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Timestamp: 2019-12-11 14:55:57+00:00
Document Index: 19797441

Matched Legal Cases: ['artigo 4', 'artigo 3', 'artigo 18', 'artigo 3', 'artigo 8', 'artigo 1']

Portaria Inmetro nº 587, de 05 de novembro de 2012. | Metrologia | Eletricidade
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O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA - INMETRO, no uso de suas atribuições, conferidas pelo parágrafo 3º do artigo 4º da Lei n.° 5.966, de 11 de dezembro de 1973, e tendo em vista o disposto no inciso II do artigo 3º da Lei n.° 9.933, de 20 de dezembro de 1999, alterado pela Lei nº 12545, de 14 de dezembro de 2011, no inciso V do artigo 18 da Estrutura Regimental do Inmetro, aprovada pelo Decreto nº 6.275, de 28 de novembro de 2007, e pela alínea "a" do subitem 4.1 da Regulamentação Metrológica aprovada pela Resolução n.° 11, de 12 de outubro de 1988, do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – CONMETRO.
Considerando a necessidade de revisar o RTM aprovado pela Portaria Inmetro n. o 431, de 4 de dezembro de 2007, que estabelece as condições mínimas a serem observadas na apreciação técnica de modelo;
Considerando o avanço tecnológico que tem proporcionado, no campo da medição, o desenvolvimento de novas funcionalidades nos medidores de energia elétrica; Considerando que a revisão do RTM aprovado pela Portaria n. o 431/2007 proporcionará ao Inmetro um controle legal mais sólido e uma garantia metrológica mais eficaz; Considerando que o assunto foi amplamente discutido com os fabricantes nacionais, entidades de classe, organismos governamentais e demais segmentos envolvidos e interessados, resolve baixar as seguintes disposições:
Art. 1º Aprovar o Regulamento Técnico Metrológico - RTM para medidores eletrônicos de energia elétrica ativa e/ou reativa, monofásicos e polifásicos, inclusive os recondicionados, disponibilizado no sítio www.inmetro.gov.br ou no endereço abaixo:
- Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - Inmetro Diretoria de Metrologia Legal
Divisão de Desenvolvimento e Regulamentação Metrológica Av. Nossa Senhora das Graças, 50 - Xerém CEP 25 250-020 - Duque de Caxias - RJ FAX: (021) 2679 9123 / (021) 2679 9547
- E-mail: dimel@inmetro.gov.br ou diart@inmetro.gov.br
Art. 2ª Estabelecer as condições mínimas a serem observadas na apreciação técnica de modelo, na verificação inicial, na verificação após reparos e na verificação por solicitação do usuário/proprietário, em medidores eletrônicos de energia elétrica ativa e/ou reativa, monofásicos e polifásicos, inclusive os recondicionados.
Os medidores eletrônicos de energia elétrica, fabricados no Brasil ou importados,
deverão ser submetidos à verificação inicial e os recondicionados à verificação após reparos.
§ 2° A verificação inicial dos medidores eletrônicos de energia elétrica deverá ser efetuada antes de sua instalação e/ou utilização, nos estabelecimentos do fabricante ou do importador, ou em local acordado com o Inmetro, sempre em território nacional.
Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - Inmetro Diretoria de Metrologia Legal – Dimel Divisão de Articulação e Regulamentação Técnica Metrológica - Diart Endereço: Av. N. S. das Graças, 50 Xerém - Duque de Caxias - RJ CEP: 25250-020 Telefones: (21) 2679 9156 - FAX: (21) 2679 9123 - e-mail: diart@inmetro.gov.br
O medidor que não satisfizer aos requisitos técnicos e metrológicos estabelecidos no
Anexo B do Regulamento Técnico Metrológico ora aprovado, não poderá ser comercializado.
§ 4° A verificação após reparos dos medidores eletrônicos de energia elétrica deverá ser efetuada antes de sua instalação e/ou utilização, nas instalações do reparador, ou em local acordado com o Inmetro, sempre em território nacional.
Anexo B do Regulamento Técnico Metrológico ora aprovado, não poderá ser instalado.
Art. 3° Estabelecer que em caso de simples realocação de medidores e desde que seja constatada a integridade da selagem da tampa, sem a necessidade de algum tipo de manutenção ou reparo, não será necessário submetê-los a qualquer verificação metrológica.
Art. 4° Cientificar que os medidores eletrônicos de energia elétrica de tarifação horosazonal em uso, que apresentarem em seus mostradores pulsos proporcionais à(s) grandeza(s) elétrica(s), poderão continuar exibindo estes pulsos, desde que a constante de proporcionalidade, necessária à conversão da(s) grandeza(s) elétrica(s), estiver devidamente identificada no medidor.
§1º Após três anos da publicação desta portaria, somente deverão ser instalados medidores eletrônicos com apresentação de grandezas em seus mostradores.
§2º Os medidores que estiverem em uso poderão continuar em utilização, desde que os erros apresentados não excedam aos erros máximos admissíveis, estabelecidos nas Tabelas 1 a 4 do Anexo C do Regulamento ora aprovado.
Art. 5º Estabelecer que os medidores trifásicos de ligação direta e indireta de energia ativa e reativa em baixa tensão seguirão os critérios dos parágrafos 1º e 2º do artigo 3º.
Art. 6º Determinar que os medidores eletrônicos de ligação indireta poderão apresentar, nos seus respectivos mostradores, as grandezas do lado primário ou secundário dos transformadores de instrumentos.
Art. 7º Determinar que não será admitida a utilização da corrente de neutro para medição de energia elétrica.
Art. 8º Definir e aprovar as disposições transitórias referentes a medidores eletrônicos de energia elétrica:
I - Os medidores sem portaria de aprovação de modelo:
a - não poderão ser oferecidos à venda;
b - poderão ser recuperados desde que fabricados até 15 anos anteriores à data de 04 de dezembro de 2007, devendo seguir a metodologia de verificação após reparos fixados no Anexo B do Regulamento anexo, exceto o exame visual de correspondência ao modelo aprovado;
Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - Inmetro Diretoria de Metrologia Legal – Dimel Divisão de Articulação e Regulamentação Técnica Metrológica – Diart
Endereço: Av. N. S. das Graças, 50 Xerém - Duque de Caxias - RJ CEP: 25250-020
Telefones: (21) 2679 9156 - FAX: (21) 2679 9123 - e-mail: diart@inmetro.gov.br
c- a verificação por solicitação do usuário/proprietário deverá seguir a metodologia estabelecida no Anexo C deste Regulamento, exceto o exame visual de correspondência ao modelo aprovado; e
d- os medidores sem portaria de aprovação poderão continuar em uso, desde que atendam aos limites estabelecidos para verificação por solicitação do usuário/proprietário, de acordo com a metodologia estabelecida no Anexo C do Regulamento, exceto o exame visual de correspondência ao modelo aprovado.
II - Os medidores com portaria de aprovação de modelo provisória vencida:
b - poderão ser recuperados desde que fabricados até 15 anos anteriores à data de 04 de dezembro de 2007, devendo seguir a metodologia de verificação após reparos, fixados no Anexo B do RTM, objeto desta portaria, exceto o exame visual de correspondência ao modelo aprovado que deverá ser realizado de acordo com a portaria que o aprovou;
c - a verificação por solicitação do usuário/proprietário deverá seguir a metodologia fixada
no Anexo C deste RTM. O exame visual de correspondência ao modelo aprovado deverá ser realizado de
acordo com a portaria que o aprovou;
d - os medidores com portaria de aprovação de modelo provisória vencida poderão
continuar em uso, desde que atendam aos limites estabelecidos para verificação por solicitação do usuário/proprietário, de acordo com a metodologia estabelecida no Anexo C deste RTM, exceto o exame visual de correspondência ao modelo aprovado, que deverá ser realizado de acordo com a portaria que o aprovou.
III - Os medidores aprovados por portaria provisória com todos os ensaios realizados de acordo com a Norma Inmetro NIE-Dimel-036:
a - poderão ser oferecidos à venda até 07 de dezembro de 2012;
b - deverá ser seguida a metodologia descrita no Anexo B deste RTM, no que concerne à realização da verificação após reparos destes medidores;
c - deverá ser seguida a metodologia fixada no Anexo C deste RTM, no que concerne à realização da verificação por solicitação do usuário/proprietário destes medidores;
d - os medidores especificados no inciso III poderão continuar em uso, desde que atendam
aos limites de erro estabelecidos para a verificação por solicitação do usuário/proprietário, de acordo com
a metodologia estabelecida no Anexo C.
IV - Os medidores aprovados por portaria provisória com realização parcial dos ensaios de acordo com a Norma Inmetro NIE-Dimel-036:
a - poderão ser oferecidos à venda na vigência da portaria provisória;
b - deverá ser seguida a metodologia descrita no Anexo B, no que tange à realização da verificação após reparos destes medidores;
c - deverá ser seguida a metodologia estabelecida no Anexo C, no que tange à realização da verificação por solicitação do usuário/proprietário destes medidores;
d - os medidores especificados no inciso IV poderão continuar em uso, desde que atendam
aos limites de erro estabelecidos para verificação por solicitação do usuário/proprietário, de acordo com a metodologia estabelecida no Anexo C.
V - Os medidores aprovados por portaria provisória, com realização parcial dos ensaios de
acordo com a Norma Inmetro NIE-Dimel-036, que não possuírem data de validade, poderão ser
oferecidos à venda até 07 de dezembro de 2012.
Art. 9º Determinar que os processos relativos à aprovação de modelo, bem como as modificações de modelo de medidores eletrônicos de energia elétrica instaurados no Inmetro até 31 de dezembro de 2012, deverão seguir os requisitos técnicos definidos no regulamento aprovado pela Portaria Inmetro nº 431, de 04 de dezembro de 2007.
§ 1º Os processos a que se refere o caput, iniciados até 31 de dezembro de 2012 e que não tiverem sido concluídos, poderão seguir a metodologia definida no regulamento aprovado pela Portaria Inmetro nº 431, 04 de dezembro de 2007, até a sua conclusão, salvo aqueles cujo encerramento decorrer do não atendimento às exigências regulamentares.
§ 2 o Os procedimentos de verificação inicial, verificação após reparos e verificação por solicitação do usuário/proprietário, a partir de 1º de janeiro de 2013, deverão seguir as metodologias definidas no regulamento baixado pela presente Portaria.
