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Assim, a fixação da indemnização deverá ter por limite o período de 150 dias, período que se reputa de adequado para a A. demandar a R. Deste modo, sabendo-se que não era possível substituir a roulotte e que a A. utilizava no exercício da sua atividade de venda ambulante, a sua paralisação causou-lhe um prejuízo médio de € 30,00 por dia, por um período de 150 dias, o que perfaz o montante de € 500,00, a título de perda de rendimento.” A A. questiona os pressupostos deste cálculo argumentando que a justificação encontrada pela decisão recorrida – exceder os limites da boa-fé e dos bons costumes a circunstância de a A pretender fazer valer o seu direito à indemnização por um período alargado – para fixar em 150 dias o período em que ocorreu prejuízo para o exercício da sua atividade comercial está em contradição com lei, que lhe confere o prazo de três anos para exercer o direito e não cobre sequer o período de pendência da presente ação e considera "adequado a fixação o valor médio diário da paralisação da atividade da A. em € 50,00, a fixar e contabilizar desde o dia do acidente em 31/10/2014 até ao trânsito em julgado da sentença no montante de € 9000,00, acrescido dos competentes juros de mora até integral pagamento”.