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interpuseram apelação, tendo o Tribunal a quo conhecido dos recursos, proferindo acórdão em cujo dispositivo enunciou: "Assim, nos termos e pelos fundamentos expostos, acorda-se em julgar procedentes as apelações e, revogando-se a sentença recorrida, absolvem-se as Embargadas dos pedidos e ordena-se o prosseguimento da execução.”    É contra este acórdão, proferido no Tribunal da Relação de , que os Embargantes/AA e BB se insurgem, formulando as seguintes conclusões:  "- Até ao dia 2 de Setembro de 2014, data em que a Sr. Agente de Execução nomeada no âmbito dos autos principais se deslocou ao prédio dos Recorrentes para efetuar a penhora, nunca a posse ou o direito de propriedade dos Recorrentes com referência a esse prédio urbano situado na União de Freguesias de ..., inscrito na respetiva matriz sob o art 41, composto de cave, r/chão, andar e respetivo logradouro, possuindo a área de 5648 m2 totalmente murada e que confronta do norte com a ..., sul com ..., nascente com a ... e a poente com a ...;  - Esse prédio foi destacado, do prédio rústico que pertence à Recorrida sociedade, há mais de 25 anos com referência a 2 de Setembro de 2014, encontra-se em impecável estado de conservação, sendo objeto duma utilização cuidada e permanente por parte dos Recorrentes;  - O Recorrido BCP, SA sempre soube que o prédio e o respetivo logradouro, totalmente delimitado e murado, não era propriedade nem pertencia à Recorrida sociedade objeto de execução;  - Nunca, até à presente data, alguma vez o Recorrido BCP, SA ou alguém à sua ordem, visitou o prédio dos Recorrentes;  - Nunca o Recorrido BCP, SA, ou alguém à sua ordem, inspecionou, avaliou ou fiscalizou o prédio dos Recorrentes e o modo como era gerido ou cuidado;  - Não restam quaisquer dúvidas da prova produzida nos autos que os Recorrentes, pelo menos desde data anterior a 1994, utilizam para seu exclusivo benefício pessoal o referido prédio e logradouro murado, suportando todas as despesas inerentes ao mesmo, fazendo-o de forma pública e pacífica, incluindo o total conhecimento e concordância dos Recorridos;  - Toda a prova adquirida nos autos, quer testemunhal quer documental, confirma que os atos praticados pelos Recorrentes como proprietários exclusivos do prédio em questão eram muito anteriores às cessões de quotas da sociedade Recorrida, seguramente há mais de 26 vinte e anos;  - Resulta do conjunto dos factos provados que a posse dos Recorrentes sobre o imóvel em questão é de boa fé desde sempre, pois os Recorrentes atuaram sempre na convicção de serem proprietários legítimos do imóvel acima identificado, sem alguma vez terem lesado os direitos de outrém, nomeadamente de qualquer dos Recorridos, devendo considerar-se que, pelo menos, na data da cessão de quotas da Recorrida sociedade se verificou uma transição desse prédio em favor dos Recorrentes;  - Estão, pelo exposto, verificados e reunidos todos os pressupostos para a aquisição por usucapião, por terem decorridos mais de 15 anos desde o início da posse de boa fé considerando mesmo a própria data em que foi instaurada a execução dos autos principais;  Ao decidir em sentido contrário o Acórdão Recorrido fez errada interpretação e aplicação do disposto no art.