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Por outro lado, tal como de resto sucede em relação a órgãos e serviços que integram a Administração Pública, o regime de responsabilidade administrativa é apenas aplicado no que se refere às acções ou omissões em que essas entidades tenham intervindo investidas de poderes de autoridade ou segundo um regime de direito administrativo, ficando excluídos os actos de gestão privada e, assim, todas as situações em que tenham agido no âmbito do seu estrito estatuto de pessoas colectivas de direito privado» - in «Regime da Responsabilidade Civil Extracontratual do Estado e Demais Entidades Públicas Anotado», 2 edição, página 5 Ora, como considerou este Tribunal de Conflitos, «A construção de uma auto-estrada, a sua exploração, manutenção, vigilância e segurança, nomeadamente do tráfego, são tarefas próprias da administração do Estado, não significando que a respectiva concessão a uma entidade privada determine a perda da sua natureza pública administrativa, pois que a mesma se mantém regulada e fiscalizada à luz de normas jurídicas administrativas inscritas no próprio contrato» - AC Tribunal de Conflitos de 212015, Conflito n016/1 No presente caso, o n294/97, de 210, aprovou o contrato de concessão de construção, conservação e exploração de auto-estradas, outorgado à A.., o qual, pelo menos a partir da vigência do n247-/2008, de 312, integra as «Bases» - sobre a «conservação das auto-estradas» - e - sobre a «manutenção e disciplina do tráfego» - que estipulam assim: «- 1- A concessionária deverá manter as auto-estradas que constituem o objecto da concessão em bom estado de conservação e perfeitas condições de utilização, realizando, nas devidas oportunidades, todos os trabalhos necessários para que as mesmas satisfaçam cabal e permanentemente o fim a que se destinam, em obediência a padrões de qualidade que melhor atendam os direitos do utente ».