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Inconformados, os autores apresentaram-se a recorrer, pugnando no sentido da revogação da sentença, terminando as respetivas alegações com as seguintes conclusões que se:  « - A sentença recorrida contém evidentes e relevantes erros de julgamento, tanto em matéria de facto, como de direito, com violação clara e ostensiva de diversos preceitos legais;  - Face à prova produzida, e concretamente a referida e reproduzida na fundamentação da decisão em matéria de facto, a sentença deverá alterar alguns pontos dessa decisão e aditar outros factos que foram provados; - Face à prova resultante dos depoimentos dos autores/recorrentes, dos réus/recorridos, das testemunhas arroladas por ambas as partes, todos citados na fundamentação, e dos documentos juntos aos autos, impõe-se dar como provado que também o autor/recorrente marido estava de relações cortadas com os vendedores do imóvel e com os réus/recorridos, aditando tal facto; - Face à mesma prova, o tribunal devia dar como provado, aditando tal facto, que o corte de relações entre autores/recorrentes, por um lado, e vendedores do imóvel e réus/recorridos, por outro, ocorreu, pelo menos, no ano de 2000; - Face à prova documental apresentada, nomeadamente a certidão do processo de inventário n 1323/03TJVNF, junta aos presentes autos em 8 de Setembro de 2017, o tribunal deveria ter dado como provado, aditando tal facto, que no dia 12 de Novembro de 2007, data em que os autores/recorrentes, então como herdeiros, foram notificados da relação de bens, o direito de propriedade sobre o prédio que veio a ser objecto de contrato de compra e venda cuja anulação se peticiona, estava inscrito em nome de Manuel ; - Por evidente erro de apreciação e valoração de prova resultante dos depoimentos dos réus/recorridos e das testemunhas A. G. e G., bem como dos documentos juntos com a segunda contestação, o tribunal não deu como provado, como devia, que as obras levadas a cabo no imóvel em causa, foram executadas nos anos de 2001 e 2002; - Face à prova resultante dos depoimentos dos réus/recorridos e das testemunhas A. G. e G., devidamente referidas na sentença, o tribunal deveria dar como provado, aditando tal facto, que o licenciamento das obras foi requerido e concedido em nome do vendedor Manuel e antes da celebração do contrato de compra e venda; - Uma vez que se trata de matéria que assenta apenas nos depoimentos, naturalmente interessados dos réus/recorridos e de seus familiares, todos de má relação com os autores/recorrentes, deve ser dada como não provada a matéria do ponto  da base instrutória ponto 2 da decisão em matéria de; - É ostensivo o erro de julgamento do ponto 2 da decisão em matéria de facto, face à prova documental produzida, não havendo outra; - O tribunal não pode dar como provado que com a conferência de interessados e com a notificação da relação e bens do referido processo de inventário, os autores/recorrentes tiveram conhecimento de quais eram os bens que integravam o acervo da herança; - Com aqueles actos e a prova produzida, o tribunal só pode dar como provado que os autores/recorrentes tomaram conhecimento de quais os bens relacionados pela cabeça-de-casal, para partilha no processo de inventário referido em 1 da decisão em matéria de facto; - Deve alterar-se a decisão do ponto 2 da matéria provada, ficando a constar como se indica supra na conclusão ; - Deve ser aditado, como facto provado, o que consta do art.