Legal Document Excerpt:

Importa, no entanto, saber quais as ordens que existiam quando ocorriam estas situações: o autor, bem como as testemunhas F e G, confirmaram que não havia uma ordem expressa para não proceder como o autor procedeu, apesar da sinalética que todos confirmaram, sendo que a testemunha F afirmou que, tendo em conta a forma como o autor descreve o acidente, o procedimento que o autor efetuou era o normal pois, para eles, a máquina estava parada pois não tinha ordem de corte e, por isso, a guilhotina não devia funcionar e a testemunha G referiu até que, apesar de não fazer daquela forma, era assim que via os seus chefes fazerem porque da forma como fazia tinha muitas paragens na medida em que desligando a máquina esta tinha que reiniciar todo o processo, o que era demorado e, por isso, para evitar paragens, a forma normal de agir era colocar ali a mão para arranjar o tecido, partindo-se do princípio que era seguro porque não havia ordem de corte.