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Por consequência, a fonte da administração que gera a obrigação de prestar contas não releva; o que importa é o facto da administração de bens alheios, seja qual for a sua fonte» Na mesma linha de entendimento, foi sublinhado que «Pode formular-se este princípio geral: quem administra bens ou interesses alheios está obrigado a prestar contas da sua administração ao titular desses bens ou interesses.»6 Face a este conspecto, atente-se agora no que já foi sustentado, com paralelismo face ao conhecimento no despacho saneador, a este propósito «O juiz pode, imediatamente após o fim dos articulados, conhecer do mérito da causa se a apreciação do pedido for independente do apuramento de factos pura questão de, se toda a matéria de facto necessária se encontrar provada por confissão ou por documento, se os factos controvertidos forem indiferentes para o conhecimento ou se os factos controvertidos só admitirem prova documental e a parte tiver sido notificada para os juntar.»7 O que, revertendo ao caso presente, nos conduz à conclusão de que o estado do processo ajuizado não permitia, sem produção das "provas necessárias”, a apreciação e decisão sobre a predita questão prévia, como se a mesma fosse uma questão exclusivamente de direito.