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A redação atual do artigo 21, n. 1, da Constituição, que confere à lei ordinária a faculdade de definir os interesses que o Ministério Público pode ou deve defender no âmbito do Estado-administração, ou fora dele, encontra-se em maior consonância com a jurisprudência constitucional, mormente com o Parecer da Comissão Constitucional n. 8/82 que, de uma forma lapidar, clarificou que o Ministério Público não monopoliza a representação em juízo do Estado-administração, podendo a lei conferir também essa representação a outros órgãos ou entidades;  K. Sucessivos atos legislativos atribuíram a outras entidades a representação de interesses públicos inerentes ao Estado-administração:  	a) Nos termos do artigo 1, n. 1, do Código de Procedimento e Processo Tributário e do artigo 5 do Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais, há muito que a Fazenda Pública tem os seus próprios representantes, cingindo-se a legitimidade do Ministério Público em processo tributário à "defesa da legalidade, na promoção do interesse público e representação dos ausentes, incertos e incapazes” artigo 1, n. 1, do Código de Procedimento e Processo Tributário);  	b) Desde as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n. 214-G/2015, de 2 de outubro, ao Código de Processo nos Tribunais Administrativos que, no seguimento do seu artigo 1, que o Estado, enquanto entidade pública, não está, como anteriormente, exclusivamente representado pelo Ministério Público nas ações de responsabilidade ou sobre contratos;  	) O artigo 2 do Código de Processo Civil também criou desvios à regra geral de representação do Estado pelo Ministério Público; e  	) Por fim, em sede de representação do Estado em juízo perante tribunais arbitrais, entendeu a própria Procuradoria-Geral da República não ter o Ministério Público competências legais para tal efeito.