Source: http://doczz.com.br/doc/329975/diretiva-n.%C2%BA-2006-126-ce---escola-de-condu%C3%A7%C3%A3o-mais-condu%C3%A7%C3%A3o
Timestamp: 2020-05-27 01:41:33+00:00
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Diretiva n.º 2006/126/CE - Escola de Condução Mais Condução - Carros
Diretiva n.º 2006/126/CE - Escola de Condução Mais Condução
exigem maior harmonização por forma a contribuir para
a realização das políticas comunitárias.
e, nomeadamente, o seu artigo 71.o,
A faculdade de impor disposições nacionais em matéria
de prazo de validade, prevista na Directiva 91/439/CEE,
tem por consequência a coexistência de regras diferentes
nos diversos Estados-Membros e a circulação de mais
de 110 modelos diferentes de cartas de condução válidos
nos Estados-Membros. Esta situação cria problemas de
transparência aos cidadãos, às forças da ordem e às administrações responsáveis pela gestão das cartas de
condução e leva à falsificação de documentos que por
vezes datam de há várias décadas.
Para evitar que o modelo único de carta de condução
europeia venha a ser mais um modelo para além
dos 110 já em circulação, os Estados-Membros deverão
tomar todas as medidas necessárias para emitir este
modelo único a todos os titulares de carta de condução.
A presente directiva não deve prejudicar o direito de
condução concedido ou adquirido antes da data da sua
As cartas de condução são reconhecidas reciprocamente.
Os Estados-Membros deverão poder aplicar o prazo de
validade prescrito na presente directiva a uma carta de
condução sem validade administrativa limitada emitida
por outro Estado-Membro e cujo titular tenha residido
no seu território durante mais de dois anos.
A introdução de um prazo de validade administrativa
para as novas cartas de condução deveria permitir aplicar
as mais recentes medidas contra a falsificação e aplicar,
por ocasião da renovação periódica, as disposições relativas aos exames médicos ou outras medidas previstas
A Directiva 91/439/CEE do Conselho, de 29 de Julho
de 1991, relativa à carta de condução (3) foi bastante alterada em várias ocasiões. Uma vez que estão a ser introduzidas novas alterações na referida directiva, é conveniente,
por motivos de clareza, que as disposições em questão
sejam reformuladas.
A regulamentação relativa à carta de condução é um
elemento indispensável para realizar a política comum
dos transportes, contribuindo para melhorar a segurança
rodoviária e facilitar a circulação das pessoas que se estabelecem num Estado-Membro distinto daquele que emitiu
a carta de condução. Atendendo à importância dos meios
de transporte individuais, a posse de uma carta de
condução devidamente reconhecida pelo Estado de
acolhimento pode assim favorecer a livre circulação e a
liberdade de estabelecimento das pessoas. Apesar dos
progressos realizados na harmonização das regras relativas à carta de condução, subsistem divergências significativas entre Estados-Membros no que se refere às regras
sobre a periodicidade de renovação das cartas de
condução e sobre as subcategorias de veículos, que
(2) Parecer do Parlamento Europeu de 23 de Fevereiro de 2005 (JO C 304
E de 1.12.2005, p. 202), posição comum do Conselho
de 18 de Setembro de 2006 (JO L 295 E de 2.12.2006, p. 1) e posição
do Parlamento Europeu de 14 de Dezembro de 2006 (ainda não publicada no Jornal Oficial). Decisão do Conselho de 19 de Dezembro
(3) JO L 237 de 24.8.1991, p. 1. Directiva com a última redacção que lhe
foi dada pelo Regulamento (CE) n.o 1882/2003 do Parlamento Europeu
e do Conselho (JO L 284 de 31.10.2003, p. 1).
Por razões de segurança rodoviária, é necessário fixar as
condições mínimas para a emissão de uma carta de
condução. É necessário proceder à harmonização das
normas relativas ao exame de condução e à emissão da
carta de condução. Para tanto, é necessário definir os
conhecimentos, as aptidões e os comportamentos associados à condução de veículos a motor, o exame de
condução deve ser estruturado com base nesses conceitos
e redefinir as normas mínimas relativas à aptidão física e
mental para a condução de tais veículos.
É necessário adoptar disposições específicas que favoreçam o acesso das pessoas com deficiência física à
Por razões de segurança rodoviária, é necessário que os
Estados-Membros possam aplicar as suas disposições
nacionais em matéria de apreensão, suspensão, renovação
e cassação da carta de condução a qualquer titular de
uma carta de condução que tenha passado a ter a residência habitual no seu território.
Os condutores de veículos destinados ao transporte de
pessoas ou mercadorias devem comprovar o cumprimento de normas mínimas de aptidão física e mental
para a condução por ocasião da emissão da carta de
condução e, em seguida, periodicamente. Esses controlos
regulares em conformidade com regras nacionais de
cumprimento de normas mínimas contribuirão para a
livre circulação de pessoas, evitarão distorções da concorrência e terão melhor em conta a responsabilidade específica dos condutores desses veículos. Os Estados-Membros
devem poder impor a realização de exames médicos para
garantir o respeito das normas mínimas de aptidão física
e mental para conduzir outros veículos a motor. Por
motivos de transparência, estes exames devem coincidir
com uma renovação da carta de condução e, consequentemente, ser determinados em função do prazo de validade da carta.
O modelo de carta de condução estabelecido na Directiva 91/439/CEE deve ser substituído por um modelo
único com o formato de um cartão plastificado. Este
modelo de carta de condução carece ao mesmo tempo de
uma adaptação devido à introdução de uma nova categoria de carta de condução para os ciclomotores e de
uma nova categoria de carta de condução para os motociclos.
A introdução facultativa de uma micropastilha no
modelo de carta de condução do tipo cartão plastificado
deve permitir aos Estados-Membros melhorar o nível de
protecção contra a fraude. Os Estados-Membros devem
ter flexibilidade para incluir na micropastilha dados
nacionais, desde que estes não interfiram com os dados
habitualmente acessíveis. Os requisitos técnicos do
circuito integrado deverão ser fixados pela Comissão,
assistida pelo Comité da carta de condução.
É necessário reforçar o princípio do acesso gradual às
categorias de veículos de duas rodas e às categorias de
veículos destinados ao transporte de passageiros e de
Devem ser estabelecidas normas mínimas relativas ao
acesso à profissão de examinador e aos requisitos de
formação para melhorar os conhecimentos e as aptidões
dos examinadores, o que permite garantir uma avaliação
mais objectiva dos candidatos à carta de condução e
obter uma maior harmonização dos exames de
Todavia, os Estados-Membros deverão ser autorizados a
estabelecer um limite de idade superior para a condução
de determinadas categorias de veículos a fim de
promover a segurança rodoviária; em casos excepcionais,
os Estados-Membros deverão ser autorizados a estabelecer limites de idade inferiores para tomar em consideração a situação nacional específica.
As medidas necessárias à execução da presente directiva
devem ser aprovadas nos termos da Decisão 1999/468/
/CE do Conselho, de 28 de Junho de 1999, que fixa as
regras de exercício das competências de execução atribuídas à Comissão (1).
As definições das categorias devem reflectir melhor as
características técnicas dos veículos em causa, bem como
a aptidão necessária à condução de veículos.
A introdução de uma categoria de carta de condução
para os ciclomotores destina-se, em especial, a reforçar a
segurança rodoviária no que respeita aos condutores mais
jovens, que, segundo as estatísticas, são os mais afectados
pelos acidentes rodoviários.
Em especial, dever ser atribuída competência à Comissão
para estabelecer os critérios necessários para a aplicação
da presente directiva. Atendendo a que têm alcance geral
e se destinam a alterar elementos não essenciais da
presente directiva, essas medidas devem ser aprovadas
pelo procedimento de regulamentação com controlo
previsto no artigo 5.o-A da Decisão 1999/468/CE.
(1) JO L 184 de 17.7.1999, p. 23 (rectificação no JO L 269 de 19.10.1999,
p. 45). Decisão com a redacção que lhe foi dada pela Decisão 2006/
/512/CE (JO L 200 de 22.7.2006, p. 11).
Dado que os objectivos da presente directiva não podem
ser suficientemente realizados pelos Estados-Membros e
podem pois, devido à sua dimensão e efeitos, ser melhor
alcançados a nível comunitário, a Comunidade pode
tomar medidas em conformidade com o princípio da
subsidiariedade consagrado no artigo 5.o do Tratado. Em
conformidade com o princípio da proporcionalidade
consagrado no mesmo artigo, a presente directiva não
excede o necessário para alcançar aqueles objectivos.
necessárias ao processamento da carta de condução por computador.
A presente directiva não prejudica as obrigações dos
Estados-Membros no que se refere aos prazos de transposição para o direito nacional e de aplicação das directivas
indicadas na Parte B do Anexo VII.
1. As cartas de condução emitidas pelos Estados-Membros
serão reciprocamente reconhecidas.
2. Sempre que o titular de uma carta de condução nacional
válida sem o prazo de validade administrativo previsto no n. o 2
do artigo 7.o transferir a sua residência habitual para um Estado-Membro diferente do que emitiu a carta de condução, o Estado-Membro de acolhimento pode aplicar à carta de condução os
prazos de validade administrativa previstos no referido artigo,
renovando a carta de condução, no prazo de dois anos a contar
da data em que o seu titular passou a residir habitualmente no
Os Estados-Membros devem criar uma carta de condução
nacional de acordo com o modelo comunitário descrito no
Anexo I, em conformidade com o disposto na presente directiva.
O sinal distintivo do Estado-Membro que emite a carta figurará
no emblema desenhado na página 1 do modelo comunitário de
Sem prejuízo das regras relativas à protecção de dados, os
Estados-Membros podem introduzir, como parte integrante da
carta de condução um suporte de armazenamento (micropastilha), a partir do momento em que a Comissão estabeleça os
requisitos relativos à micropastilha previstos no Anexo I, que
visam modificar os elementos não essenciais da presente directiva, completando-a, em conformidade com o procedimento a
que se refere o n.o 2 do artigo 9.o. Esses requisitos técnicos
devem prever a homologação CE, a qual só poderá ser concedida quando for demonstrada a capacidade de resistência a
tentativas de manipulação ou alteração dos dados.
1. Os Estados-Membros adoptarão todas as disposições
adequadas para evitar os riscos de falsificação das cartas de
condução, incluindo os modelos de cartas de condução emitidas
antes da entrada em vigor da presente directiva. Do facto, informarão a Comissão.
2. O material utilizado para a carta de condução previsto no
Anexo I deve ser protegido contra a falsificação em aplicação
das especificações que visem modificar os elementos não essenciais da presente directiva, completando-a, e que forem estabelecidas pela Comissão em conformidade com o procedimento a
que se refere o n.o 2 do artigo 9.o. Os Estados-Membros têm
liberdade para introduzir dispositivos de segurança complementares.
3. Os Estados-Membros deverão garantir que, até 19 de
Janeiro de 2033, todas as cartas de condução emitidas ou em
circulação preencham todos os requisitos da presente directiva.
A micropastilha deverá conter os dados harmonizados da
carta de condução especificados no Anexo I.
Após consulta à Comissão, os Estados-Membros podem armazenar dados adicionais, desde que estes não interfiram de modo
algum com a aplicação da presente directiva.
Em conformidade com o procedimento a que se refere o n.o 2
do artigo 9.o, a Comissão pode alterar o Anexo I a fim de assegurar uma interoperabilidade futura.
