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Contudo, nenhum elemento de prova corrobora que a arguida tenha agido com a intenção de matar; mesmo estando demonstrado que agiu movida por ciúme naquele momento, o Tribunal considerou não ter resultado provado que a arguida agiu com esse propósito, em face da origem do conflito o desagrado pelo facto de ter felicitado uma rapariga através de mensagem escrita, que a arguida procurar deliberadamente e, porque das centenas de sms que a arguida enviou a desde Setembro de 2016 até ao dia 112017 apenas resultam sentimentos de carência afectiva, obsessão, obstinação e auto-vitimização da mesma em relação àquele, os quais se distinguem do sentimento de posse, que, ainda que tenha sido pontualmente verbalizado pela arguida diante de , não resultou materializado em nenhum comportamento da arguida.”  Bem andou, pois, o tribunal em concluir pela intenção homicida, ainda que a título dolo eventual, e em não dar credibilidade às declarações da arguida no sentido de que o golpe foi desferido de forma inopinada, sem qualquer intenção de o agredir corporalmente e muito menos homicida.