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No caso concreto, atendendo a toda a factualidade dada como provada, designadamente nos pontos 1, 39 a 149, ambos inclusive, dos factos provados, ao facto da autora ter estado internada e acamada, pelo menos durante 3 meses e três semanas, a dor que sofre e padece, o dano estético e de repercussão na sua actividade sexual e desportiva, bem como o quantum doloris e a incapacidade de que vai ficar a padecer para sempre, impunha-se que fosse atribuída à autora uma indemnização a título de danos não patrimoniais superior ao valor atribuído; K. A título de exemplo, veja-se a jurisprudência mais recente, designadamente, o Acórdão do STJ de 16/03/2017, inwww.dgsi.pt, de onde se extrai no sumário, no ponto que: "Provando-se, ainda, que o mesmo lesado, em consequência do acidente, foi submetido a cinco intervenções cirúrgicas; esteve, no total, 92 dias internado; sofreu, para além das lesões referidas em , manifestações ango-depressivas como humor triste e depressivo, lentificação psicomotora, anedonia, sentimentos de insegurança e desânimo com perda da auto-estima), ansiedade e angústia, cefaleias e tonturas, intolerância ao ruído, irritabilidade fácil, dificuldades de concentração, prejuízos mnésicos; no futuro e até à sua morte terá de seguir uma dieta alimentar rigorosa devido aos problemas intestinais, digestivos e sanguíneos inerentes à amputação dos respectivos órgãos; as cirurgias e tratamentos a que foi submetido foram dolorosos, sendo o respectivo quantum doloris fixável em 6/7; devido às cicatrizes que para si resultaram das lesões, sente vergonha em ir à praia ou usar roupas de verão, padecendo de um dano estético permanente fixável no grau 5/7, considera-se adequado e correspondente à orientação da jurisprudência do STJ, manter a indemnização de € 100 000 por danos não patrimoniais, fixada pelas instâncias;   E, da leitura do mesmo acórdão pode-se concluir que o mesmo se encontra fundamentado na jurisprudência, também, recente, do mesmo Supremo Tribunal de Justiça, que em caso muito semelhantes fixaram valores na ordem dos 10000,00€, designadamente nos acórdãos de 21/01/2016, proc.