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Pode, pois, afirmar-se que o dano de perda de chance é um dano em si mesmo, de natureza autónoma, com as caraterísticas do dano emergente, e que representa um determinado valor económico no património das autoras, no sentido em que nele entraria um crédito, que, ainda que não fosse concedido na sua totalidade pela sentença crime, ascenderia, presumivelmente, a um valor elevado, dadas as circunstâncias da morte, os laços afetivos entre as autoras e a vítima, a situação patrimonial das autoras, a existência de uma filha com 5 anos de idade à data do crime e toda a segurança afetiva e económica que lhe foi retirada, em fases cruciais de crescimento e formação, pelo crime que vitimou o pai.