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Consoante ressalta da síntese recursória e excertos decisórios supra transcritos, sendo a subtracção um dos elementos constitutivos do crime de furto - consubstanciada "na violação do poder de facto que tem o detentor de guardar o objecto do crime ou de dispor dele, e a substituição desse poder pelo agente”1 -, existe alguma clivagem doutrinária e jurisprudencial a propósito do associado momento da consumação da infracção que diverge em três posições  fundamentais: ) A tese da posse instantânea - doutrina tradicional - que se basta com a consumação formal, sendo suficiente que a coisa subtraída passe para a esfera do poder do agente criminoso para se considerar que ocorreu a efectiva lesão do interesse tutelado, não sendo necessário verificar-se o exaurimento total do plano do agente, nem carecendo a detenção da coisa de qualquer período temporal; ) A tese da posse pacífica da coisa apropriada exigindo a detenção em pleno sossego ou estado de tranquilidade, encabeçada por Eduardo Correia em reacção ao primeiro entendimento citado2; ) A tese da tendencial estabilidade, surgida mais recentemente, que centra a questão na perda do domínio de facto por parte do anterior fruidor, podendo dizer-se que, em regra, "a subtração se verifica, e o furto se consuma, quando a coisa entra no domínio de facto do agente da infracção, com tendencial estabilidade, isto é, não pelo facto de ela ter sido removida do respectivo lugar de origem, mas pelo facto de ter sido transferida para fora da esfera de domínio do seu fruidor pretérito” Cremos que esta última posição é a dominante neste Tribunal da Relação do Porto e já a subscrevemos, como adjunta, no Acórdão proferido a 7/12/2018, no Proc.