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Assim, nas circunstâncias que antecederam, contemporâneas ou posteriores ao cometimento do delito e que influenciam a determinação da pena, de modo a concretizar-se o tipo e a gravidade da mesma, têm de ser ponderadas as circunstâncias, desfavoráveis e as favoráveis: As primeiras: -o grau elevado de ilicitude dos factos, atendendo ao circunstancialismo em que os mesmos ocorreram; - a existência de dolo directo na sua forma mais; - a extensão das lesões, as sequelas e a intensidade das mesmas, bem como a amplitude extensa do período de tempo em que as mesmas ocorreram; - a ausência de comportamentos exteriores consentâneos com a interiorização do desvalor das condutas e falta de juízo crítico, com um discurso autocentrado, egotista e autocomplacente; - a atitude desvalorizante e de minimização das consequências e culpabilização da ofendida; - a sua problemática alcoólica e aditiva de substâncias estupefacientes, e as características pessoais por si assumidas, de ser um indivíduo nervoso e com fácil passagem ao acto sem controlo relacional quando confrontado com situações frustrantes, o que potencia uma recidiva; - a assunção de uma postura autodesculpabilizadora, de auto justificações e de alheamento às consequências sentidas pela ofendida; - as quinze condenações registadas no seu certificado de registo criminal, o que acentua de forma acutilante as necessidades de prevenção especial, e o que denota uma postura de indiferença às condenações anteriormente sofridas e, consequentemente, agrava incisivamente as necessidades de prevenção especial que urge adequada e eficazmente salvaguardar, pois o arguido possui um percurso criminal longo, persistente e eclético, tendo sofrido penas de prisão efectiva, e não obstante, essas quinze condenações anteriores - com início em 1997 os primeiros factos criminosos, e vão sendo sucessivamente aplicadas em 2000, 2001, 2002, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2010, 2013 e 2015 -, o arguido insiste em praticar crimes, de maior e mais intensa gravidade, denotando indiferença para com essas condenações anteriores sofridas e de desrespeito consistente para com os valores penais protegidos; - a circunstância de anteriormente ter cumprido penas de prisão efectiva, com condenações pela pratica de crimes de roubo e de ofensa à integridade fisica qualificada, ou seja, crimes que exigem na demonstração da sua tipicidade o emprego de violência contra as pessoas, o que revela uma personalidade volátil, impulsiva, fisicamente reactiva e avessa às regras, à Lei e ao Direito; A favor do arguido depõem as seguintes circunstâncias: - a condição humilde e a verbalização de arrependimento, embora tal declaração seja, por um lado, desacompanhada de qualquer reflexão de interiorização do desvalor das suas condutas, e por outro lado, acompanhada de um discurso autocentrado e desculpabilizador ora por "culpa das drogas", ora "por culpa das condutas da ofendida").