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No que concerne à primeira exceção invocada pelos embargantes tendente à extinção da ação executiva intentada pelo exequente/embargado, relembremos o que vinha, no essencial, alegado em sede de petição inicial de embargos: - a sociedade avalizada - "Y” - requereu, por duas vezes, a sua recuperação através do Sistema de Recuperação de Empresas por Via Extrajudicial, tendo ao primeiro processo de recuperação sido atribuído o n. 130095/2013 e ao segundo o n.150058/2015; à data da instauração da presente ação executiva o exequente estava impedido de fazê-lo, por estar obrigado ao acordo de pagamento determinado pelo primeiro processo de recuperação/SIREVE, e por ter sido requerido o segundo processo de recuperação através do SIREVE em 15-12-2015, em que participou o aqui exequente, no qual houve despacho de aceitação do requerimento em 16-12-2015, o que, nos termos do artigo 1, n. 2 do Dec. Lei n. 178/2012, de 3-08, obsta à instauração contra a empresa, ou respetivos garantes relativamente às operações garantidas, de quaisquer ações executivas para pagamento de quantia certa ou outras ações destinadas a exigir o cumprimento de obrigações pecuniárias enquanto o procedimento não for extinto, gerando a proibição da instauração de ações executivas contra os ora embargantes, enquanto garantes da "Y, Lda.”; - apesar de o banco, ora exequente/embargado, não ter aceitado negociar no segundo processo de recuperação com o n. 150058/2015, a subscritora da livrança em crise e avalizada, "Y, Lda.”, requereu, em 11-05-2016, o suprimento da aprovação de vários credores, nos termos do n. 2 do artigo 1 do referido Dec. Lei n. 178/2012, de 3-08, entre os quais figurava o BANCO ..., S.A., do qual é legal sucessor o ora exequente/embargado; a sentença relativa a este requerimento para o suprimento da aprovação do BANCO ..., S.A., foi proferida em 12-09-2016 e notificada às partes a 13-09-2016, determinando a mesma o suprimento da aprovação deste credor, tendo transitado em julgado; e em consequência, estando à data pendente uma execução contra os garantes da dívida da "Y, Lda.”, como é o caso da execução embargada, a partir do momento em que foi suprida a aprovação do BANCO ..., S.A., esta execução extingue-se automaticamente, nos termos do n. 1 do artigo 1, e do n. 2, a contrario do mesmo artigo do referido Dec. Lei 178/2012, de 03-08, extinção que requerem seja declarada no âmbito dos presentes embargos.