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A ratio legis revela, portanto, a valoração ou ponderação dos diversos interesses que a norma jurídica disciplina; -Daqui só podemos inferir que a ilegalidade não pode compensar, nomeadamente ao nível da contratação pública; -Como também nos ensina Pedro Sánchez, aqui trazido pela Autora, uma vez verificados os pressupostos que desencadeiam a estatuição de qualquer norma enunciadora de uma causa de exclusão, não assiste ao júri qualquer margem para optar por propor ou não propor a sua exclusão; nem assiste ao órgão competente para a decisão de contratar qualquer margem para impor ou não impor essa exclusão; -Aliás, o mais elementar decoro negocial impunha, no caso, tal exclusão; e não se argumente que julgar não é administrar;  -Para se decidir/julgar é preciso enfrentar-se a realidade factual dos autos e ponderá-la com todos os interesses e princípios em confronto;  -A manutenção da estabilidade das regras procedimentais sobre a qual se alicerça o bom funcionamento dos princípios da concorrênciadetermina a prática vinculada de um acto administrativo de exclusão da proposta afetada por fundamento legal ou procedimental de exclusão; -Assim sendo, porque os Tribunais nacionais têm de zelar pela aplicação do Direito da União Europeia em que estão inseridos na ordem interna dos Estados-membros e porque a concorrência se assume como um valor cardinal da ordem jurídica, de interesse público e tutelado no âmbito do Direito Público P. "Concorrência e Contratação Pública” in "Estudos em Homenagem a Miguel Galvão Teles”, Vol.