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Na verdade, não podendo negar-se a direta ligação à proposta que a Ré fez de cessação do contrato de trabalho por acordo, que a Autora não aceitou, aquela sujeitou esta a uma situação que como se concluiu anteriormente se configura como de assédio moral, de gravidade evidente, pois que, para além da retirada de prestações pecuniárias a que como se viu a Autora tinha direito apenas essas pois e não já a referente à, esta colocou, depois aliás de lhe atribuir funções temporárias para as quais sabia ou devia que a mesma sequer tinha habilitações e conhecimentos, numa situação de inatividade profissional – em clara violação do direito que a esta assiste de efetivo desempenho dessa atividade –, ficando pois sem funções atribuídas, no contexto a que já aludimos anteriormente e que resulta da factualidade provada – sendo que, acrescente-se, como também o Tribunal a quo o refere, não se demonstraram "quaisquer factos passíveis de justificar a desnecessidade do serviço que a A. se encontrava a desempenhar, aquando da apresentação da proposta para cessação do contrato de trabalho” –, situação que perdura por um período já considerável, causando o descrito procedimento, como se provou ponto 9), à Autora, "distúrbio emocional, consternação, desgosto, vergonha e ansiedade, levando-a a necessitar de ajuda médica e medicamentosa, para tratamento da depressão reactiva que por causa disso padeceu”.