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Da matéria de facto dada como provada, resulta que:  a) No dia 20/09/2009, cerca das 10h00, ocorreu um embate ao km 35,759 da EN206 em ..., Guimarães, em que foram intervenientes o veículo ligeiro de passageiros de matrícula VA, conduzido pelo réu, e uma bicicleta, conduzida por A. R.; b) No local mencionado em a EN206 tem 7 metros de largura, com dois sentidos de trânsito, divididas por uma linha contínua e marginadas por linhas guias, e configura uma curva com boa visibilidade, com entroncamento à esquerda com a Rua dos ..., considerando o sentido Famalicão – Guimarães; ) No local mencionado em o piso da EN206 era, à data do sinistro, em betuminoso e encontrava-se seco e em bom estado de conservação; ) Nas circunstâncias de tempo e lugar mencionadas em o réu conduzia pela EN 206, em ..., Guimarães, no sentido Famalicão – Guimarães, com uma TAS de 1,07g/; e) Nas circunstâncias de tempo e lugar mencionadas em A. R. o conduzia a bicicleta pela EN 206 em ..., Guimarães, no sentido Guimarães – Famalicão; f) Quando se aproximava do entroncamento mencionado em, o réu decidiu mudar de direção à esquerda para a Rua dos ..., tendo-o feito de forma distraída, desatenta e alheada dos demais utentes da via, sem se certificar previamente se circulavam outros veículos em sentido contrário; g) Por força do estado de distração e desatenção mencionado em, o réu só se apercebeu da presença da bicicleta quando já se encontrava na hemifaixa de rodagem da esquerda, atento o seu sentido de marcha, indo embater com a parte frente esquerda do VA na referida bicicleta e no corpo do A. R.; h) Em consequência do referido em, o A. R. foi projetado por cima do capot do VA, vindo a cair já na Rua dos ..., juntamente com a bicicleta, a cerca de 2,80 metros do muro situado do lado esquerdo da Rua dos ... atento o sentido de marcha do réu; ) Após o embate e apesar de se ter apercebido que o A. R. se encontrava prostrado no chão e sem sentidos, o réu abandonou o local sem cuidar de lhe prestar ou pedir o auxílio necessário a que estava obrigado, nem de providenciar pelo seu socorro; j) Como consequência do referido em e o A. R. sofreu, entre o mais, fratura das 5 à 8 costelas direitas e 1 à 5 costelas esquerdas, fratura da sínfise púbica e da asa do ilíaco esquerdo, fratura do corpo das 4 e 5 vértebras da coluna vertebral, fratura dos côndilos femorais e prato da tíbia da perna esquerda e traumatismo cranioencefálico; k) O A. R. foi transportado para o Hospital de São João no Porto, onde veio a falecer em 012009, em consequência do traumatismo cranioencefálico mencionado em.