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Neste momento impõe-se ponderar todos os factos no seu conjunto, como seja a actividade delituosa do arguido, seja no que respeita à natureza dos crimes praticados, seja no que respeita à sua gravidade, data da prática, circunstâncias do seu cometimento, com vista a decidir se o juízo de prognose favorável formulado na sentença aqui proferida foi, ou não, infirmado neste sentido, vide a jurisprudência citada na douta promoção de fls.. Aqui chegados, considerando o numero de ilícitos cometidos após o transito em julgado da sentença proferida nestes autos, que a actividade delituosa que motivou aquelas outras condenações se manteve em quase todo o prazo porque perdurou o período de suspensão – o primeiro consumou-se dois meses após o trânsito e o ultimo cerca de cinco dias antes do termo do aludido prazo- "a idêntica natureza do crime de detenção de arma proibida e a diversidade – por reporte aos bens jurídicos protegidos - dos demais crimes praticados, o elevado grau de indiferença manifestado pela condenação nestes autos sofrida e a ausência de qualquer justificação para o seu cometimento, denotadora de manifesta falta de interiorização do carácter censurável da sua conduta e de uma personalidade que não se deixa influenciar pelas penas anteriormente sofridas, afigura-se-nos claro que já não é possível fazer um juízo de prognose favorável, quanto ao comportamento futuro do condenado, impondo-se a conclusão de que as finalidades que estiveram na base da opção pela suspensão da execução da pena sujeita, para mais, a regime de, não puderam, por meio dela, ser alcançadas” sic fls.. Nem se diga, como pretende o arguido, que neste momento se encontra a trabalhar e, por isso, reverteu o seu percurso de vida.