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B)–Face à prova carreada e produzida nos autos, andou mal o Tribunal a quo ao considerar como provados os seguintes factos: 14 a 22, 24, 26, 27, 29, 31, 34, 35, 38, 39, 40, 42 a 46, da matéria dada como provada; )–Por outro lado, o Tribunal a quo deveria ter dado como provados os seguintes factos: , , , , , , , e , da matéria dada como não provada; )–Salvo o merecido respeito, o Tribunal a quo não ponderou toda a prova produzida nos autos para formar a sua convicção, tendo desconsiderado os depoimentos de algumas das testemunhas inquiridas e valorizado, sem o recurso a outro elemento probatório, as declarações de parte da Autora para dar alguma matéria de facto como provada; E)–Verifica-se assim a desconformidade da decisão com a prova produzida nos autos, pelo que, a decisão de facto deve ser alterada em função dessa reapreciação, assim como, a consequente decisão de mérito; F)–Quanto à matéria de facto do ponto 14 "Em meados de Outubro de 2015, as sociedades Rés contactaram a Autora, tendo-lhe manifestado o interesse em contratar os seus serviços de mediação imobiliária consistentes na identificação de interessados na aquisição conjunta dos dois prédios;” conforme resultou das declarações do próprio representante legal da Autora SM gravação em suporte digital no ficheiro 20200220144445 _19328837_2871024, no dia 20/02/2020, com início às 15:30:00 e do depoimento da testemunha gravação em suporte digital ficheiro 20200219150532_19328837_2871024, no dia 19/02/2020, com início às 14:17:26), ficou apenas provado que a Autora contactou as Rés no sentido de lhes propor os seus serviços de mediação; G)–Quanto aos factos "1 Após a celebração do contrato referido no ponto 11 supra, o gerente da Autora, de modo a obter informações acerca dos imóveis, reuniu, por diversas vezes, com o gerente das Rés, JAA, e com os arquitectos contratados pelas Rés, a fim de elaborar, apresentar e acompanhar junto da Câmara Municipal de Lisboa o projecto de operação urbanística conjunta para os prédios dos autos;” e "1 No início de Março de 2016, a Autora voltou a ser contactada pelas Rés, reiterando o seu interesse em vender os bens imóveis, e pediram àquela empresa que desenvolvesse esforços adicionais na procura de interessados na aquisição;”, que deveriam ter sido dados como não provados, a única testemunha relevante para o caso, ou seja o Senhor NM gravação  em   suporte  digital  ficheiro  20200219164111 _ 19328837 _ 2871024, no dia 19/02/2020, com início às 16:27:12, trabalhador da Autora e amigo do representante legal da Autora, referiu que nunca esteve presente nas supostas reuniões entre o representante legal da Autora e os arquitectos, bem como que nunca conversou com o representante legal das Rés ou sequer que esteve presente nas negociações; H)–Pelo exposto, o Tribunal a quo suportou-se sobretudo nas declarações de parte do representante legal da Autora para considerar os dois pontos referidos como provados, sendo que as declarações de parte, como meio probatório, requerem o auxílio de outros meios probatórios, sejam eles documentais ou testemunhais, para sustentar a prova de determinada factualidade, sobretudo quando esta aproveita a própria parte; )–Quanto à factualidade vertida nos pontos "2 A Autora voltou a reunir-se com os arquitectos indicados pelas Rés e solicitou aos mesmos informações actualizadas quanto ao estado do projecto apresentado na Câmara Municipal de Lisboa para os prédios urbanos;” e "2 Juntamente com os arquitectos, a Autora reuniu com os técnicos e responsáveis do departamento de urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa;” salvo o devido respeito, não ficou provado, quer através de prova testemunhal quer através da prova documental, que a Autora reuniu com os arquitectos ou técnicos e responsáveis do departamento de urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa para a discussão do projecto referente aos dois imóveis identificados nos autos, pois a testemunha gravação em suporte digital ficheiro 20200219160150_19328837_2871024, no dia 19/02/2020, com início às 15:40:13 limitou-se a referir que tinha várias reuniões na Câmara Municipal e que acompanhava outros projectos de outros clientes da Autora, e a testemunha com o representante legal da Autora gravação em suporte digital ficheiro 20200220165800_19328837_2871024, no dia 20/02/2020, com início às 16:09:39, também afirmou que não se recordava de qualquer reunião na Câmara, designadamente no que diz respeito ao projecto referente aos dois imóveis em questão; J)–Ainda relativamente à referida matéria, as testemunhas e , em sede de depoimento, também não confirmaram que as comunicações electrónicas e anexos, juntas aos autos como documento n. 12, 17, 25 e 26, diziam respeito