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Timestamp: 2019-01-22 08:32:15+00:00
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Plano para a Segurança dos Doentes 2015-2020 - Direcção
3882-(2)
Diário da República, 2.ª série — N.º 28 — 10 de fevereiro de 2015
De acordo com o Plano Nacional de Saúde 2012-2016, o acesso a
cuidados de saúde de qualidade, durante todo o tempo e em todos os
níveis da prestação, é um direito fundamental do cidadão, a quem é
reconhecida toda a legitimidade para exigir qualidade nos cuidados que
lhe são prestados, sendo que a segurança é um dos elementos fundamentais da qualidade em saúde. A segurança é um dado essencial para
a confiança dos cidadãos no sistema de saúde e no Serviço Nacional de
Saúde (SNS) em particular.
O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 inscrevese no quadro de uma política pública contra os fatores contribuintes
para a ocorrência de incidentes de segurança associados à prestação de
cuidados de saúde no âmbito do SNS.
Este Plano respeita a Recomendação do Conselho da União Europeia,
de 9 de junho de 2009, sobre a segurança dos doentes, e decorre da
Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde, passando a integrá-la,
devendo ser considerado como uma orientação do Ministério da Saúde,
que visa reforçar, de forma particular, os dispositivos concretos de
melhoria contínua da qualidade e da segurança dos cuidados de saúde,
para benefício dos doentes utilizadores do Serviço Nacional de Saúde
e dos seus profissionais.
Importa referir que a ocorrência de incidentes de segurança durante
a prestação de cuidados de saúde está intimamente ligada quer ao nível
de cultura de segurança existente nas instituições que prestam estes cuidados, quer à sua organização, havendo evidência que demonstra que o
risco de ocorrerem aumenta dez vezes nas instituições que negligenciam
o investimento nas boas práticas de segurança dos cuidados de saúde. As
consequências nefastas resultantes de incidentes ocorridos na prestação
de cuidados de saúde têm repercussão humana, física e emocional, nos
doentes e nas suas famílias, mas também têm repercussões estratégicas
na reputação do SNS e na sua economia. Os incidentes são raros, no
entanto, contribuem para um risco global significativo pelo efeito numérico de acumulação e são sempre dramáticos para o doente, para os
profissionais envolvidos e para o SNS.
Há, no entanto, que ter em consideração que a qualidade dos cuidados de saúde não se resume à garantia da sua segurança. O conceito de
qualidade na saúde assenta em várias dimensões, como a pertinência
dos cuidados, a sua segurança, a sua aceitabilidade e acessibilidade e
a sua prestação no momento adequado. Assenta, ainda, na garantia da
continuidade dos cuidados e na sua eficiência e efetividade.
A necessidade de se enfatizar, de modo particular, a segurança dos
doentes através do presente Plano, não deve fazer esquecer a necessidade
de serem garantidas as outras dimensões da Estratégia Nacional para a
Cada serviço prestador de cuidados de saúde é, em si mesmo, um
sistema muito complexo e instável, que requer uma forte e permanente
capacidade de adaptação à multiplicidade de patologias, de atos e de
percursos diagnósticos e terapêuticos, requerendo, por este motivo, uma
gestão atenta e inovadora dos numerosos aspetos humanos, técnicos e
organizacionais associados à prestação de cuidados de saúde. Neste tipo
de ambiente, a gestão dos riscos associados aos cuidados obriga a uma
abordagem global, coletiva, organizada e permanentemente acompanhada. A eficácia desta abordagem global assenta na implicação ativa
de três grandes funções estreitamente ligadas entre si: a função de governação, a função de acompanhamento e a função operacional.
Ao abrigo do disposto no artigo 1.º, nas alíneas a) e b) do artigo
2.º, no artigo 7.º, na alínea c) do n.º 1 do artigo 12.º do Decreto-Lei
n.º 124/2011, de 29 de dezembro, do artigo 5.º, artigo 6.º do Regime
Jurídico da Gestão Hospitalar, aprovado pela Lei n.º 27/2002, de 8 de
novembro, determino:
1. Aprovo o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020,
anexo ao presente despacho do qual faz parte integrante.
2. O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 integra
a Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde.
3. O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 é coordenado, a nível nacional, pelo Departamento da Qualidade na Saúde
da Direção-Geral da Saúde.
4. Compete aos órgãos máximos de gestão dos serviços e entidades
públicas prestadoras de cuidados de saúde, designadamente os agrupamentos de centros de saúde, os estabelecimentos hospitalares, independentemente da sua designação, e as unidades locais de saúde, alocar
recursos, validar as ações programadas e monitorizar os resultados da
gestão dos riscos associados aos cuidados de saúde.
5. Cada unidade de saúde deve assegurar, através da respetiva comissão
da qualidade e segurança, criada nos termos do Despacho n.º 3635/2013,
publicado no Diário da República, 2.a série, n.º 47, de 7 de março, a
implementação e acompanhamento das ações identificadas no plano e
o cumprimento dos calendários estabelecidos, assegurando a boa gestão
dos recursos envolvidos.
6. Aos profissionais prestadores diretos de cuidados de saúde compete
assegurar o cumprimento das ações estabelecidas nos planos de ação
de cada unidade de saúde.
7. A Direção-Geral da Saúde deve apresentar relatórios anuais sobre
a execução e os resultados do Plano Nacional para a Segurança dos
Doentes 2015-2020.
2 de fevereiro de 2015. — O Secretário de Estado Adjunto do Ministro
da Saúde, Fernando Serra Leal da Costa.
O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 visa,
principalmente, apoiar os gestores e os clínicos do Serviço Nacional
de Saúde na aplicação de métodos e na procura de objetivos e metas
que melhorem a gestão dos riscos associados à prestação de cuidados
de saúde, uma vez que a melhoria da segurança dos doentes é uma
responsabilidade de equipa, que mobiliza as competências individuais
de cada um dos seus elementos e implica a gestão sistémica de todas
O ciclo de melhoria contínua da qualidade aplicado à segurança dos
doentes deve identificar os riscos, avaliá-los e hierarquizá-los, identificando as ações de melhoria a desencadear. A gestão dos riscos associados
à prestação de cuidados de saúde deve, assim, assentar nestes princípios
fundamentais. Por um lado, requer a identificação das ações preventivas
que já existem e a avaliação das medidas tomadas. Por outro lado, requer
a tomada de medidas reativas e corretoras após a ocorrência de incidentes. Sublinha-se, portanto, a estreita complementaridade existente entre
uma análise a priori, que é enriquecida a partir de análises a posteriori,
colocando em evidência falhas não identificadas como fatores e perigos
contribuintes para a ocorrência de incidentes de segurança.
O presente Plano, concebido com base numa visão transversal do Serviço Nacional de Saúde, obriga ao envolvimento das responsabilidades
de governação, de coordenação e da prática operacional da prestação
de cuidados, visando a convergência metodológica dos diversos dispositivos existentes que contribuem para a gestão dos riscos associados
à prática dos cuidados.
