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Isto porque se considera esta obrigação "propter rem ", tem como característica a "ambulatoriedade ", no sentido de que a transmissão do direito real de cuja natureza a obrigação emerge implica automaticamente a transmissão desta para o novo titular" 1  Ora, existindo jurisprudência que considera que a obrigação de contribuir para as "despesas necessárias à conservação e fruição das partes comuns do edifício", prevista no artigo 142 do Código Civil, acompanha o direito real - direito de propriedade in casu - sobre a fracção autónoma, 1  Razoável será que a arguida, ora recorrida, estivesse convicta de que as dívidas do condomínio anteriores à aquisição da fracção autónoma por parte do assistente - em 4 de Abril de 2018 - fossem responsabilidade deste.