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Timestamp: 2019-08-21 18:16:40+00:00
Document Index: 87653721

Matched Legal Cases: ['Artigo 1', 'Artigo 2', 'Artigo 3', 'Artigo 4', 'Artigo 5', 'Artigo 6', 'Artigo 7', 'Artigo 8', 'Artigo 9', 'Artigo 4', 'Artigo 10', 'Artigo 11', 'artigo 3', 'Artigo 12', 'Artigo 13', 'Artigo 14', 'Artigo 15', 'Artigo 16', 'Artigo 17', 'Artigo 18', 'artigo 17', 'Artigo 19', 'Artigo 20', 'artigo 11', 'Artigo 21']

RESOLUÇÃO CoG Nº 3708, DE 28 DE JUNHO DE 1990 | Normas USP
D.O.E.: 30/06/1990	Revogada
RESOLUÇÃO CoG Nº 3708, DE 28 DE JUNHO DE 1990
(Alterada pela Resolução 3752/1990)
Estabelece normas e dispõe sobre as disciplinas e respectivos programas para o Concurso Vestibular de 1991 na Universidade de São Paulo e dá outras providências.
O Pró-Reitor de Graduação da Universidade de São Paulo, na qualidade de Presidente do Conselho de Graduação, tendo em vista os estudos realizados pela Câmara do Vestibular e o deliberado pelo Conselho de Graduação, em sessões realizadas a 24 e 31 de maio de 1990, baixa a seguinte
Artigo 1º – O Concurso Vestibular de 1991 será composto de provas para avaliação dos conhecimentos comuns às diversas formas de educação do ensino de segundo grau e da aptidão intelectual do candidato para estudo superior.
Artigo 2º – O Concurso Vestibular estará aberto aos que houverem concluído ou estejam em vias de concluir o curso de segundo grau ou equivalente, bem como aos portadores de diploma de conclusão de curso superior oficial ou reconhecido, devidamente registrado.
Artigo 3º – A admissão à Universidade será feita mediante processo classificatório dos candidatos habilitados, com o aproveitamento até o limite das vagas fixadas para os diversos cursos.
§1º – O Concurso Vestibular será realizado em duas fases.
§2º – O Concurso Vestibular versará sobre as disciplinas de Matemática, Física, Química Biologia, História, Geografia, Português e uma Língua Estrangeira (Inglês ou Francês).
Artigo 4º – A realização do Concurso Vestibular da Universidade de São Paulo, correspondente a 1991, ficará a cargo da Fundação Universitária para o Vestibular – FUVEST.
Parágrafo único – A FUVEST caberá a responsabilidade de divulgar, com a necessária antecedência, as datas e locais de realização das provas e todas as informações relacionadas ao Concurso Vestibular.
Artigo 5º – A taxa de inscrição será fixada pela FUVEST, depois de ouvido o Conselho de Graduação.
Artigo 6º – A inscrição ao Concurso Vestibular será feita mediante apresentação, pelo candidato, do original de sua cédula de identidade.
Parágrafo único – No ato da inscrição os candidatos nascidos a partir de 1 de janeiro de 1975 deverão apresentar atestado que comprove a conclusão da segunda série do segundo grau.
Artigo 7º – Os cursos oferecidos pela USP serão agrupados em carreiras de acordo com a Tabela de Carreiras, Níveis e Pesos anexa, devendo o candidato inscrever-se numa única carreira.
Artigo 8º – No ato de inscrever-se ao Concurso Vestibular o candidato optará:
a) pela carreira a que deseja se dedicar;
b) dentro da carreira escolhida, pelos cursos em que pretenda ingressar, obedecida a ordem de preferência;
c) pelo curso diurno ou noturno, se entre suas preferências incluir-se Unidade Universitária que mantenha os dois turnos;
d) pelo exame de Inglês ou Francês.
Parágrafo único – Será expressamente vedado ao candidato efetuar mais de uma inscrição ao Concurso Vestibular, sob pena de serem anuladas todas.
Artigo 9º – Em todas as carreiras, exceto Música, a primeira fase será constituída de prova de conhecimentos gerais, sob a forma de testes de múltipla escolha, com 5 (cinco) alternativas, entendendo-se por conhecimentos gerais o conjunto de disciplinas que constituem o núcleo comum obrigatório do ensino de segundo grau, conforme mencionado no §2º do Artigo 4º, exceto Língua Estrangeira.
Parágrafo único – Para o candidatos à carreira de Música, a primeira fase consistirá de prova de habilidade específica que terá peso 6 para fins de classificação.
Artigo 10 – A segunda fase constituir-se-á de provas, uma por disciplina, de natureza analítico-expositiva, visando avaliar o espírito crítico e criativo do candidato.
§1º – À disciplina de Português corresponderão duas provas, com notas independentes:
b) Gramática e Literatura.
§2º – A prova de Redação será eliminatória para todos os cursos, exigindo-se a nota mínima 3,0 e terá peso 2 (dois) para fins de classificação.
§3º – As demais provas serão oferecidas em dois níveis: nível 1 e nível 2, que cobrirão todo o programa, diferindo quanto à dificuldade e complexidade, conforme discriminado na Tabela de Carreiras, Níveis e Pesos.
§4º – Os pesos das provas serão: 1 para as provas de nível 1 e 2 para as provas de nível 2.
Artigo 11 – Os programas das disciplinas a que se refere o parágrafo 2º do artigo 3º são os constantes da relação anexa, item V desta resolução.
Artigo 12 – Serão realizadas, na segunda fase, provas de Habilidades Específicas e Aptidão para as carreiras de Artes Cênicas, Artes Plásticas, Arquitetura e Educação Física., que terão caráter classificatório.
Parágrafo único – Os pesos das provas mencionadas neste Artigo serão. 4 (quatro) para as carreiras de Arquitetura e Educação Física e 6 (Seis) para as carreiras de Artes Cênicas e Artes Plásticas.
Artigo 13 – Em cada carreira serão convocados, para a segunda fase, os candidatos melhor classificados, em número igual a 4 (quatro) vezes o número de vagas da carreira.
Parágrafo único – Ocorrendo empate na última colocação correspondente a cada carreira, serão admitidos, para a segunda fase, todos os candidatos nessa condição.
Artigo 14 – A classificação dos candidatos não eliminados na prova de Redação será feita pela ordem decrescente da média das notas padronizadas, ponderadas com os pesos correspondentes à carreira.
Parágrafo único – O desempate na segunda fase será feito, sucessivamente, por:
a) nota de Redação;
b) média aritmética simples das notas das demais provas.
Artigo 15 – Os resultados do Concurso Vestibular serão válidos, apenas, para o período letivo imediatamente subseqüente à sua realização, não sendo necessária a guarda da documentação dos candidatos por prazo superior ao término do respectivo período letivo.
Artigo 16 – As vagas porventura remanescente após a chamada de todos os optantes poderão ser preenchidas por reopção, aberta aos candidatos não matriculados, ou mediante a realização de um Segundo Vestibular, a juízo do Conselho de Graduação.
