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Neste sentido, a própria lei do contrato de seguro, aprovada pelo n. 72/2008, de 10 adiante designada por – aplicável ao caso dos autos, pois que o ajuizado contrato de seguro foi celebrado a 02015 - define, em termos gerais, no seu artigo 99 que "O sinistro corresponde à verificação, total ou parcial, do evento que desencadeia o accionamento da cobertura do risco prevista no contrato.” A propósito da noção de risco no âmbito do contrato de seguro, refere JOSÉ VASQUES que "O conceito de risco aparece frequentemente confundido com o de álea; em rigor, esta última indica a probabilidade de uma vantagem com a inerente probabilidade de perda e, neste sentido, o contrato de seguro é aleatório), enquanto o risco reflecte apenas o aspecto negativo desta situação de incerteza, na medida em que significa mais propriamente o perigo de um mal ou, noutra formulação, a possibilidade da ocorrência do evento danoso – construção que se articula com a noção de sinistro enquanto verificação do evento que desencadeia o accionamento da cobertura do risco.”7 Dito isto, o contrato de seguro ora em análise, atenta a factualidade constante do elenco dos factos provados e das cláusulas contratuais ali referidas sob o ponto 4, garante ao respectivo proprietário o ressarcimento dos prejuízos ou danos materiais causados ao veículo automóvel ..-JR-.. em consequência, no que ora releva, de choque ou colisão, de acordo com as definições de tais eventos consignadas sob a cláusula 1 das condições especiais.