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Antes relevando como seu critério delimitativo, dentro da mera culpa, a referida diligência do bonus pater familias.Julgamos, por outro lado que, ao complementar no referido n 1 do artigo 29 o "dolo” do transportador com outra "falta que lhe seja imputável e que, segundo a lei da jurisdição que julgar o caso, seja considerada equivalente ao dolo”, o legislador da Convenção CMR quis remeter para a ordem jurídica nacional a definição do nexo de imputação ao agente da responsabilidade efectivamente apurada”, apenas "deixando de lado os casos em que a mesma se não tenha conseguido estabelecer”.Nesse circunstancialismo residual, em que se não consiga apurar factos tendentes à responsabilização do transportador, "segundo a lei da jurisdição que julgar o caso”, este continuará todavia a ser responsabilizado, com os limites estabelecidos no n 3 do artigo 23, se não provar nenhuma das circunstâncias de tal excludentes, previstas no n 2 do artigo 17 - que a perda, avaria ou demora teve por causa "uma falta do interessado”, "uma ordem deste que não resulte de falta do transportador”, "um vício próprio da mercadoria”ou "circunstâncias que o transportador não podia evitar e a cujas consequências não podia obviar”.