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O facto provado sob 37 decorre do relatório pericial realizado, no âmbito do qual o Sr. Perito afirmou o seguinte: «Considerando uma sonda reduzida de 2 metros na zona da popa da embarcação, o encalhe ocorreu para uma altura de maré de 2,05 metros, que estava prevista para as 17:1 Mesmo que o encalhe não ocorresse à popa, considerando uma sonda reduzida de um metro na zona da proa, o encalhe nessa zona da embarcação ocorreria para uma altura da maré de 1,5 metros, que estava prevista para as 18:0 Assim, considera-se que não era segura a permanência da embarcação neste cais e nesta data a partir das 17:1»  Nos seus esclarecimentos, o sr. Perito explicou a metodologia seguida que passou pela análise do local, das características do barco nomeadamente quanto ao casco e comprimento, da tabela de marés cujos cálculos adaptou para uma situação de maré viva como foi o caso, bem como pela análise das cartas de navegação existentes quanto ao Porto de ...).