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A A. recorre desta decisão final, terminando a sua alegação com as seguintes conclusões, que aqui se reproduzem: –Vem a Recorrente interpor recurso da decisão do Tribunal a quoque julgou o Juízo Central Cível de Cascais materialmente incompetente para tramitar estes autos; –Ora, tal decisão padece de erro de julgamento, já que interpreta incorretamente os artigos 128, n. 1, alínea, da Lei n. 62/2013, de 26 de agosto, e os artigos 96, alínea a, 99, n. 1 a, 278, n. 1, alínea a, e 71, n. 1, todos do CPC, violando-os; –De acordo com com essas normas impunha-se considerar o Juízo Central Cível de Cascais como o tribunal materialmente competente para tramitar estes autos; –Pode e deve assim ser tal decisão sindicada através do presente recurso; –O regime estatuído no artigo 17-, n. 11, do CIRE, não se confunde com os regimes comuns de responsabilidade dos administradores: trata-se de um regime especial relativamente ao regime comum de responsabilidade dos administradores previsto no CSC, sobre ele prevalecendo; –A responsabilidade em causa nestes autos é especial e, consequentemente, não se encontra abrangida pelas regras do CSC; –A responsabilidade dos Recorridos nestes autos é pessoal, direta e autónoma, –Não correspondendo ao exercício de um direito social tal como resulta do entendimento do Tribunal a quo, –Não colhendo a tese perfilhada pelo Tribunal a quode que esta ação é relativa "ao exercício de direitos sociais lato sensu”; –O tribunal competente para tramitar estes autos é o tribunal que se apurar de acordo com as regras gerais, –Ou seja, de acordo com o artigo 71, n. 1, do CPC; –O Tribunal a quo andou assim mal ao ter entendido que, para tramitar estes autos, era competente o Juízo de Comércio; –Assim se submete o presente à apreciação dos Venerandos Senhores Juízes Desembargadores do Tribunal da Relação de Lisboa relativamente ao citado ponto.