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A satisfação dos direitos dos credores por via do património do devedor apenas pode e deve ceder perante a necessidade de satisfação das necessidades básicas do devedor, não sendo legítimo pretender que os credores devam sofrer o prejuízo inerente à impossibilidade de satisfação dos créditos por não ser possível utilizar, para esse efeito, uma larga fatia do rendimento do, apenas para que o devedor pudesse continuar a usufruir de um determinado padrão de vida que tinha antes da insolvência que até poderia ser muito elevado e que, eventualmente, até poderia corresponder a um padrão de vida muito acima das reais possibilidades do” De volta ao caso dos autos, não pretendendo menosprezar as dificuldades que o recorrente e o seu agregado enfrentam, não se vê, contudo, razão, atendendo à factualidade apurada, para que seja subtraído à cessão o valor máximo previsto correspondente a 3 salários mínimos nacionais, superior, faz-se notar, ao rendimento que o recorrente aufere a título de reforma.