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451 a  Da conjugação de todos esses elementos de prova, não restaram quaisquer dúvidas ao Tribunal Coletivo em como os factos ocorreram dessa maneira e que o arguido AA, apesar da sua dependência de produtos estupefacientes, agiu de forma livre, consciente e voluntária, não só no que respeita aos maus-tratos infligidos à assistente BB, como no que concerne aos demais atos de natureza ilícita, sabendo da sua proibição e punibilidade penais, sendo certo que, pela forma como tudo se desenrolou desde que passou a ser perseguido pela polícia, por forma a impedir que prosseguisse a sua marcha nessas circunstâncias e condições, com perigo para outros utentes da via, tudo leva a concluir, como o mesmo referiu, que pretendia não ser intercetado e não propriamente atentar, intencionalmente, contra a vida dos Agentes e danificar as viaturas destes, mas, pela normalidade das coisas e contexto de tais atos, tem de concluir-se que embateu nos veículos por tal ser necessário para prosseguir a marcha e, ao seguir na direção em que aqueles agentes estavam, poderia atingir mortalmente os mesmos, não se abstendo de o fazer, razão essa porque se tem de concluir que se conformou com esse resultado danoso, o que não se veio, no entanto, a verificar mas por razões alheias a si próprio).