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O Requerido apresentou oposição, pugnando pela improcedência da providência cautelar por não se verificarem os seus requisitos, alegando, relativamente ao fumus boni iuris alegado pelo Requerente que o ato impugnado é totalmente conforme à lei, não enfermando de qualquer vício, porquanto não se está perante um horário individualmente acordado nos termos do artigo 21, n. 4 do Código do Trabalho, mas antes perante um horário de trabalho da Requerente que foi determinado pela Requerida, estribado no exercício da "potestas organizatoria” que lhe é reconhecida, em respeito pelo horário de período de funcionamento do Serviço de Medicina Física e Reabilitação, na proteção do interesse público, sem que o mesmo tenha sido objeto de acordo entre as partes em causa; por outro lado, alega que a decisão posta em crise pela Requerente teve como base também critérios de oportunidade de crescimento do serviço e satisfação dos interesses dos doentes, de sustentabilidade do serviço, proteção do interesse público, justiça e equidade no acesso ao direito de formação, descanso, vida familiar dos demais trabalhadores da Requerida e colegas profissionais da aqui Requerente, sem que tal alteração tenha sido efetuada para punir a Requerente ou se mostre manifestamente infundada e arbitrária; além disso, a deliberação em crise foi praticada pela Requerida em respeito pela legislação vigente aplicável, dando cumprimento aos requisitos procedimentais aplicáveis, no exercício de um direito próprio e na senda da proteção do interesse público, não tendo sido violado qualquer direito ou interesse legalmente protegido da Requerente, não estando cumprido pela mesma o ónus da prova de acordo individual e/ou essencialidade do horário de trabalho aquando da contratação, falindo assim o requisito do fumus boni iuris.