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R - No acórdão recorrido o Tribunal "a quo”, aderindo à fundamentação da 1 instância, dá-se como provado que: a)- O trabalhador, por diversas vezes 3 vezes em três meses, solicitou ao cliente da empregadora SANER a entrega de diversa mercadoria "para desenrascar outros clientes”; b)- Fez esse pedido, nomeadamente, em reunião presencial com o Diretor Comercial da SANER cliente da, diretamente ao mesmo, como consta expressamente do seu depoimento;  )- O trabalhador assinou, facto que reconheceu em depoimento de parte, pelo menos uma das guias de devolução que foram emitidas pela SANER com a entrega dessa mercadoria; )- O responsável do cliente da empregadora Pedro Portugal, Diretor Comercial da afirma, perentoriamente, que foi o trabalhador da CORESA Borges ora que levantou essa mercadoria, que só ele pode levantar mercadoria e que só há memória na SANER de ter sido ele a levantar a referida mercadoria; e)- O Diretor Comercial da CORESA, ora Recorrente, tomou diversas iniciativas para tentar esclarecer o sucedido, despistando qualquer hipótese de poder estar em transitários ou ter sido objeto de outros destinos comercias, como ações de "sell-out”, ou ter sido levantada por outros trabalhadores da Recorrente, só restando a explicação de que foi o trabalhador que levantou essas mercadorias, como perentoriamente afirma o responsável comercial da Cliente da Recorrente; f)- O computador pessoal que estava distribuído ao Recorrido e estava à sua responsabilidade não foi devolvido à empresa; g)- Uma pen de dados que lhe estava distribuída ao recorrido e estava à sua responsabilidade, não foi devolvida à empresa; h)- O trabalhador era perfeitamente conhecedor que só com autorização da sua chefia é que podia levantar mercadoria dos clientes, autorização que nunca foi pedida ou existiu; )- O Recorrido se esquivou a responder à nota de culpa ou esclarecer o sucedido, evitando contactos com a entidade patronal e quaisquer notificações no âmbito do procedimento disciplinar.