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e)O Digníssimo Representante do P. não se pronunciou relativamente à concessão da liberdade condicional; f)O Conselho Técnico não emitiu qualquer parecer; g) Desconhece-se qual tenha sido a linha de entendimento dos Serviços de Reinserção Social e o seu Director, irregularidades que, desde já, se invocam; h) E não compreende desse modo quais os fundamentos em que se ancorou a decisão de não concessão, concluindo aquele aresto que o recluso não poderia beneficiar de tal regime; )A decisão sub judice posta em crise limita-se a aduzir conclusões sem dar a conhecer os elementos concretos conducentes ao invocado juízo negativo; j)E além da aludida falta de comunicação o texto decisório evidencia uma desvalorização gritante do entorno sociofamiliar nomeadamente, companheira e e dos projetos laborais do Recorrente; k) O Recorrente revela capacidade de auto-subsistência; ) Caso a Equipa Técnica tivesse junto aos autos os competentes relatórios, ter-se-ia verificado que o comportamento do Recluso, aqui Recorrente, tem-se pautado pela regularidade; ) S.o, numa decisão desta natureza, intrinsecamente restritiva de direitos, liberdades e garantias do cidadão, ainda que em situação de reclusão, impõe-se com mais acuidade que a mesma exponha de forma devidamente fundada as motivações em que assenta, concretizando, nomeadamente, quais as razões obiectivas para crer que o Recluso não possui capacidade para se reintegrar e que o mesmo não interiorizou suficientemente o desvalor da sua conduta; n) Não obstante a deficiente fundamentação da decisão ora Recorrida, a qual é suscetível de gerar nulidade, nos termos doa art.37, n.1, al.a), n.2 e 3 CPP, o Recorrente não pode conformar-se com a decisão ora Recorrida; o) Tendo o Recorrente informado os autos dos motivos pelos quais lhe devia ser concedida a Liberdade Condicional, pois cumpre os requisitos legais para tal; p) No entanto, vem o mui Douto Tribunal a quo afirmar que, sem mais, atento o facto de haver um especial regime de cumprimento da pena de prisão imposta ao condenado, a mesma não está sujeita a concessão de liberdade condicional; q) Não pode o Recorrente conformar-se com tal decisão, porquanto como pode um recluso a cumprir pena no Estabelecimento Prisional beneficiar do regime de Liberdade Condicional e o Recorrente, que se encontra a cumprir o regime de obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica, não pode beneficiar de tal regime; r)O Recorrente também se encontra a cumprir pena, tal como os demais reclusos que estão nos Estabelecimentos Prisionais; s)Tal como o próprio regime indica: o Recorrido está obrigado a permanecer na habitação com vigilância eletrónica; t)Tal como defende o Acórdão do Tribunal da Relação 'de Coimbra, Processo n.239/14TXCBR-C1, datado de 25/01/2017: "O artigo 6, do Código Penal, nunca refere qualquer conceito de "prisão efetivamente sofrida” e, muito menos, qualquer noção de "cadeia efetivamente sofrida”, sobretudo com o caráter restritivo da prisão ou, melhor, da reclusão institucional.