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A Recorrente insurge-se contra o facto do tribunal a quo ter considerado o sinistro como de trabalho na medida em que o mesmo ocorreu durante o trajecto habitual e durante o período de tempo que o sinistrado gastava no regresso do seu local de trabalho para a sua residência habitual, defendendo que no momento do acidente o sinistrado encontrava-se a realizar uma necessidade de cariz pessoal, actuando no âmbito da sua esfera familiar e privada, pois que ia atender a uma necessidade da sua mulher, sem qualquer relação com o seu trabalho, a que acresce o facto de o evento não ter ocorrido no horário habitual entre o seu local de trabalho e a sua residência, concluindo assim que o acidente dos autos não pode ser caracterizado como de trabalho.