Source: http://sislex.previdencia.gov.br/paginas/23/1976/77514.htm
Timestamp: 2018-12-11 18:18:29+00:00
Document Index: 61187819

Matched Legal Cases: ['artigo 81', 'artigo 2', 'artigo 8', 'artigo 26', 'artigo 8', 'artigo 7', 'in fine', 'artigo 10', 'artigo 13', 'artigo 18', 'artigo 18', 'artigo 1', 'artigo 66', 'artigo 66', 'artigo 21', 'artigo 58', 'artigo 59', 'artigo 60', 'artigo 57', 'artigo 64', 'artigo 57']

DECRETO Nº 77.514 - DE 29 DE ABRIL DE 1976 - DOU DE 30/4/76 - Revogado
DECRETO Nº 77.514 - DE 29 DE ABRIL DE 1976 - DOU DE 30/4/76 – Revogado
Decreto nº 78839 DOFC 26/11/1976: PRORROGACAO.
Decreto nº 79575 - 26/04/1977: ALTERA ALI "B" ART. 2; SUPRIME ALI "C" ART. 2
Decreto nº 83924 DOFC 03/09/1979: ALTERA ART. 2
Aprova o Regulamento da Lei nº 6.260, de 6 de novembro de 1975, que instituiu benefícios de previdência e assistência social em favor dos empregadores rurais e seus dependentes.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81, item III da Constituição, e tendo em vista a Lei nº 6.260, de 6 de novembro de 1975, decreta:
Art. 1º É aprovado o anexo Regulamento assinado pelo Ministro da Previdência e Assistência Social, para execução da Lei nº 60,
de previdência social em favor dos empregadores rurais e seus ependentes.
Art. 2º Este Decreto entrará em vigor no primeiro dia do segundo mês seguinte ao de sua publicação.
155º ddependência e8º da República.ERNESTO GEISEL L. G. do Nascimento e Silva
REGULAMENTO DO SISTEMA PREVIDENCIÁRIO E ASSISTENCIAL DOS EMPREGADORES RURAIS E SEUS DEPENDENTES
Art. 1º O Sistema de Previdência e Assistência Social instituído pela Lei nº 6.260, de 6 de novembro de 1975, ao qual se aplicam, subsidiariamente, as Leis Complementares nº 11, de 25 de maio de 1971, e nº 16, de 30 de outubro de 1973, rege-se pelas normas constantes deste Regulamento sob a administração do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural - FUNRURAL.
Art. 2º Considera-se empregador rural a pessoa física, proprietária ou não, que , em estabelecimento rural ou prédio rústico e com o concurso de empregados utilizados a qualquer título, ainda que eventualmente ,explore em caráter permanente , diretamente ou através de prepostos, atividade agroeconômica, assim entendida a atividade agrícola, pastoril, hortigranjeira ou a indústria rural, bem como a extração de produtos primários, vegetais ou animais, compreendendo:
a) a pessoa física que, tendo ou empregado, empreende, a qualquer título, atividade econômica rural;
b) quem, proprietário ou não, mesmo sem empregado contratado formalmente mas utilizando trabalho de terceiros, explore, em regime de economia familiar, imóvel rural que lhe absorva toda a força do trabalho e lhe garanta subsistência e progresso social e econômico em área igual ou superior à dimensão do módulo rural da respectiva região;
c) quem, proprietário de mais de um imóvel rural, desde que a soma de suas áreas seja igual ou superior à dimensão do módulo rural da respectiva região.
§ 1º As dúvidas referentes a enquadramento de pessoas na condição de empregador rural serão dirimidas de conformidade com a legislação que dispões sobre o enquadramento e contribuição sindical rural.
§ 2º Os conceitos de imóvel rural e de módulo rural referidos na definição de empregador rural são os adotados na legislação sobre a Reforma Agrária.
Art. 3º Os beneficiários do sistema deste Regulamento classificam-se em segurados e dependentes.
Art. 4º São obrigatoriamente filiados como segurados os empregadores definidos no artigo 2º.
Art. 5º A filiação ao sistema deste Regulamento é única e pessoal, ainda que o segurado possua mais de um empreendimento que o torne vinculado ao mesmo sistema.
Art. 6º Excluem-se do sistema deste Regulamento:
I - a pessoa que tiver completado 60 (sessenta) anos de idade até dia 1º de janeiro de 1976, inclusive, e que tenha passado a ser empregador rural após 6 de novembro de 1975;
II - o Diretor, sócio-gerente, sócio solidário, sócio-cotista que receba "pro labore" ou sócio de indústria de empresa agrária, ou que preste serviços dessa natureza;
III - a pessoa física que, em caráter profissional e por conta de terceiros, execute serviços de natureza agrária, mediante utilização do trabalho de outrem , ainda que equiparada para outros fins a empregador rural;
IV - a pessoa física que preste serviço a empregador rural mediante remuneração de qualquer espécie;
V - quem, proprietário ou não, trabalhe individualmente ou em regime de economia familiar assim entendido o trabalho dos membros da mesma família, indispensável à própria subsistência e exercido em condições de mutua dependência e colaboração ou, mais simplesmente os proprietários ou não que explorem área inferior ao módulo rural da região;
VI - o empregador rural que também exercer atividade em virtude da qual seja segurado obrigatório de outro regime de Previdência Social.
