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542, n. 2, als., e, do CPC, pois a Requerente, que não apresentou qualquer reclamação contra a relação de bens feita pelo seu cônjuge em 01-09-2011, com o intuito de obstaculizar o pagamento da dívida aos exequentes, até porque é precisamente o imóvel que quer ver excluído deste processo que se encontra penhorado no processo executivo principal, vem agora, sob a forma de "venire contra factum proprium”, reclamar de forma extemporânea que o referido prédio não lhe pertence, mas antes ao seu pai, o que se encontra em CLARA CONTRADIÇÃO com a inscrição matricial do prédio em seu nome e pelo facto de ser esse a sua casa de morada de família e NADA ter DITO no Momento em que foi notificada para reclamar da relação de bens ainda em 201  A Requerente não pode agora - decorridos seis anos da apresentação da relação de bens neste processo - pretender a exclusão de um imóvel deste inventário, negando um facto pessoal: vive num prédio inscrito em seu nome e que pertence à comunhão conjugal, de modo a obstaculizar o direito à cobrança coerciva que os Exequentes pretendem exercer sobre o seu cônjuge, que é executado no processo executivo principal.