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BB) Importa também referir, porque a obrigação de prestar contas por parte da Recorrente se prende com o facto de o pai dos Autores ter sido declarado interdito, que aquando da elaboração e assinatura da declaração de cedência aqui em discussão, o pai dos Autores estava ainda capaz de expressar de forma livre a sua vontade, e caso assim não fosse teriam e deveriam ter os Autores impugnado tal declaração, o que não fizeram ) Todavia, a Meritíssima Juiz, não levou isso em linha de conta, pelo que mal andou ao decidir como decidiu quanto a esta parte, pois apenas deve a Recorrente ser obrigada a prestar contas relativamente aos frutos e subsídios recebidos dos prédios rústicos pertencentes à herança ilíquida e indivisa aberta por óbito de G. A. que não constem da declaração de cedência de que a Recorrente é titular, ) isto porque tal declaração de cedência apenas perdeu eficácia aquando do falecimento do pai dos Autores, aqui Recorridos, ou seja, em julho de 201 EE) Saliente-se aqui o entendimento da nossa jurisprudência quanto a esta matéria, que vai no seguinte sentido: "  No que concerne ao regime legal dos actos praticados pelo interdito, há diferenças de tratamento conforme esteja em causa negócio jurídico praticado pelo interdito após o registo da sentença de interdição definitiva art.