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Por outro lado, mas não menos relevante, a alínea do n. 2 do artigo 7 do CCP – relativa a uma causa de exclusão de propostas, e não de concorrentes –, consta do Código sem qualquer alteração de redacção, deste a sua versão inicial, em 2008, numa altura em que ainda não existia a norma da alínea do n. 4 do artigo 5 da Directiva 2014/24/UE;   n) E note-se bem, o mencionado artigo 7 do CCP diz respeito à exclusão de propostas, sendo que está em causa, no caso da alínea do seu n. 2, a exclusão de proposta "cuja análise revele”: "a existência de fortes indícios de atos, acordos, práticas ou informações suscetíveis de falsear as regras da concorrência”;  o) Fica evidente, portanto, que não se trata de um impedimento geral derivado de comportamentos exteriores ao procedimento concreto, mas antes de uma infracção da concorrência revelada na própria proposta apresentada, no contexto do procedimento concreto;  p) Aliás, não pode ser outra a interpretação a dar à alínea do n. 2 do artigo 7 do CCP, como também se demonstrou nestas alegações;  q) É que, quer a Directiva no n. 6 do artigo 5), quer o CCP no artigo 5-A) prevêem, para todas as situações do n. 4 do mencionado artigo 5 sem excepção, a possibilidade de relevação desses impedimentos;  r) E, portanto, se por absurdo se considerasse que a norma da alínea do n. 2 do artigo 7 do Código pretenderia contemplar o impedimento da alínea do n. 4 do artigo 5 da Directiva, isso não jogaria com o regime imperativo de relevação ou self-cleaning) de impedimentos previsto na Directiva e no CCP;  s) Conclui-se, assim, face a tudo o que ficou aqui invocado, que não pode proceder o fundamento do presente recurso jurisdicional, no sentido de que a Sentença a quo fez errada interpretação da alínea do n. 2 do artigo 7 do CCP ao não fazer uma interpretação em conformidade com o disposto na alínea do n. 4 e no n. 5 do artigo 5 da Directiva 2014/24/UE;  t) Por último, a título subsidiário e por mera cautela de patrocínio), mesmo que vingasse a tese acima de que a norma do artigo 5, n. 4, da Directiva 2014/24/UE, permitiria que as entidades adjudicantes possam considerar as causas de exclusão facultativas aí previstas, mesmo nos casos em que o legislador não as incorporou no ordenamento nacional – como é o caso da causa prevista na respectiva alínea –, nem assim haveria fundamento para revogar a sentença recorrida;  u) É que, na verdade, essa seria uma mera faculdade da entidade adjudicante e, nesse caso, haveria que permitir a possibilidade de invocação por parte do operador económico de factos que pudessem levar à relevação do impedimento;  ) Ora, acontece que a entidade adjudicante a Infraestruturas de não considerou no caso concreto que existisse qualquer fundamento para considerar que a Contrainteressada F. se encontrava impedida de concorrer.