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Para o Apelante, na situação em análise, tem de se partir da premissa que o ato de licenciamento praticado para o prédio em causa não previu qualquer área descoberta para a fração "A”, e que a habitação do  andar/fração "B” é que tem acesso ao quintal e ao terraço da ampliação no r/, que é feito por umas escadas exteriores que estão representadas desde a licença inicial, ou seja, que a fração A, propriedade dos autores, não possui área descoberta, mas que o mesmo não sucede com a fração B, correspondente a uma habitação no  andar, que tem acesso ao quintal e ao terraço da ampliação do r/E sendo assim, contrariamente ao que foi decidido pelo Tribunal a quo, nos termos do artigo 142 do as obras cuja legalização foi pedida pelos s , apenas têm de ser aprovadas em assembleia de condóminos por uma maioria que represente 2/3 do valor total do prédio e desde que as pretendidas inovações não prejudiquem a utilização, por parte de algum condómino, tanto das coisas próprias como das coisas comuns, sendo que, no caso, também diversamente do que foi decidido pela  Instância, considera que essas obras não prejudicam nenhum dos condóminos.