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Pacificamente, vem entendendo a jurisprudência dos Tribunais Superiores, que a exigência de recurso à assistência permanente de uma terceira pessoa para efetuar os atos ordinários da vida corrente para considerar o segurado em estado de invalidez absoluta e definitiva quando, em consequência de doença ou acidente, fique total e definitivamente incapaz de exercer qualquer atividade remunerada, constitui cláusula abusiva, violadora dos princípios da boa fé e da proporcionalidade, como se verifica na lista de arestos enunciada nas conclusões de recurso: Acórdão da Relação de Lisboa, de 01-02017 processo n. 3366-10TBTVD.L1-8; Acórdão da Relação de Lisboa, de 24-10-2019 processo n.1499/14T8LSB.L1-2; Acórdãos do Tribunal da Relação de Guimarães, de 25-02-2016 processo n. 240/17TBVRM.G1, e de 30-01-2020 processo n. 2615/11T8VRL.G Revertendo ao caso concreto, verificamos que a autora: apresenta incapacidade permanente e absoluta para o exercício da sua profissão habitual; apresenta Incapacidade Parcial Permanente para qualquer outra profissão, de 67,5 %; necessita de ajudas técnicas, isto é, de suporte para membro superior para promover a elevação da mão; necessita de ajuda de terceira pessoa para a realização de algumas tarefas do dia-a-dia, como efetuar as limpezas de casa, ajudar na confeção da comida, passar a ferro, entre outras; necessita de medicação, analgésicos, designadamente paracetamol e pregabalina Benuron e; necessita de realização de sessões de fisioterapia; as lesões e sequelas que apresenta são na mão direita, sendo a autora dextra; a profissão que a autora exercia era de "operária indiferenciada”.