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Sustenta-se que as situações de conflito parental intenso e insanável não são adequadas à adopção do modelo de residência alternada, pois que o conflito não é campo propício ao sadio desenvolvimento psicológico e emocional da criança23; que nas situações de elevada animosidade, elevada conflitualidade, conflito acentuado ou forte e latente conflito entre os progenitores, mormente nos casos de crianças muito pequenas, o regime de residência alternada não é o mais adequado2  Noutra perspetiva mais optimista, por contraposição àqueloutra mais, considera-se que a conflitualidade dos progenitores não é impeditiva da fixação da residência alternada, reconhecendo-se mesmo ao modelo a virtualidade de pacificar a situação de conflito ou de a atenuar ou de, ao menos, não a – sustenta-se que fixar a residência única significa atribuir a um só dos progenitores um poder de facto sobre a criança em detrimento do outro, que se vê afastado do quotidiano da criança, fortalecendo a eventual irredutibilidade do progenitor residente que não se vê na necessidade de fazer concessões) e aumentando o sentimento de frustração do progenitor não residente, o que potencia o conflito26; que o manifesto desacordo dos progenitores e o seu difícil relacionamento não constituem obstáculo à fixação do regime da residência alternada pois que tal regime terá a virtualidade de pacificar a situação existente, decorrente da guarda exclusiva dum deles – atenuará o antagonismo, não preterindo qualquer um nem desvalorizando nenhum no papel parental, como acontece na residência única)27; que factores como discordâncias ou conflitualidade entre progenitores não se assumem, necessariamente, como obstaculizantes da residência alternada por se tratar de modelo que favorece o atenuar do conflito, ao colocar os progenitores em condições de28; que o conflito parental não pode ser limitador da escolha que melhor acautele o interesse das crianças, esse sim o único critério a atender na fixação da residência da criança29; que as dificuldades de relacionamento não impedem o regime da residência alternada mesmo provisoriamente e relativamente a criança de cinco30; que à fixação da residência alternada não é necessária a não existência de conflito entre os progenitores3 Parece seguro, contudo, que a decisão sobre o regime adequado terá de basear-se em diagnóstico centrado na própria criança – por um lado, serão os concretos sintomas da criança os eventuais padecimentos ou a ausência deles – manifestados no âmbito do relacionamento interpessoal, familiar, escolar, ao nível do desenvolvimento psíquico, emocional, afectivo, intelectual e que hão-de permitir apurar se o conflito dos progenitores assume ou não relevância decisiva e se se impõe salvaguardá-la dele ainda que à custa de convivência mais regular com um, atentos os efeitos negativos que tem no seu harmonioso desenvolvimento; por outro lado, o superior o interesse da criança e por isso, a própria criança) será o barómetro para apurar se é inaceitável por a pressão colocada pelo conflito na sua saúde e educação, no seu desenvolvimento que se quer sadio e emocional, afectivo, intelectual, físico e social – e se assim, em respeito ao seu superior interesse, a criança deve ser salvaguardada e posta a coberto de tal conflito em termos que necessariamente afastem o regime da residência.