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Deve deixar-se claro que, do exame que fazemos de toda a prova, em momento algum resulta que os valores depositados na conta do Recorrente e os transferidos para a sociedade A.................. são os mesmos e que provêm, na sua origem, da atividade de venda de pescado feita pela sociedade mas cujo produto era, pelo hábito, depositado em contas particulares do administrador .. Para além daquilo que foi salientado na sentença, com origem no RIT, deve evidenciar-se que: - as explicações avançadas para a origem do dinheiro foram sendo diferentes ao longo do procedimento inspetivo, começando por ser avançada a tese da acumulação de rendimentos ao longo de 50 anos de trabalho, passando depois a afirmar-se que seriam valores correspondentes a montantes adiantados pelo Recorrente para fazer face a despesas da sociedade internas ou com, para, por último, se defender a tese da restituição de valores provenientes da atividade da A.................., concretamente da venda de pescado; - não há uma explicação plausível para a opção do Recorrente em depositar o produto das vendas da A.. em contas particulares para posteriormente os transferir para a beneficiária), sabido que a sociedade era ela mesma titular de contas bancárias; - a contabilidade da A.................. não revela valores em dívida dos apontados clientes do mencionado 2 mercado, sendo que os registos contabilísticos mostram que as faturas foram pagas por caixa, para além de que os documentos emitidos pela A.................., aquando da venda, referem a quitação dos valores faturados; Para demonstrar o que alega o Recorrente, era essencial que se percebesse que os montantes depositados na sua conta correspondiam aos valores que era faturados e, na verdade, não se faz essa correspondência entre as concretas faturas e os depósitos.