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Assim, por exemplo, no acórdão do STJ de 19/2/2015, também disponível in www.dgsi.pt., considerou-se: - «) adequada a quantia de € 2000,00 a título de danos não patrimoniais, tendo em atenção que: à data do acidente o autor tinha 43 anos de idade; em consequência do acidente sofreu traumatismo do ombro direito, com fractura do colo do úmero, fractura do troquiter, traumatismo do punho direito, com fractura escafóide, traumatismo do ombro esquerdo, com contusão; foi submetido a exames radiológicos e sujeito a imobilização do ombro com velpeau; foi submetido a uma intervenção cirúrgica ao escafóide; foi submetido a tratamento fisiátrico; mantém material de osteossíntese no osso escafóide; teve de permanecer em repouso; ficou com cicatriz com 5 cms vertical, na face anterior do punho; as sequelas de que ficou a padecer continuam a provocar-lhe dores físicas, incómodos e mal-estar que o vão acompanhar toda a vida e que se acentuam com as mudanças do tempo, sendo de quantificar o quantum doloris em grau 4 numa escala de 1 a » 	Voltando agora ao caso em apreço e a propósito dos referidos danos não ficou provado que:  - Na sequência do embate o Autor foi assistido nesse mesmo dia nas Urgências do Hospital Dr. José Maria Grande em Portalegre, apresentando múltiplas escoriações, queixas de dor generalizada ao nível da coluna, lombares, pélvicas e membros superiores;  - O Autor ficou internado no Serviço de Observação das Urgências do Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, pelo período de 24 horas sendo submetido a exames complementares de diagnóstico, mormente, raio-à coluna, bacia, tórax, ombro e cotovelo esquerdo e tendo tido alta no dia 31 de Julho de 2015;  - Mercê do embate referido em 8, o Autor sofreu, além de múltiplas escoriações, fractura tacícula radial, grau de Mason no cotovelo esquerdo;  - O Autor foi consultado na especialidade de ortopedia no Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, nos dias 4, 13 e 27 de Agosto;  - Após o embate, o Autor esteve limitado nos seus movimentos, dependendo de terceiros para a realização dos actos da sua vida corrente, designadamente, para se vestir, alimentar e para a sua higiene;  - O Autor foi acompanhado pelos serviços clínicos da Ré que lhe deram alta no dia 3 de Novembro de 2015;  - Após a alta médica dada pela Ré o Autor submeteu-se ainda a diversas consultas de ortopedia e sessões de fisioterapia cfr.