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Nestes termos, o negócio sem deixar de ser válido e, como tal, apto, em princípio, a assegurar a sua função hoc sensu, ser, vê a mesma ser perturbada pela verificação de um facto alheio à sua estrutura e, em geral, superveniente à sua formação»5     Inspirado em Vaz Serra59, Antunes Varela comenta que «permitindo a restituição dos bens ao património do devedor, embora na limitada medida do interesse do credor impugnante, a lei revela claramente que, nos actos de alienação, a pauliana não envolve, como consequência, a simples ineficácia do acto impugnado, abrindo apenas ao credor impugnante a possibilidade de agredir os bens alienados, mas obrigando-o a suportar a concorrência dos credores do adquirente.