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2 Das averiguações efectuadas e da documentação constante do processo resultam provados os seguintes factos imputáveis ao arguido A., ROC n. ...): O arguido foi designado em representação da ¯N., Lda.‖ Fiscal Único das sociedades A. E R. para um mandato do quadriénio 2015/2018, conforme Assembleias Gerais realizadas em 26/02/2015 e 01/04/2015, respectivamente; O arguido emitiu, em 06/05/2015, enquanto revisor oficial de contas e Fiscal Único da R. a Certificação Legal das Contas relativa ao exercício de 2014, sem reservas e com a inclusão de três ênfases, uma relacionada com o registo da reavaliação de terrenos e edifícios de que resultou um excedente de revalorização de 09466,08 euros, outra relacionada com a capitação de encargos respeitante a edifícios no valor de 10557,31 euros e uma outra relativa à reclassificação do valor de 00000 euros de Clientes de Médio e Longo Prazo para Participações Financeiras; O arguido emitiu, em 12/10/2015, enquanto revisor oficial de contas e Fiscal Único da A. a Certificação Legal das Contas relativa ao exercício de 2014, sem reservas e com a inclusão de três ênfases, uma relacionada com o registo da reavaliação de terrenos, edifícios e equipamentos de que resultou um excedente de revalorização de 42289,16 euros, outra relacionada com a capitação de gastos de reestruturação económico-financeira, referindo que a sua recuperação se estima em 10 anos, no valor de 46632,37 euros e uma outra relativa à reclassificação do valor de 00000 euros de Fornecedores de Médio e Longo Prazo para Outros Instrumentos de Capital Próprio; As avaliações que serviram de suporte aos registos dos excedentes de revalorização, referidos nas alíneas e anteriores, utilizaram o critério do valor de mercado sem que tivessem sido apresentados quaisquer pressupostos ou dados de transacções semelhantes; O trabalho realizado pelo arguido evidenciado no dossiê de trabalho para validar e aferir da razoabilidade das ¯reavaliações‖ realizadas foi inadequado; O arguido não deixou evidência no dossiê de trabalho da A. de ter obtido prova da titularidade dos terrenos e edifícios relevados no balanço em 31/12/2014; A A. reconheceu nas contas de 2014 activos intangíveis gerados internamente no montante de 46632,37 euros; No dossiê de trabalho da A. na área dos Financiamentos e Depósitos à Ordem, referente ao exercício de 2014, os papéis de trabalho evidenciam que o arguido não procedeu à realização de pedidos de confirmação de saldos junto das entidades bancárias, existindo uma diferença de 87165 euros entre os saldos da contabilidade e o Mapa do Banco de Portugal que o arguido utilizou, a qual não foi devidamente investigada; Não existe suporte adequado no dossiê de trabalho do arguido do exercício de 2014 para o registo efectuado pela A. referente à reclassificação do saldo de 00000 euros da rubrica de Fornecedores para a rubrica de Outros Instrumentos de Capital Próprio;  O arguido não deixou evidência nos dossiês de trabalho do exercício de 2014 das sociedades A. e R. de ter avaliado a problemática da Continuação das Operações, apesar das conhecidas dificuldades económicas e financeiras por que passavam com reiteradas situações de incumprimento; A sociedade R. divulgou, em 2014, como critério de mensuração dos activos fixos tangíveis, o custo, apesar de ter efectuado a revalorização de terrenos, edifícios e outras construções; No dossiê de trabalho referente à R. do exercício de 2014, é evidenciado que o arguido não procedeu à realização de pedidos de confirmação de saldos junto das entidades bancárias, existindo na rubrica de Financiamentos Obtidos uma diferença de 11649 euros, entre o saldo da contabilidade e o Mapa de Responsabilidades do Banco de Portugal que o arguido utilizou, a qual não foi investigada.