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12 — Exatamente por isso e porque sempre houve JUIZES em Portugal não têm qualquer relevo as considerações pretensamente abstrato-filosóficas, sem apoio em quaisquer factos e com apelos veladamente sentimentais, contidas nas alegações apresentadas pelo recorrente A., o qual, na profusão de citações e apelos lacrimejantes a pretensos factos que nem sequer estão em discussão nos presentes autos, omite, porém, o estado inabitável e praticamente em ruínas em que se encontrava o prédio expropriado, que se encontra devidamente documentado nas fotografias juntas ao processo de expropriação, e que foi ele próprio que pediu que a Câmara transportasse e guardasse nos armazéns municipais, e não que levasse para o apartamento que a Câmara arrendou para o alojar até ao efetivo recebimento por ele da indemnização que lhe vier a ser arbitrada pela expropriação, o que havia no interior do prédio expropriado e que era constituído quase na sua totalidade por detritos e lixo, como se pode ver por aquelas fotografias.