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É que se é certo não se surpreender, em nenhum dos critérios estabelecidos nos artigos 4 da LOSJ, 2 e 4 do EMJ para o preenchimento das secções, qualquer alusão literal, nem à «capacidade de relacionamento, interação e congregação de esforços com os restantes nomeados», nem às «condições pessoais para receber os processos da nova Secção em condições de igualdade/equidade com os restantes nomeados», a verdade é que o segundo critério a que o artigo 4, n. 2, da LOSJ manda, sucessivamente, atender é a «conveniência do serviço», que por se tratar de um conceito indeterminado confere à entidade demandada a chamada discricionariedade criativa9, caraterizada por um poder que, embora vinculado aos preceitos legais, lhe deixa uma margem de verdadeira discricionariedade para fazer operar o preenchimento daquele conceito «conveniência do serviço» , nomeadamente mediante o aditamento de novos pressupostos do ato, ou seja, mediante o "alargamento conjuntivo da previsão” 1 E na medida em que este conceito indeterminado de «conveniência do serviço» confia à entidade demandada a tarefa de formulação de valorações próprias do exercício da sua função com vista ao respetivo preenchimento, estamos também perante uma atuação administrativa que, segundo entendimento unânime da doutrina11 e da jurisprudência12 só em casos de erro manifesto de apreciação ou de aplicação do critério manifestamente inadequado pode ser objeto de controlo jurisdicional e, por isso, sindicada.