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A Administração Tributária apresentou um grupo de indícios relativos aos emitentes das facturas, referindo, nomeadamente, que, na sequência dos procedimentos de inspecção levados a efeito às sociedades e E. abrangendo, também, a empresa W. e concluindo a AT, em termos económicos, estarmos perante uma só, empresas dos mesmos sócios, se prova que estas sociedades estão indiciadas no crime de fraude fiscal pela utilização e emissão de "Facturas Falsas”, descrevendo, além do mais, o seguinte: ) Prática continuada de crimes fiscais perpetrados pelos gerentes das sociedades acima identificadas; ) As compras registadas pelas sociedades E. e nos anos de 1999 a 2002 são, na sua quase totalidade, suportadas por facturas falsas; ) Confrontado o com o facto da quase totalidade das compras registadas estarem suportadas por facturas timbradas em nome de "pseudo-fornecedores”, o mesmo respondeu que tem a noção de que foi enganado, o que não acreditamos, pelo facto de todos eles serem já bem conhecidos no meio há bastantes anos; ) Questionado acerca da possibilidade de nos identificar os "fornecedores reais”, o mesmo não identificou nenhum fornecedor; ) Todas as compras suportadas por este tipo de facturas eram pagas sempre em dinheiro, apesar dos elevadíssimos montantes envolvidos; ) Após o início do procedimento de inspecção a estas empresas, o qual durou quase um ano, não mais se registaram movimentos de entradas e/ou saídas de carros carregados com cortiça ou produtos derivados, o que evidencia bem o tipo de actividade que estas empresas desenvolviam efectivamente. )