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Por um lado, mesmo no estrito domínio do direito , por natureza mais formalista, tem sido sustentado que a norma do n. 1 do artigo 39 do Código Civil "É inadmissível a prova por testemunhas, se tiver por objecto quaisquer convenções contrárias ou adicionais ao conteúdo de documento autêntico ou dos documentos particulares mencionados nos artigos 37 a 37, quer as convenções sejam anteriores à formação do documento ou contemporâneas dele, quer sejam posteriores") não pode ser lida como implicando a proibição absoluta da admissibilidade da prova testemunhal, sendo antes de considerar que tal prova é de admitir, pese embora a redacção do preceito, de forma a obstar a graves iniquidades a que a "regra do n. 1 do artigo 39, bem como a aplicação que dela é feita no n. 2 do mesmo artigo, poderiam dar lugar, quando aplicadas sem restrições" Vaz Serra, em anotação ao acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 4 de Dezembro de 1973, na Revista de Legislação e de Jurisprudência, ano 10, pág.. Como se refere no citado acórdão de 16 de Abril de 1997: "...) a aplicação irrestrita da regra do n. 1 tal como do n. do artigo 39 pode suscitar graves iniquidades, mesmo no domínio puro do direito Por isso, conforme dá conta Vaz Serra Revista de Legislação e de Jurisprudência, ano 10, págs.