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00105/00) expendeu-se que «Nesta sede de avaliação indirecta, o ónus que impende sobre a Administração Tributária, para além do da demonstração dos necessários e legais pressupostos do recurso à avaliação indirecta, exige, ainda, que, simultânea e complementarmente, fundamente, adequada e criteriosamente, as circunstâncias em que faça suportar a matéria tributável que vier a quantificar»., aduzindo ainda que «De forma alguma se pode considerar adequado e justificado um critério de determinação da matéria tributável para um determinado ano, que se limite a extrapolar cegamente dados de outro ano, sem sequer aferir se no ano para o qual se extrapolam os dados ocorreram circunstâncias especiais que eventualmente pudessem ser condicionadoras da determinação da matéria tributável».