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Na realidade, ao realizarem os negócios em apreço, os dois primeiros Réus, com pelo menos a cumplicidade dos demais, afastaram a possibilidade de credor reclamar o seu direito à meação no património comum do extinto casal e os três negócios em debate nesta acção envolveram a "diminuição da garantia patrimonial do crédito” do Autor, que assim ficou impossibilitaram de realizar a cobrança do valor de € 6424,3 Torna-se assim evidente que o Autor tinha razão quando sustentava que «o  Réu, em conluio com a  Ré à data sua puseram então em marcha um ardiloso plano de desapropriação dos seus bens, começando pela criação da empresa e culminando na transmissão de bens móveis e imóveis que se encontravam em seu nome, passando a titularidade dos mesmos para a esfera jurídica de seus familiares amigos e sociedades com as quais mantinham ou mantêm relações estreitas, com o único e exclusivo fim de se empobrecerem culposamente, de modo a subtraírem-se ao cumprimento das obrigações pecuniárias assumidas».