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Ora, perante o entendimento jurídico exposto, resulta dos factos provados sob os pontos 46, 47, 49, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57, 58, 60 e 61 da sentença e aqui confirmados que, como refere a sentença recorrida, "Perante a matéria de facto apurada nestes autos, não se suscitam quaisquer dúvidas de que o tomador do seguro G..., quando em Dezembro de 2002 propôs à Ré a celebração do contrato de seguro de vida, embora tenha omitido informações sobre o seu estado de saúde pré-existentes, assim como respondeu de forma inexacta a algumas questões que lhe foram colocadas pela Ré no questionário de saúde preenchido aquando da proposta do seguro, omitiu de forma grave e consciente informações sobre o seu estado de saúde que ocorreram entre o preenchimento da proposta e do questionário clínico e, a aceitação da proposta do seguro pela Ré, que deram lugar à celebração do contrato de seguro, pois que, a sua proposta apenas foi entregue no balcão da Ré na Guarda no dia 19 de Fevereiro de 2003, e enviada para a sede da Ré no dia 20 de Fevereiro de 2002, informações essas que se tivessem sido previamente conhecidas da Ré não teria esta aceite celebrar aquele seguro nos moldes em que o fez”.