Source: https://pt.scribd.com/doc/28662047/Sinalizacao-Horizontal
Timestamp: 2016-10-22 03:41:30+00:00
Document Index: 152405955

Matched Legal Cases: ['Artigo 19', 'artigo 90', 'Artigo 181', 'Artigo 181', 'Artigo 182', 'Artigo 182', 'Artigo 183', 'Artigo 185', 'Artigo 193', 'Artigo 203', 'Artigo 203', 'Artigo 206', 'Artigo 206', 'Artigo 207', 'Artigo 214']

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Câmara Temática de Engenharia de Tráfego, de Sinalização e da Via Gestão 2006/2007 Coordenador Sebastião Ricardo C. Martins ARTESP/SP
APOIO TÉCNICO – GRUPO DE TRABALHO Coordenador Paschoal Tristan Vargas Sobrinho Adriana Ribeiro Nogueira Carlos Costa Edson Ferreira Costa Junior Eliane da Fonseca Fernando Satto Nunes de Moraes Flávio Augusto Gomes Hélcio Luiz Anselmo José Adir Zen José Homero S. C. Bonﬁm José Jairo de Souza José Renato Guimarães Luis Henrique Stodicck Luiz Felippe Daud Marcelo Emerson Ferreira Santos Marcelo Perrupato E Silva Maria Selma Freitas Scwhab Marília Mallard Nancy Reis Schneider Omar de Castro Ribeiro Júnior Paula Luciene Candeira Pérsio Walter Bortolloto Roque Eduardo dos Santos Rosângela Battistella Sayonara Lopes de Souza Silene Pereira de Menezes Silvana Di Bella Santos Valéria Maria Sestini Vania Pianca Moreno Walmir Zuccheratte DER/SP DETRAN/SP CET/SP DER/SP DER/SP DER/SP ANTT DER/SP URBS – Curitiba/PR DNIT CONFEA CET/SP DEINFRA/SC ARTESP BHTRANS – Belo Horizonte/MG NTC DER/MG DER/MG CET/SP ITS CET – Santos/SP ABETRANS DER/SP URBS – Curitiba/PR BHTRANS – Belo Horizonte/MG ARTESP CET/SP DER/SP CET/SP DER/MG
O Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito – Volume IV foi elaborado em consonância com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e com as diretrizes da Política Nacional de Trânsito. Trata-se de um documento técnico que visa à uniformização e padronização da Sinalização Horizontal, configurando-se como ferramenta de trabalho importante para os técnicos que trabalham nos órgãos ou entidades de trânsito em todas as esferas. Este manual foi desenvolvido pela Câmara Temática de Engenharia de Tráfego, da Sinalização e da Via (Gestão – 2006/2007), órgão de assessoramento ao Contran composto por técnicos e especialistas de trânsito de todo o Brasil, aos quais agradecemos a inestimável colaboração e empenho na elaboração deste manual. Salientamos ainda, os esforços das demais Câmaras Temáticas e dos membros do Contran no sentido de regulamentar os artigos do CTB, trabalho imprescindível para promover a segurança no trânsito, colaborando para a melhoria na qualidade de vida no País. Esperamos que tal publicação faça com que os projetistas que atuam no Sistema Nacional de Trânsito sejam levados a pensar em todos aqueles que convivem nas vias públicas, especialmente os pedestres, ciclistas, motociclistas e condutores, em áreas urbanas ou rurais, com uma visão mais solidária, objetivando reduzir o índice e a severidade dos acidentes no trânsito. ALFREDO PERES DA SILVA Presidente do Contran
Aprova o Volume IV – Sinalização Horizontal, do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito. O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN, usando da competência que lhe confere o art. 12, inciso VIII, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, e conforme Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito – SNT, e Considerando a necessidade de promover informação técnica atualizada aos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito, compatível com o disposto na Resolução n° 160, de 22 de abril de 2004, do CONTRAN; Considerando os estudos e a aprovação na 8ª Reunião Ordinária da Câmara Temática de Engenharia de Tráfego, da Sinalização e da Via, em setembro de 2006, resolve: Art. 1º Fica aprovado, o Volume IV – Sinalização Horizontal, do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, anexo a esta Resolução. Art. 2º Ficam revogados o Manual de Sinalização de Trânsito Parte II – Marcas Viárias, aprovado pela Resolução nº 666/86, do CONTRAN, e disposições em contrário. Art. 3º Os órgãos e entidades de trânsito terão até 30 de junho de 2008 para se adequarem ao disposto nesta Resolução. Art. 4º Os Anexos desta Resolução encontram-se disponíveis no sitio eletrônico www.denatran.gov.br. Art. 5º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
ALFREDO PERES DA SILVA Presidente LUIZ CARLOS BERTOTTO Ministério das Cidades – Titular JOSÉ ANTONIO SILVÉRIO Ministério da Ciência e Tecnologia – Suplente RODRIGO LAMEGO DE TEIXEIRA SOARES Ministério da Educação – Titular JOÃO PAULO SYLLOS Ministério da Defesa – Titular CARLOS ALBERTO FERREIRA DOS SANTOS Ministério do Meio Ambiente – Suplente EDSON DIAS GONÇALVES Ministério dos Transportes – Titular
1. Apresentação .............................................................................................................. 2. Introdução ................................................................................................................... 3. Princípios da Sinalização de Trânsito ...................................................................... 4. Considerações Gerais ........................................................................................... 4.1 Definição e função ........................................................................................... 4.2 Aspectos legais................................................................................................ 4.3 Importância ...................................................................................................... 4.4 Padrão de formas e cores ............................................................................... 4.4.1 Padrão de formas.................................................................................. 4.4.2 Padrão de cores .................................................................................... 4.5 Dimensões ....................................................................................................... 4.6 Materiais .......................................................................................................... 4.7 Aplicação e manutenção da sinalização .......................................................... 4.8 Classificação ................................................................................................... 5. Marcas Longitudinais ............................................................................................ 5.1 Linhas de divisão de fluxos opostos (LFO) ...................................................... 5.1.1 Linha simples contínua (LFO-1) ............................................................ 5.1.2 Linha simples seccionada (LFO-2) ........................................................ 5.1.3 Linha dupla contínua (LFO-3) ............................................................... 5.1.4 Linha contínua/seccionada (LFO-4) ...................................................... 5.1.5 Método para determinação do trecho de ultrapassagem proibida em curvas ................................................................................ 5.1.6 Linha dupla seccionada (MFR) (Vide item 5.3.3) .................................. 5.2. Linhas de divisão de fluxos de mesmo sentido (LMS) ..................................... 5.2.1 Linha simples contínua (LMS-1) ............................................................ 5.2.2 Linha simples seccionada (LMS-2) ....................................................... 5.3 Linha de bordo (LBO) ...................................................................................... 5.4 Linha de continuidade (LCO) ........................................................................... 5.5 Marcas longitudinais específicas ..................................................................... 5.5.1 Marcação de faixa exclusiva (MFE) ...................................................... 5.5.2 Marcação de faixa preferencial (MFP) .................................................. 5.5.3 Marcação de faixa reversível no contra-fluxo (MFR) ............................. 5.5.4 Marcação de ciclofaixa ao longo da via (MCI) ...................................... Marcas Transversais .............................................................................................. 6.1 Linha de retenção (LRE) ..................................................................................
1 3 3 5 5 5 6 6 6 7 8 8 8 9 10 10 11 13 14 17 18 21 21 22 24 25 28 30 30 32 34 35 38 38
6.2 6.3 6.4 6.5 6.6 6.7 6.8 7.
Linhas de estímulo a redução de velocidade (LRV)......................................... Linha de “Dê a preferência” (LDP) ................................................................... Faixa de travessia de pedestres (FTP) ............................................................ Marcação de cruzamento rodocicloviário (MCC) ............................................. Marcação de área de conflito (MAC) ............................................................... Marcação de área de cruzamento com faixa exclusiva (MAE) ........................ Marcação de cruzamento rodoferroviário (MCF) .............................................
41 45 46 49 51 53 54 56 56 58 68 68 70 73
Marcas de Canalização ......................................................................................... 7.1 Linha de canalização (LCA) ............................................................................. 7.2 Zebrado de preenchimento da área de pavimento não utilizável (ZPA) ........... Marcas de Delimitação e Controle de Estacionamento e/ou Parada ................ 8.1 Linha de indicação de proibição de estacionamento e/ou parada (LPP) ......... 8.2 Marca delimitadora de parada de veículos específicos (MVE) ........................ 8.3 Marca delimitadora de estacionamento regulamentado (MER) .......................
Inscrições no Pavimento ....................................................................................... 81 9.1 Setas direcionais ............................................................................................. 81 9.1.1 Setas indicativas de posicionamento na pista para a execução de movimentos (PEM) ................................................................................ 82 9.1.2 Seta indicativa de mudança obrigatória de faixa (MOF) ....................... 89 9.1.3 Seta indicativa de movimento em curva (IMC) ...................................... 92 9.2 Símbolos .......................................................................................................... 95 9.2.1 Símbolo indicativo de interseção com via que tem preferência (SIP) “Dê a preferência” ........................................................................ 95 9.2.2 Símbolo indicativo de cruzamento rodoferroviário (SIF) – “Cruz de Santo André” ....................................................................... 97 9.2.3 Símbolo indicativo de via, pista ou faixa de trânsito de uso de ciclistas (SIC) – “bicicleta” ..................................................................... 98 9.2.4 Símbolo indicativo de área ou local de serviços de saúde (SAS) – “Serviços de Saúde” .......................................................................... 99 9.2.5 Símbolo indicativo de local de estacionamento de veículos que transportam ou que sejam conduzidos por pessoas portadoras de deficiências físicas (DEF) – “Deficiente Físico” ..................................... 101 9.3 Legendas ......................................................................................................... 103
APÊNDICE – Alfabeto Série D – Legenda de Solo .......................................................... 111
O Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, elaborado pela Câmara Temática de Engenharia de Tráfego, da Sinalização e da Via, abrange todas as sinalizações, dispositivos auxiliares, sinalização semafórica e sinalização de obras determinados pela Resolução nº 160/04 do CONTRAN, e é composto dos seguintes Volumes: Volume I – Sinalização Vertical de Regulamentação Volume II – Sinalização Vertical de Advertência Volume III – Sinalização Vertical de Indicação Volume IV – Sinalização Horizontal Volume V – Sinalização Semafórica Volume VI – Sinalização de Obras e Dispositivos Auxiliares O Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN, no uso de suas atribuições, definidas no Código de Trânsito Brasileiro – CTB, Artigo 19, inciso XIX, de organizar, elaborar, complementar e alterar os manuais e normas de projetos de implementação da sinalização, dos dispositivos e equipamentos de trânsito aprovados pelo Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, apresenta o Volume IV do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, aprovado pela Resolução do CONTRAN n° 236/07, de 11 de maio de 2007. Este Volume IV refere-se à Sinalização Horizontal de Trânsito, elaborado pela Câmara Temática de Engenharia de Tráfego, da Sinalização e da Via, gestão 2004/2006 e incorpora as alterações determinadas através da Resolução nº 160 de 22 de Abril de 2004. São apresentados para cada marca, símbolo ou legenda: definição; princípios de utilização; colocação na via; exemplos de aplicação; relacionamento com outras sinalizações e dimensões. O Apêndice deste Volume IV contém a diagramação das letras e algarismos utilizados na aplicação das legendas, determinando o padrão legalmente estabelecido.
