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E, neste contexto, faz sentido a invocação do artigo 9/3 do decreto-lei n 220/2006, de 3 de Novembro: «Não há desemprego involuntário nos casos em que o trabalhador recuse, de forma injustificada, a continuação ao serviço no termo do contrato, se essa continuação lhe tiver sido proposta.»  O cerne da questão é, portanto, saber se, para efeito de acesso ao subsídio de desemprego, o "desemprego” deve ser concebido e assumido como uma realidade de facto que produz os seus efeitos no terreno carência de um posto de trabalho e respectiva retribuição) ou antes como um ente de natureza puramente jurídica que paira no céu normativo.