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A Autora, no âmbito dos presentes autos, veio pedir a condenação do Estado Português no pagamento da quantia de €00000 a título de danos patrimoniais e não patrimoniais decorrentes da responsabilidade extracontratual por atraso na justiça, por verificação dos respetivos pressupostos facto ilícito, culpa, dano e nexo de causalidade entre o facto e o, por causa do atraso do processo n. 1056/02TBCTX, que correu termos no Tribunal Judicial da Comarca do Cartaxo e posteriormente no Tribunal da Comarca de Lisboa Norte, Instância Central de Loures, Secção Cível - Juiz   	Como salientado pelo Supremo Tribunal Administrativo cfr., entre outros, o Acórdão do STA, de 212007, P. 308/07), a apreciação destes pressupostos implica a densificação de conceitos como o de "prazo razoável”, de "indemnização razoável” e de "danos morais indemnizáveis”, a qual não pode deixar de implicar uma interpretação do direito interno em conformidade com a Convenção Europeia dos Direitos do Homem e com a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, sob pena de "divergência entre a aplicação tida por apropriada na ordem nacional e a interpretação dada pelo Tribunal de Estrasburgo” cfr.