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Na sentença recorrida escreveu-se, com relevância, para a apreciação da questão: «Analisando o quadro fáctico dado como assente, vemos que a Ré/Trabalhadora, a partir de Janeiro de 2014, mas sobretudo no período de Agosto e Setembro, se desinteressou das suas obrigações, não procedendo às tarefas de limpeza de que estava incumbida com a diligência devida, desobedecendo por isso às ordens que lhe eram dadas pelos seus superiores, o que de igual modo fez no dia 22 de Setembro 2014, não se vendo qualquer razão para considerar ilegítima a tarefa que a Entidade Empregadora lhe ordenou, por se conter no âmbito das funções que lhe incumbiam a Trabalhadora alude a determinada CCT aplicável, referindo que tal ordem postergava os seus direitos enquanto tal, mas sem concretizar que tipo de CCT, não se vendo que ocorra qualquer violação, mormente face ao clausulado no seu contrato de; igualmente, nesse período, mais concretamente em Setembro, dirigindo-se a terceiros pessoas que confiavam os seus filhos à, reportou-se à comida fornecida às crianças e ao modo como eram tratadas de forma desprestigiante para a entidade para quem trabalha, que tem como objeto praticar tarefas de cariz social, pretendendo com tal atuação lesar interesses sérios até desta; no mesmo período, deu a entender a determinada colega que iria ser despedida e tomaria o seu lugar sendo que a justificação que alegou para tal – que teria falado com o presidente da Direção e este lhe transmitiu a necessidade de reduzir pessoal, o que implicaria o despedimento das funcionárias com admissão mais recente, que era a Ré e a funcionária com quem esta falou – não se mostra coerente com o discurso que teve com tal funcionária), sem qualquer fundamento para tal, potenciando conflitos de forma gratuita.