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1 Assim, considera o Arguido que não basta ao Tribunal A Quo, na exposição dos motivos, de facto e de direito, que fundamentam a decisão, remeter somente para as regras da experiência comum e para os restantes factos provados, sendo necessário que seja feita uma análise crítica dos factos que serviram de base à convicção do Tribunal, situação que não se verifica na sentença recorrida, não sendo claro quais os "factos objectivos dados como provados” que "permitem de forma segura inferir tais conclusões”, vertidas nos pontos 22 a 25 dos factos provados, 1 Ainda para mais quando se verifica existir meios probatórios nos autos, tomados em consideração pelo Tribunal, conforme acima referido, nomeadamente com o relatório social junto aos autos, com o depoimento da testemunha ...) e com as declarações prestadas pelo Arguido em sede de audiência de julgamento, que permitem concluir de forma diversa, nomeadamente não existindo qualquer liberdade ou deliberação na conduta do Arguido - não pagamento-, atenta a impossibilidade legal de dispor do seu património, decorrente da sua situação de insolvência.