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3 Em relação à referida conta bancária, foram registados os seguintes movimentos: Em 012015, a conta foi creditada através de depósito em numerário, no valor de € 5000,00 cinquenta, efetuado pelos VO e EF, que justificam a proveniência dos fundos como sendo donativo da Igreja Católica à Associação Anti-Trafficking Centre, ATC; No dia 112015, os arguidos VO e EF emitiram ordem de pagamento no valor de € 5000,00 cinquenta, com destino a Itália e a favor de uma entidade designada Mondial Suole, S.P.A; No dia 112015, a conta foi creditada por transferência proveniente de Itália, no valor de € 5000,00 cinquenta, ordenada por Mondial Suole, S.P.A, cujos detalhes referiam tratar-se de restituição de fundos por erro bancário; No dia 212015, os arguidos emitiram ordem de pagamento no valor de € 3000,00 trinta, com destino à Alemanha, a favor de uma entidade designada como Hexagon; No dia 212015, os arguidos efectuaram um levantamento em numerário, no valor de € 1550 dezanove , quinhentos e cinquenta; Nessa mesma data, a conta foi creditada por transferência proveniente da conta bancária com o IBAN GB , sedeada em Londres, no Reino Unido, no valor de € 878,07 quatro , oitocentos e setenta e oito euros e sete cêntimos), ordenada por RB e emitida pelo Royal Bank of Scotland PLC, com o detalhe ‘Mrs W B’; Logo no dia seguinte, os arguidos procederam ao levantamento da quantia de € 400 quatro e quatrocentos, em numerário; No dia 112015, o Royal Bank of Scotland PLC solicitou a devolução dos fundos, alegando que o seu cliente tinha sido vítima de fraude e que o arguido, beneficiário da referida transferência, não tinha direito a esse pagamento, o que já não foi possível, porquanto os fundos já tinham sido movimentados; ix.