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Em suma, tendo o R./Recorrente vivido em união de facto com a A./Recorrida, de quem tem duas filhas menores, durante um período temporal que se prolongou por mais de nove anos, nesse tempo de vida em comum juntos contribuíram, salvo sempre o devido respeito, para a economia doméstica e para a aquisição daquele património imobiliário, compartilhando as responsabilidades financeiras do agregado, sendo que a A. logrou provar, como lhe competia, que trabalhava com ele na atividade agropecuária, para além de assegurar as lides domésticas e familiares comuns, contribuindo, assim, para o auferir de rendimentos que integravam o acervo financeiro da união, para além de assegurar sozinha a habitação onde juntos residiam, tudo no pressuposto da permanência/subsistência dessa união.