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Abstraindo das considerações que o recorrente vai tecendo a propósito dos factos pessoais dados como provados na sentença – considerações que não são uma impugnação em recurso de factos pessoais provados mas tão só uma espécie de "contestação” de que não cumpre, por isso, neste momento, conhecer –  refere que "não há qualquer correlação entre um passado de delinquência do R. e a situação in casu, que obste a um juízo de prognose favorável ao comportamento futuro do Arguido e a uma fundada expectativa de que o Arguido seja considerado merecedor de confiança, e que sentirá, no caso de não vir a ser absolvido, a eventual condenação como uma advertência e não voltará a prevaricar” e que "vindo a eventual pena a ser de prisão a simples censura dos factos, a simples ameaça de prisão a par do elevado sofrimento e saudade, por perda dos amigos que prezava e preza, e de que desde o malogrado dia do acidente o R. padece, reforçam a sua pertinácia, tenacidade, ardor com que se empenhou e pretende empenhar em não praticar qualquer crime no presente e no futuro”.