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Vem isto a propósito, como é evidente, da densa nuvem de suspeita que paira desde sobre tudo o que se relaciona com o Grupo;de serem fortes as suspeitas e rumores sobre a "verdade” económico-financeira da em 2006; e, naturalmente, de serem igualmente fortes as suspeitas de tal "verdade” ser já então bem conhecida do B. É incontestável e que não se pode/deve trazer para a apreciação do que aconteceu em Abril de 2006, em termos de cumprimento dos deveres de informação e de verificação do nexo causal, tudo o que entretanto se tornou público e que hoje sabemos, porém, não podemos deixar de afirmar que temos como certo que, se "um banqueiro dá informações inexactas a um cliente que, assim, adquire um mau produto e tem prejuízos”25 deve ser responsabilizado2  É que o banqueiro/intermediário financeiro está obrigado, como já referimos, a veicular/informar o seu cliente de toda a "verdade que conheça”, sendo que também no juízo abstracto de adequação se devem tomar em consideração e incluir, além das circunstâncias reconhecíveis à data do facto por um observador experiente, "todas as circunstâncias efectivamente conhecidas do lesante na mesma data, posto que ignoradas de outras pessoas”2 Significa isto que, estando provado ou melhor, caso estivesse que, em Abril de 2006, a tinha uma situação económico-financeira débil – que as suas contas eram fictícias e que não reflectiam com fidelidade a substância da sua situação patrimonial, razão pelo qual os seus reais ratios de solvabilidade nada tinham a ver com os que as sua contas espelhavam28 – e que o sabia disso mesmo, faria parte dos deveres de informação – da boa fé e lealdade – informar os clientes de tal risco que a representava; pelo que, tendo entretanto ocorrido a sua insolvência, não estaríamos perante uma circunstância extraordinária e estranha ao especto de protecção do dever de informação violado não informar/advertir do risco que a SLN 2 Quando a obrigação de indemnização pressupõe um facto ilícito culposo quer se trate de responsabilidade contratual, quer se trate de responsabilidade extra-contratual), só quando tenham ocorrido circunstâncias extraordinárias, fortuitas ou excepcionais o facto ilícito não será considerado causa adequada do dano; sendo que para que um dano seja considerado como efeito adequado de certo facto não é necessário que ele seja previsível para o autor desse facto: essencial é apenas que o facto constitua – considerando todo o processo factual que, em concreto, conduziu ao dano – uma causa objectivamente adequada.