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...26, de 24-09-2015, mas o registo dos novos corpos sociais só foi feito em 26-03-2009, e não constando o Recorrente desse elenco, será de presumir que se desvinculou da sociedade  P) Veja, pois, a evidente contradição do Recorrido na parte em que afirma que "o BES soube em 2010 positivamente da renúncia do Executado/Embargante do cargo de administrador, mas permitiu a utilização da mesma conta sem lho comunicar”, que contamina o tecido alegatório;  Q) De facto, se o registo dos novos corpos sociais foi registado em 26-03-2009, e nessa medida pela presunção da publicidade do registo, a Recorrida soube da desvinculação, como explica o Recorrente que o Banco Exequente portador da livrança tenha tomado positivamente conhecimento da desvinculação um ano depois, isto é, em 2010; questão que ficou por responder;  R) Em 2008, data da alegada desvinculação da sociedade subscritora, o Recorrente não procurou junto da Recorrente por apurar se a conta caucionada subjacente ao contrato que titula a livrança dada à execução estaria ou não regularizada na íntegra, o que se impunha situação que difere do acórdão fundamento, quando nesse caso ficou provado que os Recorrentes foram diligentes ao ponto de previamente se certificarem que a conta corrente caucionada estaria;  S) Pelo depoimento da testemunha ficou igualmente provado que ao Banco Recorrido nunca foi comunicada a desvinculação do Recorrente do cargo de administrador da empresa, e que caso tivesse sucedido isso obrigaria a nova negociação, liquidação ou entrada de novo avalista, o que não aconteceu;  T) Mais sustentou que a sociedade comercial subscritora A..., S.A. é detida a 100% pela empresa S..., S.G.P.S, sendo esta detida em 25% pelo Recorrente, pelo que se concluí, que o continuou a ter acesso a informação privilegiada quanto a actos de gestão da sociedade subscritora, nomeadamente, quanto à reutilização da conta caucionada para pagamento de despesas correntes;  U) O que é evidenciado pelo facto do Recorrente ter oferecido aos autos juntamente com os Embargos de Executado um extrato de conta da sociedade A..., S.A. datado de 25-02- 2016 muito posterior à data da desvinculação), razão pela qual fica assim demostrado que continuou ligado à sociedade subscritora;  ) Não colhe, pois, o argumento apresentado pelo Recorrente de que a presunção da publicidade registal ancorada no artigo 1 do CRC vale como o ���factum proprium” conduta anterior do que seja suscetível de fundar uma situação de confiança;  W) A norma incita no artigo 1 do CRC quanto conjugada com o artigo 35 do , e interpretada no sentido de desonerar o avalista/administrador do ónus de provar que deu conhecimento da desvinculação ao Banco portador da livrança por aquela válida e eficazmente avalizada-colidindo com as cláusulas 3 e 3 das Condições de Gerais do contrato previamente aceites pelo Recorrente pela aposição de assinatura pelo próprio punho no contrato e respectiva livrança, sem em momento algum impugnar a sua assinatura por falsidade e/ou não - é sujeita a um juízo positivo de inconstitucionalidade por violação do princípio da proporcionalidade consagrado no artigo 1 n. 2 da CRP, na vertente proibição do excesso;  ) Considera-se particularmente elevada e onerosa a exigência imposta ao Banco Recorrente e demais instituições que prossigam a actividade bancária com a latitude definida pela lei, no sentido de lhes ser exigido que diligenciem pela regular verificação da atualização dos dados constantes do registo comercial, nomeadamente de alterações estatutárias, de todos os clientes sob sua gestão;  Y) Tal como foi explicado escorreitamente pela testemunha , era habitual o saldo da conta caucionada vir muitas vezes a zero, mas que posteriormente a sociedade voltava ter a necessitar de utilizar o crédito em conta para fazer face a despesas correntes; a empresa tem um "plafond” para gerir segundo o seu interesse, e dentro do mesmo, está livre de utilizar o capital disponibilizado e que se não lhe foi comunicado que não há renovação, sabe que se vai manter;  Z) O recorrente confunde ausência de incumprimento com pagamento integral da conta, não podendo ignorar que visando a livrança titular todas as responsabilidades decorrentes desse mesmo contrato, as partes acordaram expressamente que a renovação operava automaticamente pelo prazo de noventa dias, em caso de ausência de denúncia contratual por carta registada, com um aviso prévio de quinze dias;  AA) Contrariamente à situação analisada no acórdão fundamento, no caso "sub judice”, não foi criada qualquer expectativa legítima de que a livrança não seria executada, posto o incumprimento, nem o Recorrido agiu de forma a poder criar essa mesma expectativa, pois como se viu não houve qualquer conduta lícia e positiva da parte daquele que se traduzisse na comunicação da sua desvinculação;  