Source: https://pt.scribd.com/document/191159341/1-Formador-Face-Ao-Contexto-Funcoes
Timestamp: 2020-04-10 04:28:39+00:00
Document Index: 56828442

Matched Legal Cases: ['artigo 8', 'Artigo 1', 'Artigo 2', 'Artigo 3', 'Artigo 4', 'artigo 8', 'Artigo 5', 'artigo 14', 'Artigo 6', 'artigo 4', 'Artigo 7', 'Artigo 8', 'Artigo 9', 'artigo 8', 'Artigo 10', 'artigo 13', 'Artigo 11', 'artigo 8', 'Artigo 12', 'artigo 18', 'Artigo 13', 'artigo 4', 'Artigo 2', 'Artigo 14', 'Artigo 3']

1-Formador Face Ao Contexto Funcoes | Desenvolvimento profissional | União Européia
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O Formador deve planear, animar e avaliar.
Sub-Mdulo: 1.1. Formador: Contexto de Interveno	9 Objetivos Gerais	11 Introduo	13 Objetivos Especficos	15 Polticas Europeias e Nacionais de Educao/Formao	17 Participantes de Pases Terceiros	20 Comunidades de Conhecimento e Inovao	21 O Sistema e Catlogo Nacional de Qualificaes	25 Sistema de Formao	25 Descritores dos Nveis de Qualificao do QNQ	29 Diferenas entre Ensino e Formao	34 Principais Ofertas Formativas Disponveis	35 Cursos Inseridos no Mercado de Trabalho	35 Formao Profissional Inserida no Mercado de Emprego	35 Entidade Responsvel pela Certificao	36 Conceitos e Fundamentos da Formao Profissional	37 Finalidades da Formao Profissional	40 Legislao de Enquadramento da Formao Profissional	43 Legislao da Atividade de Formador	45 Perfil do Formador	50 As Funes Basilares do Formador	51 Pressupostos para a Definio da Estratgia de Formao	54 Perfil do Formador	56 As Competncias do Formador	56 Competncias Psicossociais e Relacionais	56 Competncias TcnicoPedaggicas	57 Competncias Tcnico-Profissionais	58 Tipos de Formadores	59 Cdigo Deontolgico: Direitos e Deveres	60 Direitos do Formador	60 Deveres do Formador	60 Tipos de Formao Profissional	61 Formao Profissional Inicial	61 Sem Equivalncia Escolar	61 Com Equivalncia Escolar:	62 Formao Profissional Contnua	62 Modalidades de Formao Profissional	64 Processos de RVCC - Reconhecimento, Validao e Certificao de Competncias	75
Modalidades de Interveno Formativa	78 Formao Presencial	78 Formao Distncia	78 Formao Mista	79 Sugestes para o Futuro Formador	80 Sub-Mdulo 1.2	Aprendizagem, Criatividade e Empreendedorismo	83 Princpios da Teoria da Aprendizagem	85 A Aprendizagem	87 Teorias da Aprendizagem	88 A Habituao	88 O Condicionamento Clssico	88 O Condicionamento Operante	89 A Modelagem	91 Uma Perspetiva Atual	92 Em Formao Profissional	92 Pedagogia,Andragogia, Didtica e Psicologia da Aprendizagem	93 Pedagogia Clssica (Formador Tradicional)	93 Andragogia (Formador Moderno)	94 Diferenas entre Pedagogia e Andragogia	95 Processos, Etapas e Fatores Psicolgicos da Aprendizagem	97 Como se Processa o Processo de Aprendizagem	97 Agentes Facilitadores da Aprendizagem	98 Motivao	98 Conhecimento dos Objetivos	98 Reforo Positivo	98 Estrutura	98 Atividade	98 Experincia	98 Conhecimentos dos Resultados	99 Progressividade	99 Redundncia	99 Imagem e Demonstrao	99 Conceitos, Caractersticas e Percursos da Aprendizagem	100 Fatores Cognitivos de Aprendizagem	102 O Processo de Memorizao: Codificao, Armazenamento e Recuperao 103 Tipos de Memria	103 Esprito Empreendedor na Formao	105 Pedagogia Diferenciada e Diferenciao Pedaggica	108 Conceitos, Tipos e Formas de Diferenciao	108 A PNL e a Aprendizagem	113
ndice Referencial No Especificado	116 Verbos No Especificados	117 Universais	117 Operadores Modais	118 Os Estados de Aprendizagem	120 Disposies Emocionais Dificultadoras da Aprendizagem	120 Disposies Emocionais Facilitadoras da Aprendizagem	120 Exerccio 1 Emoes e Aprendizagem	121 Como Podemos Aprender a Aprender	122 Exerccio 2 Como Facilitar Qualquer Aprendizagem	123 As Cinco Etapas de Aprendizagem	124 Incompetncia Inconsciente	124 Incompetncia Consciente	124 Competncia Consciente	124 Competncia Inconsciente	124 Maestria	125 Exerccio 3 - Como fez para aprender?	125 A Finalidade da Aprendizagem	126 Princpios da Criatividade Pedaggica	127 Concluso	130 Bibliografia	131 Decretos Regulamentares	132 Sites de Interesse	132 Anexos	133
SUB-MDULO: 1.1. FORMADOR: CONTEXTO DE INTERVENO
Caracterizar os sistemas de qualificao com base nas finalidades, no pblico-alvo, nas tecnologias utilizadas e no tipo e modalidade de formao pretendida; Identificar a legislao, nacional e comunitria, que Regulamenta a Formao Profissional; Enunciar as competncias e capacidades necessrias atividade de formador; Discriminar as competncias exigveis ao formador no sistema de formao; Identificar os conceitos e as principais teorias, modelos explicativos do processo de aprendizagem; Identificar os principais fatores e as condies facilitadoras da aprendizagem; Desenvolver um esprito crtico, criativo e empreendedor.
Como se poder ver ao longo deste mdulo, a formao profissional de adultos no tem um longo historial no nosso pas. Pode apenas falar-se de formao profissional, em Portugal, a partir dos anos 60. Durante vrios sculos a formao passava pelo ensino de um mestre e a aprendizagem de qualquer indivduo que desejasse adquirir conhecimentos e competncias acerca de uma determinada temtica. No existia desta forma, nenhuma entidade que direcionasse os seus contedos para reas e temticas especficas.
Apenas na dcada de 60 surge a formao profissional, e em resultado de inmeros fatores econmicos e sociais, tais como a carncia de mo-de-obra qualificada capaz de laborar com a maquinaria que se introduzia na agricultura e na indstria. A sua evoluo ser posteriormente aprofundada no mdulo.
nessa dcada que o aprendiz, o hoje conhecido, formando, ganha importncia e estatuto na sociedade e no mercado de emprego, em resultado da ausncia de trabalhadores qualificados. Surgem mesmo afirmaes que indicam que se no aprendeu porque no o ensinaram. Desta forma a avaliao inverteu-se, o formador era avaliado, eram avaliados as suas capacidades e o aproveitamento que o grupo tinha no final do processo de formao. O papel dos formadores baseava-se na satisfao dos formandos, na capacidade do formador seduzir o grupo e na avaliao da rentabilidade do que era lecionado. Os resultados no eram objetivos mximos do processo. Atualmente, os resultados e as competncias adquiridas no final da formao so os aspetos fundamentais. Contudo, essa avaliao do formador traz certos entraves ao desenvolvimento do seu papel e tarefas nas formaes, muito porque os sistemas de valores no possibilitam aes inovadoras e dinmicas. Assim, o formador encontra-se numa situao dicotmica. Por um lado, apresenta uma posio de abertura face s modificaes nas novas tecnologias, na diversidade cultural, e na prpria modificao social existente; por outro lado, guia as suas formaes, e protegem certos contedos destoantes, que impossibilitam o desenvolvimento de aspetos inovadores.
Formao Pedaggica Inicial de Formadores FPIF
Os formadores tm fixado em si os mtodos de ensino que lhes foram passados pelos seus formadores. Contudo as estratgias dos formadores no podem ser fixas e imperativas, devem sim alcanar a inovao. Para essa situao acontecer necessrio existirem formadores capazes de enfrentar situaes de conflito e situaes adversas s ditas normais. Devem, assim, ser capazes de encontrar um equilbrio entre a tradio e a inovao. Num contexto voltil, com alteraes inesperadas aos mais diferentes nveis organizacionais, as empresas que apostam na formao dos seus Recursos Humanos so aquelas que se mantm competitivas face aos seus concorrentes diretos. Nos dias que correm, a inovao e a promoo de uma organizao em aprendizagem constante so os fatores que retiram a empresa do risco de se tornar obsoleta. necessrio conseguir conciliar uma viso estratgica do negcio, aliada a processos simples e eficazes, e pessoas motivadas, competentes e dinmicas, para, na existncia de variaes na envolvente organizacional, conseguirem fazer face s novas exigncias. pois precisamente neste sentido que a formao se afirma como um instrumento de gesto de recursos humanos essencial para proporcionar uma resposta adequada e consentnea com as exigncias externas. Assim, a aposta nos ativos organizacionais, assume-se hoje em dia como o motor de desenvolvimento de uma organizao. Esta nova realidade organizacional coloca o enfoque ao nvel da gesto da for-mao; ao nvel do levantamento e diagnstico de necessidades formativas; ao nvel da construo de planos de formao que procurem dar resposta s carncias identificadas e que consigam transportar os colaboradores do seu estado atual para o estado desejado. O papel que o formador desempenha ao nvel organizacional de uma importncia fulcral. Desta forma, urge a premncia de se manter atualizado com as atuais prticas pedaggicas formativas e as evolues ao nvel tecnolgico que acrescentam valor sua atividade.
Caracterizar os sistemas de formao com base nas finalidades, no pblico-alvo, nas tecnologias utilizadas e no tipo e modalidade de formao pretendida; Identificar a legislao, nacional e comunitria, que Regulamenta a Formao Profissional; Enunciar as competncias e capacidades necessrias atividade de formador; Discriminar as competncias exigveis ao formador no sistema de formao.
No relevante como se ensina, o que determinante o que se APRENDE... e... em que medida esta aprendizagem se traduz num incremento da produtividade e/ou da qualidade.
Polticas Europeias e Nacionais de Educao/Formao
A Unio Europeia promoveu desde o incio da dcada de 2000 um desenvolvi-mento considervel da poltica de ensino e formao profissional, no mbito da Estratgia de Lisboa, bem como a expanso da aprendizagem poltica mtua pelos pases da Unio, nomeadamente atravs de atividades de aprendizagem pelos pares. O lanamento da nova Estratgia Europa 2020, para o crescimento e emprego, veio confirmar essa importncia e consolidar os esforos at agora empreendidos nesta rea, que se encontra assente num quadro estratgico que engloba os sistemas e nveis de educao e formao no seu todo, numa perspectiva de Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV). Ao mesmo tempo, as reformas do ensino e da formao profissional assumiram uma importncia crescente nas prioridades dos governos dos pases parceiros; na sequncia da evoluo da poltica externa da Unio, esses pases tm manifestado grande interesse pelas polticas europeias. Assim, o instrumento de ajuda pr adeso e o instrumento europeu de vizinhana e de parceria so outros tantos elementos que contriburam para criar um quadro propcio a um processo de aprendizagem reforado entre a Unio e os pases parceiros, com o objectivo de levar a bom termo as reformas iniciadas. O Comunicado de Helsnquia (5 de Dezembro de 2006) sobre o reforo da coo-perao europeia em matria de ensino e formao profissional referia nas suas concluses que a implementao do processo de Copenhaga e das suas prioridades deve ser apoiada, designadamente, pelo intercmbio de informaes, competncias e resultados com pases terceiros, em particular com os pases abrangidos pela poltica de vizinhana da Europa alargada.
Em Portugal necessrio um aumento na aposta da qualificao, o mercado feroz e s os ativos qualificados que, hoje em dia, podem vislumbrar uma hiptese de pr em prtica os conhecimentos detidos. Seguindo um velho provrbio em latim: Per angusta ad augusta Os grandes xitos s se alcanam atravs de grandes dificuldades.
Mdulo N 1 - Formador: Sistema, Contextos e Perfil
As polticas que tm por objectivo reforar a atratividade e a eficcia dos siste-mas de ensino e formao, promover a educao para todos, criar novos modelos de governao que impliquem a participao de todas as partes interessadas, no mbito de parcerias ativas, conceber instrumentos e abordagens destinados a garantir mais transparncia, mais mobilidade e flexibilidade e melhor qualidade, constituem tambm instrumentos que permitem dar resposta aos desafios nacionais colocados aos pases terceiros pela globalizao, a economia baseada no conhecimento e a coeso social. Podem contribuir igualmente para o alargamento e o reforo das parcerias entre a UE e os seus pases parceiros. As abordagens comunitrias em matria de educao e formao, incluindo o mtodo aberto de coordenao, no devem pois ser consideradas unicamente como polticas que correspondem apenas aos desafios internos que se colocam Unio e aos pases aderentes e candidatos. Em 12 de Maio de 2009, foram aprovadas as concluses do Conselho sobre um novo quadro estratgico para a cooperao europeia nas reas da educao e formao (EF 2020), para o perodo 2010-2020. Tendo sido estabelecidos os seguintes novos benchmarks para 2020: Uma mdia de pelo menos 15 % de adultos dever participar na aprendizagem ao longo da vida; A percentagem de alunos de 15 anos com fraco aproveitamento em leitura, matemtica e cincias dever ser inferior a 15 %; A percentagem de adultos de 30-34 anos com nvel de ensino superior dever ser de pelo menos 40 %; A percentagem de alunos que abandonam o ensino e a formao dever ser inferior a 10 %; Pelo menos 95 % das crianas entre 4 anos e a idade de incio do ensino primrio obrigatrio devero participar no ensino prescolar.
Para a Europa se desenvolver como sociedade do conhecimento e ser competitiva numa economia globalizada, essencial que o ensino e a formao sejam de elevada qualidade. Embora cada pas decida da sua prpria poltica de educao, os pases da UE estabelecem objetivos comuns e trocam entre si boas prticas. A UE financia programas que ajudam os cidados a tirar o melhor partido das suas capacidades e do potencial econmico da UE, estudando, fazendo aes de formao ou trabalhando como voluntrios noutros pases. No perodo de 2007 a 2013, a UE afectou cerca de 13 mil milhes de euros aprendizagem ao longo da vida e a intercmbios internacionais, nomeadamente atravs dos seguintes programas:
Leonardo da Vinci: programa que apoia financeiramente aes de formao profissional, sobretudo estgios para jovens aprendizes e estgios em empresas de outros pases, bem como projetos de cooperao entre estabelecimentos de formao profissional e empresas; Erasmus: programa de mobilidade e de cooperao entre universidades que, desde 1987, j contou com a participao de 2 500 milhes de pessoas. O programa Erasmus Mundus d a jovens licenciados do mundo inteiro a possibilidade de fazer um mestrado ou doutoramento em reas que envolvam consrcios de, pelo menos, trs universidades europeias; Grundtvig: programa que apoia a educao para adultos, especialmente parcerias, redes e aes de mobilidade transnacionais; Comenius: programa de cooperao entre estabelecimentos de ensino e respectivos professores e intercmbio entre alunos do ensino secundrio, apoiando igualmente as parcerias entre escolas atravs da Internet (eTwinning); Marie Curie: programa que apoia a formao profissional e incentiva a mobilidade dos investigadores, a partir do grau de ps-graduao.
Foram, igualmente, estabelecidos quatro importantes objetivos: Tornar a ALV e a mobilidade em realidade; Melhorar a qualidade e eficincia da educao e formao; Promover a equidade, coeso social e cidadania; Promover a criatividade, inovao e empreendedorismo. O financiamento da UE tambm promove a cooperao poltica, a aprendizagem das lnguas, a aprendizagem em linha (e-learning) e a divulgao e o intercmbio de boas prticas.
PARTICIPANTES DE PASES TERCEIROS
Muitos destes programas esto abertos a estudantes, professores e estabelecimentos de ensino de outros pases, nomeadamente de pases vizinhos da UE ou de pases candidatos adeso. Atravs de outros programas e acordos de cooperao, a UE tambm incentiva intercmbios e cursos sobre a integrao europeia, com a colaborao de cerca de 80 pases de todo mundo. Europass Os documentos Europass ajudam os cidados a apresentar as suas competncias e qualificaes, pondo em destaque, num formato nico, o que aprenderam e o que so capazes de fazer. Desta forma, os empregadores tm menos dificuldade em compreender os sistemas de qualificaes dos outros pases e os trabalhadores podem encontrar mais facilmente trabalho no estrangeiro. Os documentos Europass1 so os seguintes: 1.	CV Europass; 2.	Passaporte de Lnguas Europass; 3.	Europass - Mobilidade (registo dos perodos de aprendizagem efectuados no estrangeiro); 4.	Europass-Suplemento ao Certificado (competncias relacionadas com um certificado de formao profissional) 5.	Europass-Suplemento ao Diploma (registo do percurso dos estudantes do ensino superior)
Os pases da UE colaboram com outros cinco pases atravs do Processo de Copenhaga, um frum para debater questes relacionadas com o ensino e a formao profissional, tal como um sistema de crditos europeu e uma rede de garantia da qualidade. No que se refere ao ensino superior, a UE est a trabalhar com 20 outros pases no mbito do Processo de Bolonha, com vista criao de um Espao Europeu de Ensino Superior, destinado a promover o reconhecimento mtuo de perodos de estudo, qualificaes comparveis e normas de qualidade uniformes.
COMUNIDADES DE CONHECIMENTO E INOVAO
O Instituto Europeu de Inovao e Tecnologia (IET), criado para promover a excelncia no ensino superior e nas reas da investigao e da inovao, receber 309 milhes de euros de fundos da UE no perodo de 2008 a 2013. O IET ajuda a traduzir os resultados da investigao em aplicaes comerciais atravs da criao de comunidades de conhecimento e inovao que renem universidades, organismos de investigao, empresas e fundaes. Entre as suas prioridades, contam-se, desde o incio, as alteraes climticas, as fontes de energia renovveis e a prxima gerao de tecnologias da informao e da comunicao. Mais oportunidades para os jovens... A iniciativa Juventude em Movimento procura melhorar o nvel de educao e a empregabilidade dos jovens:
O programa da UE que permite aos jovens estudar no estrangeiro deve o seu nome ao grande humanista do sculo XVI, Erasmo (Erasmus, em latim). Qualificaes: garantir a comparabilidade e facilitar o reconhecimento Alm dos documentos Europass, a UE est a tornar mais comparveis os sistemas nacionais de qualificaes atravs de um quadro europeu de qualificaes (QEQ) para a aprendizagem ao longo da vida. Assim, em 2012, cada nova qualificao adquirida na UE ter equivalncia a um dos oito nveis de referncia do QEQ.
Tornando a educao e a formao mais relevantes; Incentivando mais jovens a utilizar bolsas de estudo da UE para prosseguir os estudos ou uma formao noutro pas; Incentivando os pases da UE a tomar medidas que contribuam para simplificar a transio do ensino para o mercado de trabalho. ...e no apenas em termos de educao e mobilidade
http://europass.cedefop.europa.eu/pt/documents/diploma-supplement
A Estratgia Europeia para a Juventude e o Pacto Europeu para a Juventude (2005) definem princpios comuns para a criao de oportunidades para os jovens.
