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Sucede que, não obstante tal laboriosa alegação, a mesma encontra-se carecida de substrato factual que a sustente, não se verificando os pressupostos para a sua aplicação, pois, seria necessário concluir-se que a parte embargada "tornou culposamente impossível a prova ao onerado” Na realidade, para que se verifique a situação a que se reporta o n. 2 do artigo 34 do , "é necessário, para que se produza uma inversão do ónus da prova, que cumulativamente exista, primeiro, uma impossibilidade de produção de prova por parte do onerado e, segundo, que essa impossibilidade tenha resultado de comportamento culposo da parte contrária” assim, Rita Lynce de Faria; A inversão do ónus da prova no direito português; Universidade Católica Editora, 2018, p.. Conforme refere, noutro local, Rita Lynce de Faria anotação ao artigo 34 do Código Civil, no Comentário ao Código Civil – Parte Geral; Universidade Católica Editora, 2014, p., "naturalmente que por detrás desta inversão se encontra, para além de uma intencionalidade sancionatória para aquele que culposamente impossibilitou a prova, a regra empírica de que aquele que destrói culposamente um meio de prova receará o seu resultado”.