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14	– Do confronto da fórmula usada no CPTA parte final do n 1 do artigo 11 ―sem prejuízo da possibilidade de representação do Estado pelo Ministério Público) com a acolhida no CPC artigo 24, n 1: ―O Estado é representado pelo Ministério Público, sem prejuízo dos casos em que a lei especialmente permita o patrocínio por mandatário judicial próprio), resulta segura a conclusão de que, no âmbito do primeiro diploma, a representação do Estado por parte do Ministério Público tem caráter eventual e subsidiário, ao passo que no segundo constitui a regra, só passível de afastamento por lei concreta;   15	– A nova redação do artigo 11, n 1, in fine, do CPTA torna meramente eventual e subsidiária a intervenção do Ministério Público como representante do Estado no processo administrativo, pelo que, mesmo numa apreciação isolada, dificilmente a norma se compatibilizaria com o princípio judiciário constitucional da representação do Estado nos tribunais através do Ministério Público, imposta pelo primeiro segmento do n 1 do artigo 219 da CRP;  16	– A desarmonia dessa norma com a Lex Fundamentalis tornase ainda mais clara quando se proceda à sua interpretação conjugadamente com a do n 4 do artigo 25, também aditado pela referida Lei n 118/20, que estabelece que quando seja demandado o Estado a citação é dirigida unicamente ao Centro de Competências  Jurídicas do Estado;  17	– No que se reporta ao Estado, a norma destrói a mais elementar lógica de constituição da instância processual administrativa, visto que, por um lado, o réu Estado-Administração é ―unicamente citado numa entidade que não possui poderes legais para a sua representação em juízo e, por outro, não é citado através do órgão que possui tais poderes, por força de disposição constitucional e também;  18	– Por outro lado, nos termos do artigo 223, n 1 do CPC, subsidiariamente aplicável ao contencioso administrativo, a citação das pessoas coletivas — como é o caso indiscutível do Estado-Administração — realiza-se ―na pessoa dos seus legais representantes;   19	– O único representante do Estado em juízo, pelo menos enquanto o Estado não manifestar a vontade de pretender ser patrocinado de outro modo pressuposta, por necessidade de raciocínio, a validade dessa declaração), o seu ―representante natural é o Ministério Público, em quem deve ser realizada a citação;  20	– O mecanismo implementado pelo n 4 do artigo 25, conjugado com a parte final do n 1 do artigo 11 do CPTA, ambos na redação da Lei n 118/2019, conduz em linha reta, de forma necessária, a uma presença subsidiária e minimalista do Ministério Público como representante do Estado no processo administrativo;  21	– Acresce que a norma do n 4 do art.