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Nessa medida, e constando dos factos provados na sentença penal que ‘... a arguida, que conhecera o arguido P, propôs-lhe que se casassem para, dessa forma, poder obter autorização de residência em Portugal, obstando assim à decisão do SEF de expulsão do país, proferida contra si, tendo o arguido P, com o objectivo de auxiliar a arguida, aceite casar com esta, mas nunca tendo sido intenção dos arguidos constituir família e passar a viver como cônjuges; assim, e em execução desse plano previamente traçado por ambos, contraíram matrimónio entre si, no dia 16 de Outubro de 2008, pelas 11 horas, na Conservatória do Registo Civil de .. Porém, na sequência de tal casamento, nunca os arguidos mantiveram qualquer relacionamento como se de marido e mulher se tratassem, fazendo vidascomplemente separadas, ...”, forçoso seria e é concluir-se no sentido de deverem ser dados como provados os pontos da matéria de facto que foram assim considerados, designadamente os pontos 2 e 4 da sentença, que são os impugnados pelos Recorrentes.