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Todavia, essa necessidade bem se compreende, relativamente a algumas situações, se atentarmos em que, como se explana no Acórdão desta Relação de 002017 Relator João Peres, a referida alínea "pressupõe que os gerentes, dispondo efectivamente dos bens, o façam em proveito pessoal ou de terceiro, ou seja, sem qualquer contrapartida ou mediante uma contrapartida inferior à devida, beneficiando o adquirente e prejudicando o devedor”, ou seja, abrange situações em que os bens são transferidos a "título gratuito ou por preço inferior e desconforme com o seu valor real” acórdão desta Relação de 2017, relatado por Isabel, "sem benefícios proporcionais ou contrapartidas” acórdão da Relação do Porto de 212015, relatado por Rui.