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Timestamp: 2019-02-15 18:36:53+00:00
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POC - Regime das Reintegrações e Amortizações - Contabilista - Ana Códigos de Contas - POC - POC - Notas Explicativas - Lucas Vieira - Tecnica Oficial de Contas (TOC) - Accountant - Portugal
POC - Regime das Reintegrações e Amortizações Decreto Regulamentar nº 2/90, de 12 de janeiro com as alterações introduzidas pelo Decreto Regulamentar n.º 16/94, de 12 de julho
1. As reintegrações e amortizações desempenham um papel estratégico em termos de política económica e de gestão empresarial. Com efeito, existe actualmente consenso no sentido de que, num ambiente caracterizado por elevado progresso tecnológico, as reintegrações e amortizações
devem ser encaradas numa perspectiva dinâmica enquanto factores decisivos para o crescimento e expansão das empresas e, por essa via, do próprio investimento.
É, por isso, possível falar de uma política fiscal das reintegrações e amortizações. A esse respeito, o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) apresenta, de forma até muito desenvolvida, os princípios e regras básicas a observar nos aspectos que permitem caracterizar essa política: definição dos elementos reintegráveis ou amortizáveis, base de cálculo das reintegrações e amortizações, ritmo das reintegrações e amortizações. Fê-lo assegurando, sempre que possível, uma grande flexibilidade aos agentes económicos (v.g. opção, no início de vida útil dos bens, entre método das quotas constantes e método das quotas degressivas) e, por outro, estabelecendo em termos claros, o que constitui uma garantia para os contribuintes, quando é que as reintegrações e amortizações não são aceites como custos para efeitos de determinação do lucro tributável.
Definido o quadro de referência, o Código do IRC remeteu para diploma regulamentar o desenvolvimento técnico do respectivo regime, no qual se procurou também reflectir a experiência que, no âmbito dos impostos sobre lucros anteriormente em vigor, foi recolhida da aplicação quer da Portaria nº 21.867, de 12 de Fevereiro de 1966, quer da Portaria nº 737/81, de 29 de Agosto.
2. A regulamentação do regime das reintegrações e amortizações começa naturalmente pelo enunciado das condições gerais da sua aceitação para efeitos fiscais (art. 1º) e pela concretização, em termos de valorimetria, da respectiva base de cálculo (art. 2º).
Dada a sua importância, apresenta-se a seguir a noção de período de vida útil (art. 3º), definindo-se, na linha do que se encontrava regulado anteriormente e encontrou acolhimento no Código do IRC, o que se deverá entender por período máximo de vida útil e período mínimo de vida útil.
Dos métodos de cálculo das reintegrações e amortizações que é possível utilizar (art. 4º) destacam-se dois, cuja disciplina se desenvolve: o geral - método das quotas constantes (art. 5º); e o que pode resultar, em certos casos, de uma opção dos contribuintes - método das quotas
degressivas (art. 6º). Quanto a este último, com vista a possibilitar a reintegração total do bem dentro do período de vida útil correspondente, indica-se o modo de cálculo das quotas de reintegração que podem ser praticadas nos últimos anos desse período, no que se teve em consideração a experiência de outros países neste domínio.
As quotas de reintegração e amortização são, em regra, anuais. Admite-se, no entanto, a sua prática por duodécimos, explicitando-se os casos em que, pela natureza das situações em causa, esta é de aplicação obrigatória (art. 7º). Também como âmbito regulamentar geral, acolhe-se o
princípio da uniformidade dos métodos de reintegração e amortização, esclarecendo o seu alcance (art. 8º), disciplina-se a possibilidade de, nos casos de utilização intensiva dos elementos patrimoniais, se poder aceitar uma quota superior à máxima que puder ser praticada de acordo com o
método que estiver a ser utilizado (art. 9º) e regula-se a faculdade de se poderem aceitar reintegrações ou amortizações mais elevadas devido à ocorrência de desvalorizações excepcionais provenientes de causas anormais devidamente comprovadas (art. 10º).
