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Assim a derrogar o entendimento que anteriormente se expôs, ainda que com a expressão dos votos de vencidos, em tal Aresto assinalados, em particular, o subscrito por Pedro Machete, na seguinte conformação: «Vencido em parte, no essencial, pelas razões da declaração aposta ao Acórdão n.  388/201  Com efeito, apesar de ter sido o relator do Acórdão n. 714/2014 e, bem assim, da Decisão Sumária n. 59/2015), continuo a entender, de resto reforçadamente na sequência da Diretiva 2011/7/EU do Parlamento e do Conselho, de 16 de Fevereiro de 2011, e do Decreto-Lei n. 62/2013, de l0 de Maio, que no domínio específico das transações comerciais se justifica uma distinta ordem de ponderações daquela que é feita relativamente às obrigações pecuniárias emergentes de um comum contrato de valor não superior a € 15 000,0  a) Em primeiro lugar, porque no âmbito daquelas transações, além de não colherem as preocupações com uma eventual indefesa da «parte mais fraca» ou, porventura, menos atenta ou - uma vez que estão em causa relações entre profissionais a quem é exigível uma diligência consistente com a atuação em mercado concorrencial -, é justamente a proteção dessa «parte» que reclama um combate eficaz aos atrasos de pagamentos por fornecimentos já realizados a entidades públicas ou a grandes empresas comerciais.