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Em virtude de o Tribunal recorrido ter fundamentado a decisão sobre os 39 factos não provados dizendo que «a factualidade dada como não provada resulta da ausência de prova respectiva», foi por acórdão de 212020, determinada a remessa do processo à primeira instância para ser fundamentada a decisão sobre a matéria de facto no que respeita aos factos considerados não provados.Por decisão de 112020, o Tribunal recorrido supriu a falta de fundamentação, exarando:  «A matéria de facto dada como não provada resultou da ausência de prova respetiva, visto que dos meios de prova produzidos, designadamente da prova documental, da prova testemunhal e da prova pericial, não conseguiu o tribunal, quanto ao negócio em si, apurar o que realmente foi acordado entre as partes, atenta a inexistência de qualquer documento escrito, onde tenham sido definidas as clausulas desse mesmo contrato e ninguém presenciou ou tinha conhecimento direto dessas mesmas negociações, visto que as declarações parte não foram atendidas atento o interesse e parcialidade das mesmas, daí que se tenham considerado como não provadas a existência de desconformidades e consequentemente a existência dos prejuízos invocados; quanto aos demais factos dados como não provados, dos meios de prova produzidos não ficou o tribunal convencido de forma credível da sua verificação».Na sequência daquela decisão, as partes nada requereram.