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696 do Civil:  «Salvo convenção em contrário, a hipoteca é indivisível, subsistindo por inteiro sobre cada uma das coisas oneradas e sobre cada uma das partes que as constituam, ainda que a coisa ou o crédito seja dividido ou este se encontre parcialmente satisfeito.»    A citada autora, Maria Menéres Campos, escreve, a propósito deste princípio, que:  «Na opinião de Oliveira Ascensão e Menezes Cordeiro349, da sim­ples leitura do preceito contido no artigo 69 poderão inferir-se as seguintes conclusões, que nos parece importante enumerar: quando uma hipoteca seja constituída sobre várias coisas, o credor hipotecário pode executá-la, na sua totalidade sobre qualquer delas; quando a hipoteca seja constituída sobre várias partes da coisa com autonomia jurídica), o credor hipotecário pode, de igual forma, executá-la na sua totalidade, sobre qual­quer das partes em causa; quando uma hipoteca seja constituída sobre uma única coisa que, posteriormente, se divide ou fracciona em várias ou partes autónomas, o credor pode executá-la, na sua totalidade, sobre qualquer uma das novas coisas surgidas ou das partes de coisa autonomizadas; quando a hipoteca seja constituída para garantia de um crédito e este se venha a dividir, qualquer dos credores pode executá-la, na sua totalidade, para satisfação do seu débito; quando uma hipoteca seja constituída para garantia de um crédito de certo montante, e haja cumprimento parcial, o credor hipotecário pode executá-la, na sua totalidade, para satisfação do remanescente em dívida».3    No acórdão recorrido, considerou-se que é inquestionável que, à data da instauração da execução 18-05-2019), se mostravam verificados os requisitos exigidos pelo art.