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Timestamp: 2020-07-14 16:18:46+00:00
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Produção de energia fotovoltaica como fonte de rendimento? - NovaEnergia
Registado: sexta out 14, 2016 3:06 pm
Mensagem por Gaspr » sexta out 14, 2016 3:30 pm
Já li alguma informação sobre UPACs e UPPs, bem como alguma da documentação dos Decretos Lei relativos na maioria acerca de micro-produção para auto-consumo.
Ora o que pretendo não é para auto-consumo. Aliás, a minha ponderação está relacionada com um terreno que possuo no Alentejo, com elevada exposição solar e que possuo há anos e não tem tido qualquer tipo de aproveitamento. É um descampado numa zona classificada como zona industrial.
O que queria perceber é se existe alguma possibilidade de utilizar este terreno para instalação de uma unidade de produção de energia eléctrica (PV) que me permita tirar algum rendimento? A ideia não é para auto-consumo, pois não vivo na região, logo não tenho necessidades de produção para auto-consumo.
Mas pelo que li e consegui perceber (perdoem-me se tiver percebido mal), tanto UPAC como UPP parecem ter requisitos de auto-consumo no local da instalação, sendo UPAC idealizada para dimensionamento do sistema para 100% de auto-consumo, e UPP entrega tudo à RESP mas com obrigação de consumo de 50% do produzido.
Existe alternativa que me permita ter uma unidade de produção de energia que entregue (i.e.: vender) tudo à rede, só e mais nada?
É viável, não é viável. Existem opções desta natureza?
Agradeço desde já qualquer esclarecimento que me possam fornecer sobre este assunto.
Mensagem por areosa » domingo out 16, 2016 8:28 pm
Boas Gaspr,
Julgo que as UPP na categoria I não requerem auto-consumo. Veja o artigo 30º do Decreto-Lei n.º 153/2014.
Para saber qual o valor da tarifa na cat. I é aceder ao site da Direção-Geral de Energia e Geologia no separador "Áreas Setoriais -> Energia Elétrica -> Registo de Unidades de Produção (SERUP)", que tem lá toda a informação. Na categoria I, para 2016, a tarifa de referência é 0,095€/kWh, sendo que em leilão pode conseguir no máximo 0,0949€/kWh.
Assim, é fazer as contas. Para isso é necessário obter um orçamento para o sistema, determinar a produção estimada por ano para a zona onde vai colocar a UPP (PVGIS) e, finalmente, calcular quantos anos vai demorar a amortizar o investimento. Se for maior que 10 anos é de ponderar se vale mesmo a pena (na minha opinião).Nessas contas deve também considerar que há outros custos de exploração não definidos à partida, por exemplo: impostos, seguros, manutenção, avarias, etc. que podem pesar na rentabilidade e aumentar o número de anos para amortização do sistema.
Mensagem por visitante1 » domingo out 16, 2016 10:37 pm
Mensagem por Gaspr » segunda out 17, 2016 9:58 am
areosa Escreveu: Boas Gaspr,
Obrigado pela resposta. De facto sempre gerei alguma confusão em redor do tema, visto que em alguns sites informativos sempre mencionam a necessidade de ser instalada a UPP numa instalação de consumo, fazendo referência à necessidade de consumir pelo menos 50% do produzido. Mas será então que tal cenário apenas é aplicável às categorias II e III de uma UPP?
Relativamente a custos, quando refere impostos está a referir-se a IRS? Ou existe mais algum imposto que desconheço associado a este tipo de negócio. Como funciona o imposto de selo no estabelecimento de um contrato de compra e venda de energia resultante de uma UPP? Suponho que seja aplicável também?
Alguém me sabe indicar um valor médio para custos de instalação por m2 de uma unidade de produção fotovoltaica? Claro que para obter valores exactos, só pedindo orçamentos, mas para ter uma ideia geral pode ser que alguém me saiba indicar um número por alto.
Mensagem por Gaspr » segunda out 17, 2016 12:30 pm
Por exemplo, para referência, a informação no seguinte site refere informação contrária à indicada:
http://www.ffsolar.com/index.php?lang=P ... a-producao
Mensagem por alexjp4 » terça out 18, 2016 12:03 am
"Obrigado pela resposta. De facto sempre gerei alguma confusão em redor do tema, visto que em alguns sites informativos sempre mencionam a necessidade de ser instalada a UPP numa instalação de consumo, "
Sim, tens que ter um local de consumo (contador), para a microgeração e só podes injectar até 50% da potencia contratada a outra situação que falas é para o autoconsumo em que tens que consumir grande parte da produção e depois venderes o restante.
