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363, n1 do Código do Trabalho, comunicar a Ex a cessação do seu contrato de trabalho nos seguintes termos: ...) Motivo da Cessação: O despedimento coletivo tem por fundamento motivos económicos, de mercado e estruturais, que se encontram devidamente enunciados na comunicação datada de 3 de Junho de 2016, nessa mesma data enviada por e-mail à , e por esta recebida em mão no dia 6 de Junho de 2016 "comunicação inicial”), os quais, com as necessárias adaptações, se reproduzem para os devidos efeitos legais no Anexo à presente comunicação.” Informação adicional: Critérios de seleção: Conforme indicado no Anexo da Comunicação Inicial enviada à  em 3 de Junho de 2016 o H, por forma a adaptar a respetiva estrutura de recursos humanos aos objetivos visados pelo procedimento de despedimento coletivo, viu-se forçado a realizar uma reestruturação interna envolvendo a extinção do seu Núcleo de Recuperação Externa que vinha prestando exclusivamente serviços à unidade de Recuperação de Retalho do Departamento de Recuperação de Crédito do J. Neste contexto, todos os postos de trabalho do Núcleo de Recuperação Externa a extinguir, incluindo aquele que Ex vinha ocupando, são afetados e os respetivos titulares, incluindo Ex, integrados diretamente no presente procedimento, sem necessidade de adoção de critérios de comparação”; 51) Esclarecendo ainda a missiva que tendo em conta que a antiguidade da associada do A. se mostra igual ou superior a 10 anos, a decisão de despedimento estava sujeita a um aviso prévio de setenta e cinco dias, razão pela qual o contrato de trabalho com a R. cessará a 13 de setembro de 2016; 52) A associada do A. suporta despesas com alimentação, habitação, saúde, eletricidade, transporte, água, gás, outras despesas médicas e medicamentosas, bem como em vestuário, as quais correspondem, em média, a um encargo mensal de €000;  53) O agregado familiar da associada do A. é composto pelo seu marido e o seu filho; 54) Na Unidade de Recuperação de Retalho existiam, à data do despedimento coletivo, trabalhadores que desempenhavam funções de recuperação de crédito nas suas diferentes fases: de crédito comercial, interna, externa, e em contencioso;  55) Em Setembro de 2016 subsiste em funcionamento na R. a Unidade de Recuperação de Retalho; 56) Os trabalhadores sócios do A., com a categoria de Recuperador de Crédito, têm a formação necessária para desempenhar as suas funções nas várias fases de Recuperação; 57) A Comissão Intersindical entregou por quatro vezes às sucessivas administrações um plano de melhoria dos resultados da H, plano esse que nenhuma administração negociou com qualquer estrutura representativa dos trabalhadores; 58) O requerimento de declaração de empresa em reestruturação apenas foi presente às organizações representativas dos trabalhadores por via do Conselho Económico e Social, que o remeteu aos parceiros sociais para que estes emitissem o respetivo parecer, a 29 de Março de 2016; 59) O Conselho de Administração do Grupo J, requerente da declaração de empresa em reestruturação, não procedeu a qualquer consulta e negociação prévia com as estruturas representativas dos trabalhadores quanto ao processo que designa por reestruturação; 60) Nunca solicitou a R. qualquer parecer aos delegados sindicais do A no que concerne à apontada reestruturação; 61) No Núcleo de Recuperação Interna a evolução mensal de entrada de processos entre Setembro de 2015 e Setembro de 2016 teve apenas uma alteração significativa em Fevereiro de 2016 de 6162 para, recuperando para 6327 no mês imediatamente seguinte, tendo entradas estáveis na ordem dos 5700 e 5300 até Setembro de 2016; 62) De acordo com informação financeira apresentada em Março de 2016, resultou para o J um encaixe financeiro de 317 milhões de euros com a venda do Banco N e aquele apresentou-se como o terceiro maior banco português, que recebeu do Estado Português 4,9 milhões de euros; 63) Em termos de resultados operacionais e de acordo com a mesma informação financeira o J registou lucros de 125 milhões de euros; 64) Os depósitos de novos clientes nacionais no J atingiram os 2,3 milhões de euros, verificou-se uma melhoria de liquidez em 113%, com aumento do crédito à habitação 204%) e do crédito individual 114%); 65) Desde o despedimento coletivo a R. procedeu a dois aumentos salariais, no caso cerca de 0,65% em 2016 e cerca de 0,77% em 2017, aumentos esses que derivaram do que estava acordado em termos de contratação coletiva; 66) Os associados do A. vêem-se confrontados com o facto de terem de contactar com centenas de pessoas a quem cobraram dívidas, fizeram planos de pagamentos, sendo a face visível de muitas situações em que os clientes perdiam bens móveis e imóveis para a R.; 67) Todos os associados do A. vivem em cidades onde são conhecidos pela generalidade das pessoas, sendo apontados como aqueles que «cobravam as dívidas», não sendo uma função de fácil compreensão ou entendimento social, o que prejudicou a sua procura de emprego, incluindo em entidades a quem cobraram dívidas;  68) Os associados do A. estruturaram toda a sua vida económica