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Para sustentar os pedidos, a Autora alegou que: em 7 de maio de 2001 celebrou com o Réu um contrato apelidado de "Contrato de Participação de Desenvolvimento Urbano”, mediante o qual a Autora se obrigou a proceder ao loteamento de um prédio rústico, composto de terreno para construção urbana, com a área aproximada de 120 m2, sito em Almoinha, freguesia do Castelo, concelho de Sesimbra, descrito na Conservatória do Registo Predial de Sesimbra sob a ficha n.  da mesma freguesia; pelo mesmo contrato prometeu ceder ao Réu comparticipações no desenvolvimento urbano e este prometeu comparticipar financeiramente em todos os custos, encargos e despesas inerentes à operação urbanística, na proporção de 14/31 avos, num período de 48 horas após a Autora apresentar os documentos comprovativos de despesas; nos termos do contrato celebrado e pela comparticipação do Réu no negócio, a Autora cedia-lhe a totalidade do lote 1 e metade do lote 3;o Réu não regulariza as comparticipações financeiras nos termos contratualmente estipulados e interpôs diversas ações em tribunal com o propósito de justificar a falta de cumprimento de tal obrigação; em 15-12011, a Autora procedeu à venda do lote 1 a favor da firma , SA por indicação expressa do Réu; entre a Autora e o Réu ficou acordado que o lote a ceder ao segundo em substituição da metade do lote 3 seria o lote 3-A; em 10-03-2014, por carta registada com aviso de receção, a Autora interpelou o Réu para regularizar a sua quota-parte no remanescente dos encargos financeiros e celebrar a escritura de compra e venda; o réu nada disse e a escritura pública de compra e venda do lote -A não se realizou apenas porque o Réu se recusou a assumir a sua quota-parte nas responsabilidades da operação urbanística; a autora perdeu o interesse na manutenção do contrato; a Autora notificou o Réu para, no prazo de 8 dias, cessar a mora, liquidando as comparticipações me dívida.