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Timestamp: 2017-10-17 22:27:07+00:00
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Movimento Educadores Organizados Pela Base: 2014
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25.10 - CURSO PREPARATÓRIO PROFESSOR PEB I- Introdução
INFORMAÇÕES GERAIS VUNESP - AQUI
RESOLUÇÃO SE Nº 52/2013 e ANEXOS - Dispõe sobre os perfis, competências e habilidades requeridos dos Profissionais da Educação da rede estadual de ensino, os referenciais bibliográficos e de legislação, que fundamentam e orientam a organização de exames, concursos e processos seletivos, e dá providências correlatas - AQUI ou AQUI
PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS - AQUI
LEGISLAÇÃO GERAL - AQUI
25.10 - Palestra Claudia - PERFIL ESPERADO PARA O PROFESSOR PEBI
25.10 - Palestra Geraldinho - Pedagogia da Autonomia - Paulo Freire
LIVRO DIGITAL AQUI
08.11 - Palestra Claudia - Educação inclusiva - Rosita Edler Carvalho
08.11 - Palestra Geraldinho - Ética e Competência - Teresinha Rios
15.11 - Palestra Claudia - Introdução ao Pensamento de Bakhtin -José Luiz de Fiorin
15.11 - Palestra Claudia - O SISTEMA DE NUMERAÇÃO - CECÍLIA PARRA (ORG)
15.11 - Palestra Geraldinho - Políticas Docentes no Brasil - Bernardete Angelina Gatti
RESUMO E ARQUIVO DIGITAL AQUI
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Concurso PEB I SEE - Publicações Institucionais
1. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. Disponível em:http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf
2. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Orientações Curriculares do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa e Matemática – Ciclo I. Disponível em:
http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/LinkClick.aspx?fileticket=r87aHxXMdKQ%3d&tabid=1026
3. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Programa Ler e Escrever – Documentos disponibilizados no site do Ler e Escrever. Materiais do Ler e Escrever:
Guia de Planejamento e Orientações Didáticas do Professor Alfabetizador – 2º ano (1ª série)
Volume 1 e Volume 2.
Caderno de Planejamento e Avaliação do Professor Alfabetizador – 2º ano (1ª série).
Guia de Planejamento e Orientações Didáticas – 3º ano (2ª série) – Volume 1 eVolume 2.
Material do Professor – Programa Intensivo no Ciclo (PI C) 4º ano (3ª série) –Volume 1 e Volume 2.
Guia de Planejamento e Orientações Didáticas – 5º ano (4ª série) – Volume Único.
Material do Professor - Programa Intensivo no Ciclo (PIC) 5º ano (4ª série) – Volume 1, Volume 2 e Volume 3.
Institui, para o ano de 2008, o Programa “Ler e Escrever”,no Ciclo I das Escolas Estaduais de Ensino Fundamental das Diretorias de Ensino da Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo.
Dispõe sobre a constituição de equipe de gestão institucional para ampliação e aperfeiçoamento do Projeto Bolsa Escola Pública e Universidade na Alfabetização, no âmbito do Programa Bolsa Formação – Escola Pública e Universidade.
Estende o Programa “Ler e Escrever” para as Escolas Estaduais de Ensino Fundamental do Interior
Postado por Educadores Organizados Pela Base às 15:43 Nenhum comentário:
Políticas Docentes no Brasil um Estado de Arte - Resumo + arquivo digital
No projeto do novo Plano Nacional de Educação do Brasil – PNE (2011-2020), a defesa da melhoria do ensino na sua qualidade e a valorização dos professores da educação se apresenta desafios a uma nova proposta nacional.
É nessa perspectiva que síntese desse trabalho procura entender políticas docentes que foram produzidas no seio dos três poderes onde realizam o processo de ensino aprendizagem; União, Estado e município.
As temáticas focalizam na questão fundamental da formação continuada para os professores e dos subsídios oferecidos ao trabalho pedagógico necessário ao desempenho da prática docente.
Análise das políticas publicas educacional na verificação de pressupostos e direcionamento as diversidades, alternativas e positividade da equalização das oportunidades formativas, ao efeito das qualidades da educação oferecida ao setor público.
