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Relativamente a esta questão deve dizer-se, por um lado, que não consta da matéria de facto dada como provada que tenha resultado qualquer prejuízo da conduta do arguido recorrente para a Junta de Freguesia - o que é irrelevante para a verificação dos elementos objetivos do tipo, pois que a lei não faz depender a incriminação da existência de prejuízo para a entidade adjudicante, mas que o agente, conscientemente, conduza - ou decida - "contra direito um processo em que intervenha no exercício das suas funções, com a intenção de por essa forma prejudicar ou beneficiar alguém”) - por outro, demonstrado ficou: - que o arguido assim procedeu, "em conjugação de esforços e intentos”, na execução de um plano previamente delineado com , com "vontade consciente de assim proceder, no intuito de beneficiar na adjudicação da referida obra”; - que o arguido, ao conduzir o processo de adjudicação da obra - nos termos dados como provados vejam-se, concretamente, os factos dados como provados nos pontos 8, 10, 11, 12 a 20, 2 22 a 29 da matéria de facto dada como - de forma a que a mesma fosse adjudicada a como, beneficiou este, como quis, que veio a ser escolhido para a realizar a mesma, recebendo a correspondente contrapartida, sem os riscos da concorrência.