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Finalmente, não vemos onde possa haver contradição entre o que resulta do ponto 1 dos factos provados, quando aí se diz que o ora recorrente e os arguidos aí identificados se deslocavam "às habitações no bairro onde os estupefacientes eram guardados casas de a fim de controlar e entregar a cocaína e heroína aos indivíduos que procediam à venda direta”, e de nos pontos 2 e 2 se ter dado como provado que no dia 202017, entre as 134h e as 115h, o recorrente, juntamente com os arguidos AA e , organizou a venda de estupefaciente no Bairro ..., entre o Bloco ... e um armazém de recolha de lixo ali existente, "enquanto o arguido distribuiu no terreno os três vigilantes, o arguido KK e dois indivíduos não identificados, o arguido AA orientou o arguido como vendedor, os arguidos venderam cocaína e heroína, em quantidades não apuradas, a 40 indivíduos que aguardavam o início da venda.” Porquanto só se do ponto 1 constasse o que o recorrente alega, isto é, que o mesmo "não procedia à venda direta” é que existira uma tal contradição.