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factos 11 e 12 dados como;  .1 Ora, face à reformulação da matéria de facto que se requereu supra, o Recorrente entende que alegada afirmação, ainda que seja dada como provada, não era suscetível de ser considerada idónea para o preenchimento do ilícito típico do crime de corrupção ativa;   1Na verdade, ainda que tal afirmação tenha sido produzida, e face ao estado de alcoolemia em que se encontrava, jamais qualquer destinatário de elementar discernimento jamais poderia tomá-la como sendo "declaração séria”;   1A única razão plausível para que os agentes policiais tenham relativizado tal afirmação é o facto do Arguido se encontrar notória e visivelmente embriagado, ao ponto de as suas declarações não  poderem ser consideradas inidóneas para constituir promessa séria de vantagem ilícita, suscetível de perigar o cumprimento das suas obrigações;  1 Note-se que não há outra interpretação possível para o significado da "relativização” efetuada pelos agentes da autoridade, que não seja a de não terem atribuído qualquer valor ao conteúdo dessas declarações;  1 Qualquer normal destinatário estaria em condições de perceber que as declarações prestadas por quem se encontrava naquelas circunstâncias não poderiam conter um sentido esclarecido, suscetível de criar no seu receptor a hipótese da sua aceitação ou rejeição;  1 Seria diferente se os agentes da autoridade tivessem relatado no auto de notícia e nos seus depoimentos que, perante a formulação do aliciamento, o mesmo teria sido prontamente recusado, o que significaria que teriam levado a sério a existência de uma peita criminosa;   2Ora, não é isso que o auto de notícia refere, nem foi isso que os agentes da PSP relataram nos seus depoimentos;  2 Pelo contrário, confirmaram que as declarações do Arguido resultavam da sua visível e ostensiva circunstância de embriaguez; 2 E nem se diga que esse estado ébrio se terá dissipado ao ponto dos agentes da PSP poderem, num momento posterior, considerar que a proposta poderia já ser suscetível de ser considerada idónea e que já não seria "a bebedeira a falar”;  2Isto porque, segundo o depoimento dos próprios agentes, o lapso temporal em questão se situou entre 20 a 30 minutos e que, durante esse período, o Arguido manteve esses sinais inequívocos de se encontrar sob a influência do álcool;  2Também a testemunha  H... , técnico forense, foi perentório ao afirmar que no lapso temporal de 20 a 30 minutos é impossível alguém reverter um estado de embriaguez;   2Motivo pelo qual, de acordo com a correta aplicação da teoria da causalidade adequada ao caso concreto, não é possível afirmar que, nas circunstâncias de facto apuradas, o Arguido pudesse formular uma promessa séria fosse do que fosse, a ponto de o seu destinatário a considerar idónea para aceitação ou recusa;  2 Na verdade, a relativização efetuada pelos agentes da autoridade tem o sentido inequívoco de que os mesmos não atribuíram qualquer importância, ou conteúdo intencional, às interjeições que o Arguido proferia num tom de voz arrastado e cambaleante;  2 Pelo que vem de ser dito, o Recorrente entende existir manifesto e flagrante erro de julgamento efetuado pelo Tribunal a quo, precisamente pelo facto de ter ignorado e omitido ostensivamente este relevante circunstancialismo na decisão proferida.