Source: http://docplayer.com.br/14483705-Termo-de-consentimento-livre-e-esclarecido.html
Timestamp: 2018-06-20 06:44:28+00:00
Document Index: 118989691

Matched Legal Cases: ['artigo 39', 'artigo 9', 'artigo 39', 'artigo 9', 'artigo 39', 'artigo 9']

Talita Ferretti Pinhal
1 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO O(A) paciente, ou seu responsável, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei, 8.078/90 que dá plena autorização ao (à) médico (a) assistente, o Dr.(a), inscrito no CRM/PR sob o n.º ou outro credenciado pelo Hospital Vita, para proceder as investigações necessárias ao diagnóstico do seu estado de saúde,bem como a realizar o seguinte procedimento:timpanoplastia, e todos o que incluem,inclusive anestesias, transfusões de sangue ou outras condutas médicas que venham ao encontro dasnecessidades clínico, podendo o referido profissional valer-se do auxílio dos outros profissionais de saúde.declara, outrossim, que o(a) referido(a) médico(a), atendendo ao disposto nos artigos 31 e 34 do Código deética Médica e no artigo 9º da Lei 8.078/90 e após a apresentação de métodos alternativos, sugeriu otratamento médicocirúrgico de TIMPANOPLASTIA, antes apontado, apresentando informações detalhadassobre o diagnóstico e sobre os procedimentos a serem adotados no tratamento proposto para ser autorizado. PRINCIPIOS E INDICAÇÕES: As perfurações timpânicas podem ser causadas por infecções intensas ou por traumas locais e causam redução da audição em diversos graus, e facilitam a contaminação do ouvido médio, levando à drenagem desecreção pelo conduto. A timpanoplastia é a cirurgia realizada para corrigir uma perfuração timpânica através do uso de um enxertofeito geralmente de fascia do músculo temporal. Quando existe uma interrupção da cadeia ossicular, faz-seesta correção usando também cartilagem, osso ou material sintético, no mesmo tempo cirúrgico ou emsegundo tempo. Trata-se de uma cirurgia exploradora, ou seja, é impossível se prever exatamente quais alterações serão encontradas no ouvido. Portanto, muitas decisões podem e devem ser tomadas durante a cirurgia, sem queseja possível o consentimento específico para proceder aos tratamentos necessários, como retirada deestruturas, colheita de materiais e enxertias e interposição de próteses para reconstrução da cadeia ossicular. Procura-se assim tratar o problema crônico de secreção drenando pelo ouvido e a deficiência auditiva, sabendo-se que vários fatores podem impedir que o resultado final seja o esperado e desejado. APÓS A CIRURGIA PODERÃO OCORRER: INFECÇÃO: Infecção no ouvido, com drenagem de secreção, inchaço e dor, pode ocorrer após a cirurgia, levara perda da enxertia e exigir nova intervenção cirúrgica para corrigir o problema. PERDA DA AUDIÇÃO: Em pequena parte dos pacientes operados a audição poderá diminuir por problemascicatriciais. Raramente esta perda poderá ser severa. PERFURAÇÃO TIMPÂNICA RESIDUAL OU RECIDIVANTE: Em parte dos casos poderá não ocorrer a totalpega no enxerto, ou ele poderá necrosar (ser pedido) posteriormente. Nestes casos, uma segunda cirurgia éindicada para corrigir este defeito. ZUMBIDO: Pode surgir ou piorar, e é de difícil tratamento. TONTURA: Poderá ocorrer logo após a cirurgia, por irritação das estruturas do ouvido interno. Em alguns casos poderá persistir por uma semana. DISTÚRBIO DA PALADAR E BOCA SECA: Pode ocorrer, e durar por algumas semanas. HEMATOMA: São raros, podem exigir drenagem cirúrgica. PARALISIA FACIAL: É rara e pode ocorrer temporária ou definitivamente, em face da exposição, anormalidadeou edema do nervo, que pode regredir espontaneamente. Em raras ocasiões o nervo poderá ser lesado nacirurgia e, nestes casos, pode ser necessário um enxerto do pescoço ou da perna. Também podem havercomplicações oculares, resultantes desta paralisia facial. COMPLICAÇÕES DA ANESTESIA GERAL: complicações anestésicas são muito raras, mas podem ocorrer eser sérias, e devem ser esclarecidas com o médico anestesiologista. INFECÇÃO HOSPITALAR: A portaria nº 2.616, de 12/05/1998 do Ministério da Saúde estabeleceu as