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Apelação n. 2231/15T8STS  Acordam no Tribunal da Relação do Porto   Relatório B intentou acção de destituição de órgãos sociais, na qualidade de sócia da , Ld., contra a referida sociedade e seus dois gerentes  e E, pedindo que fossem destituídos da gerência da R..  Alegou para tanto, e em síntese, que o sócio gerente  criou em 2013 a sociedade F, Unipessoal, Ld., que possui como objecto social o fabrico, comércio, importação e exportação de artigos ortopédicos, nomeadamente colchões e poltronas, da qual, desde aquela, data é sócio e gerente único, e que esta sociedade se mantém activa e em franco crescimento, sendo que o seu escopo o fabrico e venda de produtos em tudo idênticos aos da sociedade R..   E que a sua sede corresponde à morada do gerente  local sem quaisquer condições para acomodar material e maquinaria necessária à produção de colchões, e sem capacidade para armazenar matérias, e cujo contacto telefónico ínsito no sítio da empresa é o mesmo que o número do telemóvel que a sociedade R. disponibilizou a , e os produtos da referida sociedade F são produzidos nas instalações da sociedade R..  Alegou ainda que de tudo isto teve a confirmação no dia 28 de Março do ano de 2017, quando se deslocou às instalações da sociedade requerida para consulta de documentos tendentes à preparação da assembleia de prestação de contas referente ao exercício de 2016, altura em que se deparou com lonas e banners publicitários onde constava a marca C1 associada à marca F1, sendo que naquele mesmo dia solicitou e consultou os documentos suporte às contas 22 dos principais fornecedores da sociedade Ré, tendo-se apercebido que a dita Sociedade F era uma das principais fornecedoras no ano de 2016, e também era credora de € 1470,92, assim concluindo que , com a concordância de E, criou na sociedade R. uma necessidade que esta não tinha e, em paralelo, apresentou a solução, beneficiando directamente esta empresa fornecedora, da qual este é o único sócio e gerente.