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Se, ao invés, o recorrente conhecia os factos e os meios de prova ao tempo do julgamento e os podia apresentar, tais factos e meios de prova não relevam para efeitos de revisão de sentença.”  Na doutrina do país vizinho entende-se que relativamente à novidade de factos ou meios de prova ") que apareçam ou sobrevenham com posteridade à primitiva condena, há que ressaltar: Qualquer meio de prova é admissível para promover a revisão, independentemente da efectividade e transcendência posterior para provocar a alteração da condenação primitiva, ao acreditar a inocência do reu, não bastando que possam fundar simplesmente a aplicação de uma norma penal com pena menos grave do que a imposta; que não é necessário que o condenado as ignorasse durante o processo; é suficiente que ante o tribunal que o condenou não tivessem sido alegadas nem tivessem sido descobertas pela investigacional de oficio; se ocorre novidade nomeio de prova de valor, pela livre apreciação do tribunal; se o facto que se considera novo for de tal natureza que devesse dar lugar, pelo seu descobrimento, à incoação de um processo, não pode basear-se neste motivo de revisão até que se dite sentencia firme no processo correspondente.” Aragoneses Alonso, P., "Instituciones de Derecho Procesal Penal.” Madrid, 1981, p. 534, citado por Nancy Carina Vernengo Pellejero, in "La Revisión de la Sentencia Firme en el Proceso Penal”, Universitat de Barcelona, Tese Doctoral, 2015, p. 21 No mesmo sentido a STS Sala de 25 de febrero de 1985, em que se doutrinou "que o citado quarto motivo da revisão, é procedente quando, posteriormente à firmeza da sentença condenatória, sobrevenha o conhecimento de novos factos ou de novos meios de prova, devendo-se entender como novos, todos os factos ou meios probatórios que sobrevenham ou se revelem com posteridade à sentença condenatória, sem que seja preciso que o condenado os desconhecera durante o transcurso da causa, bastando com que não hajam sido alegados ou produzidos ante o tribunal sentenciador nem descobertos pela investigação judicial praticada de oficio, sem que por conseguinte, se repute novo ao facto o meio de prova que tendo-se posto de manifesto durante o processo, o tribunal no uso da sua faculdade de soberana apreciação, não lhe concedeu valor algum, figurando entre os ditos factos ou meios probatórios novos, citando-os à guisa de exemplo, a retractação das testemunhas, a invalidação dos seus testemunhos, a confissão de outra pessoa distinta da do condenado ou condenados, e outras provas periciais diferentes das praticadas na causa ou a invalidação dos resultados ou conclusões obtidas por aqueles como consequência de novas técnicas ou descobertas cientificas.”)   Uma derradeira menção ao requisito das sérias, fundadas e sofridas dúvidas sobre a justiça da condenação.