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Civil no seu n 1 estatui que «além dos meios de defesa que lhe são próprios, o fiador tem o direito de opor ao credor aqueles que competem ao devedor, salvo se forem incompatíveis com a obrigação do fiador.» O n 2 deste preceito acrescenta, inclusive, que «a renúncia do devedor a qualquer meio de defesa não produz efeito em relação ao fiador.» Deste preceito, que constitui importante manifestação do princípio da acessoriedade, resulta assim que: o fiador, como qualquer devedor mas também como obrigado fidejussório, possui os seus próprios meios de defesa e pode opô-los ao credor; pode ainda opor-lhe meios de defesa que não respeitam diretamente à sua obrigação – os que derivam da relação do devedor com o credor e que, portanto, podem ser feitos valer pelo devedor; estes meios de defesa acessórios só são invocáveis na medida em que forem compatíveis com a obrigação do fiador.7 Em suma: como através da garantia pessoal prestada, o fiador responde pela obrigação que recai sobre o devedor, aproveitam ao fiador, em princípio, todos os meios de defesa oponíveis pelo devedor ao credor.8  Acontece que, no caso "sub judice”, os requeridos invocaram matéria factual eventualmente integrativa de erro na formação da vontade no tocante às circunstâncias em que as fianças foram prestadas, que, respeitando assim a meios de defesa próprios dos fiadores, ficou, de acordo com a decisão recorrida, fora do âmbito do caso julgado.