Legal Document Excerpt:

Aqui chegados, tudo visto e ponderado, inevitável é assim e em última instância "menosprezar” a confissão judicial dos RR/devedores  de resto,, porque se os RR confessam nos autos que na realidade não pagaram à vendedora o preço devido, logo acrescentam que assim agiram apenas porque a vendedora dele prescindiu , e , daí que, pretendendo o Autor da aludida confissão beneficiar/aproveitar, teria que igualmente reconhecer/aceitar o facto desfavorável  que a vendedora prescindiu do preço, ou ,então alegar e provar a inexactidão deste último,isto em face do chamado princípio da indivisibilidade consagrado no art 360, do , o qual reza que " Se a declaração confessória, judicial ou extrajudicial, for acompanhada da narração de outros factos ou circunstâncias tendentes a infirmar a eficácia do facto confessado ou a modificar ou extinguir os seus efeitos, a parte que dela quiser aproveitar-se como prova plena tem de aceitar também como verdadeiros os outros factos ou circunstâncias, salvo se provar a sua inexactidão” .