Source: https://pt.scribd.com/document/59383230/Apostila-Contabiidade-Pub
Timestamp: 2020-01-26 11:40:11+00:00
Document Index: 84265112

Matched Legal Cases: ['artigo 43', 'artigo 16', 'artigo 3', 'Artigo 9', 'artigo 42', 'artigo 20']

Apostila Contabiidade Pub | Orçamento | Receita
salvarSalvar Apostila Contabiidade Pub para ler mais tarde
Sumrio 1 Contabilidade Aplicada Administrao Pblica Federal .................................. 1.1 Conceito ........................................................................................................ 1.2 Objeto ............................................................................................................ 1.
. 1.3 Objetivo ......................................................................................................... 1.4 Regime Contbil ............................................................................................ 1.5 Campo de Aplicao ..................................................................................... 1.6 Legislao ..................................................................................................... 1.6.1 A Lei 4.320, de 17.03.64 .......................................................................... 2 Oramento Pblico e Execuo Oramentria e Financeira .............................. 2.1 Conceito ........................................................................................................ 2.2 Oramento Programa .................................................................................... 2.3 Instrumentos de Planejamento ...................................................................... Plano Plurianual PPA ................................................................................. Lei de Diretrizes Oramentria LDO ........................................................... Lei Oramentria Anual LOA ...................................................................... 2.4 O Ciclo Oramentrio .................................................................................... 2.5 Tipos de Oramento ...................................................................................... Oramento Fiscal .......................................................................................... Oramento Seguridade Social........................................................................ Oramento de Investimento das Empresas Estatais ..................................... 2.6 Distino entre Crdito e Recursos ............................................................... 2.7 Descentralizao de Crditos ........................................................................ 2.8 Execuo Financeira ..................................................................................... 2.9 Descentralizao dos Recursos Financeiros ................................................. Cota ............................................................................................................. Repasse ...................................................................................................... Sub-Repasse ............................................................................................... Ordem de Transferncia .............................................................................. 2.10 Execuo Oramentria e Financeira Adequao LRF ........................ 3 Receita Pblica .................................................................................................. 3.1 Conceito ........................................................................................................ 3.2 Classificao ................................................................................................. Receitas Correntes ..................................................................................... Receitas de Capital .................................................................................... 3.3 Codificao da Receita ................................................................................. 3.4 Estgios da Receita ...................................................................................... Previso ...................................................................................................... Lanamento ................................................................................................. Arrecadao ................................................................................................ Recolhimento .............................................................................................. 3.5 Receita Pblica Adequao LRF ............................................................. 4 Despesa Pblica ................................................................................................ 1 04 04 04 05 05 05 06 06 06 06 06 07 07 08 09 10 11 11 11 11 11 12 12 12 13 13 13 14 14 15 15 15 15 15 16 17 17 17 17 17 17 20
4.1 Conceito ........................................................................................................ 4.2 Classificao ................................................................................................. A) Classificao Institucional ......................................................................... Despesa Corrente .................................................................................. Despesa de Capital ................................................................................ B) Classificao Institucional ou por rgo ................................................... C) Classificao Funcional ............................................................................ Funo ................................................................................................... Subfuno .............................................................................................. Programa ............................................................................................... Projeto ................................................................................................... Atividade ................................................................................................. Operaes Especiais ............................................................................. 4.3 Estgios das Despesa ................................................................................... Empenho ..................................................................................................... Liquidao ................................................................................................... Pagamento .................................................................................................. 4.4 Despesa Pblica Adequao LRF ........................................................... 4.5 Despesa Obrigatria de Carter Continuado ................................................ 4.6 Despesa com Terceirizao .......................................................................... 4.7 Restos a Pagar .............................................................................................. Classificao ............................................................................................... Processados ............................................................................................ No Processados .................................................................................... Inscrio ...................................................................................................... Pagamento .................................................................................................. Validade ...................................................................................................... 4.8 Despesa de Exerccios Anteriores ................................................................ Normatizao .............................................................................................. Ocorrncia .................................................................................................. Formalizao .............................................................................................. Prescrio .................................................................................................. 5 Plano de Contas ................................................................................................. 5.1 Estrutura ........................................................................................................ 5.2 Conta ............................................................................................................. Estrutura ...................................................................................................... 5.3 Critrio de Classificao das Contas ............................................................. Critrio de Classificao do Ativo ................................................................ Critrio de Classificao do Passivo............................................................ Critrio de Classificao das Despesa ........................................................ Critrio de Classificao das Receitas ........................................................ Critrio de Classificao do Resultado do Exerccio Diminutivo ................. Critrio de Classificao do Resultado do Exerccio Aumentativo .............. 5.4 Mecanismos de Dbito e Crdito .................................................................. Do Ativo ...................................................................................................... Do Passivo ................................................................................................. 5.5 Sistema de Contas ........................................................................................ Sistema Financeiro ..................................................................................... 2
Sistema Patrimonial .................................................................................... Sistema Oramentrio ................................................................................ Sistema de Compensao ......................................................................... 5.6 Tabela de Eventos ........................................................................................ Conceito de Evento .................................................................................... Estrutura do Evento .................................................................................... Classe ..................................................................................................... Tipo de Utilizao .................................................................................... Cdigo Sequencial .................................................................................. 6 Contabilizao dos Principais Atos e Fatos Tpicos ........................................... 6.1 Previso da Receita ...................................................................................... 6.2 Fixao da Despesa ...................................................................................... 6.3 Descentralizao de Crditos ........................................................................ 6.4 Despesa ....................................................................................................... 6.5 Transferncias de Recursos ......................................................................... 6.6 Convnios ..................................................................................................... 6.7 Arrecadao da Receita ................................................................................ 7 Anlise das Demonstraes Contbeis .............................................................. 7.1 Demonstraes Contbeis de Acordo com a Lei n 4.320/64 ....................... 7.1.1 Balano Oramentrio .............................................................................. 7.1.2 Demonstrao das Variaes Patrimoniais .............................................. 7.1.3 Balano Patrimonial ................................................................................. 7.1.4 Balano Financeiro ...................................................................................
1- CONTABILIDADE APLICADA ADMINISTRAO PBLICA FEDERAL 1.1 - Conceito A Contabilidade Aplicada Administrao Pblica seja na rea Federal, Estadual, Municipal ou no Distrito Federal, tem como carro chefe a Lei 4.320, de 17 de maro de 1964, que estatui normas gerais de direito financeiro para elaborao e controle dos oramentos e balanos da Unio, dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal. Costumamos dizer que a Lei 4.320/64 est para Contabilidade Aplicada Administrao Pblica assim como a Lei das Sociedade por Aes , Lei 6.404/76, est para a Contabilidade aplicada atividade empresarial. A Contabilidade Aplicada Administrao Pblica registra a previso da receita e a fixao da despesa, estabelecidas no Oramento Pblico aprovado para o exerccio, escritura a execuo oramentria da receita e da despesa, faz a comparao entre a previso e a realizao das receitas e despesas, controla as operaes de crdito, a dvida ativa, os valores, os crditos e obrigaes, revela as variaes patrimoniais e mostra o valor do patrimnio. Seguindo os dispositivos da Lei 4.320/64 e as afirmaes anteriores, podemos definir a Contabilidade Pblica como sendo o ramo da contabilidade que registra, controla e demonstra a execuo dos oramentos, dos atos e fatos da fazenda pblica e o patrimnio pblico e suas variaes. Pela definio anterior deduzimos que a Contabilidade Pblica est interessada tambm em todos os atos praticados pelo administrador, sejam de natureza oramentria (Previso da Receita, Fixao da Despesa, Empenho, Descentralizao de Crditos, etc;) ou sejam meramente administrativos (Contratos, Convnios, Acordos, Ajustes, Avais, Fianas, Valores sob responsabilidade, Comodatos de Bens, etc;) representativos de valores potenciais que podero afetar o Patrimnio (A - P = PL) no futuro.
1.2 - Objeto O objeto de qualquer contabilidade o Patrimnio. Pela definio dada no item 1.1, vemos com clareza que Contabilidade Pblica no est interessada somente no Patrimnio e suas variaes, mas, tambm, no Oramento e sua execuo (Previso e arrecadao da receita e a Fixao e a execuo da despesa). J vimos que a Contabilidade Pblica, alm de registrar todos os fatos contbeis (modificativos, permutativos e mistos), registra tambm os atos potenciais praticados pelo administrador, que podero alterar qualitativa e quantitativamente o patrimnio. J vimos, tambm, que a Contabilidade Pblica est interessada nos atos e fatos de natureza oramentrios visto que o oramento, sendo um dos primeiros atos praticados pelo administrador, tem um papel importantssimo na Contabilidade Pblica, pois, praticamente quase tudo se origina no oramento. 4
1.3 - Objetivo O objetivo da Contabilidade Aplicada Administrao Pblica o de fornecer administrao informaes atualizadas e exatas para subsidiar as tomadas de decises, aos rgos de controle interno e externo para o cumprimento da legislao e s instituies governamentais e particulares informaes estatsticas e outras de interesse dessas instituies. 1.4 - Regime Contbil A referida Lei 4.320/64, em seu art. 35 determina o seguinte: "art. 35 - Pertencem ao exerccio financeiro: I - as receitas nele arrecadadas; II- as despesas nele legalmente empenhadas." Para os estudiosos do assunto este artigo da Lei consagrou o regime contbil misto para a Contabilidade Aplicada Administrao Pblica no Brasil, ou seja: de caixa para as receitas (as receitas nele arrecadadas = pelo ingresso dos recursos financeiros) e o de competncia para as despesas. 1.5 - Campo de Aplicao O campo de aplicao da Contabilidade restrito administrao, nos seus quatro nveis de governo: Federal, Estadual, Municipal e Distrito Federal, bem como as suas Autarquias e Fundaes. O campo de atuao da Contabilidade Aplicada Administrao Pblica Federal, aps o advento do SIAFI - SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAO FINANCEIRA DO GOVERNO FEDERAL/ SIAFEM SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAO FINANCEIRA PARA ESTADOS E MUNICPIOS, em 1987, comeou a expandir-se e hoje j alcana a empresas pblicas e algumas empresas de economia mista que participam do Oramento Fiscal e de Seguridade.(empresa dependente art. 2 da LRF) Resumindo, temos: CAMPO DE APLICAO Administrao Direta Poder Executivo Presidncia da Repblica e suas Secretarias Ministrios Civis e Militares Poder Judicirio Todos os seus Tribunais Poder Legislativo Cmara dos Deputados Senado Federal 5
Administrao Indireta* Autarquias Fundaes Empresas Pblicas Sociedades de Economia Mista dependente *somente aquelas sujeitas ao Oramento Fiscal e de Seguridade Social
1.6 - Legislao A contabilizao dos atos e fatos administrativos, bem como a elaborao de balanos e demonstrativos contbeis, oramentrios e financeiros, obedecem s normas gerais estatudas pela Lei 4.320, de 17.03.64 e a Instruo Normativa da Coordenao Geral de Contabilidade da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministrio da Fazenda, de nr.08, de 05.11.93 1.6.1 - A Lei 4.320, de 17.03.64 Estatui normas gerais de direito financeiro para elaborao e controle dos oramentos e balanos da Unio, dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal. Os principais artigos que se referem Contabilidade so: -do exerccio financeiro artigos 34 e 35 -do supervit financeiro artigo 43 -da contabilidade artigos 83 a 85 e 87 a 89 -da contabilidade oramentria e financeira artigos 90, 91 e 93 -da contabilidade patrimonial artigos 94 a 100 -dos balanos artigos 101 a 106 2 ORAMENTO PBLICO E EXECUO ORAMENTRIA E FINANCEIRA 2.1 Conceito O Oramento um processo contnuo, dinmico e flexvel, que traduz, em termos financeiros, para determinado perodo, os planos e programas de trabalho, ajustando o ritmo de execuo ao fluxo de recursos previstos, de modo a assegurar a liberao contnua e oportuna destes. 2.2 - Oramento-Programa A adoo do oramento-programa na esfera federal, foi efetivada em 1964, a partir da edio da Lei n 4.320. O Decreto-Lei n 200, de 23.02.67, menciona o 6
oramento-programa como plano de ao do Governo Federal, quando em seu artigo 16 diz: em cada ano ser elaborado um oramento-programa que pormenorizar a etapa do programa plurianual a ser realizado no exerccio seguinte e que servir de roteiro execuo coordenada do programa anual. O oramento-programa est intimamente ligado ao Sistema de Planejamento e aos objetivos que o Governo pretende alcanar durante um perodo determinado de tempo. O oramento-programa pode ser definido como sendo "um plano de trabalho expresso por um conjunto de aes a realizar e pela identificao dos recursos necessrios sua execuo". Como se observa, o oramento-programa no apenas um documento financeiro, mas principalmente, um instrumento de operacionalizao das aes do governo, viabilizando seus projetos/atividades em consonncia com os planos e diretrizes estabelecidos, oferecendo destaque s seguintes vantagens: a) melhor planejamento de trabalho, b) mais preciso na elaborao dos oramentos. c) melhor determinao das responsabilidades; d) maior oportunidade para reduo dos custos; e) maior compreenso do contedo oramentrio por parte do Executivo, do Legislativo e do Pblico; f) facilidade para identificao de duplicao de funes; melhor controle da execuo do programa; h) identificao dos gastos e realizaes por programa e sua comparao em termos absolutos e relativos; i) apresentao dos objetivos e dos recursos da instituio e do interrelacionamento entre custos e programao; e j) nfase no que a instituio realiza e no no que ela gasta. 2.3 Instrumentos de Planejamento A) Plano Plurianual PPA O plano plurianual foi estabelecido pelo pargrafo 1 do art. 165, da Constituio Federal, conforme segue: - A Lei que instituir o plano plurianual estabelecer de forma regionalizada as diretrizes, objetivos e metas da administrao pblica federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de durao continuada. A regulamentao do PPA prevista no art.165 da Constituio foi inicialmente contemplada pelo no artigo 3 da Lei de Responsabilidade . O artigo foi vetado , mas a sua elaborao continua obrigatria. Ele pea fundamental da Gesto e a partir da vigncia da LRF a criao de despesa que no esteja contemplada no PPA, ser considerada no autorizada e lesiva ao patrimnio pblico (art. 15, combinado com os arts. 16, II e 17, 4). O PPA dever ser elaborado no primeiro ano de governo e encaminhado at 31/08 , contemplando as aes governamentais , desdobradas em programas e metas . O PPA da Unio para 2000/2003 est autorizado pela Lei 9.989 de 21/07/2000 tendo sido Denominado Avana Brasil , contempla 28 macroobjetivos e 365 programas . NOTA: O Decreto 2.829, D.O de 30/11/98 e Portaria MOG. 42, D.O de 15/04/99, 7
estabelecem novas metodologias para a elaborao e execuo do PPA e da LOA, respectivamente, a partir do ano 2.000, para os nveis Federal e Estadual e para os Municpios a partir de 2002. Vale lembrar que o Decreto acima se aplica apenas para o nvel Federal. B) A Lei de Diretrizes Oramentarias LDO - Estabelece as diretrizes oramentria da Unio, compreendendo as metas e prioridades da Administrao Pblica Federal, incluindo as despesas de capital para o exerccio financeiro subseqente; A Lei de Responsabilidade Fiscal define maior especificidade para a LDO consagrando-a como o principal instrumento de integrao entre planejamento , oramento e execuo oramentria . Alm de atender o disposto na constituio, a LDO dispor tambm sobre: Equilbrio entre receitas e despesas ; critrios e forma de limitao de empenho, a ser efetivada quando: A realizao da receita no comportar o cumprimento de metas de resultado primrio ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais Resultado primrio insuficiente para reconduo da dvida consolidada ao limite normas relativas ao controle de custos e avaliao dos resultados dos programas financiados com recursos dos oramentos ; demais condies e exigncias para transferncias de recursos a entidades pblicas e privadas. Conter : Anexo de Metas Fiscais que estabelecer metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a:
Receitas Despesas Resultado nominal e primrio Dvida pblica
Uma das grandes novidades da LRF para a LDO : as metas devem ser estabelecidas para o exerccio a que se referirem e para os dois seguintes . O Anexo de Metas Fiscais conter, ainda:  avaliao do cumprimento das metas relativas ao ano anterior;  demonstrativo das metas anuais, instrudo com memria e metodologia de clculo que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as fixadas nos trs exerccios anteriores, evidenciando a consistncia delas com as premissas e os objetivos da poltica econmica nacional; 8
 evoluo do patrimnio lquido, tambm nos ltimos trs exerccios, destacando a origem e a aplicao dos recursos obtidos com a alienao de ativos;  avaliao da situao financeira e atuarial ( RGP e prprio do servidores pblicos , FAT, dos demais fundos pblicos e programas estatais de natureza atuarial; demonstrativo da estimativa e compensao da renncia de receita e da margem de expanso das despesas obrigatrias de carter continuado; Anexo de Riscos Fiscais: Contendo avaliao dos passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas pblicas, informando as providncias a serem tomadas ,caso se concretizem No caso da Unio: Anexo especfico contendo os objetivos das polticas monetrias ,creditcia e cambial, bem como os parmetros e as projees para seus principais agregados e variveis , e ainda as metas de inflao para o exerccio subsequente.
