Source: http://consulta.jfse.jus.br/Consulta/lista_publ.asp?CodRelac=2008000038&CodSecao=85&CodLocFis=3
Timestamp: 2014-12-21 22:10:09+00:00
Document Index: 16727815

Matched Legal Cases: ['artigo 37', 'artigo 3', 'artigo 267', 'artigo 267', 'artigo 267', 'artigo 267', 'artigo 330', 'ARTIGO 3', 'artigo 4', 'artigo 43', 'artigo 431', 'ARTIGO 3', 'artigo 44', 'artigo 3', 'artigo 3', 'artigo 8', 'artigo 3', 'artigo 8', 'artigo 3', 'ARTIGO 269', 'artigo 269', 'artigo 431', 'artigo 20', 'artigo 333', 'artigo 431']

Publicado no Di�rio da Justi�a de 11/06/2008
Boletim 2008.000038 - 3 a. VARA FEDERAL:
ADELAIDE ELISABETH CARDOSO C. DE FRAN�A 0001632-52.2007.4.05.8500
ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE 0001964-53.2006.4.05.8500
0004784-84.2002.4.05.8500
0008499-03.2003.4.05.8500
0003388-72.2002.4.05.8500
0002010-42.2006.4.05.8500
0004147-70.2001.4.05.8500
AGU - PROCURADORIA DA UNIAO NO ESTADO DE SERGIPE 0005014-53.2007.4.05.8500
0001799-79.2001.4.05.8500
0003167-16.2007.4.05.8500
AGU - PROCURADORIA GERAL FEDERAL ESPECIALIZADA INCRA 0000749-81.2002.4.05.8500
AGU - PROCURADORIA GERAL FEDERAL ESPECIALIZADA INSS 0001767-64.2007.4.05.8500
AIDA MASCARENHAS CAMPOS 0000325-39.2002.4.05.8500
0001485-89.2008.4.05.8500
ALDO CARDOSO COSTA 0001350-77.2008.4.05.8500
ANA CRISTINA BARRETO DE CASTRO 0002280-03.2005.4.05.8500
0002453-27.2005.4.05.8500
0001938-26.2004.4.05.8500
ANA CRISTINA CARLOS S. MENESES 0004330-65.2006.4.05.8500
ANA ELISA SOBRAL V N DA C VIEIRA 0004089-91.2006.4.05.8500
0001072-91.1999.4.05.8500
ANA ELISA SOBRAL VILA NOVA DE CARVALHO VIEIRA 0003775-82.2005.4.05.8500
ANDRE LUIZ QUEIROZ STURARO 0003537-34.2003.4.05.8500
ANDREA LICIA OLIVEIRA TEODORO 0000749-81.2002.4.05.8500
ANNA PAULA SOUSA DA FONSECA SANTANA 0004150-25.2001.4.05.8500
ANTONIA MARIA MENEZES OLIVEIRA 0004587-27.2005.4.05.8500
0002289-62.2005.4.05.8500
ANTONIO MAURICIO TELES MACHADO 0005407-17.2003.4.05.8500
ANTONIO SOARES SILVA JUNIOR 0002010-42.2006.4.05.8500
0001767-64.2007.4.05.8500
ARIVALDO BARRETO CONCEICAO JUNIOR 0001350-77.2008.4.05.8500
0001660-83.2008.4.05.8500
ARLINDO VENANCIO DOS SANTOS 0001072-91.1999.4.05.8500
BIANCO SOUZA MORELLI 0003923-93.2005.4.05.8500
0002239-65.2007.4.05.8500
0002823-31.1990.4.05.8500
0002192-91.2007.4.05.8500
BRUNO MARCOS GUARNIERI E OUTROS 0002280-03.2005.4.05.8500
CARLOS ALBERTO RODRIGUES 0004150-25.2001.4.05.8500
0001748-54.1990.4.05.8500
CASSIA SOBRAL DE MELO TELES 0005407-17.2003.4.05.8500
CHRISTIAN ARY DA CRUZ BARBOSA 0005014-53.2007.4.05.8500
0000102-13.2007.4.05.8500
CICERO CORBAL GUERRA NETO 0003715-56.1998.4.05.8500
CL�UDIA TELES DA PAIX�O ARA�JO 0000327-33.2007.4.05.8500
DANIEL FABRICIO COSTA JUNIOR 0001798-50.2008.4.05.8500
DEMOSTENES RAMOS DE MELO 0001412-30.2002.4.05.8500
DIEGO CARNEIRO TEIXEIRA 0001653-91.2008.4.05.8500
EDES SOARES DE OLIVEIRA 0004147-70.2001.4.05.8500
ELIDIO ZANETTE MARIANI 0001798-50.2008.4.05.8500
ELIZABETH ALVES COSTA NETO 0005463-55.2000.4.05.8500
ENEDINA COSTA CARDOSO 0005407-17.2003.4.05.8500
ENILDE SANTOS ALMEIDA 0005407-17.2003.4.05.8500
EVALDO FERNANDES CAMPOS 0000749-81.2002.4.05.8500
FABIO ROSA RODRIGUES 0008499-03.2003.4.05.8500
FERNANDA TEIXEIRA LEITE 0004187-42.2007.4.05.8500
FRANCISCO LUIS GADELHA SANTOS 0001653-91.2008.4.05.8500
GERALDO DE OLIVEIRA 0001412-30.2002.4.05.8500
GICELMA SANTOS DO NASCIMENTO 0001798-50.2008.4.05.8500
0000853-63.2008.4.05.8500
GILMARA CALA�A DIAS 0001660-83.2008.4.05.8500
GILSON LUIS SOUSA DE ARAUJO 0001629-68.2005.4.05.8500
GISELA B CAMPOS FERREIRA 0004629-08.2007.4.05.8500
GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN 0002280-03.2005.4.05.8500
HELDER FELIZOLA SOARES (UFS) 0000853-63.2008.4.05.8500
HELIO ROBERTO SILVEIRA PAES(FN) 0006498-65.1991.4.05.8500
HERMOSA MARIA SOARES FRANCA 0005407-17.2003.4.05.8500
ILTON MARQUES DE SOUZA 0004784-84.2002.4.05.8500
ISLA DE OLIVEIRA ALMEIDA 0000260-73.2004.4.05.8500
ISMAEL ALMEIDA SANTOS 0001798-50.2008.4.05.8500
IVAN DE ALMEIDA GOIS JUNIOR 0001798-50.2008.4.05.8500
JACSON FARIAS RODRIGUES 0005407-17.2003.4.05.8500
JAILTON VICENTE DOS SANTOS 0004380-09.1997.4.05.8500
JANE TEREZA VIEIRA DA FONSECA 0003715-56.1998.4.05.8500
JOAO DARIO DA ROCHA FILHO 0008499-03.2003.4.05.8500
JOAO GUILHERME CARVALHO 0004609-27.2001.4.05.8500
JOAO SANTANA FILHO 0004629-08.2007.4.05.8500
0005177-04.2005.4.05.8500
0001798-50.2008.4.05.8500
JOAQUIM DE CALASANS MELO FILHO 0006483-81.2000.4.05.8500
JOAQUIM GONCALVES NETO 0006498-65.1991.4.05.8500
JOICE ANGELI AUGUSTO CAMPOS DOS SANTOS 0004330-65.2006.4.05.8500
JOSE ADILSON CRUZ 0004600-36.1999.4.05.8500
JOSE ALBERTO GOMES VARJAO(FN) 0004609-27.2001.4.05.8500
0002024-26.2006.4.05.8500
JOSE AUGUSTO DOS SANTOS SOBRINHO 0004330-65.2006.4.05.8500
JOSE EDUARDO DE SANTANA MACEDO 0002239-65.2007.4.05.8500
JOSE EDUARDO DORNELAS SOUZA 0000175-82.2007.4.05.8500
JOSE HUMBERTO CARVALHO S. JUNIOR 0000002-78.1995.4.05.8500
JOSE JEFERSON CORREIA MACHADO 0004609-27.2001.4.05.8500
JOSE MELO SANTOS 0000260-73.2004.4.05.8500
0006076-36.2004.4.05.8500
JOSE RILTON TENORIO MOURA 0000175-82.2007.4.05.8500
JOSE SIMPLICIANO FONTES 0003715-56.1998.4.05.8500
JOSE VIVALDO DE MENEZES 0004147-70.2001.4.05.8500
LAERT NASCIMENTO ARAUJO 0000039-95.2001.4.05.8500
LAFAIETE REIS FRANCO 0001485-89.2008.4.05.8500
LEANDRO DOS SANTOS RODRIGUES CAMPOS 0000002-78.1995.4.05.8500
LEAO MAGNO BRASIL JUNIOR 0008499-03.2003.4.05.8500
LE�ZIO MACHADO DANTAS 0001798-50.2008.4.05.8500
LENORA VIANA DE ASSIS 0000710-74.2008.4.05.8500
LISES ALVES CAMPOS 0001485-89.2008.4.05.8500
LUCIANNE LEAL SANTOS 0001798-50.2008.4.05.8500
LUIS ANTONIO SANTANA DA SILVA 0003167-16.2007.4.05.8500
LUIZ EDUARDO AYRES DE FREITAS BRITO 0002823-31.1990.4.05.8500
LUIZ ROBERTO DANTAS DE SANTANA 0001632-52.2007.4.05.8500
0004187-42.2007.4.05.8500
MARCEL COSTA FORTES 0001798-50.2008.4.05.8500
MARCELO HORA PASSOS 0001748-54.1990.4.05.8500
0000260-73.2004.4.05.8500
MARCIA MENEZES NASCIMENTO 0001412-30.2002.4.05.8500
MARCOS ANTONIO RIBEIRO SILVA GALDINO 0006076-36.2004.4.05.8500
MARCOS ROMERO DE MENEZES 0000039-95.2001.4.05.8500
MARIA ALVANDA DE FREITAS 0001798-50.2008.4.05.8500
MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS 0002289-62.2005.4.05.8500
0000325-39.2002.4.05.8500
0001209-63.2005.4.05.8500
0004587-27.2005.4.05.8500
MARIA DO SOCORRO MIRA DE SOUZA 0000567-95.2002.4.05.8500
0004330-65.2006.4.05.8500
MARIA LUCIMAR S. OLIVEIRA 0005407-17.2003.4.05.8500
MARIA LUIZA CARDOSO COELHO 0000002-78.1995.4.05.8500
MARTA ALMEIDA SANTOS 0001209-63.2005.4.05.8500
MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO 0000567-95.2002.4.05.8500
NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES 0001653-91.2008.4.05.8500
PAULA GIRON MARGALHO DE GOIS 0006714-69.2004.4.05.8500
0005463-55.2000.4.05.8500
PAULO ANDRADE GOMES 0004380-09.1997.4.05.8500
0003715-56.1998.4.05.8500
PAULO M�RCIO DE N�POLIS 0003775-82.2005.4.05.8500
PEDRO DIAS DE ARAUJO JUNIOR 0005407-17.2003.4.05.8500
PROCURADOR DA UFS 0001798-50.2008.4.05.8500
PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL EM SERGIPE - PGFN/SE 0001653-91.2008.4.05.8500
RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAG�O 0001748-54.1990.4.05.8500
REGES COELHO CORREIA 0003923-93.2005.4.05.8500
RENATA DE OLIVEIRA CARVALHO 0003923-93.2005.4.05.8500
RICARDO MONTEIRO MOTA 0005177-04.2005.4.05.8500
RICARDO TAVARES DE MEDINA SANTOS 0003923-93.2005.4.05.8500
RODRIGO DE LIMA FILHO 0001799-79.2001.4.05.8500
RODRIGO OT�VIO ACCETE BELINTANI 0001653-91.2008.4.05.8500
ROSANGELA OLIVEIRA SOUZA 0001964-53.2006.4.05.8500
SAMUEL SPONTAN DE CARVALHO 0005407-17.2003.4.05.8500
SEM ADVOGADO 0000710-74.2008.4.05.8500
0000749-81.2002.4.05.8500
0000327-33.2007.4.05.8500
SEM PROCURADOR 0000175-82.2007.4.05.8500
0001629-68.2005.4.05.8500
SIDNEY SILVA DE ALMEIDA 0001412-30.2002.4.05.8500
SILAS COUTINHO DE FARIAS ALVES 0003537-34.2003.4.05.8500
SILVIA HELENA PARABOLI M. MALUF 0004600-36.1999.4.05.8500
SONIA MARIA SANTOS 0001072-91.1999.4.05.8500
SONIA RODRIGUES SOARES CALDAS 0002823-31.1990.4.05.8500
0006483-81.2000.4.05.8500
TEREZINHA FRANCISCA OLIVEIRA 0002024-26.2006.4.05.8500
THAIS MAIA DE BRITTO 0003388-72.2002.4.05.8500
THIAGO D'AVILA MELO FERNANDES 0002010-42.2006.4.05.8500
VANIA MARIA PRADO N. SANTOS 0002289-62.2005.4.05.8500
VINICIUS SILVA PRADO 0006714-69.2004.4.05.8500
Y�DA MARIA D�DA PEIXOTO TORRES 0004089-91.2006.4.05.8500
0000853-63.2008.4.05.8500 MINIST�RIO P�BLICO FEDERAL (Adv. GICELMA SANTOS DO NASCIMENTO) x FUNDA��O UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (Adv. HELDER FELIZOLA SOARES (UFS))
1 - Desnecess�ria a produ��o de provas em audi�ncia, eis que os fatos est�o devidamente demonstrados nos autos e, no mais, a mat�ria � eminentemente de direito.
2 - Est� encerrada a instru��o do feito, motivo pelo qual anuncio o julgamento antecipado da lide.
3 - Voltem-me conclusos para prola��o de senten�a.
0001798-50.2008.4.05.8500 MINIST�RIO P�BLICO FEDERAL (Adv. GICELMA SANTOS DO NASCIMENTO) x FUNDA��O UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (Adv. PROCURADOR DA UFS) x IGOR CAVALCANTI TEN�RIO BATISTA E OUTROS x SILVIO SOBRAL GARCEZ JUNIOR (Adv. LUCIANNE LEAL SANTOS, ELIDIO ZANETTE MARIANI, LE�ZIO MACHADO DANTAS) x RENATA DE JESUS COSTA (Adv. ISMAEL ALMEIDA SANTOS) x ISIS DE GOES TAVARES E OUTRO (Adv. MARCEL COSTA FORTES, JOAO SANTANA FILHO, DANIEL FABRICIO COSTA JUNIOR, LAERT NASCIMENTO ARAUJO, LUIZ ROBERTO DANTAS DE SANTANA) x WANDERSON DOS REIS SANTOS E OUTROS (Adv. MARIA ALVANDA DE FREITAS, IVAN DE ALMEIDA GOIS JUNIOR)
ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL.PROCESSUAL CIVIL. A��O CIVIL P�BLICA. MINIST�RIO P�BLICO FEDERAL. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE - UFS/SE. CONCURSO P�BLICO PARA O CARGO DE ASSISTENTE EM ADMINISTRA��O - N�VEL D. EXIG�NCIA DE EXPERI�NCIA PROFISSIONAL DE 12 (DOZE) MESES. VIOLA��O AOS PRINC�PIOS DA RAZOABILIDADE, DA PROPORCIONALIDADE, DA ISONOMIA, E DO LIVRE ACESSO AOS CARGOS P�BLICOS. ART. 37, I E II DA CONSTITUI��O FEDERAL. PRESEN�A DOS REQUISITOS QUE AUTORIZAM A CONCESS�O DA TUTELA DE URG�NCIA. TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA PARA QUE A R� SUSPENDA A REALIZA��O DO CONCURSO, EXCLUA A EXIG�NCIA DE EXPERI�NCIA PROFISSIONAL DE DOZE MESES E REABRA AS INSCRI��ES PELO PRAZO DE 15 (QUINZE) DIAS.
O MINIST�RIO P�BLICO FEDERAL ingressa com A��O CIVIL P�BLICA em face da UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE, com o fito de assegurar a participa��o de candidatos que n�o possuam experi�ncia profissional de 12 (doze) meses no concurso p�blico para provimento do cargo de Assistente em Administra��o - N�vel D - daquela institui��o, conforme Edital n� 13/2008.
Assevera o Minist�rio P�blico Federal que "a partir de uma an�lise conjunta dos itens 6.2 e 14.1, do j� citado Edital, constata-se que somente ser� investido no cargo de Assistente em Administra��o N�vel "D" o candidato aprovado que, al�m de comprovar a conclus�o do ensino m�dio, demonstrar possuir experi�ncia profissional de 12 (doze) meses."1Concluindo da� que h� ofensa aos princ�pios da proporcionalidade, da razoabilidade, da isonomia e da ampla acessibilidade aos cargos p�blicos, conforme disposto no artigo 37, incisos I e II, da Constitui��o Federal.
Afirma o autor que as fun��es a serem desenvolvidas pelo ocupante do cargo em quest�o s�o de n�vel m�dio, de menor complexidade2, sendo inadequada tal exig�ncia, posto que a sua efetiva��o n�o conduzir�, necessariamente, � sele��o dos candidatos mais experientes para o exerc�cio das tarefas atinentes ao cargo de Assistente de Administra��o, acrescentando que h� v�rios mecanismos, mais eficientes e razo�veis, que poder�o ser adotados pela Administra��o para avaliar a experi�ncia ou inexperi�ncia dos candidatos, lembrando, tamb�m, que igual controle pode ser feito para aqueles nomeados e empossados ao entrarem em exerc�cio, posto que ficam sujeitos ao crit�rios de avalia��o de desempenho para o cargo durante o per�odo do est�gio probat�rio.
Evidencia o postulante que a falta de maiores elementos jur�dicos para identifica��o do conceito de experi�ncia profissional torna invi�vel a sua aplica��o na pr�tica, uma vez que se trata de um conceito eminentemente subjetivo, sobretudo porque n�o especifica qual a natureza da mencionada experi�ncia, especialmente, se na �rea p�blica ou privada.
Argumenta o requerente que o anexo X da Lei n� 11.233/2005, que exige a experi�ncia de 12 meses como requisito indispens�vel � investidura no cargo em quest�o est� tacitamente revogado por lei posterior que alterou a CLT - Consolida��o das Leis do Trabalho.
Argui o Minist�rio P�blico Federal a ocorr�ncia de periculum in mora, vez que j� se encerrou o per�odo das inscri��es do concurso de que trata o cargo em quest�o - Edital n� 13/2008 - e a data de realiza��o das provas � o dia 08.06.2008, al�m do que muitas pessoas n�o se inscreveram no certame em virtude da combatida exig�ncia.
Requer a concess�o de antecipa��o de tutela, em car�ter liminar, inaudita altera pars, nos termos do item 4.1 da exordial.
Junta os documentos de fls. 19 usque 48.
Tendo em vista que o termo final das inscri��es do concurso em exame j� se esgotou, e diante da proximidade da realiza��o das provas, marcadas para o dia 08.06.2008, n�o � razo�vel protelar decis�o urgente e de grande alcance no �mbito da sociedade, para que se evite preju�zos �queles que, efetivamente, aguardam o desfecho da lide, para procederem �s suas inscri��es no reportado concurso � sendo imperioso que se analise o pedido initio litis e inaudita altera pars. Ademais, se a decis�o liminar for desfavor�vel � Universidade Federal de Sergipe, n�o haver� qualquer preju�zo, pois � revers�vel o provimento e, se favor�vel ao Minist�rio P�blico Federal, inexistir�o preju�zos a recompor. Assim, passo ao exame do pedido antecipat�rio da tutela, em car�ter liminar.
A concess�o da tutela antecipada requerida est� condicionada aos pressupostos previstos no art. 273 do C�digo de Processo Civil que, se atendidos, imp�e-se ao magistrado deferi-la, ou neg�-la, se ausentes.
A prop�sito do tema aventado na exordial, disp�e a Carta Magna que:
"Art. 37. A administra��o p�blica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni�o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic�pios obedecer� aos princ�pios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici�ncia e, tamb�m, ao seguinte: (Reda��o dada pela Emenda Constitucional n� 19, de 1998)
II - a investidura em cargo ou emprego p�blico depende de aprova��o pr�via em concurso p�blico de provas ou de provas e t�tulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomea��es para cargo em comiss�o declarado em lei de livre nomea��o e exonera��o; (Reda��o dada pela Emenda Constitucional n� 19, de 1998)".
E, a Lei n� 8.112/90, que:
"Art. 5o S�o requisitos b�sicos para investidura em cargo p�blico: I - a nacionalidade brasileira; II - o gozo dos direitos pol�ticos; III - a quita��o com as obriga��es militares e eleitorais; IV - o n�vel de escolaridade exigido para o exerc�cio do cargo; V - a idade m�nima de dezoito anos; VI - aptid�o f�sica e mental. � 1o. As atribui��es do cargo podem justificar a exig�ncia de outros requisitos estabelecidos em lei. A descri��o sum�ria das atribui��es do Cargo de Assistente de Administra��o consta do anexo V do Edital n� 13/2008, fls. 31, in verbis:
"Dar suporte administrativo e t�cnico nas �reas de recursos humanos, administra��o, finan�as e log�stica; atender usu�rios, fornecendo e recebendo informa��es; tratar de documentos variados, cumprindo todo o procedimento necess�rio referente aos mesmos; preparar relat�rios e planilhas; executar servi�os �reas de escrit�rio. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extens�o"
Percebe-se, pela leitura do texto acima transcrito, que a singeleza das tarefas a serem desempenhadas pelos ocupantes do cargo em discuss�o - Assistente de Administra��o da Universidade Federal de Sergipe - n�o justifica a exig�ncia de experi�ncia profissional pr�via de 12 (doze) meses, como requisito para a investidura no cargo. A disposi��o edital�cia impugnada restringe, injustificadamente, a participa��o de pessoas que n�o possuem experi�ncia profissional, a exemplo dos jovens � procura de seu primeiro emprego, em ofensa aos princ�pios da razoabilidade, proporcionalidade, isonomia e do livre acesso aos cargos p�blicos.
Registre-se, por oportuno, que, num pa�s onde � patente a dificuldade em se conseguir um emprego, a exig�ncia de experi�ncia profissional pr�via para desempenho de cargo de n�vel m�dio e de pouca complexidade ofende o princ�pio constitucional do amplo acesso aos cargos p�blicos, esposado no art. 37, I e II da Lei Suprema.
