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Foi uma decisão partilhada oportunamente pelo Recorrente, que desde Setembro de 2013 já não residia na casa de morada de família, e que mereceu um tratamento amigável por parte de ambos; A respeito da alegada sonegação de bens, o acervo patrimonial do ex-casal constante do contrato promessa de partilha, correspondia integralmente ao efectivamente existente; Não foi ocultado qualquer bem ou valor e a divisão de bens favoreceu a Recorrida; Não se aceita que tenha acolhimento a tese da Recorrida, porquanto, se assim fosse não teria o Recorrente assumido a totalidade das responsabilidades sobre o passivo existente, motivo pelo qual não pode, nem se aceita, que a Recorrida venha alegar prejuízo, quando, na verdade, as decisões visaram também o seu próprio benefício;  Sobre o pedido formulado para desconsideração ou levantamento da personalidade colectiva das sociedades aqui Recorrentes cumpre concluir que não existe qualquer correlação de património entre estas e o Recorrente; Aliás, deverá nesta sede salientar-se que a sociedade requerida Corporation foi constituída em Fevereiro de 2014, 3 meses após o divórcio; E que, à data do divórcio, em 13 de Dezembro de 2013, para efeitos de relações patrimoniais entre o ex-casal, não existia qualquer outro acervo patrimonial que pudesse vir a integrar o conjunto de bens e valores a partilhar; Nunca o Recorrente nas suas relações comerciais confundiu a fronteira que separa a sua esfera patrimonial pessoal da esfera patrimonial das sociedades Recorrentes, eximindo-se da prática de quaisquer condutas ilícitas ou contrárias aos princípios legais; Mais se deverá concluir que o instituto em questão pressupõe a existência de um comportamento ilícito que no caso não é possível reconhecer no Recorrente e que, mais a mais, não resulta sequer provado, pois desconhece-se, afinal, em que acto concreto terá o Recorrente ferido o interesse das sociedades Recorrentes ou em que momento as instrumentalizou em seu próprio benefício pessoal e em prejuízo da Recorrida; pelo que, consideramos nestes autos injustificado qualquer ordem de levantamento da personalidade colectiva das Recorrentes; Não obstante tudo o quanto acima foi exposto, cremos que a convicção do douto tribunal, que ora se recorre, determina um valor de arresto de € 70000,00, que não poderá nunca ser o considerado, pois se do lado do Recorrente foi adjudicado um saldo bancário da conta Corporation no Geral, também à Recorrida foram entregues valores passíveis de contabilização, pelo que o douto tribunal não poderá fazer adição/soma de valores ou de parcelas, que apenas tem como intuito de quantificar um valor e partilha que nunca existiu à data do divórcio ou à data em que os ex-cônjuges quiseram manifestar a sua vontade de partilhar como seja a data de 7 de Novembro – pois o fizeram no contrato promessa de partilhas de bens; Concluindo, da suposta confusão entre esferas jurídicas de que a Recorrida se socorre resultam efeitos danosos que se contabilizam no presente como avultados; dada a impossibilidade do Recorrente prover ao seu próprio sustento, pois viu todos os seus bens passíveis de liquidez conta bancária de depósito à ordem e conta de depósito a serem arrestados.