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O que sustenta é que o elevado valor dos juros de mora a pagar à autora se fica a dever não a um facto do recorrente mas à morosidade da Justiça, e que assim, atento o teor do preceito do artigo 804 n 2 do Código Civil apenas se impunha ao recorrente a responsabilidade pelos juros de mora "por causa que lhe seja imputável”, e que a condenação a que o recorrente foi sujeito peca por ilegalidade e violação de lei, sendo excessiva tal condenação, devendo ser calculada apenas e só tendo por base o período temporal que é imputável ao recorrente, não se levando em conta o período temporal em que o processo esteve "parado” no Tribunal a quo, devendo a condenação em juros de mora corresponder apenas ao período temporal que é efetivamente imputável ao recorrente.