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Os novos factos dados como provados na sequência da oposição, mesmo a terem de ser conjugados com esse único facto dado como provado se o mesmo pudesse ser, não deixariam de impor a conclusão de que não se pode considerar verificado neste caso o requisito do "justo receio” a que se refere o art 391 n. 1 do P.pois, face a um caso em que se considere que uma pessoa não tem emprego certo e remunerado, auferindo apenas as remunerações que lhe vão sendo fixadas, caso a caso, como encarregado de venda em processos judiciais, mas se apura que essa pessoa é profissional liberal e exerce essa actividade há mais de 5 e 10 anos; Que no último ano , por efeito dessa actividade liberal apresentou rendimentos líquidos de mais de 2000 euros; Que, no âmbito dessa mesma profissão, tem trabalho em carteira para realizar, esta conjugação fáctica não permite, de forma alguma concluir que tal pessoa o represente para quem quer que seja "um justificado receio”, sendo mesmo até incompatível que a consideração destes factos novos como "provados” permitam a manutenção de se poder dizer que o recorrente não tem emprego certo e remunerado, já que, dos demais factos o que pode resultar é que o recorrente não tem um salário fixo, mas emprego remunerado tem e, na medida em que o exerce há mais de 10 anos, também tem a regularidade necessária para se dizer que tem emprego certo.