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E veja-se a presença de espírito e de lucidez manifestadas pelo arguido, e resultante das suas próprias declarações, certificou-se que o filho mais velho já não estava em casa, já tinha ido para escola, certificou-se que o filho mais novo estava a dormir, e fechou a porta do quarto onde este estava a dormir "para não ouvir"), mune-se do haltere e, depois, procura ocultar a sua conduta, com o trocar de roupa, o limpar do sangue e o dar "uma informação falsa" para a chamada dos bombeiros.” Por isso, nestas situações, os factos psicológicos que traduzem o elemento subjetivo da infração são, em regra, objeto de prova indireta, isto é, só são suscetíveis de serem provados com base em inferências a partir dos factos materiais e objetivos, analisados à luz das regras da experiência comum.