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A Fazenda Pública, alicerçada nas posições constantes das decisões de indeferimento da reclamação graciosa e do recurso hierárquico, defende que o ato de liquidação está devidamente fundamentado, porquanto a liquidação ora sindicada resultou das correções efetuadas ao Impugnante no âmbito de procedimentos inspetivos realizados aos anos de 2002 a 2005, procedimentos que foram devidamente notificados.”     Após o enquadramento jurídico quanto à fundamentação do acto de liquidação, o tribunal a quo concluiu que "Volvendo ao caso dos autos, resulta da factualidade assente ponto do probatório) que na primitiva liquidação de IRS do ano de 2007, emitida em nome do Impugnante, consta, entre outros elementos, "perdas a recuperar” no montante de € 6042,33, que conduziu ao apuramento de um "rendimento coletável” no montante de € 1246,0 Posteriormente, foi emitida uma nova liquidação de IRS respeitante ao mesmo ano de 2007, onde consta, entre outros elementos, "perdas a recuperar” no montante de € 5128,87, que conduziu ao apuramento de um "rendimento coletável” no montante de € 2159,47 ponto do probatório).