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Nessa medida e como se encontra salientado no acórdão do STJ, de 24-10-2019 Processo n. 67/15YFLSB, a que se poderá aceder através das Bases Documentais do, a decisão "de se proceder a uma inspeção extraordinária a um magistrado judicial, por si e diretamente, não lhe atribui nem lhe retira quaisquer direitos” uma vez que constitui "o início da cadeia dos trâmites destinados a suportar a decisão classificativa.”, reconduz-se a um "ato preparatório, não diretamente lesivo, e, como tal, não impugnável isoladamente”   Seguindo ainda de perto o citado acórdão, se é certo que na impugnação do acto final podem ser invocadas as ilegalidades ocorridas no procedimento classificativo, não pode ser descurado que a ilegalidade reportada a um acto preparatório não autónomo apenas pode ser conhecida se se mostrar reflectida no acto final e, nessa medida, terá de consubstanciar uma lesão objectiva  Assim sendo, estando em causa um acto procedimental não dotado de lesividade autónoma e imediata porque por si só, não restringe, extingue ou afeta, por qualquer modo, direitos ou interesses legalmente protegidos do magistrado a inspecionar e nem lhe impõe ou agrava qualquer dever, encargo, ónus, sujeição ou sanção, não é o mesmo passível de ser autonomamente impugnável.