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Daí que, para responder a esta questão importe7 atentar na verdadeira natureza e estrutura do contrato de seguro de grupo do Ramo Vida, que o Acórdão do STJ, de 202019 processo n 401/11TCGMR.GS18 definiu, estribado no estudo de Margarida Lima Rego "Contrato de Seguro e Terceiros” 9, e que o Acórdão do STJ, de .112019  processo n 293/14T8PVZ.PS1)10, sintetizou nos seguintes termos: «Trata-se:  ) De um contrato a favor de terceiro, sendo terceiro aquele que ocupa a posição de beneficiário, ou seja, a entidade bancária, tendo o contrato como finalidade garantir o cumprimento da obrigação que o tomador do seguro assumiu perante o banco, em virtude do contrato de mútuo;  ) De um seguro em que tanto a vida da autora como a vida do seu marido foram seguras, pelo que ambos são sujeitos do risco primário: o risco da morte que, no entanto, não é o risco seguro;  ) Simultaneamente, quer a autora quer o seu marido são segurados, ou seja, são aquelas pessoas a quem se reconhece a necessidade de previdência ou de proteção em relação às consequências negativas do sinistro: a morte de uma ou de outra das pessoas seguras;  ) Sendo que, quanto à vida do marido da autora, ele é a pessoa cuja vida é segura, mas, na eventualidade de ocorrer a sua morte, a segurada é a autora; e inversamente, quanto à vida da autora, ela é a pessoa cuja vida é segura, mas, na eventualidade de ocorrer a sua morte, o segurado é o marido».