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⭐PLANO ESTRATÉGICO DE INTERVENÇÃO (PEI)
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Rafaela Botelho Câmara
1 PLANO ESTRATÉGICO DE INTERVENÇÃO (PEI) Setembro de 2009/ Dezembro de 20102 Índice Introdução.. 3 Etapas de intervenção... 4 Âmbito de intervenção.. 5 Objectivos estratégicos Metas.. 5 Equipa Horário de funcionamento... 9 Parcerias Plano de promoção e divulgação.. 10 Avaliação Formação Rede Valorizar Plano Estratégico de Intervenção 23 Introdução Os níveis significativos de insucesso e abandono escolares de há alguns anos, tendo conduzido aos baixos índices de escolaridade da população hoje adulta, aliados às dificuldades em aceder ao emprego e o aumento da exigência por parte de entidades empregadoras na formação dos seus trabalhadores, colocam o Governo Regional perante o desafio de dar resposta a todos estes problemas. Existe igualmente a necessidade de aproximar o modelo regional de certificação de competências ao nível de outros modelos de certificação, criando-se meios e instrumentos que respondam às necessidades da Região, bem como dar resposta à normalização da certificação e do exercício das profissões no espaço europeu. Tornou-se imperioso, pelas exigências da sociedade moderna e pelas necessidades de cada uma das pessoas, alterar este panorama. Foi neste sentido que foi criada, através da Resolução n.º 86/2009, de 21 de Maio, a Rede Valorizar. A Rede Valorizar surge de um esforço de adaptação às mudanças, para ir ao encontro às necessidades dos cidadãos açorianos, diversificando a oferta formativa, promovendo novos processos de aprendizagem e valorizando experiências adquiridas ao longo da vida. A Rede Valorizar, enquanto porta de entrada para todos os que procuram uma oportunidade de qualificação, organizar-se-á de forma a responder a um público heterogéneo, respeitando e valorizando o perfil, as motivações e as expectativas de cada indivíduo. A certificação de competências obtidas ao longo da vida beneficia diferentes segmentos socioeconómicos: 1. Para o empregador formaliza a competência da mão-de-obra e aumenta o nível de excelência da produção; 2. Aos trabalhadores proporciona atualização de aptidões e oportunidades de crescimento na carreira; 3. Para aqueles que estão fora do mercado oferece uma importante ferramenta de empregabilidade, o que influência diretamente a melhoria da qualidade de vida; 4. Para o Governo torna mais racional e eficaz o investimento em formação. Rede Valorizar Plano Estratégico de Intervenção 34 Etapas de intervenção Fluxograma Acolhimento Diagnóstico Encaminhamento Oferta educativa/formativa Plano pessoal de qualificação Certificação parcial Acções de formação de curta duração RVCC escolar/profissional Certificação Plano de desenvolvimento pessoal Rede Valorizar Plano Estratégico de Intervenção 45 Âmbito de intervenção Em termos de inserção espacial, a Rede Valorizar actuará em três pólos: Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta. Será ainda garantido o serviço em itinerância, por forma a abarcar: 1. Todas as ilhas do arquipélago; 2. Concelhos mais distantes nas ilhas que possuam um pólo; 3. Entidades públicas e privadas cujas dimensões o justifiquem. Objectivos estratégicos (médio e longo prazo) 1. Ser um referencial de excelência na sua área de actuação; 2. Atender à diversidade da procura; 3. Estabelecer parcerias com organismos públicos e privados, regionais, nacionais e internacionais; 4. Consolidar uma política de recursos humanos voltada para a flexibilidade, competitividade e qualidade técnica e de gestão; 5. Consolidar o PEI como instrumento de orientação estratégica; 6. Estabelecer medidas no âmbito do ProSIMA; 7. Desenvolver e manter um processo de avaliação permanente, implementando, quando necessário, acções correctivas ou preventivas; 8. Certificar a Rede de acordo com as normas ISO. Metas A Rede Valorizar estabelece como metas físicas os seguintes indicadores: 1. Divulgação do sistema de validação e certificação de competências junto de indivíduos; 2. Número de atendimentos gerais realizados para esclarecimentos: 4.500; Número de inscritos no sistema: 3.000; Número de inscritos em processo: 2.000; Número de processos concluídos: Rede Valorizar Plano Estratégico de Intervenção 56 Equipa 1 Coordenador 2 Administrativos 4 Profissionais RVCC 8 Formadores a tempo integral 7 Formadores a tempo parcial Reuniões da Equipa Técnico-Pedagógica Periodicidade Participantes Ordem de trabalho Semanal Mensal Anual Formadores, Profissionais RVCC e Coordenador Administrativo, Formadores, Profissionais RVCC e Coordenador Equipa da Rede Valorizar com os Directores Regionais responsáveis pela áreas do Emprego e da Formação. Desenvolvimento dos processos RVCC - alterações à planificação e ajustamentos necessários, selecção