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E, para tanto, basta que a factualidade geradora de responsabilidade e da respectiva obrigação de indemnizar preencha os elementos de um tipo legal de crime, relativamente ao qual a lei penal admite o seu apuramento judicial em prazo mais alargado que o previsto naquele normativo27282 Na senda de Lopes do Rego, também entendemos que ao prazo mais longo – cinco anos – de prescrição criminal que, como vimos, é o aplicável à situação em apreço, continua a aplicar-se o regime da prescrição, desde logo as causas de interrupção e de suspensão do prazo previstas na lei 3 Pode assim concluir-se que a apresentação de queixa criminal interrompe o prazo de prescrição do direito a indemnização, só começando a correr novo prazo após a decisão final proferida no processo criminal3 Deste modo, por aplicação das regras gerais atinentes aos institutos da suspensão e da interrupção do procedimento criminal, o Autor gozava da possibilidade de exigir o pagamento dos danos sofridos até ao termo dos três anos subsequentes ao da data do arquivamento da acusação.