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Entende que a sentença recorrida deu como provado que "No dia 09 de julho de 2013, pelas 12h50, a autora saiu do seu local de trabalho secção de peixaria da referida loja para ir almoçar na sua residência” e "Nessa altura, a autora aproveitou para, antes de ir para casa, efetuar a compra de alguns bens na loja onde exerce as suas funções profissionais”, todavia, o Tribunal a quo entendeu desatender aos referidos factos provados para decidir que o local de trabalho da autora é o supermercado "”, local onde a autora adquirira alguns bens de que necessitava e de cujo espaço físico ainda não saíra; Acrescer, e uma vez mais em clara oposição do fundamento com a decisão, considerou o Tribunal a quo que, não pode sustentar-se que a aquisição de bens no supermercado que é o local de trabalho da autora não constitua a satisfação de uma necessidade atendível da mesma, ainda que se não considere demonstrado que adquirira apenas os bens necessários à confeção da refeição que ia tomar de seguida; Conclui ainda a apelante que se não ficou demonstrado que a autora adquirira bens necessários à confeção da refeição que ia tomar de seguida, não poderia o Tribunal a quo decidir que a aquisição de bens constituía uma necessidade atendível da autora e muito menos para justificar que a atividade empreendida pela autora não configura um desvio de trajeto suscetível de afastar a qualificação do evento como acidente de trabalho, pelo que tendo-se dado como provado que a autora após ter saído do seu local de trabalho aproveitou para, antes de ir para casa tomar a sua refeição, adquirir alguns bens no estabelecimento do seu empregador, só nos resta concluir que a atividade empreendida pela autora configurou uma interrupção e/ou desvio de trajeto.