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De facto, resulta da factualidade provada que no ano de 2016 a insolvente já tinha o capital próprio negativo, que a mesma foi condenada, por sentença, que transitou em 09 de dezembro desse ano, que paralisou a sua atividade e ainda assim em vez de requerer a declaração de insolvência da sociedade, o Recorrente procedeu em 01/02/2017 à venda de todos os bens que constituíam então o património da sociedade, não tendo liquidado  quantia em que a sociedade fora condenada e deixando de pagar os salários a outros dois trabalhadores desde janeiro de 201  Não resultam assim demonstrados factos que permitam considerar ilidida a presunção estabelecida na referida alínea do n. 3, antes se mostrando ainda verificado o nexo causal entre o comportamento do Recorrente e o agravamento da situação de insolvência: com a não apresentação à insolvência e a paralisação da atividade da sociedade e subsequente venda de todo o património, ficou inviabilizada qualquer possibilidade da sociedade continuar no ativo e de gerar rendimento que pudesse vir a satisfazer os créditos de que era devedora, foram ainda constituídos novos créditos e agravada ainda a situação do seu passivo relativamente ao crédito do ex-trabalhador que foi continuando a vencer juros.