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281, "conducente à deserção da instância, consubstancia-se numa situação de inércia imputável à parte, ou seja, em que esteja em causa um ato ou atividade unicamente dependente da sua iniciativa” sendo que "na apreciação do condicionalismo da deserção da instância é importante que se ponderem globalmente as diversas circunstâncias, quer as de ordem legal, quer as que se ligam ao comportamento da parte onerada com a iniciativa de dinamizar a instância”3 havendo que ter cuidado "na situação em que a identificação, a incidência ou a exigência do impulso processual não sejam evidentes ou quando sejam equivocas as consequências decorrentes da inércia, a justificar um sinal mais solene do ónus e/ou dos efeitos que serão extraídos do seu incumprimento   A deserção da instância resulta da falta, negligente, de impulso da parte em promover o andamento do processo quando lhe incumbe fazê-lo Funda-se "no princípio da auto-responsabilidade das partes, encontrando a sua razão de ser no facto de não ser desejável, numa justiça que se pretende célere e cooperada, que os processos se eternizem em tribunal, quando a parte se desinteressa da lide ou negligencia a sua atuação, não promovendo o andamento do processo quando lhe compete fazê-lo”, assentando "na omissão negligente da parte em promover o andamento do processo quando apenas a ela lhe incumba fazê-lo) e na paragem da sua marcha globalmente, constituindo-se este como um resultado casualmente adequado daquela atitude omissiva” Situações como o esclarecimento, por parte dos intervenientes processuais, quanto a terem ou não alcançado a solução consensual para o litígio em causa nos autos não correspondem a um ónus de impulso processual, e muito menos um que seja "especialmente imposto pela lei às partes”, como se ressalva no art.