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O tribunal recorrido entendeu que a Administração Tributária recolheu elementos suficientemente indiciadores de que as facturas em causa não titulam operações efectivas, tendo aduzido para o efeito a seguinte argumentação: ”Ora, para assim concluir, a Administração Tributária apoiou-se, desde logo, em diversos elementos recolhidos junto do fornecedor em causa, em inspeções levadas a cabo aos anos de 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009, tendo por base a análise da contabilidade e respetivos documentos de suporte e, bem assim, quanto ao ano de 2007, a quebra do sigilo bancário, dos quais destacamos: ·	declarou vendas de sucata de € 159635,27 em 2007 e € 61944,88 em 2008, sem que possuísse estrutura, organização, dimensão empresarial e capacidade financeira suscetível de o poder realizar;  ·	mais de 99,99% e 94,5% do valor total das suas compras foram registadas e declaradas com base em documentos emitidos em nome de sociedades e pessoas relativamente aos quais ficou demonstrado que não haviam realizado nem tinham quaisquer condições para realizar qualquer venda de sucata;  ·	as supostas compras e vendas foram todas declaradas como tendo sido pagas e recebidas a dinheiro;  ·	cumpriu as suas obrigações fiscais em termos declarativos, o que indicia uma intenção clara de dissimular o verdadeiro objetivo fraudulento da atividade, conferindo-lhe uma imagem de aparente normalidade.