Obra é o resultado de pesquisa complexa original em parceria com a UNESCO e o Ministério da Educação, com o apoio do Conselho Nacional dos Secretários da Educação.
O desejo é de aprofundar o entendimento das políticas docentes e compreender o funcionamento e sua implantação nas redes referidas aos órgãos competentes.
A necessidade do esclarecimento dos aspectos relativos às ações da formação continuada de docentes na função da educação básica, bem como aos apoios para seu trabalho e para as iniciativas de valorização do trabalho do professor.
Como saída para o desenvolvimento educacional com eficiência pelos docentes, propostas como inclusão de conteúdos apostilados, com a finalidade de verificar a relação do docente com o trabalho e sua eficiência.
Outro fator a coleta de informações possibilitada por sítios eletrônicos das diversas instituições o que permite ajudar ao desenvolvimento do trabalho com melhor observação.
Para o melhor desenvolvimento das políticas educacionais, relacionadas com a formação do professor e trabalho docente, as autoras mostram nos primeiros capítulos, o que deve ser considerado do contexto social e político dos nossos dias.
A importância de compreender a dinâmica dos movimentos da sociedade o entendimento que as políticas docentes estão ligadas com a política educacional no seu sentido mais complexo com o financiamento da educação e os modos da gestão curricular.
O financiamento da avaliação do sistema tem ajudado no processo de centralização, situando a alternativa da educação publica, com a finalidade de melhorar as condições do exercício do poder elevando a própria educação no exercício do magistério.
Os vários programas destinados à formação continuada de professores, entre os quais o Pró-Letramento, o Gestar II e a Especialização em Educação Infantil que compõem a Rede Nacional de Formação Continuada.
forma positiva o esforço de expansão e abrangência dos cursos de formação de professores pelo sistema público. Apontam, contudo, as dificuldades a serem superadas, dentre elas o fato de a expansão nem sempre ser acompanhada de um diagnóstico seguro e de discussão sobre os elementos do currículo, abordagem pedagógica e as formas de acompanhamento e avaliação que atendam às especificidades locais e dos alunos em formação.
Também chamam a atenção sobre os frágeis mecanismos de acompanhamento e controle de execução dos programas, que passam ao largo dos canais regulares de gestão das administrações estaduais e municipais.
Registram ainda a necessidade de pesquisas de avaliação dos processos de implementação e do impacto dos programas de formação oferecidos pelo MEC.
As ações políticas de formação inicial de professores enfeixam o conjunto de programas postos em prática pelo governo federal nos últimos anos, como o Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – Reuni -, a UAB, o Pró-Licenciatura, Programa Universidade para Todos – Pro Uni -o Parfor, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – Pibid -, bem como pelos governos estaduais como o Programa Especial de Formação de Professores para a Educação Básica da Zona Rural.
Profir no Acre, o Programa Bolsa Estágio Formação Docente, no Espírito Santo, e o Bolsa Formação: Escola Pública e Universidade, do Estado de São Paulo. Ficou evidenciada, pelos dados e pelas análises, uma crise na formação inicial de professores para a educação básica, tal como normatizada e oferecida pelas IES, especialmente nos aspectos relativos à dinâmica curricular, aí incluídos os estágios, tanto nos cursos presenciais como nos a distância, e à precária formação dos docentes que neles atuam.
As autoras resgatam, no entanto, as importantes iniciativas de aproximação universidade-escola estimuladas pelo Pibid do MEC e os dois programas estaduais já mencionados – o do Estado do Espírito Santo e o do Estado de São Paulo. Destacam também a preocupação do MEC em relação à formação dos docentes para os anos iniciais do ensino fundamental e às ações no sentido de aprimorar os instrumentos avaliativos desses cursos.
A intencionalidade posta em documentos e regulamentações é considerada alentadora pelas autoras, mas deixa um questionamento sobre a força política dos gestores na implementação das reais e fortes mudanças institucionais e curriculares em relação à formação de professores.
