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A jurisprudência, sem qualquer excepção, respondia negativamente a tal questão6, tendo essencialmente por pressuposto estarmos em presença de figuras distintas e com fins diversos: "A garantia hipotecária de que goza a quantia exequenda tem uma finalidade própria dirigida directamente ao contrato feito entre o credor e o devedor e, portanto, funciona somente em relação ao crédito”; "a caução a prestar para a suspensão da execução tem outro objectivo: destina-se a garantir o exequente contra o retardamento da execução derivado da suspensão, pondo-o a coberto dos riscos da demora no seguimento da acção executiva” Apresentando-se também conformes a este entendimento Lopes Cardoso e Rodrigues Bastos A restante doutrina, por seu turno, seguia predominantemente caminho diverso9, partindo do entendimento de que é "função estrita da caução a mera garantia da dívida exequenda e não também a de cobrir os prejuízos resultantes da demora no seguimento da acção executiva”.