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Foi nesse contexto que a ora Recorrida alegou a violação do princípio da cooperação, previsto no artigo , n. 3 do Tratado da União Europeia, a violação do princípio da interpretação conforme o Direito Comunitário e a violação do princípio da proporcionalidade, também de Direito Comunitário; 1 Todavia, independentemente da previsão de exclusão de dedução e da existência ou não de uma exceção à exclusão do direito à dedução, sempre era legítima a possibilidade de dedução integral de todas as despesas incorridas pela Recorrida, tal como continua a ser possível hoje em dia a dedução de despesas tais como as descritas, desde que confirmada a sua afetação à atividade tributada do sujeito passivo; 1 Na verdade, a única interpretação conforme o Direito Comunitário, que salva a norma do artigo 2 do Código do IVA, na redação à data dos factos, de incompatibilidade com o artigo 1 da Sexta Diretiva, é a interpretação que possibilite uma interpretação e aplicação casuísticas da norma antiabuso, admitindo a presunção de não afetação a operações tributadas prova em contrário; 2 Efetivamente, mesmo existindo a cláusula de standstill prevista no n. 6 do artigo 17 da Sexta Diretiva, o Tribunal de Justiça da União Europeia tem entendido que as limitações do direito à dedução não podem ser aplicadas de forma absoluta e que por razoes de coerência  de  sistema  deverá  ter-se  em  consideração  o  que  derivava  da  aplicação  da Segunda Diretiva no que concerne às limitações do direito à dedução; 2 Ora, considerando que as normas da Segunda Diretiva e da Sexta Diretiva relativas às exclusões do direito à dedução são idênticas, ainda que se entenda, no que não se concede, que a norma aplicável seria o n. 6 do artigo 1 da Sexta Diretiva e por conseguinte se deve analisar a Segunda Diretiva, a verdade é que a fundamentação expendida na sentença proferida pelo Tribunal a quo se aplica na mesma a tal normativo, pelo que a douta sentença não padece de qualquer ilegalidade; 2 Neste contexto, as regras referentes à exclusão do direito à dedução deverão ser interpretadas como presunções ilidíveis, e por conseguinte, cessam a sua aplicação caso se evidencie que os bens e serviços são utilizados para os fins das próprias operações tributáveis, como ocorreu no caso sub judice e como bem decidiu o Tribunal a quo, pelo que deverá manter-se a sentença proferida; 2 Desta forma, se as despesas em causa não se consideram alheias à atividade exercida e, mais ainda, contribuem para a sua prossecução – ao serem subsumíveis a despesas de publicidade – não se vê por que razão haverá de ser questionado o direito à dedução do IVA contido nestas despesas, posto que se destinam à atividade tributável da Recorrida; 2 Tendo a AT fundamentado no artigo 2 do CIVA o ato impugnado, este padece de vício de violação de lei, por erro nos pressupostos de facto e de direito, uma vez que estamos perante despesas com fins estritamente ligados à atividade da Recorrida, pelo que  a referida norma não tem aplicação.