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Timestamp: 2016-06-29 14:35:06+00:00
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Matched Legal Cases: ['artigo 5', 'artigo 206', 'artigo 208', 'artigo 1', 'artigo 5', 'artigo 206', 'artigo 208', 'artigo 5', 'artigo 5', 'artigo 39', 'in fine', 'artigo 220', 'artigo 5', 'artigo 5', 'artigo 5', 'in fine', 'artigo 5', 'artigo 5', 'artigo 170', 'artigo 8', 'artigo 5', 'artigo 5', 'artigo 2', 'artigo 5', 'artigo 5', 'artigo 5', 'artigo 5']

DILIGÊNCIA JURÍDICA PEÇAS PROCESSUAIS - ADVOGADO BELO HORIZONTE: CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 - COMENTADA
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (6 of 574)17/08/2005 13:02:39STF - Constituição
“Suspensão dos efeitos e da eficácia da Medida Provisória nº 375, de 23.11.93, que, a pretexto de regular a concessão demedidas cautelares inominadas (CPC, art. 798) e de liminares em mandado de segurança (Lei 1.533/51, art. 7º, II) e emações civis públicas (Lei 7.347/85, art. 12), acaba por vedar a concessão de tais medidas, além de obstruir o serviço daJustiça, criando obstáculos à obtenção da prestação jurisdicional e atentando contra a separação dos poderes, porque sujeitao Judiciário ao Poder Executivo.” ("Norma que subordina convênios, acordos, contratos e atos de Secretários de Estado à aprovação da AssembléiaLegislativa: inconstitucionalidade, porque ofensiva ao princípio da independência e harmonia dos poderes." (Min. Carlos Velloso, DJ 29/11/96). No mesmo sentido: “Alegada violação ao princípio da independência e harmonia entre os poderes. (...) Orientação assentada no STF no sentidode que, não sendo dado ao Presidente da República retirar da apreciação do Congresso Nacional medida provisória que tivereditado, é-lhe, no entanto, possível ab-rogá-la por meio de nova medida provisória, valendo tal ato pela simples suspensãodos efeitos da primeira, efeitos esses que, todavia, o Congresso poderá ver estabelecidos, mediante a rejeição da medida abrogatória.Circunstância que, em princípio, desveste de plausibilidade a tese da violação ao princípio constitucionalinvocado.” ("(...) esclareceu-se que o CNJ é órgão próprio do Poder Judiciário (CF, art. 92, I-A), composto, na maioria, por membros desse mesmo Poder (CF, art. 103-B), nomeados sem interferência direta dos outros Poderes, dos quais o Legislativo apenas indica, fora de seus quadros e, assim, sem vestígios de representação orgânica, dois dos quinze membros, não podendo essa indicação se equiparar a nenhuma forma de intromissão incompatível com a idéia política e o perfil constitucional da separação e independência dos Poderes." (
"Na formulação positiva do constitucionalismo republicano brasileiro, o autogoverno do Judiciário 21/11/96): viola-o, pois, a instituição de órgão do chamado 'controle externo', com participação de agentes ou representantesdos outros Poderes do Estado." ("O Plenário, por maioria, julgou procedente pedido de ação direta proposta pelo Procurador-Geral da República para declarara inconstitucionalidade do inciso VII do art. 77 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, que assegura aos aprovados emconcurso público, dentro do número de vagas fixado no respectivo edital, o direito ao provimento no cargo no prazo máximode cento e oitenta dias, contado da homologação do resultado. Com base no entendimento fixado no RE 229.450/RJ (DJU de31/8/2001) no sentido de que a CF apenas assegura ao candidato aprovado o direito subjetivo à nomeação de acordo com arespectiva ordem de classificação e no prazo da validade do concurso, ficando o ato de provimento adstrito ao poder discricionário da Administração Pública, entendeu-se que a norma impugnada viola os arts. 2º e 37, IV, da CF." (
“É inconstitucional a criação, por Constituição estadual, de órgão de controle administrativo do Poder Judiciário do qual participem representantes de outros poderes ou entidades.” (
ADI 605-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 05/03/93)"É plausível, em face do ordenamento constitucional brasileiro, o reconhecimento da admissibilidade das leis interpretativas, que configuram instrumento juridicamente idôneo de veiculação da denominada interpretação autêntica. As leis interpretativas — desde que reconhecida a sua existência em nosso sistema de direito positivo — não traduzem usurpação das atribuições institucionais do Judiciário e, em conseqüência, não ofendem o postulado fundamental da divisão funcional do poder. Mesmo as leis interpretativas expõem-se ao exame e à interpretação dos juízes e tribunais. Não se revelam, assim, espécies normativas imunes ao controle jurisdicional." ( ADI 246, Rel. Min. Eros Grau, DJ 29/04/05)“Não há falar-se em quebra do pacto federativo e do princípio da interdependência e harmonia entre os poderes em razão da aplicação de princípios jurídicos ditos 'federais' na interpretação de textos normativos estaduais. Princípios são normas jurídicas de um determinado direito, no caso, do direito brasileiro. Não há princípios jurídicos aplicáveis no território de um, mas não de outro ente federativo, sendo descabida a classificação dos princípios em ‘federais’ e ‘estaduais’.” ( ADI 3.367, Rel. Min. Cezar Peluso, Informativo 383)"(...) esclareceu-se que o CNJ é órgão próprio do Poder Judiciário (CF, art. 92, I-A), composto, na maioria, por membros desse mesmo Poder (CF, art. 103-B), nomeados sem interferência direta dos outros Poderes, dos quais o Legislativo apenas indica, fora de seus quadros e, assim, sem vestígios de representação orgânica, dois dos quinze membros, não podendo essa indicação se equiparar a nenhuma forma de intromissão incompatível com a idéia política e o perfil constitucional da separação e independência dos Poderes." ( — além de espaços variáveis de autonomia financeira e orçamentária — reputa-se corolário da independência do Poder (ADIn 135-Pb, Gallotti,21/11/96):
viola-o, pois, a instituição de órgão do chamado 'controle externo', com participação de agentes ou representantes dos outros Poderes do Estado." (ADI 98, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 31/10/97) "O Plenário, por maioria, julgou procedente pedido de ação direta proposta pelo Procurador-Geral da República para declarar a inconstitucionalidade do inciso VII do art. 77 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, que assegura aos aprovados em concurso público, dentro do número de vagas fixado no respectivo edital, o direito ao provimento no cargo no prazo máximo de cento e oitenta dias, contado da homologação do resultado. Com base no entendimento fixado no RE 229.450/RJ (DJU de 31/8/2001) no sentido de que a CF apenas assegura ao candidato aprovado o direito subjetivo à nomeação de acordo com a respectiva ordem de classificação e no prazo da validade do concurso, ficando o ato de provimento adstrito ao poder discricionário da Administração Pública, entendeu-se que a norma impugnada viola os arts. 2º e 37, IV, da CF." (ADI 2.931, Rel. Min. Carlos Britto, Informativo 377) ADI 1.905-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 05/11/04) "Separação e independência dos Poderes: freios e contra-pesos: parâmetros federais impostos ao Estado membro. Os mecanismos de controle recíproco entre os Poderes, os ‘freios e contrapesos’ admissíveis na estruturação das unidades federadas, sobre constituírem matéria constitucional local, só se legitimam na medida em que guardem estreita similaridade com os previstos na Constituição da República: precedentes. Conseqüente plausibilidade da alegação de ofensa do princípio fundamental por dispositivos da Lei estadual 11.075/98-RS (inc. IX do art. 2º e arts. 33 e 34), que confiam a organismos burocráticos de segundo e terceiro graus do Poder Executivo a função de ditar parâmetros e avaliações do funcionamento da Justiça (...)." ( ADI 3.046, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 28/05/04)"A fiscalização legislativa da ação administrativa do Poder Executivo é um dos contrapesos da Constituição Federal à separação e independência dos Poderes: cuida-se, porém, de interferência que só a Constituição da República pode legitimar. Do relevo primacial dos 'pesos e contrapesos' no paradigma de divisão dos poderes, segue-se que à norma infraconstitucional — aí incluída, em relação à Federal, a constituição dos Estados-Membros —, não é dado criar novas interferências de um Poder na órbita de outro que não derive explícita ou implicitamente de regra ou princípio da Lei Fundamental da República. O poder de fiscalização legislativa da ação administrativa do Poder Executivo é outorgado aos órgãos coletivos de cada câmara do Congresso Nacional, no plano federal, e da Assembléia Legislativa, no dos Estados; nunca, aos seus membros individualmente, salvo, é claro, quando atuem em representação (ou presentação) de sua Casa ou comissão." ( ADPF 45, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 04/05/04)"Não obstante a formulação e a execução de políticas públicas dependam de opções políticas a cargo daqueles que, por delegação popular, receberam investidura em mandato eletivo, cumpre reconhecer que não se revela absoluta, nesse domínio, a liberdade de conformação do legislador, nem a de atuação do Poder Executivo. É que, se tais Poderes do Estado agirem de modo irrazoável ou procederem com a clara intenção de neutralizar, comprometendo-a, a eficácia dos direitos sociais, econômicos e culturais, afetando, como decorrência causal de uma injustificável inércia estatal ou de um abusivo comportamento governamental, aquele núcleo intangível consubstanciador de um conjunto irredutível de condições mínimas necessárias a uma existência digna e essenciais à própria sobrevivência do indivíduo, aí, então, justificar-se-á, como precedentemente já enfatizado — e até mesmo por razões fundadas em um imperativo ético-jurídico —, a possibilidade de intervenção do Poder Judiciário, em ordem a viabilizar, a todos, o acesso aos bens cuja fruição lhes haja sido injustamente recusada pelo Estado." ( ADI, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 23/08/02)“Afronta os princípios constitucionais da harmonia e independência entre os Poderes e da liberdade de locomoção norma estadual que exige prévia licença da Assembléia Legislativa para que o Governador e o Vice-Governador possam ausentarse do País por qualquer prazo. Espécie de autorização que, segundo o modelo federal, somente se justifica quando o afastamento exceder a quinze dias. Aplicação do princípio da simetria.” (ADI 738, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 07/02/03)
“Separação e independência dos Poderes: plausibilidade da alegação de ofensa do princípio fundamental pela inserção de representante da Assembléia Legislativa, por essa escolhido, em órgão do Poder Executivo local, qual o Conselho Estadual de Educação, que não constitui contrapeso assimilável aos do modelo constitucional positivo do regime de Poderes”. (2.654-MC a quo se limita a exercer seu ofício judicante, cumprindo seu dever de assegurar o direito individual lesado, sem qualquer afronta ao princípio da harmonia e independência entre poderes.” (AI 228.367-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23/06/00)“Acórdão que, analisando o conjunto probatório dos autos, corrige erro aritmético manifesto no somatório de pontos de candidato. Alegada ofensa aos arts. 2º; 5º, XXXV; e 25, todos da Constituição Federal. Hipótese em que o Tribunal ADI 975-MC, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 20/06/97) “Suspensão dos efeitos e da eficácia da Medida Provisória nº 375, de 23.11.93, que, a pretexto de regular a concessão de medidas cautelares inominadas (CPC, art. 798) e de liminares em mandado de segurança (Lei 1.533/51, art. 7º, II) e em ações civis públicas (Lei 7.347/85, art. 12), acaba por vedar a concessão de tais medidas, além de obstruir o serviço da Justiça, criando obstáculos à obtenção da prestação jurisdicional e atentando contra a separação dos poderes, porque sujeita o Judiciário ao Poder Executivo.” ( ADI 676, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 29/11/96). No mesmo sentido: ADI 770, DJ 20/09/02; ADI 165, DJ 26/09/97."Norma que subordina convênios, acordos, contratos e atos de Secretários de Estado à aprovação da Assembléia Legislativa: inconstitucionalidade, porque ofensiva ao princípio da independência e harmonia dos poderes." ( ADI 1.315-MC, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 25/08/95)
