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Procuradora- geral Adjunta, no qual esta pugnava pela improcedência do recurso e a confirmação da decisão recorrida, acompanhando as resposta do Ministério Público da 1 instância, invocou o impedimento dos Senhores Juízes Desembargadores que intervieram na prolação do douto Acordão dos coarguidos BB e , pretendia que o Venerando Tribunal da Relação de Lisboa não viesse a apreciar o recurso do ora recorrente, precisamente, pelo facto de já ter apreciado e de já se ter pronunciado sobre os recursos interpostos pelos restantes dois coarguidos; f) Na apreciação e na prolação da sua douta decisão, relativamente aos recursos interpostos pelos restantes dois coarguidos, BB e , o Venerando Tribunal da Relação de Lisboa, já havia, em diversas passagens, apreciado a culpa, a ilicitude e a comparticipação do ora recorrente; g) A sede própria para que o Venerando Tribunal da Relação de Lisboa apreciasse e se pronunciasse sobre a ilicitude, a culpa e a comparticipação da conduta do ora recorrente, seria a instâncias do seu próprio recurso e nunca, aquando da apreciação e pronunciamento sobre os recursos interpostos pelos restantes dois coarguidos; h) Ao ter procedido diferentemente, a defesa do ora recorrente saiu prejudicada, porquanto, entendemos que a apreciação do recurso interposto pelo ora recorrente, foi apreciado e julgado pela "lente” utilizada na apreciação da ilicitude e da culpa nos recursos interpostos pelos restantes dois coarguidos; ) Desta forma, entendemos que a improcedência do recurso interposto pelo ora recorrente estava, por isso mesmo, votada ao sucesso como, de facto, veio a acontecer; j) Ao ter improcedido a invocação de impedimento dos Senhores Juízes Desembargadores oposta em sede do seu recurso, pelos motivos oportunamente alegados, não foi dado cumprimento por parte do Venerando Tribunal da Relação de Lisboa, ao disposto no Artigo 32, n1 da Constituição da República Portuguesa, quando determina que "O processo criminal assegura todas as garantias de defesa, incluindo o recurso.”; k) Foi precisamente para impedir que situações como aquela de que ora se recorre, que a lei previu, e bem, a figura do impedimento e a possibilidade de a mesma poder ser, em sede e em instâncias próprias, invocada como, de facto, ocorreu; ) Não é a interpretação do recorrente/arguido que corrobora uma "manifesta violação do princípio do juiz natural”, porquanto, a vencer a interpretação dos Senhores Juízes Desembargadores, então todo e qualquer requerimento de invocação do impedimento, realizado nos termos e ao abrigo do disposto no Artigo 40, do P. Penal quando estipula que "Nenhum juiz pode intervir em julgamento, recurso ou pedido de revisão relativos a processo em que tiver: Proferido ou participado em decisão de recurso anterior que tenha conhecido, a final, do objeto do processo” traduzir-se-ia numa "manifesta violação do princípio do juiz natural”.