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A mesma deve apresentar-se transparente e sem qualquer indício de má fé sob pena de se estar a proceder a um verdadeiro branqueamento de dívidas, impondo o Estado danos aos credores, sem qualquer contrapartida.» Em suma: a nova oportunidade que o preâmbulo do Decreto-Lei n 53/2004 define como fresh start, tem um elevado preço, a pagar pelos credores do insolvente que se veem privados dos seus créditos, só se justificando, como se refere no mesmo preâmbulo, em situações em que o insolvente esteja de boa fé A M Juíza indeferiu liminarmente o pedido de exoneração do passivo restante, invocando «o regime prescrito nos artigos 186, ns 1 e 2, al.