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Assim, se se percebe que uma doença ou incapacidade graves do progenitor ou da terceira pessoa que têm a guarda do menor subsequentes à fixação do regime do exercício das responsabilidades parentais podem bastar, sem mais, para fundamentar uma pretensão de alteração desse regime, nesse segmento, já no caso de uma pretendida redução ou aumento da prestação alimentar importa confrontar as condições existentes na data da fixação da regulação do exercício das responsabilidades parentais com as que se verificam no momento da pretendida alteração, a fim de verificar se ocorreu uma alteração relevante da "base negocial” ou dos pressupostos fácticos subjacentes ao regime que se pretende modificar O que parece inquestionável é que não basta a vontade de um dos progenitores, ainda que confortada pela invocação do interesse da criança, para permitir a alteração da regulação do exercício das responsabilidades parentais, tendo o legislador dado primazia ao valor da estabilidade de uma regulação do exercício das responsabilidades parentais que "funciona” em detrimento da vontade de qualquer um dos progenitores no sentido de alteração do que se acha estabelecido e a ser cumprido.