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Também quanto à existência de fundamento para a recusa de entrega do locado por parte da ré, ora apelante, tendo por base o reconhecimento do direito de retenção invocado por esta, nos termos previstos no artigo 75 do , relativamente ao valor do crédito emergente das despesas efetuadas por benfeitorias necessárias expressamente reconhecidas naquela decisão descritas na fundamentação de facto sob os pontos 36 e 29 e à quantia que resultar da aplicação das regras de enriquecimento sem causa quanto à benfeitoria útil identificada no ponto 29, não existe controvérsia, porquanto apenas a ré veio recorrer da sentença, não pondo em causa, como é evidente, as consequências extraídas pelo Tribunal a quo em face da verificada licitude de todos os trabalhos/obras realizados no locado pela reconvinte, com a inevitável solução jurídica decorrente do regime que foi equacionado na referida decisão para as despesas realizadas, e não contestando a qualificação, como benfeitorias necessárias, de todas as despesas efetuadas com as obras descritas na fundamentação de facto sob os pontos 36 e 29, nem a qualificação como útil da benfeitoria identificada no ponto 29  Resta, assim, apreciar da adequação da classificação operada pelo Tribunal a quo quanto às restantes benfeitorias alegadas pela ré/apelante.