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Por fim, provou-se que ao agir do modo descrito, o arguido agiu de forma livre, voluntária e conscientemente, na qualidade de sócio gerente da sociedade arguida ", Unipessoal, Lda” em nome e no interesse desta e no seu próprio, bem sabendo que as quantias pecuniárias que descontava das remunerações dos trabalhadores - enquanto entidade empregadora e em cumprimento das normas legais que o Estado definiu a título de contribuição para a Segurança Social - não lhes pertenciam, e que a esta deviam ser entregues até ao dia 10 e 20 do mês seguinte àquele a que respeitavam, e que, agindo diferentemente, ou seja, decidindo conservar para si ou para a sociedade arguida os montantes em causa, determinava um prejuízo patrimonial à Segurança Social, actuação que fez perdurar no tempo e bem sabendo que actuava contra a vontade do referido Instituto de Segurança Social, pretendendo assim obter uma vantagem patrimonial a que sabia não ter direito; bem conheciam os arguidos o carácter proibido e criminalmente punível de tal conduta e, mesmo assim, não se coibiram de a praticar elemento subjetivo do tipo de crime de abuso de confiança contra a Segurança.