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Para fundamentar as suas pretensões, o autor alegou, em síntese, que é sócio fundador do réu, tendo pago sempre a quota anual fixada em assembleia geral, nomeadamente em 2019, no valor de € 120,00; em reunião da direção do réu realizada em 03 de agosto de 2019 foi aplicada ao autor a sanção disciplinar de suspensão por um ano de toda a sua atividade como associado do réu, sanção comunicada ao autor em carta datada de 06 de agosto de 2019 e recebida pelo mesmo em 12 de agosto de 2019; os fundamentos invocados para a aplicação daquela sanção foram a não sujeição do relatório anual de contas à aprovação em assembleia geral quanto aos anos de 2013 e 2017, a não transcrição dos relatórios de contas em livro, a não instrução dos cheques para pagamentos com as faturas respetivas e a retenção e recusa de entrega dos "chipes” e dos "walkie talkies” do réu; porém, durante o seu mandato foram apresentadas e aprovadas as contas dos vários anos de exercício, sendo sempre justificadas as movimentações da conta bancária e os cheques emitidos com as respectivas faturas, incumbindo ao tesoureiro da direção a transcrição do relatório de contas no livro de contas; negou que que tivesse em seu poder os "chipes” e os "walkie talkies” do réu; o autor pagou a quota no ano de 2019 e, não obstante, ficou impedido de exercer a prática do ato venatório da caça na área geográfica do réu, sentindo vergonha e desgosto por não ter podido praticar a caça durante aquela época de caça.