Artigo 17 – A matrícula dos candidatos classificados, para admissão aos Cursos de Graduação da USP, dependerá, necessariamente, da apresentação de:
a) certificado de conclusão de curso de segundo grau ou equivalente e respectivo histórico escolar ou diploma de curso superior devidamente registrado (duas cópias);
b) cédula de identidade (duas cópias);
c) duas fotos 3X4, datadas, com menos de um ano.
§1º – A entrega dos documentos mencionados nas alíneas a) e b) deste artigo deverá ser acompanhada da apresentação do respectivo original.
§2º – A matrícula feita por procuração deverá ser confirmada pessoalmente pelo candidato, em data a ser fixada no Calendário Escolar da Universidade de São Paulo correspondente a 1991.
Artigo 18 – O candidato que, dentro do prazo destinado à matrícula, não completar a prova exigida pelo artigo 17 não poderá matricular-se na USP, nem terão qualquer eficácia as notas ou a classificação que lhe houverem sido atribuídas nas provas do Concurso Vestibular.
Artigo 19 – Será expressamente vedada, em qualquer hipótese, a permuta de vagas ou períodos entre candidatos classificados no Concurso Vestibular, ainda que se trate de cursos Diurno e Noturno da mesma Unidade Universitária.
Artigo 20 – O aluno já matriculado em Curso da USP e que, em virtude de aprovação no Concurso Vestibular a que se refere esta Resolução, efetuar matrícula em novo Curso desta mesma Universidade, será automaticamente desligado do anterior , sendo vedada a realização simultânea de ambos.
§1º – Se o aluno já estiver realizando mais de um curso na USP, a matrícula no novo curso implica o desligamento automático dos demais.
§2º – Não será permitida a matrícula ao aluno que ingressar no mesmo Curso que já vinha realizando na mesma Unidade, excetuados os casos de alunos que pretendam mudança de turno.
V – Programas a que se refere o artigo 11
1 – Conjuntos numéricos.
1.1. Números naturais e números inteiros: indução finita, divisibilidade, máximo divisor comum e mínimo múltiplo comum, decomposição em fatores primos.
1.2. Números racionais e noção elementar de números reais: operações e propriedades, relação de ordem, valor absoluto, desigualdades.
1.3. Números complexos: representação e operações nas formas algébrica e trigonométrica, raízes da unidade.
1.4. Seqüências, progressões aritméticas., progressões geométricas, noção de limite de uma seqüência, noções de série e convergência, soma da série geométrica, representação decimal de um número real.
2 – Polinômios.
2.1. – Polinômios: conceito, grau e propriedades fundamentais, operações divisão de um polinômio por um binômio da forma (x-a).
3 – Equações algébricas.
3.1 – Equações algébricas: definição, conceito de raiz, multiplicidade de raízes. Número de raízes de uma equação.
3.2. Relação entre coeficientes e raízes. Raízes múltiplas racionais, reais e complexas.
4 – Combinatória e probabilidades.
4.1. Problemas de contagem.
4.2. Arranjos, permutações e combinações.
4.3. Binômio de Newton.
4.4. Probabilidades: noção e distribuição de probabilidades, probabilidade condicional e eventos independentes.
4.5. Noções de estatística: distribuição de freqüência (média e mediana); medidas de dispersão (variância e desvio padrão).
5 – Sistemas lineares.
5.1. Sistemas lineares: resolução e discussão.
5.2. Matrizes: operações e aplicações a sistemas lineares.
5.3. Determinante: propriedades. Sistemas de Cramer.
6 – Geometria analítica.
6.1. Utilização de coordenadas cartesianas para resolução de problemas geométricos simples na reta e no plano.
6.2. Representação analítica de lugares geométricos: retas, circunferências e demais cônicas; regiões simples. Posições relativas.
6.3. Distância (entre dois pontos e de ponto a reta), perpendicularismo e áreas.
7 – Funções.
7.1. Noções de função. Gráficos. Funções crescentes e funções decrescentes. Máximos e mínimos.
7.2. Funções lineares, afins e quadráticas.
7.3. Composição e inversão de funções.
7.4. Noção de limite e continuidade.
7.5. Funções exponenciais e logarítmicas. Propriedades.
7.6. Equações e inequações exponenciais e logarítmicas.
8 – Trigonometria
8.1. Arcos e ângulos: medida, relações entre arcos.
8.2. Funções trigonométricas: periodicidade, cálculo dos valores em p /6, p/4 e p /3, gráficos. Arcsen e arctg.
8.3. Fórmulas de adição, subtração, duplicação e bissecção de arcos. Transformações de somas de funções trigonométricas em produtos.
8.4. Equações e inequações trigonométricas.
8.5. Leis dos senos e dos co-senos. Resolução de triângulos.
9 – Geometria
9.1. Figuras geométricas planas: retas, paralelismo, perpendicularismo, semi-retas, segmentos, ângulos, polígonos circunferência círculo.
9.2. Relações métricas nos triângulos, polígonos, polígonos regulares, circunferência e círculo.
9.3. Áreas de polígonos, círculos e partes do círculo.
9.4 Figuras geométricas espaciais: retas e planos, paralelismo, perpendicularismo, ângulos diédricos e poliédricos, poliedros, poliedros regulares.
9.5. Prismas, pirâmides, cilindros, cones e respectivos troncos: cálculo de áreas e volumes.
9.6. Esfera, superfície esférica e partes da esfera: cálculo de áreas e volumes.
9.7. Semelhança e homotetia de figuras planas: o caso particular da semelhança de triângulos. Semelhança e homotetia de figuras espaciais: razões entre comprimento, áreas e volumes.
9.8. Construções geométricas com régua e compasso.
9.9. Secções cônicas.
10 – Noções de Cálculo.
10.1. O significado da derivada: taxa de variação, reta tangente e velocidade. Cálculo da derivada de algumas funções elementares.
10.2. Derivadas, construção e interpretação de gráficos, problemas simples de máximos e mínimos.
10.3. O significado da integral.
10.4. A relação entre a integral e a Derivada. cálculo da integral de algumas funções elementares.
10.5. Alguns exemplos simples da utilização de integrais no cálculo de áreas e volumes.
As provas de Física procurarão avaliar a compreensão que os candidatos têm dos tópicos do programa e sua capacidade de manipular os conceitos fundamentais aplicando-os preferencialmente a casos concretos relacionados com resultados de experiências de laboratório ou de situações de vida cotidiana. Procurar-se-á valorizar a capacidade de raciocínio dos candidatos evitando-se a exigência da simples memorização de fórmulas. O candidato deverá conhecer os aspectos fundamentais do programa tendo noções de como se processam as medidas das grandezas físicas envolvidas. Deverá conhecer as unidades do Sistemas Internacional (SI) de uso corrente no país bem como as dimensões das grandezas utilizadas.
Na resolução das questões poderão ser exigidas manipulações matemáticas e construção e interpretação de gráficos.
1 – Cinemática.
1.1. – Velocidade escalar média e velocidade escalar instantânea.
