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A A. viveu momentos de grande sofrimento, angústia e constrangimento quando soube que o seu patrono não apresentou atempadamente as alegações de recurso; A A. confiava no trabalho  R. e sentiu-se enganada durante vários meses.” Ora, a própria filha da A., a testemunha, a única pessoa que acompanhou a sua mãe na consulta ao advogado  R., reconheceu que este informou do resultado final da acção, com rejeição da revista para o Supremo Tribunal de Justiça, por extemporaneidade – basicamente, a decisão funda-se na circunstância do processo de acidente de trabalho ter natureza urgente, pelo que não ocorreu a suspensão do prazo de recurso durante as férias judiciais da Páscoa de 201 Logo, não apenas a testemunha não confirma que a sua mãe apenas tomou conhecimento da rejeição da revista para o Supremo através da consulta ao processo no Tribunal de Odemira, como reproduz uma realidade coincidente com aquele que foi o depoimento do  R., no sentido de ter efectivamente informado os motivos da não admissão da revista e da A. e a sua filha não lhe terem solicitado esclarecimentos adicionais.