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Com efeito, após a turbulência gerada com redação introduzida pela Lei n. 59/2007, de 4 de setembro, ao n. 3 do artigo 3 do Penal na parte em que excluía da figura do crime continuado «os crimes praticados contra bens eminentemente pessoais, salvo tratando-se da mesma vítima» cf., a Exposição de motivos do Projeto Lei n. 277/, a Lei n. 40/2010, de 3 de setembro eliminou a ressalva feita à mesma vítima, não subsistindo hoje qualquer dúvida de que sempre que estejam em causa bens eminentemente pessoais - como o é a honra – ainda que respeitantes à mesma vítima, arredada fica a punição pelo crime continuado – sublinhado nosso.