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Inconformada com a decisão, a arguida interpôs recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa, concluindo nos seguintes termos: « A Arguida prestou declarações, confessando os factos;  Não se podendo retirar de que o momento escolhido pela Arguida para prestar as suas declarações visava retirar algum aproveitamento por eventual deficiência na prova produzida pela acusação uma vez que havia confessado os factos logo em sede de primeiro interrogatório judicial;  Em todo o caso, logo nas primeiras sessões do julgamento, a Arguida deixou claro de que iria prestar declarações e reconhecer os factos que lhe eram imputados à semelhança do ocorrido no primeiro interrogatório;  Tanto assim é que o acórdão recorrido reconheceu, que foi em resultado das suas declarações, que foram considerados provados os factos atinentes à ofendida que não chegou a ser;  A Arguida demonstrou arrependimento profundo pela sua conduta e danos causados aos ofendidos;  A prova globalmente produzida não revelou outra realidade significativa da declarada pela Arguida no julgamento;  Esta conclusão não é infirmada pelas declarações da Arguida de que, nalgumas das situações, os alojamentos/arrendamentos não se concretizaram por circunstâncias alheias à sua vontade e desejo nomeadamente por alguns inquilinos ainda não terem saído;  De resto, todos os ofendidos reconheceram que o alojamento que lhes estava destinado, estava ocupado aquando da visita inicial;  Considerando as características do imóvel permitindo cerca de 20 alojamentos é perfeitamente razoável pensar-se que, nalgumas das situações, efectivamente os alojamentos não estivessem desocupados  todos os ofendidos referiram que o alojamento estava; 1 O próprio acórdão recorrido admite essa conclusão quando afirma "...) realidade que sabia não corresponder à realidade nalgumas das vezes que negociou arrendamentos.”.