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E o legislador constitucional, também, não esclarece o intérprete, neste particular, continuando, por simples decalque em relação à lei ordinária, a utilizar a expressão ambígua "guardar reserva”, em lugar do inequívoco e, indiscutivelmente, mais simples conceito de direito à intimidade Paulo Cunha, Teoria Geral do Direito Civil, 1972, 136 e ss..”  Recorrendo ao direito comparado, verifica-se, porém, que "o direito à reserva sobre a intimidade da vida privada, direito de resguardo, como é designado pela doutrina italiana, ou direito a uma esfera de segredo, para a teoria germânica, corresponde ao reconhecimento de uma merecida tutela quanto à natural aspiração da pessoa a uma esfera íntima de vida, ao direito de estar só right to be let, na terminologia inglesa Mota Pinto, Teoria Geral do Direito Civil, 3 edição actualizada, 209; Januário Gomes, O Problema da Salvaguarda da Privacidade antes e depois do Computador, BMJ n 319, 3, consistindo no direito de qualquer pessoa a que os acontecimentos íntimos da sua vida privada, que só a ela se referem, não sejam divulgados sem o seu consentimento, independentemente do carácter ofensivo da reputação Adriano De Cupis, Os Direitos da Personalidade, 1961, 12” citado acórdão), o que nos ajuda a densificar o aludido conceito.