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Inconformada, a autora interpôs recurso desta decisão, terminando as alegações com a formulação das conclusões que de seguida se transcrevem: 	" Os factos provados e são errados: nem a entidade requerida podia ignorar – pelo contrário, identificou expressamente – a divergência entre os números de fracções que constituíam os edifícios onde se encontram as J....., nem a entidade requerida desconhecia, em 2010, como se afirma no facto provado, que havia fracções não dadas à exploração turística nesses edifícios, pois tinha os documentos que o provavam na sua posse desde Janeiro de 2007; 	 Tais factos devem por isso ser substituídos por outros que dêem com provado que a entidade requerida se apercebeu, em Janeiro de 2007, que o número de fracções que constava do título constitutivo era inferior ao número de fracções que constava da Autorização de Abertura de Setembro de 1994 e que a entidade requerida sabia, desde Janeiro de 2007, que havia fracções daqueles imóveis que não estavam dadas à exploração turística;  Pela mesma razão, é errado o pedaço inicial do facto provado: não foi "apenas” na vistoria de 2014 que a entidade requerida se deu conta que havia fracções não destinadas à exploração turística;  O facto não provado nunca foi alegado pela ora recorrente e, por isso, o que pode e deve ser dado com provado, porque é facto útil à boa decisão da causa, é que a ora recorrente perguntou em sede de audiência prévia à entidade requerida, conforme consta do doc.