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Pelo exposto, de harmonia com as disposições conjugadas dos artigos 5, n.s 1 e 2, 3, n. 1, do CIRE, e 1 da Lei n. 62/2013, de 26 de Agosto, estamos em condições de concluir que: a regra que preside à nomeação do administrador da insolvência é a de que o mesmo deve ser escolhido pelo juiz de entre os administradores inscritos na lista oficial e por processo informático que assegure a aleatoriedade da escolha; para que aquela regra de nomeação aleatória e tendencialmente equitativa seja afastada necessário se torna que esteja em causa um processo em que seja previsível a existência de actos de gestão que requeiram especiais conhecimentos; nesta circunstância, incumbe ao requerente a invocação da factualidade pertinente que justifique o afastamento pelo juiz do regime regra de nomeação e a opção pela indicação feita pelo requerente da insolvência A não ser assim, só em casos contados ocorreria razão que desaconselhasse a nomeação do administrador judicial proposto pelo requerente, já que estamos perante profissionais qualificados, sujeitos aos critérios de acesso à actividade previstos no Estatuto do Administrador Judicial para que possam integrar as listas respectivas, o que redundaria na prática «repristinação» por esta via interpretativa da anterior redacção do artigo 3, n. 1, do CIRE, passando o juiz, por regra, a atender à indicação do requerente, o mesmo é dizer «tendo em conta a proposta», o que o legislador manifestamente não pretendeu, tanto assim que procedeu à já referida alteração do preceito em 200 Acresce que, em casos de insolvência de pessoa singular, dificilmente se vislumbra situação que preencha o requisito da previsibilidade de estarem em causa actos de gestão que requeiram especiais conhecimentos, que não se mostrem já preenchidos para que o administrador seja incluído na lista oficial.