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Numa primeira linha argumentativa, sustenta a apelante que a providência deveria ter sido julgada improcedente porquanto: a.-A recorrida não se encontra impedida de vender o mobiliário porque a sua detenção não constitui pressuposto da venda; b.-Inexiste qualquer urgência conforme decorre do facto da recorrida ter atribuído parte dos bens aos seus colaboradores apenas um ano depois da saída do imóvel; -Inexiste prejuízo grave nem dificilmente reparável porque não foi feita qualquer prova de que a recorrente não tenha capacidade financeira para fazer face a tal prejuízo, sendo todos os potenciais prejuízos indemnizáveis; -O arrendamento do escritório não implica a destruição ou dissipação dos bens em causa; e.-A recorrida não demonstrou que o não decretamento da providência lhe causaria, com um elevado grau de probabilidade, uma lesão grave e dificilmente reparável.