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Da simples leitura do acórdão, designadamente da sua fundamentação de facto, do exame crítico da prova e da fundamentação de direito, torna-se claro, que perante a prática de um crime de roubo agravado, com uma moldura penal abstracta de 3 a 15 anos de prisão, o Tribunal Colectivo, face á persistência dos arguidos em levarem avante o seu projecto criminoso, a minúcia com que preparam a sua execução, a elevada ilicitude, quer do desvalor da acção escolhendo como vítima uma familiar, tia por afinidade do co-arguido , os processos usados para consumar o roubo, atingindo com gravidade a ofendida que maltrataram e manietaram, de 69 anos de idade, quer do desvalor do resultado veja-se o lapso temporal em que a ofendida esteve manietada nos membros inferiores e superiores, a consequências directas e necessárias na integridade física daquela, o facto do valor do roubo ter ascendido a 20 000,00€ em numerário acrescido de mais de 5000,00€, em joias e relógios.