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P. A conclusão aduzida na decisão recorrida, de que os "três trabalhadores envolvidos souberam ultrapassar o incidente ocorrido, mantendo o normal relacionamento pessoal e profissional” é manifestamente exacerbada e desprovida de fundamento, desde logo relativamente à trabalhadora BB, dado que não resultou provado que aquela tenha aceite o "pedido de desculpas” que o A. e ora Recorrido lhe apresentou, tendo, outrossim, resultado demonstrado que, no almoço entre colegas realizado no dia seguinte, 21/11/2017, em que a BB esteve presente, esta não se riu quando os colegas comentaram o episódio ocorrido na véspera Vide factos provados n. 52 a. Também o facto de o Diretor Comercial não ter manifestado qualquer oposição, designadamente quando questionado telefonicamente pelo A., a que este assistisse a um jogo de futebol no mesmo camarote do Estádio do Dragão a convite de um cliente do, não permite extrair a conclusão de que a relação pessoal /ou profissional entre ambos não sofreu qualquer alteração em função do episódio ocorrido a 20/11/2017, quando nem sequer se provou se ambos se relacionaram ou conversaram entre si no âmbito de tal jogo ou não.