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Além disso, só assim não seria se a Recorrente tivesse alegado e demonstrado que apesar de os trabalhadores terem sido contratados genericamente para exercer funções num país estrangeiro, o foram efectivamente para prestar trabalho num concreto ponto ou lugar desse país e que temporariamente tiveram de o prestar em local diferente do ajustado, incorrendo, por virtude disso, em despesas de deslocação, alimentação e alojamento ao serviço e em favor da entidade patronal, pois que nesse caso as prestações que lhes fossem abonadas para os reembolsar dessas despesas poderiam já ser qualificadas como ajudas de custo, pelo que, não o tendo feito e situando-se o local de trabalho em França, não pode deixar de se concluir que as prestações auferidas pelos trabalhadores a título de "ajudas de custo” integravam a respectiva retribuição ou remuneração de trabalho, constituindo um complemento desta – cfr., no mesmo sentido, o Acórdão deste TCA Norte, de 25/01/2018, proferido no âmbito do processo n. 245/08BEPRT.