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Na base de tal qualificação estiveram os seguintes factos:   A transmissão, pela devedora, em 29-12-2016 de duas viaturas, uma de matrícula ...) e outra de matrícula ...), a primeira à sociedade Limitada, da qual é único sócio A, filho dos ora recorrentes, e a segunda a A   Os factos constantes das cartas de resolução destes negócios a favor da massa insolvente, designadamente que não se tinha verificado qualquer pagamento de preço por parte dos beneficiários da transmissão das viaturas, o facto de um dos adquirentes ser filho dos ora requerentes e o facto de a sociedade ter como único sócio o filho dos ora recorrentes;   O facto de terem sido apreendidas apenas as viaturas referidas e de terem sido vendidas pelo preço de € 300 Segundo a sentença, os factos provados eram suficientes para se retirar a conclusão de que a devedora dispôs dos bens em proveito, desde logo, não só de terceiros, mas também pessoal, que tentou ocultar os mesmos e que tais alienações constituíram uma forma de dissipar o património da insolvente e que esta alienou/vendeu parte ou a totalidade conhecida do património sem que tenha pago aos seus credores.