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Tais considerações não substituem o necessário enunciado sumário dos factos provados e não provados, pelo que, ainda que na aludida fundamentação o tribunal a quo se tenha debruçado sobre a sequência de acontecimentos, inclusive sob o ponto de vista cronológico, desde que o arguido estacionou no local indicado em 1, até que foi surpreendido pelos agentes da PSP, nos termos identificados em 2, aspecto que, de resto, relevou para o enquadramento jurídico-penal efectuado e para desfecho condenatório proferido, certo é que no elenco de matéria provada omitiu qualquer referência ao tempo e outro eventual circunstancialismo relevante que mediou entre a conduta relatada no n. 1 e a abordagem policial narrada no n.  Sem esta tomada de posição sobre a apontada matéria, fica a Relação impossibilitada de aferir se a condução do arguido, descrita no n.os 1 e 2, foi actual e, por isso, justifica a solução jurídica acolhida na sentença que, ao considerar que a mesma assume relevância típica e fundamenta, assim, a condenação decretada.