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80 Porém, as explicações aventadas pelas testemunhas arroladas pela R., que afastaram a possibilidade de a deflagração do tipo de explosivo usado pela R. poder causar um incêndio pessoas com razão de ciência, por formação técnica e experiência), e tratando-se de matéria algo técnica, que não foi posta em causa por outro meio de prova, e da qual não temos conhecimento técnico para a pôr em crise; associado ao facto de não haver sido produzida qualquer prova de como se iniciara o incêndio ou de como poderia a deflagração do explosivo ter causado o incêndio, deixou-nos dúvidas quanto à matéria em causa, e, portanto, uma convicção insuficientemente segura da existência de um nexo de causalidade naturalístico entre uma coisa e a outra, ou seja, de que a deflagração dos explosivos haja sido condição sem a qual o incêndio não se teria verificado, e daí havermos considerado tal matéria como não provada, por força do disposto no art.