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O artigo 5 do ECDU, com a epígrafe "Funcionamento dos júris”,estabelece no seu n. 6, que: "O júri deve proceder à apreciação fundamentada, por escrito, em documentos por ele elaborados e aprovados e integrados nas suas actas: Do desempenho científico do candidato com base na análise dos trabalhos constantes do currículo, designadamente dos que hajam sido seleccionados pelo candidato como mais representativos, nomeadamente no que respeita à sua contribuição para o desenvolvimento e evolução da área disciplinar; Da capacidade pedagógica do candidato, tendo designadamente em consideração, quando aplicável, a análise da sua prática pedagógica anterior; De outras actividades relevantes para a missão da instituição de ensino superior que hajam sido desenvolvidas pelo candidato.” Feito este enquadramento, em primeiro lugar, entende-se que, desde logo face ao decidido no âmbito do processo principal e dada a procedência da alegação do ali Autor e aqui Exequente, no sentido de que júri do concurso não estabeleceu previamente os métodos e os critérios objetivos de avaliação curricular dos candidatos, a execução da anulação da deliberação do júri de 212004 iria implicar o reinicio do procedimento, procedendo-se à constituição de novo júri, fixando-se, previamente e tal como decidido, os métodos e os critérios objetivos de avaliação curricular dos candidatos, submetendo- se a concurso os mesmos candidatos, ao que sempre se seguiria a avaliação da candidatura de acordo com os critérios de avaliação fixados neste mesmo sentido consta do douto aresto do TCAS "...) Estar a executar uma sentença que obriga, como vimos, constituição de um novo júri, à submissão a concurso dos mesmos candidatos que se opuseram ao mesmo em 2002/2003 e à sua graduação”).