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Ou seja, não há uma verdadeira oposição quanto à mesma questão fundamental de direito, ambas as decisões, apoiadas na norma do artigo 13 do RCPIT identificam claramente, e de forma semelhante, o que se deve entender por inspecção interna e inspecção externa, na decisão recorrida diz-se que, Diferentemente, no caso dos presentes autos, não só os elementos determinantes das correcções – a identificação da falta de reporte de mais-valias numa operação de cedência de quotas de € 20000,00 – foram obtidos através de cruzamento de dados da própria AT e não junto dos contribuintes, como não ocorreu qualquer levantamento ou recolha de informação nas instalações ou domicílio destes, já no acórdão fundamento diz-se que, Ora, como se salienta na sentença recorrida, em face do conteúdo do relatório e dos fundamentos que serviram de base às correcções efectuadas, não é possível dizer-se que o procedimento de 18 de Agosto de 2005 visou apenas a recolha de informação, antes se podendo afirmar que foi muito mais do que isso, pois foi nessa informação que se fundamentou toda a acção inspectiva.)