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O autor Manuel – discordando do montante indemnizatório arbitrado como compensação pelos danos não patrimoniais que defende ser fixado no montante peticionado de 15000,00€) e bem assim do termo inicial da contagem dos juros que defende ser o da data da citação), pretendendo ainda a condenação da interveniente nas indemnizações fixadas e/ou a fixar no caso de, na sequência de recurso da ré, vir esta a ser absolvida total ou total parcialmente do pedido – formula as seguintes conclusões:  1- o autor, ora recorrente Manuel peticionou a quantia de 15000,00 € a título de indemnização/compensação por danos de natureza não patrimonial; 2- a sentença recorrida, porém, apenas fixou, a este título, a quantia de apenas 4000,00 €; 3- este montante é exíguo, para compensar o autor Manuel dos danos e padecimentos sofridos; 4- deve ser fixado, em via de recurso, a este título, ao autor/recorrente Manuel, o montante de 15000,00 €; 5- o qual se acha justo e equitativo; 6- sobre o montante fixado a título de compensação por danos de natureza não patrimonial, a sentença recorrida fez incidir os juros moratórios apenas a contar da data da prolação da sentença, em primeira instância " a contar da data desta sentença ”), até efectivo pagamento; 7- por imperativo legal, devem ser fixados os juros moratórios, sobre a quantia relativa à indemnização/compensação fixada pelos danos de natureza não patrimonial, não só em relação ao valor de 4000,00€, já fixada em primeira instância, mas também sobre o valor de 15000,00€, que se peticiona, no presente recurso, seja fixado pelo Tribunal de Recurso, partir da data da citação, até efectivo pagamento; 8- a indemnização de 4000,00€ e/ou 15000,00€, a fixar pelo Tribunal de Recurso, conforme ora peticionado, não são verbas actualizadas – pressuposto de aplicação do Douto Acórdão Uniformizador de Jurisprudência n 4/2002 R. de 27 de Junho de –, com referência à data da decisão, em Primeira Instância; 9- se assim fosse, poderia aceitar-se a fixação dos juros moratórios, apenas a contar da data da decisão em Primeira Instância tão-só e apenas em relação à indemnização/compensação de 4000,00€ e/ou 15000,00€, a fixar pelo Tribunal de Recurso, conforme ora peticionado, fixada e/ou a fixar por danos de natureza não; 10- no caso dos autos, o valor fixado de 4000,00€ e/ou 15000,00€, a fixar pelo Tribunal de Recurso, conforme ora peticionado, em que a Ré/recorrida foi ou vai ser condenada é inferior e, quando muito, igual ao que o Autor/Recorrente Manuel  peticionou, a este propósito – 15000,00€; 11- por essa razão, não tem, nem pode ter aplicação a doutrina estabelecida no Acórdão de Fixação de Jurisprudência, do Supremo Tribunal de Justiça n. 4/2002, de 9 de Maio de 2002, publicado no Diário da República, Série -A, de 27 de Junho de 2002; 12- tal Acórdão Uniformizador apenas diz respeito às indemnizações/compensações relativas aos danos de natureza não patrimonial, desde que as mesmas sejam objecto de actualização – o que não sucedeu no caso dos autos – com referência à data da prolação da sentença em primeira instância; 13- já assim decidiu, entre muitos outros, o Supremo Tribunal de Justiça, na Revista n. 3076/05, em Acórdão subscrito pelos Exmos.