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No caso em apreço, se se atentar no conteúdo da procuração transcrito no ponto 1 da matéria de facto verifica-se que, diversamente do sustentado pelo recorrente, a autora A conferiu a Manuel da , "plenos poderes para com livre e geral administração : reger e gerir, conforme entender melhor, todos os bens e direitos deles outorgantes; para fazer e aceitar arrendamentos, mesmo que constituam ónus real, estipulando os prazos, rendas e condições dos contratos, bem como para prorrogá-los, renová-los ou rescindi-los; para cobrar e receber todas as quantias, valores e rendimentos certos ou eventuais, vencidos e a vencer, que lhe pertença ou a que tenham direito, seja qual for a sua proveniência”, ou seja, deve aceitar-se que os poderes gerais e amplos conferidos pela autora abrangiam a administração de todos os seus bens e direitos, onde, naturalmente, se inclui o direito à herança aberta por óbito de Ilda ... . Certo é que a concessão de poderes para reger e gerir com livre e geral administração os bens e direitos do representado não é – não pode ser - uma autorização para o arbítrio ou um consentimento na celebração do negócio em desequilíbrio dos interesses deste, devendo antes ser entendida como o faria um declaratário normal colocado na posição do procurador cf.