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No que respeita à sua audição, ela visava repor a verdade dos autos quanto a três aspectos fundamentais, que contrariavam aquilo que indiciariamente o despacho que decretara a prisão preventiva julgara como demonstrado, os quais tinham a ver com o seguinte:   a actividade desenvolvida até ao momento da sua prisão pela Arguida e pela empresa ....., a qual não se consubstanciava na comercialização de cannabis ou de qualquer droga, outrossim em acções de agricultura biológica, com uma componente ambiental e cultural, o que tem vindo a valorizar de forma assinalável e louvável a região onde é desenvolvida; a natureza do projecto de produção de óleo vegetal de cannabis para fins medicinais, que se inseria no âmbito de uma parceria estabelecida com uma grande empresa portuguesa – ..... –, que tinha um processo de licenciamento em curso para esse fim;   os rendimentos da arguida, mais do que suficientes para ter uma vida tranquila em Portugal, demonstrando como estava errado o juízo do Tribunal quanto à circunstância de que a Arguida teria apenas proventos decorrentes da suposta actividade de comercialização de óleo de cannabis o que ela nunca.