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No caso, resulta daqueles factos que o arguido previu a possibilidade elemento cognitivo ou de a não adopção dos procedimentos de segurança que se impunham, atento o desenvolvimento de uma actividade que sabia como sendo de alto risco, poder provocar o resultado típico  a colocação do trabalhador em, mas ainda assim, de forma livre e consciente logo, em resultado de uma capacidade de auto-determinação), não levou a cabo aquelas acções, assim se conformando com a referida possibilidade de se verificar o resultado elemento, resultado esse – repete-se – que era a criação de uma situação de um perigo para a saúde e mesmo para a vida do seu trabalhador, como efectivamente veio a, tendo ainda consciência do seu dever de garante relativamente à segurança do seu subordinado, e da punibilidade da sua conduta.