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Com efeito, resulta dos autos que o marido da beneficiária e pai do recorrente tem uma idade bastante avançada, o que faz pressupor que ele terá algumas limitações físicas e funcionais decorrentes da sua idade avançada, que não lhe permitem ter as mesmas condições físicas e anímicas que terá a sua filha R., tendo ele próprio admitido, no seu depoimento, que já não conduz, o que, desde logo, limita a sua liberdade de movimentação, tornando-o dependente da condução de terceiros neste caso, da filha R., que leva os pais a todo o lado que for necessário, ou da empregada doméstica que, segundo ele próprio admitiu, conduz o carro do e não lhe permite, como acompanhante, dar à sua esposa toda a assistência de que ela necessita, quer nos diversos aspectos da sua vida diária, quer nas suas deslocações às consultas médicas, ao hospital e aos tratamentos quando necessário.