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57 Naquele referido período, o arguido apoderou-se em proveito próprio das quantias globais não apuradas de imposto de selo e emolumentos do extinto  Cartório Notarial de , dinheiro que não foi depositado na conta bancária do Cartório, nem entregue nas Finanças, no total não inferior ao montante de €10305,0  57 Assim, o arguido, tendo como missão proceder à escrituração nos livros respectivos das receitas, fez constar, pelo seu próprio punho, nas "puxadas” da última linha de cada folha dos ditos livros um valor inferior àquele que perfazia a importância efectivamente arrecadada pelo cartório, de modo a que os referidos livros, passaram a representar quantias inferiores às efectivamente recebidas, no mês correspondente, o que fez:  1)   nos livros das receitas referentes aos emolumentos, nomeadamente nos meses de Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro de 2002, Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro de 2003, Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, e Setembro de 2004, em montante exacto não apurado cada um desses meses;   2)  nos livros das receitas referentes a imposto de selo, nomeadamente nos meses de Novembro, Dezembro de 2002, Julho e Dezembro de 2003, Maio, Junho, Agosto e Setembro de 2004, em montante exacto não apurado cada um desses meses.