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Vale tudo isto por dizer, conforme tem sido reiteradamente declarado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia na sua jurisprudência relativa ao artigo 7, n 2, do Regulamento n 1215/2012 que, referindo-se o conceito de « lugar onde ocorreu ou poderá ocorrer o facto danoso » simultaneamente ao lugar da materialização do dano e ao lugar do evento causal que está na origem deste dano e tendo, no caso em apreço, a demandante feito a escolha pelo tribunal do primeiro lugar, ou seja, pelo tribunal onde os veículos em causa foram alegadamente comprados, evidente se torna que ao considerar que os Tribunais Portugueses são internacionalmente competentes para conhecer do presente litígio, o acórdão recorrido não violou o princípio da interpretação conforme do direito da União Europeia.