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Deste modo, os juros financeiros suportados pela empresa R S.A., não se consideram comprovadamente indispensáveis à actividade da transportadora, nos termos do estabelecido na alínea do n. 1 do artigo 23 do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas,na medida que esta utiliza meios financeiros necessários para suprir as necessidades de caixa, na concessão de empréstimos a empresas do Grupo do qual faz, suportando deste modo encargos financeiros adicionais, sem obter o mesmo tipo de retorno financeiro pelos empréstimos concedidos.”    Ø	Determinando, para o efeito, o acréscimo "ao lucro tributável do exercício, os juros que eventualmente resultariam dos empréstimos concedidos durante o exercício de 1998 aplicados à taxa básica de desconto do Banco de Portugal, taxa de referência para operações de crédito no exercício de, ou seja, o montante de € 54978,3”    Como visto, do teor do Relatório Inspetivo, o normativo convocado para legitimar as correções foi o artigo 2 do CIRC, e o pressuposto colocado em crise para efeitos de dedutibilidade fiscal, assentou na falta de prova da indispensabilidade dos aludidos custos, acrescendo-se ao lucro tributável os juros que, eventualmente, resultariam desses empréstimos.