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Pois, tal como provado, o contrato entre as partes encontrava-se em vigor, tendo as partes fixado um regime de exclusividade, vindo a A./Recorrida, no exercício da sua actividade comercial, em execução do acordo estabelecido com o R./Recorrente, a promover e angariar compradores para o imóvel pertencente ao R./Recorrente, que veio a culminar na celebração, entre estes, de um contrato intitulado de «contrato promessa de compra e venda», onde se estipulou que a escritura de compra e venda seria outorgada logo que se encontrassem reunidos todos os documentos necessários para o efeito, mas nunca depois de 30 de Janeiro de 201  Acontece que, antes dessa data, mais precisamente no dia 22 de Dezembro de 2017, o réu F. S. e a mulher F. venderam o dito imóvel à sociedade Y – IMOBILIÁRIA, , sem que antes tivessem distratado o aludido contrato-promessa celebrado com os promitentes-compradores angariados pela A.  Assim, o R./Recorrente ao vender o imóvel a terceiros, inviabilizou o negócio angariado pela Autora, ao transferir para terceiros a propriedade do mesmo art.