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Com efeito, foi notória a personalidade impulsiva, hostil e agressiva manifestada pelo arguido, mesmo após sucessivas advertências quanto ao tom beligerante do seu discurso, durante a audiência de julgamento, assim como o foi, em flagrante contraste, a fragilidade quer fisica, quer emocional reveladas pela ofendida, cuja estatura e compleição física são ostensivamente mais débeis do que as do arguido, como também foi patente a dependência emocional que a ofendida tem para com o arguido e o ascendente psicológico que este exerce sobre esta, numa relação tóxica de exercício de poder e subjugação quer pela humilhação, quer pela força fisica por parte do arguido sobre a pessoa da ofendida, que o mesmo, ainda hoje, desconsidera, pois, apesar do arguido verbalizar que se arrepende do que fez, não assume plenamente todos os factos que, sem qualquer margem para dúvida, praticou, nem sente qualquer necessidade de, no mínimo, pedir desculpa, nem consegue demonstrar o mínimo de empatia para com o sofrimento que infligiu à ofendida.