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Como refere Abrantes Geraldes Recursos em Processo Civil, Novo Regime,  edição revista e actualizada página, "a Relação pode abster-se de conhecer da impugnação da decisão da matéria de facto quando os factos impugnados não interfiram de modo algum com a solução do caso, designadamente por não se visionar qualquer solução plausível da questão de direito que esteja dependente da modificação que o recorrente pretende operar no leque de factos provados ou não provados.” ''Quer isto dizer que não há lugar à reapreciação da matéria de facto quando o facto concreto objecto da impugnação não for susceptível de, face às circunstâncias próprias do caso em apreciação, ter relevância jurídica, sob pena de se levar a cabo uma actividade processual que se sabe, antemão, ser inconsequente, o que contraria os princípios da celeridade e da economia processual consagrados nos artigos , n. 1, 13 e 13'' – vide Acórdão da Relação de Coimbra de 202012 proferido no processo n. 219/16T2VGS.C1 e Acórdão da Relação de Guimarães de 112016 proferido no processo n. 86/10T8AMR.G1, disponíveis em www.gde.mj.pt.