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O pagamento/satisfação do direito de um credor só poderá ser visto como um acto relevante para efeitos de preenchimento da situação prevista na citada alínea se as concretas circunstâncias em que ele foi efectuado evidenciarem a atribuição ao credor de um benefício ou proveito que não lhe era devido como acontecerá nos casos em que a satisfação do crédito é feita por via da entrega de bens – dação em cumprimento – que excedem claramente o valor do crédito, tendo em conta que o excesso em questão corresponde a um efectivo proveito obtido pelo credor na medida em que não lhe era ou quando a satisfação do direito, nas circunstâncias em que foi efectuada, implica um favorecimento daquele credor em relação aos que não seja aceite e seja considerado irregular ou ilícito pela ordem jurídica em termos de se poder concluir que existe um proveito obtido por aquele credor porque, apesar de ter recebido apenas aquilo a que tinha direito, naquelas circunstâncias, esse proveito não lhe devia pertencer – pelo menos exclusivamente – por dever ser atribuído e repartido por todos os credores em função das garantias dos respectivos créditos.