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E como é evidenciado no Acórdão da Relação de Lisboa de 01/02/2007 Ana Paula, «o art 653 do tanto tem em vista a desvinculação do fiador nos casos em que a sub-rogação não é de todo possível, como os casos em que, em termos práticos, o direito do credor já não possa ser exercido ou não o possa ser com as mesmas garantias» - referências jurisprudenciais retiradas do Acórdão da Relação de Coimbra de 04/06/2019, processo n. 1030/16T8VIS-A.C1 Maria Teresa, in www.dgsi.pt neste processo, aliás, a situação é a inversa da que aqui nos ocupa, pois o Banco, na sequência da sua citação em execução fiscal, não reclamou o crédito cujo pagamento veio a reclamar posteriormente na execução embargada, sendo que, na execução fiscal se mostrava penhorado o prédio dado em hipoteca, pelo que esta veio a caducar, sem que o crédito que garantia se tivesse visto pago, ainda que parcialmente para o produto da venda do mesmo – aí se concluiu, portanto, que o Banco embargado prejudicou os fiadores, porque foi nessa precisa medida que os impediu de se poderem sub-rogar no correspondente crédito do Banco, ficando estes, assim, nessa medida, desonerados da sua obrigação).