aos imóveis da propriedade das Rés; K)–Em relação aos factos "1 A Autora visitou os prédios e contactou diversos operadores imobiliários, tendo-lhes apresentado os referidos prédios urbanos e as condições do negócio de compra e venda propostas pelas Rés;”, "1 Em 18 de Março de 2016, a Autora publicitou os imóveis acima identificados no portal imobiliário "Casa Sapo”;”, "2 Ao longo de Março de 2016, com o intuito de obter interessados na aquisição dos prédios acima identificados, a Autora contactou directamente diversos investidores em prédios urbanos em Lisboa, publicitando a venda dos imóveis;” e "2 A Autora efectuou diligências com vista a obter todas as informações referentes à capacidade construtiva e comercial dos imóveis, bem como aos custos que o desenvolvimento do projecto apresentado teria junto da Câmara Municipal de Lisboa;”, também não ficou provado qual o trabalho de promoção efectivamente desenvolvido pela Autora, sendo que esta na petição inicial limitou-se a alegar de forma genérica que contactou investidores e os documentos n. 10 e 11, juntos com a Petição Inicial, também não permitem fazer prova de que o único anúncio, gratuito e no portal Casa Sapo, em questão dizia respeito aos imóveis da propriedade das Rés, pela que a factualidade em causa deve ser dada como não provada; )–Como também alegado pela testemunha NM gravação em suporte digital ficheiro 20200219164111_19328837_2871024, no dia 19/02/2020, com início às 16:27:12, a Autora nunca entrou nos prédios em questão, pelo que nem terá visitado os mesmos com potenciais clientes; )–Conforme decorreu também do depoimento da referida testemunha NM, a Autora, pelo menos até à apresentação da proposta por parte da sociedade T – Arquitectos, Lda., para além de existirem ónus e encargos nos dois imóveis, não tinha todos os elementos necessários para apresentar um negócio fazendo uso da maior exactidão e clareza quanto às características, preço e condições de pagamento dos imóveis em causa, ou seja não estava em condições de desenvolver qualquer actividade de promoção e angariação de um interessado efectivo para a compra dos imóveis; N)–Sendo que, a testemunha gravação em suporte digital ficheiro 20200220165800_19328837_2871024, no dia 20/02/2020, com início às 16:09:39 e o representante legal da Autora SM gravação em suporte digital ficheiro 20200220144445 _19328837_2871024, no dia 20/02/2020, com início às 15:30:00 confirmaram a existência de um contrato de arrendamento, bem como um ónus de inalienabilidade registado a favor do Município de Lisboa; O)–A Autora, ora Recorrida, ao fazer constar dos contratos de mediação imobiliária que os imóveis se encontravam livres de ónus e encargos e ao não dar conhecimento dos mesmos aos potenciais compradores, actuou com ligeireza e incumpriu deveres essenciais da sua actividade, sendo que nos termos da lei, um mediador imobiliário não pode publicitar um imóvel sem ter todos os elementos necessários e confirmação da correcta e actual situação do imóvel em causa; P)–Em relação à factualidade constante do ponto 26 "A Autora informou o gerente das Rés do referido no ponto 25 e inquiriu o mesmo acerca da possibilidade de renegociação das condições de venda constantes do contrato referido no ponto 11 supra;”, mais uma vez o Tribunal a quo apoiou-se exclusivamente nas declarações de parte do representante legal da Autora, sendo que não existe nos autos qualquer outro elemento que possa corroborar tal alegação, pelo que a mesma deve ser dada como não provada; Q)–Relativamente aos factos dos pontos "2 Em abril de 2016, a Autora deu a conhecer os bens imóveis e o negócio de compra e venda pretendido pelas Rés à investidora T – Arquitectos, Lda., tendo o legal representante da Autora reunido, por diversas vezes, com os representantes desta sociedade, a fim de procederem à análise das características dos prédios, do estado do projeto junto da Câmara Municipal de Lisboa, bem com às condições do negócio de compra e venda;” e "2 Posteriormente, a Autora organizou uma reunião entre os representantes da T – Arquitectos, Lda., o legal representante da Autora e os arquitetos responsáveis pelo projeto das Rés junto da Câmara Municipal de Lisboa;”, também não ficou provado que a alegada interessada tinha conhecimento da existência de um contrato de arrendamento num dos andares dos imóveis em questão, do ónus de inalienabilidade registado a favor do Município de Lisboa, o qual continua registado, bem como do estado do projecto junto da Câmara; R)–Sendo que, a testemunha gravação em suporte digital ficheiro 20200219160150_19328837_2871024, no dia 19/02/2020, com início às 15:40:13, uma das arquitectas responsáveis pelo referido projecto, referiu que não se recordava da reunião tida com os representantes da T – Arquitectos, Lda.