Legal Document Excerpt:

juiz "a quo” julgou não ser devido o respetivo pagamento por a circunstância que esteve na sua origem, " se tratar de um evento imprevisível, de força maior COVID-19), que impediu uma alternativa à viagem por via marítima, entende-se não ser devida a remuneração contratual a partir de 06 de junho de 2020, poi excederia largamente os princípios da boa fé impor o pagamento da mesma nestas condições à Ré.” A mesma fundamentação deve ser utilizada para concluir que, no período de 03 de maio a 06 de junho, ocorreu igualmente um evento imprevisível e de força maior, consistente no arresto do navio, para o qual a Ré nada contribuiu e que ocorreu sem culpa sua, o qual impediu as operações de pesca do navio "Calvão” e, por via disso, o Observador não prestou qualquer serviço, sendo que, finalmente, o Observador pretendeu sair do navio quando este fundeou no porto de Bahía Blanco, na Argentina.