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E mesmo que nos atenhamos à tese intermédia – veja-se, a propósito, Pinto de Almeida, in " Responsabilidade Civil Extracontratual” no texto que apresentou no Curso de Especialização Temas de Direito Civil organizado pelo CEJ, a 02 de Março de 2010, disponível in http://www.trp.pt/ficheiros/estudos/pintoalmeida _respcivilextracontratual.pdf -, se, por um lado, se "afirma que não basta a simples privação do uso do bem, também não exige a prova de danos concretos e efetivos; será essencial a alegação e prova da frustração de um propósito real, concreto e efetivo de proceder à sua utilização.”, remetendo para o Ac STJ de 012008, no processo 08A3401 sempre conduziria, no nosso caso, à indemnização pela privação do uso, se atendermos ao facto de que o autor intimou diretamente a ré para que ela lhe entregasse a chave da fração a fim de a poder utilizar, bem como os seus bens que lá se.