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7 Efectivamente, a previsão infra-constitucional de tal violação como nulidade sanável, e a consequente impossibilidade do seu conhecimento oficioso, e ou arguição em sede de recurso, consubstancia uma solução normativa desproporcional à tutela efectiva de qualquer direito, liberdade e garantia e, designadamente, da celeridade, que restringe de forma desnecessária o direito ao recurso do Arguido relativamente a uma decisão que colide de forma frontal com o direito à liberdade e segurança; 7 Restringindo ainda forma evidente, em violação do disposto no artigo 1, n. 1, da CRP, os poderes deveres do Tribunal de recurso sancionar com a anulação a ilegalidade decorrente, a limite, da total ausência de apreciação dos requisitos legal e constitucionalmente exigidos para a aplicação da prisão preventiva; 7 Tal solução normativa, para não esvaziar totalmente o direito ao recurso sobre a decisão que aplica a prisão preventiva, obriga ao Tribunal de recurso cuja intervenção se deveria restringir à reapreciação dos requisitos da prisão preventiva, a limite, totalmente a apreciar a questão da aplicabilidade da prisão preventiva sem a possibilidade de sindicar a fundamentação da decisão recorrida autorizando inclusivamente a sua total inexistência), ou seja, como se de um Tribunal de  instância se tratasse, pondo assim e ainda, por via da solução normativa adoptada, em causa o princípio da hierarquia e a organização dos Tribunais constitucionalmente consagrados artigo 21 da; 7 A mesma solução normativa autoriza ainda que a ilegalidade da prisão preventiva, decretada em violação do disposto no artigo 19, n. 6, al., do CPP, se considere sanada ainda antes do decurso do prazo de recurso quanto à decisão que a decretou, pondo em causa, designadamente, a tutela efectiva do direito previsto no artigo 21, da CRP desde logo, porque encontrando-se a nulidade sanada, por não ter sido arguida no acto, a questão da ilegalidade da prisão deixaria de poder ser declarada pelo Tribunal de recurso, o que é, por exemplo, pressuposto do direito à indemnização previsto no n. 5 deste.