Source: http://doutorrodrigoluz.blogspot.com.br/2015/08/
Timestamp: 2017-10-22 04:36:53+00:00
Document Index: 90820555

Matched Legal Cases: ['artigo 187', 'artigo 153', 'artigo 389', 'artigo 42', 'artigo 42', 'artigo 28', 'artigo 28', 'artigo 28']

Blog do Dr. Rodrigo Luz: Agosto 2015
"Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes." (Código Civil, artigo 187)
Quando fui às compras na manhã de hoje, ouvi uma conversa em que duas pessoas se queixavam entre si das cobranças abusivas feitas por um credor a um conhecido delas, referente ao pagamento de dívidas. Preferi não me meter no papo, porém acabei escutando as reclamações acerca do problema, o qual nada mais é do que mais uma situação comum do nosso cotidiano.
Pelo que posso observar, os questionamentos sobre a cobrança de dívidas é algo que afeta a muitos dentro da sociedade brasileira e as pessoas físicas titulares de um crédito muitas vezes não sabem como exercer o direito que têm. Não raramente, vejo locadores, pequenos comerciantes, prestadores de serviços e até profissionais liberais perdendo a linha por causa de um não pagamento e o caso acaba parando numa Delegacia de Polícia. Há situações ainda em que o devedor consegue virar o jogo para cima do credor e entra depois com um processo por danos morais no Juizado Especial Cível obtendo uma sentença de procedência a seu favor capaz de superar até o valor cobrado.
Para evitar resultados assim, o melhor é buscar orientações jurídicas sendo o advogado o profissional mais adequado para ensinar o exercício correto do direito de cobrança numa situação específica e até mesmo realizá-lo na qualidade de procurador extrajudicial do titular do crédito. Pois nunca podemos esquecer de que as dores de cabeça por causa de um conflito na esfera jurídica podem sair bem mais caras do que uma consulta num escritório de advocacia.
Como se sabe, não há mal algum em você cobrar uma dívida. O Código Civil de 2002, em seu artigo 153, assim diz sobre esta e outras questões: "Não se considera coação a ameaça do exercício normal de um direito, nem o simples temor reverencial". E, por sua vez, o mesmo diploma legal declara:
Como é de conhecimento geral, segundo manda a Lei, se uma obrigação não for cumprida, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária, de acordo com os índices oficiais regularmente estabelecidos. Está lá expresso no artigo 389 do nosso Código, muito embora, na prática, o credor nem sempre recebe tudo aquilo que tem direito. E, quando precisa entrar na Justiça, necessita gastar com o adiantamento das custas processuais e ainda pagar o trabalho do seu advogado. Aí, se o réu/executado não tiver nenhum patrimônio disponível e se recusar a pagar, o autor/exequente pode ficar a ver navios...
Por outro lado, há quem não consiga receber o seu crédito por motivo de intransigência e falta de trato para lidar adequadamente com esses problemas. Tem credores que, simplesmente, dificultam o pagamento e outros que se aborrecem de uma tal maneira com o devedor a ponto de dramatizarem um pequeno conflito que pode muito bem ser resolvido dentro de seus limites sem alcançar uma dimensão maior.
Quando aconselho alguém a lidar com a cobrança de dívidas, em via de regra sugiro primeiro um contato amigável. Nós nunca sabemos o motivo que levou o devedor a atrasar, tipo se ele sofreu algum acidente, teve uma enfermidade na família ou perdeu o emprego. Claro que, de acordo com a lei, os problemas pessoais dos outros não têm que interferir no nosso direito de receber o crédito devido, porém o bom senso ensina que, na vida, precisamos ser tolerantes e ceder um pouquinho daqui ou dali.
