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ponto e "Ao conduzir da forma descrita, o arguido colocou em perigo a vida e a integridade física da condutora do veículo de matrícula ..--..,  e bem assim a sua própria vida e integridade física e causou danos no veículo conduzido por , em valor não concretamente apurado” Ponto  1 Entendemos existir desde logo oposição entre os factos provados, porquanto, se por um lado a Juiz não tem dúvidas ao dar como provado no ponto  que "o referido cruzamento tem a visibilidade condicionada pela falta de iluminação artificial, pela existência de placas informativas no campo de visão à esquerda do veículo conduzido pelo arguido e pela vegetação que na data existia no local” e bem assim a primeira parte do ponto , "Não obstante, o arguido ter imobilizado o seu veículo antes de iniciar a travessia da mencionada , este não avistou o veículo conduzido por  ” 1 Ainda assim dá como provado, em nosso entender em contradição clara dos factos provados, entre si, na segunda parte do ponto  "este não avistou o veículo conduzido por  e não lhe cedendo a passagem no cruzamento, foi por este embatido”, a primeira parte do ponto  "Como consequência directa e necessária da condução levada a cabo pelo arguido”, a primeira parte do ponto  "Como consequência directa e necessária da condução levada a cabo pelo arguido” e por fim a primeira parte do ponto  "Ao conduzir da forma descrita, o arguido colocou em perigo” 1 Em suma, entendemos que os factos Provados não se harmonizam, entre si, no seu devir histórico-fáctico e entendemos igualmente que é inequívoca a contradição entre a motivação e a decisão da matéria de facto.