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Admitindo-se porém que tivesse estado na base da posição assumida pelo Tribunal recorrido de considerar tais factos no âmbito do que se estabelece no citado artigo 7 – que que os teve em consideração no momento da aplicação do direito –, colocando-se então a questão de saber se este Tribunal de recurso, aqui e agora, suprindo desse modo a nulidade verificada, pode considerar tais factos, a nossa resposta não pode deixar de ter em conta a posição que temos assumido noutros arestos, em que a questão foi colocada – muito embora então em casos em que o recorrente pretende fazer uso de factos novos –, assim no sentido de que, não tendo o tribunal de  instância feito uso do citado preceito legal, não compete ao tribunal da Relação, em sede de recurso, tomar esses eventuais factos em consideração sem mais e, desse modo, suprir a inércia daquele tribunal, dando os mesmos por provados, sob pena de violação do princípio do contraditório n 2 do citado – só ao Tribunal a quo, no uso do poder/dever conferido pelo aludido artigo 72 do CPT, tendo ocorrido discussão sobre a mesma, se for esse o caso, compete considerar provada tal factualidade ...)” A. a haver da R. o quantitativo global de €2599,96, calculado com base no valor anual total auferido pela isenção de horário de trabalho a dividir por doze meses e a multiplicar por dois subsídio de férias e de, o que, em termos parciais, totaliza €930,54 no ano de 1995, €934,26 no ano de 1996, €229,70 no ano de 1997, €264,80 no ano de 1998, €316 no ano de 1999, €239,96 no ano de 2000, €411,10 no ano de 2001, €328,24 no ano de 2002, €332,04 no ano de 2003, €501,82 no ano de 2005, €515,74 no ano de 2006, €516,44 no ano de 2007, €516,96 no ano de 2008, €529,20 no ano de 2009, €529,42 no ano de 2010, €529,88 no ano de 2011, €529,88 no ano de 2012, €533,88 no ano de 2013, €524,86 no ano de 2014, €531,60 no ano de 2015, €513,60 do ano de 2016 e €340,04 do ano de 201 Ressalve-se que, quanto ao ano de 2004 e por não possuirmos os recibos de vencimento dos meses de janeiro, fevereiro, março, maio, junho e julho, impossível se torna calcular, em termos médios, o montante que o A. nesse ano auferiu a título da apelidada isenção de horário de trabalho, razão pela qual se relega a respetiva quantificação para execução de sentença.” Para além do mais, limitando-nos pois aqui a analisar apenas a questão referente à concretização factual que entendemos ser necessária, o que se constata é que o Tribunal recorrido, em vez de atender ao que determinámos e sugerimos no anterior acórdão que proferimos, se limitou a acrescentar no ponto 2 do elenco factual que fez constar da nova sentença, o resultado dos cálculos que efetuara na anterior sentença, no momento em que procedeu aí à aplicação do direito, assim o que considerou ser devido nos subsídios de férias e Natal, no período que entendeu ser de atender, ou seja, como aí o referiu, "calculado com base no valor anual total auferido pela isenção de horário de trabalho a dividir por doze meses”, com a única diferença de que agora não multiplicou, como então, por dois – "e a multiplicar por dois subsídio de férias e de”1 Ora, porque assim é, não respondeu então o Tribunal recorrido ao por nós afirmado e ainda sugerido no nosso acórdão, padecendo afinal a nova redação do ponto que se analisa do mesmo vício de que antes padecia, ou seja, fazendo-se constar do mesmo meras conclusões, com a agravante de não serem acompanhadas dos factos concretos que lhes pudessem servir de base, conclusões essas que, acrescente-se, envolvem também a aplicação do direito – desde logo quanto ao pressuposto que lhes serve de base de que deva atender-se, como se atendeu, ao valor anual total auferido pela isenção de horário de trabalho base de cálculo), a dividir por doze meses1 Pelo exposto, procedendo o recurso nesta parte, deve considerar-se não escrito o que consta do apreciado ponto 2 do elenco factual provado constante da sentença.