A gestão dos riscos associados à prestação de cuidados de saúde é,
assim, um processo coletivo, que tem como objetivo garantir a maior
segurança possível dos doentes, evitando incidentes, que podem ser
frequentes, por vezes graves e frequentemente evitáveis, suscetíveis de
comprometerem a qualidade do Serviço Nacional de Saúde. A causa
destes incidentes de segurança raramente está associada à falta de competência técnica dos profissionais, mas ligada a defeitos de organização,
de coordenação ou de comunicação, que revelam baixo índice de cultura
sistémica de segurança e de política institucional de identificação de
riscos específicos.
O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 deve
ser assumido por cada estabelecimento prestador de cuidados de saúde,
através da respetiva adaptação à sua organização.
através de ações transversais, como a cultura de segurança, a partilha
do conhecimento e da informação e de ações dirigidas a problemas
específicos, melhorar a prestação segura de cuidados de saúde em todos
os níveis de cuidados, de forma integrada e num processo de melhoria
contínua da qualidade do Serviço Nacional de Saúde.
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O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020, visa
atingir os seguintes objetivos estratégicos:
influenciar. Ou seja, os utentes e os profissionais são, simultaneamente,
agentes e destinatários da mudança e, portanto, da própria cultura de
segurança da instituição.
A Organização Mundial da Saúde e o Conselho da União Europeia
recomendam, ainda, o desenvolvimento de planos de formação graduada, pós-graduada e contínua, que potenciem a aprendizagem sobre a
melhoria da cultura interna de segurança dos doentes.
A avaliação da cultura de segurança dos doentes, em Portugal, irá
decorrer anualmente, em anos alternados, para os hospitais, já ocorrido
em 2014, e para os agrupamentos de centros de saúde, em 2015.
De acordo com o relatório preliminar da avaliação da cultura de
segurança dos doentes nas instituições hospitalares, verifica-se que os
resultados não são muito díspares daqueles que são descritos internacionalmente. Em Portugal, as dimensões com maior potencial de melhoria
a curto prazo são as seguintes:
Para serem atingidos tais objetivos, o Plano Nacional para a Segurança
dos Doentes 2015-2020 obriga a que as Comissões da Qualidade e Segurança dos hospitais e agrupamentos de centros de saúde inscrevam nos
seus planos de ação anuais atividades que visem alcançar os seguintes
Dimensão 3, Apoio à segurança do doente pela gestão
Dimensão 8, Frequência da Notificação
Dimensão 9, Trabalho entre unidades
Dimensão 10, Dotação de profissionais
Dimensão 12, Resposta ao erro não punitiva
É necessário, contudo, garantir que as direções clínicas, os conselhos
clínicos e de saúde e as comissões da qualidade e segurança promovam
a adesão dos seus profissionais à avaliação da cultura de segurança dos
doentes, uma vez que, em 2014, a taxa de adesão nacional foi de 18,3%.
Assim, compete à Direção-Geral da Saúde definir os valores-padrão
das taxas de adesão das instituições à avaliação da cultura de segurança
dos doentes e dos valores-padrão nacionais para as várias dimensões.
À Administração Central do Sistema de Saúde compete incluir os valores-padrão nas metas dos contratos programa das instituições prestadoras
AUMENTAR A CULTURA DE SEGURANÇA
DO AMBIENTE INTERNO
A melhoria da cultura de segurança do ambiente interno das instituições prestadoras de cuidados de saúde é um imperativo e uma prioridade consignada na Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde.
A Organização Mundial de Saúde e o Conselho da União Europeia
recomendam aos Estados-Membros a avaliação da perceção dos profissionais de saúde sobre a cultura de segurança da instituição onde
trabalham, como condição essencial para a introdução de mudanças nos
seus comportamentos e para o alcance de melhores níveis de segurança
e de qualidade nos cuidados que prestam aos doentes.
A cultura de segurança de uma instituição prestadora de cuidados de
saúde é, segundo a Organização Mundial da Saúde, para além de um
estilo e de uma competência de gestão, um produto de valores individuais
e de grupo, de atitudes, de perceções e de padrões de comportamento,
que determinam o compromisso dessa instituição para com a segurança
Uma instituição que presta cuidados de saúde detém um ambiente
próprio, através do qual influencia os que a frequentam e se deixa por eles
1) Atingir uma taxa de adesão nacional à avaliação da cultura de
segurança ≥ 90%.
2) Atingir uma média nacional ponderada de todas as dimensões do
questionário da avaliação da cultura de segurança do doente ≥ 50%.
Na persecução destas metas, devem ser desenvolvidas as seguintes
Participar na avaliação da cultura de segurança do doente nos
Monitorizar a adesão das instituições . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Implementar medidas de melhoria nos hospitais de acordo com
Implementar medidas de melhoria nos cuidados de saúde primários de acordo com os resultados obtidos.
Desenvolver plano de formação de serviço na área da segurança
Incluir a média nacional ponderada de todas as dimensões do
questionário da avaliação da cultura de segurança do doente
nos contratos programa.
AUMENTAR A SEGURANÇA DA COMUNICAÇÃO
Sendo a comunicação um pilar fundamental para a segurança do
doente, em especial quando existe transferência de responsabilidade da
prestação de cuidados de saúde, como é o caso das transições, como as
mudanças de turno e as transferência ou altas dos doentes, as instituições
prestadoras de cuidados de saúde devem implementar procedimentos
normalizados para assegurar uma comunicação precisa e atempada
de informações entre os profissionais de saúde, evitando lacunas na
comunicação, que podem causar quebras graves na continuidade de
Hospitais do Serviço Nacional de
Saúde, Centros Hospitalares, Unidades Locais de Saúde e entidades
Agrupamentos de centros de saúde e
Hospitais, Centros Hospitalares, Unidades Locais de Saúde do Serviço
Nacional de Saúde e entidades convencionadas
Instituições prestadoras de cuidados
Administração Central do Sistema de
cuidados e no tratamento adequado, potenciando, assim, os incidentes
com dano para o doente.
De acordo com o diagnóstico de situação, realizado no âmbito dos
Planos de Atividades das Comissões da Qualidade e Segurança para
2015 nas instituições prestadoras de cuidados de saúde, o número médio
nacional de auditorias internas sobre a transferência de informação nas
transições de cuidados é de 5 auditorias/ano.
As tecnologias de informação e comunicação desempenham, neste
contexto, uma função estruturante fundamental, não apenas entre diferentes instituições prestadoras de cuidados, nacionais, europeias ou
internacionais, mas, também, entre serviços da mesma instituição ou
profissionais do mesmo serviço.
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Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde devem assegurar
o diálogo seguro entre sistemas eletrónicos de informação e a integração de múltiplos desses sistemas, tanto na instituição, como entre
Com a recente criação das comissões da qualidade e segurança nos
hospitais e nos agrupamentos de centros de saúde, constituiu-se, pela
primeira vez, a malha de uma rede nacional promotora da partilha
interprofissional, interinstitucional e entre nível de cuidados, do conhecimento na área da qualidade e da segurança dos doentes. As mencionadas comissões, ao longo dos vários níveis de cuidados da mesma
área geográfica ou de referenciação, têm a obrigação de comunicar
entre si, veiculando a informação necessária e desenvolvendo atividades conjuntas que promovam a melhoria contínua da qualidade e a sua
Quando se fala de comunicação na saúde não se pode deixar de
falar, também, na difusão de orientações e de normas nacionais de boa
A comunicação na saúde está, também, intimamente associada à
transversalidade. De facto, deve atravessar toda a organização do Serviço Nacional de Saúde, de modo a que a informação disponibilizada
aos profissionais de saúde e aos cidadãos permita a comparação entre
produtos, técnicas, práticas profissionais, estruturas ou modelos de
O Conselho da União Europeia recomenda que os doentes sejam
informados e integrados na equipa que lhes presta cuidados de saúde.
