Legal Document Excerpt:

A recorrente alega, em suma, que a conduta do arguido, pela sua gravidade, repetição prolongada no tempo e efeitos que lhe provocaram e que foram de tal forma graves e geradores de receios legítimos pela sua integridade física, que o tribunal não encontrou um só argumento atenuante do comportamento do mesmo, qual seja a confissão dos factos em sede de julgamento, discordando, porém, do crédito que o tribunal lhe atribuiu, conforme explicita, salientando a conveniência da confissão, a qual, e associado e também suposto arrependimento, contudo, não foi suficientes para afastar o arguido da atividade criminosa contra si, tendo para tanto violado medidas de coação e, por via disso, veio até a ficar preso preventivamente, adiantando depois que entende que estamos perante uma situação semelhante, pois que a não aplicação de uma medida efetiva de privação da liberdade não o vai fazer, ou impedir, de continuar com a atividade criminosa contra si, pois que o mesmo já provou por diversas vezes que não a respeita a si, nem tão pouco respeita as decisões dos tribunais, uma vez que as viola repetidamente, razão pela qual tem pendente nova queixa, contexto em que se conclui que aquele só a deixa em paz quando efetivamente está privado da liberdade.