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Note-se que o provimento parcial concedido, no primeiro recurso de revista, por este STA, pelo seu Acórdão de 18/2/2021, não se deveu, como neste aresto bem se explicou, a um manifesto erro das instâncias, mas apenas a uma diferente consideração dos factos atinentes à duração do processo n 990/08, da 1 Vara Cível do Porto, onde a complexidade da causa e das suas particulares circunstâncias – entre o mais, a dificuldade de destrinça das consequências para a Autora do acidente sofrido relativamente às consequências de outro acidente pela mesma anteriormente sofrido, e as inerentes dificuldades de apuramento médico-legal, através de primeiras e de segundas perícias, relativas a várias especialidades médicas – tornava especialmente difícil uma concreta avaliação do "prazo razoável”.