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Extirpou-se a parte da matéria de facto provada – de índole e natureza estritamente pessoal e familiar – que atinava com os arguidos, e EE, por não apresentarem qualquer interesse e conexão com a matéria  Não resultou provado, com relevância para a decisão da mesma, que:   Da acusação pública:  ) Desde o início de janeiro de 2011 os arguidos, EE e , actuando em conjunto e em comunhão de esforços com os outros indivíduos, dedicam-se à aquisição e transporte para a Ilha de  de produtos estupefacientes, com vista à sua comercialização, sem prejuízo da prova dos factos constantes dos pontos  a 2;  ) As quantias remetidas pelo arguido , nos moldes referidos nos pontos  e , resultaram da actividade de aquisição e transporte para a Ilha de  de produtos estupefacientes, com vista à sua comercialização;  ) O arguido EE também teve lucro dessa actividade e também remeteu as quantias referidas no ponto ;  ) Na prossecução desta actividade previamente delineada pelos três arguidos, o arguido AA, com vista a não ser surpreendido ou relacionado com esta actividade, nas referidas encomendas com o produto estupefaciente no seu interior nunca era colocada, nem o nome do arguido AA nem o nome das suas empresas, eram sim utilizadas diversas moradas para destino das encomendas;  ) Os lucros proporcionaram ao arguido AA a aquisição de um veículo automóvel marca Porsche, modelo , com a matrícula -OZ-, e um motociclo com a matrícula -FQ-, marca Honda, modelo  ;  Da contestação do arguido AA:  ) O arguido , após conquistar a confiança do arguido AA, propôs-lhe que guardasse por um curto período de tempo a droga que veio a ser apreendida no cofre, prometendo-lhe que seria somente por alguns dias;  ) Apesar dos protestos do arguido AA, o arguido convenceu-o a guardar a droga para além dos poucos dias que lhe tinha pedido;  ) O arguido AA nada lucrou com a guarda da droga no cofre;  ix) O arguido AA desconhecia em absoluto o destino da droga guardada no cofre;  x) O arguido AA desconhecia, na altura, que o arguido tinha um irmão arguido;  xi) O arguido AA só conheceu o arguido EE mais tarde, numa deslocação a  para tratar de aquisição de material para a sua loja, ocasião em que acedeu a receber as encomendas postais;  xii) Os € 200,00 referidos no ponto 1 provém do trabalho do arguido AA e destinava-se à compra de material eléctrico para a sua loja;   xiii) O arguido AA está profundamente arrependido.