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Repare-se que na situação da autora, esta não podia prever, nem lhe era exigível, que reclamasse junto do Fundo de Garantia Salarial, e no prazo de 1 ano, o pagamento dos créditos laborais em causa, desde logo porque a sua quantificação é muito posterior, como referido já, e, por outro lado, é importante sublinhar que o regime anterior possibilitava que o fizesse no caso de insolvência da entidade empregadora, o que veio a ocorrer muito tempo depois de decorrido o prazo de 1 ano que na data da cessão não existia – como resulta dos factos provados a entidade empregadora da autora não foi declarada insolvente, em resultado de um segundo plano especial de recuperação cujo administrador provisório foi nomeado a 10201 O requerimento foi apresentado na sequência da nomeação de administrador provisório no âmbito do plano especial de recuperação da sua anterior entidade patronal e face à existência de créditos emergentes potencialmente garantidos pela sua natureza laboral, reconhecidos no âmbito de um acordo alcançado pela autora e pela entidade patronal.