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Já em relação à demais prova testemunhal inquirida em sede de instrução cumpre referir que, professor de medicina e médico especialista há trinta anos, à data dos factos exercia funções no CHUC e na Faculdade de medicina, mas como era Bastonário da Ordem dos Médicos encontrava-se um pouco afastada da prática ��dica, e referiu que não teve qualquer contacto com a situação da paciente em todo o caso confrontado com os procedimentos dos arguidos, descritos nos autos, referiu de um modo geral serem os corretos quando às leges artis e confrontado com os sinais que a paciente na altura evidenciava, não considerou que fossem sinais clínicos de uma fasceíte necrotizante, patologia que também considerou muito rara de acontecer; A testemunha, médico no CHUC, desde 2006, cirurgião geral, referiu que não estava de serviço no dia em que os factos ocorreram; costuma fazer banco de urgência todas as semanas de 12/18 horas; foi responsável como " formador” do médico E. que era médico interno de cirurgia durante o período de seis anos; teve conhecimento a posterior da situação da paciente e referiu que da leitura da história clinica, a f.é uma doença rara, em vinte anos de carreira profissional teve apenas duas situações e que resultaram na morte dos pacientes; porém referiu que em relação às doenças raras os médicos devem ter especial cuidado, pois elas podem existir, não sendo um diagnóstico frequente é sempre uma alternativa a equacionar; a f.não é uma situação fácil por ser patologia rara mas que só apresenta sinais clínicos que permitem um diagnostico com alguma consistência já é tarde para evitar a morte, considerando ser uma doença de instalação súbita sendo que referiu ter pouca experiência com tal tipo de infeção, mas considera que exige uma intervenção cirúrgica e deste ponto de vista o que se pode fazer é drenar os tecidos, como se fosse um abcesso grande onde os antibióticos não consegue alcançar; em relação à intervenção dos arguidos, de um modo geral considerou que as mesmas foram corretas do ponto de vista da leges artis, referiu que o exame de TAC pode também não revelar nada de conclusivo e daí que a ecografia às partes moles se afigura correta  A testemunha, médico ortopedista no CHUC, há mais de trinta anos, referiu ter chegado a trabalhar com arguido F. quando o mesmo era internista na especialidade de ortopedia.