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Improcede, pois, a apelação, devendo manter-se a decisão recorrida.Sumário:  – Na oposição a uma providência cautelar, para obtenção de uma revisão dos fundamentos fácticos de tal decisão favorável ao requerido/impugnante, necessário se torna que os novos meios de prova produzidos ou, segundo uma interpretação extensiva, a nova instância das testemunhas ou declarantes anteriormente e por aquele indicados nas suas alegações imponham uma decisão diversa sobre os pontos fácticos impugnados, sob pena de se manter o inicialmente considerado provado, certo, para além do mais, que não se exige ao juiz, na reapreciação da medida anteriormente decretada, a utilização de um critério mais rigoroso do empregue na primeira decisão; – Assim sendo, no recurso da decisão proferida após a oposição, terão também que ser estes "novos meios de prova” com a amplitude que acima se deu a este a sustentar a pretensão de alteração da decisão relativa à matéria de facto, por imporem decisão diversa da firmada pela primeira instância; – Para efeito da restituiç��o provisória de posse, "é violento todo o esbulho que impede o esbulhado de contactar com a coisa possuída em consequência dos meios usados pelo esbulhador”; – A colocação de um portão, fechado à chave, que impede o exercício da posse deve ser considerada como esbulho violento por via da subsunção de tal comportamento ao conceito de "coação física”, no sentido de que um portão assim fechado, "como um obstáculo que constrange, de forma reiterada a posse dos requerentes, impedindo-os de a exercitar como anteriormente faziam”, corresponde a uma força uma barreira física) que impossibilita, obstrui, o exercício da posse sobre a coisa.