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É, nesta parte, que reside a divergência, porém, na situação que nos ocupa a AT, não lougra concretizar, as circunstâncias concretas que rodeavam a situação laboral do recorrido, para além de referir de forma genérica que a empresa procedia " à contabilização dos valores designados por Quilómetros e Ajudas de Custo pagas aos trabalhadores, constatando-se assim que estes últimas eram pagos de forma regular, não dependendo da apresentação de documentos comprovativos de despesas realizadas pelos trabalhadores, nem visavam a sua respectiva compensação.” Concluido no sentido de que as importâncias auferidas " devem ser consideradas como complementos de remuneração, e como tal constituem rendimentos de trabalho dependente categoria e que deveriam ter sido englobados nos termos do artigo 2 do Código do IRS.” Ora, constitui entedimento pacifico nos nossos tribunais, que temos vindo a acompanhar em sitações de idêntica natureza daquela que ora nos ocupa que, em termos conceituais, as ajudas de custo, quando atribuídas pela entidade patronal, ou seja, pela entidade pagadora do rendimento do trabalho dependente, constituem valores pagos por causa do trabalho, mas não o remuneram, elas tem outros fins, designadamente, a compensação pelos gastos a que o trabalhador careça de encarar, por causa do trabalho e em beneficio deste.