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Cumpre a este propósito salientar, em reforço do que se escreveu na sentença recorrida, que resulta das declarações prestadas perante o Tribunal a quo: - pelo autor ..., que veio para Portugal para trabalhar - tendo expressamente dito que não vinha como turista - e que, caso a oportunidade de trabalho se concretizasse, ou seja, caso começasse a trabalhar dia 1 de Julho após realizar a, regressaria ao Brasil para trazer a mulher e os filhos; - pela autora P.......... ......, que veio para Portugal para trabalhar - e não em turismo - a partir de 1 de Julho e que tinha marcado a viagem de regresso ao Brasil para 14 de Julho por uma questão de segurança, isto é, para a hipótese da proposta de trabalho não ser séria pois por vezes ocorre tráfico de; - pela autora R........ ..........., que veio para Portugal para trabalhar a partir de 1 de Julho, caso lhe agradassem as condições oferecidas, e que a 14 de Julho iria buscar a filha e a mãe ao Brasil; - pelo autor P...... ............., que veio para Portugal para trabalhar - e n��o em turismo - a partir de 1 de Julho e que iria alterar a data do voo para o Brasil, a fim de ficar em Portugal a trabalhar, assim evitando perder o emprego; - pelo autor J........ ...., que veio para Portugal para trabalhar, o que ocorreria logo que assinasse o contrato de trabalho, após cumprir a quarentena, e que caso se adaptasse ao trabalho cancelaria a viagem de regresso ao Brasil que já estava marcada; - pelo autor A..... ..............., que veio para Portugal para começar a trabalhar - e não em turismo - no dia 1 de Julho, data em que assinaria o contrato de trabalho, e que regressaria ao Brasil em 14 de Julho para tratar do visto de trabalho.