Só assim poderão ser corresponsabilizados quer pela sua saúde, quer
pelo controlo da evolução da sua doença. Se não forem ativamente
implicados no processo de prestação de cuidados, os doentes não poderão, também eles, contribuir para a segurança dos cuidados de saúde
que lhes são prestados.
A legislação portuguesa consagra ao cidadão o direito a ser informado
sobre o seu estado de saúde, sobre as alternativas de tratamento que lhe
são propostas e sobre a evolução provável do seu estado de saúde.
Os cidadãos têm igualmente direito à informação sobre as normas e
as boas práticas de segurança em vigor no Serviço Nacional de Saúde e
sobre os mecanismos e procedimentos de reclamação e vias de recurso
que se encontram à sua disposição.
Este processo de informação e esclarecimento do cidadão, que implica a execução de planos de comunicação, encontra-se previsto em
várias normas da Direção-Geral da Saúde, procurando garantir que,
para além de receber informação sobre os riscos e benefícios potenciais
de cada procedimento diagnóstico ou terapêutico que lhe é dirigido, o
doente dê o seu consentimento informado, esclarecido e livre para a
As instituições de saúde devem disponibilizar informação simples,
objetiva e descodificada, facilmente entendível pelos cidadãos, contribuindo para o reforço da sua confiança no serviço público de saúde, ao
terem possibilidade de aumentar o conhecimento sobre o seu funcionamento e os seus resultados.
As instituições de saúde devem, igualmente, promover ações locais
de sensibilização e de informação ao cidadão, em especial nas áreas da
prevenção e controlo da infeção, da resistência aos antibióticos, do uso
seguro da medicação e do consentimento informado.
Um cidadão melhor informado tem mais possibilidade de gerir as
suas expectativas face aos cuidados que pretende ou necessita receber
do Serviço Nacional de Saúde e, por outro lado, se essa informação for
transformada, pela ação dos profissionais de saúde, em capacitação, mais
possibilidade terá de participar ativamente na melhoria do desempenho
e dos resultados da prestação de cuidados.
Mas a comunicação na saúde tem limites. Os limites estão na fiabilidade, isenção e independência da informação a disponibilizar. E os
limites estão, também, na legibilidade e aceitabilidade, adequação e
bondade dessa informação. Ou seja, os limites estão na qualidade da
informação. Só é legível e aceitável a informação entendível por qualquer
profissional de saúde ou qualquer cidadão. Só é adequada a informação
que não viole dados protegidos por lei ou dados clínicos que violem a
vida privada. Só é bondosa a informação que permite aos profissionais
de saúde e aos cidadãos opções informadas e esclarecidas.
1) 90% dos sistemas informáticos dos Serviços de Urgência e dos Serviços de Internamento das instituições hospitalares intercomunicam.
2) 100% das instituições prestadoras de cuidados de saúde têm plano
de contingência de recuperação das aplicações e dados/processo clínico
dos doentes em situações extremas (disaster recovery).
3) 100% das instituições prestadoras de cuidados de saúde têm de
garantir disponibilidade do sistemas de informação superior a 99,9%,
para garantir que não ocorram paragens de funcionamento.
4) 90% dos Agrupamentos de Centros de Saúde têm acesso às notas
de alta das entidades hospitalares de referência.
Executar ações de sensibilização e de informação ao cidadão
Realizar auditorias internas à transferência de informação nas
transições, transferências e altas dos doentes.
Integrar os sistemas informáticos internos das instituições
prestadoras de cuidados de saúde.
Assegurar a intercomunicação dos sistemas informáticos entre
as várias instituições prestadoras de cuidados de saúde.
Publicar norma sobre procedimentos seguros na transição de
A garantia da segurança cirúrgica é uma preocupação mundial.
A Organização Mundial da Saúde estima que, pelo menos, metade
dos incidentes decorrentes da prestação de cuidados de saúde ocorre
durante o ato cirúrgico, num universo em que o número de cirurgias
major, realizadas no mundo, é superior ao número de nascimentos.
Estima, ainda, que 50% das complicações associadas à prática cirúrgica
É no bloco operatório que parece constatar-se um dos ambientes de
trabalho mais complexos da prestação de cuidados de saúde.
A tecnologia sofisticada, de acordo com o procedimento cirúrgico a
realizar e a multidisciplinaridade a que obriga, constituída por anestesistas, cirurgiões, enfermeiros e outros técnicos, obriga a uma interação
perfeita num contexto de elevada complexidade.
Como a segurança cirúrgica não era reconhecida como um problema
de saúde pública e os sistemas de informação, quando existentes, não
Instituições prestadoras de cuidados de
saúde do Serviço Nacional de Saúde
e com ele convencionadas
Serviços Partilhados do Ministério da
permitiam monitorizar os procedimentos nem avaliar os resultados e,
ainda, como não existia padronização dos procedimentos de garantia da
segurança cirúrgica na maioria dos países, a Organização Mundial da
Saúde estabeleceu, em 2007, o projeto “Cirurgia Segura Salva Vidas”.
Este projeto pretende promover o compromisso político e a vontade
clínica para que a intervenção concertada, em questões determinantes
da segurança cirúrgica, seja concretizável. Pretende-se, desta forma,
e sistematicamente, melhorar a identificação correta do doente, do
procedimento e do local cirúrgico, implementar práticas anestésicas
universalmente aceites, prevenir a infeção do local cirúrgico e, de forma
abrangente, melhorar o trabalho em equipa e a comunicação entre os
elementos da equipa cirúrgica.
Neste âmbito, a Organização Mundial da Saúde identificou dez objetivos básicos para a segurança cirúrgica, concretizáveis através da
adoção de uma estratégia global, tornada visível pela adoção da Lista
de Verificação de Segurança Cirúrgica.
Esta Lista torna-se o meio agregador, através do qual a equipa cirúrgica pode validar, numa sequência de atividades, o modo de assegurar
cuidados seguros perioperatórios sistemáticos e, desta forma, minimi-
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zar os riscos de ocorrência de incidentes. Com a Lista de Verificação
de Segurança Cirúrgica, os profissionais podem, assim, determinar
um momento operacional onde se centram na execução da sua prática
É de referir que a Organização Mundial da Saúde identificou três
momentos-chave para a equipa utilizar a Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica: antes da indução da anestesia, antes da incisão da pele
e antes do doente sair da sala de operações.
A Organização Mundial de Saúde recomenda, ainda, que sejam estabelecidas e desenvolvidas rotinas de vigilância da capacidade cirúrgica,
do seu volume e dos seus resultados, monitorizando-se e avaliando-se
a segurança cirúrgica e indica um conjunto de estatísticas de nível básico, intermédio ou avançado, que podem ser adotadas de acordo com
a maturidade dos sistemas de informação existentes.
