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Como refere o Acórdão da Relação de Coimbra 222/0JACBR.C2, datado de 09-05-2012:  - As escutas telefónicas, constituindo, embora, um meio de obtenção de prova, não deixam de ser simultaneamente um meio de prova, dado que, regularmente efetuadas, uma vez transcritas, passam a constituir prova documental;  - A transcrição das escutas assim realizadas constitui prova documental sujeita a livre apreciação pelo tribunal, nos termos do art 127, do Código de Processo Penal, mesmo que não lida nem examinada em audiência;  - As transcrições das escutas telefónicas – prova documental – podem mesmo surgir como único meio de prova a sustentar a convicção do tribunal. )