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Na verdade, a exigência de explicitação dos factos que constituem os pressupostos da respectiva actuação não se mostra minimamente satisfeita quando a administração tributária se limitou a referir no Relatório Inspectivo, que serve de fundamentação aos actos tributários, que o Recorrente realizou, nos exercícios de 1999, 2000 e 2001, a actividade "comissionista”, de pressão dissimulada sobre magistrados judiciais, a quem incumbia nomear liquidatários judiciais, com vista a que os Processos de Falência de empresas com maior património fossem confiados aos liquidatários das suas relações, já integrados no esquema de pagamentos de comissões orientados pelas leiloeiras, tendo vindo a receber benefícios auferidos com essa actividade, como contrapartida dos serviços que prestou, no montante de €2939,90, e que tais rendimentos era tributáveis em IRS categoria B, de acordo com o artigo  do Código do IRS.