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Só assim se pode afirmar que esta se encontra devidamente organizada.» Alega o recorrente que existe erro de julgamento da douta sentença ao não considerar verificado a violação do Princípio do Inquisitório, porquanto, a AT «everia ter efectuado outras diligências no sentido de apurar, com a certeza jurídica exigida, outros indícios de que as operações a que se referem as faturas em causa, foram simuladas » Vejamos: No âmbito da actividade de inspecção tributária, o princípio do inquisitório encontra-se especialmente previsto no artigo 53 , n.1 da LGT, quando estabelece que «os órgãos competentes podem, nos termos da lei, desenvolver todas as diligências necessárias ao apuramento da verdade», assim como no artigo 6 do RCPIT, no qual, sob a epígrafe «Princípio da verdade material», se determina que «Oprocedimento de inspecção visa a descoberta da verdade material, devendo a administração tributária adoptar oficiosamente as iniciativas adequadas a esse objectivo.» Trata-se de investigar e apurar o correcto cumprimento das obrigações fiscais pelos sujeitos passivos e, com base nessa investigação, recolher elementos que permitam apurar a eventual existência de irregularidades.