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A eliminação daquele ponto só aparentemente resolve a questão, na medida em que se mantêm os pontos ,  e , que não foram objecto de impugnação, nem o Tribunal viu qualquer necessidade de alterar face à justificação que prontamente deu de que a remessa da carta anónima pelo Réu, não pode querer significar que a tenha elaborado, mas, ao manter toda a restante factualidade incólume, apenas tendo aceite acrescentar dois factos, o que significa que apesar de omisso no elenco factual, o ponto 2 não foi eliminado, porque nenhuma referência lhe foi feita no Acórdão, a sua manutenção que se tem de ter, por ora, como assente, isto é que «O Réu sabia que o teor das cartas prosseguia os fins supra referidos.», incidindo os fins supra referidos sobre toda a matéria constante nos pontos  a 2, na numeração originária advinda de primeira instância, a subsistência desse específico evento contradiz, a se, a conclusão retirada aquando da reapreciação dos pontos  a , já que sendo os pontos  a , a concretização daquele ponto , a eliminação deste e a manutenção daqueles outros, particularmente do ponto 2, torna incongruente a presunção tirada, aqui sim, que a expedição de uma carta por alguém não significa que tenha sido esse alguém a escrevê-la e/ou que tenha tido uma qualquer participação na sua elaboração, quando a restante materialidade indica precisamente o contrário do que se diz, isto é que o Réu, aqui Recorrido, sabia do teor da carta e que com ela estava a lesar o Autor « 21-0 Réu sabia que o teor das cartas prosseguia os fins supra referidos.»), como deflui inequivocamente da matéria constante dos pontos  a 2 Assim sendo, sem embargo de estarmos em sede de Revista, o Supremo Tribunal de Justiça não fica tolhido nos seus poderes de apreciação se os factos em causa, por algum motivo, como acontece no caso dos autos, estejam eivados de contradições lógicas e incongruências, que impossibilitam a tomada conscienciosa de uma decisão de direito sobre os mesmos, nos termos do artigo 682, n2 do CPCivil, sendo pois mister a anulação do julgamento efectuado para se proceder a uma nova apreciação de todos factos postos em crise, tendo-se em atenção a existência do primitivo facto 2. )