Legal Document Excerpt:

O Apelante invocou como meios probatórios as suas próprias declarações de parte que foram registadas no sistema de gravação digital do Tribunal a quo, tendo identificado as passagens da gravação e selecionado excertos das mesmas, que transcreveu em sede de motivação do recurso, mais invocando ainda os seguintes documentos: "- Missiva remetida pelo  Réu ao Autor em 2007, via correio registado, para a morada do Autor, sita em Casas da, Lote 16,, 2130-127 Benavente; - Missivas registadas e o comprovativo de registo de aviso de recepção, trocadas entre  Réu e o Autor, datadas de 2009, para a morada do Autor, sita em Casas da, Lote 16,, 2130-127 Benavente; - Comprovativo de pagamento efectuado pelo Autor, do pedido de provisão apresentado pelo  Réu, no valor total de € 441,20, referente à elaboração da contestação a apresentar no Processo n. 201/02TBVRS € 750,00), e à taxa de justiça no valor de € 691,2 - Email enviado pelo  Réu ao Autor em 25 de Setembro de 2007, onde o  Réu informa que notificou o colega mandatário de e, da necessidade de documentação complementar para a celebração da escritura de compra e venda do imóvel; - Email enviado pelo  Réu ao Autor em 25 de Fevereiro de 2009, onde o  Réu pede ao Autor o pagamento de provisão inicial para o Processo n. 201/02TBVRS; - Email enviado pelo  Réu ao Autor em 2 de Março de 2009, onde o  Réu pede ao Autor o pagamento de taxa justiça autónoma para dedução de reconvenção no Processo n. 201/02TBVRS.” Na sentença recorrida ficou expresso, no segmento respeitante à motivação do Tribunal, a este propósito, o seguinte: "Não foi produzida qualquer prova de que o Réu ainda tivesse os contactos do Autor 9 anos depois de ter sido seu Advogado, sendo certo que da documentação remetida pela Ordem dos Advogados apenas constava a morada de Vila Real de Santo António, pelo que se dá o facto como não provado.” Vejamos: Começando pelas declarações de parte do Apelante para além de se aplicar aqui nos seus precisos termos o que supra referimos quando nos pronunciamos sobre o valor e relevância, enquanto meio probatório, de tais declarações no tocante à prova do ponto de facto vertido sob a alínea, pois mais uma vez não incide sob matéria desfavorável para o Apelante e favorável à parte contrária, sendo o declarante de parte notoriamente interessado em demonstrar a sua versão dos factos em face do pretendido nos autos, certo é que da leitura atenta dos excertos de tais declarações que o Apelante transcreveu tão pouco se pode concluir no sentido da prova da matéria descrita na alínea.