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Quanto à factualidade não provada, designadamente as reais funções da arguida B. dir-se-á o seguinte: não se duvidando de que a simples circunstância da arguida figurar como gerente da sociedade em causa nos autos nunca constituiria sólido apoio para, porventura com fundamento nas máximas da experiência comum, suportar, por si só, a conclusão de que a mesma participou nas sucessivas tomadas de decisão que conduziram à não entrega ao Estado das quantias em apreço, o certo é que bem se vê que o sentido para que indubitavelmente apontam os elementos probatórios que vimos de considerar, é o da aplicação do princípio da presunção da inocência, com todas as suas conhecidas e inevitáveis consequências, pois que nenhuma prova foi produzida no sentido de lhe atribuir qualquer tipo de intervenção nos factos em causa.