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Como, a propósito, se escreveu num recente acórdão deste Supremo, proferido no processo n. 5455/16T8LSB.LS1, desta mesma secção, Maria dos Prazeres, em que se discutia a validade de uma autorização tácita concedida pelo senhorio para a realização de obras no locado, quando o contrato previa a redução a escrito dessa autorização, "a razão de ser da necessidade de autorização escrita é a proteção das partes uma em relação à outra – do arrendatário, face às consequências da realização de obras ilícitas, fundamento de resolução do contrato e de eventual pedido de indemnização; do senhorio, perante a eventualidade de o inquilino, "quando acionado, para retardar o seu despejo, invocar a realização de obras de conservação, pelas quais pede, em reconvenção, que seja indemnizado, subindo o valor da causa e a sua manutenção no prédio no exercício de um direito de retenção” Pinto Furtado, Comentário cit., pág.. Ou seja, para além da facilidade de prova, não estão presentes as razões que levam ao afastamento do princípio da liberdade de forma e a imposição de forma legal.”.