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Assim, em tudo o que respeita às viaturas cujas identidade e preços de compra e de venda foi apurado mediante os elementos recolhidos quer da contabilidade dos Recorrentes, quer da empresa que emitiu o crédito aos compradores, a matéria tributável calculada recorre à alínea do n 1 do artigo 9 Segundo o RIT claramente nos diz, para o computo total da matéria tributável relativamente aos ano de 2001, 2002 e 2003, a AT, no que respeita aos veículos vendidos sobre os quais não logrou obter o preço de venda porque omissos da, foi utilizado o critério de presunção de custos, conforme alínea do n. 1 do artigo 90 da LGT  " Os custos presumidos em função das condições concretas do exercício da actividade” considerando, para a quantificação dos mesmos "- A aplicação da Margem de lucro bruto sobre o preço de custos obtidos em cada um dos exercícios; - Para o cálculo da margem propõem-se que sejam consideradas as diferenças de preço e venda entre as viaturas registadas na contabilidade e os valores declarados pelas Financeiras;”    Presumimos nós que será nesta parte que os recorrentes entendem residir a um critério não previsto no artigo 90 n 1 da LGT, ou seja no apuramento após cálculos, da Margem de lucro bruto de 29% para o ano de 2001 e de 14% para os anos de 2002 e 200 A Administração Tributária na posse dos valores de compra registados pelos Recorrentes e na posse do valor de venda dos mesmos, obtido pelos elementos fornecidos pela Financeira, calculou a margem que lhe permitiu com recurso a métodos estatísticos em relação aos automóveis cujo valor de venda não pode obter e na posse do valor de financiamento, aplicando aos mesmos a Margem de lucro bruto sobre o preço de custo a todos.