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Para que se pudesse concluir que ocorreu violação do princípio para trabalho igual salário igual, seria necessário que o trabalhador tivesse alegado e demonstrado factos reveladores de uma prestação de trabalho ao serviço do empregador, como chefe de equipa do tratamento, nível 4, que fosse não só de igual natureza, mas também de igual qualidade e quantidade que a dos seus colegas de trabalho com a mesma categoria profissional, o que não aconteceu.”  Retornando ao caso dos autos, verifica-se que os autores invocaram discriminação salarial e em matéria de duração do tempo de trabalho relativamente aos seus colegas de trabalho sujeitos a relação pública de emprego, mas em sentido impróprio, ou seja, sem ser naquele que é utilizado pela lei, designadamente, para efeitos do especial regime de prova, pois não invocaram que o tratamento desigual por parte da ré assente em ascendência, idade, sexo, orientação sexual, identidade de género, estado , situação familiar, situação económica, instrução, origem ou condição social, património genético, capacidade de trabalho reduzida, deficiência, doença crónica, nacionalidade, origem étnica ou raça, território de origem, língua, religião, convicções políticas ou ideológicas, filiação sindical ou outra categoria subjectiva que comungue de idêntico desvalor ético ou social.