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De facto, parece-nos que neste contexto se não verifica qualquer peculiaridade face à responsabilidade que justifique a adopção de um critério distinto, desde logo porque, com excepção dos danos processuais típicos, o tipo de danos a ressarcir pela responsabilidade processual apresenta natureza idêntica aos ressarcidos em sede de responsabilidade , cobrindo tanto danos patrimoniais como n��o patrimoniais.” 17  Como se refere no Acórdão do STJ, de 18-12-2013 18, entre nós predomina o entendimento, de que o nosso ordenamento consagra a formulação negativa da teoria da causalidade adequada, segundo a qual, "prescindindo-se da noção de previsibilidade, de imediação ou exclusividade, um facto que actua como condição só deixará de ser causa do dano desde que se mostre por sua natureza de todo inadequado e o haja produzido apenas em consequência de circunstâncias anómalas ou excepcionais.”  Posto isto, vejamos, então, se o dano que no despacho recorrido foi considerado sofrido pela ré e quantificado e, por isso indemnizável a título de litigância de má- fé no pressuposto e na medida em que causado pela conduta censurável da autora – 306,00€ de taxa de justiça que pagou pelo impulso processual e 500,00€ arbitrados como razoáveis a títulos de honorários do mandatário que a patrocinou nos autos 19 – é efectivamente recondutível àquela.