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Acresce que os Autores procederam à referida comunicação de denuncia para habitação do seu descendente à Ré, e que à data estavam cumpridos os requisitos exigidos pois resulta ainda aprovado que o seu descendente não era proprietário, à data da comunicação, de qualquer bem imóvel.» A sentença não deixou de trazer à colação as normas transitórias da Lei n. 6/2006, de 202, que aprovou o NRAU, relativas aos contratos celebrados na vigência do RAU e aos contratos celebrados antes da vigência do RAU, mas conclui-se que «sendo certo, que o senhorio deixa de poder denunciar o contrato nos termos estabelecidos no artigo 110 do nas seguintes situações ali referidas nas alíneas a, e que de acordo com a carta resposta da Ré que os Autores juntaram, esta invocou, resultaria a impossibilidade de denuncia dos Autores, pois esta referia ter mais de 65 anos – concretamente 74 anos e a sua permanência no arrendado por mais de 32 anos, tal impossibilidade de denuncia impunha que a Ré contestasse a presente ação e provasse os referidos fatos, o que não tendo logrado faze-lo e face à confissão dos fatos, resulta desde logo a procedência da presente ação pela denuncia do arrendamento por necessidade de habitação pelo seu descendente em  grau, ficando prejudicada a nossa apreciação da matéria relativa à resolução invocada a titulo subsidiário.