Legal Document Excerpt:

Também nesse vídeo é visível a indiferença do arguido B que prossegue o seu caminho depois de conseguir que o corpo saia debaixo do veículo que conduzia;  2 Em relação aos sentimentos manifestados no cometimento do crime e fins ou motivos que o determinaram, o arguido, sem prescindir ter referido estar arrependido, demonstrou desprezo e indiferença, sem nunca ter tentado pedir desculpa pela sua conduta aos assistentes e sem reconhecer o que de facto fez; 3 Quanto à intensidade do dolo, o arguido agiu da forma descrita na factualidade dada por assente, sempre de forma deliberada, livre e consciente, bem ciente de que a sua conduta era proibida e punida pela lei penal e, ainda assim, não se abstendo de a praticar;  3 Pelo exposto, e ponderados todos estes critérios, entende os Recorrentes que o Tribunal a quo, no acórdão recorrido, fez uma interpretação errada e violou as disposições conjugadas dos artigos 132, n. 1 e 2 e 7, todos do Código Penal, ao aplicar a pena que aplicou ao arguido B, entendendo os primeiros que deve ao arguido B, ser aplicada, pela prática do crime de homicídio qualificado, p. e p. pelos artigos 131 e 132, n. 1 e 2, al.