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Assim, e em síntese, retira-se dos referidos depoimentos: de MJ, a indicação de que o caminho, com uso generalizado das pessoas, já existiria antes do seu nascimento; de AB, o testemunho de que o caminho foi utilizado por si e por outras crianças para acederem à escola primária, bem como por toda a gente para acederem às propriedades "abaixo da linha”; desde tempos imemoriais, a existência de umas águas que vinham de um ribeiro e de caminhos existentes mesmo antes da via-férrea; de JF, a indicação de um uso generalizado, referindo ter o chefe da estação confirmado "as passadeiras lá”; obre este último depoimento, o tribunal "a quo” teve em atenção o "interesse directo e inequívoco no desfecho da acção”, colocando ressalva; o recorrente aponta que a reserva com que foi apreciado o depoimento será de ultrapassar, nos mesmos termos com que se encarou a prestação de testemunho de MJ; seja como for, o testemunho é claramente insuficiente para proporcionar alteração do julgamento no sentido proposto; não dá notícia de um uso imemorial; bem assim, a mesma conclusão do depoimento de MJ, que não dá notícia de um uso imemorial; do depoimento de AB, a afirmação genérica de uma "imemorialidade", sim, mas, como afirmam os recorridos, "sem a concretizar ou justificar”, sem desenvoltura à aquisição de uma robusta convicção.