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U. Pelo exposto – e porque o plano de recuperação apresentado pelo Devedor não deveria ter sido alvo de homologação pelo douto Tribunal a quo – deverá tal decisão ser revogada.»  O Devedor Recorrido pugna pela improcedência do recurso, alinhando as seguintes conclusões: «1 - A decisão em recurso não merece qualquer reparo; 2 – Não se mostra violado o preceituado nos artigos 17 e seguintes; 212, n 2, 215 e 194, todos do CIRE; 3 - Relativamente aos credores comuns há que fazer uma destrinça no que concerne ao Banco, que não deixando de ser credor comum beneficia, contudo, de um privilégio resultante de uma operação de crédito com constituição de reserva de propriedade no que respeita ao contrato n; 4 – O que levou o Sr. Administrador Judicial Provisório a distinguir entre os créditos provenientes de operações de crédito enquanto mutuários sem constituição de reserva de propriedade e os créditos proveniente de operações de créditos com constituição de reserva de propriedade, existindo diferente posicionamento na proposta de plano; 5 – E daí a razão de existir esse diferente posicionamento em sede da proposta de plano, a qual foi inicialmente remetida a todos os credores, em 24 de Novembro de 2017, não tendo o Recorrido conhecimento de que o Recorrente tenha tomado posição ou proposto alguma alteração à proposta do plano; 6 – O que também não logrou fazer aquando do exercício do direito de voto, tendo unicamente votado contra o Plano; 7 – Não se verifica desrespeito injustificado no princípio da igualdade entre credores, no que concerne ao Banco, dado que a existência de reserva de propriedade em relação a esta instituição bancária lhe permite um tratamento diferenciado no âmbito do plano; 8 – Não assistindo, assim, razão ao Recorrente neste particular; 9 – Por outro lado, na proposta de regularização do passivo, criou-se, também, uma subcategoria dos créditos provenientes de operações em que os devedores prestaram o seu aval/fiança/letra/livrança, relativamente ao Banco, Caixa Económica Geral e, sendo que as dívidas originárias são da sociedade – Comércio de Fogões de Sala, Lda., pelas quais o Recorrido só responde em caso de incumprimento da sociedade; 10 – Pelo que, também não se vislumbra qualquer fundamento legal para que algo de anormal se verifique com a criação desta subcategoria específica de credores e que possa "beliscar” o princípio da igualdade; 11 – Em relação ao Banco existiram modificações do contrato inicial, nomeadamente o acréscimo de um "spread” de 0,33% sobre o capital em dívida, entre os outros acima descritos nas alegações, pelo que não se encontra violado o artigo 212, n 2, al., do CIRE; 12 – O Banco exerceu legitimamente o direito de voto, existindo um quórum suficiente para a aprovação do plano; 13 – O Banco não foi beneficiado mas simplesmente o Sr. Administrador entendeu diferenciá-lo dos outros credores, conforme largamente exposto pelo Recorrido nas contra-alegações; 14 – A decisão proferida pela 1 Instância deve manter-se na íntegra, pois não violou qualquer preceito legal sendo que a não aprovação do Plano poderá conduzir à insolvência individual com consequências mais gravosas para todos os Credores, incluindo a Recorrente.»  Assim, atento o teor das conclusões das alegações, que definem o objeto e delimitam o âmbito do recurso1, são as seguintes as questões a decidir: - da inobservância do princípio da igualdade dos credores consagrado no art.