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Discutindo-se no âmbito dos trabalhos preparatórios ao Código Civil sobre se o devedor poderia consignar para o caso de dever – considerando-se exonerado no caso de se vir a julgar que deve e podendo levantar a coisa na hipótese contrária –, Adriano Vaz Serra, reconhecendo que a consignação feita para o caso de a dívida existir não pareceria poder submeter-se inteiramente, quando aceite, ao regime geral da consignação, veio propor a seguinte norma: "Se houver, sem culpa do devedor, dúvidas acerca da existência da dívida, pode recorrer-se a uma consignação feita sob condição de a dívida existir, caso em que o credor só pode só pode receber o objeto consignado depois de, por acordo entre ele e o devedor ou por decisão judicial, se esclarecer que a dívida existe”.