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66. todavia, tal evento não apresenta verdadeira autonomia, na medida em que uma modificação essencial da matéria de facto provada apenas será relevante para aquele efeito na medida em que também implique uma modificação essencial da motivação jurídica, sendo, portanto, esta que servirá de elemento aferidor da diversidade ou da conformidade das decisões centrada na respectiva motivação”, e, no mesmo sentido, Ferreira de Almeida, in, Direito Processual Civil, Volume , página 498 "conhecendo em o Supremo Tribunal de Justiça apenas de "matéria de direito os "elementos de aferição” das aludidas "conformidade” ou "desconformidade” das decisões das instâncias os chamados elementos "identificadores” ou "diferenciadores”) têm de circunscrever-se à "matéria de direito” questões jurídicas); daí que nenhuma divergência das instâncias sobre o julgamento da "matéria de facto” seja susceptível de implicar, "a se”, a "desconformidade” entre as decisões das instâncias geradora da "admissibilidade da revista”.”  Na Jurisprudência, assumindo idêntica orientação, Acórdãos do Supremo Tribunal de Justiça de 29 de Junho de 2017 e de 9 de Julho de 2015, in, www.dgsi.pt e Sumários, 2015, página 428, respectivamente, e decisão singular do Supremo Tribunal de Justiça Processo n. 18983/17T8LSB.LS1 desta 7 Secção Cível, proferido em 20 de Fevereiro de 2020, pelo relator da presente decisão singular.