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- Idem ibidem, p. 41  Ora, no caso em apreço, não é configurável -desde logo – a situação objetiva de confiança na medida em que, consoante já se frisou, a dinâmica dos factos apurados aponta no sentido de que a requerente não quis, de forma alguma, abdicar da titularidade dos móveis, tolerando que a requerida os detivesse na expectativa de celebração de negócio de venda dos mesmos, de tal modo que, em março de 2021, a requerente foi buscar ao imóvel 93 cadeiras factos 31 e. Também não pode afirmar-se a verificação do requisito da boa fé da requerida, sabendo esta que detinha os móveis por tolerância da requerente, de tal modo que, em março de 2021, facultou a retirada das 93 cadeiras.