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Ora, perante tal factualidade, não pode deixar de se concluir que a autora sabia que em 27 de setembro de 2004 foi outorgada uma escritura de compra e venda entre seus pais e sua irmã F., relativa ao prédio objeto da presente ação, que tal conhecimento foi obtido em data muito anterior à que foi indicada na petição inicial, sendo exigível aos autores que, perante todos os elementos de que dispunham e que decorrem dos factos provados, formulassem a eventual pretensão ou oposição relativa a tal negócio em momento oportuno e, designadamente, em sede do inventário em que foram intervenientes, não podendo, assim, vir invocar que a autora apenas tomou conhecimento da celebração do negócio em 14 de junho de 2010, a fim de evitar que a contagem do prazo a que se refere o artigo 87, n. 2 do se iniciasse em data anterior e, consequentemente, uma eventual caducidade do direito de anulação do referido contrato de compra e venda.