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Para além de que a mesma sentença está insuficientemente fundamentada, pois não teve em conta um pressuposto legal fundamental à aplicação do referido artigo 1 do Decreto-Lei n. 64/2007, de 14 de março. . De facto, revisitando o artigo 1 sob a epígrafe "Autorização provisória de funcionamento", do regime de licenciamento e de fiscalização da prestação de serviços e dos estabelecimentos de apoio social, aprovado pelo Decreto-Lei n. 64/2007, de 14 de março, na redação que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n. 33/2014, de 4 de março, constante do CAPITULO , sob a epígrafe "Licenciamento do funcionamento", verifica-se que a mencionada autorização provisória de funcionamento, só poderia ser dada desde que a Recorrida cumprisse os requisitos legais, nomeadamente ter iniciado um procedimento conducente ao licenciamento de funcionamento da ERPI em questão artigo 1 do mesmo Decreto-Lei), o que não sucedeu. . É, pois, manifesto que a sentença recorrida enferma de erro de julgamento e de falta de fundamentação ao não fazer a correta interpretação e aplicação das normas jurídicas aos factos.