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Mais consignou o acórdão cuja revista é requerida que não colhe a alegação da Recorrente de que desconhecia completamente e não tinha obrigação de saber se os seus "fornecedores” eram emitentes de facturação falsa ou sequer se habitualmente se dedicavam a esse tipo de "actividade” e que as mercadorias efectivamente eram adquiridas e davam entrada nas suas "clientes” em Espanha para onde eram transportadas e a quem eram transmitidas, porquanto não é credível que a Recorrente, atentas as alegações que formulou e os factos apurados, que vimos analisando, não tivesse conhecimento - e muito menos que o não devesse – da falta de estrutura ou da existência de facturação falsa quando essa facturação, indiciariamente falsa se encontrava na sua contabilidade e foi a que foi apresentada para justificar operações lhe dizem directamente respeito e nas quais é descrito um circuito que económico e financeiro que não corresponde à realidade e que também se não compreende como é que a Recorrente alega que desconhecia os fornecedores ou que não podia saber nem devia saber que alguns não existem ou se detém ou não estrutura e capacidade note-se que alguns nunca foram identificados e outros são pessoas com dependência e à margem da sociedade toxicodependentes, alcoólicos e arrumadores de automóveis e e simultaneamente alega e prova que os seus dois únicos funcionários eram quem desenvolviam os contactos com os fornecedores, deslocando-se às suas fábricas ou instalações, com eles interagindo, sendo que a questão essencial não é a de saber se terceiros entregaram ou não ao Estado português o imposto devido, mas, sim, se as operações com base nas quais esse direito à dedução em exercício foi efectivado e em que alegadamente, com base na facturação apresentada, interveio, se realizaram, o que, como se disse, não se provou, o que, per se, obsta à pretendida dedução.