“Alegada violação ao princípio da independência e harmonia entre os poderes. (...) Orientação assentada no STF no sentido de que, não sendo dado ao Presidente da República retirar da apreciação do Congresso Nacional medida provisória que tiver editado, é-lhe, no entanto, possível ab-rogá-la por meio de nova medida provisória, valendo tal ato pela simples suspensão dos efeitos da primeira, efeitos esses que, todavia, o Congresso poderá ver estabelecidos, mediante a rejeição da medida abrogatória. Circunstância que, em princípio, desveste de plausibilidade a tese da violação ao princípio constitucional invocado.” (“Processo legislativo da União: observância compulsória pelos Estados de seus princípios básicos, por sua implicação com o princípio fundamental da separação e independência dos Poderes: jurisprudência do Supremo Tribunal.” (ADI 774, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 26/02/99). No mesmo sentido: ADI 2.434-MC, DJ 10/08/01."Na formulação positiva do constitucionalismo republicano brasileiro, o autogoverno do Judiciário "Ninguém é obrigado a cumprir ordem ilegal, ou a ela se submeter, ainda que emanada de autoridade judicial. Mais: é dever de cidadania opor-se à ordem ilegal; caso contrário, nega-se o Estado de Direito." (HC 73.454, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 04/06/96)
"O art. 7º da Lei nº 6.194/74, na redação que lhe deu o art. 1º da Lei nº 8.441/92, ao ampliar as hipóteses deADI 1.003-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 10/09/99) "Em face da atual Constituição, para conciliar o fundamento da livre iniciativa e do princípio da livre concorrência comADI 319-QO, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 30/04/93) “Existe um nexo estreito entre a imprescritibilidade, este tempo jurídico que se escoa sem encontrar termo, e a memória,apelo do passado à disposição dos vivos, triunfo da lembrança sobre o esquecimento. No estado de direito democráticodevem ser intransigentemente respeitados os princípios que garantem a prevalência dos direitos humanos. Jamais podem seapagar da memória dos povos que se pretendam justos os atos repulsivos do passado que permitiram e incentivaram o ódioentre iguais por motivos raciais de torpeza inominável ”. (HC 82.424, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 19/03/04)III - autodeterminação dos povos;IV - não-intervenção;V - igualdade entre os Estados;“Não pode o Supremo Tribunal Federal avaliar o mérito dos elementos formadores da prova, inclusive a autoria e amaterialidade dos delitos cometidos, ora em produção perante a autoridade judiciária do País requerente, tema afeto à suasoberania”. (Ext. 853, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 05/09/03)“Cabe, assim, à Justiça do Estado requerente, reconhecer soberanamente - desde que o permita a sua própria legislaçãopenal - a ocorrência, ou não, da continuidade delitiva, não competindo ao Brasil, em obséquio ao principio fundamental dasoberania dos Estados, que rege as relações internacionais, constranger o Governo requerente a aceitar um instituto que atémesmo o seu próprio ordenamento positivo possa rejeitar”. (Ext 542, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 13/02/92)VI - defesa da paz;VII - solução pacífica dos conflitos;VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;"O repúdio ao terrorismo: um compromisso ético-jurídico assumido pelo Brasil, quer em face de sua própria Constituição, quer perante acomunidade internacional. Os atos delituosos de natureza terrorista, considerados os parâmetros consagrados pela vigenteConstituição da República, não se subsumem à noção de criminalidade política, pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio aoterrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF, art. 4º, VIII),além de haver qualificado o terrorismo, para efeito de repressão interna, como crime equiparável aos delitos hediondos, o que o expõe,sob tal perspectiva, a tratamento jurídico impregnado de máximo rigor, tornando-o inafiançável e insuscetível da clemência soberana doEstado e reduzindo-o, ainda, à dimensão ordinária dos crimes meramente comuns (CF, art. 5º, XLIII). A Constituição da República,presentes tais vetores interpretativos (CF, art. 4º, VIII, e art. 5º, XLIII), não autoriza que se outorgue, às práticas delituosas de caráterterrorista, o mesmo tratamento benigno dispensado ao autor de crimes políticos ou de opinião, impedindo, desse modo, que se venha aestabelecer, em torno do terrorista, um inadmissível círculo de proteção que o faça imune ao poder extradicional do Estado brasileiro,notadamente se se tiver em consideração a relevantíssima circunstância de que a Assembléia Nacional Constituinte formulou um claroe inequívoco juízo de desvalor em relação a quaisquer atos delituosos revestidos de índole terrorista, a estes não reconhecendo adignidade de que muitas vezes se acha impregnada a prática da criminalidade política." (Ext 855, Rel. Min. Celso de Mello, DJ01/07/05).IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;X - concessão de asilo político.“Não há incompatibilidade absoluta entre o instituto do asilo político e o da extradição passiva, na exata medida em que oSupremo Tribunal Federal não está vinculado ao juízo formulado pelo poder executivo na concessão administrativa daquelebenefício regido pelo direito das gentes. Disso decorre que a condição jurídica de asilado político não suprime, só por si, apossibilidade de o Estado brasileiro conceder, presentes e satisfeitas as condições constitucionais e legais que a autorizam,a extradição que lhe haja sido requerida. O estrangeiro asilado no Brasil só não será passível de extradição quando o fatoensejador do pedido assumir a qualificação de crime político ou de opinião ou as circunstâncias subjacente à ação do Estadorequerente demonstrarem a configuração de inaceitável extradição política disfarçada.” (Ext 524, Rel. Min. Celso de Mello, DJ08/03/91)Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos daAmérica Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.
"É constitucional o § 2º do art. 6º da lei 8.024/1990, resultante da conversão da medida provisória 168/1990, que fixou o BTNfiscal como índice de correção monetária aplicável aos depósitos bloqueados pelo plano Collor I." (SÚM. 725)"(...) é consentânea com a Carta da República previsão normativa asseguradora, ao militar e ao dependente estudante, doacesso a instituição de ensino na localidade para onde é removido. Todavia, a transferência do local do serviço não pode semostrar verdadeiro mecanismo para lograr-se a transposição da seara particular para a pública, sob pena de se colocar emplano secundário a isonomia — artigo 5º, cabeça e inciso I —, a impessoalidade, a moralidade na Administração Pública, aigualdade de condições para o acesso e permanência na escola superior, prevista no inciso I do artigo 206, bem como aviabilidade de chegar-se a níveis mais elevados do ensino, no que o inciso V do artigo 208 vincula o fenômeno à capacidadede cada qual." ("A vedação constitucional de diferença de critério de admissão por motivo de idade (CF, das relações de trabalho, do princípio fundamental de igualdade, que se entende, à falta de exclusão constitucionalinequívoca (como ocorre em relação aos militares - CF, obstante, a ressalva das hipóteses em que a limitação de idade se possa legitimar como imposição da natureza e dasatribuições do cargo a preencher." (141.357, DJ 08/10/04; RE 212.066, DJ 12/03/99."IPVA e multas de trânsito estaduais. Parcelamento. (...). Os artigos 5º, princípios da igualdade e da isonomia tributária, não se acham violados, dado o caráter impessoal e abstrato da normaimpugnada." ("O art. 3º, II, da Lei 7.787/89, não é ofensivo ao princípio da igualdade, por isso que o art. 4º da mencionada Lei 7.787/89cuidou de tratar desigualmente aos desiguais." ("Existência, ainda, de vício material, ao estender a lei impugnada a fruição de direitos estatutários aos servidores celetistasdo Estado, ofendendo, assim, o princípio da isonomia e o da exigência do concurso público para o provimento de cargos eempregos públicos, previstos, respectivamente, nos arts. 5º, DJ 20/09/02)ADI 3.324, voto do Min. Marco Aurélio, DJ 05/08/05)art. 7º, XXX) é corolário, na esferaart. 42, § 1º), a todo o sistema do pessoal civil. É ponderável, nãoRMS 21.046, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 14/11/91). No mesmo sentido: REcaput, e 150, II, da Lei Fundamental, corolários dosADI 2.474, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 25/04/03)RE 343.446, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 04/04/03)caput e 37, II da Constituição." (ADI 872, Rel. Min. Ellen Gracie, Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;II - garantir o desenvolvimento nacional;III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
NOVO responsabilidade civil objetiva, em tema de acidentes de trânsito nas vias terrestres, causados por veículo automotor, nãoparece transgredir os princípios constitucionais que vedam a prática de confisco, protegem o direito de propriedade easseguram o livre exercício da atividade econômica. A Constituição da República, ao fixar as diretrizes que regem a atividadeeconômica e que tutelam o direito de propriedade, proclama, como valores fundamentais a serem respeitados, a supremaciado interesse público, os ditames da justiça social, a redução das desigualdades sociais, dando especial ênfase, dentro dessaperspectiva, ao princípio da solidariedade, cuja realização parece haver sido implementada pelo Congresso Nacional aoeditar o art. 1º da Lei nº 8.441/92." (
NOVO os da defesa do consumidor e da redução das desigualdades sociais, em conformidade com os ditames da justiça social,pode o Estado, por via legislativa, regular a política de preços de bens e de serviços, abusivo que é o poder econômico quevisa ao aumento arbitrário dos lucros." (
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:I - independência nacional;II - prevalência dos direitos humanos;
"A duração prolongada, abusiva e irrazoável da prisão cautelar de alguém ofende, de modo frontal, o postulado da dignidade da pessoa humana, que representa considerada a centralidade desse princípio essencial (CF, art. 1º, III) significativo vetor interpretativo, verdadeiro valor-fonte que conforma e inspira todo o ordenamento constitucional vigente em nosso País e que traduz, de modo expressivo, um dos fundamentos em que se assenta, entre nós, a ordem republicana e democrática consagrada pelo sistema de direito constitucional positivo." (HC 85.988-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 10/06/05). No mesmo sentido (HC 85.237, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 29/04/05)
"Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida conformação, não se coadunam com os postulados básicos do Estado de Direito. Mais! Quando se fazem imputações vagas está a se violar, também, o princípio da dignidade da pessoa humana, que, entre nós, tem base positiva no artigo 1º, III, da Constituição. Como se sabe, na sua acepção originária, este princípio proíbe a utilização ou transformação do homem em objeto dos processos e ações estatais. O Estado está vinculado ao dever de respeito e proteção do indivíduo contra exposição a ofensas ou humilhações." ( HC 82.969, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 17/10/03)“A mera instauração de inquérito, quando evidente a atipicidade da conduta, constitui meio hábil a impor violação aos direitos fundamentais, em especial ao princípio da dignidade humana”. ( RE 359.444, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28/05/04)“O fato de o paciente estar condenado por delito tipificado como hediondo não enseja, por si só, uma proibição objetiva incondicional à concessão de prisão domiciliar, pois a dignidade da pessoa humana, especialmente a dos idosos, sempre será preponderante, dada a sua condição de princípio fundamental da República (art. 1º, inciso III, da CF/88). Por outro lado, incontroverso que essa mesma dignidade se encontrará ameaçada nas hipóteses excepcionalíssimas em que o apenado idoso estiver acometido de doença grave que exija cuidados especiais, os quais não podem ser fornecidos no local da custódia ou em estabelecimento hospitalar adequado." (HC 83.358, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 04/06/04)
