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3 Por todo o exposto, entendem os Recorrentes que o Tribunal a quo no Despacho recorrido, mais uma vez, não vai ao cerne da questão que era a de saber se, no caso em concreto, os resultados probatórios almejados podiam, sem dificuldade particularmente acrescida, ser alcançados por meio mais benigno de afronta aos direitos fundamentais que as interceções telefónicas, pois se o Tribunal tivesse ponderado sobre o cerne da questão teria concluído – sem grandes dificuldades ou estudo - que efetivamente as interceções telefónicas, no caso em concreto, não eram a única diligência capaz de fazer carrear para os autos elementos probatórios idóneos à descoberta da verdade, tanto mais que o processo contam com dezenas e dezenas de relatos de vigilâncias externas, fotografias, abordagens a consumidores, apreensões e buscas com apreensões de droga sem que para todas elas tenham sido necessárias ou imprescindíveis as interceções telefónicas arbitraria e ilegalmente autorizadas.