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Ademais, conjugando as explicações dadas pelo arguido ao agente da GNR e que constam no conteúdo do auto de noticia ") O referido veiculo era conduzido por  A... , ao ser-lhe solicitado os documentos pessoais e do veículo, referiu que não tinha em sua posse a carta de condução, a qual, segundo o mesmo se encontrava no Tribunal Judicial de Nisa onde a havia entregue para cumprimento de inibição de conduzir pelo período de 3 meses, imposto por sentença proferida no âmbito dos autos 45/12GBNIS, todavia, referiu que o período de inibição já havia terminado, no entanto, ainda não havia levantado a carta por não ter tido disponibilidade de se deslocar a Nisa.” com a prova documental junta aos autos g. com o facto da carta de condução não ter sido entregue pelo arguido no Tribunal de Nisa, mas sim remetida pelo IMTT, para aquele tribunal, e o ter sido apenas em 19 de Dezembro de 2013 em virtude de se ter detectado que o arguido já em 2010 tinha requerido uma segunda via da carta, e, fazer-se acompanhar da "primeira” carta revogada e com a posição que o arguido foi assumindo nos seus inúmeros requerimentos e vicissitudes ocorridas no âmbito do PCS n 45/12GBNIS, designadamente, quando pretendeu que o inicio do cumprimento da pena acessória se situasse em sucessivos momentos temporais g. indicando agora em sede de contestação o inicio em 15/01/2013, quando anteriormente tinha proposto o dia 25/09/2012), e vista a premente necessidade da carta de condução para a sua actividade profissional de motorista não se mostrar minimamente congruente com a justificação dada ao agente da GNR  .. , de que "ainda não havia levantado a carta por não ter tido disponibilidade de se deslocar a Nisa” sendo que, a partir-se das suas posições 25/09/2012 e 15/01/2013, o período de proibição de 3 meses teriam terminado em 25/12/2012 e/ou 15/04/2013), ou seja, o termo de tal período de proibição teria ocorrido cerca de um a dois anos antes da operação de fiscalização que deu origem aos presentes autos, não sendo razoável que um "motorista” não tivesse tido disponibilidade para, durante tanto longo hiato temporal, e face à premência da sua necessidade e utilidade, não tivesse procedido ao respectivo.