Source: http://docplayer.com.br/2451465-Regulamento-do-cemiterio-da-freguesia-de-rio-de-mouro.html
Timestamp: 2017-01-17 13:59:41+00:00
Document Index: 74813124

Matched Legal Cases: ['artigo 39', 'artigo 51', 'artigo 29', 'artigo 118', 'ARTIGO 1', 'artigo 5', 'ARTIGO 2', 'Artigo 3', 'Artigo 4', 'ARTIGO 5', 'Artigo 6', 'Artigo 7', 'artigo 5', 'Artigo 8', 'Artigo 9', 'Artigo 10', 'artigo 2', 'Artigo 11', 'Artigo 12', 'artigo 2', 'artigo 5', 'artigo 2', 'artigo 2', 'Artigo 13', 'Artigo 14', 'artigo 2', 'artigo 48', 'Artigo 15', 'Artigo 16', 'Artigo 17', 'Artigo 18', 'Artigo 19', 'Artigo 20', 'Artigo 21', 'Artigo 22', 'artigo 18', 'Artigo 23', 'Artigo 24', 'Artigo 25', 'Artigo 26', 'Artigo 27', 'artigo 2', 'artigo 5', 'Artigo 28', 'Artigo 29', 'Artigo 30', 'artigo 27', 'Artigo 31', 'artigo 2', 'Artigo 32', 'Artigo 33', 'Artigo 34', 'Artigo 35', 'artigo 71', 'Artigo 36', 'artigo 29', 'Artigo 37', 'Artigo 38', 'artigo 18', 'Artigo 39', 'artigo 25', 'Artigo 40', 'artigo 2', 'Artigo 41', 'Artigo 42', 'artigo 71', 'Artigo 43', 'Artigo 44', 'Artigo 45', 'Artigo 46', 'Artigo 47', 'Artigo 48', 'Artigo 49', 'Artigo 50', 'Artigo 51', 'Artigo 52', 'Artigo 53', 'Artigo 54', 'Artigo 55', 'Artigo 56', 'Artigo 57', 'Artigo 58', 'artigo 2', 'Artigo 59', 'Artigo 60', 'Artigo 61', 'Artigo 62', 'Artigo 63', 'Artigo 64', 'Artigo 65', 'Artigo 66', 'Artigo 67', 'artigo 59', 'Artigo 1', 'artigo 2', 'Artigo 1', 'Artigo 39', 'Artigo 1', 'Artigo 2', 'Artigo 1', 'artigo 2', 'artigo 17', 'artigo 2', 'artigo 17', 'Artigo 1', 'artigo 2', 'Artigo 1', 'Artigo 1', 'artigo 2', 'Artigo 1', 'Artigo 1', 'Artigo 2', 'Artigo 3', 'ARTIGO 1', 'artigo 2', 'artigo 16', 'ARTIGO 1', 'Artigo 1', 'Artigo 2', 'Artigo 1', 'Artigo 1', 'ARTIGO 1', 'ARTIGO 1', 'Artigo 1', 'Artigo 36', 'Artigo 1', 'artigo 2', 'artigo 17', 'Artigo 1', 'Artigo 1', 'Artigo 1', 'Artigo 46', 'Artigo 1', 'Artigo 2', 'Artigo 3', 'Artigo 1', 'artigo 16', 'artigo 2']

⭐REGULAMENTO DO CEMITÉRIO DA FREGUESIA DE RIO DE MOURO
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Aline Belém Vilalobos
1 REGULAMENTO DO CEMITÉRIO DA FREGUESIA DE RIO DE MOURO No uso da competência prevista pelos artigos 112º e 241º da Constituição da República e conferida pela alínea a) do nº2 do artigo 39º e pela alínea a) do nº 3 do artigo 51º do Decreto- Lei nº100/84, de 29 de Março na redacção que lhe foi dada pela Lei nº 18/91, de 12 de Junho, e em cumprimento do disposto no artigo 29º do Decreto nº 44220, de 3 de Março de 1962, no Decreto 48770, de 18 de Dezembro de 1968 e no Decreto-Lei nº 411/98, de 30 de Dezembro (com as alterações introduzidas pela Lei 5/2000 de 29 de Janeiro e pela Lei 30/2006 de 11 de Julho), é elaborado o presente regulamento, foi nos termos do artigo 118º do Código de Procedimento Administrativo, submetido a apreciação pública pelo período de trinta dias. CAPÍTULO I DEFINIÇÕES E NORMAS DE LEGITIMIDADE ARTIGO 1º (Definições) Para efeitos do presente regulamento, considera-se: a) Autoridade de Polícia: a Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública e Polícia Marítima; b) Autoridade de Saúde: o delegado regional de saúde, o delegado concelhio de saúde ou os seus adjuntos; c) Autoridade judiciária: o juiz de instrução e o Ministério Público, cada um relativamente aos actos processuais que cabem na sua competência; d) Entidade responsável pela administração do cemitério: a Junta de Freguesia de Rio de Mouro; e) Remoção: o levantamento de cadáver do local onde ocorreu ou foi verificado o óbito e seu subsequente transporte, a fim de se proceder à sua inumação ou cremação, nos casos previstos no nº 1 do artigo 5º do Decreto- Lei nº 411/98, de 30 de Dezembro; f) Inumação: a colocação de cadáver em sepultura, jazigo ou local de consumpção aeróbia; g) Exumação: a abertura de sepultura, local de consumpção aeróbia ou caixão de metal onde se encontra inumado o cadáver; h) Trasladação: transporte de cadáver inumado em jazigo ou ossadas para local diferente daquele em que se encontram, a fim de serem de novo inumados, cremados ou colocados em ossário; i) Cremação: a redução de cadáver ou ossadas a cinzas; j) Cadáver: o corpo humano após a morte, até estarem terminados os fenómenos de destruição da matéria orgânica; k) Ossadas; o que resta do corpo humano uma vez terminado o processo de mineralização do esqueleto; 12 l) Viatura e recipientes apropriados: aqueles em que seja possível proceder ao transporte de cadáveres, ossadas, cinzas, fetos mortos ou recém nascidos falecidos no período neo-natal precoce, em condições de segurança e de respeito pela dignidade humana; m) Período neo-natal precoce: as primeiras cento e sessenta e oito horas de vida; n) Depósito: colocação de urnas contendo restos mortais em ossários e jazigos; o) Ossário: construção destinada ao depósito de urnas contendo restos mortais, predominantemente ossadas; p) Restos mortais: cadáver, ossadas e cinzas; q) Sepulturas temporárias: local destinado a inumação de restos mortais durante, pelo menos, 3 (anos) anos, sem prejuízo da sua manutenção por períodos sucessivos de 2 (dois) anos, até à completa mineralização do esqueleto. r) Sepulturas de longa duração: local destinado a inumação de restos mortais durante, períodos de 25 (vinte e cinco) anos, a requerimento dos interessados e mediante pagamento de taxa destinada para o efeito. s) Talhão: área contínua destinada a sepulturas unicamente delimitada por ruas, podendo ser constituída por uma ou várias secções; ARTIGO 2º (Legitimidade) 1- Têm legitimidade para requerer a prática de actos previstos neste regulamento, sucessivamente: a) O testamenteiro, em cumprimento de disposição testamentária; b) O cônjuge sobrevivo; c) A pessoa que vivia com o falecido em condições análogas aos dos cônjuges; d) Qualquer herdeiro; e) Qualquer familiar; f) Qualquer pessoa ou entidade. 