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Timestamp: 2017-10-18 14:44:45+00:00
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Meio Ambiente da Paraíba: Maio 2014
Sudema alerta que três praias do litoral paraibano devem ser evitadas
31/05/2014 08h02 - Atualizado em 31/05/2014 08h02
Classificação do relatório é válida até 5 de junho.
Outras 53 praias estão apropriadas para o banho.
Praia de Manaíra está entre as impróprias ao banho
em João Pessoa (Foto: Alberi Pontes/Secom-PB)
Três praias do litoral paraibano estão impróprias para o banho. Outras 53 apresentam a qualidade da água variando entre excelente, muito boa e satisfatória, de acordo com o relatório semanal de balneabilidade das praias da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). A classificação do relatório é válida até o dia 5 de junho.
Segundo a Sudema, devem ser evitadas pelos banhistas trechos das praias do Jacaré, em Cabedelo (na margem direita do Estuário do Rio Paraíba); de Manaíra, em João Pessoa (trecho de 100 metros à direita e à esquerda da galeria de águas pluviais); e de Maceió, em Pitimbu (100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho do Engenho Velho) devem ser evitados pelos banhistas.
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Marcadores: Balneabilidade, Cabedelo, João Pessoa, Orla Marítima, Pitimbu, praia, Praia de Manaíra, Praia do Jacaré, Praia do Maceió, SUDEMA
Será cobrada a instalação de uma Delegacia Especializada em Defesa dos Animais no município.
Publicado em 31/05/2014 as 06h00
A bandeira de combate aos maus-tratos sofridos por animais em Campina Grande será erguida hoje. A partir das 9h, no Parque do Povo, membros da Organização Não-governamental (ONG) Adota Campina e a sociedade em geral irão se unir para uma caminhada em desacordo aos crimes cometidos contra animais domésticos ou que ainda não têm lar.
São esperadas mais de 500 pessoas que percorrerão as principais ruas do Centro da cidade, passando pela Praça da Bandeira e encerrando o percurso às margens do Açude Velho.
Com cartazes e faixas nas mãos os manifestantes propõem alertar a população do município acerca da insistência em tratar os animais de forma inadequada. Também será cobrada a instalação de uma Delegacia Especializada em Defesa dos Animais no município, que poderá concentrar a investigação contra as denúncias de crimes praticados.
Segundo a presidente da ONG Adota Campina, Bárbara Barros, está se tornando cada vez mais comum a prática de maus tratos aos animais na cidade, e isso precisa ser combatido.
“Recentemente nós registramos a prática de vários crimes contra animais, de pessoas que estavam arrastando os bichos vivos pelas ruas, praticando atividades de tortura e expondo para as pessoas admirarem. Isso tem que parar.
E é com uma caminhada em defesa da vida desses animais que nós esperamos alertar as pessoas que é preciso dar um basta nessas atitudes. Precisamos cuidar dos animais que criamos em casa e dar condições para aqueles que ainda vivem nas ruas. Também estamos esperando a finalização desse processo de instalação da delegacia especializada que irá ajudar muito no combate a esse tipo de crime”, disse Bárbara.
Amanhã será promovido pelo Centro de Zoonoses do município um mutirão de adoção de animais na sede da instituição. Ao todo são 290 cães e 180 gatos, entre machos e fêmeas, todos vacinados, vermifugados e testados contra leishmaniose, além dos machos estarem castrados.
Quem decidir levar um animal terá de assinar um termo de responsabilidade e receberá o acompanhamento da equipe do Centro de Zoonoses. Serão feitas visitas à casa do dono adotivo para garantir as boas condições de tratamento e prevenir contra maus-tratos.
A sede do Centro de Zoonoses está localizada na Rua Isolda de Barros Torquato, sem número, ao lado da Escola Estadual Edvaldo do Ó, no bairro de Bodocongó. Os candidatos à adoção deverão levar cópias do RG, CPF e comprovante de residência, documentos exigidos para a formalização da adoção. A Gerência de Vigilância Ambiental alerta que a adoção só poderá ser feita por pessoas maiores de 18 anos. Os menores de idade interessados em realizar a adoção deverão estar acompanhados de um adulto.
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Marcadores: Animais Domésticos, Campina Grande
Chuva faz árvore cair por cima de posto de saúde em João Pessoa
28/05/2014 22h14 - Atualizado em 28/05/2014 22h16
Acidente aconteceu no bairro do Geisel e nenhuma pessoa ficou ferida.
Árvore caiu por cima do muro de um posto de saúde do bairro.
Chuva e vento fizeram a árvore cair por cima do muro da
Unidade de Saúde do Geisel (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Uma árvore de grande porte não resistiu às chuvas que caíram durante a maior parte do dia em João Pessoa e veio abaixo na noite desta quarta-feira (28). O incidente aconteceu no bairro Ernesto Geisel, próximo a um posto de saúde. Um dos pedaços da árvore caiu sobre o muro do local, mas apesar disso nenhuma pessoa ficou ferida.
De acordo com informações do sargento Arlinburg, do Corpo de Bombeiros, a árvore que caiu apresentava cupim, o que pode também ter contribuido para que um dos galhos maiores caísse sobre o muro da Unidade de Saúde.
Os Bombeiros foram acionados pelos moradores da área e compareceram até o local para remover a árvore caída.
"Foi em consequência da chuva de hoje a tarde, chuva com muito vento, aí o galho estava com cupim e quebrou-se em duas partes, vindo a cair aqui em frente da Unidade de Saúde. Os próprios moradores do bairro acionaram os Bombeiros no Ciop'", explicou o sargento.
Bombeiros foram chamados para remover árvore caída;
nenhuma pessoa se feriu no incidente (Foto: Walter Paparazzo/G1)
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Marcadores: Arborização, árvores, Defesa Civil, João Pessoa
Construção de um telhado fotovoltaico está entre os projetos desenvolvidos no Centro de Energias Alternativas e Renováveis.
