Legal Document Excerpt:

O tribunal salientou neste particular que os mesmos compunham, com o falecido filho, uma família ligada por um forte laço de união, viram-se privados dele e do amor e do afeto que o mesmo lhes proporcionava, sendo ele o filho mais velho e um jovem de 26 anos, trabalhador, disciplinado, sério, bem-educado, dedicado, amigo daqueles e amigo de ajudar o próximo, com quem viviam e com quem tinham uma excelente relação, de grande proximidade, principalmente a mãe, com quem tinha grande intimidade, que em princípio, sendo saudável, como era, prosseguiria no caminho até à velhice destes pais, um companheiro e exemplo para o irmão mais novo, sublinhando depois que o cálculo do sofrimento e angústias vividas pelos pais com a perda de um filho, independentemente da idade, é sempre tarefa difícil e que estes pais, quando tomaram conhecimento da notícia da morte do filho, nem queriam acreditar que fosse verdade, sofreram muito ao ver o seu filho querido, morto, estendido num caixão, depois o verem sempre o seu quarto vazio, roupa, ou bens pessoais, causou-lhes um enorme desgosto, sofreram tanto que ficaram doentes e necessitaram tratamento psiquiátrico, sendo que o pai esteve pelo menos 4 meses de baixa médica, após o falecimento do filho, e a mãe adoeceu e foi hospitalizada no próprio dia da sua morte, e não obstante o tempo passado, a dor continua a mesma, continuam a chorar pelo filho, deslocando-se amiúde ao cemitério.