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Se a violação do dever – g., de entregar ao fiduciário o rendimento disponível – constitui intenção específica da conduta do insolvente, há dolo direto; se essa violação não é diretamente querida, mas é desejada como efeito necessário da conduta, o dolo é necessário; finalmente, se a violação não é diretamente desejada, mas é aceite como efeito eventual, mesmo que acessório, daquela conduta, há dolo eventual.3 No que toca à negligência grave ou grosseira, distinguindo a doutrina entre culpa grave, culpa leve e culpa levíssima, esta corresponderá à conduta do devedor que, consciente dos deveres a que se encontrava vinculado, e da possibilidade de conformar a sua conduta de acordo com esses deveres, não o faz, em circunstâncias em que a maioria das pessoas teria atuado de forma diversa.4 Regressando à factualidade dada como assente, entendemos, em linha com o decidido pela 1 Instância, que a atuação do insolvente marido é de integrar, pelo menos, no patamar da negligência grave.