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Há no teor destes pareceres alguns denominadores comuns fundamentais: a alta do doente foi precoce – e essa foi da responsabilidade da arguida ; o doente devia ter sido, desde logo, submetido a mais exames médicos do foro cardiológico até se descobrir cabalmente o mal de que padecia e, caso os mesmos não pudessem ser efectuados no hospital de Portimão, devia ter sido evacuado por qualquer uma das arguidas para outro hospital que os pudesse fazer, bem como aos tratamentos adequados – e isso foi da responsabilidade de cada uma das arguidas; se não tivesse sido dada alta precoce ao doente e ele tivesse sido evacuado para o hospital de Faro, teria hipóteses de se salvar cerca de 90% de probabilidades de sobreviver á cirurgia, segundo o parecer elaborado pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde), pois que, apesar de a cirurgia só poder ser feita em Lisboa, mediaram cerca de 13 horas entre a alta e a constatação da morte do AA, período de 13 horas que podia até ter sido bem mais dilatado, pois que a transferência do doente para o hospital de Faro não tinha que coincidir necessariamente com a hora em que no dia 24 de Fevereiro lhe foi dada alta, podia ter sido bem mais cedo, após os primeiros exames terem arredado a hipótese de se tratar de um problema abdominal, renal ou vesical às 15h25m de 23 de Fevereiro, havia já um ECG que apresentava alterações), na noite de 23 para 24, por exemplo quando pelas 6h14m do dia 24 se constatou que a Troponina T-HS indicador de existência de problemas cardíacos) tinha disparado para 35,1 ng/e que a Proteína Reativa indicador de um quadro inflamatório sugestivo de aterosclerose ou de isquemia ou de risco de enfarte de miocárdio, cujo valor de referência se situa entre os 0-5) tinha passado de 1,3 mg/, às 15h57 do dia 23, para 10 mg/, às 6h14m do dia 24 – o que prolongaria de 13 para 23 horas o período de reacção no hospital de Faro para fazer exames complementares e proceder ao envio do doente para Lisboa.