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A Recorrente, veio apresentar as suas alegações, formulando as conclusões que infra se reproduzem: "O objeto do presente recurso é a douta sentença do Tribunal Tributário de Lisboa  Unidade Orgânica), de 27/ 10/2016, proferida nos autos em epígrafe, ao julgar parcialmente procedente a impugnação e, consequentemente, ao mandar anular parte da liquidação impugnada; Da PROBATÓRIO da douta sentença recorrida constam FACTOS dados como PROVADOS sem que os mesmos estejam alicerçados em prova bastante, documental ou outra, constante dos mesmos autos ou, pelo menos, sem que na douta decisão recorrida seja feita referência expressa a essa prova; Assim, A douta sentença recorrida desconsiderou a peritagem feita pelo Perito da Fazenda Pública, sem fundamentar as razões porque não aceita os valores apurados por este; Tão pouco na sentença recorrida são especificados os factos, constantes do Relatório de Peritagem, em que douta sentença recorrida diga discordar e qual o fundamento de facto para tal discordância; Não é verdade a afirmação feita na douta sentença recorrida de que há uma considerável diferença entre a dívida apurada pela Inspeção e a dívida apurada pelo perito da alfândega ; O RFP concordou junto do tribunal «a quo» com os valores a que chegou o Senhor Perito da Fazenda Pública bem como dos critérios utilizados para apurar os valores em falta ou das divergências verificadas pelo que os aceita como base para a apreciação e decisão dos presentes autos; As divergências entre a liquidação feita inicialmente e a liquidação resultante da peritagem foram oportunamente explicadas com a regularização feita pela impugnante junto da alfândega; o que está verdadeiramente em causa nos presentes autos é saber se a constatação de perdas tributáveis e as vendas indocumentadas deverão ou ser objeto de liquidação; Ficou demonstrado nos autos que as autoridades aduaneiras, no varejo, constataram perdas que não poderão ser legalmente relevadas; Ficou ainda documentado nos autos que houve vendas indocumentadas e, consequentemente, sujeitas a imposto; O tribunal «a quo» não coloca em dúvida a ocorrência destes factos mas desconsidera os valores a que chegou o Perito da fazenda Pública sem especificar os valores de que não concorda e sem fundamentar a sua discordância; Pela que e nesta medida é nula a douta sentença recorrida por falta especificada de fundamentação; A liquidação é o corolário lógico e consequente impõe-se neste caso por imperativos da constatação de perdas tributáveis de álcool e de bebidas alcoólicas sujeitas a imposto -, de acordo com as normas legais aplicáveis; Bem como no caso de vendas indocumentadas de álcool e de bebidas alcoólicas, sujeitas a imposto, isto é, sem suporte bastante na contabilidade da impugnante; Ao desconsiderar os valores a que chegou o Perito da Fazenda Pública a douta sentença recorrida fez errada aplicação da lei, nomeadamente do disposto nos art.s art.s  e 6  do n. 117/92 e do art.