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A primeira corrente doutrinal e jurisprudencial escora-se, essencialmente, em dois argumentos, que podemos sintetizar assim: - as situações de impenhorabilidade, absoluta ou relativa, de bens do devedor são excepcionais, pelo que excepcionais - logo, insusceptíveis de aplicação analógica - são as normas que as estabelecem como é o caso da norma do n. 1 do artigo 73); - ao referir a impenhorabilidade parcial de prestações periódicas provenientes, além do mais, do exercício da actividade laboral, a lei não quis incluir as indemnizações e/ou compensações devidas pela cessação do contrato de trabalho, que não são prestações periódicas; são os rendimentos do trabalho que constituem, normalmente, a base de subsistência do indivíduo, é com esses rendimentos que cada um suporta as despesas do dia-a-dia e, portanto, é o seu montante líquido mensal que baliza a impenhorabilidade parcial estabelecida no artigo 73, n. 1, do CPC; a indemnização por cessação do contrato de trabalho, não só não corresponde a qualquer prestação periódica ou equiparável como não pode subsumir-se àquela parcela de rendimentos considerada necessária para assegurar a dignidade do trem de vida do trabalhador.