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Em face da dimensão da perda de competências relatada, não se afigura possível que as suas necessidades sejam supridas apenas com recurso ao auxílio da instituição onde está inserida e da própria filha, porquanto, não tendo capacidade para tomar decisões no dia-a-dia, cumpre suprir essa falta de capacidade de exercício seja quanto ao governo do rendimento que aufere, seja quanto à sua própria pessoa, não se afigurando possível manter o estado actual, posto que aquela deverá ser representada por quem possa actuar em seu nome, na salvaguarda dos seus interesses pessoais e patrimoniais, o que não se basta com o simples apoio ou aconselhamento em situações pontuais, dado que está, de forma generalizada e irreversível, incapacitada para, de modo consciente, exercer os seus direitos e deveres.