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18 As recorrentes invocam em sede do presente recurso que ao remeter simplesmente para aquela cláusula do caderno de encargos anexo ao convite, sem mais nota, observação, aditamento ou reparo, o esclarecimento não tem a virtualidade de mudar o que ali já constava como especificação, na redação que ali lhe fora conferida, pelo que a remissão singela como esclarecimento do júri para o teor da cláusula 22 e especificações aí expressas apenas pode significar, para um normal declaratário, que o concorrente deve ler o que lá consta e assim concluir que a instalação e licenciamento de software não é termo ou condição requerida pelo caderno de encargos anexo ao convite; que se o júri, após o pedido do esclarecimento, se apercebeu que afinal o que estava expresso e escrito no quadro de especificações que integra a cláusula 22 do caderno do convite era errado e não correspondia àquilo que era de facto a pretensão da entidade adjudicante na elaboração daquela peça procedimental, então a boa-fé com que tem de atuar e a tutela da confiança dos concorrentes nas regras fixados para o concurso, impunha que de forma expressa, clara e objetiva, o júri isso tivesse manifestado, condição essa que não se cumpre pela simples remissão para o que já se estabelecia como especificação relativa ao software na cláusula 22 do caderno de encargos positivada pela fórmula «Sist.