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Em segundo lugar, na medida em que resulta dos factos provados que o arguido dispôs do dinheiro de uma conta aberta em nome da sociedade «», tendo feito transferências para uma sujeita com quem mantinha um relacionamento amoroso, por diversas ocasiões, para o proprietário de uma casa arrendada em nome da dita sujeita, para a filha da mesma sujeita com quem mantinha um relacionamento amoroso, para a oficina onde fazia reparações automóveis pessoais e para uma entidade onde organizou uma festa de comunhão e baptizado dos seus filhos menores, sem que estas transferências tivessem alguma relação com o objecto social da assistente, torna-se por demais evidente que o arguido apropriou-se em benefício de terceiros de uma coisa móvel em concreto que lhe estava acessível em razão do exercício das suas funções.