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Alegou para tanto, e em síntese, que: ─ A Requerente B é uma sociedade comercial, cujo objecto consiste na "Gestão  de participações sociais noutras sociedades como forma indirecta do exercício de actividades económicas”, e  integra o Grupo B, sendo a sociedade mãe do Grupo, cujas empresas detêm e exploram unidades hospitalares espalhadas por todo o Norte do país;  ─ A  Requerida  é uma sociedade comercial, cujo objecto consiste na "Compra, permuta, venda e arrendamento de imóveis, revenda dos adquiridos para esse fim, gestão de imóveis próprios, promoção e gestão imobiliária, estudos e elaboração de projectos, serviços, indústria de construção e obras públicas”, e integra o Grupo , que opera na área imobiliária e da construção;  ─ A  Requerida  é uma sociedade comercial unipessoal por quotas, cujo objecto consiste no "desenvolvimento de actividades turísticas e hoteleiras; exploração de estabelecimentos de restauração e bebidas, designadamente restaurante; exploração de apartamentos turísticos; compra e venda de imóveis e revenda dos adquiridos para esse fim; gestão de projectos de investimento e prestação de serviços de marketing; exploração de gabinete de engenharia e arquitectura; e fiscalização de obras”;  ─ Pretendendo instalar um hospital no Porto, onde o Grupo B não detém ainda qualquer unidade hospitalar, a Requerente encetou negociações com várias empresas de construção, no sentido de concretizar o negócio nos moldes em que o Grupo habitualmente opera, assegurando um parceiro que construa o edifício, de acordo com um determinado Programa Funcional fornecido pela Requerente, e da sua autoria, sendo a exploração da unidade hospitalar assegurada por via de um contrato de arrendamento de longa duração;  ─ O Grupo , do qual faz parte a  Requerida, transmitiu aos responsáveis do  Grupo B que a  detinha terrenos no Porto, na zona de , que serviam os seus interesses;  ─ Em 7 de Maio de 2014, foi celebrado um contrato-promessa de arrendamento com opção de compra a que foi atribuída eficácia real,  em que figurava como promitente arrendatária  a Requerente B, e, como promitente senhoria a  Requerida, tendo por objecto o prédio urbano e terreno para construção situados na Rua , n. , descrito na Conservatória do Registo Predial do Porto sob o n. 789, e inscrito na matriz sob os artigos 8662 e 10408, e o terreno para construção situado no lugar de , descrito na Conservatória do Registo Predial do Porto sob o n. 790, e inscrito na matriz sob o artigo 10409, imóveis esses contíguos e ambos situados na freguesia de , no Porto;  ─ No momento em que o contrato-promessa foi negociado e assinado, não havia ainda qualquer projecto elaborado ou planta de localização, implantação ou outra, que as partes tivessem negociado, e que condicionasse ou balizasse o projecto a ser elaborado pela Requerida e a ser por esta submetido à apreciação da Câmara Municipal do Porto ─ apenas havia, da parte da Requerente, a vontade de explorar um hospital naquela zona da cidade, e que tivesse a área bruta de construção definida no contrato-promessa, acrescido de um mínimo de 400 lugares de estacionamento, e, da parte da  Requerida, a garantia de que tinha terrenos na zona pretendida pela Requerente, e que os mesmos destinados e cumpriam os referidos requisitos genéricos pretendidos pela Requerente; ─ De acordo com o contrato, a  Requerida obrigou-se, em primeiro lugar, a construir nos imóveis um edifício destinado à instalação de um hospital, com: a) 1000 a 1000 m² de área bruta de construção, b) acrescido de um mínimo de 400 lugares de estacionamento, não necessariamente cobertos, conforme as alíneas e da parte introdutória e a cláusula  do contrato;  ─ De acordo com a cláusula  do contrato-promessa, a  Requerida obrigou-se a  terminar a construção do referido edifício e a obter a respectiva licença de utilização até à data limite de 1 de Janeiro de 2017;  ─ Pelo mesmo contrato, a  Requerida prometeu dar de arrendamento, e a Requerente prometeu tomar de arrendamento, o edifício resultante da construção acima aludida, pelo prazo de 20 anos, renovável sucessivamente por períodos de 5 anos cláusula 1);  ─ A renda mensal acordada para o futuro arrendamento seria nos seguintes valores:  a) €13000,00, nos primeiros 12 meses de vigência do contrato de arrendamento  prometido; b) €14000,00, entre o 1 e o 2 mês; ) €15000,00, entre o 2 e o 3 mês; ) €16000,00, entre o 3 e o 4 mês; e  e) €16000,00, após o 4 mês de vigência cláusula 1);  ─ Ainda de acordo com mesmo contrato, as partes expressamente convencionaram uma cláusula de opção de compra, de acordo com a