Publicado em 28/05/2014 às 06h00
Destaque no cenário, o Brasil, sobretudo a Paraíba, tem um dos maiores índices de radiação solar do mundo
Questão que aparece frequente em discussões sobre cuidados com o meio ambiente, a produção de energia solar vem sendo foco de estudos na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Conforme o professor do Centro de Energias Alternativas e Renováveis (Cear) João Marcelo Dias Ferreira, as ações acadêmicas do Centro envolvem atualmente cinco professores do Departamento de Engenharia de Energias Renováveis (DEER) e aproximadamente 15 alunos de graduação e pós-graduação.
“Dentre os projetos em desenvolvimento, podemos destacar a construção do telhado fotovoltaico do edifício do Cear. Trata-se de um laboratório a céu aberto, que será composto por aproximadamente 300 módulos fotovoltaicos translúcidos na tecnologia de silício cristalino, cobrindo uma área de 670 m², com uma potência total instalada de 70kWp (megawatts-pico)”, menciona.
Segundo ele, a cobertura fotovoltaica proverá, além da geração de energia, uma proteção eficiente contra chuvas e intempéries.
“Ao mesmo tempo, a estrutura proporcionará o aproveitamento da luz natural do sol para a iluminação das áreas de circulação no interior do prédio, além de auxiliar na economia do consumo de eletricidade”, acrescenta, frisando que o laboratório será peça fundamental para a produção de futuras pesquisas associadas à utilização da energia solar no Estado e na região Nordeste.
Destaque no cenário, o Brasil, sobretudo a Paraíba, tem um dos maiores índices de radiação solar do mundo. Contudo, de acordo com o especialista, por falta de estímulos, o nível de energia elétrica produzida a partir do Sol ainda não é significativo por aqui. “Os incentivos à geração de energia elétrica a partir da fonte solar são muito limitados por parte do governo federal, demonstrando uma total falta de planejamento estratégico para o setor”, reclama, citando apenas casos isolados de aplicações fotovoltaicas e termossolares em casas e indústrias.
Para ele, outro motivo que gera atrasos no setor é a forte dependência brasileira da eletricidade gerada por meio de hidrelétricas, que são fontes renováveis, porém intimamente ligadas aos ciclos de chuvas e níveis de reservatórios. “E a complementação desta geração é feita principalmente a partir de fontes consideradas sujas, que utilizam o carvão, os derivados de petróleo, o gás natural e a energia nuclear”, salienta.
LUZ SOLAR PROMOVE A ECONOMIA SUSTENTÁVEL
Segundo o professor João Marcelo Dias Ferreira, usar energia solar como matriz para gerar eletricidade em residências e empresas representa um enorme avanço do ponto de vista socioambiental por trazer à tona o emprego de uma fonte renovável e limpa em meio a preocupações com a mudança climática e o aquecimento global.
De acordo com ele, uma boa notícia é que os progressos tecnológicos relacionados ao desenvolvimento desta energia vêm ganhando bastante ênfase tanto em equipamentos de pequeno porte quanto em grandes centrais. “Ambas as vertentes passaram e continuam passando por processos de maturação tecnológica, em uma busca incessante por melhoria de materiais e técnicas de fabricação, visando à rapidez de conversão energética, além da redução dos custos”, comenta.
E essa diminuição de valores tem certa relevância, uma vez que investimentos para adotar os sistemas de energia solar ainda são considerados caros no Brasil, apesar do retorno garantido, como explica Ferreira. “Se tomarmos como exemplo um sistema fotovoltaico residencial, onde o consumidor passa a ser produtor de sua própria energia elétrica, o retorno financeiro acontece, normalmente, dentro dos primeiros 10 anos, enquanto a expectativa de vida útil do sistema é de 25 anos”, finaliza.
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Marcadores: Energia, Energia Alternativa, Energia Solar, João Pessoa, UFPB
Chuva alaga o Parque Sólon de Lucena em João Pessoa
27/05/2014 18h58 - Atualizado em 27/05/2014 18h58
Bueiros jorravam água ao invés de escoá-la.
Local tem comércio e é parada de várias linhas de ônibus.
As chuvas registradas na terça-feira (27), causaram vários
pontos de alagamento no Parque Solon de Lucena, no Centro de
João Pessoa. Motoristas e pedestres enfrentram dificuldades para
se locomover no local. (Foto: Wagner Lima/G1)
Além de calçadas alagadas, pelo menos três bueiros estavam
jorrando água ao invés de escoá-la num local onde há várias
paradas de ônibus. (Foto: Wagner Lima/G1)
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Marcadores: chuvas, Defesa Civil, João Pessoa, Meteorologia
Mais de 50 tartarugas de pente nascem em praia de João Pessoa
24/05/2014 17h51 - Atualizado em 24/05/2014 17h51
Nascimento foi registrado na tarde de sábado (24), na praia do Bessa.
Espécie é considerada a segunda menor entre as tartarugas marinhas.
Cerca de 50 tartarugas de pente nasceram na tarde deste sábado (24) na praia do Bessa, em João Pessoa. O nascimento ocorreu a partir de uma cesariana de areia, quando há uma intervenção humana na eclosão dos ovos.
O procedimento foi realizado à tarde porque normalmente as tartarugas recém-nascidas saem em direção ao mar à noite, e a luzes acabam atraindo-as para direções erradas, ocasionando eventualmente a morte de parte delas. A tartaruga de pente é considerada a segunda menor espécie entre as tartarugas marinhas.
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Marcadores: Animais Silvestres, Associação Guajiru, João Pessoa, Praia do Bessa, Tartaruga
Banhistas devem evitar três praias da Paraíba, alerta Sudema
24/05/2014 07h15 - Atualizado em 24/05/2014 07h15
Relatório é válido até a próxima quinta-feira (29).
Estão impróprias as praias de Jacaré, Manaíra e Maceió.
