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Factos não provados: - desde pelo menos o nascimento de BR, esta e os seus progenitores frequentaram a casa do arguido em jantares e festividades; - o arguido apenas cessou a conduta descrita em decorridos cerca de 30 minutos e porque BR o empurrou; - o arguido tentou introduzir o seu pénis na vagina de BR, o que não logrou; - como consequência, directa e necessária da sobredita actuação do arguido, BR passou a apresentar uma elevada fragilidade e vulnerabilidade associadas aos abusos sexuais de que foi vítima, sendo que estes contribuíram para uma elevada carga traumática que a vai acompanhar para o resto da sua vida, com sentimentos depressivos o que revela um sério dano intrapsíquico associado aos factos que o arguido cometeu sobre a sua pessoa, mas apenas o que resulta dos factos provados; - quis ainda o arguido, com a descrita conduta e tendo em vista satisfazer os seus instintos sexuais, aproveitando-se da circunstância de BR estar sob os seus cuidados e supervisão, tentar introduzir o seu pénis, não o logrando fazer em virtude da resistência de BR, o que sucedeu em uma ocasião; A convicção do Tribunal: A audiência de julgamento decorreu com o registo da prova nela produzida.