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- Para além dos 37 factos dados por provados, outro deveria ter-se também por assente, conclusão permitida pelos elementos constantes dos autos: o de que a pensão de reforma do A. seria, caso não tivesse sido despedido, de € 310,25 ilíquidos, em 302022;    - Em processos como o presente, em que há que fazer o chamado "julgamento dentro do julgamento”, no caso do julgamento do processo laboral, é ao R. que cabe o ónus da prova, contra o qual deverá decidir-se, se não fizer prova de factos relevantes para a decisão;    - A prescrição dos factos acusados na alínea da nota de culpa fez diminuir, acentuadamente, a gravidade dos factos imputados ao A., já que eram os de maior significado económico, mas não foi atendida no acórdão recorrido;   - Face às regras do ónus da prova no processo laboral, que aqui haviam de ser seguidas, não competia ao A. provar que residia em Paredes de Coura, mas ao R. demonstrar que o A. lá não residia, o que aquele não logrou;    - Dos elementos constantes dos autos pode afirmar-se que o A. residia, efetivamente, em P, sendo que nenhuma prova se fez de eventual residência de facto em outro local, designadamente em ..., Vila Nova de Cerveira;    – Era, pois, altíssima a probabilidade de a entidade patronal do A. não conseguir, no processo disciplinar, fazer prova de que o A. residia em ..., Vila Nova de Cerveira.