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De facto, como resulta da matéria de facto provada, o acidente referido ocorreu quando a A. se dirigia da sua residência para as instalações que constituem o seu local de trabalho no referido estabelecimento comercial, para realizar mais um dia e jornada de trabalho, como fazia habitualmente; quando caminhava seguindo a pé e se encontrava junto do portão da sua habitação, portão esse que dá directamente para a via pública, a A. escorregou subitamente; e essa escorregadela da A., no dia e hora referidos em, ocorreu no logradouro pátio) da habitação unifamiliar da A. Ora, na anterior legislação, mais precisamente no artigo 6, n2,, da Lei n100/97, de 109, considerava-se acidente de trabalho o ocorrido no trajeto de ida e de regresso para e do local de trabalho, nos termos que vier a ser definido em regulamentação posterior, estabelecendo a alínea do n2 do artigo 6 do n143/99, de 304 que regulamentou a Lei n100/97) que tal compreende os acidentes que se verifiquem no trajeto normalmente utilizado e durante o período de tempo ininterrupto gasto pelo trabalhador entre a sua residência habitual e ocasional, desde a porta de acesso para as áreas comuns do edifício ou para a via pública, até às instalações que constituem o seu local de trabalho.