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Ao inverter a regra dominante no contencioso administrativo português, nos termos da qual a impugnação de um ato administrativo não suspende a sua eficácia, o disposto no referido artigo reforçou consideravelmente a tutela jurisdicional dos particulares interessados em procedimentos de contratação pública, que assim deixaram de ter de lançar mão de uma providência cautelar de suspensão da eficácia para impedir a consumação de uma situação de facto lesiva dos seu interesses, com o inerente ónus de fazer prova – por vezes diabólica – da irreparabilidade daquela lesão, no caso de o ato de adjudicação produzir plenamente os seus efeitos, e de o respetivo contrato ser celebrado e executado.