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acórdão-parte -Apreciação, na penúltima página, 5 parágrafo), sendo que, "Embora na origem do presente litígio estejam normas de direito privado, os factos que fundamentam a presente acção cessação do pagamento do subsídio de função de coordenação) ocorreram já no âmbito de um vínculo de emprego público ” Ibidem-7 parágrafo), e em tais circunstâncias, prossegue o aresto em causa, conclui-se que "As questões em apreço não emergem de uma relação de trabalho subordinado de natureza privada e estamos perante um litígio emergente de vínculo de emprego público  sendo competentes para dirimir o mesmo os Tribunais Administrativos e Fiscais” Ibidem – antepenúltimo e penúltimo parágrafos); 2- Em rigor, nem a A. nem o R. suscitaram a questão da incompetência do Juízo do Trabalho em razão da matéria: uma e o outro consideraram competentes para o efeito o Juízo do Trabalho, pelo que não pode o TRL afirmar ter sido exercido o contraditório relativamente à incompetência material do Juízo do Trabalho; 3- Não tendo as partes suscitado nas peças processuais apresentadas a questão da incompetência material do Juízo do Trabalho, entende a A. que no despacho que determinou a convocação e realização da Audiência Prévia o Tribunal de 1 instância deveria ter suscitado expressamente perante as partes a intenção de conhecer a referida exceção dilatória de incompetência em razão da matéria no sentido de que as partes se viessem a pronunciar em concreto sobre a mesma, o que não sucedeu; 4- Afigura-se à A. que o conhecimento em sede de despacho saneador da exceção dilatória de incompetência em razão da matéria sem a possibilidade de as partes terem tido a oportunidade de antecipadamente aduzirem o seu entendimento sobre a matéria se afigura uma decisão violadora do princípio do contraditório, previsto no art 3/3 do CPC, sendo por isso geradora de nulidade, atento o disposto no art 195 do CPC, aplicável por via do art 1/2-a) do CPT cfr.