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Recurso do arguido supra,  4 Alega o recorrente que "o grau de ilicitude é inferior ao que foi considerado pelo Tribunal a quo, tendo em consideração os dados factuais apurados”, "nomeadamente atendendo ao número reduzido de circunstâncias que praticou a atividade delituosa, bem como atendendo à função desenvolvida pelo mesmo no seio da organização do tráfico e às suas motivações”, que "durante o período de cerca de 3 anos em que durou a atividade de tráfico de estupefacientes a investigação judicial efetuada só constatou a participação do arguido em quatro circunstâncias apenas, conforme se refletiu na matéria de facto provada”, que "o seu papel se resumia a ir buscar o produto estupefaciente às habitações do bairro e entregá-lo aos indivíduos que procediam à venda direta, bem como funções de vigilância, ou seja, era um simples "pau mandado”, que "agia exclusivamente de acordo com as ordens e/ou instruções que lhe eram dadas”, que se "tratava da venda de pequenas doses diretamente ao consumidor, que não gerou lucros avultados para os arguidos, facto que ficou demonstrado na condição sócio económica dos mesmos”, que "não foram devidamente valoradas pelo Tribunal a quo circunstâncias que depõem a favor do recorrente, nomeadamente o facto do mesmo ter um percurso vida muito difícil, tendo crescido no seio de uma família desestruturada, de muito modesta condição social e económica, encontrando-se a sua residência inserida no bairro social de ..., conotado com problemáticas sociais e criminais relevantes, nomeadamente consumo e tráfico de estupefacientes”, que "o Tribunal a quo não valorou suficientemente fatores de caráter pessoal e familiar do recorrente, como o facto do mesmo estar atualmente inserido profissional e familiarmente, conforme decorre do teor do Relatório Social”, que, ainda que se entenda que o crime praticado não é um crime de tráfico de menor gravidade, ”atentas as considerações efetuadas sobre o grau de ilicitude do facto, o modo de execução deste, a motivação do arguido, bem como os dados do Relatório Social, satisfaz de modo adequado e suficiente, a aplicação de uma pena não superior a 3 anos”, que "ainda que assim não se entenda, sempre se dirá que foi erradamente fixada a medida concreta da pena, sendo violado o disposto nos artigos 4 e 7 do Código Penal, uma vez que a pena aplicada ao arguido ora recorrente pelo crime de tráfico de estupefaciente peca por ser excessiva, devendo ser reduzida” para "pena não superior a 4 anos”, "suspensa na sua execução”.