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16 do CIRE;  2 Importaria pois, sempre salvo melhor opinião, apurar-se os factos concretos e singulares no caso patente nos presentes autos, para se concluir por tal desiderato, o que o Tribunal a quo, não fez;  2 O modus procedendi da Administradora de Insolvência, nesta parte da liquidação do activo, é, à luz dos princípios mais basilares da Justiça e do Direito, alguns constitucionalmente consagrados, totalmente incompreensível e inexplicável;  2 Como já foi referido, a Ilustre AI decidiu que a venda dos bens imóveis que constituíam a casa de morada de família do Insolvente seria efectuada na modalidade de propostas em carta fechada;  3 Com esse desiderato, marcou a abertura de propostas para o dia 1Jul.2017, sendo que não se logrou obter qualquer proposta;  3 Durante mais de 4 meses não promoveu qualquer outra venda;  3 Sendo certo que, passado esse tempo, de motu proprio, decidiu propor ao referido Banco A a adjudicação dos bens àquela instituição bancária;  3 Construindo a adjudicação, negociada com o Banco A no dia 0Jan.2017 e da mesma dando conhecimento aos autos no dia 5 do mesmo mês;  3 Fazendo - perdoe-se-nos o desabafo - tábua rasa de todos os direitos por si amplamente conhecidos, ao não informar por qualquer meio o mandatário do Insolvente do que lhe havia sido solicitado;  3 O que, no modesto entendimento do Recorrente, era uma obrigação legal que se impunha, e à qual a Distinta AI estava obrigada, tanto mais que os imóveis em venda eram - como são e nunca é demais referir - a casa de morada de família do Insolvente;  3 Em resultado desta situação, inexplicavelmente, o mandatário do Insolvente teve conhecimento, apenas através da consulta ao CITIUS, que a casa de morada de família do seu constituinte havia sido adjudicada apenas após a realização da referida adjudicação;  3 Sendo certo que o relaxamento processual demonstrado pela AI na fase imediatamente a seguir à frustração da venda sob a modalidade de propostas em carta fechada, que se prolongou por mais de 4 meses, não teve eco na fase posterior quando a própria AI propôs a adjudicação desse mesmo imóvel ao credor hipotecário;  3 Razões pelas quais, sempre com o devido respeito, não podemos deixar de classificar as referidas omissões da Ilustre AI como intensamente censuráveis, com prejuízo directo para o Devedor, mas, igualmente, para Massa Insolvente, excluindo, pelas razões referidas, o credor hipotecário;  3 Nunca sendo de mais referir que o Direito de habitação merece maior protecção jurídica do que o direito de propriedade, com a agravante de, in casu, a pessoa que adquiriu os imóveis ser uma instituição bancária que os destina revender;  4 Tudo factos que a Senhora AI não levou em linha de conta, mas que o Tribunal a quo também não aquilatou, o que está patente nos, aliás, Doutos Despachos em crise, datados de 1Dez.2017 e 0Fev.2018, mas que deveria tê-lo feito para concluir, no caso em análise, se a venda por negociação particular ao Banco A era ou não um acto de especial relevo;  4 ln casu, essa venda com todos os circunstancialismos e omissões que a rodeou não poderá deixar de constituir um acto jurídico que assume especial relevo;  4 Na verdade, a Lei, no enquadramento jurídico do que considera um acto de especial relevo, utiliza uma técnica mista de qualificação que visa conferir flexibilidade ao preceito;  4 Se por um lado apresenta índices de qualificação no n. 2 do art.