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Entendeu a decisão sob recurso acolher a liquidação dos juros apresentada pelo AE por a considerar conforme ao título executivo, referindo: "a interpretação do acórdão modificativo impõe que se conclua que o mesmo não visou afastar os efeitos do acórdão primitivo anteriores a 22012 e daí os juros serem devidos sobre os cinco milhões até esta data, pelo que, também não visou revogar o primeiro acórdão no que respeita à data inicial de contagem desses juros, nem fazer qualquer correcção ao julgamento do primeiro acórdão quanto a serem devidos juros desde a citação.”   Afigura-se que a decisão sob recurso colocou bem a questão quando entendeu que o que está em causa é a interpretação do título executivo que representa agora a segunda decisão arbitral, no sentido de se definir em que termos é que alterou a primeira.