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Começou por narrar ao tribunal a história de vida do casal, aludindo ao momento em que o arguido e a assistente iniciaram uma relação de namoro, ao primeiro casamento e à vivência em território francês, aos motivos que determinaram o divórcio e depois a reconciliação e o segundo casamento, até ao regresso a Portugal, no ano de 201 Explicou ainda que já em Portugal, e sensivelmente a partir de 2016, as discussões entre o casal passaram a ser uma constante, ou determinadas por divergências quanto à educação dos filhos, ou por o arguido ter passado a sair à noite sem a assistente e a regressar tarde, o que muito a desagravada, ou por questões financeiras, sendo que, no decurso das mesmas, o arguido dirigia-se à assistente com palavras e expressões insultuosas, que especificou, tratamento este que ocorria mesmo na presença dos filhos e que era extensivo a eles.