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Antes de passarmos à análise específica do conteúdo de cada um dos deveres de informação contidos no artigo 312, não podemos deixar de salientar que, da conjugação das citadas normas, ressalta o reconhecimento por parte do legislador da dependência que os investidores apresentam face aos intermediários financeiros e da clara influência que o gestor de conta exerce sobre estes investidores através da informação que presta6 – e daí o especial dever de proteger os interesses destes nos contratos de intermediação financeira n 1 art.. Por outro lado, o n 2 do artigo 304 dispõe que o dever de informação que impende sobre o intermediário financeiro há de ser adequado ao nível de conhecimentos de cada cliente, exigindo um comportamento proactivo por parte do intermediário financeiro no sentido de diligenciar pela obtenção de dados que lhe permitam traçar o perfil do cliente que tem perante si, a fim de determinar o grau ou a extensão das informações a prestar ao cliente – "Na medida do que for necessário para o cumprimento dos seus deveres, o intermediário financeiro deve informar-se sobre a situação financeira dos clientes, a sua experiênciaemmatéria de investimentos e osobjetivosque prosseguem através dos serviços a prestar.”– a fim de facultar a este uma tomada de decisão esclarecida e fundamentada n 1 do art.. É dever do intermediário financeiro buscar informações acerca do cliente, com o objetivo de possibilitar efetivamente a avaliação de que o cliente compreende os riscos envolvidos, para então formar o seu juízo acerca da adequação do investimento, ou não, e o informar.