A sinalização horizontal é um subsistema da sinalização viária composta de marcas, símbolos e legendas, apostos sobre o pavimento da pista de rolamento. A sinalização horizontal tem a finalidade de fornecer informações que permitam aos usuários das vias adotarem comportamentos adequados, de modo a aumentar a segurança e fluidez do trânsito, ordenar o fluxo de tráfego, canalizar e orientar os usuários da via. A sinalização horizontal tem a propriedade de transmitir mensagens aos condutores e pedestres, possibilitando sua percepção e entendimento, sem desviar a atenção do leito da via. Em face do seu forte poder de comunicação, a sinalização deve ser reconhecida e compreendida por todo usuário, independentemente de sua origem ou da freqüência com que utiliza a via.
Na concepção e na implantação da sinalização de trânsito deve-se ter como princípio básico as condições de percepção dos usuários da via, garantindo a sua real eficácia. Para isso, é preciso assegurar à sinalização horizontal os princípios a seguir descritos:
Precisão e confiabilidade Visibilidade e legibilidade Manutenção e conservação
4.1 Deﬁnição e função A sinalização horizontal tem a finalidade de transmitir e orientar os usuários sobre as condições de utilização adequada da via, compreendendo as proibições, restrições e informações que lhes permitam adotar comportamento adequado, de forma a aumentar a segurança e ordenar os fluxos de tráfego. A sinalização horizontal é classificada segundo sua função: ● ● ● ● ● Ordenar e canalizar o fluxo de veículos; Orientar o ﬂuxo de pedestres; Orientar os deslocamentos de veículos em função das condições físicas da via, tais como, geometria, topografia e obstáculos; Complementar os sinais verticais de regulamentação, advertência ou indicação, visando enfatizar a mensagem que o sinal transmite; Regulamentar os casos previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Em algumas situações a sinalização horizontal atua, por si só, como controladora de fluxos. Pode ser empregada como reforço da sinalização vertical, bem como ser complementada com dispositivos auxiliares. 4.2 Aspectos legais É responsabilidade dos órgãos ou entidades de trânsito a implantação da sinalização horizontal, conforme estabelecido no artigo 90 do CTB. A sinalização horizontal tem poder de regulamentação em casos específicos, conforme previsto no CTB e legislação complementar e assinalados nos respectivos itens das marcas neste manual. A seguir, estão relacionados os artigos do CTB, específicos do Capítulo XV – Das Infrações – cujo desrespeito à sinalização horizontal caracteriza infração de trânsito. – – Artigo 181 – VIII – proíbe o estacionamento do veículo sobre faixas de pedestres, ciclofaixas e marcas de canalização; Artigo 181 – XIII – proíbe o estacionamento do veículo onde houver sinalização horizontal delimitadora de ponto de embarque e desembarque de passageiro de transporte coletivo; Artigo 182 – VI – proíbe a parada do veículo sobre faixa destinada a pedestres e marcas de canalização; Artigo 182 – VII – proíbe a parada do veículo na área de cruzamento de vias; Artigo 183 – proíbe a parada do veículo sobre a faixa de pedestres na mudança do sinal luminoso;
Artigo 185 – I – quando o veículo estiver em movimento, deixar de conservá-lo na faixa a ele destinada (ultrapassagem e transposição); Artigo 193 – proíbe o trânsito em ciclovias e ciclofaixas e marcas de canalização; Artigo 203 – II – ultrapassar na contramão nas faixas de pedestre; Artigo 203 – V – proíbe a ultrapassagem pela contramão onde houver linha de divisão de fluxos opostos do tipo linha dupla contínua ou simples contínua amarela; Artigo 206 – I – proíbe a operação de retorno em locais proibidos pela sinalização (linha contínua amarela); Artigo 206 – III – proíbe a operação de retorno passando por cima de faixas de pedestres; Artigo 207 – proíbe a operação de conversão à direita ou à esquerda em locais proibidos pela sinalização (linha contínua amarela); Artigo 214 – I – não dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado que se encontre na faixa a ele destinada.
4.3 Importância A sinalização horizontal: ● ● ● ● Permite o melhor aproveitamento do espaço viário disponível, maximizando seu uso; Aumenta a segurança em condições adversas tais como: neblina, chuva e noite; Contribui para a redução de acidentes; Transmite mensagens aos condutores e pedestres.
Apresenta algumas limitações: ● ● Reduzir a durabilidade, quando sujeita a tráfego intenso; Visibilidade deficiente, quando sob neblina, pavimento molhado, sujeira, ou quando houver tráfego intenso.
4.4 Padrão de formas e cores A sinalização horizontal é constituída por combinações de traçado e cores que definem os diversos tipos de marcas viárias. 4.4.1 Padrão de formas: ● Contínua: corresponde às linhas sem interrupção, aplicadas em trecho específico de pista;
Tracejada ou Seccionada: corresponde às linhas interrompidas, aplicadas em cadência, utilizando espaçamentos com extensão igual ou maior que o traço; Setas, Símbolos e Legendas: correspondem às informações representadas em forma de desenho ou inscritas, aplicadas no pavimento, indicando uma situação ou complementando a sinalização vertical existente.
4.4.2 Padrão de cores: ● Amarela, utilizada para: – Separar movimentos veiculares de fluxos opostos; – Regulamentar ultrapassagem e deslocamento lateral; – Delimitar espaços proibidos para estacionamento e/ou parada; – Demarcar obstáculos transversais à pista (lombada). ● Branca, utilizada para: – Separar movimentos veiculares de mesmo sentido; – Delimitar áreas de circulação; – Delimitar trechos de pistas, destinados ao estacionamento regulamentado de veículos em condições especiais; – Regulamentar faixas de travessias de pedestres; – Regulamentar linha de transposição e ultrapassagem; – Demarcar linha de retenção e linha de “Dê a preferência”; – Inscrever setas, símbolos e legendas. ● Vermelha, utilizada para: – Demarcar ciclovias ou ciclofaixas; – Inscrever símbolo (cruz). ● Azul, utilizada como base para: – Inscrever símbolo em áreas especiais de estacionamento ou de parada para embarque e desembarque para pessoas portadoras de deficiência física. ● Preta, utilizada para: – Proporcionar contraste entre a marca viária/inscrição e o pavimento, (utilizada principalmente em pavimento de concreto) não constituindo propriamente uma cor de sinalização.
A utilização das cores deve ser feita obedecendo-se aos critérios abaixo e ao padrão Munsell indicado ou outro que venha a substituir, de acordo com as normas da ABNT. Cor Amarela Branca Vermelha Azul Preta Tonalidade 10 YR 7,5/14 N 9,5 7,5 R 4/14 5 PB 2/8 N 0,5
4.5 Dimensões As larguras das linhas longitudinais são definidas pela sua função e pelas características físicas e operacionais da via. As linhas tracejadas e seccionadas, são dimensionadas em função do tipo de linha e/ou da velocidade regulamentada para a via. A largura das linhas transversais e o dimensionamento dos símbolos e legendas são definidos em função das características físicas da via, do tipo de linha e/ou da velocidade regulamentada para a via. 4.6 Materiais Diversos materiais podem ser empregados na execução da sinalização horizontal. A escolha do material mais apropriado para cada situação deve considerar os seguintes fatores: natureza do projeto (provisório ou permanente), volume e classificação do tráfego (VDM), qualidade e vida útil do pavimento, freqüência de manutenção, dentre outros. Na sinalização horizontal podem ser utilizadas tintas, massas plásticas de dois componentes, massas termoplásticas, plásticos aplicáveis a frio, películas pré-fabricadas, dentre outros. Para proporcionar melhor visibilidade noturna a sinalização horizontal deve ser sempre retrorrefletiva. 4.7 Aplicação e manutenção da sinalização ● Para a aplicação de sinalização em superfície com revestimento asfáltico ou de concreto novos, deve ser respeitado o período de cura do revestimento. Caso não seja possível, a sinalização poderá ser executada com material temporário, tal como tinta de durabilidade reduzida; A superfície a ser sinalizada deve estar seca, livre de sujeira, óleos, graxas ou qualquer outro material que possa prejudicar a aderência da sinalização ao pavimento;
Na reaplicação da sinalização deve haver total superposição entre a antiga e a nova marca/inscrição viária. Caso não seja possível, a marca/inscrição antiga deve ser definitivamente removida.
4.8 Classificação A sinalização horizontal é classificada em: ● ● ● ● Marcas Longitudinais – separam e ordenam as correntes de tráfego; Marcas Transversais – ordenam os deslocamentos frontais dos veículos e disciplinam os deslocamentos de pedestres; Marcas de Canalização – orientam os fluxos de tráfego em uma via; Marcas de Delimitação e Controle de Parada e/ou Estacionamento – delimitam e propiciam o controle das áreas onde é proibido ou regulamentado o estacionamento e/ou a parada de veículos na via; Inscrições no Pavimento – melhoram a percepção do condutor quanto as características de utilização da via.
As marcas longitudinais separam e ordenam as correntes de tráfego, definindo a parte da pista destinada à circulação de veículos, a sua divisão em faixas de mesmo sentido, a divisão de fluxos opostos, as faixas de uso exclusivo ou preferencial de espécie de veículo, as faixas reversíveis, além de estabelecer as regras de ultrapassagem e transposição. ● As marcas longitudinais amarelas, contínuas simples ou duplas, têm poder de regulamentação, separam os movimentos veiculares de fluxos opostos e regulamentam a proibição de ultrapassagem e os deslocamentos laterais, exceto para acesso a imóvel lindeiro; As marcas longitudinais amarelas, simples ou duplas seccionadas ou tracejadas, não têm poder de regulamentação, apenas ordenam os movimentos veiculares de sentidos opostos; As marcas longitudinais brancas contínuas são utilizadas para delimitar a pista (linha de bordo) e para separar faixas de trânsito de fluxos de mesmo sentido. Neste caso, têm poder de regulamentação de proibição de ultrapassagem e transposição; As marcas longitudinais brancas, seccionadas ou tracejadas, não têm poder de regulamentação, apenas ordenam os movimentos veiculares de mesmo sentido.
De acordo com a sua função as Marcas Longitudinais são subdivididas nos seguintes tipos: ● ● ● ● Linhas de divisão de fluxos opostos (LFO); Linhas de divisão de fluxos de mesmo sentido (LMS); Linha de bordo (LBO); Linha de continuidade (LCO).
Para efeito deste manual, estão subdivididas em: ● ● ● ● ● Linhas de divisão de fluxos opostos (LFO); Linhas de divisão de fluxos de mesmo sentido (LMS); Linha de bordo (LBO); Linha de continuidade (LCO); Marcas longitudinais específicas.