Com o acordo da Comissão, os Estados-Membros podem
introduzir no modelo constante do Anexo I as adaptações
1. A carta de condução prevista no artigo 1.o habilita a
conduzir os veículos com motor de propulsão das categorias
adiante definidas. Pode ser emitida a partir da idade mínima
indicada para cada categoria. A expressão «veículo com motor
de propulsão» designa qualquer veículo autopropulsionado que
circule por estrada pelos seus próprios meios, com excepção
dos veículos que se deslocam sobre carris.
— veículos de duas ou três rodas com uma velocidade máxima
de projecto que não exceda 45 quilómetros por hora, tal
como definidos na alínea a) do n.o 2 do artigo 1.o da Directiva 2002/24/CE do Parlamento Europeu e do Conselho,
de 18 de Março de 2002, relativa à homologação dos
veículos a motor de duas ou três rodas (1) (com excepção
dos veículos com uma velocidade máxima de projecto inferior ou igual a 25 km/h) e quadriciclos ligeiros tal como
definidos na alínea a) do n.o 3 do artigo 1.o da Directiva 2002/24/CE;
— a idade mínima para a categoria AM é fixada em 16 anos.
Motociclos com ou sem carro lateral e triciclos a motor
— o termo «motociclo» designa os veículos de duas rodas com
ou sem carro lateral, tal como definidos na alínea b) do n.
o 2 do artigo 1.o da Directiva 2002/24/CE.
— o termo «triciclo a motor» designa os veículos de três rodas
simetricamente dispostas tal como definidos na alínea c) do
n.o 2 do artigo 1.o da Directiva 2002/24/CE.
— motociclos ligeiros com uma cilindrada máxima de 125
centímetros cúbicos, uma potência máxima de 11 kW e
uma relação potência/peso inferior ou igual a 0,1 kW/kg;
— a expressão «veículo a motor» designa qualquer veículo com
motor de propulsão utilizado normalmente para o transporte rodoviário de pessoas ou mercadorias ou para a
tracção em estrada de veículos utilizados no transporte de
pessoas ou mercadorias. Este termo engloba os troleicarros,
isto é, os veículos ligados a uma catenária que não circulam
sobre carris. Não engloba os tractores agrícolas e florestais;
— a expressão «tractor agrícola ou florestal» designa qualquer
veículo com motor de propulsão, dotado de rodas ou
lagartas, com dois eixos no mínimo, cuja função resida
essencialmente na sua potência de tracção e que seja especialmente concebido para puxar, empurrar, suportar ou
accionar certas alfaias, máquinas ou reboques destinados a
utilizações agrícolas ou florestais, e cuja utilização no transporte rodoviário de pessoas ou mercadorias ou na tracção
por estrada de veículos utilizados no transporte de pessoas
ou mercadorias seja apenas acessória.
— quadriciclos a motor, tal como definidos na alínea b) do
n.o 3 do artigo 1.o da Directiva 2002/24/CE;
— a idade mínima para a categoria B1 é fixada em 16 anos;
— triciclos a motor com uma potência máxima de 15 kW;
— a idade mínima para a categoria A1 é fixada em 16 anos;
— motociclos de potência máxima de 35 kW e uma relação
potência/peso inferior a 0,2 kW/kg, não derivados de
uma versão que tenha mais do dobro da potência
— a idade mínima para a categoria A2 é fixada em 18 anos;
— a idade mínima para a categoria A é fixada em
20 anos. No entanto, o acesso à condução de motociclos desta categoria fica dependente da aquisição de
uma experiência mínima de dois anos em motociclos
abrangidos pela carta de condução A2. Esta experiência prévia pode não ser exigida caso o candidato
tenho pelo menos 24 anos;
— No caso dos triciclos a motor com uma potência
superior a 15 kW, a idade mínima é fixada em
(1) JO L 124 de 9.5.2002, p. 1. Directiva com última redacção que lhe foi
dada pela Directiva 2005/30/CE da Comissão (JO L 106 de 27.4.2005,
— a categoria B1 é facultativa; nos Estados-Membros que
não introduzirem esta categoria de carta de condução,
será exigida uma carta de condução de veículos da categoria B para a condução desses veículos.
veículos a motor com massa máxima autorizada não superior a 3 500 kg e concebidos e construídos para transportar
um número de passageiros não superior a oito, sem contar
com o condutor; aos veículos a motor desta categoria pode
ser acoplado um reboque com massa autorizada não superior a 750 kg.
Sem prejuízo das disposições relativas à homologação dos
veículos em causa, aos veículos a motor desta categoria pode
ser acoplado um reboque com massa autorizada não superior a 750 kg, desde que a massa máxima autorizada do
conjunto assim formado não exceda 4 250 kg. No caso de o
conjunto assim formado exceder 3 500 kg, os Estados-Membros exigirão, nos termos do disposto no Anexo V, que
tal conjunto seja conduzido unicamente depois
— de uma formação completa, ou
— de aprovação num exame de controlo de aptidão e de
Os Estados-Membros poderão também exigir simultaneamente uma formação e a passagem de um exame de
controlo de aptidão e de comportamento.
veículos a motor diferentes dos das categorias D1 e D, cuja
massa máxima autorizada exceda 3 500 kg e concebidos e
construídos para transportar um número de passageiros, não
superior a oito, sem contar com o condutor; aos veículos a
motor desta categoria pode ser acoplado um reboque cuja
massa máxima autorizada não exceda 750 kg;
— sem prejuízo das disposições relativas à homologação
dos veículos em causa, conjuntos de veículos acoplados,
compostos por um veículo tractor pertencente à categoria B e um reboque ou semi-reboque, em que a massa
máxima autorizada do reboque ou do semi-reboque não
exceda 3 500 kg;
— a idade mínima para a categoria BE é fixada em 18 anos;
veículos a motor diferentes dos das categorias D1 ou D, com
massa máxima autorizada superior a 3 500 kg e inferior
a 7 500 kg e concebidos e construídos para transportar um
número de passageiros não superior a oito, sem contar com
o condutor; aos veículos a motor desta categoria pode ser
acoplado um reboque cuja massa máxima autorizada não
exceda 750 kg;
compostos por um veículo tractor pertencente à categoria C1 e um reboque ou semi-reboque com massa
máxima autorizada superior a 750 kg, desde que a massa
máxima autorizada do conjunto assim formado não
exceda 12 000 kg;
compostos por um veículo tractor pertencente à
categoria B e um reboque ou semi-reboque com massa
máxima autorizada superior a 3 500 kg, desde que a
massa máxima autorizada do conjunto assim formado
não exceda 12 000 kg;
— a idade mínima para as categorias C1 e C1E é fixada em
18 anos, sem prejuízo das disposições relativas à
condução desses veículos constantes da Directiva 2003/
/59/CE do Parlamento Europeu e do Conselho,
de 15 de Julho de 2003, relativa à qualificação inicial e à
formação contínua dos motoristas de determinados
veículos afectos ao transporte de mercadorias e de passageiros (1);
(1) JO L 226 de 10.9.2003, p. 4. Directiva com a redacção que lhe foi dada
pela Directiva 2004/66/CE (JO L 168 de 1.5.2004, p. 35).
dos veículos em causa, conjuntos de veículos acoplados
categoria C e um reboque ou semi-reboque cuja massa
máxima autorizada exceda 750 kg;
— a idade mínima para as categorias C e CE é fixada em
21 anos, sem prejuízo das disposições relativas à
/59/CE;
veículos a motor concebidos e construídos para o transporte
de um número não superior a dezasseis passageiros, sem
contar com o condutor, e um comprimento máximo não
superior a 8 m; aos veículos a motor desta categoria pode
ser acoplado um reboque cuja massa máxima autorizada não
compostos por um veículo tractor pertencente à categoria D1 e um reboque com massa máxima autorizada
superior a 750 kg;
— a idade mínima para as categorias D1 e D1E é fixada em
de um número de passageiros superior a oito, sem contar
com o condutor; aos veículos a motor que podem ser conduzidos com uma carta da categoria D pode ser acoplado um
reboque cuja massa máxima autorizada não exceda 750 kg;
categoria D e um reboque cuja massa máxima autorizada
exceda 750 kg.
— a idade mínima para as categorias D e DE é fixada em
24 anos, sem prejuízo das disposições relativas à
Após acordo da Comissão, os Estados-Membros podem
excluir do âmbito de aplicação do presente artigo alguns tipos
de veículos a motor específicos, como, por exemplo, os veículos
especiais para pessoas com deficiência.
Os Estados-Membros podem isentar da aplicação da presente
directiva veículos utilizados pelas forças armadas e pela defesa
civil, directamente ou sob o seu controlo.
1. A carta de condução deve mencionar as condições em que
o condutor está habilitado a conduzir.
2. Se, devido a deficiências físicas, apenas for autorizada a
condução de determinados tipos de veículos ou de veículos
adaptados, o exame de controlo de aptidão e de comportamento
previsto no artigo 7.o deve realizar-se num veículo desse tipo.
Os Estados-Membros podem elevar ou baixar a idade
mínima para a emissão da carta de condução do seguinte modo:
c) para […] a categoria A1, podem elevá-la para 17 ou 18
— se existir uma diferença de dois anos entre a idade
mínima para a categoria A1 e a idade mínima para a
categoria A2, e
— se existir a exigência de um período mínimo de dois anos
de experiência com motociclos da categoria A2 antes do
acesso à condução de motociclos da categoria A, tal
como disposto na subalínea i), alínea c), n.o 3, artigo 4.o;
Os Estados-Membros podem baixar para 18 anos a idade
mínima para a categoria C e para 21 anos a idade mínima para
a categoria D quando se trate de:
a) veículos utilizados pelos bombeiros e veículos utilizados na
manutenção da ordem pública;
As cartas de condução emitidas, em conformidade com o
presente número, a pessoas com uma idade inferior à prevista
nos n.os 2 a 4 só são válidas no território do Estado-Membro de
emissão enquanto o seu titular não tiver atingido o limite
mínimo de idade previsto nos n.os 2 a 4.
1. A emissão da carta de condução depende das seguintes
a) As cartas para as categorias C1, C, D1 e D só podem ser
emitidas a condutores já habilitados para a categoria B;
b) As cartas para as categorias BE, C1E, CE, D1E e DE só
podem ser emitidas a condutores já habilitados para as categorias B, C1, C, D1 ou D, respectivamente.
2. A validade da carta de condução é fixada do seguinte
a) As cartas emitidas para as categorias C1E, CE, D1E ou DE
são válidas para os conjuntos de veículos da categoria BE;
b) As cartas emitidas para a categoria CE são válidas para a
categoria DE, desde que o seu titular já se encontre habilitado
a conduzir veículos da categoria D;
c) As cartas emitidas para as categorias CE e DE são válidas
para os conjuntos de veículos das categorias C1E e D1E,
d) As cartas emitidas para qualquer categoria são válidas para
os veículos da categoria AM. No entanto para as cartas
emitidas no seu território, um Estado-Membro pode limitar
as equivalências para a categoria AM às categorias A1, A2
e A, desde que esse Estado-Membro imponha um exame
prático como condição de obtenção da categoria AM;
e) As cartas emitidas para a categoria A2 são válidas igualmente
para a categoria A1;
Os Estados-Membros podem reconhecer a validade, no seu território, das cartas de condução cujo titular tenha idade inferior às
idades mínimas previstas nos n.os 2 a 4.
f) As cartas emitidas para as categorias A, B, C ou D são válidas
para as categorias A1, A2, B1, C1 ou D1, respectivamente.
