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foi o suficiente para as condições normais de pluviosidade – ponto 224;   6 O ano de 2001 foi um ano de particular pluviosidade, que contribuiu para as inundações – ponto 222;   7 As condições meteorológicas e climatéricas registadas naquelas situações foram completamente excecionais e os índices de pluviosidade registaram marcas várias vezes superiores às normais para a época do ano em causa – ponto 223;   71 - Em razão da precipitação que se verificou no Inverno de 2000/2001, no dia 06/02/2001, ocorreu inundação sobre o prédio dos A.A. proveniente de águas oriundas do já referido ribeiro  – ponto 21;  7 Concretamente nesse dia e durante um período de aproximadamente 30 dias, o caudal de cheia atingiu valores dentro das indicadas estimativas e previsões da DRAOT para caudal de cheias no referido trecho final do ribeiro , de aproximadamente 14m3/s – ponto 22;  7 Acabando as águas por penetrar na respetiva garagem que, apesar de fechada e com 8 viaturas no seu interior pertencentes aos vários A.A., nunca poderia evitar a entrada das mesmas – ponto 23;  7 E atingiram rapidamente uma altura, no seu interior e no logradouro do prédio dos A.A., de cerca de 80 , submergindo todas as viaturas que ali se encontravam – ponto 24;   7 Só não subindo mais porque, em face da cota a que se encontra o logradouro do prédio dos A.A., as águas, após esse nível, escoavam já para a via pública Rua do Clube Atlético através do respetivo portão de entrada do prédio para o pátio ou logradouro, que está completamente murado em toda a volta – ponto 25;  7 Tornando o prédio dos A.A. num cenário de autêntica "represa” de águas turvas, lamacentas e com grandes quantidades de detritos e lixos – ponto 26;   7 Tudo isto assim aconteceu entre as 4 e 5 horas do dia 6 de fevereiro de 2001, portanto na madrugada desse dia e quando praticamente todos os A.A. se achavam em descanso noturno – ponto 27;  7 Em ambiente de pânico, os A.A. acordaram sobressaltados e de imediato chamaram os bombeiros, que rapidamente acorreram ao local, em desesperada tentativa de sugar e escoar a água para a via pública – ponto 28;   7 Horas depois, no mesmo dia, o caudal de cheia acabou por baixar, deixando de inundar o prédio dos A.A. e escoando, embora ainda em forte pressão, pela canalização a jusante à licenciada aos A.A. e em direção ao Rio  – ponto 29;   8 Foi então que os A.A. puderam rebocar todas as 8 viaturas que se encontravam no interior da sua garagem, cujos motores, cabines e bagageiras haviam estado durante largas horas completamente submersas naquele lodaçal - pontos 30 e 31;   8 Como submersos ficaram outros haveres móveis dos A.A. que se encontravam guardados na mesma garagem e que ficaram estragados pelas ditas águas – ponto 32;   8 Os dias imediatamente seguintes a 6 de fevereiro de 2001 foram de limpeza de todos os detritos, lixos e lamas, trazidas pelas águas, e remoção de todo o entulho proveniente daquele muro dos A.A., limpezas essas que foram levadas a cabo por todos os A.A., no que foram ajudados pela Junta de Freguesia de , a quem reportaram todo o sucedido e pediram ajuda - ponto 33;   8 Nos 30 dias seguintes àquele 6/2/2001, as chuvas continuaram fortes e, receosos dessas circunstâncias meteorológicas e da apatia generalizada, os A.A. deixaram de utilizar a garagem do seu prédio, que aliás de pouco lhes valia, pelo menos para efeito de aparcamento de viaturas, de tal modo elas ficaram inutilizadas e avariadas – ponto 34;   8 Nesse período de 30 dias, ocorreram outras quatro inundações em ordem e natureza semelhante à que ocorreu em 6/2/2001, sempre num nível de água de cerca de 80 – ponto 35;   8 Decorrido tal período de tempo, as chuvas abrandaram, o clima melhorou e as inundações terminaram, advindo assim tempo de maior acalmia para os A.A., que serviu para limpeza mais cuidada e para as devidas reparações de muros e demais pertenças – ponto 38;   8 Mas a preocupação manteve-se, pois havia que evitar situações semelhantes sobre o seu prédio e os seus haveres – ponto 39;  8 O muro paralelo ao "aquedutamento” levado a cabo pelos A.A. fora reconstruído de novo em maio de 2001, e como ainda era relativamente recente, resistiu um pouco melhor à ação das águas que transbordaram – ponto 44;   8 O tempo passou e as investigações da DRAOT prolongaram-se no tempo, durante o qual os A.A. lhe foram requerendo sucessivamente o avanço nessas investigações e a certificação desses factos, de que são mero exemplo os requerimentos que deram entrada naquele organismo em 09-07-2002, 19-11-2002 e de 18-12-2002 - ponto 40;   8 Em plena véspera de Natal de 2002, pelas 6 horas, os A.A. acordaram uma vez mais em grande sobressalto, pois que uma nova inundação estava a dar-se sobre o seu prédio, mas agora em altura muito superior à das primeiras inundações, por largas horas, também por efeito de dias seguidos de intensa chuva – e sempre e ainda por causa dos mesmos obstáculos no local – pontos 41 e 45;   9 Desta vez, porém, os A.A. tiveram tempo de retirar as suas viaturas do interior da garagem antes que as águas começassem a galgar os muros do seu prédio, mas não já de retirar dali os muitos haveres que ali se encontravam – ponto 42;   9 É que a água viria a atingir, desta feita, cerca de 1,2 metro de altura – ponto 43;   9 A nova limpeza, desta feita pela Proteção Civil, pela Câmara Municipal de  e por todos os A.A., que não regatearam esforços nessa tarefa, em dia e noite de consoada – ponto 46;   9 E novas queixas perante os R.R.