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É a seguinte a matéria de facto dada por provada na decisão recorrida:  O A. é dono do prédio urbano sito em Rua  ...) , Arganil, composto por casa de habitação com 3 pisos, inscrito na matriz predial urbana sob o nartigo 35;   O R. dedica-se ao ramo da construção ;   Durante o ano de 2010, o A. acordou com o R. a execução, por este, de trabalhos de construção na casa-de-habitação referida em Factos ), consistindo na sua remodelação e ampliação, pelos quais lhe pagaria valor não inferior a € 4250,00 IVA incluído);   Os trabalhos acordados iriam desenvolver-se nos três pisos do edifício em causa R/,  e ), implicariam a ampliação do  piso, intervenção ao nível das paredes, interiores e exteriores, nos pavimentos, tectos e ao nível dos vãos, caixilharias, carpintarias e cantarias, bem como a aplicação de louças sanitárias, cobertura, instalações eléctricas e telefónicas, bem com ao nível das redes de abastecimento de água e saneamento;   A casa-de-habitação referida é a residência do A. e de sua família e as obras acordadas com o R. destinavam-se a acomodá-los;   Os trabalhos decorreram durante o  semestre de 2010 e, ao longo dos mesmos, o A. pagou integralmente ao R. o preço acordado;   Concluídos os trabalhos, o A. apercebeu-se que a obra havia sido executada em desconformidade com o pactuado e com as boas regras de construção, contratou com um técnico de engenharia a realização de uma vistoria à obra, que elaborou o relatório junto a fls.