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Sem prescindir, apenas se concebe a prática continuada de um único crime de perturbação da vida privada previsto e punido pelo artigo 19, n. 2 e 3, n. 2 ambos do CP ao ser dado como provado que a arguida terá adoptado uma conduta reiterada e continuada naquele período temporalmente definido entre Outubro de 2012 e Janeiro de 201   A medida concreta da pena de acordo com os critérios plasmados no artigo 7 do CP, mostra-se excessiva não podendo a arguida ser condenada na pena de multa de 80 dias por cada um dos crimes atendendo a que a ilicitude do facto é mediana, não resultaram consequências de maior para o assistente e ofendida, o dolo não se reveste de especial perversidade e a mesma encontra-se inserida familiar, profissional e socialmente não tendo antecedentes criminais julgando justa e adequada a pena de 100 dias de multa.