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E. Este é, assim, e em exclusivo, um recurso em matéria de direito, já que o que a Recorrente contesta é um "erro de interpretação de lei'', em virtude da apreciação da prova e das conclusões de direito que são extraídas pelo douto Tribunal a quo de tal apreciação e já que não contesta a matéria de facto dada como assente pelo Tribunal; F. Refira-se, como ponto prévio, que não obstante a Recorrida entenda que a factualidade assente na decisão a quo se encontra corretamente selecionada, sendo idónea e suportando as conclusões de direito que de tais factos retira o Tribunal recorrido - não padecendo a decisão do Tribunal a quo, contrariamente ao que sugere a FP, de qualquer vício que conduza à sua revogação ou alteração -, não pode a Recorrida deixar de requerer, nos termos conjugados  dos art.s 636, n. 2 e 640, n. 2, ambos do CPC, ex art.