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A proposição ínsita à afirmação constante da decisão recorrida, de que o arguido não teve qualquer intervenção nos factos por que vinha acusado é lógico-semanticamente concordante com a realidade objeto da declaração, de que "o arguido foi para o Bairro E que a dada altura estava farto e queria ir embora comer, tomar, que por isso aproveitou que o ‘F’ que era quem estava com o carro aqui em estava a dormir e levou o carro para ir para casa para São João da, que quando chegou a S. João da Madeira encontrou o G, que este tinha dinheiro e estava a ressacar e que por isso lhe deu boleia para consumir”, porquanto a realidade que lhe vinha imputada, constitutiva do crime de furto, a que se reporta a primeira proposição acima referida o arguido não teve qualquer intervenção nos factos por que vinha é a descrita nos pontos 1 e 2 dos factos provados, relativamente à qual o Tribunal considerou não provado que o arguido tivesse tido nela qualquer intervenção, isto é, que tivesse tido qualquer intervenção na subtração do veículo automóvel, quando este se encontrava à porta da residência da pessoa a quem o veículo pertencia, subtração essa que foi levada a cabo por pessoa cuja identidade o Tribunal não conseguiu apurar, na noite de 5 para 6 de dezembro de 2016, entre as 18H00 e as 9H00, sendo certo que o uso do veículo por parte do arguido, segundo as suas próprias declarações, como resulta da motivação da decisão de facto, ocorreu mais tarde, ou seja, no dia 06/12/2016, cerca das 23H00, após a subtração inicialmente efetuada e quando o carro se encontrava na posse de um outro indivíduo, conhecido por "F”.