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Alega, em resumo, para fundamentar essa pretensão: que, no âmbito de execução para prestação de facto que instaurou contra o  Réu, o custo das obras destinadas à realização da prestação a que o Réu havia sido condenado por decisão transitada em julgado foi avaliado em 263,00€ acrescido de IVA, valor que foi notificado ao Réu em 10/07/2017; que, uns meses antes, haviam sido adjudicados ao  Réu – no âmbito de partilha de bens comuns do casal – dois imóveis, 1/6 indiviso de outro imóvel e um veículo automóvel; que o  Réu desfez-se de todo esse património, por via de vendas e doações, com o único propósito de prejudicar os seus credores, tendo doado ao  Réu um dos referidos imóveis por escritura de doação celebrada em 20/10/2017; que, por força desses factos, não foram encontrados bens penhoráveis que respondessem pela quantia devida na execução supra mencionada e que ambos os Réus tinham perfeito conhecimento do prejuízo que tal doação causariam ao Autor na medida em que não são conhecidos outros bens do primeiro Réu que possam responder pelo crédito do Autor.