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9 - Inconformado com esta sentença, reagiu o A., terminando as suas alegações de recurso com as seguintes conclusões: " Dão-se aqui como inteiramente reproduzidos todos os factos dados como provados;  O Autor, ora Recorrente, não se pode conformar com a indemnização que lhe foi atribuída a título de dano patrimonial decorrente do défice funcional permanente da integridade físico-psíquica, de danos não patrimoniais e de danos patrimoniais futuros relativos a - Assistência de terceira pessoa;  Relativamente ao dano patrimonial decorrente do défice funcional permanente da integridade físico-psíquica incapacidade total para o exercício da sua atividade profissional, reconversão da sua atividade, perda de capacidade de ganho e danos futuros pela afetação da suas potencialidades físicas e psicológicas pelo défice de 16;  O Autor está definitivamente impossibilitado para o resto da sua vida de desempenhar a sua atividade profissional de pintor de automóveis;  bem como a total impossibilidade de desempenhar qualquer atividade que implique esforço físico;  O dano biológico – correspondente genericamente aos esforços extraordinários que o Autor estará obrigado para reconverter a sua atividade, voltando a estudar o que implicará fazer uma atividade diferente da sua preferida e o obrigará a perder muitos anos da sua vida e da sua carreira profissional;  Dano este que se verifica assim nos casos em que a incapacidade implica uma total impossibilidade de exercer a sua actividade profissional, isto por um lado, e por outro que o obrigará a reconverter a sua actividade profissional de uma forma radical;  de um trabalho físico para um trabalho mais intelectual, o que se torna dramático se atendermos ao facto de o A. apenas ter o 9 ano de escolaridade;  A repercussão do dano — o "deficit” físico ou psíquico – é, pois, na perspectiva da diminuição da capacidade física e da reconversão profissional que provocará o retardar da sua carreira profissional em não menos do que 8 anos, ou seja, a soma de 4 anos decorridos desde o acidente e os 4 anos de que carecerá para reconverter a sua actividade profissional; 1 É que, na verdade, apesar de o acidente ter ocorrido há mais de 4 anos o autor ainda se encontra de baixa por causa das lesões causadas pelo mesmo; 1 A perda da capacidade de ganho e os lucros cessantes – correspondente à perdas patrimoniais que a autora acarretará inevitavelmente; 1 Já no que concerne à perda da capacidade de ganho – lucros cessantes, decorre do facto 11 dado como provado "Era previsível que, não fora o sinistro, o autor seria agora pintor de 1 não auferindo menos de €900,00 euros mensais e, após o sinistro, surgiu-lhe a possibilidade de se juntar ao seu ex-colega de profissão numa oportunidade de trabalho na Alemanha onde iria auferir €100,00 dois e euros líquidos mensais, o que não foi possível por causa das lesões de que ficou a padecer com o acidente.” 1 O Autor tinha à data do acidente a idade de 24 anos; 1 De acordo com o Instituto Nacional de Estatística a esperança média de vida dos homens situa-se em 77,8 anos; 1 Termos em que, como critério geral, deveremos desde logo tomar em consideração que o Autor ainda viverá, previsivelmente e pelo menos, por mais 53 anos; 1 O autor deixa de ganhar naquela que era a sua actividade antes do acidente e que lhe dariam novecentos euros x 14 meses, ou seja, qualquer coisa como €5400,00 cinquenta e euros, valor este que o autor vai deixar de auferir;  1 Isto posto, o valor indemnizatório pelo Dano patrimonial decorrente do défice funcional permanente da integridade físico-psíquica nunca se poderá cifrar em valor ao inferior peticionado, ou seja, nunca inferior a €11400,00 cento e quinze e euros; 1 Relativamente aos danos morais, não obstante todos os factos dados como provados e que arrepiam e sensibilizam qualquer pessoa, o valor indemnizatório fixado na douta sentença peca por manifesto defeito.