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Clarificam ainda, os mesmos autores, que o abuso de poder, referido nesta norma constitucional, " exterioriza-se, nomeadamente na existência de medidas restritivas ilegais de prisão e detenção decididas em condições especialmente arbitrárias ou gravosas.”, pelo que "Não é qualquer abuso de poder que justifica o habeas corpus; nem toda a prisão preventiva ou detenção ilegal justifica o habeas corpus; nem toda a prisão preventiva ou detenção ilegal significa abuso de poder.”.2 Ainda na doutrina constitucional, Jorge Miranda e Rui Medeiros, em anotação ao art.3, n.1, da Lei Fundamental, defendem, sobre a qualificação de «providência extraordinária», atribuída ao habeas corpus, que esta "não significa e não equivale á excecionalidade.