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Acresce ainda que não faria muito sentido que o legislador tivesse alterado a redação da norma, caso pretendesse, afinal, que ela valesse com o sentido que já se havia estabilizado na jurisprudência, face ao citado acórdão n 6/200 Se a jurisprudência já estava estabilizada nesse sentido, porque razão o legislador teria alterado a redação da norma, se não fosse para contrariar a interpretação que a jurisprudência havia adotado e que não correspondia ao seu pensamento e à sua intenção?38 Ainda sobre esta mesma questão escreveu-se no acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 21201339 o seguinte: "O elemento filológico de exegese tirado do teor das locuções que integram o texto do preceituado no artigo 2 do Decreto-Lei n. 291/2007 --- apenas tem direito de regresso contra o condutor, quando este tenha dado causa ao acidente e conduzir com uma taxa de superior à legalmente admitida --- cinge o intérprete a discorrer que, no âmbito do seguro obrigatório de responsabilidade , o direito de regresso conferido à seguradora ser-lhe-á irrestritamente concedido sempre que o condutor, julgado culpado pela eclosão do acidente, conduza a viatura com uma taxa de alcoolemia superior à legalmente admitida”.