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Em conclusão: - Estando em causa dívida de sociedade dissolvida, a responsabilidade dos antigos sócios, nos termos do artigo 16, n. 1, do CSC, só existirá caso tenha sido efetuada partilha do património da sociedade e tenham os sócios recebido qualquer valor, constituindo tal recebimento um pressuposto daquela responsabilidade, cujo limite corresponderá ao valor recebido; - Transitada em julgado a sentença que condenou os ora embargantes, na qualidade de únicos sócios e liquidatários da sociedade dissolvida, a pagarem determinada quantia ao ora embargado, na medida e até ao montante do que tivessem recebido na partilha do património da mesma, encontra-se definitivamente decidida a questão da responsabilidade daqueles pelo pagamento de tal dívida da sociedade; – Quanto aos limites da responsabilidade dos embargantes, face aos termos da condenação proferida, verifica-se que a determinação do valor do recebido na partilha do património da sociedade configura matéria de exceção, a deduzir no âmbito da oposição à execução; - O artigo 16, n. 1, do CSC, limita a responsabilidade dos antigos sócios ao "montante que receberam na partilha”, isto é, à quantia correspondente aos bens e valores recebidos e não a estes concretos bens ou valores.