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Resulta desta construção legal, presente, em certa medida, no aresto do Supremo Tribunal Administrativo antes mencionado, que também nestes casos de substituição fiscal imprópria existe, juridicamente, mais do que um obrigado ao pagamento da obrigação tributária: existe aquele sobre quem a lei faz incidir directamente a obrigação do imposto, e., o sujeito passivo embora também aqui possamos dizer que, na verdade, ele está a cumprir, de forma imprópria, a obrigação tributária de um terceiro pois a lei obriga-o a repercutir o encargo sobre o titular do interesse económico); e existe aquele que a lei impropriamente responsabiliza pelo cumprimento da obrigação tributária, por via da necessidade de ser constituído sobre ele o encargo do imposto por parte do sujeito passivo.