Art. 10 Determinar que os medidores de energia elétrica, aprovados pela Portaria Inmetro n.º 431, de 04 de dezembro de 2007, sem data de validade, poderão continuar a ser oferecidos à venda até
Art. 11 Determinar que os medidores eletrônicos de energia elétrica com portaria de aprovação de modelo, bem como os medidores eletrônicos de energia elétrica com processo de apreciação técnica de modelo instaurado no Inmetro até 31 de dezembro de 2012, poderão ser oferecidos à venda até
Art. 12 Cientificar que a infringência a quaisquer dispositivos deste Regulamento Técnico
Metrológico sujeitará o infrator às penalidades previstas no artigo 8º, da Lei 9.933, de 20 de dezembro de
Art. 13 Cancelar os prazos para medidores eletrônicos de energia elétrica, definidos no artigo 1º da Portaria Inmetro nº. 347, de 12 de setembro de 2007.
Art. 14 Determinar que a vigência desta Portaria iniciar-se-á em 1º de janeiro de 2013.
REGULAMENTO TÉCNICO METROLÓGICO A QUE SE REFERE A PORTARIA INMETRO N.º 587, DE 05 DE NOVEMBRO DE 2012.
1. OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO 1.1. Este Regulamento Técnico Metrológico estabelece as condições mínimas a serem observadas na apreciação técnica de modelos, na verificação inicial, na verificação após reparos e na verificação por solicitação do usuário/proprietário, a que se sujeitam os medidores eletrônicos de energia elétrica ativa e/ou reativa, monofásicos e polifásicos, e índices de classe D (0,2 %), C (0,5 %), B (1,0 %), A (2,0 %).
2. TERMINOLOGIA Para fins deste regulamento aplicam-se os termos constantes do Vocabulário Internacional de Termos de Metrologia Legal, aprovado pela Portaria Inmetro n° 163, de 06 de setembro de 2005, do Vocabulário Internacional de Metrologia – Conceitos fundamentais e gerais e termos associados, aprovado pela
Portaria Inmetro n° 232, de 08 de maio de 2012, além dos demais apresentados a seguir, bem como as disposições estabelecidas na Portaria Inmetro n.° 484, de 07 de dezembro de 2010. 2.1. Medidor
Medidor de energia elétrica: instrumento destinado a medir a energia elétrica através da integração
da potência em relação ao tempo.
Medidor eletrônico de energia elétrica: medidor de energia elétrica estático no qual a corrente e a
tensão agem sobre elementos de estado sólido (componentes eletrônicos) para produzir uma informação
de saída proporcional à quantidade de energia elétrica medida.
Medidor de energia ativa: medidor eletrônico de energia elétrica capaz de medir somente energia
Medidor de energia reativa: medidor eletrônico de energia elétrica capaz de medir somente energia
Medidor unidirecional: Medidor eletrônico de energia elétrica (ativa e/ou reativa) capaz de medir
somente no sentido do fluxo direto (Ver fig.1 do Anexo D deste Regulamento-Representação geométrica
das potências ativa e reativa).
Medidor bidirecional: medidor eletrônico de energia elétrica capaz de medir energia (ativa e/ou
reativa) em ambos os sentidos de fluxo (Ver fig.1 do Anexo D deste Regulamento-Representação
geométrica das potências ativa e reativa).
Medidor multitensão: medidor que possui mais de uma tensão nominal.
Medidor multigrandeza: medidor eletrônico de energia elétrica provido de um certo número de
registros, destinado a medir e registrar, simultaneamente, no mínimo duas grandezas elétricas.
Medidor multifunção: medidor eletrônico de energia elétrica com funcionalidades adicionais à
medição, registro e exibição de grandezas elétricas e eventos, tais como: memória de massa, dispositivo
de comunicação e outras. 2.1.9.1 Saída de pulso não caracteriza medidor multifunção.
2.1.10 Modelo do medidor: termo usado para definir um projeto em particular de medidor, produzido por
um determinado fabricante.
2.1.11 Medidor para ligação direta: medidor de energia elétrica destinado a ser ligado diretamente ao
circuito a ser medido.
2.1.12 Medidor para ligação indireta: medidor de energia elétrica destinado a ser ligado ao circuito a ser
medido através de Transformador de Corrente, com ou sem Transformador de Potencial.
2.1.13 Medidor padrão: medidor de energia elétrica projetado especialmente para serviço de calibração
e/ou verificação.
2.1.14 Dispositivo interno: todo e qualquer dispositivo interno ao medidor que não executa tarefas de
medição e de registro, e que não possuam definição específica descrita neste Anexo.
2.2 Elementos funcionais
2.2.1 Circuitos auxiliares: circuitos destinados à conexão de dispositivos externos.
2.2.2 Circuitos de corrente: circuitos do medidor por onde circula a corrente a ser medida.
2.2.3 Circuitos de tensão: circuitos do medidor onde é aplicada a tensão a ser medida, podendo incluir o
circuito da fonte de alimentação do medidor.
2.2.4 Constante K h (constante de calibração): correspondente à relação entre a energia elétrica medida e
a quantidade de pulsos emitidos pelo medidor, através do seu dispositivo para verificação/calibração.
2.2.4.1 Esse valor deve ser expresso em Wh/pulso e varh/pulso.
2.2.5 Constante K e (constante eletrônica): quantidade de energia que define a unidade básica armazenada.
Este valor deve ser expresso em Wh/pulso ou em varh/pulso.
2.2.6 Dispositivo de verificação/calibração: dispositivo por meio do qual se verifica/calibra o medidor.
2.2.7 Pulsos de verificação/calibração: pulsos emitidos pelo dispositivo de verificação/calibração do
2.2.8 Elemento de medição: parte do medidor constituída de uma unidade sensor de tensão e de uma
unidade sensor de corrente, que produz uma saída com informação proporcional à grandeza registrada.
2.2.9 Dispositivo de indicação de funcionamento: dispositivo que fornece um sinal visível do
funcionamento do medidor.
2.2.10 Memória volátil: memória que retém informações armazenadas somente enquanto energizada.
2.2.11 Memória não-volátil: memória que retém as informações armazenadas mesmo quando
2.2.12 Memória de massa: memória interna ao medidor onde são armazenadas, ao longo do tempo, em
intervalos definidos, grandezas medidas ou calculadas, para posterior acesso.
2.2.13 Registrador: Dispositivo destinado a armazenar informações do medidor.
2.2.14 Registrador unidirecional: Registra o valor da energia, sempre somando esse valor, independente
do sentido do fluxo.
2.2.15 Registrador bidirecional: Registra a energia, considerando o sentido do fluxo, ou seja, soma a
energia direta e subtrai a reversa.
2.2.16 Registrador com catraca: Registra a energia em um único sentido de fluxo e não é alterado na
ocorrência do fluxo de energia oposto.
2.2.17 Mostrador: dispositivo do medidor que apresenta informações relativas à medição e/ou às
condições de funcionamento do medidor.
2.2.18 Mostrador externo: dispositivo externo ao medidor que apresenta informações relativas à medição
e/ou às condições de funcionamento do medidor.
2.2.19 Alimentação auxiliar: entrada de tensão (CA e/ou CC) independente do circuito de medição, para
energização do medidor.
2.2.20 Relé de carga: dispositivo que permite via sistema remoto, efetuar corte e/ou religação de
fornecimento de energia elétrica das unidades consumidoras.
2.3 Partes do medidor
2.3.1 Base: parte do medidor destinada à sua instalação e sobre a qual são fixadas a estrutura, a tampa do
medidor, o bloco de terminais e a tampa do bloco de terminais.
2.3.2 Bloco de terminais: suporte em material isolante agrupando os terminais do medidor.
2.3.3 Tampa do bloco de terminais: peça destinada a cobrir e proteger o bloco de terminais, o(s) furo(s)
inferior(es) de fixação do medidor e o compartimento do bloco, quando existir.
2.3.4 Tampa do medidor: peça sobreposta à base para cobrir e proteger as partes internas do medidor.
2.3.5 Saída periférica: dispositivo destinado a transferir dados do ou para o medidor.
2.3.6 Terminal terra: terminal externo conectado a partes condutoras acessíveis da base do medidor para
fins de segurança pessoal e do equipamento.
2.3.7 Placa de identificação: espaço destinado à identificação do medidor.
2.3.8 Esquema de ligação: representação gráfica dos elementos de tensão e corrente e suas conexões com
o bloco de terminais, incluindo a identificação das interfaces de comunicação.
2.3.9 Diagrama de ligação: representação gráfica do tipo de conexão elétrica em que o medidor pode ser
2.4 Grandezas do medidor, erros e termos usados nos ensaios
2.4.1 Índice de classe: letra que define os critérios destinados a avaliar a qualidade metrológica e
funcional do medidor.
2.4.2 Corrente nominal (I n ): intensidade de corrente para a qual o medidor é projetado e que serve de
referência para a realização dos ensaios constantes deste Regulamento.
2.4.3 Corrente máxima (I máx ): maior intensidade de corrente que pode ser conduzida em regime
permanente sem que o erro percentual e a elevação de temperatura admissíveis sejam ultrapassados.
2.4.4 Erro absoluto: diferença entre as quantidades de energia elétrica medida pelo medidor e a medida
pelo medidor-padrão ou determinada pelo método Potência x Tempo.
2.4.4.1. Se a diferença é negativa, o medidor está atrasado, se é positiva, o medidor está adiantado.
2.4.5 Erro relativo: relação entre o erro absoluto e a quantidade de energia elétrica medida pelo medidor-
padrão ou determinada pelo método Potência x Tempo.
2.4.6 Erro percentual: erro relativo do medidor multiplicado por 100.
2.4.7 Frequência nominal (f n ): frequência para qual o medidor é projetado e que serve de referência para a
realização dos ensaios constantes na apreciação técnica de modelo.
2.4.8 Tensão nominal (V n ): tensão para qual o medidor é projetado e que serve de referência para a
2.4.9. Tensão de verificação: valor de tensão na qual o medidor será utilizado, variando de ± 15% (mais ou menos 15%) da tensão nominal do medidor.
2.4.10 Tensão de utilização: tensão aplicada aos circuitos de tensão do medidor.
2.4.11Tensão de fornecimento (V f ): tensão nominal da rede secundária de distribuição.
2.4.12 Energização do medidor: ato ou efeito de aplicar e manter energia sobre os circuitos do medidor
responsáveis por tornar o medidor apto a realizar a medição, podendo ocorrer ou não simultaneamente com a conexão do circuito de medição do medidor.
2.5 Condições de utilização
2.5.1 Condições normais de serviço: conjunto de todas as variações para as quais estão definidas as
características de desempenho e as grandezas de influência, dentro das quais os erros do medidor e suas
variações são especificados e determinados.