2- Se o falecido não tiver nacionalidade portuguesa, tem também legitimidade o representante diplomático ou consular do país da sua nacionalidade. 3- O requerimento para a prática desses actos pode também ser apresentado por pessoa munida de procuração com poderes especiais para esse efeito, passada por quem tiver legitimidade nos termos dos números anteriores. CAPÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DOS SERVIÇOS SECÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 3º (Âmbito) 23 1- O cemitério destina-se à inumação e cremação dos cadáveres de indivíduos falecidos na área da Freguesia de Rio de Mouro; 2- Poderão ainda ser inumados ou cremados no cemitério paroquial, observadas, quando for caso disso, as disposições legais e regulamentares; a) Os cadáveres de indivíduos falecidos noutras freguesias do concelho de Sintra quando, por motivo de insuficiência de terreno, comprovada por escrito pelo Presidente da Junta de Freguesia, não seja possível a inumação nos respectivos cemitérios paroquiais; b) Os cadáveres de indivíduos falecidos fora da área da Freguesia que se destinam a jazigos particulares ou sepulturas de longa duração; c) Os cadáveres de indivíduos falecidos fora da Freguesia, mas que tivessem à data da morte o seu domicílio habitual na área desta; d) Os cadáveres de indivíduos não abrangidos nas alíneas anteriores, em face de circunstâncias que se reputem ponderosas e mediante autorização do Presidente da Junta de Freguesia ou no seu substituto no uso de competência delegada. SECÇÃO II DOS SERVIÇOS Artigo 4º (Serviço de recepção e inumação de cadáveres) Os serviços de recepção e inumação de cadáveres são dirigidos pelo encarregado do cemitério em causa, ou por quem legalmente o substituir, ao qual compete cumprir, fazer cumprir e fiscalizar as disposições do presente regulamento, das leis e regulamentos gerais, das deliberações da Junta de Freguesia e as ordens dos seus superiores relacionados com aqueles serviços. ARTIGO 5º (Serviços de registo e expediente geral) Os serviços de registo estão a cargo da secção de cemitérios, onde existirão, para o efeito, livros de registo de inumações cremações, exumações, transladações e concessões de terrenos, e quaisquer outros considerados necessários ao bom funcionamento dos serviços. SECÇÃO III DO FUNCIONAMENTO Artigo 6º (Horário de funcionamento) 1- O Cemitério funciona todos os dias das às horas. 2- Para efeitos de inumação de restos mortais, o corpo terá que dar entrada no período compreendido entre as 09:30 horas e as 12:30 horas, e entre as 14:30 horas e as 16:30 horas. 34 3- Os cadáveres que derem entrada fora do horário estabelecido, ficarão em depósito, aguardando a inumação ou cremação dentro das horas regulamentares, salvo casos especiais, em que, mediante autorização do Presidente da Junta ou seu substituto no uso de competência delegada poderão ser imediatamente inumados ou cremados. CAPÍTULO III DA REMOÇÃO Artigo 7º (Remoção) À remoção de cadáveres são aplicadas as regras consignadas no artigo 5º do Decreto- Lei nº 411/98. CAPÍTULO IV DO TRANSPORTE Artigo 8º (Regime aplicável) Ao transporte de cadáveres, ossadas, cinzas, peças anatómicas, fetos mortos e de recém nascidos, são aplicáveis as regras constantes dos artigos 6º e 7º do Decreto- Lei nº 411/98. CAPÍTULO V DAS INUMAÇÕES SECÇÃO I DISPOSIÇÕES COMUNS Artigo 9º (Locais de inumação) 1- As inumações são efectuadas em sepulturas temporárias, de longa duração e talhões privativos, em jazigos e em locais de consumpção aeróbia de cadáveres. 2- Excepcionalmente e mediante autorização da Junta de Freguesia, poderá ser permitido: a) a inumação em locais especiais ou reservados a pessoas de determinadas categorias, nomeadamente de certa nacionalidade, confissão ou regra religiosa; b) A inumação em capelas privativas, situadas fora dos aglomerados populacionais e tradicionalmente destinadas ao depósito do cadáver ou ossadas dos familiares dos respectivos proprietários. 3- Poderão ser concedidos talhões privativos a comunidades religiosas com praxis mortuárias específicas, mediante requerimento fundamentado, dirigido ao Presidente da Junta de Freguesia, e acompanhado dos estudos necessários e suficientes à boa compreensão da organização do espaço das construções nele previstas, bem como garantias de manutenção e limpeza. 45 Artigo 10º (Inumações fora de cemitério público) 1- Nas situações constantes do nº 2 do artigo anterior, o pedido de autorização é dirigido ao Presidente, da Junta de Freguesia mediante requerimento, por qualquer das pessoas referidas no artigo 2º, dele devendo constar designadamente: a) Identificação do requerente; b) Indicação exacta do local onde se pretende inumar ou depositar ossadas; c) Fundamentação adequada da pretensão, nomeadamente ao nível da escolha do local. 2- A inumação fora do cemitério público é acompanhada por um responsável adstrito aos serviços do Cemitério. Artigo 11º (Modos de inumação) 1- Os cadáveres a inumar serão encerrados em caixões de madeira ou de zinco. 2- Os caixões de zinco devem ser hermeticamente fechados. 