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O sistema comum do IVA garante, por conseguinte, uma neutralidade perfeita quanto à carga fiscal de todas as atividades económicas, independentemente dos respetivos fins ou resultados, desde que essas atividades estejam, em princípio, elas próprias sujeitas a IVA Acórdãos de 10 de novembro de 2016, Baštová, -432/15, EU::2016:855, n.o 42 e jurisprudência referida, e de 18 de março de 2021, A. Exercício do direito a dedução), -895/19, EU::2021:216, n.o 3 50 A esse título, em primeiro lugar, resulta do artigo 16o da Diretiva IVA que, para poder beneficiar do direito a dedução, é necessário, por um lado, que o interessado seja um «sujeito passivo», na aceção desta diretiva, e, por outro, que os bens ou os serviços invocados para fundamentar esse direito sejam utilizados a jusante pelo sujeito passivo para os fins das suas próprias operações tributadas e que, a montante, esses bens sejam entregues ou esses serviços sejam prestados por outro sujeito passivo Acórdãos de 5 de julho de 2018, Marle Participations, -320/17, EU::2018:537, n.o 26 e jurisprudência referida, e de 3 de julho de 2019, The Chancellor, Masters and Scholars of the University of Cambridge, -316/18, EU::2019:559, n.o.