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E que, tendo em conta que o tribunal superior é chamado a pronunciar-se privado da «oralidade» e da «imediação» que determinaram a decisão de primeira instância, e que a gravação da prova, por sua natureza, não poderá transmitir «o conjunto de factores de persuasão que foram percepcionados» directamente por quem primeiro julgou, deverá aquele tribunal, sob pena de «aniquilar a capacidade de livre apreciação do tribunal de primeira instância, ser particularmente cuidadoso no uso dos seus poderes de reapreciação da decisão de facto», e reservar as alterações da mesma para os casos em que ela se apresente como arbitrária, por não estarracionalmente fundada, ou em que seja seguro,de acordo com as regras da ciência, da lógica ou da experiência comum, que a decisão não é razoávelver, entre outros, AC STA de 1105, R394/05; AC STA de 1006, R1015/05; AC STA de 112008, R601/07; AC STA 202010, R358/09; AC STA de 102010, R0751/07; AC STA de 002010, R200/09; AC STA de 002010, R0161/10 e AC STA de 202010, R1010/09; AC STA de 112010, R0441/09; AC STA de 102011, R109/1 A título de exemplo, lê-se no «sumário» deste último aresto o seguinte:«Tendo havido gravação da prova testemunhal a matéria de facto em que assenta a decisão recorrida só pode ser alterada se, reapreciados esses depoimentos, for evidente que o Tribunal a quo os apreciou e valorou de forma grosseiramente incorrecta.