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Os argumentos que os recorrentes opõem a este entendimento são, em síntese e por ordem lógica, os seguintes:  1 – A solidariedade da responsabilidade do avalista com a do avalizado implica "uma identidade e unicidade da prestação – a obrigação assumida pelo devedor principal e avalizada pelo avalista é apenas uma, e é una”;  2 – Consequentemente, alterada a forma de pagamento da obrigação relativamente ao obrigado principal, não poderá deixar de considerar-se tal obrigação alterada também relativamente aos avalistas;  3 – Não é admissível a propositura de uma execução contra os avalistas de uma dívida que não foi incumprida pela sociedade subscritora das livranças e cuja concreta forma de pagamento está expressamente prevista num plano de recuperação aprovado e homologado por decisão transitada em julgado;   4 – Resulta do n. 10 do artigo 1-F do CIRE que o plano de recuperação vincula todos os credores, tenham ou não participado nas negociações; as alterações aos créditos previstas no plano de recuperação impõem-se a todos os credores, ainda que contra a vontade expressa destes; entendimento diferente retiraria alcance prático àquela norma;  5 – Ao propor acção executiva, com vista a cobrar coercivamente um crédito abrangido pelo plano de recuperação, após ter participado nas negociações que estiveram na origem deste último, o recorrido violou os mais elementares e basilares princípios transversais ao nosso ordenamento jurídico, como os da boa-fé, da lealdade, da segurança jurídica e da confiança, aos quais estava obrigada, também, por via do disposto no n. 10 do artigo 1 -, do CIRE;  6 – A propositura de execução contra os avalistas não é coerente com a recuperação da sociedade, nem com a participação do recorrido nas negociações;  7 – Não é aplicável o regime estabelecido no n. 4 do artigo 21 do CIRE porquanto: O regime jurídico do processo especial de revitalização não contém norma idêntica; A remissão operada pelo n. 7 do artigo 1-F do CIRE não abrange o n. 4 do artigo 21; O regime estabelecido por esta última norma tem natureza excepcional face ao regime geral da acessoriedade das garantias, pelo que não é admissível a sua aplicação ao processo especial de revitalização por analogia; As normas do processo de insolvência apenas são aplicáveis ao processo especial de revitalização se forem compatíveis com a sua natureza; Mesmo quando aplicáveis ao processo especial de revitalização por remissão, as normas do processo de insolvência devem ser devidamente adaptadas; Aplicar o regime do n. 4 do artigo 21 do processo especial de revitalização ofende o novo paradigma que esteve subjacente à consagração deste últimono ordenamento jurídico português, em que se visa, primordialmente, a recuperação do devedor.