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16 – Atento o exposto, devem os referidos arguidos ser condenados pela prática de um crime de tráfico de estupefacientes agravado, p. e p. pelos artigos 2, n. 1 e 2 al., do Decreto-Lei n. 15/93, de 22 de janeiro, com referência às Tabelas -A, -B, -, -A e -B deste Diploma Legal.”  5 Como já se referiu anteriormente, o tribunal da Relação considerou que os arguidos, conjuntamente com outros, "atuaram no local e nas circunstâncias de modo e tempo aí especificadas por várias vezes e em diversas ocasiões), de comum acordo e em conjugação de esforços, distribuindo tarefas entre si, que alternavam entre a venda direta, o controlo, a vigilância, ou a organização no terreno da atividade de venda, nomeadamente dispondo e distribuindo no espaço aqueles que ficavam responsáveis pela vigilância, ou ordenando o posicionamento dos consumidores ou compradores que ali se deslocavam, nesse mesmo espaço, assim como a sua deslocação para o local específico de venda, transportando ainda a droga para o local da venda, e reabastecendo os vendedores quando tal fosse necessário, a partir de casas onde a droga estava guardada, nomeadamente as que correspondiam às residências dos arguidos AA, , EE e FF, recebendo estes últimos, só por esse facto, a quantia de € 75,00 por semana, sendo certo que alguns dos arguidos, de acordo com as funções que em concreto lhes iam sendo atribuídas ou guardadas para si próprios, nos termos dados como provados, recebiam dos vendedores as quantias entregues como pagamento da droga vendida, tudo de uma forma estruturada, funcionalmente organizada, com divisão de tarefas em cada caso bem definida, com o fito de alcançarem uma elevada eficácia nas vendas a realizar e, sobretudo, de forma a evitarem ser intercetados ou vistos pelos órgãos de polícia criminal que ali se pudessem deslocar ou passar.