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Na p.que apresentou no TAF do Porto o então A. identificou os seguintes danos:  "22 – Pelo facto de o processo judicial ter durado dez anos, tem vivido numa situação de incerteza desde 2003; b) - Sentiu incerteza na planificação das decisões a tomar; ) - Não tem podido organizar-se; ) – Vem sofrendo de ansiedade, depressão, angústia, incerteza, preocupações e aborrecimentos; e) – Sente-se frustrado pela ineficácia do sistema na defesa dos seus interesses; f) – A demora no termo do seu processo, fez-lhe falta, pois levaria ao pagamento de uma indemnização: g) – Tinha a expectativa de receber tal quantia, pagar dívidas, efectuar provisões de honorários ao seu mandatário e de aplicar o remanescente; h) - Sendo certo que tal situação gerou a perda de interesse no locado em questão no processo administrativo, pois não podia ser utilizado, logo não gerou receita para o aqui A; ) – Fez com que não pudesse pagar os honorários devidos ao seu mandatário; j) – Fez com que tivesse que pedir empréstimos a familiares para sobreviver; k) – Fez com que, ao invés de apenas suportar os honorários do seu mandatário durante alguns anos, teve que suportar e dever os honorários de dez anos; 45 O A., teve danos patrimoniais por causa da delonga da justiça, com efeito, para alem dos danos apontados no art.