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Alegou para o efeito, em suma, que a sociedade , Lda., foi declarada insolvente, por sentença proferida a 002018, já transitada em julgado, no âmbito dos autos principais que se encontram, presentemente, em fase de liquidação do seu activo; que a referida sociedade, antes de ser declarada insolvente, dedicou-se à indústria e prestação de serviços de serralharia mecânica, execução de empreitadas, comércio dos respectivos produtos, cedência temporária de trabalhadores, e ainda manuseamento de petróleo, nomeadamente, enchimento, movimentação de garrafas de gás, fabrico, enchimento e movimentação de lubrificantes e combustíveis, e ainda actividades de limpeza; que tal sociedade possuía o capital social de €20000,00, repartido por quatro sócios: , titular de uma quota social no valor nominal de €5000,00, E, titular de uma quota social no valor nominal de €5000,00, F, titular de uma quota social no valor nominal de € 5000,00, e a ré, B, titular de uma quota social no valor nominal de €5000,00; que a sociedade era gerida por , E e F. Mais, alegou que a insolvente apresenta um saldo credor sobre a ré, no valor global de €5335,12; que desde a data em a ré assumiu posição de sócia da sociedade, ou seja, desde 212011, passou esta sociedade a suportar, com regularidade, despesas e encargos pessoais da ré, que não decorriam do exercício da sua actividade ou objecto social, mas que se relacionavam com a satisfação de encargos da ré, contraídos pela mesma em seu exclusivo proveito pessoal; que sem que houvesse causa, motivo ou fundamento para tal, a partir de Janeiro de 2012, a sociedade passou a suportar, através de fundos seus, os encargos decorrentes com a aquisição de veículo automóvel pertença da ré, custear os encargos decorrentes da contratação de empréstimo da ré e, ainda, quantias relacionadas com o pagamento de cartões de crédito da ré; que a sociedade concedeu à ré empréstimos ou adiantamentos, efectuando também transferências bancárias a crédito da conta bancária da titularidade da ré; que todos estes movimentos, ocorridos entre Janeiro de 2012 e Novembro de 2014, alcançaram o valor global de € 5335,50, tendo sido realizados nas datas e nos montantes melhor descritos em relação junta aos autos; que todos estes movimentos a crédito da ré foram lançados na contabilidade da sociedade, tendo sido assim objecto do devido tratamento contabilístico, através do seu lançamento na conta 27884; que tais pagamentos foram efectuados sem que existisse causa ou fundamento e sem que se destinassem a pagar despesas da responsabilidade da sociedade ou se destinassem ao exercício do seu objecto social, tendo servido unicamente para fazer face a interesses da ré, que não só era sócia da sociedade, como também, e até 30 de Março de 2014, foi sua gerente; que, com base em tais actuações, lesivas para a sociedade, foi proferida Douta Sentença que veio a qualificar a insolvência como culposa.