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Alegou, em suma, o seguinte: · No exercício da sua actividade de financiamento para aquisição a crédito de veículos automóveis, financiou o Requerido na aquisição do veículo automóvel de marca Ford, modelo TRVAN350L4TRE, com a matrícula -SZ-, vendido pela FORD LUSITANA, S.A., nos termos do Contrato de Financiamento para Aquisição a Crédito n.  ; · Para garantia do reembolso do valor financiado, foi constituída uma reserva de propriedade a favor do vendedor do veículo, FORD LUSITANA, S.A., até que se mostrasse liquidado, na íntegra, o contrato de financiamento celebrado ; · A FORD LUSITANA, S.A. cedeu à Requerente, com o consentimento do Requerido, a titularidade da referida reserva de propriedade, nos termos da cláusula 1 das Condições Particulares e da cláusula B. das Condições Gerais do Contrato supra mencionado ; · O preço total da viatura foi de € 2540,52, tendo o Requerido efectuado um desembolso inicial de € 000,00 ; · não podendo ou não querendo desembolsar a totalidade do valor da aquisição, o Requerido recorreu ao financiamento para aquisição a crédito, o que a Requerente se dispôs a conceder-lhe, tendo-lhe financiado a quantia de € 2540,00 ; · Na cláusula 9 das Condições Particulares e no Plano de Amortizações do mencionado contrato, o prazo do reembolso foi fixado pelas partes em 60 meses, mediante 60 prestações mensais iguais e sucessivas no valor de € 503,30 cada uma ; · o Requerido deixou de proceder ao pagamento das prestações contratualmente estabelecidas no âmbito do contrato junto sob Doc.1 em 21/11/2018, correspondente à 1 prestação ; · pelo que a Requerente procedeu à resolução do Contrato de Financiamento ; · todavia, além de não ter regularizado os valores em dívida, até à presente data, o Requerido também não entregou à Requerente o mencionado veículo automóvel ; · Nos termos contratuais, a Requerente tem direito a receber todas as prestações vencidas e não pagas, ou seja, todo o montante financiado que não tinha ainda sido reembolsado pelo Requerido, na data da resolução do mencionado contrato; · Por outro lado, é admissível o acordo de reserva de propriedade entre o vendedor e o adquirente dos bens, nos termos da parte final do n. 1 do artigo 40 do Código Civil, que permite "ao alienante reservar para si a propriedade da coisa até ao cumprimento total ou parcial das obrigações da outra parte ou até à verificação de qualquer outro evento” ; · De acordo com o prescrito nos artigos 58 e 59 do Código Civil, com conhecimento e consentimento do Requerido, a FORD LUSITANA, S.A. cedeu à Requerente a reserva de propriedade constituída com vista ao cumprimento integral do contrato de financiamento, ao abrigo do disposto na parte final do n. 1 do artigo 40 do Código Civil.