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3637; 1 No seguimento do divórcio foi instaurado respetivo processo de inventário onde se integrava a referida fração autónoma; 1 À data da partilha, a referida fração tinha valor patrimonial de 7759,16€, sendo que o casal era devedor ao Banco  da quantia de 2790,48€, referente capital em dívida do empréstimo concedido para, aquisição dessa mesma fração; 1 Em sede de licitações, a requerida licitou a adjudicação dessa fração pelo valor de 7759,16€, sido este bem imóvel adjudicado à mesma; 1 Assumindo igualmente a obrigação de pagar ao banco credor o valor do capital em dívida; 1 Consequência desta adjudicação, bem como das adjudicações dos restantes móveis que integravam o património comum do casal efetuados por ambos cônjuges e ainda da assunção pela requerida do referido passivo, resultou para esta a obrigação de pagar ao requerente, a título de tornas, a quantia de 2675,52€; 1 Pagamento que efetuou através de depósito efetuado à ordem do processo de inventário em 22017; 1 Na presente data, a requerida é a única proprietária do referido bem imóvel; 1 Trata-se de uma fração autónoma destinada a habitação T3+1, que integra um condomínio fechado e tem cerca de 13 anos de construção; 2 A requerida habita sozinha a referida fração, uma vez que a filha do casal já adquiriu a sua autonomia financeira, fruto do exercício da sua atividade profissional; 2 Se a requerida pretender manter a sua situação de inatividade profissional, sempre poderá rentabilizar esse património imobiliário, através da sua venda ou arrendamento, de forma a garantir a sua subsistência; 2 Compatibilizando essa possibilidade com o recurso a uma habitação alternativa mais económica; 2 A requerida é educadora de infância, tirou licenciatura em 1988 e trabalhou cerca de 12 anos nessa área; 2 A requerida não exerce qualquer atividade remunerada desde 2008; 2 A requerida tem atualmente 52 anos de idade; 2 A requerida não consegue obter colocação na sua área profissional; 2 Embora tenha ficado com o imóvel que constituía a casa morada de família, o valor em dívida ao Banco é de 1440,70€ e o valor mensal ao empréstimo e de 286€, e desse montante, 143€ são pagos pela requerida, sendo a outra metade paga pela sua irmã E; 2 A requerente tem as seguintes despesas mensais: ■ Água: 24,74€, ■ Luz: 55,83€, ■ NOS: 43,99€, ■ Quotas de Condomínio: 45,39€; 2 A estes valores ainda acrescem as despesas alimentícias e medicamentosas, com uma média de 100€ mês; 3 A requerida recebe 200€ do requerente, montante manifestamente insuficiente, dependendo por isso da ajuda financeira da sua irmã e dos seus pais ao longo destes anos; 3 O pagamento do valor de 2675,52€ a título de tornas devidas ao requerente foram pagos pelos pais da requerida; 3 Relativamente ao imóvel adquirido em partilhas pela requerida, existe ainda uma dívida de 1440,70€ ao banco em 2018), e o valor mensal do empréstimo de 286€ é mais baixo do que o pagamento de uma renda de um T1; 3 A venda do imóvel não iria resolver o problema da requerida, pelo menos a longo prazo, pois necessitava de pagar uma renda noutro imóvel, de igual valor ou até superior; 3 Contudo, ainda que quisesse vender o imóvel a requerida não o pode fazer; 3 O valor dos 2675,52€ emprestados pelos pais da requerente para pagamento de tornas ao requerente, foi feito na condição de o imóvel passar também para o nome da sua irmã, E, para que essa não saísse prejudicada em termos de futuras partilhas; 3 Esse é também um dos motivos pelos quais a irmã da requerida paga metade do empréstimo do imóvel, pois oportunamente o imóvel passará a ser também sua propriedade; 3 Assim sendo, a requerida paga 143€ mensais de empréstimo e não arranjaria outro imóvel para arrendar pelo mesmo valor; 3 Em Setembro de 2018, a requerida não apresentava quaisquer contribuições, assim como não auferia quaisquer prestações, subsídios ou pensões fls.