Legal Document Excerpt:

de 16/12/2010, "não cessam obviamente no dia em que deixa de trabalhar por virtude da reforma, sendo manifesto que será nesse período temporal da sua vida que as suas limitações e situações de dependência, ligadas às sequelas permanentes das lesões sofridas, com toda a probabilidade mais se acentuarão”, sendo ainda certo que "as limitações às capacidades laborais do lesado não deixarão de ter reflexos negativos na respectiva carreira contributiva para a segurança social, repercutindo-se no valor da pensão de reforma a que venha a ter direito” in Col Jurisprud, Acórdãos do S.T.J., ano , Tomo /2010, pág..   Deste modo, tendo em consideração um tempo de vida provável de 83 anos; a idade da Apelante à data do acidente, que era de 62 anos; a retribuição média mensal que a mesma auferia, e que é de € 230,94; o défice funcional, fixado em 9,71 pontos; uma taxa de juros de 5%, perspectivando que os juros não continuarão tão baixos, quanto o estão, durante muito mais tempo, como vêm alertando os analistas financeiros, cumprindo ainda introduzir o acerto resultante do aumento do valor do rendimento médio mensal, obter-se-á um valor muito aproximado daquele que é proposto pela Apelante, de € 3000,0   Este valor é adequado, mesmo sob o ponto de vista dos critérios da igualdade a que acima se fez referência, não devendo sofrer qualquer abatimento porque os salários e os preços vão conhecendo aumentos ao longo dos anos perspectivados de vida, e, atendendo às partes do corpo afectadas, haverá uma forte probabilidade de com a idade a Apelante vir a sofrer um agravamento do seu estado de saúde, o que implicará uma necessidade acrescida de assistência médica e medicamentosa, assim como do recurso à ajuda de terceiros.