Elaborao: A LDO dever ser elaborada anualmente e encaminhada ao Legislativo at o dia 15 de abril de cada exerccio . Os Municpios com at 50.000 habitantes elaboraro a LDO estabelecida pela LRF partir de 2005.
C) A Lei Oramentaria Anual - LOA Estima a receita e fixa a despesa para o exerccio, compreendendo: Oramento Fiscal referente aos Poderes da Unio, seus fundos, rgos, entidades da administrao direta e indireta, inclusive fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico; Oramento de Investimento das empresas em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; O Oramento da Seguridade Social, abrangendo todas as entidades e rgos a ela vinculados, da administrao direta ou indireta, bem como os fundos e fundaes institudos e mantidos pelo Poder Pblico. Conter, em anexo, demonstrativo da compatibilidade da programao dos oramentos com os objetos e metas constantes do anexo da LDO (Metas Fiscais) Conter Demonstrativos regionalizado do efeito sobre as receitas e despesas, decorrente de isenes, anistias, remisses, subsdios e benefcio de natureza financeira, tributria e creditcia. Conter reserva de contingncia, cuja forma de utilizao e montante, definido com base na receita corrente Lquida, sero estabelecidos na Lei de diretrizes oramentrias, destinada ao atendimento de passivos contigentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.
RGO CENTRAL ========= Secretaria de Planejamento e Fazenda ou equivalente RGOS SETORIAIS =========== Unidade de oramento de cada Secretaria Estadual
RGOS SECCIONAIS =============== Unidades que, em cada Entidade da Administrao Indireta, centralizem funes de Planejamento e Oramento (Autarquias, Fundaes, Empresas Pblicas, Sociedade Economia Mista)
2.4 - O Ciclo Oramentrio O ciclo oramentrio a srie de passos ou processos, articulados entre si, que se repetem em perodos prefixados, atravs dos quais oramentos sucessivos so preparados, votados, executados, avaliados, controlados e julgadas as contas pela Corte de Contas, num processo de contnua realimentao. De um modo geral, o Ciclo Oramentrio abrangem quatro grandes fases, quais sejam: 1 Fase: Elaborao e Apresentao Com base no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Oramentrias e na Lei de Responsabilidade Fiscal, bem como nas normas estabelecidas pela Secretaria de Oramento Federal SOF/MPOG - Nvel Federal, o Poder Executivo elabora e apresenta ao Legislativo a Proposta Oramentria, contendo os itens abaixo: a) formulao do programa de trabalho (aes que se pretende executar), que abrange: - o diagnstico de problemas; - a formulao de alternativas; - a tomada de decises; - a fixao de metas e definio de custos. b) compatibilizao das propostas setoriais luz das prioridades estabelecidas e dos recursos disponveis; c) montagem da proposta a ser submetida apreciao do Legislativo. 2 Fase: Autorizao Leg islativa 10
Compreende a tramitao da proposta de oramento no Poder Legislativo, onde as estimativas de receita so revistas, as alternativas de ao so reavaliadas, os programas de trabalho so modificados atravs de emendas, as alocaes so mais especificamente regionalizadas e os parmetros de execuo (inclusive os necessrios a uma certa flexibilidade) so formalmente estabelecidos. 3 Fase: Programao e Execuo Aqui o oramento programado, isto , so definidos os cronogramas de desembolso, ajustando o fluxo de dispndios s sazonalidades da arrecadao, as programaes so executadas, acompanhadas e parcialmente avaliadas, sobretudo por intermdio dos mecanismos e entidades de controle interno. 4 Fase: Avaliao e Controle Nesta fase, parte da qual ocorre concomitantemente com a de execuo, so produzidos os balanos, estes so apreciados e auditados pelos rgos auxiliares do Poder Legislativo (Tribunais de Contas) e as contas julgadas pelo Parlamento. Integram tambm esta fase as avaliaes realizadas por rgos tcnicos com vista realimentao dos processos de planejamento e de programao. 2.5 - Tipos de Oramento A) Oramento Fiscal: Compreende os Poderes da Unio, seus fundos, rgos, autarquias, inclusive as especiais, fundaes institudas e mantidas pela Unio. B) Oramento da Seguridade Social: Compreende todos os rgos e entidades a quem compete executar aes nas reas de sade, previdncia e assistncia social, quer sejam da administrao direta ou da indireta, bem como seus fundos e fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico; compreende, ainda, os demais Programas de Trabalho dos rgos e entidades, que tambm se envolvam com as referidas aes, inclusive os programas de apoio administrativo, tendo em vista o disposto no art. 194 da Constituio Federal; e C) Oramento de Investimento das Empresas Estatais: Previsto no art. 165, 5, inciso II da Constituio Federal, composto pelas empresas pblicas e sociedades de economia mista em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. 2.6 - Distino entre Crdito e Recurso Na tcnica oramentria, normalmente se distingue as palavras crdito e recursos. Reserva-se o termo crdito para designar o oramentrio e recursos para o financeiro. Crdito e Recurso so as duas faces de uma mesma moeda. O crdito oramentrio, dotao ou autorizao de gastos ou sua descentralizao, e recurso financeiro, 11
portanto, dinheiro ou saldo bancrio.
2.7 - Descentralizao de Crditos A descentralizao de crdito oramentrio ou adicional, consiste na movimentao em que a unidade oramentria detentora do crdito possibilita a realizao de seus programas de trabalho por parte da unidade administrativa diretamente subordinada ou por outras unidades oramentrias ou administrativas no subordinadas. 2.8- Execuo Financeira Utilizao dos recursos financeiros visando atender a realizao dos projetos, atividades e operaes especiais. Exerccio financeiro o espao de tempo compreendido entre 1o. de janeiro e 31 de dezembro de cada ano, no qual , a Administrao promove a execuo oramentria e demais fatos relacionados com as variaes qualitativa e quantitativa que tocam os elementos patrimoniais da entidade ou rgo Pblico. O art. 34 da lei n. 4.320/64 determina que o exerccio financeiro coincidir com o ano civil. O art. 35 desse mesmo dispositivo legal dispe que pertencem ao exerccio financeiro as receitas nele arrecadadas as despesas nele legalmente empenhadas. Nesse mesmo sentido, deve-se tambm observar, que reverte dotao a importncia da despesa anulada no exerccio. Quando a anulao ocorre aps o encerramento deste, considerar-se- receita do ano em que se efetivar. E, ainda, que os crditos da fazenda pblica, de natureza tributria ou no tributria, sero escriturados como receita do exerccio em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas oramentrias. Esses crditos, exigveis pelo transcurso do prazo para pagamento, sero inscritos, na forma da legislao prpria, como dvida ativa, em registro prprio, aps apurada a sua liquidez e certeza. Ressalte-se que a redao inicial do cdigo de contabilidade pblica, indicava que o exerccio financeiro comeava em 1o. de janeiro de cada ano e se estendia at 30 de abril do ano seguinte. O perodo compreendido entre 1o. de janeiro e 30 de abril do ano subseqente era denominado perodo adicional e se destinava a ajustar certas entradas e sadas de caixa do exerccio anterior. Contudo, a partir de 1950 , o perodo adicional foi eliminado e o ano financeiro passou a coincidir com o ano civil. 2.9 - Descentralizao dos Recursos Financeiros A transferncia de recursos financeiros feita atravs de quatro figuras: cota, repasse, sub-repasse e ordem de transferncia. 12
A movimentao de recursos financeiros pode ser classificada em quatro nveis: A) Liberao de Cotas - exclusiva da STN ou rgo Central. B) Repasse - exclusivo dos rgos setoriais de programao financeira ou de qualquer unidade gestora, quando da descentralizao de recursos para outros rgos, sob a modalidade de convnios, acordos ajustes e similares, ou sem formalizao. C) Sub-Repasse - entre unidades gestoras do ministrio ou rgo equivalente D) Ordem de Transferncia recursos transferidos dos rgos setoriais de Programao Financeira para as unidades gestoras que lhes so jurisdicionada para pagamento de Restos a Pagar. Cota Aps aprovado o cronograma de desembolso pela STN, esse rgo coloca a disposio dos rgos setoriais, na conta nica do Banco do Brasil, os recursos necessrios aos pagamentos do ms. A cota a primeira fase da movimentao dos recursos e liberada em consonncia com o cronograma de desembolso de cada ministrio ou rgo. Define-se, portanto, como liberao de cota o ato pelo qual a Secretaria do Tesouro Nacional autoriza o Banco do Brasil S.A ., na qualidade de agente financeiro do Tesouro Nacional, a colocar a disposio das autoridades dos poderes Legislativo, Judicirio e Executivo os valores que lhes tenham sido atribudos, ou , nos casos de unidade integrantes do SIAFI na modalidade total, dos limites de autorizao de saques que lhes so estabelecidos pela citada Secretaria do Tesouro Nacional, ou rgo Central do Sistema de Programao Financeira. Repasse O repasse a movimentao de recursos financeiros efetuados pelos rgos setoriais de programao financeira. Existem duas situaes de utilizao do repasse pelo rgo setorial de programao financeira: a) na transferncia de recursos financeiros a outro ministrio ou rgo equivalente, que tenha recebido destaque do crdito ; e b) na transferncia de recursos financeiros unidade oramentria, no mbito de seu prprio ministrio ou rgo equivalente da administrao indireta. Tambm as unidades oramentrias da administrao indireta ou fundos podem transferir recursos na modalidade de repasse, quando o fato for vinculado a convnios, acordos , ajustes e similares. Sub-Repasse 13
O Sub-Repasse a movimentao de recursos financeiros, no mbito de um Ministrio ou rgo, entre unidades oramentrias ou administrativas. Essa transferncia efetuada pela unidade oramentria que recebeu o repasse; ou unidades administrativas que j tenha recebido Sub-Repasse. Ressalte-se que a figura do Sub-Repasse est sempre associada Proviso, do lado oramentrio. Ordem de Transferncia A ordem de transferncia a modalidade de descentralizao de Recursos financeiros da Setorial de Programao Financeira para as unidades que lhes so jurisdicionadas para pagamento de Restos a Pagar.
2.10 - Execuo Oramentria e Financeira Adequao LRF A LRF estabelece novas condies para a execuo oramentria e financeira visando o cumprimento de metas e o reequilbrio das contas pblicas: 30 dias aps a publicao dos oramentos , o executivo estabelecer o cronograma de execuo mensal de desembolso ; Limitao de empenho : se verificado , ao final de um bimestre, que a realizao da receita poder no comportar o cumprimento das metas de resultado primrio ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministrio Pblico promovero nos 30 dias subsequentes , limitao de empenho. No sero objeto de limitao despesas : - Obrigaes constitucionais e legais ; - Servio da Dvida Pblica; - Despesas ressalvadas pela LDO. A LDO regulamentar as condies e os critrios para a limitao de empenho. A Lei 10.707/03 LDO da Unio para 2003, dispe: Se for necessrio efetuar a limitao de empenho e movimentao financeira de que trata o art. 9 da Lei Complementar n 101, de 2000, o Poder Executivo apurar o montante da limitao informar a cada um dos rgos referidos no art. 20 daquela Lei Complementar o montante que lhe caber limitar. Legislao: Arts. 47 a 50 da Lei 4.320/64 Dispe sobre programao da execuo oramentria Decreto 4.992, de 18/02/2004 Estabelece a programao oramentria e financeira da Unio para 2004.
Realizao de Audincia Pblica: At o final do meses de maio, setembro e fevereiro, o Executivo demonstrar e avaliar o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre , em audincia pblica perante comisso mista permanente de senadores e deputados no caso da Unio e nas Casas Legislativas estaduais e municipais. Obrigatoriedade de identificao dos beneficirios de pagamento de sentenas judicirias: por meio de sistema de contabilidade e administrao financeira, para fins de observncia da ordem cronolgica
3 - RECEITA PBLICA 3.1 Conceito Define-se como receita pblica todo o recebimento efetuado pela entidade com a finalidade de ser aplicado em gastos operativos e de administrao. Nas entidades h de se distinguir duas modalidades de recebimentos. As receitas classificam-se como efetivas quando se realizam entradas patrimoniais; em caso contrrio, isto , se os recebimentos decorrerem da excluso de valores patrimoniais so denominados de receitas por mutao patrimonial. Normalmente as receitas pblicas esto divididas em: A. - Oramentrias: aquelas que forem previstas no oramento; e B. - Extra-Oramentrias : as que decorrem de outras fontes e so, apenas, acessrias.
