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As questões a resolver prendem-se com a nulidade do despacho por omissão de pronúncia e falta de fundamentação e com a questão de saber se a violação de regras procedimentais por parte do AI prejudica a eficácia dos atos por si praticados na liquidação do ativo.  . FUNDAMENTAÇÃO  Resulta do apenso de liquidação que:  - em 14/07/2017, teve lugar a diligência de abertura de propostas em carta fechada, pera venda dos imóveis apreendidos pela massa insolvente, não tendo sido apresentada qualquer proposta; - em 05/10/2017, a AI informou o tribunal que "inexistindo interessados na aquisição dos bens apreendidos, notificou o credor hipotecário com vista a averiguar do seu interesse na aquisição dos imóveis em causa”; - em 08/11/2017, a AI veio aos autos juntar a proposta apresentada pelo credor hipotecário para adjudicação dos bens apreendidos pela massa insolvente 24/10/2017), cópia do correio electrónico enviado aos credores em cumprimento do artigo 16 do CIRE, dando conhecimento da proposta, informando que fica a aguardar o parecer no prazo máximo de 15 dias e que, caso não haja oposição dos credores, os bens serão adjudicados ao credor hipotecário 08/11/2017) e cópia da carta enviada ao devedor em que dá conhecimento da proposta apresentada pelo credor hipotecário; - em 24/11/2017, o mandatário do devedor deu entrada de um requerimento em que alerta que pediu esclarecimentos à AI e que, até que os mesmos sejam prestados se impõe a suspensão da liquidação; - em 18/12/2017, foi proferido despacho ordenando a notificação da AI para informar o estado da liquidação; - em 05/01/2018, a AI requereu a junção aos autos do auto de adjudicação dos bens imóveis apreendidos pela massa insolvente ao Banco A e do extrato bancário da conta da massa insolvente comprovativo do depósito de 20% do preço; - em 30/01/2018, o mandatário do devedor deu entrada de um requerimento em que pede a notificação da AI para que "proceda a todas as notificações exigíveis e previstas na lei ao devedor na pessoa do seu mandatário e que levaram à adjudicação do imóvel que constitui a casa de morada de família daquela ao Banco A, ficando a entrega da casa suspensa até decisão de mérito da questão que ora se coloca”; - sobre tal requerimento incidiu o despacho recorrido, proferido a 06/02/2018: "Indefere-se o requerido atento o disposto no artigo 16 do CIRE”.