Trecho da Praia de Manaíra deve ser evitada
Três praias da Paraíba foram classificadas como impróprias para banho esta semana pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). Os banhistas devem ficar atentos nas praias do Jacaré, Manaíra e Maceió. Relatório é válido até a próxima quinta-feira (29).
Trechos das praias do Jacaré, em Cabedelo (na margem direita do Estuário do Rio Paraíba), de Manaíra, em João Pessoa (trecho de 100 metros à direita e à esquerda da galeria de águas pluviais), e de Maceió, em Pitimbu (100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho do Engenho Velho) devem ser evitados pelos banhistas.
Outras 53 praias estão apropriadas para banho, variando entre excelente, muito boa e satisfatória. Porém, a Sudema recomenda aos banhistas que evitem os trechos de praias localizados em áreas frontais a desembocaduras de galerias de águas pluviais, principalmente se houver indício de escoamento recente.
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Comissão monitora árvores do Campus I da UFPB em João Pessoa
20/05/2014 22h30 - Atualizado em 20/05/2014 22h40
Monitoramento começou após uma árvore de grande porte desabar.
Árvore que caiu estava com o tronco fragilizado por larvas e fungos.
A comissão de gestão ambiental da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está monitorando 27 árvores de grande porte que ficam no Campus I da instituição, em João Pessoa.
O objetivo é evitar que mais uma árvore caia, como ocorreu no início deste mês de maio, quando um tronco desabou sobre a rede elétrica.
A área onde árvore caiu fica próximo da Biblioteca Central do Campus, onde era realizda uma feira agro-ecológica, o local ainda está interditado devido ao incidente, que não deixou feridos, mas a comunidade universitária ficou assustada.
"Foi um susto grande, imagina, isso aqui é uma feira, se tivesse acontecido na hora do movimento na feira, o estrago teria sido muito maior", comentou o coordenador de serviços da UFPB, Reginaldo Meireles.
O acidente chamou a atenção para a fragilidade do tronco da árvore, que estava praticamente oco devido a ação de fungos e larvas. Com isso, a preocupação se estendeu para as demais árvores de grande porte no Campus, que também podem estar comprometidas.
As árvores que são da mesma espécie da que caiu podem alcançar até 35 metros de altura. A larva encontrada no tronco ainda está sendo identificada, um besouro diferente também foi observado nas árvores.
"Esse é um trabalho que a Comissão de Gestão Ambiental está iniciando e vai fazer em todo o Campus um monitoramento com uma olhar mais crítico do estado em que se apresentam as árvores", explicou o engenheiro Antônio Borba.
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Marcadores: Agroecologia, Arborização, árvores, Gestão Ambiental, João Pessoa, Mata Atlântica, Produtos Agroecológicos, UFPB
Em artigo, o presidente da APROGEO e Conselheiro do CREA-PB cobra cumprimento de lei ambiental
Henrique Gutierres é Geógrafo e Conselheiro do CREA-PB no COPAM (Conselho de Proteção Ambiental do Estado da Paraíba).
Leia mais em: http://www.creapb.org.br/noticia-destaque/em-artigo-o-presidente-da-aprogeo-e-conselheiro-do-crea-pb-cobra-cumprimento-de-lei-ambiental/
*Henrique Gutierres é Geógrafo e Conselheiro do CREA-PB no COPAM (Conselho de Proteção Ambiental do Estado da Paraíba).
Infelizmente, não é de hoje que no Brasil surgem casos de leis criadas e que nunca foram efetivamente cumpridas. A Paraíba não foge desse cenário, pois a Lei Estadual nº 9.794 é mais um exemplo de esquecimento. Publicada em 14 de junho de 2012, de autoria do deputado Caio Roberto, obriga que as empresas de potencial poluidor degradador médio ou alto contratem um responsável técnico na área ambiental. Sendo assim, exige a contratação de um profissional legalmente habilitado para atuar na área ambiental, assim como acontece com os responsáveis pela área jurídica ou contábil de uma empresa, por exemplo.
A iniciativa faz com que a Paraíba junte-se a outros estados e municípios, que já possuem leis em vigor de mesma natureza (Natal, Curitiba, Feira de Santana-BA, Rondônia e Paraná). Dentre os profissionais que podem ser contratados, o artigo 2º apresenta um rol de profissionais legalmente habilitados (geógrafos, biólogos, químicos, engenheiros químicos, entre outros), podendo o empresário também contratar uma pessoa jurídica legalmente constituída para prestar serviços técnicos na área ambiental.
Os principais instrumentos de planejamento e gestão ambiental os quais as empresas estão obrigadas e/ou necessitam fazer uso cotidianamente, seriam: licenciamento ambiental; auditoria ambiental; certificação ambiental (Sistema de Gestão Ambiental – SGA, a exemplo da Norma ISO 14001); perícia ambiental; estudos ambientais (EIA/RIMA, PCA, EVA, PRAD, RAS); remediação ambiental; relatório de responsabilidade social e monitoramento de parâmetros ambientais.
O detalhe da lei nº 9.794/2012 é que o seu artigo 8º determina um prazo de 120 (cento e vinte) dias para as empresas se adequarem a essa exigência. Logo, desde 14 de dezembro de 2012 que o seu cumprimento deveria ser exigido pelo poder público. Porém, verificando-se que na citada data ainda não estavam definidos os procedimentos para o seu cumprimento, a referida lei foi ponto de pauta da 534ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Meio Ambiente (COPAM), realizada em 02 de abril de 2013, objetivando discutir a sua exigência e o seu efetivo cumprimento pelas empresas.
O fato é que de lá pra cá nada aconteceu e a lei continua apenas no papel e sem surtir os efeitos reais nas empresas e nos órgãos ambientais. Vale dizer, que o profissional responsável pela área ambiental da empresa terá que ter uma postura “criativa”, pois não será um mero cumpridor das condicionantes da licença ambiental e ser o contato imediato com os órgãos ambientais fiscalizadores e o órgão licenciador. Deverá fazer com que o desempenho ambiental da empresa reflita em melhorias no relacionamento com as comunidades vizinhas e outras partes interessadas. E que implemente ações e procedimentos que previnam acidentes ambientais e reduzam o consumo de recursos naturais, garantindo a redução de gastos e o aumento da rentabilidade dos negócios ao adotar uma postura ambiental diferenciada. E, assim, resultem em ganhos e na melhoria do relacionamento junto aos seus clientes, fornecedores, empregados, investidores e seguradoras.
