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– Se as chamadas sanções automáticas – como a sub judice, constante do artigo 16, n. 7, do RDLPFP – têm origem em factos ocorridos durante os jogos e logo apreciados e decididos pelos próprios árbitros, elas estão para além de tais factos e só com estes se relacionam/conexionam de modo mediato por emergirem de regulamentação específica) e indireto por implicarem um procedimento administrativo-sancionatório; independentemente até da afetação ou não de direitos fundamentais maxime ao efetivo exercício da profissão livremente – pois uma tal afetação advém de uma compressão tendencialmente compatível, em termos constitucionais, com a imposição de uma sanção de suspensão –, releva sobretudo a natureza do sancionamento em causa e, neste ponto, não podem restar dúvidas que tais sanções automáticas assentam numa base normativa que está para além das normas técnicas e disciplinares diretamente respeitantes à prática da própria competição desportiva.