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Este artigo estabelece no seu n. 1 que "No contrato de compra e venda com reserva de propriedade em que o vendedor seja o insolvente, a outra parte poderá exigir o cumprimento do contrato...”, esclarecendo no n. 2 que essa previsão se aplica "em caso de insolvência do locador, ao contrato de locação financeira...” e, no n. 3, com especial relevo para a situação que aqui apreciamos, dispõe: "Sendo o comprador ou locatário o insolvente, e encontrando-se ele na posse da coisa, o prazo fixado para o administrador da insolvência, nos termos do n. 2 do artigo 102, não pode esgotar-se antes de decorridos cinco dias sobre a data da assembleia de apreciação do relatório, salvo se o bem for passível de desvalorização considerável durante esse período e a outra parte advertir expressamente o administrador da insolvência dessa circunstância.” Como decorre da leitura conjugada dos preceitos, e a doutrina assinala, "se o insolvente for o futuro adquirente e a coisa estiver em seu poder, o alienante pode fixar um prazo razoável ao administrador da insolvência para este decidir se opta pelo cumprimento ou pelo não cumprimento” e "onde o art.