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Todo este preocupante cenário, deve pelo menos levar o Tribunal a ponderar, se não se deverá alterar a residência da menor para o pai, em vez de se manter a residência alternada, regime a que a progenitora se opõe, pois o regime de residência com a mãe e o alternado não ajudaram em nada a melhorar a situação da menor, sendo que inicialmente e tendo sempre em conta o que a progenitora alegava, agitando sempre eventos passados, que a seu tempo o Tribunal ponderou, e nem poderia ser de outra forma, e por essa razão, a residência foi sendo atribuída à progenitora, e se efectuou um regime de visitas e convívios restritos, que o tempo veio a revelar que o verdadeiro risco e perigo actual e objectivo, afinal já não eram os passados e longínquos eventos que a progenitora agitava e continua a agitar, mas partia e parte, como se vê cada vez mais, da progenitora, que, não obstante verbalizar frequentemente o contrário, nomeadamente vontade em colaborar, na prática, em concreto, na realidade, sempre se empenhou em não colaborar com o Tribunal, não obstante o que verbalizou, no sentido de que colaborava, mas na prática todos os esforços acabaram por ser inviabilizados, por isso tivemos de chegar a esta fase, ao longo de todo este enorme tempo que passou, em que o Tribunal, já tem muita dificuldade em acreditar no empenho da progenitora em viabilizar convívios e contactos da menor com a demais família, o que como dissemos, é muito preocupante, e se nada se fizer, o que irá acontecer é que a menor, tal como aconteceu com o irmão , o que é muito lamentável, daqui a uns anos a menor não se dá nem convive com progenitor, irmão, com a avó materna e muito provavelmente, como acontece em muitos destes casos, e muitas vezes a meio da adolescência, um dia acabará por não se dar com a mãe, e crescerá e será uma pessoa desestruturada, por ter sido criada num ambiente de conflito constante e sem a segurança afectiva das pessoas de referência, que como tem presente neste momento são pessoas com quem a menor não quer conviver, são pessoas que na perspectiva da menor lhe fazem mal, quando essas pessoas, mais não são do que a única família que a menor tem: pai, irmão, e avó, além da mãe.