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Por outro lado, mesmo que não ocorra a alteração da matéria de facto, o recorrente continua a defender que, em face da prova produzida nos autos, terá de concluir-se que o peão não violou qualquer norma estradal, tendo o acidente ocorrido única e exclusivamente por culpa do condutor do JL, devendo a Seguradora ser condenada na proporção de 100%, argumentando, em síntese, que: - a velocidade excessiva que o condutor imprimiu ao veículo e a invasão da faixa de rodagem contrária foram elementos determinantes na eclosão do sinistro; - o condutor do JL poderia e deveria ter avistado o peão a cerca de 191 metros de distância, quando este se aproximava do eixo da via; - o condutor do JL, caso conduzisse com atenção e perícia, e adequando a velocidade e a condução à estrada e ao trânsito, teria tempo e espaço para avistar o peão e reagir de forma a abrandar e parar no espaço visível e livre à sua frente.