Source: http://principo.org/avisos-do-banco-de-portugal-aviso-do-banco-de-portugal-n-12013.html
Timestamp: 2019-01-21 16:06:26+00:00
Document Index: 114495732

Matched Legal Cases: ['artigo 153', 'artigo 12', 'artigo 11', 'artigo 17', 'artigo 12', 'artigo 10', 'artigo 10', 'artigo 21']

Avisos do Banco de Portugal Aviso do Banco de Portugal nº 1/2013
Aviso do Banco de Portugal nº 1/2013
Nos termos do disposto no nº 1 do artigo 153.º-H do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, aprovado pelo Decreto-Lei nº 298/92, de 31 de dezembro, na redação que lhe foi dada pelo Decreto-Lei nº 31-A/2012, de 10 de fevereiro, as instituições participantes no Fundo de Resolução entregam ao Fundo uma contribuição periódica, paga até ao último dia útil do mês de abril de cada ano.
O artigo 12.º do Decreto-Lei nº 24/2013, de 19 de fevereiro, que estabelece o regime de contribuições para o Fundo de Resolução, prevê que o método concreto e os procedimentos a adotar no âmbito do apuramento das contribuições periódicas são determinados pelo Banco de Portugal, mediante Aviso.
O nº 1 do artigo 11.º do Decreto-Lei nº 24/2013 determina ainda que a taxa a aplicar para o apuramento das contribuições periódicas pode ser ajustada em função do perfil de risco de cada instituição participante, tendo em conta a sua situação de solvabilidade.
Assim, no uso da competência que lhe é atribuída pelo artigo 17.º da sua Lei Orgânica e pelo artigo 12.º do Decreto-Lei nº 24/2013, de 19 de fevereiro, o Banco de Portugal determina o seguinte:
1 - O presente aviso define, com observância dos critérios constantes do Decreto-Lei nº 24/2013, de 19 de fevereiro, o método concreto e os procedimentos a adotar no âmbito do apuramento das contribuições periódicas para o Fundo de Resolução, adiante também designado por Fundo.
1 - O valor da contribuição periódica para o Fundo de Resolução devida por cada instituição participante é determinado pela aplicação de uma taxa contributiva sobre os valores médios dos saldos mensais do passivo apurado e aprovado pelas instituições participantes, deduzido dos elementos do passivo que integram os fundos próprios de base e complementares e dos depósitos cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos ou pelo Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo, nos termos previstos no artigo 10.º do Decreto-Lei nº 24/2013, de 19 de fevereiro.
3 - O Banco de Portugal fixa anualmente, até ao final do mês de outubro, mediante instrução, a taxa base referida no número anterior, até ao máximo de 0,07%, ouvidas a Comissão Diretiva do Fundo de Resolução e a associação que em Portugal represente as instituições participantes que, no seu conjunto, detenham maior volume de depósitos.
4 - Para cada instituição participante, o fator de ajustamento referido no nº 2 é determinado com base na seguinte fórmula, cujo resultado é arredondado a duas casas decimais:
Fator de ajustamento =
Em que RMCT1 é rácio médio de core tier 1 relevante para cada instituição participante, expresso em pontos percentuais, arredondado a uma casa decimal.
5 - No caso das instituições integradas em grupo financeiro sujeito a supervisão em base consolidada pelo Banco de Portugal, o rácio médio de core tier 1 a considerar para efeitos do disposto no número anterior corresponde à média dos rácios core tier 1 do grupo em que a instituição está integrada, calculados em base consolidada, nos termos do Aviso do Banco de Portugal nº 3/2011, com referência a 30 de junho e a 31 de dezembro do ano anterior àquele a que respeita a contribuição.
6 - No caso das instituições não integradas em nenhum grupo financeiro sujeito a supervisão em base consolidada pelo Banco de Portugal, o rácio médio de core tier 1 a considerar para efeitos do disposto no nº 4 é determinado pela média dos rácios core tier 1, calculados em base individual, nos termos do Aviso do Banco de Portugal nº 3/2011, com referência a 30 de junho e a 31 de dezembro do ano anterior àquele a que respeita a contribuição.
7 - Sem prejuízo do disposto no nº 4, o fator de ajustamento não pode ser inferior a 0,8 nem superior a 2,0, pelo que, quando da aplicação da fórmula prevista naquele número resultar um fator de ajustamento fora desse intervalo, o fator de ajustamento a considerar é igual ao limite mais próximo.
1 - Para efeitos de apuramento do valor das contribuições periódicas para o Fundo, as instituições participantes reportam ao Banco de Portugal, até ao final do mês de fevereiro de cada ano, os saldos relativos aos elementos que integram a base de incidência definida no artigo 10.º do Decreto-Lei
nº 24/2013, de 19 de fevereiro, verificados no final de cada mês do ano anterior.
3 - O Banco de Portugal remete ao Fundo de Resolução o reporte da informação a que se refere o nº 1, depois de proceder à verificação dos valores indicados pelas instituições participantes.
4 - Caso sejam verificadas divergências entre a informação reportada nos termos do nº 1 e aquela de que o Banco de Portugal disponha, o Banco de Portugal procura esclarecer a origem dessas divergências junto da instituição participante em causa e, uma vez ouvida a mesma, envia ao Fundo de Resolução, em conjunto com o reporte enviado pela instituição, os valores que este deve considerar para apuramento da contribuição periódica.
5 - O Fundo de Resolução notifica as instituições participantes do montante final apurado da respetiva contribuição periódica, no prazo máximo de 15 dias a contar da receção do reporte de informação enviada pelo Banco de Portugal nos termos do nº 4.
2 - Para efeitos do apuramento das contribuições periódicas a pagar por cada instituição participante em setembro de 2013, nos termos do disposto no nº 7 do artigo 21.º do Decreto-Lei
nº 24/2013, de 19 de fevereiro, o reporte da informação ao Banco de Portugal previsto no nº 1 do artigo anterior deve ser efetuado até ao final do mês de julho de 2013.