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No dia 10 de Agosto de 2017,  o arguido enviou várias mensagens para o telemóvel da ofendida, através do "whatsapp”, que visavam injuriar a ofendida e assustá-la e continham, entre outros, o seguinte teor: ")esquece-me que eu injisto na tua vida já fui por uma coisa muito simples por causa dos meus três filhos foi por isso que me aguentei porque queria estar junto deles mas não dou mais tu és uma pessoa ingnorante e falsa e ladra ponte a pau tu não vais ensinar mais os meus filhos a roubar isso te garanto vais ter muita complicação eu sei mais de ti do que tu de eu nada tenho de ladrão mas tu já não podes falar o mesmo espera o que vem ai..eu não tenho medo das tuas queixas da policia mas tu já não vais falar do mesmo jeito..”  Provou-se ainda e que no que respeita ao elemento subjectivo do tipo em apreço que  o arguido sabia que assumia comportamentos que causavam medo e perturbação à ofendida mulher a quem devia respeito e consideração o que quis e efectivamente se verificou e também sabia que ao atuar dentro da casa da habitação familiar ampliava o sentimento de receio da ofendida mulher visto violar o espaço reservado da vida privada do casal e o seu carácter securitário, nem se coibiu de praticar os factos na presença dos filhos menores.