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Conclui que não deve ser descontada qualquer percentagem na quantia arbitrada, porquanto recorrida, ao contrário de quem tem uma vida laboral ativa e que vai auferindo um rendimento mensal que vai evoluindo e progredindo na carreira e acompanhando a evolução dos preços e do custo de vida, não só viu o seu contrato de trabalho cessar por impossibilidade superveniente absoluta e definitiva já depois da realização da audiência de discussão e julgamento, como viu estagnada a possibilidade de progredir na sua carreira e dificilmente poderá, com a incapacidade e com as sequelas físicas e psíquicas de que ficou a padecer para toda a vida, arranjar uma ocupação remunerada, num mercado de trabalho em que escasseia o trabalho, ainda que para os totalmente capazes, sendo certo que se provou que a recorrente nunca mais trabalhou, mesmo antes de ter sido vítima, em junho de 2017, de um AVC.