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Com efeito, de acordo com o preceituado no n. 3, do artigo 1 do CIRC, não releva o momento em que é recebido o preço das vendas efectuadas, mas o momento em que nasceu o respectivo crédito e, inversamente, não releva, para a imputação temporal de um custo, o momento em que a empresa extingue os seus débitos, mas sim o momento em que tais obrigações nascem vide neste sentido Rui Duarte Morais, in "Apontamentos ao IRC, Almedina, pág.. No caso dos autos, conforme decorre do probatório, a Recorrente contabilizou no ano de 1995, custos relativos a "laycards” ocorridos no ano de 199  A Administração Tributária não põe em causa que a Recorrente incorreu nesses custos e que os "laycards” entram no processo produtivo da edição e venda de cassetes, mas que os contabilizou erradamente, visto que na sequência da acção de fiscalização à contabilidade da impugnante foram verificadas as quantidades efectivas de existências iniciais, compras e existências finais de cassetes, e, apurados os números finais, procedeu à correcção de custos diferidos, a favor do sujeito passivo no valor de Esc.