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118-119) e os que entendem em sentido oposto, fazendo-o, essencialmente, à luz de dois motivos: porque se o próprio tribunal não está inibido de ouvir as partes não se justifica impedir uma delas de requerer o depoimento de parte em relação à outra e ainda porque, embora o depoimento de parte seja o meio comum para obter a confissão, o mesmo não se esgota nessa vertente confessória, podendo e devendo, em qualquer caso, sempre ser livremente valorado pelo tribunal em sede de apreciação de prova neste sentido, vide Acórdão desta Relação de 12 de Abril de 2011, processo 737/09T6AVR-B.C1, em dgsi.pt, e, na doutrina, em momento mais recuado no tempo, Américo Campos Costa, "O depoimento de parte sobre factos relativos a direitos indisponíveis”, in Revista dos Tribunais, Ano 7, pgs.