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Assim se entendeu, por exemplo, no  acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 26 de Março de 2019, www.dgsi.pt, processo n. 2468/11T8CHV-A.GS1): "Do exposto, pode concluir-se, na senda de Gomes Canotilho e Vital Moreira, que para podermos afirmar que estamos ante uma relação jurídica administrativa temos de isolar dois elementos: por um lado, um dos sujeitos há-de ser uma entidade pública ou se for privada deve atuar como se fosse pública; e por outro lado, os direitos e os deveres que constituem a relação hão-de emergir de normas legais de direito administrativo ou referir-se ao âmbito substancial da própria função administrativa.Será, pois, à luz do conceito de relação administrativa acima delineado que as diversas alíneas do artigo  do ETAF devem ser lidas e interpretadas, posto que, conforme se deixou dito, face aos artigos 21, n. 3, da CRP, e , n. 1, do referido Estatuto, essencial para que a competência seja deferida aos tribunais administrativos é que o litígio se insira no âmbito de uma relação dessa natureza, o mesmo é dizer numa relação onde a Administração é, típica ou nuclearmente, dotada de poderes de autoridade para cumprimento das suas principais tarefas de realização do interesse público”.