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Em face das sequelas das lesões decorrentes do acidente e das caraterísticas funcionais do posto de trabalho em causa, o tribunal analisa e pondera se no caso concreto o trabalhador pode continuar a prestar aí a sua atividade tal como se não tivesse havido acidente de trabalho, embora de forma mais penosa, ou se tal é impossível.”  No caso dos autos, os elementos probatórios permitem concluir com segurança o sinistrado, em virtude das lesões sofridas, bem como das respectivas sequelas de que é portador em consequência do acidente dos autos, designadamente o facto de no membro inferior esquerdo apresentar fratura do fémur consolidada em rotação externa de 15% - que lhe causa, para além de queixas dolorosas, limitação funcional por rotação externa de 15% do membro inferior esquerdo, a que corresponde uma IPP de 15% 0,10 x 5), não ficou em condições físicas de voltar a desempenhar as tarefas nucleares inerentes ao posto de trabalho que ocupava à data do acidente – pedreiro da construção -, as quais demandam esforços intensivos, continuados e pesados, que exigem ampla capacidade de locomoção, em terreno plano, desnivelado ou acidentado e elevada firmeza e controlo ao nível dos membros inferiores e manter posturas em equilíbrio instável e em altura.