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E REPETE-SE: note-se que não basta a presença da substância psicotrópica no corpo do agente do crime rodoviário, sendo necessário que a mesma tenha influenciado e tornado o agente incapaz de conduzir em segurança e com segurança, e isto independentemente do resultado danoso que possa ter ocorrido Portanto, importaria apenas apurar que a cannabis no seu organismo o impedia de conduzir em segurança, prova que foi feita lendo o rol de factos provados -, não se curando se saber se aquele despiste foi por culpa sua o tal crime de perigo E tal prova foi feita pelo perito ouvido, consubstanciado também na ideia de que: ·         é hoje incontroverso que o THC é um vasodilatador periférico que provoca efeitos na visão e que perturba a perceção do tempo, da velocidade e da distância; ·         sendo a condução uma tarefa complexa que obriga a vários níveis de atenção no domínio cognitivo e psicomotor, ela é afetada significativamente após o consumo de canábis;  ·         os efeitos mais fortes fazem-se sentir quando a concentração no sangue depois de atingir um pico máximo que ocorre cerca de 1 hora após o consumo, começa a diminuir, havendo nessa altura um aumento de risco, razão pela qual se considera que 2ng/de THC corresponde a um aumento de risco significativo e 5ng/um aumento de risco muito elevado.