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Por consequência, a fonte da administração que gera a obrigação de prestar contas não releva; o que importa é o facto da administração de bens alheios, seja qual for a sua fonte» Também o Prof. Alberto dos Reis, Processos Especiais, , 303 referia que a obrigação de prestação de contas pressupõe que alguém que administrou ou está a administrar bens ou interesses alheios e, por isso, deve prestar contas dessa administração, mesmo que se trate de mera administração de facto, sem que ao administrador assistam poderes legais ou convencionais para estar administrar os bens ou interesses em causa, mas que a lei faz corresponder a fonte dessa obrigação.” 36- Do ora exposto resulta que, para efeitos de aferir da existência ou não da obrigação de prestar contas, é irrelevante a fonte da administração que gera essa obrigação, sendo, outrossim, relevante o facto de ter havido administração de bens alheios.