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da CDFUE, nem risco objetivo direto ou de reenvio para o país de origem, para que Portugal não proferisse a decisão de transferência ora impugnada, motivos esses que o ora Recorrente não invocou quando efetuou pedido de proteção internacional;  11 Verifica-se, quer do relato do A. quer das informações constantes do processo administrativo ou da petição inicial, que não resulta que as autoridades na Dinamarca sejam completamente alheias ou indiferentes às condições dos requerentes de proteção internacional, ao ponto de culminarem, no caso em apreço, numa situação de privação material extrema, que não lhe permitisse fazer face às suas necessidades mais básicas;  12 Relativamente às condições de acolhimento no Estado-Membro responsável, a Dinamarca encontra-se vinculada pela Diretiva 2013/33/EU, do Parlamento e do Conselho, de 26 de junho de 2013, a qual estabelece normas em matéria de acolhimento dos requerentes de proteção internacional;  13 Para melhor corroborar a posição do ora recorrente veja-se a argumentação do TACL no Processo n 471/11 BESB "Em conformidade com a confiança mútua entre o Estados-Membros no âmbito do SECA, existe uma forte presunção e no que as condições materiais de acolhimento oferecidas aos requerentes de proteção internacional nos Estados-Membros serão adequadas, com respeito pelo Direito da União e pelo direito da União e pelos direitos fundamentais.