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4 Como tal, a elegibilidade de despesa do beneficiário para efeito da atribuição de ajuda depende do facto de, na data de apresentação respectivo pedido de pagamento, estar executada materialmente e efectivamente paga financeiramente; 5	Resulta dos autos, designadamente da Decisão Final contenciosamente impugnada, do processo administrativo junto, e da posição das partes nos seus respectivos articulados documentalmente evidenciada a seguinte factualidade posição a)	no primeiro pedido de pagamento, apresentado em 14107/2003, a A./Recorrida incluiu a factura n 308, de 16/06/2003, que pagou pelo cheque n, emitido em 31/03/2004; assim, em data posterior ao daquele pedido; b)	no segundo pedido de pagamento, apresentado em 13/05/2004, a A./Recorrida incluiu a factura n 562, de 08/03/2004, que pagou por transferência bancária em 15/11/2004; assim, também, em data posterior ao daquele pedido; ) no terceiro pedido de pagamento, apresentado em 03/03/2005, a A./Recorrida incluiu a factura n 824, de 16/12/2004, que pagou pelo cheque n., emitido em 1511112005; assim, ainda, em data posterior ao daquele pedido; pelo que as referidas despesas foram efectivamente pagas pela A/Recorrida em data muito posterior  à  da  apresentação  dos respectivos pedidos de pagamento 194 dias não são "escassos dias"); 6 Nessa medida, tratando-se de despesas que se não encontravam efectivamente pagas pelo beneficiário na data da apresentação dos respectivos pedidos de pagamento, nunca as mesmas poderiam ser elegíveis para afeito de atribuição da ajuda, precisamente porque a ajuda consiste no reembolso de despesas efectuadas e, não, no financiamento de despesas a; 7 Por tal razão, não podendo as referidas despesas serem consideradas elegíveis, a A./Recorrida recebeu indevidamente por a elas não ter direito em virtude da sua inelegibilidade, pelo que é imposto ao IFAP a respectiva recuperação e fim de o FEADER ser reintegrado dos respectivos valores nos termos regulamentarmente prescritos; 8 Em tais circunstâncias, o Tribunal a quo, ao ter decido a procedência da acção com fundamento na consideração e que o que "é que o exigido é que as despesas hajam sido efectivamente pagas e se mostrem conformes com o conteúdo do projecto, e tal é o caso vertente, carecendo, por isso, de justificação a conclusão do R. de que as despesas não são elegíveis e que o desfasamento das datas entre o pedido de pagamento e o efectivo pagamento não gera nem permite a qualificação de despesa não elegível”, errou no julgamento em violação do disposto conjugadamente no § 3 do n 1 do seu art 32 o Regulamento nc 1260/1999 do Conselho, na concreta expressão que lhe foi dada pela Comissão no Regulamento n 1685/2000 da Comissão, de 28 de Julho de 2000, relativo às regras de execução do referido Regulamento n 1260/1999 do Conselho no que diz respeito à elegibilidade das despesas no âmbito das operações co-financiadas pelos Fundos estruturais, na redacção dada pelo Regulamento n 448/2004, da Comissão, de 10 de Março de 2004;”.