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Timestamp: 2017-09-24 15:58:28+00:00
Document Index: 52460054

Matched Legal Cases: ['Artigo 1', 'Artigo 2', 'Artigo 3', 'Artigo 4', 'Artigo 5', 'Artigo 6', 'Artigo 7', 'Artigo 8', 'Artigo 9', 'Artigo 10', 'Artigo 11', 'Artigo 12', 'Artigo 13', 'Artigo 14', 'Artigo 15', 'Artigo 16', 'Artigo 17', 'Artigo 18', 'Artigo 19', 'Artigo 20', 'Artigo 21', 'Artigo 22', 'Artigo 23', 'Artigo 24', 'Artigo 25', 'Artigo 26', 'Artigo 27', 'Artigo 1']

ISEL REGULAMENTO DO GABINETE DE AUDITORIA INTERNA DO INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE LISBOA. Aprovado pelo Presidente do ISEL em LISBOA - PDF
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Rubens Dias Molinari
1 REGULAMENTO DO DO INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE LISBOA Aprovado pelo Presidente do ISEL em
2 INTRODUÇÃO No âmbito da gestão pública a Auditoria Interna é uma alavanca de modernização e um instrumento de análise da situação real das instituições. Procura-se que as decisões tomadas primem pelos princípios da ética pública, zelem pela contenção de custos através da simplificação de procedimentos e de obtenção de melhorias ao nível da gestão administrativa, financeira e patrimonial e reforcem o apoio à modernização da administração das instituições. Rua Conselheiro Emídio Navarro, Lisboa Página 2 de 13
3 CAPITULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 1º Objecto: O presente Regulamento tem por objecto definir as normas e princípios gerais a que deve obedecer a actividade do Gabinete de Auditoria Interna, bem como as regras sobre o seu funcionamento. Artigo 2º Competências: Ao Gabinete de Auditoria Interna compete: a. Compilar e manter actualizado o Manual de Procedimentos do ISEL; b. Levantar o actual Sistema de Controlo Interno e dar opinião sobre o mesmo com vista à sua consolidação; c. Verificar o cumprimento das disposições legais e regulamentos, identificando situações de falta de consistência e conformidade na aplicação dos procedimentos e maximização da eficiência; d. Elaborar relatórios e propor medidas tendentes à eliminação de eventuais disfunções de incorrecções detectadas e que colaborem para a eficiência dos serviços; e. Acompanhar as auditorias externas, colaborando na elaboração do contraditório; f. Proceder às auditorias internas ou inspecções que forem determinados pelo Presidente do ISEL; g. Assegurar que as auditorias internas sejam programadas, planificadas, dirigidas e registadas de acordo com os procedimentos estabelecidos; h. Elaborar relatórios das actividades desenvolvidas pelo Gabinete de Auditoria Interna, bem como relatórios de acompanhamento de medidas correctivas e sua execução; i. Elaborar o Plano de Actividades do Gabinete de Auditoria Interna assim como o Relatório de Actividades anual. Rua Conselheiro Emídio Navarro, Lisboa Página 3 de 13
4 Artigo 3º Definições: Para efeitos do presente regulamento entende-se por: a. Auditoria Interna: Todas as actividades desenvolvidas com independência no sentido de verificar, mediante exame e avaliação de evidência objectiva, se os processos e elementos aplicáveis à actividade dos serviços foram desenvolvidos, documentados implementados e mantidos em conformidade com o ordenamento jurídico vigente e as normas regulamentares, emanadas pelos orgãos de gestão do ISEL; b. Inquérito: Conjunto de actividades desenvolvidas com o intuito de apurar dados objectivos sobre um problema concreto, ou com o fim de apurar factos determinados; c. Processos de Mera Averiguação: Processo de investigação sumária com o objectivo de apurar factos concretos sobre um determinado assunto ou acontecimento; d. Auditor/ Equipa de auditoria: Pessoal afecto ao Gabinete de Auditoria Interna ou qualquer outra pessoa que tenha sido chamada a colaborar nas actividades do Gabinete de Auditoria Interna, ficando subordinada ao cumprimento do presente Regulamento; e. Auditado: Serviço, actividade ou função que está a ser avaliada mediante a evidência objectiva dos procedimentos ou resultados; f. Documentos / Papeis de trabalho: Conjunto de elementos escritos, elaborados ou obtidos por um auditor ou equipa de auditoria, no decurso de uma auditoria, inquérito ou processo de mera averiguação, constituído por elementos de trabalho os quais compreendem o registo das verificações efectuadas, das informações recolhidas e das conclusões formuladas no seu relatório ou parecer; g. Programas