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Timestamp: 2019-02-23 17:35:48+00:00
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Title: Diapositivo 1 Author: Utilizador Last modified by: huso Created Date: 1/26/2006 3:41:35 PM Document presentation format: Apresenta o no ecr – PowerPoint PPT presentation
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Dissolução, Liquidação, Cisão e Fusão de
Sociedades Comerciais Módulo III
Em sede de IRC, no que se refere às fusões,
dever-se-á atender a várias situações como sejam
data da eficácia da fusão para efeitos fiscais.
De acordo com o Regime especial aplicável às
fusões, cisões e entradas de activos, exclui-se
da determinação do lucro tributável das
sociedades fundidas
qualquer resultado derivado da transferência dos
não são considerados como proveitos ou ganhos, as
provisões constituídas e aceites para efeitos
fiscais que respeitem aos créditos, existências e
obrigações e encargos objecto de transferência.
A determinação do lucro tributável da
sociedade beneficiária deve ser apurado mantendo
o regime de amortizações e provisões que vinha a
ser seguida nas sociedades fundidas.
- Igualmente, as mais ou menos-valias realizadas
respeitantes às partes de capital social
recebidas em contrapartida da entrada de activos
são calculadas considerando como valor de
aquisição destas partes de capital o valor
líquido contabilístico que os elementos do activo
e do passivo transferidos tinham na contabilidade
Aspectos importantes a ressalvar
-Concentração de actividades empresariais (artigo
74.º CIRC IFRS 3 que substituiu a IAS 22) NCRF
Estes normativos estabelecem que todas as
concentrações de actividades empresariais devem
ser contabilizadas pela aplicação do método da
Por isso, a sociedade adquirente reconhece os
activos, passivos e passivos contingentes
identificáveis da sociedade adquirida pelos seus
justos valores à data da aquisição
Concentração de actividades empresariais (artigo
Mantém-se o regime de neutralidade fiscal mas com
Substitui-se a identidade contabilística
constante do antigo n.º 3 do artigo 68.º do CIRC,
pela integração no dossier fiscal dos elementos
necessários para salvaguardar a tributação
posterior numa futura transmissão
14 Com efeito, uma vez que a identidade
contabilística não se compatibiliza com o método
da compra, deixa de ser exigido às sociedades
beneficiárias o registo contabilístico dos bens
transferidos pelos mesmos valores por que estavam
contabilizados na sociedade fundida ou cindida No
entanto, a aplicação do regime especial de
neutralidade fiscal continua a exigir que a
sociedade beneficiária mantenha, para efeitos
fiscais, os elementos patrimoniais transferidos
pelos mesmos valores que tinham na sociedade
fundida ou cindida
Para permitir o controlo da determinação dos
resultados inerentes aos elementos patrimoniais
transferidos, a sociedade beneficiária deve
integrar no seu dossier fiscal as demonstrações
financeiras da sociedade fundida ou cindida
anteriores à operação de fusão ou cisão, bem como
a relação desses bens, com a indicação dos
valores pelos quais eles estavam inscritos na
contabilidade da sociedade fundida ou cindida e
dos valores pelos quais a sociedade beneficiária
os registou na sua contabilidade
Deve também evidenciar, no dossier fiscal, as
depreciações e amortizações, as perdas por
imparidade, as provisões e os ajustamentos em
inventários que se encontravam registados na
sociedade fundida ou cindida.
A sociedade beneficiária tem de ir actualizando o
referido dossier com os valores relativos a esses
bens, até que os mesmos sejam vendidos,
transferidos ou extintos.
As perdas por imparidade relativas ao goodwill
reconhecido no activo não são fiscalmente aceites
Distribuição de importâncias em dinheiro em
Como já foi referido no caso de fusão de
sociedades a que seja aplicável o regime especial
de neutralidade fiscal, não há lugar, em relação
aos sócios das sociedades fundidas, que sejam
sociedades, ao apuramento de ganhos ou perdas
para efeitos fiscais em consequência da fusão,
desde que, na sua contabilidade, seja mantido
quanto às novas participações sociais o valor
pelo qual as antigas se encontravam registadas,
no entanto deverá atender-se a que caso sejam
atribuídas importâncias em dinheiro em resultado
dessa fusão essa atribuição será tributada
conforme se encontra referido no n.º 2 do art.
76.º do CIRC.
Fusão entre sociedades que conduzam a evidências
de evasão fiscal
O regime especial aplicável às fusões, cisões,
entradas de activos e permutas de partes sociais,
estabelecido no artigo 73.º e seguintes do Código
do IRC, não se aplica, total ou parcialmente,
quando se conclua que as operações abrangidas
pelo mesmo tiveram como principal objectivo ou
como um dos principais objectivos a evasão
fiscal, o que pode considerar-se verificado,
nomeadamente, nos casos em que as sociedades
intervenientes não tenham a totalidade dos seus
rendimentos sujeitos ao mesmo regime de
tributação em IRC, conforme disposto no n.º 10 do
artigo 73.º do referido Código.
