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Timestamp: 2020-01-21 18:13:13+00:00
Document Index: 133296727

Matched Legal Cases: ['artigo 165', 'artigo 166', 'artigo 150', 'artigo 173', 'artigo 175', 'artigo 173', 'artigo 146', 'artigo 173', 'artigo 151', 'artigo 174', 'artigo 40']

Exercícios - Exame da OAB 2ª Fase Tributario - Livros e Revistas - VLEX 595979358
Páginas: 171-201
20. 1 VIII Exame de Ordem Unificado - FGV Questão 1:.
20. 2 VII Exame de Ordem Unificado - FGV Questão 1:.
20. 3 VI Exame de Ordem Unificado - FGV Questão 1:.
20. 4 V Exame de Ordem Unificado - FGV Questão 1:.
20. 5 IV Exame de Ordem Unificado - FGV Questão 1:.
20. 6 III Exame de Ordem Unificado - FGV Questão 1:.
20. 7 II Exame de Ordem Unificado - FGV Questão 1:.
20. 8 Exame de Ordem - CESPE - 2010-1 Questão 1:.
20. 9 Exame de Ordem - CESPE - 2009-3 Questão 1:.
20. 10 Exame de Ordem - CESPE - 2009-2 Questão 1:.
20. 1 VIII Exame de Ordem Unificado - FGV Questão 1:
A Empresa XXX S/A, produtora de cosméticos recolheu a maior o IPI incidente sobre a saída dos respectivos produtos vendidos a terceiros, tendo sido incluído, no preço da venda, o montante do tributo.
Verificado o equívoco, a empresa ingressou com pedido, junto à Receita Federal competente, ao efeito de ser declarado o pagamento indevido e restituído o seu montante. A Receita Federal reconheceu o pagamento indevido, tendo, contudo, negado o pedido de restituição.
Esclareça se é possível a repetição do indébito no caso vertente, quem deveria requerer e com qual fundamento. Justifique com base no ordenamento jurídico em vigor.
Inicialmente o candidato deveria citar o artigo 165 do CTN ou esclarecer o cabimento da repetição do indébito, em função do pagamento a maior realizado pela empresa. Em segundo lugar, seria fundamental que o candidato identificasse que o IPI é tributo indireto, ou seja, o ônus financeiro é, via de regra, suportado por terceiro, chamado de contribuinte de fato.
A norma do Código Tributário Nacional sobre a questão é o artigo 166 do CTN, onde fica consignado que cabe a restituição do tributo pago a maior, desde que provado pelo requerente que suportou o encargo financeiro, ou está autorizado a receber o valor pago de forma equivocada por quem ficou com este ônus. Nestes termos destacou-se no gabarito a Súmula 546 do STF. Por fim, o critério de correção adotado prestigiou o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, emitido na forma de recurso repetitivo, de que, em se tratando de IPI, a legitimidade é do contribuinte de direito.
Quais os fundamentos possíveis para a cobrança efetivada pelo Município?
O que poderia alegar a Companhia na defesa de seu interesse em não pagar o imposto?
A questão proposta está sendo apreciada pelo STF, na sistemática de repercussão geral. Desta forma, a Banca considerou relevante, que os candidatos conhecessem e pudessem expor as duas posições evidenciadas e pontuadas: a favorável à imunidade no caso de sociedade de economia mista, dedicada à prestação de serviço público e aquela desfavorável, na hipótese desta mesma empresa ter ações negociadas em Bolsa de Valores.
Assim sendo, pontua-se quem responder pela impossibilidade do reconhecimento da imunidade recíproca/artigo 150, VI a da CRFB/ artigo 173 § 2º da CRFB: natureza privada da companhia, que não goza de privilégio não extensível às empresas privadas e também merece pontuação a resposta que, no segundo item avaliado, registra que a atividade é serviço público não sujeito à exploração privada: direito à imunidade, na forma do artigo 175 da CRFB, sendo inaplicável o artigo 173 § 2º da CRFB para quem presta serviços públicos.
