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Indiscutido, também, que o veículo vendido padece de desconformidade caracterizado por "ralenti irregular de motor” e sons provenientes da zona do motor e que o veículo em marcha perdia potência com isso de "potência de motor reduzida”; indiscutido que, no espaço de 4 meses e sempre com as mesmas queixas, a viatura foi 3 vezes à oficina e que, não obstante as reparações que foram feitas, as anomalias se mantiveram; indiscutido que essas desconformidades ou anomalias não impediam o veículo de circular nem a respectiva segurança "podendo o veículo ser reparado”- ponto 4 O Tribunal recorrido com base nessas circunstâncias e noutras referidas concluiu que o exercício do direito de resolução consubstanciado na carta de 26/9/2016- ponto 45- é desproporcional, atenta contra o equilíbrio do contrato e constitui abuso de direito sendo, por isso, ilegítimo o exercício desse direito-único que a Autora pretende exercer nesta acção- julgando por isso improcedente a acção.