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Concluem pugnando que não podem e não devem ser responsabilizados pelos actos cometidos pelo arguido A. F..  Começando por atender ao repositório factual temos dado como assente que, desde pelo menos o ano de 2001 que o arguido trabalhava como angariador de seguros para os recorrentes, e que tinha a tarefa de mediar a celebração de contratos de seguro e de cobrar os prémios de seguro junto dos clientes, inclusivamente junto dos Demandantes a quem foi apresentado pelo recorrente B., bem assim que o arguido acompanhava os clientes que angariasse, procedendo à cobrança dos prémios de seguro, recebendo dos recorrentes uma comissão do valor dos contratos angariados e dos prémios cobrados, que era apenas o arguido que se deslocava à empresa dos demandantes, quer para proceder à cobrança de prémios de seguros, quer para celebrar novos contratos, que para resolver qualquer situação, dificuldade ou reclamação relacionadas com os seguro, que o arguido sempre se apresentou junto de clientes, designadamente dos Demandantes, como comercial de B. e da Seguros, que o arguido estava encarregue pelos recorrentes, recebendo em contrapartida uma quantia mensal e comissões, de angariar Seguros do Ramo Vida e Não Vida, sendo-lhe fornecidos, a sua solicitação, impressos e propostas de seguros, como é o caso da proposta de seguros " ”, entregue pelo arguido aos demandantes, assinado pelo sócio da , B., na qualidade de Mediador bem como que o que o arguido, entre outros, intermediou para os demandados/recorrentes seguros do ramos não vida " Multiriscos” e que o arguido recebia cheques dos clientes, designadamente dos demandantes, alguns ao portador, que depositou na sua conta, fazendo suas tais elevadas quantias.