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Por isso é indiferente, que, "na caracterização do tipo subjetivo”, o tribunal tivesse considerado provada uma intenção: que : "9 - Malgrado conhecer o teor desta obrigação e compreender o seu alcance o arguido AA deu destino diferente à mercadoria apreendida, relativamente à qual estava obrigado a conservar à sua guarda, e logrou conseguir subtraí-la ao poder público, inviabilizando a sua entrega quando tal lhe fosse exigido, e frustrando o objectivo da apreensão facto que já se viu está em contradição com o facto contido no n. 10 - Agiu, o arguido, deliberada, livre e conscientemente, sabendo que as suas condutas eram proibidas e puníveis por lei. "