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No caso dos autos, a decisão impugnada nada refere a propósito do funcionamento do procedimento de asilo italiano e das condições de acolhimento dos requerentes de protecção internacional nesse Estado-Membro, não se mostrando possível, através da sua leitura, aferir da existência ou não de um risco actual, directo ou indirecto, de o autor ser sujeito a tratamento desumano ou degradante, na acepção dos artigos 3 da CEDH e 4 da CDFUE.» A 2 instância negou provimento à apelação interposta pelo SEF e fê-lo, essencialmente, com estes fundamentos: « a sentença recorrida mais não fez do que condenar o ora recorrente, em face do alegado pelo recorrido na entrevista e os factos provados nas alíneas a, a diligenciar por informação antes de ordenar a transferência do recorrido para Itália.