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Sem prescindir ) Deve a decisão sobre a questão prévia ser revogada e substituída por outra que reconheça que ao considerar que qualquer quantia a que as Autoras pudessem ter direito por banda dos Réus a título de ressarcimento das despesas suportadas com a instauração da acção apenas poderiam dar lugar a ressarcimento nos termos do disposto no art 533 do P.Civil – em termos de custas de parte – e não constituindo um prejuízo patrimonial directa e necessariamente decorrente de facto ilícito extracontratual e, deste modo, não podendo integrar o conteúdo da obrigação de indemnizar a cargo do lesante o acórdão não analisa corretamente a situação, devendo ser revogado, com todas as legais consequências, dando-se provimento às pretensões das Autoras, tal como descrito na petição inicial.»  AA e Outros apresentaram contra-alegações com as seguintes conclusões: «a) - A acção, tal como as Recorrentes a configuraram responsabilização dos administradores por danos indirectamente, não pode proceder; b) – O acórdão recorrido não enferma de nulidade por falta de fundamentação; – A cedência de terreno ao Município de ... não constituiu mera liberalidade, inserindo-se no contexto de um negócio mais vasto que compreendeu a assunção pelo Município, como contrapartida, de um conjunto de obrigações para com a S..., S.A., as quais foram integralmente cumpridas; ) – A cedência de terreno em causa, como tudo o mais que se inseriu no negócio mais vasto celebrado com o Município de ... Protocolo” de 27 de Outubro de teve a concordância e o louvor de todas as accionistas da S..., S.A., incluindo as próprias Recorrentes; e) – Não foi infringida nenhuma disposição dos Estatutos da Sociedade, designadamente as dos arts 13 § 2 e 21; f) – O douto acórdão recorrido, tal como a douta sentença da 1 instância, não enferma de qualquer vício ou ilegalidade.