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46- Também, o depoimento da testemunha A. P. é desprovido de qualquer razão de ciência jurídica, desde logo, porque questionado sobre se alguma vez viu passar a Autora com mato ou materiais para a sua corte pelo aludido caminho, o mesmo negou perentoriamente, sendo certo que, depois acabou por confirmou que nunca viu, porque também não podia ver, já que como o próprio admitiu, trabalhava durante a noite e dormia durante o dia 00:22:51 a 00:23:20); 47- A referida testemunha apresentou ao longo do seu discurso outras incoerências, quando garantiu que não era possível passar pelo aludido caminho porque existiam pinheiros de grande dimensão, porém, quando questionado sobre a existência ou não de malha sol no aludido caminho, disse que achava que não, embora não pudesse garantir, até porque não ia para aqueles lados 00:25:23 a 00:25:33); 48- Ora, a testemunha mentiu claramente a este Tribunal, pois se não passava para os lados do caminho, também não lhe era possível ver os pinheiros.