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58) Revertendo para os autos, concluímos que no caso concreto a tentativa é punível porque se encontram complementados aqueles dois elementos - o "pôr em movimento” e o "plano do agente”, conforme se apura da leitura do acórdão e dos factos dados como provados, os seguintes elementos de facto conjugados com o direito aplicável:  - O plano do agente  a) Construção subjectiva, com recurso ao plano do agente, para apurar que os actos do arguido são já actos de execução;  e  b) O começo de execução ou "pôr em perigo”   A construção objectiva, situa a punibilidade do agente com a colocação em movimento do plano traçado pelo agente e consequente perigo para o bem jurídico:   59) Pelo recurso quer ao elemento subjectivo decisão de matar BB pelas próprias mãos), quer ao elemento objectivo o arguido, no dia 203, ia ao encontro de BB para lhe tirar a pela criação do perigo concreto, com o "pôr em movimento” todo o planeado, pensamos que a conduta do arguido se enquadra na tentativa punível, nos termos do artigo 22, n 2, alínea do Código Penal e atenta a teoria da impressão.