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7 Posto isto, ficou o Tribunal com a dúvida séria e inultrapassável do que na realidade terá ocorrido, dúvida que, de acordo com o princípio do in dubio pro reo g. artigo 3, n. 2, da Constituição da República, implica a não prova dos factos sobre que recai, se forem desfavoráveis ao arguido e daí a fixação da factualidade negativa nos termos em que foi feita neste sentido, Acórdão da Relação do Porto, de 24/05/2000, in www.dgsipt, proc.. A verdade objecto do processo não é uma verdade ontológica ou científica, é uma convicção prática firmada em dados objectivos que, directa ou indirectamente, permitem a formulação de um juízo de facto.