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Enviados os autos ao Tribunal de Conflitos, o Ministério Público pronunciou-se nos termos seguintes folhas 688 a 690 do volume dos autos:  O Tribunal do Trabalho de Matosinhos onde a acção foi inicialmente proposta, e o TAF do Porto declinaram a competência para conhecer do litígio em que a autora pretende a condenação das rés a pagarem-lhe diversas quantias por créditos decorrentes de alegada relação laboral fundada em contrato de trabalho, iniciada em Dezembro de 2000 e cuja existência também pretende seja declarada, bem como a ilicitude da sua cessação, por despedimento, em Dezembro de 201  Tendo presente que são da competência dos tribunais judiciais as causas que não sejam atribuídas a outra ordem jurisdicional ver artigos 211 n1 da CRP e 64 do CPC 2013 e 40 n1 da LOSJ, aprovada pela Lei 62/2013, de 208, importa verificar se, por aplicação de algum critério jurídico ela cabe no caso concreto à ordem dos tribunais administrativos e fiscais, pois sendo negativa a resposta, caberá residualmente aos tribunais judiciais.