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Já para Carneiro da Frada/M João Vasconcelos, "segundo a lei, o abuso pressupõe o exercício de uma posição jurídica” pelo que "é muito discutível que possa em rigor sindicar também comportamentos ofensivos de interesses puramente económicos que não se traduzam no exercício de um direito” cit., pág.. Para estes autores, seria antes de "admitir a indemnizabilidade de danos patrimoniais quando tenha havido uma ofensa grave do mínimo ético-jurídico exigível de todos os membros da comunidade, estejam ou não inseridos em relações contratuais.” cit., pág..   Conclui-se que, em sede de responsabilidade aquiliana, os danos económicos puros só são ressarcíveis em hipóteses circunscritas.