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35  Neste conspecto, impende sobre quem alega a exclusividade da titularidade do direito de propriedade incidente sobre determinado bem o ónus da prova dos pertinentes factos, certo sendo que a titularidade de uma conta bancária não predetermina a propriedade dos fundos nela depositados3 Deste modo, e revertendo para o caso, entendeu, e bem, o Tribunal a quo que resultou demonstrado que a conta da qual foram efetuadas transferências para pagamento das obras realizadas no imóvel bem próprio da ré é uma conta titulada apenas por uma pessoa, um dos cônjuges - o autor – mas que, sendo o mesmo casado, ainda que no regime de separação de bens, não logrou demonstrar que todas as quantias existentes em tal conta eram única e exclusivamente suas, pelo que não logrou ilidir a presunção de compropriedade das mesmas estabelecida pelo citado n2, do artigo 1736, e, "Assim, a factualidade demonstrada, que se não revelou concludente no sentido de atribuir a propriedade exclusiva do dinheiro gasto a qualquer das partes, nomeadamente ao autor, permitiu apenas concluir que, durante o casamento de autor e ré, foi gasto dinheiro retirado de conta bancária exclusivamente titulada pelo autor, e que serviu para incrementar o valor de imóvel da ré, não permitindo concluir que o dinheiro existente em tal conta era apenas pertencente ao autor, não sendo assim de afastar a presunção de compropriedade de tal dinheiro.