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«Motivar ou fundamentar o acto de ingerência não é apenas cumprir um determinado formalismo ou ritualismo, é muito mais do que isso, é uma imposição finalística da necessidade de evitar a arbitrariedade ou o voluntarismo como fundamentadores de uma determinada resolução judicial que interfira no normal respeito dos direitos fundamentais da pessoa» - Benjamim Silva Rodrigues, in "Das Escutas Telefónicas", Tomo - A Monitorização dos Fluxos Informacionais e Comunicacionais, Coimbra Editora 2008, páginas 227 e 22 Ao fundamentar, o julgador, «após séria e serena reflexão, elabora um texto claro enxuto, conciso e completo onde em discurso argumentado – para ser convincente – expondo-se, expõe a decisão e as suas razões».