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Timestamp: 2018-07-19 23:53:42+00:00
Document Index: 151314544

Matched Legal Cases: ['artigo 118', 'artigo 53', 'Artigo 1', 'Artigo 2', 'Artigo 3', 'Artigo 4', 'Artigo 5', 'Artigo 6', 'artigo 4', 'artigo 3', 'Artigo 7', 'Artigo 8', 'Artigo 9', 'Artigo 10', 'Artigo 11', 'Artigo 12', 'Artigo 13', 'Artigo 14', 'Artigo 15', 'Artigo 16']

Gonçalo Cabral Sampaio
1 REGULAMENTO MUNICIPAL DE ATRIBUIÇÃO DE BOLSAS DE ESTUDO Nota justificativa Os municípios são autarquias locais que têm como objetivo primordial a prossecução dos interesses próprios e comuns dos respetivos munícipes. Considerando que se tem verificado uma cada vez maior intervenção no desenvolvimento local e em particular na vertente social, com o intuito de melhorar as condições de vida e o desenvolvimento integral das populações residentes no concelho de Valença. A Câmara Municipal de Valença, no exercício da sua ação sócio-cultural decidiu atribuir bolsas de estudo a estudantes do concelho, mais desfavorecidos economicamente, com o objetivo de reduzir as dificuldades sócio-culturais e contribuir para o desenvolvimento educacional e a elevação cultural do município de Valença. A formalidade da apreciação pública referida no artigo 118.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442/91, de 5 de Dezembro, foi cumprida através da publicação do projeto deste Regulamento no Diário da República, 2.ª série, no dia 2 de Abril último, pelo que, nos termos da alínea a) do n.º 2 do artigo 53.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5- A/2002, de 11 de Janeiro, a Assembleia Municipal, mediante proposta desta Câmara Municipal, aprova o Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo que seguidamente se transcreve: Artigo 1º Objeto O presente Regulamento estabelece as normas de atribuição de bolsas de estudo por parte da Câmara Municipal de Valença a estudantes residentes no Concelho, matriculados e inscritos exclusivamente em estabelecimentos de ensino superior, que, como tal sejam reconhecidos pelo Ministério da Educação. R E G U L A M E N T O M U N I C I P A L D E A T R I B U I Ç Ã O D E B O L S A S D E E S T U D O 1 / 7
2 Artigo 2.º Âmbito e objetivos 1 - A Câmara Municipal pretende, com o presente Regulamento, apoiar os alunos economicamente mais carenciados que, tendo adequado aproveitamento escolar, se vêm impossibilitados de prosseguir os estudos por falta dos necessários meios económicos. 2 - O numero de bolsas a atribuir é fixado por deliberação da Câmara Municipal em função do orçamento disponível para cada ano. 3 - O número de bolsas previsto no número anterior inclui as renovações. Artigo 3.º Montante e periodicidade das bolsas 1 - As bolsas de estudo, a que se refere o presente Regulamento, revestem a natureza de uma comparticipação pecuniária, até ao montante de 150 euros, nos encargos normais de estudo, sendo o seu valor mensal a definir caso a caso, tendo-se em consideração outras bolsas de estudo ou subsídios, eventualmente atribuídas ao estudante em causa, por forma a que o somatório das mesmas não ultrapasse o salário mínimo nacional. 2 - O montante referido no número anterior poderá ser atualizado sempre que a Câmara Municipal o considere conveniente, tendo em conta o custo de vida e as exigências do curso. 3 - A bolsa será anual, atribuída durante 10 meses, a iniciar no mês de Outubro de cada ano, sendo depositada na conta bancária do(a) bolseiro(a). Artigo 4.º Condições de acesso Só pode requerer a atribuição de bolsa de estudo quem satisfaça cumulativamente as seguintes condições: a) Prove carência de recursos económicos para início ou prosseguimento dos estudos; b) Esteja matriculado num curso de ensino superior no ano letivo para o qual solicita a bolsa; c) Tenha tido aproveitamento escolar, caso tenha estado matriculado no ensino superior ou técnicoprofissional, no ano letivo anterior àquele para que requer a bolsa, salvo motivo de força maior devidamente comprovado, nomeadamente doença prolongada; d) Não possua já habilitações de nível superior; R E G U L A M E N T O M U N I C I P A L D E A T R I B U I Ç Ã O D E B O L S A S D E E S T U D O 2 / 7
