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Nos exemplos citados, temos a verificação de todos os elementos de conexão objetiva, supra referidos, como pressuposto do crime continuado, assim como a situação exterior condicionante da atuação do agente, em termos de autodeterminação da vontade e na resistência que normalmente lhe seria exigível que tivesse à reiteração da conduta criminosa, porquanto aquele circunstancialismo, numa dinâmica de fora para dentro, marca ao agente uma linha psíquica contínua de facilitação de decisão e de atuação para além do que seria normal, isto é, têm todas em comum o serem "situações exteriores em face das quais o agente fica sem qualquer possibilidade de se comportar de outro modo, e que excluem, por isso, a exigibilidade de um comportamento diferente”.39 Sendo precisamente neste elevado grau de "tentação”, ou nas palavras da lei, uma atuação no quadro da solicitação de uma mesma situação externa que diminua consideravelmente a culpa, que o instituto do crime continuado ganha a sua material justificação penal.