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Como se escreveu no aresto acabado de citar, "se fosse ônticamente possível ao próprio lesado receber a compensação por um tal dano ou seja, se a indemnização pelo dano morte pudesse alcançar, em toda a sua plenitude e esplendor, a sua função, qual seja a de o próprio lesado – a pessoa que é atingida no seu direito absoluto – ver esse mal contrabalançado com outros benefícios que, ele próprio, fosse, certamente que o montante para o indemnizar seria bem mais elevado que aquele que vem hoje sendo comummente atribuído pela jurisprudência, pois que se atenderia, sem constrangimentos, à gravidade do dano.” Neste âmbito, porque a vítima era ainda um homem muito jovem de 26 anos de idade, era enérgico, saudável e trabalhador, era uma pessoa comprometida com a família, acudindo a todos, pais, irmão e amigos sem exceção e bem ainda com o seu trabalho quer como assalariado, no transporte de doentes, quer como bombeiro voluntário, e promovia o convívio e alegria familiar estando de bem com a vida, pelo que considero adequado o peticionado montante de €10000,00 para compensar a perda do direito à vida de E. Finalmente, quanto ao sofrimento sentido pelo E entre o momento do embate e o da sua morte, chama-se à colação o acórdão do STJ de 02011 processo n. 2336/02TVLSB), em que entendeu como adequado o montante de € 25000,00 para compensar um tal dano relativamente a menor de 14 anos que, colhida por autocarro, caiu ao chão, vindo o rodado do veículo a passar-lhe por cima, tendo ela sentido medo nessa ocasião.