Source: http://www.conjur.com.br/2002-mar-25/governador_sp_cria_unidades_escolta_vigilancia
Timestamp: 2017-09-22 04:24:12+00:00
Document Index: 74378565

Matched Legal Cases: ['Artigo 1', 'Artigo 2', 'Artigo 3', 'Artigo 4', 'Artigo 5', 'Artigo 6', 'Artigo 7', 'artigo 31', 'Artigo 8', 'Artigo 9', 'artigo 10', 'Artigo 10', 'Artigo 11']

ConJur - Governador de SP cria unidades de escolta e vigilância
Alckmin cria núcleos de escolta e vigilância nas penitenciárias
25 de março de 2002, 16h10
O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, criou núcleos de escolta e vigilância penitenciária nos estabelecimentos penais da Coordenadoria de Unidades Prisionais. As unidades serão subordinadas diretamente aos diretores dos respectivos estabelecimentos penais.
Os núcleos devem fazer o planejamento, a execução e a fiscalização da escolta e custódia de presos em movimentações externas e guarda e vigilância das muralhas, alambrados e guaritas. Devem ainda colaborar com outras unidades do estabelecimento na elaboração de projetos.
Veja a íntegra do decreto do governador Geraldo Alckmin
Decreto Estadual nº 46.622, de 21-03-02: Cria, as unidades de escolta e vigilância penitenciária que especifica e dá providências correlatas.
Cria, na Coordenadoria de Unidades Prisionais de São Paulo e da Grande São Paulo, da Secretaria da Administração Penitenciária, as unidades de escolta e vigilância penitenciária que especifica e dá providências correlatas
Artigo 1º - Fica criado 1 (um) Núcleo de Escolta e Vigilância Penitenciária, com Equipe de Escolta e Vigilância, em cada um dos estabelecimentos penais a seguir especificados, da Coordenadoria de Unidades Prisionais de São Paulo e da Grande São Paulo, organizada pelo Decreto nº 45.798, de 9 de maio de 2001, combinado com os Decretos nº 45.872, de25 de junho de 2001, e nº 46.483, de 2 de janeiro de 2002, da Secretaria da Administração Penitenciária:
I - Penitenciária "Mário de Moura e Albuquerque", de Franco da Rocha;
II - Penitenciária "Nilton Silva", de Franco da Rocha;
III - Presídio "Adriano Marrey", de Guarulhos;
IV - Penitenciária "José Parada Neto", de Guarulhos;
V - Penitenciária do Estado;
VI - Penitenciária Feminina da Capital;
VII - Penitenciária Feminina do Tatuapé;
VIII - Penitenciária Feminina "Dra. Marina Marigo Cardoso de Oliveira", do Butantan;
IX - Centro de Progressão Penitenciária de Franco da Rocha;
X - Centro de Detenção Provisória Chácara Belém I;
XI - Centro de Detenção Provisória Chácara Belém II;
XII - Centro de Detenção Provisória de Vila Independência;
XIII - Centro de Detenção Provisória I de Osasco;
XIV - Centro de Detenção Provisória II de Osasco;
XV - Centro de Detenção Provisória de Santo André;
XVI - Centro de Detenção Provisória de Guarulhos I;
XVII - Centro de Detenção Provisória de Guarulhos II.
§ 1º - Os Núcleos de Escolta e Vigilância Penitenciária criados por este artigo subordinam-se diretamente aos diretores dos respectivos estabelecimentos penais.
§ 2º - As Equipes de Escolta e Vigilância criadas por este artigo funcionarão, cada uma, em 4 (quatro) turnos.
Artigo 2º - As unidades criadas pelo artigo anterior têm os seguintes níveis hierárquicos:
I - de Serviço, os Núcleos de Escolta e Vigilância Penitenciária;
II - de Seção, as Equipes de Escolta e Vigilância.
Artigo 3º - Aos Núcleos de Escolta e Vigilância Penitenciária cabe o planejamento, a execução e a fiscalização das atividades de:
I - escolta e custódia de presos em movimentações externas;
II - guarda e vigilância das muralhas, alambrados e guaritas.
