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Para que exista a obrigação de restituir com fundamento no enriquecimento sem causa, têm de verificar-se, cumulativamente, os seguintes requisitos: -a existência de um enriquecimento – entendido como a obtenção de uma vantagem 15 pela pessoa obrigada à restituição, seja qual for a forma que essa vantagem revista aumento do ativo patrimonial, diminuição do passivo, uso ou consumo de coisa alheia ou exercício de direito alheio, poupança de despesas...);  -a falta de causa justificativa desse enriquecimento – a deslocação patrimonial não tem causa justificativa se não existir uma relação ou facto que legitime o enriquecimento à luz dos princípios aceites pelo sistema;  -que esse enriquecimento seja obtido à custa de outrem - ou seja, à vantagem alcançada por um corresponde o sacrifício económico correspondente suportado pelo outro, ou a privação do aumento do património deste 16;  Nos termos do artigo 474 do , a ação baseada nas regras do instituto do enriquecimento sem causa tem natureza subsidiária, só podendo recorrer-se a ela quando a lei não faculte ao empobrecido outros meios de reação 1  Como explica Almeida Costa, na ob.