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para efectuar a recolha de dados biométricos, renovações e apoio jurídico até à obtenção da cidadania; 16 Para esse efeito, em 212015, transferiu o valor de € 55618,00 quinhentos e cinquenta e seis seiscentos e dezoito, para a conta da ".. Legal" domiciliada no "Banco BPI", com o IBAN .151, que se destinariam a: - total de honorários para aquisição da propriedade e obtenção do "visto gold"; - valor do imóvel a adquirir depois de subtraídos € 2000,00 do depósito de reserva já pago a OOO, promotor do "The......" e € 3347,00 referentes ao pagamento de; 16 Em 13 de Novembro de 2015, viria a ser assinado contrato promessa de compra e venda do imóvel descrito; 16 A arguida AA veio a efectuar alguns pagamentos de sinal e reforço de sinal referentes à fracção no empreendimento "The......", designadamente: - primeira prestação em 112015, no valor de € 10725,00 cento e cinco setecentos e vinte e cinco; - segunda prestação em 102016, no valor de € 10700,00 cento e cinco setecentos; - terceira prestação em 102016, no valor de € 13900,00 cento e trinta e novecentos, sendo este valor em excesso, uma vez que, o pagamento devido era de € 10700,00 cento e cinco e setecentos, tendo sido devolvido o remanescente de € 2200,00 vinte e cinco e duzentos, em 25 de Julho de 2016, pelos promotores imobiliários, a "Q.."; 17 acompanhado da mulher NNN e dos seus dois filhos PPP e QQQ, deslocaram-se a Portugal, entre 24 a 30 de Dezembro de 2016, sendo que pelas 09 horas e 30 minutos do dia 27 de Dezembro, um veículo providenciado pela arguida, da marca "", "..", com motorista, conduziu a família .do seu hotel até às instalações do S.E.F., onde lá aguardavam três elementos do "staff' da arguida AA, a fim de procederem à recolha dos dados biométricos; 17 Em Janeiro de 2017, a arguida AA, por intermédio dos seus funcionários RRR, SSS e TTT, deu conhecimento a que lhe viria a prestar serviços de representação fiscal e abertura da conta bancária, a fim de o mesmo ali receber os rendimentos provenientes das supostas rendas do imóvel; 17 Para esse efeito, o mesmo passou uma procuração em nome da arguida AA e seus colaboradores; 17 Por estes pretensos serviços de representação fiscal, mais seguro de saúde pelo  ano, viria a arguida a cobrar em 202017, o montante de € 406,50 três quatrocentos e seis euros e cinquenta cêntimos), que veio a liquidar; 17 Em 202017, veio a arguida a tentar cobrar o valor de € 430,50 quatrocentos e trinta euros e cinquenta cêntimos), mas não chegou a liquidar o mesmo; 17 Em 002017, a arguida AA veio, novamente, a solicitar uma transferência adicional de € 4648,50 quarenta e um seiscentos e quarenta e oito euros e cinquenta cêntimos), alegando que a escritura do imóvel ia ser realizada a breve trecho, e que aquele era o montante ainda em dívida; 17 Por não concordar com este valor, o mesmo foi questionado por , que acordou em efectuar uma transferência para a arguida no valor de € 3347,00 trinta e quatro trezentos e quarenta e sete; 17 Sendo que, nessa data, em 002017, todas as contas da ".. Legal" encontravam-se praticamente com saldo negativo, razão pela qual estavam a ser solicitados os pagamentos acima referidos; 17 Por essa via, a arguida AA não poderia liquidar o remanescente do preço da fracção 2C do "The ...", e celebrar a respectiva escritura pública; 17 Com efeito, parte das quantias foram destinadas ao pagamento de € 22000,00 duzentos e vinte e cinco à "P......, S.A.", referente ao remanescente do preço de um imóvel adquirido por um cliente, UUU, para efeitos de celebração de escritura pública, bem como para fazer face a despesas pessoais e profissionais; 18 Com efeito, era prática usual da arguida gastar os valores entregues por clientes em outras despesas para manter o seu nível de vida, pessoal e profissional e utilizar as quantias pagas por novos clientes em despesas prementes de clientes anteriores, como já havia sucedido com as quantias entregues por UUU.