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Para tanto, deu o douto Tribunal como provados os seguintes factos essenciais no que ao Arguido, ora Recorrente, diz respeito, que:  Os arguidos VO, EF, AA, e EC obtiveram, de forma não concretamente apurada, documentos de identificação, designadamente passaportes, falsos ou falsificados pela aposição da sua própria fotografia em passaportes emitidos em nome de terceiro;  De modo a receber quantias monetárias provenientes daqueles esquemas, os arguidos VO, EF, AA, e EC usaram tais documentos para abrirem contas bancárias junto de instituições de crédito sedeadas em território nacional, às quais se identificaram com dados e documentos não correspondentes à verdade;  Uma vez abertas as referidas contas bancárias, os arguidos VO, EF e AA indicaram a terceiros os respectivos NIB’s / IBAN’s, de modo a que os mesmos os utilizassem para transferir o dinheiro obtido nos termos acima referidos;  Os arguidos VO, EF, AA e assumiram ainda a tarefa de proceder ao imediato levantamento ou mobilização por transferência das quantias que fossem creditadas, por pagamento ou transferência efectuada do exterior, nas suas contas bancárias abertas em Portugal;  Os arguidos VO, EF, AA e EC, procederam ainda ao envio, parcial, daquelas quantias, para terceiros através do sistema da Western Union;  Como pagamento, conservavam para si valor não apurado.