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No fundo, o que está em causa é o reconhecimento que o trabalho não é uma mercadoria labour is not a commodity, como a OIT proclamou na Declaração de Filadélfia de, e que o princípio geral da liberdade contratual envolve também a liberdade de escolha do parceiro da relação negocial, não devendo assim ser imposto ao trabalhador um empregador por ele não escolhido13, representando assim um "salto civilizacional”14, tanto mais que, como também escreveu Júlio Gomes15, «admitir a transmissão automática dos contratos de trabalho sem que o trabalhador a isso se possa recusar consiste não só numa negação frontal da sua autonomia privada, como mesmo da sua dignidade fundamental enquanto pessoa, convertendo-o, de algum modo, numa coisa, num componente do estabelecimento – perdoe-se-nos a crueza da imagem, mas estaríamos tentados a dizer numa "peça da mobília” –, exposto à sorte deste.» 	Nesta linha, seguimos o entendimento que as normas contidas nos arts.