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Com efeito, a argumentação genérica apresentada no presente recurso jurisdicional contraria o entendimento que ficou expresso na circular referida em da matéria de facto, que aponta para a aplicação do disposto no art 10 da Lei n 23/96, de 26/7, com as alterações introduzidas pelas leis ns 12/2008, de 26/2 e 24/2008, de 2/6, e sendo certo que não estará em causa o pagamento de alguma "factura de telemóvel" decorrente de um mero "contrato de adesão" subscrito por um particular sem qualquer poder negocial, e mesmo admitindo que os recorridos possam ser não só "utentes" como prestadores de serviços aos respectivos municípios, não menos certo se nos afigura que a situação descrita nos autos cabe no âmbito do referido Decreto-Lei, atento o disposto nomeadamente, no seu art 1/2/f e n 3 e 4, mostrando-se a argumentação do recorrente destituída de apoio legal, não constituindo a "estranheza" motivo de ilegalidade, sendo-lhe aplicável o disposto no art 10 desse decreto-lei, mostrando-se prescrito o direito ao recebimento do serviço prestado, não esclarecendo a recorrente qual o possível alternativo prazo de prescrição, o que sempre reforçaria a sua argumentação.