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Ora, a autora/recorrida louva-se na cláusula 19, n.s 3 e 4 do aludido contrato de concessão para sustentar que ali se estabeleceu um contrato a favor de terceiro, ou seja, teria sido estipulada uma obrigação que a concessionária, a aqui ré/recorrente, deveria prestar às empresas aeronáuticas que operassem no aeródromo de Cascais, como é o seu caso, praticando no abastecimento de combustível o preço com o limite máximo ali fixado, pelo que se apresenta, ela própria, a exigir a indemnização pelo prejuízo suportado decorrente da alegada cobrança de preço superior àquele limite, apesar de não ter tido qualquer intervenção em tal contrato.