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Contrapôs o recorrido, em suma, que: - Não integrou os Recorrentes no PERSI aquando do incumprimento das obrigações que aqueles assumiram, nem tinha que o fazer; - Que o PERSI aplica-se aos contratos de crédito, entre outros, garantidos por hipoteca sobre bem imóvel, celebrados entre instituições de crédito e clientes bancários, entendidos estes como consumidores, na acepção dada pelo artigo 2, n. 1, da Lei de Defesa do Consumidor "Considera-se consumidor todo aquele a quem sejam fornecidos bens, prestados serviços ou transmitidos quaisquer direitos, destinados a não uso profissional, por pessoa que exerça com carácter profissional uma actividade económica que vise a obtenção de benefícios”); - Que a jurisprudência entende que a noção de consumidor dado pelos diplomas legais supra citados é restrita citando o Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, proferido no âmbito do processo n. 6776/13T8ALM.L1-8); - Que os contratos de financiamento que servem de causa de pedir na acção foram celebrados com as finalidades de "Fundo de Maneio à Actividade Empresarial” e "Apoio de Tesouraria” à Farmácia explorada pelos Embargantes e mutuários, a saber, AA e , no âmbito da sua actividade empresarial – exploração de farmácia – e não na qualidade de consumidores; e - Que dos contratos de financiamento juntos com o requerimento executivo como documentos ns 1 e 2, resulta que o Recorrente assumiu a qualidade de mutuário, juntamente com a Recorrente AA, razão pela qual os montantes disponibilizados também se destinaram a apoiar a sua actividade empresarial.