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Timestamp: 2019-07-15 18:48:54+00:00
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Matched Legal Cases: ['artigo 88', 'artigo 92', 'artigo 20', 'Artigo 1', 'artigo 2', 'Artigo 2', 'Artigo 3', 'Artigo 4', 'Artigo 5', 'Artigo 6', 'Artigo 7', 'artigo 18', 'Artigo 8', 'Artigo 9', 'artigo 18', 'artigo 8', 'artigo 8', 'Artigo 10', 'Artigo 11', 'Artigo 12', 'artigo 21', 'Artigo 13', 'Artigo 14', 'Artigo 15', 'Artigo 16', 'Artigo 17', 'Artigo 18', 'Artigo 19', 'artigo 21', 'artigo 18', 'Artigo 20', 'artigo 18', 'artigo 19', 'Artigo 21', 'artigo 25', 'Artigo 1', 'Artigo 200', 'ARTIGO 1']

Ministério da Família e Promoção da Mulher - PDF
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Vítor Gabriel di Castro Brezinski
1 Ministério da Família e Promoção da Mulher Decreto Executivo n.º 23/07 de 25 de Junho Considerando que o Protocolo Facultativo à Convenção das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres foi adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas na sua 28. Sessão Plenária de 6 de Outubro de 1999; Considerando que a República de Angola como Estado Membro das Nações Unidas tem o dever, em conformidade com os instrumentos jurídicos internacionais, de adoptar e implementar mecanismos que defendem todas as formas de discriminação contra as mulheres; Havendo necessidade de contribuir para a igualdade em dignidade e direitos, entre os seres humanos, a fim de alcançar um mundo sem discriminação; Nestes termos, ao abrigo das disposições combinadas da alínea k) do artigo 88. e do n. 6 do artigo 92. ambos da Lei Constitucional, a Assembleia Nacional emite a seguinte resolução: 1. É aprovado, para adesão, o Protocolo Facultativo à Convenção das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres, anexo à presente resolução e que dela é parte integrante. 2. A presente resolução entra em vigor à data da sua publicação. Página 1/9
2 PROTOCOLO FACULTATIVO À CONVENÇÃO SOBRE A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA AS MULHERES Resolução 54/4 adoptada pela Assembleia Geral A Assembleia Geral, reafirmando a Declaração e o Programa de Acção de Vienna assim como a Declaração e o Programa de Acção de Beijing; Lembrando que a Plataforma de Acção de Beijing, de acordo com a Declaração e Programa de Acção de Vienna, apoiou o processo iniciado pela Comissão da Condição da Mulher com vista à elaboração do projecto do Protocolo Facultativo à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres, que poderia entrar em vigor tão cedo quanto possível através do procedimento de direito à petição; Notando que a Plataforma de Acção de Beijing apela também aos Estados que ainda não ratificaram nem aderiram à Convenção que o façam o mais cedo possível para que a ratificação universal da Convenção seja alcançada até ao ano 2000: 1. Adopta e abre à assinatura, à ratificação ou à adesão o Protocolo Facultativo à Convenção, cujo texto figura em anexo à presente resolução. 2. Convida os Estados que já tenham assinado, ratificado ou aderido à Convenção a assinar e ratificar ou aderir ao Protocolo o mais cedo possível. 3. Sublinha que os Estados Partes ao Protocolo devem engajar-se a respeitar os direitos e procedimentos estabelecidos pelo Protocolo e cooperar com o Comité sobre a Eliminação da Discriminação Contra as Mulheres em todos os níveis do processo do Protocolo. 4. Sublinha também que, no cumprimento do seu mandato e das funções que assumirá em função do Protocolo, o Comité deve continuar a ser guiado pelos princípios de não selectividade, imparcialidade e objectividade. 5. Solicita ao Comité a realizar reuniões para exercer as funções previstas pelo Protocolo depois da sua entrada em vigor, para além das reuniões realizadas de acordo com o artigo 20. º da Convenção; a duração de tais reuniões será determinada e, se necessário, revista por uma reunião de Estados Partes ao Protocolo, sujeita à aprovação da Assembleia Geral. 6. Solicita ao Secretário Geral para pôr à disposição do Comité o pessoal e os locais necessários à efectiva performance das funções do Comité do Protocolo depois da sua entrada em vigor. 7. Solicita também ao Secretário Geral que inclua a informação sobre o estatuto do Protocolo nos seus relatórios regulares submetidos à Assembleia Geral sobre o Estado Página 2/9