Caracterizada, tamb�m, a ofensa ao princ�pio da igualdade ou isonomia, posto que a lei discrimina os potenciais candidatos ao certame p�blico em debate, impedindo a inscri��o daqueles que n�o t�m a cogitada experi�ncia profissional, ocasionando um tratamento desigual aos iguais, o que � vedado pela Carta Pol�tica. � irrazo�vel exigir a experi�ncia profissional como condi��o para acesso ao cargo de Assistente de Administra��o, face � inadequa��o dos meios aos fins visados, que � o provimento de um cargo cujo exerc�cio n�o exige maior qualifica��o ou experi�ncia profissional ou funcional. A despropor��o tamb�m � flagrante entre a exig�ncia edital�cia e a natureza da atividade a ser desempenhada pelos ocupantes do cargo de Assistente de Administra��o.
Al�m de tudo isso, haver� consider�vel dificuldade, para a Administra��o mensurar a qualidade da experi�ncia profissional exigida, pois submetida a crit�rios subjetivos, n�o cristalinos e, possivelmente, eivados de distor��es.
Acrescente-se, por oportuno, que a exig�ncia de experi�ncia profissional, prevista no art. 9� da Lei n� 11.091/2005, n�o obriga as Institui��es de Ensino Superior Federais a exigirem tal requiisito nos concursos p�blicos, sendo requisito opcional para investidura em cargo do Plano de Carreira dos Cargos T�cnico Administrativos em Educa��o. Essa exig�ncia deve ser objeto de concursos para cargos cujas atribui��es estejam revestidas de maior complexidade.
Pertinente, ainda, considerar que a Lei n� 11.644/2008 alterou o art. 442-A da CLT para impedir que o empregador exija do candidato ao emprego experi�ncia superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade para a qual se candidata ao emprego.
No caso dos autos, est� comprovada a verossimilhan�a das alega��es para fins de concess�o da tutela antecipada, uma vez que a Constitui��o Federal garante a acessibilidade, aos cargos p�blicos, aos brasileiros que preencham os requisitos previstos em lei e estabelece a proibi��o de qualquer tipo de discrimina��o.
O perigo de dano irrepar�vel ou de dif�cil repara��o tamb�m � evidente, tendo em vista a proximidade da data para a realiza��o das provas do concurso, agendado para o dia 08.06.2008.
Posto isso, concedo a tutela antecipada requerida, liminarmente, para o fim de determinar � Universidade Federal de Sergipe que:
a) exclua a exig�ncia constante no Edital n� 13/2008, dirigida aos candidatos ao cargo de Assistente em Administra��o, para que comprovem, como requisito para a inscri��o no certame e investidura no cargo, experi�ncia profissional de 12 (doze) meses; b) ap�s, eliminada a exig�ncia referida no item anterior, com a publica��o de edital retificador, reabra as inscri��es no concurso p�blico aberto por meio do Edital UFS n� 13/2008 para o cargo de Assistente em Administra��o, pelo prazo de 15 (quinze) dias, suspendendo-se, em rela��o a esse cargo, o concurso previsto para o pr�ximo dia 8 do corrente m�s;
Determino, ainda, � r�, a divulga��o desta decis�o, de maneira ampla e c�lere, nos ve�culos de comunica��o social do Estado de Sergipe, bem assim no site da Universidade Federal de Sergipe, para conhecimento de todos os candidatos inscritos no certame e dos potenciais candidatos que possam dela beneficiar-se.
A imposi��o de san��o pecuni�ria somente se justifica na hip�tese de descumprimento desta decis�o, quando, se for o caso ser�o apuradas as devidas responsabilidades.
Intime-se, com urg�ncia, a r� para cumprir esta decis�o, por mandado, citando-a, em seguida, para oferecer resposta no prazo legal.
Aracaju, 06 de junho de 2008.
1 Fls.7.
2 Descri��o Sum�ria do Cargo, constante do anexo V do Edital n � 13/2008, fls. 31: "Dar suporte administrativo e t�cnico nas �reas de recursos humanos, administra��o, finan�as e log�stica; atender usu�rios, fornecendo e recebendo informa��es; tratar de documentos variados, cumprindo todo o procedimento necess�rio referente aos mesmo; preparar relat�rios e planilhas; executar servi�os �reas de escrit�rio. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extens�o.
Processo n� 2008.85.00.001798-2
A��O DE IMISS�O NA POSSE
0000325-39.2002.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. AIDA MASCARENHAS CAMPOS, MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS) x ESP�LIO DE MOZART BRANDAO SANTANA E OUTRO (Adv. SEM ADVOGADO) x MARTA CRUZ (Adv. SEM ADVOGADO)
Em face da certid�o de fl. 43, vista ao credor.
M�rcia Rosilda Carvalho Barreto
(Com fulcro no item 19, do artigo 3�. do Provimento n� 2, de 30 de novembro de 2000, do TRF-5�. Regi�o)
0000710-74.2008.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. LENORA VIANA DE ASSIS) x MARTA PIERRANGELA LOUREIRO (Adv. SEM ADVOGADO)
Face � peti��o de fls. 23, cancelo a audi�ncia designada �s fls. 23.
Ap�s, voltem-me conclusos.
0001485-89.2008.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. AIDA MASCARENHAS CAMPOS, LISES ALVES CAMPOS) x ADEMIRTON BARBOSA DE CERQUEIRA (Adv. LAFAIETE REIS FRANCO)
Em face da certid�o de fl. 28, designo nova data para a audi�ncia de concilia��o: dia 26/08/2008, �s 15h45min.
0003167-16.2007.4.05.8500 ROBERTO RODRIGUES (Adv. LUIS ANTONIO SANTANA DA SILVA) x UNI�O FEDERAL (Adv. AGU - PROCURADORIA DA UNIAO NO ESTADO DE SERGIPE)
Processo n� 2007.85.00.003167-6 - Classe 05019 - 3� Vara
A��o: Usucapi�o
Partes: Reqte: ROBERTO RODRIGUES
Rqdo: Uni�o Federal
CIVIL. PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO. USUCAPI�O. TERRENO DE MARINHA. ALTERA��O DO PEDIDO. USUCAPI�O DO DOM�NIO �TIL REFERENTE AO BEM P�BLICO. INADMISSIBILIDADE. ART. 264 DO CPC. LIMITES DA LIDE (ART. 460 DO CPC) IMPOSSIBILIDADE JUR�DICA DO PEDIDO. 1 - Sendo o bem pretendido terreno de marinha, logo, insuscet�vel de usucapi�o, � de se considerar a impossibilidade jur�dica do pedido. 2 - Caracterizada, pois, a aus�ncia de uma das condi��es da a��o, deve-se extinguir o processo sem julgamento do m�rito. S E N T E N � A:
ROBERTO RODRIGUES, qualificado na exordial e por seu Patrono, prop�e perante a Justi�a Estadual, A��O DE USUCAPI�O EXTRAORDIN�RIO, alegando que � leg�timo possuidor, h� mais de 15 (quinze) anos, de um im�vel residencial urbano localizado na Rua Jos� de Melo, n.�110, Jardim Centen�rio, nesta cidade.
Pede a proced�ncia do pedido, com o reconhecimento do seu direito sobre o im�vel mencionado.
Junta documentos de fls. 05/09.
Realizadas as cita��es pessoais e edital�cia aos poss�veis interessados, e intimadas as Fazendas P�blicas Federal, Estadual e Municipal, manifestou a Uni�o Federal o seu interesse, alegando que o im�vel objeto do presente feito � conceituado como terreno de marinha em sua totalidade, pugnando pela remessa dos autos � Justi�a Federal, fls. 98/101.
A Fazenda P�blica Municipal, � fl. 65/67, manifesta o seu desinteresse no presente feito. � fl. 102, o MM. Juiz de Direito declina da compet�ncia para apreciar o feito, determinando a remessa dos autos � Justi�a Federal.
� fl. 108, foi acolhidos validamente todos os atos at� ent�o praticados, determinando a ci�ncia �s partes da chegada dos autos a este ju�zo bem como a abertura de vista ao MPF.
A Uni�o Federal, � fl.111 consigna seu conhecimento a respeito do deslocamento do feito.
O Minist�rio P�blico Federal, �s fls. 113/114, diz que o im�vel usucapiendo � bem pertencente da Uni�o, portanto, imprescrit�vel, opinando desta forma, pela extin��o do processo, sem julgamento do m�rito, por impossibilidade jur�dica do pedido, haja vista tratar-se de �rea relativa � terreno de marinha.
Vieram-me os autos conclusos para senten�a. � O RELAT�RIO.
A doutrina p�tria consagrou a tese de que o usucapi�o � modo origin�rio de adquirir propriedade como resultante da posse mansa e pac�fica ao longo do tempo.
Dessa forma, adquire a propriedade aquele que, por prolongado lapso temporal possui um im�vel com animus domini, sem interrup��o ou oposi��o de qualquer pessoa. Entretanto, os bens p�blicos, em face da natureza da titularidade da propriedade e sua destina��o, sujeitam-se a uma disciplina especial, estando norteados por princ�pios espec�ficos, quais sejam: a imprescritibilidade, a impenhorabilidade, a inalienabilidade e a impossibilidade de onera��o.
A Constitui��o Federal, em seu art. 20, VII, disp�e que s�o bens da Uni�o, dentre outros, os terrenos de marinha e seus acrescidos. Destarte, assim como todos os bens p�blicos, n�o podem ser objetos de usucapi�o, conforme proibi��o contida nos par�grafos 3� e �nico dos artigos 183 e 191, respectivamente, da Carta Magna:
"Os im�veis p�blicos n�o ser�o adquiridos por usucapi�o." Na hip�tese dos autos, vislumbra-se que o im�vel cujo usucapi�o se pretende � constitu�do t�o somente de terreno de marinha, ex vi do documento colacionado � fl. 100, logo, bem da Uni�o, e insuscet�vel, portanto, da aludida prescri��o aquisitiva. Examinando a pretens�o nos termos em que foi deduzida na inicial, revela-se, absolutamente imposs�vel de ser atendido o pleito formulado pelos acionantes, eis que o ordenamento jur�dico-constitucional veda, terminantemente, a aquisi��o de im�veis urbanos ou rurais pertencentes � Uni�o, atrav�s do instituto do usucapi�o. Incide, na hip�tese, causa de extin��o do processo, sem julgamento do m�rito, por n�o concorrer uma das condi��es da a��o, qual seja, a possibilidade jur�dica do pedido. POSTO ISSO, extingo o processo, sem resolu��o do m�rito, nos termos do artigo 267, inciso VI, do C�digo de Processo Civil, determinando o arquivamento dos autos, ap�s a baixa na Distribui��o. Condeno o autor ao pagamento de honor�rios advocat�cios o qual fixo em R$ 100,00(cem) reais.
P.R.I. Aracaju, 25 de Mar�o de 2008.
Juiz Edmilson da Silva Pimenta Processo n� 2007.85.00.003167-6 Classe 05019 - 3� Vara
SENT. TIPO A - Classifica��o conforme Resolu��o n� 535, de 18/12/06.8/8/
Processo n� 2004.85.00.000081-2 - Classe 05019 - 3� Vara
0003775-82.2005.4.05.8500 ROS�NGELA FREITAS SANTOS (Adv. PAULO M�RCIO DE N�POLIS) x UNI�O FEDERAL (Adv. ANA ELISA SOBRAL VILA NOVA DE CARVALHO VIEIRA)
Processo n� 2005.85.00.003775-0 - Classe 05019 - 3� Vara
Partes: Reqte: ROS�NGELA FREITAS SANTOS
ROS�NGELA FREITAS SANTOS, qualificada na exordial e por seu patrono, prop�e perante a Justi�a Estadual, A��O DE USUCAPI�O EXTRAORDIN�RIO, alegando que � leg�tima possuidora, h� mais de 18 (dezoito) anos, de um im�vel residencial urbano localizado na avenida Jos� Oliveira Guedes, n.� 369, bairro Bugio, nesta cidade.
Junta documentos de fls. 11/24.
Realizadas as cita��es pessoais e edital�cia aos poss�veis interessados, e intimadas as Fazendas P�blicas Federal, Estadual e Municipal, manifestou a Uni�o Federal o seu interesse, alegando que o im�vel objeto do presente feito � conceituado como terreno de marinha em sua totalidade, pugnando pela remessa dos autos � Justi�a Federal, fls. 42/44.
A Fazenda P�blica Estadual, � fl. 41, manifesta o seu desinteresse no presente feito. � fl. 45, a MM. Ju�za de Direito declina da compet�ncia para apreciar o feito, determinando a remessa dos autos � Justi�a Federal.
� fl. 48, foram acolhidos validamente todos os atos at� ent�o praticados, deferido o benef�cio da Justi�a Gratuita � parte autora e determinada a ci�ncia �s partes da chegada dos autos a este ju�zo bem como a abertura de vista ao MPF.
�s fls. 53/58, a Fazenda P�blica Municipal manifesta o seu desinteresse no presente feito.
A Uni�o Federal, �s fls.61/64 consigna seu conhecimento a respeito do deslocamento do feito para este Ju�zo, requerendo o julgamento da lide nos moldes do artigo 267 -inciso VI, do CPC.
O Minist�rio P�blico Federal, � fl. 66 consigna estar ciente da decis�o .
"Os im�veis p�blicos n�o ser�o adquiridos por usucapi�o." Na hip�tese dos autos, vislumbra-se que o im�vel cujo usucapi�o se pretende � constitu�do t�o somente de terreno de marinha, ex vi do documento colacionado � fl. 44, logo, bem da Uni�o, e insuscet�vel, portanto, da aludida prescri��o aquisitiva. Examinando a pretens�o nos termos em que foi deduzida na inicial, revela-se, absolutamente imposs�vel de ser atendido o pleito formulado pelos acionantes, eis que o ordenamento jur�dico-constitucional veda, terminantemente, a aquisi��o de im�veis urbanos ou rurais pertencentes � Uni�o, atrav�s do instituto do usucapi�o. Incide, na hip�tese, causa de extin��o do processo, sem julgamento do m�rito, por n�o concorrer uma das condi��es da a��o, qual seja, a possibilidade jur�dica do pedido. POSTO ISSO, extingo o processo, sem resolu��o do m�rito, nos termos do artigo 267, inciso VI, do C�digo de Processo Civil, determinando o arquivamento dos autos, ap�s a baixa na Distribui��o. Deixo de condenar em honor�rios advocat�cios e custas processuais, em face da concess�o do Benef�cio da Justi�a Gratuita � postulante.
P.R.I. Aracaju, 09 de Abril de 2008.
Juiz Edmilson da Silva Pimenta Processo n� 2005.85.00.003775-0 Classe 05019 - 3� Vara
SENT. TIPO B - Classifica��o conforme Resolu��o n� 535, de 18/12/06.8/8/
0004089-91.2006.4.05.8500 MARIA DE DEUS LIMA (Adv. Y�DA MARIA D�DA PEIXOTO TORRES) x UNI�O FEDERAL (Adv. ANA ELISA SOBRAL V N DA C VIEIRA)
Processo n� 2006.85.00.004089-2 - Classe 05019 - 3� Vara
Partes: Reqte: Maria de Deus Lima
MARIA DE DEUS LIMA, qualificada na exordial e por seu Defensor P�blico, prop�e perante a Justi�a Estadual, A��O DE USUCAPI�O ESPECIAL, alegando que � leg�tima possuidora, h� 08 (oito) anos, de um im�vel residencial urbano localizado na Rua 6, n.�115, Bairro Lamar�o , nesta cidade.
Junta documentos de fls. 08/23.
Realizadas as cita��es pessoais e edital�cia aos poss�veis interessados, e intimadas as Fazendas P�blicas Federal, Estadual e Municipal, manifestou a Uni�o Federal o seu interesse, alegando que o im�vel objeto do presente feito � conceituado como terreno de marinha em sua totalidade, pugnando pela remessa dos autos � Justi�a Federal, fls. 43/45.
A Fazenda P�blica Estadual, � fl. 36, manifesta o seu desinteresse no presente feito. � fl. 47, o MM. Juiz de Direito declina da compet�ncia para apreciar o feito, determinando a remessa dos autos � Justi�a Federal.
� fl. 49, foi acolhidos validamente todos os atos at� ent�o praticados, determinando a ci�ncia �s partes da chegada dos autos a este ju�zo bem como a abertura de vista ao MPF.
A Uni�o Federal, em manifesta��o de fls.52, reitera os argumentos da peti��o de fls.43/45.
O Minist�rio P�blico Federal, �s fls. 54/56, diz que o im�vel usucapiendo � bem pertencente da Uni�o, portanto, imprescrit�vel, opinando desta forma, pela extin��o do processo, sem julgamento do m�rito, por impossibilidade jur�dica do pedido, haja vista tratar-se de �rea relativa � terreno de marinha.
"Os im�veis p�blicos n�o ser�o adquiridos por usucapi�o." Na hip�tese dos autos, vislumbra-se que o im�vel cujo usucapi�o se pretende � constitu�do t�o somente de terreno de marinha, ex vi do documento colacionado � fl. 45, logo, bem da Uni�o, e insuscet�vel, portanto, da aludida prescri��o aquisitiva. Examinando a pretens�o nos termos em que foi deduzida na inicial, revela-se, absolutamente imposs�vel de ser atendido o pleito formulado pelos acionantes, eis que o ordenamento jur�dico-constitucional veda, terminantemente, a aquisi��o de im�veis urbanos ou rurais pertencentes � Uni�o, atrav�s do instituto do usucapi�o. Incide, na hip�tese, causa de extin��o do processo, sem julgamento do m�rito, por n�o concorrer uma das condi��es da a��o, qual seja, a possibilidade jur�dica do pedido. POSTO ISSO, extingo o processo, sem resolu��o do m�rito, nos termos do artigo 267, inciso VI, do C�digo de Processo Civil, determinando o arquivamento dos autos, ap�s a baixa na Distribui��o. Deixo de condenar em honor�rios advocat�cios e custas processuais, em face da concess�o do Benef�cio da Justi�a Gratuita aos postulantes.
Juiz Edmilson da Silva Pimenta Processo n� 2006.85.00.004089-2 Classe 05019 - 3� Vara
0004380-09.1997.4.05.8500 JOAO BATISTA DOS SANTOS (Adv. JAILTON VICENTE DOS SANTOS) x UNI�O FEDERAL (Adv. PAULO ANDRADE GOMES)
Processo n.� 97.0004380-0- 3� Vara
Classe: 5019 - A��o Ordin�ria
Partes: Autor: JO�O BATISTA DOS SANTOS
PROCESSUAL CIVIL. PROCEDIMENTO ORDIN�RIO. EXECU��O DE SENTEN�A. CUMPRIMENTO DA OBRIGA��O. EXTIN��O DO PROCESSO, NOS TERMOS DO ART. 794, I, DO C�DIGO DE PROCESSO CIVIL.
A UNI�O FEDERAL promoveu Execu��o da Senten�a em face de JO�O BATISTA DOS SANTOS, visando ao pagamento da import�ncia correspondente aos honor�rios advocat�cios de sucumb�ncia.
� fl. 96, consta o comprovante de pagamento efetuado pela parte sucumbente.
A Uni�o Federal, � fl.115, consigna seu conhecimento acerca do pagamento e requer o arquivamento dos autos.
� fl. 110, consta of�cio da CEF informando a convers�o do dep�sito de fl. 96 em favor da Uni�o, conforme determina��o contida no despacho de fl. 106.
POSTO ISSO, satisfeita a obriga��o, como demonstrado no comprovante de fls. 96 e 110, DECLARO, por senten�a, extinto o presente processo, nos termos do art. 794, I, do C�digo de Processo Civil.
Transitada a senten�a em julgado, arquivem-se os presentes autos, com baixa na Distribui��o.
Aracaju, 14 de Abril de 2008.
Processo n� 97.0004380-0- Classe 1000 - 3� Vara
0001209-63.2005.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS) x MARIA DO CARMO MONTEIRO COSTA (Adv. MARTA ALMEIDA SANTOS)
A��O MONIT�RIA PROCESSO: 2005.85.00.001209-0
REQUERIDO: MARIA DO CARMO MONTEIRO COSTA
(PROVIMENTO N�. 02/2000 - CR - TRF - 5� REGI�O)
Vista � CEF, acerca da certid�o de fl. 44.
Aracaju, 06 de maio de 2008.
Tereza Maria Moreira
0000039-95.2001.4.05.8500 ELSON FEITOSA DOS SANTOS (Adv. MARCOS ROMERO DE MENEZES) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. LAERT NASCIMENTO ARAUJO)
Processo n� 2001.85.00.000039-2 3� Vara
Partes: Autor: ELSON FEITOSA DOS SANTOS
R�u: CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF E OUTRO
A CEF informa que creditou os valores relativos � condena��o fixada na senten�a, em conta de FGTS de ELSON FEITOSA DOS SANTOS, vinculada a este processo e � disposi��o do Ju�zo, fls.145, bem como o valor relativo a honor�rios advocat�cio fls.150..
Requer a intima��o do exeq�ente para que se manifeste sobre os c�lculos e o cr�dito realizado, declarando-se solvida a obriga��o.
Intimada, a parte autora n�o apresentou manifesta��o, fls.155.
POSTO ISSO, satisfeita a obriga��o, como demonstrado nos documentos de fls. 145/150 e, ante a concord�ncia t�cita do exeq�ente, fl. 155, DECLARO, por senten�a, extinto o presente processo, nos termos do art. 794, I, do C�digo de Processo Civil.
Caso preencha os requisitos exigidos pela Lei n� 8.036/90, para o saque do valor depositado, deve o exequente dirigir-se � CEF, para as provid�ncias administrativas pertinentes.
Expe�a-se alvar� judicial em favor do ilustre causidico(�) da parte autora, de modo a possibiliotar o saque da import�ncia dep�sitada pela CEF referente a seus honor�rios advocat�cios de fl.150
Autentique-se a c�pia da senten�a a ser fornecida � parte autora.
Transitada em julgado, arquivem-se os presentes autos, com baixa na Distribui��o.
Aracaju, 28 de Abril de 2008.
