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Factos dados como provados na sentença: A)	Em 18 de Outubro de 2010, a Autora tomou conhecimento da deliberação do Conselho de Administração da Entidade Demandada de 14 de outubro de 2010; B)	Em 4 de Novembro de 2010, a Autora deu entrada no Ministério da Saúde do recurso tutelar do acto de 14 de outubro de 2010; )	Em 31 de Março de 2011, o Senhor mandatário da Autora foi notificado de que o Senhor Secretário-Geral do Ministério da Saúde havia negado provimento ao recurso tutelar interposto da deliberação de 14 de outubro de 2010 por confissão); )	Em 9 de Junho de 2011, a presente ação deu entrada neste Tribunal.Direito Nos presentes autos, a Recorrente insurge-se contra a decisão que considerou caduco o seu direito de agir, insistindo, por um lado, que os vícios imputados ao ato determinam a sua nulidade e, por outro lado, que houve uma decisão administrativa expressa sobre o recurso tutelar apresentado pela Recorrente e, como tal, que o prazo de impugnação contenciosa esteve suspenso desde a data de interposição do mesmo até à notificação da respetiva decisão.