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O Ministério Público junto da  instância apresentou resposta, no sentido de que a sentença recorrida não merece qualquer censura, concluindo transcrição das conclusões):  Por sentença proferida a 15 de Julho de 2021, o arguido foi declarado inimputável e foi aplicada uma medida de segurança de internamento em estabelecimento de tratamento/segurança, pelo período máximo de 4 anos, até cessar o estado de perigosidade, pela prática de um crime de ameaça, com agravação constante do disposto no artigo 8, n. 3, da Lei 5/2006, e um crime de detenção de arma proibida, sendo desta decisão que AA veio recorrer;  Para fundamentar o seu recurso, o arguido vem invocar, em primeiro lugar, a insuficiência da prova produzida em audiência de julgamento para a condenação do arguido, tendo se baseado principalmente no relato dos factos por parte de BB, porquanto este não viu o arguido a praticar os factos, tendo-se mantido no seu quarto, não se podendo concluir provado que o arguido bateu às portas dos quartos dos demais residentes, que havia marcas de "facadas" nas portas dos quartos, que o arguido bateu nas portas dos quartos com o intuito de fazer com que os residentes saíssem dos seus quartos, que o arguido não tinha intenção de intimidar ou causar medo a qualquer dos residentes, mais tendo invocado que a utilização de uma faca, por parte do arguido, não consubstancia um uso diverso à sua finalidade normal, uma vez que não foi utilizada para intimidar ou causar medo;  Porém, a testemunha ouviu, teve conhecimento directo e foi capaz de esclarecer perfeitamente a factualidade em causa nos autos, tendo sido capaz de discernir os vários sons, determinar quem era o agente dos factos, sendo que tal prova, em conjugação com outra produzida em audiência de julgamento, nomeadamente testemunhal, permitiu apurar o que aconteceu, não havendo qualquer insuficiência da prova produzida, nem se verificando que o depoimento da testemunha adviesse de presunção dos factos por parte da testemunha;  A testemunha não tinha qualquer animosidade contra o arguido, ainda que a testemunha não apoiasse a conduta geral do arguido como companheiro de residência;   Das declarações da testemunha BB extrai-se, claramente, que lhe foi possível distinguir que o arguido bateu nas portas de todos os residentes, após ter ido buscar uma faca à cozinha, que viu as marcas da utilização da faca nas paredes da casa e nas portas dos quartos;  O depoimento de demonstra que a testemunha não se recorda da existência de marcas nas portas, lembrando-se, no entanto de marcas nas paredes, no entanto esta falta de recordação de tal facto não significa que não existisse qualquer marca de faca nas portas, até porque tal facto foi declarado pela testemunha BB, que está em muito melhor posição para esclarece essa questão;  não foi testemunha arrolada e não prestou declarações em audiência de julgamento, pelo que a invocação do seu depoimento apenas visa trazer à colação prova que não foi produzida.