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É certo que a Recorrente carece de título para se manter a residir na fração de que era arrendatária a sua tia e não pode assegurar o direito à habitação através da ocupação da mesma, conforme se diz no despacho recorrido e resulta dos artigos 35, da Lei 81/2014, de 19/12 que estabelece o novo regime do arrendamento apoiado para habitação, na redacção da Lei 32/2016, de 24/ No entanto, tal situação não dispensa a Recorrida de, no procedimento administrativo e antes de proceder ao despejo, apurar as necessidades habitacionais da Recorrente, ainda que para efeitos de a encaminhar para outras soluções habitacionais, ou para prestação de apoios habitacionais – cfr.