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Ademais, a intensa e anormal pluviosidade também por si só não foi a causa directa e necessária do deslizamento do talude; antes e sobretudo o "comodismo” como a própria sentença qualificou...) dos operários que executaram os trabalhos de manutenção e reparação da via que, "...se limitaram a transpor o aterro pela forma mais cómoda, em vez de o carregarem e transportarem para local adequado”; mudaram-no de um para o outro lado da via, na valeta do lado oposto, assim a obstruindo totalmente; O caudal mais violento era precisamente o que provinha da encosta sobranceira e que em vez de seguir pela valeta respetiva, obstruída, atravessou a estrada em direção ao talude e deu a confusão de águas... Portanto, a causa directa e necessária do deslizamento, única, foi a obstrução, absolutamente imprópria e injustificada, da valeta, a atividade humana - não restam dúvidas que a valeta que conduzia as águas para o aqueduto estava entupida/obstruída.