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No mesmo sentido se lhe refere o STJ no acórdão proferido em 30/09/2010 no processo n. 341/09TCGMR.GS2, consultável in www.dgsi.pt/, donde extraímos que: "O) o erro de julgamento error in resulta de uma distorção da realidade factual error ou na aplicação do direito error, de forma a que o decidido não corresponda à realidade ontológica ou à normativa.” Sendo certo, que, como temos defendido, o juiz não tem o dever de pronúncia sobre toda a matéria que foi alegada, devendo proceder à seleção do que se lhe releve com interesse para a decisão, tendo sempre presente de pedir e o pedido formulado pelo autor artigo n. 60, ns 3 e 4, do devendo, em obediência ao estipulado no artigo 12 n. 2 do CPPT, discriminar a materialidade dada por provada ou não provada, tudo e sempre,  no respeito pelo princípio da livre apreciação da prova estabelecido no n. 5 do já citado artigo 60 do CPC, segundo o qual a apreciação dos elementos de prova deve ser feita  de acordo com a prudente convicção do julgador relativamente a cada facto, ou seja, a motivação deve formar-se a partir do exame e avaliação que o juiz faz dos meios de prova trazidos ao processo e de acordo com a sua experiência de vida e de conhecimentos pessoais.