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Os valores inscritos no campo A5011- Provisões, do quadro 03-A, da declaração anual de informação contabilística e fiscal de 2010, 2011 e 2012, respetivamente de € 31 032,84, € 38 638,89 e de € 114 220,03, foram calculados de acordo com o disposto nos artigos 35, n1,1 e 36, n22 do CIRC, ou seja: Os créditos resultam da atividade da empresa faturas de venda mercadorias e estão em mora há mais de  Tendo em conta o disposto nos artigos 233, 35 n1, e 36, do CIRC, considera-se que os valores registados na contabilidade em 2010, 2011 e 2012, a título de "perdas por imparidade em créditos de clientes” e evidenciados na IES no campo A5011-Provisões, no valor de € 31 032,84, € 38 638,89 e de € 114 220,03, respetivamente, não reúnem as condições para a sua aceitação como gasto do exercício pelos seguintes motivos:   Não foram exibidas provas objetivas de imparidade e de terem sido efetuadas diligências para o seu recebimento;   Tendo em conta a data das faturas nem sempre foi cumprido o critério da mora conforme previsto no artigo 36 n2 do CIRC, conforme se exemplifica:  )	Cliente n306- E.  IMAGEM  Fatura: 2101, de 2008-12-31:  Data de vencimento: 2009-01-31  1 CIRC, Arigo 35, n1 - Podem ser deduzidas para efeitos fiscais as seguintes perdas por imparidade contabilizadas no mesmo período de tributação ou em períodos de tributação anteriores:  aa) As relacionadas com créditos resultantes da actividade normal que, no fim do período de tributação, possam ser considerados de cobrança duvidosa e sejam evidenciados como tal na contabilidade; 2 CIRC, artigo 36, 1 – Para efeitos da determinação das perdas por imparidade previstas na alínea do n. 1 do artigo anterior, consideram-se créditos de cobrança duvidosa aqueles em que o risco de incobrabilidade esteja devidamente justificado, o que se verifica nos seguintes casos:  a) O devedor tenha pendente processo de insolvência e de recuperação de empresas ou processo de execução;  b) Os créditos tenham sido reclamados judicialmente ou em tribunal arbitral; Redacção da Lei n.55-A/2010, de 31 de  ) Os créditos estejam em mora há mais de seis meses desde a data do respectivo vencimento e existam provas objectivas de imparidade e de terem sido efectuadas diligências para o seu recebimento.