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214) Efetuadas as perícias de Avaliação Psicológica Forense a ambos os progenitores por parte do Instituto Nacional de Medicina Legal em janeiro de 2018, com o objetivo de se avaliarem competências para o exercício da parentalidade, concluiu-se, no que diz respeito à progenitora, que esta evidencia receios de se movimentar em locais desconhecidos, tendo necessidade de se apoiar em terceiros para se deslocar quando não conhece os locais, sendo que a par destes receios evidenciou uma atitude conformista e de passividade, bem como algum facilitismo e a tendência a externalizar as responsabilidades, se vitimizando e desresponsabilizando-se, revelando ainda reduzida capacidade de introspeção e a sua capacidade de elaboração do seu papel parental é muito pobre, tendo o seu discurso denotado provável colagem ao discurso dos técnicos que acompanham a sua situação há longos anos, que os planos de futuro são vagos e reveladores de falta de estratégia, que evidenciou uma personalidade pobre e mal diferenciada, falta de iniciativa, tendência à minimização das situações e falta de visão de conjunto, que se encontra no limiar da incapacidade intelectual e por isso tende a apresentar, no domínio social, dificuldades na regulação de emoções e comportamento apropriado à idade, tem uma compreensão limitada do risco em situações sociais, e o discernimento social tende a ser imaturo para a idade, parecendo necessitar de suporte nas tarefas complexas de vida diária, suporte que tipicamente envolve compra de mercearias, transporte, organização da casa e dos cuidados a crianças, preparação de refeições nutritivas e gestão bancária e do dinheiro.