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Nesta sede, e na senda do entendimento do Tribunal da Relação de Évora, de 002015, proferido no âmbito do processo 361/11GBCCH.E1, temos que "o determinante tem a ver com o desconhecimento, dessa situação de analfabetismo, por parte da autoridade policial que interceptou o arguido e elaborou o aludido expediente e os procedimentos processuais subsequentes.” Efectivamente, e contrariamente ao plasmado nas alegações de recurso apresentadas pelo recorrente, aquele não foi "coagido” a assinar o auto de interrogatório, veja-se que o arguido foi notificado a 212015 para comparecer no posto da GNR a fim de ser interrogado, interrogatório esse que ocorreu no dia 002016 fls.. Ora, o arguido, ora recorrente, não foi confrontado com uma situação inesperada, para a qual o mesmo não tivesse ideia de que iria ocorrer, mas mais, o arguido já havia sido anteriormente constituído naquela qualidade, sujeito a TIR, sem que tenha, até ao momento da audiência de discussão e julgamento, dito que não sabia ler, nem escrever, criando no OPC a aparência precisamente do contrário, motivo pelo qual entendemos que era ao arguido competia elucidar as autoridades policiais do facto de não saber ler nem escrever o que, não demonstrou de todo ter feito no caso dos autos.