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Este tema foi posteriormente desenvolvido pelo mesmo autor no Manual do Direito do Urbanismo11, que dando nota das censuras que vinham sendo feitas às teses defensoras de uma legitimação pela afectação a um fim público de uma ocupa­ção ilegal, concluiu que as figuras jurídicas da "apropriação irregular” e da "expropriação indirecta”, bem como da "ocupação apropriativa” não podem em face das razões expostas, ser admitidas no nosso direito, pelo que as questões da manutenção da obra publica irregularmente implantada ou da demolição da mesma e da restituição do terreno ao seu proprietário não devem ser decididas com base na aplicação acrítica daquelas teorias ou doutrinas, mas com base na ponderação feita pelo juiz dos interesses co-envolvidos nos casos concretos.