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Ora, mesmo que se entendesse que a obrigação de elaboração do relatório e de conceder o prazo previsto para exercício do direito de audiência prévia tal como consagrado no artigo 1, n.s 1 e 2 da Lei n. 27/2008, de 30 de Junho não era aplicável ao procedimento especial em questão de retoma a enquanto enxerto da fase inicial do procedimento normal de proteção internacional, o certo é que, ainda assim, conforme, além do mais, defendido no Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo, de 21 de Maio de 2020, processo n. 0645/15BELSB, os serviços SEF teriam sempre a obrigação de "projetar” a sua intenção de transferir o Autor para a Áustria, nos termos do n. 2 do artigo 12 do CPA.