Source: http://docplayer.com.br/16013657-Guidelines-de-acompanhamento-dos-regulamentos-delegados-n-o-811-2013-e-n-o-812-2013-relativos-a-etiquetagem-energetica-de-equipamentos-de-aquecimento.html
Timestamp: 2018-02-23 18:23:46+00:00
Document Index: 35063731

Matched Legal Cases: ['Artigo 2', 'Artigo 2', 'Artigo 2', 'artigo 2', 'artigo 3', 'artigo 5', 'artigo 3']

Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/2013, relativos à etiquetagem energética de equipamentos de aquecimento - PDF
Download "Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/2013, relativos à etiquetagem energética de equipamentos de aquecimento"
Ana Vitória Gesser Dinis
1 Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/2013, relativos à etiquetagem energética de equipamentos de aquecimento 08/01/2016 No contexto da participação da ADENE no projeto Europeu Label Pack A+, foi parcialmente traduzido o Guia da Comissão Europeia Guidelienes accompanying Regulations (EU) No 811 & 812/2013 with regard to energy labelling of sapce heaters, combination heaters, packages of space heater, temperature control and solar device and packages of combination heater, termparture control and solar device and of water heaters, hot water storage tanks and packages of water heater and solar device and Regulations (EU) No 813 & 814/2013 with regard to ecodesign requirments for space heaters and combiantion heaters, and for water heaters and hot water storage tanks com vista a dar resposta a algumas das questões no que concerne à etiquetagem energética de produtos de aquecimento. A tradução é da inteira responsabilidade da ADENE e não substitui a consulta quer do documento orignal (https://ec.europa.eu/energy/sites/ener/files/documents/guidelinesspacewaterheaters_final.pdf), quer da legislação que o precede.
2 Índice DEFINIÇÕES Introdução Os Regulamentos Âmbito Aquecedores de ambiente e aquecedores combinados Aquecedores de água Requisitos Chave Requisitos de etiquetagem Requisitos de etiquetagem de sistemas mistos Cálculo da eficiência energética de sistemas mistos de aquecimento ambiente Cálculo da eficiência energética de sistemas mistos de produção de água quente Sistemas mistos em que não está disponível toda a informação Sistemas mistos de aquecedor de água que integrem dispositivos solares Sistemas mistos de bombas de calor e dispositivos solares Perguntas Frequentes Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/2013 2
3 DEFINIÇÕES Incluímos neste documento algumas definições que consideramos importantes para a consulta e interpretação do mesmo. «Água quente sanitária» ou «AQS»: a água potável aquecida em dispositivo próprio, com energia convencional ou renovável, a uma temperatura superior a 45 C, e destinada a banhos, limpezas, cozinha ou fins análogos; (Decreto-lei 118/2013 de 20 de agosto, Artigo 2.º, a)); «Distribuidor»: o retalhista ou outra pessoa que venda, alugue, ofereça para locação com opção de compra ou exponha produtos destinados ao utilizador final; (Directiva 2010/30/UE do Parlamento Europeu e do Conselho de 19 de Maio de 2010, Artigo 2.º, g)) «Fornecedor»: o fabricante ou o seu representante autorizado na União ou o importador que coloca o produto no mercado ou o coloca em serviço no mercado da União. Na sua falta, é considerada fornecedor qualquer pessoa singular ou colectiva que coloque no mercado ou coloque em serviço produtos abrangidos pela presente directiva; (Directiva 2010/30/UE do Parlamento Europeu e do Conselho de 19 de Maio de 2010, Artigo 2.º, g)) Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/2013 3
4 1 Introdução Os regulamentos de Ecodesign e Etiquetagem Energética para aquecedores de ambiente e de produção de água quente foram publicados em 2013, no contexto das Diretivas 2009/125/UE e 2010/30/UE respetivamente, e estabelecem requisitos de conceção mínimos a que estão sujeitos os produtos por estes abrangidos e um sistema de etiquetagem energética para os mesmos produtos. Estas guidelines têm como objetivo auxiliar os vários agentes, com responsabilidades e atuação no mercado das soluções de aquecimento, na implementação prática da legislação. Este documento sumariza assim a informação mais relevante sobre este tema procurando disponibilizar, em especial às Pequenas e Médias Empresas (PMEs) uma introdução à mesma e apoiar assim a transição no mercado. Pretende-se que este documento seja um auxiliar na implementação dos regulamentos, não se substituindo aos mesmos, pelo que a sua consulta e leitura detalhada é essencial. Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/2013 4
5 1.1 Os Regulamentos A Comissão Europeia publicou os seguintes regulamentos relativos aos produtos de aquecimento: Regulamento Delegado (UE) n.º 811/2013 da Comissão, de 18 de fevereiro de 2013, relativo à etiquetagem energética dos aquecedores de ambiente, aquecedores combinados, sistemas mistos de aquecedor de ambiente, dispositivo de controlo de temperatura e dispositivo solar e sistemas mistos de aquecedor combinado, dispositivo de controlo de temperatura e dispositivo solar Regulamento Delegado (UE) n.º 812/2013 da Comissão, de 18 de fevereiro de 2013, relativo à etiquetagem energética dos aquecedores de água, reservatórios de água quente e sistemas mistos de aquecedor de água e dispositivo solar Regulamento (UE) n.