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Inconformado com tal decisão, veio o Autor interpor o presente recurso de revista, formulando as seguintes conclusões:  O presente Recurso de Revista vem interposto do douto Acórdão da Relação de .. que concedeu provimento ao recurso de apelação, revogando a decisão recorrida e, consequentemente, absolvendo os Réus do pedido;  Salvo o devido respeito, entende o Condomínio Recorrente que o Venerando Tribunal da Relação de .. decidiu mal, não fazendo uma boa aplicação do Direito;  O Tribunal "a quo” concluiu que a Sentença proferida em Primeira Instância foi-o com fundamento numa causa de pedir não invocada, e que não está demonstrado através de factos que estamos perante um terraço de cobertura;  Na sua petição inicial, o ora Recorrente invocou duas factualidades constitutivas da causa de pedir: 1 – Que os dois telheiros / marquises abertas foram colocados no terraço de cobertura como obra nova e sem obter a prévia aprovação / autorização da Assembleia de Condomínio; 2 – Que tal obra modificou a linha estética do edifício;  Ainda que não tenha resultado como provado que "os telheiros/marquisesprejudicam a segurança, a linha arquitectónica e o arranjo estético do edifício "alínea dos Factos Não, o certo é que foi dado como provado ") que foram colocados sem obter a prévia aprovação / autorização da Assembleia do Condomínio”.número  dos Factos;  Como alegado e peticionado pelo ora Recorrente, a colocação dos dois telheiros / marquises abertas no terraço de cobertura do edifício em causa tratou-se de inovações nas partes comuns do edifício, que careciam da prévia aprovação da maioria dos condóminos, integrando a "alteração da forma ou da substância da coisa”, e sendo a sanção a reposição natural com a destruição daquelas obras;  O Tribunal de Primeira Instância decidiu com fundamento numa causa de pedir invocada pelo ora Recorrente, ao contrário do que concluiu o Venerando Tribunal da Relação de ;  Para o Tribunal de Primeira Instância ter decidido como decidiu, bastava ter resultado provado, como resultou, que tais obras foram executadas sem a prévia aprovação / autorização da Assembleia de Condomínio, não sendo necessário provar que as referidas obras prejudicaram a segurança, a linha arquitectónica e o arranjo estético do pedido;  Pelo que, assim, decidiu bem o Tribunal de Primeira Instância, cuja Decisão não deveria ter sido revogada pelo Venerando Tribunal da Relação de ., mas antes deveria ter sido mantida; 1 Ao não decidir assim, o douto Acórdão ora recorrido fez uma incorrecta interpretação dos factos e uma incorrecta aplicação do Direito.