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Aproximando-se o termo do prazo concedido, o Ministério Público, mediante prévia sugestão do OPC respectivo Polícia Judiciária) solicitou ao Juiz de Instrução Criminal respectivo doravante a prorrogação dessas intercepções, por mais 90 dias, invocando, em suma, que "pese embora a ausência até ao momento de conversações com interesse para a prova, face à qualidade dos intervenientes funcionários prisionais e e ao local onde preferencialmente se contactam o meio prisional, que é um espaço fechado e com acesso não é de excluir que surjam, apesar disso, conversações telefónicas com relevância para a prova – prova que atento as aludidas circunstância, se mostra de muito difícil obtenção com recurso aos meios de investigação tradicionais, justificando-se assim o recurso a meios excepcionais de obtenção de prova, concretamente as escutas telefónicas”.