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contra os atos de liquidação de IVA dos anos de 1996 e 1997 e respetivos juros compensatórios, no valor global de € 870,5  Formula nas respetivas alegações as seguintes conclusões que se reproduzem: a)	Incide o presente recurso sobre a douta sentença que julgou procedente a impugnação apresentada nos autos, na parte respeitante á determinação da matéria tributável com recurso a métodos indiretos, com a consequente anulação dos atos de liquidação de IVA impugnados; b)	No caso em apreço entende a Fazenda Pública que a douta sentença recorrida assenta numa injustificada/infundada desvalorização do ponto da matéria de facto – fundamentos apresentados pela Administração Fiscal para a realização das correções que originaram as liquidações impugnadas, como seguidamente demonstraremos; )	Como é sabido, a Administração Fiscal, no exercício da sua competência de fiscalização da conformidade da atuação dos contribuintes com a lei, atua no uso de poderes estritamente vinculados, submetida ao princípio da legalidade, cabendo-lhe o ónus de prova da existência de todos os pressupostos do ato de liquidação adicional, designadamente, a prova da verificação dos pressupostos que determinaram a aplicação dos métodos indiretos de tributação; )	Entende a Fazenda Pública que, em face dos elementos recolhidos pela Administração Fiscal, é manifesta a impossibilidade de comprovação e quantificação direta e exata da matéria tributável, justificativa do recurso a tal método de tributação, nos termos dos art.s 5 n.1 alínea do CIRC, 82 n. 4 do CIVA e 81 do CPT; e)	Aquando do procedimento inspetivo não foram apresentados quer os inventários de existências à data de 31-12-1997 quer os extratos bancários da empresa – não obstante ter a inspeção constatado a titularidade de uma conta bancária por parte da sociedade e a movimentação por parte daquela de meios financeiros societários; f)	Considerou o Mmo Juiz que tais factos não inviabilizam a comprovação e a quantificação direta e exata da matéria tributável, porquanto "a não apresentação de documentos fiscalmente relevantes, nomeadamente o inventário de existências à data de 31-12-1997, não implicou que a Administração Tributaria não conseguisse apurar a quantidade existente dos artigos da Impugnante, pois a mesma fez o controlo físico dos artigos.