2.5.2 Condições de referência: Condição de funcionamento prescrita para avaliar o desempenho do
medidor ou para comparar resultados de medição.
2.5.3 Estabilidade térmica: condição na qual a variação no erro percentual como consequência dos efeitos
térmicos for durante 20 min inferior a 0,1 vezes o erro admissível para a medição que está sendo considerada.
2.5.4 Faixa limite de funcionamento: condições extremas que um medidor em funcionamento pode
suportar sem danos e sem degradação de suas características metrológicas quando subsequentemente usado em suas condições de serviço.
2.5.5 Fator de distorção harmônica de uma onda: razão entre o valor eficaz do resíduo (obtido subtraindo-
se de uma onda alternada, não-senoidal, o seu termo fundamental) e o valor eficaz da onda completa,
expressa em percentagem.
2.5.6 Posição normal de serviço: a posição vertical obrigatoriamente deve ser definida pelo fabricante
para funcionamento normal, podendo incluir outras que o fabricante indicar.
2.5.7 Temperatura de referência: temperatura ambiente especificada para as condições de referência.
2.5.8 Coeficiente médio de temperatura: razão entre a variação do erro percentual e a variação da
temperatura que produz aquela variação.
2.6 Termos relacionados com o registro de grandezas
Base de tempo: fonte de referência para data e horário.
Base de tempo primária: base de tempo utilizada pelo medidor quando este se encontra energizado.
Base de tempo secundária: base de tempo utilizada pelo medidor quando este não se encontra
Saída auxiliar: circuito auxiliar utilizado para permitir o gerenciamento e o controle de cargas e/ou
2.6.5 Saída serial de usuário: interface de comunicação destinada a permitir o gerenciamento e o controle
de carga por equipamento externo.
2.6.6 Porta óptica: interface de comunicação óptica, dotado de um elemento foto-receptor e de um
elemento foto-emissor, que tem a função de trocar informações entre o medidor e outro equipamento, mantendo-os desacoplados eletricamente.
2.7 Termos relacionados com a realização dos ensaios
2.7.1 Circuito independente: conjunto de elementos ou dispositivos elétricos pertencentes a um circuito
específico e isolado eletricamente de outros circuitos.
2.7.2 Ângulo : ângulo que existe entre a tensão e corrente.
2.7.2.1 Se a corrente estiver atrasada em relação a tensão este ângulo varia entre 0 grau a – 180 graus.
2.7.2.2 Se a corrente estiver adiantada em relação a tensão este ângulo varia entre 0 grau a + 180 graus.
2.7.3 Amostra: medidores retirados aleatoriamente de um lote a ser inspecionado.
2.7.4 Lote: determinada quantidade de medidores do mesmo modelo, apresentados conjuntamente para
inspeção a um só tempo.
2.7.5 Nível de qualidade aceitável (NQA): porcentagem de defeitos relativos a determinado grupo de
características de qualidade, considerada aceitável para o lote, numa inspeção por amostragem.
2.7.6 Número de aceitação (A): número máximo de medidores defeituosos relativos a determinado
grupo de características de qualidade, encontrados na amostra, que implica na aceitação do lote.
2.7.7 Número de rejeição (R): número mínimo de medidores defeituosos relativos a determinado grupos
de características de qualidade encontrados na amostra, que implica na rejeição do lote.
2.7.8 Plano de amostragem: plano que determina o tamanho de amostra e o critério de aceitação ou
rejeição do lote.
2.7.9 Tamanho de amostra (n): número de medidores que fazem parte da amostra.
2.7.10 Tamanho do lote (N): número de medidores que fazem parte do lote.
3 UNIDADE DE MEDIDA As grandezas devem ser indicadas em unidades constantes da legislação metrológica brasileira.
4 PRESCRIÇÕES METROLÓGICAS
4.1 Definição de modelo
4.1.1 O modelo do medidor de energia elétrica de tecnologia eletrônica é definido pelas seguintes
propriedades metrológicas:
a) grandezas medidas: energia ativa e/ou reativa;
b) tecnologia do elemento sensor de tensão;
c) tecnologia do elemento sensor de corrente;
d) valor da corrente máxima;
e) princípio de medição;
f) tecnologia do mostrador.
4.1.1.1. Quaisquer funcionalidades ou mudanças implementadas em um determinado modelo, que não
alterem as propriedades definidas no item 4.1.1, não caracterizam um novo modelo. 4.1.1.2. Medidores feitos por fabricantes distintos, ainda que tenham o mesmo projeto básico e apresentem características comuns, devem ter designação de modelo diferente.
4.1.2 Índice de classe
O medidor deve especificar o índice de classe para o qual foi projetado.
4.2 Cálculo de energia
O valor total de energia é a soma das energias de cada fase do medidor.
4.3 Erros Máximos Admissíveis
4.3.1 Para os ensaios de apreciação técnica de modelo, os erros máximos admissíveis são aqueles
estabelecidos no Anexo A deste Regulamento.
4.3.2 Para a verificação inicial e a verificação após reparos, os erros máximos admissíveis são aqueles
estabelecidos no Anexo B deste Regulamento.
4.3.3 Para a verificação por solicitação do usuário/proprietário, os erros máximos admissíveis são
aqueles estabelecidos no Anexo C deste Regulamento.
5 PRESCRIÇÕES TÉCNICAS
5.1 Características elétricas
5.1.1 Tipos de ligação
Os medidores monofásicos e polifásicos aos quais se refere o presente Regulamento devem ser utilizados
conforme o tipo de conexão elétrica aos sistemas declarados pelo fabricante.
5.1.2 Tensões nominais e correntes nominais e máximas
São as especificadas na Tabela 4 do Anexo A deste Regulamento.
5.1.3 Frequência nominal
A frequência nominal deve ser de 60 Hz. Valor excepcional de 50 Hz pode ser solicitado para
atendimento a necessidades específicas.
5.2 Condições Climáticas
5.2.1 Faixa de temperatura
As faixas de temperatura a que o medidor poderá ser submetido devem estar de acordo com a Tabela 1.
Tabela 1. Faixas de temperatura
Faixa operacional especificada
- + 70 ∞C
10 ∞C a
Faixa limite de funcionamento
Faixa limite para armazenamento e transporte
25 ∞C a
5.2.1.1 O armazenamento e o transporte do medidor fora da faixa limite de funcionamento e dentro da faixa limite para armazenamento e transporte devem ser realizados por um período máximo de 60 h.
5.2.2 Umidade relativa
As condições de umidade às quais o medidor pode ser submetido devem estar de acordo com a Tabela 2.
Tabela 2. Umidade relativa
Para 30 dias, estando distribuídos de modo natural pelo período de um ano
Ocasionalmente nos outros dias
5.3 Requisitos Mecânicos Gerais
Os medidores devem atender ao que segue:
5.3.1 Os medidores devem ser projetados e construídos de modo que evitem gerar perigo quando em uso,
de modo a assegurar especialmente a segurança pessoal contra choques elétricos e os efeitos de temperaturas excessivas, a proteção contra a propagação de fogo e a proteção contra a penetração de objetos sólidos, poeira e água.
5.3.2 Todas as partes sujeitas à corrosão devem ser devidamente protegidas.
5.3.2.1 Qualquer revestimento protetor não deve ser passível de danos por manuseio normal nem de danos
causados pela exposição ao ar ambiente. 5.3.2.2 Os medidores devem ter condições de suportar a radiação solar sem degradar significativamente os materiais.
5.3.2.3 Os medidores de encaixe (medidor “socket”), de embutir ou para sistema de medição a transformador, devem seguir este Regulamento no que se refere à especificação, exceto a: dimensões, características da base, terminais, elementos de fixação, tampa, pentes de calibração, dispositivos de selagem e outras características especiais.
5.3.3 Base
A base deve ser de construção rígida, não deve ter parafusos, rebites ou dispositivos de fixação das partes internas do medidor que possam ser retirados sem violação dos lacres da tampa do medidor.
5.3.3.1 A base deve ter dispositivo para sustentar o medidor e um ou mais furos na parte inferior para sua
fixação, localizados de modo a impedir a remoção do medidor sem violação da tampa do bloco de
5.3.4 Tampa
A tampa deve ser construída e ajustada de modo a assegurar o perfeito funcionamento do medidor,
mesmo em caso de deformação não-permanente.
5.3.4.1 Se a tampa não for transparente, um ou mais visores devem ser colocados para leitura do
mostrador e observação do indicador de funcionamento.
5.3.4.2 Esses visores devem ser de material transparente, os quais não podem ser removidos sem que haja
ao menos danos à tampa ou rompimento de algum dos lacres.
5.3.5 Bloco de terminais
O bloco de terminais deve ser feito de material isolante capaz de não apresentar deformações após o
medidor ter sido submetido ao ensaio de aquecimento com a corrente máxima.
5.3.5.1 A sua fixação à base deve ser feita de forma que somente possa ser retirado com o rompimento
dos lacres da tampa do medidor.
5.3.5.2 A posição dos terminais do neutro deve ser identificada pela cor azul, na face frontal do bloco de
terminais para medidores polifásicos de ligação direta.
5.3.5.3 Terminais
5.3.5.3.1 Os terminais de corrente do medidor para medição direta devem possuir dois parafusos de modo
a garantir a fixação segura e permanente de condutores de 4 mm 2 a 35 mm 2 em medidores monofásicos, e de 4 mm 2 a 50 mm 2 em medidores polifásicos de até 120 A, e de 10 mm 2 a 95 mm 2 em medidores polifásicos de até 200 A (excepcionalmente 35 mm 2 a 120 mm 2 para 200 A), os quais devem ter capacidade para suportar a corrente máxima do medidor.
5.3.5.3.2 Para medidores polifásicos de corrente máxima de 200 A, caso o terminal de neutro seja
utilizado somente para potencial, este deve permitir a conexão segura e permanente de condutores de 2,5
mm 2 a 16 mm .
5.3.5.3.3 Os terminais de corrente dos medidores polifásicos para medição indireta devem permitir a
ligação segura e permanente de condutores numa faixa de, no mínimo, 2,5 mm 2 a 16 mm .
5.3.5.3.4 Os terminais de potencial dos medidores polifásicos para medição indireta devem
permitir a ligação segura e permanente de um a três fios condutores de 2,5 mm .
5.3.5.3.5 Os terminais não devem ser passíveis de deslocamentos para o interior do medidor,
independente dos parafusos de fixação dos cabos de ligação.
