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Neste mesmo sentido, Carlos Cadilha refere que são de excluir do âmbito da responsabilidade administrativa os actos praticados no exercício de funções, mas não por causa desse exercício, que, como tal, serão de qualificar como actos pessoais dos seus respetivos autores materiais, «pelos quais o funcionário responderá segundo o regime de direito privado, como qualquer outro cidadão, por se tratar de actos praticados no domínio da sua vida privada»  Importará, assim, apreciar, casuisticamente, se o facto ilícito ocorreu não só no desempenho das funções mas também por causa dele, consubstanciando um legítimo exercício da competência do agente, uma vez que, se assim não for, tais actos encontram-se excluídos do presente regime de responsabilidade extracontratual do Estado e demais entidades públicas.