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Fundamentação      A-Factos      Na sentença impugnada, foram considerados os seguintes factos:    1-O requerido BB é uma pessoa singular, maior, natural de Curragh, Irlanda, de nacionalidade irlandesa, estando casado com , no regime da separação de bens;    2- Por escritura pública de compra e venda e mútuo com hipoteca, celebrada, em 11 de dezembro de 2007, no cartório notarial de Lisboa, a cargo da notária Raquel Salgueiro Palma Dorotêa, de folhas 12 a folhas 14 verso, do livro de notas para escrituras, n -A, do referido cartório, e respetivo documento particular, nos termos do n 2 do artigo 64 do Código do Notariado, que a integra, o ora requerido BB constituiu a favor do requerente Banco AA, S.A. hipoteca voluntária sobre a fração autónoma, individualizada pelas letras "”, afeta exclusivamente a habitação, correspondente ao apartamento n ,  andar, com direito exclusivo ao uso de lugar de estacionamento de viaturas, localizado na cave e identificado com o número , do prédio urbano, constituído em regime de propriedade horizontal, sito em Quintão ou Pontal ou Portal, avenida V6, edifício , freguesia e concelho de Portimão, descrito na Conservatória do Registo Predial de Portimão, sob o n  da dita freguesia e inscrito na respetiva matriz sobre o artigo ;     3- Garantido pela supra identificada hipoteca voluntária, o requerente Banco AA, S.A. concedeu ao requerido BB, a seu pedido, um empréstimo de €100000, para efeito de aquisição do imóvel;    4- Para além de garantir o pagamento da quantia mutuada, a mencionada hipoteca voluntária ficou ainda a garantir o pagamento dos respetivos juros, à taxa anual efetiva de 5,08%, acrescidos de uma sobretaxa de 4% ao ano, em caso de mora, despesas judiciais e extrajudiciais, fixadas para efeitos de registo em €320,000, tudo até ao montante máximo de €14739,20;     5 - A mencionada hipoteca voluntária encontra-se registada a favor do requerente Banco AA, S.A., pela inscrição identificada com a Ap.