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Pelo arguido foi, então, afirmado que se encontrava na cidade do Porto - quando afinal se encontrava na zona da Grande Lisboa - pelo que teria de se deslocar à Covilhã para poder mostrar o referido quarto;  q. Mas, para tanto, o ofendido teria que adiantar uma determinada quantia, como espécie de um sinal;  r. Depois de outros contactos, sempre por via telefónica, o arguido lá foi solicitando ao ofendido que teria de depositar a quantia de 500 € cinquenta, na conta bancária com o NIB ...) , para poder ver o referido quarto;  s. De tal modo ficou o ofendido convencido de que o arguido era o real proprietário do referido quarto, que logo decidiu efectuar o depósito daquela quantia para poder visualizar aquele quarto;  t. Assim, no dia 1 de Outubro de 2010, numa caixa ATM, vulgo multibanco, sita nesta cidade da Covilhã, o ofendido  .. procedeu à transferência da quantia de 500 € cinquenta, em numerário, para a conta bancária n. ...) , de que é único titular o ora arguido  A...o;  u. Depois de ter efectuado a referida transferência o ofendido entrou novamente em contacto telefónico com o arguido, para poder marcar a visita ao quarto, mas este foi deixando de atender e passou mesmo a desligar o telefone;  Nunca mais o ofendido viu o pretenso quarto, nem nunca mais foi reparado da quantia de 500 € que despendeu;  ﻿w.