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Pelo que,  A quantidade de droga a que foi apreendida e a que foi transacionada com os consumidores que se mostram identificados na matéria de facto provada, envolvendo muito relevantes quantias monetárias na sua compra e, a natureza de elevado grau de pureza no que respeita à cocaína) da droga envolvida na actividade de tráfico, a continuidade regular no tempo e no espaço – com definição clara temporal – com as suas deslocações muito regulares ao Porto para comprar a droga - e do âmbito territorial da venda do produto estupefaciente, o número de consumidores alimentado pela actividade desenvolvida pelo arguido alimentando o vício de estupefacientes num número muito considerável de pessoas, o que permite afirmar uma grau de ilicitude considerável), os períodos temporais relativamente longos, quer relativamente à actividade ocorrida desde o ano de 2015 até à detenção ocorrida a 202018 seguida do interrogatório judicial no qual lhe foram aplicadas medidas de coação, quer relativamente à actividade tida posteriormente a tal interrogatório até à detenção ocorrida a 002019, são tudo factores que agravam a ilicitude do facto, afastando a previsão do artigo 2, do Decreto Lei n 15/93, relativamente às actividades levadas a cabo pelo arguido em tambos os períodos de tempo.