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A ré perfez 65 anos em 112013, pelo que à data da transição ainda tinha 64 anos de idade, não sendo, pois, aplicável o disposto n. 10 do artigo 3, do NRAU.” A recorrente afirmou que "tal interpretação padece de erro de julgamento e errada interpretação e aplicação das normas jurídicas ao caso em apreço, não se adequando, nomeadamente, ao espírito da Lei n 13/2019, pois deixa de fora situações em que a oposição à renovação foi efetuada antes da entrada em vigor da lei, apesar dos seus efeitos se produzirem já após a sua entrada em vigor, o que criaria situações de desigualdade e grave desequilíbrio na proteção de arrendatários nas mesmas condições, violando o princípio da igualdade, o que certamente não foi de todo a intenção do legislador, pois só assim se entende que tenha suspendido os efeitos das oposições à renovação dos contratos de arrendamento efetuadas antes da sua entrada em vigor.” Em apoio da sua posição, a recorrente invocou o acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa proferido a 13 de julho de 2021, no processo 1045/20YLPRT.L1-7, acessível em www.dgsi.pt.