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Dá um exemplo: se dizia: não gosto de limão por ser azedo, ele seriamente perguntava-lhe se o achava azedo manifesta o seu repúdio pelos factos descritos pelo assistente sobre as ações da visada, que nega totalmente e exprime a sua opinião pessoal sobre o comportamento do assistente, a sua visão dessa conduta, que não pode ser tida como aceite do ponto de vista técnico-científico, pois não se indicia nos autos que a arguida seja Psicóloga ou Psiquiatra Forense e a conversa que com teve com o ofendido naquela ocasião, não ocorreu em contexto nem foi dirigida a qualquer avaliação/perícia de Psicologia ou Psiquiatria Forenses sobre os traços da personalidade do mesmo.” Ou seja, na primeira instância, quer o Ministério Público, quer o Senhor Juiz que proferiu a decisão de não pronúncia, quer o Sr. Procurador-Geral-Adjunto, junto deste Tribunal, não tiveram dúvidas em considerar sem relevância penal, desde logo ao nível da respetiva tipicidade objetiva, os factos concretamente indiciados nos autos.