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No caso em análise, verifica-se, assim, a exceção de ilegitimidade ativa da Reconvinte/Recorrente, nas suas duas vertentes, processual e substantiva;  3 Na 4 Conclusão das Alegações de Recurso, a Recorrente pretende convencer que a Recorrida é parte legítima no pedido reconvencional; porém, pelas razões acima enunciadas, a Autora/Recorrida também não tem legitimidade passiva para a Reconvenção, nos termos em que a mesma se encontra formulada;  3 Numa análise cuidada da Reconvenção – cujo teor a Recorrente procura corrigir nas Alegações de recurso – constata-se que a Ré peticiona a condenação da Autora no pagamento de uma indemnização de, pelo menos, € 50000,00, ao abrigo da obrigação de indemnizar, por atos que a própria sustenta terem sido causados pelo gerente da Autora, G.; 3 A Ré não alegou, nem especificou, a que título ficaria a Autora constituída na obrigação de a indemnizar em tal quantia, uma vez que não invoca o incumprimento de qualquer obrigação contratual ou extracontratual por parte da Autora, não alega que a Autora lhe causou danos, nem ensaia referir qual o nexo de causalidade direta e adequada que existe entre a conduta da Autora e os pretensos danos; 4 Mais, a Ré não peticionou que fosse declarada a desconsideração da personalidade jurídica da Autora nem do seu gerente, nem requereu a intervenção de G. na ação, para que este pudesse apresentar defesa, ao abrigo do princípio basilar do direito ao contraditório;  4 Considerando que gerência pressupõe a existência de um contrato de mandato entre a sociedade e o titular do órgão de gestão gerência ou administração), compete concluir que a Autora, pessoa coletiva, é completamente alheia ao contrato de mandato e ao modo como o mesmo foi exercido: os gerentes respondem perante a sociedade pelos danos a esta causados por atos ou omissões praticados em preterição de deveres legais ou contratuais, sendo que, a ação destinada a efetivar a responsabilidade dos gerentes deve ser deliberada pela sociedade; 4 Nem a Autora, nem G., são administradores da Recorrente B., por conseguinte, não podem ser responsabilizados por atos de gestão que apenas a esta respeitam.