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9 - Mesmo na ideia que são tudo bons rapazes, o afirmado juízo de prognose situa-se num mero e singelo feeling, sem qualquer base de sustentação factual relativamente a um condenado em cumprimento de duas penas suspensas que deixou a inserção social e familiar que tinha permitido afastar-se do consumo, retomando o tratamento e reiniciado na vida activa profissional 10 - O condenado nos dias actuais e no momento da decisão ora em crise não tem um fio de vida minimamente estruturado, deixou de assumir as responsabilidades laborais recentemente criadas, abandonou o lar que o acolheu e com isso os familiares e desde Julho de 2016 não deu notícia ou conhecimento do seu paradeiro ou que tivesse optado por uma outra actividade laboral estável e promissora que evidencie o propósito de abraçar uma vida conforme ao direito 11 - Além disso, do que decorre do trajecto de vida e comportamento em cumprimento de pena em liberdade, é de alguém que desvaloriza o seu anterior trajeto criminal, desvalorizou completamente as anteriores decisões condenatórias, demonstrou uma diminuta adesão às obrigações determinadas no âmbito do plano de reinserção efetuado em sede de regime de prova, não colaborou com as equipas de reinserção social pelo seu acompanhamento e encontra-se em incumprimento daquela pena de prisão suspensa na sua execução no que envolve os deveres associados ao PRS e ao TIR aplicado em cada uma delas 12 - Ou seja, o condenado desbaratou as oportunidades que lhe foram proporcionadas por cada uma das decisões anteriormente proferidas no sentido de demonstrar um efetivo e real interesse em pautar o seu comportamento em adequação à censura que lhe fora dirigida com as anteriores condenações e à ameaça contida em cada uma delas mas, como vimos, com total malogro pois deixou de poder ser controlado e verificado.