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"A aferição global da causalidade adequada, não se referindo a um facto e ao dano isoladamente considerados, deve partir de um juízo de prognose posterior objectiva, formulado em função das circunstâncias conhecidas e cognoscíveis de todo o processo factual que, em concreto, desencadeou a lesão e o dano, no âmbito da sua aptidão geral ou abstracta para produzir esse dano.- A causa pode ser, não necessariamente directa e imediata, mas indirecta, bastando que a acção causal desencadeie outra condição que, directamente, suscite o dano e não pressupõe a existência de uma causa ou condição exclusiva na produção do dano, no sentido de que a mesma tenha, só por si, determinado o dano, porquanto podem ter intervindo outros factos, contemporâneos ou não.” como se explicou no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 02/14/2017 no processo 528/07TCFUN.LS Assim, tem-se em conta que "encontrando-se provado que a atuação do Réu foi ilícita e culposa e que a mesma tinha, no plano naturalístico, aptidão para originar os peticionados danos, isto é, de que era sua condição e que se não provou tais danos só se produziram em virtude de outras circunstâncias extraordinárias, é forçoso concluir que se verifica o nexo causal”, como se escreveu no Acórdão do STA de 05/19/2016 no processo 0576/1  O artigo 389 do Código Civil explicita: "A força probatória das respostas dos peritos é fixada livremente pelo tribunal”.