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Por outro lado, também se assinala que o arguido/recorrente confessou parcialmente os factos, o que é raro em crimes desta natureza, mas possivelmente explicável pela existência de uma gravação de conversa telefónica entre o arguido e a filha , com admissão por aquele dos actos de abuso, validada como prova no; porém, a verdade é que, ao fazê-lo, como diz o MP, o arguido não evidenciou sinais de verdadeira empatia com a sua filha , antes de autocomiseração, sendo que não se vislumbrou da sua postura em julgamento uma interiorização real do impacto das suas sucessivas condutas abusivas sobre a sua filha, que usou e instrumentalizou, ao longo de sete anos da infância desta, como objeto ou propriedade sua, exclusivamente para seu prazer.