Do conjunto de disposições dedicadas a alguns bens em especial merece referência particular a dedicada aos imóveis (art. 11º) que, ao permitir reintegrar a totalidade do valor de construção, quer dos edifícios industriais quer dos edifícios comerciais, habitacionais ou administrativos, alinha o critério de reintegração destes bens com o sistema em vigor na generalidade dos países europeus, repercutindo-se, por certo, favoravelmente no investimento imobiliário. Assinale-se ainda a regulamentação dedicada a activos revertíveis (art. 13º) a peças ou componentes de substituição ou de reserva (art. 15º) e a imobilizações incorpóreas (art. 17º), em que se procura verter para o domínio fiscal a evolução contabilística mais recente. No tocante à locação financeira (art. 14º), embora com alguns ajustamentos visando uma maior neutralidade fiscal destas operações, em particular no tocante à locação financeira imobiliária, mantêm-se o princípios básicos que têm sido seguidos neste domínio e que decorrem do código do IRC - reintegração dos bens na sociedade de locação financeira e aceitação como custo das rendas no locatário.
A regulamentação apresenta ainda outras disposições, sendo de destacar as relativas a quotas mínimas de reintegração e amortização (art. 19º), a elementos de reduzido valor (art. 20º) e à regularização de reintegrações e amortizações tributadas (art. 21º).
As taxas das tabelas anexas ao presente decreto regulamentar - que servem não só de limite anual para as reintegrações e amortizações de acordo com o método das quotas constantes como de base de referência para, através da aplicação de um coeficiente, de se determinarem as
taxas a praticar no caso de utilização do método das quotas degressivas - baseiam-se nas que se encontravam estabelecidas para efeitos de impostos sobre lucros antes da entrada em vigor do IRC. No entanto, dado que parte substancial foram fixadas há mais de vinte anos, impunha-se a sua correcção de modo a ter em conta o acelerado progresso tecnológico verificado nos últimos tempos, que reduziu a vida útil dos elementos do activo imobilizado mais directamente ligados ao processo produtivo. É o que se faz não só em grande parte das taxas genéricas como também das taxas específicas.
Ao abrigo do disposto no nº 1 do art. 29º do Código do IRC, aprovado pelo Decreto-Lei nº 442-B/88, de 30 de Novembro, e nos termos da al. c) do art. 202º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
2 - Salvo razões devidamente justificadas, reconhecidas pela Direcção Geral das Contribuições e Impostos, as reintegrações e amortizações só podem praticar-se:
4 - Excepto tratando-se de edifícios e outras construções e viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, as reintegrações e amortizações devem praticar-se por grupos homogéneos de elementos, entendendo-se como tais os conjuntos de elementos do activo imobilizado da mesma espécie e cuja reintegração e amortização, praticada por idêntico regime, se devam iniciar no mesmo acto.(1)
(1) Redacção do Decreto Regulamentar nº 16/94, de 12 de Julho.
c) Valor real, à data da abertura de escrita, para os bens objecto de avaliação para este efeito, quando não seja conhecido o custo de aquisição ou o custo de produção, podendo esse valor ser objecto de correcção, pare efeitos fiscais, quando se considere excedido.
3 - O custo de produção de um elemento activo imobilizado obtém-se adicionando ao custo de aquisição das matérias primas e de consumo e da mão de obra directa os outros custos directamente imputáveis ao produto considerado, assim como a parte dos custos indirectos respeitantes ao período de fabricação ou construção que, de acordo com o sistema de custeio utilizado, lhe seja atribuível (2).
4 - No custo de aquisição ou custo de produção inclui-se o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) que, nos termos legais, não for dedutível, designadamente em consequência de exclusão do direito à dedução, não sendo, porém, esses custos influenciados por eventuais regularizações ou liquidações efectuadas em exercícios posteriores ao de entrada em funcionamento.
5 - Não se considera no custo de aquisição e no custo de produção:
(2) Rect., de 24/4/90, D.R., I. Série, de 30/4/90.
4 - Os períodos mínimo e máximo de vida útil contam-se a partir da ocorrência dos factos mencionados no número dois do art. 1º.
5 - Não são aceites como custos ou perdas para efeitos fiscais as reintegrações ou amortizações praticadas para além do período máximo de vida útil, ressalvando-se os casos devidamente justificados e aceites pela Direcção Geral das Contribuições e Impostos.
2 - Poderá, no entanto, optar-se, para o cálculo das reintegrações do exercício, pelo método das quotas degressivas do exercício, pelo método das quotas degressivas relativamente aos elementos do activo imobilizado corpóreo novos, adquiridos a terceiros ou fabricados ou construídos pela própria empresa, e que não sejam:
3 - Poderão der utilizados métodos de reintegração e amortização diferentes dos indicados nos números anteriores, designadamente mantendo-se os actuais períodos mínimos e máximos de tempo para a reintegração dos activos corpóreos, através da variação da taxa desde metade até ao dobro da taxa fixada, quando a natureza do deperecimento ou a actividade económica da empresa o justifique, após reconhecimento prévio da Direcção Geral das Contribuições e Impostos (3).
