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- É verdade que o arguido não teve uma conversa no sentido em que este vocábulo vem definido nos dicionários citados no acórdão recorrido, mas o arguido interpelou a criança através de palavras e movimentos expressivos de anúncio de desejo sexual fazendo gestos com a língua), de forma apta, idónea a perturbar, a comprometer o desenvolvimento harmonioso da mesma na sua esfera sexual, - Deste modo, impõe-se concluir que o arguido ao proferir a expressão supra enunciada, acompanhada de gestos feitos com a língua de molde a vincar, explicitar, a sua pretensão sempre dirigidas à menor, cometeu o crime por que vinha acusado com conteúdo pornográfico e, consequentemente, a sua conduta integra a previsão normativa do art.17, n. 3, al.