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Por isso e, o Tribunal a quo concluiu que, no caso dos autos, "do teor da liquidação não consta qualquer explicação, ainda que sumária, que permita esclarecer um destinatário normal sobre o motivo da alteração ao rendimento global que a Administração fiscal operou entre a anterior liquidação e a apelidada de "reliquidação”, sequer que tal diferença de valor resulta de alteração aos rendimentos da categoria G, pois a "reliquidação” tal como a anterior liquidação” não discrimina os rendimentos tributáveis por categorias, antes se reportando ao rendimento global.” Bem andou, por isso, o Tribunal a quo que, concordando com o entendimento expresso pelo Supremo Tribunal Administrativo no acórdão proferido em 21/11/2012 no processo n. 0736/12) e por esse Tribunal Central Administrativo Sul nos acórdãos que proferiu em 20/10/2005, no processo n. 00078/02, e em 29/06/2016, no processo n. 08954/15) e aderindo à fundamentação neles expressa, entendeu que, estando provado, como está, que, em momento algum do procedimento de liquidação, a AT facultou ao Impugnante/Recorrido as razões que estão na base liquidação adicional impugnada nem antes desta, nem em simultâneo com, nem o sentido da alteração aos rendimentos tributáveis que veio a fazer, tal acto de liquidação adicional está irremediavelmente ferido de vício de forma de falta de fundamentação: Acolher-se a tese ilegal e defendida pela AT seria legitimá-la a, pelo simples facto de o contribuinte não ter de ser ouvido antes de uma liquidação, fazer liquidações sem ter de lhe dar qualquer explicação!