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Timestamp: 2016-08-25 04:47:12+00:00
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15 TRANSFORMAÇÃO DE PRENSAS E SIMILARES - RETROFITING ......... 16 ASPECTOS ERGONÔMICOS ......................................................................
17 TREINAMENTO ............................................................................................. 91 17.1 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MÍNIMO ............................................... 91 18 DAS RESPONSABILIDADES ....................................................................... 18.1 DO FABRICANTE .................................................................................... 18.2 DO EMPREGADOR, PROPRIETÁRIO OU USUÁRIO DE PRENSAS E SIMILARES ...................................................................................................... 18.3 DO EMPREGADO (OPERADOR DE PRENSAS E SIMILARES) ........... 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................... ANEXOS ............................................................................................................. ANEXO A – Nota Técnica nº 16/2005 ................................................................ ANEXO B – Diagrama de hierarquia da legislação ............................................ ANEXO C – Classificação e resumo das principais normas de segurança de máquinas ............................................................................................................ ANEXO D – Sugestão de planilhas e check-list de cadastro, treinamento, manutenção e procedimento seguro de trabalho ............................................... REFERÊNCIAS .................................................................................................. GLOSSÁRIO ...................................................................................................... 93 95 96 97 98 99 99 108 109 115 125 127
APRESENTAÇÃO No início da década de 1980, entidades representativas de trabalhadores, começavam a externalizar para a sociedade o sofrimento das vítimas de acidentes de trabalho. Significativa parcela das lesões dos membros superiores se originava de trabalho com prensas e similares. Em 1989, com o apoio da DRT/SP, Magrini e colaboradores1 pesquisaram condições de trabalho com prensas mecânicas nas indústrias da zona norte da cidade de São Paulo, revelando que 91% destas máquinas eram do tipo “engate de chaveta”; 38% exigiam o ingresso das mãos dos operadores nas zonas de prensagem e 78% apresentavam a zona de prensagem aberta. Tais situações corroboravam o elevado número de acidentes graves apresentados nas estatísticas da Previdência Social. A grande quantidade destas máquinas instaladas no parque fabril nacional levou à necessidade de ações coletivas. Num esforço para reversão desta situação, de 1993 a 1995, a Convenção Coletiva Geral dos Metalúrgicos de São Paulo promoveu a criação de uma subcomissão bipartite de caráter permanente, específica para estudar o assunto. Em 1996, a DRT/SP, em busca de um diagnóstico aperfeiçoado, abriu a discussão com órgãos públicos, técnicos e acadêmicos, além das representações sindicais, visando o estabelecimento de proteções e procedimentos para trabalho seguro com prensas e similares. Nascia assim o PPRPS – Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares. Na continuidade, a Portaria DRT/SP nº 50 de 11/9/1997 cria a Comissão de Negociação Tripartite sobre proteção em Prensas Mecânicas, onde evoluiu o entendimento entre as partes.
1 MAGRINI Rui; MARTARELLO, Norton. Condições de trabalho na operação de prensas. In: Costa e cols. Programa de saúde dos trabalhadores, Experiência da Zona Norte : Uma Alternativa em saúde pública. São Paulo, Hucitec, 1989. p. 267-294.
Em abril de 1999, o Brasil foi sede do XV Congresso Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho, que premiou com o 1º lugar, dentre concorrentes internacionais, o vídeo elaborado em conjunto pela DRT/SP/Fundacentro e o Sindicato dos Metalúrgicos de SP, “Máquina Risco Zero”, demonstrando o andamento das negociações e meios de prevenção de acidentes com prensas e similares. Embalados pelo clima festivo da premiação e pelo estabelecimento, desde o final de 1997, da proibição de construção de prensas com engate de chaveta, através da Norma ABNT NBR 13930 - Prensa Mecânica – Requisitos de Segurança, foi firmada, em 27 de maio de 1999, a Convenção Coletiva adotando a obrigatoriedade de implantação do PPRPS pelos signatários, com alcance aos municípios de São Paulo, Mogi das Cruzes e região. Em outros estados do Brasil, como MG e RS, os acidentes de trabalho demonstravam a necessidade de enfrentamento do problema e a busca por soluções coletivas. Trabalhando em Caxias do Sul/RS, o Dr. João Fernando dos Santos Mello e colaboradores, analisaram extensa casuística de traumatismos de mão, causados por acidentes de trabalho. Nos cinco primeiros meses do ano de 1993 foram analisados 1.700 acidentes: 500 (30%) atingiram a mão do trabalhador, sendo que 398 restaram em amputação de dedos. O mesmo estudo apontou que a indústria metalúrgica foi responsável por 50% dos acidentes, destacando-se as prensas como as máquinas que mais vitimaram trabalhadores. A DRT/RS procurou estabelecer instâncias de negociação tripartite, a exemplo do que já vinha acontecendo no centro do país, buscando a sinergia das ações desenvolvidas em conjunto pelo Ministério do Trabalho e Emprego e representações de trabalhadores e empregadores.
Orientados pelo planejamento nacional, que subdividiu a geografia de riscos do trabalho no país, em 2000 foi estabelecida como meta macro regional no Estado do RS, a redução de acidentes na indústria metalúrgica. Durante o ano de 2000 foi elaborado um diagnóstico para priorização de estratégias de redução de acidentes, o qual foi confirmado pelo estudo apresentado pelo Ministério da Previdência e Assistência Social – Máquinas e Acidentes de Trabalho, que identificou dentre as máquinas que mais causam acidentes, as prensas para metalurgia, responsáveis por 42% dos casos de esmagamento de dedos ou de mãos registrados em 1995 e 25% de todos os acidentes graves causados por máquinas no mesmo ano. Grande parte desses acidentes ocorre em razão da utilização de máquinas obsoletas e inseguras. Em 2001, dentre as ações para enfrentamento do problema, surgiu a necessidade da criação do Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares, instrumento para difundir, de forma mais efetiva e abrangente, a identificação e formas de erradicação dos riscos mais comuns presentes nas operações com prensas e similares, incluindo a divulgação da NBR 13536 - Máquinas injetoras para plásticos e elastômeros - requisitos técnicos de segurança para o projeto, construção e utilização. Mais recentemente, a convenção coletiva que estabelecia o PPRPS foi ampliada para as outras convenções já existentes, como de injetoras e galvânica, e estendida para todo estado de São Paulo. Em 2004, o Ministério do Trabalho, a fim de uniformizar e divulgar boas práticas em nível nacional, ouvidos os trabalhadores, empregadores e fabricantes, publicou nota técnica, que levou o número NT 37/2004, a qual estabeleceu princípios para proteção de prensas e similares, nota esta que foi substituída pela Nota Técnica de número NT 16/2005, com pequenas adequações. O presente manual, fundamentado na NT 16/2005, tem como objetivo potencializar as ações tripartites, divulgar boas práticas a serem adotadas por todos aqueles que fabricam e utilizam prensas e similares, reduzir os acidentes de
trabalho, e, fundamentalmente, bem orientar empresas e empregados com relação às regras básicas de segurança que deverão ser atendidas no dia-a-dia, no intuito de preservar a integridade física do trabalhador.
1 INTRODUÇÃO Todas as máquinas e os equipamentos com acionamento repetitivo, que não tenham proteção adequada, oferecendo risco ao operador, devem ter dispositivos apropriados de segurança para o seu, conforme disposto na NR 12 – Máquinas e Equipamentos. Esta norma regulamentadora traz medidas de ordem geral. Como o objetivo deste Manual é trazer condições mínimas de proteção a um grupo específico de máquinas (prensas e similares), de acordo com a NT 16/2005, passarse-á a enfocar os aspectos peculiares a cada máquina e equipamento. Este Manual classifica as prensas mais encontradas na indústria, e que deverão ser equipadas com dispositivos de segurança citados na NT 16/2005, conforme segue.
2 PRENSAS Prensas são máquinas utilizadas na conformação e corte de materiais diversos, onde o movimento do martelo (punção) é proveniente de um sistema hidráulico/pneumático (cilindro hidráulico/pneumático) ou de um sistema mecânico (o movimento rotativo é transformado em linear através de sistemas de bielas, manivelas ou fusos). As prensas, quanto ao sistema de transmissão do movimento do martelo, apresentam diversas modalidades. Neste manual abordaremos as mais utilizadas no parque industrial brasileiro. 2.1 PRENSAS MECÂNICAS EXCÊNTRICAS DE ENGATE POR CHAVETA OU ACOPLAMENTO EQUIVALENTE - PMEEC As Prensas Mecânicas Excêntricas de Engate por Chaveta (PMEEC) têm como características o curso limitado, energia constante e força variável do martelo em função da altura de trabalho. Podem ter o corpo em forma de “C” (com um montante) ou em forma de “H” (com duplo montante), com transmissão direta do volante ou com redução por engrenagens, com mesa fixa ou regulável, horizontal ou inclinada. O volante, movimentado por um motor elétrico, está apoiado na extremidade de um eixo, através de uma bucha de engate onde se encaixa uma chaveta rotativa (meia cana). Em sua outra extremidade o eixo está fixado em uma bucha excêntrica, alojada em uma biela, responsável pela transformação do movimento rotativo em movimento linear. Quando acionada, através de um pedal elétrico, pneumático ou hidráulico, ou comando bi-manual (é proibido o uso de pedais ou alavancas mecânicas), um dispositivo mecânico ou pistão hidráulico movimenta um pino em forma de “L”, puxando uma mola que faz com que a chaveta rotativa seja acoplada à bucha de engate, transmitindo o movimento de rotação ao conjunto eixo/bucha excêntrica,
transformado em movimento linear pela biela, realizando o trabalho de descida e subida do martelo. As Prensas Mecânicas Excêntricas de Engate por Chaveta (PMEEC), uma vez acionadas, possuem ciclo completo de trabalho, que consiste no movimento do martelo a partir de sua posição inicial, no Ponto Morto Superior (PMS), até o Ponto Morto Inferior (PMI), e retorno à posição inicial do ciclo, não sendo possível comandar a parada imediata do martelo após iniciado o seu movimento de descida. Este é o tipo de prensa mais utilizado no Brasil, por seu menor custo e baixa complexidade construtiva, sendo largamente encontrada em estamparias onde são requeridos maior precisão e repuxos pouco profundos.
Figura 1 –MEEC completamente desprotegida.
2.1.1 Estrutura A PMEEC pode ser confeccionada em ferro fundido, aço fundido ou em chapa de aço soldada. 2.1.2 Cadeia cinemática
São todas as peças que geram um movimento para ser aplicado no martelo. São exemplos os volantes, as engrenagens, os eixos, as bielas, as guias, as correias, etc.
Legenda: A - Motor B - Volante C - Eixo D - Biela E - Martelo
Figura 2 – Desenho esquemático da cadeia cinemática da PMEEC.
Figura 3 – Eixo excêntrico da PMEEC.
Figura 4 – Biela da PMEEC.
Figura 5 – Eixo rompido da PMEEC.
IMPORTANTE O conjunto ponta do eixo biela deverá ter proteção fixa, integral e resistente, pois em caso de ruptura do eixo (Figura 5) por sobrecarga ou fadiga, evitará que a biela se projete sobre o operador.
Figura 6 – Martelo.
Figura 7 – PMEEC com risco de queda de biela por rompimento do eixo.
Figura 8 – PMEEC com proteção contra queda da biela.
Figura 9 – Mecanismo de acionamento da chaveta (caixa de disparo).
Figura 10 – Componentes do acoplamento: chaveta, pino L, buchas e eixo.
Figura 11 – Pino L e chaveta: detalhe.
RUPTURA DE CHAVETA
Figura 12 – Componentes montados.
Figura 13 – Chaveta quebrada.
IMPORTANTE Devido às suas características construtivas, é freqüente nestas prensas a ocorrência de um fenômeno denominado “REPIQUE” (repetição de golpe), devido a falhas mecânicas no sistema de acoplamento, como a quebra ou desgaste da chaveta ou do pino “L”, relaxamento das molas, entre outros, ocasionando a descida involuntária do martelo, por uma ou mais vezes. Principais causas do REPIQUE: 1. Após ter efetuado uma volta, a chaveta não encontra a lingüeta partindo então para uma nova volta. Este se trata do golpe redobrado imediato. 2. O outro tipo se refere à escora, ou lingüeta, que retorna para sua posição desligada ou desengatada muito tarde: a chaveta pára, mas em posição precária ou instável e, desse modo, ela pode então retomar novo ciclo, sem ter havido imposição do mecanismo de acionamento. Este último caso representa o mais inesperado, portanto é o que oferece o maior risco de acidentes. 3. Outro ponto que deve ser destacado como integrante da formação do golpe redobrado ou repique é a ruptura da chaveta por fadiga. Este elemento da máquina está normalmente submetido a diversos e repetitivos esforços, que podem alcançar 8000 ciclos/dia.
Merece especial atenção: Prensas que utilizam bolsa (almofada) de ar, pois sofrem contra-golpe após a batida, desincronizando o engate e rompendo a chaveta causando o repique. Quando a máquina possui elementos acumuladores de fluídos incorporados ao seu sistema de comando, deverá ser analisada a necessidade de inspeção no(s) reservatório(s), conforme estabelecido na NR13.
Figura 15 – Reservatório de fluído.
Figura 14 – Reservatório de fluído instalado na prensa desprotegida.
2.1.3 Zona de Prensagem O espaço entre o martelo e a mesa da prensa, onde se coloca o ferramental, é chamado Zona de Prensagem, sendo a área onde o martelo aplica a força. Nela encontra-se a maior área de risco, visto que a exposição do operador pode ocorrer a cada ciclo, repetindo-se várias vezes ao longo da jornada. Por este motivo deverá ser impedido o acesso por todos os lados, através de proteção física fixa durante o ciclo normal de trabalho. Para manutenção ou troca de ferramental, poderá se dispor de proteção móvel intertravada que garanta a parada total da máquina (monitor de detecção de movimento); deverá ainda se utilizar dispositivo de retenção mecânica (calço) instalado entre a mesa e o martelo. A máquina deverá ser provida de chave seccionadora ou dispositivo de mesma eficácia, dotado de bloqueio que impeça qualquer partida inesperada.
IMPORTANTE É proibido o uso de pedais ou alavancas mecânicas para o acionamento. Comandos do tipo bi-manual poderão ser utilizados como acionadores a fim de eliminar o pedal, porém não constituem proteção.
Figura 16 – PMEEC totalmente desprotegida com pedal.
Figura 17 – PMEEC totalmente desprotegida com alavanca.
Poderá ser admitida a utilização de pedais com atuação elétrica, pneumática ou hidráulica, dentro de uma caixa de proteção, respeitando as dimensões previstas na NBRNM-ISO 13853, desde que não haja acesso à Zona de Prensagem através de barreira física ou quando utilizada ferramenta fechada.
Figura 18 – Pedal elétrico protegido contra acionamento acidental (caixa de proteção).
