Source: https://ru.scribd.com/document/66056841/FAQ-ANQIP-Projectos-Redes-Prediais-de-Drenagem-de-Aguas-Residuais-Final
Timestamp: 2019-09-19 19:04:30+00:00
Document Index: 66795437

Matched Legal Cases: ['artigo 217', 'artigo 255', 'artigo 218', 'artigo 217', 'artigo 233', 'artigo 232', 'artigo 235', 'artigo 233', 'artigo 236', 'artigo 247', 'artigo 262']

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DIMENSIONAMENTO BOMBA ÁGUAS RESIDUAIS DOMÉSTICAS PREDIAIS
Projeto SafeConsumE
Manual de Tecnologias de Saneamento Basico Apropriadas a Pequenos a
ANQIP ASSOCIAO NACIONAL PARA A QUALIDADE NAS INSTALAES PREDIAIS
Projecto de Redes Prediais de Drenagem de guas Residuais
Quais os materiais adequados para a concepo das redes? ................................ 2 Quais os critrios de dimensionamento dos ramais de descarga individuais? .... 3 obrigatrio a utilizao de caixas de reunio, tambm designadas por caixa de pavimento ou sifo de pavimento?............................................................................. 4 Normalmente, devido utilizao de sifes de pavimento, verifica-se dupla sifonagem nos dispositivos. Esta prtica correcta?.............................................. 4 Quais as condies de assentamento em tubagens de drenagem de guas residuais? ...................................................................................................................... 5 Quais as condies de ligao dos ramais de descarga aos tubos de queda? .... 6 Como devo prever a ventilao secundria dos ramais individuais?..................... 7 Como posso garantir que toda a rede dispe de ventilao primria? .................. 7 Como garantir que os tubos de queda e as colunas de ventilao tenham uma ventilao adequada? .................................................................................................. 8 O que so vlvulas de admisso de ar?..................................................................... 9 Qual o dimetro mnimo que devo prever para tubos de queda? ........................... 9 Em que zonas do tubo de queda se devem colocar bocas de limpeza? .............. 10 Como se deve executar uma mudana de direco em tubos de queda? ........... 10 Como se deve proceder ligao dos dispositivos que se encontram nos pisos inferiores dos edifcios multifamiliares rede predial de drenagem de guas residuais? .................................................................................................................... 11 Como deve ser realizada a ligao do tubo de queda ao colector predial? ......... 12 Qual o dimetro mnimo em colectores prediais? .................................................. 12 Existe alguma regra para a implantao de cmaras de inspeco? ................... 12 Quais os cuidados a ter no dimensionamento de estaes elevatrias para guas residuais em redes prediais? ......................................................................... 13
Associao Nacional para a Qualidade nas Instalaes Prediais
Av. Ferno de Magalhes n. 151 4 B 3000-176 Coimbra Portugal
T 913 666 922 . 234 370 049 F 239 852 829 . 234 370 094 E anqip@mail.telepac.pt/anqip@civil.ua.pt
Quais os materiais adequados para a concepo das redes?
Para redes enterradas, redes de introduo no edifcio.
Polipropileno (PP) (corrugado, para dimetros iguais ou superiores a DN/OD 125) Policloreto de vinilo (PVC-U) Corrugado Ferro fundido (FF) (com revestimentos adequados) Grs Policloreto de vinilo (PVC-U) com parede estruturada Polipropileno (PP) com parede estruturada
Para redes elevadas, interior da habitao.
Polipropileno (PP) Ferro fundido (FF) Polietileno de alta densidade (PEAD) Policloreto de vinilo (PVC-U), Srie B ou BD Polipropileno com parede estruturada Policloreto de vinilo (PVC-U) com parede estruturada
O PVC rgido srie fria, fabricado de acordo com a Norma Portuguesa NP 1487, no satisfaz o Decreto-lei n 4/2007 de 8/01 no que se refere ao esgoto de guas com temperaturas superiores a 30C, deixou tambm de ser Homologado pelo LNEC, o que significa que no um produto certificado. As tubagens interiores em PVC devem cumprir as normalizaes europeias EN1329 ou EN1453. Estas tubagens no so classificadas por classe de presso, mas sim pela zona de aplicao.
Zonas de aplicao de tubagens com normalizao europeia:
Srie B rea de aplicao das tubagens utilizadas para instalaes areas e na estrutura do edifcio.
