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Gomes Canotilho e Vital Moreira, CRP, Constituição da República Portuguesa Anotada, Artigo 1 a 107, 4 edição revista, volume , Coimbra Editora, 2007, , p. E escrevem os mesmos autores ibidem, , p.: ") a providência do "habeas corpus” é uma providência à margem do processo penal ordinário; configura-se como um instituto processual constitucional específico com dimensões mistas de ação cautelar e de recurso judicial.”11  Em conformidade com os citados preceitos constitucionais, a providência de habeas corpus tem a natureza de remédio excecional para proteger a liberdade individual, revestindo caráter extraordinário e urgente «medida expedita» com a finalidade de rapidamente pôr termo a situações de ilegal privação de liberdade, decorrentes de ilegalidade de detenção ou de prisão, taxativamente enunciadas na lei: em caso de detenção ilegal, nos casos previstos nas quatro alíneas do n. 1 do artigo 22 do CPP e quanto ao habeas corpus em virtude de prisão ilegal, nas situações extremas de abuso de poder ou erro grosseiro, patente, grave, na aplicação do direito, descritas nas três alíneas do n. 2 do artigo 22 do CPP.