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Com referência aos tópicos indiciadores atrás referidos, analisemos então os indícios que resultam efetivamente dos factos provados10: - o Autor estava vinculado a um horário de trabalho escolhido pela Ré factos 1 e 2) – "A vinculação do trabalhador a um horário de trabalho”; - as diversas atividades desenvolvidas pelo Autor, seja de lecionação propriamente dita, seja de orientação de estágios, de controle de exames e mesmo de visitas de estudo, eram-no nos locais escolhidos e determinados pela Ré e de acordo com os programas estabelecidos pela Ré factos 1 a 2 e 2) – "A execução da prestação em local determinado pelo empregador” e "Não recair sobre o trabalhador o risco da inutilização ou perda do produto”; - a Ré controlava a assiduidade do Autor, conforme decorre do preenchimento dos sumários e da obrigatoriedade de justificar as suas faltas, ao que acresce que o Autor não podia substituir ou transferir as aulas sem autorização da Direção do Curso factos 4 a 4) – "A existência de controlo externo do modo da prestação”; - A Ré controlava o desempenho do Autor, quer através da visita às salas de aulas, quer através da imposta autoavaliação e da avaliação dos alunos factos 41 e - "A existência de controlo externo do modo da prestação”; - A Ré dava ordens ao Autor, quer para comparecer em inúmeras reuniões com diversas finalidades facto, participar em atividades facto 36-A) e até através de "uma ordem de serviço” lhe foi imposto que não integrasse centros de investigação que não fossem afetos à Ré facto, tal como lhe foi imposto que não exercesse atividade docente em mais nenhuma instituição de ensino factos 34 e – " A obediência a ordens”;  - o Autor estava sujeito às regras que lhe foram impostas pela Ré e pelos órgãos da sua universidade, nomeadamente quanto aos programas, normas e regulamentos de avaliação e normas e regulamentos da ULHT e reportava à estrutura hierárquica da Ré da ULHT factos 33-A, 38A e – "A sujeição do trabalhador à disciplina da empresa”; - com exceção do primeiro ano em que o Autor recebia em função do número de horas trabalhadas, a partir de 2001, em que passou a trabalhar "em tempo integral” o Autor recebia um valor mensal11 em função do tempo de trabalho, evidenciando uma ligação retributiva à disponibilidade e não ao resultado factos 1 e 4) – "O pagamento da retribuição em função do tempo” e Não recair sobre o trabalhador o risco da inutilização ou perda do produto”; - O Autor recebia retribuições denominadas pelas partes como subsídios de férias e de Natal e recebia vencimento mesmo quando estava de férias factos 47 a – "O pagamento da retribuição de férias e dos subsídios de férias e de Natal”; - O Autor utilizava os instrumentos de trabalho da Ré e dava aulas nas salas disponibilizadas pela Ré factos 25 e – "Pertencerem ao empregador os instrumentos de trabalho e serem por ele disponibilizados os meios complementares da prestação”; - A Ré efetuava os descontos no vencimento do Autor para o IRS e para a CGA como trabalhador dependente facto – " Inscrição do trabalhador na segurança social como trabalhador por conta de outrem”; - o monitor que ajudava o Autor na lecionação das aulas foi escolhido pela Ré, pelo que não pode ser considerado que o Autor prestasse a sua atividade através de colaboradores cfr.