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Por assim ser, tal peculiar forma, que nos permitimos não comungar de maior virtude, permitindo em tal abrangência não deixar de salvaguardar o máximo contraditório, consentiu liberdade ao tribunal de julgamento para, no crivo judicativo da factualidade tal qual estabilizada, poder escalpelizar todos os pedaços de vida na sua individualidade e dialéctica global, não deixando de ter apego à necessária letra da lei que, no caso da construção dos crimes contra a autodeterminação sexual, utiliza não só a formulação "quem praticar acto sexual de relevo” como a alternativa "ou o levar a praticá-lo com outra pessoa” g. artigos 17 e 17, ambos do Código e pari pasu concretizar a correspondente e aquilatada imputação factual da tipicidade subjectiva à actuação de cada arguido, sem necessidade de operar o disposto no artigo 35, do Código de Processo Penal, porquanto os factos objectivamente fundadores das acções permanecem intocáveis, apenas indo aperfeiçoada a conexão subjectiva própria.