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27 do CPP, a tomada de declarações para memória futura pode ser feita, verificadas determinadas circunstâncias nomeadamente, desconhecimento da identidade do suspeito, ausência deste, necessidade urgente de preservar prova, necessidade urgente de proteger o declarante ou outras pessoas, partida eminente ou possibilidade séria de morte antes de haver arguido constituído, sem que isso ponha irremediavelmente em causa o direito ao contraditório, desde que ao arguido seja, posteriormente, dada a real possibilidade de contraditar e/ou confrontar o autor de tais declarações", vide Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, Processo 12/10JDLSB.L1-9, de 04/05/2017, Relator Abrunhosa de Carvalho.