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3 Do que vem de se expor, conclui-se assim que, concordando o tribunal a quo com o entendimento de «para a valoração da contagem desse prazo interessa o conhecimento da existência de dano, não sendo necessário o conhecimento da sua amplitude integral, mas esse conhecimento ainda que não integral, tem de ser suficiente, satisfatório, não só quanto à dimensão/natureza/conteúdo desse dano, mas também quanto à noção de que o dano foi causado por um terceiro e qual o concreto facto causador do dano», acaba por decidir que «só nesta última data, 002018, os autores detinham o conhecimento exigível mas também suficiente quanto à natureza, conteúdo e repercussões futuras dos danos sofridos pela autora .» quando o certo é que, tal como os próprios autores afirmam na sua resposta às excepções, «nesta data a Autora menor tomou pleno conhecimento da extensão dos seus danos biológicos, geradores da responsabilidade que ora imputa à Ré E.» 3 Do que se deixa exposto, é perfeitamente identificável a contradição entre os fundamentos e a decisão, sendo equívoco o sentido desta e dos seus fundamentos, mostrando-se até ininteligível, pois lendo os seus fundamentos não é de fácil compreensão a decisão que encerra.