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607, do P.).    . Matéria factual essa de entre a qual salientamos a evidência de que nos encontramos perante um edifício constituído em propriedade horizontal, que, de acordo com o respectivo título constitutivo, é composto por 4 corpos independentes, dispondo cada um deles de uma entrada independente ao nível do rés-do-chão, e de uma caixa de escadas e elevador próprios, em consequência do que estamos também perante uma administração autónoma das partes comuns relativas a vinte frações autónomas, ou seja, cerca de um terço das que integram todo o edifício constituído em propriedade horizontal, referentes a um daqueles 4 blocos, o "”, devidamente delimitado e independente dos restantes, com entrada própria e com funcionalidade própria, com fracções autónomas e partes comuns próprias, que não servem funcionalmente quaisquer dos restantes blocos.   . Bem como a evidência de que idêntica situação se verifica, por isso, também relativamente a cada um dos restantes 3 blocos que compõem o prédio, sendo que o condomínio demandado, do bloco , existe e funciona como tal já desde novembro de 1992, tendo os restantes sido constituídos imediatamente a seguir.   . Evidências essas que se coadunam, aliás, com a constatação de que não existe, sequer, nem nunca existiu, «uma administração geral», da totalidade da propriedade horizontal, para os «pontos em que ela deva existir», mas sim «vários administradores» para cada um dos 4 blocos, «entre os quais a Administradora do Condomínio, aqui Réu», conforme foi, aliás, admitido pelo próprio Réu condomínio, em 8 a 10 da contestação, o que permite até concluir, e considerar, ter existido uma deliberação unânime, pelo menos tácita, de todos os condóminos do edifício que foi objecto de constituição da propriedade horizontal no sentido da constituição de 4 condomínios distintos, para cada um dos 4 blocos que o compõem, os quais vêm funcionando, pelo menos há mais de 25 anos, no sentido de administrarem e conservarem, de forma autónoma e independente, as respectivas partes e bens comuns de cada um daqueles blocos.   . É por essa razão, aliás, que o condomínio demandado, aqui Recorrido, tem sido administrado autonomamente de todas as restantes fracções do edifício constituído em propriedade horizontal, há já 25 anos, o mesmo sucedendo com os restantes 3 blocos que o compõem, seja no que concerne à administração mais corrente das partes comuns, seja no que respeita à conservação das partes ou bens comuns, que não servem funcionalmente os restantes blocos, com orçamentos e deliberações próprias, e autónomas, como sucedeu, aliás, com recentes obras assumidas, executadas e custeadas, em valores avultados, exclusivamente pelos condóminos do Réu, precisamente em «partes comuns do edifício» telhado e fachada principal do prédio/bloco "”), como admite, ou não nega, o próprio Réu recorrido.   . A questão aqui em causa prende-se, por isso, com a problemática da legalidade da constituição de mais de um condomínio, com administração própria, para gerir a administração e conservação das partes comuns que só servem uma zona do edifício, não obstante a constituição de uma só propriedade horizontal, questão que, admitimos, tem tido entendimentos não coincidentes ou uniformes, seja por parte da jurisprudência, seja por parte da doutrina.   . Contudo, a mais recente jurisprudência desse douto Tribunal da Relação de Guimarães, nomeadamente a constante dos seus Acórdãos de 002017, no Proc.