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Estavam em causa as "práticas usuais ou tradicionais” deste ou daquele sector do mundo laboral que não se revestem de características de norma jurídica, antes se apresentam como "mero elemento de integração das estipulações individuais ou seja, destinado a preencher condições a que as partes não se referiram, de harmonia com aquilo que elas presumivelmente estariam dispostas a”; havendo estipulações expressas, os usos poderão também ter uma função interpretativa das mesmas: "o sentido a dar às cláusulas pouco claras pode ser procurado, também, com recurso às práticas habituais da empresa, sem que isso importe a dispensa dos restantes critérios de interpretação dos negócios jurídicos” Os Códigos do Trabalho de 2003 e de 2009 incluem também nas fontes específicas do direito do trabalho os "usos laborais que não contrariem o princípio da boa-fé” art.