Source: http://www.jornalpodium.com.br/2016/11/stjd-julgamento-sobre-final-da-serie-c.html
Timestamp: 2019-02-19 11:02:53+00:00
Document Index: 13459145

Matched Legal Cases: ['artigo 254', 'artigo 254', 'artigo 250', 'artigo 191', 'artigo 213', 'artigo 184', 'artigo 191', 'artigo 211', 'artigo 213', 'artigo 213']

JORNAL PODIUM: STJD: julgamento sobre Final da Série C será nesta 6ª feira
STJD: julgamento sobre Final da Série C será nesta 6ª feira
Créditos: Foto: MoWA Sports
Os Auditores da Quarta Comissão Disciplinar julgarão nesta sexta, dia 25 de novembro, as infrações ocorridas na partida entre Boa Esporte e Guarani. Expulso, o atleta Ferreira foi denunciado por jogada violenta e agressão física contra o árbitro da partida, o gandula Talysson responderá por ato hostil, enquanto Boa Esporte e Federação Mineira foram responsabilizados pela conduta do gandula. Guarani e Boa respondem ainda pelas desordens e lançamento de objetos e podem ser punidos com multa alta e perda de mando de campo. A sessão está agendada para às 10h30.
Em razão da gravidade dos fatos o Presidente do STJD, Ronaldo Botelho Piacente deferiu no último dia 17 de novembro o pedido da Procuradoria para suspender preventivamente por 30 dias o atleta Ferreira, do Guarani, denunciado por agredir o árbitro da partida e determinou a interdição integral do Estádio Melão até que se comprove através de laudos de Engenheiros e Bombeiros que o local está apto a receber novas partidas.
Realizada no Estádio do Melão a partida foi marcada por infrações graves. Pelo Guarani o atleta Ferreira foi expulso no segundo tempo por praticar jogada violenta ao atingir o adversário com uma cotovelada na altura do peito na disputa de bola. Inconformado com o recebimento do cartão vermelho, o atleta agrediu o árbitro Marcos Mateus Pereira com um empurrão que levou o árbitro ao chão. Por apresentar resistência para deixar o gramado, Ferreira precisou ser contido pelos companheiros de equipe e pela policia militar. Após o jogo o árbitro registrou Boletim de Ocorrência contra o jogador.
Ainda na súmula consta a atitude hostil do gandula Talysson Faustino Chagas que arremessou a bola com uso de força na altura do peito do preparador de goleiros do Guarani, Gléguer Zorzin.
Já próximo do fim da partida, aos 40 do segundo tempo, o jogo foi paralisado pelo uso de sinalizadores onde estava localizada a torcida do Guarani. Com o apito final um tumulto generalizado tomou conta do estádio. Para a Procuradoria o estádio virou uma praça de guerra envolvendo ambas as torcidas e a polícia militar. Banheiros completamente destruídos, corrimões metálicos arrancados, catracas atiradas no fosso que cerca o gramado e até um freezer foi laçado arquibancada abaixo.
Artigos denunciados
Ferreira: Denunciado por praticar jogada violenta (artigo 254) e agressão física contra a arbitragem (artigo 254-A, §3º). A pena é de suspensão por até seis jogos no primeiro artigo e mínima de 180 dias pelo segundo artigo.
Gandula Talysson: o gandula responderá por ato desleal ou hostil descrito no artigo 250 do CBJD. Se punido, Talysson pode receber suspensão por 15 a 60 dias.
Federação Mineira de Futebol: Responsável por fiscalizar o quadro de gandula a Federação Mineira foi denunciada no artigo 191, inciso III que prevê multa entre R$ 100 e R$ 100 mil.
Guarani: O clube paulista foi denunciado por não prevenir e reprimir desordens e lançamento de objetos. Pelos fatos, o Guarani responderá ao artigo 213, §1º e 2º, por duas vezes, na forma do artigo 184 que pede o somatório das penas. A Procuradoria pede que seja aplicada a pena máxima de perda de mandos de campo com portões fechados, em razão da truculência apresentada.
Boa Esporte: Responsável pela contratação do quadro de gandulas, o clube será julgado por não cumprir o regulamento da competição (artigo 191, inciso III ), com multa prevista de R$ 100 a R$ 100 mil. Já pelas ocorrências no estádio, o clube mineiro responderá por deixar de manter o estádio com infraestrutura necessária para garantir a segurança para sua realização (artigo 211) e pelas desordens e lançamentos de objetos (artigo 213, incisos I e III, §1º). Ambos os artigos possuem como pena a multa de até R$ 100 mil. No artigo 213 a Procuradoria pede a aplicação do parágrafo primeiro de perda de mando de campo.
Fonte: Imprensa STJD CBF
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