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Da factualidade que alegou, vejamos o que logrou provar: Ø A extraditanda é casada com um cidadão chinês, e tem 3 filhos, de 15 e gémeos de 3 anos de idade, sendo os mais novos de nacionalidade portuguesa; Ø A extraditanda e seu marido não trabalham em Portugal, e não falam a língua portuguesa; Ø O marido da extraditanda é pessoa doente, sofrendo de diabetes e displipidemia grave, com mau prognóstico; Ø Não têm família em Portugal, e mantêm escassas relações com terceiros; Ø É a extraditanda e o marido que asseguram os cuidados dos filhos; Ø Quando a extraditanda esteve detida provisoriamente, entre 14 e 12021, foi o seu marido que cuidou dos 3 filhos do casal; Ø O filho mais velho frequenta um colégio privado, e os gémeos foram integrados numa creche, após a detenção da mãe, e por intervenção da Segurança Social; Ø O marido da extraditanda cuidava e organizava as rotinas diárias da família durante a ausência da requerida, de forma adequada, até que o seu estado de saúde se agravou, tendo sofrido internamento hospitalar entre 13 e 16, ficando os filhos sem apoio; Ø Em virtude da fragilidade do estado de saúde do marido da extraditanda, os menores então com 2 anos de idade, com o consentimento do pai, foram acolhidos em CAT a 16, saindo a 16, após a libertação da mãe; Ø É a extraditanda quem cuida quer dos filhos, quer do marido.