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Tendo-se a Autora auto determinado por vir a apresentar aquele requerimento  em 21 de janeiro de 2015, e onde alegou, no fundo que não lhe era mais exigível, por parte do Réu, que repusesse a quantia em causa, por ter sido ultrapassado o prazo de 1 ano a que se reporta o artigo 14, n. 1 do CPA e nesse período não ter/em sido revogado/s o/s acto/s de processamento do/s vencimento/s que recebeu, e arguindo na Petição inicial, e reiterando agora nas Alegações de recurso, que nunca foi destinatária de qualquer decisão sobre esse seu requerimento mas de todo o modo, sempre certo que nesse requerimento não faz qualquer pedido, não podia a Autora obnubilar que o prazo de impugnação judicial  do acto que ordena a reposição dos vencimentos se iniciou em 15 de janeiro de 201  E se bem que, como assim apreciou e  decidiu o Tribunal a quo, aquele requerimento podia ser tido como uma reclamação graciosa deduzida perante o autor do acto, e que por essa via, face ao disposto no artigo 5, n. 4 do CPTA, estava suspenso o prazo de impugnação contenciosa do acto administrativo, que só retoma o seu curso com a notificação da decisão proferida sobre a impugnação administrativa ou com o decurso do respectivo prazo legal, não tendo sido proferida qualquer decisão administrativa sobre aquele requerimento e tendo decorrido o prazo de 30 dias a que se reporta o artigo 16 do CPA, tendo sido retomado o cômputo do prazo de 3 meses a que alude o artigo 5, n. 2, alínea do CPTA e considerando já as suspensões do prazo, o seu termo ocorreu no dia 08 de junho de 2015, pelo que, como bem apreciou e decidiu o Tribunal a quo, ao ter julgado que quando a Autora deu entrada no Tribunal da Petição inicial que motiva os autos, em 22 de julho de 2015, já há muito que estava transcorrido o referido prazo de 3 meses ou de 90 dias.