Source: http://www.leginf.usp.br/?resolucao=resolucao-cog-no-59232011-de-6-de-julho-de-2011
Timestamp: 2018-05-27 23:26:32+00:00
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Matched Legal Cases: ['Artigo 1', 'Artigo 2', 'Artigo 3', 'Artigo 4', 'Artigo 5', 'Artigo 6', 'Artigo 7', 'Artigo 8', 'Artigo 9', 'Artigo 10', 'Artigo 11', 'Artigo 15', 'Artigo 12', 'Artigo 13', 'Artigo 12', 'Artigo 14', 'Artigo 15', 'Artigo 16', 'Artigo 17', 'Artigo 18', 'Artigo 19', 'Artigo 20', 'Artigo 21', 'Artigo 22', 'Artigo 23', 'Artigo 24', 'Artigo 25', 'Artigo 26', 'Artigo 27', 'Artigo 28', 'Artigo 29', 'Artigo 30', 'Artigo 31', 'Artigo 32', 'Artigo 33']

RESOLUÇÃO CoG Nº 5923, DE 06 DE JULHO DE 2011 | Normas USP
A Pró-Reitora de Graduação da Universidade de São Paulo, tendo em vista o disposto no art 61 do Estatuto e considerando o deliberado pelo Conselho de Graduação, em Sessão realizada em 21.06.2011, baixa a seguinte
Artigo 1º – O Concurso Vestibular de 2012, que tem por objetivo a seleção de candidatos à matrícula inicial nas 10.852 (dez mil, oitocentos e cinqüenta e duas) vagas nos cursos de Graduação da Universidade de São Paulo, discriminadas na Tabela de Vagas constante do Anexo I desta Resolução, será feito por meio de provas que avaliem os conhecimentos comuns às diversas modalidades de educação do Ensino Médio.
Artigo 2º – Os interessados que concluíram, ou estejam prestes a concluir, em 2011, curso de Ensino Médio ou equivalente, bem como os portadores de diploma de curso superior oficial ou reconhecido, devidamente registrado, poderão disputar o Concurso Vestibular.
§ 1º – Os interessados que não cumpram o requisito de escolaridade mínima acima estabelecido poderão prestar as provas do Concurso Vestibular na condição de “treineiros”, sem concorrer às vagas oferecidas no Concurso Vestibular.
§ 2º – Os “treineiros” poderão prestar a prova da 1ª fase e, se selecionados, conforme critérios estabelecidos no Art 11 desta Resolução, poderão prestar as três provas analítico-expositivas que compõem a 2ª fase do Concurso Vestibular, especificadas no Art 12.
§ 3º – As notas obtidas pelos “treineiros” não serão utilizadas para finalidade alguma, exceto para os alunos de 2º ano do Ensino Médio público, participantes do Programa de Avaliação Seriada da USP (PASUSP), conforme Resolução CoG 5914, de 07.06.2011.
Artigo 3º – A realização do Concurso Vestibular da Universidade de São Paulo, para 2012, ficará a cargo da Fundação Universitária para o Vestibular – FUVEST.
Parágrafo único – À FUVEST caberá a responsabilidade de tornar públicos, com a antecedência necessária: datas, horários e locais de realização das provas; datas, locais e formas de divulgação de listas de Chamada para Matrícula, bem como todas as demais informações relacionadas ao Concurso Vestibular.
Artigo 4º – Os candidatos serão selecionados mediante processo classificatório, sendo aproveitadas, até seu limite, as vagas fixadas para os diferentes cursos, respeitado o número de 4 (quatro) Chamadas para Matrícula, a ser previsto no Manual do Candidato do Concurso Vestibular FUVEST 2012.
§ 1º – O Concurso Vestibular terá duas fases, sendo a nota da 1ª fase utilizada tanto para a seleção dos candidatos habilitados à 2ª fase quanto para a classificação final, conforme descrito nos Artigos 17, 18 e 19.
§ 2º – As provas do Concurso Vestibular versarão sobre o conjunto das disciplinas do núcleo comum obrigatório do Ensino Médio: Biologia, Física, Geografia, História, Inglês, Matemática, Português e Química, cujos programas estão registrados no Anexo II desta Resolução, e conterão questões interdisciplinares.
§ 3º – Após a última Chamada para Matrícula, as vagas remanescentes serão destinadas ao processo de transferência.
Artigo 5º – O Manual do Candidato, contendo todas as informações necessárias relativas ao concurso, poderá ser acessado eletronicamente nos sites da FUVEST, www.fuvest.br ou www.fuvest.com.br, a partir de 01 de agosto de 2011.
Artigo 6º – A inscrição ao Concurso Vestibular FUVEST 2012 será feita por meio da internet, no período de 26 de agosto a 09 de setembro de 2011, apenas no site www.fuvest.com.br.
§ 1º – A taxa de inscrição será de R$ 120,00 (cento e vinte reais).
§ 2º – Para efetuar sua inscrição no Concurso Vestibular, os candidatos deverão ter seu Documento de Identidade e seu próprio número de CPF (Cadastro de Pessoas Físicas).
§ 3º – Caberá à COSEAS – Coordenadoria de Assistência Social da USP – a condução do processo de redução/isenção de taxa, em conformidade com a Lei Estadual nº 12.782, de 20 de dezembro de 2007.
§ 4º – A COSEAS publicará edital próprio com as regras para isenção/redução de taxas.
Artigo 7º – Os cursos oferecidos pela USP agrupam-se em carreiras, de acordo com as áreas de conhecimento, conforme registrado na Tabela de Carreiras e Provas, constante do Anexo III desta Resolução.
§ 1º – O candidato deve inscrever-se em uma única carreira, podendo alterar a escolha feita até a data-limite prevista no Manual do Candidato.
§ 2º – Apenas os candidatos inscritos nas carreiras de Música – ECA (São Paulo) e de Artes Visuais poderão indicar uma segunda opção de carreira, à qual concorrerão caso não sejam aprovados nas provas antecipadas de Habilidades Específicas dessas carreiras, vedada a indicação das próprias carreiras de Música – ECA (São Paulo) e de Artes Visuais como segunda opção de carreira.
§ 3º – Os interessados que não preencherem o requisito de escolaridade mínima estabelecido no caput do Art 2º somente poderão inscrever-se em uma das 3 (três) carreiras de “treineiros”, a saber: Treineiros de Humanas, Treineiros de Exatas e Treineiros de Biológicas.
§ 4º – Constatada, a qualquer tempo, a inverdade das informações fornecidas no processo de inscrição, sujeitar-se-á o interessado às penalidades previstas na legislação civil e penal, se for o caso.
Artigo 8º – No ato da inscrição ao Concurso Vestibular, o candidato optará:
I. pela carreira desejada;
II. pelos cursos da carreira, em ordem de preferência, quando houver mais de um curso pertencente à carreira, até o máximo de quatro, exceto na carreira “Engenharia na Escola Politécnica”, em que o número máximo de opções de curso serão 3 (três).
Artigo 9º – Os candidatos às carreiras de Música – ECA (São Paulo) e de Artes Visuais serão submetidos, antes da 1ª fase, a provas antecipadas de Habilidades Específicas, de caráter eliminatório e classificatório, que fazem parte das provas de 2ª fase dessas carreiras.
§ 1º – Ao conjunto de provas específicas de Música – ECA (São Paulo) será atribuído um máximo de 100 pontos, considerando-se habilitados a essa carreira os candidatos que obtiverem aproveitamento igual ou superior a 50% (cinquenta por cento).
§ 2º – Ao conjunto de provas específicas de Artes Visuais será atribuído um máximo de 100 pontos, considerando-se habilitados a essa carreira os candidatos com maior nota, na proporção de 4 (quatro) candidatos por vaga oferecida, mais os empates. A ausência total ou parcial do candidato nessa avaliação implica a sua não habilitação na carreira.
§ 3º – A pontuação obtida no conjunto de provas antecipadas de Habilidades Específicas será computada, na nota final, apenas para os candidatos habilitados às carreiras de Música – ECA (São Paulo) e de Artes Visuais.
§ 4º – Os candidatos não habilitados às carreiras de Música – ECA (São Paulo) e de Artes Visuais poderão disputar o Concurso Vestibular concorrendo à segunda opção de carreira indicada na inscrição, nos termos do parágrafo 2º do Art 7º, sendo desconsideradas as suas notas obtidas nas provas antecipadas de Habilidades Específicas.
Artigo 10 – Para todas as carreiras, a 1ª fase será constituída por prova de Conhecimentos Gerais, entendendo-se como tal o conjunto de disciplinas que compõem o núcleo comum obrigatório do Ensino Médio, conforme mencionado no parágrafo 2º do Art 4º.
§ 1º – A prova de Conhecimentos Gerais será constituída de 90 questões, sob a forma de testes de múltipla escolha, com 5 (cinco) alternativas, sendo apenas uma correta.
§ 2º – Cada questão valerá 1 (um) ponto. Portanto, a nota máxima possível nessa prova, denotada por “PF”, será 90 pontos.
§ 3º – Os candidatos que obtiverem menos de 30% do valor da prova da 1ª fase serão eliminados do Concurso Vestibular FUVEST 2012.
Artigo 11 – Em cada carreira, serão convocados para a 2ª fase os candidatos mais bem classificados, em número “N” a ser determinado segundo o critério especificado a seguir:
I. Será designado por “V” o número de vagas da carreira.
II. Será designada por “MC” a média das notas dos candidatos à carreira que tenham obtido um número de pontos não nulo na prova da 1ª fase.
III. Será designado por “K” o parâmetro definido pela seguinte regra
a) K = 3, se MC = 60.
b) K = 2, se MC = 30.
IV. Serão convocados para a segunda fase os N candidatos mais bem classificados, definidos de acordo com a expressão: N = K x V.
V. No caso de não ser número inteiro, N será aproximado ao inteiro imediatamente superior.
§ 1º – A nota obtida pelo último candidato convocado para a 2ª fase, em cada carreira, é definida como a Nota de Corte da carreira.
§ 2º – Ocorrendo empate na última colocação correspondente a cada carreira, serão admitidos para a 2ª fase todos os candidatos nessa condição.
§ 3º – Também serão convocados para a 2ª fase os candidatos optantes pelo Sistema de Pontuação Acrescida que, após aplicação dos fatores de acréscimo à nota da 1ª fase, nos termos do Artigo 15, atingirem a Nota de Corte da carreira na qual estão inscritos para o Concurso Vestibular.
Artigo 12 – Na 2ª fase haverá 3 (três) provas de natureza analítico-expositiva, a saber:
I. 1º dia (D1): Prova de Português e Redação;
II. 2º dia (D2): Prova de Biologia, Física, Geografia, História, Inglês, Matemática e Química, com questões interdisciplinares;
III. 3º dia (D3): Prova de disciplinas específicas, indicadas na Tabela de Carreiras e Provas, constante do Anexo III desta Resolução.
Artigo 13 – Na 2ª fase, além das provas de natureza analítico-expositiva relacionadas no Artigo 12, serão realizadas provas de Habilidades Específicas, de caráter classificatório e eliminatório, apenas para as carreiras de Música (Ribeirão Preto), Artes Cênicas (Bacharelado e Licenciatura), Arquitetura (São Paulo e São Carlos), Curso Superior do Audiovisual e Design.
Parágrafo único – O conjunto de provas de Habilidades Específicas, em cada carreira, valerá 100 pontos.
Artigo 14 – Ficará eliminado do Concurso Vestibular o candidato que obtiver nota 0 (zero) em qualquer das provas da 2ª fase, quer sejam de natureza analítico-expositiva, quer sejam de Habilidades Específicas.
IV – Sistema de Pontuação Acrescida
Artigo 15 – Os candidatos que cursaram o Ensino Médio integralmente em escolas públicas no Brasil poderão optar, no momento de sua inscrição, pelo Sistema de Pontuação Acrescida, composto por fatores de acréscimo (bônus) na nota da 1ª fase e na Nota Final de Classificação.
§ 1º – O Sistema de Pontuação Acrescida aplica-se somente aos candidatos não eliminados na 1ª fase do exame, nos termos do parágrafo 3º do Art 10.
§ 2º – Para os candidatos optantes pelo Sistema de Pontuação Acrescida e que não tenham participado do Programa de Avaliação Seriada da USP (PASUSP) em 2011, o fator de acréscimo será de até 8% (Bônus INCLUSP), calculado com base na nota de 1ª fase do presente exame, empregando-se a seguinte expressão:
a) Bônus INCLUSP (em %) = 8, se PF > 60.
b) Bônus INCLUSP (em %) = 4+[4x(PF-22)]/38, se 27 = PF = 60.
§ 3º – Para os candidatos do 3º ano do Ensino Médio público em 2011 optantes pelo Sistema de Pontuação Acrescida e que estejam inscritos no Programa de Avaliação Seriada da USP (PASUSP) em 2011, o fator de acréscimo será de até 15% (Bônus PASUSP), calculado com base na nota da 1ª fase do presente exame, empregando-se a seguinte expressão:
a) Bônus PASUSP (em %) = 15, se PF > 60.
b) Bônus PASUSP (em %) = 2+[13x(PF-22)]/38, se 27 = PF = 60.
§ 4º – Para os candidatos do 2º ano do Ensino Médio público em 2011 optantes pelo Sistema de Pontuação Acrescida e que estejam inscritos no Programa de Avaliação Seriada da USP (PASUSP) em 2011, o fator de acréscimo será de até 5% (Bônus PASUSP), calculado com base na nota da 1ª fase do presente exame, empregando-se a seguinte expressão:
a) Bônus PASUSP (em %) = 5, se PF > 40.
b) Bônus PASUSP (em %) = 2+[3x(PF-22)]/18, se 27 = PF = 40.
§ 5º – Os fatores de acréscimo que compõem o Sistema de Pontuação Acrescida possibilitam o aumento da nota da 1ª fase, para efeito de seleção dos candidatos a serem habilitados à 2ª fase, limitado ao número máximo de pontos da 1ª fase.
§ 6º – Os fatores de acréscimo que compõem o Sistema de Pontuação Acrescida possibilitam o aumento da Nota Final de Classificação, calculada a partir das notas auferidas sem aplicação do bônus, limitado ao número máximo de pontos possíveis na Nota Final de Classificação.
§ 7º – O candidato que, no ato da inscrição ao Concurso Vestibular, não declarar explicitamente sua opção pelo Sistema de Pontuação Acrescida, não terá sua nota calculada com o respectivo bônus.
Artigo 16 – Para efeito desta Resolução, são consideradas escolas públicas brasileiras aquelas mantidas pela administração municipal, estadual ou federal.
§ 1º – Candidatos que fizeram exame supletivo, de madureza ou Educação de Jovens e Adultos (EJA), na forma presencial ou semipresencial/presença flexível, também poderão optar pelo Sistema de Pontuação Acrescida, desde que tenham feito seus estudos integralmente em escolas públicas, conforme definidas nesta Resolução.
§ 2º – Os candidatos que cursaram o Ensino Médio em escolas públicas no exterior não poderão beneficiar-se do Sistema de Pontuação Acrescida.
§ 3º – Bolsistas de escolas particulares ou pertencentes a fundações, ainda que gratuitas, não poderão beneficiar-se do Sistema de Pontuação Acrescida.
§ 4º – Constatada, a qualquer tempo, a inverdade das informações a que se referem os Artigos 15 e 16, sujeitar-se-á o candidato às penalidades previstas na legislação civil e penal e terá cancelada sua classificação ou sua matrícula junto à USP, se for o caso.
Artigo 17 – A Nota Final, utilizada para a classificação do candidato em sua Carreira, designada por “NFC”, válida somente para as 3 (três) primeiras chamadas, será obtida ponderando-se as notas da 1ª fase (nota PF convertida para a base centesimal e que será denotada por “F1”), das 3 (três) provas da 2ª fase (D1, D2 e D3) e da prova de Habilidades Específicas (HE), antecipada ou não, quando for o caso, conforme expressões a seguir:
Parágrafo único – A Nota Final em cada Carreira (NFC) será convertida para uma escala de 1000 pontos.
Artigo 18 – A classificação dos candidatos, até a 3ª Chamada (inclusive), será feita por carreira, em ordem decrescente das notas finais (NFC).
