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Quanto à verificação da exceção perentória inominada, geradora de ilegitimidade substantiva  - As deliberações com fundamento nas quais o Tribunal a quo tomou a sua decisão de procedência da exceção de ilegitimidade substantiva do recorrido Novo Banco, S.A. foram impugnadas judicialmente, perante os tribunais administrativos, por diversas razões legais e constitucionais e mesmo por violação da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, pelo que, embora somente a titulo subsidiário, no caso de não procedência dos fundamentos anteriores respeitantes à impugnação da improcedência da presente ação, entende a recorrente, em conformidade com o disposto no artigo 9 do Código de Processo Civil, que a decisão a tomar na presente ação, quando menos no tocante a tal questão, por depender de decisão a tomar no âmbito da jurisdição administrativa, deve sobrestar até esta se encontrar resolvida, com a consequente suspensão;  - A medida da resolução aplicada ao Banco Espirito Santo e ulteriores deliberações permitiram delimitar pese embora não se aceite a sua, grosso modo, o perímetro de responsabilidades que foram transmitidas daquele para o banco de transição, o Novo Banco;  - Facto incontornável e incontestável é que os saldos das contas de depósitos à ordem e a prazo foram integralmente transmitidas para o Novo Banco;  - Com efeito, soubesse a recorrente que o seu dinheiro estava a ser investido em produtos financeiros complexos, podendo implicar a perda, por completo, do seu capital e nunca teria investido um cêntimo;  - Isto permite que o investimento/negócio seja anulado e o dinheiro devolvido para a conta à ordem da recorrente com efeitos à data do;  - Em todo o caso, contrariamente ao entendimento professado pela decisão recorrida, a recorrente considera que, desde logo, a deliberação do Banco de Portugal de 29 de dezembro de 2015, com fundamento na qual o Tribunal a quo tomou a referida decisão padece inconstitucionalidade, por violação dos artigos 1, 1 e 2, n 1 da Constituição da República Portuguesa, não podendo, assim, independentemente de qualquer outra consequência, serem plicáveis nos presentes autos;  - Aos lesados foi apresentado um acordo pelo próprio Novo Banco;   - Nessa perspetiva houve quem aceitasse e quem rejeitasse;  - Contudo, àqueles que aceitaram, o Novo Banco, S.A., nos seus balcões, aceitou a responsabilidade e o compromisso público de os compensar, mediante a subscrição de obrigações perpétuas por si emitidas;  - Os lesados que não aceitaram esse acordo e prosseguiram com as ações judiciais foram prejudicados em face das Deliberações de "clarificação” do Banco de Portugal;  - Uma coisa será definir um perímetro de responsabilidades que o recorrido Novo Banco, S.A. terá de assumir, outro é distinguir credores e lesados em função de terem aceite ou não um acordo;  - Há uma violação clara do princípio da igualdade e da não diferencia de credores detentores do mesmo tipo de crédito), o que permite ao Tribunal ad quem recusar a aplicação e sujeição ao teor das deliberações do Banco de Portugal da presente ação até tal se verificar.