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É que, recorda-se sendo inquestionável que formalmente a petição de embargos não constitui em rigor uma contestação da acção executiva, razão porque não se aplicam os ónus cominatórios a cargo do réu na acção declarativa - g. o de impugnação especificada -, certo é que não há como negar que assume na prática o carácter duma contra-acção tendente a obstar à produção dos efeitos do título executivo e cujo escopo é precisamente obstar ao prosseguimento da acção executiva o art 574, n1, do CPC é peremptório em expressar que o réu deve tomar posição definida o que equivale a dizer que "obrigado” está o impugnante em revelar de forma clara e sem ambiguidades ou meias palavras qual a sua posição relativamente aos factos que pretende impugnar/contrariar) perante os factos que constituem a causa de pedir invocada pelo autor considerações que ainda que com as devidas adaptações servem também para os embargos de executado em relação ao título que suporta a execução.