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– FUNDAMENTAÇÃO DE FACTO  Consideram-se provados os seguintes factos:  A) José nasceu no dia ../../; 	 B) No dia 11/10/2012, cerca das 08:30, em Matosinhos, onde se encontrava a exercer as funções de encarregado de construção , sob as ordens direção e fiscalização da ré , Lda., quando estava em cima de uma escada, desequilibrou-se e caiu ao chão de uma altura de cerca de três metros;  ) Carecendo de assistência médica, estando internado no Hospital de S. João até 07/11/2012, sendo transferido para o Hospital de Ponte Lima, onde esteve internado até 26/11/2012 e daí para a unidade de convalescença de Arcos de Valdevez, onde esteve internado até 06/12/2012; 						) Em virtude dessa queda, o autor sofreu traumatismo crânio-encefálico grave, com fratura da mastoide à esquerda, ferida na região occipital; otorragia à esquerda; epitáxis; hematoma na região temporo-mandibular esquerda, das quais resultaram as lesões descritas no ponto  da petição inicial e aqui se dão por integralmente reproduzidas; 						 E) As referidas lesões determinaram para o autor 448 dias quatrocentos e quarenta e de incapacidade temporária absoluta para o trabalho, contados desde 12/10/2012 até 02/01/2014, dia em que se consolidaram clinicamente; 		 F) O autor gastou 30,00€ trinta em transportes com deslocações obrigatórias ao GML e ao tribunal; 			 G) Na data referida em encontrava-se em vigor entre a  e  ré o contrato de seguro de acidentes de trabalho para trabalhadores por conta de outrem, titulado pela apólice n. , na modalidade de prémio fixo, pela retribuição anual ilíquida de 1606,82€ 739,00€ 14 + 114,62€; 					 H) A ré seguradora pagou ao autor a quantia de 1244,63€ por dias de ITA; ) Realizada a tentativa de conciliação, a mesma gorou-se porque, pese embora a ré seguradora tenha aceite o acidente, a sua descrição, a sua caracterização como de trabalho, o nexo de causalidade entre este e as lesões descritas no exame médico efetuado no GML de Braga, bem como a data da alta e o período de ITA, não aceita a incapacidade absoluta para o trabalho habitual com 75% de incapacidade permanente parcial, aceitando apenas a transferência da responsabilidade até ao limite de 1606,82€; a entidade empregadora, pese embora tenha aceite o acidente, a sua descrição, a sua caracterização como de trabalho, o nexo de causalidade entre este e as lesões descritas no exame médico efetuado no GML de Braga, bem como a data da alta e o período de ITA, não aceita a incapacidade absoluta para o trabalho habitual com 75% de incapacidade permanente parcial, aceitando apenas o pagamento da retribuição anual de 1606,82€ transferida para a ré seguradora e rejeitando o pagamento do invocado diferencial a título de prémio de produção; 				 J) Das sequelas resultantes do descrito acidente resultaram para o autor sequelas que determinam uma incapacidade permanente parcial de 46,00% 0,46); K) Carecendo de vigilância e assistência de várias especialidades, em concreto psiquiatria, e correspondente ajuda médica e medicamentosa; )Nos doze meses anteriores ao acidente, a ré – Sociedade de Construções, Lda.