§ 1º O empregador rural que ficar excluído do sistema deste Regulamento de acordo com o item VI deste artigo deverá comprovar anualmente até o último dia do prazo para o recolhimento da contribuição anual pelo segurado ao FUNRURAL, sua condição de segurado obrigatório de outra entidade de Previdência Social.
§ 2º O empregador rural que não fizer na época própria a comprovação a que se refere o parágrafo anterior estará incluído para todos os efeitos no sistema deste Regulamento tornando exigível pelo FUNRURAL a contribuição anual relativa a cada exercício em que isso ocorrer.
Art. 7º Perderá a condição de segurado aquele que deixar de ser empregador rural, ressalvado o disposto no artigo 8º, ou que, após sua inscrição nessa qualidade tornar-se segurado obrigatório de outro sistema ou regime de Previdência Social.
§ 1º A perda da condição de segurado que ocorrerá no último dia do exercício seguinte àquele a que corresponder sua última contribuição anual devida ao FUNRURAL importa a caducidade dos direitos a ela inerentes ressalvado o disposto no artigo 26.
§ 2º Enquanto não tiver perdido essa condição o segurado conservará o direito a percepção dos benefícios a que fizer jus.
Art. 8º Aquele que deixar de ser empregador rural e não estiver sujeito a outro regime de Previdência Social manterá a condição de segurado se continuara recolher sem interrupção a contribuição anual destinada ao FUNRURAL, a qual não poderá ser superior ao montante da última que tenha recolhido, atualizado monetariamente segundo os coeficientes oficiais, nem inferior a 12% (doze por cento) de 12 (doze) vezes o salário mínimo de maior valor vigente no País.
Parágrafo único. O exercício da faculdade de continuar a contribuir na forma do artigo não depende de autorização do FUNRURAL importando porém, a falta de iniciativa do segurado a perda automática de sua condição no primeiro dia do ano subsequente àquele em que tiver deixado de efetuar o recolhimento da contribuição correspondente.
Art. 9º O segurado que após efetuar o recolhimento de 10 (dez) contribuições anuais consecutivas vier, por qualquer motivo, a ser excluído do sistema deste Regulamento poderá restabelecer seu vínculo mesmo depois de completar 60 (sessenta) anos de idade se, antes de dois exercícios sem contribuição voltar a filiar-se ao sistema ou usar da faculdade constante do artigo 8º, ressalvado o disposto no artigo 7º, "in fine".
§ 1º Durante o tempo de interrupção da contribuição a que se refere o artigo o segurado conservará todos os direitos já adquiridos na conformidade do estatuído Regulamento.
§ 2º Ao ser restabelecido o vínculo ou no caso de ser concedido qualquer benefício pecuniário de prestação continuada durante o tempo de interrupção da contribuição, o segurado ou seu beneficiário indenizará o valor das contribuições não recolhidas, com os acréscimos legais, em parcelas mensais e consecutivas de montante nunca superior a 30% (trinta por cento) do valor da aposentadoria ou da pensão a que fizer jus.
Art. 10. São dependentes do segurado, para os efeitos deste Regulamento:
II - a pessoa designada que, se do sexo masculino, só poderá ser menor de 18 (dezoito) anos ou maior de 60 (sessenta) anos, ou inválida;
§ 1º A existência de dependentes de qualquer das classes dos itens deste artigo exclui do direito aos benefícios os das classes subsequentes.
§ 2º Equiparam-se aos filhos, nas condições do item I, deste artigo, mediante declaração escrita do segurado:
II - o menor que, por decisão judicial, se ache sob sua guarda;
III - o menor que se ache sob sua tutela e não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação.
§ 3º Inexistindo esposa, marido inválido ou companheira com direito aos benefícios, a pessoa designada poderá, mediante declaração escrita do segurado, concorrer com os filhos deste.
§ 4º Não sendo o segundo civilmente casado será considerada tacitamente designada a pessoa, com quem se tenha casado segundo rito religioso, presumindo-se feita a declaração prevista no § 3º.
§ 5º Mediante declaração escrita do segurado os dependentes do item III, deste artigo, poderão concorrer com a esposa, a companheira ou o marido inválido, ou com a pessoa designada na forma do § 4º, salvo se existir filho com direito aos benefícios.
§ 6º Para os efeitos deste artigo, a invalidez deverá ser verificada em exame a cargo do FUNRURAL.
Art. 11. É lícita a designação, pelo segurado, de companheira que viva sob sua dependência econômica, mesmo não exclusiva, quando a vida em comum ultrapasse 5 (cinco) anos.
§ 3º A designação de companheira é ato de vontade do segurado e não pode ser suprida, ressalvado o disposto no § 4º.
§ 4º A designação só poderá ser reconhecida "post mortem" mediante pelo menos 3 (três) das provas de vida em comum previstas no § 1º, especialmente a do mesmo domicílio.
