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Como se viu, na situação em apreço, o despacho que decretou a medida de coacção de prisão preventiva à recorrente estribou-se na existência de fortes indícios da prática, por banda da arguida, em co-autoria material, e na forma consumada, de um crime de tráfico de estupefacientes, p. e p. pelo Art 21, n 1, do Dec.-Lei n 15/93, de 22 de Janeiro, e da ocorrência dos perigos de continuação da actividade criminosa, de perturbação grave da ordem e a tranquilidade públicas e de perturbação do decurso do inquérito tendo o perigo de fuga sido expressamente afastado no dito despacho de 04/09/2020, razão pela qual não fez sentido a alusão que a recorrente faz ao mesmo na conclusão, sendo que no despacho recorrido, o Mm Juiz a quo manteve essa medida de coacção por entender não ter havido qualquer alteração dos pressupostos de facto e de direito em que assentou a medida de coacção em causa, concluindo inexistiu qualquer atenuação das exigências cautelares que determinaram a referida medida.