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Mais afirmou a testemunha ao Tribunal, de modo perentório e credível, que viu que o produto que o arguido detinha na sua posse estava embalado de duas maneiras diferentes, existindo um pedaço maior em bruto e, nas suas palavras, "patelas, pedaços mais reduzidos fatiados, que, de acordo com a minha experiência, são normalmente vendidos a 5,00€/6,00€.” Não fique por dizer que não se valorou aquilo que a testemunha referiu ter ouvido do arguido, ou seja, que o produto que detinha era para seu consumo, uma vez que, por um lado, nada consta dos autos - nomeadamente, exame toxicológico ao arguido e declarações do mesmo - que permita ao Tribunal dar por provado que o arguido é consumidor de produtos estupefacientes, também nada se tendo demonstrado com certeza quanto ao destino que o arguido dava ao produto estupefaciente que detinha e transportava seja consumo, seja cedência/venda a terceiros e, principalmente, porque, não pode ser valorado, à luz do art.