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Com efeito, a factualidade que se mostra resumida na análise de direito feita pelo Tribunal a quo encontra-se vertida nos n.s 6, 42 a 47, 83 a 111, 128 a 167, 177 a 202, 351 e 369 a 373 dos factos julgados provados, dúvidas não existindo de que AA transmitiu a BB informações sobre processos de que era titular, informações que BB transmitiu a terceiros – a título de exemplo, veja-se o n. 47 dos factos provados relativo a email de 212011 em que transmite a informação que lhe fora dada por BB quanto à documentação que deve preparar para posterior junção aos autos e isto em momento anterior à outorga por da procuração a favor de e à emissão do substabelecimento que este passou a BB -, e entregou-lhe peças processuais dos mesmos, apesar de tais processos se encontrarem em segredo de justiça, o que permitiu a BB apresentar os requerimentos que vieram a justificar os arquivamentos a que AA procedeu, ao invés de prosseguir com as diligências de investigação que se impunham, tendo, como também é referido pela decisão recorrida, AA entregue ainda a BB peças processuais e documentos do DCIAP abrangidas por segredo de justiça, segredo que, em alguns casos, nem sequer dizia respeito a clientes do arguido BB, como sucedeu em relação aos documentos que foram localizados no escritório do BB, concretamente, um relatório referente ao inquérito com o n 244/1......, com timbre da PGR de que o arguido AA era titular, cópia de resposta a motivação, apresentada pelo arguido AA no âmbito do inquérito com o n 77/1...... ainda não assinada por, cópia de uma carta do Banco Santander Totta dirigida ao DCIAP destinada ao inquérito com o NUIPC 244/1...... de 31-10-2011 referente a , que não era cliente do arguido BB e estava abrangida por sigilo bancário, e uma folha com o timbre da PGR DCIAP correspondente a uma minuta de uma informação de esclarecimento público sobre uma notícia que envolvia , datada de 102011, e que não se encontrava assinada, mas com referência ao arguido AA.