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5	) Com efeito, tendo sido julgado provado que a arguida sociedade enfrentava dificuldades financeiras e não dispunha de capacidade financeira para solver todas as suas obrigações, o que levou a que não tivesse entregado ao Estado a totalidade das importâncias de IRS mencionadas nos autos, antes tendo entregado apenas os montantes de que conseguia dispor; que ela efectuava o pagamento de parte das remunerações devidas aos seus trabalhadores sobretudo as percentagens de através de cheques emitidos com datas posteriores àquelas em que eram entregues aos referidos trabalhadores; e que só após a venda do pescado e recebimento do respectivo preço a arguida dispunha de meios financeiros para pagar esses cheques destinados ao pagamento dessas remunerações, em data posterior à do respectivo processamento, forçoso se tornaria concluir que a sociedade, aquando do processamento e pagamento de tais remunerações, não havia efectivamente deduzido e retido sobre as mesmas os montantes de IRS processados em cada um dos meses a título de retenção na fonte, os quais ficavam documentados nos correspondentes recibos de vencimento, e nos elementos de contabilidade daquela.