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334 - Ora, cremos que também por aqui é claro qual o intuito do legislador ao criar o instituto do direito de retenção face aos promitentes-compradores e essas razões não são idóneas, nem razoáveis se tivermos em conta que o promitente-comprador é uma empresa, uma sociedade comercial por quotas que realiza o contrato com o intuito de destinar o objeto do mesmo à sua atividade profissional ou para com ele retirar qualquer proveito económico, afinal de contas, não podemos aceitar que se afirme que ainda assim neste casos o promitente-comprador é a parte mais débil no contrato/que não se pode precaver da solvência das empresas construtoras, afinal também estes, tal como as entidades bancárias estão apetrechadas de serviços jurídicos e além do mais, estão em vantagem face às mesmas.