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Todavia e porque, tal como ensinam Mota Pinto12 e Pires Lima e Antunes Varela13, neste último artigo, adotou-se, simultaneamente, os critérios da receção e do conhecimento bastando, por isso, que a declaração chegue ao poder do destinatárioa), caso em que se presume júris e de jure o conhecimento, ou se prove o conhecimento por, do teor da declaração que lhe foi diretamente dirigida, dispensando-se, neste caso, a prova da receção da declaração, não podemos deixar de enfrentar a questão de saber se do facto da autora, na sequência das duas cartas que a ré enviou ao falecido marido da autora, em 12 de março de 2015, a comunicar a falta de pagamento de prémios e que procederia à anulação das adesões em 11 de abril de 2015, ter formulado juntamente com o seu falecido marido, no dia 16 de abril de 2015, um pedido dirigido à ora ré no sentido de pagarem os valores em débito para com esta, num total de 24 prestações mensais, se pode concluir, tal como o fez a maioria do Coletivo, que a autora teve conhecimento pagamentos em falta e da anulação das apólices.