º 813/2013 da Comissão, de 2 de agosto de 2013, relativo aos requisitos de conceção ecológica aplicáveis aos aquecedores de ambiente e aquecedores combinados Regulamento (UE) n. º 814/2013 da Comissão, de 2 de agosto de 2013, relativo aos requisitos de conceção ecológica aplicáveis aos aquecedores de água e reservatórios de água quente Regulamento (UE) N. º 518/2014 da Comissão de 5 de março de 2014 relativo à etiquetagem dos produtos relacionados com a energia na Internet 2 Âmbito 2.1 Aquecedores de ambiente e aquecedores combinados O âmbito dos Regulamentos de Ecodesign e Etiquetagem Energética no que concerne aos aquecedores de ambiente e aquecedores combinados é diferente. Enquanto o Regulamento de Ecodesign abrange produtos com uma potência nominal até 400 kw, o Regulamento de Etiquetagem Energética abrange produtos com uma potência nominal até 70kW. Em ambos os casos estão excluídos da aplicação destes regulamentos aquecedores a combustíveis de biomassa, seja de origem gasosa ou líquida. Aquecedores que utilizem combustíveis sólidos estão igualmente excluídos uma vez que serão alvo de regulação dedicada. Os aquecedores abrangidos pelos Regulamentos podem ser classificados como: aquecedores ambiente com caldeira que utilizem combustíveis de origem fóssil, aquecedores combinados com caldeira que utilizam combustíveis de origem fóssil, aquecedores de ambiente com caldeira elétrica; aquecedores de ambiente combinados com caldeira elétrica; aquecedores de ambiente com cogeração; aquecedores de ambiente combinados com cogeração; aquecedores de ambiente com bombas de calor; aquecedores de ambiente com bombas de calor com unidade de queima de combustível de origem fóssil; aquecedores de ambiente combinados com bombas de calor; aquecedores de ambiente combinados com bombas de calor com unidade de queima de combustível de origem fóssil.. Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/2013 5
6 2.2 Aquecedores de água O âmbito de aplicação do Regulamento de Ecodesign e Etiquetagem Energética aos aquecedores de água e reservatórios de água quente também difere entre regulamentos. O Regulamento de Ecodesign abrange aquecedores de água com uma potência nominal igual ou inferior a 400 kw e reservatórios de água quente com volumes de armazenamento até litros, enquanto o Regulamento de Etiquetagem Energética abrange aquecedores de água com uma potência nominal igual ou inferior a 70 kw e reservatórios de água quente com volumes de armazenamento até 500 litros. Tal como nos aquecedores ambiente, os aquecedores a combustíveis de biomassa, seja de origem gasosa ou líquida, não são abrangidos por este Regulamento. Os produtos abrangidos pelos Regulamentos podem ser classificados como: aquecedores de água com equipamento à base de combustíveis fósseis; aquecedores de água através de equipamentos elétricos (eg. Termoacumuladores); aquecedores de água bombas de calor; aquecedores de água bombas de calor com unidade de queima de combustível; reservatórios de água quente; aquecedores de água solares. 3 Requisitos Chave 3.1 Requisitos de etiquetagem Os requisitos de etiquetagem dizem respeito aos fornecedores (fabricantes) e distribuidores destes produtos, que devem assegurar a correta e continua utilização da etiqueta energética ao longo da cadeia de mercado. Para aquecedores de ambiente a etiqueta energética que entra em vigor em 2015 tem uma escala de G a A++. Em 2019, depois da revisão dos Regulamentos, uma nova classe A+++ será acrescentada. Adicionalmente os requisitos de ecodesign devem conduzir a que os produtos com pior desempenho energético se tornem obsoletos. No caso dos aquecedores para produção de água quente, ou aquecedores combinados (para a eficiência energética na produção de água quente) a etiqueta energética que entra em vigor em 2015 apresenta uma escala de G a A, sendo revista em 2017 para uma escala entre F e A+. A partir de 26 de Setembro de 2015 os fabricantes terão que considerar os seguintes pontos relativamente à etiquetagem e informação da mesma: Deve ser disponibilizado, com cada aquecedor de ambiente, uma etiqueta energética impressa de acordo com a regulamentação em vigor. Deve ser disponibilizada a ficha de produto. Esta ficha de produto deve ser incluida na brochura do produto ou outra documentação disponibilizada com o equipamento. Sob pedido deve ser disponibilizada a documentação técnica do produto à Comissão Europeia ou a entidades de vigilância de mercado. O material promocional do produto deve fazer referência à classe de eficiência energética do aquecimento ambiente sazonal. O material técnico de promoção do produto deve fazer referência à classe de eficiência energética do aquecimento sazonal. Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/2013 6
7 De acordo com a Regulação 518/2014, no que concerne à etiquetagem energética de produtos abrangidos pela Directiva 2010/30/UE e que se encontrem em venda através da internet, os fabricantes devem disponibilizar à sua rede de distribuidores a etiqueta e a ficha de produto em suporte digital. As obrigações para os distribuidores são: No ponto de venda cada aquecedor deve exibir a etiqueta energética impressa e aposta no produto. Produtos em exposição, em que o consumidor final não consiga ver a etiqueta energética, devem estar acompanhados pela ficha de produto que contenha toda a informação relevante. O material promocional do produto deve fazer referência à classe de eficiência energética de aquecimento ambiente sazonal. O material técnico de promoção do produto deve fazer referência à classe de eficiência energética de aquecimento sazonal. O Regulamento 518/2014, no que concerne à etiquetagem energética de produtos abrangidos pela Directiva 2010/30/UE e que se econtrem em venda através da internet, estabelece que os distribuidores devem exibir a etiqueta e disponibilizar ficha de produto em suporte digital, previamente fornecida pelo fornecedor (fabricante). O fornecedor deve disponibilizar ao distribuidor a etiqueta energética, bem como toda a informação adicional de modo que o consumidor tenha acesso a toda a informação no momento da decisão e aquisição. A Documentação Técnica a disponibilizar pelos fornecedores, mediante pedido às autoridades competentes dos Estados Membros e à Comissão, estão disponíveis no Anexo V, Documentação Técnica, dos Regulamentos de etiquetagem energética e Anexo II do Regulamento de ecodesign. 3.2 Requisitos de etiquetagem de sistemas mistos Para sistemas de aquecimento ambiente ou aquecedores combinados com controladores de temperatura e/ou dispositivos solares, bem como para sistemas de aquecimento de águas com dispositivos solares deve ser disponibilizada uma etiqueta energética customizada. Os sistemas de aquecimento mistos estão definidos no Regulamentos Delegados da Etiquetagem Energética: No caso do Regulamento Delegado 811/2013, os sistemas de aquecimento mistos têm sempre na sua constituição um aquecedor ambiente ou um aquecedor combinado, um controlador de temperatura e/ou um dispositivo solar; No caso do Regulamento Delegado 812/2013, os sistemas mistos de aquecimento têm sempre na sua constituição um aquecedor de águas e um dispositivo solar; De acordo com as definições constantes dos Regulamentos, um dispositivo solar é um sistema exclusivamente solar, constituido por um coletor solar, um reservatório de água quente solar ou uma bomba de circulação colocada no circuito do coletor, comercializados separadamente. Um reservatório de água quente solar é definido como um reservatório de água quente que armazena o calor produzido exclusivamente por um ou mais coletores. Isto significa que um dispositivo solar tem sempre na sua constituição um coletor solar. Relembramos que, de acordo com a Diretiva da Etiquetagem Energética, o distribuidor é definido como: o retalhista ou outra pessoa que venda, alugue, ofereça para locação com opção de compra ou exponha produtos destinados ao utilizador final. Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/2013 7
