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Diz a Apelante que a circunstância de ter travado imediatamente quando o outro veículo passou à sua frente demonstra a "pureza” dos reflexos, mas a verdade é que a "pureza” dos seus reflexos apenas poderia ficar evidenciada se tivesse conseguido travar em condições de segurança de forma a imobilizar o veículo; não o tendo conseguido e tendo perdido o controlo do veículo e indo embater na rotunda, parece que ou circulava com evidente excesso de velocidade face às características do local, às concretas circunstâncias da via, ao nevoeiro e ao piso húmido e – excesso de velocidade ao qual a influência do álcool também não é alheia – ou os seus reflexos não estariam assim tão puros como pretende fazer crer, porquanto não conseguiu reagir a tempo de travar e imobilizar o veículo em segurança.