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Relativamente a execuções com forma sumária, mostrando-se já efetuada a penhora e a subsequente citação, como sucede no caso em apreço, razões de simplificação procedimental e de economia de meios, sem que daí decorra qualquer prejuízo para o devedor/executado, justificam que se tenha este por interpelado com a respetiva citação, considerando a obrigação exequenda vencida na sua totalidade apenas desde então, pelo que só a partir da citação devem ser contados juros moratórios sobre a totalidade da dívida; até à citação, caso haja então prestações devidas, os respetivos juros devem ser contados quanto a cada uma dessas prestações, desde o seu vencimento e até à data da citação – sufragamos, pois, entendimento diverso do seguido no acórdão do Tribunal da Relação de Évora de 202020, processo n. 1377/17T8STB-A.E1, o qual, numa situação similar, entendeu que em execução com forma sumária a citação não vale como interpelação, devendo os embargos de executado proceder e a execução ser declarada extinta.