A questão salarial e de carreira dos professores da educação básica é tratada mediante exames de planos de carreira obtidos junto às Secretarias Estaduais e Municipais e contempla dados das diferentes regiões do país. A análise indica que os ajustes em relação ao que a legislação tem determinado e outras orientações propostas em nível federal ainda não foram incorporados pelas legislações de vários estados e municípios.
Considera, entretanto, que houve avanços significativos nos últimos cinco anos e constata uma movimentação em torno dos planos de carreira nessas duas instâncias.
Também indica que, em relação à cobertura das despesas necessárias à valorização da docência, é preciso um processo de articulação b mais eficaz entre a União, estados e municípios no sentido de garantir melhorias no financiamento da educação e de assegurar acordos políticos de largo espectro.
A análise das ações políticas dos estados baseou-se, sobretudo nos dados coletados nos documentos oficiais e nos estudos de campo e foi direcionada a secretarias que possuíam ações voltadas ao fortalecimento da docência.
As autoras destacaram os programas inovadores desenvolvidos por seis Secretarias Estaduais de Educação no que se refere às ações de formação continuada, identificando as características originais e traços recorrentes que informaram as ações de cada um, indicando os percursos diversos e reconhecendo os avanços, consideradas as referências analíticas trazidas pela literatura sobre o tema.
Uma indicação desse avanço é o esforço de algumas secretarias para mudar o modelo de formação continuada e centrá-lo nas escolas e não em cursos, seminários e palestras.
Também apontaram que há um processo de melhor qualificação dos quadros gestores dessas secretarias e que os apoios didático-pedagógicos oferecidos aos professores centrados, em geral, no desenvolvimento de uma proposta curricular.
Os processos de formação continuada como forma de apoio ao trabalho dos professores mostraram avanços ao privilegiarem ações de formação focalizadas no desenvolvimento dessa proposta curricular, embora em sua forma mais tradicional, como oficinas, palestras e cursos presenciais e a distância. Duas das secretarias analisadas constituíram exceção a esse formato.
As iniciativas das Secretarias de Educação em relação à política de valorização do magistério, seja pela socialização de práticas exitosas ou pelo incentivo à qualificação por meio de bolsas ou afastamento remunerado e a atribuição de prêmios ou dinheiro aos professores ou à escola com bom desempenho, foram identificadas e analisadas com ponderações das autoras, especialmente em relação à concessão de bônus em dinheiro aos professores. Também foram destacadas iniciativas inovadoras em relação à política de apoio aos professores iniciantes.
Nas conclusões, as autoras chamam a atenção sobre a predominância de ações pautadas pelos resultados das avaliações padronizadas dos alunos da educação básica, o que representa, segundo elas, um indicativo de maior mobilização das redes de ensino e de suas políticas, agora mais focalizadas nos alunos e no direito de aprender. Isso sinaliza que as formas de condução, controle e avaliação da atuação docente também passam por alterações.
Um aspecto importante reforçado nas conclusões se refere à aderência das propostas entre os entes federados. Corre-se o risco, caso a aderência não se concretize, de comprometer a sustentação das conquistas, bem como das possibilidades de desenvolvimento profissional dos docentes.
Também a aderência dos professores aos modelos de intervenção propostos no interior das redes de ensino definirá o sucesso das políticas.
O livro vem preencher uma lacuna na discussão sobre as atuais políticas de formação docente e seus processos de implementação. A obra constitui uma referência valiosa para pesquisadores, gestores, professores e futuros docentes e para aqueles que se dedicam ao estudo dessas questões.
Esse pequeno resumo foi feito do próprio texto produzido pelos autores com a finalidade de ajudar aos professores, numa leitura mais sintética.
BERNARDETE ANGELINA GATTI, ELBA SIQUEIRA DE SÁ BARRETTO, MARLI ELIZA DALMAZO DE AFONSO ANDRÉ. BRASÍLIA: UNESCO, 2011, 300 p.
