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Serviços de Estrangeiros e, cadernetas prediais e certidões permanentes dos imóveis, criando aos investidores a convicção da aquisição dos mesmos e do regular andamento do processo junto do S.E.F., por forma a não ser detectada;  Como forma de divulgação da sua suposta actividade de intermediação na aquisição de propriedades e prestação de serviços jurídicos na obtenção de vistos "GOLD", a arguida fazia publicidade na "internet”, efectuava acordos de cooperação com agências e angariadores imobiliários e deslocava-se a diversos países onde contactava com possíveis clientes, nomeadamente, na ..... e .....; Por essa forma,  EE, cidadão nacional da .., casado com PP, por se encontrar reformado e ter interesse em viajar, decidiu obter um visto "Gold", por forma a poder circular livremente na Europa;  Nessa sequência, o mesmo veio a ser aconselhado por um amigo, FF a obter esse visto em Portugal;  Para o efeito, veio a entrar em contacto com QQ, um mediador imobiliário detentor da empresa denominada "SC..", com morada em .., .., com o qual a arguida AA veio a estabelecer uma parceria, através da qual este angariava clientes que pretendiam obter o visto "Gold" e a quem aconselhava e direcionava para os serviços da mesma, obtendo uma comissão entre € 000,00 quatro a € 000,00 cinco, que lhe era paga directamente pelos clientes;  EE tendo sido informado que podia adquirir um imóvel por € 50000,00 quinhentos ou colocar a quantia de € 00000,00 um milhão de, em Portugal, para obtenção do visto "Gold", veio a decidir-se por esta última opção;  Assim, em 212015 EE transferiu a quantia de 00000,00 um milhão de, mais taxas por serviços prestados e a prestar, na ordem dos E 2000,00 vinte e seis, para conta bancária, em nome da firma da arguida AA, com o IBAN .., com vista à obtenção de vistos "gold" para si e para PP, na forma de investimento por transferência de numerário;  Em 102016, em deslocação a Portugal e sem intervenção da arguida AA, EE veio a interessar-se pelo empreendimento denominado "The......", sito no Bairro ., em ., tendo efectuado uma reserva de uma fracção, designada por 2G, no valor de € 2000,00 vinte; 1 O valor total do apartamento era de € 65000,00 seiscentos e cinquenta e quatro; 1 A partir dessa data, a arguida AA passou a encarregar-se do processo de aquisição da fracção, devidamente mandatada por EE; 1 Assim, a arguida, a mando de EE, veio a efectuar diversas transferências para reforço do sinal para aquisição da fracção, até serem obtidas as licenças de utilização, nomeadamente: - em 102016, transferência no valor de € 13900,00 cento e trinta e novecentos, para "Q......, Lda.