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496, n 1, do , mais do que uma indemnização é uma verdadeira compensação: segundo a lei, o objectivo que lhe preside é o de proporcionar ao lesado a fruição de vantagens e utilidades que contrabalancem os males sofridos e não o de o recolocar "matematicamente" na situação em que estaria se o facto danoso não tivesse ocorrido; a reparação dos prejuízos, precisamente porque são de natureza moral e, nessa exacta medida, irreparáveis, é uma reparação.” De referir também que a indemnização por danos não patrimoniais convoca, com maior acuidade, a função punitiva da responsabilidade , reconhecida, em determinados casos, pela jurisprudência portuguesa e com as vantagens explicadas, de forma sumária, por Paula Meira Lourenço, no artigo "A Indemnização Punitiva e os critérios para a sua determinação", disponível online, em https://www.stj.pt/wp-content/uploads/2018/09/responsabilidadecivil_paulameiralourenco.pdf, onde refere designadamente que: «No nosso ordenamento jurídico, a dificuldade de avaliação dos danos não patrimoniais, danos difusos e dos danos "complexos, graves e irreversíveis”, possibilita a obtenção de lucro por parte dos meios de comunicação, dos fabricantes de produtos perigosos e dos agentes causadores de danos ambientais ou ecológicos, entre outros, os quais pagam diminutas indemnizações em sede de responsabilidade  Parece-nos que o desafio que se coloca ao julgador é claro: calcular a indemnização sancionatória ou punitiva de forma rigorosa, razão pela qual nos detivemos na análise dos critérios que a nosso ver, podem nortear esse cálculo, a saber: a) A equidade, o grau de culpabilidade do agente, a situação económica do agente e do lesado, e as demais circunstâncias do caso, previstos no artigo 49; b) As providências adequadas às circunstâncias do caso, nos termos do n. 2 do artigo 7; ) O lucro do lesante.