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y)	tendo em conta a natureza, características e condições específicas do contrato comercial, a posição de mercado de ambas as empresas, a sua situação económica e financeira, a estratégia de negócio estabelecida entre as partes, os ativos utilizados, a repartição do risco, a relação e esforço comercial existente entre as partes, e o facto do referido contrato e fatura ter apenas por objeto uma compensação comercial apurada em função do volume de negócios, que não foi celebrado com mais nenhuma outra entidade, para além  da U., não há comparação de preço possível, nem existem razões para se questionar a razoabilidade da compensação comercial acordada; z)	se provou que este tipo de compensação, os descontos, o rappel e outro tipo de benefícios variáveis em função do volume de compras ou vendas é prática recorrente nas empresas do setor alimentar; aa) ficou demonstrado que as partes, ao abrigo da sua liberdade contratual e no âmbito da relação comercial existente, acordaram por escrito no pagamento de uma compensação comercial, nos termos constantes do contrato e com vista aos objetivos e fins já referidos, tendo a percentagem fixada para o apuramento da referida compensação comercial sido mais do que razoável; a Administração Fiscal, em momento algum, demonstrou ou comprovou que a referida compensação comercial colocou em causa o princípio da livre e plena concorrência, ou até mesmo as regras dos preços de transferência; não existiam fundamentos por parte da Administração Fiscal para questionar a razoabilidade ou comparabilidade da compensação comercial fixada entre as partes no ano de 2015; ) a razoabilidade ou comparabilidade podia, quanto muito, ser questionada quanto aos preços acordados para os bens e serviços fornecidos pela U. à Recorrente ao longo do exercício de 2015, contudo, não foi isso que sucedeu; da noção legal de gasto não resulta que a Administração Fiscal possa pôr em causa o princípio da liberdade da gestão da empresa, sindicando a bondade e oportunidade das decisões económicas da gestão da empresa e considerando que apenas podem ser assumidos fiscalmente aqueles gastos de  que decorram, diretamente, proveitos para a empresa ou se revelem convenientes para a empresa; ff) a indispensabilidade a que se refere o artigo 2 do CIRC como condição para que um custo seja dedutível não se refere à necessidade, nem sequer à conveniência, sob pena de intolerável intromissão da Administração Tributária na autonomia e na liberdade de gestão do contribuinte; a noção legal de indispensabilidade recorta-se sobre uma perspectiva económico-empresarial, por preenchimento directo ou indirecto, da motivação última de contribuição para a obtenção do lucro; hh) a dedutibilidade fiscal do custo e do respetivo IVA depende, apenas, de uma relação causal e justificada com a atividade da empresa, sendo apenas essa a conceção que está de acordo com os princípios de liberdade de gestão empresarial e, ao mesmo tempo, respeita os interesses específicos do direito fiscal; )	a Recorrente logrou demonstrar a substância e natureza da compensação acordada; jj) a Recorrente demonstrou quais os bens e serviços fornecidos pela U. ao longo do ano de 2015 e a razoabilidade da compensação comercial objeto da fatura n.