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Revertendo ao caso dos autos, estando os créditos detidos pelo banco apelado sobre os apelantes, enquanto avalistas da sociedade "– Sociedade de Construção, Lda.” prescritos, não operando a prescrição a extinção da obrigação , mas apenas convertendo esta em obrigação natural, quer se adira às denominadas doutrinas extrajurídicas sobre a natureza das obrigações naturais, de acordo com as quais, as obrigações naturais não seriam propriamente realidades jurídicas, mas antes realidades de facto, a que o direito, movido por considerando extrajudiciais, reconheceria alguns efeitos jurídicos, quer se adira às denominadas doutrinas jurídicas, segundo as quais as obrigações naturais seriam autênticas obrigações jurídicas, distinguindo-se apenas das obrigações civis por não serem judicialmente exigíveis pelo credor, estando as obrigações naturais, inclusivamente, com as duas exceções acimas enunciadas, sujeitas ao princípio da equiparação às obrigações civis, extinguindo-se, relembra-se, em princípio, pelas causas referidas na lei para as obrigações civis, sendo transmissíveis por herança, podem ser cedidas, dadas em usufruto, penhoradas, etc., independentemente dos apelantes terem invocado, com sucesso, nos presentes autos a exceção perentória da prescrição dos direitos de crédito que o apelado detém sobre aqueles com o que o transformaram esse direito de crédito em obrigação e demonstrando, com essa sua invocação que não irão cumprir, voluntária e espontaneamente, com essa obrigação e que, por isso, a viabilidade do banco apelado vir a obter o cumprimento/pagamento daquela é, em termos práticos, nula, face à impossibilidade deste de recorrer à via judicial para obter o cumprimento coercivo dessa obrigação dos apelantes, o certo é que não podia efetivamente o tribunal a quo declarar extintas as obrigações assumidas pelo apelantes, enquanto avalistas da sociedade "” perante o banco apelado pela simples circunstância dessas obrigações creditórias se encontrarem prescritas, uma vez que essas obrigações subsistem agora enquanto obrigações naturais, que são obrigações jurídicas ou com efeitos jurídicos.