“Sendo fundamento da República Federativa do Brasil a dignidade da pessoa humana, o exame da constitucionalidade de ato normativo faz-se considerada a impossibilidade de o Diploma Maior permitir a exploração do homem pelo homem. O credenciamento de profissionais do volante para atuar na praça implica ato do administrador que atende às exigências próprias à permissão e que objetiva, em verdadeiro saneamento social, o endosso de lei viabilizadora da transformação, balizada no tempo, de taxistas auxiliares em permissionários.” ( HC 82.424-QO, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 19/03/04)“Fundamento do núcleo do pensamento do nacional-socialismo de que os judeus e os arianos formam raças distintas. Os primeiros seriam raça inferior, nefasta e infecta, características suficientes para justificar a segregação e o extermínio: inconciabilidade com os padrões éticos e morais definidos na Carta Política do Brasil e do mundo contemporâneo, sob os quais se ergue e se harmoniza o estado democrático. Estigmas que por si só evidenciam crime de racismo. Concepção atentatória dos princípios nos quais se erige e se organiza a sociedade humana, baseada na respeitabilidade e dignidade do ser humano e de sua pacífica convivência no meio social. Condutas e evocações aéticas e imorais que implicam repulsiva ação estatal por se revestirem de densa intolerabilidade, de sorte a afrontar o ordenamento infraconstitucional e constitucional do País.” ( a posteriori ao juiz do processo em que se pretenda introduzir ou valorizar a prova obtida na invasão ilícita, mas sim àquele a quem incumbe autorizar previamente a diligência”. (HC 79.512, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 16/05/03)“O direito ao nome insere-se no conceito de dignidade da pessoa humana, princípio alçado a fundamento da República Federativa do Brasil”. (RE 248.869, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 12/03/04)
“Objeção de princípio - em relação à qual houve reserva de Ministros do Tribunal - à tese aventada de que à garantia constitucional da inadmissibilidade da prova ilícita se possa opor, com o fim de dar-lhe prevalência em nome do princípio da proporcionalidade, o interesse público na eficácia da repressão penal em geral ou, em particular, na de determinados crimes: é que, aí, foi a Constituição mesma que ponderou os valores contrapostos e optou - em prejuízo, se necessário da eficácia da persecução criminal - pelos valores fundamentais, da dignidade humana, aos quais serve de salvaguarda a proscrição da prova ilícita: de qualquer sorte - salvo em casos extremos de necessidade inadiável e incontornável - a ponderação de quaisquer interesses constitucionais oponíveis à inviolabilidade do domicílio não compete Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:I - independência nacional;II - prevalência dos direitos humanos;file:///K|/STF%20-%20CF.htm (7 of 574)17/08/2005 13:02:39STF - Constituição“Existe um nexo estreito entre a imprescritibilidade, este tempo jurídico que se escoa sem encontrar termo, e a memória,apelo do passado à disposição dos vivos, triunfo da lembrança sobre o esquecimento. No estado de direito democráticodevem ser intransigentemente respeitados os princípios que garantem a prevalência dos direitos humanos. Jamais podem seapagar da memória dos povos que se pretendam justos os atos repulsivos do passado que permitiram e incentivaram o ódioentre iguais por motivos raciais de torpeza inominável ”. (HC 82.424, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 19/03/04)III - autodeterminação dos povos;IV - não-intervenção;V - igualdade entre os Estados;“Não pode o Supremo Tribunal Federal avaliar o mérito dos elementos formadores da prova, inclusive a autoria e amaterialidade dos delitos cometidos, ora em produção perante a autoridade judiciária do País requerente, tema afeto à suasoberania”. (Ext. 853, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 05/09/03)“Cabe, assim, à Justiça do Estado requerente, reconhecer soberanamente - desde que o permita a sua própria legislaçãopenal - a ocorrência, ou não, da continuidade delitiva, não competindo ao Brasil, em obséquio ao principio fundamental dasoberania dos Estados, que rege as relações internacionais, constranger o Governo requerente a aceitar um instituto que atémesmo o seu próprio ordenamento positivo possa rejeitar”. (Ext 542, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 13/02/92)VI - defesa da paz;VII - solução pacífica dos conflitos;VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;"O repúdio ao terrorismo: um compromisso ético-jurídico assumido pelo Brasil, quer em face de sua própria Constituição, quer perante acomunidade internacional. Os atos delituosos de natureza terrorista, considerados os parâmetros consagrados pela vigenteConstituição da República, não se subsumem à noção de criminalidade política, pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio aoterrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF, art. 4º, VIII),além de haver qualificado o terrorismo, para efeito de repressão interna, como crime equiparável aos delitos hediondos, o que o expõe,sob tal perspectiva, a tratamento jurídico impregnado de máximo rigor, tornando-o inafiançável e insuscetível da clemência soberana doEstado e reduzindo-o, ainda, à dimensão ordinária dos crimes meramente comuns (CF, art. 5º, XLIII). A Constituição da República,presentes tais vetores interpretativos (CF, art. 4º, VIII, e art. 5º, XLIII), não autoriza que se outorgue, às práticas delituosas de caráterterrorista, o mesmo tratamento benigno dispensado ao autor de crimes políticos ou de opinião, impedindo, desse modo, que se venha aestabelecer, em torno do terrorista, um inadmissível círculo de proteção que o faça imune ao poder extradicional do Estado brasileiro,notadamente se se tiver em consideração a relevantíssima circunstância de que a Assembléia Nacional Constituinte formulou um claroe inequívoco juízo de desvalor em relação a quaisquer atos delituosos revestidos de índole terrorista, a estes não reconhecendo adignidade de que muitas vezes se acha impregnada a prática da criminalidade política." (Ext 855, Rel. Min. Celso de Mello, DJ01/07/05).IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;X - concessão de asilo político.“Não há incompatibilidade absoluta entre o instituto do asilo político e o da extradição passiva, na exata medida em que oSupremo Tribunal Federal não está vinculado ao juízo formulado pelo poder executivo na concessão administrativa daquelebenefício regido pelo direito das gentes. Disso decorre que a condição jurídica de asilado político não suprime, só por si, apossibilidade de o Estado brasileiro conceder, presentes e satisfeitas as condições constitucionais e legais que a autorizam,a extradição que lhe haja sido requerida. O estrangeiro asilado no Brasil só não será passível de extradição quando o fatoensejador do pedido assumir a qualificação de crime político ou de opinião ou as circunstâncias subjacente à ação do Estadorequerente demonstrarem a configuração de inaceitável extradição política disfarçada.” (Ext 524, Rel. Min. Celso de Mello, DJ08/03/91)Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos daAmérica Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.
TÍTULO II - Dos Direitos e Garantias FundamentaisCAPÍTULO I - DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOSArt. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeirosresidentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termosseguintes:"É constitucional o § 2º do art. 6º da lei 8.024/1990, resultante da conversão da medida provisória 168/1990, que fixou o BTNfiscal como índice de correção monetária aplicável aos depósitos bloqueados pelo plano Collor I." (SÚM. 725)"(...) é consentânea com a Carta da República previsão normativa asseguradora, ao militar e ao dependente estudante, doacesso a instituição de ensino na localidade para onde é removido. Todavia, a transferência do local do serviço não pode semostrar verdadeiro mecanismo para lograr-se a transposição da seara particular para a pública, sob pena de se colocar emplano secundário a isonomia — artigo 5º, cabeça e inciso I —, a impessoalidade, a moralidade na Administração Pública, aigualdade de condições para o acesso e permanência na escola superior, prevista no inciso I do artigo 206, bem como aviabilidade de chegar-se a níveis mais elevados do ensino, no que o inciso V do artigo 208 vincula o fenômeno à capacidadede cada qual." (ADI 3.324, voto do Min. Marco Aurélio, DJ 05/08/05)"A vedação constitucional de diferença de critério de admissão por motivo de idade (CF, art. 7º, XXX) é corolário, na esferadas relações de trabalho, do princípio fundamental de igualdade, que se entende, à falta de exclusão constitucionalinequívoca (como ocorre em relação aos militares - CF, art. 42, § 1º), a todo o sistema do pessoal civil. É ponderável, nãoobstante, a ressalva das hipóteses em que a limitação de idade se possa legitimar como imposição da natureza e dasatribuições do cargo a preencher." (RMS 21.046, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 14/11/91). No mesmo sentido: RE141.357, DJ 08/10/04; RE 212.066, DJ 12/03/99."IPVA e multas de trânsito estaduais. Parcelamento. (...). Os artigos 5º, caput, e 150, II, da Lei Fundamental, corolários dosprincípios da igualdade e da isonomia tributária, não se acham violados, dado o caráter impessoal e abstrato da normaimpugnada." (ADI 2.474, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 25/04/03)"O art. 3º, II, da Lei 7.787/89, não é ofensivo ao princípio da igualdade, por isso que o art. 4º da mencionada Lei 7.787/89cuidou de tratar desigualmente aos desiguais." (RE 343.446, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 04/04/03)"Existência, ainda, de vício material, ao estender a lei impugnada a fruição de direitos estatutários aos servidores celetistasdo Estado, ofendendo, assim, o princípio da isonomia e o da exigência do concurso público para o provimento de cargos eempregos públicos, previstos, respectivamente, nos arts. 5º, caput e 37, II da Constituição." (ADI 872, Rel. Min. Ellen Gracie,DJ 20/09/02)"Razoabilidade da exigência de altura mínima para ingresso na carreira de delegado de polícia, dada a natureza do cargo aser exercido. Violação ao princípio da isonomia. Inexistência." (RE 140.889, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 15/12/00)"Concurso Público — Fator altura. Caso a caso, há de perquirir-se a sintonia da exigência, no que implica fator de tratamentodiferenciado com a função a ser exercida. No âmbito da polícia, ao contrário do que ocorre com o agente em si, não se temcomo constitucional a exigência de altura mínima, considerados homens e mulheres, de um metro e sessenta para ahabilitação ao cargo de escrivão, cuja natureza é estritamente escriturária, muito embora de nível elevado." (RE 150.455, Rel.Min. Marco Aurélio, DJ 07/05/99). No mesmo sentido: AI 384.050-AgR, DJ 10/10/03; RE 194.952, DJ 11/10/01."Os direitos e garantias individuais não têm caráter absoluto. Não há, no sistema constitucional brasileiro, direitos ougarantias que se revistam de caráter absoluto, mesmo porque razões de relevante interesse público ou exigências derivadasdo princípio de convivência das liberdades legitimam, ainda que excepcionalmente, a adoção, por parte dos órgãos estatais,de medidas restritivas das prerrogativas individuais ou coletivas, desde que respeitados os termos estabelecidos pela própriaConstituição. O estatuto constitucional das liberdades públicas, ao delinear o regime jurídico a que estas estão sujeitas - econsiderado o substrato ético que as informa - permite que sobre elas incidam limitações de ordem jurídica, destinadas, deum lado, a proteger a integridade do interesse social e, de outro, a assegurar a coexistência harmoniosa das liberdades, poisnenhum direito ou garantia pode ser exercido em detrimento da ordem pública ou com desrespeito aos direitos e garantias deterceiros." (MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 12/05/00)"Ao recorrente, por não ser francês, não obstante trabalhar para a empresa francesa, no Brasil, não foi aplicado o Estatuto doPessoal da Empresa, que concede vantagens aos empregados, cuja aplicabilidade seria restrita ao empregado denacionalidade francesa. Ofensa ao princípio da igualdade: C.F., 1967, art. 153, § 1º; C.F., 1988, art. 5º, caput). Adiscriminação que se baseia