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Sustenta o Apelante nas suas conclusões recursivas aperfeiçoadas que a "sentença em crise não observa o dever de fundamentação”, tendo incumprido o preceituado nos n.s 3 e 4 do artigo 60 do CPC, porquanto "não indicou análise crítica probatória suficiente para a desvalorização dos depoimentos do recorrente, da mulher do inventariado e da testemunha.” Relembremos aqui o que nos diz o n. 3, bem como o n. 4, já acima transcritos, do identificado artigo 60 do CPC:           " Seguem-se os fundamentos, devendo o juiz descriminar os factos que considera provados e indicar, interpretar e aplicar as normas jurídicas correspondentes, concluindo pela decisão final.”  Na fundamentação da sentença, o juiz declara quais os factos que julga provados e quais os que julga não provados, analisando criticamente as provas, indicando as ilações tiradas dos factos instrumentais e especificando os demais fundamentos que foram decisivos  para a sua convicção; o juiz toma ainda em consideração os factos que estão admitidos por acordo, provados por documentos ou por confissão reduzida a escrito , compatibilizando toda a matéria de facto adquirida e extraindo dos factos apurados as presunções impostas pela lei ou por regras da experiência.”  Numa simples análise da sentença recorrida verificamos, conforme já o referimos supra, que o Tribunal recorrido descriminou os factos que julgou provados e não provados, tendo, em sede de "fundamentação de direito”, aplicado as normas que entendeu como pertinentes à solução do caso, as quais se verá infra se foram, ou não, correctamente aplicadas.