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O que aí consta é apenas a enunciação do direito à reposição do equilíbrio do contrato – e., da equação económica e financeira que serviu ao estabelecimento da base contratual – que opera quando se concretiza o risco administrativo, isto é, o cenário que não estava contemplado nos pressupostos em que assentou a vontade negocial do cocontratante, e que, como sublinha o n. 3 do art 28 do CCP, efetua-se, designadamente, através: "da prorrogação do prazo de execução das prestações ou da vigência do contrato, da revisão de preços ou da assunção, por parte do contraente público, do dever de prestar à contraparte o valor correspondente ao decréscimo das receitas esperadas ou ao agravamento dos encargos previstos com a execução do contrato.”.