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Os apelantes defendem que a sentença fez errada aplicação do disposto nos artigos 23, 23 e 23 do , relativos às regras de interpretação dos negócios jurídicos, alegando que «Um declaratário normal, diligente e atuando de boa-fé, colocado na posição da R./recorrida à data da celebração do acordo, apenas podia retirar do acordado, que os AA./recorrentes renunciaram a exigir que a R/recorrida assumisse a obrigação de lhes pagar o que haviam gasto com o T. e S. no decurso do prazo para o recurso da ação de preferência, uma vez que iam requerer à A.T. a anulação da liquidação desses dois tributos e a devolução dos mesmos, mas não que renunciassem definitivamente a tal recebimento, caso a A.T. respondesse negativamente, como veio a acontecer; - A solução adotada na sentença recorrida não atendeu às circunstancias, quer anteriores quer posteriores ao acordo, não atendeu às regras da lógica e da experiência comum nem a critérios de razoabilidade, acabando por conduzir a um gritante desequilíbrio das prestações, quando, não apenas implicou que os AA/recorrentes não só desistissem do seu direito a recorrer, como, ainda por cima, tivessem que assumir o pagamento do T. e S., mesmo se acabaram por não ficar na titularidade do prédio».