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";  4	Até porque, o Recorrido tem deveres concretos que tem de respeitar e que resultam de normas que não pode ignorar, nomeadamente, o dever de «manter uma conduta conforme aos princípios desportivos de lealdade, probidade, verdade e retidão em tudo o que diga respeito às relações de natureza desportiva" artigo 1, n. 1, do; e de "manter comportamento de urbanidade e correção entre si, bem como para com os representantes da Liga Portugal e da FPF, os árbitros e árbitros assistentes.» artigo 5, n. 1 do Regulamento de Competições da;  4	Assim, ao dirigir à equipa de arbitragem as expressões em crise, e para mais tratando-se do treinador da equipa de futebol de uma das maiores instituições desportivas nacionais, dúvidas não temos que as palavras sub judice abalam a credibilidade da competição, atento designadamente o papel fulcral que os agentes de arbitragem nela desempenham, sendo inegavelmente gravosas para o interesse público e privado da preservação das competições profissionais de futebol, na medida em que minam a pessoa do árbitro, enquanto figura de autoridade do espetáculo desportivo, tendo a potencialidade de gerar um total desrespeito pela autoridade das instituições e entidades que regulamentam, dirigem, disciplinam e gerem o futebol em Portugal, encontrando o sancionamento deste tipo de comportamentos fundamento na tarefa de prevenção da violência no desporto, enquanto fator de realização do valor da ética desportiva;  4	Assim, ao proferir as expressões "vai para o caralho, vai-te foder, conseguiste o que querias", o Recorrido proferiu expressões manifesta e objetivamente ofensivas da honra e consideração dos visados, colocando em causa o núcleo essencial da função da arbitragem, materializado na isenção e imparcialidade que a deve caracterizar, sendo que, no segmento das expressões com o teor "conseguiste o que querias", o Recorrido ofende a honra do visado, elemento de equipa de arbitragem e o bom nome da competição, insinuando que, o referido agente de arbitragem, intencionalmente, pretendeu condicionar o desfecho do jogo em crise nos autos;  4 Isto significa que para concluir que o Recorrido proferiu e dirigiu à equipa de arbitragem as expressões e palavras em crise, o Conselho de Disciplina tem de fazer fé no relatório dos árbitros, qual tem presunção de veracidade, factos aliás não contrariados e até corroborados pela prova produzida nos autos;  4	Tem sido, aliás, esse o entendimento dos tribunais superiores sobre esta matéria, designadamente do Supremo Tribunal Administrativo e do Tribunal Constitucional;  4	Ainda que se entenda - o que não se concede - que o Conselho de Disciplina não tinha elementos suficientes de prova para punir Recorrido, a verdade é que o facto alegada e desconhecido - as expressões injuriosas que o Recorrido dirigiu à equipa de arbitragem – foi retirado de outros factos conhecidos e de outros meios de prova, nomeadamente os esclarecimentos dos agentes de arbitragem do jogo em crise nos autos, os autos de inquirição das testemunhas  e H e as imagens juntas aos autos pelo Recorrido no âmbito do RHI;  4	Refira-se, aliás, que este tipo de presunção é perfeitamente admissível nesta sede e não briga com nenhum princípio constitucional, tal como o princípio da presunção de inocência ou o princípio da culpa, de acordo com jurisprudência, quer dos tribunais comuns, quer dos tribunais administrativos, não se verificando a violação de qualquer princípio constitucional, a saber, o princípio da presunção de inocência e do in dúbio pro reo ou de colidir com as garantias de defesa do arguido constitucionalmente protegidas {art 3, ns.