Legal Document Excerpt:

Defende ainda que mesmo desconhecendo uns e outros, e, principalmente, a origem dos telemóveis, se deve destacar o facto de a impugnante comprar na rede fraudulenta a preços alegadamente piores do que poderia comprar fora desta - o que, atentas as regras de experiência comum e os critérios de normalidade e de razoabilidade, e os critérios de racionalidade económica que devem nortear a atividade empresarial, não faz o mínimo sentido, sendo incongruente que a impugnante, que conseguiu margens elevadíssimas com a sua participação na rede fraudulenta, atendendo a que normalmente vendia os telemóveis no dia seguinte ao da compra, pretenda agora demonstrar que podia ter comprado telemóveis a melhor preço fora da rede e não o tivesse feito, que a impugnante, que, através do seu sócio-gerente J. conheceu o Sr. S. da "A.”) numa feira na Alemanha mas que já antes tinha efetuado um primeiro negócio com a empresa "A.”) e que arranjou contactos de todo o mundo e recebia muitas propostas de aquisição de telemóveis – atente-se nas declarações de parte prestadas por este sócio-gerente - tivesse, a final, comprado apenas telemóveis a operadores portugueses, todos envolvidos na rede fraudulenta, e que através do seu sócio-gerente J. comprou telemóveis à "A.” ou, a final, terá sido ao "T.”?)