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61, n. 2, alínea, do CPC negrito; 40- Razão pela qual que, em ultima ratio, tinham os Recorrentes serem absolvidos do pagamento dos juros vencidos antes da data de citação dos mesmos para a ação executiva, 41- Mesmo que assim não se entenda - o que respeitosamente se não concebe, nem concede, mas que por dever de ofício se acautela - sempre terá de considerar-se que o título executivo dos autos foi abusivamente preenchido; 42- Alegou o Exequente, aqui Recorrido, que a livrança dada à execução "resulta do não pagamento de quantia em dívida do contrato de crédito .........02”, contudo, no que tange aos campos do local de data de emissão, local de pagamento, importância e valor, data de vencimento e a quantia por extenso, o Exequente preencheu, como supra já se referiu, a livrança em crise nos autos sem o conhecimento e a interpelação dos Embargantes; 43- E, bem assim, o respetivo preenchimento também ocorreu em manifesta violação do acordo firmado entre Exequente e Executados quanto ao preenchimento dos campos que, no momento da entrega do título, se encontravam em branco, excedendo, em muito, o montante que, hipoteticamente, pudesse estar em dívida; 44- Mesmo que assim também se não entenda - o que se não concede, mas que por hipótese de trabalho se acautela – no que se refere ao respetivo valor, o Recorrido procedeu à aposição de um montante manifestamente superior ao acordado no respetivo pacto de preenchimento; 45- Mesmo a considerar que o financiamento do montante de € 1400,00 dezassete e quatrocentos a que alude o ponto 8 dos factos provados, o que não se concede nem concebe e apenas por hipótese se acautela, também consta do elenco da factualidade como provada na douta sentença recorrida, designadamente no ponto 42, que, na sequência da venda do veículo cujo aquisição foi financiada foi o "valor de 1100,00€ o efectivamente recebido pela venda da viatura de contrato em estabelecimento de leilão”; 46- No entanto, a título de capital, o Recorrido considerou estar em dívida o montante de € 1167,04, o qual não logra obter qualquer sustentação na prova produzida nos autos, pois, não obstante no ponto 39 constar que o produto da venda "será imputado sucessivamente: à satisfação da comissão de gestão de venda de bens financiados entregues para venda ao Banco e previsto no respectivo preçário em vigor ou equivalente destinada a retribuir o serviço; satisfação de todas as despesas necessárias à recuperação da viatura e venda do veículo, designadamente as referentes a reboques, limpeza, reparações, parqueamento e avaliação do veículo, serviços de leiloeiras e emolumentos, para efeitos de aferição de inscrição da propriedade sobre o veículo e, por fim à amortização da dívida do contrato de financiamento, melhor identificado sob o n. .........02”, dos autos não resulta quais os concretos montantes resultantes de "comissão de gestão de venda” e "despesas necessárias à recuperação da viatura e venda do veículo”; 47- As quais, por isso, não podem ser consideradas e, por essa via, a totalidade do produto da venda da viatura ser imputado à amortização da dívida.