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23 A fazer transparecer esta realidade foi, em maio de 1998, aprovada pela Câmara Municipal ..., a doação preconizada; 23 E, posteriormente, celebrado o protocolo; 23 Tanto o projecto de loteamento, como a forma de o implementar na prática foram, explicados às AA; 23 Bem como a todos os restantes accionistas; 23 A administração da S..., S.A colocou à disposição das accionistas os elementos relativos ao loteamento a realizar no Monte ...; 23 A doação das áreas de terreno a efetuar ao município permitiria requalificação, em área urbana, da restante parcela dos prédios não compreendida na doação e que tem área maior, abrindo a possibilidade de proceder à divisão desta em espécie; 24 Sendo essa a razão pela qual, foi aceite por todos os acionistas da "S..., S.A”; 24 Que compreenderam as vantagens que tal operação traria, não só, para que fosse possível a divisão pretendida, como também no tocante à valorização desses terrenos; 24 Na assembleia de 211998, e como consta, logo do ponto  da ordem de trabalhos foram discutidas todas as questões inerentes ao projeto de loteamento que visava realizar-se, sendo devidamente explicadas as suas vertentes e condições; 24 Apesar de não existir uma deliberação formal da assembleia geral a autorizar especificamente a doação que iria ser efetuada no âmbito do projeto de loteamento em curso, essa questão foi discutida em assembleia, sendo devidamente explicada; 24 O teor dos documentos que corporizaram o desenvolvimento do projeto era, e sempre foi, do conhecimento das acionistas da "S..., S.A”, só não lhes tendo sido entregues por não terem sido solicitados; 24 Estiveram mesmo disponíveis para serem consultados por todos os accionistas;  24 Nos termos expostos na comunicação da administração da "S..., S.A em 3 de Agosto de 1998; 24 Assim, em Março de 2001 foi, efetivamente, celebrada a escritura pública de doação com a Câmara Municipal ..., de acordo com o que se encontrava já previsto; 24 Facto do qual foram informados os accionistas; 24 E no âmbito daquilo que tinha sido acordado, veio, em 27 de Fevereiro de 2002, a ser celebrada uma escritura pública de reconhecimento de direitos, na qual os lotes provenientes do projeto e que deveriam ser entregues à "S..., S.A” foram a esta restituídos; 25 Nunca se verificou a ausência do presidente da mesa nas assembleias gerais da "S..., S.A”; 25 Pelo que nunca a 4 R. foi chamada a exercer essas funções; 25 As informações constantes dos relatórios do conselho de administração eram completadas com esclarecimentos verbais, prestados em assembleia ou fora dela; 25 A  R. não colocou qualquer reserva nos relatórios ou contas, por entender não ter existido qualquer violação; 25 Uma pura e simples divisão em substância do património fundiário da sociedade, sem qualquer operação prévia de loteamento que permitisse a sua requalificação em área urbana, impediria a obtenção de quinhões para cada um dos acionistas, sendo apenas possível através do estabelecimento de situações excessivas de compropriedade entre muitos deles, o que contrariaria o fim da liquidação pressuposto, mantendo-se a existência da sociedade ainda que sob outra forma; 25 Só através da operação efetuada seria possível e viável concretizar o disposto no art.