0001964-53.2006.4.05.8500 ANDRELINA SANTOS DA SILVA (Adv. ROSANGELA OLIVEIRA SOUZA) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)
Processo n� 2006.85.00.1964-7
Classe: 01000 - A��O ORDIN�RIA
Autor: ANDRELINA SANTOS DA SILVA
PREVIDENCI�RIO. PENS�O POR MORTE. ESPOSA. DEPEND�NCIA ECON�MICA PRESUMIDA. DATA DE DEMISS�O DO �LTIMO V�NCULO EMPREGAT�CIO DO FALECIDO: 29/08/1995. �BITO OCORRIDO EM 24/08/2005. PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO. ALCO�LATRA. DOEN�A INCAPACITANTE. DESCONHECIMENTO DO IN�CIO DA DOEN�A. AUS�NCIA DE PROVAS. IMPROCED�NCIA DO PEDIDO.
ANDRELINA SANTOS DA SILVA, j� devidamente qualificada nos autos, representada por patrono judicial oportunamente habilitado, move contra o INSS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL a presente A��O ORDIN�RIA, objetivando a consecu��o de amparo jurisdicional garantidor do direito � concess�o do benef�cio de pens�o por morte decorrente do falecimento de seu esposo, com o pagamento das presta��es vencidas e vincendas, acrescidos de juros e corre��o monet�ria.
Alega a requerente que era casada com o Sr. Jos� Heribaldo Alves da Silva e, ap�s o seu passamento, requereu o benef�cio da pens�o por morte, o qual foi indeferido sob a escusa da perda da qualidade de segurado do falecido, conforme documento juntado na fl. 18 dos autos.
Acrescenta que ap�s o �ltimo v�nculo empregat�cio do de cujus, este passou a trabalhar informalmente, mas que, devido ao uso contumaz de bebida alco�lica, deixou de trabalhar e conseq�entemente de contribuir para a Previd�ncia Social.
Junta procura��o e documentos (fls. 14/37).
Tutela antecipada indeferida (fls. 38/39).
A autarquia previdenci�ria oferta pe�a defens�ria (fls. 42/44), requerendo a improced�ncia do pleito, por n�o ter restado comprovado o requisito da depend�ncia econ�mica.
A autora apresenta r�plica (fls. 48/55), retorquindo os argumentos do INSS no sentido de n�o se fazer necess�ria a prova de depend�ncia econ�mica no caso dos autos, j� que a autora era casada com o falecido. Acrescenta que, embora tenha perdido a qualidade de segurado, contribuiu por 156 (cento e cinq�enta e seis) meses e se encontrava acometido de doen�a cr�nica que o impedia de exercer atividades laborativas.
Audi�ncia de instru��o realizada (fls. 77/80).
Esse, o panorama dos autos. Passo a decidir.
A pens�o por morte, segundo a defini��o de Daniel Machado da Rocha e Jos� Paulo Baltazar J�nior1, � um "benef�cio pago aos dependentes em virtude do falecimento do segurado; � devida ao conjunto de dependentes do segurado falecido - a chamada fam�lia previdenci�ria - no exerc�cio de sua atividade ou n�o, ou, ainda, quando ele j� se encontrava em percep��o de aposentadoria".
No bojo da Lei 8.213/91, encontramos tal benef�cio mencionado nos seguintes termos:
"Art. 74. A pens�o por morte ser� devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, aposentado ou n�o, a contar da data:
A concess�o deste benef�cio sujeita-se ao preenchimento de alguns requisitos no caso pr�tico.
Quanto � car�ncia, ocioso fazer refer�ncia com o benef�cio em tela, porquanto este � um dos poucos benef�cios que n�o reclama o atendimento de car�ncia pr�via, justamente porque visa esta ajuda pecuni�ria apaziguar toda a pen�ria trazida pela fatalidade. O objetivo � ser um benef�cio mais c�lere que os demais, por conta do estado de fragilidade em que os dependentes, que ser�o os potenciais benefici�rios, encontram-se.
Em princ�pio, no que concerne a especifica��o de dependentes, o art. 16, caput, inciso I I, e �4� daquela mesma lei vem a lume, trazendo a rela��o daqueles que podem figurar como tais, dando, pois, o norte para a cess�o do benef�cio �queles que s�o seus merecedores, nos seguintes lindes:
"Art. 16 S�o benefici�rios do Regime Geral de Previd�ncia Social, na Condi��o de dependentes do segurado:
I - o c�njuge, a companheira, o companheiro e o filho n�o emancipado, de qualquer condi��o, menor de 21 (vinte e um) anos ou inv�lido (...)
�4�- A depend�ncia econ�mica das pessoas indicadas no inciso I � presumida e a das demais deve ser comprovada."
Como se depreende do comando normativo acima, por se tratar a autora de esposa do falecido, n�o h� que se perquirir acerca da depend�ncia econ�mica, pois � presumida.
Ocorre que, para que os dependentes possam fazer jus ao benef�cio, faz-se necess�rio que o falecido n�o tenha perdido a qualidade de segurado.
Assim disp�e o art. 15 da Lei n� 8.213/91:
II - at� 12 (doze) meses ap�s a cessa��o das contribui��es, o segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela Previd�ncia Social ou estiver suspenso ou licenciado sem remunera��o;
III - at� 12 (doze) meses ap�s cessar a segrega��o, o segurado acometido de doen�a de segrega��o compuls�ria;
V - at� 3 (tr�s) meses ap�s o licenciamento, o segurado incorporado �s For�as Armadas para prestar servi�o militar; VI - at� 6 (seis) meses ap�s a cessa��o das contribui��es, o segurado facultativo.
� 1� O prazo do inciso II ser� prorrogado para at� 24 (vinte e quatro) meses se o segurado j� tiver pago mais de 120 (cento e vinte) contribui��es mensais sem interrup��o que acarrete a perda da qualidade de segurado.
� 2� Os prazos do inciso II ou do � 1� ser�o acrescidos de 12 (doze) meses para o segurado desempregado, desde que comprovada essa situa��o pelo registro no �rg�o pr�prio do Minist�rio do Trabalho e da Previd�ncia Social.
� 3� Durante os prazos deste artigo, o segurado conserva todos os seus direitos perante a Previd�ncia Social.
� 4� A perda da qualidade de segurado ocorrer� no dia seguinte ao do t�rmino do prazo fixado no Plano de Custeio da Seguridade Social para recolhimento da contribui��o referente ao m�s imediatamente posterior ao do final dos prazos fixados neste artigo e seus par�grafos.(grifei)
Voltando ao caso concreto e conforme documenta��o juntada aos autos referente aos v�nculos empregat�cios do falecido, percebo que a �ltima rela��o de emprego se deu em 29/08/1995, isto �, quase 10(dez) anos antes do seu passamento, o que acarreta, segundo o inciso II, do artigo acima, a perda da qualidade de segurado. Por outro lado, somando todo o tempo de servi�o, perfaz-se 7(sete) anos, 8(oito) meses e 28(vinte e oito) dias, ou seja, 93(noventa e tr�s) contribui��es recolhidas para a Previd�ncia Social.
Mesmo que a situa��o f�tica, que ora se discute, se encaixasse nos �� 1� e 2� do artigo supratranscrito, o que n�o � o caso, ainda assim n�o mais gozaria de tal qualidade.
O art. 102 da lei multirreferenciada diz:
Art. 102. A perda da qualidade de segurado importa em caducidade dos direitos inerentes a essa qualidade. � 1� A perda da qualidade de segurado n�o prejudica o direito � aposentadoria para cuja concess�o tenham sido preenchidos todos os requisitos, segundo a legisla��o em vigor � �poca em que estes requisitos foram atendidos. � 2� N�o ser� concedida pens�o por morte aos dependentes do segurado que falecer ap�s a perda desta qualidade, nos termos do art. 15 desta Lei, salvo se preenchidos os requisitos para obten��o da aposentadoria na forma do par�grafo anterior
A jurisprud�ncia � firme no sentido de que n�o perde a qualidade de segurado aquele que deixa de contribuir em raz�o de estar incapacitado para o trabalho, isso porque a incapacidade � conting�ncia com cobertura previdenci�ria. Logo, se tinha direito a cobertura previdenci�ria no per�odo, n�o pode perder a qualidade de segurado enquanto estiver incapacitado para o trabalho.
� bem verdade que a morte do Sr. Jos� Heribaldo ocorreu por se tratar de pessoa alco�latra, consoante atesta a certid�o de �bito na fl. 31. Mas, faz-se imperioso verificar se a incapacidade para o trabalho se instalou durante o per�odo de 12 (doze) meses posteriores � cessa��o de suas atividades.
N�o h� nos autos nenhum documento que noticie tivesse a doen�a ou a incapacidade se iniciado no per�odo de gra�a. Os depoimentos testemunhais, por sua vez, tamb�m n�o foram elucidativos nesse sentido, n�o sendo suficiente para afirmar que a qualidade de segurado restou mantida.
De outra banda, na �poca em que perdeu a qualidade de segurado tamb�m n�o detinha quaisquer dos requisitos necess�rios para a sua aposenta��o, seja por idade ou por tempo de contribui��o.
Como se v�, o caso em tela amolda-se ao � 2� do artigo acima transcrito, n�o merecendo respaldo a pretens�o autoral.
Diante do exposto, julgo IMPROCEDENTE o pedido deduzido na inicial, com fulcro no art.269, I, do C�digo de Processo Civil. Deixo de condenar a autora ao pagamento de honor�rios advocat�cios e custas processuais por ser benefici�ria da justi�a gratuita.
Aracaju, 27 de mar�o de 2008.
EDMILSON DA SILVA PIMENTA Juiz Federal 1 Coment�rios � lei de benef�cios da previd�ncia social. 2.ed. ver. Atual.- Porto Alegre: Livraria do Advogado: Esmafe, 2002. p.326. ??
2006.85.00.1964-7(IRF)
Se��o Judici�ria do Estado de Sergipe __________________________________________________________________________________________________
0002280-03.2005.4.05.8500 PEDRO ROLEMBERG FARIAS (Adv. BRUNO MARCOS GUARNIERI E OUTROS, GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN) x UNIAO FEDERAL(FAZENDA PUBLICA) (Adv. ANA CRISTINA BARRETO DE CASTRO)
PROCESSO N�: 2005.85.00.002280-0
CLASSE: 1000 - A��ES ORDIN�RIAS
AUTOR(A): PEDRO ROLEMBERG FARIAS
CONSTITUCIONAL. TRIBUT�RIO. PROCESSUAL CIVIL. REGIME DE TURNO ININTERRUPTO DE TRABALHO. INDENIZA��O POR HORA TRABALHADA. VERBA DE NATUREZA INDENIZAT�RIA. ENTENDIMENTO PAC�FICO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI�A. N�O INCID�NCIA DE IMPOSTO DE RENDA. PROCED�NCIA DO PEDIDO.
PEDRO ROLEMBERG FARIAS, j� devidamente qualificado nos autos, intenta a presente A��O ORDIN�RIA em face da UNI�O FEDERAL, objetivando provimento jurisdicional que declare que a Indeniza��o de Horas Trabalhadas (IHT) n�o se sujeita � incid�ncia de Imposto de Renda e, por conseguinte, a condena��o da Uni�o � restitui��o dos valores recolhidos indevidamente.
Alega o autor que trabalhava para a PETROBR�S, sob o regime de turno ininterrupto de revezamento e, ap�s mudan�a da jornada de trabalho, determinada pelo art. 7�, inciso XIV, da Carta Pol�tica, a aludida empresa somente conseguiu implantar turmas de servi�o, de acordo com o novo regime de trabalho, 2(dois) anos ap�s a promulga��o da CF/88.
Acrescenta que, diante do ocorrido, a PETROBR�S comprometeu-se a indenizar os per�odos de folgas n�o gozados, cuja base de c�lculo seria o valor da hora extra do turno respectivo, tendo pago o montante devido com incid�ncia do Imposto de Renda.
Junta procura��o e documentos (fls. 10/29).
A Uni�o, em pe�a contestat�ria (fls. 36/61), afasta a tese do autor, sob o argumento de que o que foi pago foram horas efetivamente trabalhadas, ou seja, horas-extras, devendo incidir, portanto, o Imposto de Renda, por se amoldar perfeitamente ao inciso I, do art. 43 do CTN. Em r�plica (fls. 65/71), o demandante reitera os pedidos da peti��o inicial e requer o julgamento antecipado da lide.
� o breve relato dos autos. Decido.
A quest�o de m�rito � unicamente de direito, tornando-se perfeitamente aplic�vel � esp�cie o julgamento antecipado da lide, nos moldes do artigo 330, I, do CPC.
PRESCRI��O - APRECIA��O EX OFFICIO. Quanto � prescri��o dos valores a serem restitu�dos, n�o ficou delimitada pelo pedido autoral. Sobre ela, tamb�m ficou silente a Uni�o em sede de contesta��o. Segundo a nova reda��o do art. 219, � 5�, do CPC, o juiz pode conhecer, de of�cio, a prescri��o. � o que fa�o agora.
Em se tratando de tributo sujeito a lan�amento por homologa��o, e havendo sil�ncio do Fisco, a 1� Se��o do Superior Tribunal de Justi�a - STJ uniformizou o entendimento de que o prazo prescricional s� se inicia ap�s decorridos 5 (cinco) anos da ocorr�ncia do fato gerador, acrescidos de mais um q�inq��nio, a partir da homologa��o t�cita do lan�amento, sen�o vejamos:
"TRIBUT�RIO. REPETI��O DE IND�BITO. TRIBUTO SUJEITO A LAN�AMENTO POR HOMOLOGA��O. PRESCRI��O. NOVA ORIENTA��O FIRMADA PELA 1� SE��O DO STJ NA APRECIA��O DO ERESP 435.835/SC. LC 118/2005: NATUREZA MODIFICATIVA (E N�O SIMPLESMENTE INTERPRETATIVA) DO SEU ARTIGO 3�. INCONSTITUCIONALIDADE DO SEU ART. 4�, NA PARTE QUE DETERMINA A APLICA��O RETROATIVA. ENTENDIMENTO CONSIGNADO NO VOTO DO ERESP 327.043/DF. CORRE��O MONET�RIA. LIMITES PERCENTUAIS � COMPENSA��O. INAPLICABILIDADE. RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR. JUROS. 1. A 1� Se��o do STJ, no julgamento do ERESP 435.835/SC, Rel. p/ o ac�rd�o Min. Jos� Delgado, sess�o de 24.03.2004, consagrou o entendimento segundo o qual o prazo prescricional para pleitear a restitui��o de tributos sujeitos a lan�amento por homologa��o � de cinco anos, contados da data da homologa��o do lan�amento, que, se for t�cita, ocorre ap�s cinco anos da realiza��o do fato gerador - sendo irrelevante, para fins de c�mputo do prazo prescricional, a causa do ind�bito. Adota-se o entendimento firmado pela Se��o, com ressalva do ponto de vista pessoal, no sentido da subordina��o do termo a quo do prazo ao universal princ�pio da actio nata (voto-vista proferido nos autos do ERESP 423.994/SC, 1� Se��o, Min. Pe�anha Martins, sess�o de 08.10.2003). 2. O art. 3� da LC 118/2005, a pretexto de interpretar os arts. 150, � 1�, 160, I, do CTN, conferiu-lhes, na verdade, um sentido e um alcance diferente daquele dado pelo Judici�rio. Ainda que defens�vel a "interpreta��o" dada, n�o h� como negar que a Lei inovou no plano normativo, pois retirou das disposi��es interpretadas um dos seus sentidos poss�veis, justamente aquele tido como correto pelo STJ, int�rprete e guardi�o da legisla��o federal. Portanto, o art. 3� da LC 118/2005 s� pode ter efic�cia prospectiva, incidindo apenas sobre situa��es que venham a ocorrer a partir da sua vig�ncia. 3. O artigo 4�, segunda parte, da LC 118/2005, que determina a aplica��o retroativa do seu art. 3�, para alcan�ar inclusive fatos passados, ofende o princ�pio constitucional da autonomia e independ�ncia dos poderes (CF, art. 2�) e o da garantia do direito adquirido, do ato jur�dico perfeito e da coisa julgada (CF, art. 5�, XXXVI). Ressalva, no particular, do ponto de vista pessoal do relator, no sentido de que cumpre ao �rg�o fracion�rio do STJ suscitar o incidente de inconstitucionalidade perante a Corte Especial, nos termos do art. 97 da CF. 4. Est� assentada nesta Corte a orienta��o segundo a qual s�o os seguintes os �ndices a serem utilizados na repeti��o ou compensa��o de ind�bito tribut�rio: (a) IPC, de mar�o/1990 a janeiro/1991; (b) INPC, de fevereiro a dezembro/1991; (c) UFIR, a partir de janeiro/1992; (d) taxa SELIC, exclusivamente, a partir de janeiro/1996. 5. Est� pacificado nesta Corte o entendimento de que � inaplic�vel o IGP-M nos meses de julho e agosto de 1994, devendo ser utilizada, no per�odo, a UFIR. 6. Restou pacificado, no �mbito da 1� Se��o, no julgamento do ERESP 432.793/SP, Min. Pe�anha Martins, em 11.06.2003, o entendimento segundo o qual os limites estabelecidos pelas Leis 9.032/95 e 9.129/95 n�o s�o aplic�veis quando se tratar de compensa��o de cr�ditos por indevido pagamento de tributos declarados inconstitucionais pelo STF, como � o caso das contribui��es em exame. Ressalva do posicionamento pessoal do relator. 7. Nos casos de repeti��o de ind�bito tribut�rio, a orienta��o prevalente no �mbito da 1� Se��o quanto aos juros pode ser sintetizada da seguinte forma: (a) antes do advento da Lei 9.250/95, incidia a corre��o monet�ria desde o pagamento indevido at� a restitui��o ou compensa��o (S�mula 162/STJ), acrescida de juros de mora a partir do tr�nsito em julgado (S�mula 188/STJ), nos termos do art. 167, par�grafo �nico, do CTN; (b) ap�s a edi��o da Lei 9.250/95, aplica-se a taxa SELIC desde o recolhimento indevido, ou, se for o caso, a partir de 1�.01.1996, n�o podendo ser cumulada, por�m, com qualquer outro �ndice, seja de atualiza��o monet�ria, seja de juros, porque a SELIC inclui, a um s� tempo, o �ndice de infla��o do per�odo e a taxa de juros real. 8. Recurso especial a que se d� parcial provimento. (STJ - Resp 711964 - 1� T/SP - Rel. Teori Albino Zavascki - DJU 27.06.2005, p�g. 271)
"TRIBUT�RIO.PRESCRI��O. REPETI��O DE IND�BITO. VERBAS INDENIZAT�RIAS.1. O prazo para que seja pleiteada a restitui��o de imposto de renda incidente sobre valores referentes �s verbas de car�ter indenizat�rio come�a a fluir decorridos 5(cinco) anos, contados a partir da ocorr�ncia do fato gerador, acrescidos demais um quinq��nio, computados desde o termo final do prazo atribu�do ao Fisco para verificar o quantum devido a t�tulo de tributo.2. Recurso a que se nega provimento". (STJ. REsp495826/MG. Rel. Min. Jo�o Ot�vio de Noronha. DJ 30.06.2003, p. 231)."
Assim, como a presente demanda foi proposta antes da vig�ncia da LC n� 118/2005 - 28/04/2005, a prescri��o se deve operar sobre os valores retroativos a 10 (dez) anos, a partir da data da �ltima reten��o do imposto de renda na fonte sobre os valores questionados, fazendo jus o autor � repeti��o de ind�bito da quantia n�o alcan�ada pelo prazo prescricional. Passo ao m�rito.
A demanda � de f�cil deslinde, m�xime por j� ter o Egr�gio Superior Tribunal de Justi�a colocado uma p� de cal nessa mat�ria, firmando maci�a jurisprud�ncia.
O cerne da quest�o envolve a natureza jur�dica das verbas recebidas a t�tulo de Indeniza��o de Horas Trabalhadas, se indenizat�rias ou n�o. Sobre tais verbas, por serem indenizat�rias, n�o deve incidir o Imposto de Renda, j� que n�o houve a aquisi��o de disponibilidade econ�mica ou jur�dica de renda ou proventos de qualquer natureza, n�o se configurando o fato gerador, conforme preconizado no art. 43 do C�digo Tribut�rio Nacional, que agora transcrevo: Art. 43. O imposto, de compet�ncia da Uni�o, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisi��o de disponibilidade econ�mica ou jur�dica:
I - da renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combina��o de ambos;
A indeniza��o visa ressarcir o preju�zo sofrido, isto �, restaurar a perda patrimonial, n�o sendo considerada como rendimento, mas repara��o em pec�nia, por perda de direito.
Segundo o insigne jurista Roque Ant�nio Carraza1, na indeniza��o, como � pac�fico e assente, h� compensa��o em pec�nia por dano sofrido. Noutros termos, o direito ferido � transformado em sua quantia em dinheiro. O patrim�nio da pessoa lesada n�o aumenta de valor, mas simplesmente � reposto no estado em que se encontrava antes do advento do gravame (status quo ante).
Antes da Constitui��o Federal de 1988, para cada dia de trabalho, dispunham os petroleiros do direito a um dia de folga. Assim, trabalhavam 14 (quatorze) dias e folgavam outros 14 (quatorze) dias. Com o advento da Carta Magna, o regime de 'turno ininterrupto de revezamento' passou a obedecer, na aus�ncia de conven��o coletiva, � jornada m�xima de 6 horas di�rias. A partir de ent�o, os petroleiros passaram a ter direito, em virtude de conven��o coletiva, a um regime de labor no qual trabalham durante 14 (quatorze) dias, folgando nos 21 (vinte e um) dias subseq�entes. Entretanto, at� a celebra��o do acordo coletivo de trabalho em 1990, por necessidade do servi�o e at� que fossem contratados funcion�rios em n�mero suficiente para suprir a demanda, os trabalhadores tiveram, apenas, 14 (quatorze) dias de folga. Com o fim das negocia��es coletivas de 1994, passaram a receber, de forma parcelada, a indeniza��o pelas folgas n�o gozadas.
A Indeniza��o de Horas Trabalhadas paga aos trabalhadores n�o teve por objetivo remunerar servi�o prestado em prorroga��o da jornada de trabalho, j� que esta sempre foi de 12 (doze) horas, n�o tendo sofrido qualquer prorroga��o. Houve, em verdade, indeniza��o � categoria pelos 7 (sete) dias de descanso n�o gozados. Em outros termos, houve a compensa��o do preju�zo decorrente de folgas n�o aproveitadas por imposi��o do empregador.
