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Referindo-se a esta questão, explica-se no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 28/04/09, tendo como Relator Fonseca Ramos13 que "O comitente só fica constituído na obrigação de remunerar o mediador se o negócio tido em vista pelo incumbente for concretizado em virtude da actividade do mediador, ou seja, a obrigação de meios que lhe incumbe há-de desembocar no resultado pretendido – a celebração do negócio para que foi mandatado o mediador – sob pena de se considerar que o contrato não almejou a perfeição e, não surtindo efeito útil a actividade do mediador – o risco, a álea negocial – não há lugar à remuneração comissão).” No mesmo sentido, refere Higina Orvalho Castelo14 que "A celebração do contrato visado está fora da prestação do mediador; constitui circunstância de eventualidade da qual as partes fazerem depender um dos efeitos do contrato – a remuneração do mediador ou, vista de outro prisma, a prestação do cliente.” No caso dos autos, esta questão não assume particular acuidade, uma vez que está assente que os Réus celebraram contrato de compra e venda com o dito interessado.