3- Antes do definitivo encerramento, deve ser depositada na urna pela entidade responsável pelo funeral, materiais que acelerem a decomposição do cadáver e colocados dois ou mais filtros depuradores e dispositivos adequados a impedir a pressão dos gases no seu interior, consoante se trate de inumação em sepultura ou em jazigo. Artigo 12º (Prazos de inumação) 1- Nenhum cadáver será inumado, encerrado em caixão de zinco ou colocado em câmara frigorífica antes de decorridos vinte e quatro horas sobre o óbito 2- Quando não haja lugar à realização de autópsia médico- legal e houver perigo para a saúde pública, a autoridade de saúde poderá ordenar, por escrito, que se proceda à inumação, encerramento em caixão de zinco ou colocação do cadáver em câmara frigorífica, antes de decorrido o prazo previsto no número anterior. 3- Um cadáver deve ser inumado dentro dos seguintes prazos máximos: a) Em setenta e duas horas, se imediatamente após a verificação do óbito tiver sido entregue a uma das pessoas indicadas no artigo 2º do presente regulamento; b) Em setenta e duas horas, a contar da entrada em território nacional, quando o óbito tenha ocorrido no estrangeiro; c) Em quarenta e oito horas após o termo da autópsia médico legal ou clínica; d) Em vinte e quatro horas, nas situações referidas no nº 1 do artigo 5º do Decreto Lei nº 411/98, a contar do momento em que for entregue a uma das pessoas indicadas no artigo 2º do presente Regulamento; e) Decorridos trinta dias sobre a data da verificação do óbito, se não foi possível assegurar a entrega do cadáver a qualquer das pessoas ou entidades indicadas no artigo 2º deste regulamento. 56 Artigo 13º (Condições para inumação) Nenhum cadáver poderá ser inumado, encerrado em caixão de zinco ou colocado em câmara frigorífica sem que, para além de respeitados os prazos referidos no artigo anterior, previamente tenha sido lavrado o respectivo assento ou auto de declaração de óbito ou emitido o boletim de óbito. Artigo 14º (Autorização de inumação) 1- A inumação de um cadáver depende de autorização da Junta de Freguesia, a requerimento das pessoas com legitimidade para tal, nos termos do artigo 2.º 2- O requerimento a que se refere o número anterior obedece ao modelo previsto no Anexo II do Decreto- Lei nº 411/98, devendo ser instruídos com os seguintes documentos: a) Assento, auto de declaração de óbito ou boletim de óbito; b) Autorização da autoridade de saúde, nos casos em que haja necessidade de inumação antes de decorridas vinte e quatro horas sobre o óbito; c) Os documentos a que se alude o artigo 48º deste regulamento, quando os restos mortais se destinem a ser inumados em jazigo particular ou sepultura perpétua. 3- Não se efectuará a inumação sem que aos serviços de recepção afectos ao cemitério seja apresentado o original da guia de receita que comprove o pagamento da taxa de inumação, excepto nos dias feriados ou fim de semana, procedendo-se ao seu pagamento no primeiro dia útil seguinte. 4- O documento referido no número anterior será registado no livro de inumações, mencionando-se o seu número de ordem, bem como a data de entrada do cadáver ou ossadas no Cemitério. Artigo 15º (Insuficiência da documentação) 1- Os cadáveres deverão ser acompanhados de documentação comprovativa do cumprimento das formalidades legais. 2- Na falta ou insuficiência da documentação legal os cadáveres ficarão em depósito até que esta esteja devidamente regularizada. 3- Decorridas vinte e quatro horas sobre o depósito ou, em qualquer momento, em que se verifique o adiantado estado de decomposição do cadáver, sem que tenha sido apresentada documentação em falta, os serviços comunicarão imediatamente o caso às autoridades sanitárias ou policiais para que tomem as providências adequadas. 67 SECÇÃO II DAS INUMAÇÕES EM SEPULTURAS Artigo 16º (sepultura comum não identificada) É proibida a inumação em sepultura comum não identificada, salvo: a) Em situação de calamidade pública; b) Tratando-se de fetos mortos abandonados ou peças anatómicas. Artigo 17º (Classificação) 1- As sepulturas classificam-se em temporárias e de longa duração. 2- As sepulturas de longa duração devem localizar-se em talhões distintos dos destinados às sepulturas temporárias, dependendo a alteração da natureza dos talhões de deliberação da Junta de Freguesia. Artigo 18º (Dimensões) As sepulturas terão, em planta, a forma rectangular, obedecendo às seguintes dimensões mínimas: a) Para adultos: Comprimento m Largura ,70 m Profundidade ,15 m b) Para crianças: Comprimento m Largura ,65 m Profundidades m Artigo 19º (Organização do espaço) 1- As sepulturas, devidamente numeradas, agrupar-se-ão em talhões ou secções, tanto quanto possível rectangulares e com área para um máximo de trezentos corpos. 2- Procurar-se-á o melhor aproveitamento do terreno, não podendo porém os intervalos entre sepulturas e entre estas e os lados dos talhões ser inferiores a 0, 40 m, e mantendo-se para cada sepultura acesso com o mínimo de 0,60 m de largura. 78 Artigo 20º (Inumação de crianças) Além de talhões privativos que se considerem justificados, haverá secções para a inumação de crianças separadas dos locais que se destinam aos adultos. Artigo 21º (Sepulturas temporárias) É proibida a inumação nas sepulturas temporárias em caixões de zinco ou de madeiras muito densas, dificilmente deterioráveis ou nas quais tenham sido aplicadas tintas ou vernizes que demorem a sua destruição. Artigo 22º (Sepulturas de longa duração) 1- Nas sepulturas de longa duração é permitida a inumação em caixões de madeira ou de zinco. 2- Para efeitos de nova inumação, poderá proceder-se à exumação decorrido o prazo legal de três anos, desde que nas inumações anteriores se tenha utilizado caixão próprio para inumação temporária. 