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de 09-12-2010 deste Supremo Tribunal, que invadam o domínio de uma questão de direito essencial.”  À luz destas considerações e revertendo para o caso em presença, sem grande dificuldade se percebe que a matéria que consta destes pontos não provados e que a Recorrente pretende que se considere provada, tem natureza conclusiva, apenas podendo ser alcançada com recurso a factos concretos que o revelem e que em parte são por ela invocados e estão concretizados nos factos já tidos como provados, que se referem ao efetivo comportamento da R. após o sinistro – factos provados 26 a 3  Saber se a R. protelou a situação; se prestou informação errada à A. para se abster de pagar uma indemnização; se criou na A. uma representação errónea da situação de forma consciente para evitar que a A. desse início a diligências tendentes à obter uma indemnização; se quando propôs o pagamento dos valores, numa tentativa de findar o assunto era para que não se descobrisse que havia estado a ludibriar a A., tudo isto são conclusões que apenas podem resultar de factos concretos que as revelem.