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115 e.  Ora, se o risco pode ser espacialmente delimitado pelas partes, no sentido de que só em certas condições de espaço será vinculativo, e, em determinadas situações, em caso de dúvida, importará averiguar e decidir o âmbito espacial do risco contratado pelas partes ao celebrarem o contrato de seguro - precisando o verdadeiro objecto do contrato outorgado, com recurso às regras de interpretação do negócio jurídico fixadas nos art.s 236, n. 1 e 238, n. 1, do 23 -, pelo que se deixa exposto, afigura-se, sem quebra do respeito devido por entendimento contrário e cientes de que a questão não é isenta de dificuldades, que nada será de objectar ao juízo expresso pelo Tribunal recorrido: o "Local de Risco”mencionado na apólice, conforme se indica em , in fine, supra, nada mais poderá significar do que aludir ao local onde está sedeada a tomadora de seguro, e, não à exclusividade da cobertura de risco nesse local, pois tal seria um absoluto contra-senso, e implicaria um grave desequilíbrio das prestações, face ao próprio escopo da actividade de construção .