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7 Da mesma forma refere depois o acórdão agora recorrido que "o arguido não mostrou arrependimento relativamente aos factos em apreço nos autos, imputando a terceiros os factos por si praticados, mantendo assim postura já assumida anteriormente em contexto escolar, o que significa que o acompanhamento psiquiátrico de que beneficiou no contexto de promoção e protecção e tutelar educativo não surtiu efeito no sentido de conduzir o jovem para uma vida conforme ao Direito” 7 Ora se temos de admitir que a falta de manifestação de arrependimento com a qual não concordamos em pode e deve ser valorada, a consideração " mantendo assim postura já assumida anteriormente em contexto escolar, o que significa que o acompanhamento psiquiátrico de que beneficiou no contexto de promoção e protecção e tutelar educativo não surtiu efeito no sentido de conduzir o jovem para uma vida conforme ao Direito” revela-se inadmissível em face do que já antes se expôs quanto à possibilidade de o Tribunal valorar matéria que não foi objecto de prova nem neste, nem em qualquer outro processo judicial.