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artigo 45 da contestação) 2 Não se provou que: a) A liberalidade referida em  foi exclusivamente justificada pelo facto da Autora ir casar com o Réu artigo 5 da petição; b) A liberalidade em causa permitiu ao Réu usufruir de um nível de vida que os seus patrimónios e os seus rendimentos não permitiam artigo 6 da petição; ) A doação referida em  visava a construção de uma pequena moradia, no dito prédio, pelo A. e R. para que os pais da A., já idosos, passassem a residir com a sua filha, ora Autora e futuro genro, ora Réu artigo 11 da petição; ) A doação de tal prédio ao Réu foi a pedido deste, com o propósito de nele construírem tal moradia, onde os pais da Autora, pudessem passar o resto da vida no convívio com estes artigo 13 da petição; e) Tal doação justificou-se já que o Réu referiu à Autora, que se necessitassem de dinheiro para as obras, o prédio já estaria na sua titularidade para obter um empréstimo bancário, e tratar de todas as licenças, sem a intervenção da Autora artigo 14 da petição; f) Ao que a Autora acedeu, confiante no dito projecto, depois de casados artigos 15 da petição; g) Foi para viabilizar este sonho familiar que a Autora doou ao Réu o prédio supra identificado artigo 16 da petição; h) O prédio possui o valor comercial, agora, de 7000,00€ artigo 18 da petição; ) O preço referido em 1 fosse pelo valor de 7000,00€ artigo 19 da petição; j) A liberalidade "visou” o casamento da A. e R. com vista a proporcionar a estabilidade de agregado familiar constituída pela A. e R. e pais daquela artigo 26 da petição; ) O prédio foi doado à Autora para preservar na família o dito prédio artigo 28 da petição; ) O Réu prometeu ou deu a entender, de qualquer forma, que pretendia casar com a Autora para ter mais filhos e que os mesmos tivessem como mãe a Autora art.