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De facto, o instituto da exoneração do passivo restante, para ser concedido, tem uma contrapartida que exige, necessariamente, um certo sacrifício económico do requerente/insolvente e seu agregado familiar, se o, ou seja o valor definido para "o sustento minimamente digno” obrigará o insolvente a viver, nos próximos cinco anos, "com comedimento e modéstia.” Ora, in casu, ponderando os interesses em jogo e as necessidades dos requerentes, encontrando-se o rendimento mínimo mensal garantido fixado pelo Decreto-Lei n. 117/2019, de 20 de novembro, em €635,00, entende-se como justo e equilibrado, atenta a situação económica dos requerentes, que o rendimento disponível dos devedores/insolventes, objeto da cessão, seja integrado por todos os rendimentos que aos insolventes advenham a qualquer título, desde que em quantia superior a um salário mínimo nacional, como decidido na douta decisão recorrida.