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Vitima especialmente vulnerável é, nos termos do artigo 67-A, n1,, do CPP, "a vítima cuja especial fragilidade resulte, nomeadamente, da sua idade, do seu estado de saúde ou de deficiência, bem como do facto de o tipo, o grau e a duração da vitimização haver resultado em lesões com consequências graves no seu equilíbrio psicológico ou nas condições da sua integração social;” e no n 3, vem referido que "As vítimas de criminalidade violenta e de criminalidade especialmente violenta são sempre consideradas vítimas especialmente vulneráveis para efeitos do disposto na alínea do n. ” A vitima de abuso sexual de criança é, nos termos da lei, considerada vítima especialmente vulnerável quer face ao disposto no artigo 1,, do CPP que considera "Criminalidade violenta' as condutas que dolosamente se dirigirem contra a vida, a integridade física, a liberdade pessoal, a liberdade e autodeterminação sexual ou a autoridade pública e forem puníveis com pena de prisão de máximo igual ou superior a 5 anos.” Quer face ao disposto na alínea "´Criminalidade especialmente violenta' as condutas previstas na alínea anterior puníveis com pena de prisão de máximo igual ou superior a 8 anos;” Assim, a ofendida nos presentes autos, é vítima especialmente vulnerável, uma vez que os factos indiciados nos autos por configurarem crimes de abuso sexual de criança, previstos e punidos pelo artigo 171, n1, e n 2, do CP, com penas de prisão de um a oito anos, e de três a dez anos, respectivamente, são considerados criminalidade violenta e especialmente violenta.