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acendia as velas que se encontravam na prateleira referida em 1, apagando-as quando fechava o estabelecimento comercial, o que também fez no dia 212013 quando pelas 19h00 o encerrou; 1– O incêndio referido em 1 teve início em cima de uma tábua de engomar zona de ignição) onde se encontravam depositadas inúmeras peças de roupa já com alguns anos, dispostas em três amontoados separados entre si; 1– No local estavam dois frascos de álcool, um deles no solo junto à tábua de engomar, este ainda com álcool e sem sinais de afetação pelo calor; uma vela; vestígios de cera, no solo, por debaixo da tábua de engomar; bem como fósforos no chão do estabelecimento; 1– A combustão deu-se a baixa velocidade de propagação, decorrente do tipo de material combustível e da sua compactação, libertando, contudo, uma elevada quantidade de fuligem que se viria a depositar em todo o espaço do estabelecimento; 1– Na zona de início de combustão não existia qualquer fonte de calor porquanto: a iluminação do teto encontrava-se desligada; o ferro de engomar com caldeira acessória também não tinha energia dado que a ficha se encontrava fora da tomada; uma vela de cera e uma lamparina de caixa que se encontravam na prateleira sobre a tábua de engomar haviam sido apagadas pela, antes de abandonar o local; 1– Tendo em conta as dimensões da lamparina e da vela que estavam na prateleira sobre a tábua de engomar, a sua sustentação e aplicação do centro de gravidade - vela com 65 de diâmetro por 100mm de altura e lamparina 38 de diâmetro por 12 de altura - não tombariam do local onde se encontravam ainda que tivessem ficado acesas: 1– Não existiam quaisquer tipos de marcas de arrombamento nos, pelo menos, 7 sistemas de fecho existentes na porta de acesso à loja, cinco cadeados em cada portão de ferro forjado e 2 fechaduras na porta do estabelecimento e janela existentes e fechada por dentro; 2– Entre a roupa encontrada no estabelecimento e à venda, encontravam-se peças marcada em escudos e peças de todas as estações; 2– No estabelecimento e no período que vai da hora de fecho referida em 1 e a de abertura mencionada em  não ocorreu qualquer curto-circuito; 2– O incêndio danificou toda a roupa, acessórios e restante mercadoria que se encontrava no interior do estabelecimento comercial, ficando impregnados do cheiro a fumo e fuligem e amarelos pela absorção do fumo, ficando assim inutilizados o que é impeditivo da sua venda ao publico; 2– O mesmo incêndio danificou a pintura do estabelecimento com manchas pretas e amarelas do fumo; a instalação elétrica; a tábua de engomar e respetiva caldeira; rodapés do quarto de costura e corredor; prateleira que se encontrava por cima da tábua de engomar; aparelho de ar condicionado; cortina de ar; 5 balcões de atendimento ao público e prateleiras de exposição de mercadoria; 2 maples de 1 lugar; 2– Em razão do incêndio aqui em causa foi aberto pelo MP de Ponta Delgada o processo de inquérito n.11/19TAPDL, que correu termos no DIAP de Ponta Delgada, tendo, ali, sido proferido um primeiro despacho de arquivamento datado de 12014, em que se concluiu que "uma vela que se encontrava numa prateleira e que se reacendeu” e não tendo sido recolhidos indícios que permitissem imputar os factos a título de negligênciaarquivam-se; 2– Inquérito que foi reaberto por despacho de 2014e que voltou a ser arquivado por despacho de 22015, sustentado na perícia solicitada ao laboratório da polícia científica da PJ que concluiu que: " o incêndio teve o seu início sobre o amontoado de roupa que se encontrava sobre a tábua de engomar e que o referido incêndio possui uma combustão lenta, tendo-se posteriormente extinguido.