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Juiz que presidiu à diligência a ambos os casais, que as meninas ficariam ao seu cuidado no âmbito dos presentes autos, sempre a título precário, que não está em causa um projecto adoptivo, a menos que os próprios viessem, no futuro, a iniciar um processo desta natureza e que, em tal caso, poderiam ser confrontados com dificuldades jurídicas ao nível da dispensa do consentimento dos progenitores, do que declararam ter ficado cientes e ainda assim pretenderem ficar com as meninas à sua responsabilidade, tendo GG exibido um vídeo comprovativo em como a AA apresentava receio perante figuras masculinas de alguma idade e, em tal sequência, EE referiu a existência de uma suspeita antiga de abuso sexual da sua própria filha QQ pelo pai das meninas, suspeita que chegou a ser investigada em processo-crime, investigação que mereceu despacho de arquivamento.