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Acresce que os autores em face dos factos que articulam defendem que o negócio efetuado entre o 1 e 3 réu foi gizado em conluio com vista ao 1 réu e 2 ré se apropriarem dos imóveis, invocando em seu benefício o direito a indemnização resultante de responsabilidade aquiliana, bem como do instituto do enriquecimento sem causa, pelo que independentemente da sorte que possa merecer a ação, tendo por base quaisquer dos fundamentos invocados, temos para nós que os autores não podem deixar de ter legitimidade para a causa, tendo em conta que, como se salientou, o interesse em demandar se exprime "pela vantagem jurídica que resultará para o autor da procedência da ação” tendo-se em consideração o pedido e a causa de pedir nos termos em que as mesmas são configuradas pelo autor.