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Ademais, na atribuição de competência especializada às Secções de Comércio Tribunais de Comércio, na anterior para preparar e julgar as acções relativas ao exercício dos direitos sociais e que têm por objecto questões relacionadas com a actividade das sociedades comerciais, releva a circunstância de estarmos perante matérias que exigem especial preparação técnica e sensibilidade e envolvem dificuldades/complexidades que podem repercutir-se também na respectiva solução; e importando analisar a actuação societária à luz de critérios de racionalidade empresarial características do "gestor criterioso e ordenado” dotado de saber, competência e aptidão profissional para o bom desempenho e êxito do negócio), para a sua compreensão e para determinar as respectivas consequências, designadamente, em sede de responsabilidade , são necessários, naturalmente, conhecimentos especiais para que estão mais vocacionados os tribunais a que foi atribuída competência especializada nessa área tribunais do comércio) relativamente aos tribunais cíveis.6  1 Atendendo, designadamente, a que a nomeação de gerente do A. foi a título de sócio cf., g., , supra e que a atribuição da indemnização pedida poderá envolver a análise da sua actuação enquanto sócio e gerente, intervindo, necessariamente, factores de racionalidade técnica e empresarial, e podendo-se de algum modo dizer que, no apontado contexto, poderiam até surgir, de um lado, acções indemnizatórias instauradas pelos sócios ou pela sociedade visando a fixação de um crédito indemnizatório da sociedade contra os respectivos administradores ou gerentes, fundado em responsabilidade contratual destes por inobservância dos respectivos deveres legais e estatutários7, e bem assim, de outro lado, acções, como a presente, que têm por objecto a atribuição de um crédito indemnizatório do sócio gerente ou do gerente/administrador) decorrente da sua destituição sem justa causa8, brotando, umas e outras, do estatuto legal do contrato de sociedade, e constituindo como que o anverso e o verso de uma mesma realidade, cujos interesses, aparentemente simétricos ou contrários, não deixam de convergir quanto ao fundamental propósito/desiderato de prosseguir o interesse da sociedade e, no limite, até se poderá considerar ser do interesse da sociedade indemnizar o sócio gerente ou o gerente destituídos sem junta, afigura-se, salvo o devido respeito por opinião em contrário, que nada justificará a introdução de diferenças na abordagem e no tratamento destas matérias, desde logo, quanto ao seu enquadramento na categoria dos "direitos sociais” da sociedade contra os respectivos administradores ou do sócio gerente contra a sociedade, no entendimento supra, o que, naturalmente, convocará idêntico quadro normativo e funcional/organizacional, mormente ao nível das instituições judiciárias com competência para o seu julgamento.9  1 Temos, assim, por correcto o entendimento do Mm.