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Ora, como consta da factualidade julgada provada sob os n.s 369 a 373, o arguido AA, ao ter fornecido ao arguido BB informações sobre processos que sabia estarem abrangidos por segredo de justiça, nos termos descritos, quer através da divulgação das diligências em curso, quer através da entrega de peças processuais desses mesmos inquéritos, bem sabia que tal atuação lhe estava vedada e violava os deveres profissionais a que se encontrava vinculado, o que não o impediu de agir como agiu, concretizando os seus propósitos, o mesmo acontecendo com BB, que igualmente bem sabia que, ao divulgar a terceiros, nos termos descritos, as informações que sabia estarem abrangidas por segredo de justiça que lhe haviam sido transmitidas por AA, sem para tal estar autorizado ou legitimado, agia de forma que lhe estava vedada por lei, violando os deveres profissionais a que se encontrava vinculado, o que não o impediu de agir como agiu e de concretizar os seus propósitos, tendo ambos os arguidos actuado de forma livre, deliberada e consciente, bem sabendo que as suas condutas eram proibidas por lei.