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Cumprindo então avançar na apreciação do recurso, não beneficiando a Autora da presunção estabelecida do artigo 1 do CT/2009 e não provando ela também a existência dos factos/elementos de que depende a qualificação de um contrato de trabalho, daí decorre, como consequência, que não pode afirmar-se que tenha estado vinculada à Ré, como o sustenta na ação, por contrato de trabalho, assim antes da sua nomeação como gerente, com as consequências que daí emergem para os destinos da ação, incluindo toda a análise feita na sentença recorrida sobre os efeitos dessa nomeação caso houvesse prova da existência anterior de uma relação laboral – como ainda, aliás, que tal relação se tivesse porventura estabelecido já durante o período em que perdurou essa gerência, como nesta parte também afirmou o Tribunal recorrido, afirmando nomeadamente que "descendo à situação dos autos, não decorre da matéria de facto apurada que depois de passar a assumir a qualidade de sócia gerente a autora não exercesse as funções próprias de gerente da ré sociedade pelo contrário, ambas as partes estão de acordo que a autora assumiu efetivamente essas funções depois da sua designação como, ou que existisse uma posição de domínio dos outros sócios gerentes ou a dependência hierárquica ou funcional nesse período”.