3 da Convenção. ANEXO Os Estados Partes ao presente Protocolo: Notando que a Carta das Nações Unidas reafirma a fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e valor da pessoa humana e na igualdade de direitos entre homens e mulheres; Notando também que a Declaração Universal dos Direitos Humanos proclama que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos e queestão intitulados a todos os direitos e liberdades nela estabelecidos sem distinção de qualquer espécie, incluindo a distinção com base no sexo; Lembrando que os Pactos Internacionais sobre os Direitos Humanos bem como outros instrumentos internacionais sobre os direitos humanos proíbem a discriminação com base no sexo; Lembrando a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres («A Convenção»), na qual os Estados Partes condenam a discriminação contra as mulheres em todas as suas formas e concordaram em prosseguir por todos os meios apropriados e sem demora uma política para eliminar a discriminação contra as mulheres. Reafirmando a sua determinação em assegurar o pleno exercício e gozo igual pelas mulheres de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais e tomar medidas efectivas para prevenir as violações desses direitos e liberdades, concordaram o seguinte: Artigo 1.º Todo o Estado Parte ao presente protocolo («Estado Parte») reconhece a competência do Comité sobre a Eliminação da Discriminação Contra as Mulheres («O Comité») para receber e considerar as comunicações submetidas de acordo com o artigo 2.º Artigo 2.º As comunicações devem ser submetidas por particulares ou em nome de particulares ou grupos de particulares, sob jurisdição de um Estado Parte, que reclamem serem vítimas de uma violação por esse Estado de um dos direitos estabelecidos na Convenção. Uma comunicação não pode ser apresentada em nome de particulares ou grupos de particulares sem o seu consentimento, a menos que o autor não possa justificar que ele age em seu nome sem consentimento prévio. Página 3/9
4 Artigo 3.º As comunicações devem ser dirigidas por escrito e não podem ser anónimas. Nenhuma comunicação deve ser recebida pelo Comité, caso se trate de um Estado Parte à Convenção que não seja parte ao presente Protocolo. Artigo 4.º 1. O Comité não examinará nenhuma comunicação a não ser que tenha a certeza de que se tenham esgotado todas as tentativas locais no sentido da adopção de medidas correctivas e a não ser que a aplicação dessas medidas seja imoderadamen te prolongada ou que não produza nenhum revezamento. 2. O Comité deverá declarar inadmissíveis todas as comunicações quando: a) o mesmo assunto já tenha sido examinado pelo Comité ou que seja sujeito à um processo de investigação internacional ou acordo; b) quando é incompatível com as disposições da Convenção; c) é manifestamente infundada ou insuficientemente comprovada; d) constitui um abuso ao direito de submeter a comunicação; e) caso os factos, que são objecto da comunicação, ocorram antes da entrada em vigor do presente Protocolo do Estado Parte interessado, a menos que esses factos não persistam após à data. Artigo 5.º 1. Após a recepção duma comunicação, e antes da tomada de qualquer decisão, o Comité poderá, a qualquer momento, transmitir ao Estado Parte interessado, para consideração urgente, um pedido para que o Estado Parte tome tais medidas interinas se for o caso, para evitar possíveis danos à vítima ou vítimas da alegada violação. 2. Quando o Comité exerce a sua discrição de acordo com o parágrafo 1 do presente artigo, isto não implica a sua decisão de admissibilidade ou aos méritos da comunicação. Página 4/9
