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Na verdade, como em situação paralela, relativa a condenação no pagamento de determinado valor – que se interpretou como ilíquido – concernente a salários, entendeu o Supremo Tribunal de Justiça em Acórdão de 202009, se a Ré, na sequência de uma tal condenação no valor ilíquido das rendas, retiver na fonte determinada quantia a título de IRC e a entregar nas Finanças, pagando à Autora o remanescente, mais não estará a fazer do que cumprir a obrigação para ela resultante da decisão judicial, nenhum perigo de duplicação do pagamento ocorrendo, pois, pelo facto de a condenação se referir ao total do valor devido em função do contratualmente estabelecido entre as partes.