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In casu provou-se que o autor, em consequência do acidente, sofreu fractura do pé direito; foi assistido no hospital tendo tido alta no mesmo dia; nos primeiros cinco dias posteriores ao acidente não pode sair da cama devido às dores que sentiu; necessitou de ajuda de terceiro para confecionar refeições, ir à casa de banho e se deslocar a consultas, exames e fisioterapia; tomou medicação analgésica; efectuou quatro sessões de fisioterapia; esteve "de baixa” três meses; sofreu um quantum doloris de grau 4 numa escala de 7; ainda sente dores; as sequelas têm uma repercussão permanente nas actividades desportivas e de lazer de grau 1 numa escala de 7; ficou impedido de realizar desporto e actividades que exijam movimentação física, designadamente crossfit, futebol e ténis que anteriormente praticava, o que o entristece; não consegue fazer caminhadas superiores a uma hora por passar a sentir dores; passou a ter dificuldade em estar muito tempo de pé; tendo mantido a data do casamento, não tratou dos preparativos, teve dificuldades em estar de pé durante a cerimónia e sentiu dores durante a mesma e durante a festa e cancelou a viagem de lua-de-mel marcada, o que o deixou triste e, por fim, quando pensa no acidente sente um abatimento psicológico.