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., por não deter poderes forenses para o efeito, além de que a mesma nem deveria constar da plataforma sitaf como mandatária o aqui recorrente; 6) Ademais, sempre se deveria ter entendido que, por força do falecimento do mandatário do recorrente, este deveria ter sido notificado na sua própria pessoa, para constituir mandatário, nos termos do disposto no artigo 40 do CPC - aplicável ex  artigo 1 do CPTA - o que não ocorreu; 7) Da análise do «despacho recorrido» constata-se que o mesmo procede a uma interpretação literal do disposto no artigo 696, n1, alínea, do CPC, para fundamentar a não admissão do recurso de revisão; 8) Antes de mais, refere-se que se deverá ter em conta a ratio subjacente aos artigos 155, n2 do CPTA, e 696, n1, alínea, do CPTA, que se traduz na salvaguarda da tutela jurisdicional efectiva, isto é, no direito ao processo equitativo e no respeito pelo princípio do contraditório; 9) Assim, quando o legislador se refere à revelia do réu por falta de citação ou nulidade de citação, deverá também entender-se que o mesmo pretendeu abarcar as situações equivalentes, tais como a revelia do recorrido por falta de notificação da interposição de recurso e para apresentar as suas contra-alegações; 10) Atento isto, impõe-se realizar uma interpretação extensiva, uma vez que o legislador disse menos do que o que pretendia; 11) Por outro lado, não se poderá deixar de dizer que o facto de se ter procedido à notificação na pessoa de mandatário, que não o do recorrente, e assim de forma errada, este acto não pode ser considerado, por si, como cumpridor da formalidade, ou melhor, que a notificação ocorreu; 12) O caso sub judice deve ser configurado como recurso que tramitou à revelia do recorrente, por equiparação à revelia do réu, por não ter sido realizada a competente notificação e, ou, não terem sido observadas as formalidades, por equiparação à falta de citação e, ou, à nulidade da citação; 13) Atendendo à conclusão chegada pelo despacho recorrido, de que estaremos provavelmente perante a omissão de acto, e ao decorrente do referido preceito, seriamos obrigados a concluir que ocorreu a falta de notificação, por omissão de acto, uma vez que a secretaria/mandatária da parte contrária não notificaram o mandatário do recorrente; 14) Nestes termos, deverá ser equiparada à falta de citação, decorrente do artigo 188, n1, alínea do CPC - aplicável ex  artigo 1 do CPTA - pelo que por força do artigo 155, ns 1 e 2, do CPTA, e 696, n1, do CPC, deve o recurso de revisão ser admitido; 15) Demonstrado ficou que a notificação não foi efectuada na pessoa do mandatário judicial do recorrente, como é evidenciado pelo despacho recorrido os serviços judiciários não atentaram no sem reserva do substabelecimento apresentado, nem na procuração entretanto junta, actualizando os dados do sitaf, tendo a anterior mandatária sido notificada por diversas vezes e erradamente; 16) Por maioria de razão, seríamos obrigados a concluir pela nulidade da notificação, pelo facto de a mesma não ter sido feita na pessoa do seu mandatário judicial de acordo com as formalidades previstas na lei, por equiparação ao previsto nos artigos 191, n1, e 247, n1, do CPC - ex  artigo 1 do CPTA - pelo que por força do artigo 155, ns 1 e 2, do CPTA, e 696, n1, alínea, do CPC, deve o recurso de revisão ser admitido; 17) Neste recurso, deverá revogar-se o douto acórdão proferido e, consequentemente, anular-se todo o processado até, pelo menos, à prolação do despacho de 112018 do TAF de Sintra, e ordenar-se a notificação do agora recorrente da interposição do recurso, e para, querendo, contra-alegar, sob pena de violação do direito de acesso ao direito e à tutela jurisdicional efectiva, que tem consagração constitucional no artigo 20 da CRP; 18) Pois, contrariamente ao vertido no douto despacho recorrido, não se poderá fazer uma interpretação literal do disposto na alínea do n1 do artigo 696 do CPC e artigo 155, n2, do CPTA; 19) Estar no processo implica dar às partes ao longo do processo, e nas suas fases cruciais, tais como, a propositura da acção e a interposição de recurso, a real e efectiva possibilidade de participar no mesmo e não apenas dar-se cumprimento aos formalismos, ainda que de forma errada; 20) Não tendo tido o recorrente oportunidade de usar a faculdade processual de apresentar contra-alegações de recurso, por não ter sido notificado para o efeito, deverá considerar-se que não foi efectivamente assegurado ao recorrente o seu direito à tutela jurisdicional efectiva; 21) A não se entender assim, a interpretação do artigo 155, n2, CPTA, e, consequentemente do artigo 696, n1 alínea, do CPC, sempre será inconstitucional por violação do artigo 20 da CRP, mormente o seu n   Após ter sido ouvida, sobre o assunto, a sociedade recorrida – A.., SA -, foi o requerimento do MA admitido como reclamação para o «Pleno da Secção de Contencioso Administrativo» - nos termos do artigo 145, n3, do CPTA.