em atributo, qualidade, nota intrínseca ou extrínseca do indivíduo, como o sexo, a raça, anacionalidade, o credo religioso, etc., é inconstitucional. Precedente do STF: Ag 110.846(AgRg)-PR, Célio Borja, RTJ119/465. Fatores que autorizariam a desigualização não ocorrentes no caso." (RE 161.243, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ19/12/97)“A teor do disposto na cabeça do artigo 5º da Constituição Federal, os estrangeiros residentes no País têm jus aos direitos egarantias fundamentais.” (HC 74.051, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 20/09/96)“Enquanto os direitos de primeira geração (direitos civis e políticos) – que compreendem as liberdades clássicas, negativasou formais – realçam o princípio da liberdade e os direitos de segunda geração (direitos econômicos, sociais e culturais) –que se identifica com as liberdades positivas, reais ou concretas – acentuam o princípio da igualdade, os direitos de terceirageração, que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos genericamente a todas as formações sociais,consagram o princípio da solidariedade e constituem um momento importante no processo de desenvolvimento, expansão ereconhecimento dos direitos humanos, caracterizados, enquanto valores fundamentais indisponíveis, nota de uma essencialinexauribilidade.” (MS 22.164, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 17/11/95)"Concurso público: princípio de igualdade: ofensa inexistente. Não ofende o princípio da igualdade o regulamento deconcurso público que, destinado a preencher cargos de vários órgãos da Justiça Federal, sediados em locais diversos,determina que a classificação se faça por unidade da Federação, ainda que daí resulte que um candidato se possaclassificar, em uma delas, com nota inferior ao que, em outra, não alcance a classificação respectiva" (RE 146.585, Rel. Min.Sepúlveda Pertence, DJ 15/09/95)
“O princípio da isonomia, que se reveste de auto-aplicabilidade, não é - enquanto postulado fundamental de nossa ordem político-jurídica - suscetível de regulamentação ou de complementação normativa. Esse princípio – cuja observância vincula,incondicionalmente, todas as manifestações do Poder Público – deve ser considerado, em sua precípua função de obstardiscriminações e de extinguir privilégios (RDA 55/114), sob duplo aspecto: (a) o da igualdade na lei e (b) o da igualdadeperante a lei. A igualdade na lei - que opera numa fase de generalidade puramente abstrata - constitui exigência destinada aolegislador que, no processo de sua formação, nela não poderá incluir fatores de discriminação, responsáveis pela ruptura daordem isonômica. A igualdade perante a lei, contudo, pressupondo lei já elaborada, traduz imposição destinada aos demaispoderes estatais, que, na aplicação da norma legal, não poderão subordiná-la a critérios que ensejem tratamento seletivo oudiscriminatório. A eventual inobservância desse postulado pelo legislador imporá ao ato estatal por ele elaborado e produzidoa eiva de inconstitucionalidade.” (MI 58, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 19/04/91)I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;"Promoção de militares dos sexos masculino e feminino: critérios diferenciados: carreiras regidas por legislação específica:ausência de violação ao princípio da isonomia: precedente (RE 225.721, Ilmar Galvão, DJ 24/04/2000)." (AI 511.131-AgR, Rel.Min. Sepúlveda Pertence, DJ 15/04/05)“Concurso público – critério de admissão - sexo. A regra direciona no sentido da inconstitucionalidade da diferença de critériode admissão considerado o sexo - artigo 5º, inciso I, e par. 2º do artigo 39 da Carta Federal. A exceção corre à conta dashipóteses aceitáveis, tendo em vista a ordem sócio-constitucional.” (RE 120.305, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 09/06/95)II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;"Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificaçãopressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida." (SÚM. 636)"Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público." (SÚM. 686)NOVO "Em seguida, no tocante à Resolução 20/2003, o relator asseverou que especializar varas e atribuir competência pornatureza de feitos não é matéria alcançada pelo princípio da reserva legal em sentido estrito, porém apenas pelo princípio dalegalidade (CF, art. 5º, II), ou seja, pela reserva da norma. Deste modo, considerou legais as Resoluções 314 e 20,respectivamente, do Presidente do Conselho da Justiça Federal – CJF e do Presidente do TRF da 4ª Região. (...). Após,pediu vista o Min. Cezar Peluso." (HC 85.060, Rel. Min. Eros Grau, Informativo 395)“Não ofende o princípio da legalidade a decisão que, ao interpretar o ordenamento positivo em ato adequadamente motivado,limita-se, sem qualquer desvio hermenêutico, e dentro dos critérios consagrados pela Súmula 288/STF, a considerar como'essencial à compreensão da controvérsia' a peça referente à comprovação da tempestividade do recurso extraordinário.” (AI156.226-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 14/02/97)“A inobservância ao princípio da legalidade pressupõe o reconhecimento de preceito de lei dispondo de determinada forma eprovimento judicial em sentido diverso, ou, então, a inexistência de base legal e, mesmo assim, a condenação a satisfazer oque pleiteado.” (AI 147.203-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 11/06/93)“Não afronta o princípio da legalidade a reparação de lesões deformantes, a título de dano moral (art. 1.538, § 1º, do CódigoCivil).” (RE 116.447, Rel. Min. Célio Borja, DJ 07/08/92)III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
"É inquestionável, Senhor Presidente, que a delação anônima, notadamente quando veicular a imputação de supostas práticas delituosas, pode fazer instaurar situações de tensão dialética entre valores essenciais — igualmente protegidos peloordenamento constitucional —, dando causa ao surgimento de verdadeiro estado de colisão de direitos, caracterizado peloconfronto de liberdades revestidas de idêntica estatura jurídica, a reclamar solução que, tal seja o contexto em que sedelineie, torne possível conferir primazia a uma das prerrogativas básicas em relação de antagonismo com determinadointeresse fundado em cláusula inscrita na própria Constituição. (...) Com efeito, há, de um lado, a norma constitucional, que,ao vedar o anonimato (CF, art. 5º, IV), objetiva fazer preservar, no processo de livre expressão do pensamento, aincolumidade dos direitos da personalidade (como a honra, a vida privada, a imagem e a intimidade), buscando inibir, dessemodo, delações de origem anônima e de conteúdo abusivo. E existem, de outro, certos postulados básicos, igualmenteconsagrados pelo texto da Constituição, vocacionados a conferir real efetividade à exigência de que os comportamentosindividuais, registrados no âmbito da coletividade, ajustem-se à lei e mostrem-se compatíveis com padrões ético-jurídicosdecorrentes do próprio sistema de valores que a nossa Lei Fundamental consagra. (...) entendo que a superação dosantagonismos existentes entre princípios constitucionais há de resultar da utilização, pelo Supremo Tribunal Federal, decritérios que lhe permitam ponderar e avaliar, hic et nunc, em função de determinado contexto e sob uma perspectivaaxiológica concreta, qual deva ser o direito a preponderar no caso, considerada a situação de conflito ocorrente, desde que,no entanto, a utilização do método da ponderação de bens e interesses não importe em esvaziamento do conteúdo essencialdos direitos fundamentais, tal como adverte o magistério da doutrina (...)." (Inq 1.957, voto do Min. Celso de Mello, pendentede publicação)“A Turma retomou julgamento de habeas corpus em que se pretende o trancamento, por falta de justa causa, de notíciacrime,instaurada no STJ, por requisição do Ministério Público Federal, contra (...). Sustenta o impetrante que a atuação doparquet se fez com base unicamente em denúncia anônima, o que violaria o inciso IV do art. 5º da CF (...). O Min. CarlosBritto, em voto-vista, indeferiu o habeas corpus por entender que a requisição assentara-se não apenas no documentoapócrifo, mas, também, na análise de decisões proferidas pela Justiça do Estado do Tocantins, valendo-se, portanto, deoutros elementos para chegar à conclusão no sentido da necessidade de melhor esclarecimento dos fatos. Considerou queos indícios de irregularidades constatados nas referidas decisões judiciais, dado o caráter público destas, poderiam terchegado ao conhecimento do parquet independemente da existência da denúncia anônima, não havendo se falar, por isso,em ofensa a direitos à honra, vida privada, imagem ou intimidade do paciente como conseqüência da atuação daProcuradoria-Geral da República. Em seguida, os Ministros Eros Grau, que ratificou seu voto anterior, e Cezar Pelusoacompanharam o voto do Min. Marco Aurélio, relator, deferindo o writ. O julgamento foi suspenso com o pedido de vista doMin. Sepúlveda Pertence.” (HC 84.827, Rel. Min. Marco Aurélio, Informativo 385)"Delação anônima. Comunicação de fatos graves que teriam sido praticados no âmbito da administração pública. Situaçõesque se revestem, em tese, de ilicitude (procedimentos licitatórios supostamente direcionados e alegado pagamento de diáriasexorbitantes). A questão da vedação constitucional do anonimato (CF, art. 5º, IV, in fine), em face da necessidade éticojurídicade investigação de condutas funcionais desviantes. Obrigação estatal, que, imposta pelo dever de observância dospostulados da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa (CF, art. 37, caput), torna inderrogável oencargo de apurar comportamentos eventualmente lesivos ao interesse público. Razões de interesse social em possívelconflito com a exigência de proteção à incolumidade moral das pessoas (CF, art. 5º, X). O direito público subjetivo do cidadãoao fiel desempenho, pelos agentes estatais, do dever de probidade constituiria uma limitação externa aos direitos dapersonalidade? Liberdades em antagonismo. Situação de tensão dialética entre princípios estruturantes da ordemconstitucional. Colisão de direitos que se resolve, em cada caso ocorrente, mediante ponderação dos valores e interesses emconflito. Considerações doutrinárias. Liminar indeferida." (MS 24.369, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 16/10/02)“Divulgação total ou parcial, por qualquer meio de comunicação, de nome, ato ou documento de procedimento policial,administrativo ou judicial relativo à criança ou adolescente a que se atribua ato infracional. Publicidade indevida. Penalidade:suspensão da programação da emissora até por dois dias, bem como da publicação do periódico até por dois números.Inconstitucionalidade. A Constituição de 1988 em seu artigo 220 estabeleceu que a liberdade de manifestação dopensamento, de criação, de expressão e de informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerá qualquerrestrição, observado o que nela estiver disposto.” (ADI 869, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 04/06/04)“Limitações à liberdade de manifestação do pensamento, pelas suas variadas formas. Restrição que há de estar explícita ouimplicitamente prevista na própria Constituição.” (ADI 869, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 04/06/04)
