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129 a 135 verso dos autos em suporte físico, elencou a final as conclusões que ora se reproduzem: "CONCLUSÕES A - O Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra fez uma deficiente apreciação dos factos que sustentam a impugnação judicial sub judice e errou na subsunção dos factos ao direito aplicável, desvalorizando os pressupostos legais para a avaliação indirecta da matéria colectável; B - Contrariamente ao decidido pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, não estavam reunidos os pressupostos para a Administração Fiscal proceder a avaliação indirecta da matéria colectável, para efeitos de IRC, no exercício de 2012; - Embora afirmada, não está, suficientemente, demonstrada a impossibilidade de determinação da matéria colectável de forma directa e exacta; - Anomalias e incorrecções apontadas pela Inspecção Tributária sempre seriam susceptíveis de correcções técnicas ou aritméticas dos resultados tributáveis apurados e declarados pela impugnante, no exercício de 2012; E - Não ficou demonstrado nos autos que tais anomalias ou incorrecções na contabilidade fossem de molde a inviabilizar o apuramento da matéria colectável, em IRC, do exercício de 2012; F - Mostra-se provado nos autos que a matéria-prima adquirida pela impugnante no mês de Dezembro de 2012, não poderia reflectir-se em vendas, ainda nesse mesmo exercício, atenta a necessidade da sua posterior transformação; G - Ao não ser reconhecida, pelo Tribunal, esta factualidade demonstrada nos autos, os resultados da avaliação indirecta da matéria colectável para o exercício de 2012 mostram-se influenciados por esta aquisição de matéria prima no final do exercício de 2012, o que redunda em excesso de quantificação da matéria colectável, facto que não foi valorado pela Meritíssima Juiz; H - Contrariamente ao decidido pelo Tribunal a quo, tendo em consideração que a impugnante havia já apurado matéria colectável, impunha-se dar-lhe a conhecer de forma clara e congruente, as razões pelas quais se tornava impossível determinar a matéria colectável, para efeitos de IRC, apenas no exercício de 2012; - Consideramos que o TAF errou na apreciação que fez sobre a invocada insuficiência da fundamentação da decisão pela avaliação indirecta, na medida em que se exigia que a impugnante, contribuinte cumpridora de obrigações fiscais e parafiscais, apresentando resultados positivos que declarou à Administração Fiscal, ficasse a conhecer das razões pelas quais, afinal, a solução da avaliação indirecta era a única possível e tão só, para o exercício de 2012,  Nestes termos e nos mais de direito que Ex.s, mui doutamente, suprirão, deve a douta sentença ora recorrida ser revogada, devendo ser proferido douto acórdão onde se julgará procedente a impugnação judicial supra referenciada, com as legais consequências, assim fazendo Exs a costumada JUSTIÇA”A Recorrida Fazenda Pública não apresentou Contra-alegações.O Ministério Público junto deste Tribunal emitiu parecer no sentido de ser negado provimento ao recurso.Colhidos os vistos das Ex.mas Senhoras Juízas Desembargadoras Adjuntas, vem o processo submetido à Conferência para julgamento.- DELIMITAÇÃO DO OBJECTO DO RECURSO - QUESTÕES A APRECIAR Cumpre apreciar e decidir as questões colocadas pela Recorrente, cujo  objecto do recurso está delimitado pelas conclusões das respectivas alegações -  Cfr.