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Desta forma, para que o arrolamento possa ser ordenado é necessário que o requerente alegue e faça uma prova sumária da titularidade de um direito sobre os bens que pretende sejam arrolados, pelo que «o arrolamento deve ser indeferido liminarmente, porque injustificado, se o requerente não invocar qualquer direito sobre o bem que pretende arrolar, limitando-se a alegar o risco da sua dissipação» – Marco Carvalho Gonçalves, Providências Cautelares,  Edição, Almedina, 2019, p. 26 Alberto dos Reis2 ensinava que «se uma pessoa tem ou pretende ter direito a determinados bens e mostra que certos factos ou circunstâncias fazem nascer o justo receio de que o detentor ou possuidor deles os extravie ou dissipe antes de estar judicialmente reconhecido, de forma definitiva, o seu direito aos mesmos bens, estamos perante a ocorrência que justifica o uso da imposição de selos e do arrolamento»; e, em outro passo, o mesmo autor sustenta que o arrolamento, como incidente do processo de inventário, pode ser requerido em qualquer altura, designadamente, depois de o cabeça de casal ter apresentado a relação de bens desde que que se verifique o justo receio de extravio ou dissipação de bens.