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Ora, tal factualidade torna óbvio que o imóvel vendido à autora não possui as qualidades necessárias para a realização do fim a que se destinada posto que à garagem individual da autora, assim como às partes comuns das garagens, acorrem águas por efeito de infiltração) que levam à formação de manchas e bolores no seu interior, tornando assim impossível que, no tempo de chuva, se guardem ali bens, sendo certo que é suposto que a garagem seja isenta de humidades para que os seus proprietários ali possam guardar o que lhes aprouver, sendo de esperar que os edifícios estejam dotados de elementos que impeçam a entrada de água no seu interior, do que se conclui que a ré estará, inequivocamente, obrigada a proceder à eliminação/reparação quer dos defeitos existentes na garagem privativa da autora, quer daqueles verificados nas zonas comuns das garagens, tendo a autora legitimidade para exigir também a realização de obras nestas partes comuns, por ser comproprietária das mesmas cfr.