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19 Não pode de todo proceder o argumento contido no primeiro despacho recorrido de que ") o presente caso não diz respeito a penas de execução sucessiva, nem existe, para além da pena em execução, qualquer outra pena ou remanescente a executar.”, porque sem qualquer suporte legal e porque gerador de tratamento diverso e desigual, com manifesto prejuízo para outros condenados – isto porque o tribunal, nos casos de outras penas em cumprimento sucessivo e com pena remanescente por revogação da liberdade condicional, faz acrescer sempre esse remanescente, independentemente da pena original e sem considerar o disposto no artigo 61, n 4, aos cinco sextos da soma daquelas penas, posto que essa soma seja superior a seis anos, e já a vai buscar na situação isolada de remanescente, aplicando-lhe o 61, n 4, se for caso disso.