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Todavia, porque, como já se deixou dito, não basta a presença de produto psicotrópico no corpo do condutor para afirmar a prática do crime previsto no n. 2 do artigo 29 do Código Penal, nos casos em que não é exigível o exame previsto na Secção da Portaria 902-B/2007, de 13 de agosto, a demonstração da insegurança na condução dependerá do circunstancialismo do caso concreto – a demostração de que o consumo de estupefacientes ou substâncias psicotrópicas se revela impeditiva de uma condução em segurança pode e deve ser conseguida através da análise dos elementos probatórios produzidos em julgamento, «numa valoração probatória responsável, ponderando o caso concreto e apoiando-se, como em toda a atividade jurisdicional, no conhecimento adquirido por via das regras da experiência, da razoabilidade das coisas e da normalidade da vida.»3  Dito de outra forma, «a influência do consumo confirmado pelo estado de influenciado por substâncias psicotrópicas reconhecido por na segurança da condução concreta, há-de ser demonstrada por quaisquer elementos de prova, cuja análise crítica em confronto com a dinâmica da condução concreta permitirá ao julgador concluir pela falta de segurança.»4  De regresso ao processo e aos factos provados, perante a ausência de qualquer referência às circunstâncias em que o acidente ocorreu – e padecendo a acusação nele proferida de idêntica característica –, não vemos como afirmar a insegurança na condução e a prática do crime previsto e punível pelo n. 2 do artigo 29 do Código Penal.