Source: http://www.marlagos.pt/PT/marina0107.aspx?sector=0107
Timestamp: 2013-05-22 07:42:16+00:00
Document Index: 91752690

Matched Legal Cases: ['Artigo 1', 'Artigo 2', 'Artigo 3', 'Artigo 4', 'Artigo 5', 'Artigo 6', 'Artigo 7', 'artigo 6', 'Artigo 8', 'Artigo 9', 'Artigo 10', 'Artigo 11', 'Artigo 12', 'Artigo 13']

Marina de Lagos - Regulamento de Exploração
MARINA DE LAGOSRegulamento de Exploração
CAPÍTULO IOBJECTO E AMBITO DE APLICAÇÃO
Artigo 1°Objecto1 - A utilização do porto de recreio denominado Marina de Lagos, adiante designada por Marina, de que é concessionária a MARLAGOS - Iniciativas Turística, S.A. - rege-se pelo disposto no presente regulamento.
2 - O regulamento não prejudica a aplicação de normas de carácter geral e o exercício das competências próprias da Autoridade Marítima.
Artigo 2°Âmbito de aplicaçãoO regulamento é aplicável a todas as pessoas, individuais ou colectivas e coisas que se encontrem a qualquer título na área de concessão outorgada e ainda nas áreas complementares, de harmonia com o Contrato de Concessão.
CAPÍTULO IIENTRADA, PERMANÊNCIA E SAÍDA DA MARINAArtigo 3°Acesso
1 - As águas e instalações da Marina, podem ser usadas pelas embarcações admitidas e pelas pessoas embarcadas, assim como pelas embarcações do Estado sempre que necessário.2 - Ao entrar na Marina todas as embarcações devem arvorar a bandeira portuguesa, para além da bandeira da sua própria nacionalidade e manter inscrito no exterior das embarcações, em local bem visível, o nome e o porto de registo.
3 - O acesso por terra a viaturas e pessoas é condicionado e regulado pela concessionária ou por intermédio de agentes devidamente uniformizados ou por sinais de trânsito iguais aos utilizados nas vias públicas.4 - É vedado o acesso à Marina de barcos com mais de 25 metros de comprimento fora a fora, 10 metros de boca e ou o calado superior a 3 metros, salvo autorização especial da Autoridade Marítima a solicitação prévia dos responsáveis da Marina.5 - Nos períodos em que, de harmonia com o horário estabelecido pela Administração Portuária, a ponte levadiça não pode ser aberta, é vedado o acesso à Marina salvo facto de força maior.6 - É igualmente vedado o acesso à Marina fora dos períodos normais de funcionamento do serviço de recepção e acesso a que é obrigada a concessionária e que são estabelecidos anualmente entre as Autoridades Marítimas e a concessionária da Marina.7 - Fora dos casos previstos nos números anteriores, a concessionária só pode recusar a entrada com fundamento em interdição estabelecida pela Autoridade Marítima ou falta de postos de amarração disponíveis para as dimensões da embarcação, durante o período de permanência pretendido.8 - Pode ainda ser vedado o acesso, a título excepcional, por razões ponderosas, designadamente, por motivo de manifestações desportivas ou trabalhos de reparações ou dragagem do porto, desde que seja previamente obtida a concordância das Autoridades Marítimas e Portuária.
Artigo 4°Formalidades e manobras de entrada
1 - No início da estada, todas as embarcações de recreio devem atracar ao cais de recepção a fim de:
Depositarem a provisão a que se refere o art.° 11°.
2 - Sempre que as circunstâncias o aconselhem, a manobra das embarcações será assistida pelo pessoal dos serviços marítimos da Marina.
