Source: http://web.jfpb.jus.br/consproc/lista_publ.asp?CodRelac=2013000293&CodSecao=82&CodLocFis=3
Timestamp: 2017-04-25 22:21:39+00:00
Document Index: 24135749

Matched Legal Cases: ['artigo 794', 'artigo 463', 'in casu', 'In casu', 'In casu', 'artigo 236']

Publicado no Diário da Justiça de 15/01/2014
Boletim 2013.000293 - 3 a. VARA FEDERAL:
ADEILTON HILARIO JUNIOR 0007023-20.2004.4.05.8200
ADRIANA CORREIA DE OLIVEIRA 0006268-15.2012.4.05.8200
ALEXANDER THYAGO GONÇALVES NUNES DE CASTRO 0012701-79.2005.4.05.8200
ALLYSON DE SOUSA LACERDA 0006701-19.2012.4.05.8200
AMANDA LUNA TORRES 0001220-46.2010.4.05.8200
ANA ANGELICA BEZERRA CAVALCANTI 0006858-89.2012.4.05.8200
ANA CLAUDIA CABRAL SPARAPANI 0006268-15.2012.4.05.8200
ANA CLÁUDIA DA NÓBREGA SIMÕES 0005709-29.2010.4.05.8200
ANA GABRIELA BARBALHO DA SILVA 0006701-19.2012.4.05.8200
ANA PATRICIA RAMALHO DE FIGUEIREDO 0006268-15.2012.4.05.8200
ANA PRISCILA ALVES DE QUEIROZ 0010220-95.1995.4.05.8200
ANA RITA FERREIRA NOBREGA CABRAL 0003241-44.2000.4.05.8200
ANAXIMANDRO DE ALBUQUERQUE SIQUEIRA SOUSA 0001067-52.2006.4.05.8200
ANDRE CASTELO BRANCO PEREIRA DA SILVA 0001837-69.2011.4.05.8200
ANDRE GUSTAVO DE SOUZA 0003379-06.2003.4.05.8200
ANDRE SETTE CARNEIRO DE MORAIS 0003241-44.2000.4.05.8200
ANDRÉ LUIZ LAMKOWSKI 0003241-44.2000.4.05.8200
ANTONIO B DO VALE FILHO 0004154-40.2011.4.05.8200
ARNAUD MAIA DOS SANTOS JUNIOR 0003241-44.2000.4.05.8200
ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO 0005225-43.2012.4.05.8200
AURELIO HENRIQUE F. DE FIGUEIREDO 0000863-95.2012.4.05.8200
0001814-60.2010.4.05.8200
0003715-29.2011.4.05.8200
0006268-15.2012.4.05.8200
BRUNO ALEX CARDOSO MONTEIRO 0003241-44.2000.4.05.8200
BRUNO NOVAES DE BEZERRA CAVALCANTI 0003241-44.2000.4.05.8200
CARLA ROMEIRO ASFORA 0003241-44.2000.4.05.8200
CARLOS ANTONIO HARTEN FILHO 0003241-44.2000.4.05.8200
CAROL DE ALMEIDA LIMA 0003241-44.2000.4.05.8200
CHRISTIANE HOLANDA ARANTES 0006701-19.2012.4.05.8200
CHRISTIANNE GOMES DA ROCHA 0003241-44.2000.4.05.8200
CYNTHIA MARIA MACIEL COHEN 0005709-29.2010.4.05.8200
DANIEL COSTA GOMES 0001220-46.2010.4.05.8200
DANIEL SAMPAIO DE AZEVEDO 0001220-46.2010.4.05.8200
DANIELLA RONCONI 0000863-95.2012.4.05.8200
DARIO DUTRA SATIRO FERNANDES 0002508-44.2001.4.05.8200
DEFENSOR PUBLICO DA UNIAO 0006463-39.2008.4.05.8200
DENIS LELLIS MONTEIRO RESENDE 0012701-79.2005.4.05.8200
DESIRÉE CLARY ARAÚJO SANTOS ALVES DA COSTA 0006701-19.2012.4.05.8200
DIEGO DE SOUSA ALVES 0008712-55.2011.4.05.8200
DIEGO DE SOUZA AUGUSTO 0003241-44.2000.4.05.8200
EDSON BATISTA DE SOUZA 0007097-30.2011.4.05.8200
EDSON DUARTE COELHO 0003241-44.2000.4.05.8200
EDUARDO HENRIQUE VIDERES DE ALBUQUERQUE 0000863-95.2012.4.05.8200
0001356-09.2011.4.05.8200
EDUARDO JOSE DE SOUZA LIMA FORNELLOS 0003241-44.2000.4.05.8200
ELAINE ISABEL LOPES DE PONTES 0003715-29.2011.4.05.8200
EMMANUELA LEILANE MARTINS NOBREGA ARAUJO DIAS 0006701-19.2012.4.05.8200
ERIKA DE FATIMA SOUZA DURAND 0001306-51.2009.4.05.8200
EUTACIO BORGES DA SILVA FILHO 0006701-19.2012.4.05.8200
EVANDRO DE SOUZA NEVES NETO 0003241-44.2000.4.05.8200
EVANDRO JOSE BARBOSA 0005709-29.2010.4.05.8200
FABIO ROMERO DE CARVALHO 0001067-52.2006.4.05.8200
FABIO ROMERO DE SOUZA RANGEL 0000863-95.2012.4.05.8200
0010248-43.2007.4.05.8200
FABIOLA FREITAS E SOUZA 0006268-15.2012.4.05.8200
FABIOLA MARQUES MONTEIRO 0005225-43.2012.4.05.8200
FELIPE CLEODON CORDEIRO DE MEDEIROS 0005709-29.2010.4.05.8200
FERNANDA ANTONIA DE BRITO BARBOSA 0003241-44.2000.4.05.8200
FLAVIO DE QUEIROZ B CAVALCANTI 0003241-44.2000.4.05.8200
FRANCISCO DAS CHAGAS NUNES 0000863-95.2012.4.05.8200
0006463-39.2008.4.05.8200
FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA 0001384-40.2012.4.05.8200
FRANCISCO EDWARD AGUIAR NETO 0006268-15.2012.4.05.8200
FRANCISCO NOBREGA DOS SANTOS 0002508-44.2001.4.05.8200
FRANCISCO XAVIER DE ANDRADE FILHO 0012701-79.2005.4.05.8200
GILVAN AMORIM NAVARRO FILHO 0006701-19.2012.4.05.8200
GUSTAVO RABAY GUERRA 0003379-06.2003.4.05.8200
HOMERO DO RÊGO BARROS JÚNIOR 0003241-44.2000.4.05.8200
INGRID GADELHA DE ANDRADE 0003241-44.2000.4.05.8200
ISAAC MARQUES CATÃO 0006268-15.2012.4.05.8200
0012701-79.2005.4.05.8200
IVAN PEREIRA DA COSTA JUNIOR 0003241-44.2000.4.05.8200
IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA 0005225-43.2012.4.05.8200
0009464-42.2002.4.05.8200
IVO CASTELO BRANCO PEREIRA DA SILVA 0001837-69.2011.4.05.8200
0002508-44.2001.4.05.8200
0004630-10.2013.4.05.8200
IÊNIO GOMES DA VEIGA PESSOA JÚNIOR 0001384-40.2012.4.05.8200
JACKELINE ALVES CARTAXO 0005225-43.2012.4.05.8200
JAIME MARTINS PEREIRA JUNIOR 0006268-15.2012.4.05.8200
JAM'S DE SOUZA TEMOTEO 0010220-95.1995.4.05.8200
JANDUIR CARNEIRO DE BARROS 0008712-55.2011.4.05.8200
JOAO BOSCO BRITO DA LUZ 0003241-44.2000.4.05.8200
JOAO SOUZA DA SILVA JUNIOR 0005225-43.2012.4.05.8200
JOAQUIM PEREIRA DE MENDONCA 0003241-44.2000.4.05.8200
JOESLANY MONIQUE DE FREITAS MELO 0006701-19.2012.4.05.8200
JOSE GEORGE COSTA NEVES 0007097-30.2011.4.05.8200
JOSE GOMES DA VEIGA PESSOA NETO 0001384-40.2012.4.05.8200
JOSE GUILHERME MARQUES JUNIOR 0012701-79.2005.4.05.8200
JOSE HAILTON DE OLIVEIRA LISBOA 0009464-42.2002.4.05.8200
JOSE RAMOS DA SILVA 0007023-20.2004.4.05.8200
JOSE TADEU ALCOFORADO CATAO 0006268-15.2012.4.05.8200
JOÃO CARDOSO MACHADO 0007097-30.2011.4.05.8200
JULIA RAMALHO SOUTO 0005709-29.2010.4.05.8200
JURANDIR PEREIRA DA SILVA 0001837-69.2011.4.05.8200
KARINA PALOVA VILLAR MAIA 0005225-43.2012.4.05.8200
LEILA REGINA DE BRITO ANDRADE 0012701-79.2005.4.05.8200
LEILANE SOARES DE LIMA 0003241-44.2000.4.05.8200
LEOPOLDO VIANA BATISTA JUNIOR 0006268-15.2012.4.05.8200
LIDYANE PEREIRA SILVA 0001259-38.2013.4.05.8200
0010220-95.1995.4.05.8200
LUCIANA GURGEL DE AMORIM 0006268-15.2012.4.05.8200
LUIS FILIPE BRAGA 0003241-44.2000.4.05.8200
LUIS VICTOR DE ANDRADE UCHOA 0004154-40.2011.4.05.8200
LUIZ MONTEIRO VARAS 0001220-46.2010.4.05.8200
MAGDIEL JEUS GOMES ARAUJO 0006268-15.2012.4.05.8200
MANUELA MOTTA MOURA 0003241-44.2000.4.05.8200
MARCIO PIQUET DA CRUZ 0002508-44.2001.4.05.8200
MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA 0005567-25.2010.4.05.8200
0006701-19.2012.4.05.8200
0006753-83.2010.4.05.8200
0007097-30.2011.4.05.8200
MARCOS CALUMBI NOBREGA DIAS 0003241-44.2000.4.05.8200
MARILIA LEAL MONTENEGRO SPINELLI 0005709-29.2010.4.05.8200
MIGUEL VICTOR DE SA CORDEIRO ALMEIDA 0006268-15.2012.4.05.8200
MILENA NEVES AUGUSTO 0003241-44.2000.4.05.8200
NARRIMAN XAVIER DA COSTA 0006701-19.2012.4.05.8200
NATALIA MARIA PORTO CORDEIRO 0003715-29.2011.4.05.8200
NATHALIA FERREIRA TEOFILO 0005225-43.2012.4.05.8200
NELSON AZEVEDO TORRES 0006701-19.2012.4.05.8200
NIEDJA PRISCILA MARQUES AZEVEDO LINS 0006701-19.2012.4.05.8200
ODILON DE LIMA FERNANDES 0002326-09.2011.4.05.8200
0005709-29.2010.4.05.8200
PAULA LOBO NASLAVSKY 0003241-44.2000.4.05.8200
PEDRO VITOR DE CARVALHO FALCAO 0004630-10.2013.4.05.8200
PROCURADORIA FEDERAL NO ESTADO DA PARAIBA 0005225-43.2012.4.05.8200
RAFAELLA BRAZ FEITOSA 0005709-29.2010.4.05.8200
RAIMUNDO LUCIANO MENEZES JUNIOR 0001067-52.2006.4.05.8200
RAPHAELA BARACUHY CUNHA DO VALE 0005709-29.2010.4.05.8200
REGINALDO MÁRCIO ALECRIM MOITINHO 0006268-15.2012.4.05.8200
RICARDO AUGUSTO ALBUQUERQUE GONÇALVES 0003241-44.2000.4.05.8200
RICARDO DE ALMEIDA FERNANDES 0001220-46.2010.4.05.8200
RINALDO MOUZALAS DE SOUZA E SILVA 0001220-46.2010.4.05.8200
ROBERTO GERMANO B CAVALCANTI JR 0006858-89.2012.4.05.8200
ROBERTO VENANCIO DA SILVA 0001814-60.2010.4.05.8200
RODOLFO ALVES SILVA 0007047-38.2010.4.05.8200
RODRIGO OLIVEIRA DOS SANTOS LIMA 0004154-40.2011.4.05.8200
SAMIA ALVES ARAUJO 0005709-29.2010.4.05.8200
SANDRA MARIA CAVALCANTI 0005709-29.2010.4.05.8200
SEM ADVOGADO 0001220-46.2010.4.05.8200
0004154-40.2011.4.05.8200
0007047-38.2010.4.05.8200
SEM PROCURADOR 0001259-38.2013.4.05.8200
0001384-40.2012.4.05.8200
0001837-69.2011.4.05.8200
0002326-09.2011.4.05.8200
0003892-90.2011.4.05.8200
0005567-25.2010.4.05.8200
0006858-89.2012.4.05.8200
0008712-55.2011.4.05.8200
SIMONNE JOVANKA NERY VAZ 0007023-20.2004.4.05.8200
SOLANGE A. RIBEIRO G. NOBREGA 0003892-90.2011.4.05.8200
SUSANA LUCIA FERNANDES 0005709-29.2010.4.05.8200
TANIA VAINSENCHER 0003241-44.2000.4.05.8200
THEREZA SHIMENA SANTOS TORRES 0006268-15.2012.4.05.8200
THIAGO FERREIRA BARACUHY DA NOBREGA 0006701-19.2012.4.05.8200
THIAGO GIULLIO DE SALES GERMOGLIO 0005225-43.2012.4.05.8200
VALBERTO ALVES DE A FILHO 0001220-46.2010.4.05.8200
VALDEMI DE SOUSA SEGUNDO 0003664-81.2012.4.05.8200
VALERIA CORNELIO DA SILVA 0007047-38.2010.4.05.8200
VENÂNCIO VIANA DE MEDEIROS NETO 0003664-81.2012.4.05.8200
VERA LUCIA PEREIRA DE ARAUJO 0001306-51.2009.4.05.8200
VICENTE JOSE SILVA NETO 0003715-29.2011.4.05.8200
VICTOR CARVALHO VEGGI 0004154-40.2011.4.05.8200
VITAL BORBA DE ARAUJO JUNIOR 0001220-46.2010.4.05.8200
VITORIA CABRAL RABAY 0003379-06.2003.4.05.8200
WALTER DANTAS BAIA 0003241-44.2000.4.05.8200
WALTER DE AGRA JUNIOR 0005225-43.2012.4.05.8200
WILSON SALES BELCHIOR 0001356-09.2011.4.05.8200
YURI PORFIRIO CASTRO DE ALBUQUERQUE 0007023-20.2004.4.05.8200
0004154-40.2011.4.05.8200 MINISTÉRIO PUBLICO FEDERAL (Adv. VICTOR CARVALHO VEGGI) x JOAO DANTAS DE LIMA E OUTRO (Adv. LUIS VICTOR DE ANDRADE UCHOA, ANTONIO B DO VALE FILHO) x EDNALDO DE SOUZA LIMA (Adv. RODRIGO OLIVEIRA DOS SANTOS LIMA) x LIMA PRODUCOES ARTISTICAS LTDA (Adv. SEM ADVOGADO)
1) Intime-se a parte autora para, querendo, apresentar impugnação às contestações (fls. 554/570), bem como a ambas as partes para, no prazo de cinco dias, especificarem as provas que pretendem produzir, indicando, com objetividade, os fatos que desejam demonstrar com cada uma delas, apresentando, inclusive, a ratificação e discriminação dos pedidos de prova, porventura, apresentados na inicial ou manifestação, sob pena de não conhecimento dos mesmos.
