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Ora, se bem que a arquitectura da escola primária, , assim como os dois espigueiros identificados ao longo do canal do traçado da via, sejam relevantes do ponto de vista da história do nosso património enquanto Povo, não podia a Ré deixar de prestar atenção ao modo e termos como um punhado de seres humanos ia passar a viver na proximidade da Auto estrada, a cerca de, por média, 150 centímetros, quando é certo que lhes deu a saber e a conhecer e quanto a parte significativa do seu direito de propriedade, designadamente a sua habitação que a Auto estrada ia passar sobre a sua propriedade, e com isso os Autores tinham de se conformar, pois que a Ré estava investida com poderes, com prerrogativas de direito público para entrar na posse do terreno dos Autores, mediante indemnização pelo imposição desse sacrifício sobre a sua propriedade, montante que os Autores não chegaram a receber, apenas porque discordaram, legitimamente, quanto ao montante que a Ré lhes propôs em sede de indemnização, ...  A Ré não alegou nem provou sequer, que tenha detectado a necessidade de proteger a habitação dos Autores da poluição ambiental fumo e ruído que aí se faz necessariamente sentir, assim como, que tal já constava dos projectos de execução, e antes disso, do Caderno de encargos que esteve na base da identificação da apresentação das propostas pelas entidades construtoras interessadas, ou que impôs à Concessionária essa realização e que a mesma não a prosseguiu.