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9 do – segundo as quais "a interpretação não deve cingir-se à letra da lei, mas reconstituir a partir dos textos o pensamento legislativo, tendo sobretudo em conta a unidade do sistema jurídico, as circunstâncias em que a lei foi elaborada e as condições específicas do tempo em que é aplicada”; "não pode, porém, ser considerado pelo intérprete o pensamento legislativo que não tenha na letra da lei um mínimo de correspondência verbal, ainda que imperfeitamente expresso” e "na fixação do sentido e alcance da lei, o intérprete presumirá que o legislador consagrou as soluções mais acertadas e soube exprimir o seu pensamento em termos adequados”,  De facto, a necessidade de alegação e prova do referido nexo de causalidade álcool/acidente) não tem qualquer correspondência verbal na letra da lei, porquanto a norma supra citada apenas exige que o condutor tenha dado causa ao acidente, sem qualquer alusão ao facto de esse "dar causa” ter que estar relacionado com a taxa de alcoolemia de que o mesmo é portador.