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A extinção dos efeitos da falência em relação ao falido, implica a cessação das limitações a que o mesmo estava sujeito, passando a estar em condições não só de se poder dedicar de novo ao exercício de uma actividade comercial e/ou ser membro de uma sociedade ou comercial, cfr Sousa Macedo, Manual de Direito das Falências, , 112/113; Maria do Rosário Epifânio, Os Efeitos Substantivos Da Falência, 163/17 Deste modo, a cessação das consequências da declaração falimentar, acarretam a recuperação de todos os poderes de disposição e de administração patrimonial, voltando o falido a deter total capacidade e legitimidade, substantiva e processual, activa e passiva, no que tange a todo o complexo procedimental em que o seu património esteja em causa, cfr Maria do Rosário Epifânio, ibidem; no âmbito do CIRE cfr Alexandre Soveral Martins, Um Curso de Direito da Insolvência, 2015, 350/351 e Maria do Rosário Epifânio, Manual de Direito da Insolvência, 7 Edição, 40  Daqui resultará, necessariamente, a ressuscitação da responsabilidade pessoal do ex-falido, in bonis portanto, para responder perante os credores que não tiverem sido satisfeitos no decurso do processo de falência, cfr Augusto Teixeira Garcia, Extinção dos efeitos da falência em relação ao falido e direito de credores, in falência Insolvência E Recuperação de Empresas, Cooedenação de Miguel Pestana de Vasconcelos, 1 Congresso de Direito Comercial das Faculdades de Direito da Universidade do Porto de S. Paulo e de Macau, 30/6 Mas esta questão, da responsabilidade efectiva do ex-falido nestas precisas circunstâncias, transcende o objecto do presente recurso, situando-se a jusante do mesmo.