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O Ministério Público, na 1 instância, respondeu ao recurso, pronunciando-se no sentido de não dever merecer provimento, formulando as seguintes conclusões: «A) Os presentes autos encontram-se sujeitos a segredo de justiça pelo que não pode o despacho em que o Ministério Público requer a declaração de especial complexidade do inquérito ser dado a conhecer aos requerentes, sem que isso ponha em causa o seu direito ao contraditório, devendo harmonizar-se o disposto nos Arts 215, n 4 e 86, n 3 do Código de Processo Penal; B) A tomada de posição pelos recorrentes quanto à declaração de especial complexidade do inquérito não equivale a rebater os argumentos invocados pelo Ministério Público; ) O Art 215, n 3 do Código de Processo Penal não contém uma definição do que seja um inquérito especialmente complexo, limitando-se a referir que a especial complexidade pode ser declarada em virtude do número de arguidos ou de ofendidos ou do carácter altamente organizado do crime; ) Nos presentes existem já sete arguidos, e a investigação continua o seu curso porque continuam a existir viagens entre o Algarve e Setúbal para aquisição e transporte de resina de canábis, existindo entre todas um elemento comum; E) A decisão recorrida fundamentou-se na existência de uma estrutura organizada para o transporte e venda de resina de canábis, na qual participam várias pessoas e na necessidade de inquirição de várias pessoas e de realização de várias perícias; F) Não é possível concretizar com mais detalhe os mencionados fundamentos, sem revelar infirmações que se encontram a coberto do segredo de justiça; G) A eventual falta de fundamentação da decisão recorrida não determina a respectiva nulidade, mas sim a simples irregularidade que não foi arguida em tempo, nos termos do disposto nos Arts 118, 119, 120 e 123 do Código de Processo Penal.