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Parece-nos ser também este o entendimento da maior parte da nossa jurisprudência, conforme se extrai dos seguintes Acórdãos desta Relação:  Acórdão de 24-5-2016, Recurso n. 1334/11TXEVR-B.E1, in www.dgsi.pt :  "Apesar do recluso ter cumprido 2/3 da pena, aceitar a liberdade condicional e ter bom comportamento prisional, não é de conceder esta se o recluso desvaloriza a sua conduta criminosa, porquanto se alheia da gravidade dos factos cometidos, desvalorizando-os, não lhes dando a devida importância que os mesmos merecem.”  Acórdão de 7-5-2019, Recurso n. 10/19TXEVR-E1, in www.dgsi.pt:  "A gravidade dos factos, o tempo de prisão já cumprido e a assunção pela reclusa de uma atitude de desculpabilização, mostra que as elevadas exigências de prevenção geral e especial não permitem a concessão da liberdade condicional.” Acórdão de 11-7-2019, Recurso n. 127/19TXEVR-E1, in www.dgsi.pt:  "- A liberdade condicional, quando o recluso atinge os 2/3 do cumprimento da pena, depende tão-só de razões de prevenção especial.