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artigo 134 CPP, - MS... afirmou ser motorista e ter trabalhado para os arguidos de 1999 até 2011, e que saiu da empresa por não haver trabalho, era lá motorista, não sabe se a empresa ainda ficou com trabalhadores, mas nessa altura, com ele, havia mais trabalhadores, era pago por cheque as mais das vezes, entregue pela funcionária do escritório, tinha os recibos com o valor do salário e o desconto para a Segurança Social, o salário recebido era já com esse desconto, não sabe se esses descontos eram entregues na Segurança Social, não notou que faltassem, mas também não perguntou na Segurança Social se os descontos foram entregues, mas «que trabalhou, trabalhou», e enfim não tinha muito relacionamento com os outros trabalhadores, - MPAP afirmou ser director do Departamento de Contribuintes do Instituto da Segurança Social da Madeira, desde Junho de 2008, e que a arguida empresa é contribuinte da Segurança Social, compete aos empregadores comunicar em prazo à Segurança Social os trabalhadores e gerentes empregados, e mensalmente via electrónica a relação dos trabalhadores até ao dia 10 de cada mês, e entregaram os descontos dos salários através da banca, essas declarações são feitas pelas próprias empresas, o departamento verifica essas declarações, das quais consta o valor dos salários e o dos descontos ou contribuições, identificando a entidade empregadora e os trabalhadores, e essas contribuições retiradas do salário dos trabalhadores deve a entidade empregadora entregá-las à Segurança Social, sendo a quotização respectiva à entidade empregadora de 23 % e de 11 % a dos trabalhadores, e mais que foram feitas as notificações para os arguidos para pagarem em 30 dias, não pagaram, e foi mandado para o departamento de inspecção, referiu ser neste processo de 24 e tal euros, com juros ascender a 31 e tal euros, o período vai de Dezembro de 2007 até Dezembro de 2012, e esses valores foram apurados pelas declarações entregues pela própria sociedade arguida, ou seja, é com base nas declarações da própria arguida que chegam a esses valores e trabalhadores, e sem isso na altura passava no sistema sem advertência, o que agora já não acontece por se ter alterado e aperfeiçoado o sistema, e enfim que as empresas têm de comunicar a cessação de actividade, em Dezembro de 2012 a empresa tinha também como trabalhadores os gerentes, como ele verificou, além de mais uns dois ou três trabalhadores, nem se compreende que uma empresa entregue declarações de como tem trabalhadores e não os tenha, - e JF afirmou conhecer os arguidos como seus patrões na empresa arguida, começou a trabalhar para eles em data em que não se recorda, até 28 de Julho de 2010, pagava-lhe qualquer dos arguidos ao princípio em dinheiro, depois em cheque, assinava a folha do salário, faziam o desconto para a Segurança Social, sempre fizeram, e havia mais 3 ou 4 trabalhadores quando saiu, - declarações e testemunhos que, conjugados com relatório preliminar de fls 3 a 6, notificações de fls 72, 74, 76, 78, relatório de fls 81 a 87, certidão e mapas de dívidas de quotizações de fls 88 a 90, recibos de remunerações de fls 124 a 176 e 182 a 201, termos de constituição de arguidos e de identidade e residência de fls 43 a 49, 51 e ss, não deixam dúvida alguma, antes a certeza sobre a veracidade do descrito na acusação e pedido cível, assim provados.