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Para melhor se poderem compreender e apreciar as questões suscitadas pela Recorrente, afigura-se conveniente sintetizar os termos em que, de forma circunstanciada e desenvolvida, se pronunciou o acórdão recorrido:  -   Começando por apreciar a questão prévia da eventual necessidade de declarar judicialmente a dissolução da união de facto, concluiu em sentido negativo;  -     Apreciando a impugnação da matéria de facto, alterou a decisão de facto;  -    Reapreciando a decisão de direito – e, no que se refere às relações entre as partes em consequência do primeiro contrato de mútuo bancárioEmpréstimo, celebrado em 10-10-1996, para aquisição de fracção destinada a habitação, tendo a R. como mutuária e o A. como fiador – entendeu o tribunal a quo que, não obstante ter sido provado que foi o A. a suportar as prestações de amortização do empréstimo bancário, não se encontra este numa situação de sub-rogação ou de direito de regresso em relação à R., na medida em que, não tendo havido qualquer incumprimento das obrigações para com o banco mutuante, não foi o mesmo A. chamado a assumir qualquer encargo enquanto fiador;  -   Assim sendo, a pretensão do A. apenas poderia ser analisada na perspectiva do enriquecimento sem causa, correspondente ao pedido subsidiário, uma vez que se provou ter a fracção sido adquirida na vigência da união de facto e que as partes acordaram na sua aquisição para casa de morada de família tendo a aquisição ficado inscrita em nome da R. devido ao risco inerente à actividade profissional do A.