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Temos, contudo, sérias dúvidas de que mesmo tal pretensão possa ser encarada nessa perspetiva, pois, se bem, compreendemos o quadro factual e jurídico que funda os quatro pedidos da Autora, esta última propõe, essencialmente, uma ação de cariz indemnizatório, ao abrigo da regra geral e comum do artigo 48 do Código Civil, que assenta, salvo melhor opinião, numa compensação correspondente à diferença entre o valor da pensão de reforma que a mesma teria direito a receber caso os Réus tivessem feito todos os descontos para a Segurança Social pelo valor retributivo efetivo liquidado à demandante e aquele, bastante inferior, que irá perceber, quando tiver preenchido os requisitos legais mínimos para esse efeito, reclamando ainda que os Réus, ainda que já não sendo seus empregadores, com base numa ficção material e jurídica – a saber, a manutenção do vínculo laboral entre a data da resolução do contrato de trabalho dos autos e o momento em que a Apelante poderá já ter acesso á reforma por velhice -, lhe continuem a pagar as retribuições correspondentes e antes identificadas, assim como as contribuições para a Segurança Social correspondente ao período de duração dessa pretensa relação laboral, culminado esse conjunto de pedidos com um último, de cariz não patrimonial, no valor de € 2000,0 Chegados aqui e depois de conjugadas essas quatro pretensões com as causas de pedir que as suportam e que justificam a reprodução, em sede de relatório deste Aresto, do teor integral da Petição Inicial, pensamos que nos confrontamos com uma ação declarativa de condenação, de natureza e indemnizatória, que corre os seus termos entre pessoas particulares e privadas e não entre a Autora e/ou os Réus e a Segurança Social, de forma a conferir à relação subjacente uma natureza jurídica do foro administrativo e/ou fiscal e a justificar a competência absoluta da respetiva jurisdição cf.