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, Coimbra Editora, Limitada, p. quer dizer, quando o devedor decaiu muito de fortuna e tem dívidas em montante superior ao activo.» No resumo ali operado: « para comprovação do justo receio de perda da garantia patrimonial há que alegar factos concretos que o revelem à luz de uma prudente apreciação, devendo assim atender-se à forma da actividade do devedor, à sua situação económica, à sua solvabilidade, à natureza do seu património, à dissipação ou extravio, ou ocultação que faça dos seus bens, à ocorrência de procedimentos anómalos que revelem o propósito de não cumprir a obrigação, ao montante do crédito em causa e à própria relação negocial estabelecida entre as partes, de forma que objetivamente se justifique a pretensão drástica do requerente de subtrair bens à livre disposição do seu titular.»  Como pertinentemente se observa no acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 04/11/2009, processo n 3944/08TDLSB-B.L1-5, disponível em www.dgsi.pt, «Para que se verifique o justo receio de perda da garantia patrimonial a que aludem os art.