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493 do , não lhe assiste o direito de repetir o indevido, o que é bem demonstrativo que as obrigações naturais, ainda que não sejam judicialmente exigíveis, são consideradas pela lei como autênticos deveres morais ou sociais juridicamente relevantes ou, segundo outros autores, como autênticas relações obrigacionais, embora de vínculo mais frágil, constituindo, portanto, um tipo ou categoria especial de obrigações, em que a prestação espontânea da obrigação é tratada como  cumprimento de um dever, isto é, de uma obrigação, e não como uma mera liberalidade, havendo, aliás, quem fale que as obrigações naturais são obrigações imperfeitas, por contraposição às obrigações perfeitas, que são as civis, por estas serem judicialmente exigíveis, contrariamente àquelas outras, embora para outros autores as obrigações naturais são autênticas obrigações perfeitas, apenas diferentes das restantes por o seu regime não permitir a execução.