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Nesta instância, entendemos que tal apreciação, para efeitos de constatação da utilidade do conhecimento do objecto do recurso, se mostra inviabilizada por omissão de elementos nos autos que permitam, com segurança, observar a presença de factos interruptivos e suspensivos conforme consta dos seguintes artigos: A respeito da prescrição da prestação tributária dispõe o artigo 4, n. 1 da LGT que "as dívidas tributárias prescrevem, salvo o disposto em lei especial, no prazo de oito anos contados, nos impostos periódicos, a partir do termo do ano em que se verificou o facto tributário e, nos impostos de obrigação única, a partir da data em que o facto tributário ocorreu, excepto no imposto sobre o valor acrescentado e nos impostos sobre o rendimento quando a tributação seja efectuada por retenção na fonte a título definitivo, caso em que aquele prazo se conta a partir do início do ano seguinte àquele em que se verificou, respectivamente, a exigibilidade do imposto ou do facto tributário.” Não podemos deixar, ainda, de ter em conta o preceituado no artigo 4 da LGT na redacção: "1 - A reclamação, o recurso hierárquico, a impugnação e o pedido de revisão oficiosa da liquidação do tributo interrompem a prescrição.