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A ação terá, pois, de improceder.” Contra o que argumenta a recorrente, em suma: - a República da Guiné não consegue dar resposta útil e efetiva às sucessivas violações de direitos humanos que ocorrem no seu território, desde o cenário de tráfico de seres humanos à não proteção efetiva de mulheres submetidas a casamentos forçados, violações maritais, não tipificadas como conduta criminosa, e situações de violência doméstica; - inexiste um sistema judicial independente do poder político, com a corrupção endémica que o país enfrenta, situação reconhecida mundialmente; - do depoimento feito pela recorrente e dos cenários relatados pela EASO e pela ECOI verifica-se que existe um efetivo e sistemático abuso dos direitos humanos no seu país e um risco elevado de sofrer ofensas graves, por incapacidade e/ou ineficiência de resposta do Estado e respetivas autoridades judiciais e policiais; - a Guiné é um país inseguro para a generalidade dos seus residentes, em concreto para as mulheres e jovens em idade núbil, que não têm quaisquer garantias de verem as suas queixas seriamente investigadas.