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fizeram-no sem qualquer autorização dos A.A., à revelia absoluta, e sempre sem qualquer tipo de licenciamento – ponto 63;  5 Os A.A., assim que verificaram a construção de tal muro e colocação de rede, em finais de 1991, novamente foram reclamar a sua destruição junto do R. marido – ponto 65;  5 E fizeram-no uma vez que aquele muro se achava construído sobre o troço de meação e sem qualquer autorização dos A.A. e ainda chamando a atenção para o que poderia vir a constituir um obstáculo sério ao escoamento de águas, nomeadamente em caso de cheia – ponto 66;  5 O que o R. marido, uma vez mais, se negou a fazer, também com o argumento de que aquele troço era seu e nele poderia fazer o que entendesse – ponto 67;  5 O caudal afluente à secção do referido trecho final do ribeiro  está condicionado pela passagem hidráulica retangular de secção dupla existente sob a linha de caminho de ferro, aproximadamente 250 metros a montante e pela canalização contígua a esse trecho, com tubos de diâmetro de 1,5 metro – ponto 68;  5 O "aquedutamento” efetuado pelos A.A. foi devidamente licenciado e legalizado como sendo adequado ao caudal de cheia – ponto 69;  5 O mesmo não se passa com a canalização do já referido troço de meação de 6 a 7 metros realizada pelos R.R., porquanto o caudal escoado pela tubagem de 1 metro de diâmetro, sendo da ordem dos 3,52 m3/s é inferior cerca de 4 vezes ao da tubagem de 1,5 metro de diâmetro – ponto 70;  6 A diminuição de caudal nesse troço de meação causou o bloqueio ou estrangulamento das águas que então provinham do Ribeiro , uma vez que, logo após o "aquedutamento” dos A.A., as águas encontraram forte oposição e barreira na canalização desse troço de meação, cuja secção de vazão era insuficiente e inapta a receber o indicado caudal de cheia – ponto 71;   6 Razão pela qual a água tinha de transbordar nessa ligação de troços entre o licenciado de 25 metros e o de 6-7 para o solo, em fortíssimos jarros de água – ponto 72;  6 Numa primeira fase, o muro contribuiu para a retenção da água que refluía através da junção entre os canais a montante e a jusante daquela secção e que numa segunda fase, após o colapso do coroamento dos muros de vedação com o espaço canal, o referido muro perpendicular ao escoamento teve um comportamento neutro, uma vez que o caudal excedentário refluía a montante e a jusante do referido muro – ponto 74;  6 Durante 10 anos, entre 1991, altura em que os R.R.