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Com efeito, se no regime do art.110 o legislador houvesse querido sancionar e punir autonomamente a actividade transformadora do arguido das vantagens de que se apropriou, determinando o confisco de património cuja titularidade pelo arguido passaria a ser considerada ilícita punição de actividade "braqueadora”, ou pura e simplesmente punição da operacionalidade do agente com o produto do crime, assim se visando evitar a entrada no comércio jurídico do montante apropriado e a multiplicação da actividade; se fosse este o figurino legal que não é), o confisco poderia actuar com autonomia e em concurso com a indemnização ao ofendido que o arguido teria de suportar, sendo, neste caso possível o cúmulo das pretensões do MP e do ofendido.