3.2. Classificao O regulamento geral de contabilidade pblica, conceitua como receita da Unio todos os crditos de qualquer natureza que o Governo tem direito de arrecadar em virtude de leis gerais e especiais, de contratos e quaisquer ttulos de que derivem direitos a favor do estado. A lei 4.320./64 classificou a receita oramentria em duas categorias econmicas: - Receitas correntes - Receitas de capital a) as receitas correntes so compostas por receitas derivadas, originrias e outras complementares tais como: a tributria, patrimonial, industrial, transferncias correntes e diversas; b) as receitas de capital, tambm conhecidas como secundrias, resultam da 15
efetivao das operaes de crdito, alienao de bens, recebimento de dvidas e auxlios recebidos pelo rgo ou entidade. Ainda nos termos da lei 4.320/64, a discriminao da receita oramentria tem como base as fontes econmicas de sua gerao, exceo feita s transferncias entre rgos e esferas do Governo, cuja classificao se procede atualmente conforme o destino dos recursos: se para aplicaes correntes ou de capital. Assim esto classificadas as receitas, segundo as fontes econmicas de sua gerao (lei 4.320/64, alterada pelo decreto lei n 1.939, de 20.05.82 e portaria STN/SOF n. 163/01.), cuja classificao alcana os estados e municpios. RECEITAS CORRENTES TRIBUTRIAS Impostos Taxas Contribuio de melhoria RECEITAS DE CONTRIBUIES Econmicas Sociais RECEITA PATRIMONIAL RECEITA AGROPECURIA RECEITA INDUSTRIAL RECEITAS DE SERVIOS TRANSFERNCIAS CORRENTES OUTRAS RECEITAS CORRENTES
RECEITAS DE CAPITAL - OPERAES DE CRDITO - ALIENAO DE BENS - AMORTIZAO DE EMPRSTIMOS - TRANSFERNCIAS DE CAPITAL - OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL 3.3 Codificao da Receita A classificao oramentria da receita estruturada, de forma a facilitar a identificao, de cada item de receita prevista com respectiva arrecadao pelos cofres pblicos. Apresentamos, a seguir, um quadro mostrando o que representa cada item da classificao oramentria da receita: CLASSIFICAO ORAMENTRIA
1 2 3 4 5 e 6 7 e 8
CATEGORIAECONMICA FONTE SUBFONTE RUBRICA ALNEA SUBALNEA
1.0.0.0.00.00 1.1.0.0.00.00 1.1.1.0.00.00 1.1.1.2.00.00 1.1.1.2.04.00 1.1.1.2.04.01
Receitas Correntes Receita Tributria Impostos Imp. s/Patrimnio e a Renda Imp. s/Renda e Proventos Pessoas Fsicas
3.4 - Estgios da Receita Previso A previso da receita a estimativa de quanto se espera arrecadar durante o exerccio. Uma parcela da receita prevista poder sofrer lanamentos, correspondendo aos impostos diretos, taxas, contribuies de melhoria, servios industriais, rendas patrimoniais, etc. Lanamento O lanamento a identificao do devedor ou da pessoa do contribuinte. a lei n 4.320/64, define o lanamento da receita como o ato da repartio competente que verifica a procedncia do crdito fiscal, a pessoa devedora e inscreve a dbito dela; o Cdigo Tributrio Nacional, define esta medida como procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrncia do fato gerador da obrigao correspondente, a matria tributvel, o clculo do montante do tributo devido e a identificao do respectivo sujeito passivo. Arrecadao A arrecadao da Receita est ligada aos pagamentos realizados diretamente pelos contribuintes s reparties fiscais e rede bancria autorizada. - Artigo 9 a 11 da Lei n 4.320/64. Recolhimento O recolhimento consiste na entrega do produto da arrecadao pelos agentes credenciados aos Tesouros: Municipais, Estaduais e Federal. 3.5- Receita Pblica Adequao LRF A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gesto fiscal: A Instituio; A previso ;
A efetiva arrecadao de todos os tributos de competncia do ente da Federao. Fica vedada a realizao de transferncias voluntrias para o ente que no cumprir os requisitos essenciais , no que se refere a impostos .
As Previses de Receita: Observaro as normas tcnicas e legais; Consideraro : os efeitos das alteraes na legislao; a variao dos ndices de preos; o crescimento econmico. Demonstrativos que acompanham a previso da receita : Evoluo da receita nos ltimos trs exerccios; Projeo para os dois exerccios seguintes quele que se referirem ; Metodologia de clculo e premissas utilizadas . Reestimativa da receita por parte do Poder Legislativo : Somente se comprovado erro ou omisso de ordem tcnica e legal. A previso do montante previsto para as operaes de crdito no poder ser superior ao das despesas de capital . O Poder Executivo enviar aos demais poderes e Ministrio Pblico, no mnimo trinta dias antes do prazo final para encaminhamento de suas propostas oramentrias, os estudos e as estimativas das receitas para o exerccio subsequente, inclusive da receita corrente lquida e as respectivas memrias de clculo. At trinta dias aps a publicao dos oramentos , as receitas previstas sero desdobradas em metas bimestrais de arrecadao. Especificando quando cabvel : as medidas de combate a evaso, sonegao, da quantidade de aes ajuizadas para cobrana da dvida ativa, a evoluo do montante dos crditos tributrios passveis de cobrana administrativa Renncia de Receita Segundo a LRF , a renncia compreende: Anistia Remisso Subsdio Crdito Presumido Concesso de iseno em carter no geral Alterao de alquota ou modificao de base de clculo que implique reduo discriminada de tributos Outros benefcios que correspondam a tratamento diferenciado 18
Condies para Renncia: Demonstrativo de estimativa do impacto oramentrio-financeiro no exerccio em que deva iniciar sua vigncia e nos dois seguintes, atender o disposto na LDO e a pelo menos uma das seguintes condies: 1 A renncia foi considerada na estimativa de receita da Lei Oramentria Anual e no afetar as metas de resultados fiscais previstas; OU
2 A renncia ser compensada por aumento de receita oriundo da majorao de alquotas ,ampliao de base de clculo, aumento ou criao de tributo, ou contribuio. Incrementos tais como: polticas de combate sonegao e crescimento econmico , no so considerados pela LRF como aumento de receita . A renncia s entrar em vigor quando implementadas as medidas de compensao. Receita Corrente Lquida RCL = Somatrio das receitas tributrias, de contribuies, patrimoniais, industriais, agropecurias, de servios , transferncias correntes e outras receitas tambm correntes, deduzidos: Na Unio: os valores transferidos aos Estados e Municpios por determinao constitucional ou legal e as contribuies mencionadas na alnea a do Inciso I e no Inciso II do art. 195, e no art. 239 da Constituio ( contribuio dos empregadores e servidores para a previdncia social) Nos Estados : as parcelas entregues aos Municpios por determinao constitucional;
Deduzindo ainda, na Unio, Estados e Municpios : - A Contribuio dos servidores para o custeio do seu sistema de previdncia e assistncia social ; - As receitas provenientes da compensao financeira (art.9 do art. 201 da Constituio ) ; Sero computados os valores pagos e recebidos em decorrncia da Lei Complementar n. 87, de 13/09/1996 e o FUNDEF( excluda a duplicidade). O Distrito Federal e os Estados do Amap e de Roraima no computaro no clculo da RCL os valores recebidos da Unio para pagamento de pessoal ; APURAO: A RCL ser apurada somando-se as receitas arrecadadas no ms em referncia e nos onze anteriores, excludas as duplicidades . 19
A RCL referncia para os principais limites estabelecidos pela LRF: Gastos com pessoal Dvida Pblica Terceirizao
4 - DESPESA PBLICA 4.1 Conceito Define-se como despesa pblica o conjunto de dispndios do Estado ou de outra pessoa de direito pblico, para o funcionamento dos servios pblicos. Nesse sentido a despesa parte do oramento, ou seja, aquela em que se encontram classificadas todas as autorizaes para gastos com as vrias atribuies e funes governamentais. Em outras palavras as despesas pblicas formam o complexo da distribuio e emprego das receitas para custeio de diferentes setores da administrao. 4.2 Classificao A) Classificao Econmica da Despesa A Classificao Econmica, que abrange tanto a despesa quanto a receita, possibilita analisar o impacto das aes governamentais na economia como um todo . Ela pode proporcionar uma indicao de contribuio do Governo na formao bruta do capital do pas. A portaria 163/01, classifica a despesa nas seguintes categorias econmicas: - DESPESAS CORRENTES Pessoal e Encargos Sociais Juros e Encargos da Dvida Outras Despesas Correntes - DESPESAS DE CAPITAL Investimentos Inverses Financeiras Amortizao da Dvida As despesas, quando classificadas por objeto de gasto, distribuem-se pelas Categorias Econmicas, desdobrando-se em grupo de despesa, modalidade de aplicao e elementos de despesa, esta classificao est hoje discriminada na Portaria STN/SOF n 163/01, ANEXO da Lei n 4.320/64. O cdigo da classificao da natureza da despesa constitudo por seis algarismos, onde: 1: indica a categoria econmica da despesa; 20
2: indica o grupo da despesa; 3/4: indicam a modalidade da aplicao e; 5/6: indicam o elemento da despesa (objeto de gasto).
B) Classificao Institucional ou por rgo Compreende Oramentrias. os rgos Setoriais e suas respectivas unidades
O objetivo desta classificao demonstrar quanto cada rgo ou unidade organizacional est autorizado a gastar num determinado exerccio. A classificao por instituio ou organizacional apresenta a vantagem de permitir uma comparao imediata, em termos de dotaes recebidas, entre os diversos rgos. Tal informao pode, entretanto, gerar rivalidade interorganizacional nos gastos do governo. Na prtica oramentria brasileira utiliza-se um campo de cinco dgitos para identificar essa classificao. Os dois primeiros algarismos so reservados para identificar o rgo, ou seja qualquer instituio que integra a estrutura administrativa dos trs poderes da Unio; os trs ltimos identificam as unidades oramentrias. Nota: Um rgo ou uma unidade oramentria da classificao institucional do oramento pode, eventualmente, no corresponder a uma estrutura administrativa como, por exemplo: Transferncia a Estados, Distrito Federal e Municpios, Encargos Financeiros da Unio, Operaes Oficiais de Crdito, Refinanciamento da Dvida Pblica Federal e Reserva de Contingncia. Exemplo de uma classificao institucional que corresponde a uma estrutura administrativa: XX YYY rgo: Unidade Oramentria:
C) Classificao Funcional Identifica as grandes reas da atuao do Estado, fixando-se objetivos para cada uma delas e, em conseqncia, as aes que se pretende desenvolver para o alcance desses propsitos. uma das primeiras condies para implantao do Oramento-Programa. A classificao funcional, composta de um rol de funes e subfunes prefixadas, servir como agregado dos gastos pblicos por rea de ao governamental, nas trs esferas. Trata-se de uma classificao independente dos programas. Por ser de aplicao comum e obrigatria no mbito dos Municpios, Estados e da Unio, a classificao funcional permitir a consolidao nacional dos gastos do setor pblico. 21
A Portaria MOG N 42, de 15/04/99, que revogou a Portaria SEPLAN N 9/74, estabelece uma nova classificao e conceitos da Funcional e da Estrutura Programtica, conforme a seguir definidos: Funo: representa o maior nvel de agregao, atravs do qual o governo procura alcanar os objetivos nacionais. Subfuno: representa uma partio da funo, visando a agregar determinado subconjunto de despesa do setor pblico; Programa: instrumento de organizao da ao governamental, visando concretizao dos objetos pretendidos, sendo mensurado por indicadores estabelecidos no plano plurianual; Projeto: um instrumento de programao para alcanar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operaes, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expanso ou o aperfeioamento da ao do governo; Atividade: um instrumento de programao para alcanar o objetivo de um programa , envolvendo um conjunto de operaes que se realizam de modo contnuo e permanente, das quais resulta um produto necessrio a manuteno da ao do governo; Operaes Especiais: as despesas que no contribuem para a manuteno das aes de governo, das quais no resulta um produto, e no geram contraprestao direta sob a forma de bens e servios. Ex: dvidas, ressarcimentos, transferncias, indenizaes, financiamentos e outras afins. O Projeto apresenta as seguintes caractersticas: - parte do desdobramento de um programa; - tem objetivos concretos, que devem ser medidos fsica e financeiramente; - limitado no tempo; - representa, sempre, implantao, expanso, modernizao ou aperfeioamento da ao governamental; - geralmente d origem a uma atividade ou concorre para a expanso e/ou aperfeioamento de atividades existentes. A Atividade apresenta as seguintes caractersticas: - parte do desdobramento de um programa - tem objetivos que podem ser medidos quantitativamente e/ou qualitativamente; - permanente e contnuo; - engloba esforos que tem como resultado um produto necessrio manuteno da ao de governo e a operao dos servios pblicos ou administrativos j existentes. Se d, ainda, o desdobramento dos projetos/atividades em subttulos, que representam o menor nvel de detalhamento, tendo por finalidade maior especificidade na operao das aes governamentais, ou seja, especificar a localizao fsica integral ou parcial das respectivas atividades e projetos, no podendo haver, por conseguinte, 22
alterao da finalidades e da denominao das metas estabelecidas. Regra de Tipicidade A Portaria MOG N42/99, conforme j visto, atualizou a discriminao da despesa por funes, estabeleceu os conceitos de funo, subfunes, programa, projeto , atividade e operaes especiais, pois as subfunes podero ser combinadas com funes diferentes daquelas a que estejam vinculadas, ou seja, fora da regra de tipicidade. Por exemplo: uma atividade de pesquisa na FIOCRUZ do Ministrio da Sade deve ser classificada de acordo com sua caracterstica na subfuno N 571 Desenvolvimento Cientfico (subfuno tpica a funo 19 Cincia e Tecnologia e atpica a funo 10 Sade), entretanto, ser classificada na funo 10 Sade, portanto, preserva, na sua lgica de aplicao, a matricialidade da funcional programtica. Composio do cdigo: A classificao funcional e a estrutura programtica adota um artifcio que possibilita identificar se determinado programa de trabalho constitui um projeto ou uma atividade. composto como segue: 1 e 2 Dgitos 3, 4 e 5 Dgitos 6, 7, 8 e 9 Dgitos 10, 11, 12 e 13 Dgitos -identificam a funo -identificam a subfuno -identificam o programa -identificam o projeto/atividade, sendo que se o 10 dgito que identifica for par (2, 4, 6, ou 8), trata-se de uma atividade; e se for mpar (l, 3, 5 e 7), trata-se de um projeto - identificam regionalizao (subttulo) - identificam a operao de crdito, se for o caso.
14, 15, 16 e 17 Dgitos 18, 19, 20 e 21 Dgitos
Funo: Agricultura - Corresponde ao nvel mximo de agregao das a s desenvolvidas para a consecuo dos objetivos do Governo. Subfuno: Abastecimento
Programa: Produo e abastecimento alimentar.
Atividade: Classificao e Inspeo de produtos animais.
IDENT. O.C: Outros recursos.
