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– Não existindo também incompetência material do tribunal, nem erro na forma do processo.”  As Autoras interpuseram recurso da parte da decisão que julgou procedente a prescrição dos juros vencidos há mais de cinco anos, absolvendo as Rés do pedido na parte referente aos juros que auferiram desde 23 de abril de 2003 até 30 de julho de 201 Para tanto, apresentaram as seguintes  conclusões: "A-) A configuração da ação intentada pelas recorrentes, decorre do facto de as recorridas se terem apossado de duas quantias que pertenciam à herança aberta por óbito de J. e de O. R., uma no montante de 33000,00€ e outra de 14291,49€, e de as terem utilizado como se lhes pertencessem; B-) No caso do montante de 14291,49€, foram mesmo condenadas por sonegação de bens e viram-se privadas de nessa parte participar na partilha; -) As recorridas tiveram na sua posse quer aquele montante de 33000,00€, que foi na partilha distribuído em função dos respetivos quinhões hereditários e bem assim aquele montante de 14291,49€, que na partilha foi distribuído na sua totalidade e em função dos respetivos quinhões hereditárias, apenas pelas recorrentes; -) Os frutos destes montantes, foram ilegalmente apropriados pelas recorridas, que as mantiveram na sua posse desde o falecimento do J.