Legal Document Excerpt:

De facto, quanto àresponsabilidade da Ré, estribou-se a convicção do tribunal a quo nos factos essenciais dados por provados, e, e da análise crítica dos depoimentos e dos documentos carreados, designadamente fotografias, certidão e declaração emitidas pela Câmara Municipal de Tondela, ínsitas no processo que secundam, a bem da verdade, o facto notório e fortuito, repetidas vezes sublinhado na decisão a quo, dos quais resulta clarividente as características de imprevisibilidade e inevitabilidade e do incêndio de "grandes proporções” dos dias 15 e 16 de Outubro de 2017, e as condições guarda diligente do veículo levadas a cabo pela Recorrida nas suas instalações, as quais se encontravam vedadas, sendo irrelevante para a produção concreta do dano provocado pelo incêndio no veículo, segundo a teoria da adequação ou da causalidade adequada, na sua formulação negativa, a conduta da Ré, uma vez que, desconsiderando o inadmissível argumento segundo o qual é razoável exigir-se à Ré a assunção de manifestamente arbitrárias – o que apenas por mero dever de patrocínio se concebe -, nenhuma outra medida, para além das que tomou no cumprimento diligente do dever de guarda e administração, seria exigível à Ré-Recorrida que tomasse em face das circunstâncias conhecidas ou previsíveis.