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Por isso e porque, afinal de contas, da posse e usufruição que lhes pertence - e exercitam quanto ao resto do terreno, para apascentar gados, produção e corte de matos, lenhas e madeiras de cujo produto beneficiam – das duas parcelas que fazem parte do baldio estiveram os Compartes privados, sendo certo que a ré apelante, ao servir-se delas e instalar-se nelas, aí sustentou também o desenvolvimento da sua actividade comercial, em contrapartida do que até se dispôs a pagar e pagou até 2006 uma "renda” bem significante do valor de uso com que, sem causa justa, enriqueceu ao deixar de as restituir, como devia, lá permanecendo ilegítima e graciosamente, impedindo os moradores de, livre e plenamente como é seu direito no âmbito do regime baldio, colherem delas os proventos possíveis, não só se conclui dever manter-se intocada a decisão nesta parte como também que ela está suportada em fundamento jurídico de subscrever.