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o) Discorda-se em absoluto dessa conclusão, essencialmente por duas ordens de razões: 	Uma, estrutural – que tem a ver com o facto de a deliberação tomada pelo Recorrente não ter sido configurada como uma transmissão, mas antes a uma dissolução da EE Urbis, EM SA, por imposição legal, nos termos previstos no artigo 62 da Lei n. 50/2012, de 31 de agosto; 	e, outra, teleológica - que decorre dos efeitos contra producentes que uma tal qualificação teria, da perspetiva dos valores e princípios prosseguidos com ao regime previsto na citada Lei n. 50/201 De facto, afigura-se-nos que a dissolução da EE Urbis por efeito da aplicação das cominações do regime legal previsto no artigo 62 da Lei n. 50/2012, é de qualificar como uma cessação definitiva e global de atividade e de clientela da EE Urbis EM SA, não consubstanciando a internalização da atividade das empresas locais, permitida pelo artigo 65 da mencionada Lei, uma transmissão laboral da empresa ou estabelecimento, nos termos do artigo 285 do CT, tanto por falta de animus, transmissivo, como pela impossibilidade de configurar nesta situação, uma unidade económica no seio do próprio "transmitente”.