A Direção-Geral da Saúde emitiu normas que visam reforçar a adoção
das orientações da Organização Mundial de Saúde para a segurança
cirúrgica, como o padrão mínimo de qualidade clínica, disponibilizando
a Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica, o Índice de Apgar Cirúrgico, o Manual de Implementação da Lista de Verificação de Segurança
Cirúrgica e as Orientações para a Cirurgia Segura.
A Direção-Geral da Saúde recomendou, portanto, que os hospitais
devem desenvolver estratégias de dinamização, de melhoria do trabalho
em equipa e da comunicação das equipas cirúrgicas, devendo assegurar
a realização de auditorias internas de acompanhamento e avaliação.
No entanto, apesar do Serviço Nacional de Saúde não dispor, ainda,
de evidência robusta sobre o nível de segurança cirúrgica dos blocos
operatórios, pode constatar-se, pelo diagnóstico de situação realizado
no âmbito dos Planos de Atividades das Comissões da Qualidade e
Segurança para 2015, que a taxa de não conformidade da utilização
da lista de verificação de segurança cirúrgica nos hospitais é de cerca
Na verdade, os dados nacionais existentes, por não estarem agregados,
devido a constrangimentos informáticos, dificultam a caraterização
objetiva da realidade nacional, impossibilitando o retorno fidedigno
da informação aos Hospitais, Centros Hospitalares e Unidades Locais
Por outro lado, tem-se constatado uma baixa adesão a este projeto por
parte de alguns hospitais, o que reflete que não o têm encarado como uma
prioridade nacional. Refira-se, a título de exemplo, que no 1.º semestre
de 2014 apenas seis das 47 entidades hospitalares do Serviço Nacional de
Saúde com valências cirúrgicas e uma entidade convencionada enviaram,
à Direção-Geral da Saúde, relatório da monitorização da implementação
do projeto “Cirurgia Segura Salva Vidas”.
A monitorização e avaliação da implementação deste objetivo estratégico assenta em indicadores de processo e de resultado definidos
pelo Ministério da Saúde, sendo obrigatório, em todos os procedimentos
cirúrgicos, o registo da Lista de Verificação da Segurança Cirúrgica e
do Apgar Cirúrgico nos sistemas de informação locais.
Os hospitais devem, ainda, reportar semestralmente à Direção-Geral da
Saúde a taxa de não conformidade da utilização da Lista de Verificação
de Segurança Cirúrgica, a taxa de infeção do local cirúrgico, bem como
as taxas de incidentes cirúrgicos com dano, ou seja, aquelas relativas
às cirurgias realizadas ao lado cirúrgico errado, ao procedimento ou ao
doente errados, ou em que tenha ocorrido retenção de objetos estranhos
no local cirúrgico ou, ainda, em caso de morte intraoperatória.
A taxa de registo de utilização da Lista de Verificação de Segurança
Cirúrgica é um indicador da segurança cirúrgica que deve integrar,
sempre, os contratos programa das organizações hospitalares.
1) Utilizar em 95% das cirurgias a Lista de Verificação de Segurança
2) Reduzir a taxa de não conformidade da utilização da lista de verificação de segurança cirúrgica em 5% face ao ano anterior.
3) Reduzir anualmente em 1% a taxa de incidentes cirúrgicos inadmissíveis.
Disponibilizar o sistema de registo da Lista de Verificação de
Segurança Cirúrgica em todos os blocos operatórios.
Registar a utilização da Lista de Verificação de Segurança
Auditar, mensalmente, a utilização da Lista de Verificação
de Segurança Cirúrgica em, pelo menos, 10% do total de
cirurgias efetuadas no mês homólogo ao ano anterior.
Incluir a taxa de registo de utilização da Lista de Verificação
de Segurança Cirúrgica institucional nos contratos programa
AUMENTAR A SEGURANÇA NA UTILIZAÇÃO
A literatura internacional refere que 82% da população adulta toma,
pelo menos, um medicamento e 29% toma cinco ou mais medicamentos.
Estima-se, ainda, que ocorram, anualmente, inúmeras consultas em
serviços de urgência devido a incidentes relacionados com a medicação, com elevados custos financeiros decorrentes de incidentes com
A polimedicação é, portanto, uma realidade frequente na sociedade
dos nossos dias, resultado da presença de inúmeras comorbilidades
associadas à doença crónica, em especial no doente idoso.
O medicamento, apesar do fim a que se destina ser benéfico, pode
apresentar efeitos colaterais ou reações intermedicamentosas, existindo,
ainda, probabilidade acrescida de ocorrência de incidentes.
A Organização Mundial de Saúde estima que entre 8% e 10% dos
doentes internados em cuidados intensivos e cerca de 13% dos doentes
em ambulatório são vítimas de incidentes, devido a práticas pouco seguras na utilização da medicação, gerando encargos financeiros avultados
para os sistemas de saúde.
A abordagem internacional defendida para uma utilização segura
do medicamento exige uma diminuição da prevalência dos incidentes,
através da adoção de medidas estruturais e processuais de prevenção,
implicando mudanças organizacionais e comportamentais, quer dos
profissionais envolvidos e da população em geral, quer das instituições,
direta ou indiretamente, envolvidas.
De facto, pretende-se que o medicamento correto seja administrado ao
doente correto, na dose e vias corretas e à hora certa, e que os efeitos que
se verifiquem sejam os previstos, devendo o doente receber a informação
adequada e necessária sobre o medicamento e tratamento a efetuar.
Se por um lado as instituições prestadoras de cuidados de saúde devem adotar boas práticas relativamente à validação ou dupla-validação
de procedimentos, ao reforço da atenção na preparação e administração
de medicação, à correta documentação e à monitorização da terapêutica,
por outro, os cidadãos devem ser ativamente envolvidos na utilização da
medicação e os profissionais devem assegurar a reconciliação da terapêutica nos momentos de transferência e de transição de cuidados do doente.
As instituições devem implementar especificamente estratégias que
assegurem o uso seguro dos medicamentos de alto risco, ou seja, aqueles
medicamentos que têm um risco potencial de causar danos graves ou até
mesmo fatais no curso da sua utilização, bem como dos medicamentos
com nome ortográfico e/ou fonético e/ou aspeto semelhante, conhecidos
como medicamentos “Look-alike” e “Sound-alike” ou simplesmente
medicamentos LASA.
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Estimulando a adesão dos profissionais e cidadãos à notificação de
incidentes e de reações adversas a medicamentos, a instituição está
indiretamente a impulsionar a utilização segura da medicação.
Em Portugal, tanto os profissionais como o cidadão podem reportar,
em portais disponíveis online, as reações adversas a medicamentos (Portal RAM, disponível em www.infarmed.pt) e os incidentes (Notific@,
disponível em www.dgs.pt) que ocorram numa instituição de saúde e
que envolvam a medicação.
De acordo com os dados do sistema nacional de notificação de incidentes, 13% do total de incidentes notificados são incidentes de medicação.
