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e do CPP a atenuação especial da pena; 1 O recorrente impugna os factos dados como provados no ponto 49 do acórdão que de seguida e todos os que com ele estiverem em oposição: "Ao actuar do modo descrito, os arguidos quiseram e conseguiram explorar em seu beneficio as fragilidades dos frequentadores do casino de Lisboa, viciados no jogo, e em especial do ofendido LZ , por meio da concessão de empréstimos de quantias monetárias avul­tadas, a uma taxa de juro de 5% ao dia, assim auferindo vantagens pecuniárias indevidas, bem sabendo que se estavam a aproveitar de uma situação de debilidade da vítima.” 1 Com efeito, resulta da fundamentação da decisão de facto que apenas o LZ foi ouvido sobre empréstimos contraídos, não existindo, nem sendo identificados, outros indivíduos que tenham contraído em­préstimos aos recorrentes; 1 de resto a expressão utilizada "... tudo indica...” é bem a imagem da incerteza e dúvida do acórdão quanto a este ponto, devendo, em conse­quência, aplicar o principio in dúbio pro reo; 1 Acresce que o LZ não era viciado no jogo como resulta do seu depoimento: 20181119112420_19549033_287105wma 1:22:40 a 1:25:50; 1 Sempre se dirá que o acórdão não pode dar como provado que outros jogadores do casino eram viciados quando nenhum deles esclareceu esta característica/vício que dificilmente poderia ter sido esclarecida de outro modo; 1 Por outro lado, o poder económico do LZ era elevadíssimo como resulta da fundamentação do acórdão e se alcança do seu depoi­mento: 20181119112420_19549033_287105wma 48:20 a 52:04; 1 Em consequência devia de ter sido dado como provado que: "O LZ é detentor de elevada capacidade económica e tinha meios alternativos para contrair o empréstimo designadamente transferindo quantias monetárias de que dispunha no banco na China.” 2 É que a prova deste facto era muito importante para a defesa dos recorrentes, e também para ponderar do enquadramento jurídico dos factos; 2 O recorte normativo "explorando uma situação de necessidade” não se mostra preenchido uma vez que o mutuário não tinha nenhuma necessidade de pedir dinheiro emprestado aos recorrentes; 2 Com efeito, o mutuário para além de possuir uma enorme fortuna dispunha de elevadíssimas quantias monetárias no banco; 2 É este o entendimento da doutrina; 2 Ainda que por mero raciocínio académico se considere como boa toda a matéria de facto dada como provada, entendemos que os elementos do tipo do crime de usura não se mostram preenchidos;  2 A questão que importa dirimir é se o vício do jogo integra o recorte normativo "... explorando situação de necessidade...” 2 Fazendo nossas as palavras de Américo Taipa de Carvalho9, "O que já releva, nomeadamente em caso de empréstimo em dinheiro, é o destino, ou seja, a necessi­dade que a prestação visa satisfazer.