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9 - Assim, não se revela adequada a fixação da quantia de € 7000,00 a título de indemnização por danos patrimoniais à Autora, devendo a mesma ser reduzida e fixada em valor nunca superior a € 5000,00;  10 - Por outro lado, os danos não patrimoniais são aqueles que não sendo susceptíveis de avaliação pecuniária, apenas podem ocasionar uma compensação, compreendendo o quantum doloris, o dano estético e o prejuízo de afirmação pessoal, em função da descrição feita pelos médicos a avaliação do dano e tendo em conta os precedentes jurisprudenciais;  11 - Os danos não patrimoniais apenas são reparados quando a sua gravidade assim o sugira, sendo aqui o princípio da reparação integral limitado pela gravidade do dano artigo 496/1, sendo o montante indemnizatório deve ser proporcional à gravidade do dano, tomando em conta na sua fixação todas as regras da boa prudência, do bom senso prático, da justa medida das coisas, da criteriosa ponderação das realidades da vida, deve ainda atender-se ao grau de culpabilidade do responsável o, à sua situação económica deste e do lesado, e às demais circunstâncias do caso, sendo de atender aos padrões de indemnização geralmente adoptados pela jurisprudência;  12 - Atentos os danos não patrimoniais apurados nos autos, bem como as demais circunstâncias do caso concreto, verifica-se que a indemnização fixada de € 7000,00 é manifestamente excessiva para o ressarcimento pelos danos não patrimoniais sofridos, pelo que tal valor não deverá ultrapassar os € 5000,00;  13 - Por outro lado, e salvo o sempre devido respeito, a Recorrente discorda do quantum indemnizatório fixado a título de danos não patrimoniais relativo à perda do nascituro e à perda do direito à vida do nascituro porquanto, aqueles montantes indemnizatórios não são devidos e por outro lado, se revelam demasiadamente altos para uma situação como a dos autos.