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Funcionando, pois, como critério de decisão probatória, segundo o qual um non liquet na questão da prova é valorado a favor do arguido, essa ausência de realização da prova da verdade dos factos tem, porém, de assumir-se como razoável, objectivável e intransponível, e não meramente subjectiva, que brotasse como efeito de uma consciência indefinidamente hesitante ou exasperadamente escrupulosa, ou até de um deficiente estudo do material probatórioCristina Líbano Monteiro, in "Perigosidade de Inimputáveis e in dubio pro reo”, Studia Jurídica 24, Coimbra Editora, 1997, pág..  Da sentença, não decorre que o tribunal se tivesse defrontado com qualquer dúvida e, acrescente-se, não seria a existência de diferentes versões dos intervenientes, no caso, do recorrente e da assistente, que serviria para fundamentar supostas dúvidas.