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despacho de fl.s, finalizando as suas alegações de recurso, com as seguintes conclusões: 1- Na tentativa da reestruturação do passivo de uma entidade devedora, no âmbito de um Processo Especial de Revitalização, existem desigualdades de facto, entre credores, que não resultam de normas jurídicas; 2- Desigualdades essas que, portanto, não resultam da natureza jurídica dos créditos ou dos credores seus titulares, mas de razões de mercado; 3- As entidades bancárias detêm uma posição de especial importância, perante a entidade que procura reestruturar o seu crédito, adveniente da especial necessidade de financiamento da entidade devedora junto dessas entidades; 4- Bem como do sistema de informação vigente no setor financeiro em geral, e bancário em especial, que afeta gravemente o acesso ao crédito a quem for alvo de registo de incumprimento, por pouco relevante que seja; 5- As particularidades da atividade bancária, consistentes na facilidade de acesso à informação e na indisponibilidade para assumir riscos no crédito porventura compreensível), com a consequente recusa da sua concessão se for detetado algum risco de incumprimento, conjugadas com a absoluta necessidade de financiamento por parte dos agentes em frágil situação económica, conferem aos bancos uma força negocial que não tem comparação com qualquer outro credor comum; 6- Força essa que leva a que, com essas entidades, não existe verdadeira negociação, mas imposição unilateral de condições; 7- É por esta ordem de razões, de mercado, que, no âmbito dos PER’s, as propostas de amortização do passivo bancário surgem habitualmente em condições mais favoráveis ou muito mais favoráveis) que as do pagamento aos credores comuns; 8- Não se tratando de uma questão de enquadramento jurídico, trata-se, contudo, de uma realidade do mercado, que se impõe objetivamente ao devedor, porque totalmente alheia à sua vontade; 9- Ora, esta realidade deve ser atendida pelo tribunal na sua ponderação de homologar, ou não, o plano de recuperação; 10- Devendo ser qualificada como razão objetiva, para efeitos da diferenciação admitida no art.