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Ora, analisando a matéria de facto considerada provada e não provada verifica-se que, em ambos os segmentos fácticos em confronto, se representam realidades diferentes: no primeiro, o provado, o teor da notificação feita ao arguido em 27/03/2020, constante do facto provado 1, decorre que nessa data lhe foi determinado que devia deslocar-se ao seu domicilio, onde deveria permanecer, com a cominação de que se não obedecesse à ordem legal e legitima "que lhe está a ser emanada incorre no crime de desobediência", não resultando da mesma e de uma forma expressa, ao período temporal para o qual aquela ordem era válida, sob cominação do crime de desobediência e, por decorrência, nos não provados, só poderia ser ali inserido que, como o foi, pretendeu não acatar a ordem dada no dia 27/3/2020, desobedecendo à mesma como o fez.