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15-K justifica a igualdade de tratamento que se atinge pela aplicação analógica deste preceito aos casos em que, como o dos autos, a entrega voluntária do locado foi feita à margem de um processo de despejo, mas em que a questão do entrave à dinamização do mercado de arrendamento se coloca nos mesmos moldes, não havendo razões para tratar de modo diferente o senhorio que, não tendo necessidade de recorrer à ação de despejo porque a entrega do locado foi voluntária, se encontra, no entanto, no que toca aos móveis não removidos pelo locatário do locado, em situação em tudo similar à daquele que foi obrigado a recorrer ao procedimento especial de despejo ou à ação de despejo, não havendo, por outro lado, da parte do arrendatário, razões que justifiquem tratamento diferenciado apenas se devendo exigir, uma vez que a entrega do locado não foi reduzida a auto a partir da data do qual se inicie a contagem do prazo de 30 dias previsto no supra aludido preceito, que o senhorio proceda ao aviso do locatário para que o aludido prazo comece a correr.