Srie D - rea de aplicao das tubagens enterradas no solo sob a estrutura do edifcio, at um metro de distncia deste e que se destinam a fazer ligao ao sistema de esgotos enterrado (em Portugal este sistema tem pouco uso).
Srie U rea de aplicao das tubagens exteriores enterradas a mais de 1 metro do edifcio (em Portugal este sistema tem pouco uso).
Srie BD Tubagens com aplicao quer na rea de aplicao correspondente srie B e srie D.
Srie UD - Tubagens com aplicao quer na rea de aplicao correspondente srie D e srie U.
Seja qual for o material a utilizar, dever garantir que o mesmo satisfaz as certificaes ou normalizaes aplicveis.
Quais os critrios de dimensionamento dos ramais de descarga individuais?
Os ramais de descarga individuais podem ser dimensionados para seco cheia ou meia seco, sendo esta ltima opo a mais recomendvel (de acordo com o Sistema I da Norma Europeia EN 12056-2). Deve-se ter em ateno as limitaes do dimensionamento a seco cheia, sendo que o RGSPPDADAR apresenta no anexo XVI estas limitaes atravs de um grfico e a EN12056-2 apresenta, atravs de uma tabela, as limitaes por dispositivo.
A ANQIP recomenda a adopo de um dimetro mnimo de 50 mm, para a maioria dos dispositivos e a limitao de comprimento, desde o dispositivo at insero no tubo de queda ou colector predial, de 4 metros para ramais sem ventilao secundria.
obrigatrio a utilizao de caixas de reunio, tambm designadas por caixa de pavimento ou sifo de pavimento?
A utilizao deste acessrio tornou-se uma tradio em Portugal, sendo utilizado por grande parte dos profissionais do sector e apenas por isso existe a confuso entre a frequente utilizao e obrigatoriedade da utilizao deste acessrio.
O artigo 217 do RGSPPDADAR afirma que a ligao de vrios aparelhos sanitrios a um mesmo ramal de descarga pode ser feita por meio de forquilhas ou caixas de reunio. Logo os ramais de descarga podem ser unidos atravs de forquilhas sendo a partir deste ponto considerado como ramal de descarga no individual.
Neste mesmo artigo existe uma excepo que deve ser considerada quando existe a necessidade da ligao de ramais de urinis a ramais de gua de sabo, pois nestes casos afirma-se que os primeiros devem ser normalmente independentes, podendo ser ligados aos ramais de guas de sabo por caixas de reunio.
Normalmente, devido utilizao de sifes de pavimento, verifica-se dupla sifonagem nos dispositivos. Esta prtica correcta?
Esta prtica proibida regulamentarmente, segundo o artigo 255 do RGSPPDADAR: proibida a dupla sifonagem nos sistemas de guas residuais domsticas e pluviais.
Para corrigir esta situao deve ser especfico no projecto a localizao do sifo e a nota de que esta pratica no correcta. Esta situao verifica-se frequentemente nas cozinhas, onde, devido mquina, se utiliza sifo de pavimento e, na instalao do lava-loias, aplicado tambm o sifo que vem juntamente com o dispositivo. De forma a evitar estas situaes, recomenda-se a sifonagem apenas da mquina no sifo de pavimento ou a utilizao de sifes de mquina, j disponveis em alguns fabricantes, sendo a caixa de pavimento apenas de passagem.
Quais as condies de assentamento em tubagens de drenagem de guas residuais?
De acordo com os artigos 219, 223, 234, 242 e 249 do RGSPPDADAR, a rede predial de drenagem de guas residuais pode ser embutida, colocada vista, visitvel em tectos falsos ou galerias, ou enterrada. Do mesmo modo que a colocao das tubagens no pode afectar a resistncia dos elementos estruturais do edifcio nem das canalizaes.
Recomenda-se a colocao dos ramais de descarga nas paredes ou na camada de enchimento (com envolvimento do tubo em papel kraft ou similar), de modo a ser possvel a sua reparao ou substituio em caso de anomalia. Observa-se frequentemente a colocao dos ramais das bacias de retrete e dos ramais no individuais embutidos na laje estrutural. Esta prtica pode colocar em causa o cumprimento dos artigos em cima anunciados e torna impossvel uma reparao ou substituio das tubagens sem danificar a estrutura do edifico.
No caso particular dos tubos de queda, o RGSPPDADAR refere que estes devem estar localizados, de preferncia, em galerias verticais facilmente acessveis. De facto, chama-se a ateno de quem participa na elaborao da arquitectura do edifcio para a colocao de galerias verticais (courettes) perto de todas as instalaes com dispositivos consumidores de gua, para a passagem de tubos de queda, colunas de ventilao e tubagens de gua, de modo a no ser necessrio o atravessamento de lajes ou de vigas.