Os Estados-Membros podem conceder, para a condução
Atendendo a que este número só é válido nos respectivos territórios, os Estados-Membros não indicarão na carta de condução
Os Estados-Membros podem, após consulta à Comissão,
autorizar a condução no seu território:
a) de veículos da categoria D1 (com massa máxima autorizada
de 3 500 kg (em que não se incluem os equipamentos especializados destinados ao transporte de passageiros com deficiências) por condutores com idade mínima de 21 anos e
detentores, pelo menos há dois anos, de uma carta de
condução da categoria B, desde que esses veículos sejam utilizados para fins sociais por organizações não comerciais e a
sua condução seja assegurada por condutores voluntários
não remunerados;
b) de veículos com massa máxima autorizada superior
a 3 500 kg por condutores com a idade mínima de 21 anos
e detentores, há pelo menos dois anos, de uma carta de
condução da categoria B, desde que esses veículos se
destinem essencialmente a ser utilizados, quando estacionados, para fins de instrução ou recreio, sejam utilizados
para fins sociais por organizações não comerciais e tenham
sido modificados de modo a não poderem ser utilizados para
o transporte de mais de nove pessoas nem para o transporte
de mercadorias de qualquer natureza que não as absolutamente necessárias para a utilização que lhes foi atribuída.
As cartas de condução só serão emitidas aos candidatos:
a) aprovados num exame de controlo de aptidão e de comportamento e num exame teórico de avaliação dos conhecimentos, e que satisfaçam as normas médicas, nos termos dos
Anexos II e III;
b) aprovados unicamente num exame teórico de avaliação dos
conhecimentos, no que diz respeito à categoria AM. Os
Estados-Membros podem impor um exame de avaliação da
aptidão e do comportamento e um exame médico para esta
Para os triciclos e quadriciclos desta categoria, os Estados-Membros podem impor um exame distinto de controlo de
aptidão e de comportamento. Para a diferenciação dos
veículos da categoria AM, o respectivo código nacional pode
ser inserido na carta de condução;
c) que, no que se refere à categoria A2 ou à categoria A,
tenham passado um exame de controlo de aptidão e de
comportamento unicamente, ou tenham completado uma
formação nos termos do Anexo VI, na condição de terem
adquirido um mínimo de dois anos de experiência num
motociclo da categoria A1 ou da categoria A2, respectivamente;
d) que tenham completado uma formação ou passado um
exame de controlo de aptidão e de comportamento, ou
completado uma formação e passado um teste de controlo
de aptidão e de comportamento nos termos do Anexo V no
que se refere à categoria B para conduzir um conjunto de
veículos tal como definido no segundo parágrafo da alínea b)
do n.o 4 do artigo 4.o.
e) que tenham a sua residência habitual no território do Estado-Membro emissor da carta de condução, ou que possam
provar a sua qualidade de estudantes nesse Estado-Membro
durante pelo menos seis meses.
2. a) A partir de 19 de Janeiro de 2013, as cartas de condução
emitidas pelos Estados-Membros para as categorias AM,
A1, A2, A, B, B1 e BE têm uma validade administrativa
Um Estado-Membro pode preferir emitir essas licenças
com uma validade administrativa limitada a 15 anos.
b) A partir de 19 de Janeiro de 2033, as cartas de condução
emitidas pelos Estados-Membros para as categorias C, CE,
C1, C1E, D, DE, D1 e D1E têm uma validade administrativa de 5 anos.
c) A renovação de uma carta de condução pode dar início a
um novo prazo de validade administrativa para outra
categoria ou categorias de veículos que o titular da carta
está habilitado a conduzir, desde que tal esteja em conformidade com as condições da presente directiva.
d) A presença da micropastilha prevista no artigo 1. o não
constitui um pré-requisito para a validade da carta de
condução. A perda, a ilegibilidade ou qualquer outro tipo
de dano da micropastilha não afectam a validade do
a) à observância constante das normas mínimas de aptidão
física e mental para a condução previstas no Anexo III para
as cartas de condução das categorias C, CE, C1, C1E, D, DE,
D1, D1E; e
b) à existência de residência habitual no território do Estado-Membro emissor da carta de condução, ou à prova de que o
candidato aí efectuou estudos durante pelo menos seis
Aquando da renovação de cartas de condução das categorias
AM, A, A1, A2, B, B1 e BE, os Estados-Membros podem impor
um exame com base nas normas mínimas de aptidão física e
mental para a condução previstas no Anexo III.
Os Estados-Membros podem limitar o prazo de validade administrativa, fixado no n.o 2, das cartas de condução emitidas para
novos condutores, seja qual for a sua categoria, para efeitos da
aplicação de medidas específicas a esses condutores, a fim de
aumentar a segurança rodoviária.
tivas à inibição ou retirada do direito de conduzir se ficar
provado que uma carta foi emitida sem as condições estarem
Os Estados-Membros poderão limitar a três anos o
validade administrativa da primeira carta de condução
novos condutores para as categorias C e D, para
aplicar medidas específicas a tais condutores de
melhorar a sua segurança rodoviária.
Os Estados-Membros podem limitar o prazo de validade administrativa, fixado no n.o 2, de uma carta de condução, seja qual
for a sua categoria, caso se revele necessário aumentar a
frequência dos exames médicos ou aplicar outras medidas específicas, tais como restrições para os infractores em matéria de
As alterações necessárias para adaptar os Anexos I a VI ao
progresso científico e técnico são aprovadas os termos do n. o 2
do artigo 9.o.
1. A Comissão é assistida pelo «Comité da Carta de
Condução».
Os Estados-Membros podem reduzir o prazo de validade administrativa, fixado no n.o 2, das cartas de condução dos titulares
residentes no seu território que tenham completado 50 anos de
idade, a fim de aumentar a frequência dos exames médicos ou
de aplicar outras medidas específicas, tais como cursos de actualização. Este prazo de validade administrativa reduzido só pode
ser aplicado aquando da renovação da carta de condução.
2. Sempre que se faça referência ao presente artigo, são aplicáveis os n.os 1 a 4 do artigo 5.o-A e o artigo 7.o da
Sem prejuízo das disposições nacionais penais e de polícia,
os Estados-Membros, após consulta à Comissão, podem aplicar
à emissão da carta de condução as disposições da sua regulamentação nacional relativa a condições diferentes das contempladas na presente directiva.
5. a) Ninguém pode ser titular de mais do que uma carta de
b) Um Estado-Membro recusar-se-á a emitir uma carta de
condução se comprovar que o candidato já é titular de
uma carta de condução;
c) Os Estados-Membros tomarão as medidas necessárias nos
termos da alínea b). Tais medidas, no que se refere à
emissão, substituição, renovação ou troca de uma carta
de condução, serão constituídas pela verificação, com
outros Estados-Membros, da existência de razões para
suspeitar que o candidato é já titular de outra carta de
d) Para facilitar os controlos nos termos da alínea b), os
Estados-Membros utilizarão a rede de cartas de condução
da UE quando estiver operacional.
Sem prejuízo do artigo 2.o, os Estados-Membros que emitem
uma carta actuarão com a devida diligência para garantir que
uma pessoa preenche as condições estabelecidas no n.o 1 do
presente artigo e aplicarão as suas disposições nacionais rela-
A partir da entrada em vigor da presente directiva, os examinadores devem cumprir os requisitos mínimos estabelecidos no
Os examinadores em funções até 19 de Janeiro de 2033 ficam
sujeitos apenas aos requisitos relativos às garantias de qualidade
e às medidas de formação contínua regular.
1. No caso de o titular de uma carta de condução válida
emitida por um Estado-Membro ter adquirido residência habitual noutro Estado-Membro, pode solicitar a troca da sua carta
de condução por outra carta equivalente. Compete ao Estado-Membro que proceder à troca verificar para que categoria a
carta apresentada é efectivamente válida.
2. Sem prejuízo do cumprimento do princípio da territorialidade das leis penais e de polícia, o Estado-Membro de residência
habitual pode aplicar ao titular de uma carta de condução
emitida por outro Estado-Membro as suas disposições nacionais
em matéria de restrição, suspensão, retirada ou inibição do
direito de conduzir e, se necessário, proceder, para o efeito, à
troca dessa carta.
O Estado-Membro que proceder à troca enviará a antiga
carta às autoridades do Estado-Membro que a tiver emitido,
especificando os motivos dessa formalidade.
Um Estado-Membro recusará emitir uma carta de
condução a um candidato cuja carta de condução tenha sido
objecto de restrição, suspensão ou retirada noutro Estado-Membro.
Um Estado-Membro recusará reconhecer a validade de qualquer
carta de condução emitida por outro Estado-Membro a uma
pessoa cuja carta de condução seja objecto de restrição,
suspensão ou retirada no seu território.
Um Estado-Membro pode igualmente recusar emitir uma carta
de condução a um candidato cuja carta de condução tenha sido
cassada noutro Estado-Membro.
A substituição de uma carta de condução na sequência,
nomeadamente, de perda ou roubo apenas poderá ser obtida
junto das autoridades competentes do Estado-Membro em que o
titular tenha a sua residência habitual; estas procederão à substituição com base nas informações que possuírem ou, eventualmente, numa certidão das autoridades competentes do Estado-Membro que emitiu a carta de condução inicial.
Sempre que um Estado-Membro trocar uma carta emitida
por um país terceiro por uma carta de condução de modelo
comunitário, esta troca deve ser registada na carta de modelo
comunitário, bem como em qualquer renovação ou substituição
Esta troca só pode ser efectuada se a carta emitida pelo país
terceiro tiver sido entregue às autoridades competentes do
Estado-Membro que procede à troca. Em caso de mudança da
residência habitual do titular dessa carta para outro Estado-Membro, este último poderá não aplicar o princípio do reconhecimento mútuo estabelecido no artigo 2.o.
Para efeitos da presente directiva, entende-se por «residência
habitual» o local onde uma pessoa vive habitualmente, isto é,
durante pelo menos 185 dias por ano civil, em consequência de
vínculos pessoais e profissionais ou, no caso de uma pessoa sem
vínculos profissionais, em consequência de vínculos pessoais,
indiciadores de relações estreitas entre essa pessoa e o local onde
No entanto, no caso de uma pessoa cujos vínculos profissionais
se situem num local diferente daquele em que tem os seus
vínculos pessoais e que, por esse motivo, é levada a residir alternadamente em diferentes locais situados em dois ou mais
Estados-Membros, considera-se que a residência habitual se situa
no local onde tem os seus vínculos pessoais, com a condição de
a referida pessoa aí regressar regularmente. Esta última condição
não é exigida quando a pessoa em questão efectua uma estadia
num Estado-Membro para cumprimento de uma missão de
duração determinada. A frequência de uma universidade ou
escola não implica a transferência da residência habitual.
1. Obtido o acordo da Comissão, os Estados-Membros estabelecerão equivalências entre os direitos obtidos antes da
entrada em vigor da presente directiva e as categorias definidas
no artigo 4.o.
Após consulta à Comissão, os Estados-Membros poderão introduzir nas suas legislações nacionais as adaptações necessárias
para a aplicação do disposto nos n.os 4, 5 e 6 do artigo 11.o.
2. Qualquer direito de conduzir concedido até 19 de Janeiro
de 2013 não poderá ser anulado ou de qualquer modo restringido pelas disposições da presente directiva.
A partir de 19 de Janeiro de 2018, a Comissão apresentará um
relatório sobre a aplicação da presente directiva, nomeadamente
sobre o seu impacto na segurança rodoviária.
