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Neste contexto, o Requerente alega, em especial, que "se há cidadãos que podem esperar 2, 3, 5 ou até 10 anos pela concessão de uma nacionalidade, este não é o caso do requerente, a quem tem sido violado o direito à cidadania e outros conexos, conforme amplamente demonstrado e não é porque há ilegalidades e violações de direitos por parte da administração pública que esta pode continuar em violação, para garantir que todos os cidadãos tenham os seus direitos violados de forma igual; sem a nacionalidade portuguesa não pode entrar e circular livremente na União Europeia, é o requerente que vê impedido o seu direito de reunião familiar com uma filha que mora fora, é o requerente que não pode deslocar-se a Europa, mesmo tendo direito à uma nacionalidade europeia e o requerente não é pessoa nova, tem 70 anos e não terá assim tantos anos para fruir do direito à cidadania, muito menos fazer longas viagens aéreas e correr riscos, sobretudo em um contexto de pandemia, em que é classificado como idade de risco e, assim, demonstrada a necessidade de assegurar o exercício do direito à cidadania e aos demais direitos a este reconduzível, em tempo útil, o procedimento deveria ser sempre considerado urgente.