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Ora, no caso vertente, a norma constante do n. 5 recebeu uma formulação suficientemente ampla para abranger outros casos para além dos prazos a observar pelo juiz no tribunal de  instância, podendo, também, potencialmente, dada a sua amplitude, referir-se aos atos das partes em sede de recurso, o que impede o funcionamento do argumento a contrario, por não existir uma "implicação intensiva”, na expressão de Baptista Machado, entre a hipótese e a estatuição, na medida em que não se demonstra que a consequência jurídica – a continuidade dos prazo em férias judiciais – só se produz nas hipóteses definidas nos n.s 5 e 8 do artigo 1‑S da Lei do Arrendamento, e não noutras.