Os Estados-Membros prestar-se-ão mutuamente assistência na
aplicação da presente directiva e trocarão informações sobre as
cartas de condução que tenham emitido, trocado, substituído,
renovado ou cassado, para o que utilizarão a rede de cartas de
condução da UE criada para o efeito, quando essa rede estiver
1. Os Estados-Membros adoptarão e publicarão, o mais
tardar até 19 de Janeiro de 2011, as disposições legislativas,
regulamentares e administrativas necessárias para dar cumprimento ao n.o 1 do artigo 1.o, ao artigo 3.o, aos n.os 1, 2, 3 e 4,
alíneas b) a k), do artigo 4.o, aos n.os 1, 2, alíneas a), c), d) e e)
do artigo 6.o, aos n.os 1, alíneas b), c) e d), 2, 3 e 5 do artigo 7.
o, ao artigo 8.o, ao artigo 10.o, ao artigo 13.o, ao artigo 14.o, ao
artigo 15.o, assim como ao ponto 2 do Anexo I, ao ponto 5.2
do Anexo II, no que se refere às categorias A1, A2 e A, ao
Anexo IV, V e VI. Os Estados-Membros comunicarão imediatamente à Comissão o texto das referidas disposições.
Os Estados-Membros aplicarão essas disposições a partir
de 19 de Janeiro de 2013.
estas deverão incluir uma referência à presente directiva ou ser
oficial. Deverão igualmente conter uma menção precisando que
as referências feitas nas disposições legislativas, regulamentares e
administrativas em vigor às directivas revogadas pela presente
directiva devem ser entendidas como referências à presente
directiva. As modalidades dessa referência e a formulação dessa
menção serão estabelecidas pelos Estados-Membros.
O n.o 1 do artigo 2.o, o artigo 5.o, o n.o 2, alínea b), do artigo 6.
, o n.o 1, alínea a), do artigo 7.o, o artigo 9.o, os n.os 1, 3, 4, 5
e 6 do artigo 11.o, o artigo 12.o e os Anexos I, II e III são aplicáveis a partir de 19 de Janeiro de 2009.
Os Estados-Membros comunicarão à Comissão o texto das
principais disposições de direito interno que aprovarem nas
matérias reguladas pela presente directiva.
A Directiva 91/439/CEE, é revogada com efeitos a partir de 19
de Janeiro de 2013, sem prejuízo das obrigações dos Estados-Membros no que respeita aos prazos de transposição da directiva para o direito nacional indicados na Parte B do Anexo VII.
O n.o 4 do artigo 2.o da Directiva 91/439/CEE será revogado em
As referências à directiva revogada devem entender-se como
referências à presente directiva e ser lidas de acordo com o
quadro de correspondências que consta do Anexo VIII.
1. As características físicas do modelo comunitário de carta de condução devem ser conformes com as normas ISO 7810
e ISO 7816-1.
Os métodos de verificação das características das cartas de condução para assegurar a sua conformidade com as
normas internacionais devem ser conformes com a norma ISO 10373.
— produção de cartas falsas: criar um novo objecto que exiba grande semelhança com o documento, seja realizando-o de raiz seja copiando-o de um documento original;
— alteração material: alterar a propriedade de um documento original, por exemplo modificando alguns dos dados
impressos no documento.
A segurança global reside no sistema na sua integralidade, que consiste no processo de candidatura, na transmissão de
dados, no material do corpo do cartão, na técnica de impressão, num conjunto mínimo de características de segurança
distintas e no processo de personalização.
a) O material utilizado para as cartas de condução deve ser protegido contra a falsificação utilizando as seguintes
técnicas (características de segurança obrigatórias):
— os corpos dos cartões devem ser não reactivos aos UV;
— um motivo de fundo de segurança concebido resistir à falsificação por leitura óptica, impressão ou fotocópia,
utilizando impressão irisada com tintas de segurança multicromáticas e impressão positiva e negativa em
guilhoché. O motivo não deve ser composto das cores primárias (CMYK), deve conter composições gráficas
complexas em pelo menos duas cores especiais e deve incluir microcaracteres;
— elementos ópticos variáveis que ofereçam protecção adequada contra a cópia ou adulteração da fotografia;
— gravação a laser;
— na zona da fotografia o fundo de segurança e a fotografia devem sobrepor-se, pelo menos no bordo (motivo
evanescente).
b) Além disso, o material utilizado para as cartas de condução deve ser protegido contra a falsificação recorrendo a
pelo menos três das seguintes técnicas (características de segurança suplementares):
— tintas que mudam de cor*,
— tinta termocromática*,
— hologramas personalizados*,
— imagens laser variáveis*,
— tinta fluorescente ultravioleta, visível e transparente,
— impressão iridescente,
— marca de água digital no fundo,
— pigmentos infra-vermelhos ou fosforescentes,
— caracteres, símbolos ou motivos sensíveis ao tacto*.
c) Os Estados-Membros têm a liberdade de introduzir características de segurança suplementares. Em regra, deve ser
dada preferência às técnicas assinaladas com asterisco, pois estas permitem que as forças da ordem verifiquem a
validade do cartão sem quaisquer meios especiais.
a) A menção «Carta de Condução» impressa em grande formato na(s) língua(s) do Estado-Membro que emite a carta.
c) A sigla distintiva do Estado-Membro que emite a carta, impressa em negativo num rectângulo azul rodeado por
doze estrelas amarelas; as siglas distintivas são as seguintes:
EST: Estónia
SLO: Eslovénia
b) Termo da vigência da carta de condução, ou um traço se a carta for válida indefinidamente, nos termos do
disposto na alínea c) do n.o 2 do artigo 7.o;
9. As categorias de veículos que o titular tem o direito de conduzir (as categorias nacionais são impressas num tipo
diferente do das categorias harmonizadas);
e) A menção «Modelo das Comunidades Europeias» na(s) língua(s) do Estado-Membro que emite a carta e a menção
«Carta de Condução» nas outras línguas da Comunidade, impressas a cor-de-rosa de forma a constituir a trama de
fundo da carta:
— azul: Pantone Reflex Blue,
— amarelo: Pantone Yellow.
A(s) categoria(s) de veículo(s) que o titular tem o direito de conduzir (as categorias nacionais são impressas
num tipo diferente do das categorias harmonizadas);
A data da primeira emissão para cada categoria (esta data deve ser transcrita na nova carta de condução em
caso de substituição ou troca posteriores);
Eventuais menções adicionais ou restritivas, sob forma codificada, indicadas diante de cada categoria em
— códigos 01 a 99: Códigos comunitários harmonizados
05. Utilização limitada (utilização obrigatória do sub-código, condução sujeita a restrições por motivos
05.01 Limitada a deslocações durante o dia (por exemplo: uma hora após o nascer do sol e uma hora
antes do pôr do sol)
05.02 Limitada a deslocações num raio de … km a contar da residência do titular ou apenas na cidade/
15.04 Divisória em frente do pedal de embraiagem/pedal de embraiagem dobrável/pedal de embraiagem
35.03 Dispositivos de comando accionáveis sem libertar o volante ou os acessórios (manípulo, garfo, etc.)
35.04 Dispositivos de comando accionáveis sem libertar o volante ou os acessórios (manípulo, garfo, etc.)
35.05 Dispositivos de comando accionáveis sem libertar o volante ou os acessórios (manípulo, garfo, etc.)
ou os comandos combinados do acelerador e do travão
43.01 Banco do condutor à altura adequada para permitir uma boa visão e à distância normal do volante
e do pedal
44.08 Altura do banco adequada para permitir ao condutor ter simultaneamente os dois pés na estrada
70. Troca de carta de condução n.o… emitida por… (símbolo UE/ONU caso se trate de um país terceiro; por
exemplo: 70.0123456789.NL)
71. Segunda via da carta de condução n.o… (símbolo UE/ONU caso se trate de um país terceiro; por exemplo:
72. Limitada a veículos da categoria A com uma cilindrada máxima de 125 cm 3 e uma potência máxima de 11
kW (A1)
76. Limitada a veículos da categoria C cuja massa máxima autorizada não exceda 7 500 kg (C1), com um
reboque cuja massa máxima autorizada exceda 750 kg, na condição de a massa máxima do conjunto não
exceder 12 000 kg e de a massa máxima autorizada do reboque não exceda a massa sem carga do veículo
tractor (C1E)
77. Limitada a veículos da categoria D com 16 lugares sentados no máximo, além do lugar do condutor (D1),
com um reboque cuja massa máxima autorizada exceda 750 kg, na condição de: a) a massa máxima autorizada do conjunto não exceder 12 000 kg e a massa máxima autorizada do reboque não exceder a massa
sem carga do veículo tractor; b) o reboque não ser utilizado para o transporte de pessoas (D1E)
95. Condutor titular de um CAP que satisfaz a obrigação de aptidão profissional prevista na Directiva 2003/
/59/CE até ... [por exemplo: 95.01.01.2012]
96. Condutor que completou uma formação ou passou um exame de controlo de aptidão e de comportamento
nos termos do disposto no Anexo V.
— códigos 100 e seguintes: Códigos nacionais válidos unicamente para condução no território do Estado que
emitiu a carta.
Quando um código se aplicar a todas as categorias para as quais é emitida a carta, pode ser impresso nas
rubricas 9, 10 e 11;
14. Um espaço reservado para a eventual inscrição pelo Estado-Membro que emite a carta de condução de referências indispensáveis para efeitos administrativos ou relacionados com a segurança rodoviária (referência
facultativa). Se a referência corresponder a uma das rubricas definidas no presente Anexo, deverá ser precedida do número da rubrica em questão.
Podem também incluir-se neste espaço, mediante o acordo escrito do titular, referências que não estejam
relacionadas com a gestão da carta de condução ou com a segurança rodoviária; a inserção dessas referências em nada deve prejudicar a utilização do modelo como carta de condução;
b) Uma explicação das rubricas numeradas que aparecem nas páginas 1 e 2 da carta de condução (pelo menos as
rubricas 1, 2, 3, 4 a), 4 b) 4 c), 5, 10, 11, e 12).
Se um Estado-Membro pretender fazer essas inscrições numa língua nacional que não seja o alemão, o checo, o
dinamarquês, o eslovaco, o esloveno, o espanhol, o estónio, o finlandês, o francês, o grego, o húngaro, o inglês, o
italiano, o letão, o lituano, o maltês, o neerlandês, o polaco, o português ou o sueco, deverá elaborar uma versão
bilingue da carta, utilizando uma dessas línguas, sem prejuízo das demais disposições do presente Anexo.
c) Deve ser reservado um espaço no modelo comunitário de carta de condução para permitir a eventual introdução
de uma micropastilha (microchip) ou de outro dispositivo informatizado equivalente.
a) Quando o titular de uma carta de condução emitida por um Estado-Membro, em conformidade com o presente
Anexo tiver a sua residência habitual noutro Estado-Membro, este último poderá inscrever na carta de condução as
referências indispensáveis à sua gestão, desde que também inscreva esse tipo de referências nas cartas que emite e
desde que disponha, para o efeito, do espaço necessário.
b) Após consulta à Comissão, os Estados-Membros podem acrescentar cores ou marcações, tais como códigos de
barras e símbolos nacionais, sem prejuízo das outras disposições do presente Anexo.
Página 2 1. Apelido 2. Nome próprio 3. Data e local de nascimento 4a Data de emissão da carta de condução 4b Validade 4c
Emitida por 5. Número da carta 8. Residência 9. Categoria 10 (1). Data de emissão por categoria 11. Validade por categoria 12. Restrições
(1) Nota: serão aditados um pictograma e uma linha para a categoria AM.
Os Estados-Membros tomarão as medidas necessárias para assegurar que os candidatos à obtenção da carta de condução
possuam os conhecimentos e aptidões e manifestem o comportamento exigido para a condução de um veículo a motor.
O exame instituído para tal fim deve incluir:
— um exame teórico, e,
— um exame das aptidões e do comportamento.
A forma será escolhida de modo a comprovar que o candidato possui os conhecimentos necessários sobre os
assuntos enumerados nos pontos 2, 3 e 4.
