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Por sua vez, alega a Recorrida, para além do mais e em síntese que: em face das várias juntas médicas realizadas e verificando-se que apenas em sede da especialidade de cirurgia geral foi indicada a data de 102020, a sentença decidiu e o Mm Juiz, bem sabia face aos elementos constantes dos autos, que o A., no período de 102018 a 102020, não padeceu de qualquer incapacidade temporária, não obstante a consolidação da cura clinica de "uma lesão” - e apenas uma – ter ocorrido em data posterior, ou seja a 102020; apenas esta junta médica, da especialidade de cirurgia geral, atribuiu essa data por virtude da lesão ou consequência da lesão relacionada com hérnia subxifoideia, sendo que a mencionada data não implicou qualquer incapacidade para o trabalho; no mesmo sentido a junta médica final que, relativamente à lesão identificada – traumatismo torácico – a data da alta clínica foi 102018; se não foi fixada qualquer incapacidade temporária é porque esta não existiu; o A. não reclamou ou pediu qualquer esclarecimento; a arguição, no recurso, da alegada omissão de pronúncia mais não é do que a invocação, sob essa capa, de uma nulidade processual decorrente, do ponto de vista do A., da não fixação de qualquer período de incapacidade temporária entre 102018 e 102020, nulidade essa que deveria ter sido suscitada nos 10 dias posteriores à junta médica da especialidade de cirurgia geral ou, quando muito, após o exame por junta médica "final” realizado aos 302021; não o tendo feito, a nulidade processual considera-se sanada; só ocorreria omissão de pronúncia se o tribunal devesse pronunciar-se sobre questão suscitada ou matéria alegada e/ou que dos elementos autos implicassem uma tomada de posição, o que no caso não sucedeu; nunca foi quesitada a eventual incapacidade temporária entre o período de 102018 e 102020, nem suscitada qualquer dúvida sobre o estado clínico do A., não houve reclamação ou pedido de esclarecimento sobre qualquer dos resultados das juntas médicas, sendo a questão suscitada, pela primeira vez, no recurso; não ocorreu omissão de pronúncia, antes tendo sido a decisão fundada na posição da junta médica e demais documentação constante e de forma "propositada” foi convicção do Mm Juiz a quo não atribuir nem tinha como o, qualquer grau de incapacidade temporária para o trabalho entre 102018 e 10202  Na sentença recorrida referiu-se o seguinte: "No que respeita à IPP de que ficou afetado o Sinistrado, o tribunal baseou-se no teor do auto de junta médica de ortopedia lavrado a 30 de abril de 2021, e no qual os Srs Peritos Médicos que a constituíram responderam aos quesitos formulados por unanimidade, atribuindo àquele a IPP de 19,33%, sendo certo que tais respostas e IPP atribuída não se afasta muito da já atribuída em sede de exame singular, pelo que o tribunal ficou convencido da bondade de tal posição.