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Neste sentido, Jorge Duarte Pinheiro, afirma que o enunciado do artigo 1593 do Código Civil é fechado, não tendo o legislador utilizado expressões meramente exemplificativas.17  Guilherme de Oliveira, propugna por igual interpretação dos indicados preceitos legais; 18referindo que, valendo no sistema português a regra tradicional de apenas atribuir direitos de filho àquele que tem vínculo biológico ou o que foi adoptado, 19justificável pela perspectiva de construir um vínculo semelhante àquele que assentava na progenitura, as relações de afecto ou de cuidado entre um adulto e uma criança, desacompanhadas de um vínculo biológico prévio, não tinham qualquer influência para sustentar o vínculo jurídico da progenitura, passando, contudo, com a da Lei n. 32/2006, de 26 de julho, a admitir os filhos advindos de inseminação artificial.