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A este propósito, basta lembrarmo-nos daquelas situações muito vulgares de pais absolutamente disfuncionais por comportamentos aditivos graves e igualmente graves enfermidades mentais, a quem outros filhos já foram retirados por clara negligência, e que vêem o seu filho recém-nascido sair da maternidade directamente para um centro de acolhimento, aí até o visitando e até demonstrando indícios de afecto pela criança – objectivamente, estes pais ainda não tiveram oportunidade de colocar em perigo concreto o seu filho, precisamente porque ainda o não tiveram nos seus braços a sós, sendo óbvio que ninguém o irá entregar às suas mais do que suspeitas pessoas só para saber se, agora, com este filho, a alínea também poderá entrar em acção – basta assim a história pessoal passada dos pais – repetimos, grave e negra, em termos de condições objectivas e subjectivas para cuidar de uma criança –, e a prognose de que este comportamento disfuncional não se inverteu nem existe a probabilidade de se vir a inverter num futuro próximo, para que esta alínea possa funcionar para efeitos de se considerar uma criança em estado de adoptabilidade».