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Os Apelantes discordam dessa decisão com os seguintes fundamentos: - Por via da obra realizada em 1998/1999, o terraço que até então existia foi transformado numa varanda, por via da colocação de um murete, transformando, portanto, o terraço numa realidade arquitectónica e jurídica diferente; - A colocação desse murete agrava a servidão de vistas existente, na medida em que permite que as pessoas se debrucem e oculta em parte as pessoas que se encontram nesse espaço e que só são visíveis quando se encontram junto ao mesmo; - Reportando-se a causa de pedir do pedido reconvencional à situação fáctica, existente à data em que o mesmo foi deduzido, com vista à manutenção de tal terraço tal como se encontrava à data, tal situação apenas existe desde finais de 1998, 1999 e desde essa data até à dada da entrada da acção não decorreu o tempo necessário e bastante para que tal varanda tenha constituída uma servidão de vistas sobre o prédio dos AA.