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Com efeito, pode existir em termos documentais uma duplicação de artigos matriciais tendo por objeto a mesma porção de terreno ou então uma certa porção de terreno pode matricialmente integrar dois prédios distintos Mas, em termos substanciais, isto é, jurídicos, esta duplicidade já não é possível, pois uma porção de terreno não pode, ao mesmo tempo, ser objeto do direito de propriedade exclusiva de dois sujeitos diferentes: ou é de um ou é de outro, ou integra o artigo matricial urbano 1495 ou o rústico 555 Consta dos factos provados 27 a 35 não foram objeto de impugnação) o seguinte: Que no inventário orfanológico a que se procedeu por óbito do pai da autora e dos réus foi adjudicado à autora e à sua irmã, em comum, a verba n. 14 da relação de bens, isto é, 3/4 do prédio inscrito na matriz rústica da freguesia de   ...)  sob o artigo 553 Que no mesmo inventário, sob a verba n. 15 da relação de bens, foi relacionado um prédio – um barracão destinado à ordenha – que foi adjudicado a, mãe da autora e dos réus, encontrando-se esta verba n. 15 identificada sob a letra «» no croqui junto aos autos pela autora, prédio este que desde então passou a ser detido por, explorando-o, melhorando-o, zelando pela sua conservação, pagando a respetiva contribuição, cedendo-o a título gratuito e oneroso, dele retirando os respetivos frutos, enfim nele praticando todos os atos próprios de um verdadeiro proprietário.