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A decisão recorrida julgou assim os factos:  Factos Provados:   No dia 23 de Outubro de 2015, cerca das 30 H., ocorreu um acidente de trânsito na estrada IP2, que liga Castro Verde a Beja, ao Km 356;  No sentido Castro Verde – Beja, transitava, naquele dia e hora, pela referida via e pela metade direita da faixa de rodagem, o veículo pesado de mercadorias, marca Volvo, FH 12, com a matrícula 10-91-), formando conjunto com o semi-reboque de matrícula -), propriedade da A. e conduzido por;  A via encontrava-se em obras do lado esquerdo, atento o sentido Castro Verde – Beja, estando livre a metade direita da faixa de rodagem, que tinha a largura livre de 3,80 ;  Estrada que tinha, à data do acidente, metros antes do entroncamento com o IP2, sinalização de paragem obrigatória sinal de cedência de e de proibição de virar à esquerda;  No momento em que o veículo conjunto de trator e semi-reboque – 10-91- e -) da A. passava no enfiamento do entroncamento com a estrada 122, o veículo pesado 67-85- e seu semi-reboque acoplado, -, invadiu a via IP2;  Embateu na parte lateral direita da frente do veículo da A. sobre a roda da frente e cabine, porta, para-choques e depósito do gasóleo, que arrancou, e atingindo ainda o semi-reboque;  O veículo 67-85-/- era conduzido por, no interesse e com autorização da sua proprietária Transportes, Lda.