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«A compreensão e a possibilidade de acompanhamento do percurso lógico e intelectual seguido na fundamentação de uma decisão sobre a matéria de facto, quando respeite a factos que só podem ter sido deduzidos ou adquiridos segundo as regras próprias das presunções naturais, constitui um elemento relevante para o exercício da competência de verificação daexistência dos vícios do artigo 410, n 2, do CPP, especialmente do erro notório na apreciação da prova, referido na alínea.»13 A fundamentação a partir da reforma do CPP de 1998, entrada em vigor em 1 de Janeiro de não se compadece com uma simples enumeração dos meios de prova utilizados, sendo necessária uma verdadeira reconstituição e análise crítica.