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Timestamp: 2019-01-24 13:48:43+00:00
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Dourado Online: Agosto 2008
Símbolos Municipais.
São eles: Brasão de Armas e a Bandeira Municipal.
Lei 279, de 7 de maio de 1980
Dispõe sobre os Símbolos do Município de Dourado e dá outras providências correlatas.
A Câmara Municipal de Dourado, estado de São Paulo, autoriza e eu Lafaiete Lozano, prefeito do município, promulgo a seguinte lei:
Artigo 1º. – São Símbolos do Município de Dourado:
1 – O Brasão de Armas.
2 – A Bandeira Municipal.
Artigo 2º. – O Brasão de Armas do Município de Dourado, idealizado pelo doutor Lauro Ribeiro Escobar, do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito, assim se descreve: escudo ibérico, de blau, com uma asa entre dois corações, tudo de ouro e contra-chefe deste, endentado de quatro peças, carregado de uma faixeta ondada do campo. O escudo é encimado de coroa mural de prata, de oito torres, suas portas abertas de sable e tem como suportes adextra, um ramo de cafeeiro e a sinistra, uma haste de cana de açúcar, ambos folhados e produzindo ao natural. Listel de blau, com o topônimo “Dourado” em letras de ouro.
Artigo 3º. – O Brasão de Armas ora instituído tem a seguinte interpretação:
1 – O escudo ibérico era usado em Portugal à época do descobrimento do Brasil e sua adoção evoca os primeiros colonizadores e desbravadores da nossa pátria.
2 – A cor blau (azul) do campo do escudo tem o significado heráldico de justiça, formosura, doçura, nobreza, vigilância, serenidade, constância, firmeza incorruptível, dignidade, zelo e lealdade, atributos de administradores e munícipes, na constante busca do progresso do município.
3 – A asa é o timbre das Armas da Família Abreu, lembrando no Brasão de Armas de Dourado a figura de José Modesto de Abreu, doador das terras onde se situa o município. É a asa, emblema heráldico de solicitude, diligência e assiduidade.
4 – Os corações constituem símbolo de coragem, honra, afeição, amor, sinceridade, liberalidade e caridade, referindo-se também ao cognome de Dourado, “Cidade Coração do Estado de São Paulo”.
5 – O contra-chefe (parte inferior do escudo) endentado (com o bordo em forma de serra), lembra a Serra do Dourado, da qual, segundo alguns historiadores, adveio o topônimo “Dourado”.
6 – O metal ouro, designa riqueza, esplendor, glória, nobreza, poder, força, fé, prosperidade, soberania e mando, objetivo dos munícipes que, com irrestrita fé no Criador, buscam para seu torrão natal a prosperidade e a glória.
7 – A faixeta ondada simboliza os cursos de água aludindo à riqueza hidrográfica do município, em especial ao Rio Jacará-Pipira, onde se encontra um recanto turístico de grande beleza, que atrai numerosas pessoas nos fins de semana para saudáveis momentos de lazer.
8 – A coroa mural é o símbolo da emancipação política e, de prata, com oito torres, das quais unicamente cinco estão aparentadas, constitui a reservada às cidades. As portas abertas de sable (preto) proclamam o caráter hospitaleiro do povo de Dourado.
9 – O ramo cafeeiro e a haste de cana-de-açúcar atestam a fertilidade das terras generosas de Dourado, de que são importante produtos e indicam as lides do campo como o fator basco da economia municipal.
10 – No listel o topônimo “Dourado” identifica o município.
Artigo 4º. – A Bandeira de Dourado, assim se descreve: retangular, de azul, com um triângulo de branco movente de tralha, carregado do Brasão de Armas a que se refere o artigo 2º.
Artigo 5º. – Tem a Bandeira 14 M (quatorze módulos) de altura, por 20 M (vinte módulos) de comprimento; o triângulo branco tem a base coincidente com a tralha e 15 M (quinze módulos) de altura e o Brasão de Armas tem 6,5 M (seis módulos e meio) de altura.
Artigo 6º. – O Brasão de Armas é exclusivo do Poder Público Municipal e será usado:
1 – Obrigatoriamente,
a) nos documentos, demais papéis e correspondência oficial;
b) no gabinete do prefeito municipal e na sala de sessões da Câmara de Vereadores.
2 – Facultativamente,
a) na facha dos edifícios públicos;
b) nos veículos oficiais e
c) nos locais onde se realizem festividades promovidas pela municipalidade.
Artigo 7º. – A apresentação e sinais de respeito devidos aos Símbolos de Dourado regular-se-ão, no que couber, pela legislação federal.
Artigo 8º. – É proibida a manutenção e reprodução dos Símbolos de Dourado em locais ou situações incompatíveis com o decoro, bem como em propaganda comercial ou política.
Artigo 9º. – Mediante expressa autorização e a exclusivo critério do prefeito municipal poderão os Símbolos de Dourado ser reproduzidos em distintivos, selos, medalhas, adesivos, flâmulas, bandeirolas, objetos artísticos ou de uso pessoal, em campanhas cívicas, assistenciais, culturais ou de divulgação turística.