Uma vez conversando cordialmente com a pessoa, acho recomendável conceder um novo prazo para o adimplemento da obrigação. E aí, se estou na condição de credor, prefiro avaliar todo o histórico de relacionamento com o devedor, levando em conta a boa-fé e os pagamentos feitos anteriormente. Sei que alguns malandros poderão abusar da paciência alheia, mas há quem será eternamente grato pelo tratamento tolerante no sentido de estender o prazo e suspender a cobrança da multa. Até mesmo porque perder um bom cliente nos dias atuais é burrice.
Mas o que fazer se o devedor não atende aos contatos e simplesmente fica enrolando o credor?
Bem, neste caso, continuo aconselhando a manter a calma diante do problema. O credor não pode violar a dignidade do devedor atentando contra a sua intimidade, a vida privada, a honra ou a imagem que são bens jurídicos imateriais protegidos constitucionalmente. Por isso, nada de ficar expondo no balcão da loja o cheque devolvido da pessoa, aquela promissória não paga ou fazer um escândalo em frente à casa do sujeito inadimplente! A melhor medida nessas horas é notificá-lo dentro da formalidade por meio de uma carta registrada com aviso de recebimento ou telegrama com cópia e confirmação, desde que sejam de mão própria (entregues pelos Correios ao próprio destinatário). Caso envie um e-mail, mantenha armazenado o inteiro teor do texto na pasta de mensagens enviadas até solucionar definitivamente o problema, mesmo que venha a confeccionar uma impressão. E também não apague as respostas recebidas porque elas poderão servir de prova num eventual processo.
Sobre a redação da correspondência, deve o credor ser curto e objetivo ao exigir que seja adimplida a obrigação, conforme os prazos, as importâncias corretamente calculadas e as demais condições contratuais aplicáveis. De modo algum você deve ameaçar a pessoa ou se estender muito no assunto referindo-se a coisas que não têm muito a ver com o problema do não pagamento. Se precisar de ajuda, não hesite em procurar um advogado ou um escritório especializado em cobranças, bem como os serviços de um contador para ajudar na atualização dos valores. Até mesmo porque, na hipótese de relação de consumo, se o devedor receber um boleto cobrando quantias em excesso, poderá exigir a sua devolução em dobro conforme prevê o artigo 42, parágrafo único da Lei Federal n.º 8.078/90. E, neste sentido, há que se observar uma disposição legal específica para que os efeitos jurídicos da comunicação não sejam questionados:
Conclui-se que cobrar uma dívida constitui um direito legítimo assegurado por lei. Porém, não pode o credor agir abusivamente e aí entendo que o artigo 42 caput do Código de Defesa do Consumidor aplica-se a todas as situações, mesmo que por analogia, em que a pessoa inadimplente não seja exposta a ridículo, nem submetida a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. Por isso, mais do que nunca é importante buscar orientação jurídica a fim de que tudo seja feito com o respaldo da legislação vigente.
Tenham todos um ótima semana!
OBS: Ilustração acima extraída de http://www.varzeagrande.mt.gov.br/storage/imagem/7d67619aa3ed28ea2c01ac3c39b91daf.jpg
Postado por RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ às 12:31 4 comentários: Links para esta postagem
"O Espírito do Soberano Senhor está sobre mim porque o Senhor ungiu-me para levar boas notícias aos pobres. Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado, anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros" (Isaías 61:1; NVI)
Está pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal o Recurso Extraordinário (RE) n.º 635.659 referente a uma ação na qual se discute o direito de porte de drogas no país. O caso diz respeito a um ex-presidiário que cumpria pena em Diadema (SP) e foi solto em janeiro deste ano. A polícia havia encontrado 3 gramas de maconha na sua cela e o detento veio a ser condenado como usuário de drogas à prestação de serviços à comunidade. Entretanto, a defesa não se conformou, tendo a Defensoria Pública de São Paulo recorrido com a alegação de que ninguém pode ser punido por ser usuário, argumentando que as coisas praticadas na vida privada não afetam terceiros.
