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9– O Apelado/Recorrido apresentou contra-alegações, nas quais formulou as seguintes conclusões que ora se transcrevem: "-  O Recorrente entende – embora sem razão - que o douto despacho interlocutório proferido em 11 de Outubro de 2017, a propósito da desistência da perícia à conta de correio electrónico do Recorrente, apresentada pelo Recorrido, viola o disposto no artigo 474 do CPC; -  O douto despacho de 11 de Outubro de 2017 foi notificado, via Citius, ao ilustre mandatário do Recorrente, tal como o requerimento de desistência da perícia que o antecedeu; - Em ambos os casos, o ilustre mandatário do Recorrente decidiu não apresentar qualquer requerimento a propósito do tema; - Durante o depoimento que produziu em audiência de julgamento, em sede de declarações de parte, o Recorrente demonstrou que tinha conhecimento da desistência da dita perícia, aventando, até, a sua versão quanto à causa dessa desistência do Recorrido; - Ao alegar a violação do artigo 474 do CPC, o Recorrente pede que seja ordenada a baixa do processo à primeira instância para conclusão da fase de instrução do processo, o que significa que está a arguir uma nulidade com base em omissão de um acto ou de uma formalidade que a lei prescreva com influência no exame ou decisão da causa; - Nos termos do disposto no artigo 149, n1, do CPC, uma parte processual tem – quando outro prazo não for especialmente estipulado – o prazo de 10 dias a contar da notificação de um acto para requerer qualquer acto ou diligência, arguir nulidades, deduzir incidentes ou exercer qualquer outro poder processual; - Ao não reagir ao douto despacho em causa no prazo de 10 dias a contar da sua notificação, arguindo a nulidade do mesmo, o Recorrente perdeu qualquer direito a poder impugnar o mesmo, que se tornou irrecorrível; - Ainda que assim não se entenda, não pode deixar de se concluir também que o Recorrente aceitou a decisão constante do douto despacho proferido em 11 de Outubro de 2017, o que impede que do mesmo possa apresentar recurso; - O depoimento do Recorrente a propósito da desistência da perícia é inequivocamente incompatível com a vontade de recorrer;  - O Recorrente deu provas evidentes de ter aceitado a decisão relativamente à desistência da perícia, o que lhe retira o direito a recorrer, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 632, n 2 e 3, do CPC; - O Recorrente entende – embora sem razão – que o Tribunal a quo devia ter respondido de forma distinta a uma série de elementos da matéria de facto dada como provada ou não provada, de tal forma que a douta sentença recorrida deve ser substituída por outra que, face aos factos que se dêem eventualmente como provados, conheça da nulidade do contrato promessa de compra e venda do imóvel de Queijas e condene o Recorrido a indemnizar o Recorrente em valor correspondente ao sinal pago por este àquele; - No que à matéria em litígio propriamente dita diz respeito, o Recorrente esgota todo o seu esforço a discutir o que é secundário e lateral, no afã de fazer esquecer o que verdadeiramente interessa ao processo; - O que estava em discussão era apurar se entre Recorrente e Recorrido foi celebrado um contrato promessa de compra e venda do prédio descrito no art 1 da p., e se o Recorrido entrou em mora no tocante à celebração do contrato prometido, assistindo ao Recorrente a execução específica do mesmo, ou se tem direito a exigir do Recorrido a restituição do dobro da quantia prestada a título de sinal, caso o cumprimento se tenha tornado impossível; - A este propósito não ficou provado nenhum dos factos alegados pelo Recorrente, conforme resulta das,,,,,,,, e dos factos não provados, por total ausência de suporte probatório, nas palavras do Meritíssimo Juiz a quo; - A afirmação de que a questão da "dívida das rendas atrasadas” é a premissa maior subjacente a todo o raciocínio do julgador é falsa; - Em sede de recurso, o Recorrente prossegue a senda da fuga à verdade, tentando deturpar a prova produzida e que não deixou margem de dúvidas na cabeça do julgador, o qual não só absolveu o Recorrido, como condenou o Recorrente como litigante de má-fé;  - O facto dos factos não provados não deve ser dado como provado uma vez que não existe qualquer fundamento válido para alterar a decisão tomada a este propósito; - Além disso, o Recorrido não reconhece a realidade de um facto que lhe é desfavorável e que favorece a parte contrária, bem pelo contrário uma vez que única interpretação válida para o texto que dele consta tem que ver com a recuperação do valor das rendas em dívida; - Estando impugnado um documento, cabe à parte que o juntou fazer melhor prova da sua existência ou veracidade, o que o Recorrente não fez no caso deste e-mail; - Só por mera cautela é que o Recorrido admitiu a possibilidade de esse e-mail ter existido, apesar de o mesmo não estar na sua caixa de e-mails conforme o mesmo teve ocasião de confirmar; - O Recorrente, contrariamente ao que alega, só fingiu estar interessado na compra do imóvel de Queijas; - É falso que não existisse entre as partes em litígio um assunto muito relevante relativamente ao não pagamento das rendas do contrato de arrendamento ao Recorrido por parte do Recorrente; - As transcrições apresentadas pelo Recorrente das declarações do Recorrido e do anterior mandatário deste contêm diversas alusões à existência da dívida de rendas do contrato de arrendamento; - Nos termos do artigo 1041, n 1 do Código Civil, estando o locatário em mora no pagamento das rendas, o locador tem o direito a exigir uma indemnização igual a 50% do que lhe for devido; - Em Novembro de 2010 o Recorrente devia ao Recorrido - pelo menos - € 1050 de rendas do arrendamento;  - Os ditos € 2000 serviam não só para pagar valores atrasados resultantes do contrato de arrendamento como para adiantar algum valor como manifestação de boa-fé por parte do Recorrente; - Em Novembro de 2010 o Recorrente devia ao Recorrido - pelo menos - € 3700 de rendas do arrendamento; - O Recorrido e a sua mulher, ambos tentaram sempre recuperar o prejuízo e garantir mais uma ou duas rendas por antecipação – as tais da boa-fé de que falou a mulher do Recorrido; - Aquilo que não resulta mesmo provado nos autos é que: a)- O cheque dos € 2000 ou montante equivalente tenha sido pago pelo Recorrente ao Recorrido, apesar de ser devido; b)- Que esse valor de € 2000, ainda que tivesse sido pago, se destinasse ao pagamento de parte do preço de um contrato promessa de compra e venda que o Recorrente não conseguiu provar que tenha sido celebrado com o Recorrido, nem mesmo a título verbal.