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Para fundamentar esse entendimento, invoca o recorrente que o referido relatório foi elaborado com base numa entrevista, não gravada, realizada ao recluso e que não lhe foi solicitado o "consentimento informado” para eventual análise psicológica, tendo a Técnica da DGRSP que elaborou esse relatório, tecido «considerações/afirmações sobre o estado psicológico do arguido, denegrindo-o) - e sobre alegada tendência para desculpabilização/vitimização, o que não corresponde à verdade do que sucedeu nessa entrevista.» Apreciando: O processo de liberdade condicional, tendo em vista a apreciação da possibilidade de concessão dessa medida ao recluso, é instruído com os elementos que permitam ao juiz tomar uma decisão fundamentada e conscienciosa, nesse âmbito.