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1 A expressão dirigida pelo arguido à ofendida logo que esta entrou no quarto daquele e o abordou "eu vou-te matar, não sais daqui viva”;  1 Acto contínuo, de surpresa, o arguido colocou as mãos no pescoço de sua mãe, , e, fazendo força, bateu com a cabeça da mesma, por diversas vezes, na cama de ferro, produzindo-lhe as lesões descritas no n 13, da factualidade julgada provada, entre as quais diversas fracturas o que demonstra a força empegue pelo arguido;  1 E, de seguida, pegou num cinto de nylon, que colocou à volta do pescoço de sua mãe e, fazendo força, apertou-o, impedindo esta de respirar;  1 Tendo, então, pedido à sua mãe que lhe acudisse, tendo esta, de imediato ido procurar ajuda, enquanto o arguido continuava a apertar o cinto à volta do pescoço da vítima, só deixando de o fazer quando a verificou que se encontrava prostrada no chão, inanimada, a perder sangue pelos ouvidos, cabeça e boca;    1 Após o que o arguido retirou o cinto do pescoço de e foi refugiar-se no seu quarto, sem cuidar do estado da vítima;  1 As regiões do corpo da queixosa atingidas pelos golpes desferidos pelo arguido, que procurou, primeiro a cabeça, que fez embater violentamente na travessa em ferro da cama, meio apto a provocar-lhe fracturas na colete craniana e subsequentes lesões no cérebro e, depois, o pescoço, que apertou fortemente com um cinto, até que a vítima ficou inanimada no chão, o que se constitui como meio apto a sufocar uma pessoa e, consequentemente, a provocar-lhe a morte;  2 A circunstância do arguido só ter cessado de apertar o pescoço da sua mãe com o cinto depois de AB ter saído de casa para pedir ajuda, no caso à testemunha AL;  2 Forçoso é concluir, de acordo com os aludidos critérios de normalidade da vida e as regas da experiência comum, que o arguido quis por dois meios diferentes e sucessivos tirar a vida à sua mãe , que agiu com o propósito de a matar.