Diante da ausência dos critérios para sua exigência nos processos de licenciamento ambiental, cabe à sociedade e aos órgãos públicos competentes exigirem o seu cumprimento para que não seja mais uma lei (ambiental) “esquecida”. O que seria um grande desperdício, pois a lei nº 9.794/2012 representa um avanço na área da gestão ambiental empresarial, a fim de resguardar os empreendimentos contra os efeitos negativos dos impactos ambientais, mas principalmente, às comunidades vizinhas e a sociedade em geral.
Infelizmente, não é de hoje que no Brasil surgem casos de leis criadas e que nunca foram efetivamente cumpridas. A Paraíba não foge desse cenário, pois a Lei Estadual nº 9.794 é mais um exemplo de esquecimento. Publicada em 14 de junho de 2012, de autoria do deputado Caio Roberto, obriga que as empresas de potencial poluidor degradador médio ou alto contratem um responsável técnico na área ambiental. Sendo assim, exige a contratação de um profissional legalmente habilitado para atuar na área ambiental, assim como acontece com os responsáveis pela área jurídica ou contábil de uma empresa, por exemplo. A iniciativa faz com que a Paraíba junte-se a outros estados e municípios, que já possuem leis em vigor de mesma natureza (Natal, Curitiba, Feira de Santana-BA, Rondônia e Paraná). Dentre os profissionais que podem ser contratados, o artigo 2º apresenta um rol de profissionais legalmente habilitados (geógrafos, biólogos, químicos, engenheiros químicos, entre outros), podendo o empresário também contratar uma pessoa jurídica legalmente constituída para prestar serviços técnicos na área ambiental. Os principais instrumentos de planejamento e gestão ambiental os quais as empresas estão obrigadas e/ou necessitam fazer uso cotidianamente, seriam: licenciamento ambiental; auditoria ambiental; certificação ambiental (Sistema de Gestão Ambiental – SGA, a exemplo da Norma ISO 14001); perícia ambiental; estudos ambientais (EIA/RIMA, PCA, EVA, PRAD, RAS); remediação ambiental; relatório de responsabilidade social e monitoramento de parâmetros ambientais. O detalhe da lei nº 9.794/2012 é que o seu artigo 8º determina um prazo de 120 (cento e vinte) dias para as empresas se adequarem a essa exigência. Logo, desde 14 de dezembro de 2012 que o seu cumprimento deveria ser exigido pelo poder público. Porém, verificando-se que na citada data ainda não estavam definidos os procedimentos para o seu cumprimento, a referida lei foi ponto de pauta da 534ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Meio Ambiente (COPAM), realizada em 02 de abril de 2013, objetivando discutir a sua exigência e o seu efetivo cumprimento pelas empresas. O fato é que de lá pra cá nada aconteceu e a lei continua apenas no papel e sem surtir os efeitos reais nas empresas e nos órgãos ambientais. Vale dizer, que o profissional responsável pela área ambiental da empresa terá que ter uma postura “criativa”, pois não será um mero cumpridor das condicionantes da licença ambiental e ser o contato imediato com os órgãos ambientais fiscalizadores e o órgão licenciador. Deverá fazer com que o desempenho ambiental da empresa reflita em melhorias no relacionamento com as comunidades vizinhas e outras partes interessadas. E que implemente ações e procedimentos que previnam acidentes ambientais e reduzam o consumo de recursos naturais, garantindo a redução de gastos e o aumento da rentabilidade dos negócios ao adotar uma postura ambiental diferenciada. E, assim, resultem em ganhos e na melhoria do relacionamento junto aos seus clientes, fornecedores, empregados, investidores e seguradoras. Diante da ausência dos critérios para sua exigência nos processos de licenciamento ambiental, cabe à sociedade e aos órgãos públicos competentes exigirem o seu cumprimento para que não seja mais uma lei (ambiental) “esquecida”. O que seria um grande desperdício, pois a lei nº 9.794/2012 representa um avanço na área da gestão ambiental empresarial, a fim de resguardar os empreendimentos contra os efeitos negativos dos impactos ambientais, mas principalmente, às comunidades vizinhas e a sociedade em geral.
