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Deve considerar-se afetado de uma incapacidade permanente absoluta para o trabalho habitual o sinistrado que apenas pode desempenhar funções residuais ou acessórias do trabalho que habitualmente executava.” Como refere Carlos Alegre a propósito do artigo 17 da Lei 100/97, de 13/09 "a incapacidade permanente absoluta para o trabalho habitual trata-se de uma incapacidade de 100% para a execução do trabalho habitual do sinistrado, no desempenho da sua específica função, atividade ou profissão, mas que deixa uma capacidade residual para o exercício de outra atividade laboral compatível, permitindo-lhe alguma capacidade de ganho, todavia, uma capacidade de ganho, em princípio diminuta” - Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais, Regime Jurídico Anotado, Almedina, 2 Edição, 2005, pág.