Legal Document Excerpt:

Revertendo ao caso, temos que, atendendo ao contexto factual em que os recibos de quitação foram subscritos pelos requerentes, ou seja, depois de lhes ter sido anunciado pela requerida, no dia 24 de junho de 2020, que não havia condições financeiras para continuar a sua atividade, pois que não havia encomendas, e que o estabelecimento encerraria no final do mês e, por isso, o contrato de trabalho cessaria com efeitos no final do mês 30 de junho de, tendo nessa data apresentado aos requerentes propostas individuais de liquidação de todos os créditos destes, nos termos dos ditos recibos de quitação, tendo advertido os mesmos de que, com a assinatura do documento e recebimento da aludida quantia, ficavam saldadas as contas entre ambos, e nada mais lhe deveria ou poderia ser exigido, tendo os requerentes aceitado tal proposta, assinando-o, proposta esta que foi depois também assinada pelo legal representante da requerida, que foi de facto celebrado entre as partes um contrato de remissão abdicativa, pelo qual os requerentes renunciaram ao direito de exigir da requerida os créditos laborais a que tinham direito para além do valor que esta ali aceitou pagar-lhes, extinguindo-se, em conformidade, os créditos remanescentes, incluindo as diferenças salariais, subsídios, proporcionais, retribuição após despedimento ou indemnização por antiguidade que pretenderiam ver-lhes reconhecida pela ação pois que ali declararam "não poder exigir da sua entidade patronal qualquer quantia seja a que título for”.