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k. Seguindo de perto o raciocínio plasmado na douta sentença do TAC de Lisboa, note-se que "o princípio da imparcialidade tem sido tradicionalmente entendido numa dupla vertente, est, enquanto um dever da Administração Pública de actuar de forma isenta em relação aos particulares através de um comportamento recto que não favoreça os amigos nem prejudique os inimigos e, por outro lado, enquanto uma garantia de protecção da confiança do público nos órgãos e entidades que a compõem, de molde a que não possa suspeitar-se da isenção da sua conduta.” Assim, basta que haja a possibilidade, em abstracto, de haver favorecimento ou prejuízo de algum concorrente, para que se considere violado o dever de imparcialidade.