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Timestamp: 2017-12-17 18:55:42+00:00
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Matched Legal Cases: ['artigo 79', 'ARTIGO 1', 'ARTIGO 2', 'ARTIGO 3', 'ARTIGO 4', 'ARTIGO 5', 'ARTIGO 6', 'ARTIGO 7', 'ARTIGO 8', 'artigo 71', 'ARTIGO 9', 'artigo 7', 'ARTIGO 10', 'ARTIGO 11', 'ARTIGO 12', 'ARTIGO 13', 'ARTIGO 14', 'ARTIGO 15', 'ARTIGO 16', 'ARTIGO 17', 'ARTIGO 18', 'ARTIGO 19', 'ARTIGO 20', 'ARTIGO 21', 'ARTIGO 22', 'ARTIGO 23', 'artigo 12', 'ARTIGO 24', 'ARTIGO 25', 'ARTIGO 26', 'ARTIGO 27', 'ARTIGO 28', 'ARTIGO 29', 'ARTIGO 30', 'ARTIGO 31', 'ARTIGO 32', 'ARTIGO 33']

MUNICÍPIO DA NAZARÉ CÂMARA MUNICIPAL REGULAMENTO DOS ALOJAMENTOS PARTICULARES NOTA JUSTIFICATIVA - PDF
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Lorenzo Valverde Bennert
1 REGULAMENTO DOS ALOJAMENTOS PARTICULARES NOTA JUSTIFICATIVA O Decreto-Lei nº 167/97, de 4 de Julho, na redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei nº 305/99, de 6 de Agosto, e pelo Decreto-Lei nº 55/2002, de 11 de Março, estabelece o novo regime jurídico da instalação e funcionamento dos meios complementares de alojamento turístico, prevê a revisão dos requisitos a que estão sujeitos tais estabelecimentos e faz a separação desses meios complementares de alojamento com excepção dos alojamentos particulares, cuja regulamentação para a sua instalação, exploração e funcionamento passa para a competência da Câmara Municipal. Em conformidade com o princípio da simplificação que orientou o citado diploma, optou-se, ao nível regulamentar, por elencar os requisitos mínimos que os diversos tipos de estabelecimentos devem preencher, em tabelas anexas, as quais, dada a sua fácil leitura e apreensão, vão constituir seguramente um válido documento de trabalho, tanto para os promotores de tais estabelecimentos, como para os profissionais interessados na actividade. Dentro desta orientação, definem-se, em texto escrito, as características de cada tipo de estabelecimento e as respectivas categorias, bem como os conceitos e os princípios gerais a que devem obedecer a sua instalação e funcionamento. Atendendo ao articulado 117º do Código do Procedimento Administrativo, foi ouvida e introduzidas sugestões apresentadas pela Associação de Proprietários e Inquilinos de Alojamento Particular Turístico da Nazaré. Assim: Ao abrigo do disposto no artigo 79º do Decreto-Lei nº 167/97, de 4 de Julho, na redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei nº 305/99, de 6 de Agosto, e pelo Decreto-Lei nº 55/2002, de 11 de Março, bem como da Lei nº 169/99, de 18 de Setembro, na redacção da Lei nº 5- A/2002, de 11 de Janeiro, é aprovado o presente regulamento. CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ARTIGO 1º Âmbito O presente Regulamento aplica-se aos estabelecimentos de hospedagem, qualificados como hospedarias, casas de hóspedes e quartos particulares, existentes no concelho da Nazaré. ARTIGO 2º Definição São considerados estabelecimentos de hospedagem, nos termos e para efeitos consignados neste Regulamento, os estabelecimentos que se destinem a proporcionar, mediante remuneração, alojamento e outros serviços complementares e de apoio a turistas que, constituindo um todo funcional e independente de qualquer edificação, ou parte de edificação com utilização diversa, ou actividade comercial distinta, não possam ser integrados em qualquer dos tipos de empreendimentos previstos nos Decreto-Lei nº 167/97, de 4 de Julho, com as alterações 1
