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Esta é a definição de estaleiro central;  –  Se é certo que os intervenientes em obra, por norma, não frequentam a sede das empresas de construção, onde se localiza a administração e os escritórios da empresa, já o mesmo não se pode dizer em relação aos estaleiros centrais das empresas de construção;  –  Com efeito, sendo o estaleiro central constituído por unidades de produção, oficina, armazéns, parque de máquinas, equipamentos e viaturas, é verosímil que o mesmo seja frequentado amiúde pelos intervenientes nas várias obras que a recorrente tem em curso e, por conseguinte, que o Plano de Segurança e Saúde esteja nele acessível para consulta aos intervenientes da obra em apreço;  –  A obra em questão é equiparável a uma obra com várias frentes;  –  Porquanto, a partir de certo momento a obra em questão passou a ter duas frentes de trabalho;  –  Por um lado, o local de execução da obra e, por outro, o estaleiro central, onde a partir de certa altura passou a funcionar o escritório da obra com toda  a  ocumentação  da  obra,  nela  se  incluindo o Plano de Segurança e Saúde), dada a falta de espaço na obra para a manutenção desse escritório;  –  O escritório de obra fazendo parte da obra e passando a funcionar em local distinto da obra, tal não pode significar outra coisa que não seja a cisão da obra em duas frentes;  –  Pelo que, entende a recorrente que a obra em questão tinha duas frentes de trabalho distintas e que o Plano de Segurança e Saúde estava disponível, e acessível, numa delas, nomeadamente, na frente localizada no estaleiro central;  1–  Não foi apenas a pasta do Plano de Segurança e Saúde que foi deslocalizada para o estaleiro central;  1–  Foi todo a documentação da obra, nela se incluindo o Plano de Segurança e Saúde e o registo dos subempreiteiros em obra, conforme resulta dos Pontos 10, 11 e 12 dos factos provados;  1–  Tudo isto porque a partir de certo momento deixou de ser possível manter o escritório em obra, por falta de espaço para o efeito,  conforme  resulta  da  fundamentação  da  douta  sentença  recorrida quando nela se escreve o seguinte: alega a recorrente que já não havia condições logísticas entenda-se espaço físico) no local dos trabalhos”;  1–  Postas assim as coisas, consideramos que a falta de espaço constitui fundamento para que o Plano de Segurança e Saúde não estivesse na frente de obra;  1–  Pois, como é sabido na reta final de uma obra como é o caso da obra dos autos conforme resulta dos Pontos 3 e 16 dos Factos há diversos trabalhos a decorrer em todas as divisões da obra com vista à sua conclusão, pelo que é perfeitamente aceitável que não haja espaço para manter um escritório em obra;  1–  Sendo que, também resultou provado Ponto 15 dos factos que não era possível instalar um contentor escritório na via pública, por falta de espaço para tal;  1–  Daí que no caso o escritório da obra tenha sido deslocalizado para o estaleiro central;  1–  Não obstante isso, o Plano de segurança e Saúde esteve sempre acessível aos intervenientes da obra no estaleiro central, o qual é por eles frequentado amiúde enquanto unidade de apoio às obras em curso pela recorrente;  1–  Nas circunstâncias do caso não é exigível que a recorrente tivesse agido de outro modo;  1–  Estando o estaleiro temporário cindido em duas frentes, a frente de obra e a frente localizada no estaleiro central, significa isto que o estaleiro central funcionou como uma extensão / prolongamento da frente de obra;  2–  Por conseguinte, não podemos deixar de considerar que o Plano de Segurança e Saúde estava em obra e acessível aos vários Trabalhadores, conforme ficou demonstrado;  2–  Acresce que, a matéria de facto provada não permite aferir que o Plano de Segurança e Saúde não estava em obra, nem permite aferir que o Plano de Segurança e Saúde não estava acessível aos vários intervenientes da obra, antes pelo contrário;  2–  Face ao exposto, o Tribunal "a quo” violou o n3 do art.13 do 273/2003, de 29 de outubro, ao considerar que o Plano de Segurança e Saúde não estava em obra e, ainda, que não colhe que o mesmo estivesse acessível aos intervenientes da obra, porquanto, na realidade, não resultaram provados todos os elementos do tipo objetivo de ilícito daquele preceito legal, nomeadamente, que o Plano de Segurança e Saúde não estava em obra e que não estava acessível aos trabalhadores da obra."