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562 e ss.” Por último, Pedro Romano Martinez10, evidenciando também que, para além dos expressamente previstos na lei, cabe "igualmente ao empregador a obrigação de pagar uma indemnização por outros prejuízos decorrentes do incumprimento, nomeadamente rendimentos que o trabalhador deixou de auferir por ter sido despedido.” Por ser assim, estando a atribuição ao trabalhador do valor previsto a título de compensação pela caducidade do contrato de trabalho a termo automaticamente dependente, apenas, da cessação desse tipo de contratos por mero efeito da sua ocorrência11 – como refere ainda Luís Meneses Leitão812 a "atribuição dessa compensação não está naturalmente dependente da ocorrência de prejuízos na esfera do trabalhador, tendo este direito à mesma, ainda que celebre um novo contrato em melhores condições” –, a rutura do vínculo, antes do momento estipulado para a cessação do contrato e portanto da ocorrência da aludida caducidade, de modo ilícito pelo empregador, importando como se viu repor a situação que existiria se não ocorresse tal facto ilícito, terá nesse caso o trabalhador o direito, em conformidade, a receber o valor correspondente, sob pena de, não se fazendo tal reparação, não se estar a indemnizar esse dano patrimonial conferindo aliás, ainda nesse caso, ao empregador um benefício, a que não teria direito, pois que acabaria por ver compensada a sua posição patrimonial por decorrência de um seu comportamento ilícito).