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Por outro lado, não podia o Tribunal " a quo” condenar a recorrente pelos crimes de furto ou furto qualificado uma vez que os bens "sub judice” não são de copropriedade mas antes adquiridos na constância do matrimónio, atento o auto de arrolamento, a admissão do assistente, quer no artigo 49 do seu pedido de indemnização, quer nas suas declarações, sendo certo que não foi feita qualquer prova de que os mesmos são bens próprios, nem sequer na sentença tal questão é aventada; Como é consabido, sendo os bens comuns, a jurisprudência é praticamente unânime em considerar que, os bens comuns do casal, enquanto subsistir tal comunhão, não tem a natureza de coisa alheia em relação a qualquer dos cônjuges, não podendo por isso ser objeto de crime de furto.