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Em verdade, reafirma-se que se deve continuar a perfilhar o entendimento segundo o qual o prazo de prescrição de três anos do direito à restituição fundada no enriquecimento sem causa, dada a deslocação patrimonial do empobrecido a favor do património do enriquecido em razão da união de facto, surge com o termo da união de facto e esta, no caso vertente, ocorreu em Março de 201 Daí concordarmos inteiramente com o que ressuma da decisão recorrida: "mantendo-se a autora na fruição dos bens em causa após o reatamento da relação com o réu cerca de um mês depois de ter saído de casa em 2014, e mantendo-se, por isso, a causa que determinou o alegado enriquecimento do réu, não se vislumbra encontrarem-se nessa altura, em 2014, reunidos os pressupostos de facto e de direito do direito à indemnização por enriquecimento sem causa, designadamente que, naquele interregno de um mês de separação temporária, a autora pudesse ter tomado consciência e conhecimento da sua ora alegada posição de empobrecida e do invocado direito à restituição por enriquecimento sem causa, de modo a poder exercê-lo.” Por tudo o exposto, improcedem todos os argumentos esgrimidos pelo recorrente na presente apelação.