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Embora este exemplo não tenha na atualidade a pertinência que tinha num tempo em que os animais eram vistos exclusivamente como coisas27, destituídos de sentimentos28, aponta para que o sofrimento a compensar atinja um patamar mínimo de gravidade para que se torne merecedor da tutela do direito2 Antes de entrar na determinação concreta dos valores indemnizatórios, importa deixar bem claro que os valores e a metodologia de cálculo dos danos constantes da Portaria n 377/2008, de 26 de maio, alterada pela Portaria n 679/2009, de 25 de junho, apenas relevam em sede extrajudicial, para efeitos de apresentação da proposta razoável, como tem sido reiteradamente sustentado pelo nosso Supremo Tribunal de Justiça3 No que respeita à determinação da indemnização do dano biológico importa além disso relevar que esse valor também não se obtém pela aplicação das tabelas financeiras utilizadas para determinação dos danos patrimoniais resultantes da incapacidade parcial permanente para o exercício da profissão habitual, devendo antes ser fixado segundo juízos de equidade artigo 566, n 3, do Código, em função da idade do lesado, do seu grau de incapacidade geral permanente, das suas potencialidades de aumento de ganho em profissão ou actividade económica alternativa, aferidas, em regra, pelas suas qualificações e de outros que relevem casuisticamente como, por exemplo, o facto de o desempenho profissional do lesado estar dependente de elevados níveis de força e destreza física.