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15-K, não havendo razões para tratar de modo diferente o senhorio que, não tendo necessidade de recorrer a um processo de despejo porque a entrega do locado foi voluntária, se encontra, no entanto, no que toca aos móveis não removidos pelo locatário do locado, em situação em tudo similar à daquele que foi obrigado a recorrer ao procedimento especial de despejo ou à ação de despejo, não havendo, por outro lado, da parte do arrendatário, razões que justifiquem tratamento diferenciado; – Em tais casos, apenas se deve exigir, uma vez que a entrega do locado não foi reduzida a auto a partir da data do qual se inicie a contagem do prazo de 30 dias previsto no supra aludido preceito, que o senhorio proceda ao aviso do locatário para que o aludido prazo comece a correr; – A parte que nega factos pessoais que não podiam deixar de ser do seu conhecimento e que vieram a provar-se, litiga com dolo caracterizador da litigância de má fé.DECISÃO  Pelo exposto, acordam os juízes desta Relação em:  - Julgar parcialmente procedente a apelação, anulando a sentença recorrida no que tange à condenação por litigância de má fé e mantendo-a em tudo o mais;  - Condenar a Ré como litigante de má fé no pagamento de multa que se fixa em 8 UC.