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Conforme se alcança da "motivação de facto”, o Tribunal recorrido, para ter dado como provado no facto 16 que o peão já havia atravessado o eixo da via, recorreu a uma operação de cálculo aritmético com base nas medidas indicadas no croquis da GNR, considerando a medida da hemifaixa na qual o lesado iniciou a travessia 3,10, a distância do local provável do embate para o limite junto à berma dessa hemifaixa 2,95 e a ideia fixa de que alguns passos para trás teriam que significar mais do que um recuo de 15   No entanto, este raciocínio matemático não pode resistir perante outros factos dados como assentes e assinalados no croquis da GNR, ou seja: o local do atropelamento foi dentro da hemifaixa de rodagem no sentido Celorico de Basto - Fafe; a mancha de sangue nessa hemifaixa coincidente com o local da imobilização do peão, após projecção, dista 2,40 metros do eixo da via.