(3) Redacção da Lei nº 52-C/96, de 27 de Dezembro, art. 30º, nº 3.
1 - No caso de utilização do método das quotas constantes, a quota anual de reintegração e amortização que pode ser aceite como custo do exercício determina-se aplicando aos valores mencionados no nº 1 do art. 2º as taxas fixadas nas tabelas anexas ao presente diploma, aplicando-se as taxas genéricas mencionadas na tabela II apenas quando, para os elementos do activo imobilizado dos ramos de actividade de que se trate, não estejam fixadas taxas específicas na tabela I.
3 - Relativamente aos elementos não mencionados no número anterior para os quais não se encontrem fixadas taxas de reintegração e amortização nas tabelas referidas no nº 1, serão aceites as que pela Direcção Geral das Contribuições e Impostos sejam consideradas razoáveis, tendo em conta o período de utilidade esperada.
4 - Quando em relação aos elementos mencionados nas alíneas a) e b) do nº 2 for conhecido o ano em que pela primeira vez tiverem entrado em funcionamento, o período de utilidade esperada não pode ser inferior à diferença entre o período mínimo de vida útil do mesmo elemento em estado de novo e o número de anos de utilização já decorrido.
b) Obras em edifícios alheios - as que, tendo sido realizadas em edifícios de propriedade alheia e não sendo de manutenção, reparação ou conservação, ainda que de carácter plurianual, não dêem origem a elementos removíveis ou, dando, estes percam então a sua função instrumental.
1 - No caso de utilização do método das quotas degressivas, a quota anual de reintegração que pode ser aceite como custo do exercício determina-se aplicando aos valores mencionados nas alíneas a) e b) do nº 1 do art. 2º que, em cada exercício, ainda não tenham sido reintegrados as taxas aplicáveis segundo o disposto nos nos 1 e 3 do art. anterior, corrigidas pelos seguintes coeficientes:
a) 1.5, se o período da vida útil do elemento é inferior a cinco anos;
b) 2, se o período de vida útil do elemento é de 5 ou 6 anos;
c) 2.5, se o período de vida útil do elemento é superior a 6 anos.
2 - Nos casos em que, nos exercícios já decorridos de vida útil do elemento do activo imobilizado, não tenha sido praticada uma quota de reintegração inferior à mencionada no número anterior, quando a quota anual de reintegração desse elemento, de acordo com o disposto no mesmo número, for inferior, num dado exercício, à que resulta da divisão do valor pendente de reintegração pelo número de anos de vida útil que restam ao elemento a contar do início desse exercício, poderá ser aceite como custo até ao termo dessa vida útil uma reintegração de valor correspondente ao quociente daquela divisão.
3 - Para efeitos do disposto nos números anteriores a vida útil de um elemento do activo imobilizado reporta-se ao período mínimo de vida útil segundo o disposto na al. a) do nº 2 do art. 3º, contando-se sempre para efeitos do número 2 como ano completo o da entrada em funcionamento.
4 - O disposto no nº 2 não prejudica a aplicação do que se estabelece no art. 19º relativamente a quotas mínimas de reintegração.
2 - No caso referido no número anterior, no ano em que se verificar a transmissão, a inutilização ou o termo de vida útil dos mesmos elementos nas condições da alínea b) do nº 2 do artigo 3º, só serão aceites reintegrações e amortizações correspondentes ao numero de meses decorridos até ao mês anterior ao da verificação desses eventos.
b) Relativamente ao período de tributação referido na alínea d) do nº 4 do artigo 7º do Código do IRC;
c) Quando seja aplicável o disposto na alínea b) do nº 3 do artigo 62º do Código do IRC relativamente ao número de meses em que, no exercício da transmissão, os elementos estiveram em funcionamento nas sociedades fundidas ou cindidas e na sociedade para a qual se transmitem em consequência da fusão ou cisão;
d) Relativamente ao exercício em que se verifique a dissolução da sociedade para efeitos do disposto na alínea c) do nº 2 do artigo 65º do Código do IRC.
b) De laboração for superior a dois turnos, uma quota de reintegração correspondente à que puder ser praticada pelo método que estiver a ser utilizado acrescida até 50%.
