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Acresce que como bem se expõe na sentença recorrida «Nos termos do artigo 75 do Código Civil, gozam ainda do direito de retenção: "a) O transportador, sobre as coisas transportadas, pelo crédito resultante do transporte; O albergueiro, sobre as coisas que as pessoas albergadas hajam trazido para a pousada ou acessórios dela, pelo crédito da hospedagem; O mandatário, sobre as coisas que lhe tiverem sido entregues para execução do mandato, pelo crédito resultante da sua actividade; O gestor de negócios, sobre as coisas que tenha em seu poder para execução da gestão, pelo crédito proveniente desta; O depositário e o comodatário, sobre as coisas que lhes tiverem sido entregues em consequência dos respectivos contratos, pelos créditos deles resultantes; O beneficiário da promessa de transmissão ou constituição de direito real que obteve a tradição da coisa a que se refere o contrato prometido, sobre essa coisa, pelo crédito resultante do não cumprimento imputável à outra parte, nos temos do artigo 44.” O preceito vindo de transcrever configura-se, pois, como uma norma especificadora, o que equivale a dizer que para além dos detentores que reúnam os pressupostos do artigo 75 do mencionado diploma, gozam ainda do direito de retenção aqueles que especificamente vêm referidos no artigo 75.