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Vertendo ao caso concreto em análise, e em face das regras de segurança aqui relevantes e referenciadas, verificamos que se encontra demonstrado nos autos, para o que ora releva, que: a sinistrada não possuía formação profissional que lhe tivesse sido ministrada no domínio da segurança e saúde no trabalho ponto; o equipamento era dotado de uma betoneira de emergência, que ao ser acionada interrompia o movimento do rolo, o qual se imobilizava cerca de 2 segundos após o seu acionamento ponto; o equipamento de trabalho tapete de não possuía certificado de conformidade ponto; nem manual de instruções em português ponto; não existiam instruções escritas de segurança para o equipamento de trabalho ponto; a entidade patronal, por meio da chefe de secção e das demais trabalhadoras que ali prestavam trabalho há mais tempo, prestou informação oral sobre a execução do trabalho de triagem ponto; depois do acidente ter ocorrido, a entidade patronal prestou formação sobre o equipamento de trabalho, oral e escrita, contendo as indicações sobre condições de utilização dos equipamentos, situações anormais previsíveis e riscos para os trabalhadores ponto; não há relatório de inspeção periódica das condições de segurança da máquina efetuada por entidade competente para o efeito ponto; a entidade patronal não submeteu o equipamento a uma verificação inicial após a sua instalação e antes de colocado em serviço pela 1 vez e, a uma nova verificação depois de cada montagem num novo local, de forma a assegurar a correta instalação e o bom funcionamento do equipamento ponto; a entidade empregadora não sujeitou o equipamento a verificações e ensaios de carácter periódico ponto; o empregador efetuava manutenção do equipamento de trabalho durante o seu período de utilização, sempre que ocorria alguma avaria, paragem por encravamento de materiais ou substituição de segmentos do equipamento ponto; o posto de trabalho da autora localiza-se em plataforma estável e segura ponto; no desempenho da função a autora não necessitava de tocar nos componentes mecânicos da máquina ponto; a autora de forma voluntária e na execução do seu trabalho, saiu do seu posto de trabalho e sem pedir à colega responsável pela "betoneira de segurança” que desligasse a máquina, agiu da forma descrita ponto; a máquina com que a autora trabalhava, a nível do tapete de triagem, cujos componentes mecânicos estavam em funcionamento, nomeadamente, o tapete onde eram depositados os resíduos de plástico e de papel, distavam a cerca de 1,5 metros do local onde se encontrava o "rolo” ponto; a zona do rolo, componente da máquina de triagem, era uma zona que não se encontrava "fechada” ponto; era entendido pelas operadoras de triagem que fazia parte da sua função a retirada de materiais que ficassem presos nas partes mecânicas do tapete de triagem ponto; aquando da sua admissão ao serviço da empresa ré, foi prestada informação sobre a execução do trabalho de triagem à autora por duas colaboradoras daquela, que foi acompanhada de exemplificação prática, no contexto do local de trabalho ponto; a autora teve formação de 4 horas no posto de trabalho/prática e 4 horas teóricas sobre os conteúdos programáticos, noções básicas para separação de resíduos, regras para embalamento, enfardamento/funcionamento da máquina, e noções gerais de sistemas de gestão integrados, num total de 8 horas de formação, teórica e prática ministrada por duas trabalhadoras da empresa ponto; a trabalhadora não se podia ausentar para longe do seu posto de trabalho sem previamente comunicar às colegas ou pedir autorização à chefe de secção, a fim de ser substituída ponto.