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2) A decisão condenatória coloca claramente o acento decisivo quanto à questão da autoria do crime de tráfico de estupefacientes pelo recorrente AA nas transcrições das escutas telefónicas de um individuo que se autointitulava por "FF”, nos depoimentos testemunhais que corroboram a tese de o "FF” ser alguém que tapava a cara com um gorro para proceder às transacções de produto estupefaciente e das vigilâncias operadas pelos OPC´s que evidenciam o uso do gorro pelo recorrente AA em oito ou nove circunstâncias de contacto directo com os consumidores referenciados de produto estupefaciente, que serviram para criar a ilusão de que o recorrente seria a autor material de todos os actos de traficância que lhe foram imputados.