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1 Sustenta a recorrente que a sentença recorrida falha quando considera que o ato administrativo não enferma do vício de falta de fundamentação seja porque não se vislumbra no ato impugnado e na informação para o qual remete, qual o preceito legal que terá sido, no entender da entidade recorrida, violado, nem o motivo pelo qual se consideram as obras ilegais; seja porque a fundamentação por remissão não foi efetuada por referência à informação que acompanhava o ato impugnado, mas apenas por referência a qualquer outra informação que terá sido produzida no âmbito do procedimento, e que tal não era suscetível de dar cabal cumprimento ao ónus de fundamentação previsto no artigo 125 do CPA; que a referência à existência de obras ilegais comporta, sem que esteja devidamente acompanhada de uma subsunção lógica e interpretativa dos factos apurados às normas aplicáveis, um juízo conclusivo que não permite ao destinatário inteirar-se do iter cognoscitivo que esteve na base da decisão; que a informação para a qual o ato remete não é idónea na demonstração da motivação da decisão, o que equivale à falta de fundamentação, tendo a decisão recorrida violado o disposto nos artigos 123 n 1 alínea e o artigo 125 do CPA vide conclusões 1 a 3 das alegações de.