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é prática recorrente nas empresas do setor alimentar; h)	se provou que os bens e serviços fornecidos pela sociedade "U.” à Recorrente, durante o ano de 2015, foram fornecidos/faturados com base nos preços de mercado; )	ficou provado que, em 2015, a Recorrente era a principal e quase única e exclusiva cliente da U., e que esta foi uma das principais fornecedoras da Recorrente naquele exercício; j)	ficou demonstrado que a Recorrente e a U. têm objetos sociais distintos, bem como, que cada uma delas têm instalações e estruturas próprias, quadros de pessoal autónomos e independentes, e sedes localizadas em municípios distintos; k)	ficou comprovado que, em 2015, num volume total de negócios de € 86130,81, a U. forneceu bens e serviços à Recorrente no montante de € 84348,92, o que representa 99,48% do volume de negócios total daquele exercício; )	se provou que, em 2015, os bens e serviços adquiridos pela Recorrente à U., no valor de € 84348,92, representaram 26,55% do custo total de mercadorias vendidas e matérias consumidas naquele exercício, que ascenderam ao valor total € 171024,00; )	se demonstrou, através do depoimento das testemunhas e da documentação junta aos autos, a importância da relação comercial entre as duas entidades, tendo em conta a natureza e especificidade dos bens e serviços prestados pela U. à Recorrente, entre os quais se destacam os seguintes: gestão e controlo de qualidade de mercadorias alimentares; transformação de carnes, peixes, mariscos, charcutarias e outros derivados, embalamento de produtos em diversos formatos, de apresentação; conservação de carnes, peixes, mariscos, charcutarias e outros derivados; prospeção, criação e desenvolvimento de produtos novos; n)	todos os bens transmitidos e serviços prestados encontravam-se devidamente descritos nas faturas emitidas pela U. à Recorrente; o)	ficou provado que todos os recursos humanos da U., sem exceção, eram afetos às vendas e serviços prestados à Recorrente e que, no ano de 2015, a U. não teve necessidade de subcontratar qualquer entidade para a prestação desses serviços; p)	ficou comprovado que a relação comercial e o volume das vendas e serviços prestados pela U. à Recorrente aumentou substancialmente entre 2013 e 2015, partindo de um volume de negócios bruto de € 54661,62 em 2013 e atingindo um volume de negócios bruto de € 84348,92 em 2015; q)	ficou demonstrado que os bens e serviços fornecidos pela U. à Recorrente, no ano de 2015, nunca foram contestados ou colocados em causa pela Administração Fiscal e que nunca a Administração Fiscal colocou em causa as faturas emitidas pela U. à Recorrente, que foram por si confirmadas aquando da ação inspctiva;  r)	ficou provado que a U. nunca foi inspecionada pela Administração Fiscal a respeito dos bens e serviços prestados à Recorrente; s)	ficou comprovado que, face à relação comercial existente, no dia 02/01/2015, foi celebrado um contrato comercial entre as partes e que a sua celebração e a estipulação de uma compensação comercial visou estimular a relação comercial existente, premiar a preferência e quase exclusividade total dada pela U. à Recorrente no exercício da sua atividade, relevar a sua importância como uma das principais fornecedoras da Recorrente e a especial atenção dada pela mesma às encomendas, bens e serviços fornecidos à Recorrente, constituir um incentivo à U. para que esta garantisse e cumprisse integralmente os compromissos assumidos com a Recorrente e assim assegurar todas as encomendas e serviços requeridos pela Recorrente, naquele período temporal, beneficiar a U. pelos riscos comerciais assumidos ao abdicar de outros clientes em prol da exclusividade quase total dada à Recorrente, bem como, ainda, constituir um incentivo ao aumento da qualidade, eficiência e desempenho dos seus serviços; t)	ficou demonstrado que, por força do dito contrato, a U. tinha direito a uma compensação comercial por parte da Recorrente, a apurar no final de cada ano, em função do volume de negócios e do esforço comercial existente entre as partes durante aquele período temporal e que, no capítulo do referido contrato, estavam estipuladas as percentagens máximas da compensação que a Recorrente teria de pagar à U., tendo em conta o volume de negócios líquido daquele exercício;  u)	ficou provado que, no final do ano de 2015, foi acordado entre as partes aplicar uma percentagem de 25% sobre o volume de negócios líquido apurado; )	se comprovou que foi precisamente com base nessa percentagem e no volume de negócios líquido apurado, à data dos factos, pela contabilidade da U., no valor de € 27973,20, que foi emitida a fatura n.