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— Do recurso independente Entende a Recorrente POISE, em síntese, que a sentença recorrida deve ser revogada, considerando "profundamente errada a ideia, expressa na Sentença recorrida, de que não estaria demonstrado o efeito spill-over gerado por cada projeto”, uma vez que, no seu entender, os entes da Administração Pública beneficiários do financiamento em causa só dele podem beneficiar se ") exercem funções em prol de todo o território nacional de toda a população portuguesa,, e se todos os projetos visam melhorar a forma como esses entes prestam serviços a toda a população mediante a formação dos seus funcionários), então qualquer projeto, se aprovado, vai necessariamente beneficiar as regiões Convergência”, concluindo, ainda em síntese, que "o complexo normativo constituído pelos critérios e requisitos fixados na regulamentação aplicável evidenciam que um projeto que neste contexto seja aprovado beneficia, de forma específica e identificável, as regiões Convergência”, sendo esse o caso presente, pelo que, "Estando em causa projetos que se concretizam na qualificação dos profissionais da Administração Pública Central, cujos serviços são prestados em benefício de toda a população, então é evidente que o critério adotado deve ter em consideração, precisamente, o universo de beneficiários últimos, por ser o que melhor permite uma alocação equilibrada e justa dos fundos, na medida em que assenta na proporção de população existente nas regiões beneficiadas por cada projeto Ao decidir que as ações de formação em causa nestes autos não beneficiam as regiões Convergência, o Tribunal a quo errou e violou as normas postas nos artigos 17 a 17 do TFUE, as normas do Regulamento 1083/2006 – em particular os artigos  a , 2, 3, 3, 3 e 5 –, e, ainda, a Resolução do Conselho de Ministros n. 86/2007 – mais concretamente as normas previstas nos pontos 6 a 8 do Anexo ”.