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Porque nada impede que à utilização não agrícola de terreno inserido em RAN, legalmente prevista no artigo  do Decreto -Lei n. 196/89, de 14 de Junho, seja atribuído um valor económico específico, medido a partir de elementos certos e objectivos relativos à localização do próprio terreno, à sua acessibilidade e ao desenvolvimento urbanístico da zona, não é possível afirmar que a norma sub judicio leva ao resultado indesejado de o expropriado se locupletar indevidamente à custa do erário público” É que mesmo tratando-se de terreno inserido em RAN, que não no PDM nem na REN, à data da DUP, encontra-se muito próximo de um núcleo urbano consolidado, conforme decorre da matéria de facto assente ou seja: - situa-se a 300m relativamente à povoação mais próxima, a Vala do Carregado, concelho de Vila Franca de Xira; -dista cerca de 500m relativamente à vila do Carregado; -dista cerca de 1500m do nó do Carregado de acesso às autoestradas A1 e A10; -faz parte de um imóvel que integra-se parcialmente na vila do Carregado; -na parte urbana deste prédio existem as edificações servidas por todas as infraestruturas urbanísticas, tais como casa de habitação constituída por 70 divisões, com 709,50m2 de área e um pátio com 110m2; casa de habitação com 408m2 de área e logradouro com 270m2; casa de habitação com 191m2 de área e logradouro com 239m2; casa de habitação com rés-do-chão e primeiro andar com 791m2 e pátio com 040m  -situa-se na zona de confluência de três núcleos urbanos servidos por todas as infraestruturas urbanísticas Carregado, Meirinha e Vala do; -a estrada que margina a Sul com o prédio referido em  apresenta faixa de rodagem em paralelepípedos e dispõe de redes de distribuição de eletricidade e de águas canalizadas ligadas às respetivas redes gerais, e de esgotos, que abastecem e servem a zona habitacional, comercial e industrial da Vala do Carregado; -a parcela situa-se a cerca de 600m de projetos executados pela REN – Rede Elétrica Nacional infraestruturas industriais/elétricas com edifícios), em terrenos do prédio referido em 6, integrados na RAN e na REN, adquiridos em 2002 pela REN, S.A. pelo valor unitário de €18,00/m  -em 1994, a Sul do prédio referido em 6 e a Nascente da EN1, próximo de parte da parcela a existência dos edifícios utilizados como armazéns e escritórios de SAME – Tratores Agrícolas;  -a existência do edifício sito a Sul junto à Estrada da Vala do Carregado que entronca com a EN1;  -a existência das construções e parqueamentos pavimentados junto à parcela;  -em frente à parcela do lado oposto da EN1, a existência dos edifícios ao lado da Estação de Serviço/gasolineira e a existência desta.”  Ora, o princípio da justa indemnização, deve corresponder aos prejuízos concretos sofridos pelos onerados, não podendo ter em conta critérios especulativos, ou ter em linha de conta expectativas não fundadas em quaisquer factos concretos, nem sustentados por qualquer meio de prova, mas terá de atender aos prejuízos sofridos que, no caso em apreço se não reconduzem à mera perda ou diminuição do rendimento agrícola, mas antes ao concreto prejuízo tido pela oneração da referida parcela, não se vendo que dos factos decorram razões objectivas que permitam confirmar a asserção dos Srs.