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A solução do n 3 do artigo 186 antigo, é explicada pelo facto de a petição em si continuar a ser inepta – continua sem se saber qual a verdadeira vontade do autor -, pelo que, reputá-la apta equivalia a dar ao tribunal o poder de, entre dois pedidos incompatíveis, desprezar um deles e conhecer somente do outro1 Ainda que um dos pedidos fique sem efeito por qualquer uma das causas aí previstas incompetência absoluta ou erro na forma de, o objeto do processo não pode ter-se por automaticamente fixado no outro pedido, pois tal representaria ofensa do princípio do dispositivo1 Assim, José Lebre de Freitas defende que, o disposto no artigo 6, n2 Dever de gestão14 leva a que o tribunal deva convidar o autor a aperfeiçoar a petição inicial em que tenha deduzido pedidos incompatíveis, mediante a escolha daquele que pretende que seja apreciado na ação ou a ordenação de ambos em relação de subsidiariedade1 Tal autor propõe, para a dedução de pedidos incompatíveis, a mesma solução do artigo 38 – escolha pelo autor do pedido com o qual o processo deve prosseguir em caso de coligação ilegal –, a aplicar por analogia1 No caso em apreço, o juiz a quo, após ouvir as partes quanto a tal questão, e entendendo não caber ao tribunal "escolher os que deverão, ou não, isoladamente prosseguir”, acabou por convidar o autor a tomar posição quanto aos mesmos.