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Neste sentido, aliás, se tem pronunciado de forma unânime e reiterada a jurisprudência dos tribunais superiores portugueses, afirmando, sem margem para dúvidas, que o início da contagem do prazo de prescrição não está dependente do conhecimento jurídico, pelo lesado, do respectivo direito, antes supondo, apenas, que o lesado conheça os factos constitutivos desse direito, isto é, que saiba que o acto foi praticado ou omitido por alguém – saiba ou não do seu carácter ilícito – e que dessa prática ou omissão resultaram para si danos neste sentido, e a título meramente exemplificativo, vejam-se os Acórdãos do STJ, de 18/04/2002, P. 02B950; do Tribunal da Relação de Guimarães, de 22/05/2017, P. 7605/00TBBRG-AN.G1; do TCAN, de 05/02/2016, P. 949/13BEPRT; do Tribunal da Relação de Lisboa, de 07/10/2008, P. 6760/2008-7, todos disponíveis em www.dgsi.pt).