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Necessário e imprescindível é, pois, que nesse seu livre exercício de convicção, o Tribunal indique «os fundamentos suficientes para que, através das regras da ciência, da lógica e da experiência, se possa controlar a razoabilidade daquela sobre o julgamento do facto como provado ou não provado», por ser essa uma exigência legal inultrapassável e que lhe está cometida, devendo para o efeito analisar criticamente as provas e especificar quais os fundamentos que foram decisivos para que formasse a sua convicção, isto é, indique concretamente as razões que o determinaram a fixar a factualidade nos termos e sentido em que o fez artigo 60 n. 4, 1 parte do Código de Processo, o que pressupõe que seja exteriorizado «o fio condutor entre a decisão da matéria de facto e os meios de prova que foram usados na aquisição da convicção, fazendo a respectiva apreciação crítica nos seus aspectos mais relevantes».