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2 O facto do Arguido/Recorrido AA não ter observado a distância de segurança que estava obrigado a respeitar relativamente ao veículo conduzido pelo falecido BB cotejado com o excesso de velocidade imprimido à viatura que guiava, com integral desrespeito pelas mais elementares regras de segurança rodoviária impostas pelos artigo 18, n 1, e 24, n 1, ambos do Código da Estrada, revelam que o Arguido acima identificado conduzia o seu automóvel com uma profunda indiferença, um desedificante descuido, um total desprezo pelas consequências que pudessem advir fruto dessas violações, designadamente pela morte ou pelas lesões físicas que pudesse vir a provocar junto do condutor ou de um passageiro de um qualquer outro veículo, factualidade que não pode em circunstância alguma ser branqueada, desvalorizada, minimizada como foi, pela douta Sentença proferida pela Meritíssima Juiz do Tribunal a quo que de uma forma olímpica se limitou a subsumir os factos acima descritos ao conceito de negligência simples e a afastar expressamente do caso sub iudice a aplicação do conceito de negligência grosseira.