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E é esse ponto que pretende ver discutido no Tribunal Central Cível de Santarém.1Importa apurar qual das duas casas estava arrendada, em qual delas residia a inquilina.1As casas não são meros números matriciais.1As casas, sobretudo as antigas, como sucede no presente caso, têm uma história de vida, há pessoas que nelas residiram décadas, há gente que habitou ali ao lado durante dezenas de anos, e que, por este motivo, conhece a realidade material daquilo que foi um pequeno e humilde bairro habitacional.1Só o apuramento da realidade material que envolve as duas casas permite que se chegue ao número do artigo matricial que corresponde a cada uma.1A factualidade que o autor trouxe aos autos e que pretende provar evidenciará o erro do número de matriz.1Os dois prédios urbanos, constituídos por duas pequenas e modestas casas antigas, são contíguos e têm entrada por um pátio, cujo acesso é servido por portão comum.2Olhando da entrada deste portão, a disposição geométrica dos dois prédios apresenta-se na forma de ângulo recto, conforme fotos que instruem a acção.2Do lado direito, ao longo da primeira recta até ao vértice do ângulo, encontra-se um dos prédios; e, ao fundo, lado esquerdo do vértice do ângulo, encontra-se o outro prédio.2A inquilina, e seu marido, residiam numa destas casas.2No TAF e TCAS não foi discutido nem ficou determinado em qual destas casas residiu a referida inquilina.2Esta inquilina manteve-se a residir com a família na casa até Outubro de 1994, altura em que se mudou para uma casa nova que, ao tempo, ela e o marido andavam a construir na mesma zona.2O restante prédio, na altura devoluto, foi ocupado pelo Autor imediatamente após a celebração do contrato-promessa.2Estes e os demais factos constantes do arrazoado da petição inicial, depois de discutidos, provarão qual o artigo de matriz correspondente a cada uma das casas.» A ré Caixa Geral de Depósitos, S.A. apresentou contra-alegações, pronunciando-se no sentido da manutenção do decidido.