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Assim, face à matéria de facto constante dos autos, temos de concluir que a autora estava a cargo da filha, dado que ficou demonstrado que, a autora, pelo menos, nos últimos dois anos de vida da filha beneficiou do apoio de um centro de dia, para o que eram pagos 275€ mensais, que a sua reforma era de 263€, que a filha era a proprietária da habitação, que era a filha quem cuidava da mãe na velhice e na doença, comprando os medicamentos e abastecendo a casa dos bens de consumo necessários à sobrevivência da mãe, pelo que se impõe concluir que a pensão de reforma da autora era insuficiente para o seu sustento e que era a falecida quem supria essa insuficiência.