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Entendeu, porém, o Tribunal a quo tê-lo feito extemporaneamente, já que, dispondo para o efeito de um prazo de 10 dias, contados da apresentação das ditas listas de créditos reconhecidos e não reconhecidos pela Administradora da Insolvência, tendo a mesma ocorrido em 23 de Dezembro de 2020, sendo contínuo e correndo em férias face à natureza urgente dos, há muito que estaria decorrido em 11 de Janeiro de 202  Contudo, e salvo o devido respeito por opinião contrária, não se sufraga aqui esse entendimento, uma vez que, nem se encontrava cumprido o pressuposto da consagração do regime sucessivo e automático dos prazos de reclamação e verificação e créditos, nem a natureza urgente do processo de insolvência que justificou aquele se pode sobrepor à garantia constitucional de um processo equitativo.Interpretação teleológica Com efeito, não tendo a Administradora da Insolvência cumprido o prazo legal de apresentação das listas de créditos reconhecidos e não reconhecidos recorde-se, de 15 dias, após o termo do prazo da reclamação de créditos), que terminaria a 24 de Outubro de 2020, tornou impossível aos credores conhecer antecipadamente o momento em que o faria.