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Vejamos, parcialmente, o seu sumário: " A lei impõe um especial dever de fundamentação na utilização de métodos indirectos – n.4 do art.7 da LGT;  Como assim, não contém a fundamentação legal exigida a decisão de aplicação de métodos indirectos que, na motivação de direito, se limita a remeter para os artigos 8 e 8 da LGT, sem especificar em que alínea deste último preceito se enquadram as pretensas irregularidades e anomalias que impossibilitam a determinação directa e exacta da matéria tributável.” A ideia subjacente a esta jurisprudência prende-se com a constatação de que, ainda que a motivação jurídica da decisão, isto é, o itinerário valorativo seguido pelo autor do acto, fosse cognoscível para o destinatário partindo da motivação factual da decisão e dos preceitos legais citados que regulam a avaliação indirecta, a verdade é que o Recorrente tem o direito de saber inequivocamente qual foi a concreta situação de "impossibilidade de comprovação e quantificação directa da matéria tributável” enumerada nas alíneas do artigo 3 do CIRS nos acórdãos referidos, nas alíneas do artigo 8 da que foi levada em consideração pelo autor do acto ao praticá-lo, e essa informação tem de integrar a fundamentação contextual do acto.