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Acontece, porém, que enquanto no caso da decisão arbitral recorrida se entendeu que as ordens de serviço ulteriormente emitidas o foram de modo independente, ou seja, sem que houvesse «qualquer alteração da extensão do procedimento de inspecção iniciado com a primeira ordem de serviço que justificasse o cumprimento do disposto no artigo 1 do RCPITA», que «houve lugar, sem dúvida, a três acções inspectivas autónomas, que foram devidamente notificadas ao sujeito passivo» e, por isso, que «não ocorreu qualquer alteração da extensão do procedimento que justificasse o cumprimento do disposto no artigo 1 do RCPITA», no caso da decisão arbitral fundamento entendeu-se que as ordens de serviço que se seguiram à primeira constituíram uma «alteração do âmbito e da extensão da inspecção inicial a um contribuinte pré-seleccionado e não perante realização de novas inspecções», «uma alteração da inspecção já iniciada, «durante a sua execução» no seu «seguimento» como diz a Administração Tributária), sem nova aplicação dos critérios legais de selecção» e que «embora tenham sido notificadas à Requerente as novas ordens de serviço que alteraram o âmbito da inspecção, não consta de qualquer delas qualquer fundamentação».