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Cita-se a este propósito, o acórdão do TRL, proferido em 08-11-2007, no âmbito do processo n. 4894/2007-61112: – Ora, tendo em atenção a doutrina desse Assento, que classifica o desconto bancário como um negócio jurídico formal, facilmente se conclui que as letras de câmbio dos autos, ainda que cambiariamente prescritas, nunca poderiam titular o mesmo, só podendo o Banco exequente lançar mão desse negócio jurídico, desde que se socorresse "da carta – contrato, do empréstimo ou mútuo, como desconto bancário e a letra de câmbio” fosse " junta como elemento de prova da realização do empréstimo” sendo então "evidente que optou pela demanda causal e não pela acção cambiária”.