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Tendo em conta a aludida posição processual assumida pelos réus, o tribunal a quo decidiu que não se justificava a junção dos extractos bancários das contas por eles tituladas, dado que o preço, a ter sido pago, tê-lo-á sido em numerário, pelo que indeferiu tal pretensão  Em sede de apelação insurgem-se os recorrentes contra esta decisão, aduzindo os argumentos já anteriormente explanados, nomeadamente que, de acordo com as regras da experiência comum e com os usos correntes da vida quotidiana dos dias de hoje, não é de crer que os recorrentes tivessem na sua posse, e em numerário, quantias tão avultadas, acrescentando que «todos e quaisquer montantes recebidos pela esmagadora maioria da população portuguesa são depositados em contas bancárias», além de que deter qualquer quantia em numerário não significa que não hajam quaisquer registos do recebimento desses montantes.