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do que a «interpretação não deve cingir-se à letra da lei, mas reconstituir a partir dos textos o pensamento legislativo, tendo sobretudo em contra a unidade do sistema jurídico, as circunstâncias em que a lei foi elaborada e as condições específicas do tempo em que é aplicada» n.; e na «fixação do sentido e alcance da lei, o intérprete presumirá que o legislador consagrou as soluções mais acertadas e soube exprimir o seu pensamento em termos adequados» n.. Contudo, não pode «ser considerado pelo intérprete o pensamento legislativo que não tenha na letra da lei um mínio de correspondência verbal, ainda que imperfeitamente expresso» n.. Reconhece-se, assim, que «uma interpretação literal é tudo menos correcta hermenêutica jurídica» Cardona Ferreira, Guia de Recurso em Processo Civil,  edição, Coimbra Editora, pág.. Importará, por isso, procurar a ratio legis, a razão de ser, o fim ou objectivo prático que a lei se propõe atingir, por forma a revelar a ponderação dos diversos interesses que a norma disciplina.