Source: http://holdingfamiliar.net/regime-de-tributacao-da-holding-patrimonial/
Timestamp: 2019-05-21 17:42:43+00:00
Document Index: 1721001

Matched Legal Cases: ['artigo 17', 'artigo 13', 'artigo 14', 'artigo 15', 'artigo 8', 'artigo 4']

Regime de tributação da Holding Patrimonial – Holding Familiar & Proteção Patrimonial
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De início é importante mencionar que a Administradora de Bens Imóveis Próprios, em regra estará vedada a opção pelo regime tributário do Simples Nacional. Vale ressaltar que a Administradora de Bens Imóveis Próprios somente poderá ser uma empresa do Simples Nacional quando seu objeto social ser restrito a compra e venda de imóveis. Todavia essa opção não é viável pois essa empresa com o objeto social de compra e venda somente, não poderia auferir renda oriundas de aluguéis. A vedação para empresas do Simples Nacional que tem no objeto social a atividade de locação de bens encontra espeque legal na Lei Complementar 123/2006, artigo 17, incisos XIV e XV.
Feita esta primeira consideração é importante mencionar que a Administradora de Bens Imóveis Próprios poderá ser tributada pelo regime do lucro real, arbitrado ou lucro presumido. Desde é importante salientar que o regime tributário pertinente para este tipo de empresa é o lucro presumido.
Consoante artigo 13 da Lei 9.718/1998, a pessoa jurídica cuja receita bruta total, no ano-calendário anterior, tenha sido igual ou inferior a R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais), poderá optar pela tributação com base no lucro presumido. Vale frisar que a empresa poderá ser optante pelo Lucro Presumido caso não se enquadre em nenhum impedimento previsto no artigo 14 da Lei nº 9.718/98. Conforme regra do artigo 15, inciso III, alínea C, da Lei 9.249/95 a base de cálculo do Imposto de Renda da Administradora de Bens Imóveis Próprios tributada pelo Lucro Presumido será de 32% sobre a receita bruta.
a) IRPJ – Imposto de Renda da Pessoa Jurídica:
Sobre as receitas oriundas de locações a alíquota é 15%. Essa alíquota será aplicada na base de cálculo de 32% sobre a receita bruta apurada. Essa regra está prevista no artigo 8º da Instrução Normativa SRF nº 93/1997. Levando em consideração que a alíquota é de 15% sobre a base de cálculo de 32% sobre a receita bruta, o custo tributário final é de 4,80%.
Mesmo a Administradora de Bens Imóveis Próprios tendo a incidência de CSLL, PIS e COFINS, a tributação das receitas pela pessoa jurídica é extremamente vantajosa em comparação com a tributação das receitas operadas pela pessoa física.
Cabe explicitar que artigo 4º da Lei nº 9.430/96, dispõe que a parcela do lucro real, presumido ou arbitrado, que exceder o valor resultante da multiplicação de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) pelo número de meses do respectivo período de apuração estará sujeita a incidência de adicional do imposto de renda à alíquota de 10%. Sendo assim, a Administradora de Bens Imóveis Próprios que auferir a receita bruta superior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) ao mês, ou superior a R$ 60.000,00 (sessenta mil) no trimestre terá que apurar o adicional. Todavia os 10% irão incidir tão somente sobre o montante que ultrapassar o limite estabelecido.
b) CSLL –Contribuição Social Sobre o Lucro:
No tocante a CSLL alíquota da Administradora de Bens Imóveis Próprios optante pelo Lucro Presumido é de 9% aplicada sobre a base de cálculo de 32%, consoante regras dos artigos 3º e 31 da Instrução Normativa SRF nº 390/2004.
Levando em conta que a CSLL será tributada pela alíquota de 9% sobre a base de cálculo de 32%, o custo tributário final é de 2,88%.
By Holding Familiar| 2018-01-16T01:09:16+00:00	março 2nd, 2016|Categories: Administradora de Bens, Holding Patrimonial, Regime Tributário|Tags: administração dos bens, administradora, holding familiar, lucro presumido, regime tributário|0 Comments
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