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Porém, a eventual iniquidade daí resultante pode ser evitada, desde logo, com recurso à interpretação do contrato tendo em conta o disposto nos artigos 23 a 23 Por outro lado, a princípio da boa-fé na execução do contrato, consagrado no artigo 76, n. 2, , pode desempenhar aqui um papel importante, tornando inadmissível o exercício de um direito de resolução que pudesse encontrar fundamento na ampla previsão de uma cláusula resolutiva como a dos autos mas, ponderadas as concretas circunstâncias do caso, devesse ser considerado inadmissível Por qualquer destas vias, é possível chegar à decisão justa do caso concreto sem necessidade de uma solução radical como seria a de fulminar com a invalidade ou a ineficácia todas as cláusulas de resolução como aquela com que nos deparamos no contrato dos autos e, em consequência disso, aplicar o regime legal apesar de ser evidente que as partes o quiseram afastar.