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Dispõe o dito:  «3 - Sempre que a situação económica e financeira do condenado o justificar, o tribunal pode autorizar o pagamento da multa dentro de um prazo que não exceda um ano, ou permitir o pagamento em prestações, não podendo a última delas ir além dos dois anos subsequentes à data do trânsito em julgado da condenação.» Ora, considerando que tal prazo foi quase completamente esgotado pelo próprio tribunal - que tinha prazos apertados para decidir - e tendo presente que o preceito pretende, precisamente, evitar que o arguido condenado possa arrastar o pagamento da pena de multa por tempo excessivo, não se vê como negar ao arguido um direito que apenas se retardou por factos imputáveis a quem tinha o dever de acautelar o não arrastamento do cumprimento da pena.