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Sem prescindir e por mera cautela 2- Se for acolhido o raciocínio vertido na douta sentença recorrida quanto a considerar que os descansos semanais obrigatórios na pendência de viagens internacionais são efetivos períodos de descanso semanais do respetivo motorista, tal determinaria que o motorista TIR consumiria os descansos semanais a que tem direito em trânsito como qualquer trabalhador por conta de outrem de qualquer em viagens internacionais se por imposição legal tivesse de efetuar um descanso semanal obrigatório na pendência de uma viagem internacional então já não teria direito ao seu descanso semanal quando regressasse ao seu país e em concreto, à sua área de residência  2- No limite isso poderia determinar que o motorista TIR quase nunca teria a possibilidade de gozar os seus descansos semanais na sua área de residência, junto da sua família e junto dos seus amigos, uma vez que como é sabido, um motorista TIR em cada seis dias de condução tem de efetuar um descanso semanal obrigatório por imposição legal ver artigos 4, e 6 a 8 do Regulamento n. 561/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho de 15 de março de 200  2- Por tudo o que supra se expôs nas conclusões anteriores, reitera-se que a douta sentença recorrida violou o n. 1 do artigo 8 da Lei n. 98/2009 de 04 de setembro, o n. 1 do artigo 197 e o artigo 199, ambos do Código de Trabalho e o n. 1 e 2 do artigo  da Diretiva n. 2003/88 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 04 de novembro de 2003 sem prejuízo da eventual violação de outras disposições legais que Ex.as considerem verificar-se).