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Não deixa de haver, porém, quem sem pôr em causa o rigor desta conceção, entenda ser possível face aos textos legais superar de algum modo a oposição entre as conceções subjetivistas e objetivistas do instituto, sustentando que a noção dada pelo artigo 1251 não afasta de modo algum o entendimento de que na posse existe uma ligação, um nexo tal entre os dois elementos referidos que só do ponto de vista conceitual, teórico, se torna viável a sua separação Ora, no caso em apreço, atenta a matéria de facto dada como provada, não pode deixar de concluir-se pela posse da autora e dos intervenientes sobre o prédio a que se alude no ponto 1 dos factos provados, quer se defenda uma ou outra conceção de posse, sendo manifesta a existência de atos materiais de relacionamento da autora e dos intervenientes com o dito prédio, bem como a intenção de agir por parte daqueles como titulares do direito correspondente a tais atos.