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607 ss, alegando em síntese: - que não praticou o crime que lhe é imputado, pois o requerente era interno da especialidade de cirurgia do aparelho digestivo, patologia da mama, parede abdominal, cirurgia laparoscópica e cirurgia abdominal do trauma e observou a paciente pelas 9h 30 da manhã quando esta se encontrava, há cerca de 10 horas na urgência e quando havia já sido observada por vários médicos e feita colheita de culturas microbiológicas e quando havia sido já efetuada uma ecografia dos tecidos moles ao nível da região polipteia e gemelar; a paciente estava à responsabilidade do serviço de medicina interna e tendo o requerente sido chamado por dor e edema na perna direita, para avaliar da hipótese de poder ser necessário cuidados cirúrgicos por parte de Cirurgia Geral e com base nas análises e exames já efetuados; face ao quadro clinico e em face da observação da paciente entendeu o requerente que a mesma deveria ser observada pela especialidade de Ortopedia uma vez que a dor e o edema se verificavam num dos membros do corpo e consequentemente seria a especialidade de Ortopedia a competente para melhor a avaliar; - face aos sintomas apresentados no momento da sua observação e aos exames e história clinica do paciente que em nada apontava para o diagnóstico de fasceíte necrosante entendeu o requerente que a paciente, naquele momento não necessitava de cuidados a prestar pelo serviço de Cirurgia Geral; - não era exigível ao requerente – que ainda por cima era apenas interno que ordenasse a colheita de culturas tanto mais que tal já havia sido ou que ordenasse a realização de uma TAC porquanto possuía um exame imagiológico realizado há menos de 12 horas que nada de anormal - pelo menos no que a especialidade de cirurgia geral dizia respeito, pelo que nenhum motivo médico atendível tinha o ora requerente para ordenar tal exame; - o seu colega que observou a paciente imediatamente após o ora requerente, designadamente do serviço de ortopedia também entendeu não ser de solicitar tal exame nem haver necessidade de qualquer intervenção por parte da ortopedia pelo que o requerente não foi negligente, antes pelo contrário, pelo que não violou qualquer leges artis, sendo que o requerente ainda não era médico especialista encontrando-se ainda em fase de informação e aprendizagem e sujeito a tutela dos médico especialistas em cirurgia geral que se encontravam de serviço motivo pelo qual a doente foi vista pelo requerente juntamente com o especialista O. e o caso discutido com o mesmo; - por outro lado não existe nenhuma garantia que caso o ora requerente tivesse solicitado a realização de uma TAC que os resultados da mesma permitiriam fazer o diagnóstico antes de atingir sintomas visíveis o que no momento em que observou a doente esta não apresentava, o que é salientado no ponto 8 da consulta Técnico Cientifica realizada e onde é claramente dito que mesmo que tivesse sido realizada a TAC estas poderia não ajudar a esclarecer de forma precisa o diagnóstico, sendo que mesmo que o requerente tivesse solicitado a realização quer dos exames microbiológicos quer da TAC ainda assim nenhuma garantia existia que o resultado morte não tivesse sido produzido.