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100/01TMFAR.E1; 27-A conclusão apenas do 9 ano de escolaridade, a suspensão do curso técnico profissional, a dificuldade de se relacionar com os pares, e com eles estabelecer uma relação real, sustentada e consistente e o isolamento de outros jovens da sua idade, são o resultado dos maus-tratos a que PC foi sujeito; 28-Estamos, por isso, perante uma progenitora maltratante cuja conduta se reflectiu, necessariamente, não só na formação da própria personalidade de PC que também ele se viu forçado a recorrer ao acompanhamento psicológico e psiquiátrico), como também, de um modo mais visível, no seu percurso social, escolar e profissional; 29-Por sua vez, a conduta de SC relativamente à filha configura-se numa negligência, grave, que se consubstancia, no geral, para além de uma omissão num pedido de ajuda, à SCML, para integrar a menor em berçário; numa alimentação deficitária da menor; na entrega da menor a amas de cuja idoneidade não procurava certificar-se; na responsabilização de PC para cuidar da menor, nos períodos da manhã e do fim do dia; na não aquisição de produtos essenciais a garantir a higiene da menor; no não tratamento da higiene da habitação;  30-Todas estas deficiências/omissões, algumas das quais já vinham provocando à menor infecções respiratórias e diarreias, observáveis nas consultas que ocorreram no Centro de Saúde, provocaram também em CG um quadro clínico descrito no ponto 125; 31-SC iniciou acompanhamento em psiquiatria em Fevereiro de 2017 e em psicologia a partir de Julho de 2018; 32-Tal acompanhamento, de acordo com o depoimento da médica-psiquiatra e da psicóloga, considerados no seu todo, foi efectuado nos termos constantes nos pontos 276-B e 278-A; 33-Por força do contexto em que tal acompanhamento foi efectuado, no dia 27/12/2018, em entrevista ao CAFAP, SC apresentou-se em estado de grande fragilidade, revelando todas as sua fobias, de forma exacerbada, e com um discurso totalmente desconexo, de tal forma que o técnico do CAFAP esclareceu que, àquela data, entendeu que CG deveria ser encaminhada para adopção; 34-Ora, perante esta situação e quando se trata de definir o projecto de vida de CG, entendemos que, para se poder aplicar à menor uma medida de promoção e protecção em tempo útil, tem de se poder prever o futuro e, para que se possa prever esse futuro é necessário fazer uma avaliação rigorosa do passado da sua progenitora; 35-Não podemos, por isso, ignorar o passado de SC, designadamente na relação com o seu filho PC, para podermos prever como SC, eventualmente, exercerá o seu papel de mãe relativamente à sua filha CG; 36-Mas, temos de o fazer em tempo útil, para a menor, sob pena de não estarmos a satisfazer os seus interesses; 37-O princípio da actualidade haverá, forçosamente, de se conjugar aqui com o conceito de tempo útil da criança, de forma a não prejudicá-lo; 38-É sobre o período de vida de SC entre 2012 e 2015 no que se refere à relação com o filho a que se segue o período desde Setembro de 2015 até ao encerramento da instrução no que se refere à relação com a sua filha que deve, essencialmente, recair o juízo de prognose do qual haverá de resultar a definição, neste momento, do projecto de vida de CG; 39- É óbvio, que o interesse da própria menor, impõe que, em casos como o presente, em que decorre um período de cerca de 18 meses, desde o início do debate até à decisão, se tenha também em atenção tudo o mais que, entretanto, vier a ocorrer e que pode ajudar o tribunal a aplicar a medida que se revele a mais adequada; 40- Se o interesse de CG é superior ao de sua mãe – art.