Apesar de disponibilizada informação a profissionais de saúde e ao
cidadão sobre o medicamento e a sua correta utilização, é necessário
reforçar as orientações nacionais para as instituições prestadoras de
cuidados de saúde. Existe, ainda, a necessidade de garantir a adequada
comunicação entre os sistemas de informação, para que, nos momentos
das transições e transferências de cuidados, seja reforçada a comunicação eficaz de informação sobre a medicação do doente, apoiando o
profissional de saúde na reconciliação terapêutica.
A reconciliação terapêutica é um processo de verificação da lista
completa da medicação de cada doente, que deverá ser realizada sempre
que existe uma nova prescrição de medicação, através da confrontação da
prescrição atual de medicamentos face à já existente. Sempre que houver
discrepâncias, estas devem ser discutidas entre os médicos prescritores,
de forma que seja selecionada a medicação mais adequada à situação
clínica do doente. Todas as alterações efetuadas devem ser devidamente
registadas no processo do doente.
A Organização Mundial da Saúde recomenda a reconciliação terapêutica nas admissões, nas transferências entre serviços e nas altas,
ou seja, nestes momentos, a lista completa da medicação do doente,
com denominação, dose, frequência e via de administração, deve ser
sempre revista.
A reconciliação terapêutica permite reduzir a omissão, a duplicação
ou a prescrição incorreta de medicação nas transições e transferências
de cuidados e, reduzir, assim, os incidentes com medicação.
As instituições prestadoras de cuidados de saúde, para além de implementarem as boas práticas emanadas pela Direção-Geral da Saúde,
devem, igualmente, assegurar auditorias internas aos procedimentos,
reportando periodicamente à Direção-Geral da Saúde, os resultados
Neste objetivo estratégico, os responsáveis locais pela segurança na
utilização da medicação são as direções clínicas, os conselhos clínicos
e de saúde, as comissões da qualidade e segurança, os médicos, os
enfermeiros, os farmacêuticos, os técnicos de farmácia, os assistentes
operacionais e, ainda, o doente e o cuidador.
1) 90% das instituições prestadoras de cuidados de saúde implementou práticas seguras de medicação de acordo com os normativos
2) Reduzir 50% em cada ano, face ao ano anterior, o número de
ocorrências relacionadas com erro de medicação nas instituições do
Serviço Nacional de Saúde ou com ele convencionado.
Publicar normas sobre práticas seguras da medicação . . . . .
Desenvolver sistema de informação para a reconciliação terapêutica das instituições do Serviço Nacional de Saúde.
Implementar a intercomunicação entre o Portal das Reações
Adversas a Medicamentos e o Notific@.
Implementar práticas seguras no âmbito dos medicamentos com
nome ortográfico, fonético ou aspeto semelhantes.
Implementar práticas seguras no âmbito dos medicamentos
ASSEGURAR A IDENTIFICAÇÃO INEQUÍVOCA
O elevado número de doentes e de profissionais da saúde envolvidos
na prestação de cuidados de saúde e a necessidade de resposta imediata
às situações agudas ou de crise, como as de urgência ou emergência,
potenciam a probabilidade de ocorrência de incidentes relacionados com
a identificação dos doentes.
A literatura internacional e os sistemas de notificação de incidentes de
segurança atestam que a identificação incorreta do doente pode resultar
na troca de tratamentos invasivos ou potencialmente perigosos, como são
exemplos a troca de medicação, de transfusões de sangue, de análises
clínicas e de intervenções cirúrgicas.
De facto, nos serviços prestadores de cuidados de saúde, a identidade
dos doentes deve ser sempre confirmada através de dados fidedignos,
como é o caso do nome, da data de nascimento e do número único de
processo clínico na instituição, sendo prática segura o recurso a, pelo
menos, dois destes dados. O número do quarto ou da cama de um
Assegurar informatização de sistema de alertas para reações
Direção-Geral da Saúde Serviços Partilhados do Ministério da Saúde
Direção-Geral da Saúde INFARMED
Serviços Partilhados do Ministério
e com ele convencionado
Saúde INFARMED
doente internado não pode ser considerado um dado de identificação
A identificação inequívoca do doente deve, sempre, ocorrer antes de
qualquer intervenção, quer ela diga respeito ao diagnóstico, ao tratamento
ou à prestação de serviços de apoio. Mas a identificação inequívoca do
doente deve ir mais longe e assegurar, igualmente, a correta correspondência da intervenção a realizar com o doente. Deve ocorrer, por
exemplo, antes da realização de exames radiológicos, da administração
de medicamentos, sangue ou componentes do sangue, antes da colheita
de sangue ou de outros espécimes para análise, antes de tratamentos
oncológicos ou de qualquer ato cirúrgico, bem como antes da prestação
de um serviço de apoio, como é o caso de servir uma refeição. Assim,
deve também ser verificada a correta correspondência do doente com
a rotulagem de medicamentos, recipientes e meios complementares de
Quando a instituição prestadora de cuidados de saúde utiliza a pulseira
como meio de identificação do doente, esta deve ser consultada antes de
qualquer procedimento, sendo necessário que haja uma validação dos
dados do doente aí inscritos antes da sua colocação.
3882-(7)
Quanto mais graves puderem vir a ser as consequências para o doente
relativamente a uma identificação equívoca, mais normalizados devem
ser os procedimentos internos a realizar. Por exemplo, nas transfusões
de sangue, deve ser verificada tanto a dispensa correta de sangue com
a requisição do doente, como a correspondência do tipo de sangue com
o do doente. Além disso, a verificação do procedimento deve ser realizada por duas pessoas ou então utilizar-se um sistema informático que
assegure a correta identificação através da leitura de códigos de barras
no dispositivo eletrónico de identificação do doente.
A prestação segura de cuidados de saúde fica comprometida caso
a identificação correta do doente ou a correspondência deste ao ato
a que é submetido não sejam devidamente realizados. Por esta razão,
várias têm sido as organizações internacionais a apelarem para que os
países desenvolvam estratégias que minimizem os riscos inerentes à
A Organização Mundial de Saúde recomenda que sejam adotadas
estratégias nacionais que promovam a normalização de boas práticas
nesta área, nomeadamente a utilização de sistemas com códigos de barras
ou utilização de pulseiras de identificação de doentes e, ainda, que seja
providenciada informação e formação específica tanto aos profissionais
de saúde, como ao cidadão em geral.
As instituições devem implementar e auditar com regularidade as
boas práticas e os protocolos internos que assegurem a identificação
inequívoca do doente e a verificação entre a identificação do doente e
o procedimento a realizar.
No âmbito do diagnóstico de situação realizado nos Planos de Atividades das Comissões da Qualidade e Segurança para 2015, verificou-se que
as entidades prestadoras de cuidados de saúde realizam, em média, 8 auditorias internas/ano às práticas de identificação inequívoca do doente.
Por outro lado, é fundamental que existam notificações dos incidentes
que ocorram na instituição e que esta seja capaz de responder de forma
rápida e estruturada por forma a evitar a sua repetição. Devem ainda
ser elaborados ou revistos com regularidade, os procedimentos internos
relativos à identificação do doente nos processos de passagem de turno,
transferência ou altas dos doentes.
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde recomendou às instituições
prestadoras de cuidados de saúde os mecanismos e procedimentos a
adotar para a identificação inequívoca dos doentes. Para que esta prática
seja implementada de forma generalizada a nível nacional é necessário
que sejam empreendidas as seguintes ações:
95% das instituições prestadoras de cuidados de saúde implementaram
práticas seguras da identificação dos doentes.
