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xi) Animados desse propósito e atuando concertadamente, o arguido AA e o seu companheiro aproximaram-se do queixoso e disseram-lhe «Oh sócio, já te na ...?»; xii) Ato contínuo, puxaram-no para a zona da escadaria e, de seguida, o arguido AA, apontando-lhe uma navalha, exigiu-lhe que entregasse o seu telemóvel, da marca e modelo «...», cor ..., e um par de headphones da marca «...», também de cor ..., de valores não concretamente apurados, mas de cerca de € 40, e ainda a quantia de € 5, o que o mesmo fez por recear pela sua integridade física; xiii) Após o que se colocaram em fuga levando consigo os referidos objetos, os quais integraram no seu património); 10) No âmbito do processo comum tribunal com o n. 798/1..., do Juízo Central Criminal ... Juiz ...) do Tribunal Judicial da Comarca ..., por decisão proferida em 11/11/2015, transitada em julgado em 11/12/2015, e pela prática, entre agosto e dezembro de 2014, de 10 crimes de roubo, p. e p. pelo artigo 21, n. 1, do Código Penal, um por aplicação do disposto no n. 4 do mesmo preceito, e um na forma tentada, 1 crime de roubo agravado, p. e p. pelas disposições conjugadas dos artigos 21, n.s 1 e 2, alínea, e 20, n. 2, alínea, do Código Penal, e de um crime de ofensa à integridade física simples, p. e p. pelo artigo 14, n. 1, do Código Penal, na pena única de 6 anos de prisão; 11) Fundou-se tal condenação, no essencial, nos seguintes factos: ) No dia 14/08/2014, pelas 12 horas e 30 minutos, no interior de uma composição do metro, entre a Estação ... e ..., área da cidade e comarca ..., o arguido AA, acompanhado de dois indivíduos que não foi possível identificar, abordou o queixoso KK, decidindo de imediato apoderar-se de bens e valores que o mesmo tivesse na sua posse; ) Nas circunstâncias de tempo e de espaço supra referidas, o arguido, com um voz séria e de comando e com uma pose intimidatória, retirou da mão do queixoso um telemóvel da marca «...», pertencente ao mesmo, no valor declarado de € 180; ) Dada a rapidez, a surpresa, a superioridade numérica e a agressividade da abordagem, o queixoso ficou paralisado e petrificado pelo medo, não oferecendo resistência; ) De seguida, o arguido e os outros indivíduos, na posse de tal telemóvel, que fizeram coisa sua, contra a vontade e autorização do queixoso, puseram-se em fuga; ) Nos dias seguintes o arguido voltou a cruzar-se com o queixoso no interior do metro, ameaçando o mesmo que se denunciasse a situação, o iria agredir novamente; ) O queixoso em momento algum ofereceu resistência aos arguidos, sentindo-se amedrontado pela postura ameaçadora assumida pelos mesmos, ficando manietado pelo medo de poder ser gravemente atingido na sua integridade física; ) O arguido e os outros indivíduos atuaram em conjugação de esforços e de acordo com um plano previamente elaborado, com o propósito, concretizado, de se assenhorearem do telemóvel do ofendido, não obstante não desconhecerem que não lhes pertencia e que atuavam contra a vontade e sem consentimento do mesmo; ) Agiram de forma livre, deliberada e consciente bem sabendo que as suas condutas eram proibidas e punidas por lei ix) No dia 07/09/2014, pelas 23 horas e 30 minutos, o arguido AA acompanhado de um individuo não identificado, deslocou-se à cidade de ...; x) Aí chegados, o arguido AA, dirigiu-se ao estabelecimento hoteleiro denominado «...», sito na Rua..., área da cidade e comarca ..., na companhia da supra referida pessoa; xi) Nesse local, o arguido deslocou-se ao quarto do queixoso , e quando este franqueou a porta do quarto, o arguido desferiu-lhe socos e pontapés, que atingiram o queixoso em diversas partes do corpo, levando à queda do mesmo no solo; xii) De seguida, empunhando uma navalha, que não foi apreendida e examinada nos autos, o arguido apontou a mesma na direção do queixoso, advertindo-o para não denunciar os factos; xiii) Após, pegou em uma mochila de propriedade do queixoso que continha no seu interior, artigos de som e peças de vestuário, no valor declarado de € 461, levando a mesma consigo; xiv) No mesmo dia, pelas 23 horas e 50 minutos, o arguido AA foi intercetado pelo Agente , da Esquadra ..., tendo na sua posse artigos idênticos aos supra referidos, que não foram apreendidos, pelo facto de não haver participação criminal do ilícito supra referido; xv) O aludido queixoso em momento algum ofereceu resistência ao arguido, sentindo-se amedrontado pela postura ameaçadora assumida pelo mesmo e pela violência contra si exercida, ficando manietado pelo medo de poder ser gravemente atingido na sua integridade física; xvi) O arguido agiu com o propósito concretizado de se assenhorear de bens e valores que o queixoso tivesse na sua posse, não obstante não desconhecer que não lhe pertenciam e que atuava contra a vontade e sem o consentimento do mesmo; xvii) Agiu de forma livre, deliberada e consciente bem sabendo que a sua conduta era proibida e punida por lei; xviii) No dia 14/09/2014, pelas 07 horas, o arguido AA acompanhado de quatro indivíduos que não foi possível identificar, no interior de uma composição de Metro, próximo da Avenida ..., área da cidade de ..., decidiu abordar NN, que se encontrava nesse local, e apoderar-se de bens e valores que o mesmo tivesse na sua posse; xix) Nas circunstâncias de tempo e de espaço supra referidas, o arguido, na companhia dos quatro indivíduos não identificados, aproximou-se do ofendido e com uma voz séria e intimidatória, obrigou o mesmo a entregar-lhe € 15 em notas do Banco Central Europeu, e um telemóvel de marca e modelo «...», no valor declarado de € 130; xx) Depois de se apoderar de tais objetos, o arguido e os outros indivíduos, ameaçaram o ofendido que se denunciasse tal situação, o iriam espancar; xxi) Após tal apropriação, o telemóvel veio ser apreendido a GG, melhor identificado a fls.