5.1 Linhas de divisão de ﬂuxos opostos (LFO) As marcações constituídas por Linhas de Divisão de Fluxos Opostos (LFO) separam os movimentos veiculares de sentidos opostos e indicam os trechos da via em que a ultrapassagem é permitida ou proibida.
Apresentam-se nas seguintes formas: ● ● ● ● ● Linha Simples Contínua (LFO-1); Linha Simples Seccionada (LFO-2); Linha Dupla Contínua (LFO-3); Linha Contínua / Seccionada (LFO-4); Linha Dupla Seccionada (MFR).
A LFO-1 divide fluxos opostos de circulação, delimitando o espaço disponível para cada sentido e regulamentando os trechos em que a ultrapassagem e os deslocamentos laterais são proibidos para os dois sentidos, exceto para acesso a imóvel lindeiro. Amarela. Esta linha deve ter largura definida em função da velocidade regulamentada na via, conforme quadro a seguir:
VELOCIDADE – v (km/h) v < 80 v ≥ 80 LARGURA DA LINHA – l (m) 0,10* 0,15
A LFO-1 pode ser utilizada em toda a extensão ou em trechos de via com sentido duplo de circulação e largura inferior a 7,00 m e/ou baixo volume veicular, principalmente onde haja problema de visibilidade para efetuar a ultrapassagem em pelo menos um dos sentidos de circulação. Utiliza-se esta linha em situações, tais como: – Em via urbana nas situações em que houver apenas uma faixa de trânsito por sentido; – Em via com alinhamento vertical ou horizontal irregular (curvas acentuadas), que comprometa a segurança do tráfego por falta de visibilidade.
Em geral é aplicada sobre o eixo da pista de rolamento, ou deslocada, quando estudos de engenharia indiquem a necessidade. A LFO-1 pode ser complementada com Sinalização Vertical de Regulamentação R-7 – “Proibido Ultrapassar” onde a visibilidade da linha estiver prejudicada. Podem ser aplicadas tachas ou tachões contendo elementos retrorrefletivos bidirecionais amarelos, para garantir maior visibilidade, tanto no período noturno quanto em trechos sujeitos a neblina. Em rodovias, recomenda-se a complementação apenas com tachas, contendo elementos refletivos.
A LFO-2 divide fluxos opostos de circulação, delimitando o espaço disponível para cada sentido e indicando os trechos em que a ultrapassagem e os deslocamentos laterais são permitidos. Amarela. Esta linha deve ter medidas de traço e espaçamento (intervalo entre traços), definidas em função da velocidade regulamentada na via, conforme quadro a seguir:
VELOCIDADE LARGURA DA CADÊNCIA t:e v LINHA – l (km/h) (m) 0,10* v < 60 0,10 1 : 2* 1:2 1:3 1:2 60 ≤ v < 80 0,10** 1:2 1:3 1:3 v ≥ 80 0,15 1:3 1:3 TRAÇO t (m) 1* 2 2 3 4 2 3 3 4 ESPAÇAMENTO e (m) 2* 4 6 6 8 6 9 9 12
(*)situações restritas às ciclovias. (**) Pode ser utilizada largura maior em casos que estudos de engenharia indiquem a necessidade, por questões de segurança.
A LFO-2 pode ser utilizada em toda a extensão ou em trechos de vias de sentido duplo de circulação. Utiliza-se esta linha em situações, tais como: – Vias urbanas com velocidade regulamentada superior a 40 km/h; – Vias urbanas, em que a ﬂuidez e a segurança do trânsito estejam comprometidas em função do volume de veículos; – Rodovias, independentemente da largura, do número de faixas, da velocidade ou do volume de veículos.
Em geral é aplicada sobre o eixo da pista de rolamento, ou deslocada quando estudos de engenharia indiquem a necessidade. Podem ser aplicadas tachas contendo elementos retrorrefletivos bidirecionais amarelos, para garantir maior visibilidade, tanto no período noturno quanto em trechos sujeitos a neblina.
A LFO-3 divide fluxos opostos de circulação, delimitando o espaço disponível para cada sentido e regulamentando os trechos em que a ultrapassagem e os deslocamentos laterais são proibidos para os dois sentidos, exceto para acesso a imóvel lindeiro. Amarela. A largura (l) das linhas e a distância (d) entre elas é de no mínimo 0,10 m e no máximo de 0,15 m. A LFO-3 deve ser utilizada em toda a extensão ou em trechos de via com sentido duplo de circulação, com largura igual ou superior a 7,00 m e/ou volume veicular significativo, nos casos em que é necessário proibir a ultrapassagem em ambos os sentidos. Utiliza-se esta linha em situações, tais como: – Em via urbana onde houver mais de uma faixa de trânsito em pelo menos um dos sentidos; – Em via com traçado geométrico vertical ou horizontal irregular (curvas acentuadas) que comprometa a segurança do tráfego por falta de visibilidade; – Em casos especíﬁcos, tais como: faixas exclusivas de ônibus no contrafluxo; em locais de transição de largura de pista; aproximação de obstrução; proximidades de interseções ou outros locais onde os deslocamentos laterais devam ser proibidos, como pontes e seus acessos, em frente a postos de serviços, escolas, interseções que comprometa a segurança viária e outros.
Em geral é aplicada sobre o eixo da pista de rolamento, ou deslocada quando estudos de engenharia indiquem a necessidade. Em vias urbanas, para maior segurança junto às interseções que apresentam volume considerável de veículos, recomenda-se o uso de linha dupla contínua nas aproximações, numa extensão mínima de 15,00 m, contada a partir de 2,00 m do alinhamento da pista transversal ou da faixa de pedestres, ou junto à linha de retenção.
A LFO-3 pode ser complementada com Sinalização Vertical de Regulamentação R-7 – “Proibido Ultrapassar” onde a visibilidade da linha estiver prejudicada. Podem ser aplicadas tachas ou tachões contendo elementos retrorrefletivos bidirecionais amarelos, para garantir maior visibilidade, tanto no período noturno quanto em trechos sujeitos a neblina. Em rodovias, recomenda-se a complementação apenas com tachas contendo elementos refletivos.
A LFO – 4 divide fluxos opostos de circulação, delimitando o espaço disponível para cada sentido e regulamentando os trechos em que a ultrapassagem, a transposição e deslocamento lateral são proibidos ou permitidos. Amarela. A largura das linhas e a distância entre elas é de no mínimo 0,10 m e no máximo de 0,15 m. O trecho seccionado deve atender aos mesmos critérios de espaçamento conforme Tabela 1 apresentada para a Linha Simples Seccionada (LFO-2).
A LFO-4 deve ser utilizada em toda a extensão, ou em trechos de vias com sentido duplo de circulação com traçado geométrico vertical ou horizontal irregular (curvas acentuadas) que comprometa a segurança do tráfego por falta de visibilidade e nas aproximações de pontes, viadutos e túneis. Em geral é implantada sobre o eixo da pista de rolamento, ou deslocada quando estudos de engenharia indiquem a necessidade. Nas aproximações de pontes, viadutos e túneis, em rodovias com largura de pista superior a 7,00 m, devem ser utilizadas linhas de proibição de ultrapassagem com início 150,00 m antes da obra de arte e término 80,00 m depois, de acordo com o sentido do tráfego.
Onde a visibilidade for prejudicada por qualquer motivo (por exemplo, em locais com grande incidência de chuvas), é recomendável a colocação do sinal R-7 – “Proibido ultrapassar”. Podem ser aplicadas tachas contendo elementos retrorrefletivos bidirecionais amarelos, para garantir maior visibilidade tanto no período noturno quanto em trechos sujeitos a neblina.
5.1.5 Método para determinação do trecho de ultrapassagem proibida em curvas Para realização do movimento de ultrapassagem com segurança é necessária uma distância mínima de visibilidade de ultrapassagem, que varia em função da velocidade regulamentada do tráfego, conforme Tabela 1.
VELOCIDADE REGULAMENTADA (km/h) 40 50 60 70 80 90 100 110 DISTÂNCIA MÍNIMA DE VISIBILIDADE (m) 140 160 180 210 245 280 320 355
A proibição de ultrapassagem numa rodovia deve ocorrer a partir do ponto em que se constata distância de visibilidade menor ou igual à indicada na Tabela 1 em função da velocidade regulamentada. Entre dois trechos de proibição de ultrapassagem deve haver uma distância mínima igual a distância de visibilidade da Tabela 1, caso contrário, as linhas referentes a cada trecho devem ser unidas. Curvas verticais: Para determinar a zona de proibição de ultrapassagem numa curva vertical, considera-se o perfil da rodovia e a sua velocidade regulamentada procedendo-se conforme descrito a seguir: 1. Elabora-se o esquema gráfico do perfil da rodovia; 2. Considera-se que a altura do olho do observador em relação ao pavimento, é de 1,20 m; 3. Considera-se a velocidade regulamentada na rodovia; 4. Pela Tabela 1, identifica-se a distância de visibilidade; 5. Constrói-se uma “régua”, em escala gráfica, com o comprimento da distância de visibilidade e, nas duas extremidades, segmentos verticais de 1,20 m cada (altura do olho do observador em relação ao pavimento), conforme Figura 1; 6. Toma-se o perfil da rodovia em escala gráfica; 7. Aplica-se a “régua” ao perfil, deslizando-se de tal forma que as bases inferiores dos segmentos verticais sejam mantidas na linha do perfil.
Marcas Longitudinais 19
● Enquanto a barra horizontal referente à distância mínima estiver acima do perfil, a visibilidade está garantida. ● Quando a barra horizontal tangenciar e passar a cortar o perfil, não há visibilidade mínima garantida, determinando, no início da “régua” (Ponto 1) o começo da proibição de ultrapassagem para o sentido do caminhamento. ● Quando a barra horizontal voltar a tangenciar o perﬁl, determina-se no ﬁm da “régua” (Ponto 2) o término da proibição de ultrapassagem (Figura 1).
FIGURA 1: Distância de Visibilidade de Ultrapassagem – Vertical. Curvas horizontais: Para determinar a zona de proibição de ultrapassagem numa curva horizontal, considera-se a rodovia em planta, os obstáculos laterais e a sua velocidade regulamentada, procedendo-se conforme descrito a seguir: 1. Elabora-se, em escala, o desenho da rodovia em planta; 2. Considera-se a velocidade regulamentada na rodovia;
20 Marcas Longitudinais
3. Pela Tabela 1, identiﬁca-se a distância mínima de visibilidade; 4. Constrói-se uma “régua”, em escala gráﬁca, com o comprimento da distância de visibilidade; 5. Aplica-se a “régua” deslizando-a de tal forma a manter suas extremidades sobre a linha divisória de fluxos. ● Enquanto a “régua” não interceptar algum obstáculo, a visibilidade está garantida. ● Quando a “régua” interceptar algum obstáculo, não haverá visibilidade mínima garantida, determinando no início da “régua” (Ponto 1), o início da proibição de ultrapassagem para o sentido do caminhamento. ● Quando a “régua” voltar a ﬁcar livre de obstáculo, determina-se no ﬁnal da “régua” (Ponto 2) o final de proibição de ultrapassagem. (Figura 2).