Na persecução desta meta, devem ser desenvolvidas as seguintes
Implementar práticas seguras no âmbito da verificação entre a
identificação do doente e o procedimento a realizar.
Auditar, semestralmente, a validação prévia entre a identificação do doente e a colheita de sangue ou outros espécimes para análise e a identificação correta do doente na
Auditar, semestralmente, a validação prévia entre a identificação do doente e a administração de sangue e seus componentes e a identificação correta do doente na rotulagem.
Auditar, semestralmente, a validação prévia entre a identificação do doente e a administração de medicamentos.
Auditar, semestralmente, a validação prévia entre a identificação do doente e a administração de tratamentos oncológicos.
PREVENIR A OCORRÊNCIA DE QUEDAS
As quedas ocorrem devido à perda de equilíbrio ou à incapacidade
em recuperá-lo. Ocorrem em todas as faixas etárias, contudo, é na população mais idosa que a prevalência do risco de queda e os danos daí
resultantes têm sido maiores.
As quedas estão na origem de uma significativa morbilidade ou mortalidade, sendo uma das principais causas de internamento hospitalar. O
seu impacto pode ser enorme e com consequências pessoais, familiares
e sociais, para além das implicações financeiras para os serviços de
As quedas representam, portanto, um grave problema de saúde pública
e requerem, na maioria das vezes, cuidados médicos. A literatura internacional refere que as quedas são a causa subjacente de cerca de 10 a 15%
de todos os episódios que acorrem aos serviços de urgência. A maioria
dos diagnósticos relacionados com quedas nas admissões hospitalares são
as fraturas da anca, os traumatismos cranianos e as lesões dos membros
superiores. Estima-se, ainda, que a estadia hospitalar varie entre quatro
a 15 dias e que cerca de 20% da população idosa com fratura da anca
provocada por uma queda, morra após um ano.
As quedas têm, assim, um pesado impacto económico nas famílias,
na comunidade e na sociedade. O seu impacte financeiro nos sistemas
de saúde está a aumentar em todo o mundo. Em 2006, estimava-se
que o custo médio por cada episódio de queda com dano, envolvendo
uma pessoa com idade igual ou superior a 65 anos, era de cerca de 2
As quedas podem, também, originar estados de dependência, perda
de autonomia, confusão, imobilização e depressão, que conduzem a
restrições variadas nas atividades do dia-a-dia.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, entre 28 a 35% da
população com idade igual ou superior a 65 anos de idade sofre uma
queda todos os anos, aumentando esta prevalência para 32 a 42% na
população com idade superior a 70 anos de idade. Refere, ainda, que
a prevalência de quedas na população residente em lares é superior
àquela que vive na comunidade. Entre 30 a 50% da população residente
em instituições de cuidados continuados de longa duração sofre uma
queda por ano e cerca de 40% experiencia mais do que uma queda.
Em Portugal, de acordo com os dados do sistema nacional de notificação de incidentes, 21% do total de incidentes notificados são incidentes
relacionados com quedas.
Ainda segundo a Organização Mundial da Saúde, os fatores de risco
associados às quedas podem ser multifatoriais e refletem a multiplicidade de determinantes da saúde que, direta ou indiretamente, afetam o bem-estar. Estes fatores podem ser biológicos, como é o caso
da idade e condições de saúde agudas ou crónicas, comportamentais,
socioeconómicos, como é o caso do isolamento social, fraca rede de
apoio social, baixos rendimentos e, por último, ambientais, como é o
caso, nomeadamente, dos perigos existentes no ambiente envolvente,
na inexistência de estruturas de apoio à mobilidade ou nas barreiras à
mobilidade no espaço físico.
Quantos mais fatores de risco uma pessoa tiver, maior é o risco de
queda. Alguns fatores de risco podem ser alterados, mas nem todos
podem ser eliminados.
O envelhecimento da população é uma realidade nacional, o que faz
prever que esta problemática se venha a acentuar.
A estratégia de intervenção que deve ser adotada consiste na prevenção
de quedas, designadamente na avaliação e monitorização do risco da
sua ocorrência, investindo-se, assim, na melhoria da qualidade de vida
dos doentes e, simultaneamente, na redução dos custos para a sociedade
em geral e o sistema de saúde em particular.
3882-(8)
A prevenção de quedas deve incluir a avaliação dos fatores de
risco multifatoriais, a comunicação e a educação sobre o risco de
quedas, a implementação de medidas ou ações preventivas e/ou corretoras do ponto de vista institucional e a execução de intervenções
De facto, deve haver uma avaliação dos fatores de risco de todos os
cidadãos no momento de entrada em serviços prestadores de cuidados de
saúde, sempre que seja clinicamente indicado, após qualquer alteração
notória dos fatores de risco e após uma queda. É, também, necessário
que o resultado dessa avaliação seja comunicado à própria pessoa, à
família e à equipa prestadora de cuidados de saúde e que os doentes
sejam educados/habilitados sobre as melhores ações/estratégias a serem
implementadas na prevenção das quedas. As ações preventivas devem
ser asseguradas sempre que ocorra transferência do doente para outro
local de permanência, seja outro serviço, outra instituição ou a sua
As instituições prestadoras de cuidados de saúde devem desenvolver
planos para a gestão da prevenção das quedas, investigar as causas das
que ocorrem na instituição e realizar auditorias internas regulares, para
identificar os fatores contribuintes e prevenir a recorrência das mesmas.
As intervenções individualizadas devem ser realizadas em relação aos
doentes com maior risco de quedas.
Em Portugal, não existe uma política nacional consensualizada de
intervenção nesta matéria, realidade esta que urge rapidamente mudar.
A Direção-Geral da Saúde deve emitir orientações nacionais nesta área
e as instituições prestadoras de cuidados de saúde devem implementálas de forma sistemática e reportar com regularidade a monitorização
dessa implementação.
1) 95% das instituições prestadoras de cuidados de saúde implementaram práticas para a prevenção e redução da ocorrência
de quedas.
quedas nas instituições do Serviço Nacional de Saúde ou com ele convencionado.
Publicar norma sobre a prevenção e redução da ocorrência
Implementar estratégia de intervenção para a prevenção e
Auditar, semestralmente, as práticas para a prevenção e redução
PREVENIR A OCORRÊNCIA DE ÚLCERAS DE PRESSÃO
As úlceras de pressão são um problema de saúde pública mundial e
um indicador da qualidade dos cuidados prestados.
As úlceras de pressão, em particular, e as feridas crónicas, em geral,
causam sofrimento, aumentam a prevalência de infeções, diminuem
a qualidade de vida dos doentes e dos seus cuidadores podendo, em
situações extremas, levar à morte.
Para além do impacto na qualidade de vida das pessoas, as úlceras
de pressão estão na origem do aumento de dias de internamento e de
readmissões hospitalares e, por conseguinte, do aumento dos encargos
As úlceras de pressão podem ocorrer não só em doentes geriátricos,
mas em todos os doentes com algum ou todos os fatores de risco associados. Estes fatores não se limitam à imobilidade, frequentemente
associada à permanência numa cama hospitalar, mas incluem fatores
como o estado nutricional, a integridade da pele, a idade e o nível de
oxigenação do sangue. Uma úlcera de pressão pode começar a desenvolver-se em qualquer contexto assistencial, incluindo num bloco operatório
ou numa unidade de cuidados intensivos.
