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n. 40821A, disponível em http://www.dgsi.pt) que "os atos consequentemente inválidos por causa da anulação do ato precedente são apenas aqueles cujos efeitos não possam manter-se sem ofensa do caso julgado ou desconformidade com a sentença, concretamente, aqueles cujos efeitos têm necessariamente de ser destruídos para que se possa reconstituir a situação hipotética atual, na medida em que seja imposta pela sentença anulatória, em função dos respectivos fundamentos.” E que, com evidentes reflexos no caso que ora nos ocupa, "a execução da sentença anulatória de um concurso não impõe forçosamente a destituição de um funcionário do lugar a que acedeu por virtude do ato anulado quando, retomado o concurso sem reincidência nos vícios, voltou a ser graduado em  lugar”, apenas se permitindo a quem obteve a anulação do ato exigir "a destruição daqueles efeitos que sejam incompatíveis com o reexercício legal do poder administrativo.” Assim ,  56- descendo ao caso em análise , verifica-se que a consequência da anulação do acto impugnado, e sendo este acto impugnado o despacho de homologação da lista unitária de ordenação dos candidatos do procedimento concursal com a referência , não é o de considerar de imediato nulo o contrato de trabalho a tempo indeterminado celebrado entre o Município e a Contra-Interessada , mas , sim de ordenar o Recorrente Município cumprir a falta de fundamentação de tal acto , até porque a aqui Contra-Interessada foi admitida a concurso desde início do dito concurso , ou seja , antes do alegado alargamento de habilitações que o júri possa ter feito , e reunia condições para a sua candidatura ser admitido , como o foi .