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Finalizou a sua alegação com as seguintes conclusões:    A) O presente recurso de Apelação vem interposto da decisão final proferida nos autos de Ação Declarativa Comum, que correram termos pelo Juiz-... do Juízo Central Cível ..., sob o processo n. 2655/1..., que julgou improcedente a ação, e em consequência, absolveu a Recorrida dos pedidos, e condenou ainda a Recorrente nas custas devidas a juízo;  B) Nos aludidos autos de Ação Declarativa Comum, a ora Recorrente apresentou-se a pedir a condenação da Recorrida no pagamento da quantia de € 7014,00 setenta e sete e catorze acrescida de IVA à taxa legal e de juros de mora contados à taxa legal, desde a citação até integral pagamento, ou, a condenação da Ré no pagamento do valor correspondente a 4,3‰ sobre o valor do contrato celebrado pela Ré aqui e o cliente "Vimar &amp; Filhos, Lda.”, pela construção da embarcação "... ”, acrescida de IVA à taxa legal e de juros de mora contados à taxa legal, desde a citação até integral pagamento, do mesmo modo que a ré foi condenada pelo pagamento da comissão devida pela angariação e intermediação das embarcações "... e ... , conforme resulta da explanação na sua PI;  ) Os pedidos formulados pela Recorrente têm como causa de pedir a existência de um contrato de prestação de serviços celebrado entre a Recorrente e a Recorrida, na modalidade de contrato de mediação atípico;  ) O objeto do presente litígio, consistia em apreciar se: "A Autora tem direito ao recebimento da remuneração pela execução do contrato de mediação atípico celebrado entre as partes, e em caso afirmativo, em que medida;  E) Entende a Recorrente que o Tribunal "a quo” decidiu mal, a questão submetida à sua apreciação, porquanto, julgou erradamente os factos;  F) Concretamente, foi incorretamente julgada a matéria de facto dada como provada nos números 10, 14, e 15 dos factos provados respectivamente alíneas, e do n. 7 das presentes alegações);  G) E, foi, também, incorretamente julgado a matéria de facto dada como não provado, na alínea dos factos não provados correspondente ao n. 8 das presentes alegações), que, em virtude dessa apreciação negativa, considerou que, o Acordo para construção da embarcação "... ” referido em 9 não resultou do trabalho desenvolvido pela Autora;   H) Da apreciação crítica da prova documental carreada para os autos, designadamente, dos documentos; das declarações de parte dos Legais Representantes da Recorrente e da Recorrida e das Testemunhas AA e BB, cujas declarações se mostram transcritas na parte dedicada às alegações do presente recurso, impunha-se pronuncia diferente sobre a matéria de facto em crise, e consequentemente, decisão diversa da ora recorrida;  ) A Sentença de que se recorre aplicou incorretamente o direito, que, a ser correntemente aplicado, culminaria forçosamente em decisão antagónica à proferida;  J) Pois, a decisão recorrida, viola as normas jurídicas dos artigos 21, 22, 40, 40, 61, 79, 115 e 115 todos do Código Civil, as quais regulam, respectivamente, a liberdade de forma; a eficácia da declaração negocial firmada entre as partes; a liberdade contratual; a eficácia do contrato celebrado entre as pares; validade da sentença transitada em julgado; a presunção de culpa e a sua apreciação no incumprimento do contrato; o regime e a natureza do contrato de prestação de serviços e a modalidade em que os contratos prestação de serviços se concretizam;  K) Diferentemente do que consta da Decisão recorrida, considera a Recorrente, que resultou sobejamente provado a existência de um contrato de prestação de serviços, na modalidade de mediação atípica, celebrado entre a partes; resultou provado que o contrato celebrado entre a Recorrida e o Cliente "Vimar &amp; Filhos Lda.” para construção da embarcação ... só foi possível em virtude do trabalho de angariação anteriormente