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3 In casu o supremo interesse da criança não convoca a fixação da residência alternada; os fundamentos invocados na sentença não estão conformes à prova produzida, os fundamentos de facto não impõem a fixação do regime da residência alternada porquanto, a criança é um jovem bem formado, responsável, muito desejado entre ambas as famílias do pai e da mãe; o jovem  não apresenta sintomas de estar a ter qualquer desenvolvimento na sua formação que imponha a alteração do regime em vigor, de residência com a mãe; o jovem  manifestou com sinceridade no atual regime e justificou as razões para essa escolha, as quais não são de desprezar pelo Tribunal, enquanto órgão de soberania que se intromete, com legitimidade na vida privada das famílias; não se pode concluir, como a sentença concluiu, erradamente, que há razões históricas para se entender que é a residência alternada é aquela que mais e melhor desenvolvimento traz às crianças, sem atender à especialidade do caso concreto; o Tribunal não pode substituir-se ao legislador e partir para a aplicação da residência alternada como regra, principio ou preferencial à residência com um dos progenitores; no caso concreto não estamos a fixar a residência de uma criança cujos pais se separaram recentemente, estamos a apreciar se se impõe ou não a alteração, para a residência partilhada, de uma criança que vive há nove anos consecutivos com a mãe, tendo um ótimo relacionamento com o pai.