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No que se refere ao segundo erro de julgamento imputado à sentença recorrida, alegara a recorrente que a maioria das circunstâncias relevadas na decisão são irrelevantes uma vez que a Administração Tributária nunca pôs em causa a veracidade material das operações, entendimento este que o TCA Sul não secundou, antes entendeu que a conclusão da AT de que estavam verificados indícios fortes de que as facturas não traduziam efectivas compras entre a B Portugal e os "fornecedores” nelas identificados nem essas transacções, quando verificadas, deram origem a transmissão de mercadorias para Espanha, se encontrava  claramente sustentada num conjunto massivo de indícios objectivos e sérios, de cuja conjugação se tem de concluir, inquestionavelmente, que a contabilidade da Recorrente não merece credibilidade,, enumerando os que mais fortemente mereceram a atenção do TCA-Sul, sendo com base nessa fundamentação que a sentença julgou que da aturada investigação e do elevado juízo de ponderação vertido nos relatórios de inspecção tributária, se deve concluir que a Administração Tributária reuniu uma multitude de factos que indiciam fortemente, à luz das regras da experiência, que as facturas em apreço foram falseadas, ou, se preferirmos, que os diversos factos indiciários recolhidos são sérios, objectivos, são credíveis e, por essa razão, aptos a legitimar o afastamento da presunção de boa-fé das declarações e contabilidade da Recorrente consagrada no artigo 7, n. 1 da LGT, julgamento que o TCA confirmou, pois que entendeu  que o ónus da prova que recai sobre a Administração Tributária no que concerne à falsidade das facturas se reconduz aos indícios sérios e objectivos, sendo para nós absolutamente seguro que os mesmos foram, de forma exemplar, recolhidos e são aptos a sustentar cabalmente o ónus que sobre si recaia e que não resultou provado, porque a Recorrente, sobre quem recaía tal ónus nos termos legais já supra, a não fez, de que as concretas operações, nos termos exactos em que se mostram tituladas pelas facturas ou pela sua contabilidade em geral, se realizaram nos exactos termos aí definidos ou exarados, nem quanto aos intervenientes, nem quanto ao volume de mercadoria adquirida, nem quanto aos "fornecedores” ou origem nem quanto à sua transmissão para uma sociedade de outro Estado membro., nem, por fim, quanto ao seu real preço e, consequentemente, ao valor do IVA pago.