4.3 - Estgios das Despesas - EMPENHO - LIQUIDAO - PAGAMENTO A) Empenho Iniciado o exerccio financeiro, a unidade oramentria atravs da Publicao do Suplemento LOA e a unidade administrativa beneficiada com crditos oramentrios, to logo receba o destaque ou a proviso, ficam habilitadas a empenhar despesas atravs do SIAFI - Sistema Integrado de Administrao Financeira do Governo Federal, Sistema Integrado de Administrao Financeira dos Estados e Municpios SIAFEM ou aplicativo prprio. O empenho a primeira fase da despesa e pode ser conceituado conforme prescreve o art. 58 da Lei n 4.320/64: o empenho da despesa o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigao de pagamento pendente ou no de implemento de condio. O empenho prvio, ou seja, precede a realizao da despesa e est restrito ao limite do crdito oramentrio, como preceitua o art. 59 da Lei n 4.320: O empenho da despesa no poder exceder o limite dos crditos concedidos. Alm disso, vedada a realizao de despesa sem prvio empenho (veja art. 60 da Lei n 4.320/64). A emisso do empenho abate o seu valor da dotao oramentria, tornando a quantia empenhada indisponvel para nova aplicao. Modalidades de Empenhos Os empenhos, de acordo com a sua natureza e finalidade, tem a seguinte classificao: a) Empenho Ordinrio - para acudir as despesas com montante previamente conhecido e cujo pagamento deva ocorrer de uma s vez; b) Empenho Global - para atender s despesas com montante tambm previamente conhecido, tais como as contratuais, mas de pagamento parcelado ( 3 do art. 60 da Lei n 4.320/64). Exemplos: aluguis, prestao de servios por terceiros, 24
Subttulo: Classifica
vencimentos, salrios, proventos e penses, inclusive as obrigaes patronais decorrentes, etc; c) Empenho por Estimativa - para acolher despesas de valor no previamente identificvel e geralmente, de base periodicamente no homognea. Exemplo: gua, luz, telefone, gratificaes, dirias, reproduo de documentos, etc. Entre as principais informaes constantes do empenho devem ser mencionadas: identificao da unidade emitente e do credor (nome, CNPJ/CPF e endereo), banco escolhido para crdito, evento, classificao oramentria, valor do empenho, cronograma de desembolso previsto e descrio dos bens ou servios.
Existe a possibilidade de a Unidade emitente reforar o empenho que se revelar insuficiente para atender a um determinado compromisso ao longo do exerccio financeiro. Neste caso emitir-se- empenho/reforo, devendo constar do campo respectivo o nmero do empenho que est sendo reforado e o nmero do reforo. Por exemplo, o empenho/reforo de n 98NE00025, de R$ 40, pode ser o empenho que est reforando o de n 98NE00009, de R$ 50. Assim, o novo valor do empenho n 9 passa a ser R$ 90, aps o reforo. A numerao do empenho, seus reforos e suas anulaes, ser nica e em ordem seqencial, crescente, por exerccio. Cada modalidade identificada pelo evento correspondente. Anulao O empenho dever ser anulado no decorrer do exerccio: a) Parcialmente - quando seu valor exceder o montante da despesa realizada; b) Totalmente, quando: - o servio contratado no tiver sido prestado; - o material encomendado no tiver sido entregue; ou - o empenho tiver sido emitido incorretamente. O empenho deve, ainda, ser anulado, no encerramento do exerccio, quando se referir a despesas no liquidadas, salvo aquelas que se enquadrarem nas condies previstas para inscrio em Restos a Pagar. A anulao do empenho da despesa far-se- tambm, atravs da Nota de Empenho, identificada pelo cdigo do evento. O valor do empenho anulado reverte dotao tornando-se, novamente, disponvel, respeitado o regime do exerccio. A ttulo de exemplo, vamos mostrar os lanamentos referente ao empenho da despesa nos aplicativos SIAFI/SIAFEM: Pr-Empenho 25
O Pr-empenho utilizado para registrar o crdito oramentrio precompromissado, para atender objetivo especfico, nos casos em que a despesa a ser realizada, por suas caractersticas, cumpre etapas com intervalos de tempo desde a deciso at a efetivao da emisso da NE. Todos os saldos do pr-empenho no utilizados at 31 de dezembro de cada ano sero automaticamente cancelados naquela data.
B) Liquidao Esta a segunda fase da despesa e consiste na verificao do direito adquirido pelo credor, tendo por base os ttulos e documentos comprobatrios do respectivo crdito (art. 63 da Lei n 4.320/64). Vale dizer que a comprovao de que o credor cumpriu todas as obrigaes constantes do empenho, contrato, ordem de servio, etc. Finalidade e Cuidados Especiais A liquidao tem por finalidade reconhecer ou apurar: a) A origem e o objeto do que se deve pagar; b) A importncia exata a pagar; e c) A quem se deve pagar a importncia para extinguir a obrigao. A fase da liquidao da despesa envolve, portanto, todos os atos de verificao e conferncia, desde a entrada do material ou a prestao do servio at o reconhecimento da despesa. Ao fazer a entrada do material ou prestao do servio, o credor dever apresentar a nota fiscal (quando houver impostos a pagar), fatura ou conta correspondente, acompanhada da 1 via da nota de empenho (no se aceita cpia), devendo o funcionrio competente atestar o recebimento do material ou a prestao do servio correspondente, no verso da nota fiscal, fatura ou conta. No caso de empenho-estimativa ou global, a 1 via da nota de empenho somente ser exigvel com o ttulo de crdito (nota fiscal, fatura ou conta), referente ltima parcela dos bens fornecidos ou dos servios prestados. Ressalte-se que na liquidao da despesa, por ocasio do recebimento do material, da execuo da obra ou da prestao do servio, certos cuidados especiais devero ser observados, tais como: a) verificao do cumprimento das normas sobre licitao ou documento formalizando a sua dispensa, ou comprovando a sua inexigibilidade; b) verificao da conformidade com o contrato, convnio, acordo ou ajuste, se houver; c) exame da nota de empenho; d) conferncia da nota fiscal ou documento equivalente; e) elaborao do termo circunstanciado do recebimento definitivo - no caso de 26
obra ou servio de valor superior a R$ 38.550,49 (posio de junho/96) e equipamento de grande vulto ou recibo na nota fiscal ou documento equivalente, nos demais casos. Nos recebimentos de servios profissionais, bem assim de gneros perecveis e alimentao preparada, dispensa-se o recebimento provisrio. Todos esses cuidados evitam que sejam efetuados pagamentos indevidos, tais como: mais de um pagamento, pagamentos de bens e servios quando no solicitados ou ainda no recebidos pela repartio. No ser exigido requerimento do credor para apresentao do ttulo de crdito, inclusive, para o respectivo pagamento. Na legislao atual no existe formulrio especfico para formalizar esta fase da despesa. A liquidao da despesa far-se- atravs do exame da documentao que comprove a solvncia do direito creditrio, onde se demonstraro os valores bruto e lquido a pagar. Somente aps a apurao do direito adquirido pelo Credor, tendo por base os documentos comprobatrios do respectivo crdito, ou da completa habilitao da entidade beneficiada, a Unidade Gestora providenciar o imediato pagamento da despesa. evidente, portanto, que nenhuma despesa poder ser paga sem estar devidamente liquidada.
C) Pagamento O pagamento a ltima fase da despesa. Esta fase consiste na entrega de recursos equivalentes dvida lquida, ao credor, mediante ordem bancria. Estas, de acordo com a IN/STN/05/96 ( Norma do Governo Federal ), podem ser:
4.4 - Despesa Pblica Adequao Lei de Responsabilidade Fiscal Condies para gerao de despesa : A criao ,expanso ou aperfeioamento de ao governamental que acarrete aumento de despesa ser acompanhado de : Estimativa do impacto oramentrio-financeiro no exerccio em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes, acompanhada das premissas e metodologia de clculo utilizadas. Declarao do ordenador da despesa de que o aumento tem adequao oramentria e financeira com a lei oramentria anual e compatibilidade com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Oramentrias. Para os fins da LRF considera-se : Adequada com a LOA: a despesa objeto de dotao especfica e suficiente, ou que esteja abrangida por crdito genrico, de forma que somadas todas as despesas, da 27
mesma espcie, realizadas e a realizar previstas no programa de trabalho, no sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exerccio; Compatvel com o PPA e a LDO: a despesa que se conforme com as diretrizes , objetivos, prioridades e metas previstos nesses instrumentos e no infrinja qualquer de suas disposies. Ressalva para as despesas consideradas irrelevantes , nos termos em que dispuser a LDO.
A LDO DA UNIO PARA 2002 CONSIDERA: Despesas irrelevantes, aquelas cujo valor no ultrapasse, para bens e servios, os limites dos incisos I e II do art. 24 da Lei 8.666, de 1993. (Dispensa por valor ). A gerao de despesa ou assuno de obrigao que no atendam s condies estabelecidas pela LRF, sero consideradas no autorizadas, irregulares e lesivas ao patrimnio pblico. 4.5- Despesa Obrigatria de Carter Continuado A LRF considera despesa obrigatria de carter continuado : Despesas de natureza corrente, vale dizer , voltada operao e manuteno dos servios existentes; Despesa decorrente de ato normativo ou de lei especfica, que no seja a de oramento, sendo ato administrativo normativo: decretos regulamentares, regimentos, resolues, deliberaes medidas provisrias que valem como leis, com fundamento de validade e at portarias; Despesas com execuo previstas por um perodo superior a dois anos .
Os atos que criarem ou aumentarem a despesa obrigatria de carter continuado deveram ser instrudos com: Estimativa do impacto oramentrio-financeiro no exerccio em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes, acompanhada das premissas e metodologia de clculo utilizadas Demonstrativo da origem dos recursos que iro custea-los Comprovao de que a despesa criada ou aumentada no afetar as metas de resultados fiscais previstas no Anexo de Metas Fiscais da LDO , devendo seus efeitos financeiros , nos perodos seguintes, serem compensados pelo aumento permanente de receita ou pela reduo permanente de despesa , sendo que, o ato proponente da compensao dever integrar o instrumento que criar ou aumentar a despesa obrigatria de carter continuado. Esto livres de compensao s despesas com o servio da dvida e o reajuste geral anual dos salrios dos servidores (art. 37, I X da CF/88). Considera-se aumento Permanente de receita: 28
Elevao de alquotas Ampliao da base de clculo Majorao ou criao de tributo ou contribuio Considera-se aumento de despesa a prorrogao daquela criada por prazo determinado.
Exemplo de despesas que se classificam como obrigatria de carter continuado:
Preenchimento de cargo pblico; Concesso de aumento salarial para o funcionalismo; Reestruturao de plano de cargos e salrios Criao de estrutura administrativa ( rgo, fundo) Contribuies permanentes entidades Concesso de benefcios sociais ( bolsa escola, auxlios ) Servio de sade colocado disposio da populao
4.6 Despesa com Terceirizao Despesas relativas mo-de-obra, constantes dos contratos de terceirizao, que sejam inerentes a categorias funcionais abrangidas pelo respectivo plano de cargos do quadro de pessoal, classificveis no grupo de despesa 1 Pessoal e Encargos Sociais, em obedincia ao disposto no art. 18, 1 , da Lei Complementar n 101, de 2000. Quando a mo-de-obra envolver categorias funcionais em extino a despesa ser classificada nos mesmo elementos das demais despesas do contrato e no grupo de despesa 3 Outras Despesas Correntes . 4.7- Restos a Pagar Normatizao Consideram-se Restos a Pagar, ou resduos passivos, consoante o art. 36 da Lei n 4.320/64, as despesas empenhadas mas no pagas dentro do exerccio financeiro, ou seja, at 31 de dezembro (arts. 35 e 67 do Decreto n 93.872/86 norma do Executivo Federal). De acordo com o artigo 42 da Lei n 101/2000 LRF vedado ao titular de Poder ou rgo referido no artigo 20 da mesma lei, nos ltimos dois quadrimestres do seu mandato, contrair obrigao de despesa que no possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exerccio seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito. Pargrafo nico do art. 42 da LRF: "Na determinao da disponibilidade de caixa sero considerados os encargos e despesas compromissadas a pagar at o final do exerccio". DISPE A LDO DA UNIO LEI 10.2666/01 PARA 2002 29
Para efeito do disposto no art. 42 da Lei Complementar no 101, de 2000: I - considera-se contrada a obrigao no momento da formalizao do contrato administrativo ou instrumento congnere; II - no caso de despesas relativas a prestao de servios j existentes e destinados a manuteno da administrao pblica, considera-se como compromissadas apenas as prestaes cujo pagamento deva se verificar no exerccio financeiro, observado o cronograma pactuado. Classificao Conforme a sua natureza, as despesas inscritas em Restos a Pagar podem ser classificadas em: a) processadas - So as despesas em que o credor j cumpriu as suas obrigaes, isto , entregou o material, prestou os servios ou executou a etapa da obra, dentro do exerccio. Tendo, portanto, direito lquido e certo, faltando apenas o pagamento. Hoje essas despesas ficam registradas na conta Obrigaes a curto prazo. b) no processadas So aquelas que dependem, da prestao do servio ou fornecimento do material, ou seja, cujo direito do credor no foi apurado. Representam, portanto, despesas ainda no liquidadas. Inscrio O Decreto n 93.872, de 23/12/86, em seu art. 35 determina que o empenho da despesa no liquidada ser considerado anulado em 31 de dezembro, para todos os fins, salvo quando: a) ainda vigente o prazo para cumprimento da obrigao assumida pelo credor; b)vencido o prazo para cumprimento da obrigao, esteja em curso a liquidao da despesa, ou seja de interesse da Administrao exigir o cumprimento da obrigao assumida pelo credor; c) se destinar a atender transferncias a instituies pblicas ou privadas; e; d) corresponder a compromisso assumido no exterior. NOTA: Nos ltimos anos o Executivo Federal tem normatizado atravs de Decreto Presidencial as despesas passveis de inscrio em restos a pagar no processados. Os empenhos no anulados, bem como os referentes a despesas j liquidadas e no pagas, sero inscritos em Restos a Pagar no encerramento do exerccio, pelo valor devido, ou caso seja este, desconhecido, pelo valor estimado. vedada a reinscrio de empenhos em Restos a Pagar. O reconhecimento de eventual direito do credor far-se- atravs da emisso de nova Nota de Empenho, no exerccio de recognio, conta de despesas de exerccios anteriores, respeitada a categoria econmica prpria. Os Restos a Pagar com prescrio interrompida - assim considerada a despesa cuja inscrio em Restos a Pagar tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor - podero ser pagos conta de despesas de exerccios anteriores, respeitada 30
a categoria econmica prpria. Em se tratando de pagamento de despesa inscrita em Restos a Pagar, pelo valor estimado, poder ocorrer duas situaes: a) o valor real a ser pago superior ao valor inscrito. Nesse caso, a diferena dever ser empenhada conta de despesas de exerccios anteriores, de acordo com a categoria econmica; e b) o valor real a ser pago inferior ao valor inscrito. O saldo existente dever ser cancelado.
