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2 O Supremo Tribunal de Justiça, desde o acórdão de 12 de Fevereiro de 2009 — processo n. 08B4052 —, admite que a indemnização cumulável com a resolução do contrato seja uma indemnização pelo interesse contratual positivo, ainda que hesitando sobre se a indemnização pelo interesse contratual positivo deverá ser a regra 7 ou, tão-só, a excepção   2 Os acórdãos de 15 de Fevereiro de 2018 — processo n. 7461/10TBCSC.LS1 — e de de 17 de Maio de 2018 — processo n. 567/18TVLSB.LS2 — sugerem que o problemadeverá resolver-se caso a caso, a partir de uma apreciação ou de uma ponderação que não esteja condicionada, "de forma apriorística, a um critério abstracto de regra-excepção”  Como se diz no sumário do acórdão de 17 de Maio de 2018, — A resolução do contrato é compatível com a indemnização pelo interesse contratual positivo, que só não será admitida quando revele desequilíbrio grave na relação de liquidação ou se traduza em benefício injustificado para o credor, ponderado à luz do princípio da boa fé, hipótese em que se indemnizará antes pelo interesse contratual negativo.