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Respondeu a segunda conclusões) que: a) A responsabilidade contraordenacional das pessoas colectivas, no âmbito da Lei de Televisão e Serviços Audiovisuais a Pedido não exige a concreta identificação das pessoas singulares com intervenção no nexo causal, bastando-se com a prova de uma atuação sob autoridade de tal pessoa colectiva em violação dos deveres de cuidados ou vigilância que sobre ela impendiam; b) A decisão recorrida não padece de qualquer falta de fundamentação, explicitando, de modo exaustivo, a matéria de facto dada como provada e bem assim os concretos meios de prova e a interpretação do que geraram a convicção do julgador; ) Existe evidente prova nos autos de que a Recorrente transmitiu um excerto de um determinado jogo de futebol para além do prazo de 36 horas previsto na alínea do n. 4 do artigo 3 da Lei da Televisão; ) Nos termos da alínea do n. 4 do artigo 3 da Lei da Televisão, os excertos não podem ter uma duração superior a 90 segundos, aqui se incluindo imagens de eventuais repetições – tal como, aliás, tem sido entendimento unânime do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão – e como é consciência da própria Recorrente e resulta do depoimento das testemunhas que esta própria arrolou; e) A Diretiva n. 1/2014 determina que o limite temporal de 90 segundos se aplica às imagens relativamente às quais existe direitos exclusivos da titularidade de terceiros, esclarecendo que tal limite não se aplica à totalidade da peça jornalística em que tais imagens são utilizadas dentro do limite legalmente a qual, naturalmente, poderá exceder tal duração; f) O legislador estabeleceu um regime justo e proporcional para regular a colisão entre os direitos à liberdade de expressão e liberdade de informar com os direitos de propriedade e de liberdade de iniciativa económica, o qual não padece de qualquer inconstitucionalidade; g) Existe evidente prova nos autos da violação da alínea do n. 4 do artigo 3 da Lei da Televisão, posto que o logótipo da Recorrente se encontra sobreposto ao logótipo do titular dos direitos exclusivos sobre tais imagens, impedindo a correta identificação deste; h) Termos em que a decisão recorrida não padece dos vícios que lhe são assacados, devendo manter-se nos seus precisos termos.