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Acórdão da Relação de Évora, de 03/11/2015, disponível em www.dgsi.pt); 34) Compulsados os autos, constata-se que a douta sentença se sustenta apenas e só numa possível e até falível interpretação literal das declarações prestadas pela arguida num outro processo bem como na existência de divergência do seu depoimento face às demais testemunhas inquiridas no processo em causa, considerando por consequência que, face à realidade das coisas que o tribunal veio a apurar e considerar com processualmente verdadeiro, aquela estava a "mentir” consciente e deliberadamente conhecendo até a ilicitude da sua conduta mas ao fazê-lo foi "longe de mais”; 35) De verdade e de facto, aquilo que demonstram as declarações prestadas pela arguida no âmbito daquele processo, na ausência de prova em contrário, é apenas e só aquilo que ela percepcionou e conhecia dos factos e que por isso declarou em juízo que não pode confundir-se como confundiu a douta sentença com a "verdade”; 36) O sentido e interpretação que das declarações da arguida foi retirado " que naquele dia 14 de Novembro de 2015, foi buscar a sua mãe a casa e depois à missa com a sua mãe, que se iniciou às 19:00 horas e terminou às 20:00 horas daquele dia, e depois foram para um magusto para casa da colega Carla, sendo que a ali arguida, sua mãe, esteve sempre consigo, querendo com isso dizer que, ao contrário do que ali foi dado como provado, aquela , às 20:00 horas daquele dia, não podia estar no parque de estacionamento do Lidl de ..., Vila Nova de Famalicão, e assim praticar aqueles danos na viatura automóvel da ali assistente J. P.”) é apenas um dos sentidos possíveis, que a ter esse perpetrado pelo julgador a quo, carecia de prova cabal e inabalável não só do conhecimento de outra realidade diversa da que declarou como da sua intenção directa de o fazer, o que não sucedeu; 37) Nas suas declarações a arguida disse apenas que foi à missa com a mãe com início às 19h e término às 20h, e depois seguiram para um magusto em casa da colega Carla, não tendo nesse ensejo mencionado que a sua mãe esteve sempre "debaixo de olho”, isto é, que a controlou nesse lapso temporal durante todos os segundos, minutos e horas; 38) A arguida relatou e situou, segundo aquilo que a sua memória lhe permitiu, espácio e cronologicamente os passos que deu com a mãe, nomeadamente, a ida à missa e ao magusto após a primeira, não sendo possível daí inferir que a mesma disse cabal, peremptoriamente e em termos absolutos que controlou a mãe ao minuto e segundo; 39) Em que factos concretos da prova sustenta o julgador o "querendo com isso dizer” .?