De forma complementar, os mesmos organismos contribuiro para o desenvolvimento organizacional e para a mudana, atravs de intervenes interdimensionais. Neste novo paradigma, professores e formadores necessitam de implementar novas competncias, de forma complementar s apresentadas no referencial anterior.
reas de Competncias Competncias e Conhecimento Metodolgico Conhecimento Conhecimento Dominar os principais processos de promoo de aprendizagem ao longo da vida Metodologia Temas Principais Sociedade do conhecimento Polticas europeias Sistemas nacionais e setoriais de emprego Sistemas europeus e nacionais de formao profissional Polticas e planos de formao Metodologia de ao investigao Avaliao de capacidades e competncias Emprego e planificao de gesto de competncias estudos qualitativos e quantitativos Sistemas e entidades de formao profissional Organizaes aprendentes Gesto de competncias, gesto de conhecimento/groupware Sistema de qualidade em empresas e centros de formao Metodologia de mudana organizacional construo e consolidao de parcerias e de redes de trabalho Metodologia de gesto de qualidade Metodologia de gesto de conhecimento Didtica vocacional Produo e diversificao de competncias vocacionais Orientao vocacional Modularizao, individualizao, orientao Construo de caminhos de profissionalizao Diagnstico, avaliao, aconselhamento Auto-formao Aulas particulares Valorizar a implicao dos atores no processo de aprendizagem ao longo da vida Experincia e aprendizagem adquirida atravs de situaes de trabalho (aprender fazendo/ aprender usando) Favorecer comportamentos empresariais Aumentar a mobilidade e a empregabilidade Desenvolver as prticas TIC VKE, validao do conhecimento adquirido atravs da experincia Transmisso de conhecimento inter-geraes Geto de projeto E-learning Gesto de atividades de grupo
Esta estratgia Estabelece uma abordagem trans-sectorial, com aes a curto e longo prazo nos domnios mais importantes para os jovens europeus (educao, emprego, sade, cultura, voluntariado, participao, incluso social, etc.); Destaca a importncia da experincia profissional ; Define medidas para uma melhor aplicao das polticas da juventude a nvel da UE; Convida todos os pases da UE a manter um dilogo permanente com os jovens; Incita a um reforo da investigao e definio de uma poltica da juventude mais assente em dados concretos.
Conhecimento Dominar o funcionamento da Sociedade do Conhecimento e a promoo da experincia Metodologia
Dominar o funcionamento das organizaes aprendentes e os mtodos de gesto do conhecimento
PROGRAMA JUVENTUDE EM AO
Promove uma participao ativa dos jovens na comunidade e apoia vrios projetos destinados a reforar o sentimento de cidadania europeia dos jovens como, por exemplo, aes de trabalho voluntrio noutro pas atravs do Servio Voluntrio Europeu. Entre 2007 e 2013, a UE dever investir quase 900 milhes de euros nessas atividades. Visando a construo da Sociedade do Conhecimento, promovendo o valor da experincia (e, em particular, da experincia profissional), a poltica Europeia produziu orientaes para a Educao e a aprendizagem ao longo da vida que assegurem o desenvolvimento sustentvel da pessoa e do seu percurso profissional. Deste ponto de vista, experincias tidas ao nvel individual, colectivo, profissional e cvico sero analisadas, questionadas e validadas, por organismos de formao e validao.
Dominar os temas principais da elaborao e planificao de cursos de formao
Tabela 2. Competncias de formadores e atores de formao profissional resultantes das orientaes estratgicas europeias (Cedefop, 2000-2010, diversas publicaes).
O Sistema e Catlogo Nacional de Qualificaes
SISTEMA Conjunto de elementos ou partes interdependentes que constituem uma totalidade organizada.
A continuao deste esforo pressupe agora um trabalho comum de todas as partes interessadas, em parceria com a Unio Europeia, a concepo de uma viso global do papel das competncias e das qualificaes, ao servio do desenvolvimento econmico e social, a aplicao de uma verdadeira estratgia de educao e formao ao longo da vida, o reforo da capacidade administrativa e tcnica em matria das questes relacionadas com a educao e a formao e a atribuio de recursos adequados, humanos e financeiros. A parceria essencial a todos os nveis, entre os agentes a mobilizar, nomeadamente os parceiros sociais, nas tambm entre os agentes a nvel nacional/local e os seus parceiros da Unio, no mbito de parcerias de aprendizagem poltica destinadas a garantir uma boa adaptao aos contextos locais, bem como uma boa implantao das medidas no contexto local, ao servio de objetivos nacionais.
Roland Doron & Franoise Parot (2001)
Sistema Nacional de Qualificaes promove uma articulao efetiva entre a formao profissional inserida, quer no Sistema Educativo, quer no Mercado de Trabalho, estabelecendo objetivos e instrumentos comuns no contexto de um enquadramento institucional renovado.
SISTEMA DE FORMAO
No sistema de Formao tal como em qualquer outro sistema, existe uma entrada (as pessoas a formar), um processo de transformao que se carateriza pelo processo de Formao, e finalmente uma sada (as pessoas formadas). Ao processo de Formao esto ligados dois conceitos: Desenvolvimento Pessoal Educao. Aquisio de Competncias Especficas Formao.
Por Educao entende-se a aquisio de competncias para a vida em sociedade - Preparao para a Vida. A Formao Profissional carateriza-se pela aquisio de competncias diretamente transferveis para o exerccio profissional - Preparao para a Vida Ativa. Vem assumir objectivos j firmados na Iniciativa Novas Oportunidades, desde logo a promoo da generalizao do nvel secundrio como qualificao mnima da populao, identificando os instrumentos necessrios sua efectiva execuo. A No mbito do Sistema Nacional de Qualificaes so criados:
A Caderneta Individual de Competncias, onde se registam as competncias adquiridas ou desenvolvidas pelo indivduo ao longo da vida, referidas no Catlogo Nacional de Qualificaes, bem como aes de formao concludas com aproveitamento que no correspondam s que deram origem s competncias registadas. A Caderneta Individual de Competncias um documento oficial, pessoal, intransmissvel e facultativo, permitindo aos indivduos apresentar e comunicar de forma mais eficaz as formaes e competncias que foram adquirindo ao longo da vida, bem como permite aos empregadores apreender de modo mais fcil a adequao das competncias dos candidatos aos postos de trabalho.
O Quadro Nacional de Qualificaes, que define a estrutura de nveis de qualificao, tendo como referncia os princpios do Quadro Europeu de Qualificaes, no que diz respeito descrio das qualificaes nacionais em termos de resultados de aprendizagem, de acordo com os descritores associados a cada nvel de qualificao. O Quadro Nacional de Qualificaes visa integrar os subsistemas nacionais de qualificao e melhorar o acesso, a progresso e a qualidade das qualificaes em relao ao mercado de trabalho e sociedade civil. O Catlogo Nacional de Qualificaes, que se apresenta como um instrumento dinmico, integrando as qualificaes baseadas em competncias e identificando, para cada uma, os respetivos referenciais de competncias, de formao e o nvel de qualificao de acordo com o Quadro Nacional de Qualificaes. A obteno de uma qualificao prevista no Catlogo Nacional de Qualificaes comprovada por Diploma de Qualificao, o qual deve referir o nvel de qualificao correspondente, de acordo com o Quadro Nacional de Qualificaes, bem como a atividade profissional para a qual foi obtida qualificao. A concluso com aproveitamento de uma ou mais unidades de formao desenvolvidas com base nos referencias do Catlogo Nacional de Qualificaes, que no permita de imediato a obteno de qualificao ou a concluso de um processo de reconhecimento e validao de competncias, comprovada por um Certificado de Qualificaes. A concluso com aproveitamento de uma ao de formao no inserida no Catlogo comprovada por certificado de formao profissional e efetuado registo na caderneta individual de competncias, para efeitos de progresso escolar e profissional, atravs dos Centros Novas Oportunidades.
Podem aceder Caderneta Individual de Competncias: - Os cidados titulares da Caderneta, mediante registo no endereo: www.cadernetadecompetencias.gov.pt. - As entidades formadoras (escolas, centros de formao e entidades formadoras certificadas) e os Centros Novas Oportunidades, atravs do SIGO, mediante as respectivas credenciais de acesso. - As entidades empregadoras, mediante credenciais de consulta facultadas pelo titular da Caderneta.
B Constituem a Rede de Entidades Formadoras do Sistema Nacional de Qualificaes:
DESCRITORES DOS NVEIS DE QUALIFICAO DO QNQ
O QNQ estrutura-se em 8 nveis de qualificao caracterizados em funo de 3 domnios para a definio dos resultados de aprendizagem: Descritores dos nveis do Quadro Nacional de Qualificaes [acordo com a Recomendao do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Abril de 2008, relativa instituio do Quadro Europeu de Qualificaes para a aprendizagem ao longo da vida (JO, n. C 111, de 6 de Maio de 2008)]
Os Centros Novas Oportunidades; Os Estabelecimentos de ensino bsico e secundrio do ME; Os Centros de formao profissional e de reabilitao profissional de gesto direta e participada do IEFP; As escolas profissionais; Os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo com paralelismo pedaggico; As Entidades formadoras de outros ministrios; As Entidades com estruturas formativas certificadas, do sector privado.
Nvel I 2 ciclo do ensino bsico.
Conhecimentos gerais bsicos. Aptides bsicas necessrias realizao de tarefas simples. Trabalhar ou estudar sob superviso direta num contexto estruturado.
Conhecimentos Aptides C Obteno de Qualificaes A qualificao pode: Atitudes Nveis de Educao e de Formao
Ser obtida atravs de formao inserida no Catlogo Nacional de Qualificaes, desenvolvida no mbito do Sistema de Educao e Formao; Resultar do reconhecimento, validao e certificao de competncias adquiridas noutras formaes e noutros contextos da vida profissional e pessoal (Ver Sistema RVCC); Resultar do reconhecimento de ttulos adquiridos noutros pases. O reconhecimento de ttulos da responsabilidade da Agncia Nacional para a Qualificao, I.P, quando no estiver abrangido pela Diretiva 2005/36/CE
Nvel II Conhecimentos factuais bsicos numa rea de trabalho ou de estudo.
Aptides cognitivas e prticas necessrias para a aplicao de informao adequada realizao de tarefas e resolu-o de problemas correntes por meio de regras e instrumentos simples. Estudar ou trabalhar sob superviso, com um certo grau de autonomia. 3 ciclo do ensino bsico.
Conhecimentos Aptides
Atitudes Para mais informaes sobre o Sistema Nacional de Qualificaes consulte o site da Agncia Nacional para a Qualificao, I.P. no seguinte endereo: http://www.anq.gov.pt/default.aspx. Nveis de Educao e de Formao
Conhecimentos de factos, princpios, processos e conceitos gerais numa rea de estudo ou de trabalho. Uma gama de aptides cognitivas e prticas necessrias para a realizao de tarefas e a resoluo de problemas atravs da seleo e aplicao de mtodos, materiais e de informaes bsicas. Assumir responsabilidades para executar tarefas numa rea de estudo ou de trabalho. Adaptar o seu comportamento s circunstncias para os fins da resoluo de problemas. Ensino secundrio, via de prosseguimento de estudos. Nvel 3, sem concluso do ensino secundrio.
Nvel V Conhecimentos
Conhecimentos abrangentes, especializados, factuais e tericos numa determinada rea de estudo ou de trabalho e conscincia dos limites desses conhecimentos. Uma gama abrangente de aptides cognitivas e prticas necessrias para conceber solues criativas para problemas abstratos. Gerir e supervisionar em contextos de estudo ou de trabalho sujeitos a alteraes imprevisveis. Rever e desenvolver o seu desempenho e o de terceiros. Nvel 4 de formao.
Aptides
Nveis de Educao e de Formao
Atitudes Nveis de Educao e de Formao
Conhecimentos factuais e tericos em contextos alargados numa rea de estudo ou trabalho. Uma gama de aptides cognitivas e prticas necessrias para conceber solues para problemas especficos numa rea de estudo ou trabalho. Gerir a prpria atividade no quadro das orientaes estabelecidas em contextos de estudo ou de trabalho, geralmente previsveis, mas susceptveis de alterao. Supervisionar as atividades de rotina de terceiros, assumindo determinadas responsabilidades em matria de avaliao e melhoria das atividades em contextos de estudo ou de trabalho. Ensino secundrio e nvel 3 de formao.
Nvel VI Conhecimentos
Conhecimentos aprofundados de uma determinada rea de estudo ou de trabalho que implica uma compreenso crtica de teorias e princpios. Aptides avanadas que revelam a mestria e a inovao necessrias resoluo de problemas complexos e imprevisveis numa rea especializada de estudo ou trabalho. Gerir atividades ou projetos tcnicos ou profissionais complexos, assumindo responsabilidade da tomada de decises em contexto de estudo ou de trabalho imprevisveis. Assumir responsabilidades em matria de gesto do desenvolvimento profissional individual e coletivo. Bacharelato e licenciatura.
Nvel VII
Conhecimentos altamente especializados, alguns dos quais se encontram na vanguarda do conhecimento numa determinada rea de estudo ou de trabalho, que sustentam a capacidade de reflexo original e ou investigao. Conscincia crtica das questes relativas aos conhecimentos numa determinada rea e nas interligaes entre vrias reas. Aptides especializadas para a resoluo de problemas em matria de investigao e/ou inovao, para desenvolver novos conhecimentos e procedimentos e integrar os conhecimentos de diferentes reas. Gerir e transformar contextos de estudo ou de trabalho complexos, imprevisveis e que exigem abordagens estrat-gicas novas. Assumir responsabilidades por forma a contribuir para os conhecimentos e as prticas profissionais e/ou para rever o desempenho estratgico de equipas. Mestrado
Nvel VIII
Conhecimentos de ponta na vanguarda de uma rea de estudo ou de trabalho e na ligao entre reas. As aptides e as tcnicas mais avanadas e especializadas, incluindo capacidade de sntese e de avaliao, necessrias para a resoluo de problemas crticos na rea de investigao e/ou da inovao para o alargamento e a redefinio dos conhecimentos ou das prticas profissionais existentes. Demonstrar um nvel considervel de autoridade, inovao, autonomia, integridade cientfica ou profissional e assumir um firme compromisso no que diz respeito ao desenvolvimento de novas ideias ou novos processos na vanguarda de contextos de estudo ou de trabalho, inclusive em matria de investigao. Doutoramento
Fonte: Portaria n782/2009, de 23 de Julho
Principais Ofertas Formativas Disponveis DIFERENAS ENTRE ENSINO E FORMAO
Temas Objetivo No Ensino Um diploma Na Formao Saber-saber Saber-fazer Saber-ser Saber-evoluir Necessidades dos participantes Preparar para melhorar a produo Formando/empresa Aparentemente caro Flexveis Sequncia de temas e pontos-chave Saber (para saber) Saber-Fazer Saber-ser (atitude perante o trabalho) Sobre o sistema e resultados Das competncias 10 a 20 Sala de Formao Terica / posto de trabalho Sistemas multimdia Formador Formando Ativo Participa Assistido Perguntas sempre possveis
As ofertas de formao profissional podem estar inseridas no sistema educativo ou no mercado de trabalho, estando sob a tutela de ministrios diferentes. Cursos inseridos no Mercado de Trabalho Destinatrios Objetivo Nvel
Aprendizagem em Alternncia Jovens sem diploma (4 ou 6 ano de escolaridade) com o 9 ano. Jovens ou adultos com o 2 ciclo do ensino bsico; jovens no qualificados ativos no qualificados ou ativos no qualificados. Formao integrada e prxima da realidade de trabalho. Certificao profissional de nvel I ou II; III ou IV; equivalncia escolar.
Prioridade Finalidade Iniciativa Custo para o aluno Horrios Programa
O programa Socializao Estado/ famlia Barato Rgidos Elaborado/ Preciso
Saber ( para saber) Saber ser - atitude perante a vida.
Avaliao Certificao N. de Alunos/Formandos Espao Tpico Meios Docente Discente Grupo Atividade do discente Trabalho pessoal Liberdade de expresso
Sobre o aluno Do curso 40 a 500 Sala de aula Quadro/ livros Professor Aluno Passivo Escuta No assistido Poucas perguntas
Qualificao Inicial e Profissional
Facilitar a insero na vida ativa.
Certificao profissional nveis II e III.
Programa Educao Formao
Jovens ou adultos que no tenham terminado o 9 ano ou com o 2 ciclo do ensino bsico
A RETER Atualmente, a formao profissional tem um papel indispensvel para a maioria dos profissionais das mais diversas reas. Por um lado, existem jovens que procuram adquirir conhecimentos de base, por outro lado, os experientes procuram reforar as suas posies bem como reforar os seus conhecimentos. necessrio, hoje, no mercado atual, ser um timo operador de funes, mas ainda mais importante ser um timo profissional, um profissional competente, e conhecedor da sua rea e capaz de alargar os seus conhecimentos e interesses s demais reas.
Aumentar a empregabilidade e as condies de insero socioprofissional das pessoas que abandonaram o ensino antes de concluir a escolaridade obrigatria.
Certificao profissional de nvel II; equivalncia escolar ao 9 ano.
Formao Profissional Inserida no Mercado de Emprego
Entende-se por formao profissional inserida no mercado de emprego a que destinada especificamente a ativos, por conta prpria ou de outrem, podendo tambm ser destinada a candidatos ao primeiro emprego. O objetivo principal o exerccio qualificado de uma atividade profissional. Esta formao promovida por empresas, associaes empresariais, centros de formao e outras entidades empregadoras ou formadoras.
Entidade Responsvel Pela Certificao
(Decreto-Lei n. 95/92 de 23 de Maio artigo 8 n. 1) Instituto de Emprego e Formao Profissional (IEFP) (http://www.iefp.pt) Outros Servios e Organismos com competncia reconhecida para certificar. O Instituto do Emprego e Formao Profissional, IP, o servio pblico de emprego nacional e tem como misso promover a criao e a qualidade do emprego e combater o desemprego, atravs da execuo das polticas ativas de emprego e formao profissional. (FONTE: IEFP). O IEFP, IP, criado em 1979, um Instituto Pblico com autonomia administrativa e financeira, Tutelado pelo Ministrio da Economia e do Emprego. Para cumprimento da sua misso dispe de servios desconcentrados e de uma estrutura que apoia todos os seus Utentes no territrio nacional. Na pgina oficial do IEFP (www.iefp.pt) encontram-se vrios itens relacionados com a Formao Profissional abordados: Modalidades de Formao	Formao Profissional	Entidades Oferta Formativa	Formadores	Reconhecimento, Validao e Certificao de Competncias RVCC Certificao Profissional	Educao e Formao (Programas e Iniciativas de mbito Comunitrio) Projetos e Parcerias	Ponto Nacional de Referncia para as Qualificaes (PNRQ)	Legislao
Conceitos e Fundamentos Formao Profissional
() Processo global e permanente atravs do qual jovens e adultos, a inserir ou inseridos na vida activa, se preparam para o exerccio de uma actividade profissional. () Actividades organizadas com o fim de proporcionar a oportunidade e os meios para habilitar pessoas com os conhecimentos, com capacidades e com as atitudes necessrias para o exerccio de determinadas profisses numa determinada empresa ou organizao produtiva() In anlise de trabalho abordagem sistmica de Accio P. Duarte IEFP, CNFF
A formao profissional assume um papel central e de crescente importncia (a par da educao) perante os novos desafios que surgem no pas e, na Unio Europeia: globalizao, envelhecimento da populao, emergncia e utilizao crescente de novas tecnologias e consequente necessidade de atualizao e aquisio de competncias. A operacionalizao de processos de reconhecimento, validao e certificao de competncias profissionais - guia de apoio, Lisboa, ANQ. 2Idem. Segundo informao disponibilizada pelo IEFP, a Formao Profissional poder ser caracterizada por um processo global e permanente que abrange um conjunto de atividades que se organizam e desenvolvem com a finalidade de preparar jovens e adultos para desempenharem uma determinada profisso. Esta preparao consiste na aquisio de competncias e atitudes, cuja integrao possibilitam a adoo dos comportamentos adequados ao desempenho profissional. Tais desafios requerem um aumento do investimento no capital humano e na necessria adaptao dos sistemas de educao e formao existentes. A aposta na formao profissional conduz estruturao e competitividade dos mercados de trabalho e do tecido econmico no seu todo. A educao e a formao assumem, assim, um papel decisivo na transio para uma sociedade e economia baseadas no conhecimento. Habilitar uma pessoa para a vida ativa assim, proporcionar-lhe a oportunidade e os meios para que esta adquira os conhecimentos o saber - as capacidades o saber-fazer - as atitudes o saber-ser/estar - necessrios para o exerccio de determinada profisso, e ainda o saber/evoluir. Tratando-se de Formao Profissional, importa ter bem presente que as competncias que uma pessoa adquire ou desenvolve na formao devem corresponder s funes que esta pessoa vai desempenhar na organizao produtiva em que est empregada, ou em organizaes produtivas em que possa vir a encontrar emprego. O Decreto-Lei n. 396/2007, de 31 de dezembro, que estabelece o regime jurdico do Sistema Nacional de Qualificaes (SNQ), a melhoria da qualidade da formao profissional, das suas prticas e dos seus resultados, exige uma atuao que promova a capacidade tcnica e pedaggica dos formadores, atravs do reforo permanente das suas competncias. Neste sentido, o novo regime jurdico, aprovado pela Portaria n 214/2011 de 30 de maio, procura responder a estas necessidades, definindo novas
regras relativas aos dispositivos de qualificao e certificao pedaggica de formadores, sejam eles de Formao Inicial, Contnua ou de Reconhecimento, Validao e Certificao de Competncias, com mais exigncia, coerncia e transparncia, facilitando a perceo por parte dos diversos pblicos e das entidades formadoras e simplificando e desburocratizando procedimentos. Este diploma legal pretende reforar a qualidade da Formao Profissional atravs da realizao dos seguintes objetivos: Valorizar a certificao da aptido pedaggica do formador, estimulando a mobilizao das competncias capazes de induzir uma relao pedaggica eficaz em diferentes contextos de aprendizagem; Estabelecer a obrigatoriedade da Formao Pedaggica Inicial para o acesso atividade de formador garantindo uma interveno qualificada neste domnio;
A diferena na qualidade de vida profissional das pessoas com ou sem Formao Contnua atualmente comparvel diferena entre a qualidade da gua do charco e a da corrente do rio. A primeira no tem a qualidade prpria por no ser renovada, a segunda pode ter qualidade por estar em contnuo movimento. Jos Martins dos Santos (2008) Importa que aquilo que a pessoa aprende na formao no seja apenas teoria (conhecimentos/saberes), esta dever ser capaz de resolver problemas, bem como realizar as tarefas que lhe vo ser exigidas, mobilizando, para isso, os conhecimentos, os saberes necessrios, adotando os comportamentos convenientes. A Formao Profissional pode, assim, assumir diversas formas e pode visar diversas finalidades.