Parágrafo único – O desempate na carreira será feito, sucessivamente, até que se completem as vagas, por:
a) número de pontos obtido na prova do 1º dia da 2ª fase;
b) número de pontos obtido na prova do 2º dia da 2ª fase;
c) critério de idade, dando-se preferência ao candidato mais velho.
Artigo 19 – Após a 3ª Chamada, os candidatos a qualquer uma das vagas da USP, não matriculados, e que não tenham sido eliminados ou desclassificados no Concurso Vestibular, poderão manifestar interesse pelas vagas ainda não preenchidas, por meio de um novo processo de opção, denominado “Reescolha”.
§ 1º – O processo de Reescolha para este Concurso Vestibular será feito por meio da internet, pelo site www.fuvest.com.br, em período e forma a serem definidos pela FUVEST no Manual do Candidato.
§ 2º – No processo de Reescolha, o candidato poderá manifestar opção por, no máximo, 2 (dois) cursos de quaisquer carreiras (inclusive da própria carreira indicada no processo de inscrição), em ordem de preferência, dentre os que possuam vaga ainda não preenchida, respeitadas as restrições de cada curso, presentes na Tabela de Restrições para Reescolha de Opção de Curso, a ser exibida no site www.fuvest.com.br durante o processo de Reescolha.
§ 3º – No caso de o candidato realizar a opção por 2 (dois) cursos, estes poderão ser de carreiras distintas.
§ 4º – Os cursos que têm provas de Habilidades Específicas estarão excluídos do processo de Reescolha.
§ 5º – Não poderão participar do processo de Reescolha:
I. candidatos matriculados em decorrência da 1ª, 2ª ou 3ª Chamada, mesmo que em opção de curso que não a primeira, manifestada no processo de inscrição (opções de matrícula [S] – Satisfeito ou [M] – Matriculado, nos termos do caput do Art 23);
II. candidatos que, após a matrícula, efetuaram seu cancelamento, desistindo da vaga obtida no Concurso Vestibular;
III. candidatos eliminados ou desclassificados do Concurso Vestibular, ressalvado o caso dos candidatos de carreiras com provas de Habilidades Específicas que tenham sido eliminados exclusivamente por essas provas; e
IV. “treineiros”.
§ 6º – A Nota Final para o processo de Reescolha, designada por “NFR”, será a média aritmética da nota da 1ª fase (nota PF convertida para a base centesimal e que será denotada por “F1”) e das notas das 2 (duas) primeiras provas da 2ª fase (D1 e D2), conforme expressão a seguir:
NFR = (F1 + D1 + D2) / 3
§ 7º – A Nota Final da Reescolha (NFR) será convertida para uma escala de 1000 pontos.
§ 8º – Os fatores de acréscimo que compõem o Sistema de Pontuação Acrescida, previstos no Art 15, possibilitarão também o aumento da Nota Final da Reescolha (NFR), limitado ao número máximo de pontos dessa nota.
§ 9º – Os candidatos que participarem do processo de Reescolha serão classificados em ordem decrescente de Nota Final da Reescolha (NFR), sendo desprezada toda e qualquer classificação anterior. Os critérios de desempate serão os mesmos descritos no parágrafo único do Art 18.
§ 10 – O processo de Reescolha terá 1 (uma) única chamada, que corresponderá à 4ª Chamada do Concurso Vestibular.
Artigo 20 – Os resultados do Concurso Vestibular FUVEST 2012, bem como todas as listas de Chamada para Matrícula, com a relação dos candidatos convocados, serão divulgados pela FUVEST.
Artigo 21 – Os resultados do Concurso Vestibular serão válidos, apenas, para matrícula inicial no curso de Graduação para o qual o candidato tenha sido classificado e convocado, até a última Chamada para Matrícula, constante do Manual do Candidato do Concurso Vestibular FUVEST 2012.
Parágrafo único – A FUVEST não conservará a documentação dos candidatos por prazo superior a 1 (um) ano, após a realização do Concurso Vestibular.
Artigo 22 – Os candidatos classificados no Concurso Vestibular e convocados pela FUVEST deverão efetuar sua matrícula inicial no Serviço de Graduação da Unidade (Escola, Faculdade ou Instituto) responsável pelo oferecimento do Curso para o qual foram convocados, conforme relação constante do Manual do Candidato do Concurso Vestibular FUVEST 2012.
Parágrafo único – O Manual do Candidato indicará os locais, datas e horários das matrículas, bem como as instruções complementares.
Artigo 23 – No ato da matrícula, o candidato ingressante deverá obrigatoriamente comparecer, pessoalmente ou representado por procurador, e escolher uma das seguintes opções:
I. Satisfeito [S] – Efetuar matrícula no curso para o qual foi convocado, na condição de satisfeito. Este candidato não concorrerá, em Chamadas para Matrícula posteriores, às outras opções de curso indicadas no ato da inscrição;
II. Desistente [D] – Não efetuar matrícula no curso para o qual foi convocado, mas continuar concorrendo a uma vaga, nas Chamadas para Matrícula seguintes, até a 3ª Chamada, nas opções anteriores de curso, observada a ordem de preferência por cursos indicada no ato da inscrição no Concurso Vestibular;
III. Matriculado [M] – Efetuar matrícula no curso para o qual foi convocado e continuar concorrendo a uma vaga, nas Chamadas para Matrícula seguintes, até a 3ª Chamada, nas opções anteriores de curso, observada a ordem de preferência por cursos indicada no ato da inscrição no Concurso Vestibular.
Parágrafo único – O candidato convocado em qualquer das Chamadas para Matrícula que, dentro do prazo destinado à matrícula, não comparecer à Unidade responsável pelo oferecimento do curso e não efetuar sua opção de matrícula ([S], [D] ou [M]) ficará definitivamente eliminado do Concurso Vestibular, sendo ineficazes todos os atos praticados até esse momento.
Artigo 24 – A matrícula dependerá, obrigatoriamente, da apresentação de:
I. certificado de conclusão do curso de Ensino Médio ou equivalente e respectivo histórico escolar ou diploma de curso superior devidamente registrado (uma cópia);
II. documento de identidade oficial (uma cópia);
III. uma foto 3×4, datada, com menos de um ano.
§ 1º – A entrega dos documentos mencionados nas alíneas I e II deste artigo deverá ser acompanhada da apresentação do respectivo original ou de cópia autenticada.
§ 2º – O candidato optante pelo Sistema de Pontuação Acrescida, nos termos dos Artigos 15 e 16, deverá apresentar, no ato da matrícula:
a) histórico escolar e certificado de conclusão do Ensino Médio que comprovem a realização integral do referido curso em escola pública do Brasil, caso não tenha participado do PASUSP em 2011.
b) histórico escolar e certificado de conclusão dos Ensinos Fundamental e Médio que comprovem a realização integral dos referidos cursos em escola pública do Brasil, caso tenha participado do PASUSP em 2011.
§ 3º – O candidato de nacionalidade estrangeira deverá apresentar o documento de identidade de estrangeiro, que comprove sua condição temporária ou permanente no país.
§ 4º – O candidato que tenha realizado, no exterior, estudos equivalentes ao Ensino Médio, no todo ou em parte, deverá apresentar reconhecimento de equivalência de estudos por Secretaria de Educação.
§ 5º – Os documentos escolares apresentados em língua estrangeira, acompanhados da respectiva tradução oficial, deverão ter o visto do país de origem e da autoridade consular brasileira.
Artigo 25 – Todos os candidatos convocados em 1ª, 2ª ou 3ª Chamadas para Matrícula, que tiverem efetuado sua matrícula na condição de Satisfeito [S] ou Matriculado [M], deverão comparecer ao Serviço de Graduação de sua Unidade, em período estabelecido no Calendário Escolar de 2012 e constante do Manual do Candidato, para confirmação da matrícula.
Parágrafo único – A não confirmação da matrícula do candidato no prazo fixado no Calendário Escolar de 2012 implicará o cancelamento automático de sua vaga na USP e a sua eliminação do Concurso Vestibular, sendo ineficazes todos os atos praticados até esse momento.
Artigo 26 – Todos os atos relativos à matrícula e à confirmação de matrícula poderão ser feitos pelo próprio candidato ou por procurador legalmente constituído.
Artigo 27 – Para os cursos da USP, sábado é considerado dia letivo.
Artigo 28 – O desrespeito às normas que regem o Concurso Vestibular FUVEST 2012, bem como a desobediência às instruções e exigências registradas no Manual do Candidato, além de sanções legais cabíveis, resultam na desclassificação do candidato.
Artigo 29 – Será expressamente vedada, em qualquer hipótese, a permuta de vagas ou períodos entre candidatos classificados no Concurso Vestibular, ainda que se tratem de cursos diurno e noturno da mesma Unidade Universitária.
Artigo 30 – É vedado o ingresso, em cursos de graduação da USP, aos alunos matriculados em cursos de graduação de outra instituição pública de ensino superior, cancelando-se automaticamente a matrícula na USP, se tal ocorrência for verificada.
Artigo 31 – É vedada a realização simultânea de mais de um curso de graduação na USP. O aluno já matriculado em curso de Graduação da USP e que, em virtude de aprovação no Concurso Vestibular a que se refere esta Resolução, efetuar matrícula em qualquer curso desta Universidade, será automaticamente desligado do anterior.
Artigo 32 – Os casos omissos serão decididos pela Pró-Reitoria de Graduação, ouvida a Comissão de Acompanhamento do Vestibular.
Artigo 33 – Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário (Processo 2011.1.1695.1.3).
Reitoria da Universidade de São Paulo, 06 de julho de 2011.
PROF. DR. RUBENS BEÇAK
TABELA DE VAGAS PARA O CONCURSO VESTIBULAR DE 2012
DIURNAS*
EESC/ICMC
Engenharia Elétrica (Ênfase em Eletrônica)
Engenharia Elétrica (Ênfase em Sistemas de Energia e Automação)
Engenharia de Computação (São Carlos)
Engenharia Civil e Engenharia Ambiental
Engenharia Mecânica e Engenharia Naval
Engenharia Química, Engenharia Metalúrgica, Engenharia de Materiais e Engenharia de Minas
Engenharia de Computação e Engenharia Elétrica (Ênfase Computação)
Engenharia Mecânica – Automação e Sistemas (Mecatrônica)
FFCLRP/FEARP
Química – Bacharelado – Habilitações: Química Bacharelado; Química Forense; e Química Tecnológica, Biotecnologia e Agroindústria
Matemática Aplicada a Negócios – Bach. (Ribeirão Preto)
FMRP/FFCLRP
(Pirassununga)
Geofísica – Bacharelado
Ciências da Computação – Bach.
Matemática – Bach. e Licenciatura
Matemática Aplic. e Comput. Científica
Estatística – Bacharelado (São Carlos)
IFSC/IQSC/ICMC
Ciências Físicas e Biomoleculares – Bach.
Física Computacional – Bach.
Ciências Exatas – Licenciatura (São Carlos)
Geociências e Educação Ambiental – Lic.
Ciência da Computação – Bach.
Matemática Aplicada – Bacharelado
Matemática Aplicada e Computacional – Bach.
Química – Bacharelado/Licenciatura (Bach. – Atribuições em Tecnologia e Biotecnologia e Ênfase em Bioquímica e Biologia Molecular)
Química Ambiental – Bacharelado
Química (Bacharelado e Bacharelado com Atribuições Tecnológicas com ênfases em Alimentos, Ambiental, Gestão de Qualidade e Materiais) (São Carlos)
Oceanografia – Bacharelado
* Vagas diurnas: I – Integral M – Matutino V – Vespertino D – Diurno
Bach. em Ciências da Atividade Física
Curso de Graduação em Gerontologia
Curso de Graduação em Obstetrícia
Educação Física e Esporte – Educação Física (Bach. e Lic.) e Esporte (Bach.)
EEFE/RP
Enfermagem – Bach. e Lic.
Ciências dos Alimentos – Bach.
Ciências Biológicas – Bach. e Lic. (Piracicaba)
Farmácia-Bioquímica (Ribeirão Preto)
Psicologia – Bach. e Psicólogo
Ciências Biológicas – Bach./Lic.
Fonoaudiologia (Ribeirão Preto)
Fonoaudiologia (Bauru)
Odontologia (Ribeirão Preto)
Saúde Pública – Bach.
Medicina Veterinária (Pirassununga)
Ciências Biomédicas – Bach.
Psicologia – Bach./Lic. e Psicólogo
Bach. em Têxtil e Moda
Bacharelado em Lazer e Turismo
Artes Visuais – Bach. e Lic.
Música – Bach. e Lic.
Com. Social: Publicidade e Propaganda
Com. Social: Editoração
Com. Social: Jornalismo
Com. Social: Relações Públicas
Educomunicação – Licenciatura
Gestão Ambiental – Bacharelado (Piracicaba)
FAU/ECA/EP/FEA
Direito (Ribeirão Preto)
Economia (São Paulo)
Economia Empresarial e Controladoria Ribeirão Preto
Pedagogia (São Paulo)
Ciências da Informação e da Documentação – Bacharelado
Música – Bach. e Lic. (Ribeirão Preto)
Ciências Sociais – Bach./Lic.
Filosofia – Bach./Lic.
Geografia – Bach./Lic.
História – Bach./Lic.
Letras – Básico
Arquitetura e Urbanismo (São Carlos)
Relações Internacionais – Bacharelado
I. BIOLOGIA CELULAR
I.1. Estrutura e fisiologia da célula
O candidato deve: (a) reconhecer a célula como unidade da vida, como um sistema organizado em que ocorrem as reações químicas vitais, catalisadas por enzimas; (b) reconhecer que esse sistema está em constante interação com o ambiente, realizando trocas controladas pela membrana celular, transformando materiais e incorporando-os como seus principais constituintes (proteínas, glicídios, lipídios, ácidos nucléicos, vitaminas e água); (c) distinguir os dois tipos fundamentais de célula (procariótica e eucariótica), reconhecendo a existência de organelas celulares com funções específicas; (d) reconhecer a existência de processos de manutenção/reprodução da célula, compreendendo como o material genético controla o funcionamento celular; (e) reconhecer a mitose como um processo fundamental para a correta distribuição do material genético para as células-filhas e a importância do citoesqueleto e da organização cromossômica nesse processo.
– Estrutura e função das principais substâncias orgânicas e inorgânicas que compõem as células vivas: proteínas, glicídios, lipídios, ácidos nucléicos, vitaminas, água e nutrientes minerais essenciais.
– Organização básica de células procarióticas e eucarióticas.
– Fisiologia celular: transporte através da membrana plasmática e endocitose; funções das organelas celulares; citoesqueleto e movimento celular; núcleo e seu papel no controle das atividades celulares.
– Ciclo de vida das células: interfase e mitose.
– A hipótese da origem endossimbiótica de mitocôndrias e plastos.
II. A CONTINUIDADE DA VIDA NA TERRA
II.1. Hereditariedade e natureza do material hereditário
O candidato deve: (a) compreender as relações entre DNA, gene e cromossomo, reconhecendo que genes são segmentos discretos de moléculas de DNA com informações genéticas codificadas em sua seqüência de bases nitrogenadas; (b) relacionar a segregação e a segregação independente com os eventos cromossômicos que ocorrem na meiose; (c) compreender como as informações genéticas codificadas no DNA fornecem instruções para a fabricação de proteínas e como estas, ao definirem a estrutura e o funcionamento das células, determinam as características dos organismos; (d) conhecer o princípio básico de duplicação do DNA e que este pode estar sujeito a erros – mutações – que originam novas versões (alelos) do gene afetado; (e) compreender que mutações ocorridas em células germinativas podem ser passadas para as gerações futuras; (f) conhecer o emprego tecnológico da transferência de genes, reconhecendo que a manipulação laboratorial do DNA permite a identificação de indivíduos, o estabelecimento de relações de parentesco entre eles e a transferência de genes entre organismos de espécies diversas, originando os chamados transgênicos; (g) saber avaliar as vantagens e desvantagens dos avanços das técnicas de clonagem, de manipulação do DNA e dos “Projetos Genoma”, considerando valores éticos, morais, religiosos, ecológicos e econômicos.
