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Na interpretação do equivalente preceito do Código de Processo Civil anterior o artigo,  foi pacífico o entendimento segundo o qual em sede de recurso jurisdicional o tribunal de recurso, em princípio, só deve alterar a matéria de facto em que assenta a decisão recorrida se, após ter sido reapreciada, for evidente que ela, em termos de razoabilidade, foi mal julgada na instância recorrida neste sentido os acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo, de 112005, processo n. 394/05, de 112008, processo n. 601/07, de 002010, processo n. 0161/10 e de 202010, processo n. 01010/09; e acórdãos do Tribunal Central Administrativo Norte, de 002010, processo n. 00205/03 PNF, e de 102012, processo n. 00849/0  Isto porque o Tribunal de recurso está privado da oralidade e da imediação que determinaram a decisão de primeira instância: a gravação da prova, por sua natureza, não fornece todos os elementos que foram directamente percepcionados por quem julgou em primeira instância e que ajuda na formação da convicção sobre a credibilidade do testemunho.