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No que concerne aos danos futuros patrimoniais previsíveis, decorrentes da necessidade, alegada pela autora, de passar a lavar e secar o cabelo fora de casa, por não o conseguir fazer em casa devido às sequelas de que ficou a padecer por força do sinistro em apreciação, a  instância, tendo considerado provados, entre outros, os factos agora excluídos da factualidade assente agora enunciados sob os pontos 9, 0 e 1 da matéria não entendeu que é de indemnizar a autora, para futuro, na quantia de € 1514,5  Para o efeito, o Tribunal a quo considerou demonstrado que a autora tinha necessidade de frequentar duas vezes por semana a cabeleireira, para lavar e secar o cabelo, o que não consegue fazer em sua casa, gastando, por mês, a quantia de 40,00, 12 vezes por ano, valor que multiplicou pelo número de anos previsíveis de vida da autora, tendo por base a esperança média de vida de 82 anos para as mulheres.