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É que, à segunda instância cabe apenas " proceder ao julgamento da decisão de facto por forma a corrigir erros de julgamento patentes nos tribunais de  instância, mas dentro de limites que não podem exacerbar ou expandir-se para além do que a lei comina.”  Daí que, aquando da formação da convicção pelo ad quem, importante é não esquecer que, se é certo que o princípio da imediação não pode constituir obstáculo à efectivação do recurso da matéria de facto, a pretexto de, na respectiva decisão, intervirem elementos não racionalmente explicáveis, a verdade é que  o que ninguém ousa questionar  muito do apreendido pelo Julgador da primeira instância nunca chega - porque não é gravado ou registado - ao ad quem, sempre existindo inúmeros factores difíceis de concretizar ou verbalizar e que são importantes e decisivos em sede de formação da convicção , e , consequentemente, no âmbito do julgamento da impugnação da decisão de facto, há-de - compreensivelmente - a Relação evitar a introdução de alterações quando não seja possível concluir, com a necessária segurança, pela existência de um erro de apreciação da prova relativamente aos concretos pontos de facto impugnados.6)  Isto dito, importa começar por recordar que, em sede de cumprimento do disposto no n 4, do art 607, do CPC, teceu o Tribunal a quo, de entre outras, as seguintes explicações/justificações : " No caso concreto, as partes ouvidas em declarações foram unânimes em admitir que as fracções estavam mobiladas, ainda que não integralmente; que chegaram a pernoitar nas fracções e a receber pessoas nas mesmas tendo de igual modo sido unânimes em dizer que as mesmas não se encontravam concluídas.