Finalidades da Formao Profissional
O Saber Ser/Estar (scio-profissional e geral) Atitudes, comportamentos (competncias sociais e relacionais), modos de estar adequados funo e s necessidades do contexto; apela s qualidades interpessoais.
Em termos de finalidades poderemos identificar as seguintes:
Integrao e realizao socioprofissional dos formandos; Adequao do trabalhador ao posto de trabalho; Promoo da igualdade de oportunidades, no acesso profisso, ao emprego e progresso na carreira; Modernizao e desenvolvimento integrado das organizaes, da sociedade e da economia; Fomento da criatividade, da inovao e do esprito de iniciativa e da capacidade de relacionamento.
A formao atual privilegia a formao tcnica operativa, que a face mais visvel, mas tambm a formao cientfica e tecnolgica, a formao socioprofissional e a formao geral de base.
O Saber Evoluir Conjugao de conhecimentos, capacidades e atitudes que visam a adaptao a novas situaes.
O Saber (cientfica, tcnica e tecnolgica) Conhecimentos gerais e especficos necessrios ao exerccio da funo; apela ao raciocnio. Estes conhecimentos so denominados de conhecimentos tericos.
O Saber Fazer (tcnica operativa) Capacidade para realizar o trabalho inclui o conjunto de instrumentos, mtodos e tcnicas necessrias para um bom desempenho profissional; apela s qualidades de operacionalizao dos saberes tcnicos, tecnolgicos e cientficos.
- Conhecimentos gerais e especficos o saber-saber - Capacidades prticas o saber-fazer - As atitudes e comportamentos o saber-ser/estar - Conjugao de conhecimentos, capacidades e atitudes - o saber-evoluir
Verificao de Conhecimentos
Legislao de Enquadramento da Formao Profissional
A formao profissional inserida no sistema educativo e a inserida no mercado de emprego distinguem-se pela base institucional dominante a escola e a empresa, respetivamente e pelos destinatrios especficos no primeiro caso a populao escolar, incluindo o ensino recorrente de adultos e a educao extra-escolar, e, no segundo, a populao ativa empregada ou desempregada, incluindo os candidatos ao 1 emprego. A Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE) Lei n. 46/86 define o sistema educativo portugus como o conjunto de meios pelos quais se concretiza o direito educao. Distingue a educao pr-escolar, a educao escolar e a educao extraescolar. Na educao escolar, a LBSE diferencia a modalidade normal e a modalidade especial. A primeira integra o ensino bsico, o ensino secundrio e o ensino superior, politcnico e universitrio. A formao profissional compreende a iniciao, a qualificao, o aperfeioamento, a especializao e a reconverso.
Associe os conceitos da coluna A com as definies da coluna B, ligando-os atravs de numerao:
Adotar atitudes e tomar conscincia de determinados aspetos ligados ao comportamento, nomeadamente s competncias sociais e relacionais
Conjunto dos conhecimentos gerais ou especializados necessrios ao exerccio da funo
Conjugao de conhecimentos, capacidades e atitudes que visam a adaptao a novas situaes
()O decreto-lei n. 401/91 e o decreto lei n405/91 veiram introduzir ainda uma outra nomenclatura, esta dita especfica da formao profissional, que distingue a formao profissional inserida no sistema educativo e a formao profissional inserida no mercado de emprego. In a Formao Profissional Em Portugal IEFP Departamento de Formao Profissional, 1996
Saber - Evoluir
Tcnica Operativa- Domnio dos instrumentos e mtodos cuja utilizao necessria para um bom desempenho profissional
Legislao da Atividade de Formador
Formador "... O profissional que, na realizao de uma ao de formao, estabelece uma relao pedaggica com os formandos, favorecendo a aquisio de conhecimentos e competncias, bem como o desenvolvimento de atitudes e formas de comportamento, adequados ao desempenho profissional. In Certificao de Formadores Legislao e Perfil Funcional
No enquadramento jurdico atual, para ser formador necessrio um conjunto de requisitos cumulativos que incluem a preparao psicossocial do indivduo, a formao cientfica e tcnica e, ainda, a preparao ou formao pedaggica, adaptadas ao nvel e contexto em que se desenvolve a formao. A certificao dos formadores, para alm da preparao psicossocial do indivduo, envolve, assim, duas vertentes intrinsecamente ligadas e determinadas para a qualidade do processo formativo: Certificao de competncias pedaggicas; Reconhecimento da capacidade tcnica.
A partir de Janeiro de 2012, a candidatura deve ser formalizada atravs do NetForce Portal para a formao e certificao de formadores e outros profissionais, que ser disponibilizado no seguinte endereo: http:// netforce.iefp.pt, sendo automtica no caso de o candidato ter frequentado a formao pedaggica inicial.
O Instituto do Emprego e Formao Profissional (IEFP) foi designado entidade certificadora responsvel pela certificao de formadores. Nesta qualidade, o IEFP iniciou o processo de certificao da aptido pedaggica dos formadores, cabendo, complementarmente entidade formadora, verificar se as competn-cias tcnicas dos seus formadores so adequadas aos contedos e ao nvel de formao, das aes que desenvolvem.
Validade da Certificao
Requisitos de Acesso, segundo IEFP
Podem aceder ao Certificado de Competncias Pedaggicas os candidatos que se encontrem numa das seguintes situaes: Ter frequentado um curso de Formao Pedaggica de Formadores, homologado pelo IEFP, com durao igual ou superior a 90 horas; Tenham sido avaliados no mbito de um processo de Reconhecimento, Validao e Certificao de Competncias Pedaggicas (RVCCFOR); Seja detentores de diploma ou certificado de habilitaes de nvel superior que confira competncias pedaggicas correspondentes s definidas no referencial, reconhecidas pelo IEFP, IP. Como equivalentes s desenvolvidas no mbito da formao pedaggica inicial.
Com a entrada em vigor da Portaria n. 994/2010, de 29 de Setembro, os Certificados de Aptido Pedaggica (CAP) de Formador deixam de ter validade, no carecendo de ser objeto de renovao. A mesma Portaria estipula que os CAP de Formador que a 30 de Setembro se encontrem caducados passam a estar em vigor daquela data em diante. A possibilidade de acesso ao antigo CAP, por via da experincia, para candidatos com um mnimo de 180 horas de experincia formativa desenvolvida entre 1 de Janeiro de 1990 e 1 de Janeiro de 1998, deixou de estar disponvel com a revogao dos Decretos Regulamentares n. 66/94, de 18 de Novembro, e n. 26/97, de 18 de Junho. O Certificado de Competncias Pedaggicas de Formador estabelecido atravs da Portaria 214/2011, de 30 de Maio, tambm no apresenta prazo de validade nem passvel de renovao, o que no dispensa os titulares da necessidade de manterem atualizadas as respectivas competncias.
A Validade do CCP de Formador , desde Setembro de 2010, vitalcia - era de 5 anos. (Portaria n. 994/2010)
Encargos Procedimentais
Detentores de habilitao profissional para a docncia; Docentes do ensino superior universitrio e politcnico; Responsveis da administrao educacional e das atividades de formao avanada para o sistema cientfico e tecnolgico.
A Portaria 214/2011, de 30 de Maio, prev o pagamento de taxas relativas aos encargos procedimentais da emisso do Certificado de Competncias Pedaggicas de Formador, mantendo-se, at publicao do Despacho Conjunto nela previsto, os valores apresentados na tabela seguinte: SERVIOS Emisso do Certificado de Competncias Pedaggicas - Via da Formao Emisso do Certificado de Competncias Pedaggicas - Via da Experincia (RVCCFOR) Aplicao do Regime excecional Emisso de 2 via do Certificado de Competncias Pedaggicas Autorizao de funcionamento de curso de Formao Pedaggica Inicial de Formadores
50,00 100,00 25,00 25,00 250,00
Bolsa Nacional de Formadores Aceda NetBolsa Formadores para: Inserir ou atualizar dados de entidades formadoras; Disponibilizar ou pesquisar currculos de formadores; Pesquisar aes de Formao de Formadores; Ler notcias e destaques.
Oferta de Formao Pedaggica de Formadores da rede do IEFP, IP Pesquise na base de dados a oferta formativa (inicial ou contnua) promovida diretamente pelo IEFP, IP. Consulte os Cursos / Aes de Formao Pedaggica de Formadores Homologados pelo IEFP, IP. Documentao necessria: Ficha de candidatura; Fotocpia do Bilhete de Identidade ou Passaporte*; Certificado de Habilitaes Literrias*; Certificado de Formao Pedaggica de Formadores*, onde conste a durao total, os contedos programticos e a data de realizao. *Fotocpias autenticadas Legislao aplicvel: Decreto Regulamentar n. 26/97, de 18 de Junho; Portaria n. 1119/97, de 5 de Novembro; Portaria n. 994/2010, de 29 de Setembro.
A ttulo excecional, o IEFP, IP pode autorizar a interveno na formao dos profissionais que, no sendo certificados, possuam especial qualificao acadmica e/ou profissional no disponvel ou pouco frequente no mercado de trabalho. Pode tambm autorizar a interveno de profissionais que, detendo uma qualificao inferior quela em que se enquadra a ao de formao a realizar, apresentem uma qualificao profissional no disponvel ou pouco frequente no mercado de trabalho. O pedido de autorizao formulado pela entidade formadora ao IEFP, I.P, com uma antecedncia mnima de 20 dias teis face ao incio da ao, atravs do preenchimento do formulrio Regime Excepcional. Estes pedidos esto sujeitos cobrana de 25 de encargos procedimentais. Iseno da Certificao de Competncias Pedaggicas Encontram-se isentos de Certificado de Competncias Pedaggicas os seguintes profissionais:
No final do manual poder encontrar um resumo da Legislao mais importante. Aconselhamos a todos a sua leitura.
O formador deve informar (transmitir conhecimentos), instruir (desenvolver competncias) e incentivar (fomentar atitudes). Por atitudes no nos referimos apenas a comportamentos diretamente relacionados com o exerccio da profisso, postura profissional, por assim dizer, mas tambm atitudes que proporcionem ao indivduo um permanente acompanhamento dos desenvolvimentos sofridos pela profisso, o manter-se em alerta, atento e interessado a esses desenvolvimentos permanecendo atualizado, nunca dando por concludo o seu processo formativo. Esta atitude dever iniciar-se pelo prprio formador, que deve ser capaz de desenvolver uma certa desordem interna, questionando os seus prprios conhecimentos. Esta desordem dever culminar numa constante reestruturao da sua bagagem profissional. Para exercer a sua funo, o formador dever possuir experincia e dominar a sua profisso, quer a nvel tcnico (de execuo) quer a nvel tecnolgico (cientfico), no se encontrando, de outra forma, em condies de a transmitir convenientemente aos seus formandos. A atividade do formador consiste na preparao, desenvolvimento e avaliao de aes de formao, em sistemas de qualificao profissional e/ ou de formao de ativos, com ou sem equivalncia acadmica, dirigidas a jovens ou adultos, nos campos da formao prtica, da formao cientfica e tecnolgica ou da formao geral, incluindo o desenvolvimento de competncias psicossociais.
(Atividades, Competncias e Capacidades) Formador Profissional Multitarefas O formador o profissional que, na realizao de uma ao de formao estabelece uma relao pedaggica com os formados, favorecendo a aquisio de conhecimentos e competncias, bem como o desenvolvimento de atitudes e formas de comportamento, adequados ao desempenho profissional. Dr n. 267/94 srie I-B, 18 de Novembro
As Funes Basilares do Formador
Aps a abordagem inicial fundamental delimitar as trs funes base que qualquer formador deve ter em mente e pr em prtica em contextos de formao, independente da natureza da formao, pblico-alvo, objetivos, etc. Estas funes iro possibilitar ao formador organizar e desenvolver a formao da melhor forma possvel, e desta forma alcanar os objetivos pretendidos inicialmente.
Elaborar o Plano de Sesso; Conhecer o pblico-alvo (formandos); Definir Objetivos Pedaggicos; Selecionar Contedos da temtica; Escolher Mtodos e Tcnicas; Criar instrumentos de Avaliao; Prever Recursos e tempo da formao.
Faa corresponder as tarefas abaixo indicadas a cada uma das funes, Planear, Animar e Avaliar
Relacionar os contedos com as experincias e com a realidade scioprofissional dos formandos; Aproveitar os conhecimentos para a prtica futura; Associar o contexto formao; Comunicar os objetivos; Ter em conta os diferentes tipos e ritmos de aprendizagem, criando uma formao educativa e com pro-cessos de desenvolvimento pessoal; Criar situaes-problema; Diversificar mtodos e atividades; Favorecer a participao/interao dos formandos; Promover a coeso e interao do grupo; Reforar a instituio e as pessoas.
Elaborar Plano de Sesso Relacionar contedos com experincias Definir objetivos pedaggicos Avaliar Resultados Comunicar Objetivos Utilizar diferentes tipos de avaliao Escolher mtodos e tcnicas Respeitar Ritmos de Aprendizagem Avaliar a ao de formao
Avaliar e comunicar os resultados obtidos; Utilizar os diferentes tipos de avaliao: Diagnstica; Formativa; Sumativa. Avaliar a ao de formao; O formador faz a sua auto-avaliao.
Pressupostos para a Definio da Estratgia de Formao
A estratgia na formao um aspeto indispensvel, e deve ser tido em conta como um processo de base. Uma base flexvel, de modo a permitir a dinamizao da formao. A flexibilidade no pode levar o formador a esquecer os seguintes pontos:
A Populao a que se destina: Nvel etrio; Habilitaes literrias; Experincia profissional; Outros pr-requisitos; Objetivos Pedaggicos que devem ser atingidos no final da ao; Contedos Temticos; Meios de Ensino; Aprendizagem; Recursos Didticos; Nestes aspetos englobam-se os recursos materiais, tcnicos e tecnolgicos (instalaes, equipamentos, mtodos e tcnicas). Critrios de Avaliao. Devem ser definidos numa fase anterior ao incio da ao. indispensvel avaliar em contexto formativo, porque s assim possvel analisar se os objetivos foram alcanados.
O Formador conhece diversas situaes e contextos formativos, e associados a eles inmeros desafios inerentes s diversas temticas da formao.
Ter capacidade de relacionamento com o objeto de trabalho, implicando, nomeadamente, a capacidade de anlise e de sntese, capacidade de planificao e organizao, capacidade de resoluo de problemas, capacidade de tomada de deciso, criatividade, flexibilidade, esprito de iniciativa e abertura mudana.
O perfil do formador, bem como o perfil de qualquer tcnico profissional, difcil de definir. No contexto formativo o perfil do Formador no tem uma definio ou uma linha orientadora definida e fixa. O perfil do formador tem, contudo, um aspeto base inerente, a abertura evoluo, mudana e utilizao de mtodos e processos que se adaptem ao contexto do participante. Apesar dessa mxima interiorizada no contexto formativo, ainda podemos encontrar vrios formadores com uso de mtodos e tcnicas tradicionais. Os formadores tm por vezes receio de explorar reas inovadoras, contudo, fulcral adaptar-se aos formandos, aos grupos, bem como aos objetivos, necessidades e alteraes tecnolgicas, atualizar-se nas mais diversas reas indispensvel. A constante comunicao, troca de experincias, ideias e conhecimentos permite ao formador adquirir uma panplia de conhecimentos, que permitem atualizar os seus conhecimentos, bem como despertar e motivar a explorao de contedos. Mais frente, apresentamos vrios aspetos inerentes ao perfil que o formador deve seguir, de modo a dar respostas adequadas s necessidades dos formandos.
COMPETNCIAS TCNICOPEDAGGICAS Ser capaz de compreender e integrar-se no contexto em que exerce a sua atividade: a populao ativa, o mundo do trabalho e os sistemas de formao, o domnio tcnico-cientfico e/ou tecnolgico objeto da formao, a famlia profissional da formao, o papel e o perfil do formador, os processos de aprendizagem e a relao pedaggica, a conceo e organizao de cursos ou aes de formao. Ser capaz de adaptar-se e cooperar em diferentes contextos organizacionais e a diferentes grupos de formandos. Ser capaz de planificar e preparar, individualmente ou em grupo, as sesses: objetivos; programa; perfis de entrada e sada, condies de realizao da ao, conceber planos de sesso, definir objetivos pedaggicos, analisar e estruturar os contedos da formao, selecionar os mtodos e as tcnicas pedaggicas, conceber e elaborar os suportes didticos, conceber e elaborar os instrumentos de avaliao. Ser capaz de conduzir/mediar o processo de aprendizagem num grupo de formao, nomeadamente, desenvolver os contedos da formao, desenvolver a comunicao do grupo, motivar os formandos, gerir os fenmenos de relacionamento interpessoal e de dinmica de grupos, gerir os tempos e os meios materiais necessrios formao, utilizar os mtodos, tcnicas e instrumentos didticos auxiliares. Ser capaz de gerir a progresso na aprendizagem dos formandos, nomeadamente, efetuar a avaliao formativa informal e formal, bem como a avaliao final sumativa. Ser capaz de avaliar a eficincia e eficcia da formao, nomeadamente, avaliar o processo formativo e participar na avaliao do impacto da formao nos desempenhos profissionais.
As Competncias do Formador
COMPETNCIAS PSICOSSOCIAIS E RELACIONAIS Saber-estar em situao profissional no posto de trabalho, na empresa/ organizao, no mercado de trabalho, implicando, nomeadamente, assiduidade, pontualidade, postura pessoal e profissional, aplicao ao trabalho, responsabilidade e autonomia, boas relaes de trabalho, capacidade de negociao, esprito de equipa, desenvolvimento pessoal e profissional; Possuir capacidade de relacionamento, implicando, nomeadamente, comunicao interpessoal, liderana, estabilidade emocional, tolerncia, resistncia frustrao, autoconfiana, autocrtica e sentido tico.
COMPETNCIAS TCNICO-PROFISSIONAIS Dominar a rea de atividade, quer no domnio tcnico, quer tecnolgico. Manter-se atualizado.
A RETER - O Formador de TOPO: Procura comunicar com clareza; Domina e conhece exatamente os objetivos que pretende atingir; Sabe escolher os mtodos e as tcnicas mais adequadas; Procura continuamente o seu prprio aperfeioamento; Utiliza a sua capacidade e dinamismo para motivar; Gere de forma eficaz os fenmenos de grupo; Prepara as suas sesses e avalia-as. - O formador tem trs funes basilares: Planear Animar Avaliar
Saber-estar em situao profissional no posto de trabalho, na empresa. Ser capaz de adaptar-se e cooperar em diferentes contextos organizacionais e a diferentes grupos de formandos. Manter-se atualizado. Ser capaz de conduzir/mediar o processo de aprendizagem num grupo de formao. Possuir capacidade de relacionamento, implicando, nomeadamente, comunicao interpessoal. Dominar a sua rea de atividade, quer no domnio tcnico, quer tecnolgico.
