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– 30000$00, em 101998”, não é menos verdade que, de comum acordo, o Autor, a Ré e o seu falecido marido, acordaram em capitalizar, com frequência essencialmente anual, os juros que se venciam e que a Ré e o seu falecido marido não pagaram; 1 Isto é, por acordo expresso de todos, o A. colocava anualmente à disposição da Ré e do seu falecido marido as quantias vencidas a título de juros que estes deveriam ter pago e não pagaram, integrando-se aquelas quantias no capital inicialmente emprestado; 1 No caso dos autos, estamos claramente perante o "anatocismo complexo”, na medida em que, como emerge das diversas declarações, o A., a Ré e o seu falecido marido convencionaram que os juros vencidos integravam o capital originariamente devido e esta soma global capital + gerava novos juros que se voltam a somar e acumulam juros e assim sucessivamente, até que fosse paga a dívida; 2 No nosso ordenamento jurídico, bem como nos restantes ordenamentos de influência católica, já são ténues os vestígios do juízo de desvalor que em tempos justificara a qualificação de toda a cobrança de juros como usurária, e sua consequente proibição pecunia non potest pecuniam, que atualmente ainda encontramos, designadamente, nos sistemas de direito islâmico cf.