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64, do P.que tem como epígrafe o "ónus a cargo do recorrente que impugne a decisão relativa à matéria de facto”, dispõe no seu n. 1 o seguinte: "Quando seja impugnada a decisão sobre a matéria de facto, deve o recorrente obrigatoriamente especificar, sob pena de rejeição:  a) Os concretos pontos de facto que considera incorrectamente julgados;  b) Os concretos meios probatórios, constantes do processo ou de registo ou gravação nele realizada, que impunham decisão sobre os pontos da matéria de facto impugnados diversa da recorrida;  ) A decisão que, no seu entender, deve ser proferida sobre as questões de facto impugnadas.”   Importa salientar que o segundo grau de jurisdição na apreciação da matéria de facto não implica a repetição do julgamento pelo tribunal de  instância, já que apenas se impõe verificar, mediante a análise da prova produzida, designadamente a que foi objecto de gravação, se a factualidade apurada pelo tribunal recorrido têm nas provas suporte razoável, ou se, pelo contrário, a convicção do tribunal de  instância assentou em erro tão flagrante que o mero exame das provas gravadas revela que a decisão não pode subsistir.