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Algumas dessas causas já foram afloradas nesta decisão, mas, ainda assim, passemo-las em revista, agora no contexto da almejada  desculpabilização da infracção legal cometida pelo R., por omissão: o aumento dos gastos com electricidade a partir de 2013, resultante do aumento da taxa do IVA, de 6% para 23%; alude a um "erro” assim classificado pela testemunha P.) contido nas receitas previstas em Plano para o ano de 2015, no valor aproximado de 9M€, receitas que, na prática, não se verificaram naquele concreto ano e cuja inserção foi apontada como um erro imputável à gestão autárquica precedente à do ora R.; créditos "duvidosos” ou "incobráveis” ou receitas não considerados pela anterior gestão autárquica, à qual o R. é alheio, como sejam, os já citados créditos que o Município de ...) alegadamente teria sobre a "Estradas de Portugal, E.P.E.”; "Metro do Porto, S.A.”; "CTT-Correios de Portugal, S.A.”; e "Instituto dos Arquivos Nacionais-Torre do Tombo”, no valor aproximado de 11M€, em que não obteve, até hoje, uma só sentença transitada em julgado que ao Município reconhecesse o mérito de tais receitas; os custos que a Câmara Municipal  ...) passou a suportar directamente, a partir de 2013, em despesas, passivo/dívida, equipamentos e trabalhadores, resultantes dos processos de internalizações de empresas municipais deficitárias, necessariamente extintas por via legal, em função da sua inviabilidade financeira por três exercícios consecutivos, de que são exemplos a já mencionada "G.”, mas também a "G.”, a "G.” e o "Parque ...)” e ainda os custos, inicial e anuais, com a comparticipação financeira do Município de ...) no Fundo de Apoio Municipal; as despesas com pagamentos resultantes de condenações judiciais, designadamente, para o pagamento de uma indemnização a particulares pela ocupação ilegal de terrenos necessários à construção da , na ordem dos 13M€, valor reconhecido pelo Município em 2015 segundo o depoimento da testemunha, mas igualmente pagamentos ocorridos em duas transações judiciais realizadas com duas empresas de construção , acrescendo ainda a necessidade de pagamento de €60000,00 a título de indemnização e por condenação judicial, a favor da CIMPOR, pelas razões já atrás aduzidas nesta sentença.