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Ademais, no que concerne à equação pura e simples das contribuições sociais aos impostos, como pugna a Recorrente de modo a defender a violação do princípio da legalidade fiscal, temos de referir que, na verdade, a jurisprudência maioritária do STA tem considerado que as contribuições para a Segurança Social são imposições parafiscais, cuja natureza tributária resulta do disposto no artigo 3 da Lei Geral Tributária, onde se alude a "demais contribuições financeiras a favor de entidades públicas” P.	Aliás, doutrina recente refere neste âmbito que as contribuições para a Segurança Social suportadas pelos trabalhadores representam prestações pecuniárias coativas exigidas por uma entidade pública em contrapartida de uma prestação administrativa presumivelmente provocada ou aproveitada pelo sujeito passivo – numa só palavra, são contribuições; Q.	Assim, não estamos perante a violação do princípio da reserva de lei fiscal, na medida em que o diploma a que nos tem vindo a reportar reveste a natureza de regulamento do Governo, que se encontra devidamente referendado e publicado ao abrigo do disposto nos n6 e 7 do artigo; R.	E, também não assiste qualquer razão à Recorrente, no que respeita à alegada "nulidade da Sentença por oposição entre os fundamentos e a oposição”.