Os candidatos à obtenção de carta de condução de uma determinada categoria que já sejam titulares de uma carta
de condução de categoria diferente podem ser dispensados das disposições comuns previstas nos pontos 2, 3 e 4.
Teor do exame teórico para todas as categorias de veículos
Devem ser colocadas questões sobre cada um dos pontos enumerados a seguir, ficando o seu conteúdo e forma
ao critério de cada Estado-Membro.
— especialmente disposições respeitantes a sinais, marcação e sinalização rodoviária, regras de prioridade e
— importância da vigilância e da atitude em relação aos outros utentes da estrada,
— percepção, avaliação e tomada de decisões, especialmente tempo de reacção e modificações do comportamento do condutor relacionados com os efeitos do álcool, das drogas e medicamentos, dos estados emocionais e da fadiga.
— princípios mais importantes no que se refere ao respeito das distâncias de segurança entre veículos e da
distância de travagem e ao comportamento do veículo em estrada em diferentes condições meteorológicas e
de estado do piso,
— factores de risco na condução ligados aos diferentes estados do piso e, nomeadamente, às suas variações em
função das condições atmosféricas e da hora do dia ou da noite,
— características dos diferentes tipos de estradas e disposições obrigatórias a elas referentes.
— factores específicos de risco ligados à inexperiência de outros utentes da estrada e às categorias mais vulneráveis de utentes, como crianças, peões, ciclistas e pessoas com mobilidade reduzida,
— riscos inerentes à circulação e à condução de vários tipos de veículos, bem como às diferentes condições de
visibilidade dos seus condutores.
— regras relativas aos documentos administrativos exigidos para efeitos da utilização dos veículos,
— regras gerais relativas ao comportamento a adoptar pelo condutor em caso de acidente (sinalizar, alertar) e as
medidas que, se for caso disso, pode tomar para socorrer as vítimas de acidentes na estrada,
— factores de segurança relativos ao veículo, à carga e às pessoas transportadas.
Elementos mecânicos ligados à segurança da condução: os candidatos devem estar aptos a detectar as avarias mais
correntes, em especial as que podem afectar os sistemas de direcção, de suspensão e de travagem, pneumáticos,
luzes e indicadores de mudança de direcção, reflectores, espelhos retrovisores, limpa-pára-brisas, sistema de
escape, cintos de segurança e avisadores sonoros.
Equipamentos de segurança dos veículos, nomeadamente a utilização de cintos de segurança, encostos de cabeça
e equipamentos de segurança para crianças.
Regras aplicáveis à utilização do veículo no que se refere ao ambiente (utilização adequada dos avisadores sonoros,
consumo moderado de combustível, limitação das emissões poluentes, etc.).
Disposições específicas relativas às categorias A1, A2 e A
Factores de risco associados aos diferentes estados do piso, conforme atrás se refere, atendendo sobretudo a partes
escorregadias, como, por exemplo, tampas de esgoto, marcações (linhas e setas), carris de eléctrico.
Disposições específicas relativas às categorias C, CE, C1, C1E, D, DE, D1 e D1E
Regras relativas a tempo de condução e períodos de repouso, em conformidade com o Regulamento (CEE) n.
o 3820/85 do Conselho, de 20 de Dezembro de 1985, no que diz respeito às disposições sociais no domínio das
actividades de transporte rodoviário (1); utilização do aparelho de registo, em conformidade com o
Regulamento (CEE) n.o 3821/85 do Conselho, de 20 de Dezembro de 1985, relativo à introdução de um aparelho
de controlo no domínio dos transportes rodoviários (2).
Atitude em caso de acidente; conhecimento das medidas a tomar após um acidente ou ocorrência similar,
incluindo acções de emergência, como evacuação de passageiros e conhecimentos básicos de primeiros socorros.
Factores de segurança relativos às operações de carga do veículo: controlo da carga (estiva e fixação), dificuldades
com diferentes tipos de carga (por exemplo, líquidos e carga suspensa, …), operações de carga e descarga de
mercadorias e utilização de equipamento de carga e descarga (apenas para as categorias C, CE, C1 e C1E).
4.1.10 Responsabilidade do condutor no que se refere ao transporte de passageiros; conforto e segurança dos passageiros; transporte de crianças; verificações necessárias antes de iniciar a viagem; todos os tipos de autocarros
(autocarros utilizados nos transportes públicos, autocarros com dimensões especiais, etc.) devem ser incluídos no
exame teórico (apenas para as categorias D, DE, D1 e D1E).
Controlo obrigatório dos conhecimentos gerais sobre as seguintes disposições adicionais referentes às categorias C,
CE, D e DE.
Princípios de construção e de funcionamento dos seguintes elementos: motores de combustão interna, fluidos
(por exemplo, óleo do motor, líquido de arrefecimento, líquido de lavagem), sistema de combustível, sistema eléctrico, sistema de ignição, sistema de transmissão (embraiagem, caixa de velocidades, etc.).
(1) JO L 370 de 31.12.1985, p. 1. Regulamento revogado pelo Regulamento (CE) n. o 561/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho (JO L
102, 11.4.2006, p. 1).
(2) JO L 370 de 31.12.1985, p. 8. Regulamento com a redacção que lhe foi dada pelo Regulamento (CE) n. o 561/2006.
Princípios relativos aos tipos, funcionamento, partes principais, ligação, utilização e manutenção diária dos
sistemas de acoplamento (apenas para as categorias CE e DE).
Responsabilidade do condutor relativamente à recepção, ao transporte e à entrega de mercadorias, segundo as
condições acordadas (apenas para as categorias C e CE).
EXAME DAS APTIDÕES E DO COMPORTAMENTO
Veículo e seu equipamento
Se o candidato ficar aprovado no exame de aptidões e comportamento num veículo com caixa automática, tal virá
indicado na carta de condução emitida com base nesse exame. Uma carta que contenha esta menção só pode ser
utilizada para a condução de veículos com caixa automática.
Entende-se por «veículo com caixa automática» um veículo em que apenas pela utilização do acelerador ou dos
travões se pode variar a desmultiplicação entre o motor e as rodas.
Os veículos utilizados no exame das aptidões e do comportamento devem respeitar os critérios mínimos a seguir
indicados. Os Estados-Membros podem prever critérios mais rigorosos ou acrescentar outros critérios.
Motociclo da categoria A1 sem carro lateral, com uma cilindrada mínima de 120 cm 3, e capaz de atingir uma
velocidade de pelo menos 90 km/h.
Motociclo sem carro lateral, com uma cilindrada mínima de 400 cm 3, e uma potência de pelo menos 25 kW.
Motociclo sem carro lateral, com uma cilindrada mínima de 600 cm 3, e uma potência de pelo menos 40 kW.
Conjunto composto por um veículo de exame da categoria B e por um reboque com massa máxima autorizada de
pelo menos 1 000 kg, capaz de atingir uma velocidade de pelo menos 100 km/h e que não se encontre incluído
na categoria B; o compartimento de carga do reboque deve consistir numa caixa fechada cujas largura e altura
sejam pelo menos iguais às do veículo a motor; esta caixa pode também ser ligeiramente menos larga que o
veículo a motor, desde que a visão para a retaguarda só seja possível através do uso dos retrovisores exteriores do
veículo a motor; o reboque deve ser apresentado com um mínimo de 800 kg de massa real total.
Veículo da categoria C com massa máxima autorizada não inferior a 12 000 kg, comprimento mínimo de 8 m e
largura de pelo menos 2,40 m, e capaz de atingir uma velocidade de pelo menos 80 km/h, equipado com travões
anti-bloqueio, com caixa de pelo menos oito relações de transmissão para marcha à frente e com equipamento de
registo nos termos do Regulamento (CEE) n.o 3821/85; o compartimento de carga deve consistir numa caixa
fechada cujas largura e altura sejam pelo menos iguais às da cabina; o veículo deve ser apresentado com um
mínimo de 10 000 kg de massa real total.
Veículo articulado ou um conjunto composto por um veículo de exame da categoria C e um reboque com
comprimento mínimo de 7,5 m; quer o veículo articulado quer o conjunto devem ter uma massa máxima autorizada não inferior a 20 000 kg, comprimento mínimo de 14 m e largura de, pelo menos, 2,40 m, devem poder
atingir uma velocidade de pelo menos 80 km/h e estar equipados com travões anti-bloqueio, com caixa de pelo
menos oito relações de transmissão para marcha à frente e com equipamento de registo nos termos do
Regulamento (CEE) n.o 3821/85; o compartimento de carga deve consistir numa caixa fechada cujas largura e
altura sejam pelo menos iguais às da cabina; quer o veículo articulado quer o conjunto devem ser apresentados
com um mínimo de 15 000 kg de massa real total.
Veículo da categoria C1 com massa máxima autorizada não inferior a 4 000 kg, comprimento mínimo de 5 m e
capaz de atingir uma velocidade de, pelo menos, 80 km/h, equipado com travões anti-bloqueio e com equipamento de registo nos termos do Regulamento (CEE) n.o 3821/85; o compartimento de carga deve consistir numa
caixa fechada cujas largura e altura sejam pelo menos iguais às da cabina.
Conjunto composto por um veículo de exame da categoria C1 e por um reboque com massa máxima autorizada
não inferior a 1 250 kg; o conjunto deve ter comprimento mínimo de 8 m e poder atingir uma velocidade de,
pelo menos, 80 km/h; o compartimento de carga do reboque deve consistir numa caixa fechada cujas largura e
altura sejam pelo menos iguais às da cabina; esta caixa pode também ser ligeiramente menos larga que a cabina,
desde que a visão para a retaguarda só seja possível através do uso dos retrovisores exteriores do veículo a motor;
o reboque deve ser apresentado com um mínimo de 800 kg de massa real total.
Veículo da categoria D, com comprimento mínimo de 10 m e largura de pelo menos, 2,40 m, e capaz de atingir
uma velocidade de, pelo menos, 80 km/h, equipado com travões anti-bloqueio e com equipamento de registo nos
termos do Regulamento (CEE) n.o 3821/85.
Conjunto composto por um veículo de exame da categoria D e por um reboque com massa máxima autorizada
não inferior a 1 250 kg e largura mínima de 2,40 m, e capaz de atingir uma velocidade de, pelo menos, 80 km/h.
O compartimento de carga do reboque deve consistir numa caixa fechada com pelo menos 2 m de largura e 2 m
de altura; o reboque deve ser apresentado com um mínimo de 800 kg de massa real total.
Veículo da categoria D1 com massa máxima autorizada não inferior a 4 000 kg e comprimento mínimo de 5 m,
e capaz de atingir uma velocidade de, pelo menos, 80 km/h, equipado com travões anti-bloqueio e com equipamento de registo nos termos do Regulamento (CEE) n.o 3821/85.
Conjunto composto por um veículo de exame da categoria D1 e por um reboque com massa máxima autorizada
não inferior a 1 250 kg e capaz de atingir uma velocidade de, pelo menos, 80 km/h. O compartimento de carga
do reboque deve consistir numa caixa fechada com pelo menos 2 m de altura e 2 m de largura; o reboque deve
ser apresentado com um mínimo de 800 kg de massa real total.
Os veículos de exame para as categorias BE, C, CE, C1, C1E, D, DE, D1 e D1E, que não cumpram os critérios
mínimos supra mas que estivessem ao serviço no momento ou antes da entrada em vigor da presente directiva,
podem continuar a ser utilizados durante um período não superior a 10 anos após a data da referida entrada em
vigor. Os requisitos relacionados com a carga a transportar por estes veículos podem ser transpostos pelos
Estados-Membros até 10 anos após a entrada em vigor da Directiva 2000/56/CE da Comissão ( 1).
