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Assim, como se aduziu no citado Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 14/01/2004, ") por muitas que sejam as pessoas que utilizem um determinado caminho ou terreno, só se poderá sustentar a relevância desse uso por todos para conduzir à classificação de caminho ou terreno público se o fim visado pela utilização for comum à generalidade dos respectivos utilizadores, por o destino dessa utilização ser a satisfação da utilidade pública e não de uma soma de utilidades individuais”, havendo que ter em conta ”) em primeira linha, por um lado, o número normal de utilizadores, que tem de ser uma generalidade de pessoas, como é a hipótese de uma percentagem elevada dos membros de uma povoação, e, por outro lado, a importância que o fim visado tem para estes à luz dos seus costumes colectivos e das suas tradições e não de opiniões externas.” Deste modo, não basta que um número significativo de pessoas usasse esse leito de caminho, sendo ainda necessário que se descortinasse uma dada serventia específica que não se resumisse ao mero encurtamento de distâncias g. que se tratasse de um simples, como também ocorria nos atravessadouros entretanto extintos cfr.