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Da leitura atenta que se faz dos diversos acórdãos emitidos pelo TJUE no sentido de interpretar aquele artigo , n, 1, do referido Regulamento podemos concluir que o prazo de prescrição de 4 anos aí estabelecido, com a possibilidade de se estender ao máximo de 8 anos, visa tornar estável a situação do obrigado à restituição, incumbindo à administração a recuperação do valor em causa dentro daquele prazo imperativo, ou seja, o prazo de 8 anos é aquele que o legislador europeu definiu como adequado para salvaguardar o princípio da protecção da confiança legítima dos beneficiários de financiamentos europeus perante a prática de actos que visem repor a legalidade e a integridade do orçamento da União, perante irregularidades e actos que devam ser sancionados.