Como se trata de algo que teve reconhecida a sua repercussão geral, a ação conseguiu subir até o STF e caiu no colo no ministro Gilmar Mendes. Em seu voto do dia 20/08, o relator opinou pela inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), a qual define como crime o porte de drogas para uso pessoal, fixando penas ao infrator, embora não restritivas da liberdade de locomoção:
Segundo o entendimento adotado pelo ministro, a criminalização estigmatiza o usuário e compromete medidas de prevenção e redução de danos. Destacou também que se trata de uma punição desproporcional do usuário, ineficaz no combate às drogas, além de infligir o direito constitucional à personalidade. No seu posicionamento, os efeitos não penais das disposições do artigo 28 devem continuar em vigor como medida de transição, enquanto não se estabelecem novas regras para a prevenção e combate ao uso de drogas. Assim, votou o ministro pelo provimento ao recurso apresentado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo e absolveu o réu por atipicidade da conduta:
"Tenho que a criminalização da posse de drogas para uso pessoal é inconstitucional, por atingir, em grau máximo e desnecessariamente, o direito ao desenvolvimento da personalidade em suas várias manifestações, de forma, portanto, claramente desproporcional"
Além disso, o voto propôs que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) seja acionado para diligenciar, em articulação com Tribunais de Justiça, Ministério da Justiça, Ministério da Saúde e Conselho Nacional do Ministério Público os encaminhamentos necessários à aplicação dos dispositivos do artigo 28 em procedimento cível. Também cabe ao CNJ, segundo o relator, articular estratégias preventivas e de recuperação de usuários com os serviços de prevenção. E deverá o Conselho, em seis meses, regulamentar a apresentação imediata do preso em flagrante por tráfico ao juiz, e apresentar relatórios semestrais com providências tomadas e resultados obtidos.
Concordo em diversos aspectos com a decisão do ministro Gilmar Mendes. Tanto o Estado quanto a sociedade precisam aprender a respeitar melhor as pessoas que sejam dependentes de drogas. Para tanto, há que se buscar a adoção de medidas mais eficazes a fim de evitarmos que usuários continuem presos indevidamente por tráfico sem provas suficientes, cabendo ao juiz (e não à Polícia) a função de analisar as circunstâncias do ato, avaliando a configuração da hipótese de uso ou de tráfico.
Verdade que o usuário de drogas é um doente que precisa de acolhimento da nossa sociedade, a qual também encontra-se enferma e tem produzido um ambiente propício ao vício. Tratar o dependente químico como bandido, bem como colocá-lo numa situação difícil em que pode ser facilmente enquadrado como traficante (em geral são os pobres que costumam ser condenados por tráfico), em nada ajuda a sua recuperação. Pelo contrário, acabamos criando uma situação perversa capaz de excluir ainda mais ainda as pessoas que fazem uso de substâncias ilícitas a ponto de aumentar a população carcerária do país e piorando o nosso apartheid social.
Entendo que todo ser humano deve ter o direito de tomar as suas próprias decisões, mesmo que erradas, ou do contrário o indivíduo jamais aprende a acertar. Pois para alguém chegar à visão do apóstolo Paulo, no sentido de que nem todas as coisas permitidas são convenientes (1ª Co 6:12), uma dose suficiente de liberdade de escolha precisa ser concedida. Por isso, mesmo sendo averso ao consumo de certas drogas, deve o Estado consentir quanto ao porte e uso privado das substâncias entorpecentes, ou, do contrário, a Polícia estará invadindo a esfera da intimidade do cidadão.
Como cristão, considero que o papel da Igreja é acolher colocando em prática a citação bíblica do Livro de Isaías feita no começo deste artigo. Pois foi o que fez Jesus quando, em seu ministério de três anos e meio pela Terra de Israel, foi em busca das ovelhas perdidas, jamais rejeitando as pessoas excluídas da sociedade. Além de ter pregado nas congregações religiosas (as sinagogas judaicas da Galileia), o Mestre também abraçou publicanos e prostitutas, tendo tocado amorosamente em "impuros" leprosos para os curar. Sua mensagem era de perdão e conciliação, nunca de condenação.
