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Com efeito, na Informação n 459/GAR/21 não só foram reproduzidas as declarações orais e espontâneas do Recorrido reduzidas a escrito na "Entrevista”), bem como os esclarecimentos que prestou posteriormente por escrito, como foram os mesmos sumariados e analisados, no contexto da informação actualizada recolhida pelo SEF sobre o seu país de origem, Angola, tendo em conta as orientações do Gabinete de Apoio em matéria de Asilo – EASO Country of Origin Information Report Methodology –, considerando que o relato do requerente ofereceu ao examinador um cenário sem qualquer relevância para a matéria de asilo, apenas indicando questões não pertinentes para a análise do cumprimento das condições para o reconhecimento do estatuto de refugiado, explicando que das declarações iniciais apenas resultam motivos de ordem económica e familiares, para a saída do país da origem e para não querer aí regressar, e só depois, de confrontado com a intenção de considerar o pedido de protecção infundado, veio invocar ameaças de morte, agressões e acusações de feitiçaria, que fundamentariam o seu receio de retornar a Angola por temer pela vida, o que deixou dúvidas sobre a credibilidade deste segundo relato e do próprio Recorrido, porque poderia/deveria ter procurado ajuda, protecção junto das autoridades angolanas, apresentando queixa, sendo que as ameaças relatadas em função da etnia a que pertence não lhe são directamente dirigidas e são contraditórias face à generalidade dos factos conhecidos, suportando-se nos relatórios "ECOI – European Country of Origin Information Network” e o "USDOS”, concluindo que o Recorrido não necessita de protecção internacional, nem é considerado refugiado, não se enquadrando o seu relato nos pressupostos relevantes para beneficiar do correspondente Estatuto nem no da protecção subsidiária.