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2- Sobre esta questão, a da qualificação da natureza do dano, instantâneo ou continuado, pronunciou-se o Tribunal da Relação de Guimarães em 23/10/2012, acessível em www.dgsi.pt, onde se decidiu que "o prazo de prescrição de três anos só começa a contar a partir do momento em que o lesado tomou conhecimento da produção efectiva de todos os danos, uma vez que as obrigações futuras só prescrevem no prazo de três anos contados do momento em que cada uma seja exigível ou pelo lesado” negrito, 2- E também o Acórdão do Tribunal da Relação do Porto, acessível em www.dgsi.pt, de 02/07/2013 no sentido de que "o prazo de prescrição não decorreu se o facto ilícito ainda se mantém no momento em que a acção é proposta facto”.negrito 2- Se estivéssemos perante um facto instantâneo, o que se refere sem conceder, quando ambos os Réus foram citados já teria decorrido o prazo de prescrição de 3 anos, estando assim prescrito o direito indemnizatório do aqui Recorrente, mas ao invés, e como surge elencado nos factos dados por PROVADOS na Douta Sentença aqui Recorrida, a situação das infiltrações existia aquando da propositura da acção, continuou posteriormente e agrava-se à presente data, sendo por isso um facto continuado.