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2 Por carta datada de 27 de setembro de 2019, a Ré transmitiu à Autora que: - A transferência era meramente temporária; - A transferência justificava-se pelas obras de remodelação que iriam ser realizadas na loja do F de Vila do Conde, que provocariam o encerramento temporário dessa loja um período estimado de seis meses; - A transferência era feita ao abrigo da cláusula 5 do contrato de trabalho celebrado e da cláusula 48 da CCT celebrada entre a AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal e a FESAHT - Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal, aplicável à relação de trabalho em causa, que prevê a possibilidade de transferência num raio de 50 quilómetros da residência da Autora; - Que o percurso entre a residência da Autora e a loja da Ré no G�� Gaia, no Porto, demorava em média na hora de ponta cerca de 35 minutos; - Que o percurso em causa feito em transportes públicos poderia ser cumprido em menos de 60 minutos; - Que a Ré iria custear o acréscimo de despesas de transporte diretamente provocados por esta transferência temporária; - Que tendo em consideração o que havia exposto, entendia não existir qualquer fundamento legal para resolver o contrato de trabalho com a , S.A.; - E terminou pedindo-lhe que reconsiderasse a posição tomada.