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Não bastara, pois, o prejuízo normal resultante da suspensão da adjudicação, sendo necessário que se verifique um dano superior ao que resultara sempre para a entidade adjudicante desse efeito legalmente prescrito da impugnação do ato de adjudicação.” E, ainda, veja-se in " Revista Julgar”, n.23, artigo do Sr .Conselheiro Cadilha, do qual se retira que nada justifica travar a prossecução do interesse público, de modo grave, em ordem à prossecução de interesses, in casu os das AA., que provado está nos autos corresponderem a " meras expectativas” e " conjeturas futuras” de no futuro procedimento concursal, se o presente for objeto de anulação, obterem a 1posição e ser-lhes adjudicado negócio cuja perda lhes impõe a estimativa de perda/ano de cerca de 10000,00 ou 20000,00 euros, mas como se disse não são mais do que conjecturas... Em consequência do que se disse e perante os factos demonstrados, a ponderação racional e expressa, num juízo de prognose, da proporcionalidade entre todos os interesses em causa e os respetivos danos conduz à conclusão certa e segura que os prejuízos que resultarão da manutenção do efeito suspensivo se mostram consideravelmente inferiores aos prejuízos que possam resultar da retoma do prosseguimento do procedimento pré-contratual na fase pós-adjudicatória.”  Vejamos.