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Para tanto, alegou, em súmula, o seguinte: – é proprietário das fracções A e B do prédio do Réu, as quais são lojas, e que imediatamente por cima das mesmas situa-se a fracção da qual a 2 Ré é proprietária, tendo esta um terraço que serve de cobertura a parte das mencionadas lojas ; –em 1997/1998, começaram a surgir manchas de infiltrações nos tetos das ditas lojas onde o Autor exercia a actividade comercial de venda de mobiliário, tendo o mesmo, face à inércia do Réu, acabado por fazer obras de impermeabilização do terraço por cima das mesmas ; –tendo nessa altura ficado acordado com o Réu que o montante de € 500,00 que gastou nas obras seria compensado com a sua quota-parte das despesas de conservação e fruição das partes comuns do prédio ; –as infiltrações cessaram em virtude das referidas obras, mas entre 2003 e 2005 o terraço da fracção foi sujeito pela 2 Ré a obras de modernização, com alteração do pavimento, momento a partir do qual voltaram as infiltrações ; –os Réus descartaram-se de qualquer responsabilidade, nada tendo feito, pelo que cada vez que chove de imediato aparece água nas lojas do Autor, estando os tetos em pladur das mesmas, em consequência, totalmente danificados e amarelados, sendo necessária a sua substituição ; –sendo que também as paredes das lojas necessitam de reparação e de pintura visto terem uma aparência amarela devido à água proveniente das infiltrações ; –já não ocupa pessoalmente as lojas, mas arrendou-as, tendo vindo a ter prejuízos em consequência das mencionadas infiltrações que se têm vindo a agravar ; –arrendou a fracção A em 102012, pela renda mensal de € 500,00, tendo a arrendatária, contudo, cessado o contrato em 212013 por causa das infiltrações ; –conseguiu arrendar tal fracção somente em 002014 dado que nenhum arrendatário se interessou pela utilização do espaço devido às infiltrações existentes, sendo que o fez apenas pela renda mensal de € 400,00, prevendo-se na adenda do contrato que o montante da mesma passaria para € 450,00 logo que fosse resolvido o problema das infiltrações ; –quanto à fracção B, a mesma esteve arrendada desde 102010 pela renda mensal de € 500,00 mas, também devido às infiltrações, a arrendatária denunciou o contrato e entregou o locado em Junho de 2012 ; – sendo que apenas em 002014 o Autor conseguiu voltar a arrendar a fracção em causa e pela mesma renda mensal, sucedendo porém que logo em 012014 a arrendatária cessou o contrato em virtude das mencionadas infiltrações ; – teve, deste modo, um prejuízo de € 1500,00 relativo ao montante das rendas que teria recebido não fossem as infiltrações, acrescentando ainda ser-lhe devido o valor de € 006,10 correspondente ao custo, com IVA, de substituição dos tetos de pladur danificados em ambas as lojas e da reparação e pintura das respectivas paredes.