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A não ser assim o tribunal da Relação podia ver-se obrigado a ter que levantar um sigilo que, contrariamente ao entendido na  instância, considera não existir, o que seria verdadeiramente absurdo.”  No sumário do acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães proferido a 12 de janeiro de 2017, no processo 304/12TBPTL-U.G1, publicado em www.dgsi.pt, pode ler-se: "Pressuposto do incidente de quebra do sigilo bancário perante o tribunal imediatamente superior é a legitimidade da escusa em prestar a colaboração solicitada pelo tribunal, fundada no dever de segredo e na falta de consentimento do titular da conta alvo das informações em causa.”  Não assiste, pois, razão à reclamante quando afirma que o Tribunal da Relação está "limitado ao juízo de ponderação de interesses em confronto”.