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A interpretação esgrimida pela Recorrente em sede de Revista quanto ao termo a quo para a contagem dos juros de mora não tem arrimo nem nas disposições legais aplicáveis, máxime no artigo 805, n3 do CCivil, porquanto estamos face a uma obrigação ilíquida, nem na jurisprudência conforme deste STJ, que entende que aquele normativo impõe uma iliquidez objectiva, de onde se conclui que existe uma indefinição quanto ao valor da obrigação, por serem desconhecidos os factos consubstanciadores do seu montante exacto, cfr neste sentido inter alia os Ac STJ de 27 de Janeiro de 1993 Relator Ramiro, 26 de Novembro de 1997 Relator Joaquim, 7 de maio de 2015 Relatora Maria dos Prazeres, 21 de janeiro de 2016 Relator Santos, 27 de Novembro de 2018 Relator José Rainho, aqui Segundo, in www.dgsi.pt.