Exame das aptidões e do comportamento para as categorias A1, A2 e A
Preparação e inspecção técnica do veículo no que se refere à segurança rodoviária
Os candidatos devem demonstrar que são capazes de se preparar para uma condução segura satisfazendo as
Proceder a verificações aleatórias quanto ao estado dos pneumáticos, travões, sistema de direcção, interruptor de
paragem de emergência, (se disponível) corrente, níveis do óleo, luzes, reflectores, indicadores de mudança de
direcção e avisador sonoro.
Manobras especiais a executar no exame no que se refere à segurança rodoviária
Pelo menos duas manobras em marcha lenta, incluindo um slalom; deste modo, deverá ser possível avaliar a capacidade de utilização da embraiagem em combinação com o travão, o equilíbrio, a direcção da visão, a posição no
motociclo e a colocação dos pés nos apoios.
Pelo menos duas manobras a velocidade mais elevada, das quais uma manobra em segunda ou terceira velocidade
pelo menos a 30 km/h e outra para evitar um obstáculo à velocidade mínima de 50 km/h; deverá assim ser
possível avaliar a capacidade do condutor para se posicionar no motociclo, a direcção da visão, o equilíbrio, a
técnica de direcção e a técnica de mudança de velocidades.
Travagem: devem ser executados, no mínimo, dois exercícios de travagem, incluindo uma travagem de emergência
à velocidade mínima de 50 km/h; deverá assim ser possível avaliar a capacidade de utilização dos travões dianteiro
e traseiro, a direcção da visão e a posição no motociclo.
As manobras especiais mencionadas nos pontos 6.2.3 a 6.2.5 devem ser implementadas, o mais tardar, cinco anos
após a entrada em vigor da Directiva 2000/56/CE.
Comportamento no tráfego
Os candidatos devem efectuar obrigatoriamente todas as manobras a seguir indicadas, em condições normais de
trânsito, em segurança absoluta e com todas as precauções necessárias:
Entrar/sair de auto-estradas ou estradas similares (se disponíveis): acesso pela via de aceleração, saída pela via de
Ultrapassar/cruzar: ultrapassagem de veículos (se possível); circular ao lado de obstáculos (por exemplo, veículos
estacionados); ser ultrapassado por outros veículos (se for adequado).
Enfrentar eventuais características especiais da estrada (se for caso disso): rotundas; passagens de nível; paragens
de eléctrico/autocarro; passadeiras para peões; subida e descida de declives longos.
(1) Directiva 2000/56/CEE da Comissão de 14 de Setembro de 2000 que altera a Directiva 91/439/CEE do Conselho relativa à carta de
condução (reformulação) (JO L 237, 21.9.2000, p. 45.
Exame das aptidões e do comportamento para as categorias B, B1 e BE
Proceder a verificações aleatórias quanto ao estado dos pneumáticos, travões, fluidos (por exemplo, óleo do
motor, líquido de arrefecimento, líquido de lavagem), luzes, reflectores, indicadores de mudança de direcção e
Controlar os factores de segurança relacionados com as operações de carga do veículo: carroçaria, chapas, portas
do compartimento de carga, travamento da cabina, processo de carregamento, amarração da carga (apenas para a
categoria BE).
Categorias B e B1: Manobras especiais a executar no exame no que se refere, à segurança rodoviária.
O exame incidirá numa selecção das seguintes manobras (pelo menos duas das quatro a seguir indicadas, incluindo
uma em marcha atrás):
Marcha atrás em trajectória rectilínea ou marcha atrás contornando uma esquina à direita ou à esquerda, sem sair
da faixa de rodagem correcta.
Estacionamento do veículo e saída de um espaço de estacionamento (paralelo, oblíquo ou perpendicular, em
marcha à frente ou em marcha atrás, tanto em terreno plano como em subidas ou descidas).
Categoria BE: Manobras especiais, a executar no exame no que se refere à segurança rodoviária.
Atrelar e desatrelar o reboque ou o semi-reboque ao/do veículo tractor; esta manobra deve iniciar-se com o veículo
e o reboque estacionados lado a lado, (ou seja, não em linha recta).
Exame das aptidões e do comportamento para as categorias C, CE, C1, C1E, D, DE, D1 e D1E
Preparação e inspecção técnica do veículo, no que se refere à segurança rodoviária
Verificar os sistemas de travagem e de direcção assistidas; verificar o estado das rodas, porcas, guarda-lamas, pára-brisas, janelas, limpa-pára-brisas, fluidos (por exemplo, óleo do motor, líquido de arrefecimento, líquido de
lavagem); verificar e utilizar o painel de instrumentos, incluindo o equipamento de registo nos termos do
Regulamento (CEE) n.o 3821/85.
do compartimento de carga, mecanismo de carga (se existir), travamento da cabina (se existir), processo de estiva
e fixação da carga (apenas para as categorias C, CE, C1 e C1E).
Verificar o mecanismo de acoplamento, o travão e as ligações eléctricas (apenas para as categorias CE, C1E, DE e
D1E).
Demonstrar capacidade para tomar medidas especiais em matéria de segurança do veículo; controlo da carroçaria,
das portas de serviço, das saídas de emergência, do equipamento de primeiros socorros, dos extintores de
incêndio e de outro equipamento de segurança (apenas para as categorias D, DE, D1 e D1E).
Manobras especiais a executar no exame no que se refere à segurança rodoviária:
e o reboque estacionados lado a lado (ou seja, não em linha recta) (apenas para as categorias CE, C1E, DE e D1E).
Estacionar em segurança para efectuar operações de carga/descarga numa rampa/plataforma de carga ou instalação
semelhante (apenas para as categorias C, CE, C1 e C1E).
Estacionar para entrada ou saída de passageiros do autocarro em segurança (apenas para as categorias D, DE, D1 e
Atribuição da classificação no exame de aptidões e comportamento
Relativamente a cada uma das situações de condução acima referidas, a avaliação incidirá sobre a facilidade com
que o candidato manobra os diferentes comandos e sobre a capacidade demonstrada para se inserir com toda a
segurança no trânsito, dominando o veículo. Ao longo da prova, o examinador deve colher uma impressão de
segurança. Os erros de condução ou um comportamento perigoso, que ponham em causa a segurança imediata
do veículo de exame, dos seus passageiros ou dos outros utentes da estrada e que exijam ou não a intervenção do
examinador ou do acompanhante, serão penalizados com uma reprovação. O examinador tem, porém, a liberdade
de decidir da oportunidade de prosseguir o exame até ao seu termo.
Os examinadores devem ser formados para avaliar correctamente a aptidão dos candidatos para conduzir com
segurança. O trabalho dos examinadores deve ser fiscalizado e supervisionado por um organismo autorizado pelo
Estado-Membro, a fim de garantir uma aplicação correcta e homogénea da avaliação dos erros, em conformidade
com as normas constantes do presente anexo.
Durante a avaliação, os examinadores devem prestar especial atenção à atitude do candidato na condução
(defensiva e educada ). Essa atitude deve reflectir o estilo geral de condução, e o examinador deve tê-la em conta
na apreciação global do candidato. Inclui uma condução adaptada e determinada (segura), atenção às condições da
estrada e da meteorologia, atenção ao restante tráfego, atenção aos interesses de outros utentes da estrada
(sobretudo os mais vulneráveis) e antecipação.
Controlo do veículo, tendo em conta: utilização correcta dos cintos de segurança, espelhos retrovisores, encosto
para a cabeça e assento; utilização correcta das luzes e outro equipamento; utilização correcta da embraiagem, da
caixa de velocidades, do acelerador, dos sistemas de travagem (incluindo um eventual sistema de terceiro travão),
do sistema de direcção; controlo do veículo em diferentes circunstâncias e a diferentes velocidades; estabilidade na
estrada; peso, dimensões e características do veículo; peso e tipo de carga (apenas para as categorias BE, C, CE,
C1, C1E, DE e D1E); conforto dos passageiros (apenas para as categorias D, DE, D1 e D1E) (sem acelerações
rápidas, em condução suave e sem travagens bruscas).
Condução económica e de forma ecológica, tendo em conta rotações por minuto, mudança de velocidades,
travagem e aceleração (apenas para as categorias BE, C, CE, C1, C1E, D, DE, D1 e D1E).
Prioridade/cedência de passagem: prioridade em cruzamentos, intersecções e entroncamentos; cedência de
passagem noutras situações (por exemplo, mudança de direcção, mudança de faixa, manobras especiais).
Distâncias: manutenção de uma distância adequada à frente e dos lados; manutenção de uma distância adequada
em relação aos outros utentes da estrada.
Velocidade: não exceder a velocidade máxima autorizada; adaptar a velocidade às condições da meteorologia e do
tráfego e, consoante os casos, aos limites de velocidade nacionais; conduzir a uma velocidade que permita parar
no espaço visível e livre em frente do condutor; adaptar a velocidade à velocidade geral dos utentes do mesmo
tipo na estrada;
Semáforos, sinalização rodoviária e outras indicações: atitude correcta nos semáforos; obediência às indicações
dos controladores de tráfego; atitude correcta perante a sinalização (sinais de proibição ou de obrigação ); reacção
correcta às marcas no pavimento.
Sinalização: fazer sinais quando necessário, correcta e atempadamente; indicar correctamente a direcção; reagir
adequadamente à sinalização emitida por outros utentes da estrada.
9.3.10 Travagem e paragem: desaceleração a tempo, travagem ou paragem em conformidade com as circunstâncias; antecipação; utilização dos vários sistemas de travagem (apenas para as categorias C, CE, D e DE); utilização de
sistemas de redução da velocidade para além dos travões (apenas para as categorias C, CE, D e DE).
A duração do exame e a distância a percorrer devem ser suficientes para a avaliação das aptidões e dos comportamentos prescrita na secção B do presente anexo. O tempo mínimo de condução não deverá nunca ser inferior
a 25 minutos para as categorias A, A1, A2, B, B1 e BE, e a 45 minutos para as outras categorias. Estes tempos
não incluem a recepção do candidato, a preparação do veículo, a inspecção técnica do veículo no que se refere à
segurança na estrada, as manobras especiais e o anúncio dos resultados da prova prática.
A parte do exame de avaliação dedicada às manobras especiais pode ser realizada em instalações especiais. A parte
destinada a avaliar os comportamentos na circulação terá lugar, sempre que possível, em estradas situadas fora das
localidades, em vias rápidas e em auto-estradas ou similares, bem como em todos os tipos de vias urbanas (zonas
residenciais, zonas de 30 e de 50 km/h, vias rápidas urbanas), devendo estas representar os diferentes tipos de dificuldades que um condutor pode encontrar. É também aconselhável que o exame possa ter lugar em diversas
condições de densidade de tráfego. O tempo de condução em estrada deve ser utilizado do modo mais adequado
para avaliar o candidato em todas as situações de tráfego que é possível encontrar, com especial ênfase na
passagem de umas para as outras.
II. CONHECIMENTOS, APTIDÕES E COMPORTAMENTOS LIGADOS À CONDUÇÃO DE UM VEÍCULO A
Os condutores de todos os tipos de veículos a motor devem ter os conhecimentos, aptidões e comportamentos descritos
nos pontos 1 a 9, que lhes permitam:
— discernir os perigos originados pelo trânsito e avaliar o seu grau de gravidade,
— dominar o veículo, a fim de não criar situações de perigo e reagir de forma adequada caso surjam tais situações,
— cumprir as disposições legais em matéria de trânsito rodoviário, nomeadamente as que têm por objectivo prevenir
acidentes rodoviários e garantir a fluidez do trânsito,
— detectar as avarias técnicas mais importantes dos seus veículos, nomeadamente as que ponham em causa a segurança,
e tomar medidas adequadas para as corrigir,
— tomar em consideração todos os factores que afectam o comportamento dos condutores (por exemplo, álcool, fadiga,
deficiência visual, etc.), de forma a manter a plena posse das faculdades necessárias a uma condução segura,
— contribuir para a segurança de todos os utentes da estrada, especialmente os mais fracos e os mais expostos, mediante
uma atitude de respeito pelos outros.
