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Tal como afirma o TEDH "a nomeação de defensor oficioso não assegura só por si a efectividade da assistência devida ao arguido”1 Ora, tendo em conta este entendimento, e revertendo ao caso concreto, verificando que o arguido, entre as sucessivas nomeações, acabou por ficar abandonado à sua sorte sem que qualquer defensor oficioso realizasse o que a lei determinava — assegurar os subsequentes atos do processo até à nomeação de novo defensor com a consequente responsabilidade disciplinar que possa —, entende-se que não foi assegurada uma efetiva defesa do arguido, que foram reduzidas de maneira significativa as garantias de defesa do arguido, tal como tem entendido o TEDH e, por conseguinte, admite-se o recurso interposto.