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Partindo-se da afirmação de que «as convenções sociais da comunidade a que pertencem os arguidos e serão determinantes para definir se a situação se enquadra na previsão legal não bastando o facto de os mesmos terem passado a viver juntos como se fossem marido e mulher»10 procurou-se demonstrar mediante a descrição do cerimonial do que se designa como "casamento ...”, a que não são alheias constrições da liberdade individual e exigências de humilhação da condição feminina como a da "virgindade” da mulher e o modo como ela é verificada, que, como esse cerimonial não ocorreu, não houve união de facto equiparável ao casamento pois na forma como se celebra esse "casamento ...” que «tem uma importância fulcral para os que pretendem manter-se ligados ao grupo tradicional de pertença», «se joga a honra e estatuto das famílias dos noivos».