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Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 21 de março de 2019, no processo n. 2/15T8MGL.CS1, in www.dgsi.pt  2 Dir-se-á, finalmente, que, a vingar a tese vertida nas alegações de Revista, é, de que a restituição apenas será devida quando o Recorrido tiver um fim concreto para o imóvel, criar-se-á o efeito pernicioso de atribuir ao comodatário uma posição bem mais sólida e favorável do que se tivesse, por exemplo, celebrado um contrato de arrendamento, já que poderá votar ao abandono o imóvel circunstância que não é permitida na relação de arrendamento, que obriga ao uso do locado – Cfr.