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Trata-se até de uma realidade a que se assiste diariamente neste Tribunal, sendo inúmeros os pais e mães que trabalham sem declarar os seus rendimentos regulares perante a Segurança Social e a Autoridade Tributária, normalmente em atividades como a construção , os serviços de estética e cabeleireiro, os serviços de limpezas domésticas e os serviços de ama, usando esse argumento para se qualificarem como desempregados e se eximirem ao pagamento da pensão de alimentos a favor dos filhos menores.» Com o transcrito parágrafo, o tribunal a quo parece presumir ou sugerir que a autora trabalha ou trabalhará na «economia paralela, à margem da legalidade fiscal», e que, como tal, não carecerá de alimentos.