Artigo 5°Deveres
1 - Durante a sua permanência na Marina, os proprietários, ou os seus representantes, devem:
Respeitar as regras de navegação e manobra designadamente as condicionantes emergentes da existência e operação de ponte levadiça;
Manter a situação das embarcações devidamente legalizada perante os serviços da Marina e das Autoridades Marítimas e Aduaneira;
Manter as embarcações bem amarradas e nos postos de amarração, de modo a que nenhuma parte exterior se projecte por cima dos cais flutuantes e impeça a livre passagem de pessoas;
Manter o exterior das embarcações devidamente limpo e arrumado;
Manter inscritos no exterior das embarcações, em lugar bem visível, o nome e porto de registo;
Manter as embarcações em condições de perfeita flutuabilidade, amarração e segurança, com especial atenção às alterações e agravamentos das condições meteorológicas;
Respeitar as regras da boa vizinhança;
Observar as regras que forem fixadas pela concessionária e afixadas nas instalações portuárias relativamente ao estacionamento, iluminação, ruídos e outras formas de poluição, designadamente quanto ao depósito de lixos e evacuação de águas sujas e outros produtos sólidos ou líquidos;
Facilitar em todas as circunstâncias, mesmo quando amarrados, o movimento de outras embarcações, cumprindo na matéria, as indicações do pessoal da Marina;
Acompanhar os respectivos visitantes, convidados e fornecedores no acesso aos cais de amarração e a bordo assumindo a responsabilidade civil solidária pelos actos por estes praticados.
2 - Durante a permanência das embarcações devem os respectivos proprietários, ou seus representantes, quando se ausentarem, comunicar tal facto aos serviços administrativos da Marina e indicar a forma e o local em que podem ser contactados, ou quem os possa representar, em caso de necessidade.
Artigo 6°Restrições
1 - Durante a permanência na Marina não é permitido:
Navegar recorrendo ao uso da vela e a velocidade superior a três nós, designadamente, na entrada ou saída do porto, causando ondulação que possa prejudicar o bem-estar dos demais utentes;
Fazer o esgoto das instalações sanitárias ou quaisquer águas sujas, directamente para o porto, ou utilizar contentores com sistema de tratamento químico ou físico, contrários às normas aplicáveis em matéria da defesa contra a poluição marítima;
Despejar óleos, sujidades, detritos ou quaisquer objectos fora dos recipientes apropriados existentes nos cais ou zonas confinantes;
Ensaiar motores e executar quaisquer trabalhos no interior das embarcações que possam causar incómodos aos demais utentes entre o pôr-do-sol e as 9 horas do dia seguinte;
Usar projectores, salvo em caso de emergência;
Causar obstáculo à livre manobra de embarcações;
Estacionar no cais de combustível e no cais de recepção para além do tempo indispensável;
Fazer reparações e trabalhos causadores de ruídos ou poluentes fora dos locais ou das instalações previstas para esses fins, nomeadamente nos postos de amarração; Terceiros, não tripulantes apenas poderão executar trabalhos nas embarcações com autorização da Marina.
Fazer ligações eléctricas a terminais, a não ser usando as fichas indicadas pela Marina;
Utilizar veículos motorizados ou velocípedes nos cais flutuantes;
Usar atrelados ou tendas para alojamento ou outras finalidades afins; Deter animais domésticos, a não ser que esteja assegurado que os mesmos não andem soltos nem incomodem os utentes e sejam cumpridas as normas da polícia sanitária;
Exercer qualquer actividade comercial ou publicitária, salvo autorização expressa dos responsáveis da Marina ou seu representante;
Utilizar ou circular com viaturas na zona envolvente das portas de acesso, salvo autorização especial e escrita, dada caso a caso pelo responsável da Marina ou seu representante;
Fazer barulhos audíveis no exterior, designadamente, ligando aparelhos sonoros entre o pôr do sol e as 9 horas do dia seguinte;
Fazer fogo a nu a bordo, excepto nas cozinhas;
Desenvolver quaisquer actividades que provoquem maus cheiros;
Utilizar a embarcação como residência permanente, salvo autorização do Director da Marina, entendendo-se como tal dormir a bordo por um período superior a 150 dias em cada ano civil;
Banhar-se, praticar natação e desportos náuticos de qualquer natureza nas águas da Marina, assim como a pesca de qualquer natureza.
2 - As restrições referidas nos números anteriores são aplicáveis aos proprietários, tripulação e pessoas embarcadas e ainda aos seus visitantes e quaisquer pessoas, designadamente, fornecedores ou prestadores de serviços a quem seja autorizado o acesso a bordo, ao porto ou áreas circundantes, a pedido do proprietário ou do responsável pela embarcação estacionada.
Artigo 7°Remoção de embarcações de recreio
1 - Sem prejuízo do respectivo sancionamento nos termos do presente Regulamento, a violação dos deveres previstos nos artigos 5°, e 11°, ou das restrições consignadas no artigo 6° confere aos responsáveis da Marina a faculdade de ordenar aos infractores a imediata remoção da embarcação ou qualquer objecto do posto de amarração que ao tempo ocupar.