8 Isto significa que, nos casos em que o distribuidor vende um aquecedor ambiente integrando o equipamento de controlo, deve disponibilizar uma etiqueta de sistema misto. O mesmo se aplica a aquecedores de água combinados com dispositivos solares. Os diferentes componentes do sistema misto não necessitam ser fornecidos pelo mesmo fabricante. A etiqueta de sistema misto deve estar em exibição juntamente com o sistema e a ficha de sistema deve ser disponibilizada aos consumidores finais. Esta obrigatoriedade é válida nos casos em que os sistemas mistos estão disponíveis ao cliente final. No sector do aquecimento, o distribuidor é habitualmente a pessoa que aconselha o consumidor final relativamente às soluções existentes e que melhor respondem às suas necessidades de aquecimento e respetiva eficiência. A fim de disponibilizar a melhor informação aos consumidores e reconhecendo que os produtos individuais não são os únicos responsáveis pela eficiência energética dos sistemas de aquecimento, mas que a combinação de mais do que um componente, nomeadamente componentes de controlo de temperatura e dispositivos solar, pode aumentar significativamente a eficiência do sistema, foi introduzida a etiqueta energética de sistemas mistos de aquecimento ambiente e de produção de água quente. A informação disponibilizada pela etiqueta de sistema misto é baseada na informação disponibilizada pelos fornecedores (fabricantes) no que concerne aos componentes individuais e que deve ser previamente disponibilizada aos distribuidores na documentação técnica dos produtos. A eficiência global do sistema misto deve ser calculada de acordo com as metodologias apresentadas nos Regulamentos. Para as diferentes combinações os regulamentos disponibilizam metodologias de cálculo para os distribuidores determinarem a eficiência energética dos sistemas mistos. A tabela seguinte dá a perspetiva global das metodologias de cálculo, em função do aquecedor preferencial. A metodologia de cálculo apropriada deve ser selecionada de acordo com tipo de sistema misto: Tipo de aquecedor preferencial Metodologia de cálculo da eficiência energética no aquecimento ambiente Metodologia de cálculo da eficiência energética na produção de água quente Aquecedores ambiente ou combinados Figura 1 (Reg. 811/2013) Aquecedores de ambiente com cogeração Aquecedores de ambiente com bombas de calor Figura 2 (Reg. 811/2013) Figura 3 (Reg. 811/2013) Figura 5 (Reg. 811/2013) (para aquecedores combinados) Aquecedores de ambiente com bombas de calor de baixa temperatura Figura 4 (Reg. 811/2013) Aquecedores de água Não aplicável Figura 1 (Reg. 812/2013) O cálculo da classe energética permite a adequada emissão da etiqueta dos sistemas mistos. Em alguns casos os sistemas mistos podem incluir produtos já instalados (e em funcionamento). Nestes casos, o sistema completo não está a ser colocado no mercado, no sentido considerado nos Regulamentos e como tal não é obrigatório o cálculo e emissão da etiqueta energética do sistema misto. Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/2013 8
9 3.2.1 Cálculo da eficiência energética de sistemas mistos de aquecimento ambiente Os elementos a constar da ficha de sistema misto, necessários à metodologia de cálculo, de acordo com a Figura 1 a 4 do Regulamento Delegado N.º 811/2013 são os seguintes: I: o valor da eficiência energética do aquecimento ambiente sazonal do aquecedor de ambiente preferencial, expresso em %; II: o fator de ponderação da potência calorífica do aquecedor preferencial e dos aquecedores complementares de um sistema misto, em conformidade com os quadros 5 e 6 do presente anexo, respetivamente; III: o valor da expressão matemática: 294/(11 * Prated), em que Prated diz respeito ao aquecedor de ambiente preferencial; IV: o valor da expressão matemática 115/(11 * Prated), em que Prated diz respeito ao aquecedor de ambiente preferencial; Além disso, para os aquecedores de ambiente preferenciais com bomba de calor: V: o valor da diferença entre as eficiências energéticas do aquecimento ambiente sazonal em condições climáticas médias e em condições climáticas mais frias, expresso em %; VI: o valor da diferença entre as eficiências energéticas do aquecimento ambiente sazonal em condições climáticas mais quentes e em condições climáticas médias, expresso em % Eficiência energética de aquecimento ambiente sazonal (I) O valor a ser inserido é a eficiência energética de aquecimento ambiente sazonal do aquecedor preferencial, que pode ser um aquecedor ambiente, um aquecedor combinado, um aquecedor de ambiente com cogeração, um aquecedor de ambiente com bomba de calor ou um aquecedor de ambiente com bomba de calor a baixa temperatura. Esta informação pode ser encontrada na ficha do produto que deve ser disponibilizada pelo fornecedor com o produto. Os sistemas mistos podem também incluir um aquecedor suplementar, para o qual se deve também determinar a eficiência energética de aquecimento ambiente sazonal. Este valor pode ser encontrado na ficha de produto do aquecedor suplementar Controlo de temperatura Dependendo da classe do equipamento de controlo de temperatura, são utilizados diferentes fatores de correção. A classe do equipamento de controlo é apresentada na ficha do produto. Classe I Termostato ambiente on/off Termostato ambiente que controla o funcionamento ligado/desligado de um aquecedor. Os parâmetros de desempenho, incluindo a comutação diferencial e precisão do controlo de temperatura ambiente são, determinados pela construção mecânica do termostato. Classe II Controlador com compensação atmosférica, para utilização em aquecedores modulantes Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/2013 9
