Source: http://irib.org.br/noticias/detalhes/tst-serventia-extrajudicial-regime-laboral-vinculo-empregaticio
Timestamp: 2019-04-24 04:22:54+00:00
Document Index: 101098752

Matched Legal Cases: ['artigo 535', 'artigo 5', 'artigo 896', 'ARTIGO 236', 'artigo 236', 'artigo 48', 'artigo 236']

TST - SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. REGIME LABORAL. VÍNCULO EMPREGATÍCIO.
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TST - RECURSO DE REVISTA: 143600-55.2000.5.15.0093
LOCALIDADE: Campinas DATA DE JULGAMENTO: 30/08/2017 DATA DJ: 15/12/2017
RELATOR: MARIA HELENA MALLMANN
RECURSO DE REVISTA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. Há de se mostrar omissa a decisão, mesmo após a provocação da manifestação por intermédio de embargos declaratórios, para que reste demonstrada a negativa de prestação jurisdicional ensejadora do conhecimento do recurso de revista. Exegese do disposto no artigo 535, inciso II, do Código de Processo Civil. Recurso de revista não conhecido.
CERCEAMENTO DE DEFESA (alegação de afronta ao artigo 5º, LIV e LV, da Constituição Federal e contrariedade à Orientação Jurisprudencial nº 111 da SBDI-1). Não demonstrada a violação à literalidade de preceito constitucional ou a existência de teses diversas na interpretação de um mesmo dispositivo legal, não há que se determinar o seguimento do recurso de revista com fundamento nas alíneas "a" e "c" do artigo 896 da Consolidação das Leis do Trabalho. Recurso de revista não conhecido.
VÍNCULO DE EMPREGO – CARTÓRIO EXTRAJUDICIAL – LEI Nº 8.935/94 – ARTIGO 236 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL Após a Constituição Federal de 1988, os servidores de cartórios extrajudiciais passaram a, regra geral, vincular-se ao titular da serventia sob o manto do regime celetista, ante o teor do artigo 236 da Constituição. Apesar disso, em 1994, a Lei n. 8.935/94, através do artigo 48, §§ 1º e 2º, regulamentou a questão e previu a possibilidade de os empregados com contratos em curso optarem pela permanência no regime estatutário ou pela adesão ao celetista. Na hipótese dos autos, é certo que houve opção expressa do reclamante pela permanência no regime estatutário e é certo, ainda, que não há prova de vício de consentimento. Nesse contexto, não é razoável que se impute a parte, ao mesmo tempo, os benefícios do regime estatutário e os do regime celetista, antes refutado, pois, se optou expressamente, não há como, agora, requerer seja lhe aplicado o outro regime. Com efeito, entendimento contrário acabaria por privilegiar o benefício da própria torpeza, o que vedado pelo ordenamento jurídico. Precedentes. Recurso de revista não conhecido.
FGTS NO PERÍODO DE REGIME ESPECIAL. O Tribunal Regional consignou que o reclamante fez opção expressa pela permanência no regime especial, nos termos do art. 48, § 2º, da Lei n. 8.935/1994. Consequentemente, não faz jus a direitos tipicamente celetistas, como o FGTS. Precedentes. Recurso de revista não conhecido.
ACORDAM os Ministros da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por maioria, não conhecer do recurso de revista quanto ao tema "vínculo de emprego – cartório extrajudicial – Lei n. 8.935/94 – artigo 236 da Constituição Federal". Vencido o Exmo. Ministro Renato de Lacerda Paiva. Ainda, por unanimidade, não conhecer do recurso de revista quanto aos demais temas.
PROCESSO: RR - 143600-55.2000.5.15.0093
NUMERAÇÃO ANTIGA: RR - 1436/2000-093-15-00.7
NÚMERO NO TRT DE ORIGEM: RO-143600/2000-0093-15.00
REDATORA: MINISTRA MARIA HELENA MALLMANN
RECORRENTE(S): MARCELO CAMPAGNONE RODRIGUES
ADVOGADA: DRA. MARGARETH VALERO
RECORRIDO(S): PRIMEIRO CARTÓRIO DE NOTAS DE CAMPINAS
ADVOGADA: DRA. CRISTIANA RODRIGUES GONTIJO
[v. TST-RR-143600-55.2000.5.15.0093]
TRT - TERRENO DE MARINHA. DOMÍNIO ÚTIL - USUCAPIÃO.