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Na verdade, se o legislador entendeu dever proteger o requerente de alimentos que viu reconhecido o seu direito no âmbito de um procedimento cautelar – no qual, como se sabe, o julgador dispõe apenas de prova perfunctória, satisfazendo-se com a aparência do direito, o "bonus fumus iuris” – subtraindo-o ao confronto com a obrigação de restituir o indevidamente recebido quando o reconhecimento do direito lhe vem finalmente a ser recusado no âmbito da acção principal, por maioria de razão merece protecção o credor de boa-fé que foi consumindo os alimentos antes fixados e recebidos na pendência de incidente de alteração que veio a decidir no sentido da sua redução  Decisão Em face a tudo o que se deixou exposto, acordam os juízes do Tribunal da Relação de Évora em julgar parcialmente procedente o recurso, reduzindo a prestação alimentar a cargo do requerido para o valor de € 600,00 mensais, mantendo-se quanto ao mais a decisão apelada.