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Juiz expressamente reconhece que, por na pendência dos autos, em 15/04/2013, esses juros já haverem sido pagos pelo Recorrente, nada mais tem o mesmo a pagar à Recorrida, a esse título; 21 - Pelo que, a Sentença sob recurso ao condenar novamente o Recorrente ao pagamento desses juros, tal consubstancia-se numa condenação indevida, por injustificada e sem fundamento legal, em virtude desses juros já haverem sido pagos à Recorrida, na pendência dos autos e em momento anterior à prolação da Sentença; 22 - Impunha-se assim, face à factualidade provada, decisão diversa da que foi proferida pelo Tribunal; 23 - Do exposto resulta que o Tribunal a quo incorreu assim na violação do disposto na alínea do n 1 do artigo 615 do CPC, porquanto os fundamentos da decisão de condenar o Recorrente a pagar à Recorrida os juros de mora por atraso nos pagamentos das faturas, do probatório e das referentes às indemnizações pelas três Suspensões dos Trabalhos por não pagamento desses juros até à, encontram-se em contundente oposição com a decisão factualidade dada como provada no descritivo do ponto dos fundamentos da Sentença e da Decisão transcrita na conclusão num quadro de clara ambiguidade ou obscuridade que, nesse ponto de vista, tornam a decisão ininteligível; 24 - A Sentença recorrida incorreu assim na violação do artigo 615, n 1, al do CPC, o que se invoca desde já para todos os efeitos legais, nos termos do disposto no artigo 615, n 4 do CPC; 25 - Consequentemente, mal andou o Tribunal a quo a decidir como decidiu, condenando o Recorrente a pagar à Recorrida juros de mora, quando esses juros já se encontravam pagos desde 15/4/2013, impondo-se assim a revogação da Sentença sub judice.