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132, "Tratando-se de presunções inilidíveis, quando se preencha algum dos factos elencados no n. 2 do artigo 186, a única forma de escapar à qualificação da insolvência como culposa será a prova, pela pessoa afectada, de que não praticou o acto.” Relativamente aos factos-índice previstos no n. 3 do mesmo artigo 186 tem sido discutido, ao nível da doutrina e da jurisprudência, qual o seu exacto sentido e, em particular, se os mesmos constituem apenas uma presunção ilidível de violação com culpa grave, a exigir depois a subsequente prova do nexo de causalidade entre aqueles comportamentos tipificados e a criação ou o agravamento da situação de insolvência ou, ao invés, se a verificação dos factos-índice previstos no n. 3 constituem presunção ilidível, não só da culpa grave, mas, ainda, do nexo de causalidade entre a prática de tais factos e a criação ou agravamento da situação de insolvência, sem prejuízo de poder o devedor ou os seus gerentes de facto e de direito ilidirem a dita presunção iuris demonstrando que a situação de insolvência ou o seu agravamento se ficou a dever a factos alheios à sua vontade.