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● Foi por força deste entendimento e do sentido e alcance atribuído às normas em causa pelo ROC que a VSC SAD deferiu os adiantamentos; ● O deferimento operado nada teve que ver com qualquer planeamento fiscal abusivo ou manipulação de resultados, de modo a a diferir os lucros no tempo, fracionar os lucros - distribuindo-os por exercícios diferentes - com o objetivo de evitar, num imposto de taxas progressivas, a tributação por taxas mais elevadas ou concentrar o lucro em exercício onde se podem efetivar deduções mais avultadas - reporte de prejuízos ou por incentivos fiscais; ● O deferimento operado sustentou-se na interpretação séria e plausível das regras fiscais – Princípio da Especialização dos Exercícios, regra que possui um conteúdo aplicativo equívoco - e de um conjunto de comandos complexos, como é o caso do Sistema de Normalização Contabilística, assente em acepções/versões abertas e dúbias da sua estatuição, propugnada pelo ROC do VSC SAD no Parecer emitido; ● O deferimento do rendimento por parte da VSC SAD não resultou de nenhuma omissão voluntária e intencional; ● O VSC SAD sempre pautos o seu comportamento à luz do Princípio da Boa-fé e tal é a sua convicção na retidão da interpretação que fez das normas do CIRC e dos comandos do SNC que, tal interpretação agravou de sobremaneira a sua situação líquida; ● A interpretação sufragada pelo ROC e seguida pelo VSC SAD, obrigou-o, em 2016, a proceder a um aumento de capital, conforme resulta do ponto do Relatório de Inspeção, pág.