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Com efeito, a este respeito, discorreu-se na Sentença Recorrida que "No caso concreto, os autores peticionam a reconstituição da situação que existiria se não se tivesse verificado o evento que obriga à reparação, ou seja, o desvio do traçado das LAT, por forma a que deixem de passar no espaço aéreo correspondente às moradias e terrenos dos autores, a qual constitui princípio geral da obrigação de indemnização, consagrado no artigo 56 do  Correspondentemente, decidiu-se em 1 instância condenar "a ré a desviar a linha de condução de energia elétrica a 60 KV, com 1210 metros, da S. E. O..... a S. E. ...., concelho de Braga, da totalidade do espaço aéreo dos prédios dos autores, por forma a que o ruído causado pela LAT ali deixe de ser audível por estes” É patente que, para além das reservas conexas com a "inconveniência económica” da alteração do traçado da LAT, nunca foram invocadas razões técnicas que pudessem obstar à alteração do traçado ou ao enterramento das linhas, em face do que sempre prevalecerá o direito dos Autores, aqui Recorridos, a pugnar pelo desvio daquela.