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O tribunal de primeira instância e, evidentemente as instâncias de recurso, não podem conhecer oficiosamente do vício de consentimento da testadora da coação moral, previsto no art 255 , gerador de anulabilidade da declaração testamentária, nos termos do n 2 deste normativo e art 2201 , nem da anulabilidade por usura prevista no art 282, n1, , dado que tais invalidades do aludido testamento apenas podem ser invocadas pelas pessoas em cujo interesse a lei as estabelece, nos termos do art 287, n1, e exigem que estas intentam a acção para esse efeito Ora, aqui autora, filha da testadora , instaurou esta acção declarativa contra a sua irmã, , pedindo que se declare a anulabilidade do testamento outorgado por , em 27/08/1999, lavrado no sexto Cartório Notarial do Porto, onde aquela legou, por força da sua quota disponível, à sua filha, a ré , a sua propriedade denominada Quinta E, situada na freguesia de , concelho de Paredes, com todos os seus pertences.