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483, 494 e 496 do Código Civil no sentido que existe por banda do ora Recorrente/Demandante Civil a obrigação de indemnizar a Demandante Cível/Assistente, uma vez que, como ensina Diogo Leite de Campos: "quanto ao dano da perda da vida a questão simplifica-se mesmo, já que o prejuízo é detectável externamente, o que não sucede com os outros danos não patrimoniais que são unicamente susceptíveis de uma indagação psicológica, e, como tal indiciária”; Não se conseguindo aferir em relação ao grau de culpa do agente cumpre referir que de acordo com o ensinamento de Antunes Varela, "a indemnização reveste, no caso dos danos não patrimoniais, uma natureza acentuadamente mista: por um lado visa reparar de algum modo, mais do que indemnizar, os danos sofridos pela pessoa lesada; por outro lado, não é estranha a ideia de reprovar ou castigar, no plano civilístico e com os meios próprios do direito privado a conduta do agente”; Em relação aos outros factores que se inserem nas outras circunstâncias do caso: uns relativos à vítima: a idade, a alegria de viver, a saúde, o estado , os projectos de vida, a situação profissional e sócio-económica e outros de natureza diferente, designadamente a inflação não foram sequer alvo de prova e de discussão, uma vez que as testemunhas tal como se encontra escrito no Douto Acórdão de que se recorre nada sabiam a este respeito; Pelo que os montantes indemnizatórios atribuídos são manifestamente infundados e excessivos pois Em relação ao dano sentido pela vítima e uma vez que não se logrou apurar as circunstâncias concretas da sua morte, se lutou ou não pela vida dada a ausência de vestígios biológicos e concretos nos membros inferiores e superiores e nas suas unhas;  Relativamente aos danos não patrimoniais e patrimoniais sofridos pela ora Assistente/Demandante Cível sempre se dirá que existe total e absoluta ausência de prova sobre os mesmos; As testemunhas por si arroladas talvez as pessoas mais próximas da sua mãe a partir do momento da sua morte deixaram de a contactar pelo que nada se sabe se o seu percurso escolar foi comprometido, como exteriorizou o seu desgosto pela perda da mãe e subsequente prisão do pai, se as consultas de psicologia existem na decorrência destes factos ou se já existiam anteriormente; Questões que não têm qualquer resposta e que limitam a possibilidade de quantificar ou mesmo de atribuir algum valor ao desgosto sofrido, pelo que o Recorrente deve também ser absolvido no pedido ou se assim não se entender que os montantes indemnizatórios sejam revistos para muito abaixo de metade.