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É que tendo em conta que não foi dado como provado a que distância estava o motociclo conduzido pelo demandante F. quando o arguido N. atravessou o veículo que conduzia na via, dado que tal facto também não constava da acusação e sendo certo que consideramos este elemento essencial, salvo o devido respeito por opinião contrária, para se compreender a dinâmica do acidente, e a culpabilidade dos seus intervenientes, entendemos não se poder concluir quem foi o culpado na sua produção e que provocou as sequelas sofridas pelo demandante F. .  Acatando estas considerações sublinhamos nós o facto de não ter sido apurada a velocidade a que seguia o ofendido, sabe-se apenas que ia a velocidade não inferior a 50 km/hora), nem a que distância se deparou com o carro da GNR, sabe-se apenas que não foi a menos de 20/30 metros.