2.1.4 Proteção em prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta Para as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta deverá ser garantido o impedimento físico ao ingresso de qualquer parte do corpo, vestimenta, e especialmente das mãos do operador na zona de prensagem. Para tanto, as empresas devem valer-se dos seguintes recursos tecnológicos: a) ser enclausuradas, com proteções fixas, e, havendo necessidade de troca freqüente de ferramentas com proteções móveis dotadas de intertravamento com bloqueio, por meio de chave de segurança, de modo a permitir a abertura somente após a parada total dos movimentos de risco ou, b) operar somente com ferramentas fechadas. IMPORTANTE Para as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta deverá ser adotado pelo menos um dos recursos acima apresentados, sendo considerada situação de grave e iminente risco a falta de proteção que impeça o acesso das mãos do trabalhador na zona de prensagem, podendo levar a imediata interdição do equipamento pela fiscalização do Ministério do Trabalho. Dispositivos como pinças magnéticas ou mecânicas e tenazes podem ser utilizadas somente para atividades de forjamento a quente ou a morno, com medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador à área de risco, ficando vedado o uso de afasta-mão ou similar para operações de qualquer espécie.
Figura 19 – PMEEC desprotegida.
Figura 20 – PMEEC dotada de proteção móvel intertravada na zona de prensagem. (própria para troca freqüente de ferramenta)
Deverão ainda, ser providas de proteção fixa integral e resistente, através de chapa ou outro material rígido que impeça o ingresso das mãos e dedos nas áreas de risco tais como volantes, polias, correias e engrenagens. Estas proteções deverão prever a retenção mecânica dos componentes quanto à queda por ruptura dos mesmos. 2.2 PRENSAS MECÂNICAS EXCÊNTRICAS COM FREIO/EMBREAGEM - PMEFE As Prensas Mecânicas Excêntricas com Freio/Embreagem (PMEFE) também têm como características o curso limitado, energia constante e força variável do martelo em função da altura de trabalho. Podem ter o corpo em forma de “C” (com um montante) ou em forma de “H” (com duplo montante), com transmissão direta do volante ou com redução por engrenagens, com mesa fixa ou regulável, horizontal ou inclinada. O volante, movimentado por um motor elétrico, está apoiado na extremidade de um eixo, ligado a um sistema de freio/embreagem. Em sua outra extremidade o eixo está fixado em uma bucha excêntrica, alojada em uma biela, responsável pela transformação do movimento rotativo em movimento linear.
Quando acionada, através de um pedal elétrico, pneumático ou hidráulico, ou comando bi-manual, uma ou mais válvulas pneumáticas ou hidráulicas recebem o sinal, permitindo a entrada do fluído, liberando o freio e, simultaneamente, acoplando a embreagem, transmitindo o movimento de rotação ao conjunto eixo/bucha excêntrica, transformado em movimento linear pela biela, realizando o trabalho de descida e subida do martelo. Uma vez executado o ciclo, este fluído é liberado e o martelo pára, através do freio que é acionado por molas, pois estas unidades são normalmente freadas. Diferentemente das Prensas Mecânicas Excêntricas de Engate por Chaveta (PMEEC), estas prensas, uma vez acionadas, podem ter o movimento de descida do martelo interrompido durante o ciclo de trabalho. As Prensas Mecânicas Excêntricas com Freio/Embreagem (PMEFE) também podem apresentar o “repique” (repetição de golpe), devido a falhas na válvula ou no sistema de acoplamento, como o desgaste do freio, entre outros, ocasionando a descida involuntária do martelo, por uma ou mais vezes. Os pedais de acionamento estão historicamente ligados a acidentes e devem ser evitados, porém em casos onde tecnicamente não é possível a utilização de acionamento através de controle bi-manual, poderá ser admitido o uso de pedais com atuação elétrica, pneumática ou hidráulica desde que instalados em uma caixa de proteção contra acionamento acidental e somente com a zona de prensagem protegida através de barreira física, cortina de luz ou utilização de ferramenta fechada. O número de pedais deverá corresponder ao número de operadores na prensa, com chave seletora de posições tipo yale ou outro sistema com função similar, de forma a impedir o funcionamento acidental da prensa sem que todos os pedais sejam acionados. Este tipo de prensa, por ser mais confiável e ter as mesmas características de produção, tende a substituir as Prensas Mecânicas Excêntricas de Engate por Chaveta (PMEEC) nas indústrias do Brasil, a exemplo do que vem acontecendo no restante do mundo.
2.2.1 Estrutura Pode ser confeccionada em ferro fundido, aço fundido ou em chapa de aço soldada. 2.2.2 Cadeia cinemática São todas as peças que geram um movimento para ser aplicado no martelo. São exemplos os volantes, as engrenagens, os eixos, as guias, as correias, etc.
Figura 21 – Desenho esquemático cadeia cinemática e estrutura da PMEFE.
Figura 22 – Eixo excêntrico.
Figura 23 e 24 – Biela com martelo acoplado e martelo biela simples.
Por se tratar de prensa excêntrica mecânica, deverá receber proteção fixa, integral e resistente contra queda da biela e nas transmissões de força, através de chapa ou outro material rígido que impeça o ingresso das mãos e dedos nas áreas de risco tais como: volantes, polias, correias e engrenagens.
Figura 25 – PMEFE desprotegida no conjunto eixo biela e zona de prensagem.
Figura 26 – PMEFE protegida.
2.2.3 Sistema Freio/Embreagem Sistema utilizado em prensas para acoplar o eixo de rotação ao mecanismo biela/manivela, garantindo a parada do movimento em qualquer posição do curso de deslocamento do martelo.
Figura 27 – Conjunto Freio / Embreagem instalado.
Figura 28–ConjuntoFreio/ Embreagem: detalhes.
2.2.3.1 Sistema Conjugado Seu acionamento pode ser pneumático ou hidráulico; uma vez acionada a válvula de segurança o fluído é introduzido na câmara, que libera o freio e aciona a embreagem. Executado o ciclo, este fluído é liberado e a prensa pára através do freio acionado por molas. 2.2.3.2 Sistema Separado Para prensas de grande porte, a embreagem é montada de um lado da máquina e o freio do outro. A embreagem é ancorada ao volante sendo necessárias duas válvulas de segurança; seu acionamento deve ser sincronizado liberando o freio antes da embreagem e atuando o freio após a liberação da embreagem.
Figura 29 – Sistema de freio/embreagem posição de repouso – máquina parada.
Fonte: SENAI/SP.
Figura 30 – Sistema freio/embreagem posição de funcionamento – máquina em movimento.
2.2.4 Válvula de segurança As prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem e seus respectivos similares devem ser comandados por válvula de segurança específica, de fluxo cruzado, conforme o item 4.7 da NBR 13930 e a EN 692, classificadas como tipo ou categoria 4, conforme a NBR 14009. A confiabilidade da precisão de parada de movimento do martelo depende da válvula de segurança ser livre de pressão residual, evitando uma nova descida involuntária do martelo (repique), garantindo ainda em qualquer tempo a parada da descida do martelo através de uma rápida liberação do ar e o acoplamento do freio. A prensa ou similar deve possuir rearme manual, incorporado à válvula de segurança ou em qualquer outro componente do sistema, de modo a impedir qualquer acionamento adicional em caso de falha. Nos modelos de válvulas com monitoração dinâmica externa por pressostato, micro-switches ou sensores de proximidade, esta deve ser realizada por Controlador Lógico Programável (CLP) de segurança ou lógica equivalente, com redundância e
auto-teste, classificados como tipo ou categoria 4, conforme a NBR 14009. Somente podem ser utilizados silenciadores de escape que não apresentem risco de entupimento, ou que tenham passagem livre correspondente ao diâmetro nominal, de maneira que não interfiram no tempo de frenagem. Quando forem utilizadas válvulas de segurança independentes para o comando de prensas e similares com freio e embreagem separados, estes devem ser interligados de modo a estabelecer uma monitoração dinâmica entre si, assegurando que o freio seja imediatamente aplicado caso a embreagem seja liberada durante o ciclo, e também impedir que a embreagem seja acoplada caso a válvula do freio não atue. Os sistemas de alimentação de ar comprimido para circuitos pneumáticos de prensas e similares devem garantir a eficácia das válvulas de segurança, possuindo purgadores ou sistema de secagem do ar e sistema de lubrificação automática com óleo específico para este fim.
Figuras 31 e 32 – Válvula pneumática de segurança de fluxo cruzado com silenciador incorporado para PMEFE.
2.2.5 Zona de prensagem O espaço entre o martelo e a mesa da prensa onde se coloca o ferramental é chamado zona de prensagem, sendo a área onde o martelo aplica a força. Nesta encontra-se a maior área de risco, visto que a exposição do operador pode ocorrer a cada ciclo, repetindo-se várias vezes ao longo da jornada. Diferentemente das prensas mecânicas excêntricas com engate de chaveta, a zona de prensagem poderá dispor de variados recursos para proteção.
2.2.6 Proteção em prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem Para as prensas mecânicas excêntricas freio/embreagem, além das proteções físicas é possível dispor de proteções com detecção através da aproximação, tais como cortinas de luz e dispositivos do tipo comando bi-manual que atenda a NBR14152:1998 tipo IIIC. O número de comandos bi-manuais deve corresponder ao número de operadores na máquina. As cortinas de luz deverão ser adequadamente selecionadas e instaladas com redundância e autoteste, classificadas como tipo ou categoria 4, conforme a IEC EN 61496:2004 e a NBR NM14153:1998. Havendo possibilidade de acesso a áreas de risco não-monitoradas pela(s) cortina(s), devem existir proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento por meio de chaves de segurança, garantindo a pronta paralisação da máquina sempre que forem movimentadas, removidas ou abertas, conforme NBR NM 272:2002 NBR NM 273:2003. Para manutenção e troca de ferramenta, a máquina deverá ter suas energias (elétrica, hidráulica, pneumática e de gravidade entre outras) zeradas e bloqueadas, além do uso de dispositivo de retenção mecânica.
Figura 33 – PMEFE: zona de prensagem Figura 34 – PMEFE: zona de prensagem desprotegida. protegida.
IMPORTANTE Para garantir a parada da máquina, deverão estar adequadamente dimensionados e instalados o sistema freio/embreagem, a válvula de segurança e a cortina de luz monitorado por relé ou CLP de segurança. É fundamental o monitoramento do freio .
Figura 35 – Exemplo de fluxo seqüencial dos dispositivos de segurança de parada da PMEFE.
2.3 PRENSAS MECÂNICAS DE FRICÇÃO COM ACIONAMENTO POR FUSO PMFAF Neste tipo de prensa, conhecida também por prensa tipo parafuso ou prensa por fuso, o martelo desce por meio de um grande parafuso (fuso) linear reversível, sendo acionado por meio de dois robustos volantes laterais, posicionados verticalmente, que friccionam um volante horizontal central, localizado no ponto superior do fuso, permitindo deste modo a realização do movimento de descida e subida do martelo por meio do atrito dos volantes laterais com o volante horizontal. Esta máquina não é de ciclo completo, permitindo a parada do martelo durante seu movimento de descida; todavia, a grande inércia existente no sistema não permite a precisão na parada do martelo. Nesta máquina não é possível a adoção de dispositivos de detecção através da aproximação, tais como cortina de luz ou dispositivos fixos tipo comando bimanual para comandar a parada do martelo.
Figura 36 – PMFAF completamente desprotegida.
2.3.1 Estrutura Este tipo de prensa pode ser confeccionada em ferro fundido, aço fundido ou em chapa de aço soldada. 2.3.2 Cadeia cinemática São todas as peças que geram um movimento para ser aplicado no martelo. São exemplos os volantes, as engrenagens, os eixos, as guias, as correias etc.
Legenda: A – motor B – polias C – volantes D – eixo E – fuso (parafuso) F - martelo
Figura 37 – Desenho esquemático da cadeia cinemática da PMFAF.
Figura 38 – Fuso.
Figura 39 – Volante.
2.3.3 Zona de prensagem O espaço entre o martelo e a mesa da prensa onde se coloca o ferramental é chamado de zona de prensagem, sendo a área onde o martelo aplica a força. Neste espaço encontra-se a maior área de risco, visto que a exposição do operador pode ocorrer a cada ciclo, repetindo-se várias vezes ao longo da jornada. Nesta máquina não é possível a incorporação de dispositivos de segurança como cortina de luz e comando bi-manual para prover proteção na zona de prensagem.
Figura 40 – PMFAF com zona de prensagem desprotegida.
2.3.4 Proteção em prensas com acionamento por fuso Do mesmo modo que as prensas mecânicas excêntricas de engate de chaveta, deverá ser impedido o acesso à zona de prensagem por todos os lados, através de proteção física fixa durante o ciclo normal de trabalho, podendo ainda operar com ferramentas fechadas, conforme a NBRNM 272:2002. Em situações de trabalho a morno e a quente admite-se a utilização de pedais de acionamento com atuação elétrica, pneumática ou hidráulica, adequadamente protegidos contra acionamento acidental e proteção parcial na zona de alimentação
e descarga com o uso de tenazes ou pinças, desde que sejam adotadas medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador As transmissões de força, como volantes, polias, correias e engrenagens, devem ter proteções fixas, integrais e resistentes, através de chapa ou outro material rígido que impeça o ingresso das mãos e dos dedos nas áreas de risco, conforme a NBR NM 13852:2003. A proteção dos volantes superiores deve ser especialmente resistente para impedir a projeção dos mesmos. No caso de utilização de cinta de atrito no volante horizontal, esta deverá receber proteção para evitar que partes sejam lançadas no caso de seu rompimento. Para manutenção ou troca de ferramental, é necessária a utilização de proteção móvel intertravada que garanta a parada total da máquina (monitor de detecção de movimento), devendo ainda utilizar-se dispositivo de retenção mecânica (por exemplo: calço) instalado entre a mesa e o martelo. A máquina deverá ser provida de chave seccionadora ou dispositivo de mesma eficácia, dotado de bloqueio que impeça a partida da mesma. É proibido o uso de pedais ou alavancas mecânicas para o acionamento. Comandos do tipo bi-manual poderão ser utilizados como acionadores, a fim de eliminar o pedal, porém não constituem proteção. Poderá ser admitida, para trabalhos a frio, a utilização de pedais com atuação elétrica, pneumática ou hidráulica, dentro de uma caixa de proteção respeitando as dimensões previstas na NBRNM-ISO 13853, desde que não haja acesso à zona de prensagem através de barreira física ou quando utilizada ferramenta fechada.
Figura 41 – PMFAF com proteção nos volantes.
IMPORTANTE Braço de Alavanca de Acionamento. Para evitar acidentes com o braço de alavanca de acionamento, basta fixar um cabo de aço ao braço e parafusar no corpo da máquina. Mesmo que o braço venha a se romper, ficará preso no cabo de aço.
Figura 42 – PMFAF: detalhe alavanca desprotegida.
