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- A jurisprudência deste tribunal tem sublinhado a necessidade de se proceder a uma avaliação global do facto, tendo em conta as quantidades de estupefacientes detidas, vendidas, distribuídas, oferecidas ou proporcionadas a outrem e o nível de risco de difusão, a sua qualidade, aí se incluindo o potencial grau de danosidade para os bens jurídicos protegidos pela incriminação, reflectida na colocação nas tabelas, os meios utilizados, reportados à organização e à logística de que o agente lançou mão, e o modo e as circunstâncias da acção, que deverão ser simples, não planeados, não organizados, tudo confluindo para se concluir que, nas circunstâncias do caso concreto, se deve subtrair o caso à previsão do tipo fundamental por via da consideração de factores da ilicitude de baixa intensidade.”  Na situação dos autos, o Tribunal recorrido entendeu que os factos objetivos até agora indiciados integram o tipo base de tráfico de estupefacientes do artigo 21, n. 1, tendo considerado que "os autos indiciam que o arguido se dedica à venda de produto de estupefaciente a terceiros, numa escala já considerável atendendo às quantidades de produto estupefaciente apreendidas.”  Efetivamente, do cotejo dos factos provados resulta que o arguido, aquando da sua detenção, se encontrava na posse dos seguintes produtos estupefacientes: - Canábis - Folhas e sumidades, com o peso total de 471,86 gramas;  - Canábis - Resina, com o peso total de 95,13 gramas;  - Anfetaminas vulgo Speed, com o peso total de 15,13 gramas;  - MDMA ecstasy, com o peso total de 2,27 gramas;  - Methandienone, esteróide anabolizante, com o peso total de 1 grama;  - 8 comprimidos de Ibuprofeno, 600mg.