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Respondeu-lhe o Magistrado do Ministério Público, que extraiu, por seu turno as seguintes conclusões:  Da motivação e das conclusões apresentadas pelos recorrentes resulta que a mesma não impugnaram a decisão recorrida, nos termos do art 412, n3, alínea b^) do CPP, designadamente não especificaram as concretas passagens em que se fundamentam tal pretensão, nos termos em que a lei o impõe;1 2 – A apreciação da matéria de facto não pressupõe uma reapreciação pelo tribunal de recurso, do complexo dos elementos de prova produzidos, que serviram de fundamento à decisão recorrida e, muito menos, um novo julgamento da causa, em toda a sua extensão, tal como ocorreu na 1 instancia, tratando-se de um reexame necessariamente segmentado, não da totalidade da matéria de facto, envolvendo tal reponderação um segmento/reexame meramente parcelar;  No caso em apreço não lugar a reformulação das conclusões, uma vez que, constituindo o texto da motivação limite absoluto, que não pode ser extravasado nas conclusões, e sendo estas logicamente, um resumo, há que concluir que o que não constar das motivações stricto sensu, não pode constar das conclusões;  Mesmo que assim não se entenda, sempre se dirá que andou bem a Sr Juíza a quo, apreciando a prova, de forma perspicaz, atenta, lógica e crítica, explicitando, de forma clara, as razões de ter ou não atribuído credibilidade aos depoimentos prestados pelas testemunhas, em sede de audiência cde discussão e julgamento, elementos conjugados com a prova documental; 5- A recorrente impugna a matéria assente como provada, pugnando pela reapreciação da prova, mas não o faz de acordo com as regras legais aplicáveis, inclusive, não especificando " os concretos pontos de facto que considera incorrectamente julgados”, por referência às concretas passagens dos depoimentos documentados;  Da leitura de toda a matéria de facto, assente como provada e assente como não provada, e da sua fundamentação respetiva não conseguimos vislumbrar a existência de qualquer vício, portanto, não existindo qualquer erro na apreciação da prova, tendo os factos considerados provados pelo Tribunal a quo, resultado de uma correta apreciação e valoração crítica do conjunto da prova designadamente, a prova produzida em audiência;  Na fundamentação de tal convicção estão suficientemente demonstradas as razões que levaram o tribunal a considerar provados os factos assentes como tal, questionados pela recorrente;  A recorrente invoca, em jeito de conclusão, que deveria ter sido aplicado o princípio " in dúbio pro reo”, apenas, afinal porque diverge da julgadora, quanto à valoração da prova que foi feita pela mesma;  Não assiste razão à recorrente, sendo que a douta sentença recorrida encontra-se perfeitamente alicerçada na respectiva fundamentação, apresentando-se esta, de forma coerente, lógica, em conformidade com os princípios aplicáveis, referentes à apreciação da prova, nomeadamente, o " princípio da livre apreciação da prova” e o " princípio da imediação”, em conformidade com a lei aplicável; 1 Daí que a douta sentença recorrida não padeça de qualquer vício, designadamente, dos apontados pela recorrente, não tendo sido violada qualquer norma ou princípio legal, designadamente, o invocado princípio " in dubio pro reo”, e 1 Pelo exposto, entendemos que a sentença proferida se encontra devidamente fundamentada, de fato e de direito, mostrando-se em conformidade com as normas e os princípios aplicáveis.