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Pela sua pertinência não resistimos a transcrever o já citado acórdão deste Tribunal de 202011, com apoio no que escreveu Gómez Rivero, "La responsabilidade penal del médico, Madrid,, "não há que olvidar que a actividade médica é caracterizada pela circunstancialidade, o que significa que o êxito do resultado depende de vários factores, endógenos e exógenos, tais como o estado de saúde do paciente, antecedentes genéticos, factores imunológicos, aspectos de idiossincrasia, reações alérgicas, como factores internos e da perícia do médico, observância das leges artis, meios ao dispor no consultório ou local onde o acto médico foi levado a efeito, etc., como factores externos.”   Vale isto por dizer que não se pode retirar do facto de a intervenção não ter tido sucesso, que a Ré cumpriu defeituosamente a sua prestação, isto é, que actuou em desconformidade com a leges artes, ou seja, ilicitamente.