Assim, n�o se pode atribuir � aludida verba natureza salarial. N�o houve pagamento de horas extras, j� que a jornada de trabalho dos petroleiros, fixada em 12 (doze) horas di�rias, n�o sofreu prorroga��o. Apenas n�o houve a frui��o do per�odo de folga na extens�o devida. Nesse sentido, a remansosa jurisprud�ncia do Superior Tribunal de Justi�a:
Ac�rd�o Origem: Superior Tribunal de Justi�a
Classe: Resp 905427/RN Data da Decis�o: 20/03/2007 DJ DATA: 29/03/2007 PAGINA: 255
Relator(a) Ministro Castro Meira
Ementa: TRIBUT�RIO. VERBAS PAGAS PELA PETROBRAS A T�TULO DE "INDENIZA��O POR HORAS TRABALHADAS" - IHT. NATUREZA JUR�DICA. IMPOSTO DE RENDA. N�O-INCID�NCIA.
1. Se o recorrente se limita a aduzir viola��o sem, contudo, declinar os motivos pelos quais entende que os dispositivos da lei federal foram contrariados, incide o �bice da S�mula 284/STF.
2. As verbas pagas pela Petrobras a t�tulo de "Indeniza��o por Horas Trabalhadas" nos anos de 1995 e 1996 por for�a de Conven��o Coletiva de Trabalho corresponderam � indeniza��o das folgas n�o gozadas, e n�o ao pagamento de horas extras, de modo que n�o constituem acr�scimo patrimonial a ensejar a incid�ncia do tributo nos termos do artigo 43 do C�digo Tribut�rio Nacional.
3. Recurso especial conhecido em parte e provido.
Desse modo, os valores recebidos a t�tulo de indeniza��o de horas trabalhadas n�o podem ser considerados acr�scimo patrimonial, mas sim verbas indenizat�rias, n�o ensejando, portanto, a incid�ncia do Imposto sobre a Renda. D I S P O S I T I V O
Isso posto, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO AUTORAL para declarar que a Indeniza��o de Horas Trabalhadas n�o est� sujeita � incid�ncia de Imposto de Renda e, por conseq��ncia, condeno a Uni�o a restituir os valores recolhidos a t�tulo de Imposto de Renda que incidiram sobre a Indeniza��o de Horas Trabalhadas, observando o prazo prescricional de 10 (dez) anos, devidamente corrigidos, em conformidade com o que determina o Manual de Orienta��o de Procedimentos para os C�lculos na Justi�a Federal (Resolu��o n� 242/CJF, de 03/07/2001), e a partir de janeiro de 1996 dever� incidir a taxa SELIC, que � composta de juros e corre��o monet�ria e n�o pode ser cumulada com qualquer outro �ndice de atualiza��o.
Condeno a Uni�o Federal no pagamento de honor�rios advocat�cios, os quais fixo em 10% (dez por cento) sobre o valor a ser restitu�do, nos termos do art. 20, �4�, do C�digo de Processo Civil, deixando de conden�-la em custas em face da isen��o legal.
Aracaju, 03 de mar�o de 2008.
EDMILSON DA SILVA PIMENTA Juiz Federal 1 IR. Indeniza��o, RDT 52/179.
Proc. 2005.2280-0(IRF)
0002453-27.2005.4.05.8500 JOSE EULER ALVES (Adv. BRUNO MARCOS GUARNIERI E OUTROS, GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN, MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO) x UNI�O FEDERAL (Adv. ANA CRISTINA BARRETO DE CASTRO)
PROCESSO N�: 2005.85.00.002453-5
AUTOR(A): JOS� EULER ALVES
JOS� EULER ALVES, j� devidamente qualificado nos autos, intenta a presente A��O ORDIN�RIA em face da UNI�O FEDERAL, objetivando provimento jurisdicional que declare que a Indeniza��o de Horas Trabalhadas (IHT) n�o se sujeita � incid�ncia de Imposto de Renda e, por conseguinte, a condena��o da Uni�o � restitui��o dos valores recolhidos indevidamente, bem como do valor da multa, juros e encargos aplicados no procedimento fiscal instaurado pela Secretaria da Receita Federal.
Afirma que, na ocasi�o, consultou a Receita Federal e foi orientado a fazer uma declara��o retificadora para que os valores tributados fossem restitu�dos. Posteriormente, informa o autor, a Uni�o iniciou procedimento fiscal com o objetivo de cobrar o imposto que lhe foi restitu�do, oportunidade em que preferiu quitar o suposto d�bito constitu�do pelo auto de infra��o em anexo. Assim, recorre � via judicial para buscar a restitui��o dos valores indevidamente cobrados.
Junta procura��o e documentos (fls. 10/32).
A Uni�o, em pe�a contestat�ria (fls. 37/67), afasta a tese do autor, sob o argumento de que o que foi pago foram horas efetivamente trabalhadas, ou seja, horas-extras, devendo incidir, portanto, o Imposto de Renda, por se amoldar perfeitamente ao inciso I, do art. 43 do CTN. Em r�plica (fls. 70/76), o demandante reitera os pedidos da peti��o inicial e requer o julgamento antecipado da lide.
PRESCRI��O - APRECIA��O EX OFFICIO. Quanto � prescri��o dos valores a serem restitu�dos, n�o ficou delimitada pelo pedido autoral, bem como ficou silente a Uni�o em sede de contesta��o. Segundo a nova reda��o do art. 219, � 5�, do CPC, o juiz pode conhecer, de of�cio, a prescri��o. � o que fa�o agora.
Assim, como a presente demanda foi proposta antes da vig�ncia da LC n� 118/2005 - 09/06/2005, a prescri��o se deve operar sobre os valores retroativos a 10 (dez) anos, a partir da data da �ltima reten��o do imposto de renda na fonte sobre os valores questionados, fazendo jus o autor � repeti��o de ind�bito da quantia n�o alcan�ada pelo prazo prescricional. Passo ao m�rito.
Isso posto, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO AUTORAL para declarar que a Indeniza��o de Horas Trabalhadas n�o est� sujeita � incid�ncia de Imposto de Renda e, por conseq��ncia, condeno a Uni�o a restituir os valores recolhidos a t�tulo de Imposto de Renda que incidiram sobre a Indeniza��o de Horas Trabalhadas, observando o prazo prescricional de 10(dez) anos, devidamente corrigidos, em conformidade com o que determina o Manual de Orienta��o de Procedimentos para os C�lculos na Justi�a Federal (Resolu��o n� 242/CJF, de 3.07.2001), e a partir de janeiro de 1996 dever� incidir a taxa SELIC, que � composta de juros e corre��o monet�ria e n�o pode ser cumulada com qualquer outro �ndice de atualiza��o
Condeno ainda a Uni�o Federal na restitui��o do valor da multa, dos juros e dos encargos aplicados no procedimento fiscal instaurado pela Secretaria da Receita Federal, devidamente corrigidos nos termos acima expostos, bem como no pagamento de honor�rios advocat�cios, os quais fixo em 10% (dez por cento) sobre o valor a ser restitu�do, nos termos do art. 20, � 4�, do C�digo de Processo Civil, deixando de conden�-la em custas em face da isen��o legal.
Aracaju, 3 de mar�o de 2008.
Proc. 2005.2453-5(IRF)
0003715-56.1998.4.05.8500 JOSE BOMFIM DE LIMA FILHO (Adv. JANE TEREZA VIEIRA DA FONSECA, JOSE SIMPLICIANO FONTES) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. CICERO CORBAL GUERRA NETO) x UNI�O FEDERAL (Adv. PAULO ANDRADE GOMES)
Proc. N� 98.0003715-2
Fa�o conclus�o dos presentes autos a Dr. Edmilson da Silva Pimenta, Juiz Federal da 3� Vara.
L�cia Maria Oliveira do Nascimento
Supervisora Assistente
Ante ao requerimento de fl. 230, publique-se a senten�a �s fl. 223, bem como republique-se a senten�a de fls. 226/227.
Intime-se a Procuradora da Uni�o, Dra. Adelaide Elisabeth Cardoso Carvalho de Fran�a para que subscreva a peti��o de fl. 232.
Edmilson da Silva Pimenta Juiz Federal DATA
Aracaju, ___/___/2008.
0004330-65.2006.4.05.8500 MARIA VANDORA SOARES ALVES (Adv. JOICE ANGELI AUGUSTO CAMPOS DOS SANTOS, JOSE AUGUSTO DOS SANTOS SOBRINHO, ANA CRISTINA CARLOS S. MENESES) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. MARIA DO SOCORRO MIRA DE SOUZA)
1. Suscitou o r�u preliminar de incompet�ncia absoluta do Ju�zo, que, entretanto, n�o merece acolhimento, uma vez que o valor atribu�do � causa supera sessenta sal�rios m�nimos, ultrapassando, dessa forma, a al�ada do Juizado Especial Federal.
2. Em se tratando de benef�cio previdenci�rio de aux�lio-doen�a a trabalhador rural, � imprescind�vel a realiza��o de exame m�dico pericial para comprova��o da incapacidade para o trabalho, bem como do momento em esta se verificou. Por tal raz�o, converto o julgamento em dilig�ncia..
3. Nomeio como perito o Dr. ANTONIO CARLOS FREITAS MOURA, com endere�o na AVENIDA SILVIO TEIXEIRA, 230, Apt�. 1103, ED. BIARRITZ, JARDINS, TELEFONE:3224-2831, nesta capital.
4. Fixo os honor�rios periciais no valor m�ximo da Tabela II, da Resolu��o n�. 558-CJF de 22 de maio de 2007 (R$ 234,80 - duzentos e trinta e quatro reais e oitenta centavos), os quais dever�o ser pagos em conformidade com o art. 3� da aludida Resolu��o. 5. Intime-se, pessoalmente, o "expert", para dizer se aceita o encargo, no prazo de 05 (cinco) dias, cientificando-o de que, em virtude da gratuidade da Justi�a, o pagamento dos honor�rios periciais dar-se-� ap�s o t�rmino do prazo para que as partes se manifestem sobre o laudo, ou, havendo solicita��o de esclarecimentos, depois de serem prestados, o que, desde logo, fica autorizado.
6. Aceita a nomea��o, dever�o ser designados local, data e hor�rio para a realiza��o da per�cia, comunicando-se a este Ju�zo, com anteced�ncia m�nima de 30 (trinta) dias, a fim de que sejam as partes intimadas da prova, consoante disp�e o artigo 431-A, do CPC.
7. Intimem-se as partes para que, em 5 (cinco) dias, manifestem-se acerca da nomea��o do perito, bem como para que indiquem assistentes t�cnicos e formulem quesitos. 8. Fixo o prazo de 30 (trinta) dias, contados da data do exame pericial, para apresenta��o do laudo.
9. Ap�s, intimem-se as partes para, no prazo de 10 (dez) dias, manifestarem-se acerca do laudo pericial.
0005177-04.2005.4.05.8500 CONCORDE VEICULOS LTDA (Adv. JOAO SANTANA FILHO, RICARDO MONTEIRO MOTA) x UNI�O FEDERAL (Adv. PAULO ANDRADE GOMES)
Se��o Judici�ria de Sergipe - 3a Vara Federal
PROCESSO N� 2005.85.00.005177-0
CLASSE 1000 - A��ES ORDIN�RIAS
REQUERENTE: CONCORDE VE�CULOS LTDA
REQUERIDO: UNI�O FEDERAL SENTEN�A
CONSTITUCIONAL. TRIBUT�RIO. SUBSTITUI��O TRIBUT�RIA. LEGITIMIDADE ATIVA DA AUTORA. CONTRIBUINTE SUBSTITU�DO. �NUS DO TRIBUTO. PIS E COFINS. CONCESSION�RIAS DE VE�CULOS. BASE DE C�LCULO. INCLUS�O DO IPI. MP N� 2.158-35/2001. IN SRF 54/2000. PEDIDO IMPROCEDENTE.
CONCORDE VE�CULOS LTDA ingressa com a presente a��o em face da UNI�O, requestando provimento jurisdicional que determine a restitui��o de toda import�ncia recolhida a maior de PIS e COFINS, entre junho de 2000 e outubro de 2002, bem como a compensa��o do montante apurado com quaisquer contribui��es administradas pela Secretaria da Receita Federal.
Diz, que no per�odo acima referenciado, recolheu a maior as contribui��es do PIS/PASEP e COFINS, devido � equivocada orienta��o contida na Instru��o Normativa n� 54/2000, cuja base de c�lculo dos referidos tributos, antecipados pela substitui��o tribut�ria, compreendia o pre�o da venda do fabricante acrescido do valor do IPI (art. 3�, �1� da IN n� 54/2000).
Argumenta que o referido ato administrativo transbordou os limites da legisla��o espec�fica ao caso, especialmente o disposto no art. 43 da MP n� 2.158-35/2001 e o art. 3�, �2�, I da Lei 9.718/98, para os quais a base impon�vel das referidas contribui��es era, apenas e t�o-somente, o pre�o de venda da pessoa jur�dica fabricante.
Junta procura��o e documentos (fls. 10/56).
A Uni�o apresenta contesta��o (fls. 60/70) alegando, preliminarmente, a ilegitimidade da autora para figurar no p�lo ativo da demanda, j� que o recolhimento tribut�rio � feito pelas empresas montadoras e as importadoras de ve�culos e, no m�rito, contradiz a tese autoral afirmando que a base de c�lculo do PIS e da COFINS fora feita em estrita obedi�ncia � legisla��o em vigor e a IN 54/2000 est� devidamente respaldada pela MP n� 1.991/2000.
R�plica apresentada (fls. 72/77), ratificando o pedido contido na peti��o inicial e pugnando pelo julgamento antecipado da lide.
Inicialmente, analiso a preliminar de ilegitimidade ativa levantada pela Uni�o.
Diferentemente do que defende a r�, no regime de substitui��o tribut�ria o substitu�do � quem suporta efetivamente o �nus financeiro do tributo, n�o desnaturando esta condi��o o fato do recolhimento ocorrer de forma antecipada. Isto quer dizer que a concession�ria, ora autora, � o contribuinte de fato e de direito, sendo as montadoras e importadoras de ve�culos meras intermedi�rias e repassadoras do tributo ao er�rio. Dessa forma, tem pleno interesse processual e legitimidade para discutir em ju�zo a legalidade da referida exa��o.
Assim, rejeito a preliminar e passo � an�lise do m�rito.
N�o merece respaldo a pretens�o autoral. Sen�o vejamos.
A EC n� 3/93 acrescentou ao art. 150 da CF um s�timo par�grafo, com o seguinte teor:
Esse dispositivo constitucional instituiu um tipo novo de substitui��o tribut�ria, "para frente", superando o �bice de se cobrar imposto antecipadamente de um substituto, por fato gerador de terceiro ainda n�o praticado.
Nesses termos, foi editada a MP n� 1.991-15, de 10/03/2000, atualmente reeditada sob o n� 2.158-35, de 24/08/2001, que no seu art. 43 disp�e:
Art. 43. As pessoas jur�dicas fabricantes e os importadores dos ve�culos classificados nas posi��es 8432, 8433, 8701, 8702, 8703 e 8711, e nas subposi��es 8704.2 e 8704.3, da TIPI, relativamente �s vendas que fizerem, ficam obrigadas a cobrar e a recolher, na condi��o de contribuintes substitutos, a contribui��o para o PIS/PASEP e COFINS, devidas pelos comerciantes varejistas. Par�grafo �nico. Na hip�tese de que trata este artigo, as contribui��es ser�o calculadas sobre o pre�o de venda da pessoa jur�dica fabricante.
Como se v�, a aludida MP estabeleceu o regime de substitui��o tribut�ria para o pagamento do PIS/PASEP e da COFINS, devidos pelos comerciantes varejistas de ve�culos ali discriminados, responsabilizando os fabricantes e os importadores pelo respectivo recolhimento e determinando que o c�lculo das contribui��es dever� ser feito com base no pre�o da venda efetuada por estas pessoas jur�dicas.
Em seguida, a Instru��o Normativa da Secretaria da Receita Federal n� 54, de 19/05/2000, disciplinou, em seu art. 3�, � 1�, que o pre�o da venda corresponde ao pre�o do produto acrescido do valor do IPI incidente na opera��o.
A base de c�lculo do PIS/PASEP e da COFINS � o faturamento, j� que o �1�, do art. 3�, da Lei n� 9.718/98, que definiu o conceito de faturamento para a incid�ncia do PIS e da COFINS, foi declarado inconstitucional pelo Plen�rio do STF. No caso em tela, o autor insiste em defender que o inciso I, do �2� do art. 3� da Lei n� 9.718/98 determina a exclus�o do IPI da base de c�lculo das contribui��es em comento e que a Instru��o Normativa da SRF n� 54/00 inovou no mundo jur�dico sem a devida compet�ncia para tanto.
Na hip�tese sub examine, percebe-se que o PIS/PASEP e a COFINS devidos pelas concession�rias incidem sobre o valor do IPI, pois a exclus�o estabelecida no artigo citado acima refere-se � base de c�lculo das contribui��es devidas pelos fabricantes e importadores, j� que o comerciante varejista n�o � contribuinte do IPI, visto que n�o faz parte da cadeia de industrializa��o do produto, de modo que o mencionado imposto integra o custo do ve�culo, o qual ser� repassado ao consumidor final, quem verdadeiramente arcar� com o �nus financeiro.
Sobre a mat�ria j� se pronunciou o egr�gio Superior Tribunal de Justi�a, em decis�o deveras elucidativa ao caso em an�lise, que abaixo transcrevo:
TRIBUT�RIO. PIS. COFINS. REGIME DE SUBSTITUI��O TRIBUT�RIA. FABRICANTES E IMPORTADORES DE VE�CULOS (SUBSTITUTOS) E COMERCIANTES VAREJISTAS (SUBSTITU�DOS). BASE DE C�LCULO. VALORES DEVIDOS A T�TULO DE IPI DESTACADOS NA NOTA FISCAL. INCLUS�O NO CONCEITO DE "PRE�O DE VENDA" EX VI DA INSTRU��O NORMATIVA SRF 54/2000. LEGALIDADE. LEI 9.718/98 (ARTIGO 3�, � 2�, I). DEDU��ES DA BASE DE C�LCULO. INAPLICABILIDADE AO CASO CONCRETO.
1. A Instru��o Normativa SRF n� 54/2000, revogada pela IN SRF n� 247, de 21.11.2002, dispunha sobre o recolhimento da contribui��o para o PIS/PASEP e da COFINS, devidas pelos fabricantes (montadoras) e importadores de ve�culos, na condi��o de substitutos dos comerciantes varejistas (regime de substitui��o tribut�ria institu�do pela Medida Provis�ria n� 1.991-15/2000, atual MP n� 2.158-35/2001, editada antes da Emenda Constitucional n� 32).
2. A base de c�lculo das aludidas contribui��es, cujos contribuintes de fato s�o os comerciantes varejistas, � o pre�o de venda da pessoa jur�dica fabricante ou do importador (artigo 44, par�grafo �nico, da MP 1.991-15/2000, e artigo 3�, caput, da IN SRF 54/2000), sendo certo que o ato normativo impugnado limitou-se a defini-lo como o pre�o do produto acrescido do valor do IPI incidente na opera��o.
3. A insurg�ncia especial dirige-se ao reconhecimento da ilegalidade do artigo 3�, da Instru��o Normativa SRF n� 54/2000, em virtude do disposto no inciso I, do � 2�, do artigo 8�, da Lei n.� 9.718/98, verbis:
� 2� Para fins de determina��o da base de c�lculo das contribui��es a que se refere o art. 2�, excluem-se da receita bruta: I - as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI e o Imposto sobre Opera��es relativas � Circula��o de Mercadorias e sobre Presta��es de Servi�os de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunica��o - ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos servi�os na condi��o de substituto tribut�rio;" 4. A base de c�lculo da COFINS e do PIS restou analisada pelo Eg. STF que, na sess�o plen�ria ocorrida em 09 de novembro de 2005, no julgamento dos Recursos Extraordin�rios n.�s 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, todos da relatoria do Ministro Marco Aur�lio, e n.� 346.084-6/PR, do Ministro Ilmar Galv�o, consolidou o entendimento da inconstitucionalidade da amplia��o da base de c�lculo das contribui��es destinadas ao PIS e � COFINS, promovida pelo � 1�, do artigo 3�, da Lei n.� 9.718/98, o que implicou na concep��o da receita bruta ou faturamento como o que decorra quer da venda de mercadorias, quer da venda de mercadorias e servi�os, quer da venda de servi�os, n�o se considerando receita bruta de natureza diversa.
5. Na mesma assentada, afastou-se a arg�i��o de inconstitucionalidade do artigo 8�, da Lei n.� 9.718/98, mantendo-se a higidez das dedu��es da base de c�lculo das contribui��es em tela, elencadas em seu � 2�.
6. Deveras, � luz do supracitado dispositivo legal, as "vendas canceladas", os "descontos incondicionais", o "IPI" e o "ICMS" cobrado pelo vendedor do bem ou pelo prestador do servi�o, na condi��o de substituto tribut�rio, n�o integram a base de c�lculo da COFINS e da contribui��o destinada ao PIS.
7. Entrementes, as informa��es prestadas pelo �rg�o local da Secretaria da Receita Federal, coerentemente, elucidam a quaestio iuris:
"... o regime de substitui��o tribut�ria envolve uma presun��o de fato gerador. O fato gerador presumido diz respeito �s contribui��es devidas pela concession�ria, n�o se confundindo, pois, com as contribui��es do pr�prio fabricante, a que alude o art. 3�, � 2�, I, da Lei n� 9.718/98, especialmente no que diz respeito � exclus�o do IPI. Este dispositivo trata da base de c�lculo usual do PIS e da COFINS vinculada a fato gerador praticado pelo fabricante ou importador, na condi��o de contribuinte do IPI. Exemplificando: o fabricante, contribuinte do IPI, tem de apurar o que ele - fabricante - deve a t�tulo de PIS e COFINS. Para isso, ele - fabricante - deve determinar o valor do seu faturamento, que � a base de c�lculo dessas contribui��es. Ora, por certo que o IPI devido pelo fabricante n�o poderia ser considerado para fins de determina��o do faturamento dele (o valor destacado em nota fiscal � repassado aos cofres p�blicos), donde a exclus�o prevista pelo tal dispositivo da Lei 9.718/98 que, repito, � comando dirigido ao fabricante (contribuinte do IPI). (...) tanto � verdade que o IPI est� inclu�do no pre�o de venda do fabricante que o legislador teve de expressamente exclu�-lo, para fins de determinar o faturamento do fabricante, pois, de outra forma, estar-se-ia a considerar o IPI destacado na nota fiscal pelo fabricante como se fosse receita dele. Situa��o totalmente diversa � a apura��o do faturamento do revendedor, que n�o � contribuinte do IPI (n�o h� destaque na nota fiscal). Assim, esque�amos, por ora, o regime de substitui��o tribut�ria. Na situa��o acima proposta (sem substitui��o), o revendedor de autom�veis n�o tem nem de pensar no IPI, que est� embutido no custo da mercadoria e, ademais, ser� integralmente repassado ao consumidor final. Logo, quando se pergunta qual o faturamento do revendedor (base de c�lculo do que ele - revendedor - deve a t�tulo de PIS e COFINS), � obvio que a resposta somente poder� ser o pre�o de venda do ve�culo ao consumidor final. Dizer, ou reclamar, que nesse pre�o est� inclu�do o IPI � algo de t�o esclarecedor quanto dizer que nele est� inclu�do o custo do motor do carro e de todas as demais pe�as que o comp�e. Ou seja, n�o � preciso dizer, � �bvio que todo o custo do produto, somado � margem de lucro do revendedor, integra o seu pre�o final, pago pelo consumidor. (...)
