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Perante este quadro factual e não obstante reconhecer que houve uma modificação significativa na identidade intrínseca da ré arrendatária com consequentes alterações da "vontade social” que poderão perturbar o cumprimento do contrato, nomeadamente por via da transmissão da titularidade do gozo do prédio, considerou o acórdão existir, no caso dos autos, um claro desequilíbrio entre a postura dos dois contratantes provocado pela atitude da autora, na medida em que « a atitude da A enquanto senhoria, foi de incumprimento das regras a que estava obrigada com claras e concretas consequências no gozo do prédio a que estava obrigada a ceder», enquanto que a «atitude da R. poderá ter, ou não, consequências na estabilidade na manutenção do contrato», e, neste contexto, concluiu que « a violação da cláusula 5 do contrato não tem a gravidade ou as supostas consequências para a resolução do contrato», pelo que julgou improcedente a alegação desta causa de resolução.