Legal Document Excerpt:

A falta de descrição específica de fratura de nariz e/ou desvio de septo nos registos clínicos de fls.117 ss, de 11 e de 102015 que documentou as queixas e a observação do estado do autor quando chegou ao hospital e a leitura da TAC Crâneo encefálica realizada após ao, não são suficientes para contraditar e abalar as descrições externas do estado do autor, nem a aptidão enunciada do impacto e dos sinais externos em relação à lesão e à sequela posterior discutidas, tendo em conta: que numa situação em que o autor se encontrava politraumatizado, nomeadamente no rosto e no tronco, com dores generalizadas, não é exigível que se queixasse com especialidade de duas das dores, que depois refere terem subsistido quando as demais curaram, dores essas que podiam não ter o maior impacto doloroso imediato; que se admite, pelas regras da experiência, que o estado traumatizado de um rosto descrito pelas testemunhas como poderia não revelar com clareza o desvio do septo; que a TAC crâneo-encefálico com relatório a fls.118 incidiu sobre o «plano axial desde o buraco occipital até à convexidade cerebral, em algoritmo de tecidos moles e osso» e não diretamente sobre a zona da pirâmide nasal como incidiria uma TAC aos Seios Nasais, apenas realizada após, em março de 2015, com informação a fls.120), podendo não estar bem descrita, como referiu o perito Dr. F. , ou podendo não detetar com exatidão alguma lesão na zona do nariz, conforme reconheceram o Dr. J. P. médico que operou o autor em março de, a Dra.