FIGURA 2: Distância de Visibilidade de Ultrapassagem – Horizontal. 5.1.6 Linha dupla seccionada (MFR) Esta linha é utilizada somente para marcação de faixa reversível no contra-fluxo (Vide Item 5.5.3 – pág. 34). 5.2 Linhas de divisão de fluxos de mesmo sentido (LMS) Separam os movimentos veiculares de mesmo sentido e regulamentam a ultrapassagem e a transposição. Apresentam-se nas seguintes formas: ● Linha Simples Contínua (LMS-1) ● Linha Simples Seccionada (LMS-2)
A LMS – 1 ordena fluxos de mesmo sentido de circulação delimitando o espaço disponível para cada faixa de trânsito e regulamentando as situações em que são proibidas a ultrapassagem e a transposição de faixa de trânsito, por comprometer a segurança viária. Branca. A largura da linha varia conforme a velocidade regulamentada na via, conforme quadro a seguir:
VELOCIDADE – v (km/h) v < 80 v ≥ 80 LARGURA DA LINHA – l (m) 0,10 0,15
A LMS-1 deve ser utilizada nos seguintes casos: – aproximação de interseções semaforizadas, com comprimento (L) mínimo de 15,00 m e máximo de 30,00 m, contado a partir da linha de retenção, exceto quando estudos de engenharia indiquem maior ou menor dimensão; interseções ou locais com faixa especíﬁca para movimento de conversão ou de retorno, dando continuidade à marca de canalização utilizada nessas situações, com comprimento de 30,00 m, exceto nos casos onde estudos de engenharia indiquem dimensão diferentes; aproximação de ilhas, obstáculos, estruturas de pontes ou viadutos, separação de fluxos, dando continuidade à marca de canalização; pontes estreitas, onde a ultrapassagem e transposição de faixa comprometam a segurança, e seu comprimento deve se estender ao longo de toda a ponte, sendo o trecho anterior e posterior a ela de no mínimo 15,00 m; curvas acentuadas (vertical e/ou horizontal), quando a ultrapassagem e a transposição da faixa comprometam a segurança.
As condições geométricas e de tráfego definem a forma e a locação da linha. Deve-se procurar manter a continuidade das larguras e do número de faixas, evitando-se variações bruscas.
Podem ser utilizados os sinais de regulamentação R-8a – “Proibido mudar de faixa ou pista de trânsito da esquerda para direita” e R8b – “Proibido mudar de faixa ou pista de trânsito da direita para esquerda”, quando a visibilidade da linha estiver prejudicada. Podem ser aplicadas tachas contendo elementos retrorrefletivos monodirecionais brancos, para garantir maior visibilidade, tanto no período noturno quanto em trechos sujeitos a neblina. Em vias urbanas, nas situações tais como faixas exclusivas, segregadas, ou outras, pode ser complementada com segregador ou tachão contendo elemento retrorrefletivo monodirecional branco.
A LMS-2 ordena fluxos de mesmo sentido de circulação, delimitando o espaço disponível para cada faixa de trânsito e indicando os trechos em que a ultrapassagem e a transposição são permitidas. Branca. Esta linha deve ter medidas de traço e espaçamento (intervalo entre traços), definidas em função da velocidade regulamentada na via, conforme quadro a seguir:
VELOCIDADE v (km/h) LARGURA l (m) 0,10* v < 60 0,10 CADÊNCIA t:e 1 : 2* 1:2 1:3 1:2 60 ≤ v < 80 0,10** 1:2 1:3 1:3 v ≥ 80 0,15 1:3 1:3 TRAÇO t (m) 1* 2 2 3 4 2 3 3 4 ESPAÇAMENTO e (m) 2* 4 6 6 8 6 9 9 12
A LMS-2 pode ser utilizada em toda extensão ou em trechos de via de sentido único de circulação ou de via de sentido duplo com mais de uma faixa por sentido, onde a transposição e a ultrapassagem entre faixas de mesmo sentido são permitidas. As larguras das faixas de trânsito são definidas em função da composição do tráfego e dos níveis de desempenho do fluxo veicular, devendo-se evitar variações na largura e no número de faixas, mantendo-se a continuidade. Em condições normais são recomendadas as seguintes larguras:
LARGURA DA FAIXA MÍNIMA (m) 3,00 2,70 3,00 DESEJÁVEL (m) 3,50 3,50 3,50
adjacente à guia não adjacente à guia em rodovias e vias de trânsito rápido
A LBO delimita, através de linha contínua, a parte da pista destinada ao deslocamento dos veículos, estabelecendo seus limites laterais. Branca. A largura da linha varia conforme a velocidade regulamentada na via, conforme quadro a seguir:
A LBO é recomendada nos seguintes casos: – quando o acostamento não for pavimentado; – quando o acostamento for pavimentado e de cor semelhante à superfície de rolamento; – antes e ao longo de curvas mais acentuadas; – na transição da largura da pista; – em locais onde existam obstáculos próximos à pista ou apresentam situação com potencial de risco; – em locais onde ocorram, com freqüência, condições climáticas adversas à visibilidade, tais como chuva e neblina; – em vias sem guia; – em vias com iluminação insuﬁciente, que não permitam boa visibilidade dos limites laterais da pista; – em rodovias e vias de trânsito rápido; – nos trechos urbanos, onde se veriﬁca um signiﬁcativo ﬂuxo de pedestres.
Recomenda-se a colocação da LBO de 0,10 m a 0,20 m dos limites laterais da pista de rolamento. Quando a marcação for feita junto ao canteiro central, a posição da linha de bordo é variável de acordo com as condições geométricas locais e definida por projeto específico. Quando existir barreira física, a Linha de Bordo deve distar no mínimo 0,30 m de seu limite em vias urbanas e 0,50 m em vias rurais.
Podem ser aplicadas tachas contendo elementos retrorrefletivos monodirecionais brancos, para garantir maior visibilidade, tanto no período noturno quanto em trechos sujeitos a neblina. No caso de via com duplo sentido de circulação, podem ser aplicadas tachas contendo elementos retrorrefletivos bidirecionais, brancos no sentido do tráfego e vermelhos no sentido contrário, para garantir maior visibilidade, tanto no período noturno quanto em trechos sujeitos a neblina.
A LCO dá continuidade visual às marcações longitudinais principalmente quando há quebra no alinhamento em trechos longos ou em curvas. Branca ou amarela. Deve manter a largura da linha que a antecede. As medidas de traço e espaçamento (intervalo entre traços), devem variar em função da velocidade regulamentada na via, conforme quadro a seguir:
VELOCIDADE v (km/h) v ≤60 v >60 CADÊNCIA t:e 1:1 1:1 TRAÇO t (m) 1,00 2,00 ESPAÇAMENTO e (m) 1,00 2,00
A LCO é utilizada quando estudos de engenharia indiquem sua necessidade por questões de segurança. Também é utilizada para dar continuidade à linha de divisão de fluxos no mesmo sentido, quando há supressão ou acréscimo de faixas de rolamento.
Deve dar seqüência ao alinhamento da marcação à qual complementa.
As Marcas Longitudinais Específicas visam a segregação do tráfego e o reconhecimento imediato do usuário. Apresentam-se nos seguintes tipos: ● ● ● ● Marcação de faixa exclusiva (MFE); Marcação de faixa preferencial (MFP); Marcação de faixa reversível no contra-fluxo (MFR); Marcação de ciclofaixa ao longo da via (MCI).
A MFE delimita a faixa de uso exclusivo para determinada espécie e/ou categoria de veículo: Faixa exclusiva no fluxo: faixa destinada à circulação de determinada espécie e/ou categoria de veículo no mesmo sentido do fluxo dos demais veículos. Faixa exclusiva no contrafluxo: faixa destinada à circulação de determinado tipo de veículo em sentido oposto ao dos demais veículos.
Amarela para Faixas exclusivas no contrafluxo; Branca para Faixas exclusivas no fluxo.
A marcação de Faixa exclusiva no fluxo é constituída por uma linha contínua, com largura (l) que varia entre 0,20 m e 0,30 m. A marcação de Faixa exclusiva no contrafluxo é constituída por duas linhas paralelas contínuas com largura (l) e espaçamento (d) entre elas variando entre 0,10 m e 0,15 m.
A MFE deve ser utilizada quando se pretende dar exclusividade à circulação de determinada espécie e/ou categoria de veículo, com o objetivo de garantir seu melhor desempenho. Deve ser contínua em toda a extensão, exceto nos trechos onde for permitida a entrada ou saída da Faixa exclusiva, ou onde houver interseção ou movimento de conversão, onde deve ser utilizada linha de continuidade.
O uso da faixa deve estar sempre acompanhada da respectiva sinalização vertical de regulamentação. Podem ser aplicados tachões com elementos retrorrefletivos ou outro dispositivo separador ao longo de toda a extensão da Faixa exclusiva, de forma a enfatizar o uso exclusivo dessa faixa. Pode ser aplicada legenda ao longo de toda a extensão da faixa exclusiva de forma a identificar o seu uso.
A MFP delimita na pista a faixa de mesmo sentido, de uso preferencial, para determinada espécie e/ou categoria de veículo. Branca. A marcação de faixa preferencial é constituída por uma linha contínua, com largura (l) de, no mínimo, 0,20 m e, no máximo, 0,30 m. A MFP deve ser utilizada quando se pretende a circulação preferencial de determinada espécie e/ou categoria de veículo, com o objetivo de garantir seu melhor desempenho. Deve ser contínua em toda a extensão, exceto nos trechos onde for permitida a entrada ou saída da Faixa preferencial, ou onde houver interseção ou movimento de conversão, onde deve ser utilizada linha de continuidade. Deve estar acompanhada de sinalização vertical de indicação educativa. Em situações pertinentes, deve ser utilizada a sinalização vertical especial de advertência específica. Pode ser aplicada legenda ao longo de toda a extensão da Faixa preferencial, de forma a identificar seu uso.
A MFR delimita a faixa que pode ter seu sentido de circulação invertido temporariamente, em função da demanda do fluxo de veículos. Amarela.
A MFR é demarcada por duas linhas seccionadas paralelas. A largura deve ser de 0,10 m ou 0,15 m, com igual espaçamento entre elas, conforme o quadro a seguir:
VELOCIDADE v (km/h) vias urbanas vias trânsito rápido rodovias LARGURA l (m) 0,10 0,15 0,15 CADÊNCIA t:e 1:2 1:2 1:2 TRAÇO t (m) 2,00 4,00 4,00 ESPAÇAMENTO e (m) 4,00 8,00 8,00
Princípios de utilização Colocação
A MFR pode ser utilizada onde há predominância do volume de tráfego de um sentido em relação ao outro, em determinados períodos. As linhas devem ser colocadas somente nos limites externos da(s) faixa(s) sujeita(s) à reversão de sentido, sendo as linhas internas remanescentes marcadas de modo usual. A MFR deve estar sempre acompanhada de sinalização indicativa de sua existência e dos horários de uso em cada sentido. A colocação de cones de borracha, ou outros dispositivos similares para separação dos fluxos, deve ser utilizada em pontos específicos, para garantir segurança à operação. Pode também ser utilizada sinalização semafórica específica.
