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375 do processo n. 387/06TBACN.C1 e, assim, a existência processual do alegado ato falsificado e, ainda, pelo Tribunal de Alcanena ter, no âmbito do processo n. 137/08TAACN, absolvido o Autor do crime de falsificação de documento; que quanto à decisão do Tribunal da Relação, a questão foi conhecida, abordada e considerada no acórdão do conselho de deontologia de Coimbra de 002010, porém quando à decisão do processo n. 137/08 o trecho do acórdão onde esta decisão é referida não pondera a questão da absolvição neste processo-crime, pois apenas se dirige a justificar a irrelevância da anulação dos termos processuais por força daquele acórdão da Relação de Coimbra; que além do mais o que ali consta dos factos provados em relação a esta matéria, não pode resultar o entendimento que existiu consideração e ponderação jurídica desta factologia na decisão punitiva; que, por isso, o ato impugnado padece de erro nos pressupostos de facto; que a decisão de absolvição não foi, pura e simplesmente, ponderada nas decisões cuja revisão é pretendida, parecendo mesmo que esta decisão absolutória foi absoluta, pura e simplesmente ignorada pelo Réu e tratada como se não tivesse qualquer relevância jurídica, podendo assim concluir-se que esta decisão absolutória não foi conhecida, abordada e considerada durante o processo e, como já se disse sobejamente, devia tê-lo sido; que não bastava dar nota factual da mera existência da sobredita decisão jurisdicional, importava ainda sopesá-la e ponderá-la na sua evidente consequência jurídica; que nos termos do artigo 16, não interessa se os factos são novos, mas se os mesmos são ou não inconciliáveis com outros factos dados como assentes noutras decisões definitivas, quando se esteja perante uma situação de facto de onde resultem grandes dúvidas sobre a justiça da condenação; que foi isto que o Autor peticionou no seu pedido de revisão.