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Na verdade, se a ignição do material inflamável utilizado pela arguida para atirar para dentro do carro e pegar fogo ao mesmo não fosse de natureza instantânea e demorasse algum tempo a conseguir consolidar, é da experiência deste género de operações encobertas que, após arrebentar com os vidros da viatura e com o estrondo numa noite silenciosa de uma localidade pacata por os cães a ladrar e alguém a vir à janela espreitar, o agente não ia ficar tempos infinitos a tentar uma menos fácil ignição do material para incendiar o carro, expondo-se assim à visualização de quem viesse, como veio, à janela; seguiria em frente, até porque já tinha provocado um dano assinalável, com se nada fosse e estivesse só a passear por ali, voltando mais tarde, quando tudo já estivesse sossegado, a passar pelo carro e atear então o fogo.