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Por essa mesma razão tal interpretação não é abalada nem afastada pela circunstância, invocada pelo recorrente de alegadamente a recorrida ter, segundo o recorrente, reconhecido no contrato a existência de um uso da empresa de proceder, anualmente, a aumentos retributivos, e que tal reconhecido uso, ainda que não seja reconhecido como um uso laboral autónomo, deveria ter sido ser utilizado como elemento de interpretação e integração das estipulações individuais, que no caso se impunha e não foi ponderado, porquanto, não é esse o sentido que se alcança da declaração vertida no contrato de que tem sido prática seguida pela recorrida a revisão anual das condições da remuneração, de que não resulta o reconhecimento de um uso juridicamente relevante, declaração que não passa de mera referência à prática anteriormente adoptada sem que tal signifique, ou assim seja reconhecido, como prática futura, abrindo embora, como se afirmou no acórdão recorrido, a porta à possibilidade da continuidade de tal prática e sua aplicabilidade à relação contratual estabelecida com o A., mas não a de consagrar um direito subjectivo do A. a um aumento anual da retribuição, e sem que tal, em conjugação com o elemento literal e histórico da interpretação, permita a conclusão de que a Ré se pretendeu vincular a tal obrigação.