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1 Os insolventes comunicaram que não tinham como suportar os custos da tradução, pelo que nenhuma culpa lhes pode ser imputada.» Defenderam assim, os apelantes, a revogação da decisão e a sua substituição por outra que indefira o procedimento de cessação antecipada da exoneração do passivo restante.A Sr. Fiduciária produziu contra-alegações que sintetizou assim: «a) Os Insolventes visam uma retroação da alteração ao rendimento indisponível para o início do período de Exoneração, tendo esta questão já sido decidida, e já devidamente transitada em julgado, pelo que inexiste qualquer possibilidade de retroagir qualquer alteração para momento anterior àquele em que a modificação foi requerida, mantendo os devedores a dívida de 2039,19€; b) Assim, continuam os Insolventes sem dar cumprimento às decisões já proferidas e transitadas em julgado; ) Continuando, também, em incumprimento o envio da documentação já por diversas vezes solicitada; ) Os Insolventes desde o início do período de Exoneração, que têm mostrado uma conduta pouco ou nada conforme às advertências feitas pelo Tribunal e Fiduciária, relativamente às obrigações que sobre eles impendem, nunca tendo revelado cautela face aos interesses dos Credores e da Massa Insolvente; e) Revelando a mesma uma clara violação, pelo menos com negligencia grave, das obrigações impostas pelo artigo 239 n4 do R.E; f) Entendemos que o Douto despacho da qual recorrem os Insolventes não tenha violado o disposto nos artigos 239, 243 e 244 do R.E., antes tendo sido prolatado em consonância com os referidos preceitos legais, fazendo uma interpretação correta das normas referidas e da matéria de facto constante dos Autos, verificando-se o circunstancialismo previsto no artigo 243, n 1, alínea e n 3, do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas por violação dos deveres impostos no artigo 239, n 4, alíneas., e, devendo, por isso, ser determinada a cessação antecipada do procedimento de exoneração do passivo restante dos Insolventes g) Deste modo, nada tendo a apontar ao Douto despacho recorrido, cremos que mantendo o mesmo e negando provimento ao Recurso interposto pelos Insolventes, será feita a costumada Justiça.»O Ministério Público apresentou contra-alegações onde arregimentou também argumentos na defesa da improcedência do recurso.Foram colhidos os vistos legais.