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-- Da Impugnação da Decisão sobre a Matéria de Facto --a. 	O Tribunal a quo fundamenta a sua convicção, em suma, no princípio da livre apreciação da prova, conferindo particular relevância, para além da prova directa, à prova indirecta ou indiciária, como bem decorre do Acórdão recorrido: "Efectivamente, a lei processual penal consagrou, como basilar, o princípio da livre apreciação da prova, na medida em que o julgador não está vinculado «a critérios legais de valoração probatória pré-estabelecidos», ou seja, «não vigora o princípio da tipicidade dos meios de prova ou da prova tarifada, antes o princípio da liberdade da prova»” "Essa actividade de valoração probatória e consequente fundamentação está, assim, subordinada às regras da lógica, da razão e da experiência comum, assente num quadro de razoabilidade e normalidade das coisas, segundo os padrões de um homem de cultura média, temperado pelas regras legais e seus princípios orientadores, na perspectiva de alcançar um juízo valorativo suficientemente consistente, que permita atingir a verdade material”.