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Veja-se, por fim, o Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 26/03/2019, relatora Micaela Sousa, processo n. 19813/15T8LSB.L1-7, disponível em www.dgsi.pt, "...) estando em causa a celebração de um contrato de mediação imobiliária em regime de não exclusividade, sendo a ré/recorrida livre de concretizar ou não o negócio, com a pessoa angariada pela autora ou com entidade terceira, a recusa em celebrar o negócio visado seja por desistência do negócio, seja por exigência de um novo preço superior ao indicado, não dá lugar a qualquer indemnização ...).” Perante todos estes dados há que ponderar o seguinte: - A Autora baseia todo o seu pedido no facto de ter conseguido encontrar interessado no negócio prosseguido pelo Réu venda do imóvel); - A Autora não alega que o contrato de mediação foi celebrado sob regime de exclusividade; - O documento junto aos autos, designado "Contrato de Mediação Imobiliária”, tem uma cláusula de onde consta que o mesmo é submetido ao regime de não exclusividade; - A Autora não alega que foi acordado entre as partes que, para a remuneração ser devida, bastaria à Autora encontrar interessado na compra do imóvel;  - Como vimos, a lei é explícita em determinar que a remuneração apenas é devida com a conclusão e perfeição do negócio visado pelo exercício da mediação; - É posição pacifica da doutrina e da jurisprudência que o Cliente não é obrigado a pagar a remuneração se o negócio não for concretizado, seja qual for o motivo – incluindo a desistência do Cliente da intenção de vender o imóvel; - As Mediadoras são sociedades comerciais e entidades profissionais que têm a obrigação de conhecer a lei e que, ao entrarem no ramo imobiliário, têm de suportar o risco associado aos contratos sob regime de não exclusividade.