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A recorrente e a segurada, com vista a afastarem a sua responsabilidade, teriam de fazer prova de que usaram de toda a diligência que é exigida a uma pessoa normal, tendo como padrão a conduta de uma pessoa "medianamente cuidadosa, atendendo à especialidade das diversas situações”, sendo que "por homem médio” não se entende o mero cidadão comum, mas o modelo de homem que resulta do meio social, cultural e profissional daquele indivíduo concreto, isto é, "o homem médio que interfere como critério da culpa é determinado a partir do círculo de relações em que está inserido o agente” -Almeida e Costa, Direito das Obrigações, 9 edição, página 53  Assim que concluímos pela verificação da culpa presumida da segurada da recorrente, como concluiu o acórdão recorrido, o qual refere: "Entendemos, assim, contrariamente ao entendimento sufragado pelo tribunal a quo, que sendo perigosa a atividade exercida pela  ré, esta não logrou demonstrar que empregou todas as providências exigidas pelas circunstâncias com o fim de prevenir os danos sofridos pela apelante, o mesmo é dizer, não logrou ilidir a presunção de culpa consagrada no n. 2 do art.