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É por isso que a lei não se refere à prática de um crime, como fazia na redacção originária do Código, mas simplesmente à prática de um facto ilícito típico.»  E acrescenta: «Para a perda é ainda necessário que os objectos ponham em perigo a segurança das pessoas, a moral ou a ordem públicas, o que significa que os objectos hão-de ser perigosos, isto é, "que atenta a sua natureza intrínseca”, a sua "específica e co-natural utilidade social” se mostrem especialmente vocacionados para a prática criminosa.» Figueiredo Dias, relativamente à expressão «estivessem destinados a servir, faz uma leitura algo distinta da perfilhada por Germano Marques da Silva, interpretando tal expressão como significando não ser necessário que o crime se haja consumado ob.