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39 -, o entendimento adotado pela Autora/Recorrida não é consentâneo, nem se coaduna, com tal regra interpretativa basilar, prevista no artigo  do ;  -Onde o legislador não legisla, não deve o intérprete legislar, não podendo ser tomado em conta o pensamento legislativo que não recolha na letra da lei um mínimo de correspondência textual artigo 9/2 do Código; -Segundo este preceito, relativo à interpretação da lei, não pode ser considerado pelo intérprete o pensamento legislativo que não tenha na letra da lei um mínimo de correspondência verbal, ainda que imperfeitamente expresso; assim, mesmo quando o intérprete se socorre de elementos externos, o sentido só poderá valer se for possível estabelecer alguma relação entre ele e o texto que se pretende interpretar”- ensina o Professor João Baptista Machado, em Introdução ao Direito Legitimador, 1983-189; -E refere José Lebre de Freitas, in BMJ 333-18 "A "mens legislatoris” só deverá ser tida em conta como elemento determinante da interpretação da lei quando tenha o mínimo de correspondência no seu texto e no seu espírito”; -In casu, as regras da hermenêutica não nos permitem censurar o acto impugnado; -Seria até um absurdo que a pessoa estivesse casada para uns efeitos e  unida de facto para outros; -Donde, não podendo ser contabilizado o período de dois anos a partir da data da dissolução do casamento, não pode considerar-se verificada a situação da união de facto para efeitos da atribuição do benefício pretendido; -Ao decidir como decidiu, o aresto recorrido, violou o disposto no artigo 2, alínea, da Lei 7/2001, na redação introduzida pela Lei 23/2010, por não ter em conta o impedimento ali previsto.