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2-Não obstante toda factualidade criminal apurada, patente até nas certidões judiciais juntas aos presentes autos com vista à elaboração do competente cúmulo, as penas únicas aplicadas à Recorrente no douto Acórdão recorrido, não deixam de ser "per si” excessivamente penalizantes, não tendo tido o Tribunal "a quo” em conta, desde logo, a própria degradação de "valores” existentes em grande parte dos Estabelecimentos Prisionais em Portugal autênticas escolas do, que também infelizmente explica, as fortes taxas de reincidência existentes, não esquecendo que tal também contribui para o excesso da população prisional, a qual, antes do cenário pandémico em que actualmente vivemos, resultava em valores absolutamente excessivos e intrigantes, tudo o que, por certo, sublinhe-se, em nada irá contribuir para a sua desejada ressocialização.