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Contestou o R., alegando em síntese: que em 1982 o R. adquiriu o prédio em questão "em nome de um sobrinho” de quem era o R. procurador; que pagou a expensas próprias a totalidade do preço de compra do referido prédio, sendo sua intenção, um dia mais tarde, diligenciar pela transferência não onerosa do prédio para seus descendentes, reservando para si o usufruto do mesmo; vicissitudes da vida levaram o R. a vender o imóvel que foi adquirido pelo seu filho , mediante financiamento bancário; posteriormente e por problemas familiares de seu filho, foi entendido por conveniente entre o R. e seu filho transferir a propriedade do imóvel para a A. que também habitava o imóvel; a solução encontrada foi simular a venda do prédio à A. por forma a salvaguardar o bem numa futura partilha por divórcio de seu irmão e ao mesmo tempo garantir a manutenção do imóvel na posse da família, dado que todos nele habitavam - quer a A., quer o R. quer o filho ; a escritura de compra e venda celebrada entre A. e R. "com o único propósito de transferir a propriedade do prédio para a titularidade da A., tal como esta perfeitamente sabia, mas sem que esta efetuasse qualquer pagamento ao seu irmão derivado da compra.