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Foi também no contexto de uma relação de cariz contratual paritário que a recorrida contestou os pedidos ao sustentar as excepções dilatórias por si invocadas nos artigos 428 e seguintes e 802 do Código Civil; 4 Resultam do contrato celebrado entre as partes um conjunto de cláusulas que evidenciam o carácter privatístico e paritário da relação em que acordaram, de que são exemplos as cláusulas vigésima primeira e vigésima segunda do contrato celebrado entre a A e o B., onde, de resto, as partes não deixaram de acordar que qualquer litígio será «decidido nos tribunais Judiciais»; 4 O entendimento errado do tribunal a quo se extrapolado para outras actividades licenciadas levaria, por exemplo, à conclusão também errada de que  uma dívida entre particulares, relativa ao fornecimento de serviços de restauração e bebidas, caberia aos tribunais Administrativos porque a actividade do prestador é uma actividade licenciada, regulada no n234/2007, de 106, ou que  uma dívida entre particulares, resultante de um contrato de arrendamento seria da competência dos tribunais administrativos porque o referido contrato tem subjacente uma licença de utilização do edifício; 5 Também não é pelo facto de os VPV serem aprovados pela APA que estamos perante um «contrato especificamente a respeito do qual existem normas de direito público que regulem aspectos específicos do respectivo regime substantivo»; 5 Nem seria pelo mero facto de a recorrente ter por «missão a satisfação das referidas necessidades de interesse público» que se poderia concluir pela competência dos tribunais administrativos para a presente causa; 5 Como salientado pelo acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 012008, processo n747/0OTBCVL.1: «Em todos os contratos celebrados pela Administração, mesmo nos privados, está presente o interesse público.