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22 - No caso, considerando a divergência das partes quanto à invocada falta de capacidade financeira para executar o Memorando em causa; considerando o teor do depoimento de parte do legal representante da Autora, em contradição com o teor das declarações fiscais; considerando que os factos alegados pelo 1 Réu, nos artigos 26 a 48 da contestação, traduzem-se numa exceção perentória, na medida em que a provarem-se justificam a recusa de cumprimento do contrato por parte do 1 réu, isto é, ilidem a presunção de culpa que sobre si impende; considerando que as Declarações de IRC e IES da Autora, relativas aos anos de 2015 e 2016 só foram apesentadas na Autoridade Tributária em Março de 2018, no decurso do julgamento, e entregues nos autos em 6 de Abril de 2018, e que a análise das mesmas necessita de conhecimentos científicos ou técnicos especiais, justificava-se o deferimento da perícia requerida pelo recorrente a fls.