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Alegou, para tanto e em síntese, que é proprietária da fracção autónoma "CQ”, que corresponde a um conjunto de duas salas de espectáculo no segundo andar, que integra o prédio urbano em regime de propriedade horizontal denominado "CENTRO COMERCIAL ...”, actualmente administrado por R. F.. Referiu que, no dia 012019, teve lugar uma Assembleia Geral do Condomínio, no seio da qual foi aprovado, por maioria dos presentes, o novo horário de funcionamento do referido Centro Comercial, das 9h manhã até às 22h00 e que este horário fixado e o encerramento dos portões de acesso violam o estatuto real do condomínio e o cerne do direito de propriedade da autora quanto à sua fracção autónoma, pondo em causa o acesso à mesma desde o arruamento e a saída para o arruamento, por parte da autora, seus inquilinos e público em geral; que o réu e o seu administrador, apesar de alertados por diversas vezes para esse facto, fecham os protões de acesso às 22h00 e não permitem a entrada e saída de pessoas da fracção autónoma "CQ”.Regularmente citado, o réu não apresentou tempestivamente contestação.Notificada para apresentar as respectivas alegações, ao abrigo do disposto no artigo 56, n. 2, do CPC, a autora apresentou um requerimento em juízo, corroborando, em síntese, a posição plasmada no seu articulado inicial.. A ré, por sua vez, pugnou pela improcedência da acção.Por falta de contestação, consideraram-se confessados os factos alegados pela autora na petição inicial, não excluídos da livre disponibilidade das partes, nem carecidos de prova documental.Proferida sentença, julgou-se a acção totalmente procedente, por provada, e, em consequência:  a) Decretou-se a anulação da deliberação constante da Acta de Assembleia de Condóminos, de 012019 Acta n., relativa ao condomínio do edifício designado "CENTRO COMERCIAL ...”, situada na Avenida  ..., n.s .. a .., , Braga, quanto ao ponto seis da ordem de trabalhos, na parte respeitante ao horário de encerramento; b) Condenou-se o réu a abster-se de impedir a autora de usar e fruir a fracção autónoma CQ na plenitude do seu direito de propriedade, por si ou quaisquer terceiros que legitimamente à mesma queiram aceder, no âmbito de espetáculos ou actividades para os quais a fracção autónoma se destina e para os quais se encontra licenciada.-Objecto do recurso  Não se conformando com a decisão proferida, veio o R. interpor recurso, juntando, para o efeito, as suas alegações, e apresentando, a final, as seguintes conclusões:  O Requerente não concorda com a presente Douta Sentença, sendo certo que, pois entende que, nos termos do n. 1 do art.