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Impõe-se por isso, face à confissão da recorrida, bem como aos recibos de vencimento cujas cópias a recorrida juntou em requerimento com a referência CITIUS remetido aos autos no dia 20 de Setembro de 2018, que seja dado como provado que "Entre os meses de Janeiro e Junho de 2004, a autora auferiu uma retribuição base de € 491,13,” e como não provado que "nesse período de Janeiro a Junho de 2004 e apenas, foi celebrado um acordo entre a mesma e a ora ré, tendente a suprir tarefas de um colega que se encontrava ausente — que implicou, portanto, maior número de horas trabalhadas.”  Tal alteração da matéria de facto trará por inerente a alteração da aplicação do direito aos factos provados, nomeadamente no sentido de sustentar a procedência do respectivo pedido da recorrente nos termos apresentado na respectiva petição inicial, uma vez que que traz por consequência a fixação de que à recorrente foi pago o salário de € 491,13 por 25 horas de trabalho semanal nos meses de Janeiro a Junho de 2004 e que pelo menos a partir da sua reintegração por decisão judicial a Recorrente passa a auferir a retribuição mensal de € 335,54 para o mesmo período de 25 horas semanais facto provado n., demonstrando-se assim a diminuição unilateral da retribuição operada pela recorrida em violação do princípio da irredutibilidade da retribuição em particular e das garantias constitucionais da retribuição decorrentes nomeadamente do n. 3 do artigo 5 da Constituição da República Portuguesa.