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Acordam no Tribunal da Relação de Guimarães  O. e mulher, , instauram acção declarativa, sob a forma de processo comum, contra A. P. e mulher, P., pedindo a condenação dos réus a:  A) Reconhecerem que sobre o seu prédio denominado Campo da ..., identificado no artigo  da petição inicial, existe uma servidão de passagem a favor do prédio dos autores, descrito no art 1, ponto , materializado no caminho carral referido nos art 11 a 13 da p., para trânsito de pessoas a pé ou com carros de duas mãos durante todo o ano, e com carros de lavoura, tractores agrícolas e animais, a exercer desde 30 de Setembro a 28 de Maio;  B) A reconhecerem aos autores o direito de alargarem o período da exercício da servidão acima referida, por forma a conseguir-se uma passagem permanente diária, de várias vezes ao dia, comprometendo-se os autores a oferecerem passagem permanente sobre o seu prédio designado por campo da ... identificado no art 1 ponto para o prédio dos Réus designado por campo da ... e melhor identificado no art 8 da p. Alegam, em síntese, que o prédio, denominado Campo do ..., que adquiriram, por compra e venda e, ademais, por usucapião, é, e sempre foi, totalmente encravado.