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n.;  Na situação em presença, a decisão recorrida foi proferida por tribunal arbitral constituído sob a égide do Centro de Arbitragem Administrativa, no âmbito do processo n. 808/2019-T  Permitimo-nos corrigir o manifesto lapso de escrita: a Recorrente escreveu 514/2015-T onde queria dizer 808/2019-T.), e a decisão arbitral fundamento foi proferida no âmbito do processo n. 929/2019-T;  Ademais, o cenário jurídico-normativo subjacente à decisão arbitral recorrida e à decisão arbitral fundamento é substancialmente idêntico, sendo que em ambos o sujeito passivo foi alvo de uma inspecção tributária iniciada a coberto de ordem de serviço que circunscrevia a sua extensão a um exercício e culminou com a notificação de um relatório inspectivo que abrangia matérias extravagantes à extensão dessa ordem de serviço, sem que tivesse sido notificado de despacho fundamento de alteração da extensão da inspecção, nos termos do artigo 1 do RCPITA;  Por seu turno, na situação em presença, quer a decisão arbitral recorrida quer a decisão arbitral fundamento discutem o regime ínsito no artigo 1 do RCPITA, divergindo relativamente à sua aplicação no caso concreto;  Na situação em presença, a decisão recorrida conclui que não padece de violação do artigo 1 do RCPITA – determinante da anulação dos actos tributários respectivos – a acção inspectiva que culmina na prolação de um relatório final de inspecção tributária cujas correcções extravasam a extensão da ordem de serviço inicial, ainda que não tenha havido a notificação de qualquer despacho fundamentado de alteração da extensão da inspecção mas, tão-somente, novas ordens de serviço com extensões distintas, não fundamentadas, proferidas no decurso da inspecção;  Contrariamente, a decisão arbitral fundamento afasta aquela interpretação nessas situações ditando que o artigo 1 do RCPITA impõe que a prolação de relatório final de inspecção que extravase a extensão da Ordem de Serviço inicial depende da notificação ao inspeccionado de despacho fundamentado de alargamento da extensão da acção inspectiva, não podendo ser substituída ou pela notificação de ordens de serviço com extensões distintas, não fundamentadas, proferidas no decurso da inspecção; 1 Do exposto resulta serem as decisões jurisdicionais em presença opostas, na medida em que interpretam de modo distinto a obrigatoriedade prevista no artigo 1 do RCPITA, concluindo, por via disso, de modo igualmente distinto no que respeita à violação da extensão do âmbito da inspecção no que concerne às correcções não contempladas na Ordem de Serviço na génese da acção inspectiva; 1 Com vista à admissão do presente recurso, exige-se que inexista um marcado e relevante acervo jurisprudencial consonante com o sentido decisório perfilhado na decisão recorrida, sendo que, na situação em presença, desconhece a Recorrente existir jurisprudência do Supremo Tribunal Administrativo consonante com o sentido decisório perfilhado pelo Douto Tribunal a quo no âmbito da decisão arbitral recorrida; 1 Ao invés, a jurisprudência constante e reiterada do Supremo Tribunal Administrativo adopta posição análoga à ínsita no âmbito do decisão arbitral fundamento e, por conseguinte, diametralmente oposta à sufragada no aresto em crise cfr.