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Assim, e em síntese: a. Após a alteração introduzida ao Código Penal pela Lei n. 59/2007, de 4 de Setembro, nenhuma dúvida nos assola de que o crime de ameaça agravada previsto no artigo 155, n. 1, alínea reveste natureza pública; b. Com efeito, a supressão do tipo agravado que se encontrava previsto no antigo n. 2 do artigo 153 do referido diploma deu lugar a um novo tipo legal agravado, com assento no artigo 155;  O qual, à semelhança do que sucede com o crime de coação agravada, também contemplado no preceito, não contém, por um lado, qualquer norma donde resulte a respetiva natureza semi-pública, sendo que, por outro lado, inexiste disposição que, de alguma forma, faça depender o procedimento criminal do exercício do direito de queixa;  Circunstância que, aliada, à técnica comummente utilizada pelo legislador quando pretende afirmar a natureza semi-pública do crime, ora consignando no próprio preceito que o procedimento criminal depende de queixa, ora reservando relativamente a crimes da mesma espécie, no fim do respetivo capítulo, norma com a mesma finalidade, não pode deixar de ser lida como a opção deliberada de afastar a natureza semi-pública do crime agravado, agora, tão só apanágio do tipo de ameaças simples; e. Posição que resultou reforçada com o AFJ n. 7/2013; f. Por mais fundamentada, de iure constituendo que se revelem as reservas colocadas à natureza pública do crime, de iure contituto não se vislumbram razões capazes de contrariá-la; g. Como assim, nenhuma relevância podia ter sido atribuída à desistência de queixa apresentada pelo respetivo titular – cf.