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À luz desta regulamentação, consideravam-se os baldios como estando integrados no "domínio comum das autarquias”, que incluía a "propriedade comunal” dos residentes numa determinada circunscrição administrativa ou parte dela, os quais eram representados pela autarquia local a que pertencessem, que sobre eles exercia meros poderes de administração e de polícia  Com a entrada em vigor do de 1966, que nenhuma referência fazia às coisas comuns, omissão interpretada como intenção de abolir a categoria, partindo ainda da consideração de que os baldios não estavam fora do comércio, podendo ser apropriados e adquiridos por usucapião, a par das múltiplas leis que permitiam às autarquias a sua posse e simples alienação, no final do Estado Novo a doutrina tendia a ver nos baldios uma propriedade privada: eles pertenceriam ao domínio privado das autarquias, sujeitos embora à afectação especial de permitirem certas utilizações e fruições tradicionais por banda dos habitantes de determinada circunscrição administrativa ou de parte dela  Revertendo agora ao caso dos autos, resulta a nosso ver evidente dos factos assentes que a parcela pelos RR justificada no ano de 2001 e, bem assim, o prédio inscrito na matriz urbana da freguesia da Lousã sob o artigo 2756, integravam o denominado Baldio de B... , participando da sua destinação e utilização comunitárias -ao que os mesmos factos indiciam sob administração camarária- até ao ano de 195 Tratava-se, portanto, de terreno baldio que os RR, todavia, pretendem ter adquirido por usucapião.