Legal Document Excerpt:

Por outro lado, no que respeita ao dolo de acção, compreendendo as manobras e tarefas em que se materializa a condução automóvel, referem os pontos 8 e 9 dos factos provados que o «arguido sabia que conduzia o indicado veículo na via pública após ter ingerido bebidas alcoólicas de qualidade e em quantidades tais que determinar-lhe-iam necessariamente uma TAS superior a 1,2 g/e não ignorava que, por esse facto, estavam consideravelmente reduzidas as suas faculdades psicológicas necessárias à condução automóvel, designadamente no que respeita à coordenação das funções de sensação e de perceção e à coordenação motora» e que «não obstante, não se absteve de conduzir tal veículo nos termos e condições acima descritos, o que fez voluntária e conscientemente».