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Juiz a quo, depois de defender - e bem -, com respaldo em expressiva jurisprudência, que ao caso vertente tem aplicação o prazo alargado de prescrição de 5 anos, uma vez que o facto gerador de responsabilidade constitui crime de ofensa à integridade física por negligência) e que a prescrição do respectivo procedimento penal está sujeita a esse mesmo prazo dilatado - artigos 11, n. 1, alínea e 14 do Cód., afastando, assim, o prazo geral de 3 três) anos, e que enquanto está pendente inquérito-crime pela prática dos concernentes factos deve considerar-se interrompido o prazo de prescrição do direito à indemnização, por esses mesmos factos, não começando a correr, quer quanto ao lesante, quer relativamente aos que com ele são civilmente responsáveis, antes de terminar a fase de inquérito quer ela finde com um arquivamento ou com uma acusação), pois só depois dessa decisão do Ministério Público é que lhe é permitido demandar incondicionalmente aqueles que considera terem responsabilidade por tais factos, acabou por considerar, certamente por lapso, que se afigura ostensivo, que o direito da Autora já se encontrava prescrito por já terem decorrido mais de 3 três) anos quando foi intentada a presente acção 10/03/2020) contados da notificação da acusação à Autora 25/01/2016).