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Em face dos factos provados, no caso vertente, não cabe dúvida que as menores AA e BB, ressalvada a colocação no CAT, estão numa situação de perigo que legitima a intervenção em ordem à sua protecção e ainda à promoção do seu bem-estar e desenvolvimento são e harmonioso, tão sózinhas, abandonadas, inseguras e em risco elas estariam, não fora a intervenção comunitária, em boa hora acontecida e que pelo menos minimizou esse risco- removeu-o, naturalmente, na perspectiva do físico –mas ainda não lhes permite viver o seu quotidiano em paz, segurança, certeza e afecto família, que são evidentemente essenciais para que no futuro tenhamos umas crianças, umas jovens e duas mulheres adaptadas à sociedade, que se sinta útil e bem integrado nesta, a quem a sociedade reconheça o seu lugar e capacidade para construir o mundo melhor, que todos nós ambicionamos.