5 Artigo 6.º 1. Salvo se o Comité considerar a comunicação inaceitável, sem referência ao Estado Parte interessado, e contando que o particular ou particulares permitam a autorização da revelação da sua identidade à esse Estado Parte, o Comité manterá a confidencialidade de qualquer comunicação apresentada ao abrigo do presente Protocolo. 2. O Estado Parte interessado apresentará por escrito, no prazo de seis meses ao Comité, esclarecimentos escritos ou exposições clarificando a questão e a medida, caso exista, que tenha sido estipulada por esse Estado Parte. Artigo 7.º 1. O Comité examinará as comunicações recebidas ao abrigo do presente Protocolo à luz de toda a informação enviada em nome de particulares, grupo de particulares ou em seu nome e por qualquer Estado Parte interessado, desde que essa informação seja transmitida às partes interessadas. 2. O Comité reunirá à porta fechada na altura da análise das comunicações ao abrigo do presente Protocolo. 3. Após a análise da comunicação, o Comité apresentará o seu ponto de vista sobre as comunicações, bem como as suas recomendações, caso existam, às partes interessadas. 4. O Estado Parte considerará os pontos de vista docomité, assim como as suas recomendações, caso existam, e submeterá ao Comité a resposta por escrito no prazo de seis meses, incluindo informações ou qualquer acção tomada à luz os pontos de vista e das recomendações do Comité. 5. O Comité pode convidar o Estado Parte a submeter informações adicionais sobre qualquer medida, caso haja, que o Estado Parte tenha tomado em resposta às suas opiniões e recomendações consideradas apropriadas pelo Comité nos subsequentes relatórios dos Estados Partes, de acordo com o artigo 18. º da Convenção. Artigo 8.º 1. Se o Comité receber informações credíveis, indicando violações graves e sistemáticas por parte do Estado Parte dos direitos enunciados na Convenção, o Comité convida esse Estado Parte a cooperar no exame da informação e assim submeter as observações a esse respeito. Página 5/9
6 2. Tendo em conta as observações submetidas pelo Estado Parte interessado, assim como qualquer outra informação credível, o Comité deverá designar um ou mais membros para conduzir um inquérito e relatar urgentemente ao Comité, sem que se retarde os resultados deste inquérito. Desde que isso se justifique e com o acordo do Estado Parte, o inquérito pode incluir visitas ao território desse Estado. 3. Após a análise dos resultados do inquérito, o Comité comunica-os ao Estado Parte interessado, acompanhado de comentários e recomendações. 4. O Estado Parte interessado deverá, dentro de seis meses, após ter recebido os resultados, os comentários e as recomendações transmitidas pelo Comité, submeter as suas observações ao Comité. 5. Este inquérito deverá ter carácter confidencial e deverá ser solicitada a colaboração do Estado Parte em todas as fases da sua elaboração. Artigo 9.º 1. O Comité pode convidar o Estado Parte interessado a incluir no seu relatório de acordo com o artigo 18. º da Convenção, detalhes de qualquer medida tomada em resposta ao inquérito conduzido de acordo com o artigo 8.º do presente Protocolo. 2. O Comité pode, se necessário, após o período de seis meses, referido no artigo 8.4, convidar o Estado Parte interessado à informá-lo sobre as medidas tomadas como resposta a esse inquérito. Artigo 10.º 1. Cada Estado Parte deverá, na altura da assinatura, ratificação ou adesão ao presente Protocolo, declarar quenão reconhece a competência do Comité de acordo com os artigos 8. º e 9.º 2. Qualquer Estado Parte que tenha feito a declaração visada no paragrafo 1 do presente artigo, poderá, a qualquer momento, retirar essa declaração através de uma notificação ao Secretário Geral. Artigo 11.º Qualquer Estado Parte tomará todas as disposições necessárias para garantir que os particulares sob a sua jurisdição não sejam sujeitos a maus tratos ou intimidação como consequência da comunicação apresentada ao Comité em conformidade com o presente Protocolo. Página 6/9
