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O A., inconformado, recorreu de tal decisão, tendo formulado as seguintes conclusões: 	A responsabilidade dos agentes de execução obedece ao regime da responsabilidade do Estado e demais entes públicos, constante na Lei n 67/07 de 31 de Dezembro; 	Consequentemente, a responsabilidade do Estado, no caso concreto, deve ser aferida, também, no período de tempo em que o processo foi tramitado pelo agente de execução e que foi não inferior a onze anos; 	O referido na conclusão justifica-se porque o agente de execução é um auxiliar da justiça que, na prossecução do interesse público, exerce poderes de autoridade publica no cumprimento das diligências que realiza nos processos de execução, nas notificações, citações, nas apreensões, nas vendas e nas publicações no âmbito de processos judiciais, ou em actos de natureza similar que, ainda que não tenham natureza pública, a estes podem ser equiparados ou ser dos mesmos instrutório, sendo que o agente de execução, ainda que nomeado por uma das partes processuais, não é mandatário desta nem a representa; 	E ainda a circunstância de se encontrar legalmente previsto que o funcionário ou agente de execução que der causa à anulação de actos do processo, responde pelo prejuízo que resultar da anulação, nos termos fixados pelo requerente da responsabilidade extracontratual do Estado, nos leva à mesma conclusão; 	Também nos leva a igual entendimento a circunstância do Código de Processo Civil prever que nos casos em que a abertura de propostas não tenham lugar perante o juiz, o agente de execução desempenha as funções reservadas ao juiz na venda do imóvel, aplicando-se, devidamente adaptadas, as normas da venda por proposta em carta fechada; 	Deste modo, a actividade legal desempenhada pelo agente de execução, corresponde materialmente à função administrativa do Estado, não sendo uma actividade de Direito privado; 	O que também deriva do facto do agente de execução não representar as partes, o que leva à conclusão de que ele representa o interesse público na boa execução de sentenças e demais títulos executivos e todos os actos já assinalados; 	O agente de execução realiza actos materiais sob o comando directo da lei Código de Processo Civil e, o que é muito semelhante com o que ocorre com a Administração Pública em geral; 	E o ponto de vista defendido não é impeditivo o facto do agente de execução receber honorários directamente, pois tal traduz-se numa forma que o Estado encontrou de transferência ou compensação de valores para estes órgãos, sendo que existem segmentos por exemplo os juros compensatórios) que o mesmo tem que entregar ao Estado.