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Realmente, ao manifestar o entendimento de que o tribunal que decretou a prisão preventiva - o T.de Lisboa -, é incompetente para o efeito, nos termos do artigo 12, n.1, al., da Lei n. 62/2013, de 26 de Agosto, uma vez que lhe são imputados crimes que constituem "infracções económico-financeiras de dimensão internacional ou transnacional” cometidas em comarcas pertencentes a tribunais da Relação diferentes, razão por que sustenta ser competente o Tribunal Central de Instrução Criminal T.), o que o arguido/recorrente está a invocar não é a incompetência "material”, mas sim a incompetência meramente funcional, já que ambos os tribunais, T.e T., se inserem na jurisdição criminal, divergindo apenas quanto ao âmbito territorial/funcional, tendo este último uma competência territorial mais vasta, mas apenas para certos tipos de crime.