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Considerando que a medida da pena concreta deve ser fixada em função da culpa e das exigências de prevenção, nos termos do art.71, n1, do Penal, tendo como referência os fatores enumerados de forma não taxativa no n2 desse preceito, haverá que levar em consideração:  o grau da ilicitude dos factos que em qualquer dos casos, sem perder de vista a gravidade própria valorada na moldura abstrata correspondente, afigura-se forte, atenta a intensidade e natureza dos atos praticados, sobressaindo a pluralidade e diversidade daqueles repetidamente cometidos em relação à menor, consistente em atos sexuais de elevado relevo, envolvendo, além da introdução dos dedos na vagina, a manipulação com os dedos e língua das zonas íntimas da menor; o grau da ilicitude dos factos, sem perder de vista a gravidade própria valorada na moldura abstrata correspondente, atenta a intensidade e natureza dos atos sexuais praticados, há-de determinar uma gradação da pena correspondente; a interferência de diversos fatores de agravação da pena, nos termos o art.177, n8, do Penal, menor de 16 anos, a relação familiar - sobrinha, integrando a mais grave a estrutura valorativa do tipo, agrava também a ilicitude do facto; do ponto de vista da liberdade de determinação sexual da vítima, a agressão cometida foi acentuada; o    a idade da menor, com 14 e 15 anos à data das violações sexuais, afastada do limiar da agravação prevista pelo artigo 17, n. 6, do Código Penal, agrava a censurabilidade da conduta; o    o modo de execução dos abusos e violação sexual da BB; o    é intensa a gravidade das comprovadas consequências ao nível psicológico e emocional da vítima, embora não sejam conhecidas lesões físicas dessa atuação; o    em todos os casos, o dolo do arguido, sendo direto, revela acentuada intensidade, traduzida no empenho e energia revelada na execução repetida dos atos que praticou e os obstáculos e as contra motivações sociais que teve de vencer para concretizar o seu propósito.