Source: https://dre.tretas.org/dre/3082632/decreto-lei-113-2017-de-7-de-setembro
Timestamp: 2020-06-02 01:43:37+00:00
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Matched Legal Cases: ['artigo 198', 'artigo 4', 'artigo 14', 'artigo 18', 'artigo 5', 'artigo 9', 'artigo 22']

Decreto-Lei 113/2017
Decreto-lei 113/2017, de 7 de Setembro
Na Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), coexistem, presentemente, dois fundos autónomos: o Fundo de Estabilização Aduaneira e o Fundo de Estabilização Tributária.
Estes fundos autónomos foram criados na vigência das extintas Direção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo, Direção-Geral dos Impostos e Direção-Geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros, tendo em vista garantir o financiamento de suplementos remuneratórios destinados a compensar o elevado grau de especificidade das funções associadas à arrecadação da receita fiscal e aduaneira e ao controlo de entrada de bens no espaço europeu e as específicas condições da prestação do trabalho tributário e aduaneiro.
Presentemente, as atribuições que cabiam àquelas extintas direções-gerais são prosseguidas pela AT, não se justificando, por isso, a manutenção da existência de ambos os fundos autónomos, justificando-se, antes, a sua fusão, de forma a otimizar a gestão dos recursos correspondentes.
Nos termos da alínea a) do n.º 1 e do n.º 2 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
O presente decreto-lei procede à fusão do Fundo de Estabilização Aduaneiro (FEA) no Fundo de Estabilização Tributário (FET).
Fusão do Fundo de Estabilização Aduaneira e do Fundo de Estabilização Tributário
O FEA, criado pelo Decreto-Lei 274/90, de 7 de setembro, alterado pelos Decretos-Leis 22/2003, de 4 de fevereiro, 68/2007, de 26 de março, 36/2008, de 29 de fevereiro, 121/2008, de 11 de julho e 142/2012, de 11 de julho, é integrado, com todo o seu património, no FET.
Alteração ao Decreto-Lei 335/97, de 2 de dezembro
Os artigos 5.º, 6.º, 9.º e 11.º do Decreto-Lei 335/97, de 2 de dezembro, alterado pelo Decreto-Lei 532/99, de 11 de dezembro, passam a ter a seguinte redação:
a) Um montante máximo de 5 % das cobranças coercivas derivadas de processos instaurados pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) e das receitas de natureza fiscal arrecadadas no âmbito da aplicação do Decreto-Lei 124/96, de 10 de agosto, alterado pelo Decreto-Lei 235-A/96, de 9 de dezembro, montante que será definido, anualmente, mediante portaria do membro do Governo responsável pela área das finanças, bem como as receitas previstas no artigo 4.º do Decreto-Lei 303/2003, de 5 de dezembro, alterado pelos Decretos-Leis 52/2006, de 15 de março e 211-A/2008, de 3 de novembro;
d) As receitas próprias da AT que, no âmbito da legislação orgânica deste organismo, lhe forem afetas;
e) As cobradas nos termos do artigo 14.º da tabela anexa à Reforma Aduaneira, aprovada pelo Decreto-Lei 46 311, de 27 de abril de 1965;
f) 15 % das taxas cobradas nos termos dos artigos 6.º, 7.º, 8.º, 9.º, 10.º e 13.º da tabela anexa à Reforma Aduaneira, aprovada pelo Decreto-Lei 46 311, de 27 de abril de 1965;
g) Os montantes das custas e 40 % do produto das coimas cobradas em processos de contraordenação aduaneira, instaurados e instruídos nos serviços da AT, exceto na parte em que sejam afetos a outros autuantes ou entidades nos termos da lei;
h) 4 % dos montantes retidos, a título de despesas de cobrança de direitos aduaneiros e niveladores agrícolas da União Europeia;
b) O apoio financeiro a projetos e obras sociais promovidos pelas associações de trabalhadores, com existência jurídica formalizada, no âmbito dos serviços centrais e regionais da AT, bem como a comparticipação financeira de atividades sociais e culturais por elas promovidas, em condições determinadas pelo conselho de administração;
d) O pagamento das apólices de seguro de responsabilidade civil para cobertura do risco inerente ao desempenho profissional de trabalhadores da AT.
a) Diretor-geral da AT, que será o presidente;
b) Dois dirigentes em funções na AT, indicados pelo conselho de administração da AT;
c) Dois trabalhadores em funções na AT, indicados pelo conselho de administração da AT;
2 - Nas suas faltas e impedimentos, o diretor-geral da AT será substituído pelo respetivo substituto legal nas funções de presidente do conselho de administração do FET.
3 - A duração do mandato dos membros referidos nas alíneas b) e c) do n.º 1 é de três anos, renováveis por iguais períodos de tempo.
