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Veja-se, a este respeito, Bruna Prinzo, A Prova da Responsabilidade Médica, Dissertação de Mestrado para a FDUL, 2017: a doutrina processualista continental, existente em países como a Áustria, Alemanha, França, Itália, Espanha e até Portugal, acompanhada pela jurisprudência desses países, tem vindo a atribuir esse ónus ao profissional de saúde, com base na impossibilidade de prova de um facto negativo; em consistir numa causa de justificação que exclui a ilicitude da violação da integridade física do paciente, conforme já analisamos anteriormente, logo tratando-se de um facto impeditivo do direito; na ideia de igualdade de armas no processo, encarando o médico como um "perito” nestas matérias, por oposição ao paciente, que tende a ser um leigo.