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Do objecto do recurso   Indemnização pelo dano biológico – questões e  Nas conclusões 2 a 10 das suas alegações, a Recorrente R. sustenta que «será devida uma quantia a título de dano biológico, quantia essa que nunca poderá ser inferior a € 2000,00», alegando que «é um dano autónomo tout court», apresentando essencialmente os seguintes argumentos: a) «O que está aqui em causa não é o sofrimento ou a deformação corporal em si, mas antes a impossibilidade de utilizar o seu corpo de forma absoluta»;  b) «a afectação da sua potencialidade física determina uma irreversível perda de faculdades da A.»; ) «O Défice Funcional Permanente de Integridade Físico-psíquica de quatro pontos de que a A. ficou a padecer é pois um dano corporal, o chamado dano biológico»; ) «a mera necessidade de um maior dispêndio de esforço e de energia, mais traduz um sofrimento psicossomático do que, propriamente, um dano patrimonial»; e) «a lesão corporal sofrida em consequência de um acidente de viação constitui em si um dano real ou dano-evento, designado por dano biológico, na medida em que afeta a integridade físico-psíquica do lesado, traduzindo-se em ofensa do seu bem "saúde”».