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Por sua vez, no subsequente n. 3 consagrou-se que "A responsabilidade dos técnicos e pessoas a quem esta lei seja aplicável, não exclui a responsabilidade ou outra, das pessoas, singulares ou colectivas, por conta ou no interesse das quais actuem, nem de quaisquer outras entidades que tenham violado deveres contratuais ou legais, nos termos gerais”, enquanto no n. 4 enuncia-se que "A responsabilidade prevista na presente lei abrange os danos causados a terceiros adquirentes de direitos sobre projectos, construções ou imóveis, elaborados, construídos ou dirigidos tecnicamente pelos técnicos e pessoas indicados no n. ”.Ainda no âmbito contratual ou quase-contratual, poderemos atender à designada doutrina do contacto social qualificado, que não surge de um expresso e formal consenso, mas antes de uma relação social de facto idónea, a partir de um específico acto, com carácter jurídico relevante ou qualificado, da qual decorrem específicas obrigações legais, gerando certos deveres, como seja de colaboração, informação e proteção, originando a sua violação a subsequente responsabilidade Para o efeito e como seus pressupostos, tem-se entendido que esse relacionamento deve surgir entre sujeitos determinados, o contacto deve ser voluntário, estando ambas as partes interessadas no mesmo e o contacto, à luz do princípio da boa fé e em virtude da relevância do bem jurídico tutelado, seja gerador de obrigações – esta doutrina tem tido acolhimento na jurisprudência italiana, de que são exemplo a sentença da Corte Cassazione n. 589/1999, com particular relevância na relação entre médico e doente Cass.