Postado por Educadores Organizados Pela Base às 15:30 Nenhum comentário:
LEGISLAÇÃO GERAL PARA CONCURSO
Postado por Educadores Organizados Pela Base às 15:08 Nenhum comentário:
"Precisamente porque a promoção da ingenuidade para a criticidade não se dá automaticamente, uma das tarefas precípuas da prática educativo-progressista é exatamente o desenvolvimento da curiosidade critica, insatisfeita, indócil. Curiosidade com que podemos nos defender de ‘irracionalismos’ decorrentes ou produzidos por certo excesso de ’racionalidade’ de nosso tempo altamente tecnologizado. E não vai nesta consideração nenhuma arrancada falsamente humanista de negação da tecnologia e da ciência. Pelo contrário, é consideração de quem, de um lado, não diviniza a tecnologia, mas de outro, não a diaboliza. De quem a olha ou mesmo a espreita de forma criticamente curiosa." (Paulo Freire, 1996; p.32 in Pedagogia da Autonomia)
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo vem implantando a chamada “Secretaria Digital”, em algumas diretorias de ensino. Ocorre que os professores têm que realizar a digitação dos conteúdos dos diários de classe, ocorrências e seu planejamento de aulas, sem que as escolas ofereçam as condições necessárias para isto (entre elas, internet lenta, falta de computadores e tablets, falta de manutenção nas máquinas e no sistema etc).
Mesmo quando o professor tenta utilizar seus próprios equipamentos, depara-se com a falta de acesso à Internet, para realizar este trabalho, obrigando-o a realizá-lo em casa ou na escola, (roubando seus HTPLs) sem a devida remuneração. Para complicar, muitas escolas exigem que os professores também façam os registros manuais, duplicando o trabalho. Nesse sentido, a tal “Secretaria Digital”, transformou-se em mais um dos chicotes do governo que “estalam” nas costas dos professores.
Você sabia que muitos professores não estão aceitando esse chicote?
Nossos companheiros da E.E. Professor José Vieira de Morais redigiram um documento no qual sustentam a impossibilidade da aplicação desse sistema devido às precárias condições de trabalho em que estamos inseridos. Analise o documento, discuta em sua escola e, como eles recuse-se a mais uma “chibatada” governamental.
Nós, profissionais e membros da comunidade escolar da E. E. Prof. José Vieira de Moraes, de acordo com os princípios constitucionais especialmente expressos em seu artigo 1.º, incisos II e III; artigo 3.º, incisos I e IV, e seu artigo 5.º, incisos II e III; bem como o que determina a Lei Complementar 444, de 27 de dezembro de 1985, especialmente o contido em seu artigo 61, incisos I, II, III, IV, V e VI; em seu artigo 63, incisos VII, VIII, XI, XIII e XV, tecemos as seguintes considerações acerca do projeto de digitalização do processo pedagógico em vigor na Diretoria Regional de Ensino Sul 3:
1. Estamos sofrendo forte pressão para digitar uma série de informações relativas a todo processo pedagógico, a partir de formulários eletrônicos determinados pelos órgãos gestores da rede de ensino. Temos notícia inclusive de escolas em que os professores o estão fazendo sob ameaças e intimidações da direção.
2. A lei 444, em seu artigo 61, inciso I determina que o profissional tem o direito de ter a seu alcance informações educacionais, bibliografia, material didático e outros instrumentos, bem como contar com assistência técnica que auxilie e estimule a melhoria do seu desempenho profissional e a ampliação de seus conhecimentos. No que concerne a este projeto, as informações são raras e por vezes desencontradas.
3. No inciso III, a lei prescreve: “dispor de ambiente de trabalho, de instalação e material técnico-pedagógico suficientes e adequados para que possa exercer com eficiência e eficácia suas funções;” - aqui salientamos que nossa escola não dispõe de wifi, a internet cabeada é extremamente lenta e o acesso restringe-se à uma sala onde nem todos os computadores funcionam.
4. No inciso IV a lei prescreve: “Ter liberdade de escolha e de utilização de materiais, de procedimentos didáticos e de instrumentos de avaliação do processo de ensino-aprendizagem, dentro dos princípios psicopedagógicos, objetivando alicerçar o respeito à pessoa humana e, à construção do bem comum;” – A nosso ver, o sistema limita a liberdade de cátedra do professor e subordina o humano à máquina, pois consiste numa série de formulários padronizados que devem ser preenchidos diariamente pelos docentes. Um formulário eletrônico também é um formulário e digitalização de informações não significa necessariamente diminuição dos entraves burocráticos, esse sistema é um bom exemplo disso.
