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Ora, é isso que a sentença recorrida não fez inteiramente, pois incluiu, naquilo a que chamou "danos não patrimoniais stricto sensu”, "a natureza e elevada gravidade das lesões e as sequelas que ficou a padecer, as limitações da locomoção, o quadro clínico de foro psiquiátrico, com síndrome ansioso depressivo compatível com o diagnóstico de perturbação de stress pós traumático, e recurso necessário a medicação adequada”, a "dificuldade em subir e descer escadas”, a incapacidade para "correr, saltar, andar de saltos altos, fazer caminhadas, efectuar viagens e passear de mota, praticar ski”, "o período de incapacidade temporária total de 347 dias, o período de incapacidade temporária parcial de 385 dias, a repercussão temporária na actividade doméstica total de 732 dias, a marcha claudicante, a repercussão permanente nas actividades desportivas e de lazer fixável em 3/7, a afectação do seu desempenho sexual com repercussão permanente ao nível da actividade sexual no grau 3/7”, e, mais adiante, justificou a parcela indemnizatória que atribuiu a título de "dano biológico” com o facto de a recorrida ter visto "a sua integridade física atingida de forma irreversível, ficando com 31 pontos de Défice Funcional Permanente da Integridade Físico-Psíquica, com diminuição da qualidade de vida em geral, afectada na sua autonomia física e psíquica” e ter ficado "permanentemente afectada na actividade sexual”, ter "um encurtamento do membro inferior”, apresentar "marcha claudicante”, ter "perda de mobilidade, sem conseguir fazer inúmeras tarefas comuns, acrescendo que ficou a sofrer de uma incapacidade absoluta para o trabalho doméstico”.