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Noutra confluência, 10- Na ponderação da eventual não aplicação da suspensão da execução da pena de prisão, o Acordão de que se recorre, em síntese, limitou-se a expressar os seguintes entendimentos / comentários / fundamentos: "Porém, tendo em conta os antecedentes criminais da arguida, respeitantes às duas aludidas condenações por um crime de tráfico de estupefacientes de menor gravidade e por um crime de abuso de confiança, em penas de prisão suspensas na sua execução, sem que tais condenações tenham servido para que inflectisse o seu estilo de vida e para que evitasse a prática de novos factos criminosos”; sublinhado meu por resultar de um evidente, e, que: " considerando que as exigências de prevenção especial atendendo à pessoa do agente que se quer que ganhe consciência do dever ser da vida em sociedade e do valor dos bens jurídicos, designadamente são elevadas, ainda se mostrando necessário que a arguida dê provas de pretender efectivamente inflectir o seu percurso de vida, existindo alguma incerteza quanto ao seu posicionamento futuro em face da vida em sociedade e das suas normas de conduta e ao que será a sua conduta quando retomar a vida em liberdade, com as solicitações e tentações) que se lhe irão apresentar, entendemos que mesmo esta pena única de prisão a aplicar não pode deixar de ser efectiva, pois que a suspensão da sua execução não assegura de forma suficiente e adequada as exigências de prevenção, designadamente especial, que, como se aduziu, são elevadas no caso.” sublinhado, tudo o que, apenas poderia colher, não fosse a arguida/recorrente ter de cumprir de forma efectiva, uma outra pena única de 6 anos e 9 meses de prisão no mesmo Acordão aplicada, o que, desde logo afasta a possibilidade prática de nessa pena única de 4 anos aplicada, ter como fundamentação para o afastamento dessa mesma suspensão, as ali mencionadas "solicitações e tentações) que se lhe irão apresentar”.