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Fê-lo com base na seguinte alegação:    Não resultava da sentença qualquer facto e/ou argumento que consubstanciasse tal preenchimento, pois não bastava invocar o mero não depósito das contas para que se pudesse concluir pela existência de culpa grave em termos de qualificação de insolvência;   Para tanto não bastava a simples demonstração da sua existência e a consequente presunção de culpa que sobre o recorrente recaía;   Não faria qualquer sentido que só porque não se procedeu ao depósito de contas de alguns anos, se qualificasse a insolvência como culposa, com os efeitos nefastos e graves para as pessoas visadas, quando para mais é bem patente que este facto não teve qualquer influência na situação de insolvência;   Como bem refere o acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 002008, relativo ao processo n. 0754886, disponível em www.dgsi.pt "- Para que uma falência seja qualificada como culposa é sempre necessário que seja a actuação ou omissão) que se classificou como dolosa ou com culpa grave do devedor e não outra a concorrer, intercedendo em termos de causalidade, na criação ou agravamento da situação de insolvência.