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Também a testemunha RL, madrinha da menor, pessoa a quem a criança fez o primeiro relato dos factos, afirmou que a lhe contou que "o pai punha a pilinha no cu” e deitava leitinho pela pilinha e que lhe dava papel higiénico para se limpar, que ela gritava muito porque o pai a magoava e que depois ele lhe dizia «vês como não custou muito?»  É, pois, manifesto que, da análise conjunta da prova referida, resulta claro que, nesta parte, nenhuma censura merece a decisão recorrida, sendo evidente que o recorrente não indicou prova que obrigasse a decisão diferente da adoptada pelo Tribunal a quo e que a prova produzida indicada na decisão recorrida dá suporte aos factos considerados provados sob os n.s 12 a 16, 20, 21, 25 e 45, concretamente que:  «1 Seguidamente, o arguido PG colocou o pénis dentro do ânus da filha;  1 Movimentando a cintura e a anca até ejacular;  1 Mas para o chão;  1 Esta situação repetiu-se mais quatro vezes, em outras tantas diferentes datas concretas que não foi possível apurar, mas no mesmo período compreendido entre o ano de 2011 e Outubro de 2013;  1 Pelo menos, numa destas cinco ocasiões distintas, a penetração do ânus da IG pelo pénis do arguido foi precedida do visionamento, por ambos, de um filme pornográfico;  2 A última ocasião em que PG, adoptando comportamento idêntico ao acima descrito, introduziu o seu pénis no ânus da filha teve lugar entre Agosto e Outubro de 2013;  2 Já na residência de Massamá;  2 O arguido quis praticar os actos supra descritos de penetrar o ânus da filha, com o seu pénis e de sujeitar a filha ao visionamento de imagens pornográficas, para satisfazer os seus instintos sexuais;  4 Em resultado dos actos sexuais praticados pelo arguido e descritos em  a 3, a sofreu dores na zona genital;»  Quanto aos demais factos impugnados – n.s 46, 47, 61 e 62 da factualidade julgada provada - não indica também o recorrente qualquer prova que obrigasse a decisão distinta.