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Senhor Juiz de Direito encontra-se em funções na missão  desde que lhe foi concedida a licença 1; » Contudo, não nos parece que se esteja perante uma simples prorrogação de licença em organismo, sendo certo que foi reconhecido pelo Estado Português interesse público na manutenção de tais funções; » Tal licença, embora sem expressa indicação da sua caracterização, não reveste, nem revestiu, a natureza de uma licença "genérica” ou de fins particulares, mas, atento o disposto no artigo 28, n. 3, da LTFP corresponde, na realidade, a uma licença fundada em circunstância de interesse público, aliás, reconhecido na deliberação de 03-03-2015 do Plenário do CSM, que determinou, nomeadamente, "deferir o pedido subsidiário de licença sem vencimento para permitir a continuação do desempenho das funções na missão.., até 14 de junho de 2016”; » Assim, afigura-se legítimo que, ponderando o princípio material da boa administração, possa ser tomada decisão que concretize a afirmação do interesse público subjacente à concessão da licença, para o exercício de funções na missão .