3- Com caixões de zinco poderão efectuar-se dois enterramentos quando: a) anteriormente só se utilizaram caixões apropriados para inumação temporária; b) as ossadas encontradas se removeram para ossário ou tenham ficado sepultadas abaixo do primeiro caixão e este se enterrou a profundidade que exceda os limites fixados no artigo 18º. SECÇÃO III DAS INUMAÇÕES EM JAZIGOS Artigo 23 (Espécie de jazigos) 1- Os jazigos podem ser de três espécies: a) Subterrâneos- aproveitando apenas o subsolo; b) Capelas- constituídos somente por edificações acima do solo; c) Mistos - dos dois tipos anteriores,conjuntamente. 2- Os jazigos ossários essencialmente destinados ao depósito de ossadas, poderão Ter dimensões inferiores às dos jazigos normais. Artigo 24º (Inumação em jazigo) Para a inumação em jazigo o cadáver deve ser encerrado em caixão de zinco, tendo a folha empregada no seu fabrico a espessura mínima de 0,4 mm. 89 Artigo 25º (Deteriorações) 1- Quando um caixão depositado em jazigo apresente rotura ou qualquer outra deterioração, serão os interessados avisados a fim de o mandarem reparar, marcando-se-lhes, para o efeito, o prazo julgado conveniente. 2- Em caso de urgência, ou quando não se efectue a reparação prevista no número anterior dentro do prazo concedido, a Junta de Freguesia efectuá-la-à, correndo as despesas por conta dos interessados. 3- Quando não possa reparar-se convenientemente o caixão deteriorado, encerrar-se-à noutro caixão de zinco ou será removido para sepultura, à escolha dos interessados ou por decisão do Presidente da Junta de Freguesia, tendo esta lugar em casos de manifesta urgência ou sempre que aqueles não se pronunciem dentro do prazo que lhes for fixado para optarem por uma das referidas soluções. SECÇÃO IV INUMAÇÃO EM LOCAL DE CONSUMPÇÃO AERÓBIA Artigo 26º (Consumpção aeróbia) A Inumação em local de consumpção aeróbia de cadáveres obedece às regras que vierem a ser definidas por portaria conjunta dos Ministros do Equipamento, do Planeamento e da Administração do Território, da Saúde e do Ambiente. CAPÍTULO VI DA CREMAÇÃO Artigo 27º (Prazos) 1- Nenhum cadáver será cremado antes de decorridas vinte e quatro horas sobre o falecimento. 2- Quando não haja lugar à realização de autópsia médico- legal e houver perigo para a saúde pública, a autoridade de saúde pode ordenar, por escrito, que se proceda à cremação, antes de decorrido o prazo previsto no numero anterior. 3- Um cadáver deve ser cremado dentro dos seguintes prazos máximos: a) Em setenta e duas horas, se imediatamente após a verificação do óbito tiver sido entregue a uma das pessoas indicadas no artigo 2º do presente regulamento; b) Em setenta e duas horas, a contar da entrada em território nacional, quando o óbito tenha ocorrido no estrangeiro; c) Em quarenta e oito horas após o termo da autópsia médico legal ou clínica, sendo neste caso necessária autorização da autoridade judiciária; 910 d) Em vinte e quatro horas, nas situações referidas no nº 1 do artigo 5º Decreto- Lei nº 411/98. Artigo 28º (Locais de Cremação) A cremação é feita no forno crematório do cemitério de Rio de Mouro instalado para o efeito. Artigo 29º (Âmbito) 1- Podem ser cremados cadáveres não inumados, cadáveres exumados, ossadas, fetos mortos. 2- A Junta de Freguesia pode ainda ordenar a cremação de: a) Cadáveres já inumados ou ossadas que tenham sido considerados abandonados; b) Cadáveres ou ossadas que estejam inumados em locais ou construções que tenham sido considerados abandonados ; c) Quaisquer cadáveres ou ossadas em caso de calamidade pública; d) Fetos mortos abandonados e peças anatómicas. Artigo 30º (Condições para a cremação) Nenhum cadáver poderá ser cremado sem que, para além dos prazos referidos no artigo 27º previamente tenha sido lavrado o respectivo assento ou auto de declaração de óbito ou emitido o boletim de óbito. Artigo 31º (Autorização de cremação) 1- A cremação de um cadáver depende de autorização da Junta de Freguesia, a requerimento das pessoas com legitimidade para tal, nos termos do artigo 2º 2- O requerimento a que se refere o número anterior obedece ao modelo previsto no Anexo II do Decreto- Lei nº 411/98, devendo ser instruído com os seguintes documentos: a) Assento, auto de declaração de óbito, ou boletim de óbito; b) Autorização da autoridade judiciária, nos casos em que o cadáver tiver sido objecto de autópsia médico-legal; c) Autorização da autoridade de saúde, nos casos em que haja necessidade de cremação antes de decorridas vinte e quatro horas sobre o óbito. 1011 Artigo 32º (Tramitação) 1- Apresentados o requerimento e os documentos referidos no artigo anterior e pagas as taxas que forem devidas, a Junta de Freguesia emite guia de modelo aprovado, cujo original entrega ao encarregado do funeral 2- Não se efectuará a cremação sem que seja entregue o original da guia a que se refere o número anterior aos serviços de recepção afectos ao Cemitério. 3- O documento referido no número anterior será registado no livro de cremações, mencionando-se o seu número de ordem, bem como a data de entrada do cadáver ou ossadas no cemitério. Artigo 33º (Insuficiência de Documentação) 1- Os cadáveres deverão ser acompanhados de documentação comprovativa do cumprimento das formalidades legais. 2- Na falta ou insuficiência da documentação legal, os cadáveres ficarão em depósito até que esta esteja devidamente regularizada. 