“A Lei 8.443, de 1992, estabelece que qualquer cidadão, partido político ou sindicato é parte legítima para denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o TCU. A apuração será em caráter sigiloso, até decisão definitiva sobre a matéria.Decidindo, o Tribunal manterá ou não o sigilo quanto ao objeto e à autoria da denúncia (§ 1º do art. 55). Estabeleceu o TCU,então, no seu Regimento Interno, que, quanto à autoria da denúncia, será mantido o sigilo: inconstitucionalidade diante dodisposto no art. 5º, incisos V, X, XXXIII e XXXV, da Constituição Federal.” (MS 24.405, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 23/04/04)"Liberdade de expressão. Garantia constitucional que não se tem como absoluta. Limites morais e jurídicos. O direito à livreexpressão não pode abrigar, em sua abrangência, manifestações de conteúdo imoral que implicam ilicitude penal. Asliberdades públicas não são incondicionais, por isso devem ser exercidas de maneira harmônica, observados os limitesdefinidos na própria Constituição Federal (CF, artigo 5º, § 2º, primeira parte). O preceito fundamental de liberdade deexpressão não consagra o ‘direito à incitação ao racismo’, dado que um direito individual não pode constituir-se emsalvaguarda de condutas ilícitas, como sucede com os delitos contra a honra. Prevalência dos princípios da dignidade dapessoa humana e da igualdade jurídica" (HC 82.424, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 19/03/04)“A liberdade de expressão constitui-se em direito fundamental do cidadão, envolvendo o pensamento, a exposição de fatosatuais ou históricos e a crítica.” (HC 83.125, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 07/11/03)V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;“O dano moral indenizável é o que atinge a esfera legítima de afeição da vítima, que agride seus valores, que humilha, quecausa dor. A perda de uma frasqueira contendo objetos pessoais, geralmente objetos de maquiagem da mulher, nãoobstante desagradável, não produz dano moral indenizável.” (RE 387.014-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 25/06/04)“A simples reprodução, pela imprensa, de acusação de mau uso de verbas públicas, prática de nepotismo e tráfico deinfluência, objeto de representação devidamente formulada perante o TST por federação de sindicatos, não constitui abusode direito. Dano moral indevido.” (RE 208.685, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 22/08/03)“Coleta de material biológico da placenta, com propósito de se fazer exame de DNA, para averigüação de paternidade donascituro, embora a oposição da extraditanda. (...). Bens jurídicos constitucionais como 'moralidade administrativa','persecução penal pública' e 'segurança pública' que se acrescem, — como bens da comunidade, na expressão de Canotilho,— ao direito fundamental à honra (CF, art. 5°, X), bem assim direito à honra e à imagem de policiais federais acusados deestupro da extraditanda, nas dependências da Polícia Federal, e direito à imagem da própria instituição, em confronto com oalegado direito da reclamante à intimidade e a preservar a identidade do pai de seu filho.” (Rcl 2.040-QO, Rel. Min. Néri daSilveira, DJ 27/06/03)“Para a reparação do dano moral não se exige a ocorrência de ofensa à reputação do indivíduo. O que acontece é que, deregra, a publicação da fotografia de alguém, com intuito comercial ou não, causa desconforto, aborrecimento ouconstrangimento, não importando o tamanho desse desconforto, desse aborrecimento ou desse constrangimento. Desde queele exista, há o dano moral, que deve ser reparado, manda a Constituição, art. 5º, X.” (RE 215.984, Rel. Min. Carlos Velloso,DJ 28/06/02)"A possibilidade de a pessoa jurídica sofrer danos morais não alcança nível constitucional a viabilizar a abertura da viaextraordinária." (RE 221.250-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 06/04/01)“O fato de a Convenção de Varsóvia revelar, como regra, a indenização tarifada por danos materiais não exclui a relativa aosdanos morais. Configurados esses pelo sentimento de desconforto, de constrangimento, aborrecimento e humilhaçãodecorrentes do extravio de mala, cumpre observar a Carta Política da República — incisos V e X do artigo 5º, no que sesobrepõe a tratados e convenções ratificados pelo Brasil.” (RE 172.720, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 21/02/97). No mesmosentido: AI 196.379-AgR, DJ 24/04/98.“Não afronta o princípio da legalidade a reparação de lesões deformantes, a título de dano moral (art. 1.538, § 1º, do CódigoCivil).” (RE 116.447, Rel. Min. Célio Borja, DJ 07/08/92)VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida,na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internaçãocoletiva;VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se asinvocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura oulicença;"As liberdades públicas não são incondicionais, por isso devem ser exercidas de maneira harmônica, observados os limitesdefinidos na própria Constituição Federal (CF, artigo 5º, § 2º, primeira parte). O preceito fundamental de liberdade deexpressão não consagra o 'direito à incitação ao racismo', dado que um direito individual não pode constituir-se emsalvaguarda de condutas ilícitas, como sucede com os delitos contra a honra. Prevalência dos princípios da dignidade dapessoa humana e da igualdade jurídica." (HC 82.424, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 19/03/04)X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo danomaterial ou moral decorrente de sua violação;NOVO "A Turma iniciou julgamento de recurso extraordinário interposto contra acórdão do TRF da 4ª Região que, afastandoa responsabilidade objetiva do Estado, negara provimento a pedido de indenização por danos morais e materiais. Alega-se,na espécie, ofensa ao art. 37, § 6º, da CF, porquanto a recorrente teria sofrido abalo psicológico, assim como realizadogastos com sua inscrição em estabelecimento particular de ensino superior, sendo ambos os danos ocasionados pelanegativa da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM em efetuar a matrícula da recorrente, com base em exigênciaposteriormente declarada descabida pelo tribunal a quo: conclusão de estágio profissionalizante. O Min. Carlos Velloso,relator, conheceu em parte do recurso e, nessa parte, deu-lhe provimento para deferir a indenização por danos morais, a serapurada em liquidação de sentença, no que foi acompanhado pelo Min. Joaquim Barbosa. Não conheceu do recurso quantoà argüição de dano material, uma vez que, na espécie, a ocorrência do nexo de causalidade entre as despesas realizadaspela recorrente e a negativa da recorrida em efetuar a matrícula somente poderia ser afirmada com o exame de provas. Notocante ao dano moral, após ressaltar seu status constitucional (CF, art. 5º, X), afirmou que a sua concretização se dáquando alguém tem ofendido, por ato de terceiro, o seu decoro ou a sua auto-estima, a causar desconforto, aborrecimento ouconstrangimento, não importando, em princípio, a envergadura desses dissabores. Considerou que, no caso, a negativa dematrícula causara dor íntima, abalo psíquico e trauma à recorrente que, após ser aprovada em vestibular para ingresso emuniversidade pública federal, vira seu anseio postergado por exigência considerada, ulteriormente, dispensável pelo próprioPoder Judiciário. Após, o julgamento foi suspenso em virtude do pedido de vista do Min. Gilmar Mendes." (RE 364.631, Rel.Min. Carlos Velloso, Informativo 394)"Alegada nulidade da ação penal, que teria origem em procedimento investigatório do Ministério Público e incompatibilidadedo tipo penal em causa com a Constituição Federal. Caso em que os fatos que basearam a inicial acusatória emergiramdurante o Inquérito Civil, não caracterizando investigação criminal, como quer sustentar a impetração. A validade da denúncianesses casos, proveniente de elementos colhidos em Inquérito civil, se impõe, até porque jamais se discutiu a competênciainvestigativa do Ministério Público diante da cristalina previsão constitucional (art. 129, II, da CF). Na espécie, não está emdebate a inviolabilidade da vida privada e da intimidade de qualquer pessoa. A questão apresentada é outra. Consiste naobediência aos princípios regentes da Administração Pública, especialmente a igualdade, a moralidade, a publicidade e aeficiência, que estariam sendo afrontados se de fato ocorrentes as irregularidades apontadas no inquérito civil." (HC 84.367,Rel. Min. Carlos Britto, DJ 18/02/05)
"Delação anônima. (...) A questão da vedação constitucional do anonimato (CF, art. 5º, IV, in fine), em face da necessidade ético-jurídica de investigação de condutas funcionais desviantes. (...) O direito público subjetivo do cidadão ao fieldesempenho, pelos agentes estatais, do dever de probidade constituiria uma limitação externa aos direitos dapersonalidade? Liberdades em antagonismo. Situação de tensão dialética entre princípios estruturantes da ordemconstitucional. Colisão de direitos que se resolve, em cada caso ocorrente, mediante ponderação dos valores e interesses emconflito." (MS 24.369, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 16/10/02)"Constitucional. Dano moral: fotografia: publicação não consentida: indenização: cumulação com o dano material:possibilidade. Constituição Federal, art. 5º, X. I. Para a reparação do dano moral não se exige a ocorrência de ofensa àreputação do indivíduo. O que acontece é que, de regra, a publicação da fotografia de alguém, com intuito comercial ou não,causa desconforto, aborrecimento ou constrangimento, não importando o tamanho desse desconforto, desse aborrecimentoou desse constrangimento. Desde que ele exista, há o dano moral, que deve ser reparado, manda a Constituição, art. 5º,X." (RE 215.984, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 28/06/02)“O sigilo bancário só existe no Direito brasileiro por força de lei ordinária. Não entendo que se cuide de garantia com statusconstitucional. Não se trata da ‘intimidade protegida no inciso X do art. 5º da Constituição Federal.” (MS 21.729, voto do Min.Sepúlveda Pertence, DJ 19/10/01)“A quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico de qualquer pessoa sujeita a investigação legislativa pode ser legitimamentedecretada pela Comissão Parlamentar de Inquérito, desde que esse órgão estatal o faça mediante deliberaçãoadequadamente fundamentada e na qual indique a necessidade objetiva da adoção dessa medida extraordinária.Precedente: MS 23.452-RJ, Rel. Min. Celso de Mello (Pleno).” (MS 23.639, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 16/02/01)"DNA: submissão compulsória ao fornecimento de sangue para a pesquisa do DNA: estado da questão no direito comparado:precedente do STF que libera do constrangimento o réu em ação de investigação de paternidade (HC 71.373) e o dissensodos votos vencidos: deferimento, não obstante, do HC na espécie, em que se cuida de situação atípica na qual se pretende -de resto, apenas para obter prova de reforço - submeter ao exame o pai presumido, em processo que tem por objeto apretensão de terceiro de ver-se declarado o pai biológico da criança nascida na constância do casamento do paciente:hipótese na qual, à luz do princípio da proporcionalidade ou da razoabilidade, se impõe evitar a afronta à dignidade pessoalque, nas circunstâncias, a sua participação na perícia substantivaria." (HC 76.060, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 15/05/98)“O fato de a Convenção de Varsóvia revelar, como regra, a indenização tarifada por danos materiais não exclui a relativa aosdanos morais. Configurados esses pelo sentimento de desconforto, de constrangimento, aborrecimento e humilhaçãodecorrentes do extravio de mala, cumpre observar a Carta Política da República — incisos V e X do artigo 5º, no que sesobrepõe a tratados e convenções ratificados pelo Brasil.” (RE 172.720, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 21/02/97). No mesmosentido: AI 196.379-AgR, DJ 24/04/98."Discrepa, a mais não poder, de garantias constitucionais implícitas e explícitas - preservação da dignidade humana, daintimidade, da intangibilidade do corpo humano, do império da lei e da inexecução específica e direta de obrigação de fazer -provimento judicial que, em ação civil de investigação de paternidade, implique determinação no sentido de o réu serconduzido ao laboratório, 'debaixo de vara', para coleta do material indispensável à feitura do exame DNA. A recusa resolveseno plano jurídico-instrumental, consideradas a dogmática, a doutrina e a jurisprudência, no que voltadas ao deslinde dasquestões ligadas à prova dos fatos." (HC 71.373, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 22/11/96)"Inadmissibilidade, como prova, de laudos de degravação de conversa telefônica e de registros contidos na memória demicro computador, obtidos por meios ilícitos (art. 5º, LVI, da Constituição Federal); no primeiro caso, por se tratar degravação realizada por um dos interlocutores, sem conhecimento do outro, havendo a degravacão sido feita cominobservância do princípio do contraditório, e utilizada com violação a privacidade alheia (art. 5º, X, da CF); e, no segundocaso, por estar-se diante de micro computador que, além de ter sido apreendido com violação de domicílio, teve a memórianele contida sido degradada ao arrepio da garantia da inviolabilidade da intimidade das pessoas (art. 5º, X e XI, da CF)." (AP307, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 13/10/95)XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso deflagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;“Cuidando-se de crime de natureza permanente, a prisão do traficante, em sua residência, durante o período noturno, nãoconstitui prova ilícita.” (HC 84.772, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 12/11/04)“Prova: alegação de ilicitude da prova obtida mediante apreensão de documentos por agentes fiscais, em escritório deempresa — compreendido no alcance da garantia constitucional da inviolabilidade do domicílio — e de contaminação dasprovas daquela derivadas: tese substancialmente correta, prejudicada no caso, entretanto, pela ausência de demonstraçãoconcreta de que os fiscais não estavam autorizados a entrar ou permanecer no escritório da empresa, o que não se extrai doacórdão recorrido. Conforme o art. 5º, XI, da Constituição — afora as exceções nele taxativamente previstas (‘ecaso deflagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro’) só a ‘determinação judicial’ autoriza, e durante o dia, a entrada dealguém — autoridade ou não — no domicílio de outrem, sem o consentimento do morador.” (RE 331.303-AgR, Rel. Min.Sepúlveda Pertence, DJ 12/03/04)“Impõe-se destacar, por necessário, que o conceito de 'casa', para os fins da proteção jurídico-constitucional a que se refereo art. 5º, XI, da Lei Fundamental, reveste-se de caráter amplo, pois compreende, na abrangência de sua designação tutelar,(a) qualquer compartimento habitado, (b) qualquer aposento ocupado de habitação coletiva e (c) qualquer compartimentoprivado onde alguém exerce profissão ou atividade. Esse amplo sentido conceitual da noção jurídica de 'casa' - que abrangee se estende aos consultórios profissionais dos cirurgiões-dentistas (...) - revela-se plenamente consentâneo com a exigênciaconstitucional de proteção à esfera de liberdade individual e de privacidade pessoal.” (RE 251.445, Rel. Min. Celso de Mello,DJ 03/08/00)"Inadmissibilidade, como prova, de laudos de degravação de conversa telefônica e de registros contidos na memória demicro computador, obtidos por meios ilícitos (art. 5º, LVI, da Constituição Federal); no primeiro caso, por se tratar de gravaçãorealizada por um dos interlocutores, sem conhecimento do outro, havendo a degravacão sido feita com inobservância doprincípio do contraditório, e utilizada com violação a privacidade alheia (art. 5º, X, da CF); e, no segundo caso, por estar-sediante de micro computador que, além de ter sido apreendido com violação de domicílio, teve a memória nele contida sidodegradada ao arrepio da garantia da inviolabilidade da intimidade das pessoas (art. 5º, X e XI, da CF)." (AP 307, Rel. Min.Ilmar Galvão, DJ 13/10/95)“Invasão de domicílio para realização do flagrante. (...). Legitimidade do flagrante. Infração permanente. Estado de flagrânciacaracterizado, o que afasta a exigência de mandado judicial.” (HC 70.909, Rel. Min. Paulo Brossard, DJ 25/11/94)XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas,salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ouinstrução processual penal;
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a leiestabelecer;"A exigência temporal de dois anos de bacharelado em Direito como requisito para inscrição em concurso público paraingresso nas carreiras do Ministério Público da União, prevista no art. 187 da Lei complementar nº 75/93, não representaofensa ao princípio da razoabilidade, pois, ao contrário de se afastar dos parâmetros da maturidade pessoal e profissional aque objetivam a norma, adota critério objetivo que a ambos atende." (ADI 1.040, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 01/04/05)¿Em síntese, a legislação local submete o contribuinte à exceção de emitir notas fiscais individualizadas, quando em débitopara com o fisco. Entendo conflitante com a Carta da República o procedimento adotado. (...) A lei estadual contraria,portanto, os textos constitucionais evocados, ou seja, a garantia do livre exercício do trabalho, ofício ou profissão - inciso XIIIdo artigo 5º da Carta da República - e de qualquer atividade econômica parágrafo único do artigo 170 da ConstituiçãoFederal.¿ (RE 413.782, voto do Min. Marco Aurélio, DJ 03/06/05)“O art. 70 da Lei n. 8.713, de 30.09.1993, veda, a partir da data da escolha do candidato pelo partido, a transmissão deprograma de radio ou televisão por ele apresentado ou comentado. E o parágrafo único acrescenta que, sendo o nome doprograma o mesmo que o do candidato, é proibida a sua divulgação, sob pena de cassação do respectivo registro. Taisnormas, a um primeiro exame do Tribunal, para efeito de medida cautelar, não estabelecem nova hipótese de inelegibilidadeou outra condição de elegibilidade, nem obstam o exercício de profissão a qualquer apresentador ou comentarista de rádioou televisão. E se destinam a impedir que, durante a propaganda eleitoral, por esses veículos de comunicação, o candidato,pelo exercício de tal profissão, se coloque, nesse ponto, em posição de nítida vantagem em relação aos candidatos que sóterão acesso ao público, pelos mesmos meios, nos horários e com as restrições a que se referem as normas especifícas damesma Lei 8.713/93 (artigos 59 a 62, 66 e seguintes). Com isso, visam tais dispositivos a observância do princípio daisonomia, entre os candidatos, durante a propaganda eleitoral.” (ADI 1.062-MC, Rel. Min. Sydney Sanches, DJ 01/07/94)XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercícioprofissional;XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar,permanecer ou dele sair com seus bens;XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização,desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso àautoridade competente;“De início, surge com relevância ímpar pedido de suspensão de decreto mediante o qual foram impostas limitações àliberdade de reunião e de manifestação pública, proibindo-se a utilização de carros de som e de outros equipamentos deveiculação de idéias.” (ADI 1.969-MC, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 05/03/04)XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;“Liberdade negativa de associação: sua existência, nos textos constitucionais anteriores, como corolário da liberdade positivade associação e seu alcance e inteligência, na Constituição, quando se cuide de entidade destinada a viabilizar a gestãocoletiva de arrecadação e distribuição de direitos autorais e conexos, cuja forma e organização se remeteram à lei. Direitosautorais e conexos: sistema de gestão coletiva de arrecadação e distribuição por meio do ECAD (Lei 9.610/98, art. 99), semofensa do art. 5º, XVII e XX, da Constituição, cuja aplicação, na esfera dos direitos autorais e conexos, hão de conciliar-secom o disposto no art. 5º, XXVIII, b, da própria Lei Fundamental.” (ADI 2.054, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 17/10/03)“Liberdade de associação: garantia constitucional de duvidosa extensão às pessoas jurídicas.” (ADI 2.054, Rel. Min.Sepúlveda Pertence, DJ 17/10/03)“Confederações como a presente são meros organismos de coordenação de entidades sindicais ou não (...), que nãointegram a hierarquia das entidades sindicais, e que tem sido admitidas em nosso sistema jurídico tão-só pelo princípio daliberdade de associação.” (ADI 444, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 25/10/91)“Não se há de confundir a liberdade de associação, prevista de forma geral no inciso XVII do rol das garantiasconstitucionais, com a criação, em si, de sindicato. O critério da especificidade direciona à observação do disposto no inciso IIdo artigo 8º da Constituição Federal, no que agasalhada a unicidade sindical de forma mitigada, ou seja, considerada a áreade atuação, nunca inferior à de um município.” (RE 207.858, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 14/05/99)XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferênciaestatal em seu funcionamento;XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial,exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;"Estatuto da Polícia Civil do Estado do Piauí (Lei Complementar nº 01, de 26/06/90), art. 151; Portaria nº 12. 000-007/96, de9.1.1996, do Secretário de Segurança Pública do Estado do Piauí. Vedação de desconto de contribuição sindical. Violaçãoao art. 8º, IV, c/c o art. 37, VI, da Constituição. Reconhecimento de duas entidades representativas da Polícia Civil do Estadodo Piauí. Transgressão ao art. 5º, inciso XX, tanto na sua dimensão positiva, quanto na dimensão negativa (direito de não seassociar)." (ADI 1.416, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 14/11/02)XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ouextrajudicialmente;"A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da autorizaçãodestes." (SÚM. 629)“A autorização para que as entidades associativas tenham legitimidade para representar seus filiados judicialmente tem queser expressa (CF, art. 5º, XXI), não bastando a previsão genérica constante em seu estatuto, nem a decisão tomada pormaioria na assembléia geral no sentido de autorizar a AJURIS a promover tal ação, já que a ata não menciona quaisassociados que divergiram.” (AO 152, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 03/03/00)“A autorização para que as entidades associativas tenham legitimidade para representar seus filiados judicialmente tem queser expressa (CF, art. 5º, XXI), sendo necessário a juntada de instrumento de mandato ou de ata da assembléia geral compoderes específicos, não bastando previsão genérica constante em seu estatuto.” (RE 233.297, Rel. Min. Octavio Gallotti, DJ04/06/99)“Porque a recorrente é entidade ou associação de classe, e porque tem-se, no caso, ação ordinária coletiva, é aplicável aregra do art. 5º, XXI, da C.F.: exigência de autorização expressa dos filiados.” (RE 225.965-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ05/03/99)“A representação prevista no inciso XXI do artigo 5º da Constituição Federal surge regular quando autorizada a entidadeassociativa a agir judicial ou extrajudicialmente mediante deliberação em assembléia. Descabe exigir instrumentos demandatos subscritos pelos associados.” (RE 192.305, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 21/05/99). No mesmo sentido: MS 23.879,DJ 16/11/01.“Somente quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. (...) Tratando-se de expressões dúbias, ambíguas ouequívocas, alegadamente ofensivas, que teriam sido dirigidas aos Juízes classistas, é a estes - e não à entidade de classeque os representa - que assiste o direito de utilizar o instrumento formal da interpelação judicial.” (Pet 1.249-AgR, Rel. Min.Celso de Mello, DJ 09/04/99). No mesmo sentido: Pet 1.673-AgR, DJ 06/08/99.XXII - é garantido o direito de propriedade;"Decisão que (...) ofende a garantia constitucional da propriedade, visto que não observada a ordem de preferência decréditos.” (RE 198.527, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 17/12/99)“O processo de reforma agrária, em uma sociedade estruturada em bases democráticas, não pode ser implementado pelouso arbitrário da força e pela prática de atos ilícitos de violação possessória, ainda que se cuide de imóveis alegadamenteimprodutivos, notadamente porque a Constituição da República - ao amparar o proprietário com a cláusula de garantia dodireito de propriedade (CF, art. 5º, XXII) - proclama que 'ninguém será privado (...) de seus bens, sem o devido processolegal' (art. 5º, LIV).” (ADI 2.213-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 23/04/04)“A inexistência de qualquer indenização sobre a parcela de cobertura vegetal sujeita a preservação permanente implicaviolação aos postulados que asseguram os direito de propriedade e a justa indenização.” (RE 267.817, Rel. Min. MaurícioCorrêa, DJ 29/11/02)"Diga-se, também, que não há como excluir do montante indenizatório os valores das matas e das benfeitorias existentes naterra nua, uma vez que tais bens integram a área expropriada, fazendo parte integrante da mesma, motivo pelo qual nãoprocede a irresignação da apelante." (AI 187.726-AgR, voto do Min. Moreira Alves, DJ 20/06/97)“A alegação de ofensa à garantia dominial impõe, para efeito de seu reconhecimento, a análise prévia da legislação comum,pertinente à regência normativa do direito de propriedade, o que poderá caracterizar, quando muito, situação de ofensareflexa ao texto da Constituição, suficiente, por si só, para descaracterizar o próprio cabimento do apelo extremo.” (AI 