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Porque assim é, salvo o devido respeito, não se vê que, para efeitos da questão de saber o que deve integrar o conceito de retribuição no caso, deva ser, como o pretende apenas em sede de recurso a Ré, interpretado à luz de cláusula constante de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho, assim os AE mencionados, razão pela qual, sem necessidade de considerações adicionais até porque prejudicadas por se trtar também de questão, improcedem as conclusões do recurso quanto a esta questão, tanto mais que outros fundamentos não são invocados, não nos merecendo assim censura o recurso à LCT e CT de 2003 e 2009 pelo Tribunal a quo, sem prejuízo, naturalmente, do que afirmaremos infra, a propósito da sua aplicação ao caso.2 Da retribuição e sua invocada irredutibilidade Esclarecida a questão se antes se mencionou, cumprindo então avançar na apreciação, dentro do citado quadro normativo, em resposta sobre o que há de entender-se por retribuição, resultava do artigo 24 do Código do Trabalho de 2003, nos seus n. s 1 a 3, que "só se considera retribuição aquilo a que, nos termos do contrato, das normas que o regem ou dos usos, o trabalhador tem direito como contrapartida do seu trabalho” n., incluindo-se na contrapartida do trabalho "a retribuição base e todas as prestações regulares e periódicas feitas, directa ou indirectamente, em dinheiro ou em espécie” n., sendo que, e "até prova em contrário, presume-se constituir retribuição toda e qualquer prestação do empregador ao trabalhador” n.. Ou seja, face ao citado n. 3, tendo em conta os princípios de repartição do ónus da prova, especificadamente o disposto no n. 1 do artigo 34 do Cód.