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Desta forma, não podendo retirar-se, da factualidade alegada e provada, a conclusão de que a falta de pagamento das rendas devidas pelo contrato de arrendamento que motivou a ordem de despejo do executado, tenha decorrido de carência de meios económicos, e sendo certo que, face ao tempo já decorrido desde que cessou os pagamentos à exequente relembre-se que, desde Abril de e que, pelo menos, desde o trânsito em julgado da sentença ocorrido em 102019), se impunha, de acordo com as exigências da boa fé, que o mesmo tivesse diligenciado pela efectiva entrega do imóvel à exequente, procurando outra habitação, inexiste fundamento para o pretendido diferimento da desocupação, pese embora se reconheça que a sua situação familiar se encontra dificultada pela existência de três filhos e pela situação de desemprego do executado e da sua companheira, não obstante o agregado seja beneficiário de rendimento social de inserção.” Do acima exposto, decorre que o tribunal recorrido denegou o diferimento da desocupação, por entender não comprovado o nexo de causalidade entre a carência económica e a falta de pagamento das rendas, nem satisfeitas as exigências de boa fé para que fosse concedido este diferimento, ao abrigo do disposto no art 864 do P. No entanto, não é este preceito sequer aplicável, não sendo lícito ao executado recorrer a este meio, uma vez que, em causa não está um imóvel arrendado para habitação, nem foi este objecto de resolução por falta de pagamento de rendas, conforme decorre do respectivo título executivo.