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40- Salvo o devido respeito, lidas as escassas linhas do despacho em crise, não vislumbramos a fundamentação para a não realização das diligências de prova requeridas na petição inicial, tanto mais quanto os factos relevantes para a decisão a proferir abarcavam necessariamente mais factualidade do que aquela dada como provada apenas três, até porque se questionava se a contrainteressada já era detentora de farmácia à data de entrada do Decreto-Lei 307/2007; se era realmente uma associação do sector social com actividade; se tinha associados e quantos, para os quais esse serviço era importante; se iria vender medicamentos ao público e ter a farmácia aberta com a denominação e a cruz identificativa como qualquer outra; se era fácil qualquer pessoa ir lá comprar medicamentos; se iria poder praticar preços muito concorrenciais; se iria ter necessariamente menos encargos do que a farmácia da requerente; se se ia localizar a meros 349 metros da farmácia da requerente; se na cidade de Vila do Conde as quatro farmácias existentes funcionavam em sã concorrência; se com a abertura daquela farmácia social a da autora iria perder clientela.