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n. 225/2011, pois em ambas se encontra em causa a apreciação uma questão de direito relativa à admissão de um recurso jurisdicional, após uma decisão interlocutória proferida num processo cautelar que julgou improcedente a exceção de ilegitimidade ativa;  ) A relevância jurídica ou social da questão ora colocada perante os Venerandos Conselheiros reside ainda na circunstância de a admissão de apelação autónoma em casos como o dos presentes autos ter ainda o condão de gerar uma profunda insegurança jurídica junto dos cidadãos que recorrem à justiça para dirimir litígios;  ) Na realidade, com base no entendimento do acórdão recorrido, este despacho já não seria suscetível de recurso a final, vendo as partes vencidas precludido o seu direito efetivo ao recurso, se, como sempre aconteceu, aguardarem pela decisão final proferida no processo em primeira instância, hipótese em que o recurso assim interposto será inevitavelmente não admitido;  ) A admissão do presente recurso de revista pode fundar-se ainda no preenchimento do segundo requisito constante do artigo 15, n. 1, do CPTA: a admissão ser claramente necessária para uma melhor aplicação do direito;  ) Isto porque a decisão recorrida contraria um entendimento consolidado na jurisprudência cfr., entre muitos, Acs.