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Tal como decidiu a Relação de Coimbra, em acórdão de 02012 processo n. 2273/11TBLRA-B.C1, a qualificação da insolvência como culposa reclama uma conduta ilícita e culposa do devedor ou dos seus administradores; decorre a culpa do devedor ou dos seus administradores, de um juízo de censurabilidade, em cuja formulação devem ser consideradas as condições que justificam que lhes seja dirigida essa censura; a censurabilidade da conduta é uma apreciação de desvalor que resulta do reconhecimento de que o devedor, ou os seus administradores, nas circunstâncias concretas em que atuaram, podiam ter conformado a sua conduta de forma a evitar a queda do primeiro na situação de insolvência ou agravamento do estado correspondente; a censurabilidade do comportamento da conduta do devedor ou dos seus administradores é um juízo feito pelo tribunal sobre a atitude ou motivação de um e de outros, segundo o que pode ser deduzido dos factos provados.