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Na avaliação da pessoa e da personalidade do arguido importa saber se os factos delituosos espelham uma tendência criminosa ou uma pluriocasionalidade que não radica na personalidade do arguido Jorge de Figueiredo Dias, Direito Penal Português, As consequências jurídicas do crime, 1993, p.. § 15 A decisão recorrida enfatizou: «Isto posto e ponderando, por um lado, a natureza dos crimes em cuja prática o arguido incorreu – um de furto, cinco de roubo um deles na forma tentada e um de violência depois da subtracção -, as circunstâncias dos delitos que cometeu, o desvalor dessas ocorrências e aquilo em que nelas se reflecte a personalidade do arguido – tudo já suficientemente explicitado no texto da presente decisão -, a ausência de antecedentes criminais registados e as suas condições de vida – caracterizadas, em liberdade, pelo consumo prolongado e problemático de estupefacientes e pela ausência total de estruturação e vinculação -, somos conduzidos a uma valoração global, na qual assumem relevo a assinalar as exigências de prevenção especial.