2) Aguarde-se resposta ao Ofício de fls. 574 até 16/11/2013, não havendo manifestação, reitere-se a solicitação.
0007047-38.2010.4.05.8200 MINISTÉRIO PUBLICO FEDERAL (Adv. RODOLFO ALVES SILVA) x FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO - FNDE (Adv. SEM PROCURADOR) x MARIA CRISTINA DA SILVA (Adv. SEM ADVOGADO) x MARIA DA PENHA MAGNA DOS SANTOS (Adv. VALERIA CORNELIO DA SILVA) x JOAQUIM CABRAL DOS SANTOS
1- Defiro a produção de prova testemunhal/depoimento pessoal requerida pelo MPF (fls.447/449).
2- Designe-se audiência na pauta da d. Juíza Substituta (após seu retorno/licença), para oitiva das testemunhas arroladas às fls. 448, em face da pauta de audiências desta Juíza Titular está tomada até o final do ano de 2013, culminado com seu afastamento para férias em janeiro do ano vindouro. Na mesma data designada, ainda serão colhidos os depoimentos pessoais das rés MARIA CRISTINA DA SILVA e MARIA DA PENHA MAGNA DIAS SANTOS.
3- Expeçam-se mandados, fazendo constar nas intimações das rés a advertência de que se presumirão confessados os fatos contra si alegados, caso não compareçam à audiência ou, comparecendo, se recusem a depor (art. 343, § 1º, do CPC).
4- No Mandado da ré, MARIA DA PENHA MAGNA, conste, ainda, intimação da mesma para apresentação, na data da audiência, do nome do inventariante do réu-falecido JOAQUIM CABRAL DOS SANTOS (cônjuge da ré), bem como das certidões de nascimento de FAGNER MAGNO CABRAL DOS SANTOS e NATALINE MAGNA CABRAL DOS SANTOS (filhos do réu) e dos nomes de eventuais herdeiros existentes. 5- Quanto as testemunhas arroladas pelo MPF, ROGÉRIO DOS SANTOS ROCHA e ADRIANO DA COSTA LIMA, CRISTIANE ANDREA FERNANDES DE OLIVEIRA e MARIA DO CARMO PESSOA (fls.449), residentes em Guarabira/PB e Jacaraú/PB, respectivamente, expeçam-se cartas precatórias para sua oitiva.
6-Defiro, ainda, o pedido de substabelecimento apresentado às fls. 453/454. À Secretaria para efetuar as correções cartorárias devidas.
7- Após a oitiva das testemunhas/depoimento pessoal, dê-se vista dos autos às partes para apresentação de suas alegações finais. Prazo de 05 (cinco) dias.
0000863-95.2012.4.05.8200 TANIA REGINA CASTELLIANO (Adv. DANIELLA RONCONI) x CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF (Adv. AURELIO HENRIQUE F. DE FIGUEIREDO, EDUARDO HENRIQUE VIDERES DE ALBUQUERQUE, FABIO ROMERO DE SOUZA RANGEL, FRANCISCO DAS CHAGAS NUNES)
Deixo de receber a apelação da parte autora em face da sua intempestividade, pois o autor foi intimado da sentença em 26/11/2013 (fls. 144), iniciando a contagem de seu prazo em 27/11/2013 e findando em 11/12/2013, enquanto que o seu recurso só foi protocolado em 12/12/2013 (fls. 145).
Certifique a Secretaria o trânsito em julgado da sentença.
Por fim, arquivem-se os autos com baixa na Distribuição.
1- Publicação;
2- Certificação de prazo;
3- Remessa ao Distribuidor.
0001384-40.2012.4.05.8200 ANTONIO MOREIRA DA SILVA (Adv. JOSE GOMES DA VEIGA PESSOA NETO, FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA, IÊNIO GOMES DA VEIGA PESSOA JÚNIOR) x INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. SEM PROCURADOR)
Recebo a apelação da parte ré (fls. 166/177) em seus efeitos devolutivo e suspensivo.
Intime-se a parte autora para contra-arrazoar o recurso interposto, no prazo legal.
Em seguida, com ou sem contrarrazões, subam os autos ao eg. TRF/5ª Região, com as cautelas legais.
I. FORMA DE CUMPRIMENTO:
1-Publicação;
2-Remessa ao TRF5ª Região.
0001837-69.2011.4.05.8200 LINO BORGES DE VASCONCELOS (Adv. JURANDIR PEREIRA DA SILVA, IVO CASTELO BRANCO PEREIRA DA SILVA, ANDRE CASTELO BRANCO PEREIRA DA SILVA) x UNIAO FEDERAL (MINISTERIO DOS TRANSPORTES) (Adv. SEM PROCURADOR)
Recebo a apelação da União (fls. 135/153) em seus efeitos devolutivo e suspensivo.
Intime-se a parte autora para contra-arrazoar o recurso interposto.
2- Remessa ao TRF5ª Região.
0005225-43.2012.4.05.8200 ADRIANA ALVES TEIXEIRA (Adv. IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA, KARINA PALOVA VILLAR MAIA) x UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA - UFPB (Adv. PROCURADORIA FEDERAL NO ESTADO DA PARAIBA) x ESCOLA TÉCNICA DE SAÚDE DA UFPB (Adv. PROCURADORIA FEDERAL NO ESTADO DA PARAIBA) x JUDITE FERNANDES MOREIRA (Adv. WALTER DE AGRA JUNIOR, JACKELINE ALVES CARTAXO, FABIOLA MARQUES MONTEIRO, ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO, THIAGO GIULLIO DE SALES GERMOGLIO, JOAO SOUZA DA SILVA JUNIOR, NATHALIA FERREIRA TEOFILO)
Autora: ADRIANA ALVES TEIXEIRA
Rés: UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB e JUDITE FERNANDES MOREIRA S E N T E N Ç A
Trata-se de ação de rito ordinário, com pedido de tutela antecipada, proposta por ADRIANA ALVES TEIXEIRA em face da UFPB, Escola Técnica de Saúde da UFPB e JUDITE FERNANDES MOREIRA, objetivando a sua nomeação e posse para o cargo de Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico da Escola Técnica de Saúde da UFPB, com pagamento das remunerações atrasadas, com juros e correções monetárias, bem como a declaração de nulidade da transferência da professora Judite Fernandes Moreira, do Campus de Cajazeiras para o de João Pessoa.
Afirma a autora que participou do concurso público para provimento do cargo de Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, área de conhecimento Ortodontia e Prótese Dentária Laboratorial, regido pelo Edital nº 28/10.
Aduz que foi aprovada em segundo lugar e que o primeiro lugar foi conquistado pelo candidato Geraldo Sávio Almeida Holanda, nomeado em agosto de 2010, utilizando o código de vaga nº 839651.
Sustenta que o prazo de validade do concurso foi prorrogado por um ano, através do Edital nº 35/11, de 02/07/2011. Dentro desse prazo de validade, tomou conhecimento do surgimento de novas vagas para o cargo de Professor da Escola Técnica de Saúde, razão pela qual, em 05/06/2012, requereu a sua nomeação, que foi indeferida sob o argumento de inexistência de vagas.
Ocorre que a vaga para a qual deveria ter sido nomeada foi destinada à redistribuição de uma professora da Escola Técnica de Cajazeiras, Campus UFCG, para o Campus de João Pessoa, através da troca do código de vagas, ou seja, a UFPB recebeu a professora Judite com a vaga por ela ocupada na UFCG e disponibilizou àquela Universidade o cargo vago para o qual a autora foi aprovada em concurso.
Argumenta que a "transferência" da professora Judite foi ilegal, por ser a mesma integrante de quadro de pessoal e área de conhecimento distintos da vaga surgida na UFPB e que, além disso, a professora não preenche os requisitos exigidos pelo Edital de regência do Concurso realizado em 2010 para provimento do cargo.
Por fim, alega que a necessidade de serviço (interesse administrativo) capaz de justificar a sua nomeação revela-se não apenas pela "aquisição" da professora Judite, como também pela contratação de professores substitutos, dentro do prazo de validade do concurso.
Juntou aos autos procuração e documentos de fls. 19/88.
Às fls. 92/94, foi proferida decisão indeferindo o pedido de tutela antecipada e determinando a citação das rés.
Inconformada, a parte autora interpôs agravo de instrumento (fls. 97/115), ao qual foi negado provimento (fls. 174/177).
A UFPB apresentou contestação (fls. 125/131), pugnando pela improcedência do pleito, sob o fundamento de que candidatos aprovados fora do número de vagas previstos no Edital não possuem direito adquirido à nomeação. Além disso, afirmou que não há vagas disponíveis no campus de João Pessoa e que a redistribuição da Professora Judite Fernandes Moreira não aconteceu.
A promovida Judite Fernandes Moreira, por sua vez, apresentou contestação às fls. 136/141, sustentando que, embora tenha solicitado redistribuição para o Campus de João Pessoa, a transferência jamais ocorreu, motivo pelo qual, até hoje, encontra-se lecionando no Campus de Cajazeiras. Juntou documentos de fls. 141/154.
Impugnação às contestações às fls. 164/169.
