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Caso, assim, se não entenda:  - Mesmo que se verifique a existência de um ónus de impulso processual, ainda assim, importará que a não actuação do mesmo se fique a dever à omissão da diligência do homem normal um bom pai de família), em face das circunstâncias do caso concreto, o que, manifestamente, não sucede no caso em apreço;  - Os documentos, em causa, eram documentos que o A. não tinha na sua posse e para cuja obtenção estava dependente de terceiras entidades, e mais, concretamente, dos serviços do Arquivo Distrital P e da Câmara Municipal de ;  - No despacho que julga deserta a instância, o julgador tem de apreciar se a falta de impulso processual se ficou a dever à negligência das partes, o que significa que tem de efectuar uma valoração do comportamento das partes, de modo a poder concluir se a falta de impulso em promover o andamento do processo, resulta, efectivamente, de negligência destas;  - Para formular tal juízo prudencial, deverá o julgador ouvir as partes, de forma a poder avaliar se a falta de impulso é imputável ao comportamento negligente de alguma delas, bem como, e por força do princípio da cooperação, alertar as partes para as consequências gravosas que possam advir da sua inércia em impulsionar o processo, decorrido que seja o prazo fixado na lei, agora substancialmente mais curto.