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Menezes Cordeiro, aponta - com pertinência – que a definição deveria ser corrigida, porque "não se possuem direitos, mas sim coisas”, definindo este instituto, como "a constituição, facultada ao possuidor, do direito real correspondente à sua posse, desde que esta, dotada de certas características, se tenha mantido pelo lapso de tempo determinado na lei” Puig Brutau define-o como "a aquisição do domínio ou de outro direito real susceptível de posse, mediante o uso da coisa como se fosse própria durante o tempo fixado pela Lei”3, sublinhando Luís Carvalho Fernandes4 que a "aquisição por usucapião é um efeito da possereiterada de um direito real” Acresce aqui dizer – e este é um factor decisivo – que a "usucapião determina a aquisição originária do direito correspondente à posse exercida”6, uma vez que "’o direito’ que se adquire é originário, ‘novo’ neste sentido.