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Senão vejamos: a cobertura existente no prédio, que já lá existe com as mesmas caraterísticas há 20 anos como decorre dos autos, e que já existia antes da Recorrida adquirir a fração em causa e lá começar a viver, é uma "cobertura de duas águas, revestida em placas de fibrocimento apoiadas em vigotas pré-fabricadas” conforme página 4 do Relatório Pericial do Perito J. , referência CITIUS 11578879, datado de 07-06-2021), e não faz parte das suas características inerentes e originais, nem nunca fez parte, a inclusão de um sistema de controlo térmico como "roofmate” conforme descrição da Figura 6 do Relatório Pericial do Perito J. , referência CITIUS 11578879, datado de 07-06-2021),  pelo que a ausência de um sistema de controlo térmico como "roofmate” não advém da deterioração da cobertura, uma vez que, mesmo sem qualquer deterioração, tal nunca estaria presente nas características da cobertura, nem tão pouco pode ser considerada tal ausência um defeito de construção ou originário da cobertura uma vez que a cobertura foi construída exatamente da forma e com as características próprias de cobertura pretendidas e exigidas na altura, de acordo com a arte de construir da altura.