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Segundo o n 2 do mesmo artigo, na falta de escolha, o acompanhamento é deferido, no respetivo processo, à pessoa cuja designação melhor salvaguarde o interesse imperioso do beneficiário, atendendo, designadamente, à indicação de pessoas resultante das respetivas al.s a. Assim, tem sustentação legal a expressão da vontade do Beneficiário na escolha do seu Acompanhante, não sendo descabido atender à vontade de seus pais e não esquecendo que o seu pai, B, foi também o seu tutor desde que foi decretada a interdição, em março de 2015, até à data do seu falecimento, ocorrido em agosto de 202 Aquilo que constitui o cerne do modelo do apoio é o papel central da vontade e preferências da pessoa com deficiência - decorrente do princípio da autonomia19 - relativamente às quais terá de ser assumido um papel facilitador.20 Mas, devendo favorecer-se a nomeação do acompanhante pelo beneficiário, não pode descurar-se a necessidade de capacidade bastante para compreender esse ato, caso em que devem ser acolhidas indicações positivas e negativas relativamente às prováveis pessoas perfiladas para o exercício do cargo.