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181 e 182, ao analisarem em que consiste e como se deve analisar o direito à intimidade da vida privada; J. Serrano Alberca, Comentários a la Constituicion, Madrid, Civitas, 1985, p.353; Parecer n. 138/83 do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República, in Boletim do Ministério da Justiça, n. 342, p. 161; Alberto Luís, Direito Bancário, Coimbra, 1985; e, porventura com uma posição um tanto divergente, Saldanha Sanches, Segredo Bancário, segredo fiscal: uma perspectiva funcional, in Medidas de Combate à Criminalidade Organizada e Económico-Financeira, Centro de Estudos Judiciários, 25 anos, 2004, p. 57 e seguintes, para quem, porque existe uma "proibição que incide sobre os membros da Administração fiscal de dar conhecimento a terceiros da situação fiscal e por isso”, o fundamento do segredo bancário, para os efeitos em causa, residiria na esfera da privacidade e não da intimidade da vida privada, pelo que não estaríamos "e isto deve ser afirmado com muita clareza, perante uma norma destinada a tutelar a nossa intimidade: pela razão pura e simples que num Estado-de-Direito a devassa da intimidade buscas domiciliárias, escutas telefónicas, filmagens ou gravações que registem todos os movimentos de uma certa só pode ter lugar para investigação de crimes graves e mediante a devida decisão judicial.