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Nesta  linha,  julgamos  poder  afirmar  que  a actuação processual  dolosa  assumirá, quase  invariavelmente,  uma  de  duas  formas: o litigante  de  má-fé  poderá  dirigir  a conduta  dolosa  directamente  contra  o  juiz,  pretendendo  ludibriar  o  seu  convencimento  e obter  sentença  favorável dolo  directo  relativamente  ao ,  acabando  por  adoptar  uma conduta que necessariamente implicará um prejuízo para a parte contrária dolo necessário em  relação  à ; ou, ao  invés,  pretender  com  a  propositura  da  acção  judicial causar  um  prejuízo  à  contraparte,  nomeadamente  provocando-lhe ofensas ao bom nome e ao crédito dolo directo em relação à, acabando por forçosamente ludibriar a vontade do Tribunal dolo  necessário  em  relação  ao 4 Cecília Ribeiro afirma que o juiz é sempre sujeito passivo necessário do dolo, mas «umas vezes, comporta-se como sujeito passivo imediato – quando a actividade enganosa se dirige à sua vontade – e, então, será o único sujeito passivo do dolo, outras vezes, como sujeito passivo mediato – quando tal actividade visa directamente o adversário, e só através dele, o juiz»4 De harmonia com os ensinamentos de Paulo Cunha a má-fé bilateral pressupõe o acordo entre os litigantes, tendente a ludibriar o juiz e a submeter à sua apreciação um litígio meramente ficcionado, com vista à prática de ato simulado ou à obtenção de resultado contrário à lei.