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Com efeito, ao contrário do que se sustenta no douto despacho recorrido, a doença de que a Ré alega padecer – pelas suas características, que são conhecidas, em particular ao nível de degeneração das capacidades intelectuais e de memória – não pode, sem mais, ter-se como irrelevante para a decisão do presente litígio, sobretudo quando, à luz dos elementos disponíveis nesta data, o que está em causa no mesmo não é o estrito não pagamento das rendas pois que não existe prova nos autos de que a Ré tenha deixado de pagar alguma, mas antes o seu pagamento fora da data convencionada, ou seja, uma situação de mora da arrendatária, mora esta que pode reforça-se, pode, pois que não foi produzida ainda prova sobre a matéria) justificar-se em razão dos problemas de saúde mental que a Ré invocou, ainda que de forma manifestamente deficiente na sua contestação.