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1) Se, como sustenta o Acórdão recorrido, o regime do Código do Trabalho não é aplicável aos trabalhadores das autarquias em funções no sector empresarial local, então o legislador estatuiu de forma pouco razoável como se acaba de demonstrar; ) Assim, com todo o respeito, a hermenêutica dos Tribunais Centrais Administrativos, constante destes Acórdãos é a que melhor se coaduna com as regras do artigo 9 do Código Civil; n) Pelo que o douto Acórdão recorrido fez errada interpretação e aplicação das normas do artigo 2 do n 503/99, na redacção conferida pelo artigo 9 da Lei n 59/2008, em particular do disposto no n 4 do dito artigo do citado Decreto-Lei; o) Consequentemente, o douto acórdão recorrido erra ao considerar a 1 Secção do Trabalho da Instância Central do Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra incompetente em razão da matéria fazendo incorrecta aplicação das normas dos artigos 131, n 1, alínea, do CPT, 96, alínea, 97, n1, 577, alínea e 578 do CPC e 126 n1, alínea, da LOSTJ; p) No entanto será o mui douto suprimento de s Excelências que determinará qual a jurisdição que conhecerá da questão dos autos.”  Contrapõe a empresa seguradora, B., apresentando a seguinte síntese conclusiva: "1 - No caso dos autos e sublinhando e seguindo de perto o que foi doutamente decidido no Tribunal da Relação de Coimbra, perante os factos e o direito, estando em causa, como é o caso, acidentes ocorridos no tempo e local de trabalho, no desempenho de funções prestadas pelo A. no âmbito de uma relação jurídica de emprego público em que figura como empregador uma entidade integrada na administração pública autárquica, compete aos Tribunais Administrativos e Fiscais o conhecimento de todas as questões emergentes de ação que tenha como objeto do litígio e a montante, aqueles eventos.