1.2. Aceleração escalar média e aceleração escalar instantânea.
1.3. Representação gráfica, em função do tempo do deslocamento, velocidade e aceleração de um corpo.
1.4. Velocidade e aceleração vetorial média e velocidade e aceleração vetorial instantânea e suas representações gráficas.
1.5. Os movimentos uniforme e uniformemente variados. Movimentos retilíneos e curvilíneos.
1.6. Movimentos circular e uniforme: velocidade angular, período, freqüência. Aceleração normal e sua relação com a velocidade e o raio.
1.7. Movimento harmônico simples (MHS). Relação entre MHS e movimento circular uniforme. Equação do deslocamento. Velocidade e Aceleração. Relação entre deslocamento e Aceleração num MHS.
2 – Movimento e as Leis de Newton.
2.1. Movimento de um corpo sob a ação de uma força.
2.2. Relação matemática entre a aceleração do corpo e a força que atua sobre ele: massa inercial.
2.3. Composição vetorial de forças que atuam sobre um corpo.
2.4. Lei da ação e reação.
2.5. Sistemas de referência. Referenciais inerciais e não inerciais.
3 – Gravitação.
3.1. Peso de um corpo.
3.2. Aceleração da gravidade.
3.3. Equação de movimento de um projétil a partir de seus deslocamentos horizontais e verticais.
3.4. Lei da atração gravitacional de Newton e sua verificação experimental – Sistema Solar.
4 – Quantidade de movimento (momento) e sua conservação.
4.1. Impulso de uma força.
4.2. Quantidade de movimento de uma partícula e de um corpo ou sistema de partículas.
4.3. Conceitos vetoriais de impulso de uma força e quantidade de movimento de um corpo.
4.4. Lei da conservação da quantidade de movimento de um sistema isolado de partículas.
4.5. Centro de massa de um sistema e movimento do centro de massa.
5 – Trabalho e energia cinética. Energia potencial.
5.1. Trabalho de uma força constante. Interpretação do gráfico força versus deslocamento. Trabalho de uma força variável como uma soma de trabalhos elementares.
5.2. O trabalho da força peso: trajetória retilínea. Trabalho da força de reação normal. Trabalho do peso em trajetória qualquer.
5.3. O Teorema do trabalho e energia cinética.
5.4. Noção de campo de força. Forças conservativas. Trabalho de forças conservativas. Energia potencial.
5.5. O Teorema da Conservação da energia mecânica. Caso do campo da força peso (constante)
5.6. Trabalho da força elástica e seu cálculo através de interpretações no gráfico, força versus deslocamento.
5.7. Trabalho da força de atrito.
5.8. Potência.
6 – Estudos líquidos.
6.1. Pressão de um líquido.
6.2. Variação da pressão num líquido em repouso.
6.3. Princípio de Pascal.
6.4. Principio de Arquimedes.
7 – Termologia.
7.1. Temperatura e Lei zero da Termodinâmica.
7.2. Termômetros e escalas termométricas.
7.3. Calor como energia em trânsito.
7.4. Dilatação térmica. Condução de calor.
7.5. Calor específico de sólidos e líquidos.
7.6. Leis dos Gases – Transformações isobáricas, isovolumétricas e isotérmicas.
7.7. Gás perfeito – Lei dos gases perfeitos.
7.8. Trabalho realizado por gás em expansão.
7.9. Calores específicos dos gases a volume constante e a pressão constante
7.10. A experiência de Joule e o 1º princípio da Termodinâmica.
III – Ópticas e Ondas.
8 – Reflexão e formação de imagens
8.1. Trajetória de um raio de luz em meio homogêneo.
8.2. Luz e penumbra.
8.3. Lei da reflexão da luz e sua verificação experimental.
8.4. Espelhos planos e esféricos.
8.5. Imagens reais e virtuais.
9 – Refração e dispersão da luz.
9.1 – Fenômeno da refração.
9.2. Lei Snell e índice de refração absoluto e relativo.
9.3. Reversibilidade de percurso.
9.4. Lâmina de faces paralelas.
9.5. Prismas.
10 – Lentes e instrumentos ópticos.
10.1. Lentes delgadas.
10.2. Imagens reais e virtuais.
10.3. Equação das lentes delgadas.
10.4. Convergências de uma lente. Dioptria.
10.5. O olho humano.
10.6. Instrumentos: microscópio, telescópio de reflexão, lunetas terrestres e astronômicas, projetores de imagens e máquina fotográfica.
11 – Pulsos e ondas: luz e som.
11.1. Propagação de um pulso em meios unidimensionais, velocidade de propagação.
11.2. Superposição de pulsos.
11.3. Reflexão e transmissão.
11.4. Ondas planas e circulares: reflexão, refração, difração, interferência e polarização.
11.5. Ondas estacionárias.
11.6. Caráter ondulatório da luz.
11.7. Caráter ondulatório do som.
11.8. Qualidade do som.
IV – Eletricidade.
12 – Eletrostática.
12.1. Carga elétrica e sua conservação.
12.2. Lei de Coulomb.
12.3. Indução eletrostática.
12.4. Campo eletrostático.
12.5. A quantização da carga.
12.6. Potencial eletrostático e diferença de potencial.
12.7. Unidade de carga, campo elétrico e de potencial elétrico.
13 – Energia no campo elétrico e movimento de cargas.
13.1. Corrente elétrica.
13.2. Resistência e resistividade: variação com a temperatura.
13.3. Conservação de energia e força eletro-motriz.
13.4. Relação entre corrente elétrica e diferença de potencial aplicada. Condutores ohmicos e não ohmicos.
13.5. Circuitos e dissipação de energia em resistores. Potência elétrica.
14 – Campo magnético.
14.1. Campo magnético de correntes e imãs. Vetor indução magnética
14.2. Lei de Ampère.
14.3. Campo magnético de uma corrente num condutor retilíneo e solenóide.
14.4. Forças atuantes sobre cargas elétricas com movimentos em campos magnéticos.
14.5. Forças magnéticas atuantes em condutores elétricos percorridos por corrente: definição de Ampère.
14.6. Noções sobre propriedades magnéticas da matéria.
15 – Indução eletromagnética e radiação eletromagnética.
15.1. Corrente induzida devido ao movimento relativo do condutor em campos magnéticos
15.2. Fluxo magnético, indução eletromagnética.
15.3. Sentido da corrente induzida (lei de Lentz).
15.4. Campos magnéticos e variação de fluxo elétrico (Noções).
16 – Medidas elétricas.
