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47 – Violados os deveres de informação consagrados nos referidos artigos 5 e 6, quanto a todas as cláusulas de exclusão e limitação da cobertura, mas principalmente quanto à cláusula 3 2 da condições gerais do contrato, devem as mesmas ser consideradas excluídas do contrato, nos termos das alíneas e do artigo 8 do n 446/85 e, em consequência, proceder o peticionado nos pontos A e B da p. 48 - O recorrente não rubricou, nem assinou os documentos relativos à simulação do seguro, à nota informativa e às condições gerais do contrato; conforme se constata nos próprios documentos, pelo que, relativamente às cláusulas que constam de tais documentos, há duas hipóteses: ou elas não se podem considerar como fazendo parte da declaração negocial do recorrente, ou terão de se considerar como inseridas após a sua assinatura, para os efeitos da alínea do artigo 8 do n 446/85; devendo, neste último caos, considerar-se excluídas do contrato e, em ambas as hipóteses, proceder o peticionado nos pontos A e B da p. 49 – Relativamente à cláusula 3 2 das condições gerais, não fosse a mesma de excluir nos termos do referido artigo 8, sempre ela teria de ser declarada nula, por ser uma cláusula abusiva, nos termos dos artigos 15 e seguintes do n 446/8 50 – A exclusão de cobertura do seguro, que consta desta cláusula, não é uma exclusão normal, uma vez que exclui a cobertura, não de um tipo de sinistro, mas do próprio bem segurado, ou seja, exclui, ab initio, o próprio objecto do seguro - portanto, ficamos com um contrato de seguro "vazio”, porque nada segura.