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No caso em apreço, não se afigura "estritamente necessário” o recurso ao ajuste direto com essa finalidade porquanto a ordem jurídica confere à Recorrente um instrumento – o levantamento do efeito suspensivo automático decorrente da ação de impugnação – que serve exatamente para acautelar a situação visada, permitindo a execução do contrato celebrado em virtude da ocorrência de circunstâncias que tornam a sua suspensão gravemente prejudicial para o interesse público;  Mas mesmo que se admitisse que, à luz do CCP, existiria a possibilidade de recorrer ao ajuste direto com fundamento em urgência imperiosa para suprir necessidades coletivas que como as que estão aqui em se prolongam no tempo por dois ou mais anos, a verdade é que essa hipotética) possibilidade nunca poderia ser usada como argumento relevante na decisão sobre o levantamento do efeito suspensivo a efetuar nos termos do artigo 10-A, n. 2 do CPTA;  Com efeito, como vem entendendo, de forma reiterada, a jurisprudência dos nossos Tribunais superiores, a ponderação entre os interesses públicos e privados em presença, que constitui o critério à luz do qual tal decisão deve ser tomada, é uma ponderação que deve ter exclusivamente como referência o quadro da relação contratual estabelecida na sequência do ato de adjudicação impugnado, não sendo juridicamente admissível que tenha em conta a possibilidade de contratação alternativa com o mesmo objeto, como medida de reação ou de emergência que a entidade adjudicante possa adotar para fazer face, justamente, aos efeitos perniciosos do efeito suspensivo automático;  Esta decisão – no sentido de que a ponderação a efetuar nos termos do n. 2 do artigo 10-A do CPTA deve ter exclusivamente em conta a situação fática que seria causada pela manutenção do efeito suspensivo do contrato celebrado, independentemente das medidas cautelares ou de urgência que a entidade adjudicante pudesse eventualmente adotar para obviar a essa situação – foi adotada, só para citar alguns exemplos, no Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo de 26/04/2018 Proc.