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O critério será, portanto, tal como no sistema espanhol, o da necessidade da prova requerida para efeitos de uma defesa efectiva.” Também neste sentido, isto é, quanto à faculdade do Instrutor poder recusar, no caso, a inquirição de testemunhas, por considerar impertinente e desnecessária aquela prova, veja-se acórdão deste TCAN, de 10-05-2012, processo n 00047/19BEBRG: "A concretização do direito de defesa da arguida e a necessidade de descoberta da verdade impõem a necessidade de audição das testemunhas oferecidas por aquela com vista à demonstração do condicionalismo que rodeou a prática da infracção que lhe é imputada;  A omissão desta diligência apenas redundaria numa inutilidade caso a prova já produzida fosse inatacável e demolidora no sentido de que a arguida praticou os factos que lhe são atribuídos.” Ora, no caso presente, cujos factos assentes não foram, de resto, impugnados, a prova produzida mostrou-se e mostra-se, pelas razões acima explanadas, inatacável e demolidora no sentido de que o arguido praticou os factos que lhe eram imputados e, por outro lado, aquela diligência instrutória não denota — em si mesmo, nem pelos argumentos que a pretendem justificar — ser efectivamente necessária à defesa.