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Para o efeito, alegou, em síntese útil, que: em 14/06/2017, a Ré apresentou à A. o documento intitulado "Acordo de Reserva de Aquisição de Imóvel” que esta assinou; por via do mencionado acordo, a Ré declarou estar a vender uma moradia com 2 pisos mais cave, inserida em lote de terreno sito na Rua 18 de Maio, Lote .., Bairro do Sol Nascente, Famões, Odivelas; com a assinatura do referido acordo, a A. entregou à Ré, a título de sinal e princípio de pagamento, a quantia de € 1000,00, a integrar no preço total da venda fixado em € 29000,00; tal acordo perduraria pelo prazo de 15 dias, prazo no qual as partes subscreveriam o respectivo contrato-promessa de compra e venda; em 27/06/2017, a Ré apresentou à A. o documento intitulado de "contrato promessa de compra e venda” que esta assinou; por via do referido documento, a Ré, na qualidade de promitente vendedora, declarou que cede a sua posição de compra do prédio urbano a que corresponde o Lote n 43, sito na Rua 18 de Maio, Famões, com uma área de 264,00m2, sito na Rua do Sol Nascente, Odivelas; de acordo com tal contrato-promessa, o preço global do lote era de € 7000,00, a pagar pela A. à Ré da seguinte forma: com a assinatura do contrato-promessa, a A. entregaria o valor de € 1000,00; a escritura pública de compra e venda seria outorgada 45 dias após a assinatura do contrato; segundo a cláusula 4 desse contrato-promessa, A. e Ré acordaram que todos os contratos/reservas assinados anteriormente deixariam de fazer efeito; em 13/10/2017, a Ré apresentou à A. o documento intitulado "acordo de reserva de aquisição de imóvel – aditamento” que esta assinou; nos termos deste acordo, A. e Ré reafirmaram o integral teor do acordo de reserva de aquisição de imóvel celebrado e subscrito em 14/06/2017; nos termos da cláusula 1 do acordo de 13/10/2017, a Ré declarou estar a vender uma moradia com 2 pisos e cave, inserida no lote de terreno n 43, situado na Urbanização Bairro do Sol Nascente, Famões, Odivelas; com a assinatura do mencionado "acordo - aditamento”, a A. entregou à Ré, a título de reforço de sinal e princípio de pagamento, a quantia de € 000,00, perfazendo assim a quantia de € 1000,00, a integrar no preço total da venda fixado em € 29000,00; a escritura pública de compra e venda subjacente ao acordos de reserva de aquisição de imóvel e contrato-promessa celebrados entre A. e Ré não se realizou; apesar de diversas interpelações que a A. efectuou à Ré telefonicamente tendo em vista o cumprimento do acordado, a Ré nunca manifestou qualquer propósito de avançar e cumprir; em meados do mês de Abril de 2018, a A. voltou a contactar telefonicamente a Ré com vista à resolução da situação, tendo esta, na pessoa que a representou nos contactos com a A., de nome Ricardo, aceite cancelar todo o negócio, devolvendo à A. a quantia entregue de € 1000,00; para o efeito, a Ré ficou de marcar um dia para se encontrar com a A., o que não aconteceu; perante a atitude passiva da Ré, a A. continuou a contactar insistentemente aquela, sendo que inicialmente atendia o telefone e informava que oportunamente marcaria uma data para a referida reunião, o que nunca aconteceu, e ultimamente nem sequer atendia o telefone; ainda em meados do mês de Abril de 2018, a Ré continuou sem atender o telefone, enviando no entanto uma mensagem à A. a dizer que lhe ligaria ao fim do dia sem falta, o que não aconteceu; no dia 19/04/2018, a A. voltou a contactar telefonicamente a Ré, porém esta não atendeu, enviando no entanto uma mensagem a esta a informar que "têm tido uns dias muito complicados e que o responsável está fora”, mais solicitando paciência e que em breve contactaria a A., o que não aconteceu; por carta registada com aviso recepção datada de 15/05/2018, a Ré foi interpelada pela A. com vista à resolução extrajudicial da situação, tendo sido proposto a revogação, por acordo, dos contratos e a devolução da quantia entregue de € 1000,00; a referida carta foi devolvida, com a indicação de que a Ré "não atendeu”; e o referido imóvel pertencia a Piedade .