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70, n2, alínea, do CCP ao Direito da União resulta que a proposta da então concorrente F. tinha de ser excluída pelo júri do concurso em virtude de, três semanas antes da elaboração do relatório final, ter a ora Recorrida particular sido condenada ao pagamento de uma coima pela Autoridade da Concorrência pela prática de infrações muito graves à Lei n 19/2012;  23 Seria pois, completamente contrário ao Direito da União Europeia e ao valor mais elevado da contratação pública que é a concorrência, chocando abertamente com a consciência ético-jurídica, que, uma empresa condenada ao pagamento de uma coima de 300,000 € pela prática de graves infrações à Lei da Concorrência, viesse, um mês depois de conhecida a decisão condenatória, vir a ser ”premiada” com uma adjudicação no valor de 696,150,00 € por parte da entidade adjudicante a quem tinha querido anteriormente prejudicar em procedimentos de contratação pública que também incidiam sobre a rede ferroviária nacional;  24 Quem é responsável pela prática de actos ilícitos anti-concorrenciais muito graves e, como tal, sancionada com coima por parte da competente autoridade da concorrência, não merece a confiança da entidade que procura no mercado um ente idóneo para com ela contratar tendo em vista a prossecução do interesse público, pelo que tem de ser afastado do procedimento em causa;  25 Assim, em face das conclusões anteriores, a sentença ora recorrida, por uma errada interpretação do art.