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A oponente não invoca nem demonstra factualidade suficiente para se concluir que a hipoteca em causa tem a natureza de liberalidade, nem a ausência de contrapartida, nem muito menos "a intenção de proporcionar gratuitamente um enriquecimento a outrem” CARVALHO FERNANDES, Teoria Geral do Direito Civil, , Fontes, Conteúdo e Garantia da Relação Jurídica,  ed., Lisboa, 2010, pág.. A ausência de prova e alegação não conduz necessariamente que a hipoteca tenha a natureza de liberalidade, pois para tal suceder, repita-se teria de ter sido invocado e demonstrado, o que não sucedeu, a constituição da hipoteca a título gratuito em relação à sociedade devedora e que a oponente o fez com a intenção de lhe proporcionar gratuitamente um enriquecimento a outrem, sem qualquer contrapartida, ainda que de almejar advir-lhe daí benefícios comerciais.