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Não se conformando com tal acórdão, recorreram as autoras, tendo formulado as seguintes CONCLUSÕES:  A) O acórdão recorrido funda-se – no essencial da sua argumentação – em posições jurídicas novas em que se não fundara a confirmada sentença de  instância, a saber:  ) A impossibilidade da Relação conhecer da invalidade dos efeitos civis patrimoniais dos decretos bispais em apreço, maxime quanto à representação da PIA UNIÃO, porque, à luz da separação jurisdicional consagrada na Concordata, isso implicaria uma inadmissível pronúncia sobre uma relação de direito canónico, estabelecida entre a PIA UNIÃO e o BISPO da DIOCESE de --- - ---;  ) A natureza jurídica da PIA UNIÃO – como associação pública de fiéis – resultaria de ter nascido na vigência do de 1917, à luz do qual tal natureza deve ser avaliada, mesmo na vigência do de 198  B. Todavia, o Tribunal não deu a oportunidade aos ora recorrentes de se pronunciarem sobre tais teses, o que viola o princípio do contraditório, tal como estabelecido no art.