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Desembargadora Maria de Jesus Pereira, no qual o ora subscritor interveio como, "o artigo 1978, do dispõe que:  1-"O tribunal, no âmbito de um processo de promoção e proteção, pode confiar com vista a futura adoção quando não existam ou se encontrem seriamente comprometidos os vínculos afetivos próprios da filiação, pela verificação objetiva de qualquer das seguintes situações: a)Se a criança for filha de pais incógnitos ou falecidos; b)Se tiver havido consentimento prévio para a adoçã”; )Se os pais tiverem abandonado a criança;  ) Se os pais, por acção ou omissão, mesmo que por manifesta incapacidade devida a razões de doença mental, puserem em perigo grave a segurança, a saúde, a formação, a educação ou o desenvolvimento da criança; e) Se os pais da criança acolhida por um particular, por uma instituição ou por uma família de acolhimento tiverem revelado manifesto desinteresse pelo filho, em termos do comprometer seriamente a qualidade e a continuidade daqueles vínculos, durante, pelo menos, os três meses que precederam o pedido de confiança”.