3- Decorridos vinte e quatro horas sobre o depósito ou, em qualquer momento em que se verifique o adiantado estado de decomposição do cadáver, sem que tenha sido apresentada documentação em falta, os serviços comunicarão imediatamente o caso às autoridades sanitárias ou policiais para que tomem as providências adequadas. Artigo 34º (Materiais utilizados) Os cadáveres destinados a serem cremados serão envolvidos em vestes muito simples, e encerrados em caixões de madeira facilmente destrutível por acção do calor Artigo 35º (Comunicação da cremação) Os serviços responsáveis da Junta de Freguesia procederão à comunicação para os efeitos previstos na alínea b) do artigo 71º do Código do Registo Civil. Artigo 36º (Destino das cinzas) 1- As cinzas resultantes da cremação podem ser colocadas em cendrário, sepultura, jazigo, ossário ou columbário, dentro de urnas cinerárias hermeticamente fechadas. 2- Podem ainda as cinzas ser entregues, dentro do recipiente apropriado, a quem requereu a cremação, sendo livre o seu destino final. 3- As cinzas resultantes da cremação ordenada pela Junta de Freguesia, nos termos do nº 2 do artigo 29º deste regulamento, são colocadas em cendrário. 1112 CAPÍTULO VII DAS EXUMAÇÕES Artigo 37º (Prazos) 1- Salvo em cumprimento de mandado da autoridade judiciária, a abertura de qualquer sepultura ou local de consumpção aeróbia só é permitida decorridos três anos sobre a inumação. 2- Se no momento da abertura não estiverem terminados os fenómenos de destruição da matéria orgânica, recobre-se de novo o cadáver, mantendo-o inumado por períodos sucessivos de dois anos até à mineralização do esqueleto. Artigo 38º (Aviso aos interessados) 1- Decorrido o prazo estabelecido no nº 1 do artigo anterior, proceder-se-à à exumação. 2- Um mês antes de terminar o período legal de inumação, os serviços da Junta de Freguesia notificarão os interessados, se conhecidos, através de carta registada com aviso de recepção e afixando editais, convidando os interessados a requerer no prazo de trinta dias a exumação ou conservação de ossadas, e uma vez recebido o requerimento, a comparecer no cemitério no dia e hora que vier a ser fixado para esse fim. 3- Verificada a oportunidade de exumação, pelo decurso do prazo fixado no número anterior, sem que o(s) interessados(s) alguma diligência tenha(m) promovido no sentido da sua exumação, esta se praticável será levada a efeito pelos serviços considerando-se abandonada a ossada existente. 4- Às ossadas abandonadas nos termos do número anterior será dado o destino adequado incluindo cremação,ou quando não houver inconveniente inumá-las nas próprias sepulturas, mas a profundidades superiores às indicadas no artigo 18º Artigo 39º (Exumação de ossadas em caixões inumados em jazigos) 1- A exumação das ossadas de um caixão inumado em jazigo, só será permitida quando aquele se apresente de tal forma deteriorado que se possa verificar a consumação das partes moles do cadáver. 2- A consumação a que alude o número anterior será obrigatoriamente verificada pelos serviços do cemitério. 3- As ossadas exumadas de caixão que, por manifesta urgência ou vontade dos interessados se tenha removido para sepultura nos termos do artigo 25º serão depositadas no jazigo originário ou em local acordado com o Serviço de Cemitério. 1213 CAPÍTULO VIII DAS TRASLADAÇÕES Artigo 40º (Competência) 1- A trasladação é solicitada ao Presidente da Junta de Freguesia, pelas pessoas com legitimidade para tal, nos termos do artigo 2º deste regulamento, através de requerimento cujo modelo consta no Anexo I ao Decreto- Lei nº 411/ Se a trasladação consistir na mera mudança de local no interior do cemitério é suficiente o deferimento do requerimento previsto no número anterior. 3- Se a trasladação consistir na mudança para cemitério diferente, deverão os serviços da Junta de Freguesia remeter o requerimento referido no nº 1 do presente artigo para a entidade responsável pela administração do Cemitério para o qual vão ser trasladados o cadáver ou as ossadas, cabendo a esta o deferimento da pretensão. 4- Para cumprimento do estipulado no número anterior, poderão ser usados quaisquer meios, designadamente a notificação postal ou a comunicação via telecópia. Artigo 41º (Condições da Trasladação) 1- A trasladação de cadáver é efectuada em caixão de zinco, devendo a folha empregada no seu fabrico Ter a espessura mínima de 0,4mm. 2- A trasladação de ossadas é efectuada em caixa de zinco com espessura mínima de 0,4mm ou de madeira. 3- Quando a trasladação se efectuar para fora do cemitério terá que ser utilizada viatura apropriada e exclusivamente destinada a esse fim. Artigo 42º (Registos e Comunicações) 1- Nos livros de registo do cemitério, far-se-ão os averbamentos correspondentes às trasladações efectuadas. 2- Os serviços do cemitério devem igualmente proceder à comunicação para os efeitos previstos na alínea a) do artigo 71º do Código do Registo Civil. CAPÍTULO IX DA CONCESSÃO DE TERRENOS SECÇÃO I DAS FORMALIDADES Artigo 43º (Concessão) 1314 1- Os terrenos do Cemitério podem, mediante autorização do Presidente da Junta de Freguesia, ser objecto de concessão de uso privativo, para instalação de sepulturas de longa duração, de gavetões, de ossários e para construção de jazigos particulares. 2- Os terrenos poderão também ser concedidos em hasta pública nos termos e condições especiais que o Presidente da Junta de Freguesia vier a fixar. 3- As concessões de terreno não conferem aos titulares nenhum título de propriedade ou qualquer direito real, mas somente o direito de aproveitamento com afectação especial e nominativa em conformidade com as leis e regulamentos. Artigo 44º (Pedido) O pedido para a concessão de terrenos é dirigido ao Presidente da Junta de Freguesia e dele deve constar a identificação do requerente, a localização, e quando se destinar a jazigo, a área pretendida. Artigo 45º (Decisão da concessão) 1- Decidida a concessão os serviços de Junta de Freguesia notificam o requerente para comparecer no Cemitério a fim de se proceder à demarcação do terreno, sob pena de se considerar caduca a deliberação tomada. 