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64) Na proposta submetida a votação, o Conselho de Administração do Banco réu salientava que a venda de acções representativas de 2% do capital social do BFA: «) consubstancia a única solução para o problema da ultrapassagem do limite dos grandes riscos com que o Banco se encontra confrontado desde o fim de 2014, que, após inúmeras iniciativas para esse efeito desenvolvidas pelo Conselho de Administração, foi possível concretizar; ) consubstancia a única solução que foi possível encontrar para um problema cuja não resolução não se podia prolongar mais no tempo, sob pena de o Banco e, por inerência, os seus accionistas, serem confrontados com iniciativas da autoridade de supervisão que teriam gravíssimas consequências para a situação do Banco e, por consequência, para o valor das suas acções; ) apresenta-se assim como absolutamente fundamental para o interesse do Banco e de todos os seus stackeholders.» 65) A 31 de Outubro de 2016 foi publicada a convocatória da assembleia geral de accionistas do BPI, marcada para 23 de Novembro de 2016, tendo como ponto único da ordem de trabalhos: deliberar sobre a venda pelo banco BPI à Unitel, SA, de 2111 acções representativas, no seu conjunto, de 2% do capital social do Banco de Fomento Angola, SA, nos termos previstos no contrato de compra e venda celebrado entre aquelas duas entidades, tudo conforme termos do documento de fls.