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A ilustrar esta tendência protectora da liberdade de expressão, pela afirmação do seu papel preponderante numa sociedade democrática, temos um conjunto exemplificativo de acórdãos em que o Tribunal Europeu condenou o Estado Português, por violação da liberdade de expressão: vejam-se os acórdãos Roseiro Bento, de 18/07/2006, Colaço Mestre/SIC, de 26/04/2007, Almeida Azevedo, de 23/01/2007 e Lopes Gomes da Silva, de 28/09/200 De tudo o que vimos de expor resulta a ideia de que, na lógica da Convenção, as excepções à liberdade de expressão, nomeadamente para proteger a honra de outrem, devem ser interpretadas restritivamente e a necessidade das restrições deve ser determinada de modo convincente; sobretudo em matéria de discurso político ou de questões de interesse geral pouco espaço há para restrições à liberdade de expressão.