Source: https://juniorcampos2.wordpress.com/2014/10/26/elementares-e-circunstancias-em-aplicacao-da-pena/
Timestamp: 2017-10-24 02:11:01+00:00
Document Index: 158975406

Matched Legal Cases: ['artigo 68', 'artigo 59', 'artigo 59', 'artigo 65', 'artigo 59', 'artigo 59', 'artigo 59', 'artigo 155']

Elementares e Circunstâncias em Aplicação da Pena | Aulas de Direito
APLICAÇÃO DA PENA, CADEIA, LEI DE EXECUÇÃO PENAL, LEP, PENA, PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE, PRESÍDIO, PUNIÇÃO, REGIME ABERTO, REGIME FECHADO, REGIME PENITENCIÁRIO, REGIME SEMI ABERTO, SANÇÃO PENAL, TEORIA DAS PENAS, TEORIA GERAL DAS PENAS
Elementares e Circunstâncias em Aplicação da Pena
Para fins de fixação da pena, devemos levar em consideração as elementares e as circunstancias, já que o artigo 68, do Código Penal, dispõe que:
A pena-base será fixada atendendo-se ao critério do artigo 59 deste Código, em seguida serão consideradas as circunstancias atenuantes e agravantes, por último as causas de diminuição de pena.
As elementares consistem em componentes essenciais à figura típica, sem o qual, ou o crime desaparece (atipicidade absoluta) ou o crime se transforma em outro (atipicidade relativa). As elementares sempre se encontram no tipo básico, que é o caput do tipo incriminador.
As circunstâncias consistem em todo dado acessório, secundário e eventual à figura típica, cuja ausência não influi de forma alguma sobre a sua existência. Tem a função de agravar ou abrandar a sanção penal, situam-se, em regra, nos parágrafos do tipo incriminador.
Classificação das Circunstâncias
As circunstâncias possuem duas classificações muito importantes. Ou são classificadas quanto à incidência, podendo ser objetivas e subjetivas, ou são classificadas quanto à sua natureza, podendo ser judiciais ou legais.
Classificação das circunstâncias quanto a sua incidência
As circunstâncias, segundo este critério, podem ser:
a) objetivas: quando dizem respeito a aspectos objetivos do fato típico, tais como, condição de tempo, lugar, modo de execução e outras relacionadas ao delito;
b) subjetivas: relacionam-se ao agente, e não ao fato concreto. São exemplos de circunstâncias subjetivas: personalidade, antecedentes, conduta social, motivos determinantes, relação do agente do crime com a vítima.
Classificação das circunstâncias quanto a sua natureza
a) judiciais: não estão na lei, mas são fixadas livremente pelo magistrado de acordo com os critérios fornecidos pelo artigo 59, do Código Penal;
b.1) legais gerais: são aquelas previstas na parte geral do Código Penal, quais sejam, agravantes (artigos 61 e 62, do CP), atenuantes (artigo 65, do CP) e causas de aumento e de diminuição previstas na parte geral do CP.
b.2) legais especiais: são aquelas previstas na parte especial do Código Penal, quais sejam, causa de aumento e de diminuição e as qualificadoras.
As qualificadoras estão sediadas em parágrafos dos tipos incriminadores e tem por função alterar os limites da pena. Em contrapartida, tanto as causas de aumento e de diminuição geral como especifica, aumentam ou diminuem a pena de acordo com o que já estiver pré fixado em lei. Nas aulas seguintes estudaremos cada uma das circunstâncias acima e sua incidência no sistema de aplicação da pena.
1ª Fase da aplicação da pena
Nesta fase consideram-se as circunstâncias judiciais, também conhecidas por circunstâncias inominadas, uma vez que não são elencadas exaustivamente pela lei, que apenas fornece parâmetros para sua identificação (artigo 59,CP). Ficam a cargo da análise discricionária do juiz, diante de determinado agente avaliar as características do caso concreto.
Nos termos do inciso II, do artigo 59, parte final, nessa 1ª fase de fixação da pena, o juiz jamais poderá sair dos limites legais, não podendo reduzir aquém do mínimo, tampouco aumentar além do máximo (Súmula 231, STJ). Da mesma sorte, a lei não menciona quanto o juiz deve aumentar ou diminuir em cada circunstância, sendo esse quantum de livre apreciação do juiz.
Vamos, nesta aula, analisar cada uma das circunstâncias mencionadas pelo artigo 59, do Código Penal, senão vejamos:
Tratam-se dos antecedentes criminais, envolvimentos em inquéritos e processos criminais antes de sua condenação. Os delitos praticados posteriormente não caracterizam os maus antecedentes. Para auferir os antecedentes criminais não basta referencias inscritas nas folhas de antecedentes expedida pelo Instituto de Identificação da Secretaria de Segurança Pública. Exige-se certidão cartorária, nos termos do disposto no artigo 155, do CP.
É a índole do agente, seu perfil psicológico e moral. Devem ser avaliados a influância do meio sobre o agente do crime, traumas de infância, nível de irritabilidade e periculosidade, maior ou menor sociabilidade, brutalidade incomum.
São os precedentes psicológicos propulsores da conduta. A maior ou menor aceitação ética da motivação influi na dosagem da pena. Praticar um crime por piedade é menos reprovável do que fazê-lo por cupidez. Nos casos em que o motivo é qualificadora, agravante ou atenuante, causas de diminuição ou aumento, não poderá ser considerado como circunstância judicial em razão do bis in idem.
A vitimologia, ciência que estuda o comportamento da vítima, comprova que há certas vítimas que propiciam para a consumação do delito. Por exemplo, uma jovem, sem qualquer pudor, ou mesmo uma prostituta, está muito mais vulnerável a ser vítima de crime de estupro se comparada a uma religiosa com idade mais avançada. Embora tais comportamentos não justifiquem a prática da conduta criminosa, diminuem a censurabilidade da conduta do autor do delito.
Outras Consequências das Circunstâncias Judiciais
Fonte: online.unip.br (aceso exclusivo aos alunos)
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