e familiar acreditando que tinham um emprego estável e até com boas possibilidades de progressão na carreira; 69) Nos cerca de cinco meses de atividade do banco em 2014, o J registou um prejuízo consolidado de 497,6 milhões de euros; 70) Os resultados do banco, no ano de 2015, foram negativos em 980,6 milhões de euros;  71) O ano de 2015 foi marcado por uma redução de colaboradores no J; 72) O H é um Agrupamento Complementar de Empresas que tem por objeto a prestação de serviços de natureza acessória relativamente à atividade das sociedades participantes J e J dos Açores), designadamente a prestação de serviços tendentes à recuperação de créditos vencidos, podendo para o efeito diligenciar junto dos devedores o pagamento das quantias em dívida, e com eles acordar prazos e formas de regularização; 73) O J é a entidade que mais serviços solicita ao H, representando cerca de 99% da sua atividade; 74) A atividade de recuperação está centrada em produtos de retalho crédito habitação, crédito ao consumo, cartões de crédito, e outro crédito de pequenas empresas/negócios); 75) Após anos sucessivos de aumento da carteira de crédito das sociedades participantes, nomeadamente do J, tem-se assistido, no retalho, a uma redução da volumetria de novas entradas em crédito vencido, em resultado da redução da concessão de crédito a particulares e às pequenas empresas; 76) Essa redução no retalho das carteiras de crédito vencido sob gestão do H atingiu o Núcleo de Recuperação Externa, onde o volume da carteira média sob gestão sofreu uma redução de 55% no período decorrido entre os anos de 2010 e 2015; 77) No mesmo período, o número de processos sob gestão reduziu-se em 39%; 78) As funções de recuperação externa são desempenhadas tendo em conta um princípio de proximidade com o cliente, estando os colaboradores alocados às várias áreas de atuação disseminadas geograficamente pelo país carteiras baseadas no código postal do; 79) O Plano de Reestruturação delineado pelo Conselho de Administração do J, validado pelo seu acionista, o Fundo de Resolução, submetido no dia 5 de Dezembro de 2015 à Comissão Europeia e entretanto validado por esta, prevê um esforço de melhoria dos proveitos e de redução dos custos operacionais do Grupo J, de modo a ultrapassar a atual situação de prejuízo; 80) Numa primeira fase, a redução do quadro de pessoal do R. passou pelas seguintes medidas: identificação de trabalhadores que, pela idade e/ou situação pessoal, estivessem em condições de passar à reforma, nos termos dos regimes de Segurança Social do Acordo Coletivo de Trabalho do Sector Bancário; não renovação de contratos a termo cujas necessidades que justificaram a respetiva celebração terminaram ou estavam prestes a terminar; alienação de unidades de negócios, em obediência ao plano de reestruturação do Grupo J, com a consequente passagem dos trabalhadores afetos a essas unidades para os adquirentes; 81) Numa segunda etapa, em resultado do diálogo social com as estruturas representativas dos trabalhadores, o R. decidiu, a par das outras empresas do Grupo J, e em alternativa ao início de um procedimento de despedimento coletivo, prosseguir o plano de redução de pessoal por via de acordos de revogação de contratos de trabalho; 82) Para efeitos de acesso ao subsídio de desemprego por parte dos trabalhadores abrangidos, o R. obteve por parte do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o reconhecimento de situação de empresa em reestruturação; 83) Na sequência, e depois de identificadas as áreas onde seria necessário proceder a um ajustamento e respetiva dimensão e os trabalhadores abrangidos, estes foram chamados para reuniões individuais, a fim de lhes ser apresentada a proposta de cessação das respetivas relações laborais; 84) As referidas reuniões tiveram como objetivo apresentar e explicar aos trabalhadores todas as componentes do conjunto compensatório associado à cessação; 85) Aos trabalhadores foi conferido o prazo de oito dias para reflexão e decisão, tendo os mesmos tido a faculdade de se fazer acompanhar, designadamente, por advogados, mandatários, familiares e/ou representantes dos Sindicatos; 86) Encerrada a fase das cessações por mútuo acordo, o R., como definido desde o início e transmitido aos trabalhadores e às estruturas representativas dos trabalhadores, iniciou um procedimento de despedimento coletivo abrangendo os trabalhadores remanescentes; 87) Nesse contexto foi decidida a extinção do Núcleo de Recuperação Externa e, consequentemente, a supressão de todos os postos de trabalho aí existentes, que atualmente se cifram em sete; 88) Os veículos automóveis atribuídos aos representados pelo A. deveriam ser apenas utilizados para o exercício das suas funções profissionais; 89) Ainda que os ex-trabalhadores representados pelo A. utilizassem, por vezes, os respetivos automóveis em deslocações privadas, tal sucedia a título de mera tolerância, não decorrendo de um qualquer compromisso contratual ou outro assumido pelo R.; 90) O Núcleo de Recuperação Externa desenvolvia as suas funções por todo o país, o que implicava custos com veículos e deslocações portagens e combustíveis).