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Contra o assim decidido insurge-se a apelante, defendendo, por um lado, que "também se insere nos direitos dos proprietários de um imóvel, o direito à insolação recebendo a luz e o calor do sol” – "a obra nova que se encontra a ser erigida com os contornos supra descritos, nomeadamente, pelo facto de apresentar uma altura de fachada superior ao do imóvel que lhe precede, reduz e torna ineficiente a iluminação a acontecer por via natural no imóvel assim como a livre aragem do imóvel da Recorrente” – afrontando "directa e irremediavelmente o direito de propriedade da Recorrente, e não, salvo melhor opinião, "direitos de personalidade reflexos”, conforme entendido pelo tribunal a quo” – Por outro lado, alega que "não se dignou o tribunal a quo a analisar outro dos argumentos aduzidos pela Recorrente, a saber, a circunstância de a obra nova violar flagrante e irremediavelmente as normas que se acham contempladas no R.G.E.U.