Legal Document Excerpt:

A própria Recorrente, em depoimento transcrito pelos Recorrentes, admite sem qualquer pudor, que não sabia quanto dinheiro devia à Insolvente ou, até, se a Insolvente devia dinheiro à "G”, admitindo também que a Insolvente tinha um crédito sobre a "G” e que, sem quaquer explicação, este desapareceu; ou seja, a Recorrente confirma que existia uma dívida e que, sem a sociedade "G” a ter pago à Insolvente, esta foi eliminada da contabilidade; esta indiferença a tamanha negligência na administração de uma sociedade e gritante falta de zelo e de preocupação é explicada apenas porque a "G” não existia independente da Insolvente e, por isso, era irrelevante quem devia dinheiro a quem e o facto de dívidas e créditos subitamente desaparecerem das contas; a expressão que os Recorrentes pretendem acrescentar ao facto provado n. 22, além de não ter sido dada como provada em momento algum é referido que a liquidação dos encargos da Inoslvente é uma "contrapartida”; aliás, a Recorrente admite que o fez porque "era pena deixar cair” o negócio da, é absolutamente irrelevante, não concluindo os Recorrentes o que tal expressão traz de novo ao entendimento da factualidade, pelo que, o facto provado n. 22 deve permanecer com a sua formulação original.