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Na tese da recorrente Porto Vivo falha, não só a apreciação da verificação do dano especial e anormal, comprovadamente existente no caso sub judice, conforme a matéria de facto provada, que reclama a ressarcibilidade dos prejuízos sofridos, como a consideração de que o prédio do autor antes da intervenção não se encontrava degradado, como outros, mas totalmente recuperado, não tendo desta forma beneficiado na mesma medida que outros proprietários cujos prédios, à data, se encontravam por recuperar; o prédio do recorrido apresentava um estado de conservação excelente, do ponto de vista estético e funcional, em virtude das obras de recuperação e restauro feitas pelo recorrido aquando da compra do prédio, a expensas próprias e com recurso a financiamento bancário, antes da decisão de realização das obras de intervenção dos recorrentes, pelo que, nesse sentido não veio a beneficiar, em particular, de tais obras.