16.1. Princípio de funcionamento de medidores de intensidade de corrente, diferença de potencial e de resistência.
No estudo da Química são valorizados a experimentação, a História da Ciência e o cotidiano. Espera-se que o estudante incorpore os conteúdos dentro de diferentes perspectivas, científica, humanística e social. Em vários itens se pede a noção qualitativa da importância dos materiais no sistema produtivo e dos impactos sobre o meio ambiente. Não se pretende do candidato a memorização de fórmulas químicas, exceto das substâncias mais comuns, especificamente mencionadas no programa. O candidato deverá saber executar cálculos elementares de estequiometria, envolvendo quantidades (massa, volume, entalpia), percentagens, fórmulas mínimas, moleculares e constantes de equilíbrio. Tanto as leis ponderais quanto os cálculos estequiométricos devem ser encarados como conseqüência da existência de átomos, que entram em proporções definidas na constituição das substâncias. Exige-se a capacidade de lidar com as relações quantitativas para gases, envolvendo as variáveis pressão, volume, temperatura e números de moles. É importante o estudante conhecer o relacionamento quantitativo entre a constante de Avogadro, a carga do elétron e os processos de oxi-redução. No tocante à Química Orgânica, o estudante deve ter a capacidade de reconhecer as diferentes classes de compostos (funções). Não se exige memorização, pura e simples, de métodos de obtenção e reações características. As Comissões de Seleção formularão questões fornecendo os dados necessários, sem enfatizar memorização, avaliando a capacidade do estudante manipular informações. Espera-se a compreensão de relações entre grandezas e não a retenção mnemônica de equações específicas.
1.1 – Reconhecimento de transformações químicas:
– mudança de cor, formação/desaparecimento de sólidos numa solução, absorção/liberação de energia.
1.2 – Alguns aspectos quantitativos das transformações químicas:
– lei de Lavoisier (lei de conservação da massa).
– lei de Proust (lei das proporções definidas).
1.3 – Natureza corpuscular da matéria; uma tentativa para interpretar as transformações químicas:
– modelo atômico de Dalton.
– representação simbólica dos elementos.
– massa atômica.
– estado gasoso: relação entre as variáveis de estado.
– desenvolvimento do conceito de molécula: experimentos e interpretações – Gay-Lussac, Avogadro e Cannizzaro.
– representação simbólica das moléculas.
– massa molecular, mol.
1.4 – Natureza elétrica da matéria, modificações no modelo para interpretar as transformações químicas
– eletrização por atrito, condutibilidade elétrica dos materiais.
– desenvolvimento do modelo atômico – Thomson e Rutherford.
– noções elementares do modelo atômico de Bohr e de espectros atômicos.
1.5 – Rearranjo de átomos:
– representação das transformações; equação química.
– estequiometria.
2. Utilização e propriedades dos materiais: aspectos científicos, tecnológicos e econômicos dos materiais.
2.1 – Propriedades dos elementos e de seus compostos – Tabela Periódica.
2.2 – Metais:
– alumínio, cobre e ferro: ocorrência, obtenção, propriedades e utilização. Suas ligas.
– ligação metálica.
– problemas ambientais decorrentes da produção e utilização de metais e seus compostos.
2.3 – Substâncias iônicas:
– cloreto de sódio: ocorrência, obtenção, propriedades e utilização.
– ligação iônica.
– carbonato de sódio: preparação, propriedades e utilização.
2.4 – Substâncias covalentes:
– hidrogênio e oxigênio: ocorrência, obtenção, propriedades e utilização.
– ligação covalente.
– cloreto de hidrogênio, água , amônia e metano.
– polaridade.
– forças intermoleculares.
3.1 – Propriedades da água sua importância para a vida.
3.2 – Estrutura da água; pontes de hidrogênio.
3.3 – Soluções aquosas: concentração em g/L e mol/L.
3.4 – Ácidos, bases e sais:
– propriedades, comportamento frente a indicadores: reações com metais.
– estudo dos principais ácidos e bases. Ácido clorídrico, ácido sulfúrico, ácido nítrico, amônia e soda cáustica.
– aplicações práticas no cotidiano e no sistema produtivo.
3.5 – Efeito do soluto nas propriedades da água; aspectos qualitativos:
– abaixamento da pressão de vapor e da temperatura de congelamento; elevação da temperatura de ebulição; pressão osmótica.
3.6 – Estado Coloidal:
– caracterização e propriedades.
– importância nos processos biológicos.
4.1 – Velocidade das transformações químicas:
– fatores que influenciam a velocidade das transformações químicas.
– energia de ativação.
4.2 – Transformações químicas e equilíbrio:
– caracterização macroscópica e microscópica (dinâmica) do estado de equilíbrio.
– equilíbrio em sistemas homogêneos gasosos e aquosos.
– equilíbrio em sistemas heterogêneos solubilidade.
– constante de equilíbrio.
– produto iônico da água e pH.
– perturbação do equilíbrio.
5.1. – Transformações químicas e energia térmica:
– calor de reação, entalpia.
– lei de Hess.
– energia envolvida na quebra e formação de ligações químicas.
5.2 – Transformações químicas e energia elétrica:
– transformações químicas e produção de energia elétrica: pilha
– transformações químicas e consumo de energia elétrica: cuba eletrolítica.
6. Transformações nucleares naturais e artificiais:
– histórico da radioatividade.
– fissão e fusão nucleares.
– problemas ambientais decorrentes de emprego de materiais radioativos.
7. Estudo dos compostos de carbono
7.1 – Características principais, elementos constituintes, nomenclatura, temperatura de fusão e de ebulição, estabilidade térmica, combustão, solubilidade, isomeria, etc.
– histórico.
7.2 – Petróleo: origem, ocorrência, composição e destilação.
– hidrocarbonetos: propriedades.
– estudo de alguns hidrocarbonetos: metano, etileno, acetileno, benzeno, tolueno.
– problemas ambientais decorrentes da produção e utilização de combustíveis derivados do petróleo.
7.3 – Compostos orgânicos oxigenados (C, H, O):
– general idades: grupos funcionais, fórmulas gerais. Aplicações na sociedade e implicações no meio ambiente.
– fermentação alcoólica, fermentação acética.
– destilação seca da madeira, destilação da hulha.
– álcoois metílico e etílico.
– éter dietílico, formaldeído, acetona, ácido acético, fenol.
– glicídios, óleos e gorduras, sabões e detergentes.
7.4 – Compostos orgânicos nitrogenados (C, H, N, contendo ou não O):
– generalidades: grupos funcionais, fórmulas gerais. Aplicações na sociedade e implicações no meio ambiente.
– noções de aminas, amidas e aminoácidos.
7.5 – Macromoléculas naturais e sintéticas.
– noções de polímeros e seus tipos. Aplicações na sociedade e implicações no meio ambiente.
– glicogênio, amido e celulose. Borracha natural e sintética, polietileno, poliestireno, PVC e teflon.
– proteínas e enzimas.
A prova de Biologia pretende avaliar a capacidade de compreensão das idéias básicas e dos conceitos fundamentais dessa ciência e não a mera retenção de informações. Pretende também verificar a capacidade de análise das contribuições da pesquisa biológica para solução dos problemas da espécie humana com ênfase na manutenção e restauração do equilíbrio ambiental.
Valoriza-se o potencial do aluno em aplicar seus conhecimentos em situações de seu cotidiano e também em situações novas. Valoriza-se também o aprendizado através da observação da natureza e da elaboração de experimentos.
1. NOÇÕES ELEMENTARES DE CITOLOGIA
1.1. Características gerais de células eucarióticas e procarióticas. Diferenças básicas entre células animais e vegetais. Características gerais dos vírus.
