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Se atendermos à sua função, surgem outras classificações, podendo distinguir-se entre juros remuneratórios exprimem o rendimento do; juros compensatórios visam corresponder à simples privação do; juros moratórios devidos a título de reparação pelo incumprimento tempestivo de uma obrigação pecuniária); e os juros indemnizatórios que se relacionam sobretudo com o não cumprimento definitivo de uma obrigação).6 Os juros compensatórios como referia Vaz Serra têm a função de completar a indemnização devida, compensando o prejudicado do ganho perdido até que tenha conseguido a reintegração do seu direito; sendo assim, na realidade, um capital suplementar justificado pelo dano BMJ, 8, p.. Ou seja, dito de outro modo, como refere Menezes Leitão também citado pela, os juros remuneratórios/compensatórios «destinam-se a proporcionar ao credor um pagamento que compense uma temporária privação de capital, que ele deveria ter suportado.»7 Sucede que na situação em apreço, apelada não sofreu nenhuma privação temporária de capital que não deveria ter sofrido, o que se verifica é que o património da apelada constituído pelos veículos apreendidos sofreu uma desvalorização por terem sido usados pelo Estado que os tinha à sua ordem por via da apreensão judicial de que foram alvo.