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Assim sendo, no caso, é a seguinte a questão a decidir:  - Saber se ocorreu erro de julgamento na decisão da matéria de facto e, consequentemente, erro na apreciação jurídica efetuada; - Saber se os factos apurados são ou não suscetíveis de integrar o conceito de violência para efeito da restituição provisória de posse.Os factos  A primeira instância proferiu a seguinte decisão quanto à matéria de facto:   Com base na prova efectuada na fase anterior ao exercício do contraditório por parte dos requeridos, foram considerados provados os seguintes factos:   O prédio rústico composto por cultura arvense de sequeiro e mato, com a área de 1999m², sito no lugar denominado "”, na freguesia de ..., concelho de ..., encontra-se descrito na Conservatória do Registo Predial de ... sob o n ..., da referida freguesia e inscrito na matriz predial respetiva sob o artigo ....   Encontra-se inscrita a favor dos primeiros requerentes, com data de 12018, a aquisição por usucapião de quota correspondente a 1/6 do prédio descrito em   Encontra-se inscrita a favor dos primeiros requerentes, com data de 12018, a aquisição por usucapião de quota correspondente a 1/6 do prédio descrito em   Encontra-se inscrita a favor dos requeridos, com data de 22006, a aquisição por compra de quota correspondente a 2/3 do prédio descrito em   Os requerentes, por si e seus antepossuidores, têm utilizado o imóvel descrito em 1 por mais de 80 anos consecutivos, administrando-o, benfeitorizando-o, cultivando e colhendo os respetivos frutos, cortando o mato, aproveitando a lenha e fruindo de todas as utilidades proporcionadas pelo mesmo.