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Como é reiteradamente entendido, o conhecimento da falta, ou faltas passíveis de qualificação como infracção disciplinar, tem que ser um conhecimento já com a sua carga presumível de ilicitude, quando a mesma está efectivamente caracterizada quanto ao modo, tempo e lugar da sua prática ver neste sentido Leal-Henriques, em Procedimento Disciplinar, 4 ed., pág.. Também tem sido esta a posição do STA, destacando-se o Acórdão 29887, de 07/07/19921) que refere: "- O prazo prescricional de 3 meses contemplado no n 2 do art 4 citado inicia-se com o "conhecimento da falta”, o que logo inculca não bastar o mero conhecimento dos factos na sua materialidade, antes se tornando necessário o conhecimento destes e do circunstancialismo que os rodeou, por forma a tornar possível a formulação de um juízo fundado de que integram infracção disciplinar.