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412 n. 1 do Código de Processo Penal, o objecto do recurso é definido pelas conclusões formuladas pelo recorrente na motivação e é por elas delimitado, sem prejuízo da apreciação dos assuntos de conhecimento oficioso de que ainda se possa conhecer; 3 – Não foi produzida qualquer prova em audiência de discussão e julgamento quanto às circunstâncias em que as armas e os very lights chegaram à posse do arguido porquanto, desde logo, não só o arguido não esteve presente na audiência de discussão e julgamento, e consequentemente nenhuma explicação deu aos autos, como, por outro lado, as testemunhas inquiridas, Militares da GNR, limitaram-se a narrar a apreensão das armas e very ligths efectuada no local de trabalho do arguido na presença deste, sabendo contudo que de facto as armas eram propriedade ao pai do arguido que havia sido vitima de homicídio, não possuindo o arguido à data da apreensão qualquer autorização para a sua detenção; 4 – O Tribunal a quo não poderia efectuar juízos de "adivinhação” de tais circunstâncias conforme alegado pelo recorrente; 5 – O juízo técnico decorrente da prova pericial presume-se subtraído à livre convicção do julgador nos termos do disposto no artigo 163 n. 1 do Código de Processo Penal, como sucedeu in casu; 6 – Alegou ainda o recorrente violação do disposto no artigo 70 do Código Penal no que concerne à escolha e determinação da medida da pena; 7 – Analisado o teor da douta sentença recorrida, verifica-se que na determinação concreta da pena foram considerados os factos dados como provados respeitantes à condenação aplicada ao arguido e aos antecedentes criminais do arguido; 8 – O Tribunal a quo teve em consideração a ponderação global dos factos, quer quanto à ponderação das exigências de prevenção geral e especial que no caso vertente se afiguram relevantes, tanto como todas as circunstâncias agravantes como atenuantes, pelo que entendemos, salvo melhor opinião, que a pena em que o arguido foi condenado se mostra adequada; 9 – Pelo exposto, entende-se não merece qualquer censura a decisão do Tribunal a quo ao decidir pela condenação do recorrente nos termos e com os fundamentos ali expostos.