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..., com o valor patrimonial de € 209,95, descrito na R.Predial de Barcelos sob o n. /....  -a que foi atribuído o valor total de doze contos cerca de 6000,00€,, considerando que o rústico valia cerca de quatro contos vinte e o urbano oito contos quarenta;  -a partilha foi feita do seguinte modo: a cada um dos filhos caberia o valor de três contos 15, pelo que ao Autor marido foi adjudicado o prédio rústico, no valor de quatro contos vinte e à  Ré foi adjudicado o prédio urbano, no valor de oito contos quarenta;  -ficou acordado o Autor marido dar tornas de contos cinco ao  Réu marido e a  Ré dar tornas de dois contos dez ao  Réu e três contos 15 à  Ré mulher;   -após tal divisão o Autor entrou, de imediato, na posse e fruição do denominado Campo ..., sempre confiando que tal imóvel lhe seria destinado, fazendo parte da sua "herança”;  -no entanto, o  Réu, com o conluio dos restantes Réus, decidiu proceder à venda dos dois prédios referidos, com o total desconhecimento dos Autores;  -a 201998, o  Réu e a esposa venderam aos s Réus os prédios, sendo o  Réu marido irmão do falecido marido da  Ré, E. G.;  -nunca foi intenção do  Réu vender os imóveis aos s Réus, com quem não tinha qualquer relação, conhecendo-os apenas por intermédio da sua filha;  -os s Réus nunca entraram na posse dos imóveis era e continuou a ser o autor quem tinha a posse do prédio rústico, onde até tinha a sede da sua empresa;  -sucede que, por volta do início de 2000, a empresa do Autor teve problemas financeiros, que o forçaram a contrair dívidas, sendo que no âmbito de um crédito foram as suas irmãs a  Ré e seu falecido marido e os s Réus) suas fiadoras;  -por força da fiança, as Rés responderam directamente pelo crédito em causa;  -o que levou a que o Autor, reconhecendo tal realidade, a entregar, em 2004, a posse do prédio rústico e respectivas benfeitorias que, entretanto, veio a realizar no à  Ré e marido por forma a liquidar a dívida que tinha para com esta, e na convicção de que tal prédio lhe pertencia;  -a  Ré entrou na posse do prédio rústico no ano de 2004, aceitando que o imóvel e respectivas benfeitorias servissem de pagamento da dívida que a mesma liquidara na qualidade de fiadora dação em;  - a 08 de Junho de 2012, os s Réus e o marido da  Ré celebraram uma escritura de compra e venda dos prédios descritos;   -os restantes irmãos, designadamente a  Ré e o  Réu, sabiam das intenções da  Ré de adquirir o prédio rústico "de graça”, mas não se coibiram de participar na partilha verbal, e o  Réu recebeu tornas do Autor;  -todos sabiam que o objectivo do  Réu era doar o prédio rústico à  Ré e, com isso, prejudicar o Autor, impedindo-o de herdar o que quer que fosse por óbito da mãe e, um dia, por óbito do  Réu, seu pai;  -no período em que tiveram a posse do prédio rústico, os Autores, na convicção de quem é possuidor e, na expectativa de vir a ser proprietário de facto do mesmo, após a realização da escritura de partilha, realizaram benfeitorias no dito prédio, realizado um investimento no montante global de cerca de € 3000,00 trinta e que contemplou, entre outras, as seguintes obras: abertura de um poço; cobertura à beira do poço em placa e blocos; instalação de cabine eléctrica; cobertura para acondicionamento dos depósitos de gasóleo; instalação de contentores com a finalidade de escritório e oficina de ferramentas.