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Como refere Vaz Serra, RLJ, 11 - 330, em anotação ao Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 30/5/1978, «se, portanto, o lesado receber a indemnização que lhe é devida pela entidade patronal ou seguradora da responsabilidade dela, não pode exigir do responsável pelo acidente de viação uma indemnização que represente uma duplicação daquela outra: na medida da indemnização satisfeita pela entidade patronal ou seguradora, a título de responsável pelo acidente de trabalho, o dano deixou de existir e, por isso, não tem já que ser reparado pelo responsável pelo acidente de viação.» Nesta conformidade, face ao exposto, há que considerar que o prejuízo patrimonial da perda ou diminuição da capacidade geral de ganho do sinistrado que a pensão anual e vitalícia fixada na ação de acidente de trabalho visa, se encontra reparado pela indemnização fixada na ação cível, que já se encontra liquidada.