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E sendo embora mais controversa a afirmação feita pela arguida , de que, em 2014, quando conversava com o assistente, se apercebeu de "alguns traços paranóicos” e de este fazer associações despropositadas, sempre a orientar as situações contra si de forma séria, dando como exemplo o facto de lhe dizer "não gosto de limão por ser azedo”, e ele seriamente perguntar-lhe "se o achava azedo”, tudo isto, pese embora possa considerar-se em certa medida ofensivo, a verdade é que o contexto em que são produzidas tais afirmações, e ademais a existência de uma relação pessoal, ainda que esporádica entre as pessoas em causa, não podem de todo dar-lhes a dimensão de gravidade que reclame a aplicação de uma sanção penal.