Os tipos de formadores podem ser definidos e classificados de duas formas, quanto ao regime de ocupao e quanto ao vnculo que os mesmos tm para com a organizao, entidade e/ou empresa onde desenvolvem a formao.
Regime de ocupao:
Permanentes: Desempenham as funes de formador como atividade principal.
Eventuais: Desempenham as funes de formador como atividade secundria ou ocasional.
Associe as competncias que o formador dever possuir com os nveis que lhe correspondem ligando-os atravs de numerao. Tenha em considerao que a cada competncia pode corresponder um ou mais elementos.
Competncias Psicossociais e Relacionais
Competncias TcnicoPedaggicas
Competncias Tcnicoprofissionais
Internos: Quando tm vinculo laboral entidade promotora da ao de formao.
Externos: Quando no tm vinculo laboral entidade promotora da ao de formao.
Cdigo Deontolgico: Direitos e Deveres
Tipos de Formao Profissional
A formao profissional reveste diversas modalidades determinadas pelas caractersticas do pblico-alvo, objetivos, estruturas curriculares, metodologias pedaggicas, recursos envolvidos e durao.
DIREITOS DO FORMADOR Segundo o Decreto Regulamentar n. 267/94 srie I-B de 18 de Novembro, so direitos do formador:
Sem equivalncia escolar
Com equivalncia escolar Aprendizagem; Educao e formao; Educao e formao de adultos EFA.
Apresentar propostas com vista melhoria das atividades formativas, nomeadamente, atravs da participao no processo de desenvolvimento e nos critrios de avaliao da ao de formao; Obter comprovao documental, pela entidade promotora da ao, relativa atividade desenvolvida como formador, do qual conste o domnio, a durao e a qualidade da sua interveno; Ser integrado em bolsas de formadores.
Qualificao inicial; Especializao tecnolgica.
Qualificao e reconverso profissional; Reciclagem, atualizao e aperfeioamento; Especializao profissional.
DEVERES DO FORMADOR Ainda segundo o mesmo Decreto Regulamentar, so deveres do formador:
Formao Profissional Inicial
Fixar os objetivos da ao e a metodologia pedaggica a utilizar; Cooperar com a entidade formadora, bem como com outros intervenientes do processo formativo, no sentido de assegurar a eficcia da ao de formao; Preparar, de forma adequada e prvia, cada ao de formao; Participar na conceo tcnica e pedaggica da ao; Zelar pelos meios materiais e tcnicos; Ser assduo e pontual; Cumprir a legislao e os regulamentos aplicveis formao; Avaliar cada ao de formao e cada processo formativo em funo dos objetivos fixados e do nvel de adequao conseguido; Possuir certificao da aptido de formador obrigatria a partir de 1 de Janeiro de 1998.
Visa a aquisio de competncias indispensveis para poder iniciar o exerccio duma profisso. o primeiro programa completo de formao que habilita ao desempenho de uma funo ou profisso. SEM EQUIVALNCIA ESCOLAR Qualificao Inicial: Prepara jovens e adultos, candidatos ao primeiro emprego, com a escolaridade obrigatria, para o desempenho de profisses qualificadas, por forma a favorecer a entrada na vida ativa. Especializao tecnolgica: Prepara jovens e adultos, candidatos ao primeiro emprego, para o desempenho de profisses qualificadas, por forma a favorecer a entrada
na vida ativa. Formaes ps-secundrias no superiores a desenvolver na mesma rea, ou rea afim quela em que o candidato obteve qualificao profissional de nvel III. COM EQUIVALNCIA ESCOLAR Aprendizagem: Prepara jovens e adultos, candidatos ao primeiro emprego, sem escolaridade obrigatria, para o desempenho de profisses qualificadas, por forma a favore-cer a entrada na vida ativa. Educao e formao de jovens: Jovens, em risco de abandono escolar ou que entraram precocemente no mercado de trabalho, com nveis insuficientes de formao escolar ou sem qualificao profissional. Formao profissional em alternncia: A formao profissional distribuda por sesses decorridas na empresa e na sala de formao, conjugando desta forma o trabalho/formao prtica com a componente terica. Educao e formao de adultos EFA: Prepara cidados com idades iguais ou superiores a 18 anos, no qualificados ou sem qualificao adequada, que no tenham concludo a escolaridade bsica de 4, 6 ou 9 anos para entrada no mercado de trabalho.
Aperfeioamento: Esta formao permite aos indivduos ativos em contexto de trabalho, progredir ou manter o seu desempenho profissional atravs da aquisio e aperfeioamento de competncias profissionais e sociais. Reciclagem: A reciclagem permite ao indivduo atualizar ou desenvolver novas competncias quer em termos de conhecimentos prticos e tericos, quer em termos de posturas e comportamentos dentro da mesma profisso, acompanhando desta forma os progressos cientficos e tecnolgicos. Reabilitao: Dotar os indivduos com incapacidades fsicas ou mentais, de conhecimentos terico-prticos para uma profisso adaptada s suas aptides e capacidades fsicas. Promoo: Esta formao permite aos trabalhadores a aquisio de competncias que lhes confira grau suficiente para subir hierarquicamente dentro de uma organiza-o/instituio. Especializao profissional: Esta formao tem como base a preparao de ativos empregados ou em risco de desemprego, com escolaridade obrigatria, tendo em vista o desenvolvimento e aprofundamento das suas competncias tcnicas, sociais e relacionais em reas especficas. A RETER
Formao Profissional Contnua
Formao que engloba todos os processos formativos organizados e institucionalizados subsequentes formao profissional inicial, com vista a permitir uma adaptao s transformaes tecnolgicas e tcnicas. Qualificao e reconverso profissional: Preparar indivduos para uma mudana de profisso, ou seja, dar-lhes uma qualificao distinta da que tinham inicialmente para que possam exercer uma nova atividade profissional.
- Formao Profissional Inicial: Aprendizagem Formao Profissional em Alternncia - Formao Profissional Contnua: Aperfeioamento Especializao Reconverso Reciclagem Promoo Reabilitao
Modalidades de Formao Profissional
CURSOS DE APRENDIZAGEM Formar jovens para um emprego qualificado Objetivos Os Cursos de Aprendizagem so cursos de formao profissional inicial, em alternncia, dirigidos a jovens, privilegiando a sua insero no mercado de trabalho e permitindo o prosseguimento de estudos, e regemse pelos seguintes princpios orientadores: Interveno junto dos jovens em transio para a vida ativa e dos que j integram o mercado de trabalho sem o nvel secundrio de formao escolar e profissional, com vista melhoria dos nveis de empregabilidade e de incluso social e profissional; Organizao em componentes de formao sociocultural, cientfica, tecnolgica e prtica que visam as vrias dimenses do saber, integradas em estruturas curriculares predominantemente profissionalizantes adequadas ao nvel de qualificao e s diversas sadas profissionais; Reconhecimento do potencial formativo da situao de trabalho, atravs de uma maior valorizao da interveno e do contributo formativo das empresas, assumindo-as como verdadeiros espaos de formao, geradores de progresso das aprendizagens; A alternncia entendida como uma sucesso de contextos de formao, articulados entre si, que promovem a realizao das aprendizagens com vista aquisio das competncias que integram um determinado perfil de sada.
Tipologia de Cursos e Nvel de Qualificao do Quadro Nacional de Qualificaes (QNQ)
Escolaridade Mnima de Acesso 3. Ciclo do Ensino Bsico (9. ano de escolaridade) Durao (horas) Qualificao - QNQ Equivalncia Escolar Ensino Secundrio (12. ano) Nvel 4
Componentes Objectivos Componente de formao, com carcter transdisciplinar e transversal, que visa a aquisio ou reforo de competncias acadmicas, pessoais, sociais e profissionais, tendo em vista a insero na vida ativa e a adaptabilidade aos diferentes contextos de trabalho. Visa, ainda, potenciar o desenvolvimento dos cidados, no espao nacional e comunitrio, proporcionando as condies para o aprofundamento das capacidades de autonomia, iniciativa, autoaprendizagem, trabalho em equipa, recolha e tratamento da informao e resoluo de problemas. Componente que visa a aquisio de competncias nos domnios de natureza cientfica que fundamentam as tecnologias, numa lgica transdisciplinar e transversal, no que se refere s aprendizagens necessrias ao exerccio de uma determinada profisso. Componente que visa, de forma integrada com as restantes componentes de formao, dotar os formandos de competncias tecnolgicas que lhes permitam o desenvolvimento de atividades prticas e de resoluo de problemas inerentes ao exerccio de uma determinada profisso. Componente que visa desenvolver novas competncias e consolidar as adquiridas em contexto de formao, atravs da realizao de atividades inerentes ao exerccio profissional, bem como facilitar a futura insero profissional.
Destinatrios Os Cursos de Aprendizagem destinam-se a jovens que devem reunir, cumulativamente, a idade e habilitaes escolares que a seguir se indicam: Idade inferior a 25 anos 3. ciclo do ensino bsico ou equivalente ou habilitao superior ao 3. ciclo do ensino bsico ou equivalente, sem concluso do ensino secundrio ou equivalente.
Em situaes excecionais poder admitir-se a integrao de candidatos com idade igual ou superior a 25 anos em percursos formativos inseridos nos Cursos de Aprendizagem.
Formao Prtica em Contexto de Trabalho
Legislao e Regulamentao Portaria n. 1497/2008, de 19 de Dezembro Articulao Educao-Formao-Trabalho Os cursos de aprendizagem revestem-se de uma importncia estratgica no quadro das polticas de educao, formao e emprego e contribuem, determinadamente, para o aumento das qualificaes profissionais e escolares dos jovens. Com a publicao do novo regulamento especfico, procurou-se aproximar ainda mais esta resposta s reais necessidades do mercado de emprego, privilegiando as qualificaes estratgicas para o crescimento da economia, designadamente em reas de bens e servios transacionveis, indo ao encontro do objetivo de abranger, em 2012, 30 000 jovens.
TIPOLOGIA DOS CURSOS Durao (horas) 1910 1155 2976 a 3271 2085 a 2380 2. Ciclo do ensino bsico 2. Ciclo do ensino bsico 3. Ciclo do ensino bsico 3. Ciclo do ensino bsico Certificado de competncias escolares Certificado de competncias escolares para efeito de prosseguimento de estudos 1 1
ESCOLARIDADE MNIMA DE ACESSO
EQUIVALNCIA ESCOLAR
Designao Inferior ao 1. ciclo Igual ou superior ao 1. ciclo e inferior ao 2. ciclo 6., 7. ou frequncia do 8. ano de escolaridade 8. ou frequncia do 9. ano de escolaridade Tipo 1-A Tipo 1-B
Cursos de Educao e Formao para Jovens
9. ano de escolaridade ou frequncia do ensino secundrio 9. ano de escolaridade e curso de nvel 2 ou Curso EF tipo 2 ou tipo 3 10. ano de escolaridade, frequncia do 11. ou 10. ano profissionalizante ou Curso de formao complementar EF e curso de nvel 2 11. ano de escolaridade ou frequncia do 12. 12. ano cientficohumanstico da mesma rea ou afim
2105 a 2400
Objetivos Face ao elevado nmero de jovens em situao de abandono escolar e em transio para a vida ativa, os cursos de Educao e Formao para jovens visam a recuperao dos dfices de qualificao, escolar e profissional, destes pblicos, atravs da aquisio de competncias escolares, tcnicas, sociais e relacionais, que lhes permitam ingressar num mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo. Destinatrios Estes cursos destinam-se a jovens, candidatos ao primeiro emprego, ou a novo emprego, com idade igual ou superior a 15 anos e inferior a 23 anos, data de incio do curso, em risco de abandono escolar, ou que j abandonaram a via regular de ensino e detentores de habilitaes escolares que variam entre o 6. ano de escolaridade, ou inferior e o ensino secundrio.
1170 a 1290
3030 a 3465
12. ano de escolaridade
2150 a 2785 2085 a 2720
Certificao Escolar e Profissional A frequncia destes cursos, com aproveitamento, garante a obteno de uma qualificao de nvel 1, 2 ou 4, associada a uma progresso escolar, com equivalncia ao 6., 9. ou 12. anos de escolaridade. Componentes de Formao Os cursos de educao e formao para jovens apresentam uma estrutura curricular, acentuadamente profissionalizante, que integra quatro componentes de formao, nomeadamente, sociocultural, cientfica, tecnolgica e prtica em contexto de trabalho. Em situaes particulares e sempre que a rea de formao ou o pblico-alvo o aconselhe, pode realizar-se um estgio complementar psformao, com uma durao mxima de seis meses. Legislao e Regulamentao Despacho Conjunto n. 453/2004, de 27 de Julho Retificao n. 1673/2004, de 7 de Setembro Despacho Conjunto n. 287/2005, de 4 de Abril Despacho n. 12568/2010, de 4 de Agosto Portaria n. 199/2011, de 19 de Maio Declarao de Retificao n. 20/2011, de 13 de Julho
Cursos de Especializao Tecnolgica
Para mais informaes consulte o site da Direco-Geral do Ensino Superior - www.dges.mctes.pt Objetivos Os cursos de Especializao Tecnolgica so cursos ps-secundrios no superiores, que conferem uma qualificao de nvel 5 do Quadro Nacional de Qualificaes (QNQ), que visam suprir as necessidades verificadas, no tecido empresarial, ao nvel de quadros intermdios, capazes de responder aos desafios colocados por um mercado de trabalho em permanente mudana e acentuado desenvolvimento, constituemse como uma alternativa vlida para a profissionalizao de tcnicos especializados e competentes. Destinatrios Titulares de um curso de ensino secundrio, ou de habilitao legalmente equivalente; Os que tendo obtido aprovao em todas as disciplinas dos 10. e 11. e tendo estado inscritos no 12. ano de um curso de ensino secundrio ou de habilitao legalmente equivalente no o tenham concludo; Titulares de uma qualificao profissional de nvel 4; Titulares de um Diploma de Especializao Tecnolgica (DET) ou de um grau ou diploma de ensino superior que pretendam a sua requalificao profissional; Podem igualmente candidatar-se inscrio num curso de especializao tecnolgica num estabelecimento de ensino superior os indivduos com idade igual ou superior a 23 anos, aos quais, com base na experincia, aquele reconhea capacidades e competncias que os qualificam para o ingresso no curso em causa.
Articulao Educao-Formao-Trabalho Esta formao, situada ao nvel das medidas estratgicas para potenciar as condies de empregabilidade e de transio para a vida ativa, assumese como uma resposta prioritria para jovens, enquanto promotora dos diferentes graus de escolaridade e qualificao profissional.
Nota: Para os para os titulares das habilitaes a que se referem as alneas a), b) e c), o ingresso em cada curso de especializao tecnolgica pode ser condicionado, se tal se revelar necessrio, aprovao em unidades curriculares das habilitaes em causa que integrem as reas disciplinares consideradas indispensveis frequncia do respetivo curso fixadas como referencial de competncias de ingresso.
Certificao frequncia de um Curso de Especializao Tecnolgica, com aproveitamento, confere a atribuio de um Diploma de Especializao Tecnolgica (DET). Componentes de Formao O plano curricular de um curso de especializao tecnolgica integra trs componentes de formao, nomeadamente, formao geral e cientfica, formao tecnolgica e formao em contexto de trabalho. Legislao e Regulamentao Decreto-Lei n. 88/2006, de 23 de Maio
Tipologia de Cursos e Nvel de Qualificao do Quadro Nacional de Qualificaes (QNQ) Cursos EFA de nvel bsico de educao e de nvel 1 ou 2 de qualificao
Carga Horria do Percurso Percurso Formativo (Horas) Aprender com Autonomia 40 40 40 40 40 Formao de Base 100-400 100-450 100-850 100-900 100-1350 Formao Tecnolgica 100-360 100-360 100-360 100-1200 100-1200
Tipologia de Percurso (Nvel de Desenvolvimento) Bsico 1/Nvel 1 de qualificao Bsico 2/Nvel 1 de qualificao
Durao Total (Horas) 240-800 240-850 240-1250 240-2140 240-2590
Pedidos de Registo, de Criao e Autorizao de funcionamento dos CET Deliberao n. 1/2006 da Comisso Tcnica para a Formao Tecnolgica Ps-Secundria Anexos Deliberao n. 1/2006 (Formulrios)
Bsico 1+2/Nvel 1 de qualificao Bsico 3/Nvel 2 de qualificao Bsico 2+3/Nvel 2 de qualificao
Cursos EFA de nvel secundrio de educao e nvel 4 de qualificao
Cursos de Educao e Formao de Adultos (Efa)
Carga Horria do Percurso Percurso Formativo (Horas) rea de PRA (Portaflio Reflexivo de Aprendizagens) Formao de Base CP* STC* CLS* Formao Tecnolgica Durao Total (Horas)
Objetivos Os cursos EFA visam elevar os nveis de habilitao escolar e profissional da populao portuguesa adulta, atravs de uma oferta integrada de educao e formao que potencie as suas condies de empregabilidade e certifique as competncias adquiridas ao longo da vida. Destinatrios Candidatos com idade igual ou superior a 18 anos data de incio da formao, sem a qualificao adequada para efeitos de insero ou progresso no mercado de trabalho ou sem a concluso do ensino bsico ou do ensino secundrio.
EFA nvel 3 + nvel secundrio de educao
Legenda: CP = Cidadania e Profissionalidade STC = Sociedade, Tecnologia e Cincia CLC = Cultura, Lngua e Comunicao
Certificao Escolar e Profissional A frequncia, com aproveitamento, de um curso EFA, de dupla certificao, confere um certificado do 3. ciclo do ensino bsico e o nvel 2 de qualificao, ou, um certificado do ensino secundrio e o nvel 4 de qualificao.
Formao Modular Certificada
Legislao e Regulamentao Despacho Conjunto n. 650/2001, de 20 de Julho Despacho n. 26401/2006, de 29 de Dezembro Portaria n. 817/2007, de 27 de Julho Portaria n. 230/2008, de 7 de Maro Despacho n. 3447/2010, de 24 de Fevereiro Portaria n. 283/2011, de 24 de Outubro Portaria n. 199/2011, de 19 de Maio Declarao de Retificao n. 20/2011, de 13 de Julho Despacho n. 334/2012, de 11 de Janeiro
Objetivos A Formao Modular Certificada visa o desenvolvimento de um suporte privilegiado para a flexibilizao e diversificao da oferta de formao contnua, integrada no Catlogo Nacional de Qualificaes (CNQ), com vista ao completamento e construo progressiva de uma qualificao profissional. Destinatrios Esta formao destina-se a ativos empregados ou desempregados, que pretendam desenvolver competncias em alguns domnios de mbito geral ou especfico. Certificao Estas aes de formao conferem a atribuio de um certificado de qualificaes. Organizao Curricular A Formao Modular Certificada tem por base as unidades de formao de curta durao (UFCD), de 25 ou 50 horas, constantes do CNQ e destina-se a aperfeioar os conhecimentos e competncias dos candidatos, podendo ser, igualmente, utilizada em processos de reciclagem e reconverso profissional, proporcionado, deste modo, a aquisio dos conhecimentos necessrios integrao num mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo. Esta modalidade de formao traduz-se, assim, numa resposta individualizada, organizada com base nas necessidades e disponibilidade dos candidatos, podendo ser desenvolvida em horrio ps-laboral. Legislao e Regulamentao Portaria n. 230/2008, de 7 de Maro Portaria n. 283/2011, de 24 de Outubro Portaria n. 199/2011, de 19 de Maio Declarao de Retificao n. 20/2011, de 13 de Julho Despacho n. 334/2012, de 11 de Janeiro Para mais informaes consulte o site da Agncia Nacional para a Qualificao e o Ensino Profissional, IP (ANQEP, IP) - http://www.anqep. gov.pt/ > Adultos > Formaes Modulares.
