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Refere-se no Acórdão da Relação de Lisboa, de 31-05-2007 15, que: "A indemnização devida na sequência da condenação por litigância de má fé tem de ligar-se por um nexo de causalidade adequada aos danos que não existiriam se não tivesse existido a litigância dolosa.”  Com efeito, qualquer demanda provoca para as partes sempre, com razão ou sem ela, necessariamente danos de vária ordem, mas "Apenas os danos que possam ser reconduzidos ao comportamento processual malicioso ou temerário serão dignos de ressarcimento, pelo que o nexo causal assumirá um papel determinante na selecção dos danos que, em concreto, serão passíveis de constituir obrigação de indemnizar.” 16  Daí a importância da distinção precisa entre os que resultam causalmente da conduta ilícita e culposa ao longo do processo ou, ainda mais relevantemente, de uma fase ou incidente dele, e os que seriam normalmente implicados pelo exercício lícito e conforme aos parâmetros da boa-fé e da cooperação, estes apenas atendíveis no âmbito e limites definidos pelo regime das custas de parte – arts 529 e 53  A relação exigível entre o dano e o comportamento processual do litigante, para poder ser considerada causal, deve enquadrar-se, como em geral sucede na responsabilidade e nos termos dos arts 483 e 563, do Civil, nos parâmetros definidos pela chamada teoria da causalidade adequada.