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Referindo-se a lei a uma "probabilidade séria”, tem-se entendido que basta a prova sumária summaria da existência do direito e da sua titularidade na esfera jurídica do requerente, não é necessário um juízo de certeza, antes é suficiente um "juízo de verosimilhança”6, designações que inculcam «a ideia de que o procedimento cautelar, porque urgente e conducente a uma providência provisória, não se compadece com as indagações probatórias próprias do processo principal, contentando-se, quanto ao direito ou interesse do requerente, com a constatação objectiva da grande probabilidade de que exista» Ora, na decisão recorrida, o tribunal reconheceu a existência do direito, alegadamente, carecido de protecção, embora não nos termos invocados pela requerente, como flui, claramente, da seguinte passagem: «De todo o por si alegado resulta manifesto até porque, em diversos pontos do reqt.