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Assim, e ainda que, formalmente, a vítima não tenha violado regra estatuinte para uma concreta atuação - até porque o art 99 n1 lhe permite caminhar pela berma - ela contendeu com um dever geral de prudência sempre exigível na circulação/caminhamento estradal, de que uma emanação é o disposto no artigo , a saber: «2 - As pessoas devem abster-se de atos que impeçam ou embaracem o trânsito ou comprometam a segurança, a visibilidade ou a comodidade dos utilizadores das vias» Ou seja, e numa outra vertente interpretativa, considerando, repete-se, o intenso fluxo de trânsito da via, e, ainda, que o espaço da berma é a continuação da faixa de rodagem, estando apenas dela separada por uma simples linha de tinta que não tem qualquer virtualidade física de impedir que um condutor menos atento, pelo menos momentaneamente, a ultrapasse e naquela circule, o aludido dever geral de cuidado e o bom senso, impunham que, analogamente ao que a lei exige no art 100 n 2 para o caminhar na extrema da faixa de rodagem, o falecido também caminhasse de frente para o trânsito que mais próximo de si circulava”.