Articulao Educao-Formao-Trabalho Esta formao reveste-se de uma importncia estratgica no quadro das polticas de educao e formao ao longo da vida, na medida em que visa potenciar a qualificao da populao adulta, por via da valorizao das competncias adquiridas, ao longo da vida, em diferentes contextos, no sentido de aumentar a competitividade do tecido empresarial, face aos desafios provocados pela globalizao da economia e pela inovao tecnolgica. Para mais informaes consulte o site da Agncia Nacional para a Qualificao e o Ensino Profissional, IP (ANQEP, IP) - www.anqep.gov.pt.
Programa Portugus para Todos
Sites teis Direco-Geral de Inovao e Desenvolvimento Curricular | Referencial de Formao O Portugus para Falantes de Outras Lnguas, homologado a 22-04-2008, resultado de uma parceria entre a DGIDC, a ANQEP, IP e o IEFP, IP http://sitio.dgidc.minedu.pt/linguaportuguesa/ Paginas/portugues_falantes.aspx Alto Comissariado para a Imigrao e Dilogo Intercultural, I.P. | Portugus para Todos http://www.acidi.gov.pt/es-imigrante/servicos/portugues-para-todos
Objetivos O Programa Portugus para Todos (PPT) visa facultar populao imigrante, residente em Portugal, que comprove no possuir nacionalidade portuguesa e que apresente uma situao, devidamente, regularizada de estadia, permanncia ou residncia, o acesso a um conjunto de conhecimentos indispensveis a uma insero de pleno direito na sociedade portuguesa, promovendo a capacidade de expresso e compreenso da lngua portuguesa e o conhecimento dos direitos bsicos de cidadania, entendidos como componentes essenciais de um adequado processo de integrao, atravs de um conjunto de aes de formao em lngua portuguesa. Destinatrios Consideram-se destinatrios das aes de formao a desenvolver no mbito deste Programa, os cidados imigrantes adultos, com idade igual ou superior a 18 anos, ativos empregados ou desempregados e com situao regularizada em Portugal. Certificao Certificado de Utilizador Elementar de Portugus Lngua Estrangeira (obtido na sequncia da concluso com aproveitamento do percurso formativo A). Este Certificado garante a dispensa da realizao da prova de nacionalidade. Certificado de Portugus para Fins Especficos (obtido na sequncia da concluso de um percurso de Portugus Tcnico). Estrutura Curricular
Lngua Portuguesa Nvel A1 Eu e a minha rotina diria Hbitos alimentares, cultura e lazer O corpo humano, sade e servios Lngua Portuguesa Nvel A2 Eu e o mundo do trabalho O meu passado e o meu presente Comunicao e vida em sociedade Total de horas do percurso (A1 e A2): Portugus Tcnico Portugus tcnico aplicado rea do Comrcio Portugus tcnico aplicado rea da Hotelaria e Restaurao Portugus tcnico aplicado rea de Cuidados de Beleza Portugus tcnico aplicado rea da Construo Civil e Engenharia Civil Durao 25 25 25 Durao 25 25 25 150 Durao 25 25 25 25
Processos de Rvcc-Reconhecimento, Validao e Certificao de Competncias
Enquadrado na Iniciativa Novas Oportunidades, o processo de Reconhecimento, Validao e Certificao de Competncias (RVCC) permite aumentar o nvel de qualificao escolar, RVCC Escolar, e profissional, RVCC Profissional, da populao adulta, atravs da valorizao das aprendizagens realizadas fora do sistema de educao ou de formao profissional.
O que o RVCC Escolar? um processo que permite reconhecer, validar e certificar as competncias adquiridas pelos adultos ao longo da vida, com vista obteno de uma certificao escolar de nvel bsico (4., 6. ou 9. ano de escolaridade) ou de nvel secundrio (12. ano de escolaridade).
A quem se destina? A todos os adultos com mais de 18 anos que no frequentaram ou concluram um nvel de ensino bsico ou secundrio e que tenham adquirido conhecimentos e competncias; atravs da experincia em diferentes contextos, que possam ser formalizadas numa certificao escolar. Onde se apresenta a candidatura? Em qualquer um dos 268 Centros Novas Oportunidades atualmente existentes, de norte a sul do Pas. Todos os Centros de Formao Profissional de Gesto Direta e de Gesto Participada do IEFP fazem parte da rede de Centros Novas Oportunidades. Os interessados podem candidatar-se diretamente no Centro Novas Oportunidades mais prximo. Em cada Centro existe uma equipa especializada que informa os interessados sobre o processo de RVCC Escolar e assegura uma resposta eficaz e personalizada. Que nvel de escolaridade possvel obter? O RVCC Escolar confere uma certificao equivalente ao 1., 2. ou 3. ciclo do ensino bsico (4., 6. ou 9. ano de escolaridade), bem como uma certificao equivalente ao ensino secundrio (12. ano de escolaridade), vlidas para todos os efeitos legais. Como se desenvolve o processo? O processo desenvolvido ao longo de um conjunto de sesses durante as quais os candidatos so apoiados, por tcnicos e formadores, na identificao e reconhecimento das respectivas competncias escolares, na recolha de evidncias que as comprovem ou na respectiva demonstrao. Estas competncias so avaliadas face ao Referencial de Competncias Chave de Educao e Formao de Adultos pretendido pelos candidatos. Caso se verifique que os candidatos tm competncias em falta sero desenvolvidas formaes de curta durao ajustadas s necessidades dos adultos. O processo culmina com a apresentao do candidato perante um Jri que valida as competncias detidas e formaliza a certificao escolar.
O que o RVCC Profissional? um processo que permite reconhecer, validar e certificar as competncias que os adultos adquirem pela experincia de trabalho e de vida, atravs da atribuio de um Certificado de Formao Profissional. A quem se destina? A ativos empregados e desempregados, com mais de 18 anos, que adquiriram saberes e competncias atravs da experincia de trabalho ou noutros contextos e pretendam v-las reconhecidas atravs de uma certificao formal. Onde se apresenta a candidatura? Os interessados podem efetuar a candidatura diretamente nos Centros de Formao Profissional que desenvolvam o processo na profisso pretendida ou no Centro de Emprego da rea de residncia, atravs do preenchimento da ficha de candidatura. Em cada Centro de Formao Profissional existe uma equipa especializada, que informa os interessados sobre a natureza do processo e assegura uma resposta eficaz e personalizada. Como se desenvolve o processo de RVCC Profissional? O processo consiste na avaliao das competncias detidas pelos candidatos face a um Referencial de Formao Profissional correspondente a um curso de formao desenvolvido no IEFP e contemplado no Catlogo Nacional das Qualificaes. Para obter a certificao final, os candidatos devem demonstrar possuir todas as competncias correspondentes ao curso de formao profissional. O processo desenvolvido ao longo de um conjunto de sesses durante as quais os candidatos so apoiados, por tcnicos e formadores da rea profissional em causa, na identificao e reconhecimento das respectivas competncias e na recolha de evidncias que as comprovem, bem como na respectiva demonstrao. Posteriormente, os candidatos so avaliados por uma comisso que valida as competncias detidas e identifica as competncias em falta, indicando a formao adicional que deve ser frequentada para obter a certificao final.
Modalidades de Interveno Formativa
Formao Mista A formao mista (presencial + online) b-Learning consiste na combinao das novas tecnologias de aprendizagem com as tcnicas tradicionais presenciais, e est disponvel para todos os idiomas formados presencialmente. A componente online feita atravs da criao de um portal de aprendizagem interactiva (wiki) exclusivamente desenvolvido para cada uma das aes de formao contratadas, onde os formandos tm acesso a metodologia utilizada, ao contedo, s atividades propostas, ao cronograma, aos frums para esclarecimentos de dvidas, aos objetivos a serem atingidos, aos resultados prticos pretendidos, e aos critrios de avaliao. A interatividade deste portal permite que os formandos contribuam com o conhecimento que j possuem e que partilhem com os demais participantes as novas aprendizagens adquiridas durante a formao. Pode ser estruturado com atividades sncronas, ou assncronas, da mesma forma que o e-learning, ou seja, em situaes onde professor e alunos trabalham juntos num horrio pr-definido, ou no, com cada um a cumprir suas tarefas em horrios flexveis. Entretanto o blended learning em geral no totalmente assncrono, porque exigiria uma disponibilidade individualizada para encontros presenciais, o que dificulta o atendimento. A metodologia utilizada nestes portais de aprendizagem assenta numa abordagem autodirigida, cooperativa, colaborativa e participativa de cada formando na construo dos novos conhecimentos individuais e coletivos.
Formao Presencial Caracterizada por todos os contedos programticos serem ministrados em contexto de sala, presencialmente com os formandos e formador Formao Distncia comum associar a formao distncia, apenas s duas ltimas dcadas, contudo, a formao distncia existe desde o sculo XIX, poca na qual surge o primeiro curso por correspondncia no Sir Isaac Pitman Correspondence College. A formao distncia seguiu um ritmo evolutivo prprio, iniciouse com o suporte de papel, depois seguiu-se o udio e audiovisual e atualmente est na fase do multimdia. A introduo das ferramentas multimdia e a Internet foram as grandes responsveis pelo crescimento da formao distncia.
O formato distncia ou e-learning pode se definido da seguinte forma: Um modelo de formao realizado a partir de co-municaes interativas humanas e partilha de recursos humanos e informaes, em que o processo de aprendizagem ocorre sem necessidade de se estabelecer uma relao presencial entre formador e formandos.
Este formato de formao tem ganho o seu peso, em resultado do que j fora abordado acima, nas ltimas dcadas, muito pelas suas metodologias e tcnicas apelativas que vo de encontro s possibilidades e necessidades dos formandos. O grande desafio deste formato o de adaptar as suas tcnicas e metodologias s necessidades existentes, salvaguardando o seu valor terico e profissional, sem nunca cair na monotonia, nem no erro de ser um meio do acaso, deve ser sim um meio de eleio numa esfera to voltil e evolutiva como a formao distncia.
Seguem-se sugestes para o futuro Formador de Topo Criar uma relao pedaggica com os formandos, mostrando dignidade e respeito pelos mesmos e, simultaneamente, fazendo-se respeitar atravs dos conhecimentos que deve transmitir de modo confiante e do controlo que exerce sobre a situao de formao; Estimular a abertura ao dilogo, questionando o grupo, pois tal atitude fomentar a comunicao e a participao e dar aos formandos a oportunidade para exprimirem as suas ideias e opinies; A comunicao utilizada, desde os termos dico deve ser acessvel aos formados, que devem compreender o que o formador lhes transmite. O conhecimento da cultura dos formandos ajudar ao xito desta misso; Estimular a troca de experincias entre os formandos, criando simultaneamente, interesse e motivao atravs da nfase no que transmite e forma como procede; Utilizar as dinmicas de grupo, de modo a dar seguimento a uma formao dinmica e centrada nos formandos; Estimular a discusso e orientar a reflexo e a troca de ideias em relao aos objetivos a atingir; Dar ateno a cada individualidade, e ao grupo em geral. A ao do formador visa atingir todo o grupo sem exceo; Desviar perguntas diretas, dando nfase a perguntas dirigidas ao grupo, permitindo que cada formando possa apresentar a sua opinio. Dever, em qualquer caso, situar sempre primeiro o problema e s depois incitar o grupo reflexo; Aplicar o reforo positivo, elogiando as boas respostas e clarificar as situaes duvidosas que surjam, de modo a permitir que os formados descubram por si prprios a verdadeira resposta. Face a perguntas erradas, tentar aproveitar o contedo mais apropriado, de modo a apresentar a resposta certa.
Sugestes para o Futuro Formador
Liderar um grupo em formao , acima de tudo, uma arte: Motivar e Promover a ambio de aprendizagem por parte dos participantes.
Aspetos a ter em conta: Postura corporal; Linguagem: Clareza; Fluidez; Dico; Rapidez; Tom de voz; Contacto: Visual; Distncia fsica; Empatia; Facilidade de comunicao; Relacionamento; Promoo da participao individual e dinmica de grupo; Perspiccia; Dinamismo; Atitude face s dvidas e situaes adversas; Feedback; Respeito pelos ritmos de aprendizagem de cada formando; Gesto do tempo; Criatividade e Imaginao; Persuaso; Adaptao a novos contextos.
SUB-MDULO: 1.2. APRENDIZAGEM, CRIATIVIDADE E EMPREENDEDORISMO
Um Formador de TOPO no pode ficar parado!
Princpios da Teoria da Aprendizagem
A aprendizagem um processo que varia de acordo com inmeras variveis.
O presente sub mdulo pretende explorar os fatores mais importantes que influenciam o quotidiano do formador. A heterogeneidade dos formandos e os diferentes ritmos de aprendizagem exigem ao formador que aprofunde os seus conhecimentos acerca dos fatores que influenciam a obteno e reteno de conhecimentos no jogo que se estabelece entre formando e formador. O conhecimento acerca das condicionantes que influem neste processo de transferncia indispensvel para o formador adequar os contedos aos objetivos a que se prope. A importncia da explorao das teorias e modelos de aprendizagem, bem como da perceo e das suas caractersticas vem munir o formador de competncias essenciais ao desenvolvimento das suas aes. Nesta intrincada e complexa atividade necessrio no s procurar conhecer os seus formandos bem como facilitar os processos de aprendizagem, conseguir motivar os formandos, criar um contexto formativo que seja encarado como um local de partilha de conhecimento, de confronto de ideias, de crescimento pessoal. O formador atual necessita, alm de ser competente e eficaz na transmisso dos conhecimentos, de ser um excelente descodificador de comportamentos e condutor de motivaes. Se falhar neste ponto, correr o risco de no atingir com a excelncia que pretende os objetivos formativos a que se props. Deste modo explorar-se-o as grandes teorias da motivao desde Maslow at Teoria do Reforo. A avidez de conhecimento e a revitalizao/atualizao dos mesmos deve ser um princpio norteador da prtica do Formador.
A aprendizagem um processo que est presente ao longo de toda a vida. pela via da aprendizagem que desenvolvemos a capacidade de responder aos estmulos ambientais com que nos deparamos no nosso quotidiano e de nos adaptarmos a novas situaes. Podemos entender a aprendizagem como um processo que resulta numa mudana, relativamente estvel, no comportamento, baseando-se na experincia (Gerrig, R. J. & Zimbardo, P. G., 2005). Nesta perspetiva a mudana assume um papel central. Isto porque na interao com o meio o indivduo recebe vrios estmulos, atravs dos sentidos, que propicia a alterao das estruturas cognitivas por forma a produzir novas respostas, isto , novos comportamentos. Neste sentido podemos considerar que o Ser Humano traz nascena, no seu equipamento gentico, a capacidade para aprender, muito embora a aprendizagem no dependa apenas do indivduo mas tambm das circunstncias ambientais em que se processa. Assim, e de acordo com esta linha de raciocnio nascemos com um repertrio limitado de comportamentos (reflexos) que se expandem graas aprendizagem (Gleitman e Reisberg, 2007).
A Habituao De todas as formas de aprendizagem a habituao , talvez, a mais simples. Consiste na diminuio da frequncia e intensidade de uma resposta comportamental a um estmulo que se tornou familiar (Gleitman e Reisberg, 2007). Por exemplo: Por vezes ouvimos um rudo que nos assusta, mas na segunda vez que ouvimos esse rudo o susto menor, terceira vez dificilmente provocar reao; depois disso, o rudo ser completamente ignorado. Uma das principais vantagens da habituao diminuir o nmero de estmulos que provocam uma reao de medo. Esta perspectiva d enfse memria, pois s com o recurso memria que poderemos reconhecer como familiar um determinado estmulo. Em suma, esta abordagem embora parea simples conta certamente como exemplo de aprendizagem e, claramente, baseia-se no que o organismo recorda acerca das suas experincias anteriores.
IVAN PAVLOV 1849 1936 Fisiologista russo, comeou por investigar as secrees gstricas. Foi precisamente durante uma das suas experincias com ces, na qual estava a coletar saliva, que constatou que o co salivava no s quando via o alimento reflexo inato mas tambm a sinais associados, por exemplo o som da campainha reflexo condicionado.
Comida Estmulo No-Condicionado Som Estmulo Neutro
Antes do condicionamento Comida elicia automaticamente
Salivao Resposta No-Condicionada Sem Salivao Sem resposta
Som Estmulo Condicionado
Durante o condicionamento Seguido de Comida elicia Estmulo No-Condicionado Aps Condicionamento Elicia
Salivao Resposta No-Condicionada
Salivao Resposta Condicionada
Esquema explicativo com referncia experincia laboratorial realizada pelo autor com um co
O Condicionamento Clssico Esta perspetiva teve na sua origem as investigaes do psiclogo russo Ivan Pavlov. Este autor foi pioneiro a explicar a forma como ns aprendemos a partir de experincias com ces. Ele descobriu que, de uma forma muito elementar, a aprendizagem processa-se atravs da associao de estmulos, na qual um estmulo ou evento indica a ocorrncia de outro estmulo ou evento (ibidem). O condicionamento clssico um tipo de aprendizagem na qual um comportamento (resposta condicionada) gerado por um estmulo (estmulo condicionado) que adquiriu o seu poder por via de uma associao com um estmulo significativo (estmulo no-condicionado).
Desta forma, o condicionamento clssico um tipo de aprendizagem em que um organismo aprende a transferir uma resposta natural perante um estmulo, para outro estmulo inicialmente neutro, que depois se converte em condicionado. Este processo d-se atravs da associao entre os dois estmulos (incondicionado e neutro). Para que o condicionamento clssico se produza deve-se sempre apresentar primeiro o Estmulo Neutro e alguns segundos depois o Estmulo Incondicionado (o processo deve repetir-se vrias vezes), para que possa haver associao. O Condicionamento Operante O condicionamento operante parte do pressuposto de que as consequncias do ambiente exercem um efeito sobre o comportamento. A partir dos trabalhos de Thorndike, Skinner desenvolveu um trabalho de pesquisa cujo propsito era descobrir, por meio da avaliao sistemtica das condies de estmulo, a forma como vrias condies do ambiente afetam a probabilidade de ocorrncia de uma determinada resposta.
Esta perspetiva tem por base o conceito da lei do efeito, desenvolvido por Thorndike, que diz que o poder de um estmulo para evocar uma resposta maior quando essa resposta seguida de uma recompensa, e enfraquecido quando no . Foi no entanto Skinner que desenvolveu o conceito. O condicionamento operante descreve a relao entre o comportamento e as consequncias. Uma resposta operante aquela que se produz sem a presena de um estmulo incondicionado, ou seja, um comportamento voluntrio (ibidem). No entanto, este investigador com o objetivo de controlar a probabilidade de ocorrncia de um determinado comportamento decidiu introduzir estmulos contingentes a esses mesmos comportamentos. Estes estmulos quando introduzidos para aumentar a probabilidade de um comportamento so chamados de reforo, e punio quando o objetivo diminuir a probabilidade de ocorrncia de um comportamento. Assim, temos: Reforo positivo: comportamento seguido da apresentao de um estmulo agradvel, aumentando a probabilidade daquele comportamento; Reforo negativo: comportamento seguido da remoo de um estmulo desagradvel, aumentando a probabilidade daquele comportamento. Punio positiva: comportamento seguido da apresentao de um estmulo desagradvel, diminuindo a probabilidade daquele comportamento; Punio negativa: comportamento seguido da remoo de um estmulo agradvel, diminuindo a probabilidade daquele comportamento.
Burrhus Frederic Skinner 1904 - 1990 Autor e psiclogo americano desenvolveu trabalhos pioneiros na rea da psicologia experimental e foi o impulsionador do Behaviorismo Radical, abordagem que procura entender o comportamento em funo das inter-relaes entre a filogentica, o ambiente (cultura) e a histria de vida do indivduo. Skinner adotava prticas experimentais derivadas da fsica e outras cincias. Outros importantes estudos do autor referem-se ao comportamento verbal humano e a aprendizagem.
Estmulo Agradvel Aumentar Diminuir Reforo positivo (1) Punio negativa (3)
Estmulo Desagradvel Punio positiva (2) Reforo negativo (4)
Tambm conhecida por teoria de Aprendizagem Social, esta perspetiva foi desenvolvida pelo psiclogo Albert Bandura e enfatiza a importncia da observao e da modelagem dos comportamentos, atitudes e respostas emocionais dos outros. Bandura parte do pressuposto de que a maior parte do comportamento humano aprendido pela observao atravs da modelagem. Pela observao dos outros, uma pessoa forma uma ideia de como novos comportamentos so executados e, em ocasies posteriores, esta informao codificada serve como um guia para a ao. A teoria da aprendizagem social entende o comportamento humano em termos de interao permanentemente recproca entre influncias cognitivas, comportamentais e ambientais.
