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Acordam em conferência na Secção de Contencioso Tributário do Tribunal Central Administrativo Norte:  	RELATÓRIO  A Recorrente, FAZENDA PÚBLICA, interpôs recurso da sentença proferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu, que julgou procedente a impugnação judicial deduzida pela sociedade A., Lda., e anulou as liquidações de IRC, derramas e juros compensatórios do ano 1996, no valor de € 5 215,8 A Recorrente não se conformou com a decisão proferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu, tendo interposto o presente recurso, formulou nas respetivas alegações as seguintes conclusões que se reproduzem:  ")  Foi levada a efeito uma acção de fiscalização à escrita da impugnante ao exercício de 1996, da acção inspectiva então realizada resultaram correcção à matéria tributável por recurso a métodos indirectos, com base nos fundamentos constantes do relatório de inspecção, designadamente nos fundamentos constantes no capítulo do relatório então elaborado, o qual se encontra devidamente junto aos autos, e cujo teor se considera reproduzido para todos os legais efeitos;   A decisão aqui sob recurso foi proferida, conhecendo que a liquidação de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, nos presentes autos posta em crise, foi realizada com recurso a métodos indirectos, sendo que a aplicação deste método de correcção se encontra devidamente fundamentada, no entanto, determina a anulação da mesma liquidação, uma vez que, o critério utilizado para a referida correcção à matéria tributável, não foi devidamente fundamentado, tal como era ónus da Autoridade Tributária, conhecendo que não tendo esta procedido à devida fundamentação do acto assim praticado, facto, a que legalmente estava obrigada, conclui, a Douta Sentença), pela anulação da liquidação aqui impugnada;   No caso dos presentes autos, no ponto da Douta Sentença aqui sob recurso, foram dados como provados os factos descritos nos pontos 2, 3, 4 do Capitulo do relatório de inspecção, nos quais se descrevem as irregularidades que justificam o recurso a métodos indirectos, as quais se resumem -	à inexistência de contas correntes, -	inexistência contabilística da conta bancos apesar da utilização de cheques, o que leva a concluir que a contabilidade não reflecte todos os movimentos financeiros, -	inexistência de inventários quer iniciais quer finais, -	omissão de proveitos, -	e registos/lançamentos na conta de compras sem estarem devidamente suportados por documentos, valores que não tendo uma correspondência real influenciam negativamente o resultado liquido;   Assim, face às irregularidades verificadas foi efectuada a correcção à matéria tributável relativamente ao ano de 1996, com recurso a métodos indirectos, e para cálculo do mesmo, procedeu a técnica da Autoridade Tributária à correcção do custos de mercadorias vendidas e mercadorias de acordo com os critérios referidos no Capitulo do relatório de inspecção.