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3, n 2, do Regulamento n 604/201  Por conseguinte, a decisão impugnada não padece do invocado erro grosseiro na apreciação dos pressupostos de facto em que se baseou, nem se mostra violadora dos invocados princípios da imparcialidade, da boa-fé, da colaboração e do inquisitório, já que as razões pelas quais o Autor saiu de Itália não são de molde a induzir qualquer suspeita séria de o mesmo vir a sofrer, por parte do Estado Italiano, tratamento desumano ou degradante, pelo que não se impunha à Entidade Demandada que aquando da instrução do procedimento averiguasse acerca da efectiva capacidade do Estado Italiano para receber o Autor pois, não há indícios, face às circunstâncias concretamente narradas pelo requerente de protecção, de que aquele Estado não possua essa, nem que instruísse o procedimento com informação fidedigna e actualizada sobre o funcionamento do procedimento de asilo italiano e as condições de acolhimento dos requerentes de protecção nesse Estado-Membro, já que não era exigível à Administração que no caso concreto aferisse do risco real e comprovado de o interessado sofrer tratos desumanos ou degradantes com a sua transferência para Itália dada a ausência de elementos objectivos que indiciassem esse.