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Na verdade, o n 2 prevê a extensão da inimputabilidade aos casos em que o agente, "por força de uma anomalia psíquica grave, não acidental e cujos efeitos não domina, sem que por isso possa ser censurado, tiver, no momento da prática do facto, a capacidade para avaliar a ilicitude deste ou para se determinar de acordo com essa avaliação sensivelmente diminuída” E o n 3 acrescenta que a comprovada insensibilidade do agente às sanções penais pode constituir índice da situação prevista no n   Conforme decidiu o Supremo Tribunal de Justiça, em 02014, no processo 354/16GASXL.LS1, in www.dgsi.pt: " Tradicionalmente, a imputabilidade diminuída era reconhecida como cobrindo as situações em que o agente está fortemente limitado na sua capacidade de avaliação da ilicitude do ato e de determinação de acordo com essa avaliação, sem que tal capacidade esteja completamente eliminada.