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1 Por outro lado, os pontos 22, 26, 27 e 28, dos factos provados, encontram-se em contradição com os pontos e dos factos não provados, 1 O Tribunal a quo considerou provado que: - os arguidos registaram os bens imóveis em nome de entidade terceira, com vista a salvaguarda-los de eventuais penhoras ponto,  - com o intuito alcançado de fazer desaparecer os imoveis, obstando que os credores conseguissem a cobrança coerciva dos seus créditos à custa daqueles bens ponto, - com o propósito conseguido de privar a sociedade – Automóveis unipessoal, lda, de créditos que sobre o arguido detinha e com isso conseguir o que efectivamente sucedeu, ocultar os referidos imóveis à credora, prejudicando-a, como pretendiam e conseguiram ponto,  -e tudo isto, de forma livre, voluntária e consciente, apesar de saberem tratar-se de uma conduta ilícita ponto; 1 Mas considerou não provado, que os cheques referidos em 11 consubstanciavam quantias em dinheiro que os arguidos devem à sociedade ", Automóveis unipessoal, lda”, bem como que as referidas transacções foram efectuadas no exercício do comércio e no interesse comum dos arguidos pontos e dos factos não, 1 Cremos que, uma vez que os cheques emitidos pelo arguido à não representavam dívida pessoal, nunca se poderá concluir que, subjacente aos negócios por si celebrados estivesse a intenção de prejudicar os credores e, concretamente, a – Automóveis unipessoal, da., 1 Tal como não se poderá considerar que, o arguido tenha agido com a intenção de prejudicar qualquer credor, uma vez que, como resultou provado o prédio urbano, objecto da escritura de compra e venda celebrada entre os arguidos e a Tecto ..., foi transmitido com os ónus a que correspondiam duas hipotecas pelo montante máximo de € 26126,44, 1 Isto é, com a transmissão de propriedade daquele bem, os arguidos deixaram de estar obrigados ao pagamento de uma prestação mensal, que passou a ser encargo da sociedade Tecto .... 1 Por outro lado, o próprio bem respondia perante a entidade bancária até ao montante máximo de € 26126,44, pelo que, em bom rigor, ainda que os bens se mantivessem na esfera jurídica dos arguidos, caso os mesmos deixassem de conseguir pagar as respectivas prestações, aquele bem imóvel garantiria quase em exclusivo, o pagamento daquelas hipotecas – Como veio a acontecer em sede de rateio no processo de Insolvência.