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Dependendo, em cada caso concreto, da justificação apresentada pela seguradora, para se concluir se a mesma viola ou não os deveres de boa-fé, diligência, probidade, lealdade, consideração e respeito pelos interesses do segurado na prestação, como a isso a obriga o disposto no artigo 15 da Lei n. 147/201 Como se refere no Acórdão do STJ, de 23/11/2007 Salazar, acima já citado, depois de se mencionar que a lei faculta à seguradora o apuramento dos factos relacionados o sinistro e, seguramente, também, a quantificação das respectivas consequências, acrescenta-se que: "Se a seguradora entender que se justifica um pagamento diminuto porque se verifica uma situação de sobresseguro – pressupõe-se que a posição foi assumida de boa-fé por ser razoável e compreensível à luz da averiguação realizada e devidamente justificada perante o sinistrado – parece sustentável, ainda que se venha a decidir que a seguradora não tinha razão, que a condenação implica tão somente o pagamento de juros moratórios vencidos desde o respectivo vencimento fixado pela lei nos 30 dias decorridos desde o apuramento dos factos, não importando qualquer outro sancionamento para a seguradora decorrente do não pagamento atempado da indemnização devida pelo sinistro”.