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Ora, a sentença proferida pelo Tribunal a quo, ao estabelecer que o requisito da demonstração de fortes indícios, de que a insuficiência ou inexistência de bens se deveu a actuação dolosa do interessado, depende da realidade factual subjacente à liquidação ser contemporânea do pedido de dispensa de garantia, afastaria, desde logo, comportamentos culposos e de impossível qualificação ou mesmo quantificação, tais como gestão danosa ou outras práticas altamente censuráveis, de quantificação ou valorização praticamente impossíveis, abrindo um campo imensurável de incerteza e instabilidade na aplicação da norma, podendo mesmo resultar em situações de profunda injustiça social e desvirtuar os fins tidos em vista pelo legislador.