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Como escreve entre nós o Prof. José Engrácia Antunes, "a relevância das transmissões de participações societárias de controlo como forma de transmissão indireta da empresa é bastante discutida e controversa na doutrina e jurisprudência, sobretudo estrangeira " "A Empresa como Objeto de Negócios — «Asset Deals» versus «Share Deals »" , in Revista da Ordem dos Advogados, ano 6, 2008, -, pág.. E acrescenta que "nenhumas dúvidas podem existir que, no quadro de um universo económico protagonizado por empresários coletivos de significativa dimensão, a transmissão indireta se transformou hoje na principal, senão mesmo hegemónica, modalidade de negociação empresarial: o negócio prototípico nesta sede é a transmissão de participação sociais de controlo ou seja, de frações do capital da empresa societária suscetíveis de atribuir ao seu titular um poder jurídico de controlo sobre o respetivo governo e órgãos, ao lado do qual se vêm somando muitos outros negócios jus mercantis alternativos suscetíveis de conduzir a resultados funcionalmente equivalentes «maxime», fusão, cisão, aumentos de capital reservados, «operações acordeão», «leverage buy ont», negócios insolvenciais,  ... " mesmo artigo e revista, pág.. No que toca ao pagamento do preço nos share deals, há, segundo o Prof. Engrácia Antunes, estipulações muito variadas.