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Por sua vez, o Ministério Público no recurso interposto vem alegar que, os crimes imputados ao arguido são graves e podem resultar numa pena de prisão, ainda que suspensa na sua execução; que existe também o perigo de fuga, que o arguido é portador de uma personalidade imatura e irreverente para com as decisões dos tribunais, já que incumpriu a medida de acolhimento residencial, que lhe foi aplicada no âmbito da proteção de menores;  que é altamente provável que a vigilância eletrónica não seja apta a inibir o arguido de se aproximar da vítima para praticar factos de igual gravidade ou ainda mais graves dos que se mostram indiciados nos autos; que o arguido tem agido como bem entende e sem quaisquer limites por parte dos seus progenitores; que não há quaisquer garantias que o arguido permaneça voluntariamente na casa do irmão; e que só  a prisão preventiva satisfaz cabalmente as exigências cautelares do caso, a garantir a proteção da vítima e a salvaguardar os aludidos perigos.