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Através do referido mecanismo processual incidental, o estado de saúde, na perspetiva da capacidade geral de ganho do sinistrado, é reavaliado, permitindo declarar, se assim se justificar, a modificação da capacidade de ganho do sinistrado, proveniente de agravamento, recidiva, recaída, ou a melhoria da lesão que deu origem à reparação, ou a necessidade de intervenção clínica ou de aplicação de uma prótese ou ortótese ou outros dispositivos técnicos de compensação das limitações funcionais, ou ainda de reabilitação ou reconversão profissional do sinistrado – Base da 2127, de 3/8/1965; artigo 2 da Lei n. 100/97, de 13/9; e, artigo 7 da Lei n. 98/2009, de 4/ 	Conforme se pode ler no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 30/03/2017, P. 508/09TTMAI.PS1, acessível em www.dgsi.pt,  	«O sentido e a razão de ser deste Incidente de Revisão de Incapacidade radica no facto de se permitir legalmente que o Sinistrado, já após a fixação da sua incapacidade para o trabalho e a atribuição da consequente pensão por decisão judicial, confrontado que seja com um agravamento do seu estado de saúde, recidiva ou recaída, resultante das lesões sofridas em consequência do acidente de trabalho que deu origem à reparação, possa requerer em juízo a reapreciação do seu estado de saúde e a alteração da incapacidade anteriormente fixada.