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Mecânico JMM, ouvido nesse dia, respondeu a instâncias do mandatário das RR., que se encontra ligado à parte da sinalização das obras e que é mesmo ele que procede à entrega das placas de sinalização e que informa como devem ser colocadas; ) Em face do teor destes depoimentos, dúvidas não subsistem que no troço de estrada objecto de repavimentação, existiam, à data do acidente, pelo menos duas placas de sinalização com os dizeres "areia”; ) E se naquela altura não se encontrava no local outro tipo de sinalização, é porque a mesma não se tornava necessária, atento o facto da gravilha/areia ainda existente se encontrar, essencialmente, nas bermas da estrada e talvez, de forma muito residual, no leito da via; ) Aliás, constam dos autos fotografias do local, que corroboram o teor destes depoimentos, mas que, ao arrepio do que seria expectável, não foram tomadas em consideração atempadamente juntas pelos RR., que documentam isso mesmo; ) Atenta a factualidade transcrita, embora de forma sintética, e da credibilidade que as testemunhas que os prestaram mereceram por parte do Tribunal entendemos que matéria de facto provada no ponto  não é a correcta, pelo menos na parte em que considerou não existir, ) qualquer sinalização indicativa da existência de obras,naquele troço onde ocorreu o acidente”, assim como não podia ter sido dado como provado, também em virtude da prova produzida, que "1 Em toda a extensão da via não existia um único sinal vertical, horizontal ou luminoso, que indicasse a existência de obras na estrada ou de redução de velocidade, quer a montante quer a jusante do local onde ocorreu o acidente.”; ) Mas mesmo que não existisse qualquer sinalização naquele troço de estrada, nem por isso pode ser assacada ao aqui Recorrente qualquer acção ou omissão que, de alguma forma, o responsabilize pela produção do acidente; ) Quanto a este particular aspecto, ver-se-á que não foi por falta de sinalização, nem tão pouco pela eventual existência de gravilha ou areia no piso, nem mesma o eventual tamanho da mesma, que esteve na origem do acidente, mas sim a conduta inepta e imperita do condutor do veículo sinistrado; ) Aliás, é esclarecedor o depoimento de parte prestado pelo A. ECPR, na audiência de julgamento que teve lugar em 18 de janeiro de 2013, quando afirma a instâncias da Meritíssima Juíza a quo, que andou cerca de 400 metros com o piso, uniformemente coberto por gravilha e também que não era possível ter feito qualquer derrapagem; ) Contudo, esta comprometida versão dos factos foi totalmente desacreditada pelo depoimento de outras testemunhas, até mesmo por aquelas que foram arroladas pelos próprios Recorridos, como é o caso do JMGA, soldado da GNR, que esteve no local e elaborou o croqui do acidente e que depôs na audiência de 18 de Janeiro, esclareceu a Meritíssima Juíza e os mandatários das partes, ao clarificar que o estado da via intervencionada era igual em toda a sua extensão, mas que não teve qualquer acidente, tendo sido peremptório em dizer que as marcas que fez no croqui do acidente se referem a uma travagem;. )