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Esta relutância em aceitar a invocação de contracréditos em face de créditos já judicialmente reconhecidos ou com força de título executivo releva do mesmo tipo de atitude que já Vaz Serra apontava à jurisprudência francesa, segundo a qual "o juiz pode rejeitar a reconvenção no caso de o autor ser prejudicado com a demora resultante da liquidação” RLJ, ano 10, n.s 3442-3465, p. 340, nota e, bem assim, ao direito comum, nos termos do qual "a compensação não era admitida quando a fixação do montante do crédito oposto em compensação requeria muito mais tempo do que a do outro crédito – o que se destinava a impedir que se protraísse a realização do crédito accionado contra o que deduzia a compensação” idem, pág.. A referida jurisprudência contida nos citados acórdãos do STJ tem tido forte acolhimento ao nível dos tribunais de Relação, de que são exemplo o acórdão da Relação do Porto, 202014, processo 3/00TBGDM-A.P1, acórdão da Relação de Coimbra, de 102017, processo 859/11TBACB-A.C1, acórdão da Relação de Guimarães, de 112017, processo 1588/14TBGMR-A.G1, acórdão da Relação de Évora, de 12018, processo 925/14T8SLV-A.E1, acórdão da Relação de Lisboa, de 212018, processo 24270/13T8SNT-A.L1-6, acórdão da Relação de Guimarães, de 302019, processo 3003/12T8VNF-A.G1, acórdão da Relação de Lisboa, de 102019, processo 461/10YRLSB-B.L1- Mas a verdade é que, há que reconhecê-lo, esses arestos, na sua fundamentação, não encontram arrimo em qualquer disposição legal, mas tão só na alegada "uniformidade da jurisprudência”, proveniente do STJ.