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716, n. 9, ocorre o seguinte: No momento em que a execução é instaurada, uma parte da obrigação é líquida e a outra é ilíquida; O executado é citado para contestar a liquidação no prazo de 20 dias, em oposição à execução, mediante embargos, com a advertência de que, na falta de contestação, a obrigação se considera fixada nos termos do requerimento executivo, salvo o disposto no artigo 56; A execução da parte líquida pode ter lugar de imediato; Nessa mesma ação executiva, é liquidada a parte ilíquida, e após a liquidação, seguem-se os termos da execução desta parte agora já; 2 Relativamente ao que acabou de se descrever, no "requerimento para outras questões” do Exequente e nos atos subsequentes do processo encontramos as seguintes diferenças: O requerimento do Exequente não se reporta ao momento inicial da execução, tendo sido apresentado posteriormente quando a Apelante já havia sido citada e já havia apresentado embargos de, e funda-se em factos posteriores à instauração da execução; Não é o caso de, quando a execução foi instaurada, uma parte da obrigação ser líquida e outra ser ilíquida; na realidade, esta pretensa parte ilíquida refere-se até a factos posteriores à instauração da ação executiva, pelo que não se trata de uma parte da obrigação ser líquida e a outra ilíquida; A Apelante não foi notificada para contestar a liquidação no prazo de 20 dias, em oposição à execução, mediante embargos, com a advertência de que, na falta de contestação, a obrigação se considera fixada nos termos do requerimento executivo, salvo o disposto no artigo 56; Aliás, se estivesse em causa a liquidação da obrigação, não seria sequer admissível a instauração da presente execução, como decorre do disposto no art.