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Em coerência com esta autonomia – que temos por estabelecida – e vistos os moldes em que se articulam a determinação da pena de prisão aplicada a título principal e da pena de substituição correspondente à comummente designada «pena suspensa» penas que, atualmente, após as alterações introduzidas no artigo 50 pela Lei n 94/2017, de 23 de agosto, podem ter – e com regularidade têm – durações, no quadro das finalidades assinadas à estatuição de penas, cujo núcleo essencial se inscreve na proteção de bens jurídicos e na prevenção da prática de futuros crimes, e também das específicas circunstâncias suscetíveis de justificar a suspensão da pena de prisão, não sendo demais sublinhar que a aplicação de tal pena de substituição tem necessariamente de assentar num juízo de prognose favorável no sentido de que a mesma se mostrará adequada e suficiente a assegurar aquelas finalidades, estabelecido em função da personalidade do agente, das suas condições de vida, conduta anterior e posterior ao crime e circunstâncias deste artigo 50, n 1 do Código, justifica-se igualmente que para uma e outra penas se estabeleçam regimes prescricionais próprios, atendendo não apenas à natureza das referidas penas, mas também à compatibilização dos respetivos modos de execução – sabido que é que, sendo uma aplicada a título principal e outra enquanto pena de substituição, por isso coexistindo, em certo sentido, na mesma decisão, as duas não serão executadas em simultâneo.