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da RL de 20/12/201 processo 1133/19TBTVD-L1-2, in dgsi.net ")A criança que é portuguesa, nasceu em ../../.. e com pouco mais de 3 anos foi viver para a Suíça, inicialmente com a mãe e pouco tempo depois com a mãe e com o pai e aí se manteve até aos 6 anos e 8 meses sensivelmente, convivendo, depois do regresso do pai, com a mãe e um irmão uterino cujo relacionamento se desconhece, mas onde frequentou a escola desde 17/8/2015, ainda não tinha cinco anos e onde se manteve por mais quase dois anos e não obstante ter em Portugal conforme declarou, para além do pai dos primos e da restante familiar que residem em Portugal, a verdade é que o convívio com os mesmos se faz agora apenas em 2017 e pelo curto período de Julho a Setembro de 2017 a criança já regressou à Suíça como dos autos, sendo certo que foi com a mãe e naturalmente com o pai no período em que estes viveram juntos que o convívio se fez mais intensamente era decerto de forma mais gratificante, resultando provado dos autos que é na Suíça que a vida da menor se encontra organizada, onde praticou todos os seus actos do quotidiano frequentou a escola, foi assistida em termos de saúde, teria sido certamente mais gratificantes para a filha se os pais se tivessem mantido juntos na Suíça, mas tal não foi possível, em suma é na Suíça a residência habitual da menor Averiguar da ilicitude da deslocação ou retenção de uma criança alegada como fundamento do pedido de regresso apresentado nos tribunais portugueses reconduz-se a determinar se aquele que deslocou a criança para Portugal tinha o poder de, por si só, decidir sobre o respectivo local de residência ou se a deslocação ou retenção foi ou não efectuada com o acordo ou com o consentimento do titular o co-titular do poder.Não obstante a criança poder ser particularmente viva e atenta, a verdade é que a mesma se encontra no limiar do seu processo de formação, formação essa que iniciou na Suíça em 2015, muito embora lhe possa parecer indiferente fazer a sua formação escolar na Suíça ou em Portugal, a verdade é que são seguramente diferentes os métodos de ensino em Portugal e na Suíça, todo o percurso escolar será diferente pelo que uma vez iniciado é do superior interesse da criança continuá-lo sem quebras fracturantes, pelo que, não obstante as preferências manifestadas pela criança em ficar em Portugal, as fundamentadas razões para cá ficar, que se prendem com a proximidade com a família alargada,- que a distância geográfica não apagará porquanto nos seus períodos escolares a criança seguramente virá a Portugal- porque é na Suíça que a criança tem o seu centro de vida organizado junto da mãe, como provado está, não se considerará a vontade da menor em não regressar à Suíça”.