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Pois bem, uma vez aqui chegados, se o cenário sobre o qual o R. alicerça a sua defesa e tenta desviar a sua responsabilidade tem por fundamento factores exteriores que não dominou ou tiveram origem em compromissos gestionários assumidos pelo anterior executivo camarário, então, não podendo o R. desconhecê-los já no decurso do seu mandato autárquico, que se iniciou em 2013, tanto mais que, depois de tomar posse como Presidente do órgão executivo municipal, não renegou assumir, também, a responsabilidade directa pela área financeira da Câmara Municipal  ...), o que lhe permitia conhecer a situação financeira alegadamente deficitária e gravosa, entre outras, da "G., E.”, devia o R., nesse caso, ter empreendido uma actuação diligente, zelosa e proactiva no sentido de, ante tais contingências financeiras e gestionárias, ter requerido a reanálise dos objectivos e das medidas apresentadas no Plano inicial, eventualmente sob a forma de uma proposta previamente submetida à respectiva assembleia municipal, em processo negocial que encetaria em conjugação com o Estado Português, o que sempre esteve ao seu alcance e poderia ter feito em 2013,  2014 ou 2015 no limite, até 31/12/2015), pois, o artigo , n. 5, da Lei n. 43/2012, de 28/08, assim o consentia, pois prevê que "Os objetivos e as medidas  apresentadas no Plano são objeto de reanálise, pelo município e pelo Estado, com uma periodicidade anual”, na mesma senda apontando o artigo  da citada Portaria, que preceitua  o seguinte: "Para efeitos do disposto no n. 5 do artigo  da Lei n. 43/2012, de 28 de agosto, os objetivos e as medidas apresentadas no Plano são objeto de reanálise, pelo município e pela Direção Geral das Autarquias Locais, com uma periodicidade anual, tendo por base mapa a elaborar para o efeito pela DGAL, o qual será disponibilizado na respetiva página eletrónica” negritos e sublinhados.