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Só que, com todo o respeito, o Réu e ora Recorrente, não deve ser tomado apenas como detentor, mas como promitente comprador, e em especial como possuidor de facto, do espaço de garagem em causa;  3 – Conforme deriva dos factos provados, o Recorrente, promitente-comprador e possuidor utiliza a garagem n. 7 desde a data da construção do prédio a sua posse e o contrato promessa reconduz-se á data da construção do prédio) ou seja, inclusive anterior a 2006 Daí que, não se trata de facto de uma mera detenção, por ocupação  a) Existe um contrato-promessa, que refere textualmente a ocupação da garagem n. 7, por referência à compra do andar, dado por terceiro andar esquerdo; b) Há utilização desde essa data da respetiva garagem; ) Não houve oposição de qualquer pessoa, construtor e proprietários ou de outros inquilinos que ocupam e habitam as suas frações:  ) A ligação de eletricidade está afeta à fração dada por 3 andar esquerdo; e) Nesse espaço de garagem sempre foi colocado o veículo pertença do Recorrente, bem como bens que são de sua pertença,  pelo que, de facto não se trata de uma mera detenção nos termos que foram promovidos na Sentença, por recondução ao artigo 1253 do  4 – Tanto basta, na nossa opinião, para conceder procedência ao próprio aquando da justificação concedida na sentença, identificando o comportamento do Réu e Recorrente, através do conceito de detenção, sem melhor análise da posse e da legitimidade proveniente da utilização de determinada garagem, propriamente a garagem n. 7; 5 - Não verificou devidamente a Sentença – com respeito – o documento que foi junto em sede de audiência de discussão e julgamento emitido pelo Município do Entroncamento.