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A existência de um registo diferente para as duas chaves significa que uma delas não foi utilizada, nem se encontrava no carro, no momento da última utilização dele; sobre esta questão depôs a testemunha P. perito supervisor da ré e pessoa com larga experiência na averiguação de sinistros de furtos de veículos e conhecimento da forma de funcionamento dos registos que as suas chaves acumulam, referindo, sem qualquer margem para dúvidas, que, se as duas chaves do veículo estivessem juntas e no interior do carro no momento em que este foi utilizado, ambas teriam de apresentar o mesmo registo; no decurso dos seus depoimentos, quer o autor, quer a sua esposa S. , afirmaram, de forma perentória, que no momento do alegado furto as duas chaves da viatura se encontravam com eles no local e que tinham efetuado a última viagem de casa para o no interior do veículo; sabendo-se que as chaves tinham leituras distintas, isso significa, desde logo, que na última deslocação que o carro fez e terminou pelas 20h54m, só uma das chaves a que tinha essa como hora da última utilização) se encontrava no carro e não as duas; a divergência entre a informação constante das duas chaves indica, claramente, que uma delas ou esteve no interior do carro, pela última vez, às 19h53 do dia 07-07-2016, mas a outra foi usada pela última vez, isoladamente, pelas 20h54 do mesmo dia.