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Nessas circunstâncias e pondo de lado a referida despesa em serviços de transportes, o dano que está aqui em causa – e que importa aqui indemnizar – corresponde ao dano de carácter geral que se consubstancia nos incómodos, transtornos e constrangimentos que se presume terem sido sentidos pela Autora em virtude da privação do uso de um veículo que utilizava diariamente no exercício da sua actividade, sendo certo – reafirma-se – que a Autora não alegou a existência de outros danos concretos com directa repercussão no seu património ou seja, a Autora não alegou ter feito despesas que não faria caso pudesse utilizar o veículo e não alegou ter perdido rendimentos em razão dessa privação).E esse dano – precisamente porque não se traduz num dano emergente ou lucro cessante – não é quantificável em termos exactos e matemáticos e, portanto, só poderá ser fixado com recurso à equidade cfr.