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Perante a inexistência de um comprador que a adquirisse por força da sua situação, o Município de Ponta Delgada viu-se confrontado com a necessidade de ter de integrar ou internalizar a Azores Parque e, consequentemente, de assumir o seu passivo, para dar cumprimento à Lei n. 50/201 Assim, decorrido o prazo de seis meses, sem que tenha adoptado quaisquer das aludidas soluções e perante a inevitabilidade de incumprimento da Lei n. 50/2012, o Município de Ponta Delgada "engendrou um esquema, em violação da lei, para evitar internalizar a Azores Parque: prorrogaria o prazo dos financiamentos da empresa municipal, a pretexto de que a iria internalizar, até que encontrasse um terceiro disponível para comprar a Azores Parque e, nessa altura, "livrar-se-ia" deste fardo.” Na sequência da deliberação da Assembleia Municipal de Ponta Delgada, de 29 de Novembro de 2018, que aprovou a venda da participação social que detinha na empresa Azores Parque, o Município de Ponta Delgada vendeu-a, por um preço simbólico, a uma recém-criada sociedade a Alixir, que, ao adquirir essa participação, se tornou imediatamente insolvente, por via do disposto no artigo 50 do CSC.