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120 do CIRE, que se verifica o requisito da temporalidade porque o negócio data de 20/09/2018, a sentença de insolvência data de 17/07/2020 e o processo iniciou-se a 01/07/2020, a 31/08/2018 a A. devia á sociedade insolvente os montantes de € 9237,39 e de € 13986,92, posteriormente seguiu-se a emissão pela sociedade insolvente a favor da aqui A. de uma factura datada e vencida a 28/09/2018, que titula uma suposta venda de viaturas, pelo preço de € 13760,00, pelo que na referida data a A. era devedora também dessa quantia, sendo o total em dívida de € 37984,81, a A. por lapso refere-se a Ré) emitiu à insolvente uma factura no valor de € 37000,00, que titula uma alegada venda de carteira de clientes, com o único intuito de anular contabilisticamente o saldo credor global da insolvente sobre a A., mediante um pretenso e ilegal "encontro de contas”, preterindo o recebimento do verdadeiro crédito de que a insolvente era titular sobre a A., no valor de € 37984,81, o não ingresso desta quantia na esfera patrimonial da insolvente impede a repartição do produto daquilo que deveria ter sido uma venda pelos credores da insolvente, a ter ocorrido uma compensação, o meio idóneo para tal seria contrato escrito, não existindo necessidade de o negócio translativo dos direitos conexos à carteira de clientes alegadamente alienada pela A. á insolvente ser titulada por factura recibo, as carteiras de clientes são consideradas, quer fiscal, quer contabilisticamente, como activos intangíveis, cuja alienação terá de ser de precedida de avaliação por revisor oficial de contas independente, o que não sucedeu, está verificado o requisito da prejudicialidade, cabe à A. o ónus de contraprova da prejudicialidade, subsumindo os factos alegados na previsão normativa do art.