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4, 402 Destacada a posição doutrinária, FF) À luz da jurisprudência relevante, sempre se dirá que assiste fundamento bastante para a Assistente interpor o presente recurso de revisão, segundo alguns excertos que aqui se reproduzem; GG) No âmbito do recurso de revisão, a Assistente pretende ver apreciados factos que foram ignorados pelo Tribunal e que a Recorrente ao tempo da decisão instrutória não tinha na sua posse o meio de prova para esse efeito e, em razão disso mesmo, não puderam ser apreciados pelo tribunal; HH) O fundamento de revisão consagrado na alínea do n. 1 do artigo 449 do P.P., segundo a jurisprudência dominante, importa a verificação cumulativa de dois pressupostos, designadamente, a descoberta de novos factos ou de meios de prova e que estes novos factos ou meios de prova, suscitem graves dúvidas sobre a justiça da decisão ) Por todo o exposto, consideramos o presente recurso de revisão, com a dignidade constitucional que lhe é conferida pelo n. 6 do artigo 29 da Constituição da República Portuguesa, o meio processual especialmente vocacionado para reagir contra os clamorosos e intoleráveis erros judiciários que no nosso modesto entendimento, indiciam com uma probabilidade muito séria a injustiça da não pronuncia do arguido Nestes e nos melhores termos de Direito, e com o sempre mui douto suprimento de Exas, vem a Assistente requerer que se dignem admitir o presente recurso extraordinário de revisão, e em consequência, nos termos do artigo 464 do P.P., declarar sem efeito o despacho de não pronuncia, ordenando-se que o processo prossiga os seus trâmites até final”.