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Assim sendo, resulta do exposto que o Juízo Central Cível de Guimarães é materialmente incompetente para apreciar e decidir a providência cautelar em apreço, exceção dilatória essa que é de conhecimento oficioso artigo 578, o que tem como consequência a absolvição da instância da requerida e que obsta ao conhecimento do mérito da causa artigo 576 n 1 e 2, motivo pelo qual a douta decisão recorrida terá de ser confirmada e, em consequência, julgada a apelação improcedente.Face ao decaimento total do recurso, a apelante terá de suportar as inerentes custas artigo 527 n 1 e ) Em conclusão:  1) A competência material para a tramitação de uma providência cautelar em que uma herdeira peticiona a entrega de quantias referentes à sua quota numa herança indivisa integrante de um património oculto na relação de bens, é do Juízo Local Cível, onde corre o respetivo inventário e não do Juízo Central Cível; 2) Requerendo-se a inversão do contencioso, não se verifica qualquer alteração às regras da competência material ou territorial, até porque só na decisão que decrete a providência o juiz pode dispensar o requerente do ónus de propositura da ação principal verificados os pressupostos do artigo 369 n 1 NCPC, pelo que, pelo menos até esse momento, se verifica que o procedimento cautelar é dependência de uma causa que tenha por fundamento o direito acautelado, não existindo qualquer regra especial de competência para os procedimentos cautelares em que seja requerida a inversão do contencioso.DECISÃO  Em conformidade com o exposto, acorda-se em julgar a apelação improcedente e, em consequência, confirmar a douta decisão recorrida.