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Inconformada com tal decisão veio a executada recorrer, concluindo da seguinte forma: «1 O Reclamante H... não apresentou qualquer resposta quanto à Impugnação deduzida contra a respectiva Reclamação de Créditos, pelo que se deve considerar como confessada a matéria de facto invocada para o efeito naquela arts.8 a.  Assim, deve ser dado como provado que: Dava-se, em relação à sociedade .., o procedimento de facturação de bens pagos e destinados à mencionada .., mas com a intervenção meramente formal de uma sociedade .., em offshore, com o fim de, através da mesma, e do empolamento dos valores daqueles nesta sociedade, encaminhar tais proveitos da dita .. para a mencionada sociedade offshore, de acordo com o Reclamante H...;  Que: Essa foi a leitura de tais operações no âmbito da denominada Operação Furação, em acção inspectiva, que determinou a respectiva tributação como proveito da .. e como despesas confidenciais da mesma;  Que: Concretizando, a sociedade austríaca Aucana era fornecedora regular de aditivos à mencionada .., destinados ao comércio desta, mas, por indicação do Reclamante H..., os mesmos seriam facturados à dita sociedade offshore ..;  Que: Os bens em causa eram remetidos à .., e nunca à dita sociedade offshore ..;  Que: A facturação em nome desta apenas se destinava ao encaminhamento para tal offshore, de acordo com o Reclamante H..., dos proveitos da ..;  Que: Assim, e só nos anos de 2002 a 2004, verifica-se que foram dessa forma envolvidos € 09405,44 de proveitos da ..: Valor Fact Valor Fact.