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O crédito em causa foi reconhecido por acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães em 202017 e notificado ao 1 R, através do seu mandatário, em 302017 e transitou em julgado em 21201 Assim, o direito de crédito da autora constituiu-se quando se verificou o evento determinante da obrigação de indemnizar, ou seja, em 03-0200 Este direito, reconhecido pelo acórdão do TRG de 202017, passou a ser exigível a partir do seu trânsito em julgado em 21201 Ou seja, o direito de crédito da autora apelada é anterior à celebração do contrato de doação entre os apelantes, que ocorreu a 21 de Agosto de 201 E só foi outorgada porque os apelantes sabiam da existência daquela decisão judicial e das suas consequências, pelo que se adiantaram com a outorga do contrato de doação, para evitar que o bem alienado respondesse pelo cumprimento do direito de crédito da autora, impossibilitando ou agravando a possibilidade de satisfação do crédito da autora apelada.