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Atentemos, ora, na fundamentação em que se estribou a decisão recorrida para concluir pela procedência: Sustenta a decisão recorrida que " a decisão administrativa assumiu que todos os valores recebidos pelo impugnante eram valores provenientes da distribuição de lucros, decisão posteriormente corrigida sem sede de Comissão de Revisão de acordo com a percentagem de omissões de vendas na sociedade, que se estimou ser de 24%.” Aduzindo, depois, que pese embora a Administração Tributária alegue que "os valores entregues a título de suprimentos correspondem aos valores dos proveitos omitidos pela sociedade.”, a verdade é que não demonstrou tal realidade, relevando, de forma expressa que, a aludida conclusão por parte da Entidade Fiscalizadora não se encontra "alicerçada em factos demonstráveis”.