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Lateralmente, não pode deixar de se fazer referência ao facto do Recurso para esta instância ter sido interposto em 2 de outubro de 2017, tendo os autos sido remetidos a este Tribunal apenas em 4 de fevereiro de 201 Analisemos então o suscitado: MFBF, deduziu incidente de intervenção principal espontânea, nos termos do disposto no art 311 e ss do CPC, alegando que era titular de uma obrigação no valor nominal de 5000€, emitida pela RI no dia 30-12-2011, no contexto do empréstimo obrigacionista de 200 obrigações, taxa fixa 2011/2016, como resulta do extrato de conta emitido pelo B.  Correspondentemente, considera-se o Recorrente credor do Banco de Portugal, pelos prejuízos sofridos na sequência da subscrição e impossibilidade de reembolso desses valores mobiliários, retomando a argumentação aduzida pelos Autores originários.