BB) Nesta medida, cai por terra o "factum proprium” que seja suscetível de fundar uma situação de confiança por clara oposição ao acórdão, pelo que inexiste abuso de direito da parte da Recorrida, a qual actuou dentro dos limites contratuais legais impostos pela boa-fé;  ) No que tange ao segundo acórdão fundamento de 05-06-2018 proferido no processo n. 10855/19 TBCBR-A.CS1, os Venerandos Juízes Conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça, foram chamados a pronunciarem-se sobre um caso em que os Recorrentes através da prova documental e testemunhal demonstraram ter comunicado ao Banco Recorrido a sua desvinculação face à sociedade subscritora, tendo sido surpreendidos coma citação para a acção executiva, treze anos depois da desvinculação, e após terem conhecimento de que o contrato subjacente à livrança já não constava do Banco de Portugal;  ) No caso em análise, a Recorrente interpelou o Recorrente para pagamento do crédito vencido, mediante missava com aviso de recepção assinado em 24-08-2015 por , esposa daquele; tendo o mesmo sucedido com missiva de rescisão contratual com aviso de recepção assinado 09-10-2015; o que inculca um propósito de não prescindir da garantia do aval, não existindo qualquer factor surpresa;  EE) Já no segundo acórdão fundamento, ficou provado que o Banco Recorrido accionou a livrança com base num contrato distinto daquele que visava garantir; contrato esse que se traduz num contrato de fornecimento de veículos, o qual requer um enquadramento jurídico distinto de contrato de financiamento em conta corrente destinada ao apoio de tesouraria, reutilizável; questão que não se coloca no caso concreto dado que a relação subjacente à livrança correspondente ao contrato de financiamento, o qual se encontra umbilicalmente ligado ao título de crédito peticionado nos autos;  FF) O Recorrente criar uma cortina de fumo alegando que alteração contratual ocorrida em 2014 se trata de uma nova responsabilidade, mas salvo o devido respeito, afigura-se que o Recorrente infere o que não encontra adequado suporte, designadamente, que "a conta com o n. ...61, referente ao financiamento a que a livrança diz respeito,comon....61/07, foi novamente paga pela A..., S.A. no dia 02014” e que a "...”, na mesma data, "fez uma nova conta no BES com o n. ...83” referente a "um novo empréstimo”;  GG) Conforme resulta do depoimento da testemunha , os valores disponibilizados pelo Banco Recorrido foram depositados na conta à ordem n. ...48 da sociedade A..., S.A. na fase inicial do contrato de financiamento, mas uma vez que em 2014 não foi actualizada no sistema comercial do Banco a renovação da conta ,a mesma caducou, e foi necessário criar outra conta associada ao mesmo contrato, sendo pois importante atender às vicissitudes próprias duma conta caucionada;  HH) Em suma, é de destacar que o Recorrente também não veio demonstrar que a alteração da conta implicaria estar na presença de contrato "ex novo”, mormente que respeitasse a responsabilidade diversa da obrigação exequenda;  ) Por fim, no caso em análise, provou-se o beneficiário da garantia accionou-a por dívidas não referentes ao fornecimento de veículos e por um valor superior ao valor garantido; o que não se verifica no caso em análise, tendo a livrança sido preenchida em conformidade com o pacto de preenchimento, e por isso com referência ao valor que à data de encontrava efectivamente em dívida capital e;  JJ) Esta substancial diferença entre o Douto Acórdão recorrido e os acórdãos fundamento apresentados pelo Recorrido, por não ocorrer contradição entre no domínio da mesma legislação e sobre a mesma questão fundamental, inquina de forma irreparável a admissibilidade da presente Revista Excecional;  KK) É, pois, aplicável ao caso concreto o Acórdão Uniformizador do Supremo Tribunal de Justiça n. 4/2013 de 112012, proferido no âmbito do processo n. 5903/04TVLSB.LLS1, e publicado no Diário da República,  Série, de 202013, que fixou jurisprudência no sentido de que "tendo o aval sido prestado de forma irrestrita e ilimitada, não é admissível a sua denúncia por parte do avalista, sócio de uma sociedade a favor de quem aquele foi prestado, em contrato em que a mesma é interessada, ainda que, entretanto, venha a ceder a sua participação social na sociedade avalizada”;  ) Sendo a factualmente idêntica, por não ter ocorrido uma válida e eficaz desvinculação do avalista/ administrador na situação em análise, nem se alegou e demonstrou pacto nesse, "mutatis mutandis” seria de aplicar a dita jurisprudência uniformizada;  ) Ademais, nos casos em que é defensável a desvinculação unilateral do aval, o antigo sócio/administrador apenas deixará de responder pelas dívidas ulteriores à respectiva desvinculação, sendo que a data relevante para o efeito corresponderá à data de recepção por parte do credor da declaração a solicitar a referida desvinculação - cf.