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Com efeito, o descrédito da posição do arguido funda-se, na óptica da deliberação punitiva, no facto de não existir qualquer prova relevante do invocado empréstimo e, a crédito da acusação, no facto de subsistir a certeza "que o Senhor Advogado arguido reteve e nunca entregou à participante os € 1928,00 que, inequivocamente a esta pertencem, e nunca informou a cliente sobre o destino que lhes deu, limitando-se a admitir, nos presentes autos, que os usou em proveito próprio, mas sem demonstrar, sequer, e como lhe competia, que para isso obteve o consentimento prévio e expresso da cliente.” Enfim, ressalvada mais uma vez a possibilidade de nova valoração do caso em função de meios de prova supervenientes em sede de eventual revisão da decisão disciplinar, afigura-se que aquela deliberação condenatória encontra suficiente fundamento nos elementos probatórios colhidos no processo, incluindo na admissão do próprio arguido quanto a boa parte dos factos constitutivos da infracção.