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Eis o que a jurisprudência consagrou nos postulados: dos despachos recorre-se, contra as nulidades reclama-se” 1    - O princípio da cooperação - que visa, nomeadamente, assegurar que " o processo realize a sua função em prazo razoável”11- deve ser observado por parte de cada um dos " intervenientes processuais em relação aos outros e deve ser exigida pelo juiz em relação a todos, a começar por si próprio, o que tem desde logo a vantagem da pedagogia” 12;    - A cooperação entre o juiz e o mandatário judicial visa " obter, com brevidade e eficácia, a justa composição do litígio” 13;    - O princípio do contraditório garante, atualmente, " a participação efetiva das partes no desenvolvimento de todo o litígio, em termos de, em plena igualdade, poderem influenciar todos os elementos factos, provas, questões de que se encontrem em ligação, direta ou indireta, com o objeto da causa e em qualquer fase do processo apareçam como potencialmente relevantes para a decisão”14;    - "Antes de decidir com base em questão de direito material ou de direito de conhecimento oficioso que as partes não tenham considerado, o juiz deve convidá-las a sobre ela se pronunciarem, seja qual for a fase do processo em que tal ocorra despacho -saneador, sentença, instância de”, salvo caso de manifesta desnecessidade15;    - "Não obstante poder afirmar-se que, em tese, ambas as partes têm interesse na resolução do seu litígio, o certo é que, na prática, quem aciona o meio judicial de composição desse litigio tem um interesse acrescido na sua resolução” 16;    -"- Não configura uma decisão-surpresa o despacho que, ao declarar a extinção da instância por deserção, se baseia em fundamentos e enquadramento jurídico indicados em despacho anterior, notificado às partes, as quais sobre o mesmo se não pronunciaram; - Apesar de não ter praticado o ato em falta, a atuação do autor não se carateriza pela inércia se justificou tal omissão e requereu a realização de diligências destinadas à remoção do obstáculo que o tem impedido de praticar tal ato.