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xix) Não foram as infiltrações a que se vem fazendo referência que impediram a Ré de explorar o locado, mas, bem inversamente, o embargo que sofreu por ter iniciado obras de adaptação do espaço sem a necessária licença;  xx) Aliás, a matéria constante do ponto 8 dos factos provados deve ser entendida à data da sentença da  Instância e, não à data da celebração do contrato, em que a utilização do locado, pese embora, existissem anomalias reconhecíveis e conhecidas pela Ré, esta entendeu ser possível, com uma simples adaptação, a sua exploração;  xxi) A não exploração do locado, por mais de um ano, resulta assim do comportamento da Ré que:  Iniciou obras sem o devido licenciamento e, por isso, sofreu um embargo;  Adoptou, após esse embargo, um comportamento negligente em relação aos projectos que apresentou;  xxii) De qualquer modo o comportamento da Ré encontra-se viciado por abuso de direito nos termos do Art.