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- Desse modo, a violação desse princípio terá que ser aferida na ponderação global de cada caso concreto, devendo a homologação do plano ser recusada sempre que a vinculação de algum credor a ele se revele claramente excessiva, desproporcionada ou desrazoável.»   Na sentença recorrida - com base nestes ensinamentos e tendo ainda em conta os rendimentos auferidos pelos devedores e a composição do seu agregado familiar, o elevado volume de crédito concentrado nos créditos detidos pelo credor garantido, que no âmbito de eventual insolvência a credora hipotecária alcançaria o pagamento integral, ou quase integral, dos seus créditos, ao invés do que ocorreria com os demais credores, e que em sede de eventual incidente de exoneração do passivo restante previsivelmente não resultaria um rendimento disponível relevante para a satisfação dos credores -, considerou-se justificado o tratamento diferenciado dado no acordo de pagamento aos créditos privilegiados, concluindo-se "que inexiste qualquer ponderoso motivo que suporte uma decisão de não homologação do proposto acordo de pagamento”, mostrando-se o mesmo, quando confrontado com uma possível insolvência dos requerentes, adequado à defesa do interesse dos credores, nomeadamente dos credores comuns.