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O Réu apresentou contestação, na qual deduziu a exceção da ilegitimidade ativa, com os seguintes fundamentos: - O testamento que institui a Autora como legatária refere-se exclusivamente aos bens existentes na paróquia de Queimadelos, Mondariz; - E é relativo ao remanescente dos bens sitos nessa freguesia que a de cujus «institui heredera su sobrina MR, hija de su hermano »; - Dos bens sitos em Portugal já tinha a de cujus e seu falecido marido disposto por testamento e procuração irrevogável a favor do agora Réu; - A de cujus afirmou a vários familiares que «os bens de Portugal já estavam destinados» ao seu sobrinho , filho do irmão do seu marido, com quem este partilhou em Portugal bens, habitação e atividade profissional antes de se reformar; - Sendo aliás um costume enraizado na Comunidade Galega em Portugal tratar de forma diferenciada os bens sitos em Portugal e os sitos na Galiza; - Foi intenção da de cujus e do seu atribuir os bens sitos em Portugal ao seu sobrinho, ora Réu; - Como também foi intenção da de cujus atribuir aos seus sobrinhos com residência na Galiza os bens aí situados; - A Autora não pode solicitar a prestação de contas de bens que não são seus por serem legitimamente do Réu.