338.090-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 12/04/02)“A circunstância de o Estado dispor de competência para criar reservas florestais não lhe confere, só por si - considerando-seos princípios que tutelam, em nosso sistema normativo, o direito de propriedade -, a prerrogativa de subtrair-se aopagamento de indenização compensatória ao particular, quando a atividade pública, decorrente do exercício de atribuiçõesem tema de direito florestal, impedir ou afetar a válida exploração econômica do imóvel por seu proprietário.” (RE 134.297,Rel. Min. Celso de Mello, DJ 22/09/95)“O proprietário do prédio vizinho não ostenta o direito de impedir que se realize edificação capaz de tolher a vista desfrutadaa partir de seu imóvel, fundando-se, para isso, no direito de propriedade.” (RE 145.023, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 18/12/92)XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;“O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto, eis que, sobre ele, pesa grave hipoteca social, a significar que,descumprida a função social que lhe é inerente (CF, art. 5º, XXIII), legitimar-se-á a intervenção estatal na esfera dominialprivada, observados, contudo, para esse efeito, os limites, as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição daRepública. O acesso à terra, a solução dos conflitos sociais, o aproveitamento racional e adequado do imóvel rural, autilização apropriada dos recursos naturais disponíveis e a preservação do meio ambiente constituem elementos derealização da função social da propriedade.” (ADI 2.213-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 23/04/04)“A única hipótese na qual a Constituição admite a progressividade das alíquotas do IPTU é a do art. 182, § 4º, II, destinada aassegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana.” (AI 456.513-ED, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ14/11/03)“A progressividade do IPTU, que é imposto de natureza real em que não se pode levar em consideração a capacidadeeconômica do contribuinte, só é admissível, em face da Constituição, para o fim extrafiscal de assegurar o cumprimento dafunção social da propriedade.” (RE 192.737, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 05/09/97)“A garantia da função social da propriedade (art. 5º, XXIII da Constituição) não afeta as normas de composição de conflito devizinhança insertas no Código Civil (art. 573 e seus parágrafos), para impor gratuitamente, ao proprietário, a ingerência deoutro particular em seu poder de uso, pela circunstância de exercer este último atividade reconhecida como de utilidadepública.” (RE 211.385, Rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 24/09/99)“O direito de edificar é relativo, dado que condicionado à função social da propriedade.” (RE 178.836, Rel. Min. CarlosVelloso, DJ 20/08/99)“A própria Constituição da República, ao impor ao poder público dever de fazer respeitar a integridade do patrimônioambiental, não o inibe, quando necessária a intervenção estatal na esfera dominial privada, de promover a desapropriaçãode imóveis rurais para fins de reforma agrária, especialmente porque um dos instrumentos de realização da função social dapropriedade consiste, precisamente, na submissão do domínio à necessidade de o seu titular utilizar adequadamente osrecursos naturais disponíveis e de fazer preservar o equilíbrio do meio ambiente.” (MS 22.164, Rel. Min. Celso de Mello, DJ17/11/95)XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social,mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;“Na desapropriação, direta ou indireta, a taxa dos juros compensatórios é de 12% (doze por cento) ao ano.” (SÚM. 618)“Não contraria a Constituição o art. 15, § 1º, do decreto-lei 3365/1941 (Lei da desapropriação por utilidade pública).” (SÚM.652)"Encontra ressonância na doutrina e na jurisprudência a competência dos demais entes da Federação para proceder àdesapropriação, por interesse social, de imóvel rural, com pagamento de prévia e justa indenização em dinheiro. Aqui não secogita se a propriedade é produtiva, se é latifúndio ou não. Não se trata de sanção pelo mau uso da propriedade. Narealidade, o ente estatal, para desenvolver políticas públicas relacionadas com interesse social específico, expropria e paga adevida indenização ao expropriado, como no caso, sem que com isso invada competência própria da União Federal." (SS2.217, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 09/09/03)"Diversa é a modalidade de desapropriação amparada no artigo 5º, inciso XXIV, da Constituição e regulamentada pela Lei4132, de 10/09/62, que arrola as hipóteses de interesse social em seu artigo 2º. Segundo Hely Lopes Meirelles, há interessesocial quando 'as circunstâncias impõem a distribuição ou o condicionamento da propriedade para seu melhoraproveitamento, utilização, ou produtividade em benefício da coletividade ou de categorias sociais merecedoras de amparoespecífico do Poder Público'. Nesse caso, os bens desapropriados não se destinam à Administração ou a seus delegados,mas sim à coletividade ou a certos beneficiários que a lei credencia para recebê-los ou utilizá-los convenientemente." (SS2.217, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 09/09/03)“De há muito, a jurisprudência desta Corte afirmou que a ação de desapropriação indireta tem caráter real e não pessoal,traduzindo-se numa verdadeira expropriação às avessas, tendo o direito à indenização que daí nasce o mesmo fundamentoda garantia constitucional da justa indenização nos casos de desapropriação regular. Não tendo o dispositivo ora impugnadosequer criado uma modalidade de usucapião por ato ilícito com o prazo de cinco anos para, através dele, transcorrido esseprazo, atribuir o direito de propriedade ao Poder Público sobre a coisa de que ele se apossou administrativamente, érelevante o fundamento jurídico da presente argüição de inconstitucionalidade no sentido de que a prescrição extintiva, oracriada, da ação de indenização por desapropriação indireta fere a garantia constitucional da justa e prévia indenização, aqual se aplica tanto à desapropriação direta como à indireta.” (ADI 2.260-MC, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 02/08/02)“Discute-se se a imissão provisória na posse do imóvel expropriado, initio litis, fica sujeita ao depósito integral do valorestabelecido em laudo do perito avaliador, se impugnada a oferta pelo expropriado, ou se, por força dos parágrafos do art. 15do Decreto-lei nº 3.365/1941 e do art. 3º do Decreto-lei nº 1.075/1970, é possível, aos efeitos indicados, o depósito peloexpropriante da metade do valor arbitrado. O depósito prévio não importa o pagamento definitivo e justo conforme art. 5º,XXIV, da Constituição. Não incidência do art. 182, § 4º, III, da Lei Maior de 1988. A imissão provisória na posse pressupõe aurgência do ato administrativo em apreço. Inexistência de incompatibilidade, do art. 3º do Decreto-lei nº 1.075/1970 e do art.15 e seus parágrafos, Decreto-lei nº 3.365/1941, com os dispositivos constitucionais aludidos (incisos XXII, XXIII e XXIV doart. 5º e 182, § 3º, da Constituição).” (RE 184.069, Rel. Min. Néri da Silveira, DJ 08/03/02). No mesmo sentido: RE 176.108, DJ26/02/99.“Subsiste, no regime da Constituição Federal de 1988 (art. 5º, XXIV), a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal sob aégide das Cartas anteriores, ao assentar que só a perda da propriedade, no final da ação de desapropriação - e não aimissão provisória na posse do imóvel - está compreendida na garantia da justa e prévia indenização.” (RE 195.586, Rel. Min.Octavio Gallotti, DJ 26/04/96). No mesmo sentido: RE 141.795, DJ 29/09/95.“Não ocorre julgamento extra petita, se dos fatos alegados e discutidos na ação de desapropriação indireta, sobreveio oreconhecimento do direito aos juros compensatórios para integralização do preço, de modo a realizar-se a exigênciaconstitucional de indenização justa e prévia (CF, artigo 5º, XXIV).” (AI 212.070-AgR, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 07/05/99)"Imóvel urbano. Desapropriação por utilidade pública e interesse social. Acórdão que declarou a sua ilegalidade, porausência de plano diretor e de notificação prévia ao proprietário para que promovesse seu adequado aproveitamento, naforma do art. 182 e parágrafos da Constituição. Descabimento, entretanto, dessas exigências, se não se está diante dadesapropriação-sanção prevista no art. 182, § 4º, III, da Constituição de 1988, mas de ato embasado no art. 5º, XXIV, damesma Carta, para o qual se acha perfeitamente legitimada a Municipalidade." (RE 161.552, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ06/02/98)"Caracterizado que a propriedade é produtiva, não se opera a desapropriação-sanção - por interesse social para os fins dereforma agrária -, em virtude de imperativo constitucional (CF, art. 185, II) que excepciona, para a reforma agrária, a atuaçãoestatal, passando o processo de indenização, em princípio, a submeter-se às regras constantes do inciso XXIV, do artigo 5º,da Constituição Federal, 'mediante justa e prévia indenização'." (MS 22.193, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 29/11/96)XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada aoproprietário indenização ulterior, se houver dano;"O Tribunal concedeu mandado de segurança impetrado contra o Decreto Presidencial 5.392/2005, que declara estado decalamidade pública do setor hospitalar do Sistema Único de Saúde - SUS no Município do Rio de Janeiro, e, dentre outrasdeterminações, autoriza, nos termos do inciso XIII do art. 15 da Lei 8.080/90, a requisição, pelo Ministro da Saúde, dos bens,serviços e servidores afetos a hospitais daquele Município ou sob sua gestão (...). O Min. Joaquim Barbosa, relator, entendeuser nulo o ato presidencial impugnado ante a insuficiência de motivação expressa, porquanto ausente qualquer alusão aosmotivos de fato ou de direito determinantes de sua prática. Ressaltou, ainda, a possibilidade de a requisição incidir sobrebens públicos, sem a necessidade da decretação do estado de defesa, por ser ela instituto que visa fornecer alternativas àadministração para solução de problemas em casos de eminente perigo público. O Min. Carlos Britto divergiu em parte dorelator. Considerou tratar-se, na espécie, não de requisição, mas de intervenção federal no município, não admitida pelaConstituição Federal, com apossamento de bens, serviços, servidores e recursos públicos municipais, pela União, fora dosparâmetros do estado de defesa e do estado de sítio (CF, arts. 136 e 137 e ss., respectivamente). Concluiu, dessa forma, tersido o município em questão desafetado de serviço que lhe é próprio, por destinação constitucional, já que a saúde pública éárea de atuação de toda pessoa federada, correspondendo a um condomínio funcional, nos termos do art. 196, da CF." (MS25.295, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Informativo 384)XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora parapagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seudesenvolvimento;“Impenhorabilidade da pequena propriedade rural de exploração familiar (Const., art. 5º, XXVI): aplicação imediata. A normaque torna impenhorável determinado bem desconstitui a penhora anteriormente efetivada, sem ofensa de ato jurídico perfeitoou de direito adquirido do credor: precedentes sobre hipótese similar. A falta de lei anterior ou posterior necessária àaplicabilidade de regra constitucional – sobretudo quando criadora de direito ou garantia fundamental –, pode ser suprida poranalogia: donde, a validade da utilização, para viabilizar a aplicação do art. 5º, XXVI, CF, do conceito de 'propriedade familiar'do Estatuto da Terra.” (RE 136.753, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 25/04/97)XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aosherdeiros pelo tempo que a lei fixar;"Pela execução de obra musical por artistas remunerados é devido direito autoral, não-exigível quando a orquestra for deamadores." (SÚM. 386)“Negando, com base na prova - mal ou bem apreciada -, a autoria da obra, de cuja utilização indevida se queixa a recorrente,o acórdão recorrido não se ocupou, nem tinha porque se ocupar da norma constitucional que assegura a proteção do direitoautoral, cuja incidência tem como pressuposto de fato o reconhecimento da autoria reclamada.” (AI 137.422-AgR, Rel. Min.Sepúlveda Pertence, DJ 