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4 Mais se dirá que a ver do Recorrente o tempo decorrido nos referidos autos apresenta-se mais do que suficiente para se considerar violadora do plasmado no artigo 2, n. 4 da Constituição da República Portuguesa e para se enquadrar nos parâmetros temporais que Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e os nossos tribunais devem valorizar, já que a sua apreciação não se deve configurar como meramente quantitativa, nem aguardar que decorram anos a fio para se valorar que o Estado Português deve garantir in casu ao Recorrente, como a qualquer cidadão, uma justiça equitativa e célere desde a instauração do processo como ratio essendi do nosso Estado de Direito, o qual não deve ser diminuído em função de questões deorganização judiciária, as quais duram há anos e que ao Recorrente devem ser alheios.