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Por outro lado, o tribunal colectivo valorou igualmente as declarações do arguido que «em audiência de julgamento, e após se remeter ao silêncio, acabou por negar, na totalidade, os factos que lhe são imputados na acusação pública, dizendo, de uma forma absolutamente desconexa, pobre e tergiversante, que tudo não passa de uma enorme "mentira”, pois que nunca foi "pedófilo”, antes só quis "orientar” a educação da sua sobrinha  .. . Concretizando, nunca dormiu com ela nem teve qualquer tipo de "intimidade” ou acto desrespeitoso, antes se apercebeu também de que se tratava de uma jovem com muito "à-vontade”, característica que a ele não agradou Mas curiosamente, após a audição do conteúdo das suas declarações prestadas em sede de primeiro interrogatório judicial, nas quais, de modo evidente e inequívoco, admitiu que pelo menos por três vezes mexeu na zona da vagina da sua sobrinha, aí lhe introduzindo os dedos, tudo se ficando a dever a momentos de embriaguez da sua parte cfr.