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e. Ou seja, a assistente narrou que tomou conhecimento que no dia 13 de outubro de 2020, cerca das 130/12 horas, dois canídeos propriedade de J., arguido nos presentes autos e por este entregues aos cuidados, vigilância e guarda da sua sogra, , entraram na propriedade prédio da aqui ofendida/assistente, , sita na,, a qual está vedada, matando e levando consigo dois felinos fêmeas progenitora e cria de 4, propriedade da ofendida que se encontravam no interior do seu imóvel; A ofendida/assistente deparou-se como os dois canídeos de caça) na sua propriedade mais concretamente a saírem da marquise aberta para o e um deles, levava um dos felinos na boca; Que os canídeos são animais de caça; Os dois canídeos, assim que viram a ofendida/assistente, saíram da marquise e jardim, um saltou por um muro que tem cerca de 2,50 metros de altura e outro saiu pela parede que dá acesso a uma ribeira, ainda no seu imóvel; Os canídeos, levavam a "presa” para entregá-la ao dono, cuja casa não do dono, mas da sogra deste, a denunciada , local de onde os cães foram fica a cerca de 1 km da propriedade da ofendida; Quando a ofendida/assistente se aproximou do portão da propriedade da denunciada , viu os canídeos em questão na propriedade da denunciada, que continuavam soltos, e que naquele momento estavam-se em "posição de guarda” da felina- cria, já morta; A ofendida/assistente reportou o sucedido à , que com indiferença viu o relatado; Nos dias seguintes, veio a ofendida/assistente a saber que também a felina-progenitora que estava, tinha sido morta e levada pelos canídeos; O dono dos canídeos reconhece ser legítimo proprietário dos mesmos, e que foram esses quem invadiram a propriedade da ofendida, matando e levando os dois felinos da propriedade da ofendida; Mesmo depois dos acontecimentos descritos, os cães de caça em causa continuaram a ser soltos e como tal andarem entregues a si próprios pela freguesia; No dia 30 de dezembro, a ofendida/assistente foi novamente brindada com a presença dos mesmos canídeos na sua casa; Os canídeos, de caça, são usualmente vistos a vaguear na povoação, soltos, sem vigilância, portanto no exterior da propriedade do arguido e da denunciada, sendo conduta reiterada e habitual, bem o sabendo os mesmos, principalmente que estes podem e causam danos a outrem, conformando-se com isto e nada fazendo para o impedirem, antes sendo a sua conduta continua e não se importando com as consequências da mesma, mesmo após o sucedido, a deslocação da GNR e a existência e audição em inquérito.