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Os pontos de factos impugnados pelos recorrentes são os seguintes: - O autor, motivado por dívidas que poderia vir a ter com terceiros e de forma a salvaguardar o seu património constituído à data pelo um vinte e dois avos indiviso do prédio rústico denominado "E”), acordou com os réus que a melhor forma de o fazer seria colocar o mesmo, formalmente, em nome dos réus, ao que estes acederam ponto 6 dos factos; - No seguimento de tal acordo, o autor e os réus, em 27 de outubro de 2005, deslocaram-se ao Cartório Notarial de  sito à Rua ., n  .. e, perante a notária G, outorgaram escritura pública da qual fizeram constar que o autor vendia ao 1 réu, casado com a 2 ré, e que este aceitava a venda do um vinte e dois avos indiviso do prédio rústico denominado "E” identificado em , pelo preço de €1500,00 ponto 7 dos factos; - Contudo, nem o autor quis vender, nem os réus quiseram comprar o um vinte e dois avos indiviso do prédio rústico denominado "E”, identificado em 7 ponto 8 dos factos; - Do mesmo passo, o autor não recebeu qualquer quantia em dinheiro nem os réus pagaram qualquer quantia ao autor ponto 9 dos factos; - A escritura pública identificada em  serviu unicamente para que o um vinte e dois avos indiviso do prédio rústico denominado "E”, identificado em , deixasse de figurar na Conservatória do Registo Predial em nome do aqui autor, atendendo às dívidas do autor que poderiam resultar na perda do referido património a favor de potenciais credores ponto 10 dos factos; - Foi o autor quem pagou todas as despesas inerentes à realização da escritura e as despesas administrativas com o respetivo registo na Conservatória do Registo Predial ponto 11 dos factos; - Sempre o autor agiu, relativamente à parcela de terreno correspondente ao um vinte e dois avos indiviso do prédio rústico denominado "E”, na convicção de ser o seu dono e possuidor ponto 14 dos factos; - Em meados do ano de 2005, antes da outorga da escritura pública identificada em , após ter sido concedido ao autor o alvará identificado em 1, este começou os trabalhos preparatórios da construção da moradia ponto 19 dos factos; - Durante todo o tempo que durou a construção da moradia nunca os réus colocaram obstáculos à sua edificação ponto 24 dos factos; - As despesas de construção da moradia relativas ao empreiteiro "H, Lda”), a pichelaria a cargo de ..) e ao eletricista, foram todas pagas pelo autor ponto 29 dos factos; - O autor pagou os serviços relativos aos arranjos exteriores e muros ponto 30 dos factos; - O autor pagou os portões elétricos da entrada da moradia ponto 31 dos factos; - Todos os eletrodomésticos e móveis que equipam a cozinha e as casas de banho da moradia, bem como pelo menos parte dos móveis que equipam as demais divisões, foram adquiridos pelo autor ponto 32 dos factos; - Os réus foram convidados pelo autor para irem morar com ele a título gratuito, cuidando a 2 ré da mãe do autor que contava à data 90 anos ponto 33 dos factos; - Os réus, por mera deferência e tolerância do autor, continuaram a viver com este na moradia, após a morte da mãe do autor ponto 35 dos factos; - É na moradia que o autor recebe os seus amigos, designadamente, em almoços e jantares, sendo que estes consideraram o autor proprietário da mesma ponto 38 dos factos; - Os réus vivem na moradia do autor, atualmente com a filha, maior de idade ponto 41 dos factos.