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O Tribunal a quo anulou os despachos que derrogavam o sigilo bancário e autorizavam o acesso a informação bancária da Recorrida por considerar " não existir qualquer especificação concreta, para além da circunstância de a Recorrente ter à sua disposição o referido armazém, em que se alicerce a consideração tecida pelo Estado Requerente e acolhida pelo Estado Requerido, de que nos anos em causa aquele tivesse sido usado para "armazenamento, agrupamento de mercadorias, preparação entregas, manuseio de material circulante em França, volume das cargas e entregas a clientes franceses”, em moldes que evidenciassem a existência de uma instalação ou representação, suscetível de ser considerada estabelecimento estável da ora Recorrente, localizado em França, gerador de rendimentos naquele país sujeitos a tributação com base, no carácter fixo ou permanente do estabelecimento elemento estático) e no exercício de atividade empresarial elemento dinâmico).