5.3.6 Terminal de terra
O terminal de terra, quando existir, destina-se ao aterramento de invólucros metálicos e deve ser eletricamente ligado às partes metálicas externas acessíveis do medidor.
5.3.6.1 Deve poder acomodar um condutor que tenha uma seção transversal entre 6 mm 2 e 16 mm 2 ,
preferencialmente equivalente aos condutores principais de corrente.
5.3.6.2 Depois da instalação, o cabo no terminal de terra deve ter uma fixação tal que não permita o seu
5.3.7 Tampa do bloco de terminais
A tampa do bloco de terminais deve conter a inscrição LINHA-CARGA, gravada externamente de forma indelével.
5.3.7.1 O parafuso de fixação, quando existir, deve ser solidário à tampa e deve ter dispositivo para
selagem independente da tampa do medidor.
5.4 Plano de selagem
Todo medidor deve possuir dispositivos independentes para selagem da tampa do medidor, da tampa do
bloco de terminais e do dispositivo de reposição de demanda, se houver.
5.4.1 Os diâmetros dos orifícios de selagem não devem ser inferiores a 2,0 mm.
5.5 Dispositivo de saída para verificação/calibração
5.5.1 O medidor deve ter, no mínimo, um dispositivo de saída do tipo diodo emissor de luz infravermelho
ou vermelho e/ou um simulador de mancha de disco, acessível para calibração, capaz de ser monitorado
com equipamento de verificação/calibração.
5.5.2 Este dispositivo deve ser acessível pela parte frontal do medidor e pode estar incluso na porta
óptica. 5.5.2.1 Os dispositivos de saída para verificação/calibração podem produzir pulsos em intervalos não homogêneos. Portanto, o fabricante pode indicar o número de pulsos necessários ou o tempo mínimo de
5.5.2.2 O fabricante pode indicar o número de pulsos necessários ou o tempo mínimo de teste.
5.6 Dispositivo de indicação visual de medição
O medidor deve ter um dispositivo de indicação visual que permita ao usuário identificar a medição de energia.
5.6.1 Este dispositivo pode ser compartilhado com o dispositivo de verificação/calibração.
5.7 Placa de identificação
Todo medidor deve ser provido de identificação facilmente visível com a tampa do medidor no lugar,
contendo, no mínimo, as seguintes informações no idioma português e marcadas de modo indelével:
( xx Hz );
( xx V ) ou
(( xx V, xx V
( xx ( XX ) A );
( x ELEMENTOS ou EL);
( x FIOS);
Wh/p ou varh/p );
( D, C, B ou A
(Inmetro/Dimel nnn/aaaa); e
Tensão(ões) Nominal(is)
Corrente nominal e máxima
Número de elementos de medição
Constante Eletrônica
Portaria de aprovação de modelo
Esquema de ligação, incluindo a identificação das interfaces de comunicação.
5.7.1 A constante eletrônica K e deve constar da placa de identificação do medidor que possuir memória de
massa e nos medidores sem memória de massa a identificação da constante K e é opcional.
5.7.2 Caso não seja possível constar o esquema de ligação na placa de identificação, o mesmo deverá
estar colocado em lugar visível quando da instalação do medidor.
5.7.3 Deve ser previsto um espaço para identificação do usuário.
5.7.3.1 Todo e qualquer texto ou figura incluída na área de identificação do usuário, com dimensões
mínimas de 10 mm x 50 mm, não tem qualquer relação com os dados de identificação do modelo
5.8 Um modelo pode assumir diferentes valores de K e .
5.9 Disposição dos terminais
A disposição dos terminais do medidor deve ser simétrica do tipo Linha-Carga. 5.10 Dimensões máximas As dimensões máximas dos medidores devem estar de acordo com a Figura 1 e a dimensão B corresponde à medida da base do medidor, não incluindo a tampa do bloco de terminais (curta ou longa).
Polifásico ligação direta até 120 A
Polifásico ligação indireta
Polifásico ligação direta 200 A
Figura 1 - Dimensões máximas
5.11 Mostrador
5.11.1 O dispositivo mostrador eletrônico ou eletromecânico, parte integrante do medidor, deve ser capaz
de registrar, partindo do zero, por um tempo mínimo de 1150 h, a energia correspondente à máxima
corrente na maior tensão nominal e fator de potência unitário.
5.11.2 A indicação do valor de consumo nos ensaios de aprovação de modelo deve ser feita em:
a) energia ativa: “kWh”
b) energia reativa: “kvarh”.
5.11.3 Características construtivas e funcionais do mostrador
A informação deve ser apresentada por mostrador. 5.11.3.1 No caso de múltiplos valores apresentados em um único mostrador, deve ser possível mostrar,
ciclicamente, todos os registros relacionados com os dados relevantes, e que cada registro seja apresentado no mínimo por 5 s, com o seu respectivo código de identificação.
5.11.4 Tamanhos dos dígitos: a altura dos dígitos das grandezas e códigos identificadores apresentados
no mostrador, não deve ser inferior a 5,0 mm e nem mais estreitos do que 2,50 mm.
5.11.5 Quantidade de dígitos: Deve ter a quantidade de dígitos suficiente no mostrador para atender o
subitem 5.11.1.
5.11.6 Código identificador: Se no mostrador forem apresentadas sequências de grandezas com
informações diferentes, um código identificador deverá ser apresentado para identificar individualmente
cada uma delas, o qual deve ser apresentado de forma que permita a clara identificação da grandeza.
5.11.7 Estes códigos identificadores poderão ser programáveis de acordo com as necessidades de cada
5.12 Mostrador externo
O dispositivo externo ao medidor deve atender às prescrições técnicas estabelecidas no subitem 5.11 deste
Regulamento, no que tange às características construtivas e funcionais.
5.12.1 O mostrador externo não deve apresentar informações divergentes das exibidas no mostrador do
5.12.2 Inclusão de mostrador externo ao modelo de medidor aprovado, quando o medidor não está
acessível, deve ser objeto de aprovação por parte do Inmetro.
5.12.3 O mostrador externo e o medidor de energia elétrica devem ser submetidos aos ensaios adicionais
definidos na Tabela 5 do Anexo A.
5.12.4 O mostrador externo deve ser provido de identificação da portaria de aprovação de modelo do
medidor de energia elétrica, cuja identificação deve ser colocada em local de fácil visualização.
5.13 Temporização
5.13.1 Base de tempo
A exatidão da base de tempo do relógio deve ser melhor ou igual 0,003 % (30 s/s) na faixa de 0 °C a
60 °C, e no restante da faixa operacional especificada, deve ser melhor ou igual 0,01 % (100 s/s).
5.13.2 Para os casos que o medidor possua como base de tempo primária a frequência da rede, a base de
tempo secundária deverá ser melhor ou igual 0,02 % (200 s/s).
5.13.3 Falta de energia
Os medidores devem ser capazes de manter o horário do relógio interno, o programa e as informações registradas durante uma eventual falta de energia de, no mínimo, 120 h a 25 °C ± 5 °C, e devem possuir rotina de retorno automático ao modo de funcionamento normal quando do restabelecimento da
5.13.4 Segurança
A proteção de acesso via senha, com código de segurança, deve ser disponibilizada para prevenir o acesso
não autorizado aos medidores programáveis, evitando mudanças não autorizadas nos parâmetros metrológicos e no arquivo de informações registradas, quando não houver dispositivo de selagem da porta óptica. 5.13.4.1 Os medidores que não possuírem lacre físico ou senha devem possuir contador e registrador de eventos que permita identificar e verificar, a qualquer momento, no mínimo as oito últimas intervenções ocorridas.
6 CONTROLE METROLÓGICO
6.1 Apreciação técnica de modelo Os medidores a que se refere este Regulamento só podem ser comercializados pelo seu fabricante ou importador após a aprovação de seus respectivos modelos, conforme as prescrições técnicas constantes do Anexo A.
6.1.1 A solicitação de aprovação de modelo deve ser feita de acordo com as normas Inmetro aplicáveis.
6.1.2 A amostra de medidores a ser submetida aos ensaios de apreciação técnica de modelo deve ser
constituída de três medidores do mesmo modelo.
6.1.3 O fabricante deve informar a forma de medição (medidor unidirecional ou medidor bidirecional).
6.1.4 O fabricante deve informar a forma de registro de energia (registrador unidirecional, registrador
bidirecional ou registrador com catraca).
6.1.5 Os medidores devem estar acompanhados de manuais, escritos na língua portuguesa, que
contenham no mínimo a descrição das características técnicas, descrição do princípio de funcionamento,
descrição do código das informações do mostrador, diagrama de blocos e desenhos do medidor.
6.1.6 Os desenhos ou a fotografia digital da(s) placa(s) do circuito eletrônico devem fazer parte de
documentação adicional. 6.1.6.1 Os manuais devem fornecer todas as informações necessárias ao manuseio e funcionamento dos
medidores. 6.1.6.2 Os medidores devem estar acompanhados de todos os cabos e informações de configuração, necessários à aplicação dos ensaios e ao seu funcionamento.
6.1.7 Todas as inscrições e identificações do instrumento devem ser procedidas em língua portuguesa.
6.1.8 Todas as inscrições obrigatórias, unidades, símbolos e indicações devem se apresentar de forma
clara e legível.
6.1.9 A aprovação de um modelo em determinado índice de classe garante a aprovação nos demais
índices de classe inferiores ao aprovado, sem a necessidade de ensaios adicionais, ou seja, se o medidor é
aprovado com índice de classe D, este obtém de forma automática a aprovação para os índices de classe C, B e A.
6.1.10 Modificações no modelo aprovado, que não estejam previstas na Tabela 5 do Anexo A, devem ser
objeto de análise do Inmetro, que irá decidir sobre a necessidade de realização de ensaios adicionais ou se
a(s) modificação(ões) implica(m) a necessidade de uma nova apreciação técnica de modelo.
6.1.11 Qualquer proposta de modificação no modelo aprovado deve ser comunicada ao Inmetro, com
antecedência, para análise e posterior tomada de decisão.
6.2 Verificação inicial
Os medidores a que se refere este Regulamento só podem ser comercializados pelo seu fabricante ou
importador quando aprovados em verificação inicial, conforme prescrições constantes do Anexo B.
