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Casamento, união de facto, namoro, para lá da coabitação, implicam carácter mais ou menos estável de relacionamento afectivo ou semelhante – ver vários acórdãos neste sentido: TRP de 15/01/2014 – Relator José Carreto; TRC de 24/04/2012 – Relator Orlando Gomes e ainda um acórdão da nossa autoria – TRP de 30/09/2015 – onde se refere que o namoro, tal como a relação análoga à dos cônjuges, deve ser caracterizada por sólidos e indesmentíveis elementos fácticos que a comprovem  Esta posição não briga com as relações findas, com o alargamento do âmbito de aplicação do crime de violência doméstica aos maus- tratos sobre ex-cônjuges ou ex-companheiros, como meio de evitar comportamentos retaliatórios e fortemente perturbadores da paz do ex-parceiro daquele que não se conforma com o fim da relação ou não suporta ver assumir um novo projecto de vida autónomo.