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O segmento final do n. 1 do artigo 65, n. 1, do CPC, como vem sendo defendido de forma consensual, deve ser interpretado no sentido de excluir as situações em que os documentos visam provar factos que já antes da decisão a parte sabia sujeitos a prova, não podendo servir de pretexto a mera surpresa do resultado,  entendendo-se, assim, que apenas ocorre aquela previsão normativa quando " a decisão se tenha baseado em meio probatório inesperadamente junto por iniciativa do tribunal ou em preceito jurídico com cuja aplicação as partes justificadamente não tivessem contado”.2 Esta última situação, segundo refere ANTUNES VARELA, «) não abrange a hipótese de a parte se afirmar surpreendida com o desfecho da acção ter perdido, quando esperava obter ganho de e pretender, com tal fundamento, juntar à alegação documento que já poderia ter apresentado em  instância.