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Alegou, em síntese: a R foi constituída em 2004, tendo como sócios e gerentes a própria e o seu irmão J., com o capital social de 000,00€, distribuídos em duas quotas de 500,00€; desde a data da constituição da R que jamais exerceu qualquer acto de gerência, a qual era única e exclusivamente exercida pelo seu irmão, e sempre exerceu as funções de controladora de qualidade sob as ordens, direcção e fiscalização daquela, exercendo as referidas funções nas suas instalações, em horário de trabalho previamente definido pela mesma, sendo a tal título remunerada mensalmente; com data de 102016, a R, representada pelo seu irmão, consigo subscreveu acordo escrito, denominado "Aditamento Contrato de Trabalho Sem Termo Alteração salarial e”; entretanto, nos dias 13 e 14 de Dezembro de 2016, foi-lhe travada a entrada nas instalações da R, por indicações do seu irmão, o que motivou a chamada das autoridades policiais ao local; a R, representada pelo seu irmão, comunicou-lhe verbalmente o respectivo despedimento no dia 112016; aquando dos episódios ocorridos nos dias 13 e 14 de Dezembro de 2016, o seu irmão dirigiu-se a si tendo-lhe desferido uma chapada na cara e empurrado; por força da actuação da R, representada pelo seu irmão sofreu humilhação, constrangimento e tristeza, tendo sentido abalada a respectiva confiança e auto-estima; e, com data de 112016, foi outorgada por si e pelo sei irmão escritura pública de "Cessão de Quota e Renúncia à Gerência”, nos termos da qual cedeu a quota que dispunha na R ao segundo, tendo igualmente renunciado ao respectivo cargo de gerência.