normasdo Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH), obrigando os hospitais a constituir a CCIH (Comissãode Controle de Infecção Hospitalar). Os índices de infecção hospitalar aceitos são estabelecidos, usando-secomo parâmetro o NNIS (Nacional NosocomialInfectoresSurveillance Vigilância Nosocomial de Infecção),órgão internacional que estabelece os índices de infecção hospitalar aceitos e que são: 1. Cirurgias limpas 2% (são aquelas que não apresentam processo infeccioso e inflamatório local e durante a cirurgia, não ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário); 2. Cirurgias potencialmente contaminadas 10% (são aquelas que necessitam drenagem aberta e ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário);
2 3. Cirurgias contaminadas 20% (são aquelas realizadas em tecidos recentemente traumatizadas e abertos, colonizadas por flora bacteriana abundante de difícil ou impossível descontaminação, sem supuração local). Presença de inflamação aguda na incisão cirúrgica e grande contaminação a partir do tubo digestivo. Inclui obstrução biliar e urinária. 4. Cirurgias infectadas 40% são aquelas realizadas na presença do processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico. Confirmo que recebi explicações, li, compreendi os termos médicos e concordo com os termos deste documento, e que me foi dada à oportunidade de fazer perguntas e esclarecer eventuais dúvidas, ficando claropara mim quais são os propósitos dos procedimentos o qual estarei submetido, seus desconfortos e riscospelos eventuais efeitos indesejáveis decorrentes. Entendi e concordo voluntariamente o que é necessário eufazer para que a TIMPANOPLASTIA, tenha o resultado pretendido. Declaro, igualmente, estar ciente de que o tratamento adotado não assegura a garantia de cura e que a evolução da doença e o resultado do tratamento podem obrigar o (a) médico (a), a modificar as condutas inicialmente propostas, sendo que neste caso, fica o mesmo (a) autorizado (a), desde já, a tomar providencias necessárias para tentar a solução dos problemas surgidos, segundo seu julgamento em meu benefício. O(A) médico(a) explicou que em algumas circunstancias as cirurgias podem gerar fatos bastante complicados, independente da perícia, prudência ou vontade do médico. Fui informado e compreendi que a prática médica/cirúrgica não é uma ciência exata; e não podem ser dadas quaisquer garantias, nem certezas quanto ao tratamento ou cirurgia. Declaro que nada omiti em relação a minha saúde e que esta declaração passe a fazer parte da minha ficha clínica ou fique na guarda pessoal do(a) meu médico(a), ficando autorizado a utilizá-la em qualquer época, no amparo e na defesa de seus direitos, sem que tal utilização implique em qualquer tipo de ofensa. Fica autorizado ao acesso a minha ficha clínica, que por ventura exista em outro estabelecimento hospitalar, clínica ou consultório inclusive, a solicitar, segunda vias de exames laboratoriais, cardiológicos, RX e demais por ventura existentes. Assim, tendo conhecimento, autorizo a realização do mesmo, expressando que as informações foram prestadas de viva voz pelo médico (a), tendo sido perfeitamente entendidas e aceitas. Fica também estabelecido que diante o procedimento, o paciente e/ou representante legal pode revogar este consentimento a qualquer momento de maneira formal. Para que produza os efeitos legais assino o presente termo, recebendo cópia. Curitiba (PR), de de. Deve ser preenchido pelo médico assistente Expliquei todo o procedimento exame, tratamento e/ou cirurgia a que o paciente acima referido está sujeito, ao próprio paciente e/ou seu responsável, sobre benefícios, riscos e alternativas, tendo respondido às perguntas formuladas pelos mesmos. De acordo com o meu entendimento, o paciente e/ou seu responsável, está em condições de compreender o que lhes foi informado. Nome do médico Assinatura CRM CONCORDÂNCIA DOS ENVOLVIDOS _ Assinatura do(a) paciente Assinatura do(a) resp. pelo(a) paciente RG Nº RG Nº