Assim sendo, desejo não somente que o nosso STF dê uma interpretação inclusiva à legislação sobre drogas, conforme o basilar princípio constitucional da dignidade da pessoa humana (o qual corresponde ao amor de Cristo nos dias atuais), como também que adotemos uma política mais inclusiva no nosso país em relação ao viciados. Apenas descriminalizar a maconha e outras substâncias entorpecentes, por si só, não será suficiente para resolver o problema, da mesma maneira como a melhor distinção entre usuários e traficantes também carecerá de uma complementação. Aí, reconhecendo as limitações das instituições estatais, inclusive dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), considero que a sociedade precisa ser mais ativa.
Trazer alguém de volta à sobriedade não é tarefa fácil sendo necessário que o viciado dê o primeiro passo. Contudo, nós cristãos devemos estar disponíveis para orar/interceder por esses irmãos e abraçá-los com o devido respeito, por serem igualmente destinatários do amor de Cristo, sem fazermos julgamentos de ordem moral. Precisamos também apoiar os seus familiares que muitas das vezes encontram-se desestruturados emocionalmente, acumulados de ressentimentos e até mesmo sem compreenderem a Graça Divina. É nestas horas que a nossa contribuição fraternal ajudará na formação de uma corrente do bem resgatando vidas para o Reino de Deus.
Uma ótima semana e tenham todos um excelente domingo com Jesus!
OBS: Ilustração acima extraída de uma notícia da Agência Brasil conforme consta em http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2013/08/municipio-do-rio-ganha-primeiro-centro-24-horas-para-atendimento-a
Postado por RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ às 16:37 2 comentários: Links para esta postagem
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Postado por RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ às 04:58 Nenhum comentário: Links para esta postagem
As manifestações desta quinta-feira (20/08) mostram o quanto o país ficaria perigosamente dividido na hipótese de um impeachment da presidente Dilma Rousseff. Basta um pouquinho de esforço para projetarmos como seria o dia seguinte, com as centrais sindicais, o MST, os sem-teto, as entidades estudantis e os partidos de esquerda indo às ruas em contínuos protestos. Isto significaria o descrédito do regime democrático brasileiro para tais grupos.
É certo que as manifestações de hoje não superam em número as passeatas do último domingo (16/08). Entretanto, devemos levar em conta a consistência na organização de um movimento político que se apresenta no meio de semana, com uma tradicional ideologia e força dentre os setores menos favorecidos da nossa sociedade, sendo que hoje houve chuva em algumas das capitais. Já os defensores do impeachment, conforme um estudo realizado, teriam um perfil oposto e "sem uma pauta capaz de dialogar com a periferia" (ler matéria Pesquisa revela que grupo pró-impeachment não tem potencial de crescimento, publicada na presente data).
Viva a democracia e a legalidade! Diga não à radicalização e não aos protestos pelo impeachment!
OBS: Foto acima de Paulo Marcelo Camargo / Agência Brasil
Postado por RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ às 21:16 Nenhum comentário: Links para esta postagem
Postado por RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ às 09:24 Um comentário: Links para esta postagem
"Trabalhadores do mundo, uni-vos!" (Karl Marx)
Em minha última postagem aqui do blogue, De protestos assim, tô fora!!!!!!!, posicionei-me contra os protestos deste último domingo (16/08). Porém, na tarde desta terça (18), apoiei a manifestação dos professores da rede municipal daqui de Mangaratiba, por concordar com as ideias defendidas pelo movimento.
Conforme a convocação feita pelo SEPE Mangaratiba (o sindicato da categoria), os profissionais da educação decidiram fazer uma paralisação de 24 horas. Concentraram por volta das 13 horas na Praça Robert Simões, no Centro da cidade, e de lá foram para a Secretaria de Educação e depois até a Câmara Municipal onde assistiram a sessão que começa às 14:30. E a sala de reuniões lotou como deveria ser de fato o nosso Legislativo - uma Casa do Povo.
