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Ideia que não sufragamos com apoio, aliás, em jurisprudência uniforme: ")a resposta negativa a dado facto apenas se pode concluir que esse facto não se provou e não que fique demonstrado o contrário, tudo se passando como se aquele facto não tivesse sido alegado ou trazido aos autos”1 ou "a resposta "não provado” dada relativamente a um facto controvertido não permite afirmar a prova do facto contrário” Dizer isto não significa, no caso, afirmar a irrelevância da ausência de prova de perda de rendimento consequente às lesões para efeitos de cálculo de indemnização, pois tal destrinça, a que infra tornaremos, releva para efeitos da eleição dos critérios deste cálculo ou, a jusante, para determinar se o dano a indemnizar tem natureza patrimonial perda efetiva ou redução permanente da capacidade de trabalho ou de ou natureza não patrimonial afetação da potencialidade física, psíquica ou intelectual do lesado, sem envolvência previsível de perda ou redução da capacidade de trabalho ou de, mas tão só evidenciar que, encontrado o critério de cálculo da indemnização, o facto não provado é, por imperativo da lei, inócuo para o cômputo desta.