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E a posse conducente à dominialidade é a posse em sentido estrito, a qual, na conceção subjetiva adotada pelo nosso legislador, é integrada por dois elementos estruturais: o corpus, traduzida na atuação de facto correspondente ao exercício do direito, e o animus, correspondente à intenção de exercer, como seu titular, um direito real sobre a coisa e não um mero poder de facto sobre ela1 Na verdade, por ser difícil, se não impossível, fazer a prova da posse em nome próprio, que não seja coincidente com a prova do direito aparente, o artigo 1252/2 do Código Civil, tal como já sucedia no § 1 do artigo 481 do Código de Seabra, estabelece uma presunção de posse em nome daquele que exerce o poder de facto, ou seja, daquele que tem a detenção da coisa1 Compreensivelmente, como a lei exige a prova do corpus e do animus para caracterização da posse e, como a prova do animus elemento se revela muito difícil, é estabelecida uma presunção legal no sentido de se presumir a posse, em caso de dúvida, naquele que exerce o poder de facto.