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n., o qual, perfilhando o entendimento de que o inciso "mesmo crime” não deve ser interpretado no seu estrito sentido técnico-jurídico, reportando-se antes a "um comportamento de um agente espácio-temporal delimitado”, defende que o termo "crime” "não deve pois ser tomado ao pé-da letra, mas antes entendido como uma certa condutaou comportamento, melhor como um dado de facto ou um acontecimento histórico que, porque subsumível em determinados pressupostos de que depende a aplicação da lei penal, constitui crime” e que o que artigo 2, n. 5, da CRP, "proíbe é, no fundo, que um mesmo e concreto objeto do processo possa fundar um segundo processo penal”, esclarecendo que neste domínio o "comportamento referenciado ao facto, como expressão da conduta penalmente punível, não pode deixar de ser o acontecimento da vida que, como e enquanto unidade, se submeteu à apreciação e julgamento de um tribunal”, daqui resultando "que todos os factos praticados pelo arguido até decisão final e que diretamente se relacionem com o pedaço de vida apreciado e que com ele formam uma unidade de sentido haverão de ser considerados como fazendo parte do "objeto do processo.