2- O prazo para pagamento da taxa de concessão é de trinta dia a contar da notificação da decisão. Artigo 46º (Alvará de Concessão) 1- A Concessão de terrenos é titulada por alvará, a emitir aquando do pagamento da taxa de concessão. 2- Do alvará constarão designadamente os elementos de identificação do concessionário, morada, referências do jazigo ou sepultura perpétua, nele devendo mencionar, por averbamento, todas as entradas e saídas de restos mortais. SECÇÃO II DOS DIREITOS E DEVERES DOS CONCESSIONÁRIOS Artigo 47º (Prazos de realização de obras) 1- Sem prejuízo do estabelecido no número dois, a construção de jazigos particulares e o revestimento das sepulturas de longa duração, deverão concluir-se nos prazos fixados. 2- Poderá o Presidente da Junta de Freguesia ou o seu Substituto no uso de competência delegada prorrogar estes prazos em casos devidamente justificados. 1415 3- Caso não sejam respeitados os prazos iniciais ou as suas prorrogações caducará a concessão, com perda das importâncias pagas, revertendo ainda para a Junta de Freguesia todos os materiais encontrados na obra; sem direito a qualquer indemnização ao interessado ou ser alegado, por parte deste, o direito de retenção. Artigo 48º (Autorizações) 1- As inumações, exumações e trasladações a efectuar em jazigos ou sepulturas de longa duração serão feitas mediante exibição do respectivo título ou alvará e de autorização expressa do concessionário ou de quem legalmente o representar, cujo bilhete de identidade deve ser exibido. 2- Sendo vários os concessionários, a autorização poderá ser dada por aquele que estiver na posse do título ou alvará, tratando-se de familiares até ao sexto grau bastando autorização de qualquer deles quando se trate de inumação de cônjuge, ascendente ou descendente de concessionário. 3- Os restos mortais do concessionário serão inumados independentemente de qualquer autorização. 4- Sempre que o concessionário não declare, por escrito, que a inumação tem carácter temporário, ter-se-à a mesma como perpétua. Artigo 49º (Trasladação de restos mortais) 1- O concessionário de jazigo particular pode promover a trasladação dos restos mortais aí depositados a título temporário, depois da publicação de éditos em que aqueles sejam devidamente identificados e onde se avise do dia e hora a que terá lugar a referida trasladação. 2- A trasladação a que alude este artigo só poderá efectuar-se para outro jazigo ou para ossário municipal. 3- Os restos mortais depositados a título perpétuo não podem ser trasladados por simples vontade do concessionário. Artigo 50º (Obrigações do concessionário do jazigo ou sepultura perpétua) O concessionário de jazigo ou sepultura perpétua que, a pedido de interessado legítimo, não faculte a respectiva abertura para efeitos de trasladações de restos mortais no mesmo inumados será notificado a fazê-lo em dia e hora certa, sob pena de os serviços promoverem a abertura do jazigo. Neste último caso será lavrado auto do que ocorreu, assinado pelo funcionário que presida ao acto e por duas testemunhas. 1516 CAPÍTULO X TRANSMISSÕES DE JAZIGOS E SEPULTURAS DE LONGA DURAÇÃO Artigo 51º (Transmissão) As transmissões de jazigos e de sepulturas de longa duração averbar-se-ão a requerimento dos interessados, instruído nos termos gerais de direito com os documentos comprovativos da transmissão e do pagamento dos impostos que forem devidos ao Estado. Artigo 52º (Transmissão por morte) 1- As transmissão por morte das concessões de jazigos ou sepulturas de longa duração a favor da família do instituidor ou concessionário, são livremente admitidas, nos termos gerais de direito. 2- As transmissões, no todo ou em parte, a favor de pessoas estranhas à família do instituidor ou concessionário, só serão porém, permitidas, desde que o adquirente declare no período de averbamento que se responsabiliza pela perpetuidade da conservação, no próprio jazigo ou sepultura, dos corpos ou ossadas aí existentes, devendo esse compromisso constar daquele averbamento. Artigo 53º (Transmissão por acto entre vivos) 1- As transmissões por actos entre vivos das concessões de jazigos ou sepulturas de longa duração serão livremente admitidas quando nelas não existam corpos ou ossadas. 2- Existindo corpos ou ossadas, a transmissão só poderá ser admitida nos seguintes termos. a) Tendo-se procedido à trasladação dos corpos ou ossadas para jazigos, sepulturas ou ossários de caracter perpétuo, a transmissão pode, igualmente, fazer-se livremente; b) Não se tendo efectuado aquela trasladação e não sendo a transmissão a favor de cônjuge, descendente ou ascendente do transmitente, a mesma só será permitida desde que qualquer dos instituidores ou concessionários não deseje optar, e o adquirente assuma o compromisso referido o número dois do artigo anterior. 3- As transmissões previstas nos números anteriores, só serão admitidas, quando sejam passadas mais de cinco anos sobre a sua aquisição pelo transmitente, se este o tiver adquirido por acto entre vivos. Artigo 54º (Autorização) 1- Verificado o condicionalismo estabelecido no artigo anterior, as transmissões entre vivos dependerão de prévia autorização do Presidente da Junta de Freguesia. 