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Assim, em consequência dos efeitos da doença mental grave de que a beneficiária é portadora, existe a necessidade de acompanhamento que se deve verificar, em ambos os níveis, patrimonial e pessoal.» Manuel de Andrade3 ensinou que a prova pericial «traduz-se na percepção, por meio de pessoas idóneas para tal efeito designadas, de quaisquer factos presentes, quando não possa ser directa e exclusivamente realizada pelo juiz, por necessitar de conhecimentos científicos ou técnicos especiais, ou por motivos de decoro ou de respeito pela sensibilidade legítima das pessoas em quem se verificam tais factos; ou na apreciação de quaisquer factos na determinação das ilações que deles se possam tirar acerca doutros, caso dependa de conhecimentos daquela ordem, isto é, de regras de experiência que não fazem parte da cultura geral ou experiência comum que pode e deve presumir-se no juiz, como na generalidade das pessoas instruídas e experimentadas.» Podendo o juiz apreciar livremente a prova pericial – artigos 38 do Código Civil e 60, n. 5, do Código de Processo Civil – caso pretenda divergir do laudo pericial deverá exercer essa faculdade de forma especialmente prudente, fundamentando os motivos do seu desacordo, tanto mais que estão em causa factos que implicam conhecimentos especiais que os julgadores não possuem.