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Sustentou o Recorrente em suma, que foi devido ao facto de exercer um cargo em comissão externa de serviço, e de assim não o ter valorado, que o Tribunal a quo errou no julgamento que efectuou, porque como assim entende o Recorrente foi o exercício desse cargo que o impossibilitou de conhecer atempadamente os concursos internos realizados, por ser impensável ter de consultar diariamente o Diário da República, e que estando por isso impedido de prestar o seu serviço no lugar de origem, mas mantendo o direito ao lugar, que nos termos do artigo 2, n.s 1 e 3 da Lei n. 29/87, de 10 de agosto, por estarem em causa direitos adquiridos que haviam ingressado já na sua esfera jurídica como assim entende os mesmos permanecem inalteráveis sem que sofram qualquer vicissitude ao longo do tempo em que se encontrou a desempenhar o cargo de eleito local, considerando esses "direitos adquiridos”, como sendo o caso das promoções, dos concursos, das regalias, das gratificações  e dos benefícios sociais.