– As bases moleculares da hereditariedade: estrutura do DNA; código genético e síntese de proteínas; mutação gênica e a origem de novos alelos.
– Fundamentos da Genética Clássica: conceito de gene e de alelo; as leis da segregação e da segregação independente; relação entre genes e cromossomos; meiose e sua relação com a segregação e com a segregação independente; conceito de genes ligados; padrão de herança de genes ligados ao cromossomo sexual.
– Manipulação genética e clonagem: aspectos éticos, ecológicos e econômicos.
II.2. Processos de evolução orgânica
O candidato deve: (a) reconhecer a evolução como teoria unificadora dos conhecimentos biológicos, compreendendo a mutação como a fonte primária de variabilidade genética e a seleção natural como principal força direcionadora da evolução; (b) compreender a evolução como um processo relativo à população e não a indivíduos, compreendendo o papel do isolamento reprodutivo na especiação; (c) conhecer os eventos marcantes da história da vida na Terra em sua dimensão espaço-temporal: origem da vida, evolução dos processos de obtenção de energia, surgimento da condição eucariótica e da multicelularidade, diversificação dos seres vivos no ambiente aquático e conquista do ambiente de terra firme, reconhecendo os fósseis como evidência da evolução; (d) reconhecer a espécie humana como resultado do processo evolutivo.
– Idéias fixista, lamarkista e darwinista como tentativas científicas para explicar a diversidade de seres vivos, influenciadas por fatores sociais, políticos, econômicos, culturais, religiosos e tecnológicos.
– Teoria sintética da evolução: mutação e recombinação como fontes de variabilidade genética; seleção natural.
– Isolamento reprodutivo e formação de novas espécies.
– Grandes linhas da evolução: conceito de tempo geológico; documentário fóssil; origem da vida; origem e evolução dos grandes grupos de seres vivos; origem e evolução da espécie humana.
III. A DIVERSIDADE DA VIDA NA TERRA
III.1. Vírus, bactérias, protistas e fungos
O candidato deve: (a) reconhecer os vírus como parasitas intracelulares dependentes do metabolismo da célula hospedeira para se reproduzir; (b) compreender a etiologia, os modos de transmissão e a importância da prevenção de doenças causadas por vírus (gripe, poliomielite, sarampo, varíola, febre amarela, dengue); (c) conhecer a importância econômica e ecológica das bactérias; (d) conhecer os modos de transmissão e prevenção de doenças causadas por bactérias e os princípios de tratamentos por antibióticos; (e) caracterizar algas como organismos autotróficos fotossintetizantes e compreender sua importância ecológica; (f) conhecer os ciclos de vida dos protozoários parasitas do ser humano para propor medidas profiláticas adequadas; (g) conhecer o papel ecológico desempenhado pelos fungos e sua importância econômica na alimentação e na indústria.
– Características gerais e aspectos básicos da reprodução dos vírus, bactérias, protistas e fungos.
– Importância ecológica e econômica desses organismos.
– Prevenção das principais doenças humanas causadas por esses seres.
III.2. Plantas
O candidato deve: (a) conhecer as adaptações morfológicas e os ciclos de vida dos principais grupos de plantas, sem se deter na memorização dos detalhes de cada um, e relacionar a evolução dos processos reprodutivos com a adaptação das plantas ao ambiente terrestre; (b) conhecer a organização básica do corpo de uma angiosperma, considerando a morfologia externa da raiz, do caule e da folha, sem detalhes histológicos da morfologia interna, compreendendo o significado evolutivo do surgimento da flor, do fruto e da semente; (c) conhecer os aspectos fundamentais do desenvolvimento das angiospermas e compreender como elas obtêm água e sais minerais, realizam fotossíntese, transportam e armazenam nutrientes, relacionando os principais fatores ambientais e hormonais que interferem nesses processos.
– Características gerais de briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.
– Evolução das plantas e adaptações morfológicas e reprodutivas ao ambiente terrestre.
– Angiospermas: organização morfológica básica, crescimento e desenvolvimento; nutrição e transporte; reprodução.
III.3. Animais
O candidato deve: (a) reconhecer que todos os animais estão sujeitos aos mesmos problemas para sua sobrevivência, tais como, recepção de estímulos do meio, integração e resposta, obtenção, transformação e distribuição de alimento, trocas gasosas, equilíbrio de água e sais em seus corpos, remoção de produtos finais do metabolismo de proteínas e perpetuação da espécie; (b) conhecer os ciclos de vida dos principais animais parasitas do ser humano de modo a compreender as medidas profiláticas para se evitarem essas parasitoses.
– Comparação dos principais grupos de animais (poríferos, cnidários, platelmintes, nemátodas, moluscos, anelídeos, artrópodes, equinodermos, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos) quanto à alimentação, locomoção, respiração, circulação, excreção, osmorregulação e reprodução, relacionando essas características aos respectivos hábitats.
– Ciclos de vida dos principais animais parasitas do ser humano e medidas profiláticas.
III.4. A espécie humana
O candidato deve: (a) reconhecer o organismo humano como um sistema organizado e integrado ao ambiente, sujeito aos mesmos problemas básicos de sobrevivência que os outros animais; (b) compreender os princípios básicos que regem a digestão, a absorção e o transporte de nutrientes, a função cardíaca e a circulação do sangue e da linfa, as funções do sangue e da linfa, a imunidade, a função renal e a regulação de água e sais, a ventilação pulmonar, as trocas gasosas e o transporte de gases, a interação músculo-esqueleto na estruturação do corpo e na realização de movimentos, e o mecanismo da contração muscular; (c) compreender os sistemas nervoso, sensorial e hormonal como os responsáveis pelo controle das funções vitais: organização funcional do sistema nervoso, impulso nervoso e transmissão sináptica, receptores sensoriais (audição, visão, olfação, gustação) e receptores mecânicos, principais glândulas endócrinas, seus hormônios e suas funções; (d) conhecer os sistemas genitais masculino e feminino, compreender o controle hormonal dos eventos ovarianos e uterinos no ciclo menstrual, os modos de ação e as vantagens e desvantagens dos métodos contraceptivos, assim como as principais doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), os modos de transmissão e a importância da prevenção; (e) compreender a saúde humana como bem estar físico, social e psicológico, reconhecendo a importância de procedimentos individuais, coletivos e institucionais na preservação da saúde individual e coletiva.
– Estrutura básica e fisiologia dos sistemas: tegumentar, muscular, esquelético, respiratório, digestório, cardiovascular, imunitário, urinário, endócrino, nervoso, sensorial e genital.
– Nutrição: requisitos nutricionais fundamentais e desnutrição.
– Reprodução: gametogênese, concepção, contracepção, gravidez e parto; regulação neuro-endócrina da reprodução; doenças sexualmente transmissíveis.
– Saúde: conceito e indicadores (expectativa de vida e índice de mortalidade infantil); determinantes sociais do processo saúde-doença; endemias e epidemias (aspectos conceituais); a importância do controle ambiental, do saneamento básico, da vigilância sanitária e epidemiológica e dos serviços de assistência à saúde; consumo de drogas e saúde.
IV. OS SERES VIVOS E O AMBIENTE
IV.1. Populações, comunidades e ecossistemas
O candidato deve: (a) compreender a complexa inter-relação dos organismos nas cadeias e teias alimentares, reconhecendo a importância da fotossíntese na manutenção da vida na Terra; (b) compreender a dimensão espaço-temporal do estabelecimento dos ecossistemas e as relações entre as diferentes espécies de uma comunidade; (c) reconhecer os grandes biomas terrestres: tundra, taiga, campos e desertos e os principais ecossistemas brasileiros: florestas, cerrados, caatingas, campos, manguezais e complexo pantaneiro.
– O fluxo de energia e os ciclos da matéria nos ecossistemas.
– Dinâmica das populações e das comunidades biológicas: crescimento, interações, equilíbrio e sucessão.
– Características gerais dos principais biomas terrestres e dos ecossistemas brasileiros.
IV.2. Ecologia humana
O candidato deve: (a) analisar o crescimento populacional humano e avaliar as perspectivas futuras, considerando a produção de alimentos, uso do solo, a disponibilidade de água potável, o problema do esgoto, do lixo e da poluição; (b) reconhecer a necessidade de manejo adequado dos recursos naturais.
– O crescimento da população humana e a utilização dos recursos naturais, sob aspectos históricos e perspectivas.
– Alterações provocadas nos ecossistemas pela atividade humana: erosão e desmatamento; poluição do ar, da água e do solo; perda de hábitats e extinção de espécies biológicas.
– O problema do lixo, armazenamento e reciclagem; o problema do esgoto e o tratamento da água.
As questões de Física terão como objetivo avaliar a compreensão física do mundo natural e tecnológico, desenvolvida pelo candidato, com especial ênfase aos temas e aspectos de maior significado para sua participação e atuação no mundo contemporâneo.
Espera-se que ele demonstre domínio de conhecimento e capacidade de reflexão investigativa, em situações que tenham dimensão tanto prática, quanto conceitual ou sócio-cultural. Dessa forma, seu conhecimento físico não deverá reduzir-se à memorização ou ao uso automatizado de fórmulas, mas deverá incluir a compreensão das relações nelas expressas, enfatizando-se a visão de mundo que os conceitos, leis e princípios físicos proporcionam. Seu conhecimento físico deve ser entendido como um instrumento para a compreensão do mundo que o rodeia.
Na primeira fase, o objetivo é avaliar um conhecimento físico com maior ênfase em seus aspectos prático e qualitativo, que se deve esperar de qualquer cidadão universitário, independente de sua futura área de formação.
Na segunda fase, deverá ser avaliada ainda uma competência investigativa mais aprofundada, além de um maior domínio do instrumental físico e de abordagens quantitativas.
A compreensão dos temas específicos de Física deverá ser avaliada num contexto em que estejam incluídos:
I. Reconhecimento de grandezas significativas para a interpretação de fenômenos físicos presentes em situações cotidianas, experimentos simples, fenômenos naturais ou processos tecnológicos. Significado das grandezas físicas, além dos procedimentos, unidades e instrumentos de medida correspondentes. Noção de ordem de grandeza, relações de proporcionalidade e escala.
II. Compreensão dos princípios gerais e leis da Física, seus âmbitos e limites de aplicabilidade. Utilização de modelos adequados (macroscópicos ou microscópicos) para a interpretação de fenômenos e previsão de comportamentos. Utilização de abordagens com ênfase fenomenológica, especialmente em temas mais complexos.
III. Domínio da linguagem física, envolvendo representação gráfica, formulação matemática e/ou linguagem verbal-conceitual para expressar ou interpretar relações entre grandezas e resultados de experiências.
IV. Reconhecimento da construção da Física, enquanto um processo histórico. Contribuição da construção da Física para o desenvolvimento tecnológico e sua dimensão sócio-cultural.
1. Movimento, Forças e Equilíbrio
1. Movimento: deslocamento, velocidade e aceleração (escalar e vetorial).
2. Forças modificando movimentos: variação da quantidade de movimento, impulso de uma força, relação entre força e aceleração.
3. Inércia e sua relação com sistemas de referência.
4. Conservação da quantidade de movimento (escalar e vetorial). Forças de ação e reação.
5. Força peso, força de atrito, força elástica, força centrípeta.
6. Composição de forças, momento de força e máquinas simples.
7. Condições de equilíbrio, centro de massa.
8. Descrição de movimentos: movimento linear uniforme e uniformemente variado; movimento bidimensional (composição de movimentos); movimento circular uniforme.
1. Trabalho de uma força. Potência.
2. Energia cinética. Trabalho e variação de energia cinética.
3. Sistemas conservativos: energia potencial, conservação de energia mecânica.
4. Sistemas dissipativos: conservação da energia total.
3. O Sistema Solar e o Universo
1. O Sistema Solar: evolução histórica de seus modelos.
2. Lei da Gravitação Universal.
3. Movimento dos corpos celestes, satélites e naves no espaço.
4. Campo gravitacional. Significado de g.
5. O surgimento do Universo e sua evolução.
4. Fluidos
1. Pressão em líquidos e sua transmissão nesses fluidos.
2. Pressão em gases. Pressão atmosférica.
3. Empuxo e condições de equilíbrio em fluidos.
4. Vazão e continuidade em regimes de fluxo constante.
5. Propriedades e Processos Térmicos
1. Calor, temperatura e equilíbrio térmico.
2. Propriedades térmicas dos materiais: calor específico (sensível), dilatação térmica, condutividade térmica, calor latente (mudanças de fase).
3. Processos de transferência de calor.
4. Propriedades dos Gases Ideais.
5. Interpretação cinética da temperatura e escala absoluta de temperatura.
6. Calor e Trabalho
1. Conservação da energia: equivalente mecânico do calor, energia interna.
2. Máquinas térmicas e seu rendimento.
3. Irreversibilidade e limitações em processos de conversão calor/trabalho.
7. Fenômenos Ondulatórios
1. Ondas e suas características.
2. Ondas mecânicas: propagação, superposição e outras características.
3. Som: propagação e outras características.
4. Luz: propagação, trajetória e outras características.
5. Reflexão, refração, difração e interferência de ondas.
6. Luz: natureza eletromagnética, cor, dispersão.
8. Instrumentos Óticos
1. Imagens obtidas por lentes e espelhos: reflexão e refração.
2. Instrumentos óticos simples (incluindo o olho humano e lentes corretivas).
9. Cargas e Campos Eletrostáticos
1. Carga elétrica: quantização e conservação.
2. Campo e potencial elétrico.
3. Interação entre cargas: força e energia potencial elétrica.
4. Eletrização; indução eletrostática.
1. Corrente Elétrica: abordagem macroscópica e modelo microscópico.
2. Propriedades elétricas dos materiais: condutividade e resistividade; condutores e isolantes.
3. Relação entre corrente e diferença de potencial (materiais ôhmicos e não ôhmicos). Circuitos simples.
4. Dissipação de energia em resistores. Potência elétrica.
11. Eletromagnetismo
1. Campos magnéticos e ímãs. Campo magnético terrestre.
2. Correntes gerando campos magnéticos (fios e bobinas).
3. Ação de campos magnéticos: força sobre cargas e correntes.
4. Modelo microscópico para ímãs e propriedades magnéticas dos materiais.
5. Indução eletromagnética. Princípio de funcionamento de eletroímãs, transformadores e motores. Noção de corrente alternada.
6. Fontes de energia elétrica: pilhas, baterias, geradores.
12. Ondas Eletromagnéticas
1. Ondas eletromagnéticas: fontes, características e usos das diversas faixas do espectro eletromagnético.
2. Modelo qualitativo para transmissão e recepção de ondas eletromagnéticas.
3. Descrição qualitativa do funcionamento de comunicadores (rádios, televisores, telefones).
Interações, Matéria e Energia
13. Interações, Matéria e Energia
1. Interações fundamentais da natureza: identificação, comparação de intensidades e alcances.
2. Estrutura da matéria. Modelo atômico: sua utilização na explicação da interação da luz com diferentes meios. Conceito de fóton. Fontes de luz.
3. Estrutura nuclear: constituição dos núcleos, sua estabilidade e vida média. Radioatividade, fissão e fusão. Energia nuclear.
4. Riscos, benefícios e procedimentos adequados para o uso de radiações.
5. Fontes de energia, seus usos sociais e eventuais impactos ambientais.
Este programa está constituído por um conjunto de temas que tratam da História do Brasil, da América e Geral, esta última centrada no Mediterrâneo e na Europa. Do candidato, espera-se que, com base no conhecimento desses conteúdos, saiba
a) operar com os conceitos básicos do saber histórico: com a relação passado-presente e as várias modalidades do tempo-histórico;
b) identificar, distinguir e relacionar fenômenos históricos;
c) que o passado pode ser conhecido através das mais variadas fontes, que vão muito além dos documentos oficiais;
d) que o uso, compreensão e valorização dessas fontes dependem das interpretações dos historiadores e estas, por sua vez, do contexto em que eles vive(ra)m.
