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Cumpre apreciar e decidir   – Fundamentação   De facto  Na decisão arbitral recorrida deu-se como assente a seguinte factualidade concreta: « a)	A inexistência das despesas, uma vez que o saldo de Caixa, segundo a Requerente, é "fictício”, devendo-se a incorreções da contabilidade ou "erros de lançamento contabilístico” sem correspondência com efetivas disponibilidades financeiras; b)	A violação do ónus da prova por parte da Requerida, que não logrou demonstrar, como lhe competia, a existência das despesas, o seu montante e o momento em que foram efetuadas, nos termos do artigo 7 da Lei Geral Tributária "LGT”); )	A não diminuição do resultado líquido do exercício pelas alegadas despesas; )	A inobservância do princípio da especialização e da periodização do lucro tributável cf.