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daquele diploma legal - e de um vício de forma por falta de fundamentação; -começando por este último salta à vista que os actos impugnados não cumprem o dever de fundamentação que ressuma do Código do Procedimento Administrativo; -na verdade, e como bem se refere na sentença, a associada do Recorrido não pode, com base naquilo que se entende ser a "fundamentação” dos actos impugnados, responder a esta pergunta simples: "porquê eu e não outro trabalhador?”; -quer no que toca aos "factores endógenos”, quer no que respeita aos factores "exógenos” invocados pelo Recorrente como determinantes para a colocação da associada do Recorrido em situação de requalificação, não se retira, de modo algum, a razão de a escolha ter recaído sobre ela e não sobre outrem; -não lhe é possível, como bem refere o Tribunal, "...no uso de um esforço exigível a um homem mediano, entender as razões, os fundamentos de a sua carreira, a sua situação profissional sofrer alterações tão profundas e tão ablativas dos seus direitos, iguais aos de tantos outros e que, porventura por razões bem mais próximas dos objetivos da requalificação, não serem submetidos a um processo de requalificação”; -contra este entendimento, insurge-se o Recorrente, alegando que se o Tribunal a quo queria perceber a fundamentação dos actos impugnados bastaria que desse uma leitura, mesmo que perfunctória, ao processo instrutor; -certo é, porém, que a fundamentação de um acto administrativo não se destina a dar a conhecer o que quer que seja pelo menos em primeira aos tribunais mas, sim, aos próprios destinatários do acto; -com efeito impende sobre a Administração o dever de, por forma clara e acessível, dar a conhecer aos destinatários dos actos administrativos os motivos por que decide num determinado sentido e não noutro.