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Note-se que, contrariando a tese da desnecessidade do consentimento dos proprietários e fazendo alusão ao art 1057 do , segundo o qual o adquirente do direito com base no qual foi celebrado o contrato sucede nos direitos e obrigações do locador, sem prejuízo das regras do registo - e que se nos afigura não ter aplicação na discussão que ora se impõe), resulta provado nos autos, no ponto da matéria de facto assente, que a recorrente procurou suprir a autorização dos proprietários através de ação própria para o efeito, intentada no Tribunal Cível de Sintra, tanto mais que se tratava de uma obra de ampliação e a autorização do anterior senhorio apenas respeitava a uma "chaminé apanha fumos”.