desenvolvido pela Recorrida, e resultou provado que deve ser paga a Recorrente a comissão inerente ao desenvolvimento do seu trabalho;  ) Correspondente a 4,3% sobre o valor do contrato celebrado pela Recorrida e a "Vimar &amp; Filhos Lda.” para a construção da embarcação "... ”, que orçou em € 76500,00 comissão essa no valor de € 7197,50 setenta e sete Mil e cento noventa sete Euros e cinquenta cêntimos);  ) E em face de toda a prova produzida, impunha-se a condenação da Recorrida;  N) Resulta do número 10 do ponto , sob a epígrafe "Fundamentação”, "Factos Provados”, da decisão sub judice que: "A construção da embarcação ... foi iniciada em março de 2017;  O) Porém, entende o Recorrente que, a matéria de facto dada como provada no número 10 da Sentença recorrida, aqui alínea do n., deve ser objecto de alteração, devendo passar a constar que: "A construção da embarcação "... ” foi iniciada em 9 de fevereiro e 2017;  P) Resulta do número 14 do ponto , sob a epígrafe "Fundamentação”, "Factos Provados”, da decisão sub judice que: "A embarcação ... possui características distintas das embarcações ... e ... ;  Q) Mas, é entendimento da Recorrente que, deve ser objecto de alteração, a matéria de facto dada como provada no número 14 da Sentença recorrida, aqui alínea do n., devendo passar a constar que: "A Embarcação "... ” possui características iguais às características das embarcações "... ” e "... ”;  R) Resulta também dado como provado no número 15 do ponto , sob a epígrafe "Fundamentação”, "Factos provados”, da decisão sub judice que: A Autora não teve intervenção na definição das características, no processo de concepção e construção da embarcação ... ;  S) Igual decisão de alteração da matéria de facto se impõe sobre a matéria de facto considerada provada no número 15 da Sentença recorrida, aqui alínea do n., devendo dele passar a constar que: "A Autora teve intervenção na definição dessas características, no processo de concepção e construção da embarcação "... ”;  T) Impõe-se igualmente alteração à matéria de facto dada como não provada, inserta na alínea dos Factos Não Provados;  U) Em virtude dessa alteração, deve passar a constar como matéria de facto provada que: "O Acordo para construção da embarcação "... ” referido em 9 resultou do trabalho desenvolvido pela Autora;  ) O Tribunal "a quo” assentou a sua convicção nos depoimentos das testemunhas, nas declarações de parte prestadas, e na documentação junta aos autos cuja genuinidade não lhe suscitou dúvidas;  W) Entende a Recorrente, que o Tribunal "a quo” fez uma errada apreciação da prova em que assentou a sua decisão;  ) Particularmente quanto ao facto 1 da matéria de facto dada como provada, o Tribuna "a quo” erra na conclusão que retira do testemunho do Sr. AA, legal representante da empresa "Vimar e Filhos, Lda”, que consta gravado através da aplicação "wma” – ficheiro 20200210112233_4055628_2870816, entre 11h22m34s e 11h49m17s – com a duração 0h26m42s, e cujo teor é aquele que já consta transcrito nas alegações, para o qual se remete, e se dá por integralmente reproduzido para todos os efeitos legais por uma questão de economia processual;  Y) Que, em conjugação com os documentos números 10 e 11 faturas emitidas em sequência dos pagamentos efectuados em 9 de fevereiro de 2017 pelo Armador quando se iniciou a construção da embarcação ...  ), impunha-se que o Tribunal "a quo” tivesse dado como provado que o início da construção da embarcação "... ” ocorreu em 9 de fevereiro de 2017, data em que foi realizado o primeiro pagamento por parte do Armador;  Z) O Tribunal "a quo” erra também na apreciação do facto 14 dado como provado, ao concluir que, "A embarcação ... possui características distintas das embarcações ... e ... ;  AA) Para prova desde facto, o Tribunal "a quo” deu especial prevalência os testemunhos do Sr. AA, do Sr. BB, e às memórias descritivas juntas a fls.