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Por outro lado, importa atentar para a data em que o ato foi praticado, a saber, em maio de 2014, anterior à decisão proferida pelo Supremo Tribunal de Justiça considerando que, conforme a requerente alega no seu requerimento inicial, esse acórdão terá constituído uma "surpresa” para o  requerido, considerando as decisões anteriormente proferidas pelo Tribunal de Primeira Instância e pelo Tribunal da Relação, pelo que não podia "antever” que com o seu ato de aquisição do veículo e doação à  requerida estivesse a comprometer o eventual crédito da requerente, ainda não judicialmente declarado, com trânsito em julgado1 Por outro lado, sendo certo que a doação formal ocorreu em data posterior ao Acórdão do STJ, afigura-se que estando o aluguer de longa duração em pagamento, teria sido mais fácil ao  requerido não pagar a prestação final, só se compreendendo que o fez porque, de facto, o veículo era considerado pela  requerida como seu, por assim também o utilizar nas suas deslocações; acresce que, seguidamente, a  requerida procedeu ao pagamento das despesas inerentes ao veículo e justificou esse pagamento com rendimentos provenientes de contratos de trabalho e bolsas de estágio, devidamente comprovados documentalmente.