Legal Document Excerpt:

K. Quanto ao facto de o Recorrido ter tido conhecimento do cancelamento do Título de Residência do Recorrente no ano de 2013 e só ter iniciado a revisão do ato de concessão da nacionalidade portuguesa daquele no ano de 2017, diremos, à semelhança do já referido em sede de Contestação, que a decisão de cancelamento do aludido Título de Residência, por ter sido impugnada pelo aqui Recorrente, apenas se tornou definitiva em 16 de novembro de 2015 data do trânsito em julgado do acórdão do TCA Norte de 9 de outubro de, pelo que só a partir dessa data a CRC podia rever a situação de concessão da nacionalidade portuguesa do Recorrente;   Salientando-se, quanto ao mais, o grande volume de processos existentes na CRC, relativos a pedidos de aquisição da nacionalidade portuguesa, para análise e decisão;   Perante a realidade dos factos considerados provados pela sentença recorrida e aceites pelo Recorrente, não se verifica qualquer violação a direitos fundamentais daquele nem o mesmo concretiza os aspetos em que tal violação poderia ter ocorrido, pelo que também aqui lhe não assiste razão;  N. Diremos, por fim, que a sentença recorrida fez uma correta interpretação da lei e está bem fundamentada, não merecendo qualquer reparo, devendo, por isso, manter-se na ordem jurídica".