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; 2 Ao condenar o Réu a criar "condições para que a saída das viaturas e dos convidados a partir das 22:00 horas se faça pelo portão que não implica a passagem junto da casa dos autores T. e S., podendo ser a que dá acesso à rua e tem servido para a entrada dos noivos e das excursões, ou qualquer outra que o réu prefira”, além de ir além do pedido formulado pelos AA., o Tribunal a quo fá-lo sem quaisquer factos provados de suporte, uma vez que não foi alegado e nem se encontra provado qualquer facto atinente a tal acesso dos noivos ou, sequer, que seja objetivamente possível realizar outro acesso; 2 Tal condenação explica-se, no entanto, pelo desconhecimento da realidade do local o Tribunal a quo optou por não realizar a inspeção, pois não é possível ligar a zona de acesso dos noivos aos parques de estacionamento, que se localizam na zona diametralmente oposta da Quinta ..., sem destruir e demolir a parte mais antiga e histórica da Quinta ..., que lhe confere o seu valor turístico e a caracterizam como um espaço rural de referência; e ainda sem demolir as várias edificações muito antigas, existentes de permeio, e inutilizar o espaço exterior de receção, circulação e convívio dos convidados, que é precisamente o local onde o acesso dos Noivos desemboca; 2 E como o Réu não o pode fazer e nem irá fazer em circunstância alguma, tal condenação implica a inutilização dos parques de estacionamento, só suprível com a ocupação da via pública, onde os convidados irão ter de estacionar as suas viaturas e onde continuarão a ser audíveis, na casa dos AA., os ruídos das vozes e dos veículos que o Tribunal a quo pretende evitar pois os prédios dos AA.