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3, n 2, do Regulamento n 604/201 	Por conseguinte, a decisão impugnada não padece do invocado défice instrutório, já que inexistem suspeitas sérias de o Autor vir a sofrer, por parte do Estado Espanhol, tratamento desumano ou degradante, não havendo indícios de que aquele Estado não possua capacidade para receber o Autor, pelo que, em suma, não se impunha à Administração que, previamente à decisão impugnada, instruísse o procedimento com informação fidedigna e actualizada sobre o funcionamento do procedimento de asilo espanhol e as condições de acolhimento dos requerentes de protecção nesse Estado-Membro, já que não era exigível à Administração que no caso concreto aferisse do risco real e comprovado de o interessado sofrer tratos desumanos ou degradantes com a sua transferência para Espanha dada a ausência de elementos objectivos que indiciassem esse.