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Como se sumariou ainda e mais recentemente no Acórdão do TCAN n 2671/11BEBRG, de 05-02-2021 a propósito do referido principio "utile per inutile non vitiatur”, "Tal princípio habilita o julgador, mormente, o juiz administrativo a poder negar relevância anulatória ao erro da Administração seja por ilegalidades formais ou materiais, mesmo no domínio dos atos proferidos no exercício de um poder discricionário, quando, pelo conteúdo do ato e pela incidência da sindicação que foi chamado a fazer, possa afirmar, com inteira segurança, que a representação errónea dos factos ou do direito aplicável não interferiu com o conteúdo da decisão administrativa, nomeadamente, ou porque não afetou as ponderações ou as opções compreendidas efetuadas ou nesse espaço discricionário, ou porque subsistem fundamentos exatos bastantes para suportar a validade do ato.