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Deste modo, são dois os princípios fundamentais que norteiam a apreciação da prova: - o de que ela é apreciada, salvo quando a lei disponha diferentemente, segundo as regras da experiência e a livre convicção do julgador - principio da livre apreciação da prova;  - o de que o tribunal ao decidir, não tem de formular um juízo de certeza, bastando-se a lei com a convicção da ocorrência, pelo que "respeitados estes princípios pela sentença recorrida, como se extrai do contexto da prova produzida, não pode a mesma sentença deixar de ser confirmada.”   Importa ainda referir que, não obstante não se possam extrair consequências negativas para o arguido do exercício do seu direito ao silêncio, o certo é que o que disser, ou sobretudo o que não disser, não pode impedir que se retirem as inferências que as regras da experiência permitam ou imponham, mormente nos casos que exigiriam, pelo contexto e natureza, uma explicação razoável para permitir a compreensão de outros factos demonstrados no processo: nesses casos, a presunção deve ser estabelecida, pois os factos serão precisos e concordantes.