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- A prova indirecta ou indiciária não é, nem pode ser, um salto no escuro, um exercício de adivinhação ou de arbitrariedade, dando como provados certos factos apenas por palpite ou "porque sim".... - A nosso ver, o tribunal estava obrigado a expor de forma clara e precisa as razões objectivas pelas quais da prova de determinados factos indiciários - no caso vertente, o depósito da quantia de € 13000,00 numa conta bancária do arguido AA do banco BPAE -, inferiu a prova do determinado facto probando - que esse pagamento foi ordenado pelo arguido BB ou por -, naturalmente apelando para as regras da experiência - neste sentido, Dr. Sérgio Poças, ob cit.