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Como se pode ler no acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães de 12006 6 , "A prática de contra-ordenações, sejam elas graves ou muito graves, é um facto meramente indiciador da idoneidade para a condução por parte de quem as praticou e o tribunal deve aferir da dita idoneidade atendendo igualmente à gravidade das infrações e à personalidade do arguido, nunca a prática dessas contraordenações podendo funcionar automaticamente em desfavor do arguido.”   Em razão do que se deixa exposto, e por fundamento não coincidente com o que enforma a respetiva motivação, creio dever o recurso ser julgado procedente.»  Observado o disposto no n. 2 do artigo 41 do Código de Processo Penal, nada mais se acrescentou.