Às fls. 180, foi proferido despacho intimando a UFPB para, no prazo de dez dias, informar sobre a situação do código de vaga nº 0261965, o que foi atendido às fls. 182/186.
A autora, às fls. 190/191, reiterou o pedido de antecipação de tutela e, posterior procedência do pedido, voltando a afirmar que o cargo para o qual foi nomeada ainda se encontra vago.
Conforme exposto na decisão de fls. 92/94, é pacífico o entendimento de que o candidato aprovado em concurso público, fora do número de vagas previsto no Edital, tem mera expectativa de direito. Essa expectativa se transforma em direito subjetivo, caso a Administração demonstre de forma inequívoca, a existência de vaga e a necessidade de contração. Nesse sentido:
AgRg no RMS 40676/AC
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA 2013/0010253-9 Relator(a) Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES (1141) Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA Data do Julgamento 06/06/2013 Data da Publicação/Fonte DJe 11/06/2013
Ementa ADMINISTRATIVO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. PRETERIÇÃO DEMONSTRADA. CARGO VAGO. INEXISTÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO EFETIVO ENCONTRA-SE CEDIDO.
1. A jurisprudência desta Corte Superior é no sentido de que o candidato aprovado fora do número de vagas possui direito de ser nomeado, caso demonstre a existência de cargos vagos, bem como a ocorrência de efetiva preterição de seu direito, em razão da contratação de servidores temporários.
(...) 3. No presente caso, apesar de ter sido demonstrada a efetiva contratação de temporário que induziria a preterição, não houve a comprovação acerca da existência de cargo vago, uma vez que o servidor efetivo, ocupante do cargo em questão, está cedido, o que afasta a convolação da expectativa de direito do candidato, ora recorrente.
No caso em exame, a autora, aprovada em segundo lugar no concurso para provimento do cargo de Professora da Escola Técnica de Saúde da UFPB, requer nomeação, alegando que, embora o edital tenha previsto apenas uma vaga, durante o prazo de validade do certame, houve o surgimento de uma nova vaga, que não foi preenchida. Sustenta que o interesse da Administração revela-se pela contratação de professores substitutos, bem como pela redistribuição da Professora Judite Fernandes Moreira, do Campus da UFCG para o de João Pessoa.
Não há como acolher as alegações da promovente.
É certo que, durante o prazo de validade do concurso, houve o surgimento de uma vaga, em razão do falecimento de professor (fls. 184), ocorrido em 29/06/2011. Entretanto, segundo declaração da Professora Icléia Honorato da Silva Carvalho (fls. 182/185), esse cargo não pode ser preenchido, de forma imediata, nem por concurso, nem por redistribuição, sem que haja autorização do MPOG. Isso porque tal vaga pertence a uma Escola Técnica Vinculada à UFPB e não foi incluída no Banco de Professores Equivalentes, dos Decretos nºs. 7.312/10 e 7.485/11. Registrou a professora, na declaração acima mencionada, que a Escola Técnica de Saúde, no momento, não possui a necessária autorização para provimento de vagas que não estejam incluídas no referido Banco de Professores Equivalentes. Do documento, extrai-se, também, que esse foi o motivo do indeferimento do pedido de redistribuição da Professora Judite Fernandes Moreira, de Cajazeiras para João Pessoa. A fim de que se possa entender melhor o posicionamento da UFPB, no que diz respeito à falta de autorização para preenchimento do cargo vago, através da nomeação da autora, faz-se necessária uma breve explicação no tocante ao Banco de Professores Equivalentes. Através de pesquisas realizadas junto ao MEC e à UFPB constatei que, antes da edição dos Decretos nº 7.312/10 e 7.485/11, os cargos de professor universitário não poderiam ser preenchidos por discricionariedade das instituições federais de ensino, mas necessitavam de prévia autorização legal do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Assim, as universidades só poderiam dispor dos cargos de magistério, para oferecê-los em concurso público, ou utilizá-los em redistribuições/transferências, se, no ano anterior, após a inclusão daqueles cargos no orçamento previsto para o exercício financeiro seguinte, o MPOG emitisse autorização para tanto. Com o objetivo de garantir às Universidades Federais uma maior autonomia administrativa, no sentido de cumprir sua atividade-fim, foi criado o Banco de Professores Equivalentes, através dos decretos 7.312/10 e 7.485/11, que conferiram às universidades autonomia para contratar, por meio de concurso público e, dentro dos limites fixados para cada instituição, professores efetivos, substitutos e visitantes, sem depender de autorização específica dos Ministérios da Educação e Planejamento, Orçamento e Gestão. Sobre os cargos efetivamente incluídos nesse banco, os referidos decretos dispõem:
Decreto 7.312/10:
Art. 2º O banco de professor-equivalente corresponde à soma dos Professores de Educação Básica, Técnica e Tecnológica, de que trata a Lei nº 11.784, de 22 de setembro de 2008, efetivos e substitutos, lotados na instituição, calculado da seguinte forma:
I - a referência para cada professor-equivalente é o Professor de Educação Básica, Técnica e Tecnológica, Classe D3, nível 1, regime de trabalho de quarenta horas semanais e retribuição por titulação no nível de mestrado;
Decreto 7.485/11:
Art. 2o O banco de professor-equivalente corresponde à soma dos professores de 3o Grau, efetivos, visitantes e substitutos, lotados em cada universidade federal, expressa na unidade professor-equivalente, observados os seguintes parâmetros:
I - a referência para cada professor-equivalente é o Professor de 3o Grau, Classe Adjunto, nível 1, com regime de trabalho de quarenta horas semanais e titulação equivalente a doutor, que corresponde ao fator um inteiro;
A vaga para a qual a autora prestou concurso é pertencente à Escola Técnica de Saúde da UFPB e, sendo assim, os requisitos para a investidura, conforme declarou a própria demandante, na inicial, são Especialização em Ortodontia ou Especialização em Prótese Dentária e Graduação em Odontologia e Curso Técnico em Prótese Dentária. Portanto, não está incluída no Banco de Professores Equivalentes dos decretos acima transcritos, que se referem a cargos que exigem titulação de mestrado (Decreto 7.312/10) e doutorado (7.485/11).
Extrai-se do documento de fls. 153, que já existe solicitação do MEC, concernente à formação do Banco de Professores Equivalentes relativo às Escolas Técnicas das IFES, mas até o presente momento, não foram adotadas providências nesse sentido.
Dessa forma, não havendo autorização legal para preenchimento do único cargo vago no presente momento, não pode a UFPB proceder à nomeação da autora. Quanto à alegação da promovente no sentido de que a contratação de professores substitutos demonstra de forma inequívoca a existência da necessidade de serviço e, conseqüentemente, o interesse da Administração em nomear professores que se encontram na lista dos aprovados em concurso, entendo que também não procede. A contratação de professores substitutos ocorre, em caráter temporário, para suprir necessidades emergenciais (afastamento de professores por motivo de saúde, cursos de capacitação, licença-maternidade, etc) e não tem qualquer relação com a disponibilidade de vagas no quadro de professores permanentes da UFPB. Em outras palavras: os professores substitutos não ocupam as vagas do quadro permanente e, assim, a contratação deles não interfere na nomeação da autora.
Registre-se, por fim, que, conforme já mencionado (pág.6), o Edital de Regência do concurso ao qual se submeteu a promovente previa apenas uma vaga para a Área de Conhecimento Ortodontia e Prótese Dentária Laboratorial e esta vaga foi preenchida pelo candidato aprovado em primeiro lugar. Considerando que a promovente foi aprovada em segundo lugar, fora do número de vagas, não há ilegalidade por parte da UFPB em não efetuar a sua nomeação.
Ante todo o exposto, JULGO IMPROCEDENTE o pedido, resolvendo o mérito, nos termos do art. 269, I, do CPC.
Deixo de condenar a autora no pagamento das custas finais e dos honorários advocatícios, por ser a mesma beneficiária da justiça gratuita.
João Pessoa, 05 de dezembro de 2013. CRISTIANA MARIA COSTA GARCEZ
Juíza Federal Titular da 3ª Vara
Processo nº. 0005225-43.2012.4.05.8200
Juíza Federal PODER JUDICIÁRIO
Juíza Federal 0005709-29.2010.4.05.8200 MARIA CRISTINA CAVALCANTE DA COSTA (Adv. CYNTHIA MARIA MACIEL COHEN, EVANDRO JOSE BARBOSA, ANA CLÁUDIA DA NÓBREGA SIMÕES, JULIA RAMALHO SOUTO, RAFAELLA BRAZ FEITOSA, SAMIA ALVES ARAUJO, MARILIA LEAL MONTENEGRO SPINELLI, FELIPE CLEODON CORDEIRO DE MEDEIROS, ODILON DE LIMA FERNANDES, RAPHAELA BARACUHY CUNHA DO VALE, SUSANA LUCIA FERNANDES, SANDRA MARIA CAVALCANTI) x UNIÃO (Adv. SEM PROCURADOR) x DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT (Adv. SEM PROCURADOR)
Inicialmente, observo que o cancelamento da audiência designada na sede desde juízo (fls. 207) foi justificado pois a testemunha indicada pelo DNIT (fls. 183/185) José Antonio Dias Filho não foi localizada (fl. 226-V).
Prosseguindo o feito, foi expedida a carta precatória à comarca de Itabaiana/PB (fls. 264/292) através da qual realizada a audiência e oitiva da parte autora (fl. 280) e das testemunhas: Lucijane Félix De Meneses (fl. 282/283) e Viviane Maria Silva De Oliveira (fls. 290/292).
Em razão da devolução da precatória, intimem-se as partes para apresentarem razões finais, acerca da instrução realizada, no prazo de 10 (dez) dias.
2- Remessa à AGU;
3- Remessa à PGF.
0006701-19.2012.4.05.8200 ALBERTO PEDRO DE OLIVEIRA (Adv. MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA, NARRIMAN XAVIER DA COSTA, THIAGO FERREIRA BARACUHY DA NOBREGA, EMMANUELA LEILANE MARTINS NOBREGA ARAUJO DIAS, GILVAN AMORIM NAVARRO FILHO, EUTACIO BORGES DA SILVA FILHO, ALLYSON DE SOUSA LACERDA, NELSON AZEVEDO TORRES, ANA GABRIELA BARBALHO DA SILVA, CHRISTIANE HOLANDA ARANTES, JOESLANY MONIQUE DE FREITAS MELO, DESIRÉE CLARY ARAÚJO SANTOS ALVES DA COSTA, NIEDJA PRISCILA MARQUES AZEVEDO LINS) x INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. SEM PROCURADOR)
Recebo a apelação da parte ré (fls. 75/79) em seus efeitos devolutivo e suspensivo.
0007097-30.2011.4.05.8200 DIOMEDES MARTINS DA SILVA FILHO E OUTRO (Adv. MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA, NARRIMAN XAVIER DA COSTA, JOSE GEORGE COSTA NEVES, EDSON BATISTA DE SOUZA, JOÃO CARDOSO MACHADO, NELSON AZEVEDO TORRES) x DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT (Adv. SEM PROCURADOR)
Uma vez revogado o benefício da gratuidade judiciária, por ocasião da sentença (fls. 117/119), intime-se a parte autora para comprovar o preparo do recurso de apelação interposto (fls. 122/123), sob pena de deserção.
0003379-06.2003.4.05.8200 BIANOR ARRUDA DE BEZERRA NETO E OUTROS (Adv. GUSTAVO RABAY GUERRA, VITORIA CABRAL RABAY) x UNIAO (ADVOCACIA GERAL DA UNIAO) (Adv. ANDRE GUSTAVO DE SOUZA) x GERENTE REGIONAL DE ADMINISTRACAO DO MINISTERIO DA FAZENDA NA PARAIBA GRA-MF/PB
Ocorrido o trânsito em julgado dos Embargos à Execução nº 0004261-89.2008.4.05.8200 (fls. 961/967), e não atribuído efeito suspensivo ao Agravo de Instrumento nº AGTR 129512/PB, em trâmite no eg. TRF5ª Região (fls. 917/920), não há óbice ao prosseguimento da execução.
Em sendo assim, expeçam-se precatórios complementares em favor dos exequentes, deduzindo-se o percentual devido a título de PSS, inclusive o percentual não deduzido no Precatório nº 69281. Em seguida, intimem-se as partes sobre os respectivos requisitórios de pagamento.
Após, encaminhem-se os precatórios ao eg. TRF5ª Região.
