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Timestamp: 2018-02-21 19:28:30+00:00
Document Index: 156632009

Matched Legal Cases: ['Artigo 1427', 'Artigo 1428', 'artigo 1418', 'artigo 1415', 'artigo 1422', 'artigo 1415', 'artigo 1416', 'artigo 1424', 'artigo 1418', 'artigo\n1418']

Condomínios - António Vilar - Droit et juridique
EAN13 : 9789727887736
– A lei e a prática
António Vilar e Associados C O N D O M Í N I O S 5ª E DIÇÃO
ISBN 972-788-163-7
Coordenação Gabinete de Advogados
Maria dos Anjos Guerra António Vilar e AssociadosC O N D O M Í N I O S
Com carácter eminentemente prático, esta obra aborda um
vasto conjunto de questões que se colocam no dia-a-dia de todos
os condóminos.
Neste útil guia, o leitor encontra as respostas às dúvidas que
surgem frequentemente sobre a administração do condomínio,
a assembleia de condóminos, a repartição dos encargos e outras
questões sobre as fracções autónomas, as partes comuns, a
realização de obras, a fiscalidade, etc. C ONDOMÍNIOSC O N D O M Í N I O S – A lei e a prática inclui ainda vários
normativos legais sobre a propriedade horizontal e administração do
condomínio, contas poupança-condomínio, antenas colectivas, A lei
arrendamento urbano, financiamento na recuperação de prédios
urbanos, entre outros assuntos, e conta com um vasto conjunto e a prática
de modelos de cartas, comunicações e exemplos de actas,
requerimentos de certidões, regulamento de condomínio, etc., de 5ª E DIÇÃO
Muito abrangente, com grande rigor jurídico e numa linguagem
muito acessível, esta obra fornece todas as respostas fundamen- Mais de 100 questões práticas
tadas pela Lei, tendo ainda em conta as decisões e a interpretação
Inclui minutas com exemplos
de actas, regulamento de
condomínio, comunicações,
requerimentos de certidões e de
vistoria, etc.
C O N D O M Í N I O S – A lei e a prática
é recomendado pela revista Índices de consultaÍNDICE
Abreviaturas .................................................................................... 6
Artigos 1414º a 1438º-A do Código Civil ....................................... 9
Normas regulamentares do regime da propriedade
DL 268/94, de 25 de Outubro ...................................................... 25
Contas poupança-condomínio
DL 269/94, de 25 de Outubro 31
Artigos 396º a 398º do Código de Processo Civil....................... 37
Do suprimento da deliberação da maioria legal
dos comproprietários
Artigo 1427º do Código de Processo Civil .................................. 43
Da nomeação judicial de administrador na
Artigo 1428º do Código de Processo Civil 43
Exoneração do administrador na
Artigos 1484º a 1486º do Código de Processo Civil ................... 44
Artigos 377º a 388º do Código das Soc. Comerciais .................. 47
Encargos de fruição das partes comuns
no regime do arrendamento urbano
Artigos 40º a 43º do DL 321-B/90 de 15 de Outubro ................. 57
Regime de instalação de infra-estruturas
DL nº 59/2000, de 19 de Abril ..................................................... 61
Regime especial de comparticipação e financiamento
na recuperação de prédios urbanos em regime
de propriedade horizontal - RECRIPH
DL 106/96, de 31 de Julho ........................................................... 85Ficha Técnica da habitação
DL nº 68/2004 de 25.03 e Portaria n.º 817/2004, de 16.07
Comentados ............................................................................... 93
Sobre o título constitutivo ......................................................... 129
Sobre o regulamento.................................................................. 139
Sobre as fracções autónomas .................................................... 143
Sobre as partes comuns ............................................................. 157
Sobre os encargos....................................................................... 175
Sobre a administração e a assembleia de condóminos........... 191
Sobre a fiscalidade ...................................................................... 211
1. Convocatória para reunião da assembleia
de condóminos........................................................................ 221
2. Carta de condómino a conferir delegação
de poderes para representação
em assembleia de condóminos ............................................ 222
3. Acta de reunião da assembleia de condóminos .................. 223
4. Requerimento, à Câmara Municipal, de vistoria
para constituição da propriedade horizontal ..................... 225