O rgo competente para exercer o controle e disciplinar o tratamento de Restos a Pagar a STN, a nvel de Governo Federal, nos Estados e Municpios pelos rgos equivalentes (SEFAZ/SEPLAN). Pagamento O pagamento de despesas inscritas em Restos a Pagar ocorre tal como outro pagamento de qualquer despesa pblica, exigindo-se apenas a observncia das formalidades legais (empenho e liquidao), independente de requerimento do credor. Aps o cancelamento da inscrio da despesa em Restos a Pagar, o pagamento que vier a ser reclamado poder ser atendido conta de dotao destinada a despesas de exerccios anteriores (art. 69 do Decreto n 93.872/86 norma do Executivo Federal). Validade A inscrio de valores em Restos a Pagar ter validade at 31 de dezembro do ano subseqente. Aps essa data, os saldos remanescentes sero automaticamente cancelados, permanecendo em vigor, no entanto, o direito do credor por 5 (cinco) anos, a partir da inscrio. O procedimento de cancelamento adotado na esfera Federal e em alguns Estados e Municpios.
4.8 - Despesas de Exerccios Anteriores Normatizao O assunto est regulado pelo art. 37 da Lei n 4.320/64, regulamentado pelo Decreto n 93.872, de 23/12/86, que incorporou os conceitos do Decreto n 62.115, de 15/01/68. Despesas de Exerccios Anteriores so as dvidas resultantes de compromissos gerados em exerccios financeiros anteriores queles em que ocorreram os pagamento. O regime de competncia exige que as despesas sejam contabilizadas conforme o exerccio a que pertenam, ou seja, em que foram geradas. Se uma determinada despesa tiver origem, por exemplo, em 2001 e s foi reconhecida e paga em 2003, a sua contabilizao dever ser feita Conta de Despesas de Exerccios Anteriores para evidenciar o regime do exerccio. Ocorrncia 31
Podero ser pagas conta de despesas de exerccio anteriores, mediante autorizao do ordenador de despesa, respeitada a categoria econmica prpria: a) as despesas de exerccios encerrados, para as quais o oramento respectivo consignava crdito prprio com saldo suficiente para atend-las, que no se tenham processado na poca prpria; assim entendidas aquelas cujo empenho tenha sido considerado insubsistente e anulado no encerramento do exerccio correspondente, mas que, dentro do prazo estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigao;
b) os restos a pagar com prescrio interrompida; assim considerada a despesa cuja inscrio como Restos a Pagar tenha sido cancelada, mais ainda vigente o direito do credor; e c) os compromissos decorrentes de obrigao de pagamento criada em virtude de lei e reconhecidos aps o encerramento do exerccio. Pode-se citar como exemplo dessa ltima situao, o caso de um servidor, cujo filho tenha nascido em setembro e somente requereu o benefcio do salrio-famlia em maro do ano seguinte. As despesas referentes aos meses de setembro a dezembro iro conta de despesas de exerccios anteriores, classificados, como despesas correntes; as dos demais meses no elemento de despesa prprio. A promoo de um funcionrio com data retroativa e que alcance anos anteriores ao exerccio financeiro, tambm caso de despesa de exerccios anteriores. Formalizao Constituem elementos prprios e essenciais instruo do processo relativo a despesas de exerccios anteriores, para fins de autorizao do pagamento: a) nome do credor, CNPJ/CPF e endereo; b) importncia a pagar; c) data do vencimento do compromisso; d) causa da inobservncia do empenho prvio de despesa; e) indicao do nome do ordenador da despesa poca do fato gerador do compromisso; e f) reconhecimento expresso do atual ordenador de despesa. Prescrio As dvidas de exerccios anteriores, que dependam de requerimento do favorecido, prescrevem em 05 (cinco) anos, contados da data do ato ou fato que tiver dado origem ao respectivo direito. O incio do perodo da dvida corresponde data constante do fato gerador do direito, no devendo ser considerado, para fins de prescrio quinqenal, o tempo de tramitao burocrtica e o de providncias administrativas a que estiver sujeito o processo. NOTA: Todas as classificaes das despesas de exerccios anteriores, o elemento 32
da despesa sempre 92.
5. PLANO DE CONTAS O Plano de Contas da Administrao Pblica Federal representado por um conjunto de ttulos, organizados e codificados com o propsito de sistematizar e uniformizar o registro contbil dos atos e fatos de gesto, e permitir a qualquer momento, com preciso e clareza, a obteno dos dados relativos ao patrimnio.
A execuo contbil relativa aos atos e fatos de gesto financeira, oramentria e patrimonial, por parte dos rgos e Entidades da Administrao Pblica Federal obedece ao Plano de Contas elaborado e mantido de acordo com os padres estabelecidos, tendo como parte integrante a Relao das Contas, a Tabela de Eventos e os Indicadores Contbeis. O Plano de Contas tem o propsito de atender, de maneira uniforme e sistematizada, ao registro contbil dos atos e fatos relacionados com os recursos colocados disposio dos rgos da Administrao Direta e Indireta, de forma a proporcionar maior flexibilidade no gerenciamento e consolidao dos dados e atender s necessidades de informaes em todos os nveis da Administrao Pblica Federal, objetivando principalmente: realar o estado patrimonial e suas variaes, concentrando as contas tpicas de controle nos grupos de compensao, de forma a propiciar o conhecimento mais adequado da situao econmico-financeira da gesto administrativa; padronizar o nvel de informaes dos rgos da Administrao Direta e Indireta com a finalidade de auxiliar o processo de tomada de deciso, ampliando a quantidade dessas informaes e facilitando a elaborao do BGU; e permitir, atravs da relao de contas e tabelas, a manuteno de um sistema integrado de informaes oramentrias, financeiras e patrimoniais na Administrao Pblica Federal, com a extrao de relatrios necessrios a anlise gerencial, inclusive Balanos e demais Demonstraes Contbeis, capaz de atender aos aspectos legais e fiscais.
reas Envolvidas O Plano de Contas adotado por todas as UG integrantes do SIAFI, ou que venham a integr-lo, sob a modalidade de uso total, sendo a CCONT/STN o rgo responsvel por sua administrao, a quem compete: criar, extinguir, especificar, desdobrar, detalhar e codificar contas; expedir instrues sobre a utilizao do Plano de Contas, compreendendo os procedimentos contbeis pertinentes; e 33
promover as alteraes e ajustes necessrios atualizao do Plano de Contas, observada sua estrutura bsica, incluindo a Tabela de Eventos e os Indicadores Contbeis.
5.1 - Estrutura A estrutura bsica do Plano de Contas, em nvel de classe/grupo, consiste na seguinte disposio:
1-ATIVO 1.1 CIRCULANTE 1.2 REALIZVEL A LONGO PRAZO 1.4 PERMANENTE 1.9 COMPENSADO 2-PASSIVO 2.1 - CIRCULANTE 2.2 - EXIGVEL A LONGO PRAZO 2.3 - RESULTADO DE EXERCCIOS FUTUROS 2.4 - PATRIMNIO LQUIDO 2.9 - COMPENSADO 4-RECEITA 4.1 - RECEITAS CORRENTES 4.2 - RECEITAS DE CAPITAL 4.9 - * DEDUES DA RECEITA 6- R E S U L T A D O D O E X E R C C I O (+) 6.1 - RESULTADO ORAMENTRIO 6.2 - RESULTADO EXTRA-ORAMENTRIO 6.3 - RESULTADO APURADO
3-DESPESA 3.3 DESPESAS CORRENTES 3.4 DESPESAS DE CAPITAL
5 - R E S U L T A D O D O E X E R C C I O(-) 5.1 RESULTADO ORAMENTRIO 5.2 RESULTADO EXTRA-ORAMENTRIO
5.2 - Conta Conceito Conta o ttulo representativo da formao, composio, variao e situao de um patrimnio, bem como de bens, direitos, obrigaes e situaes nele no compreendidas, mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afet-lo, exigindo por isso controle especfico. As contas so agrupadas segundo suas funes, possibilitando: identificar, classificar e efetuar a escriturao contbil, pelo mtodo das partidas dobradas, dos atos e fatos de gesto, de maneira uniforme e sistematizada; conhecer a situao dos responsveis que, de algum modo, arrecadem receitas, efetuem despesas e administrem ou guardem bens pertencentes ou confiados a uma gesto; 34
determinar os custos dos servios industriais; acompanhar e controlar a execuo oramentria, evidenciando a receita prevista, lanada, realizada e a realizar, bem como a despesa autorizada, empenhada, realizada e as dotaes disponveis; elaborar os Balanos Oramentrio, Financeiro e Patrimonial, a Demonstrao das Variaes e dos Resultados; conhecer a composio e situao do patrimnio analisado; analisar e interpretar os resultados econmicos e financeiros; individualizar os devedores e credores, com a especificao necessria ao controle contbil do direito ou obrigao; e controlar contabilmente os direitos e obrigaes oriundos de ajustes ou contratos de interesse da gesto.
Estrutura As contas esto estruturadas por nveis de desdobramento, classificadas e codificadas de modo a facilitar o conhecimento e a anlise da situao oramentria, financeira e patrimonial, compreendendo sete nveis de desdobramento, da seguinte forma: 1o. NVEL - CLASSE ............................................................ X 2o. NVEL - GRUPO ............................................................. X 3o. NVEL - SUBGRUPO ....................................................... X 4o. NVEL - ELEMENTO......................................................... X 5o. NVEL - SUBELEMENTO................................................. X 6o. NVEL - ITEM ................................................................ XX 7o. NVEL - SUBITEM .......................................................... XX CONTA-CORRENTE ......................................................... CDIGO As contas esto, ainda, separadas em escrituradas (admitem registros) e no escrituradas (no admitem registros). As escrituradas recebem registro em qualquer dos seus nveis ( exceo dos trs primeiros nveis) e subdividem-se em sintticas (no exigem detalhamento especfico denominado conta-corrente) e analticas (exigem o conta-corrente). Primeiro nvel de desdobramento representa a classificao mxima na agregao das contas nas seguintes classes: ATIVO PASSIVO DESPESA RECEITA RESULTADO DO EXERCCIO (-) RESULTADO DO EXERCCIO (+) O Ativo inclui as contas correspondentes aos bens e direitos, demonstrando a aplicao dos recursos. O Passivo compreende as contas relativas s obrigaes, evidenciando as origens dos recursos aplicados no ativo. 35
A Despesa inclui as contas representativas dos recursos despendidos na gesto, a serem computados na apurao do resultado. A Receita inclui as contas representativas dos recursos auferidos na gesto, a serem computados na apurao do resultado. O Resultado Diminutivo do Exerccio inclui as contas representativas de variaes diminutivas, resultantes ou independentes da execuo oramentria, a serem computadas na apurao do resultado. O Resultado Aumentativo do Exerccio inclui as contas representativas das variaes positivas da situao lquida do patrimnio e da apurao do resultado respectivo. Contas Retificadoras As contas redutoras ou retificadoras so identificadas pelo sinal * (asterisco), colocado antes da titulao da conta. Contas Correntes O sinal = (igual), antes da titulao de determinadas contas, identifica a necessidade de tratamento em nvel individualizado (conta corrente), peculiar a cada item, com o objetivo de proporcionar maior flexibilidade no gerenciamento dos dados desejados. Existe, hoje, no sistema os seguintes tipos de contas correntes:
NAO EXIGE BANCO+AGENCIA+CONTA BANCARIA CGC, CPF, IG OU UG+GESTAO UG+FR EXERCICIO+CGC OU CPF GUIA DE RECEBIMENTO ORDEM BANCARIA SUBITEM DO ELEMENTO DE DESPESA INDIVIDUALIZACAO DE IMOVEIS INDIVIDUALIZACAO DE MARCAS E PATENTES INDIVIDUALIZACAO DE PROJETOS CODIGO DE DESTINACAO DA RECEITA FONTE DE RECURSOS CELULA DA RECEITA CONTRATO DE PROGRAMAS DE REPASSE CELULA DA DESPESA (EO+PTRES+FR+ND+UGR+ PI) INDIVIDUALIZACAO DO INCENTIVO FISCAL FINALIDADE DE TRANSFERENCIA CODIGO DE TRIBUTO CLASSIFICACAO DE ENCARGOS (PI + BANCO) CATEGORIA DE GASTO + ANO + MES ORDENS DE PRODUCAO NOTA DE EMPENHO FONTE SOF NUMERO DA OBRIGACAO NUMERO DE CADASTRO DE CONVENIO CELULA DA DESPESA COM ND DETALHADA UG+CEL.FINANCEIRA(FONTE SOF+CAT.GASTOS)+ANO+MES CELULA SOF(EO+PTRES+IDOC+ND+FR) CONTROLE DE VALORES NUMERO DE AUXILIO, SUBVENCOES OU CONTRIBUICOES NUMERO DO CONVENIO + O NUMERO DA PARCELA NUMERO RIP DE IMOVEL SIGLA DA UF UG + GESTAO + NUMERO DO PRE-EMPENHO ORGAO + FONTE (4) + CATEGORIA DE GASTO (1) (CGC, CPF, UG/GESTAO, PF OU EX) + PC OU RC
5.3 - Critrios de Classificao das Contas Critrios de Classificao do Ativo O Ativo representa os bens e direitos, demonstrando as aplicaes dos recursos. As contas do Ativo esto dispostas no Plano de Contas em ordem decrescente de grau de liquidez e compreendem os seguintes grupos: ATIVO CIRCULANTE ATIVO REALIZVEL A LONGO PRAZO ATIVO PERMANENTE ATIVO COMPENSADO
A) Ativo Circulante - Compreende as disponibilidades de numerrio, os recursos a receber, as antecipaes de despesa, bem como outros bens e direitos pendentes ou em circulao, realizveis at o trmino do exerccio seguinte. B) Ativo Realizvel a Longo Prazo - So os bens e direitos realizveis normalmente aps o trmino do exerccio seguinte. C) Ativo Permanente - Representa os investimentos de carter permanente, as imobilizaes, bem como despesas diferidas que contribuiro para a formao do resultado de mais de um exerccio. D) Ativo Compensado - Compreende contas com funo precpua de controle, relacionadas aos bens, direitos, obrigaes e situaes no compreendidas no patrimnio mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afet-lo , inclusive as relativas a atos e fatos relacionados com a execuo oramentria e financeira. Critrios de Classificao do Passivo O passivo representa as obrigaes, demonstrando a origem dos recursos. As contas do Passivo esto dispostas no Plano de Contas em ordem decrescente de grau de exigibilidade e compreendem os seguintes grupos:
PASSIVO CIRCULANTE PASSIVO EXIGVEL A LONGO PRAZO RESULTADO DE EXERCCIOS FUTUROS PATRIMNIO LQUIDO PASSIVO COMPENSADO A) Passivo Circulante - Compreende os depsitos, os restos a pagar, as antecipaes de receita, bem como outras obrigaes pendentes ou em circulao, exigveis at o trmino do exerccio seguinte.
