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A par das preocupações com as celeridade e eficácias processuais dos institutos e regimes legais insolvenciais ou pré-insolvenciais, dos considerandos expostos no preâmbulo do Decreto Lei n 53/2004 de 103 que aprovou o Código de Insolvência e da Recuperação de Empresas, ressalta o primado da tutela dos direitos dos credores, concedendo-lhes o estatuto de ‘donos do processo’, dos destinos do parceiro inadimplente O Procedimento Especial de Revitalização, posteriormente criado pela Lei n 16/2012 de 204 e alterado pelo Decreto Lei n 79/2017 de 306, surgiu numa realidade económico-social em espiral recessiva caracterizada pelo incumprimento generalizado das obrigações determinado pela ausência de liquidez e de financiamento, que compeliu o legislador a substituir o paradigma da liquidação originariamente previsto pelo CIRE pelo paradigma da recuperação, tendo como destinatários devedores em situação de insolvência iminente ou em situação de dificuldade séria no cumprimento pontual das suas obrigações por falta de liquidez ou de crédito, que visem e sejam suscetíveis de viabilização/recuperação Não obstante a alteração de paradigma – da liquidação para a recuperação -, o conteúdo programático daqueles diplomas deixou intocado o princípio do primado dos credores na decisão de recuperar ou não) a empresa, e em que termos, continuando o legislador a considerá-la como a melhor forma de realização do interesse público de regulação do mercado, mantendo em funcionamento as empresas viáveis e expurgando dele as que o não sejam, ainda que a inviabilidade do devedor possa resultar apenas do facto de os credores não verem interesse na sua continuação no mercado.