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Sendo a jurisprudência do Tribunal de Justiça no sentido da existência de obrigação da interpretação conforme, ou seja, que as jurisdições nacionais devem, na medida do possível, interpretar o respectivo direito à luz das directivas comunitárias ainda que não de acordo com os artigos 249 e 5 do Tratado CE, não podemos deixar de interpretar as normas nacionais sobre a responsabilidade objectiva em conformidade com tais directivas, de onde apesar de se admitir face às mesmas a compatibilização da culpa com o risco, por a tal se não opor a legislação portuguesa, a concatenação a fazer não pode deixar de efectuar uma análise criteriosa da actuação dos intervenientes por forma a apurar qual a contribuição que cada um teve para a produção do resultado, fazendo afastar o risco, quando se prove que tal contribuição foi exclusiva do lesado, cfr inter alia Ac STJ de 5 de Junho de 2012 Relator Orlando, 1 de Junho de 2017 Relator Lopes do, 11 de Janeiro de 2018 Relatora Graça , 17 de Outubro de 2019 Oliveira, 13 de Abril de 2021 Relator Ricardo, 22 de Junho de 2021 Relator Pinto de e 19 de Outubro de 2021 Relatora Fátima Gomes, in www.dgsi.pt.