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Desse modo e seguindo de perto a esclarecedora reconstituição histórica do procedimento efectuada pelo Senhor Desembargador Relator na última parte do douto despacho de 22021:  Inconformada, então, com a sua condenação, a arguida esgrimiu no recurso com a prescrição do procedimento criminal dizendo a tal propósito ser de cinco anos, contados sobre a data da prática dos factos, o prazo de prescrição do procedimento pelo crime de falsificação de documento por que foi condenada em 1 instância; ter sido constituída arguida em 2017, portanto, quando já estavam decorridos mais do que os cinco anos referidos; não ter ocorrido, anteriormente, nenhum acto ou facto a que os art.os 120 e 121 do CPP atribuem efeitos interruptivos ou suspensivos do prazo; e dever, por tudo, ser decretada a extinção do procedimento criminal.