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Contestou a ré .., SA, alegando, em síntese, o seguinte: O contrato coletivo de trabalho aplicável à ré .. é o celebrado entre a AESIRF e a ASSP, não lhe sendo aplicável a revisão dos contratos coletivos de trabalho celebrados entre a AES e a FETESE e a AES e o STAD, pois a ré é apenas associada da AESIRF; A mera transmissão de uma atividade não configura uma unidade económica, sendo que o que está em causa é apenas a adjudicação de serviços de vigilância em determinados locais, incluindo os indicados pelo autor, que anteriormente eram prestados pela  ré; Da factualidade alegada pelo autor não consta nenhum indício da existência de uma transmissão de unidade económica, designadamente recebimento de bens materiais ou corpóreos, ou mesmo imateriais ou incorpóreos, que a  ré afetasse à atividade naquele cliente e que a  ré agora utilize para o mesmo fim, o recebimento de toda ou parte da equipa de trabalhadores anteriormente colocados no referido cliente, não existindo quaisquer elementos que permitam afirmar que existe uma unidade económica; A equipa de vigilantes que anteriormente prestava serviços não pode ser considerada, sem mais, como um conjunto de meios organizados, com autonomia técnico-organizativa e identidade própria, pois este conjunto de vigilantes é insuficiente para, no âmbito do regime legal da atividade de segurança privada, permitir o desempenho dessa atividade, porque existe uma estrutura hierárquica que suporta a atividade em diversos locais supervisor, gestor de operações, diretor de operações e uma central recetora de alarmes que funcional a nível central a que se acrescenta um departamento comercial, de qualidade, de recursos humanos e de formação permanente, composta por trabalhadores do quadro permanente da ré e que nunca estiveram ao serviço da  ré, não havendo uma autonomia na prestação da atividade por parte de um ou vários postos de trabalho, que não funcionam em autogestão, tratando-se apenas de parte de uma equipa; Acresce que os próprios vigilantes são substituídos em férias e faltas e não estão vinculados à prestação de atividade num único posto ou local, mas antes a uma área geográfica mais alargada; Por outro lado, a ré presta o serviços com os seus próprios recursos, humanos e instrumentos de trabalho, com recurso à sua central de alarmes, tem o seu know-how próprio, o seu alvará, os seus seguros, métodos de organização e cultura empresarial, tendo contratado dois vigilantes para o posto de Santa Maria da Feira e outros dois vigilantes para o posto de Oliveira de Azeméis que anteriormente trabalhavam para a ré S... e que rescindiram o contrato com esta; A  ré continua a exercer a atividade de vigilância em muitos outros locais e clientes, não havendo motivo para não ter colocado o autor noutro local ao abrigo da rotatividade; A resolução do contrato pressupunha a existência de um contrato que não existe com a  ré, porque nunca existiu qualquer transmissão e, mesmo que existisse, não assume a gravidade para justificar a resolução, sendo que os eventuais créditos reportam-se ao período da sua relação com a  ré, devendo ser pagos por esta e os proporcionais só podiam abranger o período de trabalho efetivamente prestado.