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Citados os requeridos vieram contestar, alegando, em suma, que nenhum dos habilitandos é sucessor do executado e a habilitação não se destina a criar um titulo executivo contra dois novos devedores, sendo que a finalidade da habilitação é substituir a parte primitiva pelo seu sucessor na situação jurídica litigiosa; mais dizem que só podiam ser habilitados os requeridos se tivessem sido os destinatários do património do executado, independentemente de ele existir ou não, mas nenhum disputou qualquer património; o habilitando FR não participou na constituição do Movimento; mais dizem que o regime jurídico do art.20 do Código Civil não é aplicável às receitas e despesas das campanhas eleitorais, regendo-se estas por regras próprias quer do ponto de vista da angariação das receitas quer da realização das despesas e o pagamento das despesas em causa na execução terá que ser efectuado a partir das contas bancárias da campanha; dizem ainda que quem sucedeu ao Movimento foi o Estado Português pois o valor excedente foi devolvido ao Fundo de subvenção das campanhas públicas; dizem, ainda, que o exequente pretende obter um título executivo que lhe foi negado na acção declarativa onde foram julgados parte ilegítima; os habilitandos não podem efectuar donativos superiores a 60 salários mínimos e a serem chamados a substituir o executado, estaria ultrapassado esse montante; mais dizem que, mesmo que se admitisse que poderiam ser habilitados, havia preterição de litisconsórcio necessário; a campanha eleitoral não pode ser financiada através do património dos cidadãos proponentes;  O tribunal é competente.