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da FA.”  Considerou por sua vez o Tribunal recorrido, como não provado:  "- que o autor executasse funções na área da serralharia com regularidade facto 1 da;  - que o acidente tenha ocorrido dentro do horário de funcionamento da empresa facto 2 da;  - que a queima de resíduos fosse sempre realizada pelo autor facto 3da;  - que a explosão de que o autor foi vítima tenha ocorrido na sequência do rebentamento de uma lata de diluente, que ainda continha alguns resíduos de produto, a qual foi atingida pelo fogo facto 4 da;  - que o autor tivesse conhecimento da existência de tal lata no local facto 5 da;  - que o autor permaneça em situação de baixa médica facto 10 da;  - que, em consequência do acidente, o autor se encontre afectado de uma IPATH para o exercício de funções de gerente facto 13 da;  - que o autor exercesse exclusivamente as funções descritas no facto provado n. 12 facto 14 da;  - que a residência do autor se situe ao lado das instalações da empresa, com as quais tem comunicação directa facto 16 da; - que o contentor das latas estivesse a uma distância de 1,5 do local onde o autor fez a fogueira facto 17 da;  - que tais latas contivessem, no seu interior, restos de líquidos inflamáveis - tintas e diluentes facto 19 da;  - que, a dada altura, devido ao calor produzido pela fogueira junto de tais latas, uma delas tenha entrado em combustão, razão pela qual explodiu facto 21 da; e  - que a execução da tarefa descrita no facto provado n. 3, à data do acidente, estivesse expressamente proibida pela empresa da qual o autor é sócio-gerente facto 22 da.”B) - Discussão   Recurso sobre a matéria de facto Não se levantando no caso questões referentes ao não cumprimento por parte da Recorrente dos ónus estabelecidos no artigo 64 do CPC, de seguida procederemos à apreciação do recurso na vertente da reapreciação da matéria de facto.