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1 do Código Civil, quando o facto gerador do acidente foi a lama e a falta de sinalização do perigo e não a falta de redução de velocidade ou de travagem da condutora; 4 Ao ter sido dado como provado o facto ilícito - a lama e a falta de sinalização –que provocou o dano- o acidente, este por culpa exclusiva do Réu Município, errou o tribunal ao imputar concorrência de culpa à condutora nos termos do artigo 57 n. do ; 4 Não era previsível nem exigível de acordo com os critérios de um bom pai de família previstos no artigo 48, n. 2 do , que um condutor normal previsse que no local e à hora onde ocorreu o sinistro existisse uma camada grossa de lama quando naquele local não era habitual haver lama/terra ponto 17 dos factos e não havia qualquer sinalização; 4 Resulta dos autos que o piso estava escorregadio e com uma grossa camada de lama, se a condutora travasse em cima dessa lama, perderia total aderência ao solo e teria entrado em fatal derrapagem, isto é perderia total e não apenas parcialmente os comandos da viatura; 4 Uma travagem de pânico ou brusca em cima de lama, em lamas, gravilhas, gelo ou mesmo em simples lenções de água, poderia provocar, in casu, uma guinada forte do veículo à direita ou à esquerda e originar o capotamento ou qualquer batida de frente contra o muro ao invés da raspagem lateral que esta conseguiu imprimir suavemente ao veículo até à sua total imobilização; 4 Quem age como agiu a condutora do veículo do A., evitando manobras bruscas travagens e sobre piso escorregadio age investido da prudência aconselhável, da perícia a adoptar, da diligência devida perante situações similares, age numa palavra como um condutor "bom pai de família”; 4 A condutora circulava dentro dos limites previstos da velocidade não infringindo qualquer regra estradal na justa medida em que não existia qualquer sinalização de perigo ou aviso de obras, de piso escorregadio, que fosse de prever Cfr.