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Com efeito, como decorre do preceituado no n. 1 do artigo 640, incumbe ao recorrente, em primeiro lugar, circunscrever o âmbito do recurso, indicando claramente os segmentos da decisão que considerados viciados por erro de julgamento, com indicação da decisão alternativa que a seu ver deveria ter sido proferida alíneas e do n. 1 e, em segundo lugar, fundamentar, em termos concludentes, as razões da sua discordância, concretizando e apreciando criticamente os meios probatórios constantes dos autos ou da gravação que, no seu entender, impliquem uma decisão diversa da proferida alínea do n.  Por outro lado, ainda, segundo o n. 2, alínea, do mesmo artigo 640, quando o recorrente faça uso, na impugnação da decisão de facto proferida, de meios probatórios pessoais depoimentos ou declarações) que tenham sido gravados o que ora sucede obrigatoriamente em todos os julgamentos e com todos os meios de prova ali produzidos – artigo 155, n. 1, do, deve o mesmo, sob pena de imediata rejeição do recurso nessa parte, indicar com exactidão as passagens da gravação em que se funda o seu recurso, sem prejuízo de poder proceder à transcrição dos excertos de tais depoimentos/declarações que considera relevantes para a alteração da decisão de facto.