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Quando o arguido escreveu que o MP decidiu não acusar o assistente como coautor dos crimes que vieram a ser imputados a NGe que foi o assistente, como advogado deste, que "urdiu” toda a trama em que este se viu envolvido, fê-lo estribado no conteúdo das declarações prestadas no âmbito deste processo pela testemunha NGe nas da testemunha MN, testemunha que além de corroborar as declarações da testemunha NG, esclarece que o conhecimento dos factos foi dado por si próprio ao arguido JN.- Assim, e no que se refere à imputação de factos - "mentiras urdidas” e "urdiu toda a trama” -, imputação que integraria o elemento objectivo do crime de difamação, o arguido actuou com razões sérias para crer na verdade do que escreveu; mais, fê-lo para defender o seu constituinte no processo de execução e, portanto, na prossecução de um interesse legítimo.- Do que resulta da leitura da prova, a linguagem usada no articulado de defesa da execução é veemente, mas não constitui ofensa à honra ou dignidade profissional ou pessoa devidas ao assistente, até tendo em conta os factos que motivaram a utilização daquelas expressões.