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Acresce que questionando o arguido a mesma prova apenas poderia estar em causa a credibilidade ou a falta dela que os depoimentos mereceram ao tribunal, como aliás o recorrente desde o inicio da sua motivação questiona, querendo como que obrigar o tribunal a aceitar como verdadeiro o que ele diz, e nesta matéria importará assinalar que estando em causa a credibilidade concedida aos meios de prova, verifica-se que o tribunal a expressou devidamente e a fundamentou e estando em causa aquela credibilidade não é possível atribuir-lhes uma credibilidade diferente da que teve o tribunal recorrido e não se trata de uma apreciação arbitrária, mas perfeitamente justificada e plausível, e estando em causa a mesma prova, importa lembrar que não basta " dizer” para se acreditar, é também preciso "convencer” da verdade do que disse, daí o recurso a factores de credibilidade e emotividade presentes na livre apreciação da prova, e apreensíveis apenas pela oralidade e imediação ou seja pelo Tribunal recorrido - sendo que aquela é a base do julgamento da 1 instância, na procura do histórico ensinando o Prof. Alberto dos Reis, que "a oralidade, entendida como imediação de relações contacto entre o juiz que há-de julgar e os elementos de que tem de extrair a sua convicção pessoas, coisas,, é condição indispensável para a actuação do princípio da livre convicção do juiz, em oposição ao sistema de prova legal”, e citando Chiovenda revela que "ao juiz que haja de julgar segundo o princípio da livre convicção é tão indispensável a oralidade, como o ar é necessário para respirar” - Código de Processo Civil Anotado - vol.