10 Controlador de temperatura da água de circulação de um aquecedor que varia a temperatura de ajuste da água de avanço, em relação com a temperatura exterior e a curva de ajuste atmosférica selecionada. O controlo é obtido pela modulação da potência do aquecedor. Classe III - Controlador com compensação atmosférica, para utilização em aquecedores não modulantes (on/off) Controlador de temperatura da água de circulação, que varia a temperatura de ajuste da água de avanço, em relação com a temperatura exterior e a curva de ajuste atmosférica selecionada. O controlo da temperatura de circulação é obtido ligando/desligando o aquecedor. Classe IV Termostato ambiente tipo TPI (Time Proportional & Integral) para utilização em aquecedores não modulantes (on/off) Termostato ambiente eletrónico que controla, a taxa de ciclo do próprio termostato e o ciclo liga/ desliga do aquecedor proporcionalmente à temperatura ambiente. A estratégia TPI reduz a temperatura média da água, melhora a precisão do controlo de temperatura ambiente e aumenta a eficiência do sistema. Classe V - Termostato ambiente Modulante para utilização em aquecedores modulantes Termostato ambiente eletrónico que controla a temperatura da água de circulação dependendo da diferença entre a temperatura ambiente medida e o ponto de ajuste do termostato. O controlo é obtido pela modulação da potência do aquecedor. Classe VI - Controlador com compensação atmosférica e sensor de temperatura ambiente para utilização em aquecedores modulantes Controlador de temperatura da água de circulação, que varia a temperatura de ajuste da água de avanço, em relação com a temperatura exterior e a curva de ajuste atmosférica selecionada. Um sensor de temperatura ambiente mede a temperatura ambiente e ajusta por deslocação paralela a curva de compensação respetiva para melhorar o conforto ambiente. O controlo é obtido pela modulação da potência do aquecedor. Classe VII - Controlador com compensação atmosférica e sensor de temperatura ambiente para utilização em aquecedores não modulantes (on/off) Controlador de temperatura da água de circulação, que varia a temperatura de ajuste da água de avanço, em relação com a temperatura exterior e a curva de ajuste atmosférica selecionada. Um sensor de temperatura ambiente mede a temperatura ambiente e ajusta por deslocação paralela a curva de compensação respetiva para melhorar o conforto ambiente. O controlo da temperatura de circulação é obtido ligando/desligando o aquecedor. Classe VIII - Controlador com múltiplos sensores de temperatura ambiente para utilização em aquecedores modulantes. Controlador eletrónico, equipado com 3 ou mais sensores de temperatura ambiente que varia a temperatura da água de avanço dependendo da diferença entre a agregação das temperaturas ambientes medidas e os pontos de ajuste dos sensores. O controlo é obtido pela modulação da potência do aquecedor. Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
11 Consideram-se os seguintes fatores de correção por classe: Ponderação da potência calorifica dos aquecedores preferencial e suplementar (II) A ponderação depende do resultado da expressão: Equação da variável II - O fator de ponderação da potência calorífica do aquecedor preferencial e dos aquecedores complementares de um sistema misto, em conformidade com os quadros 5 e 6 do anexo IV (Ficha de Produto) do Regulamento Delegado n.º 811/2013 Em que: Psup é a potência calorifica do aquecedor suplementar; Prated é a potência calorifica do aquecedor preferencial. Dependendo do resultado da expressão acima e da existência ou não de um reservatório de água quente, o elemento II é apresentado no Regulamento. Os valores das variáveis da fórmula anterior são apresentadas nas duas tabelas que se seguem: a) Para sistemas de aquecimento ambiente com recurso a caldeiras ou caldeiras combinadas com outras soluções, devem utilizar-se os seguintes valores (*): Psup/(Prated+Psup)(**) II, Sem reservatório de armazenamento II, Com reservatório de armazenamento 0 0,00 0,00 0,1 0,30 0,37 0,2 0,55 0,70 0,3 0,75 0,85 0,4 0,85 0,94 0,5 0,95 0,98 0,6 0,98 1,00 >0,7 1,00 1,00 b) Para aquecedores de ambiente combinados com cogeração, aquecedores de ambiente com bombas de calor, bombas de calor combinadas ou bombas de calor de baixas temperaturas preferenciais, devem utilizar-se os seguintes valores (*): Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
12 Psup/(Prated+Psup) (**) II, Sem reservatório de armazenamento II, Com reservatório de armazenamento 0 1,00 1,00 0,1 0,70 0,63 0,2 0,45 0,30 0,3 0,25 0,15 0,4 0,15 0,06 0,5 0,05 0,02 0,6 0,02 0,00 >0,7 0,00 0,00 (*) Os valores intermédios são calculados por interpolação linear entre os dois valores adjacentes. (**) Prated diz respeito ao aquecedor de ambiente ou aquecedor combinado preferencial. No cálculo da eficiência energética de sistemas mistos que disponham de outro aquecedor preferencial que não caldeira (figuras 2,3 e 4), a contribuição do aquecedor suplementar deve ser subtraída no passo 3.Estes valores antecipam que o resultado no passo 3 será negativo porque a eficiência energética do aquecedor suplementar deve ser inferior à eficiência do aquecedor preferencial. Caso o resultado do passo 3 seja positivo a contribuição deve ser adicionada à eficiência do sistema misto e não subtraída Fatores de contribuição solar (III e IV) Os elementos III e IV são calculados do seguinte modo: Em que: Equação da variável III : o valor da expressão matemática: 294/(11 * Prated), Prated diz respeito ao aquecedor combinado preferencial, Regulamento Delegado 811/n.º 2013 Equação da variável IV: o valor da expressão matemática (115/11 * Prated) Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