Os Estados-Membros podem tomar as medidas necessárias para assegurar que os condutores que tenham perdido os
conhecimentos, aptidões e comportamentos referidos nos pontos 1 a 9 supra possam recuperar tais conhecimentos e aptidões e continuem a assumir o comportamento necessário para a condução de veículos a motor.
NORMAS MÍNIMAS RELATIVAS À APTIDÃO FÍSICA E MENTAL PARA A CONDUÇÃO DE UM VEÍCULO A
A legislação nacional poderá prever que o disposto no presente anexo para os condutores do grupo 2 seja igualmente aplicável aos condutores de veículos da categoria B que utilizem a carta de condução para fins profissionais
(táxis, ambulâncias, etc.).
Por analogia, os candidatos à emissão ou renovação de uma carta de condução serão classificados no grupo a que
pertencerão quando a carta for emitida ou renovada.
Os candidatos devem ser sujeitos a um exame médico se, aquando do cumprimento das formalidades necessárias
ou no decurso das provas que tenham de prestar antes de obter a carta, se notar que sofrem de uma ou mais das
incapacidades mencionadas no presente anexo.
Os Estados-Membros poderão, aquando da emissão ou de qualquer renovação ulterior da carta de condução, impor
normas mais severas que as mencionadas no presente anexo.
Todo o candidato à emissão da carta de condução deverá ser sujeito às indagações adequadas para assegurar que
tem uma acuidade visual compatível com a condução dos veículos a motor. Se houver alguma razão para duvidar
de que tem uma visão adequada, o candidato deverá ser examinado por uma autoridade médica competente.
Aquando desse exame, a atenção deverá incidir, nomeadamente, sobre a acuidade visual, o campo visual, a visão
crepuscular e as doenças oftalmológicas progressivas.
Todos os candidatos à emissão ou renovação de uma carta de condução devem ter uma acuidade visual binocular,
com correcção óptica se for caso disso, de pelo menos 0,5, utilizando os dois olhos em conjunto. A carta de
condução não deve ser emitida ou renovada se, aquando do exame médico, se verificar que o campo visual é inferior a 120o no plano horizontal, salvo caso excepcional devidamente justificado por um parecer médico favorável e
por um teste prático positivo, ou se o interessado sofrer de outra afecção da vista susceptível de pôr em causa a
segurança da sua condução. Se for detectada ou declarada uma doença oftalmológica progressiva, a carta de
condução poderá ser emitida ou renovada, sob reserva de um exame periódico efectuado por uma autoridade
Todos os candidatos à emissão ou renovação de uma carta de condução que tenham uma perda funcional total da
visão de um olho ou que utilizem apenas um olho, por exemplo, no caso de diplopia, devem ter uma acuidade
visual de pelo menos 0,6, com correcção óptica se for caso disso. A autoridade médica competente deverá certificar
que essa condição de visão monocular existe já há tempo suficiente para que o interessado a ela se tenha adaptado
e que o campo de visão desse olho é normal.
Todos os candidatos à emissão ou renovação de uma carta de condução devem ter uma acuidade visual em ambos
os olhos, com correcção óptica se for caso disso, de pelo menos 0,8 para o melhor olho e pelo menos 0,5 para o
pior. Se os valores 0,8 e 0,5 forem alcançados por meio de correcção óptica, é necessário que a acuidade não corrigida de cada um dos dois olhos atinja 0,05 ou que a correcção da acuidade mínima (0,8 e 0,5) seja obtida com o
auxílio de lentes cuja potência não exceda mais ou menos oito dioptrias ou com o auxílio de lentes de contacto
(visão não corrigida = 0,05). A correcção deve ser bem tolerada. A carta de condução não deve ser emitida ou renovada se o candidato ou o condutor não tiver um campo visual binocular normal ou se sofrer de diplopia.
A carta de condução pode ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor do grupo 2, sob reserva do
parecer das autoridades médicas competentes; aquando do exame médico, atender-se-á, nomeadamente, às possibilidades de compensação.
A carta de condução não deve ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor que sofra de afecções ou
anomalias do aparelho locomotor que tornem perigosa a condução de um veículo a motor.
Obtido o parecer de uma autoridade médica competente, pode ser emitida uma carta de condução com condições
restritivas, se for caso disso, a qualquer candidato ou condutor com deficiência física. Esse parecer deve basear-se
numa avaliação médica da afecção ou da anomalia em causa e, se for necessário, num teste prático; deve ser
completado com a indicação do tipo de adaptação que o veículo deve sofrer, bem como com a menção da necessidade ou não do porte de um aparelho ortopédico, na medida em que a prova de controlo das aptidões e dos
comportamentos demonstrar que, com esses dispositivos, a condução não é perigosa.
A carta de condução pode ser emitida ou renovada a qualquer candidato que sofra de uma afecção evolutiva, na
condição de que a pessoa com deficiência seja submetida a controlos regulares, a fim de verificar se continua a ser
capaz de conduzir o seu veículo com toda a segurança.
A carta de condução pode ser emitida ou renovada sem controlo médico regular desde que a deficiência se tenha
A autoridade médica competente tomará em devida conta os riscos ou perigos adicionais associados à condução
dos veículos que entram na definição deste grupo.
As afecções que possam tornar qualquer candidato ou condutor à emissão ou renovação de uma carta de condução
vulnerável a uma falha súbita do seu sistema cardio-vascular de natureza a provocar uma alteração súbita das
funções cerebrais constituem um perigo para a segurança rodoviária.
A carta de condução não deve ser emitida ou renovada a qualquer candidato que sofra de problemas graves do
A carta de condução pode ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor portador de um estimulador
cardíaco, sob reserva de um parecer médico abalizado e de um controlo médico regular.
A emissão ou renovação de uma carta de condução a qualquer candidato ou condutor que sofra de anomalias da
tensão arterial será apreciada em função dos outros dados do exame, das eventuais complicações associadas e do
perigo que possam constituir para a segurança da circulação.
De modo geral, a carta de condução não deve ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor que sofra
de angina de peito que se manifeste em repouso ou em estados emocionais. A emissão ou renovação da carta de
condução a qualquer candidato ou condutor que tenha sofrido enfarte do miocárdio está subordinada a um parecer
médico abalizado e, se necessário, a um controlo médico regular.
A carta de condução pode ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor que sofra de diabetes mellitus,
sob reserva de um parecer médico abalizado e de um controlo médico regular adequado a cada caso.
10.1 A carta de condução não pode ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor deste grupo que sofra de
diabetes mellitus que exija tratamento com insulina, excepto em casos muito excepcionais devidamente justificados
por um parecer médico abalizado e sob reserva de um controlo médico regular.
A carta de condução não deverá ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor que sofra de uma
afecção neurológica grave, excepto se o pedido for acompanhado de um parecer médico abalizado.
Para esse efeito, os problemas neurológicos devidos a afecções ou a operações do sistema nervoso central ou periférico, exteriorizados por sinais motores sensitivos, sensoriais ou tróficos que perturbem o equilíbrio e a coordenação,
serão considerados em função das possibilidades funcionais e da sua evolução. Nestes casos, a emissão ou renovação da carta de condução poderá ser subordinada a exames periódicos em caso de riscos de agravamento.
As crises de epilepsia e as demais perturbações violentas do estado de consciência constituem um perigo grave para
a segurança rodoviária, se se manifestarem aquando da condução de um veículo a motor.
12.1 A carta de condução pode ser emitida ou renovada sob reserva de um exame efectuado por uma autoridade médica
competente e de um controlo médico regular. Essa autoridade avaliará o estudo da epilepsia ou de outras perturbações da consciência, da sua forma e sua evolução clínica (não ter havido crises desde há dois anos, por exemplo), o
tratamento seguido e os resultados terapêuticos.
12.2 A carta de condução não deve ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor que apresente ou possa
apresentar crises de epilepsia ou outras perturbações violentas do estado de consciência.
— que sofra de problemas mentais graves, congénitos ou adquiridos por doença, traumatismo ou intervenções
neurocirúrgicas,
— que sofra de atraso mental grave,
— que sofra de perturbações de comportamento graves devido à senescência ou de perturbações graves da capacidade de discernimento, de comportamento e de adaptação ligadas à personalidade,
excepto se o pedido for apoiado por um parecer médico abalizado e sob reserva, se for caso disso, de um controlo
médico regular.
13.2 A autoridade médica competente tomará em devida conta os riscos ou perigos adicionais associados à condução
O consumo de álcool constitui um perigo importante para a segurança rodoviária. Tendo em conta a gravidade do
problema, impõe-se uma grande vigilância no plano médico.
No termo de um período comprovado de abstinência e sob reserva de um parecer médico abalizado e de um
controlo médico regular, a carta de condução pode ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor que
tenha estado no passado em situação de dependência do álcool.
14.2 A autoridade médica competente terá em devida conta os riscos e perigos adicionais associados à condução dos
veículos que entram na definição deste grupo.
A carta de condução não deverá ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor em situação de dependência de substâncias de acção psicotrópica ou que, embora não seja dependente, tenha por hábito consumi-las em
excesso, seja qual for a categoria de carta solicitada.
15.1 A carta de condução não deve ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor que consuma regularmente substâncias psicotrópicas, seja sob que forma for, susceptíveis de comprometer a sua aptidão para conduzir
sem perigo, se a quantidade absorvida for tal que exerça uma influência nefasta sobre a condução. O mesmo se
passa em relação a qualquer outro medicamento ou associação de medicamentos que exerçam influência sobre a
aptidão para a condução.
15.2 A autoridade médica competente terá em devida conta os riscos e perigos adicionais ligados à condução dos
16.1 A carta de condução pode ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor que sofra de insuficiências
renais graves, sob reserva de um parecer médico abalizado e na condição de o interessado ser submetido a
controlos médicos regulares.
16.2 A carta de condução não deve ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor que sofra de insuficiências renais graves irreversíveis, excepto em casos excepcionais, devidamente justificados por um parecer médico
abalizado e sujeitos a controlos médicos regulares.
17.1 A carta de condução pode ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor que tenha sofrido um transplante de órgãos ou um implante artificial com incidência sobre a aptidão para a condução, sob reserva de um
parecer médico abalizado e, se for caso disso, de um controlo médico regular.
17.2 A autoridade médica competente tomará em devida conta os riscos e perigos adicionais ligados à condução dos
Regra geral, a carta de condução não deverá ser emitida ou renovada a qualquer candidato ou condutor que sofra
de uma afecção não mencionada nos pontos precedentes que seja susceptível de constituir ou provocar uma incapacidade funcional de natureza a comprometer a segurança rodoviária aquando da condução de um veículo a motor,
Competências necessárias para ser examinador
Qualquer pessoa autorizada a proceder, num veículo a motor, a uma avaliação prática das capacidades de condução
de um candidato, deverá ter conhecimentos, competências e aptidões nos domínios referidos nos pontos 1.2 a 1.6.
As competências do examinador devem ser apropriadas para a avaliação da capacidade de um candidato que
pretenda obter a carta de condução relativa à categoria de veículos em que está a fazer o exame de condução.
— teoria de comportamento durante a condução;
— compreender os riscos e evitar acidentes;
— manual relativo às regras dos exames de condução;
— requisitos específicos dos exames de condução;
— legislação rodoviária e de trânsito pertinente, incluindo legislação nacional e da UE e directrizes para a sua interpretação;
— teoria e técnicas de avaliação;
— condução defensiva.