1.2. Estrutura e composição química da membrana plasmática. Permeabilidade celular (difusão, osmose, transporte ativo, fagocitose e pinocitose). Parede celulósica.
1.3. Estrutura e função do retículo endoplasmático e do aparelho de Golgi.
1.4. Lisossomos e digestão intracelular.
1.5. Mitocôndrias e respiração celular.
1.6. Plastos e fotossíntese.
1.7. Centríolos, cílios e flagelos.
1.8. Estrutura e função do núcleo celular.
1.8.1. Carioteca, cromossomos e nucléolo.
1.8.2. DNA, RNA e aspectos gerais da síntese de proteínas.
1.8.3. Reprodução celular: características gerais das fases da mitose.
1.8.4. Meiose. características gerais das fases da meiose.
1.9. Histologia e embriologia dos vertebrados.
1.9.1. Características gerais dos tecidos: epitelial , nervoso, muscular, conjuntivo e ósseo.
1.9.2. Características gerais das fases de mórula, biástula, gástrula e nêurula. Anexos embrionários.
2. OS GRANDES GRUPOS DE SERES VIVOS. MONERA, PROSTITA, FUNGO, METAFITA E METAZOA
2.1. Noções elementares sobre os moneras: bactérias e cianofíceas.
2.2. Noções elementares sobre os protistas. amebas, flagelados, ciliados e esporozoários.
2.3. Noções elementares sobre os principais grupos de fungos e seus aspectos reprodutivos.
2.4. Noções elementares sobre estrutura e ciclo da vida de algas, briófitas, pterodófitas, gimnospermas e angiospermas.
2.5. Noções elementares sobre invertebrados: poríferos, celenterados, platielmintes, nematelmintes, moluscos, anelídeos, artrópodes (aracnídeos, crustáceos e insetos).
2.6. Noções elementares sobre os vertebrado; peixes (ósseos e cartilaginosos), anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
3. NOÇÕES ELEMENTARES SOBRE A MORFOLOGIA E A FISIOLOGIA DAS ANGIOSPERMAS
3.1. Características gerais de raiz, caule e folhas: estrutura externa e interna (crescimentos primário e secundário).
3.2. Características gerais de flor, fruto e semente: estrutura externa e interna.
3.3. Transporte de substâncias através da planta: absorção de água e nutrientes minerais; condução da seiva bruta e elaborada; transpiração.
3.4. Principais fatores que afetam a germinação, a fotossíntese, o crescimento e a floração. Hormônios vegetais.
4. NOÇÕES ELEMENTARES DE FISIOLOGIA HUMANA
4.1. Nutrição e digestão.
4.1.1. Tipos de alimento: proteínas, carboidratos, gorduras e vitaminas.
4.1.2. Trânsito do alimento, digestão e absorção.
4.2. Circulação.
4.2.1. Composição e funções do sangue.
4.2.2. Organização e funcionamento do aparelho circulatório: artérias, veias, gânglios e vasos linfáticos; circulação do sangue e da linfa.
4.2.3. Noções elementares de imunologia. Soro e vacina.
4.3. Respiração: organização e funcionamento do aparelho respiratório.
4.4. Excreção: organização e funcionamento do aparelho excretor.
4.5. Locomoção.
4.5.1. Organização e características gerais do aparelho locomotor.
4.5.2. Relações funcionais entre células nervosas e células musculares.
4.6. Sistema sensorial: audição, equilíbrio, olfato, paladar, tato e visão.
4.7. Sistema endócrino: principais glândulas endócrinas e seus hormônios.
4.8. Reprodução.
4.8.1. Aparelhos reprodutores masculino feminino. Gametogênese.
4.8.2. Hormônios sexuais. Ciclo Menstrual.
4.8.3. Concepção, gravidez e parto (métodos anticoncepcionais)
5. NOÇÕES ELEMENTARES E GENÉTICA
5.1. Mendelismo.
5.1.1. Conceitos de fenótipo, genótipo, genes alelos e locos gênicos. Noções de probabilidade.
5.1.2. Leis de Mendel.
5.1.3. Interação entre genes não alelos (interação gênica simples: epistasia; herança quantitativa).
5.2. Teoria cromossômica da herança: ligação e mapeamento gênicos; herança ligada ao cromossomo sexual.
5.3. Hereditariedade humana.
5.3.1. Análise de heredogramas simples e noções de aconselhamento genético.
5.3.2. Genética dos sistemas ABO, MN e Rh de grupos sangüíneos.
5.3.3. Herança ligada ao cromossomo sexual no homem (daltonismo e hemofilia).
6. NOÇÕES ELEMENTARES DE EVOLUÇÃO
6.1. Teorias de evolução: lamarckismo, darwinismo e teoria sintética da evolução.
6.2. Isolamento reprodutivo e a formação de novas espécies.
6.3. Origem e evolução do homem.
7. NOÇÕES ELEMENTARES DE ECOLOGIA
7.1. Indivíduos, populações e espécies.
7.1.1. Fatores limitantes, habitat e nicho ecológico.
7.1.2. Crescimento populacional (modelos ilimitado e limitado pelo ambiente).
7.1.3. Interações intra e inter-específicas.
7.2. Comunidades e ecossistemas.
7.2.1. Níveis tróficos. Cadeias e teias alimentares. Eficiência ecológica.
7.2.2. Ciclos biogeoquímicos (água, carbono, oxigênio, nitrogênio e fósforo).
7.2.3. Sucessão ecológica.
7.3. Biomas da Terra.
7.3.1. Biomas aquáticos (oceanos, lagos e rios).
7.3.2. Biomas terrestres (tundra, taiga, floresta temperada, floresta tropical, campos e desertos).
7.3.3. Formações fitogeográficas do Brasil (floresta amazônica, mata atlântica, mata de araucária, cerrado, campos, caatinga, mata de cocais, pantanal e manguezais).
7.4. O homem e os problemas ambientais.
7.4.1. Alterações de ecossistemas naturais provocadas pelo homem: urbanização, desmatamento e expansão agrícola; introdução e extinção de espécies.
7.4.2. Poluição do ar, água e solo; bioacumulação de poluentes nas cadeias alimentares.
7.4.3. Conservação ambiental: parques, reservas e santuários ecológicos; uso racional de ecossistemas naturais.
7.5 Noções elementares de saúde.
7.5.1. Necessidades alimentares do homem.
7.5.2. Conceito de endemia e epidemia.
7.5.3. Principais doenças parasitárias: viroses, protozooses e verminoses. Medidas profiláticas.
7.5.4. Principais doenças sexualmente transmissíveis (gonorréia, sífilis, herpes genital, AIDS). Medidas profiláticas.
1 – Gramática e Literatura
A prova não se preocupa em medir especificamente o grau de conhecimento teórico que os candidatos possam ter do sistema lingüístico, com suas leis e nomenclatura científica. Por esse motivo, não há, nas questões formuladas, referência a tais problemas.
