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1906, n. 7 do. . O primeiro passo a dar passa por determinar se era de fixar a guarda conjunta com residência junto de um dos progenitores e com um regime de visitas ao ou a guarda compartilhada com residência alternada junto de cada um dos. . Uma passagem pela jurisprudência dos tribunais superiores permite-nos concluir ser posição dominante a admissibilidade da guarda compartilhada, colocando, contudo, como requisito que haja uma boa relação entre os pais ou que, pelo menos, os conflitos entre os pais possam ser de algum modo amenizados requisito que aqui se não. . A solução da residência alternada tem ganhado força, mas para tanto, haverá que promover um tempo de qualidade com ambos os progenitores, de modo a que, cada um deles possa acompanhar o dia-a-dia do seu filho, nos trabalhos escolares, nas brincadeiras, no momento de deitar, etc., levar e ir buscar à escola, conhecer os professores, os amigos, etc.. . Segundo os princípios do direito europeu da família relativos às responsabilidades parentais, a autoridade decisora competente deve levar em consideração factores como: a idade e a opinião da criança; a capacidade e a vontade dos titulares das responsabilidades parentais de cooperar entre si em todas as questões relativas à criança, bem como a sua situação pessoal; a distância entre as residências dos titulares das responsabilidades parentais e a distância para a escola da criança. . O regime da residência alternada só é possível caso os progenitores não residam a longa distância um do outro no caso, residem a cerca de porquanto a menor, em idade escolar, não pode ser obrigada a mudar de escola todos os quinze dias ou, eventualmente, a realizar longos percursos para não faltar às aulas. . Embora ambos possuam condições económicas e de habitabilidade, já as relações conflituosas entre progenitores e a grande distância entre as residências dos progenitores, são requisitos que impedem de todo a atribuição do regime da residência alternada, uma vez que tornam o seu funcionalmente prático deficiente, senão mesmo impossível, quando no valor último a ter em conta, está sempre o superior interesse do menor. . O problema que mais desaconselha no caso o regime da residência alternada é, para lá do acentuado conflito que permanece entre os progenitores, a distância que separa a residência um do outro: o pai mora na Guarda, a mãe em ..., Vila Flor. . Não é assim praticável que a menor frequente um estabelecimento escolar numa cidade quinze dias, para nos quinzes dias seguintes alternar com outro estabelecimento escolar noutro local; ou sequer que a menor realize ao longo de duas semana uma longa viagem diária para não faltar a aulas.