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Quanto á questão de saber se "as obrigações assumidas pela sociedade agora insolvente excedem manifestamente as da contraparte”, verifica-se que: - na carta de resolução do referido acto, o sr. AI alegou que: "14 A alegada venda da carteira de clientes não proporcionou qualquer receita efetiva à sociedade insolvente, tendo, pelo contrário, aumentado substancialmente o respetivo passivo”;  "15 A alegada venda da carteira de clientes visou apenas aumentar o passivo da sociedade aqui insolvente e justificar o alegado "acerto de contas”, efetuado a favor da sociedade Y – TRANSPORTES Y, LDA, à conta da insolvente”;  "22 com esta alegada venda da carteira de clientes, a sociedade aqui insolvente não obteve qualquer receita , antes viu aumentado o seu passivo pela criação de um débito a favor da sociedade Y – TRANSPORTES Y, LDA”, permitindo a esta sociedade alegar um "encontro de contas” para não pagar as obrigações vencidas relativamente á sociedade aqui insolvente”;  "23 De facto, à data de 30-09-2018, a sociedade Y – TRANSPORTES Y, LDA era devedora à sociedade aqui insolvente da quantia de  277 500,92 €” "24 Para não pagar aquele valor à sociedade aqui insolvente, a sociedade Y - TRANSPORTES Y, LDA emitiu a factura n. 2018/no valor de 372 000,00€, alegando posteriormente, um encontro de contas”; 30 Como foi referido, a sociedade aqui insolvente não obteve qualquer receita com  o contrato da alegada venda da carteira de clientes da sociedade Y - TRANSPORTES Y, LDA”; " 31 Pelo contrário, com a celebração do referido contrato da alegada venda da carteira de clientes da sociedade Y – TRANSPORTES Y, LDA, a sociedade aqui insolvente viu aumentado o seu passivo no montante de 372 000,00€”;  "32 E, tendo por base o alegado "encontro de contas” a sociedade aqui insolvente não logrou receber o seu crédito sobre a sociedade Y – TRANSPORTES Y, LDA, no montante de 277 500,92€”;  "33 O aumento do passivo da sociedade aqui insolvente resultante do contrato da alegada venda da carteira de clientes, que ora se resolve, do qual resulta a anulação de créditos sobre a sociedade Y – TRANSPORTES Y, LDA, no montante de 277 500,92€, pôs em causa o património da sociedade aqui insolvente”  "34 Tal ato - a alegada venda da carteira de clientes referida no ponto 6 – diminuiu e frustrou a satisfação dos credores da insolvência”.