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Ora, sendo certo que para merecerem tutela jurídica a avaliação da gravidade dos danos não patrimoniais tem de fazer-se segundo um padrão objetivo e não à luz de fatores subjetivos, de tal modo que os simples incómodos ou contrariedades não justificam a indemnização por danos não patrimoniais, tal com o não o justificam os sofrimentos ou desgostos que resultam de uma sensibilidade anómala, já não se aceita como justificação para a improcedência de tal pedido o argumento de que estamos perante danos que sempre se verificam em situações idênticas, de despedimentos ilícitos e, com o tal, que não legitimam a tutela do direito pois, a ser assim com o se defende na douta Sentença recorrida, o disposto no citado art.