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–Realizou-se a audiência final e, após, foi proferida sentença, da qual consta o seguinte dispositivo:  «Pelo exposto, julga-se procedente a presente acção, condenando-se as Rés nos seguintes termos:  a)- o direito da autora à anulação do contrato de compra e venda celebrado com a ré LP, nos termos concretizados pela carta de 18 de Janeiro de 2017 e o direito de proceder à devolução da viatura à referida ré; b)- a extinção do contrato de locação financeira celebrado entre a autora e a ré instituição de crédito; )- Condenar a ré LP a devolver à autora a quantia de 1500,00 euros e a receber a viatura; )- Condenar a Ré LP a devolver à autora as prestações pagas por esta no âmbito do contrato de locação financeira até à presente data, bem como o valor das prestações que posteriormente a esta data seja pagas pela autora, até ser proferida sentença com trânsito em julgado; e)- Condenar a ré LP a pagar à autora, a título de indemnização por danos patrimoniais, a quantia de 229,99 euros; f)- Condenar a ré LP a pagar à autora, a título de indemnização por danos patrimoniais, a quantia de 000,00 euros; g)- Condenar a ré LP a pagar à autora os juros de mora, à taxa legal, vencidos a partir de 18 de Janeiro de 2017 - data da interpelação - sobre as quantias referidas em, e  e nos vincendos até integral pagamento.»  – Inconformada com o assim decidido, a Ré LP interpôs recurso de apelação da sentença, apresentando as seguintes CONCLUSÕES:  «1– Mostra-se incorrectamente provado o Facto 2, por não se tratar de uma viatura de gama alta, tal como vem descrito, nem tal foi declarado à Autora no momento da venda ou em qualquer outro, sendo a viatura dos autos de um segmento médio-alto, como resulta de forma clara e inequívoca da prova produzida através dos depoimentos das testemunhas CT e devendo, em conformidade, ser a sentença recorrida, alterada nesta parte e substituída por decisão que considere como não provado o facto de se tratar de uma viatura de gama alta e também como não provado que a Ré, ora recorrente tivesse dado tal indicação à Autora; 2– De toda a forma, a expressão "topo de gama”, e classificação dada no âmbito do mercado de usados e prende-se com as características e equipamentos da viatura e não o estado de conservação, que a Ré comunicou à Autora, designadamente no que respeita à quilometragem e idade da viatura.