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As razões de discordância da recorrente alicerçam-se, essencialmente, nos seguintes argumentos: - resultando apenas provado que os prédios das Autoras ficaram destruídos, bem como todo o recheio que não foi possível retirar do seu interior no dia do incêndio, não foram apurados os concretos bens que foram destruídos, nem, muito menos, o seu valor e a sua propriedade; - apesar dos documentos juntos ao processo que visavam comprovar a propriedade dos objetos neles identificados, não foi possível apurar se esses bens eram pertença da 1 Autora ou da 2 Autora;  - estando demonstrado que a 1 Autora vivia em união de facto com a testemunha G. R., e não sendo este parte na ação, impunha-se que aquela fizesse prova de quais os bens que lhe pertenciam em exclusivo, sob pena de o Tribunal ter de concluir que os mesmos pertenciam em partes iguais aos dois membros do casal, que formavam à data do incêndio e que continuam a formar, nos termos do disposto no art.