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Com efeito, o Tribunal a quo procede a um juízo de correlação direta entre o Abuso de Direito e a indemnização a suportar pela verificação do mesmo – como se consequência inerente se tratasse –, sem que para isso indique, especifique ou fundamente, ainda que de forma meramente perfunctória, os fundamentos de facto e de direito que justificam e/ou sustentam a decisão de condenação do Recorrente ao pagamento da referida indemnização, por relação à Responsabilidade Civil, em clara e manifesta violação do dever de fundamentação que sobre o Tribunal a quo impende, conforme demonstrado supra, nos termos do disposto nos artigos 20, da CRP, e artigos 15 e 60, n. 2, ambos do CPC, impossibilitando o Recorrente de entender e/ou apreender o iter cognoscitivo e valorativo da referida Decisão.