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56, n. 1, do CIRE, Luís Carvalho Fernandes e João Labareda salientam que: "Cobrem-se todos os casos de violação de deveres por parte do nomeado, aqueles em que se verifica a inaptidão ou incompetência para o exercício do cargo, traduzidas na administração ou liquidação deficientes, inapropriadas ou ineficazes da massa, e, segundo o entendimento que temos por correto, aqueles que traduzam uma situação em que, atentas as circunstâncias concretas, é inexigível a manutenção da relação com ele e infundada a possível pretensão do administrador de se manter em funções.”   Na opinião de Luís Menezes Leitão, estamos perante "um conceito vago e indeterminado que abrange naturalmente a violação grave dos deveres do administrador, mas também quaisquer outras circunstâncias que tornem objetivamente insustentável a sua manutenção no cargo.”   Para Alexandre de Soveral Martins "a justa causa não tem que ser culposa e pode resultar de circunstâncias involuntárias.”  Do ponto de vista essencialmente civilista com referência às obrigações derivadas de contratos de execução continuada celebrados intuitu personae ou que pressupõem uma relação de confiança e de colaboração estreita, ou pressupõe certas qualidades de honorabilidade, lealdade ou, Baptista Machado concretiza:   "O conceito de «justa causa» é um conceito indeterminado cuja aplicação exige necessariamente uma apreciação valorativa do caso concreto.