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acórdão deste tribunal de recurso, de 202012, P. 08433/1 Ora, no caso em apreço dúvidas não temos que os temas da prova congregam matéria de facto que terá de ser valorada segundo juízos próprios de outras ciências – designadamente de ciências médicas -, que não o direto adjetivo ou substantivo, a saber: «na parte que determina que o equipamento a fornecer assegura a "Possibilidade de repetição automática das amostras, sempre que estão acima ou abaixo de limites previamente programados, com pré diluição e testes reflexos”.» Dúvidas também não temos que, por muito esclarecedor que tenha sido o depoimento da testemunha A..., ou de qualquer outra, mas desta testemunha em particular porque referida no despacho recorrido, arrolada que foi pela contrainteressada, tendo aquela referido que trabalha para esta empresa e que participou na elaboração da proposta, não é suficiente, só por si, para valer como o juízo técnico devidamente avalisado e suficientemente independente e isento sobre a compatibilidade da proposta, em cuja elaboração colaborou, em relação ao Caderno de Encargos.