Art. 12. A dependência econômica das pessoas indicadas no item I do artigo 10 é presumida e a das demais deve ser comprovada.
Art. 13. Não fará jus a benefícios o cônjuge desquitado sem direito a alimentos, nem o que voluntariamente tenha abandonado o lar há mais de 5 (cinco) anos, ou que, mesmo por tempo inferior, o tenha abandonado e a ele se recuse a voltar, desde que essa situação haja sido reconhecida por sentença judicial transitada em julgado.
Art. 14. Considera-se inscrição, para os efeitos deste Regulamento:
I - do segurado: a comprovação, perante o FUNRURAL, dos dados pessoais e do exercício da atividade rural, mediante apresentação do Certificado de Inscrição no cadastro Rural - ICR, do INCRA, acompanhada de outros elementos úteis ou necessários à caracterização da filiação ao sistema;
II - do dependente: a qualificação individual, mediante a comprovação, perante o FUNRURAL, da declaração ou designação feira pelo segurado dos dados pessoais e dos vínculos jurídico e econômico com o segurado, acompanhada de outros elementos úteis o necessários à perfeita caracterização da condição de dependente.
§ 1º A filiação do segurado é automática e sua inscrição deverá ser promovida no prazo de 30 (trinta) dias contados do início de suas atividades, para os empregadores rurais que vierem a exercê-la após a data da vigência deste Regulamento.
§ 2º A inscrição do empregador rural que já venha exercendo a atividade será realizada na conformidade das instruções baixadas pelo FUNRURAL, que poderá, independentemente de iniciativa de cada um considerar inscritos ex-officio aqueles que se acham cadastrados no INCRA para o efeito de cobrança da contribuição sindical rural.
§ 3º A inscrição do segurado, sempre que possível identificar-se-á com os dados constantes do Sistema Nacional de Cadastro Rural, da Cédula G da Declaração e Rendimentos para pagamento do Imposto sobre a Renda e do Cadastro de Produtores Agropecuários realizado e mantido sob a orientação do órgão competente do Ministério da Fazenda.
§ 4º A utilização dos dados referidos no parágrafo anterior será objeto de convênios a serem celebrados pelo FUNRURAL, respectivamente com o INCRA e com o Ministério, nos quais fiquem estipulada as condições necessárias ao entrosamento e troca de informações e dados inclusive para o aproveitamento de registros eletrônicos.
§ 5º A inscrição dos dependentes incumbe ao segurado e será feita, sempre que possível no ato de sua própria inscrição.
§ 6º As alterações supervenientes relativas aos dependentes, para exclusão ou inclusão, deverão ser providenciadas e comprovadas perante o FUNRURAL.
Art. 15. Ocorrendo o falecimento do segurado, sem que tenha feito a inscrição dos dependentes, a estes competirá promovê-la.
Art. 16. Para produzir efeitos exclusivamente perante o FUNRURAL poderá ser emitida Carteira de Trabalho e Previdência Social para o empregador rural.
Art. 17. O cancelamento da inscrição do cônjuge será feito mediante prova de desquite em que não tenham sido assegurados alimentos, de nulidade ou anulação de casamento, de óbito ou de reconhecimento judicial da situação prevista no final do artigo 13.
Art. 18. Os benefícios do Sistema de Previdência e Assistência Social de que este Regulamento são os seguintes:
a) serviço de saúde;
CARÊNCIA E RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES
Art. 19. O direito aos benefícios de que trata este Regulamento está condicionado às seguintes carências:
I - 12 (doze) meses após o pagamento da primeira contribuição anual, desde que efetuado o recolhimento da segunda, para os benefícios pecuniários (artigo 18, itens I e II);
II - 30 (trinta) dias após o pagamento da primeira contribuição anual para os demais benefícios (artigo 18 item III);
Art. 20. Para a concessão dos benefícios será sempre exigido do segurado o pagamento prévio da contribuição porventura devida ao FUNRURAL, salvo em caso de assistência médica, quando o seu retardamento possa comprometer a saúde dos beneficiários.
Art. 21. Os valores dos benefícios pecuniários são os seguintes:
I - aposentadoria por velhice ou invalidez: 90% (noventa por cento) de 1/12 (um doze avos) da média dos 3 (três) últimos valores sobre os quais tenha incidido a contribuição anual do segurado, arredondando-se o resultado para a unidade de cruzeiro imediatamente superior;
II - pensão: 70% (setenta por cento) do valor da aposentadoria, com o mesmo arredondamento do item anterior;
III - auxílio-funeral: o montante das despesas comprovadas com a execução do funeral, até o limite de duas vezes o valor de referência da localidade de trabalho do segurado.
Art. 22. Os valores das contribuições anteriores aos 12 (doze) últimos meses serão corrigidos de acordo com coeficientes de reajustamento a serem periodicamente estabelecidos pelo Ministério da Previdência e Assistência Social.
