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Pois caso recorra à acção administrativa, a mesma não será decidida em menos de um ano/ano e meio não sendo processo, podendo sê-lo em período até superior, caso venha a existir recurso, podendo não vir a ter utilidade prática a atribuição da nacionalidade portuguesa numa altura em que o Requerente possa eventualmente ter, devido à idade, a sua capacidade de deslocação, livre circulação mais comprometida e limitada, vicissitudes que, de acordo com a experiência comum, são sempre associadas ao factor idade, sem esquecer que, sendo o Requerente oriundo do Brasil, a sua deslocação implica viagens de longo curso, com todos os riscos associados, além de que o Brasil tem muitos casos de infecção por Covid 1 Isto porque o factor tempo associado à idade do Requerente, actualmente com 70 anos, o facto de o mesmo fazer parte de um grupo de risco relativamente ao Vírus Covid-19, devido ao factor da idade apesar de vacinado, não deixa de integrar o grupo de risco devido à sua idade avançada), e sem esquecer a normal degradação da saúde, da capacidade de deslocação associada à idade e o tempo de esperança média de vida no Brasil cerca de 76, são factores que não podem ser esquecidos e devem ser ponderados no caso "sub judice” e que podem certamente fazer com a perda de utilidade e impossibilidade ou maior dificuldade no exercício das faculdades e direitos conexos associados à atribuição da nacionalidade portuguesa, os quais o Requerente acaba por confessar que são essenciais para que possa exercer todos os direitos inerentes, sem as graves restrições existentes no tempo de pandemia que tem uma pessoa sem a cidadania europeia, sendo a mesmas absolutamente relevante para efeitos de deslocação, migração, livre estadia e permanência e reunião familiar.