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face ao acervo de informação que tem vindo a público, veiculada pela comunicação social, nacional e internacional, sobre a situação de grande afluência de refugiados em Itália e sobre as condições de acolhimento e permanência dos requerentes de protecção internacional naquele Estado-Membro - que são factos que a generalidade das pessoas, regularmente informadas, têm conhecimento e, nessa medida, factos notórios -, de que são exemplo os artigos cujo teor se julgou assente nas alíneas,,, e, incumbia à Entidade Demandada, previamente à decisão ora impugnada, instruir oficiosamente o procedimento, com informação fidedigna actualizada sobre o funcionamento do procedimento de asilo italiano e as condições de acolhimento dos requerentes de protecção internacional naquele país, recorrendo a fontes credíveis e consolidadas como o Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo, o ACNUR e organizações de direitos humanos relevantes, de molde a verificar se, no caso concreto, se verificam ou não os motivos determinantes da impossibilidade da transferência, referidos no 2 parágrafo, do n2, do artigo 3, do Regulamento EU 604/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de Junho.