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O mesmo é dizer que o documento só faz prova plena de que esta declaração foi proferida ante a entidade documentadora, no caso, perante o notário   E note-se que isto mesmo está em perfeita sintonia com o afirmado no acórdão deste Supremo Tribunal, de 09/07/2014, proferido no processo n. 28252/10T2SNT.LS1 e convocado como acórdão-fundamento, quando nele se afirma, a dado passo, quanto aos documentos autênticos, que:  ") o documentador garante, pela fé pública de que está revestido, que os factos que documenta se passaram; mas não garante, nem pode garantir, que os factos relatados e que resultam das suas percepções correspondem à verdade.”   Segundo o mesmo aresto, a prova da veracidade do facto objeto da declaração confessória constante de documento autêntico terá então de ser equacionada em sede da eficácia probatória da confissão extrajudicial, em sede do disposto no artigo 35, n. 2, do     No caso dos autos, não sofre dúvida que se encontra plenamente provado, nos termos do artigo 37, n. 1, do , que BB produziu as sobreditas declarações de ter já recebido o preço das vendas celebradas através das escrituras públicas outorgadas em 02/07/2008 e 05/12/2008 perante os respetivos compradores, tal como se deixou consignado nos pontos 16 e 17 acima aditados à factualidade provada.