O que parece ocorrer � que existe uma enorme dificuldade, por parte das impetrantes, em perceber a diferen�a entre as situa��es, deveras d�spares, do fabricante (contribuinte do IPI) e do revendedor (n�o contribuinte do IPI), para fins de determinar o faturamento (base de c�lculo) de cada um deles. (...)
Nesse sentido, considerando o disposto no art. 3�, � 1�, I, da Lei 9.718/98, � importante, no caso em tela, ter em mente dois pontos b�sicos, a saber: 1. Os revendedores varejistas de ve�culos n�o s�o contribuintes de IPI, quer dizer, n�o destacam o valor do mesmo nas notas fiscais de venda; e 2. A exclus�o do valor do IPI prevista no art. 3�, � 1�, I, refere-se apenas a pessoas jur�dicas que s�o contribuintes do IPI, posto que apenas pode ser exclu�do o valor do IPI quando destacado em separado no documento fiscal." (fls. 71/73).
8. Destarte, a exclus�o do IPI da base de c�lculo do PIS e da COFINS somente aproveita o contribuinte do aludido imposto (o fabricante), quando da apura��o de seu pr�prio faturamento, a fim de efetuar o recolhimento das contribui��es devidas pelo mesmo.
9. Consectariamente, a referida dedu��o, prevista no artigo 3�, � 2�, I, da Lei 9.718/98, n�o se aplica aos comerciantes varejistas, n�o contribuintes do IPI, donde se dessume a legalidade da IN SRF 54/2000.
(STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI�A. RESP - RECURSO ESPECIAL - 665126/SC. PRIMEIRA TURMA. Rel. Luiz Fux. DJ 01/10/2007, p. 214).
Portanto, � devida a cobran�a das contribui��es sociais para o PIS/PASEP e a COFINS com a inclus�o na base de c�lculo do valor correspondente ao IPI, uma vez que prevista constitucionalmente a substitui��o tribut�ria "para frente", em que, ante a impossibilidade de se aferir o faturamento ou a receita do contribuinte, o tributo � calculado por estimativa, com base em presun��o de fato gerador futuro.
Ante o exposto, julgo IMPROCEDENTE o pedido, condenando a autora no pagamento das custas processuais e de honor�rios de advogado, esses �ltimos fixados em R$ 500,00 (quinhentos reais), de acordo com o art. 20, � 4�, do CPC.
Aracaju, 25 de mar�o de 2008.
EDMILSON DA SILVA PIMENTA JUIZ FEDERAL
Processo n� 2005.5177-0(irf)
0005463-55.2000.4.05.8500 JOSE ALVES DE OLIVEIRA (Adv. ELIZABETH ALVES COSTA NETO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. PAULA GIRON MARGALHO DE GOIS)
Processo n.� 2000.85.00.005463-3 - Classe 1000 - 3� Vara
Partes: Autor(es): JOS� ALVES DE OLIVEIRA
R�us: CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. FGTS. CORRE��O MONET�RIA. EXPURGOS INFLACION�RIOS. PEDIDO DE EXTIN��O DO FEITO, EM FACE DE TRANSA��O CELEBRADA ENTRE CREDOR E DEVEDOR. EXTIN��O DO PROCESSO, NOS TERMOS DO ARTIGO 269, III, DO CPC.
SENTEN�A DE HOMOLOGA��O DE ACORDO
Requereu a Caixa Econ�mica Federal - CEF homologa��o da transa��o decorrente da ades�o do autor acima mencionado ao acordo previsto na Lei Complementar n.� 110/01, nos termos constantes dos documentos juntados aos autos pela institui��o banc�ria antefalada.
A transa��o � a forma de extin��o do lit�gio que se opera mediante concess�es m�tuas entre as partes, constituindo-se em autocomposi��o bilateral da lide.
O acordo assim celebrado somente ter� efic�cia se se tratar de direito dispon�vel e se for homologado pelo Juiz, atrav�s de senten�a.
Na hip�tese dos autos, o direito � dispon�vel e o acordo celebrado � l�cito, pois tutelado pela lei.
POSTO ISSO, em face da composi��o amig�vel da lide pela CEF e o autor, homologo a transa��o entre eles celebrada, extinguindo o presente feito, nos termos do artigo 269, inciso III, do C�digo de Processo Civil.
Sem custas e sem honor�rios advocat�cios, em face da natureza da demanda.
Ap�s o tr�nsito em julgado, arquivem-se os autos, com baixa na Distribui��o.
0006483-81.2000.4.05.8500 LUIS SOARES MACHADO (Adv. JOAQUIM DE CALASANS MELO FILHO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. SONIA RODRIGUES SOARES CALDAS)
Processo n.� 2000.85.00.006483-3 3� Vara
Partes: Autor: LUIZ SOARES MACHADO
R�u: CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF PROCESSUAL CIVIL. PROCEDIMENTO ORDIN�RIO. EXECU��O DE SENTEN�A. CUMPRIMENTO DA OBRIGA��O. EXTIN��O DO PROCESSO, NOS TERMOS DO ART. 794, I, DO C�DIGO DE PROCESSO CIVIL.
A CEF informa que creditou os valores relativos � condena��o fixada na senten�a, em conta de FGTS de LUIZ SOARES MACHADO, vinculada a este processo e � disposi��o do Ju�zo, fls.155, bem como o valor relativo a honor�rios advocat�cios fls.167.
Requer a intima��o do exeq�ente para que se manifeste sobre os c�lculos e sobre o cr�dito realizado, declarando-se solvida a obriga��o.
Intimada, a parte autora apresentou manifesta��o concordando com os valores depositados fls.169/169v.
POSTO ISSO, satisfeita a obriga��o, como demonstrado nos documentos de fls. 155 e 167 e, ante a concord�ncia expressa do exeq�ente, fls.169/169v, DECLARO, por senten�a, extinto o presente processo, nos termos do art. 794, I, do C�digo de Processo Civil.
Expe�a-se alvar� judicial em favor do ilustre causidico da parte autora, de modo a possibilitar o saque da import�ncia dep�sitada pela CEF referente a seus honor�rios advocat�cios de fl.167.
Aracaju, 08 de Maio de 2008.
0000102-13.2007.4.05.8500 MARCOS MARTINS DOS SANTOS (Adv. CHRISTIAN ARY DA CRUZ BARBOSA) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. PAULA GIRON MARGALHO DE GOIS)
1. Em face da peti��o de fl. 171, substituo o perito nomeado nestes autos, em decis�o de fls. 158/159, pelo Sr. F�BIO JOS� DA SILVA, com endere�o � AVENIDA FRANKLIN DE CAMPOS SOBRAL, 1623, Apt. 404, BLOCO B, BAIRRO GRAGERU, CEP: 49027-000, TELEFONES:3232-2294 E 9979-4455, nesta capital.
2. Fixo os honor�rios periciais no valor m�ximo da Tabela II, da Resolu��o n�. 558-CJF de 22 de maio de 2007 (R$ 234,80 - duzentos e trinta e quatro reais e oitenta centavos), os quais dever�o ser pagos em conformidade com o art. 3� da aludida Resolu��o. 3. Intime-se, pessoalmente, o "expert", para dizer se aceita o encargo, no prazo de 05 (cinco) dias, cientificando-o de que, em virtude da gratuidade da Justi�a, o pagamento dos honor�rios periciais dar-se-� ap�s o t�rmino do prazo para que as partes se manifestem sobre o laudo, ou, havendo solicita��o de esclarecimentos, depois de serem prestados, o que, desde logo, fica autorizado.
4. Aceita a nomea��o, dever�o ser designados local, data e hor�rio para a realiza��o da per�cia, comunicando-se a este Ju�zo, com anteced�ncia m�nima de 30 (trinta) dias, a fim de que sejam as partes intimadas da prova, consoante disp�e o artigo 431-A, do CPC.
5. Fixo o prazo de 30 (trinta) dias, contados da data do exame pericial, para apresenta��o do laudo.
6. Ap�s, intimem-se as partes para, no prazo de 10 (dez) dias, manifestarem-se acerca do laudo pericial.
0008499-03.2003.4.05.8500 JOSE ALMEIDA (Adv. LEAO MAGNO BRASIL JUNIOR, JOAO DARIO DA ROCHA FILHO, FABIO ROSA RODRIGUES) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)
Processo n� 2003.8499-7 - Classe 10000 - 3� Vara.
Autor: Jos� Almeida
PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCI�RIO. A��O DE INDENIZA��O POR DANO MORAL. AUX�LIO-DOEN�A INDEFERIDO EM RAZ�O DA CAPACIDADE LABORATIVA DO SEGURADO. PER�CIA OFICIAL. PRESUN��O DE LEGITIMIDADE. DANO MORAL. INEXIST�NCIA DO NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O ATO DO AGENTE P�BLICO - NEGATIVA DO BENEF�CIO - E ABALO PS�QUICO SUPOSTAMENTE SUPORTADO PELO DEMANDANTE. IMPROCED�NCIA DO PEDIDO
JOS� ALMEIDA, qualificado na exordial, por seu advogado regularmente constitu�do, prop�e A��O DE INDENIZA��O POR DANOS MORAIS em face do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, pretendendo repara��o pelo sofrimento f�sico e constrangimento moral suportado por haver a institui��o previdenci�ria se demorado a conceder o benef�cio do aux�lio-doen�a a que tinha direito.
Afirma que, tendo sofrido acidente de trabalho que o incapacitou para a atividade de rodovi�rio, protocolou requerimento em 27.12.2002 junto ao INSS pleiteando o aludido benef�cio, o qual foi indeferido sob o argumento de que estava apto para o trabalho.
Esclarece que at� obter o benef�cio do aux�lio-doen�a em 07.07.2003, o que somente aconteceu 7 (sete) meses depois do acidente, viveu em plena mis�ria haja vista que a empresa para a qual trabalhava, atento a sua situa��o de sa�de e � integridade f�sica dos passageiros, recusou-se a coloc�-lo de volta �s suas atividades rotineiras.
Defende que o reconhecimento da sua incapacidade deveria retroagir � data do sinistro ou, ao menos, � data em que o INSS foi acionado administrativamente, a fim de reparar todos os danos morais que sofreu com o atraso na concess�o do benef�cio e no tempo de servi�o que n�o foi contado durante esses 7 (sete) meses. Requer a proced�ncia do pedido com a condena��o do INSS ao pagamento de indeniza��o por danos morais em valor n�o inferior a 3.120 (tr�s mil, cento e vinte) sal�rios m�nimos.
Pugna pelo benef�cio da justi�a gratuita.
Junta procura��o de fl. 09 e documentos de fls. 10/20.
� fl. 25, o demandante demonstra que regularizou a representa��o processual trazendo aos autos a procura��o de fl. 26, em atendimento ao despacho de fl. 24.
Deferi o benef�cio da justi�a gratuita ao autor, fl. 28 e designei data para a realiza��o de audi�ncia de concilia��o e julgamento.
Realizada a audi�ncia, o autor requereu prazo para manifestar-se acerca da contesta��o que foi protocolada em cart�rio em data anterior.
Em contesta��o de fls. 32/37, o INSS recha�a o pedido deduzido na exordial, alegando que cumpriu fielmente as disposi��es contidas nos artigos 71 a 80 do Decreto 3.048/99, que regulamenta a previd�ncia e trata da concess�o do benef�cio do aux�lio-doen�a.
Assevera que, de acordo com seus registros, o autor sofreu o acidente em 12.12.2002 e somente deu entrada no requerimento do benef�cio em 07.07.2003, passando a submeter-se ao procedimento administrativo, no qual a per�cia concluiu, naquele momento, pela capacidade do autor para o trabalho.
Refuta a ocorr�ncia do dano moral pleiteado, argumentando que o indeferimento do benef�cio se deu em conformidade com a lei, atrav�s de conclus�o obtida em regular procedimento, baseado em laudo t�cnico pericial, n�o se podendo atribuir ao Poder P�blico qualquer les�o ao direito do autor.
Afirma que, se preju�zo houve, este foi apenas de ordem material, imposto ao autor em raz�o da lei, haja vista que n�o se configurou qualquer viola��o � esfera �ntima do benefici�rio.
Acrescenta que o autor n�o apresentou qualquer excludente de responsabilidade que justifique a atribui��o da responsabilidade civil do �rg�o previdenci�rio, especialmente no que se refere ao dano moral.
Pede a improced�ncia do pedido.
Na hip�tese de proced�ncia do pedido, requer a fixa��o dos honor�rios advocat�cios consoante o disposto no artigo 20, par�grafos 3�, 4� e 5� do CPC, em percentual inferior a 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, n�o devendo, tamb�m, incidir sobre presta��es vincendas, a teor da S�mula 111 do Superior Tribunal de Justi�a - STJ.
Em peti��o de fl. 42, pede a juntada dos documentos de fls. 43/61.
R�plica apresentada �s fls. 65/69, fazendo acompanhar os documentos de fls. 70/79.
As partes n�o quiseram produzir provas em audi�ncia.
Pretende o demandante indeniza��o, a t�tulo de danos morais, em raz�o de n�o lhe ter sido concedido, imediatamente, o benef�cio do aux�lio doen�a a que tinha direito em face da sua incapacidade para desenvolver atividades laborativas.
Extrai-se dos autos que o postulante protocolou pedido de concess�o do benef�cio previdenci�rio pretendido, junto ao INSS, em 23.01.2003, o qual foi indeferido porquanto a Per�cia M�dica do �rg�o, fl. 13, n�o constatou a alegada incapacidade, decis�o esta proferida em primeira inst�ncia e confirmada, em grau de recurso, pelo Conselho de Recursos da Previd�ncia Social, em 06.05.2003.
Inconformado, o suplicante ingressou com novo requerimento, em 07.07.2003, que foi julgado procedente, em 18.08.2003, baseado, dessa vez, em nova per�cia que reconheceu a sua incapacidade para o trabalho.
Observa-se que, apesar do curto lapso temporal entre a decis�o que denegou o benef�cio ao autor e aquela que lhe concedeu, � de salientar que ambas foram lastreadas em prova pericial realizada por M�dico Oficial que, a partir de exame realizado no segurado, concluiu de forma divergente, nas duas ocasi�es, acerca das condi��es f�sicas e da possibilidades de retorno do postulante ao trabalho.
A per�cia m�dica realizada pelo INSS possui o car�ter p�blico de presun��o de legitimidade e s� pode ser afastada por vigorosa prova em sentido contr�rio. No caso dos autos, o autor limitou-se a dizer que, ap�s haver sofrido acidente de trabalho, ficou incapacitado para exercer suas atividades como rodovi�rio e sequer juntou atestados m�dicos que comprovassem tal condi��o, devendo prevalecer, portanto, a conclus�o administrativa da primeira per�cia realizada, ainda que seu efeito tenham sido demasiadamente transit�rio. � nesse sentido a decis�o do Tribunal Regional Federal da 3� Regi�o, a seguir colacionada:
"PREVIDENCI�RIO. RESTABELECIMENTO DE AUX�LIO-DOEN�A. ANTECIPA��O DE TUTELA. AUS�NCIA DOS REQUISITOS. - Inexist�ncia de prova apta a abalar a conclus�o da per�cia m�dica realizada pelo INSS, que indeferiu o restabelecimento do benef�cio de aux�lio-doen�a. - Apesar dos exames e declara��es m�dicas demonstrarem ser a agravante portadora de enfermidades, n�o comprovam a sua incapacidade laborativa e necessidade de afastamento de suas atividades. - � de se dar cr�dito � per�cia m�dica realizada pelo INSS, que concluiu pela inexist�ncia de incapacidade, porquanto goza da presun��o de legitimidade inerente aos atos administrativos. - Agravo de instrumento a que se nega provimento." (AG 282929 - 8� T/SP - Rel�. Ju�za Ana Pezarini - DJU 12.09.2007, p�g. 351)
A presun��o de legitimidade de tal ato administrativo se coaduna perfeitamente com a norma do artigo 333, I, do C�digo de Processo Civil, que incumbe � parte autora o �nus da prova, quanto aos fatos constitutivos do seu direito. N�o sendo infirmada tal presun��o pelos elementos trazidos aos autos, h� de prevalecer o ato administrativo.
Ademais, para que se configure a responsabilidade civil das pessoas jur�dicas de direito p�blico - responsabilidade objetiva - h� necessidade da presen�a de tr�s requisitos b�sicos, quais sejam, o dano, a a��o administrativa e o nexo causal entre eles. Ausente um dos tr�s elementos, n�o se configura a responsabilidade e, em conseq��ncia, indevida a indeniza��o do dano moral alegado.
No caso dos autos, n�o restou configurada a presen�a de todos estes requisitos, eis que o ato administrativo denegat�rio do benef�cio pugnado foi praticado em harmonia com o princ�pio da legalidade norteador do Direito Administrativo. O r�u, ao negar o aludido benef�cio, o fez baseado em per�cia m�dica que atestou a capacidade laborativa do autor, agindo, dessa forma, em conformidade com a lei e nos limites do exerc�cio regular de seu direito.
Verifico, outrossim, que n�o h� nexo de causalidade entre o ato do agente p�blico - negativa do benef�cio do aux�lio-doen�a - e o abalo ps�quico supostamente suportado pela recorrente. O indeferimento do benef�cio na via administrativa, por si s�, n�o implica direito � indeniza��o.
Destarte, ausente a comprova��o de ofensa ao patrim�nio subjetivo da autora, bem como do ato administrativo ter sido desproporcionalmente desarrazoado, inexiste direito � indeniza��o por dano moral.
POSTO ISSO, julgo improcedente o pedido formulado pelo autor, na forma da fundamenta��o acima esposada.
Deixo de conden�-lo ao pagamento de custas processuais e de honor�rios advocat�cios, em face do benef�cio da gratuidade da justi�a que lhe foi deferido � fl. 28.
Aracaju, 24 de Abril de 2008.
Senten�a Tipo "A".
0001799-79.2001.4.05.8500 UNI�O FEDERAL (Adv. AGU - PROCURADORIA DA UNIAO NO ESTADO DE SERGIPE) x NILSON DE SOUZA GAMA E OUTRO (Adv. RODRIGO DE LIMA FILHO)
Processo n.� 2001.85.00.001799-9 - Classe 05019 - 3� Vara.
Autor: NILSON DE SOUZA GAMA
R�u: UNI�O FEDRAL PROCESSUAL CIVIL. EXECU��O DE SENTEN�A. PEDIDO DE DESIST�NCIA EQUIVALENTE � REN�NCIA AO CR�DITO. APLICA��O DO ART. 794, III, c/c ART. 795, DO CPC. EXTIN��O DA EXECU��O.
Promoveu a UNI�O FEDRAL a Execu��o da Senten�a em face de NILSON DE SOUZA GAMA, relativa � condena��o da verba honor�ria firmada na senten�a de fls. 87/90.
� fl. 115, a UNI�O FEDERAL requer a desist�ncia da presente execu��o.
O pedido de desist�ncia formulado pela UNI�O FEDERAL equivale � ren�ncia ao cr�dito decorrente da sucumb�ncia, direito que lhe assiste, como postulado na peti��o de fls. 96/97.
POSTO ISSO, declaro extinta a execu��o, ex vi do art. 794, inciso III, combinado com o art. 795, do C�digo de Processo Civil. Senten�a Tipo "B".
Transitada em julgado esta senten�a, arquivem-se os autos, com baixa na Distribui��o.
Aracaju, 07 de Abril de 2008.	Juiz Edmilson da Silva Pimenta
0006498-65.1991.4.05.8500 JOSE ALVES LINS (Adv. JOAQUIM GONCALVES NETO) x UNI�O (FAZENDA NACIONAL) (Adv. HELIO ROBERTO SILVEIRA PAES(FN))
Processo n� 91.6498-0 - 3� Vara
Classe: 1000 - A��o Ordin�ria
Partes: Autora: Jos� Alves Lins
PROCESSUAL CIVIL. EXECU��O DE SENTEN�A. CUMPRIMENTO DA OBRIGA��O. EXTIN��O DO PROCESSO, NOS TERMOS DO ART. 794, I, DO C�DIGO DE PROCESSO CIVIL.
JOS� ALVES LINS promoveu Execu��o da Senten�a em face da UNI�O FEDERAL, visando ao pagamento do valor relativo � condena��o principal e aos honor�rios de sucumb�ncia, fls. 62.
Julgados os Embargos � Execu��o promovidos pela Uni�o e fixado o valor da execu��o, foi expedida a Requisi��o de Pequeno Valor - RPV, fl. 99, tendo ocorrido o efetivo pagamento, conforme documentos fls. 105/106.
Intimada, a parte autora nada mais requereu, fl. 110.
POSTO ISSO, satisfeita a obriga��o, como demonstrado nos comprovantes de fls. 105/106, DECLARO, por senten�a, extinto o presente processo, nos termos do art. 794, I, do C�digo de Processo Civil.
Aracaju, 30 de abril de 2008.
EXECU��O DE T�TULO EXTRAJUDICIAL 0000327-33.2007.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. CL�UDIA TELES DA PAIX�O ARA�JO) x ORLANDO RODRIGUES DOS SANTOS (Adv. SEM ADVOGADO)
EXECU��O DE T�TULO EXTRAJUDICIAL PROCESSO: 2007.85.00.000327-9
R�U: ORLANDO RODRIGUES DOS SANTOS
Vista � CEF, acerca da certid�o de fl. 21.
