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A ré, atenta a sua profissão perante o pedido de informações constantes no questionário que lhe foi exigido que respondesse, não podia deixar de compreender o propósito das questões que lhe foram colocadas e a que respondeu, e sabia da relevância dos anteriores acidentes para a apreciação do risco a segurar, pelo que omitindo a sua existência nas respostas fê-lo conscientemente, o que nos leva a concluir não haver como contrariar a convicção formada pelo tribunal a quo que se reconhece mostrar-se ajustada aos elementos probatórios referidos, sendo, assim, de confirmar o julgado no que respeita o facto dado como provado na al..  		Em face da confirmação do julgado no que respeita matéria de facto, resulta evidente que a ré incumpriu dolosamente a obrigação de declaração com exatidão de todas as circunstâncias que conhecia com relevância para apreciação do risco por parte da seguradora, que lhe foram solicitadas, designadamente no âmbito da formulação de questionário, omitindo factos que caso os desse a conhecer à seguradora esta não teria contratado o seguro, pelo que se acompanha a integração dos factos ao direito aplicável efetuada no tribunal recorrido nos termos que se passam a reproduzir:  "O presente litígio emerge da celebração de um contrato de seguro de responsabilidade – – em que a Autora imputa à Ré o incumprimento da obrigação de informação sobre a respetiva condição clínica, a que estava sujeita.