I – História do Brasil
1. A Pré-história e as origens do homem americano.
2. Populações indígenas do Brasil: experiências antes da conquista, resistências e acomodações à colonização.
3. O sistema colonial: organização política e administrativa.
4. A economia colonial: extrativismo, agricultura, pecuária, mineração e comércio.
5. A interiorização e a formação das fronteiras.
6. Escravos e homens livres na Colônia.
7. Religião, cultura e educação na Colônia.
8. Os negros no Brasil: culturas e confrontos.
9. Rebeliões e tentativas de emancipação.
10. O período joanino e a Independência.
11. Primeiro Reinado e Regência: organização do Estado e lutas políticas.
12. Segundo Reinado: economia, política e manifestações culturais.
13. Escravidão, indígenas e homens livres no século XIX.
14. Imigração e abolição.
15. A crise do Império e o advento da República.
16. Confrontos e aproximações entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (séculos XIX e XX).
17. Movimentos sociais no campo e nas cidades no período republicano.
18. Política e Cultura no Brasil República.
19. As transformações da condição feminina depois da 2ª Guerra Mundial.
20. O sistema político atual.
II – História da América
1. Culturas indígenas: maias, astecas e incas.
2. A conquista da América espanhola: dominação e resistência.
3. As colonizações espanhola e inglesa: aproximações e diferenças.
4. Formas de trabalho compulsório nas Américas no período colonial.
5. Idéias e movimentos pela independência política nas Américas.
6. A formação dos Estados nacionais (América Latina e Estados Unidos).
7. EUA: expansão para o Oeste e Guerra de Secessão.
8. Modernização, urbanização e industrialização na América Latina no século XX.
9. Revoluções na América Latina (México e Cuba).
10. Crise de 1929, New Deal e a hegemonia dos EUA no pós-guerra.
11. Estado e reforma política: Lázaro Cárdenas e Juan Domingo Perón.
12. Militarismo, democracia e ditadura na América Latina no século XX.
13. Manifestações culturais na América no século XX.
14. Questões políticas da atualidade.
III – História Antiga
1. Culturas e Estados no Antigo Oriente Próximo.
2. O mundo grego.
3. O mundo romano.
IV – História Medieval
1. O cristianismo, a Igreja Católica e os reinos bárbaros.
2. Os mundos do Islão e de Bizâncio.
3. Economia, sociedade e política no feudalismo.
4. O desenvolvimento do comércio, o crescimento urbano e a vida cultural.
5. A crise do século XIV.
V – História Moderna
1. O Renascimento.
2. As reformas religiosas e a Inquisição.
3. O Estado moderno e o Absolutismo monárquico.
4. Antigo Regime e Ilustração.
5. As Revoluções inglesas do século XVII e a Revolução francesa de 1789.
6. Revolução industrial e capitalismo.
VI – História Contemporânea
1. A Europa em guerra e em equilíbrio (1789 – 1830): Napoleão, Congresso de Viena e Restauração.
2. A Europa em transformação (1830 – 1871): as revoluções liberais, nacionalistas e socialistas.
3. A Europa em competição (1871 – 1914): imperialismo, neo-colonialismo e belle époque.
4. O capitalismo nos séculos XIX e XX.
5. Classes e interesses sociais em conflito nos séculos XIX e XX.
6. Arte e cultura nos séculos XIX e XX: do eurocentrismo ao multiculturalismo.
7. As duas grandes guerras mundiais (1914 – 1945).
8. As revoluções socialistas: Rússia e China.
9. As décadas de 20 e 30: crises, conflitos e experiências totalitárias.
10. Bipolarização do mundo e Guerra Fria.
11. Descolonização e principais movimentos de libertação nacional na Ásia e África.
12. Os conflitos no mundo árabe e a criação do Estado de Israel.
13. A queda do muro de Berlim, o fim do socialismo real e a desintegração da URSS.
14. Expansão/crescimento do mundo urbano, as novas tecnologias e os novos agentes sociais e políticos.
15. Conflitos étnico-religiosos no final do século XX.
A Química exerce um relevante papel no desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do mundo moderno. Neste sentido, é de fundamental importância que o estudante do Ensino Médio compreenda as transformações químicas que ocorrem no mundo físico, de maneira a poder avaliar criticamente fatos do cotidiano e informações recebidas por diversas fontes de divulgação do conhecimento, tornando-se capaz de tomar decisões enquanto indivíduo e cidadão.
Na seqüência, são apresentadas algumas considerações sobre o conteúdo programático que é detalhado a seguir.
Quanto ao aspecto quantitativo, espera-se do candidato a capacidade de efetuar cálculos estequiométricos elementares, envolvendo grandezas como massa, volume, massa molar, quantidade de matéria, entalpia, etc. Será avaliada, também, a sua habilidade em cálculos que envolvam concentração, percentagens e constantes físico-químicas. Considera-se importante a capacidade de lidar com relações quantitativas, envolvendo as variáveis pressão, volume, temperatura e quantidade de matéria.
As relações de massa e de volume, assim como os cálculos estequiométricos, deverão ser encarados como conseqüências diretas da existência de átomos, que tomam parte em proporções definidas na constituição das substâncias.
A experimentação, tanto a realizada em âmbito estrito de laboratório, quanto a realizada de maneira menos formal, mas sistematizada, no cotidiano, constitui aspecto fundamental do aprendizado da Química. Assim sendo, todos os itens do programa poderão envolver experimentação científica. Espera-se que o candidato tenha habilidades específicas, tais como registrar e analisar dados, organizá-los em tabelas e gráficos, reconhecer a finalidade de materiais de laboratório em montagens experimentais, propor materiais adequados para a realização de experimentos, bem como tenha conhecimento de aparelhagens de laboratório usadas em operações básicas como filtração, destilação e titulação.
1. TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS
A existência de relações de massa fixas entre reagentes e produtos, permitindo os cálculos estequiométricos, deve ser reconhecida como conseqüência da descontinuidade da matéria, isto é, da presença de átomos e moléculas em sua constituição. O balanceamento de reações, inclusive de oxirredução, constitui requisito importante para a realização de cálculos estequiométricos. Para este fim, também o conhecimento das leis dos gases é fundamental, uma vez que muitas reações envolvem substâncias nesse estado físico.
1.1. Reconhecimento das transformações químicas: mudança de cor, formação/desaparecimento de sólidos numa solução, absorção/liberação de energia, desprendimento de gases.
1.2. Interpretação das transformações químicas:
1.2.1. Evolução do modelo atômico: do modelo corpuscular de Dalton ao modelo de Rutherford-Bohr.
1.2.2. Átomos e moléculas: número atômico, número de massa, isótopos, massa molar e constante de Avogadro.
1.2.3. Reações químicas.
1.3. Representação das transformações químicas:
1.3.1. Representação simbólica dos elementos e substâncias.
1.3.2. Equação química, balanceamento, número de oxidação.
1.4. Aspectos quantitativos das transformações químicas:
1.4.1. Leis de Lavoisier, Proust e Gay-Lussac.
1.4.2. Leis dos gases, equação de estado do gás ideal.
1.4.3. Cálculos estequiométricos: massa, volume, mol, massa molar, volume molar dos gases.
2. PROPRIEDADES E UTILIZAÇÃO DOS MATERIAIS
Espera-se o conhecimento de algumas substâncias importantes na economia do País, em termos da ocorrência das matérias-primas, da produção industrial, das propriedades, da utilização e do descarte dessas substâncias. Conhecer as ligações químicas nos elementos e nos compostos que constituem tais substâncias é essencial. Interações intermoleculares precisam ser reconhecidas como determinantes de propriedades físicas de substâncias, tais como temperatura de ebulição e solubilidade.
2.1.1. A tabela periódica: reatividade dos metais alcalinos, metais alcalino-terrosos e halogênios.
2.1.2. Estados físicos da matéria – mudanças de estado.
2.1.3. Separação de componentes de mistura: filtração, decantação, destilação simples e fracionada, cristalização e cromatografia em papel.
2.2.1. Alumínio, cobre e ferro: ocorrência, obtenção industrial, propriedades e utilização.
2.2.2. Ligas: latão, bronze e aço.
2.2.3. Ligação metálica.
2.3.1. Principais compostos dos grupos: cloreto, carbonato, sulfato, nitrato e fosfato e suas aplicações.
2.3.2. Ligação iônica.
2.4.1. Hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, cloro, amônia: propriedades e usos.
2.4.2. Ligação covalente.
2.4.3. Polaridade das ligações.
2.4.4. Interações intermoleculares: van der Waals e ligação de hidrogênio.
2.5.1. Obtenção e aplicações industriais de hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, cloro, hidróxido de sódio, amônia, óxido de cálcio, ácido clorídrico, ácido sulfúrico e ácido nítrico.
2.5.2. Implicações ambientais da produção e da utilização desses produtos industriais.
2.6. Ciclos de dióxido de carbono, enxofre e nitrogênio na natureza. Implicações ambientais.
3. A ÁGUA NA NATUREZA
É imprescindível notar que, apesar de a água ser abundante na Terra, sua disponibilidade na forma de água potável, ou mesmo para uso industrial, é extremamente limitada. O adensamento populacional e a expansão da atividade industrial vêm, de um lado, aumentando a demanda por água e, de outro, reduzindo sua oferta, este último fator ocorrendo em virtude da crescente poluição da água. Um tratamento mais sofisticado da água torna-se necessário e o tratamento de esgotos, imperativo. As propriedades da água, tais como sua capacidade de dissolver substâncias, seu calor de vaporização e seu calor específico, devem servir de base para o entendimento de sua importância na Terra e das medidas que podem ser tomadas para aumentar sua disponibilidade.
As propriedades de ácidos e bases precisam ser conhecidas para permitir distinguir essas substâncias entre si e de outras. A ação de ácidos, inclusive de ácidos oxidantes, sobre alguns metais, é de grande importância.
3.2.1. Processo de dissolução, curvas de solubilidade.
3.2.2. Concentrações (percentagem, ppm, g/L, mol/L).
3.2.3. Aspectos qualitativos dos efeitos do soluto nas seguintes propriedades da água: pressão de vapor, temperatura de congelamento, temperatura de ebulição e pressão osmótica.
3.3.1. Caracterização e propriedades.
3.3.2. Aplicações práticas.
3.4.1. Ácidos e bases (conceito de Arrhenius).
3.4.2. Principais propriedades dos ácidos e bases: indicadores, condutibilidade elétrica, reação com metais, reação de neutralização.
3.4.3. Usos de ácido clorídrico, ácido sulfúrico, ácido nítrico, amônia e hidróxido de sódio.
3.4.4. Óxidos de carbono, nitrogênio, enxofre, metais alcalinos, metais alcalino-terrosos; interação com água; poluição atmosférica.
É importante reconhecer os fatores que influem na velocidade das reações químicas e ter familiaridade com gráficos de concentração de reagentes e produtos em função do tempo. É fundamental a caracterização de equilíbrios químicos, tanto em fase gasosa, quanto em solução, incluindo-se a dissociação de ácidos e a hidrólise de sais de ácidos fracos e bases fracas. O conhecimento da perturbação de equilíbrios e dos fatores que a desencadeiam é considerado essencial. Espera-se do candidato a capacidade de realização de cálculos simples envolvendo constantes de equilíbrio.
4.1.1. Fatores que influenciam a velocidade da reação.
4.1.2. Colisões moleculares. Energia de ativação.
4.2.1. Caracterização macroscópica e microscópica (dinâmica) do estado de equilíbrio.
4.2.2. Constante de equilíbrio.
4.2.3. Perturbação do equilíbrio.
4.2.4. Produto iônico da água, pH.
4.2.5. Equilíbrios em solução envolvendo ácidos, bases e sais.
5. ENERGIA NAS TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS
A compreensão das manifestações de calor que acompanham transformações químicas, incluindo-se a fusão, a vaporização e a dissolução, é essencial. Assim, é importante saber calcular a variação de entalpia numa transformação química a partir de entalpias de formação, entalpias de combustão ou de variações de entalpia em outras reações, bem como a partir de energias de ligação. Espera-se do candidato o reconhecimento dos componentes de pilhas e cubas eletrolíticas e a compreensão dos fenômenos que ocorrem nesses processos. Os potenciais padrão de redução devem ser entendidos como uma quantificação da série eletroquímica.
5.1.1. Calor nas transformações químicas. Entalpia.
5.1.2. Princípio da conservação da energia, energia de ligação.
5.2.1. Produção de energia elétrica: pilha.
5.2.2. Consumo de energia elétrica: eletrólise.
5.2.3. Representação das transformações que ocorrem na pilha e no processo de eletrólise por meio de equações químicas balanceadas.
5.2.4. Interpretação e aplicação de potenciais padrão de redução.
6. TRANSFORMAÇÕES NUCLEARES NATURAIS E ARTIFICIAIS
Neste item são importantes o conhecimento das propriedades e da origem de raios alfa, beta e gama, a representação de reações nucleares e o conceito de meia-vida e sua aplicação.
6.1. Conceitos fundamentais da radioatividade: emissões alfa, beta e gama; propriedades.
6.2. Reações nucleares: fissão e fusão nucleares.
6.3. Radioisótopos e meia-vida
6.4. Usos da energia nuclear e implicações ambientais
7. COMPOSTOS ORGÂNICOS
Os compostos orgânicos ocupam posição privilegiada na Química, não só pelo fato de constituírem a maioria dos compostos conhecidos, mas também por sua importância para a vida e presença em nosso cotidiano, na forma de uma variedade de materiais com que temos contacto. Assim sendo, o conhecimento das principais funções orgânicas é essencial, bem como de alguns compostos mais comuns, sendo, nesse caso, desejável conhecer nomes oficiais e usuais e fórmulas estruturais. Noções sobre alguns tipos de compostos, tais como gorduras, detergentes e polímeros são necessárias, devido à presença marcante deles em nosso dia-a-dia.
7.1. Características gerais
7.1.1. Fórmulas estruturais; reconhecimento das principais classes de compostos (hidrocarbonetos, álcoois, éteres, haletos de alquila, aminas, aldeídos, cetonas, ácidos carboxílicos, ésteres e amidas). Isomeria.
7.1.2. Propriedades físicas dos compostos orgânicos.
7.1.3. Fórmulas estruturais e nomes oficiais de compostos orgânicos simples contendo apenas um grupo funcional. Nomes usuais: etileno, acetileno, álcool metílico, álcool etílico, formaldeído, acetona, ácido acético, tolueno.
7.2. Reações em química orgânica: Principais tipos de reação: substituição, adição, eliminação, oxidação, redução, esterificação e hidrólise ácida e básica.
7.3. Química orgânica no cotidiano
7.3.1. Hidrocarbonetos. Petróleo e gás natural: origem, ocorrência e composição; destilação do petróleo (principais frações: propriedades e usos); combustão; implicações ambientais. Etileno, acetileno, benzeno, tolueno e naftaleno; propriedades e usos.
7.3.2. Álcoois: produção de etanol: fermentação alcoólica; álcoois como combustíveis: metanol e etanol; implicações ambientais.
7.3.3. Triglicerídeos (gorduras e óleos), sabões e detergentes. Obtenção, propriedades e usos.
7.3.4. Macromoléculas. Polímeros naturais: carboidratos e proteínas; estrutura e propriedades. Polímeros sintéticos: polímeros de adição (polietileno, poliestireno, PVC e teflon) e polímeros de condensação (poliéster e poliamida); estrutura, propriedades, produção e uso, reciclagem e implicações ambientais.
Conhecimentos matemáticos são aplicados na interpretação de fenômenos, em diferentes áreas da ciência, nas atividades tecnológicas e cotidianas. O cidadão necessita da capacidade de leitura e interpretação de informações por gráficos ou outras formas de linguagem matemática, de percepção da coerência ou não de uma argumentação, bem como da competência para formular suas próprias idéias de forma consistente, para uma inserção crítica e autônoma na sociedade contemporânea.
Dentro deste espírito, espera-se que o candidato demonstre possuir domínio da linguagem básica e compreensão dos conceitos fundamentais da Matemática, tratados no ensino fundamental e médio, de forma a saber aplicá-los em situações diversas e relacioná-los entre si e com outras áreas do conhecimento. Ele deve saber reconhecer representações equivalentes de um mesmo conceito, relacionar procedimentos associados às diferentes áreas, analisar e valorizar informações provenientes de diferentes fontes, utilizando ferramentas matemáticas para formar uma opinião própria que lhe permita expressar-se criticamente sobre problemas da Matemática, das outras áreas do conhecimento e da realidade. Será priorizada a avaliação da capacidade de raciocínio, sem dar ênfase à memorização de fórmulas, à mecanização de técnicas ou a cálculos excessivos, desvinculados de contexto significativo ou de aplicações relevantes, dentro ou fora da Matemática.