3 - O regime mencionado no nº 1 poderá igualmente ser extensivo, mediante reconhecimento prévio da Direcção-Geral das Contribuições e Impostos, a outros casos de desgaste mais rápido do que o normal em consequência de outras causas devidamente justificadas, até ao máximo referido na alínea b) do nº 1, com as limitações mencionadas no nº 2.
b) Bens que, pela sua natureza ou tendo em conta a actividade económica em que especificamente são utilizados, estão normalmente sujeitos a
condições intensivas de exploração.
1 - No caso de se verificarem em elementos do activo imobilizado desvalorizações excepcionais provenientes de causas anormais devidamente comprovadas, poderá ser aceite como custo ou perda do exercício em que aquelas ocorrem uma quota de reintegração ou amortização superior à que resulta da aplicação dos métodos referidos no artigo 4º.
3 - Para efeitos do disposto no nº 1 deverá o contribuinte obter a aceitação da Direcção-Geral das Contribuições e Impostos através de exposição devidamente fundamentada até ao fim do primeiro mês seguinte ao da ocorrência do facto que determinou a desvalorização excepcional, salvo em
casos comprovadamente justificados, e como tal reconhecidos por despacho do Ministro das Finanças, em que essa exposição poderá ser entregue até ao fim do primeiro mês seguinte ao do termo do período de tributação em que tiverem ocorrido as desvalorizações excepcionais.(4)
(4) Redacção do Dec Regulamentar nº 16/94, de 12 de Julho.
Reintegração de imóveis
1 - No caso de imóveis, do valor a considerar nos termos do artigo 2º, para efeitos do cálculo das respectivas quotas de reintegração, é excluído o valor do terreno ou, tratando-se de terrenos de exploração, a parte do respectivo valor não sujeita a deperecimento.
2 - De modo a permitir o tratamento referido no numero anterior deverão ser evidenciados separadamente na contabilidade:
3 - Em relação aos imóveis adquiridos sem indicação expressa do valor do terreno referido na alínea a) do número anterior, o valor a atribuir a este, para efeitos de evidenciação na contabilidade, é fixado em 25% do valor global, a menos que o contribuinte estime outro valor com base em cálculos devidamente fundamentados e aceites pela Direcção-Geral das Contribuições e Impostos,
4 - O valor a atribuir ao terreno para efeitos de evidenciação na contabilidade nunca poderá, porem, ser inferior ao determinado nos termos do Código das Avaliações mencionado no nº 1 do artigo 7º do Código da Contribuição Autárquica e constante da matriz à data da aquisição do imóvel.
5 - O valor reintegrável de um imóvel corresponde ao respectivo valor de construção ou, tratando-se de terrenos para exploração, a parte do respectivo valor sujeita a deperecimento.
1 - Não são aceites como custos as reintegrações de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas na parte correspondente ao valor de aquisição ou de reavaliação excedente a 4.000.000$, bem como dos barcos de recreio e aviões de turismo e todos os encargos com estes relacionados.(5) (6)
(5) Redacção do Dec. Regulamentar nº 16/94, de 12 de Julho
(6) A Lei nº 10-B/96, de 23 de Março, actualizou este valor para 6.000.000$, para viaturas adquiridas a partir de 1 de Janeiro de 1996
1 - Os elementos do activo imobilizado adquiridos ou produzidos por entidades concessionárias e que nos termos das cláusulas do contrato de concessão sejam revertíveis no final desta podem ser reintegrados ou amortizados em função do número de anos que restem do período de concessão quando :aquele for inferior ao seu período mínimo de vida útil.
3 - Na determinação da quota anual de reintegração ou amortização deverá ser tido em consideração, com a limitação mencionada na parte final do nº 1, o novo período que resultar de eventual prorrogação ou prolongamento do período de concessão, a partir do exercício em que esse facto
Artigo 14º (8) (9)
1 - As reintegrações dos bens objecto de locação financeira são custos ou perdas do exercício dos respectivos locatários, sendo-lhes aplicável o regime geral constante do Código do IRC e do presente diploma.
2 - A transmissão dos bens locados para o locatário no termo dos respectivos contratos de locação financeira, bem como a relocação financeira prevista; no artigo 24º-A do Código do IRC não determinam qualquer alteração no regime de reintegrações que vinha sendo seguido em relação aos mesmos pelo locatário.
(8) Redacção do Dec. Regulamentar nº 16/94, de 12 de Julho.
