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Considerou a decisão recorrida que existiu concorrência de culpas entre a atuação da condutora do veículo GU – ao deixar o veículo imobilizado na faixa de rodagem da autoestrada sem ligar as luzes avisadoras de perigo, em violação do disposto nos artigos 6, n. 2, al., e 6, n.s 1 e 3, al., do Código da Estrada – e a atuação do condutor do veículo QR – ao conduzir desatento, a velocidade superior a 120 km/h, em violação do disposto nos artigos 2, n. 1, e 2, n. 1, daquele Código, pelo que, não se apercebendo da presença daquele veículo imobilizado na estrada, sem sinalização de perigo, não travou e veio a embater-lhe ao tentar passar –, tendo sido fixada em 50% a medida da contribuição de cada um para o embate ocorrido.