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do STJ de 2112: "para que um facto seja causa de um dano é necessário que, no plano naturalístico ele seja condição sem a qual o dano não se teria verificado e, em abstrato ou em geral, seja causa adequada do mesmo, traduzindo-se, essa adequação, em termos de probabilidade fundada nos conhecimentos médios, de harmonia com a experiência comum, atendendo às circunstâncias do caso” No caso, a morte de foi causada por pneumonia nosocomial adquirida no no contexto da ventilação mecânica em resultado de uma intervenção cirúrgica abdominal motivada pela pancreatite crónica alcoólica de que era portador pontos 15 e 16 dos factos e, assim, embora se possa afirmar que a pancreatite crónica de etiologia alcoólica, no plano naturalístico, foi condição da morte de, apelando à teoria das condições, segundo a qual qualquer condição mentalmente retirada faz desaparecer o resultado se não fosse a pancreatite não haveria intervenção cirúrgica, nem a necessidade da ventilação mecânica que levou à pneumonia nosocomiale à, como parece fazer a Recorrente, importa verificar se, em abstrato ou em geral, a pancreatite crónica foi causa adequada da morte, ou seja se esta é uma consequência típica, normal e previsível daquela em termos de probabilidade fundada nos conhecimentos médios, de harmonia com a experiência comum, atendendo às circunstâncias do caso, resposta, no caso negativa, uma vez que não se prova, nem se evidencia, que a pneumonia adquirida no contexto da ventilação mecânica seja uma consequência típica, normal, previsível da pancreatite crónica.