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Desde logo, tem de tratar-se de situações imputáveis, a título de ilicitude e culpa, ao agente, entendendo-se que essa culpa deverá ser de grau leve ou levíssimo, com exclusão, portanto, do dolo ou da culpa grave ou grosseira1  Relativamente, ao que aqui interessa, em termos de circunstâncias justificativas exige-se uma ponderação casuística, à luz do princípio da proporcionalidade, podendo contar-se entre os tipos de circunstâncias relevantes as apontadas por NUNO MANUEL PINTO OLIVEIRA11, como são "a absoluta imprevisibilidade dos danos, a desproporção grosseira entre a gravidade da culpa e a gravidade dos danos e a existência de uma causa hipotética ou virtual”.