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É, aliás, com esse sentido que a norma em questão tem vindo a ser interpretada pela jurisprudência, entendendo-se que aquele privilégio abrange todos os imóveis da entidade patronal que estejam afectos à sua actividade empresarial e, à qual, os trabalhadores estejam funcionalmente ligados, independentemente da localização do seu posto de trabalho, podendo ver-se nesse sentido os Acórdãos do STJ de 27/11/2019 processo n 7553/17T8VIS-G.CS2), de 30/05/2017 processo n 4118/17T8CBR-B.CS1), de 13/01/2015 processo n 1145/10TBBCL-GS1), de 13/11/2014 processo n 1444/05TBAMT-A.PS1) e de 23/02/2016 processo n 1444/05TBAMT-A.PS1-A), bem como os Acórdãos da Relação de Coimbra de 26-02/2019 e de 21/02/2018 processos ns 7553/17T8VIS-G.C1 e 7899/17T8CBR-C1, respectivamente, subscritos pela ora Relatora na qualidade de Ora, à luz das considerações efectuadas e tendo em conta a matéria de facto que resultou provada, impõe-se concluir que o crédito do Apelante goza efectivamente de privilégio imobiliário sobre as fracções aqui em causa as fracções "A” e "B” do prédio supra.