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/2020021  A responsabilidade aqui em apreciação teve ainda como fundamento associado a circunstância de o recorrente ser profissional forense6 E é indiscutível que, no domínio dos critérios de apreciação e graduação da culpa, a doutrina se tem debruçado sobre a temática do dever de especial diligência exigido a um profissional qualificado na sua actividade63 ou relativamente ao critério do profissional razoável, tomando como medida  da diligência exigível a do profissional medianamente diligente6  E, neste parâmetro, inclusivamente, já foi editada jurisprudência que acentua a justificação da condenação como litigante de má-fé do autor, «que era advogado em causa própria, por falta de fundamento da pretensão, justificando que se tal falta de fundamento se poderia ter por "aceitável da parte de qualquer comum cidadão, se não pode, nem  deve, desculpar em titulares de profissões – como a de advogado – que, no fundo, se  enquadram  no amplo conceito de operadores judiciários, colaboradores na administração da justiça  e que, como tal, não devem ignorar as condições penosas com que os Tribunais tentam levar a cabo a espinhosa missão de julgar»6  No entanto, na situação judicanda, o condenado não actuou na qualidade de mandatário da parte e não lhe é assim aplicável a estatuição provisionada no artigo 54566 do Código de Processo Civil, não sendo suficiente para a referida finalidade a outorga de uma procuração a favor de sociedade de advogados em que supostamente está integrado.