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Nesse sentido, apontou – e bem - para que o direito convencional recebido directamente no Ordenamento português rege como direito interno, ao abrigo do disposto no art.8 n 4 da Constituição da República, como sucede com as normas do Tratado que institui a União Europeia, ou ao abrigo do seu art.8 n 2, como sucede com a Convenção celebrada entre a República Portuguesa e o Reino dos Países Baixos, que prevalecem ambos face ao direito interno, seja pela precedência hierárquica determinada pela aplicação directa das normas e princípios no caso do Tratado, seja porque em ambos os casos aos dois instrumentos de direito internacional cabe precedência sobre a lei formal e ainda, e desde logo, pelos princípios de interpretação e aplicação internos de normas, pois que no que aqui interessa ambos instrumentos regem como um regime específico, em relação ao Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas português, para os casos plurilocalizados para os quais provêem, sendo que a lei especial derroga a geral, arts.8 n 1 e 11 n 1 da Lei Geral Tributária e art.7 n.s 2, e partes, e 3 do Código Civil.