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A R. apresentou contestação com reconvenção, alegando, em síntese, que: - Estabeleceu uma parceria com a R. BV para fazerem transportes em conjunto, no âmbito da qual esta cedeu à R. os dois reboques, a R. pagava-lhe o aluguer e no fim pagaria o valor residual e ficaria com a propriedade dos mesmos, tendo a R. BV informado a R. de que, apesar de os reboques não serem de sua propriedade, tinha autorização do respectivo dono para os disponibilizar como entendesse conveniente, fazendo parte daquela parceria a possibilidade de a R. subalugar ou ceder gratuitamente a terceiros os ditos reboques; - Nesses moldes a R. passou a utilizar os reboques até que foi contactada pela A., exigindo-lhe a entrega dos mesmos, o que a R. não fez por precisar dos reboques para transportes já ajustados com clientes seus, por entender ser legítima a forma como tomou posse deles e por ter tido despesas de manutenção com os reboques e vir velando pela sua segurança em parque com os inerentes custos, assim tendo os reboques há meses em Espanha; - A. e R. efectuaram negociações com vista à devolução dos reboques e ao pagamento dos valores suportados pela R., sem que tenham chegado a acordo; - A R. entregou à R. BV € 2546,00, que esta terá entregue à A., por conta da utilização e do preço dos reboques, despendeu com reparações e manutenções € 978,45 acrescido de IVA, e em parqueamento e segurança despendeu já € 000,00, valores que lhe são devidos pela A. Conclui pela sua absolvição do pedido e pela condenação da A. no pagamento dos valores em questão, acrescidos de juros de mora e das demais quantias que tiver de pagar a título de reparação, manutenção, segurança e parqueamento dos reboques, a liquidar posteriormente.