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20 Com efeito, esta interpretação é a única que permite assegurar a aplicação uniforme da Convenção de Bruxelas, cujo objectivo consiste, designadamente, em uniformizar as regras de competência dos órgãos jurisdicionais dos Estados contratantes e em reforçar a protecção jurídica das pessoas domiciliadas na Comunidade, permitindo simultaneamente ao requerente identificar facilmente o órgão jurisdicional a que se pode dirigir e ao requerido prever razoavelmente aquele perante o qual pode ser demandado acórdãos de 20 de Março de 1997, Farrell, -295/95, Colect., p. -1683, n. 13, e de 19 de Fevereiro de 2002, Besix, -256/00, Colect., p. -1737, n.os 25 e. 21 Conforme o Tribunal de Justiça declarou, o conceito de «matéria extracontratual», na acepção do artigo  , ponto 3, da Convenção de Bruxelas, abrange qualquer acção que tenha em vista pôr em causa a responsabilidade do requerido e que não esteja relacionada com a «matéria contratual» na acepção do artigo  , ponto 1, dessa Convenção acórdãos Kalfelis, já referido, n. 18; Reichert e Kockler, já referido, n. 16; e de 27 de Outubro de 1998, Réunion européenne e o., -51/97, Colect., p. -6511, n..  Ora, nos termos da petição, o facto danoso é constituído pela gestão feita pelo primeiro Réu e pelos demais Réus do montante depositado no contexto do contrato celebrado com o Autor, logo a diversidade de fundamento da pretensão indemnizatória não releva para efeito de determinação da competência pelas regras do artigo , n. 1 e 3, por dever ainda integrar o conceito amplo e independente de "matéria contratual”.