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Em suma, e em última análise, dir-se-á que o facto de, beneficiando a sociedade com o desfecho "positivo” da acção in casu com a anulação da escritura de compra e venda de 21 de Maio de 2018 em termos patrimoniais, e reflexamente beneficiarem os seus sócios, não retira que estejam em causa direitos sociais, nem desqualifica a acção como uti universi” – ou seja, de acção se trata que em rigor exprime o exercício de um direito social.20) De resto, e a propósito do conceito de 'direitos sociais', nada como lançar mão dos ensinamentos de PAULO OLAVO e CUNHA e LUÍS BRITO CORREIA, defendendo o primeiro que " A posição jurídica de cada sócio não se traduz unicamente em direitos sobre o património social; trata-se de uma situação recheada de direitos, deveres, ónus, expectativas jurídicas) ou posição complexa que resulta da sua participação, do regime legal do tipo de sociedade e das cláusulas que perante a pessoa jurídica societária " e, aludindo o segundo, " aos direitos sociais ou corporativos, como os direitos que os sócios têm como sócios da sociedade e que tendem à protecção dos seus interesses sociais” Concluindo,e ainda que com fundamento em razões não exactamente coincidentes com os expressos da decisão apelada, certo é que não se justifica, assim, a revogação do julgado, antes importa confirmar a decisão recorrida.