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Assim, não obstante, os argumentos invocados pelo recorrente, baseado em vários Acórdãos do Supremo tribunal de Justiça, não se nos afigura que o tribunal a quo, baseado no Acórdão do STJ de 29-11-2012, disponível em www.dgsi.pt, não tenha interpretado a conduta do arguido de forma, que é de aceitar, ao ter concluído que «No que diz respeito ao caso concreto, temos episódios ocorridos em Março e Abril de 2016 e já após Maio de 2016, inexistindo dúvida de que há uma unidade de resolução criminosa em relação aos factos que, de um modo homogéneo, ocorreram durante um curto espaço temporal e no âmbito da relação de namoro estabelecida entre o arguido e a ofendida a coberto de um dolo inicial.