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Ora, se "inteiro” tem aqueles significados, por maioria de razão, a obrigação de manter o próprio emprego a tempo inteiro só pode significar uma única coisa, que a dedicação ao projeto para o qual recebeu o montante global das prestações de desemprego teria que ser total, completa e em exclusividade; ) Ademais, com a entrada em vigor do Decreto-Lei n. 64/2012, de 15 de Março, o artigo 3 do Decreto-Lei n. 220/2006, de 03 de Novembro, nomeadamente o seu n. 3, passou a dispor que: "Nas situações de criação do próprio emprego com recurso ao montante global das prestações de desemprego, os beneficiários não podem acumular o exercício dessa atividade com outra atividade normalmente remunerada durante o período em que são obrigados a manter aquela atividade.”; JJ) E, o artigo  do citado Decreto-Lei n. 64/2012, de 15 de Março, dilucidou às dúvidas que porventura pudessem existir quanto à aplicação do artigo 3 e da sua nova redação, ao determinar que "1- O disposto nos artigos 1, 1, 2, 2, 3, 3-A, 4, 4, 6, 7, 7 e 7 do Decreto-Lei n. 220/2006, de 3 de novembro, na redação dada pelo presente decreto-lei, aplica-se às relações jurídicas prestacionais constituídas ao abrigo da legislação anterior”; KK) A pedra de toque do Regime de Proteção no Desemprego, designadamente, do montante global das prestações de desemprego, de acordo com o espírito e com a letra da lei, a partir daquela data, circunscreveu-se na impossibilidade de acumular a atividade criada, com outra atividade, impondo-se que a mesma seja normalmente remunerada; ) E, a letra da lei é clara, ao impossibilitar a acumulação do exercício da atividade criada com recurso ao montante global das prestações com outra atividade normalmente remunerada durante o período de 3 anos em que o beneficiário promotor está obrigado a manter aquela atividade; ) Ora, no caso em apreço, ficou amplamente demonstrado que o Recorrido após a criação da empresa "OTM – Med.