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Ainda assim, como mero obiter dictum, tendo-se analisando o percurso argumentativo assumido no acórdão recorrido, para fundamentar a improcedência da ilegitimidade do assistente/demandante, arguida pelo ora recorrente AA, diremos que o acórdão recorrido ao acentuar que sendo o assistente, no momento da prática dos factos, quem "detinha/possuía”, o veículo automóvel que conduzia e usava, e de que necessitava, como médico, para se deslocar para o trabalho e para situações em que é chamado de emergência, não deixa de atribuir ao assistente/demandante a disponibilidade da fruição das utilidades da coisa, com um mínimo de representação jurídica que justifica a tutela penal.