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1 Sendo que a falta de conhecimento da nomeação que lhe havia sido concedida, subsequente incumprimento do dever de prestação de colaboração ao patrono conforme estava, e omissão de contestar a ação judicial subjacente, apenas podem ser imputadas ao Autor e à sua incúria, porquanto foi o próprio que, ab initio, livre e conscientemente, no requerimento de proteção jurídica para dispensa de taxa de justiça e demais encargos com o processo e nomeação e pagamento da compensação de patrono, indicou uma morada sita em Vila Real de Santo António, onde não residia e onde não tinha ninguém que levantasse o correio, como confessa – Depoimento gravado sob o n. 6115400_4171154_2870815 aos minutos 00:17:03, 00:22:47, 00:23:33, 00:21:52, 00:23:46 e 00:24:00 1 Termos em que, necessariamente, " não se provou que a falta de contestação é imputável ao Réu, na medida em que se apurou que o Autor não contactou o mesmo no prazo de contestação, tendo indicado como morada local onde não residia e onde não recebia correspondência no âmbito do pedido de apoio judiciário, tendo sido nessa morada que foi notificado pela Ordem dos Advogados da nomeação de Patrono e de que deveria contactar o mesmo pelo que, mesmo que o Patrono tivesse enviado uma carta para o contactar, não a teria recebido, dado que se apurou que não recebia correspondência nessa morada por não se deslocar à morada de Vila Real e ninguém receber a correspondência para aí.” Mais, 1 Pretende o Autor a alteração da qualificação dos factos julgados não provados nas alíneas, e para factos provados, passando a constar, em suma, que no processo de compra e venda subjacente aos autos houve um acordo entre as partes para redução do preço para o valor de € 11000,00, não foi entregue a garagem acordada ou prometida vender, motivo pelo qual não compareceu à escritura.