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347-348 afirma que «) o trabalhador deve em princípio, abster-se de qualquer ação contrária aos interesses do empregador», tendo o dever geral de lealdade «uma faceta subjectiva que decorre da sua estreita relação com a permanência de confiança entre as partes nos casos em que este elemento pode considerar-se suporte essencial de celebração do contrato e da continuidade das relações que nele se», sendo necessário «que a conduta do trabalhador não seja em si mesma, suscetível de destruir ou abalar tal confiança, isto é, capaz de criar no espírito do empregador a dúvida sobre a idoneidade futura da conduta daquele», pois «este traço do dever de lealdade é tanto mais acentuado quanto mais extensa for a delegação de poderes no trabalhador e quanto maior for a atinência das funções exercidas à realização final do interesse do empregador».