3 e) Seja estudante a tempo inteiro, não exercendo, portanto, profissão efetiva remunerada. Artigo 5.º Processo de candidatura 1 - O concurso para atribuição das bolsas de estudo será aberto por despacho do Presidente da Câmara Municipal, para cada ano letivo, no início do mês de Setembro. 2 - Da abertura do concurso será dada notícia através dos estabelecimentos de ensino ao nível secundário, das juntas de freguesia e da comunicação social local. 3 - O impresso de candidatura, a fornecer aos interessados pela Câmara Municipal, devidamente preenchido e acompanhado pelos documentos comprovativos das condições de acesso previstas no artigo seguinte, deverá ser dirigido ao presidente da Câmara e entregue na secretaria, no prazo fixado para o efeito, o qual nunca poderá ser inferior a 10 dias úteis. 4 - Caso o candidato tenha que realizar exames na segunda época, poderá apresentar o certificado comprovativo de aproveitamento escolar no prazo de 10 dias úteis após a obtenção dos resultados finais das respetivas provas, ficando a decisão final sobre o processo pendente da apresentação do referido certificado. 5 - As listas nominativas dos candidatos e das bolsas de estudo atribuídas serão afixadas na Câmara Municipal. 6 - A simples apresentação da candidatura não confere qualquer direito à atribuição da bolsa de estudo. Artigo 6.º Documentos a instruir o processo de candidatura 1 - Para efeitos do disposto no n.º 3 do artigo anterior, as candidaturas deverão ser instruídas com os seguintes documentos: a) Certificado de matrícula ou admissão no curso; b) Certificado de aproveitamento escolar emitido pelo estabelecimento de ensino, nos casos previstos na alínea c) do n.º 1 do artigo 4.º do presente Regulamento; c) Fotocópia do bilhete de identidade do candidato; d) Atestado de residência, comprovando que o candidato reside no concelho; e) Declaração da composição do agregado familiar, passada pela junta de freguesia da área da sua residência; R E G U L A M E N T O M U N I C I P A L D E A T R I B U I Ç Ã O D E B O L S A S D E E S T U D O 3 / 7
4 f) Fotocópia da declaração de IRS, ou certidão de isenção, de todos os membros do agregado familiar a viver em economia comum; g) Documento comprovativo do reconhecimento do curso pelo Ministério da Educação, a apresentar apenas aquando da primeira candidatura; h) Declaração, sob compromisso de honra, em como não beneficia, para o mesmo ano letivo, de outra bolsa ou subsídio para o mesmo fim, exceto se comunicar à Câmara Municipal a existência dos mesmos, para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 3.º do presente Regulamento. 2 - Os candidatos poderão ainda juntar todos os elementos adicionais que considerem necessários à apreciação da sua situação económica e familiar. 3 - Quando não seja possível entregar todos os documentos exigidos no n.º 1 deste artigo, os candidatos poderão fazê-lo no prazo de 10 dias úteis, sob pena de exclusão. Artigo 7.º Processo de seleção 1 - Após o cumprimento da formalidade prevista no n.º 2 e a apreciação dos recursos, se os houver, referidos no n.º 3 deste artigo, as bolsas de estudo serão atribuídas pela Câmara Municipal aos candidatos selecionados nos termos do presente Regulamento pelo júri referido no artigo seguinte. 2 - Todos os candidatos serão informados pelo presidente do júri, por escrito, da seleção ou não para atribuição da bolsa de estudo, bem como do respetivo montante. 3 - Da decisão do júri cabe recurso para a Câmara Municipal, a interpor no prazo de 10 dias úteis a contar da notificação do resultado. 4 - A lista final será afixada no átrio da Câmara Municipal. Artigo 8.º Júri No início de cada mandato, a Câmara Municipal designará o júri referido no artigo anterior, composto por um presidente e dois vogais. Artigo 9.º Critérios de seleção 1- Para efeitos de seleção dos candidatos, serão consideradas, designadamente, as seguintes condições: R E G U L A M E N T O M U N I C I P A L D E A T R I B U I Ç Ã O D E B O L S A S D E E S T U D O 4 / 7
