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Juiz "a quo”, pura e simplesmente ignorou o exemplo que o A. levou aos autos de uma situação em tudo idêntica à sua e que, a aceitar-se a posição do R., violaria o artigo 9 do PDM; f-) O exemplo apontado, em tese, configuraria, em face da teoria do R., uma situação essa sim de uma segunda linha de construção, uma vez que a fachada está diretamente virada para o arruamento público principal e a edificação surge numa linha posterior; g-) A Mta Juiz "a quo” valida a discricionariedade total do R., o que permite que este decida em função do requerente e não em cumprimento da lei e do regulamento municipal; h-) E também ao invés do que refere a douta sentença recorrida, não está o R. a defender os interesses urbanísticos do concelho e das populações, mas a intervir casuisticamente e em face do requerente; -) É uma intervenção perigosa, tanto mais, quando o tribunal se abstém de sindicar a posição do R., fazendo exatamente o contrário, isto é, valida-a "no escuro”; j-) A douta sentença recorrida, nessa parte padece do vício de omissão de pronúncia; k-) A douta sentença recorrida não fundamenta posição nenhuma, limitando-se a fazer umas quantas afirmações genéricas e sem qualquer sustentação jurídica; -) A douta sentença recorrida limita-se a considerar que o pedido do A. não cumpre o constante do artigo 9 do PDM de Guimarães, sem fundamentar juridicamente; -) Se o pedido do A. constitui na prática uma segunda linha de construção, então a douta sentença recorrida, teria que fundamentar a ilegalidade desta; demonstrar com base numa norma jurídica que em Guimarães só é possível construir na linha fronteira às vias públicas e em alinhamento umas construções com as outras; e que não é possível construir em terrenos que estejam nas "costas” dessas edificações; n-) Porque é que a construção na segunda linha é indesejável urbanisticamente; e ainda porque é que o R. não propôs uma solução alternativa que desse um enquadramento urbanístico que não pusesse em causa a zona espacial envolvente, isto para o caso de considerar que a mancha de construção proposta não era a mais adequada; e também porque é que o caso de St... mereceu a aprovação do R.; quais os fundamentos de facto e de direito que levaram o R. a tomar posição diversa num caso e  o-) Nada foi esmiuçado pela Mta.