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A A. alegou, em síntese, que:  - a A. e o R. são casados um com o outro desde Julho de 2005 e têm dois filhos menores;  - ao longo dos últimos anos a relação do casal deteriorou-se com discussões frequentes o que levou à ruptura da relação em Setembro de 2019;  - cada um passou a viver totalmente separado e em parte independente da casa comum;  - a A. já requereu o divórcio;  - o R. não quis sair de casa, embora tenha condições económicas para o efeito;  - o R. aufere 2000 EUR mensais;  - a A. apenas aufere o ordenado mínimo;  - desde que foi interposta a ação de divórcio o R. tem perturbado a A.;  - durante a vida conjugal do casal deram-se outros acontecimentos do mesmo género;  - a A. sente ansiedade, insegurança e receios contínuos; - o comportamento do R. consubstancia uma violência psicológica continuada, que coloca a A. num estado de medo, nervosismo e tristeza constante, devendo ser reconhecido o direito da A. a ser indemnizada pelo A. a título de danos não patrimoniais, nos termos dos artigos 7, 8, 48 e 49 do Código Civil.