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2 - Bem como, nos termos do artigo 24, do Código das Sociedades Comerciais, é exigido deliberação por parte dos sócios para efeitos do recurso a tribunal?”  ) No contexto de tais questões, importa, com a devida e justa vénia e sempre com respeito por opinião contrária, aplicar a Lei ao caso concreto em apreço, tendo presente, quanto à questão da necessidade da deliberação da sociedade para o recurso à via judicial, que:  1 - Considerando que estamos perante uma sociedade com apenas dois sócios e que se visa intentar uma ação pela sociedade contra um dos sócios, e atento o princípio da celeridade e economia processual e do seu corolário princípio da proibição da prática de atos inúteis, imperativo é dar-se como dispensável a deliberação da sociedade para intentar ação contra o outro sócio exigida pelo artigo 24, n. 1, alínea, do S.);  2- Com mais rigor: no caso de se pretender intentar ação contra um sócio, a norma do artigo 24, n. 1, alínea, do S., deve ser interpretada como o seu regime só ser aplicável caso a sociedade tenha mais de dois sócios;  3- De facto, sendo a sociedade apenas constituída por dois sócios com quotas rigorosamente iguais, quando um dos sócios propõe a ação em representação da sociedade contra o outro, como há conflito de interesses entre o sócio demandado e a sociedade, aquele não pode votar a deliberação, resumindo-se a vontade da sociedade à do sócio que intenta a ação cfr.