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Não bastam, pois, simples dúvidas, conjecturas ou receios meramente subjectivos ou precipitados assentes numa apreciação ligeira da realidade, embora, de acordo com as circunstâncias, nada obste a que a providência seja decretada quando se esteja ainda face a simples ameaças advindas do requerido, ainda não materializadas mas que permitam razoavelmente supor a sua evolução para efectivas lesões.»2 	Nesta linha, a jurisprudência vem afirmando que não basta o receio meramente subjectivo, ou baseado em meras conjecturas, antes deverá esse receio assentar em factos concretos que o revelem à luz de uma prudente apreciação, ou seja, terá de se alicerçar nos factos demonstrados, segundo uma avaliação dependente das regras de experiência comum.