B) Exigvel a Longo Prazo - So as obrigaes exigveis normalmente aps o trmino do exerccio seguinte. C) Resultado de Exerccios Futuros - Compreende as contas representativas de receitas de exerccios futuros, bem como das despesas a elas correspondentes. D) Patrimnio Lquido - Representa o capital autorizado, as reservas de capital e outras que forem definidas, bem como o resultado acumulado no destinado. E) Passivo Compensado - Compreende contas com funo precpua de controle, relacionadas aos bens, direitos, obrigaes e situaes no compreendidas no patrimnio mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afet-lo, inclusive as relativas a atos e fatos relacionados com a execuo oramentria e financeira; 38
Critrios de Classificao das Despesas A despesa compreende os recursos despendidos na gesto, a serem computados na apurao do resultado do exerccio, desdobradas nas seguintes categorias econmicas: DESPESAS CORRENTES DESPESAS DE CAPITAL A) Despesas Correntes Classificam-se nesta categoria todas as despesas que no contribuem diretamente para a formao ou aquisio de um bem de capital. Compreendem as de Pessoal e Encargos Sociais, Juros e Encargos da Dvida Interna e Externa e Outras Despesas Correntes, observadas as conceituaes existentes nos dispositivos legais e normas pertinentes em vigor. B) Despesas de Capital - Classificam-se nesta categoria aquelas despesas que contribuem diretamente para formao ou aquisio de um bem de capital. Correspondem s de Investimentos, Inverses Financeiras, Amortizao da Dvida Interna e Externa, observadas as conceituaes legais pertinentes em vigor. As Despesas ainda mais detalhadas objetivam oferecer informaes mais especficas sobre gastos do setor pblico. Critrios da Classificao da Receita A receita compreende os recursos auferidos na gesto, a serem computados na apurao do resultado do exerccio, desdobrados nas seguintes categorias econmicas: RECEITAS CORRENTES RECEITAS DE CAPITAL
a) receitas correntes - Compreendem as tributrias, contribuies, patrimoniais, industriais, agropecurias, servios e outras de natureza semelhante, bem como as provenientes de transferncias correntes, observadas as conceituaes legais pertinentes em vigor. B) Receitas de Capital - Correspondem constituio de dvidas, converso em espcie de bens e direitos, amortizaes, utilizao de saldos de exerccios anteriores ou de reservas e outras de natureza semelhante, bem como as provenientes de transferncias de capital, observadas as normas legais pertinentes em vigor.
Critrios de classificao do Resultado do Exerccio Diminutivo O Resultado Diminutivo do Exerccio contm os seguintes grupos: 39
RESULTADO ORAMENTRIO RESULTADO EXTRA-ORAMENTRIO A) Resultado Oramentrio - Corresponde s despesas, interferncias passivas (financeiras) e as mutaes patrimoniais passivas resultantes da execuo oramentria (fatos permutativos). B) Resultado Extra-Oramentrio - Abrange as despesas extra-oramentrias, as interferncias passivas (financeiras e patrimoniais) e os decrscimos patrimoniais de bens, direitos e obrigaes independentes da execuo oramentria (fatos modificativos). Critrios de Classificao do Resultado do Exerccio Aumentativo O Resultado Aumentativo do Exerccio compreende os seguintes grupos de contas: RESULTADO ORAMENTRIO RESULTADO EXTRA-ORAMENTRIO RESULTADO APURADO A) Resultado Oramentrio - Representa as receitas, interferncias ativas (financeiras) e as mutaes patrimoniais ativas resultantes da execuo oramentria (permutativas); B) Resultado Extra-Oramentrio - Abrange as receitas extra-oramentrias, as interferncias ativas (financeiras e patrimoniais) e os acrscimos patrimoniais (de bens, direitos e obrigaes) independentes da execuo oramentria (fatos modificativos). C) Resultado Apurado - uma conta transitria utilizada no encerramento do exerccio para demonstrar a apurao do resultado patrimonial do exerccio que poder resultar num supervit (quando as variaes ativas forem maiores do que as passivas) ou dficit (quando as variaes ativas forem menores do que as passivas).
5.4 - MECANISMOS DE DBITO E CRDITO Do Ativo As contas do ativo so debitadas pelos aumentos e creditadas pelas diminuies dos seus componentes. A) Aumentos As contas do Ativo so debitadas pelos aumentos dos seus componentes patrimoniais, decorrentes de incorporaes de bens e direitos e tm como contrapartida dos dbitos uma Variao Ativa, representada pela classe (4) Receita Oramentria, quando se tratar da arrecadao da receita, e classe (6) Resultado do Exerccio, quando se tratar de incorporaes de ativos. 40
Como exemplo podemos citar a arrecadao da receita tributria que vai aumentar os componentes patrimoniais pelo ingresso dos recursos no banco, que em termos de registro pode ser demonstrado, assim: Bancos (aumento do ativo) a Receita Oramentria (classe 4) A contabilizao de uma doao recebida de um veculo recebe o seguinte tratamento contbil: Veculos (aumento do ativo) a Variaes Ativas (classe 6) B) Diminuies As contas do Ativo sero creditadas pelas suas diminuies e tm como contrapartida dos crditos uma Variao Passiva, representada pela classe (3) Despesa Oramentria, quando se tratar de pagamento da despesa, e (5) Resultado do Exerccio, quando se tratar de desincorporaes do ativo. A nica exceo a essa regra o pagamento das obrigaes financeiras em que a diminuio do ativos (sada do recurso do banco) ter como contrapartida do crdito na Conta Bancos, o dbito de uma conta de Obrigaes no Passivo. Podemos citar como exemplo o pagamento da despesa oramentria que pode ser resumida, em termos de lanamentos, como segue: Despesa Oramentria (classe 3) a Bancos (diminuio do ativo) Um outro exemplo seria uma doao concedida de um veculo, representada em termos de lanamento, como segue: Variaes Passivas (classe 5) a Veculos (diminuio do ativo) Resumindo: EVENTO AUMENTOS DIMINUIES ATIVO DBITO CRDITO CONTRAPARTIDA V.A. Classe (4 ou 6) V.P. classe (3 ou 5)
V.A. - Variaes Ativas V.P. - Variaes Passivas Do Passivo As contas do Passivo so creditadas pelos aumentos e debitadas pelas diminuies dos seus componentes. A) Aumentos: 41
As contas do Passivo sero creditadas pelos aumentos dos seus componentes e tero como contrapartida dos seus crditos uma Variao Passiva, representada pela classe (3) - Despesa Oramentria, quando se tratar da liquidao da despesa (2 estgio da despesa) e (5) Resultado do Exerccio quando se tratar de Incorporaes de Passivos (obrigaes). Um exemplo tpico de aumentos do Passivo a liquidao da despesa (2 estgio da despesa) que dever ter a seguinte contabilizao, no sistema financeiro: Despesa Oramentria (classe 3) a Obrigaes (aumentos de passivos) As obrigaes decorrentes de Operaes de Crditos emitidas devem ser contabilizadas da seguinte forma: Variaes Passivas (classe 5) a Operaes de Crditos (aumento do passivo) B) Diminuies As contas do Passivo sero debitadas pelas diminuies e tero como contrapartida dos seus dbitos, a conta Bancos quando se tratar de pagamento das obrigaes financeiras e Variaes Ativas, quando se tratar de diminuies do passivo (baixa de obrigaes por pagamento do passivo no financeiro, perdo da dvida, registros indevidos, etc.). O terceiro estgio da despesa, o pagamento, pode ser assim resumido em termos de lanamentos: Obrigaes Financeiras (dimin.do passivo) a Bancos O cancelamento de Restos a Pagar um exemplo tpico de baixa de obrigaes, onde o pagamento no ocorre, visto que foi cancelado o contrato com o fornecedor. Esse fato pode ser assim resumido em termos de lanamentos: Restos a Pagar (diminuio do passivo) a Variaes Ativas (classe 6) Resumindo: EVENTOS AUMENTOS DIMINUIES V.P. - Variaes Passivas V.A. - Variaes Ativas 5.5 - SISTEMAS DE CONTAS 42 PASSIVO CRDITO DBITO CONTRAPARTIDA V.P. classe (3 ou 5) Bancos ou classe (6)
Na Contabilidade Pblica as contas do Plano de Contas so separadas em sistemas de contas independentes, para facilitar a elaborao dos balanos e demonstrativos. Esse sistemas so classificados em: SISTEMA FINANCEIRO SISTEMA PATRIMONIAL SISTEMA ORAMENTRIO SISTEMA DE COMPENSAO Sistema Financeiro O Sistema Financeiro est relacionado com os ingressos (entradas) e os dispndios (sadas) de recursos, ou seja, com o registro dos recebimentos e pagamentos de natureza oramentaria e extra-oramentria. importante esclarecer que os lanamentos contbeis so feitos fechados em cada sistema, quando se debita uma conta de um determinado sistema a conta creditada, tambm, tem de pertencer ao mesmo sistema. As principais contas do sistema financeiro esto relacionadas com as contrapartidas do grupo Disponvel, visto que este grupo representa dentro de qualquer rgo ou entidade as entradas e sadas de recursos. Podemos concluir que todas as contas do grupo Disponvel pertencem ao Sistema Financeiro, ou seja, Caixa, Bancos Conta Movimento, Aplicaes Financeiras e todas as outras contas que se relacionam com o Disponvel, tambm, pertencem ao Sistema Financeiro, tais como: Receita, Despesa, Fornecedores, Restos a Pagar, Pessoal a Pagar, Encargos Sociais a Recolher, Consignaes, Depsito de Terceiros, etc.
Resumindo, teremos: DISPONVEL ENTRADAS SADAS
Receitas Transferencias Financeiras Recebidas - Cota - Repasse - Sub-Repasse - Transf. p/atender a R. a Pagar Recebimentos Extra-Oramentrios - Crditos a Receber Financeiros
Despesas Oramentrias Transferencias Financeiras Concedidas - Cota - Repasse - Sub-Repasse - Transf. p/Atender a R. a Pagar Pagamentos Extra-Oramentrios - Restos a Pagar - Fornecedores - Pessoal a Pagar - Encargos Sociais a Recolher - Consignaes - Depsitos de Terceiros
Sistema Patrimonial Sistema Patrimonial registra os bens mveis, imveis, estoques, crditos, obrigaes, valores, inscrio e baixa da dvida ativa, operaes de crditos, supervenincias e insubsistncias ativas e passivas, etc. No Sistema Patrimonial, os lanamentos de incorporao ou desincorporao de ativos e passivos, so feitos fechados dentro desse sistema, mesmo que o fato venha a acarretar uma entrada ou sada de recurso (Sistema Financeiro). Podemos citar como exemplo uma compra de um veculo, feita com pagamento no ato da aquisio, cujos lanamentos poderiam ser resumidos a seguir: SISTEMA FINANCEIRO Despesa de Capital (Resultado) a Bancos Conta Movimento (Ativo) Sistema Oramentrio O Sistema Oramentrio representado pelo atos de natureza oramentria, tais como: previso da receita, fixao da despesa, descentralizao de crditos, empenho da despesa. No Sistema Oramentrio feita a comparao da receita prevista com a sua realizao e da despesa fixada com a sua realizao, para isso necessrio que os fatos de arrecadao da receita e liquidao da despesa passem por este sistema. As contas pertencentes ao Sistema Oramentrio esto alocadas dentro do ativo e passivo compensados e so representadas pelos grupos 1.9.1./2.9.1. - Execuo Oramentria da Receita e 1.9.2./2.9.2. - Execuo Oramentria da Despesa Sistema de Compensao SISTEMA PATRIMONIAL Veculos (Ativo Permanente) a Variaes Ativas (Resultado)
O Sistema de Compensao representado pelos atos praticados pelo administrador que no afetam ao Patrimnio de imediato mas que podero vir a afet-lo. Esses atos so: AVAIS ACORDOS AJUSTES CAUES FIANAS GARANTIAS CONTRATOS COMODATOS DE BENS BENS E VALORES SOB RESPONSABILIDADE CONVNIOS CONTRATOS Como se pode observar, o Sistema de Compensao compreende, apenas, as contas com funo especfica de controle, relacionadas com as situaes no compreendidas no patrimnio mas que possam vir a afet-lo. As contas pertencentes ao Sistema de Compensao esto alocadas dentro dos grupos 1.9. - Ativo Compensado e 2.9. - Passivo Compensado. 5.6 - TABELA DE EVENTO Conceito de Evento o instrumento utilizado pelas unidades gestoras no preenchimento das telas e/ou documentos de entrada no SIAFI, para transformar os atos e fatos administrativos rotineiros em registros contbeis automticos. Estrutura do Evento O cdigo do evento composto de 6 (seis) nmeros estruturados da seguinte forma: - Classe..........................................................................XX Identifica o conjunto de eventos de uma mesma natureza de registro - Tipo de Utilizao.....................................................X (0) Evento Utilizado Diretamente pelo Gestor (1) Evento Utilizado Diretamente pelo Sistema (mquina) (2) Evento Complementar do Evento do Gestor (3) Evento Complementar do Evento Interno do Sistema (mquina) (5) Evento de Estorno do Gestor (6) Evento de Estorno Interno do Sistema (mquina) (7) Estorno do Evento Complementar do Gestor (8) Estorno do Evento Complementar Interno do Sistema (mquina)
Cdigo Seqencial...................................................XXX CLASSE DOS EVENTOS 10.0.000 - Previso da Receita 20.0.000 - Dotao da Despesa 30.0.000 - Movimentao de Crdito 40.0.000 - Empenho da Despesa 50.0.000 - Apropriaes, Retenes, Liquidaes e Outros 51.0.000 - Apropriaes de Despesas 52.0.000 - Retenes e Obrigaes 53.0.000 - Liquidaes de Obrigaes 54.0.000 - Registros Diversos 55.0.000 - Apropriaes de Direitos 56.0.000 - Liquidaes de Direitos 60.0.000 - Restos a Pagar 61.0.000 - Liquidao de Restos a Pagar 70.0.000 - Transferncias Financeiras 80.0.000 - Receita Fundamentos Lgicos Os eventos mantm correlao com os documentos de entrada do SIAFI, exceo dos eventos de classe 50, 60, 70 e 80, que podem aparecer indistintamente na NL, OB e GR. Os eventos 10.0.XXX so preenchidos de forma individual na NL, e se destinam a registrar a previso da receita. Os eventos 20.0.XXX so indicados na ND e objetivam registrar a dotao da despesa. Tais eventos so preenchidos de forma individual, com algumas excees de utilizao conjugada, porm com eventos da mesma classe. Os eventos 30.0.XXX so indicados de forma individual na NC e se destinam a registrar a movimentao de crditos oramentrios. Os eventos 40.0.XXX so preenchidos na NE ou PE, de forma individual, e objetivam registrar a emisso de Empenhos ou Pr-Empenhos. Os eventos 50.0.XXX, quando preenchidos na NL, no podem se apresentar de forma individual, exceto os de classe 54, isto porque so eventos representativos de partida contbil de dbitos (classes 51, 53 e 55) e de crditos (52 e 56). A combinao natural destes eventos a seguinte: Os eventos 51.0.XXX so utilizados sempre que a despesa for conhecida, esteja ou no em condies de pagamento. Estes eventos exigem como complemento, eventos 52.0.XXX para o caso de reteno da respectiva obrigao na NL. Em se tratando de pagamento direto, o evento de despesa utilizado na OB que apropriar e liquidar simultaneamente a despesa; Os eventos 52.0.XXX so utilizados normalmente em conjunto com os 51.0.xxx, sempre que houver reteno da obrigao para pagamento posterior;
