Legal Document Excerpt:

Como já referimos, o A., até pela sua iliteracia financeira, tinha que ser informado, de forma completa e clara, sobre as características – maturidade, remuneração, liquidez, garantias – do produto financeiro que lhe estava a ser proposto, porém, mais do que tudo isto, para "uma tomada de decisão esclarecida e fundamentada”, contou/relevou que implicitamente lhe estava a ser dito/informado que o "subjacente” do produto financeiro – entendendo-se por "subjacente” a situação económico-financeira da – não tinha uma qualquer especial fragilidade ou, no mínimo, que o não tinha conhecimento duma sua qualquer3 Um banqueiro/intermediário financeiro não pode, sabendo-o, promover a venda e vender um mau produto financeiro; e, no caso, antes do proceder à venda/intermediação das obrigações, até foi uma instituição do Grupo B o banco E como consta na Nota Informativa das obrigações, junta com a contestação), a "organizar/montar” toda a emissão obrigacionista das Obrigações subordinadas 200 Seja como for, nesta linha de raciocínio, a questão central está/aria em saber se, em Abril de 2006, com a informação de que o B dispunha e conhecia à data, as obrigações subordinadas S 2006 eram uma "mau produto financeiro” em face da frágil, em substância, situação económico-financeira da, das suas contas serem fictícias, de não reflectirem com fidelidade a substância da sua situação patrimonial, dos seus reais ratios de solvabilidade nada terem a ver com os que as sua contas.