Art. 23. O valor mensal dos benefícios abaixo indicados não poderá ser inferior aos seguintes percentuais em relação ao valor do maior salário mínimo vigente no País:
a) 90% (noventa por cento) para as aposentadorias;
b) 63% (sessenta e três por cento) para a pensão.
Art. 24. O valor do benefício em manutenção será reajustado quando for alterado o salário mínimo.
§ 1º O reajustamento de que trata este artigo será devido a partir da data em que tiver entrado em vigor o novo salário mínimo, arredondado o total obtido para a unidade de cruzeiro imediatamente superior.
§ 2º Os índices de reajustamento serão os mesmos da política salarial estabelecida no artigo 1º do Decreto-Lei nº 15 (*), de 29 de julho de 1966, considerado como mês básico o do início da vigência do novo salário mínimo.
§ 3º Caberá ao MPAS estabelecer os índices do reajustamento, de conformidade com as normas constantes do parágrafo anterior.
Art. 25. A importância não recebida em vida pelo segurado será paga aos seus dependentes devidamente habilitados à pensão e, na falta destes, aos sucessores na forma da lei civil independentemente de inventário ou arrolamento.
Art. 26. Não prescreverá o direito aos benefícios pecuniários mais prescreverão, no prazo de 5 (cinco) anos contados da data em que forem devidas, as respectivas mensalidades ou os benefícios de pagamento único.
Parágrafo único. A aposentadoria e a pensão para cuja concessão tenham sido preenchidos todos os requisitos não estão sujeitas à prescrição, mesmo após ter o empregador rural perdido sua qualidade de segurado, respeitado o disposto no capítulo do artigo.
Art. 27. Não será concedida aposentadoria por invalidez ao segurado que ingressar no sistema de que trata este Regulamento já portador de moléstia ou lesão que venha a ser invocada como causa para a concessão do benefício.
Art. 28. O benefício concedido no segurado ou a seus dependentes não poderá, salvo quanto às importâncias devidas ao próprio FUNRURAL e aos descontos autorizados por lei ou derivados de obrigação de prestar alimentos, reconhecida por sentença judicial, ser objeto de penhora arresto ou seqüestro, sendo nula, de pleno direito, sua venda ou cessão ou a constituição de qualquer ônus sobre eles, bem como a outorga de poderes irrevogáveis ou em causa própria para seu recebimento.
Art. 29. O FUNRURAL poderá pagar os benefícios por meio de ordens de pagamento ou cheques por ele emitidos, a serem apresentados pelos beneficiários aos estabelecimentos bancários encarregados de efetuar esse pagamentos, independentemente de assinatura ou de aposição de impressão digital, comprovando-se a identidade pela apresentação da Carteira de Trabalho e Previdência Social ou documento hábil fornecido pelo FUNRURAL.
Parágrafo único. No caso de não ser o pagamento efetuado por estabelecimento de crédito, é atribuído o valor de assinatura, para efeito de quitação em recibo de benefício, à impressão digital do Beneficiário incapaz de assinar, desde que aposta na presença de pessoa credenciada pelo FUNRURAL.
Art. 30. O beneficiário devido ao segurado ou dependente incapaz será pago a título precário, durante 3 (três) meses consecutivos, mediante termo de compromisso lavrado no ato do recebimento, a herdeiro necessário, obedecida a ordem vocacional da lei civil, só se realizando os pagamentos subsequentes a curador judicialmente designado.
Art. 31. Para fins de curatela, nos casos de interdição do segurado ou dependente, a autoridade judiciária poderá louvar-se no laudo médico do FUNRURAL.
Art. 32. O benefício em dinheiro será pago diretamente ao beneficiário, salvo nos casos de ausência, moléstia contagiosa ou impossibilidade de locomoção, quando será pago ao seu procurador, mediante autorização expressa do FUNRURAL, que poderá negá-la quando reputar essa representação inconveniente.
§ 1º Quando o beneficiário receber por intermédio de procurador, este deverá firmar perante o FUNRURAL de 6 (seis) em 6 (seis) meses, declaração de vida do representado, ficando sujeito às sanções penais cabíveis no caso de falsidade da declaração.
§ 2º A falta de cumprimento do disposto no parágrafo anterior acarretará a imediata suspensão do pagamento do benefício, até que seja apresentada a declaração prevista.
Art. 33. As dependentes maiores de 16 (dezesseis) anos assinarão perante o FUNRURAL, por ocasião da habilitação para o recebimento de benefícios, Termo de Responsabilidade comprometendo-se a comunicar imediatamente a alteração de seu estado civil que determine a perda da qualidade de dependente, ficando sujeitas em caso de omissão, às sanções cabíveis.
Art. 34. As importância que o beneficiário eventualmente receber a mais durante a manutenção de benefício serão reembolsadas ao FUNRURAL em parcelas mensais nunca superiores a 30% (trinta por cento) do valor da prestação atendendo-se, na fixação do número de parcelas, à boa-fé e a condição econômica do beneficiário.
Art. 35. Responderá solidariamente com o beneficiado, perante o FUNRURAL, pela restituição das mensalidades dos benefícios pagos, sem prejuízo das sanções penais cabíveis, aquele que inseri ou fizer inserir na Carteira de Trabalho e Previdência Social, ou em quaisquer atestados ou documentos necessários à concessão ou pagamento de benefícios, declaração falsa ou diversa da que deveria constar.
