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No caso em análise, na escolha da medida tutelar educativa aplicável, o Tribunal ponderou: O número de factos perturbadores cometidos pelo menor F, que tendo em conta a situação que lhes foi envolvente podem ser classificados como infrações disciplinares com tempo útil para serem punidas, que se dirigiram a pessoas e à propriedade praticados entre os anos de 2015 a 2018; ponderou ainda segundo escreveu "o grau de ilicitude e a gravidade dos factos, espelhada na própria moldura penal abstracta”; os factores de risco internos, advenientes das características de personalidade do menor, nomeadamente a imaturidade, a impulsividade, a reactividade, a dificuldade em lidar com a frustração, a permeabilidade a influências externas, a ausência de atitude crítica sobre os seus actos, associado a uma perturbação disruptiva do comportamento que lhe foi diagnosticada e cuja medicação para o efeito foi recusada pelo próprio, com a conivência da família, por incapacidade de se impor;  os factores de risco externo, quanto ao meio social em que se insere, nomeadamente o vínculo a pares/ grupos com comportamentos desviantes e anti-sociais; e é aqui que não concordamos com o tribunal a quo se tivermos em conta que os seus pares não foram escolha sua e que desde os 5 anos de idade se encontra institucionalizado.