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Na realidade, não vemos razão para, sem mais, negar a atribuição de pensão de sobrevivência a quem com ele vivia em união de facto por um período inferior a dois anos, é certo, mas com um tempo de convivência em comum, desta feita como cônjuges, bem mais longo, devendo, pois, o tempo do casamento aproveitar à união de facto para este efeito de direito à pensão de sobrevivência.” Do entendimento que se acaba de transcrever, aliado àquele outro que já havia sido defendido nos Acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo de 17 de Dezembro de 2019, proferido nos processos n. 0442/10BEBRG e 01378/12BEBRG, embora em todos estes versem sobre situações de facto não inteiramente coincidentes com a destes autos, entende-se ser possível concluir que essa fundamentação é extensível também ao período de vivência em "condições análogas às dos cônjuges” numa altura em que um destes a Autora se encontrava ainda casado, lapso temporal esse que assim deverá ser contabilizado, nos termos e para os efeitos do disposto no n. 2 do artigo  da Lei n. 7/2001, de 11 de Maio.