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Conjugando o Relatório da Autópsia com o Parecer – tendo em conta os segmentos transcritos – retiramos que: - As lesões traumáticas observadas no cadáver da vítima designadamente, ao nível da cabeça e da coluna cervical, não são adequadas a produzir a morte; - Não existem elementos seguros e concretos que possibilitem a determinação da causa de morte da vítima; - Não se pode excluir que a morte da vítima tenha resultado de perturbação cardíaca, isquémica muito recente ou arrítmica entendendo-se por perturbação cardíaca isquémica a alteração da circulação sanguínea e, consequentemente, do aporte de sangue ao coração, e por perturbação cardíaca arrítmica a alteração do ritmo regular e normal das pulsações do coração;  - Não se pode excluir que a morte da vítima tenha resultado de qualquer mecanismo reflexo inibitório originado por compressão traumática cervical, mesmo pouco intensa, a nível dos seios carotídeos o seio carotídeo é a dilatação fusiforme da bifurcação terminal da artéria carótida primitiva e que é uma zona baroceptora com importante função na regulação da pressão arterial e do ritmo cardíaco Freitas e Costa, Dicionário de Termos Médicos, Porto Editora, pág., sendo as lesões traumáticas cervicais referidas no relatório da autópsia compatíveis com este mecanismo.