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Acontece que conforme decorre da simples leitura da decisão recorrida, a interpretação jurídica que era defendida pelos apelantes no seu requerimento, fazendo a distinção entre "suspensão da execução” e "suspensão da diligência de entrega do imóvel” não obteve a aquiescência do tribunal a quo, que entendeu que para que ocorresse a suspensão das diligências de entrega do imóvel era necessário "que a imediata evacuação ponha em risco de vida o ocupante, que esse risco seja decorrente de doença aguda e não de doença crónica, que esse risco seja atestado por um médico e que este, no atestado médico, indique qual o prazo durante o qual se deve suspender a desocupação, e que corresponderá, parece óbvio, ao período em que se mantiver o risco de vida decorrente daquela doença aguda”, concluindo que: "no caso, nenhum destes requisitos se verificam.