6.2.1 Natureza dos ensaios e inspeções
6.2.1.1 Os ensaios e inspeções de verificação inicial compreendem:
a) Inspeção visual de correspondência ao modelo aprovado;
b) Inspeção geral do medidor;
c) Ensaio de tensão aplicada;
d) Ensaio de exatidão;
e) Ensaio de corrente de partida;
f) Ensaio de controle das funções e grandezas com elevação de temperatura;
g) Ensaio das saídas periféricas, se aplicável;
h) Ensaio de verificação do limite inferior da tensão de utilização; e
i) Ensaio do mostrador.
6.2.1.2 Os ensaios prescritos no subitem 6.2.1.1, alíneas “a”, “b”, “c” e “d” devem ser realizados em todos
os medidores, enquanto que os ensaios das alíneas “e”, “f”, “g”, “h” e “i” podem ser realizados
utilizando-se um plano de inspeção amostral, de acordo com o item 7 deste Regulamento.
6.2.2 Local de realização dos ensaios
A verificação inicial deve ser realizada nas dependências do fabricante ou importador, ou em local
autorizado pelo Inmetro, sempre em território nacional.
6.2.3 Meios de Verificação
O interessado ou seu representante legal deve colocar à disposição do Inmetro ou dos seus órgãos
delegados, os meios adequados em instalações, material e pessoal auxiliar, necessário à realização da verificação inicial.
6.3 Verificação após reparos do medidor recondicionado
Os medidores recondicionados só podem ser empregados na medição de energia elétrica após aprovados
em verificação após reparos, conforme prescrições constantes no Anexo B deste Regulamento.
6.3.1 A verificação de medidor recondicionado deve ser feita após o seu reparo, antes de sua instalação.
6.3.1.1 Todo medidor recondicionado, antes de ser instalado, deve ser submetido aos ensaios e inspeções
6.3.1.2 Os ensaios prescritos no subitem 6.3.1.1, alíneas “a”, “b”, “c” e “d” devem ser realizados em
todos os medidores, enquanto que os ensaios das alíneas “e”, “f”, “g”, “h” e “i” devem ser realizados utilizando-se um plano de inspeção amostral, de acordo com o item 7 deste Regulamento.
6.3.2 Local de realização dos ensaios
A verificação após reparos deve ser realizada nas dependências do reparador ou em local autorizado pelo Inmetro, sempre em território nacional.
6.3.2.1 Os reparos não devem alterar as características metrológicas originais do medidor.
6.3.3 Meios de Verificação
delegados, os meios adequados em instalações, material e pessoal auxiliar, necessário à verificação após reparos.
6.4 Verificação solicitada pelo usuário/proprietário
Os medidores empregados na medição de energia elétrica, quando submetidos à verificação solicitada
pelo usuário, devem ser avaliados conforme prescrições constantes do Anexo C deste Regulamento.
6.4.1 Para a execução dos ensaios de exatidão deve ser utilizado padrão de referência com exatidão pelo
menos 3 (três) vezes melhor que a do medidor sob ensaio.
6.4.1.1 A verificação solicitada pelo usuário/proprietário, quando realizada em laboratório, deve compreender:
c) Inspeção de integridade dos lacres;
d) Ensaio de marcha em vazio;
e) Ensaio de exatidão; e
f) Ensaio do mostrador.
6.4.1.2 A verificação solicitada pelo usuário/proprietário, quando realizada na instalação do consumidor,
b) Inspeção geral do medidor e de suas respectivas ligações;
6.4.2 A concessionária fornecedora de energia elétrica deve ser notificada quanto às anomalias
encontradas e providenciar, incontinenti, a correção, incluindo, se necessário, a troca do medidor.
7 PLANO DE INSPEÇÃO AMOSTRAL
Os ensaios e exames descritos em 6.2.1.1 e 6.3.1.1, definidos como amostrais, devem ser realizados com
base em um plano de inspeção amostral, conforme descrito a seguir.
7.1.1 O medidor que apresentar falha que impossibilite a realização dos exames e ensaios que ainda estão
pendentes deve ser substituído, sendo a falha computada.
7.2.1 Os ensaios devem ser realizados somente nos instrumentos que compõem a amostra representativa
7.2.2 Para lotes de 50 a 150 medidores, o plano utilizado é de amostragem simples e para lotes de 151 a
1000 medidores, o plano é de amostragem dupla.
7.2.3 O tamanho da amostra para cada lote é o indicado na Tabela 3, onde n representa o tamanho da
amostra no plano de amostragem simples, e n1 e n2 representam os tamanhos da primeira e da segunda amostra, respectivamente, no plano de amostragem dupla.
7.2.4 Os planos de amostragem são válidos para lotes contendo de 50 a 1000 medidores.
7.2.5 Lotes contendo mais de 1000 medidores devem ser subdivididos em lotes de 501 a 1000
medidores e o restante de acordo com a Tabela 3.
7.2.6 Para lotes de até 49 unidades, o tamanho da amostra corresponde ao total do lote.
7.2.7 Os instrumentos devem ser retirados aleatoriamente do lote, de forma que cada um de seus
elementos tenha a mesma probabilidade dos demais de pertencer à amostra.
7.3 Aceitação e rejeição
7.3.1 O lote somente será aprovado se o número de instrumentos reprovados da amostra for igual ou
inferior ao Número de Aceitação “Ac”; o lote será reprovado se o número de instrumentos reprovados da
amostra for igual ou superior ao Número de Rejeição “Re”.
7.3.2 Os lotes com número de unidades de 50 a 90 e de 91 a 150 medidores serão considerados
aprovados, após o exame da amostra, se o número de medidores reprovados for menor ou igual ao
Número de Aceitação “Ac”.
7.3.3 Os lotes serão reprovados, se o número de medidores reprovados for igual ou superior ao Número
de Rejeição “Re”.
7.3.4 Os lotes contendo de 151 a 500 e 501 a 1000 unidades serão aprovados, após o exame da primeira
amostra, se o número de medidores reprovados for menor ou igual ao número de aceitação “A1”.
7.3.5 Os lotes serão reprovados, se o número de medidores reprovados for igual ou superior ao Número
de rejeição “R1”.
7.3.6 Se o número de medidores reprovados na primeira amostra for superior a A1 e inferior a R1, deve
ser retirada do lote uma segunda amostra, de tamanho n2, para execução de novos ensaios.
7.3.7 Os lotes serão considerados aprovados se o número de medidores reprovados na primeira amostra
adicionados ao número de medidores reprovados na segunda amostra for inferior ou igual ao Número de
Aceitação “A2”.
7.3.8 Os lotes serão reprovados se a soma dos medidores reprovados nas duas amostras for igual ou
superior ao Número de Rejeição “R2”.
7.3.9 Em caso de aprovação do lote, os medidores da amostra que foram reprovados na verificação
devem ser retirados do lote.
Tabela 3 – Plano de amostragem
50 ≤ N ≤ 90
91 ≤ N ≤ 150
151 ≤ N ≤ 500
501 ≤N ≤1000
Ensaios = controle das funções e grandezas com elevação de temperatura e ensaio do mostrador. Verificação das saídas periféricas; e verificação do limite inferior da tensão de utilização. N = tamanho do lote; n = tamanho da amostra no plano de amostragem simples; n1 = tamanho da primeira amostra no plano de amostragem dupla; n2 = tamanho da segunda amostra no plano de amostragem dupla; Ac = número de aceitação do lote no plano de amostragem simples; Re = número de rejeição do lote no plano de amostragem simples; A1; A2 = números de aceitação do lote no plano de amostragem dupla; R1; R2 = números de rejeição do lote no plano de amostragem dupla; NQA = Nível de Qualidade Aceitável.
8 CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO
O medidor deve manter todas as características de construção do modelo aprovado e estar com todas as partes, peças e dispositivos em perfeitas condições de conservação e funcionamento.
8.1 O medidor deve efetuar medições dentro dos limites estabelecidos neste Regulamento.
Todas as inscrições obrigatórias, unidades, símbolos, e indicações devem se apresentar clara e facilmente legíveis.
8.2 A tensão de utilização do medidor deve estar de acordo com os valores da Tabela 4 do Anexo A deste
8.2.1 Os pontos de selagem da tampa principal do medidor constantes da portaria de aprovação de modelo
devem permanecer lacrados e em perfeitas condições, sem vestígios de violação e os demais pontos de
selagem, tais como: tampa do bloco de terminais, tampa da porta óptica, tampa do botão de reset de demanda e anel de selagem do medidor “socket”, são de responsabilidade das concessionárias.
ANEXO A - ENSAIOS DE APRECIAÇÃO TÉCNICA DE MODELO EM MEDIDORES
A.1 Condições gerais para a realização dos ensaios A.1.1 Todos os ensaios devem ser realizados levando-se em consideração as condições de referência citadas na Tabela 1, salvo quando o ensaio especificar outras condições.
Tabela 1. Condições gerais de ensaio
Tolerâncias admissíveis para medidores de índice de classe:
23 ∞C (1)
± 2 ∞C
Corrente/tensões senoidais
Fator de distorção menor que:
Indução magnética de origem
Valor de indução que cause variação não maior que:
externa na frequência
Indução magnética igual a
Mas em qualquer caso deve ser menor que 0,05mT (2)
Condições específicas para medidores polifásicos:
O desequilíbrio entre as amplitudes das tensões de cada uma das fases ou entre tensão de fase-neutro, em relação ao valor médio, não deve ser maior que:
O erro nos deslocamentos de ângulo de fase de cada uma das tensões não deve exceder a:
± 2∞
Cada uma das correntes nos condutores não deve ser diferente da corrente média em mais de:
O erro nos deslocamentos de ângulo de fase de cada uma das correntes em relação à tensão correspondente, não deve exceder a:
(1) Se os ensaios forem feitos em temperaturas que não a de referência, incluindo tolerâncias admissíveis, os resultados devem ser corrigidos aplicando o coeficiente de temperatura.
(2) O método para fazer esta verificação é:
a) Para medidor monofásico, determinar primeiro o erro, com o medidor conectado normalmente à linha de alimentação. Depois, determinar o erro, após a inversão das conexões para os circuitos de corrente e potencial. Metade da diferença algébrica entre os dois erros é o valor da variação do erro e não pode ser superior ao estabelecido na tabela. Por causa do defasamento desconhecido do campo externo, o ensaio deve ser feito a 10 % I n com fator de potência unitário e 20 % I n com fator de potência 0,5 (indutivo) com tensão e frequência nominais. b) Para medidor polifásico, faz-se três medições a 10 % I n com fator de potência unitário com tensão e frequência nominais. Depois de cada medição as conexões para os circuitos de corrente e de potencial são defasadas em 120∞ enquanto a sequência de fases não é alterada. A maior diferença entre cada um dos erros assim determinados e seu valor médio é o valor da variação do erro.
