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Ora, concluem os recorrentes: Entendeu o Tribunal a quo, proferindo Despacho Inicial de Exoneração do Passivo Restante, determinar que durante os cinco anos subsequentes ao encerramento do presente processo de insolvência, o rendimento disponível que os insolventes venham a auferir superior a 1 salário mínimo nacional, se considera cedido ao fiduciário nomeado; Contudo, os recorrentes não concordam com a ponderação do Tribunal na fixação do valor em causa; Isto porque, o Tribunal a quo não apreciou na plenitude a factualidade do caso concreto, resultando numa fixação de um valor correspondente ao sustento mínimo manifestamente insuficiente; Não foram ponderadas as despesas inerentes ao dia-a-dia dos recorrentes, nomeadamente despesas relativas à habitação, alimentação, higiene, saúde, entre outras; Ademais, não está em causa a adaptação dos insolventes ao nível de vida e consumos à realidade em que se encontram, porquanto sempre se pautaram por uma vida humilde; A verdade é que o valor que lhes foi reservado como isento de cessão não é compatível com a dignidade que a Lei Fundamental exige e o critério que o artigo 239, n. 3, alínea – do CIRE acolhe.