3 Código Brasileiro de Defesa do Consumidor: Lei 8078/90 - Art.9º. O fornecedor de produtos ou serviços potencialmente perigosos à saúde ou a segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. Código de Ética Médica: Art. 22º Deixar de obter consentimento do paciente ou de seu representante legal após esclarecê-lo sobre o procedimento a ser realizado, salvo em caso de risco iminente de morte. Art. 24º Deixar de garantir ao paciente o exercício do direito de decidir livremente sobre sua pessoa ou seu bem estar, bem como exercer sua autoridade para limitá-lo. Art. 31º. Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte. Art. 34º. Deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta possa provocarlhe dano, devendo, neste caso, fazer a comunicação a seu representante legal. OBS: Obrigatório rubricar todas as vias. 1º via do Paciente
4 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO O(A) paciente, ou seu responsável, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei, 8.078/90 que dá plena autorização ao (à) médico (a) assistente, o Dr.(a), inscrito no CRM/PR sob o n.º ou outro credenciado pelo Hospital Vita, para proceder as investigações necessárias ao diagnóstico do seu estado de saúde, bem como a realizar o seguinte procedimento:timpanoplastia, e todos o que incluem,inclusive anestesias, transfusões de sangue ou outras condutas médicas que venham ao encontro dasnecessidades clínico, podendo o referido profissional valer-se do auxílio dos outros profissionais de saúde.declara, outrossim, que o(a) referido(a) médico(a), atendendo ao disposto nos artigos 31 e 34 do Código deética Médica e no artigo 9º da Lei 8.078/90 e após a apresentação de métodos alternativos, sugeriu otratamento médicocirúrgico de TIMPANOPLASTIA, antes apontado, apresentando informações detalhadassobre o diagnóstico e sobre os procedimentos a serem adotados no tratamento proposto para ser autorizado. PRINCIPIOS E INDICAÇÕES: As perfurações timpânicas podem ser causadas por infecções intensas ou por traumas locais e causam redução da audição em diversos graus, e facilitam a contaminação do ouvido médio, levando à drenagem desecreção pelo conduto. A timpanoplastia é a cirurgia realizada para corrigir uma perfuração timpânica através do uso de um enxertofeito geralmente de fascia do músculo temporal. Quando existe uma interrupção da cadeia ossicular, faz-seesta correção usando também cartilagem, osso ou material sintético, no mesmo tempo cirúrgico ou emsegundo tempo. Trata-se de uma cirurgia exploradora, ou seja, é impossível se prever exatamente quais alterações serão encontradas no ouvido. Portanto, muitas decisões podem e devem ser tomadas durante a cirurgia, sem queseja possível o consentimento específico para proceder aos tratamentos necessários, como retirada deestruturas, colheita de materiais e enxertias e interposição de próteses para reconstrução da cadeia ossicular. Procura-se assim tratar o problema crônico de secreção drenando pelo ouvido e a deficiência auditiva, sabendo-se que vários fatores podem impedir que o resultado final seja o esperado e desejado. APÓS A CIRURGIA PODERÃO OCORRER: INFECÇÃO: Infecção no ouvido, com drenagem de secreção, inchaço e dor, pode ocorrer após a cirurgia, levara perda da enxertia e exigir nova intervenção cirúrgica para corrigir o problema. PERDA DA AUDIÇÃO: Em pequena parte dos pacientes operados a audição poderá diminuir por problemascicatriciais. Raramente esta perda poderá ser severa. PERFURAÇÃO TIMPÂNICA RESIDUAL OU RECIDIVANTE: Em parte dos casos poderá não ocorrer a totalpega no enxerto, ou ele poderá necrosar (ser pedido) posteriormente. Nestes casos, uma segunda cirurgia éindicada para corrigir este defeito. ZUMBIDO: Pode surgir ou piorar, e é de difícil tratamento. TONTURA: Poderá ocorrer logo após a cirurgia, por irritação das estruturas do ouvido interno. Em alguns casos poderá persistir por uma semana. DISTÚRBIO DA PALADAR E BOCA SECA: Pode ocorrer, e durar por algumas semanas. HEMATOMA: São raros, podem exigir drenagem cirúrgica. PARALISIA FACIAL: É rara e pode ocorrer temporária ou definitivamente, em face da exposição, anormalidadeou edema do nervo, que pode regredir