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Assim delimitada a matéria da impugnação e percorridas todas as conclusões, com digressões sobrepostas e indistintas sobre a matéria de facto e a de direito, podemos dali retirar que pretende o recorrente que se dê como provado: ) que existe uma diferença no sistema de gestão e fornecimento de energia elétrica entre a RAM e Portugal continental; ) que as atribuições só passaram, por lei, para as autarquias locais porque o Governo Regional já apresentava um endividamento cifrado em milhões, e, por outro lado, a recorrida não podia fazer face aos encargos do sector, pelo que foi criado o mecanismo de escape para os Municípios, que traduziu um verdadeiro ‘cheque em branco’ responsabilizador dos mesmos.