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Conclui assim as suas alegações de revista: 1- Os recursos não servem para corrigir erros das partes, mas erros cometidos na decisão, pelo tribunal «a quo»;  2- O tribunal de primeira instância, ao qual nunca foi evidenciado o documento concretizado na notificação da mandatária dos apelantes, decidiu bem, quando entendeu que a acção estava caduca, pois a mesma foi apresentada a destempo e não pode tal acto - por não ser processual - ser praticado contra o pagamento de multa num dos 3 primeiros dias úteis seguintes;  3- O documento em causa não é documento que possa ser qualificado como novo, e, por isso, nunca por nunca poderia ter sido validamente junto com o recurso apresentado pelos apelantes e, muito menos, poderia o tribunal «a quo» ter considerado o mesmo para revogar a decisão proferida, ou melhor dizendo - pois foi isto que aconteceu - para re-julgar a questão da caducidade;  4- A apelação não serve para re-julgar a causa, reexaminando-a, mas para reapreciar a decisão judicial proferida, sendo por isso que a reapreciação tem de ser ponderada à luz do material fáctico e probatório disponível pelo tribunal «a quo» no momento em que proferiu a sua decisão e não considerando outro material junto depois de proferida a decisão que podia e deveria ter sido junto antes de a mesma a ter sido proferida;  5- Está errado - manifestamente - que tenha sido a decisão de caducidade a provocar a necessidade do documento, ou pelo menos a primeira no processo a provocar essa necessidade: antes a necessidade da invocação dos factos constantes do mesmo e da sua junção ocorreu com a arguição de tal excepção pelo apelado e não com a decisão proferida; 6- Face ao sistema recursório português nunca por nunca poderia este documento - notificação ao mandatário - ter sido junto nas alegações de recurso e considerado pelo tribunal para modificar a decisão proferida em primeira instância quanto à caducidade;  7- A junção desse documento e alegação do facto nele incluído ficou precludida com a defesa que os apelantes fizeram da questão da caducidade e o tribunal «a quo» não pode, sob pena de re-julgamento da questão, e não de mera reapreciação da decisão recorrida, admitir o mesmo e permitir decidir novamente a questão da caducidade com base neste novo dado;  8- O objecto do recurso de apelação não é a questão da caducidade, mas a decisão que sobre ela foi proferida e da qual foi interposto o recurso e, mais uma vez, esta só pode ser apreciada na sua correcção se se mantiverem intactos os fundamentos em que assentou;  9- O documento já se tinha tornado necessário com a alegação do apelado da caducidade e poderia e deveria ter sido junto - porque já existente e do conhecimento dos apelantes - no prazo para responder e discutir aquela excepção;  10- A decisão aconteceu porque não foi junto o documento em tempo, estando ele disponível para ser junto a decisão da questão concreta da caducidade foi desfavorável aos apelantes e tal circunstância pôs termo à acção.