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Ainda no escrito de 22020, em comentário a acórdão da Relação do Porto, apreciou assim: "O vício decorrente da falta da audição prévia das partes é - como é indiscutível e indiscutido -- o proferimento de uma decisão-surpresa; há, assim, uma decisão-surpresa, mas não uma "nulidade-surpresa"; basta este aspecto linguístico para justificar que o vício não é a nulidade processual, mas antes a decisão-surpresa; esta expressão indicia um desvalor da decisão, pelo que não é compreensível desconhecer este desvalor e recorrer ao da nulidade processual e menos ainda pretender duplicar o desvalor da decisão-surpresa com o da nulidade; acresce que o CPC trata diferentemente as nulidades processuais arts.