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Com efeito, e tal como salienta o aresto antes enunciado, referindo-se especificamente à necessidade de fazer coincidir a conclusão do negócio com o momento da vinculação contratual da comitente/vendedora para com o interessado/comprador - a qual ocorre na data do respetivo contrato-promessa -, o nexo necessário que resulta da conjugação do direito à retribuição com o êxito substantivo da atividade do mediador «não pode deixar de ser considerado "quebrado” e não preenchido, quando, num contrato de "não exclusividade”, o comitente, embora a contraparte/interessado haja tido um primeiro contacto com o mediador, negoceia e conclui o negócio pretendido directamente com a contraparte/interessado, desconhecendo por completo, no momento da conclusão do negócio, o inicial contacto entre o interessado e o mediador; desconhecendo por completo que a "economia” do contrato a que se vinculou iria ser sujeita a um superveniente factor de desequilíbrio – a comissão/retribuição do mediador», aduzindo ainda, a propósito, o seguinte: «se no âmbito das operações de mediação dum contrato de "não exclusividade”, o mediador obtém/angaria interessados e, por uma questão de estratégia comercial dele próprio, prefere manter e mantém oculta do comitente a identidade dos interessados até à eventual e próxima conclusão do negócio, não pode aspirar ou pretender ubi commoda ibi que o comitente, por si mantido na ignorância sobre a identidade depotenciais interessados, se certifique que um interessado que lhe chega "desacompanhado” não é um daqueles que o mediador lhe ocultou a identidade; e, não se certificando, não pode pretender que a sua actividade de mediador e o negócio que venha a ser directamente concretizado entre comitente e sejam ainda considerados como estando numa relação de causa e efeito».