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Ao invés do decidido no despacho recorrido, a Recorrente, nos artigos 1 a 17, da contestação, alegou factos mais do que bastantes para configurar a excepção de abuso de direito, por si invocada, que o despacho recorrido denominou de «excepção de "supressio”», nomeadamente, factos de onde se pode concluir que o Recorrido tenha criado na Recorrente a convicção de que não iria exigir dela os direitos que agora reclama;  O despacho recorrido fez «tábua rasa» de outros casos, que são exactamente iguais ao dos presentes autos, e que foram indicados pela Recorrente nos artigos 16, 17, 17 e 173, da contestação, nos quais, com os mesmos, se não mesmo com menos factos, o Supremo Tribunal de Justiça, o Tribunal da Relação do Porto, o Tribunal do Trabalho de Penafiel,  Juízo, e o Tribunal Judicial da Comarca de Braga, Juízo do Trabalho de Barcelos – Juiz 2, decidiram que a conduta do trabalhador, que é exactamente igual à do Autor, constituía abuso do direito.