A.1.2 Antes de ser ensaiado, o medidor deve ser calibrado e ter seus erros percentuais levantados de acordo com os limites de erro estabelecidos da Tabela 2 à Tabela 3a.
Tabela 2. Limites de erro percentual para medidores de energia ativa (medidores monofásicos e polifásicos com cargas equilibradas)
Limites de erro percentuais para medidores com índice de classe
Tabela 2a - Limites de erro percentual para medidores de energia reativa (medidores monofásicos e polifásicos com cargas equilibradas)
100 ± 0,4
100 0,5 ind
100 0,8 cap
Tabela 3. Limites de erro percentuais para medidores de energia ativa (medidores polifásicos sob carga monofásica por elemento, mas com tensões equilibradas, aplicadas aos circuitos de tensão)
Tabela 3a - Limites de erro percentuais para medidores de energia reativa (medidores polifásicos sob carga monofásica por elemento, mas com tensões equilibradas, aplicadas aos circuitos de tensão)
A.1.3. A verificação dos medidores, em todas as condições de ensaio em que seja exigida a determinação de seus erros, deve ser feita pelo Método de Potência x Tempo ou pelo Método do Medidor Padrão, com um tempo de integração de energia mínimo especificado pelo fabricante, ou 1min, caso este não seja especificado. A.1.4. A temperatura ambiente deve ser anotada para cada ensaio. A.1.5. Os medidores polifásicos devem ser ensaiados em circuitos de corrente e tensão trifásicos, a menos que o ensaio especifique o contrário. A.1.6. Medidores de energia reativa devem ser ensaiados somente no(s) quadrante(s) indicado(s) pelo fabricante (ver representações gráficas do Anexo D). A.1.6.1 Esta informação deve estar claramente indicada na documentação da solicitação de aprovação de modelo. A.1.7. O sistema para a realização do ensaio deve ter exatidão no mínimo três vezes melhor que a do medidor sob ensaio.
A.1.8. O sistema ou medidor padrão, usado em qualquer ensaio, deve estar rastreado aos padrões nacionais. A.1.9. Os valores de tensão e correntes nominais e máximas dos medidores constam da Tabela 4 a seguir:
Tabela 4. Tensões nominais e correntes nominais e máximas
Tensões nominais padrão (V)
Tensões nominais excepcionais (V)
– 127 – 200 – 220 – 230 – 380 – 440 –
Ligação através de
57,7 – 63,5 – 67 – 100 – 110 – 115 – 127 –
– 190 – 200 – 220 – 440
padrão (A)
Correntes nominais excepcionais (A)
Ligação através de transformadores de corrente
Correntes máximas padrão (A)
Correntes máximas excepcionais (A)
100 – 120 – 200
1,2 – 2 – 6
A.1.10 Os medidores cujo modelo possibilite o uso de diversas configurações devem ser submetidos, além dos ensaios estabelecidos neste Regulamento para uma determinada configuração, a ensaios adicionais, conforme Tabela 5, de acordo com o item variado na configuração.
Tabela 5. Ensaios adicionais
Item variado
Ensaios adicionais a serem realizados
Corrente de partida; marcha em vazio; variação da corrente; perdas internas (circuito de
potencial e fonte de alimentação); influência da variação de tensão; variação brusca da tensão.
Corrente de partida; variação de corrente; influência da temperatura ambiente; perdas internas (circuito de corrente); influência da variação de tensão; influência da variação da
frequência; influência de componente harmônico nos circuitos de tensão e corrente; influência da inversão da sequência de fase; influência da interrupção de uma ou duas fases.
Tensão aplicada; influência da indução magnética de corrente contínua de origem externa, influência da indução magnética de corrente alternada de origem externa; aquecimento;
compatibilidade eletromagnética (todos).
Tensão aplicada; variação de corrente; perdas internas (circuito de potencial); influência da variação de tensão; influência da variação da frequência; influência de componente
harmônico nos circuitos de tensão e corrente; influência da inversão da sequência de fases;
influência da interrupção de uma ou duas fases; influência da componente corrente contínua
(1/2 onda) no circuito de corrente alternada; autoaquecimento; transientes elétricos. Ensaio do mostrador, programando o medidor para exibir em seu mostrador pulsos proporcionais à energia aplicada, cuja constante de proporcionalidade é o valor de K e informado pelo fabricante. O método de leitura dos pulsos deve ser informado pelo fabricante.
Tensão de impulso; tensão aplicada; perdas internas no circuito de tensão e fontes de
alimentação; influência da interface de comunicação; transientes elétricos; impulso combinado;
Tensão de impulso; tensão aplicada; variação da corrente, verificação das perdas internas;
sobrecarga de curta duração; operação de dispositivos internos; autoaquecimento;
aquecimento; ensaios de compatibilidade eletromagnética. Influência da variação da frequência; influência da variação de tensão; corrente de partida;
marcha em vazio; influência da variação de corrente; perdas internas (circuito de potencial e fonte de alimentação); variação brusca da tensão.
Mostrador do
Ensaio do mostrador; perdas internas (circuito de potencial e fonte de alimentação);
Tensão de impulso; tensão aplicada; perdas internas (circuito de potencial e fonte de
alimentação, perda máxima total 6 W e 15 VA); ensaio do mostrador (nos limites de temperatura de operação); ensaios de compatibilidade eletromagnética.
Corrente de partida; marcha em vazio; variação de corrente; ensaio do mostrador.
Corrente de partida; marcha em vazio; variação de corrente; influência da variação de
tensão; perdas internas no circuito de potencial; influência da inversão da sequência de fase; influência da interrupção de uma ou duas fases.
A.1.11 Os ensaios adicionais para corrente nominal, constantes da Tabela 5, devem ser realizados para as correntes nominais adicionais cujos valores são inferiores ao valor da corrente nominal submetida à aprovação total. A.1.11.1 Quando o valor da corrente nominal adicional for superior ao valor da corrente nominal submetida à aprovação total, o ensaio de corrente de partida não deve ser realizado. A.1.12 Para medidores com faixa de tensão, as tensões nominais devem ser aquelas indicadas pelo fabricante. A.1.13 Os ensaios nos mostradores externos, realizados em comunicação com o medidor, devem ser realizados com os modelos de medidores compatíveis informados pelo requerente. A.1.13.1 Os ensaios de tensão de impulso e tensão aplicada são aplicáveis somente ao mostrador externo. Os demais ensaios são realizados com o dispositivo mostrador em comunicação com o medidor. A.1.14 Para os dispositivos internos, os ensaios de sobrecarga de curta duração, autoaquecimento e aquecimento são aplicáveis somente aos dispositivos de comutação. A.1.15 Ensaios:
A.1.15.1 Ensaios de desempenho A.1.15.1.1 Ensaio de dielétrico (A.2) A.1.15.1.1.1 Ensaio de tensão de impulso (A.2.2) A.1.15.1.1.2 Ensaio de tensão aplicada (A.2.3) A.1.15.1.2 Ensaio de início de funcionamento do medidor (A.3) A.1.15.1.3 Ensaio de verificação do método de cálculo de energia ativa (A.4) A.1.15.1.4 Ensaio da corrente de partida (A.5) A.1.15.1.5 Ensaio de marcha em vazio (A.6) A.1.15.1.6 Ensaio de variação da corrente (A.7) A.1.15.1.7 Ensaio de influência da temperatura ambiente (A.8) A.1.15.1.8 Ensaio de verificação das perdas internas (A.9) A.1.15.1.8.1 Ensaio do circuito de potencial e fonte de alimentação (A.9.1) A.1.15.1.8.2 Ensaio do circuito de corrente (A.9.2) A.1.15.1.9 Ensaio de influência da variação de tensão (A.10)
A.1.15.1.10 Ensaio de influência da variação da frequência (A.11) A.1.15.1.11 Ensaio de influência de componente harmônico nos circuitos de tensão e corrente (A.12) A.1.15.1.12 Ensaio de influência da inversão da sequência de fase (A.13) A.1.15.1.13 Ensaio de influência da interrupção de uma ou duas fases (A.14) A.1.15.1.14 Ensaio de influência da componente CC (1/2 onda) no circuito de corrente CA (A.15) A.1.15.1.15 Ensaio de influência da indução magnética CC de origem externa (A.16) A.1.15.1.16 Ensaio de influência da indução magnética CA de origem externa (A.17) A.1.15.1.17 Ensaio de influência da operação de dispositivos internos (A.18) A.1.15.1.18 Ensaio de influência da interface de comunicação (A.19) A.1.15.1.19 Ensaio de sobrecarga de curta duração (A.20) A.1.15.1.20 Ensaio de autoaquecimento (A.21) A.1.15.1.21 Ensaio de aquecimento (A.22) A.1.15.1.22 Ensaio de variação brusca da tensão (A.23) A.1.15.1.23 Ensaio do mostrador (A.24) A.1.15.1.24 Ensaio de verificação do tempo de autonomia (A.25) A.1.15.2 Ensaios de compatibilidade eletromagnética (A.26) A.1.15.2.1 Ensaio de impulso combinado (A.26.2) A.1.15.2.2 Ensaio de transientes elétricos (A.26.3) A.1.15.2.3 Ensaio de imunidade à descarga eletrostática (A.26.4)
A.1.15.2.4 Ensaio de imunidade a campos eletromagnéticos de radiofrequência radiada (A.26.5) A.1.15.3 Ensaio climático (A.27) A.1.15.3.1 Ensaio cíclico de calor úmido (A.27.2) A.1.16 Para a realização dos ensaios deve ser observado que os medidores de encaixe (medidor “socket”), de embutir ou para sistema de medição a transformador, devem seguir este Regulamento no que se refere à especificação, exceto a: dimensões, características da base, terminais, elementos de fixação, tampa, pentes de calibração, dispositivos de selagem e outras características especiais. A.1.17 Para a realização do ensaio de influência da operação de dispositivos internos e interfaces de comunicação, o fabricante deve disponibilizar os meios necessários à realização dos mesmos. A.1.18 Durante e após a aplicação dos ensaios o(s) mostrador(es) deve(m) manter as suas funções e indicações inalteradas, salvo quando especificado em contrário à metodologia de ensaio constante deste Regulamento. A.1.19 Além dos requisitos técnicos definidos nos ensaios os medidores devem manter em toda a sua faixa de medição os limites de erro percentual estabelecidos para o índice de classe. A.2 Ensaios de dielétrico A.2.1 Condições gerais para a realização dos ensaios A.2.1.1 Os ensaios devem ser efetuados com o medidor desenergizado. A.2.1.2 Os ensaios devem ser realizados somente no medidor completamente montado, com sua tampa e tampa do bloco de terminais, com os parafusos dos terminais apertados ao máximo com o condutor de maior diâmetro permitido instalado nos terminais. A.2.1.3 Para efeito desses ensaios, o termo “terra” tem o seguinte significado:
a) Quando a base do medidor for metálica, o “terra” é a própria base, colocada numa superfície plana
condutora conectada ao terminal terra da fonte de tensão utilizada para o ensaio; e
b) Quando a base do medidor, ou apenas uma parte dela for de material isolante, o “terra” é uma folha
condutora envolta no medidor, tocando todas as partes condutoras acessíveis, e conectada à superfície
plana condutora sobre a qual a base do medidor está colocada e conectada ao terminal terra da fonte de tensão utilizada para o ensaio.
c) Onde a tampa do bloco de terminais possibilitar, a folha condutora deve se aproximar dos terminais e
dos furos, para os condutores de uma distância entre 15 mm e 20 mm. A.2.1.4. A qualidade do isolamento, durante os ensaios, não deve ser prejudicada por poeira ou umidade. A.2.1.5. No caso do uso de dispositivos de proteção contra sobretensão nos circuitos internos do medidor não deverá ser realizado o ensaio de tensão aplicada.
