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Estando em causa nos presentes autos, sociedades comerciais lesadas com a violação do direito a uma decisão célere, nem por isso estas deixam de sofrer danos de natureza não patrimonial, pois "as pessoas coletivas gozam dos direitos e estão sujeitas aos deveres compatíveis com a sua natureza” JORGE MIRANDA e RUI MEDEIROS, Constituição Portuguesa Anotada, Tomo , 2005, pág.. 	Assim, de acordo com a jurisprudência do TEDH, os danos não patrimoniais de uma sociedade comercial podem incluir "a reputação da empresa, a incerteza no planeamento da decisão, a perturbação na gestão da empresa para a qual não existe um método preciso de cálculo das consequências) e, por último, embora em menor grau, o inconveniente causado aos membros da equipa de gestão”.