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No caso de uma pessoa singular que não exerça uma atividade comercial ou profissional independente, essa presunção deverá poder ser ilidida, por exemplo, se a maior parte dos bens do devedor estiver situada fora do Estado-Membro onde este tem a sua residência habitual, ou se puder ficar comprovado que o principal motivo para a sua mudança de residência foi o de requerer a abertura de um processo de insolvência na nova jurisdição e se tal pedido prejudicar significativamente os interesses dos credores cujas relações com o devedor tenham sido estabelecidas antes da mudança.» o destaque é; 24) Resultando assim não se encontrarem verificados os pressupostos de que depende o processo particular de insolvência, devendo ser instaurado processo de insolvência principal no lugar correspondente ao lugar onde se situa o centro dos principais interesses do devedor, e que na presente situação corresponde a Portugal; 25) Nesta senda, apesar dos recorrentes residirem no Reino Unido, revela-se indubitável que o centro dos seus principais interesses não tem correspondência com o lugar do domicílio, na medida em que Portugal se assume como o lugar da administração dos bens/interesses dos devedores tal como percecionado por qualquer terceiro ou credor; 26) Pelo exposto, ao decidir como decidiu, o Tribunal a quo violou as normas constantes dos art.s 3, n 3 do CPC, 195 e ss do CPC, aplicáveis ex art 17 do CIRE, art 18 e ss do CIRE e art.