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Centrando, agora, a nossa atenção no pressuposto da «má administração do cônjuge demandado”, importa dizer que merece esse qualificativo a administração que, «segundo o parâmetro da medianidade critério do bonus pater famílias), corretamente contextualizado – de acordo com as circunstâncias do caso concreto, em especial a realidade, quotidiano e organização familiares – e avaliado à luz dos especiais conhecimentos e aptidões que assistem ao demandado, é "mal conduzida”, porque se revela objetivamente ruinosa, incurial, inadequada, ineficiente, inconveniente, irregular, anómala, temerária, pródiga, tanto que gera o perigo de danos ou se concretizou já em, sendo, o cônjuge, o responsável – e o responsabilizável» Não configura uma actuação desse tipo o facto de a ré, por vezes, realizar despesas sem dar conhecimento prévio ao autor, até porque não se sabe que género de despesas são essas despesas necessárias?