1. Expedição precatório;
2. publicação;
3. Remessa à UNIÃO;
4. Remessa do precatório ao eg. TRF5ª Região.
0001306-51.2009.4.05.8200 MESSIAS DOS SANTOS RIBEIRO (Adv. ERIKA DE FATIMA SOUZA DURAND) x INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. VERA LUCIA PEREIRA DE ARAUJO)
Expeça-se RPV do valor complementar em favor do exeqüente. Sentença dos embargos transitada em julgado.
Em seguida, dê-se vista às partes quanto à expedição do requisitório de pagamento, pelo prazo de 05 (cinco) dias.
Decorrido o prazo sem pronunciamento contrário, envie-se à requisição ao TRF/5ª Região.
Por fim, aguarde-se a liquidação do requisitório.
1- Expedir RPV;
2- Remessa ao INSS;
3- Publique-se (2ª parágrafo);
4- Envio da ordem de pagamento ao TRF/5ª Região.
0003892-90.2011.4.05.8200 ADENEIDE CARVALHO DE PAULA (Adv. SOLANGE A. RIBEIRO G. NOBREGA) x UNIÃO (Adv. SEM PROCURADOR)
"... 2) Expeça-se requisitório de pagamento nos autos principais quanto ao respectivo valor incontroverso (R$ 38.013,59 - trinta e oito mil e treze reais e cinqüenta e nove centavos).
2.1) Em seguida, dê-se vista às partes da requisição de pagamento expedida na ação principal nº. 0003892-90.2011.4.05.8200, pelo prazo de 05 (cinco) dias. 2.2) Não havendo pronunciamento contrário, envie-se a requisição expedida ao TRF/5ª Região...."
0005567-25.2010.4.05.8200 VALTER SOUSA DA SILVA (Adv. MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA) x MANOEL ROBERTO SOUZA DA SILVA x INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. SEM PROCURADOR)
Corrija-se a classe dos presentes autos. Intime-se o INSS para, no prazo de 15(quinze) dias, comprovar o cumprimento da obrigação de fazer.
Confirmada a implantação do benefício, remetam-se os autos à Contadoria Judicial, conforme requerido às fl. 138-v.
Cálculos elaborados, intime-se o exequente para manifestação e/ou promover a execução, no prazo de 10(dez) dias.
0006858-89.2012.4.05.8200 CAVALCANTI COMÉRCIO DE COMBUSTÍVEIS LTDA (Adv. ROBERTO GERMANO B CAVALCANTI JR, ANA ANGELICA BEZERRA CAVALCANTI) x IMEQ-PB (INMETRO) - INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA (Adv. SEM PROCURADOR)
Recebo a apelação da parte ré (fls. 40/47) em seus efeitos devolutivo e suspensivo.
0007023-20.2004.4.05.8200 ANTONIETA GOMES RODRIGUES E OUTROS (Adv. JOSE RAMOS DA SILVA, ADEILTON HILARIO JUNIOR, YURI PORFIRIO CASTRO DE ALBUQUERQUE) x FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA (Adv. SIMONNE JOVANKA NERY VAZ)
Através da petição e documentos juntados às fls. 264/269, a Fundação Nacional de Saúde - FUNASA informa que estão sendo realizadas as avaliações de desempenho individual e institucional dos servidores da ativa, encontrando-se as avaliações institucionais no III ciclo de avaliação.
Porquanto fixados os critérios de avaliação, conforme demonstrado pela FUNASA tenho que não subsiste obrigação de fazer por parte da executada. Existe, sim, obrigação de pagar nos termos do julgado, até dezembro de 2010, data que foi publicada a portaria 1.743/2010, que instituiu os critérios específicos de avaliação de desempenho individual e institucional dos titulares dos cargos de provimento efetivo da FUNASA.
Isso posto, intime-se a parte exequente para promover a execução do julgado, no prazo de 15 (quinze) dias.
Decorrido o prazo e não havendo pedido de execução, arquivem-se os autos com baixa da distribuição, sendo ressalvado o seu desarquivamento antes de escoado o prazo prescricional.
1- Remessa à PGF/PB;
2- Publicação.
0010220-95.1995.4.05.8200 UNIAO (FAZENDA NACIONAL) (Adv. SEM PROCURADOR) x MUNICIPIO DE BREJO DO CRUZ (Adv. ANA PRISCILA ALVES DE QUEIROZ, LIDYANE PEREIRA SILVA, JAM'S DE SOUZA TEMOTEO)
Em face do cálculo do resíduo de correção monetária apurado pela Contadoria do Juízo, indefiro o pedido de arquivamento dos autos requerido pelo Município de Brejo do Cruz às fls. 725 e determino o bloqueio on-line em contas do executado.
0001356-09.2011.4.05.8200 CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF (Adv. EDUARDO HENRIQUE VIDERES DE ALBUQUERQUE) x ITAU UNIBANCO S/A (Adv. WILSON SALES BELCHIOR)
Reitere-se a intimação dirigida ao Banco Itaú, desta feita informando-lhe o valor das custas finais (R$ 125,00).
Decorrido o prazo, sem cumprimento, expeça-se mandado de penhora na boca do caixa.
1- Publicação.
0002326-09.2011.4.05.8200 UNIAO FEDERAL/FAZENDA NACIONAL (RECEITA FEDERAL) (Adv. SEM PROCURADOR) x ODILON DE LIMA FERNANDES (Adv. ODILON DE LIMA FERNANDES)
A UNIÃO às fls. 69, requereu o arquivamento deste processo por não ter interesse, no momento, na execução dos honorários advocatícios, no valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais), sem o prejuízo de requerer o desarquivamento enquanto não ocorrer a prescrição quanto a obrigação de pagar.
Esta magistrada proferiu sentença extintiva da obrigação, nos termos do inciso III do artigo 794 do CPC.
Às fls. 76 a UNIÃO ofertou embargos de declaração alegando equívoco da sentença, uma vez que não renunciou ao crédito, apenas requereu o arquivamento do processo sem prejuízo do seu desarquivamento, no prazo legal, pelo que requereu que fosse afastado o erro material integrando à sentença o pedido formulado às fls. 69.
Colacionou aos autos jurisprudência do STJ no sentido de que há possibilidade de tornar sem efeito a decisão baseada em premissa equivocada (fls.78/79).
Este juízo não acolheu os embargos de declaração por entender que novo julgamento faria com que esta magistrada decidisse de forma diversa o que não seria possível nos termos do artigo 463 do CPC.
Novos embargos de declaração da UNIÃO requerendo reconsideração da decisão, uma vez fundamentada em premissa equivocada.
Analisando os fundamentos opostos nos embargos de declaração, quanto ao fato de que a UNIÃO não renunciou ao crédito exeqüendo, e, sim requereu o arquivamento do processo sem prejuízo do seu desarquivamento, ressalvado a prescrição qüinqüenal, verifico que razão lhe assiste.
A sentença proferida às fls. 70 partiu de premissa equivocada, considerando que a UNIÃO não renunciou ao crédito ao requerer o arquivamento deste processo.
Assim, visando assegurar a justiça das decisões judiciais, sem, no entanto, sacrificar a segurança jurídica, acolho os embargos de declaração, concedendo-lhes efeitos infringentes e determino o arquivamento do processo, ressalvado o seu desarquivamento no prazo da prescrição qüinqüenal.
Após o trânsito em julgado, baixa e arquivamento destes autos. P.R.I.
0003241-44.2000.4.05.8200 ALDECYR DE ARAUJO GOMES (Adv. ANA RITA FERREIRA NOBREGA CABRAL, LUIS FILIPE BRAGA, WALTER DANTAS BAIA, JOAO BOSCO BRITO DA LUZ, ANDRE SETTE CARNEIRO DE MORAIS, EDSON DUARTE COELHO, ARNAUD MAIA DOS SANTOS JUNIOR) x SASSE - COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS GERAIS (Adv. JOAQUIM PEREIRA DE MENDONCA, IVAN PEREIRA DA COSTA JUNIOR, PAULA LOBO NASLAVSKY, CARLA ROMEIRO ASFORA, FERNANDA ANTONIA DE BRITO BARBOSA, HOMERO DO RÊGO BARROS JÚNIOR, ANDRÉ LUIZ LAMKOWSKI, CHRISTIANNE GOMES DA ROCHA, INGRID GADELHA DE ANDRADE, CARLOS ANTONIO HARTEN FILHO, EDUARDO JOSE DE SOUZA LIMA FORNELLOS, FLAVIO DE QUEIROZ B CAVALCANTI, BRUNO NOVAES DE BEZERRA CAVALCANTI, MANUELA MOTTA MOURA, TANIA VAINSENCHER, BRUNO ALEX CARDOSO MONTEIRO, CAROL DE ALMEIDA LIMA, DIEGO DE SOUZA AUGUSTO, EVANDRO DE SOUZA NEVES NETO, LEILANE SOARES DE LIMA, MILENA NEVES AUGUSTO, RICARDO AUGUSTO ALBUQUERQUE GONÇALVES) x CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF (Adv. MARCOS CALUMBI NOBREGA DIAS)
1. Corrija-se a classe dos presentes autos nos termos da Resolução 441/2005, art. 16, do CJF (classe 29 para 229), fazendo constar o autor como exequente e a Caixa Econômica Federal - CEF como executada.
2. Intime-se a parte autora/exequente (ALDECYR DE ARAÚJO GOMES) para informar se a Caixa Econômica Federal - CEF cumpriu a obrigação de fazer (exclusão da CES, a partir da primeira prestação, devendo a CAIXA efetuar a compensação dos valores pagos a maior com os valores correspondentes às prestações futuras).
3. Em caso de não cumprimento da obrigação de fazer, cientifique-se o executado para comprovar o adimplemento desta no prazo de 30 (trinta) dias
4. Não havendo pronunciamento da parte exequente, intime-se a Caixa Econômica Federal - CEF e a SASSE - Companhia Nacional de Seguros Gerais, para requererem o cumprimento da sentença no tocante a execução da verba honorária sucumbencial fixada às fls. 333.
1- Correções Cartorárias;
2- Publicação (item 2);
3- Sem cumprimento da obrigação, remessa a CAIXA (cumprir o item 3)
4- Sem pronunciamento da autora, publicação do item 4 supra.
0003715-29.2011.4.05.8200 TEREZA CRISTINA PINHEIRO CORREA (Adv. VICENTE JOSE SILVA NETO, ELAINE ISABEL LOPES DE PONTES, NATALIA MARIA PORTO CORDEIRO) x CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF (Adv. AURELIO HENRIQUE F. DE FIGUEIREDO)
Corrija-se a classe dos presentes autos.
Intime-se a parte exequente para, no prazo de 15(dez) dias, promover a obrigação de pagar, sob pena de arquivamento.
0006753-83.2010.4.05.8200 ROBSON VICENTE DA SILVA, REPR. POR, MARIA DA GUIA VICENTE DA SILVA (Adv. MARCOS ANTONIO INACIO DA SILVA) x INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. SEM PROCURADOR)
Recebo a apelação do INSS (fls. 166/169) apenas no efeito devolutivo, em razão da tutela deferida na sentença (fls. 155/158). Intime-se a parte autora para contra-arrazoar o recurso interposto, bem como para se manifestar acerca do cumprimento da obrigação de fazer.
Em seguida, remetam-se os autos ao MPF.
Por fim, com ou sem contrarrazões, subam os autos ao eg. TRF/5ª Região, com as cautelas legais.
2- Remessa ao MPF;
3- Remessa ao TRF5ª Região.
0012701-79.2005.4.05.8200 HERBERT DE CASTRO ALMEIDA (Adv. RINALDO MOUZALAS DE SOUZA E SILVA, VITAL BORBA DE ARAUJO JUNIOR, DENIS LELLIS MONTEIRO RESENDE, VALBERTO ALVES DE A FILHO, ALEXANDER THYAGO GONÇALVES NUNES DE CASTRO) x CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF (Adv. ISAAC MARQUES CATÃO, THEREZA SHIMENA SANTOS TORRES, FRANCISCO XAVIER DE ANDRADE FILHO, JOSE GUILHERME MARQUES JUNIOR, LEILA REGINA DE BRITO ANDRADE)
Cuida-se de execução por título judicial movida por HERBERT DE CASTRO ALMEIDA em face da CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF. Regularmente processado o feito, a executada foi intimada para efetuar o pagamento da quantia de R$ 3.310,08 ( três mil, trezentos e dez reais e oito centavos), nos termos do art. 475-J do CPC. Às fls. 1775/176, a CAIXA informa sobre o pagamento do valor da condenação e requer a extinção da execução. O exequente, por sua vez, solicitou a liberação do valor depositado por meio de alvará e o arquivamento dos autos (fls. 183).
