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Assim, sendo relevantes, entre o demais, que o autor, ora recorrente, aos seus poucos 22 vinte e anos de idade foi vítima de acidente que se ficou a dever a culpa grave e exclusiva do condutor do veículo seguro pela ré, do qual resultaram graves lesões corporais para o autor, nomeadamente traumatismo ao nível dos joelhos, pés e ombros, com dores intensas e limitação de movimentos, que se agravaram; que sofreu imensas dores e a grande sofrimento; que necessitou de acompanhamento médico reiterado, inclusive através do recurso a serviços de urgência hospitalar; que necessitou de realização de inúmeras e contínuas sessões de fisioterapia; que necessitou de acompanhamento em consultas médicas da especialidade de ortopedia; que necessitou de ajudas técnicas medicamentosas; que se viu impossibilitado de continuar a sua actividade profissional e, consequentemente, se viu forçado a depender economicamente dos seus pais; que ficou com inúmeras cicatrizes que consubstanciam dano estético permanente; que ficou afectado de status pós traumático do joelho esquerdo, como gonalgia residual e status pós traumático do tornozelo esquerdo, como talalgia residual os quais importam um défice funcional permanente de integridade físico-psíquica em 3 pontos; que padeceu de quantum doloris; que ficou afectado de diminuição da força muscular e mobilidades limitadas dos membros afectados; que ficou afetado psicologicamente, com frequentes as recordações do episódio e, quando conduz, fica nervoso sempre que presencia alguma manobra mais brusca; que sofreu défices funcionais temporários compreendidos entre a data do acidente, 26/06/2015 e 29/11/2015; e que ficou permanentemente afectado nas suas actividades desportivas e de lazer, é imperativo concluir pela modificação da indemnização atribuída ao autor, ora recorrente, a título de danos não patrimoniais, naturalmente, para montante superior.