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A decisão arbitral na qual a recorrente se apoia, como fundamento do recurso de uniformização de jurisprudência, deu como assente a seguinte factualidade concreta: A)	A Requerente efectuou autoliquidação de IRC relativa ao exercício de 2014, de que resultou a liquidação n. 201.., que consta do documento n. 1, junto com o pedido de pronúncia arbitral, cujo teor se dá como reproduzido, em que, além do mais, se refere o montante de € 78705,94 de tributações autónomas e o montante a reembolsar de € 157704,39;  B)	No exercício de 2014, a Requerente realizou dois pagamentos especiais por conta: o primeiro, em 31 de Março de 2014, no valor de € 8132,01, e o segundo, em 31 de Outubro de 2014, no valor de € 8632,01 documento n. 3 junto com o pedido de pronúncia arbitral, cujo teor se dá como;  )	A Requerente dispunha do valor de € 4138,18 de crédito fiscal que foi apurado relativamente ao benefício fiscal do SIFIDE, requerido pela sociedade dominada B..., S.A., por actividades de Investigação e Desenvolvimento realizadas nos exercícios de 2012, 2013 e 2014, que veio a ser atribuído pela Comissão Certificadora para os Incentivos Fiscais a &amp;Empresarial, conforme declaração emitida e comunicada à Requerente, em 31-03-2016 documentos n.s 4 e 5 juntos com o pedido de pronúncia arbitral, cujos teores se dão por; )	A Requerente efectuou a autoliquidação de IRC 2014 com base nas orientações genéricas da AT, não tendo deduzido os referidos pagamentos especiais por conta e o montante do SIFIDE à colecta resultante de tributações autónomas, valores esses que foram reportados como créditos para períodos subsequentes;  E)	Em 16-08-2017, a Requerente apresentou pedido de revisão oficiosa da referida liquidação 201.., referente ao exercício de 2014, que foi tramitada sob o n.... 201.. documento n. 7, junto com o pedido de pronúncia arbitral, cujo teor se dá como;  F)	O referido pedido foi indeferido pelo despacho de 28-12-2017, proferido pela Senhora Chefe de Divisão da Unidade dos Grandes Contribuintes que consta do documento n. 2 junto com o pedido de pronúncia arbitral, cujo teor se dá como reproduzido, que manifesta concordância com os argumentos invocados no projecto de decisão notificado à Requerente, em 06-12-2017, através do Ofício n.... documento n. 8 junto com o pedido de pronúncia arbitral, cujo teor se dá como;  G)	No referido projecto de decisão refere-se além do mais, o seguinte:  § Do cálculo de imposto  § Da dedução de PEC's à coleta de tributação autónoma  § Dos argumentos da Requerente  1 Não obstante o ato tributário cuja revisão ora se requer corresponder a uma "autoliquidação” de imposto, ainda assim a Requerente não se conforma com o mesmo, neste capítulo, no que tange à dedução das quantias entregues a título de pagamento especial por conta "PEC's”), à luz do art.