Contudo, é fundamental o domínio hábil e correto do versátil instrumento de comunicação que é a língua. Espera-se que o candidato seja capaz de ordenar logicamente o pensamento, de falar e escrever com clareza e correção, bem como de julgar da clareza e correção daquilo que ouve ou lê; de relacionar idéias e articular raciocínios; de captar inteligentemente o pensamento contido num texto, analisando as etapas do seu desenvolvimento para chegar a uma síntese final.
O que interessa, portanto, é avaliar a competência e o desempenho lingüístico do candidato, isto é, o seu conhecimento dos mecanismos básicos da linguagem e sua capacidade de utilizá-los e transformá-los conscientemente.
Em suma: o exame visa avaliar no candidato:
a) sua capacidade para grafar corretamente as palavras da língua;
b) a extensão de seu léxico (ativo e passivo);
c) o seu conhecimento das normas da língua, que possibilitam a construção de frases corretas e claras;
d) sensibilidade diante dos recursos estilísticos da língua que permitem uma expressão original, mais significativa e agradável;
e) senso de ritmo lógico da frase;
f) e, principalmente, capacidade de compreender as idéias de um texto e, analisando-as, fazer sua própria síntese.
Quanto ao critério do que seja correto, o ponto de referência é a língua moderna no Brasil, em seu aspecto mais apurado (daquela de que são índices os grandes nomes da nossa literatura); e as questões, naturalmente, envolverão problemas relacionados com os seguintes itens da gramática normativa:
2. Acentuação Gráfica;
3. Pontuação;
4. Classes de palavras: artigo, nome, pronome, verbo, palavras relacionais (preposição e conjunção), advérbio;
5. Flexão nominal;
6. Concordância nominal;
7. Flexão verbal: número-pessoal e modo temporal;
8. Concordância Verbal;
9. Formação da palavra: composição e derivação;
10. Estrutura da frase portuguesa: a) termos da oração: b) coordenação e subordinação;
11. Regência nominal e verbal;
12. Colocação pronominal;
13. Sinonímia, polissemia, denotação, conotação;
14. Recursos estilísticos (linguagem figurada);
15. Tipos de discursos. narração, diálogo, descrição, dissertação.
1.2. Literatura
No que toca à literatura brasileira, também se obedecerá aos critérios que orientam o ensino da matéria no curso de segundo grau. Será vista como manifestação da cultura brasileira, no seu processo de formação e afirmação, das origens até hoje.
Procurando desenvolver a capacidade de reflexão e a sensibilidade artística, o ensino da literatura é exercício de análise, interpretação e avaliação crítica. O estudo da literatura não deve reduzir-se à memorização de nomes, datas e minúcias biográficas. Interessa saber vê-la como um todo organizado e significativo. Espera-se do candidato conhecimento direto e razoavelmente aprofundado – dentro das limitações do seu grau de maturidade e de instrução dos autores e obras mais representativas da literatura brasileira.
No que concerne à literatura portuguesa, além de se observarem os preceitos que norteiam o ensino da literatura brasileira, dar-se-á ênfase ao fato de constituir-lhe as raízes históricas. Não só as duas literaturas estabeleceram intercâmbio profundo e persistente ao longo dos séculos XVI a XVIII, como posteriormente os autores brasileiros recebiam influxo da literatura portuguesa, em conseqüência, aliás, do fato de nenhuma literatura desenvolver-se insulada das outras, sobretudo em se tratando de literaturas expressas na mesma língua. A literatura portuguesa será entendida, por conseguinte, em função da literatura brasileira, com ela formando um organismo só, dando-se preferência aos autores e obras que colaboraram, juntamente com a literatura brasileira, para que o candidato ampliasse a consciência da realidade sócio-histórico-cultural que o circunda.
Não se compreendendo a literatura brasileira sem o estudo de suas raízes européias, notadamente portuguesas, espera-se que o candidato possua de ambas o conhecimento que lhe permita integração mais adequada em seu ambiente e em seu passado histórico.
De acordo com as diretrizes enunciadas acima, é sugerida, como leitura a ser desenvolvida durante o curso de segundo grau, a seguinte relação de obras escolhidas entre algumas das mais representativas de cada período literário.
Para viver bem um grande amor, de Vinícius de Moraes
Reunião (10 livros de poesia), de Carlos Drumond Andrade
Lírica, de Camões
Sonetos, de Bocage
Fernando Pessoa: ortônimo e heterônimos (antologia)
O Homem Disfarçado, de Fernando Namora
Clépsidra, de Camilo Pessanha
Esta lista compõe-se de indicações feitas a partir de 1988, para os exames Vestibulares, e pode ser parcialmente renovada a cada ano.
Para o Concurso Vestibular de 1991 foram selecionadas, apenas, as seguintes obras:
Fernando Pessoa ortônimo e heterônimo (antologia)
2 – Redação.
A prova constará de uma dissertação argumentativa, destinada a medir a capacidade que o candidato tem de entender, analisar e discutir um tema proposto.
Uma vez entendido o tema, o candidato discorrerá sobre as propostas nele contidas e, à luz de seus conhecimentos e opiniões, enunciará suas conclusões.
A avaliação da dissertação levará em conta os seguintes pontos:
– correção de linguagem.
O exame visa a verificar a capacidade de compreender textos autênticos em língua inglesa com grau de dificuldade compatível com o ensino no 1º e 2º graus. Os textos abordarão temas da realidade política, econômica e cultural do mundo contemporâneo.
As questões terão por objetivo medir, em especial; a capacidade do candidato de inferir, de estabelecer referências e de estabelecer relações entre texto e contexto, inter-oracionais e inter-frásicas. Nesse particular serão tratados aspectos gerais pertinentes ao tema, à estrutura e propriedade dos textos. A partir dos textos deverão ser testados elementos lingüísticos relevantes à compreensão dos mesmos.
O exame de língua francesa visa primordialmente à verificação da compreensão de textos atuais e autênticos, que podem ser literários, científicos, de divulgação, jornalísticos ou publicitários.
Na medida de sua importância na compreensão dos textos em foco, testar-se-á também o reconhecimento do vocabulário assim como o de elementos gramaticais básicos: gênero, número, determinantes e substitutos nominais; modo, tempo e aspectos verbais; afirmação, negação, interrogação restrição, comparação; expressão das circunstâncias de tempo, modo, causa, hipótese, etc.
O candidato, pelo aprendizado feito através das diversas disciplina constantes do currículo de segundo grau terá formado um corpo de conhecimentos e adquirido uma capacidade de análise e interpretação, que devem ter resultado numa visão ampla do mundo em que vive.
No âmbito específico da prova de História, pretende-se verificar esses conhecimentos e a capacidade de análise e interpretação do candidato no campo das ciências humanas.
Daí o caráter dessa prova muito mais preocupada com uma visão global e crítica, do que com o conhecimento estático, factual ou episódico da história.
A expectativa em relação ao desempenho do candidato na prova de História é a de que ele demonstre ser capaz de compreender a ação do homem em seus diversos tempos e espaços históricos.
Com o objetivo de melhor orientar o candidato em seus estudos, é apresentado, em seqüência, o seguinte programa de História:
I – História Geral.
1 – Civilizações Antigas.