Art. 36. Não são acumuláveis entre si os benefícios pecuniários de prestação continuada, admitindo-se porém o direito de opção.
Art. 37. A continuação de recolhimento da contribuição do segurado após sua aposentadoria por invalidez ou por velhice, na forma do artigo 66, dará direito à revisão do seu benefício quando fizer jus à aposentadoria por velhice.
Art. 38. A continuação do recolhimento da contribuição do segurado após sua aposentadoria, por invalidez ou por velhice, na forma do artigo 66, ensejará a revisão do cálculo do montante por ocasião do seu falecimento, para efeito da concessão da pensão a seus dependentes.
Art. 39. A aposentadoria por invalidez é devida, a partir da data do respectivo laudo de exame médico, ao segurado portador de enfermidade ou lesão orgânica que o torne incapaz total e definitivamente de qualquer atividade.
Parágrafo único. A incapacidade de que trata deverá ser apurada em exame médico pelo FUNRURAL. e que poderá ser realizado a expensas deste, por médicos do setor de perícias médicas do INPS.
Art. 40. Enquanto, aposentado não houver completado 55 (cinqüenta e cinco) anos, é facultado ao FUNRURAL verificar, para efeito de manutenção ou cancelamento do benefício, se persiste o estado de invalidez.
Parágrafo único. Verificada a recuperação da capacidade de trabalho, o benefício será extinto a partir do segundo mês seguinte àquele em que for feita a verificação.
Art. 41. A aposentadoria por velhice é devida ao segurado que completar 65 (sessenta e cinco) anos de idade e será concedida a partir da data de entrada do requerimento.
Art. 42. A Pensão por morte segurado é devidas aos seus dependentes a partir da datas do óbito.
Art. 43. Por morte presumida do segurado declarada pela autoridade judiciária competente, será concedida uma pensão provisória, de valor igual ao estabelecido no item II do artigo 21.
Art. 44. Mediante prova hábil do desperecimento do segurado em virtude de acidente. desastre ou catástrofe. seus dependentes farão jus à pensão provisória referida no artigo anterior, independentemente da declaração judicial nele exigida.
Parágrafo único. Verificado o reaparecimento do segurado, cessará imediatamente o pagamento da pensão, desobrigados os beneficiários do reembolso de qualquer quantias recebidas anteriormente.
Art. 45. A importância da pensão caberá ao conjunto dos dependentes e será rateada em cotas iguais entre os que a ela tiverem direito na data da morte do segurado.
Art. 46. O direito à cota da pensão se extingue:
II - para a pensionista do sexo feminino pelo casamento;
III - para o filho ou irmão, quando, não sendo inválida completar 18 (dezoito) anos de idade;
IV - para a filha ou irmã quando, não sendo inválida, completar 21 (vinte e um) anos de idade.
V - para o dependente designado do sexo masculino, quando completar 18 (dezoito) anos de idade
VI - para o pensionista inválida, pela cessação de invalidez, verificada em exame médico a cargo do FUNRURAL.
Parágrafo único. Salvo na hipótese do item II deste artigo, não extinguirá a cota dependente designado que, por motivo de idade avançado, condição da saúde ou encargos doméstico, continuar impossibilitada de angariar meios para o seu sustento.
Art. 47. Enquanto o pensionista inválida não houver completado 55 (cinqüenta e cinco) anos é facultado ao FUNRURAL verificar, para efeito de manutenção ou cancelamento do benefícios, se persiste o respectivo estado de invalidez
Art. 48. Sempre que se extinguir o direito a uma cota de pensão, proceder-se-á a novo rateio do valor original do benefícios considerados apenas os pensionistas remanescentes.
Parágrafo único. Extinto o direito do último pensionista, extingue-se a pensão.
Art. 49. O auxílio-funeral é devido ao executar do funeral, e será pago em seu máximo, independemente de comprovação, quando as despesas respectivas forma por dependentes do segurado.
Art. 50. Os serviços de saúde serão prestados coma amplitude que os recursos financeiros disponíveis do sistema e as condições locais permitirem.
Art. 51. Os serviços de saúde compreenderão:
a) atendimento médico-assistencial individualizado, visando à proteção e recuperação da saúde dos beneficiários:
b) assistência médica de natureza ambulatorial e hospitalar;
d) assistência farmacêutica.
Art. 52. Adotar-se-á para a prestação do serviços a modalidade de sua contratação com terceiros mediante convênio na forma das instruções baixadas pelo MPAS.
Art. 53. O FUNRURAL não se responsabilizará por despesas atinentes a serviços de saúde prestados aos beneficiários sem a sua autorização, mas se razões da força maior, a seu critério ,justificarem o reembolso este será feito em valor igual ao que o FUNRURAL teria despendido se tivesse prestado diretamente o serviço.
