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No entanto, tal como referido na decisão recorrida, para a adopção de medidas especiais de protecção, não basta que a actividade seja exercida em telhado, mostrando-se também necessário que este apresente algumas das circunstâncias de perigosidade referidas em tais preceitos, devendo o juízo de prognose quanto à avaliação do risco de acidente ser feita "em função das condições existentes a priori, perante o circunstancialismo que se verificava aquando do acidente, e não, a posteriori, perante a constatação do acidente” e, bem assim, devendo ter-se em conta o concreto circunstancialismo de cada caso, sendo indispensável que se demonstre, tendo em conta a fenomenologia real e concreta, que o acidente ocorreu em virtude de tal violação.