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Da factualidade provada não decorre que a  ré o tenha feito, mas, pelo contrário, que se aproveitou da omissão para enviar carta à ré empregadora, recebida por esta em 3/10/2017, a declinar a responsabilidade por, à data do acidente, o sinistrado não constar da relação do pessoal seguro, tendo a ré empregadora lhe enviado, em 6/10/2017, cópias da comunicação da admissão do autor à Segurança Social no dia 3/06/2017 e da declaração de remunerações dos trabalhadores ao seu serviço remetida à Segurança Social em 7/07/2017, onde constava o nome e remunerações do autor em Junho de 201 ) Atentas as circunstâncias acima referidas, e tendo ainda em conta que a falta de inclusão do sinistrado na "folha de férias” se verificava já desde 15/07/2017, sem que a ré seguradora tivesse tido a iniciativa de esclarecer a situação, como o impunha o princípio da boa-fé, ou tivesse imediatamente declinado a responsabilidade – levando a ré empregadora a crer que nenhuma controvérsia existia –, o mesmo princípio da boa-fé impunha que, ao menos, a ré seguradora aceitasse o envio tardio da cópia da declaração de remunerações dos trabalhadores remetida à Segurança Social em 7/07/2017, onde constava o nome e remunerações do autor em Junho de 2017, como suficiente para esclarecer a situação.