13 Em que: Prated diz respeito ao aquecedor combinado preferencial, Regulamento Delegado 811/n.º 2013 Os resultados são conjugados com a dimensão do coletor em m 2, o volume do reservatório em m 3 e a eficiência do coletor em %. Todos estes valores são disponibilizados na ficha do dispositivo solar. É também aplicado um fator dependendo da classe de eficiência energética do reservatório: Fatores para bombas de calor Para bombas de calor os valores seguintes devem também ser considerados: V. Diferença entre a eficiência energética do aquecimento ambiente sazonal para condições climáticas médias e mais frias, expressa em %; VI. Diferença entre a eficiência energética do aquecimento ambiente sazonal para condições climáticas mais quentes e médias, expressa em % Classe de eficiência energética de aquecimento ambiente do sistema misto A Classe de eficiência energética de aquecimento ambiente do sistema misto é calculada de acordo com a seguinte tabela: 7 A Classe A+++ apenas se aplica depois de 26 de Setembro de Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
14 Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
15 Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
16 Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
17 Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
18 Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
19 3.2.1 Cálculo da eficiência energética de sistemas mistos de produção de água quente Os elementos a constar da ficha de sistema misto, necessários à metodologia de cálculo, de acordo com a Figura 1 do Regulamento Delegado N.º 812/2013 são os seguintes: I: o valor da eficiência energética do aquecimento de água do aquecedor de água, expresso em %; II: o valor da expressão matemática (220 * Qref / Qnonsol), em que Qref tem o valor indicado no quadro 3 do anexo VII e Qnonsol o valor indicado na ficha de produto do dispositivo solar para o perfil de carga declarado M, L, XL ou XXL do aquecedor de água; III: o valor da expressão matemática (Qaux * 2,5)/(220 * Qref), expresso em %, em que Qaux tem o valor indicado na ficha de produto do dispositivo solar e Qref o valor indicado do quadro 3 do anexo VII para o perfil de carga declarado M, L, XL ou XXL Eficiência energética sazonal de produção de água quente (I) O valor a ser considerado é o valor de eficiência energética de aquecimento sazonal do aquecedor preferencial, que pode ser o aquecedor ambiente, um aquecedor combinado, um aquecedor ambiente de cogeração, uma bomba de calor de aquecimento ambiente ou uma bomba de calor de baixas temperaturas. Esta informação está disponível na ficha de produto que deve ser disponibilizada pelo fornecedor do produto Contributo dos fatores solares (II e III) Os elementos II e III são calculados de acordo com as expressões seguintes: Em que: Equação da variável II - II: O valor da expressão matemática (220 * Qref) / Qnonsol, Qref tem o valor indicado no quadro 3 do anexo VII Qnonsol o valor indicado na ficha de produto do dispositivo solar para o perfil de carga declarado M, L, XL ou XXL do aquecedor de água, Regulamento Delegado n.º 812/2013 Equação da variável III - III: O valor da expressão matemática (Qaux * 2,5)/(220 * Qref) expresso em % Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
20 Em que: Qaux tem o valor indicado na ficha de produto do dispositivo solar e; Qref o valor indicado do quadro 3 do anexo VII para o perfil de carga declarado M, L, XL ou XXL, Regulamento Delegado n.º 812/2013 O Qref depende do perfil de carga declarado: Qnonsol e Qaux estão disponíveis na ficha de produto do dispositivo solar. (Estas variáveis podem igualmente ser calculadas recorrendo à metodologia de cálculo SOLCAL, disponível para download gratuito em: Para combinações de aquecedor ambiente, controlador de temperatura e dispositivo solar que incluam um reservatório, Ƞwh é testado como indicado nos regulamentos relevantes, métodos transitórios de medição e cálculo, e quando disponíveis normas harmonizadas. Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
21 Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
22 3.3 Sistemas mistos em que não está disponível toda a informação No caso de sistemas mistos em que a produção de água quente sanitária é assegurada pelo mesmo equipamento utilizado no aquecimento ambiente, a eficiência energética do equipamento relativa à produção de água quente pode não estar disponível, ou estar apenas disponível para uma combinação de aquecedores ambiente com um reservatório de água quente especifico (testado ao nível do produto individual). Neste caso o distribuidor não conseguirá disponibilizar a etiqueta de sistema misto a menos que estabeleça um conjunto de pressupostos para estimar a eficiência, ȠWh, de uma caldeira standard utilizada em sistemas mistos. Os métodos apresentados neste capítulo aplicam-se aos sistemas mistos com dispositivo solar e não devem ser aplicados para o cálculo potencial da etiquetagem de um aquecedor ambiente utilizado com um cilindro convencional Sistemas mistos de aquecedor de água que integrem dispositivos solares Para sistemas mistos que utilizem caldeira de aquecimento ambiente deve ser aplicada a seguinte metodologia de cálculo. Equação - Metodologia de cálculo para sistemas com caldeiras Todos os dados necessários estão disponíveis nos anexos dos regulamentos ou na ficha técnica da caldeira. Este método considera uma série de simplificações: O fator de controlo inteligente não é utilizado uma vez que não de aplica a este contexto; As perdas do reservatório são 0, uma vez que já são contabilizadas no método SOLCAL (colocar link para aceder) Este método é apenas aplicável a sistemas mistos com um perfil de carga M, L, XL ou XXL. Foram desenvolvidos vários testes com o objetivo de validar a aplicabilidade do método proposto. Os resultados são apresentados de seguida. Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
23 No sentido de não promover a utilização de cálculos, em detrimento de medições reais, e garantir que a informação adequada é disponibilizada aos consumidores, a eficiência energética dos sistemas de produção de água quente a ser utilizada para os fins de cálculo da etiqueta de sistemas mistos deve ser corrigida de acordo com a equação abaixo: Equação Fator de correção para sistemas mistos de aquecimento de águas O gráfico apresentado acima é baseado numa série de 30 testes desenvolvidos de acordo com a EN :2006 e a metodologia de cálculo apresentada acima. Se se considerar uma distribuição de erro normal, o fator corretivo aplicado faz com que os mesmos sejam mais conservadores que os medidos em cerca de 90% dos casos Sistemas mistos de bombas de calor e dispositivos solares Para sistemas mistos que utilizem uma bomba de calor, é proposto o seguinte método de cálculo: Equação Método de cálculo para sistemas mistos com bomba de calor Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