de trabalho: Planos de acção que indicam pormenorizadamente os procedimentos a adoptarem na realização de auditoria, inspecção, ou processo de mera averiguação, definindo com precisão as tarefas a efectuar permitindo assim o controlo da qualidade do trabalho realizado e do tempo dispendido; h. Acção Correctiva: Operação proposta tendente a eliminar as causas de não conformidade ou de qualquer outra situação existente, não desejada, de forma a prevenir quer a sua continuidade, quer a sua recorrência; i. Acompanhamento da Acção Correctiva: Seguimento de uma acção correctiva proposta pelo Gabinete de Auditoria Interna na continuidade de uma auditoria, inspecção ou processo de mera averiguação, com o intuito de verificar se a mesma está a ser implementada e mantida. Rua Conselheiro Emídio Navarro, Lisboa Página 4 de 13
5 Artigo 4º Dever de Colaboração: 1. Os funcionários, os colaboradores e os titulares de lugares de direcção e chefia das unidades orgânicas e dos serviços do ISEL, têm o dever de colaborar com o Gabinete de Auditoria Interna, facultando toda a informação de que disponham e que lhes seja solicitada. 2. A informação, a que se refere o número anterior, deve ser facultada dentro dos prazos determinados pelo Responsável do Gabinete de Auditoria Interna ou pelo Presidente do ISEL. 3. O incumprimento do disposto nos números anteriores, será objecto de análise pelo Presidente do ISEL. CAPITULO II PRINCIPIOS DEONTOLÓGICOS Artigo 5º Princípios gerais: 1. Os membros do Gabinete de Auditoria Interna deverão exercer a sua actividade com independência, competência, diligência, objectividade, imparcialidade, confidencialidade e responsabilidade. Devem ainda, empregar no exercício da sua função, todos os seus conhecimentos técnicos e profissionais. 2. Os membros do Gabinete de Auditoria Interna devem proceder de todas as relações com os dirigentes, responsáveis, funcionários e colaboradores do ISEL, com urbanidade, correcção e cortesia e não comprometer a sua independência e isenção. 3. O disposto nos números anteriores é igualmente aplicável a qualquer outro funcionário que não estando afecto ao Gabinete de Auditoria Interna, integre enquanto elemento uma equipa de auditoria, inspecção ou processo de meras averiguações. 4. O incumprimento do disposto no número anterior, por parte dos membros do Gabinete de Auditoria Interna bem como de qualquer funcionário, será objecto de análise pelo Presidente do ISEL. Rua Conselheiro Emídio Navarro, Lisboa Página 5 de 13
6 Artigo 6º Independência: O princípio da independência implica a verificação dos seguintes pressupostos relativamente aos auditores: a. Estarem libertos de impedimentos pessoais externos; b. Manterem uma atitude de autonomia nos assuntos que se relacionam com a realização da auditoria, inspecção ou processo de meras averiguações, de modo a poder garantir a imparcialidade e a objectividade das suas opiniões, juízos e recomendações; c. Dispor de livre arbítrio e de capacidade para formular uma opinião e desinteressada. Artigo 7º Confidencialidade: Os membros do Gabinete de Auditoria Interna devem respeitar a confidencialidade da informação obtida, não podendo aproveitar-se pessoalmente ou em benefício de terceiros dos factos de que venham a tomar conhecimento no decorrer da sua tarefa. A confidencialidade abrange não só a documentação, como as informações inerentes ao próprio Gabinete. Artigo 8º Objectividade: O princípio da objectividade, pressupõe a neutralidade e equilíbrio na forma de expor os factos evidenciados através das provas obtidas e coligidas de acordo com os princípios e os procedimentos aplicáveis. Devendo os elementos do Gabinete conduzirse de modo profissional e tentar atingir elevados padrões de comportamento, competência e integridade na execução das suas tarefas. Rua Conselheiro Emídio Navarro, Lisboa Página 6 de 13
