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Veja-se o trabalho do CEJ, A Responsabilidade Civil Médica decorrente de actos praticados em hospitais públicos), 2018: A orientação jurisprudencial – prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça – segundo a qual, «em sede de causalidade adequada, tem de ser provado pelo paciente que certo tratamento ou intervenção foram omitidos ou que os meios utilizados foram deficientes ou errados – determinação dos actos que deviam ter sido praticados e não foram, do conteúdo do dever de prestar – e, por tal ter acontecido, em qualquer fase do processo, se produziu o dano, ou seja, foi produzido um resultado que se não verificaria se outro fosse o acto médico efectivamente praticado ou omitido» cfr., por todos, o Acórdão do STJ de 18-09-2007 Revista n. 2334/07 -  Secção; Relato – ALVES VELHO − cujo texto integral está acessível on-line in http://www.dgsi.pt/jstj.nsf – é insuportavelmente restritiva e exigente, conduzindo, na prática, ao insucesso da esmagadora maioria das acções destinadas a efectivar a responsabilidade médica, na medida em que ignora a assimetria da relação entre o médico e o paciente enquanto o paciente está particularmente enfraquecido, porque física ou mentalmente debilitado por virtude da patologia de que padece, o médico apresenta-se como uma pessoa capaz de lhe dar a protecção e o tratamento de que e faz tábua rasa do desnível de conhecimentos e preparação técnico-científica existente entre ambas as partes enquanto o médico-devedor é um profissional prestador de assistência médica, o doente-credor é, por via de regra, um leigo nessa matéria), p. 88, disponível em linha.