Logo após o almoço, reuni-me com o meu vereador em seu gabinete e tratei com ele do assunto, encorajando-o a fazer uso do chamado "tema livre" que é um espaço dado aos edis para discursarem na tribuna durante as sessões do Legislativo local. Concordamos em prestar solidariedade à causa dos professores de Mangaratiba nos colocando à disposição para ajudá-los.
Em resumo, os professores apresentaram a seguinte pauta aos vereadores por meio de um comunicado que foi lido na sessão. Eles pedem:
Na sua nota oficial, o SEPE Mangaratiba assim havia se manifestado no dia 05/08:
"O Sepe Mangaratiba vem por meio desta nota informar sobre os motivos para a não realização da audiência com representantes da Prefeitura, marcada com mais de um mês de antecedência segundo solicitação do sindicato.
Lamentamos profundamente a forma como fomos informados na recepção da Prefeitura sobre a ausência do Prefeito e do Procurador do município, razão pela qual a audiência não foi realizada. Vale ressaltar que, na última assembleia realizada em praça pública, nosso sindicato mobilizou seus diretores e também representantes da base da categoria para formar a comissão de negociação que esteve presente nesta quarta-feira (5/8) na sede da Prefeitura de Mangaratiba a fim de negociar a pauta de reivindicações da categoria com o Executivo municipal. No entanto, para surpresa de todos a audiência havia sido cancelada.
Em virtude disso, o Sepe Mangaratiba protocolou ofício solicitando que a audiência seja imediatamente remarcada para a próxima sexta-feira, dia 7 de agosto, às 13 horas. Dessa forma, o sindicato prova que está disposto a negociar, mantendo abertos os canais de diálogo com a Prefeitura de Mangaratiba.
O Sepe Mangaratiba faz um apelo a todos os profissionais da rede municipal de Educação de Mangaratiba para que compareçam em peso na próxima Assembleia da categoria, que será realizada nesta sexta-feira, dia 7 de agosto, às 15 horas, no salão de reuniões do Hotel Mendonça. Em pauta, concurso público, reajuste salarial e data-base."
De protestos assim, meus amigos, tô dentro! Ao contrário do que fizeram certos manifestantes no domingo (muitos deles chegaram a defender "intervenção militar" bem como uma descabida tese de impeachment da presidente), os nossos professores expõem reivindicações que são legítimas, pois se acham dentro da legalidade e da democracia. Querem, antes de mais nada, serem ouvidos e negociarem, tornando inteiramente justo o reclame para que as remunerações pagas pela Prefeitura daqui sejam devidamente reajustadas.
Mesmo não sendo um profissional da educação, visto que me formei em bacharel no curso de Direito, considero de grande relevância o trabalho dos professores. Além de ser neto de uma professora por parte de pai e minha esposa Núbia ter dado aulas para crianças antes que nos conhecêssemos em 1999, sou grato aos mestres que a vida colocou em meu caminho. Sem eles, não teria nem chegado numa faculdade. Logo, se queremos um país melhor para os nossos descendentes, devemos reconhecer a importância que têm reivindicações como essa que acompanhei hoje.
Parabéns, professores de Mangaratiba! Não desistam e voltem à rua (e à Câmara) sempre que precisarem protestar por melhores condições de trabalho, lutando por um tratamento mais digno da Prefeitura. Estamos juntos!
OBS: Fotos acima feitas por mim durante a tarde desta terça-feira, dia 18/08/2015, na Câmara Municipal de Mangaratiba, ao cobrir a presença dos professores no nosso Parlamento local.