Mensagem por Gaspr » quarta out 19, 2016 8:55 am
alexjp4 Escreveu: "Obrigado pela resposta. De facto sempre gerei alguma confusão em redor do tema, visto que em alguns sites informativos sempre mencionam a necessidade de ser instalada a UPP numa instalação de consumo, "
Assim sendo, torna-se inviável pois não tenho qualquer tipo de instalação de consumo no terreno em causa. Nem tal opção seria viável pois como não vivo lá não teria condições de garantir o consumo exigido.
De qualquer forma, alguém tem informações sobre os preços de mercado que se praticam ? Só para ter uma ideia, apesar de ser inviável do ponto de vista legal, gostaria ainda assim de fazer o exercício mental
Mas acho mesmo que é um desperdício. E pensar que ainda há duas semanas atrás estive no sul da Alemanha em regiões rurais e fartei-me de ver terrenos de tamanho considerável cobertos com paineis PV. Achei bastante curioso, pois certamente eles não terão o mesmo nível de exposíção solar que Portugal tem e no entanto investem muitíssimo mais do que nós.
A nível de incentivos desta natureza, Portugal consegue estar bem aquém...
Mensagem por areosa » quarta out 19, 2016 3:06 pm
Gaspr Escreveu: Por exemplo, para referência, a informação no seguinte site refere informação contrária à indicada:
Sim, tem razão. A potência da UPP tem que ser menor ou igual à potência do contrato de consumo e é necessário ter um consumo de pelo menos de 50% da previsão de produção da UPP no local onde é instalada (alínea d) do ponto 1 do artigo 5º). Consequentemente, toda a energia produzida acima do dobro da que é consumida não será paga (ponto 10 do artigo 31º). Em resumo, onde não há consumo não pode haver produção.
No que diz respeito à produção de eletricidade por particulares, infelizmente a legislação que foi sendo produzida ao longo dos anos foi cada vez mais restritiva de tal modo que, o que no início até era um bom negócio, deixou de o ser há muito tempo! Lembro que em 2007, a remuneração das primeiras instalações foi de 0,65€/kWh.
Com a legislação de 2014, parece-me que quem consegue tirar alguma vantagem e rentabilidade é quem tem consumos elevados de energia, ou seja, as empresas (basta ver pelas potências declaradas nos novos registos, são na grande maioria de 20, 50, 100 e até de 250 kW, poucas são as novas instalações com potências abaixo de 10 kW) e podem, por isso, instalar sistemas já com alguma dimensão, quer nas UPP, quer nas UPAC, de modo a ter um retorno de investimento interessante. Quanto aos pequenos produtores, foram empurrados para as UPAC abaixo de 1,5 kW que, em termos de rentabilidade, é quase zero. É o que temos!
Por outro lado, existem outras modalidades de produção de eletricidade por energia solar sem ser pelo regime bonificado, no artigo 32º do DL 153/2014 refere o "regime geral da produção em regime especial, previsto na alínea a) do n.º 1 do artigo 33.º-G do Decreto-Lei n.º 172/2006, de 23 de agosto". No site da DGEG tem mais informação sobre esse assunto no separador "Áreas Setoriais->Energia Elétrica->Produção em regime especial->Enquadramento da PRE". É ver em detalhe o que diz essa legislação e ponderar se o investimento lhe interessa.
Caso avance por essa modalidade, deixe depois aqui o seu testemunho. Essa é uma parte da legislação que não tem sido explorada aqui no fórum e seria interessante saber mais sobre o assunto porque, acabando o regime bonificado, vamos todos lá parar.
Quanto aos impostos, tem que abrir atividade na categoria B ou C com o CAE 35113, com ou sem entrega de IVA (neste capítulo convém ser o produtor a entregar o IVA porque permite deduzir o IVA pago para montagem da instalação). Depois, quanto a impostos, como se trata de uma venda, só 15% dos rendimentos contam para efeitos de IRS/IRC. Não tenho conhecimento que seja cobrado imposto de selo. Chamo à atenção que o registo de uma atividade implica também o registo na segurança social e, por outro lado, pode também trazer problemas para quem tem contratos de exclusividade com a entidade patronal.
Mensagem por alexjp4 » quarta out 19, 2016 9:53 pm
Gaspr Escreveu:
De qualquer forma, alguém tem informações sobre os preços de mercado que se praticam ? Só para ter uma ideia, apesar de ser inviável do ponto de vista legal.
Se o Dec. Lei 153/2014 estiver actualizado podes instalar os painéis fotovolticos para venda total da produção a EDP, o que necessitas é de conseguir instalar um contador no terreno, podes pedir por exemplo para rega, não és obrigado a fazer consumo o que tens é que pagar todos os meses o "aluguer do contado" de qualquer modo tinhas sempre que ter um ramal de ligação a rede, não é inviável do ponto de vista legal, pode ser é inviável do ponto de vista económico!
