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Nessa conformidade, o terceiro prejudicado por sentença transitada em julgado obtida mediante simulação processual teria de instaurar, previamente, uma acção declarativa comum de simples apreciação com vista à obtenção de sentença de reconhecimento dessa simulação e do prejuízo para ele dela decorrente, e só com base nesta sentença transitada é que lhe era facultado lançar mão do recurso extraordinário de oposição de terceiro destinado à prolação de decisão rescisória da sentença afectada pela simulação processual, nos termos dos artigos 77 a 78 do CPC/6 Este regime foi mantido, no essencial, pela Revisão do CPC introduzida pelos Dec.-Leis n. 329-A/95, de 12-12, e n. 180/96, de 25-09, tendo também ficado incólume no quadro das alterações editadas pelo Dec.-Lei n. 38/2003, de 08/03, em que, no entanto, se eliminou a exigência de acção prévia nos casos previstos nas alíneas e do artigo 77 do CPC, no âmbito do recurso extraordinário de revisão de sentença.