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Além disso, os erros indicados levaram a que os autores estejam na situação de pagarem o que não devem e encargos que não são devidos;  4 – A acta da assembleia de condóminos realizada no dia 002017 encontra-se apenas assinada pelo presidente e pelo secretário da mesa da assembleia geral;  5 – Nem tão-pouco é anexa à respectiva a lista de presenças e, mesmo que o fosse, não substitui a assinatura da acta porque unicamente confirma a presença dos condóminos na assembleia e não valida a vontade colectiva que deve ser expressa na acta a sua assinatura que pode vir a constituir título executivo;  6 – O pedido de ineficácia da acta da qual consta a deliberação não é correspondente ao pedido de anulação de uma deliberação;  7 – É, salvo o devido respeito, considerar a deliberação inexistente em relação aos autores;  8 – O facto de não ter sido impugnada a deliberação no prazo de 60 dias não torna a acta título executivo, porque a deliberação não está consubstanciada e escrita numa acta validamente produzida e assinada, nos termos do artigo , n. 1, do 268/94, São obrigatoriamente lavradas actas das assembleias de condóminos, redigidas e assinadas por quem nelas tenha servido de presidente e subscritas por todos os condóminos que nelas hajam participado, uma vez que a acta só está assinada pelo presidente e pelo secretário;  9 – Não é um caso de falsidade da acta, mas de ineficácia ou inexistência da mesma e, por isso, não está sujeita ao prazo previsto no artigo 143, n. 4, do Código Civil;  10 – O prazo estabelecido no artigo 143, n. 4, do Código Civil, é de natureza processual;  11 – Com efeito, os artigos 28 e 28 do Código Civil referem-se à nulidade do acto ou, melhor dito, do negócio jurídico, enquanto que o disposto no artigo 143, n. 3, do Código Civil, se refere à caducidade do direito de propositura da acção;  12 – E tanto assim é que, no n. 5 do citado normativo legal, se diz que pode ser requerida a suspensão da deliberação nos termos da lei do processo;  13 – Ora, se aplica a lei do processo para a suspensão da deliberação, também se deve considerar que a propositura da acção deve ser nos termos da lei do processo, o que caso se considere que o acto foi praticado dentro de um dos três dias úteis seguintes, o mesmo pode ser praticado mediante o pagamento da multa a que se refere o artigo 13 do CPC;  14 – No caso concreto e no que se refere à contagem do prazo, é abusivo, por parte do administrador, vir invocar a caducidade do direito de acção por decurso do prazo, devendo considerar-se o prazo a partir da notificação da acta;  15 – Com efeito e como resulta da acta, o representante da administradora,, considerou que a acta deveria ser redigida bem pormenorizada e tal como está na gravação, o que significa que foi feita uma gravação da assembleia sem que tenha sido autorizada, e depois redigida uma acta que levou aproximadamente um mês a ser transcrita e enviada;  16 – Ora, só na data em que foi recebida se verificou que a acta não estava assinada por todos os condóminos, mas só pelo presidente e secretário, uma vez que o autor tinha saído da sala;  17 – Ora, quem leva quase trinta dias a redigir uma acta não deve invocar a caducidade do direito a quem decorridos trinta propõe a acção;  18 – A invocação da caducidade deve ser recusada, porque exercida com manifesto abuso de direito;  19 – Por conseguinte, deve ser considerado que a acção está em tempo;  20 – Fez-se incorrecta aplicação dos artigos 143, n.s 3, 4 e 5, e, bem assim, dos artigos 28, 28 e 33 do Código Civil.