2 introduzidas pelo Decreto-Lei nº 305/99, de 6 de Agosto, Decreto-Lei nº 169/97, de 4 de Julho, Decreto-Lei nº 54/2002 e Decreto-Lei nº 55/2002, estes últimos de 11 de Março. ARTIGO 3º Classificação Os estabelecimentos de hospedagem e de alojamento particular classificam-se em: a) Hospedarias; b) Casas de Hóspedes; c) Quartos Particulares ARTIGO 4º Hospedarias São hospedarias os estabelecimentos constituídos por um conjunto de instalações funcionalmente independentes, situadas em edifício autónomo, sem qualquer outro tipo de ocupação, que disponham de mais de 8 (oito) unidades de alojamento e que se destinem a proporcionar, mediante remuneração, alojamento e outros serviços complementares e de apoio a turistas. ARTIGO 5º Casas de Hóspedes São casas de hóspedes os estabelecimentos integrados em edifícios de habitação familiar que disponham de 4 (quatro) a 8 (oito) unidades de alojamento e que se destinem a proporcionar, mediante remuneração, alojamento e outros serviços complementares e de apoio a turistas. ARTIGO 6º Quartos Particulares São quartos particulares aqueles que, integrados em residências dos respectivos proprietários, disponham de até 3 (três) unidades de alojamento e que se destinem a proporcionar, mediante remuneração, alojamento e outros serviços complementares e de carácter familiar. CAPÍTULO II LICENCIAMENTO ARTIGO 7º Processo de Licenciamento 1 A utilização dos estabelecimentos de hospedagem e dos alojamentos particulares depende de licenciamento municipal. 2 O pedido de licenciamento será feito mediante requerimento dirigido ao Presidente da Câmara Municipal, a solicitar a atribuição do alvará de licença ou autorização de utilização, e mencionando a modalidade de estabelecimento pretendida. 3 O requerimento a que se refere o número anterior deverá ser instruído com os elementos indicados no Anexo I deste Regulamento. 4 A licença ou autorização de utilização para hospedagem e alojamentos particulares é sempre precedida de vistoria e deverá ser concedida no prazo de 90 (noventa) dias, a contar da data da entrada do requerimento referido no número 2 do presente artigo. 5 O pedido de licenciamento será indeferido e a licença ou autorização de utilização será recusada quando os estabelecimentos de hospedagem e de alojamentos particulares não cumprirem o disposto 2
3 neste Regulamento e/ou não reunirem os requisitos indicados no Anexo II deste Regulamento. ARTIGO 8º Requisitos Gerais 1 Para efeitos de emissão de licença ou autorização de utilização, os estabelecimentos de hospedagem e os alojamentos particulares devem reunir as seguintes condições: a) Estarem instalados em edifícios bem conservados no exterior e no interior; b) Estarem todas as unidades de alojamento dotadas de mobiliário, equipamento e utensílios adequados; c) As portas das unidades de alojamento devem ser dotadas de sistemas de segurança, de forma a proporcionar a privacidade dos utentes; d) Cada alojamento particular tem de corresponder a uma unidade de alojamento; e) A unidade de alojamento deverá ter uma janela ou sacada com comunicação directa para o exterior, devendo dispor de um sistema que permita vedar completamente a entrada de luz, com a área mínima prevista no nº 1 do artigo 71º do Regulamento Geral das Edificações Urbanas; f) Encontrarem-se ligados às redes públicas de abastecimento de água e drenagem de águas residuais; g) Disporem de uma zona de convívio social, cuja frequência seja permitida a todos os hóspedes, dotada de telefone com ligação à rede exterior, televisão e rádio em bom estado de funcionamento, e para uso dos utentes; h) Cumprirem todos os requisitos previstos no Anexo II deste Regulamento. ARTIGO 9º Vistorias 1 A vistoria a que se refere o nº 4 do artigo 7º deverá realizar-se no prazo máximo de 30 (trinta) dias a contar da data da apresentação do respectivo requerimento e, sempre que possível, em data a acordar com o interessado. 