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Culminou as suas «alegações de revista» com as seguintes conclusões: 1- Mercê da modificação de facto pelo Venerável Acórdão a quo, decorrente da correspondente impugnação da sentença pela recorrente, toda a factualidade alegada no requerimento inicial foi julgada provada;  2- Essa factualidade preenche todos os requisitos de facto, do artigo 120, do CPTA, ou seja, preenche o requisito do fundado receio, bem como o da probabilidade da procedência da acção principal;  3- Ao mesmo tempo o acórdão recorrido julgou improcedentes as excepções invocadas pela recorrida, assim removendo os obstáculos de direito que levaram o tribunal de 1 instância a declarar improcedente a providência cautelar requerida;  4- Apesar disso, o acórdão manteve a douta sentença; 5- Fê-lo, no entanto, e salvo o maior respeito, sem especificar o correspondente fundamento de direito, o que determina a sua nulidade, por força do disposto no artigo 615, n1, alínea, do CPC, cuja declaração ora se requer;  6- Por outro lado, o acórdão recorrido baseou o indeferimento impondo um ónus processual à recorrente que, além do mais, como se disse, não tem respaldo legal, vai para além das normas processuais aplicáveis aos recursos;  7- Na verdade, refere o acórdão recorrido, na parte final, que « o recurso da recorrente se limita a impugnar a decisão de procedência de determinadas excepções, nada dizendo sobre as consequências que se deveriam projectar na decisão de mérito em face do hipotético êxito do recurso nessas questões exceptivas», sendo este, salvo erro, o fundamento para o indeferimento do recurso, ou seja, o nada dizer sobre as consequências que se deveriam projectar na decisão de mérito em face do hipotético êxito do recurso nessas questões exceptivas;  8- Ora, salvo devido respeito, não poderia a recorrente ir para além da impugnação da parte decisória da sentença, não lhe cabendo projectar efeitos jurídicos da sua eventual revogação;  9- Com efeito, o artigo 627, n1, do CPC, estatui que «As decisões judiciais podem ser impugnadas por meio de recursos»; 10- Ora, e salvo o maior respeito, a recorrente impugnou, nos termos em que a lei processual estipula, a douta sentença, rebatendo as respectivas decisões;  11- Efectivamente, a recorrente considera que cumpriu, como se lhe impunha, rigorosamente, o disposto nos artigos 627, n1, 637, n2, e 639, n1, do CPC;  12- Com efeito, o artigo 639, n1, impõe que «O recorrente deve apresentar a sua alegação, na qual conclui, de forma sintética, pela indicação dos fundamentos por que pede a alteração ou anulação da decisão»;  13- Ora, no nosso entendimento, o primeiro requisito desta norma é a existência de um pedido de alteração ou anulação da decisão sentença, requisito esse que foi efectuado pela recorrente no final das conclusões, onde requereu a revogação da sentença;  14- O segundo requisito estatuído no n2, da referida norma, é que quando o recurso versar matéria de direito, as conclusões devem indicar as normas jurídicas violadas, e esta exigência foi também integralmente cumprida em , das conclusões;  15- O terceiro requisito estatuído ainda no n2 é que o recorrente deve indicar o sentido que, no seu entender, deverá ser dado às normas aplicadas na sentença, e este requisito foi também estritamente cumprido através das conclusões e ;  16- Aqui chegados, consideramos que a recorrente cumpriu, e rigorosamente, os ditames da lei processual aplicável, nenhum outro sendo exigível, não lhe cabendo, no nosso entendimento, sempre no maior respeito, projectar a solução legal aplicável à eventual revogação da sentença, e não devendo esta ausência, e não omissão, ser fundamento de indeferimento do recurso em análise;  17- Aliás, caso as conclusões fossem deficientes, como nos parece ser entendido no acórdão, cremos que, nesse caso, estaríamos no campo de aplicação do disposto no artigo 639, n3 convite a completá-las, e não no campo da rejeição imediata do recurso;  18- De resto, também nos parece que qualquer eventual omissão da recorrente, nos termos exarados no acórdão recorrido, ressalvando o maior respeito, estaria abrangida pelo artigo 607, n3, CPC, que dispõe que «Seguem-se os fundamentos, devendo o juiz discriminar os factos que considera provados e indicar, interpretar e aplicar as normas jurídicas correspondentes, concluindo pela decisão final», pelo artigo 5, n3, do CPC, que prevê que «O juiz não está sujeito às alegações das partes no tocante à indagação, interpretação e aplicação das regras de direito», tal como também pelo disposto no artigo 149, n3, CPTA, o qual estipula que «Se o tribunal recorrido tiver julgado do mérito da causa, mas deixado de conhecer de certas questões, designadamente por as considerar prejudicadas pela solução dada ao litígio, o tribunal superior, se entender que o recurso procede e que nada obsta à apreciação daquelas questões, conhece delas no mesmo acórdão em que revoga a decisão recorrida»; 19- Isto é, de uma forma sintética, na perspectiva da recorrente, o acórdão, uma vez removidos os «obstáculos» que o tribunal de 1 instância considerou existirem para o decretamento da providência, e salvo o maior respeito, deveria ter apreciado, com base na matéria provada, a existência dos pressupostos do «pedido de decretamento da providência», pedido esse que não necessita de ser repetido no recurso;  20- Ora, como entendemos, a matéria ora julgada provada preenche totalmente os requisitos do disposto no artigo 120 do CPTA, e não ocorrem quaisquer excepções, salvo sempre o maior respeito, pelo que deveria ter sido decretada a providência pelo acórdão do TCA, o que ora se requer;  21- Ao decidir como decidiu, o acórdão recorrido violou, designadamente, as normas jurídicas dos artigos seguintes: 627, n1, 637, n2, 639, ns 1, 2 e 3, 607, n3, 5, n3, do CPC, 149, n3, e 120, do CPTA.