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Em decorrência deste vício, o ato impugnado padece também de violação do disposto nos artigos 1 e 2 do Código do IVA, ao determinar uma exclusão ilegal e inadmissível do direito à dedução do imposto consagrado nestas normas; 2 Em face da prova produzida, não há dúvidas de que as despesas incorridas pela Recorrida em Portugal tiveram o fito de divulgação do novo modelo da marca O., subsumindo-se ao conceito de despesas de publicidade tal como definido pelo TJUE cf., por exemplo, Acórdão proferido no processo n. -68/92, de 1193, Comissão contra França), sendo evidente a relação direta e imediata entre as operações realizadas a jusante e a montante; 2 É inegável que os serviços em apreço que a Recorrida adquiriu em Portugal, estando direta e imediatamente conexionados com um evento promocional destinado a divulgar um novo veículo comercializado pela Recorrida, contribuem necessariamente para a realização de operações tributáveis pela Recorrida – e., venda de veículos automóveis; 2 Consequentemente, tendo presente a interpretação conforme ao Direito Comunitário das disposições legalmente aplicáveis e, bem assim, o princípio da proibição de proibições inilidíveis nas normas de incidência, conclui-se que o ato impugnado padece de vício de violação de lei, por erro nos pressupostos de facto e de direito, consubstanciada na errada interpretação e aplicação do disposto nos artigos 2, n. 1, al.