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No caso, embora se possa conceber que, após a violação inicial ofensa do direito de, também sobre o lesante persistia um dever de a fazer cessar e de entregar a coisa e cujo cumprimento omitiu, o certo é que, em contrapartida de tal omissão e do consequente prolongamento no tempo da lesão, a lei faz emergir uma sucedânea obrigação indemnizatória nascida no momento da lesão inicial mas compreensiva de todos os danos subsequentes e, portanto, um único direito indemnizatório em si autónomo do de cujos requisitos se verificaram na íntegra e que logo se tornou exercitável sem que a tal se oponha qualquer obstáculo, nomeadamente decorrente da circunstância de os danos se irem produzindo continuamente.