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Citando o Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 202006, proferido no processo n 06P1389, disponível no mesmo indicado local, "O privilegiamento do crime de tráfico de menor gravidade dá-se, não em função da considerável) diminuição da culpa, mas em homenagem à considerável diminuição da ilicitude da conduta, que se pode espelhar, designadamente: - Nos meios utilizados; - Na modalidade ou nas circunstâncias da acção; - Na qualidade ou quantidade das plantas, substâncias ou preparações.”       Como se lê no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 212011, proferido no processo n 127/03 PEFUN.S1, disponível em www.dgsi.pt/jstj,   "- No que respeita ao crime de tráfico de estupefacientes, o legislador adoptou um esquema de tipificação penal em que leva em conta que a grande maioria dos casos que chegam aos tribunais se apresentam como pouco investigados, pelo que há uma «zona cinzenta» em que o juiz fica na dúvida sobre a real dimensão do tráfico em causa e, nesses casos, deverá, tendencialmente, aplicar uma pena cuja medida concreta é coincidente na moldura penal abstracta do crime de tráfico comum e na do crime de tráfico menor gravidade, a qual, conforme se pode verificar pelos artigos 2 e 2, se situa entre os 4 e os 5 anos de prisão.