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1al., 126 n 5 e 192 do EOA/2005, não obstante a pena de suspensão implicar o afastamento do exercício da advocacia durante o período de aplicação da pena, o certo é que o visado pela sanção disciplinar de suspensão, mantém a qualidade de advogado, como a sua inscrição se encontra em vigor – que depende do "cumprimento das obrigações de estágio”- mas tão só com o impedimento do exercício da sua actividade de advogado pelo período determinado, pelo que o 1 Réu sempre revestiu a qualidade de advogado como a sua inscrição se encontrou em vigor com a limitação inerente a suspensão; N) Em relação à 2 Ré, Dr , reportado ao período em que exerceu o mandato forense em representação do Recorrente, no já referido processo laboral 15/10TTPRT, de 28/01/2012 a 03/02/2014, data em que ocorreram os sinistros que emergiram responsabilidade para as seguradoras, não há dúvidas que revestia a qualidade de advogada com a inscrição em vigor na Ordem dos Advogados, sendo que a suspensão da sua inscrição apenas ocorre, tal como refere a decisão recorrida, desde 302015, pelo que, também por aqui, inexiste qualquer fator de exclusão da responsabilidade das seguradoras demandadas em relação à 2 Ré; O) Importa, ainda, salientar que toda e qualquer cláusula inserta nos referidos contratos de seguro que limitem a responsabilidade das seguradoras, nomeadamente que excluam a sua responsabilidade pelos actos e omissões dos seus segurados, quando agem na qualidade de advogados perante os seus clientes, no qual a decisão recorrida se suporta, com a interpretação aí inserta, são nulas e de nenhum efeito, desde logo, porque com o objecto primordial da celebração do referido seguro que é abranger os actos dos "advogados com inscrição em vigor na Ordem dos Advogados que exerçam a actividade em prática individual ou societária, por dolo, erro, omissão ou negligência profissional”, como igualmente é nula e de nenhum efeito as cláusulas que, contrariando o objecto do contrato de seguro – assegurar a responsabilidade de advogados perante os clientes por dolo, erro, omissão ou negligência – determine a exclusão desse seguro, por perda da qualidade de segurado ��os que tenham a sua inscrição na Ordem dos Advogados suspensa em consequência de processo disciplinar”, na medida em que exclui, assim, quem age na qualidade de advogado, pratica actos de advocacia e assim é permitido pelo Tribunal, tal como sucedeu com o 1 Réu, Dr. BB, na audiência de 17/01/2012, no âmbito do processo n 15/10TTPRT;  P) Discorda-se do entendimento de que a pena disciplinar de suspensão implica a suspensão da inscrição na Ordem dos Advogados, na medida em que a mesma se mantém, encontrando-se suspenso o exercício da advocacia, o que se traduz numa realidade distinta; Q) O art 99, n 1 do EOA/2005, é claro ao referir que "o advogado com inscrição em vigor deve celebrar e manter um seguro de responsabilidade profissional tendo em conta a natureza e âmbito dos riscos inerentes à sua actividade”, sendo que o próprio Regime Jurídico dos Contratos de Seguro, é claro, logo no art 1 que "para efeito do contrato de seguro, o segurador cobre um risco determinado do tomador do seguro ou de outrem, obrigando-se a realizar a prestação convencionada em caso de ocorrência do evento aleatório previsto no contrato, e o tomador do seguro obriga-se a pagar o premio correspondente”, como, importa, ainda salientar que os arts 137, 138 e 139 da LCS no seguro de responsabilidade , o segurador cobre o risco de constituição, no património do segurado, de uma obrigação de indemnizar terceiros, que garante a obrigação de indemnizar até ao montante do capital seguro por sinistro, com o período de cobertura reportado à responsabilidade do segurado por factos geradores de responsabilidade ocorridos no período de vigência do contrato, sendo que a inclusão de cláusula de delimitação temporal da cobertura atendendo à data de reclamação, não estando coberto por seguro posterior, o seguro de responsabilidade garante sempre o pagamento de indemnizações ocorridos durante a vigência do contrato, ainda que a reclamação seja apresentada posteriormente, sendo que esta norma é imperativa, não podendo ser afastada por convenção em contrário, para além de que, nos termos do art 83, n 1 e 2 do mesmo regime jurídico a exclusão do segurado apenas pode ocorrer em caso de cessação do vínculo com tomador do seguro ou, no seguro contributivo, quando não entregue ao tomador do seguro a quantia destinada ao pagamento do prémio”, ou quando pratique actos fraudulentos em prejuízo do segurador ou do tomador, sendo que nesta previsão nem sequer cabe o advogado sancionado disciplinarmente; R) Na medida em que a Ordem dos Advogados celebra e continua a celebrar contratos de seguro obrigatório de responsabilidade dos actos/ou omissões praticados por advogados, com o intuito de garantir perante terceiros a responsabilidade profissional daqueles, toda e qualquer limitação da cobertura dos mesmos, incluindo ao reportar a data de cobertura à data da reclamação, para assim, excluir a responsabilidade das seguradoras dos sinistros praticados por advogados, contraria flagrantemente o objecto do mesmo seguro, como viola as normas imperativas que regulam Regime Jurídico que regula o contrato de seguro, incluindo o art 138, sendo, assim, toda e qualquer cláusula limitadora dessa responsabilidade da garantia do terceiro, incluindo as cláusulas 7 das condições particulares e art 1 n 3, 3 e 4 das condições especais, em relação ao contrato W... e, também, em relação ao contrato de seguro Y..., incluindo a cláusula 7 das condições particulares e arts 1, n 3, 3 e 4 , todas na interpretação que é feita pelo Tribunal a quo, são nulas e de nenhum efeito; S) O 1 e 2 Réus revestiam a qualidade de advogado durante o período em que patrocinaram o autor nos autos do processo 15/10TTPRT, pelo que se encontram abrangidos pelo seguro de grupo celebrado pela Ordem dos Advogados com as Recorridas e por via da qual foi transferida a responsabilidade por danos causados a terceiros, emergentes de actos praticados no exercício da profissão de advogado, sendo, assim, as seguradoras W... e Y..., responsáveis pelo pagamento das quantias peticionadas nestes autos em relação e , nessa medida, têm legitimidade e devem, como foram, serem demandadas nestes autos em relação à responsabilidade dos 1 e 2 Réus; T) Salvo melhor opinião, o despacho saneador na parte que ora se recorre foi proferida em desconformidade com os preceitos legais atinentes, nomeadamente os art.s 61, ns 1, 2 e 3, 62, n 1, al., 65, 99, n 1, 125, n 1 al., 126, n 5, 192 do Estatuto da Ordem dos Advogados aprovado pela Lei 15/2005, de 26/01; arts 40, 43, 44 e 45 do Código Civil e arts 1, 11, 12, 13, 83, n 1 e 2, 137, 138 e 139 da Lei dos Contratos de Seguro.