Legal Document Excerpt:

No caso dos autos não estamos a falar de uma compropriedade de dois sócios que não estavam ligados uma relação sentimental, estamos perante um caso especial, em que um membro da união de facto comprou o veículo com o dinheiro de duas pessoas que viviam juntas como marido e e registou o veículo a seu nome por uma questão de mera comodidade.”  Ora, como se viu, os factos invocados pela Autora, integrados no que denomina união de facto visto que não a concretizou no tempo, nem nos efetivos comportamentos em que se teria não têm, de modo algum, a virtualidade de sustentar a aquisição da compropriedade: não basta ter pago ou ajudado a pagar o bem, para o adquirir, visto que não é o pagamento do preço que conduz à aquisição da propriedade.