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Resulta, aliás, do referido preâmbulo que o direito de retenção apenas levantava particulares motivos do reflexão precisamente em face da realidade que levou a conceder essa garantia a da promessa de venda de edifícios ou de fracções autónomas destes, sobretudo destinados a habitação, por empresas construtoras, que, via de regra, recorrem a empréstimos, máxime tomados de instituições de crédito), já que, em todos os demais casos de celebração de contrato-promessa com tradição da coisa, aquele direito se justificava, na medida em que a tradição da coisa cria legitimamente, ao beneficiário da promessa, uma confiança mais forte na estabilidade ou concretização do negócio e que a essa boa fé deveria corresponder um acréscimo de segurança.