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Face ao exposto, considerando todos os interesses em causa nos autos, por não se vislumbrar, considerando-se ser simples e célere a identificação do suspeito, e a sua eventual constituição como arguido, de modo a serem salvaguardados os seus direitos de defesa, não ficando em causa face a tal simplicidade e a proteção dos direitos da vítima nem, tampouco, os valores que as declarações de memória futura visam alcançar nomeadamente o impedimento de danos psicológicos implicados na evocação sucessiva pelo declarante da sua dolorosa experiência e a sua exposição em julgamento público, bem como fixar os elementos probatórios relevantes a partir do primeiro relato presumivelmente mais próximo e espontâneo, procurando-se assim evitar o perigo de contaminação da e, ainda assim, não se pretendendo indeferir, sem mais, uma diligência que, as mais das vezes se tem por preponderante em crimes como o dos autos,indefiro, por ora, o requerido, julgando ser aqui essencial e porque simples e possível) a identificação do suspeito, a sua eventual constituição como arguido e o possível fornecimento aos autos de factos que se indiciem e que edifiquem o objeto da investigação, que constituem vinculação para a colocação de questões nas declarações a prestar neste sentido, Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra, de 212017, relator Luís Teixeira, por unanimidade, disponível em dgsi.pt)”.