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,«o arrependimento, como circunstância atenuante a ser ponderada a favor do arguido, não se demonstra em regra através de meras palavras de contrição, mas sim de atos que evidenciem que interiorizou o desvalor da sua conduta, lamenta tê-la praticado, pretende atenuar na medida do possível as suas consequências nefastas e está resolvido a não tornar a delinquir.» Ora, no caso vertente, decorre da motivação da decisão de facto, que o arguido/recorrente, ainda que tivesse confessado parcialmente os factos, a versão que apresentou, em relação à forma como entrou em alguns dos espaços em causa, foi infirmada pelos depoimentos dos ofendidos, considerando o tribunal a quo que a atuação do arguido, ao referir que os espaços em causa estavam abertos e acessíveis, "se deve sobretudo a uma vontade em atribuir menor gravidade à sua conduta”.