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83 - A sentença recorrida fez pois uma errada interpretação do disposto nos artigos 236, n. 1 e artigo 237 do , na medida em que "os princípios que, em face do Direito Civil português, permitem detetar a presença de um facto gerador de confiança podem ser induzidos das regras referentes às declarações de vontade, com relevância para a normalidade – artigo 236, n. 1 – e o equilíbrio – artigo 23 Significa isto que o "quantum” relevante de credibilidade para integrar uma previsão de confiança por parte do "factum proprium” é, assim, função do necessário para convencer uma pessoa normal, colocada na posição do confiante e razoável, tendo em conta o esforço realizado pelo mesmo confiante na obtenção do fator a que se entrega.