5. Requerimento de vistoria de prédio já construído ............ 226
6. Requerimento de certidão do auto de vistoria ................... 227
7. Descrição do prédio a anexar ao requerimento
de vistoria ............................................................................... 228
8. Requerimento de averbamento da propriedade
horizontal na Repartição de Finanças ................................ 229
9. Constituição da propriedade horizontal .............................. 230
10. Regulamento de condomínio .............................................. 233
11. Contrato de prestação de serviços
de administração de condomínios ...................................... 255
Glossário ...................................................................................... 257
Índice analítico/remissivo .......................................................... 263
Índice de perguntas e respostas................................................ 275INTRODUÇÃO
A questão principal que se coloca relativamente
à propriedade horizontal não é saber qual o direito
aplicável, mas como aplicá-lo. Assim, são dois os
objectivos que pretendemos com este guia:
1º - Dar a conhecer ao leitor as regras jurídicas
essenciais da propriedade horizontal;
2º - Dar a conhecer um mínimo de noções práticas
sobre os problemas de administração de
Porquê? Simplesmente para que os condóminos
se sintam:
- Mais “armados” face aos abusos que surgem a cada
passo e onde menos se espera;
- Mais formados e informados sobre os diferentes
aspectos da administração do seu condomínio, a
fim de nela participarem mais activamente.CONDOMÍNIOS
e a práticaLegislação
ARTIGOS 1414º A 1438º-A DO CÓDIGO CIVIL
Legisl condomi pag 9 ate 56.PMD 9 04-01-2006, 17:21CÓDIGO CIVIL
ARTIGOS 1414º A 1438º-A
As fracções de que um edifício se compõe, em condições de
constituírem unidades independentes, podem pertencer a proprietários diversos
em regime de propriedade horizontal.
Só podem ser objecto de propriedade horizontal as fracções
autónomas que, além de constituírem unidades independentes, sejam distintas
e isoladas entre si, com saída própria para uma parte comum do prédio ou
para a via pública.
1- A falta de requisitos legalmente exigidos importa a nulidade do
título constitutivo da propriedade horizontal e a sujeição do prédio ao
regime da compropriedade, pela atribuição a cada consorte da quota que lhe
tiver sido fixada nos termos do artigo 1418º ou, na falta de fixação, da
quota correspondente ao valor relativo da sua fracção.
Legisl condomi pag 9 ate 56.PMD 11 04-01-2006, 17:2112 Legislação
2- Têm legitimidade para arguir a nulidade do título os condóminos,
e também o Ministério Público sobre participação da entidade pública a
quem caiba a aprovação ou fiscalização das construções.
1- A propriedade horizontal pode ser constituída por negócio
jurídico, usucapião ou decisão judicial, proferida em acção de divisão de coisa
comum ou em processo de inventário.
2- A constituição da propriedade horizontal por decisão judicial
pode ter lugar a requerimento de qualquer consorte, desde que no caso se
verifiquem os requisitos exigidos pelo artigo 1415º.
1- No título constitutivo serão especificadas as partes do edifício
correspondentes às várias fracções, por forma que estas fiquem
devidamente individualizadas, e será fixado o valor relativo de cada fracção,
expresso em percentagem ou permilagem, do valor total do prédio.
2- Além das especificações constantes do número anterior, o título
constitutivo pode ainda conter, designadamente:
a) Menção do fim a que se destina cada fracção ou parte
b) Regulamento do condomínio, disciplinando o uso, fruição e
conservação, quer das partes comuns, quer das fracções
c) Previsão do compromisso arbitral para a resolução dos
litígios emergentes da relação de condomínio.
3- A falta da especificação exigida pelo nº 1 e a não coincidência
entre o fim referido na alínea a) do nº 2 e o que foi fixado no projecto
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aprovado pela entidade pública competente determinam a nulidade do
1- Sem prejuízo do disposto no nº 3 do artigo 1422º-A, o título
constitutivo da propriedade horizontal pode ser modificado por escritura
pública, havendo acordo de todos os condóminos.
2- O administrador, em representação do condomínio, pode
outorgar a escritura pública a que se refere o número anterior, desde que o
acordo conste de acta assinada por todos os condóminos.
