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do STJ, de 1/07/2010 www.dgsi.pt),sendo embora certo que o recurso não significa um julgamento ex novo, mas a reapreciação da decisão recorrida, daí não pode inferir-se, como decorre de uma certa corrente jurisprudencial que ainda se revela em alguns Tribunais de 2 instância, que essa reapreciação não imponha da parte da Relação a formação de uma convicção própria que deverá ser cotejada com aquela que está em causa e posteriormente firmada e decidida em conformidade.» in "Impugnação e Reapreciação da Decisão da Matéria de Facto, pág.. Conforme resulta dos autos, em suma, a Recorrente deduziu reclamação de créditos no âmbito do processo executivo fiscal n. 0094200601070452, no valor total de € 11000,00, relativo ao valor do sinal e princípio de pagamento em contrato-promessa de compra e venda, crédito que não foi admitido pelo órgão de execução fiscal, com fundamento no facto do contrato-promessa ser posterior à penhora e por inexistência de prova documental da tradição do bem subjacente ao direito de retenção; e tendo deduzido reclamação desta decisão para o TAF de Aveiro, foi a mesma julgada improcedente, por não se verificar uma das condições essenciais para a formação do direito de retenção – a traditio.