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A considerar que basta o mero depósito de uma qualquer quantia na G., com menção a um local, para se considerar constituída uma relação locatícia, teríamos como inútil a regra prevista neste art 7 do RAU e como consequência a eventual constituição de relações de arrendamento, sem determinação de prazo, sem acordo quanto à renda que corresponderia à quantia que o depositante entendesse por pertinente e ainda que o proprietário do imóvel ignorasse, quer a ocupação, quer os depósitos, quer a sua causa.”  E não se diga, como sustenta a Recorrente/Ré/EE, que decorre da facticidade adquirida processualmente ter sido criada uma situação de confiança, determinada pela não oposição à ocupação da fracção reivindicada, por parte das atuais proprietárias ou dos anteriores proprietários, desde 2005, gerando na Ré/EE a convicção normal e razoável de que o depósito do valor da renda na conta bancária da Caixa Geral de Depósitos, consubstanciava a sua aceitação e reconhecimento, enquanto arrendatária, ademais, a falta de observância do contrato escrito não poderá prejudicar a Ré, EE, uma vez que consubstancia uma nulidade a que as Autoras deram causa, encerrando a actuação destas uma manifesta violação das regras de boa-fé, que sempre obstariam à satisfação da pretensão jurídica reclamada nos autos, em razão e na decorrência do exercício abusivo do direito arrogado.