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Como bem se evidencia na decisão recorrida, a agressão do arguido não constituiu um meio necessário para parar a tentativa de agressão por parte do ofendido, pois que esta havia já cessado pela interposição, por parte do arguido, do seu braço esquerdo na frente daquele, ou seja, quando o arguido agride o ofendido - desferindo-lhe um soco na face - já não estava iminente qualquer agressão por parte do ofendido que carecesse de ser evitada, por outro lado, e também por isso, se já não estava iminente qualquer agressão por parte do ofendido - que não estava - não faz qualquer sentido pretender que o arguido agiu com animus defendendi, ou seja, com o propósito de se defender, mas antes com o propósito de agredir o ofendido, como agrediu, o que fez de modo livre e voluntário.