Artigo 4º - As Equipes de Escolta e Vigilância têm as seguintes atribuições:
II - exercer a vigilância armada nas muralhas, alambrados e guaritas da unidade prisional;
Artigo 5º - São atribuições comuns aos Núcleos de Escolta e Vigilância Penitenciária e às suas Equipes de Escolta e Vigilância:
III - elaborar relatórios mensais de atividades com dados qualitativos e quantitativos referentes à sua área.
Artigo 6º - Aos Diretores dos Núcleos de Escolta e Vigilância Penitenciária, em suas respectivas áreas de atuação, compete:
V - adotar medidas relativas a fiscalização, intensificando a segurança do servidor na muralha;
VI - zelar pelo condicionamento físico dos servidores, realizando testes de avaliação e estabelecendo metas a serem atingidas;
VII - promover o treinamento e a avaliação de tiro, visando o preparo dos servidores;
VIII - manter seus superiores imediatos permanentemente informados sobre o andamento das atividades das unidades subordinadas;
IX - avaliar o desempenho das unidades subordinadas e responder pelos resultados alcançados, bem como pela adequação dos custos dos trabalhos executados;
X - decidir sobre recursos interpostos contra despacho de autoridade imediatamente subordinada, desde que não esteja esgotada a instância administrativa;
XII - praticar todo e qualquer ato ou exercer quaisquer das atribuições ou competências das unidades ou servidores subordinados;
XIII - avocar, de modo geral ou em casos especiais, as atribuições ou competências das unidades ou servidores subordinados;
XIV - fazer executar a programação dos trabalhos nos prazos previstos;
XV - em relação ao Sistema de Administração de Pessoal, exercer as competências previstas nos artigos 30 e 34 do Decreto nº 42.815, de 19 de janeiro de 1998.
Artigo 7º - Aos Chefes das Equipes de Escolta e Vigilância, em suas respectivas áreas de atuação, compete:
I - efetuar a ronda diurna e noturna nos postos de vigilância;
III - efetuar a distribuição das tarefas de vigilância de muralhas, de alambrados e de guaritas, bem como de escolta armada externa dos presos;
V - supervisionar a revista dos presos;
VI - efetuar a distribuição dos postos de trabalho;
VII - em relação ao Sistema de Administração de Pessoal, exercer as competências previstas no artigo 31 do Decreto nº 42.815, de 19 de janeiro de 1998.
Artigo 8º - São competências comuns aos Diretores dos Núcleos de Escolta e Vigilância Penitenciária e aos Chefes das Equipes de Escolta e Vigilância, em suas respectivas áreas de atuação:
Artigo 9º - Para efeito de atribuição da gratificação "pro labore", de que trata o artigo 10 da Lei Complementar nº 898, de 13 de julho de 2001, ficam caracterizadas como específicas da classe de Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária, as funções a seguir discriminadas, na seguinte conformidade:
I - 17 (dezessete) de Diretor de Serviço, destinadas aos Núcleos de Escolta e Vigilância Penitenciária;
II - 68 (sessenta e oito) de Chefe de Seção, destinadas às Equipes de Escolta e Vigilância, sendo 1 (uma) para cada turno.
Artigo 10 - As designações para o exercício de funções retribuídas mediante "pro labore" de que trata o artigo anterior só poderão ocorrer após a efetiva implantação ou funcionamento das unidades.
Artigo 11 - Este decreto e sua disposição transitória entram em vigor na data de sua publicação.
Artigo único - Até a efetiva implantação dos Núcleos de Escolta e Vigilância Penitenciária e suas Equipes de Escolta e Vigilância, dos estabelecimentos penais de que trata este decreto, os serviços de escolta e custódia de presos em movimentações externas e os de guarda e vigilância das muralhas, alambrados e guaritas serão prestados pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Palácio dos Bandeirantes, 21 de março de 2002
Publicado na Secretaria de Estado do Governo e Gestão Estratégica, aos 21 de março de 2002.
Revista Consultor Jurídico, 25 de março de 2002, 16h10