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G. Note-se ainda a contradição entre esse facto que considerou provado e as declarações de parte prestadas pelo Recorrente em sede de audiência final e transcritas para a Ata da audiência final dos presentes autos: "No decurso do referido procedimento cautelar, concretamente no dia da audiência de julgamento, tomou conhecimento de que pendia contra si processo disciplinar com vista ao seu despedimento com justa causa, cuja a nota de culpa não recebeu, nem teve conhecimento, até à apresentação da oposição no procedimento cautelar conforme declarações que ali prestou.-- Tem ideia de que, em agosto de 2020, esteve de férias em Cabanas de Tavira mais concretamente no parque de campismo pelo que não se encontraria em casa, nem o requerente, nem a esposa, ou qualquer outra pessoa que pudesse receber a correspondência.-- Confirma que não foi deixada na sua caixa de correio a nota de culpa e que, se no dia 002020 não estivesse ausente de férias a esposa estaria a trabalhar no gabinete de estética existente no r/do edifício ao lado.--”  H. Mais, invocou o Tribunal a quo na sua fundamentação que: "Tendo o requerente afirmado, sob juramento, que desconhecia a existência do processo disciplinar e, bem assim, que não recebeu na sua caixa do correio a nota de culpa, o mesmo não cumpriu, como lhe cabia, o ónus de alegação dos factos que permitiriam ao Tribunal concluir que, diversamente ao que resulta, quer do site dos CTT, quer da informação prestada por esta entidade, não foram cumpridas as normas em vigor na sequência da suspensão da recolha de assinaturas.