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Por último, considerou-se, na 1 instância, que a exequente/embargada,na qualidade de mutuante legalmente autorizada a conceder crédito a consumidores, deverá observar os especiais deveres de informação do cliente/consumidor que resultam, designadamente, do n. 74-A/2017, de 26 e do Aviso n. 5/2017 do Banco de Portugal - devendo, pois, transmitir, sempre, informação completa, verdadeira, actualizada, clara, objectiva e adequada aos conhecimentos do consumidor individualmente considerado -, sendo que, visto aquele requerimento executivo, não será possível considerar que a mesma tenha cumprido tais deveres de informação, porquanto, em caso de incumprimento das obrigações contratuais pelo Executado/Mutuário/Consumidor, a mesma mutuante estava/está obrigada a indicar-lhe em extracto bancário ou documento autónomo, nomeadamente: «a) A identificação atribuída pelo mutuante ao contrato de crédito; A data de vencimento das obrigações em mora e a duração do incumprimento, em número de dias, à data de emissão do extrato ou do documento autónomo; O montante total em incumprimento à data de emissão do extrato ou do documento autónomo, com descrição detalhada dos montantes relativos a capital vencido e não pago, juros remuneratórios, comissões e despesas e respetivas datas de vencimento; A identificação da taxa, da base de incidência do montante devido a título de juros moratórios e do montante de juros de mora calculado à data da emissão do extrato» cf.