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Note-se que a Decisão4) que subjaz à aludida apreciação e confirmação da constitucionalidade do normativo 3 do EBF em contenda, esclarece que a desconsideração dos encargos financeiros deve operar de imediato, não dependendo da alienação das participações sociais e da realização de mais-valias, o que implica não considerar, ab initio, os custos financeiros incorridos com a aquisição de participações sociais que possam vir a beneficiar da exclusão de tributação, corrigindo-se essa desconsideração inicial se se constatar, a posteriori, que o requisito temporal previsto naquele normativo se não verificou, socorrendo-se de doutrina administrativa que por reputarmos relevante transcrevemos:  "5 Tal como bem nota Luís Graça Moura, obra citada, pág.