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3 Após a aplicação de prisão preventiva, o arguido solicitou à DGRSP a sua integração em projectos de formação.”    - – Factos Não Provados transcrição):  "Da acusação)  - Que, após a informação referida em , o arguido tenha afirmado "caro, isto é caro”; - que o arguido tenha abandonado o veículo por não o conseguir conduzir; - que o ofendido tenha entregue ao arguido o dinheiro e o telemóvel referidos em 1; - que da conduta do arguido tenha resultado, em concreto, perigo para a vida do ofendido;  Da contestação)  - que, à data da prática dos factos, o arguido estivesse afectado por uma forte ressaca que lhe toldava o raciocínio e lhe limitava e determinava a vontade, dada a ausência de consumo de drogas; - que o referido em 2 tenha acontecido pelo facto de o arguido deixar de ter as consultas e os tratamentos no CRI, com as doses de metadona, por ter tido um acidente de bicicleta com lesões e por ter perdido o emprego por causa disso; - que, a 20 de Janeiro de 2017, o arguido não consumisse produtos estupefacientes nem o substituto metadona há vários dias; - que, dada a abstinência, o arguido se encontrasse, a 20 de Janeiro de 2017, com uma ansiedade extrema, insónias, suores frios, dores musculares, agitação, perturbação emocional, falta de clareza de raciocínio, capacidade diminuída e quadro de desespero; - que o arguido fosse conhecido de vista dos taxistas da empresa referida em ; - que a ideia do arguido fosse de, quando o taxista chegasse ao local, pegar na carteira, abrir a porta e fugir com o dinheiro; - que, depois de ter aberto a porta do veículo, o arguido tenha logo adquirido e consumido produtos estupefacientes em local próximo, debaixo da ponte velha de Viana do Castelo; - que, mais tarde, o arguido tenha atravessado a ponte e consumido mais produto estupefaciente junto à Praça de  de Viana do Castelo, tendo aí desfalecido e acordado cerca das 5/6 horas da manhã; - que em momento algum o arguido tenha pretendido ou previsto exercer qualquer tipo de violência contra o taxista; - que o arguido tenha pegado na carteira que se encontrava no táxi e que, nessa altura, o ofendido o tenha encostado contra o vidro da porta da frente do lugar do passageiro e o tenha esbofeteado; - que o golpe referido em  tenha sido desferido em consequência dessa bofetada; - que o objecto aludido em  tivesse lâmina inferior a 6,5 e com 2 de espessura, e uma mola já sem força para a prender; - que o ofendido tivesse o arguido preso de movimentos, manietando-o; - que o arguido tenha golpeado o ofendido para se tentar soltar deste; - que em momento algum o arguido tenha pretendido acertar no pescoço do ofendido ou atentar contra a vida deste; - que o objecto referido em  tivesse 8 e que fosse também composto por uma lima, uma tesoura e um saca-rolhas; - que o arguido não seja uma pessoa violenta, tenha bom relacionamento com a sociedade e os seus vizinhos e que trabalhe em biscates na área da construção, pintura e bricolage; - que aqueles que lidam com o arguido tenham deste a ideia de uma pessoa calma e pacata e de um bom trabalhador; - que não seja conhecida ao arguido qualquer altercação física com outra pessoa; - que a actuação do arguido para com o ofendido tenha sido um acto isolado; - que o arguido não constitua um perigo para a sociedade e não seja agressivo; - que o arguido seja calmo e controlado; - que o arguido já não seja consumidor de produtos estupefacientes; - que não subsistam motivos para crer que o arguido voltará a incorrer nos mesmos comportamentos criminais; - que o arguido tenha uma óptima relação com os pais, auxiliando-os na doença; - que o arguido esteja arrependido dos actos que praticou.”   - – Fundamentação transcrição):  "A convicção do tribunal assentou na análise crítica da prova produzida, à luz das regras de experiência comum.