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No âmbito da sua liberdade de gestão, optou, de modo livre e consciente, por imputar os custos nos exercícios em que ocorreram compras efectuadas em sede de execuções) e, não o fez relativamente aos proventos que decorreram dessas revendas; em momento ulterior, após correcções efectuadas pela AT, concluiu que essa consideração de proventos tem que ser, sob pena de ilegalidade por violação do princípio da especialização dos exercícios, imputadas nos anos em que ocorreram os custos e na data da efectiva posse pelos compradores em 1999 e 200 E acentuamos, na sequência do alegado pela Recorrente, que tem sido entendimento reiterado que o princípio da especialização dos exercícios não dever ser visto em termos estritamente rígidos, devendo ser enquadrado à luz do ordenamento jurídico em que se insere.