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al., in "Lei Geral Tributária Comentada e Anotada”, Almedina, 2015, p.; 3a Decorre dos princípios da legalidade, da justiça, da boa fé e da proporcionalidade que, devendo a administração tributária agir em conformidade com a lei, deve aquela atuação conter-se dentro dos limites imprescindíveis à realização dos seus fins de interesse público, pois não deve a mesma abster-se das consequências práticas da sua conduta, optando pela solução que represente um menor sacrifício para a posição jurídica do administrado; 3a O princípio da proporcionalidade obriga a que a administração tributária se abstenha da imposição aos sujeitos passivos de obriga��ões que sejam desnecessárias à satisfação dos fins que aquela visa prosseguir, pelo que também com este fundamento deveria a decisão de indeferimento ser anulada e, em consequência, determinada a revisão das liquidações oficiosas de IRC em apreço, referentes aos exercícios de 2010 e de 2011, pelo que não o tendo feito, deverá a sentença recorrida ser revogada nesta parte; 3 a Ademais, sempre se deverá revogar a sentença recorrida porquanto a mesma aceitou a decisão de indeferimento em crise e as liquidações oficiosas de IRC, em manifesta violação do princípio da tributação pelo lucro real cf.