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7 e 8 do anexo ao relatório da inspeção tributária), o seguinte: «Citada regularmente a R. contestou, referindo que, na ocasião em que subscreveu o contrato invocado pelo A., encontrava-se numa difícil situação, em decorrência do investimento que tinha feito para aquisição dos componentes que constituíam os veículos em causa e posterior montagem, uma vez que o SNB não recebeu esses mesmos veículos, por entender que não cumpriam o caderno de encargos do respectivo concurso, ficando portanto a suportar os encargos resultantes desse negócio.// O A. conhecendo a situação da R., e insinuando-se junto do gerente e de sua família, protestando beneficiar de determinados conhecimentos referiu então que conseguiria proceder à venda desses mencionados veículos, com o recebimento imediato, circunstância que fez com que a R. viesse a aceitar tal prestação do primeiro, na tentativa de salvar a empresa da falência, subscrevendo o contrato que o A. apresentou preenchido como exigência das pessoas que possibilitariam o negócio, e que não admitiriam qualquer alteração, confiando nas promessas que lhe foram feitas.// Após a tomada de posse do novo presidente do SNB a situação alterou-se totalmente a favor da R., que passou a conseguir a venda das viaturas através de conversações entre o gerente desta e as diversas associações de bombeiros, realizando-se os contratos independentemente da colaboração do A., que fez crer àquela que a mudança de atitude do SNB se devia à sua interferência, sem que os veículos fossem pagos à vista mas de acordo com o programa normal de pagamentos estabelecido entre o SNB e as instituições.// Por entender configurar o contrato outorgado entre as partes um negócio usurário, pretende a sua anulação, com a condenação do A. na devolução da quantia recebida de € 5094,78, ou, pelo menos, modificado segundo juízos de equidade, reduzindo-se a comissão devida ao A. para 5%.».