5. No inciso V, a lei prescreve: “receber remuneração de acordo com a classe, nível de habilitação, tempo de serviço e regime de trabalho...”- Nesse interim, considerando a experiência concreta do dia a dia da sala de aula, perguntamos: os professores serão remunerados pelo aumento na carga de trabalho e das horas trabalhadas em função da adoção deste sistema? Esclarecemos que um profissional com duas aulas por turma precisa pegar 15 turmas para completar uma carga horária de 30 horas; se cada turma tem 45 alunos (em média, não raras vezes chega a 50 e até 60) e se cada disciplina deve dispor de pelo menos 2 instrumentos de avaliação no bimestre, somando-se aí as atividades de recuperação e as destinadas à alunos com necessidades especiais, cuja elaboração também consta como responsabilidade do professor de cada disciplina, pergunta-se: qual é o tempo que ele dispõe para estudar, para preparar seus planos de aula, elaborar as atividades e corrigi-las? É certo que dispomos de 2 h/aula por semana para isso, mas, considerando que a correção das atividades de uma turma e o registro demora em média 2,5 horas, o professor precisaria, no mínimo, 70 h/aula por bimestre só para cuidar da avaliação e dos registro das notas. No entanto, o que vemos não é o aumento da hora/atividade, mas um aumento da carga de trabalho.
6. Consta ainda no artigo 63 da Lei Complementar 444, de 27 de dezembro de 1985 a necessidade da construção de uma sociedade democrática (inciso VII); o desenvolvimento do senso crítico e da consciência política do educando (inciso VIII); a defesa dos direitos profissionais e pela reputação da categoria profissional. Assim, preocupa-nos o viés ideológico que a divulgação desse projeto pode adquirir, pois muitos pais, desconhecendo as dificuldades e a falta de infraestrutura, tenderão a considerar culpa dos professores os erros de uma sistema que ele apenas alimenta, mas que é administrado por um órgão distante da escola. Muitos pais, iludidos pelo acesso “fácil” ao produto (notas) poderá deixar de considerar o caráter arbitrário, tecnicista, padronizante e injusto do sistema.
7. Não participamos da concepção e elaboração desse sistema de digitalização, ele está sendo implantado de cima para baixo, o que, a nosso ver, fere a autonomia da escola e o princípio da democracia apregoado pela Constituição Federal e pela própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96).
8. Enfatizamos que nossa escola já dispõe de um sistema informatizado do processo pedagógico, amplamente aceito e aprovado pela comunidade escolar, com eficácia técnico-pedagógica reconhecida por todos os profissionais da escola. Os ganhos na qualidade de nosso trabalho, que podem ser atestado nos índices oficiais, como por exemplo o resultado de nossos alunos do SARESP, ENEM e vestibulares, se deve em grande parte pela eficácia de nosso sistema; suplanta-lo em prol de um cuja funcionalidade é, no mínimo, questionável não se justifica.
Por fim, ressaltamos que está em jogo é muito mais do que um mero capricho burocrático, são os princípios que norteiam a cidadania, a dignidade humana, a qualidade na educação pública brasileira e a democracia. Tais princípios não se coadunam com tecnicismo, arbitrariedade, sujeição e intimidação. Por isso deixamos claro a impossibilidade de aderirmos por hora ao mencionado projeto.
São Paulo, 22 de abril de 2014.
Para maiores informações acesse o nosso Blog: http://educaorgpelabase.blogspot.com.br/
Postado por Educadores Organizados Pela Base às 16:50 Nenhum comentário:
Marcadores: Secretaria Digital
Nessa entrevista, conversamos com uma das dirigentes nacionais do MEOB sobre os importantes passos que o movimento tem dado na luta sindical dos educadores no Estado de São Paulo. Antes de tudo, agradecemos à generosidade da lutadora por conceder essa entrevista ao Blog www.socialistalivre.wordpress.com.
