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O facto do apelado entrar e sair de casa todos os dias, ou mesmo de dormir num pequeno sofá em vez de no quarto, por este estar cheio de objetos, não significa que o Apelado tenha residência permanente no locado, aliás como muito bem rtefre o Acórdão da Relação de Coimbra de 27 de Junho de 1995 BMJ 448, 444, "Dormir no locado não é suficiente para se concluir que o réu tem aí a sua residência permanente.”  Residência permanente implica, entre outros, cozinhar, receber família ou amigos, lavar e secar roupa, tomar banho e fazer a sua higiene pessoal, lavar a louça, manter a casa limpa e arrumada, ora nenhuma destas atividades é realizada pelo apelado no local arrendado, sendo o mínimo para isso exigível manter contrato de água e eletricidade no local arrendado o que também não existe conforme provado nos autos, não se podendo dizer que alguém tem residência permanente, num local onde, há anos, não se verifica qualquer consumo de água e de eletricidade.