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Alegou, para o efeito e em síntese: tendo negociado com a ré o seguro do conteúdo genérico da sua casa, avaliado em € 10240,00, aquando da negociação a autora não foi esclarecida acerca do conceito de "furto”, aí mencionado na cláusula 1, alínea das Condições Gerais, cuja definição, nos termos aí expressos, desconhecia, muito menos lato do que o usado para efeitos criminais;  tendo tal clausula sido elaborada sem prévia negociação individual, não lhe foi comunicado o seu conteúdo de forma a aclarar quais as especificidades e particularidades do conceito de furto para efeitos de risco; o seu conteúdo ambíguo é contrário ao sentido e interpretação que lhe seria atribuído por um contraente normal, alterando as regras respeitantes à distribuição do risco, tendo em conta a tipificação decorrente do Código Penal; conclui, invocando a nulidade da referida clausula 1, al., ao abrigo do Regime Jurídico das Clausulas Contratuais Gerais, e alegando que o conceito de "furto” deve ser interpretado de acordo com o previsto no Código Penal, e, nessa medida, o furto sucedido abrangido pela apólice de seguro contratada.