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Contudo, e como refere Teixeira de Sousa, "a sujeição dos recursos ao critério do valor do processo ou da sucumbência não é o único possível e nem sempre é o mais desejável, orientando-se, por vezes, o legislador pela importância social ou jurídica da questão, quer para negar o recurso, quer para o admitir”  Nesta sequência existem outros casos em que nem sequer é admissível recurso, como sucede nas situações previstas no artigo 630, n 1, do P., ou seja, "não admitem recurso os despachos de mero expediente no uso legal de um poder discricionário”  Como é evidente estamos nessas situações, em regra, em presença de despacho que possuem um conteúdo decisório insignificante, sendo praticamente uma aplicação automática da lei, pelo que, não haveria nenhuma produção mais interpretativa, complexa, quando do proferimento dos despachos, sendo o cabimento de recursos de tal pronunciamento meio legal pra protelar o andamento processual.