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-  Embora sejam estas as questões suscitadas no recurso dos arguidos  A...  e  B... , antes de as conhecer deparasse-nos uma questão prévia suscitada pelo Ex.mo Procurador-geral Adjunto no seu parecer, que consiste na nulidade da sentença, por omissão de pronúncia, nos termos e para os efeitos do disposto no art.37, n.1, alínea, do P.P..  Uma vez que a proceder esta questão deverá o processo ser devolvido ao Tribunal a quo a fim de suprir a arguida nulidade, ficando assim prejudicado o conhecimento das questões suscitadas pelos recorrentes, importa decidir, antes do mais da existência da nulidade, que é aliás de conhecimento oficioso, nos termos do art.37, n. 2 do P.P..   Da questão prévia O Ministério Público neste Tribunal da Relação defende que a sentença é nula, por omissão de pronúncia, nos termos e para os efeitos do disposto no art.37, n.1, alínea, do P.P., porquanto o Tribunal a quo não levou aos factos provados ou aos factos não provados da douta sentença recorrida a matéria de facto que foi alegada de folhas 229 a 235 da contestação dos arguidos.