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Estes factos foram julgados nos termos referidos com a seguinte fundamentação: Os factos relativos à motivação subjacente ao negócio de doação com usufruto invocada pelos Réus resultaram não provados, uma vez que as testemunhas ... apenas referiram que "ouviram dizer” ao  Réu que a casa tinha sido doada como condição para o divórcio porque tinha sido construída em parte com dinheiro da sogra do  Réu mas este não tinha dinheiro para lhe dar – ora, para além de serem depoimentos algo vagos e genéricos, limitam-se a "ouvir dizer”, sem o recurso a circunstancialismos que nos permitam aferir de tal credibilidade, não tendo sido junto qualquer documento comprovativo de quantias doadas pela sogra do  Réu para a construção da casa, por isso, não mereceram a necessária credibilidade.