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Jorge Seabra Sumário:   -RELATÓRIO Acordam no Tribunal da Relação do Porto: Por despacho datado de 21/05/2013, foi liminarmente deferida a exoneração do passivo restante à insolvente B, determinando-se que durante os cinco anos subsequentes ao encerramento da insolvência, o seu rendimento disponível, acima de dois salários mínimos nacionais, devia considerar-se cedido ao fiduciário, ficando a insolvente sujeita a observar as condições e regras estabelecidas no artigo 239, n 4 do CIRE.O encerramento da insolvência foi decretado por despacho de 14/03/2017, do que a insolvente foi regularmente notificada.Tendo o processo seguido os seus regulares termos, foi notificado o Sr. Fiduciário para apresentar o relatório a que alude o artigo 240/2 do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas.Entretanto, o Sr. Fiduciário veio aos autos informar nunca ter sido contactado pela insolvente, não terem sido cedidas quaisquer quantias, nem ter aquela insolvente prestado informações quanto à sua situação profissional e económica, apesar de notificada para o efeito.A insolvente notificada na pessoa da patrona nomeada pelo tribunal para se pronunciar quanto a estas informações e quanto à eventual cessação antecipada da exoneração, nada disse.Nessa sequência o Sr. Fiduciário requereu a cessação antecipada da exoneração.Datada de 04/06/2019 foi proferida decisão que recusou a exoneração do passivo restante e determinou a cessação antecipada do procedimento correspondente.Inconformada com esta decisão, veio a insolvente interpor o presente recurso, cujas alegações terminou com as seguintes conclusões:   Não foram apresentadas contra-alegações.