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Em sede de contestação, a Ré invocou a exceção da prescrição de juros, alegando, em suma, que: - Emergindo o remanescente da dívida de capital peticionado pela NOS de capitalizações de juros, sempre se terá de concluir que esse remanescente resulta de um crédito de juros; - Sucede que, nos termos do artigo 31, alínea, do Código Civil, os créditos de juros prescrevem no prazo de cinco anos e, nos termos do artigo 30 do mesmo diploma, o prazo começa a correr quando o direito puder ser exercido; - À data da instauração da presente ação, em 12018, já tinham decorrido mais de cinco anos desde 2012, data em que a Autora, através de notificação judicial avulsa, pretendeu capitalizar os juros vencidos até então e que constituem o pressuposto das capitalizações posteriores; - Por conseguinte, o alegado direito da Autora aos juros capitalizados em 2012 - se existisse -, encontrar-se-ia prescrito na sua integralidade; - Estando prescrito o referido direito, inexiste o direito a juros de juros emergente das capitalizações de juros efetuadas após 2012, porquanto as capitalizações subsequentes partem do pressuposto de que os juros capitalizados a 2012 seriam devidos; - Nem se diga que as notificações judiciais avulsas subsequentes teriam interrompido sucessivamente o prazo de prescrição, porquanto é entendimento uniforme na jurisprudência que a notificação judicial avulsa, enquanto meio adequado à interrupção da prescrição do direito de indemnização, apenas releva uma única vez, «não sendo admissível o uso de sucessivas notificações judiciais avulsas para interrupção da prescrição do mesmo direito.» acórdão do TRP de 12002, p. 0231393 e o acórdão do STJ de 12013, p. 7624/11TBMAI.S1, ambos disponíveis em www.dgsi.pt/); - De outro modo, seria permitido a uma parte eternizar a possibilidade de exercer o seu direito - qualquer que ele fosse - através de notificações judiciais avulsas, algo que o instituto da prescrição consagrado no nosso ordenamento jurídico quis de forma clara impedir; - Assim, quando muito, a notificação judicial avulsa efetuada a 22013 teria interrompido, por uma única vez, o prazo prescricional do direito aos juros alegadamente vencidos desde 2012; - Contudo, à data da instauração da presente ação também já tinham decorrido cinco anos desde essa notificação judicial avulsa, pelo que sempre se teria de concluir igualmente pela prescrição do alegado direito da Autora aos montantes resultantes das capitalizações subsequentes; - Estando prescrito o direito aos juros capitalizados em 2012, sempre se terá de concluir que não subsiste o direito aos juros vencidos sobre aqueles, nada devendo a MEO por força das capitalizações efetuadas, quer naquela data, quer posteriormente à mesma; - Por conseguinte, não sendo devidos os referidos juros por força da prescrição acima descrita, não existe um remanescente de dívida por pagar como alegado pela NOS nos presentes autos; - Na medida em que a prescrição do direito aos juros capitalizados extingue o efeito jurídico dos factos invocados pela NOS, a MEO deve ser totalmente absolvida do pedido cf.