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Também resultou provado que tendo sido aprovada a execução da A29 e do seu traçado, os Autores vieram a ser notificados pela Ré, no sentido de que o seu prédio ia ser parcialmente expropriado, na área de 185 m2 que englobava a totalidade da habitação utilizada pelos Autores menos meio quarto de, a totalidade da garagem, uma área de pátio, e um pequeno arrumo e parte do terreno cultivado área esta que a mesma Ré designou no seu plano de expropriações e planta parcelar como parcela n. 501, tendo os Autores sido informados da deliberação dessa expropriação que ocorreu precedendo deliberação do Conselho de Administração da Ré, datada de 26 de maio de 2004 por carta que a Ré lhes endereçou com data de 05 de julho de 2004 à qual se encontrava anexa a aludida planta parcial, e lhes era proposta a indemnização de 8240,00 euros, valor que os Autores não aceitaram, sendo que, por despacho do Secretário de Estado das Obras Públicas, datado de 06 de Agosto de 2004, publicado no DR Série n. 205, de 31 de Agosto de 2004, veio a ser declarada a utilidade pública com carácter de urgência daquela parcela, tendo a Ré sido autorizada enquanto entidade expropriante a tomar a posse administrativa imediata da mesma parcela, do que os Autores tomaram conhecimento por carta que a Ré lhes endereçou em 09 de setembro de 2004, tendo para o efeito sido realizada no dia 22 de setembro de 2004 a vistoria "ad perpetuam rei memoriam", cujo relatório a Ré expediu aos Autores por carta datada de 05 de novembro de 2004, após o que a Ré lavrou auto de posse administrativa, em 16 de novembro de 2004, do que notificou os Autores por carta que lhes foi remetida em 17 de novembro de 2004, tendo ainda a Ré, remetido aos Autores uma carta no dia 29 de novembro de 2004, informando-os da nomeação dos árbitros para realização de arbitragem visando a fixação do valor da indemnização – Cfr.