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615, n 1, al., do, dado que sem a prévia audição das partes o tribunal não pode conhecer do fundamento que utilizou na sua decisão.”  Também em escrito datado de 22015, em comentário ao AC desta Relação de 02015 concluiu que "o proferimento de uma decisão-surpresa é um vício que afecta esta decisão e não um vício de procedimento e, portanto, no sentido mais comum da expressão, uma nulidade ”; como aí se refere, até esse momento, "não há nenhum vício processual contra o qual a parte possa reagir”, e que "o vício que afecta uma decisão-surpresa é um vício que respeita ao conteúdo da decisão proferida; a decisão só é surpreendente porque se pronuncia sobre algo de que não podia conhecer antes de ouvir as partes sobre a matéria.” Ainda no escrito de 22020, em comentário a Acórdão desta Relação apreciou assim: " O vício decorrente da falta da audição prévia das partes é - como é indiscutível e indiscutido - o proferimento de uma decisão-surpresa; há, assim, uma decisão-surpresa, mas não uma "nulidade-surpresa"; basta este aspecto linguístico para justificar que o vício não é a nulidade processual, mas antes a decisão-surpresa; esta expressão indicia um desvalor da decisão, pelo que não é compreensível desconhecer este desvalor e recorrer ao da nulidade processual e menos ainda pretender duplicar o desvalor da decisão-surpresa com o da nulidade; acresce que o CPC trata diferentemente as nulidades processuais arts.