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o) Não tendo ficado demonstrado que a autora adquiriu apenas os bens necessários à confeção da refeição que iria tomar de seguida e que teve necessidade de fazer compras porque a organização do seu dia de trabalho não lhe permite adquirir bens de primeira necessidade noutra ocasião, por exemplo, em dias de folga, só nos resta concluir que a  autora ao desviar-se do seu trajeto normal para fazer compras, fê-lo para a satisfação de necessidade privadas atos da vida corrente do sinistrado e que, por isso, é alheia a qualquer missão ou função de caráter e a cujos perigos sempre se exporia, mesmo sem o trabalho, razão pela qual a sua entidade patronal optou por acionar o seguro para acidente com clientes – Cfr.