1617 2- Pela transmissão serão devidas à Junta de Freguesia as taxas de concessão de terrenos que estiverem em vigor relativas à área do jazigo ou sepultura perpétua. Artigo 55º (Averbamento) O averbamento das transmissões a que se referem os artigos anteriores, será feito mediante exibição da autorização do Presidente da Junta de Freguesia e do documento comprovativo da realização da transmissão Artigo 56º (Abandono de jazigo ou sepultura) Os jazigos que vierem à posse da Junta de Freguesia em virtude de caducidade da concessão, e que pelo seu valor arquitectonico ou estado de conservação se considere de manter e preservar, poderão ser mantidos na posse da Junta de Freguesia ou alienados em hasta pública, nos termos e condições especiais que resolver fixar, podendo ainda impor aos arrematantes a construção de um subterrâneo ou sub piso para receber os restos mortais depositados nesses mesmos jazigos. CAPÍTULO XI SEPULTURAS E JAZIGOS ABANDONADOS Artigo 57º (Conceito) 1-Consideram-se abandonados, podendo declarar-se prescritos a favor da autarquia, os jazigos e sepulturas de longa duração cujos concessionários não sejam conhecidos ou residam em parte incerta e não exerçam os seus direitos por período superior a dez anos, nem se apresentem a reivindicá-los dentro do prazo de sessenta dias depois de citados por meio de éditos publicados em dois jornais mais lidos na Freguesia e afixados nos lugares de estilo. 2- Dos éditos constarão os números dos jazigos e sepulturas de longa duração, identificação e data das inumações dos cadáveres ou ossadas que no mesmo se encontrem depositados, bem como o nome do (s) último (s) concessionário (s) inscrito(s) que figurar(em) nos registos. 3- O prazo referido neste artigo conta-se a partir da data da última inumação ou da realização das mais recentes obras de conservação ou de beneficiação que nas mencionadas construções tenham sido feitas, sem prejuízo de quaisquer outros actos dos proprietários, ou de situações susceptíveis de interromperem a prescrição nos temos da lei civil. 3- Simultaneamente com a citação dos interessados colocar-se-à na construção funerária placa indicativa do abandono. 1718 Artigo 58º (Declaração de prescrição) 1- Decorrido o prazo de sessenta dias previsto no artigo anterior, sem que o concessionário ou o seu representante tenha feito cessar a situação de abandono, poderá a Junta de Freguesia deliberar a prescrição do jazigo ou sepultura, declarando-se caduca a concessão, a qual será dada a publicidade referida no mesmo artigo 2- A declaração de caducidade importa a apropriação pela Junta de Freguesia do jazigo ou sepultura. Artigo 59º (Realização de obras) 1- Quando um jazigo se encontrar em estado de ruína, o que será confirmado por uma comissão constituída por três membros designada pelo Presidente da Junta de Freguesia ou seu substituto no uso de competência delegada, desse facto será dado conhecimento aos interessados por meio de carta registada com aviso de recepção, fixando-se lhes prazos para procederem às obras necessárias. 2- Na falta de comparência do (s) concessionário(s), serão publicados anúncios em dois jornais mais lidos da região, dando conta do estado dos jazigos e identificando, pelos nomes e datas de inumação, os corpos nele depositados, bem como o nome do(s) último (s) concessionário (s) que figure(m) nos registos. 3- Se houver perigo eminente de derrocada ou as obras não se realizarem dentro do prazo fixado, pode o Presidente da Junta de Freguesia ordenar a demolição do jazigo, o que se comunicará aos interessados pelas formas previstas neste artigo, ficando a cargo destes a responsabilidade pelo pagamento das respectivas despesas. 4- Decorrido um ano sobre a demolição de um jazigo sem que os concessionários tenham utilizado o terreno, fazendo nova edificação, constitui tal facto fundamentação suficiente para ser declarada a prescrição da concessão. Artigo 60º (Restos mortais não reclamados) Os restos mortais existentes em jazigos a demolir ou declarados perdidos, quando deles sejam retirados, cremar-se-ão ou inumar-se-ão em sepulturas, caso não sejam reclamados no prazo que para o efeito for estabelecido. Artigo 61º (Âmbito deste capítulo) O preceituado neste capítulo aplica-se, com as necessárias adaptações às sepulturas de longa duração. 1819 CAPITULO XII CONSTRUÇÕES FUNERÁRIAS SECÇÃO I DAS OBRAS Artigo 62 ( Licenciamento ) 1- O pedido de licença para construção, reconstrução ou modificação de jazigos particulares ou para revestimento de sepulturas de longa duração, deverá ser formulado pelo concessionário em requerimento dirigido ao Presidente da Junta de Freguesia, instruído com o projecto da obra, em duplicado, elaborado por técnico inscrito na Câmara Municipal. 2- Será dispensada a intervenção de técnico para pequenas alterações que não afectem a estrutura da obra inicial, desde que possam ser definidas em simples descrição integrada no próprio requerimento. 3- Estão isentas de licença as obras de simples limpeza e beneficiação, desde que não impliquem alteração do aspecto inicial dos jazigos e sepulturas. 4- O concessionário da licença para obras particulares de construção, transformação ou reconstrução de jazigos ou sepulturas nos cemitérios municipais, fica obrigado: a) a deixar limpo o local da obra após as fundações e a conclusão dos trabalhos; b) a não praticar durante a execução das obras, quaisquer actos por si ou por pessoal sob a sua direcção e responsabilidade que causem dano de qualquer natureza para a Junta de Freguesia ou particulares; c) a respeitar a integridade campas vizinhas durante o decorrer da obra. Artigo 63º (Projecto) 1- Do projecto referido no artigo anterior constarão os elementos seguintes: a) Desenhos devidamente cotados à escala mínima de 1:20, sendo o original em vegetal; b) Memória descritiva da obra, em que se especifiquem as características das fundações, natureza dos materiais a empregar, aparelhos, cor, e quaisquer outros elementos esclarecedores da obra a executar; c) Declaração de responsabilidade; d) Estimativa Orçamental. 