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A Entidade Impugnada invocou que a perícia colegial apenas pode ser requerida nas ações de valor superior a metade da alçada da Relação, que a remissão para os artigos 38 a 113 é de tal forma ampla e indeterminada que não será suficiente para delimitar o objeto da perícia, o que constitui, desde logo motivo de rejeição da mesma e que a perícia é desnecessária e inútil para a boa decisão da causa, sendo certo que o perito em causa foi contabilista certificado da Impugnante no período de 201 Em sede de contraditório a Impugnante invocou que a matéria relativamente à qual pretende a realização da perícia é a alegada nos artigos 45 a 47, 51 a 54, 56 a 61; 66 a 92 e 108 a 115 da petição inicial, que a matéria em causa encerra uma especificidade própria e inerente à atividade desenvolvida pela Impugnante, relativa à arborização de zonas envolventes à pedreira, condicionantes legais aplicáveis e regime fiscal daí decorrente, e à utilização pela Impugnante de um imóvel como alojamento para clientes, devendo o objeto da perícia abranger a diferença de entendimentos e respetivos valores a considerar fiscalmente, não se tratando de questão puramente jurídica, na medida em que envolve um pré-juízo de adequação dessa opção fiscal, face à especificidade da atividade exercida e respetiva clientela, temas probatórios que constituem matéria a que é inerente um juízo técnico extrajurídico.