Pedagogia,Andragogia, Didtica e Psicologia da Aprendizagem
Aps termos abordado os paradigmas explicativos da forma como o Ser Humano aprende, iremos agora destacar o papel do agente facilitador das aprendizagens. Ora, como o nosso contexto de ensino aprendizagem se enquadra na formao profissional, entendemos o formador como um agente facilitador das aprendizagens ou, por outras palavras, o pedagogo. Pedagogia: a cincia da educao que tem como objeto de estudo o desenvolvimento e a organizao das formas, os procedimentos, os mtodos e as tcnicas atravs das quais se transmite o conhecimento cientfico e cultural acumulado pela humanidade. Andragogia: um subconjunto da pedagogia, e nessa qualidade tem os mesmos objetivos, apenas com a particularidade de estar direcionada para os aprendizes adultos. Pedagogo: (1) o profissional da educao que se converte em formador de pessoas, em diferentes contextos educativos e que utiliza diferentes prticas educativas de forma crtica, criativa e inovadora; e para isso (2) domina a forma de organizao dos contedos de modo a tornlos assimilveis pelos aprendizes sejam eles crianas, jovens ou adultos. Pedagogia Clssica (Formador Tradicional)
Os processos mentais inerentes aprendizagem pela observao so: Ateno, relativamente ao que observado complexidade, valor funcional, frequncia, etc. e s caractersticas do observador capacidades cognitivas, nvel de ateno, etc.; Reteno, incluindo a codificao simblica, organizao cognitiva e memorizao, Reproduo motora, Motivao, entendida como a fora intrnseca do indivduo.
Desta forma, como a teoria da aprendizagem social abrange a ateno, a memria e a motivao, ela abrange as estruturas cognitiva e comportamental.
Uma Perspectiva Atual
As alteraes sociais, econmicas e tecnolgicas, bem como a crescente globalizao conferem novos formatos de aprender e de ensinar. As tecnologias de informao tm substitudo cada vez mais o mtodo tradicionalista do processo de ensino, dando lugar a um processo mais dinmico, criativo, cativante e inovador.
Em Formao Profissional
Formador = Facilitador da aprendizagem Atualmente a aprendizagem sofreu algumas alteraes, tornando-se mais dinmica, criativa e interativa, destacando o papel do formando como agente principal e ativo de toda a aprendizagem.
Centra a formao na sua pessoa; Toma decises por si; Faz escutar; Aplica normas rgidas; O Plano de Sesso definido centrado nas suas capacidades e nos seus objetivos de acordo com a temtica; O respeito pela disciplina muito importante; Avalia os formandos numa ao isolada; No estabelece uma relao pedaggica favorvel, utiliza sanes e intimida.
Diferenas entre Pedagogia e Andragogia
Pedagogia = Ensinar crianas | Andragogia = Ensinar adultos.
Andragogia (Formador Moderno) Apresenta-se como o elemento facilitador da aprendizagem; Promove o saber (ensina a aprender); Cria responsabilidade; Aponta as decises como um fator a dinamizar; Utiliza tcnicas de grupo; Prope objetivos e planifica em funo do grupo; Preocupa-se com o processo de aprendizagem; A avaliao feita em grupo, junto de todos os elementos do grupo; Cria estmulos, transmite reforos positivos, favorece a relao pedaggica.
Pedagogia Professor o centro das aes, decide o que ensinar, como ensinar e avalia a aprendizagem. Crianas (ou adultos) devem aprender o que a sociedade espera que saibam (seguindo um currculo padronizado).
Andragogia A aprendizagem adquire uma caracterstica mais centrada no aluno, na independncia e na auto-gesto da aprendizagem. As pessoas aprendem o que realmente precisam saber (aprendizagem para a aplicao prtica na vida diria).
Relao professor/ aluno
Razes da Aprendizagem
Experincia do aluno
Orientao da Aprendizagem
A experincia O ensino didtico, uma rica fonte de padronizado e a aprendizagem, atravs experincia do aluno da discusso e da tem pouco valor. soluo de problemas em grupo. Aprendizagem baseada em Aprendizagem por problemas, exigindo assunto ou matria. ampla gama de conhecimentos para se chegar soluo.
Um dos fatores que afasta as formas de aprendizagem, andraggica da pedaggica, a experincia. O adulto detentor de vrias experincias no seu percurso de vida, sendo neste sentido que deve ser canalizada e potencializada a aprendizagem.
O Formador deve aproveitar as experincias de cada um dos formandos para desenvolver competncias e estimular novas aprendizagens. O formando necessita de saber onde poder encaixar as novas aprendizagens recebidas na sua vida, ou seja, que utilidades tero para as suas vivncias.
Processos, Etapas e Fatores Psicolgicos da Aprendizagem
COMO SE PROCESSA O PROCESSO DE APRENDIZAGEM
1.	A Aprendizagem um processo que est presente ao longo de toda a vida, e que se caracteriza fundamentalmente pela mudana do comportamento em funo da experincia. 2.	As principais teorias da aprendizagem so a Habituao, o Condicionamento Clssico, Condicionamento Operante e a Modelagem. 3.	Existem fatores envolvidos no processo de aprendizagem que, com a sua influncia, podem condicionar positiva ou negativamente a aquisio de novos conhecimentos. 4.	No contexto de formao profissional o modelo terico subjacente a Andragogia. Este modelo atribui grande relevncia experincia do formando e sua postura de pr-atividade na orientao das suas aprendizagens. A explorar A observar A reproduzir A repetir A recordar A experimentar
Com quem/qu?
Com o grupo Com o problema Com o contexto Com o formador
Fatores Intervenientes no Processo de Aprendizagem Para melhor compreenso da complexidade do processo de aprendizagem, apresentam-se de seguida alguns fatores que intervm e interferem diretamente no processo. So eles: a)	A Perceo; b)	A ateno e a concentrao; c)	A atividade mnsica: Memria; Inteligncia; Pensamento; A motivao; d)	As Diferenas Individuais: Idade; Estado Emocional; Caratersticas da Personalidade; Estilos de Aprendizagem; Maturidade; e)	O Local de Aprendizagem.
VERIFICAO DE CONHECIMENTOS Classifique as seguintes frases de acordo com a sua veracidade (V/F): O Formador ensina os contedos programticos da formao e os formandos devem ser passivos, para uma melhor compreenso dos mesmos. _______ A aprendizagem em espiral consiste em iniciarmos as aprendizagens atravs do conhecimento e experincias do Formador. ______ Os reforos positivos, bem como a estruturao dos contedos programticos so agentes facilitadores da aprendizagem. _______
MOTIVAO Quando os formandos, se encontram motivados, ou seja, com vontade para, muito mais fcil de interiorizarem a informao e de aprenderem com muito mais facilidade. O Formador a pea chave para motivar e estimular a ateno do grupo de formao.
A aprendizagem em espiral consiste em se iniciarem as aprendizagens a partir do conhecimento, experincia e vivncias do formando. O formando relata as suas experincias e a partir da o formador inicia a aprendizagem, utilizando analogias e exemplos prticos.
CONHECIMENTO DOS OBJETIVOS No basta o Formador definir os objetivos de formao para si. necessrio que os objectivos sejam comunicados aos formandos no sentido destes saberem aquilo que lhes ser reivindicado no final da formao. REFORO POSITIVO A utilizao de reforos positivos pelo Formador tambm um pontochave para o sucesso e desempenho dos formandos, bem como, para incentiv-los a agirem, participarem e darem as suas opinies. ESTRUTURA A formao deve ser enquadrada segundo uma estrutura lgica que seja de fcil compreenso para o formando, tendo por base sempre um incio, introduo e concluso. O Formador deve apresentar os contedos de forma crescente de dificuldade, ou seja, comeando pelos contedos mais simples para os mais complexos. ATIVIDADE Quanto mais ativo e implicado na formao o formando estiver, mais interessado e entusiasmado se sentir na aquisio dos conhecimentos. EXPERINCIA Este elemento sem dvida um grande facilitador da aprendizagem, no sentido em que o que se pretende que o formando recorra o mnimo possvel memria, e o mximo s suas experincias comparando-as com temticas da formao, estabelecendo assim, pontes que resultem em sucesso na aprendizagem. A Aprendizagem deve ser feita em Espiral, da que surge o nome de Aprendizagem em Espiral.
CONHECIMENTO DOS RESULTADOS O desempenho do formando permite situ-lo dentro da formao, ao mesmo tempo que funciona como reforo. PROGRESSIVIDADE O avano gradual dos contedos funciona como fator facilitador da aprendizagem uma vez que permite uma abordagem por etapas. REDUNDNCIA A redundncia, referente repetio de um ou mais conceitos, facilita a reteno e consolidao de conhecimentos. IMAGEM E DEMONSTRAO A utilizao de um mtodo de estimulao multisensorial ativa vrias reas cerebrais que permitem ao formando assimilar, reter e acomodar melhor os conhecimentos, sendo que a utilizao de imagens e de demonstraes permitem ativar essas reas.
Conceitos, Caractersticas e Percursos da Aprendizagem (Individualizada/Em Grupo) Relativamente ao processo de aprendizagem podemos referir seis caratersticas que lhe so inerentes: Global: Dado que exige a participao total e global do indivduo, englobando conhecimentos, valores, capacidades, levando a que todos os aspetos constitutivos da sua personalidade entrem em atividade no ato de aprender. Dinmico: No um processo de absoro passivo, uma vez que a aprendizagem s se consegue atravs de atividades, sejam elas de natureza fsica, mental, afetiva, externa ou interna de quem aprende. Da a importncia da incitao da atividade e envolvimento dos formandos na aprendizagem. Contnuo: A aprendizagem um processo que decorre ao longo de toda a vida. Pessoal: um processo individual porque varia de pessoa para pessoa e no transmissvel. Por esta razo, frequentemente se diz que ensinar no implica aprender, ou seja, a mesma forma de ensinar pode no ser eficaz com dois sujeitos diferentes. A aprendizagem depende assim da pessoa que aprende. Gradativo: um processo que se realiza atravs de etapas, inicialmente mais simples, passando depois s etapas mais complexas, em que cada nova situao envolve um nmero de elementos maior. Cumulativo: A aprendizagem resulta da atividade anterior. Isto significa que a nossa capacidade de aprender coisas novas aumenta, se j possumos alguns conhecimentos sobre o assunto.
Quanto mais integrados e ativos os formandos estiverem na formao, mais fcil ser a apreenso da informao dada. Pretende-se que o formando no decore, mas sim que saiba relacionar os contedos com as suas experincias e vivncias. O Formador detentor da chave de ouro para estimular e cativar o grupo de formao, fazendo com que o mesmo obtenha sucesso e novas aprendizagens.
Selecione os fatores facilitadores da aprendizagem em adultos Conhecimento dos objetivos Aplicar o efeito de estereotipia Experincia Abordar os contedos do mais complexo para o mais simples Conhecimento dos resultados Reforo Positivo Motivao dos participantes Progressividade Impor ritmos de aprendizagem
Fatores Cognitivos de Aprendizagem
O PROCESSO DE MEMORIZAO: CODIFICAO, ARMAZENAMENTO E RECUPERAO Comecemos por examinar o que todos os tipos de memria tm em comum. Todo o ato de recordar implica o sucesso em trs aspetos do processo de memria. Para recordar preciso, em primeiro lugar, ter aprendido. Pode parecer bvio, mas importante realar este aspeto pois muitas falhas de memria so na realidade falhas na fase inicial de aquisio. A aquisio traduz a forma como codificamos a informao na memria para que mais tarde essa informao possa ser recordada. Em seguida vem o armazenamento. Para que seja recordada a informao (ou por outras palavras a experincia codificada) necessita de ser armazenada e conservada de forma mais ou menos permanente. O ltimo dos estdios a recuperao, ou seja, o momento em que o indivduo tenta lembrar-se de alguma informao que armazenou no passado. Uma das formas de recuperar informao atravs da recordao, que diz respeito aos nossos esforos para reproduzir informao a partir da memria em resposta a um determinado estmulo ou pergunta.
Enquanto a perceo diz respeito organizao dos estmulos atuais, a memria respeita a organizao dos pensamentos e acontecimentos do passado. Podemos entender a memria como o registo dos acontecimentos das nossas vidas, e tambm das informaes e competncias que compilamos desses acontecimentos. Seria difcil conceber um Ser Humano que no possusse esta capacidade. Sem memria no haveria imagens do passado, nunca poderamos falar do antes mas apenas do agora. No haveria nenhuma possibilidade de adquirir ou aprofundar competncias. Estaramos condenados a viver num presente completamente circunscrito, que nem sequer reconheceramos como nosso, pois no teramos memria dos acontecimentos que do forma nossa vida. Em suma, no teramos a possibilidade de nos construirmos enquanto indivduos, seramos organismos sem identidade, pois este sentimento de identidade pessoal assenta, evidentemente, na continuidade das recordaes que ligam o passado ao futuro.
TIPOS DE MEMRIA CURIOSIDADES. AS MEMRIAS SO FEITAS DE CONEXES NEURONAIS, E O NMERO DE CONEXES POSSVEIS ENTRE NEURNIOS NO CREBRO HUMANO QUASE ILIMITADO. Depois de analisado o processo de memorizao daremos agora nfase aos tipos de memria.
A principal diferena entre os tipos de memria que de seguida apresentaremos prende-se com a maior ou menor capacidade de manter codificada a informao recebida at ao momento da sua evocao. Na memria a curto prazo a informao pode ser esquecida, devido a qualquer actividade que impea a sua recapitulao, ou transferida para a memria a longo prazo e armazenada para mais tarde poder ser recordada.
FATO As pessoas recordam com mais facilidade uma informao que confirme aquilo em que acreditam do que outra que ponha em causa conceitos pr-existentes. Assim ao nvel da memria fala-se de trs sistemas principais: Memria a curto prazo: processos de memria associados preservao de experincias recentes; a memria de curto prazo tem uma capacidade limitada e armazena informaes por um curto perodo de tempo. Memria operativa: capacidade de memria utilizada para desempenhar tarefas como raciocnio e compreenso da linguagem; utilizada para manter informao pertinente durante a resoluo de uma qualquer atividade. Memria a longo prazo: processos de memria associados preservao da informao, por perodos longos, para posterior recuperao.
ESPRITO EMPREENDEDOR NA FORMAO (CONCEITO, COMPETNCIAS E PRINCIPAIS OBSTCULOS) Formar um processo continuo que acompanha as condies do mundo e sofre as influncias sociais, econmicas e polticas. Atualmente a educao atravs de instituies de ensino pretende formar um individuo consciente, critico, autnomo, tais caractersticas so resultantes do empreendedor. A escola serve de bssola para navegar no mar do conhecimento onde as oportunidades de aprendizagem so mltiplas. A educao atravs da escola passa a ser gestora do conhecimento. Acredita-se firmemente que o despertar dos jovens portugueses para atitudes empreendedoras s se dar de forma consistente, contnua e relativamente rpida se for utilizado o sistema educacional como meio de divulgao. POSSVEL ENSINAR ALGUM A SER EMPREENDEDOR?
A memria a faculdade mental responsvel pela organizao e interiorizao da informao percecionada. A memria de curto prazo tem uma capacidade de armazenar informao limitada, porm a memria a longo prazo tem uma capacidade ilimitada. Estes dois tipos de memria variam em funo do perodo de tempo durante o qual a informao retida.
A Formao transformou-se num instrumento fundamental para inserir novas formas de adaptao do trabalhador a uma era de revoluo tecnolgica, na qual os novos conhecimentos diferem daqueles aprendidos nos bancos das escolas que mantm currculos pouco adequados para a conjuntura atual. O formador empreendedor aquele que promove a reflexo e desenvolve o senso crtico do formando, capaz de liderar e mobilizar as pessoas. Os pilares da aprendizagem podem auxiliar na formao do aluno a se tornar um grande empreendedor. Aprender a aprender: explorar conhecimento informaes gerais. Aprender a fazer: o saber agir, empreendedor aquele que sabe fazer. Aprender a conviver: trabalho em equipe e respeito pela equidade. Aprender a ser: relacionado com os valores e tica.
VERIFICAO DE CONHECIMENTOS Classifique as seguintes afirmaes de acordo a sua veracidade: A memria representa a nossa capacidade para armazenar informao. Existem vrios tipos de memria que diferem entre si na capacidade de reter informao ao longo do tempo. A via pela qual a informao chega memria unicamente atravs da viso.
Os contedos conceituais (conceitos) referem-se ao pilar aprender a aprender; atitudinais (mudana de atitude) aprender a ser e aprender a conviver; e contedos procedimentais (saber o que fazer, e fazer diretamente ligado ao aprender a fazer).
O FORMADOR EMPREENDEDOR: determinado e focado no objetivo Ultrapassa os obstculos Aceita riscos calculados otimista e corajoso realista e responsvel Utiliza os erros e falhanos enquanto ferramentas de aprendizagem Age, no planeando apenas O FORMADOR ASSEGURA QUE A APRENDIZAGEM : Direcionada e dirigida a cada um Focada para as atividades Prtica, no terica Incorpora um trabalho individual, de pares e grupos Dirigida para a obteno de resultados atravs de processos definidos Baseada na constante comunicao com os alunos Compreendida pelos alunos, seus pares e formadores Destinada a toda a comunidade O FORMADOR DEVER GUIAR OS FORMANDOS PARA: Serem co-responsveis pelo processo de aprendizagem Definirem metas realistas, procurando depois a sua realizao Definirem objetivos e resolverem problemas da vida real Aprenderem com a experincia Aprenderem com os erros Perceberem que o esforo, mais do que o sucesso, a chave para uma performance de qualidade O FORMADOR ENVOLVE A COMUNIDADE ATRAVS DE: Identificao de pessoas chave, nomeadamente os lderes do grupo Convidando participantes da Comunidade envolvente para participarem no programa Assegurar a participao significativa de todos Aceitando e promovendo outputs de fora da turma Estabelecendo uma parceria com dois sentidos, ou seja, havendo contribuies dos professores para os alunos e vice-versa
O empreendedor na formao, quer mudana e age de forma participativa e motivadora. Assim a escola reflexiva pode utilizar meios ara ajudar na formao do empreendedor do futuro, atravs de uma pedagogia de projetos que aplica os contedos (conceituais, atitudinais e procedimentais)e fortalece os pilares da educao (aprender a aprender ,aprender a ser, aprender a conviver, aprender a fazer).
Adaptado de: The 1979 Annual Handbook for Group Facilitators; Jones, John E., and Pfeiffer, William, editors; La Jolla, CA: University Associates, 1979.
