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A resposta é necessariamente negativa, como bem decidiu a Sentença recorrida, na linha sustentada pela jurisprudência e doutrina; 	A Sentença recorrida julgou improcedente a pretensa falta de fundamento do ato impugnado alegado pelas Autoras, ora Recorrentes, e as mesmas não colocam essa decisão em causa no seu recurso, pelo que se conformaram com a referida decisão; 	O recurso tem apenas como objeto a parte da Sentença recorrida que também julgou improcedente a pretensa exclusão da proposta da Contrainteressada por as fichas técnicas e catálogos apresentados não estarem assinados com assinatura digital qualificada; 	As Recorrentes trazem para o recurso uma construção argumentativa incorreta, salvo o devido respeito, e que facilmente se desmorona por si própria, de acordo com a qual aceitam que tais documentos apenas foram apresentados nos termos do disposto no n. 3 do artigo 5 do CCP, mas que ao mesmo tempo, e por isso, também o eram pela alínea do n. 1 e do n. 2 do mesmo artigo 5, pretendendo forçar o enquadramento dos documentos em normas onde claramente não se enquadram, apenas com o intuito de os conduzir a uma norma cuja violação levaria à exclusão; 	Para tanto, as Recorrentes ficcionam uma essencialidade única de tais documentos improcedente, que passa umas vezes da argumentação constante das alegações de recurso por aparentemente classificar essa documentação como essencial para efeitos de avaliação da proposta, ou seja, que terá que ver com aspetos da execução do contrato submetidos à concorrência pelo Caderno de Encargos e por, noutras vezes, aparentemente classificar essa mesma documentação como relativa a aspetos da execução do contrato não submetidos à concorrência pelo Caderno de Encargos quando pretendem alegar agora em sede de recurso, de forma totalmente extemporânea, uma pretensa violação de requisitos mínimos previstos no Caderno de, bem sintomático da incongruência da sua argumentação; 	Ao contrário do que as Recorrentes pretendem, a Sentença recorrida não incorreu em erro de julgamento e não pode ser aditado ao ponto 3 o que pretendem porque o único facto relevante para a decisão da causa que se retira do artigo 1 do Programa de Procedimento é que o critério de adjudicação era o da proposta economicamente mais vantajosa onde o único aspeto submetido à concorrência era o preço global, o que as próprias Recorrentes admitiram no artigo  da sua Petição Inicial, onde também apenas citaram essa parte dessa norma procedimental, estando o seu recurso da matéria de facto em clara contradição com o que alegaram em primeira instância; 	Ao contrário do que as Recorrentes pretendem, a Sentença recorrida não incorreu em erro de julgamento e não pode ser aditado um ponto 18 que diga que a proposta da Contrainteressada violava aspetos da execução do contrato não submetidos à concorrência, porque se trata de um pretenso facto que, para além de improcedente, as Recorrentes nunca alegaram, muito menos provaram nem houve contraditório ou produção de prova a esse respeito, nos presentes autos; 	As próprias Recorrentes não conseguem, na sua argumentação, obviar a realidade incontornável de que, tratando-se de documentos apresentados nos termos do disposto no n. 3 do artigo 5 do CCP – e as próprias admitem sê-lo – não é sequer causa de exclusão a sua não apresentação, quer por força do CCP, quer por força do Programa de Procedimento; 	A tentativa das Recorrentes de, pelo menos aparentemente, tentar considerar que tais documentos, por terem sido apresentados nos termos do n. 3 do artigo 5 do CCP, também o seriam consequentemente pela alínea do n. 1 e do n. 2 do mesmo artigo é, salvo o devido respeito, incorreto e uma tentativa de forçar ilegalmente uma causa de exclusão não aplicável a estes casos, que viola não só o disposto nessas normas mas também nos n.s 2 dos artigos 7 e 14 do CCP, por pretender que dos mesmos se retire uma exclusão que não preveem, para além dos princípios da proporcionalidade e da segurança jurídica; 1	Tem plena aplicação aos presentes autos o que, a este propósito, nos diz PEDRO FERNÁNDEZ SÁNCHEZ: «... os vícios formais de que padeça um desses documentos facultativos não devem originar a exclusão da proposta.