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2 Inconformada com essa decisão, a Fazenda Pública dela interpôs recurso para este Supremo Tribunal, mantendo que a «prova do montante efectivamente incorrido a título de honorários com os respectivos mandatários judiciais», a efectuar pela parte vencedora com a apresentação da nota discriminativa e justificativa das custas de parte, é imprescindível como meio de permitir à parte vencida «aferir se as despesas incorridas pela parte vencedora, a título de honorários do respectivo mandatário judicial, foram superiores, iguais ou inferiores ao valor que resulta da fórmula de cálculo da compensação, ínsita no artigo 2, n. 3, alínea, do RCP, que lhe seria devida por tais despesas».