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Ana Luísa Peralta Cruz
1 ARAMUS GESTORA DE ATIVOS LTDA. POLÍTICA DE EXERCÍCIO DE DIREITO DE VOTO EM ASSEMBLEIAS GERAIS JANEIRO /2013
2 POLÍTICA DE EXERCÍCIO DE DIREITO DE VOTO EM ASSEMBLEIAS GERAIS ARAMUS GESTORA DE ATIVOS LTDA. CAPÍTULO I Definição e Finalidade Artigo 1 A presente Política de Exercício de Direito de Voto em Assembleias Gerais ( Política de Voto ), em conformidade com as Diretrizes do Conselho de Regulação e Melhores Práticas para Indústria de Fundos de Investimento para Política de Exercício de Direito de Voto em Assembleias da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais ( ANBIMA ), disciplina os princípios gerais, as matérias relevantes obrigatórias, o processo decisório e serve para orientar as decisões da Aramus Gestora de Ativos Ltda. ( GESTOR ) nas assembleias gerais dos emissores de títulos e valores mobiliários que confiram direito de voto aos fundos de investimento sob gestão do GESTOR. CAPÍTULO II Princípios Gerais Artigo 2 O GESTOR deverá participar de todas as assembleias gerais dos emissores de títulos e valores mobiliários que confiram direito de voto aos fundos de investimento sob sua gestão, nas hipóteses previstas em seus respectivos regulamentos e quando na pauta de suas convocações constarem as matérias relevantes obrigatórias descritas nesta Política de Voto. Parágrafo Primeiro Na hipótese das referidas convocações não apresentarem informações suficientes, o GESTOR deverá envidar seus melhores esforços para obter os esclarecimentos necessários diretamente com os emissores dos títulos e valores mobiliários ou com os seus agentes. Parágrafo Segundo A presença do GESTOR nas assembleias gerais é facultativa nos seguintes casos: I se a ordem do dia não contiver as matérias relevantes obrigatórias; II se a assembleia ocorrer em cidade que não seja capital de Estado e não existir possibilidade de voto à distância; III se o custo para o exercício do voto não for compatível com a participação no ativo financeiro; IV se a participação total dos fundos sob gestão do GESTOR for inferior a 5% (cinco por cento) do percentual de voto, desde que cada fundo não possua mais de 10% (dez por cento) do seu patrimônio no ativo financeiro; V se houver situação de conflito de interesse, ainda que potencial;
3 VI se as informações e os esclarecimentos obtidos na forma do Parágrafo Primeiro deste Artigo não forem suficientes para o exercício do voto. Artigo 3 No exercício do voto, o GESTOR deverá atuar em conformidade com a política de investimento dos fundos sob sua gestão, dentro dos limites do seu mandato e, se for o caso, da sua orientação de voto, responsabilizando-se diretamente perante os cotistas na hipótese de extrapolação, abstendo-se de votar no caso de identificada, antes ou por ocasião da assembleia, situação de conflito de interesse, ainda que potencial. CAPÍTULO III Exclusões Artigo 4 Está Política de Voto não se aplica: I aos fundos de investimento que tenham público alvo exclusivo ou restrito, conforme tipo ANBIMA do fundo, desde que seus respectivos regulamentos contenham previsão expressa nesse sentido; II aos ativos financeiros de emissor com sede social fora do Brasil; e III aos certificados de depósito de valores mobiliários BDR. CAPÍTULO IV Matérias Relevantes Obrigatórias Artigo 5 Para os fins desta Política de Voto, considera-se matéria relevante obrigatória: I no caso de ações, seus direitos e desdobramentos: a) eleição de representantes de sócios minoritários nos Conselho de Administração, se aplicável; b) aprovação de planos de opções para remuneração de administradores da companhia, se incluir opções de compra dentro do preço (preço de exercício da opção é inferior ao da ação subjacente, considerando a data de convocação da assembleia); c) aquisição, fusão, incorporação, cisão, alterações de controle, reorganizações societárias, alterações ou conversões de ações e demais mudanças de estatuto social, que possam, no entendimento do GESTOR, gerar impacto relevante no valor do ativo detido pelo fundo de investimento; e d) demais matérias que impliquem tratamento diferenciado; II no caso de ativos financeiros de renda fixa ou mista: alterações de prazo ou condições de prazo de pagamento, garantias, vencimento antecipado, resgate antecipado, recompra e/ou remuneração originalmente acordadas para a operação; III no caso de cotas de fundos de investimento: a) alteração na política de investimento que alterem a classe CVM ou o tipo ANBIMA do fundo; b) mudanças de administrador ou gestor, que não entre integrantes do seu conglomerado ou grupo financeiro;