Nesse caso, a notícia divulgada está correta? Justifique, com o apontamento de todos os dispositivos legais pertinentes.
Inicialmente o gabarito destaca o artigo 146, III A da CRFB, eis que neste dispositivo há expressa referência à Lei Complementar como a ferramenta legislativa própria para fixar base de cálculo dos impostos.
Nesse caso, a Lei Complementar que disciplina matéria relativa ao ICMS é a Lei Complementar n. 87/96, dispondo em seu art. 13, parágrafo 1º, inciso II, letra "a", que o valor correspondente à base de cálculo do ICMS inclui "seguros, juros e demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas, bem como descontos concedidos sob condição". Em outras palavras, os descontos incondicionais não deverão ser incluídos na base de cálculo do referido imposto, já dispondo o STJ da Súmula n. 457 que veda a inclusão dos descontos incondicionais na base de cálculo do referido imposto. Conclui-se, portanto, que a referida lei é inconstitucional.
Nesse caso, tal exação fiscal se compatibiliza com o ordenamento jurídico tributário em vigor? Justifique sua resposta, apontando todos os dispositivos legais pertinentes, ciente de que o fato gerador da taxa é a instalação de rede elétrica.
20. 2 VII Exame de Ordem Unificado - FGV Questão 1:
Analise a constituição do crédito tributário pelo Fisco, referindo se ocorreu de forma regular ou não, bem como se adveio dentro do prazo legal.
Houve, na hipótese, interrupção ou suspensão do prazo de cobrança do crédito fiscal?
A propositura da execução em 20/06/2009 e o despacho de citação em 20/08/2010 resguardarão o direito da Fazenda Pública?
A constituição do crédito tributário ocorreu de forma regular pelo Fisco, pois como a empresa não havia declarado qualquer valor a recolher a título de COFINS, deve ser aplicada a regra prevista no artigo 173, I do CTN, que estipula que o prazo decadencial somente se inicia no primeiro dia útil do exercício seguinte ao da ocorrência do fato gerador. Assim, não se verificou a decadência do direito de lançar o tributo.
Houve, inicialmente, suspensão do prazo de cobrança com a inter-posição de impugnação administrativa que, conforme previsto no artigo 151, III do CTN, suspende a exigibilidade do crédito tributário, o qual somente retoma a sua plena exigibilidade após a sua constituição definitiva, ocorrido após o término do processo administrativo. Portanto, conforme previsto no artigo 174 do CTN, a Execução Fiscal deve ser ajuizada no prazo de 5 (cinco) anos a contar do encerramento do processo administrativo, sob pena de restar caracterizada a ocorrência de prescrição. No presente caso, o primeiro ato que interrompeu a fluência do prazo prescricional ocorreu com a determinação de citação do devedor. Como a executada não foi encontrada, o processo deve ser suspenso na forma do artigo 40 da LEF Lei n. 6830/80.
Como a Execução Fiscal foi ajuizada antes do prazo prescricional, o crédito tributário exigido através da presente execução não se encontra prescrito, já que a demora na citação decorreu de motivos inerentes ao mecanismo da Justiça, na forma da Súmula 106 do STJ.
Até o ano de 2007, o Sr. José da Silva exerceu a função de sócio com poderes de gestão da "Acampados Turismo S.A.", tendo, posteriormente, se desligado da sociedade. Em fevereiro de 2011, é surpreendido ao ser citado em execução fiscal para responder por débitos fiscais pendentes relativos ao IRPJ, e pela falta de recolhimento de contribuições previdenciárias dos funcionários as quais foram devidamente descontadas, ambos referentes a período de apuração em que José administrava a empresa.
É possível a cobrança integral do ex-sócio dos montantes tributários e previdenciários devidos e não recolhidos pela companhia, quando ele já não exercia mais atos de administração da S.A.?
Houve infração legal imputável a José da Silva?
Sim, para a contribuição previdenciária, conforme art. 135, III do CTN, os diretores, gerentes ou...