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Efetivamente, provou-se queno dia  .2019, pelas 16h25 horas, no terreno agrícola do ofendido, , conhecido como "EE”, sito na Estrada .., na freguesia de , concelho de ., sabendo-se, ao contrário do que vem referido no acórdão do STJ, qual o que o motivou, já que agiu desagradado com o facto do ofendido o ter chamado à atenção por se estar a banhar num tanque que serve de bebedouro aos animais, motivado, assim, pelo descontentamento causado com a chamada de atenção do ofendido , matéria de facto que já estava assente no acórdão anterior desta instância e nela nos estribamos para se chegar à qualificação ali o arguido, munido de uma navalha com 10 centímetros de cabo e 8 centímetros de lâmina que abriu e, empunhando-a, correu em direção ao ofendido que se encontrava junto de um trator.resulta à evidência que a reação do arguido advém de desejo de revanche por uma advertência que lhe foi feita pelo proprietário do tanque onde se banhavao que não podemos deixar de entender como se tendo movido por fim torpe e fútile sem necessidade de se tecerem quaisquer outras considerações a este respeitopois a futilidade do motivo é patente e perfeitamente alcançável por qualquer homem médio».sublinhado    Contudo, o que o acórdão do STJ de 22 de dezembro de 2019, que concedeu parcial provimento ao recurso do arguido AA, determinou, foi o seguinte:  - Anular o acórdão recorrido, que deverá ser substituído por outro que colmate as lacunas apontadas, devendo o tribunal "a quo” determinar a realização de exame de perícia psiquiátrica ao arguido, de modo a apurar se padece de patologia de foro psiquiátrico, saber se o arguido no momento da prática dos factos, era capaz ou incapaz, de avaliar a ilicitude deste ou de se determinar de acordo com essa avaliação, se no momento da prática dos factos agiu sob efeito de surto psicótico, ou se, ao invés, deve ser considerado imputável e em que grau, e decidindo em conformidade.