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Sublinhando-se, em conformidade com jurisprudência que tem decidido situações semelhantes em que é invocada a situação de desemprego, que a mesma ainda que aliada ao desconhecimento de rendimentos passíveis de serem afetos à obrigação de alimentos, apenas revela em termos de desoneração da obrigação de prestação de alimentos em sede de responsabilidade parental, no caso de, concomitantemente, se provar que daí resultou uma alteração superveniente das condições económicas do obrigado a par da incapacidade laboral permanente/definitiva e involuntária) para o exercício de uma profissão que permita angariar rendimentos que possam ficar afetos ao cumprimento da obrigação.9 Ou seja, a mera alegação da situação de desemprego, ainda que comprovada, bem como a falta de bens penhoráveis, só por si, são insuficientes para daí se concluir que se verifica uma situação de impossibilidade de cumprimento da obrigação de alimentos.10 E, como bem nota o Ministério Público na resposta às alegações da apelante, esta não refere quando ficou desempregada, ou seja, qual o momento em que deixou de poder cumprir as obrigações vencidas, e, ao invés, até veio invocar que o impedimento não é definitivo cfr.