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Destarte, atendendo à regra do ónus da prova, segundo a qual competia à Autora provar a dinâmica do acidente e a culpa do condutor, e ponderando a prova produzida nos autos é manifesto o erro grosseiro na apreciação da prova testemunhal e, pois ninguém conseguiu localizar o vulto, ou seja, o peão, que a estar a passar fora da passadeira, passava a incorrer na violação de norma do código da estrada e como tal também era culpada do acidente, pois o condutor apesar de ter uma taxa de álcool, ia a menos de 50 km/horários e ainda parou repentinamente, sem deixar qualquer marca de travagem na estrada, demonstrativo de pouca velocidade a circulava o condutor do  Mas ainda que o peão fosse a passar na passadeira, sempre se punha a hipótese das regras de cuidado a cumprir no atravessamento das estradas, ou seja, se o peão olhou para os dois lados, sendo certo que as prova produzida nestes autos, designadamente a testemunhal, referem que somente viram um vulto, sendo certo que nada resulta da prova produzida que o acidente seja imputável a culpa do condutor do  Os factos dados como provados e os factos dados como não provados que fundamentaram a decisão recorrida foram incorretamente julgados e sem a devida análise crítica da prova produzida pelo Tribunal a quo, revelando a decisão recorrida uma exposição, em súmula, dos depoimentos das testemunhas, todos prestados em sede de audiência de discussão e julgamento e registados em áudio gravação da audiência de discussão e, sendo essa descrição direcionada e genérica, exclusivamente, para a fundamentação da factualidade considerada provada, sem a respetiva análise crítica que se impõe à Sentença, não se pronunciando sobre as contradições vertidas por essas pessoas, mesmo entre si e a prova documental que se encontra nos autos.