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Ora, estando a bitola da quantificação do quantum indemnizatório na equidade, da qual se socorreram as instâncias por se mostrar exaurida a possibilidade de recurso aos elementos com base nos quais se determinaria com precisão o montante devido, constituindo o recurso à equidade um critério residual que só será aplicável desde que dos factos provados se tenha como demonstrada a existência de danos e estiverem esgotadas as possibilidades de determinação concreta do valor desses danos, podemos concluir que o juízo correctivo formulado pelo Tribunal da Relação assente numa ponderação, prudencial e casuística, das circunstâncias do caso, e não já na aplicação de critérios normativos, não deverá ser alterado, porquanto, tendo-se situado o julgamento formulado dentro da margem de discricionariedade que lhe é consentida, não se revela o mesmo colidente com os critérios jurisprudenciais que, numa perspectiva actualística, generalizadamente vêm sendo adoptados, em termos de poder pôr em causa a segurança na aplicação do direito e o princípio da igualdade, cfr Almeida Costa in Reflexões sobre a Obrigação de Indemnização, RLJ 13-299; Vaz Serra, RLJ 11-310; ibidem Ac STJ de 17 de Junho de 2008 Relator sebastião Póvoas), onde se lê "Quando se faz apelo a critérios de equidade, afirma o Cons.