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3 - A prescrição volta a correr a partir do dia em que cessar a causa de suspensão.»  A actual redacção do artigo resulta de alterações, introduzidas pela Lei n. 65/98, de 2 de Setembro, que substituiu a expressão da alínea «requerimento para a audiência em processo sumaríssimo» por «requerimento para a aplicação de sanção em processo sumaríssimo» e introduziu uma nova alínea - passando a anterior alínea a alínea - do seguinte teor: «A sentença não puder ser notificada ao arguido julgado na ausência.» A jurisprudência fixada pelo referido Acórdão n. 2/2002 está intimamente conexionada com a jurisprudência fixada pelo Acórdão n. 6/2001, como, aliás, a fundamentação daquele acórdão evidencia, quando, nela, se afirma: «Haverá de convir-se que, decretado que está, em consideração, essencialmente, aos direitos de defesa do arguido, que o prazo prescricional, mesmo relativo a contra-ordenações, não pode, em caso algum, ir além do previsto no artigo 12, n. 3, do Código Penal, nula ou pouca eficácia conseguiria um sistema que, para além disso, limitasse ao mínimo possível - no caso, à previsão do artigo 2-A do Decreto-Lei n. 433/82, na redacção então vigente - as hipóteses de suspensão daquela causa extintiva do procedimento, já que nem sequer a notificação da acusação ou acto equivalente teria essa força suspensiva, o que, por direitas contas, tornaria a aplicação de qualquer coima vulnerável a toda a espécie de manobras dilatórias, em suma, dependente em último termo, da vontade do acusado.