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Por outro lado, para referir que a circunstância de o legislador ter prescindido de um elemento volitivo dirigido àsconsequências imediatas de determinado comportamento não obsta à afirmação de que o assédio moral, em qualquer das suas modalidades, tem em regra associado um objetivo final "ilícito ou, no mínimo, eticamente reprovável” g. a discriminação, a marginalização/estigmatização ou neutralização do trabalhador, atingir a sua auto-estima ou, no tocante ao "assédio estratégico”, os objetivos específicos supra.&gt;&gt; Ora, pese embora resulte deste acórdão do STJ a conclusão de que a lei estipula que no assédio não tem de estar presente o "objetivo” de afetar a vítima, bastando que este resultado seja "efeito” do comportamento adotado pelo "assediante”, tendo o legislador prescindido de um elemento volitivo dirigido às consequências imediatas, acaba por se aceitar que o assédio moral, em qualquer das suas modalidades, tem em regra associado um objetivo final ilícito ou, no mínimo, eticamente reprovável.