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Juiz Desembargador Domingos; ) Transmutando as aduzidas considerações relativas à figura do assédio moral, na vertente do "mobbing”, é possível concluir que o Recorrente foi efectivamente sujeito a tal situação por parte da Recorrida; ) Concretizando, o esvaziamento de funções do aqui Recorrente, adveio por força de uma ordem da entidade empregadora, ao ter sido indicado, como de resto decorre do ponto dos factos provados, mais a este propósito constando dos pontos e; ) Ora, apesar de todo o artificioso enquadramento criado pela empregadora, a verdade é que a referida Unidade de Suporte, nada mais significou para o aqui Recorrente e demais colegas trabalhadores, do que terem sido colocados, sentados a uma secretária, sem rigorosamente nada para fazer, na estrita medida em que estes foram mantidos numa situação de inactividade laboral, debaixo de enorme pressão psicológica; ) Nesta decorrência, não se afigura minimamente inteligível o entendimento perfilhado pelo Meritíssimo Juiz do Tribunal "a Quo”, a propósito da predita USP, o qual é claramenteconclusivo e nada concretizado, tendo em consideração que aquela não se coaduna, de todo, à forma como é descrita na sentença recorrida; ) Mais evidente dos propósitos ínvios desta unidade, não fosse já suficientemente demonstrativa circunstância dos trabalhadores lá se encontrarem sem qualquer tipo de funções atribuídas, temos, ainda, as duas propostas apresentadas pela Recorrida para que otrabalhador rescindisse o contrato de trabalho por mútuo acordo, constantes dos pontos e do elenco dos factos assentes; ) Neste sentido, concatenando a absoluta e prolongada no retirada de funções, com as duas propostas apresentadas para efeitos de rescisão do contrato de trabalho por mútuo acordo, sem que de permeio existam quaisquer evidências, verbi gratia, factos provados, respeitantes a uma procura activa de novas funções, afigurar-se-ia mais lógico entender que esta unidade terá sido "verdadeiramente” criada para atribuir novas funções aos trabalhadores aí alocados, ou como uma mera "via instrumental” para os pressionar a aceitar a desvinculação da empresa a troco de uma quantia pecuniária?