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489 e 490 do CPP, e 49, n3 do CPenal, nenhum reparo merece o despacho recorrido, não havendo qualquer omissão de pronúncia, pois, como atras se referiu, a reclusão da arguida e a situação de pandemia de per si não são bastante para afastar o ónus de alegar e comprovar insuficiência económica que legalmente recai sobre o condenado em pena de prisão  Assim, em conclusão, somos do parecer que o recurso da arguida deverá ser julgado improcedente, pois a decisão recorrida encontra-se, a nosso ver, sustentada quer de facto e de direito, devidamente fundamentada, não violando qualquer preceito legal, nomeadamente, os enunciados pela recorrente no recurso interpostoFoi cumprido o art.