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17 do CPP apenas o titular dos bens apreendidos tem legitimidade para requerer a sua modificação ou revogação;  Apesar de a Recorrente não ser a titular dos bens apreendidos à ordem dos presentes autos, a sua esfera é directamente afectada com essa apreensão;  A questão que se coloca, é a de saber se o conceito de "titular" deverá ser interpretado literalmente — como defendido pelo douto tribunal no despacho de que se recorre - ou se pelo contrário poderá/deverá ter um outro alcance;  Conforme defendido pelo douto Tribunal da Relação do Porto, no acórdão proferido em 21-01-2004, no processo 0315777: "o âmbito do conceito "titular de bens ou direitos" do artigo 178 n.6 do Código de Processo Penal de 1998 não se limita a quem seja proprietário do bem ou direito apreendido"; 1 Acrescenta ainda o douto Tribunal da Relação do Porto, no identificado acórdão, que "o interesse que fundamenta a legitimidade neste incidente, como em toda a legitimidade há de aferir-se sempre pela utilidade que o seu titular há de retirar da providência requerida.