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Ora, a decisão sobre a tempestividade do recurso, exige a apreciação prévia dos requisitos de admissibilidade do recurso com fundamento na impugnação da matéria de facto com reapreciação de prova gravada, que se não confundem com os requisitos de admissibilidade formal desta impugnação previstos estes no art 640 do P. Com efeito, sobre os requisitos de reapreciação da matéria de facto, dispõe o art 640, n 1, do Código de Processo Civil, que:  «Quando seja impugnada a decisão sobre a matéria de facto, deve o recorrente obrigatoriamente especificar, sob pena de rejeição:  a) Os concretos pontos de facto que considera incorretamente julgados; b) Os concretos meios probatórios, constantes do processo ou de registo ou gravação nele realizada, que impunham decisão sobre os pontos da matéria de facto impugnados diversa da recorrida; ) A decisão que, no seu entender, deve ser proferida sobre as questões de facto impugnadas.” No que toca à especificação dos meios probatórios estatui que, «Quando os meios probatórios invocados tenham sido gravados, incumbe ao recorrente,sob pena de imediata rejeição do recurso na respetiva parte, indicar com exatidão as passagens da gravação em que se funda o seu recurso, sem prejuízo de poder proceder à transcrição dos excertos que considere relevantes” n 2, al.