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Na verdade, consideramos não fundamentada, deficiente, obscura, contraditória e carecida de ampliação a matéria de facto: - no ponto , quando se diz que o Requerido tem um "marcado atraso no seu desenvolvimento”, o que é vago e até contraditório com a afirmação de que padece de debilidade mental, já que esta corresponde a um grau leve da doença mental/psiquiátrica de que padece, a oligofrenia, a qual pode ser definida, grosso modo, como um défice da capacidade intelectual ou cognitiva do indivíduo, que tem sido tradicionalmente dividida em três subgrupos, consoante o grau de intensidade grau leve, moderado ou; no primeiro caso, estão os indivíduos com uma inteligência ou capacidade cognitiva limítrofe/próxima da normal ou padrão, sem grandes reflexos nas capacidades sociais, que pode chegar a permitir a aprendizagem da leitura e escrita; - ponto , que tal doença limita o Requerido em múltiplas áreas da sua vida, sem concretizar quais, deixando-o totalmente dependente de uma supervisão e cuidados a cargo de terceiros; - no ponto , que o Requerido não consegue ler, escrever, nem assinar o seu nome, o que não se mostra devidamente comprovado; - no ponto , que o Requerido não sabe ver as horas num relógio e não se orienta no espaço para além do perímetro da instituição onde reside, o que também não foi comprovado, nem percecionado pelo julgador ou médico psiquiatra; - no ponto , que o Requerido frequenta atividades na instituição, não se explicitando de que atividades se trata, concretizando minimamente o grau de participação nas mesmas.