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Vejamos, então, se se encontra devidamente fundamentado o recurso a métodos indirectos na decisão em crise, ou seja, se são aí identificadas as situações de onde resulte a impossibilidade de comprovação e quantificação directa e exacta dos elementos indispensáveis à correcta determinação da matéria tributável da ora Recorrida no que se refere ao exercício de 200 A decisão da necessidade de recurso aos métodos indirectos fundou-se nas seguintes circunstâncias: No exercício de 2002 a sociedade ter comercializado 120 fracções do empreendimento "P.”, tendo havido o "levantamento de avultadas quantias em dinheiro, por parte de alguns compradores, no dia da escritura notarial, que tudo leva a crer se destinar ao pagamento das fracções adquiridas” nomeadamente as declarações de alguns; o contribuinte ter entregado declaração de substituição onde se conformou com as correcções decorrentes da Inspecção ao ano de 2002; os valores das escrituras não serem genericamente coincidentes com um mapa de preços de venda elaborado pela R. entidade que intermediou a venda das referidas fracções) no que respeita àquele empreendimento e ao exercício de 2003; no que respeita ao empreendimento "” as margens de comercialização serem muito pequenas e ter havido fracções vendidas abaixo do preço de custo; circularização de dados relativamente aos compradores das fracções "AM”, "AP”, "AT”, "AE”, "BE”, "AG”, "Y”, "BL”, "BK”, "AI”, "AQ” daquele empreendimento.