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Alega a empregadora recorrente que o A. não agiu com boa fé no cumprimento do contrato de trabalho, tendo vindo a mentir sobre o seu estado de sa��de, conseguindo enganar a Ré e os médicos da medicina do trabalho por forma a diminuir as funções que lhe são exigíveis; o comportamento do Autor, de extrema gravidade, integra o conceito de infração disciplinar, objetiva e subjetiva dolo, e compromete de forma irreversível a subsistência da relação laboral, constituindo, justa causa de despedimento, nos termos do número 1, do artigo 351 do Código do Trabalho; numa entrevista para eventual cessação do contrato de trabalho, o trabalhador prestou informações absolutamente falsas sobre o seu estado de saúde de forma tão convincente sobre o cancro da cabeça que alegou padecer e consequentes tratamentos que iria realizar, que chegou mesmo a convencer as representantes do Empregador naquela reunião, - ... -, que iniciaram as diligencias necessárias para o ajudar, até que tiveram a confirmação de ser tudo falso, factos que constam da fundamentação da decisão de despedimento, e foram igualmente invocados e enquadrados no articulado motivador de despedimento; a violação dos deveres de boa fé e lealdade, deve ser avaliado em abstrato, segundo o padrão do bonus pater familias, previsto no artigo 48, n. 2, do , em face das circunstâncias de cada caso.