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- o facto de o tribunal arbitral não ter considerado que a corrupção se encontrava provada, não é prova de que ela não tenha ocorrido, sendo a convicção de que está provada que permite a conclusão de que o acórdão arbitral será anulado e/ou não será reconhecido, pelo que, é uma petição de princípio dizer-se o contrário, ou seja, que não está provada a corrupção e por isso o acórdão não será anulado ou será reconhecido relembre-se que no ponto 131, o TA diz, entre o mais, que:  "estas circunstâncias indiciarealmente que a W pode ter agido de forma corrupta para ganhar o contrato”   - o facto de o MP americano se ter pronunciado contra a concessão do estatuto da vítima à B nos processos criminais americanos em causa, não tira nada à conclusão evidente de que, se através de actos de corrupção foram celebrados contratos com a B com prejuízo de milhões de euros para a B, esta não poderá deixar de ser considerada, materialmente, vítima, mesmo que formalmente não lhe seja concedido o estatuto de vítima por um tribunal americano para que esta, e os seus membros, não tenham acesso aos elementos daqueles processos que estão em segredo de justiça); aliás, a posição assumida pelo MP americano é um absurdo, quando entende que a B foi cúmplice nas condutas ilícitas subjacentes às acusações de que os arguidos se declararam culpados, sem a alegação de qualquer acto praticado pela B que possa ser qualificado como de cumplicidade, sendo indiferente para o efeito que aquele MP entenda que pode amplamente estabelecer a responsabilidade criminal da B, quando não tentou sequer alegar os respectivos factos, nem deduziu qualquer acusação contra ela.