espontaneamente. Em raras ocasiões o nervo poderá ser lesado nacirurgia e, nestes casos, pode ser necessário um enxerto do pescoço ou da perna. Também podem havercomplicações oculares, resultantes desta paralisia facial. COMPLICAÇÕES DA ANESTESIA GERAL: complicações anestésicas são muito raras, mas podem ocorrer eser sérias, e devem ser esclarecidas com o médico anestesiologista. INFECÇÃO HOSPITALAR: A portaria nº 2.616, de 12/05/1998 do Ministério da Saúde estabeleceu as normasdo Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH), obrigando os hospitais a constituir a CCIH (Comissãode Controle de Infecção Hospitalar). Os índices de infecção hospitalar aceitos são estabelecidos, usando-secomo parâmetro o NNIS (Nacional NosocomialInfectoresSurveillance Vigilância Nosocomial de Infecção),órgão internacional que estabelece os índices de infecção hospitalar aceitos e que são: 1. Cirurgias limpas 2% (são aquelas que não apresentam processo infeccioso e inflamatório local e durante a cirurgia, não ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário); 2. Cirurgias potencialmente contaminadas 10% (são aquelas que necessitam drenagem aberta e ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário);
5 3. Cirurgias contaminadas 20% (são aquelas realizadas em tecidos recentemente traumatizadas e abertos, colonizadas por flora bacteriana abundante de difícil ou impossível descontaminação, sem supuração local). Presença de inflamação aguda na incisão cirúrgica e grande contaminação a partir do tubo digestivo. Inclui obstrução biliar e urinária. 4. Cirurgias infectadas 40% são aquelas realizadas na presença do processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico. Confirmo que recebi explicações, li, compreendi os termos médicos e concordo com os termos deste documento, e que me foi dada à oportunidade de fazer perguntas e esclarecer eventuais dúvidas, ficando claropara mim quais são os propósitos dos procedimentos o qual estarei submetido, seus desconfortos e riscospelos eventuais efeitos indesejáveis decorrentes. Entendi e concordo voluntariamente o que é necessário eufazer para que a TIMPANOPLASTIA, tenha o resultado pretendido. Declaro, igualmente, estar ciente de que o tratamento adotado não assegura a garantia de cura e que a evolução da doença e o resultado do tratamento podem obrigar o (a) médico (a), a modificar as condutas inicialmente propostas, sendo que neste caso, fica o mesmo (a) autorizado (a), desde já, a tomar providencias necessárias para tentar a solução dos problemas surgidos, segundo seu julgamento em meu benefício. O(A) médico(a) explicou que em algumas circunstancias as cirurgias podem gerar fatos bastante complicados, independente da perícia, prudência ou vontade do médico. Fui informado e compreendi que a prática médica/cirúrgica não é uma ciência exata; e não podem ser dadas quaisquer garantias, nem certezas quanto ao tratamento ou cirurgia. Declaro que nada omiti em relação a minha saúde e que esta declaração passe a fazer parte da minha ficha clínica ou fique na guarda pessoal do(a) meu médico(a), ficando autorizado a utilizá-la em qualquer época, no amparo e na defesa de seus direitos, sem que tal utilização implique em qualquer tipo de ofensa. Fica autorizado ao acesso a minha ficha clínica, que por ventura exista em outro estabelecimento hospitalar, clínica ou consultório inclusive, a solicitar, segunda vias de exames laboratoriais, cardiológicos, RX e demais por ventura existentes. Assim, tendo conhecimento, autorizo a realização do mesmo, expressando que as informações foram prestadas de viva voz pelo médico (a), tendo sido perfeitamente entendidas e aceitas. Fica também estabelecido que diante o procedimento, o paciente e/ou representante legal pode revogar este consentimento a qualquer momento de maneira formal. Para que produza os efeitos legais assino o presente termo, recebendo cópia. Curitiba (PR), de de. Deve ser preenchido pelo médico assistente Expliquei todo o procedimento exame, tratamento e/ou cirurgia a que o paciente acima referido está sujeito, ao próprio paciente e/ou seu responsável, sobre benefícios, riscos e alternativas, tendo respondido às perguntas formuladas pelos mesmos. De acordo com o meu entendimento, o paciente e/ou seu responsável, está em condições de compreender o que lhes foi informado. Nome do médico Assinatura CRM CONCORDÂNCIA DOS ENVOLVIDOS _ Assinatura do(a) paciente Assinatura do(a) resp. pelo(a) paciente RG Nº RG Nº
