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1 Além do recurso à equidade, outros critérios têm sido avançados pelo STJ para fixação do quantum indemnizatório do dano biológico, e que são os seguintes: As circunstâncias concretas da situação do lesado, designadamente, o grau do défice funcional de que ficou a padecer e a sua repercussão em todos os atos da sua vida e ao longo desta; A esperança média de vida do lesado, à data do seu nascimento; Quando não há perda efetiva de rendimentos por parte do lesado, a remuneração a ter em conta para efeitos do cálculo da indemnização do dano patrimonial futuro não é a que era auferida por aquele como nas situações de perda efetiva de, mas a remuneração média mensal nacional do seu nível profissional que vigorava à data da cura, de forma a assegurar a igualdade entre os cidadãos; Nos casos de perda efetiva de rendimentos futuros, o rendimento a ter em conta para cálculo do valorindemnizatório é o rendimento líquido, efetivamente recebido pelo lesado; O recurso a fórmulas matemáticas para determinação do capital passível de repor ao lesado os rendimentos perdidos, sem enriquecimento ilegítimo, ainda que com função meramente auxiliar e orientadora; Ao capital indemnizatório encontrado deve ser deduzido uma quota parte de, pelo menos ¼, de forma a evitar-se o enriquecimento ilegítimo do lesado decorrente do recebimento antecipado e de uma só vez, de valores que apenas receberia ao longo da sua vida; A necessidade de uniformização mínima de critérios e de decisões quanto ao arbitramento de indemnizações fixadas com recurso à equidade, por imposição dos princípios gerais e constitucionais de aplicação uniforme do Direito e das normas jurídicas, e da igualdade entre os cidadãos.