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A douta sentença considerou que o conceito de operação simulada terá de ser encontrada no domínio do direito , com o sentido que aí se consagra, nos termos do n. 2 do artigo 1 da LGT.  . Assim, fazendo apelo àquele regime, entendeu que, para que se possa falar em simulação subjectiva, é necessário que se verifique uma interposição fictícia, mas no sentido de se exigir um acordo entre todos os sujeitos intervenientes: o declarante, o declaratário e o interposto.  . Caso contrário, não haverá simulação, mas uma interposição real de pessoas, caindo-se na figura do mandato sem representação, na modalidade da comissão mercantil.  . Deste modo, deveria a AT reunir indicadores objectivos de que existe esse tal acordo entre todos os intervenientes pois, caso o não faça, subsistiria sempre a possibilidade de o interposto agir como comissário do verdadeiro fornecedor dos bens ou prestador dos serviços.  . Porém, este entendimento resulta de uma visão puramente civilista do instituto da simulação, incompaginável com a realidade fáctico-jurídica que o n. 3 do artigo 1 do CIVA visa abranger.  . Na verdade, a figura da simulação, tal como se encontra recortada no plano , não tem pleno cabimento na análise ao fenómeno das facturas simuladas, visto que, desde logo, a previsão do legislador não pretenderia abranger a factualidade que se verifica no plano tributário, e., o regime jurídico da simulação, não foi pensado para a simulação fiscal.  . Ademais, "o conteúdo da simulação fiscal é, a nosso ver, determinado pela função do conceito neste ramo do direito.