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Se a isso acrescentarmos o elevado valor que decerto envolveria a conclusão de tais obras – dado o incipiente estado da obra, aquando da entrega das chaves, estando a fração inacabada e não reunindo as necessárias condições de habitabilidade –, a efetivação da penhora da fracção realizada poucos meses depois no âmbito dum processo executivo instaurado contra a dona da obra, R., Lda – já patenteador das dificuldades económicas da insolvente, que viria a redundar na sua ulterior declaração de insolvência – e as parcas economias dos recorridos – que já para a entrega da quantia de 5000,00€ tiveram necessidade de recorrer a um empréstimo duma tia da recorrida A. , de seu nome –, bem se compreende que, no contexto vivenciado, o recorridos se tenham abstido de novos e avultados investimentos próprios, dados os elevados riscos que daí poderiam advir para a sua esfera patrimonial, sem quaisquer garantias de ver salvaguardados e reconhecidos os direitos de que se arrogavam titulares no negócio celebrado com a insolvente.