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Acrescenta a 1 Instância no saneador-sentença que o trânsito em julgado da sentença homologatória do mapa de partilha, proferido nos autos de inventário, não obstava à instauração pela cabeça de casal de ação de prestação de contas respeitantes ao período de tempo em que a herança permaneceu indivisa e em que aquela a administrou, o que não podemos deixar de subscrever, uma vez que tendo o processo de inventário por objeto descrever o ativo e o passivo da herança aberta com a morte do de cuius, e proceder à respetiva partilha, pondo termo a essa indivisão, com o que termina o fenómeno sucessório, ingressando o ativo e o eventual passivo adjudicado a cada um dos sucessíveis do de cuius na esfera jurídico-patrimonial destes, naturalmente que o trânsito em julgado da sentença homologatória da partilha, não obsta que a cabeça de casal instaure ação de prestação de contas e nela preste contas respeitantes ao período temporal em que administrou a herança que foi partilhada com o trânsito em julgado da sentença homologatório do mapa de partilha, já que uma ação não contende com a outra, mas antes, ambas prosseguem finalidades totalmente distintas: no inventário, descreve-se e partilha-se pelos sucessíveis do de cuius as situações jurídicas compostas por ativo e passivo, de que aquele era titular à data da sua morte e que não se extinguiram em consequência desta; na ação de prestação de contas apura-se as receitas e despesas tidas pela cabeça de casal durante o lapso temporal em que administrou a herança e, em caso de ser apurado saldo, condena-se quem é devedor desse saldo cabeça de casal ou.