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Para além destes caracteres, deve existir sempre uma confusão mais ou menos intensa entre as esferas jurídicas de duas ou mais pessoas, normalmente entre a sociedade e os seus sócios e uma reprovação sobre a conduta do agente, quer na criação da situação, quer no aproveitamento dela, assentando num juízo de ilicitude da conduta: "A doutrina tem sustentado que, independentemente da reunião de todos os outros requisitos, a desconsideração não pode existir sem que se assista a uma utilização contrária a normas ou princípios gerais” cfr., Armando Manuel Triunfante e Luís de Lemos Triunfante; "Desconsideração da personalidade jurídica – sinopse doutrinária e jurisprudencial”, in Julgar n. 9, 2009, p.. Por outro lado, tem sido assinalado na doutrina que, a figura da desconsideração da personalidade "só aparece como instituto autónomo nos casos de desconsideração para fins de responsabilidade” assim, Pedro Cordeiro; A Desconsideração da Personalidade Jurídica das Sociedades Comerciais;  Ed., Universidade Lusíada Editora, 2008, p.. Ora, no caso, não se alcança nenhuma razão que justifique a extensão de aplicação do instituto da desconsideração da personalidade jurídica, de índole pontual e subsidiária, ligado à responsabilização substantiva do ente societário, a normas de natureza processual, sabendo-se que, por um lado, tal instituto teve origem relativamente a situações de abusiva separação de patrimónios, relacionada com a tutela de direitos substantivos e, não, origem em abuso uso de normas processuais; mas, por outro lado, o ordenamento jurídico contém já normas cfr.