A.2.1.6. O fabricante deve informar quais terminais são protegidos e que tipo de proteção é utilizada. A.2.1.7. O ensaio não deve ser realizado na saída de usuário do tipo ativa (SU+ e SU-) A.2.1.8 As condições laboratoriais para a aplicação dos ensaios de dielétrico são:
a) temperatura ambiente: 23 ∞C ± 2 ∞C; e
b) umidade relativa: 45 % a 75 %.
A.2.2 Ensaio de tensão de impulso A.2.2.1 A expressão “todos os terminais” significa, nessa seção, o conjunto completo de terminais dos circuitos de corrente, circuitos de tensão e, se houver, circuitos auxiliares com tensões superiores a 40 V. A.2.2.2 Circuitos auxiliares com tensões inferiores a 40 V não devem ser submetidos ao ensaio. A.2.2.3 Metodologia Devem ser aplicados 3 impulsos positivos, seguidos de 3 impulsos negativos, espaçados entre si com tempo maior ou igual a 5 s com valor de crista conforme a Tabela 6. A.2.2.3.1 O gerador de ensaio deve atender às seguintes especificações:
a) Forma de onda: 1,2/50 µs;
b) Tolerância do tempo de subida da tensão: ± 30 %;
c) Tolerância do tempo de descida da tensão: ± 20 %;
d) Impedância de saída: 500 ohms ± 50 ohms;
e) Energia: 0,5 J ± 0,05 J;
Tabela 6 - Tensão de ensaio de impulso
Tensão (V) entre fase e neutro
Tensão de pico (formato de onda 1,2 s /50 s)
40 < Tensão < 100
100 < Tensão < 150
150 < Tensão < 600
A.2.2.3.2 Os impulsos devem ser aplicados da seguinte forma:
a) Todos os terminais de circuitos acima de 40 V, conectados juntos, contra a terra (vide Figura 1);
b) Cada circuito independente contra a terra.
c) Todos os terminais de circuitos acima de 40 V que não estiverem sendo ensaiados devem estar
conectados juntos à terra (vide Figura 1a);
d) Entre terminais das entradas de potencial (medição e alimentação auxiliar CA ou CC); os demais
terminais de circuitos acima de 40 V devem ser aterrados (vide Figura 1b). A.2.2.4 Resultado O medidor será considerado aprovado se não ocorrerem descargas disruptivas durante a aplicação dos impulsos, e se após o ensaio o mesmo estiver de acordo com as Tabelas 2 e 2a deste Anexo.
Circuitos A : acima de 40 V
Circuitos B : até 40 V
Figura 1 – Ligações a serem feitas para o ensaio de tensão de impulso
Figura 1a - Ligações a serem feitas para o ensaio de tensão de impulso
Figura 1b -Ligações a serem feitas para o ensaio de tensão de impulso
A.2.3 Ensaio de tensão aplicada A.2.3.1 Metodologia A.2.3.1.1 O ensaio deve ser realizado utilizando-se uma fonte de tensão variável senoidal, frequência de 60 Hz, com corrente limitada em 5 mA. A.2.3.1.1.1 A exatidão da leitura de tensão deve ser melhor que 5 %. A.2.3.1.1.2 As tensões de ensaio encontram-se na Tabela 7 a seguir.
Tabela 7 - Tensões de ensaio
Grupo de circuitos
Tensão aplicada CA – 60 Hz
Circuitos acima de 40 V
Circuitos até 40 V
A.2.3.1.2 A tensão deve ser aplicada das seguintes formas:
a) No grupo de circuitos de mesmo valor de tensão de ensaio, conectados juntos, em relação ao terra. a1) O grupo de circuitos que não estiver sob ensaio deve estar não conectado (vide Figura 2). b)Em cada circuito independente em relação ao terra.
b1) Os terminais de circuitos do mesmo grupo de circuitos que não estiverem sendo ensaiados devem
estar conectados juntos ao terra.
b2) O grupo de circuitos que não estiver sob ensaio deve estar não conectado (vide Figura 2a e Figura 2b).
c) Entre dois grupos de circuitos de diferentes tensões de ensaio, com os terminais conectados juntos, com
a tensão indicada para o grupo de menor tensão (vide Figura 2c).
A.2.3.1.3 A tensão deve ser elevada progressivamente de zero, até o valor prescrito, para cada circuito
sob ensaio, elevando-se a tensão a uma taxa média entre 50 V e 150 V por segundo.
A.2.3.1.3.1 Este valor deve ser mantido por 60s e reduzido gradativamente a zero.
A.2.3.2 Resultado
A.2.3.2.1 Durante o ensaio não deve ocorrer ruptura de material isolante ou centelhamento.
A.2.3.2.2 Após a execução do ensaio, o exame visual do medidor não deve indicar qualquer falha de
Figura 2. Ligações a serem feitas para o ensaio de tensão aplicada
Figura 2a. Ligações a serem feitas para o ensaio de tensão aplicada
Figura 2b.Ligações a serem feitas para o ensaio de tensão aplicada
Figura 2c. Ligações a serem feitas para o ensaio de tensão aplicada
A.3 Ensaio de início de funcionamento do medidor
A.3.1 Condições específicas
O ensaio deve ser realizado aplicando-se ao medidor, frequência nominal e fator de potência unitário.
A.3.2 Metodologia
A.3.2.1 Antes de iniciar o ensaio, energizar os elementos de tensão do medidor com tensão nominal
durante um período mínimo de 5 min.
A.3.2.2 Desenergizar os elementos de tensão do medidor por 5 s.
A.3.2.3 Passado esse tempo, energizar, simultaneamente, os elementos de tensão com tensão nominal e os
elementos de corrente com corrente máxima, e medir o tempo gasto entre a reenergização e o primeiro
pulso emitido.
A.3.2.4 Medidores dotados de alimentação auxiliar devem ser testados mantendo-a permanentemente
energizada durante o ensaio.
A.3.2.5 Medidores que funcionam indistintamente com e sem alimentação auxiliar devem ser ensaiados
de acordo com o disposto nos subitens A.3.2.1 a A.3.2.3 e A.3.2.4.
A.3.3 Resultado
O medidor é considerado aprovado se o tempo medido entre a reenergização e o primeiro pulso emitido
for menor ou igual a 10 s mais o tempo de um pulso.
A.3.3.1 Pulsos emitidos com propósito não metrológicos, por exemplo, gerados no processo de autoteste,
devem ser desconsiderados neste ensaio.
A.3.3.2 Tal situação deve ser informada pelo fabricante ou constar no manual do equipamento.
A.4 Ensaio de verificação do método de cálculo de energia ativa
A.4.1 Condições específicas
A.4.1.1 O ensaio deve ser realizado com o medidor energizado com tensão nominal, corrente nominal,
frequência nominal e fator de potência unitário.
A.4.1.1.1 A tensão deve ser em sistema trifásico, com 120 graus de defasagem entre cada fase.
A.4.1.2 O tempo de medição para a realização do ensaio deve ser o estabelecido no subitem A.1.3 deste
A.4.2 Metodologia
A.4.2.1 Para medidores de 3 elementos ou medidores de 2 elementos
A.4.2.1.1 Inverter a carga de uma das fases (somente no medidor sob ensaio) e determinar o erro nessa
A.4.2.1.2 Repetir o ensaio para as demais fases, uma de cada vez.
A.4.3 Resultado
A.4.3.1 O medidor de 3 elementos é considerado aprovado se o erro estiver compreendido entre - 63,6 %
- 69,6 %.
A.4.3.2 O medidor de 2 elementos é considerado aprovado se o erro for de - 90 % a -100 %.
A.5 Ensaio da corrente de partida
A.5.1 Condições específicas
O ensaio deve ser executado com tensão nominal à frequência nominal, cos (sen (ind)) =1 e corrente
de acordo com a Tabela 8 e a Tabela 8a a seguir.
Tabela 8 - Correntes de partida para medidores de energia ativa
Índice de classe do medidor
0,002 I n
0,004 I n
0,001 I n
Tabela 8a - Correntes de partida para medidores de energia reativa
0,005 I n
A.5.2 Metodologia
A.5.2.1 Tendo como base a constante K h do medidor, calcular o tempo de ensaio como sendo um período
equivalente a 3 vezes o tempo decorrido entre 2 pulsos de calibração consecutivos, considerando que
fossem aplicados em todos os seus elementos, as correntes e o fator de potência definidos no subitem
A.5.1, e que seu erro fosse nulo nessa condição, conforme fórmula a seguir:
= tempo em minutos
= número de pulsos de referência;
= para conversão de hora em minutos;
= constante de calibração do medidor em Wh/pulso;
= tensão nominal em volts;
= corrente de partida conforme Tabela 8 e/ou Tabela 8a;
A.5.2.1.1 Pode ser usado o valor de K e ao invés de K h .
A.5.2.2 Iniciar o ensaio a partir do medidor desenergizado, sem tensão aplicada aos circuitos de tensão e
sem corrente aplicada aos circuitos de corrente.
A.5.2.3 Aplicar tensão nominal à frequência nominal em todos os elementos do medidor. Se a fonte do
medidor for alimentada independentemente dos circuitos de tensão, esta deverá ser energizada antes dos
circuitos de tensão.