Do exposto, em face do integral cumprimento da obrigação, declaro, por sentença, extinta a presente execução e o faço com arrimo no art. 794, I, do CPC, para surtir seus jurídicos e legais efeitos.
Após o escoamento do prazo recursal, expeça-se alvará em favor do exequente.
Por fim, dê-se baixa e arquivem os autos, haja vista que a autora se encontra amparada pelo benefício da gratuidade judiciária, estando, pois, suspensa a execução da verba honorária em face da mesma.
0003664-81.2012.4.05.8200 INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA (Adv. VALDEMI DE SOUSA SEGUNDO) x PECUÁRIA MOGEIRO S/A - PEMSA (Adv. VENÂNCIO VIANA DE MEDEIROS NETO)
Na petição (fls. 510/511), o Ministério Público Federal, manifestando-se acerca dos esclarecimentos prestados pelo perito oficial a pedido do INCRA, requer outros esclarecimentos quanto aos valores apontados pelas pesquisas, realizadas em épocas diferentes, uma vez que o laudo apresentado pelo INCRA levou em consideração valores de dezembro/2010 enquanto o valor apresentado pelo perito judicial foi considerado em março/2013, além de ser possível verificar indícios de supervalorização nos cálculos apresentados pelo expert.
Considerando mais este pedido de esclarecimentos ao perito oficial designo o dia 26/02/2014, às 14:30 horas para realização dos esclarecimentos em audiência, oportunidade em que apreciarei o pedido de levantamento de 50% dos honorários periciais formulado na petição retro.
Intimem-se as partes, o perito oficial e o MPF.
0001220-46.2010.4.05.8200 REGINALDO DO NASCIMENTO SILVA (Adv. DANIEL SAMPAIO DE AZEVEDO, RINALDO MOUZALAS DE SOUZA E SILVA, VALBERTO ALVES DE A FILHO, VITAL BORBA DE ARAUJO JUNIOR, RICARDO DE ALMEIDA FERNANDES, AMANDA LUNA TORRES, DANIEL COSTA GOMES) x EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS - ECT (Adv. SEM ADVOGADO, LUIZ MONTEIRO VARAS)
Autor: REGINALDO DO NASCIMENTO SILVA
Ré: EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS (ECT)
REGINALDO DO NASCIMENTO SILVA propõe ação de rito ordinário em face da EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS (ECT), objetivando:
a) nomeação e posse no cargo de Carteiro I, Microrregião 09, Base João Pessoa/PB;
b) pagamento das verbas remuneratórias devidas a partir da data na qual deveria ter sido empossado;
c) obtenção de promoções (pessoal, remuneratória etc.) e adicional remuneratório (gratificações, adicionais etc.), considerada a data em que deveria ter sido empossado no cargo;
d) recolhimento das contribuições previdenciárias devidas, em função da data na qual deveria ter sido empossado.
- submeteu-se ao concurso público para provimento do cargo de Carteiro I, Microrregião 09 (João Pessoa/PB), da ECT, tendo sido classificada em todas as etapas do certame;
- ocorre que, quando do exame médico, realizado aos 14.10.2009 pela Dra. Almicélia de Alcântara César, foi declarado INAPTO, conforme Atestado de Saúde Ocupacional, nos termos do item 20.1 do Edital nº 498/2007, a despeito de não possuir qualquer deficiência que o impeça à assunção do cargo, conforme atestados médicos em anexo.
Pleiteou liminarmente a reserva de vaga e requereu justiça gratuita.
Os autos foram distribuídos por dependência a esta 3ª Vara/PB, dada a anterior tramitação do MS nº 0000119-71.2010.4.05.8200, cuja inicial foi indeferida e denegada a segurança.
Despacho às fls. 38 postergando a apreciação do pedido antecipatório para momento posterior à contestação (fls. 38).
A ECT oferta contestação, contra-argumentando que (fls. 41/53):
- foram constatadas patologias degenerativas no autor que lhe trariam danos caso exercitasse a profissão de carteiro;
- o autor é portador de patologia da coluna vertebral que compromete uma postura correta;
- os critérios utilizados para a eliminação do candidato encontram respaldo não somente no Edital nº 498/2007, item 20.9, mas também no Manual do Pessoal da ECT (MANPES).
Justiça gratuita deferida (fls. 110v). Pedido antecipatório indeferido (decisão de fls. 110/111).
Petitório do autor às fls. 114 requerendo agilidade do processo, realização de perícia médico-judicial e de medida liminar caso comprovada sua capacidade laboral.
Despacho às fls. 116 designando data para perícia, que não se realizou por não ter sido encontrado o autor no endereço fornecido, diante do que seus advogados requerem concessão de prazo para que possam indicar um outro. Deferimento às fls. 130. Apresentação do novo endereço (fls. 132). Novamente, a perícia não foi realizada (fls. 164), pois o autor não foi encontrado no endereço fornecido (fls. 154).
Novo endereço do autor anexado às fls. 168, com justificativas às fls. 172. Designação de perícia (fls. 174). Quesitos da ré (fls. 183). A perícia não se realiza, por mudança de endereço do perito. Designação de outra data (fls. 205).
Apresentação do laudo pericial às fls. 219/224. Manifestação do autor (fls. 229/230). Pronunciamento da ECT (fls. 234/235).
Discute-se nesta demanda sobre a aptidão de candidato para o exercício das atividades de Carteiro.
O autor prestou concurso para o cargo de Carteiro I, Microrregião João Pessoa, para formação de Cadastro de Reserva.
Sucede que, na ocasião dos exames médicos, a parte ré, por meio da Dra. Almicélia de Alcântara César, declarou-o INAPTO para o exercício da profissão, emitindo-lhe o respectivo ASO aos 14.10.2009.
Consoante laudo médico ocupacional juntado pela ECT (fls. 57/58), o autor é portador de patologia da coluna vertebral que compromete a postura correta (osteofitos marginais anteriores nos corpos vertebrais de C5 e C6 + calcificação parcial do ligamento anterior em C5/C6 + retificação da lordose cervical fisiológica + escoliose dorsal convexa à direita).
Essa doença - diz o laudo - foi comprovada por raio X e laudo radiológico, com resultado de artrose cervical associada a osteófitos e calcificação do respectivo espaço discal (C5/C6), e que se trata de patologia degenerativa da coluna, conhecida por espondiloartrose cervical, não se tratando deficiência.
Já o atestado médico juntado pelo autor, subscrito pelo médico ortopedista Dr. Jânio D. Gualberto, fls. 20, afirma que essas alterações ósseas, pertinentes à idade, não o impedem de exercer qualquer trabalho.
Respeitante ao médico perito judicial (fls. 219/222), afirma que o autor é portador de espondiloartrose cervical, doença que provoca limitações para o exercício habitual do trabalho, e que, embora no momento não apresente sintomas clínicos decorrentes da patologia, pode vir a se tornar sintomático se houver trauma ou esforço físico.
Vejamos o que fala o Edital nº 498/2007, pertinente às particularidades da atividade de carteiro (fls. 87):
3.3.4. Particularidades do cargo: a atividade de Carteiro compreende o trabalho interno de organização de correspondências e de encomendas e o trabalho externo de distribuição domiciliária dos mesmos. O Carteiro realiza o percurso para entrega de correspondências e de encomendas normalmente a pé e/ou de bicicleta, percorrendo no mínimo 7 km/dia, carregando uma bolsa contendo até 10 quilos para os do sexo masculino e 8 quilos para os do sexo feminino, sob condições climáticas variadas (calor, frio, sol, chuva).
E o item que trata das inaptidões (fls. 101):
20.9. Serão considerados inaptos os candidatos para o cargo de Carteiro I, submetidos à avaliação pré-admissional que estiverem, dentre outras, em uma das seguintes situações e que o comprometimento seja incompatível com as atribuições do cargo o qual estiver concorrendo:
Ortopedia e Reumatologia: ... patologias degenerativas ...
Ora, considerando que a atividade de carteiro exige, diuturnamente, caminhadas acrescidas de sobrepeso (bolsa com correspondências) (vide edital, fls. 87); e tendo em vista que o autor é portador dessa patologia, de natureza limitativa para o trabalho que requeira esforço físico, de acordo com a confirmação do laudo judicial, é inegável que não possui condições de atender às exigências do cargo, diante do que a declaração de inaptidão que lhe foi emitida, emanada da ECT, foi correta, não devendo ser desconstituída.
ISSO POSTO, julgo IMPROCEDENTE o pedido, resolvendo o mérito da causa, nos termos do art. 269, I, do CPC.
Deixo de condenar o autor em custas e honorários de advogado, por ser beneficiário da justiça gratuita.
João Pessoa, 16 de dezembro de 2013.
CRISTIANE MENDONÇA LAGE
Substituta da 3ª Vara
0001814-60.2010.4.05.8200 JOSELIA LIMA DO NASCIMENTO SILVA E OUTRO (Adv. ROBERTO VENANCIO DA SILVA) x CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF (Adv. AURELIO HENRIQUE F. DE FIGUEIREDO)
Autores: JOSÉLIA LIMA DO NASCIMENTO SILVA e LUCIVALDO DO NASCIMENTO SILVA
Ré: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CAIXA)
Trata-se de ação de rito ordinário proposta por JOSÉLIA LIMA DO NASCIMENTO SILVA e LUCIVALDO DO NASCIMENTO SILVA em face da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CAIXA), objetivando declaração de nulidade de arrematação/adjudicação de imóvel financiado junto ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
Alegam que o imóvel foi levado a segundo público leilão de acordo com o Decreto-Lei 70/66, porém, esse ato é nulo por não se acomodar à Constituição, pois fere o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e o princípio do juiz natural.
Aduzem que não foram intimados pessoalmente para purgar a mora, e nem foram intimados para os leilões.
Afirmam que a atitude da parte ré de autorizar a divulgação do leilão incluindo os nomes dos devedores caracteriza afronta ao Estado de Direito, ao Regime Democrático e ao Poder Judiciário.
Requereram justiça gratuita, tutela antecipatória de mérito e a declaração de nulidade da arrematação/adjudicação do bem.
Às fls. 45/46 foi exarada decisão cautelar para que a CAIXA se abstivesse de aperfeiçoar a adjudicação/arrematação do bem até ulterior pronunciamento. Outrossim foi determinado que os autores emendassem a inicial para elencar a causa de pedir.
Emenda à inicial às fls. 52/58, asseverando os autores que:
- a CAIXA promoveu de forma ilegal e unilateral o processo de execução extrajudicial do bem, utilizando-se do Decreto-Lei 70/66, não recepcionado pela Constituição Federal;
- não foram intimados pessoalmente para compor o procedimento extrajudicial instituído pelo Decreto-Lei 70/66, cujo leilão foi marcado para o dia 16.03.2010.
Pela CAIXA, juntada de cópia do procedimento de execução extrajudicial (fls. 65/100).
Decisão às fls. 102/103 reexaminando o pleito liminar, após a apresentação de cópias do procedimento de execução extrajudicial, assim como deferindo a emenda à inicial e concedendo parcialmente o pedido de tutela antecipada para conceder aos autores prazo de 20 (vinte) dias para purgação da mora.
Contestação da CAIXA às fls. 109/115, contra-argumentando que:
- não é parte legítima para responder à demanda, senão a EMGEA;
- o Decreto-Lei 70/66 foi recepcionado pela Constituição Federal/88;
- foi em virtude do considerável e contumaz inadimplemento da parte autora que se promoveu a execução extrajudicial da dívida;
- não houve irregularidade no processo de execução extrajudicial, as tentativas de notificações pessoais ocorreram, mas os mutuários não foram encontrados, motivo por que foram expedidos editais.
Sem impugnação à contestação (fls. 143).
Sem provas a produzir pela CAIXA (fls. 142).
Despacho às fls. 145 determinando a intimação pessoal dos autores do teor da decisão concessiva de prazo para purgação da mora, sendo que, após várias correspondências infrutíferas, um dos autores recebeu a intimação acerca do teor da liminar (fls. 177 e 179).