7 Artigo 9º Diligência: 1. Os membros do Gabinete de Auditoria Interna, devem ser criteriosos na determinação do âmbito da auditoria e na selecção dos métodos e técnicas aplicáveis na sua execução. Devem ainda ser cuidadosos na identificação, obtenção e avaliação das provas e demais procedimentos aplicáveis. 2. O auditor deve estar atento às deficiências do controlo, às insuficiências em matéria de organização e execução, susceptíveis de indiciar irregularidades. Artigo 10º Incompatibilidades: 1. Os membros do Gabinete de Auditoria Interna estão sujeitos ao regime de incompatibilidades previstos na lei. 2. Impede sobre os membros do Gabinete, para efeitos de escusa, o dever de através da via hierárquica normal, informar por escrito o Presidente do ISEL, da existência de qualquer das incompatibilidades legalmente previstas, no prazo de cinco dias a contar da data de recepção da incumbência ou do conhecimento da situação de incompatibilidade. CAPITULO III AUDITORIAS E PROCESSOS DE MERAS AVERIGUAÇÕES Artigo 11º Tipos de Auditoria: O Gabinete de Auditoria Interna pode proceder aos seguintes tipos de auditorias: a. Auditoria financeira; b. Auditoria de gestão, operacional ou de resultados; c. Auditoria orientada; d. Auditorias prospectivas; e. Auditoria de sistema. Rua Conselheiro Emídio Navarro, Lisboa Página 7 de 13
8 Artigo 12º Auditoria Financeira: A auditoria financeira, é o meio através do qual se procede a análise das contas e da situação financeira, bem como da verificação da legalidade e regularidade dos procedimentos. Artigo 13º Auditoria de Gestão, Operacional ou de Resultados: Através da auditoria de gestão, operacional ou de resultado, apura-se a economicidade, eficiência e eficácia dos meios e recursos utilizados na consecução dos objectivos do ISEL. Artigo 14º Auditoria Orientada: A auditoria orientada é o procedimento pelo qual se analisa de forma direccionada um sector, um projecto, área ou actividade particular ou um procedimento em concreto. Com o objectivo de verificar e recolher evidências que possam resolver problemas ou dúvidas, fundamentar uma opinião ou juízo numa área restrita. Artigo 15º Auditoria Prospectiva: Os membros do Gabinete de Auditoria Interna, podem recorrer à auditoria prospectiva quando tiverem por objecto obter informações previsionais contidas nos orçamentos e planos de actividades. Artigo 16º Auditoria de Sistemas: Os membros do Gabinete de Auditoria Interna, devem recorrer a auditoria de sistemas sempre que tenham como finalidade o estudo dos sistemas estabelecidos e em Rua Conselheiro Emídio Navarro, Lisboa Página 8 de 13
9 especial, o estudo dos sistemas de controlo interno e de decisão, tendente à identificação dos eventuais pontos fortes ou fracos desse controlo. Devendo esta auditoria ser realizada com vista a assegurar uma avaliação completa do sistema, pelo menos uma vez por ano. Artigo 17º Procedimentos- Disposição Geral: O Gabinete de Auditoria Interna, na realização das auditorias deve observar nomeadamente, os seguintes procedimentos: a. Designar os elementos da equipa de auditoria; b. Estabelecer um programa de auditoria; c. Preparar e conduzir a auditoria; d. Informar o auditado da realização da auditoria; e. Elaborar a proposta de relatório final da auditoria; f. Aguardar o contraditório do auditado no prazo de duas semanas, após o que o relatório se tornará definitivo; g. Apresentar o relatório final ao Presidente do ISEL; h. Dar acompanhamento às medidas correctivas; i. Arquivar cópia do relatório. Artigo 18º Designação das Equipas de auditoria: Compete ao Responsável do gabinete de auditoria Interna, designar a equipa de auditoria com pelo menos cinco dias de antecedência em relação à data de inicio da auditoria, sempre que isso seja possível. Artigo 19º Planeamento ou Programa de auditoria: 1. Na realização de qualquer auditoria, deve ser estabelecido um planeamento ou programa de auditoria que contenha a definição do quadro geral a que deve subordinar-se a execução da auditoria, descrevendo os critérios que permitirão Rua Conselheiro Emídio Navarro, Lisboa Página 9 de 13
10 ao auditor conduzir a sua execução e revisão de forma precisa, sistemática, eficiente e atempada. 2. Para efeitos do número anterior, deve ser preparada uma lista de verificação e uma agenda de auditoria. Artigo 20º Preparação e condução da Auditoria: 1. Determinada a abertura de um procedimento de auditoria, deve o auditado ser notificado do inicio da mesma com uma antecedência mínima de dois dias. Deve se necessário, ser promovida uma reunião entre a equipa de auditoria e o auditado, para apresentação da mesma e da agenda da auditoria. 