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122 Atua com culpa grave a entidade bancária que, como intermediária financeira: sabia que os autores, que eram seus clientes há anos, eram aforradores típicos de depósitos a prazo, avessos ao "risco”, e que eram pessoas que no máximo tinham a instrução primária; apesar disso, toma a iniciativa de os contactar, propondo-lhe que aplicassem € 5000,00 "numa aplicação, um depósito”, que lhes traria maior rentabilidade, explicando apenas que tal aplicação/depósito seria feita pelo prazo de 10 anos, e que, caso a partir do 5 ano necessitassem de dinheiro, o banco encontraria uma forma de satisfazer essa vontade/necessidade; nada explicou sobre essa aplicação; os autores depositavam total confiança no seu gestor e por isso acreditaram nele, pensaram que estavam fazer um depósito a prazo ou algo idêntico, tão seguro como um depósito a prazo, e subscreveram o que só mais tarde vieram a saber serem "obrigações subordinadas 2004”; se tivessem sido informados da verdadeira natureza do produto, e quais os riscos que envolvia, que não eram os do depósito a prazo, jamais teriam aceite a proposta do Banco; no final do prazo contratual foram informados pelo banco que a aplicação financeira em causa não tinha cobertura de garantia de capital, que era uma subscrição de obrigações da – Sociedade Negócios, S.A., e que, uma vez que a referida sociedade se mostrava insolvente, tal resgate não lhe seria concedido, podendo e devendo reclamar o montante a que se julgavam com direito no aludido processo de insolvência – Ac.