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Claro está que a circunstância do estabelecimento comercial consubstanciar uma unidade jurídica não significa que este tenha, necessária e forçosamente, de ser objeto de relação e licitação no âmbito do processo de inventário, com todas as partes componentes que o integram á data do facto que determina a partilha, na medida em que dentro da sua liberdade contratual assiste aos interessados o direito de, por mútuo consenso, excluírem do estabelecimento uma ou mais das suas partes componentes por forma a que este seja relacionado, licitado e adjudicado no âmbito do processo de inventário sem essas partes componentes que o integravam á data da ocorrência do facto que justifica a partilha, designadamente, do local em que o mesmo se encontre instalado, contanto que essas partes componentes excluídas não levem á destruição do estabelecimento comercial enquanto unidade jurídica pense-se num estabelecimento comercial que funciona num prédio e que existe viabilidade prática e económica desse estabelecimento comercial ser instalado num outro prédio, sito nas redondezas daquele em que se encontra instalado á data do facto gerador da partilha, como seja, a morte do proprietário ou proprietários do estabelecimento comercial ou industrial em causa, ou do divórcio desses proprietários, sem que essa mudança de local gere a sua destruição enquanto organização apta ao exercício da atividade comercial ou industrial que naquele é desenvolvida, nomeadamente, a perda da.