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É desta decisão que vem interposto o presente recurso, agora pelo autor, que o termina formulando as seguintes conclusões:"A - IMPUGNAÇÃO DA MATÉRIA DE FACTO A fundamentação de facto da sentença final civel não se pode quedar com formulações genéricas e vagas mas antes exige uma verdadeira análise crítica de todas as provas apresentadas e que incidam sobre de pedir, através de uma específica e circunstanciada fundamentação que narre as razões decisivas para a sua convicção, de modo a que o Tribunal passe de convencido a convincente, o que não foi manifestamente o caso da sentença recorrida;   Ao julgador cível, na sentença, impõe-se não só que tome em consideração os factos relevantes que se encontrem admitidos por acordo ou por documentos não impugnados mas também que considere os factos instrumentais, através das demais formas permitidas pela lei, seja por presunções legais, pelas próprias regras da experiência ou pela inferência harmónica com os demais factos provados;  Estão subtraídos à livre convicção do julgador os factos plenamente provados, quer por documentos não impugnados, quer por acordo, violando o Tribunal a quo tal regra quando altera tais factos ou simplesmente os ignora, não os vertendo na matéria provada nem não provada, ainda que tenham interesse para a causa de pedir de acordo com as várias soluções de direito possíveis;  Mais ainda, a fundamentação de facto que genericamente atribui relevância positiva aos depoimentos de todas as testemunhas e declarações/depoimento de parte, mas posteriormente dá como não provados ou omite factos alegados, que foram expressamente alvo de depoimento testemunhal e declarações de parte, bem como prova documental a que o julgador atribuiu credibilidade;  As declarações de parte, que não constituam matéria confessória, quando devidamente circunstanciadas, sem omissões ou respostas dúbias, devidamente detalhados em discurso espontâneo, corroborados por outros elementos de prova, com raciocínio lógico e escorreito e derivadas de factos pessoais, como sucedeu no caso, merecem credibilidade como qualquer outro meio de prova sujeito à livre apreciação, especialmente se a parte contrária não impugna especificadamente asserções constantes na P.que em sede de declarações de parte são reafirmadas e corroboradas quer documentalmente, quer testemunhalmente.