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Inconformado, o réu recorreu para esta Relação, formulando as seguintes conclusões:  Do disposto no artigo 5 do Dec. Lei 218/99 resulta o regime especial da inversão do ónus da prova, contudo sempre caberá ao autor alegar e provar o facto gerador da responsabilidade – no caso em concreto, o acidente de viação e a correlação deste evento com as lesões sofridas pelo sinistrado objecto de tratamento hospitalar;   Da matéria de facto não consta qualquer resposta a estes factos controvertidos, o que determina, por si só, a incompletude da decisão e, por efeito, a sua nulidade, nos termos da alínea do n 1 do artigo 615 do P.   Ainda, sendo a matéria de facto provada omissa quanto ao facto gerador da responsabilidade, verifica-se séria oposição entre os fundamentos e a decisão, e mesmo a sua ambiguidade ou ininteligibilidade, com a consequente nulidade, ao abrigo do disposto no artigo 615, n 1, alínea, do P.    Deve ser aditada à matéria de facto não provada a seguinte factualidade: "O motociclo com a matrícula ..-SM-.., conduzido pelo sinistrado, sofreu acidente de viação causado por veículo desconhecido.”   Do depoimento da testemunha B com passagem na gravação da Sessão de 20-11-2020 inicio às 09:34:44 fim às 10:32:03), encontram-se imensas incongruências, que não permitem concluir que o acidente foi causado por um veículo em fuga.