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Em face de tudo o exposto, não se compreende, salvo o devido respeito, a forma como o Tribunal a quo, na Sentença ora recorrida, considera não preenchidos os requisitos cumulativos da Lei 58/201 E isto porque, estando em causa nos autos a execução de créditos decorrentes de um contrato de mútuo com hipoteca e fiança, celebrado entre o Banco exequente e a representante dos aqui recorrentes, para aquisição de uma casa de habitação, E sendo manifesto que a exequente, como Instituição Bancária mutuante, tinha a imperiosa obrigação de deferir o requerimento daquela, sob pena de ser posta em risco a sua sobrevivência e de todo o seu agregado familiar, pois não têm outro prédio ou bens que possam substituir o imóvel em causa, Deveria, como ainda deve, ficar impedida de promover a execução da Hipoteca que constitui a garantia do crédito à habitação até que cessasse a aplicação das medidas de proteção previstas na lei, tal como prevê o n 2 do Artigo 9 da referida Lei.