2 A vistoria será efectuada por uma comissão composta pelos seguintes elementos: a) Um técnico da Câmara Municipal; b) O delegado concelhio de saúde, ou um seu representante; c) Um representante do Serviço Nacional de Bombeiros; d) Um representante da Região de Turismo Leiria/Fátima; e) Um representante da Associação de Proprietários e Inquilinos de Alojamento Particular Turístico da Nazaré, salvo se o requerente indicar no pedido de vistoria uma associação patronal que o represente. 3 O requerente da licença ou autorização de utilização, os autores dos projectos e o técnico responsável pela direcção técnica da obra participam na vistoria, sem direito a voto. 4 Compete ao Presidente da Câmara convocar as entidades referidas nas alíneas b) a e) do nº 2 e as pessoas referidas no número anterior, com a antecedência de 15 (quinze) dias. 5 A ausência das entidades referidas nas alíneas d) e e) do nº 2 e das pessoas referidas no nº 3, desde que regularmente convocadas, não 3
4 é impeditiva, nem constitui justificação, da não realização da vistoria. 6 Depois de efectuada a vistoria, a comissão elabora o auto, do qual será fornecida cópia ao requerente. 7 Sempre que ocorram fundadas suspeitas quanto ao cumprimento do presente Regulamento, o Presidente da Câmara poderá ordenar, em qualquer momento, a realização de uma vistoria, que obedecerá, com as necessárias adaptações, ao previsto nos números anteriores do presente artigo. 8 Independentemente do previsto no número anterior, os estabelecimentos de hospedagem e alojamentos particulares serão vistoriados de três em três anos. ARTIGO 10º Alvará de licença ou autorização 1 O alvará de licença ou autorização deve especificar: a) A identificação da entidade titular da licença ou autorização; b) A tipologia e designação ou nome do estabelecimento; c) A capacidade máxima do estabelecimento; d) O período de funcionamento do estabelecimento. 2 O modelo de alvará de licença ou autorização de utilização consta do Anexo III deste Regulamento. 3 Sempre que ocorra a alteração de qualquer dos elementos constantes do alvará, a entidade titular da licença ou autorização, no prazo de 30 (trinta) dias, deve requerer o averbamento ao respectivo alvará. ARTIGO 11º Caducidade da Licença 1 A licença ou autorização de utilização caduca: a) Se os estabelecimento não iniciar o seu funcionamento no prazo de um ano, a contar da data da emissão da respectiva licença ou autorização, ou do termo do prazo para a sua emissão; b) Se o estabelecimento se mantiver encerrado por período superior a um ano, salvo por motivo de obras; c) Quando seja dada ao estabelecimento uma utilização diferente da prevista no respectivo alvará. 2 Com a caducidade da licença ou autorização de utilização o alvará é apreendido pela Câmara Municipal. 3 A apreensão do alvará é feita através da notificação ao respectivo titular, após a audição prévia do mesmo, sendo cancelado o respectivo registo. CAPÍTULO III EXPLORAÇÃO E FUNCIONAMENTO 4
5 ARTIGO 12º Identificação 1 Os estabelecimentos de hospedagem e os alojamentos particulares devem fixar no exterior uma placa identificativa, segundo o modelo previsto no Anexo IV, a fornecer pela Câmara Municipal. 2 Quem pratica corretagem para estas modalidades de alojamento deverá estar identificado com um cartão identificativo, que poderá ser fornecido por qualquer associação representativa dos interesses em causa. ARTIGO 13º Responsável Em todos os estabelecimentos deverá haver um responsável, a quem cabe zelar pelo seu bom funcionamento, assim como assegurar o cumprimento das disposições do presente Regulamento. ARTIGO 14º Informação 1 A tabela de preços a cobrar pelos serviços prestados deverá estar afixada em local bem visível do estabelecimento, devendo os clientes ser informados destes aquando da sua entrada. 