Os eventos 53.0.3XX so utilizados para liquidar obrigaes retidas atravs dos eventos 52.0.2XX, e suas dezenas finais mantm, na sua maioria, correlao entre si, para facilitar a identificao e o uso dos mesmos; Os eventos 54.0.XXX so utilizados de forma individual e se destinam realizao de registros contbeis diversos; Os eventos 55.0.XXX so utilizados para apropriar os valores representativos de direitos, inclusive por desembolsos efetuados pela prpria unidade gestora para prestao de contas posterior; Os eventos 56.0.6XX so utilizados para liquidar os direitos apropriados pelos eventos 55.0.5XX, e suas dezenas finais mantm, na sua maioria, correlao entre si, para facilitar a identificao e o uso dos mesmos; Os eventos 61.0.XXX so utilizados para liquidar os restos a pagar inscritos no final do exerccio anterior, e exigem como contrapartida eventos de sada de Bancos. Os eventos 70.0.XXX so utilizados para realizao de transferncias financeiras, e exigem como contrapartida eventos de sada de Bancos. Os eventos 80.0.XXX so utilizados para a apropriao da receita, e exigem como contrapartida eventos de entrada em Bancos. 6. CONTABILIZAO DOS PRINCIPAIS ATOS E FATOS TPICOS 6.1 - Previso da Receita As contas que controlam a previso da receita esto alocadas dentro do Plano de Contas nos subgrupos 1.9.1.0.0.0.00.00/2.9.1.0.0.0.00.00 - Execuo Oramentria da Receita. No lado do Ativo, so registrados a execuo da receita (1.9.1.1.1.00.00 Receita a Realizar e 1.9.1.1.4.00.00 - Receita Realizada). No lado do Passivo, so registrados os totais previstos, divididos em: Iniciais e Adicionais (2.9.1.1.1.00.00 - Previso Inicial da Receita e 2.9.1.1.2.00.00 - Previso Adicional da Receita). Alm das contas citadas acima, que so detalhadas por Clula da Receita (classificao da Receita + Fonte de Recursos), existe um outro controle da receita detalhada por fonte de recursos que tem o mesmo funcionamento do anterior. bom esclarecer que s as unidades oramentrias da administrao indireta que fazem os lanamentos de previso de receita e somente das fontes diretamente arrecadadas, ou seja, das fontes que tm na segunda posio do seu cdigo 2 (X2XX). Na administrao direta, os lanamentos de previso da receita so efetuados pelo Ministrio da Fazenda no caso dos Estados ou Municpios pelas Secretarias de Fazenda tendo em vista que as receitas das fontes do Tesouro (segunda posio 1 - X1XX) so centralizadas naquele Ministrio e nas Secretarias e Fazenda. Todos os eventos de previso de receita atualizam as mesmas contas do sistema oramentrio, diferenciando apenas se a previso um crdito inicial (Lei Oramentria) ou se um crdito adicional (crditos suplementares, especiais ou extraordinrios). Logo aps a aprovao do Oramento ou de Crditos Adicionais, a Unidade Gestora deve emitir Nota de Lanamento-NL para registrar a previso da receita referente s fontes de recursos diretamente arrecadadas (fonte X2XX ou X4XX). 47
Resumindo em termos de lanamentos: A) Oramento Inicial: Transao: NL Evento: 10.0.XXX DBITO 191110000-Receita a Realizar B) Crditos Adicionais Transao: NL Evento: 10.0.XXX DBITO 191110000-Receita a Realizar 6.2 - FIXAO DA DESPESA As contas que controlam a fixao da despesa foram alocadas nos subgrupos 1.9.2.0.0.00.00/2.9.2.0.0.00.00 - Execuo Oramentria da Despesa. No lado do Ativo (1.9.2), so controlados os saldos dos Crditos Oramentrios, mostrando a origem do oramento (Crditos Iniciais Suplementares, Especiais, Extraordinrios e Transferidos). No lado do Passivo, demonstrada a execuo do oramento (Crdito Disponvel, Empenhado/Liquidado e Transferido). A contabilizao do Oramento ou de Crditos Adicionais feita com base na fita preparada pela SOF/SEFAZ que lida pela SIAFI/SIAFEM e contabilizada automaticamente em cada Unidade Oramentria. Os eventos da Fixao da Despesa utilizam as mesmas contas, diferenciando apenas se a fixao um Crdito Inicial, Suplementar, Especial ou Extraordinrio. Resumindo em termos de lanamentos: A) Crdito Inicial: Transao: ND Evento: 20.0.XXX DBITO 192110100-Crdito Inicial) CRDITO 292110000-Crdito Disponvel CRDITO 291120000-Prev.Adicional da Receita CRDITO 29111000-Previso Inicial da Receita
B)Crditos Adicionais A Lei 4.320/64, em seu Art. 41, classifica os crditos adicionais em: Suplementares, Especiais e Extraordinrios. B.1) Crditos Suplementares Os destinados ao reforo de dotaes oramentrias para as quais haja dotao oramentria especfica (Lei 4.320/64, Inciso I do Art. 41). Transao: ND Eventos: 20.0.XXX DBITO 19212Y000-Dotao Suplementar CRDITO 292110000-Crdito Disponvel
B.2) Crditos Especiais Os destinados s despesas para as quais no haja dotao oramentria especfica (Lei 4.320/64, Inciso II do Art. 41). Transao: ND Eventos: 20.0.XXX DBITO 19213Y000-Dotao Especial b3) CRDITOS EXTRAORDINRIOS Os destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoo intestina ou calamidade pblica (Lei 4.320/64, Inciso III do Art. 41). Transao: ND Eventos: 20.0.XXX DBITO 192140000-Dot. Extraordinria CRDITO 292110000-Crdito Disponvel CRDITO 292110000-Crdito Disponvel
6.3 - DESCENTRALIZAO DE CRDITOS J vimos que o oramento ao ser aprovado registrado na UG Setorial Oramentria de cada rgo, necessitando de ser descentralizado, no sistema, para as unidades administrativas efetuarem a sua execuo. Esta transferncia de crditos entre unidade gestoras do sistema d-se o nome de descentralizao. A descentralizao pode ser Interna, tambm chamada de Proviso, e Externa, tambm chamada de Destaque. 49
A) Na UG Concedente DBITO 292110000-Crdito Disponvel CRDITO 2922x0000 Descentraliz. de Crditos
B) Na UG Recebedora DBITO 1922X0000 - Desc.(X)de Crditos CRDITO 292110000 - Crdito Disponvel
(X) - Descentralizao Interna (no mbito do rgo) e Externa (entre rgos) Se X=1, descentralizao externa; se X=2, descentralizao interna
6.4 DESPESA A ttulo de exemplo, vamos mostrar os lanamentos dos estgios da despesa que se caracterizam pela emisso da Nota de Empenho: a) 1 Estgio EMPENHO DBITO 292110000 - Crdito Disponvel b) 2 Estgio - LIQUIDAO A Liquidao da Despesa compreende o 2 estgio da despesa e caracterizada pela entrega da obra, bens, materiais ou servios, objeto do contrato com o fornecedor. A Lei 4.320/64 em seu Art. 63 define que a Liquidao da Despesa consiste na verificao do direito adquirido pelo credor, tendo por base os ttulos e documentos comprobatrios do respectivo crdito. Na Liquidao da Despesa verificado se o contrato foi efetivamente cumprido pelo fornecedor e nesse momento que se faz a contabilizao da despesa, conforme abaixo: B.1) Contabilizao da Despesa Referente a Fatos Permutativos Documentos NL e OB Eventos: 51.x.xxx DBITO 3XXXXXXYY DESPESAS 292130100 CRDITO LIQUIDAR ATIVO/PASSIVO CRDITO 21XXXXXYY - OBRIGAO 292130200 A CRD. EMP.-LIQUIDADO 61XXXXXYY MUTAES ATIVAS CRDITO 292130100-Crd.Emp.-A Liquidar
B.2) Contabilizao da Despesa Referente a Fatos Modificativos A contabilizao dos fatos modificativos idntica contabilizao dos fatos permutativos, com exceo do ltimo lanamento que se refere entrada dos bens ou direitos no ativo ou do registro das obrigaes no passivo, decorrentes da despesa oramentria. DBITO CRDITO 3XXXXXXYY - DESPESAS 21XXXXXYY - OBRIGAO 292130200 292130100 - CRDITO EMP.A LIQUIDAR CRD. EMP.-LIQUIDADO c) 3 Estgio - PAGAMENTO O Pagamento da despesa compreende o terceiro estgio da despesa e consiste no despacho exarada por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga. Para o cumprimento do terceiro estgio da despesa, a Unidade Gestora dever emitir o documento Ordem Bancria-OB que far os seguintes lanamentos: DBITO 2XXXXXXYY - OBRIGAO 6.5 - TRANSFERNCIAS DE RECURSOS Conceito So as descentralizaes de recursos financeiros entre Unidades Gestoras do sistema . Essas transferncia recebem o nome de Cota, Repasse, Sub-Repasse ou Transferncias para atender a Restos a Pagar. Cota Aps aprovao do cronograma de desembolso pela STN/SEFAZ, esse rgo coloca disposio dos rgos Setoriais de Programao Financeira no sistema os limites de saque necessrios aos pagamentos do ms. A cota a primeira fase da movimentao dos recursos e liberada em consonncia com o cronograma de desembolso de cada Ministrio ou rgo. Define-se, portanto, como liberao de cota o ato pelo qual a Secretaria do Tesouro Nacional coloca disposio das autoridades dos Poderes Legislativo, Judicirio e Executivo os limites de autorizao de saques aprovados previamente. Resumindo em termos de lanamentos: a) Na Secretaria de Fazenda DBITO 512110000 - Cota Concedida 51 CRDITO 111120102-Cta.nica-Bco. do Brasil CRDITO 111120102 - BANCOS- CTA. NICA
b) Na OSPF DBITO 111120102 - Cta.nica-Bco.do Brasil Repasse a liberao de recursos do rgo Setorial de Programao Financeira para Entidades da Administrao Indireta, e entre estas (Dec. 825/93). O Repasse tambm utilizado para transferncia de recursos de Entidade da Administrao Indireta para rgo da Administrao Direta, ou entre estes, se de outro rgo ou Ministrio (Dec. 825/93). Define-se, portanto, como Repasse a transferncia financeira entre rgos. Resumindo em termos de lanamentos: a) Na UG Repassadora DBITO 512120000 Repasse Concedido b) Na UG Recebedora DBITO 111120102 - Cta. nica-Bco.do Brasil Sub-Repasse a transferncia de recursos dos rgos Setoriais de Programao Financeira para as Unidades Gestoras de sua jurisdio e entre as Unidades Gestoras de um mesmo Ministrio, rgo ou Entidade. Define-se, portanto, como Sub-Repasse a transferncia financeira entre Unidades Gestoras no mbito de um mesmo rgo. Resumindo em termos de lanamentos: a) Na UG Sub-Repassadora DBITO 51213000 - Sub-Repasse Concedido b) Na UG Recebedora DBITO 111120102 - Cta.nica-Bco.do Brasil 52 CRDITO 612130000 -Repasse Recebido CRDITO 111120100-Cta.-Bco. do Brasil CRDITO 612120000 - Repasse Recebido CRDITO 111120102-Cta.-Bco. do Brasil CRDITO 612110000 - Cota Recebida
7 - ANLISE DAS DEMONSTRAES CONTBEIS 7.1. Demonstraes Contbeis de Acordo com a Lei no 4.320/64 Essas demonstraes devem ser preparadas e divulgadas com base no ms de dezembro de cada ano, pelos rgos da administrao direta, fundos e entidades autrquicas e fundacionais e tambm pelas empresas estatais dependentes definidas na forma do art. 2 o , inciso III, da LRF.
7.1.1 - Balano Oramentrio
Art. 50, inciso III Receita
Tipo RECEITAS CORRENTES Rec. Tributria Rec. de Contribuies Rec. Patrimonial Rec. Agropecuria Rec. Industrial Rec. de Servios Transferncias Correntes Outras Receitas Correntes RECEITA DE CAPITAL Operaes de Crdito Alienaes de Bens Amort. de Emprstimos Transferncias de Capital Outras Receitas de Capital
Previso Execuo Diferena
Tipo CRDITO INCIAIS E SUPLEMENTARES DESPESA CORRENTE Pessoal e Encargos Sociais Juros e Encargos da Dvida Outras Despesas Correntes DESPESAS DE CAPITAL Investimentos Inverses Financeiras Amortizao da Dvida CRDITOS ESPECIAIS DESPESAS CORRENTES . . . DESPESA DE CAPITAL . . . CRDITOS EXTRAORDINRIOS DESPESAS CORRENTES . . . DESPESA DE CAPITAL . . . SUBTOTAIS SUPERVIT TOTAIS
SUBTOTAIS DFICIT TOTAIS
Instrues de Preenchimento do Balano Oramentrio I. Objetivo O objetivo do Balano Oramentrio demonstrar o comportamento da Receita e da Despesa e indicar o Resultado Oramentrio do exerccio (art. 102, da Lei n o 4.320/64). II. Receitas A) Tipo Detalhar as receitas por categoria econmica e em nvel de fonte, que o 2 o dgito na classificao oramentria da receita. B) Previso Relacionar os valores das receitas previstas no oramento, acrescidos das correes efetuadas durante o exerccio (Crditos Adicionais - alnea a, inciso I, do art. 52, da LRF). C) Execuo Relacionar a receita efetivamente arrecadada no perodo (art. 35, da Lei n o 4.320/64). D) Diferena Apresentar a diferena entre a Receita Prevista e a Executada. III. Despesas A) Tipo Detalhar as despesas por categoria econmica e em nvel de grupo de natureza, 2 o dgito na classificao oramentria da despesa, agrupadas por crditos oramentrios. B) Fixao Relacionar os valores das despesas fixadas no oramento (LOA). C) Execuo Relacionar a despesa efetivamente liquidada no perodo e a despesa empenhada, no final do exerccio (art. 35, da Lei n o 4.320/64). D) Diferena Apresentar a diferena entre a Despesa Fixada e a Executada. 54
IV Totalizadores das receitas A) Subtotais das Receitas Demonstrar os subtotais das colunas de Previso, Execuo e Diferena. B) Dficit Demonstrar a diferena entre as Receitas e Despesas executadas, quando as Receitas forem menores do que as Despesas. O Dficit Oramentrio deve ser demonstrado na coluna da Receita Executada para o fechamento do Balano. C) Totais das Receitas Demonstrar os totais das colunas de Previso, Execuo e Diferena. V. Totalizadores das Despesas A) Subtotais das Despesas Demonstrar os subtotais das colunas de Fixao, Execuo e Diferena. B) Supervit Demonstrar a diferena positiva entre as Receitas e Despesas executadas, quando as Receitas forem maiores do que as Despesas. O Supervit Oramentrio deve ser demonstrado na coluna da Despesa Executada para o fechamento do Balano. C) Totais das Despesas Demonstrar os totais das colunas de Fixao, Execuo e Diferena.
