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3) Com esta decisão o Tribunal "a quo” não só não subsumiu correctamente os factos ao direito, como também não interpretou correctamente o direito aplicável, existindo também, oposição entre os fundamentos e a decisão; 4) A presente Execução Comum foi instaurada em 06 de Dezembro de 2011, sendo o título executivo dado à execução uma letra de câmbio no montante de € 2702,65; 5) Na presente instância executiva, a aqui Recorrente penhorou, em 05 de Março de 2014, um crédito no valor € 3000,00 trinta que a Recorrida tinha direito a receber na Acção Ordinária que com o N 43/11TBMBR correu termos pela extinta Secção Única do Tribunal Judicial de Moimenta da Beira; 6) Por força da dita penhora, tal importância encontra-se depositada à ordem dos presentes autos; 7) A Recorrida  B...  – , Lda foi declarada insolvente em 30 de Novembro de 2012 no Processo de Insolvência que com o N 3281/13TBVIS correu termos pelo extinto 2 Juízo Cível do Tribunal Judicial de Viseu; 8) Por despacho judicial proferido em 07 de Maio de 2013 no mesmo processo de insolvência, este foi encerrado por insuficiência da massa insolvente artigos 230, n 1, alínea e 232, n 2 do Código da Insolvência e da Recuperação de; 9) Com o encerramento daquele processo de insolvência em tais termos, cessaram todos os efeitos decorrentes da declaração de insolvência, recuperando a Recorrida o direito de disposição dos seus bens, podendo também a Recorrente exercer os seus direitos contra a devedora, sem qualquer restrição alínea e do n 1 do artigo 233 do Código da Insolvência e da Recuperação de; 10) Com a cessação dos efeitos da declaração da insolvência, a Execução Comum em referência prosseguiu os seus ulteriores termos para cobrança coerciva do crédito exequendo, com a penhora do crédito referido em; 11) O artigo 88 n 1 do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, estatui que " A declaração de insolvência determina a suspensão de quaisquer diligências executivas ou providências requeridas pelos credores da insolvência que atinjam os bens integrantes da massa insolvente e obsta à instauração ou ao prosseguimento de qualquer acção executiva intentada pelos credores da insolvência; porém, se houver outros executados, a execução prossegue contra estes.”; 12) Por sua vez reza o n 3 do mesmo normativo que "As acções executivas suspensas nos termos do n 1 extinguem-se, quanto ao executado insolvente, logo que o processo de insolvência seja encerrado nos termos previstos nas alíneas e do n 1 do artigo 230, salvo para efeitos do exercício do direito de reversão legalmente previsto.” 13) Acontece que a presente instância executiva nunca foi judicialmente declarada suspensa em consequência da declaração de insolvência da Recorrida, sendo tal declaração judicial imperativa para que a suspensão produza os seus efeitos; 14) E sem a suspensão da execução nos termos do n 1 do artigo 88 do CIRE, não podia, nem pode, a execução ser declarada extinta ao abrigo do disposto no n 3 do mesmo preceito legal, que exige a sua prévia suspensão nos termos do n 1; 15) Não obstante a comunicação por parte do Tribunal à Conservatória do Registo Comercial do encerramento do processo por insuficiência da massa insolvente, não há notícia de que esteja em curso qualquer procedimento administrativo de dissolução e de liquidação da Recorrida; 16) Da certidão comercial permanente da Recorrida não resulta a conversão em definitivo do registo da decisão judicial de encerramento do processo de insolvência, donde se infere que, legalmente, o procedimento administrativo de dissolução e de liquidação ainda nem sequer foi iniciado; 17) A menção na mesma certidão à firma " B...  –  – Em Liquidação” deriva apenas do registo da sentença de declaração de insolvência, não significando que esteja em curso qualquer procedimento administrativo de dissolução e liquidação Artigo 146 n 1 e e 3 do Código das Sociedades; 18) Foi a própria Recorrida quem, no âmbito da recuperação da livre disposição dos seus bens e direitos em consequência do encerramento do processo de insolvência, efectuou na Conservatória do Registo Comercial em 15 de Novembro de 2013 o depósito da prestação de contas individual, depósito esse que não é legalmente admissível em caso de procedimento administrativo de dissolução e de liquidação; 19) Não existindo qualquer procedimento administrativo de dissolução e de liquidação em curso não pode a presente execução deixar de prosseguir os seus ulteriores termos contra a Recorrida; 20) A decisão constante do despacho sob recurso está ainda em oposição/contradição com os respectivos fundamentos; 21) O Tribunal "a quo” fundamenta o despacho declarando que não obstante a execução não ter sido declarada suspensa nos termos do n 1 do artigo 88 do CIRE a execução não pode prosseguir contra a recorrida em virtude da sua dissolução e liquidação nos termos do regime jurídico dos procedimentos administrativos de dissolução e de liquidação de entidades comerciais, procedimento esse que, como é bom de ver, ainda não existe; 22) Contrariando os respectivos fundamentos, o mesmo despacho determina na sua parte decisória a extinção da execução nos termos do n 3 do artigo 88 do CIRE, o que pressupõe a suspensão da presente execução nos termos do n 1 do mesmo normativo, o que, manifestamente, não aconteceu; 23)Esta contradição é causa de nulidade do despacho sob recurso artigo 615 n 1 alínea do Código de Processo; 24) Tem, por isso, a presente execução de prosseguir os seus ulteriores termos contra a executada e recorrida  B...  – , Lda; 25) O douto despacho sob recurso violou por erro de interpretação e ou aplicação os artigos 88, ns 1 e 3, , 230, n 1 e 234, n 4, todos do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas e o artigo 615 n 1 alínea do Código de Processo Civil.