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Foram formuladas as seguintes conclusões  A douta decisão recorrida sufraga a tese da atribuição de personalidade judiciária ao condomínio nas acções e procedimentos para a anulação das deliberações da assembleia de condóminos, devendo este ser demandado, devidamente representado pelo administrador, o qual deve, por conseguinte, ser citado nessa qualidade;  A  Juiz do Tribunal a quo considera que, com a concessão de personalidade judiciária ao condomínio, introduzida com a reforma processual de 1995/96, através do Decreto-Lei n. 329-A/95, de 12 de Dezembro, deixou de haver fundamento para se demandar judicialmente os condóminos que votaram favoravelmente as deliberações condominiais, como sucedia até à entrada em vigor desse diploma;  Consagra-se na douta sentença do Tribunal a quo que se impõe uma interpretação actualista do n. 6 do artigo 143 do Código Civil, no sentido de que deverá ser citado aquele a quem cabe a representação judiciária do condomínio, e não os próprios condóminos;  Até ao presente, o legislador nunca reconheceu ao condomínio personalidade jurídica e tal reconhecimento é da sua competência;  Se assim tivesse sucedido, esse reconhecimento implicaria igual e automaticamente personalidade judiciária, ao abrigo do disposto no n. 2 do artigo 1 do Código de Processo Civil;  Com a reforma processual de 1995/96, através do Decreto-Lei n. 329-A/95, de 12 de Dezembro, reconheceu-se ao "condomínio resultante da propriedade horizontal” artigo  do anterior CPC, na redação introduzida pelo n. 180/96, de 25/09) personalidade judiciária, contudo apenas "relativamente às acções que se inserem no âmbito dos poderes do administrador” artigo  do anterior e não de modo pleno;  As acções destinadas a apreciar a validade ou eficácia das deliberações tomadas pelos condóminos em assembleia geral reportam-se à formação da vontade no âmbito interno deste órgão, seja quanto ao objecto, seja quanto à forma;  As deliberações formam-se com a sua votação pelos condóminos e, na sua formação, intervieram os condóminos presentes e votantes, pelo que o seu sentido ficou definido com os votos dos que votaram favoravelmente a sua aprovação;  Por conseguinte, é a deliberação, então nascida e assim gerada, que é objecto da acção de anulação; 1 O resultado dessas deliberações dimana do sentido de voto expresso por cada um dos condóminos participantes, nada tendo a ver com as competências do administrador, enquanto órgão executivo; 1 Daí que, nas acções destinadas a apreciar a validade ou eficácia das deliberações tomadas pelos condóminos em assembleia geral devam ser demandados os condóminos e não o condomínio, exclusivamente, por carência de personalidade judiciária passiva deste artigo 1, alínea a contrario do; 1 Com a reforma processual de 2013, o legislador manteve na íntegra o anterior texto do artigo  do CPC, na redação introduzida pelo n. 180/96, de 25/09, reproduzindo-o integralmente na alínea do artigo 1 do actual CPC, pelo que, mantém-se a exclusão de competência do administrador para, em representação do condomínio, ser demandado nas acções de invalidade das deliberações da assembleia de condóminos; 1 Assim, perante este quadro restritivo, vigente desde 1996, não há porque invocar uma interpretação actualista da lei, quando temos uma lei nova que reproduz integralmente e, por conseguinte, confirma a anterior; 1 A representação judiciária dos condóminos demandados na acção de anulação de deliberação social ao administrador, como é o caso dos presentes autos, resulta da própria lei artigo 143, n. 6 do Código, pelo que, na sequência do que sustenta a jurisprudência enunciada e transcrita, devem aqueles ser citados na pessoa do administrador;  1 Isto porquanto a lei não exige a citação individual dos condóminos contra os quais é proposta a acção de anulação das deliberações inválidas ou ineficazes, ao abrigo do disposto no n. 6 do artigo 143 do Código Civil, conferindo a lei representação judiciária daqueles pelo administrador de condomínio; 1 A nosso ver, nas acções destinadas a apreciar a validade ou eficácia das deliberações tomadas pelos condóminos em assembleia geral devam ser demandados os condóminos e não o condomínio exclusivamente, por carência de personalidade judiciária passiva deste artigo 1, alínea a contrario do, cabendo a representação judiciária dos condóminos demandados ao administrador, conforme resulta da própria lei artigo 143, n. 6 do Código.