1.1. Da Pré-História à História: a Revolução Agrícola e a Revolução Urbana no Oriente Próximo.
1.2. A cidade-estado grega. Esparta e Atenas até a hegemonia espartana.
1.3. O século de Péricles (V aC): aspectos culturais.
1.4. Roma: da Monarquia à República.
1.5. A expansão de Roma.
1.6. O Império Romano e o Cristianismo.
2 – A Europa Medieval.
2.1. A Alta Idade Média.
2.1.1. As invasões e a formação dos reinos bárbaros.
2.1.2. O islamismo.
2.1.3. O feudalismo: sistema econômico e social.
2.1.4. A Igreja.
2.2. A Baixa Idade Média.
2.2.1. As Cruzadas: problemas religiosos e econômicos.
2.2.2. O desenvolvimento comercial.
2.2.3. O crescimento das cidades.
2.2.4. Arte e Cultura.
2.2.5. A formação das Monarquias Nacionais.
3 – A Época Moderna.
3.1. A crise do feudalismo e a formação dos Estados modernos.
3.2. Expansão mercantil européia dos séculos XV e XVI.
3.3. O Renascimento.
3.4. As reformas religiosas.
3.5. Mercantilismo e colonização das Américas.
3.6. O absolutismo monárquico.
3.7. As revoluções inglesas do século XVII.
3.8. A Ilustração e o Despotismo Esclarecido.
3.9. A Revolução Industrial do século XVIII na Inglaterra.
3.10. As Revoluções Francesas de 1789, 1830 e 1848.
4 – O Mundo Contemporâneo.
4.1. A industrialização européia no século XIX.
4.2. As revoluções de 1848.
4.3. A unificação dos Estados Nacionais. Alemanha e Itália.
4.4. Os movimentos socialistas.
4.5. A guerra franco-alemã e a Comuna de Paris.
4.6. A partilha da África e a penetração Ocidental na Ásia.
4.7. Principais tendências das artes, da literatura e do pensamento do século XIX.
4.8. O sistema de alianças e a Primeira Guerra Mundial.
4.9. A Revolução Russa de 1917 e o regime soviético.
4.10. Fascismo e Nazismo.
4.11. As democracias liberais no Entre-Guerras.
4.12. A Segunda Guerra Mundial.
4.13. A ONU.
4.14. O Oriente Médio e as tensões entre árabes e judeus.
4.15. A expansão capitalista do Japão no pós-guerra.
4.16. Principais tendências das artes, da literatura e do pensamento no século XX.
II – História do Brasil.
1 – O Brasil colônia.
1.1. O Brasil na expansão marítima européia.
1 2. O povoamento litorâneo e a agricultura de exportação.
1.3. A pecuária para o interior.
1.4. A escravidão negra na colônia.
1.5. Os jesuítas e as populações indígenas.
1.6. A Ocupação holandesa.
1.7. Mineração e vilas do ouro. Barroco e sociedade.
1.8. A administração portuguesa na colônia.
2 – A emancipação política e a formação do Estado Nacional
2.1. Inconfidência Mineira.
2.2. O período joanino.
2.3. O movimento de Independência.
2.4. O Primeiro Reinado.
2.5. A regência: movimentos regionais e centralização.
3 – O Brasil na segunda metade do século XIX.
3.1. Os partidos políticos e o poder moderador.
3.2. O crescimento das cidades.
3.3. A expansão das ferrovias.
3.4. O café e o desenvolvimento econômico.
3.5. A transição do trabalho escravo para o trabalho livre.
3.6. A diplomacia brasileira na Bacia do Prata.
3.7. Arte, literatura e pensamento no século XIX.
3.8. A crise do regime monárquico.
4 – O Brasil República.
4.1. As oligarquias políticas e os partidos republicanos.
4.2. A política do café e os interesses regionais.
4.3. Coronelismo e mandonismo local.
4.4. Os movimentos messiânicos.
4.5. Urbanização e industrialização.
4.6. O tenentismo.
4.7. Centros urbanos e vida cultural: o modernismo.
4.8. A Revolução de 1930.
4.9. A época de Vargas e o Estado Novo.
4.10. As conseqüências da 2ª Guerra Mundial e a redemocratização.
4.11. Juscelino Kubitschek e o desenvolvimentismo.
4.12. Tendências culturais no pós-modernismo.
III – História da América.
1 – O Sistema Colonial.
1.1. A política mercantilista e a colonização espanhola.
1.2. As colônias inglesas da América do Norte.
1.3. O trabalho compulsório nas colônias.
1.4. A economia colonial: mineração e agricultura.
2 – O Processo de Emancipação.
2.1. As colônias inglesas e a ruptura do pacto colonial.
2.2. As Independências políticas da América Espanhola.
3 – Os Estados Unidos durante os Séculos XIX e XX.
3.1. A expansão para o oeste.
3.2. A Guerra de Secessão.
3.3. A crise de 1929 e o “New Deal”.
3.4. A hegemonia norte-americana no Pós-Guerra.
3.5. O crescimento das empresas multinacionais.
4 – A América Latina nos Séculos XIX e XX.
4.1. A formação dos Estados Nacionais.
4.2. Capitalismo inglês e a América Latina durante o século XIX.
4.3. A intervenção dos Estados Unidos na Guerra da independência de Cuba.
4.4. O poder das oligarquias.
O candidato, pelo aprendizado feito através das disciplinas constantes do currículo do primeiro e do segundo graus, das quais faz parte a Geografia, deverá ter formado um corpo de conhecimentos e adquirido uma capacidade crítica de análise, síntese e interpretação do mundo em que vive.
Assim, as provas de Geografia verificarão, primordialmente, a capacidade de compreensão crítica da realidade contemporânea, especialmente a brasileira, na dimensão específica do espaço geográfico, espaço esse que abrange sociedade e natureza. Sociedade e natureza que são desiguais, refletindo condições diversificadas de organização, processos e evolução. A referida compreensão da real idade envolve conhecimentos de localização, orientação e representação cartográfica.
A expectativa em relação ao desempenho do candidato nas provas de Geografia é a de que ele demonstre ser capaz de:
a. compreender o espaço geográfico, suas paisagens e organização, como e porque a sociedade e a natureza apresentam-se na atualidade: características, problemas, evolução, relações e perspectivas futuras;
b. compreender os fatos e processos naturais e sociais como dinâmicos, interdependentes e analisáveis em diferentes escalas de observação;
c. compreender e estudar o mundo através dos processos de transformação que o trabalho humano imprime à natureza;
d. refletir sobre a maneira de ver o mundo, como as idéias produzem valores e contribuem para a organização sócio-espacial;
e. pensar a realidade brasileira como parte dos processos gerais, tanto no que se refere à natureza como à sociedade, assim como marcada por suas especificidades.
O programa a seguir apresentado tem por objetivo servir de orientação para os estudos de Geografia do candidato:
1 – O espaço terrestre e sua representação cartográfica. Os grandes domínios naturais e as faixas zonais: suas características físicas e biológicas e seus recursos para a sociedade.
