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Assim entendeu o STJ, nos Acórdãos todos, acessíveis in www.dgsi.pt): de 26/10/2010, Azevedo Ramos, onde consta que "a vantagem em causa deve ser aferida em termos de probabilidade, reportando-se o dano de "perda de chance” ao valor da oportunidade perdida e não ao benefício esperado”; de 01/07/2014, Fonseca Ramos, onde se afirma: "No caso de perda de chance não se visa indemnizar a perda do resultado querido, mas antes a da oportunidade perdida, como um direito em si mesmo violado por uma conduta que pode ser omissiva ou comissiva; não se trata de indemnizar lucros cessantes ao abrigo da teoria da diferença, não se atendendo à vantagem final esperada.”; e de 05/02/2013, Hélder Roque anteriormente, onde se escreve: "uma vez que o dano que se indemniza não é o dano final, mas o dano "avançado”, constituído pela perda de chance, que é, ainda, um dano certo, embora distinto daquele, pois que a chance foi, irremediavelmente, afastada por causa do acto do lesante, inexiste violação das regras gerais da responsabilidade que vigoram no nosso ordenamento jurídico, devendo a indemnização reflectir essa diferença, cuja expressão é dada pela repercussão do grau de probabilidade no montante da indemnização a atribuir ao lesado.