Art. 54. A readaptação profissional terá por fim possibilitar ao segurado incapacitado o retorno à atividade bem como ao dependente incapaz, que apresente potencial laborativo, o exercício de função que lhe assegure as subsistência no meio rural.
Parágrafo único. A readaptação profissional observará, além de outros, os seguintes critérios:
I - serão submetidos à readaptação profissional aqueles que incapacitados em decorrência de doença ou acidente, dentro de 1(um) ano após a fase de recuperação, apresentarem perspectiva definidas e a curto prazo de restauração desenvolvimento e preservação de sua capacidade de trabalho;
II - serão prestada em colaboração com Instituto Nacional de Previdência Social, e mediante convênio com entidade sem fins lucrativos que desenvolvam serviços dessa natureza, às quais o FUNRURAL poderá conceder doações e subsídios com esse objetivo;
III - a sua amplitude estará condicionada aos recursos financeiros , técnicos e administrativos existentes, bem como às condições locais:
IV - desde que indispensáveis ao êxito da readaptação profissional, o FUNRURAL, fornecerá aparelhos de órtese ou prótese, envolvendo a participação financeira do empregador rural, de acordo com a sua situação sócio-econômica.
Art. 55. O Serviço Social visa aos beneficiários a melhoria de sua condições de vida mediante a ajuda pessoal, nos desajustamento individuais e do grupo familiar, bem como em suas diversas necessidades relativas ao Sistema do Previdência e Assistência Social de que trata este regulamento.
Art. 56. O FUNRURAL , despenderá com a prestação do Serviço Social a percentagem da receita de contribuição do sistema que for fixada pelo Ministério da Previdência e Assistência Social.
TÍTULO IV - CUSTEIO
Art. 57. O custeio do Sistema de Previdência Social de que trata este Regulamento será atendido por uma contribuição anual obrigatória, a cargo do empregador rural, ser recolhida até 31 de março de cada ano, correspondentes a 12% (doze por cento).
I - de 1/10 (um décimo) do valor da produção rural do ano anterior apurada na forma do artigo 58;
II - de 1/20 ( um vigésimo) do valor da parte da propriedade rural mantida sem cultivo, segundo a última avaliação efetuada pelo INCRA, apurada na forma do artigo 59.
Parágrafo único. Para os efeitos deste Regulamento, entender -se-á a expressão última avaliação pelo INCRA como sendo a mais recente Declaração para Cadastro de Imóvel Rural DP apresentada espontaneamente ou na falta desta, a preenchida ex-offício para efeito de cálculo do Imposto Territorial Rural - ITR e demais contribuições a cargo do INCRA.
Art. 58. O valor da produção rural, para efeito de cálculo da contribuição devida na forma do item I do artigo anterior, corresponderá ao montante bruto auferido pelo segurado na comercialização de tudo quanto tenha resultado da exploração de suas atividades no exercício civil correspondente, e que se apure , dentre outros, com base nos seguintes elementos:
I - o total dos preços ou dos valores do produtos rurais que serviu de base para o recolhimento da contribuição devida no exercício, pelo segurado ao Programa de Assistência ao Trabalhador Rural - PRO-RURAL, seja a que é recolhida pelo adquirente dos produtos rurais, seja as que é paga pelo próprio empregador rural na forma do artigo 60 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº 73.617, de 12 de fevereiro de 1974:
II - o montante que serviu de base de cálculo para o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias o ICM no período relativo à contribuição anual;
III - o valor da produção consignado na declaração de rendimentos para pagamento do Imposto sobre a Renda;
IV - o valor total da produção relativa à parcela que o segurado informou ter vendido na Declaração para o Cadastro de Imóvel Rural DP apresentada ao INCRA.
§ 1º Em caso de divergência nos valores em qualquer dos elementos relacionadas no artigo prevalecerá o que represente maior quantia.
§ 2º Computar-se-à para apuração dos valores da produção do segurado, os das áreas arrendadas e os da áreas em parcela, além dos das áreas exploradas na sua condição de proprietário das terras culturas hortigranjeiras, com culturas permanentes ou com culturas temporárias, seja com pastagens, com pastoreio temporário ou extração vegetal e/ou florestal.
§ 3º Quando a produção não tiver sido vendida, o seu valor será apurado segundo a cotação do mercado e corresponderá ao total do estoque destinado á comercialização.
§ 4º Quando, por qualquer motivo, não for possível apurar o valor da produção, o seu montante será calculado mediante a multiplicação do número de módulos explorados por 48 (quarenta e oito) vezes o maior valor de referência vigente no Pais.
Art. 59. O valor de parte de propriedade mantida sem cultivo, para efeito do cálculo da contribuição devida na forma do item II, artigo 57, será o da área aproveitável mas não explorada diretamente proporcional ao total da área do imóvel, segundo os dados constantes da Declaração para Cadastro do Imóvel Rural DP no INCRA.
Parágrafo único. São consideradas áreas inexploráveis as inaproveitáveis e floresta constituídas como reserva legais.
