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Assim, atendendo à percentagem do chamado défice funcional permanente de 2% e à remuneração que a autora poderia auferir à data dos factos nunca inferior ao salário mínimo, recorrendo à tabela financeira que a jurisprudência tem maioritariamente sufragado, considerando apenas o período de vida activa 70 e uma taxa de juros nos depósitos a prazo de 1% há vários anos que a taxa líquida não supera este, encontramos um valor próximo dos €000, como sendo aquele que, esgotando-se nesse período de vida da autora, lhe garantiria um rendimento equivalente ao suprimido ou, ainda que não suprimido, adquirido com maior esforço e.  Assim, recorrendo ��s já referidas tabelas financeiras, como base ou ponto de partida de um valor a fixar segundo um juízo de equidade e tendo por horizonte apenas a vida activa 70, o valor que se nos afigura adequado para compensar o dano patrimonial futuro decorrente da incapacidade para o trabalho de que o autora ficou a padecer é de €00  A parte do dano biológico, que, por esta via, não é compensada, por não contender com a vida profissional, mas com a repercussão do défice funcional nas actividades do seu quotidiano e que a acompanhará para além da sua vida activa, diminuindo a sua capacidade funcional básica, afectando a sua qualidade de vida, será compensada enquanto dano não patrimonial.