(9) Decreto Regulamentar nº 16/94, de 12 de Julho:
Art. 4º Relativamente aos bens objecto de contrato de locação financeira celebrado até 31 de Dezembro de 1993 e que tenham sido recebidos até esta data, continua a aplicar-se o regime fiscal estabelecido no artigo 14º do Decreto Regulamentar 2/90, de 12 de Janeiro, na sua primeira redacção.
1 - As peças e componentes de substituição ou de reserva que, tendo a natureza de imobilizações, sejam perfeitamente identificáveis e de utilização exclusiva em elementos do activo imobilizado podem ser excepcionalmente reintegradas, a partir da data de entrada em funcionamento destes elementos ou da data da sua aquisição, se posterior, durante o mesmo período da vida útil dos elementos a que se destinam ou, no caso de ser menor, no decurso do respectivo período de vida útil calculado em função do número de anos de utilidade esperada.
2 - O regime previsto no número anterior não se aplica às peças e componentes que aumentem o valor ou a duração esperada dos elementos em
que são aplicados.
Reintegração de bens reavaliados
1 - O regime de aceitação como custos das reintegrações de bens reavaliados ao abrigo de legislação de carácter fiscal e o mencionado na mesma, com as adaptações resultantes deste decreto regulamentar, aplicando-se aos bens reavaliados nos termos da Portaria nº 20.258, de 28 de Dezembro de 1963, o regime previsto no nº 2 do artigo 5º.
2 - Exceptuando o caso das reavaliações ao abrigo da Portaria nº 20.258, de 28 de Dezembro de 1963, e do Decreto-Lei nº 126/77, de 2 de Abril, cujo aumento de reintegrações resultante das mesmas, desde que efectuadas nos termos dessa legislação e, na parte aplicável, com observância das disposições deste decreto regulamentar, é aceite na totalidade como custo para efeitos fiscais, relativamente às restantes reavaliações ao abrigo de diplomas de carácter fiscal, é de observar o seguinte:
b) Não é aceite como custo, para efeitos fiscais, a parte do valor líquido contabilístico dos bens que tenham sofrido desvalorizações excepcionais nos termos do artigo 10º que corresponda à reavaliação efectuada.
3 - Excepto em caso de deperecimento efectivo devidamente comprovado, reconhecido pela Direcção-Geral das Contribuições e Impostos, não são
amortizáveis os seguintes elementos do activo imobilizado incorpóreo:
b) Encargos financeiros com a aquisição ou produção de imobilizado, correspondentes ao período anterior ao da sua entrada em funcionamento,
quando não tenha sido utilizada a faculdade prevista no nº 6 do artigo 2º;
c) Diferenças de câmbio desfavoráveis relacionadas com o imobilizado e correspondentes ao período anterior à sua entrada em funcionamento
(10) Rect. de 24/4/90, D.R., I Série, de 30/4/90.
1 - Os contribuintes poderão optar por considerar as despesas de investigação e desenvolvimento como custo no exercício em que sejam
2. Para efeitos do disposto no presente diploma, consideram-se:
3 - Não é aplicável o disposto no nº 1 bem como no nº 2 do artigo anterior aos trabalhos de investigação e desenvolvimento efectuados para outrém mediante contrato.
1 - As quotas mínimas de reintegração e amortização que não tiverem sido contabilizadas como custos ou perdas do exercício a que respeitem não podem ser deduzidas dos proveitos ou ganhos de qualquer outro exercício.
2 - Para efeitos do disposto no número anterior, as quotas mínimas de reintegração e amortização são, qualquer que seja o método de reintegração e amortização utilizado, as que decorrem do método das quotas constantes, considerando para o seu cálculo taxas iguais a metade
das fixadas no artigo 5º.
1 - Os elementos do activo imobilizado sujeitos a deperecimento cujos valores unitários de aquisição ou de produção não ultrapassem 40.000$
podem ser totalmente reintegrados ou amortizados num só exercício, excepto quando façam parte integrante de um conjunto de elementos que deva ser reintegrado ou amortizado como um todo (11).
3 - Os elementos do activo imobilizado reintegrados ou amortizados nos termos do nº 1 devem constar dos mapas das reintegrações e amortizações pelo seu valor global numa linha própria para os adquiridos ou produzidos em cada exercício com a designação «Elementos de valor unitário inferior a 40.000$ », elementos estes cujo período máximo de vida útil passará a ser, para efeitos fiscais, de um ano (11) (12).
(11) Actualizado pela Lei nº 10-B/96, de 23 de Março.
(12) Rect. de 24/4/90, D.R., I Série, de 30/4/90.
