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Trata-se de entendimento que não acompanhamos na íntegra, uma vez que se a previsão deste critério não exige obrigatoriamente a afectação de direitos de personalidade, que pode nem existir dependendo do fim a que o imóvel se encontra afecto, temos no entanto de considerar que este direito de oposição existe, sempre que se mostrem violados direitos de personalidade dos habitantes dos prédios vizinhos1 Ou seja, estas restrições ao direito de propriedade, subsidiárias das relações de vizinhança, têm subjacente a tutela, quer do direito de propriedade, quer dos direitos de personalidade, devendo aplicar-se a quaisquer vizinhos, pelo que o proprietário vizinho apenas pode proibir as emissões que, efetivamente, o prejudiquem e que perturbem a utilização normal do seu prédio.”11 De todo o modo, a verificação casuística da existência de prejuízo substancial pressupõe a análise do fim a que o imóvel se encontra afecto12 e a "constatação de que a sua prossecução fica comprometida com as emissões do prédio vizinho, causando danos ao titular ou titulares de direitos reais sobre o prédio atingido”1  No que se reporta ao critério do uso normal do prédio, defendem ainda Pires de Lima e Antunes Varela ob.