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Quanto à matéria supra sintetizada em: - a estratégia de defesa que a R. assumiu ter decidido prosseguir, após a conversa tida com o A. a 12011, foi avançar com o incidente de recusa do A. no processo disciplinar declarações de parte prestadas em; - mais disse a R., nas declarações prestadas na audiência final em, que quando soube que a pena proposta pelo Sr. instrutor, Dr. PR, no âmbito do processo disciplinar que lhe havia sido instaurado pelo CSM na sequência da subsequente participação efetuada contra si pelo ora A. processo disciplinar n. /2011), era a pena de demissão, a R., que tinha sabido por uma magistrada do Ministério Público junto do STJ, que o A. era "uma pessoa complicada”, que havia estado na origem de uma ação contra o Estado por responsabilidade , envolvendo outra magistrada do Ministério Público, por esta ter constituído o ora A. como arguido na sequência de uma outra queixa, a R., após uma averiguação preliminar efetuada pelo seu marido e advogado junto do STJ e, depois, junto de um colega advogado que fora mandatário forense de um irmão do ora A., AM, decidiu "meter pés ao caminho”, para ver "que vidas são essas”, "que processos são esses que ele tem lá em Bragança”; - segundo declarou a R., no tribunal judicial de Bragança recolheu informações acerca dos processos em que o A. estava envolvido e deles extraiu certidões, com que instruiu a defesa que apresentou no processo disciplinar n. /2011; - mais declarou a R., na audiência final, que aproveitou o teor dessa defesa para traçar o conteúdo da "queixa” que, em 112011, apresentou contra o A. no CSM; - como justificação para o conteúdo dessa defesa e dessa queixa a R. afirmou que pretendia que o CSM não desse ao A. a credibilidade que lhe vinha dando, ou seja, queria demonstrar "que o Sr. desembargador não merecia a credibilidade nem o valor probatório reforçado que o Conselho Superior de Magistratura lhe vinha atribuindo”, pondo assim em causa, no processo disciplinar n. /2011, a credibilidade do participante e única testemunha sustentadora da acusação, o ora A. declarações de parte da R. na audiência final de; -a R. também declarou que algum tempo após ter enviado a dita queixa para o CSM foi contactada por jornalistas, que demonstravam conhecer o respetivo teor, e que a abordavam não tanto para saber aspetos relacionados com o conteúdo da queixa, mas para que ela se pronunciasse sobre as declarações que o ora A. fizera às jornalistas acerca da R., quando estas o ouviram tendo em vista a elaboração da notícia; segundo a R., esta recusou-se a prestar declarações às jornalistas; - a R. também declarou que só em relação a um jornalista do Diário de Notícias, que a contactou já após ter sido noticiado que o A. havia sido suspenso das funções de inspeção, e que insistia que, tendo ouvido o A., este dizia que tudo o que a R. escrevia na sua queixa era falso, a R., já enervada, disse-lhe: "oh Sr. jornalista, já lhe disse, olhe, se ele diz que é falso, o que é certo é que isso está tudo provado por certidões; mas insisto, não quero prestar declarações, e não quero que fique nada nas notícias sobre as minhas declarações”.