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320 a 244 DE HARMONIA COM AS RAZÕES EXPOSTAS DEVE CONCEDER-SE PROVIMENTO AO RECURSO E, POR TAL EFEITO: - revogar-se a sentença na parte em que declara afectados pela qualificação da insolvência como culposa os ora recorrentes  O Ministério Público contra-alegou, apresentando as seguintes conclusões:   A douta decisão proferida não é nula, nos termos do disposto nos artigos 60, 61, n. 1, al., 15, n. 1, e 60, n. 4, todos do Código de Processo Civil, e 20 da Constituição da República Portuguesa, por ausência total de fundamentação dos elementos de facto porquanto efectuou uma análise crítica da prova, conheceu do conteúdo dos vários meios de prova, determinou a sua relevância e procedeu à respectiva valoração, com indicação dos fundamentos decisivos para a formação da sua convicção, não se tendo limitado a enumerar a prova produzida;  A prova produzida nos autos é suficiente para considerar provados os factos enumerados sob os pontos,,, e do probatório da douta sentença recorrida;  Com efeito, resulta dos autos que os recorrentes exerciam funções como gerentes de facto da insolvente, obrigando-se pela sua assinatura e praticando os demais actos de gestão, administração e representação que extravasam as competências de um sócio ou mero trabalhador;    A tentativa de afastamento da aplicação das presunções legais inilidíveis) constantes do n. 2 do artigo 18 do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, revelou-se totalmente infrutífera, uma vez que os recorrentes estribaram o seu argumentário no erro de julgamento da matéria de facto quanto aos pressupostos que determinariam a sua não afectação pela qualificação da insolvência, o que não colheu face à prova produzida;  Acresce que o art.