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Inconformada, a A., empregadora, apelou, apresentando motivação e formulando as seguintes conclusões: a) Num contrato de formação profissional ou num contrato de trabalho a termo ou sem termo celebrado na sequência daquela, é lícito à formadora, enquanto tal ou como entidade patronal, estabelecer com um formando ou trabalhador um pacto de permanência de três anos para o exercício da atividade profissional resultante da formação ministrada quando esta tenha natureza extraordinária e um custo elevado, como acontece no caso em apreço; b) À luz deste entendimento, o "Contrato de Formação” celebrado entre A. e R. em 15 de julho de 2016 ponto 1 dos "Factos Provados”) é absolutamente lícito, não enfermando de qualquer vício; ) Naquela data e durante a formação acordada, não impendia sobre a A. qualquer obrigação legal de a ministrar, posto que não era então entidade patronal da R.; ) Não obstante o quadro acabado de sublinhar, comprometeu-se a A. a ministrar à demandada ação de formação – no caso, por definição de natureza extraordinária -, revestindo carácter teórico e prático para a habilitar ao desempenho das funções inerentes à categoria profissional de Oficial Piloto de Linha Aérea para operar o equipamento ATR; e) Compromisso que cumpriu, assegurando à R. ações desenvolvidas no país e no estrangeiro por forma a habilitá-la, como habilitou, àquela relevante qualificação profissional; f) É público e notório que um curso de habilitação/qualificação a oficial piloto de linha aérea tem um custo elevado para a entidade formadora ao suportá-lo, como aqui aconteceu, e um benefício ainda mais elevado para o formando ao abrir-lhe caminho a uma carreira profissional no plano nacional e internacional; g) Neste entendimento, A. e R. estabeleceram logo naquele contrato cls.