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Veja-se que a decisão produzida, embora diversa é certo, foi quantitativamente mais favorável ao Recorrente e teve por base, em termos lógico-jurídicos a mesma fundamentação, não obstante se tivesse ponderado no Acórdão recorrido a contribuição do Recorrente para as despesas familiares, o que não havia sido feito em primeiro grau, tal alteração no raciocínio expendido não foi central na construção do silogismo judicial que conduziu à parte dispositiva da decisão, a qual se baseou na análise da existência de uma obrigação solidária e nas relações entre a Autora e o Réu enquanto devedores solidários e no exercício do seu direito de regresso nos termos dos artigos 512, 513, 516 e 524 do CCivil, não constituindo as alterações da fundamentação quaisquer divergências das instâncias em relação a questões essenciais, configurando apenas e tão só uma nuance na argumentação jurídica, a qual se baseou, nuclearmente, naquelas relações de solidariedade e no preceituado no artigo 524 do CPCivil quanto ao exercício do direito de regresso entre condevedores, in casu, entre os ex cônjuges, Recorrente e Recorrida.