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205 dos autos, pelo que inexiste uma situação de concurso de culpas, razão pela qual deve ser mantida a douta sentença proferida pelo tribunal de  instância que, nomeadamente, julgou parcialmente procedente o pedido de indemnização deduzidos pelos ora recorrentes e, consequentemente, condenou a Liberty, S.A. no pagamento do valor global de € 26000,0  Caso assim não se entenda, o que por mero dever de patrocínio de concebe, sem conceder, "Acontecendo que a condução de um automóvel é mais passível de provocar danos a terceiros que ao condutor, enquanto a condução de um veículo de duas rodas é mais adequado à verificação de danos no próprio condutor, o incumprimento de diligência por aquele é mais gravoso que o deste, salvo ocorrência de circunstâncias especiais” 1, pelo que, sempre a condutora do veículo automóvel ligeiro, teria maior fatia na repartição da culpa no acidente por conduzir um veículo que comporta mais risco do que o condutor do motociclo, pelo que a repartição de 50% a cada um dos condutores, padece, também por este motivo, de erro notório.