Apesar da evidência internacional indicar que cerca de 95% das úlceras de pressão são evitáveis através da identificação precoce do grau de
risco, é reconhecido que a utilização dessas práticas não é sistemática
nas unidades prestadoras de cuidados de saúde.
De acordo com o International Pressure Ulcer Prevalence Survey
realizado em 2011, um em cada dez doentes em hospital de agudos
desenvolve uma úlcera de pressão. Em unidades de cuidados continuados, o risco aumenta para cerca de um em cada quatro doentes. Neste
estudo, a taxa de prevalência global de úlceras de pressão foi de 10,8%
e a taxa de prevalência de úlceras associadas aos cuidados de saúde
hospitalares foi de 4,5%. Em unidades de cuidados continuados a taxa
de prevalência foi de 8,4%. Verificou-se, igualmente, que em doentes
com idade igual ou superior a 80 anos de idade, a taxa de prevalência
de úlceras adquiridas em hospital ascendeu a 7,3%, e nos doentes com
idade igual ou superior a 90 anos, ascendeu para 9,6%.
De acordo com o National Pressure Ulcer Advisory Panel, verifica-se
uma variação entre os 400 euros e os 56 mil euros por tratamento de
úlcera. Estes custos não incluem, contudo, os custos humanos relativos à
dor, à debilidade, à baixa qualidade de vida e, inclusivamente, à própria
ameaça de vida.
A prevenção de úlceras de pressão é um desafio organizacional, pois
requer uma abordagem interdisciplinar e adaptada ao risco específico de
cada doente, sendo, também, necessário existir uma cultura organizacional que promova o trabalho em equipa e a comunicação eficaz.
De facto, as instituições prestadoras de cuidados de saúde devem
ter sistemas e estruturas de governação para a prevenção e a gestão de
úlceras de pressão, designadamente, a implementação de procedimentos e protocolos baseados na melhor evidência e a avaliação do risco
e sistemas de notificação para identificar, investigar e atuar com prontidão para reduzir a frequência e a severidade das úlceras de pressão.
As instituições devem, igualmente, implementar planos de gestão do
tratamento da úlcera de pressão e de comunicação/educação ao doente
e ao cuidador.
A identificação de fatores de risco deve realizar-se utilizando um
dos instrumentos de avaliação recomendados pelas entidades internacionais, como é o caso, entre outras, da escala de Braden e da escala
A regularidade da avaliação da pele está relacionada com o risco
de desenvolvimento de úlceras de pressão no momento da admissão
na instituição prestadora de cuidados de saúde, durante a sua estadia e
ainda antes da alta.
O risco de desenvolver uma úlcera de pressão deve estar devidamente registado no processo clínico do doente, assim como o seu tratamento.
A informação clínica transmitida nos momentos das mudanças de
turno, transferências de cuidados e altas deve ser, regular e internamente, auditada.
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde emitiu, em 2011, orientações
sobre a avaliação do risco de desenvolvimento de úlcera de pressão nos
doentes, em todos os contextos assistenciais, tendo disponibilizado,
para o efeito, a Escala de Braden: Versão Adulto e Pediátrica (Braden
Q), bem como os respetivos critérios de avaliação do risco no adulto
e na criança.
É necessário que as instituições realizem, de forma sistemática, a
avaliação do risco, a prevenção e o tratamento das úlceras de pressão, de
acordo com a realidade institucional, e que realizem auditorias internas
para assegurar a melhoria contínua destas práticas. Os resultados destas
auditorias devem ser reportados à Direção-Geral da Saúde, que deve
proceder à revisão das orientações nacionais em vigor.
1) 95% das instituições prestadoras de cuidados de saúde implementaram práticas para avaliar, prevenir e tratar úlceras de pressão.
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2) Reduzir em 50% face a 2014 o número de úlceras de pressão adquiridas
nas instituições do Serviço Nacional de Saúde ou com ele convencionado.
Publicar Norma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Implementar práticas para avaliar, prevenir e tratar úlceras
Neste sentido, a Direção-Geral da Saúde tem vindo a desenvolver
várias iniciativas de promoção do sistema nacional de notificação de incidentes, lançado em 2012, através da publicação de normas e orientações,
de manuais de apoio para os profissionais de saúde e para o cidadão e
publicação de newsletters com reporte do progresso do sistema.
O sistema de notificação de incidentes de segurança é designado,
atualmente, por “notific@”, tendo sido requalificado em 2014, através da integração de melhorias na sua estrutura e na organização de
O apoio à notificação por parte dos dirigentes das instituições prestadoras de cuidados de saúde, reforçando o propósito da aprendizagem
organizacional com os incidentes em detrimento da identificação da
autoria desses incidentes, é fundamental para aumentar a segurança
dos doentes. Só assim cada instituição pode desenhar um plano interno
dos riscos clínicos e não clínicos existentes que permita implementar
medidas preventivas de ocorrência de incidentes de segurança.
Do mesmo modo, é fundamental que seja dada informação de retorno
ao notificador sobre a análise da notificação realizada e a descrição
da implementação das respetivas medidas corretoras levadas a cabo,
para que a causa que motivou o incidente não se volte a repetir. Estas
medidas, por uma questão de transparência e de aumento de confiança
nos serviços de saúde, devem ter visibilidade pública.
ASSEGURAR A PRÁTICA SISTEMÁTICA DE NOTIFICAÇÃO,
ANÁLISE E PREVENÇÃO DE INCIDENTES
A Organização Mundial de Saúde e a Comissão Europeia recomendam
aos Estados Membros o desenvolvimento de sistemas de notificação de
incidentes de segurança, independentes dos sistemas de reclamações e
ou disciplinares, que promovam a aprendizagem com o erro e a consequente implementação de ações de melhoria. Recomendam, ainda,
que seja garantida a confidencialidade ao notificador e o anonimato da
informação notificada e reportada.
A notificação de incidentes de segurança é considerada como uma
das ferramentas para identificar os riscos, perigos e vulnerabilidades de
uma organização, sendo a que melhor possibilita a partilha de aprendizagens com o erro.
Contudo, outras estratégias, como reuniões com profissionais de
saúde ou com os doentes e familiares, a análise de registos clínicos, as
auditorias internas e os sistemas de alertas de segurança, entre outras
iniciativas, devem ser estabelecidas para que as vulnerabilidades da
instituição, que poderão dar origem a incidentes de segurança, possam
ser proativamente identificadas e minimizadas.
A subnotificação de incidentes de segurança é uma realidade internacional, sendo, portanto, necessário melhorar, nas instituições prestadoras
de cuidados, o nível da cultura de notificação e de aprendizagem com
A Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde determina a criação
de “um sistema nacional de notificação de incidentes, não punitivo mas,
antes, educativo na procura da aprendizagem com o erro”.
Promover a adesão dos profissionais à notificação de incidentes
no Notific@.