— capacidade para observar com precisão, acompanhar e avaliar o desempenho global do candidato, nomeadamente:
— o seu reconhecimento correcto e global de situações de perigo;
— a sua identificação precisa das causas e consequências prováveis dessas situações;
— as suas provas de competência e seu reconhecimento dos erros;
— a sua uniformidade e coerência na avaliação das situações;
— assimilar rapidamente informação e distinguir o essencial;
— antecipar, identificar problemas potenciais e criar estratégias para os resolver;
— proceder oportunamente a um balanço construtivo.
— Qualquer pessoa autorizada a realizar exames práticos de condução para uma determinada categoria de carta de
condução deverá ter capacidade para conduzir esse tipo de veículo a motor de forma irrepreensível.
— definir e comunicar ao candidato em que consistirá o exame;
— comunicar com clareza, escolhendo o conteúdo, estilo e linguagem mais adequados em função dos interlocutores e do contexto e responder às perguntas dos candidatos;
— dar informações precisas sobre os resultados do exame;
— tratar os candidatos com respeito e de forma não discriminatória.
— conhecimentos sobre as características técnicas dos veículos, como por exemplo, direcção, pneus, travões, faróis,
especialmente em relação a motociclos e veículos pesados;
— segurança das operações de carga;
— conhecimentos sobre as características físicas dos veículos, como por exemplo, velocidade, atrito, dinâmica,
c) devem ter completado com aproveitamento a habilitação inicial prevista no ponto 3 do presente Anexo e, posteriormente, ter satisfeito as disposições em matéria de garantia de qualidade e de formação contínua previstas no
ponto 4 do presente Anexo;
d) devem ter concluído uma formação profissional pelo menos de nível 3, tal como definida na Decisão
85/368/CEE do Conselho de 16 de Julho de 1985, relativa à correspondência de qualificações de formação
profissional entre Estados-Membros da Comunidade Europeia (1);
a) devem ser titulares de uma carta de condução da categoria em causa ou possuir conhecimentos equivalentes,
através de uma habilitação profissional adequada;
b) devem ter completado com aproveitamento a habilitação inicial prevista no ponto 3 do presente Anexo e, posteriormente, ter satisfeito as disposições em matéria de garantia de qualidade e de formação contínua previstas no
c) devem ter sido examinadores para a categoria B durante, pelo menos, três anos; este período pode ser suprimido
na condição de o examinador provar ter:
— pelo menos cinco anos de experiência de condução na categoria em causa, ou
— uma avaliação teórica e prática da aptidão para a condução de nível superior ao exigido para a obtenção da
carta de condução, tornando assim desnecessário aquele requisito;
85/368/CEE;
2.3.1 Os Estados-Membros podem autorizar os examinadores a efectuarem exames de condução das categorias AM, A1,
A2 e A após a obtenção da habilitação inicial exigida no ponto 3 para uma destas categorias.
2.3.2 Os Estados-Membros podem autorizar os examinadores a efectuarem exames de condução das categorias C1, C, D1
e D após a obtenção da habilitação inicial exigida no ponto 3 para uma destas categorias.
2.3.3 Os Estados-Membros podem autorizar os examinadores a efectuarem exames de condução das categorias BE, C1E,
CE, D1E e DE após a obtenção da habilitação inicial exigida no ponto 3 para uma destas categorias.
3.1.1 Antes de serem autorizados a efectuar exames de condução, os examinadores devem ter completado com aproveitamento o programa de formação especificado pelo Estado-Membro para a obtenção das competências estabelecidas
3.1.2 Os Estados-Membros devem determinar se o conteúdo de um programa de formação determinado dirá respeito à
autorização para efectuar exames de condução de uma ou mais categorias de carta de condução.
3.2.1 Antes de serem autorizados a efectuar exames de condução, os examinadores devem comprovar que possuem
conhecimentos, competências e aptidões de nível satisfatório no tocante às matérias enumeradas no ponto 1.
3.2.2 Os Estados-Membros instituirão uma série de exames destinados a avaliar, de modo pedagogicamente adequado, as
competências da pessoa em causa definidas no ponto 1, designadamente no ponto 1.4. Esses exames deverão
incluir uma prova teórica e uma prova prática. Pode ser utilizada, sempre que adequada, a avaliação assistida por
computador. Os pormenores relativos à natureza e duração das provas e avaliações que integram esses exames
ficarão ao critério de cada Estado-Membro.
3.2.3 Os Estados-Membros devem determinar se o conteúdo de um exame determinado dirá respeito à autorização para
efectuar exames de condução de uma ou mais categorias de carta de condução.
Garantia de qualidade e formação contínua
4.1.1 Os Estados-Membros devem estabelecer parâmetros de garantia de qualidade a fim de assegurarem a manutenção
do nível dos examinadores.
4.1.2 Os parâmetros de garantia de qualidade devem incluir a supervisão dos examinadores durante o exercício das suas
funções, a sua formação e nova acreditação subsequentes, a sua evolução profissional contínua e a apreciação periódica do resultado dos exames de condução que tenham efectuado.
4.1.3 Os Estados-Membros devem providenciar no sentido de os examinadores serem submetidos a uma supervisão anual
segundo os parâmetros de garantia de qualidade estipulados no ponto 4.1.2. Além disso, os Estados-Membros
devem providenciar no sentido de os examinadores serem observados de cinco em cinco anos no momento em
que efectuam exames, durante um período mínimo cumulativo de pelo menos meio dia, de modo a permitir a
observação de vários exames. Sempre que sejam detectados problemas devem ser tomadas as medidas de correcção
adequadas. A pessoa que efectua a supervisão deve ser devidamente autorizada pelo Estado-Membro para esse
4.1.4 Os Estados-Membros podem estabelecer, relativamente aos examinadores autorizados a efectuar exames de
condução em várias categorias, que a satisfação do requisito em matéria de supervisão dos exames de uma categoria
seja extensiva às demais categorias.
4.1.5 A realização de exames de condução deve ser controlada e supervisionada por um organismo autorizado pelo
Estado-Membro, de modo a garantir que a avaliação seja efectuada de forma correcta e harmonizada.
— a uma formação contínua mínima com carácter regular de quatro dias, no total, por cada período de dois anos,
— manterem e actualizarem os conhecimentos necessários e as competências para examinar;
— desenvolverem novas competências que se tenham tornado essenciais para o exercício da sua profissão;
— garantirem que os examinadores continuam a efectuar exames segundo parâmetros justos e uniformes;
— a uma formação contínua mínima de pelo menos cinco dias por cada período de cinco anos:
— a fim de desenvolverem e manterem as competências práticas necessárias em matéria de condução.
4.2.2 Os Estados-Membros tomarão as medidas adequadas de forma a garantir que seja administrada de imediato
formação específica aos examinadores cujo desempenho tenha sido considerado muito insatisfatório pelo sistema
de garantia de qualidade instituído.
4.2.3 A natureza da formação contínua pode assumir a forma de sessão de informação, aula, ensino convencional ou por
via electrónica, podendo ser ministrada individualmente ou em grupo. Poderá incluir a nova acreditação de parâmetros que os Estados-Membros considerem adequada.
4.2.4 Os Estados-Membros podem estabelecer, relativamente aos examinadores autorizados a efectuar exames de
condução em várias categorias, que a satisfação do requisito em matéria de formação contínua no que diz respeito
aos exames de uma categoria seja extensiva às demais categorias, desde que a condição mencionada no ponto 4.2.5
esteja satisfeita.
4.2.5 Os examinadores que não tenham efectuado exames de uma categoria num período de 24 meses deverão
submeter-se a uma reavaliação adequada antes de serem autorizados a efectuar exames de condução nessa categoria.
Essa reavaliação pode ser integrada no requisito constante do ponto 4.2.1.
Os Estados-Membros podem permitir que as pessoas autorizadas a efectuar exames de condução imediatamente
antes de as presentes disposições entrarem em vigor continuem a efectuar esses exames, mesmo que não estivessem
autorizadas nos termos das condições gerais referidas no ponto 2 ou do procedimento de qualificação inicial estabelecido no ponto 3.
Esses examinadores ficam no entanto sujeitos à supervisão periódica e às disposições em matéria de garantia de
qualidade estabelecidas no ponto 4..
— aprovar e fiscalizar a formação prevista na alínea d) do n. o 1, do artigo 7.o ou
— organizar o exame de controlo de aptidão e de comportamento previsto na alínea d) do n. o 1, do artigo 7.o.
— Pelo menos 7 horas.
A formação dos condutores inclui o conhecimento, as aptidões e o comportamento referidos nos pontos 2 e 7 do
Anexo II. Deverá ser dada especial atenção aos seguintes pontos:
— Dinâmica da condução, critérios de segurança, veículo tractor e reboque (dispositivo de engate), carregamento
correcto e dispositivos de segurança;
A parte prática deve incluir os seguintes exercícios: aceleração, desaceleração, inversão de marcha, travagem, distância
de travagem, mudança de faixa, travagem/desvio, operação com reboque, desengate e engate do reboque ao veículo a
motor, estacionamento;
— Todos os participantes na formação têm de efectuar a parte prática e demonstrar a sua aptidão e comportamento
em estradas públicas:
— Os conjuntos de veículos utilizados para a formação devem pertencer à categoria de carta de condução a que os
participantes se candidataram.
A duração do exame e a distância percorrida devem ser suficientes para avaliar a aptidão e o comportamento a que se
refere o ponto 3.
— aprovar e fiscalizar as acções de formação previstas na alínea c) do n. o 1, do artigo 7.o ou
— organizar o exame de aptidão e de comportamento previsto na alínea c) do n. o 1, do artigo 7.o.
— A formação dos condutores deve conter todos os aspectos referidos no ponto 6 do Anexo II.
— Cada participante tem de realizar a parte prática da formação e demonstrar a sua aptidão e comportamento em
estradas públicas.
— Os motociclos utilizados para a formação devem pertencer à categoria de carta de condução a que os participantes
se candidataram.
refere o ponto 3 do presente Anexo.
Directiva 2003/59/CE do Parlamento Europeu e do Conselho,
apenas o n.o 2 do artigo 10.o
Regulamento (CE) n.o 1882/2003 do Parlamento Europeu e do
Conselho, apenas o ponto 24 do Anexo II
30 de Setembro de 2003, 30 de Setembro de 2008
(ponto 6.2.5 do Anexo II) e 30 de Setembro de 2013
(ponto 5.2 do Anexo II)
10 de Setembro de 2008 (transporte de passageiros)
e 10 de Setembro de 2009 (transporte de mercadorias)
N.o 2 do artigo 3.o, primeiro parágrafo, sexto travessão,
primeiro subtravessão
segundo subtravessão
N. 3 do artigo 3. , terceiro travessão
N.o 1 do artigo 6.o, alínea b), segundo travessão, primeira
N.o 1 do artigo 6.o, alínea b), segundo travessão, segunda
N.o 1 do artigo 6.o, alínea b), terceiro travessão, primeira e
segunda alternativas
N.o 1 do artigo 6.o, alínea b), terceiro travessão, terceira e
quarta alternativas
N.o 1 do artigo 6.o, alínea c), primeiro travessão, primeira e
N.o 1 do artigo 6.o, alínea c), primeiro travessão, terceira e
N. 1 do artigo 7. , alínea a)
N. 1 do artigo 7. , alínea b)
N. 2 do artigo 7.
N. 4 do artigo 7.
N. 5 do artigo 7.
N. 1 do artigo 7. -A
N. 2 do artigo 12.
Lei nº 4311/2014 - Câmara Municipal de Pato Branco
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