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Ainda, A fiadora enviuvou, inesperadamente, no ano de 2008  Deixando a ora embargante viúva, e sem rendimentos à excepção de uma pensão de sobrevivência de valor aproximado a um SMN  os devedores romperam a vida conjugal, divorciando-se  Foi decretada a insolvência da devedora  Ignorando-se a situação do devedor-marido  Mais, após 2008, verificou-se, em Portugal, uma total alteração do ambiente económico relatada ad nauseam em todos os órgãos de comunicação social  Importando para a exequente a sua forte desvalorização em bolsa  o património imobiliário sofreu uma ampla desvalorização - o que é particularmente relevante atento que falamos do remanescente de um crédito para habitação,  Circunstâncias que na 'teoria da imprevisão', atentas as anómalas e penalizadoras alterações supervenientes geradoras de intolerável desequilíbrio contratual,  Devem motivar a aplicação do número 1, do artigo 43 do Código Civil resolvendo o negócio e libertando a fiadora deste ónus que, verdade seja dita, nunca conseguirá cumprir, mesmo que exceda por larguíssimos anos a esperança média de vida.”.Não foram apresentadas contra-alegações.Colhidos que se mostram os vistos legais e nada obstando ao conhecimento do recurso, cumpre decidir.