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3 Assim, por violar, o disposto nos artigos , n. 3, 48, 49, 49, 56, 56, 56,do Código Civil, deve a decisão sub judice ser alterada por outra, que corrija os montantes indemnizatórios em causa para os valores peticionados pela Recorrente J.. 3 No que concerne ao recurso do A. F. N., o recorrente não concorda com a falta de atribuição de compensação a título de danos não patrimoniais, entendendo que o julgamento dado a esta matéria padece de erro de apreciação e aplicação da lei, na medida em que, por um lado, resulta da petição inicial que foi pedido o ressarcimento e compensação dos danos morais, dores psicológicas sofridas pelo A., através de uma indemnização a fixar pelo tribunal, mas que se computa num mínimo de 000,00 €; 4 Por outro lado, da factualidade dada como provada, mormente que o  A. era o condutor do veículo LH, sofreu lesões em virtude do acidente – veja-se pontos 62, 63, 64, 65, e 67 dos factos provados na sentença – tendo sido transportado pelo INEM para o Centro Hospitalar Médio Ave onde recebeu tratamentos, necessitou de fazer consultas médicas, exames, tratamentos no Hospital da CUF do Porto; 4 Salvo melhor entendimento, não se pode descurar que o ressarcimento a título de danos morais para o aqui recorrente não foram só solicitados pelo sofrimento que teve e tem de não ter podido evitar o acidente e assistir a sua namorada,  R, mas também e sobretudo pelo seu sofrimento padecido no vivenciado acidente; 4 Com o devido respeito, um acidente de viação com um grau elevado de violência no embate, donde resultaram danos de perda total na viatura, ferimentos com sequelas para toda a vida da  R., necessariamente causam sofrimento, danos morais e psicológicos na pessoa do  A.; 4 Acresce ainda que, no acidente em causa, o Recorrente em nada contribuiu, tendo a culpa do mesmo ficado a dever-se em exclusivo ao condutor do veiculo seguro na  R., aparentando um elevado grau de negligência, que, deve ser ponderado para efeitos de calculo da indemnização, uma vez que a compensação pelos Danos não Patrimoniais visa simultaneamente compensar o lesado e sancionar o lesante.