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30 destaca cinco princípios que se impõem ao intermediário financeiro: - da protecção dos legítimos interesses dos clientes; - da eficiência do mercado; - da observância dos ditames da boa fé de acordo com elevados padrões de diligência, lealdade e transparência) - da recolha de informação sobre a situação financeira, experiência e objectivos dos clientes; - do segredo profissional – ibid., p. 7 Os princípios mencionados podem assumir a função de assegurar a integração da lacuna de previsão ou de estatuição, ou ainda, caso se tenham como princípios materiais, em que se pressupõe a concretização do valor neles ínsito ulteriormente a operar pela regra, permitir já um grau genético de concretização, no sentido de uma regulamentação material definida – ibid., p. 7 Portanto, apesar de se não tratar de deveres, excepção feita ao segredo profissional, que é cumulativamente um dever, na área dos valores mobiliários a sofisticada evolução dos mercados ultrapassa a actualização das fontes legais e mesmo regulamentares, pelo que, mesmo que não exista norma expressa a orientar o intermediário financeiro na resolução do conflito de interesses com o cliente, o princípio da protecção dos legítimos interesses deste art.