Pedagogia Diferenciada e Diferenciao Pedaggica:
Conceitos, Tipos e Formas de Diferenciao
Entendemos por diferenciao o conjunto de medidas didticas que visam adaptar o processo de ensino aprendizagem s diferenas importantes inter e intra-individuais dos alunos, a fim de permitir a cada aluno atingir o seu mximo na realizao dos objetivos didticos (De Corte (1990). Les Fondements de lAction Didactique. Bruxelas: De Boek, p. 280
Diferenciar significa tornar diferente, distinguir, diferir. (Cegalla: 2005, p.309). Em nvel de sistema educacional, precisamos ser ousados. O princpio a cada um, conforme as suas necessidades leva-nos a refletir que cada educando diferente do outro, principalmente no que diz respeito ao tempo de aprendizagem, por isso, far-se-ia necessrio um tratamento quase que individualizado aos nossos formandos, o que, nos dias de hoje, quase impossvel numa sala de aula. Mas essa individualizao no seria simplesmente um fim em si mesmo ou uma consequncia aristotlica de causa-e-efeito. Ela seria o resultado de uma atitude audaciosa, arrojada, coerente e ambiciosa da Pedagogia das Diferenas agindo e interferindo no processo ensino-aprendizagem. A individualizao proposta aqui no no sentido de personalizar percursos, mas diversificlos efetivamente a partir de estratgias coerentes com as situaes apresentadas, a fim de trabalhar aquilo que realmente cria obstculos progresso dos estudos, avaliando continuamente a prxis para verificar se a estratgia precisa ou no ser revista, se h ou no necessidade de redesenhar o caminho para chegar ao objetivo, desde o princpio almejado; este, no se muda! Inclusive, devemos ter em mente que, quando falamos em modificar possivelmente a nossa estratgia inicial no queremos, todavia, dizer com isso que, ao primeiro obstculo, precisamos modificar tudo. No. Precisamos parar, sim, avaliar o que pode ter dado errado. No se trata de persistir no erro por inrcia, mas por acreditar que pode dar certo. Tambm no podemos iniciar o projeto e parar no meio do caminho, sob o pretexto de que aquele estudante um caso perdido. Essa ousadia que a Pedagogia Diferenciada remete, leva-nos tarefa coerente de pensar certo, de agir certo, de fazer uma reflexo crtica sobre a nossa prtica e de acreditar que, realmente, como educadores, podemos fazer a diferena.
os programas de tutoria, a aprendizagem de mestria, a aprendizagem cooperativa e o ensino de estratgias de aprendizagem num sistema de gesto para adaptar o ensino s necessidades individuais e do pequeno grupo. FATO Se o objetivo dar a todos a chances de aprender, quaisquer que sejam suas origens sociais e seus recursos culturais, ento, uma pedagogia diferenciada uma pedagogia racional. Diferenciar , pois, lutar para que as desigualdades diante da escola atenuem-se e, simultaneamente, para que o nvel de ensino se eleve. Perrenoud A RETER
Walberg e Haertel, 1997; Wang, 1992; Wang, Haertel e Walberg, 1998; Wang, Oates e Whitesthew, 1995; Wang e Zollers, 1990; Waxman e Walberg, 1999
DIFERENCIAO PEDAGGICA A formao deve gerir a heterogeneidade e promover a igualdade de oportunidades de sucesso dos alunos. Para conseguir diferenciar, necessrio no se ser indiferente s diferenas e estar atento especificidade da comunidade escolar. Diferenciar a formao permitir que cada formando desenvolva as suas capacidades ao seu ritmo, passando pela seleo apropriada de mtodos de ensino adequados a cada situao. A diferena , assim, um dos principais fatores a ter em conta na ao de formao e dos formadores. Deste modo, a entidade formadora deve criar condies para que os formandos tenham tempos, espaos e recursos materiais que melhor permitam as suas aprendizagens; por outro lado, os formadores devem refletir e procurar solues capazes de responder s situaes de desadaptao, s diferenas de comportamento e aos diversos ritmos de aprendizagem no contexto grupo/turma. O formador dever ainda, com os formandos, estabelecer regras de funcionamento que permitam a existncia de um clima de trabalho adequado, de modo a desenvolver um conjunto de atividades diferenciadas. Utilizar uma variedade de estratgias de ensino, adaptando as aulas a alunos individualmente e a pequenos grupos, aumenta o rendimento escolar. A diferenciao pedaggica um processo integrado de diagnstico e interveno que combina vrias das prticas anteriormente referidas
A diferenciao requer fases de implementao executadas por um formador experiente, incluindo a planificao, a atribuio do tempo, a delegao de tarefas em colaboradores e formandos e o controle de qualidade. Ao contrrio da maioria das outras prticas, a diferenciao pedaggica um programa exaustivo e no um mtodo isolado. A sua focalizao no formando de forma individual requer que as limitaes para a aprendizagem sejam primeiro diagnosticadas para posteriormente se desenvolver um plano que permita resolv-las.
A PNL e a Aprendizagem
Parece-me muito apropriado descrever a pnl como um processo educativo. Basicamente, desenvolvemos formas de ensinar as pessoas a utilizar as suas prprias cabeas. RICHARD BANDLER
Desde que nascemos, aprendemos sem que ningum nos diga como faz-lo, e assim, prosseguimos aprendendo e desaprendendo, de maneira consciente e inconsciente. Esta aptido para a aprendizagem contnua faz com que a maioria das pessoas se habitue a preocupar-se mais com o que aprende do que como o faz. A falta de compreenso que manifestamos sobre a nossa forma de aprender faz-nos cair em, pelo menos dois problemas: No atentamos no fato de haver muitas reas da nossa vida em que desenvolvemos resistncias aprendizagem e continuamos a realizar aes ineficazes. Cometemos continuamente os mesmos erros seguindo os mesmos modelos e enfrentando as mesmas dificuldades.
Ainda que tenhamos aprendido, deixamos de reconhecer que o podamos ter feito melhor.
Aprender a aprender uma capacidade que pode mudar as nossas vidas de forma fundamental. Uma capacidade que afeta toda a nossa maneira de ser: quem somos, quem temos sido, e quem podemos ser.
Compreendendo a importncia deste assunto a pergunta que nos surge : como podemos aprender ainda melhor? E qual a sua aplicabilidade no contexto formativo?
METAMODELO Segundo Nicolai C. Santos e Joo L. Cortez (2010) Existe um desfasamento entre o que processamos mentalmente, isto , entre as nossas cognies e, a verbalizao das mesmas, ou seja a passagem para a comunicao verbal.
Enquanto falamos encontramo-nos a processar uma informao que pretendemos partilhar com o recetor, de uma forma mais lenta do que ela foi criada. O resultado final que a mensagem que transmitimos de forma verbal nem sempre corresponde ideia original formada no nosso crebro. Esta encontra-se resumida e com algumas partes da ideia original eliminadas. As nossas ideias podem ter sido influenciadas por filtros, generalizaes, eliminaes e distores limitando assim a nossa perceo da realidade. O metamodelo surge assim como uma poderosa ferramenta da Programao Neurolingustica que traduz o que o seu interlocutor disse para o que ele realmente pretendia dizer. A partir da, compreendemos melhor o mapa de outra pessoa. Alm disso, como o mapa do comunicador no o territrio, proporciona novas percees que nem ele tinha, criando opes adicionais (in Cortez, J.L. e Santos, N.C., 2010). O metamodelo foi a primeira ferramenta desenvolvida por Richard Bandler e John Grinder para a PNL, a partir da modelagem de padres lingusticos de Fritz Perls e Virginia Satir.
Exemplos: Eles reclamam sempre; Querem que as pessoas trabalhem mais; Gostam muito do meu trabalho; Pergunta a colocar nestas situaes: Quem ou o qu exatamente (ou especificamente) ? VERBOS NO ESPECIFICADOS Desafiar ou questionar os verbos procurar esclarecer o processo, a ao, pela qual a experincia ou objetivo comunicado. Uma vez que o sujeito referencial da ao est definido, o segundo passo esclarecer como a ao se processa. O desafio : Como, ou de que maneira, especificamente? A resposta a esta pergunta leva descoberta da experincia profunda, ou seja, da comunicao oculta por este verbo no especificado. Na comunicao normal, pode-se pressupor que quase todos os verbos usados so no especificados. Um verbo no especificado no descreve como o evento ocorre ou a sua forma de ao. Exemplos: Fiz uma excelente apresentao; Vou entrar em forma; Conduzimos a reunio de forma brilhante; Pergunta a colocar nestas situaes: Como exactamente...?
Atravs do Metamodelo: Recuperamos Informaes, ou seja, obtemos dados eventualmente omitidos na linguagem oral; Compreendemos o que o nosso interlocutor quer dizer, evitando interpretaes diferentes do que a mensagem da outra pessoa objetivava transmitir;
NDICE REFERENCIAL NO ESPECIFICADO a eliminao ou ausncia de referncia, do nome, numa frase ou comunicao. Ou seja, as pessoas, lugares ou coisas no esto especificadas na sua estrutura superficial de comunicao. Este tipo de linguagem muito utilizada pelos polticos ou jornalistas que transmitem ao pblico informaes generalizadas e distorcidas. Existem perguntas estrategicamente colocadas, usadas pelos peritos em comunicao, para explorar os nveis mais profundos da comunicao, com o objetivo de chegar, rapidamente e com preciso, o mais prximo possvel da experincia ou linguagem profunda. Ocorre quando o sujeito ou objeto da frase no so especificados.
UNIVERSAIS Neste caso tomamos uma experincia de referncia e generalizamos para todas as outras. Esta falha pode levar o ser humano a criar regras para si e para os outros, podendo muitas vezes criar a crena de que todas as experincias posteriores podem ser boas ou ms. A generalizao acontece quando uma experincia se torna a base para todas as outras impossibilitando a pessoa de encontrar excees e novas descobertas para si e para o outro. So generalizaes do tipo sempre, nunca, todo a gente, ningum,
Exemplos: Tu nunca me levas ao cinema! Toda a gente quer este carro. Eu fico sempre com a parte mais pesada do trabalho. Os homens no so confiveis. OPERADORES MODAIS Um Operador Modal (OM) um "modo de operao", uma maneira de estar no mundo e relacionar-se com parte dele, ou com todo ele. Um OM um verbo que modifica outro verbo, portanto sempre seguido por outro verbo. "Eu preciso trabalhar." "Eu posso ter sucesso". Tendo-se em mente que um verbo descreve sempre uma atividade ou processo, o OM um verbo que modifica a maneira como uma atividade feita. O OM estabelece uma orientao geral ou uma direo global antes de sabermos qual a atividade. Por vezes, a pessoa diz, simplesmente, "Eu no posso" ou "Eu quero", j que o contedo especificado pelo contexto. No entanto, uma vez que as prprias palavras no especificam um contedo ou contexto, muito fcil generalizar a sentena para diversos contedos/contextos. O OM modula, de maneira muito significativa, a nossa experincia sobre grande parte (ou o total) daquilo que fazemos. Exerccio: Pense numa atividade neutra simples, e descreva-a numa frase curta, como "olhar pela janela". Depois, diga as frases seguintes e tome conscincia da forma como experimenta cada uma delas, notando de que maneira a sua experincia muda em cada uma delas, principalmente para onde vai a sua ateno, e como se sente: "Eu quero olhar pela janela". "Eu tenho que olhar pela janela". "Eu posso olhar pela janela". "Eu escolho olhar pela janela". O "modo de operao" da primeira consiste em puxar em direo atividade, com uma sensao de prazer e antecipao. O "modo de operao" da segunda de empurrar em direo atividade, geralmente por trs, e quase sempre com uma sensao de no querer fazer isso. As duas ltimas so um pouco diferentes; "posso" simplesmente foca a sua ateno para caminhos alternativos de possibilidade. H trs tipos de operadores modais: Os de NECESSIDADE: Apresentam regras do que necessrio ou adequado numa determinada situao. Exemplos:
Tenho de trabalhar muito neste projecto. Tu no devias acordar tarde todos os dias Tu devias pedir a minha opinio antes de tomar qualquer deciso. Os homens no devem chorar. Pergunta a colocar nestas situaes: O que aconteceria se? Os de POSSIBILIDADE: Apresentam regras do que possvel e do que no possvel por exemplo: Eu no posso pedir isso ao meu chefe. Tu no podes contar a verdade. No consigo manter-me empregado. impossivel estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Pergunta a colocar nestas situaes: O que aconteceria se? O que te impede Como seria se? Os de COMPARAES: Comparam uma coisa em relao outra. Algum elemento da comparao est omisso ou no disponvel. melhor ficar quieto. Coaching mais eficaz. Estou perdido. Este processo mais fcil. Pergunta a colocar nestas situaes: em relao a que especificamente? Comparado com que? ou em comparao a que?
fundamental que o Metamodelo seja feito com rapport para que este atinja os seus objetivos. A nossa conversa tornar-se-ia extremamente montona se, em todos os momentos, utilizssemos as informaes disponveis. Desta forma, praticamente a todo o momento, (?) possvel utilizar o metamodelo. O metamodelo dever se utilizado apenas quando o significado da comunicao estiver comprometido, ou quando, na sua opinio, houver a possibilidade de limitaes significativas nas opes do comunicador. Aqui dever questionar-se se realmente necessita de mais informaes.
Os Estados de Aprendizagem
DISPOSIES EMOCIONAIS FACILITADORAS DA APRENDIZAGEM Estas so algumas das atitudes emocionais que podem facilitar a aprendizagem: Curiosidade: Quero saber mais, ou alguma coisa sobre este tema. Abertura: Esta uma oportunidade para eu progredir ou para me enriquecer. Assombro: aqui podemos ver o novo como uma expanso do que ser possvel no futuro. como dizer: Isto novo e agrada-me, maravilhoso. Para que compreenda a importncia da disposio emocional no momento de aprender, sugerimos-lhe que faa o seguinte exerccio.
Longe do que comummente se entende por aprender, a aprendizagem no um produto exclusivo da capacidade intelectual; a disposio emocional desempenha aqui um papel preponderante. Para aprender temos de estar imersos num estado adequado.
Estado a soma total da experincia humana numa situao determinada. Engloba os processos intelectuais, emocionais e fsicos que se produzem nessa situao.
DISPOSIES EMOCIONAIS DIFICULTADORAS DA APRENDIZAGEM H muitas razes pelas quais as pessoas perdem as oportunidades de aprender no momento em que se deparam com algo de novo. Distinguiremos algumas dessas emoes: A. Quando o novo no visto como novo. Certeza: Isto j sei, ou Isto o mesmo que aquilo. Arrogncia: neste estado no estamos disponveis para aprender, porque dizemos: Eu sei tudo o que se pode saber acerca disto e no h quem possa ensinar-me. B. Quando podemos ver o novo como novo.	Falta de Autoconfiana: Nunca aprenderei isto, ou Isto muito complicado para mim. Confuso: Estes novos conhecimentos provocam-me confuso e isso no me agrada. Ao agir desta maneira, a confuso algo de negativo. No entanto, os momentos de confuso podem constituir o grmen da aprendizagem, logo que se aprenda a consider-los uma oportunidade. Resistncia: Isto novo para mim, mas no me agrada.
EXERCCIO 1 EMOES E APRENDIZAGEM Recorde pelo menos trs situaes em que tenha aprendido algo. Quando as tiver determinado feche os olhos, e escolha uma de entre elas e procure voltar mentalmente a esse momento Como se estivesse a viv-lo de novo. Leve o tempo que for necessrio. Imagine que est a ver com os seus prprios olhos o que via, a escutar o que ouvia com os seus ouvidos, a fazer o que fazia e a reviver as sensaes. Depois abra os olhos e inscreva as condies que envolveram essa aprendizagem respondendo s seguintes perguntas: Iniciou a aprendizagem por causa de quem? Qual o seu estado emocional? Como descreveria o resultado? Repita o exerccio com as outras duas situaes. Recorde agora trs situaes em que no aprendeu nada, por mais que o tenha tentado. Repita o processo anterior e responda s mesmas perguntas. Compare os resultados e determine na sua prpria experincia, quais foram as emoes que lhe facilitaram ou dificultaram a aprendizagem.
COMO PODEMOS APRENDER A APRENDER Para adquirir qualquer capacidade, em qualquer rea na nossa vida, h 4 requisitos bsicos que, quando cumpridos, nos facilitaro enormemente a aprendizagem: Reconhecer que no sabemos ou que ainda temos muito a aprender. Assumirmos a nossa ignorncia colocarmo-nos no umbral da aprendizagem. Encontrar algum com quem possamos aprender, algum que nos possa ensinar, e assumir que ser o nosso professor numa determinada rea. Pode ser que essa pessoa no nos sirva de professor noutras reas. Podemos ter a mesma atitude perante um livro.
EXERCCIO 2 COMO FACILITAR QUALQUER APRENDIZAGEM
Determinar qual o tema ou a rea de aprendizagem em que queira ter mais conhecimentos. Tome conscincia de que ainda no pode aprender mais coisas e pense nos benefcios que obter com estes novos conhecimentos. Descubra com quem pode adquirir esses conhecimentos: Pode ser uma pessoa ou um livro.
Manter uma aprendizagem.
Das trs experincias que pouco recordou e atravs das quais aprendeu algo, escolha aquela que para si teve um cargo emocional mais agradvel. Volte a conjugar-se com essa experiencia Como se estivesse a viv-la de novo, como se estivesse a ver com os seus prprios olhos o que via nessa ocasio, escutar o que chegava aos seus ouvidos, dando-se conta do que pensava e revivendo as emoes desse momento. Quando j estiver em conjuno emocional com ela, imaginese como se estivesse a aprender um novo tema, vendo com os seus olhos tudo o que o rodeia, escutando os sons que lhe chegaram aos ouvidos e deixe que a emoo facilitadora envolva esta nova experincia da sua vida. Imagine-se a por em prtica os conhecimentos adquiridos e como beneficiar dos novos conhecimentos que derivam da aprendizagem. Abra os olhos e, se possvel, dedique-se nesse mesmo momento a estudar e a praticar esse tema.
Comear com a prtica assdua das capacidades que se pretendam adquirir sem prtica no existe aprendizagem porque no se produz uma modificao neurnica que mude a conduta anterior.
Pode utilizar este processo em qualquer momento em que queira motivar-se para qualquer aprendizagem.
As Cinco Etapas de Aprendizagem
Estas so as etapas pelas quais passamos durante o processo de aprendizagem: INCOMPETNCIA INCONSCIENTE Quando algum No sabe que no sabe. Por exemplo, quando samos de uma comunidade e entramos noutra, geralmente no conhecemos a forma como as pessoas se comportam nessa comunidade. Agimos em funo dos nossos anteriores costumes sem que nos demos conta de que h coisas que deveriam fazer-se de maneira diferente. Para os que j integravam a nova comunidade que conhecem as regras do meio, os recm-chegados apresentam-se como incompetentes, porm, estes no so sequer conscientes de que h algumas aes que, segundo os cdigos da nova comunidade no se esto a realizar, e outras que se realizam de forma equivoca. Voc no sabe que no sabe. INCOMPETNCIA CONSCIENTE Quando reconhecemos que no sabemos. Aqui, o juzo de que no sabemos, fazmo-los ns prprios, e isto situa-nos no umbral da aprendizagem. Esta uma etapa difcil, pois descobrimos as limitaes produzidas pelos nossos antigos hbitos (fsicos, intelectuais e emocionais). Requer muita prtica, ateno e perseverana para que no se abandone a aprendizagem. Voc sabe que no sabe. COMPETNCIA CONSCIENTE Quando comeamos a ser minimamente competentes no que estamos a aprender. Movemo-nos com grande ateno em cada uma das aes que realizamos. Aprendeu-se algo e compreenderam-se as suas regras, mas estas ainda no so inteiramente dominadas. Voc sabe que sabe, mas precisa de se lembrar disto. COMPETNCIA INCONSCIENTE esta a finalidade da aprendizagem, quando todos os padres, que aprendemos de forma to conscienciosa, se harmonizam numa tranquila unidade de conduta. Age-se com um baixo grau de reflexo, num fluxo de aes. Apenas as situaes inesperadas obrigam a interromper esse fluxo. A parte consciente determina o objetivo e deixa que o inconsciente o execute, libertando a sua ateno para outras coisas. Voc sabe que sabe e nem se lembra disto.
MAESTRIA A maestria mais do que a competncia inconsciente. Ocorre quando algo que exige grande habilidade executado de forma que parea fcil de ser feito. Quem viu o Pele a jogar futebol tem a exata noo disto. na maestria que se alcana o estado de fluir. Voc flui.
EXERCCIO 3 - COMO FEZ PARA APRENDER? Recorde algo que tenha aprendido em qualquer momento da sua vida. Pode ser algo banal, como andar de bicicleta, ou mais complexo. Como conduzir um carro ou utilizar um computador. Recorde como foi passando sucessivamente pelas etapas da incompetncia consciente competncia inconsciente.
Descreva a dificuldade que mais lhe custou a superar na segunda etapa.
Descreva a parte do processo em que mais precisou de insistir na terceira etapa. Descreva uma situao que, na quarta etapa, lhe tenha feito abandonar a competncia inconsciente, e, talvez, voltar segunda etapa.
Apercebeu-se, pela sua prpria experincia de como passou por estas etapas quando aprendeu alguma coisa. Porm, se a aprendizagem se aplica a alguma capacidade que envolva transformao ou desenvolvimento pessoal, essa capacidade, que se transformou em hbito inconsciente, corre o risco de se ter edificado sobre hbitos que talvez no sejam os mais eficazes para a realizao da tarefa a que nos propomos. Os nossos filtros (convices, critrios, valores, etc.) podem ter-nos feito perder alguma informao importante. Nessa situao, ter-se- de proceder a um recuo nas etapas de aprendizagem, at fase da desaprendizagem antes de se reaprender. A nica razo para se fazer isto a de se construrem novas opes, modelos mais eficazes.
