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E, não se olvide, se, por um lado, é certo que, nos termos dos referidos contratos, nada obstava a que o prazo de conclusão das obras pudesse ser prorrogado, por outro, não menos o é que o deferimento desse pedido de prorrogação não era naturalmente obrigatório/vinculativo para o Réu, atenta a margem de livre apreciação que o mesmo comportava e, sobretudo, considerando o contexto em que o mesmo fora formulado, nomeadamente, o facto de a sua apresentação haver ocorrido numa altura em que o prazo contratual já se havia transcorrido há cerca de três meses e da obra em questão se encontrar praticamente parada desde Março de 2012, sem que se mostre alegada e muito menos evidenciada por parte das Autoras uma qualquer explicação plausível para isso como se viu em sede de apreciação do princípio da boa-fé e da confiança.