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No dizer de MONTEIRO FERNANDES, «o que pode dar-se por seguro é que o dever geral de lealdade tem uma faceta subjectiva que decorre da sua estreita relação com a permanência de confiança entre as partes nos casos em que este elemento pode considerar-se suporte essencial de celebração do contrato e da continuidade das relações que nele se», sendo necessário «que a conduta do trabalhador não seja em si mesma, susceptível de destruir ou abalar tal confiança, isto é, capaz de criar no espírito do empregador a dúvida sobre a idoneidade futura da conduta daquele», sendo certo que «este traço do dever de lealdade é tanto mais acentuado quanto mais extensa for a delegação de poderes no trabalhador e quanto maior for a atinência das funções exercidas à realização final do interesse do empregador».”  Diga-se, quanto ao dever de lealdade, principalmente, o respectivo cumprimento é enquadrado pela necessidade de existir numa organização laboral uma estreita relação de confiança entre as partes em que se acentua o elemento fiduciário das relações laborais, pelo que a conduta do trabalhador não a pode por em crise criando no espírito do empregador a dúvida sobre a idoneidade futura do seu.