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As dores acima referidas mantiveram-se o que levou o Autor, ora Recorrido, a procurar assistência médica no centro de saúde da área da sua residência, tendo sido reencaminhado para o serviço de urgência de ortopedia do Hospital da S da O, Empresa Pública ora Recorrente, no dia 202017 - factos 16 e 1 No diário clínico elaborado pelo médico da ora Recorrente fez-se constar "queda há duas semanas”, "dor ocipitocervial intensa”, prescrevendo-se aí "colar cervical a tempo inteiro + analgesia” e "consulta externa” – facto 1 Apresentava, até 32017, fractura visível – facto 1 Foi operado a esta fractura no Hospital Réu em 212017 – facto 2 O Autor, ora Recorrido, encontra-se de baixa médica por incapacidade temporária para o trabalho, desde 002017 até à data de entrada da petição inicial –  facto 2 Em 202018, foi presente a junta médica da ADSE, a qual deliberou que o mesmo se encontrava impossibilitado de regressar ao serviço, tendo sido marcada nova junta médica para 102018 – facto 2 Temos portanto, uma sequência de factos, sem qualquer evento que interrompa esse nexo de causalidade, que permitem concluir que foi em resultado da queda sofrida no fosso de uma das caldeiras do Hospital da ora Recorrente que determinou a fractura de um osso cervical e desta resultou uma incapacidade temporária para o trabalho.