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Refira-se, por fim, que o impedimento da ilustre mandatária de devedora data de 7 a 17 de janeiro de 2021, pelo que não vislumbramos a existência de justo impedimento para a apresentação tempestiva do plano de revitalização.”  Posteriormente, no despacho proferido em 13 de abril de 2021, referiu-se "não se vislumbrar fundamento para a concessão da referida prorrogação atentas as declarações de oposição manifestadas nos autos por inúmeros credores relativamente ao plano e à conduta assumida pela devedora, sendo que a referida prorrogação seria prejudicial para a salvaguarda dos seus direitos, não encontrando, ainda, acolhimento no contexto pandémico vivenciado.” De facto, por um lado, entendeu-se que o prazo para apresentação do plano de recuperação expirou em 20 de dezembro de 2020 e, por outro lado, que a oposição de "inúmeros credores”28 sempre obstaria a que houvesse fundamento para a prorrogação requerida em 17 de dezembro de 2020, acrescentando-se no suprimento ensaiado em 13 de abril de 2021, para justificar o indeferimento da prorrogação excecional do prazo para conclusão das negociações uma referência "à conduta assumida pela devedora”, sem no entanto curar de caraterizar a que conduta pretendia aludir e, ainda, que a pretendida prorrogação não encontrava "acolhimento no contexto pandémico vivenciado.” Assim, embora escassos, porventura erróneos, insuficientes e impertinentes, alguns fundamentos de facto foram referenciados para justificar a decisão proferida em 11 de fevereiro de 2021, o que implica a improcedência da arguição de nulidade dessa decisão por falta de fundamentação de facto.