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Com efeito, da circunstância de se ter julgado como não provado um determinado facto não pode extrair-se a conclusão de que se provou o facto contrário; a única conclusão que pode validamente extrair-se dessa circunstância é a de que esse facto não está provado, tudo se passando, para efeitos decisórios, como se esse facto não tivesse sequer sido alegado – neste sentido, por exemplo, acórdãos do STJ de 22/10/1992, proferido no processo 085232, de 6/6/1998, proferido no processo 039543, de 29/5/2012, proferido no processo 7615/01TBVNG.PS  "A prova do facto contrário diverge da resposta puramente negativa em que esta equivale à não alegação do facto não provado, fazendo jogar as regras da distribuição do ónus da prova.” - José Lebre de Freitas, Montalvão Machado, Rui Pinto, CPC Anotado, 2 Volume, 2001, p. 63 Por isso, ao contrário do propugnado pelo apelante, da circunstância de se ter dado como não provado que " não haja transportes públicos entre o aeroporto de Lisboa e a residência do autor ” não pode extrair-se a conclusão de que se provou que havia transportes públicos diretos entre o aeroporto de Lisboa e a povoação de ... Num segundo plano, argumenta o apelante que "A Ré, efetivamente, não põe em causa a afirmação do A. de que não existem Transportes públicos diretos entre o aeroporto de Lisboa e a povoação de ... onde o A. residia”.