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Sustenta para o efeito, em suma, que impugnando na ação a decisão contida no ofício datado de 17/11/2016 que lhe foi notificado em 30/11/2016, e o prazo de três meses previsto no artigo 58 n 1 alínea do CPTA, começou a contar no dia 01/12/2016; que se nos termos do artigo 14 do anterior CPC o prazo é contínuo, suspendendo-se, no entanto, durante as férias judiciais, salvo se a sua duração for igual ou superior a seis meses ou se tratar de atos a praticar em processos que a lei considere urgentes, o prazo de três meses previsto no artigo 58 do CPTA deverá ser convertido num prazo de noventa dias, por aplicação do disposto no artigo 27 alínea do Código Civil, perante a necessidade de contabilizar a suspensão decorrente do período de férias judiciais; que no caso o prazo de impugnação se suspendeu durante as férias judiciais do Natal, isto é, de 22/12/2016 a 03/01/2017; e que, assim, a ação, que deu entrada a 01/03/2017, é tempestiva uma vez que o prazo para a sua propositura terminava a 13/03/201  Da análise e apreciação do recurso 1 Cumpre primeiramente começar por contextualizar que tendo a ação sido instaurada em 01/03/2017, por conseguinte, no âmbito da vigência do CPTA na versão decorrente da revisão operada pelo n. 214-G/2015, de 2 de outubro, como resulta do seu artigo 15 ns 1 e   O que, aliás, foi atendido pelo Mm Juiz a quo.