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Neste sentido, veja-se o Acórdão do STJ, de 23 de Outubro de 2018, Processo n. 8074/16T8CBR-CS2, disponível no respectivo sítio do itij, onde se refere que o n. 3 do artigo 18 do CIRE, deverá ser interpretado do seguinte modo: "em qualquer das suas alíneas deve entender-se que, sob pena de perder grande parte da sua utilidade, ele consagra não meras presunções de culpa grave na prática do facto em que assenta a presunção, mas autênticas presunções sempre de culpa grave na criação ou no agravamento da insolvência ou presunções de insolvência ) Existem todas para impedir que, devido à dificuldade de prova do nexo de causalidade, fiquem, na prática, impunes os sujeitos que violem certo tipo de deveres.”.