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da instância executiva, indeferindo liminarmente o requerimento executivo - artigos 72, n. 2, alínea, 57, n. 2, 57, n.s 1 e 2, e 57, todos do Código de Processo Civil.”   O exequente interpôs recurso de apelação, formulando as seguintes conclusões: a) O Recorrente é Exequente nestes autos, pelos quais reclama da Executada a quantia de €1836,75 proveniente da celebração de um contrato de crédito pessoal;  b) O Exequente deu entrada da respetiva ação executiva em 16 de Fevereiro de 2021;  ) Conforme resulta do teor do Requerimento Executivo, a livrança que constituía título executivo, foi preenchida em 17/12/2020, pelo valor de €1729,97;  ) Em 08/04/2021, o Exequente foi notificado para em 10 dias "esclarecer qual a concreta natureza do crédito que esteve na base da emissão da livrança dada à execução, bem como, juntar aos autos documentos comprovativos do cumprimento do PERSI relativamente à executada"; e) Em 19/04/2021, o Exequente juntou aos autos o contrato de crédito pessoal subjacente à emissão da referida livrança, bem como, as cartas enviadas à executada no âmbito do PERSI;  f) Em 30 de Abril de 2021 foi proferida sentença em que foi proferida a decisão em que se considerou verificada uma exceção dilatória inominada e consequentemente se decidiu pela absolvição da instância;  g) Ora, é justamente quanto a esta Decisão que se apresenta o recurso;  h) Não podendo o Recorrente conformar-se com a Sentença proferida, com os fundamentos que se explanarão seguidamente;  ) Conforme consta dos autos e se comprovou pela junção da respetiva carta enviada à executada, o Banco Exequente procedeu à integração da mesma em PERSI em 07/04/2020, tendo fornecido à executada toda a informação relativa ao respetivo Procedimento em que a mesma se encontrava agora integrada, conforme lhe é exigido por Lei;  j) Em 10/07/2020, o Banco Exequente remeteu nova carta, desta feita a informar a executada que o procedimento em que havia sido integrada se encontrava extinto por terem decorrido 91 dias desde a sua integração sem que as responsabilidades tivessem sido liquidadas ou renegociadas, nos termos a seguir transcritos:  ")"; k) Ora, no que respeita à extinção do PERSI dispõe o artigo 1 do Decreto-Lei 227/2012 de 25/10 o seguinte:  1 - O PERSI extingue-se:  ) No 9 dia subsequente à data de integração do cliente bancário neste procedimento, salvo se as partes acordarem, por escrito, na respetiva prorrogação;  ) Ora, entendeu o Tribunal a quo que o Exequente não cumpriu adequadamente a extinção do PERSI;  ) Assenta o Tribunal a quo a sua decisão no facto de a carta enviada à executada não cumprir os requisitos enunciados no acima transcrito artigo 1, nomeadamente não cumprir com a descrição dos factos que determinam a extinção do PERSI ou que justificam a decisão da instituição de crédito de pôr termo ao referido procedimento, com indicação do respetivo fundamento legal;  n) Ora, tal não corresponde à verdade e a carta enviada cumpre, sim, os requisitos legais exigidos;  o) Ora, como resulta do citado artigo 17, um dos motivos para que o PERSI se extinga é simplesmente o decurso do prazo de 91 dias desde a data da integração do PERSI;  p) Nada mais é aqui exigido para que a extinção deste Procedimento ocorra, isto é, basta que tenham decorridos 91 dias desde a data da integração do cliente bancário em PERSI para que o procedimento se extinga, salvo se as partes acordarem por escrito a respetiva prorrogação, o que aqui não sucedeu;  q) Ora, da carta enviada é bem explícito que o motivo da extinção do PERSI é o decurso do prazo legal exigido desde a data da integração da executada em PERSI;  r) Isso resulta de imediato da leitura do primeiro parágrafo da carta, ou seja, o PERSI está extinto, pois ultrapassou os 90 dias em que o cliente obrigatoriamente tem de estar integrado neste procedimento;  s) Com este fundamento de extinção do PERSI, que é simplesmente o decurso do prazo legal, não existem quaisquer outros factos que determinem a sua extinção ou que justifiquem a decisão da instituição de crédito de pôr termo ao referido procedimento que tivessem de ser explicados;  t) Não se tratou de uma decisão da Instituição, mas sim de uma imposição legal, ou seja, o PERSI extingue-se no 91 dia subsequente à data de integração do cliente bancário neste procedimento;  u) É este o fundamento legal indicado na carta e que culmina com a extinção do referido Procedimento, não existindo quaisquer outros factos que tenham determinado esta extinção e que assim tivessem de ser explicados na referida carta à executada;  ) A decisão do Tribunal a quo de considerar que estamos perante uma exceção dilatória inominada insanável é, com o devido respeito, excessiva e desproporcional;  w) Não estamos perante uma situação em que o Exequente não tenha cumprido com o que lhe é exigido como Instituição Bancária que é, por Lei, no que ao PERSI respeita;  x) A integração do devedor no PERSI e a ulterior extinção daquele procedimento são, sem dúvida, condições objetivas de procedibilidade da ação executiva e esta só pode ser instaurada verificadas as referidas condições, isto é, integração do mutuário devedor no PERSI e extinção do procedimento e a sua comunicação a este em suporte duradouro designadamente, carta ou;  y) Caso tal não se verifique, aí sim estamos perante uma exceção dilatória inominada;  z) Não foi de todo o que ocorreu no presente caso, pois como acima se demonstrou, o Recorrente cumpriu quer com a integração, quer com a extinção do PERSI;  aa) Entendeu, porém, o Tribunal a quo que a carta de extinção do PERSI enviada não cumpria os requisitos legalmente exigidos, o que também não corresponde à verdade;  bb) Conforme se verificou, a carta identifica claramente o motivo pelo qual foi o procedimento extinto, pelo que não existe qualquer exceção dilatória inominada insanável que determine a absolvição da executada da instância executiva;  ) Instaurada execução sem que se mostrem verificadas as aludidas condições, tal virá a redundar na verificação de uma exceção dilatória inominada ou atípica, que necessariamente desembocará na absolvição do executado da instância executiva;  ) O que não sucedeu no presente caso, pois o Recorrente demonstrou o respetivo cumprimento do PERSI nos termos em que lhe são legalmente exigidos.