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No que respeita à legitimidade activa dos recorrentes, com base no interesse difuso e/ou colectivo, o Tribunal recorrido assentou a decisão em duas circunstâncias, a saber: primeiro, entendeu que a providencia cautelar "embargo de obra nova” prevista no artigo 397 n1 do, teria a sua aplicação "afastada”, por virtude do previsto nos artigo 55 n 1, alínea e n 2, do CPTA; bem como, não seria susceptível de ser aplicada, por força do artigo 9 n 2, do CPTA; e, segundo, na perspectiva da sentença "a quo”, cumpriria "notar que os nossos Tribunais Superiores já tiveram, por diversas vezes, oportunidade de se pronunciar justamente sobre esta temática”; e, concretamente, através dos Acórdãos do Tribunal Central Administrativo Sul, Processos ns 213/09BEFUN, 211/05BEFUN, e, 165/00BEFUN, de 102018, 102020 e 112020, respectivamente, sufragaram o entendimento que inexistiria legitimidade activa, para se requerer "embargo de obra nova” sustentada em interesses difusos, do jaez daqueles que os recorrentes visam proteger.