A MCI delimita a parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de bicicletas, denominada ciclofaixa. Branca, nos bordos da ciclofaixa; Vermelha, para contraste.
A marcação da ciclofaixa é constituída por uma linha contínua com largura (l1) de, no mínimo, 0,20 m e, no máximo, 0,30 m. A MCI deve ser utilizada quando for necessário separar o fluxo de veículos automotores do fluxo de bicicletas. Recomenda-se para a Ciclofaixa de sentido único a largura mínima de 1,50 m, e para ciclofaixa de sentido duplo a largura de 2,50 m, sendo recomendada sua colocação na lateral da pista.
A MCI deve ser complementada com sinalização vertical de regulamentação R-34 – “Circulação exclusiva de bicicletas”, associada ao símbolo “Bicicleta” aplicado no piso da ciclofaixa. Quando não houver possibilidade da superfície ser totalmente vermelha, a MCI e a linha de bordo, utilizadas para marcação da ciclofaixa, devem ser complementadas, em sua parte interna, com linha contínua vermelha de largura (l2) de no mínimo 0,10 m, para proporcionar contraste entre estas marcas viárias e o pavimento da ciclofaixa. Podem ser aplicados tachões contendo elementos retrorrefletivos para separar a ciclofaixa do restante da pista de rolamento, visando aumentar a segurança. Podem ser aplicadas tachas contendo elementos retrorrefletivos para garantir maior visibilidade tanto no período noturno quanto em trechos sujeitos a neblina. Pode ser antecedida por sinalização vertical de advertência, indicando o início da ciclofaixa. As vias transversais devem ser sinalizadas, na aproximação da ciclofaixa, com o sinal de advertência A-30b – “Passagem sinalizada de ciclistas”. Nas interseções ao longo da Ciclofaixa, deve ser utilizada “Marcação de cruzamento rodocicloviário”.
As marcas transversais ordenam os deslocamentos frontais dos veículos e os harmonizam com os deslocamentos de outros veículos e dos pedestres, assim como informam os condutores sobre a necessidade de reduzir a velocidade e indicam travessia de pedestres e posições de parada. De acordo com a sua função, as marcas transversais são subdivididas nos seguintes tipos: ● ● ● ● ● ● ● ● 6.1 Linha de Retenção (LRE); Linhas de Estímulo à Redução de Velocidade (LRV); Linha de “Dê a preferência” (LDP); Faixa de Travessia de Pedestres (FTP); Marcação de Cruzamentos Rodocicloviários (MCC); Marcação de Área de Conflito (MAC); Marcação de Área de Cruzamento com Faixa Exclusiva (MAE); Marcação de Cruzamento Rodoferroviário (MCF).
A LRE indica ao condutor o local limite em que deve parar o veículo. Branca. A largura (l) mínima é de 0,30 m e a máxima de 0,60 m de acordo com estudos de engenharia.
A LRE deve ser utilizada: ● em todas as aproximações de interseções semaforizadas; ● em cruzamento rodocicloviário; ● em cruzamento rodoferroviário; ● junto a faixa de travessia de pedestre; ● em locais onde houver necessidade por questões de segurança.
Em vias controladas por semáforos deve ser posicionada de tal forma que os motoristas parem em posição frontal ao foco semafórico. Quando existir faixa para travessia de pedestres, a LRE deve ser locada a uma distância mínima de 1,60 m do início desta. Quando não existir faixa para travessia de pedestres, a LRE deve ser locada a uma distância mínima de 1,00 m do prolongamento do meio fio da pista de rolamento transversal. Deve abranger a extensão da largura da pista destinada ao sentido de tráfego ao qual está dirigida a sinalização. Admitem-se outras distâncias da LRE, e colocação por faixas de tráfego quando estudos de engenharia indiquem a necessidade.
A LRV é um conjunto de linhas paralelas que, pelo efeito visual, induz o condutor a reduzir a velocidade do veículo, de maneira que esta seja ajustada ao limite desejado em um ponto adiante na via. Branca. A largura (l) da linha varia conforme a velocidade regulamentada na via, conforme quadro a seguir:
VELOCIDADE (km/h) v < 60 60 ≤ v ≤ 80 v > 80 LARGURA DA LINHA – l (m) 0,20 0,30 0,40
A LRV pode ser utilizada antes de curvas acentuadas, declives acentuados, cruzamentos rodoferroviários, ondulações transversais, ou onde estudos de engenharia indiquem a necessidade. Não é recomendável generalizar o seu uso, preservando assim sua eficácia.
Marcas Transversais 41
Em cruzamentos e ondulações transversais, a última linha da LRV deve estar a uma distância mínima de 2,00 m, do ponto onde a velocidade já deva estar reduzida. O número de linhas e espaçamento entre elas varia à medida que se aproximam do local onde o veículo deva estar com a velocidade reduzida, conforme método a seguir. Método para determinação do número e espaçamento entre as linhas
l min.= 0,20 m l max. = 0,40 m
Considerando movimento uniforme variado, tem-se: tα = (Vo – Vα) / a t = tα / n Ei = i (Vo.t – 0,5. at² . i) Vn = Vo – i . at Em = En + 0,20 onde: Vn = velocidade na linha (i), (em m/s); Ei = espaço percorrido até a linha (i), (em m); Em = espaço total de marcação, (em m); tα = tempo necessário para alcançar a velocidade desejada, (em segundos);
Vo = Velocidade inicial (velocidade usual da via), (em m/s); Vα = velocidade final necessária, (em m/s); ti
42 Marcas Transversais
= tempo decorrido até alcançar a linha (i), (em segundos);
= número de intervalos; = número da linha; = desaceleração, (em m/s²) (adota-se o valor de 1,47, considerando razoável e provável para veículos em movimento); t = intervalo de tempo entre linhas consecutivas, em segundos (adota-se normalmente 1,00); En = espaço percorrido até a enésima linha. Exemplo: Considere-se a situação em que se procura reduzir uma velocidade de 60 km/h para 15 km/h. 1- Cálculo de tα: Vo Vα a tα tα = = = = = 60 km/h = 16,67 m/s 15 km/h = 4,17 m/s 1,47 m/s² (Vo – Vα) / a 8,5 s
2- Cálculo de n: Adota-se um valor para t ou para n. Neste caso adotou-se t =1,0 s n n = tα / t = 8,5 = 9,0
3- Cálculo de Ei: Ei E1 E1 E1 = = = = i (Vo . t – 0,5. at² . i) 1 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 1) 1 (16,67 – 0,74 . 1 ) 1 (16,67 – 0,74 ) = 15,93 m
E2 = 2 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 2 ) E2 = 2 (16,67 – 0,74 . 2 ) E2 = 2 (16,67 – 1,47 ) = 30,38 m E3 = 3 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 3) = 43,35 m E4 = 4 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 4) = 54,84 m E5 = 5 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 5) = 64,85 m
Marcas Transversais 43
E6 = 6 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 6) = 73,38 m E7 = 7 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 7) = 80,43 m E8 = 8 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 8) = 86,00 m E9 = 9 (16,67 . 1 – 0,5 . 1,47 . 1² . 9) = 90,09 m
Ei (m) ADOTADO 0,00 16,00 30,50 43,50 55,00 65,00 73,50 80,50 86,00 90,00 DISTÂNCIA ENTRE LINHAS (m) 16,00 14,50 13,00 11,50 10,00 8,50 7,00 5,50 4,00
Ei (m) 0,00 15,93 30,38 43,35 54,84 64,85 73,38 80,43 86,00 90,09
4- Veriﬁcação de velocidade alcançada: para i = n = 9 Vn = 16,67 – 9 . 1,47 . 1,0 Vn = 3,44 m/s = 12,5 km/h (a velocidade alcançada na linha 9 é inferior à desejada, satisfazendo, portanto, à condição) 5- Cálculo de Em: Em = En + 0,20 Em = 90,00 + 0,20 Em = 90,20 m Relacionamento com outras Sinalizações
44 Marcas Transversais
A LDP indica ao condutor o local limite em que deve parar o veículo, quando necessário, em local sinalizado com o sinal R-2 “Dê a preferência”. Branca. A largura (l) mínima é de 0,20 m e a máxima de 0,40 m de acordo com estudos de engenharia. Esta linha deve ter medidas de traço e espaçamento (intervalo entre traços) iguais com dimensões recomendadas de 0,50 m.
A LDP pode ser utilizada em aproximação com via que tem a preferência, geralmente caracterizada por volume de tráfego e/ou velocidade mais elevada, onde as condições geométricas e de visibilidade do acesso permitam o entrelaçamento dos fluxos. A LDP deve ser localizada/locada a uma distância mínima de 1,60 m do alinhamento do meio fio da pista transversal.
A LDP deve ser acompanhada do sinal de regulamentação R-2. A LDP deve ser complementada com a aplicação no pavimento do símbolo “Dê a preferência”.
A FTP delimita a área destinada à travessia de pedestres e regulamenta a prioridade de passagem dos mesmos em relação aos veículos, nos casos previstos pelo CTB. A FTP compreende dois tipos, conforme a Resolução nº 160/04 do CONTRAN: ● ● Zebrada (FTP-1) Paralela (FTP-2)
Branca. FTP-1: A largura (l) das linhas varia de 0,30 m a 0,40 m e a distância (d) entre elas de 0,30 m a 0,80 m. A extensão mínima das linhas é de 3,00 m, podendo variar em função do volume de pedestres e da visibilidade, sendo recomendada 4,00 m. FTP-2: A largura (l) das linhas varia de 0,40 m a 0,60 m. A distância (d) mínima entre as linhas é de 3,00 m, sendo recomendada 4,00 m. A FTP deve ocupar toda a largura da pista.
A FTP deve ser utilizada em locais onde haja necessidade de ordenar e regulamentar a travessia de pedestres. A FTP-1 deve ser utilizada em locais, semaforizados ou não, onde o volume de pedestres é significativo nas proximidades de escolas ou pólos geradores de viagens, em meio de quadra ou onde estudos de engenharia indicarem sua necessidade. A FTP-2 pode ser utilizada somente em interseções semaforizadas. Nos casos em que o volume de pedestres indique a necessidade de uma faixa de travessia com largura superior a 4,00 m, esta deve ser FTP-1.
A locação da FTP deve respeitar, sempre que possível, o caminhamento natural dos pedestres, sempre em locais que ofereçam maior segurança para a travessia. Em interseções, deve ser demarcada no mínimo a 1,00 m do alinhamento da pista transversal.
