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Por outro lado, a prescrição do crédito é sempre «a favor» de terceiro, beneficiando por norma, em primeira linha, o próprio devedor; no caso dos certificados de aforro, em que o devedor é o Estado, a prescrição é naturalmente «a favor» do Estado, através do Fundo de Regularização da Dívida Pública, porque o reembolso dos títulos deixa de lhe ser exigível.” No acórdão proferido pelo STJ a 25 de fevereiro de 2021, no processo 5354/10T8LSB.LS.1 acessível em www.dgsi.pt), foi defendido que o prazo se conta a partir do conhecimento pelos herdeiros da existência dos certificados de aforro, mas com uma fundamentação diferente da constante dos acórdãos do STJ supra citados.