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Tanto se não entendendo, sem conceder, - ao não considerar a ineficácia da declaração constante da carta da senhoria que anunciava a intenção de fazer transitar o contrato para o NRAU, dada que a avançada idade da recorrente e o seu analfabetismo lhe não permitiam, sem culpa sua, conhecê-la, violou, em especial, o previsto no n. 3 do artigo 22 do Código Civil; Sem prescindir, - ao não atender que a recorrente só por manifesta falta de consciência de estar a emitir uma declaração negocial - o que a torna inexistente - é que se teria abstido de contestar a transição do seu contrato de arrendamento para o NRAU, assim aceitando desproteger clamorosamente a sua condição de arrendatária, desrespeitou, sobretudo, o disposto na primeira parte do artigo 24 do Código Civil; Não concedendo, - ao não valorizar que, ainda que ao seu silêncio pudesse ser atribuído o significado de uma declaração negocial da recorrente no sentido de concordar com a transição do contrato para o NRAU, tal sentido, por ser absurda a aceitação de desproteger a sua condição de arrendatária, o que a senhoria não podia deixar de saber - tanto mais que manifestamente violou o princípio da boa-fé negocial previsto no artigo 22 do Código Civil ao não a alertar para as consequências da sua eventual omissão de pronúncia -, jamais poderia corresponder à sua vontade real, o que lhe consente a sua anulação, agrediu o teor do artigo 24 do mesmo Código.