2.4 PRENSAS HIDRÁULICAS (PH) Tais prensas são normalmente utilizadas em operações de repuxo profundo, pois possuem as maiores capacidades de força de estampagem. As prensas hidráulicas (PH) têm como característica a força constante em qualquer ponto do curso do martelo e possuem, geralmente, o corpo em forma de “H”, com duas ou quatro colunas, com mesa fixa ou regulável, horizontal ou inclinada, podendo ter inúmeras outras características adicionais, como o duplo e o triplo efeito. Quando acionada, através de um pedal elétrico, pneumático ou hidráulico, ou comando bi-manual (é proibido o uso de pedais ou alavancas mecânicas), o martelo recebe o movimento de um ou mais cilindros hidráulicos que se deslocam pela ação do fluído (óleo) que é injetado por bombas hidráulicas de alta pressão e motores potentes. Seu movimento, na maioria das vezes, é lento e, do mesmo modo que nas PMEFE, pode ser interrompido a qualquer momento do ciclo de trabalho. As Prensas Hidráulicas (PH), por suas características peculiares, podem apresentar falhas como: - Avanço involuntário (válvula pilota sozinha); - Falha no comando das válvulas (não desliga(m)); - Queda do martelo. As prensas hidráulicas podem possuir modo de acionamento contínuo com o uso de alimentadores automáticos; nesta condição, os riscos de acidentes são maiores, já que não existe comando do homem para a execução do ciclo. 2.4.1 Estrutura Este tipo de prensa pode ser confeccionada em ferro fundido, aço fundido ou em chapa de aço soldada.
Figura 43 – PH: Prensa hidráulica.
Figura 44 – Cilindro hidráulico.
Figura 45 – Desenho em corte de cilindro hidráulico.
Figura 46 – Conjunto motobomba. Figura 47 – Válvulas hidráulicas.
Figura 48 – Reservatório de fluído hidráulico.
2.4.2.1 Válvula ou bloco de segurança hidráulico São dispositivos eletromecânicos especiais instalados em sistema hidráulicos, com a finalidade de controle seguro contra acionamentos involuntários ou falhos de componentes comandados que acionem partes de máquinas que coloquem em risco o indivíduo ou que possuem redundância e monitoração do acionamento das válvulas.
Figura 49 – Bloco de segurança para PH.
Figura 50 – Válvula de segurança para PH.
2.4.2.2 Válvula de retenção Válvula de retenção é aquela que impeça a queda do martelo em caso de falha do sistema hidráulico ou pneumático.
Figura 51 – Válvula hidráulica de retenção anti-queda.
2.4.3 Zona de prensagem O espaço entre o martelo e a mesa da prensa onde se coloca o ferramental é chamado zona de prensagem, sendo a área onde o martelo aplica a força. Nesse espaço encontra-se a maior área de risco, visto que a exposição do operador pode ocorrer a cada ciclo, repetindo-se várias vezes ao longo da jornada. Diferentemente das prensas mecânicas excêntricas com engate de chaveta, a zona de prensagem poderá dispor de variados recursos para proteção. 2.4.4 Proteção em prensas hidráulicas Além das proteções físicas é possível dispor de proteções com detecção através da aproximação, tais como cortinas de luz e dispositivos de comando bimanual, que atenda a NBR-14152:1998 tipo IIIC. O número de comandos bimanuais deve corresponder ao número de operadores na máquina. As cortinas de luz deverão ser adequadamente selecionadas e instaladas, com redundância e autoteste, classificadas como tipo ou categoria 4, conforme a IEC EM 61496:2004 e a NBR 14009:1997. Havendo possibilidade de acesso a áreas de risco não monitoradas pela(s) cortina(s), devem existir proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento por meio de chaves de segurança, garantindo a pronta paralisação da máquina sempre que forem movimentadas, removidas ou abertas, conforme a NBRNM 272:2002 e NBR 273:2002 Os pedais de acionamento devem ser evitados; porém, em casos onde tecnicamente não é possível a utilização de acionamento através de controle bimanual, poderá ser admitido o uso de pedais com atuação elétrica, pneumática ou hidráulica desde que instalados em uma caixa de proteção contra acionamento acidental e somente com a zona de prensagem protegida através de barreira física, cortina de luz ou utilização de ferramenta fechada. O número de pedais deverá corresponder ao número de operadores na prensa, com chave seletora de posições tipo yale ou outro sistema com função similar, de forma a impedir o funcionamento acidental da prensa sem que todos os pedais sejam acionados.
Figura 52 – PH com zona de prensagem Figura 53 – PH protegida por cortina de luz. desprotegida.
3 EQUIPAMENTOS SIMILARES A seguir estão elencados as principais máquinas ou equipamentos similares mais encontrados no parque fabril brasileiro. 3.1 MARTELO PNEUMÁTICO O martelo pneumático é usado para o forjamento de peças. Possui uma câmara pneumática que fica constantemente pressurizada por meio de válvulas de ar. Quando é acionado, a válvula libera o ar comprimido que libera o martelo, permitindo sua descida por gravidade ou pela força exercida por outra câmara de ar comprimido. No mesmo, não é possível a adoção de dispositivos de detecção através da aproximação, tais como cortina de luz ou dispositivos fixos tipo comando bi-manual para comandar a parada do martelo.
Figura 54 - Martelo desprotegido.
3.1.1 Proteção em martelos pneumáticos Do mesmo modo que as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta, o acesso à zona de prensagem deverá ser impedido por todos os lados, através de proteção física fixa durante o ciclo normal de trabalho. Em situações de trabalho a morno e a quente admite-se a utilização de pedais de acionamento com atuação elétrica, pneumática ou hidráulica, adequadamente protegidos contra acionamento acidental e proteção parcial na zona de alimentação e descarga com o
uso de tenazes ou pinças, desde que sejam adotadas medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador. Para manutenção e troca de ferramentas, a máquina deverá ter suas energias (elétrica, hidráulica, pneumática e de gravidade entre outras) zeradas e bloqueadas, além do uso de dispositivo de retenção mecânica. É proibido o uso de pedais ou alavancas mecânicas para o acionamento. Comandos do tipo bi-manual poderão ser utilizados como acionadores a fim de eliminar o pedal, porém não constituem proteção. Além das proteções já elencadas para as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta, deverão ser adotados: – o parafuso central da cabeça do amortecedor preso com cabo de aço; – o mangote de entrada de ar com proteções que impeçam sua projeção em caso de ruptura; – todos os prisioneiros (inferior e superior) travados com cabo de aço para evitar a projeção. 3.2 MARTELO DE QUEDA Seu princípio de funcionamento consiste de um conjunto de elementos formados por estrutura de aço, volantes que giram livremente em relação ao eixo central, cinta de lona fixada em uma das extremidades ao eixo central e na outra ao martelo. A trajetória do martelo é delimitada pelos perfis de aço fixados à estrutura. Uma vez acionado, o eixo passa a girar acoplado aos volantes, enrolando assim a cinta e suspendendo o martelo. Na continuidade, este é liberado e desce em queda livre, conformando a peça. 3.2.1 Proteção em martelos de queda Do mesmo modo que as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta, o acesso à zona de prensagem deverá ser impedido por todos os lados, através de proteção física fixa, durante o ciclo normal de trabalho. Em situações de
trabalho a morno e a quente admite-se a utilização de pedais de acionamento com atuação elétrica, pneumática ou hidráulica, adequadamente protegidos contra acionamento acidental e proteção parcial na zona de alimentação e descarga com o uso de tenazes ou pinças, desde que sejam adotadas medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador. Para manutenção e troca de ferramenta a máquina deverá ter suas energias (elétrica, hidráulica, pneumática e de gravidade entre outras) zeradas e bloqueadas, além do uso de dispositivo de retenção mecânica. É proibido o uso de pedais ou alavancas mecânicas para o acionamento; comandos do tipo bi-manual poderão ser utilizados como acionadores a fim de eliminar o pedal, porém não constituem proteção. 3.2.2 Cinta A área de atuação da cinta deve ser munida de proteção física fixa que garanta a segurança humana em caso de ruptura da mesma. 3.2.3 Volantes e polias O Volante e as polias deverão ser protegidos por estrutura rígida que garanta a contenção dos elementos girantes em caso de ruptura dos eixos.
Figura 55 – Martelo de queda com proteção aberta, exibindo cinta e desenho esquemático.
3.3 DOBRADEIRA OU PRENSA VIRADEIRA Os tipos mais comuns de dobradeira ou prensa viradeira possuem acionamento hidráulico através de cilindros e acionamento mecânico através de freio/embreagem ou engate por chaveta. Seu princípio de funcionamento é o mesmo das prensas mecânicas ou hidráulicas. São utilizadas para dobrar chapas de acordo com a matriz que está sendo empregada, normalmente estreitas e longas.
Figura 56 – Dobradeira vista frontal.
Figura 57 – Dobradeira vista traseira.
3.3.1 Proteção em dobradeiras As dobradeiras devem possuir proteções em todas as áreas de risco, podendo ser fixas, móveis, dotadas de intertravamento por meio de chaves de segurança e/ou dispositivos eletrônicos, suficientes para prevenir a ocorrência de acidentes. Estes equipamentos têm como concepção construtiva os mesmos elementos das prensas, ou seja, o emprego de chavetas, freio/embreagem ou hidráulico. Assim como as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta, as dobradeiras com acionamento por engate de chaveta não oferecem segurança contra falhas mecânicas, sendo que o acionamento bi-manual ou proteção contra ingresso da mão na zona de operação por cortina de luz, por si só, não garantem a segurança. As dobradeiras hidráulicas e as com freio/embreagem pneumático podem dispor de proteções do tipo cortina de luz, desde que adequadamente selecionada e instalada e/ou acionamento bi-manual. Nas operações com dobradeiras podem ser utilizados os pedais com atuação elétrica, pneumática ou hidráulica, desde que instalados no interior de uma caixa de proteção, atendendo o disposto na NBR NM ISO 13853. Não se admite o uso de pedais com atuação mecânica. Pode ser afastada a exigência de enclausuramento da zona de prensagem, desde que adotadas medidas adequadas de proteção aos riscos existentes. O número de pedais deve corresponder ao número de operadores na máquina, com chave seletora de posições tipo yale ou outro sistema com função similar, de forma a impedir o funcionamento acidental da máquina sem que todos os pedais sejam acionados, conforme a NBR 14154.
Figura 58 – Dobradeira com uso inadequado de pedal.
IMPORTANTE É proibida a utilização de pedal mecânico para acionamento de prensas dobradeiras.
Nas dobradeiras com acionamento por engate de chaveta ou freio embreagem mecânico, jamais devem ser trabalhadas peças de pequenas dimensões, onde o operador fica segurando a peça a ser dobrada próximo à matriz até a conformação, pois, uma vez acionada, o punção parte do ponto morto superior diretamente para o ponto morto inferior, sendo impossível parar este movimento. O uso das dobradeiras com engate por chaveta só é permitido para chapas grandes, onde o operador não necessita aproximar-se da zona de operação. Cuidados adicionais, como emprego de posicionadores, devem ser adotados a fim de evitar riscos adicionais no momento da conformação da peça, pois dependendo do ângulo da ferramenta a chapa poderá sofrer uma rápida movimentação, partindo da posição horizontal paralela à mesa para uma posição próxima da vertical, podendo atingir o trabalhador neste curso, ou provocar a prensagem dos dedos entre a chapa e o corpo da máquina.
Figuras 59 e 60 – Desenho do curso da ferramenta de dobra.
Figura 61 – Posicionador imantado.
Figura 62 – Colocação da peça no posicionador imantado.
Figura 63 – Encosto imantado.
Figura 64 – Encosto imantado sobre a peça.
3.4 GUILHOTINA, TESOURA E CISALHADORA (MANUAL, MECÂNICA E HIDRÁULICA) Seu princípio de funcionamento é semelhante ao da prensa mecânica e hidráulica, diferenciando-se apenas pelo movimento vertical que, neste caso, é feito pelo suporte das lâminas de corte na parte superior.
No caso de tesouras, estes equipamentos operam com jogo laminar inferior e superior (facas), geralmente acionados por cames ou cilindros hidráulicos, porém suas funções são de corte. 3.4.1 Proteção em guilhotinas, tesouras e cisalhadoras As guilhotinas, tesouras e cisalhadoras devem possuir na zona de corte, proteção fixa e, havendo necessidade de intervenção freqüente nas lâminas, proteções móveis dotadas de intertravamento com bloqueio, por meio de chave de segurança, para impedir o ingresso das mãos e dedos dos operadores nas áreas de risco. As dimensões para distanciamento seguro devem obedecer a NBR NM-ISO 13852. Nas operações com guilhotinas, com a zona de corte devidamente protegida, podem ser utilizados os pedais com atuação elétrica, pneumática ou hidráulica, desde que instalados no interior de uma caixa de proteção, atendendo o disposto na NBR NM ISO 13853. Não se admite o uso de pedais com atuação mecânica.
Figura 65 – Guilhotina.
Figura 66 – Guilhotina com proteção frontal.
Figura 67 – Guilhotina com proteção lateral e traseira.
3.5 ROLO LAMINADOR, LAMINADORA E CALANDRA São equipamentos destinados a conformar e laminar chapas através de rolos de aço tracionados por sistema mecânico com motor e redutor ou motor hidráulico. 3.5.1 Proteção em rolo laminador, laminadora e calandra Os rolos laminadores, laminadoras, calandras e outros similares devem ter seus cilindros protegidos, de forma a não permitir o acesso às áreas de risco, ou serem dotados de outro sistema de proteção de mesma eficácia.
Dispositivos de parada e retrocesso de emergência, acessíveis de qualquer ponto do posto de trabalho, são obrigatórios, mas não eliminam a necessidade de proteção obrigatória e eficaz dos cilindros.
Cilindro misturador de borracha com seis chaves de emergência (1 barra inferior frontal e outra traseira, botoeira direita e esquerda na zona de operação frontal e traseira) que uma vez acionadas, ativam o circuito de frenagem e reversão do motor.
4 FERRAMENTAS, ESTAMPOS OU MATRIZES São blocos de aço que possuem o formato “negativo” da peça, presos nas partes superior e inferior das prensas e equipamentos similares, que devem atender aos seguintes requisitos de segurança: – ser armazenados em locais próprios e seguros; – ser fixados à máquina da forma mais segura, sem improvisações; – ser construídos de tal forma que evitem a projeção de rebarba sobre o operador; – ser dotados de dispositivos extratores que facilitem a retirada das peças e que não ofereçam riscos adicionais ao operador.
IMPORTANTE Procedimentos seguros devem ser elaborados e seguidos para manuseio, movimentação e troca de ferramental por trabalhadores capacitados, observando-se sempre o uso de dispositivos de retenção mecânica (calço de segurança);
As ferramentas podem ainda incorporar, preferencialmente em sua fase de projeto, sistemas de alimentação/extração como os que veremos em capítulo posterior específico.
Figura 71 – Desenho em corte ferramenta.
