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8 da lei 1-A/2020 que justifique o recurso à interpretação extensiva, pois, note-se, que mesmo no artigo 168-A, não obstante a epígrafe do artigo, a verdade é que o legislador estabeleceu uma disposição só para este tipo de contratos, no caso, o número 5; 30- Também não se diga que a aplicação dessa disposição ao caso dos autos se deverá determinar sob pena de violação do Princípio da Igualdade, já que, repete-se, as diferenças entre os contratos de arrendamento e o dos autos é hoje pacificamente aceite pela Jurisprudência e Doutrina; 31- Pelo que, não se pode tratar igual o que é diferente, até porque a admitir-se a aplicação desse artigo ao contrato inominado como o dos autos, estar-se-ia a dar um tratamento favorável aos lojistas, quando na verdade os Proprietários dos Centros Comerciais também veem os seus direitos violados; 32- Além disso, não podemos esquecer, que as partes no âmbito da sua liberdade contratual outorgaram em 19/11/2020, um aditamento ao contrato, mediante o qual prorrogaram a sua caducidade para o dia 28/02/2021; 33- Deste aditamento consta da cláusula 3, n 1, que "O presente contrato, caducará, impreterivelmente, em 28 vinte e de Fevereiro de 202”, ou seja, a caducidade do contrato iria operar-se automaticamente na data indicada e sem necessidade de qualquer comunicação ou advertência a efetuar pelas Partes, e que a cláusula 4, n 3 passará a ter a seguinte redação "As partes declaram ainda que o Contrato caducará no dia 28 vinte e de Fevereiro de 2021 e que as partes não celebrarão novo contrato de utilização de loja em Centro Comercial para a loja 037 um ponto zero trinta e do Centro , obrigando-se a SEGUNDA CONTRAENTE a entregar à PRIMEIRA a referida loja livre e devoluta de pessoas e bens na indicada data de vinte e de Fevereiro de 202”; 34- Ora, esse aditamento que a Apelada aceitou e apôs a sua assinatura não poderá ser completamente desvalorizado pelo Tribunal, pois esse acordo foi precedido de negociações o qual criou na Segunda Apelante a expectativa jurídica e o respetivo direito de ver o contrato caducado no dia estipulado; 35- E foi com base nesse direito que a Segunda Apelante, como já tinha transmitido à Apelada, negociou com terceiros a ocupação da loja, e cuja posse, a Segunda Apelante nesta data já não tem, tal como resulta do contrato de utilização de loja em Centro Comercial já junto como doc.