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38 da Base Instrutória; 1 A ora Recorrente mantém o entendimento que a sinistrada T. F. não se encontrava abrangida pelo contrato celebrado entre a ora Recorrente e a coré/ empregadora; 1 Certo é que, à data do acidente dos presentes autos, a Autora não constava da relação de pessoas seguras; 1 O acidente em causa nos presentes autos ocorreu em 202015, sendo que a sinistrada trabalhava para a co-ré/empregadora desde Novembro de 2014, e esta somente passou a constar das folhas de férias referente ao mês de Março de 2015; 1 Acontece que, as folhas de férias referentes ao mês de Março de 2015 somente deram entrada na ora Recorrente no dia 202015, pelas 14h00, ou seja, no dia do acidente dos presentes autos, já após a hora da ocorrência do mesmo; 1 Este tipo de contrato, Seguro de Acidentes de Trabalho – Trabalhadores por Conta de Outrém, na modalidade de folhas de férias, obriga a segurada a enviar à seguradora as folhas de férias, regularmente, nos 15 dias seguintes ao fim do período a que respeitam; 1 Nessa medida, esta situação configura uma clara omissão do nome da sinistrada nas folhas de férias, o que determina a não cobertura do trabalhador/sinistrado pelo contrato de seguro supra identificado, nos termos do Acórdão Uniformizador de Jurisprudência, de 21 de Novembro de 2001, proferido no processo n 3313/00 e publicado no Diário da República, Série-A, de 27 de Dezembro de 2001; 1 O nome da sinistrada, aqui ora Recorrida, não consta das folhas de férias referentes ao mês de Novembro e Dezembro de 2014, nem nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2015; 1 A responsabilidade infortunística da co-ré/empregadora, foi nos presentes autos, transferida para ora Recorrente, através de um contrato de seguro na modalidade de prémio variável ou folha de férias, todavia, o empregador por sua livre iniciativa, decidiu não incluir a sinistrada, sua trabalhadora, nas folhas de férias desde Novembro de 2014 até Fevereiro de 2015; 1 Finalmente, quando decidiu incluir nas folhas de férias o nome da Autora, remeteu-as em data posterior no dia do acidente dos autos, já fora dos 15 dias que tem para esse efeito, revelando um comportamento altamente reprovável e contrário aos ditames da boa fé contratual; 1 Vide nesse sentido o douto Acórdão de 23/05/2005 do Tribunal da Relação do Porto, Proc.