Art. 60. Caberá ao segurado obter todos os elementos e documentos necessários á comprovação dos valores que serviram de base ao cálculo da contribuição anual por ele devida ao FUNRURAL, assim como a obrigação de conservá-los á disposição da fiscalização daquela entidade durante 5 (cinco) anos subsequentes ao exercício em que deverá se recolhido a respectiva contribuição anual.
Art. 61. O valor total que servirá de base de cálculo para a contribuição devidas pelo segurado não será inferior a 12 (doze) nem superior a 120 (cento e vinte) salários mínimos de maior valor vigente no País, arredondando-se as frações para o milhar de cruzeiros imediatamente superior.
Art. 62. O segurado que tiver sua produção em determinado exercício civil destruída ou prejudicada por eventos naturais fortuitos de tal monta que reduzam a base de cálculo de sua contribuição anual em amais de 50% (cinqüenta por cento) em relação á média do triênio imediatamente anterior, após a competente atualização monetária, poderá manter aquele valor médio da contribuição anual, efetuando o correspondente recolhimento sem prévia anuência do FUNRURAL.
Parágrafo único. A ocorrência de eventos naturais fortuitos poderá ser comprovada por qualquer elemento idôneo, inclusive mediante declarações de autoridades locais e de instituições financeiras oficiais, fundadas no conhecimento direto ou pessoal dos fatos.
ARRECADAÇÃO E RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO
Art. 63. A contribuição anual será recolhida por meio do competente Carnê de Contribuição do Empregador Rural através da rede bancária autorizada, de acordo com instruções baixadas pelo FUNRURAL.
Parágrafo único. "O Carnê de Contribuição do Empregador Rural" constitui a prova de sua inscrição como segurado cabendo-lhe a guarda e conservação daquele documento, assim com sua apresentação para obter os beneficiais e a prestação do serviços a que faça jus.
Art. 64. A falta de recolhimento na época própria, da contribuição devida ao FUNRURAL sujeitará o segurado ao juro moratória de 1% (um por cento) ao mês, devido de pelo direito, independente de notificação, além da multa variável, automaticamente aplicada e cobrada em conjunto com a contribuição de 10% (dez por cento) por ano ou fração de atraso, até o limite de 50% (cinqüenta por cento).
Parágrafo único. A aplicação do juro monetário e da multa variável terá por base o total da contribuição a recolher.
Art. 65. A contribuição não recolhida na época própria terá seu valor atualizado monetariamente em função das variações do poder aquisitivo da moeda, observados os coeficientes oficiais baixados para correção dos débitos previdenciários.
Art. 66. O segundo que entrar em gozo de aposentadoria continua obrigado á contribuição devida ao FUNRURAL, se prosseguir na exploração da respectiva atividade ou voltar explorá-la.
Art. 67. O segurado que tiver sua produção de determinar exercício prejudicada por condições climáticas adversas que o impossibilitem de efetuar, na época própria, o recolhimento da contribuição anual devida poderá se exonerado do pagamento do juro moratória e da muita variável previsto no artigo 64, desde que faça comprovação do evento perante o FUNRURAL.
§ 1º A exoneração dos acréscimo a que se refere o artigo será concedida pelo prazo que for considerado necessário pelo FUNRURAL, para a normalização da situação financeira do segurado, não podendo , porém nesse caso, o recolhimento da contribuição ser feito após o encerramento do exercício anual em que é devido, sob pena do restabelecimento daqueles acréscimos e dos que couberem por novo atraso.
§ 2º Enquanto persistir a impossibilidade de recolhimento da contribuição no prazo previsto no artigo, segurado e os seus dependentes manterão o pleno gozo de seus direitos aos benefícios e serviços previstos neste Regulamento.
§ 3º Na hipótese de o segundo ficar incapacitado para o exercício dada sua atividade e ao mesmo tempo impossibilitado de recolher a contribuição anual devida ao FUNRURAL, o montante de seu débito poderá ser descontado do benefício pecuniária que seja devido ou a seus dependentes, em prestações mensais e consecutivas, até sua liquidação, com os acréscimos legais devidos, não podendo aquele desconto ser superior a 30% (trinta por cento) do valor global do benefício pago em cada mês.
Art. 68. O FUNRURAL fará o lançamento das contribuições não recolhidas nas épocas próprias pelo segurado e notificará para o competente recolhimento no prazo de 30 dias a contar da ciência.
Parágrafo único. Se não se conformar com o lançamento poderá o segurado oferecer reclamações desde logo, apresentado as provas que julgue necessárias para comprovar suas alegações.
Art. 69. Tornada definitiva a decisão condenar o segurado ao pagamento das contribuições lançadas ou no caso de revelia, o montante do débito, no qual se incluirão os acréscimo legais atualizados, será inscrito mediante processamento eletrônico de dados como dívidas ativa do FUNRURAL para cobrança judicial pleno mesmo processo e com os mesmo privilégios do crédito tributário da União.
Art. 70. Prescreverá em 30 (trinta) anos o direito do FUNRURAL de receber ou cobrar importâncias que lhe sejam devidas pelo segurado.
Art. 71. O segurado não poderá efetivar qualquer transação imobiliária nem onerar seus bens , sob qualquer forma ou a qualquer título, sem apresentar "Certificado de Quitação" do FUNRURAL.