Quais as condies de ligao dos ramais de descarga aos tubos de queda?
O RGSPPDADAR indica, no artigo 218, que as ligaes dos ramais de descarga ao tubo de queda devem ser realizadas por meio de forquilhas. Indica ainda que no permitida a ligao de ramais de descarga de bacias de retrete e de guas de sabo, no mesmo plano horizontal do tubo de queda, com forquilhas de ngulo de insero superior a 45. Deve notar-se que, sempre que possvel, se devem utilizar forquilhas de ngulo 87 30 ou 67 30 ou ts de ramal curvo.
Figura 1 T de ramal curvo (esquerda), forquilha 67 30 (meio) e forquilha 87 30 (direita)
normal verificar-se em obra, devido dificuldades de execuo, a ligao dos ramais de descarga de guas de sabo aos ramais de descarga das bacias de retrete, de modo a existir apenas uma forquilha no tubo de queda em vez de uma forquilha para o ramal da bacia de retrete e outra para o ramal de guas de sabo. Esta prtica limitada regulamentarmente, pois o artigo 217 do RGSPPDADAR, indica que os ramais de descarga de guas de sabo ou de urinis s podem ser ligados a ramais de descarga de bacias de retrete desde que seja assegurada a adequada ventilao secundria dos primeiros. Para corrigir esta situao, nos casos em que se verifique que a arquitectura do edifcio no permite a colocao de duas forquilhas no tubo de queda, deve-se prever a ventilao secundria dos dispositivos de guas de sabo ou urinis ou ento prever um tubo de queda para bacias de retrete e outro para os restantes dispositivos. Recomenda-se o mximo de duas ligaes por piso e por tubo de queda.
Como devo prever a ventilao secundria dos ramais individuais?
A ventilao dos ramais individuais pode ser efectuada com recurso a ramais de ventilao secundria e colunas de ventilao ou, em alternativa, com a utilizao de vlvulas de admisso de ar ou de sifes com vlvula de admisso de ar j incorporada.
Chama-se a ateno que a ventilao deve ser executada a jusante da sifonagem (sentido do escoamento), pois a ventilao antes do fecho hdrico no evita o desferrar do sifo.
Como posso garantir que toda a rede dispe de ventilao primria?
Todos os colectores prediais devem dispor de ventilao primria. Esta ventilao garantida pelos tubos de queda ou por colunas de ventilao a montante da rede de colectores.
O RGSPPDADAR no define nenhum mtodo para o dimensionamento destas colunas de ventilao. A ANQIP recomenda que seja utilizado o mtodo de clculo das ventilaes dos ramais de descarga, que indica que o dimetro das ventilaes no deve ser inferior a 2/3 do dimetro das tubagens de drenagem de guas residuais.
Como garantir que os tubos de queda e as colunas de ventilao tenham uma ventilao adequada?
recorrente verificar que o artigo 233 do RGSPPDADAR, no que diz respeito abertura para o exterior das ventilaes, no cumprido. Este facto pode ser minorado com um correcto esclarecimento e pormenorizao na fase de projecto. Este artigo refere que a abertura para o exterior dos tubos de queda deve:
Localizar-se a 0.5 m acima da cobertura da edificao ou quando esta for terrao, 2 m acima do seu nvel; Exceder, pelo menos, 0.2 m o capelo da chamin que se situar a uma distncia inferior a 0.5 m da abertura; Elevar-se, pelo menos, 1 m acima das vergas dos vos de qualquer porta, janela ou fresta de tomada de ar, localizadas a uma distncia inferior a 4 m; Ser protegida com rede para impedir a entrada de matrias slidas e de pequenos animais.
Tal como foi referido nas condies de assentamento de tubagens para as courettes, a arquitectura do edifcio deve ter em ateno a necessidade de prever chamins para a correcta ventilao dos tubos de queda sem colocar em risco a propagao de cheiros para o interior do edifcio. Quando no existirem chamins nem possibilidade de cumprir as distncias regulamentares, podem colocar-se vlvulas de admisso de ar no topo dos tubos de queda ou colunas de ventilao. Estas apenas necessitam de estar colocadas em locais ventilados, podendo estar colocadas em tectos falsos, desvos e em resguardos na parede com a colocao de grelhas. As vlvulas de admisso de ar devem ser colocadas na vertical, numa cota superior em 100 mm do nvel de descarga da instalao para ramais e em 150 mm para tubos de queda e colectores prediais. Recomenda-se que exista sempre uma abertura para o exterior, especialmente em edifcios altos, de modo a minimizar as presses positivas da rede.
