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Acresce ainda que, a executada não foi notificada das certidões onde está registado o valor patrimonial tributário do imóvel, fixado em € 7563,57, e cujo ½ indiviso foi adquirido pelo exequente pelo preço de € 1400,00, contra o disposto no artigo 81, n. 3, do CPC, o que pode determinar a nulidade da liquidação, nos termos do artigo 19, n. 3, do CPC, consoante as referência 99236713 e 763278  Tratando-se de juros, a hipoteca nunca abrange, não obstante convenção em contrário, mais do que os relativos a três anos, por força do disposto nos artigo 69, n. 2, do Código Civil, cfr., entre muitos, os Acórdãos do STJ, de 05-11-1980, processo n. 068914;de06-06-2000, processo n. 00A440; de 27-06-2006, processo n.06A1677; e de 30/11/2010, processo n. 1254/07TBGDM-.PS  O limite imperativo e a proibição de "convenção em contrário” mostram que a matéria está subtraída à disponibilidade das partes por ser de interesse e ordem pública, o que significa, necessariamente, que é de conhecimento oficioso, só assim podendo ser salvaguardado o interesse subjacente, cfr., entre outros, os Acórdãos do TR de Coimbra, de 13-11-2007, processo n. 130-/1999-C1, e TR do Porto, de 08-09-2020, processo n. 423/10T8LOU-B.P 1 Verifica-se que, decorridos 15 anos após o início da mora, o exequente continua a liquidar juros, numa matéria onde o limite está estabelecido de forma imperativa por razões de interesse e ordem pública, e defende que lhe assiste o direito a eles «até efectivo e integral pagamento”, cfr.