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Por outro lado, e conforme nos relembra o acórdão do STJ, relatado pelo Ex.mo Conselheiro Oliveira Mendes, datado de 11/10/2017, citando um acórdão daquele mesmo tribunal datado de 19/04/2012 este também aduzido pela, não poderá esquecer-se a nossa "inserção no espaço político, jurídico, social e económico mais alargado correspondente à União Europeia e o maior relevo que vem sendo dado aos direitos de natureza pessoal, tais como o direito à integridade física e à qualidade de vida, e, bem assim, que a jurisprudência deste mesmo Supremo Tribunal tem evoluído no sentido de considerar que a indemnização em causa deve constituir um lenitivo para os danos suportados e não ser orientada por critérios hoje considerados miserabilistas, por forma a, respondendo actualizadamente ao comando do artigo 496, traduzir uma efetiva possibilidade compensatória para os danos suportados e a suportar”, e bem assim, agora com citação do acórdão do STJ datado de 31/05/2012, que «os tribunais não podem nem devem contribuir de nenhuma forma para alimentar a ideia de que neste campo as coisas são mais ou menos aleatórias, vogando ao sabor do acaso ou do arbítrio judicial.