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Inconformada com a decisão, a requerente dela interpôs recurso de apelação, com os fundamentos explanados na respectiva alegação, que sintetizamos assim: - o tribunal decidiu mal ao considerar que inexiste justo receio de que alguém cause lesão grave e dificilmente reparável ao seu direito periculum in, que a providência requerida não é adequada a remover esse perigo e que o dano que, com a providência requerida, se pretende evitar não é superior ao prejuízo que da mesma resulta; - para assim considerar, o tribunal não teve em conta que a recorrente "pode vir a ser envolvida em processos e reivindicações”, a serem suscitados pelo Sr. F; - com a providência requerida - anulação e cancelamento dos registos de propriedade efectuados mediante as apresentações 520, de 30/08/2018 e 5872, de 04/09/2018 – visa evitar que ocorra uma transmissão do veículo a um terceiro de boa-fé, caso em que uma eventual decisão favorável no presentes autos se tornaria numa "decisão puramente platónica”; - pretendia, e pretende, obter, urgentemente, a declaração de nulidade ou inexistência dos registos ilícitos realizados sobre o veículo em causa de modo a lograr o seu cancelamento e repor, de forma urgente, a verdade sob o ponto de vista registral e substancial, no que respeita à transmissão da titularidade do veículo; - não é, minimamente, plausível ou aceitável que se possa considerar que o dano que se pretende evitar – isto é, o facto de não conseguir registar o veículo com a matrícula .. – RL - .. e chassis número .. em nome da E, S.A. de modo a que esta consiga registar em nome do verdadeiro proprietário do veículo, o Sr. F – não é superior ao eventual prejuízo da mesma resultante, isto é, o Sr.  ficar impossibilitado de registar o direito de propriedade sobre um veículo que, claramente, não lhe pertence, circulando ilegalmente com a mesma matrícula do veículo daquele.