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Notificação elaborada em 27/09/2018 no Apenso G Liquidação) com a referência citius 159967001 a; 5 Os administradores judiciais devem, no exercício das suas funções e fora delas, considerar-se servidores da justiça e do direito e, como tal, mostrar-se dignos da honra e das responsabilidades que lhes são inerentes, tal como proclama o artigo 12, n1, da Lei n 22/2013, de 26/02; 5 Decorre da parte final do n. 2 do artigo 1 do Estatuto do Administrador Judicial, que o A.tem o dever de orientar sempre a sua conduta para a maximização da satisfação dos interesses dos credores; 5 Em caso de violação funcional grave, «o juiz pode, a todo o tempo, destituir o administrador da insolvência e substituí-lo por outro, se, ouvidos a comissão de credores, quando exista, o devedor e o próprio administrador da insolvência, fundadamente considerar existir justa causa» artigo 56 do, mas não o fez; 5 A MMa Juiz ao não ter reconhecido as omissões e a falta de isenção e imparcialidade do A., violou a Lei 22/2013, de 26 de fevereiro, Estatuto do Administrador Judicial e os preceitos do CIRE, quanto à boa administração, isenção e dever de informação dos administradores de insolvência; 5 A MMa Juiz ao acolher a tese do Sr. A., de não existir justa causa de destituição violou o disposto no artigo 1 da supra citada lei do Estatuto do Administrador Judicial; 5 No caso sub judice a justificação para a justa causa da destituição está na violação e incumprimento de deveres no exercício das suas funções, mais concretamente na preterição das obrigações previstas nos artigos 5, n. 8, 16, n. 3 alíneas e e 16, todos do CIRE e artigo 1 da Lei 22/2013, de 26 de fevereiro; 6 Neste caso concreto a imagem global da actuação do Sr. A.não reflecte a de um gestor diligente, prudente e ordenado, uma vez que no exercício das suas funções violou o artigo 1 do estatuto e os artigos 5, 16 e 16 do CIRE de forma negligente e grave o que comprometeu definitiva e gravemente a relação de confiança com os credores, uma vez que tenta adquirir bens que já pertenciam à massa insolvente e outros que não pertenciam mas sempre e só sem o conhecimento e sem o consentimento da comissão de credores como se impunha por lei; 6 A soma dos factos relatados e dos actos praticados pelo Sr. A. permitem concluir por parte da MMa Juiz que existia justa causa de destituição do Sr. AI.