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Nomeadamente e de forma muito sucinta, o Tribunal a quo refere: "Sendo um contrato, a remissão exige o consenso entre as partes e, assim, a emissão de, pelo menos, duas declarações negociais, estando uma delas a cargo do credor, declarando renunciar ao direito de exigir a prestação, e a outra na disponibilidade do devedor, declarando aceitar a renúncia.” E acrescenta: "Contudo, o facto de o credor não ter intervindo no aludido procedimento não pode ser entendido como renúncia ao crédito de que era titular, designadamente perante o insolvente, inexistindo qualquer declaração expressa ou tácita) nesse sentido.” Acabando por concluir: "Inexiste qualquer elemento que permita concluir que estamos perante uma remissão abdicativa.” A vontade de perdoar a dívida como a de aceitação do perdão não exigem uma declaração expressa, podendo deduzir-se de manifestações que, não tendo expressão direta por palavras ou escritos, As revelem com um grau de probabilidade que as tornem inequívocas, quando apreciadas à luz do padrão de comportamento que rege a tomada de decisões por uma pessoa sensata.