Estadual das Cidades, “ad referendum” dos seus integrantes, observada a legislação pertinente.
Artigo 12 – Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 26 de setembro de 2013
Publicado na Casa Civil, aos 26 de setembro de 2013.