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23 – Assim, temos que pelo lapso temporal de mais de um século, tem vindo a ser a própria comunidade, enquanto coletividade de pessoas, que são os mencionados compartes da A., habitantes de , quem exercem sobre os terrenos situados a norte da linha descrita nos pontos 3 e 4 dos factos provados, como coisas comuns, usufruídas por eles, os correspetivos e aludidos actos de posse comunitária, 24 - Revelando-se por isso os exclusivos titulares de uma realidade jurídica, definida como posse útil ou direito de gozo e fruição nos termos, de harmonia e com a abrangência a que se reportam os doutos Acórdãos do STJ citados supra.