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Em sede de exceções, argumentaram, em suma, que: - A petição inicial nos presentes autos e a petição inicial do processo n. /TVLSB são praticamente idênticas, o mesmo sucedendo com a causa de pedir; - De igual modo, há absoluta identidade dos sujeitos, quer no que à Autora respeita quer aos Réus que agora contestam, havendo também, identidade de pedido por a Autora pretender em ambas as ações obter o mesmo efeito jurídico, o recebimento das rendas devidas como contrapartida de ter facultado o uso de imóvel ao Movimento de Cidadãos «FN à Presidência 2011 Acreditar Portugal»; - Verifica-se a exceção do caso julgado, nos termos das disposições conjugadas dos artigos 61, 58 e 58 do CPC; - O que a Autora pretende com esta ação é repetir a causa da ação n. /TVLSB, onde os Réus foram absolvidos da instância; - Nos termos do disposto no artigo 31, alíneas e, do Código Civil, as rendas e os alugueres devidos prescrevem no prazo de cinco anos, bem como os juros convencionais ou legais; - Apesar da prescrição se ter interrompido para os Réus AM e  no dia 112010, e para a Ré PA no dia 12010, por força da citação operada na ação n. /TVLSB; - Todavia, tendo havido a absolvição da instância, o novo prazo prescricional começou logo a correr após o ato interruptivo, isto é, no que aos Réus concerne, nos dias 112010 e 12010; - De modo que se a Autora pretendia obstar ao efeito prescricional, deveria ter proposto a presente ação até ao dia 112015 no que concerne aos Réus AM e  e até ao dia 12015, relativamente à Ré PA; - Ao contrário do sustentado pela Autora, as campanhas eleitorais e os movimentos ou candidatos que nelas participam têm um regime jurídico próprio em matéria de receitas e despesas que, as dota de autonomia patrimonial; - Nas campanhas eleitorais apenas, podem ser percebidas e utilizadas para pagar despesas as receitas expressamente previstas na Lei n. 19/ 2003, de 26 lei em vigor na data dos; - As regras de definição de receitas artigo 1), as regras sobre os limites das receitas artigo 1, n., as regras sobre a apresentação de orçamento de campanha artigo 1, n., as regras em matéria de responsabilidade pelas contas artigo 2), demonstram à saciedade que não há responsabilidade patrimonial dos proponentes do denominado Movimento de Cidadãos; - O arrendamento do locado do movimento destinava-se à instalação da sede nacional da candidatura de FN, pelo que, quer o pagamento quer mesmo a contratação do arrendamento, deviam obediência ao regime estabelecido na Lei n. 19/2003; - Sucede que, neste contrato de arrendamento e porque o pagamento da renda configura uma despesa própria de uma campanha eleitoral, ela está sujeita às regras do financiamento das campanhas eleitorais; - Não é legalmente admissível o pagamento de despesas de campanha eleitoral por pessoa singular, que traduza um donativo superior a 60 salários mínimos mensais; - O valor do salário mínimo mensal para efeito de quantificação foi de 426,00 €; - Assim não é possível a ninguém fazer um donativo superior a 25 560,00 €; - Por outro lado, não é igualmente lícito o pagamento por terceiros de despesas que aproveitem à candidatura – cf.