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O Tribunal «a quo» descreveu os contornos da acção e as suas principais ocorrências processuais até à sentença nos seguintes termos: Por douta decisão de 17 de Novembro de 2020, a Autoridade da Concorrência de ora em diante AdC ou, proferiu decisão final determinando o levantamento de confidencialidades anteriormente indicadas pela , S.A. aqui, Recorrente ou, sustentando que aquela matéria constitui informação necessária para a demonstração e consequente punibilidade, de uma infração às regras da concorrência, sendo necessárias à correta e completa fundamentação da Nota de Ilicitude, nos termos do disposto no n. 3 do artigo 3 da Lei n. 19/2012, conforme indicado no Ofício S-AdC/2020/4917, de 27 de outubro de 202 Inconformada, a Recorrente, apresentou, para este Tribunal, douto recurso interlocutório, por meio do qual sustenta que a sobredita informação «não é necessária nem relevante» para efeitos de imputação da infração, de um lado; e, por outro lado, postergou o número 3 do artigo 3 da Lei da Concorrência, assim como o direito à protecção do segredo de negócio da Recorrente e o direito à autodeterminação informativa dos seus Colaboradores cfr.