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Acresce que, as razões de segurança e certeza do comércio jurídico impõe um prazo relativamente curto e delimitado em que o preterido possa ainda vir a exercer o seu direito, para o qual não se torna necessário o conhecimento de todas as clausulas do contrato celebrado, pois como refere lapidarmente CARDOSO GUEDES40, "se a lei atendesse aos elementos essenciais para aquele preferente concreto, ou mandasse contar o prazo para exercício do direito a partir do momento em que o preferente tivesse conhecimento de todas as cláusulas do contrato celebrado, permitir-lhe-ia manipular o prazo de caducidade prolongando-o quase indefinidamente, pois seria permitido ao preferente continuar a alegar o desconhecimento de elementos que ele reputaria essenciais ou esperar o tempo que lhe conviesse para conhecer as demais cláusulas do contrato, assim prolongando a situação de incerteza com evidentes prejuízos para a segurança do tráfico jurídico.” Assim, tomando o preferente preterido conhecimento de que foi realizada a alienação de um imóvel, em relação ao qual lhe assistia o direito de preferência, do preço e da identidade do adquirente, ainda que sem conhecimento dos demais elementos do contrato em que foi preterido nomeadamente no que se reporta à modalidade de pagamento do preço ou ao prazo de celebração, se precedido de contrato promessa ou não), inicia-se a contagem deste prazo para intentar a acção de preferência.