A.5.2.4 Aplicar a corrente estipulada na Tabela 8 (ou Tabela 8a, conforme o caso) em todos os elementos
do medidor, contando-se o número de pulsos de calibração emitidos pelo dispositivo de verificação
/calibração, durante o tempo calculado em A.5.2.1.
A.5.2.5 Executar o ensaio para cada sentido de fluxo de energia (direto e reverso), no caso de medidores
A.5.2.6 Executar o ensaio para cada tensão nominal, especificada pelo fabricante, nos medidores
multitensão.
A.5.3 Resultado
O medidor é considerado aprovado se forem contados de 2 a 6 pulsos de calibração.
A.6 Marcha em vazio
A.6.1 Condições específicas
A.6.1.1 Para este ensaio, o circuito de corrente deve estar desconectado e deve ser aplicada uma tensão de
% da tensão nominal, à frequência nominal, a todos os elementos do medidor.
A.6.1.2 Se a fonte do medidor for alimentada independentemente dos circuitos de tensão, esta deve ser
energizada antes dos circuitos de tensão.
A.6.2 Metodologia
A.6.2.1 Tendo como base a constante K h do medidor, calcular o tempo de ensaio como sendo um período
equivalente a 15.000 vezes o tempo decorrido entre 2 pulsos consecutivos, considerando-se que fossem
aplicadas tensão nominal e corrente máxima com fator de potência unitário em todos os seus elementos e
que seu erro fosse nulo nessa condição, conforme fórmula a seguir:
tempo de ensaio em minutos;
constante de calibração do medidor (Wh/pulso);
número de elementos de medição;
I máx = corrente máxima em ampères.
A.6.2.1.1 Pode ser usado o valor de K e ao invés de K h .
A.6.2.1.2 Contar o número de pulsos emitidos pelo dispositivo de verificação/calibração durante o tempo
de ensaio definido em A.6.2.1.
A.6.2.1.3 Repetir esse ensaio para cada tensão nominal, especificada pelo fabricante, nos medidores
A.6.2.1.4 Realizar esse ensaio simultaneamente nos medidores de energia ativa e reativa, desde que seja
possível obter pulsos de calibração referentes a ambas as energias de forma simultânea.
A.6.3 Resultado
O medidor é considerado aprovado se, durante o ensaio, o dispositivo de verificação/calibração emitir no
máximo 1 pulso.
A.7 Variação da corrente
A.7.1 Condições específicas
A.7.1.1 O medidor deve ser ensaiado, aterrando-se as partes previstas para aterramento.
A.7.1.2 O ensaio deve ser realizado de acordo com os pontos estabelecidos na Tabela 9, na Tabela 9a, na
Tabela 10 e na Tabela 10a.
A.7.1.3 Nos medidores com corrente máxima superior a 400 % da corrente nominal, elevar a corrente de
% em 200 % até atingir a corrente máxima.
A.7.1.4 A diferença entre o erro percentual quando o medidor está sujeito a uma carga monofásica e a
uma carga polifásica equilibrada em corrente nominal e fator de potência unitário, sob tensão trifásica não
deve exceder 0,4 %; 1,0 %; 1,5 % e 2,5 % para medidores de índice de classe D, C, B e A
A.7.2 Metodologia
A.7.2.1 Antes de realizar uma medição, observar o tempo necessário para que os circuitos energizados
alcancem a estabilidade térmica.
A.7.2.2 Determinar o erro para cada ponto de ensaio estabelecido.
A.7.2.3 Executar o ensaio para cada tensão nominal especificada pelo fabricante, no caso de medidores
A.7.2.4 Executar o ensaio para cada sentido de fluxo de energia (direto e reverso), no caso de medidores
A.7.3 Resultado
O medidor é considerado aprovado se não apresentar erros percentuais superiores aos estabelecidos na
Tabela 9 e na Tabela 9a (para medidores de energia ativa), na Tabela 10 e na Tabela 10a (para medidores
de energia reativa) e respeitar os limites da variação de erro estabelecidos no subitem A.7.1.4.
Tabela 9 - Limite de erro percentual admissível para medidores de energia ativa
(medidores monofásicos e polifásicos com carga equilibradas)
Limites de erro percentual para medidores com índice de classe
Tabela 9a - Limite de erro percentual admissível para medidores de energia ativa
(medidores polifásicos sob carga monofásica por elemento, mas com tensões polifásicas equilibradas
aplicadas aos circuitos de tensão)
elemento energizado
Tabela 10 - Limite de erro percentual admissível para medidores de energia reativa
Tabela 10a - Limite de erro percentual admissível para medidores de energia reativa
A.8 Influência da temperatura ambiente
A.8.1 Condições específicas
O ensaio deve ser realizado com o medidor em funcionamento (tensão nominal, corrente nominal e
frequência nominal) nos pontos estabelecidos na Tabela 11 a seguir.
Tabela 11 - Pontos de ensaio
Tensão (V) à frequência nominal
Porcentagem da corrente nominal
cos /sen
400 0,5 ind
A.8.2 Metodologia
A.8.2.1 A determinação do coeficiente médio de temperatura deverá ser feita com ºC de 20 ºC. Para
tanto, deverão ser determinados os erros nas temperaturas de -10 ºC ± 2 ºC, 10 ºC ± 2 ºC, 30 ºC ± 2 ºC,
50 ºC ± 2 ºC e 70 ºC ± 2 ºC.
A.8.2.2 Efetuar primeiramente as leituras das temperaturas mais baixas.
A.8.2.3Após a estabilização de cada valor de temperatura, aguardar no mínimo 1h com o medidor em
funcionamento com tensão nominal, corrente nominal e frequência nominal, para determinar os erros do
medidor, de forma a estabilizar a temperatura interna do mesmo.
A.8.2.4 Nos medidores com corrente máxima superior a 400 % da corrente nominal, elevar a corrente de
200 % em 200 % até atingir a corrente máxima.
A.8.2.5 Este ensaio deve ser realizado também com a corrente máxima.
A.8.2.6 Executar esse ensaio em ambos os sentidos de fluxo de energia (direto e reverso) nos medidores
A.8.3 Resultado
O medidor é considerado aprovado se o coeficiente médio da temperatura (% / °C) não ultrapassar os
valores estipulados na Tabela 12 (para medidores de energia ativa) e Tabela 12a (para medidores de
energia reativa), a seguir, e se a variação do erro percentual sobre toda a faixa de temperatura especificada
não ultrapassar os valores estabelecidos na Tabela 13 (para medidores de energia ativa) e Tabela 13a,
(para medidores de energia reativa) a seguir, para o seu índice de classe.
Tabela 12 - Coeficientes de temperatura admissíveis para medidores de energia ativa
Coeficiente médio de temperatura em %/∞C
para medidores com índice de classe
Tabela 12a - Coeficientes de temperatura admissíveis para medidores de energia reativa
20 0,5 ind
Tabela 13 - Limite de variação do erro percentual sobre toda a faixa de temperatura
(-10° C a 70° C) para medidores de energia ativa
Limite de variação do erro percentual sobre toda faixa de temperatura
especificada para medidores de índice de classe
Tabela 13a - Limite de variação do erro percentual sobre toda a faixa de temperatura
(-10° C a 70° C) para medidores de energia reativa
A.9 Verificação das perdas internas
A.9.1 Circuito de potencial e fonte de alimentação
A.9.1.1 Condições específicas
A.9.1.1.1 As perdas no circuito de potencial e no circuito da fonte de alimentação deverão ser
determinadas nas condições de referência das grandezas de influência fornecidas na Tabela 1 deste
Anexo, por qualquer método apropriado.
A.9.1.1.1.1 A exatidão do sistema de medição deve ser melhor do que 5 %.
A.9.1.1.2 O ensaio deve ser realizado com tensão nominal à frequência nominal.
A.9.1.2 Metodologia
A.9.1.2.1 Determinar as perdas ativa e aparente.
A.9.1.2.2 Executar o ensaio para cada tensão nominal especificada pelo fabricante, nos medidores
A.9.1.3 Resultado
O medidor é considerado aprovado se, para todos os índices de classe, apresentar:
A.9.1.3.1 Para medidor monofásico: perdas máximas totais no circuito de potencial de 2 W e 10 VA.
A.9.1.3.2 Para medidor polifásico: perda total por elemento de no máximo 2 W e 10 VA.
A.9.1.3.3 Para medidor multitensão, com fonte de alimentação capacitiva: perda total por elemento de no
máximo 2 W e 15 VA e esta condição só é válida quando a relação entre a maior e a menor tensão
nominal for superior a 1,5.
A.9.1.3.4 Para medidores multifunção polifásicos em que a fonte de alimentação esteja ligada a uma
única fase, ou com tensão auxiliar: perda máxima total de 6 W e 15 VA.
A.9.1.3.5 No caso de tensão CC/CA: perda máxima total de 15 VA.
A.9.1.3.6 Para os casos específicos citados na Tabela 14 devem ser respeitadas as perdas máximas
previstas na mesma.
Tabela 14 - Limite de consumo para medidores multigrandeza ou multifunção
2 elementos 1
3 elementos 1
Medidor Multigrandeza
W, 15 VA
2,5 W, 12,5 VA
W, 10 VA
W, 25 VA
3,5 W, 17,5 VA
1 Para Medidores polifásicos, as perdas são assumidas como igualmente partilhadas entre os elementos.
No caso de falta de tensão em um dos elementos, é admitido que o consumo seja maior que o
especificado, porém o medidor deve continuar a operar corretamente.
A.9.1.3.7 Os valores estabelecidos nos itens anteriores são valores médios no período, em regime
permanente de funcionamento.
A.9.1.3.7.1 Quando forem utilizadas fontes de alimentação chaveadas, valores de pico acima desses serão
permitidos, mas deve ser assegurado que a potência nominal dos transformadores de potencial associados,
A.9.2 Circuito de corrente
A.9.2.1 Condições específicas
A.9.2.1.1 As perdas no circuito de corrente deverão ser determinadas nas condições de referência das
grandezas de influência fornecidas na Tabela 1 deste Anexo, por qualquer método apropriado.
A.9.2.1.1.1 A exatidão do sistema de medição deve ser melhor do que 5 %.
A.9.2.1.2 O ensaio deve ser realizado com corrente nominal à frequência nominal.
A.9.2.2 Metodologia
Determinar a perda em VA para cada circuito de corrente.
A.9.2.3 Resultado
O medidor é considerado aprovado se as perdas por fase não forem superiores aos valores especificados