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3- Do conjunto da prova produzida nos autos resultou, à saciedade, que o prédio n. ..., apesar de ser propriedade da 2 Autora, não se destinou ao exercício da sua atividade, mas sim à habitação da 1 Autora e família: tal facto é confessado pelas Autoras no artigo 21 da P.; resulta dos documentos juntos aos autos, designadamente do projeto de arquitetura, alvará de construção, livro de obra e licença de utilização; resulta ainda do depoimento de parte prestado pela 1 Autora, conforme se pode verificar pela audição do seu depoimento prestado no dia 21-10-2019, entre os minutos 00:05:19 e 00:05:40, o qual se encontra gravado em sistema digital, na parte que supra se transcreveu, entre os minutos 00:00:00 e 02:03:52; do depoimento da testemunha Dr. G. R., que vive em união de facto com a 1 Autora, como resulta do seu depoimento prestado no dia 21-10-2019, entre os minutos 00:00:33 e 00:00:39, o qual se encontra gravado em sistema digital, na parte que supra se transcreveu, entre os minutos 00:00:00 e 02:03:34; e do depoimento da testemunha T., funcionário da Recorrente, onde exerce as funções de trolha, que prestou no dia 18-02-2019, entre os minutos 00:23:30 a 00:24:01, o qual se encontra gravado em sistema digital, na parte que supra se transcreveu entre os minutos 00:00:00 e 00:34:0 4- Da análise dos referidos elementos de prova, bem como da análise das moradas das próprias Autoras indicadas na PI, resulta que o prédio n. ... se destinou à habitação da 1 Autora e família e ainda que quem passou a viver no apartamento situado na Avenida de ... a que se referem os recibos de renda juntos com a petição inicial, em consequência do incêndio, foi a 1 Autora e não a 2 Autora.