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286 N.”   Inconformado com tal despacho, dele recorreram, em 20/11/2015, os arguidos  A... e  B... , pedindo a sua revogação e substituição por decisão que conclua não se encontrarem verificados os pressupostos para a decidida audição por teleconferência, determinando-se, assim, a audição presencial das respetivas testemunhas, extraindo da motivação as seguintes conclusões:  1) A Digníssima Magistrada do Ministério Público veio, com fundamento no disposto no artigo  da Lei de Proteção das testemunhas n. 93/99, de 14 de julho, requerer que as testemunhas arroladas, à exceção dos Senhores Inspetores da Polícia judiciária, fossem ouvidas através de teleconferência.