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Ora, se é certo que - tendo em conta a antiguidade das aludidas partilhas da herança dos avós do Autor marido e do Réu marido e o facto de os negócios subsequentes quanto às quotas das herdeiras dos aludidos "de cujus” terem sido realizados "de boca” e, portanto, de forma apenas conhecida pelos familiares mais próximos de Autores e de Réus – a prova produzida quanto a tais negócios verbais se mostrou relativamente frágil, verdade também não deixa de ser que a mesma se mostra conforme com a circunstância de o aludido prédio pertencente aos avós de Autor e Réu, maridos, apenas se encontrar, desde há mais de 20 anos, ocupado pelas casas de ambos e apenas pelos litigantes, o que torna verosímil que as quotas das aludidas Joaquina, F. e Maria, tivessem sido alienadas, ainda que verbalmente, a alguma das partes, designadamente, ao Demandado, marido, como sustentado pelo filho deste e testemunha, A. N., e confirmado pela depoente, R.. Por outro lado, nada na prova produzida em julgamento ou nos autos infirmou tais depoimentos, os quais, em função do exposto, mereceram credibilidade nesse ponto.