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23/3 do CIRE, é integrado por todos os rendimentos que advenham a qualquer título ao devedor, com exclusão, designadamente, "do que seja razoavelmente necessário para: o sustento minimamente digno do devedor e do seu agregado familiar, não devendo exceder, salvo decisão fundamentada do juiz em contrário, 3 vezes o salário mínimo nacional: o exercício pelo devedor da sua actividade profissional.” A exclusão em causa – é uma dedução óbvia – é uma solução forçosa e obrigatória, imposta pelas necessidades e exigências que a subsistência/sustento e exercício da actividade colocam ao devedor/insolvente e ao seu agregado; ou seja, na definição da amplitude do "rendimento disponível”, fosse qual fosse a técnica legislativa utilizada, sempre teria que ficar de fora do "rendimento disponível” a uma parte do rendimento do devedor/insolvente, parte essa suficiente e indispensável a poder suportar economicamente a sua existência e actividade.