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E se, por um lado, a letra da lei, enquanto elemento literal, é sempre o ponto de partida para a tarefa hermenêutica, impõe-se ao intérprete, como paradigmaticamente exige o caso vertente, socorrer-se dos correspectivos elementos lógicos, através dos quais se visa determinar o espírito da lei, a sua racionalidade ou a sua lógica, por via dos consabidos elementos histórico, teleológico ou sistemático, tal como demanda o artigo  n. 1, do Código Civil neste sentido, entre tantos outros, mas que por revelar especial acuidade na análise jurisprudencial do instituto da interpretação da lei se convoca, o Acórdão do Venerando Supremo Tribunal Administrativo, de 212011, proferido no âmbito do processo n. 0701/10, disponível em www.dgsi.pt; MACHADO, João Baptista, in Introdução ao Direito e ao discurso legitimador.