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No campo da prevenção especial, deve-se salientar o circunstancialismo seguinte:  a) A favor do arguido,  - a ausência de antecedentes criminais e a grande sensibilidade à pena que dele se espera pelo facto de ser primário;  - a confissão parcial dos factos, sem especial relevo para a descoberta da verdade material, atenta a prova constante e produzida nos autos;  - as relações cordatas com a vizinhança e amigos com quem estava habitualmente;  - o exercício de trabalho, como faxina no estabelecimento prisional;  b) Contra o arguido,  - a culpa é grave, assumindo a modalidade de dolo directo ambos os;  - a ilicitude também se mostra muito elevada se se considerar a quantidade e considerável gravidade das ofensas físicas e verbais perpetradas pelo arguido contra a ofendida BB e o período de tempo em que as mesmas perduraram;  - a circunstância de não obstante ter sido acusado pela prática de crime de violência doméstica e beneficiado da suspensão provisória do processo, terminada esta, ter perdurado na sua conduta delituosa, aliás, agravando-a, sem que tivesse interiorizado a gravidade da sua conduta até então perpetrada;  - a ausência de responsabilização para a sua conduta e de qualquer arrependimento;  - a sua baixa escolaridade abandonou a escola quando da frequência do 2;  - o não ter emprego regular desde 2011, passando a subsistir de subsídios;  - as suas características de personalidade imaturidade, impulsividade, baixa tolerância à frustração, padrão pervasivo de irresponsabilidade e dificuldade em honrar os seus compromissos, inclusivamente, laborais, externalização da culpa com atribuições de responsabilidades a terceiros e;  Assim sendo, atendendo aos limites abstratos das penas de prisão, fazendo apelo a critérios de justiça, correta proporcionalidade entre a gravidade dos crimes e a culpa do arguido, concomitantemente com a ideia de uma certa intimidação e dissuasão ou de pura prevenção geral negativa, este tribunal reputa justo e adequado a condenação do arguido nas seguintes penas parcelares: ...)  - 20 anos de prisão crime de homicídio.