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Assim os autores alegaram na petição: " Durante 32 anos a área de terreno ora em causa foi utilizada exclusivamente pelos proprietários do imóvel edificado no lote ... do loteamento da Aldeia ..., quer os primitivos proprietários quer os ora Autores, utilização feita à vista de todos sem oposição de quem quer que fosse, aí tendo sido criado um jardim que foi continuamente mantido durante todos estes anos, jardim este que constituiu a zona de lazer e de recreio do lote ... e, como tal, unicamente utilizado pelos seus proprietários, familiares e amigos convidados, tudo isto, como foi dito; na total convicção que estavam a utilizar, algo que lhes pertencia, ignorando quer os anteriores proprietários quer os ora Autores que alguma vez estivessem a violar o direito de terceiro, designadamente, o direito de propriedade privada do Município de Cascais  sublinhados.