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2É que, como afirmado com pleno acerto no acórdão recorrido, a contagem do prazo prescricional respeitante à «ordem» comunicada ao A. pelo PGD em 112003 para «suspender imediatamente funções» operou com a declaração de ineficácia efetuada através do acórdão deste mesmo Supremo de 102004 já que toda a ulterior tramitação processual havida em torno do litígio estabelecido entre as partes se centrou em exclusivo na discussão em torno da legalidade da «pena disciplinar» que foi aplicada ao A. e já não com a legalidade da «medida preventiva» decretada pelo CSMP e executada pelo PGD, razão pela qual a decisão em referência que veio a recair sobre a discussão ali objeto de litígio não pode relevar como causa suspensiva e/ou interruptiva do prazo de prescrição, donde decorre que, desde meados de maio de 2004, o A. estava em condições de exercer o seu direito a obter uma indemnização pelos danos que invoca como derivados da referida «ordem ilegal», e sem que, a partir de então, exista qualquer fundamento legal para considerar suspensa e/ou interrompida a contagem do prazo de prescrição.