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Todavia, sabendo-se que "a interpretação das cláusulas contratuais gerais de harmonia com os princípios da boa fé é uma forte e incontornável imposição legal” e que, nesta matéria, "o artigo 11, n 2, do Decreto-Lei n 446/85, estabelece o princípio do in dubio contra proferentem, de acordo com o qual, existindo dúvidas quanto ao entendimento do destinatário, em aplicação do critério mais objectivo – emergente aliás do n 1 do artigo –, prevalece o sentido mais favorável ao aderente” Acórdão da Relação de Lisboa de 012010), se dúvidas existissem quanto ao sentido atribuído por um declaratário normal sem conhecimentos meteorológicos que não os comuns à generalidade das à expressão "chuvas torrenciais”, o que não se admite, forçoso seria sempre optar pelo primeiro dos sentidos da dita expressão.” Como neste mesmo acórdão se conclui, a referência a "chuvas torrenciais” deve ser entendida – na ausência de outros elementos – como referência a chuva abundante, chuva intensa, não sendo de qualificar como desrazoável a delimitação assim feita.