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Agora pretende-se que a satisfação dos credores se faça preferentemente pela forma prevista num plano de insolvência e só ´subsidiariamente` por via da liquidação universal do património do devedor, quando aquele não se afigurar possível.8  No entanto, tudo depende sempre – agora como antes – do que os credores venham a decidir, sendo que a recuperação da empresa continua a ser apenas um instrumento de satisfação de interesses dos credores, inserido num plano de insolvência e alternativa à liquidação.9    Nesta perspectiva das coisas, sabendo-se que os poderes do administrador da insolvência têm em vista a satisfação de interesses que não são próprios envolvendo, apenas, o exercício de verdadeiros poderes, encontrando-se o mesmo, também na qualidade de profissional liberal10, sujeito à fiscalização da assembleia de credores e não podendo ver assim "garantida” a estabilidade e a continuidade da sua "ligação funcional” - como se de um "vínculo laboral” se tratasse -, afigura-se, pois, sem quebra do respeito sempre devido por entendimento contrário, que a mencionada disposição art.