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Isto é, o arguido não tinha dinheiro que lhe permitisse adquirir € 200,00 de haxixe para entregar contra o recebimento das luvas, canivete e relógio, assim como não tinha dinheiro para comprar um fio de ouro, sendo de salientar, também como refere o tribunal, que tal depoimento é prestado pela mãe do arguido;  Por outro lado, da residência a que se refere o processo 1650/17PBFAR, foi também retirado 65 USD factos dados como provados sob o ponto 2, alínea;  Ora, não se adquire dinheiro a terceiros, mesmo que moeda estrangeira, a qual pode ser cambiada pelo próprio que dela se apropriou;  Acontece que estes dólares foram cambiados pelo arguido no dia 10 de dezembro, ou seja, menos de 3 dias depois da data do furto que ocorreu na noite de dia 7 de;  Por outro lado, o fio de ouro apropriado da residência a que se refere o processo 1636/11PBFAR, foi logo penhorado no dia seguinte ao do furto que ocorreu no dia 5 de; 1 Assim, e ao contrário do afirmado pelo arguido na sua peça de recurso, a data de detenção dos objetos apropriados, não se reporta a cinco dias depois da sua apropriação, mas logo ao dia seguinte, ou seja, menos de 24 horas depois, já o fio de ouro estava a ser penhorado, fio este, que segundo as declarações da arguida ...) foi-lhe entregue pelo arguido para aquele fim; 1 Assim, tendo em conta todos os factos demonstrados em sede de julgamento, resultantes dos depoimentos das testemunhas e declarações dos arguidos, conjugados com as apreensões efetuadas e documentação junta, não existem quaisquer outras possibilidades de os factos trem ocorrido de modo diverso daquele que consta nos factos dados como provados sob os pontos 2 a 2 dos factos dados como provados; 1 O tribunal não teve qualquer dúvida, muito menos uma que se assuma como intransponível; 1 Não foi violado nenhum preceito legal, designadamente os artigos 203 e 204, ambos do Código Penal e 127 do Código de Processo Penal.