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do CIRS ...) porquanto, ao tempo do facto tributário, este a alienação estava expressamente excluído de tributação, por se verificar que a mesma só ocorreu com a escritura pública de compra e venda e não, com o contrato-promessa”, sendo que a Douta Sentença recorrida não merece qualquer censura; xiv)	Com efeito, não resulta da matéria de facto dada por assente, e bem, não tendo sido a mesma objecto de impugnação por parte da Recorrente, qualquer comprovação de que se verificou a "tradição” das participações sociais, por parte do Recorrido, a favor da sociedade .., aquando da celebração do contrato promessa de compra e venda; xv)	Na medida em que decorre do contrato-promessa que a efectiva transmissão das acções apenas poderia ser exigida ao Recorrido a partir do dia 30 de Novembro de 2007, resultando ainda cabalmente provado que, por convenção das partes, o contrato definitivo de transmissão das 498 acções detidas pelo Recorrido na sociedade .., a favor da sociedade .., veio a ser efectivamente realizado em 29 de Novembro de 2007, bem andou a Douta Sentença recorrida ao decidir no sentido de que o Recorrido adquiriu originalmente as acções da sociedade ..na data de 24 de Novembro de 2006 e procedeu à sua alienação apenas na data de 29 de Novembro de 2007; xvi)	Contudo, vem a Recorrente apontar como "circunstâncias” reveladoras da alegada tradição e posse das acções a favor da sociedade .., o facto de o Recorrido se ter obrigado a não praticar actos que pudessem pôr em causa a administração da sociedade .., bem como o facto de, em 22 de Outubro de 2007, ter sido inscrito como vogal do Conselho de Administração da sociedade ..o Senhor .., simultaneamente administrador único da sociedade .., e ainda o facto de, a partir da assinatura do contrato- promessa de transmissão das acções, ter sido estipulado que o Recorrido seria representado, no exercício dos seus direitos como accionista, por pessoas indicadas pela adquirente; xvii)	Sucede, porém, que bem andou a Douta Sentença recorrida ao sustentar que "tal facto representação do Recorrido no exercício dos seus direitos e faculdades como accionista da sociedade adquirida em confronto com o depoimento da testemunha ...) não pode ser interpretado no sentido em que a Administração Tributária fez, ou seja, de que a partir do contrato-promessa, o Impugnante já não detinha as acções em causa” comentário; xviii)	Para além de ter concluído que "pelo facto de a cláusula terceira do contrato- promessa referir que o Impugnante será 'representado' no exercício dos seus direitos e faculdades como accionista, também não importa, de imediato, como o fez a Administração Tributária, a interpretação de que deixava de ser titular das referidas acções.