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Acrescenta-se no douto aresto: «O fornecimento da informação do registo criminal a particulares e à Administração visa exigências de prevenção especial negativa de defesa da sociedade relativamente ao condenado, pelo que os princípios da necessidade, da proporcionalidade e da menor intervenção, que caracterizam as medidas de segurança, aplicados por analogia, apontam para a não transcrição no certificado do registo criminal da pena de prisão suspensa na sua execução sempre que das circunstâncias que acompanham o crime não se puder induzir perigo de prática de novos crimes;»  É como se menciona no acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães, de 012020, processo n 55/21PBGMR.G1, disponível inwww.dgsi.pt: «Como tem sido defendido na jurisprudência, com a citada medida, o legislador prossegue a finalidade de, perante crimes menos graves, potenciar a almejada reinserção social do agente, evitando a sua estigmatização e as possíveis sequelas desta, nomeadamente em termos laborais ou de acesso ao emprego.» No caso vertente, veio o condenado T. requerer a não transcrição da decisão condenatória, porquanto necessita de trabalhar para se sustentar e pagar a pensão de alimentos à sua filha e, com o averbamento a sua entidade patronal não o aceita a trabalhar.