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Se no amontoado de roupa que estava em cima da tábua de engomar existiam ou não alguns vestígios da cera da vela derretida.”;  2– A A. celebrou com a R. um seguro de responsabilidade multirriscos-empresas pelo qual esta assumiu, através da apólice n.34-00055223, a responsabilidade pelo risco quanto às seguintes coberturas, entre outras, que totalizam o capital coberto de €46500,00: - incêndio pelo valor de €40000,00; - danos em mercadorias pelo valor de €35000,00; - danos em benfeitorias pelo valor de €5000,00; - privação temporária do uso do local pelo valor de €000,00; e - responsabilidade extracontratual pelo valor de €2000,00;  3– Em 212013 foi aberto pela R. o processo para regulação do sinistro, tendo sido nomeada uma equipa de peritagem para o efeito, tendo em 6 de janeiro de 2014 solicitado à A. a documentação necessária, e tendo esta de imediato sido entregue, por esta àquela equipa; 3– A A., através da sua mandatária, porque as perícias levadas a cabo pela R. não estavam concluídas, dirigiu em 22 de janeiro de 2014, carta à R. em que a alertava para o prejuízo que lhe advinha da impossibilidade de exercer a sua atividade comercial e em que lhe solicitava o pagamento por conta da quantia de €000,00 para fazer face aos encargos que a mesma se estava a ver obrigada a suportar durante a paralisação da sua atividademissiva a que respondeu a R., em carta datada de 10 de fevereiro de 2014, recusando tal adiantamento; 3– Em 24 de março de 2014 a A. enviou à R. carta em que, face à não conclusão da peritagem, a alerta que, caso o processo não ficasse concluído no prazo de 15 dias a partir da receção da mesma, recorreria aos meios judiciais para que fosse ressarcida dos prejuízos advenientes do incêndio; 3– Em 22 de abril de 2014, perante inercia e silêncio da R., a A., através da sua mandataria, solicitou àquela uma reunião, disponibilizando-se a R. a realizar a referida reunião, tendo posteriormente solicitado o adiamento da mesma para o dia 7 de maio de 2014, mas que nunca teve lugar; 3– Em 5 de junho de 2014 a R. dirigiu carta à A. em que aquela declina qualquer responsabilidade no ressarcimento dos prejuízos reclamados por esta, alegando em suma que a "ocorrência” não se afigurava suscetível de enquadramento nas coberturas definidas no contrato de seguro; 3– A mercadoria que foi afetada pelo incêndio e referida em 2 tinha o valor de custo total de €28967,84; 3– A reparação dos danos atinentes aos ativos referidos em 2 importava o montante de €2000,00; 3– A A. de Janeiro de 2014 a abril de 2014 teve de arrendar um espaço para armazenar toda a mercadoria que se encontrava no armazém do estabelecimento comercial no que despendeu a quantia de €000,00; 3– A A., em razão do sinistro teve o seu estabelecimento fechado desde a ocorrência do sinistro e até dezembro de 2014, altura em que conseguiu ceder a exploração do mesmo; 3– O estabelecimento referido em  apresentava, então, prejuízos que não se debelaram com a outorga do contrato referido em , mantendo o estabelecimento comercial em causa exatamente as mesmas pessoas que tinha ao balcão; 4– O incêndio ocorreu em vésperas de Natal, já no final de estação; 4– Parte do material existente tinha largos anos, pois muitas das peças ainda ostentavam o preço em escudos e euros; 4– A A. vinha acumulando prejuízos desde 2009, data da sua constituiçãoe à data do incêndio já acumulava de prejuízos transitados na quantia de €14629,73 cento e quarenta e cinco e seiscentos e vinte e nove euros e setenta e três cêntimos); 4– A A. não efetuou, após o incêndio, quaisquer obras na loja; 4– A A. cessou a sua atividade comercial com efeito a 32015;  B– Não provados deles se expurgando os conclusivos, de direito e sem pertinência): 4– Que a roupa que estava sobre a tábua de engomar e no caixote de papelão colocado ao lado daquela estava em estado novo; 4– Que a R. solicitou à A. todas as faturas de compra de mercadorias desde 2009;  4– Que os bens móveis que sofreram danos não tinham qualquer valor comercial.