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Alega para tanto, em síntese, que: a)                                     a  Ré trabalhava por sua conta, nas suas instalações executando funções administrativas e de apoio à contabilidade; b)                  trabalhava com o BES e com um sistema de antecipação do pagamento do preço das mercadorias que vendia com a apresentação de modelos de documentos do próprio banco, obtendo dessa forma financiamento; )                                     essas propostas tinham de ser assinadas pela gerência da Autora; )                                    os s Réus estabeleceram um plano para retirada de dinheiro daquela conta em benefício próprio; e)                                     a  Ré preencheu para o efeito uma grande quantidade de propostas de operações de exportação que eram repetição de outras já efetuadas, assinando-as e imitando dessa forma a assinatura da legal representante da Autora, sendo acentuadamente distinta daquela que constava da ficha de assinaturas existente no banco, o que aconteceu nos 20 documentos que identifica na sua petição inicial, sendo a quantia de €721 493,65 creditada na sua conta existente no BES; f)                                       não existe ainda conhecimento sobre todas as propostas que foram assinadas de forma fraudulenta; g)                                    a  Ré procedeu ainda ao empolamento das quantias que a empresa tinha de receber de IVA, tendo sido alterados os valores a receber em €170 000,00 euros, visando a 1 Ré proceder a retiradas de dinheiro em proveito próprio, sem que as mesmas fossem detetadas pela falta de fundos de caixa; h) para esse efeito, a  Ré emitia cheques à ordem dos fornecedores e preenchia-os com elementos corretos, dando-os a assinar à legal representante da Autora; uma vez assinados, a  Ré apagava o nome dos cliente e inscrevia nesse local o nome do marido,  Réu, tendo os cheques em causa sido depositados na conta do  Réu no Banco Comercial Português, o que aconteceu com os 15 cheques que identifica no artigo 5 da sua petição inicial, no valor global de €121 629,28; ) noutros cheques era apagado o nome do beneficiário e nada era inscrito por cima, o que aconteceu com os 7 cheques referidos no artigo 6 da petição inicial, no valor global de €1783,67; j) noutros cheques ainda, a gerente da Autora emitia cheques de pequeno montante para fins específicos e depois de assinados, a  Ré acrescentava-lhe algarismos à esquerda dos previamente inscritos, o que fazia também no extenso, sobrepondo a escrita aos caracteres impressos do cheque, o que se verificou com os 7 cheques referidos nos artigos 7 e 7 da petição inicial, no montante de €26 000,00; k) entre os dias 01/01/2002 e os dias 31/08/2004 foi retirada da conta da Autora no BES a quantia de €650 040,54 pelos s Réus; ) o  Réu era o técnico oficial de contas, incumbindo-lhe ter verificado e fiscalizado a contabilidade da empresa, o que não fez, apesar de ter sido chamado a atenção pela legal representante da A. que as contas não batiam certo; ) o  Réu era o revisor oficial de contas, incumbindo-lhe a conferência e conciliação de saldos, o que não fez, não tendo detetado as anomalias existentes na contabilidade; n) A legal representante da Autora confiava nas pessoas que consigo trabalhavam, não tendo quaisquer conhecimentos de contabilidade; o) o  Réu não verificou os documentos que continham a assinatura imputada à legal representante da Autora, confirmando se era ou não da mesma, não tendo verificado as rasuras existentes nos documentos emitidos e suas adulterações; p) o  Réu também não verificou as adulterações e viciações dos cheques quando os mesmos foram depositados; q) está transferida para a  Ré a responsabilidade emergente do exercício da atividade profissional do  Réu, por contrato de seguro celebrado pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas; r) os  e  Réus tinham transferido para a  e  Rés, respetivamente, a responsabilidade emergente do exercício da sua atividade profissional, por contrato de seguro; s) está transferida para a  Ré a responsabilidade emergente do exercício da atividade profissional do  Réu, por contrato de seguro celebrado pela Câmara dos Revisores Oficiais de Contas.