§ 1º. – As reproduções deverão obedecer às proporções e cores originais, ficando arquivadas na Prefeitura Municipais exemplares destinados a servir de modelo.
§ 2º. – Para a reprodução monocromática do Brasão de Armas é obrigatória a representação de seus metais e cores de acordo com a conversão heráldica internacionalmente aceita.
Artigo 10º. – O Poder Executivo, mediante Decreto, estabelecerá as sanções para as infrações dos dispositivos desta lei.
Artigo 11º. – Esta lei entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Prefeitura Municipal de Dourado, aos 7 de maio de 1980.
Lafaiete Lozano
Publicada, registrada e afixada em local de costume na Prefeitura Municipal, aos 7 de maio de 1980.
Fonte de Pesquisa: Site Prefeitura Municipal de Dourado.
http://www.dourado.sp.gov.br
Postado por Luiz Fernando Varella às 09:51
Marcadores: Bandeira, bandeira de Dourado, Brasão de Armas, Dourado cidade coração, Símbolos Municipais de Dourado
História Política - Depoimento Dona Cecília Braga.
Tolerãncia, Amizade e Compreensão.
O meu avô, Pedro Luís era Ministro, trabalhava portanto na Corte, grande idealista, detestava o regime de escravidão mas não era rico.
O seu sogro, meu bisavô era escravocrata, latifundiário no Bananal e muito rico; tanto que conseguiu presentear cada genro com uma fazenda e bem grande! Gostava tanto do meu avô que quando ia passar uns dias na sua fazenda (naturalmente chama-se Independência e ele já havia arrancado cercas, demolido muros e destruído tudo quanto aparentasse ar de presídio!).
Mas o sogro o adorava bem assim a filha e os netos, mandavam então os carros buscá-los exigindo a presença de todos em sua casa gigantesca onde hoje funciona a Prefeitura do Bananal. Lá vinham eles com "armas e bagagens" mucamas, moleques de recados etc..., nos carros puxados por belos cavalos.
A nota pitoresca é a seguinte: havia muito descontentamento político, meu bisavô possuía grande soma de dinheiro em Londres e emprestara a Coroa digno a D. Pedro II, o que lhe foi possível durante a guerra do Paraguai e temia perder o braço escravo. Como poderia continuar a Cultivar a terra?
Entretanto, aos domingos havia debates na praça pública, genro e sogro muito bem trajados com fraque, cartola, "Plastron" alfinete de gravata com pérola e brilhante, bengala, davam-se o braço atravessam a rua e já se encontravam no coreto rodeado de populares; era grande a afluência.
Começava o meu bisavô Manoel Aguiar Vallim elogiando D. Pedro, o Regime, defendendo a Monarquia em todos os pontos de vista terminando seu discurso dava lugar ao genro; o vovô Pedro Luís era inflamado, contraditório, veemente atacava a Monarquia desejava a República e contradizia o sogro em tudo asperamente. Findo o discurso ambos davam-se os braços novamente e voltavam a casa onde uma alta ceia os esperava.
Certa vez perguntaram ao vovô: Como pode um Ministro ser contra o regime?
É porque o Ministro vê as coisas de perto.
Conforme relata, um inimigo, político pode ser um grande amigo pessoal.
As vezes me pergunto se passou pela cabeça de alguns de meus avós possuidores de terras e escravos, credores de Bancos de Londres, etc., etc., etc., se... viriam a ter uma neta pobre!
Cecília Barros Pereira de Sousa Braga.
Arquivo – Folha de Dourado, nº 67, de 01/08/1992.
História Política.
Intendência: O primeiro Intendente do Município foi o Dr. Maximiliano de Oliveira Sampaio (1897 - 1902) o segundo Intendente foi Calmélio Caldas (1902 - 1906).
O terceiro Intendente foi José Arruda Penteado (1905).
O quarto Intendente foi Francisco Martins Bonilha (1906).
PREFEITOS MUNICIPAIS: O quinto Intendente e o primeiro Prefeito Municipal foi Alfredo Augusto de Araújo (1906 - 1926).
Segundo Prefeito - Trajano Arruda Penteado (1927 - 1930), 3o. Prefeito - Arlindo Soares de Azevedo (outubro de 1930 a abril de 1931 e de julho de 1932 a outubro de 1932), 4o. Prefeito - Francisco Borja Cardoso (de outubro de 1935 a julho de 1938), 5o. Prefeito - Dr. José Inácio Camargo Penteado (de julho a agosto de 1938), 6o. Prefeito - Trajano de Arruda Penteado (1940 a 1945), 7o. Prefeito - José Buzzá (1945 - 1947).
