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É por conseguinte destituída de fundamento a argumentação do recorrente segundo a qual sendo « a violação, sua tentativa ou coação efetuadas contra a vontade da vítima, sendo, pois, necessário, privá-la da sua liberdade de movimentos pelo tempo necessário à prática do facto, não se verificará um crime autónomo de rapto, outrossim e, apenas, o crime fim, ou seja, o crime de violação, tentativa dela ou coação sexual » e « apenas se poderá subsumir a acção de raptar ao tipo legal que incrimina o resultado pretendido e obtido pelo agente », porque « se punimos a conduta do agente por rapto crime e pelo crime fim tentativa de violação ou coação, estamos a sentenciar e a punir a mesma conduta duas vezes », mostrando-se particularmente deslocado e até abusivo o argumento comparativo segundo o qual « o agente que desfere várias pancadas na vítima com o objetivo de a matar e a mata, não vai ser acusado e condenado por ofensas corporais e homicídio, mas, apenas, por este último ».