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Atente-se que depois da aludida partilha, ao longo de vários anos, o réu  não voltou a adquirir quaisquer bens que pudessem servir de garantia patrimonial aos créditos constituídos depois da partilha em que se despojou dos bens integrantes da sua meação conjugal em benefício da ré E. Neste circunstancialismo, só se pode concluir, que os réus  e E dolosamente outorgaram a partilha impugnada com o fim de impedir a satisfação de futuros credores do réu , nomeadamente os autores, preenchendo-se assim também necessariamente o requisito da má-fé requerido pela primeira parte do n 1, do artigo 612 do Código Civil quanto ao devedor e ao terceiro.