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n 00P2833, acessível em www.dgsi.pt., que, na parte final do respectivo sumário, refere que: ") sendo distintos os bens jurídicos tutelados pelos tipos legais de crime de peculato o interesse do Estado e dos organismos públicos na honestidade dos seus funcionários e e de falsificação de documento a fé pública dos documentos ou a verdade intrínseca do documento enquanto tal, ou ainda a verdade da prova documental enquanto meio que consente a formulação de um juízo exacto, relativamente a factos que possam apresentar relevância jurídica) e não se verificando, entre eles, qualquer relação de especialidade, subsidiariedade ou consunção nem se configurando nenhum dos crimes em relação ao outro como facto posterior não punível deve a concluir-se que a conduta do agente que falsifica um documento e o usa, para lograr a apropriação ilícita suposta, evidentemente, a verificação de todos os elementos essenciais de cada um dos comete, efectivamente, em concurso real, um crime de falsificação de documento e um crime de peculato”.