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1 que se junta, troca de e-mails do Recorrente com a enfermeira que segue o seu filho, que este sabia administrar o tratamento; 2 Não só os elementos não autorizavam o tribunal recorrido a dar por provado que o Recorrente não tinha formação para saber o que fazer, como, se o tribunal acreditava que esse aspecto era assim tão fulcral e carecia de ser esclarecido, então, deveria ter promovido as diligências para averiguar se o que o Recorrente mencionara estava em harmonia com a verdade material; 2 O tribunal tinha de dar por provado que o Recorrente sabia administrar o tratamento e que esperar pelo INEM era contraproducente, concluindo-se que o tribunal ad quem deve dar estes factos como provados; 2 O tribunal deveria ter ordenado a materialização das diligências de prova necessárias a se certificar que o Recorrente sabia do que estava a falar e se sabia administrar o tratamento para estabilizar o seu filho em caso de hipoglicemia grave; 2 Vide o acórdão do Tribunal da Relação de Évora, datado de 04/06/2019, referente ao processo n. 950/10GBABF.E1, em que se atesta que a omissão de uma diligência de prova essencial para a descoberta da verdade constitui nulidade sanávelartigo 12, n. 1 e n. 2, alínea, do Código de Processo, o que expressamente se argui; 2 É o tribunal que reputa esses factos a carecer de prova de essenciais, visto que os usou na fundamentação, sendo que o Recorrente apenas se pôde aperceber dessa relevância quando foi notificado do despacho; 2 Esta nulidade, para ser suprida, obriga à repetição das diligências realizadas para averiguar da necessidade de revogação da suspensão da pena de prisão; 3 Sem prejuízo da nulidade, por tudo isto, verifica-se estarmos perante uma esquadria fáctica de estado de necessidade desculpante artigo 3 do, ou seja, o Recorrente agiu sem culpa; 3 Em acréscimo, o Recorrente sabia –sendo, aliás, de conhecimento público e notório – dos enormes atrasos, à data, no socorro ao domicílio, como o atestam as notícias citadas nas motivações; 3 O Recorrente não poderia deixar de se deslocar, o mais depressa possível, ao encontro do seu filho, de molde a garantir que este não ficava com sequelas graves danos ou até morresse, mas acabara de almoçar e de beber, o que promoveu o cometimento do crime que motivou a apreciação do tribunal a quo; 3 Vide acórdãos do Tribunal da Relação de Coimbra, de 08/07/2015, referente ao processo n. 423/15GBPBL.C1, e de 30/01/2019, referente ao processo n. 127/10GAMGR-A.C1, bem como o acórdão do Tribunal da Relação de Évora, de 08/10/2019, referente ao processo n. 547/10TAOLH.E1; 3 Compete ao tribunal que avalia a admissibilidade concreta de revogação da suspensão que sopese a possibilidade da revogação poder ser perturbadora e comprometedora da eficácia preventiva das penas e, concluindo que não o é, fundamente em defesa dessa perspectiva jurisprudencial; 3 O tribunal a quo dá por provado que "Foi ainda ouvida a técnica da DGRSP que acompanha o arguido, tendo a mesma referido que o arguido frequentou o programa STOP em momento posterior à prática do crime em que foi condenado no processo n. 93/14PSLSB e a avaliação foi muito positiva ao nível da consciência do que estava em causa e que em seu entender o arguido não padece de dependência de álcool.