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Ademais, justamente por isso, não se vê que esteja, sequer, criada, uma qualquer situação jurídica de impasse processual inultrapassável pelos meios comuns, já que a posição assumida pelo juiz do Tribunal do Trabalho em nada contende ou devia ter contendido com o normal andamento do processo tributário pois, como resulta da lei, artigo 218, n 3, do Código de Procedimento e Processo Tributário, e quer o juiz do Tribunal do Trabalho concorde ou não com essa solução legal, «podem ser penhorados pelo órgão da execução fiscal os bens apreendidos por qualquer tribunal, não sendo a execução, por esse motivo, sustada nem apensada.» Por outro lado, é claro que, em face do sucedido, não fica vedado ao juiz deste mesmo Tribunal do Trabalho, o recurso aos meios processuais postos à sua disposição para que a execução ali pendente atinja, ao menos parcialmente, o seu objectivo, como será o caso, por exemplo, da penhora do saldo porventura existente na execução fiscal, se é que as regras de graduação dos créditos em concurso não acautelam integralmente o crédito, sendo certo, todavia, que se isso não vier acontecer em consequência da aplicação de uma disposição legal no caso a que impede que a execução fiscal se suspenda, mesmo em caso de penhora anterior efectuada por outro, tal não o deverá motivar a agir contra ela, já que, de todo o modo, em face de tal dispositivo legal, não faz sentido esgrimir, como o faz aquele magistrado, com os princípios gerais relativos à eficácia da penhora anterior efectuada no tribunal judicial, claramente derrogados por aquela disposição especial do processo tributário e que, por isso, não têm aqui aplicação.