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Aliás, ao prestar declarações, o Autor acabou por confirmar que tinha dificuldades na aprendizagem de novas tecnologias.”; ) Nesta conformidade consignou o Tribunal "a quo” no ponto do elenco da factualidade assente que: "as funções supra descritas acarretam, necessariamente, deslocações diárias a vários locais, nomeadamente a centrais e a clientes, através de condução de viatura de serviço” e bem assim; ) Referiu também o Tribunal "a quo” no ponto: "Acresce ainda que, também para o exercício de funções de técnico de telecomunicações, é essencial o transporte de pesos, particularmente de caixa de ferramentas, que podem pesar mais de 10 kg.”; ) No entanto e também aqui, no modesto entendimento do ora Recorrente, existem nos autos abundantes elementos probatórios, que em qualquer caso, sempre ditariam com quea facticidade ínsita nos sobreditos pontos e, tivesse sido dada como não provada; ) Com efeito, tal inelutavelmente decorre das declarações prestadas por G., testemunha arrolada pela empregadora/Apelada, chefe directo do aquiA./Recorrente, no decurso da sessão de julgamento de 20/11/2019, /registo fonográfico: 00:20:12 a 00:22:18; ) De igual sorte, a mesma testemunha, G. mais ao diante na mesma sessão de julgamento de 20/11/2019, /registo fonográfico: 00:35:43 a 00:39:54 reforçou tais explicações; ) Em complemento das anteriores declarações, dilucidou ainda o vindo de referir-se G., sempre no decurso da sessão de julgamento de 20 de Novembro de 2019/registo fonográfico: 00:44:38 a 00:50:07; ) Em abono das declarações que antecedem, escute-se o mesmo G., sempre na sessão de julgamento de 20/11/2019, /registo fonográfico: 00:56:14 a 00:57:33; ) Do depoimento prestado por G., testemunha que, aliás, o Tribunal considerou como um dos funcionários da Apelada que conseguiu explicar as causas que levaram à situação de inactividade do trabalhador, é possível concluir objectivamente e sem qualquer margem para ambiguidades, até porque em nenhum lado dasentença a credibilidade da testemunha em apreço foi colocada em, que o trabalhador/Apelante continuou a ser um trabalhador produtivo e disponível, sendo que mesmo depois dos acidentes continuou a trabalhar e a exercer funções necessárias e essenciais ao quotidiano da empresa; ) Ademais, não foi devido à circunstância de constar dos vários exames médicos que o trabalhador estaria limitado na sua actividade profissional, que o aqui Recorrente deixou de praticar actos correspondentes ao normal e regular exercício de funções de técnico de telecomunicações, conquanto tal foi inequivocamente dilucidado através do depoimento da testemunha G.; ) Ficou também indubitavelmente demonstrado, a partir das declarações prestadas pela testemunha G., quando expressamente afirmou que o "o J. era muito útil nessa altura”, tendo mesmo sido inserido por aquele numa bolsa de trabalhadores, na condição de chefia directa, uma vez que conseguia resolver vários problemas que surgiam no âmbito da empresa, acelerando, inclusivamente, a dinâmica da reparação de avarias, sem que fosse necessário recorrer a outros departamentos!