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A questão é, lá está como eu lhe estou a dizer, na altura da marcação tiveram dúvidas, na altura da leitura do ato não tive dúvidas quanto à vontade do Senhor, caso contrário não teria outorgado o testamento, ponto final.” ) Menciona também o Tribunal a quo, que ") Finalmente, e de forma igualmente relevante, pelo depoente, Dr. , foi explicado que, sendo a demência de que o testador padecia progressiva, em 2017, o mesmo já não possuiria "intervalos lúcidos”, ou seja, períodos em que, pudesse estar momentaneamente em condições de compreender e de querer a declaração negocial contida no testamento ou em qualquer outro negócio jurídico.” EEEE) É evidente que o Tribunal a quo sobrevalorizou o depoimento desta testemunha, quando na verdade não o devia ter feito, pois como já dissemos anteriormente, o mesmo é contraditório a vários níveis, FFFF) por tal, não pode Meritíssimo Juiz motivar a sua convicção no depoimento de um Clínico que diz ser impossível o testador ter momento de lucidez, quando o próprio Meritíssimo Juiz interrogou o testador e este lhe respondeu, como resulta da prova testemunhal e documental, de onde se extrai claramente a existência de intervalos de lucidez apresentados pelo testador.