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2 - O tribunal a quo, na motivação, expressa que foi valorado, sem que o tenha feito devidamente, as declarações da Requerente  que, além do mais, referiu que "o requerido no dia de Carnaval retirou a vozanheira e o passador, tendo os requerentes ficado sem água na habitação, admitindo que utilizam, quer no período de rega, quer no período de lima a água da poça para as respetivas habitações, uma vez que a que provem das outras nascentes que abastecem as casas não é suficiente”, e da testemunha , que "referiu ainda que quer a sua avó quer a sua tia S. utilizam a água da poça para fins domésticos, uma vez que a proveniente de outras nascentes e que abastece as casas não é suficiente.”  3 - Não é despiciendo o motivo que levou o Tribunal a quo a dar como provado, além dos referidos, os itens 31 , 32 e 34, ou seja, se os Requerentes, por acção do Requerido, ficaram sem água é, por si só, sinal que não tinham, como não têm, outra forma de abastecimento de água senão as ditas nascentes como – diga-se ainda - nem têm que ter pois as referidas nascentes são, pese embora divididas através da Poça da , com os restantes consortes para rega, propriedade sua, vide itens 13, 14 e 15 dos factos indiciariamente, 4 – pelo que, dúvidas não restam, quanto a esta alínea dos factos não demonstrados, que o Tribunal a quo incorreu em erro de julgamento.