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O que conta são os benefícios proporcionados pelo agente à outra parte, benefícios esses que, na vigência do contrato, eram de proveito comum, e que, após o seu termo, irão aproveitar apenas, unilateralmente ao principal Mesmo que o agente não sofra danos, haverá um enriquecimento do principal que legitima e justifica uma compensação  Trata-se, pois, de uma medida mais próxima do instituto do enriquecimento sem causa do que da responsabilidade 2  Tem-se discutido se este instituto é aplicável ao contrato de concessão comercial, visto que, enquanto que o concessionário, actua em seu nome e por conta própria, adquire a propriedade da mercadoria em princípio, pelo, compra para revenda e assume os riscos da comercialização podendo usufruir ou não do direito de exclusivo, o agente age por conta e em nome do principal, sendo um colaborador autónomo da empresa, perante a qual se obriga a promover a celebração e contratos e, algumas vezes, a concluí-los ele próprio, mas por conta e em nome do principal2 O Acórdão da Relação de Lisboa que aqui seguimos de perto, dá-nos conta da posição seguida pela doutrina e jurisprudência nacionais que têm acolhido a extensão analógica daquele instituto ao concessionário, desde logo em decorrência da possibilidade da extensão, por via analógica, do regime de agência ao contrato de concessão, "sobretudo em matéria de cessação do contrato”, conforme se preconiza no último parágrafo do ponto 4 do preâmbulo do Dec.-Lei n. 178/8  Assim, o Professor Menezes Leitão aponta duas orientações de algum modo divergentes: por um lado, os que parecem defender uma extensão genérica do instituto a todos os concessionários comerciais, por equiparação em abstracto ao agente Menezes Cordeiro, José Alberto Vieira e Pinto29; por outro, os que, sustentam uma aplicação casuística em função das similitudes específicas entre as circunstâncias concretas de determinado concessionário e a situação típica do agente Pinto Monteiro30 e Carlos.