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Ponderadas as circunstâncias supra referidas, nomeadamente a gravidade da conduta quer por referência ao lapso temporal por que se manteve e quantidade de actos parcelares em que se concretizou, todos a convocar uma actualização da respectiva resolução criminosa, inclusive chegando a surgir com o intuito de ocultar os primeiros e permitir a continuação da actividade criminosa, quer por referência ao prejuízo causado e consequente enriquecimento ilegítimo, revelando, do mesmo passo, por parte do arguido, um modo de ser manifestamente adverso à normatividade e incapaz de se influenciar pela mesma, actualizado na sua postura em juízo, negando a factualidade imputada, com consequente ausência de qualquer juízo de autocensura ou arrependimento, são elevadas as exigências de prevenção especial, moderando-as apenas a ausência de antecedentes criminais e plena integração familiar e laboral do arguido, ao mesmo tempo, são elevadas as exigências de prevenção geral face à banalização do tipo de crimes que justificam os presentes, pelo que, e tomando por referência e limite a medida da culpa, elevada face ao forte compromisso da vontade do arguido aos factos, como os mesmo documentam nos termos já referidos quer pelo lapso temporal em que se desenvolve a actividade quer pela quantidade de actos parcelas em que se concretizou, inclusive surgindo uns com o intuito de ocultar, decide-se fixar a pena de prisão em que se condena o arguido pela prática de um crime de abuso de confiança qualificado, previsto e punido nos termos do artigo 205, n.1 e 4,, em conjugação com o artigo 202,, ambos do Código Penal, em um ano e oito meses, pela prática de um crime de burla qualificada, previsto e punido nos termos dos artigos 217, n.1, e 218, n.1, por referência ao artigo 202,, do Código Penal, em um ano e oito meses, pela prática de um crime de falsificação de documento, previsto e punido nos termos do artigo 256, n.1,,, e, e n.3, do Código Penal, em um ano e oito meses e pela prática de um crime de falsificação de documento, previsto e punido nos termos do artigo 256, n.1, e, do Código Penal, em oito meses.