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Logo, somos levados a concluir que as referidas quantias depositadas nas contas do Autor naqueles quatro anos - 2011 a 2014 - se traduzem numa parte da retribuição acordada entre Ré e Autor e que cai fora das prestações elencadas nos respetivos recibos de vencimento muito embora haja, com relativa frequência, um desfasamento entre a importância líquida aí encontrada e aquele que depois é paga ao trabalhador, que não surge explicado nos próprios documentos ou fora.»  Assim, para fixar os valores da remuneração em dívida, o Tribunal da Relação procedeu a uma análise exaustiva dos montantes apurados e auferidos pelo Autor entre 2011 e 2017, dos recibos de vencimento juntos aos autos, da natureza e fundamento de cada uma das diversas prestações pecuniárias auferidas, isenção de horário de trabalho, subsídio de alimentação, ajudas de custo e gratificação de balanço e descritas em tais recibos de vencimento, assim como as causas para as apuradas diferenças quantitativas e apresentou as razões que justificaram os montantes pelos quais decidiu condenar a Ré.