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Analisando e densificando a questão de saber até onde é admissível a paralisação do efeitos da nulidade por vício de forma com recurso à boa-fé, Luís A. Carvalho Fernandes enuncia as posições que têm vindo a ser enunciadas a propósito de tal questão pela doutrina portuguesa, e os argumentos em se alicerçam, sustentando ser de dar prevalência ao entendimento restritivo dos efeitos da exigência da forma legal, favorável à conservação do negócio jurídico e à tutela da confiança da contraparte, por força do cariz consensualista do sistema, relativamente a situações em que prevaleçam razões particularmente significativas, consubstanciadas em comportamentos juridicamente condenáveis da parte que da nulidade se quer prevalecer.