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7 Mais recentemente, e com maior afinidade com a situação dos autos o veículo seguia a uma velocidade não inferior a 60 kms/h; era noite; seguia numa via dentro de uma localidade, a qual era marginada por casas de habitação; o peão iniciou a travessia da via sob a incidência directa de um foco de luz emanado de um poste de iluminação pública existente no local; o acidente ocorreu numa recta de cerca de 1 km com boa, veja-se o acórdão de 302017, no processo n. 2443/13T8BRG.G1 Abrantes, disponível em www.dgsi.pt, com o seguinte sumário quanto à concorrência de culpas:  - "Procedendo o peão à travessia de via pública sem atentar na aproximação de um veículo automóvel, mas circulando este numa localidade, em período nocturno, a uma velocidade que excedia em, pelo menos, 10 kms/h a velocidade máxima permitida para o local, o atropelamento do peão é de imputar em partes iguais a este e ao condutor do veículo automóvel”.