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; "não atendeu essencialmente, à evolução favorável da sua personalidade que se concretizou na sua confissão, arrependimento que demonstram, que o mesmo já interiorizou o mal cometido art 77, n 1, do P.).”; "não atendeu à sua idade avançada de 63 anos e saúde precária e o facto de ser a primeira vez que foi privado da liberdade”; não avaliou o Tribunal recorrido, a culpa e prevenção, relacionadas com a gravidade do ilícito global em conjugação com a personalidade unitária revelada pelo agente”; o acórdão recorrido violou "o princípio da proibição da dupla valoração, que veda que sejam de novo apreciadas, em sede de medida concreta da pena, as circunstâncias tidas em conta para a determinação das penas parcelares”; "não atentou o Acórdão recorrido, nas condicionantes económicas e sociais que o arguido viveu à data da prática dos factos e que se encontram afastadas, pois o mesmo tem 63 anos de idade e saúde precária, mas tem o apoio da família e amigos, essencial para a sua socialização”, pelo que "a pena única de 10 anos de prisão é excessiva, desadequada e desproporcional à situação em análise, tanto mais que se trata de um cidadão com 63 anos de idade, que é pela primeira vez privado da liberdade, e o bem jurídico protegido no crime de Burla é de natureza patrimonial”; o que "tudo ponderado, em Cúmulo Jurídico, pena única não superior a 7 anos de prisão,”  O tribunal recorrido justificou a manutenção da medida opcionadas e impostas das penas tanto parcelares como única) com a sequente argumentação: "Começando naturalmente pelas penas parcelares, para nos situarmos juridicamente, e embora nos pareça existir total sintonia nos autos nesta matéria, relembrar-se-á que "As finalidades da aplicação de uma pena residem primordialmente na tutela dos bens jurídicos e, na medida do possível, na reinserção do agente na comunidade”, e que "Por outro lado, a pena não pode ultrapassar, em caso algum, a medida da culpa”.