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Em consequência, e ponderando a restante facticidade que se mostra definitivamente assente nos autos - concretamente sob os pontos 3, 3, 3, e 4, dos factos provados - concluiu a decisão recorrida pela licitude de todos os trabalhos/obras realizados no locado pela ré/reconvinte, com a inevitável solução jurídica decorrente do regime antes enunciado para as despesas realizadas pela ré com obras no locado em referência, em face da cessação do contrato de arrendamento por denúncia à luz do regime de transição para o NRAU, tal como previsto para o possuidor de boa fé artigos 107, n. 5, 127 e 127 do Código Civil: «- ser indemnizado das benfeitorias necessárias que tenha feito; - levantar as benfeitorias úteis realizadas na coisa, desde que o possa fazer sem detrimento do bem em que foram incorporadas; - ser indemnizado pelo valor das benfeitorias úteis, calculado segundo as regras do enriquecimento sem causa, quando, para evitar o detrimento da coisa, não haja lugar ao seu levantamento; - levantar as benfeitorias voluptuárias, conquanto não se dê detrimento da coisa sendo-lhe interdito levantá-las ou haver o seu valor na hipótese contrária».