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Embora possa não parecer essencial, a verdade é que tal facto inquinou o raciocínio do Tribunal quanto à totalidade da extensão do domínio económico quase absoluto do arguido face ao seu agregado familiar, já que o despacho em crise admitiu o arguido como o único sustentáculo da economia familiar, sendo esta uma das razões, quiçá a, que suporta a aplicação de medida de medida de coacção que permitiu o regresso do arguido à casa de morada da família em detrimento, mais uma vez, dos legítimos interesses e direitos das vítimas dos crimes de violência doméstica, até porque não estão especificados nos autos, quer outras eventuais fontes de rendimento da mãe, por exemplo, quer porque se ignoram as despesas normais que o agregado suporta em cada mês.