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Évora, de 23/1/1986, in BMJ, 355-455): "É necessário que a parte tenha procedido com intenção maliciosa e não apenas com leviandade ou imprudência, para que se verifique a má-fé substancial directa.” Em consequência do que antecede, os factos provados passam a ser os seguintes:   Com data de 3 de Fevereiro de 1998, a Autora e os Réus assinaram um contrato escrito artigos ,  e  da Petição;   Com data de 31 de Agosto de 1998, a Autora e a  Ré, com o conhecimento e acordo do  Réu, assinaram um contrato escrito artigo , da Petição;  Com data de 11 de Outubro de 2000, a Autora e os Réus assinaram contrato escrito artigos  e , da Petição;  Com data de 30 de Outubro de 2003, a Autora e os Réus assinaram contrato escrito com o seguinte teor artigos , ,  e 1 da Petição;   Com data de 22 de Setembro de 2005, a Autora e os Réus assinaram contrato escrito artigo 1 daPetição;   A Autora entregou aos Réus os valores monetários emprestados e os bens mencionados nos escritos mencionados em , , , e artigos 1 a 1 da Petição;   Os Réus desde Dezembro de 2010 deixaram de comprar café à Autora artigos 1, da Petição.