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1 Ao entender de forma diferente, o Acórdão Recorrido, considerando que os factos alegados pela Autora quanto à sua relação com a sua Superiora Hierárquica, que foi sua Coordenadora de maio de 2014 e 31 de agosto de 2016, são irrelevantes, quando o próprio órgão decisor os considerou relevantes para aquilatar da prestação funcional da Autora/Recorrente não tendo, no entanto, desenvolvido a necessária atividade instrutória) e quando as informações dos superiores hierárquicos foram preponderantes para a atribuição da classificação à Autora, violou o referido principio e as normas legais  1 Acresce que a Decisão do CSMP violou o princípio da imparcialidade quando, em relação às funções desempenhadas pela Autora na 8 Secção, as considerou existentes apenas para colmatar dificuldades noutras áreas de atuação, e, tendo como pressuposto que naquela Secção apenas se proferem despachos tabelares, não averiguou das funções efetivamente ali desempenhadas pela Recorrente e a repercussão, quer quantitativa quer qualitativa, que a tramitação dos milhares de processos no período inspetivo recebidos 2930 e findados teve nos processos de Inquérito transitados da 2 Secção e nos posteriormente distribuídos na 7 Secção, sendo que os factos relativos a esta prestação foram alegados pela Autora na sua resposta a fls 23 a 27, tendo junto prova  1Assim, ao contrário do decidido no Douto Acórdão recorrido, o Acórdão do CSMP, violou o princípio da imparcialidade previsto nos artigos  do CPA e 26 n 2 da Constituição da República Portuguesa, porquanto, o juízo apriorístico em sede de inspeção processos em massa e em número) impediu a aquisição de material de ponderação e a ponderação de interesses relevantes, isto é, impediu que se averiguasse e ponderasse, na classificação atribuída, as concretas funções da Autora/Recorrente na 8 Secção.