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Considerando que os motivos do homicídio foram já tidos em conta na qualificativa respectiva, pelo que não podem ser novamente valorados;  Considerando os sentimentos e o modo de execução dos factos, considerando-se, aqui, a frieza de ânimo com que os arguidos agiram;  Considerando que ao nível das consequências os factos se repercutem na dor de uma mãe e de irmãos que viram o seu ente querido ser brutalmente assassinado;  Considerando que o arguido agiu sempre com dolo directo e numa intensidade de censura elevada  Considerando a inexistência de antecedentes criminais do arguido, sem descurar de que padecesse da necessidade de interiorização de condutas conforme a ordem jurídica;  Considerando a inserção sócio-económica do arguido, que se consubstancia numa ausência total de actividade laboral vivendo a expensas da progenitora;  Julga-se adequado, necessário e proporcional aplicar as penas de: 10 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado; e 7 meses de prisão pelo crime de profanação de cadáver.”  Alega o recorrente MP que mantendo-se a atenuação especial da pena quanto ao Arguido BB, que deve ser aplicada pelo crime de homicídio qualificado uma pena não inferior a 13 anos de prisão e pelo crime de profanação de cadáver uma pena não inferior a 9 meses de prisão, tendo em conta "”  Contralega o Arguido BB quer no recurso interposto quer na resposta ao recurso do MP, que: "sem as requeridas perícias sobre a personalidade e psiquiátrica é impossível a avaliação da culpa” e que "mesmo atendendo-se aos elementos factuais de natureza objectiva, que a defesa contesta e impugnou como não provados, nunca a pena única globalmente considerada poderia, perante a escassez de outros elementos, ser superior a 8 anos de prisão’».