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A decisão sob sindicância de 22/06/2020, foi proferida pelo tribunal a quo na sequência da reclamação apresentada pela executada contra a decisão proferida pela agente de execução em 14/02/2020, em que decidiu que a executada foi devidamente citada para a execução, através de carta registada, com aviso de receção, remetida para a África do Sul em 20/11/201 Com efeito, conforme resulta do relatório supra elaborado, inconformada com essa decisão da agente de execução, a executada, aqui opoente, , reclamou da mesma para o juiz da execução, por requerimento entrado em juízo em 26/02/2020, alegando, em síntese, que jamais tinha sido citada para os termos da execução; que "o algo escrito” no aviso de receção da carta de citação remetida para a África do Sul, a que alude a agente de execução na decisão reclamada, não é a sua assinatura; que o espaço desse aviso de receção destinado à aposição da assinatura do destinatário da carta de citação não contem qualquer assinatura, e que a carta destinada a citá-la veio a ser devolvida à agente de execução, com o respetivo envelope totalmente fechado, conforme é reconhecida pela própria agente de execução, o que, na sua perspetiva, corrobora inequivocamente que essa carta nunca foi por si recebida e que, por conseguinte, a mesma não se encontra citada para os termos da execução.