Legal Document Excerpt:

2 – Citados os Réus, vieram contestar, por excepção, aduzindo, em resumo, o seguinte: –A petição inicial é inepta, por falta de factos essenciais à pretensão do Autor ; –Em bom rigor, a Autora não emprestou aos Réus a quantia de 3263,01 € para uso destes, mas sim para auto-liquidar uma dívida anterior dos Réus ; –Em 08/08/2012, a Autora e os Réus acordaram dar em cumprimento, para pagamento da dívida global no montante de € 17146,42, o imóvel que havia sido dado de hipoteca ao Autor ; –Em virtude de, nessa ocasião, a Autora apenas ter avaliado o imóvel em € 14000,00, os Réus ficaram ainda devedores, na auto-liquidação que o Banco fez das quantias em dívida, da quantia de 3146,42 € ; –A Autora não junta nenhuma prova da interpelação alegadamente efectuada, não alegando sequer em que data a mesma terá ocorrido, ou em que data considerou definitivamente incumprido o contrato ; –Não o tendo feito, e tratando-se de factos constitutivos do seu direito, verifica-se falta de causa de pedir ; –Pois deveria ter alegado os factos concretos constitutivos do invocado incumprimento dos Réus ; –Nomeadamente que os interpelou admonitoriamente e em que data considerou definitivamente não cumprida a obrigação ; –Não alegou, assim, factos constitutivos do direito de peticionar o vencimento antecipado da dívida, pelo que a sua pretensão nunca poderá proceder ; –Sendo inepta a petição inicial e, consequentemente, nulo todo o processado, tal constitui excepção dilatória, nos termos do art.