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7 Aliás, não tendo sido convencionada a chamada "cláusula de irrevogabilidade”, que obriga o comitente a aceitar o interessado que o mediador encontre, o comitente não fica impedido de desistir do negócio inicialmente desejado, em face do princípio da liberdade – neste sentido, vide o Acórdão da Relação de Coimbra, de 03-11-2015, com o processo n. 115257/15YIPRT.C1 e o Acórdão da Relação de Lisboa, de 02-06-2016, com o processo n. 266/19TJLSB.L1- 7Pelo que entendem os Recorrentes que, sendo a revogação unilateral admissível, também no presente caso deve ser reconhecido que o contrato foi revogado unilateralmente, o que desobrigou as partes ao cumprimento do contrato celebrado, não existindo assim qualquer incumprimento e, naturalmente, não tem a Autora o direito à remuneração acordada, porquanto o contrato já não vigorava.