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De resto, e conforme realça a recorrida nas suas contra-alegações, o próprio Parecer jurídico junto pela recorrente, vai no sentido de afastar a qualificação de contrato a favor de terceiro, pois reconhece que, "por regra, os terceiros não são abrangidos pelo alcance vinculativo do texto contratual, exceptuando os casos em que as partes quiseram atribuir a um terceiro um concreto direito subjetivo ou um âmbito de proteção juridicamente relevante”, sendo que os Professores subscritores do Parecer responderam à consulta que lhes foi feita pela autora, afirmando que a "cláusula 1/3 do Contrato de Concessão tem eficácia de proteção dos terceiros que adquiram combustível no posto de abastecimento do Aeródromo de Cascais”, o que exclui a qualificação como contrato a favor de terceiro defendida, em primeira linha, pela autora no seu recurso cfr.