Na 1ª fase do vestibular, o objetivo é avaliar o candidato quanto ao domínio e utilização da linguagem e quanto à compreensão de conceitos e procedimentos da matemática elementar, bem como quanto à capacidade de aplicá-los na resolução de problemas.
Na 2ª fase, além destes aspectos, pretende-se também avaliar o candidato quanto ao domínio de conceitos, ferramentas e procedimentos matemáticos necessários para o aprofundamento de estudos em áreas de ciências exatas, bem como quanto à capacidade de utilizá-los em situações-problema mais abstratas.
1. CONCEITOS E RELAÇÕES NUMÉRICAS BÁSICAS E APLICAÇÕES
Conhecer os problemas nodais que impulsionaram a necessidade de ampliação dos campos numéricos e dominar os conceitos básicos que deles surgiram, proporciona, ao indivíduo, uma inserção mais completa na cultura universal desenvolvida por homens e mulheres ao longo da História.
O cidadão freqüentemente necessita lidar com dívidas ou crediários, interpretar descontos, entender reajustes salariais, escolher aplicações financeiras, etc. Daí a importância da Matemática Financeira com suas aplicações práticas.
Sistemas lineares e matrizes são instrumentos da linguagem matemática na modelação de situações-problema, além de representarem técnicas de grande utilidade para outros domínios da matemática de nível superior.
1.1. Números inteiros: compreensão dos algoritmos das quatro operações fundamentais no sistema decimal de numeração, divisibilidade e a decomposição em fatores primos.
1.2. Insuficiência dos números inteiros para a comparação de grandezas e para medir partes de um todo: razões e proporções; os números racionais; operações e a relação de ordem entre números racionais; representação decimal dos números racionais e sua relação com PG.
1.3. Insuficiência dos números racionais para medir segmentos a partir de uma unidade fixada; o conceito de número irracional e a representação decimal dos números reais.
1.4. Insuficiência dos números reais para a resolução de equações algébricas de 2º e 3º graus; o conceito de número complexo e suas representações – geométrica, algébrica e trigonométrica; interpretação algébrica e geométrica das operações e das raízes de números complexos – raízes da unidade.
1.5. Matemática financeira como instrumento para a resolução de problemas: os conceitos de porcentagem, juro simples e juro composto e sua relação com PA e PG, respectivamente.
1.6. Sistemas lineares e matrizes como organização e sistematização de informações; discussão e resolução de sistemas lineares (de até 4 equações e até 4 incógnitas) por escalonamento ou por substituição de variáveis.
A utilização de conhecimentos geométricos para leitura, compreensão e ação sobre a realidade tem longa tradição na história da humanidade. É inegável a importância de saber caracterizar as diferentes formas geométricas e espaciais, presentes na natureza ou imaginadas, através de seus elementos e propriedades, bem como de poder representá-las por meio de desenho geométrico.
Na resolução de diferentes situações-problema, seguramente se faz necessária uma boa capacidade de visão geométrico-espacial, o domínio das idéias de proporcionalidade e semelhança, a compreensão dos conceitos de comprimento, área e volume, bem como saber calculá-los. Deve-se salientar que a semelhança de triângulos permitiu o desenvolvimento da trigonometria do triângulo retângulo, criada para solucionar problemas práticos de cálculo de distâncias inacessíveis. Por outro lado, as noções de semelhança e congruência nos remetem também aos fundamentos da própria Geometria.
Saber utilizar as coordenadas cartesianas de pontos no espaço possibilita a descrição de objetos geométricos numa linguagem algébrica, ampliando consideravelmente os horizontes da modelagem e da resolução de problemas geométricos, por meio da interação entre essas duas áreas da matemática.
2.1. Características, elementos e propriedades geométricas (tais que: vértices, arestas, lados, alturas, ângulos, focos, diretrizes, convexidade, número de diagonais,…) das seguintes figuras planas e espaciais: polígonos, círculos, setores circulares, elipses, parábolas, hipérboles, prismas, pirâmides, esfera, cilindros, cones e troncos.
2.2. Congruência e Semelhança de figuras planas e espaciais. Razões entre comprimentos, áreas e volumes de figuras semelhantes. Teorema de Tales e aplicações: problemas envolvendo semelhança, somas dos ângulos internos e externos de polígonos. Casos de semelhança e congruência de triângulos e aplicações. Trigonometria do triângulo retângulo como instrumento para a resolução de problemas: seno, cosseno e tangente de ângulos agudos como razão de semelhança nos triângulos retângulos.
2.3. Eixos e planos de simetrias de figuras planas ou espaciais. Reconhecimento das secções planas de cones e as definições de elipse, parábola e hipérbole como lugar geométrico. Aplicações.
2.4. Relações métricas nas figuras geométricas planas e espaciais. O teorema de Pitágoras: lei dos senos e cossenos, aplicações em problemas bi e tridimensionais tais que: cálculo de diagonais, alturas, raios, etc. Comprimentos (ou perímetros), áreas (ou superfícies de sólidos) e volumes.
2.5. Construções com régua e compasso no plano: retas perpendiculares e paralelas; mediatriz de segmento; divisão de segmentos em partes proporcionais; bisseção de ângulos; polígonos regulares (inscritos e circunscritos); triângulos quaisquer (com a determinação de seus elementos). Problemas de tangência, envolvendo circunferências.
2.6. Geometria Analítica: coordenadas cartesianas de pontos no plano e no espaço. Distância entre pontos no plano e no espaço e problemas bi e tridimensionais simples envolvendo esses conceitos. Equações de retas no plano: significado dos coeficientes na equação normal, paralelismo e perpendicularismo; distância de ponto a reta. Equações de circunferências no plano: reconhecimento do centro, raio, retas secantes e tangentes. Aplicações. Equações e inequações a duas incógnitas como representação algébrica de Lugares Geométricos no plano.
Mais recentes na História da Matemática do que os Números, a Geometria ou a Álgebra, as funções têm um papel de grande destaque no interior daquela disciplina por serem instrumentos eficazes na modelagem de problemas reais ou imaginados e por fornecerem formas eficientes de estudá-los. Assim, por exemplo, é importante entender que fenômenos periódicos são descritos principalmente com funções trigonométricas; que certas situações de crescimento ou decrescimento rápido podem ser representadas por funções exponenciais; que distâncias podem ser expressas utilizando a função módulo e que a função logaritmo surgiu para permitir simplificações no cálculo de produtos ou potências dos números com muitos dígitos que astrônomos ou navegadores necessitavam manipular, no século XVI.
A linguagem gráfica, sob várias apresentações, por sua comunicação direta e global, ganha cada vez mais destaque na era da comunicação. Ganham, assim, relevância especial não só a capacidade de leitura e interpretação de gráficos funcionais, conferindo significado às variações das grandezas envolvidas, mas também a competência de saber analisá-los para estimar resultados e fazer previsões. Por outro lado, no que tange à interação entre diferentes áreas da própria Matemática, os gráficos funcionais são ferramentas importantes para tornar mais significativas as resoluções de equações e inequações algébricas.
3.1. A noção de função como instrumento para lidar com variação de grandezas. Os conceitos de domínio e imagem. Caracterizações e representações gráficas e algébricas das seguintes funções: funções módulo, polinomiais de 1º e 2º graus, raiz quadrada, f(x)=xn, f(x)=1/x, f(x)=1/x², funções exponenciais e logarítmicas (cálculo de valores aproximados em casos de expoentes irracionais) e as funções seno, cosseno e tangente (definições geométricas no ciclo trigonométrico e valores nos arcos notáveis) e suas transladadas. Aplicações.
3.2. Reconhecimento e interpretação de gráficos de funções: domínio, imagem, valores destacados no gráfico (máximos, mínimos, zeros), biunivocidade, periodicidade, simetrias, intervalos de crescimento e decrescimento, análise da variação da função. Aplicações em situações-problema de contexto variado, incluindo estimativas ou previsões de valores.
Equações e inequações envolvendo funções: resoluções gráficas e algébricas. Identidades funcionais importantes: princípio de identidade polinomial, produtos notáveis e fatoração de polinômios, principais identidades trigonométricas, propriedades básicas de logaritmos e exponenciais. Desigualdade triangular para módulos. Aplicações em situações-problema.
4. COMBINATÓRIA, PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA
O desenvolvimento do espírito crítico, da capacidade de analisar e de tomar decisões, diante de vários tipos de situações da vida em sociedade, exige do cidadão que seja bem informado. Estatísticas e probabilidades estão cada vez mais presentes nos meios de comunicações como forma de apresentação de informações. Pesquisas de opinião, pesquisas sobre preços, sobre epidemias e outros temas de interesse social, ambiental ou econômico são noticiadas freqüentemente, sempre permeadas de porcentagens ou outros indicadores, de gráficos, tabelas e, não raro, inferindo conseqüências prováveis e forjando opiniões.
Para poder interpretar de forma autônoma e crítica tais informações, o indivíduo deve ser capaz de compreender bem a linguagem pictográfica, compreender a importância da amostra para as conclusões de uma pesquisa e ter claro que a atribuição de probabilidades é, sobretudo, uma forma de quantificar a incerteza quanto ao resultado a ser obtido. Em diferentes áreas e atividades profissionais, são de grande utilidade as capacidades de reconhecer o caráter aleatório de fenômenos, utilizar processos de contagem em situações-problema, representar freqüências relativas, construir espaços amostrais e calcular probabilidades.
Ressaltamos que, na resolução de problemas de contagem, o importante é a habilidade de raciocínio combinatório. É fundamental valorizar o desenvolvimento da capacidade de formular estratégias para a organização dos dados em agrupamentos que possam ser contados corretamente, tendo em vista que a mera aplicação de fórmulas não nos permite resolver a maior parte dos problemas de contagem.
4.1. Problemas de contagem: o princípio fundamental da contagem, o princípio aditivo, a divisão como um processo de redução de agrupamentos repetidos. Resolver problemas envolvendo a contagem de diferentes tipos de agrupamentos. Binômio de Newton.
4.2. Probabilidade de um evento num espaço equiprovável: construção de espaços amostrais finitos e representação através de freqüências relativas. Probabilidade da união e da interseção de eventos. Eventos disjuntos. O conceito de independência de eventos. Probabilidade condicional. Aplicação de probabilidade em situações-problema.
4.3. População e amostra. Estatística descritiva: tratamento da informação obtida com a organização e interpretação de dados em tabelas e gráficos. Significado e aplicação de medidas de tendência central (média, mediana e moda) e de dispersão (desvio-médio, desvio-padrão e variância).
A prova da FUVEST, na área de Geografia, objetiva avaliar o nível de apropriação e a capacidade da correta aplicação de um conjunto de conceitos e informações relativos ao espaço geográfico, que abrange sociedade e natureza em suas especificidades e interrelações. Esse tipo de conhecimento constitui-se no instrumental mínimo para introdução do indivíduo na análise, síntese e interpretação crítica da realidade contemporânea mundial e brasileira.
Assim, espera-se do candidato egresso do Ensino Médio não só a apropriação de repertório, informações e linguagem, em diversas escalas, relativos ao espaço geográfico, mas também a capacidade de experimentar, de forma crítica e coerente, alguns níveis de compreensão da produção e da transformação do mundo em que vive.
Os conceitos-chave com os quais a Geografia lida, seu vasto campo de investigação e suas abordagens multiescalares, permitem classificá-la como uma das áreas mais fecundas para o exercício da interdisciplinaridade e para a superação de leituras e interpretações fragmentadas da realidade.
Dessa forma, sem negligenciar os conteúdos e informações substanciais para tal superação, espera-se avaliar a capacidade do candidato quanto a:
-Caracterização e compreensão da sociedade e da natureza, em suas especificidades e interrelações.
-Compreensão do espaço geográfico: produção, paisagens, organização e transformação.
-Compreensão de fatos e processos sociais e naturais como fatos dinâmicos e analisáveis em diversas e complementares escalas de observação.
-Compreensão do mundo atual por meio dos processos de transformação que o trabalho social imprime à natureza.
-Identificação de relações entre a realidade brasileira e os processos gerais que regem a sociedade contemporânea, tanto no que se refere à natureza – apropriada, transformada e revalorizada – quanto no que se refere à sociedade propriamente dita.
-Conhecimento e utilização das técnicas de localização e representação do espaço geográfico.
I – O espaço mundial. Desigualdades sócio espaciais das atividades econômicas, população, trabalho e tempo livre, centros de poder e conflitos atuais.
1 – A distribuição territorial das atividades econômicas. A natureza como recurso para o desenvolvimento das atividades econômicas: extrativismo, coleta e produção agropecuária. A utilização dos recursos naturais e os impactos ambientais.
1.1 – Os processos de industrialização, urbanização e metropolização e o desenvolvimento desigual dos países.
1.1.1 – Os grandes centros econômicos e sua organização territorial: Estados Unidos, Japão e Europa Ocidental.
1.1.2 – Diversidade geográfica e socioeconômica da América Latina, África, Ásia e Oceania.
1.2 – A integração dos países pelas redes materiais e imateriais. As redes de transporte e a circulação de mercadorias e as redes imateriais: fluxos de informação, de comunicação e de capital financeiro.
2 – A população mundial: estrutura, dinâmica e mobilidade geográfica.
2.1 – Estrutura e dinâmica populacional, desemprego e exclusão social.
2.2 – Mobilidade populacional: migração de trabalhadores, fluxo de turistas e de refugiados políticos.
3 – Tempo livre: diferenças geográficas e sociais.
3.1 – O lazer e o entretenimento na sociedade atual: direito ao lazer e sua mercantilização.
3.2 – O turismo como atividade econômica e suas diversas formas.
3.3 – Os impactos sócio-ambientais da atividade turística.
3.4 – O esporte. A indústria cultural.
4 – Do mundo bipolar ao mundo multipolar.
4.1 – Surgimento e crise do mundo bipolar: as potências coloniais, a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, as superpotências, o movimento dos países não alinhados, a corrida armamentista e a Guerra Fria.
4.2 – Implicações geopolíticas da desestruturação da União Soviética: crise e desagregação da URSS e a reestruturação política do leste europeu.
4.3 – O mundo multipolar: a hegemonia mundial dos Estados Unidos e os novos pólos do poder mundial: Alemanha, França, Reino Unido, Japão, China e Rússia. As potências regionais: África do Sul, Brasil e Índia.
4.4 – A organização do poder econômico e político mundial: os principais organismos internacionais, os blocos econômicos regionais, os grandes grupos econômicos internacionais e as organizações não governamentais.
4.5 – A emergência de conflitos regionais e a questão das identidades sócio-culturais: étnicas, tribais e religiosas.
II – O espaço geográfico brasileiro. A formação do território, a distribuição territorial das atividades econômicas, população e participação do Brasil na ordem mundial.
1 – A formação do território brasileiro e a gênese das desigualdades sócio-espaciais contemporâneas. A produção de espaços vinculados ao comércio colonial exportador.
1.1 – Os espaços geográficos complementares à economia colonial exportadora.
1.2 – As fronteiras territoriais.
2 – A distribuição territorial das atividades econômicas.
2.1 – A natureza como recurso para o desenvolvimento das atividades econômicas.
2.1.1 – A exploração vegetal e a pesca.
2.1.2 – Os recursos minerais, as fontes de energia e os impactos ambientais.
2.1.2.1 – O modelo energético brasileiro.
2.2 – A diversidade regional da agricultura e da pecuária brasileira. Da subsistência à modernização agropastoril. A questão da propriedade territorial, das relações de produção e de trabalho.
2.2.1 – O complexo agro-industrial. A política agrícola e os mecanismos de financiamento das atividades no campo.
2.2.2 – A reforma agrária e os movimentos sociais no campo.
2.2.3 – A agricultura e os impactos ambientais.
2.3 – O processo de industrialização brasileiro.
2.3.1 – Gênese da indústria: a cafeicultura e a concentração de riqueza em São Paulo.
