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18 – Ademais, o Tribunal a quo não fundamenta, pois não indica quais os meios de prova nem explica como concluiu, no ponto 4 dos factos provados, que "em 22-12- 2014, o arguido BB apôs, pelo seu próprio punho e letra, ou alguém a seu mando, no lugar destinado à assinatura do sujeito activo requerimento de registo automóvel para extinção da reserva da propriedade, a assinatura”; no ponto 5 dos factos provados, que "O arguido BB ainda forjou, ou alguém a seu mando, o reconhecimento, própria assinatura”; e no ponto 7 dos factos provados, que "Em 30-01-2015, na Conservatória de Registo comercial e de Automóveis de ..., o arguido BB requereu, pessoalmente,”  19 - O simples facto do recorrente ter indicado ao vendedor da viatura o coarguido AA e o facto de ter estado com este presente no momento da entrega de um outro veiculo, não só não permite, pelo menos com a devida segurança, a conclusão que ambos estavam a agir em comunhão de esforços e vontades, como, muito menos, não são aptos ao preenchimento do elemento subjetivo do tipo, nomeadamente, que existiu conjugação de vontades "com inequívoca previsão e aceitação por cada um da atuação individual e ou conjunta de todos e cada um no objetivo comum por todos traçado e seus resultados”  20 - Quando muito, o que apenas se equaciona hipotética e academicamente, se poderia concluir que o recorrente teria facilitado ou auxiliado o coarguido AA à prática do facto doloso, sendo que neste caso, verificar-se-ia cumplicidade, mas ainda assim, também a mesma não se poderia ter por verificada, pois, da prova produzida não resulta que o recorrente teve a intervenção directa na fase de execução dos crimes.