Figura 72 – Estampo.
Figura 73 – Armazenamento de ferramentas.
4.1 MOVIMENTAÇÃO DE FERRAMENTAS A movimentação das ferramentas deverá ser executada de maneira segura, através de dispositivos de movimentação que reduzam o esforço físico do trabalhador.
Figura 74 – Movimentação por ponte rolante.
Figura 75 – Movimentação por carrinho.
IMPORTANTE Os equipamentos de movimentação de materiais devem seguir os requisitos estabelecidos na NR-11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais.
5 SISTEMAS DE ALIMENTAÇÃO/EXTRAÇÃO 5.1 MANUAL O operador posiciona e extrai a peça que está sendo trabalhada diretamente na área da matriz da máquina. Este tipo de alimentação somente é aceito quando adotados adequadamente os dispositivos de proteção aos riscos existentes na zona de prensagem ou trabalho, ficando proibido em qualquer circunstância o uso de salva-mão ou afasta-mão. Não é permitido o uso de pinças ou tenazes, exceto nas operações a quente ou a morno, desde que sejam adotadas medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador às áreas de risco.
Figura 76 – Dispositivo salva-mão.
IMPORTANTE O sistema de salva-mão não pode ser utilizado como proteção para equipamentos de prensas ou similares.
Figura 77 – Alimentação manual com pinça.
IMPORTANTE A alimentação manual de prensas ou similares através de sistema de pinças é proibido.
Figura 78 – Alimentação manual em zona de prensagem protegida.
5.2 GAVETA No sistema de gaveta, a peça a ser prensada é alojada fora da matriz, em um dispositivo previamente preparado. Empurra-se o dispositivo em forma de gaveta para a zona de prensagem. Aciona-se a prensa, e ocorre a conformação. Cabe ressaltar que a zona de prensagem deverá estar adequadamente protegida.
Figuras 79, 80 e 81 – Gaveta.
Figura 82 – Sistema de alimentação por gaveta.
5.3 BANDEJA ROTATIVA OU TAMBOR DE REVÓLVER Neste sistema, a peça a ser prensada é colocada na mesa pelo lado de fora da zona de prensagem e girada para dentro dela. Sua remoção pode se dar na continuidade do giro, após a prensagem. A zona de prensagem deve estar adequadamente protegida.
Figura 83 – Sistema de alimentação por bandeja rotativa ou tambor de revólver.
5.4 POR GRAVIDADE, QUALQUER QUE SEJA O MEIO DE EXTRAÇÃO Neste sistema é adaptada à ferramenta, calhas inclinadas para alimentação por gravidade. A expulsão da peça da zona de prensagem ocorre através de ar comprimido, com deslizamento pela calha de saída. A zona de prensagem deve estar adequadamente protegida.
Figura 84 – Exemplo de alimentação por gravidade.
Figura 85 – Zona de descarregamento de peças ou retalhos (parte traseira da prensa).
5.5 MÃO MECÂNICA OU ROBÔ É um dispositivo que faz o movimento de colocação e retirada da peça na zona de prensagem da máquina. A pinça magnética não é considerada uma mão mecânica. É importante ressaltar que este tipo de alimentação deve ter proteção de perímetro que impeça a entrada e/ou permanência do trabalhador na área de risco com a máquina em funcionamento ou possibilidade de entrar em funcionamento por acionamento acidental, não podendo trazer riscos adicionais.
Figura 86 – Sistema de alimentação por robô.
5.6 TRANSPORTADOR OU ALIMENTADOR AUTOMÁTICO Neste sistema, a peça a ser conformada deve ser alojada no dispositivo de transporte fora da matriz. O dispositivo transporta a peça do ponto de alimentação até a zona de prensagem, automaticamente. Este dispositivo não isenta a necessidade de proteção adequada da zona de prensagem.
Figura 87 – Alimentador contínuo com braço magnético e proteção fixa de policarbonato na zona de prensagem.
5.7 DESBOBINADEIRA E ENDIREITADEIRA São equipamentos destinados a preparar a matéria-prima para prensas e similares. Usualmente possuem sistemas de controle para sincronizar seu movimento com o da prensa. Desbobinam e endireitam chapas dispostas em rolos. 5.7.1 Proteção em desbobinadeiras e endireitadeiras As desbobinadeiras devem possuir proteção física ou eletrônica de forma que impeça o ingresso de pessoas ao seu movimento de risco. Podem ser utilizados scanners, cortinas, tapetes ou grades conjugadas com chaves de segurança e relé. A fim de determinar a categoria de risco deverá ser utilizada a NBR 14153:1998, para garantir a segurança do sistema. As desbobinadeiras, endireitadeiras e outros equipamentos de alimentação devem possuir proteção em todo o perímetro, impedindo o acesso e a circulação de pessoas nas áreas de risco, conforme a NBRNM-ISO 13852 e a NBRNM 272.
Figura 88 – Desbobinadeira desprotegida.
Figura 89 – Desbobinadeira protegida.
Figura 90 – Área de desbobinadeira desprotegida.
Figura 91 – Área de desbobinadeira protegida.
6 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO AOS RISCOS EXISTENTES NA ZONA DE PRENSAGEM OU DE TRABALHO O Art 186 da CLT e NR 12 em seu item 12.2.2 determina que as máquinas e os equipamentos com acionamento repetitivo deverão receber proteção adequada. Segundo a NBR NM 272/2001 Segurança de Máquinas – Proteções – Requisitos gerais para o projeto e construção de proteções fixas e móveis, proteção é definida como parte da máquina especificamente utilizada para prover proteção por meio de uma barreia física, devendo: - não apresentar facilidade de burla; - prevenir o contato (NBR NM-ISO 13852 / 13853 /13854); - ter estabilidade no tempo; - não criar perigos novos; - não criar interferência. As proteções podem ser: 6.1 PROTEÇÕES FIXAS São proteções de difícil remoção, fixadas normalmente no corpo ou estrutura da máquina. Essas proteções deverão ser mantidas em sua posição fechada sendo de difícil remoção, fixadas por meio de solda ou parafusos, tornando sua remoção ou abertura impossível sem o uso de ferramentas. Podem ser confeccionadas em tela metálica, chapa metálica ou policarbonato. 6.2 PROTEÇÕES MÓVEIS Essas proteções geralmente estão vinculadas à estrutura da máquina ou elemento de fixação adjacente que pode ser aberto sem o auxílio de ferramentas. As proteções móveis (portas, tampas, etc.) devem ser associadas a dispositivos de intertravamento de tal forma que: a máquina não possa operar até que a proteção seja fechada;
se a proteção é aberta quando a máquina está operando, uma instrução de parada é acionada. Quando a proteção é fechada, por si só, não reinicia a operação, devendo haver comando para continuação do ciclo.
Quando há risco adicional de movimento de inércia, dispositivo de intertravamento de bloqueio deve ser utilizado, permitindo que a abertura da proteção somente ocorra quando houver cessado totalmente o movimento de risco. Exemplos de proteções fixas e móveis podem ser encontradas na norma NBR NM 272/2001 e NBR273/2001. 6.3 ENCLAUSURAMENTO DA ZONA DE PRENSAGEM Essa proteção deve impedir o acesso à zona de prensagem por todos os lados. Possuem frestas que possibilitam somente o ingresso do material e não da mão ou dedos. Suas dimensões e afastamentos devem obedecer a NBR NM 13852:2003, e NBR 13854. Pode ser constituída de proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento por meio de chaves de segurança, garantindo a pronta paralisação da máquina sempre que forem movimentadas, removidas ou abertas conforme NBR 272 e 273.
Figura 92 – Enclausuramento da zona de prensagem.
Figura 93 – Enclausuramento da zona de prensagem.
Podem possuir proteções reguláveis que se ajustem à geometria da peça devendo observar as distâncias de segurança da NBR NM-ISO 13852:2003.
Figura 94 – Enclausuramento da zona de prensagem por proteções reguláveis.
Figura 95 – Enclausuramento da zona de prensagem por proteções móveis intertravadas.
Figura 96 – Enclausuramento da zona de prensagem por proteções móveis intertravadas.
6.4 FERRAMENTA FECHADA Neste caso, a matriz é fechada de tal modo que permita apenas o ingresso do material e não permita o acesso da mão e dos dedos na área de prensagem. Esta condição deverá ser preferencialmente analisada e desenvolvida durante a fase de projeto e confecção da ferramenta, podendo ser adaptada em ferramentas já
existentes, observando-se não criar riscos adicionais com a incorporação da proteção.
Figura 97 e 98 – Adaptação de proteção fixa em ferramentas.
Figura 99 – Proteção em policarbonato.
OBSERVAÇÃO: O tipo de proteção acima apresentado inova com o uso de policarbonato, material resistente que proporciona visibilidade. O fechamento da ferramenta deixando apenas uma fresta para passagem do material (A) é adequado, pois não permite o ingresso dos dedos do operador na zona de prensagem. Porém um risco adicional foi criado entre a parte superior da proteção (C) e o movimento do martelo (B), conhecido como "efeito guilhotina".
IMPORTANTE Os dispositivos elencados a seguir não vão prover de proteção física a área de prensagem; portanto, não podem ser considerados proteção adequada para as prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta e seus similares, prensas de fricção com acionamento por fuso, martelo de queda e martelo pneumático. Ao utilizar os recursos eletrônicos de segurança, deve-se observar se sua categoria é apropriada e certificada. A escolha deve estar baseada em análise de risco prevista pela NBR 14009 e NBR 14153.
6.5 COMANDO BI-MANUAL Este dispositivo exige a utilização simultânea das duas mãos do operador para o acionamento da máquina, garantindo assim que suas mãos não estarão na área de risco. Para que a máquina funcione, é necessário pressionar os dois botões simultaneamente com defasagem de tempo até 0,5 s (atuação síncrona, conforme NBR 14152:1998, item 3.5). Os comandos bi-manuais devem ser ergonômicos e robustos, e possuir autoteste, sendo monitorados por CLP ou relé de segurança. A interrupção de um dos comandos bi-manuais resultará em sua parada instantânea. O autoteste garante a condição de não-acionamento em caso de falha de um dos componentes do circuito elétrico do comando bi-manual; atende, assim, o item 12.2.2 da NR 12 da Portaria 3214/78, NBR 13930:2001 e NBR 14152:1998 – Segurança em máquinas – Dispositivos de comando bi-manuais, aspectos funcionais e princípios para projeto. O número de comandos bi-manuais deve corresponder ao número de operadores na máquina, com chave seletora de posição tipo yale ou outro sistema com função similar, de forma a impedir o funcionamento acidental da máquina sem que todos os comandos sejam acionados, conforme a NBR 14154.
Figura 100 – Relé de segurança
Figura 101 – Comando bi-manual com botão de emergência.
Os dispositivos de comando bi-manual não servem de proteção contra o ingresso na área de prensagem para as prensas mecânicas excêntricas por engate de chaveta e seus similares, prensas de fricção com acionamento por fuso, martelo de queda e martelo pneumático. Sua utilização é um recurso complementar importante, quando reduz ou elimina o uso do pedal. 6.6 CORTINA DE LUZ O sistema cortina de luz consiste de um transmissor, um receptor e um sistema de controle. O campo de atuação dos sensores é formado por múltiplos transmissores e receptores de fachos individuais. Para cada conjunto de transmissores e receptores ativados, caso o receptor não receba o feixe luminoso de infravermelho do transmissor, é gerado um sinal de falha. A cortina de luz deverá ser adequadamente selecionada de acordo com o tamanho (altura de proteção) e a resolução (capacidade de resolução da cortina = percepção de dedo ou mão), e posicionada a uma distância segura da zona de risco, levando em conta o tempo total de parada da máquina conforme a EN 999:1998 e IEC EN 61496:2004 Part 1 e Part 2, devendo ainda ser certificada como categoria 4 e monitorada por relé ou CLP de segurança. Não serve como dispositivo de segurança para zona de prensagem das prensas mecânicas excêntricas de engate
por chaveta e seus similares, prensas de fricção com acionamento por fuso, martelo de queda e martelo pneumático. Havendo possibilidade de acesso a áreas de risco não monitoradas pela cortina, devem existir proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento por chaves de segurança, conforme a NBRs 272 e 273.
Figura 102 e 103 – Cortina de luz.
Figura 104 – Cortina de luz instalada.
Figura 105 – Cortina de luz com espelhos para proteção frontal e lateral.
Figura 106 – Prensa hidráulica protegida com proteção física nas laterais e conjugação de cortina de luz e comando bi-manual.
IMPORTANTE A boa técnica recomenda a utilização conjugada de comando bi-manual e cortina de luz, atuando como proteção ao operador e terceiros. Entretanto, em caráter excepcional, baseado em uma análise de risco conforme NBR 14009, outras conjugações poderão ser adotadas, desde que garantam a mesma eficácia.
Figura 107 – Conjugação de cortina de luz e gaveta em prensa hidráulica.
Figura 108 – Conjugação de cortina de luz e gaveta em prensa hidráulica.
7 OUTROS DISPOSITIVOS COMPLEMENTARES PARA MONITORAMENTO DE ÁREA Dispositivos de monitoramento de área, através da detecção por
aproximação, são utilizados complementarmente para monitoramento e envio de sinal de que a área foi invadida, determinando a paralisação da máquina e impedindo o seu funcionamento até que a área esteja livre da presença de pessoas e um novo comando seja dado. Sua instalação deve ser precedida de análise de risco conforme NBR 14009 e deve ter sua instalação de acordo com a EN 999:1998, para a garantia da distância de segurança. A utilização do scanner deve ainda observar a IEC EN 61496:2004 Part 1 e Part 2, e os tapetes e batentes, como possuem contato mecânico, devem observar a EN 1760. 7.1 SCANNER Os monitores de área a laser são utilizados no monitoramento sem contato de uma área livremente programável. Não são necessários refletores separados. Sua instalação é simples, pois o transmissor e o receptor são acomodados em um único equipamento.
Figura 109 – Scanner.
Figura 110 – Monitor de área a laser (scanner).
Figura 111 – Monitor de área a laser (scanner).
Figura 112 – Monitor de área a laser (scanner).
7.2 TAPETE DE SEGURANÇA Estes dispositivos são usados para fornecer proteção à uma área de piso ao redor de uma máquina. A matriz dos tapetes interconectados é colocada ao redor da área classificada, e qualquer pressão (ex.: passos do operador) causará o desligamento da unidade controladora do tapete da fonte de alimentação do perigo. Os tapetes sensíveis à pressão são freqüentemente usados dentro de uma área fechada contendo diversas máquinas, como na produção flexível ou células robóticas. Quando o acesso for requisitado dentro da célula (para ajustes do robô, por exemplo), ele previne movimentação perigosa, no caso de o operador se desviar da área segura. O tamanho e o posicionamento dos tapetes devem ser calculados usando-se a fórmula da norma EN 999:1998 “Posicionamento dos equipamentos de proteção com respeito às velocidades de abordagem de partes do corpo humano”2.
