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No caso concreto, emergem as seguintes circunstâncias: - o lesado, com 40 anos de idade ao tempo do evento que padecia já de patologia degenerativa da coluna cervical e que era observado de dois em dois, sofreu imediatamente após o embate foi embatido na traseira do veículo, quando se encontrava imobilizado em atenção às circunstâncias do tráfego), tonturas, visão desfocada, zumbido num dos ouvidos e dores no pescoço, - diagnosticada, no hospital a que foi conduzido, cervicalgia pós-traumática, fez tratamento medicamentoso e teve alta menos de duas horas após a admissão) para o domicílio, com recomendação de repouso, analgesia, anti-inflamatórios não esteroides e colar cervical simples, - efectuou tratamentos de fisioterapia 20 sessões) e de cinesiterapia vertebral, de estimulação eléctrica transcutânea, de fortalecimento muscular manual, de massagens com técnicas especiais e de técnicas especiais de cinesiterapia 30 sessões), seguiu programa de exercícios no domicílio e foi-lhe recomendada a natação para reforço muscular dos flexores da cervical, - esteve com défice funcional temporário desde a data do evento lesivo 18 de Abril de até 8 de Outubro de 2018, - ficou a padecer, a título de sequelas, de cervicalgia e contratura dos músculos cervicais, dorsais e trapézios e das apófises espinhosas cervicais e dorsais, com mobilidade cervical conservada, mas sensação de repuxamento da metade superior da coluna dorsal e da região da omoplata direita durante a flexão anterior cervical, lateral e na rotação direita, - tais sequelas correspondem a défice funcional permanente da integridade físico-psíquica de 2 pontos, compatível com a atividade profissional mas a exigir esforços suplementares, quer nas tarefas da área operacional, quer na preparação física e formação profissional, - usou continuamente o colar cervical durante quase um mês, passando depois a usá-lo esporadicamente, - sofreu dores de grau 3 numa escala de 7 graus durante o acidente, no período de recuperação e durante os tratamentos a que se submeteu e que implicaram exposição a agentes químicos e radiações nocivos para a saúde), - as dores sofridas após o acidente impediam-no de dormir e as dores cervicais impediram-no de conduzir pelo menos até 23 de Maio de 2018 e após tal data apenas conduzia por curtos períodos, por sofrer dores na mobilização do pescoço na realização das manobras, - andou ansioso e angustiado em razão das dores e insónias e por se sentir diminuído fisicamente, deixando de ajudar a companheira nas tarefas domésticas, tendo de ser ajudado por ela, - durante período não superior a seis meses, em razão das dores e contraturas sentidas, não teve vida sexual activa e devido às sequelas de que ficou a padecer está limitado nas posições do acto sexual, o que se traduz em repercussão permanente na atividade sexual de grau 1 numa escala de 7 graus,  - ao tempo do acidente praticava atletismo competia em provas de montanha e de e frequentava o ginásio, não voltando, após o acidente, a competir nas provas de atletismo, o que corresponde a repercussão permanente nas actividades desportivas e de lazer de grau 2 numa escala de 7 graus, - era confiante, cheio de energia e de boa disposição, a actualmente receia ser agredido no âmbito da sua profissão agente da Polícia e não ter capacidade para impedir a agressão, sentido diminuição da autoestima e ansiedade pelo receio de poder falhar profissionalmente.