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; YY) O acórdão recorrido, sustentando-se na decisão singular, incorre noutro erro de análise quando refere que a questão da nulidade processual já foi suscitada e apreciada pela nova mandatária, o que se discorda atendendo que os "atos” ilegais e juridicamente inexistentes, não podem ser ratificados pela nova mandatária, desde logo, porque desconhecia que o Dr. EE não era advogado, sendo que é legalmente inadmissível, ratificar "atos” que são juridicamente inexistentes, como foi o caso dos ocorridos na audiência de ./2012; ZZ) Pelo exposto, só é possível concluir que nos autos nunca foi discutida a inexistência jurídica dos "atos” praticados pelo Dr.EE, na sessão de julgamento do dia ../2012, pelo facto deste não revestir a qualidade de advogado, sendo certo que a inexistência jurídica não se confunde com uma eventual nulidade ou irregularidade processual, sendo que, em face de tudo quanto supra se expos, também não se aceita a qualificação que o acórdão recorrido de faz de mera irregularidade ou nulidade; AAA) Refira-se que o acórdão recorrido ao aderir à decisão singular incorre, ainda, num erro de análise na medida em que toda a argumentação tem como pressuposto que o Dr.EE, após ser suspenso pela Ordem dos Advogados continua a revestir a qualidade de advogado e que o mandato que lhe foi conferido continua a produzir efeitos e que, num processo em que é obrigatória a sua constituição, tais ocorrências constituem tão só uma nulidade que se tem "por sanada” com a constituição de nova mandatária; BBB) Importa salientar, que a figura da INEXISTÊNCIA JURÍDICA, em sentido amplo, compreende a nulidade e a anulabilidade e que é reservada aos vícios mais graves em que o ato foi completamente omitido ou se lhe deva equiparar, previsto no art 1630 do Código Civil, mas que é extensível a todos os atos jurídicos, podendo ser invocado a todo o tempo, e no qual, em relação ao que se discute nestes autos, aplica-se aos "atos” praticados pelo Dr. EE, nos autos da ação laboral em análise e enquanto se encontrava suspenso; ) Mas mesmo que assim não se entendesse, ou seja, para o caso de se entender que tal situação configuraria um vício que se traduziria na nulidade insanável, de conhecimento oficioso, nos termos dos art.s 40 e 195 do P.. – hipótese que apenas subsidiariamente se equaciona – sempre resultaria exatamente no mesmo efeito no sentido de todos os atos serem declarados nulos desde a data em que o Dr.EE foi suspenso, bem como todos os demais praticados nos referidos autos, incluindo a decisão final, o que implica que todos deveriam, na mesma, serem repetidos; ) Em face do supra exposto, é manifesto a procedência do presente recurso de revisão, nos termos do art.