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É certo que com esta posição, se pode correr o risco de havendo revogação da decisão de absolvição, na procedência do recurso do P e o processo terminar com a condenação dos arguidos, o património destes poder estar já dissimulado algures, fora do alcance das instâncias formais de controlo, inviabilizando a possibilidade de ser decretada a perda alargada prevista no art 7 da Lei n 5/2002 de 1 Mas o legislador quis expressamente que esse risco não corresse por conta dos arguidos, em nome dos princípios gerais da certeza e da segurança jurídica e do princípio constitucional da presunção da inocência pois como se sabe, todo o arguido se presume inocente até ao trânsito em julgado da sentença de condenação, conforme o estipulado no art 32/2 da R.P).