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Desde logo porque, quanto ao recebimento das tornas, em nosso entender, se encontrava alegada – e subsistia controvertida – a existência de uma relação de mandato, isto porque verdadeiramente não é o fim para que procuração foi emitida nem o conteúdo dos poderes que dela constam como conferidos ao procurador que relevam, mas mais verdadeiramente os atos realizados, que justificam a prestação de contas.3 Com efeito, «é perante a gestão que a atribuição de poderes postula que se julga a obrigação do procurador de prestar contas ao representado».4 Ora se assim é, subsistindo controvertido se o Réu prestou ou não contas oportunamente ao falecido relativamente ao montante das tornas destinadas a este último – sendo a resposta positiva, à partida, aferida pela efetiva entrega e/ou disponibilização material do respetivo montante € 30000) ao mesmo – naturalmente que uma resposta definitiva e concludente sobre tal estava dependente de produção de prova.