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3323 de 2015/05/12 e sob a descrição n. .../20150512;   Tal prédio pertenceu ao casal formado por A. e F. P., pais da Autora e do Réu;   F. P. faleceu em ..-..-1972, sucedendo-lhe o marido A. , com quem estava casada segundo o regime da comunhão geral de bens, em primeiras núpcias de ambos, e os dois filhos havidos do dito matrimónio, Autora e Réu;   No âmbito do processo de inventário que correu termos sob o n. 68/78 no extinto Tribunal Judicial da Comarca de ... para partilha da herança de F. P., além do que, pela mesma forma, decidiram fazer em relação aos restantes bens a partilhar, por acordo de pai e filhos, o referido prédio foi adjudicado à Autora e ao Réu na proporção de metade para cada um em sede de conferência de interessados que teve lugar em 101981, tendo o correspondente mapa de partilha sido homologado por sentença proferida a 201981, transitada em julgado a 201981;   Como já nessa altura a Autora residia longe de ..., e até hoje reside, foi o Réu quem a partir de então passou a administrar o bem em causa, em seu nome e em nome da irmã, tendo-o inclusive, retirado de quem o detinha, para o entregar a outras pessoas para que o trabalhassem;   A Autora nunca ocupou o prédio, o cultivou ou mandou cultivar, jamais tendo praticado qualquer ato revelador da sua qualidade de comproprietária;   Em 1994, a Autora, na altura casada com , porque desde as partilhas era o irmão quem administrava o dito prédio, vendeu a este a metade indivisa de que era proprietária;   Pese embora o Réu tenha pago à irmã o preço acordado, liquidado o imposto de sisa e feito diligências tendentes à celebração da escritura de compra e venda e a Autora, por sua vez, tenha outorgado procuração a favor de um advogado conferindo-lhe poderes para, em seu nome, vender o prédio e assinar a respetiva escritura de compra e venda e obtido do seu então marido autorização para a concretização da venda, a escritura nunca veio a ser celebrada por a tal se ter depois recusado a Autora;  1 Não obstante, desde 1994 que o Réu, por si e por intermédio de terceiros, a quem autorizou, administra, dispõe e utiliza o prédio, lavrando-o, limpando-o, semeando-o, recolhendo os frutos e praticando tudo o mais necessário aos indicados fins, atos que sempre praticou à vista de toda a gente, designadamente da Ré, e sem a oposição de quem quer que seja, de forma ininterrupta, convencido de que podia fazê-lo sem lesar interesses ou direitos de outros e ciente de exercer um direito próprio.