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A Autora apresentou articulado de resposta à exceção, aduzindo os seguintes argumentos:  - O testamento deixado pela falecida , para além de instituir a Autora como legatária dos bens aí mencionados, instituiu-a também herdeira do remanescente dos seus bens, ou seja, de todos os seus bens, para além dos bens legados; - É o que consta da cláusula terceira do referido testamento: «En el remanente instituye heredera su sobrina MR, hija de su hermano »; - Em parte alguma do referido testamento é mencionado ou referido que o dito remanente deixado pela falecida  à Autora respeita apenas a bens sitos na paróquia de Queimadelos, Mondariz, em Espanha; - Da análise do testamento celebrado em 111989, por JM, este instituía o Réu como legatário dos seguintes bens e só: - «Quota de que é titular na sociedade comercial por quotas Leopoldo Barral e Barral, Lda., com sede no mercado do Rato, lojas 3 e 15, em Lisboa»; - «1/2 do prédio urbano sito na Rua , números , -A, -B e -, freguesia de Póvoa de Santo Adrião, concelho de Loures, inscrito na respectiva matriz sob o artigo n. »; - «1/2 de um terreno para construção, sito no Rossio da Amora, freguesia da Amora, concelho do Seixal, ..., designado por Lote  ..., inscrito na matriz predial rústica sob o artigo »; - «1/2 de um terreno para construção, sito no Rossio da Amora, freguesia da Amora, concelho do Seixal, ..., designado por Lote  ..., inscrito na matriz predial rústica sob o artigo »; - «1/2 de um terreno para construção, sito no Rossio da Amora, freguesia da Amora, concelho do Seixal, ..., designado por Lote  ..., inscrito na matriz predial rústica sob o artigo »; - Na mesma data 111989),  celebrou também testamento, através do qual instituía o Réu como legatário dos bens mencionados na cláusula anterior; - JM faleceu em .12001, enquanto  faleceu em .2013; - Em 21998, JMcelebrou um outro testamento, através do qual instituiu herdeira sua mulher, a identificada ; - Por sua vez, , por testamento outorgado em 22012, dispôs de todo o seu património, através de legados e instituiu herdeira do remanescente a aqui Autora; - Da análise da sucessão temporal dos testamentos acima mencionados pode constatar-se que, com o testamento celebrado em 21998, JM, ao instituir como herdeira a sua mulher, revogou integralmente o testamento anteriormente celebrado, em 111989, que instituía o Réu como legatário dos referidos bens; - Efetivamente, instituindo sua mulher como única herdeira de seus bens, tal instituição é, assim, incompatível com a disposição testamentária anteriormente manifestada, em 111989, facto que implica revogação tácita legal desta; - O mesmo se diz relativamente ao testamento outorgado no dia 111989 por , também ele revogado por força do testamento que a mesma celebrou posteriormente, em 22015; - Não obstante o acima exposto, resulta dos documentos juntos aos autos que os bens constantes dos legados nos referidos testamentos outorgados em 111989 não representam a totalidade dos bens sitos em Portugal e pertencentes à de cujus; - No que respeita à procuração, independente da sua expressa irrevogabilidade ou não, ela não consubstancia um ato de transmissão de bens para o Réu, como este pretende fazer crer na sua douta contestação, tentando confundir transmissão de bens com transmissão de administração de bens, sendo que esta obriga à necessária prestação de contas.