Socialista Livre: Que balanço você faz da importância do MEOB (Movimento dos Educadores Organizados pela Base) para os lutadores em defesa da escola pública e de qualidade?
Cláudia Maria Luciano: Um balanço muito positivo. Nas últimas três disputas sindicais que tivemos na Apeoesp fomos vitoriosos em duas (Conferência de Educação; Congresso da Apeoesp) e nas eleições sindicais desse ano – 2014 – elegemos a segunda bancada de conselheiros. O MEOB é um grupo que se preocupa em respeitar, traduzir e seguir uma tradição da esquerda sindical que é o trabalho de base. Nesse sentido, ouvir a categoria para tirar as políticas é parte fundamental de nossa práxis. Essa importância se dá em dois âmbitos: quando estamos com a categoria construindo e fazendo nossas elaborações e quando levamos para as instâncias essas elaborações. Veja, em http://educaorgpelabase.blogspot.com.br/, a escola pública e a organização sindical que defendemos. Assim sendo, nossa importância se dá em dois momentos que se combinam: a ação imediata (táticas) e a ação histórica (estratégia). Ao manter uma ligação umbilical com a categoria garantimos que as lições de nossos mestres não sejam perdidas, pois hoje parte significativa da esquerda não utiliza mais esse pressuposto sindical para atuar nos sindicatos, levando a ações sectárias/ultraesquerdistas e/ou oportunistas na condução de suas lutas. Portanto, o MEOB se coloca junto com outros vários agrupamentos no estado e no país que continua reivindicando as lições do marxismo nas análises e na atuação no dia-a-dia.
Socialista Livre: Qual a grande vitória da participação do MEOB na atuação da eleição sindical da APEOESP? Quantos votos o MEOB conseguiu nessa eleição sindical de um modo geral nas regiões que disputou?
Cláudia Maria Luciano: Nossa grande vitória foi consolidar nossa marca na Apeoesp. Os grupos tradicionais dentro do sindicato fizeram um enfrentamento com o MEOB, tentando deslegitimar nossa política. Por isso nas eleições se juntaram todos contra nós. O PSTU à frente dessa política sectária. Nesse sentido nossa vitória foi a expressão real da categoria nas instâncias organizadas do sindicato, uma vez que 88% dos professores que se candidataram pelo MEOB estão com tarefas políticas no sindicato após essa eleição. Essa foi a resposta da categoria a um grupo político, no caso o nosso MEOB elegeu seus pares ativistas que estão no dia-a-dia no chão de giz. O MEOB, grupo mais novo da APEOESP, recebeu da categoria o mandato de 17% do conselho da maior subsede do estado e ainda teve delegadas 88% do seu grupo com tarefas no sindicato, sendo hoje a segunda maior corrente da maior subsede de São Paulo – zona sul Santo Amaro.
Socialista Livre: Por que você convidaria os trabalhadores em educação para sindicalmente militar junto com o MEOB, tanto em São Paulo, quanto em nível nacional?
Cláudia Maria Luciano: Para que nós ao lado de outras organizações que comungam conosco de nossos objetivos lutemos por uma escola pública de boa qualidade dentro de uma perspectiva de lutarmos por um mundo melhor, um mundo socialista. Para que isso se transforme em realidade precisamos convencer parte da vanguarda a juntar a nossos agrupamentos para fazermos a batalha política por um outro sindicalismo e uma outra prática política em que não estejam presentes: a mentira, a calúnia, as manobras, as ameaças, etc., que hoje parte da esquerda utiliza como prática cotidiana. Por isso, venham construir o MEOB.
Para estas e outras discussões, acessem nosso Blog: www.socialistalivre.wordpress.com.
MEOB: http://educaorgpelabase.blogspot.com.br/
Postado por Educadores Organizados Pela Base às 00:38 Nenhum comentário:
Fonte: Jorge Souto Maior
Postado por Educadores Organizados Pela Base às 17:32 Nenhum comentário:
Políticas Docentes no Brasil um Estado de Arte - R...
Secretaria digital: mais uma chibatada nas costas ...
ENTREVISTA com Cláudia Maria Luciano – Dirigente d...
Metrô e Judiciário cometem ilegalidades contra dir...