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Com efeito, para dar como indiciariamente provado tal receio, era fundamental que a recorrente tivesse alegado factos tendentes à sua demonstração, o que manifestamente não fez, já que a mera leitura dos artigos 16 a 18 do requerimento inicial permite constatar que aquela se limitou a elencar factos genéricos e conclusivos sobre as consequências que poderiam advir da manutenção do acto suspendendo na ordem jurídica, sem cuidar de os concretizar e, sobretudo, de lhes atribuir um valor a título exemplificativo, veja-se a alegação constante dos artigos 17 e 18 do requerimento inicial, onde a recorrente refere que "a cessação imediata do contrato de concessão trará imensos e incalculáveis prejuízos para a requerente” e que "a cessação imediata do contrato sem estar decidida a causa principal acarretará prejuízos enormíssimos para a requerente, conduzindo-a a uma situação económica de difícil superação”).