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8 Em suma, em razão do antes exposto, à luz do artigo 493, n. 1, pode-se concluir, em primeiro lugar, que, na ausência de prova de factos que afastem a presunção de culpa e prevista no n. 1 do artigo 493, do , o proprietário ou o obrigado à vigilância da coisa que pode não ser o proprietário, mas quem detenha o poder de facto sobre a mesma e esteja obrigado a vigiá-la) 9, responde pelos danos causados ao lesado pela coisa, pois que, em tal hipótese, concorrem todos os pressupostos da responsabilidade aquiliana, ou seja, facto, ilicitude, culpa, dano e nexo de causalidade adequada entre o facto e o dano sobrevindo.