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A sentença a quo não considerou toda a matéria articulada, nomeadamente a que esclarece a liquidação da dívida. . Com efeito, apesar de lançada em 06/2012, a dívida refere-se a créditos salariais vencidos durante a gerência do recorrido, conforme se discrimina supra. . Sucede que todos os créditos que o Fundo de Garantia Salarial é chamado a adiantar, só são reclamados e pagos em sede de insolvência. . E por maioria de razão, só podem ser lançados após a mesma ter sido declarada. . Não reconhecer a sua exigibilidade por parte dos responsáveis subsidiários é fazer tábua rasa do instituto da sub-rogação previsto para as dívidas do FGS e gerar incobráveis num vazio legal para todas dívidas assim constituídas. . A decisão assim proferida transforma um mecanismo de garantia dos trabalhadores, num verdadeiro subsídio a fundo perdido sem qualquer retorno. . Não podendo obter esse reembolso da devedora originária por já estar insolvente, nem do AI por não ser gerente, a quem se poderá cobrar senão aos responsáveis subsidiários pela empresa? .