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documento junto pela Ré a fls..”B) Discussão   Dizendo de Direito 1 Recurso principal: do período experimental e questão da eventual nulidade da cláusula do contrato que esse estipula Nas suas conclusões a Apelante invoca que a sentença recorrida fez errada interpretação e aplicação da lei, violando o disposto na alínea do n. 1 e alínea do n. 2, do artigo 11 do Código de Trabalho, avançando, no essencial, os argumentos seguintes: as partes acordaram, sem que tenha existido na negociação qualquer imposição por parte da entidade empregadora, o período experimental de duração máxima de 90 dias, previsto na cláusula sexta do contrato de trabalho, por ser previsível a duração, materialmente, por tempo indeterminado do mesmo, entendendo as partes que este período era adequado para que se avaliasse a adaptabilidade do trabalhador nas suas funções, que exigem responsabilidade por parte de quem as exerce e confiança por parte da entidade patronal, pelo que apenas com a execução do contrato as partes podem aferir com alguma segurança e sensatez no interesse que nutrem em manter a relação laboral que vai se prolongar no tempo – "em face das especificidade da função do autor, o período experimental tanto é estabelecido em favor do empregador como do trabalhador, na medida em que ambos avaliam, e avaliaram o interesse na continuação ou manutenção do contrato durante esse período”; ao contrato de trabalho celebrado apenas pode ser aplicado o disposto na alínea do n. 1 do artigo 11 do CT, porquanto a natureza do mesmo assenta num verdadeiro contrato de trabalho por tempo indeterminado, ao contrário do entendido pelo tribunal a quo, não se verificando, diz, "os requisitos para a declaração de nulidade da cláusula sexta, por ser o período experimental previsto na mesma adequado e proporcional a um contrato por tempo indeterminado, não existindo qualquer norma imperativa, aplicável in casu, que proíba que se acorde que o período experimental seja aumentado, visto que a natureza intuito persona do contrato de trabalho em crise, apenas lhe seria aplicado o disposto na alínea do n. 1 do artigo 11 do CT”; não tendo ainda decorrido o termo do período experimental, acordado expressamente entre as partes, quando enviou ao Autor a carta a comunicar a sua vontade de cessar o vínculo laboral, a Ré fez operar a denúncia do contrato de trabalho, que era ainda livre, não subsistindo para esta a obrigação do pagamento de qualquer prestação pecuniária ao autor; As partes, face à natureza intuito persona do contrato de trabalho em crise, poderiam alargar o âmbito do período experimental, o que veio a ocorrer.