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Da nulidade da instrução: Como bem nota o MP compete ao juiz realizar as diligências que reputar mais convenientes para o apuramento da verdade, indeferindo as demais que entenda não interessarem à instrução ou servirem apenas para protelar o andamento do processo e pratica ou ordena oficiosamente aqueles que considerar úteis, sendo que do despacho que assim decidir, cabe apenas reclamação, sendo irrecorrível o despacho que a decidir;  1 Os Assistentes reclamaram sem sucesso do despacho que indeferiu as requeridas diligências de prova, mas não suscitaram tal nulidade até ao termo do debate instrutório, pelo que não se verifica qualquer nulidade que, mesmo a ter existido, sempre estaria sanada;  1 Ainda que se considerasse existirem suficientes indícios da prática do crime de falsificação de documentos e que a sua autoria se poderia aferir através do silogismo judiciário, tal nunca poderia ser objecto de despacho de pronúncia, porquanto a acusação deduzida pelos Assistentes e constante do RAI é muitíssimo deficiente na descrição dos elementos objectivos do tipo legal, e é totalmente omissa quanto aos seus elementos subjectivos;  Compulsados os autos verifica-se que a assistente reclamou do despacho que indeferiu as diligências probatórias cuja realização requereu no RAI, como aliás refere no seu recurso conclusão tal como resulta dos autos que não invocou a prática de qualquer nulidade, neste caso por omissão na realização de diligências de prova.