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89 do RJUE, da conservação da sua propriedade;  - A recorrente não alega nem prova o custo das obras impostas, que não pode assim ser comparado com a renda que recebe; E - A relação entre a senhoria e a inquilina, incluindo a eventual desproporção do custo face às rendas, é uma questão de direito , que não cabe a este Tribunal decidir e à qual o recorrido é totalmente alheio; F - As obras em causa são indiscutivelmente de conservação necessária e visam repor o imóvel em bom estado de habitabilidade, corrigindo as deficiências graves detectadas na vistoria;O Exm Procurador-Geral Adjunto, notificado, não ofereceu parecer.Cumpre decidir, dispensando vistos.Os factos, julgados como provados pelo tribunal "a quo”: A. MJGM, inquilina da Autora, apresentou junto da Entidade Demandada denúncia com o seguinte teor: ") Foi detectada uma fossa a céu aberto a transbordar para o exterior no quintal do prédio vizinho, propriedade de GCSM, senhoria da requerente, residente na Rua , 4150-280 Porto.