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36 De início, os indícios colhidos pela AT apresentavam-se pertinentes – elementos enviados pela Direcção de Serviços das Relações Internacionais, resultante de "troca espontânea de informação”, revelando que os sujeitos passivos residentes em Portugal, em 31/12/2016, estavam identificados como proprietários de imóveis no estrangeiro, situação indiciadora de incrementos patrimoniais de 2015 para 2016 de valor superior a €25000,00, tendo declarado no modelo 3 do IRS de 2016 rendimentos brutos de trabalho dependente no montante de €7015,5 Mas, sendo o ónus da prova dos Recorridos, no sentido de demonstrar a fonte desses acréscimos patrimoniais, por forma a comprovar que o rendimento declarado em sede de IRS corresponde à realidade; constatamos que os Recorridos lograram provar que tais acréscimos imobiliários não tinham que ser declarados pelos sujeitos passivos, porque foram adquiridos por sucessão hereditária, tendo oportunamente sido pagos os impostos devidos; existindo, portanto, uma justificação para a divergência.