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Não obstante, veio o Recorrente demonstrar que tal entendimento se encontrava descontextualizado da factualidade subjacente aos presentes autos, pelo que não poderia senão improceder, pois como decorria do conteúdo do próprio acto impugnado, na base da sua prática reside a convicção errónea da Entidade Recorrida de que a cabal execução da decisão jurisprudencial, proferida pelo Tribunal Central Administrativo Sul, passaria pela pura e simples prolação de um novo acto administrativo tal e qual o acto administrativo praticado em 2003, há mais de uma década, portanto, expurgado do vício de forma por preterição de audiência prévia, quando no Acórdão proferido pelo Venerando Tribunal Central Administrativo Sul ficou claro "ser impossível antecipar que o acto venha a ser renovado com o exacto conteúdo decisão e que hoje contém”,  Ou seja, do exposto, resulta que o Venerando Tribunal Central Administrativo Sul considerou que seria "impossível antecipar que o acto venha a ser renovado com o exacto conteúdo decisão e” que naquela data o mesmo continha, e isto quer porque os fundamentos deduzidos pelo interessado na sua audiência prévia poderiam alterar a fundamentação e a decisão final, quer pela alteração da factualidade entretanto ocorrida.