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Não se conformando com a decisão proferida, veio em 29 de setembro de 2020 a Autora/Lizuarte recorrer da referida decisão, formulando as seguintes conclusões:  "1 – Não basta, ao contrário do defendido pela sentença recorrida, estarmos em presença de um contrato administrativo – como o é, inequivocamente, o contrato de financiamento entre o recorrente e a entidade demandada, para que o mesmo se encontre submetido ao regime do Código dos Contratos Públicos Decreto-Lei n 18/2008, de 29 e Janeiro, com as alterações decorrentes até à última, através do n 111-B/2017, de 31/08); 2 – Pois, nem todos os contratos administrativos estão submetidos ao regime do Código dos Contratos Públicos; 3 – O contrato celebrado pelo recorrente com a entidade demandada, ao abrigo do Decreto-Lei n 81/2008, de 16 de maio, é um contrato específico, respeitando apenas ao financiamento, acessório de um outro contrato de substituição de motores e modernização da embarcação de pesca; 4 – Do que se trata, neste contrato de financiamento, é de um procedimento específico de origem comunitária, como se afere pelo preâmbulo do Decreto-Lei n 81/2008, de 16 de Maio, excluído do regime do Código dos Contratos Públicos, na nossa modesta opinião, nos termos do artigo 4, n 1, al.