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EE) Em face do todo o exposto, merece a argumentação da Recorrente prosperar, não devendo prevalecer na ordem jurídica a douta sentença na parte recorrida, porque incorre em vícios e enferma de erro, julgando-se por conseguinte procedente o recurso ora interposto.»  A Fazenda Pública, apresentou as suas alegações, tendo formulado as seguintes conclusões: «1) A sentença em apreço, julgando parcialmente procedente a impugnação, anulou a liquidação de IVA no valor de 137546$ Eur: 7714,90) decorrente da correcção das faltas em existências, com fundamento na ocorrência de erro nos pressupostos relativamente à aplicação da presunção constante do art.80 do CIVA, invocando, para tanto, em síntese, que a demonstração de que os bens se encontram em falta ...), envolve, pois, necessariamente, o recurso a operações de inventariação, o que não foi feito, admitindo-se, por outro lado, que a contabilidade da impugnante não reflecte nas existências finais em 31/12/2001 o saldo da conta de compras de bens usados, no valor de 857799$, ficando por esclarecer a divergência, nos elementos da contabilidade, entre o registo de compras de bens usados e o inventário final de existências a 31/12/200 2) A propósito da correcção em causa, refere-se no relatório de inspecção tributária p. 33 e s.) que o aludido valor de 857799$ resulta do saldo da conta de compras de bens usados, conta POC 319, expurgado do valor das vendas destes bens ao sujeito passivo R...... 1156700$ - 299901$), sendo, assim, esse o valor dos bens adquiridos em estado de uso, retomas, registados em compras, que não constam registados em vendas, a contabilidade não os releva nas existências finais em 31/12/01, e não foi apresentado qualquer comprovante do seu destino, no decorrer da acção inspectiva, apesar da insistência dos técnicos, ...).