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Naquele relatório constata-se, com base no exame direto a que o menor foi sujeito, que "o funcionamento cognitivo geral é apropriado à idade, está atento e concentrado, não mostra défices em evocar acontecimentos e tem um bom nível de linguagem, embora o discurso verbal seja por vezes confuso”, e também que " é imatura a sua capacidade para compreender, avaliar e relatar factos ou fazer um julgamento adequado das situações pessoais e interpessoais, o que prejudica a reprodução dos acontecimentos por si vivenciados”, relatando ainda o senhor perito que " o menor não chega a fazer um relato circunstanciado do alegado abuso sexual, fornecendo apenas informações avulsas em resposta a perguntas concretas, as quais são frequentemente contraditórias e carecem de coerência lógica ou detalhes suficientes para uma boa compreensão por parte do entrevistador/examinador – o que contudo, não põe em causa a realidade do alegado abuso, nem implica necessariamente mentira, fantasia ou sugestionamento por parte de terceiros.”.