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O despacho recorrido veio a decretar a cessação antecipada da exoneração do passivo restante, com a seguinte fundamentação: "Compulsados os autos, mormente o Relatório e junto pelo Sr. Fiduciário a 28 de Junho de 2019, complementado pelo Relatório/informação e junto pelo Sr. Fiduciário a 23 de Setembro de 2019, verifica-se que a Insolvente não remeteu ao Sr. Fiduciário documentos referentes aos rendimentos relativos ao período compreendido entre Junho a Dezembro de 2016 apenas o tendo feito posteriormente, já após a apresentação do Relatório a que alude o artigo 240, n2, do CIRE e apenas após notificada pelo Tribunal – por duas vezes – para o. Mais se verifica que, após a consulta dos elementos juntos aos autos pela Insolvente na sequência de determinação do Tribunal, foi possível aferir quais os rendimentos mensais auferidos pela Insolvente, constatando-se que, desde o início o período de exoneração esta deveria ter entregado o montante global de 3752,98 tendo entregado somente a quantia 546,23€, estando, pois, em dívida a quantia de 2206,75 euros Verifica-se, pois, que desde o início do período de exoneração do passivo restante há pouco mais de dois anos de, a Insolvente entregou apenas o montante de 546,23€, quando deveria ter entregado o montante de 2206,75 euros De salientar, que o montante entregue pela Insolvente corresponde a pouco mais de 10% da quantia que deferia ter sido efectivamente entregue ao Sr. Fiduciário.