7 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO O(A) paciente, ou seu responsável, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei, 8.078/90 que dá plena autorização ao (à) médico (a) assistente, o Dr.(a), inscrito no CRM/PR sob o n.º ou outro credenciado pelo Hospital Vita, para proceder as investigações necessárias ao diagnóstico do seu estado de saúde, bem como a realizar o seguinte procedimento:timpanoplastia, e todos o que incluem,inclusive anestesias, transfusões de sangue ou outras condutas médicas que venham ao encontro dasnecessidades clínico, podendo o referido profissional valer-se do auxílio dos outros profissionais de saúde.declara, outrossim, que o(a) referido(a) médico(a), atendendo ao disposto nos artigos 31 e 34 do Código deética Médica e no artigo 9º da Lei 8.078/90 e após a apresentação de métodos alternativos, sugeriu otratamento médicocirúrgico de TIMPANOPLASTIA, antes apontado, apresentando informações detalhadassobre o diagnóstico e sobre os procedimentos a serem adotados no tratamento proposto para ser autorizado. PRINCIPIOS E INDICAÇÕES: As perfurações timpânicas podem ser causadas por infecções intensas ou por traumas locais e causam redução da audição em diversos graus, e facilitam a contaminação do ouvido médio, levando à drenagem desecreção pelo conduto. A timpanoplastia é a cirurgia realizada para corrigir uma perfuração timpânica através do uso de um enxertofeito geralmente de fascia do músculo temporal. Quando existe uma interrupção da cadeia ossicular, faz-seesta correção usando também cartilagem, osso ou material sintético, no mesmo tempo cirúrgico ou emsegundo tempo. Trata-se de uma cirurgia exploradora, ou seja, é impossível se prever exatamente quais alterações serão encontradas no ouvido. Portanto, muitas decisões podem e devem ser tomadas durante a cirurgia, sem queseja possível o consentimento específico para proceder aos tratamentos necessários, como retirada deestruturas, colheita de materiais e enxertias e interposição de próteses para reconstrução da cadeia ossicular. Procura-se assim tratar o problema crônico de secreção drenando pelo ouvido e a deficiência auditiva, sabendo-se que vários fatores podem impedir que o resultado final seja o esperado e desejado. APÓS A CIRURGIA PODERÃO OCORRER: INFECÇÃO: Infecção no ouvido, com drenagem de secreção, inchaço e dor, pode ocorrer após a cirurgia, levara perda da enxertia e exigir nova intervenção cirúrgica para corrigir o problema. PERDA DA AUDIÇÃO: Em pequena parte dos pacientes operados a audição poderá diminuir por problemascicatriciais. Raramente esta perda poderá ser severa. PERFURAÇÃO TIMPÂNICA RESIDUAL OU RECIDIVANTE: Em parte dos casos poderá não ocorrer a totalpega no enxerto, ou ele poderá necrosar (ser pedido) posteriormente. Nestes casos, uma segunda cirurgia éindicada para corrigir este defeito. ZUMBIDO: Pode surgir ou piorar, e é de difícil tratamento. TONTURA: Poderá ocorrer logo após a cirurgia, por irritação das estruturas do ouvido interno. Em alguns casos poderá persistir por uma semana. DISTÚRBIO DA PALADAR E BOCA SECA: Pode ocorrer, e durar por algumas semanas. HEMATOMA: São raros, podem exigir drenagem cirúrgica. PARALISIA FACIAL: É rara e pode ocorrer temporária ou definitivamente, em face da exposição, anormalidadeou edema do nervo, que pode regredir espontaneamente. Em raras ocasiões o nervo poderá ser lesado nacirurgia e, nestes casos, pode ser necessário um enxerto do pescoço ou da perna. Também podem havercomplicações oculares, resultantes desta paralisia facial. COMPLICAÇÕES DA ANESTESIA GERAL: complicações anestésicas são muito raras, mas podem ocorrer eser sérias, e devem ser esclarecidas com o médico anestesiologista. INFECÇÃO