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2 Com efeito, não se pode chegar ao fim de um regime matrimonial e fazer uma sindicância, passando a censurar-se condutas que ab inicio foram assumidas pelo casal como normais; 2 Qualquer comentário, critica construtiva ou consideração, no caso dos autos assume a força de menosprezo e desconsideração o querer que a assistente se vestisse melhor, o aceitar que a mesma fizesse uma cirúrgia plástica para retirar peles do peito e da barriga, a utilização de vocábulos que até ali eram considerados normais e que já faziam parte do vocabulário do arguido há vinte anos, sempre aceite, o caminhar um à frente outro atrás, apesar das testemunhas não corroborarem tal; 2 Mesmo que a leitura dos factos diga o contrário, que o arguido gostava do corpo da assistente, caso contrário não estava sempre a querer fazer sexo, como refere a testemunha , ao arrepio da vontade da assistente, caso contrário não se lamuriava; 3 Neste conspecto entende-se que os factos considerados como provados atentas as alterações que se invocam, devem ser desqualificados, porquanto não se vislumbra uma especial censurabilidade, capaz de subsumir uma crueldade e densificar os maus tratos que o tipo de crime de violência doméstica exige.