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Por outro lado e, ainda que se conceba que à data do julgamento não tivesse encontrado tal gravação por forma a juntá-la ao processo como elemento de prova, não se compreende que não tenha diligenciado com sucesso pela sua localização ao longo de cerca de 16 anos ou que, não tenha, pelo menos, referido a sua existência durante esse período, sendo certo que o recorrente usou todas as possibilidades de impugnar o acórdão revidendo recorrendo para o Tribunal da Relação e para o Supremo Tribunal de Justiça) na instância ordinária, mas também na instância extraordinária, já que este é o  recurso de revisão que interpõe, com fundamento no artigo 44, n.1, do CPP e, ao longo de todas as instâncias recursivas utilizadas nunca juntou ou referiu tal elemento de prova, nem mesmo na sequência da sua detenção em Janeiro de 2018, altura em que se viu, efectivamente, privado da sua liberdade.