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Efectivamente o período de convívio das crianças com os progenitores, até ao acolhimento institucional, foi sempre marcada por momentos de sensível instabilidade emocional, de discussões, barulhos, ausência de um sentimento de pertinência a um local, a uma comunidade, por força da permanente mudança de residência, incluindo de localidade- e em nenhum caso está demonstrado que tal sucedeu por razões atendíveis, como seja uma proposta de trabalho –a ausência de cuidados básicos por parte dos pais, deficiente percepção dos cuidados básicos a prestar às crianças, sujeição destas a modelos comportamentais e ausência de centro de vida que colocaram em perigo grave a segurança, a saúde, a formação, a educação e o desenvolvimento das crianças.