Source: http://curia.europa.eu/juris/document/document.jsf?text=&docid=210403&pageIndex=0&doclang=PT&mode=req&dir=&occ=first&part=1&cid=8428101
Timestamp: 2019-09-18 02:02:02+00:00
Document Index: 7995856

Matched Legal Cases: ['artigo 4', 'artigo 2', 'artigo 267', 'artigo 47', 'artigo 4', 'artigo 2', 'artigo 267', 'artigo 47', 'artigo 6', 'artigo 21']

Pedido de decisão prejudicial apresentado pelo Sąd Najwyższy (Polónia) em 26 de outubro de 2018 – BP/UNIPARTS sarl com sede em Nyon
(Processo C-668/18)
Recorrente: BP
Recorrida: UNIPARTS sarl, com sede em Nyon
Devem os artigos 19.°, n.° 1, segundo período, em conjugação com o artigo 4.°, n.° 3, terceiro período e com o artigo 2.° TUE, o artigo 267.°, terceiro parágrafo, TFUE e o artigo 47.° da Carta dos Direitos Fundamentais, ser interpretados no sentido de que se verifica uma violação do princípio da inamovibilidade dos juízes, que faz parte do princípio da proteção jurisdicional efetiva e do Estado de direito, quando o legislador nacional reduz a idade legal da reforma (idade de reforma) dos juízes do tribunal de última instância do Estado-Membro (por exemplo, de 70 para 65 anos) e se aplica a idade de reforma mais baixa aos juízes no ativo sem deixar exclusivamente ao critério do magistrado em causa a decisão de poder beneficiar dessa idade de reforma mais baixa?
Devem os artigos 19.°, n.° 1, segundo período, em conjugação com o artigo 4.°, n.° 3, terceiro período e com o artigo 2.° TUE, o artigo 267.°, terceiro parágrafo, TFUE e o artigo 47.° da Carta, ser interpretados no sentido de que se verifica uma violação do princípio do Estado de direito e do nível de independência necessário para garantir uma proteção jurisdicional efetiva na UE quando um legislador nacional, violando o princípio da inamovibilidade dos juízes, reduz de 70 para 65 anos a idade normal até à qual um juiz de um tribunal de última instância de um Estado-Membro pode ocupar o seu cargo, fazendo depender a possibilidade de esse juiz continuar a exercer funções do consentimento discricionário dos órgãos do poder executivo?
Devem os artigos 2.°, em conjugação com o artigo 6.°, n.° 1, da Diretiva 2000/78/CE do Conselho, de 27 de novembro de 2000, que estabelece um quadro geral de igualdade de tratamento no emprego e na atividade profissional 1 , ser interpretado no sentido de que constitui uma discriminação em razão da idade reduzir a idade da reforma dos juízes do tribunal de última instância de um Estado-Membro e submeter ao consentimento dos órgãos do poder executivo a possibilidade de um juiz continuar a exercer funções judiciais nesse tribunal quando esse juiz atinge a nova e mais baixa idade de reforma?
Devem os artigos 2.°, 9.° e 11.° da Diretiva 2000/78, em conjugação com os artigos 21.° e 47.° da Carta, ser interpretados no sentido de que num caso de discriminação em razão da idade de juízes do tribunal de última instância de um Estado-Membro, devido à redução da idade da reforma atual de 70 anos para 65 anos, esse órgão jurisdicional, quando aprecia qualquer processo numa formação com a presença do juiz afetado pelos efeitos de tais disposições nacionais discriminatórias, que não tenha manifestado a intenção de beneficiar da nova idade de reforma, ao decidir sobre a questão preliminar relativa à formação de julgamento, tem a obrigação de recusar a aplicação de disposições nacionais que sejam contrárias à Diretiva 2000/78 e ao artigo 21.° da Carta, e continuar a decidir na presença desse juiz por ser esta a única forma eficaz de assegurar uma proteção jurisdicional efetiva dos direitos desse mesmo juiz resultantes do direito da UE?