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61, n. a, alínea do P.;   Em nenhum momento do processo, os Recorridos peticionaram que a Recorrente perdesse os créditos que detinha sobre a Recorrente;   Os Recorridos peticionaram a compensação de créditos e contestaram a perfeição dos trabalhos prestados pela Recorrente, mas nunca peticionaram, ou sequer, invocaram, que a Recorrente perdesse os créditos e totalidade do valor que teria a receber pelos trabalhos que se dessem por efectivamente provados terem sido prestados;   O Tribunal a quo julgou incorrectamente o facto da Recorrente se ter atrasado na entrega da obra, tendo por fundamento a falta de pagamento, pelos Recorridos, de créditos existentes a favor da Recorrente, não considerando que o atraso na entrega da obra se ficou a dever, igualmente, ao facto dos Recorridos não terem providenciado pela finalização dos trabalhos da sua competência zinco, serralharia e e que condicionou o prosseguimento da obra pela Recorrente;   Julgou incorrectamente esses concretos pontos de facto;   Existem provas constantes do processo, designadamente, a audição das testemunhas , , EE, FF, que confirmaram a inexistência de clarabóias no local e falta de colocação das placas de zinco e de janelas e vidros, que possibilitassem que a Recorrente pudesse prosseguir as obras de pladur e pinturas interiores da moradia;   Sem a colocação de clarabóias, placas de zinco e janelas e vidros, a Recorrente nunca poderia ter prosseguido e concluído a sua parte da obra, designadamente, com a colocação de pladur e pinturas interiores da moradia, sob pena, de estragar e inutilizar os trabalhos, em caso de entrada de chuvas;   Os Recorridos abusam do seu direito de invocar atrasos na obra pela Recorrente, quando contribuíram para tais atrasos, com a não finalização, por eles, dos trabalhos que lhes competiam serralharia, colocação de;   Esses concretos meios probatórios, constantes do processo, impunham decisão diversa da recorrida, porquanto, o atraso na entrega da obra não foi culpa exclusiva da empreiteira, mas, também dos Recorridos, que contribuíram para tal atraso com a ausência de finalização da sua parte nos trabalhos de empreitada;  1 Deveria, assim, ter sido proferida decisão que não reconhecesse a culpa exclusiva da Recorrente no atraso da entrega da obra e que os Recorridos contribuíram igualmente para tal desiderato não providenciando pela finalização dos trabalhos que lhes competia fazer, alguns deles condicionantes do trabalho da empreiteira;  1 A realização desses trabalhos por parte dos Recorridos era condição absoluta do prosseguimento dos trabalhos pela Recorrente;  1 A Recorrente não poderia prosseguir com a execução dos trabalhos de pladur e pinturas interiores da moradia, sem que a casa estivesse convenientemente fechada e com a colocação de janelas e clarabóias e zinco colocado na cobertura;  1 A sentença proferida confere um enriquecimento sem causa avultado aos Recorridos à custa dos trabalhos efectivamente prestados pela Recorrente, aquando da sua saída da obra;  1 O Tribunal a quo pecou por omissão na análise destes concretos pontos de facto, que ficaram confirmados, de forma concludente, pelos meios probatórios – prova testemunhal – testemunhas , EE, e FF e nas passagens dos respectivos testemunhos reproduzidas no corpo do presente articulado;  1 Esses testemunhos impunham decisão diversa da proferida, reconhecendo-se a quota parte de responsabilidade dos Recorridos no atraso de entrega de obra pela Recorrente;  1 A testemunha , prestou declarações, cujas passagens se reproduzem no corpo do presente articulado e aqui se fazem remissão, das quais resultam que a empreiteira ora Recorrente sempre entregou autos de medição para obter os pagamentos dos seus trabalhos da parte dos Recorridos, não ficando à espera de terminar fases de trabalhos;  1 Esse testemunho foi completamente desconsiderado pelo Tribunal a quo, sem fundamentação bastante;  1 Violando-se, assim, os princípios aplicáveis, de boa fundamentação;  1 A 31 de Julho de 2017, deveria ter ocorrido pagamento por parte dos Recorridos, de parte da obra, à Recorrente, conforma resulta da cláusula , alínea 2, ponto do contrato de empreitada;  2 A falta de pagamento, pelos Recorridos, justifica a excepção de não cumprimento do contrato invocada pela Recorrente, referente a falta de pagamentos da parte dos Recorridos;  2 Pese embora o reconhecimento da soberania das partes no estabelecimento da cláusula penal, o nosso ordenamento jurídico permite possíveis abusos, a redução de cláusula penal, em termos de equidade, conforme o art.