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80/07-3, disponível em www.dgsi.pt, "O erro na apreciação das provas relevante para a alteração da decisão de facto pressupõe, pois, que estas as deveriam conduzir a uma decisão necessária e forçosamente diversa e não a uma decisão possivelmente diferente; se a interpretação, apreciação e valoração das provas permitir uma decisão, diversa da proferida, mas em excluir logicamente a razoabilidade desta, neste caso pode haver erro na apreciação das provas, mas não será juridicamente relevante para efeitos de modificação da matéria de facto pelo Tribunal Superior; a decisão proferida com base numa interpretação e valoração ainda que discutíveis) fundamentadas nas provas produzidas contida no espaço definido pela livre apreciação das provas e pela convicção por elas criada no espírito do juiz, não pode ser alterada a menos que contra ela se apresentem provas irrefutáveis, já existentes nos autos e desconsideradas ou supervenientes  A segunda instância em matéria de facto não vai à procura de uma nova convicção que lhe está de todo em todo vedada exactamente pela falta desses elementos intraduzíveis na gravação da, mas tão só apreciar se a convicção expressa pelo tribunal a quo na decisão da matéria de facto tem suporte razoável ”.