Source: https://www.conjur.com.br/2009-fev-20/conceder-refugio-tarso-genro-foi-alem-lei
Timestamp: 2018-09-21 00:29:23+00:00
Document Index: 37269960

Matched Legal Cases: ['artigo 23', 'artigo 29', 'artigo 33', 'artigo 31', 'artigo 3', 'artigo 33']

ConJur - Ao conceder refúgio a Battisti, Tarso Genro foi além do que diz a lei
Ao conceder refúgio, Tarso Genro foi além da lei
20 de fevereiro de 2009, 17h15
A celeuma iniciada com a concessão, de parte do ministro da Justiça, Tarso Genro, referendada pelo presidente da República Luis Inácio da Silva, o Lula, da condição de refugiado político a Cesare Battisti, abalando fortemente as relações diplomáticas com a Itália tem recebido, de parte da imprensa em geral, nacional e internacional, considerações de cunho eminentemente político, sobressaindo, nas palavras de Lula, em resposta à interpelação e protestos italianos, a questão da soberania brasileira na tomada da controvertida decisão.
Diante do iminente julgamento pelo STF do processo de extradição de Battisti, proposto pela República Italiana saltará questão mais controvertida quando da análise do texto da Lei 9.474/97, que define implementação de mecanismos ao Estatuto dos Refugiados, de 1951.
Considerando que a instrução do pedido de refúgio e relatório final cabe ao Conare (artigo 23 e 24 da citada lei), uma vez elaborado o relatório, este é enviado ao Secretário do Conselho para inclusão na pauta da próxima reunião. Sabido, no caso Battisti, que o Conare decidiu rejeitar o pedido. Desta decisão se recorreu (artigo 29) à autoridade competente, no caso, o Ministro da Justiça, o qual reformou a decisão, concedendo o refúgio.
O artigo 33 da citada lei assegura que: “o reconhecimento da condição de refugiado obstará o seguimento de qualquer pedido de extradição baseado nos fatos que fundamentaram a concessão de refúgio”. Mais, o artigo 31 da Lei 9.474/97 dita que da: “decisão do Ministro de Estado da Justiça não será passível de recurso, devendo ser notificada ao Conare, para ciência do solicitante, e ao Departamento de Polícia Federal, para as providências devidas”.
Assim, do ponto de vista da regularidade processual, formal, a decisão ministerial não poderia sequer ser analisada pelo Areópago cabendo ao STF tão somente mandar os autos ao arquivo.
Contudo, a análise do contexto legal em que foi prolatada a decisão ministerial contrapõe-se a esta tão apenas formal análise. Decorre disto que legitimado estaria o STF para adentrar no critério da legalidade da decisão.
É que o artigo 3º da mencionada lei dispõe: “Não se beneficiarão da condição de refugiado os indivíduos que: (...) III - tenham cometido crime contra a paz, crime de guerra, crime contra a humanidade, crime hediondo, participado de atos terroristas ou tráfico de drogas; IV - sejam considerados culpados de atos contrários aos fins e princípios das Nações Unidas”.
A condenação de Battisti pela Justiça peninsular adveio de crimes hediondos de homicídios praticados enquanto este, confessadamente, militava em organização terrorista de extrema-esquerda, propondo-se derrubar o vigente Estado Democrático de Direito da República Italiana.
Já pela redação do inciso III, do reproduzido artigo, o ministro da Justiça não poderia decidir favor debitoris, por vedação legal expressa. Ademais, pela letra do inciso seguinte, a prática de atentados produtores de vítimas fatais, civis inocentes, caso de Battisti, constituem sim atos contrários aos princípios proclamados pela ONU.
Ictus foedus, frente a estes dispositivos legais, ao conceder a Battisti o status de refugiado político, o ministro Genro, respaldado pelo presidente Lula, proclamou decisão lege ferenda. Daí, ex toto, afigura-se para o STF a possibilidade de crivar de legal ou ilegal a decisão ministerial, quando em cotejo com o contido nos autos do processo de extradição. Se a decisão em si for considerada lege ferenda pelo Pleno, prosseguirá este na análise do mérito do pedido da República Italiana, pois que afastada estaria a imperatividade do contido no citado artigo 33.
