Legal Document Excerpt:

Verifica-se, contudo, que a partir do artigo 10 da sua PI a Autora dedica-se a enunciar e a procurar demonstrar prejuízos - não só os seus como também os de um seu sócio gerente, ocorridos entre 2001 e 2014 - que em seu entender teriam a causa na paragem da actividade durante seis meses, por esta ter provocado uma espiral de incumprimento bancário, perda de clientela, endividamento, impossibilidade de adquirir novos equipamentos para venda, declínio das vendas, dívidas ao técnico oficial de contas, passagem de lucros para prejuízos sistemáticos desde 2001 a 2004, até à perda pura e simples do capital e da empresa, passando pela execução e venda judicial de um veículo da Autora que valeria 10 500 € e pela execução judicial da hipoteca, a favor de um dos sócios, de um imóvel de outro sócio que valia uns 250 000 €, acabando por formular o pedido nos seguintes termos: ) atentos os factos 23 e 24 provados no doutor Acórdão), deve o presente incidente de liquidação ser julgado procedente por provado, devendo o R. Recorrido ser condenado a pagar, a titulo de indemnização pelos prejuízos decorrentes da paragem da actividade comercial da A:  a) a quantia de 10992,21€ que corresponde a metade do valor do "valor anual das vendas” da A. declarados no IRC em 2001, 2002, 2003 e 2004 de 203,984,43€), em obediência ao critério ficado no douto acórdão de 102012, ou seja, descontado dos custos de produção;  b) a quantia de 25000€ correspondente ao valor comercial do imóvel do gerente hipotecado para pagamento de mútuo emergente de dívidas da A ponto 37 da,  ) a quantia de 10000 correspondente ao montante em dívida emergente da prestação de serviços à A cessada por farta de pagamento ponto 39 da PI:  ) A quantia de 10 500 € correspondente ao valor do veículo da A. ponto 41 da PI;  Tudo perfazendo a quantia global de €37492,21, a que acrescem os juros de mora legais, a contar desde a citação até efectivo e integral pagamento, tudo com as legais consequências.