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Esta regra, que exige o resultado para a constituição da obrigação de pagamento, tem exceções, como a que resulta do n. 2 do artigo 19 deste diploma, o qual, apesar de lapsos na redação, determina que "no contrato de mediação celebrado em regime de exclusividade, com o proprietário do bem imóvel ou com o arrendatário trespassante, se o contrato visado não se concretizar por causa imputável ao cliente da empresa mediadora, esta tem direito à remuneração.” Higina Orvalho Castelo, Obra cit, pag 1  Esta norma, para operar, sendo o pagamento exigível mesmo que se não concretize o contrato visado, apresenta os seguintes pressupostos, como decorre da sua letra:  1 -- que o contrato de mediação tenha sido celebrado com o proprietário ou o arrendatário trespassante do bem imóvel; 2 -- que tenha sido acordado o regime de exclusividade; 3—e que a não concretização do negócio visado tenha causa imputável ao cliente e logo, pelo menos, que mediadora tenha angariado interessado resoluto na celebração do negócio em condições de o.   Com esta norma não se pretende transferir o risco do negócio de mediação para o comitente ou solicitante o cliente da, mas defender a mesma dos comportamentos deste que violem o contrato celebrado entre ambos, mantendo a obrigação de pagamento da remuneração nos casos em que podia e devia ter celebrado o contrato definitivo e o não fez.