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Civil; - sendo aplicável o prazo de prescrição previsto no n. 1, do artigo 498, do mesmo diploma, o termo inicial daquele conta-se a partir do conhecimento que o lesado tem do direito à indemnização, o qual pode ou não coincidir com o momento de ocorrência do facto ilícito; - assim, e por princípio, tendo o lesado tomado conhecimento dos danos que sofreu, dispõe de um prazo de três anos para reclamar judicialmente o seu direito à indemnização; - estando-se perante um facto ilícito ativo ou continuado, o prazo de prescrição de três anos só começa a contar a partir do momento em que o lesado tomou conhecimento da produção efetiva desses novos danos; - afetando, assim, a prescrição as consequências danosas imputáveis ao facto anteriores ao triénio que antecede a instauração da ação; - existem danos relativamente aos quais não é possível efetuar uma clara destrinça temporal relativamente aos momentos em que ocorrem, pois resultam de um processo evolutivo e continuado que decorre ao longo dos anos e até ao presente; - ao putativo lesante que invoca a prescrição cabe-lhe a alegação e a prova de factos que permitam efectuar uma destrinça temporal ou cronológica entre as omissões que lhe são imputadas e os respectivos danos, até sensivelmente três anos antes da sua citação; - de forma a permitir concluir-se, quanto aos referenciados, pelo decurso do prazo inscrito no n. 1, do artigo 498, do Cód.