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2 Pelo contrário, dessa factualidade, em particular da relativa à aquisição, registo e utilização do imóvel pelos Recorridos, seu pai e avô, tal como consta dos factos a do subcapítulo  e dos factos a, e, e do subcapítulo  da sentença recorrida, resulta que os Recorridos são, nos termos e para os efeitos dos artigos 125, 126, 125 e 125 do Código Civil, possuidores do prédio desde 211948, data em que o avô dos Recorridos adquiriu o imóvel, 2 posse que nunca perderam, tendo o Tribunal a quo julgado, nos termos e para os efeitos dos artigos 125 e 1267, n. 1, alínea do Código Civil, como não provada a perda da posse alegada pela Recorrente por suposto abandono do imóvel cf.