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A não argumentação dessa situação por parte da Administração Tributária e da Fazenda Pública ao contrário do que se verificou na sentença, é justificada, na ótica da Recorrente, por uma razão óbvia: se a Administração Tributária considerava estar perante um facto novo, deveria, em conformidade com o disposto no artigo 6, n. 3 da LGT, ter procedido à abertura de um novo procedimento externo de inspeção, justamente com base nesse facto novo - o que não se verificou no caso subjudíce; 	À data da realização da primeira inspeção tributária, a Administração Tributária tinha conhecimento da pendência - e consequente necessidade do conhecimento do mérito - do pedido formulado pela Recorrente em março de 2003, pelo que, estando na esfera da Administração Tributária a apreciação do mérito do pedido de reconhecimento de desvalorização excecional de bens no ativo imobilizado corpóreo apresentado em março de 2003 - pedido, aliás, que, ao abrigo do princípio da decisão, deveria ter sido conhecido pela Administração Tributária no prazo de seis meses cfr.