1 - A fiscalização do FET é assegurada por um fiscal único, a quem compete o controlo da legalidade, da regularidade e da boa gestão financeira e patrimonial do Fundo, obrigando-se, designadamente, a:
d) Manter o conselho de administração informado sobre os resultados das verificações e exames a que proceda;
f) Pronunciar-se sobre os assuntos que lhe sejam submetidos pelo conselho de administração e pelas entidades com atribuições de controlo interno da administração financeira do Estado, designadamente o Tribunal de Contas e a Inspeção-Geral de Finanças.
2 - O fiscal único exerce as suas funções com independência técnica e funcional e no estrito respeito dos deveres de imparcialidade, isenção e sigilo sobre os factos de que tenha conhecimento no exercício ou por causa dessas funções, tendo livre acesso à documentação do FET e podendo solicitar, ao conselho de administração, as informações e esclarecimentos que repute necessários.
3 - O fiscal único é nomeado por despacho do membro do Governo responsável pela área das finanças de entre revisores oficiais de contas ou sociedades de revisores oficiais de contas.
4 - O mandato do fiscal único tem a duração de três anos, sendo renovável, uma única vez, mediante despacho do membro do Governo responsável pela área das finanças.
5 - Em caso de cessação do mandato, o fiscal único mantém-se no exercício de funções até à efetiva substituição ou à declaração ministerial de cessação de funções.
6 - A remuneração do fiscal único é aprovada por despacho do membro do Governo responsável pela área das finanças, publicado no Diário da República.»
Aditamento ao Decreto-Lei 117/2011, de 15 de dezembro
É aditado ao Decreto-Lei 117/2011, de 15 de dezembro, alterado pelos Decretos-Leis 200/2012, de 27 de agosto, 1/2015, de 6 de janeiro, 5/2015, de 8 de janeiro, 28/2015, de 10 de fevereiro e 125/2015, de 7 de agosto, o artigo 18.º-A, com a seguinte redação:
1 - O Fundo de Estabilização Tributário, abreviadamente designado por FET, é um fundo autónomo não personalizado, gerido pela AT, regulado pelo Decreto-Lei 335/97, de 2 de dezembro, alterado pelo Decreto-Lei 532/99, de 11 de dezembro, cujo património e o rendimento se destinam:
a) A obras sociais e ao pagamento dos suplementos atribuídos em função de particularidades específicas da prestação de trabalho dos funcionários e agentes da AT;
b) Ao pagamento das apólices de seguro de responsabilidade civil profissional de trabalhadores da AT, para cobertura do risco inerente ao desempenho de funções dirigentes ou de chefia, bem como funções de conceção, administração, inspeção e justiça tributária e aduaneira ou funções de conceção, implementação e exploração de sistemas informáticos.
2 - São receitas do FET aquelas que lhe sejam atribuídas por lei ou regulamento.»
Suplementos pagos pelo Fundo de Estabilização Tributário e pelo Fundo de Estabilização Aduaneira
O direito aos suplementos pagos pelo FEA e pelo FET e o respetivo regime, incluindo condições de recebimento e determinação do valor, mantêm-se nos termos da legislação e regulamentos em vigor à data da entrada em vigor do presente decreto-lei.
Após a entrada em vigor do presente decreto-lei:
a) As referências feitas em quaisquer leis ou documentos ao FEA consideram-se como feitas ao FET;
b) O FET sucede ao FEA, nomeadamente em tudo o que, nos termos da lei, a este disser respeito, nos contratos vigentes e em todos os procedimentos e processos, designadamente, graciosos e judiciais, seja qual for a sua natureza, sem necessidade de observância de quaisquer outras formalidades.
a) O artigo 5.º do Decreto-Lei 274/90, de 7 de setembro, alterado pelos Decretos-Leis 22/2003, de 4 de fevereiro, 68/2007, de 26 de março, 36/2008, de 29 de fevereiro, 121/2008, de 11 de julho e 142/2012, de 11 de julho;
b) As alíneas d) e e) do n.º 1 e o artigo 9.º do Decreto-Lei 335/97, de 2 de dezembro, alterado pelo Decreto-Lei 532/99, de 11 de dezembro;
c) O artigo 22.º do Decreto-Lei 47/2005, de 24 de fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei 205/2016, de 27 de outubro, e pela Lei 7-A/2016, de 30 de março;
d) A Portaria 824/91, de 14 de agosto, alterada pelas Portarias 414/2003, de 22 de maio e 1033/2009, de 11 de setembro;
e) A Portaria 414/2003, de 22 de maio, alterada pela Portaria 1033/2009, de 11 de setembro;
f) A Portaria 1033/2009, de 11 de setembro.
Referendado em 28 de junho de 2017.
Extracto do Diário da República original: https://dre.tretas.org/dre/3082632.dre.pdf .
2018-05-16 - Portaria 139/2018 - Finanças
2019-04-02 - Portaria 97/2019 - Finanças
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