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346 do   Dada a anterioridade do negócio referido em , que o aqui autor, tutor da interdita, pretendia, em representação desta, anular, sobre ele recaía o ónus da prova de que, na data em que a sua tutelada celebrou a escritura pública de alienação do imóvel em causa, ela se encontrava em condições psíquicas que lhe não permitiam entender o sentido da declaração negocial que emitiu ou lhe tolhiam o livre exercício da vontade, e de que tal facto era notório ou conhecido do outro outorgante.» sublinhado 	Por fim, como se diz no acórdão desta Relação de 03/12/2020, citando Gabriela Páris Fernandes Comentário ao Código Civil, Parte Geral, Universidade Católica Editora, 2014, pág.