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No dia 16 de setembro de 2005, junto do Cartório Notarial de ..., foi lavrada uma escritura de justificação e doação, exarada de folhas trinta e quatro a folhas trinta e seis, do livro de notas para escrituras diversas número DOIS – E, daquele Cartório Notarial, então cargo da Notária  1 Na escritura de justificação e doação, NN e sua mulher OO, pais do Autor, declararam serem "donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do seguinte prédio sito no lugar ..., freguesia ..., concelho ..., ainda por descrever na competente Conservatória e inscrito na matriz em nome do justificante marido: Urbano, composto de casa de habitação de  ..., pátio e currais, com a superfície coberta de cento e quarenta e nove metros quadrados e pátio e quintal com setenta e dois metros quadrados, a confrontar de norte e nascente com NN, sul com estrada e poente com , inscrito na respectiva matriz sob o artigo ...17, com o valor patrimonial tributário e atribuído de quinhentos e oitenta e nove euros e trinta e três cêntimos.” 1 Por não deterem efetivamente título de propriedade sobre aquele imóvel, declararam NN e sua mulher OO, enquanto justificantes, a respeito de como aquele imóvel veio à sua posse: «Que em meados de novecentos e setenta, ajustaram contrato verbal de doação, e por isso não titulado, com e marido KK, já falecidos, que foram residentes no referido lugar ..., cujo objecto foi o imóvel supra identificado.» 1 Declararam ainda NN e sua mulher OO que daquela forma e por aquele motivo: «) possuem o dito imóvel, sem qualquer interrupção, à vista de toda a gente, sem qualquer oposição, habitando-o, procedendo às necessárias reparações ao longo do tempo, pagando as contribuições e impostos respeitantes, posse que assim exerceram como verdadeiros proprietários que sempre se julgaram, eram e são do dito imóvel, pelo que o adquiram por usucapião, fundada nessa posse, que exerceram em seu próprio nome, de boa fé, de modo pacífico, contínua e publicamente, por período superior a vinte anos, estando eles justificantes impossibilitados de comprovar pelos meios extrajudiciais normais a aquisição do seu direito sobre aquele imóvel, atento o título de aquisição.» 1 Os Autores apuraram a certa altura que o imóvel estava registado junto a Autoridade Tributária como sendo da propriedade da Ré , casada sob o regime de comunhão de adquiridos com o Réu  1 Era e é objetivamente impossível que em meados do ano de 1970 tenham KK e sua mulher doado verbalmente aos justificantes - e, após doadores - o imóvel em causa porquanto, KK tinha falecido há mais de 56 anos e estava, em meados de 1970, casada com , com quem contraiu matrimónio em 28 de setembro de 192 1 Tudo o que era, do pleno conhecimento não só do seu próprio filho NN e da mulher deste, OO, como dos aqui Réus neta dos e , não tendo sequer a Ré , nascida em .../.../1953, chegado a conhecer o seu avô paterno e bem sabendo que a avó paterna casara, em segundo matrimónio, com  1 Conforme escritura de doação de 1 de abril de 2019, exarada de folhas cento e sete a folhas cento e nove do livro de notas para escrituras diversas DEZOITO–R, do Cartório Notarial de ..., a Ré , com o consentimento do Réu , doou à Ré EE o prédio urbano «) situado em ..., na Rua ..., composto de  ..., pátio e currais, a confrontar de norte e de nascente com NN, de sul com estrada e de poente com , com superfície coberta de setenta e cinco metros quadrados e com superfície descoberta de duzentos e setenta e cinco metros quadrados área total de trezentos e cinquenta metros, inscrito na respetiva matriz sob o artigo ...17, com o valor patrimonial de €1349,31, que é o atribuído a esta doação, não descrito na Conservatória do Registo Predial ....» 1 Mais declararam os 1 e 2 Réus na aludida escritura de doação, em 1 de abril de 2019, à sua filha e também aqui Ré «Que desconhecem qual o artigo que lhe correspondia na antiga matriz por não possuírem elementos que lhes permita fazer essa correspondência.