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Por isso, não tem necessária aplicação ao primeiro a jurisprudência consolidada nos nossos tribunais superiores no sentido de que " tratando-se de um motorista de transportes internacionais rodoviários de mercadorias, se a entidade patronal o encarrega de realizar um serviço no estrangeiro e trabalha em dias de descanso semanal, obrigatório ou complementar, intercalados entre outros que correspondem a dias de trabalho semanal, é lícito inferir - tendo em conta o normal funcionamento e o desenvolvimento económico de uma empresa de transportes internacionais de mercadorias - que a entidade empregadora sabia que aquele se encontrava a prestar serviço no seu interesse e que não se opôs a que tal serviço fosse prestado”, e de que " a actividade objecto do contrato de trabalho em causa envolve, nas deslocações, não apenas a condução da viatura, mas também a sua guarda e manutenção em boas condições e, particularmente no estrangeiro, a permanente disponibilidade ao serviço do empregador, perdendo o trabalhador  a auto-disponibilidade para usufruir os dias de descanso com a família e os amigos, que só se adquire com o regresso”, razão pela qual " os dias de sábado, domingo ou feriado, em que o motorista está retido no estrangeiro, por razões de organização ou por imperativo da legislação rodoviária, têm de ser encarados como de prestação de trabalho efectivo, uma vez que o motorista está disponível para o fazer” – acórdão do STJ de 17/12/2009, proferido no processo 949/07TTMTS.S1; no mesmo sentido, acórdão do STJ de 18/1/2005, proferido no processo 04S923, acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 22/5/2020, proferido no processo 322/17T8CVL.C1, acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães de 3/11/2016, proferido no processo 286/10TTVNF.G No caso em apreço, o autor foi colocado a exercer as suas funções no estrangeiro, com um regime de descansos específico: "Pelo tipo de actividade que o EMPREGADOR desenvolve, encontra-se sujeita às disposições do Regulamento n 561/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, publ.