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N. 	A Recorrida discordou deste indeferimento pelas razões expostas na sua reclamação e que aqui se sintetizam: foram alegados factos concretos que demonstram a queda de receitas da Recorrida que tiveram no surto pandémico em curso causa direta e imediata; em março de 2020, a AT recusou o penhor do estabelecimento comercial oferecido pela Recorrida porquanto considerou que o mesmo não tinha qualquer valor económico, pelo que, em face deste dado objetivo e porque o quadro de exploração económico deteriorou-se de forma abrupta e grave, a Recorrida apresentou novo pedido que foi indeferido pela AT com fundamentação em total contradição com o anteriormente decidido, ou seja, já considerando que a Recorrida deveria ter oferecido antes o penhor do estabelecimento comercial porquanto o mesmo já teria valor económico; não existe qualquer base legal para se impedir a aplicação do instituto da dispensa de prestação de garantia, quando a dívida exequenda tem na sua base a aplicação de métodos indiretos, ademais de um vício de fundamentação porquanto não é concretizado quais os forte indícios da atuação dolosa da Recorrida.