Na decisão de fls. 182/185 foi deferida a gratuidade judiciária aos autores, rejeitada a preliminar de ilegitimidade passiva da CAIXA e ordenada a intimação dessa empresa pública para dizer se houve o pagamento do débito pelos autores. Em resposta, assegurou a ré que não ocorreu o pagamento (fls. 192), encontrando-se os mutuários inadimplentes.
Foi concedida vista aos autores para se manifestar sobre o petitório e documentos apresentados pela CAIXA (fls. 211), porém, nada disseram (fls. 213).
Refere-se a presente lide à nulidade de procedimento de execução extrajudicial de hipoteca vinculada a financiamento concedido com recursos do SFH, ao argumento de que não ocorreu a necessária intimação pessoal, tanto para purgar a mora, quanto para os leilões.
Sustentam também a inconstitucionalidade do Decreto-Lei 70/66.
Constata-se que os demandantes deixaram de adimplir as prestações do mútuo habitacional, tornando-se inadimplentes. Ato seguinte, como não foi pago o débito, o imóvel foi a leilão segundo o rito do Decreto-Lei 70/66.
A execução da hipoteca pelo rito do Decreto-Lei está prevista na cláusula 28ª do contrato (fls. 39), sendo faculdade do credor escolher este ou o procedimento previsto no CPC, ou, ainda o da Lei 5.741/71.
A execução extrajudicial disciplinada pelo Decreto-Lei 70/66 constitui procedimento legítimo, cuja constitucionalidade há muito foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, verbis:
EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL - DECRETO-LEI Nº 70/66 - CONSTITUCIONALIDADE.
Compatibilidade do aludido diploma legal com a Carta da República, posto que, além de prever uma fase de controle judicial, conquanto a posteriori, da venda do imóvel objeto da garantia pelo agente fiduciário, não impede que eventual ilegalidade perpetrada no curso do procedimento seja reprimida, de logo, pelos meios processuais adequados.
(RE nº 223.075-1/DF, rel. Min. Ilmar Galvão, DJU 06.12.98)
Entendo, em consonância com a Excelsa Corte, que o procedimento de execução extrajudicial se mostra compatível com a atual Constituição, não representando qualquer ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, como também do contraditório e da ampla defesa, da inafastabilidade da apreciação judiciária, do monopólio estatal da jurisdição e do juízo natural. Acerca das notificações para a purgação do débito, melhor analisando a documentação, constato que se encontram regulares.
Às fls. 76/80 verifica-se que aos mutuários foram expedidos os comunicados de execução extrajudicial da hipoteca e de purgação do débito por intermédio do Cartório de Títulos e Documentos.
Sucede que não se encontravam no endereço do imóvel que adquiriram para moradia, tendo se mudado para local desconhecido. Foram então expedidos os editais de notificação (fls. 81/83).
Ora, se os mutuários não podem alegar em seu favor nulidade para a qual concorreram, não podem argumentar a ausência de notificação por mudança de endereço, máxime quando se sabe que o imóvel que adquiriram teve por fim sua moradia e que qualquer correspondência que dissesse respeito ao contrato seria dirigida para o endereço do imóvel mutuado.
Pois bem, apesar das notificações aos devedores para purgarem o débito, não houve qualquer iniciativa nesse sentido, diante do que o procedimento de execução extrajudicial tomou o seu curso com as intimações para os leilões, que também foram expedidas para o endereço do imóvel hipotecado, fls. 84/88, mas quem as recebeu foi a "gaveteira" Rallyne Rodrigues de Castro.
Prosseguindo com a execução da hipoteca, foram expedidos os editais de leilão (fls. 89/100), tanto para conhecimento do ato, como para intimação dos mutuários. Foram 12 (doze) publicações no jornal "Correio da Paraíba", nada obstante tudo isso, os mutuários não decidiram pagar o que deviam.
Mesmo depois de findo o procedimento de execução extrajudicial, tiveram os autores a chance de, por força de tutela antecipatória (fls. 102/103), saldar o débito e resgatar o bem, todavia, continuaram inadimplentes, situação que na qual se encontram desde abril/1999 até os dias atuais (fls. 192/210).
Observa-se que o intento dos demandantes não se casa com a vontade de regularizar sua situação de inadimplência, mas de possuírem um imóvel sem o pagamento da contraprestação a que se obrigaram e sem observar cláusula contratual que não permite a transferência da posse para terceiro estranho ao financiamento entabulado (gaveteira - vide cláusula 27ª, fls. 38), sem a anuência da mutante e ferindo o próprio contrato e a legislação que norteia o Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
Nesses termos, o Judiciário não chancela sua causa, merecendo rejeição.
ISSO POSTO, julgo IMPROCEDENTE o pedido, resolvendo o mérito da causa, nos termos do art. 269, I, do CPC. Revogo a decisão (fls. 45/46) que obstou o aperfeiçoamento do ato de adjudicação/arrematação. Sem condenação em honorários e em custas processuais, por serem os autores sucumbentes beneficiários da justiça gratuita.
João Pessoa, 12 de dezembro de 2013.
SEÇÃO DA PARAÍBA
PODER JUDICIÁRIO - JUSTIÇA FEDERAL DE 1º GRAU - SEÇÃO JUDICIÁRIA DA PARAÍBA - 3ª VARA
Processo nº 0001814-60.2010.4.05.8200
Cristiane Mendonça Lage Juíza Federal Substituta
0004630-10.2013.4.05.8200 INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. PEDRO VITOR DE CARVALHO FALCAO) x MARIA APARECIDA CANDIDO DA SILVA (Adv. JURANDIR PEREIRA DA SILVA, IVO CASTELO BRANCO PEREIRA DA SILVA)
1-Dê-se vista à parte embargada para impugnar os embargos e, sem prejuízo, dê-se vista às partes para se pronunciarem sobre a informação e cálculos da Assessoria Contábil às fls. 53/60.
2-Em seguida, venham-me conclusos para sentença.
0001067-52.2006.4.05.8200 MUNICIPIO DE PILOEZINHOS (Adv. ANAXIMANDRO DE ALBUQUERQUE SIQUEIRA SOUSA) x UNIAO (FAZENDA NACIONAL) (Adv. RAIMUNDO LUCIANO MENEZES JUNIOR)
1. Considerando o pedido de execução proposto, às fls. 416/457, pelo Município de Pillõezinhos, cite-se a União (Fazenda Nacional) nos moldes do art. 730 do CPC, quanto ao valor de R$ 144.865,02 (quatrocentos e oitenta e cinco reais e dois centavos)
2. No tocante ao pedido de execução dos honorários sucumbenciais, no valor de R$ 14.486,50 (catorze mil, quatrocentos e oitenta e seis mil e cinquenta centavos), indefiro o requerimento, uma vez que o advogado subscritor do pedido de execução ANAXIMANDRO A. SIQUEIRA DE SOUZA é parte ilegítima para propor a execução dos aludidos honorários, pois somente passou a atuar no processo na fase de execução, enquanto que esses honorários visam remunerar o advogado que atuou na fase de conhecimento, como bem ficou registrado na decisão proferida às fls. 390/393.
FORMA DE CUMPRIMENTO 1- Publicação;
2- Remessa à PFN para fins de citação.
0002508-44.2001.4.05.8200 MARIA APARECIDA CANDIDO DA SILVA (Adv. JURANDIR PEREIRA DA SILVA, IVO CASTELO BRANCO PEREIRA DA SILVA) x INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. MARCIO PIQUET DA CRUZ) x UNIÃO
Defiro o pedido de devolução de prazo requerido pelo exequente às fls. 384.
0008712-55.2011.4.05.8200 GENÁRIO MEDEIROS DE VASCONCELOS E OUTROS (Adv. JANDUIR CARNEIRO DE BARROS) x MARIA DA GLORIA SILVA (Adv. DIEGO DE SOUSA ALVES) x GENESIO DIAS DE VASCONCELOS x DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS - DNOCS (Adv. SEM PROCURADOR)
Recebo a apelação do DNOCS (fls. 160/165) em seus efeitos devolutivo e suspensivo.
0009464-42.2002.4.05.8200 JOSE RODRIGUES LOPES E OUTROS (Adv. IVANA LUDMILLA VILLAR MAIA, KARINA PALOVA VILLAR MAIA) x FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE - FUNASA (Adv. JOSE HAILTON DE OLIVEIRA LISBOA)
Trata-se de embargos de declaração opostos por JOSE RODRIGUES LOPES e OUTROS, à decisão de fls. 1063/1063v, que determinou o bloqueio dos precatórios expedidos ao TRF5ª Região.
Alegam os embargantes que foi expedido precatório da parte incontroversa no valor de R$ 1.345.801,73 (hum milhão, trezentos e quarenta e cinco mil, oitocentos e um reais e setenta e três centavos, em face do reconhecimento pela FUNASA conforme se verifica às fls. 236/256.
Expõem que o pedido de expedição de precatório da parte incontroversa foi deferido por este juízo às fls. 996/996 v, e que pós a expedição e envio dos precatórios ao TRF5ª Região, a FUNASA levantou questões impeditivas ao pagamento imediato da parte incontroversa, argumentando que o valor da execução está sendo discutido em sede de embargos à execução, inclusive com recurso de apelação interposto pela Embargante, tornando-se temerário o processamento e pagamento de precatórios.
Aduz os Embargantes que este juízo acolheu o pedido da FUNASA determinando que fosse efetuado bloqueio dos precatórios, sem que, previamente tivessem sido intimados para se manifestar sobre as argüições levantadas pela FUNASA às fls. 1042/1053.
Ressalta, por fim, que o processo vem perdurando por mais de 11 (onze) anos, e que só 04 (quatro) anos se referem ao cumprimento da obrigação de fazer.
Assim, afirmam que as alegações da FUNASA devem ser afastadas por terem sido veiculadas sem suporte legal e jurisprudencial, além de intempestivas, a culminar em danos ao erário, uma vez que quanto mais demora no pagamento mais serão os acréscimos de juros e correção monetária sobre a divida exeqüenda. DECIDO
Inicialmente, recebo o recurso, uma vez que interposto no prazo legal.
Apontam os Embargantes que há contradição entre a decisão proferida às fls. 1063/1063 v, e a sentença de mérito, transitada em julgado, ao acolher os argumentos da FUNASA quanto a prescrição do fundo de direito das parcelas devidas aos embargados, argüida em sede de recurso de apelação à sentença, proferida nos embargos à execução nº. 0003016-04.2012.4.05.8200, em que figuram como partes na qualidade de embargante a UNIÃO e de parte embargada JOSE RODRIGUES LOPES e OUTROS.
O art. 535 do CPC, ao prever as hipóteses que rendem ensejo à interposição de embargos de declaração, prescreve, em seus incisos, in verbis:
Logo, a dicção do art. 535 do CPC é bastante clara quando diz que os embargos declaratórios são cabíveis para sanar obscuridade, contradição ou omissão que poderiam impossibilitar a interposição de recursos contra a decisão vergastada.
Haverá contradição na decisão quando as asserções contidas são inconciliáveis; obscura, quando a decisão não houver clareza suficiente para que não deixe dúvidas quanto ao ponto específico, ou seja, a obscuridade pode ser interpretada em virtude de uma manifestação confusa do magistrado; omissa, quando ausente pronunciamento judicial sobre aspectos levantados pelas partes. Em vista disto, não enxergo a presença de nenhum dos vícios apontados.
Ao contrário, verifico que a parte embargante está utilizando os embargos de declaração como meio de rediscutir a decisão de fls. 1063/1063v, e, neste caso pretendem os Embargantes transmudar o instrumento de integração da referida decisão em sucedâneo de recurso, possibilitando, acaso tal acontecesse, o reexame da causa que já foi definida por este juízo.
Por tais fundamentos, mantenho a decisão de bloqueio dos precatórios, da parte incontroversa, pelo que conheço dos embargos de declaração e no mérito rejeito-os.
