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A este propósito, importa considerar, como escreveu Pedro Matias Pereira – em anotação ao Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo, proferido no processo n. 0395/18, de 102018 – que ") Em linha com a ratio decidendi subjacente ao Acórdão, deve ressalvar-se que a necessidade de uma leitura conjugada das exigências do Projeto de Execução e do Plano de Trabalhos significa, também, que o nível de detalhe exigido tem que ser adequado, não se exigindo um detalhe irrealista e desnecessário) que vá ao nível mais básico da desagregação necessário para não colocar em causa os objectivos que presidem à exigência desse documento designadamente, o de dar cumprimento ao regime substantivo do contrato de empreitada, com o regime das prorrogações de prazo à cabeça)”.” – Revista de Contratos Públicos, n. 18, janeiro 2019, p. 139  É, pois, na situação em apreço uma faculdade da entidade adjudicante expressamente prevista ab initio nas peças procedimentais a que os concorrentes, na medida em que apresentam proposta e declaram aceitar o caderno de encargos, se vinculam.