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Como bem salienta a sentença, "para que se conclua pela violação dos princípios da imparcialidade e transparência, bastará o risco potencial e manipulação dos resultados do concurso.”  Ora - prossegue a sentença - no caso concreto, só em 10 de fevereiro de 2015, ou seja, muito depois de se haver concluído não só a fase de apreciação das candidaturas - o que só por si já seria suficiente para se concluir pela aludida violação daqueles princípios) -, mas, ainda mais grave, depois de concluída a aplicação de todos os métodos de selecção, é que o júri entendeu que eram admitidos a concurso, não apenas os titulares de licenciatura em "Ciências de Educação”, mas também outros como os de  Ensino Básico 1 Ciclo.”  E prossegue a sentença no mesmo registo: Esta inovação, com impacto preponderante no procedimento concursal, surgida muito depois da altura em que já eram conhecidos os currículos e respectivas áreas de formação dos candidatos ao concurso, por compreender o aludido "risco potencial” de adulteração dos resultados admissão ou exclusão de candidaturas do concurso, sempre seria efectivamente afrontadora dos aludidos princípios da imparcialidade e da transparência previstos no artigo 6 do CPA de 1991 e 266, n 2 da CRP.