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Não obstante as especialidades das várias leis transcritas, que nem sempre permitem dizer que a medida da "restituição/indemnização” é idêntica à que resulta da aplicação do instituto do enriquecimento sem causa22, não será despiciendo chamar a atenção que, quanto às benfeitorias úteis, se "custaram 20 e apenas valorizaram a coisa em 10, a obrigação de restituir não excederá o montante de 10, por ser este o valor com que o proprietário se enriquece à custa da outra parte”.23 E o que vimos de dizer é muito evidente na vigente Nova Lei do Arrendamento Rural 294/2009, de 13-10), em que, como se transcreveu, "a indemnização pelas benfeitorias úteis realizadas pelo arrendatário, com consentimento do senhorio, que revertam para este no fim do arrendamento, é calculada tendo em conta o custo suportado pelo arrendatário, as vantagens das quais o mesmo haja usufruído na vigência do contrato e o proveito patrimonial e de rendimentos que delas resulte, futuramente, para o senhorio.