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17 Porém, tal pagamento de impostos não ocorreu, sendo que o arguido adulterou os lançamentos na contabilidade, imputando esses pagamentos na denominada conta "22 Fornecedores” ao invés de o fazer na conta "24 – Estados e Outros Entes Públicos”, ocultando assim o seu ato; 17 No dia 18 de Julho de 2014, o arguido eliminou este movimento na conta 22 e o valor a crédito na conta ... Banco Millenium foi substituído pela reclassificação de vários documentos de suporte que adulterou para atingir aquele valor de € 3023,75, desde faturas, notas de débito e lançamentos nas contas de clientes e na conta ..., movimentos esses que nunca existiram; 17 O arguido, na posse do referido cheque, já assinado pela administração da queixosa, apôs nele a firma MIRAUTO, LDA no campo "à ordem de”, e depositou-o na conta n. daquela empresa, apondo no seu verso o carimbo da gerência da empresa e a sua própria rubrica causando-lhe, assim, o prejuízo respetivo; 18 No dia 14 de Julho de 2014 o arguido emitiu um aviso de pagamento interno no valor de € 3255,75, para pretenso pagamento de IRS, tendo recolhido nos serviços da queixosa o cheque n.- alegando que se destinava ao respetivo pagamento; 18 Por se ter convencido que o referido cheque era o título de pagamento válido e que o referido valor correspondia à verdade a administração da queixosa assinou-o e entregou-o ao arguido; 18 Na posse do referido cheque o arguido apôs nele a firma MIRAUTO, LDA no campo "à ordem de” e depositou-o na conta n. titulada pela sociedade "Mirauto, Lda”, vindo a ser debitado na conta n., titulada pela queixosa no dia 15 de julho de 2014 causando-lhe desta forma o prejuízo respetivo; 18 Posteriormente, o arguido forjou o lançamento na contabilidade, de forma que o pagamento efetuado que deveria ser lançado a débito da conta "24 – Estado e outros Entes Públicos”, conta em constante controlo contabilístico) fosse lançado numa conta "31 Compras”, onde se registam as compras de mercadorias efetuadas pela empresa e que, por natureza, não é passível de controlo periódico; 18 O arguido é sócio e o único atual gerente da referida sociedade ".., Lda.”, NIPC, com sede em ... ...); 18 A sociedade queixosa jamais teve qualquer relação comercial ou outras com aquela sociedade, nunca tendo existido qualquer fornecimento de bens ou serviços que justificasse a emissão dos cheques supra mencionados e/ou outros. )