2.3.2 – O processo de industrialização, a concentração da atividade industrial no Brasil e a recente desconcentração espacial da indústria.
2.3.3 – A industrialização restringida, a substituição de importações e o desenvolvimento de pólos industriais e tecnológicos.
2.3.4 – O processo de industrialização e o desenvolvimento desigual das regiões brasileiras.
2.4 – O processo de urbanização e a constituição da rede urbana brasileira.
2.4.1 – O desenvolvimento metropolitano e as atividades de serviços.
2.4.2 – A produção científica e tecnológica no Brasil: as instituições de pesquisa.
2.4.3 – A urbanização e os impactos ambientais.
2.4.4 – Os movimentos sociais urbanos.
2.5 – As regiões brasileiras e o Estado de São Paulo.
3 – A população brasileira: estrutura, dinâmica e mobilidade geográfica.
3.1 – A formação da população brasileira. A questão indígena e as seqüelas da escravidão africana. A imigração européia e asiática.
3.2 – Estrutura e dinâmica da população brasileira, emprego, distribuição da renda e exclusão social. Os indicadores de qualidade de vida.
3.3 – A distribuição espacial da população, migrações internas e externas. Migração de trabalhadores, fluxo de turistas e de refugiados políticos.
4 – O Brasil na nova ordem mundial.
4.1 – Participação do Brasil nos organismos internacionais, sua relação com os centros hegemônicos mundiais e com blocos econômicos regionais.
4.1.1 – O Brasil e os Estados Unidos.
4.1.2 – O Brasil e a América Latina. A relação com os países amazônicos. A formação e o desenvolvimento do Mercosul.
4.1.3 – O Brasil e seus demais parceiros internacionais.
III – O planeta Terra: os climas e os ecossistemas terrestres, o relevo e a água na superfície terrestre.
1 – O planeta Terra.
1.1 – Origem do Universo e do planeta Terra: hipóteses explicativas.
1.1.1 – Movimentos principais da Terra e suas conseqüências.
1.2 – Estrutura interna da Terra.
1.2.1 – Os sismos e o conhecimento das camadas internas. A crosta terrestre e sua composição. Origem e evolução dos continentes e a deriva continental.
1.2.2 – A tectônica de placas: distribuição das placas na superfície terrestre e seus movimentos. Bordas de placas, atividade vulcânica e formação de montanhas.
1.3 – Natureza e origem das rochas.
1.3.1 – Minerais constituintes e tipos de rochas. O ciclo das rochas.
1.3.2 – As rochas, os fósseis e a escala do tempo geológico. A idade da Terra.
1.3.3 – Recursos minerais e sua distribuição. Origem e evolução dos depósitos de combustíveis fósseis.
1.3.4 – Recursos minerais no Brasil.
2.1 – O clima.
2.1.1 – A atmosfera: composição química.
2.1.2 – Temperaturas e circulação atmosférica. As mudanças de temperatura e os fatores geográficos. As precipitações.
2.1.3 – Tempo e clima. Zonalidade climática.
2.1.4 – O efeito estufa natural. As mudanças climáticas.
2.2 – A biosfera. Conservação, uso, manejo e estado atual dos ecossistemas.
2.2.1 – Distribuição geográfica dos climas e a distribuição da vegetação.
2.2.2 – Ecossistemas das zonas polares, temperadas frias, temperadas, áridas e de altitude.
2.2.3 – Os ecossistemas intertropicais e sua diversidade.
3 – O relevo terrestre.
3.1 – Fatores endógenos.
3.1.1 – Escudos e bacias sedimentares antigos e modernos e cadeias dobradas. Tipos de relevo associados.
3.1.2 – A formação das montanhas: falhas e dobras. Tipos de relevo associados.
3.1.3 – Vulcões e relevo vulcânico.
3.1.4 – Escala de unidades geomorfológicas: magnitude, tamanho e permanência.
3.1.5 – Origem e evolução da plataforma brasileira. Os tipos de relevo.
3. 2 – Fatores exógenos.
3.2.1 – Os ambientes terrestres e o modelado do relevo. Intemperismo e pedogênese.
3.2.2 – Morfogênese: formas e depósitos associados nos ambientes polares, temperados frios, temperados, intertropicais, áridos e de altitude.
3.2.3 – O modelado antrópico.
3.2.4 – O modelado do relevo brasileiro.
4 – A água na superfície terrestre.
4.1 – Oceanos e mares.
4.1.1 – A água em movimento: correntes marinhas, ondas e marés.
4.1.2 – O relevo e os ambientes submarinos.
4.1.3 – A temperatura e a salinidade como fatores de distribuição das espécies.
4.1.4 – A plataforma e as bacias oceânicas brasileiras: biodiversidade, recursos minerais e impactos ambientais.
4.1.5 – Formas resultantes da dinâmica marinha, dos fatores tectônicos e dos seres vivos na interface continente-oceano.
4.1.6 – O litoral brasileiro: os tipos de costa e sua evolução. Os ecossistemas costeiros: conservação, uso, manejo e estado atual.
4.2 – Os ambientes de água doce.
4.2.1 – A bacia hidrográfica como unidade de análise. A rede hidrográfica.
4.2.2 – Os sistemas fluviais: formas e depósitos. Os rios meandrantes e os deltas.
4.2.3 – A vida no ambiente fluvial.
4.2.4 – As bacias fluviais brasileiras: conservação, uso, manejo e estado atual.
4.2.5 – A água nos ambientes áridos e semi-áridos: rios anastomosados e leques aluviais.
4.2.6 – Lagos e águas subterrâneas. Tipos de lagos. A vida nos ambientes lacustres.
4.2.7 – Geleiras: formas e depósitos associados. A vida no ambiente glacial.
IV – A questão ambiental: Os ciclos globais, a agenda ambiental internacional e as políticas ambientais no Brasil.
1 – Os ciclos globais e o ambiente terrestre nas questões internacionais.
1.1 – Escala temporal das flutuações climáticas.
1.2 – O sistema climático tropical e o fenômeno ENSO (El Niño/Oscilação Sul).
1.2.1 – Episódios ENSO e o clima global: secas na África, desertificação, variabilidade das monções, atividade ciclônica no Atlântico e oscilações de temperatura na zona extratropical.
1.3 – Os resultados físicos das mudanças químicas: a intervenção antrópica. A Convenção sobre Mudanças Climáticas Globais.
1.3.1 – A intensificação do efeito estufa e o aquecimento global. O buraco na camada de ozônio. O Protocolo de Montreal.
1.3.2 – O uso intensivo do solo e a desertificação. A Convenção sobre Desertificação.
1.4 – Os países de megadiversidade biológica. A Convenção sobre Diversidade Biológica.
2 – A agenda internacional ambiental e o movimento ambientalista.
2.1 – A questão ambiental na ONU e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
2.2 – As Conferências internacionais sobre o ambiente.
2.2.1 – A participação do Brasil nas reuniões internacionais sobre o ambiente.
2.3 – A participação das organizações não governamentais ambientalistas em organismos internacionais.
2.3.1 – As diferentes visões do ambientalismo.
3 – Políticas públicas ambientais e o ambientalismo no Brasil.
3.1 – A institucionalização da temática ambiental no Brasil.
3.1.1 – A legislação ambiental brasileira.
3.1.2 – Os Conselhos sobre o meio ambiente e a participação da sociedade civil.
3.2 – Políticas de gestão dos recursos hídricos.
3.2.1 – Os Comitês de Bacia.
3.2.2 – O uso dos aqüíferos.
3.3 – Políticas de conservação da diversidade biológica brasileira.
3.3.1 – As unidades de conservação no Brasil.
3.3.2 – O acesso aos recursos genéticos do Brasil e o conhecimento desses recursos pelas comunidades locais.
3.4 – O ambientalismo no Brasil.
V – Representações do espaço geográfico
1.1 – Representações gráficas e cartográficas: confecção e utilização. Tabelas, gráficos, cartas, mapas, perfis, blocos-diagramas e maquetes: possibilidades de leituras, correlações e interpretações.
1.2 – Sistemas referenciais para localização espacial. O sistema de coordenadas terrestres.
1.3 – Cartografia.
1.3.1 – Hemisférios, fusos e zonas terrestres.
1.3.2 – Representação da superfície terrestre: projeções cartográficas, distorções e escalas. Tipos de mapeamentos temáticos.
1.3.3 – Cartografia como linguagem e sistematização de conhecimento estratégico.
1.3.4 – Cartografia e o uso de novas tecnologias: GPS, Produtos de sensoriamento remoto e SIGs.
A prova de Português visa a avaliar a capacidade do candidato para ler, compreender e interpretar criticamente textos de toda natureza – literários e não literários -, bem como a capacidade para mobilizar conhecimentos lingüísticos na produção de textos que atendam aos requisitos de adequação, correção, coesão e coerência.
O candidato deve, portanto, dominar a norma culta da língua escrita, reconhecer outras variedades lingüísticas, assim como possuir um certo repertório de leituras de textos literários, no nível próprio do concluinte do Ensino Médio.
No que se refere aos conhecimentos lingüísticos, tais competências supõem que o candidato domine os conteúdos dos itens seguintes:
1. Níveis de significação do texto: significação explícita e significação implícita, denotação e conotação.
2. Distinção entre variedades do português.
3. Norma ortográfica.
4. Morfossintaxe das classes de palavras:
4.1. flexão nominal;
4.2. flexão verbal: expressão de tempo, modo, aspecto e voz; correlação de tempos e modos;
4.3. elementos estruturais e processos de formação das palavras;
4.4. concordância nominal e verbal;
4.5. regência nominal e verbal;
4.6. pronomes;
4.7. advérbios;
4.8. conectivos: função sintática e valores lógico-semânticos.
5. Processos de organização da frase:
5.1. coordenação e subordinação;
5.2. reorganização de orações e períodos.
6. Citação de discursos: direto, indireto e indireto livre.
7. Organização do texto:
7.1. dissertação: fato e demonstração; argumento e inferência/relações lógicas;
7.2. narração: seqüenciação de eventos; temporalidade; causalidade;
7.3. descrição: simultaneidade / espacialidade na ordenação dos elementos descritores.
8. Estratégias de articulação do texto:
8.1. coesão lexical, referencial e articulação de enunciados de qualquer extensão;
8.2. paragrafação.
9. Recursos expressivos:
9.1. ritmo e sonoridade;
9.2. recursos morfológicos, léxicos e sintáticos.
10. Intertextualidade.
No que se refere aos textos literários, espera-se o conhecimento das obras representativas dos diferentes períodos das literaturas brasileira e portuguesa. O conhecimento desse repertório implica a capacidade de analisar e interpretar os textos, reconhecendo seus diferentes gêneros e modalidades, bem como seus elementos de composição, tanto aqueles próprios da prosa quanto os da poesia. Implica também a capacidade de relacionar o texto com o conjunto da obra em que se insere, com outros textos e com seu contexto histórico e cultural. Esse repertório de leituras inclui, entre outras, as abaixo discriminadas:
II. Literatura Brasileira
c) Romantismo: Gonçalves Dias (Poesias); Álvares de Azevedo (Noite na taverna, Lira dos vinte anos); Castro Alves (Espumas flutuantes, Os escravos); José de Alencar (Iracema, O guarani, Senhora); Manuel Antônio de Almeida (Memórias de um sargento de Milícias).
d) Realismo – Naturalismo: Machado de Assis (Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro, Papéis avulsos, Histórias sem data); Aluísio Azevedo (O cortiço); Raul Pompéia (O Ateneu).
1 – Prosa: José Lins do Rego (Fogo morto); Graciliano Ramos (São Bernardo, Vidas secas); João Guimarães Rosa (Sagarana, Primeiras estórias, Manuelzão e Miguilim); Jorge Amado (Capitães de areia); Clarice Lispector (Perto do coração selvagem, A legião estrangeira, A hora da estrela); Pedro Nava (Balão cativo); Rubem Braga (Crônicas – Contos); Dalton Trevisan (Cemitério de elefantes); Rubem Fonseca (Feliz ano novo).
2 – Poesia: Carlos Drummond de Andrade (Alguma poesia, A rosa do povo, Claro enigma); João Cabral de Melo Neto (Morte e vida severina, A educação pela pedra); Ferreira Gullar (Toda poesia).
III. Literatura Portuguesa
Conforme aprovado pelo Conselho de Graduação, em Sessões de 13.11.2008 e 25.03.2010, a lista unificada (USP/UNICAMP) de obras obrigatórias para leitura, em 2012, será:
Capitães de areia – Jorge Amado;
Antologia poética (com base na 2ª. ed. aumentada) – Vinícius de Moraes;
Na primeira fase, o exame constará de testes de múltipla escolha. Na segunda fase, além das questões que requerem respostas discursivas, será solicitada uma redação, cujas especificações se expõem a seguir:
A redação deverá ser, obrigatoriamente, uma dissertação, na qual se espera que o candidato demonstre capacidade de mobilizar conhecimentos e opiniões, argumentar coerentemente e expressar-se de modo claro, correto e adequado.
Na correção da redação, serão avaliados três aspectos (Tipo de texto e abordagem do tema, Estrutura e Expressão), sendo que a cada um deles poderão ser atribuídos 0, 1, 2, 3 ou 4 pontos.
1 – Tipo de texto e abordagem do tema
Verifica-se aqui se o texto do candidato configura-se como uma dissertação e se atende ao tema proposto. Pressupõe-se, então, que o candidato demonstre a habilidade de compreender a proposta de redação e, quando esta contiver uma coletânea, que ele se revele capaz de ler e de relacionar adequadamente os trechos que a integram. A simples paráfrase da coletânea, da proposta e/ou das instruções não é, em princípio, um recurso recomendável para o desenvolvimento adequado do tema. A elaboração de um texto que não seja dissertativo ou a fuga completa ao tema proposto farão com que a redação não seja objeto de avaliação em qualquer outro de seus aspectos, recebendo, portanto, nota zero em sua totalidade.
No que diz respeito ao desenvolvimento, verificar-se-á, além da efetiva progressão temática, também a capacidade critíco-argumentativa que a redação revele.
2 – Estrutura
Avaliam-se aqui, conjuntamente, os aspectos de coesão textual (nas frases, períodos e parágrafos) e de coerência das idéias. O grau de coerência reflete a capacidade do candidato para relacionar os argumentos e organizá-los de forma a deles extrair conclusões apropriadas e, também, sua habilidade para o planejamento e a construção significativa do texto. Serão considerados aspectos negativos a cópia ou a simples transposição de elementos da proposta, bem como a presença de contradições entre frases ou parágrafos, a falta de encadeamento das idéias, a circularidade ou quebra da progressão argumentativa, a falta de conclusão ou a presença de conclusões que não decorram do que foi previamente exposto. Serão tidos também como fatos negativos referentes à coesão, entre outros, o estabelecimento de relações semânticas impróprias entre palavras e expressões, assim como o uso inadequado de conectivos.
3 – Expressão
Avaliam-se nesse item o domínio do padrão culto escrito da língua e a clareza na expressão das idéias. Serão examinados aspectos gramaticais como ortografia, morfologia, sintaxe e pontuação. Espera-se que o candidato revele competência para expor com precisão os argumentos selecionados para a defesa do ponto de vista adotado e, também, que demonstre capacidade de escolher e utilizar expressivamente o vocabulário, evitando o uso abusivo de clichês ou frases feitas.
O exame tem por objetivo avaliar a capacidade de compreensão de textos autênticos em língua inglesa, cujo grau de dificuldade seja compatível com o ensino fundamental e médio. Os textos abordarão temas variados da realidade política, econômica e cultural do mundo contemporâneo. Poderão ser utilizados textos literários, científicos, de divulgação, jornalísticos ou publicitários.
As questões terão como meta principal medir a capacidade do candidato em inferir, estabelecer referências e promover relações entre textos e contextos, orações e frases. Nesse particular, serão prioritariamente tratados os aspectos gerais pertinentes ao tema, estrutura e propriedade dos textos. Poderão, ainda, ser avaliados os elementos lingüísticos relevantes à compreensão global e/ou parcial dos textos. Nesse sentido, poderão ser formuladas questões a partir de expressões e frases que sejam relevantes para a compreensão do texto.
