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Na resposta, e após breve enquadramento quanto aos requisitos do crime continuado, o Ministério Público anotou depois, e em síntese, que, se não parece haver dúvidas que o arguido atentou diversas vezes da mesma forma essencialmente homogénea contra o mesmo bem jurídico, manifestamente não se verifica situação externa diminuidora da sua culpa, pois que, se a culpa designa um juízo ético de censura pelo facto de o agente não ter adequado de acordo com o direito quando podia e devia fazê-lo, gravemente culposo é o comportamento do recorrente que continuou a sua conduta criminosa apenas motivado pela perspetiva do lucro, tudo como melhor se explicou na decisão recorrida, que transcreveu.