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1106 do CPC, reconhecendo a existência daquela dívida por resulta clara e inequívoda dos documentos juntos e do próprio comportamento da Recorrente que, em momento algum, abalou de forma séria a credibilidade e veracidade dos mesmos; p)-Acresce que sobre a figura "relação de bens", importa ainda atentar no seguinte: a obrigação de os cônjuges apresentarem, no âmbito do processo de divórcio por mútuo consentimento uma "relação especificada de bens comuns", tem o propósito claro de proteger cada um dos cônjuges contra atos de sonegação de bens comuns ou dos respetivos rendimentos por banda do outro; q)-Protege-os, para que a respetiva relevância se proteje noutros processos, além dos de divórcio, com a consequência de ser sobre o cônjuge que venha a negar a existência, a qualificação ou do valor do bem incluído na relação, que recai o ónus de provar que o bem existe, que não lhe deve ser reconhecida a dita qualificação ou atribuído aquele valor; r)-A relação especidicada dos bens comuns é no fundo um documento informativo ou "narrativo", e que consta em duplicado no contrato-promessa de partilha, como refere a Recorrente, que descreve situações, contendo declarações de ciência; s)-Quanto à questão da autenticidade ou genuidade deste documento, como atrás se afirmou já, a Recorrente nunca invocou que não assinou ou que não emitiu tal declaração, ou que não foi por ela assinada ou não se trata da sua assinatura; t)-Em rigor, trata-se a relação de bens que acompanha o requerimento de divórcio por mútuo consentimento, um documento também ele assinado por cada um dos cônjuges e apresentado perante uma autoridade pública, o que obsta, em princípio, a que se ataque a declaração como não proveniente daquela signatária, ora Recorrente; u)-Assim, não tendo impugnado a autenticidade do documento, fica também estabelecida a autenticidade do texto, tendo-se como verdadeiro o contexto do documento; )-Deste modo, nos termos do art.