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É ainda importante ter presente que a jurisprudência recente -e consolidada- do Supremo Tribunal de Justiça vai no sentido de considerar que as instâncias têm margem para valorar os danos não patrimoniais segundo a equidade, cabendo ao Supremo averiguar apenas se na fixação daquele montante o Tribunal respeitou os ditames de origem legal e jurisprudencial relevantes; a explicação é a de que o juízo de equidade de que se socorrem as instâncias para a fixação de indemnizações por danos patrimoniais futuros e por danos não patrimoniais, alicerçado, não na aplicação de um estrito critério normativo, mas na ponderação das particularidades e especificidades do caso concreto, não integra, em rigor, a resolução de uma questão de direito, pelo que tal juízo prudencial e casuístico deverá, em princípio, ser mantido, salvo se o critério adoptado se afastar, de modo substancial e injustificado, dos padrões que, generalizadamente, se entende deverem ser adoptados numa jurisprudência evolutiva e actualista, abalando a segurança na aplicação do direito e o princípio da igualdade.