5 a) Menor rendimento per capita do agregado familiar - em caso de igualdade, tem preferência o agregado familiar que tenha o maior número de dependentes a frequentar o ensino superior; b) Melhor média final de notas - em caso de igualdade a melhor média dos últimos três anos; c) Distância do estabelecimento de Ensino Superior no qual está matriculado e que pretende frequentar relativamente à residência do candidato; 2 - Cada um dos critérios deverá obedecer a uma pontuação específica, previamente definida pelo júri. Artigo 10.º Incompatibilidades Aos membros do júri aplicam-se, com as necessárias adaptações, todas as disposições legais de incompatibilidades e impedimentos fixados nos artigos 44.º a 51.º do Código do Procedimento Administrativo. Artigo 11.º Obrigações dos bolseiros Constituem obrigações do bolseiro: a) Manter a Câmara Municipal informada do aproveitamento escolar dos seus estudos, através da comprovação das classificações alcançadas na avaliação final de cada ano; b) Comunicar à Câmara Municipal todas as circunstâncias supervenientes à sua candidatura, que alterem, de modo significativo, a sua situação económica, bem como a alteração da residência; c) Não mudar de curso ou de estabelecimento de ensino sem prévio conhecimento e apreciação pela Câmara Municipal sobre a manutenção da concessão da bolsa. Artigo 12.º Anulação do direito à bolsa de estudo 1 - Constituem causas de anulação imediata da bolsa: a) Inexatidão e ou omissão das declarações que o candidato ou seu representante devam prestar à Câmara Municipal; b) Aceitação de outra bolsa ou subsídio concedido por outra entidade para o mesmo ano letivo, salvo se for dado conhecimento à Câmara Municipal e esta, ponderadas as circunstâncias, considerar justificada a acumulação de subsídios; R E G U L A M E N T O M U N I C I P A L D E A T R I B U I Ç Ã O D E B O L S A S D E E S T U D O 5 / 7
6 c) A desistência do curso ou sua interrupção, salvo motivo de força maior, devidamente comprovado; Falta de aproveitamento escolar; d) Falta de comunicação, por escrito, no prazo de 10 dias úteis, dirigida ao presidente da Câmara Municipal, da modificação da sua situação económica, suscetível de alterar o montante da bolsa de estudo. 2 - A falta de cumprimento das demais obrigações a que fica vinculado pela aceitação da bolsa de estudo e deste Regulamento. 3 - No caso referido nas alíneas a), b) e c) do n.º 1, a Câmara Municipal reserva-se o direito de exigir do bolseiro ou daqueles a cargo de quem se encontra, a restituição integral das verbas recebidas. 4 - Nas situações enquadráveis na alínea b) do n.º 1 a Câmara Municipal poderá, se assim o entender, limitarse a reduzir o valor da bolsa. Artigo 13.º Renovação das bolsas de estudo 1 - A renovação das bolsas de estudos seguem os trâmites previstos nos artigos 4.º a 6.º do presente Regulamento. 2 - O pedido de renovação da bolsa deverá ser formulado em impresso próprio fornecido pela Câmara Municipal, devendo o mesmo ser entregue até ao dia 31 de Agosto de cada ano, acompanhado do certificado de aproveitamento escolar: a) Se o bolseiro tiver exames na segunda época, poderá apresentar o certificado de aproveitamento escolar, no prazo de 10 dias úteis após a divulgação dos resultados finais das respetivas provas. 3 - Consideram-se inatendíveis os pedidos de renovação que não forem devidamente justificados ou não derem entrada na Câmara Municipal dentro do prazo mencionado ou, ainda, quando não estiverem devidamente instruídos. Nestes casos, a bolsa cessará na data inicialmente prevista para o seu termo. Artigo 14.º Disposições finais 1 - O desconhecimento deste Regulamento não poderá ser invocado para justificar o não cumprimento das obrigações do estudante candidato ou do bolseiro. R E G U L A M E N T O M U N I C I P A L D E A T R I B U I Ç Ã O D E B O L S A S D E E S T U D O 6 / 7
7 2 - Os encargos resultantes da aplicação deste Regulamento serão comparticipados por verbas a inscrever anualmente nos documentos previsionais do município. 3 - A Câmara Municipal reserva-se o direito de poder solicitar à universidade/escola, a outras instituições que atribuam bolsas de estudo e ao candidato todas as informações que julgue necessárias a uma avaliação objetiva do projeto. Artigo 15.º Dúvidas e omissões Caberá à Câmara Municipal decidir em todos os casos de dúvidas ou aspetos não previstos no presente Regulamento. Artigo 16.º Entrada em vigor O presente Regulamento entra em vigor no prazo de 10 dias úteis após a sua publicação nos termos legais. Texto escrito conforme o novo Acordo Ortográfico R E G U L A M E N T O M U N I C I P A L D E A T R I B U I Ç Ã O D E B O L S A S D E E S T U D O 7 / 7