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Os factos que foram dados como provados na sentença sob recurso são os seguintes:  "1)A. e R. contraíram um com o outro casamento católico no dia - de Outubro de 1966, sem convenção antenupcial;  2)Tendo na constância matrimonial nascido cinco filhos, à data todos já maiores;  3)Por várias vezes, ao longo dos anos que viveram juntos, o R. apodou a A. de "bruxa” e "vaca”;  4) A A. sempre foi uma mãe exemplar;  5)Na sequência de discussões que se foram sucedendo entre A. e R. no ano de 2019, este acabou por sair da casa de morada de família em 20/12/2019;  6)Indo residir para Vila Nova de Cerveira, local onde o casal também possui uma moradia;  7) E ali permanecendo desde então,  8) Não mais fazendo vida em comum com a A.;  9)Não mais havendo entre ambos comunhão de mesa, leito e habitação;  10) E não mais pretendendo a A. restabelecer vida em comum com o mesmo;  11)Após a data referida em, o R. efectuou diversos contactos telefónicos com a A. e rondou a casa onde a mesma A. habita;  12)A A. não suporta a mera ideia de contactar, comunicar ou privar pessoalmente com a pessoa do R.;  13) Não existe qualquer laço de amor entre o casal ou respeito mútuo entre os cônjuges;  14) A A. apresentou queixa contra o R. por violência doméstica;  15)No processo de violência doméstica referido, a A. foi submetida a exame de psiquiatria forense;  16)Nele foi considerada "inimputável, apresentando um quadro de "perturbação de espectro das psicoses” pautada por delírios de prejuízo, autorreferenciais e místicos.