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A autora é uma profissional liberal e por ter ficado sem poder gozar e fruir da moradia, por culpa da ré, não se pode deslocar com a frequência necessária ao seu escritório de ..., que teve de fechar, pelo que perdeu inúmeros processos e clientes, o que lhe provocou e continua a provocar elevados prejuízos patrimoniais, sofrendo um prejuízo que estima de 750,00 € por mês, desde 15/11/201  A Ré contestou, sustentando que a Autora prestou declarações inexactas na proposta inicial do contrato de seguro, declarando que a moradia se destinava a habitação permanente, o que não corresponde à verdade, pelo que apenas está obrigada a indemnizá-la pelos montantes que se vierem a provar na proporção da diferença entre o prémio pago e o prémio que seria devido, caso, aquando da celebração do contrato, tivesse conhecido o facto declarado inexactamente.