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2 No que se refere ao requisito da prossecução de um interesse legítimo, como salientou o advogado-geral nos n.os 65, 79 e 80 das suas conclusões, não há dúvida de que o interesse de um terceiro em obter uma informação de ordem pessoal sobre uma pessoa que danificou os seus bens para instaurar uma acção contra essa pessoa constitui um interesse legítimo , neste sentido, acórdão de 29 de Janeiro de 2008, Promusicae, ‑275/06, EU::2008:54, n.. Esta análise é confirmada pelo artigo , n. 2, alínea, da Directiva 95/46, que prevê que a proibição do tratamento de certos tipos de dados pessoais, como os respeitantes à origem racial ou às convicções políticas, não se aplica, designadamente, quando o tratamento é necessário à declaração, ao exercício ou à defesa de um direito num processo judicial.