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Resulta da matéria assente que a Administração desconsiderou as facturas que a impugnante / Recorrente registou na sua contabilidade de aquisição de bens e serviços à ECC, Lda., no ano de 2001, com o número 1-226, com o valor líquido de € 41145,83, que acrescido de IVA perfaz a quantia global de € 4140,63, e no do ano de 2002, com o número 1-437, com o valor líquido de € 000,00, que acrescido de IVA perfaz a quantia global de € 950,0 E as facturas de aquisição de bens e serviços à , Lda., no ano de 2002, com os números 1-842, 1-867, 1-888, 1-909, 1-912, 1-959 e 1-1010, com o valor líquido total de € 14472,25, que acrescido de IVA perfazem a quantia global de € 17083,9 A Administração Tributária apresentou um grupo de indícios relativos aos emitentes das facturas, referindo, nomeadamente, que ") na sequência dos procedimentos de inspecção levados a efeito às sociedades e ECC, empresas dos mesmos sócios, onde se prova que estas sociedades estão indiciadas no crime de fraude fiscal pela utilização e emissão de "Facturas Falsas”, e cujos pontos mais significativas passamos a descrever: ) Prática continuada de crimes fiscais perpetrados pelos gerentes das sociedades acima identificadas; ) As compras registadas pelas sociedades ECC e nos anos de 1999 a 2002 são, na sua quase totalidade, suportadas por facturas falsas; ) Confrontado o com o facto da quase totalidade das compras registadas estarem suportadas por facturas timbradas em nome de "pseudo-fornecedores”, o mesmo respondeu que tem a noção de que foi enganado, o que não acreditamos, pelo facto de todos eles serem já bem conhecidos no meio há bastantes anos; ) Questionado acerca da possibilidade de nos identificar os "fornecedores reais”, o mesmo não identificou nenhum fornecedor; ) Todas as compras suportadas por este tipo de facturas eram pagas sempre em dinheiro, apesar dos elevadíssimos montantes envolvidos; ) Após o início do procedimento de inspecção a estas empresas, o qual durou quase um ano, não mais se registaram movimentos de entradas e/ou saídas de carros carregados com cortiça ou produtos derivados, o que evidencia bem o tipo de actividade que estas empresas desenvolviam efectivamente.” A Administração Tributária também recolheu indícios de operações fictícias junto do utilizador, indicando, em síntese, no relatório, que «) as compras efectuadas pela "HQB" às empresas ECC e , salientamos que as mesmas são essencialmente rolhas de qualidade Extra/Superior/1 e cortiça de boa qualidade.