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Nas suas alegações, o Recorrente defende que a culpa relevante nos termos e para efeitos do disposto no artigo 2 da LGT não é a que respeite somente à diminuição do património da pessoa colectiva ou de entes fiscalmente equiparados, nem a que respeite apenas ao incumprimento da obrigação de pagamento de imposto – mas só aquela que se reporte substantivamente ao incumprimento da obrigação das disposições legais destinadas à protecção dos credores, quando desse incumprimento resulte, em nexo de causalidade adequada, a insuficiência do património da sociedade para satisfação dos créditos fiscais e nas situações em que o gestor exerce, efectivamente, as suas funções e é no decurso desse exercício que se forma o facto tributário ou se inicia o prazo para o pagamento, mas antes que tal prazo se esgote, o gestor cessa as suas funções, o ónus da prova, de que o património da sociedade se tornou insuficiente para a satisfação da dívida por acto culposo do gestor, corre por conta da Fazenda Pública – alínea do artigo 2 da LGT, sendo que, no caso presente o prazo de pagamento terminou após o Recorrente ter cessado as suas funções como gerente, já que as liquidações adicionais de IRC, relativas aos anos de 2009 e 2010, ocorreram apenas em 2014, e foram obtidas pela aplicação de métodos de avaliação indirecta, tendo os respectivos prazos para pagamento terminado apenas em 7 e 10 de Abril de 2014, respectivamente, verificando-se que o tribunal recorrido considerou como provado que o Recorrente exerceu as funções de gerente apenas até ao início do ano de 2011, pelo que, aplicável ao caso dos autos será, outrossim, a hipótese normativa contida na alínea do n. 1 do referido artigo 2, uma vez que as dívidas tributárias em causa tiveram origem num facto constitutivo que se verificou no período de exercício do cargo de gerente e/ou cujo prazo legal de pagamento ou entrega terminou depois do exercício dessa gerência, sendo certo que a Administração Tributária não conseguiu demonstrar, como era sua obrigação probatória, que o património da Executada se tornou insuficiente para a satisfação dessas dívidas fiscais por culpa do Recorrente.