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527, n 1 do CPC, apenas podendo ocorrer posteriormente, nos casos em que seja requerida a reforma quanto a custas ou nos casos em que tenha havido recurso da decisão que condene em custas, ...) mas sempre antes da elaboração da conta, até porque a reclamação da conta constitui, tão só, e como o próprio nome indica, uma reação contra um erro de contagem, com vista a que esta seja alterada em conformidade com a lei, não constituindo meio processualmente adequado para a formulação do pedido de dispensa do pagamento do remanescente da taxa de justiça devida ou para a obtenção desse benefício”2 E não se invoque que as partes só por via da notificação da conta ficam em condições de saber da existência de taxa de justiça a pagar, atendendo a que "a taxa de justiça é devida pelas partes em função do seu impulso processual e quantificada em tabelas reportadas ao valor da causa, independentemente de qualquer ato de liquidação na conta” conforme salienta Salvador da Costa,3 daí concluindo com toda a propriedade e autoridade que "o pedido  de dispensa de pagamento do remanescente da taxa de justiça, em qualquer circunstância, não pode ser formulado depois do trânsito em julgado da decisão final, nem por maioria de razão, depois da elaboração do ato de contagem”, pois "da interpretação conjugada do disposto nos artigos , n. 7, 1, n. 9, e 2, n. 3, alínea, todos do RCP, resulta claramente que a dispensa ou não do pagamento do remanescente da taxa de justiça, oficiosamente ou a requerimento das partes, tem que estar decidida antes do trânsito em julgado da decisão final.” Temos, assim, que considerar como manifestamente extemporâneo o requerimento formulado pelas partes, após a notificação da conta, para dispensa de pagamento da taxa de justiça remanescente, sendo que o Tribunal Constitucional4 tem vindo a entender que "a norma extraída do n. 7 do artigo  do RCP, introduzido pela Lei n. 7/2012, de 13 de fevereiro, na interpretação segundo a qual é extemporâneo o pedido de dispensa de pagamento do remanescente da taxa de justiça apresentado no processo, pela parte que dele pretende beneficiar, após a elaboração da conta de custas, não viola o princípio da tutela jurisdicional efetiva, designadamente na dimensão de garantia de um processo justo, nem se vê que interfira com qualquer outro parâmetro constitucional” pelo que nem sequer devia o Julgador a quo ter apreciado a pretensão dos interessados relativamente à dispensa do pagamento do remanescente da taxa de justiça, sendo por isso de julgar procedente o recurso e de revogar a decisão recorrida.