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Esta interpretação foi, aliás, perfilhada pelo Supremo Tribunal de Justiça, que pelo acórdão Uniformizador de Jurisprudência n 9/12, de 08/03/2012, in R. n 238, Série , de 10/12/2012, fixou a seguinte jurisprudência:  "Notificado o arguido da audiência de julgamento por forma regular, e faltando injustificadamente à mesma, se o tribunal considerar que a sua presença não é necessária para a descoberta da verdade, nos termos do n 1 do artigo 333 do CPP, deverá dar início ao julgamento, sem tomar quaisquer medidas para assegurar a presença do arguido, e poderá encerrar a audiência na primeira data designada, na ausência do arguido, a não ser que o seu defensor requeira que ele seja ouvido na segunda data marcada, nos termos do n. 3 do mesmo artigo”.