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O Autor respondeu invocando em resumo:  - O articulado do empregador foi, em parte, utilizado para fim diferente daquele a que processualmente se destina, posto que a empregadora veio no articulado justificar a ilicitude com base em fundamentos assentes em factualidade apurada em sede de acórdão proferido no processo - crime, o qual foi proferido a 9 de Maio de 2017, quando a decisão de despedimento foi proferida a 6 de Março de 2017;  - A licitude do despedimento tem de ser apreciada com base nos factos vertidos no processo disciplinar e nas provas aí recolhidas e não com fundamento em factos apurados a posteriori e fora desse mesmo processo;  - Os factos que constam do articulado não constam do processo disciplinar, porque ainda não tinham ocorrido na data da decisão;  - A empregadora baseou o processo disciplinar numa presunção e partiu do princípio que essa presunção não necessitava de ser provada, o que é inaceitável;  - A única prova que sustentou a decisão de despedimento foi a acusação pública deduzida contra o Autor, tendo a empregadora dado como provados os factos nela vertidos;  - Do artigo 66 do articulado resulta que a decisão foi proferida com base em provas proibidas e nulas intercepções e registos de conversas telefónicas e reportagens fotográficas) e que nem constam do processo disciplinar nem nele é feita qualquer menção à sua existência ou relevância;  - A empregadora baseia a ilicitude do despedimento assentando em declarações de 10 inspectores da PJ, declarações que terão sido produzidas na audiência de julgamento do processo-crime e, por conseguinte, a posteriori do processo disciplinar;  - O que a empregadora pode querer afirmar é que hoje teria fundamentos para despedir o trabalhador, mas os presentes autos não servem para despedir o trabalhador mas para apreciar a licitude do despedimento, precipitando-se aquela na oportunidade de decidir o processo disciplinar e violando o princípio da inocência; e  - Nunca praticou os factos constantes da nota de culpa, nem qualquer outro que viole os seus deveres laborais e mantém que o processo disciplinar não logrou apurar provas que revelem o contrário.