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ACORDAM os JUÍZES DESEMBARGADORES da 2 SECÇÃO da RELAÇÃO de LISBOA o seguinte 1:     –RELATÓRIO:    1– SM, Executada, deduziu oposição à execução, mediante embargos, aduzindo, em súmula, o seguinte: –  O exequente intentou a presente acção executiva a 3 de Agosto de 2016, referindo ser dono e legítimo portador da livrança que constitui o título executivo, a qual apresenta como dia de vencimento 29 de Setembro de 2014 ; –  Mencionado, ainda, que tal livrança foi avalizada pela executada, aqui embargante, como garantia prestada a favor do contrato de crédito n -, o que corresponde à verdade ; –  Todavia, o Exequente procedeu ao preenchimento abusivo de tal título de crédito, uma vez que, ao contrário da condição acordada para o seu preenchimento, não existia qualquer incumprimento do contrato de crédito n - aquando do seu preenchimento, não estando em dívida em tal data qualquer quantia acordada no âmbito desse contrato ; –  Pelo que, ao arrepio do pacto de preenchimento, não poderia o exequente ter procedido ao preenchimento do título dado à execução em 29 de Setembro de 2014 ;  –  No referenciado contrato de crédito não hipotecário ficou a constar, na parte respeitante ao avalista: "Declara-se que ser Mutuários) deste empréstimo, por quem do montante da dívida a contrair, bem como das cláusulas deste contrato e da cláusula de Acesso a informações, que, avalizando para o efeito a Livrança de Caução em branco anexa ao.