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Entende a sentença, baseando-se na posição de Agostinho Cardoso Gudes in O exercício do direito de Preferência, publicações Universidade Católica, páginas 152 a que não basta a prova do encrave à data do início da posse do beneficiário, pois é necessário provar também que o proprietário do prédio serviente consentiu na posse para evitar o recurso à constituição coativa da servidão, mas nada na lei nos leva a essa conclusão: basta que o prédio dominante necessite do serviente para poder acesso suficiente à via pública para se considerar que se está perante servidão legal, já constituída e que, em abstrato, se constituiu o poder potestativo de exigir a constituição de uma servidão legal, limitativa da normal utilização do prédio serviente, que justifica o direito de preferir concedido ao titular deste último.