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Focando agora, especificamente, o dolo de perigo, e ultrapassando o que se nos afigura ser, ressalvado sempre o devido respeito, uma confusão efectuada pela arguida entre este facto subjectivo e a prova da causa da morte, cumpre dizer que, não sendo a arguida licenciada em medicina e não sendo crível que, não obstante, tenha conhecimentos médicos, o seu conhecimento e, mais do que isso, o seu domínio sobre o mecanismo descrito pela perita médica – compressão do pescoço &gt; estimulação do seio carotídeo &gt; bradicardia &gt; anoxia &gt; morte –, atenta a elevada complexidade deste, é pura e simplesmente muitíssimo improvável, pelo que, razoavelmente, não se vê como possa a arguida, através do seu eventual exercício, ter agido com intenção de causar perigo para a vida da vítima.