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Entende a Recorrente que resulta evidente a necessidade de intervenção do Supremo Tribunal Administrativo no caso sub judice, impondo-se a revista para uma melhor aplicação do Direito e por se tratar de uma questão de importância jurídica e social fundamental; No caso sub judice, a necessidade da revista para uma melhor aplicação do Direito assenta, desde logo, no facto de a questão ter a potencialidade de se repetir num número elevado de casos; Com efeito, e desde logo, relativamente à questão da emissão das liquidações adicionais de IVA com referência a IVA alegadamente indevidamente deduzido, na pendência de pedidos de reembolso, sem que estes tenham sido efetuados, é evidente que na maior parte dos casos em que a administração tributária identifica uma situação de dedução indevida de IVA, está em causa um pedido de reembolso formulado pelo contribuinte, pelo que assume relevância a resposta a dar à questão de saber se esta pode emitir liquidações adicionais de IVA ou se lhe basta indeferir o reembolso, quando o contribuinte não tenha percecionado os montantes requeridos; Também as questões que se prendem com a limitação do direito à dedução – particularmente no que se refere à questão de saber se recai sobre um contribuinte como a Recorrente o ónus da prova sobre a efetividade das operações e, em caso afirmativo, se a falta de demonstração dessa efetividade pode constituir uma limitação ao exercício do direito à dedução – são suscetíveis de se repetir em inúmeros casos, sendo conhecido o número de litígios que opõe a administração tributária aos contribuintes em matéria de direito à dedução do IVA, de que é exemplo, desde logo, a proliferação de acórdãos do TJUE sobre esta temática; O juízo do TCAS padece, no entendimento da Recorrente, de erro ostensivo; Relativamente à primeira questão em equação, porquanto o entendimento do Tribunal de que o ato tributário se pode ter por sanado oficiosamente, assenta na verificação de um pressuposto da emissão das liquidações adicionais que, mesmo a posteriori, não se verificou; É que, de facto, mesmo tendo ocorrido a posteriori aquele reembolso, o montante em causa nunca foi percecionado pela Recorrente – mas imediatamente aplicado para compensação das dívidas em execução fiscal cf.