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186, n 1 do2 Uma vez que o CIRE nada refere quanto às noções de dolo ou culpa grave, deverá atender-se na densificação desses conceitos às regras gerais de direito sobre esta matéria2 Foi esse, aliás, o raciocínio exposto pelo Tribunal Recorrido, quando, na tentativa de concretização destes critérios, desenvolveu a seguinte fundamentação: "Donde e no que tange à requerida B, única pessoa que podemos afectar nesta qualificação, gerente de facto e de direito da Devedora, desde a constituição da sociedade, cabia-lhe a si tomar as medidas necessárias para que a Insolvente não estivesse em actividade ao longo de mais de 12 meses a agravar a sua situação de insolvência, contraindo novas dívidas, nomeadamente para com a Segurança Social, enquanto fazia pagamentos de dividas de terceiros, e enquanto retirava das contas da sociedade quantias em numerário e em cheque e efectuava transferências bancárias, utilizando dinheiro pertencente à Insolvente para conceder empréstimos a si própria e a uma sociedade terceira, consigo especialmente relacionada, sem que documentasse sequer na contabilidade da Insolvente aos fundamentos de tais empréstimos e as condições em que deveriam ser reembolsadas tais quantias.