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Terminaram a pedir a condenação da autora como litigante de má-fé em multa não inferior a 500,00€ e indemnização de igual montante a favor da ré , para o que aduziram que a mesma instrumentalizou a justiça e o apoio judiciário, tendo demandado aquela administradora bem ciente de que a mesma cumpriu os seus deveres e funções com o maior cuidado, zelo e diligência.Foi proferida sentença que julgou que decidiu nos seguintes termos: Pelo exposto, julgo parcialmente procedente a ação e, em consequência:   a) absolvo a ré – Administração de Condomínios, Lda., dos pedidos que contra si foram deduzidos pela autora;  b) condeno o réu condomínio:   a realizar as obras de reparação do "telhado”;   a pagar à autora a quantia de 400,00€, acrescida dos juros de mora, à taxa legal em vigor em cada momento, vencidos desde a presente data e até integral pagamento;   a pagar à autora a quantia que se vier a apurar em liquidação ulterior como sendo a ajustada a realizar as obras referidas em J., com o limite de 350,00€4, sendo pelo réu condomínio devidos juros de mora sobre a quantia a liquidar, à taxa legal em vigor em cada momento, a partir da sua liquidação;  ) absolvo o réu Condomínio de tudo o demais peticionado pela autora;  ) não condeno a autora como litigante de má-fé.Inconformado com a sentença, o réu Condomínio interpôs recurso, finalizando com as seguintes conclusões transcrição):   A douta Sentença recorrida determinou que: "Como se extrai da factualidade assente, a fração da autora, desde o inverno de 2011, apresenta manchas de humidade, que se foram agravando a cada inverno que passou, ao ponto de, à presente data, a fração estar completamente coberta por manchas de humidade em quase todas as suas divisões, com deteriorações das argamassas, afetação da tinta, presença de bolores e odor a mofo, devendo-se tais manchas, bolores e odores a um conjunto de fatores, ou seja: .- à circunstância de as placas de fibrocimento da cobertura do prédio, com mais de 20 anos, se apresentarem partidas, nomeadamente em cantos, sendo que há zonas onde as telas impermeabilizantes se encontram rasgadas ou já descoladas; .- a problemas de recolha das águas pluviais e tubos de queda existentes na fachada; .- à inexistência de qualquer sistema de controlo térmico na cobertura; .- à existência de zonas onde as placas da cobertura se possam encontrar desadequadamente encaixadas.