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A indemnização por tais danos, «sem embargo da função punitiva que, outrossim, reveste, tem por fim facultar ao lesado meios económicos que, de alguma sorte, o compensem da lesão sofrida, por tal via reparando, indiretamente, esses danos, por serem hábeis a proporcionar-lhe alegrias e satisfações, porventura de ordem puramente espiritual, que consubstanciam um lenitivo com a virtualidade de o fazer esquecer ou, pelo menos, mitigar a havido sofrimento moral»1 Abrange, «nomeadamente os prejuízos estéticos, os sociais, os derivados da não possibilidade de desenvolvimento de atividades agradáveis».13 O valor da indemnização deve ter um alcance significativo, que não simbólico ou miserabilista14, apurado segundo um juízo de equidade artigo 49, n. 3, do, efetivando a procura da justiça do caso concreto, assente numa ponderação prudencial e casuística das circunstâncias do caso, sem olvido do princípio da igualdade artigo 1 da, iluminador da uniformização de critérios, tendo em atenção os padrões de indemnização normalmente adaptados na jurisprudência em casos similares.15 Considerando toda a factualidade elencada que contende com tal questão, que traduz os padecimentos sofridos pela Autora, as consultas, exames e terapias a que se submeteu, as limitações com que passou a viver e as repercussões delas no seu estado anímico, nos períodos de descanso e nos relacionamentos sociais, o nulo grau estético que regista, as dores que continua a sentir, levando em linha de conta os montantes indemnizatórios atribuídos em casos concretos submetidos a apreciação superior16, afigura-se adequado fixar em € 1000,00 dez a compensação a atribuir à Recorrida a tal propósito.