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1 O arguido A. E. conhecia as características estupefacientes do produto que detinha.» « Factos não provados com interesse para a decisão da causa  que o arguido A. E. se dedicou, pelo menos desde o mês de Novembro de 2018 e até Junho de 2019, à venda e cedência de produtos estupefacientes, de modo diário, continuado e regular, em diversos locais da cidade de Valença;  que arguido A. E. vendeu e cedeu produto estupefaciente a T. também e a P. ;» Como facilmente se retira desta panóplia factual, o tribunal recorrido deu como provado o resultado do exame pericial efetuado ao produto estupefaciente encontrado na residência do arguido A. E., não só as caraterísticas e o tipo desse produto, MDMA, como o seu peso bruto, 2,737g, o grau de pureza do princípio ativo da substância estupefaciente que o integra, 77,6% de THC de «Tetraidrocanabinol ∆9THC)», e quantificou o número de doses que essa substância permitiria fazer, 1 Sempre suportado nos dados constantes da Tabela Anexa à Portaria 94/96 de 26/ Aliás, como faz menção na sua fundamentação de facto: «As declarações dos arguidos e os depoimentos das testemunhas foram conjugados com os demais elementos juntos aos autos, de que se destacam o Relatório de Exame Pericial ao produto estupefaciente apreendido de fls.