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- A Apelante/Ré formulou as seguintes conclusões:   - A Ré impugna, por considerar incorretamente julgados, a decisão proferida quanto aos factos dos pontos e da matéria considerada assente; - Nem do depoimento das testemunhas inquiridas em audiência de julgamento, nem de qualquer outro elemento indiciário presente no processo, se retira que o A obtivesse o rendimento médio mensal líquido de 750,00€;  - Em contraponto a tal facto e no sentido de que auferiria antes rendimentos próximos do salário mínimo, surgem, isso sim, a circunstância de antes do acidente estar afetado por sequelas que lhe conferiam uma IPP de 32,5%, nunca ter apresentado declarações de IRS, ter declarado à segurança social ao longo dos anos rendimentos muito inferiores aos dados como provados e ter reconhecido auferir o salário mínimo em tentativas de conciliação de processos judiciais por acidentes anteriores; - Em face da informação da Autoridade Tributária ofício de 03/10/2017, ref citius, extratos de remunerações apresentados á Segurança Social Ref Citius 6173419 – de 14/10/2017), do relatório pericial e das atas de conciliação em processos referentes a anteriores acidentes de viação Docs 7, 15 e 19 juntos com a contestação da Ré), impõe-se que seja dado como provado, quanto ao ponto dos factos provados, que:  "O Autor retirava um rendimento mensal médio líquido não concretamente apurado, mas não superior ao de 485€ mensais”, ou que "O Autor retirava um rendimento mensal médio líquido não concretamente apurado; - O texto constante do ponto dos factos dados como provados, é, salvo melhor opinião, matéria conclusiva, pelo que deve se eliminado na parte em que se deu como provado o valor da perda salarial do A.; - Se assim não se entender e tendo em conta os elementos probatórios referidos na conclusão que apontam no sentido de que o A auferia o salário mínimo, deve ser dado como provado no ponto dos factos assentes que:   "O Autor esteve impedido de exercer a sua atividade profissional desde a data do embate até 002016, tendo perdido o rendimento de € 8487,50€” ou "O Autor esteve impedido de exercer a sua atividade profissional desde a data do embate até 002016, tendo perdido rendimentos não concretamente apurados; - Caso venha a ser atendida a pretensão da ora recorrente de ser alterada a decisão proferida quanto à matéria dos pontos e dos factos dados como provados impõe-se a redução da indemnização pelas perdas salariais sofridas pelo A. para a verba de a 487,50€, o que se requer; - Ou, se se entender que não ficou demonstrado o concreto rendimento auferido pelo demandante, deve a quantificação dessa indemnização ser relegada para momento ulterior, o que, subsidiariamente, se requer; - Tendo em conta as concretas circunstâncias do caso em particular o facto de não existir efetivo dano e ainda as decisões proferidas em casos análogos, entende a recorrente que, em equidade, a compensação pelo dano biológico do A., decorrente da incapacidade permanente de 4 pontos, com as repercussões ou ausência que foram dadas como provadas, não deveria ser superior à de 000,00€; - E face aos factos provados, seria mais adequada a compensar os danos não patrimoniais do A.