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Assim, considerando: – o caráter muito elevado da ilicitude e da culpa em todos os crimes, a ligação familiar que o prendia às vítimas e a que foi indiferente, o alarme que causou, o desprendimento com que agiu; – quanto às situações do filho BB e do cunhado , a premeditação; – quanto à violência doméstica, o desrespeito pela companheira de 35 anos de vivência comum; – as fortíssimas necessidades de prevenção geral; – os antecedentes criminais, nomeadamente por crimes contra as pessoas; – a admissão parcial dos factos, concretamente dos disparos, dos danos e da detenção das armas, já que não admitiu os factos mais graves, concretamente a intenção de matar os visados nem sequer a representação dessa, escudando-se sempre na intenção de "intimidar”, e os maus tratos à esposa; – a desvalorização dos danos causados às vítimas; – a correlação entre todos os factos que, deixando perceber as motivações e circunscrevendo-os a um período temporal e vivencial, revela o quadro mental do arguido, vocacionado para uma escalada criminosa; entendemos como justa e adequada a pena concreta e única de 12 anos e 9 meses de prisão, necessariamente efetiva.».