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Das suas condições sócio-económicas e familiares extrai-se que o arguido se tem dedicado ao trabalho, em diferentes atividades, desde os 17 anos, idade em que foi pai pela primeira vez; que à data dos factos se encontrava desempregado, por ter sido despedido; que, até 2017, depois de ter tido um relacionamento marital durante dois anos e de ter vivido sozinho durante um ano, viveu integrado no seu agregado familiar de origem; e que, a partir de 2017, passou a residir em união de facto com a sua atual companheira e com uma filha de 1 ano e 4 meses de idade, em casa própria adquirida com recurso a crédito à habitação, onde vivem também a sua sogra e uma cunhada com 20 anos de idade; aufere 800 euros mensais, possuindo um contrato de trabalho como empregado de mesa, mantém contactos regulares com a filha de 10 anos, pagando-lhe uma pensão de alimentos de 170 euros por mês, circunscreve o seu quotidiano ao trabalho e ao convívio familiar, vivendo num ambiente familiar coeso, de que recebe forte apoio.