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Contudo, prendendo-se a questão em discussão nos presentes autos com a determinação do valor de realização a considerar no apuramento da mais-valia realizada na transmissão, no ano de 2009, de um imóvel propriedade dos Impugnantes, considerando que, àquela data, resultava do disposto no n. 2 do artigo 4 do Código do IRS a prevalência do valor patrimonial do prédio transmitido sobre o valor declarado na escritura pública de compra e venda, mas entendendo-se que este normativo legal consagrava uma presunção ilidível, assistia aos Impugnantes a possibilidade de demonstrar que o valor pelo qual transmitiram o imóvel em análise era efetivamente inferior ao respetivo valor patrimonial tributário, o que, desde já se adianta, e no nosso entender, não lograram ter feito nos presentes autos.