21/06/91)XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nasatividades desportivas;b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aosintérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas;XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção àscriações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista ointeresse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País;XXX - é garantido o direito de herança;“Rege-se, a capacidade de suceder, pela lei da época da abertura da sucessão, não comportando, assim, eficácia retroativa,o disposto no art. 227, § 6º, da Constituição.” (RE 162.350, Rel. Min. Octavio Gallotti, DJ 08/09/95)“(...) (a) polêmica - ainda aberta no STF - acerca da viabilidade ou não da tutela jurisdicional preventiva de publicação dematéria jornalística ofensiva a direitos da personalidade; (b) peculiaridade, de extremo relevo, de discutir-se no caso dadivulgação jornalística de produto de interceptação ilícita - hoje, criminosa - de comunicação telefônica, que a Constituiçãoprotege independentemente do seu conteúdo e, conseqüentemente, do interesse público em seu conhecimento e danotoriedade ou do protagonismo político ou social dos interlocutores.” (Pet 2.702, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 19/09/03)“Carta rogatória - objeto - Dados de processos em curso no Brasil e coleta de depoimentos. O levantamento de dadosconstantes de processos em andamento no Brasil não implica a quebra do sigilo assegurado pela Carta da República, ante apublicidade que os reveste.” (CR 9.854-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 27/06/03)file:///K|/STF%20-%20CF.htm (16 of 574)17/08/2005 13:02:39STF - Constituição“A prova ilícita, caracterizada pela escuta telefônica, não sendo a única produzida no procedimento investigatório, não ensejadesprezarem-se as demais que, por ela não contaminadas e dela não decorrentes, formam o conjunto probatório da autoria ematerialidade do delito. Não se compatibiliza com o rito especial e sumário do habeas corpus o reexame aprofundado daprova da autoria do delito. Sem que possa colher-se dos elementos do processo a resultante conseqüência de que toda aprova tenha provindo da escuta telefônica, não há falar-se em nulidade do procedimento penal.” (HC 75.497, Rel. Min.Maurício Corrêa, DJ 09/05/03)“Interceptação telefônica. Prova ilícita. Autorização judicial deferida anteriormente à Lei nº 9.296/96, que regulamentou oinciso XII do artigo 5º da Constituição Federal. Nulidade da ação penal, por fundar-se exclusivamente em conversas obtidasmediante quebra dos sigilos telefônicos dos pacientes.” (HC 81.154, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 19/12/01)“Quando o tráfico ilícito de entorpecentes se estende por mais de uma jurisdição, é competente, pelo princípio da prevenção,o Juiz que primeiro toma conhecimento da infração e pratica qualquer ato processual. No caso, o ato que fixou acompetência do juiz foi a autorização para proceder a escuta telefônica das conversas do Paciente.” (HC 82.009, Rel. Min.Nelson Jobim, DJ 19/12/02)“Interceptação telefônica: exigência de autorização do 'juiz competente da ação principal' (Lei nº 9.296/96, art. 1º):inteligência. Se se cuida de obter a autorização para a interceptação telefônica no curso de processo penal, não suscitadúvidas a regra de competência do art. 1º da Lei nº 9.296/96: só ao juiz da ação penal condenatória - e que dirige toda ainstrução -, caberá deferir a medida cautelar incidente. Quando, no entanto, a interceptação telefônica constituir medidacautelar preventiva, ainda no curso das investigações criminais, a mesma norma de competência há de ser entendida eaplicada com temperamentos, para não resultar em absurdos patentes: aí, o ponto de partida à determinação dacompetência para a ordem judicial de interceptação - não podendo ser o fato imputado, que só a denúncia, eventual e futura,precisará -, haverá de ser o fato suspeitado, objeto dos procedimentos investigatórios em curso. Não induz à ilicitude daprova resultante da interceptação telefônica que a autorização provenha de Juiz Federal – aparentemente competente, àvista do objeto das investigações policiais em curso, ao tempo da decisão - que, posteriormente, se haja declaradoincompetente, à vista do andamento delas.” (HC 81.260, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 19/04/02)“Escuta gravada da comunicação telefônica com terceiro, que conteria evidência de quadrilha que integrariam: ilicitude, nascircunstâncias, com relação a ambos os interlocutores. A hipótese não configura a gravação da conversa telefônica própriapor um dos interlocutores - cujo uso como prova o STF, em dadas circunstâncias, tem julgado lícito - mas, sim, escuta egravação por terceiro de comunicação telefônica alheia, ainda que com a ciência ou mesmo a cooperação de um dosinterlocutores: essa última, dada a intervenção de terceiro, se compreende no âmbito da garantia constitucional do sigilo dascomunicações telefônicas e o seu registro só se admitirá como prova, se realizada mediante prévia e regular autorizaçãojudicial. A prova obtida mediante a escuta gravada por terceiro de conversa telefônica alheia é patentemente ilícita emrelação ao interlocutor insciente da intromissão indevida, não importando o conteúdo do diálogo assim captado. A ilicitude daescuta e gravação não autorizadas de conversa alheia não aproveita, em princípio, ao interlocutor que, ciente, hajaaquiescido na operação; aproveita-lhe, no entanto, se, ilegalmente preso na ocasião, o seu aparente assentimento naempreitada policial, ainda que existente, não seria válido. A extensão ao interlocutor ciente da exclusão processual doregistro da escuta telefônica clandestina - ainda quando livre o seu assentimento nela - em princípio, parece inevitável, se aparticipação de ambos os interlocutores no fato probando for incindível ou mesmo necessária à composição do tipo criminalcogitado, qual, na espécie, o de quadrilha.” (HC 80.949, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 14/12/01)“Utilização de gravação de conversa telefônica feita por terceiro com a autorização de um dos interlocutores sem oconhecimento do outro quando há, para essa utilização, excludente da antijuridicidade. Afastada a ilicitude de tal conduta - ade, por legítima defesa, fazer gravar e divulgar conversa telefônica ainda que não haja o conhecimento do terceiro que estápraticando crime -, é ela, por via de conseqüência, lícita e, também conseqüentemente, essa gravação não pode ser tidacomo prova ilícita, para invocar-se o artigo 5º, LVI, da Constituição com fundamento em que houve violação da intimidade(art. 5º, X, da Carta Magna).” (HC 74.678, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 15/08/97)file:///K|/STF%20-%20CF.htm (17 of 574)17/08/2005 13:02:39STF - Constituição“O sigilo bancário só existe no Direito brasileiro por força de lei ordinária. Não entendo que se cuide de garantia com statusconstitucional. (...). Da minha leitura, no inciso XII da Lei Fundamental, o que se protege, e de modo absoluto, até em relaçãoao Poder Judiciário, é a comunicação ‘de dados’ e não os ‘dados’, o que tornaria impossível qualquer investigaçãoadministrativa, fosse qual fosse. Reporto-me, no caso, brevitatis causao, a um primoroso estudo a respeito do ProfessorTércio Sampaio Ferraz Júnior. Em princípio, por isso, admitiria que a lei autorizasse autoridades administrativas, com funçãoinvestigatória e sobretudo o Ministério Público, a obter dados relativos a operações bancárias.” (MS 21.729, voto do Min.Sepúlveda Pertence, DJ 19/10/01)Nota - Até a edição da Lei nº 9.296/96, o entendimento do Tribunal era no sentido da impossibilidade de interceptaçãotelefônica, mesmo com autorização judicial, em investigação criminal ou instrução processual penal, tendo em vista a nãorecepçãodo art. 57, II, e da Lei nº 4.117/62 (Código Brasileiro de Telecomunicações)."O art. 5º, XII, da Constituição, que prevê, excepcionalmente, a violação do sigilo das comunicações telefônicas para fins deinvestigação criminal ou instrução processual penal, não é auto-aplicável: exige lei que estabeleça as hipóteses e a formaque permitam a autorização judicial. Precedentes. a) Enquanto a referida lei não for editada pelo Congresso Nacional, éconsiderada prova ilícita a obtida mediante quebra do sigilo das comunicações telefônicas, mesmo quando haja ordemjudicial (CF, art. 5º, LVI). b) O art. 57, II, a, do Código Brasileiro de Telecomunicações não foi recepcionado pela atualConstituição, a qual exige numerus clausus para a definição das hipóteses e formas pelas quais é legítima a violação dosigilo das comunicações telefônicas. A garantia que a Constituição dá, até que a lei o defina, não distingue o telefone públicodo particular, ainda que instalado em interior de presídio, pois o bem jurídico protegido é a privacidade das pessoas,prerrogativa dogmática de todos os cidadãos. As provas obtidas por meios ilícitos contaminam as que são exclusivamentedelas decorrentes; tornam-se inadmissíveis no processo e não podem ensejar a investigação criminal e, com mais razão, adenúncia, a instrução e o julgamento (CF, art. 5º, LVI), ainda que tenha restado sobejamente comprovado, por meio delas,que o Juiz foi vítima das contumélias do paciente." (HC 72.588, Rel. Min. Mauricio Corrêa, DJ 04/08/00). No mesmo sentido:HC 74.586, DJ 27/04/01."É ilícita a prova produzida mediante escuta telefônica autorizada por magistrado, antes do advento da Lei nº 9.296, de24.07.96, que regulamentou o art. 5º, XII, da Constituição Federal." (HC 74.116, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 14/03/97)“A administração penitenciária, com fundamento em razões de segurança pública, de disciplina prisional ou de preservaçãoda ordem jurídica, pode, sempre excepcionalmente, e desde que respeitada a norma inscrita no art. 41, parágrafo único, daLei nº 7.210/84, proceder à interceptação da correspondência remetida pelos sentenciados, eis que a cláusula tutelar dainviolabilidade do sigilo epistolar não pode constituir instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas.” (HC 70.814, Rel. Min.Celso de Mello, DJ 24/06/94)
“A simples referência normativa à tortura, constante da descrição típica consubstanciada no art. 233 do Estatuto da Criança e do Adolescente, exterioriza um universo conceitual impregnado de noções com que o senso comum e o sentimento de decência das pessoas identificam as condutas aviltantes que traduzem, na concreção de sua prática, o gesto ominoso de ofensa à dignidade da pessoa humana. A tortura constitui a negação arbitrária dos direitos humanos, pois reflete — enquanto prática ilegítima, imoral e abusiva — um inaceitável ensaio de atuação estatal tendente a asfixiar e, até mesmo, a suprimir a dignidade, a autonomia e a liberdade com que o indivíduo foi dotado, de maneira indisponível, pelo ordenamento positivo.” (HC 70.389, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 10/08/01)"DNA: submissão compulsória ao fornecimento de sangue para a pesquisa do DNA: estado da questão no direito comparado:precedente do STF que libera do constrangimento o réu em ação de investigação de paternidade (dos votos vencidos: deferimento, não obstante, do HC na espécie, em que se cuida de situação atípica na qual se pretende — de resto, apenas para obter prova de reforço — submeter ao exame o pai presumido, em processo que tem por objeto a pretensão de terceiro de ver-se declarado o pai biológico da criança nascida na constância do casamento do paciente: hipótese na qual, à luz do princípio da proporcionalidade ou da razoabilidade, se impõe evitar a afronta à dignidade pessoal que, nas circunstâncias, a sua participação na perícia substantivaria." ( “Discrepa, a mais não poder, de garantias constitucionais implícitas e explícitas — preservação da dignidade humana, da intimidade, da intangibilidade do corpo humano, do império da lei e da inexecução específica e direta de obrigação de fazer — provimento judicial que, em ação civil de investigação de paternidade, implique determinação no sentido de o réu ser conduzido ao laboratório, 'debaixo de vara', para coleta do material indispensável à feitura do exame DNA. A recusa resolvese no plano jurídico-instrumental, consideradas a dogmática, a doutrina e a jurisprudência, no que voltadas ao deslinde das questões ligadas à prova dos fatos.” (HC 71.373, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 22/11/96) Postado por