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A decisão ora objecto de recurso incorre assim em erro na determinação do valor da indemnização, violando o disposto nos artigos 48, 56, 56 e 56, ambos do Código Civil, na medida em que o montante fixado a título de indemnização pelo dano biológico na sua vertente de dano patrimonial futuro, e no parco valor de € 500,00 sete e quinhentos euros, não se coaduna com os princípios indemnizatórios, não satisfazendo, por isso, as exigências que os normativos legais, bem como a tendência jurisprudencial determina, nem mesmo aquilo que decorre da imprescindível aplicação de juízos de equidade, na medida em que, o valor atribuído não é suficiente para indemnizar os danos patrimoniais futuros, sejam eles danos emergentes ou lucros cessantes, decorrentes do dano biológico sofrido pela autora, ora recorrente – termos em que, dever-se-á manter a condenação da ré no pagamento, à autora, da quantia de € 2000,00 vinte e cinco a título de dano biológico, acrescida de juros contados à taxa anual de 4% desde a presente decisão até integral pagamento, sem prejuízo de eventual alteração legal dessa taxa.