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Ao invés, cremos que também em tais ilícitos criminais, como é o caso do crime de burla tributária, será possível afirmar a referida equiparação, posto é que, através de uma valoração autónoma da ilicitude do crime, se forme convicção de que "o desvalor da omissão corresponde no essencial ao desvalor da ação.11 Em situações como a dos autos, em nosso entender, a mencionada "valoração autónoma” da ilicitude do crime de burla tributária impõe a conclusão segura de que o desvalor da omissão – consubstanciada na não comunicação à Segurança Social de circunstância que determinaria a cessação do pagamento das prestações de subsídio de desemprego que fora atribuído à arguida – tem absoluta correspondência com o desvalor da ação que poderia ter sido levada a efeito com o mesmo propósito e com o mesmo resultado.