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E mais adiante com referência a que quem tem o ónus de provar a errada quantificação da matéria tributável, é a Impugnante, decidiu o Tribunal recorrido que " ... do depoimento da testemunha da Fazenda Publica resulta, como também resulta do relatório de inspeção ponto 3 do probatório), que os desperdícios que invoca a impugnante foram levados em conta na margem de lucro apurada de 39% e que quanto aos descontos que a impugnante tivesse efetuado aos clientes eles não estavam refletidos na documentação contabilística, acrescendo que essa mesma documentação ao não conter o detalhe das transações, não permitia verificar se e em que moldes tais descontos ocorreram e por essa via a inspeção sentiu grandes dificuldades para executar as suas funções.