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Além de se presumir a culpa do agente, pelas mesmas razões, aqui agravadas ainda, por que se propõe a presunção de culpa no caso de danos causados por coisas à guarda de alguém»  Cremos que a maioria dos Autores explicam a norma como excecionando apenas a regra de que ao lesante incumbe a prova da culpa do lesado, ainda que reconhecendo que a presunção de culpa é mais forte aqui do que noutras normas do sistema que também estabelecem presunções de culpa Entre estes, Rui Ataíde, que na sua tese de doutoramento, da presente década, dedica extensas páginas à explicação da norma; a sua posição pode sintetizar-se na passagem em que afirma que a unidade do sistema impõe que «a determinação do conteúdo da prova liberatória tem de obedecer em simultâneo a dois parâmetros fundamentais que só aparentemente são contraditórios: contê-la dentro dos limites do princípio da culpa, expurgando-a da obstrução literal criada pelo artigo 49/2 e acatar a intencionalidade legislativa, materialmente justificada, de criar um regime de responsabilidade mais severo para o exercício das atividades perigosas» Distintamente, Menezes Cordeiro atribui à norma presunção mista de culpa e ilicitude semelhante à faute, por violação de deveres do tráfegode prevenção e de, que sempre recaem sobre quem exerce e beneficia de uma atividade perigosa  Para a decisão deste recurso não será necessário que esta formação tome posição sobre se o art.