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O progenitor P. alega desde que se encontram separados, o progenitor apenas consegue privar com a sua filha em fins de semana alternados, conforme acordado bem como em pequena parte das férias, de acordo com a decisão do Tribunal, atendendo à falta de receptividade por parte da progenitora para permitir uma maior abrangência nos contactos; durante o curto espaço de tempo em que a menor frequentou a creche, a harmonização dos contactos ficou facilitada em virtude de o progenitor contactar diariamente com a creche para obter informações sobre o estado geral da menor e ia buscar a menor à creche; atendendo à decisão unilateral da progenitora em retirar a menor da creche, o progenitor viu-se obrigado a ir buscar a menor à residência dos avós paternos, tendo aumentado os atritos; considera ter melhores condições pessoais e materiais para ter a guarda da filha; com efeito, até à separação do casal, o progenitor foi sempre quem cuidou da menor, lavando e passando as suas roupas a ferro, preparando-lhe as sopas e papas, dando-lhe banho e refeições, atendendo à tendência da progenitora em se isolar e confinar-se no quarto; cuidava ainda das roupas e da alimentação do casal, apesar de a progenitora se encontrar desempregada e ele a trabalhar; considera que a progenitora não se encontra no pleno das suas capacidades, colocando em risco a menina em virtude de recusar sistematicamente a integração da menina na creche, se ter verificado um atraso no crescimento e na evolução do peso desde que a menina passou a estar à guarda da progenitora, tendo estado internada com indicações de anorexia e anemia, provenientes de uma desadequada dieta alimentar para a idade da criança, não tendo igualmente os cuidados necessários com a alimentação e descanso da menor; a progenitora não comunica ainda o estado de saúde da filha, não permite que o mesmo acompanhe as consultas médicas, que se apresente no centro de saúde para ter conhecimento do estado de saúde da filha, os boletins de saúde terem surgido rasurados; refere ainda residir em casa dos progenitores, que lhe prestam todo o apoio de que necessita, em casa que possui todas as condições de habitabilidade, incluindo um quarto preparado para a menor, aufere um salário mensal de €1000,00, tem pago mensalmente a pensão de alimentos, tem horários mais flexíveis do que os da progenitora; termina peticionando que a regulação das responsabilidades parentais em termos tais que – em suma – a guarda da menor lhe seja atribuída a si ao, sem prejuízo dos direitos de visita da progenitora sempre que o entender e passando fins de semana alternados com esta; a progenitora pagaria mensalmente a quantia de €75,00 a título de pensão de alimentos, acrescida de 50% das despesas médicas, medicamentosas e escolares.