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«Tanto na doutrina, como na jurisprudência, desde há muito se firmaram, os seguintes princípios ou regras: o juízo comparativo deve ser objectivo, apurando-se se existe risco de confusão tomando em conta o consumidor ou utilizador final medianamente atento; para a formulação desse juízo relevam menos as dissemelhanças que ofereçam os diversos pormenores isoladamente do que a semelhança que resulta do conjunto dos elementos componentes, devendo ainda tomar-se em conta a interligação entre os produtos e serviços, por um lado, e, por outro, os sinais que os diferenciam.»5 O juízo comparativo de conjunto a efectuar, entre as marcas da Apelante e a marca registanda, ter-se-á de fazer, pondo em confronto, as referidas marcas, no entanto, convém desde já salientar que o consumidor, em regra, não terá em simultâneo as marcas à sua frente para fazer essa comparação, terá à sua frente uma delas e recordará de memória a imagem da marca com a qual já teve anteriormente contacto, devendo, pois, proceder-se ao exame sucessivo, de forma a apurar se a impressão deixada pelas marcas da Apelante é semelhante à deixada pela marca registanda.