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À consideração superior - 17/09/2007”; as autoras, por si e antecessores, sempre utilizaram o prédio referido na alínea, no qual através de caseiros ou pessoas às suas ordens, cortavam mato e árvores, zelavam pela sua limpeza, vigiavam a manutenção da estremas e dos sinais que o delimitavam dos prédios confinantes, há já mais de 20 anos, sem interrupção, à vista de toda a gente, sem oposição de quem quer que seja, com a intenção de exercer um direito; o prédio referido na alínea confronta atualmente do norte com O; do sul com F; do nascente com P e do poente com ; o caminho de servidão existente a norte do prédio dos réus referido e inserido no seu prédio, é o F, ali existente desde tempos imemoriais; o seu leito, calcado e definido, apresenta marcas visíveis do trânsito de pessoas, animais e veículos; tal caminho serve vários proprietários de terrenos, incluindo as autoras; esse caminho constitui o único acesso ao prédio referido na alínea; os réus colocaram um portão na partilha do seu prédio com o prédio das autoras; e na extrema do caminho, junto ao caminho público denominado Rua , colocaram pequenas árvores; o prédio das autoras carece de limpezas frequentes; as autoras usam a caruma e demais vegetação para colocar nas instalações dos animais e alimentá-los; foram abordadas por compradores interessados na madeira existente no monte, não se tendo a venda concretizado devido à impossibilidade de usar o F; o muro serve de delimitação do prédio dos réus com o caminho público e com parte do F; o muro foi edificado no leito do F; o F sempre teve a largura de 3,10 metros; e atravessa o prédio dos réus; há mais de 20 anos que as AA., por si e pelos antecessores, através de caseiros ou de pessoas às suas ordens retiram o mato, a lenha, as uvas e as árvores do seu prédio para a via pública pelo F; por esse caminho transitavam, a pé, com carros de bois e mais tarde com tratores, sempre que queriam e necessitavam de se deslocar àquele seu prédio, para ali executar trabalhos de limpeza, para o vigiar ou simplesmente ali permanecer; após a edificação do muro pelos réus, o F e consequentemente o prédio referido na alínea ficaram inacessíveis para as autoras; o portão e as plantas colocadas pelos réus impedem a passagem das autoras para o seu prédio; o prédio das autoras não tem outro acesso que não seja o F; a autora B, pretende no seu prédio construir uma habitação em parte do terreno e agricultar o restante; tendo solicitado em 10/10/03, a elaboração de levantamento topográfico, com proposta de habitação a construir; inicialmente a retirada de matos, madeiras e uvas do prédio das autoras era efetuada através de carros de bois; com o tempo, essa retirada passou a ser efetuada com tratores e carrinhas.