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17-do CIRE mas que esta nunca chegou a apresentar, optando por se apresentar nos termos do art 17-, instaurando os presentes autos; que o plano que nestes autos a recorrente apresentou não corresponde ao que no âmbito daquelas negociações as credoras manifestaram intenção de aceitar mediante determinadas condições, condições que a recorrente então ignorou e continuou a ignorar no âmbito das negociações destes autos; que, ao verificaram o estado da certidão do imóvel da recorrente sobre o qual incidente hipoteca em beneficio das credoras, aperceberam-se que em 2019 foi inscrito contrato de arrendamento pelo prazo de 10 anos registado a favor de sociedade constituída pela recorrente, contrato que reduz os potenciais rendimentos da recorrente à renda de € 000,00 mensais por aquele prevista uma vez que deixou de explorar a atividade hoteleira, que a incapacita de cumprir com as obrigações assumidas, e que foi realizado com o intuito de enganar e prejudicar a garantia dos seus credores; que na ausência de resposta ao pedido de clarificação e alteração da proposta que submeteram à aprovação dos credores informaram a recorrente que, se não fossem alteradas as condições por elas identificadas, iriam votar contra a aprovação do plano, o que a recorrente ignorou; que não se vincularam a nenhuma proposta concreta no âmbito deste PER e apenas manifestaram a sua concordância em participar em negociações para a aprovação de um plano de recuperação; concluindo não existir situação objetiva de legítima confiança da recorrente pressuposta pelo abuso de direito.