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Como a motivação expõe, com conspícua e proficiente lhaneza, é que o arguido, depois de uma discussão – que, como ressalta do depoimento dos filhos e de pessoas frequentadoras do casal, seria um hábito usual e comum na convivência conjugal, praticada desde há bastante tempo – tomou uma resolução de tirar a vida à vítima – que certamente pela vezeira e habituação da relação defectiva já praticada nem sequer se afastou ou tomou atenção ao comportamento posterior do ofendido na recolha da espingarda e/ou ficar atenta á movimentação do marido para lhe pressentir alguma atitude desusada – que se encontrava junto da porta, presumivelmente numa atitude descuidada, tal a frequência e avezo á atribulação do relacionamento conjugal.