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1 Impõe-se, pois concluir, como fez o Tribunal a quo, que a existência de comunicações telefónicas efetuadas a partir dos telemóveis do arguido, naquelas concretas circunstâncias espácio-temporais em que as mesmas foram efetuadas, escasso tempo antes do mesmo ser descoberto, é indício seguro, conjugado com outros o efetivo assalto das instalações da ofendida, sem que o arguido pudesse ter alguma outra razão para ali ter estado no período temporal que ocorreu o, para concluir, à luz das regras da lógica e da experiência comum, com certeza e para além de toda a dúvida razoável, que foi ele o autor do furto em questão, conforme o mesmo não deixou, aliás, de reconhecer perante a testemunha  B... . 1 Não há, pois, margem para qualquer tipo de dúvida, quanto à autoria por parte do arguido dos factos pelos quais veio a ser condenado, não havendo, assim, que falar-se no princípio do in dubio pro reo, que, como é sabido, só autoriza uma decisão favorável ao arguido quando a dúvida seja concreta, real e positiva, que se apoia em factos concretos.