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Para concluir desta forma, esclarece aquele Tribunal, com interesse essencial para o presente caso, que "O que é relevante para que se conclua que as pessoas coletivas de utilidade pública visam predominantemente fins científicos, para efeitos da norma em apreço, é que as atividades de natureza comercial ou industrial a que respeita a isenção de IRC, sejam meramente acessórias dos fins científicos, designadamente que os proventos obtidos no seu exercício se destinem a ser utilizados na satisfação desses fins científicos”; AA-Nestes termos, a AT só pode tributar a LIPOR com base no seu lucro tributável se esta prosseguir uma atividade comercial a título principal e não a qualquer outro título - acessório, marginal, residual,, algo que, como vimos, não se verifica; BB-As liquidações são, portanto, também por força deste desajustamento entre a natureza da actividade da Impugnante e o Direito aplicado, ilegais.O Digno Magistrado do P. junto deste Tribunal emitiu douto parecer no qual termina pugnando pelo não provimento do recurso cfr.fls.529 do processo físico).Corridos os vistos legais cfr.fls.535 e 537 do processo físico), vêm os autos à conferência para deliberação.