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25, n 1, do CSC, "se faltarem definitivamente todos os gerentes, todos os sócios assumem por força da lei os poderes de gerência, até que sejam designados os gerentes” – como bem diz o MP nas respetivas contra-alegações, resulta à evidência que não havendo gerentes nomeados, o efeito e a disciplina jurídica que emerge ope legis é a de que todos os sócios assumem automaticamente o cargo de gerentes, com todas as qualidades, poderes e funções que lhes estão inerentes ver a este propósito Acórdão da Relação de Lisboa de 12010) –, situação verificada no caso em apreço por força da renúncia do único gerente, F., o que implica, sem mais, a obrigação do exercício, por todos os sócios, entre eles o , dos já referidos poderes-deveres, incluindo o de manter uma contabilidade organizada, sendo, para o efeito, irrelevante saber se este afetado exerceu de facto a gerência, certo que, como já se disse e de novo se enfatiza, o administrador de direito, mesmo que o não seja de facto, ainda assim, encontra‐se obrigado a cumprir o já referido núcleo de deveres fundamentais que impendem sobre os administradores societários em geral.