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Por seu turno pugna a Exequente pela alteração do montante liquido, porquanto na sua tese a valorização dos defeitos da obra em 40% do valor total dos trabalhos executados não é minimamente equitativa, como não o é a conclusão/valorização/quantificação/percentagem de 15% da 1 Instância, essencialmente porque, além da não consideração do acima referido, as instâncias entenderam que o saldo ou crédito final, se favorável à Exequente, só vence juros desde a sentença de 1 Instância proferida em Julho de 2018, porque isso é imputar à Exequente credora o risco do decurso do tempo sobre o dinheiro, quando além desse risco ser da Executada, a inflação é superior ao prejuízo considerado e 147 ou 195 euros não valem o mesmo hoje que 30 ou 40 contos valiam em 1986; consequentemente, a decisão equitativa que fixa o crédito da Executada e o relaciona com o crédito da Exequente, à luz do artigo 566, n 3, do Código Civil, não pode condenar aquela a satisfazer a esta um valor de capital inferior a € 22277,91 igual ao valor dos trabalhos executados, de € 38415,45, deduzido do preço já pago, de € 15137,53), considerando que os € 2927,87 da caução pagos pelo atraso em um mês na entrega da obra já paga a reparação com a piscina feita pela Executada de € 2464,85), e que o decurso do tempo, o uso do hotel e a manutenção do dinheiro do seu lado, todo este tempo, já bem compensam outros prejuízos sofridos pela Executada, nunca valendo os defeitos 40% do valor dos trabalhos realizados.