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No que se refere aos danos patrimoniais, o tribunal a quo não fez qualquer alusão, ao dano decorrente da perda salarial da autora em todo o tempo em que esteve em incapacidade para o trabalho, incapacidade que levou a que a ré Seguradora Y lhe atribuísse a título provisório a quantia mensal de € 576,91, por doze meses;  R. Este valor é um prejuízo decorrente do facto de autora ter deixado de receber o valor correspondente ao seu salário que como, também decorre da factualidade provada era de 639,68€, acrescida de subsídio de alimentação, sujeita aos respectivos descontos;  S. A autora a título de remunerações teve um prejuízo, no período compreendido entre a data do acidente e a data da consolidação médico-legal, 29 de Setembro de 2016, superior a 3847,10€;  T. As quantias pagas pela seguradora no período compreendido entre a data do acidente e a data da consolidação médico-legal, data a partir da qual a autora, sinistrada, retomou o seu trabalho, são quantias que visam ressarcir a autora pelo salário que deixou de auferir e por isso não poderão ser deduzidas no valor da indemnização;  U. Por outro lado, na fixação do valor dos danos patrimoniais, como tem defendido alguma jurisprudência, mormente o Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 23/10/2014, cujo sumário refere que, a remuneração a ter em conta é a ilíquida e não a líquida;   No cálculo da indemnização importa considerar a diferença entre a situação real e hipotética do lesado se o mesmo não tivesse sido atingido pelo facto ilícito, compreendendo a obrigação de indemnizar todos os prejuízos causados ao lesado, sejam estes os danos emergentes diminuição do existente património do, sejam, ainda, os lucros cessantes diminuição do património, isto é, ganhos ou vantagens que deixaram de ingressar no património do lesado, resultando em seu detrimento - cfr.