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84”, fazendo ainda referência a que "Com a utilização da expressão "administradores de direito ou de facto” prevista no artigo 18 do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, o legislador não visou excluir das pessoas afetadas pela qualificação da insolvência os administradores de direito que não exerçam as funções de facto, mas estender tal afetação também aos administradores de facto, ou seja, às pessoas, que praticam atos de administração sem que se encontrem legal ou contratualmente nomeados como titulares do cargo que exercem.23” acrescentando ")o legislador visa atingir com os efeitos que decorrem da afetação aplicada na sentença de qualificação artigo 18 do Código da Insolvência e da Recuperação de, não só os próprios administradores de direito tenham ou não a administração de facto, na medida em que são os titulares do órgão competente para o efeito e, consequentemente, não se podem "esconder” ou "escudar” numa administração meramente aparente ou formal, como, ainda, e sobretudo, os administradores que, na ausência de título para tanto, administram de facto as empresas e acabariam, na ausência de previsão legal que os contemplasse, por "escapar entre os pingos da chuva” dos efeitos que decorrem da qualificação da insolvência, não obstante serem os principais responsáveis pela criação da situação de insolvência ou pelo seu agravamento.” Ora, como resulta dos factos provados, no período que vimos ser o relevante para efeitos de qualificação da insolvência - três anos anteriores ao início do processo de insolvência, n1, do art.