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Deve entender-se que o «conhecimento do acto» a que alude o artigo 123, n 1, do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, não se basta com o mero conhecimento do acto ou negócio, implicando também o conhecimento dos pressupostos necessários para a existência do direito de resolução1 A tendência consolidada na doutrina e na jurisprudência aponta no sentido interpretativo de que a carta resolutiva deverá conter, ainda que sinteticamente, a motivação fáctica específica que origina a resolução do acto em benefício da massa insolvente, pois, para exercer o direito de impugnar o acto, através da acção prevista no artigo 125 do CIRE, o terceiro afectado tem de conhecer previamente os concretos factos ou fundamentos que contra ele são invocados.