Data de produção de efeitos fiscais Uma das
problemáticas que normalmente são equacionadas e
para a qual é necessário obter respostas é
situações concretas que acompanham a altura em
que a fusão produz efeitos fiscais. O n.º 7 do
artigo 74.º do Código do IRC, refere que sempre
que, no projecto de fusão ou cisão, seja fixada
uma data a partir da qual as operações das
sociedades a fundir ou a cindir são consideradas,
do ponto de vista contabilístico, como efectuadas
por conta da sociedade beneficiária, a mesma data
é considerada relevante para efeitos fiscais
desde que se situe num período de tributação
coincidente com aquele em que se situe data da
produção de efeitos jurídicos da operação em
Obrigações declarativas Uma vez que as
sociedades a fundir mantêm a sua existência
jurídica até à data da realização definitiva da
fusão, data em que, nos termos da alínea a) do
n.º 5 do artigo 8.º do Código do IRC, se
verificará a cessação da actividade, devem
apresentar a declaração periódica de rendimentos,
ainda que eventualmente a zeros, em cumprimento
do disposto no n.º 3 do artigo 120.º do Código do
IRC, até ao último dia útil do prazo de 30 dias a
contar daquela data.
Em sede de IVA, poderemos abordar o problema
tendo em conta duas vertentes como sejam
Tributação da transferência dos activos e
Obrigações declarativas durante o período em que
ocorre a fusão e em referência a esse exercício.
passivos Quando falamos de operações de
concentração empresarial, nomeadamente de fusões,
sabemos que estas implicam sempre a transferência
de activos e passivos entre as entidades, logo em
sede de IVA implicaria estarmos perante
transmissões de bens e/ou prestações de serviços
sujeitas a IVA No entanto, tal como se
configuram, este tipo de operações poderá
beneficiar do disposto no nº 4 do artigo 3º do
CIVA, que exclui do conceito de transmissão e
consequentemente do âmbito de incidência do
IMT As transmissões de bens imóveis por fusão de
sociedades estão sujeitas a IMT . O imposto
incide sobre o valor tributário de todos os
imóveis das sociedades fundidas que se
transferiram para o activo da sociedade
beneficiária/nova ou sobre o valor por que estes
bens entraram no activo desta sociedade, se
superior. Contudo, o artigo 60.º dos Estatutos
dos Benefícios Fiscais (EBF) contempla um regime
de isenção de I.M.T. para as empresas que
procederem a actos de concentração, onde se
enquadram as fusões
As operações de fusões implicam a realização de
vários actos notariais que estão sujeitos a
imposto do selo, tais como
Transmissões de imóveis
Imposto do selo O artigo 60.º, n.º 1 alínea b)
do EBF, prevê a concessão do benefício da isenção
de imposto do selo relativamente à transmissão
dos imóveis (não destinados a habitação,
necessários à concentração ou à cooperação) ou à
constituição, aumento de capital ou do activo de
uma sociedade de capitais necessários à
No que respeita aos aspectos contabilísticos da
fusão, existem um única método
O método da compra
Contabilização O método da compra,
contabilizam-se as aquisições adoptando os
princípios da compra normal de activos.
Consequentemente os activos e passivos adquiridos
devem ser contabilizados pelo seu justo valor à
data da sua aquisição, e devem igualmente ser
incluídos activos e passivos identificáveis, não
apresentados nas demonstrações financeiras das
empresas adquiridas. .
O normativo nacional prescreve um único método
contabilístico possível no tratamento de uma
Método da compra
Data da Produção de efeitos Contabilísticos e
Fiscais Do ponto de vista jurídico, as
sociedades fundidas apenas se extinguem na data
da fusão, considerando-se esta como
definitivamente realizada, apenas, na data em que
ocorre o registo definitivo da mesma O projecto
de fusão deverá conter a data a partir da qual as
operações das sociedades fundidas são
consideradas, do ponto de vista contabilístico,
como realizadas por conta da nova sociedade,
relevando esta cláusula para efeitos de fixação
do valor das sociedades objecto de fusão e
consequente relação de troca de participações.
Em sede de IRC, também no que se refere às cisões
Data da eficácia da cisão para efeitos fiscais.
A cisão pode ou não beneficiar do regime especial
de neutralidade fiscal previsto no artigo 74.º do
Código do IRC. Aplicando-se este regime, tudo se
passa, em termos de resultados, como se não
tivesse havido a operação de cisão.
Para que a cisão fique abrangida pelo regime de
neutralidade fiscal, tem de reunir as seguintes
condições -A sociedade cindida deve destacar um
ou mais ramos da sua actividade, mantendo pelo
menos um dos ramos de actividade, para com eles
constituir outra sociedade (beneficiária) ou para
os fundir com uma sociedade já existente,
mediante a atribuição aos seus sócios de partes
representativas do capital social desta última
sociedade e, eventualmente, de uma quantia em
dinheiro que não exceda 10 do valor nominal ou,
na falta do valor nominal, do valor
contabilístico equivalente ao nominal das
participações que lhes sejam atribuídas.
Data de produção de efeitos fiscais Sempre que,
no projecto de cisão, seja fixada uma data a
partir da qual as operações das sociedades a
fundir ou a cindir são consideradas, do ponto de
vista contabilístico, como efectuadas por conta
da sociedade beneficiária, a mesma data é
considerada relevante para efeitos fiscais desde
que se situe num período de tributação
Assim, em termos fiscais, a data fixada no
projecto de cisão divide o processo de cisão em
dois períodos O primeiro, desde a data
do projecto de cisão até à data nele fixada, em
que as operações são efectuadas por conta das
próprias sociedades, contribuindo para os
resultados de cada uma delas O segundo,
desde a data fixada no projecto de cisão até à
data em que a cisão se torna eficaz, em que as
operações já são efectuadas por conta da
sociedade beneficiária, pelo que os resultados
obtidos nesse período devem ser incorporados nas
IVA Em sede de IVA, quando falamos de cisões,
sujeitas a IVA, existindo consequentemente lugar
a liquidação de imposto. No entanto, tal como
se configuram, à semelhança do já referido para
as fusões, este tipo de operação poderá