Legal Document Excerpt:

De forma exemplarmente análoga, já opinava Salazar Casanova, em "O regulamento n. 2201/2003 do Conselho e o princípio da audição da criança” Scientia Juridica, Tomo , n. 306 – abril/junho 2016, p..  Refere este reputado magistrado que as razões que permitem a audição de uma criança em juízo, após o ano de 2003, são de "ordem substantiva” e que se devem ao superior interesse da criança, e "assim, onde determinada diligência processual colida com tal interesse, há-de prevalecer este”, pois "sujeitar por exemplo, em audiência de julgamento a criança a um confronto, a interrogatórios e contra-interrogatórios, a um desfiar de questões atinentes às mais íntimas questões de convívio familiar, constitui uma prática totalmente desaconselhável e de uma crueldade judicial que não pode ser admitida”.