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Considerando que o recurso foi interposto pela A., unicamente em torno da quantificação dos danos, podemos desde já assentar, como matéria que não sofre discussão, que constitui prejuízo da A., imputável à atuação do R., o facto de este ter introduzido no consumo, durante os anos de 2001 a 2007, pelo menos 5628 garrafas de licor, sem que tivessem sido contabilizadas como vendas da A.  Com efeito, consta do ponto 5 que "no período compreendido entre janeiro de 2002 e outubro de 2007 foram introduzidas no consumo, pelo menos, 5628 garrafas de Ginja de um litro, a 18%, sem que tal facto se tenha refletido nas vendas da A., e sem que esta haja liquidado os respetivos impostos – IABA Imposto sobre o álcool e as bebidas alcoólicas) e o IVA Imposto sobre o valor – sendo que a cada garrafa corresponde um custo de € 1,64 de Ginja, € 1,66 de IABA e € 0,64 de IVA, num total de € 3,94, num quantitativo total global não apurado em concreto, auferindo a A., por cada litro de ginja vendido um lucro cujo quantitativo também não foi apurado em concreto”.