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12 do CT/09 e, como explicámos, não acompanharmos a decisão recorrida, nessa parte, o certo é que, como decorre da transcrição que efectuámos da fundamentação da mesma, nela a M Juíza "a quo”, não só enuncia todos os factos relevantes para a apreciação da questão fulcral, isto é, a que respeita à qualificação da relação contratual existente entre as partes como, também, depois procede à aplicação do método indiciário, apreciando todos esses factos, um por um, com o propósito de os aferir e valorar, com fundamentação justificada, que subscrevemos, na perspectiva de constituírem eles, ou não, indícios de laboralidade, para depois formular um juízo de globalidade em resultado daquela valoração conjunta dos factos provados no sentido de não poder retirar outra conclusão "que não seja estarmos perante um verdadeiro contrato de prestação de serviços” e, consequentemente, que não ocorreu qualquer despedimento.