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Caberá salientar que a referida testemunha disse nas suas declarações:  - conheceu o assistente e testemunha E, no dia em que ocorreram os factos a que se referem os autos; - em dia que não recorda, próximo do S. João, do corrente ano, cerca das 045 horas, vinha a pé, com o seu companheiro G e um amigo chamado S, dum jantar em casa de um casal amigo; - no percurso para as suas residências, na Rua , depois do viaduto existente próximo da esquadra do , foram abordados, por uma carrinha da PSP e um dos agentes perguntou-lhes, além do mais, se tinha visto 3 rapazes, entre os 17 e os 19 anos de idade e começaram a procurar alguma coisa, após o que os mandaram seguir caminho e a carrinha dirigiu-se para o bairro ; - entretanto apercebeu-se que desse bairro vinham dois rapazes -que mais tarde veio a saber tratar-se do assistente e seu primo-, que foram abordados pela mesma carrinha, que apareceu de novo e foram os dois e os a pé próximo da bomba da O, onde estiveram uns minutos; os agentes seguiram na carrinha; - pouco depois a carrinha parou perto do assistente e primo; do interior saiu um agente que meteu os dois lá dentro; após, fez inversão de marcha e disse à depoente e seus companheiros, para os acompanharem à esquadra, o que fizeram, a pé; - na entrada da esquadra, sentaram-se os cinco num banco e foi-lhes solicitado a identificação; - entanto entrou na esquadra um dos agentes -que refere ser o mesmo que puxou o assistente e primo anteriormente para dentro do carro-, que descreve como bastante alto, cerca de 1,90 metros, cabelo preto, entroncado, olhos verdes, com cerca de 32 anos, que de forma exaltada e exibindo um bastão, se virou para os cinco e disse "a partir de agora ninguém abre a boca porque senão vou tomar medidas drásticas e não queiram ver isso", embora nem estivessem a falar; - referiu que o referido agente levou para dentro o S, que saiu cerca de 5 minutos depois; conseguiu ouvir que o agente perguntava, de forma exaltada "é este?"