24 Todos os dados necessários são disponibilizados nos anexos dos Regulamentos ou na ficha técnica da bomba de calor. O fator de ajuste, f, deve ser selecionado de acordo com a seguinte tabela: Tipo Ar exterior Ar de exaustão Salmoura Água Clima Médio Frio Quente Todo Todo Todo f 0,919 0,84 1,059 0,888 0,931 0,914 Este método considerada uma série de simplificações: A procura de energia total é estimada com o depósito carregago a 60ºC, como consequência este método não se aplica a bombas de calor de baixa temperatura; São utilizados pelo menos 0.25 m 2 de área de permuta por kw de capacidade térmica; As perdas no depósito são pré-determinadas por medições standard à temperatura de armazenamento de 65ºC; O fator de controlo inteligente não é utilizado; Esta metodologia é adequada para bombas de calor com compressores elétricos. O perfil de carga deve ser selecionado de acordo com a tabela abaixo, em função da capacidade de armazenamento. Perfil 40ºC Volume Mínimo [55º] L XL XXL XL XL Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
25 No sentido de não promover a utilização de cálculos em detrimento das medições, e garantir que a informação adequada é disponibilizada aos consumidores, a eficiência energética dos sistemas de produção de água quente a ser utilizada para os fins de cálculo da etiqueta de sistemas mistos deve ser corrigida de acordo com a equação abaixo: Equação 8 Fator de correção para sistemas mistos de aquecimento de águas com bomba de calor O gráfico apresentado acima é baseado numa série de 13 testes desenvolvidos de acordo com a EN 16147:2011 e a metodologia de cálculo apresentada acima. Se se considerar uma distribuição de erro normal, o fator corretivo aplicado faz com que os mesmos sejam mais conservadores que os medidos em cerca de 94% dos casos. Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
26 4 Perguntas Frequentes 1. É possível etiquetar voluntariamente os produtos abrangidos pelos Regulamentos Delegados 811/2013 e 812/2013 antes da entrada em vigor da nova legislação? Como garantir a aplicação uniforme na UE? A aplicação voluntária da etiqueta energética no âmbito da Diretiva de Etiquetagem Energética não é possível. A sua utilização antes da entrada em vigor dos Regulamentos, ou seja antes de 26 de Setembro de 2015 é considerada como utilização indevida da etiqueta, conforme definido no artigo 2 (k) da Diretiva. As classes energéticas (p.ex. A+++), sujeitas a posteriores requisitos regulamentares, não devem ser utilizadas antes da data definida para a entrada em vigor dessa etiqueta energética. A Comissão Europeia reconhece a necessidade de um período de adaptação, para que os fabricantes implementem todos os procedimentos necessários. Como tal a Comissão não recomenda às entidades de vigilância e fiscalização do mercado a aplicação de sanções a fabricantes que disponibilizem à sua rede de distribuidores a etiqueta energética dos produtos algum tempo antes da entrada em vigor da legislação. 2. Os produtos podem apresentar a etiqueta energética em feiras dedicadas exclusivamente a profissionais, onde não há qualquer venda de produtos nem contacto com o consumidor final? A legislação estabelece como obrigatória a apresentação da etiqueta energética nos locais de venda dos produtos. Durante uma feira, em que não há colocação de produto no mercado, a exibição da etiqueta não é obrigatória. No entanto, dita o senso comum que, com vista à disponibilização de informação adequada, as etiquetas que forem apresentadas estejam conforme os regulamentos relevantes. 3. A etiqueta energética deve ser entregue juntamente com o aquecedor (aquecedor de ambiente, aquecedor combinado, aquecedor de água), dentro da caixa, ou pode ser disponibilizada para cada aquecedor por via de literatura específica relativamente ao produto, websites, brochuras, evidência no ponto de venda, etc.? De acordo com o artigo 3 do Regulamento Delegado 811/2013, a etiqueta deve ser impressa, não havendo indicação específica de onde a mesma deve ser disponibilizada, no entanto os websites não podem ser utilizados como meio para disponibilizar etiquetas impressas. Entende-se que o fornecedor deve disponibilizar ao distribuidor informação correta e clara relativamente ao desempenho energético dos aquecedores. A etiqueta pode ser entregue juntamente com documentação suplementar e não é obrigatória a disponibilização de uma etiqueta por produto, desde que sejam disponibilizadas um número suficiente de etiquetas, de acordo com as necessidades do distribuidor. Para bombas de calor de aquecimento ambiente há uma provisão específica que indica que a etiqueta deve ser disponibilizada pelo menos na embalagem do gerador de calor. NOTA não é definido o entendimento de número suficiente de etiquetas pelo que se aconselha a que sejam efetivamente disponibilizadas uma etiqueta com cada produto. Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
