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No caso dos autos, como se referiu no acórdão sob impugnação, "o que se verifica é que o direito reclamado pela A. por benfeitorias por si realizadas no locado respeita a obras de reparação/beneficiação que, contribuindo para a valorização do imóvel, ali empreendeu no mesmo ano em que celebrou o contrato de arrendamento respetivo, sendo que tais obras foram autorizadas pelo proprietário que a incentivou a realizá-las e que as acompanhou e fiscalizou, assegurando-lhe que lhe transmitiria o direito de propriedade daquele espaço ou que a cedência do mesmo duraria enquanto esta fosse viva, tendo sido nesse pressuposto que a A. as levou a cabo pontos 10 a 1 Deste modo, e uma vez gorado o propósito que presidiu a essa realização com o reclamado pedido de entrega do r/pelas RR., atuais proprietárias do imóvel ponto 21 supra agora, afigura-se abusivo que as mesmas possam prevalecer-se da indicada cláusula 9 para obstar a que a A. invoque o seu direito a benfeitorias relativamente às ditas obras.