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Na sentença em crise arbitrou-se, com recurso à equidade, indeminização, no quadro do dano patrimonial futuro, projetado especificamente na perda da capacidade de ganho, perspetivada como um autónomo e permanente dano patrimonial, direcionado essencialmente para o futuro, com perda de capacidade geral de ganho do lesado – as sequelas suportadas, com um défice funcional permanente da integridade físico-psíquica de 31 pontos sendo de admitir a existência de futuros danos, não são compatíveis com o exercício da atividade profissional habitual do A., provando-se, pois, que a incapacidade de que é portador deve ser considerada como total e permanente para o desempenho daquela sua atividade profissional as sequelas sofridas são impeditivas do exercício da atividade de, embora seja de admitir compatibilidade com outras profissões da área da preparação técnico-profissional do lesado, na quantia de final de € 11167,14 a considerada "justa indemnização” atingiria o "valor de 13850,00€”, a que foi deduzido, todavia, o já recebido da seguradora Interveniente no âmbito, no montante de "1682,86€”.