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Processado em computador pela relatora e revisto integralmente pelas signatárias)  Évora, 23 de novembro de 202 Maria Clara Figueiredo Maria Margarida Bacelar  Sumário  - O crime de perseguição é um crime doloso, não admitindo a sua configuração objetiva qualquer concessão a comportamentos negligentes, desde logo porquanto as próprias condutas criminosas evidenciam uma premeditação, uma frequência e uma reiteração que não abrem caminhos a eventuais processos não intencionais; o perseguidor ou stalker sabe porque persegue e com que intuito o faz, agindo necessariamente de forma dolosa, em qualquer das formas previstas no artigo 14 do CP, com dolo direto, necessário ou eventual.