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Pelo que, dificilmente se poderá concluir que a criação destas salas configura uma solução prioritária, urgente e inadiável para o problema da toxicodependência na cidade de Lisboa e, mais concretamente, na Freguesia do Lumiar, 2	Mais uma vez o Relatório Anual - A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências, elaborado pelo SICAD, apresenta evidências de que o consumo de substâncias por via injetável está em franco retrocesso, colocando em causa a pertinência da criação de salas de consumo assistido na cidade de Lisboa, segundo o referido relatório, "em 2016/17, a heroína surgiu com prevalências de consumo residuais na população total e na de 15-34 anos.” Refere ainda o SICAD que "nos estudos dos últimos 20 anos, as prevalências de consumo de heroína nunca ultrapassaram os 4%, com tendência para a estabilidade e o decréscimo entre o início e o final da primeira década do milénio”, 2 	Se da perspetiva dos diagnósticos e das evidências estatísticas mais recentemente publicadas, quer a nível nacional, quer no plano internacional, não parece justificar-se a criação de uma sala de consumo assistido na cidade de Lisboa, uma vez que não só se tem observado uma superação das metas definidas para os principais indicadores, como também a estratégia nacional tem sido amplamente elogiada pela comunidade internacional, a adoção deste tipo de solução parece não se encontrar devidamente fundamentada, 2 	Acresce que esta proposta política) de instalação de uma sala de consumo assistido na Freguesia do Lumiar não foi sufragada pelo eleitorado nas últimas eleições autárquicas, realizadas em 2017, como também, o Programa de Governo da cidade de Lisboa para o período 2017-2021 - Lisboa precisa de todos, publicado no site da Câmara Municipal de Lisboa, nada refere sobre salas de consumo assistido.