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Relativamente ao crédito na parte que corresponde ao valor das benfeitorias € 48000,00), uma vez que a Autora/Credora se limita invocar o seu direito de retenção com base nas benfeitorias alegadamente realizadas, e uma vez que nada mais alegou para fundamentar o respectivo direito de crédito correspondente ao valor das mesmas frise-se que, no requerimento apresentou em 22/10/2021, após o Tribunal a quo a ter notificada para comprovar documentalmente a data da constituição, sem fazer qualquer distinção, a Autora/Credora respondeu que " o seu crédito deriva do documento n1 apresentado escritura pública) de compra e venda que adquiriu o imóvel misto”), temos necessariamente que concluir que o "pressuposto e eventual” direito a que a massa insolvente lhe pague o valor das benfeitorias só poderá ter-se constituído na data da realização dessas benfeitorias aqui, não foi data da aquisição da propriedade mesmo apesar do teor do referido.