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Efectivamente, no acórdão condenatório revidendo, resultou provado, com relevância para a decisão final, e no que particularmente interessa para a decisão do recurso, que transcrição):   « BB nasceu a  de Agosto de 2000 e é filha de FF e de EE;   Depois do falecimento do pai da BB, a sua mãe iniciou uma relação análoga à dos cônjuges com o arguido, AA, que durou desde o ano de 2010 até Junho de 2015;   O arguido e a mãe da menor fixaram residência na Rua do , n. , em , Freguesia de ...., Concelho de , e foram pais de um menino no início do ano de 2014;   A BB integrou sempre o agregado da mãe, vivendo com esta, o padrasto e o irmão, e pernoitava em casa da avó materna;   Em Setembro de 2014, o arguido, aproveitando a proximidade e a ascendência que tinha sobre a BB e indiferente à confiança que nele depositava a mãe desta, decidiu abordá-la com o objectivo de, se necessário com o recurso à força, manter com a mesma relações sexuais;   Assim, em dia não concretamente apurado, em Setembro de 2014, em concretização do seu propósito, o arguido sabendo que a mãe da BB não queria que esta namorasse com , aliciou-a oferecendo-se para a transportar às escondidas até casa do namorado, com o propósito de que esta depois fizesse o que ele queria;   Pelo que, nesse dia, cerca das 21H30, o arguido conduziu a BB até casa do namorado, onde esta permaneceu por cerca de meia hora, altura em que o arguido a foi buscar a fim de a conduzir de regresso a casa;   No caminho de regresso a casa, o arguido parou a viatura numa zona erma, junto a umas fábricas existentes em , ..., saiu da viatura, abeirou-se da porta do pendura onde a BB seguia, abriu a porta, inclinou o banco da mesma e disse-lhe agora vais fazer o que eu quero, ao mesmo tempo que lhe tentou baixar as calças;   De imediato, a BB pediu-lhe que parasse e repeliu-o afastando-o com as mãos e com os pés;  1 Todavia, o arguido com o propósito de concretizar os seus intentos, persistiu, empurrou a BB contra o banco, até que lhe conseguiu baixar as calças que a mesma fazia;  1 Para impedir que o arguido levasse a cabo os seus propósitos, a BB disse ao arguido que parasse com a sua actuação para consigo;  1 Mesmo assim, o arguido persistiu nos seus intentos e, mais uma vez, empurrou o corpo da BB contra o banco, agarrou-lhe as pernas com força e arrancou-lhe as cuecas;  1 De seguida, o arguido deitou-se sobre o corpo da BB, forçou-lhe a abertura das pernas e, prendendo-lhe os braços para que esta não se defendesse, introduziu o seu pénis erecto na vagina da mesma;  1 Depois do sucedido, o arguido dirigiu-se à menor e disse-lhe para não o contar a ninguém, ameaçando-a de que, se o fizesse, para a próxima seria muito pior;  1 Desde então e até, pelo menos, final de Outubro de 2014, o arguido aproveitando a fragilidade da menor e do ascendente que tinha sobre ela, pelo menos por mais quatro vezes, depois de jantar, com a desculpa de que ia ao café, saiu na companhia da menor e conduziu-a até casa do namorado;  1 Nessas deslocações de casa até casa do namorado da BB, no percurso e de regresso a casa, o arguido dirigiu-se a locais ermos, sitos ora atrás das fábricas em, ora em caminhos de terra ora em becos sitos no lugar de , em ...., parou a viatura e sempre contra a vontade da menor que lhe pedia que a deixasse e que parasse, baixou-lhe as calças e as cuecas, colocou-se em cima do corpo dela, afastou-lhe as pernas e introduziu o seu pénis erecto na vagina da menor;  1 Novamente, na noite de 23 para 24 de Maio de 2015, véspera da prova do Rally de .., o arguido saiu na companhia da BB a pretexto de que a levava a assistir a tal prova, deslocou-se para uma zona isolada, sita na zona industrial de .., onde parou a viatura em que seguiam e, mais uma vez contra a vontade da menor, no interior da viatura, rebaixou o banco onde a menor se encontrava, e mais uma vez, baixou-lhe as calças e as cuecas, colocou-se em cima dela e introduziu o seu pénis erecto na vagina da mesma;  1 O arguido depois de agir da forma vinda de descrever, convenceu a BB a não dizer nada caso contrário contaria à mãe que esta se encontrava com o namorado e far-lhe-ia mal, bem como à mãe e ao irmão;  1 O arguido previu e quis actuar do modo acima referido em cada uma das ocasiões supra mencionadas, em relação à BB;  2 O arguido agiu com o propósito de manter relações de cópula com a ofendida, tendo-o conseguido contra a vontade desta e mediante o uso da sua força física e de temor que lhe causou, tendo feito uso da autoridade que, na qualidade de companheiro da mãe da BB e de pai do irmão da menor, exercia sobre a mesma, desta forma a constrangendo à prática de relações sexuais;  2 O arguido conhecia a menor, BB, bem sabendo que a mesma, à data da prática dos factos, contava com 14 anos de idade e que ainda se encontrava em formação física e psíquica e, por isso, não tinha o necessário conhecimento e discernimento para avaliar os actos e comportamentos do arguido;  2 O arguido aproveitou-se, assim, da tenra idade, inexperiência e ingenuidade da menor para satisfazer os seus instintos lascivos e libidinosos, utilizando-a a seu belo prazer, indiferente à sua idade e às consequências de tal actuação sobre a mesma;  2 E sabia, também, o arguido que, ao actuar da forma acima referida, na pessoa da menor BB, perturbava e estava a prejudicar, de forma séria, o desenvolvimento da sua personalidade, que ofendia os seus sentimentos de criança e punha em causa o são desenvolvimento psicológico, afectivo e de consciência sexual da menor, sendo que esta, ainda, não tinha tido relações sexuais;   2 O arguido agiu sempre de forma voluntária, livre e consciente, ciente de que as suas descritas condutas eram proibidas e punidas por lei.»    Na fundamentação da decisão da decisão sobre a matéria de facto consignou-se que:   «A decisão quanto à matéria de facto fundou-se nos seguintes elementos de prova, valorados nos termos que abaixo se referirão:  - no documento de fls.