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A usucapião veio substituir a prescrição positiva ou aquisitiva adoptada pelo legislador de 1867, mas, substancialmente, continuou a corresponder à mesma realidade, nomeadamente, a um modo de aquisição originária de direitos reais, pela transformação em jurídica de uma situação de facto, de mera aparência, em benefício daquele que exerce a gestão económica da coisa, neste sentido, Pires de Lima e Antunes Varela, in, Código Civil Anotado, Volume ,  edição, 1984, página 6  A usucapião tem na sua origem razões de ordem económico-social, como a necessidade de tornar certa e estável o direito real a favor de quem mantém e exerce, ininterruptamente, a gestão da coisa, neste sentido, Rodrigues Bastos, in, Direito das Coisas, Volume , 1975, página 7  Reconhecemos que a aquisição do direito de propriedade sobre imóveis, por usucapião, que aqui interessa, depende da verificação de determinados condicionalismos mínimos de posse, como seja o exercício reiterado de poderes de facto sobre o bem ao longo de um determinado período de tempo, de forma ininterrupta ou contínua, sem oposição de ninguém, à vista de toda a gente ou de modo público, sempre na convicção de agir como dono, conceitos estes, constitutivos dos requisitos objectivos e subjectivos necessários à prova da aquisição originária do direito de propriedade por usucapião, a ser preenchidos por elementos de facto a prova do corpus e do animus da posse nos termos daquele direito real, impostos pela lei posse pública, contínua e pacífica arts.