4 c) aumento de taxas de administração ou criação de taxas de entrada e/ou saída; d) alteração nas condições de resgate que resultem em aumento do prazo de saída; e) fusão, incorporação ou cisão, que propicie alteração das condições elencadas nas alíneas anteriores; f) liquidação do fundo de investimento; e g) assembleia de cotistas nos casos previstos no artigo 16 da Instrução CVM n. 409/04. CAPÍTULO V Processo Decisório Artigo 6 O GESTOR é o único responsável pelo controle e pela execução da Política de Voto. Artigo 7 Para o exercício do direito de voto nas assembleias, sempre que o administrador ou o custodiante dos fundos de investimento tiverem conhecimento das respectivas convocações, deverão encaminhar imediatamente ao GESTOR as informações quanto à ocorrência de tais assembleias gerais. Ao tomar conhecimento da realização de uma assembleia geral, o GESTOR deverá solicitar por escrito ao administrador dos fundos a confecção do instrumento de mandato adequado, indicando o nome e a qualificação do(s) seu(s) representante(s), o dia, a hora, local, as matérias a serem deliberadas e, se for o caso, o teor da sua orientação de voto, a critério do GESTOR. Parágrafo Primeiro O GESTOR exercerá o voto sem necessidade de consulta prévia a cotistas ou de orientação de voto específico, ressalvadas as eventuais previsões em sentido diverso nos regulamentos dos fundos. Parágrafo Segundo O GESTOR tomará as decisões de voto, com base em suas próprias convicções, de forma fundamentada e coerente com os objetivos de investimento dos fundos e sempre na defesa dos interesses dos cotistas. Parágrafo Terceiro A área de análise de ações do GESTOR, sob responsabilidade do Sr. Marco André Coutinho Loureiro Borges, realizará o controle e a execução desta Política de Voto e coordenará o procedimento de tomada de decisão, registro e formalização do exercício de direito de voto, em nome dos fundos de investimento sob gestão do GESTOR. Parágrafo Quarto A decisão sobre a participação ou não na assembleia e o teor do voto a ser proferido, se for o caso, serão formalizados em documento específico a ser elaborado pela área de análise de ações do GESTOR. Parágrafo Quinto
5 O GESTOR deverá realizar credenciamento do(s) seu(s) representante(s) no local da assembleia, na forma estabelecida pelos emissores de títulos e valores mobiliários ou por seus agentes. Parágrafo Sexto O GESTOR deverá solicitar o instrumento de mandato, na forma do caput deste Artigo, com, no mínimo, 3 (três) dias úteis de antecedência ao dia da realização da assembleia geral. Artigo 8 O inteiro teor dos votos proferidos e o resultado das votações deverão ser comunicados pelo GESTOR ao administrador dos fundos, em formato próprio definido por este último, no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis após a realização das assembleias a que se referirem. Parágrafo Único A comunicação resumida aos cotistas será realizada pelo administrador dos fundos, através de nota contida no extrato enviado mensalmente aos clientes. O inteiro teor dos votos proferidos e o resultado da votação estarão disponíveis para consulta no website do administrador dos fundos. CAPÍTULO VI Disposições Gerais Artigo 9 Esta Política de Voto foi aprovada pelo administrador e pelo custodiante dos fundos de investimento geridos pelo GESTOR e se encontra registrada na ANBIMA. Artigo 10 Quaisquer dúvidas ou questões decorrentes desta Política de Voto poderão ser dirimidas pelo GESTOR através do correio eletrônico * * *
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