3- A inobservância do disposto no artigo 1415º importa a nulidade
do acordo; esta nulidade pode ser declarada a requerimento das pessoas e
entidades designadas no nº 2 do artigo 1416º.
1- Cada condómino é proprietário exclusivo da fracção que lhe
pertence e comproprietário das partes comuns do edifício.
2- O conjunto dos dois direitos é incindível; nenhum deles pode
ser alienado separadamente, nem é lícito renunciar à parte comum como
meio de o condómino se desonerar das despesas necessárias à sua
conservação ou fruição.
a) O solo, bem como os alicerces, colunas, pilares, paredes
mestras e todas as partes restantes que constituem a estrutura do
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b) O telhado ou os terraços de cobertura, ainda que destinados
ao uso de qualquer fracção;
c) As entradas, vestíbulos, escadas e corredores de uso ou
passagem comum a dois ou mais condóminos;
d) As instalações gerais de água, electricidade, aquecimento, ar
condicionado, gás, comunicações e semelhantes.
e) Em geral, as coisas que não sejam afectadas ao uso exclusivo
de um dos condóminos.
3- O título constitutivo pode afectar ao uso exclusivo de um
condómino certas zonas das partes comuns.
1- Os condóminos, nas relações entre si, estão sujeitos, de um modo
geral, quanto às fracções que exclusivamente lhes pertencem e quanto às
partes comuns, às limitações impostas aos proprietários e aos
comproprietários de coisas imóveis.
a) Prejudicar, quer com obras novas, quer por falta de
reparação, a segurança, a linha arquitectónica ou o arranjo estético
d) Praticar quaisquer actos ou actividades que tenham sido
proibidos no título constitutivo ou, posteriormente, por
deliberação da assembleia de condóminos aprovada sem oposição.
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3- As obras que modifiquem a linha arquitectónica ou o arranjo
estético do edifício podem ser realizadas se para tal se obtiver prévia
autorização da assembleia de condóminos, aprovada por maioria
representativa de dois terços do valor total do prédio.
4- Sempre que o título constitutivo não disponha sobre o fim de
cada fracção autónoma, a alteração ao seu uso carece da autorização da
assembleia de condóminos, aprovada por maioria representativa de dois
terços do valor total do prédio.
1- Não carece de autorização dos restantes condóminos a junção,
numa só, de duas ou mais fracções do mesmo edifício, desde que estas
sejam contíguas.
2- Para efeitos do disposto no número anterior, a contiguidade das
fracções é dispensada quando se trate de fracções correspondentes a
arrecadações e garagens.
3- Não é permitida a divisão de fracções em novas fracções
autónomas, salvo autorização do título constitutivo ou da assembleia de
condóminos, aprovada sem qualquer oposição.
4- Nos casos previstos nos números anteriores, cabe aos condóminos
que juntaram ou cindiram as fracções o poder de, por acto unilateral
constante da escritura pública, introduzir a correspondente alteração no título
5- A escritura pública a que se refere o número anterior deve ser
(Direitos de preferência e divisão)
Os condóminos não gozam do direito de preferência na alienação
de fracções nem o direito de pedir a divisão das partes comuns.
Legisl condomi pag 9 ate 56.PMD 15 04-01-2006, 17:2116 Legislação
1- Salvo disposição em contrário, as despesas necessárias à
conservação e fruição das partes comuns do edifício e ao pagamento de
serviços de interesse comum são pagas pelos condóminos em proporção do
valor das suas fracções.
2- Porém, as despesas relativas ao pagamento de serviços de
interesse comum podem, mediante disposição do regulamento de condomínio,
aprovada sem oposição por maioria representativa de dois terços do valor
total do prédio, ficar a cargo dos condóminos em partes iguais ou em
proporção à respectiva fruição, desde que devidamente especificadas e
3- As despesas relativas aos diversos lanços de escadas ou às
partes comuns do prédio que sirvam exclusivamente algum dos condóminos
ficam a cargo dos que delas se servem.
4- Nas despesas dos ascensores só participam os condóminos cujas
fracções por eles possam ser servidas.
