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A decisão recorrida indeferiu tal pretensão, considerando, no essencial, que o valor que já havia sido excluído do rendimento disponível eraadequado, proporcional e, como tal, justo, face à situação de vida da Requerente, tendo em conta o padrão atendível do mínimo de subsistência segundo a ideia de dignidade humana, tanto mais que esse valor já havia sido acrescido das despesas médicas dentárias que fossem comprovadas até ao limite de €580,0 Discordando dessa decisão, argumenta a Apelante, em resumo: que não existem alternativas de transporte público para a insolvente; que, caso não possa deslocar-se em carro próprio, atentos os horários do seu trabalho e os dos transportes, gastará cerca de 4 horas diárias só à espera; que o seu pai está incapacitado e doente e precisa da sua ajuda, para se alimentar, vestir e tomar a medicação; que, sem possuir viatura própria, ficará impossibilitada de cumprir o dever de auxílio relativamente ao seu pai e ficará impossibilitada de trabalhar.