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Nestes termos, atentos todos os elementos de prova referidos, analisados conjugadamente entre si nos termos referidos, dúvidas não existem da autoria, e coautoria, dos factos por parte dos arguidos AA e BB nos termos julgados provados.» Concorda-se inteiramente com a leitura que o Tribunal a quo fez da prova produzida e com as conclusões fácticas que da mesma retirou, resultando evidente que o sustentado pelos arguidos, ora Recorrentes, contende com as regras da experiência comum e da normalidade da vida, não dando uma explicação lógica e racional para a tramitação anómala concretamente seguida nos processos NUIPCs 5/1......., 246/1...... e 149/1....., nem para o recebimento das quantias que AA recebeu nas contas que abriu no BPAE, provenientes da Pr......, quando ainda exercia funções como Procurador da República e tinha a seu cargo a tramitação daqueles processos, bem como posteriormente, nem para as que recebeu nas contas que abriu em ... Por outro lado, o empréstimo de 13000,00€ concedido pelo Banco Privado Atlântico Europa ao arguido AA, recente cliente sem qualquer histórico no BPAE, em condições anormalmente favoráveis atenta a ausência de garantias, contraria toda a prática bancária, não sendo verosímil que tal contrato tivesse sido celebrado no exercício da normal actividade daquela Instituição Bancária.