Na medida de sua importância, para a compreensão dos textos, será exigido também o reconhecimento do vocabulário e de elementos gramaticais básicos.
ARQUITETURA – SÃO CARLOS
a) Período da manhã
FORMA E GEOMETRIA
LINGUAGEM E CONTEXTO
b) Período da tarde
MODELAGEM E ESPAÇO
A) FORMA E GEOMETRIA (25 pontos)
1) Construções Geométricas no Plano
1.1) Figuras geométricas planas: retas, circunferências e polígonos.
1.2) Ângulos, paralelismo e perpendicularidade.
1.3) Semelhança de figuras planas.
1.4) Concordância e tangência.
1.5) Divisão do segmento, do ângulo e do círculo.
1.6) Razões e proporções das figuras planas.
1.7) Relações métricas nos triângulos, polígonos e circunferências.
1.8) Transformações geométricas no plano – translação, rotação, reflexão e homotetia.
2) Construções Geométricas no Espaço Tridimensional
2.1) Retas e planos no espaço tridimensional.
2.2) Sólidos geométricos: prismas, cilindros, cones e respectivos troncos, poliedros e poliedros regulares.
2.3) Ângulos diédricos e poliédricos, paralelismo e perpendicularidade.
2.4) Modelos planos e poliedros.
2.5) Área superficial e volume de sólidos.
2.6) Relações métricas em sólidos.
3) Funções
3.1) Funções como instrumentos de avaliação de grandezas.
3.2) Gráficos de funções.
3.3) Equações e inequações – resoluções gráficas e algébricas.
B) LINGUAGEM E CONTEXTO (25 pontos)
1) Organização Visual no Plano
1.1) Elementos básicos de organização formal: ponto, linha e plano: cor, textura e contraste; composição e estrutura; modulação; proporção e escala; perspectiva.
1.2) Expressão e comunicação por meio das linguagens visuais.
2) Noções sobre a organização do ambiente construído, a partir de:
2.1) Experiência acumulada pelo candidato (vivência cotidiana) da função, do uso e do significado do espaço.
2.2) Possibilidades intuitivas do candidato em operar com os elementos básicos que configuram o ambiente construído – o edifício e a cidade.
C) MODELAGEM E ESPAÇO (50 pontos)
1) Noções intuitivas sobre operações na construção de modelos e objetos tridimensionais: adição, subtração, dobradura, encurvamento, furação, intersecção, tensionamento, torção.
2) Noções intuitivas sobre a relação entre o material e as suas possibilidades expressivas e construtivas na modelagem tridimensional.
3) Noções intuitivas de modelagem tridimensional a partir de elementos que compõem o ambiente construído.
4) Relações entre modelo tridimensional e as diversas possibilidades para a sua representação no plano.
1. O papel ou suporte para os trabalhos será fornecido no local das provas, acompanhando as definições dos temas e as instruções para cada tarefa.
Não será permitido, ao candidato, levar material de consulta ou de manuseio (como jornais, revistas, esboços, desenhos, fotografias, etc), devendo usar apenas aquele fornecido pela Banca Examinadora, se for o caso.
2) Os candidatos deverão trazer todo o tipo de materiais:
2.1) para expressão gráfica (em preto e branco e em cores): grafite de várias durezas, lápis de cor, nanquim, aquarela, guache, giz de cera, canetas hidrográficas, cola branca em bastão.
2.2) para construções geométricas: régua milimetrada 30 cm, esquadros 45° e 60°, compasso.
2.3) para confecção de modelos tridimensionais: estilete e ou tesoura, cola (somente branca ou isopor), fita adesiva, régua, base rígida para proteção de prancheta (20X30, no caso de uso de estilete).
ARQUITETURA – FAU – SÃO PAULO
A prova específica objetiva avaliar o potencial de raciocínio espacial do candidato e compõe-se de três partes, conforme segue:
a) GEOMETRIA E FUNÇÕES (35 pontos)
1. Construções Geométricas
1.1. Figuras geométricas – retas, circunferências, ângulos e polígonos.
1.2. Paralelismo e perpendicularidade.
1.3. Concordância e tangência.
1.4. Divisão de segmentos, ângulos e circunferências.
1.5. Partição de figuras planas em partes equivalentes e proporcionais.
1.6. Transformação geométrica no plano – translações, rotações, reflexões e homotetias.
2. Geometria Plana e Espacial
2.1. Relações geométricas em sólidos – representação plana e espacial, movimentos de translação e rotação.
2.2. Semelhança de figuras no plano e no espaço.
2.3. Medidas de segmentos, áreas e volumes de figuras geométricas.
2.4. Relações métricas em sólidos – poliedros e esferas.
3.1. Noção de função como instrumento de avaliação de grandezas.
3.2. Interpretação de gráficos de funções.
3.3. Equações e inequações – resoluções gráficas e algébricas.
b) LINGUAGEM BIDIMENSIONAL (30 pontos)
1. Noções de linguagem visual – ponto, linha, plano, forma, textura, cor, estrutura, composição, equilíbrio. Contraste, proporção, peso, ritmos, modulação.
2. Comunicação por intermédio da “linguagem visual”.
c) LINGUAGEM TRIDIMENSIONAL (35 pontos)
1. Representação de espaço da cidade – edifícios, meio ambiente, objetos, transporte, atividades humanas.
2. Representação de espaço da cidade em desenho e modelos tridimensionais.
MATERIAL PARA AS PROVAS
a) O material para execução dos trabalhos será fornecido no local das provas;
b) Os candidatos deverão trazer o seguinte material de desenho para tratamento em preto e branco ou cores: grafite, lápis de cor e/ou lápis cera (no mínimo 12 cores); não será permitido o uso de qualquer outro material de desenho;
c) Os candidatos também deverão trazer os seguintes instrumentos, materiais e complementos: esquadros (45º e 30/60º), compasso, régua milimetrada (30 cm no mínimo), opcionalmente régua “T” ou paralela, instrumento para apontar lápis, estilete e/ou tesoura, cartão para proteção da prancheta, no caso de uso de estilete (20×30 cm no mínimo), borracha, fita adesiva, cola (branca e/ou de isopor e/ou similares, araldite); não será permitido o uso de colas de contato e de “spray”.
1. Prova Escrita
Os candidatos deverão desenvolver uma reflexão a partir de tema a ser definido no momento da prova, podendo apoiar-se na seguinte bibliografia:
BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a Experiência e o Saber de Experiência. Rio de Janeiro: Revista Brasileira de Educação, nº 19, 2002, p. 20-28.
GUINSBURG, Jacó. “Diálogos sobre a natureza do teatro” in Da cena em cena, São Paulo, Perspectiva, 2001.
ROSENFELD, Anatol. “O fenômeno teatral” in Texto e Contexto, São Paulo, Perspectiva, 1996.
BROOK, Peter. O Teatro e seu Espaço. Petrópolis: Vozes, 1970.
2. Provas Práticas
Os candidatos, divididos em sub-grupos, participarão de aulas abertas que visam avaliar habilidades e competências relacionadas à aprendizagem e à prática da cena.
3. Prova Oral
Será feita perante a banca, versando sobre tema incluído na bibliografia.
Observação: Todos os livros existem na Biblioteca Central da Escola de Comunicações e Artes (ECA) USP.
COELHO, José Teixeira. O que é ação cultural. São Paulo, Brasiliense, 1989.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo, Paz e Terra, 1999.
SPOLIN, Viola. “Teoria e Fundamentação” in Improvisação para o teatro, São Paulo, Perspectiva, 1983.
As duas etapas – prática e escrita – da Prova Específica avaliam os conhecimentos do candidato sobre arte moderna e contemporânea, brasileira e internacional, bem como sua desenvoltura em linguagem visual. Na prova escrita, serão avaliados o domínio do candidato quanto aos conceitos de arte e teoria da arte e sua capacidade para desenvolver e interpretar tais conceitos. O critério de avaliação do exame prático é comparativo, tendo em vista a capacidade do aluno em adequar seus desenhos à temática proposta.
Relação de obras e sites para consulta
GULLAR, Ferreira. Vanguarda e Subdesenvolvimento, In __ , Vanguarda e Subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978, p. 27-99.
AMARAL, Aracy. Textos do Trópico de Capricórnio (artigos e ensaios, 1980-2005). São Paulo: Editora 34, 2006.
DUARTE, Luisa (org.). Paulo Sérgio Duarte. A trilha da trama e outros textos sobre arte. Coleção Pensamento Crítico. Rio de Janeiro: Fundação Nacional de Arte/Funarte, 2004.
FERREIRA, Glória (org.). Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Fundação Nacional de Arte/Funarte, 2006.
FERREIRA, Glória. COTRIN, Cecília (org.). Escritos de Artistas Anos 60/70. Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar, 2006.
NAVES, Rodrigo. A forma difícil. Ensaios sobre arte brasileira. São Paulo: Editora Ática, 1996.
www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/index.jsp
Para a etapa prática da Prova Específica de Artes Visuais, o candidato deverá trazer lápis grafite: H, 2B, 4B, 6B, lápis de cor, borracha, apontador de lápis.
A prova avaliará:
– a capacidade analítica do candidato em ler e interpretar exemplos de discursos audiovisuais que lhe serão apresentados no momento da prova;
– a capacidade do candidato em criar, por meio de composições de escrita, dramática, roteiros e/ou diálogos a partir de estímulos visuais, sonoros e/ou literários;
– a capacidade do candidato em analisar/criar e/ou composições visuais considerando relações de cromatismo, escala, perspectiva, luz e sombra, relações forma-fundo e narrativa pictórica com uso exclusivo de imagens.
BERNARDET, Jean-Claude. O que é Cinema. São Paulo, Brasiliense, 1980.
MACHADO, Arlindo. A TV Levada a Sério. São Paulo, SENAC, 2009.
MARTIN, Marcel. A linguagem cinematográfica. São Paulo, Brasiliense, 2003.
MCKEE, Robert. Story: Substância, estrutura, estilo e os princípios da escrita de roteiro. Curitiba, Arte e Letra, 2006.
XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 2008.
(Apenas Introdução e Capítulos 1, 2 e 3).
Material para as provas:
MÚSICA – SÃO PAULO
A Prova Teórica possui peso 2, será formulada de acordo com o conteúdo da Bibliografia e compreenderá os seguintes assuntos:
(a) História Geral da Música.
(b) Teoria da Música: reconhecimento e manipulação de: escalas maiores e menores; tonalidades; modos; intervalos; tríades; rítmicas mais recorrentes; claves; fórmulas de compasso; notação musical; sinais de expressão; terminologia musical; progressões harmônicas; notas auxiliares (notas estranhas ao acorde); cadências; análise harmônica.
(c) Percepção Musical: identificação pela audição de: melodias escritas a uma ou a duas vozes; intervalos; tríades; rítmicas mais recorrentes; progressões harmônicas; notas auxiliares; cadências.
(d) Educação Musical (somente para os candidatos ao curso de Licenciatura).
• História Geral da Música
BENNETT, Roy. Uma breve história da música. Cadernos de Música da Universidade de Cambridge. RJ: Jorge Zahar Ed., 1986.
GRIFFITHS, Paul. A música moderna: uma história concisa e ilustrada de Debussy a Boulez. RJ: Jorge Zahar, 1989.
GROUT, Donald e PALISCA, Claude. História da música ocidental. Lisboa, Gradiva, 1997.
MARIZ, Vasco. História da música no Brasil. 5.ed. RJ: Nova Fronteira, 2000.
MICHELS, Ulrich: Atlas de música: parte sistemática / parte histórica (dos primórdios ao Renascimento). Vol. I. Lisboa: Gradiva, 2003.
MICHELS, Ulrich: Atlas de música: del Barroco hasta hoy. Vol. II. Madrid: Alianza, 2002.
NEVES, José Maria. Música contemporânea brasileira. 2 ed. RJ: Contracapa, 2008.
ROSEN, Charles. A Geração Romântica. São Paulo: EDUSP, 2000.
ROSS, Scott. O Resto é ruído: escutando o século XX. São Paulo: Cia das Letras, 2009.
• Teoria da Música
BENNETT, Roy. Forma e estrutura na música. Cadernos de Música da Universidade de Cambridge. RJ: Jorge Zahar Ed., 1986.
BRISOLLA, Cyro Monteiro. Princípios de harmonia funcional. SP: Annablume, 2006.
LIMA, Marisa Ramires e FIGUEIREDO, Sérgio. Exercícios de teoria musical: uma abordagem prática. 6 ed ampliada e com CD. SP: Embraform, 2004.
PASCOAL, Maria Lúcia e PASCOAL, Alexandre. Estrutura tonal: Harmonia. Livro eletrônico: www.cultvox.com.br.
SCHOENBERG, Arnold. Fundamentos da composição musical. São Paulo: EDUSP, 2008.
SCHOENBERG, Arnold. Harmonia. SP: Editora Unesp, 2001.
TUREK, Ralph. The Elements of Music: Concepts and Applications. Vol. I. NY: McGraw-Hill, 1996.
BENWARD, Bruce e KOLOSICK, Timothy. Percepção Musical: prática auditiva para músicos. Série didático-musical. SP: Edusp / Editora da Unicamp, 2008.
HINDEMITH, Paul. Treinamento elementar para músicos. 4 ed. SP: Ricordi, 1988.
PRINCE, Adamo. A arte de ouvir: percepção rítmica. 2 volumes. RJ: Lumiar, 2002.
• Educação Musical (somente para os candidatos ao curso de Licenciatura)
BRITO, Teca Alencar de. Música na educação infantil: propostas para a formação integral da criança. SP: Ed. Peirópolis, 2003.
FONTERRADA, Marisa. De tramas e fios: um ensaio sobre música e educação. SP: Ed. Unesp, 2005.
SCHAFER, R. Murray. O ouvido pensante. SP: Editora da Unesp, 1991.
A Prova Prática será realizada individualmente, de acordo com as especificidades relacionadas a cada curso.
2.1. Para o Curso de Licenciatura em Educação Artística com Habilitação em Música
(a) Prova oral: Avalia a compreensão do candidato em relação às questões educacionais musicais, presentes na Bibliografia acima proposta, levando em consideração seu histórico. Possui peso 3.
(b) Leitura à primeira vista cantada de melodias indicadas pela banca examinadora: Avalia a capacidade da execução de linhas melódicas simples através do canto. O candidato deve entoá-las com afinação e fluência, pronunciando os nomes das notas. Possui peso 2.
(c) Execução, vocal ou ao instrumento indicado pelo candidato, de uma peça de livre escolha, do repertório erudito ou popular. Avalia a desenvoltura técnica, a compreensão e a interpretação musicais, bem como a expressão do conhecimento teórico, estilístico e histórico do candidato através da performance. A peça escolhida deverá ter um nível técnico compatível ou superior ao das Invenções e Sinfonias de J. S. Bach ou ao dos choros e valsas de Pixinguinha, Ernesto Nazareth e Edu Lobo. Possui peso 3.
2.2. Para o Curso de Bacharelado em Música com Habilitação em Composição
(a) Prova oral: Avalia a compreensão do candidato em relação à carreira, levando em consideração seu histórico. Possui peso 1.
(b) Leitura à primeira vista cantada de melodias indicadas pela banca examinadora: Avalia a capacidade de execução de linhas melódicas simples através do canto. O candidato deve entoá-las com afinação e fluência, pronunciando os nomes das notas. Possui peso 2.
(c) Leitura à primeira vista, ao piano, de um fragmento musical apresentado pela banca: Avalia a capacidade da execução à primeira vista ao piano. O candidato deve tocá-lo com fluência. Possui peso 1.
(d) Execução, ao instrumento indicado pelo candidato, de uma peça erudita de livre escolha, pertencente aos períodos Barroco, Clássico, Romântico, ou Século XX: Avalia a desenvoltura técnica, a compreensão e a interpretação musicais, bem como a expressão do conhecimento teórico, estilístico e histórico do candidato, através da performance. A peça escolhida deverá ter um nível compatível ou superior ao das Invenções e Sinfonias de J. S. Bach. Possui peso 2.
(e) Apresentação de uma composição original de sua autoria. A entrega da partitura da obra à banca é obrigatória. A apresentação da obra ao vivo ou a entrega de uma gravação são optativas: Avalia a produção artística do candidato. Possui peso 2.
