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Como já disse em acórdão de 212018, que a ora Relatora também subscreveu, "não pode o julgador formar a sua convicção a respeito da matéria de facto controvertida a partir de eventuais elementos que sejam do seu conhecimento sem que tais elementos constem do processo e a ele tenham sido aportados em conformidade com os procedimentos probatórios legalmente previstos, isto é, de acordo com o "esquema metodicamente ordenado dos actos processuais destinados a permitir a utilização dos diferentes meios de prova” vide Antunes Varela, in Manual de Processo Civil, pág., o que, no que concerne aos documentos, implica, na fase da denominada "assunção de prova”, a respetiva junção aos autos ainda que por iniciativa do julgador ao abrigo do princípio do inquisitório).