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Aliás, o Tribunal recorrido teve até o cuidado de realçar que "nenhum facto ou acto foi apurado, nomeadamente em julgamento, que mereça ser qualificado como arrependimento ou mudança de comportamento”; que não apurou "apesar do arguido estar preso preventivamente à ordem dos autos, nenhum concreto juízo de censura por parte do arguido relativamente aos factos que praticou; que não identificou, "com excepção do seu bom comportamento prisional, qualquer atitude do arguido posterior ao crime que nos indique que interiorizou o desvalor da sua conduta, seja ao nível da acção, seja do resultado.”  Assim, as exigências de prevenção especial, tal como as de prevenção geral, não podiam deixar de ser consideradas muito elevadas, o que a par do elevadíssimo grau de ilicitude e de culpa, impõem que se considere que a pena fixada de 20 anos de prisão - dentro da moldura penal abstracta que tem como limite mínimo 16 anos de prisão e como limite máximo 25 anos de prisão – não é excessiva, antes adequada e proporcional, não havendo qualquer fundamento para que a mesma seja reduzida.