0000175-82.2007.4.05.8500 COMERCIAL SANTO AGOSTINHO LTDA (Adv. JOSE EDUARDO DORNELAS SOUZA, JOSE RILTON TENORIO MOURA) x DELEGADO DA RECEITA FEDERAL ARACAJU/SE (Adv. SEM PROCURADOR)
Processo n� 2007.85.00.000175-1- Classe 126 - 3� Vara
Partes: Impetrante: Comercial Santo Agostinho
TRIBUT�RIO. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURAN�A. PIS E COFINS. ICMS. BASE DE C�LCULO. INCLUS�O. LEGALIDADE. PRELIMINAR DE COISA JULGADA. ACOLHIMENTO. EXTIN��O SEM JULGAMENTO DO M�RITO.
COMERCIAL SANTO AGOSTINHO impetrou o presente Mandado de Seguran�a Preventivo contra ato coativo na imin�ncia de ser praticado pelo DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM ARACAJU, postulando a compensa��o dos cr�ditos acumulados com os d�bitos vencidos e/ou vincendos da COFINS, do PIS, da CSSL e do IRPJ, decorrentes da exclus�o do ICMS da base de c�lculo do PIS e da COFINS.
Informa a Impetrante que recolhe COFINS e PIS, estando nas bases de c�lculos de tais tributos o Imposto de Circula��o de Mercadorias e Servi�os - ICMS, o que n�o poderia ocorrer, j� que tal imposto n�o pode ser enquadrado no conceito de faturamento.
Sustenta, valendo-se de ensinamentos doutrin�rios e precedentes jurisprudenciais, ser indevida tal inclus�o.
Requer provimento jurisdicional que declare o direito � compensa��o dos seus cr�ditos acumulados decorrentes da exclus�o do ICMS da base de c�lculo do PIS e da COFINS nos �ltimos dez anos.
Juntou procura��o e documentos de fls. 27/59.
Custas pagas � fl. 60.
Reservei-me, � fl. 61, para apreciar a medida liminar ap�s as informa��es do impetrado.
Nas fls. 68/79, a autoridade dita coatora prestou suas Informa��es, arg�indo, preliminarmente, a coisa julgada em rela��o ao processo n� 2002.85.000.5075-2 que tramitou nesta 3� Vara; aus�ncia de prova pr�-constitu�da, devendo o processo ser extinto, sem julgamento do m�rito, quanto ao pedido de compensa��o, uma vez que a impetrante n�o acostou aos autos os DARF's de recolhimentos das contribui��es PIS/COFINS.
No m�rito, alega que o ICMS integra o conceito de faturamento e, via de conseq��ncia, a base de c�lculo do PIS e da COFINS, bem assim que n�o h� possibilidade de compensa��o sem o crivo do Judici�rio ou da administra��o, antes do tr�nsito em julgado.
Junta os documentos de fls. 81/120.
Medida liminar indeferida � fl. 121.
Instado a se manifestar, o ilustre representante do Minist�rio P�blico Federal pugna, � fls. 137, pelo prosseguimento do feito.
De in�cio, examinarei a preliminar de coisa julgada suscitada pela impetrada em suas Informa��es de fls. 68/79.
Colho da ilustre senten�a prolatada pelo MM. Juiz Carlos Rebelo Junior no processo n� 2002.85.00.005075-2, in verbis:
"Em suma, pretende a impetrante a exclus�o do ICMS da base de c�lculo da contribui��o para o PIS e para a COFINS.
A contribui��o pra o Programa de Integra��o Social e para o financiamento da seguridade social elegeu o faturamento como base de c�lculo, tendo seu conceito delimitado na lei:
considera-se faturamento a receita bruta, como definida pela legisla��o do imposto de renda, proveniente da venda de bens nas opera��es de conta pr�pria, do pre�o dos servi�os prestados e do resultado auferido nas opera��es de conta alheia.
ICTU OCULI, os valores que adentrarem na contabilidade da empresa pela venda de mercadorias e/ou presta��o de servi�os comp�em a base de c�lculo do PIS e da COFINS, inexistindo previs�o legal que autorize a exclus�o da import�ncia destinada ao pagamento do ICMS da referida base de c�lculo. (...)" (fl.93)
V�-se, ainda, que o relator do ac�rd�o da AMS n� 89783/SE, Desembargador Federal Francisco Wildo, resume o pleito da Comercial Santo Agostinho Ltda. de forma id�ntica ao pedido formulado no presente writ, como se v� a seguir:
"COML SANTO AGOSTINHO LTDA interp�e apela��o de senten�a denegat�ria da seguran�a pretendendo ver reconhecido o direito de n�o se submeter � incid�ncia do PIS e da COFINS sobre o valor do ICMS incidente sobre as opera��es de venda e a conseq�ente compensa��o dos valores que foram recolhidos indevidamente. Sustenta que o valor relativo ao ICMS destacado em suas notas fiscais de venda n�o � receita sua, mas do Estado. (...)" (fl.82)
Decidiu o colendo tribunal, no processo acima referido, pela legalidade da inclus�o do ICMS na base de c�lculo do PIS e da COFINS, restando prejudicado a an�lise da compensa��o pleiteada.
Verifica-se, assim, a ocorr�ncia da coisa julgada, uma vez que a causa de pedir e o objeto do pedido do presente mandamus constituem repeti��o de id�ntico pedido e causa de pedir formulados no Mandado de Seguran�a n� 2002.5075-2, julgada improcedente e j� acobertada pela coisa julgada material, porquanto a decis�o proferida neste feito j� transitou em julgado, conforme senten�a, ac�rd�o e certid�o transladada � fl. 149 dos referidos autos.
Pelo exposto, e ante aos argumentos expendidos, extingo o processo, sem julgamento de m�rito, com fulcro no art. 267, inciso V, do C�digo de Processo Civil.
Sem honor�rios advocat�cios, consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal na S�mula n.� 512.	Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Aracaju, 25 de abril de 2008.
PROCESSO N� 2006.85.00.004468-0 2007.175-1
Senten�a Tipo "C".
0000749-81.2002.4.05.8500 EMPRESA NOSSA SENHORA DE FATIMA LTDA (Adv. ANDREA LICIA OLIVEIRA TEODORO, EVALDO FERNANDES CAMPOS) x DIRETOR DE ARRECADACAO E FISCALIZACAO DO INSS-SE (Adv. SEM ADVOGADO) x INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA - INCRA (Adv. AGU - PROCURADORIA GERAL FEDERAL ESPECIALIZADA INCRA)
Em face da descida dos autos, aguarde-se a iniciativa da parte interessada por at� 15 (quinze) dias. Inexistindo manifesta��o, d�-se baixa na distribui��o e sejam os autos arquivados, at� ulterior delibera��o, certificando-se.
0001350-77.2008.4.05.8500 J C COMERCIO DE RA��ES LTDA (Adv. ARIVALDO BARRETO CONCEICAO JUNIOR) x CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERIN�RIA DO ESTADO DE SERGIPE -CRMV-SE (Adv. ALDO CARDOSO COSTA)
Processo n� 2008.85.00.001350-2- Classe 126 - 3� Vara.
Partes:	Impte.: J. C. COM�RCIO DE RA��ES LTDA
Impdo: PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERIN�RIA DO ESTADO DE SERGIPE
ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURAN�A. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERIN�RIA. EMPRESA QUE ATUA NO COM�RCIO VAREJISTA DE ANIMAIS VIVOS E DE ARTIGOS PARA ANIMAIS DE ESTIMA��O. REGISTRO DE ESTABELECIMENTO E CONTRATA��O DE M�DICO VETERIN�RIO. DESNECESSIDADE. LEI N. 5.517/68, ARTS. 5�, 6� E 28. ART. 1�. DA LEI N. 6.839/80. MEDIDA LIMINAR DEFERIDA PARA PROIBIR ESSAS EXIG�NCIAS E VEDAR AUTUA��ES E IMPOSI��ES DE MULTA.
J. C. COM�RCIO DE RA��ES LTDA, qualificada na exordial e por seu advogado regularmente constitu�do, ingressa com Mandado de Seguran�a com pedido de medida liminar, contra ato do PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERIN�RIA DO ESTADO DE SERGIPE-CRMV/SE, que vem exigindo, � impetrante, a manuten��o de um m�dico veterin�rio em seu estabelecimento e inscri��o no referido �rg�o, com recolhimento de anuidades.
Esclarece a impetrante que � uma empresa que atua no com�rcio varejista de animais vivos e de artigos e alimentos para animais de estima��o.
Alega que a Lei n� 5.517/68 imp�e �s empresas que exercem atividades atinentes � medicina veterin�ria a obrigatoriedade de se registrarem no CRMV respectivo, bem como a manuten��o de um m�dico veterin�rio como respons�vel t�cnico pela atividade, sob pena de autua��o, com imposi��o de multa.
Sustenta que n�o exerce fun��o compat�vel com a medicina veterin�ria, n�o se enquadrando, portanto, na exig�ncia legal �s empresas que exercem atividades peculiares � medicina veterin�ria. Requer a concess�o de medida liminar para que a autoridade coatora abstenha-se de exigir a inscri��o da requerente no aludido Conselho, cancelando qualquer inscri��o realizada pelo pr�prio �rg�o de classe que porventura exista, bem como de exigir a contrata��o de profissional habilitado no CRMV/SE, declarando nulos quaisquer autos de infra��o que, eventualmente, tenham sido expedidos com fundamento na Lei n� 5.517/68.
Junta a procura��o e os documentos de fls. 16/29.
Custas pagas, � fl. 30.
Cumpre-me examinar se a impetrante est� ou n�o obrigada a manter, em seu estabelecimento, um m�dico-veterin�rio para exercer as suas atividades comerciais, ou seja, na compra e venda de diversos produtos, entre eles, ra��es para uso animal e de se registrar perante o CRMV, efetuando o recolhimento das anuidades pertinentes a tal registro.
Analisando o texto da Lei n� 5.517, de 23.10.68, n�o vislumbro � primeira vista, a obrigatoriedade da suplicante ter em seu quadro de pessoal o mencionado profissional, haja vista que a exig�ncia nele reportada limita-se a estabelecimentos que tenham por objetivo exclusivo a ind�stria animal, categoria na qual n�o est� inserida a empresa requerente.
Por sua vez, a Lei n.� 5.634, de 2 de dezembro de 1970, alterou a reda��o do art. 27 da lei anteriormente citada, dispondo: "As firmas, associa��es, companhias, cooperativas, empresas de economia mista e outras que exercem atividades peculiares � medicina veterin�ria previstas pelos artigos 5� e 6� da Lei n.� 5.517, de 23 de outubro de 1968, est�o obrigadas a registro nos Conselhos de Medicina Veterin�ria das regi�es onde funcionarem." Entendo que a acionante est� desobrigada do cumprimento das exig�ncias acima mencionadas, eis que n�o se caracteriza como entidade que exerce atividades peculiares � medicina veterin�ria. A esse respeito, em recente decis�o, assim se posicionou o Egr�gio TRF da 5�. Regi�o:
"ADMINISTRATIVO. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERIN�RIA. EMPRESA DO COM�RCIO VAREJISTA DE ANIMAIS, RA��ES E PRODUTOS VETERIN�RIOS. DESNECESSIDADE DE REGISTRO.
1. Nos termos do art. 27, da Lei n. 5.517/68, com a reda��o dada pela Lei n. 5.634/70, s�o obrigadas a efetivar registro no Conselho de Medicina Veterin�ria as empresas "que exercem atividades peculiares � medicina veterin�ria", assim entendidas as descritas nos arts. 5o e 6o da lei em comento. 2. O com�rcio de animais, de ra��es e de produtos veterin�rios n�o � atividade privativa de m�dico veterin�rio, pois n�o se confunde com o exerc�cio da cl�nica m�dica veterin�ria. Precedentes do STJ. 3. O art. 9� do Decreto n. 64.704, de 17 de junho de 1969, ao determinar o registro, no CRMV, das empresas "cuja atividade requer a participa��o de m�dico veterin�rio" exorbitou os limites da regulamenta��o. 4. Resta igualmente eivada de ilegalidade a Resolu��o n. 592 - CFMV, de 26 de junho de 1992, ao considerar atividade peculiar � medicina veterin�ria, para fins de registro nos respectivos Conselhos Regionais, a comercializa��o de produtos de uso animal, de ra��es para animais, de peixes ornamentais, de animais dom�sticos etc. 5. N�o obstante os Decretos n. 1.662/95 e n. 5.053/2004 imponham aos comerciantes de medicamentos veterin�rios a supervis�o de respons�vel t�cnico, m�dico veterin�rio, n�o determina que se registrem no Conselho da categoria. 6. Apela��o e remessa oficial improvidas.- TRIBUNAL - QUINTA REGIAO - AMS - 89007 - Processo: 200480000010879 UF: AL �rg�o Julgador: Segunda Turma - TRF500091783 - DJ -14/03/2005 - P�gina::802 - N�::49 - Relator(a) Desembargador Federal Francisco de Barros e Silva"
Tamb�m o Colendo Superior Tribunal de Justi�a assim decidiu:
"ADMINISTRATIVO - CONSELHO PROFISSIONAL - ARMAZ�M DE MERCADORIAS DIVERSAS, DENTRE AS QUAIS ARTIGOS AGROPECU�RIOS. 1. A Lei 6.839/80 e a jurisprud�ncia entendem que o registro em Conselho Profissional observa a atividade preponderante em cada caso. 2. A Lei 5.517/68, nos artigos 5� e 6�, elenca as atividades privativas do m�dico veterin�rio, n�o estando ali inclu�dos os estabelecimentos que vendem mercadorias agropecu�rias. . Recurso especial improvido. - Relator(a): ELIANA CALMON STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI�A - RESP - 447844 - Proc: 200200797473 - UF:RS-SEGUNDA TURMA - Documento: STJ000513433 - DJ DATA:03/11/2003 P�GINA:298"
Presente, assim, a relev�ncia do fundamento do pedido, � luz dos argumentos expendidos pela autora e da jurisprud�ncia p�tria, al�m de concorrer o perigo na demora da decis�o, uma vez que a impetrante estar� sujeita � fiscaliza��o e imposi��o de multas, defiro a medida liminar requestada, para determinar ao impetrado que se abstenha de exigir o registro da empresa acionante no CRMV/SE, bem assim a contrata��o de m�dico-veterin�rio, e o pagamento de anuidades, vedada a imposi��o de multas baseadas nas exig�ncias aqui guerreadas.
Notifique-se a autoridade coatora para que cumpra, imediatamente, esta decis�o e preste as Informa��es de estilo, no prazo e na forma do art.7�, incisos I e II, da Lei n. 1.533/51.
Com a chegada das informa��es, vista ao Minist�rio P�blico Federal, para o seu douto pronunciamento.
Aracaju, 26 de maio de 2008
Juiz Edmilson da Silva Pimenta.
Processo n� 2008.85.00.001350-2 - Classe126 - 3� Vara.
0001653-91.2008.4.05.8500 CENTRAL REFRIGERA��O LIMITADA E OUTRO (Adv. NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES, RODRIGO OT�VIO ACCETE BELINTANI, FRANCISCO LUIS GADELHA SANTOS, DIEGO CARNEIRO TEIXEIRA) x DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL - DRF - EM ARACAJU/SE (Adv. PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL EM SERGIPE - PGFN/SE)
Por cautela, reservo-me para apreciar a medida liminar requerida ap�s as informa��es do impetrado, quando melhor delineado estar� o panorama da lide, ensejando o exame dos requisitos que a autorizam e, sobretudo, em homenagem ao Princ�pio do Contradit�rio.
Notifique-se a autoridade coatora para que preste as informa��es de estilo, no prazo e na forma do art. 7�, inciso I, da Lei n� 1.533/51. Intimem-se.
0001660-83.2008.4.05.8500 SINDSFUSE - SINDICATO DOS SERVIDORES DA FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE NO ESTADO DE SERGIPE (Adv. ARIVALDO BARRETO CONCEICAO JUNIOR, GILMARA CALA�A DIAS) x DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE ADMINISTRA��O DA FUNASA - FUNDA��O NACIONAL DE SAUDE (Adv. SEM ADVOGADO)
PROCESSO N� 2008.85.00.001660-6
IMPETRANTE: SINDSFUSE - SINDICATO DOS SERVIDORES DA FUNDA��O NACIONAL DE SA�DE NO ESTADO DE SERGIPE
IMPETRADO: DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE ADMINISTRA��O DA FUNASA
PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURAN�A. COMPET�NCIA ABSOLUTA, ESTABELECIDA EM RAZ�O DA CATEGORIA FUNCIONAL E DA SEDE FUNCIONAL DA AUTORIDADE COATORA. DECL�NIO DA COMPET�NCIA.
O SINDICATO DOS SERVIDORES DA FUNDA��O NACIONAL DE SA�DE - SINDSFUSE ingressa com o presente mandamus em face do DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE ADMINISTRA��O DA FUNASA, requestando, em sede de liminar, o pagamento da ajuda de custa nominada "indeniza��o de campo", institu�da pelo Decreto n� 99.632/90 e consolidada pela Lei n� 8.216/91.
Junta procura��o e documentos1.
� um breve relato. Decido.
Como ponto primordial que � para o v�lido e eficaz desenrolar da marcha processual, a fixa��o da compet�ncia, nos casos em que a lei autorize a sua aprecia��o de of�cio, pode se dar em qualquer fase do processo.
Pois bem. A compet�ncia para processar e julgar o writ � estabelecida em raz�o da categoria funcional da autoridade impetrada e da sede funcional da aludida autoridade.
Na hip�tese dos autos, a autoridade coatora possui domic�lio em Bras�lia/DF, sendo imperiosa a remessa dos autos para Se��o Judici�ria do Distrito Federal.
Eis o entendimento jurisprudencial dos nossos Tribunais: "PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURAN�A. COMPET�NCIA ABSOLUTA. AUTORIDADE IMPETRADA.
A compet�ncia para julgamento de mandado de seguran�a � definida de acordo com a categoria e a sede funcional da autoridade impetrada, tratando-se, nestes termos, de compet�ncia absoluta e, como tal, improrrog�vel. Recurso conhecido e provido. STJ - Classe RESP - 257556 - Processo 200000426296 - UF: PR - Quinta Turma - Data da decis�o - 11/09/2001 - Data DJ: 08/10/2001 - P�g. 239 - Relator: F�lix Fisher."
� vista dessas raz�es, declino da compet�ncia em favor de uma das varas da Justi�a Federal - Se��o Judici�ria do Distrito Federal. Remetam-se os autos � Distribui��o para a devida baixa, encaminhando-se o feito a douta Se��o Judici�ria do Distrito Federal. Publique-se. Intimem-se.
Aracaju, 02 de junho de 2008. Edmilson da Silva Pimenta
1 Fls. 19/53.
Proc. 2008.85.00.001660-6
0000002-78.1995.4.05.8500 ROSANGELA MARIA DANTAS (Adv. MARIA LUIZA CARDOSO COELHO, JOSE HUMBERTO CARVALHO S. JUNIOR) x FUNDACAO NACIONAL DE SAUDE - FUNASA (Adv. LEANDRO DOS SANTOS RODRIGUES CAMPOS)
1. Traslade-se, para o presente feito, c�pia da certid�o de tr�nsito em julgado da senten�a proferida nos autos de embargos � execu��o (proc. n� 2001.85.00.005476-5).
2. D�-se vista � parte executada para, em cinco dias, manifestar-se acerca da atualiza��o dos c�lculos constantes das planilhas de fls. 389/392. 3. Ap�s, expe�a-se o requisit�rio, com as cautelas de praxe, enviando-o ao egr�gio TRF da 5� Regi�o, intimando-se as partes para acompanh�-lo, querendo.
4. Aguarde-se o pagamento.
0000260-73.2004.4.05.8500 ANTONIO CARDOSO DE OLIVEIRA FILHO (Adv. JOSE MELO SANTOS, ISLA DE OLIVEIRA ALMEIDA) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. MARCELO HORA PASSOS)
Recebo a(s) apela��o(�es), declarando-lhe(s) �nsitos os efeitos suspensivo e devolutivo.
Intime(m)-se o(s) apelado(s) para apresentar(em) suas contra-raz�es, querendo, no prazo de quinze dias. Com ou sem resposta, certificando-se, remetam-se os autos ao Egr�gio TRF da 5� Regi�o, com as cautelas de praxe. Intimem-se.
0002010-42.2006.4.05.8500 MARIA AUXILIADORA VIEIRA LIMA (Adv. THIAGO D'AVILA MELO FERNANDES, THAIS MAIA DE BRITTO, ANTONIO SOARES SILVA JUNIOR, ANTONIO SOARES SILVA JUNIOR) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)
1. Em face da certid�o acima, substituo o perito nomeado nestes autos, na fl. 82, pelo Dr. ANT�NIO CARLOS FREITAS MOURA, com endere�o na AVENIDA SILVIO TEIXEIRA, 230, Ed. BIARRITZ, Apt.1104, JARDINS, TEL.: 3224 2831, nesta capital.
2. Fixo os honor�rios periciais no valor m�ximo da Tabela II da Resolu��o n�. 558-CJF, de 22 de maio de 2007 (R$ 234,80 - duzentos e trinta e quatro reais e oitenta centavos), os quais dever�o ser pagos em conformidade com o art. 3� da aludida Resolu��o. 3. Intime-se, pessoalmente, o "expert", para dizer se aceita o encargo, no prazo de 05 (cinco) dias, cientificando-o de que, em virtude da gratuidade da Justi�a, o pagamento dos honor�rios periciais dar-se-� ap�s o t�rmino do prazo para que as partes se manifestem sobre o laudo, ou, havendo solicita��o de esclarecimentos, depois de serem prestados, o que, desde logo, fica autorizado.
4. Aceita a nomea��o, dever�o ser designados local, data e hor�rio para a realiza��o da per�cia, comunicando-se a este Ju�zo, com anteced�ncia m�nima de 30 (trinta) dias, a fim de que sejam as partes intimadas da prova, consoante disp�e o artigo 431-A do CPC.
0004600-36.1999.4.05.8500 INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. SILVIA HELENA PARABOLI M. MALUF) x JOSE PEREIRA DE ANDRADE (Adv. JOSE ADILSON CRUZ)
EMBARGOS A EXECU��O PROCESSO: 99.0004600-5
EMBARGADO: JOSE PEREIRA DE ANDRADE
Vista �s partes, acerca da certid�o e dos c�lculos de fls. 77/78, no prazo de 05 (cinco) dias.
