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Cura-se neste ponto de uma realidade de facto e não de uma realidade normativa, realidade de facto exuberantemente confirmada pelos depoimentos prestados por U, assistente de tesouraria e empregada da H durante cerca de vinte anos, S e AF, estes que foram ambos membros do conselho de administração da sociedade H quando o réu  exercia também estas funções, evidenciando especialmente a testemunha S que o réu  era o único com preparação técnica para o exercício esclarecido de tais funções e descrevendo como decorriam as reuniões do conselho de Administração em que o réu  se limitava a informar os restantes membros do que era necessário fazer, obtendo invariavelmente a concordância dos restantes membros do conselho de administração, profanos em matéria financeira e de gestão.