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Ou seja: contrariamente ao que se verificava no anterior diploma, em que o estado etílico tinha de se reflectir no comportamento do condutor e ser causal do acidente, no novo diploma não se exige essa relação de causa/efeito, bastando a constatação, material, objectiva, de que o condutor, no momento do acidente, era portador de uma taxa de álcool no sangue superior à legalmente permitida».37 Se anteriormente se exigia, além da culpa do condutor na produção do evento danoso, a prova de factos de onde resultasse o nexo de causalidade entre a condução sob a influência do álcool e o evento dele resultante, que o grau de alcoolemia do condutor funcionou como causa real, efetiva e adequada ao desencadear do acidente, a atual LSO desconsidera aquele nexo de causalidade.