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Isto é, quando a ocasião se proporciona ao agente e não quando ele ativamente a provoca.” Por outro lado, como salientava Eduardo Correia,, "de o mesmo bem jurídico não se pode falar quando se esteJá perante tipos legais que protejam bens eminentemente pessoais; caso em que, havendo um preenchimento plúrimo de um tipo legal desta natureza, estará excluída toda a possibilidade de se falar em continuação criminosa”.»14  Através da Lei n. 59/2007, de 4 de setembro, ao artigo 3 do Código Penal foi acrescentado um n. 3, com a seguinte redação: «3 - O disposto no número anterior não abrange os crimes praticados contra bens eminentemente pessoais, salvo tratando-se da mesma vítima.» Que veio a ser alterado pela Lei n. 40/2010, de 3 de setembro, nos seguintes termos:  «3 - O disposto no número anterior não abrange os crimes praticados contra bens eminentemente pessoais.»  No que diz respeito à figura do crime de trato sucessivo «muito embora a mesma não se encontre expressamente prevista na lei, a doutrina tem-lhe vindo a fazer referência, cumprindo convocar, desde logo, o entendimento de Lobo Moutinho que define tal categoria como o crime "em que a consumação se não dá mediante a prática de um só ato, mas de uma multiplicidade deles – eis o que distingue o crime habitual do crime permanente; que os atos que vão consumando o crime são, não sucessivos, mas reiterados – eis o que distingue o crime habitual do crime contínuo.” Assim, o ponto central da definição de tal categoria é a noção de atos reiterados, sendo que são atos reiterados ") a pluralidade de atos homogéneos.