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Neste contexto, atendendo a que a autora não logrou provar que o furto ocorrido no interior do local do risco se deu em circunstâncias factuais que permitam que se considere verificada a cláusula de cobertura por furto, impõe-se a procedência do recurso interposto e a consequente revogação da sentença recorrida.”    No recurso de revista a Autora põe em causa este entendimento, defendendo que a 1 instância ajuizou bem, e que o raciocínio da Relação sofre de evidente ilogicidade, com os seguintes argumentos essenciais:  - Não há qualquer dúvida que o furto ocorreu, praticado por "indivíduos que acederam ao interior do edifício”;  - Na ausência de vestígios de arrombamento, o acesso ao imóvel há-de ter sido feito por escalamento, o mais provável, ou usando chave falsa;  - No caso dos autos, está mais que justificada a mitigação do ónus probatório, através do recurso a presunção judicial;  - A presunção de escalamento está, ademais, suportada pelo acórdão do Tribunal Criminal ... de 012019 P. 395/1), transitado em julgado, no qual se deu como provado que "indivíduos não identificados entraram no edifício AA.