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Ainda neste sentido, pode ver-se, o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça n. 8/2012, de 24 de outubro de 2012 publicado Diário da República n. 206, Série , dessa mesma data e consultável online em http://bdjur.almedina.net/item.php?field=item_id&amp;value=1743059), onde se expendeu: "Trata-se de uma medida de conteúdo reeducativo e pedagógico, tendo na sua base uma prognose social favorável ao arguido, a esperança fundada e não uma certeza - assumida sem ausência de risco - de que a socialização em liberdade se consiga realizar, que o condenado sentirá a sua condenação como uma advertência séria e solene e que, em função desta, não sucumbirá, não cometerá outro crime no futuro, que saberá compreender, e aceitará, a oportunidade de ressocialização que lhe é oferecida, pautando a conduta posterior no sentido da fidelização ao direito.