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Com efeito, a fundamentação é sucinta, mas não ambígua, muito pelo contrário, é clara e precisa, muito perceptível por qualquer pessoa que a lê, como inequivocamente o evidencia a reprodução que a seguir dela se faz: "O Tribunal firmou a sua convicção com base no depoimento das testemunhas prestados em audiência de julgamento, designadamente de J B , que cruzou a sua viatura com o Autor, tendo constatado a existência do caixote na faixa de rodagem, e toda a dinâmica, local e circunstâncias, A J B , que se deslocou ao local do acidente de imediato, vive nas imediações, amigo do Autor, R F e J S A A, irmão do Autor, que também se referiram ao seu estado de saúde e trabalho, J R, quanto aos tratamentos prestados no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, A P, perito avaliador da seguradora, testemunhou relativamente aos danos na moto, as testemunhas do Município que apenas explicaram o procedimento normal de retirada do lixo dos caixotes, em conjugação com todos os documentos juntos aos autos, relatório da perícia médico-legal efectuada ao autor, o qual foi relevante para a identificação das sequelas e danos físicos.” Desta fundamentação da matéria de facto consta uma reduzida, mas existente, análise crítica das provas, a razão pela qual o depoimento de cada testemunha foi relevante para a formação da convicção do Tribunal, que sem o expressar, se presume que fez um juízo de credibilidade, sinceridade e isenção dos depoimentos de todas as pessoas que prestaram depoimento na audiência de julgamento, com excepção das três testemunhas arroladas pelo Recorrente, J P dos S, ex-funcionário do Recorrente, J B , funcionário do Recorrente, P , também funcionário do Recorrente, quanto à distância de visibilidade do caixote do lixo, atento o vínculo laboral que as liga ou ligou ao Recorrente, já que o Tribunal deu como provados os factos narrados sem contradições pelas restantes testemunhas e pelo Autor.