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Nomeadamente, o Tribunal a quo não valorizou:  a. o facto de o crime cometido pelo recorrente ter sido praticado há quase 17 anos;  b. o facto de o recorrente estar em liberdade incluindo há quase 13 anos,  sendo que sempre teve um comportamento exemplar durante a sua reclusão e foi sido merecedor de um juízo de prognose favorável aquando da sua liberdade condicional;  o facto de desde então ou sequer antes do ilícito em questão) o recorrente não praticou qualquer outro tipo de crime, sequer de forma negligente; e. que desde então que tem mantido sempre um emprego estável e se encontra perfeitamente inserido laboral, familiar e socialmente;  f. as circunstâncias em que tal crime ocorreu, designadamente no âmbito de desavenças familiares há muito ultrapassadas;  g. o facto de manter hoje com a vítima do crime o seu uma boa relação familiar, tendo este perdoado o filho pelo infeliz e pontual episódio e  h. o facto de ser titular da licença de uso e porte de arma de caça cuja renovação solicitou desde os 18 anos de idade, nunca tendo tido qualquer incidente em tal actividade.