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Pelo contrário, o arguido não se desculpou perante o ofendido, não reparou o dano causado o recorrente plasma, na sua peça recursiva, a sua intenção de não liquidar as indemnizações em que foi condenado por não ter condições financeiras para o fazer – n. 12 da motivação), e tentou culpabilizar o ofendido pelo crime que cometeu, apresentando uma versão dos factos que foi contrariada pelas testemunhas e. Não podemos deixar de recordar que o primeiro passo para demonstrar o arrependimento é a assunção dos atos praticados, o que o arguido manifestamente não fez, antes obrigando o tribunal a quo a confrontar meios de prova para concluir pela inveracidade das declarações proferidas pelo arguido.