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É que, provado ficou, que à data da aquisição do imóvel 14/11/1984 – facto n.2A), a Autora mantinha uma relação amorosa com o Réu/recorrente, e pelo menos 70% do preço de compra do prédio em causa foi exclusivamente pago com dinheiro que este lhe entregou para esse efeito, no pressuposto de fazerem uma vida em comum e na expectativa do casamento entre ambos  factos 8 e. Tanto assim que, em 17 de Junho de 1984, a Autora subscreveu a favor do Réu uma procuração para ele tratar todos os assuntos financeiros relacionados com a compra e manutenção da Casa  facto e contraíram  matrimónio  em 8 de Janeiro de 199 Assim, não podemos ignorar essa factualidade, que rodeou a aquisição da casa, com a finalidade de viverem em comum e contrair casamento, como veio a suceder, e em que o recorrente pagou cerca de 70% do preço da casa, sendo que entre 1984 e 1995, data da separação, a casa foi utilizada pela Autora e pelo Réu para passarem ali as suas férias de Verão, utilizando-a fora da época balnear também para férias durante breves períodos.