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Em síntese: ) As declarações do co-arguido A feitas perante a autoridade judiciária no decurso do inquérito, com a assistência de defensor, tendo sido o mesmo, então, informado nos termos e para os efeitos do disposto na alínea do n. 4 do artigo 14 do CPP, lidas em sede de audiência de julgamento artigo 35, n. 1, alínea e n. 2, do, que decorreu sem a sua presença, podiam, quanto aos factos incriminatórios que sobre si impendiam, ser objeto de valoração, sujeita ao princípio da livre apreciação, por parte do tribunal; ) Contudo, já não o podiam ter sido, como o foram, na parte em que declarou em prejuízo dos co-arguidos/recorrentes, quando estes se viram privados, pela ausência daquele em julgamento, do direito de, com as mesmas, o confrontarem, por tal não ser compatível com um exercício pleno do contraditório; ) Ao assim ter agido o tribunal a quo procedeu à valoração proibida de prova.