2 Aos clientes deverá, ainda, ser facultado o acesso ao presente Regulamento. ARTIGO 15º Livro de Reclamações 1 Em todos os estabelecimentos de hospedagem e de alojamento particular tem de existir livro de reclamações ao dispor dos utentes. 2 O livro de reclamações será imediatamente facultado ao utente que o solicite. 3 O original de cada reclamação apresentada deverá ser enviado pelo responsável do estabelecimento ao Presidente da Câmara, no prazo máximo de 5 (cinco) dias, a contar da data em que foi formulada, sendo o duplicado entregue de imediato ao utente. 4 O modelo do livro de reclamações é semelhante ao que se encontra em uso para os empreendimentos turísticos, devendo ser adaptado às especificações da administração local. ARTIGO 16º Estada 1 Os estabelecimentos de hospedagem e de alojamento particular deverão ter organizado um livro de entrada de clientes, do qual conste a sua identificação completa e respectiva morada. 2 O utente deve deixar o alojamento até às 12 (doze) horas do dia de saída ou até à hora convencionada, entendendo-se que, se não o fizer, se considera renovada a sua estada por mais um dia. CAPÍTULO IV INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS ARTIGO 17º Instalações Sanitárias 1 Quando as unidades de alojamento particular não estiverem dotadas de instalações privativas, deverão possuir, pelo menos, uma casa-debanho para cada dois quartos. 2 As instalações sanitárias devem: 5
6 a) Ser dotadas de água quente e água fria; b) Ser dotadas de arejamento natural ou artificial, que nunca poderá ser feito para outra dependência; c) Ser dotadas de sistemas de segurança, de forma a proporcionar a privacidade dos utentes; d) Ser dotadas dos equipamentos necessários ao seu correcto e normal funcionamento; e) Possuir, como equipamento mínimo, uma banheira ou base de chuveiro, um lavatório com espelho e uma sanita. ARTIGO 18º Arrumação e Limpeza 1 As unidades de estabelecimento de hospedagem e de alojamento particular devem estar preparadas e limpas no momento de serem ocupadas pelos utentes. 2 Os serviços de arrumação e limpeza devem ter lugar, pelo menos, duas vezes por semana, e sempre que exista uma mudança de utente. ARTIGO 19º Zonas Comuns As zonas comuns devem estar em perfeito estado de conservação, devidamente arrumadas e limpas. ARTIGO 20º Acessos As unidades de alojamento devem ser de fácil acesso e estar sempre limpas e bem conservadas. ARTIGO 21º Segurança 1 Os estabelecimentos de hospedagem devem obedecer às seguintes condições de segurança: a) Devem possuir um sistema autónomo de detecção de incêndios (SADI); b) Deve existir, pelo menos, uma boca de incêndio com carretel na zona da recepção; c) Deve prever-se a existência de extintores em número suficiente, atendendo à capacidade do estabelecimento; d) Nas zonas comuns e corredores deve prever-se a existência de um sistema de iluminação de segurança, constituído por blocos autónomos de iluminação, com indicação dos caminhos de saída; e) Em cada unidade de alojamento deve existir uma planta de emergência, com indicação do caminho de evacuação, bem como das instruções de segurança. 2 Os estabelecimentos de alojamento particular devem obedecer às seguintes condições de segurança: a) Todas as unidades de alojamento devem ter acesso a um extintor de CO2, a instalar nas zonas comuns; b) Sempre que possível, devem ser utilizados materiais que não sejam inflamáveis. CAPÍTULO V FISCALIZAÇÃO E REGIME SANCIONATÓRIO 6
