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; 21 Na ponderação dos interesses de uma e outra parte, devem prevalecer os interesses da Recorrente, que, vendo-se privada do direito de dispor livremente dos fundos depositados nas suas contas bancárias, correrá o risco de sofrer gravíssimos danos nas diferentes áreas da sua atividade e, inclusivamente, de entrar em colapso operacional, logístico e financeiro; 21 Seria injusto, dir-se-á até muito injusto, que, para que o Recorrido não sofresse danos reputacionais ou fosse sujeito ao pagamento de uma multa, isto admitindo que, mesmo agindo em cumprimento de ordem cautelar, tais circunstâncias se pudessem verificar, o que, parece óbvio, não seria o caso, a Recorrente, empresa com mais de quarenta anos e cerca de cem trabalhadores, tivesse de suportar o risco de rutura operacional, logística e financeira, além das perdas que está já a sofrer neste momento; 22 A urgência da situação não se compadece com a tramitação e o tempo que necessariamente demoraria a decisão a proferir no âmbito da ação principal; 22 A Recorrente não pode ver-se impedida de dispor livremente dos fundos depositados nas suas contas bancárias, efetuando pagamentos, durante o período – nunca inferior a três anos – que demoraria a prolação de sentença transitada em julgado, no âmbito da ação principal; 22 Durante esse período, a lesão que levou a Recorrente a socorrer-se da tutela cautelar para tentar evitar produzir-se-ia definitiva e irremediavelmente.