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Ora, como tão bem se sintetiza no acórdão proferido pelo Tribunal da Relação de Coimbra, de 06/25/2019, no processo 8565/14T8CBR.C1, disponível em www.dgsi.pt: "O direito especial à gerência, tendo sempre de ser convencionado no contrato social, não é atribuível a todos os sócios sob pena de então não ser especial”, aliás, no mesmo sentido do decidido pelo Supremo Tribunal de Justiça, no processo n. 881/96, de 23-09-1997 http://www.pgdlisboa.pt/jurel/stj_mostra_doc.php?nid=6387&amp;codarea=1): "Num caso em que inicialmente a sociedade era constituída por dois únicos sócios e tendo ambos sido nomeados gerentes, não se pode afirmar só por esse simples facto que eles ficaram detentores de um direito especial de gerentes.” É frequente a existência de cláusulas no contrato de sociedade com objetivo de nomear gerentes, tal como aliás está previsto na lei, na primeira parte do artigo 252 n 2 do Código das Sociedades Comerciais: "Os gerentes são designados no contrato de sociedade ou” O direito especial à gerência é o direito de determinado sócio "ser gerente por toda a sua vida, ou enquanto for sócio, ou enquanto durar a sociedade, ou que só poderá ser destituído da gerência havendo justa causa” cf.