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Citados para contestar, vieram os réus alegar em sua defesa, em síntese: - A exceção de ilegitimidade substantiva dos 2, a 7, réus, por não serem nem conjunta nem separadamente, a título pessoal, os organizadores do evento em causa nos presentes autos, que foi promovido, divulgado e organizado pela Freguesia de Santo Isidoro, pela Freguesia da Carvoeira, pela Freguesia de Mafra, pela União de Freguesias de Azueira e Sobral da Abelheira e pela União de Freguesias de Enxara do Bispo, Gradil e Vila Franca do Rosário; - A realização do evento e provas do "Grande Prémio de Carrinho de Rolamentos”, não foi tida, nem pode ser tida, como uma atividade perigosa e foram cumpridas todas as regras de segurança exigidas por este tipo de atividade com o objetivo de prevenir quaisquer acidentes e danos; - O réu R no percurso da condução do carrinho observou todas as regras de segurança a que pelos regulamentos da prova se impunham, dentro das regras de conduta normais às circunstâncias de uma prova desportiva lúdica, não tendo como prevenir um evento estranho que levou à perda de controlo do carrinho de rolamentos que conduzia, donde não haver culpa ou responsabilidade e dano a indemnizar; - A produção do acidente / danos foi causada pela conduta gravemente culposa da autora, pessoa maior e imputável, que se encontrava sentada a ler uma revista e num local que foi determinado como sendo de passagem pelo público e onde era proibido e desaconselhado permanecer, muito menos sentada e sem qualquer atenção ao que estava a acontecer, para o que foi avisada e alertada pelos comissários da pista e por militar da GNR, de que não cuidou fazer caso; - As pessoas que se encontravam próximas da autora a assistir à prova, e que ali permaneciam, em pé, porque aquela estava sentada a impedir a passagem, logo que se aperceberam do despiste do carrinho de rolamentos do réu , e que o mesmo vinha na sua direção, tiveram tempo para se afastar, porquanto a velocidade a que circulava o carrinho permitia, como permitiu, que qualquer pessoa atenta ao que se estava a passar, nomeadamente, com o despiste e o sentido do carrinho, se desviasse; - Assim que a autora se apercebeu, pelos avisos dos restantes espectadores, que o carrinho de rolamento vinha na sua direção, ao levantar repentinamente a cabeça bateu com a mesma na parede onde se havia encostado e desmaiou, pelo que o acidente em causa não ficou a dever-se a quaisquer particulares riscos de circulação do veículo ou à omissão por parte das entidades organizadoras, mas antes e apenas à conduta da autora, sendo que caso assim não se entenda, sempre seria de lhe atribuir a percentagem pelo menos 70% de culpa na produção/agravamento dos danos; - O réu  participou na prova em cumprimento das regras impostas, mas, sem nada que o fizesse prever, o carrinho de rolamentos que conduzia deu meia volta, segundo o mesmo sentido de marcha, altura em que não levava uma velocidade superior a 20 km/h, e deixou de poder ver o local para onde o seu carrinho de rolamentos se dirigia, não tendo logrado colocar-se novamente na posição inicial, inexistindo culpa do mesmo e por isso, responsabilidade e dano a indemnizar.