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Numa interpretação puramente literal resultaria que a Autora pretenderia que na escritura houve uma simulação relativa e que tendo sido declarada a venda pela mencionada firma Fopra o que ocorreu foi efectivamente uma doação de metade dessa fracção por parte do vendedor; contudo do contexto da p.conclui-se rapidamente que não é isso que se pretende, o que a Autora pretende é que aquela metade adquirida por compra e venda real e foi adquirida por doação dos pais da Autora na medida em que foram os pais que pagaram, de uma só vez, com o seu próprio dinheiro, a aquisição da nua propriedade por parte dos filhos, bem como do usufruto a seu favor, por isso uma aquisição com dinheiro dos pais que quiseram beneficiar os filhos doando-lhes um imóvel art.s9 a; a Autora não pretende que se declare a nulidade da compra e venda por simulação com a subsistência de um negócio dissimulado em razão de existência de um pactum simulationis.