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2 Perante a factualidade assente, não há dúvidas que o arguido/recorrente praticou o crime de homicídio, em co-autoria: existiu uma resolução comum com um plano previamente traçado; por outro lado, foi também acordado entre ambos que o produto do assalto seria dividido pelos dois; além disso, estabeleceram uma "divisão de tarefas” a realizar por cada um deles, todas elas com manifesta relevância para o alcance da finalidade pretendida: o arguido conduziu o veículo até ao local onde a vítima acabou por ser morta e voltou a conduzir o veículo para o local onde acabou por ser encontrado, participação esta que foi imprescindível não só para a execução do plano traçado, uma vez que o arguido AA não sabia conduzir e a vítima encontrava-se manietada, mas também para a fuga do local após os factos.