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A contestação, na acção de demarcação, deve cingir-se unicamente à problemática da linha divisória, não se devendo nela discutir direitos de propriedade, mas apenas a extensão do objecto sobre o qual incide tal direito, já que são realidades diferentes”2   Pode, pois, entender-se que a designada acção de demarcação, tendo natureza pessoal, a sua causa de pedir é formada pela existência de propriedades confinantes e de incerteza ou indefinição quanto às respectivas estremas, situação que se manteve inalterada com a reforma processual de 1995: " a acção de demarcação, apesar de, após a reforma processual de 1995/96, ter passado a seguir a forma do processo comum de declaração, continua a ter como causa de pedir o facto complexo de existência prédios confinantes e de estremas incertas”2 De tal forma que "o sucesso de uma acção de demarcação exige que as partes estejam de acordo quanto à qualidade, de ambas, de proprietárias dos prédios confinantes, apenas incidindo desacordo relativamente à linha divisória dos prédios”2  Quanto ao ónus probatório neste tipo de acção, "cabe ao autor o ónus da alegação e da prova de ser proprietário de um prédio, de este ser confinante com outro prédio pertencente ao demandado e de não estar definida a linha divisória entre esses prédios 2  Note-se, todavia, que "não basta alegar que os prédios em causa são confinantes e que há dúvidas quanto às estremas; é indispensável invocar a necessidade objectiva, a premência de fixar a linha divisória.