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O caso dos autos tem esta configuração, constituindo objeto de controvérsia determinar se o exercício do direito à restituição, por parte da A. se mostra, ou não, atingido pela prescrição e quanto ao pedido reconvencional determinar se é de fixar em 2014 a data da dissolução da união de facto iniciada em Dezembro de 200  A decisão recorrida respondeu negativamente à questão da prescrição consignando, a propósito, o seguinte:  " Ora, tal sentença é cristalina quanto ao período que perdurou a relação de união de facto entre autora e réu, quando, no facto n 1, julga provado que os mesmos mantiveram um relacionamento de comunhão de cama, mesa e habitação desde 2006 até Março de 201  É certo que consta igualmente provado que - Em dia não concretamente apurado do ano de 2014, a ofendida disse ao arguido que queria terminar o relacionamento que mantinham; Nesse dia a ofendida saiu de casa, contudo cerca de um mês depois, perante as promessas do arguido de que iria alterar os seus comportamentos, a ofendida regressou a casa e retomou o relacionamento com o arguido.