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De todo o modo, é claro que não é a negligência consciente que emana da factualidade considerada apurada, designadamente da descrita nos pontos 4, 5, 11 e 20 dos Factos Provados, com a seguinte redação:  « Quando a arguida encetou a marcha atrás, embateu no corpo da assistente ..., atingindo-a com a parte traseira do veículo e provocando a sua queda, tendo ficado tombada.» « A arguida imobilizou o veículo quando se apercebeu dos gritos de desespero de quem ali estava.» «1 A arguida não fez qualquer manobra de recurso para evitar o atropelamento, designadamente nem sequer travou antes do embate ou procedeu a qualquer manobra de evasão, estando desatenta e distraída.»  «2 Podia e devia prever que, continuando a fazer aquela manobra naquelas condições, era fortemente provável que fosse embater no corpo da assistente ..., porquanto a mesma havia ali ficado parada quando a arguida entrou no veículo, o que era previsível para qualquer condutor medianamente cauteloso.»   Da transcrita factualidade resulta que a arguida não chegou sequer a representar como possível que na execução da manobra de marcha atrás o veículo que conduzia embatesse na vítima – embora pudesse e devesse prevê-lo – o que integra a negligência inconsciente do artigo 1, al.