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2 Considera a recorrente, em síntese, que, tendo confessado a prática dos factos, o que não foi tido em consideração, o tribunal "não valorizou convenientemente outros factores”, nomeadamente as circunstâncias de não ter beneficiado de "uma estrutura familiar normativa nem de um ambiente harmonioso em todo o seu percurso de vida”, de ter mostrado "humildade e arrependimento”, de ter mantido "uma postura calma e integrada desde que se encontra presa”, de não registar condenações por crimes de idêntica natureza, de estar "consciente do crime que praticou e das consequências que daí advêm” e a "mediana” gravidade das suas consequências, tendo em conta "que, para além das cicatrizes descritas nos factos provados, não resultou para a vítima qualquer desfiguração grave e/ou permanente.