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Como acima concluímos, em tese, a vontade do proprietário "pai de família” que presidiu à construção do referido corredor e à sua manutenção até á separação da titularidade dos três prédios é irrelevante para a constituição de um direito de servidão, tendo por objeto esse corredor, pelo que, constituindo o próprio corredor um sinal inequívoco da existência de uma serventia relacionando aqueles prédios, aquando da partilha das heranças a que eles pertenciam, era visível, para todos, a relação de cooperação fundiária no acesso à Rua ... – o corredor existente, cujo trecho final se situava no Prédio Três, na altura utilizado pelos donos e ocupantes arrendatários) dos três Prédios, facultava o acesso à Rua .... Estavam, pois, preenchidos todos os requisitos exigidos pelo artigo 154 do Código Civil para a constituição, por destinação do pai de família, de uma servidão de passagem através desse corredor, a favor dos prédios Um e Dois prédios, sobre o Prédio Três prédio.