Analisar as causas dos incidentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Implementar medidas preventivas de recorrência de incidentes
Auditar, semestralmente, as práticas realizadas na análise de
PREVENIR E CONTROLAR AS INFEÇÕES
E AS RESISTÊNCIAS AOS ANTIMICROBIANOS
As infeções associadas aos cuidados de saúde dificultam o tratamento
adequado do doente e são causa de significativa morbilidade e mortalidade, bem como de consumo acrescido de recursos hospitalares e
comunitários. No entanto, cerca de um terço são, seguramente, evitáveis.
O controlo das infeções associadas aos cuidados de saúde está associado à prevenção da resistência aos antimicrobianos. Os antimicrobianos
revolucionaram, a partir da década de 40, o tratamento dos doentes
com infeções, contribuindo, significativamente, para a redução da mortalidade. Contudo, o seu uso maciço, e frequentemente inadequado,
promoveu a emergência e seleção de bactérias resistentes e multirresistentes, existindo evidência de associação, consistente e estatisticamente
relevante, entre o nível de consumo de classes específicas de antibióticos
e a resistência bacteriana a essas mesmas classes. É crescente, a nível
mundial, a resistência aos antimicrobianos, existindo bactérias apenas
suscetíveis a poucos antibióticos e, como tal, causadoras de infeções de
tratamento extremamente difícil.
Assim, o antibiótico, essencial para a realização, em segurança, de
muitas intervenções e processos de saúde e determinante do aumento da
esperança de vida verificado na segunda metade do século XX, passou a
estar ameaçado de perda de eficácia. Há que reduzir a pressão antibiótica,
prevenindo todas as infeções evitáveis, não usando antibióticos quando
não existe infeção bacteriana e reduzindo a duração da terapêutica ao
mínimo indispensável para curar a infeção e evitar a recidiva.
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De acordo com os dados de vigilância epidemiológica da European
Antimicrobial Resistance Surveillance Network (EARS-Net), Portugal
apresenta uma taxa elevada de resistência bacteriana aos antimicrobianos,
e encontra-se também entre os países europeus com a taxa mais elevada
de Staphylococcus aureus resistente à meticilina, de Enterococcus faecium resistente à vancomicina e de Acinetobacter com resistência combinada a antimicrobianos. Nos países do leste e sul da Europa, incluindo
Portugal, é crescente a resistência de Klebsiella spp a cefalosporinas de
terceira geração e de Escherichia coli a quinolonas.
A taxa de Enterobacteriaceae resistente a carbapenemes é ainda baixa
em Portugal, mas preocupantemente crescente, como decorre dos dados
da EARS-Net e também do estudo de prevalência 2011-2012.
De acordo com os dados do diagnóstico de situação realizado nos
2015, verifica-se, em 2014, uma percentagem média nacional de doentes
com colonização ou infeção por microrganismo problema ou alerta de
cerca de 1,3%.
Portugal apresenta evidentes dismorfias no que diz respeito ao consumo de antimicrobianos, designadamente um consumo excessivo de
quinolonas na comunidade, um elevado consumo hospitalar de carbapenemes, uma excessiva duração da profilaxia antibiótica cirúrgica
e, provavelmente, uma excessiva prescrição e duração de terapêutica
A taxa de infeção hospitalar em Portugal é mais elevada do que a
média europeia e há infeções do local cirúrgico, como a cesariana e a
infeção do local cirúrgico associada a cirurgia da vesícula biliar que
apresentam tendência crescente.
A taxa de infeção e o uso de antimicrobianos em unidades de cuidados
continuados são elevados, nomeadamente a taxa de infeção e o uso de
antibióticos associados a lesões da pele e tecidos moles e à presunção
do diagnóstico de infeção urinária.
A adesão dos hospitais portugueses à vigilância epidemiológica de
infeção associada a cuidados de saúde é ainda pouco significativa, sobretudo em termos de vigilância de infeção do local cirúrgico.
Na realidade, controlo de infeção e prevenção de resistências aos
antimicrobianos são duas faces da mesma moeda, com estratégias de
intervenção comuns e/ou complementares, o que justificou, em 2013, a
fusão do programa da prevenção e do controlo das infeções associadas
aos cuidados de saúde e do programa da prevenção das resistências aos
antibióticos, no Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos, conforme Despacho do Secretário de Estado
Adjunto do Ministro da Saúde n.º 2902/2013, de 22 de fevereiro.
Os objetivos gerais deste Programa prioritário são a redução da taxa
de infeção associada aos cuidados de saúde, a promoção do uso correto
de antimicrobianos e a diminuição da taxa de microrganismos com
resistência a antimicrobianos, objetivos estes que decorrem das recomendações dos organismos internacionais de referência, como é o caso
da Organização Mundial de Saúde e do Centro Europeu de Prevenção
e Controlo das Doenças. O Despacho n.º 15423/2013, do Secretário
de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, vem determinar a estrutura
orgânica deste Programa, a nível central, regional e local, bem como as
respetivas competências, expressando a estratégia global de intervenção
que visa envolver os vários níveis de prestação.
Das estratégias específicas de intervenção adotadas pelo Programa
destacam-se a informação/educação dos profissionais e cidadãos, a vigilância epidemiológica das infeções, da resistência aos antimicrobianos
e do consumo de antibióticos e a normalização das estruturas e dos procedimentos e práticas clínicas. Neste âmbito, têm sido publicadas, pela
Direção-Geral da Saúde, várias Normas e Orientações, nomeadamente
sobre vigilância epidemiológica das resistências aos antimicrobianos,
sobre a duração da terapêutica antibiótica, sobre a prevenção da infeção
do local cirúrgico e sobre precauções básicas do controlo da infeção.
Monitorizar as infeções associadas a cuidados de saúde, o consumo de antibióticos em ambulatório e em meio hospitalar
e a resistência a antibióticos.
Reportar anualmente à Direção-Geral da Saúde os resultados
das monitorizações realizadas.
Programa de Prevenção e Controlo de
Infeção e Resistência aos Antimicrobianos
208415077
Aviso n.º 1572-A/2015
Nos termos e para os efeitos do artigo 30.º da Portaria n.º 83-A/2009,
de 22 de janeiro, alterada e republicada pela Portaria n.º 145-A/2011,
de 6 de abril, informam-se os candidatos aos procedimentos concursais
publicados através do aviso n.º 11565/2014, no D.R., 2.ª série, n.º 201,
de 17 de outubro (Ref.as 2014/G1 a 2014/G10), que foram notificados
por e-mail das deliberações do júri na fase de audiência de interessados,
nos termos do Código do Procedimento Administrativo, estando as
listas definitivas de candidatos admitidos e excluídos publicitadas em
www.ina.pt/acss.
Mais se informa que os candidatos admitidos foram notificados para
a realização do método de seleção prova de conhecimentos.
9 de fevereiro de 2015. — O Presidente do Conselho Diretivo, Rui
Santos Ivo.
208428312
PPT - Evangelismo
A crise de confiança nos Cuidados de Saúde - APASD
Microsoft Word - Caso_Clínico_2ª_AulaPrática 2008
Medicina amanhã: a técnica ao serviço das pessoas
O direito dos doentes a cuidados de saúde
mensagem do papa francisco para o xxii dia