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3 - Mesmo que se defendesse entendimento contrário àquele que se sufraga, ou seja, que se impunha que fosse dado conhecimento ao arguido, ora recorrente, dos fundamentos invocados pelo Ministério Público para requerer a declaração de excecional complexidade do inquérito, essa falta de conhecimento constituiria uma mera irregularidade, que, por não ter sido arguida no prazo legal previsto no artigo 123, n. 1, do CPP, ou seja, nos três dias seguintes à notificação do despacho que determinou a notificação do arguido, para, querendo, se pronunciar sobre a declaração de excecional complexidade requerida pelo Ministério Público, nos termos do disposto no artigo 215, n. 4, do CPP, sempre estaria sanada.» Acórdão do Tribunal da Relação de Évora, de 27 de abril de 2021, proferido no processo n. 1/22PESTB-E.E1 e acessível em www.dgsi.pt)   Porque os presentes autos, na ocasião em que o Ministério Público requereu a declaração de excecional complexidade, se encontravam sujeitos a segredo de justiça, não vemos como, perante as razões invocadas para essa declaração, se pudessem dar as mesmas a conhecer aos Arguidos sem prejuízo para a investigação em curso.