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Apesar disso, diremos, ainda, o seguinte:  - nos esclarecimentos prestados pela primeira perita médica, ocorre um erro de apreciação que resultará de não ter tido acesso aos registos clínicos do dia do acidente, nem das posteriores deslocações do autor às urgências, incorrendo no erro de referir que "o examinado sofreu traumatismo do antebraço esquerdo com escoriação, eritema e edema”, estabelecendo, assim, o nexo causal entre esse traumatismo e as lesões que se lhe seguiram, como a diabetes e a embolização séptica multiorgânica; - ora, como decorre da análise dos registos clínicos do dia do acidente e dos dias 22/02 e 26/02/2013 cinco e seis semanas depois do, não há qualquer referência a lesão no antebraço esquerdo, nem referência a qualquer queixa do autor relativa a esse braço, muito menos, qualquer escoriação, eritema ou edema, sendo certo que do relatório do episódio de urgência consta, relativamente aos membros "sem alteração da mobilidade ou sensibilidade” e quanto a queixas, apenas se refere desconforto ao nível da grade costal esquerda, com dor à palpação e, igualmente, cerca de cinco semanas depois, quando o autor voltou às urgências, apenas refere dor lombar com irradiação para região posterior da coxa direita, não sendo legítimo concluir que, a existirem aquelas queixas, as mesmas não teriam sido valorizadas; - a conclusão acerca da existência do nexo causal terá sido suportada no registo clínico de 04/04/2013, onde é referido que existe sépsis com ponto de partida na pele/músculo; - tal registo é um Relatório de Alta, sendo certo que, aquando do internamento – a 28/02/2013 – apenas lhe foi diagnosticado diabetes mellitus – internado com diagnóstico de cetoacidose diabética, com glicemias elevadas de difícil controle; - ora, é exatamente durante esse internamento que surge a sépsis.