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A Exm Magistrada do Ministério Público junto do tribunal de primeira instância respondeu ao recurso, entendendo que deve ser negado provimento ao mesmo, e concluindo tal resposta nos seguintes termos em transcrição):  " Vem o arguido AA interpor recurso do despacho que lhe aplicou a medida de coação de prisão preventiva;   Em síntese, alega que não se verificam perigos de continuação da atividade criminosa, de perturbação do decurso do inquérito e de perturbação da ordem e tranquilidade públicas;   Por último, alega que a medida de coação de prisão preventiva é desnecessária e desproporcionada, devendo ser revogada e aplicada medida de coação menos gravosa;   Não assiste razão ao arguido AA;   Como meios para acautelar o regular e eficaz desenvolvimento do processo e da execução das decisões nele proferidas, permite o Código de Processo Penal, na esteira dos artigos 1, n. 2, e 2 da Constituição da República Portuguesa, que a liberdade pessoal dos arguidos possa ser restringida em termos muito precisos;   São condições gerais de aplicação das medidas de coação a existência de um processo criminal, já instaurado, no decurso do qual a pessoa que vai ser sujeita a uma medida de coação foi constituída arguida, a inexistência de causas de isenção da responsabilidade ou da extinção do procedimento criminal, a existência de indícios da prática de um crime pelo arguido, que os indícios sejam fortes e que se verifique pelo menos uma das circunstâncias tipificadas no artigo 204 do Código Processo Penal;   Verificando-se as condições gerais e pressupostos para aplicar ao arguido uma medida de coação, deve em concreto ser-lhe aplicada, entre as previstas na lei, aquela que se revelar mais adequada a salvaguardar e realizar naquele caso as finalidades da sua aplicação acautelar determinada exigência e se mostrar proporcional à gravidade do crime e às sanções que previsivelmente venham a ser aplicadas artigo 19, n. 1, do Código de Processo;   Inexistem quaisquer dúvidas de que AA é arguido no presente inquérito, que inexistem causas de isenção de responsabilidade ou de extinção de procedimento criminal;   No mais, da prova já produzida nos autos resultam fortes indícios de o arguido AA ter praticado, em concurso real e sob a forma consumada, como autor, cinco crimes de abuso sexual de criança agravados, previstos e punidos pelos artigos 17, ns.