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3 Por mera cautela sempre se dirá que a obrigação de indemnizar por parte dos recorrente estaria sempre justificada nos preceitos 762, n. 1, 798, 799, 800, todos do ,  3 Porquanto face à prova produzida em sede de julgamento terá que se concluir que os actos praticados pelo arguido no que diz respeito às apropriações das quantias entregues pela demandante/recorrida para pagamento dos seguros multirriscos entendem-se praticados pelos demandados B. até Junho de 2008 e pela Mediação de Seguros, Lda, deste essa data, pelo que são responsáveis pessoal e directamente, pelos prejuízos a que com tais actos deram causa, estando obrigados a indemnizar a demandante , entregando quantia de valor igual á apropriada – Vide Nesse sentido, Acórdão do STJ, de 15/12/2011  - processo n. 2635/01TVLSB.LS1, in www.dgsi.pt  e Acórdão do STJ, de 24/02/2011 – Lázaro Faria – J.,1, pág.9   3 Ademais, atenta a matéria de facto dada como provada, tendo a demandante/recorrida motivos suficientes para confiar justificadamente no arguido, que era, no mínimo, colaborador dos recorrentes, angariando seguros., nada permite aceitar que a demandante alguma vez tenha contribuído com a sua conduta para a situação gerada,  3 Merecendo, em último reduto, a protecção baseada na tutela da confiança e na boa fé, nos termos gerais de direito – Nesse sentido, mas em situação concreta diversa, Acórdão do STJ.