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assim não o entendam, o que apenas se concede por mera cautela de patrocínio, e ainda que não concedendo quanto ao supra exposto, sempre ainda apraz referir o seguinte:  ) DO ABUSO DE DIREITO  k) Um entendimento distinto do acima exposto consubstancia a verificação da figura do abuso de direito, na modalidade do do venire contra factum proprium;  ) Verificando-se uma situação de confiança, sem oposição das atuais Proprietárias ou dos anteriores Proprietários, desde 2005, criou a Recorrente a convicção normal e razoável de que o depósito do valor da renda na conta bancária da Caixa Geral de Depósitos do qual transmitiu verbalmente às, bem como o uso sem qualquer oposição por parte das mesmas, com as quais convive diariamente, consubstanciava a sua aceitação e reconhecimento, enquanto arrendatária;  ) A falta de observância da forma legal contrato não pode prejudicar a Recorrente, uma vez que consubstanciaria uma nulidade que é ilegítima por terem sido as Autoras a dar causa à mesma não utilização da forma nas condições que caracterizam o abuso do direito;  n) Ao não se considerar como existente um contrato entre as partes constituiria uma ofensa manifesta, clamorosa e intoleravelmente, aos limites impostos pela boa-fé, pelos bons costumes e pelo fim económico e social do direito;  o) Ademais, considerar-se que o decurso do tempo não tem a virtualidade de criar na Recorrente a convicção de que a entrega do imóvel não lhe pode ser exigida, excede também manifestamente os ditames da boa fé e bem assim os do fim social e económico do direito.