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"Destarte, o Tribunal ao expressar a sua convicção, deve indicar os fundamentos suficientes que a determinaram, para que através das regras da lógica e da experiência se possa controlar a razoabilidade daquela convicção sobre o julgamento dos factos provados e não provados, permitindo aferir das razões que motivaram o julgador a concluir num sentido ou noutro provado, não provado, provado apenas, provado com o esclarecimento de, de modo a possibilitar a reapreciação da respectiva decisão da matéria de facto pelo Tribunal de  Instância” assim, Ana Luísa Geraldes, "Impugnação e reapreciação da decisão sobre a matéria de facto”, in Estudos em Homenagem ao Prof. Dr. Lebre de Freitas, Volume , Coimbra Editora, p.. A fundamentação exerce, pois, uma dupla função: ") facilitar o reexame da causa pelo Tribunal Superior e reforçar o autocontrolo do julgador, sendo um elemento fundamental na transparência da justiça, inerente ao acto jurisdicional” cfr.