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Dúvidas não subsistem de que RR criou, pois, uma realidade paralela, em muito sustentada numa teia electrónica que o mesmo teceu com recurso a perfis, chats – com destaque na recolha de prova que alcançou as conversas mantida com os arguidos AA, , BB e mesmo indivíduos de identidade não apurada - ’s n.s 3 e 7 - e redes sociais e que na sua megalomania orientada à perversão do abuso de menores, veio a contar com pessoas que seduziu e o seduziram, que manipulou e consentiram ser manipuladas ou que, pura e simplesmente, encontraram assinalável identificação depois de experiências de rejeição social real ou frustração advinda de limites relacionais de personalidades que, nas suas fundações mais profundas, ambicionavam o existencialismo humano como uma orgia global em que a purificação de crianças servia de pretexto essencial ao fito do mais cruel abuso sexual.