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Sem prescindir,  2 O Tribunal a quo fundamentou a factualidade constante dos pontos e com base em alegadas contradições que entendeu resultarem do depoimento prestado pelo Autor em audiência, e tendo ainda por suporte regras de experiência comum no sentido de através delas concluir que o autor vendeu uvas ao identificado F. A. que não lhas terá pago, tendo o autor decidido fazer-se pagar retomando o prédio que lhe vendera e como pagamento, compra e venda esta que situa em 2004, por o Autor não mais ter praticado qualquer acto de posse sobre o prédio;  Assim, em primeiro lugar,  2 Haverá que notar que nem as partes nem qualquer testemunha concretizaram quando e em que termos foi realizado qualquer negócio de compra e venda de uvas entre o Autor e o identificado F. A., o que aliás nem sequer constava do objecto da prova;  Por outro lado,  2 É o próprio Tribunal a quo que reconheceu as declarações do Autor no sentido de que o que ocorreu terá sido uma "intenção de venda" ao F. A., não se chegando a concretizar o negócio, por falta de pagamento do preço, o que resulta evidente das passagens do seu depoimento prestado em audiência de julgamento realizada no dia 302016, o qual se encontra gravado em suporte digital autónomo com recurso ao programa de gravação integrado no sistema habilus media studio, e que teve início às 10:36:27 horas e término às 10:52:51 horas;  Ora,  2 Estava vedado ao Tribunal a quo recorrer às regras da experiência comum tal como processou para considerar tal factualidade como provada, pois que no que se reporta aos juízos de experiência comum invocados, nos termos do preceituado no art.