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Cumpre-nos assim, apreciar em primeiro lugar este segmento do recurso, nomeadamente verificando se estão reunidos os requisitos para apreciação da impugnação relativa à matéria de facto, atendendo ao disposto no art 662, n 1 do P., mormente se foi violada presunção legal ou desconsiderado meio de prova pleno, afastados estes da livre apreciação do julgador conforme o impõe o art 607, n 5 do P. a) Da existência dos requisitos de admissibilidade da impugnação da matéria de facto; Relativamente aos requisitos de admissibilidade do recurso quanto à reapreciação da matéria de facto pelo tribunal "ad quem”, versa o art 640, n 1, do Código de Processo Civil, o qual dispõe que:  «Quando seja impugnada a decisão sobre a matéria de facto, deve o recorrente obrigatoriamente especificar, sob pena de rejeição:  a) Os concretos pontos de facto que considera incorretamente julgados; b) Os concretos meios probatórios, constantes do processo ou de registo ou gravação nele realizada, que impunham decisão sobre os pontos da matéria de facto impugnados diversa da recorrida; ) A decisão que, no seu entender, deve ser proferida sobre as questões de facto impugnadas.” No que toca à especificação dos meios probatórios, dispõe o n 2, deste preceito legal que «Quando os meios probatórios invocados tenham sido gravados, incumbe ao recorrente,sob pena de imediata rejeição do recurso na respetiva parte, indicar com exatidão as passagens da gravação em que se funda o seu recurso, sem prejuízo de poder proceder à transcrição dos excertos que considere relevantes” itálico e negrito.