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2 O cálculo da liquidação de IMT ora impugnada veio a ter por base um valor obtido exclusivamente com referência ao valor patrimonial tributário posteriormente atribuído ao imóvel, facto que perante o reconhecimento por parte da AT de que o valor de venda declarado foi o efetivamente praticado, corresponde à primazia da tributação da recorrente por uma capacidade contributiva manifestada pelo adquirente quando faz a aquisição do imóvel meramente ficcionada em detrimento frontal do direito a ser tributada de acordo com a sua situação individual e concreta, ou seja, pela capacidade aquisitiva efetivamente verificada, em clara violação do art 104 n 3 da CRP "A tributação do património deve contribuir para a igualdade entre os cidadãos”.