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32��DE FACTO, a conclusão constante da sentença recorrida, não faz qualquer sentido, quando se refere e fez constar: " O que nos leva a concluir tratar-se de uma indemnização manifestamente excessiva, à luz da equidade, permitindo que a autora recebesse, de uma só vez, sem custos, sem riscos, um valor largamente superior àquele que receberia se o contrato tivesse sido escrupulosamente cumprido até ao fim pela ré, situação em que a autora teria de assegurar despesas de administração, de pessoal e de transporte, teria de entregar a mercadoria à ré e despender o seu custo ao seu fornecedor e teria ainda de entregar o IVA ao Estado” 33–OU SEJA, para o Meritíssimo Julgador a quo, existir ou não "cláusula penal” é indiferente, porque, em termos contratuais, a parte que cumpre, deve "receber” e ser ressarcida, como se não existisse incumprimento da contraparte, isto é, como se o contrato fosse escrupulosamente cumprido por esta, o que não faz qualquer sentido.