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O Ministério Público, na resposta ao recurso, desvalorizou estas circunstâncias invocadas pelo arguido, contrapondo a importância crescente e dominante no negócio ilícito global do tráfico de drogas da canábis, "responsável pela maior quota do mercado europeu de drogas ilícitas, transformando-se numa grande fonte de receitas para o crime organizado”estando "associada ao maior número de novos utentes nos programas de tratamento da toxicodependência na Europa”; a circunstância de o arguido não ter estado sempre em liberdade nos dezasseis anos que decorreram desde a última condenação fora condenado numa pena única de doze anos de prisão e fora-lhe concedida liberdade condicional apenas em 3/5/2015); o terem decorrido menos de cinco anos para que voltasse a delinquir.