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E tendo a requerida recorrido da decisão que determinou, pela segunda vez, a manutenção tal medida cautelar, veio este Tribunal da Relação de Lisboa concluir pela manutenção da medida cautelar em questão, afirmando no acórdão respectivo, para além do mais, que: - "se os menores estão agora com a tia e, por isso, eventualmente em contacto com o e não com a mãe, isso não resultou de uma desconsideração do regime decorrente da Convenção de Istambul, isto é, do regime da regulação das responsabilidades parentais no âmbito de crimes de violência doméstica e de outras formas de violência em contexto familiar, mas por facto que tem a sua fonte na mãe, tendo essa colocação sido considerada a melhor solução provisória para o caso, sendo que a mãe não se opôs a ela, antes concordou com a mesma”; - o perigo que tal medida cautelar se destinou a evitar "resulta do facto de a mãe, a quem foi atribuído em exclusividade o exercício das responsabilidades parentais em Fev2018, ter sido acometida – sem que se indicie que tal tenha tido que ver com o comportamento actual do pai -, em 06/04/2018 de episódio transtorno psicótico agudo que veio a determinar o seu internamento urgente em unidade hospitalar por mais de duas semanas, ou seja, até 20/04/2018, depois de ela se ter fechado em casa com os filhos e recusado qualquer contacto com terceiros, sendo que o fornecimento de energia eléctrica à habitação da progenitora e das crianças tinha sido cortado, tendo por isso o tribunal concluído que os filhos estavam expostos a uma situação de perigo relevante para a sua integridade física, para a sua integridade psíquica e para o seu desenvolvimento global; sendo que, 6 meses depois, as crianças manifestavam vontade de permanecer em casa da sua tia, onde se sentiam protegidas e acarinhadas e rejeitavam os contactos com a mãe, o que revela o trauma que a situação tinha provocado nos filhos”.