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Neste sentido se pronunciou recentemente este Tribunal, em situação muito semelhante à presente, nomeadamente pelo longo período em que o condomínio funcionava separadamente, no processo 132/13TBBCL.G1, de 05/02/2016, rel: ANABELA TENREIRO, com o seguinte sumário "-O princípio da unidade de condomínio aplicável ao edifício em regime de propriedade horizontal pode ser afastado quando haja interesse dos condóminos na autonomização da administração de áreas comuns, que servem determinadas fracções do edifício.—A autonomização de uma assembleia de condóminos com a finalidade de administrar partes comuns respeitantes a uma zona do edifício não é proibida por lei e poderá contribuir para uma gestão mais eficiente.-O administrador eleito por uma assembleia de condóminos distinta daquela a quem compete administrar as demais partes comuns do edifício, pode e deve exercer todas as funções que a lei lhe confere, limitadas ao espaço em causa.”     Considerando o alegado pelos Autores, nada neste caso obsta à consideração do condomínio do bloco como representativo de todas as partes comuns de que aqui se cuida, visto que:  --- o  título constitutivo da propriedade horizontal não tem que indicar quais são as partes comuns que constituem o condomínio, sendo que no presente caso o relegou para "os termos da lei” e vem invocado que o Réu administra as que fazem uma unidade, autónoma das demais, constitutivas do Bloco B, e que são as únicas objeto destes autos; --- as despesas da administração das partes comuns estão submetidas ao princípio de que devem ser custeadas por quem as possa utilizar ou tirar proveito, considerando-se que a qualquer fração autónoma beneficia da estrutura do edifico em que se insere, sendo que vem invocado que as partes comuns aqui em causa farão parte apenas da estrutura do Bloco ; --- há que ter em atenção as situações de facto que regem um prédio há mais de vinte anos, como a efetiva administração do mesmo através de quatro condomínios diferenciados para os quatro blocos em que se dividirá o condomínio, seja por se ter em atenção que a propriedade horizontal pode ser constituída por usucapião, seja por força dos princípios da boa-fé.