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Assim sendo, da factualidade acima exposta, forçoso é concluir que a R. e o tinham um projecto de vida em comunhão, ou seja uma comunhão de plena vida, pois viviam em condições análogas às dos cônjuges, ou seja, em data não posterior a 2010 e até ao falecimento deste em Março de, passaram a viver juntos, em comunhão de leito, mesa e habitação, nomeadamente com economia doméstica, auxiliando-se mutuamente, tendo a R. sempre apoiado o na doença operações, internamentos e exames médicos), partilhando todos os momentos de vida, designadamente os dias festivos Natal, Páscoa e final do, sendo vistos no seu círculo de amigos e nos convívios que frequentavam como um verdadeiro casal.