O que so vlvulas de admisso de ar?
Uma vlvula de admisso de ar um dispositivo que impede a sada do ar e dos cheiros das tubagens, garantido que sempre que necessrio existe entrada de ar nas tubagens.
Estes dispositivos tm vrias dimenses e podem ser colocados quer em ramais de descarga, como em tubos de queda ou colunas de ventilao. Existem tambm sifes com esta vlvula j incorporada. J existem vrios fabricantes e podem ser facilmente encontradas no mercado.
Estes dispositivos devem ser dimensionados de acordo com a EN 12056-2.
Qual o dimetro mnimo que devo prever para tubos de queda?
O RGSPPDADAR indica no artigo 232 que o dimetro mnimo dos tubos de queda o maior dimetro dos ramais a eles ligados, com um mnimo de 50 mm. A EN12056-2 indica como dimetro mnimo DN100 para tubos de queda onde esto ligadas bacias de retrete e DN60 para os restantes casos. De qualquer modo no poder existir qualquer reduo de dimetro no sentido do escoamento. De referir que a regulamento da entidade gestora pode definir outros dimetros mnimos, como acontece em Aveiro, onde o mnimo 75 mm.
Em que zonas do tubo de queda se devem colocar bocas de limpeza?
O artigo 235 do RGSPPDADAR indica que em tubos de queda obrigatria a instalao de bocas de limpeza nos seguintes casos:
Nas mudanas de direco, prximo das curvas de concordncia; Na vizinhana da mais alta insero dos ramais de descarga no tubo de queda; No mnimo de trs em trs pisos, junto da insero dos ramais de descarga respectivos, sendo aconselhvel em todos os pisos; Na sua parte inferior, junto s curvas de concordncia com o colector predial, quando no foi possvel instalar uma cmara de inspeco.
Como se deve executar uma mudana de direco em tubos de queda?
De acordo com o artigo 233 do RGSPDADAR, quando necessrio executar uma mudana de direco superior a 10 no tubo de queda, o troo de fraca pendente deve ser tratado como colector predial. Isto significa que o troo de fraca pendente dever ter um dimetro mnimo de 100 mm e uma inclinao entre os 10 e 40 mm/m e que os troos verticais, a montante e a jusante, representam dois tubos de queda, um que recebe as drenagens superiores e termina no troo de fraca pendente e outro que recebe as drenagens inferiores e tambm liga o troo de fraca pendente aos colectores prediais. Como se trata de dois tubos de queda, tem que se prever duas sadas para o exterior, de modo a garantir a ventilao adequada. A ventilao primria do troo inferior (tubo de queda a jusante) pode no ser realizada em edifcios de pequena altura, desde que se garanta, nas ligaes de ramais de descarga, distncias mnimas de 1 metro das curvas de transio entre o colector e os tubos de queda.
Como se deve proceder ligao dos dispositivos que se encontram nos pisos inferiores dos edifcios multifamiliares rede predial de drenagem de guas residuais?
Os dispositivos que se encontrem a uma cota superior em 10 da base do tubo de queda, no devem ligar ao tubo de queda, devido s presses positivas que ocorrem no mesmo. As ligaes dos ramais de descarga devem ser realizadas directamente no colector predial a uma distncia mnima de 10 da base do tubo de queda. Esta situao pode ser resolvida igualmente com uma circum-ventilao,
principalmente em edifcios de grande altura. A circum-ventilao uma tubagem paralela ao tubo de queda, que liga na regio de 10 no colector predial e a uma altura de 3 a 5 metros dependendo da altura do edifcio.
Figura 2 Presses na base do tubo de queda
Como deve ser realizada a ligao do tubo de queda ao colector predial?
O artigo 236 do RGSPPDADAR indica que os tubos de queda devem ligar aos colectores prediais atravs de curvas de transio de raio no inferior ao triplo do seu dimetro, tomando como referncia o eixo do tubo, ou por duas curvas de 45 eventualmente ligadas por um troo recto. Recomenda-se esta ltima soluo. A distncia entre o troo vertical do tubo de queda e o colector predial no deve ser superior a 10. Caso o mesmo no seja possvel, deve colocar uma cmara de inspeco ou uma ventilao secundria nessa regio, ou ainda uma soluo equivalente que assegure a ventilao primria.
