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Alega o apelante, a sustentar a sua discordância o seguinte: "Não se verifica justa causa de despedimento, mesmo sem a decisão quanto à impugnada decisão da matéria de facto as condutas apontadas e consideradas como provadas não revelaram qualquer comportamento estranho, persistente, reiterado no tempo, tudo se passa em dois meses, não resulta dos factos provados qualquer desinteresse do trabalhador no exercício das suas funções ou prejuízo para empresa ou para o cliente/condomínio, executava as tarefas sob as ordens, direção e subordinação hierárquica da entidade patronal há mais de cinco anos nunca tendo sido alvo de qualquer reparo ou procedimento disciplinar, nunca houve beneficio para si próprio ou outra pessoa, não se compreende como pode ter-se como certo estar comprometida irremediavelmente a subsistência da relação de trabalho entre a entidade patronal e o trabalhador, não houve discussões, desacatos, não se pode concluir estar ferida a sensibilidade e a liberdade psicológica de uma pessoa normal colocada na posição do empregador, ou seja a continuidade do vínculo não representaria uma insuportável e injusta imposição à empresa de segurança, importando referir que até à decisão e notificação nunca o trabalhador foi substituído, reitera-se, afigurando-se, em consequência, ser o despedimento-sanção desproporcional à gravidade das transgressões que o Tribunal a quo deu como efectuadas apesar de estarem factos impugnados e que terão decisão), não basta ter ocorrido a violação culposa e sem justificação dos deveres laborais que sobre o trabalhador impendem para que haja justa causa.