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13)                   O Ministério Público entende que a resposta a estas questões só pode ser positiva, ainda num momento anterior a qualquer actividade criminosa típica, sendo que nos autos não nos limitamos a ter essa actuação prévia e anterior, mas sim actuações concretas - vários furtos qualificados -, daí que não se possa conformar com a forma como o Tribunal interpretou a forma de actuar e de organização destes arguidos; 14)                   Ora, partindo das declarações do arguido  A... , mas fazendo apelo à sua conjugação com a restante prova efectuada, nomeadamente o apenso/relatório sobre tráfego telefónico, é possível apreender, de forma directa e/ou fazendo apelo a presunções da experiência comum, a realidade desta organização criminosa, verificando-se em concreto os traços comuns de uma associação criminosa, nomeadamente: A existência de pelo menos 4 pessoas, sendo que um deles faleceu, com diversas origens e competências; A organização foi estabelecida com uma certa duração e estabilidade: a combinação e esquema engendrado exigia rapidez de acção em cada um dos assaltos, mas necessitava de tempo para preparar os meios, com encontros entre todos de que a análise de tráfego é, estudo prévio das vítimas e locais até lograr dissipar os proventos, pelo menos os metais e pedras preciosas, ao falecido arguido, havendo depois, como é normal, a divisão desse produto e posterior introdução no mercado ou derretimento desses bens;  A actividade não foi esporádica ou momentânea, mas antes envolveu múltiplos contactos entre os arguidos e actuação sobre numerosas vítimas ou outras pessoas, estendendo-se por cerca de um ano; Havia uma clara estrutura organizativa, sendo que o arguido  B... , pelas palavras do arguido  A... , que mereceram total credibilidade ao Tribunal, foi quem iniciou os contactos com os restantes e quem tratava dos contactos com o arguido  OO... , ficando com o dinheiro que este lhe dava, distribuindo posteriormente pelos restantes.