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Juiz a quo diz que não pode valorar o depoimento de por ser por meio indirecto e, como tal, meio de prova proibido, no seu entendimento; uma vez que o que sabe é porque ouviu o agora arguido, na altura ainda eventual suspeito, em conversa com aquele OPC enquanto confessava a autoria e prática dos factos, entendendo que naquele momento o mesmo já deveria assumir a qualidade de arguido e tal confissão não pode por isso ser valorada sem violação do direito ao silêncio  2 Todavia, em nota de rodapé com o n." 6, ao invés de na fundamentação e por referência a este facto, apresenta uma conclusão que mais não revela do que um pré-juízo, suposições lançadas pelo julgador para justificar e sustentar as razões pelas quais considera que se trata de uma conversa informal mantida entre OPC e o arguido;  2 Com efeito, da única prova testemunhal ouvida em sede de audiência de julgamento resultou que o ora arguido, então ainda suspeito, conduziu a patrulha até ao local de onde teria subtraído as peças de vestuário, desconhecendo estes assim como a própria ofendida, o local de onde este teria retirado o referido pólo até ao momento em que aí chegaram;  2 Tal conclusão é muito mais verosímil, face ao teor do depoimento prestado pela testemunha, assim como da própria postura de surpresa desta face à presença dos OPC e do arguido, até da própria prática do ilícito e do local do mesmo sobre a sua propriedade do que a do Mmo.