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, pessoa colectiva n, com sede na Rua Porto, impugnou judicialmente a decisão de 12018 do Registo Nacional de Pessoas Colectivas que indeferiu o seu pedido de certificado de admissibilidade n 2018069869 para efeitos de alteração da sua denominação social para "Farmácia Mirafoz, Lda.”  O Tribunal da Propriedade Intelectual julgou a impugnação improcedente mantendo o despacho do RNPC de 1201  Inconformada a A recorreu formulando as seguintes conclusões: –Pretende-se com este recurso a reapreciação da douta decisão proferida pelo digníssimo Sr. Juiz do Tribunal da Propriedade Intelectual, no que à manutenção do despacho do RNPC que recusou o certificado de admissibilidade n. 2018069869, para efeitos de alteração da denominação social da recorrente para Farmácia Mirafoz, Lda, diz respeito;  –Na sentença recorrida, veio o Tribunal a quo manter o despacho do RNPC, que recusou o certificado de admissibilidade da Recorrente, alegando para tal que o sinal característico e distintivo é o vocábulo "Mirafoz” e o mesmo remete para uma entidade empresarial comum, ou entre si relacionadas, alegando ainda que ambas se localizam no distrito do Porto;  –Alega ainda que os sinais em confronto são insuficientes para permitir a distinção entre as duas entidades e que a afinidade das atividades a que a recorrente e a recorrida se dedicam são afins, pois estão ligadas aos cuidados da saúde humana e ambas comercializam produtos de higiene e cosmética;  –A decisão do tribunal a quo carece de fundamento, para apurar se uma firma pode ou não ser confundida com outra, deverá aferir-se se uma pessoa que pretendia dirigir-se a uma firma, tendo em mente o nome da mesma, poderá ser induzida em erro pela semelhança do nome e dirigir-se à outra firma;  –A possibilidade de confundibilidade deve ser aferida de modo objetivo, avaliando dois fatores: o resultado percetivo e o designado "coração da firma ";  –A denominação social da recorrida é formada pelo vocábulo "Mirafoz”, seguida pelo objeto social "Medicina ., Lda”, enquanto que a Recorrente utiliza a referência do objeto social "Farmácia”, seguida pelo vocábulo "Mirafoz, Lda”;  –É notório, desde logo, esta diferença estrutural no confronto de elementos de destaque sugestivos, o "coração da firma”, visto que a denominação da Recorrente, ao contrário da denominação da Recorrida, pretende agregar num só bloco expressivo a sua atividade e o vocábulo em questão "Farmácia Mirafoz”);  –Na verdade, uma rápida consulta da CAE Classificação das Atividades Económicas) referente à Atividade de Saúde Humana, permite-nos aferir uma diversidade de atividades relacionadas com os cuidados de saúde humana, que não se extinguem apenas nas atividades de farmácia ou de medicina oral;  –Ora, fundamentar que existe afinidade entre o objeto social da Recorrente e da Recorrida, porque se dedicam à prestação de cuidados de saúde humana e comercializam produtos de higiene e cosmética, pode originar a confundibilidade entre as firmas, é totalmente desprovido;  1–Não é plausível que um "homem médio” que tenha em mente dirigir-se à "Farmácia Mirafoz”, seja levado a dirigir-se à "Clínica Mirafoz – Medicina .., Lda”.