7 ARTIGO 22º Fiscalização 1 A fiscalização do cumprimento do presente Regulamento compete aos serviços da Câmara Municipal e às demais entidades administrativas e policiais. 2 No exercício da sua acção de fiscalização, será sempre facultada a entrada nos estabelecimentos de hospedagem e de alojamento particular às entidades referidas no número anterior. 3 As autoridades administrativas e policiais que verifiquem infracções ao disposto no presente Regulamento levantarão os competentes autos de notícia que serão, de imediato, remetidos à Câmara Municipal. ARTIGO 23º Corretagem 1 A corretagem só é permitida: a) Se praticada por pessoa devidamente identificada com o cartão a que alude o nº 2 do artigo 12º deste Regulamento; b) Se tal pessoa tiver um comportamento dentro das normas éticas; 2 A corretagem é expressamente proibida: a) Em locais de recepção turística, nomeadamente em terminais rodoviários e ferroviários, junto ao parque de estacionamento no Largo Cândido dos Reis e junto aos postos de turismo; b) Junto às unidades hoteleiras (hotéis, pensões, albergarias, etc.); c) Junto a edifícios públicos, ou locais onde esteja em causa a boa imagem do turismo local. 3 Nos locais referenciados nas alíneas a) e b) do número anterior, entende-se como expressamente proibida a corretagem praticada na fachada dos mesmos. ARTIGO 24º Contra-Ordenações Constitui contra-ordenação o não cumprimento de quaisquer das normas previstas no presente Regulamento, designadamente: a) A falta de licença ou autorização de utilização; b) A falta de arrumação e limpeza; c) A falta de placa identificativa; d) A falta do livro de reclamações; e) A falta de afixação da tabela de preços; f) A falta de plantas nas unidades de alojamento; g) A falta de extintores; h) O impedimento de acções de fiscalização; i) O encerramento do estabelecimento sem aviso prévio à Câmara Municipal; j) O alojamento de um número superior de utentes em relação ao permitido; k) A corretagem ilegal. ARTIGO 25º Coimas 1 As contra-ordenações ao presente Regulamento são puníveis com coima, cujo montante mínimo é de 100 (cem) Euros e o máximo é de (mil) Euros, tratando-se de pessoas singulares; e no mínimo de 500 (quinhentos) Euros e máximo de (cinco mil) Euros, tratando-se de pessoa colectiva. 7
8 2 A fixação em concreto do montante da coima aplicável faz-se tendo em conta a gravidade do comportamento e a gravidade da situação. ARTIGO 26º Sanções Acessórias Para além das coimas previstas no artigo anterior, e em casos de extrema gravidade, ou reincidência de comportamentos, poderão ser aplicadas as seguintes sanções acessórias: a) Interdição, por um período de 2 (dois) anos, do exercício da actividade; b) Encerramento provisório do estabelecimento, até que estejam sanadas as deficiências determinadas; c) Encerramento definitivo do estabelecimento, com apreensão do alvará de licença ou autorização de utilização para hospedagem ou alojamento particular; d) Apreensão do material através do qual foi praticada a infracção; e) Cassação da licença de utilização turística. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS ARTIGO 27º Taxas O licenciamento dos estabelecimentos de hospedagem e alojamento particular, e respectivos averbamentos, bem como as vistorias necessárias à atribuição da licença ou autorização de utilização, estão sujeitas ao pagamento das taxas previstas no presente Regulamento. ARTIGO 28º Registo 1 Todos os estabelecimentos de hospedagem e alojamento particular devidamente licenciados serão objecto de registo, em livro próprio da Câmara Municipal. 2 O registo dos estabelecimentos será comunicado, pela Câmara Municipal, aos órgãos regionais de turismo. 3 O registo dos estabelecimentos de hospedagem e alojamento particular é feito oficiosamente pela Câmara Municipal, após atribuição do respectivo alvará de licença ou autorização de utilização. 4 O registo a que se referem os números anteriores deverá conter os seguintes elementos, a recolher pela comissão de vistorias: a) Entidade exploradora; b) Data da emissão da licença ou autorização de utilização; c) Tipo de estabelecimento; d) Número de quartos; e) Lotação máxima; f) Tipo e quantidade de camas disponíveis; g) Serviços complementares. ARTIGO 29º Aplicação do presente Regulamento 1 O disposto no presente Regulamento aplica-se aos estabelecimentos de hospedagem e alojamento particular já existentes à data da sua entrada em vigor, sem prejuízo do disposto nos números seguintes. 8
