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04/33, extraindo-se sumariamente da sua linha motivadora e no que releva que «apesar de se entender que com a conduta acima descrita a Demandante violou o artigo 1 do RD, nem por isso se acolhe a ideia, que aliás se rejeita desde já e em absoluto, de que tal violação seja por si só razão suficiente e determinante para que lhe seja imputada, sem mais, a infração grave tipificada no artigo 11 do RD, antes se devendo ponderar, em função das circunstâncias concretas em que foi praticado o ilícito disciplinar em causa, se sim ou não poderá esse mesmo facto ser punido à luz de qualquer outra disposição regulamentar», já que «a Demandada não logrou provar que da conduta ilícita da Demandante tenha resultado uma lesão dos princípios da ética desportiva nem o grave prejuízo para a imagem e o bom nome das competições de futebol», porquanto quanto à alegada lesão dos princípios da ética desportiva «considerando o conjunto dos factos julgados provados , bem como  as concretas circunstâncias que determinaram a sua ocorrência, sempre seria manifestamente excessivo e nessa medida inadequado considerar-se que da conduta da Demandante resultou uma lesão dos princípios de "ética desportiva” - o que, aliás, para além de ser um conceito algo vago, relativamente indeterminado e de pendor marcadamente subjetivista, não é também, de resto, sequer mencionado no corpo do artigo 1 do RD», para além de que «da conduta da Demandante não resultou um grave prejuízo para a imagem e o bom nome das competições de futebol, pelo que também por essa razão não se poderá imputar à Demandante a infração grave prevista no artigo 11 do RD», pois «atenta a letra do artigo 11 do RD em apreço, que não se trata aqui de um qualquer simples prejuízo, antes se exigindo, de forma expressa, que tal prejuízo seja realmente "grave", o que, salvo melhor opinião, no caso concreto não sucede.