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Ora, quanto à alínea do n. 1 do artigo 67 que exige que a intervenção do Supremo seja "claramente necessária para uma melhor aplicação do direito” pode dizer-se, na esteira de ABRANTES GERALDES que "a intervenção do Supremo apenas se justifica em face de uma questão cujo relevo jurídico seja indiscutível, o que pode decorrer, por exemplo, da existência de legislação nova cuja interpretação seja passível de sérias divergências, tendo em vista atalhar decisões contraditórias efeito, ou do facto de as instâncias terem decidido a questão ao arrepio do entendimento uniforme da jurisprudência ou da doutrina efeito” No caso vertente a questão respeita à prescrição dos créditos laborais em uma situação em que a natureza da relação jurídico-laboral se alterou, transitando o Autor e ora Recorrente de um contrato de trabalho de direito privado para um contrato de trabalho em funções públicas.