Postado por RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ às 23:17 Nenhum comentário: Links para esta postagem
Postado por RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ às 08:48 4 comentários: Links para esta postagem
Embora nos últimos anos eu tenha me afastado um pouco do cotidiano forense, ainda continuo sendo um advogado e pertencendo aos quadros da OAB no Estado do Rio de Janeiro. Enquanto permanecer na Câmara de Mangaratiba, apenas não posso advogar contra a Fazenda Pública que me remunera que, no caso, é o Município. Porém, nada me impede de continuar lutando por justiça, inclusive na área social, dando orientações ao público sobre como o cidadão daqui poderá agir na defesa de seus direitos coletivos em relação à Prefeitura e até mesmo perante o Legislativo.
Neste 11 de agosto em que é comemorado o dia do advogado, quero ressaltar a importância da atuação do profissional do Direito na área social. Pois, no meu entender, a vida do ser humano não se resume apenas a ganhar dinheiro! Todos somos chamados a contribuir com o melhoramento dos nossos bairros, cidades e país. Podemos e devemos ter essa responsabilidade dedicando nem que seja uma lasca do nosso tempo livre sem visar o interesse próprio.
Gosto muito da frase que diz não haver justiça sem o advogado. Por isso considero que, com bons e honrados profissionais, poderemos ajudar na distribuição da justiça neste país que tanto sofre com as suas históricas desigualdades, autoritarismos, falta de ética e corrupção. Usando o conhecimento jurídico e o poder da palavra, tem o advogado condições de fortalecer a luta de qualquer grupo social vulnerável ou em desvantagem. Temos hoje a oportunidade de gritar pelo pobre, pelo trabalhador explorado por seu patrão, pela mulher violentada pelo seu marido, pelo portador de deficiências, pelo idoso, pela criança, pelo paciente enfermo do hospital público, pela natureza que é devastada e pelos animais.
Há inúmeras críticas aos advogados médicos e engenheiros por causa do título de "doutor" dado na época do Império brasileiro, tendo em vista que nem todas as pessoas formadas no bacharelado em Direito são portadoras de um título de doutorado. Todavia, prefiro referir-me aos meus nobres colegas de profissão como doutores e doutoras, bem como usar em relação a eles o respeitoso tratamento de "Vossa Excelência", considerando a igualdade que deve haver entre a nossa categoria, os magistrados e os membros do Ministério Público. E aí lembro do que certa vez teria escrito o apóstolo Paulo em sua sagrada epístola: "a quem honra, honra" (Romanos 13:7).
Apesar de todas as dificuldades financeiras que, em geral, os nossos doutores enfrentam hoje, creio ser possível também prestar um pouco de assistência aos mais carentes. Claro que o advogado não vai sair pegando um montão de processos gratuitamente sem conseguir dar conta deles e acabar prestando um serviço de qualidade inferior ao da Defensoria Pública. Porém, conforme a situação, podemos socorrer ou aliviar a carga de algumas pessoas que Deus põe no nosso caminho.
Independente da assistência, cabe ao advogado valorizar o seu trabalho. Cobrar honorários justos, pleitear na Justiça uma verba de sucumbência proporcional à sua vitoriosa atuação, receber pagamentos pelas consultas e evitar os chamados "contratos de risco" (casos em que o cliente só paga se ganhar algum dinheiro no processo) são atitudes importantíssimas para que a nossa profissão continue sendo rentável. E aí temos que saber distinguir quem realmente é pobre e hipossuficiente das pessoas que só querem se aproveitar da nossa boa vontade...
Encerro o texto de hoje compartilhando os meus parabéns aos advogados de todo o Brasil e dizendo a eles que, no exercício dessa indispensável profissão, jamais deixem de lutar pelo bem estar social, incluindo nas suas atividades trabalhos em defesa das questões coletivas e também a assistência aos mais humildes na medida das possibilidades, sem prejudicarem a si mesmo ou ao assistido.
