Legal Document Excerpt:

Concordamos, pois, com Soveral Martins, quando refere, a este propósito, que o dever de informação, "abrange desde logo as relações de participação e os contratos celebrados entre a sociedade e as sociedades com ela coligadas”, mas, entendendo que "é possível ir mais longe”, sustenta que "nos casos em que estejam a ser apreciadas contas consolidadas deve ser ponderado que os assuntos sujeitos a deliberação incluem aspetos da vida interna das sociedades abrangidas na consolidação” 5 E afastamo-nos do entendimento daqueles que, como Sofia Ribeiro Branco, consideram que o direito à informação só pode incidir "sobre as relações entre a sociedade e as sociedades coligadas e não sobre factos destas”, afastando a possibilidade de interpretação extensiva do preceito 5 Esta autora coloca, pois, o acento tónico exclusivamente no apontado elemento literal, assim restringindo o alcance do direito à informação em sede de assembleia geral.