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A experiência científica nesta área ensina que as vítimas de crimes sexuais tendem a não verbalizar o sucedido remetendo-se a um penoso silêncio, recatando a traumática experiência e quando a revelam fazem-no de forma sentida e muitas das vezes com retalhos de memória selectivos.” No entanto, o depoimento para memória futura prestado pela menor no essencial encontra respaldo nos emails que esta trocou com a sua professora a quem pela primeira vez contou tudo o que lhe sucedeu por a professora lhe ter inspirado confiança e por de certo ter tido necessidade de contar o que a vinha sufocando ao longo do tempo em que se remeteu ao silêncio porque, como referido pela própria, não queria magoar ninguém nem, principalmente, queria causar preocupações à sua mãe que, segundo ela, já tinha preocupações que chegassem, emails esses cujas cópias se encontram juntas aos autos e nenhuma dúvida deixa sobre a credibilidade e espontaneidade do respetivo teor.