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1 Do mérito do recurso Insurge-se a recorrente contra o entendimento e julgamento firmado na decisão arbitral , porquanto considera que, analisando a situação familiar do marido da Recorrente e, ainda, dos seus interesses vitais, pessoais e económicos, se verifica que, em relação ao ano de 2010, o marido da Recorrente deveria ter sido considerado como residente fiscal em Itália, à luz do artigo  da Convenção para Evitar a Dupla Tributação celebrada entre Portugal e aquele país e em estrito cumprimento do princípio do primado do direito internacional a que alude o artigo  da Constituição da República Portuguesa e, como tal, o princípio da residência por dependência, previsto no artigo 16, n. 2 do Código do IRS não poderá ser aplicável ao caso em apreço.