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Pode, pois, dizer-se que o enriquecimento sem causa depende da verificação cumulativa dos seguintes requisitos: existência de um enriquecimento; que esse enriquecimento não tenha causa que o justifique; que ele seja obtido à custa do empobrecimento de quem pede a restituição; que a lei não faculte ao empobrecido outro meio de ser indemnizado ou restituído.8 Ora, tendo em conta o quadro factual apurado, uma vez cessada a relação de namoro entre autora e ré e sendo a propriedade da casa da autora, esta vê, sem dúvida, o seu património avantajado à custa do réu na proporção das prestações do empréstimo da casa que, até Maio de 2015, foram pagas pelo réu, no valor global de € 1555,04, e bem assim dos pagamentos feitos pelo réu das quantias de 245 euros de Imposto de Selo e 141,02 euros de IMT relativas a essa mesma casa.