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Sempre que a convicção seja uma convicção possível e explicável pelas regras da experiência comum, deve acolher-se a opção do julgador, até porque o mesmo beneficiou da oralidade e imediação da recolha da prova.”11  Conforme se esclarece ainda noAcórdão desta mesma Relação de Lisboa 9 secção) de 08-10-2015,proferida no proc n 220/13PBAMD.L1-9, in dgsi.pt:  "-O recurso em matéria de facto, não pressupõe uma reapreciação pelo tribunal de recurso do complexo dos elementos de prova produzidos e que serviram de fundamento à decisão recorrida, mas apenas uma reapreciação sobre a razoabilidade da convicção formada pelo tribunal a quo, relativamente à decisão sobre os concretos pontos de facto que o recorrente considere incorrectamente julgado, fazendo referência expressa às concretas passagens/excertos das declarações, que, no seu entendimento, imponham decisão diversa da assumida, desde que transcritas, na ausência de consignação na acta do início e termo das declarações, ou da renovação das provas nos pontos em que entenda que esta deve ocorrer;  -Não basta ao recorrente enunciar a sua pretensão quanto a um determinado resultado final em termos de facto ou de direito g. da prova produzida não resultam provados os factos do tipo legal ou não se provou o crime, pelo que deve ser, de tal modo que fosse o tribunal superior, oficiosamente a retirar conclusões sobre quais os factos e provas concretas que se ajustariam à sua pretensão final e dentro destas, quais as passagens relevantes, depois de ouvir a prova gravada na íntegra, uma vez que o recurso da matéria de facto fundado em erro de julgamento não visa a realização, pelo tribunal "ad quem”, de um segundo julgamento, mas apenas a correção de erros relevantes evidentes e óbvios) na apreciação e ou aquisição da prova produzida em sede de primeira instância.”   Por isso é que é absolutamente fundamental que no recurso interposto da matéria de facto, nos termos do art 412 n 3 do CPP, o recorrente identifique os concretos factos cuja alteração pretende e as concretas provas que impunham a requerida alteração, não cabendo a este Tribunal de recurso refazer o julgamento, ouvir toda a prova e voltar a decidir.