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Em nada nos repugna esta orientação: com efeito, como o referido Conselheiro já havia defendido em artigo acessível em https://trc.pt/exequibilidade-da-sentenca-condenatoria-quanto-aos-juros-de-mora/, "a evolução histórica dos preceitos referentes aos títulos executivos revela uma persistente intenção do legislador de abrandar nas exigências formais em detrimento da substância, assim se compreendendo as diversificadas intervenções legislativas que vêm ampliando os títulos executivos e dispensando cada vez mais o recurso à ação declarativa”, desformalização essa que "foi logo sentida pela doutrina que da expressão "sentenças de condenação” foi retirando um conteúdo que não correspondia inteiramente ao elemento literal até ao ponto de defender, com louvável pragmatismo, a exequibilidade de sentenças em que a condenação apenas implicitamente se apresenta”, ao passo que, por seu turno, o legislador foi "respondendo favoravelmente aos avanços que a doutrina e a jurisprudência se permitiram, tanto assim que optou por restringir cada vez mais os casos em que se impunha o recurso a uma ação declarativa” e "sempre que a experiência permitiu demonstrar que determinados documentos transportam consigo um razoável grau de certeza e de segurança quanto à existência das obrigações neles mencionadas, não hesitou em conferir-lhes o necessário revestimento executivo que possibilita "abrir as portas da ação executiva” sem passar necessariamente pela intermediação do tribunal no âmbito de uma ação declarativa.” E somos também sensíveis ao argumento de que "numa ocasião em que a morosidade da resposta judiciária constitui o principal alvo das críticas advindas da sociedade, aqueles que no sistema desempenham as tarefas de aplicação da lei não poderão deixar de integrar, no leque de argumentos, os que melhor reflitam os fatores da eficácia e da economização de meios e de processos quando nada de útil se extraia dessa duplicação.” Por último, é de aceitar a ideia de que, como se defende no Acórdão da Relação de Lisboa, 002011 Relator - Pedro "nas acções condenatórias sobre direitos reais reúnem-se dois juízos, um de apreciação implícito) e outro de condenação explícito).