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9	) Das provas carreadas para os autos resulta, pois, evidente, não corresponder à verdade ter o arguido decidido deixar de entregar nos cofres do Estado a maior parte dos valores de IRS deduzidos e retidos nos rendimentos pagos aos trabalhadores, aos colaboradores e aos titulares de órgãos sociais da arguida sociedade e voltar a pagá-los pela totalidade quando tal lhe parecesse conveniente, uma vez que o pagamento não foi efectuado na totalidade porque a sociedade não dispunha de meios financeiros ou de «dinheiro», como referiu o seu para entregar nos cofres do Estado a totalidade dos valores de retenções na fonte de IRS apurados pelo seu departamento de contabilidade, sendo que a incapacidade financeira da arguida foi considerada até julgada provada no aludido ponto 4 10	) Mais deveria ter sido considerado provado que o contabilista da empresa tinha toda a autonomia para decidir sobre a apresentação das declarações que entendia perante a AT, bem como sobre o conteúdo dessas declarações designadamente os valores nelas, e sobre as datas da sua apresentação, e que não foi o arguido a determinar o comportamento do TOC da empresa.