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Com efeito, não ficou provado que o Autor tenha sinalizado a ultrapassagem que ia efectuar; não se provou que a manobra de mudança de direcção tenha sido iniciada quando o veículo do Autor já se encontrava a par do Opel e que, nessas circunstâncias, este veículo tenha cortado, de forma súbita e inesperada, a linha de marcha do veículo Porsche e também não se provou que o condutor do Opel tenha tomado as devidas precauções antes de realizar a manobra e que a tenha executado porque ainda não se havia iniciado qualquer ultrapassagem ou porque não podia ter a percepção dessa ultrapassagem ou da sua interferência com a manobra que ia efectuar, em virtude, designadamente, do local em que se encontrava o veículo do Autor ou da distância e velocidade a que este circulava.