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Como assim, aos itens conclusivos da avaliação psicológica assim levada a efeito pelo Dr. JMC ao arguido AA, a saber:  - Do ponto de vista da adaptação global, o arguido revela-se um indivíduo emocionalmente inseguro, denotando traços de apreensão e preocupação, eventualmente potencializados pela sua situação face ao Sistema Judicial;  - Apresenta vulnerabilidade para vivenciar afectos negativos, designadamente tristeza, auto-culpabilização e vergonha;  - Demonstra dificuldade em lidar com o stress;  - Revela características de impulsividade, com baixas competências para resistir às tentações e tendência para aceder aos seus desejos imediatos;  - No domínio da interacção com os outros, o arguido é um sujeito activo e sociável, que tende a procurar estimulações fortes sem antecipar os riscos que lhes podem estar associados;  - Relativamente à disponibilidade para novas experiências, revela-se um sujeito intelectualmente curioso e com interesses diversificados, alicerçando-se numa matriz de valores e princípios marcados pela tolerância e abertura de espírito;  - No que concerne à qualidade da orientação interpessoal, apresenta traços sinalizadores de indivíduo complacente e crédulo, dando mostras de uma tendência para atribuir intenções benévolas a quem o rodeia; Revela sinais de arrogância, associados a características narcísicas;  - Manifesta adequada organização, autodisciplina e motivação para a concretização de objectivos, aspectos condicionados por percepções de inferioridade pessoal e baixa auto-estima;  - Em avaliação clínica efectuada, não foi apurada a existência de indícios compatíveis com os critérios de diagnóstico de qualquer perturbação da personalidade, bem como de funcionamento psicopático;  - Apresenta uma razoável diferenciação ideo-afectiva, ainda que tenda a manifestar uma certa primaridade emocional;  - A instabilidade emocional e a angústia de que dá sinais, conjugadas com a baixa eficácia dos seus mecanismos defensivos, tornam-no bastante vulnerável, designadamente em período em que se confronta com a imprevisibilidade das consequências dos actos apurados;  - Do ponto de vista cognitivo, o arguido apresenta elevada tendência para a auto-culpabilização e desesperança no futuro, percepcionando-se de um modo desamparado e com baixo autocontrolo sobre o seu futuro trajecto de vida;  - Revela alguma descrença na sociedade, particularmente no domínio das relações interpessoais.