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Em 102013, foi elaborado relatório final no âmbito do processo disciplinar n. 70/2012 PDI, aí tendo sido entendido que "a partir do ano 2002 e até 2006, o Arguido utilizou, de forma regular e continuada, a sua actividade profissional enquanto funcionário da Câmara Municipal de Lisboa, e tendo por base as suas funções na Divisão de Inspecção e Fiscalização, com vista a criar a estabelecer uma reputação junto dos comerciantes de estabelecimentos comerciais de restauração e bebidas e de comercialização de produtos alimentares, apresentando-se como pessoa de especial capacidade, qualificação, conhecimentos e experiência, enquanto funcionário da Câmara Municipal de Lisboa e desenhador projectista, por forma a proceder à realização de projectos de arquitectura a serem utilizados na instrução dos procedimentos de licenciamento à luz de novas regras legais, e retirando para si benefícios económicos’, com isso violando ‘os deveres de prossecução do interesse público, isenção, imparcialidade, zelo e lealdade’, dando corpo a ‘uma conduta faltosa do Arguido que, pela sua gravidade, implica necessariamente uma fortíssima censura ética que conduz à impossibilidade de manter a relação funcional com o serviço’, propugnando-se, por isso, a aplicação de pena de demissão, nos termos do disposto no artigo 18 e caracterizada no n. 5 do artigo 10 do estatuto Disciplinar dos Trabalhadores Que Exercem Funções Públicas’ cf.