Em artigo, o presidente da APROGEO e Conselheiro do CREA-PB cobra cumprimento de lei ambiental20/05/2014 * Henrique Gutierres é Geógrafo e Conselheiro do CREA-PB no COPAM (Conselho de Proteção Ambiental do Estado da Paraíba). Infelizmente, não é de hoje que no Brasil surgem casos de leis criadas e que nunca foram efetivamente cumpridas. A Paraíba não foge desse cenário, pois a Lei Estadual nº 9.794 é mais um exemplo de esquecimento. Publicada em 14 de junho de 2012, de autoria do deputado Caio Roberto, obriga que as empresas de potencial poluidor degradador médio ou alto contratem um responsável técnico na área ambiental. Sendo assim, exige a contratação de um profissional legalmente habilitado para atuar na área ambiental, assim como acontece com os responsáveis pela área jurídica ou contábil de uma empresa, por exemplo. A iniciativa faz com que a Paraíba junte-se a outros estados e municípios, que já possuem leis em vigor de mesma natureza (Natal, Curitiba, Feira de Santana-BA, Rondônia e Paraná). Dentre os profissionais que podem ser contratados, o artigo 2º apresenta um rol de profissionais legalmente habilitados (geógrafos, biólogos, químicos, engenheiros químicos, entre outros), podendo o empresário também contratar uma pessoa jurídica legalmente constituída para prestar serviços técnicos na área ambiental. Os principais instrumentos de planejamento e gestão ambiental os quais as empresas estão obrigadas e/ou necessitam fazer uso cotidianamente, seriam: licenciamento ambiental; auditoria ambiental; certificação ambiental (Sistema de Gestão Ambiental – SGA, a exemplo da Norma ISO 14001); perícia ambiental; estudos ambientais (EIA/RIMA, PCA, EVA, PRAD, RAS); remediação ambiental; relatório de responsabilidade social e monitoramento de parâmetros ambientais. O detalhe da lei nº 9.794/2012 é que o seu artigo 8º determina um prazo de 120 (cento e vinte) dias para as empresas se adequarem a essa exigência. Logo, desde 14 de dezembro de 2012 que o seu cumprimento deveria ser exigido pelo poder público. Porém, verificando-se que na citada data ainda não estavam definidos os procedimentos para o seu cumprimento, a referida lei foi ponto de pauta da 534ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Meio Ambiente (COPAM), realizada em 02 de abril de 2013, objetivando discutir a sua exigência e o seu efetivo cumprimento pelas empresas. O fato é que de lá pra cá nada aconteceu e a lei continua apenas no papel e sem surtir os efeitos reais nas empresas e nos órgãos ambientais. Vale dizer, que o profissional responsável pela área ambiental da empresa terá que ter uma postura “criativa”, pois não será um mero cumpridor das condicionantes da licença ambiental e ser o contato imediato com os órgãos ambientais fiscalizadores e o órgão licenciador. Deverá fazer com que o desempenho ambiental da empresa reflita em melhorias no relacionamento com as comunidades vizinhas e outras partes interessadas. E que implemente ações e procedimentos que previnam acidentes ambientais e reduzam o consumo de recursos naturais, garantindo a redução de gastos e o aumento da rentabilidade dos negócios ao adotar uma postura ambiental diferenciada. E, assim, resultem em ganhos e na melhoria do relacionamento junto aos seus clientes, fornecedores, empregados, investidores e seguradoras. Diante da ausência dos critérios para sua exigência nos processos de licenciamento ambiental, cabe à sociedade e aos órgãos públicos competentes exigirem o seu cumprimento para que não seja mais uma lei (ambiental) “esquecida”. O que seria um grande desperdício, pois a lei nº 9.794/2012 representa um avanço na área da gestão ambiental empresarial, a fim de resguardar os empreendimentos contra os efeitos negativos dos impactos ambientais, mas principalmente, às comunidades vizinhas e a sociedade em geral.
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Vazamentos deixam três bairros de João Pessoa sem água
22/05/2014 11h36 - Atualizado em 22/05/2014 11h36
Equipes de manutenção da Cagepa foram ao local fazer o conserto.
Casos aconteceram na Torre e em Tambauzinho.
Vazamento de água deixou bairros de Tambauzinho e Expedicionários sem
água em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Um vazamento de água na Rua Professor Álvaro de Carvalho prejudicou o abastecimento dos bairros Tambauzinho e Expedicionários nesta quinta-feira (22). O vazamento é num ponto da rede que fica em frente à Delegacia de Roubos e Furtos de João Pessoa. Segundo o policial Fernando Soares, o problema durou aproximadamente 4 horas, teria começado por volta das 5h e uma equipe da Cagepa chegou por volta das 9h.
A assessoria de imprensa da Cagepa informou que para fazer o conserto do vazamento precisou fechar a rede e que por isso os bairros de Tambauzinho e Expedicionários ficaram sem água. Mas a previsão de normalização no abastecimento é ao meio-dia desta quinta.
O órgão não tem uma estimativa da quantidade de água desperdiçada, mas explicou que a rede de distribuição, onde o vazamento aconteceu, é de médio porte, com canos de 150 mm.
Ainda segundo a Cagepa, outro caso semelhante aconteceu também na manhã de hoje na Avenida Rui Barbosa, no bairro da Torre, numa rede de mesma estrutura. Uma equipe de manutenção já foi enviada ao local e a previsão de normalização do abastecimento também é por volta do meio-dia.
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Marcadores: Abastecimento de Água, Água, Cagepa, João Pessoa, Recursos Ambientais, Recursos Hídricos
Além do desperdício, a água inunda a calçada nas residências localizadas nos pontos mais baixos e pode ser risco de acidentes.
Publicado em 21/05/2014 às 06h00
Em um percurso de aproximadamente 400 metros, há três vazamentos no sistema de tubulação de água
O fluxo de água corrente ao longo de um trecho da avenida Presidente Félix Antônio, principal via de acesso à rua do Rio, no bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa, indica o desperdício de água potável e o descaso na infraestrutura no local. Em um dos pontos da via, em um percurso de aproximadamente 400 metros, há três vazamentos no sistema de tubulação de água. Segundo os moradores, o problema foi identificado há mais de uma semana.
Além do desperdício, a água que jorra das tubulações expostas inunda a calçada nas residências localizadas nos pontos mais baixos e pode ser risco de acidentes.
A casa de Elvis Santos é uma das mais prejudicadas com o vazamento de água. Segundo ele, há mais de 15 dias a tubulação que passa em frente ao imóvel estourou e o acúmulo de água formou uma cratera, comprometendo a estrutura do muro. “Esse buraco aí já está com mais de um metro. Meu sobrinho caiu na semana passada e quase acontece uma tragédia. Esse buraco se formou porque a Cagepa tinha consertado esse vazamento no começo do ano, mas não tinha tapado. Por isso o cano estourou novamente”, reclamou o morador.
A cerca de 70 metros a frente da casa de Elvis, há outro cano estourado, próximo a um ponto de ônibus. Com a água escorrendo no meio da rua, a pista fica escorregadia e representa perigo para pedestres e motociclistas. Morando a poucos metros desse trecho, a dona de casa Maria José Pereira conta que na semana passada o vizinho dela sofreu uma queda de moto ao trafegar na avenida.
“É um perigo essa água correndo direto aí na rua. O menino caiu da moto depois que derrapou na água. Como ele, outras pessoas quase se prejudicam”, alertou.
