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página 18 da sentença; 	Na verdade, afigura-se de mediana clareza ao Recorrente que, nos termos da lei, cadaliquidação corretiva ou adicional resultante de cada um dos apuramentos sucessivos efetuados pela administração tributária no âmbito dos seus poderes corretivos não pode deixar de constituir de per si e em abstrato um ato autónomo definitivo e executório, suscetível de lesar a situação jurídico-fiscal do sujeito passivo, e de ser sindicado, como tal, ao abrigo das regras gerais sobre direitos e garantias consagradas no CPPT, em cumprimento do disposto no artigo 26, n. 4, da CRP; 	Assim, em cada momento apenas poderá vigorar, para determinado exercício, uma sóliquidação, sendo esta, e só esta, nesse mesmo momento, o único ato tributário suscetível de constituir objeto legalmente possível de processo de reclamação ou impugnação; 	A tudo isto acresce ainda que o entendimento de que os sucessivos apuramentos efetuadospela administração tributária, de que resultam as sucessivas liquidações, não revogam as anteriores mas sim coexistem simultaneamente com aquelas, causam no Impugnante, ora Recorrente, como em qualquer outro contribuinte, uma intolerável e permanente situação de incerteza e insegurança quanto ao efetivo resultado fiscal a relevar em cada exercício, sendo que o único fator mitigador deste efeito adverso não pode ser outro senão o entendimento exposto pelo Impugnante, ora Recorrente, qual seja, o de que em cada momento só uma liquidação deve vigorar; 	Resulta, assim, evidente o erro de julgamento em que assenta a sentença recorrida; 1	Com efeito, sendo o ato tributário sub judice um ato autónomo e executório que reflete a correção controvertida pelo Recorrente, só restava ao Tribunal uma de duas alternativas: ou bem que conhecia da ilegalidade da correção controvertida, reconhecendo que o ato tributário sub judice já havia revogado as anteriores liquidações adicionais de imposto; ou, caso entendesse que o ato tributário sub judice, na parte em que refletia tal correção, fora por sua vez revogado pelo ato tributário posteriormente emitido em 2002 cf.