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No entanto, porque efectivamente se trata de um ónus e não de uma expropriação, tendo em conta que efectivamente os onerados se mantêm titulares da propriedade, não sendo viável a fixação de um montante que constituísse um benefício, tendo em conta os preços de venda, mas pretendendo-se antes indemnizar o prejuízo, tendo esta indemnização de constituir uma justa indemnização, fixa-se pelo prejuízo decorrente do ónus de servidão, o correspondente a 50% deste valor, ou seja a importância de € 10,00 m Uma última nota quanto à alegada inconstitucionalidade invocada pelos apelantes: o legislador constitucional com a fórmula de justa indemnização prevista no art 62 n2 da CRP, não pretendeu pronunciar-se sobre nenhum critério correcto de indemnização, nem afirmou que constitucionalmente a justa indemnização tem de corresponder ao valor de mercado.