9 2 Os estabelecimentos de hospedagem e alojamento particular a que se refere o número anterior deverão satisfazer os requisitos previstos no presente Regulamento, no prazo máximo de dois anos. ARTIGO 30º Omissões As dúvidas suscitadas na interpretação do presente Regulamento e os casos omissos serão resolvidos pela Câmara Municipal. ARTIGO 31º Entrada em Vigor O presente Regulamento entra em vigor no prazo de 15 (quinze) dias a contar da sua publicação no Diário da República. ARTIGO 32º Norma Revogatória Com a entrada em vigor do presente Regulamento considera-se revogado o Regulamento dos Alojamentos Particulares, bem como todas as disposições, aprovadas pelo Município da Nazaré, em data anterior à aprovação do presente regulamento e que com o mesmo estejam em contradição. ARTIGO 33º Taxas 1 O licenciamento e as vistorias aos estabelecimentos de hospedagem e de alojamento particular encontram-se sujeitos ao pagamento de taxas. 2 As taxas devidas pela realização das vistorias previstas neste Regulamento são as seguintes: a) Hospedarias 100 Euros; b) Casas de Hóspedes 50 Euros; c) Quartos Particulares - 15 Euros/unidade de alojamento. 3 As taxas devidas pela licença ou autorização de utilização para estabelecimentos de hospedagem e de alojamento particular são as seguintes: a) Hospedarias 125 Euros; b) Casas de Hóspedes 100 Euros; c) Quartos Particulares 15 Euros/unidade de alojamento. 4 A taxa devida pela concessão de averbamentos em licenças ou autorizações de utilização em estabelecimentos de hospedagem e de alojamento particular é a seguinte: - Hospedarias/Casas de Hóspedes/Quartos Particulares 44,07 Euros. ANEXO I 1 Elementos para a instrução do pedido de licenciamento O pedido de licenciamento para hospedagem e para alojamentos particulares deverá ser instruído com os seguintes elementos: a) Requerimento tipo; b) Termo de responsabilidade de instalação de gás, excepto se o mesmo existir no respectivo processo de licenciamento; c) Planta à escala 1:2000, ou superior, com indicação do local a que se refere o pedido de licenciamento; 9
10 d) Planta descritiva da construção, que contemple a localização da sinalização de saída de emergência, no caso de se tratar de licenciamento de hospedaria; e) Outros elementos que se considerem necessários para a caracterização do pedido. 2 Requerimento Tipo Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal da Nazaré... (nome do requerente), na qualidade de... (proprietário, usufrutuário, locatário, titular do direito de uso, superficiário, mandatário), residente em..., com o Bilhete de identidade nº..., e contribuinte fiscal nº..., solicita a V. Exª o licenciamento para hospedagem e alojamentos particulares, na classificação de... (indicar: hospedaria/casa de hóspedes/quartos particulares), para o local assinalado na planta que se junta em anexo e cujas principais características se descrevem a seguir: I Localização (indicar a morada) Na residência do requerente Sim Não Em edifício independente Sim Não II Unidades de Alojamento Nº total de quartos de casal Nº total de quartos duplos Nº total de quartos simples III Instalações Sanitárias Nº de casas-de-banho com lavatório, sanita, bidé e banheira Nº de casas-de-banho com lavatório, sanita, bidé e chuveiro Nº de casas-de-banho privativas dos quartos Dispõem de água quente e fria Sim Não IV Outras Instalações Nº de salas privativas dos hóspedes Nº de salas comuns Nº de salas de refeições Outras V Infra-Estruturas Básicas Com ligação à rede pública de água Sim Não Com reservatório de água Sim Não Com ligação à rede pública de saneamento Sim Não Com telefone Sim Não Outras Sim Não VI Período de Funcionamento Anual Sazonal (de a ) VI Outras Características Nazaré, de de 200. Pede Deferimento (Assinatura do Requerente) 10
