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SEM PRESCINDIR, E não obstante a Sentença proferida em 10/02/2020 ter sido anulada pelo Douto Tribunal da Relação do Porto, a verdade é que não podemos deixar de realçar a dualidade de critérios existente entre aquela e a da qual ora se recorre, senão vejamos: o Na Sentença proferida em 10/02/2020, entendeu a Mm Juiz que, condenando os Réus no valor de €500,00 cinco e quinhentos, ou seja, exatamente na quantia que havia já sido proposta pelo Réu FGA na fase pré-judicial, a recusa da Autora não se mostrava injustificada, pelo que havia que considerar os períodos de 30/12/2017 a 08/01/2018 e desde 20/01/2018 até à data da instauração da ação, bem como desde a citação até à integral e efectiva reparação; o Já na Sentença da qual ora se recorre, condenando a Mm Juiz num valor inferior ao que havia sido proposto pelo Réu FGA, entende já que só há a ter em conta 29 dias de paralisação, pois a Autora podia já ter aceitado um valor até superior em 07/02/2018, raciocínio que não se compreende e que coloca até em causa o princípio da paz e segurança jurídica e que só se explica pela aplicação, errónea e violadora do disposto no artigo 562 e 566 do , do artigo 42/2 do 291/2007, de 21 de agosto.Foram apresentadas contra-alegações.Colhidos que se mostram os vistos legais e nada obstando ao conhecimento do recurso, cumpre decidir.