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6 Esta discrepância de valores é, assim, evidente ao comparar o valor total dos prédios da herança segundo os valores indicados pela cabeça de casal na relação de bens, que feita a conversão de escudos em não atingem sequer o total de um milhão de euros, ao passo que o valor de mercado desses mesmos prédios é, de acordo com a avaliação, de €181000,00; 6 Isto significa, portanto, que os valores atribuídos aos prédios na relação de bens – para além de não corresponderem sequer ao valor patrimonial no caso dos prédios doados – não têm a mínima correspondência com os valores da avaliação feita pelo perito, a pedido do tribunal, sob proposta conjunta de todos os interessados, pelo que se esperaria, como decorre da lei, que os valores dessa avaliação tivessem sido utilizados como valor base das licitações e, a final, como valor para contabilização dos direitos de cada interessado no mapa da partilha, o que não veio a suceder; 6 Efetivamente, depois de realizada a conferência de interessados em 16/11/2010 – na qual o recurso à avaliação por peritos permitiu ultrapassar a dificuldade que havia surgido quanto ao valor dos bens inventariados – o tribunal a quo, ao arrepio da lei, não mais considerou para a tramitação processual subsequente o valor de mercado dos prédios que havia sido apresentado pelo perito; 6 De facto, o tribunal a quo desconsiderou o valor da avaliação apresentado pela CBRE nos momentos-chave do processo – no despacho sobre a forma da partilha e no mapa da partilha - o que veio a condicionar, em definitivo, os pressupostos que presidiram à partilha e, assim, influenciando o cálculo dos direitos dos interessados.