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Para tanto e em síntese, alegou que: no dia 22-03-2012, celebrou um contrato de seguro com a Seguradora Ré, o que fez na qualidade de tomadora de seguro e de pessoa segura, conforme apólice n. , do qual é beneficiária irrevogável a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, para garantia do contrato de mútuo que com a mesma celebrou; a Autora está impossibilitada de exercer uma atividade remunerada, designadamente na distribuição de pão a que se dedicava, pois padece de várias enfermidades; desde dezembro de 2015 que "se encontra aferido à A. um grau de incapacidade definitiva de 0,764%”; a incapacidade de que padece torna dolorosa a condução automóvel e tornou impossível para a Autora carregar os cestos com pão para o veículo com vista à sua distribuição; tendo em conta as suas capacidades, conhecimentos e aptidões, a Autora não consegue exercer outras funções semelhantes ou sequer compatíveis com as exercidas em data anterior à incapacidade; a cláusula  da Condições Especiais do contrato de seguro deve ser considerada não escrita, porquanto a verificação simultânea dos requisitos nela previstos é abusiva; a Autora depende economicamente de familiares, o que a deixa angustiada, estando a ser sujeita a constrangimentos e preocupações, o que agrava o estado depressivo de que padece.