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E refere: "Outra solução não parece aceitável: única alternativa seria a de considerar terminado o mandato, o titular de um cargo de .fiscalização deveria cessar de imediato funções, por quebra do vínculo e da legitimidade jurídica que o ligavam à sociedade, com as consequências desastrosas que daí adviriam, de a sociedade continuar a exercer a sua atividade sem qualquer fiscalização, até ao momento em que ocorresse a designação de novos órgãos de fiscalização – o que constituiria uma consequência inaceitável, atentos os riscos que uma circunstância deste tipo criaria para a sociedade, os seus stakeholders e o mercado em geral.” Não podemos tornear o facto de a fiscalização servir para garantir os interesses internos da sociedade – de apoio e correção da informação de apoio à gestão e de reporte aos acionistas -, mas também visar a garantia de confiança instrumental ao exercício de funções de auditoria e fiscalização30 que constituem o núcleo da sua função e que têm reflexos externos à esfera das entidades a que respeita a informação – no mercado, nos clientes, nos credores, nos trabalhadores, na administração tributária, etc.