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De facto, resultando do que dissemos anteriormente que claramente não ocorre qualquer contradição e muito menos insanável) entre factos na pronúncia do Tribunal a quo em sede factual, também tal contradição não ocorre, do mesmo modo, entre essa pronúncia e a que veio a ocorrer já no âmbito da aplicação do direito, na consideração, neste último âmbito, importa dizê-lo, do que resultou da retificação operada posteriormente, por esse mesmo Tribunal, na sentença, retificação essa a que já aludimos no ponto  do dispositivo do presente acórdão e da qual resultou a expurgação do texto da sentença, por se dever a manifesto lapso, do que porventura se assumiria como contraditório, assim a afirmação, constante da sentença, de que no documento apresentado não era indicado " o número fiscal de contribuinte; o número de beneficiário da Segurança social; a categoria profissional; a data de início do trabalho no estaleiro.”, sendo que estas menções constavam do registo exibido, como se afirmou no artigo 19 dos factos provados”; "trata-se de um manifesto lapso de escrita, a nosso ver revelado no contexto em que a declaração é efetuada se a decisão for lida no seu e por isso corrigível, e que em nada contende com o sentido da decisão, da qual resulta claro quais os elementos que eram omissos no registo apresentado e que determinaram a conclusão do tribunal no sentido de que mostra por esse prisma preenchido o elemento objetivo da contraordenação.