Aracaju, 30 de maio de 2008.
0004784-84.2002.4.05.8500 REINALDO RABELO DE MORAES (Adv. ILTON MARQUES DE SOUZA) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)
Intime-se o(a) apelado(a) para contra-arrazoar, querendo, no prazo legal. Transcorrido o prazo supra, com ou sem resposta, subam os autos ao Egr�gio TRF da 5� Regi�o com as nossas homenagens.
0006076-36.2004.4.05.8500 LUIZ ALBERICO NUNES DA CONCEICAO (Adv. JOSE MELO SANTOS) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. MARCOS ANTONIO RIBEIRO SILVA GALDINO)
0001632-52.2007.4.05.8500 UNI�O FEDERAL (Adv. ADELAIDE ELISABETH CARDOSO C. DE FRAN�A) x SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERV PUBL FEDERAL NO EST DE SE-SINTSEP (Adv. LUIZ ROBERTO DANTAS DE SANTANA)
Processo n� 2007.85.00.001632-8
Fa�o estes autos conclusos ao MM. Juiz Federal da 3a. Vara, Dr. Edmilson da Silva Pimenta, do que, para constar, lavro este termo.
Aracaju, 28/04/2008
S�lvia Patr�cia C. P. Paix�o
Analista Judici�rio.
Manifeste-se a embargante, no prazo de 5 (cinco) dias, quanto � peti��o de fls. 32/33.
Havendo diverg�ncia de c�lculos, encaminhem-se ao Contador do Ju�zo, devendo apresentar os demonstrativos necess�rios, para dirimir a controv�rsia, intimando-se as partes para se manifestarem em 5 (cinco) dias, sobre os c�lculos do Contador Oficial.
Aracaju, 28 / 04 / 2008.
Juiz Federal - 3� Vara
Foram-me entregues estes autos com o respeit�vel despacho supra.
Aracaju, _____ de _______________ de 2008.
Servidor da 3� Vara.
0004187-42.2007.4.05.8500 UNI�O FEDERAL (Adv. FERNANDA TEIXEIRA LEITE) x IZABEL FONSECA SANTOS (Adv. LUIZ ROBERTO DANTAS DE SANTANA)
Processo n� 2007.85.00.004187-6 Classe 05005 - 3� Vara
Partes: Embargante: UNI�O FEDERAL
Embargado: IZABEL FONSECA SANTOS
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS � EXECU��O. C�LCULOS APRESENTADOS PELO EMBARGANTE E ACATADOS PELO EMBARGADO. PROCED�NCIA DO PEDIDO.
A UNI�O FEDERAL op�e EMBARGOS � EXECU��O que lhe promove IZABEL FONSECA SANTOS, qualificada nos autos, visto que n�o concorda com o valor objeto da execu��o por ser excessivo, devendo ser fixado o valor de R$ 3.478,45 (tr�s mil, quatrocentos e setenta e oito reais e quarenta e cinco centavos), conforme planilha acostada nas fls. 05/13 dos autos.
A embargada, ao se manifestar � fl. 17, aduz que concorda com os c�lculos apresentados pela Embargante.
A Uni�o Federal alegou, �s fls. 02/04, incorre��o nos c�lculos apresentados pela exeq�ente/embargada. Esta, por sua vez, concorda expressamente com o valor proposto pela Embargante, restando pacificada a quantia a ser executada.
Posto isso, fixo o valor objeto da execu��o da senten�a em R$ 3.478,45 (tr�s mil, quatrocentos e setenta e oito reais e quarenta e cinco centavos), sendo R$ 3.162,23 (tr�s mil, cento e sessenta e dois reais e vinte e tr�s centavos), referentes ao principal, e R$ 316,22 (trezentos e dezesseis reais e vinte e dois centavos) referentes aos honor�rios advocat�cios.
Condeno a embargada ao pagamento da verba honor�ria advocat�cia, que arbitro em 5% (cinco por cento) sobre a diferen�a apurada entre os valores oferecidos � execu��o e o montante final apurado como devido.
Sem condena��o ao pagamento das custas processuais, nos termos do art. 7�, da Lei n� 9.289/96.
Traslade-se c�pia desta senten�a, dos c�lculos apresentados �s fls. 05/13 e da certid�o do tr�nsito em julgado, quando houver, para o feito principal.
Aracaju, 27 de mar�o de 2008
0004629-08.2007.4.05.8500 CEFET/SE (Adv. GISELA B CAMPOS FERREIRA) x SINTSEP (Adv. JOAO SANTANA FILHO)
Processo n� 2007.85.00.004629-1 Classe 05005 - 3� Vara
Partes: Embargante: Escola T�cnica Federal de Sergipe - CEFET/SE
Embargado: Sindicato dos Trabalhadores do Servi�o P�blico Federal de Sergipe- SINTSEP/SE
A CEFET/SE, qualificada na proemial, op�e EMBARGOS � EXECU��O que lhe promove o SINTSEP/SE, tamb�m qualificado nos autos, visto que n�o concorda com o valor objeto da execu��o por ser excessivo, devendo ser fixado o valor de R$ 833,47 (oitocentos e trinta e tr�s reais e quarenta e sete centavos), conforme c�lculo de liquida��o de senten�a acostado na fl. 04 dos autos.
O embargado, ao se manifestar � fl. 07, aduz que concorda com os c�lculos apresentados pela Embargante.
Vieram-me os autos para senten�a.
A CEFET/SE alegou, �s fls. 02/03, incorre��o nos c�lculos apresentados pelo exeq�ente/embargado. Este, por sua vez, concorda expressamente com o valor proposto pela Embargante, restando pacificada a quantia a ser executada.
Posto isso, fixo o valor objeto da execu��o da senten�a em R$ 833,47 (oitocentos e trinta e tr�s reais e quarenta e sete centavos), referentes aos honor�rios advocat�cios.
Sem condena��o em honor�rios advocat�cios, vez que a diferen�a entre o valor requerido pelo exeq�ente e o ofertado pela embargante � insignificante.
Traslade-se c�pia desta senten�a, dos c�lculos apresentados � fl. 04 e da certid�o do tr�nsito em julgado, quando houver, para o feito principal.
0000567-95.2002.4.05.8500 INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. MARIA DO SOCORRO MIRA DE SOUZA) x ILARIO CRISPIM DOS SANTOS (Adv. MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO)
Processo n� 2002.85.00.000567-9 - Classe 05005 - 3� Vara
Partes: Embargante: Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
Embargado: IL�RIO CRISPIM DOS SANTOS
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS � EXECU��O. EQU�VOCO NOS C�LCULOS APRESENTADOS PELAS PARTES. MANIFESTA��O DO CONTADOR DO JU�ZO DIRIMINDO A CONTROV�RSIA. PARCIAL PROCED�NCIA DOS EMBARGOS.
O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, qualificado na exordial, op�e EMBARGOS � EXECU��O que lhe promove IL�RIO CRISPIM DOS SANTOS, tamb�m qualificado nos autos, alegando que os valores apresentados pelo exeq�ente seriam excessivos.
Pede a proced�ncia dos embargos, para que seja fixado o valor a executar em R$138.314,42 (cento e trinta e oito mil, trezentos e quartoze reais e quarenta e dois centavos).
�s fls. 08/10, junta os c�lculos que entende devido.
O embargado manifesta-se �s fls. 18/19, afirmando que os c�lculos por ele apresentados foram elaborados em conformidade com o comando sentencial, postulando que a execu��o seja mantida e incida sobre o valor de R$ 377.023,68 (trezentos e setenta e sete mil, vinte e tr�s reais e sessenta e oito centavos), consoante planilha anexada nas fls. 59/62 dos autos principais.
Remetidos os autos ao Contador do Ju�zo, este certifica, � fl. 21, que os c�lculos de ambas as partes apresentam imprecis�es, e elabora planilha de c�lculo que entende ser correta, fls. 22/28.
Instados a se manifestarem acerca das conclus�es do Contador Judicial, o embargado se op�e aos c�lculos apresentados, fls. 33/35, pleiteando que a execu��o incida sobre o valor de R$ 308.622,13 (trezentos e oito mil, seiscentos e vinte e dois reais e treze centavos), conforme planilha acostada nas fls. 36/38, ao passo que o INSS n�o se manifestou sobre os c�lculos elaborados pelo Contador, de fls. 21/28. � fl. 47, face � discrep�ncia entre os valores apresentados pelo Contador Judicial e aqueles apresentados pelo embargado, os autos foram remetidos novamente � Contadoria. Este, �s fls. 48/50, ratifica os c�lculos de fls. 22/28, por estarem em conformidade com a senten�a, ora em execu��o.
Exsurge dos autos, como demonstrado pelo Contador do Ju�zo, que os c�lculos de ambas as partes apresentam incorre��es. Ap�s rigorosa apura��o efetivada pelo Contador Judicial, este concluiu que o valor da d�vida a executar � aquele apurado na planilha de fls. 22/28.
Destarte, julgo a presente lide baseado nos c�lculos apresentados pelo Contador Judicial, a quem compete, como �rg�o auxiliar do ju�zo, oferecer subs�dios � solu��o da controv�rsia, cujo car�ter � eminentemente aritm�tico, homologando a conta de liquida��o por ele elaborada, haja vista que pautada nos crit�rios especificados no julgado exeq�endo.
Posto isso, fixo o valor objeto da execu��o da senten�a em R$ 68.327,66 (sessenta e oito mil, trezentos e vinte e sete reais e sessenta e seis centavos), sendo R$ 62.116,06 (sessenta e dois mil, cento e dezesseis reais e seis centavos) referentes ao principal, e R$ 6.211,60 (seis mil, duzentos e onze reais e sessenta centavos) referentes aos honor�rios advocat�cios.
Sem condena��o em honor�rios advocat�cios, face � sucumb�ncia rec�proca.
Traslade-se c�pia desta senten�a, dos c�lculos apresentados �s fls. 22/28 e da certid�o do tr�nsito em julgado, quando houver, para o feito principal.
Aracaju, 31 de mar�o de 2008
0001072-91.1999.4.05.8500 MANOEL DE OLIVEIRA E OUTRO (Adv. ARLINDO VENANCIO DOS SANTOS) x UNI�O FEDERAL (Adv. ANA ELISA SOBRAL V N DA C VIEIRA) x ASSOCIACAO ARACAJUANA DE BENEFICENCIA (Adv. SONIA MARIA SANTOS)
Manifestem-se os requerentes, em cinco dias, acerca da peti��o/documentos de fls. 215/216.
0001412-30.2002.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. SIDNEY SILVA DE ALMEIDA, GERALDO DE OLIVEIRA) x GERALDO JOAQUIM DE SOUZA (Adv. MARCIA MENEZES NASCIMENTO, DEMOSTENES RAMOS DE MELO)
0001629-68.2005.4.05.8500 MANOEL FRANCISCO DOS SANTOS (Adv. GILSON LUIS SOUSA DE ARAUJO) x UNI�O FEDERAL (Adv. SEM PROCURADOR)
0001938-26.2004.4.05.8500 INACIO JOSE DE MENEZES PORTUGAL (Adv. GISELE LEMOS KRAVCHYCHYN, MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO, BRUNO MARCOS GUARNIERI E OUTROS) x UNI�O FEDERAL (Adv. ANA CRISTINA BARRETO DE CASTRO)
0002289-62.2005.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS, ANTONIA MARIA MENEZES OLIVEIRA, VANIA MARIA PRADO N. SANTOS) x WALTER LUIZ DOS SANTOS (Adv. SEM ADVOGADO)
A��O MONIT�RIA PROCESSO: 2005.85.00.002289-7
REQUERIDO: WALTER LUIZ DOS SANTOS
Vista � CEF, acerca da certid�o de fl. 25v.
0002823-31.1990.4.05.8500 JERSON MACENA ALBUQUERQUE E OUTROS (Adv. LUIZ EDUARDO AYRES DE FREITAS BRITO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. SONIA RODRIGUES SOARES CALDAS, BIANCO SOUZA MORELLI)
DESPACHO DE FLS.215: "Em face da documenta��o acostada em fls. 213/214, dando conta da ren�ncia do Direito das autoras GERLANE DE SOUZA ALBUQUERQUE E TALITA CUMI DE SOUZA ALBUQUERQUE, em favor do autor JERSON MACENA DE ALBUQUERQUE, determino que seja expedido alvar� de levantamento em favor do �ltimo autor, cujo valor devido dever� ser atualizado pela Contadoria do Ju�zo.
Ap�s, digam as partes se h� algo mais a requerer.
0003537-34.2003.4.05.8500 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (Adv. SILAS COUTINHO DE FARIAS ALVES) x IARA MENEZES DE MELO E OUTROS (Adv. ANDRE LUIZ QUEIROZ STURARO)
0003923-93.2005.4.05.8500 REJANE HELENA RIBEIRO RODRIGUES (Adv. REGES COELHO CORREIA, RICARDO TAVARES DE MEDINA SANTOS, RENATA DE OLIVEIRA CARVALHO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. BIANCO SOUZA MORELLI)
1. Defiro o pedido de per�cia cont�bil de fl. 129 e nomeio como Perito do Ju�zo o(a) Dr(�). F�bio Jos� da Silva, inscrito no CRC/SE sob o n� 4.687, com endere�o � Av. Franklin de Campos Sobral, 1623, Bloco B - Apt.404, Grageru, Tel.: 3232-2294, nesta capital, que deve ser intimado a cumprir o encargo independentemente do termo de compromisso.
2. Intime-se o Dr. Perito para se escusar ou apresentar proposta de honor�rios, no prazo de 05 (cinco) dias.
3. Intime(m)-se a(s) parte(s), para em 5 (cinco) dias, indicar o(s) assistente(s) t�cnico(s) e apresentar quesitos.
0004587-27.2005.4.05.8500 CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. MARIA DA PURIFICACAO OLIVEIRA SANTOS, ANTONIA MARIA MENEZES OLIVEIRA, VANIA MARIA PRADO N. SANTOS) x LILIANA CRUZ LEVENDAKOS (Adv. SEM ADVOGADO)
A��O MONIT�RIA PROCESSO: 2005.85.00.004587-3
REQUERIDO: LILIANA CRUZ LEVENDAKOS
Vista � CEF, acerca da certid�o de fl. 50.
0005014-53.2007.4.05.8500 JUCUNDINO DE OLIVEIRA SANTOS (Adv. CHRISTIAN ARY DA CRUZ BARBOSA) x UNI�O FEDERAL (Adv. AGU - PROCURADORIA DA UNIAO NO ESTADO DE SERGIPE)
Ci�ncia �s partes da decis�o do Egr�gio Tribunal Regional Federal da 5� Regi�o, de fls. 71/75, para que se efetive a decis�o do AGTR 85291/SE.
Digam as partes se pretendem produzir provas em audi�ncia, especificando-as, ou se o processo j� pode ser julgado no estado em que se encontra.
0005407-17.2003.4.05.8500 MARIA JOSE DINIZ DE MENDONCA ALVES E OUTROS (Adv. ENILDE SANTOS ALMEIDA, PEDRO DIAS DE ARAUJO JUNIOR) x UNI�O FEDERAL (Adv. ENEDINA COSTA CARDOSO) x MUNICIPIO DE ARACAJU (Adv. SAMUEL SPONTAN DE CARVALHO, HERMOSA MARIA SOARES FRANCA, ANTONIO MAURICIO TELES MACHADO, JACSON FARIAS RODRIGUES) x EMPRESA MUNICIPAL DE OBRAS E URBANIZACAO - EMURB (Adv. CASSIA SOBRAL DE MELO TELES, MARIA LUCIMAR S. OLIVEIRA, HERMOSA MARIA SOARES FRANCA)
Defiro o pedido de fls. 1206/1207, dispensando a presen�a dos autores M�RCIO DINIZ MENDON�A DE ANDRADE e M�NICA DINIZ ALVES FONSECA, da audi�ncia designada para o dia 25/06/2008, �s 15:00 horas.
Intimem-se, com urg�ncia.
0006714-69.2004.4.05.8500 MARCOS WILLYANS MONTEIRO DE MELO (Adv. VINICIUS SILVA PRADO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. PAULA GIRON MARGALHO DE GOIS)
Processo n� 2004.85.00.006714-1 - Classe 1000 - 3� Vara.
Partes: Autor: MARCOS WILLYANS MONTEIRO DE MELO
CONSUMIDOR. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZA��O POR DANOS MORAIS. INSTITUI��O FINANCEIRA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. ENVIO DE TAL�ES DE CHEQUE, PELO CORREIO, SEM SOLICITA��O PR�VIA DO CLIENTE. EXTRAVIO DOS CHEQUES. UTILIZA��O INDEVIDA POR ESTELIONAT�RIO. NEGATIVA��O DO NOME NO SPC E NO CHECK CHECK. EXIST�NCIA DO DANO.. PROCED�NCIA, PARCIAL, DO PEDIDO.
MARCOS WILLYANS MONTEIRO DE MELO, devidamente qualificado na inicial, aju�za a presente A��o de Indeniza��o por Danos Morais em face da Caixa Econ�mica Federal - CEF, em raz�o do extravio de tal�o de cheques, enviado para sua resid�ncia anterior, sem pr�via solicita��o do mesmo, e dos constrangimentos sofridos ao ter seu nome inclu�do, por terceiros, no CHECK CHECK, bem como negativado perante o servi�o de prote��o ao cr�dito- SPC (fls. 02/14).
Preliminarmente, foi requerido o benef�cio da assist�ncia judici�ria gratuita.
Relata o autor, em suma, que, ao receber um telefonema do Sr. Roberto - gerente da Caixa Econ�mica Federal - o informando sobre a chegada de v�rios cheques, alguns ainda bloqueados, disse ao gerente mencionado, imediata e pessoalmente, que jamais havia recebido, nem sequer passado, nenhum destes cheques, posto que extraviados. Diante disto, pediu o autor, ao gerente, que fornecesse o protocolo de recebimento dos tal�es, o que foi negado, para tentar descobrir quem seria o terceiro a utilizar-se dos cheques e, consequentemente, facilitar o trabalho da pol�cia, haja vista queixa prestada pelo autor, conforme se verifica no Boletim de Ocorr�ncia acostado na fl. 17 dos autos. Ademais, salienta o autor, ter sido mal atendido pelo gerente supramencionado, bem como afirma a desconfian�a do mesmo de que alguns cheques poderiam ter sido assinados por algu�m muito pr�ximo ao autor, uma vez que as assinaturas eram bastante semelhantes a deste �ltimo. Al�m do mais, ressaltou o autor que, face aos cheques terem sido carimbados pela CEF com a al�nea 22, que significa diverg�ncia de assinatura, restou insinuado que o autor passou, de fato, os cheques ou estaria, pelo menos, envolvido na falcatrua. Esclarece que os tal�es de cheque teriam sido enviados para o endere�o que tinha h� dois anos atr�s e que j� havia sido mudado na CEF.
Tendo em vista os fatos alegados, afirmou o autor ter procurado o gerente geral da CEF- o Sr. Cl�udio - o qual forneceu uma declara��o informando que os talon�rios de cheques de seq��ncia 001301 a 001340, enviados pelo Correio ao autor, titular da conta 2405.001.1831-2, foram extraviados e, portanto, nem sequer desbloqueados pelo mesmo, consoante fl. 16 dos autos.
Ressalta o autor a responsabilidade da CEF por todos os constrangimentos e demais danos sofridos, uma vez que, devido � irresponsabilidade da r�, dois tal�es de cheque em seu nome foram extraviados, al�m do que o seu nome est� incluso no SPC e no CHECK CHECK. Salienta, ainda, que se sentiu muito envergonhado n�o s� quando seu pedido de cart�o de cr�dito foi negado pelo GBarbosa, bem como no dia em que n�o foi aceito seu cheque, no valor de R$ 30,00 (trinta reais), quando tentava pagar uma pe�a de seu autom�vel. Por fim, destaca que foi bastante importunado, por v�rias empresas, a exemplo do Mist�o e do Botic�rio, a fim de tentar resolver os d�bitos efetuados por terceiros que est�o a utilizar-se dos cheques extraviados. Requer a condena��o da r� pelos danos morais sofridos, no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), al�m dos honor�rios advocat�cios.
Requer, ainda, os benef�cios da Justi�a Gratuita, bem como que a r� junte aos autos qualquer documento, assinado pelo autor, que demonstre a rela��o negocial entre as partes.
Junta procura��o e documentos de fls. 15/20.
� fl. 21, deferi o pedido de benef�cio da justi�a gratuita, determinado a cita��o da r�.
�s fls. 27/30, ao apresentar a sua contesta��o, requer a CEF a total improced�ncia da a��o, bem como sua ilegitimidade passiva, posto que n�o incluiu o nome do autor no SPC, mas sim terceiros. No m�rito, aduz que as argumenta��es autorais s�o fr�geis, uma vez que o recebimento de talon�rios de cheques em domic�lio, devidamente bloqueados, cujo desbloqueio se faz unicamente pelo titular da conta, impossibilita qualquer preju�zo ao cliente. No mais, o envio de talon�rios de cheques, pelo Correio, a bons clientes, com movimenta��o banc�ria consider�vel, tem o �nico prop�sito de conceder-lhes maior comodidade, sem contar que o servi�o em quest�o j� faz parte da pr�xis banc�ria. Suscita a CEF, tamb�m, em sua contesta��o, que n�o s� inexiste nexo de causalidade entre a atitude da r� e os danos alegados pelo autor, como tamb�m afirma que os documentos carreados na inicial n�o provam a ocorr�ncia dos danos sofridos, muito menos a sua extens�o.
Por fim, impugna a r� o valor da causa, cabendo ao Judici�rio arbitrar a condena��o, posto que o contr�rio encorajaria o enriquecimento sem causa, de modo a agredir o princ�pio da razoabilidade jur�dica e da justi�a.
�s fls. 31/66, junta procura��o e demais documentos.
Manifesta-se o autor, �s fls. 70/73, acerca da contesta��o apresenta pela CEF, impugnando a preliminar de ilegitimidade passiva da r�, pois a mesma n�o prestou seus servi�os com qualidade e presteza.