2.3. Para o Curso de Bacharelado em Música com Habilitação em Regência
(c) Leitura à primeira vista ao piano de um trecho de coral SATB com as vozes separadas em quatro pentagramas: Avalia a capacidade da execução à primeira vista ao piano. O candidato deve tocá-lo com fluência. Possui peso 1.
(d) Leitura à primeira vista de uma obra sinfônica, reduzida ao piano por um componente da banca examinadora, que responderá à regência do candidato: Avalia a aptidão, o potencial, a desenvoltura motora e a compreensão musical do candidato. Possui peso 1.
(e) Execução, ao instrumento indicado pelo candidato, de uma peça erudita de livre escolha, pertencente aos períodos Barroco, Clássico, Romântico, ou Século XX: Avalia a desenvoltura técnica, a compreensão e a interpretação musicais, bem como a expressão do conhecimento teórico, estilístico e histórico do candidato, através da performance. A peça escolhida deverá ter um nível técnico compatível ou superior ao dos Prelúdios e Fugas do Cravo Bem Temperado de J. S. Bach. Possui peso 2.
(f) Identificação, através da audição, de trechos de algumas dentre as obras abaixo relacionadas, a serem indicadas pela banca examinadora: Avalia o conhecimento do candidato em relação ao repertório sinfônico. Possui peso 1.
– J. S. Bach: Suítes (Aberturas) – n. 3 BWV 1068 e n. 4 BWV 1069; Concertos Brandemburgueses – n. 3 BWV 1048, n. 5 BWV 1050 e n. 6 BWV 1051.
– W. A. Mozart: Sinfonias – n. 35 K. 385 “Haffner”, n. 38 K. 504 “Praga”, n. 40 K 550 e n. 41 K. 551 “Júpiter”; uma cena completa, com Recitativo e Ária, de uma dentre as três óperas: Così fan tutte, Le nozze di Figaro e Don Giovanni.
– L. van Beethoven: Sinfonias – n. 1 Op. 21, n. 3 Op. 55 “Heróica”, n. 6 Op. 68 “Pastoral” e n. 9 Op. 125 “Com Coros”.
– J. Brahms: Sinfonias – n. 1 Op. 68, n. 3 Op. 90 e n. 4 Op 98.
– P. I. Tchaikovsky: Sinfonias n. 4 Op. 36 , n. 5 Op. 64 e n. 6 Op. 74 “Patética”.
– A. Dvorák: Sinfonia No. 9 Op. 95 “Do Novo Mundo”.
– C. Debussy: Nocturnes (tríptico sinfônico com coro feminino); Prélude à l’après-midi d’un Faune.
– M. Ravel: Rapsódia Espanhola; Suíte do Balé Ma Mère l’Oye (Mamãe Gansa).
2.4. Para o Curso de Bacharelado em Música com Habilitação em Canto e Arte Lírica
(c) Programa: Execução vocal de duas obras: C. W. Gluck – Ária: O del mio dolce ardor; e uma peça de livre escolha, que se enquadre nas opções abaixo relacionadas: Avalia a aptidão, o potencial, a desenvoltura técnica, a compreensão e a interpretação musicais, bem como a expressão do conhecimento teórico, estilístico e histórico do candidato através da performance. Possui peso 5.
– Canção de câmara brasileira
– Lied ou canção do período Romântico
– Ária de ópera, oratório ou cantata
Observação: O candidato deverá comparecer preferivelmente acompanhado por um pianista apto a executar as obras do programa, às suas expensas.
2.5. Para o Curso de Bacharelado em Música com Habilitação em Instrumento
Todos os candidatos ao Curso de Bacharelado em Música com Habilitação em Instrumento realizarão as seguintes atividades:
(a) Prova oral: Avalia a compreensão do candidato em relação à carreira, levando em consideração seu histórico. Possui peso 2.
(b) Leitura à primeira vista cantada de melodias indicadas pela banca examinadora: Avalia a capacidade de execução de linhas melódicas simples através do canto. O candidato deve entoá-las com afinação e fluência, pronunciando os nomes das notas. Possui peso 1.
(c) Execução das peças indicadas no programa do instrumento escolhido, listadas a seguir: Avalia a aptidão, o potencial, a desenvoltura técnica, a compreensão e a interpretação musicais, bem como a expressão do conhecimento teórico, estilístico e histórico do candidato através da performance. Possui peso 5.
2.5.1. Flauta
(c1) Cécile Chaminade: Concertino, Op. 107.
(c2) W. A. Mozart: Primeiro movimento do Concerto em Sol Maior, K. 313.
(c3) Uma peça de livre escolha.
2.5.2. Oboé
(c1) Escolher uma entre as duas obras abaixo relacionadas:
– W. A. Mozart: Primeiro movimento do Concerto em Dó Maior;
– J. Haydn: Primeiro movimento do Concerto em Dó Maior.
(c2) Uma peça de livre escolha.
2.5.3. Clarineta
(c1) W. A. Mozart: Primeiro movimento do Concerto em Lá Maior, K. 622.
2.5.4. Fagote
(c1) W. A. Mozart: Primeiro movimento do Concerto em Si b Maior, K. 191.
2.5.5. Trompa
(c1) Escolher uma entre as três obras abaixo relacionadas:
– W. A. Mozart: Primeiro movimento do Concerto n. 3 para trompa e orquestra;
– W. A. Mozart: Primeiro movimento do Concerto n. 4 para trompa e orquestra;
– L. van Beethoven: Sonata para trompa e piano.
2.5.6. Trompete
– A. Goedicke: Concert Study;
– P. Hindemith: Sonata;
– F. Thome: Fantasy.
(c2) Uma obra selecionada entre os seguintes compositores: Osvaldo Lacerda, J. Barat, G. P. Telemann, J. Haydn, J. N. Hummel, E. Bozza, F. Neruda, G. Torelli, A. Corelli, G. Ropartz, G. Balay, J. Ibert, G. Enesco, H. Purcell, O. Ketting.
2.5.7. Trombone
(c1) A. Guilmant: Morceau Symphonique.
2.5.8. Percussão
(c1) Morris Goldenberg: Farfel’s Gavotte do livro 12 Progressive Solos for Snare Drum.
(c2) Jacques Delecluse: Test-Claire.
(c3) Uma peça de livre escolha para teclados (Marimba, Vibrafone, Xilofone) com duas ou quatro baquetas.
(c4) Leitura à primeira vista ao teclado (duas baquetas) de peça indicada pela banca examinadora
2.5.9. Violino
(c1) R. Kreutzer: Estudo n. 8, em Mi Maior (dos 42 Estudos). Obs.: Numeração de acordo com a edição Internacional Music, de I. Galamian. (Partitura disponível nos sites www.cmu.eca.usp.br /vestibular e www.musica.ccrp.usp.br.)
(c2) Primeiro movimento de um Concerto, com cadenza, a escolher entre:
– G. B. Viotti: Concerto n. 22, em Lá menor;
– G. B. Viotti: Concerto n. 23, em Sol Maior;
– W. A. Mozart: Concerto n. 3, em Sol Maior;
– W. A. Mozart: Concerto n. 4, em Ré Maior;
– W. A. Mozart: Concerto n. 5, em Lá Maior;
– J. Haydn: Concerto em Sol Maior;
– J. Haydn: Concerto em Dó Maior.
2.5.10. Viola
(c1) J. S. Bach: Prelúdio da Suíte n. 3, em Dó Maior (transcrição da Suíte n. 3 para violoncelo).
2.5.11. Violoncelo
(c1) C. Saint-Saëns: O Cisne.
(c2) F. A. Kummer: Estudo n.1, dos 10 Études Mélodiques, Op. 57.
2.5.12. Piano
(c1) J. S. Bach: Um Prelúdio e Fuga do Cravo Bem Temperado, volume I ou II.
(c2) Um movimento em andamento vivo de Sonata de Haydn, Mozart ou Beethoven.
(c4) Leitura à primeira vista ao piano de peça indicada pela banca examinadora.
2.5.13. Violão
(c1) Fernando Sor: Minueto Op. 11 nº 4
(c2) Uma obra selecionada entre os seguintes compositores: Dionísio Aguado, Fernando Sor (exceto Minueto Op. 11 nº 4), Mauro Giuliani, Napoleón Coste, Giulio Regondi, Francisco Tárrega, Agustín Barrios, Heitor Villa-Lobos, Manuel Ponce, Mario Castelnuovo-Tedesco, Joaquín Turina, Federico Moreno Torroba, Alexandre Tansman, Abel Carlevaro e Leo Brouwer.
2.5.14. Viola caipira
(c1) C. Guerra – Peixe: Prelúdio n. 5 (Ponteado Nordestino); (Partitura disponível nos sites www.cmu.eca.usp.br/vestibular e www.musica.ccrp.usp.br)
2.5.15. Órgão
(c1) Um movimento em andamento vivo de Sonata de Haydn, Mozart ou Beethoven, executado ao piano.
(c2) Uma peça de livre escolha, executada ao órgão.
MÚSICA – RIBEIRÃO PRETO
A Prova Escrita será individual e constará de questões referentes aos fundamentos de História da Música Universal e Brasileira, Teoria e Percepção Musical. A Prova Prática será individual e constará de:
a. Execução, em canto e/ou no(s) instrumento(s) escolhido(s) pelo candidato, de pelo menos duas peças de sua livre escolha, preferencialmente de períodos históricos ou estilos diferentes. O candidato deve trazer seu instrumento, exceto no caso de piano. Recomenda-se que o candidato traga três cópias das partituras das músicas que vai executar para deixá-las à disposição da banca examinadora;
b. Leitura cantada e/ou no instrumento escolhido, a primeira vista, de trechos de peças, exercícios técnicos, melodias ou ritmos indicados pela banca examinadora;
c. Entrevista com o candidato para avaliar sua compreensão da carreira, analisar o histórico de estudos e apresentações musicais realizadas. A banca poderá também examinar composições próprias do candidato, e, neste caso, recomenda-se que ele traga sua(s) partitura(s).
ANEXO III – TABELA DE CARREIRAS E PROVAS
M-Matemática; F- Física; Q-Química; B-Biologia; H-História; G-Geografia
PROVAS DA 2ª FASE – 3º DIA
1) Engenharia na Escola Politécnica – São Paulo
M, F, Q
2) Matemática e Física – São Paulo (Licenciatura)
3) Matemática (Bach. e Lic.), Matemática Aplicada e Computação Científica e Bacharelado em Estatística – São Carlos
4) Ciências Exatas – São Carlos (Licenciatura)
5) Computação (Bach.) São Paulo e Sistemas de Informação (Bach.) – USP Leste – São Paulo
6) Informática – São Carlos
7) Informática Biomédica – Ribeirão Preto
8) Engenharia Civil – São Carlos
9) Engenharia Elétrica e Computação São Carlos: Engenharia de Computação, Engenharia Elétrica – Ênfases Eletrônica e Sistemas de Energia e Automação e Bacharelado em Ciências de Computação do ICMC
10) Engenharia Ambiental – São Carlos
11) Engenharia Aeronáutica – São Carlos
12) Engenharia – São Carlos: Engenharia Mecânica; Engenharia Mecatrônica e Engenharia de Produção Mecânica
13) Engenharia de Materiais e Manufatura – São Carlos
14) Física – São Paulo e São Carlos (Bach.), Meteorologia e Astronomia (Bach.), Geofísica, Matemática e Estatística (Bach.), Matemática Aplicada e Matemática Aplicada e Computacional (Bach.) – São Paulo e Física Computacional (Bach.) – São Carlos
15) Física Médica – Ribeirão Preto
16) Geologia
17) Lic. em Geociências e Educação Ambiental
18) Química (Bacharelado e Licenciatura) – São Paulo
19) Licenciatura em Química – São Paulo
20) Bacharelado em Química Ambiental – São Paulo
21) Química (Bacharelado e Bacharelado com Atribuições Tecnológicas com Ênfase em Alimentos, Ambiental, Gestão de Qualidade e Materiais) – São Carlos
22) Química (Bacharelado ou Bacharelado com Habilitação em Química Forense ou Bacharelado com Habilitação em Química Tecnológica, Biotecnologia e Agroindústria) – Ribeirão Preto
23) Química (Licenciatura) – Ribeirão Preto
24) Engenharia de Alimentos – Pirassununga
25) Engenharia de Biossistemas – Pirassununga
26) Oceanografia – São Paulo
M, Q, B
27) Matemática Aplicada – Ribeirão Preto
28) Ciências Biomoleculares – São Carlos
29) Ciências da Natureza – USP Leste – SP
F, Q, B
30) Engenharia de Materiais – Lorena
31) Engenharia Química – Lorena
32) Engenharia Bioquímica – Lorena
33) Engenharia Ambiental – Lorena
34) Engenharia de Produção – Lorena
35) Engenharia Física – Lorena
1) Ciências Biológicas – São Paulo
2) Ciências Biológicas – Ribeirão Preto
3) Ciências Biológicas – Piracicaba
4) Medicina – São Paulo
Q, B, F
5) Ciências Médicas – Ribeirão Preto
Q, B, G
6) Educação Física (Bacharelado e Licenciatura) e Esporte (Bacharelado) – São Paulo
F, B, H
7) Educação Física – Bacharelado (Ribeirão Preto)
8) Enfermagem – São Paulo
9) Enfermagem – Ribeirão Preto
Q, B, H
10) Engenharia Agronômica – Piracicaba
11) Engenharia Florestal – Piracicaba
12) Ciências dos Alimentos – Piracicaba
13) Farmácia-Bioquímica – São Paulo
14) Farmácia-Bioquímica – Ribeirão Preto
15) Fisioterapia – São Paulo
F, B, G
16) Fisioterapia – Ribeirão Preto
17) Fonoaudiologia – São Paulo
18) Fonoaudiologia – Bauru
19) Fonoaudiologia – Ribeirão Preto
20) Medicina Veterinária – São Paulo
21) Medicina Veterinária – Pirassununga
22) Nutrição
23) Nutrição e Metabolismo – Ribeirão Preto
24) Odontologia – São Paulo
25) Odontologia – Ribeirão Preto
B, Q
26) Odontologia – Bauru
Q, F, B
27) Psicologia – São Paulo
M, B, H
28) Psicologia – Ribeirão Preto
29) Terapia Ocupacional – São Paulo
30) Terapia Ocupacional – Ribeirão Preto
31) Zootecnia – Pirassununga
32) Gerontologia – USP Leste – SP
33) Obstetrícia – USP Leste – SP
34) Ciências da Atividade Física – USP Leste – SP
35) Saúde Pública – São Paulo
B, M, G
36) Ciências Biomédicas – São Paulo
B, Q, M
1) Artes Cênicas (Bacharelado)
2) Artes Cênicas (Licenciatura)
3) Artes Visuais (Bacharelado e Licenciatura)
4) Música – São Paulo
5) Música – Ribeirão Preto
6) Audiovisual
7) Editoração
8) Jornalismo
9) Publicidade e Propaganda
M, H, G
10) Relações Públicas
11) Biblioteconomia
12) Turismo
13) Licenciatura em Educomunicação
14) Arquitetura – São Paulo
F, H, G
15) Arquitetura – São Carlos
16) Administração – Ribeirão Preto
17) Ciências Contábeis – Ribeirão Preto
19) Economia, Administração, Ciências Contábeis e Atuária – São Paulo
20) Economia – Ribeirão Preto
21) Economia Empresarial e Controladoria – Rib. Preto
22) Economia – Piracicaba
23) Gestão Ambiental – Piracicaba
24) Direito – São Paulo e Ribeirão Preto
25) Relações Internacionais (Bacharelado)
26) Ciências da Informação e da Documentação (Bach.) – Ribeirão Preto
27) Ciências Sociais
28) Filosofia
29) Geografia
30) História
31) Letras – Básico
32) Pedagogia – São Paulo
33) Pedagogia – Ribeirão Preto
34) Gestão Ambiental – USP Leste – SP
Q, F, G
35) Gestão de Políticas Públicas – USP Leste – SP
36) Lazer e Turismo – USP Leste – SP
37) Marketing – USP Leste – SP
38) Têxtil e Moda – USP Leste – SP