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Argumentam para o efeito que a possibilidade, conferida à apelada, de preencher livremente a livrança, designadamente no que se refere às datas de emissão e vencimento, confere-lhe um poder de dilatar infinitamente no tempo a cobrança do crédito cambiário, revelando-se essa possibilidade, ostensiva e desproporcionalmente desvantajosa para os embargantes, os quais ficaram, por um período de tempo ilimitado, sujeitos a uma indesejável situação de incerteza, o que contraria os ditames da boa-fé objetiva nos contratos sujeitos ao regime das Cláusulas Contratuais Gerais constante do Dec. Lei n. 446/85, de 25/10, como era o caso do contrato junto sob o doc.