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Considerou o Meritíssimo Juiz de Instrução, na decisão ora recorrida, que Face ao conjunto de indícios recolhidos no inquérito, que são substanciais e decorrentes de prova pericial, testemunhal e documental abundante e esclarecedora, apenas uma conclusão é legítima: o arguido circulava, dentro do limite de velocidade e em cumprimento das normas estradais; o piso estava em bom estado enquanto circulou na parte do 2 pertencente ao distrito de Coimbra; na fronteira deste com o de Leiria, sem que tal se mostrasse sinalizado ou fosse perceptível a quem conduzia, o estado do piso mudou de bom para quase ruinoso, sendo a transição feita numa irregularidade sensível; por via disso, embora tudo levasse a esperar tratar-se ponto seguro da via, não só pelo estado do piso até então, como pelo facto de se tratar de zona de aceleração, em subida, com duas faixas nesse sentido e com sinalização incentivadora de circulação entre os 60 e os 90 km/hora, o arguido foi surpreendido com a repentina falta de aderência do veículo ao pavimento, com despiste e perda de controlo do mesmo; o acidente tornou-se inevitável a partir daí.