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76 - Não foi produzida prova suficiente, que levasse o Tribunal a quo, dentro da sua liberdade de apreciação, mas condicionado às regras da experiência e da normalidade das coisas, a decidir como provados os factos respeitantes aos elementos subjectivos integradores do tipo, muito menos que tenha fundamentado a sua decisão da forma como o faz, nomeadamente: "Se é certo que FFF não reconhece o arguido BB e reconhece apenas semelhanças com a pessoa que apresentou a documentação em causa com o arguido AA, mas sem certezas, dúvidas não restaram a este Tribunal quanto à co-autoria de ambos nestes factos.” "Por outro lado, o elemento de conexão com o arguido BB faz-se através do depoimento da testemunha , que confirma a venda ao arguido AA e que este veio através do arguido BB, que lho indicou.”  77 - Salvo o devido respeito, que é muito, por mais que tentemos, não conseguimos acompanhar o raciocínio do Tribunal a quo que permitiu concluir, da forma como concluiu, apenas com base no facto do recorrente ter indicado como cliente o coarguido AA ao vendedor do veículo a testemunha, quando até é o próprio tribunal a quo quem refere que , "garantiu esta testemunha que o arguido AA lhe foi trazido, enquanto cliente, pelo arguido BB, a quem havia, anteriormente, vendido um ..., para a sogra” - facto que por si só não chega, não é suficiente para inferir da coautoria do recorrente nestes factos, nem para se dar por preenchido o elemento subjectivo do tipo.