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1 Já separados a violência sobre a ofendida manteve-se, nos últimos tempos por causa de um processo que corre em tribunal relacionado com a propriedade da casa onde a ofendida reside, sita na Rua , Vila Nova de Famalicão; 1 Tal habitação é contigua à residência do arguido o que potencia os conflitos; 1 Assim, no dia 2 de maio de 2019, pelas 16h00, a ofendida encontrava-se com a cunhada, F., no exterior da sua residência perto de uma fossa que lhe é anexa; 1 De súbito, e de modo inesperado para esta, o arguido dirigiu-se na sua direção chamando-lhe "puta”, "vaca” e "filha da puta”; 1 De seguida, disse-lhe, em tom sério, de modo a ser acreditado, que ela não podia levantar a tampa da dita fossa, e "vais morrer com dois tiros de canos serrados”, exigindo-lhe que deixasse o lugar, sendo que, em acto contínuo, levantou no ar e dirigida à cabeça da ofendida a foice que trazia, sendo que a ofendida de imediato do mesmo se desviou; 2 O arguido serenou um pouco com a aproximação do irmão da ofendida; 2 Todavia, pouco depois, de novo exaltado, disse-lhe que ela não mandava ali e que não foi daquela vez mas que para a próxima que fosse mexer na fossa ele dava-lhe dois tiros de uma arma de canos serrados; 2 No dia 6 de agosto de 2019, quando a ofendida se dirigia desde sua casa para a via pública para ir ter com um seu irmão, o arguido, avistando-a, dirigiu-se-lhe dizendo: "este caminho não é teu se voltares a passar por aqui vais ver Braga por um canudo.”; 2 Por causa dos anteriores comportamentos do arguido, a ofendida interpretou tais palavras como expressivas de ameaça velada e por isso ficou com medo; 2 No dia 24 de agosto de 2019, o arguido dirigiu-se à habitação da ofendida tocando insistentemente na campainha; 2 A ofendida acabou por atendê-lo, logo este lhe dizendo: "a partir de segunda-feira tens que ter o portão aberto para quando eu quiser passar, senão eu passo por cima do portão”; 2 E, no dia 31 de Agosto de 2019, voltou a tocar insistentemente na campainha da habitação da ofendida, e quando esta o atendeu o arguido acusou-a de lhe furtar ovos do galinheiro, apelidando-a de "ladra”; 2 O arguido agiu com o propósito concretizado de maltratar física e psicologicamente a ofendida dirigindo-lhe imputações ofensivas da honra e consideração que especialmente, como queria e conseguiu; 2 Outrossim, actuou com a intenção de atingir a sua dignidadecomo pessoa e de lhe causar medo e inquietação, sabendo que, ao agir como descrito, a molestaria psicologicamente, afetando-lhe a tranquilidade e o sentimento de segurança, resultado que representou e quis, provocando-lhe, além disso, ansiedade e angústia; 2 Agiu o arguido deliberada e conscientemente, de forma livre, bem sabendo que a sua conduta era proibida e punida por lei penal;  - Do pedido de indemnização para além dos factos ali mencionados e também mencionados na acusação e que acima já se deram como  3 Como consequência directa e necessária da conduta do arguido a ofendida sentiu-se vexada, humilhada, intranquila, desassossegada e sentiu, e ainda hoje sente, receio de que o mesmo atentasse contra a sua integridade física e/ou vida, vendo-se obrigada a alterar as suas rotinas com medo de ser perseguida pelo arguido; 3 E ficou a ofendida com sequelas no corpo, hematomas nas pernas e no braço direito, esta últimas, ainda hoje visíveis;  - Da contestação para além dos factos ali mencionados e também mencionados na acusação e no pedido de indemnização e que acima já se deram como  3 Aos 22019, aquando da realização da busca, ordenada pela Sra.