Legal Document Excerpt:

1039/1,  parte, do , devendo a renda ser paga no domicílio do locatário e a verdade é que a autora nunca mandou ao domicílio dos réus seu representante com o fito de receber as rendas; aliás, presume-se que o locador não veio nem mandou receber a prestação no dia do vencimento, segundo aquela norma; substituíram a fechadura do portão porque a "visita” da autora introduziu-se no espaço locado sem pedir licença, saltando para dentro de um anexo, pela janela; esta conduta suspeita, aliada ao facto de não entregar cópia do título de propriedade, fez os réus desconfiarem das intenções da tal "visita”; tal "visita” reapareceu mais tarde, mas não pediu o exame da coisa locada, nem avisou com a devida antecedência a sua presença; o prédio em questão não está submetido ao regime de propriedade horizontal, o mesmo é dizer que não possui zonas comuns; assim, os réus não têm de permitir o acesso de terceiros ao espaço locado; se a autora tem a pretensão de arrendar a terceiro "a habitação, composta por dois quartos, cozinha e serventia de casa de banho” parte direita do R/do prédio), tem a obrigação de assegurar-lhe o gozo para os fins a que se destina, ou seja, tem de proporcionar-lhe uma entrada/saída autónoma para a via pública, e um contador de luz e água separados, os quais nunca foram mandados colocar pela autora; a autora litiga de má-fé, pela qual deve ser condenada.