A atividade de produção descentralizada de energia elé-
trica é atualmente regulada pelo Decreto -Lei n.º 34/2011,
de 8 de março, alterado pelo Decreto -Lei n.º 25/2013, de
19 de fevereiro, que estabelece o regime jurídico aplicável
à produção de eletricidade, a partir de recursos renová-
veis, através de unidades de miniprodução, e pelo Decreto-
-Lei n.º 363/2007, de 2 de novembro, alterado pela Lei
n.º 67 -A/2007, de 31 de dezembro e pelos Decretos -Leis
n.os 118 -A/2010, de 25 de outubro, e 25/2013, de 19 de
fevereiro, que estabelece o regime jurídico aplicável à
produção de eletricidade por intermédio de unidades de
microprodução.
Estes regimes, embora pressupondo que a atividade
de produção deve estar associada a uma instalação de
utilização de energia elétrica com consumo efetivo e a um
contrato de fornecimento de eletricidade celebrado com
um comercializador, permitem a entrega total da energia
produzida nas respetivas unidades à rede elétrica de serviço
público (RESP), a qual é remunerada através do regime
geral ou do regime bonificado.
Mensagem por areosa » quarta out 19, 2016 10:09 pm
Tal como disse anteriormente, pelo regime geral de produção em regime especial deve ser possível ter uma unidade de produção sem implicar também o consumo, mas certamente que não deve ter as mesmas remunerações que o regime bonificado.
Mensagem por alexjp4 » quarta out 19, 2016 10:58 pm
areosa Escreveu: Tal como disse anteriormente, pelo regime geral de produção em regime especial deve ser possível ter uma unidade de produção sem implicar também o consumo, mas certamente que não deve ter as mesmas remunerações que o regime bonificado.
Acho que já não há regime bonificado, agora é o valor de referencia (0,09€) e ganha quem vender abaixo desse valor até atingir os MW livres para esse mês.
Mensagem por Gaspr » quarta out 19, 2016 11:16 pm
Ainda não vi muito aprofundadamente, só dei uma espreitadela por breves instantes, mas no site a ERSE existem uns documentos relativos à produção em regime especial (PRE) e ao último leilão em que o resultado aponta para valores na ordem dos 42€/MWh.
Posso estar enganado, mas a ser verdade, valores bastante desencorajadores...
Mensagem por areosa » quarta out 19, 2016 11:55 pm
Gaspr Escreveu: Boas
Não sei se é esse valor aplicado, julgo que o valor depende de uma fórmula relativamente complexa, mas nunca analisei essa legislação para perceber quais os valores resultantes para o kWh. No entanto, encontrei esta tese de mestrado que faz uma "Avaliação Económica de Centrais Eólicas e Fotovoltaicas em Portugal Continental". Pela leitura transversal que fiz pareceu-me interessante. Segundo as conclusões do Sr. Garcia, a tecnologia solar fotovoltaica parece ter viabilidade económica, tendo em conta a maturidade desta tecnologia.
É de realçar que, se é necessário uma tese de mestrado para determinar a viabilidade económica de um projeto PV, então é porque o assunto não é fácil de analisar no emaranhado de legislação que temos
Mensagem por alexjp4 » quinta out 20, 2016 10:51 pm
Como é um leilão por vezes deve haver quem se engane a colocar os valores e eles aparecem de vez em quando assim muito baixos mas acho que o normal é os 0,089€/Kw, os calculos para o auto consumo com venda tambem é preciso um curso superior LOL.... foi a herança que recebemos....
Mensagem por areosa » domingo out 23, 2016 8:16 pm
alexjp4 Escreveu: Como é um leilão por vezes deve haver quem se engane a colocar os valores e eles aparecem de vez em quando assim muito baixos mas acho que o normal é os 0,089€/Kw, os calculos para o auto consumo com venda tambem é preciso um curso superior LOL.... foi a herança que recebemos....
Podes indicar onde está a informação sobre os leilões que referes.
Mensagem por alexjp4 » segunda out 24, 2016 12:31 am
Já não me lembro onde vi (não sei se foi na Renováveis na hora/SERUP na área do utilizador ou na DGEG onde estava a potência atribuída e o valor da mesma por meses mas vê aqui http://www.futursolutions.pt/energia/microproducao e depois procura no google porque há umas tabelas com os anos/meses e a potência e o valor atribuído no respectivo mês.
Se entretanto encontrar novamente, coloco aqui.
Mensagem por areosa » segunda out 24, 2016 10:24 pm
No SERUP só me lembro de ver os leilões para atribuição de potência nas categorias I, II e III ao abrigo do Decreto-Lei n.º 153/2014, de 20 de outubro. O link da futur solutions indicado também só se refere ao DL 153/2014.
