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A este propósito decidiu-se no acórdão deste STJ de 26-10-10 em que foi adjunto o relator do presente acórdão) que "a causa de pedir não consiste na categoria legal invocada, no facto jurídico abstracto configurado pela lei, mas, antes, nos concretos factos da vida a que se virá a reconhecer, ou não, força jurídica bastante e adequada para desencadear os efeitos pretendidos pelo autor, ou seja, a causa de pedir traduz-se nos acontecimentos da vida em que o autor apoia a sua pretensão" Como elemento adjuvante diremos que, como defende Lebre de Freitas, é externo ao conceito de causa de pedir, a qualificação jurídica dada ao respectivo facto material constitutivo dela Introdução ao Processo Civil — Conceito e Princípios Gerais, Coimbra Editora,  Edição, pág.. Em síntese, deve-se concluir que, no presente caso, mais se não pretende do que discutir questões já objecto de apreciação e decisão na acção anterior, apesar de se tentar dar a elas, nesta acção, uma diversa conotação jurídica, porém, sem terem a virtualidade de constituírem temas realmente autónomos.