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No caso em apreço, a decisão proferida em 14 de janeiro de 2021 "mistura” dados de facto e de direito – o exaurimento de um prazo em finais de novembro de 2020 e a insuscetibilidade de prorrogação de um prazo já expirado – com dados de facto – a oposição de alguns credores – sem atentar, em primeiro lugar, que o prazo havia sido prorrogado até 20 de dezembro de 2020 por efeito do acordo do Sr. Administrador Provisório e da devedora junto aos autos em 20 de novembro de 2020 e, por outro lado e em segundo lugar, sem evidenciar em termos de regime jurídico a relevância jurídica da oposição de alguns credores à pretensão de prorrogação do prazo formulada em 17 de dezembro de 202 Porém, estas insuficiências da decisão proferida em 14 de janeiro de 2021 e que se acabam de evidenciar, constituem erros de julgamento, a apreciar ulteriormente e não propriamente vícios da construção da decisão recorrida pois que, ainda que de forma muito minimalista, essa decisão contém pelo menos um fundamento de direito e alguns fundamentos de facto – a extinção do prazo das negociações por efeito do decurso do prazo e a oposição de alguns credores.