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Entende esta que a demandante foi indemnizada duplamente pelo mesmo tipo de danos, na medida em que lhe parece que os incómodos sofridos pela vítima e a sua angústia e sofrimento correspondem ao mesmo dano, durante o mesmo período, sendo, de qualquer modo, excessivo o valor de € 13000,00, para ressarcir os danos não patrimoniais, tendo em conta os valores apontados pela Portaria 377/2008, de 26/05 - os quais não podem deixar de considerar-se critérios orientadores, apesar de não vinculativos -, bem como a jurisprudência desta Relação de Lisboa e do STJ - de que destaca vários casos já julgados em que os danos não patrimoniais sofridos pelas respectivas vítimas foram substancialmente mais graves -, sem esquecer a equidade, tudo apontando para que, no presente caso, seja mais razoável e proporcional aos valores arbitrados naqueles citados arestos, fixar a indemnização, por danos não patrimoniais, em valor não superior a € 9000,00 nove.