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Flui do facto provado no facto 21 que a Ré pagou ao autor a título de trabalho suplementar, em cada ano, os valores que se passam a discriminar abaixo, num total de €39 811,3 - 2008: 137,88; - 2009: 104,50; - 2010: 101,01; - 2011: 987,63; - 2012: 928,30; - 2013: 217,38; - 2014: 330,53; - 2015: 783,01; - 2016: 799,08;  - 2017: 422,0 Resulta, ainda, que nos mesmos anos a R. pagou também ao autor trabalho suplementar prestado em dias feriados e em fins-de-semana, os valores anuais perfazendo um total de 7 425,00, conforme segue: - 2008: 825,00 - 2009: 625,00 - 2010: 800,00 - 2011: 575,00 - 2012: 925,00 - 2013: 550,00 - 2014: 750,00 - 2015: 875,00 - 2016: 1 075,00 - 2017: 425,00 Como resulta do entendimento firmado na jurisprudência considera-se que a prestação retributiva devida a título de cláusula 7/7, destina-se a "a compensar o trabalhador pela maior penosidade e risco decorrentes da possibilidade de desempenho de funções no estrangeiro, certo que esse desempenho " implica uma prestação de trabalho extraordinário de difícil controlo aproximando-se da figura da compensação, ou «retribuição estabelecida» aos trabalhadores em geral pela isenção de horário de trabalho”.