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80 do CPT; E) Como se demonstrou supra, a decisão do Tribunal "a quo” padece de erro nos pressupostos de facto, com manifesto erro de julgamento de parte da matéria de facto e, por consequência, aplicação inadequada do direito, para o que, em muito, terá contribuído a Contestação e posição adoptada pelo Réu; F) Salvo o devido respeito, houve alguns aspectos da acção sobre os quais a A. não conseguiu fazer prova, e aí, bem andou o Tribunal "a quo”; G) Porém, não podia ser escamoteado que, sendo de aceitar que havia um período experimental, e nem sendo necessário justificar a denúncia do contrato da A. durante esse período, o certo é que se fez prova da competência e qualificação técnica da A., inclusive pelo próprio Director do seu serviço Otorrinolaringologia – doravante abreviado para ORL – do que foi quem esteve na génese do seu despedimento denúncia do contrato de; H) E, é esta a pedra de toque deste recurso, o que pode fazer Jurisprudência no sentido de que, apesar de não ser necessário justificar a denúncia de um contrato de trabalho no decurso do período experimental, tendo-o sido feito, sem qualquer fundamento plausível, se deve ter o trabalhador como contratado sem termo; ) Salvo o devido respeito, teria de ser dado como provado que a A. está contratada pelo R. sem termo; J) Com efeito, como se verá da respectiva transcrição de depoimento, a testemunha Dr.  Director do serviço de ORL do Réu), entrou em manifesta contradição entre o seu depoimento e o parecer escrito que deu para que fosse denunciado o contrato individual de trabalho da A.; K) Outro facto a que a sentença não deu a devida relevância, e que salvo melhor opinião, deveria ter sido concatenado com os vários depoimentos de outros Médicos de ORL, foi o Parecer escrito emitido pelo Colégio de ORL junto aos autos em 06/06/2018, com a ref.