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- Já no que respeita as aquisições de bens e serviços de utilização mista, em razão de terem sido indistintamente afectas as diversas operações desenvolvidas pela Reclamante, também para efeitos do exercício do direito a dedução, entende dever aplicar-se o método geral e supletivo da percentagem de dedução - designado por pro rata - nos termos da alínea do n. 1 e do n. 4, ambos do artigo 2 do CIVA; - E, desde logo, afasta a possibilidade de determinar o IVA dedutível com recurso ao método da afectação real, relativo as aquisições de bens e serviços de utilização comum às atividades com ou sem direito à dedução, face a inviabilidade de determinação de critérios objectivos, tal como previsto no n. 2 do mesmo artigo; - Daqui decorre que o objecto deste tipo de contrato não é a transferência da propriedade, mas sim a cedência, pela locadora do uso do bem, isto é, a locadora obriga-se a prestar um serviço, traduzido na disponibilidade do bem em causa, recebendo em contrapartida, uma prestação, sem prejuízo, de nele se poder prever a opção de compra, no final do contrato, a favor do locatário, por um valor residual fixado por acordo das partes; - Atenta esta qualificação jurídica, e transpondo-a para a perspectiva tributária, conclui-se que a locação financeira constitui uma prestação de serviços sujeita a imposto, nos termos do disposto no n. 1 do artigo  do CIVA, e é efectuada pelo sujeito passivo no âmbito duma actividade económica; - No caso das operações de locação, dúvidas não restam de que a respectiva contrapartida se concretiza nas rendas auferidas pela entidade que assume a posição contratual de locadora; - No entanto, não podemos abstrair-nos do facto dessas operações de locação leasing e consubstanciarem uma modalidade de crédito, pelo que a actividade da entidade locadora é, em substância, a concessão de financiamento, cuja contrapartida remuneratória é constituída, essencialmente, por juros e outros encargos incluídos nas rendas.