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Em qualquer caso cabe à parte que pretende oferecer o documento demonstrar a referida superveniência, objectiva ou subjectiva – Rui Pinto, "Código de Processo Civil Anotado”, cit., p. 31  Ora, constata-se que a impugnação judicial deu entrada no TAF de Leiria em 06/06/2017 e que os documentos que a impugnante pretende juntar com as alegações –  actas da comissão de remunerações de 19/05/2014 e de 15/06/2015, bem como mapas dos cálculos subjacentes à atribuição dos prémios de gestão de 2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015 – se referem a momentos anteriores, sendo que a recorrente não demonstra a superveniência subjectiva desses documentos, como era seu ónus, sendo por outro lado certo que não se viu confrontada com qualquer decisão surpresa capaz de justificar a admissibilidade dos documentos pretendidos juntar, pois a sentença decidiu unicamente as questões por si inicialmente colocadas, realçando-se que a junção de documentos com as alegações apelatórias não serve para corrigir a jusante eventuais erros de julgamento.