§ 1º O ato praticado e o instrumento assinado ou lavrado inobservância do estabelecido no artigo são considerado nulos de pleno direito, para todos os efeitos legais, assim como os registros públicos a que estiverem sujeitos.
§ 2º O FUNRURAL poderá intervir no ato que dependa de Certificado de Quitação para dar quitação da dívida ou autorizar a lavratura do instrumento respectivo independente da liquidação do débito, desde que fique assegurado o pagamento, mesmo quando parcelado, com o oferecimento de garantia do próprio preço do bem ou outra de natureza real, assim como fiança bancária ou de caução de Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional - ORTN.
§ 3º No caso de oferecimento da garantia de natureza real a que se refere o parágrafo anterior, seu valor deverá superior a 140% (cento e quarenta por cento) do montante do débito, de acordo com a avaliação prévia julgada idônea pelo FUNRURAL.
§ 4º O servidor, serventuário da Justiça, autoridade ou órgão que infringir o disposto no artigo incorrerás em muita correspondente ao maior valor referência vigente no País, imposta e cobrada pelo FUNRURAL, sem prejuízo da responsabilidade cabível.
Art. 72. A infração por parte do segurado de qualquer dispositivo deste Regulamento o tornará passível da multa de 1 (um) a 10 (dez) vezes o maior valor de referência vigente no Pais
Parágrafo único. O processo de autuação e de julgamento da infração, até última instância, obedecerá às normas vigentes no FUNRURAL atinentes aos contribuintes do PRO-RURAL.
Art. 73. O segurado que não se conformar com decisão proferida pela Representação Local do FUNRURAL poderá apresentar reclamação para o Diretor da Divisão de Benefícios Pecuniários ou para o Diretor da Divisão de Convênios de Serviços de Saúde, e para o Diretor da Divisão de Fiscalização da Arrecadação do FUNRURAL em matéria relativa á arrecadação e á fiscalização de contribuições e acréscimo legais.
Parágrafo único. A reclamação deverá ser apresentada á Representação Local no prazo de 30 (trinta) dias, contados de ciência da decisão.
Art. 74. Da decisão que indeferir a reclamação ou julgá-la improcedente , no todo ou em parte, caberá recurso voluntário para Comissão Revisora, no prazo de 15 (quinze) dias, contados da data da ciência.
Art. 75. Os recursos das decisões proferidas perante a Representação Local, que os encaminhará á Comissão Revisora, por intermédio da autoridade recorrida.
Parágrafo único. O prazo para interposição de recursos caberá recurso, em última de defectiva instância do interessado.
Art. 76. Das decisões proferidas pelas Comissões Revisoras caberá recurso, em última e definitiva instância, para o Conselho-Diretor do FUNRURAL, no prazo de 30 (trinta) dias contados da ciência do interessado.
Art. 77. As reclamações e recursos dos segurados independem de garantia da instância, mas o depósito em dinheiro feito no prazo do recurso e mantido até sua decisão final evitará, a partir da data for feito e no limite do valor depositado, a incidência da correção monetária e dos juros de mora.
Art. 78. Na administração do sistema de previdência e assistência de que trata este Regulamento, o FUNRURAL observará as mesmas normas administrativas que disciplinam a execução do PRO-RURAL.
§ 1º Na prestação dos serviços de saúde, os benefícios poderão ser atendidos independentemente de audiência do FUNRURAL, pelos órgãos locais do INPS, observado o disposto no parágrafo seguinte.
§ 2º Quando forem atendidos pelos órgãos locais do INPS, os benefícios do sistema de que trata este regulamento terão a mesma assistência que os beneficiários daquele Instituto, cabendo ao FUNRURAL indenizar as respectivas na forma que vier a ser estabelecida pelo MPAS.
§ 3º O FUNRURAL, para a arrecadação das contribuições que lhes são devidas, poderá utilizar a rede arrecadara do INPS com observância das mesmas normas operacionais.
§ 4º Caberá á Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social - DATAPREV, executar os serviços de manutenção dos benefícios pecuniários, proceder ao controle e á contabilização da arrecadação realizada para o custeio do sistema, bem como das despesa efetuadas, inscrever a divida ativa dos empregadores rurais e manter o controle de sua liquidação, e encarregar-se da execução de qualquer tarefas necessárias ao desenvolvimento das atividades do FUNRURAL na administração do sistema de que trata este Regulamento.
§ 5º Os serviços prestados pela DATAPREV ao FUNRURAL, serão remunerados de conformidade com as normas estabelecidas para esse fim pelo MPAS.
Art. 79. Nos casos em que venha a caber a concessão de aposentadoria ou pensão no exercício de 1977, será considerada como recolhida para efeito de cálculo a contribuição relativa á produção do ano de 1974, apurada na forma do artigo 57
Art. 80. Ficará inseto de multa, juro moratória e correção e recolhimento da contribuição relativa ao exercício de 1975, desde que efetuado ata o último dia do 6º mês seguintes ao da população deste Regulamento.