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189 do CIRE 5     Na situação trazida em recurso, em face daquilo que nos autos está apurado, não existem elementos concretos que, para além do que se presume em razão do n 2, do art 186, permitam discernir se e de que modo ou em que medida o facto a valorizar manutenção de contabilidade fictícia nos anos de 2017 e de contribuiu efectivamente para a criação da situação de insolvência ou contribuiu efectivamente, apenas, para o seu agravamento, pois, sendo certo que, desde o final de 2016, a sociedade não tinha qualquer actividade, nenhuma outra matéria permite afirmar que a circunstância de, quanto àqueles dois exercícios, existirem, na rubrica designada como ‘disponibilidades’, valores 6593,17€) de que não dispunha apenas assim inscritos por terem sido feitos pagamentos de anterior empresa do responsável pela e de, portanto, exibir contabilidade desconforme à realidade que, mais do que não representar, em virtude de qualquer omissão, o verdadeiro estado económico-financeiro da empresa, deturpa, por acção as contas da sociedade, fazendo constar do lado do activo como ‘disponibilidades’ afinal valores, não nos revela em concreto e muito menos contributo para a criação da situação de manifesta superioridade do passivo em relação ao activo ou contributo para a contracção de novas obrigações e o consequente avolumar daquele e agravamento do défice.