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Através de requerimento apresentado em 312020 foi apresentado o relatório anual pela Sr Fiduciária, nos termos do art 240, n 2, do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas doravante, no qual se informa que o devedor no primeiro ano da exoneração do passivo restante auferiu rendimentos que excederam o valor fixado como indisponível no montante de € 535,89 quinhentos e trinta e cinco euros e oitenta e nove cêntimos), assim discriminado: Mês Rendimento indisponível - Retribuição mensal - Remanescente 10/2019 700,00			 € 753,98 			€ 53,98 € 11/2019 700,00 			 € 753,98			€ 53,98 € 12/2019 700,00 			 € 753,98 			€ 53,98 € 01/2020 700,00 			 € 691,48 			€ 0,00 € 02/2020 700,00 			 € 807,60 			€ 107,60 € 03/2020 700,00 			 € 711,50 			€ 11,50 € 04/2020 700,00 			 € 449,73 			€ 0,00 € 05/2020 700,00 			€ 703,00 			€ 3,00 € 06/2020 700,00 			€ 678,73 			€ 0,00 € 07/2020 700,00 			€ 1 951,85 			€ 1 251,85  08/2020 700,00 			€ 644,73 			€ 0,00 € 09/2020 700,00 			€ 616,40 			€ 0,00 € TOTAL 8 400,00€ 		€ 9 516,96 			€ 1 535,89     De direito;  – As questões de direito suscitadas pelo recorrente são as seguintes:  a) Nulidade do despacho por falta de fundamentação; b) Indeferimento do pedido do insolvente/devedor de rectificação/alteração do valor apurado pela Sr fiduciária e a disponibilizar a esta para os fins da insolvência;  No que concerne à invocada nulidade do despacho, argumenta o recorrente que o mesmo padece de falta de fundamentação de facto e de direito, por não indicar a matéria de facto e disposição legal que conduz à decisão tomada, devendo ser fundamentada para que o destinatário a consiga interpretar e entender e para o destinatário estar preparado para recorrer da mesma.