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– artigo 4 da contestação O Tribunal ad quo ao, para além de não ter procedido ao cumprimento do seu dever legal de fundamentar correta e criticamente toda a matéria de facto por si analisada, cometeu um erro de julgamento na fixação dos factos por si julgados; j. Neste contexto, o Tribunal ad quo deu como provados que a  Ré ora Recorrida no momento em que começou a prestar o serviço de segurança e vigilância humana nas instalações da Distribuidor de Energia .. Vila Real introduziu um sistema de rondas e entregou às duas vigilantes telemóveis seus no serviço vide artigos 4 a 4 da sentença; k. Como igualmente deu como não provado que a  Ré quando assumiu a prestação dos serviços de segurança e vigilância privada não integrou nos seus quadro a A. ora Recorrida e sua colega A. P., nem que manteve os mesmos recursos humanos, os mesmos recursos logísticos e operacionais, que na verdade se traduz na necessidade de alocar as mesmas duas vigilantes, as quais continuaram a prestar o mesmo tipo de funções, no mesmo local e horário de de trabalho E que a única alteração face ao serviço prestado pela  Ré ora Recorrente reside exclusivamente na substituição do fardamento utilizados pelas duas vigilantes;  Não considerou o Tribunal ad quo na matéria factual levada ao seu conhecimento pela Recorrente quando no seu articulado alegou o facto de não ter existido nem ocorrido qualquer período de interrupção do serviço de segurança e vigilância privada entre cedente e cessionária nas instalações da Distribuidor de Energia .. Vila Real; n. Da atividade probatória produzida em sede de audiência de discussão e julgamento, mormente dos depoimentos da A. e das testemunhas S., A. P. e resulta em consonância e inequivocamente em sentido contrário ao que foi fixado pelo Tribunal ad quo; o. Com efeito, do depoimento da Autora e das referidas testemunhas extrai-se que o tipo e a dinâmica de serviço prestado foi integralmente mantido; que as duas vigilantes passaram antes da "transmissão” e com a sua integração na cessionária a metodologia e os procedimentos da organização do serviço ora know-how; p. Os depoimentos apontam todos num só sentido: manutenção de todos os elementos corpóreos e incorpóreos pela cessionária ora Recorrida no que respeita ao serviço de segurança e vigilância humana privada nas instalações da Distribuidor de Energia .. Vila Real, sem que tenha sido introduzido qualquer dispositivo de realização de rondas e/ou  q. Razão pela qual o Tribunal ad cometeu assim um manifesto erro de julgamento da prova, pelo que se requer a alteração/modificação da matéria de facto; r. Do depoimento da Autora , Ficheiro áudio: 20200127103435_1371700_2871883, Início da intervenção: 27 de janeiro de 2020, 10:34:30, do depoimento da testemunha S., gravado no Ficheiro áudio: 20200127112305_1371700_2871883, Início da intervenção: 27 de janeiro de 2020, 11:22:59, do depoimento da testemunha A. P., gravado no Ficheiro áudio: 20200127114948_1371700_2871883, Início da intervenção: 27 de janeiro de 2020, 11:49:50, do depoimento da testemunha , Ficheiro áudio: 20200605102350_1371700_2871883, Início da intervenção: 5 de junho de 2020, 10:23:49, resulta em síntese: Que tanto a A. como a sua colega A. P. foram integradas pela  Ré ora Recorrida, tendo continuado ambas a prestar as mesmas funções, no mesmo local e horário de trabalho, sem que tenha ocorrido qualquer alteração, à exceção do fardamento;  Que todos os meios e equipamentos telefone, computador, sistema de alarme, chaveiro, cctv com câmara de vídeo e monitor, secretária e cadeira utilizados para a prestação do serviço de vigilância e segurança privada pertencem ao cliente Distribuidor de Energia .. Vila Real e foram aproveitados/retomados pela Recorrida; Que a  Ré ora Recorrida nada levou para a instalação, nomeadamente equipamento para realização de rondas ou entregou às vigilantes telemóveis seus; Que o conhecimento e a informação relativamente aos procedimentos de organização do serviço de segurança e vigilância privada passou para a  Ré ora Recorrida quando esta se deslocou às instalações e integrou as duas vigilantes; Que a única alteração/inovação inserida na unidade económica se traduziu em novos fardamentos, num dossiê de documentação e num sistema de registo dos tempos de trabalho; s. Não obstante as declarações dos citados intervenientes apontarem num só sentido, entendeu o Tribunal ad quo fixar a matéria de em sentido diverso, o que fez sem o mínimo de suporte probatório e sem proceder à respetiva fundamentação, t. Violando assim o disposto no artigo 60 do CPC; u. É que na verdade todos os meios probatórios carreados para os presentes autos e em especial aqueles que foram produzidos em sede de audiência de discussão e julgamento inculcam no sentido da manutenção e preservação da identidade do serviço de segurança e vigilância privada prestado nas instalações da Distribuidor de Energia .. de Vila Real; Deste modo, os referidos factos não poderão subsistir como provado e como não provados, respetivamente, requerendo-se a sua alteração e modificação, depois de ouvida a prova gravada, uma vez que o sentido dos depoimentos prestados em audiência pela Autora e pelas três referidas testemunhas, conjugados com a restante prova produzida, e por não existir a mínima contradição, não só apontam em direção diversa, como impõem decisão distinta.