Em outro trecho da avenida principal da rua do Rio, a costureira Maria de Fátima dos Santos denuncia que o cano estourado em frente a uma revendedora de planos de saúde jorra água limpa desde o último sábado. Segundo ela, os moradores já ligaram para a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) para relatar o problema. No entanto, os vazamentos ainda não foram consertados.
“A Cagepa fala tanto em não desperdiçar água, só que eles mesmos estão fazendo isso. Esse cano está desse jeito desde sábado. Muita gente já ligou para reclamar e pedir para eles consertarem. Mas continua do mesmo jeito. É uma tristeza ver tanta água jogada fora”, lamentou a costureira.
A assessoria de comunicação da Cagepa informou que uma equipe de manutenção da empresa visitará ainda hoje a avenida Presidente Félix Antônio para verificar o caso.
Ainda segundo a assessoria, no último sábado foi consertado um outro vazamento que havia no local.
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Prefeitura de João Pessoa derruba casas localizadas em áreas de risco
20/05/2014 21h37 - Atualizado em 20/05/2014 21h37
Casas foram demolidas nesta terça-feira (20) no bairro São José.
Pelo menos 12 famílias tiveram que deixar os locais.
A Prefeitura de João Pessoa começou nesta terça-feira (20) a desocupação e a demolição de algumas casas situadas em áreas de risco no bairro São José, que fica na Zona Leste da capital paraibana.
Pelo menos 12 famílias tiveram que sair das suas casas na operação realizada nesta terça.
Uma das moradoras que precisou deixar a casa onde viveu durante 13 anos, foi a doméstica Maria das Graças, que há três meses recebeu a notícia de que teria que deixar o imóvel. Segundo Maria, por causa dos constantes alagamentos parte da mobília da casa era de cimento e outros móveis precisavam ficar suspensos, para evitar danos.
"A água dava no joelho, sofá eu tinha de cimento, o guarda-roupa também. A geladeira, eu já tinha até um equipamentozinho para colocar ela em cima porque não tinha condições. Agora eu aluguei uma quitinete, eu prefiro, é melhor que ficar na água", disse.
O trabalho faz parte de um projeto da Defesa Civil da capital para evitar riscos em áreas mais afetadas com as chuvas. Os moradores que tiveram as casas demolidas recebem um auxílio-aluguel no valor de R$ 200 mensais e são cadastradas na Secretaria de Habitação, como prioritários para receber novas casas entregues em programas sociais da prefeitura.
"A prefeitura oferece esse benefício para a pessoa que é o auxílio aluguel, nós também oferecemos a questão do transporte dos móveis e toda a estrutura que for necessária para as famílias a gente está oferecendo. A medida que nós vamos retirando, vamos também procurando demolir as residências para que não haja uma nova ocupação", explicou Noé Estrela, coordenador da Defesa Civil de João Pessoa.
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Local recebe os animais que são apreendidos pela Polícia Ambiental ou que passaram pelo Cetas do Ibama.
Publicado em 20/05/2014 às 06h00
Foi criado no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) o Centro de Reabilitação de Aves Silvestres (Ceras). O local recebe os animais que são apreendidos pela Polícia Ambiental ou que passaram pelo Centro de Triagem de Animais Selvagens (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Geralmente, as aves apresentam quadro de debilitação ou até mesmo mutiladas por terem vivido em cativeiro ou ainda vítimas de tráfico e acidentes. Ao chegarem ao parque, é realizado um tratamento, com exames clínicos, laboratoriais e testes de condicionamento físico. Em seguida, o animal passa por uma avaliação para verificar se existe a possibilidade de soltura, ou não, na natureza.
“As que não têm chance de soltura, porque vieram de cativeiro muito mansas ou com alguma deficiência que não permite a ave ser solta, são utilizadas para a realização de educação ambiental com alunos de escolas e universidades”, explicou Roberto Citelli, veterinário do parque.
Quando a Polícia Ambiental entrega o animal encaminhado pelo Cetas, junto vem um documento no qual consta o local em que a ave foi encontrada. Por esse motivo, os técnicos da Bica priorizam soltá-la neste mesmo ambiente ou procuram uma mata mais próxima.
Além de promover uma vida mais saudável aos animais, com a prática dos exercícios de voos livres e de caça, são realizadas exibições com o intuito de explicar o trabalho realizado pela equipe, proporcionando para os visitantes noções de cuidados e respeito com o meio ambiente.
O Centro de Reabilitação conta com dois médicos veterinários e três estagiários de Biologia.
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Cinco praias da Paraíba estão impróprias para banho, alerta Sudema
17/05/2014 08h32 - Atualizado em 17/05/2014 08h32
Classificação é válida até a próxima quinta-feira (22).
Outras 51 praias estão apropriadas para o banho.
Cinco praias do litoral paraibano devem ser evitadas por banhistas esta semana por terem sido classificadas como impróprias para banho pelo relatório semanal da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). A população deve ficar atenta em trechos das praias do Jacaré, em Cabedelo, de Manaíra, do Bessa I e da Penha, em João Pessoa, e de Maceió, em Pitimbu. A classificação é válida até a próxima quinta-feira (22).
Os trechos estão localizados na margem direita do estuário do Rio Paraíba, na Praia do Jacaré, a 100 metros à direita e à esquerda da galeria de águas pluviais frontal ao Bahamas, em Manaíra, a 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Maceió do Bessa, no Bessa, a 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Rio Cabelo, na Penha, e a 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho do Engenho Velho, em Maceió.
Outras 51 praias estão apropriadas para o banho, variando entre excelente, muito boa e satisfatória. Porém, a Sudema recomenda aos banhistas que evitem os trechos de praias localizados em áreas frontais a desembocaduras de galerias de águas pluviais, principalmente se houver indício de escoamento recente.
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Chuvas causam alagamentos e água invade casas em Campina Grande
14/05/2014 10h56 - Atualizado em 14/05/2014 10h56
Defesa Civil registrou 12 pontos de alagamento na cidade.
