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178 dos autos, o arguido é titular de habilitação legal para conduzir veículos a motor desde o dia 8/9/2016; 10-Tal facto, afasta definitivamente, a possibilidade da prática pelo arguido de ilícitos criminais pelos quais foi condenado, quer nos presentes autos, quer nos autos identificados no período da suspensão; 11- É de salientar que o arguido nunca foi condenado por crime diverso dos presentes autos condução sem habilitação o que reforça a prognose favorável de que não voltará a delinquir por se encontrar habilitado a conduzir desde 8/9/2016; 12- A revogação da suspensão da execução da pena não deve ser automática, só devendo equacionar-se como último ratio ou expediente in extremis, sendo que, in casu, a nosso ver, não se encontram malogradas as finalidades subjacentes à suspensão da execução da pena de prisão; 13-Já decorreram 05 anos sobre a prática dos factos nos presentes autos e mais de 04 anos sobre a prática dos últimos factos praticados no período da suspensão 31/05/2016) e, entretanto, o arguido teve alterações positivas da sua vida, inclusivamente já é titular de Carta de Condução; 14-Para que a suspensão da execução da pena possa ser revogada, torna-se imprescindível que se constate que as finalidades que estiveram na base da suspensão da pena tenham sido frustradas em absoluto, sendo, igualmente necessário avaliar as suas circunstâncias pessoais atuais, sem nunca perder de vista o acautelamento da sua reintegração em sociedade; 15-Para aferir sobre o juízo de prognose quanto ao futuro comportamento favorável do arguido, para efeitos de revogação ou não da suspensão de pena de prisão, será necessária e obrigatória a recolha de prova nesse sentido, nos termos do disposto no n 2 do artigo 495 do CPP.