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Note-se que as Autoras pararam a execução da obra num total que se computava, à data de 27 de Maio de 2013, em cerca de 1 um ano correspondente a 6 meses decorridos entre Março e Outubro de 2012 descontando-se este mês durante o qual se executou o equivalente a 2 %) mais 6 meses decorridos entre Novembro de 2012 e Maio de 201 Ora, se se tiver em conta que as partes acordaram de livre e espontânea vontade que a obra se concluiria num prazo total de 18 dezoito meses; a obra, quando se encontrava a cerca de metade da sua execução, parou quando faltavam três meses para o termo do prazo contratual; mesmo depois do pedido de prorrogação, a obra não mais andou e que entre o início do contrato 13 de Dezembro de 2010 e a data da decisão ora impugnada 27 de Maio de 2013 decorreram cerca de 29 vinte e nove meses e 14 catorze dias, logo se constata que, segundo o supra citado critério da razoabilidade, jamais se poderia exigir que o credor mantivesse objectivamente o seu interesse no cumprimento do contrato à semelhança do que fora decidido no âmbito do Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 9 de Dezembro de 2010, proferido no processo n. 3803/09TBAVR.CS1, acessível em www.dgsi.pt, no qual se concluiu pela perda de interesse do credor, numa situação em que a obra se encontrava suspensa há cerca de dois anos.