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Tenho experiência na atividade de construção e tenho formação dada pela empresa em segurança no trabalho”; Na data referida em, não havia na obra nem a ré empregadora colocou à disposição do autor qualquer arnês, linha de vida ou outro equipamento de segurança para trabalhos em altura, tendo sido a falta de tais equipamentos que determinou a ocorrência da queda;  G) Em consequência da queda, o autor sofreu fratura de sete costelas à direita, com atingimento do pulmão e fratura da omoplata direita;  H) Ficou com limitação da mobilidade do ombro, que não permite levar a mão à nuca, ombro oposto e região lombar, com défice de rotação interna do ombro;  ) Em consequência de tais lesões, o autor passou a sentir menos força no braço direito;  J) Em virtude de tais lesões, o autor ficou com sequelas que lhe determinam uma incapacidade parcial permanente de 9,2129% 0,092129);  K) O autor esteve internado quatro dias no Hospital de Barcelos, tendo sido submetido a diversos exames e tratamentos;  ) O autor continua a padecer de fortes dores no braço e ombro direitos e nas costas;  ) O autor toma medicação para dormir;  N) O autor gastou a quantia de 25,00€ vinte e cinco em deslocações obrigatórias ao tribunal e ao Gabinete Médico-Legal; No exercício das suas funções, na data e hora referidas em competia ao autor colocar abobadilhas entre vigotas de cimento para execução da laje de cobertura;  P) O autor é um trabalhador experiente na sua atividade, conhecedor das regras de segurança inerentes à sua profissão e teve formação pela ré empregadora na temática da segurança no trabalho;  Q) Na data e hora supra referidas, o autor finalizava a preparação de uma laje de cobertura para betonagem, para o que se posicionou sobre uma abobadilha que já se encontrava colocada;   R) A determinado momento da tarefa que executava, o autor caiu entre duas vigotas, numa zona que ainda não tinha abobadilhas colocadas, para o piso inferior;  S) Para prevenir riscos de queda em altura, no âmbito das formações prestadas ao autor, a ré empregadora dava instruções expressas e diretas no sentido de que teria que usar arnês e linhas de vida;  T) O autor foi pressionado pela ré empregadora a assinar o documento referido em, a qual receava vir a ser alvo de contraordenações por falta de disponibilização de segurança aos trabalhadores, tendo garantido ao autor que os seus direitos seriam salvaguardados e que seria devidamente compensado pelos danos sofridos em resultado do acidente;  U) Devido a tal pressão e estando convencido de que os seus direitos não seriam afetados, e porque com a sua idade não podia perder o seu posto de trabalho, face às graves dificuldades económicas de que padece, o autor acabou por assinar aquele documento, apesar de ali constarem declarações que não correspondem à verdade, nomeadamente no que respeita à existência de linha de vida e arnês de segurança- alterado em conformidade com a decisão do recurso da matéria de facto; ) O autor esteve afetado dos seguintes períodos de incapacidades temporárias:  ITA entre 18/06/2016 e 17/12/2016 183; ITP a 20% entre 18/12/2016 e 17/01/2017 31, tendo-se as lesões consolidado nesta última data.