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Inconformada, apelou a autora e, tendo desenvolvido nas alegações apresentadas, as razões da sua discordância com o decidido, formulou a final as seguintes conclusões: " Erradamente o Tribunal a quo decidiu conhecer de imediato da matéria da competência material sem que o processo estivesse em condições para tal ou revestisse a simplicidade imposta por lei para tal decisão;  Ao decidir deste modo foi comprimido de forma insustentável o direito ao contraditório da autora, porquanto ficaram por analisar e demonstrar em juízo diversos factos invocados que permanecem controvertidos;  Tratando-se de conhecimento de mérito proferido em sede de saneamento do processo, tais factos controvertidos tinham capacidade para influir na decisão da causa, logo a decisão foi prematuramente proferida, o que determina a sua anulação, devendo o processo prosseguir para o cabal apuramento da factualidade em causa;  Tal constrangimento poderia ter sido contornado com os deveres de gestão processual que impendem sobre o juiz;  Para que o crédito ora reclamado pela autora se possa caracterizar como crédito laboral, mostra-se necessário que a sua fonte seja esse mesmo contrato de trabalho;  Não basta, para tal conclusão, que tal crédito esteja indirectamente relacionado com o contrato de trabalho, exige-se que o mesmo constitua uma obrigação dele decorrente;  De acordo com o acordo de suspensão de contrato de trabalho em causa, a obrigação de requerer a reforma por banda do réu nasceu do facto deste ter atingido as condições para esse efeito em Setembro de 2004 sem que, contudo, tenha despoletado o respectivo processo junto do CNP, o que fez apenas em Fevereiro de 2005;  Apenas em Maio de 2005 é que o requerimento de reforma foi deferido pelo CNP, retroagindo os seus efeitos a Fevereiro data da entrada do processo junto do e originando um acerto de contas com a autora relativamente e somente a estes meses fevereiro a maio de;  Ainda que se admita que o adiantamento surge em consequência do contrato de trabalho, certo é que este o adiantamento leia-se) é que constitui a origem, a fonte do crédito ora reclamado sobre o réu, e não o contrato de trabalho; 1 O crédito resultante desse recebimento indevido resulta do benefício instituído em si mesmo e não das razões ou do contexto subjacente à sua implementação, sendo óbvio que a relação do contrato de trabalho com o crédito ora reclamado é indirecta e acidental, não podendo afirmar-se que este resulta daquele; 1 O benefício parassocial instituído e no qual a recorrente assenta as suas pretensões não decorre, quer da relação de trabalho ou mesmo do acordo propriamente dito, mas sim da manifestação de vontade da empresa, em consequência da relação de trabalho, de pretender instituir um mecanismo de solidariedade nestes casos; 1 É notório que os pagamentos feitos a esse título não decorriam do acordo, pois estes designavam-se de prestação de pré-reforma e estavam contratualmente previstos; ao invés, aqueles efectuados já no decurso do benefício parassocial designavam-se adiantamento de pensão; 1 Trata-se de prestações emergentes de facto póstumo ou posterior ao fim do contrato de trabalho/suspensão de contrato de trabalho, que cessou pela reforma do trabalhador, conforme dispõe o art.. 32 do Código do Trabalho; 1 Permanecendo em dívida os valores de adiantamento de pensão relativos aos meses anteriores de Setembro de 2004 no qual foi adiantado o montante de € 971,70), Outubro de 2004 no qual foi adiantado o montante de € 112,54), Novembro de 2004 no qual foi adiantado o montante de € 112,54), Dezembro de 2004 no qual foi adiantado o montante de € 112,54) e Janeiro de 2005 no qual foi adiantado o montante de € 112,54), num total de € 1421,8” Com tais fundamentos pretende a alteração da decisão recorrida, atribuindo-se ao tribunal cível a competência para o julgamento da causa.