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Na medida do que for necessário para o cumprimento dos seus deveres, o intermediário financeiro deve informar-se sobre a situação financeira dos clientes, a sua experiência em matéria de investimentos e os objectivos que prosseguem através dos serviços a prestar1 O normativo em causa aponta claramente para o dever de protecção do cliente que faz recair sobre o intermediário financeiro, a par do  dever de eficiência do mercado de capitais, alertando a jurisprudência para as exigências de elevados padrões de diligência, lealdade e transparência na concretização de tais deveres1 Como salienta o citado acórdão desta Relação de 02019, "o dever de cuidado bancário quando está em causa a negociação de produtos de valores mobiliários desdobra-se essencialmente no dever de investigar a integridade dos produtos negociados, no dever de divulgar ou advertir o cliente sobre esses mesmos produtos e no dever de recusar a prestação de certos serviços ou produtos quando os mesmos afectem a integridade desses mercados.