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Pelo que pressuposto da continuação criminosa será, verdadeiramente, a existência de uma relação que, de fora, e de maneira considerável, facilitou a repetição da atividade criminosa, tornando cada vez menos exigível ao agente que se comporte de maneira diferente, isto é, de acordo com o direto.”35 Ou, nas palavras do Professor Figueiredo Dias, "a figura, tal como se encontra desenhada no direito positivo português, põe o acento tónico na unificação que para a relação de continuação deriva da diminuição da culpa, em nome de uma exigibilidade sensivelmente diminuída”3 Ou seja, além da verificação dos elementos de conexão objetiva referidos violação plúrima do mesmo tipo-de-ilícito ou de vários que fundamentalmente protejam o mesmo bem jurídico; que essa violação seja executada por forma essencialmente homogénea e no quadro de uma mesma solicitação, é necessário ainda que os comportamentos ilícitos sejam dominados por uma situação exterior que diminua sensivelmente a culpa do agente – elemento este de conexão subjetiva entre os factos típicos em causa.37  Note-se que o texto da lei, isto é, o n 2 do artigo 30 diz expressivamente que além da execução dos factos ter de ser essencialmente homogénea deverá ser levada a cabo "no quadro da solicitação de uma mesma situação exterior que diminua consideravelmente a culpa do agente”.