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O tribunal a quo, no exame crítico das provas, depois de valorar a existência um "relatório de alta hospitalar” que, no seu entendimento, comprova a "doença de   extensa em atividade” do, de uma uma "declaração médica” emitida por uma testemunha de defesa dando conta da possibilidade de a alimentação poder influenciar "os níveis de etanol no sangue”) e de um "parecer expresso pela testemunha ...) assessor principal de medicina legal do serviço de química e toxicologia forenses” e do seu que indica a impossibilidade de, independentemente da referida doença, a ingestão de um copo de vinho provocar uma taxa de alcoolemia superior a 1,2 g/, conclui do seguinte modo: "...) o tribunal depara-se com dúvida séria e insanável quanto ao facto de que a taxa de álcool detectada ao arguido através do teste do ar expirado seja apenas resultado da bebida alcoólica ingerida, pois pode estar influenciada pela síndrome de fermentação intestinal também conhecida de síndrome de auto cervejaria por via da doença de  e de que o arguido padece.” Em face da taxa de alcoolemia dada como provada e da afirmação do arguido também dada como provada de que tinha apenas bebido "um copo e meio de vinho, de tamanho normal e próprio para servir vinho” , é compreensível que se entenda existir uma dúvida séria.