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Verificou-se que o sobrinho do sujeito passivo, anteriormente, nunca apresentou qualquer declaração, quer para efeitos de IRS, quer para efeitos de IVA, sendo que, à data das operações, não se encontrava registado pelo exercício de qualquer actividade;   Da análise ao referido livro de registo de serviços prestados, verificámos o seguinte: ¾	São referidas várias vendas, bem como, pequenas reparações atendendo ao valor de estores, todas elas enquadráveis no tipo de actividade exercido pelo sujeito passivo; ¾	Das diversas vendas e serviços prestados constantes desse livro, algumas têm identificado O n. das respectivas facturas, emitidas pelo sujeito passivo, , as quais se encontram devidamente registadas na sua contabilidade; ¾	Nessas facturas o sujeito passivo é Identificado como "Fábrica de E. de: A.”, liquidando IVA à taxa normal; ¾	As restantes vendas e prestações de serviços não se encontram facturadas, nem registadas na sua contabilidade; ¾	Constam também alguns registos referentes a compras efectuadas pelo sujeito passivo a Espanha, as quais também estão devidamente registadas na sua contabilidade; ¾	São referidas algumas retiradas de dinheiro a favor do sobrinho, descritas como, "Ordenado H.”, "H. levou 355,00€”, "H. ... 300,00€ cheque + 175,00 dinheiro”, "H. 60,00 €”; ¾	É ainda referida uma retirada de dinheiro para despesas, descrita como, "Saiu 5 € para gasóleo”,   Contactados alguns clientes identificados no livro e de acordo com os autos de declarações prestados Anexo de 3, constatámos o seguinte: ¾	Estes identificam o fornecedor como sendo os "E.”, sendo que, até finais de 2002, as facturas eram emitidas pela sociedade ", Lda” e a partir de 2003, com a cessação de actividade desta sociedade, passaram a ser emitidas pelo sujeito Passivo, ; ¾	Os contactos efectuados com este fornecedor, "E.”, eram essencialmente efectuados na pessoa de H.: ¾	As entregas também elas eram essencialmente efectuadas pelo H., o qual utilizava, para o efeito, uma carrinha com publicidade aos "E.”; ¾	Sempre que os clientes contactavam com ambos, em simultâneo, ficavam com a ideia de que quem geria/comandava a oficina era o sujeito passivo ; ¾	O sujeito passivo, , só pontualmente aparecia junto dos clientes e quando o fazia era para efectuar os recebimentos; ¾	Após a cessação da sociedade ", Lda”, sempre que havia emissão de factura esta era emitida pelo sujeito passivo e em seu nome, tal como acima referido; ¾	Os pagamentos, quando efectuados através de cheque, eram emitidos à ordem de "A.”, "E.” ou "Fábrica de E.”.