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;  Porém, à data da propositura da acção - 20/06/2003 -, dominava na jurisprudência administrativa o entendimento de que os tribunais administrativos apenas conheciam dos conflitos de interesses públicos e privados no âmbito das relações jurídicas administrativas — artigo 3 do ETAF Decreto-Lei n 129/84 de 27 de e artigo 214, n 3, da Constituição da República Portuguesa;  Entendendo-se por relações administrativas as que emergem dos vínculos que se estabelecem entre os órgãos, agentes ou entidades administrativas e os particulares e/ou entre órgãos, agentes ou entidades administrativas distintas, no âmbito do exercício da função administrativa do Estado stricto sensu;  Os actos praticados no âmbito da função jurisdicional estariam, assim, pela sua natureza e qualidade excluídos da função administrativa do Estado stricto sensu;  E não se poderiam configurar como actos de gestão pública qua tale.