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Nesta matéria, começando por anotar que a factualidade apurada era revestida de uma conjuntura que tinha como peculiar e que, caso a lei o permitisse, ante a conduta e a sua forma de atuação, estaríamos perante a figura do crime continuado, com considerável diminuição da culpa do agente, portadora de uma só resolução, a recorrente alega depois que a jurisprudência e a doutrina, perante situações de evidente ausência de renovação do processo de motivação, como é o caso, trata o chamado crime prolongado ou de trato sucessivo, consentâneo com uma "unidade resolutiva”, com aumento da culpa enquanto negligência na formação da personalidade ou de perigosidade censurável, conceito que exige, além da identidade da vítima, homogeneidade na conduta do agente, que se prolonga no tempo, em que os tipos de ilícito, protegem um bem jurídico semelhante, tal como aqui sucede cita o acórdão do STJ datado de 29/11/2015, no âmbito do proc.