11 ANEXO II Requisitos mínimos das instalações dos estabelecimentos de hospedagem e de alojamento particular I Estabelecimentos de Hospedagem 1 Elementos caracterizadores do edifício, das instalações, equipamentos, mobiliário e serviços: 1.1 Dispor de instalações, equipamento, mobiliário e serviços; 1.2 Possuir, no mínimo, 9 unidades de alojamento. 2 Infra-Estruturas 2.1 Infra-estruturas básicas: Água corrente quente e fria; Sistema de iluminação de segurança; Telefone ligado à rede exterior. 3 Unidades de Alojamento 3.1 Áreas (metros quadrados) Quartos com uma cama individual: 7,5 m2, com a dimensão mínima de 2,40 m; Quartos com duas camas individuais ou uma cama de casal: 10,5 m2, com a dimensão mínima de 2,70 m; Quartos com três camas individuais: 14 m2, com dimensão mínima de 3,00 m; 3.2 Instalações Sanitárias Privativas Água corrente quente e fria Casas-de-banho simples (área em metros quadrados): 2,5; Casas-de banho completas (área em metros quadrados): 3, Equipamentos dos quartos Mesas de cabeceira ou soluções de apoio equivalentes; Luzes de cabeceira; Roupeiro com espelho; Cadeira ou sofá; Tomadas de electricidade; Sistema de segurança nas portas. 4 Zonas de Utilização Comum 4.1 Átrio da entrada; Portaria; Zona de estar. 4.2 Instalações Sanitárias Comuns Com separação por sexos; Água corrente fria; Retretes e lavatórios com espelhos. 5 Zonas de serviço 5.1 Dependências gerais Zona de armazenagem; Rouparia. 5.2 Dependências para o pessoal Vestiários; Instalações sanitárias. 6 Acessos 6.1 Escadas Escadas para os utentes e de serviço. 6.2 Ascensores e monta-cargas Desde que o estabelecimento tenha mais de quatro pisos, incluindo o rés-do-chão. 11
12 7 Serviços 7.1 Serviço permanente de portaria; 7.2 Serviço telefónico permanente com a rede exterior; 7.3 Serviço de correio; 7.4 Serviço de arrumação e limpeza. II Estabelecimentos de Alojamento Particular 1 Unidades de alojamento 1.1 Áreas mínimas: a) Quarto com uma cama individual: 7,5 m2, com a dimensão mínima de 2,40 m; b) Quartos com duas camas individuais ou uma cama de casal: 10,5 m2, com a dimensão mínima de 2,70m; c) Quartos com três camas individuais: 14 m2, com a dimensão mínima de 3,00 m. 1.2 Equipamentos dos quartos a) Camas; b) Mesas de cabeceira ou soluções de apoio equivalentes; c) Iluminação suficiente; d) Roupeiro com espelho e cabides; e) Cadeira ou sofá; f) Tomadas de electricidade; g) Sistemas de ocultação da luz exterior; h) Sistema de segurança nas portas; i) Tapetes. 2 Infra-estruturas básicas 2.1 Deve existir uma instalação sanitária por cada duas unidades de alojamento; 2.2 As instalações sanitárias devem ser dotadas de água quente e fria; 2.3 Deverá existir um telefone com ligação à rede exterior para uso dos utentes. 12
13 ANEXO III Licença de utilização para estabelecimentos de Hospedagem e de Alojamento Particular MUNICÍPIO DA NAZARÉ ALVARÁ DE LICENÇA DE UTILIZAÇÃO PARA HOSPEDAGEM E ALOJAMENTOS PARTICULARES Nº (Nº de registo) CLASSIFICAÇÃO (Hospedaria/Casa de Hóspedes/Quartos Particulares) TITULAR DA LICENÇA (nome do titular da licença) CAPACIDADE DO ALOJAMENTO (capacidade máxima de utentes admitidos) PERÍODO DE FUNCIONAMENTO VISTORIADO EM / / (data da última vistoria) DATA DA EMISSÃO DO ALVARÁ / / O PRESIDENTE DA (Jorge Codinha Antunes Barroso, Engº) 13
14 ANEXO IV MODELO DAS PLACAS 14