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Pede a procedência do recurso.Foram apresentadas contra-alegações, tendo a recorrida apresentado as seguintes conclusões: "CONCLUSÕES ) Da factualidade configurada pela Autora/Recorrente no requerimento de injunção, resulta que não existe qualquer transacção comercial entre Autora/Recorrente e Ré/Recorrida, como também não existe qualquer contrato entre ambas as partes; Acresce, ainda, que a Segurada da Autora/Recorrente - .., S.A. – interpôs, em 22/02/2021 - procedimento de Injunção contra a aqui Ré/Recorrida - Injunção n. 15114/25YIPRT - peticionando o pagamento de valores insertos nas mesmas facturas que a Autora/Recorrente pretende cobrar nos presentes autos, não fazendo referência a ter recebido qualquer indemnização por parte da Autora/Recorrente; E. Veja-se que na defesa apresentada pela Ré/Recorrida na sua Oposição, aquela em momento algum reconheceu que devesse, fosse o que fosse à Segurada da Autora/Recorrente, antes alegou que todos os pagamentos devidos à Segurada foram devidamente garantidos e efectuados por cheques e letras, estando sempre convencida de que tinha e tem a sua situação, devidamente, regularizada com a .., S.A; F. A Ré/Recorrida nenhum conhecimento tinha do alegado contrato de Seguro, até ter sido notificada da presente injunção; nem tão pouco, qualquer conhecimento lhe foi dado que a Autora/Recorrente havia pago uma indemnização à .., S.A, relativa a alegada falta de pagamento por parte da Ré/Recorrida; G. Ao demais, a Autora/Recorrente faz alusão a várias facturas no seu Requerimento de Injunção, mas não faz corresponder o seu alegado crédito a nenhuma das mesmas, em concreto; H. Deste modo, entendemos que a celeridade que exige o procedimento de injunção, que é uma forma de cobrar dívidas simples, esbarra com a morosidade que a complexidade da questão em causa nos presentes autos necessita para ser devidamente conhecida e julgada; Veja-se que não estamos perante uma mera obrigação pecuniária de pagamento, mas antes perante o alegado cumprimento ou incumprimento do programa contratual acordado entre a aqui Ré/Recorrida e um terceiro - .., S.A., que nem sequer é parte em juízo, e nem sequer pode ser chamada nos presentes autos, atendendo a acção especial em causa; J. Não existe qualquer reconhecimento de dívida, por parte da Ré/Recorrida, nem nenhuma comunicação efectuada à mesma, no sentido de apurar se aquela era ou não efectivamente devedora de quaisquer quantias à Segurada da Autora/Recorrente; K. Assim, o procedimento de injunção não reveste a forma de processo apropriada para a Autora/Recorrente exercer o seu alegado direito em juízo, ou seja, de se ver ressarcida de uma indemnização que, alegadamente, pagou a um terceiro, que não é parte neste processo, e que a este não pode ser chamado; nos presentes autos temos uma situação de substituição da Autora/Recorrente ao alegado "credor���, sem ter sido discutida, previamente, qualquer existência de contrato entre o Terceiro e a Ré/Recorrida, e qualquer incumprimento do mesmo; Leia-se o Acórdão da Relação de Lisboa de 05/02/2019 in www.dgsi.pt), por se tratar de situação análoga; Assim, tratando os presentes autos de questão complexa, que exigiria a intervenção do terceiro como parte na presente acção, pois que não existe qualquer decisão judicial de incumprimento, declaração ou acordo, anterior nesse sentido, e que reconheça o direito de que a Autora/Recorrente se arroga, N. Entendemos que bem andou o Tribunal a quo ao conhecer e julgar procedente a invocada excepção dilatória inominada, uma vez que o procedimento de injunção não é o meio apropriado para a Autora/Recorrente ver reconhecida a sua pretensão, absolvendo a Ré/Recorrida da instância, nos termos do disposto no artigo 576 e 577 do CPC; O. Pelo que a douta sentença recorrida não violou os artigos 576, 577, 592 e 593 do Código Civil; P. Deste modo, o recurso interposto pela Autora/Recorrente deverá ser julgado totalmente improcedente, confirmando-se a douta sentença recorrida.