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e dos factos;  ) Nos termos do art 172, n 3 do CIRE o administrador de insolvência teria de ter procedido ao pagamento, com o valor disponível na massa insolvente, aos créditos laborais reconhecidos judicialmente, na medida em que se encontram constituídos em data anterior aos valores que posteriormente, de forma absolutamente infundada, pagou, beneficiando estes credores em detrimento daqueles, o que torna tais pagamentos ilícitos;  n) Acresce que, enquanto subsistisse a dívida laboral, o administrador de insolvência, por força do estatuído no art 172, n 3, encontrava-se impedido de utilizar o dinheiro da massa para pagar outras dívidas que se constituíram em data posterior, como foi o caso, e, nessa medida, também por este argumento, tais pagamentos continuariam a ser indevidos;  o) Mas se assim não se entendesse, atendendo que o produto da massa insolvente resulta da alienação dos imóveis que correspondiam ao local de trabalho e dos respetivos móveis, atendendo que os créditos laborais gozam de privilégio imobiliário geral e especial, nos termos do art 737, n 1, al.