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Porém, até essa questão de direito, mais problemática, se encontra ultrapassada, na medida em que as instâncias, com vasta ilustração doutrinal com destaque para Ricardo Costa, A Responsabilidade dos Gerentes e Administradores de Facto no CIRE, e "Responsabilidade Civil Societária dos Administradores de Facto, em Temas Societários e para J. Santos Cabral, "O Administrador de Facto no Ordenamento Jurídico Português”, na Revista do CEJ, n 10, p, concluíram pela aplicabilidade ao R., na sua qualidade de sócio da A. e gerente de facto da mesma, do referido regime jurídico, decisão que não foi impugnada no presente recurso de revista interposto pela A.  Neste contexto, encontrando-se estabilizada a resposta a tal questão, partir-se-á do pressuposto de que o facto de o R., sócio da A., ter exercido, durante diversos anos, as funções de gerente de facto também o colocava sob a alçada do regime jurídico que regula a responsabilidade dos gerentes e administradores de sociedades comerciais, importando apurar, no essencial, neste recurso de revista, em que medida procede a pretensão da A. de condenação do R. no pagamento de uma indemnização correspondente aos prejuízos causalmente imputados à sua atuação ilícita no âmbito das referidas funções de gerente de facto.