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Nesta mesma linha de raciocínio, mas até num sentido mais exigente, alguns defendem que mesmo perante situações em que os progenitores voluntariamente se colocam na situação de desempregados não devem ser dispensados da obrigação de prestar alimentos, já que o direito a alimentos é indisponível e irrenunciável, revelando na aferição apenas a capacidade dos progenitores trabalharem e ganharem dinheiro.5 Em sentido semelhante se pronunciam outros autores quando acentuam que as possibilidades do devedor só revelam, para além da fixação da quantificação, em sede extinção da obrigação, como facto impeditivo do direito a alimentos ou para efeitos de alteração da obrigação alimentar já fixada,6 ou ainda, quando enfatizam que mesmo que não se tenha apurado que o progenitor tenha rendimentos ou que não está em condições de os auferir, devem ser fixados alimentos, ainda que recorrendo ao critério do salário mínimo nacional para eventualmente poder ser acionado o incumprimento em termos de intervenção do Fundo de Garantia dos Alimentos Devidos a Menores.7 Serve tudo isto para dizer que, mesmo perante um quadro factual revelador de insuficiência económica por parte do progenitor obrigado a prestar alimentos, não se pode concluir de forma automática que não deva ser fixada e quantificada a obrigação alimentar.