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3 - Quando a acção deva ser julgada por tribunal singular, a sentença é proferida pelo juiz do processo, mesmo quando intervenha o tribunal colectivo” Sobre a aplicação do regime previsto no CPC para a tramitação das ações comuns, embora no tocante à seleção da matéria de facto/instrução da causa, veja-se o que se diz no acórdão deste Tribunal Central Administrativo Sul, proferido no processo n 09036/12, datado de 04-05-2017, disponível para consulta em www.dgsi.pt e onde se sumariou que "no quadro normativo decorrente das disposições conjugadas dos artigos 511 n 1, 513, 552 n 2, 577 n 1, 623 n 1, 638 n 1 e 787 do CPC antigo anterior ao CPC novo aprovado pela Lei n 41/2013), a aplicar nos tribunais administrativos no âmbito da ação administrativa comum sob a forma de processo sumário, por efeito do disposto no artigo 35 n 1 do CPTA, o juiz da causa deve atentar aos posicionamentos expressos pelas partes nos seus articulados, de modo que existindo matéria de facto controvertida que releve para a apreciação da causa, à luz das várias soluções jurídicas possíveis, deve ser selecionada fase de saneamento a matéria de facto assente e a que se mostra controvertida, esta elencada na base instrutória, seguindo-se ulterior fase de instrução e só após o respetivo julgamento, dando-se os mesmos como provados ou não provados em face da prova que tenha sido produzida.” Assente que está a aplicação do regime previsto no CPC, quando estivesse, à data, em causa a tramitação de uma ação administrativa comum, note-se que o art 510 do CPC n. 329-A/95, de 12 de, referente ao "Despacho saneador”, dizia o seguinte: "1 - Findos os articulados, se não houver que proceder à convocação da audiência preliminar, o juiz profere, no prazo de 20 dias, despacho saneador destinado a: a) Conhecer das excepções dilatórias e nulidades processuais que hajam sido suscitadas pelas partes, ou que, face aos elementos constantes dos autos, deva apreciar oficiosamente; b) Conhecer imediatamente do mérito da causa, sempre que o estado do processo permitir, sem necessidade de mais provas, a apreciação, total ou parcial, do ou dos pedidos deduzidos ou de alguma excepção peremptória.