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Foi proferida, após julgamento, sentença com o seguinte decisório:  "Assim, pelo exposto, julga-se a presente ação procedente e em consequência decide-se:   a) Condenar o Réu e a Interveniente solidariamente a pagar à Autora a quantia de €1500,00 doze e quinhentos a título de danos não patrimoniais e a quantia de €2500,00 vinte e dois e quinhentos a título de dano patrimonial futuro, ambas acrescidas de juros de mora à taxa de 4% a contar da presente data e até efectivo e integral pagamento, sendo o valor respeitante à Interveniente deduzido da franquia estipulada no contrato de seguro "   Não se conformando com esta decisão, e lutando para que a sentença seja revogada, o Réu recorreu, apresentando as seguintes conclusões, que se compactam:  Apesar de o Tribunal a quo julgar provado que: o Réu/Recorrente empregou todos os conhecimentos técnico- científicos e os meios necessários ao tratamento realizado pela Autora; não existe de nexo de causalidade entre o tratamento ortodôntico que a A. realizou e as disfunções temporomandibulares de que ficou a padecer; R./Recorrente fez à A. a apresentação do diagnóstico e proposta de tratamento durante 45 minutos, explicando os aspectos relacionados com o tratamento e tendo dado à A. a possibilidade de colocar todas as questões que pretendeu e queria ver esclarecidas, concluiu o Tribunal a quo que o Réu/Recorrente não informou a A. de que o tratamento comportava o risco de a A. ficar a padecer de dificuldades mastigatórias, diminuição da continência oral, alterações faciais, bem como reabsorção radicular nos dentes 11 e 21, pelo que julgou a acção procedente.