Artigo 21º-A(13)
Bens em que se tenha concretizado o reinvestimento de valores derealização
No caso de se tratar de bem em que se tenha concretizado o reinvestimento do valor de realização, nos termos do artigo 44º do Código do IRC, ter-se-á em conta na aplicação do presente diploma o disposto nos nos 6 e 7 do referido artigo 44º, designadamente para efeitos do disposto nos artigos 2º, 5º, 6º, 1lº, 12º, l3º e 20º, observando-se ainda o seguinte:
a) No caso de imóveis, em que tenha sido adquirido conjuntamente o terreno e a construção, a parte da dedução que lhes for imputada é abatida proporcionalmente ao valor do terreno e ao valor de construção;
b) No caso de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, a parte da dedução que lhes for imputada é abatida ao limite referido no nº 1 do artigo 12º ou ao valor de aquisição ou de reavaliação, se inferior a esse limite;
c) No caso de activos revertíveis, a parte da dedução que 1hes for imputada é abatida ao valor a dividir nos termos do n. 2 do artigo 15º.
(13) Aditado pelo Dec. Regulamentar nº 16/94, de 12 de Julho.
1 - Os contribuintes deverão juntar à respectiva declaração de rendimentos, nos termos do nº 2 do artigo 94º do Código do IRC e do nº 3 do artigo 57º do Código do IRS, os mapas de reintegrações e amortizações mencionados nos modelos oficiais daquelas declarações, apresentando separadamente:
Os elementos que foram objecto de reavaliação ao abrigo de diploma de carácter fiscal;
2 - Nos termos referidos no número anterior, os elementos do activo imobilizado são descritos por grupos homogéneos, excepto os edifícios e outras construções e viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, os quais devem ser discriminados elemento a elemento (14).
3. Os mapas a que se refere o nº 1 devem ser preenchidos de acordo com ; codificação expressa nas tabelas anexas a este decreto regulamentar. A contabilidade organizada nos termos do artigo 98º do Código do IRC; e do artigo 109º do Código do IRS deverá permitir o controlo dos valores constantes dos mapas referidos no nº 1 em conformidade com o disposto no presente decreto regulamentar e na demais legislação aplicável.
(14) Redacção do Dec. Regulamentar nº 16/94, de 12 de Julho.
disposto no presente decreto regulamentar aplica-se para efeitos de IRC e de IRS relativamente aos períodos de tributação iniciados partir de 1 de Janeiro de 1989, excepto quanto ao previsto na alínea f), em que a liquidação ainda não tenha sido feita à data da sua publicação, devendo ainda ter-se em conta o seguinte:
a) O disposto no nº 3 do artigo 3º não é aplicável às despesas aí mencionadas cuja amortização se tenha iniciado anteriormente, aplicando-se, nesse caso, o disposto na alínea b) do nº 2 do mesmo artigo;
c) O disposto no nº 3 do artigo 7º é aplicável às situações ocorridas i partir de 1 de Janeiro de 1989, incluindo igualmente as situações mencionadas na parte final do artigo 8º do Decreto-Lei nº 442-B/88, de 30 de Novembro;
d) Relativamente aos imóveis de que não tenha sido ainda determinado o respectivo valor nos termos da legislação mencionada no nº4 do artigo 11º o limite mínimo aí referido é constituído por 25% do respectivo valor patrimonial constante da matriz à data da aquisição do imóvel;
e) O limite mencionado no artigo 12º é também aplicável relativamente aos bens que entraram em funcionamento antes de 1 de Janeiro de 1989, não sendo, no entanto, permitida, para efeitos fiscais, a regularização prevista no artigo 21º quanto às reintegrações que não tenham sido aceites como custos ou perdas de exercícios anteriores em resultado dos limites então vigentes;
f) No tocante aos contratos de locação financeira, aplica-se com as necessárias adaptações, para efeitos do cálculo das quotas de reintegração, nos termos do nº 1 do artigo 14º, o disposto no nº 1 do artigo 1º do Decreto-Lei nº 311/82, de 4 de Agosto;
g) As taxas de reintegração e amortização constantes das tabelas anexas são aplicáveis apenas aos elementos cuja entrada em funcionamento se verifique a partir de 1 de Janeiro de 1989, aplicando-se aos entrados em funcionamento anteriormente as constantes das tabelas anexas à Portaria nº 737/81, de 29 de Agosto, com as alterações que 1he foram introduzidas pelas Portarias nos 990/84, de 29 de Dezembro, e 85/88, de 9 de Fevereiro.