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Tudo isto se insere no desiderato de se evitarem as curtas penas de prisão ou a eventualidade da efectivação dessas donde que, por regra, a alternativa por pena de multa se autorize nos casos em que aos ilícitos caiba pena prisional não demasiado elevada.”  Nesta mesma linha podemos citar o Professor Figueiredo Dias que, em "Direito Penal Português, As Consequências Jurídicas do Crime” refere que "o tribunal deve preferir à pena privativa de liberdade uma pena alternativa ou de substituição sempre que, verificados os respetivos pressupostos de aplicação, a pena alternativa ou a de substituição se revelem adequadas e suficientes à realização das finalidades da punição, o que vale logo por dizer que são finalidades exclusivamente preventivas, de prevenção especial e de prevenção geral, não finalidades de compensação da culpa, que justificam e impõem) a preferência por uma pena alternativa ou por uma pena de substituição e a sua efetiva aplicação.