Qual o dimetro mnimo em colectores prediais?
De acordo com o artigo 247 do RGSPPDADAR, os colectores prediais devem ter um dimetro mnimo de 100 mm. Recomenda-se que o escoamento dos colectores prediais se processe, sempre que possvel, o mais prximo da meia seco, de modo a proporcionar uma capacidade de arrastamento de partculas suficiente.
Existe alguma regra para a implantao de cmaras de inspeco?
As cmaras de inspeco devem ser implantadas no incio, em mudanas de direco, de inclinao e de dimetro e nas confluncias dos colectores prediais enterrados. Estas devem ser localizadas de modo a que o escoamento se proceda sempre no sentido do colector predial, de forma a impedir retenes de slidos ou refluxos na rede. A regra a seguir para o mesmo no se verificar garantir que o ngulo entre as entradas e sadas das cmaras de inspeco no sejam inferiores a 90. O fundo das cmaras de inspeco dever ser acabado de modo a que a rugosidade no seja elevada e que no existam retenes de guas residuais no seu interior. Devero existir caneletes apropriados para o encaminhamento das guas residuais para a sada das cmaras de inspeco. Estas devero ainda ser estanques e cerzitadas.
Os dispositivos de fecho das cmaras de inspeco devero dispor de fecho hidrulico, serem certificadas e com resistncia adequada para as cargas verificadas na localizao em causa.
De referir que as cmaras de inspeco podem tambm ser plsticas, diminuindo os custos de execuo e garantindo a total estanquicidade e a no reteno de esgotos por erro de implantao das cotas de entrada e sada das tubagens ou rugosidade elevada do fundo da cmara de inspeco.
Quais os cuidados a ter no dimensionamento de estaes elevatrias para guas residuais em redes prediais?
Para estaes elevatrias de guas residuais em redes prediais deve-se obter o caudal de clculo efluente e a altura manomtrica a vencer, tendo em conta as diferenas de cota e as perdas de carga contnuas e localizadas. A seleco da bomba deve-se fazer tendo em conta o caudal a bombear, a altura manomtrica e a mxima dimenso de partculas admitida pela bomba. No caso de bombagens em que a zona da cmara de bombagem est em zona sensvel de inundaes ou no existe nenhuma instalao alternativa de escoamento gravtico, deve-se prever um grupo de emergncia.
A conduta elevatria deve ser em material apropriado para escoamentos de guas residuais em presso. O dimetro da conduta elevatria deve ser calculado tendo em ateno que a velocidade de escoamento, para o caudal da bomba no seu ponto de funcionamento, deve-se situar entre o 0.7 m/s, para garantir o arrastamento das partculas, e os 1.5 m/s para evitar rudos e perdas de carga excessivas.
As dimenses da cmara de bombagem devem ser correctamente dimensionadas, de modo a que o volume til da cmara no seja excessivo para evitar grandes tempos de reteno e no seja muito reduzido para proteger a bomba de arranques sucessivos. O nmero mximo de arranques por hora que habitualmente se admite de 20 (na gama mdia de 5 a 20 kW), embora este valor possa ser aumentado at 25 no caso de pequenos grupos (at 5 kW).
De acordo com o artigo 262 do RGSPPDADAR, deve-se evitar tempos de reteno que excedam 5 a 10 minutos para o caudal mdio afluente. Considera-se estes valores adequados para o clculo do volume mximo da cmara de aspirao. A cmara de bombagem deve dispor de ventilao, independente das restantes ventilaes do edifcio.
Devido a possveis cheias em sistemas pblicos mistos ou possveis bloqueios ou infiltrao de guas pluviais em sistemas separativos, deve-se prever uma curva antirefluxo a montante da cmara de inspeco ou colector predial onde liga a conduta elevatria, de modo a evitar refluxos para a cmara de bombagem. A curva anti-refluxo deve permitir que a conduta elevatria exceda a cota do nvel de cheia, ou em caso de falta de informao, a cota da tampa da cmara de ramal de ligao. Em alternativa, pode-se utilizar apenas uma vlvula anti-retorno quando os compartimentos so de pequena importncia, ou seja, a sade dos habitantes no se considera afectada no caso de ocorrncia de inundao, quando o nmero de utilizadores pequeno e existe uma bacia de retrete disponvel acima do nvel de cheia e quando os aparelhos sanitrios no so utilizados durante a cheia.
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