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R. O Tribunal Recorrido, ao considerar que o Autor bem poderia ter retomado o trabalho, ignorou, com todo o respeito, a realidade do dia-a-dia da vida de um homem cuja actividade era a agricultura aliada à pecuária – 7 dias de trabalho por semana, até aos 80 e mais anos de idade, como o comprovam os inúmeros acidentes mortais, com tractores e outras máquinas agrícola, muito mais que 8 horas por dia, todo o ano, porque sem férias, sujeitos a todo o tipo de tempo atmosférico), que faça no dia-a-dia, comendo ou sentando-se à mesa, apenas e só, quando o trabalho de cada dia está terminado, levantando-se - quantas vezes-, de noite, para acudir aos animais, etc, etc..., pelo que a indemnização a arbitrar a título de dano patrimonial decorrente da perda da capacidade de ganho, deverá ser igual à peticionada no art 48 da Petição Inicial, ou seja, de € 7000,00 e não os míseros € 000,00, arbitrados na sentença recorrida.