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O Perito da Expropriante entendeu não se poder concluir pela depreciação da parcela sobrante por esta não implicar diminuição da área total edificável e considerou que "Questão diferente é a de saber as soluções arquitetónicas para a concretização da área de construção que, em abstrato, o plano permite, são condicionadas pela especificidade da configuração e dimensões da parcela” e que a resposta tem de ser afirmativa na medida em que qualquer uma das diversas soluções urbanísticas  "limitariam a utilização da fachada nascente para a abertura de vãos de compartimentos habitáveis” e que tal situação "poderá traduzir-se numa depreciação da ordem dos 20%” atribuindo um valor para a desvalorização  da parcela sobrante de €323,9 Já o relatório pericial maioritário, subscrito pelos peritos do tribunal e da Expropriada, entendeu que em face da obrigação de garantir os afastamentos impostos pelo PDM de Viana do Castelo e pela servidão non aedificandi, após a expropriação não será possível a construção de uma moradia unifamiliar independente, o que era possível antes da expropriação e, em consequência, fixaram o valor da desvalorização da parcela sobrante em €1954,5 O tribunal a quo considerou ser esta a grande divergência avaliativa entre os peritos da Expropriada e do tribunal e o perito da Expropriada, ainda que todos os peritos reconheçam a existência de desvalorização da parcela sobrante, divergindo, contudo, nos respetivos critérios e valor fixado, e fazendo consignar na sentença recorrida que: "O relatório maioritário considerou que a expropriação da parcela e a constituição de uma nova área "non aedificandi” decorrente da servidão administrativa criada pela expropriação, e que corresponde aos 10 metros de afastamento obrigatório da linha férrea 10 metros a partir do limite nascente da parcela, irá provocar uma redução da área edificável que inviabiliza a construção de uma habitação unifamiliar de tipologia isolada.