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Na sentença recorrida, seguindo-se os ensinamentos de Antunes Varela, considerou-se não ser exigível o erro do solvens no acto do cumprimento e, assim, mesmo considerando que os autores sabiam não ser devida a totalidade da quantia exigida, consideraram-se preenchidos os requisitos previstos no artigo 476:, n. 1, do Código Civil, explicitando-se a fundamentação jurídica para tal, com a seguinte fundamentação: " No caso em apreço, apesar dos autores entenderem que o pagamento do montante de €6193,62, no acto da escritura de compra e venda, não era devido porquanto já tinham entregue à sociedade insolvente o valor de €2433,87 e €8301, 61, a titulo de sinal inicial, e ainda o valor de €6375,12 pago mensalmente desde Junho de 2000 até Fevereiro de 2012, em cumprimento da clausula 2, n 3 do contrato promessa outorgado em 11 de Maio de 2000 e referente a reforço do sinal, optaram por pagar esse valor à massa insolvente com receio de perder a fracção onde já moravam há alguns anos como resulta expressamente dos email enviados pelos AA.