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Esse entendimento doutrinário veio a ser, entretanto, temperado no sentido de se entender que com a abertura do procedimento, a entidade adjudicante se vinculava perante os concorrentes a apreciar as suas propostas com a finalidade de escolher a melhor e a tomar a decisão final de adjudicação, mantendo-se, todavia, o poder de não adjudicar por razões alheias à qualidade das propostas dos concorrentes, de acordo com o princípio da legalidade - vide a este respeito, Tiago Duarte, in, "A decisão de contratar no Código dos Contratos Públicos: da idade do armário à idade dos porquês”, em "Estudos da Contratação Pública – ”, CEDIPRE – Centro de Estudos de Direito Público e Regulação, Coimbra Editora, 2008, pág.