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2 O douto tribunal a quo interpretou o art 61 n1 e do P. Penal no sentido de não ser necessário ser ouvido o arguido para explicar as razões do não pagamento da pena de multa, sendo tal interpretação inconstitucional por violar o disposto no art 32 n 1 e 5 da R.P.,   Nestes termos e nos melhores de Direito que V EX.as mui doutamente suprirão, deve ser dado provimento ao presente recurso e, por via dele, ser revogada a decisão recorrida que converteu a pena de multa em prisão subsidiária e em consequência decretar-se a notificação do arguido para esclarecer as razões de tal incumprimento, ou, caso assim não se decida, decretar-se a suspensão da execução da prisão subsidiária, ou declarar-se a nulidade do despacho de que se recorre por violação das garantias de defesa do arguido, em particular o direito ao contraditório art.32, ns 1 e 5, da, cuja preterição constitui nulidade insanável art.119, al ., e ainda, declarar-se a inconstitucionalidade do douto despacho na interpretação dada pelo mesmo , do art 61 n 1 e do P.P.