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Só dando como provados os factos anteriores se pode concluir, como concluiu que "as arguidas agiram de forma deliberada, livre e consciente, mediante plano previamente elaborado e, para sua concretização, vieram a conjugar esforços e intentos, bem sabendo que as suas condutas eram censuradas, proibidas e punidas por lei penal.”  Assim, o Venerando Tribunal da Relação de Coimbra entendeu que deveria o Tribunal a quo consignar como provados os factos constantes da acusação respeitante à atuação das arguidas nas lojas  K...  e  W... e abster-se de considerar que ali as quatro arguidas efetuaram vários furtos, uma vez que, em face da homologação de desistência das queixas, não lhe cumpre apreciar se tais factos integram ou não o crime de furto.