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1228/02); O artigo 47, n. 2, do RD/PSP, indica de forma exemplificativa, os comportamentos que impossibilitam a relação de confiança indispensável à manutenção do vinculo funcional e inclui as situações infracionais em que a conduta do infrator é manifestamente desadequada e contrastante com o que lhe é exigido: Estando ciente da proibição da sua conduta, ao ter agido livre, deliberadamente e de forma consciente, traindo a confiança em si depositada e prejudicando os interesses do Estado, o Autor, ora recorrido, foi punido com a pena disciplinar de aposentação compulsiva, que é proporcional e adequada às infrações disciplinares praticadas; É inequívoco que o ora recorrido, se apropriou dos montantes indicados em proveito próprio, pois caso contrário teria feito a entrega desses montantes nas alturas devidas, o que não se verificou como se encontra cabalmente provado nos autos, pelo que o arguido agiu como se o dinheiro fosse dele, dando-lhe um destino diverso daquele a que estava obrigado, não dando nenhuma explicação plausível para agir como agiu; Existe um interesse público específico, qualificado e concreto que consiste na manutenção da imagem de correção e legalidade na atuação dos agentes da PSP que não é compatível com a manutenção em funções do Autor, ora recorrido, - e tal circunstância determina a inviabilização da manutenção da relação funcional, fundamentando a aplicação de uma pena expulsiva, neste caso a aposentação compulsiva; O princípio da proporcionalidade, atento o teor dos artigos 4, 4 e 4 do RD/PSP, foi respeitado, pelo que inexiste qualquer vício ou violação do princípio da proporcionalidade.O recorrido conclui:  - A douta sentença recorrida contém uma correcta valoraço dos factos dados como provados e, bem assim, uma criteriosa aplicação do direito;  - O despacho proferido pela Senhora Ministra da Administração Interna de 03/05/2005 padece da violação do principio da proporcionalidade por existência de erro grosseiro ou manifesto no tocante à escolha e determinação da medida cia pena; - O Tribunal o quo estribou-se na análise criteriosa de toda a prova trazida aos autos pelas partes de origem documental que não foi impugnada e na prova por admissão dos factos e entendeu anular-se o acto impugnado porquanto «padece do violação do princípio da proporcionalidade por existência de erro grosseiro na determinação da medida do pena.»;  - Como muito bem reflete a douta sentença recorrida, o caso sub judice não assume relevância social que justifique a aplicação de uma pena expulsiva, como a pena de aposentação compulsiva; - Como bem se refere na sentença, a Entidade Recorrente não considerou: «) O Autor assumiu toda a responsabilidade regularizando a situação; ) O Autor ingressou na Policia Municipal em 01/09/2001; ) Os comportamentos reportam-se a um período temporal limitado julho e setembro de; ) O Autor não procedeu à entrega de guias cujos valores tinham sido pagos por multibanco; ) o Autor tem circunstâncias atenuantes, como o bom comportamento anterior, louvor ou outras recompensas e a boa informação de serviço do superior hierárquico de que depende tudo cf.