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A causa de pedir apresentada pelos embargantes foi constituída pela seguinte matéria: - O prédio urbano com a superfície coberta de 64 m2 e logradouro com 136 m2, sito no, freguesia e concelho de Alcanena, inscrito na matriz sob o artigo, com o valor patrimonial de € 451,45 está na posse dos embargantes desde 16/4/94, bem como o prédio respeitante à matriz; - Posse esta que lhes adveio da outorga de contrato promessa de compra e venda com entrega das chaves e pagamento da totalidade do preço; - Prédios estes que os embargantes habitam desde essa data com a sua família, pagando as inerentes despesas decorrentes desta utilização, e neles comendo e fazendo a sua higiene pessoal, realizando obras, tendo celebrado a escritura pública de aquisição do prédio respeitante à matriz em 14/11/2005, o qual se encontrava com penhora registada a favor da Caixa Geral de Depósitos desde 22/6/200  A causa de pedir apresentada pelo autor nos presentes autos é constituída pelos seguintes factos: - A posse discutida nos embargos teve por base prédio errado, tendo havido um erro na identificação do imóvel, embora os atos relacionados com a posse se mantenham os mesmos alegados nos embargos; - Desde o início da posse, em 1994, o autor e a ex-mulher têm estado ininterruptamente na posse do prédio inscrito na matriz sob o artigo, de forma pública e pacífica, praticando actos de autênticos proprietários, pelo que há mais de 20 anos são vistos como donos e únicos possuidores do prédio, por toda a gente das redondezas, assim adquirindo o direito de propriedade não só por negócio de compra como também por usucapião, cujos efeitos retrotraem à data do início da posse.