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Por impugnação, alegaram, em síntese, que tal como resultou provado no processo n. 197/09TVPRT, já muito antes de a Autora comprar a fração "A” que o primitivo proprietário do edifício em questão, A...., havia fechado a porta existente ao fundo das escadas e construído um muro ao cimo das mesmas e, bem assim, coberto o fosso constituído pelas escadas que não tinham qualquer utilização) com uma laje; A escritura da constituição da propriedade horizontal, realizada em 27 de maio de 1980, não faz referência a qualquer área descoberta pertencente à fração "A”, contrariamente ao que sucede à fração "B”, onde se menciona um terraço e quintal; A laje que os contrainteressados pretendem licenciar encontra-se por cima das escadas existentes no terraço da fração "B”, pelo que tem de concluir-se que as ditas escadas fazem parte da fração "B” e não já da "A”; As obras cujo licenciamento foi requerido e que deu origem ao processo n. 141563/15/não alteram o terraço que constitui a cobertura da fração "A”, dado que esta nunca teve área descoberta e, portanto, a construção da laje apenas tapou as escadas existentes na fração "B”, não podendo afetar aquela fração; No que diz respeito ao pedido de licenciamento da construção de uma lavandaria contígua à cozinha da fração "B”, trata-se da colocação de uma porta num espaço contíguo à cozinha da fração "B”, localizado por baixo da laje da varanda da fração "”, alinhando-a, sem alterar a estrutura do prédio, o que consubstancia uma obra de escassa relevância urbanística;  Quanto ao pedido de licenciamento de substituição de varanda por marquise na fachada tardoz da fração "”, este em nada afeta a Autora, tratando-se de legalizar o que já existe há décadas, a varanda envidraçada, que também é uma obra de escassa relevância urbanística, tal como também sucede com o coberto/alpendre da fração "B”; No que diz respeito às claraboias e respiros, estas, para além de não terem sido tapadas pelos contrainteressados, não constam da licença posterior da constituição da propriedade horizontal, nem do licenciamento com o aditamento n. 152/1977; Foi já convocada assembleia geral de condóminos na qual se deliberou com a maioria de 71 % do valor do prédio necessária para o pedido de licenciamento em causa;  A Autora replicou pugnando pela improcedência da matéria de exceção.