2. Os sistemas sócio-econômicos e a organização do espaço mundial. As atividades econômicas e a importância dos processos de industrialização e urbanização. A agropecuária. As matérias primas, as fontes de energia e os produtos industrializados. As trocas desiguais e o aprofundamento da concentração espacial e social da riqueza.
3. A divisão internacional do trabalho e a regionalização do mundo: os mecanismos de dependência e dominação a nível internacional e regional. Os espaços supra-nacionais, suas organizações culturais, econômicas e político-militares. Regiões e agrupamentos geográficos.
4. A questão ambiental: conservacionismo e preservação. A degradação da natureza e suas relações com as principais formas de organização sócio-econômica-espacial.
5. A especificidade dos ambientes tropicais no globo terrestre. O Brasil no contexto dos ambientes tropicais: unidade e diversidade.
6. Os grandes domínios naturais brasileiros: suas características físicas e biológicas e seus recursos para a sociedade.
7. O processo de ocupação e valorização econômico-social do território brasileiro. As relações desse processo com estímulos internos e externos. Diferentes fases de organização do espaço brasileiro. O papel das atividades primárias. A industrialização e a urbanização. Circulação. População. Movimentos migratórios nacionais e internacionais. Condições de vida e de trabalho no campo e na cidade. Estrutura agrária e produção agro-pastoril. O sistema político-administrativo do país e a ação do Estado na organização sócio-espacial
8. A divisão territorial do trabalho e a regionalização do Brasil. As regiões brasileiras e sua interdependência. O Estado e o planejamento territorial.
9. A questão ambiental no Brasil. A degradação da natureza e suas relações com a organização do espaço nas diferentes regiões brasileiras.
10. O Brasil e sua articulação com o mundo do ponto de vista econômico, político e sócio-cultural.
VI – TABELA DE CARREIRAS, NÍVEIS E PESOS
I – Áreas de Ciências Exatas e Tecnologia
Carreiras Português
(Gram/Lit) Língua
Estrang. Matemática Física Química Biologia História Geografia Aptidão
Engenharias-S.Paulo – (Civil, Elétrica,
Mecânica, Automação e Sistemas,
Metalúrgica, Minas, Naval,
Produção e Química);
Matemática-S.Paulo (Bacharelados)
e Ciência da Computação-S. Paulo 1 1 2 2 2 1 1 1 –
Engenharias-Cubatão
(de Computação, Produção e Química) 1 1 2 2 2 1 1 1 –
Matemática-S.Paulo (Licenciatura) 2 1 2 2 1 1 1 1 –
Matemática-S.Carlos 1 1 2 2 1 1 1 1 –
Computação-S.Carlos 1 1 2 2 1 1 1 1 –
Engenharia Civil-S.Carlos 1 1 2 2 2 1 1 1 –
Engenharia-S.Carlos
(Elétrica, Mecânica e Produção Mecânica) 1 1 2 2 2 1 1 1 –
Física – S.Paulo e S.Carlos 2 1 2 2 2 1 1 1 –
Geologia 2 1 2 2 2 1 1 1 –
Meteorologia e Geofísica 1 1 2 2 1 1 1 1 –
Química – S.Paulo e S.Carlos 2 1 2 2 2 2 1 1 –
Química – Ribeirão Preto 1 1 1 1 2 1 1 1 –
II – Área de Ciências Biológicas
Ciências Biológicas-S.Paulo 1 1 2 2 2 2 1 1 –
Ciências Biológicas-Rib.Preto 1 1 1 1 1 2 1 1 –
Medicina-S.Paulo e Rib.Preto;
Ciências Biológ. Mod. Médica-R.Preto 1 1 1 2 1 2 1 1 –
Educação Física 2 1 1 1 1 1 1 1 4
Enfermagem-S.Paulo 1 1 1 1 1 2 1 1 –
Enfermagem-Rib.Preto 1 1 1 1 1 1 1 1 –
Engenharia Agronômica 1 1 2 2 2 2 1 1 –
Engenharia Florestal 1 1 2 2 2 2 1 1 –
Farmácia-Bioquímica – S.Paulo 1 1 1 1 2 2 1 1 –
Farmácia-Bioquímica – Rib.Preto 1 1 1 1 2 2 1 1 –
Fisioterapia 1 1 1 2 1 2 1 1 –
Fonoaudiologia-S.Paulo 2 2 1 2 1 2 1 1 –
Fonoaudiologia-Bauru 2 1 1 1 1 2 1 1 –
Medicina Veterinária 2 1 2 2 2 2 1 1 –
Nutrição 2 1 1 1 2 2 1 1 –
Odontologia-S.Paulo 2 1 2 2 2 2 1 1 –
Odontologia-Rib.Preto 1 1 1 1 2 2 1 1 –
Odontologia-Bauru 2 1 2 2 2 2 1 1 –
Psicologia-S.Paulo 1 1 2 1 1 2 1 1 –
Psicologia-Rib.Preto 2 1 1 1 1 2 2 1 –
Terapia Ocupacional 1 1 1 1 1 2 1 1 –
Zootecnia 2 1 2 2 2 2 1 1 –
III – Área de Humanidades
Carreiras Português Língua
Artes Cênicas (Bacharelado) 2 1 1 1 1 1 2 1 6
Artes Cênicas (Licenciatura) 2 1 1 1 1 1 2 1 6
Artes Plásticas 2 1 1 1 1 1 2 1 6
Música 2 1 1 1 1 1 2 1 6
Cinema 2 1 1 1 1 1 2 1 –
Editoração 2 1 1 1 1 1 2 1 –
Jornalismo 2 1 1 1 1 1 2 1 –
Publicidade e Propaganda 2 1 1 1 1 1 2 1 –
Rádio e Televisão 2 1 1 1 1 1 2 1 –
Relações Públicas 2 1 1 1 1 1 2 1 –
Biblioteconomia 2 1 1 1 1 1 2 1 –
Turismo 2 1 1 1 1 1 2 1 –
Arquitetura – São Paulo 2 1 2 2 1 1 2 1 4
Arquitetura – São Carlos 2 1 2 2 1 1 2 1 4
Administração 2 1 2 1 1 1 2 2 –
Ciências Contábeis 2 1 2 1 1 1 2 2 –
Economia 2 1 2 1 1 1 2 2 –
Direito 2 1 1 1 1 1 2 2 –
Ciências Sociais 2 1 1 1 1 1 2 2 –
Filosofia 2 2 1 1 1 1 2 1 –
Geografia 2 1 1 1 1 1 2 2 –
História 2 1 1 1 1 1 2 2 –
Letras (Português, Latim, Grego, Alemão,
Francês, Espanhol, Inglês, Italiano,
Russo, Japonês, Árabe, Armênio, Chinês,
Hebraico e Linguística) 2 2 1 1 1 1 2 2 –
Pedagogia 2 1 1 1 1 2 2 2 –
Obs.: a prova de REDAÇÃO será eliminatória para todos os cursos da USP, exigirá nota mínima 3,0 e terá peso 2 para fins de classificação.
Artigo 21 – Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. (PROCESSO 90.1.9.1.8)
Reitoria da Universidade de São Paulo, aos 28 de junho de 1990.