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Neste sentido se decidiu no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 18/12/2008 processo n. 08B3884, disponível em www.dgsi.pt), ao considerar que os factos ali articulados não configuravam, nessa altura, um crédito exigível "por carecer de ser judicialmente reconhecido por via da verificação do ilícito contratual culposo, do dano e do nexo de causalidade entre este e aquele” e no Acórdão da Relação de Lisboa de 10/12/2009 processo n. 7605/00YIRPRT.L1-7, disponível em www.dgsi.pt) onde se refere que "não é admissível a compensação de crédito, deduzido a título de excepção, quando o factualismo invocado não se configura como um direito de crédito então exigível, por necessitar de ser judicialmente reconhecido, na verificação do dever de indemnizar, pela prática de um ilícito contratual do mesmo gerador”.