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Por todo o exposto, julgando-se o pedido cível formulado nos autos parcialmente provado e procedente:  – Condena-se o demandado  A...  a pagar aos demandantes  .. e  E...  a quantia total de € 12000 cento e vinte e cinco, a que acrescerão juros de mora, à taxa legal, contados da data do presente acórdão, até efectivo e integral pagamento, no mais se absolvendo o demandado do contra ele peticionado nos autos; – Absolve-se a demandada " J... Seguros, S.A.” do pedido contra si formulado nos presentes autos pelos demandantes  .. e  E... .  Custas, quanto ao pedido cível, por demandantes e demandado  A... , na proporção dos respectivos decaimentos e sem prejuízo do apoio judiciário.»  Não se conformando com o assim decidido, o arguido interpôs o presente recurso, que motivou, concluindo nos seguintes termos: A)                    Incumpre analisar desde logo a questão prévia resultante de despacho datado de 16 de Julho de 2015, considerou o Tribunal uma alteração não substancial de factos, nos termos do artigo 35 n. 1 do Código de Processo Penal, que se concretizou no seguinte"ao descrever a tal curva à direita o arguido manobrou, de modo deliberado, o veículo, por forma a que este invadisse então a via contrária e consequentemente colidisse nas guardas de proteção laterais do lado esquerdo, seguindo-se daí, em termos de trajetória, o que é descrito na acusação quanto ao momento em que o veiculo ainda rolava na via;"o arguido entrou pelo caminho de terra batida em questão nos autos porque assim também pretendeu, tal como foi colidir com a árvore onde colidiu porque assim igualmente o quis.”) -"após a colisão e estando a  ..  no interior do veículo, saiu o arguido desse mesmo interior, gerando só então ele, e de modo não concretamente apurado, o incêndio do automóvel, circunstância na qual terá sido atingido por algumas labaredas no peito, nas mãos e na cara.