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Na decisão proferida no processo n 609/2017-T decisão, considerou o tribunal arbitral, à luz das normas contabilísticas supra mencionadas, designadamente ao indicador relativo à "significativa dificuldade financeira do devedor” NCFR 27, §25, al.a) e como crítica ao entendimento adotado pela Administração Tributária na maioria dos casos objecto de apreciação, que « o facto de ser um cliente com habitualidade e a existência de fornecimentos no período de 2010 não implicam a inexistência de uma situação de «significativa dificuldade financeira» do devedor, à face das referidas regras contabilísticas, e esta significativa dificuldade é o primeiro dos possíveis fundamentos de imparidade indicados em ambas as normas transcritas para o reconhecimento da imparidade dos créditos».