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Sublinha-se que, a Autora também não alegou, nem provou, quaisquer factos susceptíveis de se atribuir no caso, por equiparação, a condição de consumidor, como por exemplo, a dupla funcionalidade do veículo, com a sua afectação prevalecente a fim pessoal e não profissional.9 A Lei n. 24/96 define no seu artigo 2, n1, consumidor como "todo aquele a quem sejam fornecidos bens, prestados serviços ou transmitidos quaisquer direitos, destinados a uso não profissional, por pessoa que exerça com carácter profissional uma actividade económica que vise a obtenção de benefícios.” Nos termos do artigo -A do Decreto-Lei n. 67/2003, de 08-04, na redacção do Decreto-Lei n. 84/2008, de 21-05, aplicável "aos contratos de compra e venda celebrados entre profissionais e consumidores”, estabelece o seu artigo -B que para esse efeito se entende por consumidor «aquele a quem sejam fornecidos bens, prestados serviços ou transmitidos quaisquer direitos, destinados a uso não profissional, por pessoa que exerça com carácter profissional uma actividade económica que vise a obtenção de benefícios, nos termos do n. 1 do artigo  da Lei n. 24/96, de 31 de Julho O 24/2014, de 14 de fevereiro, no artigo , define "Consumidor: qualquer pessoa singular que, nos contratos abrangidos pelo presente directiva, actue com fins que não se incluam no âmbito da sua actividade comercial, industrial, artesanal ou profissional;».10  Assim sendo, afigura-se-nos que, os elementos caracterizadores da natureza profissional e lucrativa da actividade da Autora e, a viatura destinada ao exercício e fins daquela, não se compatibilizam com a concepção restrita da figura do consumidor, plasmada no artigo 2, n1 da Lei de Defesa do Consumidor e artigo 1- B alínea do Dec. Lei 67/2003 de 08-04, com as alterações decorrentes do Dec. Lei 84/2008 de 21-05; e de igual modo, não se mostra susceptível de equiparação por interpretação do conceito.