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2 A fundamentação do acórdão recorrido é clara, sem qualquer ambiguidade ou obscuridade: — a Ré, agora Recorrente, tinha o ónus de alegar e de provar de que o Autor, agora Recorrido, dera o seu consentimento para as transferências descritas nos factos dados como provados sob os n.s 5 e 6; — ainda que o tivesse alegado, a Ré, agora Recorrente, não o provou; — como a Ré, agora Recorrente, não o tenha provado, deve partir-se do princípio de que o Autor, agora Recorrido, não deu o seu consentimento para as transferências; — devendo partir-se do princípio de que o Autor, agora Recorrido, não deu o seu consentimento, poderá presumir-se, de acordo com as regras da experiência comum, que as transferências foram feitas com a intenção de lhe causar um prejuízo.