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Por conseguinte, o abono de família que a requerente recebe relativamente aos dois filhos menores também não deve ser considerado para o efeito da determinação do rendimento auferido pelo agregado familiar.” O segundo, e muito recente, foi proferido por este Tribunal da Relação de Évora a 14-07-2021, teve como relator Mário Coelho, está também disponível em www.dgsi.pt e considerou de igual modo que "visto que a lei expressamente determina que o abono de família é uma prestação que visa compensar os encargos familiares respeitantes ao sustento e educação das crianças e jovens, a mesma não tem qualquer natureza salarial – não é o correspectivo devido ao trabalhador pela sua prestação laboral – e enquadra-se na excepção prevista na segunda parte do artigo 1 do 70/2010, motivo pelo qual jamais poderia ser tomada em consideração para efeitos de cálculo da condição de recursos da Requerente.” Também é este o nosso entendimento, pelo que julgamos procedente o recurso interposto pelo MP.