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Ora, face ao direito supra exposto aplicável ao caso dos autos, importa concluir que a sentença recorrida não enferma de erro de julgamento, nem quanto à questão da recolha de indícios suficientes pela AT que legitime a sua atuação, nem quanto a questão de não satisfação do ónus da prova da Impugnante, tal como se decidiu naquele acórdão do TCAS que aqui também acompanhamos:    ")  No presente caso,  resulta da matéria de facto provada, que a AT considerou que as faturas emitidas pelas sociedades "H...., S....., Lda.”; " G....., Lda.”, e " G..... e E....., Lda.” no ano de 2010, cujos custos de pagamentos a fornecedores a ora Impugnante contabilizou para efeitos de apuramento do IRC, deduzindo o respetivo IVA, não correspondiam a efetivas operações no âmbito da sua atividade com base em factos indiciários, porque os elementos contabilísticos da ora Impugnante, cruzados com a informação detida pela AT em relação àqueles fornecedores, e bem assim, o resultados das diversas diligências efetuadas pelos serviços de inspeção tributária, permitiram apurar, além do mais, que:  - não sendo conhecido qualquer tipo de relação entre as três sociedades fornecedoras em causa, ou qualquer dos seus representantes, apurou-se, de facto, com relevância indiciária da falsidade das operações tituladas nas faturas em causa, que todos os cheques emitidos àquelas empresas pela ora Impugnante foram depositados na mesma conta bancária do.., com o n. 24;  - não foi detetada qualquer estrutura empresarial relativamente a nenhum dos fornecedores em causa, nem encontrado qualquer um dos responsáveis, ou o "representante das empresas fornecedoras”;  - relativamente à H..... e G..... , a descrição dos produtos evidenciados nas faturas, não se coaduna com a atividade em que se encontram enquadrados os referidos sujeitos passivos;  - no decorrer da inspeção a ora Impugnante não esclareceu, relativamente aos emitentes das faturas, de que forma as negociações se desenvolveram e com que pessoas, o que resulta evidente, desde logo, das declarações genéricas e vagas prestadas pelo sócio gerente;  -a sociedade H..... não cumpria com as suas obrigações acessórias, designadamente, a entrega das declarações Modelo 22 desde 2007, e dos dados da Segurança Social não existe registo de quaisquer empregados;  -a sociedade G..... também não entregava declarações fiscais de IRC desde 2007 e das declarações entregues apenas consta para o exercício de 2008, o pagamento de rendimentos de trabalho independente, desconhecendo-se desde então a existência de trabalhadores ao serviço da empresa;  -que também a sociedade G.....  não cumpria com as suas obrigações acessórias desde 2010, ou seja, relativamente a factos tributários e operações referentes a 2009, sendo que a única Declaração Mod 10/Anexo J que foi entregue reportava-se ao exercício de 2008, dele constando apenas um trabalhador, precisamente o sócio e gerente, T..... ;  - que em relação às três sociedades não foi possível qualquer contacto com os seus responsáveis, sócios ou TOCs: relativamente aos três fornecedores em causa, e em comum quase em jeito de ocorreu a renúncia dos respetivos TOCs em momento anterior ao exercício ora em análise; desconhece-se o paradeiro das empresas decorrente da constatação de contratos de arrendamento cessados, nuns casos, e instalações encerradas noutros, factos confirmados por testemunhas, nuns casos, atuais arrendatários, e, nas demais situações pela própria vizinhança, desconhecendo-se igualmente o paradeiro dos respetivos gerentes que a Impugnante insiste em afirmar que reuniu – "o responsável das empresas” – com a Sra.