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Aduz, em defesa a tese de que: as circunstâncias especiais que alegadamente rodearam esta situação — atitude das magistradas antes de a autora tomar posse, local de trabalho separado dos colegas, tarefas atribuídas, provocação e desprezo da magistrada no dia dos factos, a circunstância de não se ter tratado de um ataque premeditado, intencional e gratuito contra a magistrada, mas de uma forma de defesa da arguida, perante tal grau de injustiça, desprezo e vexame — levavam à conclusão de que deveria ser aplicada sanção disciplinar inferior à suspensão; na aplicação das sanções disciplinares deve atender-se aos critérios gerais enunciados nos artigos 18 a 18 da LGTFP e à natureza há serviços de relevância, à missão e às atribuições do órgão ou serviço, ao cargo ou categoria do trabalhador quando mais categorizado o funcionário mais exigente é o comportamento exigido - e a autora é uma mera escrivã, às particulares responsabilidades inerentes à modalidade do seu vínculo de emprego público, ao grau de culpa diminuído neste caso atentas as circunstâncias do caso, à sua personalidade não pode ser avaliado por igual o infractor ocasional e normalmente avesso ao incumprimento dos deveres funcionais e aquele que por sistema manifesta tendência para a violação de tais e a todas as circunstâncias em que a infracção tenha sido cometida que militem contra ou a favor dele - o que não foi tido em conta; também tinham de ser apreciadas e relevadas as circunstâncias dos art.s 19 e 19 do mesmo diploma legal, caso as mesmas tenham lugar, o que também não tomou lugar; ainda que se entenda que deve ser aplicada a pena de suspensão à autora, a pena de suspensão de 45 dias é totalmente desproporcional e excessiva, em face dos factos, até mesmo se considerarmos que no máximo pode ir até aos 90 dias e ainda lhe foi aplicada a pena de transferência naquela comarca, sem meios de transporte públicos regulares e diários, pelo que, na pior das hipóteses, deve ser reduzida a medida da pena de suspensão) e aplicada, apenas, a suspensão, até porque nada obsta à sua manutenção naquele local, além de que a participante e a magistrada do Ministério Público já não estão no serviço em causa, tendo inclusivamente saído do tribunal alguns colegas da demandante do tribunal, nomeadamente o senhor escrivão de direito; a autora é uma pessoa doente, já foi sujeita a 2 transplantes de medula, tem as defesas muito baixas e cansa-se com muito mais facilidade, pelo que, impor-lhe viagens, que podem ir dos 20 km x 2 aos 100 kmx2 por dia, entre a sua residência e o seu local de trabalho, poderá causar-lhe mais problemas de saúde - além de que, devido a esses problemas, pertence a um grupo de risco, até mesmo para efeito da COVID-19; por outro lado, com a saída das magistradas, o ambiente tem sido cada vez melhor e a demandante até já regressou à secção onde exerce funções juntamente com os demais colegas, existindo um bom ambiente de trabalho, tratando-se o evento sub judice de um caso isolado.