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Sustentou, então, o Tribunal que «os presentes autos estão em segredo de justiça e, como tal, sujeito à disciplina aperta do artigo 8 do CPP, pelo que o desvendar aos arguidos dos fundamentos concretos a que o Ministério Público se socorre para justificar a declaração de especial complexidade poderia abrir a porta a que se divulgasse ou comunicasse diligências probatórias em curso, comprometendo deste modo o sucesso da investigação e a procura da descoberta da verdade material designadamente no que concerne ao eventual envolvimento de outras pessoas nos factos e sua localização), assim mitigando fortemente o segredo de justiça que vigora neste inquérito», bem como «o contraditório a que alude o n. 4 do artigo 21 do CPP não significa que os arguidos tenham que contraditar em concreto os fundamentos do Ministério Público, mas tão-só que, como base nos elementos objetivos já conhecidos dos autos, possam tomar posição sobre a eventual declaração de excecional complexidade nesta fase do inquérito», trazendo à colação o mencionado Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 202015 proferido no proc.