qual a Requerente B terá a faculdade de adquirir, directamente ou através de uma outra sociedade que consigo tenha relação de domínio ou de grupo, ou ainda através de uma entidade financeira, o imóvel objecto do contrato de arrendamento cláusula 1);  ─ Tendo inclusivamente, para o caso de exercício pela Requerente do direito de opção de compra, sido fixado o preço de aquisição, no valor de €300000,00 cláusula 1);  ─ As partes acordaram em que a concepção do edifício a construir, e posterior submissão do projecto para licenciamento junto da Câmara Municipal do Porto, seriam da responsabilidade da  Requerida cláusulas  e );  ─ Nesse pressuposto, as partes acordaram em que esta fase de concepção do edifício, e posterior licenciamento do mesmo para o fim acordado no contrato-promessa, obedeceria a três fases principais, com as seguintes obrigações das partes em cada fase, e de acordo com a seguinte calendarização, no essencial definidas na cláusula :  ─ Em primeiro lugar, deveriam ser apresentados os elementos urbanísticos, da responsabilidade da  Requerida, elementos que incluíam, nomeadamente, a mancha de implantação, a cércea e a volumetria do edifício, bem como as plantas com a área envolvente e com as áreas correspondentes a cada piso, e que deveriam ser entregues até 120 dias após a assinatura do contrato-promessa ou seja, até à data limite de 4 de Setembro de;  ─ Em segundo lugar, e com base nos elementos urbanísticos entregues pela  Requerida, deveria ser elaborado e entregue à  Requerida o Programa Funcional, da responsabilidade da Requerente, o qual determina o layout interno da unidade hospitalar, e é concebido e elaborado pelos técnicos da Requerente especializados nas várias áreas, com base no knowhow adquirido e consolidado pelas várias empresas do Grupo B ao longo dos anos, e que deveria ser entregue à  Requerida no prazo de 90 dias após a recepção dos elementos urbanísticos;  ─ Em terceiro lugar, e com base nos elementos urbanísticos e no programa funcional acima descritos, deveria ser elaborado o Projecto de Arquitectura do edifício e posteriormente submetido à aprovação da CMP, tarefas da responsabilidade da  Requerida, a qual deveria apresentar à Requerente o respectivo estudo prévio do projecto de, para que esta o aprovasse ou sugerisse alterações, caso em que a  Requerida deveria introduzir as alterações e concluir o projecto, submetendo-o à aprovação camarária;  ─ O referido estudo prévio deveria estar concluído em 90 dias, contados da recepção do Programa Funcional, devendo as eventuais alterações ser sugeridas pela Requerente em 60 dias, contados da apresentação do estudo prévio e, por fim, a  Requerida dispunha de 60 dias para proceder a essas alterações cláusula );   ─ A  Requerida não cumpriu o prazo de 120 dias com que se comprometera para apresentação do Elementos Urbanísticos – sem os quais, recorde-se, não se podia avançar para o passo seguinte, que era a apresentação, por parte da Requerente, do Programa Funcional que permitiria a elaboração, pela  Requerida, do Estudo Prévio de Arquitectura;  ─ O atraso devia-se, segundo foi pela própria  Requerida invocado, ao facto de que a mesma não tinha ainda conseguido adquirir a quota correspondente a 50% dos  imóvel objecto do contrato-promessa que ainda não lhe pertencia;  ─ A Requerente acedeu ao pedido de prorrogação daquele prazo, e também dos prazos restantes que se lhe seguiriam, que dele dependiam;  ─ O que forçosamente implicava o adiamento dos prazos estruturantes a que a  Requerida igualmente se vinculara, de obtenção de licença de construção e de conclusão da obra e, por arrastamento, do de obtenção de licença de utilização);  ─ As partes acordaram ainda, neste interregno, que o edifício teria um piso térreo relevante, assim permitindo uma melhor actividade hospitalar;  ─ Em 9 de Setembro de 2015, assinado o  aditamento ao contrato-promessa, através do qual, em resumo, foi acordado o adiamento do prazo de obtenção da licença de construção, por 7 meses, bem como do prazo de conclusão do edifício por 6 meses o  aditamento não releva apara;  ─ Em 23 de Novembro de 2015, foram enviados pela  Requerida à Requerente os Elementos Urbanísticos do edifício a construir, nomeadamente a mancha de implantação, a cércea e a volumetria do edifício, bem como as plantas com a área envolvente e com as áreas correspondentes a cada piso;  ─ Os Elementos Urbanísticos apresentados pela  Requerida não eram para si  admissíveis, uma vez que não permitiriam a implementação de um Programa Funcional minimamente aceitável, o que fez saber à  Requerida, através do e-mail datado de 2 de Dezembro de 2015, enviado pelo Eng.