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4 - FUNDAMENTAÇÃO DE DIREITO Cumpre agora entrar na apreciação da questão nesta vertente supra enunciada, esta já directamente reportada ao mérito da sentença, a saber, ter havido incorreto julgamento de direito designadamente porque ela Embargante não tinha no seu corpo social qualquer participação da P..., SGPS, S.A. pelo que não estava numa relação de domínio ou de grupo com a, também não se verificando o alegado interesse próprio da Embargante na prestação da garantia, e bem assim porque «tratando-se de um mútuo simulado, o mesmo é inequivocamente nulo, e sendo nulo o contrato de mútuo, nula é forçosamente a garantia hipotecária», para além de que, demonstrado que verdadeiramente nada foi mutuado pela Exequente à P..., SGPS, S.A., «é inequivocamente nula e de nenhum efeito a hipoteca exequenda»: Face ao exposto na apreciação da precedente questão, e na medida em que não foi operada qualquer alteração da matéria de facto, pela desnecessidade incontornável de o fazer, cremos que a resposta a esta questão já em grande medida se adivinha.