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Sétima – Porém, na fundamentação da decisão, o Tribunal "a quo” não considerou que, a venda mediante propostas por carta fechada frustrou-se em 16 de Setembro de 2013, tendo sido tomada, nessa data, a decisão de proceder à venda por negociação particular; - que entre 16 de Setembro de 2013 e 28 de Agosto de 2014, surgiram algumas propostas de aquisição da fração autónoma, sendo a proposta mais elevada a apresentada pelo recorrente, pelo montante de € 1500,0 - que em 29/8/2014, pelo documento n 38192026991, o SR AE juntou aos autos, em comunicação dirigida ao Exm Senhor Juiz” a quo”, a notificação às partes da maior proposta apresentada, até essa data; - que nenhuma das partes deduziu oposição; - que o Tribunal "a quo” não se pronunciou sobre a proposta apresentada; - que em 6/10/2014, pelo documento n 09194187993, o Sr AE juntou aos autos, em comunicação dirigida ao Exm Senhor Juiz” a quo”, a notificação às partes da decisão de adjudicação; - que nenhuma das partes deduziu oposição; - que o Tribunal "a quo” não se pronunciou sobre a decisão de adjudicação; - que entre a data da decisão da venda por negociação particular e a maior proposta apresentada, decorreu cerca de um ano; Oitava – Porém, certamente que o Tribunal "a quo” ao tomar conhecimento do valor da proposta mais alta apresentada, bem como da decisão de adjudicação, terá ponderado:  a) que não houve oposição nem do exequente nem da executada ao valor proposto; b) o tempo já decorrido entre a venda por propostas em carta fechada e a proposta mais alta apresentada; b) o valor do mercado e a forte crise no sector imobiliário que se fez sentir em Portugal, sobretudo nos anos de 2012, 2013 e 2014; ) o risco de depreciação do imóvel; ) e que é jurisprudência pacífica de que o valor base para a venda dos bens por propostas em carta fechada não se impõe para a venda por negociação particular, podendo esta ser feita por um valor abaixo daquele, e, por estes motivos, não se opôs ao valor oferecido pelo Recorrente, nem se opôs à adjudicação da fração autónoma por esse valor, permitindo, desse modo, que a venda prosseguisse os seus trâmites legais, com a celebração do contrato de compra e venda.