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Inconformados com este acórdão dele interpuseram recurso para este Supremo Tribunal de Justiça o Ministério Público e a arguida AA, que motivaram, concluindo nos seguintes termos: transcrição):   O Ministério Público:  «1 - Considerando o tempo, entretanto, decorrido desde a prática dos factos - mais de 10 anos - e mantendo a arguida AA boa conduta, consubstanciada, designadamente, no facto de não ter antecedentes criminais, ser considerada por familiares e pessoas do seu meio como boa pessoa e excelente mãe, tendo inclusive deixado a sua profissão de  para se dedicar à educação dos filhos e às tarefas domésticas, ser seguida em consultas regulares de Psiquiatria e ter o apoio incondicional da sua família, deveria o tribunal a quo ter atenuado especialmente a pena aplicada à mesma, relativamente ao crime de homicídio previsto no art.