1- As obras que constituam inovações dependem da aprovação da
maioria dos condóminos, devendo essa maioria representar dois terços do
valor total do prédio.
2- Nas partes comuns do edifício não são permitidas inovações
capazes de prejudicar a utilização, por parte de algum dos condóminos, tanto
das coisas próprias como das comuns.
1- As despesas com as inovações ficam a cargo dos condóminos
nos termos fixados pelo artigo 1424º.
2- Os condóminos que não tenham aprovado a inovação são
obrigados a concorrer para as respectivas despesas, salvo se a recusa for
judicialmente havida como fundada.
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3- Considera-se sempre fundada a recusa, quando as obras tenham
natureza voluptuária ou não sejam proporcionadas à importância do
4- O condómino cuja recusa seja havida como fundada pode a todo
o tempo participar nas vantagens da inovação, mediante o pagamento da
quota correspondente às despesas de execução e manutenção da obra.
As reparações indispensáveis e urgentes nas partes comuns do
edifício podem ser levadas a efeito, na falta ou impedimento do administrador,
por iniciativa de qualquer condómino.
1- No caso de destruição do edifício ou de uma parte que
represente, pelo menos, três quartos do seu valor, qualquer dos condóminos tem o
direito de exigir a venda do terreno e dos materiais, pela forma que a
assembleia vier a designar.
2- Se a destruição atingir uma parte menor, pode a assembleia
deliberar, pela maioria do número dos condóminos e do capital investido no
edifício, a reconstrução deste.
3- Os condóminos que não queiram participar nas despesas da
reconstrução podem ser obrigados a alienar os seus direitos a outros
condóminos, segundo o valor entre eles acordado ou fixado judicialmente.
4- É permitido ao alienante escolher o condómino ou condóminos
a quem a transmissão deve ser feita.
1- É obrigatório o seguro contra o risco de incêndio do edifício,
quer quanto às fracções autónomas, quer relativamente às partes comuns.
Legisl condomi pag 9 ate 56.PMD 17 04-01-2006, 17:2118 Legislação
2- O seguro deve ser celebrado pelos condóminos; o
administrador deve, no entanto, efectuá-lo quando os condóminos o não hajam feito
dentro do prazo e pelo valor que, para o efeito, tenha sido fixado em
assembleia; nesse caso, ficará com o direito de reaver deles o respectivo
1- Havendo mais de quatro condóminos e caso não faça parte do
título constitutivo, deve ser elaborado um regulamento do condomínio
disciplinando o uso, a fruição e a conservação das partes comuns.
2- Sem prejuízo do disposto na alínea a) do nº 2 do artigo 1418º, a
feitura do regulamento compete à assembleia de condóminos ou ao
administrador, se aquela o não houver elaborado.
1- A administração das partes comuns do edifício compete à
assembleia dos condóminos e a um administrador.
2- Cada condómino tem na assembleia tantos votos quantas as
unidades inteiras que couberem na percentagem ou permilagem a que o artigo
1418º se refere.
1- A assembleia reúne-se na primeira quinzena de Janeiro,
mediante convocação do administrador, para discussão e aprovação das contas
respeitantes ao último ano e aprovação do orçamento das despesas a
efectuar durante o ano.
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2- A assembleia também reunirá quando for convocada pelo
administrador, ou por condóminos que representem, pelo menos, vinte e cinco
por cento do capital investido.
1- A assembleia é convocada por meio de carta registada, enviada
com 10 dias de antecedência, ou mediante aviso convocatório feito com a
mesma antecedência, desde que haja recibo de recepção assinado pelos
2- A convocatória deve indicar o dia, hora, local e ordem de
trabalhos da reunião e informar sobre os assuntos cujas deliberações só podem
ser aprovadas por unanimidade dos votos.
3- As deliberações são tomadas, salvo disposição especial, por
maioria dos votos representativos do capital investido.
4- Se não comparecer o número de condóminos suficiente para se
obter vencimento e na convocatória não tiver sido desde logo fixada outra
data, considera-se convocada nova reunião para uma semana depois, na
mesma hora e local, podendo neste caso a assembleia deliberar por
maioria de votos dos condóminos presentes, desde que estes representem, pelo
menos, um quarto do valor total do prédio.
