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187 a 189 do CPP só seria aplicável a dados sobre a localização celular obtidos em tempo real e, tratando-se da obtenção de dados relativos ao passado, a mesma deveria ser regulada pela lei 32/2008 de 17/0 Mais entende o recorrente que só o ministério público poderia requerer a obtenção e junção aos autos de tal registo, o que não ocorreu, tendo a referida junção resultado da iniciativa do juiz de instrução criminal, num despacho "arbitrário” e "em usurpação das funções do ministério público” e sem que estivesse em causa um dos crimes a que se reporta a alínea do n 1 do artigo 2 da Lei 32/2008 de 17/0 A prova assim obtida foi, portanto, no entender do recorrente, nula e, nessa medida, proibida, por violação dos requisitos legais previstos no artigo 9, ns 1 e 2 da Lei 32/2008 de 17/07, do n 8 do artigo 32 da Constituição da República Portuguesa e do artigo 8 da Convenção Europeia dos Direitos do Homem.