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, n.s 1 e 2 do n. 322/90, de 18/10, alegando, para tanto, que entre outros, os factos dados como provados nos pontos 6, 7, 8, 9, 15, 17 e 18 da sentença recorrida, evidenciam a união de facto existente entre a recorrente e A..   .    A união de facto é, assim, um estado de facto que corresponde a uma situação de comunhão de leito, mesa e habitação, podendo essa vivência ocorrer entre pessoas não casadas, ou, como demonstra abundantemente a realidade, entre pessoas que foram ou são ainda casadas desde que estejam separadas judicialmente de pessoas e.    As razões assistenciais que presidem à atribuição do direito à pensão de sobrevivência ao cônjuge sobrevivo que viveu em união de facto são as mesmas que justificam a atribuição do mesmo direito aos que foram casados, os unidos de facto que mantêm entre si um vínculo conjugal não dissolvido prestam-se reciprocamente assistência e apoio, ficando numa situação de desproteção merecedora de tutela de direito em caso de morte de um deles.