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Além disso, como se diz no Acórdão da Relação de Coimbra de 29-02-2012, invocado pelo recorrente e já atrás referido, "O deferimento inicial do requerimento para exoneração do passivo restante depende não apenas da não verificação dos fundamentos de indeferimento previstos no artigo 238 do CIRE, mas também, numa interpretação teleológica e em conformidade com a Constituição, da verificação da possibilidade de satisfação de um mínimo do passivo existente, mediante a liquidação do activo existente e pela cessão do rendimento disponível durante cinco anos.”  Com efeito, como aí se explica:  "A exoneração do passivo restante, como se expõe no número 45 do preâmbulo do decreto-lei n 53/2004, de 18 de Março que aprovou o CIRE, constitui o acolhimento entre nós do "princípio do fresh start para as pessoas singulares de boa fé incorridas em situação de insolvência, tão difundido nos Estados Unidos, e recentemente incorporado na legislação alemã da insolvência”, princípio que "é agora também acolhido entre nós, através do regime da «exoneração do passivo restante».”   Suscita-nos algumas reservas a afirmação contida no mesmo ponto do citado preâmbulo de que o "Código conjuga de forma inovadora o princípio fundamental do ressarcimento dos credores com a atribuição aos devedores singulares da possibilidade de se libertarem de algumas das suas dívidas, e assim lhes permitir a sua reabilitação económica”, na medida em que dos requisitos necessários para o deferimento do requerimento para exoneração do passivo restante não consta que seja necessária a satisfação de um valor mínimo dos créditos dos credores do insolvente.