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Sobre o tema afirma doutrina qualificada: ) o percurso lógico seguido na avaliação para chegar ao resultado alcançado terá de poder ser demonstrado integralmente de forma objectiva, quer quanto aos elementos utilizados quer quanto ao método de cálculo que tenha sido utilizado No domínio da avaliação indirecta esta intenção de objectividade não poderá ser concretizada totalmente, pois para realizar grande parte das avaliações têm de ser ponderados factores necessariamente subjectivos Por isso a exigência de objectividade nos critérios de avaliação terá de ser necessariamente tendencial, a objectividade possível no caso concreto, que se traduzirá, nos casos em que têm de ser valorados factores subjectivos, na utilização de uma ponderação que ultrapasse a mera subjectividade e permita controlar a correcção dos juízos formulados ) esta indicação e ponderação terão de dar a conhecer, na sua totalidade, o itinerário seguido na avaliação para se alcançar o valor da matéria tributável, permitindo conhecer integralmente por que foi atingido esse valor e não qualquer outro....) A falta ou deficiência de fundamentação constitui vício de forma, que tem potencialidade de justificar a anulação do acto de avaliação art.135 CPA revogado art.163 n1 CPA vigente  Diogo Leite de Campos/Benjamim Silva Rodrigues/Jorge Lopes de Sousa Lei Geral Tributária Anotada e Comentada 4edição 2012  pp.740/741)     No caso concreto o relatório da inspecção tributária obteve a quantificação da matéria tributável de onde resultaram as liquidações adicionais impugnadas mediante a conjugação das seguintes operações: - aplicação ao custo das mercadorias vendidas declarado pelo sujeito passivo da percentagem de 18% ,correspondente ao dobro do peso das devoluções de vendas no total das compras ,por forma a corrigir omissões e irregularidades nos registos contabilísticos que indiciavam omissão de compras com o propósito de ocultação de proveitos nas vendas; - cálculo do valor das vendas presumidas por aplicação aos valores corrigidos do da margem bruta média das vendas de mercadorias para o sector de actividade onde se inseria o sujeito passivo, em cada um dos exercício sob escrutínio, correspondentes a 21,35% e 22,47% respectivamente; - cálculo do lucro tributável por aplicação ao valor das vendas presumidas em cada um dos exercícios da taxa média de rentabilidade fiscal das vendas para o sector de actividade do sujeito passivo, correspondentes a 4,38% e 6,81% respectivamente factos provados n  Admitindo-se a racionalidade dos coeficientes utilizados para o cálculo das vendas presumidas e do lucro tributável por aplicação dos índices de base técnica vigentes para o sector de a componente do cálculo do primeira fase da operação de reconstituição da matéria colectável) revela-se inquinada pela aplicação de critério puramente subjectivo, desprovido de fundamentação em qualquer elemento objectivo que permita avaliar a idoneidade e adequação da percentagem de acréscimo utilizada 18% sobre o declarado pelo sujeito por forma a suprir omissão de vendas não declaradas mas não identificadas no relatório) no sentido de uma aproximação à realidade da actividade económica do sujeito passivo.