A FTP pode ser acompanhada de sinalização vertical de advertência A-32b – “Passagem sinalizada de pedestres”. Nas proximidades de áreas escolares deve ser acompanhada de sinalização vertical de advertência A-33b – “Passagem sinalizada de escolares”. Pode ser acompanhada de sinalização de indicação educativa ou de serviços auxiliares para pedestres. Caso a faixa de pedestres seja utilizada por um grupo bem caracterizado, como escolares, deficientes físicos etc., é recomendável a colocação de legenda ou sinais de advertência específicos precedendo-a.
A MCC indica ao condutor de veículo a existência de um cruzamento em nível, entre a pista de rolamento e uma ciclovia ou ciclofaixa. Branca. A MCC é composta de duas linhas paralelas constituídas por paralelogramos, que seguem no cruzamento os alinhamentos dos bordos da ciclovia ou ciclofaixa. Estes paralelogramos devem ter dimensões iguais de base e altura, variando entre 0,40 m e 0,60 m, determinando-se estas medidas em função da magnitude do cruzamento. Assumem forma quadrada quando o cruzamento se der a 90º. Os espaçamentos entre os paralelogramos devem ter medidas iguais às adotadas para a sua base.
Colocação Relacionamento com outras Sinalizações
A marcação deverá ser feita ao longo da interseção, de maneira a mostrar ao ciclista a trajetória a ser obedecida. Em locais onde houver semáforo, é obrigatória a colocação de linhas de retenção para todas as aproximações do cruzamento, obedecendo à mesma distância determinada para as faixas de travessia de pedestres. Em cruzamento não semaforizados, podem ser utilizadas linhas de retenção para as aproximações referentes a veículos motorizados. Em via interceptada por ciclovia ou ciclofaixa, não semaforizado deve ser colocado o sinal A-30b – “Passagem sinalizada de ciclistas”, podendo ser acrescida a mensagem “A .... m”. Em ciclovia ou ciclofaixa interceptada por outra via, podem ser colocados os sinais de advertência pertinentes ao cruzamento ou interseção, podendo ser acrescida a mensagem “A....m”. No pavimento da via interceptada pela ciclovia ou ciclofaixa pode ser utilizada legenda.
A MAC indica aos condutores a área da pista em que não devem parar os veículos, prejudicando a circulação. Amarela. A MCA deve obedecer o quadro a seguir:
DIMENSÕES RECOMENDADAS (m) Largura da linha da borda externa – a Largura das linhas internas – b Espaçamento entre os eixos das linhas internas – c 0,15 0,10 2,50
A MAC é utilizada para reforçar a proibição de parada ou estacionamento de veículos na área da interseção que prejudica a circulação.
A MAC deve ser aplicada cobrindo toda a área formada pela interseção que prejudica a circulação. A MAC pode ser utilizada em conjunto com placas educativas orientando ao motorista para não “fechar o cruzamento”.
A MAE indica ao condutor a existência de faixa(s) exclusiva(s) na via que ele vai adentrar ou cruzar. Amarela – para faixas exclusivas no contra-fluxo; Branca – para faixas exclusivas no fluxo.
Os quadrados que formam a MAE devem ter no mínimo 1,00 m de lado. A MAE deve ser utilizada para alertar o motorista da existência de faixa(s) exclusiva(s) no contra-fluxo de veículos automotores na via que vai adentrar ou cruzar em todas as aproximações não semaforizadas. Pode ser utilizada, também, na(s) faixa(s) exclusiva(s) no fluxo. A MAE deve ser aplicada cobrindo toda a área da faixa ou pista exclusiva formando um retângulo com a via transversal.
A MCF indica ao condutor a aproximação de um cruzamento em nível com uma ferrovia e o local de parada do veículo. Branca. Esta marcação se constitui de: ● ● Linha de Retenção – duas linhas com largura variando de 0,30 m a 0,60 m, cada uma e igual espaçamento entre elas; Retângulo de Advertência – é a área contida entre as linhas longitudinais que regulam a circulação da via e duas linhas transversais ao eixo da pista de rolamento, cada uma com largura igual à adotada para a Linha de retenção, espaçadas de 15,00 m entre si. No retângulo de advertência deve estar inscrito o símbolo “Cruz de Santo André”, cujas características estão descritas no item próprio.
A MCF é utilizada em aproximações de cruzamentos em nível da pista de rolamento com ferrovia.
A Linha de retenção deve ser colocada a uma distância de no mínimo 3,00 m do trilho externo mais próximo e paralela a este. Deve existir um retângulo de advertência para cada faixa de trânsito, o qual precede a Linha de retenção a uma distância que pode variar entre 15,00 m e 150,00 m, em função das características da via. No trecho entre o primeiro sinal de advertência e a linha de retenção devem ser implantadas as marcas longitudinais correspondentes à proibição de transposição de faixa e ultrapassagem.
No trecho anterior ao cruzamento devem ser utilizados os sinais de advertência de acordo com o tipo de passagem de nível existente: A-39 – “Passagem de nível sem barreira” ou A-40 – “Passagem de nível com barreira”. No local de parada do veículo, deve ser empregado o sinal de advertência A-41 – “Cruz de Santo André”, outros dispositivos auxiliares e sinalização, podem ser utilizados quando estudos de engenharia indicarem a necessidade. Em cruzamento não semaforizado, deve ser utilizado o sinal R-1 – “Parada obrigatória”.
As Marcas de Canalização são utilizadas para orientar e regulamentar os fluxos de veículos em uma via, direcionando-os de modo a propiciar maior segurança e melhor desempenho, em situações que exijam uma reorganização de seu caminhamento natural. Possuem a característica de transmitir ao condutor uma mensagem de fácil entendimento quanto ao percurso a ser seguido, tais como: ● ● ● ● ● ● quando houver obstáculos à circulação; interseções de vias quando varia a largura das pistas; mudanças de alinhamento; acessos; pistas de transferências e entroncamentos; interseções em rotatórias.
As Marcas de Canalização são constituídas pela Linha de Canalização e pelo Zebrado de preenchimento da área de pavimento não utilizável, sendo este aplicado sempre em conjunto com a linha. 7.1 Linha de canalização (LCA)
A LCA delimita o pavimento reservado à circulação de veículos, orientando os fluxos de tráfego por motivos de segurança e fluidez. Branca, quando direciona fluxo de mesmo sentido; Amarela, quando direciona fluxo de sentido oposto.
Dimensão Princípios de Utilização
A LCA deve ter a largura (A) variando de 0,10 m a 0,30 m. A LCA é utilizada em várias situações, pois separa o conflito entre movimentos convergentes ou divergentes, desvia os veículos nas proximidades de ilhas e obstáculos, altera a função do acostamento, demarca canteiros centrais e ilhas, alerta para a alteração na largura da pista, possibilita o entrelaçamento do fluxo veicular em interseções em mini-rotatória e rotatória e protege áreas de estacionamento. Uma vez determinada a área destinada à circulação de veículos, esta deve ser delimitada pelas linhas de canalização (LCA). A LCA deve ser complementada, quando necessário, com sinalização especifica, conforme segue: – uma conﬂuência ou bifurcação pode estar precedida do sinal de advertência pertinente com a situação apresentada: ● A-7a – “Via lateral à esquerda”; ● A-7b – “Via lateral à direita”; ● A-8 – “Interseção em T”; ● A-9 – “Bifurcação em Y”; ● A-10a – “Entroncamento oblíquo à esquerda”; ● A-10b – “Entroncamento oblíquo à direita”; ● A-13a – “Confluência à esquerda”; ● A-13b – “Confluência à direita”. – o trecho que antecede estreitamento de pista deve ser présinalizado com sinalização vertical de advertência pertinente com a situação: ● A-21a – “Estreitamento de pista ao centro” ● A-21b – “Estreitamento de pista à esquerda”; ● A-21c – “Estreitamento de pista à direita”; ● A-22 – “Ponte estreita”. – o trecho onde houver alargamento de pista pode ser pré-sinalizado com sinalização de advertência pertinente com a situação: ● A-21d – “Alargamento de pista à esquerda” ● A-21e – “Alargamento de pista à direita”.
– dependendo da característica da ilha ou canteiro central, esta deve ser pré-sinalizada com sinais de advertência pertinente com a situação: ● A-42a – “Início de pista dupla”; ● A-42b – “Fim de pista dupla”; ● A-42c – “Pista dividida”. – quando dividir ou unir ﬂuxos de sentidos opostos, deve ser utilizado o sinal de regulamentação adequado à situação. Podem ser utilizadas tachas para melhorar a visibilidade e tachões quando se deseja imprimir uma resistência ao deslocamento que implique em transposição da marca. 7.2 Zebrado de preenchimento da área de pavimento não utilizável (ZPA)
O ZPA destaca a área interna às linhas de canalização, reforçando a idéia de área não utilizável para a circulação de veículos, além de direcionar os condutores para o correto posicionamento na via. Branca, quando direciona fluxos de mesmo sentido; Amarela, quando direciona fluxos de sentidos opostos.
DIMENSÕES CIRCULAÇÃO mínima 0,30 m Largura da linha interna A máxima 0,50 m mínima 1,10 m Distância entre linhas B máxima 3,50 m máxima 0,60 m máxima 0,40 m mínima 0,30 m ÁREA DE PROTEÇÃO DE ESTACIONAMENTO mínima 0,10 m
A marcação do zebrado é feita com linhas inclinadas de 45º em relação à direção dos fluxos de tráfego, acompanhando o sentido de circulação dos veículos nas faixas adjacentes à área de pavimento não utilizável.
O ZPA deve ser aplicado em função da situação apresentada na via, quando envolve sinalização para fluxos de tráfego de sentidos opostos ou para fluxos de mesmo sentido. Exemplos de Aplicação: Exemplo 1 – Marcação de áreas de pavimento não utilizáveis (MAN) A MAN é utilizada em áreas pavimentadas nas quais não se deseja permitir a circulação de veículos.
Obs.: interseção semaforizada.
Exemplo 2 – Marcação de confluências, bifurcações e entroncamentos (MCB) A MCB é utilizada em faixas/pistas para direcionar parte do fluxo viário na entrada ou saída de uma via em relação a outra, caracterizada por: 2.a. Ordenação de movimentos em trevos com alças e faixas de aceleração/desaceleração.
2.b. Ordenação de movimento em retornos com faixa adicional para o movimento.
Exemplo 3 – Marcação de aproximação de obstáculos permanentes (MAO). A MAO é utilizada para canalizar os fluxos de tráfego nas proximidades de obstáculos fixos na pista de rolamento.
A extensão da área de pavimento não utilizável em torno do obstáculo é obtida pela fórmula: l = 0,5 x v x d onde: l – comprimento do trecho que antecede o obstáculo e do trecho, antes da ilha, onde deve ser proibida a ultrapassagem ou mudança de faixa (m); v – velocidade regulamentada no trecho (km/h); d – distância do eixo do obstáculo à borda externa da linha de canalização (m); a – afastamento lateral do obstáculo à linha de canalização, deve ser de no mínimo 0,30 m, e no máximo 0,60 m.
