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No que a esta questão respeita, defende a recorrente que a repetição do indevido, a que se alude no artigo 47, do Código Civil, pressupõe o erro desculpável ou indesculpável do solvens, o que não se verifica in casu uma vez que, em qualquer caso, o que vale para efeito do cumprimento do contrato é o contrato definitivo e não o contrato promessa e, aquando da outorga da escritura definitiva de compra e venda da fracção em causa, os autores aceitaram pagar a quantia ali referida a título de preço; ou seja, aceitaram pagar a quantia de 12000,00 €, que foi fixada pela Administradora da Insolvência, como sendo a que restava pagar, sendo que esta só aceitou cumprir o contrato promessa, no pressuposto de que, com a realização da escritura, ficariam precludidas todas as questões relativas ao preço.