2- Na elaboração e apreciação dos projectos deverá atender-se à sobriedade própria das construções funerárias exigida pelo fim a que se destinam. 3- As paredes exteriores dos jazigos só poderão ser construídas com materiais nobres, não se permitindo o revestimento com argamassa de cal ou azulejos, devendo as respectivas obras ser conveniente executadas. 4- Salvo em casos excepcionais, na construção de jazigos ou revestimento de sepulturas de longa duração apenas é permitido o emprego de pedra de uma só cor. 1920 Artigo 64º (Requisitos dos jazigos) 1- Os jazigos, paroquiais ou particulares, serão compartimentados em células com as seguintes dimensões mínimas: Comprimento ,00 m Largura ,75 m Altura ,55 m 2- Nos jazigos não haverá mais do que cinco células sobrepostas acima do nível do terreno, ou em pavimento, quando se trate de edificação de vários andares, podendo também dispor-se em subterrâneos. 3- Na parte subterrânea dos jazigos exigir-se-ão condições especiais de construção, tendentes a impedir as infiltrações de água e a proporcionar arejamento adequado, fácil acesso e boa iluminação. 4- Os intervalos laterais entre jazigos a construir terão um mínimo de 0,30 metros. Artigo 65º (Ossários) 1- Os ossários dividir-se-ão em células com as seguintes dimensões mínimas interiores: Comprimento ,80m Largura ,50m Altura ,40m 2- Nos ossários não haverá mais de sete células sobrepostas acima do nível do terreno, ou em cada pavimento, ou quando se trate de edificação de vários andares. 3- Admite-se ainda a construção de ossários subterrâneos em condições idênticas e com observância do determinado no nº 3 do artigo anterior. Artigo 66º (Requisitos das sepulturas) As sepulturas deverão ser revestidas em cantaria, com a espessura máxima de 0,10 metros. Artigo 67º (Obras de conservação) 1- Nos jazigos devem efectuar-se obras de conservação, pelo menos de 8 em 8 anos, ou sempre que as circunstâncias o imponham 2- Para efeitos do disposto na parte final do número anterior, e nos termos do artigo 59º os concessionários serão avisados da necessidade das obras, marcando-se-lhes prazo para execução destas. 3- Em caso de urgência ou quando não se respeite o prazo referido no número anterior, pode o Presidente da Junta de Freguesia ordenar directamente as obras a expensas dos interessados. 20 Exibir mais
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REGULAMENTO DO CEMITÉRIO MUNICIPAL CAPÍTULO I DEFINIÇÕES E NORMAS DE LEGITIMIDADE Artigo 1º ( Definições ) Para efeitos do presente Regulamento, considera-se: a) Autoridade de polícia: a Guarda Nacional Leia mais REGULAMENTO DOS CEMITÉRIOS MUNICIPAIS DE ALCACER DO SAL
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CÂMARA MUNICIPAL DE PENICHE REGULAMENTO DO CEMITÉRIO MUNICIPAL (de acordo com o preceito constante do modelo anexo ao decreto-lei n.º 48 770 de 18 de Dezembro de 1968) EDITAL VICTOR JOÃO ALBINO DE ALMEIDA Leia mais REGULAMENTO DO CEMITÉRIO MUNICIPAL 1
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87 Artigo 46.º São competentes para a aplicação das penalidades constantes das alíneas do artigo anterior: Das alíneas a) a e) o executivo da Junta de Freguesia; Da alínea f) a Assembleia de Freguesia. Leia mais REGULAMENTO DOS CEMITÉRIOS MUNICIPAIS
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1 Regulamento do Cemitério de Vila Fria 2 Índice Capitulo I Organização e Funcionamento dos Serviços... 4 Artigo 1 Âmbito... 4 Artigo 2 Horário de Funcionamento... 5 Artigo 3 Recepção e Inumação de Cadáveres... Leia mais REGULAMENTO DOS CEMITÉRIOS MUNICIPAIS DE SANTO TIRSO E S. BARTOLOMEU DE FONTISCOS
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REGULAMENTO Nº 01/2005 REGULAMENTO DO CEMITÉRIO MUNICIPAL DE VILA FRANCA DE XIRA REGULAMENTO DO CEMITÉRIO MUNICIPAL DE VILA FRANCA DE XIRA NOTA JUSTIFICATIVA O Decreto-Lei número 411/98, de 30 de Dezembro, Leia mais Regulamento do Cemitério Municipal de Leiria
1 Regulamento do Cemitério Municipal de Leiria Preâmbulo Considerando as competências que, nos termos do disposto na alínea c) do artigo 16.º da Lei n.º 159/99, de 14 de Setembro, são cometidas aos órgãos Leia mais REGULAMENTO DO CEMITÉRIO DE PIÇARRAS PREÂMBULO
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REGULAMENTO DO CEMITÉRIO DA FREGUESIA DE RORIZ Aprovado em Reunião de Executivo da Junta a 10.02.2014 Aprovado em Reunião de Assembleia de Freguesia a 01.03.2014 PREÂMBULO Considerando que o atual Regulamento Leia mais REGULAMENTO DO CEMITÉRIO DA VILA DE PRADO
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Nota Justificativa O Decreto-Lei n.º 411/98 de 30 de Dezembro, com as alterações introduzidas pelos Decretos-Leis n.º 5/2000, de 29 de Janeiro, e n.º 138/2000 de 13 de Julho, consignou alterações importantes Leia mais Freguesia de Paranhos REGULAMENTO DO CEMITÉRIO DE PARANHOS
Freguesia de Paranhos REGULAMENTO DO CEMITÉRIO DE PARANHOS PREÂMBULO A entidade responsável pela administração do Cemitério, é a Junta de Freguesia de Paranhos (art. 2, al. m) do DL 411/98 de 30 de Dezembro). Leia mais REGULAMENTO DO CEMITÉRIO
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