2. Após conclusão da auditoria e entrega do relatório, deve ser promovida uma reunião final com o auditado a fim de apresentar as conclusões, definir e explicar eventuais medidas correctivas, a data limite de implementação ou quaisquer outras considerações consideradas pertinentes. Artigo 21º Princípios dos relatórios: Os Relatórios de Auditoria devem respeitar os seguintes princípios: a. Abrangência: Abrangentes de modo a mencionar os objectivos da auditoria, definir o seu alcance e descrever a metodologia utilizada, bem como incluir conclusões e expressar de forma inequívoca uma opinião sobre as constatações verificadas, quer sejam negativas ou positivas e mencionar os esforços desenvolvidos para corrigir quaisquer deficiências observadas; b. Clareza: Devem ser suficientemente claros, facilmente inteligíveis, não conterem ambiguidades, redigidos de forma simples e os factos serem descritos de forma exacta e lógica, para facilitar a sua compreensão; c. Concisão: Devem ser concisos e ter a extensão necessária e suficiente para transmitir os factos verificados e os resultados a que o auditor chegou; d. Objectividade: Elaborados com imparcialidade e os resultados serem apresentados de forma equilibrada e apropriada, devendo evitar qualquer tendência para adjectivar observações; Rua Conselheiro Emídio Navarro, Lisboa Página 10 de 13
11 e. Persuasão: Devem apresentar informação considerada suficiente para justificar a validade das constatações, a razoabilidade das conclusões e interesse das recomendações; f. Exactidão: Devem ser exactos e apresentar informação fiável, devendo as suas constatações e conclusões, estar apoiadas em evidências relevantes devidamente documentadas; g. Tempestividade ou oportunidade: Devem ser emitidos com prontidão para que a sua informação possa ser utilizada tempestivamente pelos Orgãos de Gestão. Artigo 22º Requisitos dos relatórios: 1. Os relatórios a que se refere o artigo anterior, devem conter, nomeadamente, os seguintes elementos: a. O âmbito da auditoria; b. A designação dos auditados; c. O objecto da auditoria; d. A metodologia, os documentos analisados e elaborados; e. O desenvolvimento das actividades incrementadas; f. As não conformidades detectadas; g. As conclusões; h. As recomendações; i. As medidas correctivas. 2. Sempre que seja detectada infracção do ordenamento jurídico vigente, devem ser indicadas com precisão, no relatório a que se refere no número anterior, as normas violadas, suas consequências jurídicas, os responsáveis pela infracção, dano, descrição das circunstâncias em que ocorreram a infracção e quaisquer outros elementos que permitam ao auditor, imputar responsabilidades. Artigo 23º Medidas correctivas: 1. Após aprovação do Relatório final pelo Presidente do ISEL, o Gabinete de Auditoria Interna, deve acompanhar a aplicação das medidas correctivas, mediante audição do auditado, verificação de documentação e demais procedimentos complementares considerados necessários. Rua Conselheiro Emídio Navarro, Lisboa Página 11 de 13
12 2. Para efeitos do número anterior, devem ser elaborados relatórios de acompanhamento sobre a aplicação das medidas correctivas constantes no relatório final. 3. O gabinete poderá proceder à publicitação no relatório final bem como dos relatórios referentes às medidas correctivas, sempre que tal seja determinado pelo Presidente do ISEL. Artigo 24º Prova documental: Como prova de que as auditorias foram executadas de acordo com os princípios básicos no que concerne à programação, às áreas verificadas, ao trabalho realizado e às constatações delas resultantes, o auditor deve documentar os factos que sejam relevantes e ainda: a. Confirmar e apoiar as opiniões e os relatos do auditor; b. Tornar a auditoria mais transparente e eficaz; c. Provar que o auditor aplicou os princípios e os procedimentos de auditoria; d. Facilitar a programação e supervisão da auditoria; e. Conservar as provas do trabalho realizado. Artigo 25º Legislação aplicável: A actividade do gabinete de Auditoria Interna, rege-se pelas disposições do presente regulamento e pelas decisões e deliberações do Presidente do ISEL. Artigo 26º Manual de Procedimentos: O Gabinete de Auditoria Interna deve manter o Manual de Procedimentos do ISEL actualizado. Rua Conselheiro Emídio Navarro, Lisboa Página 12 de 13
13 Artigo 27º Entrada em vigor: O presente regulamento entra em vigor no dia seguinte à aprovação Presidente do ISEL. Rua Conselheiro Emídio Navarro, Lisboa Página 13 de 13
Revisão do Regulamento do Gabinete de Auditoria Interna e de Avaliação de Desempenho da Câmara Municipal de Odivelas
Revisão do Regulamento do Gabinete de Auditoria Interna e de Avaliação de Desempenho da Câmara Municipal de Odivelas Índice: PREÂMBULO... 4 CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS... 5 Artigo 1.º Objeto... 5 Artigo