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Em contra-alegações, conclui em suma:  De todos os documentos juntos pelas recorrentes, resulta apenas que estas eram em 2005, 2006, 2008 herdeiras dos proprietários do locado não sabe o recorrido nem tem como saber se, em 2019, mais de 10 anos depois da última habilitação de herdeiros apresentada, as recorrentes são as únicas herdeiras dos proprietários do referido imóvel e não cabe no âmbito da presente acção apreciar da transmissão do imóvel por sucessão, da eventual usucapião ou analisar e decidir se as Autoras são as únicas herdeiras dos anteriores proprietários do prédio, o parecer disponível on line e referido pelos recorrentes tem a ver a penhora do quinhão hereditário e à natureza do registo da referida penhora, nenhum elemento identificativo do imóvel associa as recorrentes a legítimas proprietárias ou administradoras da herança na qualidade de cabeça de casal dos proprietários do imóvel, Conclusões a H  Nas questões relacionadas com o arrendamento e, particularmente, com o despejo, deve entender-se que tem interesse em demandar o proprietário do imóvel tomado de arrendamento, nos presentes autos não sendo as recorrentes proprietárias do imóvel dado de arrendamento ao recorrido, não figurando nenhuma das recorrentes na caderneta predial ou na certidão predial como cabeça-de-casal dos proprietários do imóvel, nem figurando no contrato de arrendamento como senhorias, não se vislumbra o interesse destas em demandar, uma vez que o efeito que pretendem com o procedimento especial de despejo, a desocupação do locado, não terá qualquer resultado na esfera jurídica das mesmas, não tendo legitimidade para exigir do recorrido a desocupação do locado, uma vez que não são nem proprietárias nem senhorias do imóvel dado de arrendamento.