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Mais nenhum facto resultou demonstrado, ou foi sequer alegado pelo autor- como lhe competia, enquanto facto constitutivo do direito que invoca artigo 342, n 1 do Código e de onde se pudesse aferir a atuação negligente dos réus, razão pela qual não é sequer possível imputar-lhes a responsabilidade do corte dos eucaliptos a título de mera culpa.” Insurge-se o Apelante contra tal decisão, com a alegação de que, ao dar-se como provado que "O Réu, em sede de inquérito que correu termos nos Serviços do Ministério Público de Condeixa-a-Nova com o n 288/14GACDN confirmou que negociou a compra e venda de árvores com o segundo réu de um terreno de sua propriedade mas que se enganou no momento de indicar as estremas do seu terreno ao comprador.” – alínea dos factos provados –, ter-se-ia de dar como preenchido o pressuposto "culpa”, com a consequente condenação do 1 réu Concordamos com o apelante quando o mesmo afirma que da matéria dada como provada, e ao contrário do defendido pelo juiz a quo, é possível concluir pela existência de "culpa” por parte do 1 réu, bem como, quanto ao preenchimento dos demais pressupostos legais para a sua condenação – facto, ilicitude, dano e nexo de causalidade entre o facto e o dano.