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Feita esta ponderação, julgo adequado e proporcional que o Autor seja indemnizado, a este título, ou seja, pela perda da capacidade de ganho futuro, em € 5000,00, uma vez que as lesões e sequelas sofridas impedem-no, na prática, de exercer com o mínimo de proficiência, a sua profissão.”  A R. considera que o A. não tem nem teve quaisquer perdas salariais para além do subsídio de trabalho nocturno, de reduzida expressão), e que sempre lhe foi pago por inteiro o seu vencimento, nem tem que fazer qualquer esforço adicional para efectuar o trabalho que até então fazia, pois que foi colocado noutro menos exigente em termos físicos, pelo que não lhe deve ser arbitrada indemnização superior a 1000,0  Por sua vez, o A. entende que ficou totalmente impossibilitado de exercer as funções mencionadas em, passando a exercer a sua actividade profissional de forma amplamente condicionada, nas circunstâncias descritas em,, e, pelo que lhe deveria ter sido fixada indemnização no montante de 7000,0  Ora, como resulta claramente do extracto transcrito da motivação dos factos, foi exactamente em consequência das limitações que o A. passou a ter no exercício da sua actividade profissional que o tribunal lhe atribuiu a indemnização que fixou.