Marcas de Canalização 61
O comprimento mínimo l recomendado para a canalização é de 30,00 m em vias urbanas e de 60,00 m para rodovias e vias expressas. Os valores resultantes podem ser alterados quando estudos de engenharia indiquem a necessidade por questões de segurança. Exemplo 4 – Marcação de transição de largura de pista (MTL). A MTL é utilizada na alteração da largura de pista disponível para a circulação, orientando a direção do fluxo viário para o conseqüente aumento ou diminuição do número de faixas.
l = 0,5 x v x d onde: l – comprimento do trecho de estreitamento (m); v – velocidade regulamentada no trecho (km/h); d – variação na largura da faixa de mesmo sentido (m); Os valores resultantes podem ser alterados quando estudos de engenharia indiquem a necessidade por questões de segurança. 4.a. Passagem de pista dupla para pista simples.
4.b. Variações no alinhamento do eixo da via.
4.c. Alternância no número de faixas de trânsito destinadas a cada sentido de circulação.
4.d. Proximidades de pontes, com decorrente diminuição da largura das faixas.
Exemplo 5 – Marcação de acostamento pavimentado e de canteiros centrais fictícios (MAC). A MAC demarca o pavimento não destinado à circulação de veículos nos canteiros centrais fictícios demarcados e acostamentos pavimentados. 5.a. Demarcação no acostamento.
VELOCIDADE REGULAMENTADA (km/h) v < 60 60 ≤ v ≤ 80 v > 80
COMPRIMENTO MÍNIMO – C (m) 30 40 50
5.b. Canteiro central fictício.
Exemplo 6 – Marcação de interseção em rotatória (MIR). A MIR é utilizada para reduzir os pontos de conflito entre fluxos de tráfego. Podem apresentar tamanhos variáveis, desde minirotatória, mais comum em áreas urbanas, de pequenas dimensões, até grandes rotatórias, mais comuns em rodovias e nas interseções de avenidas com duas pistas de tráfego.
6.a. Mini-rotatórias. A área central não utilizável é delimitada por linha contínua branca na largura de 0,20 m complementada com tachões com espaçamento de 0,25 m a 0,50 m.
6.b. Rotatória. No entorno da rotatória pode ser utilizada a sinalização de linha de bordo (LBO). A pista de contorno deve receber a sinalização correspondente às linhas de divisão de fluxos de mesmo sentido (LMS) e à linha de bordo junto ao limite externo da rotatória, seguindo os padrões estabelecidos em marcas longitudinais.
O ZPA deve preencher toda a área de pavimento não utilizável, interna às linhas de canalização. ● deve-se utilizar a marcação de setas direcionais quando há supressão de faixas de trânsito, podendo também ser utilizada antes de uma bifurcação; ● pode-se reforçar a sinalização com o auxílio de dispositivos delimitadores (balizadores, tachas, tachões e cilindros). O ZPA pode ser acompanhado de sinalização vertical e/ou dispositivos auxiliares.
8. MARCAS DE DELIMITAÇÃO E CONTROLE DE ESTACIONAMENTO E/ OU PARADA
As Marcas de delimitação e controle de estacionamento e/ou parada delimitam e proporcionam melhor controle das áreas onde é proibido ou regulamentado o estacionamento e a parada de veículos, quando associadas à sinalização vertical de regulamentação. Nos casos previstos no CTB, essas marcas têm poder de regulamentação. De acordo com sua função as marcas de delimitação e controle de estacionamento e parada são subdivididas nos seguintes tipos: ● Linha de indicação de proibição de estacionamento e/ou parada (LPP); ● Marca delimitadora de Parada de veículos específicos (MVE); ● Marca delimitadora de Estacionamento regulamentado (MER). 8.1 Linha de indicação de proibição de estacionamento e/ou parada (LPP)
Indica a extensão ao longo da pista de rolamento em que é proibido o estacionamento e/ou parada de veículos, estabelecidos pela sinalização vertical de regulamentação correspondente. Amarela. A LPP deve ter largura (l) de no mínimo 0,10 m e no máximo 0,20 m. Pode ser utilizada transversal(is). opcionalmente linha(s) de fechamento
A LPP é utilizada nos locais em que a proibição de estacionar e/ou parar o veículo esteja regulamentado pela sinalização vertical de regulamentação correspondente. A LPP deve ser aplicada na pista ao longo do limite da superfície destinada à circulação de veículos, junto à sarjeta, acompanhando seu traçado.
A LPP deve estar acompanhada pelos sinais de regulamentação correspondentes R-6a – “Proibido estacionar” ou R-6c – “Proibido parar e estacionar”. As mensagens que forem necessárias, complementares a estes sinais, devem estar de acordo com critérios específicos da sinalização vertical de regulamentação.
8.2 Marca delimitadora de parada de veículos especíﬁcos (MVE)
A MVE delimita a extensão da pista destinada à operação exclusiva de parada. Deve estar associada ao sinal de regulamentação correspondente, exceto nos pontos de parada de transporte coletivo. Amarela.
O comprimento da MVE é determinado em função do comprimento e da quantidade de veículos que podem fazer uso da parada. Para automóveis, recomenda-se que a linha de fechamento se prolongue a uma distância de 2,20 m, contados a partir do meio fio e, para veículos comerciais, a distância é de 2,70 m.
A MVE é utilizada para melhor definição do trecho em que a parada é restrita a determinado tipo de veículo, facilitando as manobras de entrada e saída da parada. São exemplos de aplicação desta sinalização:
A MVE deve ser aplicada no limite da pista destinada à circulação de veículos, junto à sarjeta, acompanhando seu traçado. No caso de existência de baia a MVE pode contornar todo o seu limite interno e ser separada do restante da pista de rolamento pela linha tracejada.
A MVE deve estar acompanhada da sinalização vertical pertinente, como, por exemplo, a placa S-14 – “Ponto de parada” ou sinal de regulamentação R-6a – “Proibido estacionar”. As mensagens que forem necessárias, complementares a estes sinais, devem estar de acordo com critérios específicos da sinalização vertical de regulamentação. Pode ser inserido no interior da MVE símbolo ou legenda indicativa do tipo de veículo ou serviço a que se destina. No caso de grande extensão, é necessária sua repetição a intervalos regulares. Quando várias MVE destinadas a diferentes tipos de veículos forem consecutivas, e não houver possibilidade prática de marcação dos seus limites, estes poderão ser indicados com a colocação do símbolo ou legenda pertinente nas extremidades da área.
A MER delimita o trecho de pista no qual é permitido o estacionamento estabelecido pelas normas gerais de circulação e conduta ou pelo sinal R-6b – “Estacionamento regulamentado”. Branca.
DIMENSÕES (m) Mínima 0,10 Máxima 0,20 Mínima 2,20 Máxima 2,70 Variável * Mínima 0,40 Máxima (Critério do projetista)
Largura da linha lateral A
Largura efetiva da vaga B Comprimento da vaga C Delimitador da vaga D (Opcional)
DIMENSÕES (m) Mínima 0,10 Máxima 0,20 Mínima 2,20 Máxima 2,70 Variável * Mínima 0,40 Mínima 0,60
Largura da linha A
As marcações internas devem seguir os mesmos padrões estabelecidos para o estacionamento na pista de rolamento. As áreas de manobra devem seguir critérios técnicos estabelecidos para projeto de áreas de estacionamento.
• Marcação de área de estacionamento para motocicletas:
DIMENSÕES (m) Mínima 0,10 Máxima 0,20 1,00 2,20 Mínima 0,20 Máxima (Critério projetista)
Largura da linha A Largura efetiva da vaga B Comprimento da vaga C Delimitador da vaga D (Opcional)
A MER deve ser utilizada quando na via estiver regulamentado o estacionamento de veículos através da sinalização vertical correspondente – R-6b “Estacionamento regulamentado”. A MER pode ser feita paralela ou inclinada em relação ao meio-fio (guia) com ângulo até 90º.
A MER deve ser utilizada como sinalização complementar ao sinal R-6b “Estacionamento regulamentado”, que pode estar acompanhado de informações complementares referentes às condições de uso das vagas do estacionamento. Pode ser inserido no interior da MER símbolo ou legenda indicativa do tipo de veículo ou serviço a que se destina. No caso de grande extensão, pode ser repetida a intervalos regulares.
As inscrições no pavimento melhoram a percepção do condutor quanto às condições de operação da via, permitindo-lhe tomar a decisão adequada, no tempo apropriado, para as situações que se lhes apresentarem. Possuem função complementar ao restante da sinalização, orientando e, em alguns casos, advertindo certos tipos de operação ao longo da via. As inscrições no pavimento podem ser de três tipos: ● Setas direcionais; ● Símbolos; ● Legendas. 9.1 Setas direcionais Orientam os fluxos de tráfego na via, indicando o correto posicionamento dos veículos nas faixas de trânsito de acordo com os movimentos possíveis e recomendáveis para aquela faixa. Existem três tipos de setas, de características e funções distintas, as quais são detalhadas a seguir.
A PEM indica em que faixa de trânsito o veículo deve se posicionar, para efetuar o movimento desejado, de forma adequada e sem conflitos com o movimento dos demais veículos. Branca.
a 5,00 7,50 b 0,75 0,75 c 1,50 2,25 d 3,50 5,25 e 0,15 0,15 f 0,30 0,30
a 5,00 7,50 b 0,95 0,95 c 2,20 3,30 d 2,75 4,12 e 0,15 0,15 f 0,50 0,50 g 0,30 0,30 h 0,90 1,35 i 1,35 2,03 j 0,70 1,05 k 0,90 1,35 l 0,60 0,90 m 1,05 1,58 n 1,15 1,72
a 5,00 7,50 b 1,25 1,25 c 2,20 3,30 d 0,65 0,98 e 0,15 0,15 f 0,50 0,50 g 0,30 0,30 h 0,90 1,35 i 1,95 2,92 j 0,70 1,05 k 0,90 1,35 l 0,60 0,90 m 1,05 1,58 n 1,15 1,72 o 0,70 1,05 p 1,50 2,25 q 0,38 0,38
a 5,00 7,50 b 1,10 1,10 c 1,50 2,25 d 3,85 5,78 e 0,15 0,15 f 0,30 0,30 g 0,25 0,37 h 0,65 0,98 i 0,40 0,60 j 0,40 0,40
– Para fluxo de pedestre: (somente seta direcional “Siga em Frente”)
a 1,25 2,00 b 0,50 0,50 c 0,75 1,20 d 0,50 0,80 e 0,15 0,15 f 0,18 0,18
A PEM é utilizada na aproximação de interseções onde existem faixas de trânsito destinadas a movimentos específicos, havendo portanto a necessidade de orientar os condutores para o adequado posicionamento na pista, de forma que não efetuem mudanças bruscas no seu trajeto, comprometendo a segurança no local. Existem sete conformações diferentes de setas indicativas de posicionamento, conforme o tipo de movimento recomendado para a faixa em que estão localizadas: – – – – – – – Siga em Frente; Vire à Esquerda; Vire à Direita; Siga em Frente ou Vire à Esquerda; Siga em Frente ou Vire à Direita; Retorne à Esquerda; Retorne à Direita.
