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2 No mesmo sentido, o parágrafo do preâmbulo da Diretiva 2010/64/UEprevê ainda o seguinte:  "A interpretação e a tradução previstas na presente directiva deverão ser disponibilizadas na língua materna do suspeito ou acusado ou em qualquer outra língua que ele fale ou compreenda, a fim de lhe permitir exercerplenamente o seu direito de defesa e a fim de garantir a equidade do processo.” 3 Neste sentido, no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 20 de Janeiro de 2010, foi entendido o seguinte:  "...) os tribunais nacionais e,bem assim, as administrações nacionais devem, na medida do possível, interpretar o direito nacional à luz do direito comunitário.