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4 - Só desta forma será possível obviar à sonegação de bens por parte de um cônjuge que servindo-se da cumplicidade de terceiro, enquanto "testa de ferro”, utiliza uma conta bancária de que não é titular, mas de que tem o cartão multibanco, a chave matriz e os códigos de acesso à banca on fine, para os utilizar para ocultar a existência do dinheiro; 5 - A recorrente juntou aos autos documentos comprovativos dos depósitos efectuados pelo requerido, que permitem identificar o local onde foram efectuados, as quantias e o facto de serem em numerário; 6 - Juntou também comprovativos das referências bancárias, cartões e códigos de acesso "on line” à conta bancária aberta para aquele efeito; 7 - Apesar de tais depósitos ocorrerem já depois de proposta a acção de divórcio, trata-se de quantias obtidas antes daquele momento e portanto de um bem comum; 8 - Se os montantes que o requerido depositou fossem um bem próprio, era muito mais simples fazê-las por transferência bancária "on line”, ou por transferência multibanco, do que depositá-los em numerário, numa conta titulada pelo seu amigo JS; 9 - Se os montantes depositados pertencessem ao JS, era muito mais provável que escolhesse uma agência ao pé de sua casa, que fica na Parede do que a de Carnaxide, que fica ao pé de casa do requerido; 10 - Se os depósitos fossem efectuados pelo JS o mais curial era que os talões de depósito ficassem com ele, e não com o requerido, como ficaram; 11 - A concretização da diligência pretendida em nada prejudicava o JS nem extravasava o decidido; 12 - Ao decidir em contrário o despacho recorrido violou os artigos 7, art.