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– Fundamentação a) Factos provados  A Autora foi admitida ao serviço da Ré em 002001 para exercer, sob a direção, autoridade e fiscalização da segunda, as funções inerentes à categoria de servente, tendo posteriormente passado à categoria profissional de cozinheira de 3, auferindo o salário mensal ilíquido de 600,00 €;   A Ré mantém em funcionamento um refeitório/restaurante, sendo nesse local que a Autora executa as tarefas que aquela lhe determina, no horário de trabalho ajustado;   À Autora, no exercício das suas funções ao serviço da Ré, competia-lhe executar as seguintes tarefas: preparação e confeção das refeições e pratos ligeiros, elaboração/colaboração na elaboração das ementas, recebimento de víveres e outros produtos necessários à confeção das refeições e sua guarda e conservação, preparação do peixe, dos legumes e das carnes, execução de operações culinárias, limpeza da cozinha, utensílios e demais equipamentos;   Em novembro de 2016, após regressar de um período de baixa médica, e na sequência das limitações alegadas pela Autora quanto ao desempenho das suas funções, a Ré determinou que aquela fosse submetida a uma consulta de medicina no trabalho, que ocorreu em 112016, tendo sido considerada como "apta condicionalmente para o trabalho”, e recomendado que observasse um "ritmo de trabalho mais lento, com limitação na mobilização de cargas com os membros superiores”;   Em respeito de tais recomendações, e sempre que afirmava não conseguir realizar determinada tarefa, a Autora, por determinação da Ré, era substituída na sua execução por outra colega de trabalho;   Entre as datas de 112016 e 002018 a Autora esteve em situação de incapacidade temporária para o trabalho por motivo de doença natural, conforme certificados que durante esse período apresentou na Ré;   Em 202018, a Autora a seu foi submetida a consulta de medicina no trabalho, tendo sido considerada "inapta temporariamente até melhoria clínica por agravamento do quadro clínico no enquadramento das doenças profissionais caracterizadas”;   No período de 302018 a 002019 a Autora esteve em situação de incapacidade temporária para o trabalho por motivo de doença natural, conforme certificados que durante esse período apresentou na Ré;   Em 002019, quando regressou ao trabalho, a Autora solicitou ao representante da Ré que a colocasse a exercer funções numa das caixas de supermercado, ao que aquele respondeu negativamente, atendendo a que não dispunha de qualquer vaga ou necessidade de mão de obra para as referidas funções, não podendo dispensar qualquer trabalhadora desse local para colocar a Autora em seu lugar, e que a sua presença continuava a ser necessária para o exercício das funções para as quais foi contratada;  1 Em 202018 a Ré recebeu uma carta do mandatário da Autora, na qual se mencionava que por virtude da doença profissional que padecia a segunda, conforme relatório médico e fichas de aptidão entregues pela cliente que não foram juntas à não poderia continuar a desempenhar as funções que lhe estavam atribuídas nomeadamente trabalhar o dia todo com a máquina de descascar batatas ou outras que colidam com tal doença), e se propunha à primeira a consideração de duas possibilidades: "A) A integração da trabalhadora em funções e tarefas compatíveis com a sua doença profissional aquando do seu regresso ao trabalho; ou A rescisão do contrato de trabalho por acordo e recorrendo à inadaptação superveniente do trabalhador ao posto de trabalho com um acordo relativo ao montante da indemnização e créditos salariais que propomos já seja de 000,00 €”;  1 Quer após a consulta ocorrida em 112016, quer aquando do regresso ao trabalho na sequência das baixas médicas apresentadas, quer após o regresso da Autora em 002019, a Ré nunca lhe impos a realização de tarefas que contendessem com as limitações definidas na consulta de medicina no trabalho, dando-lhe total liberdade para escolher de entre as que importava as tarefas que podia executar sem dificuldades;  1 Por carta registada com AR datada de 202019, enviada à Ré no dia 202019 e por esta recebida em 302019, a Autora comunicou-lhe a sua pretensão de "resolução com justa causa nos termos do art.