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3 Na esteira do também doutamente decido no aresto do Tribunal da Relação de Coimbra de 30-05-2012, in vww.dgsi.pt, com o seguinte sumário: "1 - Para a consumação do crime de ameaça a expressão proferida tem de anunciar a prática de um mal no futuro, que constitua crime; 2- Quando o arguido de forma súbita, pega numa sachola e dirige à ofendida as expressões "eu mato-te, eu mato-te" e, "não há-de comer mais pão que Deus crie", não está a anunciar um mal futuro.” 3 Termos em que, não se verificam todos os elementos necessários ao preenchimento do ilícito criminal pelo qual o arguido foi condenado, violando-se, deste modo, entre outros, o art.