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FUNDAMENTAÇÃO DE FACTO  O tribunal recorrido fez consignar como matéria relevante para a apreciação da competência internacional dos tribunais portugueses o seguinte:  "À data da propositura desta ação, os factos relevantes, tal como configurados pelo autor, são os seguintes:  a) O autor refere ser jogador de futebol artigo  da petição; b) A ré é uma sociedade norte-americana, com sede no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América; ) A ré dedica-se à exploração, distribuição e venda de jogos nos Estados Unidos da América, Canadá e Japão, sendo certo que o autor não alega que a ré o faz em Portugal artigos  e  da petição – ou seja, de acordo com a própria alegação do autor, não há qualquer atuação da ré em território nacional; ) O autor refere, ainda, que "a ré conta com várias subsidiárias, entre as quais se destaca, na Europa, a Y” artigo  da petição, o que demonstra mais uma vez que a ré não atua em Portugal ou, sequer, na Europa; e) O ato ilícito que o autor imputa à ré consiste na utilização da sua imagem que ocorrerá aquando a produção dos jogos objeto dos presentes autos, sendo certo que a produção dos jogos não ocorre em Portugal – algo que o autor tão pouco alega; f) De igual modo, em momento algum, o autor afirma em toda a petição inicial que a ré vende, em Portugal, os jogos FIFA e FIFA MANAGER, chegando mesmo a reconhecer, quanto a versões antigas dos jogos, que os mesmos são comercializados por terceiros artigos 2 e 3 da petição; g) Nenhum dano é alegado ou concretizado, pelo autor, na petição inicial, como ocorrendo em Portugal”.FUNDAMENTAÇÃO DE DIREITO  O Recorrente veio interpor o presente recurso por se não conformar com a decisão proferida pelo tribunal a quo que julgou o tribunal incompetente internacionalmente para apreciação e decisão da presente ação e absolveu a Ré da instância.