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Mesmo que um documento particular goze de força probatória plena, tal valor reporta-se, tão só, às declarações documentadas, ficando por demonstrar que tais declarações correspondem à realidade dos respectivos factos materiais”; ) No tocante ao depoimento prestado pelo referido PNRMP, não podemos esquecer que o mesmo além de contraditório denotava um cariz comprometido, como a Meritíssima Juíza a quo se apercebeu em sede própria, como bem resulta da fundamentação usada a este respeito, em sede de resposta à matéria de facto, quando a dado ponto refere que "As testemunhas PNRMP, pelas relações de amizade e família, que mantêm com o A. E, não se afiguram, na presente lide, como totalmente isentas, acrescendo que no caso do segundo, este apenas tinha um conhecimento indirecto dos factos.”; ) Com efeito, não restaram dúvidas ao Tribunal a quo quanto à pouca credibilidade do depoimento prestado pela testemunha PNRMP, apenas pontualmente valorado, quando corroborado por outros; ) Os Recorrentes ao não carrearem para os autos qualquer factualidade idónea a pôr em causa o já decidido, não podem pretender que a decisão proferida seja alterada a seu contento; ) Assim, e sempre salvo o muito e devido respeito por diverso entendimento, deverá o presente recurso ser rejeitado quanto à impugnação da matéria de facto, ou, quando assim se não entenda - o que não se concebe nem concede - julgado improcedente; ) Também a decisão aqui em análise não enferma de omissão de pronúncia quanto aos factos postos em causa pelos Apelantes, na medida em que a mesma tomou em consideração e fundamentou todas as questões sobre as quais tinha de tomar posição em relação aos mesmos; ) Estatui o n. 2, do actual artigo 60 do Código de Processo Civil, que "O Juiz deve resolver todas as questões que as partes tenham submetido à sua apreciação, exceptuadas aquelas cuja decisão esteja prejudicada pela solução dada a outras”; ) Porém, como ensinava o insigne Professor Alberto dos Reis, não se deve, nem pode, confundir-se questões suscitadas pelas partes com a motivação e os argumentos de que elas lançam não para fazer vingar as suas pretensões: "São, na verdade, coisas diferentes: deixar de conhecer de questão de que devia conhecer se, e deixar de apreciar qualquer consideração, argumento ou razão produzida pela parte.”; ) A nulidade por omissão de pronúncia, a que alude a dita alínea, do n. 1, do actual artigo 61, só tem lugar ") quando o juiz deixe de pronunciar-se sobre os pedidos deduzidos, todas as causas de pedir e as excepções invocadas e todas as excepções de que oficiosamente lhe cumpra conhecer” - cfr.