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O Recorrido N veio apresentar contra-alegações ao recurso apresentado por B, pugnando por que o recurso seja julgado improcedente, alterando-se oficiosamente os factos como referido, com as seguintes CONCLUSÕES: a. Porque é pelas conclusões que é delimitado o objecto do recursivo;  b. Porque quanto ao facto elencado em 37 o que efectivamente consta dos campos 08/1 1 e 2 da IES/2012, 2013 e 2014 elaborados e apresentados pelo Recorrido é que não dispunha de órgão de fiscalização, que a entidade está obrigada a ter as contas certificadas por ROC/SROC e que não foi emitida a certificação legal de contas, deverá tal facto passar a integrar os factos não provados;  Porque no estrito cumprimento da obrigação do Recorrido, enquanto Técnico Oficial de Contas, no respeito da lei, aplicou os princípios e normas contabilísticas de modo a obter a verdade da situação financeira e patrimonial da insolvente e quem prestou serviços; Porque constitui consciente falsidade, aliás grosseira e dolosa, a afirmação de ter o Recorrente prestado falsas declarações pois declarou que existia relatório de gestão, parecer do órgão de fiscalização e certificação legal de contas, quando a ora insolvente nem sequer detinha órgão de fiscalização;  e. Porque acaso os créditos contabilísticos sobre clientes, pré-existentes, correspondessem à verdade, - e não correspondiam -, da situação financeira e patrimonial, é patente que a sua cobrança assegurava o regular exercício da actividade societária; f. Porque se evidencia dos autos, em termos de prova documental – e foi confirmado em sede de audiência de julgamento – é que o então TOC, que antecedeu o ora Recorrido, mantinha a contabilidade da insolvente em situação manifestamente irregular; g. Porque o facto elencado em 33 dos factos provados foi contraditado pela prova documental junta aos autos, face à efectiva existência de suporte documental, deve passar a integrar os factos não provados; h. Porque o facto elencado em 37 dos factos provados foi contraditado pela prova documental junta aos autos e não ter sido prova em contrário, tem o facto 37 de passar a elencar os factos não provados; Porque na ausência da documentação referente à contabilidade atinente aos anos que antecederam o início de funções por parte do ora Recorrido era incontornável que sobre ele impendia a estrita obrigação de colocar a contabilidade de molde a espelhar uma imagem fiel e verdadeira da realidade patrimonial da empresa o que apenas foi possível por recurso às informações fornecidas pelo órgão de gestão; j. Porque só a conduta do TOC que exerceu funções anteriormente à nomeação do ora Recorrido determinou que os administradores da insolvente não tivessem aprovado nem apresentado contas de 2011 a 2014 antes de Novembro de 2014 e Julho de 2015, deve este facto passar a elencar os factos provados e de acordo com a prova constante dos autos.