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Saliente-se ainda que para nós são os mesmos argumentos legais que ditam que não possa ser usado como meio de prova quer o depoimento indirecto da inspectora da Polícia Judiciária quer das restantes testemunhas que ouviram o relato da ofendida nisso se divergindo em relação ao que consta da decisão porque em relação ao primeiro depoimento referido não é aplicável o regime do artigo 356 do CPP, cuja previsão se dirige a declarações como tal formalizadas no processo e não àquelas que tinham sido colhidas pela entidade policial informalmente, no âmbito da previsão do artigo 249, n 1 do CPP, ou seja, no âmbito da prática de actos cautelares necessários e urgentes para assegurar os meios de prova em acto seguido à notícia do crime, como ocorreu com a audição que a inspectora logo que teve notícia do crime efectuou à ofendida.