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No que diz respeito à verificação do fumus boni iuris, Nem todos os prazos da LGTFP são contados nos termos do CPA; Veja-se o exemplo do prazo previsto no artigo 29 da LGTFP que se conta em dias corridos; Não é o simples facto de constar da LGTFP que implica que o prazo seja contado nos termos do CPA; Segundo o princípio de igualdade de armas, se a entidade empregadora tem um prazo de60 dias, para elaborar a nota de culpa, e se, esses 60 dias se contam em dias corridos, não deverá o trabalhador gozar de um prazo contado em dias úteis; Pois tal implicará uma "prorrogação ou aumento” desproporcional - e ilegítima - do prazo, bem como um tratamento diferenciado e discriminatório das partes; Podemos, ainda, constatar que na LGTFP, quando o prazo é contado em dias úteis, existe uma referência expressa quanto aos dias úteis, tal como acontece nos artigos 1, 1, 2, 2, 611, 11, 12, 29, etc.