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Ainda segundo o primeiro dos citados autores, "a causa de pedir desta acção é complexa, compreendendo tanto o acto ou facto jurídico de que deriva o direito de propriedade do autor, como a ocupação abusiva do imóvel pelo réu, sendo estes factos que o autor tem de provar para obter a procedência da acção, com condenação nos dois pedidos que deve formular: o do reconhecimento daquele direito e o da restituição da coisa reivindicada, nada impedindo que a esses pedidos se juntem outros, como o de indemnização, se se verificarem os requisitos legais da cumulação”1  Do que resulta exposto, evidencia-se já que a acção de reivindicação comporta necessariamente dois pedidos que se hão-de cumular: "o reconhecimento do direito de propriedade, por um lado, e a restituição da coisa1  Com os pedidos específicos da acção de reivindicação pode o autor, se as regras processuais não o impedirem, cumular com aqueles pedido de indemnização, nomeadamente pelos danos causados na coisa por quem a detém ilegitimamente, ou valor do uso que este dela fez1 Na petição inicial, além de alegarem factos integradores do direito de propriedade sobre o imóvel de que se arrogam titulares – facto sobre o qual não recai controvérsia -, afirmam os Autores haverem celebrado com os Réus contrato de arrendamento para habitação destes, tendo por objecto o dito imóvel, inicialmente pelo prazo de um ano, sucessivamente renovável enquanto não for denunciado, e que, por comunicação do Autor aos Réus, através de carta com a data de 102014, passou a prazo certo de cinco anos, sem oposição dos Réus arrendatários.