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A prolação do saneador-sentença tem como pressuposto que os factos nessa fase final dos já apurados são os necessários para uma decisão conscienciosa, segundo as várias soluções plausíveis de direito e que por isso, para dar resposta ao pedido ou parte do pedido conhecido, no caso de decisão não há necessidade de mais provas do que aquelas que já estão adquiridas no processo1; não existindo matéria controvertida susceptível de justificar a elaboração de temas da prova e realização da audiência afinal, facultará o processo os elementos necessários à antecipação do conhecimento de mérito, sem necessidade de mais provas e independentemente de a mesma favorecer uma ou outra das partes  A antecipação do conhecimento de mérito justifica-se, pois, quando toda a matéria de facto necessária à decisão esteja já adquirida, sendo indiferente a demonstração de outra que permaneça controvertida Ponderou a decisão apelada que, considerando a factualidade alegada nos autos os factos essenciais individualizadores da causa de, ‘o direito dos Autores a receber dos Réus a quantia peticionada resulta precisamente das vendas feitas’ pela avó dos autores e mãe da aqui ré ‘às filhas, que correspondiam alegadamente a doações, e à existência de um acordo entre aquelas e o falecido pai dos autores no sentido de este dever ser ressarcido na quantia de 9759,58€ para ficarem igualados todos os filhos’ e que no âmbito do inventário para partilha da herança da avó dos autores, na escritura de partilha e divisão, os interessados declararam nada mais ficar a haver uns dos outros, fosse a que título fosse, ‘quando anteriormente o Autor B havia reclamado da relação de bens alegando a existência do mesmo crédito sobre a herança e tendo os interessados acordado na eliminação do passivo’, assim confessando os autores que os réus nada têm a pagar-lhes não podendo os autores provar o facto contrário ao facto.