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Nos termos do artigo 14, n. 1, do Código de Processo Civil "considera-se justo impedimento o evento não imputável à parte nem aos seus representantes ou mandatários, que obste à prática atempada do acto.” Como se escreveu no Acórdão do Pleno da Secção de Contencioso Administrativo do STA, de 10/11/1999, Processo n. 36995, e é referido na decisão recorrida, "o justo impedimento só se verifica quando a pessoa que devia praticar o acto foi colocada na impossibilidade absoluta de o fazer, por si ou por mandatário, em virtude da ocorrência de um facto independente da sua vontade e que um cuidado e diligências normais não fariam prever.” Neste mesmo sentido, de serem requisitos cumulativos do justo impedimento, que o evento não seja imputável à parte nem aos seus representantes ou mandatários e que determine a impossibilidade de praticar em tempo o acto, vide, entre outros, o Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra, de 30/06/2015, proferido no âmbito do processo n. 39/19T8LMG-A.C É de indeferir a alegação de justo impedimento se não estiver provada a existência de um evento obstativo à prática atempada do acto.