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30 também do P.  E mesmo que assim não se entenda e se mantenha a condenação da ora Recorrente:   deverá a decisão recorrida ser alterada, condenando-a em pena de multa de 100 dias à razão diária de € 5,00 perfazendo o montante de global de € 25   E deverá ser reduzido o montante indemnizatório a pagar aos demandantes para um valor nunca superior a € 100    Respondeu ao recurso a Digna Magistrada do Ministério Público, formulando no termo da contramotivação as seguintes conclusões:  ﻿ Nos presentes autos, foi a arguida  A...  condenada, como autora material, pela prática de quatro crimes de perturbação da vida privada e um crime de difamação previstos e punidos, respectivamente, pelos artigos 19, n. 2 e 18, n. 1 do Código Penal na pena única de 200 dias de multa à taxa diária de € 7,00 euros e na indemnização total na quantia de € 450,0   A arguido recorre da sentença condenatória proferida pelo Tribunal a quo invocando para o efeito que:  ﻿ O Tribunal a quo não apreciou, nem valorou correctamente a prova produzida em sede de julgamento nestes autos que conduziu à sua condenação pois revela uma contradição insanável ao dar como provado que a arguida ligou para o telemóvel do assistente chegando a efectuar mais de 15 telefonemas no mesmo dia e as chamadas não foram em número superior a 10 factos provados, e) devendo alterar-se o factos para "chegando a efectuar dez telefonemas no mesmo dia".