27 4. No que concerne à obrigatoriedade de comunicar a classe de eficiência energética, quais as informações relativas ao desempenho energético do produto e parâmetros técnicos que, o fabricante/fornecedor ou distribuidor é obrigado a divulgar conjuntamente (e.g. as dimensões são parâmetros técnicos?)? Os distribuidores são obrigados a disponibilizar informação relativa à eficiência energética do produto juntamente com qualquer documentação promocional ou com outra informação que descreva os parâmetros técnicos do produto. Os parâmetros técnicos são apresentados no Anexo V dos Regulamentos. As dimensões não são listadas como parâmetros técnicos. 5. A lista de preços do fornecedor, que é utilizada exclusivamente pelos distribuidores, é considerada documentação técnica promocional? Qualquer publicidade relativa a um produto específico, que apresente a informação relativa ao preço terá que fazer referência à eficiência energética do produto. Como as listas de preços incluem obviamente informação de preços as mesmas são abrangidas por esta obrigação. 6. Para caldeiras combinadas com componentes entregues em separado, o fabricante deve utilizar uma ou duas etiquetas aquando da colocação do produto para o mercado? E se os componentes são posteriormente vendidos em separado por qualquer agente na cadeia de distribuição? Se a caldeira e o reservatório de água quente sanitária são vendidos com identificadores de modelos diferentes, então o reservatório de água quentes sanitária é considerado um reservatório de armazenamento de água quente o que implica que ambos os produtos devem ser etiquetados, cada um com sua etiqueta. Ambos os produtos devem também ser testados separadamente e cumprir com os requisitos mínimos definidos. 7. Como proceder no caso da etiquetagem e requisitos de ecodesign para produtos híbridos constituídos pela combinação de duas ou mais tecnologias numa só embalagem, colocadas no mercado por um só fornecedor? Como proceder no caso de bombas de calor que integrem um aquecedor suplementar abastecido por combustíveis fósseis? Um híbrido colocado no mercado, constituído por duas ou mais tecnologias integrados numa mesma embalagem é considerado um produto. Um híbrido constituído por uma bomba de calor e uma caldeira a gás é considerado uma bomba de calor uma vez que caldeiras de aquecimento ambiente são definidos como aquecedores de ambiente que geram calor por via da combustão e/ou por efeito de Joule. Na ausência de uma metodologia de cálculo para bombas de calor que integrem um aquecedor a combustível fóssil suplementar, os fornecedores podem utilizar a mesma metodologia proposta pela EN para aquecedores elétricos suplementares substituindo o desempenho do aquecedor elétrico suplementar pelo desempenho de aquecedores suplementares a combustível fóssil. Cabe ao processo de normalização desenvolver normas específicas para estes produtos híbridos. 8. Como devem ser etiquetados os produtos de cogeração para aquecimento ambiente que também produzem água quente? Produtos de cogeração para aquecimento ambiente são definidos como aquecedores ambiente que geram simultaneamente calor e eletricidade. Em princípio, estes podem também ser dimensionados para produzir Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
28 igualmente água quente sanitária e de consumo, a dadas temperaturas, e de acordo com determinados perfis de consumo, e estar ligados a uma fonte externa de fornecimento de água de consumo ou sanitária. Nesses casos, a informação relativa à eficiência energética de produção de água quente deve também ser disponibilizada através da etiqueta energética optando por uma das duas opções: Utilizar as etiquetas previstas no Regulamento Delegado N.º 811/2013 para aquecedores de ambiente de cogeração e para aquecedores combinados; Utilizar a etiqueta prevista no Regulamento Delegado N.º 811/2013 para aquecedores combinados incluindo o pictograma correspondente à função elétrica. Importa no entanto notar que a eficiência energética sazonal dos aquecedores combinados deve ser determinada de acordo com o ponto 3 do Anexo VII do Regulamento Delegado 811/2013. No caso da eficiência energética de produção de água quente o ponto 5 deve ser aplicado, o que implica que a eficiência elétrica destes produtos só é tida em consideração para o cálculo da eficiência energética sazonal. Aquando da revisão dos Regulamentos este ponto irá ser alvo de revisão. 9. Os reservatórios de água quente solar (dispositivos solares desenhado para serem ligados a coletores solares) têm que cumprir com os requisitos de ecodesign e ser etiquetados como reservatórios de água quente? Um reservatório de água quente solar é uma subcategoria de reservatório de água quente sanitária e como tal deve cumprir com os requisitos relevantes de acordo com os Regulamentos. 10. Como etiquetar um aquecedor de água com uma potência térmica nominal <70 kw, declarado como em cumprimento com os requisitos ecodesign de acordo com o perfil de consumo 4XL (Regulamento N.º 814/2013). É correto etiquetar este equipamento utilizando um perfil 2XL (o mais elevado de acordo com o Regulamento Delegado N.º 812/2013)? O aquecedor de água é abrangido pela legislação da etiquetagem energética e como tal terá que ser etiquetado. O perfil de carga a utilizar é um dos indicados no Regulamento Delegado correspondente. 11. É obrigatório etiquetar um sistema solar de circulação natural, como um reservatório de água quente? Um sistema de circulação natural consiste num reservatório de água quente solar especificamente desenhado para ligar a um ou mais coletores solares térmicos. O produto só trabalha nesta configuração específica e como tal é comercializado sob um único identificador de modelo (como um produto único). O sistema de circulação natural é definido nos Regulamentos como sistema exclusivamente solar (definição de acordo com o Regulamento Delegado N.º 812/2013: um dispositivo equipado com um ou mais coletores solares e reservatórios de água quente solar e, eventualmente, bombas no circuito dos coletores e noutros componentes, que é comercializado como uma só unidade e não está equipado com geradores de calor, com a eventual exceção de um ou mais aquecedores de imersão auxiliares). Se o reservatório não for comercializado como um produto individual, não necessita de ser etiquetado como reservatório de água quente. No entanto deve ser disponibilizada toda a informação necessária para emitir a etiqueta do sistema misto. Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
