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apresenta uma proposta de aquisição, o facto é que se desconhece por completo se esta sociedade tinha um interesse efectivo na compra, pois por um lado, resulta da prova produzida e confessado pela própria Autora, que os representantes nunca reuniram com o Senhor JAA ou com qualquer outro gerente das Rés, e, por outro lado, nunca se juntou aos autos a minuta do contrato promessa de compra e venda e nem a sociedade em questão foi ouvida no âmbito do presente processo; AC)–Salvo o devido respeito, o facto de ter sido apresentada uma aparente proposta de 6000,00 Euros, a qual coincidia com o valor mencionado no segunda contrato de mediação mobiliária, não deveria ser suficiente para o Tribunal a quo concluir que a Autora logrou fazer a prova da essencialidade dos factos constitutivos do direito invocado; AD)–Resulta da matéria apurada que, até 02 de Maio de 2016, os termos e condições do suposto contrato promessa de compra e venda do imóvel, cujo conteúdo se desconhece, não estavam integralmente acordados, nem aceites pelas Rés, nomeadamente no que diz respeito ao preço de venda e assunção dos encargos com a demolição de um dos imóveis, pelo que o Tribunal a quo não poderia ter dado como provada a existência de consenso quanto ao clausulado integral do contrato em questão, sendo que não existe nenhum documento ou correspondência entre as partes sobre o mesmo; AE)–Da mesma forma, também não resulta da prova produzida nos autos que o gerente das Rés, Senhor JAA, contactou a Autora no sentido de confirmar a assinatura do contrato promessa de compra e venda, pelo que a factualidade constante do ponto 44 e 45, ou seja "4 A Autora enviou a minuta do contrato-promessa de compra e venda para o advogado das Rés e a assinatura desse contrato foi marcada para o dia 29 de abril de 2016 sexta-feira), no escritório das Rés;”, na parte em que se refere à marcação da assinatura do contrato, e "4 Nessa data, o gerente das Rés contactou a Autora e solicitou o agendamento da assinatura do dito contrato para o dia 2 de maio de 2016, o que foi aceite pela investidora;”, deveria ter sido dada como não provada; AF)–Quanto à matéria constante dos pontos , , , , , , , e , também andou mal o Tribunal a quo ao considerar a mesma como não provada; AG)–Quanto à questão da capacidade do gerente das Rés para compreender o conteúdo e alcance dos vários contratos apresentados nos autos, para além de o Tribunal a quo ter indeferido a realização de perícia na pessoa de JAAl, resultou do depoimento das testemunhas , e que, durante o ano de 2016, o Senhor JAA raramente ia à sede das sociedades, bem como que não tratava dos assuntos relacionados com as mesmas, apresentado já sinais de debilidade; AH)–Demais, no âmbito do processo de acompanhamento com o número 4240/15T8OER, pelo Juízo Local Cível de Lisboa - Juiz 3, foi dado como provado o seguinte: "-O Requerido apresenta marcada diminuição da acuidade auditiva, perturbação mnésica relevante, com particular defeito para a memória de curto prazo e limitação motora com alteração do equilíbrio e marcha de pequenos passos -Encontra-se dependente na gestão da sua medicação e receituário; -Não é capaz de se deslocar a consultas de forma autónoma nem de entender e cumprir prescrições que vierem a ser determinadas; -O requerido padece de deterioração cognitiva ligeira/moderada; -Não tem qualquer capacidade de crítica para as suas limitações cognitivas; -O Requerido encontra-se usualmente alheado da realidade à sua volta. )