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E, uma vez que se verifica "que neste domínio, comparável ao resultante do contrato de empreitada, é expressamente conferido ao construtor/ empreiteiro o direito de retenção sobre o navio construído”, considera que "deve ser atribuído ao empreiteiro o direito de retenção sobre a obra realizada, por maioria de razão e com base nesta atribuição expressa do direito de retenção no âmbito marítimo”.37  100 – Também na jurisprudência se reconhece a existência do direito de retenção do empreiteiro, como dá expressa nota a sentença recorrida, citando, a esse propósito, os acórdãos do Supremo Tribunal de Justiça de 202014 Relator, Conselheiro João Bernardo, Processo n. 1407/03TBAMT.ES1 38, do Tribunal da Relação do Porto, de 102013 Relator, Desembargador Carlos Querido, Processo n. 127/13TYVNG-B.P139 e de 202020 Relatora, Desembargadora Judite Pires, Processo n. 554/13TYVNG-P140 e ainda o do Tribunal da Relação de Évora de 202018 Relator, Desembargador Francisco Matos, Processo n. 134/17T8TVR.E141 todos publicados na dgsi.