Legal Document Excerpt:

Alegam para o efeito que entre a sociedade avalizada por eles e o banco foi celebrado um contrato nos termos do qual aquela entregava ao banco os cheques pré-datados que recebia dos seus clientes e o banco adiantava-lhe os valores dos cheques mediante uma determinada remuneração; nos termos desse contrato, se no vencimento um cheque não obtivesse boa cobrança, o banco deveria avisar a sociedade e exigir-lhe o pagamento do valor que lhe havia adiantado; o banco nunca informou a sociedade da existência de cheques que não foram pagos nem lhe entregou cheques nessa situação para que a sociedade os pudesse cobrar, pelo que o preenchimento da livrança é abusivo; os executados desconhecem a origem do valor com que a livrança foi preenchida; em 8 de Abril de 2016 o exequente emitiu uma declaração através da qual confessou que o executado, na qualidade de avalista da sociedade, liquidou integralmente a responsabilidade decorrente do contrato celebrado com a sociedade em 102010, pelo que nenhuma quantia pode ser exigida aos executados; a livrança encontra-se subscrita por uma outra sociedade que não aquela de que os executados são avalistas.