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Começando pelo apoio legal encontramos a seguinte abordagem na alínea do artigo  da Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo doravante apenas, aprovada pela Lei n. 147/99, de 01/09, para que remete, aliás, o artigo , n. 1, do RGPTC: "a) Interesse superior da criança e do jovem – a intervenção deve atender prioritariamente aos interesses e direitos da criança e do jovem, nomeadamente à continuidade de relações de afeto de qualidade e significativas, sem prejuízo da consideração que for devida a outros interesses legítimos no âmbito da pluralidade dos interesses presentes no caso concreto.” Doutrinariamente e apesar do período temporal decorrido sobre a mesma salientamos, por manter actualidade, a noção de Almiro Simões Rodrigues "Interesse do Menor, Contributo para uma definição”, Revista Infância e Juventude, n. 1, 1985, páginas 18-19) que considera que o interesse superior da criança deve ser entendido como "o direito da criança ao desenvolvimento são e normal no plano físico, intelectual, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.”   Nesta sede realçamos igualmente a noção apresentada por Maria Clara Sottomayor "Regulação do Exercício do Poder Paternal nos Casos de Divórcio”,  edição, Almedina, 2000, página, traduzida no seguinte: "O interesse do menor é um conceito indeterminado e que deve ser concretizado pelo juiz de acordo com as orientações legais sobre o conteúdo do poder paternal: a segurança e saúde do menor, o seu sustento, educação e autonomia  o desenvolvimento físico, intelectual e moral dos filhos  a opinião do filho”.