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- Ora a ineficácia não contende com a inexistência ou validade do acto, uma vez que o acto administrativo pode ser existente e válido, mas ineficaz, não havendo, portanto uma relação directa entre a existência e validade que é aferida pelo conteúdo do e a eficácia que é exterior ao acto, relativa aos seus; - Nas situações em que a lei submete ao preenchimento de certas exigências para que possam produzir efeitos a que se dirigem como é o caso da publicação obrigatória), tais efeitos ficam suspensos, latentes, desencadeando-se desde o momento inicial no caso de ter lugar o evento à verificação do qual estavam condicionados, produzindo-se, neste contexto, um fenómeno de "retrotracção de efeitos”, o que não significa uma verdadeira retroactividade neste sentido, ver Prof. Mário Aroso de Almeida, em Teoria Geral do Direito Administrativo – Almedina – 2015, 3 edição, pag.s 286/287 e; E- A expressão "retrotracção de efeitos” é da autoria do Prof. Rogério Ehrhart Soares in Direito Administrativo, Coimbra, 1978, pag.