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Contrariamente ao exarado na douta sentença recorrida, os serviços de inspecção tributária analisaram ao detalhe toda a actividade do Recorrido, apurando indícios que, para além de devidamente evidenciados no Relatório, também constam do ponto B dos factos dados como assentes, e de entre os quais destacamos: o tipo de cortiça alegadamente adquirido pelo Recorrido às sociedades , Lda, e E., não faz parte do tipo de cortiça que estas compravam aos seus fornecedores; as facturas em causa foram alegadamente pagas em numerário, sendo que à data da respectiva quitação o Impugnante ainda não estava inibido do uso de cheques; os pagamentos das aludidas facturas, de acordo com os elementos relevados na contabilidade do Recorrido, foi feito por contrapartida da conta Caixa, a qual não comportava a saída de tais montantes, ou seja, não havia dinheiro no Caixa suficiente para dar quitação aos mesmos documentos; a conta Caixa apresentava um saldo credor de € 5184,01 antes de dar quitação às facturas n. 1-47 e 1-157, passando para um saldo credor de € 23393,26, após quitação das referidas facturas; o Impugnante auferiu rendimentos no exercício de 2000 enquadráveis na alínea do n. 1 do art.