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Naturalmente que a matéria em causa, conforme resulta em grande medida das demais temáticas da contratação pública, é fortemente influenciada pelas directivas europeias, embora o regime nacional não seja inteiramente coincidente com aquele, porquanto, desde logo, a directiva 2014/24/EU, de 26 de Fevereiro de 2014, relativa aos contratos público e que revoga a directiva 2004/18/CE, distingue entre motivos de exclusão obrigatória previstos no artigo 5, n. 1 e motivos de exclusão facultativa previstos genericamente no artigo 5, n. 4, enquanto o legislador nacional eleva todos os impedimentos previstos no artigo 5 do CCP como obrigatórios não tem o órgão adjudicante a possibilidade de não excluir a proposta sempre que se verifique uma das situações previstas no n. 1 do artigo 5, salvo e sem prejuízo se houver relevação do impedimento, nos termos do artigo 5-A do CCP  Estabelece o artigo 5, n. 1 da directiva 2014/24/EU que:  " As autoridades adjudicantes devem excluir um operador económico da participação num procedimento de contratação se tiverem determinado, mediante verificação em conformidade com os artigos 5, 6 e 6, ou se de qualquer outro modo tiverem conhecimento de que esse operador económico foi condenado por decisão final transitada em julgado com fundamento num dos seguintes motivos:  a) Participação numa organização criminosa, tal como definida no artigo  da Decisão-Quadro 2008/841/JAI do Conselho;  b Corrupção, tal como definida no artigo  da Convenção relativa à luta contra a corrupção em que estejam implicados funcionários da União Europeia ou dos Estados-Membros da União Europeia e no artigo , n. 1, da Decisão-Quadro 2003/568/JAI do Conselho, ou ainda na aceção da legislação nacional da autoridade adjudicante ou do operador económico;  ) Fraude, na aceção do artigo  da Convenção relativa à Proteção dos Interesses Financeiros das Comunidades Europeias;  ) Infrações terroristas ou infrações relacionadas com atividades terroristas, tal como definidas, respetivamente, no artigo  e no artigo  da Decisão-Quadro 2002/475/JAI do Conselho, ou ainda instigação, cumplicidade ou tentativa de infração nos termos do artigo o da referida decisão-quadro;  e) Branqueamento de capitais ou financiamento do terrorismo, tal como definidos no artigo o da Diretiva 2005/60/CE do Parlamento e do Conselho;  f) Trabalho infantil e outras formas de tráfico de seres humanos, tal como definidos no artigo o da Diretiva 2011/36/UE do Parlamento Europeu e do Conselho.