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Depois de instada a pormenorizar a situação pelo Ministério Público, explicou com maior detalhe o seguinte: o arguido sabia que era ela a "patroa” e que tinha sido sua a decisão de não o deixar levar o carro sem pagar, pelo que se mostrou muito agressivo logo que entrou na recepção e se lhe dirigiu num tom agressivo, dizendo "dê-me a chave” e "eu parto isto tudo”, ameaçando-a ainda que lhe dava dois tiros com uma caçadeira; quando isso sucedeu, disse ao arguido que ia ligar à polícia, pegando no telemóvel para o efeito e levando uma pancada na mão que lhe fez cair no telemóvel; depois disse ao AV para chamar a polícia, o arguido ainda se atirou ao balcão para tentar ir buscar a chave e ainda disse qualquer coisa àquele; um dos funcionários chamou a polícia; quando estava lá a polícia, o arguido voltou com uma senhora loira que trouxe o dinheiro e acabou por levar o carro.