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Os Réus contestaram, alegando, em suma: que o prédio de que são proprietários tem implantado no 1 andar – desde a sua construção, há mais de 80 anos – um terraço que está delimitado por paredes de todos os lados, com excepção do lado sul em que confina com o prédio dos Autores e onde é vedado com murete com altura de 76 ; que tal terraço está coberto, há mais de 40 anos, com telha acrílica apoiada em estrutura de metal amovível, encontrando-se constituída, por usucapião, uma servidão de vistas a favor do prédio dos Réus e sobre o prédio dos Autores; que também se encontra constituída, por usucapião, uma servidão de estilicídio a favor do seu prédio e sobre o prédio dos Autores por via da caleira que está colocada na cobertura do aludido terraço e por via da qual as águas pluviais são encaminhadas para o logradouro do prédio dos Autores; que, naquele terraço apenas foi colocada uma caixilharia de alumínio branco com oito janelas de correr que não determinaram qualquer alteração das condições em que as vistas eram exercidas antes da colocação dessas janelas, janelas essas que, aliás, já lá se encontravam quando os Autores adquiriram o prédio e foram colocadas com o conhecimento dos anteriores proprietários.