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No entanto, mesmo que se considere que existiu prejuízo efectivo - o que por mero dever de patrocínio se admite - ainda assim sempre se verifica que a recorrente reconheceu que não havia feito o pagamento por conta em causa desde o início - tendo apresentado justificação para tal ter ocorrido - sendo certo que a coima aplicada é manifestamente desproporcional em relação a um eventual prejuízo havido, que de toda a forma foi regularizado e basta ver que a coima aplicada é de cerca de 31 euros e o imposto que a recorrente teve que pagar no final do ano foi de 22 , ou seja, a coima é manifestamente superior ao imposto que havia a pagar, pelo que, sempre haveria lugar, à dispensa de coima ou à sua atenuação especial, atendendo aos factos dados como provados na sentença recorrida, de que não existiram actos de ocultação, não existiu benefício económico, e de que se tratou de uma actuação acidental, o que se requer seja apreciado e concedido à recorrente.