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Juiz a quo fez e utilizou para formar esta convicção;  2 No tocante ao crime de introdução em local vedado ao público, a testemunha explicou que o prédio onde vivia era murado em toda a sua extensão, fazendo-se o acesso ao interior através de um portão de entrada ou então pelo portão da garagem, através de chave, o qual se encontra sempre fechado, nunca o tendo visto ou encontrado aberto;  2 Todavia, mais uma vez é dado o salto na fundamentação, com suposições lançadas para justificar a posição assumida de que não foi feita prova que no momento estava fechado, mas também ninguém lançou sequer a dúvida que não estivesse e ainda que assim fosse, ainda assim estaria o ilícito consumado;  3 Tal conclusão não se compreende face à ausência de sustentabilidade fáctica da qual se possa depreender a mesma, salvo da opinião do julgador ou, e aí mais uma vez em nítida contradição, do depoimento da testemunha Magda Augusto, o qual segundo o mesmo não foi valorado;  3 Logo, o que é facto, é que de modo indeterminado, o arguido para aceder ao estendal que se encontrava junto à porta de entrada da fracção habitada pela testemunha, no corredor, e daí retirar as peças de roupa, entre as quais, o pólo, teria de transpor de algum modo a barreira física que delimita e impede o acesso ao condomínio e que não seja pelos seus legítimos proprietários ou pessoas autorizadas.