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59 O direito não pode ser alheio" à natureza das coisas" e parece-nos elementar que alguém que sofre um dano em 2014, em razão de um acidente, que se reflete na privação do veiculo, em razão de não o poder usar, seja também responsabilizado pela falta de reação a esse facto, deixando que as coisas corram e nada fazendo para impedir o aumento da perda - cfr neste sentido o acórdão do STJ de 002010 em www.dgsi.pt., quando bastava deixar concluir a reparação;  60 Daí que estejamos numa situação de exclusão, ou pelo menos de redução, do montante indemnizatório fundada no concurso de facto do lesado para o agravamento do dano de privação de uso, mediante o protelamento da manutenção da situação muito para além do razoável - por pura inércia ou por outra causa para que se não encontra justificação, mas lhe é imputável - a solicitar a intervenção do regime jurídico previsto no art.