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Finalmente, no que tange ao argumento consignado na decisão recorrida, nos termos do qual, não tendo a relação laboral da arguida sido estabelecida com o arguido requerente da instrução, mas sim com a empresa pelo mesmo representada, não poderá verificar-se responsabilidade pessoal de tal arguido na situação em causa nos autos, afigura-se-nos que o mesmo não procede, pois que a eventual responsabilidade criminal da entidade empregadora – designadamente pela prática do crime de fraude fiscal p.e p. no artigo 10 do RGIT, caso se encontrassem verificados os pressupostos de punibilidade aí estabelecidos, designadamente ser a vantagem patrimonial fraudulentamente obtida superior a €500,00 – não colide com a possibilidade de o seu legal representante incorrer na prática do crime de burla tributária em coautoria, caso a sua conduta se subsumisse à prática de tal ilícito penal, o que, vimos já, não se verifica na situação dos autos.