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G- O artigo 81 do CIRE ao estatuir que "o AI da assume a representação do devedor para todos os efeitos de carácter patrimonial que interessem à insolvência” significa que a inibição do insolvente se revela inoperante relativamente às matérias de natureza pessoal em geral, e outrossim, quanto às patrimoniais estranhas à insolvência; H- A declaração de insolvência implica a inibição do insolvente para administrar e dispor dos seus bens, sendo representado, salvo direitos exclusivamente pessoais ou estranhos à insolvência pelo respectivo administrador; - Entende o autor que sendo o processo de insolvência um processo de execução universal, tem como finalidade a satisfação dos credores pela forma prevista num plano de insolvência, baseado, nomeadamente, na recuperação da empresa compreendida na massa insolvente, ou, quando tal não se afigure possível, na liquidação do património do devedor insolvente e a repartição do produto obtido pelos credores artigo 1 do; J- A apontada falta de capacidade judiciária do autor para a acção de honorários não se enquadra na limitação da capacidade patrimonial do insolvente que a Lei consagra no citado artigo 1 do CIRE como efeito necessário da declaração de insolvência; - Entende-se que a interposição da acção de honorários por parte do autor, declarado insolvente, não envolve qualquer diminuição do seu património, antes podendo trazer vantagens para os seus credores, os quais, caso a acção proceda, poderão ter mais possibilidades de satisfazer os seus créditos; – Não estando agora em causa se o pedido formulado na acção tem fundamento ou não, entende o recorrente que, perante a sua situação de insolvente, não está legalmente inibido de propor a presente acção de honorários, não havendo lugar à representação pelo administrador de insolvência, nem a caducidade do mandato conferido ao mandatário ora subscritor; N- Não se verificando que os efeitos visados pelo autor ora recorrente nesta acção sejam susceptíveis de comprometer o seu património em detrimento dos interesses gerais da massa insolente, não se mostra aplicável ao caso o disposto no artigo 81 do CIRE, não sendo caso de representação substituição) do autor por parte do administrador de insolvência e de necessidade de ratificação de quaisquer actos e menos ainda de caducidade do mandato forense conferido a advogado; O- Dando-se provimento à apelação, deverá ser revogado o despacho de caducidade de mandato nos termos do artigo 112 do CIRE, bem como, de representação/substituição do autor por parte do AI e de necessidade de ratificação de quaisquer actos, mantendo-se o despacho saneador proferido em 16/06/202 A 26/11/2020, o AI, nomeado para intervir nos autos à margem indicados, notificado com a ref.