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35, n.s 1 e 2 alíneas e do T.; ) Acerca deste conspecto, cumpre antes de tudo o mais evidenciar que atentas as datas de referência mencionadas pelo próprio Recorrido em sede do procedimento disciplinar/Oposição à providência cautelar, respeitantes à ocorrência dos factos que imputa à Recorrente para fundamentar o despedimento em crise, facilmente se alcança que haviam já ocorrido, quer a caducidade do direito da empregadora aplicar a sanção de despedimento e bem assim, da prescrição do exercício do poder disciplinar por parte da mesma; ) Ciente de tais vicissitudes e numa tentativa de "as contornar”, veio o empregador imputar à trabalhadora a prática de condutas – supostamente - penalmente puníveis, com o confessado intuito quer em sede de processo disciplinar, e bem assim reiterado na Oposição à Providência, para desse modo poder desazadamente beneficiar, sem mais, da aplicabilidade do prazo de prescrição da lei penal;  ) Nesta conformidade, saliente-se que a convenientemente linear e simplista leitura atinente à aplicação dos prazos de prescrição da lei penal, quando o facto de que está indiciado o colaborar em causa, para além da infracção laboral, consubstanciar crime, propugnada pelo Apelado não poderá "in casu” ter qualquer acolhimento; ) Com efeito, pretendendo o aqui Recorrido fazer-se valer de tais alongados prazos, recairia sobre si o ónus de demonstrar a tipificação penal de uma determinada conduta, maxime os respectivos elementos objectivos e subjectivos do tipo, sendo que, "in casu”, tal manifestamente não logrou fazer no que importa às) que reputa como tendo significância jus-laboral e juspenal, imputadas à trabalhadora; ) Ademais, o procedimento disciplinar que culminou com o despedimento ora em crise-se inquinado de caducidade;  ) Nesta sede, a entidade empregadora lançou mão de um inquérito prévio por mor do qual suspendeu desde logo a, o qual apenas teve início em 04 de Março 2020 cfr.