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De acordo com o n 3 do artigo 837 do CPC, à venda em leilão electrónico aplicam-se as regras relativas à venda em estabelecimento de leilão em tudo o que não estiver regulado na portaria referida no n 1 do preceito, sendo assim que, depois do artigo 834 do CPC referir os termos da venda em estabelecimento de leilão, o artigo 835 do mesmo diploma, artigo que a recorrente – enquanto arguente da nulidade a que o despacho recorrido não deu provimento – expressamente invocou1, e que estabelece que, para o que aqui interessa, o executado pode reclamar contra as irregularidades que se cometam no acto do leilão, e que, para decidir as reclamações, o juiz pode examinar a escrituração do estabelecimento, ouvir testemunhas, ouvir o pessoal do estabelecimento – n 1 – e, mais importante n, que o leilão é anulado quando as irregularidades cometidas hajam viciado o resultado final da licitação, sendo o dono do estabelecimento condenado na reposição do que tiver embolsado, sem prejuízo pela indemnização pelo dano que haja causado, e, finalmente n, que anulado o leilão, vem ele a repetir-se noutro estabelecimento.