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Tanto mais que é ainda hoje paradigmático o já antigo Ac STJ de Acórdão do STJ, de 24 de Maio de 2004 in www.dgsi.pt)  que afirma: «Se é salutar a cooperação entre as partes, também se afigura importante a criação e desenvolvimento de uma cultura judiciária de responsabilidade, e de saber, que não tenha no juiz o limite corrector dessa responsabilidade ou irresponsabilidade: inconsciente ou ou desse saber ou ignorância: inconsciente ou, quando se está perante uma clara ausência de um preceito legal, e de processo, que permita contar com a ajuda dos outros, suprindo faltas processuais graves, essenciais ao objecto do conhecimento, exactamente do que se pede ao tribunal, que conheça.. Em desfavor destas - das pessoas - vulgariza-se o princípio, igualmente respeitável, da preclusão processual , agravando o factor da incerteza do tempo da definição do direito; e introduz-se uma pedagogia processual negativa, a benefício do arbítrio ao convite, do uso e do abuso, sem critério, que em nada abona a confiança, a celeridade e a prontidão da justiça, acabando por conferir a esta, a imagem perigosa geradora do "deixar andar" ou do "erra que o juiz corrige!"