O que eu pretendo saber é como funciona o regime geral de "Produção em regime especial", que é o separador imediatamente acima do SERUP no site da DGEG. Mas, olhando para o equadramento legal da PRE são "só" 17 decretos-lei referidos no site da DGEG, ou seja, no mínimo uma dor de cabeça para leigos.
No entanto, a alínea a) do ponto 1 do artigo 45º do DL 153/2014 refere que após os 15 anos no regime bonificado os microprodutores passam a ser remunerados no âmbito do regime geral da produção em regime especial, previsto na alínea a) do n.º 1 do artigo 33.º­‑G do Decreto­‑Lei n.º 172/2006, de 23 de agosto. E esse artigo (que por acaso até está no Decreto-Lei n.º 215-B/2012 de 8 de outubro e não no DL 172/2006) diz o seguinte:
1 — A atividade de produção de eletricidade em regime especial pode ser exercida ao abrigo de um dos seguintes regimes remuneratórios:
a) O regime geral, em que os produtores de eletricidade vendem a eletricidade produzida, nos termos aplicáveis à produção em regime ordinário, em mercados organizados ou através da celebração de contratos bilaterais com clientes finais ou com comercializadores de eletricidade, incluindo com o facilitador de mercado ou um qualquer comercializador que agregue a produção;
Ok, muito esclarecedor! Daqui surgem mais dúvidas:
- quais são os termos aplicáveis à produção em regime ordinário, em mercados organizados? Aqui cheira-me ao MIBEL onde os leilões rodam os 49€ a 53€/MWh.
- como iriam funcionar os contratos bilaterais com clientes finais ou com comercializadores de eletricidade? Será que os comercializadores de eletricidade (EDP) vão oferecer melhores contratos que o MIBEL? Não me parece.
Entretanto, como ainda faltam uns anitos até chegar aos 15 anos, vamos vendo como se vai compondo o ramalhete ... mas pelo que me vou apercebendo, suspeito que depois de descontar impostos, seguros e manutenção, teremos muita sorte em não dar saldo negativo
Se alguém tiver mais detalhes sobre as implicações da alínea a) do n.º 1 do artigo 33.º­‑G do Decreto­‑Lei n.º 172/2006 (que por acaso está no Decreto-Lei n.º 215-B/2012) que me/nos esclareça, eu e o forum agradece.
Mensagem por Gaspr » terça out 25, 2016 6:19 pm
Foi aqui que vi os resultados dos leilões no regime especial :
http://www.erse.pt/pt/supervisaodemerca ... dePRE.aspx
Mensagem por areosa » terça out 25, 2016 8:01 pm
Pelos valores apresentados (39€ a 41€/MWh), ainda é pior que o MIBEL.
Olhando para a regulamentação desses leilões, parece-me que é um mercado para grossistas e só para operadores autorizados no MIBEL. Podemos eventualmente ter acesso a esse mercado através de um "facilitador de mercado" autorizado, assumindo que um "facilitador de mercado" tem essa função. Assim sendo, é óbvio que o facilitador de mercado terá a sua percentagem nos MWh negociados.
Ao preço que compramos o kWh e ao preço que é negociado nestes mercados há uma grande diferença que fica nos impostos, intermediários, acesso às redes, etc o que reforça cada vez mais a tese de que a solução mais viável para a minha micro será a produção para autoconsumo com venda do remanescente à rede, apoiada com baterias de modo a minimizar o consumo noturno e em dias de fraca produção. A tecnologia das baterias está em franca evolução devido ao mercado automóvel pelo que, acredito que daqui a 7-8 anos será viável ter um sistemas desses a preços interessantes acoplado à micro de modo a reduzir ao mínimo a conta da luz.
Mensagem por alexjp4 » quarta out 26, 2016 12:41 am
Ontem quando andei a procura de onde tinha visto o quadro com os valores tambem encontrei este mas tambem penso que é para grandes potências o outro que vi tinha a potência instalada e o preço que se propunham vender, mas não estou a conseguir encontrar, mas lembro-me que por norma nos leilões era ligeiramente abaixo dos 0,09€ excepto 1 que tinha um valor muito abaixo dos 0,09€ daí que deduzo que tenha sido engano.
penso que não vale a pena o auto consumo com venda excepto se for uma potência instalada muito grande, porque só os custos de registo, seguros, impostos, etc mais vale instalar para consumir tudo porque se formos a ver bem é como se tivesse-mos a vender a cima dos 0,23€/kw, quando, quando o vendemos é a baixo dos 0,09€ ou pior se for parar ao valor destes leilões.
Em ultimo caso envia um e-mail para a DGEGG/SERUP mas espera sentado eu enviei 2 e-mails a quase 1 ano e ainda não recebi resposta ou então tenta telefonar pode ser que não te digam para enviares por e-mail as tuas questões que foi o que me fizeram....
Se entretanto encontrar depois digo-te