HOSPITALAR: A portaria nº 2.616, de 12/05/1998 do Ministério da Saúde estabeleceu as normasdo Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH), obrigando os hospitais a constituir a CCIH (Comissãode Controle de Infecção Hospitalar). Os índices de infecção hospitalar aceitos são estabelecidos, usando-secomo parâmetro o NNIS (Nacional NosocomialInfectoresSurveillance Vigilância Nosocomial de Infecção),órgão internacional que estabelece os índices de infecção hospitalar aceitos e que são: 1. Cirurgias limpas 2% (são aquelas que não apresentam processo infeccioso e inflamatório local e durante a cirurgia, não ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário); 2. Cirurgias potencialmente contaminadas 10% (são aquelas que necessitam drenagem aberta e ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário);
8 3. Cirurgias contaminadas 20% (são aquelas realizadas em tecidos recentemente traumatizadas e abertos, colonizadas por flora bacteriana abundante de difícil ou impossível descontaminação, sem supuração local). Presença de inflamação aguda na incisão cirúrgica e grande contaminação a partir do tubo digestivo. Inclui obstrução biliar e urinária. 4. Cirurgias infectadas 40% são aquelas realizadas na presença do processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico. Confirmo que recebi explicações, li, compreendi os termos médicos e concordo com os termos deste documento, e que me foi dada à oportunidade de fazer perguntas e esclarecer eventuais dúvidas, ficando claropara mim quais são os propósitos dos procedimentos o qual estarei submetido, seus desconfortos e riscospelos eventuais efeitos indesejáveis decorrentes. Entendi e concordo voluntariamente o que é necessário eufazer para que a TIMPANOPLASTIA, tenha o resultado pretendido. Declaro, igualmente, estar ciente de que o tratamento adotado não assegura a garantia de cura e que a evolução da doença e o resultado do tratamento podem obrigar o (a) médico (a), a modificar as condutas inicialmente propostas, sendo que neste caso, fica o mesmo (a) autorizado (a), desde já, a tomar providencias necessárias para tentar a solução dos problemas surgidos, segundo seu julgamento em meu benefício. O(A) médico(a) explicou que em algumas circunstancias as cirurgias podem gerar fatos bastante complicados, independente da perícia, prudência ou vontade do médico. Fui informado e compreendi que a prática médica/cirúrgica não é uma ciência exata; e não podem ser dadas quaisquer garantias, nem certezas quanto ao tratamento ou cirurgia. Declaro que nada omiti em relação a minha saúde e que esta declaração passe a fazer parte da minha ficha clínica ou fique na guarda pessoal do(a) meu médico(a), ficando autorizado a utilizá-la em qualquer época, no amparo e na defesa de seus direitos, sem que tal utilização implique em qualquer tipo de ofensa. Fica autorizado ao acesso a minha ficha clínica, que por ventura exista em outro estabelecimento hospitalar, clínica ou consultório inclusive, a solicitar, segunda vias de exames laboratoriais, cardiológicos, RX e demais por ventura existentes. Assim, tendo conhecimento, autorizo a realização do mesmo, expressando que as informações foram prestadas de viva voz pelo médico (a), tendo sido perfeitamente entendidas e aceitas. Fica também estabelecido que diante o procedimento, o paciente e/ou representante legal pode revogar este consentimento a qualquer momento de maneira formal. Para que produza os efeitos legais assino o presente termo, recebendo cópia. Curitiba (PR), de de. Deve ser preenchido pelo médico assistente Expliquei todo o procedimento exame, tratamento e/ou cirurgia a que o paciente acima referido está sujeito, ao próprio paciente e/ou seu responsável, sobre benefícios, riscos e alternativas, tendo respondido às perguntas formuladas pelos mesmos. De acordo com o meu entendimento, o paciente e/ou seu responsável, está em condições de compreender o que lhes foi informado. Nome do médico Assinatura CRM CONCORDÂNCIA DOS ENVOLVIDOS _ Assinatura do(a) paciente Assinatura do(a) resp. pelo(a) paciente RG Nº RG Nº