5- As deliberações que careçam de ser aprovadas por unanimidade
dos votos podem ser aprovadas por unanimidade dos condóminos
presentes desde que estes representem, pelo menos, dois terços do capital
investido, sob condição de aprovação da deliberação pelos condóminos
ausentes, nos termos dos números seguintes.
6- As deliberações têm de ser comunicadas a todos os condóminos
ausentes, por carta registada com aviso de recepção, no prazo de 30 dias.
7- Os condóminos têm 90 dias após a recepção da carta referida no
número anterior para comunicar, por escrito, à assembleia de condóminos
o seu assentimento ou a sua discordância.
8- O silêncio dos condóminos deve ser considerado como
aprovação da deliberação comunicada nos termos do nº 6.
Legisl condomi pag 9 ate 56.PMD 19 04-01-2006, 17:2120 Legislação
9- Os condóminos não residentes devem comunicar, por escrito,
ao administrador o seu domicílio ou o do seu representante.
1- As deliberações da assembleia contrárias à lei ou a
regulamentos anteriormente aprovados são anuláveis a requerimento de qualquer
condómino que as não tenha aprovado.
2- No prazo de 10 dias contado da deliberação, para os condóminos
presentes, ou contado da sua comunicação, para os condóminos ausentes,
pode ser exigida ao administrador a convocação de uma assembleia
extraordinária, a ter lugar no prazo de 20 dias, para revogação das deliberações
inválidas ou ineficazes.
3- No prazo de 30 dias contado nos termos do número anterior,
pode qualquer condómino sujeitar a deliberação a um centro de
4- O direito de propor a acção de anulação caduca no prazo de 20
dias contados sobre a deliberação da assembleia extraordinária ou, caso
esta não tenha sido solicitada, no prazo de 60 dias sobre a data da
5- Pode também ser requerida a suspensão das deliberações nos
termos da lei de processo.
6- A representação judiciária dos condóminos contra quem são
propostas as acções compete ao administrador ou à pessoa que a assembleia
designar para esse efeito.
1- A assembleia pode estabelecer a obrigatoriedade da celebração
de compromissos arbitrais para a resolução de litígios entre os condóminos,
ou entre condóminos e o administrador, e fixar penas pecuniárias para a
inobservância das disposições deste código, das deliberações da assembleia
ou das decisões do administrador.
Legisl condomi pag 9 ate 56.PMD 20 04-01-2006, 17:21Condomínios - a lei e a prática 21
2- O montante das penas aplicáveis em cada ano nunca excederá a
quarta parte do rendimento colectável anual da fracção do infractor.
2- Se a assembleia não eleger administrador, será este nomeado
pelo tribunal a requerimento de qualquer dos condóminos.
3- O administrador pode ser exonerado pelo tribunal , a
requerimento de qualquer condómino, quando se mostre que praticou
irregularidades ou agiu com negligência no exercício das suas funções.
4- O cargo de administrador é remunerável e tanto pode ser
desempenhado por um dos condóminos como por terceiro; o período de
funções é, salvo disposição em contrário, de um ano, renovável.
5- O administrador mantém-se em funções até que seja eleito ou
nomeado o seu sucessor.
1- Se a assembleia de condóminos não eleger administrador e este
não houver sido nomeado judicialmente, as correspondentes funções são
obrigatóriamente desempenhadas, a título provisório, pelo condómino cuja
fracção ou fracções representem a maior percentagem do capital investido,
salvo se outro condómino houver manifestado vontade de exercer o cargo
e houver comunicado tal propósito aos demais condóminos.
2- Quando, nos termos do número anterior, houver mais de um
condómino em igualdade de circunstâncias, as funções recaem sobre aquele
a que corresponda a primeira letra na ordem alfabética utilizada na
descrição das fracções constante do registo predial.
3- Logo que seja eleito ou judicialmente nomeado um
administrador, o condómino que nos termos do presente artigo se encontre provido
na administração cessa funções, devendo entregar àquele todos os
documentos respeitantes ao condomínio que estejam confiados à sua guarda.
Legisl condomi pag 9 ate 56.PMD 21 04-01-2006, 17:21Gabinete de Advogados
é recomendado pela revista Índices de consulta