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1 – Na fundamentação do sentido decisório, da caracterização do dano e da respectiva quantificação, segue o douto aresto recorrido relevantíssima doutrina, que identifica, e três seminais decisões do Colendo Supremo Tribunal de Justiça; 1 – Deste enquadramento normativo, doutrinário e jurisprudencial – e com a motivação que resulta expressa no douto aresto recorrido – extrai o Insigne Tribunal a quo os concretos valores indemnizatórios; 1 – Salvo o muito respeito que é devido, os valores fixados situam-se no limiar mínimo da janela de razoabilidade que a ponderação do acervo de factos provados à luz das regras de equidade e proporcionalidade abre ao julgador; 1 – Pelo critério exposto na narração da presente peça e que aqui se reitera, será razoável estimar que o B, ao longo da sua vida e do seu percurso pessoal e profissional, iria auferir, entre rendimentos do trabalho e rentabilização dos rendimentos, um valor seguramente superior a um milhão de euros; 1 – Razão pela qual, considerando a vantagem económica inerente à disponibilização antecipada do capital, o pedido formulado a título de danos patrimoniais futuros se cifrou em Eur 65000,00; 2 – Mesmo que se considere que o B vai deixar de, ao longo da sua vida, auferir rendimentos no valor de um milhão de euros e não mais do que isso, conforme se refere na conclusão 1, 33% desse valor seriam Eur 33333,33, o que daria um remanescente de Eur 77777,77; 2 – Francamente superior aos Eur 65000,00 pedidos a título de danos patrimonial futuro, e claramente demonstrativo que o valor pedido se encontra bem dentro os critérios de equidade e proporcionalidade, razão pela qual podia – e devia, ouse-se – o Insigne Tribunal Recorrido ter ido mais longe e ter condenado a R. na totalidade do pedido do valor que concerne a danos patrimoniais, assim dando pleno cumprimento ao disposto nos artigos 56, 56 e 56 do Código Civil, bem como pelos artigos 49 e 49 do mesmo diploma.