e produção de materiais, articulação da equipa de profissionais e formadores Participação dos adultos - análise das situações, dificuldades, potencialidades, grau de adaptação às metodologias adoptadas, definição de estratégias Aspectos relacionados com o próprio funcionamento da Rede (gestão, funcionamento da equipa e dos circuitos de comunicação interna, articulação com outros serviços, tarefas de auto-avaliação Análise do desempenho da Rede Reactivar e aprovação do PEI. Em qualquer destas reuniões poderão participar quer o Coordenador, quer o Sr. Director Regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor. Para além das reuniões acima referidas e do seu papel como elemento integrante dos circuitos de comunicação interna, procurar-se-á que muita da informação a ser trocada entre os diferentes elementos da equipa se efectue com o recurso às tecnologias da informação e da comunicação. Rede Valorizar Plano Estratégico de Intervenção 67 Membro da equipa Coordenador Profissionais RVCC Competências 1 O coordenador assegura a gestão pedagógica, organizacional e financeira da Rede Valorizar. 2 Ao coordenador compete, em particular: a) Dinamizar a realização e o aprofundamento do diagnóstico local, a concepção e a implementação de acções de divulgação, bem como a constituição de parcerias, nomeadamente para efeitos de encaminhamento dos adultos inscritos; b) Nomear o júri de certificação constituído no âmbito dos processos de reconhecimento, validação e certificação de competências; c) Homologar as decisões do júri de certificação; d) Submeter à homologação os diplomas e certificados; e) Desenvolver, com os demais elementos da equipa, a organização, concretização e avaliação das diferentes etapas de intervenção e elaborar o relatório de actividades; f) Promover a formação contínua dos elementos da equipa. 1 O profissional de RVC assume a responsabilidade pelo acolhimento do utente e a sua orientação ao longo de todo o processo. 2 Para efeitos do número anterior, compete, em particular, ao Profissional de RVC: a) Acolher o utente, facultando-lhe toda a informação inicial necessária; b) Desenvolver e orientar as sessões de trabalho que permitem, em função do perfil de cada adulto, definir a resposta mais adequada à elevação do seu nível de qualificação; c) Organizar o encaminhamento para as ofertas educativas e formativas, em articulação com as entidades formadoras e os serviços, organismos e estruturas competentes; d) Acompanhar e apoiar os adultos na construção de portefólios reflexivos de aprendizagens, em estreita articulação com os formadores, através de metodologias biográficas especializadas, tais como o balanço de competências ou as histórias de vida; e) Conduzir, em articulação com os formadores, a identificação das necessidades de formação dos adultos ao longo do processo de reconhecimento e validação de competências, encaminhando-os para outras ofertas formativas, disponibilizadas por entidades formadoras externas ou para formação complementar, de carácter residual e realizada internamente, após a validação de competências e a sua certificação; f) Dinamizar o trabalho dos formadores no âmbito dos processos de reconhecimento e validação de competências desenvolvidos; g) Organizar os júris de certificação, participando nos mesmos. 2 O técnico a que se refere o presente artigo deve ser detentor de habilitação académica de nível superior e possuir conhecimentos: a) Sobre as ofertas de educação e formação, designadamente as destinadas à população adulta, bem como sobre técnicas e estratégias de diagnóstico avaliativo e de orientação; b) Das metodologias adequadas e experiência no domínio da educação e formação de adultos, nomeadamente no desenvolvimento de balanços de competências e construção de portefólios reflexivos de aprendizagens. Rede Valorizar Plano Estratégico de Intervenção 78 Formadores 1 O formador tem por âmbito de intervenção as etapas de reconhecimento, validação e certificação de competências. 2 Ao formador compete: a) Apoiar o processo de reconhecimento de competências desenvolvido pelo adulto, orientando a construção do portefólio reflexivo de aprendizagens no âmbito das respectivas áreas de competências; b) Participar, com o profissional de RVC, na validação de competências adquiridas pelo adulto e, sempre que se revelar necessário, na definição do seu encaminhamento para outras ofertas formativas; c) Organizar e desenvolver acções de formação complementar interna, que permitam ao adulto aceder à certificação, de acordo com os referenciais de formação constantes do Catálogo Nacional de Qualificações; d) Participar nos júris de certificação. 2 Os formadores das áreas de competências relativas à componente tecnológica devem satisfazer os requisitos do regime de acesso e exercício da função de formador, nos termos da legislação em vigor. 