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1-Por tudo o exposto o tribunal a quo deveria, para efeitos de condenação do arguido, ser condenado numa pena de multa e não numa pena de prisão como o foi, tão desproporcionada como o foi.”  O recurso foi admitido, com o efeito e o modo de subida devidos, por despacho proferido a 04-10-201  O Ministério Público formulou resposta ao recurso, formulando as seguintes conclusões transcrição):  -Antes de mais, importa referir que o âmbito do recurso é dado pelas respectivas conclusões, no entanto, tal não obsta a que o tribunal de recurso conheça dos vícios indicados no artigo 410, n2 do Código de Processo Penal Acórdão do Plenário das secções criminais do Supremo Tribunal de Justiça de 19 de Outubro de 199 in R. série, de 28 de; -Por outro lado, versando sobre a matéria de facto, deve o recorrente especificar os concretos pontos de facto incorrectamente julgados, as provas que impõem decisão diversa e quais as provas que devem ser renovadas, com referência às respectivas gravações, devidamente transcritas, o que não sucede no caso em apreço; -No entanto, considerando as alegações do recorrente, impõe-se referir que inexiste qualquer erro na apreciação da prova, dado que este apenas ocorre quando, da análise do texto da sentença recorrida, por si ou conjugada com as regras da experiência, qualquer homem medianamente dotado se apercebe da existência de vícios notórios Cfr.