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57) Concatenando os factos com o direito, conclui-se que os critérios para a distinção entre actos preparatórios e actos de execução são:  - O critério objectivo "Pôr em movimento”), pois os actos de execução hão-de conter já, eles próprios, um momento de ilicitude, pois ainda que não produzam a lesão do bem jurídico tutelado pela norma incriminadora do crime consumado, produzem já uma situação de perigo para esse bem, e parece-nos que é essa a situação dos autos,  - O qual aliado ao plano do agente, faz crer ao Ministério Público que os actos praticados pelo arguido nos autos ultrapassam em muito os meros actos preparatórios entrando no domínio da tentativa, como já se referiu de forma reiterada.