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É certo que o dano é causado em concreto pela empreiteira e não pela Câmara Municipal, mas, como referem as Rés, nos termos do n. 9 do artigo 1 do Código de Processo nos Tribunais Administrativos aprovado pela Lei n. 15/2002, de 22 de, «Podem ser demandados particulares ou concessionários, no âmbito de relações jurídico-administrativas que os envolvam com entidades públicas ou com outros particulares.» O que se compreende, pois se fosse cindível a jurisdição para conhecer do mesmo complexo de factos gerador de responsabilidade , repartindo-se a demanda entre tribunais cíveis e administrativos, tal cisão, para além de outros inconvenientes, obrigaria o lesado a instaurar duas ações idênticas em jurisdições diversas, uma nos tribunais administrativos contra a Câmara e outra nos tribunais comuns contra a empreiteira, gerando uma duplicação de atividade jurisdicional que poderia dar azo à prolação de decisão contraditórias sobre os mesmos factos e pedidos.