Deve existir uma seta para cada faixa de trânsito, posicionada no centro da mesma, com a conformação adequada ao movimento nela permitido. Recomenda-se implantar pelo menos duas em seqüência na mesma faixa, sendo opcional a colocação de uma terceira. Os espaçamentos entre as setas numa mesma faixa de trânsito são determinados em função da velocidade regulamentada na via. É recomendável que, quando as condições físicas da via assim o permitirem, sua colocação obedeça aos seguintes critérios: Vias Urbanas
d = distância considerada a partir do ponto de saída da faixa de trânsito, onde não pode mais haver transposição de faixa (início da linha simples contínua de aproximação). d1 = distância entre a primeira e a segunda fileira. d2 = distância entre a segunda e a terceira fileira.
Trechos em curva podem exigir a colocação de um número maior de setas, adotando-se então, nestes casos, a distância “d2” como constante para o posicionamento das demais fileiras de setas. A seta para pedestre é posicionada intercalada com a FTP, orientando o fluxo de pedestre na travessia.
A PEM pode estar acompanhada de sinalização vertical de regulamentação, de advertência e/ou de indicação apropriadas aos movimentos que recomendam.
A MOF indica a necessidade de mudança de faixa em virtude de estreitamento ou obstrução da pista. Branca.
Comprimento da seta:
a 5,00 7,50 b 1,11 1,67 c 1,10 1,65 d 0,96 1,44 e 1,05 1,57 f 0,78 1,17 g 1,73 2,60 h 1,15 1,15 i 1,45 1,45 j 2,60 2,60
A MOF deve ser utilizada sempre que houver a necessidade de mudança de faixa de circulação, em trechos com obstrução na pista, alteração do uso de faixas de trânsito, ou quaisquer outros casos em que haja diminuição do número de faixas em um determinado sentido. A MOF deve ser sempre posicionada no centro da faixa a ser suprimida e colocada somente nesta faixa. A ponta da seta deve estar indicando a faixa de trânsito para qual os veículos devem se deslocar. Se as condições físicas da via assim o permitirem devem ser utilizadas no mínimo três setas em cada faixa de trânsito a ser suprimida, distanciadas conforme quadro a seguir:
d = distância considerada a partir do ponto de saída da faixa de trânsito. d1 = distância entre a primeira e a segunda fileiras. d2 = distância entre a segunda e a terceira fileiras.
A MOF deve estar acompanhada de placas de sinalização de advertência correspondentes ao tipo de estreitamento de pista ocorrido: – A-21a – “Estreitamento de pista ao centro”; – A-21b – “Estreitamento de pista à esquerda”; – A-21c – “Estreitamento de pista à direita”.
Seta indicativa de movimento em curva (IMC)
A IMC indica aproximação de curva acentuada ou movimentos circulares. Branca. Comprimento da seta:
a 4,50 6,00
b 0,18 0,24
c 0,04 0,05
d 0,04 0,05
e 0,20 0,26
f 0,08 0,11
g 0,38 0,50
h 0,90 1,35
i 3,38 2,92
j 3,09 4,12
k 2,94 3,92
l 2,63 3,50
m 0,87 1,16
n 1,29 1,72
15,75 13,79 21,00 18,38
– A IMC é utilizada para advertir a existência de curva acentuada adiante ou movimentos circulares onde seja difícil a compreensão por parte do condutor.
A SIP é utilizada para reforçar o sinal de regulamentação R-2 – “Dê a preferência” quando for necessário melhorar a informação prestada por questão de segurança. O triângulo deve ser colocado de forma que aponte contra o sentido de circulação, inscrito entre 1,50 m a 15,00 m de distância da interseção, a partir do prolongamento do meio fio da via transversal, no centro da faixa onde estiver inserido.
A SIP acompanha sempre o sinal de regulamentação R-2 – “Dê a preferência”.
Símbolo indicativo de cruzamento rodoferroviário (SIF ) “Cruz de Santo André”
O SIF é utilizado para indicar a aproximação de uma interseção em nível com ferrovia. Branca. O SIF tem a forma de uma cruz inserida num retângulo formado pelas linhas longitudinais da pista e duas linhas transversais ao sentido do tráfego, conforme apresentado no capítulo Marcas Transversais, item “Marcação de Cruzamentos Rodoferroviários”. O seu comprimento é constante e igual a 6,00 m independente da velocidade regulamentada na via. A largura do símbolo varia de acordo com a largura da faixa de trânsito onde o mesmo será aplicado, conforme quadro a seguir.
DIMENSÕES (m) Largura da Faixa ≤ 3,5 > 3,5 a 6,00 6,00 b 3,00 3,00 d 2,40 3,00 d 1,20 1,50 e 0,40 0,40
O SIF é utilizado na aproximação de cruzamentos rodoferroviários.
O SIF deve estar centralizado na faixa de trânsito a que está destinado. No caso de mais de uma faixa de trânsito por sentido, adota-se um símbolo por faixa.
O SIF deve acompanhar o sinal vertical de advertência A-41 – “Cruz de Santo André” e, conforme o caso, na aproximação do cruzamento, precedida do sinal A-39 – “Passagem de nível sem barreira “ ou do sinal A-40 – “Passagem de nível com barreira”. No trecho imediatamente anterior ao cruzamento deve ser utilizada a linha de retenção (LRE).
Símbolo indicativo de via, pista ou faixa de trânsito de uso de ciclistas (SIC) “Bicicleta”
O SIC é utilizado para indicar a existência de faixa ou pista exclusiva de ciclistas.
Branca. O SIC possui comprimento (c) mínimo de 1,95 m e máximo de 2,90 m e largura (l) mínima de 1,00 m e máxima de 1,50 m, proporcionalmente. O SIC é utilizado como reforço do sinal de regulamentação R-34 – “Circulação exclusiva de bicicletas”, em faixa/via de uso exclusivo para bicicleta (ciclofaixa ou ciclovia).
O SIC deve ser posicionado no centro da faixa a que se destina. Não há.
9.2.4 Símbolo indicativo de área ou local de serviços de saúde (SAS) “Serviços de Saúde”
O SAS é utilizado para indicar ao condutor a reserva de vagas destinada à estacionamento de veículos e/ou embarque e desembarque de passageiros e/ou pacientes.
Inscrições no Pavimento 99
Este símbolo é composto por uma cruz vermelha inscrita em um círculo branco. O SAS tem as seguintes dimensões:
a 0,30 b 0,30 c 1,20
O SAS pode ser utilizado como reforço quando se deseja reservar vaga(s) para veículos em serviço de saúde nas condições estabelecidas pela sinalização vertical de regulamentação. O SAS deve ser posicionado no centro da vaga, quando esta for paralela ao meio-fio.
No caso de vagas demarcadas em ângulo em relação ao meio-fio, o símbolo será posicionado de modo que seu eixo vertical fique paralelo à faixa de demarcação da vaga e coincida com o eixo central da mesma.
O SAS deve estar acompanhado dos sinais verticais de regulamentação de estacionamento e/ou parada, complementados com as informações pertinentes a cada tipo de serviço de saúde prestado, referentes ao período de permanência, horários, etc., assim como legendas complementares que forem necessárias. Deve estar acompanhado também das linhas que constituem a Marcação de Áreas de Estacionamento Regulamentado ao longo da via, para definição das vagas disponibilizadas para esse fim.
Símbolo indicativo de local de estacionamento de veículos que transportam ou que sejam conduzidos por pessoas portadoras de deﬁciências físicas (DEF) “Deﬁciente Físico”
O DEF deve ser utilizado para indicar vaga reservada para estacionamento e/ou parada de uso exclusivo para veículos conduzidos ou que transportem pessoas portadoras de deficiência física. Pictograma na cor branca, inserido num quadrado de fundo azul. O DEF tem seu pictograma inserido num quadrado de 1,20 m de lado. O DEF deve ser utilizado para reservar vaga(s) para veículos conduzidos ou que transportem pessoas portadoras de deficiência física nas condições estabelecidas pela sinalização vertical de regulamentação. O DEF deve ser posicionado, conforme seguintes situações:
• Vaga paralela ao meio-fio;
• Vaga perpendicular ao meio-fio;
• Vagas em ângulo;
O DEF deve estar acompanhado dos sinais verticais de regulamentação de estacionamento e/ou parada, acompanhado das informações que forem necessárias. Deve estar acompanhado também das linhas que constituem a Marcação de Áreas de Estacionamento Regulamentado ao longo da via, para definição das vagas disponibilizadas para esse fim.
9.3 Legendas As legendas são formadas a partir de combinações de letras e algarismos, aplicadas no pavimento da pista de rolamento, com o objetivo de advertir aos condutores acerca das condições particulares de operação da via. Definição As legendas são mensagens com o objetivo de advertir os condutores acerca das condições particulares de operação da via. Branca. O quadro a seguir apresenta as alturas de letras ou números a serem adotadas em função do tipo de via e da velocidade regulamentada:
VELOCIDADE (km/h) v ≤ 80 v > 80 ALTURA (m) 1,60 2,40
VELOCIDADE (km/h) v ≤ 60 v > 60 ALTURA (m) 2,40 4,00
Podem ser utilizadas alturas maiores nos casos que estudos de engenharia indiquem a necessidade, por questões de segurança. Quando a legenda for escrita longitudinalmente ao fluxo de tráfego a altura de letra deve ser de 0,25 m a 0,40 m. Para composição das legendas: ver Apêndice – diagramação de letras e números. Princípios de utilização As legendas podem complementar a sinalização vertical, comunicando aos condutores informações necessárias para o bom desempenho do fluxo viário, sem desviar a sua atenção da pista de rolamento. As legendas devem conter mensagens simples e curtas. A utilização de inscrições conjuntas pode ser feita de duas maneiras distintas: – Se a legenda for mais larga do que a faixa de tráfego e necessita ser lida integralmente naquela faixa (ex: “80 km/h”), o texto deve ser dividido, com um espaçamento entre as inscrições igual à altura (h) adotada para as letras;
Quando a mensagem for mais larga do que a faixa de trânsito e composta por mais de uma palavra, as legendas devem ser colocadas de forma que possam ser lidas no sentido do tráfego, obedecendo a um espaçamento entre inscrições igual a quatro vezes a altura (h) adotada para as letras.
Legenda velocidade regulamentada – “.....km/h”
Legenda “ESCOLA”
Legenda “DEVAGAR”
Legenda de indicação de distância – “A...m”
Legenda “PARE”
A legenda “PARE” deve ser posicionada, no mínimo, a 1,60 m antes da linha de retenção, centralizada na faixa de circulação em que está inscrita. Deve ser utilizada como reforço ao sinal de regulamentação R-1 – “Parada obrigatória”.
Legendas “MOTO, AMBULÂNCIA, CARGA E DESCARGA, ...”
Alfabeto Série D – Legenda de Solo
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