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Para os casos em que o bem é adquirido com dinheiro de um dos cônjuges, mas sem a observância daqueles requisitos, no âmbito do regime da comunhão de adquiridos, o Supremo Tribunal de Justiça proferiu o Acórdão de Uniformização de Jurisprudência n. 12/2015 DR 1 série de 13/10/2015) que dispôs da seguinte forma: «Estando em causa apenas os interesses dos cônjuges, que não os de terceiros, a omissão do no título aquisitivo das menções constantes do artigo 1723/-do , não impede que o cônjuge, dono exclusivo dos meios utilizados na aquisição de outros bens na constância do casamento no regime supletivo da comunhão de adquiridos, e ainda que não tenha intervindo no documento aquisitivo, prove por qualquer meio, que o bem adquirido o foi apenas com dinheiro ou seus bens próprios; feita essa prova o bem adquirido é próprio, não integrando a comunhão conjugal.» Compreende-se o sentido da jurisprudência assim fixada, que não vemos razão para não transpor para a situação sub judice: apesar dos condicionalismos daquela norma, a evolução jurisprudencial e doutrinal posterior tem entendido diferenciar, dentro da orientação perfilhada, os casos em que há interesses de terceiros a acautelar daqueles onde apenas estão em causa os das partes cf.