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Afirma então o Tribunal Constitucional: « Mas ainda assim, sempre se dirá, com o Acórdão n. 602/2005: ") no tocante a este problema, de um primeiro passo, hipotiza-se  que a matéria de sigilo bancário, no seu reflexo de apuramento da realidade tributária dos contribuintes e não olvidando que a obtenção de dados por parte da administração fiscal também está coberta pelo dever de, possa ser perspectivada como sendo respeitante a direitos, liberdades ou garantias, na medida em que, como tem sido sustentado por alguma doutrina, a situação económica dos cidadãos espelhada nas respectivas contas bancárias fará parte do âmbito de protecção do direito à reserva da intimidade da vida privada, constituindo o segredo bancário um corolário dessa reserva, por constituir uma súmula do relacionamento entre o banqueiro e o seu cliente e respectiva conta, através da qual, em geral, são processados dados de onde se pode retirar boa parte do giro económico do particular que, muitas vezes, reflecte dados relacionados com a sua vida privada cfr.