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Antes de mais, constata-se que, na motivação da decisão sobre a matéria de facto, o tribunal recorrido faz notar «) que quando se fala de programação não estamos a pensar na programação de um computador, mas na introdução de dados numa máquina a para que esta produza a fieira, sendo que se os primeiros dados era os fornecidos pela Direcção de industrialização do Produto, os dados que eram introduzidos após a realização dos testes que não tinham tido sucesso, eram apurados pelos rectificadores de fieiras e novamente introduzidos na máquina para que esta produzisse uma nova fieira.» Assim, concorda-se com a Recorrente quando sustenta que o constante da alínea é ambíguo ou obscuro, na medida em que não é verdade que o autor fizesse programação ou computação, entendida como criação dum programa informático para operar a máquina, e não está esclarecido outro sentido inteligível.