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Como o direito do arrendatário não é real, mas integra como direito de crédito uma estrutura jurídica obrigacional, não tem que ser suprimido por aplicação do artigo 824, n 2, do  Por outro lado, a venda em execução de imóvel arrendado, com penhora posterior ao arrendamento, não se constitui como caso em que o direito do arrendatário, por premissas varáveis e contingentes sobre o vinculismo da relação jurídica de arrendamento, deva ser equiparado a direito real do gozo do imóvel para ser suprimido por aplicação do artigo 824, n 2, do .» E acrescentou-se: «Cumpre, pois, concluir que o autor como comprador, por venda judicial do imóvel hipotecado a seu favor, não beneficia do cancelamento do arrendamento, anterior à respectiva penhora, por aplicação do artigo 824, n 2, do  Daí que não possa subsistir a conclusão da sentença de que a compra executiva realizada pelo autor determinou, por aplicação do artigo 824, n 2, do , a caducidade do contrato de arrendamento celebrado entre BB, como proprietário e senhorio, e AA, como arrendatária.