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Foram considerados como não provados os seguintes factos:  - Que, à data da primeira e segunda consultas da autora na clínica ré, não tivesse quaisquer problemas de visão, tratando-se de meras consultas de rotina e destinadas a uma avaliação da sua acuidade visual; - Que quando a autora ali se deslocou tivesse uma óptima visão de ambos os olhos, não necessitando de qualquer medicação, pretendendo apenas acautelar eventuais problemas de visão que lhe pudessem surgir no futuro; - Que a após a intervenção médico cirúrgica realizada na vista direita, a autora logo sentisse um forte ardor, de que tenha de imediato informado os serviços clínicos da ré; - Que os serviços clínicos da ré tenham reconhecido terem agido com negligência no tratamento médico realizado em 29 de Agosto de 2013 e actuado com más práticas; - Que a autora ainda mantenha ardor na vista, agravando-se com a luz do dia, o que a impede de sair a rua e de executar as suas actividades diárias; - Que o produto medicamentoso aplicado nos olhos da autora tenha sido causa directa da perda total da visão do olho direito e de agravamento da visão do olho esquerdo; - Que não fosse medicamente recomendável a intervenção cirúrgica à vista da autora; - Que os tratamentos e as intervenções médico-cirúrgicas realizados pelos serviços médicos da ré tenham sido causa adequada a causar lesões nos olhos da autora que determinaram a perda de visão; - Que os serviços médicos da ré não tenham informado autora dos riscos a que estava sujeita sobre aqueles tratamentos; - Que a autora tivesse compensado financeiramente os seus acompanhantes em deslocações à ré e a outras instituições médicas; - Que a autora não tenha condições físicas para realizar as suas tarefas diárias e necessite do acompanhamento de terceira pessoa;  - Que a título de despesas médicas e medicamentosas futuras e de necessidade de acompanhamento de terceira pessoa, a autora venha a ter um acréscimo de encargos não inferior a 10000,00 euros;  -Que os serviços médicos da ré não tenham informado devidamente a autora sobre os tratamentos a efectuar, riscos que corria e benefícios que poderia obter desses tratamentos, por forma a que pudesse fazer uma escolha consciente e desse um consentimento informado.