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Para tanto, alegou, em suma, que "Pese embora a Recorrente tenha sido notificada da decisão de aplicação de coima referente aos processos de contra- ordenação e de que dispunha do prazo de 20 dias contados da notificação, para efectuar o pagamento ou recorrer da mesma, a verdade é que a legal representante da mesma estava convicta que o prazo se suspendia em férias judiciais e terminava o prazo de interposição dos recursos no dia 20201 ...) Isto porque, a Autoridade Administrativa incorreu em erro ao informar a legal representante da arguida/Recorrente que deveria interpor o recurso até ao dia 28-09-2018 ....)A errada indicação do termo do prazo para recorrer judicialmente impossibilitou a arguida/Recorrente de reagir contenciosamente contra a decisão sancionatória da Autoridade Administrativa....)No dia 11-10-2018 a arguida/Recorrente interpôs recurso contra 64 processos de contraordenação instaurados contra a mesma com base na mesma infracção e encontravam-se na mesma fase administrativa....)a falta de aplicação do regime do concurso obstava ao conhecimento do mérito do recurso por não ter sido realizada a apensação dos processos de contraordenação que correm contra a mesma arguida e que estão na mesma fase processual nos termos do artigo 25 do RGIT, para fixação de uma coima única....)» Saliente-se, como nota introdutória, que as questões suscitadas nestes autos foram já objecto de recentíssimo Acórdão deste TCAN, proferido no processo n. 2829/18BEPRT, de 202019, referido supra.