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Contudo, independentemente do tipo de acto e do tipo de circunstâncias em causa, entende a doutrina e a jurisprudência, de forma unânime, que a fundamentação terá sempre de ser clara, permitindo que, através dos seus termos, se apreendam com precisão os factos e o direito com base nos quais se decide; suficiente, possibilitando ao contribuinte um conhecimento concreto da motivação do acto, ou seja, as razões de facto e de direito que levaram o órgão ou agente a actuar da forma como actuou; congruente, de modo a que a decisão constitua uma conclusão lógica e necessária dos motivos invocados como sua justificação, não podendo existir contradição entre os fundamentos e a decisão; e expressa, na medida em que deverá consubstanciar uma exposição sucinta dos fundamentos de facto e de direito da decisão veja-se, a título exemplificativo, o acórdão do STA de 19/03/09, no proc.