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Para situação em tudo semelhante à dos presentes autos com única nuance de se tratar de trajecto de casa para o, considerou-se no acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 22 de Junho de 2005, processo 10755/2004-4, acessível em www.dgsi.pt, "No que concerne ao trajecto normalmente utilizado pelo trabalhador sinistrado e ao período de tempo ininterrupto habitualmente gasto entre a sua residência e o local de trabalho, considerou o tribunal "a quo”, que apesar de ter sido "... apurado que o A. sofreu a agressão quando saía de casa, a pé, a fim de se deslocar para o estabelecimento onde trabalhava, e onde entrava ao serviço meia hora depois, não é possível concluir que o acidente tenha ocorrido no percurso para o trabalho.” Conclusão que claramente repudiamos, com efeito o acidente ocorreu à saída de casa do recorrente, num momento em que estava, no que podemos chamar, no ponto de partida do percurso da sua deslocação, não sendo possível, falar de qualquer interrupção ou desvio desse percurso normal, dada que aquele ponto de partida faz sempre parte do seu trajecto habitual.” Assim, tem-se por suficiente o que consta da matéria de facto provada para se concluir que o autor sofreu a agressão por terceiros, nas circunstâncias que constam dos autos, no trajecto entre o local de trabalho e a sua residência, para eventual efeitos do disposto no art.