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Tal sucede nos presentes autos, pois que, como decorre da promoção do Ministério Público, a prorrogação das intercepções telefónicas solicitadas reporta-se apenas aos suspeitos da prática do crime de tráfico de estupefacientes p. e p. pelas disposições conjugadas dos artigos 21, n. 1, e 24, alíneas e, do Decreto-Lei n. 15/93, de 201 com última alteração introduzida pela Lei n. 7/2017, de 003), com referência à Tabela anexa ao referido diploma legal, indiciado nos autos: a saber, os enfermeiros B,  e , todos a exercer funções na unidade de saúde do Estabelecimento Prisional do Porto, mantendo-se tal meio de obtenção de prova indispensável para a descoberta da verdade e essencial às investigações, pois que não existe nenhuma outra diligência que assegure a descoberta da verdade material e que seja menos lesiva dos interesses e direitos fundamentais em causa nos autos, atendendo, entre o mais, que o crime em causa é cometido no interior de um estabelecimento prisional, por pessoas que nele exercem funções e que qualquer actividade das autoridades policiais encarregadas da investigação com recurso a meios tradicionais de obtenção de prova seria desde logo anotada, alertando os agentes do crime e arruinando qualquer tipo de diligências que se pretendesse encetar;  E, pese embora não existam até ao momento conversações com interesse para a prova, tal não significa que essa prova não venha a ser obtida com a prorrogação por mais noventa dias das intercepções telefónicas, porquanto estas continuam a mostrar-se indispensáveis para a descoberta da verdade e essenciais à investigação que, de outro modo, soçobrará por inexistir qualquer outra diligência passível de assegurar a descoberta da verdade material e a obtenção de prova, e que seja menos lesiva dos interesses e direitos fundamentais;  Por tudo isso, entendemos que, no caso dos autos, é manifesto que a prorrogação das intercepções telefónicas aos suspeitos B,  e  deveria ter sido deferida/autorizada nos exactos termos da promoção do Ministério Público que acima se mostra transcrita;  Pelo que, ao indeferir tal promoção, o Mm Juiz a quo interpretou e aplicou incorrectamente as normas dos artigos 268, alínea, 269, n. 1, alíneas e, 187, n. 1, alínea, e n. 6, e 189 todos do Código de Processo Penal.