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Tal conclusão extrai-se não só do elemento literal da lei, mas também da intenção do legislador, justificando-se tal diferente tratamento pelo facto de a nova decisão condenatória ser possuidora dos elementos atuais e necessários à prolação de uma decisão sobre se é ou não possível atingir as finalidades ditadas pela suspensão da execução e pelo facto de tal decisão ter sido proferida com cumprimento das formalidades decorrentes de um processo contraditório, o que já não sucederá perante uma mera informação prestada por parte de uma entidade estranha aos Tribunais acerca de um eventual incumprimento por parte do condenado neste mesmo sentido se tem pronunciado a jurisprudência, nomeadamente e a título de exemplo: o Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 29 de Novembro de 2011, processo n. 434/04GTCSC.L1-S, relator: Filomena Clemente Lima, www.dgsi.pt e o Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 20 de Junho de 2012, processo n. 56/0S.0GCPBL.C1, relator: Jorge Jacob, www.dgsipt).