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1253, al., uma vez que possui em nome do promitente vendedor até à realização do contrato definitivo - por si só, o contrato promessa não é susceptível de transmitir para o promitente-comprador a posse, já que, consistindo esta no "poder que se manifesta quando alguém actua por forma correspondente ao exercício do direito de propriedade ou de outro direito real” art., o que normalmente sucede é o contrato promessa transmitir apenas o elemento material, mas não o elemento psicológico da posse verdadeira e própria - em determinadas hipóteses a posse exercida pelo promitente-comprador que detém a coisa é uma posse boa para usucapião e susceptível, portanto, de levar à aquisição do direito de propriedade, justamente por se mostrar em concreto revestida do mencionado elemento psicológico, isto é, da intenção de agir como dono da coisa”.5 Verifica-se, portanto, que "circunstâncias de diversa ordem podem confluir para atribuir, desde logo, ao promitente-comprador a qualidade de verdadeiro possuidor.