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Ora, em face da invocação na petição de oposição, como vimos, de que as notificações não foram recebidas pelo representante legal da sociedade devedora originária, nem por qualquer trabalhador da mesma, dado que a devedora primitiva não tinha qualquer trabalhador ao seu serviço, e perante a conclusão de que as liquidações não terão sido entregues, não chegaram ao poder da sociedade e delas não tomou conhecimento; a Fazenda Pública deveria ter logo diligenciado pela prova de que as cartas foram colocadas ao alcance do destinatário, dado que a jurisprudência acolhe o regime garantístico constitucional do direito à notificação, pelo que importa, com a segurança e certeza exigíveis, demonstrar que as cartas contendo as liquidações tenham sido colocadas ao alcance do destinatário, fazendo-se tal, preferencialmente, para assegurar essa segurança mínima, através do recibo de entrega da carta registada pelos serviços postais, previsto no n.4 do artigo 2 do Regulamento do Serviço Público de Correios, que não apenas através do recibo da apresentação, previsto no n. 2 do mesmo preceito.