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E, perante a factualidade provada no caso dos autos, não obstante o arguido ter agredido o assistente por causa das suas funções de advogado, julga-se não se verificar a especial censurabilidade ou perversidade no caso dos autos, sendo de realçar, uma vez mais, que, como refere Jorge de Figueiredo Dias  "não basta demonstrar que foi agredida uma das pessoas mencionadas, no exercício das suas funções ou por causa delas, mas sempre será necessário provar e pode prever-se que em muitas hipóteses não será tarefa fácil) que tais circunstâncias revelam, no caso, a especial censurabilidade ou perversidade do agente; o que só acontecerá se ...) puder ligar-se uma especial baixeza da motivação ou um sentimento particularmente censurado pela ordem jurídica, ligados à particular qualidade da vítima ou à função que ela desempenha”.  )