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Alegaram, em resumo, que: - por contrato de arrendamento para habitação celebrado em 002008, A, deu de arrendamento à ré mulher o n  do prédio sito na , em Olhão, para sua exclusiva habitação, pelo prazo de cinco anos, renovável por períodos de três anos se não fosse denunciado por qualquer dos intervenientes, e pela renda convencionada de € 150,00, que com as atualizações que foram efetuadas se cifra atualmente em € 180,00; - em 212012, o primitivo senhorio e a sua mulher doaram à sua filha, ora autora, o prédio urbano com os números , freguesia e concelho de Olhão, mantendo-se, os primitivos senhorios, a residir no n  do referido prédio; - em 012018, a autora remeteu à ré mulher uma carta em que denunciava o referido contrato de arrendamento, com efeitos a partir do dia 002019, o que se deveu à necessidade de habitação do filhos dos autores, P, o qual não possuía há mais de um ano casa própria que satisfizesse as suas necessidades de habitação, tendo sido colocado ao dispor da ré o montante equivalente a um ano de renda; - por carta datada de 212018, a ré respondeu à autora, informando-a de que era titular de um contrato de arrendamento de duração indeterminada desde 1986 e, tendo 74 anos de idade, encontra-se impossibilitada no caso, a denúncia pelo senhorio; - a autora respondeu àquela missiva da ré dizendo que mantinha a posição inicialmente transmitida.