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Encontra-se previsto no contrato-quadro de aluguer de veículos e prestação de serviços, nos termos do n. 1 da cláusula 1, que "Para além dos demais casos previstos na lei, o CONTRATO INDIVIDUAL poderá ser resolvido, por iniciativa de qualquer uma das PARTES, com base no incumprimento pela outra Parte de qualquer obrigação resultante do mesmo, desde que a PARTE em incumprimento tenha sido interpelada e não tenha corrigido a situação de incumprimento no prazo de 8 ou 30 dias úteis a contar da recepção da comunicação, consoante o incumprimento advenha do CLIENTE ou da  , respectivamente”. . A Recorrente interpelou a Recorrida para proceder ao pagamento das quantias em dívida, tendo, para tal, conferido o prazo de 3 dias úteis. . Apesar de o prazo conferido na mencionada interpelação para cumprimento não reflectir o clausulado contratual vigente entre ambas as partes, a Recorrida não procedeu ao pagamento das quantias em dívida, naquela data, nem após o decurso do prazo conferido na própria comunicação, nem após o prazo estipulado contratualmente. . A Recorrida não demonstrou qualquer intenção em proceder ao pagamento das quantias em dívida, após a recepção da dita comunicação, nem pretendeu colocar termo à situação de incumprimento em que se encontrava. . Um mês depois, a Recorrente interpelou a Recorrida para proceder à entrega imediata de todas as viaturas que se encontravam abrangidas pelo Contrato-Quadro celebrado, bem como, dos respetivos contratos de aluguer. . A Recorrida não procedeu à entrega da viatura, nem questionou a admissibilidade ou não da resolução do contrato. . Na mesma decisão, entendeu o Tribunal a quo não resulta a verificação do terceiro requisito necessário para o deferimento da providência cautelar – a existência de uma lesão grave e dificilmente reparável e justifica o seu entendimento: "mesmo que o veículo automóvel não venha a ser devolvido por extravio/ sinistro/ venda a, a reparação da lesão poderia ser efectuada pecuniariamente”, não sendo, na sua convicção, alegada factualidade "que permita concluir pela impossibilidade dessa reparação mormente por incapacidade financeira da requerida para o efeito.” .