7.1.2. Demonstrao das Variaes Patrimoniais VARIAES ATIVAS
ORAMENTRIAS RECEITAS ORAMENTRIAS RECEITAS CORRENTES Receita Tributria Receita de Contribuies Receita Patrimonial Receita Agropecuria Receita Industrial Receita de Servios Transferncias Correntes Outras Receitas Correntes RECEITAS DE CAPITAL Operaes de Crdito Alienaes de Bens Amortizaes de Emprstimos Transferncias de Capital Outras Receitas de Capital INTERFERNCIAS ATIVAS Cota Recebida Repasse Recebido Sub-Repasse Recebido MUTAES ATIVAS Aquisies de Materiais Aquisies de Bens Mveis Aquisies de Bens Imveis Amortizao da Dvida EXTRA-ORAMENTRIAS Inscrio da Dvida Ativa Inscries de Outros Direitos Incorporaes de Bens Mveis Incorporaes de Bens Imveis Cancelamento de Restos a Pagar Cancelamento de Outras Dvidas TOTAL DAS VARIAES ATIVAS RESULTADO PATRIMONIAL
ORAMENTRIAS DESPESAS ORAMENTRIAS DESPESAS CORRENTES Pessoal e Encargos Sociais Juros e Encargos da Dvida Outras Despesas Correntes DESPESAS DE CAPITAL Investimentos Inverses Financeiras Amortizao da Dvida INTERFERNCIAS PASSIVAS Cota Concedida Repasse Concedido Sub-Repasse Concedido MUTAES PASSIVAS Cobrana da Dvida Ativa Amortizaes de Emprstimos Outros Direitos Alienaes de Bens Mveis Alienaes de Bens Imveis Operaes de Crdito Contradas EXTRA-ORAMENTRIAS Cancelamento da Dvida Ativa Consumo de Materiais Baixas de Bens Mveis Baixas de Bens Imveis Encampamento de Dvidas Passivas
TOTAL DAS VARIAES PASSIVAS RESULTADO PATRIMONIAL
Instrues de Preenchimento da Demonstrao das Variaes Patrimoniais
O objetivo da Demonstrao das Variaes Patrimoniais evidenciar as variaes ativas e passivas ocorridas no patrimnio, resultantes e independentes da execuo oramentria, indicando o Resultado Patrimonial do Exerccio (art. 104, da Lei n o 4.320/64).
II. Variaes Ativas Relacionar todas as variaes aumentativas ocorridas no patrimnio, separando as oramentrias das extra-oramentrias. A) Receitas Oramentrias Detalhar as receitas arrecadadas por categoria econmica e em nvel de fonte, que o 2 o dgito na classificao oramentria da receita. B) Interferncias Ativas Relacionar as transferncias recebidas. C) Mutaes Ativas Relacionar as mutaes ativas que representam a parte do patrimnio recebida em troca da despesa executada referente aos fatos permutativos. Os valores das mutaes ativas devem estar compatveis com as Despesas Correntes (aquisies de materiais) e com as Despesas de Capital (aquisies de bens ou amortizao da dvida). D) Variaes Extra-Oramentrias Relacionar as variaes aumentativas ocorridas no patrimnio, independentes da execuo do oramento, tais como: Inscries da Dvida Ativa e de outros direitos, Incorporaes de bens e direitos e cancelamentos de obrigaes. E) Total das Variaes Ativas Demonstrar o total das variaes oramentrias e as extra-oramentrias. F) Resultado Patrimonial Dficit Indicar o resultado negativo da comparao entre as variaes ativas e passivas (se for o caso). G) Total Geral Indicar o total geral resultante da soma das variaes ativas com o dficit (se houver). Se no, repetir o total das variaes ativas.
III. Variaes Passivas Relacionar todas as variaes diminutivas ocorridas no patrimnio, separando as oramentrias das extra-oramentrias.
A) Despesas Oramentrias Detalhar as despesas executadas (durante o exerccio despesas liquidadas e no final do exerccio despesas empenhadas), por categoria econmica e em nvel de grupo de natureza de despesa, correspondendo ao 2 o dgito na classificao oramentria da despesa. B) Interferncias Passivas Relacionar as transferncias concedidas. C) Mutaes Passivas Relacionar as mutaes passivas, que representam a parte do patrimnio concedida em troca da receita arrecadada referente aos fatos permutativos. Os valores das Mutaes Passivas devem estar compatveis com o valor das Receitas Correntes (cobrana da dvida ativa) e com o valor das Receitas de Capital (alienaes de bens, amortizaes de emprstimos ou operaes de crdito contradas). D) Variaes Extra-Oramentrias Relacionar as variaes diminutivas ocorridas no patrimnio, independentes da execuo do oramento, tais como: cancelamento da Dvida Ativa e baixa de bens e direitos e atualizaes de obrigaes. E) Total das Variaes Passivas Demonstrar o total das variaes oramentrias e as extra-oramentrias. F) Resultado Patrimonial Supervit Indicar o resultado positivo da comparao entre as Variaes Ativas e Passivas (se for o caso). G) Total Geral Indicar o total geral resultante da soma das variaes passivas com o supervit (se houver). Se no, repetir o total das variaes passivas.
7.1.3. Balano Patrimonial VARIAES ATIVAS
ATIVO FINANCEIRO Disponvel Caixa Bancos Conta Movimento Aplicaes Financeiras Crditos em Circulao (Direitos compensatrios com o Passivo Financeiro) ATIVO NO-FINANCEIRO Circulante Adiantamentos Concedidos Estoques de Mat. de Consumo Emprstimos Concedidos Realizvel a Longo Prazo Dvida Ativa Depsitos Compulsrios Emprstimos Concedidos Permanente Investimentos Participaes Societrias Bens no-Destinados ao Uso Imobilizado Bens Mveis Bens Imveis Bens Intangveis Diferido Despesas Pr-operacionais Despesas Reorganizao ATIVO REAL (AF + AF) ATIVO COMPENSADO Responsabilidade p/ Ttulos, Valores e Bens Recebidos Concedidos Garantias de Valores Recebidas Concedidas Direitos e Obrigaes Contratadas Receita Despesa TOTAL DO ATIVO
PASSIVO FINANCEIRO Retenes de Terceiros Previdncia Social Imposto de Renda Retido Consignaes Diversas Restos a Pagar Processados No-Processados Depsitos de Terceiros Dbitos de Tesouraria PASSIVO NO-FINANCEIRO Circulante Provises Parcelamentos Dvida Fundada Interna Dvida Fundada Externa Exigvel a Longo Prazo Parcelamentos Dvida Fundada Interna Dvida Fundada Externa PASSIVO REAL ( PF + PF) PATRIMNIO LQUIDO Saldo Patrimonial PASSIVO COMPENSADO Responsabilidade p/ Ttulos, Valores e Bens Recebidos Concedidos Garantias de Valores Recebidas Concedidas Direitos e Obrigaes Contratadas Receita Despesa
Instrues de Preenchimento do Balano Patrimonial I. Objetivo O objetivo do Balano Patrimonial evidenciar a posio esttica do patrimnio e dos atos que tm potencialidade para alter-lo no futuro (Ativo e Passivo Compensados). Este Balano objetiva, ainda, possibilitar o clculo do Resultado Financeiro do exerccio (Ativo Financeiro menos Passivo Financeiro) que, se positivo, servir para abertura de crditos adicionais no exerccio seguinte. 59
II. Ativo Relacionar os bens e direitos (Ativo Real), separando os financeiros dos nofinanceiros, bem como os atos potenciais (Ativo Compensado). A) Ativo Financeiro Demonstrar os bens numerrios (Caixa, Bancos Conta Movimento, Aplicaes Financeiras) e os direitos que independem do oramento para serem realizados e que se compensaro com o Passivo Financeiro (salrio-famlia, impostos a Compensar, Recursos Oramentrios a Receber para pagamento de restos a pagar). B) Ativo No-Financeiro Relacionar as contas representativas de bens e direitos que dependem de autorizao oramentria para serem realizadas, ou seja, so valores que, quando transformados em espcie, alimentaro o oramento do exerccio. C) Ativo Real Demonstrar o total dos bens e direitos financeiros e No-Financeiro. D) Ativo Compensado Demonstrar os atos potenciais, tais como: suprimento de fundos concedidos, caues concedidas ou recebidas, avais concedidos ou recebidos, fianas recebidas ou concedidas, contratos diversos de receitas ou de despesas, convnios diversos de receitas ou de despesas. E) Total do Ativo Demonstrar o total do Ativo. III. Passivo Demonstrar todas as obrigaes com terceiros (Passivo Real), separando as financeiras das no financeiras, bem como o Saldo Patrimonial ou Patrimnio Lquido e os atos potenciais (Passivo Compensado). A) Passivo Financeiro Demonstrar as obrigaes que independem de autorizao oramentria para serem pagas, representadas por restos a pagar, processados e no-processados, servio da dvida, depsitos e retenes de terceiros e dbitos de tesouraria.
B) Passivo No-Financeiro Demonstrar as obrigaes que dependem da autorizao oramentria para serem pagas. Este grupo composto pelas contas representativas da dvida fundada interna e externa, bem como dos parcelamentos de INSS, FGTS e outros. C) Passivo Real Demonstrar o total das obrigaes com terceiros, financeiras e no-financeiras. D) Patrimnio Lquido Demonstrar o total do saldo patrimonial. E) Passivo Compensado Representar a contrapartida do Ativo Compensado. F) Total do Passivo Demonstrar o total do Passivo.
7.1.4. Balano Financeiro VARIAES ATIVAS
ORAMENTRIAS RECEITAS ORAMENTRIAS Receitas Correntes Receita Tributria Receita de Contribuies Receita Patrimonial Receita Agropecuria Receita Industrial Receita de Servios Transferncias Correntes Outras Receitas Correntes Receitas de Capital Operaes de Crdito Alienaes de Bens Amortizaes de Emprstimos Transferncia de Capital Outras Receitas de Capital INTERFERNCIAS ATIVAS Cota Recebida Repasse Recebido Sub-Repasse Recebido EXTRA-ORAMENTRIAS RESTOS A PAGAR INSCRIO Processados No-Processados Retenes de Terceiros RECEBIMENTOS Depsitos de Terceiros Dbitos de Tesouraria Outros Recebimentos SALDO DISP. DO EXERC. ANTERIOR Caixa Bancos Conta Movimento Aplicaes Financeiras TOTAL TOTAL
ORAMENTRIAS (Detalhar por funo) INTERFERNCIAS PASSIVAS Cota Concedida Repasse Concedido Sub-Repasse Concedido EXTRA-ORAMENTRIAS RESTOS A PAGAR - PAGAMENTOS Processados No-Processados Retenes de Terceiros DEVOLUES Depsitos de Terceiros Dbitos de Tesouraria Outros Pagamentos SALDO DISP. P/ O EXERC.SEGUINTE Caixa Bancos Conta Movimento Aplicaes Financeiras
Instrues de Preenchimento do Balano Financeiro I. Objetivo O Balano Financeiro tem por objetivo demonstrar as receitas e despesas oramentrias, bem como os recebimentos e pagamentos extra-oramentrios, conjugados com os saldos disponveis que vm do exerccio anterior e os que vo para o exerccio seguinte. Na realidade, esta demonstrao evidencia o fluxo de caixa (entradas e sadas de recursos), adicionando-se s entradas de recursos, o saldo disponvel que veio do exerccio anterior e s sadas de recursos, o saldo disponvel atual. 62
II. Receitas Relacionar as receitas oramentrias, as interferncias ativas, por representarem entradas de recursos, bem como os recebimentos extra-oramentrios e o saldo disponvel do exerccio anterior. A) Receitas Oramentrias Detalhar as receitas arrecadadas por categoria econmica e em nvel de fonte, correspondendo ao 2 o dgito na classificao oramentria da receita. B) Interferncias Ativas Relacionar as transferncias recebidas. C) Restos a Pagar - Inscrio Relacionar os restos a pagar processados e no-processados inscritos no exerccio. Neste grupo, deve ser adicionado o valor do servio da dvida a pagar e, no decorrer do exerccio, os valores da despesa liquidada e no-paga. D) Recebimentos (Extra-Oramentrios) Relacionar os recebimentos de recursos extra-oramentrios, tais como: valores de terceiros (caues, depsitos judiciais, depsitos para recursos), recebimentos de direitos financeiros e das operaes de crditos por antecipao das receitas contradas no exerccio. E) Saldo Disponvel do Exerccio Anterior Demonstrar os valores existentes em 31-12 do exerccio anterior no Caixa, em Bancos Conta Movimento e em Aplicaes Financeiras (valores em espcie). F) Total Demonstrar o total das receitas oramentrias, extra-oramentrias e o saldo disponvel do exerccio anterior. III. Despesas Relacionar as despesas oramentrias, as interferncias passivas, por representarem sadas de recursos, bem como os pagamentos extra-oramentrios e o saldo disponvel atual. A) Despesas Oramentrias Detalhar as despesas liquidadas (no decorrer do exerccio) e as empenhadas (no final do exerccio) por funo. 63
B) Interferncias Passivas Relacionar as transferncias concedidas. C) Restos a Pagar - Pagamentos Relacionar os restos a pagar processados e no-processados, inscritos no exerccio anterior, que foram pagos no exerccio. Neste grupo, deve ser adicionado o valor do pagamento do servio da dvida, no decorrer do exerccio. D) Pagamentos (Extra-Oramentrios) Relacionar os pagamentos de recursos extra-oramentrios, tais como: devoluo de valores de terceiros (caues, depsitos judiciais, depsitos para recursos), pagamentos de valores registrados como direitos financeiros e das operaes de crditos por antecipao das receitas (devolvidas s instituies financeiras no exerccio). E) Saldo Disponvel para o Exerccio Seguinte Demonstrar os valores existentes em 31-12 do exerccio atual no Caixa, em Bancos Conta Movimento e Aplicaes Financeiras (valores em espcie). F) Total Demonstrar o total das despesas oramentrias, extra-oramentrias e o saldo disponvel do exerccio que se transfere para o exerccio seguinte.
Documentos semelhantes a Apostila Contabiidade Pub
Manual do Tesouro Nacional.rtf
Mais de pedrofemac
Despacho MAI competenci​as de recepção e guarda de documentos apreendido​s ao abrigo do Art.º 173 e 174º do C.E