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Entendeu, contudo, o legislador que essa protecção não se devia estender a todo e qualquer imóvel da entidade patronal e que apenas deveria incidir sobre os imóveis que estavam relacionados com a prestação laboral que estava na origem do crédito, determinando, por isso, que o privilégio imobiliário especial concedido ao trabalhador incidia sobre bem imóvel do empregador no qual o trabalhador preste a sua actividade, excluindo, portanto, desse privilégio os imóveis da entidade empregadora que não têm relação com a sua actividade empresarial e que se destinam a outros fins, aqui se inserindo também, de acordo com a doutrina firmada pelo Acórdão Uniformizador de Jurisprudência n 8/20161, os imóveis construídos por empresa de construção destinados a comercialização.