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Veja-se, a título meramente exemplificativo, as explicações dadas para os disparos na viatura de EE - que apenas os queria assustar, não tendo intenção de matar, e que disparou sem noção dos locais para onde apontou -, o que é manifestamente incompatível com os locais atingidos por projecteis, um deles, com três disparos muito próximos uns dos outros, na porta do lugar do passageiro - onde seguia GG - e um outro no para brisas, ao nível da cabeça do condutor, onde seguia EE, entendendo-se que, por apelo às regras da experiência - que devem presidir à análise da prova - a exacta localização dos disparos, a sua trajectória e conjunto, é reveladora de que no momento em que foram efectuados seguiam no interior da viatura o condutor EE a sua mulher GG, no lugar de passageiros - para cujos lugares foram intencionalmente direccionados os disparos -, não sendo necessário ser especialista em balística ou perito, mas apenas um cidadão comum, medianamente sagaz e intelectualmente honesto, para se poder inferir que o arguido apontou a arma de fogo para esses locais, disparando a mesma na tentativa de atingir os ocupantes da viatura, fazendo-o com intenção de lesão do bem vida humana, pois que ciente da perigosidade do meio utilizado.