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No que respeita à fundamentação da decisão sobre a matéria de facto, a que se refere especificamente a exigência da parte final do artigo 374, n 2 do CPP, o exame crítico das provas permite é a sua função que o tribunal superior, fazendo intervir as indicações extraídas das regras da experiência e perante os critérios lógicos que constituem o fundo de racionalidade da decisão o processo de decisão), reexamine a decisão para verificar daexistência dos vícios da matéria de facto a que se refere o artigo 410, n 2 do CPP; o n 2 do artigo 374 impõe uma obrigação de fundamentação completa, permitindo a transparência do processo de decisão, sendo que a fundamentação da decisão do tribunal colectivo, no quadro integral das exigências que lhe são impostas por lei, há-de permitir ao tribunal superior uma avaliação segura e cabal do porquê da decisão e do processo lógico-mental que serviu de suporte ao respectivo conteúdo decisório cfr., nesta perspectiva, o acórdão do Tribunal Constitucional, de 2 de Dezembro de.