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Diga-se, desde já, que o Discurso fundamentador da decisão recorrida assentou praticamente em exclusivo na verificação se os reclamados danos patrimoniais se mostravam indemnizáveis, nomeadamente à luz do Atraso da Justiça, sendo que as Autoras, aqui Recorrentes, logo na PI afirmaram que "os factos descritos foram causa adequada de avultados prejuízos patrimoniais e não patrimoniais sofridos pelas Autoras.”  	Já em sede recursiva, afirmaram as Autoras relativamente aos danos não patrimoniais: 	"Com efeito, em ações de responsabilidade fundadas em atrasos na administração da justiça e violação dos artigos 20 n. 1 da CRP e 6 § da CEDH – como é também o caso patenteado nos presentes autos –, presume-se a existência de um dano moral relevante, embora se admita prova do contrário e independentemente de o lesado poder vir a demonstrar que, para além desse dano presumido, outros danos patrimoniais e não patrimoniais ocorreram.