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Voto, no entanto, vencida quanto ao julgamento de procedência da ação, que obteve vencimento no acórdão, já que confirmaria a sentença recorrida, na medida em que não julgaria verificada a causa de exclusão da proposta prevista no artigo 70 n 2 alínea do CCP, nem a interpretação conforme da Diretiva 2014/24/EU, conduz, a nosso ver, a essa conclusão, pelas seguintes razões essenciais:  ) 	o que a Diretiva 2014/24/EU admite no seu artigo 57, n 4, alínea é que os Estados membros possam considerar a exclusão do concorrente ou da proposta quando ele não revele idoneidade profissional, designadamente, se tiver indícios suficientemente plausíveis para concluir que o operador económico celebrou acordos com outros operadores económicos com o objetivo de distorcer a concorrência;  ) o referido acórdão do TJUE de 18 de dezembro de 2014, Processo -470/13 proferido em sede de reenvio pelo qual se decidiu que «Os artigos 4 TFUE e 5 TFUE não se opõem à aplicação de normas nacionais que excluem da participação num procedimento de concurso público um operador económico que cometeu uma infração ao direito da concorrência, declarada por decisão judicial transitada em julgado, pela qual lhe foi aplicada uma coima......») o que apreciou foi a conformidade com o direito europeu de uma norma interna de um Estado membro que estabelecia, grosso modo, o afastamento de concorrente que tivesse sido objeto de condenação nos últimos 5 anos por práticas anticoncorrenciais; mas a nossa norma nacional o artigo 70 n 2 alínea do não prevê essa situação, pelo que a situação presente não é análoga, similar ou equivalente à que foi ali apreciada pelo TJUE;  ) o que o nosso direito interno admite é a aplicação de sanção acessória, no âmbito do processo contraordenacional, de privação do direito de participação em procedimentos de formação de contratos cujo objeto abranja prestações típicas dos contratos de empreitada, de concessão de obras públicas, de concessão de serviços públicos, de locação ou aquisição de bens móveis ou de aquisição de serviços ou ainda em procedimentos destinados à atribuição de licenças ou alvarás, desde que a prática que constitui contraordenação punível com coima se tenha verificado durante ou por causa do procedimento relevante, durante um período máximo de dois anos, contados da decisão condenatória, após trânsito em julgado artigo 7 da Lei n. 19/2012); mas como resulta do probatório, na situação dos autos não foi aplicada essa sanção acessória, pelo que a concorrente não estava impedida de participar no concurso e de nele ver admitida e apreciada a sua proposta;  ) não se mostra verificada, no caso, a hipótese normativa do artigo 70 n 2 alínea do CCP, nem foi, na verdade, alegado que a proposta da concorrente revelasse a existência de fortes indícios de atos, acordos, práticas ou informações suscetíveis de falsear as regras da concorrência, que é o que a norma exige.