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Sérvulo Correia, Escritos de Direito Público, -Almedina/2019, págs.152-15) 	Como vem sendo afirmado, o estado de necessidade legitima a preterição das regras jurídicas normalmente reguladoras da actividade da Administração pública, incluso o afastamento das normas de competência, embora sujeitando os actos praticados a ratificação do órgão competente, o que foi observado no caso sub judice, conforme despacho de 202013 de ratificação dos actos praticados com fundamento no estado de necessidade, por parte do Vereador do Pelouro da Protecção Civil, Fiscalização e Juventude, no uso da competência delegada pelo Presidente da Câmara mediante ordem de serviço n /15061/12/CMP, despacho exarado na informação n 1/55825/13/CMP do Gestor do Processo n 1/41479/13/CMP, Departamento Municipal de Protecção Civil, sob pareceres concordantes – probatório, itens 7, 8, 9 e 1   	No que respeita ao enquadramento jurídico do despacho de ratificação de 202013 cabe referir que tal acto administrativo constitui o que a doutrina designa por ratificação-verificação, precisamente a propósito dos poderes do presidente da câmara exercidos nas circunstâncias a que se refere o art 35 n 3 Lei 75/2013, 009, correspondente ao anterior art 65 da LAL: "35 n 3 – Em circunstâncias excepcionais e no caso de, por motivo de urgência, não ser possível reunir extraordinariamente a câmara municipal, o presidente pode praticar quaisquer actos da competência desta, ficando os mesmos sujeitos a ratificação na primeira reunião realizada após a sua prática, sob pena de anulabilidade.” Poderes da câmara municipal constantes do art 33 al.