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É progressivamente maioritário o entendimento que a expressão «acções para cobrança de dívidas» abrange não apenas as acções executivas para pagamento de quantia certa, mas contempla igualmente as causas declarativas em que se pretenda obter a condenação do devedor no pagamento de um crédito que se pretende ver reconhecido2  Madalena Perestrelo de Oliveira advoga que o objectivo deste processo é facultar ao devedor o espaço necessário para levar a cabo a recuperação, com a consequente proibição da prossecução de outras acções, até das próprias acções executivas, como forma de protecção do devedor que fica com a faculdade de tentar a recuperação da empresa, liberto de outras tentativas de os credores se fazerem pagar e da pressão do mercado que os levou até aquela situação económica depauperada e de insolvibilidade4  No mesmo sentido apontam Catarina Serra6 e João Aveiro Pereira E na jurisprudência nacional a tendência caminha no sentido de integrar as acções declarativas para cumprimento de obrigações pecuniárias no raio de aplicação da sobredita norma8 Por tudo isto, a nosso ver, por força dos objectivos primários atrás enunciados, em coligação com a filosofia legal presente na introdução da medida especial de recuperação, a expressão acções para cobranças de dívidas engloba qualquer acção judicial – declarativa ou executiva – destinada a exigir o cumprimento de um direito de crédito resultante da actividade económica do devedor e que seja susceptível de afectar o seu património.