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António Figueiredo de Almeida 2 Adjunto: Des Maria Cristina Cerdeira Acordam na Secção Cível do Tribunal da Relação de Guimarães1 – RELATÓRIO  A. , casado, e sua esposa, , casada, residentes no Lugar , Freguesia de , Concelho do Peso da Régua, instauraram a presente ação declarativa de condenação, sob a forma de processo comum, contra Companhia de Seguros , S.A., com sede na Rua  Lisboa, formulando a seguinte pretensão: ser a R. condenada a pagar aos AA., acrescidas dos juros legais desde a citação até integral e efetivo pagamento, as seguintes quantias indemnizatórias ou compensatórias, a saber:  a) Pelos danos morais sofridos pelo R. antes do seu estado de coma e do seu falecimento, a quantia de € 3000,00 trinta; b) Pelo dano da morte do filho R. , a quantia de € 20000,00 duzentos; ) Ao autor pai A. pelos danos morais por si sofridos, a quantia de € 10000,00 cem; ) À autora mãe , pelos danos morais por si sofridos, a quantia de € 10000,00 cem; e) Aos autores, por todas as despesas tidas com as deslocações que tiveram de fazer aos hospitais e às instituições onde o filho R. esteve e ficou acamado e em estado de coma, ao longo de quase 11 anos, a quantia de € 1547,00 dezoito quinhentos e quarenta e sete.Alegaram para o efeito, em síntese, o seguinte:  - que no dia, hora e lugar que referem, ocorreu um acidente, quando o seu filho R. se encontrava a trabalhar para a respetiva entidade patronal, no interior de uma quinta; - que na realização do trabalho que estava a ser efetuado, e que consistia na colocação de uma pedra padieira em granito, em cima das ombreiras laterais da porta do armazém da quinta, foi usada uma máquina retroescavadora propriedade da entidade patronal; - que sem que nada o fizesse prever, quando já tinha colocado a pedra, a retroescavadora fez um recuo, tocou na pedra em granito e provocou a sua queda, que acabou por atingir o R. ; - que na sequência da factualidade descrita, o R. sofreu lesões que, após vários anos em coma, levaram à sua morte.Regularmente citada, a ré Companhia de Seguros , S.A. apresentou contestação, excepcionando a sua ilegitimidade e a prescrição, e alegando que o acidente em causa configurou um acidente de trabalho, e não de viação, pelo que conclui pela improcedência da acção.Ocorreram prolongadas diligências de instrução, justificadas pela dificuldade em localizar documentos relativos a factos ocorridos há 14 anos, devidamente contraditadas, tendo sido admitido o A. a prestar declarações de parte e admitido o aditamento ao rol requerido pelo A.  Tendo-se dispensado a realização de audiência prévia, no despacho saneador, depois de se conhecer da ilegitimidade e prescrição, excepções julgadas improcedentes, entendendo-se que o processo fornecia já todos os elementos para ser proferida decisão de mérito, passou-se de imediato a proferir sentença, que julgou a acção improcedente e absolveu a R. dos pedidos.Inconformados com essa decisão, apresentaram os AA.