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negou a prática dos comportamentos que lhe são imputados transacção e, dizendo que o produto estupefaciente se destinava ao seu consumo, pois que, a considerarem-se verdadeiras estas declarações ficaria por explicar a razão pela qual três agentes da Polícia de Segurança Pública estariam deliberadamente a faltar à verdade, sendo certo que, a única pessoa que tem interesse em faltar à verdade, é o arguido, com vista a eximir-se à responsabilidade criminal pelo seu comportamento, tanto mais que, a versão que o arguido apresentou nos dois aludidos momentos é díspar perante o Ministério Público disse que a outra pessoa - referindo-se ao outro indivíduo referido na acusação -, que disse não saber o nome, foi quem lhe vendeu a droga e, em sede de audiência, disse que se encontrava acompanhado da sua irmã e da testemunha, não tendo, em momento algum, dito que este lhe vendeu o produto estupefaciente que se encontrava na sua».