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Em sede de audiência de discussão e julgamento, a advogada da trabalhadora extravasou o explanado no artigo antecedente, inquirindo as testemunhas da Recorrente a factos sobre os quais não haviam deposto, porquanto não estavam indicados pela parte que apresentou as referidas testemunhas Minuto 22:36, 24:11, 24:23);  Tendo o Tribunal " a quo” permitido tal inquirição, não obstante a chamada de atenção da Recorrente, violou o disposto no artigo antecedente; 1 Autora instaurou contra a ora Recorrente a presente ação de impugnação de despedimento sob a forma especial, apresentando o formulário previsto no Artigo 98- do CPT, onde declarou opor-se ao despedimento promovido pela Recorrente, pedindo que seja declarada a ilicitude do mesmo; 1 A Recorrente veio apresentar articulado motivador do despedimento, pedindo a improcedência da ação e a declaração de licitude do despedimento; 1 O Tribunal "a quo” deu como provados, entre outros, os seguintes factos: 4 Em inícios de 2016 a Trabalhadora, solicitou uma intervenção inspectiva á entidade patronal , à Autoridade para as Condições de Trabalho; 4 A intervenção requerida teve por base os mesmos factos e fundamentos que alicerçaram a ação interposta contra a entidade patronal Ação para Tutela dos Direitos do Trabalhador, que correu termos pelo Juízo do Trabalho de Évora, sob o N 491/10T8EVR) revelando uma rejeição dos pareceres da ACT e uma atitude persecutória da parte da Trabalhadora; 4 Tal intervenção concluiu que "não existem indícios que consubstanciem a existência de assédio moral nem a falta de ocupação efetiva da trabalhadora” conforme, aliás, consta do processo da ACT junto aos referidos autos; 4 Não obstante, a Trabalhadora não se conformou e intentou a referida ação contra a ora Recorrente, limitando-se a copiar o texto da sua reclamação junto da ACT e suscitando os mesmos factos!