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Ainda que assim se não entendesse, a jurisprudência tem vindo a considerar uma postura mais aberta, no sentido de "atendendo à filosofia subjacente ao nosso CPC – que visa, sempre que possível, a prevalência do fundo sobre a forma, bem como a sanação das irregularidades processuais e dos obstáculos ao normal prosseguimento da instância, tendo em vista o máximo aproveitamento dos actos processuais – não se justificará, em tal situação, a absolvição da instância por falta de personalidade judiciária da herança indivisa que, formalmente, vem indicada como sendo a autora, restando apenas saber se a cabeça de casal tem ou não legitimidade para a propositura da acção e providenciando, em caso negativo pela sanação da sua eventual ilegitimidade e pela intervenção dos demais herdeiros” – acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra, de 212019, processo n. 1222/18T8VIS-C1, in www.dgsi.pt.