PRINCÍPIOS de Segurança. Disponível em:<http://castroingenium.no.sapo.pt/>. Acesso em: 22/02/2006 76
Figuras 113 e 114 – Tapetes de segurança.
Figuras 115 – Exemplo de aplicação de tapetes de segurança
8 DISPOSITIVOS DE PARADA DE EMERGÊNCIA São dispositivos com acionadores, geralmente na forma de botões tipo cogumelo na cor vermelha, colocados em local visível na máquina ou próximo dela, sempre ao alcance do operador e que, quando acionados, tem a finalidade de estancar o movimento da máquina, desabilitando seu comando. Devem ser monitorados por relé ou CLP de segurança. As prensas e similares devem dispor de dispositivos de parada de emergência que garantam a interrupção imediata do movimento da máquina, conforme a NBR 13759. Quando forem utilizados comandos bi-manuais conectáveis por tomadas (removíveis), que contenham botão de parada de emergência, e este não pode ser o único, deve haver um dispositivo de parada de emergência no painel ou corpo da máquina ou equipamento. Havendo vários comandos bi-manuais para o acionamento de uma prensa ou similar, estes devem ser ligados de modo a garantir o funcionamento adequado do botão de parada de emergência de cada um deles. Nas prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ou de sistema de acoplamento equivalente (de ciclo completo) e em seus similares, admite-se o uso de dispositivos de parada que não cessem imediatamente o movimento da máquina ou equipamento, em razão da inércia do sistema.
Figuras 116, 117 e 118 – Acionadores de parada de emergência.
9 MONITORAMENTO DO CURSO DO MARTELO É um sistema eletromecânico destinado a detectar perda de sincronismo entre o freio/embreagem e o conjunto de chaves-limites que comanda o movimento de uma prensa. Nas prensas hidráulicas, prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem e respectivos similares, não enclausurados, ou cujas ferramentas não sejam fechadas, o martelo deverá ser monitorado por sinais elétricos produzidos por equipamento acoplado mecanicamente à máquina, com controle de interrupção da transmissão, conforme o item 4.9 da NBR13930. Nas prensas mecânicas excêntricas freio/embreagem que utilizam cortina de luz, a velocidade de parada do martelo não pode sofrer variações para não comprometer o distanciamento seguro entre a detecção e o tempo de resposta. O monitoramento eletromecânico comandará um sinal para interrupção da transmissão de movimento, quando detectar desgaste no freio.
Figura 119 e 120 – Exemplos de monitores de curso de martelo.
10 COMANDOS ELÉTRICOS DE SEGURANÇA As chaves de segurança das proteções móveis, as cortinas de luz, os comandos bi-manuais, as chaves seletoras de posições tipo yale e os dispositivos de parada de emergência devem ser ligados a comandos elétricos de segurança, ou seja, CLP ou relés de segurança, com redundância e autoteste, classificados como tipo ou categoria 4, conforme a NBR 14009 e 14153, com rearme manual.
Figura 121 – Chave seletora de posições tipo Yale.
Figura 122 e 123 – Chaves para intertravamento de proteções móveis.
10.1 CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL (CLP) DE SEGURANÇA É um sistema computadorizado eletrônico industrial destinado a controlar e checar, de modo redundante, os sinais elétricos de comando de uma máquina, inibindo seu funcionamento no eventual aparecimento de falhas. O software instalado deverá garantir a sua eficácia, de forma a reduzir ao mínimo a possibilidade de erros provenientes de falha humana em seu projeto, devendo ainda possuir sistema de verificação de conformidade, a fim de evitar o comprometimento de qualquer função relativa à segurança, bem como não permitir alteração do software básico pelo usuário, conforme o item 4.10 da NBR 13930 e o item 12.3 da EN 60204-1.
Figura 124 – Controlador lógico programável de segurança.
10.2 RELÉS DE SEGURANÇA São unidades eletromecânicas ou eletrônicas com supervisão, com dois canais, de acionamento positivo em seus contatos ou circuitos, abertos em série, cumprindo, assim, a exigência de redundância. Com a conexão dos dispositivos externos e a inclusão de seus contatos em pontos corretos do circuito elétrico de automação da máquina, obtêm-se um equipamento seguro quanto à sua parada.
Figura 125 – Diagrama de ligação do circuito de segurança.
Figura 126 – Relés de segurança.
11 SISTEMAS DE RETENÇÃO MECÂNICA – CALÇOS DE SEGURANÇA Todas as prensas devem possuir um sistema de retenção mecânica para travar o martelo nas operações de troca das ferramentas, nos seus ajustes e manutenções antes do início dos trabalhos. O componente de retenção mecânica utilizado deve ser pintado na cor amarela e dotado de interligação eletromecânica. Deve ainda ser conectado ao comando central da máquina de forma a impedir, durante a sua utilização, o funcionamento da prensa. Nas situações onde não seja possível o uso do sistema de retenção mecânica, devem ser adotadas medidas alternativas que garantam o mesmo resultado. Calço de segurança é um bloco maciço de metal destinado a inibir fisicamente qualquer possibilidade de fechamento das áreas de prensagem quando colocado entre as partes da mesa/martelo ou de uma ferramenta aberta, na prensa. Os calços de segurança são considerados dispositivos necessários e obrigatórios e devem atender aos seguintes requisitos de segurança: – devem ser utilizados nas operações de troca, ajuste e manutenção dos estampos/matrizes; – nunca devem ser utilizados com a prensa em funcionamento, para sustentar apenas o peso do pilão; – devem ser dotados de interligação eletromecânica, ou seja, conectados ao comando central da máquina de tal forma que, quando removidos, impeçam seu funcionamento; – devem ser pintados na cor amarela.
Figura 127 – Calço de segurança com interligação eletromecânica.
Figura 128 – Calço de segurança em uso.
12 PLATAFORMAS DE ACESSO As prensas e similares de grandes dimensões devem possuir escadas de acesso e plataformas feitas ou revestidas de material antiderrapante, dotadas de guarda-corpo e rodapé com dimensões tais que impeçam a passagem ou queda de pessoas e materiais. As transmissões de força localizadas em plataformas elevadas também deverão estar adequadamente protegidas para evitar contato durante a manutenção. Os trabalhadores de manutenção em plataformas elevadas (altura superior a 2,0 m) deverão utilizar EPI para proteção contra quedas, conforme NR 06.
Figura 129 – Plataforma de manutenção.
16 ASPECTOS ERGONÔMICOS Para os trabalhos contínuos em prensas ou similares, onde o operador possa trabalhar sentado, devem ser fornecidos assentos conforme o disposto na NR 17. Deverão ainda ser disponibilizadas superfícies adequadas para colocação das peças que estejam sendo trabalhadas, de acordo com suas dimensões e alcance do trabalhador, a fim de evitar acidentes e reduzir a fadiga. Para os trabalhos a morno e a quente, as pinças e tenazes devem ser suportadas por dispositivos de alívio de peso, tais como balancins móveis ou tripés, de modo a minimizar a sobrecarga do trabalho.
17 TREINAMENTO A NR 01 – Disposições Gerais, determina em seu item 1.7 que o empregador informe aos trabalhadores os riscos profissionais originados nos locais de trabalho, seus meios de prevenção e limitação e as medidas adotadas pela empresa. No caso específico de operações com prensas e similares, um programa de capacitação deverá ser desenvolvido pela própria empresa, com o currículo básico que se apresenta a seguir. O sucesso na implementação de medidas de segurança eficazes parte de um trabalho de equipe multidisciplinar apoiada por todos os níveis hierárquicos da empresa. A antecipação dos riscos prevista no PPRA – NR 09 passa obrigatoriamente pela seleção criteriosa quanto aos aspectos de segurança na aquisição de máquinas, equipamentos e projeto de novas ferramentas. Devem estar envolvidos na capacitação: operadores, preparadores de máquinas, ferramenteiros, mecânicos, eletricistas, projetistas, SESMT, CIPA e demais pessoas com atividades afins em prensas e similares. A carga horária deverá ser compatível e suficiente para que sejam desenvolvidos satisfatoriamente os conteúdos teóricos e a parte prática, sendo necessário o registro do conteúdo do programa de treinamento, a qualificação dos instrutores, o controle de presença e a avaliação. 17.1 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MÍNIMO a) tipos de prensas e equipamentos similares; b) princípios de funcionamento; c) sistemas de alimentação; d) sistemas de proteção; e) possibilidades de falhas em prensas e equipamentos similares;
f) tipos de estampos e matrizes e os meios de fixá-los às prensas e equipamentos similares; g) riscos e responsabilidades no manuseio, troca, movimentação e armazenagem dos estampos e matrizes; h) lista de checagem de montagem (chek-list); i) responsabilidade do operador; j) responsabilidade da chefia imediata; k) sistemas de retenção mecânica -calços de segurança; l) manutenção; m) aula prática; n) primeiros socorros. O processo de capacitação deverá ser registrado por escrito e realizado antes que o operador assuma suas funções, devendo ser reciclado periodicamente. A capacitação deverá ocorrer sempre que houver modificação no quadro funcional (troca de função, empréstimos, promoções, por exemplo) e atualizações tecnológicas.
18 DAS RESPONSABILIDADES Considerando que a Constituição Federal assegura a adoção de medidas de proteção contra os riscos inerentes ao trabalho (art. 7o, inciso XXII), o respeito à dignidade da pessoa humana e aos valores sociais do trabalho (art. 1o, incisos III e IV), observada a função social da propriedade (art. 170, inciso VI);
Considerando que a Convenção n.o 119 da Organização Internacional do Trabalho, ratificada pelo Brasil e com vigência nacional desde 16 de abril de 1993, proíbe a venda, locação, cessão a qualquer título, exposição e utilização de máquinas e equipamentos sem dispositivos de proteção adequados; Considerando que o Artigo 184 da Consolidação da Leis do Trabalho (Capítulo V – Da Segurança e Medicina do Trabalho) estabelece que: “As máquinas e equipamentos deverão ser dotados de dispositivos de partida e parada e outros que se fizerem necessários para a prevenção de acidentes do trabalho, especialmente quanto ao risco de acionamento acidental” Considerando que o parágrafo único do Artigo 184 da CLT estabelece a proibição da fabricação, a importação, a venda, locação e uso de máquinas que não atendam ao disposto neste artigo; Considerando a NT37/2004, substituída pela NT 16/2005, como
recomendação técnica de princípios de boas práticas, com o objetivo de garantir a proteção adequada à integridade física e à saúde de todos os trabalhadores envolvidos nas diversas formas e etapas do uso das prensas e equipamentos similares, para fins de aplicação dos Art. 184 a 186 da CLT e das Normas Regulamentadoras da Portaria nº 3214/78, em especial a NR-12; Considerando que o Código de Proteção ao Consumidor (Lei 8078/90 Capítulo IV, Seção I), em seu Artigo 10, prescreve que:
“O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança”. Considerando que a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, através da NBR 13930 – Prensas Mecânicas – Requisitos de Segurança, no item 4.8, estabelece que: ”O sistema de acoplamento deve ser através de freio embreagem específico para prensas, sendo proibidas as construções ou utilizações de prensas com artifício de acoplamento para descida do martelo através de engate por chaveta ou similar”; Considerando o Código Civil que adota, diante de previsão legal expressa ou de risco na atividade, a teoria objetiva ou teoria do risco e o dever de reparar o dano, estabelecendo em seu artigo 927: “Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem fica obrigado a repará-lo”. Parágrafo único. “Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem”. Considerando a conseqüência do ato ilícito, ou seja, obrigação de indenizar por danos morais e patrimoniais, prevista no artigo186 do Código Civil: “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”.
Considerando os dispositivos do Código Civil, artigos 949 e 950, que tratam de ofensa à integridade física que acarreta defeito que impossibilite ou diminua a capacidade de trabalho da vítima, estabelecendo indenização pelos danos materiais e morais: “No caso de lesão ou outra ofensa a saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido”. “Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença, incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou, ou da depreciação que ele sofreu”. Parágrafo único. “O prejudicado, se preferir, poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez”. 18.1 DO FABRICANTE: • Não fabricar máquinas com acoplamento para descida do martelo através de engate por chaveta ou similar; • Fabricar produtos seguros e de qualidade de acordo com as normas técnicas; • Elaborar manual que contenha esclarecimentos sobre os dispositivos e elementos condicionadores de segurança, sua vida útil e manutenção e os procedimentos seguros para operação e manutenção.
18.2 DO EMPREGADOR, PROPRIETÁRIO OU USUÁRIO DE PRENSAS E SIMILARES • Não adquirir, adaptar ou “montar” prensas e similares com
acoplamento para descida do martelo através de engate por chaveta ou similar; • Não desenvolver prensas e similares que não atendam às
determinações contidas na NT16/2005, ou legislação que venha substituí-la; • Adquirir somente prensas e similares que atendam às determinações contidas na NT16/2005, ou legislação que venha substituí-la; • Utilizar prensas e similares somente para finalidade e capacidade que foi projetada de acordo com as instruções do fabricante; • Adotar nas prensas e similares já existentes, no mínimo, as determinações contidas na NT16/2005, ou legislação que venha substituí-la; • Elaborar procedimento escrito com a seqüência lógica e segura de todas as atividades relacionadas a prensas e similares, dando ciência a todos os empregados envolvidos; • Promover a capacitação dos trabalhadores, conforme previsto na NT16/2005, ou legislação que venha substituí-la, antes que assumam suas funções, responsabilizando-se por atualizações (reciclagem); • Permitir a operação ou manutenção de prensas e similares somente por trabalhadores qualificados; • Realizar as manutenções conforme recomendado pelo fabricante, registrando-as em documento próprio;
• Determinar a paralisação da prensa e similar que ofereça risco ao operador. 18.3 DO EMPREGADO (OPERADOR DE PRENSAS E SIMILARES) • Participar da capacitação com o máximo aproveitamento, operando somente as máquinas para as quais foi qualificado; • Cumprir todas as etapas, sem improvisações com o disposto nos procedimentos de segurança para operação e manutenção de prensas e similares, especialmente na troca e montagem de ferramentas; • • Verificar a cada início de jornada as condições de segurança da prensa ou similar, comunicando qualquer anomalia; Nunca sobrecarregar a máquina, ou adaptar serviço para o qual ela não foi projetada; • Zelar pela conservação e manutenção dos dispositivos de segurança, comunicando de imediato a constatação de qualquer problema; • Parar imediatamente a atividade quando verificada condição de risco, comunicando de imediato o problema à chefia imediata, CIPA e SESMT, quando houver.
