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Em suma: -nos presentes autos vem interposto recurso pelo Município de B... do despacho que concluiu  pela manutenção do efeito suspensivo isto é, pelo seu não, decorrente do artigo 103-A/do CPTA, quanto à execução da empreitada de Reabilitação e Ampliação do mercado Municipal; -o Recorrente assaca ao despacho erro de julgamento; -as empresas recorridas não contra-alegaram; -nos termos do artigo 103-A do CPTA, o efeito suspensivo automático só pode ser afastado se se demonstrar que tal é gravemente prejudicial para o interesse público ou que os danos que resultariam da sua suspensão seriam claramente superiores àqueles que resultariam do seu levantamento; -no caso posto, como decidido, o objectivo especificado pela manutenção do efeito suspensivo tem por fim a prevenção de prejuízos que possam advir da imediata execução dessa empreitada, a fim de ser assegurada a correcta defesa de interesses de ordem pública, decorrentes da protecção do interesse público, que se pretende proteger no âmbito de eventuais indemnizações que o Recorrente possa vir a pagar à Recorrida e Autora, pela não adjudicação inicial do contrato;  -o Tribunal a quo teve em consideração que poderá ainda vir a ser revogada a decisão final; -por outro lado, a circunstância de não resultar provado qualquer dano decorrente da manutenção desse efeito suspensivo é suficiente para, sem necessidade de mais ponderação, se indeferir o pedido apresentado pelo Recorrente; -tal é quanto basta para que, nos termos do artigo 103-A do CPTA, seja mantido o efeito suspensivo; -dito de outro modo, não se verificam os pressupostos normativos para o levantamento do efeito suspensivo da impugnação do acto de adjudicação contidos no citado artigo 103-A, pelo que bem andou o despacho ao indeferir o requerimento em apreço.