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Na verdade, e para que dúvidas não subsistam, ficou provado que a Recorrente, para além da destruição do revestimento vegetal e arbóreo, procedeu ao abate de árvores de alto porte e em maciço, numa extensão de 160,000 m Ora, ainda que se pudesse duvidar da qualificação dos trabalhos de "destruição do revestimento vegetal e arbóreo”, a verdade é que os trabalhos de "abate de árvoresde alto porte e em maciço”, no grau e extensão apurados, nada tem que ver com a tarefa de desmatação e limpeza que incumbe sobre os proprietários dos terrenos à luz do artigo 15 do Decreto-Lei n. 124/2006, de 28 de junho, e artigo 153 da Lei n. 114/2017, de 21 Efetivamente, não é correto subsumir, no mínimo, este "abate de árvoresde alto porte e em maciço”, recorde-se, desenvolvido numa área de 160,000 m2, no âmbito dos trabalhos que incumbem sobre os proprietários de terrenos de gestão de combustível numa faixa com a largura não inferior a 50 , medida a partir da alvenaria exterior do edifício, sempre que esta faixa abranja terrenos ocupados com floresta, matos ou pastagens naturais cfr.