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com referência ao disposto no art 204, n 2, al., todos do Penal, deverá ser encontrada entre: - o mínimo 2 anos e 4 meses e 24 dias e o máximo de 16 anos e 8 meses de prisão pelo crime de homicídio qualificado tentado; - e o mínimo de 3 anos e o máximo de 15 anos de prisão pelo crime de roubo agravado;  - Sobressai no modo de actuação do arguido, que a sua situação de inserção familiar, não foi óbice a que se tivesse determinado a acompanhar os outros co-arguidos no quadro do plano estabelecido para assaltarem o ofendido naquelas circunstâncias de tempo e lugar e afoitamente trazer e usar a faca para atingir a vida e a integridade física do ofendido, indiferente à condição deste, à sua idade, à sua saúde e às consequências das facadas desferidas, deixando-o no solo a esvair-se em sangue;  - A consideração destes factos torna muito elevadas as necessidades de prevenção geral e especial e que, na nossa perspectiva, o grau de integração social e familiar do mesmo não se exibe suficiente para esbater o sentimento de reprovação social que o caso provoca, mais a mais, quando é certo é que foi a mesma inserção que não impediu que viesse a cometer os crimes em causa;  - Aliás, como atrás sublinhamos não obstante a sua jovem idade, a verdade é que surge amplamente documentado nos autos as circunstâncias dos actos por si perpetrados reveladores de personalidade absolutamente indiferente ao dever ser jurídico penal, com total indiferença para com o património, a integridade física e a vida dos outros, suas famílias e sociedade em geral, porque profundamente alheia aos valores mais elementares que coloca em xeque;  - E onde a confissão parcial dos factos que se resume ao desferimento das facadas e com isso o declarado surge impelida/provocada por aquilo que foi a atitude dos demais arguidos e que o implicaram de forma incontornável);  - Pelo exposto, efectuando a pertinente ponderação pelos critérios de individualização das penas previstos nos artigos 4, n. 1 e 7, n. 1, do Código Penal, entendemos, com todo o respeito que nos merece a opinião contrária, que pelo cometimento dos imputados crimes, as necessidades de punição que o caso requer só ficarão plenamente satisfeitas com a aplicação relativamente ao imputado crime de roubo agravado de uma pena de 3 três) anos e 9 meses de prisão e relativamente ao crime de homicídio qualificado tentado de uma pena de 6 anos e 9 de prisão e, em cúmulo jurídico de uma pena única situada nos 8 anos de prisão;  – Com todo o respeito que nos merece a opinião contrária, a não ser atendido o por nós antes pugnado, temos para nós que, mesmo na moldura atenuada resultante da aplicação daquele regime para jovens delinquentes, as penas parcelares e única aplicada ao arguido não dão satisfação às necessidades de punição que o caso requer;  – Em vista dos factos dados como provados mal se compreende a fixação da medida punitiva pela prática dos crimes em causa tão próximo do limite mínimo particularmente no crime de roubo tão parcimoniosa e desproporcionada à acentuada carga de censura da postura do agente dos factos no seu cometimento e inadequada à salvaguarda dos objectivos punitivos de reprovação dos comportamentos delitivos e da sensibilização para a observância no futuro das regras e valores de regular convívio em sociedade e de prevenção geral da criminalidade, pelo exemplo e reforço da confiança da comunidade que da condenação tome conhecimento no funcionamento do direito e das instituições;  - Perante os factos assentes pelo tribunal a quo que assumem elevada gravidade, são prementes as necessidades de prevenção geral e especial, pesando negativamente no prognóstico a efectuar, a fragilidade da sua situação pessoal e familiar e as caraterísticas de imaturidade e falta de consciência critica revelada;  - Pelo exposto, efectuando a pertinente ponderação pelos critérios de individualização das penas previstos nos artigos 4, n. 1 e 7, n. 1, do Código Penal, e ainda que se lance mão da atenuação especial do regime penal de jovens adultos como fez o tribunal a quo entendemos, com todo o respeito que nos merece a opinião contrária, que pelo cometimento dos imputados crimes, as necessidades de punição que o caso requer só ficarão plenamente satisfeitas com a aplicação relativamente ao imputado crime de roubo agravado de uma pena de 3 três) anos e 4 meses de prisão e relativamente ao crime de homicídio qualificado tentado de uma pena de 6 anos de prisão;  - Face a todas as considerações supra expostas, que aqui se dão por reproduzidas, entende-se que, neste caso, a pena única a aplicar não poderá ser inferior a 7 anos de prisão;  - Por tudo o exposto entendemos que o Tribunal "a quo”, com o acórdão proferido, interpretou erradamente e, em consequência, violou o disposto nos arts 14, n 2, 23, ns.