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Responsabilidade do Intermediário Financeiro pelos danos decorrentes da violação dos deveres de informação Relativamente aos pressupostos da responsabilidade – existência de ato ilícito, culpa, ocorrência de dano e relação de causalidade entre o ato ilícito e o dano – nega a Apelante a verificação de qualquer um deles, com a seguinte argumentação: - a violação do dever de informação não implica qualquer presunção de ilicitude; - ainda que se censure a conduta do Banco, essa conduta nunca será reconduzível a um dolo ou a uma culpa grave, pois nenhum dos funcionários envolvidos sequer concebeu a possibilidade de estar a faltar ao dever de informação acerca da aplicação financeira e que com esta poderia estar a determinar o investimento do cliente num produto que não quereria se estivesse devidamente informado; - não há dano, pois não está alegado, e muito menos provado, que se tenha tornado impossível total ou o montante investido pelo autor nas Obrigações; - não há nexo de causalidade adequada entre a atuação do recorrente enquanto intermediário financeiro e o não reembolso, na maturidade, do capital investido, pois a falta de reembolso ocorreu por efeito da insolvência da emitente e não por causa de qualquer deficiente informação ou atuação do intermediário financeiro.