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No caso, a administração tributária considerou que as facturas contabilizadas pela Impugnante não correspondiam a efectivas operações económicas, com base, nomeadamente, nos seguintes indícios elencados no RIT e melhor discriminados na sentença recorrida: )	Identificação distinta destes documentos nos extratos de conta corrente com a designação "A”; )	Desorganização dos artigos mencionados nas faturas identificadas com a letra "A” nos extractos de conta os produtos encontram-se dispersos ao longo da fatura, ao contrário da prática seguida normalmente, em que os produtos aparecem organizados por famílias; )	Insuficiente designação do artigo transacionado algumas destas faturas nem sempre identificam, com rigor, o artigo, mencionando apenas o nome do produto, por exemplo, cerveja grade; tal procedimento, não permite a sua conferência, nem a correta inserção no inventário permanente, assim como qualquer controlo por parte da inspeção tributária; )	Os montantes elevados de compras que se destacam relativamente às restantes, sendo em 2007 os montantes bastante aproximados; )	As quantidades unitárias dos artigos comercializados, que para além de anormais, são substancialmente superiores ao registo informativo de entradas de existências, aos inventários e às quantidades que surgem comercializadas no programa de vendas; )	Falta de registo no Sistema de Inventário Permanente, dos produtos mencionados nessas faturas; )	Prazos de pagamento anómalos, quando comparados com as restantes faturas emitidas à SA, verificando-se a dilação do pagamento para prazos sempre superiores a 60 dias; )	Existência de Mapas de Margens por Secção reais e contabilísticos; ix)	Inexistência de conferência dos artigos rececionados em armazém contrariamente ao que se verifica noutros documentos de fornecedores; x)	Existência de simulação de rubricas na receção de algumas faturas; xi)	Receção de documentos em envelopes fechados que são tratados diretamente pela contabilidade sem acompanharem o circuito normal das mercadorias; xii)	Incompatibilidade de transporte das mercadorias na generalidade dos documentos em causa, não existem transportes, por auto-estrada compatíveis, com as datas de emissão dos documentos, datas de entrega, volume e peso de mercadoria, ao contrário das restantes operações, em que, por regra, se verifica a existência de um transporte compatível, por auto-estrada; xiii)	Existência de correspondência entre as datas de receção na e a data de emissão dos documentos, o que se trata de uma situação anómala; xiv)	Alteração dos documentos após a sua emissão informática; xv)	Incompatibilidade das quantidades dos produtos comercializados com a capacidade de armazenagem do sujeito passivo; xvi)	Existência de indícios do retorno dos valores pagos pela ",SA.” ao "”, a fim de dar realidade a estas operações, consubstanciados em valores em numerário, colocados na esfera de interesses dos administradores, da ",SA.”, através de depósitos bancários ou pela sua simples posse.