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6 É, pois, manifesto que a falta de liquidação de IVA sobre os montantes pagos pelo Estado à Recorrente, por ter ocorrido em consonância com o próprio entendimento da administração tributária à data, não é, nem pode ser, censurável, antes pelo contrário, a emissão das liquidações em crise enferma de evidente ilegalidade por violação dos princípios supra mencionados, na medida em que não é aceitável que a administração tributária tenha adotado comportamentos que indicavam que aquele era o seu entendimento e nunca tenha questionado na sede própria tal falta de liquidação de IVA;    6 De onde decorre que por encerrarem a violação ostensiva dos princípios basilares da justiça, da confiança e da boa fé, materializados diretamente ou indiretamente no artigo 26, n. 2, da CRP, nos artigos , n. 2 e 5, ambos da LGT e artigos - A, 10 e 14 do CPA, aplicáveis ex do artigo  do CPPT, devem também por esta razão as liquidações adicionais de IVA sub judice ser anuladas e, consequentemente, revogada a sentença recorrida;    6 Por fim, o Tribunal recorrido julgou a instância extinta, por inutilidade da lide, na parte relativa ao recurso ao instituto da compensação, com fundamento na circunstância de ter ocorrido o pagamento das liquidações adicionais, o que retirou utilidade ao conhecimento desta ilegalidade, entendimento que padece de erro, na medida em que do que se trata ao nível da invocação deste vício é de apurar a ilegalidade dos atos à data da sua emissão e a conclusão é a de que o processo de emissão das liquidações adicionais de imposto não estava concluído sem o recurso ao instituto da compensação; 6 Assim, se não houve recurso a este instituto, as mesmas são ilegais, ainda que a Recorrente tenha procedido ao seu pagamento;    6 Com efeito, em face dos mecanismos legais de repercussão do imposto, do regime da repartição dos riscos, da suscetibilidade de recurso à figura da compensação, o que em última instância os princípios da justiça, boa fé e da confiança reclamam é que, como refere A. , ") se arrede da esfera da o risco de vir a suportar em definitivo o encargo do imposto, e já não que se isente incondicionalmente desse encargo o adquirente dos serviços.” cf.