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- Em complemento ao que vem de se expor, sublinhe-se que não há prova duplamente indirecta, isto é, de um facto extraído por prova indirecta não se pode extrair outro o que também acontece várias vezes no acórdão recorrido, designadamente para procurar sustentar uma ligação dos factos em causa a , isto é, e nomeadamente, quando o Tribunal infere indirectamente o envolvimento de uma determinada sociedade P., Pr...... ou S......., entre e, logo de seguida, de forma também indirecta, infere uma subsequente ligação entre essas empresas e.  - Mais; de acordo com o Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 15/01/2014, Processo n.o 67/00GAVZL.C1, disponível em www.dgsi.pt): «...) a prova por presunção não é uma prova totalmente livre e absoluta, como aliás o não é a livre apreciação sob pena de abandono do patamar de segurança da decisão pressuposto pela condenação penal, em homenagem ao princípio do in dubio pro ...); que haja uma relação directa e segura, claramente perceptível ...sendo inadmissíveis "saltos” lógicos ou premissas indemonstradas para o estabelecimento dessa relação; ...) há-de exigir-se que a presunção conduza a um facto real ...) sem que concomitantemente se verifiquem circunstâncias de facto ou sejam de admitir hipóteses consistentes que permitam pôr em causa o resultado assim atingido, como sucede varias vezes neste acórdão; por fim, a presunção não poderá colidir com o princípio in dubio pro reo.