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Menezes Leitão refere que o âmbito de aplicação desta figura é muito pequeno pois que o pagamento não há-de ter sido realizado ao abrigo de um contrato de mandato celebrado com o devedor, nem pode ter ocorrido uma gestão de negócios, não pode o terceiro ter julgado estar a cumprir uma obrigação própria pois neste caso ou há lugar à restituição contra o credor enriquecimento por prestação) ou verifica-se uma subrogação nos direitos deste último, nos termos do artigo 47 e também não pode o terceiro ter julgado estar obrigado para com o devedor a cumprir essa obrigações pois neste caso teria lugar a aplicação do enriquecimento por prestação em relação a esse devedor, nos termos do artigo 47 e, por último, não pode o terceiro ter interesse direto na satisfação do crédito, ou ser sub-rogado pelo credor ou pelo devedor, casos em que se verificaria uma transmissão do crédito sub-rogação.