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21 – Pelo seu especial relevo para os termos desta lide e deste recurso, salientamos aqui que, como nós, também o Tribunal entendeu que de facto, os moradores da freguesia de mais concretamente os de , há mais de 100 anos a esta parte que semeiam e colhem centeio em plainas, roçam o mato, cortam lenha e apascentam o gado nos terrenos situados a norte da linha referida em 3, aí pernoitam para guardar as suas culturas, construiram paredes na linha referida em 3, aí procederam a florestação, sem interrupção temporal, sem oposição de ninguém, à vista de todos, com a convicção de que com tal posse não ofendiam direitos alheios, convencidos de que atuavam sobre o baldio que lhes pertencia e por isso como verdadeiros titulares de um direito de propriedade comunitária.