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Explicou que, ao longo da relação, o arguido controlava os registos das chamadas e das mensagens telefónicas por si recebidas e enviadas; que, por diversas vezes, a seguiu a fim de controlar os seus movimentos; que era comum efectuar diversas chamadas telefónicas para o seu telemóvel, questionando-a onde estava, com quem estava e quando regressava a casa; que era igualmente frequente o arguido comparecer, inopinadamente, no seu local de trabalho, procurando saber com quem conversava e o que fazia; que, por diversas vezes, telefonou para as pessoas que constavam da sua lista de contactos telefónicos de modo a saber quem eram; que chegou a aceder à sua conta do Facebook, pois era conhecedor da sua palavra-passe e, após proceder à leitura dos registos das mensagens, bloqueava-lhe o acesso de pessoas conhecidas.