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Significa, pois, que, ao invés do que sucede com os crimes de natureza pública ou semi-pública, nos crimes particulares, o Ministério Público surge numa posição de subordinação à do assistente, na medida em que a prossecução do procedimento, a sua introdução em juízo, fica garantida pela mão deste, sendo, para tanto, irrelevante que o Ministério Público considere verificarem-se, ou não, suficientes indícios do crime em questão e/ou de quem foram os seus autores, juízos insuscetíveis de limitar a atuação do assistente, o qual pode acusar por outros crimes de natureza particular, como pode estender a acusação particular a outros agentes, que não os indicados pelo Ministério Público – posto que, por aqueles e contra estes, tenha tempestivamente exercido o correspondente direito de queixa.