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Ou seja, carece totalmente de sentido a alegação de tal recorrente segundo a qual ocorre nulidade, por omissão de pronúncia e por excesso de pronúncia, porquanto na "motivação da decisão de facto” pode ler-se que a motivação do tribunal se baseou ou nas declarações de arguidos e nos depoimentos de testemunhas, sem se especificar o conteúdo de tais declarações e depoimentos, ou na "análise comparada e conjugada” entre uns e outros, não se explicitando em que consistiu a análise ou a comparação, o mesmo sucedendo quando se considera, sem qualquer apreciação crítica, o conteúdo das declarações para memória futura, assim acontecendo também quando se diz que a convicção do tribunal radica nas declarações prestadas pelos arguidos NB e UP, acrescentando-se que as testemunhas ouvidas em depoimento para memória futura relataram de forma circunstanciada e em grande parte coincidente com as versões dos próprios arguidos, não se apontando qual a coincidência ou qual a "grande parte” da apontada coincidência, e assim sucedendo ainda quando se aponta unicamente o conteúdo dos depoimentos para memória futura e os depoimentos de três senhoras psicólogas, e quando se faz a análise conjugada e comparada destas três psicólogas e da Sr Inspetora do SEF ACC, que terão descrito desânimo dos trabalhadores, mas não explicitando em que consiste a conjugação ou a comparação.