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Não se trata apenas de presumir que a Ré na sua carta de 002013 ou com o envio de envelopes com quantias em numerário) quer referir-se quando fala em "prometido” e "mande mais”) à dívida mencionada na carta do mandatário do Autor; trata-se ainda de presumir que a dívida mencionada na carta do mandatário do Autor onde não consta qualquer referência aos fornecimentos que a geraram) é aquela que se reclama nestes autos, exclusivamente relativa a fornecimentos posteriores a 2008, sendo que esta última é contrariada pelos meios de prova produzidos, desde logo pelos documentos juntos aos autos, começando até pelos apresentados pelo Autor, vários deles respeitantes a factos anteriores a 2008 sendo certo que está demonstrado por documento que a Ré no ano 2000 alterou a sua actividade para efeitos fiscais, com a consequente cessação da actividade relativa à sua mercearia e que em 212000, mediante o contrato de comodato documentado nos autos, o estabelecimento passou a ser explorado pela nora da Ré – depoimentos de A. de A.; a própria mulher do Autor – R. – admitiu que a dívida que reclamou da Ré era também por fornecimentos anteriores a 2008 e que – gravação aos 42m30s – no início da relação só fornecia à Ré, mas que depois «mais para o fim» fornecia à nora, sendo que as facturas «que passava era em nome da nora» – 42m26s – e que «porque passou para o nome da nora não sabe» - 42m45s, mas que a Ré, apesar disso, «sempre estava lá» - 42m40s; mais declarou não saber desde quando estava em dívida e que «é possível que ainda deva de 1999», sendo dívidas acumuladas de 30 anos).