Aesa diz que já choveu cerca de 80% do esperado para o mês de maio.
As chuvas registradas na terça-feira (13) causaram alagamentos e a água chegou a invadir residências em alguns bairros de Campina Grande. Segundo a Defesa Civil do município, na chuva de ontem foram registrados 12 pontos de alagamento na cidade, mas o órgão informou que nenhuma família precisou ser realocada de maneira urgente.
De acordo com os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), entre a tarde da terça e a manhã desta quarta-feira (14), choveu 23,6 milímetros na cidade. O órgão aponta que desde o início do mês, já choveu cerca de 80% do esperado para o mês de maio e a previsão dos meteorologistas é de que pode voltar a chover nos próximos dias.
Segundo a dona de casa Edilza Alves Barros, moradora do bairro das Malvinas, a água invadiu as casas e parte da rua ficou interditada por conta do alagamento e da lama. Em entrevista à TV Paraíba, ela conta que o Corpo de Bombeiros foi chamado para resgatar as pessoas. “Estava tirando água da minha casa e ouvi a gritaria no quintal. Os bombeiros amarraram uma corda no poste e estavam tirando o pessoal com ela”, disse Edilza.
O eletricista Edmilson Alves Barros contou que o problema é recorrente e fez uma barreira na frente da casa para evitar maiores prejuízos. “Ano passado tive perda total. Perdi meus móveis, máquina de lavar. A geladeira conseguimos consertar, mas o resto foi perdido”, explicou.
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Cidades do Cariri recebem o maior volume de chuvas na PB em maio
14/05/2014 09h30 - Atualizado em 14/05/2014 09h35
Em Serra Branca já choveu três vezes o volume esperado para o mês.
Parari também teve destaque, mas Aesa diz que chuva é irregular na região.
As cidades de Serra Branca e Parari, ambas situadas na região do Cariri paraibano, foram as duas onde mais choveu nos primeiros 12 dias do mês de maio, segundo informações da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa). Ao todo foram registrados 127,7 milímetros de chuva em Parari e 126,3 mm em Serra Branca. Na região, a previsão para esta quarta-feira (14) é de nebulosidade variável com possibilidade de chuvas em áreas localizadas.
Segundo a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, a média para o mês de maio em Serra Branca é de 38,4 milímetros de chuva. O volume registrado até agora já é mais de três vezes superior à média. Contudo, Marle faz o alerta de que esse mês a chuva foi pontual na região e não implica numa mudança de perfil climático da cidade.
"O mês de maio é geralmente chuvoso no Cariri. No semi-árido paraibano como um todo é comum que haja pancadas de chuvas fortes e localizadas”, explicou Marle Bandeira. Mas, ainda de acordo com a meteorologista, as precipitações naquela região são irregulares.
Uma demonstração desse comportamento irregular pode ser verificado com as chuvas do mês de maio. De acordo com as informações da Aesa, em Parari choveu quatro vezes nos doze primeiros dias do mês. Em apenas uma dessas chuvas caiu um volume de 89,8 milímetros no domingo (11). Já em Serra Branca, foram seis precipitações, sendo que a maior aconteceu também no dia 11, com um volume de 106,5 milímetros, que por si só ultrapassou em cerca de 64% a média mensal na cidade.
A agência ainda não tem dados sobre o comportamento das chuvas no município de Parari. Segundo Marle, para meteorologia "é preciso uma série histórica de 30 anos para que se possa estabelecer o perfil climatológico de uma região", disse. A meteorologista comentou ainda que esse quadro já havia sido previsto pela Aesa no mês de dezembro, durante um encontro nordestino de meteorologia.
Sem chuvas em Várzea
No outro extremo, as cidade de Várzea (0,0mm) e Sousa (1,5 mm), no sertão paraibano, foram as localidades que menos receberam água da chuva durante o mês de maio. Segundo a Aesa, a previsão é chuvas localizadas na região. As duas cidades estão na lista de municípios onde foi decretado estado de emergência por conta da estiagem.
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Complexidade da transposição foi subestimada, afirma Dilma
13/05/2014 15h03 - Atualizado em 13/05/2014 18h40
Segundo presidente, esse foi um dos fatores que motivaram atrasos.
Ela fez nesta terça vistoria a trechos da obra em estados do Nordeste.
Gioras Xerez e Juliana Braga
Do G1 Ceará e do G1, em Brasília
A presidente Dilma Rousseff e o governador do Ceará, Cid Gomes
(PROS) durante visita a trecho da obra de transposição do
Rio São Francisco, em Jati (CE) (Foto: Roberto Stuckert Filho / PR)
Em visita ao sertão nordestino para vistoriar as obras da transposição do Rio São Francisco, a presidente Dilma Rousseff reconheceu nesta terça-feira (13) que houve atrasos no empreendimento, mas atribuiu a demora para concluir o projeto ao fato de a complexidade da construção ter sido subestimada. Ela não especificou quem subestimou o empreendimento.
"Acho que houve também uma subestimação da obra. (...) Houve atrasos porque também acho que se superestimou muito a velocidade que poderia ter, minimizando a sua complexidade" -- Dilma Rousseff, presidente da República
"Acho que houve também uma subestimação da obra. Não acredito que uma obra desta, em outro lugar do mundo, leve dois anos para ser feita. Nem tampouco um ano, nem tampouco três", disse a presidente.
"É uma obra bastante sofisticada. Implica num tempo de maturação. Eu não estou negando que houve atrasos. Houve atrasos porque também acho que se superestimou muito a velocidade que poderia ter, minimizando a sua complexidade", complementou.
A construção da obra que levará água do Rio São Francisco a regiões historicamente atingidas pela estiagem começou em 2007. O projeto de transposição tem extensão total de 469 quilômetros e a estimativa é que 11,6 milhões de pessoas sejam atendidas com fornecimento de água em cidades do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Dilma viajou ao Nordeste nesta terça para vistoriar trechos da obra de transposição do Rio São Francisco em cidades de Pernambuco, Paraíba e Ceará.