Princpios da Criatividade Pedaggica
Incompetncia Inconsciente
Incompetncia consciente Competncia Consciente Competncia Inconsciente Maestria
Todo aquele que queira estar em constante evoluo e desenvolvimento deve estar disposto a passar por um permanente processo de aprendizagem, que passa pelo constante movimento de desaprender e aprender.
A Finalidade da Aprendizagem
A Educao, um processo que vai alm do ensinar, instruir ou treinar; ela essencialmente um processo de formao que precisa estimular a curiosidade, desenvolver a autonomia crtica e criativa do formando. Assim, o processo educativo compreendido como um exerccio de reflexo da realidade, reflexo esta, fundamentada em conhecimentos adquiridos ao longo da vida, de maneira formal (escola, livros...) e informal (no processo de viver...). A busca do conhecimento reflete-se numa mudana de atitude pois queremos que os formandos faam mais do que simplesmente pensar, importante que sejam capazes de analisar e apreender o que uma situao apresenta, declara, implica e/ ou sugere. A expresso do potencial criativo de grande importncia, no s para o indivduo como tambm para a sociedade, pois da criatividade que depende o prprio desenvolvimento da humanidade. Porm, a prtica pedaggica mostra que o potencial criativo tem sido usualmente inibido e bloqueado. E COMO TEM SIDO ENTENDIDO O CONCEITO DE CRIATIVIDADE? Sabe-se que os conceitos modificam, evoluem atravs dos tempos, e atualmente a criatividade est sendo o foco da moda sempre presente no discurso neoliberal e da globalizao. Percebemos esta realidade ao analisarmos as diretrizes curriculares nacionais para os cursos das diferentes reas, em qualquer um dos nveis de formao, que focalizam a necessidade da formao do profissional crtico-criativo. Portanto, fundamental que se analise o significado desta proposta, para no continuarmos somente na retrica e sim partirmos para uma relao pedaggica que se apresente como uma importante ferramenta para a formao deste profissional. O talento individual relaciona-se com as competncias de cada indivduo para realizar determinada coisa; contudo esta competncia precisa de ser estimulada e uma das maneiras de faz-lo propiciar um espao de liberdade para procurar o que lhe d prazer.
Encerramos o Ciclo da Aprendizagem com o reconhecimento de que agora os formandos sero capazes de fazer o que anteriormente no podiam fazer. Quando tal acontece, sabemos que sabemos, e sabemos que aprendemos. Atravs da aprendizagem delineamo-nos a ns prprios, chegamos a ser pessoas diferentes. Expandimos a ao que realizamos, transformamos aquilo que somos atravs de um processo que d mais conscincia e realidade nossa vida. Por essa razo: Aprender a aprender uma das atividades mais importantes que podemos realizar na nossa vida.
O processo educativo, tanto em casa como na escola, pode inibir este potencial. Para Gardner, a criatividade no est somente na ideia, no processo ou na habilidade do artista, nem no domnio de uma prtica e tampouco no grupo de juzes, mas sim numa interao entre todas essas dimenses. Com este entendimento, ressaltamos que os factores culturais influenciam o processo criativo, que este processo dinmico e resulta em potencial para a mudana, ao ou produto. Todo indivduo tem a capacidade de ser criativo e cada pessoa tem uma maneira diferente de express-la. Portanto, a criatividade no pode ser s definida em termos de novidade, mas tambm em termos de melhoramentos individual e da sociedade. Foram vrios os estudos que constataram, que o estmulo em sala de aula repercute diretamente no processo ensino-aprendizagem. Estes estudo ressaltam a importncia da aprendizagem atravs do estmulo criatividade, que se processa a partir do interesse do prprio indivduo e da sua motivao interna, tendo, portanto, efeito mais duradouro. Para que isto acontea, deve-se estimular a produo do pensamento divergente, ou seja, a busca da soluo de problemas atravs de vrias alternativas e possibilidades, estimulando a imaginao. Assim, a criatividade est intimamente relacionada a factores como espontaneidade, entusiasmo e motivao. Entendemos a criatividade, no como um dom ou talento, mas sim como algo que pode ser estimulado ou inibido a partir das relaes que o indivduo estabelece ao longo da vida, e por isso a importncia da relao pedaggica. VANTAGENS DAS PESSOAS CRIATIVAS So empreendedoras; Curiosas e atualizadas; Agressivas e auto-suficientes; Persistentes e perseverantes; Autnomas e corajosas; Sempre bem informadas; Autodisciplinadas em busca de auto-realizao e Auto motivadores e motivantes.
OBSTCULOS QUE IMPEDEM A CRIATIVIDADE: Fronteiras, dificuldades imaginrias; Conformismo; Desistncia; Preguia mental; Medo do ridculo e de errar, tudo tem que estar correto; Pouco ou nenhum incentivo por parte da organizao; Excesso de lgica; Resistncia a quebra de modelos mentais.
Estimular a criatividade estimular tambm a flexibilidade, a viso de futuro, a autonomia os trabalhos em equipa, a liderana, explorar solues alternativas etc. Num mundo de mudanas, marcado por turbulncias e incertezas; tudo isso torna-se fundamental. Ou seja, devemos criar ou inovar algo que possa ser aproveitado pela sociedade. Em alguns casos, necessrio mudar o pensamento. Desta forma, no h hora marcada para criar, pois tal prtica deve ser constantemente estimulada e desenvolvida pelas instituies atravs de uma sistematizao e preparao das mesmas para este novo cenrio.
A atuao do formador est intimamente ligada ao seu contexto, da que seja necessrio proceder a adaptaes ou reajustamentos na sua forma de abordar os formandos, de estruturar os contedos, e at do planeamento de atividades a executar durante a formao. necessrio encarar o espao de formao como uma aposta mtua, um espao de partilha de conhecimento onde todos os intervenientes so coprodutores dos objetivos a alcanar com a formao. Esta relao de interdependncia que se cria importante para a responsabilizao conjunta dos resultados formativos, pois se por um lado cabe ao formador um grande papel ao nvel do planeamento, animao e avaliao das sesses formativas, ao formando tambm compete a assuno de uma atitude pro-ativa ao nvel das suas intervenes e de verdadeira escuta ativa relativamente aos conceitos a serem transmitidos, de forma a atingir os perfis de competncias a que se predispuseram. Este manual procurou apresentar os pontos mais pertinentes relativos ao formador e o seu contexto, procurando relevar a importncia da flexibilidade e da gama de habilidades necessrias aos formadores para fazerem frente aos desafios que as mudanas impostas por um mercado em constante mutao, seja ao nvel da sua atuao, seja ao nvel da estruturao da formao mediante a sua natureza e, os objetivos a atingir.
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Lei n. 46/86, de 14 de Outubro Decreto-Lei n. 242/88, de 7 de Julho Decreto-Lei n. 401/91, de 16 de Outubro Decreto-Lei n. 405/91, de 16 de Outubro Decreto Regulamentar n. 66/94, de 18 de Novembro Decreto Regulamentar n. 68/94, de 26 de Novembro Decreto Regulamentar n. 15/96 de 23 de Novembro Despacho Normativo n. 53-A/96 Decreto Regulamentar n. 26/97 de 27 de Maio Portaria n. 1119/97 de 5 de Novembro
Artigo 1 - Objeto O presente diploma regulamenta o exerccio da actividade de formador no domnio da formao profissional inserida no mercado de emprego. Artigo 2 - Conceito de Formador 1 - Para efeitos do presente diploma, entende-se por formador o profissional que, na realizao de uma aco de formao, estabelece uma relao pedaggica com os formandos, favorecendo a aquisio de conhecimentos e competncias, bem como o desenvolvimento de atitudes e formas de comportamento, adequados ao desempenho profissional. 2 - O formador deve reunir o domnio tcnico actualizado relativo rea de formao em que especialista, o domnio dos mtodos e das tcnicas pedaggicas adequados ao tipo e ao nvel de formao que desenvolve, bem como competncias na rea da comunicao que proporcionem um ambiente facilitador do processo de ensino/aprendizagem. Artigo 3 - Tipos de formadores 1 - Os tipos de formadores podem distinguir-se em funo do regime de ocupao, do nvel de formao que desenvolvem e da componente de formao que desenvolvem. 2 - Relativamente ao regime de ocupao, os formadores podem ser permanentes ou eventuais, consoante desempenhem as funes de formador como actividade principal ou com carcter secundrio ou ocasional. 3 - Relativamente ao vnculo, os formadores podem ser internos, quando tenham vnculo laboral com a entidade promotora ou beneficiria da aco de formao, ou externos, nos demais casos. 4 - Quanto ao nvel de formao que desenvolvem, os formadores tm o nvel de formao correspondente estrutura dos nveis de formao estabelecidos na Deciso n 85/368/CEE do Conselho das Comunidades, publicada no Jornal Oficial das Comunidades Europeias, de 31 de Julho de 1985. 5 - Relativamente aos componentes da formao que desenvolvem, os formadores podem ser de formao terica ou de prticas profissionais. Artigo 4 - Requisitos 1 - Constituem requisitos para o exerccio da actividade de formador: a) Preparao psicossocial, que envolve, designadamente, o esprito de cooperao e a capacidade de co-municao, relacionamento e adequao s caractersticas do pblico alvo, por forma a prosseguir com eficcia a funo cultural, social e econmica da formao;
www.iefp.pt www.prime.min-economia.pt
b) Formao cientfica, tcnica, tecnolgica e prtica, que implica a posse de qualificao de nvel igual ou superior ao nvel da sada dos formandos nos domnios em que desenvolve a formao; c) Preparao ou formao pedaggica, certificada nos termos da lei, adaptada ao nvel e contexto em que se desenvolve a aco da formao. 2 - Para efeitos do disposto na alnea b) do nmero anterior, exigvel: a) Habilitao acadmica adequada, quando se trate de formao terica geral; b) Habilitao acadmica adequada acrescida de um ano de experincia profissional, quando se trate de formao terico-tcnica; c) Habilitao acadmica adequada acrescida de trs anos de experincia profissional, quando se trate de formao de prticas profissionais. 3 - Para efeitos do disposto na alnea c) do n 1 exigvel a frequncia, com aproveitamento, de curso de formao pedaggica homologado pela entidade referida na alnea a) do artigo 8 do Decreto-Lei n 95/92, de 23 de Maio, nos termos a estabelecer em normas especficas a aprovar pela Comisso Permanente de Certificao e a homologar por portaria do Ministro para a Qualificao e o Emprego. Artigo 5 - Perfis Profissionais A estrutura de coordenao prevista no artigo 14 do Decreto-Lei n 95/92, de 23 de Maio, submeter a aprovao do Ministro do Emprego e da Segurana Social, sob proposta das respectivas comisses tcnicas especializadas, normas tcnicas relativas aos perfis profissionais especficos dos formadores. Artigo 6 - Regime Excepcional 1 A ttulo excepcional, e quando justificado por razes de natureza pedaggica ou tcnica das aces de formao, podem ser autorizados, pela entidade certificadora, mediante deciso fundamentada, a intervir na formao os profissionais que, no satisfazendo algum ou alguns dos requisitos exigidos no artigo 4 do presente diploma, possuam especial qualificao acadmica e ou profissional ou detenham formao no disponvel no mercado. 2Os formadores referidos no nmero anterior ficam investidos nos direitos e deveres estabelecidos nos artigos 7 e 8 do presente diploma, relativamente formao para que foram autorizados a intervir. Artigo 7 - Direitos do Formador 1 - So, nomeadamente, direitos do formador: a) Apresentar propostas com vista melhoria das actividades formativas, nomeadamente atravs da participao no processo de desenvolvimento e nos critrios de avaliao da aco de formao, de acordo com o plano geral institucionalmente definido;
b) Obter documento comprovativo, emitido pela entidade formadora ou beneficiria da formao, da sua actividade enquanto formador em aces por ela desenvolvidas, do qual conste especificamente o domnio, a durao e a qualidade da sua interveno; c) Ser integrado em bolsas de formadores. 2 - Para efeito do disposto na alnea b) do nmero anterior, o formador dispor de documento adequado, de modelo a aprovar por portaria do Ministro do Emprego e da Segurana Social. Artigo 8 - Deveres do Formador So, em especial, deveres do formador: a) Fixar os objectivos da sua prestao e a metodologia pedaggica a utilizar, tendo em considerao o diagnstico de partida, os objectivos da aco e os destinatrios da mesma, com observncia das orientaes da entidade formadora ou beneficiria; b) Cooperar com a entidade formadora, bem como com os outros intervenientes no processo formativo, no sentido de assegurar a eficcia da aco de formao; c) Preparar de forma adequada e prvia cada aco de formao, tendo em conta os objectivos da aco, os seus destinatrios, a metodologia pedaggica mais ajustada, a estruturao do programa, a preparao de documentao e de suportes pedaggicos de apoio, o plano de sesso e os instrumentos de avaliao, bem como os pontos de situao intercalares que determinem eventuais reajustamentos no desenvolvimento da aco; d) Participar na concepo tcnica e pedaggica da aco, adequando os seus conhecimentos tcnicos e pedaggicos ao contexto em que se desenvolve o processo formativo; e) Assegurar a reserva sobre dados e acontecimentos relacionados com o processo de formao e seus intervenientes; f) Zelar pelos meios materiais e tcnicos postos sua disposio; g) Ser assduo e pontual; h) Cumprir a legislao e os regulamentos aplicveis formao; i) Avaliar cada aco de formao e, globalmente, cada processo formativo, em funo dos objectivos fixa-dos e do nvel de adequao conseguido. 2 O formador, enquanto elemento determinante para o xito da aco formativa, submetido a avalia-o, tanto no mbito da sua competncia tcnico-profissional como no seu contributo para a criao de um clima de confiana e compreenso mtuas entre os intervenientes no processo formativo. Artigo 9 - Emisso de Certificados 1 - Desde que verificados os requisitos exigidos para o exerccio da respectiva actividade, o certificado de aptido de formador requerido
pelo interessado ou pela entidade formadora ou beneficiria entidade referida na alnea a) do artigo 8 do Decreto-Lei n 95/92, de 23 de Maio, sendo vlido pelo perodo de cinco anos se outro perodo de validade no for estabelecido em norma especfica de certificao. 2 - Os requerimentos a solicitar o certificado de formador devero conter ou ser acompanhados dos seguintes elementos: a) Identificao do formador; b) Habilitaes literrias; c) Qualificaes e competncias por rea e nvel de formao; d) Preparao pedaggica; e) Regime de ocupao; f) Outros dados curriculares relativos a participao ou interveno em actividade de carcter formativo, profissional ou cultural; g) Cpias de certificados ou de avaliaes relativas actividade profissional ou como formador. 3 - O certificado de aptido de formador pode ser renovado por perodos sucessivos de cinco anos, se outro perodo no for estabelecido em norma especfica de certificao, a requerimento, devidamente instrudo, do interessado ou da entidade a que esteja vinculado. 4 - A renovao do certificado de aptido de formador s pode ser concedida desde que se verifiquem, cumulativamente, durante o perodo de validade do anterior certificado, os seguintes requisitos, em relao ao formador: a) Actualizao cientfica e tcnica na rea de formao em que especialista, a verificar nomeadamen-te atravs de currculo profissional e ou de formao especfica; b) Desenvolvimento de um processo contnuo de ajustamento pedaggico aos objectivos, s temticas e aos destinatrios, nomeadamente atravs da frequncia de formao pedaggica; c) Actuao comprovada na rea de formao por tipo de interveno, com referncia especfica ao nmero de horas enquanto formador, s entidades, avaliao da sua prestao e dos resultados obti-dos. 5 - Os requisitos, referidos no nmero anterior, para a renovao dos certificados de aptido de forma-dor sero objecto de normas especficas de certificao, a aprovar pela Comisso Permanente de Certi-ficao e a homologar por portaria do Ministro para a Qualificao e o Emprego. 6 - A certificao de aptido de formador em contexto real de trabalho/ tutor ser objecto de regula-mentao prpria, dada a especificidade da sua actividade. Artigo 10 - Bolsas de Formadores 1 - Ser constituda,	no mbito do	Instituto do Emprego e Formao Profissional, nos termos do artigo 13 do Decreto-Lei n 405/91,
de 16 de Outubro, uma bolsa nacional de formadores, integrando a nvel nacional todos os formadores para os quais foram emitidos certificados de aptido de formador. 2 A bolsa nacional de formadores ser organizada de forma a possibilitar a constituio de bolsas regionais e sectoriais, por reas de formao, as quais devero conter elementos actualizados dos for-madores por regio e sector. 3 Compete ao Instituto do Emprego e Formao Profissional a organizao, gesto e divulgao das bolsas de formadores, s quais tero acesso permanente todas as entidades gestoras, formadoras e beneficirias de formao. Artigo 11 - Aco de Formao de Formadores O Instituto do Emprego e Formao Profissional, atravs dos seus centros de formao profissional, ou mediante acordo a celebrar com outras entidades, bem como as instituies com competncia para certificar nos termos do artigo 8 do Decreto-Lei n 95/92, de 23 de Maio, tomar as medidas necess-rias ao lanamento e efectivao de aces de formao de formadores que satisfaam as respectivas necessidades de actualizao e que facilitem o seu acesso formao contnua. Artigo 12 - Formadores da Administrao Pblica Aos formadores da Administrao Pblica aplicvel o disposto no artigo 18 do Decreto-Lei n 9/94, de 13 de Janeiro. Artigo 13 - Disposies transitrias 1 - O certificado de aptido de formador exigido para o exerccio da respectiva actividade a partir de 1 de Janeiro de 1998. 2 - Podem obter certificado de aptido de formador os profissionais que, satisfazendo os requisitos de competncia tcnica estabelecidos na alnea b) do n 1 e no n 2 do artigo 4, satisfaam uma das se-guintes condies relativamente sua competncia pedaggica: a) Terem frequentado, com aproveitamento, at 1 de Janeiro de 1998, curso de formao pedaggica, com a durao mnima de sessenta horas, considerado adequado pela entidade certificadora; b) Possurem experincia formativa comprovada, no domnio tcnico em que especialista, de pelo menos cento e oitenta horas, obtida no perodo compreendido entre 1 de Janeiro de 1990 e 1 de Janei-ro de 1998. 3 A validade dos certificados de aptido de formador concedidos ao abrigo da alnea b) do nmero anterior de dois anos, no termo dos quais o formador dever preencher os requisitos exigidos para a sua renovao. 4 A primeira renovao dos certificados de que trata o nmero anterior s pode ser concedida desde que os formadores, no perodo de tempo de
validade daqueles, satisfaam cumulativamente os seguintes requisitos: Terem desenvolvido, pelo menos, cento e vinte horas de formao na rea de formao respetiva; Terem frequentado, com aproveitamento, pelo menos, sessenta horas de formao pedaggica considerada relevante pela entidade certificadora. Artigo 2 O disposto no presente diploma no se aplica ao exerccio da actividade de formador no mbito dos sistemas de formao contnua e especializada de docentes e de responsveis da administrao educacional e das actividades de formao avanada para o Sistema Cientfico e Tecnolgico, designadamente as realizadas por instituies de ensino superior, laboratrios do Estado e outras instituies de in-vestigao cientfica e de desenvolvimento experimental. Artigo 14 - Entrada em vigor O presente diploma entra em vigor 60 dias aps a sua publicao. Presidncia do Conselho de Ministros, 5 de Setembro de 1994. Anbal Antnio Cavaco Silva - Jos Bernardo Veloso Falco e Cunha. Promulgado em 31 de Outubro de 1994. Publique-se. O Presidente da Repblica, MRIO SOARES. Referendado em 3 de Novembro de 1994. O Primeiro-Ministro, Anbal Antnio Cavaco Silva. Artigo 3 O presente diploma produz efeitos a partir de 1 de Janeiro de 1997. Presidncia do Conselho de Ministros, 17 de Abril de 1997. Antnio Manuel de Oliveira Guterres Eduardo Carrega Maral Grilo Maria Joo Fernandes Rodri-gues Jos Mariano Rebelo Pires Gago. Promulgado em 22 de Maio de 1997. Publique-se. O Presidente da Repblica, JORGE SAMPAIO. Referendado em 27 de Maio de 1997. O Primeiro-Ministro, em exerccio, Antnio Manuel de Carvalho Ferreira Vitorino.
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