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Ora, esta inércia dos serviços do Tribunal plenamente lamentável e censurável) não pode, por si, prejudicar os interesses do exequente, transferindo para ele os efeitos penalizadores associados a tal passividade prolongada que não é. Esta situação anómala – ausência de tramitação do processo, durante anos, por parte dos serviços do Tribunal – retira quaisquer condições objectivas para que se possa afirmar que a culpa da paragem dos autos deve ser assacada ao exequente, que logrou penhorar bens do executado, respondeu atempadamente aos meios de impugnação desses actos de afectação de bens, e ficou a aguardar que o órgão jurisdicional lhes desse a sequência esperada.