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Ainda inconformado o Autor interpôs recurso de revista, com as seguintes Conclusões: "Vem o presente recurso interposto do douto acórdão proferido nos autos que julgou parcialmente procedente o recurso de apelação e decidiu "relegar para liquidação de sentença a quantificação do valor da alimentação nos países por onde o autor desempenhou a sua atividade de motorista”; O presente recurso versa sobre a questão da não pronuncia do venerando Tribunal da Relação quanto à favorabilidade do acordo remuneratório celebrado entre Recorrente e Recorrida, e ainda sobre a violação do princípio do dispositivo; O tribunal a quo limitou-se a relegar a decisão quanto a essa matéria para o incidente de liquidação de sentença; Ao não se pronunciar sobre a favorabilidade do acordo, incorre o douto acórdão recorrido na nulidade prevista na alínea do n. 1 do artigo 61 e artigo 60, ambos do Código do Processo Civil, que aqui se deixa alegada para todos os devidos efeitos legais; Violou assim o acórdão recorrido os citados artigos de cuja interpretação decorre a necessidade de decisão sobre se as condições estabelecidas no acórdão remuneratório seriam ou não as mais favoráveis, por referência à concreta realidade de trabalho do aqui Recorrente; Reconhecendo que o Recorrente desempenhava a sua atividade em vários países europeus, para além de Espanha e França, conforme factos provados n 44 e 45, e confirmados no douto acórdão recorrido; Sempre se diga que o tribunal a quo apenas dá como provados o preço das refeições em Espanha e em França; Com efeito, deveria o tribunal a quo ter afastado o raciocínio em primeira instância que, ao fazer um cálculo médio de valor despendido em alimentação, apurada por referência aos quase dez anos em que o Recorrente prestou trabalho à Recorrida, Não teve em consideração o valor médio de alimentação de todos os países em que a mesma ocorreu, Bem sabendo que o Recorrente além de Portugal, Espanha e França, Se deslocou ao serviço da Recorrida, também à Bélgica, Itália e Alemanha, E pugnou pela favorabilidade do acordo remuneratório, sem que houvesse determinado os valores concretos das refeições nesses países; Nem tampouco determinado, em concreto, que refeições eram efetuadas nesses mesmos países; Circunstância determinante para apurar se o acordo celebrado era o efetivamente mais vantajoso para o Recorrente; Para além de que a decisão inserida no douto acórdão do tribunal aquo não materializa qualquer decisão em relação ao aqui Recorrente; Nem reveste qualquer utilidade prática, uma vez que não reconhece qualquer direito ao Recorrente.