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E assim, a análise do artigo 1 da Lei destinada a proteger o utente de serviços públicos essenciais não vai no sentido da restrição colocada pelo autor: a lei refere "Considera-se prestador dos serviços abrangidos pela presente lei toda a entidade pública ou privada que preste ao utente qualquer dos serviços referidos no n. 2 no caso o serviço de fornecimento de energia elétrica), independentemente da sua natureza jurídica, do título a que o faça ou da existência ou não de contrato de concessão.”  É a especialidade deste serviço público na linguagem utilizada pela desenhado no regime do setor elétrico, mesmo posteriormente à sua liberalização, que determina que os litígios de consumo no seu âmbito, não só com a comercialização, mas também com a distribuição, estejam sujeitos a arbitragem necessária quando, por opção expressa dos utentes que sejam pessoas singulares, sejam submetidos à apreciação do tribunal arbitral dos centros de arbitragem de conflitos de consumo legalmente autorizados.