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Ou seja, importava a prova de que os arguidos tinham a consciência de que a conduta imputada – pretendiam auferir avultadas quantias monetárias – era proibida numa vertente agravativa; 6- Acresce que não foi demonstrado que os arguidos pretendiam vender a droga apreendida ao consumidor; 6- Por outro lado, importava demonstrar qual, ainda que aproximadamente, o valor que os arguidos e não outros indivíduos pretendiam receber com a pretensa venda ao consumidor, tal como se decidiu em acórdão do STJ "Desconhecendo-se, no entanto, o concreto montante que viria a caber ao arguido, afigura-se-nos mais adequado integrar a sua conduta – de transportador/executor – no ilícito básico, vale dizer no artigo 21 do 15/93 de 15/1” 6-  No caso concreto, não há nenhum elemento de prova que esclareça que os arguidos pretendia auferir quantia superior àquela por eles referida; 6- Mesmo entendendo como bons os factos dados como provados, a conduta dos arguidos não apela à consumação do crime de tráfico de estupefacientes, uma vez que em nenhum momento mantiveram a posse pacífica da droga, pois, esta foi sempre da Polícia Judiciária; 6-  Subsidiariamente, os arguidos entendem que a pena aplicada é exagerada em todas as suas vertentes;  6- O acórdão desatendeu completamente a várias circunstâncias favoráveis aos recorrentes: – O período de intervenção se limitar a poucos dias, já contando com os actos preparatórios.