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Neste domínio, dispõe o artigo: " A interceção e a gravação previstas nos números anteriores só podemser autorizadas, independentemente da titularidade do meio de comunicação utilizado, contra: a) Suspeito ou arguido; b) Pessoa que sirva de intermediário, relativamente à qual haja fundadas razões para crer que recebe ou transmite mensagens destinadas ou provenientes de suspeito ou arguido; ou ) Vítima de crime, mediante o respetivo consentimento, efetivo ou presumido.” A tipicidade dos alvos das escutas telefónicas o universo dos escutados há muito reclamada – dado o caráter fortemente restritivo de direitos, liberdades e garantais do meio de obtenção de prova em questão - pelo TEDH, só com a Lei n. 48/2007, de 29 de agosto, foi definida.