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São evidenciados como factos indiciários relativamente à empresa "B. S.” os que infra se descrevem: Ø	Apuramento nos dois primeiros trimestres do ano de 2010 -período este em que não emitiu faturas em nome da Impugnante- de IVA a recuperar sem, no entanto, solicitar qualquer reembolso; Ø	Equipamento constante no seu estaleiro não permite pesar cargas a granel; Ø	Estrutura de pessoal com um tempo médio de permanência ao serviço muito reduzido; Ø	Folhas de pessoal que contemplam maior número de trabalhadores coincidem com a prestação de serviços a clientes de manutenção de vinhas; Ø	Declarações do sócio gerente H. J. S. R. nas quais é evidenciada a falta de contratação de pessoal para apanhar pinhas; Ø	Contas de Caixa e Bancos não refletem a atividade declarada pela empresa; Ø	Inventários finais com valores muito elevados, mormente, nos exercícios de 2010 e 2011; Ø	Quantidades constantes nos inventários não refletem os saldos apurados pelos Serviços de Inspeção Tributária; Ø	Nas operações de compra e venda de pinhas verificou-se que no início da cadeia encontram-se entidades não declarantes sem estrutura empresarial, sem compras, que não declaram o IVA liquidado, as quais emitem faturas à Impugnante, entidade declarante mas que não apura o IVA a entregar, pois liquida e deduz e, no fim da cadeia está a Impugnante que deduz e não liquida pois realiza transmissões intracomunitárias de bens, isentas de IVA nos termos do artigo 1 do RITI; Logo, a Impugnante é o operador que apura crédito e solicita o reembolso do IVA que o primeiro operador não declarou e consequentemente não entregou nos cofres do Estado; Ø	Talões de pesagem com campos ocultados e entrega das pinhas sempre feita pelo mesmo veículo automóvel; Ø	Guias de transporte contemplando, regra geral, as datas rasuradas e com lapsos e desrespeito na numeração sequencial; Ø	Viatura automóvel indicada pelo sócio gerente da empresa fornecedora, concretamente, viatura com a matrícula .-.-., não tem capacidade para transportar as pinhas evidenciadas nas faturas, existindo, outrossim, incapacidade do percurso geográfico em função dos kms registados; Ø	Pagamentos através de cheques nominativos, porém com verso preenchido evidenciando levantamento/endosso; Ø	Só a partir de 2012, os cheques começaram a ser depositados numa conta bancária do BCP, existindo, regra geral, um levantamento subsequente de dinheiro correspondente à quase totalidade do dinheiro depositado; No concernente à emitente de faturas A. constam como factos indiciários os que infra se descrevem: Ø	Inscrição para o exercício da atividade de comércio a retalho em feiras e unidades móveis, de produtos alimentares, bebidas e tabaco, entre 2008 a 2012; Ø	Falta de entrega de declarações de rendimentos desde o ano de 2009; Ø	Declarações de , nas quais declara expressamente que nunca exerceu qualquer atividade de comercialização de pinhas, evidenciando que tal atividade terá sido exercida pelo seu irmão; Ø	Declarações do irmão de coincidentes com as prestadas por si; Ø	Pagamentos através de cheques nominativos, porém com verso preenchido com endosso a J. T. A. ; Ø	Declarações prestadas pelo transportador F. e esclarecimentos telefónicos posteriores nos quais é evidenciado que nunca foram efetuadas descargas de pinhas em F. P.; Ø	Inexistência de qualquer correspondência entre as faturas emitidas pela transportadora das pinhas constantes nas faturas emitidas à Impugnante datadas de dezembro de 2010 a março de 2011; No respeitante ao emitente de faturas S. F. são invocados os seguintes factos indiciários: Ø	Inscrito de novembro de 2010 a junho de 2011, para o exercício da atividade de agentes especializados do comércio por grosso e outros produtos; Ø	Durante o primeiro semestre de 2011 exerceu a atividade de cafés, embora sem registo para o efeito; Ø	Sem estrutura empresarial para o exercício da atividade, concretamente, sem instalações, equipamentos e funcionários; Ø	Inexistência de quaisquer documentos de aquisição de pinha; Ø	Falta de identificação do fornecedor; Ø	Inexistência de quaisquer documentos de gastos relacionados com essa atividade, especificamente de transporte e de armazenamento; Ø	Inexistência de comprovativos de recebimentos, avançando o pagamento em numerário; Ø	Irregularidades na faturação, particularmente falta de coerência entre a data e a sua numeração; Ø	Pagamentos através de cheques nominativos, porém com verso preenchido evidenciando levantamento, sem possibilidade de identificação do beneficiário; No respeitante ao emitente de faturas "G.” são invocados os seguintes factos indiciários: Ø	Registado para o exercício da atividade de construção de edifícios residenciais e não residências; Ø	Falta de apresentação de declarações periódicas de IVA; Ø	Última declaração de rendimentos Modelo 3 entregue data de 2008; Ø	Sem estrutura produtiva e empresarial para o exercício da atividade; Ø	Pagamentos através de cheques nominativos, porém com verso preenchido evidenciando levantamento, sem possibilidade de identificação do beneficiário; Ø	Inexistência de quaisquer comprovativos de transporte de pinhas; Por último, no respeitante à empresa "F. UNIPESSOAL, LDA” constam os seguintes factos indiciários: Ø	Registado para o exercício da atividade de silvicultura e outras atividades florestais, em 07 de outubro de 2010; Ø	Cessação oficiosa em 13 de dezembro de 2013, ao abrigo do artigo 3, n2, do CIVA; Ø	Declaração de rendimentos modelo 22 de IRC com resultado negativo; Ø	Impossibilidade de qualquer contacto com o responsável da empresa; Ø	Inexistência de qualquer evidência de funcionário, quer na base de dados da Segurança Social, quer na AT; Ø	Inexistência de qualquer escritório, centro de atividade, viaturas ou afins; Ø	Pagamentos através de cheques nominativos, porém com verso preenchido evidenciando endosso a H. e por este levantado ao balcão; Ø	Inexistência de quaisquer comprovativos de transporte de pinhas;  A Impugnante e ora Recorrente, nas conclusões a das alegações de recurso, considera que os indícios recolhidos pela Autoridade Tributária e Aduaneira são insuficientes para se concluir pela falta de veracidade das transações tituladas pelas faturas, porquanto, em seu entender os serviços de inspeção tributária não investigaram a montante, junto dos emitentes daquelas faturas cf.