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Detetou-se um corte de relações entre a atual cuidadora da examinada, sua filha Eugénia, e o seu filho.”  No Relatório de Exame Médico-Legal Psiquiátrico datado de 22/jan./2018 foram apresentadas as seguintes conclusões: "A Interditanda mostrou à observação sintomatologia compatível com o diagnóstico de demência senil, de etologia predominantemente neurodegenerativa, no estádio inicial;  Por força desta afeção, que é insidiosa, progressiva e irreversível, e cuja cura está para além das possibilidades da medicina actual, está a Requerida incapaz de administrar convenientemente o seu património pelo que deve ser inabilitada;  Estima-se que o início da incapacidade se tenha dado há não menos de 1 ano;  O défice encontrado não é tão acentuado que não autorize levar em conta a sua escolha de Curador, o que aqui se recomenda; todavia, dado o carácter progressivo da doença, a prudência aconselha que seja realizada nova avaliação dentro de 2 anos.”  A Requerida vem em 12/fev./2018 afirmar que de modo algum se considera incapaz, no entanto caso assim se entenda que seja sua curadora a sua filha E, com quem vive desde 201  Na diligência realizada em 06/set./2018 e instada sobre quem poderia desempenhar o papel de Curador indicou que preferia a sua filha E, mas que também gosta do seu neto , tendo nessa ocasião sido solicitado Relatório Social à Segurança Social.