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do STJ de 09/09/2014, Fernandes do Vale, sítio do ITIJ, www.dgsi.pt) com o seguinte sumário: "O facto de serem familiares do lesado quem, conjunturalmente, presta a este a assistência tornada imprescindível apenas em consequência do acidente não justifica que aquele não deva ser indemnizado do correspondente dano, certo como é que, além do mais, aquela pode cessar a qualquer momento, quer por causas naturais morte ou impossibilidade de quem a, quer por esmorecimento ou apagamento do inerente afecto e solidariedade familiar, repugnando, por outro lado, ao sentimento dominante da colectividade que, em tal situação, o lesado fique privado dos meios materiais que lhe permitam retribuir, minimamente, os serviços de que beneficia.”  Aquele primeiro acórdão, que nega o direito á indemnização, faz o seguinte raciocínio: "Não estando provado, como não estão no que não há dissenso, aliás) que a ré tenha pago quaisquer quantias aos familiares pela assistência prestada, onde está o fundamento tem-se presente nomeadamente o disposto no artigos 483, 562 a 564 do para aquela indemnização, com aquele fundamento?