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Acordam, em conferência, na Secção de Contencioso Tributário do Supremo Tribunal Administrativo   – Relatório  Vem interposto recurso jurisdicional pela Representante da Fazenda Pública, visando a revogação da sentença de 10-05-2020, do Tribunal Tributário de Lisboa, que julgou totalmente procedente a impugnação deduzida por A.– Serviços e Representações, S.A., com os sinais dos autos, contra as liquidações de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas e juros compensatórios relativas aos exercícios de 2010 e 201  Inconformada, nas suas alegações, formulou a recorrente Representante da Fazenda Pública, as seguintes conclusões:  Visa o presente recurso reagir contra a douta decisão que julgou a presente impugnação judicial totalmente procedente, determinando, em consequência, a anulação das liquidações adicionais de IRC n.s 2014 9810032132, e 2014 83100321 e liquidação de juros compensatórios n. 2014 00000891993, referente aos exercícios de 2010 e 2011, no valor global de €6546,27, bem como o pagamento de juros indemnizatórios "da quantia de €6395,19, acrescida de juros indemnizatórios desde 13-11-2014 até à sua restituição”;   Salvaguardando melhor e mais avisado entendimento, a matéria deste Recurso, o thema decidendum de que depende o respetivo mérito, é exclusivamente jurídica e reconduz-se à concreta questão da interpretação e aplicação do regime consagrado no art.