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Por exemplo, escreveu-se no Acórdão n 634/93, disponível em www.tribunalconstitucional.pt:        «O princípio da proporcionalidade desdobra-se em três subprincípios:         Princípio da adequação as medidas restritivas de direitos, liberdades e garantias devem revelar-se como um meio para a prossecução dos fins visados, com salvaguarda de outros direitos ou bens constitucionalmente;         Princípio da exigibilidade essas medidas restritivas têm de ser exigidas para alcançar os fins em vista, por o legislador não dispor de outros meios menos restritivos para alcançar o mesmo;         Princípio da justa medida ou proporcionalidade em sentido estrito não poderão adotar-se medidas excessivas, desproporcionadas para alcançar os fins.»  De certa forma, este princípio reportado à aplicação de sanções que é a situação que no caso concreto nos, traduz-se num princípio de equilíbrio, assente numa ética moral, em que os interesses públicos que justificam a punição, são fundamentais para a vida em sociedade, daí a possibilidade de restrição de outros direitos liberdades e garantias, contudo as medidas restritivas devem sempre ser tomadas tendo também em consideração os interesses privados eventualmente afetados, por forma a sacrificá-los apenas na justa medida.