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O Recorrente discorda argumentando que por força da Lei n. 1-A/2020, de 19/3, na redação introduzida pela Lei n. 4-A/2020, foram suspensos todos os prazos processuais nos processos não urgentes, independentemente da sua duração, designadamente o prazo de seis meses de deserção da instância, suspensão que só veio a terminar com a entrada em vigor da Lei n. 16/2020, de 29/5, o que significa para os autos que o prazo de deserção da instância esteve suspenso entre 2020/03/09 e 2020/06/03 e que o requerimento mediante o qual veio impulsionar o processo foi apresentado antes de decorrido o prazo de deserção da instância.