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Se assim não fosse, estaríamos a admitir que uma causa que deixou de ser relevante prejudicaria as regras de certeza e segurança jurídicas, que tutelam direitos fundamentais do arguido. . E, realce-se que o arguido nunca contribuiu para uma qualquer "chicana processual" ou atraso dos autos; muito embora tenha encetado uma defesa enérgica, porque se considera injustamente condenado. . Para atestar o afirmado, o arguido chegou mesmo a consignar nos autos que "não se opunha que o seu processo fosse tramitado em concomitância em 3 instâncias distintas no STJ, no TRP e na 1 Instância), tudo com vista a imprimir celeridade processual aos autos" esta declaração ocorreu por altura do primeiro semestre de; como, aliás, agora ocorre. . As circunstâncias factuais que sustentam a afirmação do arguido acham-se descritas nos itens 41 a 77 das alegações; cujos factos foram alegados sem a possibilidade da consulta física dos autos; e, com base em alguns apontamentos pessoais do mandatário principal do processo Dr. F.); e que - com toda a certeza - os Venerandos Desembargadores poderão constatar através da Certidão, requerida pelo arguido, para instruir o presente recurso, tramitado em separado, na qual se indicam as peças processuais que objetivamente demonstram o atraso provocado na tramitação do processo por mais de três. . O arguido não pode ser prejudicado, quando ele não foi o causador de tais atrasos processuais, nem houve circunstâncias objetivas - intrínsecas da tramitação processual - que determinassem tal atraso. . O prazo de suspensão de 3 anos justifica-se como sendo o prazo razoável, para que - após o despacho de pronúncia - se realize o julgamento sem prescrição, até ao seu termo.