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Para fundamentar a sua pretensão de exoneração do passivo restante alegou, em síntese, que é casado com 2 e que ambos estão reformados; o requerente aufere uma reforma de € 499,56 e exerce de há anos atividade complementar à sua reforma, sendo encarregado de vendas por negociação particular em vários tribunais e, principalmente, no Tribunal Judicial de Matosinhos; essa atividade do requerente tem vindo a ser cada vez mais reduzida, ao longo dos anos, quer devido à intervenção dos Agentes de Execução, quer também devido à situação de saúde do requerente, a quem foi diagnosticado cancro do pulmão em 2015; esta doença conjuntamente com doença do foro cardíaco de que padece confere-lhe uma incapacidade permanente de 66%, presentemente em reavaliação; nos últimos três anos a atividade de encarregado de venda por negociação particular tem-lhe facultado rendimentos residuais; o requerente não dispõe de meios para solver as dívidas que tem face a terceiros e, atenta a sua idade e os rendimentos reduzidos que aufere, não tem possibilidade de recurso a crédito bancário; dado que as dívidas, na sua quase totalidade, foram contraídas pelo requerente e pela sua esposa, esta irá também requerer a sua insolvência; o casal tem como despesas, a renda da casa onde habitam de € 126,02, eletricidade, num valor médio mensal de aproximadamente € 70,00 a € 80,00, água, num valor médio mensal de aproximadamente € 40,00, gás, num valor médio mensal de € 33,00, televisão, net e telefone fixo, no valor mensal € 35,00, comunicações móveis telemóvel) no valor mensal de € 25,00, despesas medicamentosas que rondam, para o requerente, uma média de não menos de € 60,00 por mês, sendo que o custo de despesas médicas e medicamentosas está sempre dependente da situação de saúde do requerente; o requerente faz quimioterapia e tem um quadro clínico geral debilitado, que lhe acarreta internamento em situações de crise, necessidade de uso diário de oxigénio, à noite e necessidade de acamamento3 em períodos em que está mais debilitado nomeadamente após as sessões de, sendo, nessas alturas em que tem de ficar acamado – cada vez mais frequentes – assistido por terceira pessoa, no que tem vindo a despender entre € 150,00 a € 250,00 por mês; atenta essa necessidade, acaba de ser atribuído ao requerente, pela Segurança Social, subsídio por assistência de terceira pessoa no montante de € 110,41; está também, neste momento, a ser reavaliada a sua incapacidade permanente, que poderá atingir percentagem superior; o requerente não dispõe de quaisquer bens que não roupas pessoais, objetos destinados à economia doméstica e ao desempenho da atividade de encarregado de vendas um computador pessoal e uma, no valor total de não mais de € 000,00 e, mesmo esses, acham-se penhorados à ordem de processo judicial, tendo parte deles sido removidos; mesmo tendo começado a receber subsídio por assistência de terceira pessoa, este não cobre os custos que tem de despender com terceira pessoa para que o assista estes dependem do número de noites que seja necessário, presentemente rondam entre € 150,00 a € 250,00, mas a necessidade de assistência e o inerente custo só aumentará com o; dado o cancro de que padece, tem de ter cuidados especiais de alimentação, que importam custo acrescido muito embora, por dificuldades financeiras, não consiga cumprir na íntegra esse plano de alimentação); por indicação médica deve comer peixe fresco, não pode comer carne de porco, deve comer legumes frescos, fruta, iogurtes, sendo por isso a sua alimentação mais cara; se estiver desprovido de meios para poder prover às suas despesas de saúde e tomar os cuidados alimentares que a sua doença exige, isso refletir-se-á no seu estado de saúde.