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Efetivamente, e concretizando agora os aspetos a que, genericamente, se aludiu supra: - Estamos perante uma participação a 100%, ou seja, uma relação de domínio total da sociedade requerida sobre as participadas, com a consequente diluição da autonomia do interesse social da participada: os interesses da sociedade mãe e das sociedades filhas não estão em tensão, nem se coloca qualquer exigência de proteção de outros acionistas que não os da sociedade-mãe, que estão, pois, no mesmo patamar; - O grupo de acionistas da requerida reconduz-se a quatro pessoas singulares; a delimitação do universo dos acionistas da sociedade-mãe é um elemento de ponderação, não sendo irrelevante que o capital social se concentre num número reduzido de acionistas, como aqui acontece ou, pelo contrário, se assista a uma dispersão do capital por inúmeros sócios: o risco de utilização indevida da informação é, no primeiro caso, bem mais ténue, quando não inexistente;  - É patente o conflito entre os autores, acionistas minoritários e os demais acionistas, maioritários e que compõem o conselho de administração, degladiando-se estes dois grupos, desde há vários anos, pelo menos a avaliar pelos inúmeros processos judiciais instaurados; relacionando-se numa posição de desconfiança, considerar que os autores estavam impedidos de inquirir o conselho de administração e/ou o órgão de fiscalização sobre qualquer assunto relacionado com a vida interna das sociedades participadas, configura uma limitação do direito de informação sobre a gestão que não é razoável, existindo um evidente desequilíbrio entre a posição dos autores, acionistas minoritários e a posição dos demais acionistas, sendo que estes detêm e controlam totalmente a informação atinente às participadas porque, constituindo a administração da SGPS, têm intervenção nas assembleias gerais das participadas, aí deliberando 6 Nesse contexto, tem de aceitar-se que o controlo dos sócios minoritários se estenda às sociedades participadas, pelo menos quanto a alguns aspetos essenciais da gestão destas sendo certo que, de qualquer forma, estamos a reportar-nos a informações que circulam exclusivamente entre os acionistas; tanto mais que os autores não têm legitimidade para se dirigir diretamente às participadas inquirindo sobre a vida interna destas e a atividade aí exercida, mormente os negócios celebrados com terceiros, ou sequer questionar as deliberações tomadas nas respetivas assembleias 68, pelo que a conceção do direito à informação nos termos marcadamente restritivos propostos pela apelante, redundaria colocar os demais acionistas numa situação de verdadeiro impasse ou círculo vicioso.