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E, o acórdão recorrido também atendeu à personalidade revelada pelo recorrente AA, que não interiorizou o elevado desvalor da sua conduta, nem os malefícios a que deu causa, sendo que manteve com a assistente relações sexuais de cópula oral e anal, sem o uso de preservativo, tendo-a colocado previamente num estado de inconsciência, somente com um único objectivo e que era o de satisfazer os seus intentos e instintos sexuais, sem que aquela pudesse oferecer qualquer tipo de resistência, ou pudesse por qualquer forma manifestar a sua vontade, tendo agido numa perspectiva egoísta, de satisfação pessoal dos seus instintos  Posto isto, há que apurar se a medida da pena aplicada ao recorrente AA, revela-se justa e adequada, tendo em conta a sua personalidade, a natureza do crime por si praticado de elevada gravidade e alarme, as circunstâncias que rodearam a sua prática, e as consequências que daí advieram.