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Na realidade, a própria A., por si ou por falta de intervenção dos órgãos de gestão, máxime do sócio-gerente que fora designado de acordo com as regras societárias, permitiu que, por exemplo, saíssem para a esfera da sociedade Domage, Ld, dominada pelo R., produtos que não foram faturados nem pagos, assim como foi permitido que o R. agisse indiscriminadamente como "dono” de uma e de outra sociedade, incumprindo, de modo manifesto, os deveres de separação de patrimónios e de contabilidades, o que reverteu em prejuízo da A., não apenas por ter sido alvo de inspeções das autoridades fiscais, como ainda pelo facto de elevadas quantidades de bebidas e outros produtos não terem sido contabilizadas como vendas da A. a quem cabia o recebimento do respetivo preço.