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64 do P.que tem como epígrafe o "ónus a cargo do recorrente que impugne a decisão relativa à matéria de facto”, dispõe que:  "1 - Quando seja impugnada a decisão sobre a matéria de facto, deve o recorrente obrigatoriamente especificar, sob pena de rejeição:  a) Os concretos pontos de facto que considera incorretamente julgados;  b) Os concretos meios probatórios, constantes do processo ou de registo ou gravação nele realizada, que impunham decisão sobre os pontos da matéria de facto impugnados diversa da recorrida;  ) A decisão que, no seu entender, deve ser proferida sobre as questões de facto impugnadas.”  Como se escreveu no Acórdão deste Tribunal da Relação de Guimarães, de 12019, Relatora Vera Sottomayor, in www.dgsi.pt): "Importa referir que no nosso ordenamento jurídico vigora o princípio da liberdade do julgador ou da prova livre, consagrado no n. 5 do artigo 607 do CPC, segundo o qual o tribunal aprecia livremente as provas e fixa a matéria de facto em conformidade com a convicção que tenha formado acerca de cada um dos factos controvertidos, salvo se a lei exigir para a prova de determinado facto formalidade especial, ou aqueles só possam ser provados por documento, ou estejam plenamente provados, quer por documento, quer por acordo ou confissão das partes.