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4) Do vício de desvio de poder Invocam os Recorrentes a «violação expressa do n , do art 145-da Lei n 298/92, de 31 de Dezembro», alegando, para tal e em suma, que «O n , do art 145-do Dec-Lei n 298/92, de 31 de Dezembro, relativo à alienação de direitos e obrigações de instituição de crédito, objecto de Resolução, estabelece: "O Banco de Portugal assegura, em termos adequados à celeridade imposta pelas circunstâncias, a transparência do processo e o tratamento equitativo dos interessados”.» e que «tal disposição foi manifestamente violada pelas deliberações impugnadas, uma vez que, sem o menor fundamento, privilegiaram, como decorre em especial, e à partida, da Deliberação de 19 de Dezembro, o Banco P, S.A. e em especial o Banco S..., S.A.» ficando claro que «por via das deliberações impugnadas, de facto, o Banco de Portugal e o seu Conselho de Administração não visaram obter a maior compensação possível para o acervo patrimonial, que o B... integrava e constituía, conciliando as duas vertentes que lhes competia salvaguardar, designadamente a estabilidade do sistema financeiro, mas, antes, visaram beneficiar um interessado em concreto, com preterição de todos os demais, o que hoje constitui uma evidência para todos.