3 Os formadores das áreas de competências chave dos referenciais para a educação e formação de adultos, de nível básico ou de nível secundário devem possuir habilitação para a docência em função da área de competências chave. Rede Valorizar Plano Estratégico de Intervenção 89 Horário de funcionamento Os horários de cada pólo serão ajustados em função dos seguintes factores: Capacidade dos recursos humana; Necessidades locais. O horário poderá ser ajustado em função da disponibilidade/necessidade dos adultos em processo. Parcerias O estabelecimento de uma rede de parcerias é essencial para o sucesso da Rede Valorizar. A colaboração entre este serviço e um leque tanto mais alargado e diversificado quanto possível de empresas e instituições será um contributo valioso, pois só considerado esse pressuposto se poderão conhecer as necessidades de formação dos trabalhadores e das entidades empregadoras. Sendo embora um processo inacabado, a Rede Valorizar prevê as seguintes parcerias: Instituição Agência para a Qualificação e o Emprego DROAP Associação de Municípios Exército Português Escolas profissionais Escolas do ensino regular ANQ IEFP CITEFORMA CEPRA Tipo de intervenção Identificação e encaminhamento dos seus utentes com necessidades de formação e qualificação. Preparação de um projecto que permita aumentar o nível de qualificação dos funcionários públicos e camarários açorianos. Identificação e encaminhamento dos seus membros com necessidades de formação e qualificação. Oferta formativa que permita dar resposta às necessidades de formação detectadas no âmbito dos processos analisados pela Rede Valorizar. Parceiros estratégicos na área da formação e de transferência de know-how Rede Valorizar Plano Estratégico de Intervenção 910 Plano de promoção e divulgação A divulgação das funções da Rede Valorizar é fundamental para dar visibilidade social ao processo, fazer o diagnóstico local das necessidades formativas e de certificação e identificar o público potencial. O plano de divulgação e de informação junto da população envolverá a distribuição de folhetos informativos junto de: 1. Escolas de todos os níveis de ensino; 2. Autarquias (Câmara Municipal e Juntas de Freguesia); 3. Centro da Segurança Social; 4. Postos do RIAC; 5. Associações Empresariais, Industriais e Comerciais; 6. Associações Culturais; 7. Agências para a qualificação e o emprego; 8. Empresas. A nível das TIC, todos os documentos relativos à divulgação da Rede Valorizar serão veiculados através de uma página da Internet, estando previsto que a pré-inscrição poderá ser disponibilizada on-line. Por fim, será lançada uma campanha publicitária por meio dos diferentes órgãos de comunicação social. Rede Valorizar Plano Estratégico de Intervenção 1011 Avaliação A avaliação da Rede Valorizar terá como referência a Carta de Qualidade, o Plano Estratégico de Intervenção, o Sistema de Indicadores de Referência para a Qualidade e o SIADAPRA. No processo de avaliação intervêm todos os elementos da Rede Valorizar e os adultos implicados no processo. A avaliação a implementar assentará num modelo de auto-avaliação baseado na análise documental, na observação directa, no levantamento estatístico e na auscultação de opiniões dos diferentes intervenientes. Durante as reuniões de trabalho entre os elementos da equipa serão recolhidos dados relativos aos processos, os quais servirão de base à reflexão e à aferição das práticas. Relativamente à avaliação global do funcionamento, pretende-se articular a avaliação interna com a avaliação externa, procedendo-se à identificação de pontos fortes e pontos fracos da actividade e apresentação de recomendações para a melhoria do seu desempenho. Sendo a auto-avaliação um importante elemento regulador nossa actividade e seus intervenientes, haverá uma avaliação contínua dos resultados e processos utilizados. Em função dessa avaliação poderemos melhorar e adequar a nossa acção às necessidades e solicitações dos adultos, assegurando por essa via a melhoria da intervenção. Rede Valorizar Plano Estratégico de Intervenção 1112 Formação A formação dos elementos da equipa, num processo inovador como o é a Rede Valorizar, é simultaneamente complexo é fundamental para criar segurança nos profissionais que irão desenvolver um trabalho directo com Adultos e assegurar um desempenho de qualidade. A formação da equipa da Rede Valorizar será contemplada num plano de formação, onde estarão previstas: 1. Formação interna dos colaboradores; 2. Participação em acções de formação promovidas pela ANQ, IP; 3. Participação em encontros inter-centros; 4. Participação em acções de formação sobre as diversas actividades do CNO. Rede Valorizar Plano Estratégico de Intervenção 12 Documentos relacionados
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