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Este valor patrimonial tem em conta, não apenas o valor venal do veículo, mas também o valor de uso para o proprietário e a possibilidade de adquisição de outro veículo com características semelhantes e apto a satisfazer as mesmas necessidades.3 	Não pode, pois, aceitar-se o conceito de "valor venal” do veículo, no qual a Seguradora baseou a sua proposta, porquanto o dano sofrido consiste na perda da faculdade de uso do veículo e não na perda do seu valor de troca, sob pena de se converter a responsabilidade numa forma de expropriação privada, pelo preço de mercado.4 	Cabia, pois, à Seguradora alegar e provar que o A. podia adquirir no mercado outro veículo que satisfizesse as mesmas necessidades que eram fornecidas pela viatura sinistrada, e que o custo da reparação era claramente excessivo face àquele valor patrimonial, desiderato este que não logrou cumprir.