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Na verdade, a lei preconiza, para a organização da sentença final, um método e aponta mesmo uma espécie de matriz: ela começa por identificar as partes e o objecto do litígio, enunciando, de seguida, as questões que ao tribunal cumpre solucionar – n 2, do art 60  Seguem-se os fundamentos, devendo o juiz discriminar os factos que considera provados e indicar, interpretar e aplicar as normas jurídicas correspondentes, concluindo pela decisão final – n   Na fundamentação da sentença, o juiz declara quais os factos que julga provados e quais os que julga não provados, analisando criticamente as provas, indicando as ilações tiradas dos factos instrumentais e especificando os demais fundamentos que foram decisivos para a sua convicção; o juiz toma ainda em consideração os factos que estão admitidos por acordo, provados por documentos ou por confissão reduzida a escrito, compatibilizando toda a matéria de facto adquirida e extraindo dos factos apurados as presunções impostas pela lei ou por regras de experiência – n    Hoje, com efeito, a sentença comporta a decisão de facto e a decisão de direito, cada uma delas sujeita a regimes de anulação e de impugnação diversos – arts 615, 639, 640 e 66  Como já antes dissemos:  ") A sentença contém, face à regra do novo CPC estabelecida no art 607, duas distintas decisões: a da matéria de facto e a da matéria de direito.