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O princípio da proporcionalidade actua em dois momentos, o da escolha do tipo de sanção e o da determinação da medida da punição, sendo esse princípio que "convocado aquando da selecção da sanção disciplinar tida por adequada, orienta e informa o empregador da necessidade de observar... a regra segundo a qual a sanção por que se opte deve corresponder, em termos de proporcional severidade, à gravidade da conduta infraccional, avaliada em si e nas suas consequências, e ao grau de culpa do infractor, ambas aferíveis pelo padrão convencional do homem médio "bonus pater famíliae” e reportadas ao quadro atendível na apreciação da justa causa prefigurado no n 3 do art 351 do CT/200”1 É o princípio da proporcionalidade e adequação que, na doutrina e na jurisprudência deste Supremo Tribunal, é convocado para afirmar, em uníssono, que o despedimento-sanção, correspondendo à última ratio das penas disciplinares, reserva-se aos comportamentos culposos e graves do trabalhador subordinado, violadores de deveres estruturantes do vínculo, que reclamem um forte juízo de censura, máxime quando a relação de confiança em que assenta o contrato seja fatalmente atingida, tornando inexigível ao empregador a manutenção do contrato Prosseguindo,  O artigo 128, n 1, do Código do Trabalho de 2009, aprovado pela Lei n 7/2009, de 12 de Fevereiro, aqui aplicável um vez que a cessação do contrato de trabalho ocorreu em 22020, sob a epígrafe "Deveres do Trabalhador”, dispõe que, sem prejuízo de outras obrigações, e entre outras elencadas nas suas diversas alíneas, o trabalhador deve: e)      Cumprir as ordens e instruções do empregador respeitantes a execução ou disciplina do trabalho, bem como a segurança e saúde no trabalho, que não sejam contrárias aos seus direitos ou garantias; f)       Guardar lealdade ao empregador, nomeadamente não negociando por conta própria ou alheia em concorrência com ele, nem divulgando informações referentes à sua organização, métodos de produção ou negócios.