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O exercício deste poder, que está unicamente dependente da vontade do seu titular, ocorre com a invocação da usucapião”27, não havendo razão curial para fazer qualquer diferenciação, pelo que, dentro da capacidade de gozo do Estado e outras entidades públicas, nada impede o ”ingresso de bens particulares no domínio do Estado e das Pessoas Coletivas Públicas através da usucapião”2 J.Dias Marques afirma-o expressamente, no sentido de nada obstar a que, nesse quadro da capacidade de gozo, "venham elas a ter a autoria da posse prescricional ou a adquirir ou perder direitos por via de aquisição”29, concluindo, mais à frente, que "ao Estado não está vedada a aquisição do direito de propriedade por prescrição aquisitiva usucapião), praticando actos de posse susceptíveis de a ela conduzir”3 Por fim, Fernando Pereira Rodrigues, é ainda mais expressivo, quando afirma que "pode verificar-se o ingresso de bens privados no domínio público através de usucapião se tiver havido uma convergência de actos administrativos que revelem a intenção de destinar os bens ao uso público.