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864 do P., que: no «caso de imóvel arrendado para habitação, dentro do prazo de oposição à execução, o executado pode requerer o diferimento da desocupação, por razões sociais imperiosas, devendo logo oferecer as provas disponíveis e indicar as testemunhas a apresentar, até ao limite de três» n.; o «diferimento de desocupação do locado para habitação é decidida de acordo com o prudente arbítrio do tribunal, devendo o juiz ter em considerações as exigências da boa-fé, a circunstância de o arrendatário não dispor imediatamente de outra habitação, e o número de pessoas que habitam com o arrendatário, a sua idade, o seu estado de saúde e, em geral, a situação económica e social das pessoas envolvidas, só podendos ser concedido desde que», «tratando-se de resolução por não pagamento de rendas, a falta do mesmo se» dever «a carência de meios do arrendatário, o que se presume relativamente ao beneficiário de subsídio de desemprego, de valor igual ou inferior à retribuição mínima mensal garantida, ou do rendimento social de inserção», ou ser o arrendatário «portador de deficiência com grau comprovado de incapacidade superior a 60%» n.; e, no caso de diferimento decidido com base na falta de pagamento de rendas, «cabe ao Fundo de Socorro Social do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social pagar ao senhorio as rendas correspondentes ao período de diferimento, ficando aquele sub-rogado nos direitos deste» n..