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Para o efeito, recorda que o tribunal apurou tais factos, expressamente, com base nas declaraçõesdo arguido , prestadas em fase de inquérito perante o Ministério Público, nas declarações do arguido , prestadas em julgamento, todas conjugadas com o depoimento prestado em julgamento pelo militar da GNR, E. Perante tal fundamentação, o recorrente contrapõe o seguinte: a) as declarações do arguido  que foram produzidas em sede de inquérito, perante o Ministério Público, não poderiam ter sido valoradas pelo Tribunal "a quo", uma vez que a leitura das mesmas não foi feita na audiência apenas há uma confrontação com parte das declarações), nem tão pouco foi explicada a permissão da sua leitura e a sua justificação, nada constando na ata da audiência de discussão e julgamento, de 6 de Dezembro de 2016, sobre a leitura das declarações prestadas pelo arguido em fase de inquérito perante o Ministério Público, como é imposição legal; b) o depoimento da testemunha militar E, em julgamento, não referiu tudo quanto se mostra descrito no auto de notícia folhas 3-5), designadamente, a descrição da participação do arguido B nos factos que consubstanciaram a prática do crime;  ) as declarações do coarguido  não relataram a conduta provada do ora recorrente. )