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De Facto São os seguintes os factos provados que nos vêem das instâncias: 1- O aqui autor intentou no «Tribunal Judicial de Fafe» acção, com processo ordinário, contra as aqui rés, processo que correu termos sob o n75/04TBFAF, onde pediu a condenação das rés a reconhecerem o autor como dono e legítimo proprietário das parcelas de terreno em apreço nos autos; e a condená-las a devolver-lhe as ditas parcelas no estado em que se encontravam à data da sua ocupação; e a condená-las a pagar uma sanção pecuniária compulsória de 250€ por dia desde a data do acórdão que declarou nulo o acto expropriativo até à entrega definitiva - ver folhas 144 a 151 do suporte físico dos autos;  2- Nos referidos autos a ré AENOR - Auto Estradas do Norte, S.A., deduziu reconvenção, tendo, com base na invocada acessão industrial imobiliária, peticionado que fosse reconhecido o direito de propriedade da ré sobre a parte dos anteriores prédios do autor onde hoje se encontra parte da auto-estrada - ver folhas 152 a 166 do suporte físico dos autos;  3- Por sentença do 3 Juízo Cível do Tribunal Judicial de Fafe, no âmbito do processo n75/04TBFAF, foi julgado improcedente o pedido de reconhecimento do direito de propriedade do autor e o direito à restituição das parcelas em que foi implantada a auto-estrada, condenando-se a ré EP-Estradas de Portugal, S.A. a pagar-lhe, em incidente de liquidação, pelo prejuízo sofrido da violação do direito de propriedade, relativamente às parcelas objecto da DUP, entretanto declarada nula, julgando-se, no mais a acção improcedente - ver folhas 825 a 841 do suporte físico dos autos;  4- Esta decisão veio a ser mantida por acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 212014 - ver folhas 872 a 877 do suporte físico dos autos.