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Por outro lado, igualmente se apurou que a subscrição pelo autor marido de uma obrigação SLN2006 partiu de uma iniciativa do seu gestor de conta, que o contactou para lhe propor a subscrição desse produto, que "existia uma grande relação de confiança entre o A. e os funcionários e gerência daquela agência do Banco Português de Negócios”, e que "não fosse a relação de confiança existente associada à convicção criada no A. marido pelos serviços do BPN, de que se tratava de um produto sem risco e do próprio banco, o A. marido nunca o teria subscrito.”2 Donde, podemos concluir com inteira segurança, que a decisão de investimento feita pelo réu marido, e que deu lugar à subscrição de uma obrigação SLN2006, no valor de € 5000,00 foi fortemente determinada por informação inadequada prestada pelos funcionários do banco BPN, com manifesta violação dos deveres a que este estava obrigado, na sua atuação como intermediário financeiro.