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O TCAN bastou-se com a verificação de que a Recorrente ficou definitivamente excluída do concurso, por se ter conformado com a sentença do TAF do Porto, quanto à verificação da causa de exclusão prevista na alínea do n. 1 do artigo 14 do CCP, de onde concluiu «que a procedência da pretensão anulatória da deliberação de 02020 da Câmara Municipal de Aveiro, na parte em que admitiu a proposta da contrainteressada e adjudicou a esta o contrato, nunca traria qualquer vantagem, direta ou indireta, para a esfera jurídica da Recorrente.»  1 A decisão das instâncias está em linha com a jurisprudência tradicional deste Supremo Tribunal Administrativo, que tem entendido de forma constante que um concorrente cuja proposta tenha sido excluída e não impugne essa exclusão não tem legitimidade, por falta de interesse pessoal e direto, para arguir vícios próprios do ato de adjudicação – cfr., entre outros, os Acórdãos da 1 Secção, de 27 de janeiro de 2004, proferido no Processo n. 01692/03, e de 14 de fevereiro de 2013, proferido no Processo n. 01212/1 Essa jurisprudência foi reafirmada, ainda recentemente, no Acórdão de 11 de janeiro de 2019, proferido em apreciação preliminar, onde se afirmou que «enquanto excluída de um concurso cuja global legalidade não foi, «qua tale», posta em causa, a recorrente só dispunha de legitimidade – ou interesse em agir – para atacar o acto que a excluía.