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Se a matéria impugnada pelo recorrente não interfere na solução do caso, sendo alheia à sorte da acção, considerando a solução jurídica plausível e digna de ser considerada, não deverá a Relação conhecer da pretendida alteração, sob pena de estar a levar a cabo actividade inútil, infrutífera, vã e estéril – se os factos impugnados não forem relevantes à luz das soluções plausíveis de direito, é de todo inútil a reponderação da correspondente decisão da 1 instância Tal é, precisamente, o que ocorre no caso dos autos relativamente ao facto provado número 7 – o facto dos autores pretenderem, no futuro, voltar a residir nas imediações do kartódromo da ré, não interessa à apreciação da questão inutilidade superveniente da, porquanto se trata de facto futuro e incerto, não sendo seguro que mesmo a verificar-se implique que então ainda os direitos de personalidade dos autores sejam lesados pela actividade desenvolvida pela ré.