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Isto significa que o requerente há-de alegar e provar factos positivos que, apreciados no seu verdadeiro valor, façam admitir como razoável a ameaça de insolvência próxima” 36 ; – Para que possa ser considerado justo, o receio "há-de assentar em factos concretos que o revelem á luz de uma prudente apreciação ; não basta o receio subjectivo, porventura exagerado, do credor, de ver insatisfeita a prestação a que tem direito” 3  Jurisprudencialmente, no que concerne ao presente requisito, comecemos por referenciar aresto deste Tribunal de 24/05/2018 38, no qual se aduziu que "relativamente ao justo receio de perda da garantia patrimonial previsto no artigo 406, n 1 do CPC e no artigo 619 do exige-se um juízo, senão de certeza e segurança absoluta, ao menos de probabilidade muito forte, não bastando qualquer receio, que pode corresponder a um estado de espírito que derivou de uma apreciação ligeira da realidade, num exame precipitado das circunstâncias.