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50  Ao recurso respondeu o Digno Procurador-Adjunto, concluindo: O tribunal pronunciou-se sobre todos os factos que devia apreciar, designadamente os vertidos na acusação e contestação apresentada pelo arguido bem como aqueles que eram relevantes para a decisão da causa, pelo que a sentença não padece do vício da «insuficiência para a decisão da matéria de facto provada»; Não resulta do teor da decisão recorrida que o tribunal violou as regras da experiência ou que efetuou uma apreciação da prova manifestamente incorreta, desadequada, baseada em juízos ilógicos, arbitrários ou mesmo contraditórios que salta aos olhos do homem médio, pelo que a sentença não padece do vício do «erro notório na apreciação da prova»; A matéria de facto provada nos pontos 1, 3 a 12, 14 a 40, 44, 45 e 49, foi corretamente julgada porque assentou na prova pericial, testemunhal e documental produzida em audiência de julgamento; A análise dos discos rígidos das máquinas apreendidas constituiu uma verdadeira perícia, porquanto a perceção e/ou apreciação do conteúdo da informação depositada nos mesmos só é alcançável por quem detém especiais conhecimentos técnicos e científicos na área informática, razão pela qual o Tribunal socorreu-se desse meio de prova; Apesar do perito não ter acesso à "password” que permitia o desenvolvimento dos jogos de fortuna e azar, a verdade é que nas máquinas em questão foram identificados os ficheiros executáveis dos jogos de fortuna e azar, os quais poderiam ser executados assim que fosse introduzido o respetivo código conhecido unicamente pelo explorador da máquina); A crítica ao conteúdo dos relatórios periciais pelo Tribunal de 1 instância foi feita apenas e tão só em sede de alegações de recurso, de acordo com convicções pessoais, ou seja, não foi acompanhada da referência a qualquer elemento de prova que tendo sido produzido em julgamento e que fosse suscetível de, em sede de recurso, abalar a valoração que o Tribunal "a quo” lhe atribuiu; A perícia é um meio de prova válido – artigo 151 e seguintes do P.P., sendo certo que o arguido a aceitou, ou pelo menos não logrou fazer qualquer prova que pusesse em causa o juízo pericial; Os elementos de natureza subjetiva relativos ao crime, porque fazem parte da "vida interior”, quando os arguidos não se disponham a abrir-se perante o tribunal, só podem ser apercebidos e dados como provados por ilações, retiradas de outros factos materiais provados, em conformidade com as regras da experiência; Considerando que o arguido explorava um estabelecimento comercial, as máquinas estavam num lugar de acesso reservado cheio de beatas pelo chão, o acesso às máquinas era feito através de uma "password”, as máquinas estavam aptas a desenvolverem jogos de fortuna e azar e tinham dinheiro no interior dos seus cofres, facilmente se extrai destas circunstâncias que o arguido representou os factos que preenchem o tipo legal do crime de exploração ilícita de jogo e atuou com intenção de o realizar; x. Os factos vertidos nos pontos 46, 47 e 48, da matéria de facto provada foram corretamente julgados, sendo certo que no que diz respeito aos factos que constam dos pontos 46 e 47, o recorrente não indicou a prova produzida em julgamento que impunha decisão diversa, situação que acaba de ser contraditória perante a ausência de impugnação da matéria de facto provada vertida no ponto 42; Quanto ao ponto 48 da matéria de facto provada, ou seja, que o arguido tinha os `s na sua posse e que agiu com o propósito concretizado de os reproduzir/difundir no seu estabelecimento, o mesmo assentou nas declarações da testemunha  ..  que confirmou que na altura da fiscalização estava a ser tocado na aparelhagem um dos `s que foi apreendido cf.