Por este critério jurídico, não político, a República Brasileira poderia dar respostas desapaixonadas, pois tão somente baseadas no Direito, à República Italiana.
Revista Consultor Jurídico, 20 de fevereiro de 2009, 17h15
dinarte bonetti (Bacharel - Tributária) 21 de fevereiro de 2009, 11h37
Um texto a procura de um autor. Como diria Pirandello, a coisa está preta na Conjur.
A questão que se coloca, é: Existia na Italia, à época dos movimentos armados de esquerda, um estado democratico de direito, aonde a máfia elegia até primeiro ministro?
E hoje, questão para pensar: Existe estado de direito no país de Mussolini, quando o primeiro ministro é o dono da quase totalidade dos canais de TV? (pois RAI UNO acabou por cair em seu colo, ao se tornar primeiro ministro!)Até que ponto a verdadeira democracia consegue se defender de uma maciça interferencia via TV na opinião pública? Basta lembrar que Berlusconi tem conseguido aprovar leis que beneficiam seu grupo economico, abertamente.
Ao decidir errado, Tasso não cumpre a Lei do Refugio
Bonasser (Advogado Autônomo) 21 de fevereiro de 2009, 10h50
O 6º paragrafo do texto acima transcreve a Lei, e o ministro como qualquer cidadão deveria cumpri-la, não o fez, acredito que por razões ideoligicas, esquceu ele que na decisão representa o Estado e a fundamentou sem consistência.
O pior foi o nosso "lider" Lula, só memso o Brasil ter um representante e o mesmo ser chamado de lula, dar total apoi e ainda mais falar em soberania, nem sabe o que falou, pois, esqueceu de respeitar a soberania da Justiça do outro Estado, mais democrático que o nosso.
Se observzrem o desempenho do Tasso por onde tem passado nesse governo, verão que sempre deixou um rastro de desserviço, suas declarações são sem pé e nem cabeça, fala coisa com coisa, como se fosse dono da verdade e acaba por colocar o País em situacões vexatórias, um fazedor de pastelão.
O Tassoe stá sempre na contramão do governo, da sociedade e sempre defendendo facínoras, e não é só ele não, tem um grande time nessa cupula que é oriundo dos antigos vermelhos que estão, de uma forma ou de outra, a promover a desgraça do País. Claro que isso graças ao super tentacular lider.
CRIME COMUM E CRIME POLÍTICO(AFINAL É CRIME)
Jose Edson Lisboa (Economista) 21 de fevereiro de 2009, 6h45
alguém ai acusa o BERNUSCONI de direitista,mas BATTISTI, julgado à revelia não no governo bernusconi foi condenado por 4 assassinatos, dois presuntos(usando termo peculiar de marginal) ele mesmo liquidou,claro que nega é um direito dele não produzir provas contra si,indo além para os que são adptos do comunismo, o presidente ITALIANO, NAPOLITANO, é um COMUNISTA HISTÓRICO, e apóia a extradição deste assassino, fantasiado de injustiçado coitadinho pelos seus muy camaradas brasileiros.Deduzimos então que na ITALIA um COMUNISTA TEM MORAL e não apoia UM ASSASSINO,ao contrário DOS COMUNISTAS BRASILEIROS.É verdade roma antiga acabou há mil anos, mas deixou bases para a tradição da DEMOCRACIA E DIRETO, caro amigão JURISTA!AGORA ME EXPLICA QUAL A DIFERENÇA ENTRE ASSASSINATO POLÍTICO E ASSASSINATO COMUM.ASSASSINATO POLÍTICO ESTÁ AMPARADO POR LEI?? O FILHO DE UMA DAS VÍTIMAS DO BATTISTI(ATÉ HOJE EM CADEIRAS DE RODA) ESTÁ ANSIOSO POR SUA EXPLICAÇÃO CONFORTÁVEL!!
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