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A esta luz parece acertada a redução do tempo de mora ao "prazo razoável”, critério utilizado na sentença apelada, concordando-se ainda com a fixação do mesmo em 120 meses que, a pecar, será por excesso, atendendo a que o direito à resolução nascia para o credor no 3 dia de atraso na prestação, dada a reconhecida essencialidade para o autor do cumprimento deste, sendo, a partir daí "manifestamente abusivo da parte do autor, considerar o montante em causa como sendo ainda compulsório para cumprimento da obrigação devida”1  Não se trata, pois, de fazer intervir o abuso de direito e com isso descaracterizar e inutilizar o instituto da redução, sendo diferentes os pressupostos de aplicação de um e outro institutos.