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13 e 1 Na contestação apresentada, o Réu questiona o fundamento da baixa da Autora, afirmando que esta "tem condições físicas e psicológicas de regressar ao trabalho”, pois "não sofre de qualquer incapacidade absoluta temporária ou definitiva, que reduza, limite ou exclua a sua capacidade de trabalho”, não deixando de possuir tal baixa "uma limitação temporal” – cf., artigos 33, 34 e 36 a 3 Acrescenta que tal configura-se como "uma situação temporária, a empresa continua à espera que ela se apresente ao serviço, no seu posto de trabalho, como não poderia deixar de ser” – cf., artigo 75 -, não tendo ficado "minimamente demonstrado nem sequer a Requerente a ousou a total ou parcial impossibilidade física ou psíquica da mesma em providenciar o seu sustento, designadamente, por incapacidade para exercer uma profissão, ou angariar meios, trabalhando”, reiterando que a mesma pode perfeitamente trabalhar, pois "não sofre de nenhum problema físico ou psicológico que lhe diminua, condicione ou exclua a capacidade de trabalho” – cf., artigos 78 a 8 Refere, ainda, que a Autora continua a ser Directora de Qualidade da empresa, tendo contrato de trabalho efectivo, e se deixou de receber algum valor desta, o que impugna, tal dever-se-á ao facto "de ter deixado de ir na empresa e, com isto ter deixado de receber prémios, despesas de representação e ajudas de custos, bem como devido ao facto da Segurança Social não pagar a totalidade do salário, para baixas de longa duração” – cf., artigos 282, 286 e 30 Por fim, realça a provisoriedade da baixa da Requerente, a injustificação desta e que "está há mais de 10 meses no ócio”, "de férias”, a "precisar de trabalhar” – cf., artigos 402 a 40 Ora, conforme resulta claramente dos extractos factuais expostos, a situação de baixa da Autora tem necessariamente carácter ou natureza temporária, tendo por subjacente a situação de conflito que mantém com o seu ex-marido, ora Réu.