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Essa convicção assentou essencialmente na conjugação dos seguintes factos:  - as empresas emitentes e a utilizadora agora são efetivamente controladas exclusivamente pelas mesmas pessoas físicas, ASM e irmã OSM factos 1 a 7 e 13 a 15 de 1, o que significa que entre elas existem "relações especiais” que poderão "facilitar” qualquer tipo de acordo, nomeadamente simulatório;  - as empresas controladas por estas pessoas físicas são geralmente indiciadas de serem utilizados e/ou emitentes de faturas falsas factos 1 a 7 e 13 a 15 de 1, sabendo-se que esse é um comportamento reincidentemente verificado no setor corticeiro, com particular significado no concelho de Santa Maria da Feira, sede e residências das pessoas em causa nos autos;  - para a atividade da agora Impugnante pura prestação de serviços) não se justifica a compra de rolhas que não, o que poderá significar que a única finalidade de tais faturas consiste na dedução indevida do IVA e do custo fiscal em IRC, já que sem isso a atividade da Impugnante seria bastante lucrativa e não teria direito a tais deduções; - as empresas emitentes não possuem estrutura empresarial compatível com os fornecimentos a que aludem as faturas, como resultou das ações inspetivas a que foram sujeitas pela AT;  - da contabilidade da agora Impugnante resulta que esta não pagou efetivamente o valor das faturas em causa emitidas por empresas com as quais mantém "relações especiais”), o que, sendo uma anomalia compatível com a suspeita acerca da falsidade das operações faturadas, confirma a tese da AT;  - dos autos não consta que tais mercadorias tenham chegado a entrar e a sair das instalações da agora Impugnante ou que ainda ali se encontrem, nada sendo alegado quanto a isso pela Impugnante, o que sugere que os bens faturados não entraram nunca na disponibilidade da agora Impugnante, não entraram nas suas instalações, não se encontram lá nem nunca de lá saíram.