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Outra crítica apontada é a de que incentivará os tribunais a aplicar a teoria mesmo nos casos em que o nexo causal entre o facto e o dano final estará já suficientemente demonstrado, bem como nos casos em que o dano nada tem a ver com o facto ilícito, levando os juízes a preferirem o conforto da atribuição de indemnizações parcelares em vez de ajuizarem se se provou ou não o nexo causal entre o facto e o dano final – sendo assim o "paraíso para os juízes indecisos”, nas palavras de Savatier.» pág..  Mas, na verdade, estas e outras objeções e dificuldades que possam ser apontadas não parecem constituir obstáculo insuperável à aplicação prática da referida construção, quando seja caso disso, sendo fundamental ter presente que não se podem confundir os planos de análise, designadamente, por um lado, o do limiar mínimo de prova necessário para considerar demonstrado o nexo causal entre o facto e o dano final, e por outro lado, o plano do limiar mínimo de relevância da chance, concluindo a autora, quanto a este último, que um tal limite mínimo deve ser fixado através de uma ponderação casuística, cabendo à doutrina e à jurisprudência a tarefa de densificação dos critérios com vista à redução da insegurança que necessariamente acarreta.