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2 As sucessivas remissões para as condenações sob apreciação, seja quanto ao patamar da ilicitude «situa-se num plano elevado»), seja quanto ao grau de culpa «é elevado»), seja ainda no que respeita às necessidades de prevenção «assumem particular relevo»), deixam minguado o direito de defesa da recorrente, sabido, desde logo que a compreensão da personalidade da arguida, aglutinador unitário da pena conjunta no que tenha de desvalor ético-jurídico, é fundamental para assegurar a transparência de decisão, nos termos exigidos, designadamente, pelo disposto no artigo 20 n. 1, da Constituição, e pelos artigos 9 n. 5 e 37 n. 2, estes do CPP, que mandam «especificar», e «expor» as razões, de facto de de direito, que fundamentam a decisão, de modo, designadamente, a garantir que se não operou uma ponderação arbitrária.