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Na verdade, esta evolução jurisprudencial não pressupõe a eliminação do conceito restrito de ofendido previsto no citado art.68, n1, al.a, referindo o acórdão do STJ de 17 de Novembro de 2010 " a aceitação de um conceito amplo de ofendido poderia envolver consequências desastrosas para o processo pois abriria eventualmente as portas à manipulação ou instrumentalização da figura do assistente, pondo-a ao serviço de outros interesses que não o da colaboração com o MP na prossecução da acção penal”, acrescentando "A aceitação de um conceito estrito de ofendido não desprezará, porém, os interesses da vítima, quando forem efectivamente relevantes, melhor, quando ela for portadora de um interesse protegido pelo tipo legal.