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Improcede pois o recurso quanto a esta questão.2 Dos pressupostos do despedimento:O Recorrente ao sindicar a sentença proferida avança, no essencial, dois argumentos: não existiam regras bem definidas na Ré, sendo o Autor completamente alheio a tal situação e os próprios Médicos também não cumprem as regras em todas as situações; existiram procedimentos rigorosamente iguais aos do Autor sem que a Ré levantasse qualquer problema ou levantasse processo disciplinar; mesmo após o conhecimento pela Ré do ocorrido Agosto ou Setembro de, para além de que a verdade é que continuou a trabalhar até à conclusão do processo disciplinar ocorrida a 15/02/2018 – ou seja, a ré mesmo sabendo da situação, não considerou nada de grave e portanto o trabalhador não foi suspenso preventivamente e trabalhou mais 6 meses após a ocorrência dos factos e tendo até inclusive prestado diversas horas de trabalho suplementar; não foi tido em conta o princípio da proporcionalidade, existindo no caso uma manifesta desproporcionalidade e abuso no seu despedimento quando desde sempre ocorreram factos idênticos e ninguém foi despedido ou nem sequer processo disciplinar foi aberto; nunca foi alvo de processo disciplinar, situação esta que também não foi equacionada pela Ré na decisão final, assim como inexistiu queixa-crime da cliente estrangeira contra o Autor ou mesmo reclamação no dia no livro de reclamações; teve prémios, meses antes da data em análise 23/07/2017) e desempenhou diversas horas de trabalho suplementar até ao final, ou seja, conclui-se que sempre cumpriu com os deveres laborais a que se encontrava vinculado no âmbito do seu contrato de trabalho; ocorre inobservância dos requisitos cumulativos para o despedimento com justa causa, assim, existência de um seu comportamento culposo, pois que obedeceu a regras e procedimentos existentes na Ré aliás com diversos casos idênticos aos do autor sem, a impossibilidade da manutenção da relação laboral porque não foi suspenso no âmbito do processo disciplinar, tendo até recebido prémios pouco antes da situação em causa e tendo mesmo trabalhado, a pedido da Ré, até ao final do contrato a prestar diversas horas de trabalho suplementar, para além de ainda ser verdade que a Ré apenas mudou procedimentos após o seu, bem como consequências graves para a empresa jamais um valor de 75,00 Euros poderá ser visto como uma grande prejuízo para o empregador, para além de que tal montante nem corresponde ao montante que deve ser cobrado efetivamente aos clientes na hora noturna que seria neste caso concreto 85,00 Euros, ou seja, inexistiram prejuízos e consequências.