2 - Quando a ordem referida no número anterior não puder ser notificada ao infractor por causa imputável a este ou, quando notificado, o mesmo não a acate prontamente, poderá a remoção ser executada pelos serviços da concessionária, sendo os respectivos custos encargo do proprietário ou responsável pela embarcação e pagos pelo valor afixado para reboque da embarcação pela Marina.
3 - Quando circunstâncias de imperiosa necessidade de serviço ou mau tempo o aconselhem, poderá ser ordenada a mudança de embarcações de uns postos de amarração para outros, mudança que será assegurada pelos serviços da Marina, na ausência de tripulação a bordo.
Artigo 8°Formalidades de saída
1 - O termo de permanência poderá verificar-se dentro do horário estabelecido no art.° 3°, para entrada, desde que o utente:
Exiba o documento, emitido pela Marina, comprovativo de que as suas contas se encontram devidamente regularizadas;
Haja cumprido todas as formalidades junto das Autoridades Marítima e Aduaneira dentro dos horários em vigor.
2 - Nos casos de não pagamento das quantias devidas, a concessionária, após prévia comunicação à Policia Marítima, pode não autorizar a saída da embarcação.
CAPÍTULO IIICEDÊNCIA DOS POSTOS DE AMARRAÇÃOArtigo 9°Cedência de postos de amarração
1 - A transmissão a terceiros a título oneroso do direito ao uso do posto de amarração só poderá ser feita mediante prévio consentimento por escrito da concessionária que tem direito de opção.
2 - À cedência temporária a terceiros a título oneroso do direito referido é aplicável o disposto no número anterior.
3 - A cedência temporária a terceiros a título gratuito só poderá ser feita mediante prévia autorização da concessionária e apenas a embarcações com dimensões semelhantes.
CAPÍTULO IVTARIFASArtigo 10°Tarifas
1 - As tarifas devidas pela permanência e pelos serviços prestados pela concessionária são fixadas anualmente pela mesma, depois de devidamente aprovadas pela entidade pública concessionante da exploração, com a antecedência de trinta dias relativamente à data da sua aplicação, e afixadas em local bem visível nos escritórios da concessionária.
2 - Salvo caso fortuito ou de força maior, concessionária assegura, em regime de exclusividade, a prestação aos utentes da Marina dos serviços objecto dos respectivos contratos.
Artigo 11°Pagamentos
1 - No acto de preenchimento da declaração da chegada deve ser feita uma provisão por conta da tarifa de permanência e consumos previsíveis, designadamente, água, energia eléctrica e telefone.
2 - As facturas relativas a tarifas e consumos devem ser emitidas pela concessionária, logo que solicitadas pelo utente, ou, independentemente de solicitação, com a periodicidade de sete dias, sempre que a estada ultrapasse esse período, e ser pagas no momento da apresentação.3 - No caso dos pagamentos não serem efectuados nos termos do número anterior, serão debitados juros de mora, nos termos legais, tendo ainda a Administração da Marina, após informação prévia dada à Autoridade Marítima, o direito de não autorizar a saída de embarcações, se o entender conveniente.
Artigo 12°Período de permanência
1 - Para cálculo da tarifa de permanência são considerados períodos de 24 horas, com início às 12 horas de cada dia.2 - O utente, caso pretenda prolongar a sua permanência para além do período declarado à chegada, deve comunicar tal facto aos serviços da Marina e proceder ao reforço da provisão a que se refere o n°1 do art.° 12°, no dia imediatamente anterior ao termo do período inicialmente previsto, dentro dos horários em vigor.
CAPÍTULO VFISCALIZAÇÃO E SANÇÕESArtigo 13°Fiscalização
1 - A fiscalização do cumprimento do presente Regulamento é da competência da concessionária da Marina e das Autoridades Marítimas.2 - A violação do disposto no presente Regulamento constitui contra-ordenação, sendo aplicável o regime geral do Decreto-Lei n°433/82, de 27 de Outubro e o regime especial do Decreto-Lei n°19/84, de 14 de Janeiro.3 - Compete á Autoridade Marítima com jurisdição na área, a instrução dos processos pelos ilícitos contra-ordenacionais que resultem da violação do presente Regulamento, bem como a tomada de medidas cautelares e a aplicação de coimas e sanções acessórias.