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As referidas buscas fundamentaram-se num conjunto de elementos que constituíam indícios de terem os administradores da sociedade SA, utilizado uma sociedade offshore para intermediar compras da matérias primas e mercadorias, com sobre-facturação à dos fornecimentos provenientes dessa sociedade, negócios geridos pelos próprios responsáveis da , resultando dessa prática a diminuição do IRC a pagar pela empresa, numa violação dos artigos 17 Determinação do Lucro Tributável) e 23 Custos ou, ambos do CIRC, podendo estas faltas consubstanciarem a prática de Fraude Fiscal, prevista no n1 do artigo 103 do RGIT, e no caso concreto, Fraude Fiscal Qualificada, prevista no artigo 104 do mesmo diploma, o que acontece designadamente quando é utilizada pessoa colectiva residente fora do território português e aí sujeita a um regime fiscal claramente mais favorável, conforme consagra a alínea do n1 daquele artigo.