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Lê-se nesse despacho: "- fls 40 a 42: informação por óbito elaborada pela GNR, que compareceu no local logo após o acidente, e onde consta como os agentes desta força aí se deslocaram, após comunicação de que tinha havido um acidente cerca das 11h 45m; que foi verificado que o sinistrado se encontrava com o arnês de segurança colocado; aí se refere a hora a que os srs inspectores do trabalho compareceram no local – 14h15m 2horas e 30 minutos após a ocorrência);- relatório do Inquérito de Acidente de Trabalho, a fls 72 a 85, elaborado pelo Inspetor do Trabalho, ..., ouvido em audiência e que confirmou tal relatório na íntegra, e documentos anexos; refere-se nesse relatório que, das diligências efetuadas pelo sr inspector ida ao local, notificações para apresentação de documentos e respostas fornecidas às mesmas, inquérito a, resulta que o sinistrado não tinha a formação adequada; aí se descreve o local do acidente, com as medições feitas, trabalhos que se encontravam a ser feitos no telhado do armazém e modo de execução; como o agente da GNR, chegado ao local tirou fotografias, conforme nomeadamente a de fls 104 – doc 4 do relatório – de onde se pode constatar que na água nascente não havia tábuas de rojo; referiu o modo como terá ocorrido o acidente em face dos depoimentos de quem estava no local sócio-gerente da ré e 2 outros trabalhadores, também ouvidos em audiência e do depoimento do Guarda do GNR que compareceu no local, conforme fls 128 a 129; - do depoimento colhido pelo sr Inspetor ao Guarda da GNR, conforme fls 128 a 129, resulta que o mesmo chegou ao local 5 a 10 minutos após a comunicação da ocorrência do sinistro, ainda viu o sinistrado no local, EP´s que o mesmo tinha colocado arnês com mosquetões presos, sem estar ligado a corda ou linha de; que subiu ao andaime colocado no local e tirou fotos, tendo visto que na "zona destelhada” não havia corda ou linha de vida; que quando chegou ao local os trabalhadores se encontravam no exterior do pavilhão, aparentando estarem em pânico, de onde se conclui que, atendendo ao pequeno lapso de tempo entre o acidente e a chegada dos agentes da GNR, ao facto de os 3 trabalhadores se encontrarem no exterior, em pânico, e às fotos tiradas à cobertura, não existiam tábuas de rojo na água nascente onde o sinistrado caiu.