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Para o efeito, contribuíram os seguintes, e relevantes, dados de facto:  - em consequência do acidente, o Autor sofreu traumatismo e fracturas, ao nível craniano, da face, mandibular, orbital, do ombro, úmero, clavícula, antebraço esquerdo e estrutura pélvica;  - efectuou 4 transfusões sanguíneas;  - foi submetido a duas operações cirúrgicas do foro ortopédico e maxilo-facial;  - teve alta cerca de 1 mês após o acidente, mas registou outros internamentos hospitalares;  - foi submetido a mais 3 operações cirúrgicas à mandíbula, ao nariz e à coluna vertebral, clavícula e antebraço);  - por via de sequelas permanentes, deverá manter o tratamento maxilo-facial e do foro dentário;  - após o acidente, passou a registar humor e sintomatologia ansiosa, relacionada com a condução automóvel;  - regista diversas cicatrizes visíveis, a nível facial, bem como variados vestígios de suturas, ao nível do tronco, braços e mãos;  - possui dor e limitação nos movimentos de flexão/extensão do punho;  - possui igualmente um défice funcional permanente de integridade psico-física de 14 pontos, mas é expectável o agravamento futuro das sequelas, sobretudo ao nível do punho esquerdo;  - o quantum doloris, grau de sofrimento físico e psíquico vivenciado pelo Autor entre a data do acidente e a data da consolidação das lesões, atingiu o grau 7 de 7;  - a afectação da imagem do Autor, em relação a si próprio e perante os outros, atinge o grau 5 de 7;  - a repercussão nas actividades desportivas e de lazer espaço de realização e gratificação pessoal comprovadas do atingiu um grau 5 de       Poderemos dizer que, ao liquidar o dano não patrimonial, o juiz deve levar em conta os sofrimentos efectivamente padecidos pelo lesado, a gravidade do ilícito e os demais elementos do "fattispecie”, de modo a achar uma soma adequada ao caso concreto, a qual, em qualquer caso, cabe avaliar pela equidade, devendo evitar parecer mero simulacro de ressarcimento.