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Ao invés, em caso de suspeita de simulação de operações, o legislador criou um mecanismo específico -consubstanciado na norma prevista no artigo 39 da LGT - cujos trâmites e requisitos particulares devem ser respeitados pela Administração Tributária na análise das questões fiscais suscitadas em sede de inspecção tributária, sob pena de preterição dos direitos dos contribuintes, o que não sucedeu no presente caso; T) Assim, nos casos de operações fraudulentas ou simuladas, os deveres de fundamentação e encargos probatórios são significativamente mais intensos, pois que da prova da efectividade de tais comportamentos, os mesmos terão implicações penais, sendo evidente o maior desfasamento com os deveres de boa prática tributária a que estão obrigados todos os sujeitos passivos;  U) Tal como decorre inequivocamente da decisão recorrida, os serviços de inspecção tributária não lograram cumprir o ónus de prova que legalmente lhes cabia, nos termos do artigo 74 da LGT, de forma a demonstrar a alegada existência de operações simuladas que impediriam a dedutibilidade dos custos apurados nos anos de 2005 e 2006, o que resulta numa claríssima insuficiência probatória das conclusões apuradas no âmbito do procedimento de inspecção; ) Importa nesta sede referir novamente que estamos perante custos suportados e evidenciados na contabilidade da ora Recorrida, facto que a Administração Tributária não contestou ao longo do procedimento de inspecção, tendo inclusivamente referido em sede do relatório final de inspecção que, "a veracidade da contabilidade não foi posta em causa".