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49 do Civil, confia ao julgador a tarefa de determinar o que é equitativo e justo em cada caso, e nesta apreciação releva não o rigor contabilístico da adição de custos, despesas, ou de ganhos mas sim o desiderato de, prudentemente, dar alguma correspondência compensatória ou satisfatória entre uma maior ou menor quantia de dinheiro a arbitrar à vítima e a importância dos valores de natureza não patrimonial em que ela se viu afectada  No caso, desde finais de 2010 o dia-a-dia da vítima se tem pautado pelo medo de o arguido concretizar as ameaças de morte que lhe tem feito daqui resultando quer um cerceamento da sua liberdade de acção, quer os naturais sentimentos de impotência, humilhação e vexame por não poder viver a sua vida sem andar sempre a "olhar para trás”, digamos.