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- Em face de tudo o exposto, entende a recorrente que é a conjugação de todos estes elementos de prova e sua devida interpretação, que gera a convicção segura de que o "OZ” não foi, de facto, furtado no dia 07/07/201 - Na verdade, esses elementos de prova conduzem à conclusão de que: - o "OZ” não esteve no local de onde se diz ter sido furtado nesse dia, não só por não existir prova direta desse facto para além das declarações de duas pessoas evidentemente interessadas no desfecho da ação, como são o A e sua, como também por esse facto contrariar dados objetivos que resultam da conjugação da prova oral com os registos das leituras das chaves do veículo, nos termos já expostos - não é possível que o "OZ�� tenha sido furtado do local onde se diz que o foi, não só por se tratar de um sítio movimentado e exposto, como também porque as próprias operações necessárias à sua remoção ou deixariam vestígios, ou levariam ao acionamento do alarme com a inerente deteção dos, ou demorariam um lapso de tempo que não só não é compatível com a duração do jantar dos demandantes, como exporia os seus autores a um risco de serem detetados - o comportamento dos AA revela uma clara preparação da futura participação deste alegado furto, bem como uma preocupação de se munirem de meios de prova que usaram nesta ação, sem que, na altura em que os recolheram, tal se mostrasse minimamente necessário - Existe um motivo claro para a participação de um furto que não se comprova ter ocorrido, consubstanciado na necessidade de acudir, por via do recebimento de um capital de seguro de valor até superior ao do próprio veículo – ou, pelo menos, com a possibilidade de ser recebido de imediato e sem necessidade de se aguardar pela venda do automóvel, sempre dependente de autorização da empresa financeira – que poderia auxiliar no cumprimento das obrigações que o A e sua esposa assumiram.