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Como tal, tendo o oponente logrado provar que não exerceu a gerência de facto na sociedade devedora originária, nenhum outro elemento de prova tendo sido trazido pela administração fiscal em sentido diverso, através do qual se evidenciasse, ou partindo do qual se pudesse concluir num juízo de normalidade, a efectividade do exercício do cargo de gerente pelo oponente na sociedade devedora originária, contra esta tem de ser valorada, julgando-se o oponente parte ilegítima na execução por não ser responsável pelo pagamento da dívida, conforme preceitua o artigo 20, n. 1 alínea do CPPT.”      Tendo presente que o gerente de facto é o órgão actuante da sociedade, tomando as deliberações consentidas pelo acto e exteriorizando a vontade social perante empregados ou terceiros, produzindo efeitos na esfera jurídica da sociedade, manifestando a capacidade de exercício de direitos das pessoas colectivas, e que  o exercício da gerência de facto desdobra-se em concretos actos que exprimem poderes representativos e poderes administrativos face à sociedade designadamente, contacto com fornecedores; contratação de pessoal; pagamento de salários; angariação de, importa analisar se a prova produzida permite concluir que o Recorrido foi gerente de facto no período temporal a que se refere a dívida.