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204 a 226, que aqui se dá por integralmente reproduzida, na qual, alega, no essencial, que:  -Os subsídios ora peticionados não são nem nunca fizeram parte da retribuição do A., pois só lhe eram pagos quando se verificassem os requisitos para a sua atribuição, nos termos do AE/CORREIOS e este entendimento sempre foi aceita por aquele e pelos restantes trabalhadores da R., pelo que não pode dizer-se convencido do seu recebimento, nem que tinha expectativas no seu recebimento; - A R. julgava proceder bem numa situação que não foi sancionada, durante anos a fio por milhares de trabalhadores, uma vez que a posição dos trabalhadores ao longo dos anos, designadamente, o não exercício de qualquer direito até recentemente, fez com que a R. perpetuasse no tempo o mesmo método de cálculo na convicção de que o mesmo era satisfatório para todos;   - O caso em apreço, ainda mais do que abuso de direito na forma de venire contra factum proprium, estaremos perante a figura da supressio, que mais não é do que uma forma de abuso de direito que se traduz no exercício tardio de uma posição jurídica de tal modo que o devedor, de todo, já não contasse com ela, pelo que não são devidos juros de mora desde o vencimento de cada uma das prestações, como pretende o A.; - Só após o trânsito da sentença é que o crédito do A. se torna líquido e será exigível à R. o seu pagamento, pelo que só após aquela data há mora; - Mas mesmo que assim não se entenda, por respeitarem a quantias que não estão liquidadas no momento do pagamento da retribuição de férias e subsídios de férias, só estão em mora a partir da interpelação para pagamento, pelo que não existindo interpelação anterior é de considerar a data da citação; - Mas mesmo que se entenda que a R. incorreu em mora na data em que se venceram os subsídios peticionados, sempre estariam prescritos os juros de mora vencidos há mais de cinco anos antes da citação da R., por já ter decorrido o prazo na al do art 310 do Civil;  E, quanto ao mais:  - As prestações aludidas pelo A., não fazem parte do conceito legal de retribuição, já que o seu pagamento só é devido quando prestado efetivamente o trabalho, ou quando verificados os requisitos expressos no AE/CORREIOS; - Não se verifica a alegada discriminação, uma vez que os aludidos subsídios de abono de viagem e de condução não se confundem, pois visam situações completamente dispares; - Também carece igualmente de fundamento o pagamento do subsídio de condução, sempre que este se desloque em veículo próprio ou da R., sendo certo que os valores apresentados não tem em conta a assiduidade e os valores que o mesmo recebeu quando efetivamente exerceu tarefas de condução em veículo da R.;  Conclui pedindo a procedência das exceções invocadas, a improcedência da ação e a sua absolvição do pedido.