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Dando como certo o afirmado pela testemunha J. N. que o tractor apenas trabalhou algumas horas «no máximo, 3 horas») no dia em que foi entregue, ou seja, 24/11/2015, e depois esteve sempre parado até ao dia do incêndio – 8 de Dezembro – não sendo o coberto onde se encontrava acomodado fechado com portas, e estando repleto de lenha, pode perfeitamente pôr-se a hipótese de os plásticos que envolvem os fios eléctricos terem sido ratados por animais, o contacto dos fios ter provocado uma centelha é um dado de facto da experiência comum que os curto-circuitos podem gerar faíscas e até explosões), e na zona do início da combustão se ter depositado lixo inflamável que tenha de imediato começado a arder, sem que, por algum motivo os fusíveis e/ou o disjuntor tenham actuado imediatamente - daí que se não aceite a peremptoriedade das referidas três testemunhas.