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Ou seja, como assim refere a Autora, no período em que esteve ausente por doença de outubro de 2012 a dezembro de 2013, a mesma foi remunerada duas vezes durante o mesmo período, e por entidades distintas, e tem essa remuneração cumulada, por doença e também por serviço efectivo, e que quando recebeu a notificação para a reposição das quantias, que procurou ela própria iniciar um procedimento administrativo, do qual esperava resposta formal, resposta essa que considerava absolutamente necessária e inequívoca para a prolacção do processo coercivo de devolução das quantias peticionadas, e que não chegou a receber, tendo entendido que dada a situação em causa, que devia " a entidade demandada, obvia e legalmente notificar a A. para se pronunciar a título de audiência de interessados e só depois emitir a decisão.”, e que assim não tendo acontecido que se está perante " uma situação em que a Administração se aproveita indevidamente da boa-fé processual e procedimental da A.”.