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2 Pelo contrário, sendo o rapto um crime cuja consumação não reclama a consecução da intenção criminosa mediata do autor isto é, a consumação ou sequer início da tentativa do dito "crime fim”, antes se bastando, pressuposto o dolo, com o exercício das acções vinculadas nele previstas "raptar”, isto é, limitar ou suprimir a liberdade da pessoa objecto dessa acção, com violência, ameaça ou astúcia) e com a específica intenção ânimo) de extorquir, atentar contra a liberdade sexual, obter resgate, etc., logo por aí se concluiria que no caso de esse objectivo com efeito ser também realizado, com a consumação do pertinente crime, estão este é um que concorrerá real e efectivamente com aquele.