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Nesse sentido, constatando-se que até à publicação do n. 88/96, de 3 de Julho, a lei laboral não fazia qualquer referência ao direito a subsídio de Natal, como se evidenciou no seu preâmbulo, a verdade é que a generalidade das convenções coletivas de trabalho já instituía esse direito, sendo que, precisamente por se constar que ficavam de fora alguns setores de atividade e certos grupos profissionais, quer porque os instrumentos de regulamentação coletiva aplicáveis não o previam, quer por ausência destes, foi afinal intenção do legislador consagrar "a generalização por via legislativa do subsídio de Natal nas relações de trabalho por conta de outrem”, o que concretizou no artigo , n. 1, para os casos pois em que se não encontrava regulado esse direito, estabelecendo que "Os trabalhadores têm direito a subsídio de Natal de valor igual a um mês de retribuição, que será pago até 15 de Dezembro de cada ano”, sendo que, tendo excecionado a sua aplicação, no n. 2 do artigo  "os trabalhadores abrangidos por instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho que regulem especificamente o subsídio de Natal”, salvaguardou-se no n. seguinte n. que "aos trabalhadores abrangidos por instrumentos de regulamentação colectiva que prevejam a concessão do subsídio de Natal com valor inferior a um mês de retribuição é aplicável o disposto no n. 1 do artigo , na parte relativa ao montante da prestação.” Ora, como mais uma vez se refere mais uma vez no Acórdão desta Relação de 20 de Novembro de 2017, antes identificado, cujo entendimento acompanhamos: «Era entendimento pacífico da jurisprudência que o 88/96, ao estabelecer que o valor do subsídio de Natal deveria ser "igual a um mês de retribuição”, deveria ser interpretado e aplicado à luz do conceito de retribuição do art.