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No que concerne à pretensão recursória, funda-se basicamente no seguinte argumentário: - da validade da constituição da clausula de reserva de propriedade: - no caso concreto, a reserva de propriedade foi inicialmente constituída pela entidade alienante do veículo, no âmbito do contrato de alienação que constituiu a compra e venda do veículo ; - tendo o efeito jurídico da transferência de propriedade ficado condicionado à ocorrência de um evento determinado, nomeadamente o pagamento integral de todas as prestações acordadas no contrato de financiamento ; - sendo a vendedora Ford Lusitana, S.A.) e a mutuante FCE entidades associadas, a reserva de propriedade teve assim a sua origem no contrato de compra e venda do veículo, a favor da vendedora deste Ford Lusitana, S.A.), tendo em vista o cumprimento integral do contrato de financiamento, ou seja, o pagamento integral do montante financiado ; - o que se enquadra no conceito de qualquer outro evento, previsto na parte final do n. 1, do art.