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15  3 Pelo exposto, deverá considerar-se o direito do comodatário como um direito real de, que sendo, como tal, oponível "erga omnes", é, "in casu", oponível ao exequente, pelo que em consequência, perante esse mesmo direito, aliás constituído anteriormente à penhora realizada nos autos principais de execução, na esfera jurídica do comodatário, aqui embargante, deverá essa mesma penhora ceder perante tal direito do comodatário, devendo ordenar-se em consequência, na procedência dos embargos de terceiro deduzidos pela ora recorrente, o levantamento dessa penhora;  3 Ainda que, por mera hipótese teórica de raciocínio, e sem conceder, assim se não entenda, atribuindo-se ao direito do comodatário uma natureza de direito de crédito de, e considerando-se que a penhora, nas mui doutas palavras do Prof. Almeida Costa, "em rigor não se trata de uma garantia real, mas de um acto processual que visa criar a indisponibilidade dos bens adstritos à execução, mediante a produção dos mesmos efeitos substantivos das garantias reais: a preferência e a sequela", deverá, neste caso, considerar-se que a "penhora" por um lado e o direito do comodatário por outro, tratam-se portanto de direitos de idêntica natureza natureza creditícia), donde no seu conflito/colisão, como ocorre, no caso "sub judice", em que aliás o direito do comodatário goza ainda de prioridade temporal na sua constituição, o mesmo terá de ser solucionado, inexoravelmente, por apelo às regras que resultam do disposto no n 1 do art 335 do  3 De acordo, com as regras inseridas no comando normativo do art 335, n 1 do , deverá assim ser reconhecido o direito do comodatário, aqui embargante/recorrente, levantando-se a penhora realizada, até que cesse o referido comodato, designadamente após o decurso do prazo de vigência deste.