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É com este sentido que a nossa jurisprudência, sem abandonar um quadro de exigência qualificado à concessionária, mas aferindo-o no domínio do que razoavelmente é possível, entende que "lide a presunção de culpa que sobre si impende no cumprimento das obrigações de segurança a concessionária que procede à fiscalização da via com regularidade, passando pelo mesmo local de duas em duas horas, assim cumprindo o dever de vigilância e actuando com a diligência que lhe era exigida no contrato de concessão”2 Isto, precisamente, num caso em que o acidente de viação ocorre como resultado do derrame na via de um líquido escorregadio por um pesado utente da mesma via2  Ora, no caso concreto, observando os factos provados em , W e e chamamos a atenção para este último em não pode esta Relação, valorando esses factos diversamente do que parece estar subjacente ao entendimento do Tribunal a quo, deixar de considerar ilidida a presunção de culpa impendente sobre a concessionária ora Interveniente e, em função dessa valoração, atender o recurso, absolvendo as Apelantes do pedido.