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À data da penhora do lote descrito sob o n, a Ré, beneficiária da promessa de transmissão da fração autónoma correspondente ao 2 andar frente, do prédio nele em construção, havia obtido a tradição da fração, gozando do direito de retenção sobre a coisa pelo crédito resultante do não cumprimento do contrato-promessa imputável à outra parte art 755, al., do e, assim, enquanto titular de direito real de garantia não registado, mas conhecido, deveria ter sido citada, para reclamar o seu crédito na execução, aguardando a graduação dos créditos a obtenção do título executivo em falta art 869, n 1, do e não o foi al.. Com a transmissão do bem, mediante adjudicação, em execução e não se verificando a anulação da venda, o direito de retenção da Ré caducou, ou seja a omissão da sua citação para a execução, não obsta à caducidade do direito de retenção, mas o seu crédito transferiu-se para o produto da venda, assistindo-lhe o direito a ser indemnizada, segundo as regras do enriquecimento sem causa, no caso, pelo exequente único beneficiário da adjudicação do bem, sem prejuízo da responsabilidade da pessoa a quem seja imputável a falta de citação.