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Contudo, entendemos que, nestes casos, recorrendo à experiência por parte de quem inspeciona estas máquinas e sabe o seu funcionamento, não temos porque afastar as regras da experiência comum e normalidade veja nesta parte, na valoração das regras da experiência comum, o acórdão do Tribunal da Relação de Évora de 202017, processo n. 57/14EAEVR.E1, disponível em www.dgs.pt "Nestas circunstâncias não pode deixar de se concluir – de acordo com as regras da experiência comum e os critérios da normalidade da vida – que este jogo, que se desenvolve nos termos supra descritos, em que o jogador pode auferir uma vantagem de valor indeterminado entre 1 e 200 ou acumular pontos para repetir a sua sorte, podendo desse modo multiplicar a aposta, na expetativa de maior ganho, é potencialmente viciador, na medida em que o jogador é impulsionado a repetir a jogada na ânsia de obter maior ganho, principalmente na época de crise em que se vive, risco que, afinal, se pretende evitar com a incriminação, ao que acresce que a grande maioria dos frequentadores dos estabelecimentos onde habitualmente este tipo de máquinas é colocado provém de estratos económicos menos favorecidos e, por isso, mais vulneráveis”)).