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13 junto com a contestação.  . Assim, ainda que alguma responsabilidade pudesse ser assacada à Autora, entendemos que tem plena aplicação a relevância negativa do dano virtual, pois independentemente da maior ou menor área interior - que, como vimos, se deveu à colocação dos tubos de queda interiores previstos no projecto - o certo é que os Recorrentes pretenderam ampliar a área exterior e para isso demoliram paredes exteriores, com maior acuidade até na sala e cozinha, zonas cujas paredes interiores não engrossaram.  . Caso o problema fosse da diminuição da área interior, que não foi, a solução seria demolir as paredes interiores e refazê-las, mas não foi isso que os Recorrentes pretenderam fazer nem fizeram. . Não pode, portanto, ser a recorrida responsável por esta alteração cuja culpa é da sua exclusiva responsabilidade dos Recorrentes.  . Não podia, assim, dar-se como provado que a obra foi construída com menos 5 metros quadrados que a área projectada, devendo antes passar para os factos não provados, absolvendo-se totalmente a Autora do pedido reconvencional.  . No que concerne aos trabalhos suplementares, designadamente as operações de desaterro, consta no caderno de encargos o desaterro para a implantação do edifício, o que foi efectuado numa primeira fase.  . Apelando às regras da experiência comum, podemos concluir que se fosse para fazer o desaterro de todo o terreno e não só para implantação da casa este seria efectuado antes da construção.  . Por outro lado, o contrato de empreitada refere expressamente o desaterro "para implantação da casa" o que não pode significar para todo o terreno envolvente imagine-se uma casa num terreno com vários hectares ....  . A isto acresce o depoimento da testemunha P. J. que confirmou ter efectuado o desaterro depois da habitação construída na parte do "grosso", a pedido do gerente da Autora e que tal era um trabalho extra construção da casa 00:00:54 a 00:03:40).  . Afirmou ainda ter que apontar horas de trabalho, cargas, descargas e tudo quanto dissesse respeito a este serviço, ao contrário do que acontecia quando fazia trabalhos para a habitação propriamente dita.  . E quanto ao valor da factura, também esta testemunha diz não saber, mas esclareceu que deu muito trabalho porque era tudo pedra, condizente com o valor da factura que foi apresentada aos Réus 00:07:05 a 00:07:20).  . Devia, portanto, dar-se como provados os factos 1 e 3 constantes da parte não provada da sentença.  . Em consequência, devem os Réus ser condenados também no pagamento da factura referente a tais trabalhos, que importa em 999,33 €, acrescido de juros.