O Golpe de Estado de 1930 estabeleceu um governo discricionário e em pleito Eleitoral em 1947, 17 anos depois foi eleito o Dr. José Buzzá para Prefeito Municipal (1948 a 1952), 9o. Prefeito - Elias Maluf (1952 - 1955), 10o. Prefeito - Moacyr Penteado Toledo (1956 - 1959), 11o. Prefeito - Edmar Monteiro (1960 - 1963), 12o. Prefeito - Elias Maluf (1964 - 1967) casado, 13o. Prefeito - Antonio Bueno Munhoz (19/07/1967 a 23/08/1967),
14o. Prefeito -
Antonio Bueno Munhoz (22/08/1967 a 31/01/1969), 15o. Prefeito Oswaldo Munhoz (01/02/1969 a 31/01/1973), 16o. Prefeito - Antonio Bueno Munhoz (01/02/1973 a 01/02/1977), 17o. Prefeito - Lafaiete Lozano (01/02/1977 a 31/01/1983), 18o. Prefeito - Oswaldo Munhoz (01/02/1983 a 31/12/1988), 19o. Prefeito - Dr. Ídio Carli (01/01/1989 a 31/12/1992), 20o. Prefeito - Lafaiete Lozano (01/01/1993 a 31/12/1996), 21o. Prefeito - Dr. Ídio Carli assumiu em 01/01/1997 a 31/12/2000, 22o. Prefeito - Dr. Ídio Carli de 01/01/2001 a 31/12/2004. 23o. Prefeito - Dr. Edmur Pereira Buzzá assumiu em 01 de Janeiro de 2005 e se reelegeu em 2008, Luiz Antonio Rogante Junior se elegeu em Outubro de 2012 - mandato de 2013 a 2016 e se reelegeu para o mandato de 2017 a 2020.
Fonte de pesquisa: Arquivos da Biblioteca Pública Municipal de Dourado.
Postado por Luiz Fernando Varella às 14:09
Marcadores: Biblioteca Pública de Dourado, Biografia Cecília Braga, depoimentos, História Cultural, história política
Dourado Clube e Uaru Clube.
Jornal “Folha de Dourado” - Ano II – nº 101 – 28 de maio de 1993.
Plenário da Câmara tem nome de Edson Justi.
O ex-vereador Edson Justi é o patrono do plenário da Câmara de Vereadores de Dourado, uma homenagem feita pelo Legislativo para um dos mais marcantes representantes durante toda a história do Município. A placa foi afixada na terça-feira, durante a realização de Sessão Solene, onde compareceram parentes e amigos do vereador falecido em 88, durante o exercício do seu segundo mandato.
O discurso de saudação ao patrono do plenário foi lido pelo vereador José Affonso. Maria José Davóglio Justi, viúva do vereador, também esteve presente a homenagem e lembrou algumas passagens e o modo de ser do vereador, que morreu aos 34 anos de idade depois de um processo muito rápido da doença que o atingiu. Segundo ela, Justinho, com era conhecido, foi uma pessoa envolvente e cativante, tendo sido o vereador mais votado na primeira legislatura que disputou, conseguindo naquela época, mais de 200 votos. Na eleição seguinte, ele ficaria em segundo lugar com 174 votos. Mas em ambas as ocasiões não deixou de ocupar a Presidência da Casa. “Era um político muito hábil e as questões mais candentes do município na área do legislativo, certamente passavam pelas suas mãos”, disse um dos políticos que conviveu com Justi.
Edson Justi nasceu no dia 17 de setembro de 1954, em Dourado. Ao contrário de vários exemplos em Dourado foi o único da família de sete irmãos que se dedicaria a política onde se revelou um grande articulador. Mesmo os seus adversários da época nunca deixaram de reconhecer seus méritos. A morte viria no dia 12 de outubro de 1988, quando deixou sua esposa, professora Maria José Davóglio Justi e as filhas, Sumara e Fernanda hoje com 12 e 15 anos respectivamente.
Visitem também o site da Câmara Municipal no endereço eletrônico:
http://www.camaradourado.sp.gov.br/
Sistema de Telefones.
Jornal de Dourado – Ano I – nº 03 – 26 de julho de 1981
Inauguração do novo Sistema de Telefones.
Foi inaugurado à 00:00 horas do dia 20 do mês de julho o sistema automático de telefones da nossa cidade, pois o sistema anterior era o sistema magnético.
A construção da nova rede telefônica foi realizada por cerca de 60 empregados da SIRTEL, empresa contratada pela TELESP a fim de realizar tal obra e pela seção TIC-4 da Telesp, sob a coordenação do engenheiro Luiz Antonio Monte Alegre e com a ajuda eficiente do técnico em telefonia Raul André Pendenza.
A execução dos serviços de instalação dos novos aparelhos está sendo realizada por outra seção da Telesp e inclusive já estão quase todos instalados. Aliás, pede-se um alerta com relação aos números dos aparelhos que foram modificados.
A obra foi iniciada a cerca de três meses atrás, mas a rede construída não inclui a zona rural. Quanto as instalações dos orelhões, sabe-se somente que o projeto está em andamento, mas não se sabe a data exata de sua vinda para a cidade, apenas supõe-se que será em breve.
Um muito obrigado à TELESP e a SIRTEL que com a realização dessa obra ajudaram Dourado a dar mais um passo em direção do desenvolvimento.
Postado por Luiz Fernando Varella às 13:07
Marcadores: câmara municipal de Dourado, história política, plenário, sistema de telefones, telefones de Dourado, vereadores
Praça Alfredo Araújo
História Política - Depoimento Dona Cecília Braga....