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No que respeita à ilicitude da conduta e ao desvalor do resultado, não cremos que sejam de valorizar as circunstâncias invocadas pelo recorrente, pois que não resultou demonstrado haverem as mesmas contribuído de forma relevante – muito menos decisiva, como afirma - para a verificação e/ou agravação dos danos, traduzindo, antes, um complexo de fatores, em maior ou menor grau, sempre presentes e sistematicamente convocados na época de incêndios, ocasião em que se reacendem, vindo a público, as divergências entre os vários organismos/organizações responsáveis e envolvidos no combate aos fogos florestais; as imputações de culpas recíprocas sobre a falta de coordenação entre os vários protagonistas; a desadequação dos meios a um combate eficaz; a deficiente preparação/formação dos agentes, tudo aspetos que nada de novo trazem, como também não o trazem as «altas temperaturas», «os ventos fortes», as «dificuldades acrescidas de acesso» em função das características do solo e demais desventuras da natureza, aqueles e estes – nem sempre com a mesma intensidade, reconhece-se – de todos conhecidos e, como tal, por todos previsíveis.