No m�rito, aduz que as argumenta��es da r� s�o fr�geis, uma vez que a CEF, por se tratar de uma institui��o banc�ria, deve tomar todas as cautelas ao prestar seus servi�os, face o regramento destes pelo C�digo de Defesa do Consumidor - CDC. Impugna, ainda, a alega��o da r� de inexistir comprova��o do dano moral, posto que a farta documenta��o trazida pela pr�pria CEF aos autos, bem como a negativa��o do nome do autor perante o SPC j� ocasiona um dano � sua honra. No tocante ao valor da indeniza��o constante na exordial, alega o autor s�-lo justo, visto que o dano moral exerce duas n�tidas fun��es: de expia��o (em rela��o ao culpado ou a quem causa a les�o) e de satisfa��o (em rela��o � v�tima ou ofendido). Vieram-me os autos conclusos para prola��o de senten�a.
Pede o autor indeniza��o por danos morais, em virtude do extravio, e consequente utiliza��o indevida, por terceiros, de dois tal�es de cheques enviados pela CEF, mediante o Correio e sem pr�via autoriza��o do demandante, ao endere�o errado, resultando na negativa��o de seu nome no Servi�o de Prote��o ao Cr�dito - SPC e no CHECK CHECK.
Antes de adentrar na preliminar de ilegitimidade passiva ad causam alegada pela CEF em sua contesta��o (fl. 28), bem como no m�rito, de modo a julgar se � cab�vel ou n�o responsabilizar civilmente a CEF pelos supostos danos morais causados ao autor, � imprescind�vel saber qual o entendimento majorit�rio da doutrina e jurisprud�ncia p�tria quanto � natureza jur�dica da responsabilidade civil dos bancos.
Aduz o jurista, professor e desembargador do Tribunal de Justi�a do Rio de Janeiro - S�rgio Cavalieri Filho - que a natureza da responsabilidade banc�ria deve ser analisada por seu duplo aspecto, in verbis:
"(...) em rela��o aos clientes, a responsabilidade dos bancos � contratual; em rela��o a terceiros, a responsabilidade � extracontratual." (Programa de Responsabilidade Civil, 7� ed., S�o Paulo: Atlas, 2007, p. 385).
Logo, restando incontroverso que havia de fato uma rela��o contratual entre as partes, posto que ambas afirmaram ser o autor cliente da r�, conclui-se que a responsabilidade da CEF � contratual. � de bom alvitre ressaltar que, por ser contratual, a responsabilidade da CEF tem mais aspectos, quanto a sua natureza jur�dica, a serem analisados. Indaga-se se � ou n�o regida pelo C�digo de Defesa do Consumidor (Lei n� 8.078/90), ou, ainda, se � subjetiva ou objetiva. Carlos Roberto Gon�alves - jurista, professor e desembargador do Tribunal de Justi�a de S�o Paulo - ao comentar a responsabilidade dos bancos em face do C�digo de Defesa do Consumidor - CDC, assim se posicionou:
"(...) a responsabilidade dos bancos, como prestadoras de servi�os, � objetiva. Disp�e, com efeito, o art. 14 do aludido diploma que o "fornecedor de servi�os responde, independentemente da exist�ncia de culpa, pela repara��o dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos � presta��o dos servi�os, bem como por informa��es insuficientes ou inadequadas sobre frui��o e riscos".
O C�digo de Defesa do Consumidor incluiu expressamente as atividades banc�rias, financeiras, de cr�dito e securit�rias no conceito de servi�o (art. 3�, � 2�)." (Direito civil brasileiro, volume IV; responsabilidade civil, 2� ed., S�o Paulo: Saraiva, 2007, p.236.).
Tal como a doutrina, a jurisprud�ncia tem primado tamb�m pela aplica��o do CDC nas rela��es jur�dicas entre os bancos e seus clientes, como se v� deste aresto, do Superior Tribunal de Justi�a, da lavra do Ministro Ruy Rosado de Aguiar J�nior, in verbis:
"Os bancos como prestadores de servi�os especialmente contemplados no art. 3�, � 2�, est�o submetidos �s disposi��es do C�digo de Defesa do Consumidor.(...)" (REsp 57.974-0-RS, 4� T., rel. Min. Ruy Rosado de Aguiar J�nior.)
Esta orienta��o encontra-se hoje consolidada na S�mula 297 do STJ, do seguinte teor: "O C�digo de Defesa do Consumidor � aplic�vel �s institui��es financeiras". Id�ntico � o entendimento do Supremo Tribunal Federal que, ao julgar a ADin 2.591, afirmou a submiss�o das institui��es financeiras �s regras do CDC.
Diante do exposto, n�o resta a menor d�vida de que � a responsabilidade do banco r�u - CEF, por ser contratual, no caso sub judice, objetiva e disciplinada pelo CDC. No caso dos autos, resta incontroverso que a CEF enviou dois tal�es de cheques, mediante o Correio e sem pr�via solicita��o ou autoriza��o do demandante, ao endere�o errado sem se certificar que havia o mesmo mudado de domic�lio, e que embora bloqueados resultou o envio no extravio e na consequente utiliza��o indevida dos referidos tal�es por outrem, bem como na negativa��o do nome do autor, por terceiros, no Servi�o de Prote��o ao Cr�dito e no CHECK CHECK, conforme comprovam os documentos juntados aos autos na fls. 16/20.
� imprescind�vel, ent�o, apreciar a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam alegada pela CEF em sua contesta��o (fl. 28), posto que prejudicial � an�lise do m�rito que reside em saber se o envio de tais tal�es de cheque, sem a autoriza��o pr�via do demandante, ao anterior domic�lio deste, isto �, ao endere�o errado, foi devido ou n�o. Isto porque o autor afirma, categoricamente, que desta atitude da CEF resultou em extravio e utiliza��o indevida de dois tal�es de cheque por outrem, bem como na negativa��o do nome do autor, por terceiros, no Servi�o de Prote��o ao Cr�dito e no CHECK CHECK.
� curial ressaltar que a sistem�tica legal consumeirista, ao considerar o banco como fornecedor de servi�os, nos termos do art. 3�, � 2�, classifica a responsabilidade banc�ria pelo fato do servi�o, nos moldes do art. 14, in verbis:
"O fornecedor de servi�os responde, independentemente da exist�ncia de culpa, pela repara��o dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos � presta��o dos servi�os, bem como por informa��es insuficientes ou inadequadas sobre frui��o e riscos".
Depreende-se do dispositivo acima que fato do servi�o � o acontecimento que causa dano material e/ou moral ao consumidor, decorrente de um defeito do servi�o, ou seja, da viola��o, pelo fornecedor, do dever de seguran�a que � o de prestar servi�os com a seguran�a legitimamente esperada ou esper�vel pelo consumidor. Em outros termos, est� pacificado na doutrina e na jurisprud�ncia que a interpreta��o de tal dispositivo deve ser feita � luz da Teoria do Risco do Empreendimento ou Empresarial, conforme disp�e o jurista S�rgio Cavalieri Filho em sua obra supracitada:
"Pela teoria do risco do empreendimento, todo aquele que se disponha a exercer alguma atividade no mercado de consumo tem o dever de responder pelos eventuais v�cios ou defeitos dos bens e servi�os fornecidos, independentemente de culpa. Este dever � imanente ao dever de obedi�ncia �s normas t�cnicas e de seguran�a, bem como aos crit�rios de lealdade, quer perante os bens e servi�os ofertados, quer perante os destinat�rios dessas ofertas. A responsabilidade decorre do simples fato de dispor-se algu�m a realizar atividade de produzir, estocar, distribuir e comercializar produtos ou executar determinados servi�os. O fornecedor passa a ser o garante dos produtos e servi�os que oferece no mercado de consumo, respondendo pela qualidade e seguran�a dos mesmos.
O consumidor n�o pode assumir os riscos das rela��es de consumo, n�o pode arcar sozinho com os preju�zos decorrentes dos acidentes de consumo, ou ficar sem indeniza��o. (...)" (ob. cit., ps. 459/460). Tem se posicionado a doutrina e a jurisprud�ncia, portanto, que os fatos geradores da responsabilidade do fornecedor (a CEF, no caso dos autos) s�o: a viola��o do dever de seguran�a e o conseq�ente defeito do servi�o, prestado numa rela��o de consumo, contratual ou n�o, que d� causa a danos de ordem material e/ou moral. Assim, entendo que � ineg�vel a legitimidade da CEF para figurar no p�lo passivo da demanda, posto que configurado o nexo causal entre o servi�o prestado pelo banco r�u e o dano moral sofrido pela v�tima ao ter seus cheques extraviados, utilizados por estelionat�rio e, por fim, seu nome negativado no SPC e no CHECK CHECK por terceiros.
Por conseguinte, embora n�o tenha inserido o nome do demandante no SPC, conforme consta e resta provado na fl. 28 dos autos, � indubit�vel que a CEF deu causa ao evento danoso, posto que ao prestar o servi�o defeituoso, faltou com a garantia de seguran�a e lealdade. Tornou-se, ent�o, imposs�vel a incid�ncia de quaisquer excludentes de responsabilidade do fornecedor, seja porque existente o liame causal, pressuposto da responsabilidade, seja porque fracassou a CEF na tentativa de provar a culpa exclusiva dos terceiros que negativaram o nome do autor no SPC e no CHECK CHECK. N�o obstante o meu entendimento sobre a legitimidade passiva da CEF, estou convicto de que h�, de fato, culpa concorrente entre o banco r�u e os terceiros que negativaram o nome do autor no SPC, uma vez que estes foram negligentes ao se omitirem de conferir a assinatura daquele que passava os cheques, quer atrav�s da apresenta��o do cart�o, quer por interm�dio da carteira de identidade. Logo, por serem tamb�m fornecedores de produtos e/ou servi�os, os terceiros violaram o dever de seguran�a e lealdade. Isto porque embora fosse, a priori, tarefa praticamente imposs�vel, tal confer�ncia transformou-se em um dever ap�s a devolu��o dos cheques sob a forma da al�nea 22, que significa diverg�ncia de assinatura.
N�o resta d�vida, ent�o, de que o fato de a CEF devolver os cheques com base na diverg�ncia de assinatura, tendo em vista que o correto seria fundamentar a devolu��o com a justificativa de bloqueio dos cheques, prova o nexo causal entre a conduta da CEF e o dano moral sofrido pelo autor, bem como deixaria claro para os terceiros sobre a possibilidade de extravio dos cheques e utiliza��o indevida destes por outrem. Os terceiros, todavia, n�o s�o partes no processo e n�o podem ser condenados � qualquer indeniza��o. Aplica-se ao caso o disposto no art. 39, inciso III, do CDC:
III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicita��o pr�via, qualquer produto, ou fornecer qualquer servi�o."
Observa-se que o envio dos tal�es de cheque sem a solicita��o pr�via do autor - cliente e consumidor - configura pr�tica abusiva da institui��o banc�ria equivalente ao fato do servi�o. Isto porque na tentativa da CEF em proporcionar ao demandante maior comodidade, conforme disp�e a r� em sua contesta��o, na fl. 29 dos autos, embora tenha provado que n�o agiu com culpa, contribuiu na verdade para os danos morais sofridos pelo autor, na medida em que seus cheques foram extraviados, utilizados por estelionat�rio e, por fim, seu nome negativado no SPC e no CHECK CHECK por terceiros. Ademais, quanto � alega��o da CEF, em sua contesta��o (fl. 29), de que faz parte da pr�xis banc�ria o fornecimento de servi�os como o envio de cheques, cart�es de cr�dito e extratos de conta corrente e de poupan�a, pelo Correio, estou convicto de que foi infeliz tal alega��o, posto que as normas consumeiristas, por serem de prote��o e defesa do consumidor, s�o de ordem p�blica e interesse social e, portanto, de observ�ncia obrigat�ria e aplica��o necess�ria. Deste modo, estou convicto de que cometeu a CEF pr�tica abusiva, em sua rela��o de consumo com o cliente demandante, uma vez que prestou um servi�o com defeito e riscos para este, causando-lhe o fato do servi�o ao faltar com a garantia de seguran�a legitimamente esperada ou esper�vel pelo consumidor. Logo, est� proibida a CEF de afastar a incid�ncia de quaisquer princ�pios e normas do C�digo de Defesa do Consumidor, neste caso o art. 39, inciso III. No tocante � alega��o da CEF, em sua contesta��o (fl. 29), de que h� total aus�ncia de provas quanto aos supostos danos morais sofridos pelo autor, sigo o posicionamento majorit�rio na doutrina e na jurisprud�ncia p�tria, consoante aduz o eminente jurista Carlos Roberto Gon�alves em sua obra supracitada, in verbis: "O dano moral, salvo casos especiais, como o de inadimplemento contratual, por exemplo, em que se faz mister a prova da perturba��o da esfera an�mica do lesado, dispensa prova em concreto, pois se passa no interior da personalidade e existe in re ipsa. Trata-se de presun��o absoluta. (...)" (ob. cit. p. 369).
Dessume-se do exposto que o dano moral existe in re ipsa, ou seja, deriva do pr�prio ato ofensivo, de modo que basta provar a ofensa para que o dano moral reste demonstrado ipso facto, atrav�s das regras da experi�ncia comum, isto �, mediante uma presun��o hominis ou facti. Quanto � fixa��o e apura��o do dano moral, o valor da repara��o deve atender, simultaneamente, ao car�ter compensat�rio, visando recompensar a dor, a ang�stia e o sofrimento suportados, sem, entretanto, produzir o enriquecimento sem causa, e � sua fun��o penal, no escopo de, aplicando-se grave �nus econ�mico ao ofensor, desencorajar a repeti��o de atos dessa natureza no futuro.
Quanto ao tema, a jurisprud�ncia assim se posiciona: "No dano moral, o pretium doloris compensat�rio da dor sentimento - por sua pr�pria incomensurabilidade, n�o pode ficar � liquida��o por arbitramento, mas sim, a crit�rio do Juiz, que fixar� seu valor". (Ac. un. Da 1� T Civ do TJDF, j. 18/11;93). A indeniza��o, portanto, n�o ser� t�o baixa nem t�o elevada que se torne simb�lica ou conduza ao enriquecimento indevido da v�tima. Deve-se apurar o valor da indeniza��o mediante c�lculo de razoabilidade. Este � o entendimento do Tribunal Regional Federal da 5a Regi�o: "Processual civil. Indeniza��o por danos morais. Registro no SPC durante a negocia��o da d�vida. Demora na retirada de nome inclu�do no SPC. Responsabilidade civil. Configurada. Obriga��o de indenizar. 1. A Constitui��o Federal de 88 elenca como garantia individual o direito de ser indenizado quando sofrer por parte de algu�m uma a��o ou omiss�o que atinja seja moralmente seja materialmente o indiv�duo. 2. Provada a exist�ncia de dano moral, em face da CEF ter efetuado o registro de seu correntista no SPC, em plena negocia��o da d�vida, e ainda, n�o procedendo �quela, a retirada do registro ap�s conclu�da a negocia��o, n�o h� como afastar-se a pretendida indeniza��o. 3. No que se refere ao quantum do valor fixado � t�tulo de indeniza��o, de modo a que esta n�o leve a um enriquecimento sem causa, nem tampouco ao arbitramento de quantia irris�ria, � de elevar-se o valor fixado na decis�o singular de R$ 5.000,00, para R$ 11.110,53, valor este que corresponde o valor negativado no SPC. 3. Apela��o da CEF improvida. 4. Apela��o do particular provida". (TRF 5a Regi�o. AC 282495. Rel. Des. Petr�cio Ferreira. DJ 27.01.2003, p. 633). POSTO ISSO, e ante os argumentos expendidos, julgo procedente, em parte, o pedido, para fins de condenar a CEF a indenizar o autor na quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), valor que considero razo�vel e proporcional � les�o moral sofrida.
Condeno a r� ao pagamento de 50% (cinq�enta por cento) das custas processuais e de honor�rios advocat�cios, que fixo, atendendo as diretrizes contidas no art. 20, � 3�, do C�digo de Processo Civil, em 5% (cinco por cento) sobre o valor da indeniza��o, em face da sucumb�ncia rec�proca.
Aracaju, 30 de abril de 2008
0002024-26.2006.4.05.8500 UNI�O FEDERAL (Adv. JOSE ALBERTO GOMES VARJAO(FN)) x ANA RITA DE ALCANTARA SOUZA (Adv. TEREZINHA FRANCISCA OLIVEIRA)
Processo n� 2006.85.00.002024-8 - Classe 05005 - 3� Vara
Embargado: ANA RITA DE ALCANTARA SOUZA
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS � EXECU��O. ARGUI��O DE EXCESSO DE EXECU��O PELA EMBARGANTE. MANIFESTA��O DO CONTADOR DO JU�ZO DIRIMINDO A CONTROV�RSIA. ACATAMENTO DO VALOR INDICADO PELA EMBARGADA. IMPROCED�NCIA DOS EMBARGOS.
A Uni�o Federal, qualificada na proemial, op�e EMBARGOS � EXECU��O que lhe promove ANA RITA DE ALCANTARA SOUZA, tamb�m qualificada nos autos, por n�o concordar com o valor objeto da execu��o por entender ser excessivo, bem como incompat�vel com o julgado exeq�endo e com o ordenamento processual civil p�trio.
Pede a proced�ncia dos embargos, para que seja fixado o valor de R$ 639,20 (seiscentos e trinta e nove reais e vinte centavos), conforme planilha de c�lculo anexa, fls. 10/15.
A embargada apresenta, �s fls. 19/21, impugnando os embargos. Concorda, inicialmente, com o Embargante no que tange aos crit�rios a serem adotados e a data de in�cio para cobran�a dos juros morat�rios. Salienta, entretanto, que os c�lculos apresentados nos autos principais (fl. 137) est�o em conformidade com a senten�a exeq�enda, descaracterizando, assim, a hip�tese de excesso de execu��o. Postula, portanto, a homologa��o da Planilha de C�lculo de fls. 137 dos autos principais.
Remetidos os autos ao Contador do Ju�zo, este certifica, � fl. 24, a corre��o dos c�lculos de fl. 137 dos autos principais, apresentados pela embargada, vez que conforme com o Manual de c�lculos da Justi�a Federal. Instados a se manifestarem acerca das conclus�es do Contador Judicial, a embargada permanece silente, ao passo que a Uni�o (Fazenda Nacional) discorda, postulando o julgamento antecipado da lide, posto que o caso sub judice se trata, apenas, de mat�ria de direito, consoante fl. 26.
Exsurge dos autos, como demonstrado pelo Contador do Ju�zo, que assiste raz�o � embargada. Ap�s rigorosa apura��o efetivada pelo Contador Judicial, este concluiu que o valor da d�vida a executar � aquele apurado pela exeq�ente/embargada na Planilha de C�lculos de fl. 137 dos autos principais.
Posto isso, fixo o valor objeto da execu��o da senten�a em R$ 770,75 (setecentos e setenta reais e setenta e cinco centavos), sendo R$ 700,68 (setecentos reais e sessenta e oito centavos) referentes ao principal, e R$ 70,07 (setenta reais e sete centavos) referentes aos honor�rios advocat�cios.
Condeno a embargante ao pagamento da verba honor�ria advocat�cia, que arbitro em 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do � 4�, do art. 20, do C�digo de Processo Civil.
Traslade-se c�pia desta senten�a, dos c�lculos apresentados � fl. 137 dos autos principais e da certid�o do tr�nsito em julgado, quando houver, para o feito principal.
Aracaju, 01 de abril de 2008.
0002192-91.2007.4.05.8500 ROSALVO GERMANO GOIS E OUTRO (Adv. JOSE EDUARDO DE SANTANA MACEDO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. BIANCO SOUZA MORELLI)
Ap�s, digam as partes se pretendem produzir provas em audi�ncia, especificando-as, ou se o processo j� pode ser julgado no estado em que se encontra.
0002239-65.2007.4.05.8500 IB�RIA GUIMAR�ES FIGUEIREDO LIMA E OUTROS (Adv. JOSE EDUARDO DE SANTANA MACEDO) x CAIXA ECON�MICA FEDERAL - CEF (Adv. BIANCO SOUZA MORELLI)
0001748-54.1990.4.05.8500 ANDRELINA JANUARIA NOGUEIRA E OUTRO (Adv. RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAG�O, MIGUEL EDUARDO BRITTO ARAGAO) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. CARLOS ALBERTO RODRIGUES, MARCELO HORA PASSOS)
Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisit�rio n� 2008.85.00.003.00072, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolu��o n� 559/2007, do Conselho da Justi�a Federal.
Aracaju, 04 de junho de 2008.
0003388-72.2002.4.05.8500 MILTON CESAR SANTOS (Adv. THIAGO D'AVILA MELO FERNANDES, THAIS MAIA DE BRITTO) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)
Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisit�rio n� 2008.85.00.003.00074, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolu��o n� 559/2007, do Conselho da Justi�a Federal.
Aracaju, 05 de junho de 2008.
0004147-70.2001.4.05.8500 MARIA IRACI MATIAS ROCHA (Adv. EDES SOARES DE OLIVEIRA, JOSE VIVALDO DE MENEZES) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. ADRIANO CARDOSO DE ANDRADE)
Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisit�rio n� 2008.85.00.003.000070, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolu��o n� 559/2007, do Conselho da Justi�a Federal.
Aracaju, 28 de maio de 2008.
0004150-25.2001.4.05.8500 ARTUR GOIS LOBO (Adv. ANNA PAULA SOUSA DA FONSECA SANTANA) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. CARLOS ALBERTO RODRIGUES)
Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisit�rio n� 2008.85.00.003.00076, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolu��o n� 559/2007, do Conselho da Justi�a Federal.
0004609-27.2001.4.05.8500 JOAO GUILHERME CARVALHO (Adv. JOSE JEFERSON CORREIA MACHADO, JOAO GUILHERME CARVALHO) x FAZENDA NACIONAL (Adv. JOSE ALBERTO GOMES VARJAO(FN))
Levo ao conhecimento das partes de que foi expedido o requisit�rio n� 2008.85.00.003.00079, a fim de que sejam cientificadas de seu inteiro teor, conforme preceitua o art. 12, da resolu��o n� 559/2007, do Conselho da Justi�a Federal.
0001767-64.2007.4.05.8500 CLARICE NASCIMENTO DOS SANTOS (Adv. THIAGO D'AVILA MELO FERNANDES, THAIS MAIA DE BRITTO, ANTONIO SOARES SILVA JUNIOR) x INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS (Adv. AGU - PROCURADORIA GERAL FEDERAL ESPECIALIZADA INSS)
TOTAL DE SENTENCA: 20
TOTAL DE DESPACHO: 21