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1 - Apesar de do n. 4 do artigo 3 do CIVA dispor que, os documentos referidos nos números anteriores devem ser processados em duplicado, destinando-se o original ao cliente e a cópia ao arquivo do fornecedor, a verdade é que, a  Secção do STA decidiu no Acórdão que proferiu em 20/10/2004 no Processo n. 0724/04 que, a reprodução, em  via, de factura em que conste IVA basta à finalidade legal da sua reforma que é a da identificação abrangente do documento e proporciona ao órgão fiscalizador meio satisfatório para o controlo da situação tributária; e mais recentemente, com a introdução dos n.s 10 e 11 do artigo 3 do CIVA, o próprio legislador veio reconhecer que, afinal, as facturas ou documentos equivalentes até podem ser desmaterializados ou emitidos pelos próprios adquirentes dos bens ou das prestações de serviços que não põe em causa o superior interesse da fiscalização nem com isso aumenta a fraude fiscal.