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Como se refere no acórdão desta Relação, de 1120123, o princípio da livre apreciação da prova, que alicerça o julgamento da matéria de facto, sustenta-se em critérios racionais e objetivos, em juízos de ilações e inferências razoáveis, mas sempre de mera probabilidade e conduz a um juízo positivo de prova quando, em face dos instrumentos disponíveis, do seu conteúdo, consistência e harmonia, se afigure aceitável à consciência de um cidadão medianamente informado e esclarecido, que a realidade por eles indiciada já se possa ter como efetivamente assumida, devendo a avaliação dos depoimentos das testemunhas ser realizada de acordo com o princípio enunciado no citado artigo 396 do Código Civil, assentando em dois polos, via de regra: de um lado, na razão de ciência de evidenciada artigo 516, n 1, do CPC; do outro, no maior ou menor afastamento ou comprometimento que, com a controvérsia em discussão, se afigure existir artigo 513, n 1, final, do, sendo estes fatores que, além do mais, permitem escrutinar o nível da credibilidade que lhes pode ser conferido.