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A recorrida contra-alegou, concluindo:  O Recorrente interpôs recurso da sentença proferida pelo Tribunal a quo que julgou a acção administrativa, movida pela Autora/Recorrida, procedente e, em consequência: a) Anulou o despacho impugnado nos autos, que indeferiu a atribuição à autora da pensão de sobrevivência; b) Condenou a entidade demandada a reconhecer a autora como titular do direito à pensão de sobrevivência por morte do beneficiário falecido B... , na qualidade de unida de facto; ) Condenou a entidade demandada a pagar à autora a pensão de sobrevivência desde Setembro de 2018, mês seguinte ao do óbito do beneficiário falecido B.... Como vimos, a única questão suscitada consistia em saber se dois cônjuges juridicamente separados de pessoas e bens podem, ainda assim, unir-se de facto por forma a que um deles beneficie das medidas protectivas dessa união, designadamente no tocante à pensão de sobrevivência.