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Por seu lado, o recorrente ...) invoca, também no essencial, que a perda dos objectos do crime só é admissível quando entre a utilização do objecto e a prática do crime, em si próprio ou na modalidade, com relevância penal, de que se revestiu, exista uma relação de causalidade adequada, de forma a que, sem essa utilização, a infracção em concreto não teria sido praticada ou não o teria na forma, com significação penal relevante, verificada e a perda só deve ser declarada, em regra, quando se mostre minimamente justificada pela gravidade do crime e não se verifique uma significativa desproporção entre o valor do objecto e a gravidade do ilícito, reportando-se aos Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça proferido no processo n. 06P3664, a 13 de Dezembro de 2006, aresto do Venerando Tribunal da Relação de Coimbra In processo n. 965/18TAVNG.C1, de 5 de Janeiro, Acórdão do Tribunal da Relação de Évora de 29/10/2013, Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 28/01/2015,  Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 13/03/2013 e Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 202006 e a Fernando Gama Lobo, in droga, Legislação, Notas, Doutrina, Jurisprudência, Quid Juris,  edição, pág.