7 Artigo 12.º O Comité deverá incluir no seu relatório anual de acordo com o artigo 21. º da Convenção um resumo das suas actividades em conformidade com o presente Protocolo. Artigo 13.º Cada Estado Parte deverá publicitar e tornar amplamente conhecidos a Convenção e o presente Protocolo e facilitar o acesso à informação sobre as opiniões e recomendações do Comité, em particular, sobre as questões envolvendo esse Estado Parte. Artigo 14.º O Comité estabelece o seu próprio regulamento interno e exerce as funções que lhe são conferidas pelo presente Protocolo. Artigo 15.º 1. O presente Protocolo está aberto à assinatura de todos os Estados Partes que tenham ratificado ou aderido à Convenção. 2. O presente Protocolo está sujeito à ratificação por todo o Estado que tenha ratificado ou aderido à Convenção. Os instrumentos de ratificação serão depositados junto do Secretário Geral da Organização das Nações Unidas. 3. O presente Protocolo está aberto à adesão de todos os Estados que ratificaram ou aderiram à Convenção. 4. A adesão efectua-se com o depósito de um instrumento de adesão junto do Secretário Geral da Organização das Nações Unidas. Artigo 16.º 1. O presente Protocolo entrará em vigor três meses após à data de depósito do 10. º instrumento de ratificação ou de adesão. 2. Para cada Estado que ratificar ou aderir ao presente Protocolo após à sua entrada em vigor, o Protocolo entrará em vigor três meses após à data do depósito por esse Estado do seu instrumento de ratificação ou de adesão. Página 7/9
8 Artigo 17.º O presente Protocolo não admite qualquer reserva. Artigo 18.º 1. Todo o Estado Parte pode depositar uma proposta de emenda ao presente Protocolo junto do Secretário Geral da Organização das Nações Unidas. O Secretário Geral comunicará a proposta aos Estados Partes a seu pedido no sentido de lhe fazer saber se são favoráveis à convocatória de uma conferência dos Estados Partes a fim de examinar e de votar na proposta. Se pelo menos 1/3 dos Estados Partes se declararem favoráveis à realização de tal conferência, o Secretário Geral convocála-á sob os auspícios da Organização das Nações Unidas. Todas as emendas adoptadas pela maioria dos Estados Partes presentes e votantes à conferência serão apresentadas à Assembleia Geral das Nações Unidas para aprovação. 2. As emendas entrarão em vigor logo após à aprovação pela Assembleia Geral das Nações Unidas e aceites pelos 2/3 dos Estados Partes ao presente Protocolo, conforme os procedimentos previstos pela sua constituição respectiva. 3. Logo que as emendas entrem em vigor, terão força obrigatória pelos Estados Partes que as tenham aceite, pelos Estados Partes restantes ligados pelas disposições do presente Protocolo e por qualquer outra emenda que eles tenham aceite anteriormente. Artigo 19.º 1. Todo o Estado Parte pode denunciar o presente Protocolo a qualquer momento, notificando por escrito ao Secretário Geral das Nações Unidas. A denúncia terá efeito seis meses após à data de recepção da notificação pelo Secretário Geral. 2. As disposições do presente Protocolo continuam a ser aplicadas a todas as comunicações apresentadas conforme o artigo 21. º ou a todos os inquéritos levados a cabo de acordo com o artigo 18. º,antes da data efectiva da denúncia. Artigo 20.º O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas informa a todos os Estados: a) sobre as assinaturas, ratificações ou adesões; b) sobre a data da entrada em vigor do presente Protocolo e de todas as emendas Página 8/9
9 adoptadas de acordo com o artigo 18.º; c) sobre todas as denúncias de acordo com o artigo 19.º Artigo 21.º 1. O presente Protocolo, cujos textos em inglês, árabe, chinês, espanhol, francês e russo fazem igualmente fé, será depositado nos arquivos das Nações Unidas. 2. O Secretário Geral das Nações Unidas transmitirá cópias autenticadas de acordo com o presente Protocolo a todos os Estados referidos no artigo 25. º da Convenção. Página 9/9
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