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manteve uma pressão hostil sobre a A. ao longo de mais de 3 anos ao não efetuar qualquer alteração às suas tarefas e funções e ao não dar resposta a qualquer proposta que ela fez de rescisão de contrato por acordo; a verdadeira causa de rescisão do contrato pela A. foi o assédio de que foi vítima e esse ficou também demonstrado pelo testemunho das suas duas testemunhas;a doença profissional da A. limitava-a nas tarefas que lhe eram dadas para executar; pediu à R. por diversas vezes a mudança de funções, o que lhe foi negado sempre; a A. é trabalhadora muito lutadora e determinada e para não falhar com as colegas e estar permanentemente a pedir a sua ajuda entrou em depressão nervosa o que a arrastou para novas baixas médicas; após cada baixa médica, a R. voltava a dar-lhe exatamenteasmesmasfunçõesetarefas; enviou a sua carta de rescisão de contrato de trabalho com justa causa com 30 dias de antecedência e a R., mantendo a sua hostilidade apenas lhe respondeu no dia posterior à rescisão do contrato comunicando que não a aceitava; a R. nunca respondeu sequer às propostas da A. para rescisão do seu contrato de trabalho por acordo, porque a pressionava para a rescisão por sua iniciativa; mesmo depois da rescisão do contrato a R. demorou três semanas a entregar à A. a correspondente declaração de situação de desemprego; a condição económica daA., a sua baixa escolaridade e qualificação facilitouque a R. a tivesse pressionado de forma dolosa; o "Mobbing” da R. foi executado durante quase 4 anos; a R. isolou a A. de todo o grupo de trabalho e a prova feita pela A. tem-se por suficiente porque existem fortes indícios de"Mobbing” e foi esta a verdadeira causa da sua rescisão do contrato de trabalhoque mantinha com a R. Vejamos: Conforme resulta do disposto no artigo 64 do P.:  &lt;&lt; Quando seja impugnada a decisão sobre a matéria de facto, deve o recorrente obrigatoriamente especificar, sob pena de rejeição: a) Os concretos pontos de facto que considera incorretamente julgados;  b) Os concretos meios probatórios, constantes do processo ou de registo ou gravação nele realizada, que impunham decisão sobre os pontos da matéria de facto impugnados diversa da recorrida; ) A decisão que, no seu entender, deve ser proferida sobre as questões de facto impugnadas.