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134, n. 1 do Código Civil que o proprietário tem a faculdade de fazer no seu prédio escavações, desde que não prive os prédios vizinhos do apoio necessário para evitar desmoronamentos ou deslocações de terra; 3 A lei tutela o interesse do proprietário no exercício da livre fruição do seu prédio, tirando proveito de certos atos, mas, por razões de justiça, não permite que o dono do prédio vizinho, com iguais direitos de gozo no plano legal, veja estes direitos sacrificados; 3 Nos termos dos factos julgados provados nos pontos 1 e 18, a A. tomou atempado conhecimento da nova condicionante existente no local e competia-lhe, por atribuição legal, garantir a segurança da Variante ...-..., razão pela qual, tendo perfeita consciência de que ali tinha realizado escavações, não pode ser desresponsabilizada pela ocorrência do sinistro; 4 A  Ré não pode ser responsabilizada pelo pagamento do muro, cujo custo corresponde a mais de metade do pedido indemnizatório; 4 Se é premissa da douta sentença recorrida que um aterro idóneo sempre prevenirá a ocorrência de um escorregamento como o que é objeto dos presentes Autos, não faz sentido algum que A. adote para reconstrução do talude uma solução muito mais dispendiosa e robusta; 4 Tendo ocorrido o deslizamento de terras, a urgência da intervenção da A. estava perfeitamente circunscrita à limpeza e restauro da via para reabertura do tráfego automóvel) e à reposição do talude no estado anterior para evitar novos deslizamentos de, nunca em relação à construção de uma nova obra – o muro; 4 Esta nova obra seria sempre responsabilidade exclusiva da A., enquanto entidade legalmente incumbida da segurança da Variante ...-... e considerando que tinha efetuado uma escavações no local; 4 O dever de indemnizar apenas compreende o prejuízo causado e os benefícios que o lesado deixou de obter em consequência da lesão, sendo que a indemnização em dinheiro tem como medida a diferença entre a situação patrimonial do lesado, na data mais recente que pudesse ser atendida pelo tribunal, e a que teria nessa data se não existissem os danos; 4 O pagamento do custo do muro à A. consubstancia enriquecimento ilegítimo e sem causa justificada; 4 Ofende claramente os princípios da justiça e do sentimento jurídico dominante que a  Ré seja duplamente condenada, a conservar e intervir nas obras que efetuou em termos que impeçam a ocorrência de novas derrocadas, face à atual configuração do local e, ao mesmo tempo, a pagar um muro de suporte de terras à A., que esta nunca teve no local, o que é subsumível à figura do abuso de direito; 4 A douta sentença recorrida viola o art.