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7 – É destituído de razoabilidade e é até inverosímel, que uma sociedade comercial tenha querido fazer prova de que não realizou obras na moradia, e que depois tenha vindo, a final, a fazer os pagamentos aos técnicos que aí intervieram, que os declararam ter recebido, apenas porque os donos da obra não cumpriram com os prazos de pagamento dessas execuções, quando é certo que a Impugnante, ora Recorrida, não apresentou nenhuma prova antes pelo contrário da existência de uma especial relação de amizade, social, de benemerência, ou outra para com os donos da obra, e de outro modo, que existisse algum dever jurídico que impendesse sobre si, ou a expressão de algum sentimento de responsabilidade de ordem ética ou moral, que fosse socialmente admissível, para proceder ao pagamento desses trabalhos de execução, na ordem de quase €12000,0- DECISÃO Nestes termos, de harmonia com os poderes conferidos pelo artigo 20 da Constituição da República Portuguesa, os juízes da Secção de Contencioso Tributário deste Tribunal, Acordam em conferência em conceder provimento ao recurso jurisdicional interposto pela Recorrente Fazenda Pública, revogando a decisão judicial e julgando improcedente a impugnação.