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Face a uma hipótese de abuso de representação, o negócio será ineficaz para o representado se:  - O terceiro conhecia esse abuso, enquanto tal, ou seja, sabia da preterição dos interesses/objetivos do representado;  - O terceiro devia conhecer o abuso no sentido em que este era notório e evidente e só por uma negligência grosseira o ignorou ou estava em, tendo assim o dever de não celebrar o negócio representativo; ou o comportamento do representante era suficientemente suspeito para justificar uma indagação da adequação da atividade representativa”2 Isto dito, regressando ao caso sub judice, afigura-se bastante evidente que os factos alinhados pelo T. da Relação não permitem considerar preenchidos qualquer um dos dois requisitos supra referidos.