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Note-se que, como refere Paulo Pinto de Albuquerque4, "A condenação pelo crime em processo pendente pode ter lugar durante o período da suspensão ou depois do fim do período de suspensão, se o processo criminal já estiver pendente à data em que finda o período de suspensão e o incidente de revogação tiver ficado suspenso até à decisão final do processo criminal artigo 57, n. Isto é, só depois do trânsito da decisão condenatória ela pode ser tida em conta para o efeito da revogação da suspensão, por força do princípio da presunção de inocência acórdão do TEDH Böhmer Alemanha e Miguez Garcia e Castela Rio5, 2014: 334, anotação 1 al ao artigo 56”; e, por outro lado, "Caso se encontre pendente processo criminal por factos ocorridos no decurso da suspensão, o tribunal que aplicou a pena de suspensão deve ordenar a suspensão do incidente de revogação da suspensão até que seja proferida decisão final no dito processo”  Ora, é precisamente neste momento – após a execução traduzida no decurso do período de suspensão fixado na sentença – que se mostra curial considerar a existência de um prazo de prescrição da pena de substituição.