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A Meritíssima Juíza a quo deu como provado que:  " Em datas não concretamente apuradas mas tendo menos de 6 anos de idade, no Monte do , no interior e exterior da residência onde habitavam, e AA começaram a procurar o menor para satisfazerem os seus desejos sexuais, não obstante saberem que o mesmo é filho deles, que tinha menos de 6 anos de idade e que se encontrava às suas guarda e cuidados e sob as suas assistência e proteção.”  Estes factos não poderiam ter sido dados como provados, face à prova produzida em sede de audiência de discussão e julgamento, conforme se passará a expor:  O menor foi ouvido em fase de inquérito pela digna Magistrada do Ministério Público no dia 212016 com a duração de uma hora e vinte e cinco minutos, que consta na gravação áudio DR0000-003mp  Foi ouvido ainda no dia 21 2011 no dia 212016 perante a Magistrada do Ministério Público – DR0000_003mp  O menor contraria muitas vezes o que diz, o que é próprio da idade, mas exige da nossa parte um cuidado adicional, pois tais declarações terão de ser conjugadas com outras informações, de forma a melhor aferir os factos.