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Sucede que, esta modificação da matéria de facto assenta em pressupostos errados pois como é do conhecimento do referido Tribunal a quo, o Apelante/Recorrido, AA não tem apenas nacionalidade portuguesa mas antes tem dupla nacionalidade, portuguesa e suíça; 1Veja-se quanto ao exposto o que diz a douta decisão em análise: " Tudo posto, mostrando-se que ambos os cônjuges têm nacionalidade portuguesa mesmo que também tenham outras; o facto de o Autor também ter nacionalidade Suíça não contende com o facto de gozar dos direitos e deveres inerentes à nacionalidade portuguesa em.” Ora, se a dupla nacionalidade do "Autor” AA era do conhecimento do douto Tribunal a quo também este facto deveria ter ficado a constar dos " Factos Provados”, da seguinte forma: Autor e Ré são ambos portugueses e o Autor tem também nacionalidade suíça;  1 Ao decidir modificar a matéria de facto provada em Primeira Instância, no entanto, sem o fazer na plenitude da totalidade dos factos provados e conhecidos, neste caso, ao omitir, a dupla nacionalidade de AA, e ao não dar como provado que este tem nacionalidade suíça apesar de mencionar tal facto na sua decisão, o douto Tribunal a quo violou o disposto no n1, do artigo 662 do Código de Processo Civil; 1 De volta ao referido Ponto n 3 e 4 do "SUMÁRIO” da decisão ora em crise, entendemos que a interpretação que justifica a aplicação do referido Regulamento com o entendimento supra exposto viola a letra e espírito do próprio Regulamento mas o entendimento aqui vertido não tem acolhimento no referido Regulamento, o qual remete única e exclusivamente a sua aplicação aos Estados contratantes, sendo que, no mesmo Regulamento nunca é utilizada a expressão "conexão com outras ordens jurídicas” tal qual como consta da decisão ora em análise, ou sequer alguma vez é utilizada a expressão "conflitos em que existam elementos de conexão com jurisdições de Estados não membros da União Europeia”.