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artigos 2, n. 1 e 26, n. 4, da Constituição da República Portuguesa, o reconhecimento da imediata lesividade da decisão de indeferimento do pedido de prova do preço efetivo e, por conseguinte, da sua impugnabilidade direta; 2	Neste sentido, veio já o Supremo Tribunal Administrativo reconhecer, em acórdão datado de 012014, proferido no processo n. 0881/12 amplamente citado no despacho, a lesividade da decisão de indeferimento do pedido de prova do preço efetivo e, como tal, a impugnação contenciosa e autónoma da mesma através de ação administrativa especial; 2	Resulta evidente a lesividade do ato e a sua imediata impugnabilidade, razão pela qual a exceção invocada pelo Recorrente não poderá deixar de ser julgada improcedente, e, em consequência, deverá o presente recurso subordinado ser julgado improcedente e mantido o despacho saneador nesta parte; 3	Também não assiste razão ao Réu, ora Recorrente, na alegada exceção de cumulação ilegal de pedidos uma vez que no âmbito do procedimento instaurado ao abrigo do artigo 13 do Código do IRC não é exigido à administração tributária o exercício de qualquer atividade que envolva o exercício de um poder discricionário, ou qualquer valoração própria do exercício da atividade administrativa, porquanto a solução legalmente possível, em face dos elementos que o contribuinte apresentar à administração tributária, é apenas de, objetivamente, confirmar ou não que a prova apresentada demonstra o preço efetivamente praticado; 3	A posição sufragada pelo Recorrente, segundo a qual a participação da administração tributária naquele procedimento envolve valorações próprias do exercício da atividade administrativa, também nunca poderá ser aceite, porquanto, a admitir-se tal entendimento, estar-se-ia a violar o princípio constitucional da prevalência da tributação do lucro real e efetivo, previsto no artigo 10, n. 2, da CRP, bem como os elementares princípios da segurança e da certeza na definição das relações jurídicas devendo, com base no exposto, ser julgada improcedente a exceção suscitada pelo Recorrente nas suas alegações de recurso subordinado; 3	No que concerne à exceção de litispendência ou caso julgado suscitada pelo Recorrente nas suas alegações de recurso subordinado, entre a presente ação e uma eventual impugnação judicial deduzida contra a liquidação adicional de IRC, destaque-se que, em nome do princípio da concentração da defesa na contestação, a invocação de exceções deve ter apenas lugar em sede de contestação; 3	O próprio n. 1 do artigo 8 do CPTA, aplicável ex do n. 2 do artigo 9 do CPPT, dispõe que "Na contestação, deve a entidade demandada deduzir, de forma articulada, toda a matéria relativa à defesa e juntar os documentos destinados a demonstrar os factos cuja prova se propõe fazer”, de onde se retira que a invocação de novas exceções é inadmissível em sede de recurso subordinado, por intempestiva; 3	Deste modo, não tendo tal exceção sido invocada no momento oportuno, não deve agora relevar-se a invocação da referida exceção de litispendência ou caso julgado no caso em presença; 3	Caso assim não se entenda, o que apenas por dever de patrocínio se admite, sem conceder, sempre será evidente a sua improcedência, uma vez que embora existisse uma identidade de sujeitos entre a presente ação e a eventual impugnação judicial que tivesse sido deduzida contra o ato tributário de IRC, sempre se verificaria a inexistência de identidade de pedidos e de causa de pedir; 3	No caso vertente a causa de pedir refere-se à ilegalidade da decisão de indeferimento do requerimento de prova do preço efetivo na transmissão de imóvel por violação, designadamente, dos princípios constitucionais da reserva à intimidade da vida privada, do Estado de Direito, do acesso ao direito à tutela jurisdicional efetiva, da proporcionalidade e da tributação das empresas pelo rendimento real, bem como à infração do vertido no artigo 6-B da LGT, e o pedido consiste na anulação da supra mencionada decisão de indeferimento e sua substituição por outra que defira o pedido de prova de preço efetivo apresentado pelo ora Recorrido, enquanto que no referido processo de impugnação judicial a causa de pedir traduzir-se-ia na ilegalidade do ato tributário de IRC e o pedido seria, precisamente, a anulação desse ato tributário e das correções consubstanciadas no mesmo; 3	Os efeitos jurídicos pretendidos na presente e naquela ação seriam distintos, pelo que as exceções de litispendência e de caso julgado alegadas pela ora Recorrente devem ser julgadas improcedentes; 3	Em face de todo o exposto, deve ser julgado improcedente o presente recurso subordinado, mantendo-se o decidido quanto à matéria de exceções no douto despacho saneador.