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Este último acórdão em que os Recorrentes alicerçam a pretensão recursória enveredou por uma interpretação restritiva do conjunto normativo formado pelos artigos 4, alínea, 1 parte e 4, n.1, alíneas a, do CIRE, tecida em função do elemento racional e teleológico da interpretação, ínsito do ponto 25 do preâmbulo do 53/2004, que aprovou o CIRE, e que, na esteira de Maria do Rosário Epifânio1 seria que tais pessoas, dada a sua proximidade ao devedor estariam numa "situação de superioridade informativa sobre a situação do devedor relativamente aos demais credores”, pelo que será expectável um aproveitamento dessas relações especiais feito pelo próprio devedor para frustrar as finalidades do processo de insolvência.