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Procurador-Geral Adjunto emitiu parecer onde acolheu a posição do P. na resposta ao recurso, pugnando igualmente pela improcedência.É do seguinte teor o elenco dos factos provados e não provados e respetiva motivação e ainda decisão do pedido cível constantes da decisão recorrida transcrição): «Discutida a causa, com relevância para a sua decisão, resultaram provados os seguintes factos:  1) No dia 16 de Junho de 2015, pelas 20:15, o arguido B conduzia o veículo ligeiro de passageiros, marca SEAT, modelo , matrícula, matrícula ..-..-CF na Estrada Nacional .., ao Km 45,700 no sentido de trânsito -, em , Lousada, sem título que o habilitasse a conduzir;  2) Nessas circunstâncias de tempo e lugar,  conduzia o motociclo de marca Honda, modelo , matrícula LO-..-.., na mesma via e sentido de trânsito, imediatamente atrás do veículo conduzido pelo arguido;  3) Chegado ao entroncamento com a Rua , o arguido efectuou uma manobra de mudança de direcção para a esquerda, atento o seu sentido de marcha, para a Rua , sem sinalizar esta manobra e sem previamente se certificar, como podia, que o fazia em segurança e sem perigo de colidir com os veículos que circulavam à sua retaguarda;  4) Nessa altura, desconhecendo que o veículo conduzido pelo arguido iria efectuar uma manobra de mudança de direcção à esquerda, o ofendido  iniciou uma manobra de ultrapassagem do veículo conduzido pelo arguido que seguia à sua frente;  5) Por força disso, o veículo conduzido pelo arguido veio a embater com a sua parte lateral esquerda na parte lateral direita do motociclo;  6) Na sequência da colisão, o ofendido caiu desamparado no asfalto, deslizou juntamente com o motociclo até embater contra as guardas laterais e, após, foi projectado para o interior de um Stand ali existente tendo o seu motociclo se imobilizado na via de sentido de trânsito -;  7) No mencionado local, o trânsito processa-se em ambos os sentidos de marcha, a faixa de rodagem tem uma largura de 6,70m e é composta por duas vias, com 3,35m cada uma, ladeadas por bermas;  8) Do lado esquerdo da faixa de rodagem há guardas de protecção e, do lado direito, habitações;  9) O pavimento é do tipo betuminoso, encontrava-se em bom estado de conservação, sendo que àquela hora havia boa visibilidade, o estado do tempo era bom, não chovia, nem havia condições climatéricas adversas para a circulação de veículos;  10) Nessa sequência, o arguido colocou-se em fuga e o ofendido foi socorrido por terceiros e transportado de ambulância ao serviço de urgência do Centro Hospitalar ;  11) Como consequência directa e necessária da colisão,  apresentava fractura exposta, mediodiafisaria do fémur esquerdo, traumatismo do joelho homolateral, deformidade da coxa com luxação exposta do joelho e ainda, as seguintes sequelas no membro inferior esquerdo: edema marcado do joelho, amiotrofia da coxa de 7cm medida 10cm acima do pólo superior da rótula, mobilidades activas do joelho, extensão 0, flexão 90, instabilidade lateral, abertura lateral no stress em valgo, testes meniscais negativos;  12) A data da consolidação das lesões fixou-se a 22/06/2016 tendo estas determinado um período de doença fixável em 372 dias com afectação da capacidade de trabalho geral de 372 dias;  13) Deste evento resultaram para o ofendido consequências permanentes que se traduzem em rigidez do joelho e falta de força que não afecta de maneira grave a capacidade para utilizar o corpo;  14) Após a colisão, o ofendido ficou caído por terra, com os traumatismos e fracturas acima descritos, necessitando com urgência de cuidados médicos hospitalares, apresentando sinais visíveis dos ferimentos sofridos;  15) Todavia, o arguido, apesar de se ter apercebido que tinha colidido com a vítima e que desse acidente haviam resultado lesões, nada fez e omitiu qualquer conduta tendente a socorrê-lo ou a promover o seu socorro, antes fugindo do local após o embate, abandonando o ofendido, não obstante saber que tinha sido responsável por tal situação;  16) Ao conduzir o veículo automóvel nos termos descritos, o arguido agiu com manifesta imperícia, desatenção, não respeitando as regras de sinalização das manobras de mudança de direcção, pelo que omitiu as cautelas que lhe eram exigíveis para uma condução segura e com respeito pelos demais usuários da mesma, tendo representado a possibilidade de com eles colidir, sem, contudo, com ela se conformar;  17) Actuou de forma livre, voluntária e consciente, bem sabendo que tinha colidido com o ofendido que se fazia transportar num motociclo, que após o embate corria risco de vida ou de lesão grave para a sua saúde e não obstante isso, não lhe prestou qualquer auxílio, mostrando-se indiferente àquela situação de perigo, não lhe prestando o necessário socorro, nem diligenciando para que fosse prestado;  18) Por outro lado, nas circunstâncias relatadas, ciente de que não estava legalmente habilitado a conduzir veículos daquela categoria, o arguido quis conduzir na via pública a viatura descrita, o que logrou alcançar com a sua conduta;  19) Agiu, ainda, de forma livre e consciente bem sabendo que as suas condutas eram proibidas e punidas pela lei penal e contra-ordenacional;   pedido de indemnização  20) O veículo de passageiros, marca SEAT, modelo , matrícula ..-..-CF, conduzido pelo arguido encontrava-se coberto por seguro de responsabilidade obrigatório, válido e em vigor à data do acidente cujo n de Apólice é .. da H, Companhia de Seguros S.A, portadora do NIPC  com sede na Rua .., .., Apart.