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3Mas mostra-se também como igualmente verificada a exigência da anormalidade do dano produzido na esfera jurídica do A., porquanto para além do prédio haver perdido 13% do seu valor, o que por si só determina a sua relevância indemnizatória, temos que para além disso, o mesmo continua e continuará a sofrer de modo permanente e definitivo os efeitos nefastos resultantes de uma tão escassa/reduzida proximidade face à autoestrada A32, expondo-o ao notório e evidente ruído produzido pela circulação dos veículos naquela via, esteja o A. no interior ou esteja do exterior da sua habitação, afetando-o, deste modo, no gozo standard que seria potenciado pelo seu imóvel, seu uso e fruição, quer em termos qualitativos, quer em termos quantitativos/perda de valor económico, quer ainda em termos  temporais dado o caráter definitivo e não meramente pontual/temporário da afetação/sacrifício imposto.