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Recorre o Requerido e coloca as seguintes questões nas suas conclusões: Da prova produzida pode-se afirmar a existência de conhecimento pormenorizado da Recorrida acerca de toda a actividade comercial e patrimonial desenvolvida pelo seu ex-cônjuge; A Recorrida sempre participou activamente em toda a actividade comercial desenvolvida pelo casal, em conjunto, contribuindo, igualmente, para o rendimento comum do casal; É falso que a Recorrida, durante os anos em que esteve casada com o Recorrente, tenha estado apenas afecta às tarefas domésticas, cuidado do lar familiar e dos filhos; A Recorrida não só acompanhou as funções desempenhadas pelo Recorrente junto das obras em Portugal, posteriormente, em Espanha, em e, mais tarde, em Angola, vivenciando à distância a sua execução, recebendo informações, prestando o seu parecer sempre que necessário, e, inclusivamente, remetendo documentação solicitada, entre outras tarefas que, acessoriamente, ia desempenhando, recebendo por conta das funções desempenhadas uma remuneração; Resulta provado que a Recorrida, na qualidade de administradora da sociedade ...) Corporation, manteve contactos frequentes com gestores bancários a respeito de diversas operações que envolviam as contas existentes em nome da mencionada sociedade e geriu também pagamentos relacionadas com contratos de prestação de serviços celebrados entre aquela e outras entidades, os quais se encontravam inclusivamente assinados pela própria;  Durante o mês de Outubro de 2013, após a saída da Recorrida da Corporation, é sabido que a mesma manteve o acesso livre e incondicionado às contas bancárias existentes junto dos Bancos e;  Não merece crédito a versão trazida aos autos pela Recorrida, que deturpa, sem mais, a realidade de que é conhecedora, a seu belo prazer, e em prejuízo do Recorrente, causando-lhe sérios e graves danos;  Só quem tem o perfeito conhecimento e domínio da actividade pode assumir responsabilidades desta natureza – assinar contratos de prestação de serviços; movimentar contas bancárias e outros actos similares de gestão; No tocante ao contrato de promessa de partilha de bens, escritura de divisão de bens comuns ou, qualquer outra questão relacionada com a dissolução do casamento, nunca o Recorrente se dirigiu à Recorrida fazendo uso de coacção, por meio de ameaça ou intimidação; Pelo contrário, sem qualquer tipo de constrangimento, toda a documentação relacionada com o processo de divórcio obteve o acordo da Recorrida, a qual foi devidamente informada e esclarecida por Advogado para a prática dos actos nos quais interveio; A inexistência de qualquer ambiente aterrorizador ou de qualquer outra circunstância que tenha afectado a sua liberdade de auto-determinação foi atestada e confirmada pela prova testemunhal produzida; Desconhecem-se, por isso, elementos de facto de onde resulte inequivocamente que a Recorrida tenha sido coagida contra à sua vontade a aceitar o que quer que seja; Recorrida e Recorrente mantiveram uma relação, pós separação, que se caracteriza como cordial e respeitadora dos ditames da boa-fé, alicerçada no respeito mútuo, pois só nestes moldes se aceita e compreende que tenham conseguido chegar a um entendimento que possibilitou não só a outorga de um contrato de promessa de partilha, como, a sua posterior alteração por opção, em benefício e a conveniência da Recorrida; Também a separação de facto não sucedeu de forma abrupta.