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Por conseguinte, procedendo a ação de impugnação pauliana, o efeito jurídico dessa procedência seria o retorno das quotas da sociedade "...”, transmitidas em 23/10/2012, pelos 1s apelados aos 2s apelados não das quotas, acompanhadas do seu valor expresso em moeda, conforme pretende apelante, designadamente, do valor correspondente à desvalorização que essas quotas eventualmente sofreram desde 23/10/2012 até ao trânsito em julgado da sentença que julgasse a ação de impugnação pauliana, as quais, no entanto, não deixariam de continuar a ser propriedade dos 2s apelados, podendo a apelante executar essas quotas no património desses 2s apelados, como se elas não tivessem saído do património dos 1s apelados em 23/10/201  Acontece que, como é bom de ver, em 18/10/2017, data em que a apelante instaurou a presente ação, a apelante já não podia pedir o retorno dessas quotas tendo em vista executá-las no património dos 2s apelados, pela simples razão de que as mesmas já não se encontravam no património destes, mas sim no dos 1s apelados, em virtude daquelas terem sido retransmitidas, pelo menos, em 24/03/2017, para o património dos 1s apelados.