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Nestas circunstâncias, conjugadas com a incerteza criada sobre as repercussões que a grave crise sanitária e económica que o nosso país e o resto do atravessa, devido à pandemia provocada pelo vírus SARS-COV-2, terão na vida das pessoas nos próximos anos e a imprevisibilidade da situação do sistema bancário e financeiro neste contexto mundial, havendo ainda que ter em conta o expectável aumento das despesas a suportar no período temporal a considerar "in casu” 30, entendemos que não há fundamento para considerar que a antecipação do pagamento da indemnização correspondente ao dano futuro, relativamente à produção deste, proporciona algum benefício ao A. J. nem, logicamente, para a dedução de qualquer parcela da indemnização a esse título, aderindo-se inteiramente ao decidido no acórdão da RE de 22/03/2018, proferido no proc.