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"Foram apresentadas contra-alegações pelos Executados, onde pugnam pela improcedência do Recurso, apresentando as seguintes conclusões:  "CONCLUSÕES:  O presente Recurso vem interposto da nova decisão do Tribunal a quo, proferida em 202018, por determinação do douto Acórdão do STJ, de 202018 proferido em recurso interposto, per saltum, do primeiro Despacho Saneador-sentença, indevidamente, e que julgou improcedente a excepção da inexistência de título executivo invocada pelos Embargantes, ora recorridos, e, em consequência, determinou a extinção da instância executiva. . Com ela não se conforma o Recorrente pelas razões que expressamente invocou, e sintetizou da seguinte forma:  a) -«primo, por entender que tal sentença lhe reconhece o direito ao recebimento de uma quantia pecuniária, como reconhece o falecido JOSÉ como seu devedor»; b) - «secundo, por entender que, a concluir-se que a sentença não é título executivo, então seria-o a sentença juntamente com os cheques oferecidos aos autos»; ) - «tertio, em última instância os cheques seriam título executivo isoladamente». . Deverá, contudo, face aos fundamentos enunciados, improceder o recurso, desde logo porque, conforme se entendeu e decidiu na douta sentença recorrida, face à procedência da excepção da inexistência de título executivo, invocada, prima face, pelos ora recorridos ficaram, como é óbvio e lógico, «prejudicadas as demais questões suscitadas nos autos» prejudicado o seu. . E não se tendo o Tribunal a quo debruçado sobre aquelas outras questões, e sendo consabido que os recursos não se destinam a conhecer de questões novas que não foram conhecidas pelas instâncias antecedentes, sob pena de supressão dos graus de jurisdição legalmente previstos, estará vedada, desde logo, ao Tribunal de recurso conhecer, no âmbito do presente, daquelas outras questões, ora suscitadas pelo recorrente e supra transcritas em "b)” e ")”. . Em segundo lugar, porquanto, confinando-se, assim, o presente recurso à única questão apreciada, e decidida, pela douta sentença recorrida a da inexistência de titulo, e, consequentemente, unicamente à alegação/fundamento discordante do Recorrente transcrita supra em "a)”, a sentença apresentada à Execução – seu título executivo – apesar de declarar que o exequente, recorrente, é credor dos Embargantes, recorridos, inicialmente, do falecido JOSÉ) não é, efectivamente, por si só, e apenas por tal facto, suficiente para que o Exequente/Recorrente pudesse reclamar na presente Execução o pagamento do valor aí declarado, como muito bem se entendeu, e decidiu, na douta sentença recorrida. . Na verdade, conforme sempre alegaram os aqui Recorrentes não apenas nos seus Embargos à Execução, como no Recurso per saltum já referido, na sua conclusão, e conforme se reconheceu, aliás, expressamente, no douto Acórdão do STJ, de 202018, cuja fundamentação o Tribunal a quo respeitou, e sufragou, na douta sentença ora recorrida ali apelidada de «incontestável posição jurisprudencial»), «É patente que a sentença transitada em julgado – junta aos autos como título executivo:  – nada decidiu acerca de qualquer crédito, nem condenou ninguém no cumprimento do mesmo, posto que tal sentença foi proferida em sede de uma acção pauliana, em que o seu objecto é apenas o da reconstituição da garantia patrimonial do crédito do impugnante, embora na medida do interesse do Autor daquela Acção». . E, sendo «certo que a sentença da impugnação pauliana faz referência a um crédito do Autor no valor de € 4547,47, mas tal referência destina-se apenas a delimitar a extensão da ineficácia da alienação do imóvel que o referido devedor havia doado ao filho», «...) a única condenação proferida» pela sentença apresentada à execução foi, «como se impunha face, à procedência da citada impugnação pauliana, a de» "Condenar-se à restituição do identificado prédio na medida do interesse do Autor, podendo este executá-lo no património dos s Réus para satisfação do seu referido crédito .