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1 Diga-se, aliás, que tem vindo a ser este o entendimento, a propósito desta questão, sufragado por este colectivo há já mais de uma dezena de anos, mostrando-se de acordo com o entendimento expresso pelo TC a este propósito vide acórdão n 163/2011), em que se refere:  No caso em apreço, é inquestionável que a sujeição do recorrente a um ónus  processual de identificação dos pontos da motivação de recurso que pretende discutir, mediante alegações orais, constitui medida adequada e idónea a assegurar uma maior eficiência e celeridade na tramitação processual penal neste sentido, apontando a consagração da audiência, para produção de alegações orais, como um situação excepcional, à luz do novo regime de recurso, ver Paulo Pinto de Albuquerque, Comentário ao Código de Processo Penal, 3 edição actualizada, Universidade Católica Editora, 2009, p.. Com efeito, tal medida tanto permite ao julgador e aos recorridos, em particular ao Ministério Público, que exerce a acção as questões a discutir em audiência de julgamento – note-se, a este propósito, que cabe ao Relator junto do tribunal recorrido, elaborar uma "exposição sumária sobre o objecto do recurso, na qual enuncia as questões que o tribunal entende merecerem exame especial” artigo 423, n. 1, do –, como, simultaneamente, implica um esforço adicional dos recorrentes na compressão e síntese dos pontos da motivação a discutir, oralmente, em audiência.