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O Recorrente terminou as suas alegações de recurso formulando as conclusões que se reproduzem de seguida: "A ora Recorrente não pode conformar-se com a decisão que ora se Recorre no que diz respeito à interpretação da matéria de facto considerada provada e, salvo elevado respeito, à posição e fundamentação defendidas pelo Tribunal a quo, pois este não compreendeu nem interpretou correctamente os documentos referidos como Ofício n. TL-DP240 e TL-DP241, com o assunto "Publicidade - Vosso Requerimento de 002007", ambos datados de 14 de Fevereiro de 200 Como se alcança da análise dos dois ofícios, embora enviados no mesmo dia, tinham um conteúdo completamente distinto, enquanto o Ofício n. TL-DP240 se referia à reforma do acto de liquidação das taxas do ano de 2006, e portanto, em consequência dessa reforma, iria correr um novo prazo para pagamento voluntário 28 de Fevereiro de, e informava que o requerimento de 002007 iria ser tratado como reclamação graciosa após o decurso desse mesmo prazo, o Ofício n. TL-DP241 é a notificação das taxas de licença de publicidade relativamente ao ano de 2007, cujo prazo de pagamento voluntário coincidentemente também terminava a 24 de Fevereiro de 200 Conforme se alcança deste Ofício, até porque constitui um acto que de certa forma inicia o procedimento tributário, não poderia o MUNICÍPIO ...) considerar que o anterior requerimento da Recorrida, de 002007, - até porque anterior ao próprio acto de liquidação - valeria também como Reclamação Graciosa para a liquidação das taxas do ano de 200 	Sem mais, só por este motivo, nunca o Tribunal a quo poderia interpretar os factos no sentido de que a Reclamação Graciosa valeria também para a liquidação das taxas de 200 	Da mesma forma, se pode concluir da mera análise do requerimento da recorrida, que deu entrada nos Serviços da Recorrente a 002007, que refere expressamente que a Recorrida, pelos motivos que invoca, não tem de pagar as "...) taxas de licenciamento na quantia total de 2232 € ...)", que é nada mais nada menos do que a taxa de publicidade devida para o ano de 200 	Aliás, qualquer pessoa medianamente conhecedora, nunca poderia entender que o requerimento que apresentou a contestar a taxa de publicidade liquidada para o ano de 2006, valeria também relativamente para um novo acto de liquidação, desta vez, para o ano de 2007, até porque quando apresentou essa reclamação nem sequer as taxas do ano de 2007 haviam sido liquidadas, nem o respectivo procedimento tributário tinha sido iniciado.