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Fundamentação   O tribunal a quo julgou provados os seguintes factos:  " No dia ... de Maio de 2020, cerca das 22H00, a arguida AA e três indivíduos cuja identidade não se logrou apurar, de comum acordo e seguindo um plano previamente traçado entre todos, dirigiram-se à residência do ofendido BB, sita na Rua ..., S/N, Senhora de ..., em ..., área desta comarca ..., com o intuito de se apoderarem dos bens e valores que lá se encontrassem;   Uma vez aí chegados, a arguida AA bateu à porta da residência do ofendido ao mesmo tempo que dizia "abre já a porta que eu quero dormir aí, senão parto já o vidro”;   Por pensar que se tratava da sua filha, a qual reside em ..., o ofendido acedeu em abrir a porta;   Nesse momento, o ofendido BB foi surpreendido por três indivíduos do sexo masculino, os quais se introduziram no interior da sua residência sem o seu consentimento e contra a sua vontade, ficando a arguida AA à entrada da porta, a vigiar;   Já no interior da residência do ofendido, um dos referidos indivíduos, que usava uma máscara de cor branca, empurrou o ofendido e agarrou-o pelos braços, manietando-o;   De seguida, um outro indivíduo, que usava uma máscara de cor escura e que se encontrava munido de um chicote, ordenou ao ofendido que lhes dissesse o local onde tinha guardado o dinheiro, ao que este lhe respondeu que não tinha dinheiro nenhum;   Acto contínuo, o referido individuo desferiu várias pancadas na cabeça do ofendido com o chicote ao mesmo tempo que lhe dizia "não dizes onde está o dinheiro, não sais daqui mais”;   Mercê do comportamento dos referidos indivíduos, o ofendido, vendo-se naquelas circunstâncias e por temer pela sua integridade física e pela própria vida, disse-lhes que o dinheiro se encontrava guardado em envelopes, no interior da cómoda do seu quarto;   De seguida, os referidos indivíduos levaram o arguido para o quarto e retiraram do interior da cómoda cinco envelopes, os quais continham no seu interior cerca de €000,00 dois em nota do Banco Central Europeu, e ainda uma caderneta da Caixa de Crédito Agrícola e o bilhete de identidade do ofendido;  1 Após, na posse dos referidos documentos e quantia monetária, os referidos indivíduos disseram ao ofendido BB que já se podia deitar e dirigiram-se para o exterior da residência onde os aguardava a arguida AA;  1 Nessa altura, a arguida AA retirou a chave da porta de entrada da residência do ofendido, a qual se encontrava colocada na fechadura, do lado de dentro, após o que fechou a porta à chave por fora, para que o ofendido BB não pudesse sair pela mesma;  1 Seguidamente, a arguida e os referidos indivíduos abandonaram o local, levando património como se fossem coisa sua;  1 Em consequência da conduta dos referidos indivíduos, BB sentiu dores e ficou com várias nódoas negras na cabeça e nos braços, na zona dos punhos, mas não teve necessidade de receber tratamento médico.