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Alegaram para tanto que trabalham e vivem do seu salário, no ano de 2005 o requerente marido teve um talho, em regime de exploração, dentro de um supermercado, por força do exercício de tal comércio e de ter ocorrido a abrupta cessação do contrato de exploração, os requerentes ficaram com algumas dívidas, as quais vieram a ser pagas no âmbito do processo de execução, entretanto foram condenados no pagamento de uma divida, a qual excede a capacidade de pagamento imediato dos requerentes, a reclamação do pagamento de tal divida coloca-os numa situação de insolvência eminente, não obstante os requerentes têm condições de poder solver os seus créditos, com o acordo dos seus credores, e, assim, obstar à sua declaração de insolvência, face aos valores em causa, o facto de a requerente mulher estar empregada e ter salário, e do rendimento que poderá advir da partilha por óbito do pai do requerente marido e com o acordo dos credores, há condições para poderem ser satisfeitos os créditos e ser evitada a declaração de insolvência.A 29/04/2021 foi proferido despacho de indeferimento liminar, o qual, objecto de recurso, foi revogado por decisão sumária de 01/04/2021 do Exm.