0006268-15.2012.4.05.8200 JOSÉ LIMEIRA DE FIGUEIREDO (Adv. ANA PATRICIA RAMALHO DE FIGUEIREDO) x BANCO BRADESCO S.A. (Adv. ANA CLAUDIA CABRAL SPARAPANI, ADRIANA CORREIA DE OLIVEIRA, WILSON SALES BELCHIOR, MIGUEL VICTOR DE SA CORDEIRO ALMEIDA, REGINALDO MÁRCIO ALECRIM MOITINHO, FABIOLA FREITAS E SOUZA) x CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF (Adv. AURELIO HENRIQUE F. DE FIGUEIREDO, EDUARDO HENRIQUE VIDERES DE ALBUQUERQUE, FABIO ROMERO DE SOUZA RANGEL, FRANCISCO DAS CHAGAS NUNES, FRANCISCO EDWARD AGUIAR NETO, ISAAC MARQUES CATÃO, JAIME MARTINS PEREIRA JUNIOR, JOSE TADEU ALCOFORADO CATAO, LEOPOLDO VIANA BATISTA JUNIOR, LUCIANA GURGEL DE AMORIM, MAGDIEL JEUS GOMES ARAUJO, THEREZA SHIMENA SANTOS TORRES)
BANCO BRADESCO S/A., ao tempo em que foi intimado para cumprir a obrigação de fazer quanto a liberação do imóvel objeto do litígio, requer a nulidade da publicação da sentença por não constar o nome do advogado Wilson Sales Belchior, na publicação da sentença, conforme se verifica às fls. 154.
Aduz que, por ocasião da contestação requereu que todas as intimações e demais atos processuais fossem realizados em seu nome. (fls. 36).
Comprovação de interposição de Agravo de Instrumento com referência ao despacho deste juízo que determinou o cumprimento da sentença no prazo de 48 horas, no que diz respeito à baixa da hipoteca do imóvel.
Movimentação processual do TRF5ª Região informando que o referido Agravo se encontra na Divisão da 3ª Turma.
Comprovação de depósito da verba sucumbencial pela CAIXA, fls. 196.
Pedido da advogada da parte autora para liberar o valor depositado a título de honorários sucumbenciais.
BANCO BRADESCO S/A requer a abertura de novo prazo para recurso de apelação alegando que não houve intimação da sentença ao advogado constituído Wilson Sales Belchior.
Verifico que o BANCO BRADESCO S/A outorgou poderes ao advogado Wilson Sales Belchior e ANASTÁCIO JORGE MATOS DE SOUSA.
Posteriormente, os advogados acima mencionados substabeleceram os poderes, com reservas, a eles conferidos para a advogada Ana Claudia Cabral Sparapani e outros, conforme consta às fls. 55.
Analisando o primeiro Ato de Publicação da Sentença (fls.154) constato que o BANCO BRADESCO S/A deixou de ser intimado, uma vez que não constou nenhum dos advogados com poderes constituídos para defender a Instituição Financeira nos presentes autos.
Assim, a Secretaria deste juízo ao verificar a falha na intimação certificou nos autos e enviou o processo para intimação do Banco Bradesco S/A na pessoa da advogada Ana Claudia Sparapani (fls. 157/158).
Analisando a petição de fls. 36, verifica-se que o advogado Wilson Sales Belchior requereu que todas as intimações fossem realizadas em seu nome.
Assim, a republicação do ato judicial (sentença) pela Secretaria deveria ter observado a inclusão do nome de Wilson Sales Belchior, vez que expressamente solicitou que assim fosse feito, com a finalidade de evitar possíveis nulidades de atos processuais. Nesse oriente é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça:
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. PLURALIDADE DE ADVOGADOS. INTIMAÇÃO DA DECISÃO EM NOME DE APENAS UM DELES. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE PEDIDO EXPRESSO. 1. "A intimação realizada em nome de um dos advogados constituídos nos autos pela parte, e desde que não haja pedido expresso de intimação exclusiva em nome de qualquer outro, é suficiente para a eficácia do ato" (AgRg no AG nº 578962/RJ, Corte Especial, DJ 24/03/2006) (Precedentes do S.T.J.: AgRg no Ag 847.725/DF, DJ de 14.05.2007; AgRg no AgRg no REsp 505.885/PR, DJ de 11.04.2007; REsp 900.818/RS, DJ de 02.03.2007; AgRg no REsp 801.614/SP, DJ de 20.11.2006; HC 44.206/ES, DJ de 09.10.2006; AgRg no AgRg no REsp 617.850/SP, DJ de 02.10.2006; RMS 16.737/RJ, DJ de 25.02.2004. 2. Os embargos de divergência revelam-se inadmissíveis quando opostos contra acórdão que decidiu em consonância com a Corte Especial, como in casu, no julgamento do ERESP n.º 900.818/RS, verbis: EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO SEIS MESES APÓS A PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. NULIDADE DA INTIMAÇÃO. PLURALIDADE DE ADVOGADOS. REQUERIMENTO PARA QUE AS INTIMAÇÕES FOSSEM EFETUADAS "TAMBÉM" EM NOME DO SUBSTABELECIDO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO REALIZADA EM NOME DE UM DOS OUTROS PATRONOS. NULIDADE RECONHECIDA. 1. No caso dos autos, houve substabelecimento, com reserva de poderes, com solicitação expressa para que as intimações fossem expedidas "também" em nome do Advogado substabelecido. Logo, na publicação deveria constar, pelo menos, o nome deste. Nada impediria que na publicação constasse, além do nome daquele patrono substabelecido, o de qualquer dos outros. O que não poderia acontecer era deixar de fora, justamente, o daquele que peticionou com solicitação expressa no sentido da providência não atendida. 2. Na esteira da jurisprudência desta Corte, "Constando expressamente de petição de juntada de substabelecimento que as intimações sejam feitas no nome dos advogados substabelecidos, o seu desatendimento implica ofensa ao disposto no art. 236 , § 1º , do CPC " (REsp 515.690/MG, 3.ª Turma, Rel. Min. ANTÔNIO DE PÁDUA RIBEIRO, DJ de 24/11/2003). 3. Embargos de divergência acolhidos para, reformando o acórdão embargado, determinar à Eg. Segunda Turma que, afastada a preliminar de intempestividade, prossiga no exame do mérito do recurso especial. (EREsp 900.818/RS, Rel. Ministra LAURITA VAZ, CORTE ESPECIAL, julgado em 13/03/2008, DJe 12/06/2008) 3. In casu, o aresto embargado afastou a suscitada nulidade da intimação ao argumento de que, existindo vários procuradores, não constou pedido expresso de intimação daquele residente na capital do Estado. 4. "Não cabem embargos de divergência, quando a jurisprudência do Tribunal se firmou no mesmo sentido do acórdão embargado" (Súmula 168/STJ). 5. Agravo Regimental desprovido....
AgRg no AREsp 311221 MG 2013/0097090-2
27/08/2013 - T5 - QUINTA TURMA - DJe 09/09/2013
... "Firme a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça no sentido de que "Havendo mais de um advogado constituído nos autos, considera-se válida a intimação efetuada em nome de um deles se o substabelecimento foi feito com reserva de poderes e não constou pedido expresso para que a publicação fosse exclusivamente direcionada em nome de determinado causídico" (EDcl no AgRg no AREsp 129.783/RS, Rel. Min. SIDNEI BENETI, DJe 01/08/2013). In casu, colhe-se da petição de Recurso Especial pedido para que "as publicações sejam doravante realizadas também em nome do Dr. Joelson Dias, inscrito na OAB-DF sob o nº 10.441" e a posterior publicação restou realizada em nome de "ANDREI CAMPELO E OUTRO (S)"...
Assim, constando expressamente na petição de fls. 36 que as intimações devem ser efetuadas no nome de Wilson Sales Belchior, o seu desatendimento implica ofensa ao disposto no artigo §1º do artigo 236 do CPC.1
Desse modo, torno nula a publicação da sentença.
A Secretaria republique-se a sentença fazendo constar na publicação Wilson Sales Belchior, como advogado do Bradesco.
Expeça-se alvará de levantamento do valor depositado, pela CAIXA, a título de honorários sucumbencias para a advogada Ana Patrício Ramalho de Figueiredo.
1 Art. 236. No Distrito Federal e nas Capitais dos Estados e dos Territórios, consideram-se feitas as intimações pela só publicação dos atos no órgão oficial.
§ 1o É indispensável, sob pena de nulidade, que da publicação constem os nomes das partes e de seus advogados, suficientes para sua identificação.
0006463-39.2008.4.05.8200 CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF (Adv. FRANCISCO DAS CHAGAS NUNES) x ALINE MARIA RODRIGUES DA SILVA (Adv. DEFENSOR PUBLICO DA UNIAO) x JOSE GUEDES DE OLIVEIRA
Atendendo ao pedido de parcelamento da parte ré, ALINE MARIA RODRIGUES DA SILVA, nos termos da sentença proferida às fls. 193/195, designo o dia 06/02/2014, às 17:00 horas para realização da audiência de conciliação.
0010248-43.2007.4.05.8200 CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF (Adv. FABIO ROMERO DE SOUZA RANGEL, JAIME MARTINS PEREIRA JUNIOR, FRANCISCO DAS CHAGAS NUNES) x ARIOSVALDO PEREIRA DE OLIVEIRA (Adv. SEM ADVOGADO)
Autora:	Caixa Econômica Federal - CAIXA
Réu:	Ariosvaldo Pereira de Oliveira S E N T E N Ç A
Cuida-se de Ação de cobrança movida pela CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CAIXA em desfavor de ARIOSVALDO PEREIRA DE OLIVEIRA, visando ao pagamento da quantia de R$ 144.937,15 (cento quarenta e quatro mil, novecentos e trinta e sete reais e quinze centavos), atualizada até outubro de 2007.
Segundo a autora, o valor decorre de compras efetuadas através do cartão de crédito CAIXA Mastercard nº 5448.1671.7177.0148, do qual o réu era titular desde 23.03.1998, em razão de Contrato de Cartão de Crédito CAIXA firmado em 23.03.1998.
De acordo com o referido contrato, a autora seria responsável pelo financiamento de saques e despesas relativas à compra de bens e serviços adquiridos pelo réu nas rede de estabelecimentos conveniada, bem como garantiria o cumprimento das obrigações decorrentes do uso do cartão, contraídas perante tais estabelecimentos e outras instituições financeiras.
Apesar de ter se comprometido, ao assinar o contrato, a pagar as importâncias efetivamente utilizadas até a data de vencimento informada na fatura mensal, desde 15.04.1998 o réu vem deixando de cumprir com suas obrigações, o que acarretou o cancelamento automático do cartão em 06.08.1998.
Expõe que a ocorrência das aludidas compras pode ser comprovada pelo dossiê ora anexado, em envelope lacrado e rubricado, a fim de que seja respeitado um possível entendimento de que as informações ali contidas referem-se a dados confidenciais, ficando a critério deste Juízo manter tais informações sob sigilo ou ordenar sua juntada aos autos com o intuito de melhor instruí-los.
Chamado a regularizar a dívida, o devedor quedou-se inerte, motivo pelo qual, a CAIXA requereu a citação do réu para pagar o montante da dívida com os acréscimos legais.
Acompanham a inicial, procuração, documentos e comprovante do pagamento de custas (fls. 08/26).
Infrutíferas foram as tentativas de citar pessoalmente o réu, diante do que, foi ordenada a expedição de edital, com tal fim (fl.90), cujo prazo decorreu sem manifestação do promovido, conforme certidão de fl. 102.
Designação da Defensoria Pública da União para atuar como curadora especial do réu, oferecendo defesa (fl. 103).
Contestação do réu, argüindo a ausência de documento essencial à comprovação do direito da autora, qual seja, o contrato assinado pelo réu comprovando a contratação, a abertura de conta vinculada ao cartão ou sua responsabilidade pelas compras efetuadas. Também ataca as cláusulas abusivas do contrato firmado, incluindo juros exorbitantes, aplicação de forma cumulativa e capitalizada de juros e multa, por afrontarem o Código de Proteção e Defesa do Consumidor.
Ao final, pede seja julgado improcedente o pleito autoral, ante a omissão de juntada de documento essencial apto a comprovar o direito da parte autora ou, caso rejeitado tal pleito, seja inibida a capitalização de juros, incidindo para atualização monetária da dívida apenas a taxa Selic (fls. 105/121).
Extrato do cartão CREDICARD nº 1671.7177.014, em nome de ARIOSVALDO PEREIRA DE OLIVEIRA, juntado aos autos pela Assessoria deste Juízo, conforme ordenado por esta julgadora (fls. 123/127). F U N D A M E N T A Ç Ã O
Busca a autora receber a quantia de R$ 144.937,15 (cento quarenta e quatro mil, novecentos e trinta e sete reais e quinze centavos), atualizada até outubro de 2007, decorrente de compras efetuadas pelo réu através do cartão de crédito CAIXA Mastercard nº 5448.1671.7177.0148, de sua titularidade entre 23.03.1998 e 06.08.1998.
DOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS À PROPOSITURA DA AÇÃO
O réu aponta a ausência do contrato firmado entre as partes, documento essencial à comprovação do direito da autora.
De acordo com o contrato de adesão encartado às fls. 13/25, a adesão do interessado efetiva-se mediante a ocorrência de uma das hipóteses elencadas em sua cláusula terceira, dentre elas, no momento em que o titular utilizar o cartão, revelando-se dispensável à comprovação da avença a assinatura do interessado, quando o contrato estiver acompanhado do demonstrativo da dívida e das compras realizadas, conforme precedentes abaixo reproduzidos:
CIVIL. MONITÓRIA. CONTRATO DE CARTÃO DE CRÉDITO. DESNECESSIDADE DA ASSINATURA DO CONTRATADO. DOCUMENTOS ACOSTADOS AOS AUTOS SUFICIENTES EVIDENCIAM A UTILIZAÇÃO DO CARTÃO E COMPROVAM A NATUREZA DO DÉBITO. JUSTIÇA GRATUÍTA. INDEFERIMENTO DA SENTENÇA MANTIDA COM BASE NOS DOCUMENTOS COLACIONADOS PARA OS AUTOS. PRECEDENTES. 1. Apelação da parte embargante em face de sentença que julgou procedente ação monitória promovida pela CEF para haver a quantia de R$ 18.328,63 (dezoito mil, trezentos e vinte e oito reais e sessenta e três centavos), decorrentes de inadimplemento contratual relativo a Cartão de Crédito. 2. Desnecessidade da assinatura do contratado, em avenças dessa natureza, quando o credor, utilizando-se do meio hábil apresenta o contrato com as cláusulas estabelecendo as condições da avença, a planilha de evolução da dívida e a utilização pelo contratado do cartão, mediante o pagamento de extratos, revelando, assim, aceitação tácita das condições estabelecidas, a teor do que dispõe o art. 428, I, do Código Civil. Precedentes desta Turma. (...)
TRF5 AC 00040692720114058500 Relator Desembargador Federal André Luis Maia Tobias Granja DJE - Data::28/11/2012 PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR. AUSENCIA DE CONTRATO ESCRITO ASSINADO. EFETIVA UTILIZAÇÃO DO CRÉDITO. EXISTENCIA DE PROVA. NULIDADE SENTENÇA. 1. A CEF juntou com a inicial o contrato de adesão, no qual consta que a adesão dos portadores ao sistema se dará com o desbloqueio do cartão, ou no momento em que utiliza, ou ainda com o pagamento da fatura mensal. 2. Tem-se como certa a assinatura de contrato que disponibilizou crédito ao réu, crédito este utilizado por meio eletrônico, conforme documentação acostada aos autos. 3. Com a evolução da dinâmica social, não se pode olvidar a existência de formas complementares de vinculação à dívida, a exemplo das hipóteses do art. 371, III, do CPC. Assim, o aceite do cartão e sua utilização, devidamente comprovada, são suficientes para a propositura da ação de cobrança. 4. Apelação provida.
TRF1 AC 200734000313473 Relatora DESEMBARGADORA FEDERAL SELENE MARIA DE ALMEIDA e-DJF1 DATA:11/11/2011 Abro parêntese para dizer que, além do contrato de adesão, a CAIXA instruiu a inicial com os demonstrativos acima referidos, inserindo o das compras realizadas pelo autor em envelope lacrado (fl. 26), conforme explanado na peça inaugural.
Como o referido extrato revela-se essencial para demonstrar a origem da dívida, nem se trata de documentos envoltos por sigilo, retirei-o do envelope de fl. 26 e determinei à Assessoria que o juntasse aos autos, o que foi providenciado às fls. 123/127.
Em face disso, rejeito a preliminar.
Antes de mais nada, realço que, embora transcorridos quase dez anos entre a data da constituição do débito (06/08/1998) e a propositura desta demanda, o direito da autora não prescreveu, pois conforme entendimento pacificado nos Tribunais, o prazo prescricional de que trata o art. 206, parágrafo 5º, I, do Código Civil de 2002 (cinco anos) conta-se da data da entrada em vigor do novo Código Civil (11.01.2003), uma vez que entre a constituição do débito (1998) e a entrada em vigor desse diploma legal, decorreu menos da metade do prazo de vinte anos previsto no código revogado (art. 177) e o prazo atual foi diminuído pela nova lei. Considerando que a presente ação foi proposta em 09.11.2007, antes de cinco anos da entrada em vigor do novo Codex, não há que se falar em prescrição.
No que respeita à dívida em si, o réu pede a exclusão da capitalização dos juros.
O demonstrativo do débito (fls. 10/12) revela que a CAIXA atualizou-o pelo IGP-M, fazendo incidir juros remuneratórios de 1% ao mês, capitalizados, com a primeira capitalização em agosto/1998.
Assinalo que o índice de correção utilizado e a taxa de juros estão em conformidade com a cláusula 18.5 do contrato, que não estipula a capitalização dos referidos juros1.
Como a capitalização não foi pactuada e o contrato em apreço foi firmado em março/98, conforme revelado pela CAIXA, antes, portanto, da edição da Medida Provisória 1.963-17, de 30/03/2000 (atual MP 2170-36/2001), que passou a admitir a capitalização mensal de juros, esta deve ser excluída. Nesse sentido, o julgado do Superior Tribunal de Justiça:
..EMEN: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. CONTRATO DE CARTÃO DE CRÉDITO. CELEBRAÇÃO ANTES DA MP Nº 2.170-36/2001. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A alegação de violação dos arts. 353, 354 e 361, I do Código Civil não foi ventilada nas razões do recurso especial, constituindo inovação recursal, vedada em sede de agravo regimental. 2. É vedada a capitalização mensal dos juros remuneratórios nos contratos de cartão de crédito firmados antes da MP 2.170-36/2001. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. AGA 200802111220 Relator Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO DJE DATA:30/08/2011 Atendendo determinação verbal desta magistrada, a Assessoria Contábil procedeu à exclusão da capitalização, mantidos o IGP-M e a taxa de juros de 1% ao mês, encontrando como montante devido pelo réu R$ 99.605,16 (noventa e nove mil, seiscentos e cinco reais e dezesseis centavos), atualizado até outubro/2007, conforme cálculo anexo a esta sentença, o qual espelha o contrato firmado e o entendimento dos Tribunais sobre o tema, devendo ser levado em conta para definir o valor devido pelo réu.
Isso posto, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE O PEDIDO, para condenar o réu a pagar a CAIXA a quantia de R$ 99.605,16 (noventa e nove mil, seiscentos e cinco reais e dezesseis centavos), conforme cálculo elaborado pela Assessoria Contábil, o qual está atualizado até outubro/2007. A partir dessa data e até o efetivo pagamento, a dívida será atualizada pelo IGP-M, ficando acrescida de juros simples de 1% (um por cento) ao mês, conforme previsto no contrato.
Sem condenação em custas e honorários, em virtude da sucumbência recíproca e do instituto da compensação.
João Pessoa, 12 de dezembro de 2013. Cristiane Mendonça Lage
Juíza Federal Substituta da 3ª Vara 1 18.5 Nos casos em que o CARTÃO permanecer sem pagamento pelo período de 60 (sessenta) dias (esse prazo poderá sofrer modificação de acordo com a política de crédito da EMISSORA), o CARTÃO será enquadrado em cobrança e cancelado e, a partir desse momento, o saldo devedor será corrigido pelo IGPM + 1% ou índice que venha a substituí-lo.
0001259-38.2013.4.05.8200 MARIA DA GLORIA MENDONÇA LIRA RIBEIRO E OUTROS (Adv. LIDYANE PEREIRA SILVA) x UNIAO (FAZENDA NACIONAL) (Adv. SEM PROCURADOR)
Requerentes: MARIA DA GLÓRIA MENDONÇA LIRA RIBEIRO E OUTROS
Requerido: UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) S E N T E N Ç A
MARIA DA GLÓRIA MENDONÇA LIRA RIBEIRO, CARLOS GILMAR LIRA RIBEIRO, LAURA JERUSA LIRA RIBEIRO ARAUJO, GLEIDSON LUIS LIRA RIBEIRO e JOSÉ GILSON LIMA RIBEIRO, qualificados nos autos, propuseram este procedimento de jurisdição voluntária em face da UNIÃO (FAZENDA NACIONAL), objetivando, na qualidade de herdeiros, esposa e filhos, a concessão de ALVARÁ, no sentido de autorizar o levantamento de valores depositados em favor de Pedro de Araújo Ribeiro, falecido em 22 de fevereiro de 2008, a título de restituição do Imposto de Renda Retido na Fonte. Requereram a gratuidade judiciária e juntaram aos autos procurações e documentos às fls. 10-40.
Em atenção ao despacho de fl. 47, que também deferiu a gratuidade judiciária, os requerentes emendaram a inicial (fl. 50). Devidamente citada (fl. 54), a União diz que não se opõe ao pedido de alvará, haja vista não terem os requerentes nem o de cujus inscrições em dívida ativa da União (fl. 55).
O MPF manifestou-se às fls. 57-58, opinando pela extinção deste feito não contencioso, ante a desnecessidade de expedição de alvará judicial por se tratar de contribuinte falecido sem bens a inventariar ou arrolar. Acresce que os requerentes devem utilizar-se da via administrativa, solicitando diretamente ao órgão fazendário. F U N D A M E N T A Ç Ã O
Os requerentes, na qualidade de cônjuge supérstite e filhos (vide certidão de óbito de fl. 14), pleiteiam o levantamento dos valores - referentes à restituição de Imposto de Renda Retido na Fonte - depositados em favor do ex-contribuinte, Pedro de Araújo Ribeiro.
A existência de valores devidos ao ex-contribuinte, a título de restituição de Imposto de Renda Retido na Fonte, restou comprovada, através do extrato de consulta de fl. 35 emitido em 10.09.2012, referente à Declaração de Ajuste Anual relativa ao exercício de 2009, ano-calendário 2008 acostada às fls.36/40. O óbito do contribuinte, Pedro de Araújo Ribeiro, ocorrido em 22 de fevereiro de 2008, também restou provado pela Certidão de fls.14, que noticia ainda no campo "OBSERVAÇÕES" a circunstância de que o falecido "DEIXA BENS".
Os requerentes lograram comprovar, outrossim, a condição de cônjuge supérstite e filhos, portanto, herdeiros do de cujus, através da multicitada certidão de óbito. O motivo deste feito não contencioso está assentado na insurgência quanto à alegada negativa - por parte da Receita Federal do Brasil - de liberação de valores oriundos da restituição de Imposto de Renda Retido na Fonte de titularidade do falecido esposo e genitor dos requerentes - a despeito de ostentarem estes a condição de herdeiros daquele - em face da necessidade de alvará na existência de bens sujeitos a inventário, com base no art. 17 da Instrução Normativa - SRF nº 81/2001.
Pois bem. Entendo ser o caso de alvará judicial, a teor do parágrafo único do art. 34 da Lei nº 7.713/88. Logo, a falta de interesse de agir, suscitada pelo MPF em seu parecer, NÃO emerge. Confira-se o teor do indigitado dispositivo legal:
Como se infere da leitura do dispositivo legal acima transcrito e como pretensamente dito pela autoridade fiscal, deveras há a necessidade de alvará judicial para o levantamento dos indigitados valores, não bastando para tanto requerimento na via administrativa, ao revés do alegado pelo Parquet Federal, quando o falecido deixa bens. D I S P O S I T I V O
ISSO POSTO, DEFIRO O PEDIDO formulado pelos requerentes para autorizar-lhes o levantamento, perante a União (Receita Federal), dos valores devidos ao ex-contribuinte, Pedro de Araújo Ribeiro - CPF nº 020.769.344-72, a título de restituição de Imposto de Renda Retido na Fonte referente ao exercício de 2009, ano-calendário 2008.
Sem custas, face à gratuidade judiciária. Expeça-se ALVARÁ.
Transitada em julgado, dê-se baixa e arquivem-se os presentes autos.
Substitua da 3ª Vara
TOTAL DE SENTENÇA: 7
TOTAL DE INFORMACAO DE SECRETARIA: 3
TOTAL DE DECISÃO: 6
TOTAL DE DESPACHO: 18