29 12. O símbolo do nível de potência sonora pode ser retirado da etiqueta energética de aquecedores convencionais ou aquecedores solares (não sujeitos aos requisitos de Ecodesign relativamente aos níveis sonoros)? O formato da etiqueta energética deve ser respeitado e todos os símbolos mantidos. Os métodos transitórios (2014/C 207/3) disponibilizam informação relativamente à determinação da potência sonora de diferentes tipos de aquecedores de água. 13. O fabricante, que coloca no mercado um sistema misto deve disponibilizar quer a etiqueta de sistema quer as etiquetas individuais? Sim. Qualquer agente económico, responsável pela colocação de um sistema misto no mercado deve cumprir com todas as obrigações definidas nos regulamentos e deve disponibilizar a etiqueta de sistema misto. Se, adicionalmente, esse agente é também responsável pela colocação dos produtos individuais no mercado, então terá que disponibilizar as etiquetas energéticas individuais dos produtos que pelos regulamentos a isso estão obrigadas. 14. Como proceder nos casos de sistemas mistos de aquecedores ambiente, que integram controladores de temperatura, dispositivo solar e reservatórios de armazenamento de volume superior a 500L? A etiqueta energética só é obrigatória para reservatórios de armazenamento com uma capacidade até 500l. Sistemas mistos que incorporem reservatórios de volume superior a 500l e um aquecedor ambiente ou aquecedor de água de potência inferior a 70kW são abrangidos pelos regulamentos. Para calcular corretamente a contribuição solar, a classe energética do reservatório pode ser calculada de acordo com o nível S de perda permanente de energia utilizando a tabela 4 do Regulamento Delegado 811/ Quando um aquecedor ou aquecedor combinado é vendido para instalação no exterior o que é que deve ser apresentado na etiqueta energética e ficha de produto como nível de potência sonora no interior? Nessa situação o nível de potência sonora no interior não é aplicável. 16. Devem a etiqueta energética e a ficha de produto incluir informação relativamente ao desempenho dos produtos em climas mais frios mesmo quando o produto não foi concebido para ser utilizado em tais condições? As regras do mercado único Europeu estabelecem que quaisquer produtos podem circular livremente na União Europeia, pelo que é necessário disponibilizar toda a informação para as diferentes zonas climáticas independentemente do local onde o produto é colocado no mercado. Os regulamentos não estabelecem como opcional qualquer condição climática. 17. Modelos de série de bombas de calor, que consistem em, por exemplo, 3 a 5 unidades exteriores diferentes com várias capacidades calorificas podem ser combinadas com várias unidades interiores, normalmente integrando um reservatório de armazenamento, aquecedor suplementar Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/
30 e um controlador. Cada elemento pode ser comercializado como elemento sobresselente ou utilizado em combinação com um ou vários outros elementos. Cada elemento não é contudo comercializado como produto individual, ou seja, não funciona por si só, sem os demais elementos associados. A decisão final, sobre quais os elementos a utilizar é da responsabilidade do instalador de acordo com as necessidades de calor e outros requisitos técnicos. Quando este tipo de produtos são comercializados por grossitas o fabricante não sabe que elementos vão ser combinados no momento da venda ao consumidor. Nestas circunstâncias deve ser clarificados quais as etiquetas que o fabricante deve disponibilizar? De acordo com o Regulamento Delegado N.º 811/2013, artigo 5º Responsabilidade dos fornecedores e calendário declara que no caso de bombas de calor e da combinação de bombas de calor, deve ser disponibilizada uma etiqueta energética com cada aquecedor. Não declara que o fornecedor deve disponibilizar uma etiqueta para cada combinação possível, prevendo assim todas as etiquetas de sistemas mistos. O fornecedor pode decidir disponibilizar a etiqueta de um possível sistema misto, designadamente a que reflita a combinação mais comum. Deverá também disponibilizar, através da documentação que é fornecida, informação relativa a como e onde o agente que comercializa o sistema misto final pode encontrar mais informação para calcular e emitir as etiquetas energéticas das demais combinações possíveis. A etiqueta deve claramente identificar no campo do modelo, a combinação que representa. O artigo 3º não restringe o fornecedor à emissão de uma única etiqueta. O fornecedor pode disponibilizar a etiqueta energética de um aquecedor, bem como de um aquecedor combinado e de sistema misto para as combinações mais comuns. Se a unidade interna não é para utilização individual, mas sim como um elemento de um sistema, então não deve ser tratada como um produto individual o que faz com que esteja isento de etiqueta energética individual. Contudo, se a unidade interna for um reservatório que pode ser utlizado em combinação com qualquer tipo de caldeira ou bomba de calor, deve ser etiquetado como um reservatório. 18. A contribuição negativa F(1) = 3% deve ser utilizada mesmo que o produto tenha integrado um controlador e que como tal não esteja prevista a sua utilização como sistema misto com qualquer outro controlo? Sim. Caso contrário há o risco da incorreta utilização dos valores bonificados para cada para um dos diferentes controladores, que são acrescentados ao sistema misto pelo distribuidor, mesmo que não tenha sido considerada qualquer redução F(1) = 3% na declaração para emissão da etiqueta do produto. 19. Adicionalmente à etiqueta de produto é também possível incluir uma etiqueta de sistema misto (bomba de calor + controlador de temperatura) na unidade para a qual o valor bónus para o controlador de temperatura (1,5 5%) é adicionado ao valor etas? Caso contrário as bombas de calor geotérmicas não beneficiam de controladores de temperatura avançados. É possível que o fabricante (fornecedor) prepare uma etiqueta de sistema misto para diferentes combinações das bombas de calor e diferentes tipos de controladores e disponibilize as etiquetas juntamente com o aquecedor ambiente. Posteriormente o distribuidor pode selecionar e completar os elementos da etiqueta e ficha para o controlador que comercializa com a bomba de calor para aquecimento ambiente. O número apropriado e tipo de sensores e/ou termostatos para o controlador de temperatura selecionado devem ser incluídos no sistema misto. Se o fabricante (fornecedor) preencher e finalizar a etiqueta de sistema misto e ficha de produto, o número apropriado de sensores deve ser vendido juntamente com o aquecedor ambiente e controlador de temperatura. Guidelines de acompanhamento dos Regulamentos Delegados N.º 811/2013 e N.º 812/