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Como assim, não podia, vários meses volvidos, vir «reabrir» a questão do valor da venda, porque a isso se opõem os princípios da segurança jurídica e da preclusão, sob pena de inaceitável incerteza relativamente à posição da adquirente que, neste caso, manifestamente se apresenta como um terceiro de boa-fé.”  De igual modo, comprometidos ficaram os princípios da segurança jurídica e proteção da confiança quando o tribunal a quo, sabedor da venda efetuada pelo AE ao aqui recorrente, da mesma deu integral cumprimento, aceitando e determinando, por despacho de 202015, o recurso ao auxílio da força pública, para efeitos de arrombamento da porta com vista à entrega do imóvel ao aqui recorrente, para meses mais tarde, frustrando as expetativas do adquirente, anular a venda operada, com fundamento em que a mesma não havia sido autorizada pelo tribunal.