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Pois, só na afirmativa quanto a esta questão, face à defesa da Ré, poderá manter-se o decidido na sentença recorrida, afirmando-se a inexistência de um acidente de trabalho indemnizável, nos termos peticionados pelo A.. A resposta leva-nos, novamente, à análise da matéria de facto dada como provada e, em face do que consta dos pontos 11, 12, 13, 14 e decorre das respostas dadas, nos relatórios e esclarecimentos, constantes dos pontos 16, 17, 18 e 19 daquela, respectivamente, que, "O autor apresenta osteonecrose do escafoide társico direito”, que os peritos médicos, por unanimidade, referem como doença natural, patente na informação da época do evento traumático, não compatível como consequência deste e sem sinais de agravamento, que, "O autor tem dores ao nível do pé e tornozelo direito, agravadas pelos esforços e com as mudanças climáticas, bem como dificuldade em deslocar-se em terrenos irregulares e permanecer em pé por longos períodos, o que lhe determina uma incapacidade permanente para o trabalho de 12%” que os mesmos peritos, admitem, face à doença de que o A. é portador, dado não observarem lesões provocadas pelo acidente e que "O autor apresenta dismografia navicular com destacamento de um fragmento”, reiterando aqueles, em sede de esclarecimentos que "do acidente em apreço não resultaram sequelas.