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8 No que se refere ao facto de a testemunha MR ser «membro do conselho de administração», não se mostrou que o seu depoimento não tivesse sido isento ou objetivo, nem o Tribunal a quo, de resto, argumentou nesse sentido, caindo assim pela base a insinuação – não fundamentada e feita en passant – constante da sentença recorrida quanto ao facto de o depoimento de MR ser um «depoimento interessado»; 8 Por tudo isto, imperioso é concluir-se que não assiste qualquer razão ao Tribunal a quo nas considerações que tece a respeito dos depoimentos das testemunhas OP e MR que devem assim, em oposição ao decidido na sentença ser recorrida, serem valorados para efeitos de prova do facto alegado no artigo 7 do requerimento inicial; 8 Falece razão ao Tribunal a quo na decisão que tomou de não dar como provado o facto alegado pela Recorrente no artigo 7 do requerimento inicial, por entender que se tratava de matéria «conclusiva e de direito ou ainda irrelevante para a decisão»; 8 Afirma-se no referido artigo 7 do requerimento inicial que as ordens de pagamento respeitam a «operações correntes, necessárias à normal prossecução da atividade diária da» Recorrente, sendo certo que o carácter corrente das operações e a importância destas operações para a atividade da Recorrente são factos, e matéria conclusiva, nem de direito; 8 Trata-se de factos relevantes – dir-se-á até relevantíssimos – para a boa decisão da causa, porquanto demonstram, por um lado, que a não execução destas ordens poderá levar à rutura operacional da Recorrente e, por outro, o carácter insuspeito das operações.