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A ré replicou, em 23-10-2018, reiterando que "pelo seu requerimento de 03-07-2018, procedeu à liquidação dos danos que a litigância de má-fé da A. lhe causou” nos termos do art 543, n 3, CPC, salientando que a autora "confunde deliberadamente a liquidação dos danos por litigância de má-fé artigo 543, n 1, do com a nota discriminativa e justificativa de custas de parte artigo 25 do” e que "não estamos situados no âmbito da reclamação de custas de parte, mas, sim, no âmbito da reclamação de danos causados por litigância de má-fé, caso em que é concretamente aplicável o disposto no artigo 543 do CPC.”  Acrescentou, ainda, que "também não assiste razão à A. quando – mais uma vez, deliberadamente – confunde os honorários do mandatário referidos no artigo 543, n 1, do CPC com os honorários do mandatário referidos no artigo 533, n 2, alínea, do mesmo diploma”, que "Uma coisa são as despesas com os honorários do mandatário determinadas pela litigância de má-fé, caso em que rege o citado artigo 543, ns 1, 3 e 4, do CPC " e " Outra, bem diferente, são os honorários do mandatário que a parte vencedora tem direito a reclamar em sede de custas de parte, que, nesse caso, são determinados nos termos do disposto nos artigos 533, n 2, alínea, do CPC e 26, n 3, alínea, do RCP” e que "Também por essa razão – isto é, por estarmos perante uma liquidação de danos em sede de litigância de má-fé e não uma reclamação de custas de parte –, a Ré não tinha que apresentar a nota discriminativa e justificativa de custas de parte, aludida no artigo 25, n 1, do RCP.”  De qualquer modo, mais referiu que "Mesmo que não tivesse direito à indemnização peticionada – o que se admite por mera cautela e dever de patrocínio –, a Ré, em face da condenação da A. nas custas do processo, tem sempre direito a reclamar desta o montante de € 244,00 a título de custas de parte, nos termos dos artigos 25 e 26 do RCP”, que "O requerimento da Ré de 02018, procedendo à identificação discriminada do montante das custas de parte suportadas pela Ré na ação, configura uma verdadeira nota discriminativa e justificativa de custas de parte, nos termos e para os efeitos previstos no artigo 25, ns 1 e 2, do CPC.” E que "para além disso, esse requerimento foi apresentado no prazo a que alude o citado artigo 25, n 1, do RCP, sendo, assim, tempestivo”, que "Os montantes reclamados a título de custas de parte, para além de não terem sido impugnados, são objetivos e estão perfeitamente documentados nos autos”, que "Os montantes reclamados a título de honorários do mandatário estão conformes com os usos da comarca o valor/hora cobrado está, aliás, situado abaixo do comummente praticado na comarca de e são adequados ao volume e complexidade do processo, em face da multiplicidade das questões jurídicas nele suscitadas e que o foram perante três instâncias distintas 1 instância, Tribunal da Relação e Tribunal”, que ”As despesas com deslocações são confirmadas pelo teor das atas de audiência prévia e das três sessões de julgamento juntas aos autos – que confirmam a presença do subscritor nessas diligências –, sendo a distância entre o escritório do advogado Viana do e a vila de Caminha um facto objetivo e perfeitamente demonstrável.”  E concluiu: "TERMOS EM QUE deve indeferir-se o requerido, condenando-se a A. no pagamento da indemnização peticionada pela Ré em face da sua condenação como litigante de má-fé, nos termos do disposto nos artigos 542, n 1, e 543 do CPC, ou, em via subsidiária, no pagamento das custas de parte reclamadas, em face da condenação da A. nas custas do processo.” 6  A autora ainda treplicou, por requerimento de 05-11-2018, salientando o que se decidiu no tal outro processo análogo e juntando novamente a sentença e acórdão neste proferidos.