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O Tribunal a quo julgou totalmente improcedente a acção e, em consequência, absolveu os Réus do pedido deduzido pelo Autor, entendendo, em síntese, não existir fundamento para a pretensão indemnizatória do Autor, por não estar demonstrada a ilicitude, pressuposto da obrigação de indemnizar que pretendia assacar os RR nem ter resultado demonstrada a existência de um nexo de causalidade naturalística entre a conduta em causa e os danos sofridos pelo Autor, ou seja, que a deflagração dos explosivos levada a cabo haja sido condição sem a qual o dano não se teria verificado os danos sofridos pelo Autor tiveram como causa naturalística e adequada, um incêndio, mas não se provou que o incêndio, que causou os danos ao A., tenha tido como causa a deflagração dos explosivos em questão), entendendo não se poder concluir pela existência de um nexo de causalidade adequada entre a conduta em causa e os danos sofridos pelo Autor.