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n.  - No troço A existe um talude natural que nunca foi objecto de demarcação nem de intervenção humana e no troço B ocorreram várias tentativas de demarcação improcedentes e uma obra levada a cabo pelos Autores sem autorização e contra a vontade oportunamente comunicada do Réu; - Desde pelo menos 1999, nunca teve lugar nenhuma exploração agrícola ou pecuária, nunca teve lugar nenhuma construção imobiliária, nem qualquer tipo de atividade humana, no prédio dos Autores; - A partir de 22008, quando foi celebrado o contrato de compra e venda, a posse do Réu passou a ser a título de proprietário; - No entanto, o Réu já era possuidor desde 1999, por ter autorização dos anteriores proprietários e por ser gerente das sociedades locatárias; - É verdade que existem redes na confrontação em litígio, mas estas apenas servem para vedar a entrada de animais dos vizinhos do Réu a Norte, que galgavam o terreno abandonado dos Autores e entravam pelo terreno do Réu, e não têm, nem nunca tiveram função de demarcação; - O Réu concorda e aceita que a demarcação implica a colocação de marcos com caráter de permanência, conforme artigo 4 da p., não podendo as redes serem tidas como um marco, até por não estarem bem colocadas; - Em 2002/2003, Autores e Réu tentaram obter a extrema entre os dois prédios, mas não foi alcançado acordo nem consenso: - Em 2000/2003, depois da tentativa de acordo fracassada, os Autores realizaram obra no terreno em litígio de forma individual, com total oposição do Réu, sem licença de construção, através de coação física recorrendo à ação direta; - Tal obra ocupou a parte do terreno em litígio com ferros e pedaços de betão armado; - A falta de consentimento e a oposição do Réu foi comunicada por diversas vezes aos Autores através dos Advogados das partes, diretamente no local e ainda em cartas; - Tal obra, além de consubstanciar uma ofensa ao direito de propriedade do Réu, afetou substancialmente a passagem livre e desimpedida na lateral dos seus edifícios, tendo mesmo o Réu deixado de conseguir utilizar certos instrumentos de cultivo de suas terras, ao que acresce o prejuízo para a imagem arquitectónica do prédio em questão; - Os terrenos em litígio troço B e troço A da planta doc.