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2–Verifica-se, contudo, que: O tribunal a quo omitiu e não avaliou outras expressões denunciadas, proferidas nesse episódio/ dia, nomeadamente expressões gestuais, de relevo; nos parece ser evidente a qualquer homem médio ter sido a integridade física e a vida do assistente os bens pessoais que o arguido anunciou querer atingir; nunca foi relatado muito menos pelo próprio arguido que se remeteu ao silêncio em todo o, porque inexistente, um qualquer contexto de desentendimento mas apenas de "ataque" premeditado, não provocado e unilateral por parte do arguido; este comportamento unilateral do arguido está longe de se mostrar um comportamento isolado ou ˙nico, tendo, "apenas", dado o contexto em que foi executado, sua gravidade e impacto, sido a "gota de água" que impôs que o assistente se defendesse com recurso às regras do Estado de Direito; as circunstâncias em que foram proferidas as ditas expressões foram, a nosso ver, incompreensível e gravemente desvalorizadas pelo tribunal a quo, ou melhor e mais grave, foram invertidas na sua relevância, pois as mesmas não só se demonstram a idoneidade de tais expressões serem consideradas como sérias pelo assistente como, a nosso ver, agravam, em muito, essa virtualidade, resultando num compreensível e evidente medo e inquietação, susceptíveis de prejudicar a liberdade de determinação do assistente, como prejudicaram.