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interpor recurso de apelação, apresentando as seguintes conclusões: A) Vem o presente recurso interposto da sentença que negou provimento ao recurso interposto pela ora Recorrente, mantendo a decisão do Instituto Nacional de Propriedade Industrial de 202019, publicada em 302019, que concedeu o registo da marca nacional n 599954; B) Julga a ora Recorrente que a sentença recorrida não fez adequada aplicação da lei, pois considera que não se verifica qualquer risco de associação ou confusão entre as marcas da titularidade da Recorrente e a marca nacional n. 599954, quando tal confusão tem efectivamente ocorrido no espírito do consumidor; ) Conforme resulta dos factos provados, a Recorrente é titular da marca nacional mista n. 496119, composta pelo elemento verbal "COMPRAMOSQUALQUERCARRO.COM” e pelo elemento figurativo; Imagem ) Sendo ainda titular da marca nacional n. 555409, composta pelo elemento verbal "COMPRAMOSQUALQUERCARRO” e pelo elemento figurativo  Imagem E) No Boletim da Propriedade Industrial n. 083/2018 de 30 de Abril, foi publicado o pedido de registo da marca mista  Imagem sendo composta pelo elemento figurativo supra exposto e pelo elemento verbal "COMPRAMOSOSEUCARRO”; F) Nos termos do despacho de concessão proferido em 21/01/2019, publicado no Boletim da Propriedade Industrial de 30/01/2019, o INPI concedeu o registo da supra referida marca nacional n 599954; G) Tal despacho de concessão considerou verificados os requisitos do artigo 245 do Código da Propriedade Industrial, na redacção dada pela Lei n. 83/2017, de 18/08, que constituem fundamento para a recusa do registo, com excepção do risco de confusão ou de associação; H) O identificado despacho, refere que "no caso em apreço e depois de analisados todos os elementos que constam do processo, entendemos que, pese embora a prioridade dos registos da reclamante e a existência de afinidade/identidade entre os serviços em causa na classe 35, do confronto entre o sinal requerido e os prioritariamente registados abaixo, não ressaltam semelhanças gráficas, fonéticas, figurativas ou outras suscetíveis de gerar o risco de confusão ou de associação necessário para que se considere preenchido o conceito jurídico de imitação”; ) Também a sentença ora recorrida considera verificados os requisitos constantes do supra referido artigo 245, alínea e, entendendo porém que não existe qualquer risco de associação ou confusão entre as marcas da titularidade da Recorrente e a marca nacional n. 599954; J) É nas considerações de inexistência de risco de associação ou confusão que a sentença ora recorrida fez uma incorrecta aplicação do direito aos factos; K) Vejamos, no âmbito da identidade/afinidade entre os serviços assinalados pelas marcas da titularidade da Recorrente e os da marca nacional n. 599954, tais serviços são idênticos, assinalando ambos dentro da classe 35 a "organização de contratos”, destinando-se ainda a assinalar serviços afins; ) Neste sentido, refere a sentença ora recorrida que "Tão pouco restam dúvidas sobre a afinidade dos serviços assinalados pelas marcas prioritárias e registanda na mesma classe 35, em ambos casos relacionados com a compra e venda de veículos automóveis que pretendem assinalar”; ) Importa referir que tal identidade e afinidade são determinantes na análise da confundibilidade.