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Ademais, a grua foi montada num local indevido, em face da proximidade de um cabo de média tensão que ali se encontrava. . Por estas razões, não foi "por causas não apuradas” – conforme consta da factualidade dada como provada – que a grua se movimentou, mas sim devido ao local onde foi instalada, assim como à sua deficiente e inacabadas instalação e montagem. . O Tribunal a quo baseia a sua decisão na presunção de que "os cabos eléctricos não eram visíveis para quem estivesse no estaleiro”, concluindo que, não sendo os cabos visíveis, não era exigível ao Réu empregador tê-los visto, e como tal, ter procedido à montagem da grua num outro local. . A ilação retirada pelo Tribunal não tem suporte nos factos apurados, razão pela qual nunca o Tribunal se poderia ter baseado nesta conclusão infundada. . O que decorre da prova produzida é precisamente o contrário: os cabos eram perfeitamente visíveis por um homem médio e para quem estivesse no estaleiro. . E mais, sobre o Réu Empregador – em face da experiência e conhecimentos que detêm na área – impendia um dever acrescido de os prever aquando da instalação da grua. . A sentença a quo padece de erro de julgamento quanto à matéria de facto, na medida em que o tribunal a quo não considerou, conforme devia, o acórdão proferido pela 1 secção Criminal da Instância Central de Braga, no âmbito do processo que correu termos sob o n. 177/10GBVVD cuja certidão foi junta ao, que condenou o Réu F. T. pela prática de um crime de infracção e regras de construção, previsto e punível pelo art.