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TRP, datado de 202008), em alternativa à mesma, caso se considere, como se considerou, que a Embargada, por ser possuidora de uma letra de câmbio, está dispensada do ónus da prova dos factos constitutivos do direito de crédito que, a aplicação ao caso "sub judice” do disposto no artigo 34, n. 2, do : " Há também inversão do ónus da prova, quando a parte contrária tiver culposamente tornado impossível a prova ao onerado, sem prejuízo das sanções que a lei de processo mande especialmente aplicar à desobediência ou às falsas declarações.”; 13 Assim, provando-se que a primitiva Embargada, a Pactusmar, omitiu culposamente a formalização por escrito do contrato de prestação de serviços que alega ter celebrado com a Embargada, dever-se-á entender que a mesma tornou culposamente impossível à Embargante, através da forma legalmente/estatutariamente prescrita, produzir prova de que o mesmo tal contrato não existe e ou do seu alegado conteúdo e que tal omissão dificulta extremamente a prova sobre a suaexistência e ou sobre o seu putativo conteúdo, que deve referir explicitamente a sua duração, a data de entrada em vigor, a forma de prestação de serviços a desempenhar, o modo, o local e o prazo de entrega da documentação, os honorários a cobrar e a sua forma de pagamento.