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E para que o Tribunal a quo alicerçasse a convicção de que foi o arguido o autor dos factos dados como provados no ponto 2, que se referem ao NUIPC 1636/11PBFAR, foi determinante a apreensão, no âmbito da aludida busca realizada ao quarto que os arguidos ocupavam, que teve lugar em 13/12/2019, de um relógio da marca Sekonda e de um talão de penhor, com data de 06/12/2019, de um fio em ouro – tendo a coarguida afirmado, nas declarações que prestou, que o mesmo lhe foi entregue pelo arguido para que o penhorasse –, objeto este que veio a ser apreendido, na loja de penhores, tendo o dito relógio e o aludido fio sido subtraídos da residência dos ofendidos, no dia 95/12/2019, não merecendo credibilidade ao Tribunal a quo a versão apresentada pelo arguido, nas declarações que prestou em sede de 1 interrogatório judicial – sendo que em julgamento o arguido se remeteu ao silêncio – sobre as circunstâncias em que ficou em poder daquele relógio e não pretendendo o arguido explicar como obteve o aludido fio em ouro.