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a aceitação não devolução) da factura unilateralmente emitida pela R.  e o pagamento dos bens fornecidos não pode ter-se por comportamento concludente - que, com toda a probabilidade, revele a aceitação da cláusula de renúncia ao foro normalmente competente; como é evidente, são realidades bem diversas a aceitação das obrigações emergentes dos fornecimentos titulados por cada factura enviada e a aceitação da proposta de pacto de jurisdição nela encapotadamente incluída – não havendo qualquer elemento que, em termos minimamente consistentes, permita concluir que tal cláusula foi efectivamente apreendida, no seu real significado, pela A. e por ela aceite – em termos de abranger a dirimição de todos os litígios, mesmo que respeitantes à relação fundamental existente entre as partes, de modo a poder ter-se por verificado o requisito estruturante da necessária bilateralidade dos pactos de jurisdição.” No caso, os elementos apresentados pela R. não são suficientes para que possa dizer-se sequer que houve uma aceitação tácita da A. à proposta do foro que a R. a faz constar das condições gerais de venda, às quais faz uma menção meramente genérica nas faturas enviadas, registando-se que nestas nem sequer é feita qualquer indicação específica à questão da escolha do tribunal para dirimir os litígios emergentes daquela relação comercial.