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Com efeito, mesmo que se aceitasse que a Requerida não tinha qualquer ligação às empresas, o que também não resultou seguro, certo é que esta ao assinar documentos, livranças ou letras e outorgar uma específica procuração à sua filha, através da qual permitiu que o seu património conjugal respondesse por tais dívidas, por apelo às regras da experiência comum tem que se concluir que não poderia desconhecer, com maior ou menor pormenor, que o fazia para viabilizar os negócios do seu marido, cujos proveitos beneficiavam o agregado familiar, e cujas empresas careciam de tais financiamentos e que certamente caso não o fizesse o colapso das mesmas poderia ter ocorrido em data muito anterior, pelo que tinha noção daquilo que assinava.