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Da impugnação da matéria de facto dada como provadanos pontos 3, 4 e 5, por erro de julgamento e violação do princípio do in dúbio pro reo  Considera o arguido/recorrente que foram incorretamente julgados os factos dados como provados nos pontos 3 - no segmento "Vou buscar uma espingarda caçadeira de canos serrados e dou-te dois tiros”, particularmente, no referente à ultima parte "dou-te dois tiros” -, 4 e   Para fundamentar o invocado erro de julgamento, o recorrente sustenta que o depoimento da testemunha impunha decisão diversa, ou seja, impunha que tais factos fossem dados como não provados, se mais não fosse, por, em face daquele depoimento, se suscitar a dúvida inultrapassável sobre se o arguido ao afirmar "dou dois tiros”, estaria a referir que os dava a , se ao estabelecimento, se para o ar, sendo que tal dúvida, por força do princípio in dúbio pro reo, teria de ser resolvida em sentido favorável ao arguido, com as consequências daí decorrentes, em termos de qualificação jurídica dos factos.