Primeiro, ela acompanhou as obras do Túnel Cuncas II, próximo a São José de Piranhas (PB). Segundo o Ministério da Integração, o túnel possui quatro quilômetros de extensão e foi concluído em março deste ano.
Em seguida, a presidente foi visitar a barragem construída em Jati (CE), responsável por levar a água do rio São Francisco ao estado do Ceará.
A última vistoria de Dilma nesta viagem será em Cabrobó (PE), onde, na tarde desta terça, visitará a Estação de Bombeamento 1, responsável por levar a água do rio a localidades com altitude elevada. De acordo com o ministério, a etapa está 83,8% concluída.
Conforme o Tribunal de Contas da União (TCU), o custo total previsto da obra de transposição é de R$ 8,2 bilhões e, até março deste ano, R$ 4,6 bilhões já haviam sido executados (valor sem correção monetária).
"O Nordeste adquiriu mais cedo do que o resto do Brasil a consciência da importância estratégica de ter água e de que você não pode achar que as conjunturas favoráveis, as conjunturas hidrológicas favoráveis, elas são permanentes" -- Dilma Rousseff, comentando sobre os investimentos para reduzir o impacto da seca nos estados do Nordeste
Apesar de estar em visita pelo Nordeste, Dilma comentou durante sua passagem pelo Ceará sobre a situação dos reservatórios em São Paulo e da ameaça de falta de água no estado mais rico do país.
Na entrevista coletiva que concedeu em Jati (CE), a presidente disse que o problema não é de São Paulo, e sim de "todo o Sudeste. "Quem não investiu, quem não preveniu, vai ter problema. Em qualquer circunstância, é isso", avaliou.
A petista também voltou a elogiar o planejamento do Nordeste que, segundo ela, tinha "séculos de não investimento e insegurança hídrica". Segundo Dilma, é preciso sempre lidar com o fato de que pode não chover.
"Mas o Nordeste aprendeu. Como essa questão era uma questão muito candente para quem morava aqui, eu acho que o Nordeste adquiriu mais cedo do que o resto do Brasil a consciência da importância estratégica de ter água e de que você não pode achar que as conjunturas favoráveis, as conjunturas hidrológicas favoráveis, elas são permanentes", afirmou.
Indagada sobre se o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, seria mantido no cargo até o final do seu mandato, a presidente da República disse que a pergunta era descabida.
Ela afirmou que os seus ministros ficam no cargo enquanto tiverem sua confiança. "E não tem motivo para eu não ter confiança no ministro Francisco no presente momento", enfatizou.
Teixeira é afilhado político do governador do Ceará, Cid Gomes, e do ex-ministro Ciro Gomes, ambos filiados ao PROS. No entanto, a cúpula do partido, mais novo integrantes da base aliada, vem pressionando a presidente a substituir o ministro por uma indicação da direção da legenda.
Na semana passada, como revelou o Blog do Camarotti, Ciro ameaçou deixar o partido e acusou os dirigentes da sigla de "chantagear" a presidente.
Os dirigentes do PROS iriam se reunir nesta terça, em Brasília, para discutir a eventual substituição de Francisco Teixeira, porém, o encontro foi desmarcado. O partido divulgou nota informando que o presidente nacional da legenda, Euripedes Junior, contraiu dengue e foi internado em um hospital de Brasília.
Dilma Rousseff voltou a afirmar que o Brasil garantirá a segurança das delegações e dos chefes de Estado que vierem ao país participar da Copa do Mundo de 2014. Ela disse que a conjunção das forças federais, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e Forças Armadas, com as polícias militares locais, vão assegurar que a Copa seja feita pacificamente.
"Quem quiser manifestar pode, mas quem quiser manifestar não pode prejudicar a Copa", defendeu.
"Quem quiser manifestar pode, mas quem quiser manifestar não pode prejudicar a Copa" -- Dilma Rousseff, falando sobre as expectativas de protestos durante o mundial da Fifa
A presidente acrescentou ainda que, como o Brasil é uma democracia, as pessoas podem se manifestar "perfeitamente", mas, na opinião dela, democracia "não significa vandalismo nem tampouco prejuízo para o conjunto da população".
Sobre as obras para o mundial, Dilma avaliou que os estádios e aeroportos estão "encaminhados". E lamentou as críticas feitas ao novo terminal do aeroporto de Guarulhos (SP), inaugurado no último domingo (11) com alguns problemas. Uma das queixas dos usuários do Terminal 3 foi a falta de água nos banheiros, e goteiras.
"Acho lamentável que quando se olhe um aeroporto do tipo de Guarulhos se fale de um pingo d’água, quando de fato a obra é uma obra excepcional. Acho de uma vontade com o país fantástica", reclamou.
Em meio à entrevista, Dilma se esquivou de responder questões sobre seu desempenho nas pesquisas eleitorais. Na última sexta-feira (9), pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha mostrou Dilma com 37% das intenções de voto, o senador Aécio Neves com 20%, e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos com 11%.
"Eu não comentei nunca pesquisa quando eu subia, não comento quando caio também. E também quando fico estável. Então, eu não comento pesquisa" -- Dilma Rousseff, esquivando-se de pergunta sobre seu desempenho na última pesquisa do Instituto Datafolha
Na pesquisa anterior, Dilma parecia com 38%, Aécio Neves com 16% e Eduardo Campos com 10%.
"Posso falar uma coisa para você? Eu não comentei nunca pesquisa quando eu subia, não comento quando caio também. E também quando fico estável. Então, eu não comento pesquisa", respondeu quando questionada em entrevista coletiva.
Em seguida, Dilma acrescentou que pesquisa é "conjuntural". "Sabe quando a gente vê o que vai dar? Quando você é testado, é ali que você olha. E testado pela população. Aí você sabe se você subiu, se você caiu, ou se você ficou na mesma", disse.
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