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No sentido de que o alegado direito dos autores não se encontra prescrito, pronunciou-se do Tribunal de 1 Instância, com o fundamento de que « sendo o prazo de 3 anos o prazo mínimo aplicável à situação dos autos podendo equacionar-se a aplicação de prazos sempre superiores, como o geral de 20, claramente se conclui que o alegado direito dos Autores não se encontra prescrito, uma vez que a alegada lesão do seu direito de propriedade ocorreu entre 2 de junho de 2002 e 22 de maio de 2018, data da efetiva entrega do imóvel na sequência de transação de 20 de fevereiro de 2018, pelo que o alegado prazo de 3 anos só começa a contar a partir do momento em que o lesado tomou conhecimento da produção efetiva desses danos, se estiver em causa um facto continuado, como sucede nos autos para além de que desde 2008 estão pendentes ações para recuperação do imóvel, pelo que necessariamente ocorreu interrupção do prazo de prescrição que não volta a correr até as ações estarem findas nos termos dos artigos 326 e 327 do Código Civil ainda que se tivesse entendimento.