Postado por RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ às 19:41 7 comentários: Links para esta postagem
Nos capítulos finais do livro do profeta Isaías, lemos uma oração de clamor feita pelo autor bíblico em que ele chega a chamar Deus como sendo o "Pai" de seu povo:
"Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor é o teu nome desde a antiguidade (...) Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai, nós somos o barro e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos" (Is 63:16 e 64:8; ARA)
Achei muito interessante a maneira íntima como tal oração foi composta séculos antes de Jesus vir ao mundo e ensinar o Pai Nosso aos seus discípulos. Pois como podemos perceber pela leitura das Escrituras Hebraicas (a meu ver erroneamente chamadas de "Antigo Testamento"), os judeus não tinham o hábito de se referir a Deus de tal maneira. Porém, é no livro de Isaías que as figuras paterna e materna (Is 49:15) são utilizadas para expressar o divino amor por seu povo, sendo algo bastante confortador.
Se pararmos para pensar no contexto histórico das profecias finais do livro de Isaías, os judeus estavam vivendo no exílio da Babilônia, centenas de quilômetros distantes da terra de origem, com o Templo e as cidades de Israel destruídas. Muitos andavam sem esperança, contido o autor sagrado não só motivou a nação a reagir como também jamais cessou de clamar ao Senhor para que desse livramento à sua gente.
Quantas vezes não passamos por situações também difíceis em nossas vidas quando nos deparamos com graves problemas, doenças, ameaças, pobreza e perseguições dos mais variados tipos?! Nessas horas, quantas vezes não nos sentimos desamparados quando nos falta a presença de uma figura paterna forte ao nosso lado e que venha em nosso auxílio?!
Não podemos nos esquecer do amor de Deus, meus queridos. Por mais adversas que sejam as circunstâncias e ainda que tenhamos sido os causadores do próprio sofrimento, devemos saber o quanto o misericordioso Pai Eterno nos ama e nunca abandonará a nossa alma. No tempo Dele, o livramento chega e a todo momento podemos buscar o seu conforto.
Que nesta data dedicada pelo comércio aos pais terrenos, também possamos celebrar a Deus, nosso Pai. E, se nossos genitores já não estão mais aqui na Terra, eis Papai do Céu permanece sempre conosco, sendo digno de todo o louvor e adoração. Portanto, digamos assim: Feliz dia dos pais, Senhor!
Postado por RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ às 09:38 Um comentário: Links para esta postagem
Hoje os jornais trouxeram uma boa e animadora notícia. Trata-se de um plano anunciado pelo presidente norte-americano Barack Obama para combater o aquecimento global promovendo a geração de energia limpa. Sua proposta é reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa nos Estados Unidos em um terço num prazo de 15 anos.
A meta do plano é cortar as emissões de carbono do setor energético em 32% até 2030, tendo como base os níveis de 2005. Em outras palavras, o que Obama pretende é substituir as atuais energias poluentes (principalmente o uso do carvão) por fontes renováveis, como a eólica e a solar. E para tanto os governadores dos estados da federação norte-americana terão de cumprir metas de redução de carbono devendo apresentar propostas à Casa Branca sobre como atingirão os objetivos.
Torço para que os EUA realmente consigam colocar em prática esse corajoso plano e que nações em desenvolvimento como a nossa não andem na contramão. Aliás, temos sido proporcionalmente responsáveis pelo desequilíbrio climático do planeta porque contribuímos com o desmatamento da Amazônia, com a exploração petrolífera e, na atual crise energética, ainda temos sujado equivocadamente a nossa matriz com as poluentes termoelétricas sendo que, na verdade, poderíamos estar utilizando mais a força dos ventos, das marés, a intensidade dos raios solares, além dos biocombustíveis (inclusive o carro a álcool).
Está agendada para dezembro uma nova Conferência do Clima, a qual será realizada em Paris e deve reunir representantes de uma centena de países para elaborar um plano de redução de gás carbônico para o mundo. O objetivo é colocar em ação o pacto de mudanças a partir de 2020. Até hoje, no entanto, reuniões do tipo surgiram pouco efeito prático na surda comunidade internacional. Porém, antes tarde do que nunca! E precisamos começar logo a mudança mesmo que seja agora. Do contrário, poderá não haver um futuro para a humanidade.