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Referiram ainda que os Requerentes pais identificaram com bastante precisão, nos concretos conteúdos da disciplina em causa, directrizes ideológicas contrárias aos valores em que pretendem educar os seus filhos até à maioridade, e agiram de acordo com a sua consciência ao proibirem os filhos de participarem nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento, tendo assim aduzido argumentos relacionados com o direito à educação e à liberdade de aprender no ensino público sem sujeição a diretrizes estaduais de cariz filosófico, estético, político, ideológico ou religioso que eles, em consciência, pretendem exercer de acordo com os seus valores e convicções religiosas, exercendo um direito de objecção de consciência que a Constituição lhes assegura e que não pode estar condicionado, estando assim violado o princípio da adequação e da proporcionalidade, e que os afecta.