19 CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho foi elaborado de maneira tripartite, com representações dos empregadores, através da FIERGS – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, dos trabalhadores pelo STIMMME – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul - RS e do MTE - Ministério do Trabalho e Emprego, através da DRT/RS – Delegacia Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul, visando esclarecer e difundir a legislação pertinente à segurança de prensas e equipamentos similares, como forma de reduzir a incidência de acidentes. Recomenda-se a observância dos princípios de segurança aqui referidos, uma vez que seu descumprimento poderá acarretar ações por parte da fiscalização do MTE, como autuações e interdições. As fotos e ilustrações contidas nesse manual servem apenas para reforçar a questão envolvendo a segurança do trabalhador, não gerando em momento algum opinião quanto à marca, produto ou modelo de máquinas, equipamentos e dispositivos, bem como seus respectivos fabricantes.
ANEXOS ANEXO A – Nota Técnica no 16/2005
SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (a) NOTA TÉCNICA N.º 16 / DSST (b) A presente Nota Técnica Substitui a Nota Técnica n.º 37, de 16/12/04. Considerando a necessidade de adequação do texto da Nota Técnica / DSST n.º 37 (16/12/04), que estabelece princípios para a proteção de prensas e equipamentos similares; e Considerando as deliberações para alteração do texto da referida Nota Técnica oriundas da reunião do Grupo Técnico sobre Prensas e Equipamentos Similares, realizada no dia 17 de março de 2005; A Nota Técnica / DSST / n.º 37, de 16 de dezembro de 2004, passa a ter sua redação observada na seguinte forma: Para fins de aplicação das normas citadas, em especial dos artigos 184 a 186 da CLT e das Normas Regulamentadoras da Portaria n.º 3214/78, em especial a NR-12, à segurança em máquinas e equipamentos abrangidos por esta Nota Técnica, devem ser observados os seguintes princípios de boa prática para a proteção de prensas e equipamentos similares: Considerando a alta incidência de acidentes de trabalho registrados no Brasil que atingem membros superiores dos trabalhadores; Considerando que prensas e equipamentos similares são responsáveis por mais da metade dos acidentes de trabalho com mutilação analisados pela Inspeção de Segurança e Saúde no Trabalho do MTE; Considerando que no parque industrial brasileiro ainda ocorre a utilização de equipamentos obsoletos e que oferecem riscos de acidentes; Considerando que a Convenção n.o 119 da Organização Internacional do Trabalho, ratificada pelo Brasil e com vigência nacional desde 16 de abril de 1993, proíbe a venda, locação, cessão a qualquer título, exposição e utilização de máquinas e equipamentos sem dispositivos de proteção adequados; Considerando que a Constituição Federal assegura a adoção de medidas de proteção contra os riscos inerentes ao trabalho (art. 7o, inciso XXII), o respeito à
Brasília, 07 de março de 2005
dignidade da pessoa humana e aos valores sociais do trabalho (art. 1o, incisos III e IV), observada a função social da propriedade (art. 170, inciso VI); Considerando que o artigo 184 da CLT determina que todas as máquinas e equipamentos devem ser dotados dos dispositivos necessários para a prevenção de acidentes de trabalho; Considerando a existência de normas técnicas sobre medidas de segurança em prensas e equipamentos similares, tais como a NBR 13930; Considerando que a indústria dispõe de tecnologia suficiente para a proteção de prensas e similares, de forma a evitar acidentes; Considerando as experiências bem sucedidas dos sindicatos de trabalhadores, empregadores e poder público no sentido de regulamentar as condições de trabalho com prensas e equipamentos similares; Considerando a necessidade de harmonizar os procedimentos da fiscalização, com o objetivo de garantir a proteção adequada à integridade física e à saúde de todos os trabalhadores envolvidos nas diversas formas e etapas do uso das prensas e equipamentos similares; Definições: Para efeito desta Nota Técnica, consideram-se as seguintes definições: 1. Prensas são equipamentos utilizados na conformação e corte de materiais diversos, onde o movimento do martelo (punção) é proveniente de um sistema hidráulico/pneumático (cilindro hidráulico/pneumático) ou de um sistema mecânico (o movimento rotativo é transformado em linear através de sistemas de bielas, manivelas ou fusos). As prensas são classificadas em: 1.1. Prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ou acoplamento equivalente; 1.2. Prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem; 1.3. Prensas de fricção com acionamento por fuso; 1.4. Prensas hidráulicas; 1.5. Outros tipos de prensas não relacionadas anteriormente. 2. Equipamentos similares são aqueles com funções e riscos equivalentes aos das prensas, incluídos os que possuem cilindros rotativos para conformação de materiais. Consideram-se equipamentos similares: 2.1. Martelos de queda; 2.2. Martelos pneumáticos; 2.3. Marteletes; 2.4. Dobradeiras; 2.5. Guilhotinas, tesouras e cisalhadoras; 2.6. Recalcadoras; 2.7. Máquinas de corte e vinco; 2.8 Maquinas de compactação;
2.9. Dispositivos hidráulicos e pneumáticos; 2.10. Rolos laminadores, laminadoras e calandras; 2.11. Misturadores; 2.12. Cilindros misturadores; 2.13. Máquinas de moldagem; 2.14. Desbobinadeiras e endireitaderas; 2.15. Outros equipamentos não relacionados anteriormente. 3. Ferramentas (ferramental), estampos ou matrizes são elementos que são fixados no martelo e na mesa das prensas e equipamentos similares, tendo como função o corte e/ou a conformação de materiais, podendo incorporar os sistemas de alimentação/extração relacionados no item a seguir. 4. Sistemas de alimentação/extração são meios utilizados para introduzir a matéria prima e retirar a peça processada da matriz, podendo ser: 4.1. Manual; 4.2. Gaveta; 4.3. Bandeja rotativa ou tambor de revólver; 4.4. Por gravidade, qualquer que seja o meio de extração; 4.5. Mão mecânica; 4.6. Por transportador ou robótica; 4.7. Contínua (alimentadores automáticos); 4.8. Outros sistemas não relacionados anteriormente. 5. Dispositivos de proteção aos riscos existentes na zona de prensagem ou de trabalho: 5.1. Enclausuramento da zona de prensagem, com frestas ou passagens que não permitam o ingresso dos dedos e mãos nas áreas de risco, conforme as NBRNM-ISO 13852 e 13854. Pode ser constituído de proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento por meio de chaves de segurança, garantindo a pronta paralisação da máquina sempre que forem movimentadas, removidas ou abertas, conforme a NBRNM 272; 5.2. Ferramenta fechada, significando o enclausuramento do par de ferramentas, com frestas ou passagens que não permitam o ingresso dos dedos e mãos nas áreas de risco, conforme as NBRNM-ISO 13852 e 13854; 5.3. Cortina de luz com redundância e auto-teste, classificada como tipo ou categoria 4, conforme a IEC EN 61496, partes 1 e 2, a EN 999 e a NBR 14009, conjugada com comando bi-manual com simultaneidade e auto teste, tipo IIIC, conforme a NBR 14152 e o item 4.5 da NBR 13930. Havendo possibilidade de acesso a áreas de risco não monitoradas pela(s) cortina(s), devem existir proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento por meio de chaves de segurança, conforme a NBRNM 272. O número de comandos bi-manuais deve corresponder ao
número de operadores na máquina, com chave seletora de posições tipo yale ou outro sistema com função similar, de forma a impedir o funcionamento acidental da máquina sem que todos os comandos sejam acionados, conforme a NBR 14154. Proteção da zona de prensagem ou de trabalho 6. As prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ou de sistema de acoplamento equivalente (de ciclo completo), as prensas de fricção com acionamento por fuso e seus respectivos equipamentos similares não podem permitir o ingresso das mãos ou dos dedos dos operadores nas áreas de risco, devendo adotar as seguintes proteções na zona de prensagem ou de trabalho: a) ser enclausuradas, com proteções fixas, e, havendo necessidade de troca freqüente de ferramentas, com proteções móveis dotadas de intertravamento com bloqueio, por meio de chave de segurança, de modo a permitir a abertura somente após a parada total dos movimentos de risco (item 5.1) ou b) operar somente com ferramentas fechadas (item 5.2). 7. As prensas hidráulicas, as prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem, seus respectivos equipamentos similares e os dispositivos pneumáticos devem adotar as seguintes proteções na zona de prensagem ou de trabalho: a) ser enclausuradas, com proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento com chave de segurança (item 5.1) ou b) operar somente com ferramentas fechadas (item 5.2) ou c) utilizar cortina de luz conjugada com comando bi-manual (item 5.3). Válvulas de segurança 8. As prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem e seus respectivos equipamentos similares devem ser comandados por válvula de segurança específica, de fluxo cruzado, conforme o item 4.7 da NBR 13930 e a EN 692, classificadas como tipo ou categoria 4, conforme a NBR 14009. 8.1 A prensa ou equipamento similar deve possuir rearme manual, incorporado à válvula de segurança ou em qualquer outro componente do sistema, de modo a impedir qualquer acionamento adicional em caso de falha. 8.2 Nos modelos de válvulas com monitoração dinâmica externa por pressostato, micro-switches ou sensores de proximidade, esta deve ser realizada por Controlador Lógico Prográmavel (CLP) de segurança ou lógica equivalente, com redundância e auto-teste, classificados como tipo ou categoria 4, conforme a NBR 14009. 8.3 Somente podem ser utilizados silenciadores de escape que não apresentem risco de entupimento, ou que tenham passagem livre correspondente ao diâmetro nominal, de maneira a não interferirem no tempo de frenagem. 8.4 Quando forem utilizadas válvulas de segurança independentes para o comando de prensas e equipamentos similares com freio e embreagem separados, estas devem ser interligadas de modo a estabelecer uma monitoração dinâmica entre si, assegurando que o freio seja imediatamente aplicado caso a embreagem
seja liberada durante o ciclo, e também para impedir que a embreagem seja acoplada caso a válvula do freio não atue. 8.5 Os sistemas de alimentação de ar comprimido para circuitos pneumáticos de prensas e similares devem garantir a eficácia das válvulas de segurança, possuindo purgadores ou sistema de secagem do ar e sistema de lubrificação automática com óleo específico para este fim. 9. As prensas hidráulicas, seus respectivos equipamentos similares e os dispositivos pneumáticos devem dispor de válvula de segurança específica ou sistema de segurança que possua a mesma característica e eficácia. 9.1. As prensas hidráulicas, seus respectivos equipamentos similares e os dispositivos pneumáticos devem dispor de válvula de retenção que impeça a queda do martelo em caso de falha do sistema hidráulico ou pneumático. Dispositivos de parada de emergência 10. As prensas e equipamentos similares devem dispor de dispositivos de parada de emergência, que garantam a interrupção imediata do movimento da máquina ou equipamento, conforme a NBR 13759. 10.1. Quando utilizados comandos bi-manuais conectáveis por tomadas (removíveis) que contenham botão de parada de emergência, este não pode ser o único, devendo haver dispositivo de parada de emergência no painel ou corpo da máquina ou equipamento. 10.2. Havendo vários comandos bi-manuais para o acionamento de uma prensa ou equipamento similar, estes devem ser ligados de modo a se garantir o funcionamento adequado do botão de parada de emergência de cada um deles. 10.3. Nas prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ou de sistema de acoplamento equivalente (de ciclo completo) e em seus equipamentos similares, admite-se o uso de dispositivos de parada que não cessem imediatamente o movimento da máquina ou equipamento, em razão da inércia do sistema. Monitoramento do curso do martelo 11. Nas prensas hidráulicas, prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem e respectivos equipamentos similares, não enclausurados, ou cujas ferramentas não sejam fechadas, o martelo deverá ser monitorado por sinais elétricos produzidos por equipamento acoplado mecanicamente à máquina, com controle de interrupção da transmissão, conforme o item 4.9 da NBR13930. Comandos elétricos de segurança 12. As chaves de segurança das proteções móveis, as cortinas de luz, os comandos bi-manuais, as chaves seletoras de posições tipo yale e os dispositivos de parada de emergência devem ser ligados a comandos elétricos de segurança, ou seja, CLP ou relés de segurança, com redundância e auto-teste, classificados como tipo ou categoria 4, conforme a NBR 14009, com rearme manual. 12.1. As chaves seletoras de posições tipo yale para seleção do número de comandos bi-manuais devem ser ligadas a comando eletro-eletrônico de segurança de lógica programável (CLP ou relé de segurança).
12.2. Caso os dispositivos de segurança sejam ligados a CLP de segurança, o software instalado deverá garantir a sua eficácia, de forma a reduzir ao mínimo a possibilidade de erros provenientes de falha humana, em seu projeto, devendo ainda possuir sistema de verificação de conformidade, a fim de evitar o comprometimento de qualquer função relativa à segurança, bem como não permitir alteração do software básico pelo usuário, conforme o item 4.10 da NBR 13930 e o item 12.3 da EN 60204-1. Pedais de acionamento 13. As prensas e equipamentos similares que têm sua zona de prensagem ou de trabalho enclausurada ou utilizam somente ferramentas fechadas podem ser acionadas por pedal com atuação elétrica, pneumática ou hidráulica, desde que instaladas no interior de uma caixa de proteção, atendendo ao disposto na NBR NM - ISO 13852, não se admitindo o uso de pedais com atuação mecânica. 13.1. Para atividades de forjamento a morno e à quente podem ser utilizados os pedais dispostos no caput deste item, desde que sejam adotadas medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador às áreas de risco, conforme a NBR NM-ISO 13852, a NBR NM 272, a NBR 13970 e a NBR NM 213/1. 13.2. Nas operações com dobradeiras podem ser utilizados os pedais dispostos no caput deste item, sem a exigência de enclausuramento da zona de prensagem, desde que adotadas medidas adequadas de proteção aos riscos existentes. O número de pedais deve corresponder ao número de operadores na máquina, com chave seletora de posições tipo yale ou outro sistema com função similar, de forma a impedir o funcionamento acidental da máquina sem que todos os pedais sejam acionados, conforme a NBR 14154. Atividades de forjamento a morno e à quente 14. Para as atividades de forjamento a morno e à quente podem ser utilizadas pinças e tenazes, desde que sejam adotadas medidas de proteção que garantam o distanciamento do trabalhador às áreas de risco, conforme a NBRNM ISO 13852, a NBRNM 272, a NBR 13970 e a NBRNM 213/1. 14.1. Caso necessário, as pinças e tenazes devem ser suportadas por dispositivos de alívio de peso, tais como balancins móveis ou tripés, de modo a minimizar a sobrecarga do trabalho. Proteção das transmissões de força 15. As transmissões de força, como volantes, polias, correias e engrenagens, devem ter proteção fixa, integral e resistente, através de chapa ou outro material rígido que impeça o ingresso das mãos e dedos nas áreas de risco, conforme a NBRNM 13852. 15.1. Nas prensas excêntricas mecânicas deve haver proteção fixa das bielas e das pontas de seus eixos que resistam aos esforços de solicitação em caso de ruptura.
