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Não foram alegadas razões ponderosas, nem são vislumbráveis, que levem à desconsideração do depoimento do ofendido que de forma espontânea e detalhada não só asseverou o teor das expressões que lhe foram dirigidas pelo arguido, circunstanciado tais factos no tempo e no espaço, como o estado em que ficou após o episódio suprarreferido – enumerando a existência de medo de represálias por parte do arguido João Simão Abreu e o ímpeto imediato de abandonar o local em referência face ao circunstancialismo por si vivenciado no momento, sendo inequivocamente de afastar o recurso ao princípio in dubio pro reo, relembrando-se que a sua utilização somente se impõe quando o julgador seja confrontado com a dúvida acerca da verificação de determinado facto, o que, reafirma-se, não sucede no caso em apreciação.