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E isto porque, descontados alguns exageros de que as mesmas possam ter enfermado – designadamente, quando consubstanciadas em afirmações conclusivas e eivadas de clima moral como ex: "gastou-me o dinheiro todo”, "deixou-a na miséria”, – os elementos de prova até agora coligidos não permitem afirmar:  - que a arguida A. não tenha emprestado dinheiro ao assistente, por várias vezes, ao longo dos anos em que estiveram juntos que este não lhe devolveu se esse dinheiro foi muito ou pouco é qualificação que já pertence ao domínio da percepção subjectiva de cada um, não se podendo assentar aí, sem mais, a conclusão de que os arguidos mentiram quando o qualificaram de "muito”);  - que o assistente não era co-titular das contas bancárias da arguida e as movimentava como bem entendia, ainda que com conhecimento e autorização daquela as informações bancárias juntas ao processo confirmam essa co-titularidade em várias contas e, pelo contrário, não demonstram de forma minimamente suficiente quem as movimentava, se ambos, se só o assistente, se só a; e por fim,  - que a arguida não tivesse recebido dinheiro de heranças de seus familiares que tivesse usado para realizar alguns empréstimos ao assistente, ou que por este também tivesse sido gasto os elementos de prova juntos a fls.