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Também se defende, na esteira da doutrina italiana, que o condomínio só se apreende verdadeiramente após total autonomia, a completa separação da propriedade que o desvirtua, não podendo a sua natureza jurídica ser reconduzida a uma propriedade especial, desde logo atendendo ao relevo que é atribuído no regime legal às partes comuns, mas que ao invés de o reconduzir à compropriedade, justifica-se uma terceira via, um direito real típico, propondo até a alteração ao nome para direito real de condomínio.2  Independentemente de se considerar que na propriedade horizontal as partes comuns são instrumentais ou acessórias da propriedade singular de cada um dos condóminos sobre as fracções, independentemente de se considerar que existem titularidades principais ou acessórias ou uma única titularidade, independentemente de se considerar que em algumas situações o direito da propriedade singular sobre cada uma das fracções cede, no contexto da propriedade horizontal, perante o interesse colectivo, decorrente da forçada convivência entre os diversos condóminos que, das partes comuns, forçosamente, se têm de servir, parece-nos que não é possível construir dogmaticamente um conceito de direito real de gozo autónomo do direito de propriedade, já que os condóminos adquiriram, efectivamente, pelo contrato de compra e venda, o direito de propriedade sobre as fracções autónomas identificadas no respectivo título translativo do mesmo direito.