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Pronunciou-se no sentido de que, apesar da presença dos quadros descritos e das referidas anomalias "não foram apuradas quaisquer características com as mesmas relacionadas que, no entender pericial ou estritamente técnico-científico, diminuíssem, sequer em nível ligeiro, a capacidade da arguida para avaliar a ilicitude dos factos em análise.” Quanto à capacidade da arguida se determinar perante a avaliação feita do que é e não é lícito, o relatório conclui que "a anomalia psíquica de que padece não interferiria na sua capacidade de se auto-determinar perante a avaliação feita da ilicitude dos actos.” Por outro lado, o relatório pericial, referindo-se à perturbação de personalidade, atesta que a mesma não releva "para a diminuição da capacidade de avaliação e determinação, quando e para os factos, nem para a alteração da consciência da ilicitude”, remetendo a questão da "personalidade” não para o plano da imputabilidade diminuída ou não)-inimputabilidade, mas antes para o da prognose da sua perigosidade, de natureza judicial, a ser ponderada pelo tribunal com o concurso das diversas provas.