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Face ao exposto e tendo em conta os avisos previamente efetuados e o tempo decorrido sem que a Ré procedesse à remoção dos módulos, bem andou a primeira instância em concluir, no caso concreto, pelo abandono dos mesmos – sendo irrelevante, para esse efeito, que a Recorrente tenha manifestado pretender manter a propriedade e levantar a máquina em causa, como aquela defende, porquanto, como acima se viu, a presunção de abandono pelo decurso do tempo é júris et de jure –, com a consequente improcedência do pedido reconvencional assente nos alegados danos causados pela sua remoção do locado e, por outro lado, com a consequente responsabilização do arrendatário pelas despesas originadas pela respetiva remoção, certo que esta mais não traduz do que a oportuna reparação in natura do dano emergente ocasionado pela ilicitude da conduta do dito arrendatário, consistente na violação da obrigação de restituição do locado desocupado nos termos previstos no artigo 1081, n 1, do Cód.