ANEXO B – Diagrama de hierarquia da legislação
CLT – NR12
Segurança de Máquinas- Conceitos fundamentais, princípios gerais para projeto NBR NM 213 1 e 2 (EN292)
Análise do Risco NBR 14009
Proteções físicas NBR NM 272Requisitos gerais para o projeto (fixas e móveis)
Distancias seguras para Impedir o acesso NBR 13852/13853/13854 Temperaturas acessíveis NBR 13970
Sem proteções físicas EN999- Posicionamento velocidade aproximação NRB 14153 Partes de sistemas de comando relacionados a segurança. (4.4 princípios ergonômicos/ 8.5 relatório de validação)
Móveis Detecção através da aproximação Dispositivos fixos
Tampa e grades fixas cuja remoção possa ser feita apenas com ferramentas
Portas, tampas, grades móveis, barreiras que serão removidas freqüente mente
Com contato mecânico EN 1760
Equipamentos eletro-sensitivos EN61496 1 e 2
Bi-manual NBR 14152
Dispositivos de intertravamento NBR 273
Tapete Batente Parachoque
Cortina /barreiras de luz
Sensores Scanner
Proteção de Intertravamento
Proteção intertravada com bloqueio
ANEXO C – Classificação e resumo das principais Normas de segurança de máquinas
Normas Tipo A – Normas fundamentais de segurança: definem, a rigor, os conceitos fundamentais, princípios de projeto e aspectos gerais válidos à toda máquina. (b) NBR 14009 Princípios para apreciação de risco
NBR 14153 NBR NM 213/1 NBR NM 213/2
Partes de sistemas de comando relacionados à segurança – Princípios gerais para projeto Segurança de máquinas – Conceitos fundamentais, princípios gerais de projeto: Parte 1 – Terminologia básica e metodologia Segurança de máquinas – Conceitos fundamentais, princípios gerais de projeto: Parte 2 – Princípios técnicos e especificações
Normas Tipo B - Normas de Segurança relativas a um grupo: tratam de um aspecto ou tipo de dispositivo condicionador de segurança de uma gama de máquinas. Normas Tipo B1 – Normas sobre aspectos particulares de Segurança, são exemplos: Distância de Segurança, Temperatura de superfícies e Ruído NBR 13760 / 13854 NBR 13761 / 13852 NBR 13758 Folgas mínimas para evitar esmagamento de partes do corpo humano Distância de segurança para impedir o acesso à zonas de perigo pelos membros superiores Segurança de Máquinas – Distância de Segurança para impedir o acesso às zonas de perigo pelos membros inferiores
Normas Tipo B2 – Normas sobre dispositivos condicionadores de Segurança, por exemplo: comando bimanuais, dispositivos de intertravamento, dispositivos sensíveis a pressão, proteções (c) NBR 13759 Equipamentos de parada de Emergência – Aspectos Funcionais – Princípios para projeto.
NBR 13928 / MN 272 NBR 13929 / MN 273 NBR 14152 NBR 14154
Requisitos gerais para projeto e construção de proteções (fixas e móveis) Dispositivos de intertravamento associados à proteções – Princípios para projeto e seleção Dispositivos de comando bi-manuais – Aspectos funcionais de princípios para projeto Prevenção de partida inesperada
Normas Tipo C – Normas de segurança por categoria de Máquinas: dão prescrições detalhadas de segurança a um grupo particular de máquinas (d) NBR 13930 Prensas Mecânicas – Requisitos de Segurança
NBR 13536 NBR 13865 NBR 13862 NBR 13936 NBR 13867
Injetoras Cilindros para massas alimentícias – Requisitos de segurança
Moldagem a Sopro Moedores
No caso de consultar mais normas aplicáveis à máquinas específicas, as normas européias são uma excelente fonte de recomendações.
Podemos citar as seguintes normas: EN 415-4 - Máquinas para embalagem EN 692 - Prensas Mecânicas EN 693 - Prensas Hidráulicas EN 931 - Máquinas de manufatura de calçados EN 972 - Máquinas de manufatura de couro EN 1114-1 - Máquinas de manufatura de plásticos e borrachas OHSAS 18001 – Especificação Para Sistemas de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho - 3.6. Incidente: Evento que deu origem a um acidente ou que tinha potencial de levar a um acidente (é um quase-acidente) - 3.1. Acidente: Evento não-planejado que resulta morte, doença, lesão, dano ou outra perda. - 3.14. Risco: Combinação da probabilidade de ocorrência e da(s) conseqüência(s) de um determinado evento perigoso. - 3.15. Avaliação de Riscos: Processo global de estimar a magnitude dos riscos, e decidir se um risco é ou não tolerável. - 3.4. Perigo: Fonte ou situação com potencial para provocar danos em termos de lesão, doença, dano à propriedade, dano ao meio ambiente do local de trabalho, ou uma combinação destes. NBR 14009 - Segurança de Máquinas – Princípios para Apreciação de Riscos - A apreciação dos riscos inclui: - Análise do risco: - a) determinação dos limites da máquina (inclui o uso planejado e a utilização e operação corretas da máquina, bem como as conseqüências do mau uso ou mau funcionamento previsível); - b) identificação do perigo (anexo A) (Métodos de Identificação: Anexo B) - c) estimativa do risco (para cada perigo – elemento de risco x Aspectos) – deve considerar a confiabilidade de componentes e sistemas - TREINAMENTO, EXPERIÊNCIA E HABILIDADE PODEM AFETAR O RISCO; ENTRETANTO, NENHUM DESSES FATORES DEVE SER USADO COMO SUBSTITUTO PARA A ELIMINAÇÃO DO PERIGO E REDUÇÃO DO RISCO, PELO PROJETO OU PROTEÇÕES, ONDE ESTAS MEDIDAS PUDEREM SER IMPLEMENTADAS. - Avaliação do Risco – após a estimativa, é necessária para verificar se a redução do risco é necessária ou não. - A AUSÊNCIA DE ACIDENTES, UM PEQUENO NÚMERO DE ACIDENTES OU ACIDENTES DE PEQUENA SEVERIDADE NÃO DEVEM SER TOMADOS COMO SUPOSIÇÃO AUTOMÁTICA DE BAIXO RISCO. NBR 213-1 - Segurança de Máquinas – Conceitos Fundamentais, princípios gerias de Projeto – Terminologia básica e metodologia. - Funções de Segurança:
1. Funções específicas que são funções críticas destinas a garantir segurança (função comando bi-manual, função não repetição de ciclo, função que evita partida inesperada); 2. Funções condicionadoras de segurança, que são funções críticas e distintas das anteriores ex. controle de velocidade ou temperatura, comando manual com mecanismo neutralizado durante regulagem
NBR 213-2 - Segurança de Máquinas – Conceitos Fundamentais, princípios gerias de Projeto – Princípios Técnicos e Especificações - Redução do Risco de Projeto - Evitar ou reduzir tantos fenômenos perigosos quanto possível pela escolha conveniente de certas características de projeto - Limitar a exposição de pessoas aos fenômenos perigosos, pela redução da necessidade de intervenção do operador nas zonas perigosas A ESCOLHA DOS DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO PARA DETERMINADA MÁQIUINA DEVE BASEAR-SE NA AVALIAÇÃO DOS RISCOS PROVOCADOS POR TAL MÁQUINA (DESCRIÇÃO DEVE ESTAR DETALHADA EM NORMA TIPO C) NBR 14153 - Segurança de Máquinas – Partes de Sistemas de Comando relacionadas à segurança – Princípios Gerais para Projeto O desempenho, com relação à ocorrência de defeitos, de uma parte de um sistema de comando, relacionada à segurança, é dividido, nesta norma, em 5 categorias (B, 1, 2, 3, 4), de acordo com a sua resistência a defeitos, e seu subseqüente comportamento na condição de defeito QUANTO MAIS A REDUÇÃO DO RISCO DEPENDER DAS PARTES DE SISTEMA DE COMANDO RELACIONADASÀ SEGURANÇA, MAIOR PRECISA SER A HABILIDADE (FUNÇÃO REQUERIDA É SUPRIDA) DESSAS PARTES PARA RESISTIR A DEFEITOS. QUANTO MAIOR A RESISTÊNCIA A DEFEITOS DAS PARTES RELACIONADAS À SEGURANÇA, MENOR A PROBABILIDADE QUE ESTA PARTE FALHE NO CUMPRIMENTO DE SUAS FUNÇÕES DE SEGURANÇA. NBR 13760 / MN 13854 - Segurança de Máquinas – Folgas Mínimas para evitar o esmagamento de partes do corpo humano DE UMA MANEIRA GERAL, PODE-SE DIZER QUE UMA MÁQUINA É SEGURA SE EXISTE A PROBABILIDADE DE A MÁQUINA CONTINUAR EM OPERAÇÃO, SER AJUSTADA, SOFRER MANUTENÇÃO E SER DESMONTADA, SOB AS CONDIÇÕES NORMAIS DE UTILIZAÇÃO PREVISTAS, SEM CAUSAR ACIDENES À SAÚDE HUMANA. UM MÉTODO DE EVITAR O RISCO DE ESMAGAMENTO DE PARTES DO CORPO HUMANO É FAZER USO DEAS FOLGAS MÍNIMAS ESPECIFICADAS NESTA NORMA. NBR 13761 / MN 13852 - Segurança de Máquinas – Distância de Segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros superiores A NORMA ESTABELECE VALORES PARA DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA, DE MODO A IMPEDIR O ACESSOO A ZONAS DE PERIGO PELOS MEBROS
SUPERIORES DE PESSOAS COM IDADE SUPERIOR OU IGUAL A TRÊS ANOS. ESTAS DISTÂNCIAS SE APLICAM POR SI SÓ, QUANDO SÃO SUFICIENTES PARA GARANTIR A SEGURANÇA ADEQUADA. AS DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA PROTEGEM AS PESSOAS QUE TENTAM ATINGIR AS ZONAS DE PERIGO SEM AJUDA ADICIONAL NBR 14152 - Segurança de Máquinas – Dispositivos de Comando bi-manuais – aspectos funcionais e princípios para projeto UM DISPOSITIVO DE COMANDO BIMANUAL É UM DISPOSITIVO DE SEGURANÇA QUE FORNECE UMA MEDIDA DE PROTEÇÃO AO OPERADOR CONTRA O ALCANCE DE ZONAS PERIGOSAS DURANTE SITUAÇÕES DE PERIGO, PELA LOCALIZAÇÃO DOS DISPOSITIVOS DE ATUAÇÃO DE COMANDO EM UMA POSIÇÃO ESPECÍFICA. SÃO DESCRITAS AS CARACTERÍSTICAS PRINCIPÁIS DE UM DISPOSITIVO DE COMANDO BIMANUSL PARA O ALCANCE DE SEGURANÇA E EXPÕE A COMBINAÇÃO DE CARACTERÍSTICAS FUNCIONAIS DE TRÊS TIPOS. DISPOSITIVO QUE EXIGE AO MENOS A ATUAÇÃO SIMULTÂNEA PELA UTILIZAÇÃO DAS DUAS MÃOS, COM O OBJETIVO DE INICIAR E MANTER, ENQUANTO EXISTIR UMA CONDIÇÃO DE PERIGO, QUALQUER OPERAÇÃO DA MÁQUINA, PROPICIANDO UMA MEDIDA DE PROTEÇÃO, APENAS PARA A PESSOA QUE O ATUA. NBR 13759 - Segurança de Máquinas – Equipamentos de Parada de Emergência - Aspectos Funcionais – Princípios para projeto PARADA DE EMERGÊNCIA: FUNÇÃO QUE DEVE IMPEDIR O AUMENTO OU REDUZIR O RISCO EXISTENTE A PESSOAS E DANOS À MÁQUINA OU AO TRABALHO EM ANDAMENTO; SER INICIADA POR UMA SIMPLES AÇÃO HUMANA, QUANDO A FUNÇÃO DE PARADA NORMAL, NÃO FOR ADEQUADA PARA ESTE FIM. A PARADA DE EMERGÊNCIA DEVE FUNCIONAR COMO: - PARADA DE CATEGORIA 0, ISTO É POR IMEDIATA REMOÇÃO DA ENERGIA DOS ATUADORES DA MÁQUINA OU DESCONEXÃO MECÂNICA (EMBREAGEM) ENTRE OS ELEMENTOS DE RISCO E O CORRESPONDENTE ELEMENTO DA MÁQUINA; - PARADA DE CATEGORIA 1, ISTO É, PARADA CONTROLADA, COM FORNECIMENTO DE ENERGIA AOS ATUADORES DA MA´QUINA NECESSÁRIA PARA ATINGIR A PARADA E , ENTÃO, QUANDO A PARADA É ATINGIDA, A ENERGIA É REMOVIDA. NBR 13928 / MN272- Segurança de Máquinas – Requisitos Gerais para projeto e construção de proteções fixas e móveis FIXA REQUISITOS GERAIS PARA PROJETO E CONSTRUÇÃO DE PROTEÇÕES, DESENVOLVIDAS PRINCIPALMENTE PARA PROTEÇÃO DE PESSOAS DE PERIGOS MECÂNICOS PROTEÇÃO: PARTE DA MÁQUINA ESPECIFICAMENTE UTILIZADA PARA PROVER PROTEÇÃO POR MEIO DE UMA BARREIRA FÍSICA - PODE ATUAR: - FECHADA: SOMENTE É EFETIVA QUANDO FECHADA
EM CONJUNTO COM UM DISPOSITIVO DE INTERTRAMVAMENTO COM OU SEM BLOQUEIO DA PROTEÇÃO
PROTEÇÃO FIXA PROTEÇÃO DE ENCLAUSURAMENTO PROTEÇÃO DISTANTE PROTEÇÃO MÓVEL PROTEÇÃO ACIONADA POR ENERGIA PROTEÇÃO COM AUTO FECHAMENTO PROTEÇÃO DE COMANDO PROTEÇÃO AJUSTÁVEL PROTEÇÃO COM INTERTRAVAMENTO PROTEÇÃO COM INTERTRAVAMENTO BLOQUEIO
NBR 13929 / MN273- Segurança de Máquinas – Dispositivos de intertravamento associados à proteções – Princípios para projeto e seleção DISPOSITIVO MECÂNICO, ELÉTRICO, OU DE OUTRO TIPO QUE TEM A FINALIDADE DE IMPEDIR A OPERAÇÃO DE ELEMENTOS DA MÁQUINA, SOB CONDIÇÕES ESPECÍFICAS NBR 13758 - Segurança de Máquinas – Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo de membros inferiores NBR 13758 - Segurança de Máquinas – Prevenção de Partida Inesperada MANTER A MÁQUINA EM CONDIÇÃO DE IMOBILIDADE DURANTE A PRESENÇA DE PESSOAS EM SUAS ZONAS DE PERIGO É UMA DAS CONDIÇÕES MAIS IMPORTANTES DA UTILIZAÇÃO SEGURA DE MÁQUINAS E, EM RAZÃO DISSO, UM DOS MAIORES OBJETIVOS DO PROJETISTA E O USUÁRIO DE MÁQUINAS. PARTIDA INESPERADA: MUDANÇA DO REPOUSO AO MOVIMENTO DA MÁQUINO OU DE UMA DE SUAS PARTES, CAUSADA POR: UM COMANDO DE PARTIDA ORIUNDO DE FALHA DO SISTEMA OU DE INFLUÊNCIA EXTERNA SOBRE ELE; COMANDO DE PARTIDA GERADO POR AAÇÃO NÃO INTENCIONAL; RESTAURAÇÃO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA, APÓS INTERRUPÇÃO; INFLUÊNCIAS EXTERNAS OU EXTERNAS (VENTO, COMBUSTÃO, GRAVIDADE) ELEMENTOS MECÂNICOS NBR 13930 – Prensas Mecânicas – Requisitos de Segurança ÁREA DE RISCO: REGIÕES DA PRENSA OU NA PERIFERIA DA PRENSA QUE POSSIBILITEM RISCO DE ACIDENTE DO OPERADOR, CONFORME O SEGUINTE: - ÁREA/REGIÃO DO FERRAMENTAL (ENTRE A PLACA DA MESA E A PLACA DO MARTELO) - REGIÃO DO CURSO DO DESLOCAMENTO DO MARTELO
