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Todavia, e como bem realça a A. na sua alegação, no acórdão de 27/9/2018 relatado por Cristina Neves e disponível em www.dgsi.pt) este Tribunal da Relação de Lisboa considerou em caso com contornos idênticos ao dos presentes que a circunstância de se estar perante o arrendamento de habitação social em nada obstava à transmissão da posição do arrendatário para a esfera jurídica da aí requerente, tendo presente que o que está em causa é a protecção do "espaço físico onde a família habita diariamente” e que "é indispensável à realização individual de cada um bem como da própria família”, e mais considerando que na concretização desse direito fundamental "a lei sacrificou deliberadamente o interesse do senhorio ao interesse da protecção da casa de morada da família”.