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Mas é sim a violação da obrigação concreta de não construir uma determinada obra nos termos definidos na sentença declarativa ou noutro documento dotado de força”,pelo que, segundo o citado acórdão da Relação de Coimbra, "Não há dúvida de que, face ao n. 1 do artigo 94, "a obrigação do devedor em não praticar certo facto", que em sede de execução se diz ter sido violada, tem que figurar no título que se pretende executar.”  Porém, independentemente do que se deixou dito, a verdade é que, relativamente ao caso em apreço, não se pode esquecer que, como se entendeu no Acórdão anteriormente proferido no âmbito dos presentes autos, acórdão que, com esse fundamento, reconheceu legitimidade processual passiva na execução ao ora Recorrido/Embargante – sucessor do Réu/devedor condenado na sentença dada à execução –, "o que decorre do título é que os Réus figuram como obrigados, como devedores do aí determinado – tendo sido condenados a retirar as pedras que haviam colocado na entrada de acesso à via pública do prédio dos 2 AA., de modo a que esse acesso fique totalmente desimpedido em toda a sua largura de cerca de oito metros”, tendo tal obrigação sido imposta, pessoalmente, aos Réus "por terem sido autores de facto ilícito”, não revestindo a ação em que foi proferida a sentença ora dada à execução, "carater real, mas sim pessoal, pois que a pretensão não decorre dum direito real mas sim da prática dum facto ilícito, causador de danos e que, por isso, gera um direito dos autores à sua reparação.”  Tudo para concluir:  "Estamos sim perante uma obrigação de indemnização, não decorrente da titularidade de direito real mas proveniente de responsabilidade extra contratual, de responsabilidade extraobrigacional subjetiva art.