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2 - Aos contratos de arrendamento, existentes à data da entrada em vigor do presente decreto-lei, aplica-se o regime nele prescrito, de acordo com os seguintes princípios:  a) O novo regime apenas se aplica aos contratos existentes a partir do fim do prazo do contrato, ou da sua renovação, em curso;  ) E perante tal quadro legal, em que é recorrente a exigência da redução a escrito de todos os contratos novos e de arrendamento rural, mas em que tal exigência é temperada/substituível pela alegação de que a falta de redução a escrito é imputável à parte contrária, a doutrina e jurisprudência dominantes passaram a sustentar que se está perante uma «formalidade ad probationem» perante uma exigência destinada apenas à demonstração da existência do acordo/contrato) e não perante uma «formalidade ad substantiam» condição de validade do, não acarretando assim a não redução do arrendamento rural a escrito a automática nulidade do contrato, uma vez que se estará perante uma nulidade atípica, que, para além de não poder ser de conhecimento oficioso, só pode ser invocada pela parte contratante a quem não seja imputável a sua não redução a escrito, o que – não imputabilidade – só acontece, naturalmente face à obrigatoriedade legal da redução a escrito de todos os contratos de arrendamento, quando tal parte contratante haja tomado a iniciativa, sem êxito, de sanar o vício da não redução a escrito, ou seja, quando haja previamente notificada a outra parte contratante para a redução a escrito do contrato e esta não se haja disposto a reduzi-lo a escrito.