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Ali se diz, sempre sustentadamente e o recorrente nem o contradita eficazmente em, por exemplo, que o arguido e a sua companheira admitiram que o arguido não declarou remunerações; que não é plausível que o arguido se tenha mantido a trabalhar sem nada receber durante cerca de quinze anos, tendo um encargo com o empréstimo da casa que comprou de 450 euros por mês; que o arguido admitiu ter usado em seu benefício algumas das importâncias recebidas das aulas que ministrou, e que, ainda que nada tivesse auferido a título de retribuição, tal sempre significaria ter prescindido do valor do seu trabalho a favor da sociedade em detrimento do pagamento da obrigação de alimentos aos filhos; que mesmo dando aulas sem receber remuneração sempre estaria a beneficiar a sociedade sua e da em detrimento da assistência devida aos filhos; que o arguido estava ciente de que estava obrigado a prestar alimentos aos filhos e não cumpriu, sabendo que a ex-mulher tinha assumido responsabilidades relativas aos negócios do arguido e da companheira, não podendo desconhecer que, com a sua omissão, colocava em risco a satisfação das necessidades básicas dos menores, que obviamente não tinham capacidade para prover ao seu próprio sustento.