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Já os Apelados, nas contra-alegações que juntaram, apoiando-se no Parecer Jurídico que oportunamente juntaram aos autos, 22 defendem em suma que, o direito à informação é um direito eminentemente pessoal, indissociável, incindível ou desligável da pessoa do sócio em atenção à relação de confiança gerada entre ele e os demais sócios no momento da celebração do contrato e da formação do ente social, concluindo que: "o artigo 8, n 2, resolve expressamente o problema da legitimidade para o exercício dos direitos sociais inerentes a participações sociais qualificáveis como bens comuns, retirando a legitimidade para o exercício desses direitos ao cônjuge daquele por quem a participação tenha vindo ao casal.”23 Conclui o Prof. Remédio Marques no referido Parecer que: "Cingindo-me ao caso sub iudice, vale isto por significar que nas sociedades por quotas antes e depois de, quota entra na comunhão constituída pela massa dos bens comuns, é certo; mas ingressa aí apenas como valor, e não como síntese ou fonte de direitos e deveres corporativos; não entra como título de aquisição da qualidade de sócio.” E citam os Apelados, em abono desta tese para além de outros autores, o que se escreve no CSC Anotado, coordenado pelo Prof. Meneses Cordeiro 24 e que expressamente aborda esta questão concreta da legitimidade do cônjuge do sócio para requerer Inquérito Judicial, nos seguintes termos: "Mercê do regime de bens pode acontecer que uma participação social seja comum a ambos os cônjuges.