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Também no acórdão do STJ de 112013 relatora Ana Paula publicado no mesmo sítio, se pode ler a seguinte distinção: "O phishing do inglês fishing «pesca») pressupõe uma fraude eletrónica caracterizada por tentativas de adquirir dados pessoais, através do envio de e-mails com uma pretensa proveniência da entidade bancária do recetor, por exemplo, a pedir determinados elementos confidenciais número de conta, número de contrato, número de cartão de contribuinte ou qualquer outra informação, para que este ao abri-los e ao fornecer as informações solicitadas e/ou ao clicar em links para outras páginas ou imagens, ou ao descarregar eventuais arquivos ali contidos, poderá estar a proporcionar o furto de informações bancárias e a sua utilização subsequente  A outra modalidade de fraude online é o pharming a qual consiste em suplantar o sistema de resolução dos nomes de domínio para conduzir o usuário a uma pagina Web falsa, clonada da página real, baseando-se o processo, sumariamente, em alterar o IP numérico de uma direcção no próprio navegador, através de programas que captam os códigos de pulsação do teclado os ditos, o que pode ser feito através da difusão de vírus via spam, o que leva o usuário a pensar que está a aceder a um determinado site – por exemplo o do seu banco – e está a entrar no IP de uma página Web falsa, sendo que ao indicar as suas chaves de acesso, estas serão depois utilizadas pelos crackers, para acederem à verdadeira página da instituição bancária e aí poderem efetuar as operações que entenderem, destinando-se ambas as técnicas phishing e à obtenção fraudulenta de fundos.” Carolina França Barreira, in loc citado fornece a nosso ver, um critério muito útil e prático, para se proceder á distinção destes dois tipos de fraudes comummente utilizadas no cibercrime que é a seguinte: o "phishing” inicia-se sempre com a receção de uma mensagem de e-mail.