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79 do Código Civil, que se traduz, in casu, no valor que a autora não teria gasto caso não tivesse outorgado o contrato de mandato sem representação com os réus, por estes incumprido, ou seja, caso estes não tivessem quebrado a confiança que a primeira neles depositou e lhe tivessem transmitido a propriedade do imóvel interesse contratual, explanando de seguida que quer isto significar que o valor do prejuízo causado à autora/mandante pelos réus/mandatários, em consequência directa e necessária do incumprimento da obrigação decorrente do contrato de mandato sem representação, corresponde ao valor por ela despendido na aquisição do imóvel, ou seja, €14000,00 cento e quarenta, e não ao valor real do mesmo agora e ao momento da outorga da escritura pública de compra e venda referida em dos factos, como a autora pretende fazer valer, argumentando, na defesa da posição tomada, que não pode a autora, agora, à custa do incumprimento culposo dos réus da obrigação de transmitirem para si a propriedade do imóvel, receber, a título indemnizatório, a quantia correspondente ao valor real do imóvel, pois que tal acarretaria uma situação geradora de desequilíbrio e de benefício elevado e completamente injustificado, não havendo, assim, lugar à indemnização pelo interesse contratual positivo.