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Nem na sequência da criação do complemento de reforma em 2003 nem na da sua excepcional manutenção apenas para alguns administradores a despeito da revogação em 2007 foi regulamentada, portanto, a atribuição de pensões aos cônjuges respectivos, como ali se previu e em geral se entende ser necessário face ao disposto no art 402, do CSC, em cujo letra estes não são referidos e em todo o caso sempre não dispensa o regulamento de execução, maxime, como salienta o tribunal a quo, no contexto restritivo que terá estado subjacente à alteração/revogação e que viria a revelar-se nas sérias dificuldades económico-financeiras posteriormente vividas no seio do grupo empresarial e que não se coadunam com a atribuição de tal benefício, também aos cônjuges, nas mesmas e fartas condições dos próprios beneficiários directos em termos vinculativos irrevogáveis e vitalícios que nem sempre e ao longo da vida da sociedade se harmonizarão com o seu escopo e situação económico-financeira por vezes exigentes da prossecução de outras prioridades de índole colectiva, para além de não regularem situações do género das que a M Juiz recorrida sugestivamente exemplifica e que a peculiaridade da relação originária torna razoavelmente de exigir, sobretudo quando não está em causa propriamente o básico e fundamental direito à segurança social dos cidadãos em geral mas um privilégio com origem, natureza e finalidade incontestavelmente diversas.