REGIÃO DE ENTRADA OU SAÍDA DE MATERIAIS, DE PROCESSAMENTO E RETIRADA DE PEÇAS REGIÃO NO PERÍMETRO DA PRENSAQUE CONTIVER POSSIBILIDADE DE DESLOCAMENTO DE DISPOSITIVOS AUXILIARES NO PROCESSO, ALIMENTADORES, MESAS MÓVEIS, TRANSFERIDORES, ROBÔS, CARROS TRANSPORTADORES DE FERRAMENTAS, ALIMENTADORES DE BLANKS, PARTES MÓVEIS E ROTATIVAS DA MÁQUINA
ANEXO D – Sugestão de planilhas e check-list de cadastro, treinamento, manutenção e procedimento seguro de trabalho. FICHA DE PROCEDIMENTO SEGURO DE TRABALHO
ETAPAS DE TRABALHO 1- localizar estampo na área de armazenamento 2- verificar quais os acessórios para o transporte do estampo 3- pegar a ponte rolante no estacionamento 4- fazer check-list da ponte 5- deslocar a ponte até o armazenamento 6- engatar o estampo 7- levantar o estampo
PROCEDIMENTO SEGURO PARA O TRANSPORTE DE ESTAMPO
EXISTÊNCIA DE RISCO - escorregar - tropeçar - queda do estampo
PROCEDIMENTO SEGURO - atenção ao trajeto - atenção ao piso escorregadio - escolher acessório adequado ao peso, volume, formato do estampo - atenção ao trajeto - atenção ao piso escorregadio - realizar todos os testes determinados no check-list - atenção ao trajeto - altura do gancho - acionar a sirene - verificar fixação dos cabos - verificar os pinos de transporte
- escorregar - tropeçar - defeitos elétricos ou mecânicos - bater em máquinas - bater em funcionários - cair - virar - escapar - balanço da carga - queda
- isolar a área - verificar alinhamento do carro e ponte - subir ponto a ponto 8- transportar até a carreta - queda - atenção ao percurso - bater - altura da carga - acionar a sirene 9- carregar a carreta - queda - isolar a área - bater - verificar posicionamento da carreta - descer lentamente 10- tirar os acessórios de - queda - verificar se todos os acessórios transporte foram retirados 11- retornar a ponte até o - bater em máquinas - atenção ao trajeto estacionamento - bater em funcionários - altura do gancho - acionar a sirene - desligar o botão de emergência APLICÁVEL AOS SEGUINTES CARGOS OU FUNÇÕES Elab. 1ª ed. Revisão/Data Documento Téc. Seg. Sup. Área Ger. Área Departamento
FICHA DE VERIFICAÇÃO DE RETIRADA E COLOCAÇÃO DE ESTAMPO RETIRADA DE ESTAMPO 1- Deixar uma peça em cada estágio 2- Tirar a pressão do martelo e acionar a prensa até 180º 3- Soltar os parafusos do lado superior e inferior do estampo 4- Soltar os parafusos da base 5- Colocar o martelo no ponto morto superior 6- Colocar os cavaletes de sustentação 7- Engatar os cabos de aço no estampo e fazer o arraste 8- Acionar as almofadas e acionar os pinos (se houver) 9- Colocar os tampões nos furos da mesa COLOCAÇÃO DO ESTAMPO 1- providenciar os pinos da almofada, conforme procedimento 2- Retirar os tampões da mesa e colocar os pinos da almofada 3- Baixar a almofada até os pinos ficarem no plano da mesa 4- Regular a abertura do martelo, conforme o tamanho do estampo 5- Puxar o estampo para dentro da mesa 6- Ajustar o estampo no centro da mesa 7- Acionar a prensa aos poucos para ajustar os pinos 8- Limitar o martelo na parte superior 9- Fixar o estampo na parte superior e inferior 10- Conferir visualmente a fixação 11- Regular a pressão de trabalho 12- colocar a prensa para produzir SIM NÃO
CÓ DI GO :
PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS EM PRENSAS E SIMILARES PPRPS
Endereço Atividade Nº de Prensas / Similares Nº de Funcionários Responsável
Nº CÓDIGO:
PLANTA BAIXA DE LOCALIZAÇÃO DAS PRENSAS E SIMILARES
Equipamento: Tipo: Capacidade: Local:
RESPONSÁVEL: TÍTULO:
Nº ÓDIGO:
FICHA DE CADA PRENSA OU EQUIPAMENTO SIMILAR Nº xxx
Fabricante: Modelo: Ano Fab.: Inventário: Tipo Modelo Fabricante
Equipamentos Auxiliares Alimentador Desbobinador Endireitador Extrator Almofada Pneumática Picotador de Retalhos Outros
Necessidade de Implantação O Quê
Inspeção/Revisão Responsável Data Assinatura
CRONOGRAMA DE CORREÇÃO E INSTALAÇÃO DAS PROTEÇÕES NECESSÁRIAS Nº. Correção/Instalação Prazo Responsável Visto
DeSCRIÇÃO: MARCA:
(i) Máquina ou Equipamento
NI: MODELO: SÉRIE: FABRICAÇÃO: SEÇÃO:
(ii) Acessórios e Implementos
Descrição Utilização Características NI
(iii) Histórico de Manutenção Corretiva
Data Ocorrência / Descrição N.ºordem serv. Visto
(iv) Manutenção Preventiva Semestral Anual
Item 1 2 3 4 5 6 7 Data Visto Item 8 9 10 11 12 13 14 Data Visto
(v) Itens a serem observados
Mancais Painel Elétrico Correias Motor (es) Engrenagens Rolamentos outros -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
(vi) Peças / Componentes Substituídos
(vii) Máquina ou Equipamento
Acompanhamento de Lubrificação
2) 3) Anual Semestral
Ano-------------------------/-------/-------
-------/------/-----------/-------/-------
visto --------------------visto --------------------visto--
Lubrificação Mensal
------/-----Janeiro visto visto
------/-----/---Fevereiro
------/-----/----Março ------/-----/-----Abril
/-----/-----
visto Junho visto -----/------/Outubro visto /-----------
visto Julho visto -----/------/-
visto Agosto visto ------/-----/Dezembro visto
Setembro visto /-----------
Lubrificação Semanal
-----/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/----
-----/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/----
Novembro visto /-----------
-----/------/---------/------/--------/------/--------/------/--------/------/--------/------/----
-----/------/--------/------/--------/------/----
-----/------/--------/-----/---------/-----/-----
-----/----------/----------/----------/----------/------
/----/----/----/----/-----
-----/------/----
-----/------/--------/------/----
(viii) Partes a lubrificar
(e) CROQUI
ACOMPANHAMENTO DE TREINAMENTO TREINAMENTO
Curso: Ministrado em: Carga Horária Ministrado por:
Todos os participantes abaixo relacionados confirmam o recebimento de treinamento específico do Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares “PPRPS”. Participante s: Nome Cargo Setor Assinatura
PROCEDIMENTO SEGURO DE TRABALHO PROCEDIMENTO SEGURO DE TRABALHO – PST
Aplicabilidade aos cargos e funções:
Supervisor da área
Gerente da Departamto. área
REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Máquinas injetoras para plásticos e elastômeros – Requisitos técnicos de segurança para o projeto, construção e utilização. NBR 13536. Rio de Janeiro. ______. Folgas mínimas para evitar esmagamento de partes do corpo humano. NBR 13760. Rio de Janeiro. ______. Distâncias seguras para impedir acesso a zonas de perigo pelos membros superiores. NBR 13761. Rio de Janeiro. ______. Prensas mecânicas - Requisitos de segurança. NBR 13930. Rio de Janeiro. ______. Requisitos gerais para o projeto e construção de proteções (fixas e móveis). NBR 13928. Rio de Janeiro. ______. Segurança em máquinas – Dispositivos de comando bi-manuais – Aspectos funcionais e princípios para projeto. NBR 14152. Rio de Janeiro. BRASIL. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Proteção adequada em prensas mecânicas. Brasília: MTE, nº 3, 1999. [Convenções Coletivas sobre Segurança e Saúde] CONVENÇÃO Coletiva sobre prevenção de acidentes em máquinas injetoras de plástico. São Paulo. 1999. CURSO de PPRPS. Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares. São Paulo: INPAME/FUNDACENTRO/STIMMMESP, 2001. CUT / INST. Cadernos de Saúde do Trabalhador. Disponível em: <http://www.martins-internacional.com.br> <http://www.coelba.com.br>. Acesso em: 27 mar. 2006 /
PRINCÍPIOS de Segurança. Disponível em: <http://castroingenium.no.sapo.pt/>. Acesso em: 22/02/2006. Máquina, Risco Zero... Nossa Meta. Disponível em: <http://www.datasesmt.com.br/stimmesp/index2.htm>. Acesso em: 22/02/2006. Planejamento 2001. Disponível em: <http://www.mte.gov.br/sit/sst/default.htm>. Acesso em: 22/02/2006.
Proteção de segurança para máquinas. Disponível em: <http://www.oshaslc.gov/Publications/Mach_Safeguard/Chapt2.html>. Acesso em: 22/02/2006. Proteção ajustável para prensas. Disponível em: <http://www.oshaslc.gov/Publications/Mach_Safeguard/gif/mach22.gif>. Acesso em: 22/02/2006. SEGURANÇA e Medicina do Trabalho. São Paulo: Atlas. 2000. VILELA, Rodolfo Andrade Gouveia. Acidentes do trabalho com máquinas; Identificação de riscos e prevenção. São Paulo: INST/CUT, 2000. Apresentação do curso de PPRPS / Krafix 2005. VIEIRA DA SILVA, Clemento; RODRIGUES, Ubirajara. Segurança em primeiro lugar. São Paulo: Prensas Jundiaí,– 1999. SENAI/SP. Fundamentos e Metodologia para Elaboração do Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares – PPRPS. São Paulo: Senai, 2002. SENAI/SP - Alfried Krupp. Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares – PPRPS. São Paulo: Senai, 2003. RODRIGUES, Ubirajara; SILVA, Clemento Vieira; Segurança em Primeiro Lugar. São Paulo. 1ª edição. DRT/SIMECS/STIMMEE.Manual Básico de Segurança em Prensas e Similares. Caxias do Sul. 2001 Convenção Coletiva de Melhorias das Condições de Trabalho em Prensas e Equipamentos Similares, Injetoras de Plástico e Tratamento Galvânico de Superfícies nas Industrias Metalúrgicas no Estado de São Paulo. 2006 Pesquisas em links disponíveis na internet: www.inpame.org.br www.abnt.org.br www.abimaq.com.br www.norgren.com.br www.rosscontrols.com/ross-southamerica.htm DRT/RS. Apresentações de Segurança em prensas e similares Fotos : Arquivo Krafix 2006/ SENAI SP / DRT/ RS/SP/MG / FUNDACENTRO
GLOSSÁRIO ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR Norma Brasileira. NBR NM Norma Mercosul. ART Anotação de Responsabilidade Técnica, emitida por profissional habilitado junto ao CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). NR 01 Norma Regulamentadora nº 01 do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) – Disposições Gerais. NR 06 Norma Regulamentadora nº 06 do MTE – Equipamento de Proteção Individual. NR 10 Norma Regulamentadora nº 10 do MTE – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. NR 11 Norma Regulamentadora nº 11 do MTE - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais. NR 12 Norma Regulamentadora nº 12 do MTE – Máquinas e Equipamentos. NR 13 Norma Regulamentadora nº 13 do MTE – Caldeiras e Vasos de Pressão. Forjamento Forjamento é o nome genérico de operações de conformação mecânica efetuadas com esforço de compressão sobre um material dúctil, de tal modo que ele tende a assumir o contorno ou perfil da ferramenta de trabalho. Forjamento a Morno Processo de conformação mecânica realizado entre 450° e 850° C C. Forjamento a Quente Processo de conformação mecânica realizado em temperaturas a 850° C.
Bloqueio – Lockout Forma que garanta que todas as fontes de energia sejam desligadas enquanto as máquinas ou atividades estejam em manutenção ou qualquer outro tipo de parada necessária. Sinalização – Tagout Identificar quem e qual o motivo do bloqueio de energia da máquina ou atividade. Chave Yale Chave seletora de posições com bloqueio por segredo, conjugada com elemento interligado eletricamente, possuindo varias configurações conforme a necessidade. Categorias (NBR 14153:1998) Determinam o comportamento requerido, das partes relacionadas à segurança de sistemas de comando, com relação à sua resistência a falhas.
Carta à Aojustra-2Carta à Aojustra-2Decisão - ref. Sugestão AOJUSTRA - Of. Just. AvaliadoresEdital 2Edital 1EDITAL DE CONVOCACAO A G O 05 08 2013 (1).docEdital de Convocacao a g o 05 08 2013 (1)Edital de Convocacao a g o 05 08 2013 (1)1 - Autorização_Coletiva-IT-afastamento_Aojustra-612 - Fichas de filiação e de dados cadastrais da Aojustra11 - Relação de Ações - Notícias - Resumos10 - Relação de Ações 1 - Notícias - Resumos9 - Autorização_Coletiva-IR-auxílio-pré-escolar_Aojustra8 - Autorização_Coletiva-Conversao-ApoProporcional-Integral_Aojustra-27 - Autorização_Coletiva-AQ_Aojustra6 - Autorização_Coletiva-IR-RRA_Aojustra5 - Autorização_Coletiva-Isonomia-auxílio-pré-escolar_Aojustra4 - Autorização_Coletiva-Isonomia-AuxAlimentacao_Aojustra-13 - Autorização_Coletiva-GAJ-maior-vencimento_Aojustra2 - Autorização_Coletiva-IR-adicional-de-férias_Aojustra1 - Autorização_Coletiva-IT-afastamento_Aojustra-6PJE_-_Tutotial_para_Oficiais1Req EnquadramentoLei12774 AojustraA Nova Onda ConservadoraNa máquina do tempo
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