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Não terá sido, por isso, nesse período, face à ausência de prestação de cuidados à menor, que se formaram entre a menor e a mãe laços afectivos próprios de uma relação de filiação; 56-E, mesmo que se admita que a formação desses laços já se iniciara à data em que a menor saiu do agregado, esta saída do agregado, há cerca de 4 anos, em nosso entender, interrompeu, de forma irreversível, a formação desses laços; 57-Tais laços não se formaram no decurso de visitas que a menor foi tendo com a progenitora, em que ambas interagiram com base em brincadeiras e outras actividades lúdicas que lhes foram propostas; 58-A menor não sentiu até este momento a intervenção da mãe a gerir as suas rotinas diárias, a cuidar da sua segurança, a cuidar da sua alimentação, a cuidar da sua saúde, a protege-la em situação de doença e, em todas estas situações, a transmitir-lhe afecto; 59-Pelo que, neste contexto, a ausência da menor do agregado da progenitora, há cerca de 4 anos, comprometeu a formação dos laços afectivos próprios de uma relação de filiação; 60-A actual situação habitacional da progenitora é muito precária, na medida em que não está enquadrada por um contrato de arrendamento e, por via disso, pode a progenitora, a qualquer momento, ver-se, de novo, forçada a sair da habitação; 61-Face às inúmeras ocasiões em que se pronunciou de forma diversa, no que se refere ao projecto de vida que pretende para a menor, designadamente: conforme consta do relatório da EATTL, junto aos autos em 16/07/2019 – facto 242; na audição que teve lugar no tribunal em 28/10/2019; em 20/01/2021, enquanto decorria o debate, em requerimento que juntou na mesma data – facto 248; em sessão com a psicóloga Dr. , que, aquando da sua audição em tribunal, na sessão de 08/02/2021, referiu que SC já lhe tinha manifestado a vontade de ter a filha aos fins-de-semana; aquando da sua audição em tribunal, na sessão de 19/02/2021 última sessão de em que avançou com o desejo de ter a menor consigo; por ocasião da visita domiciliária efectuada em Março de 2021, pela EMAT de Loures, em que verbalizou que nunca desistiu da filha, tendo expressamente referido:  "quero o que os pais separados têm: fins-de-semana e férias” – conforme relatório da EMAT junto aos autos em 29/03/2021; por ocasião da visita domiciliária efectuada pela EMAT de Cascais, também em Março de 2021, em que reiterou o seu desejo em poder vir assumir os cuidados da sua filha.