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Contudo, o tratamento fiscal a dar às viaturas de serviço alienadas, deve passar pela sua reclassificação como existências, e originar não, um proveito extraordinário previsto na alínea do n. 1 do artigo 20 do CIRC, mas um proveito operacional previsto na alínea do n 1 do citado artigo, pelos factos que seguidamente se apresentam: -	O negócio do sujeito passivo consiste no comércio de viaturas importadas ao seu fornecedor alemão; -	As viaturas que adquire destinam-se a ser vendidas aos seus clientes; -	Na aquisição das viaturas o sujeito passivo procede à contabilização das mesmas na conta de Existências; -  No exercido da sua actividade, necessita de algumas viaturas, destinadas a deslocações, bem como para demonstração e experimentação da imprensa e concessionários; - Aquando da afectação das viaturas à actividade, o sujeito passivo procede a uma reclassificação contabilística, corroborada pela administração tributária, através da conta regularizações, passando as viaturas a estar registadas no activo imobilizado e em consequência a gerar os respectivos custos de utilização: amortização, combustíveis, seguros, conservação e reparação, sujeitando os mesmos a tributação autónoma quando respeitem a viaturas ligeiras de passageiros; - Decorre do n 3 do artigo 17 do CIRC, que a contabilidade deverá estar organizada de acordo com a normalização contabilística e outras disposições legais em vigor para o respectivo sector de actividade; - Define o POC, imobilizado: "Esta classe inclui os bens detidos com continuidade ou permanência e que não se destinem a ser vendidos ou transformados no decurso normal das operações da empresa, quer sejam de sua propriedade, quer estejam em regime de locação financeira'; -	A alienação das viaturas é feita a concessionários, empresas e outros clientes; -	As viaturas, não obstante, estarem ao serviço da empresa, encontram-se permanentemente disponíveis para venda, segundo Informação da mesma.