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Não tendo o juiz operado tal correcção e face a uma desproporção tão nítida deve entender-se, até porque assim melhor se executam as decisões do Tribunal Constitucional na matéria e melhor se salvaguardam os princípios e direitos constitucionais consagrados nos artigos 2 e 1 n. 2 da Constituição da República Portuguesa, que o cidadão poderá, mesmo, após a apresentação da conta de custas e em conformidade com o n. 3 do artigo 3, reclamar da mesma conta, face a uma situação que pode revelar-se muito mais gravosa que, por exemplo, um erro de cálculo.» Este entendimento é acompanhado, entre outros, pelo Acórdão do Tribunal da Relação de Évora, proferido em 12 de Julho de 2018, no âmbito do processo 1973/17T8STR.E2, disponível na mesma base jurídico-documental e onde se considera: «A norma constante do n. 7 do artigo  do Regulamento das Custas Processuais dá ao juiz a possibilidade de dispensar, no todo ou em parte, o pagamento do remanescente da taxa de justiça devida a final quando o valor da causa exceda o valor de €27000, desde que tal dispensa se justifique em função da complexidade da causa, da sua utilidade económica e da conduta processual das partes, sob a ponderação dos princípios da proporcionalidade e da igualdade.