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Por isso, quando a lei diz que o privilégio imobiliário incide sobre os "bens imóveis do empregador nos quais o trabalhador preste a sua actividade” está a referir-se à ligação funcional do trabalhador a determinado estabelecimento ou unidade produtiva e não propriamente à localização física do seu posto de trabalho1 Esta posição é acolitada em diversos acórdãos do Supremo Tribunal de Justiça20 que perfilham o entendimento que «se é sobre os imóveis do empregador que incide o privilégio imobiliário, o requisito especial tem de ir buscar-se, segundo o que dispõe a lei, à actividade do trabalhador: imóvel onde ele preste a sua actividade; não diz a lei imóvel da actividade do empregador onde o trabalhador presta actividade»2 Sobre a possibilidade de locais de trabalho plurilocalizados já se pronunciou este colectivo no acórdão do Tribunal da Relação de Évora datado de 20/10/201622, publicado em www.dgsi.pt, optando-se também aí por uma concepção mais alargada do conceito.