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É claro, com tem vindo uniformemente a ser expendido pela doutrina e pela jurisprudência, que "a livre apreciação da prova não se confunde de modo algum com a apreciação arbitrária da prova nem com a mera impressão gerada no espírito do julgador pelos diversos meios de prova”, pois que "a prova livre tem como pressupostos valorativos a obediência a critérios da experiência comum e da lógica do homem médio suposto pela ordem jurídica.”   Sucede que, apreciada integralmente a prova produzida, ao abrigo do disposto no art 412, n 6, do CPP, conclui-se que os factos dados como provados têm plena sustentabilidade na prova indicada na motivação da sentença, inexistindo contradições, sendo que também não se descortina nenhuma razão para divergir do juízo de credibilidade atribuído pelo Tribunal a quo a tais meios de prova, devidamente explanado na "motivação da factualidade” supra transcrita.