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O que acabámos de dizer contende também com o invocado vício de falta de fundamentação, imputado a ambas as decisões do Tribunal, já que, podendo dizer-se que a nulidade da sentença ou, a que alude a alínea do n. 1 do artigo 61 do CPC, como o tem afirmado a jurisprudência, só se verifica quando haja falta absoluta de fundamentos, quer no respeitante aos factos, quer no tocante ao direito e não já, pois, quando esteja apenas em causa uma motivação deficiente, medíocre ou até errada – como se pode ler no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 16 de Junho de 201611, «tais vícios, radicando em erro de procedimento ou actividade error in, revestem natureza formal ou processual, pelo que só afetam a existência, a perfectibilidade material ou a validade do ato decisório, na medida em que obstem à compreensão e reapreciação do seu mérito», ou, no mesmo sentido, entre muitos outros, o Acórdão do mesmo Tribunal de 16 de Fevereiro de 201612, quando refere que «uma fundamentação mais sucinta, ou aligeirada, menos exaustiva ou não eivada de argumentos eruditos não basta para integrar o vício de limite em apreço, desde que as questões postas sejam abordadas e decididas», sendo que também a doutrina aponta para o mesmo entendimento13 –, com esse âmbito, não se pode afirmar que ocorre, em qualquer das decisões em análise, tal vício.