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–Para o efeito alega, em síntese, que: em 08/01/2015 intentou uma acção declarativa de condenação contra a Ré pedindo a sua condenação no pagamento de uma indemnização por incumprimento contratual, com fundamento em rescisão, sem justa causa, do contrato de fornecimento de produtos celebrado entre Autora e Ré, anteriormente a tal acção a Autora já havia instaurado, contra a Ré, uma outra acção declarativa de condenação pedindo a declaração de invalidade da resolução do contrato operada pela Ré, por decisão, transitada em julgado, no âmbito desse processo o Tribunal julgou procedente o pedido da Autora, declarando inválida, por falta de fundamento, a resolução do contrato, munida da sentença que declarou ilícita a resolução contratual efectuada pela Ré, pretendendo reclamar o ressarcimento dos danos que tal rescisão lhe provocou, intentou a segunda acção, no âmbito da segunda acção foi proferida sentença onde se exarou que "a resolução contratual abre caminho a indemnização apenas pelos danos negativos, reconhecendo-se, contudo, que pode, excepcionalmente, ter lugar indemnização por danos positivos, interposto recurso contra esta sentença veio a mesma a ser confirmada pelo Tribunal da Relação de Lisboa, na fundamentação do acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa exarou-se que "uma resolução do contrato ilícita, porque sem fundamento contratual ou legal, implica a destruição retroactiva dessa relação contratual, colocando a parte que a ela recorre em responsabilidade pelo incumprimento definitivo do contrato”, responsabilidade que com a presente acção se pretende efectivar, reclamando o preço da prestação de serviços não pago em virtude da cessação prematura do contrato, a par dos danos emergentes a indemnização abarca a compensação pelos lucros cessantes, a rescisão operada pela Ré foi causa directa e adequada à verificação de todos os danos: os lucros que deixou de obter em virtude da cessação ilícita do contrato, os danos morais que sofreu.