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O sustento dos pedidos assenta, em termos sintéticos, na alegação de que: no terreno em causa, a  Ré propôs-se alargar a Estrada  tendo a Autora sido contactada pela  Ré no sentido de saber se consentia na cedência de uma faixa de do mesmo, sita na extremidade sul confinante com a referida estrada municipal, numa extensão de 3,5 metros; a Autora negou esse consentimento a não ser que todos os herdeiros do falecido  nisso consentissem, o que não sucedeu; a  Ré fez a obra, sem o seu consentimento, ocupando mais área do que a previamente comunicada, tendo ainda, procedido à destruição das vides, remoção dos esteios de cimento que suportavam a ramada com vinha aí existentes numa extensão de 60 metros a contar da estrema sul, à construção e pavimentação de uma berma em cubos longo de toda a linha de confinância com a estrada, à construção de um muro de delimitação do aludido prédio, com o tapamento de três entradas que o mesmo tinha a nascente e, por fim, o alteamento de uma rampa de acesso.Citados Réus, apresentaram contestação, pugnando pela improcedência da ação nos termos que se resumem: Município  -: em setembro de 2007 foi dado consentimento verbal à ocupação da faixa por Autora e restantes herdeiros; a partir dessa altura Réu passou a ocupar a faixa como proprietário; existe abuso de direito por parte da Autora; o princípio da intangibilidade da obra pública impede a restituição da faixa como se encontrava anteriormente; o valor da faixa de terreno será de 550,80 EUR quando as obras de reposição seriam na ordem dos 5000 EUR.