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Não existia qualquer factualidade superveniente que impusesse um juízo diverso daquele que determinou a aplicação da medida de coacção de prisão preventiva ao ora recorrente continuando,  a  subsistir  o  perigo  de  continuação  da  actividade criminosa e o perigo de fuga nos termos expendidos na decisão proferida em sede de primeiro interrogatório  judicial  no  pretérito  17  de  Setembro  de  202  Tendo em consideração a acusação proferida, esta é a única medida de coacção que  permite  assegurar  as  exigências  cautelares  do processo  face  às  razões  já aduzidas, sendo a mesma proporcional face à gravidade, número de crimes e molduras legais aplicáveis.