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Esta direção implica a concessão de poderes tendentes a assegurar a regularidade da instância e o normal andamento do processo, só excecionalmente cabendo às partes o ónus de impulso processual subsequente, ligado ao princípio do dispositivo.”  No caso em apreço, a suspensão da instância ocorreu na audiência de julgamento, pelo que, ao contrário do entendido pelo Tribunal recorrido, a parte não estava obrigada a qualquer impulso processual, por força da lei, uma vez que a tramitação a seguir era a de designação de data para julgamento, o que não depende de qualquer pedido das partes, tendo, incorrectamente, sido determinado, no despacho de 7/11/2018, a notificação das partes para impulsionarem os autos, se assim o entendessem, no prazo de 10 dias, com a advertência de que se nada dissessem decorridos seis meses desde o fim do prazo de suspensão – ou seja 16/12/2018), a instância seria julgada deserta nos termos do art.