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Neste enquadramento, podendo o controlo da matéria de facto ter por base a gravação e/ou transcrição dos depoimentos prestados ou analisados em audiência de julgamento, importa ter sempre presente que não se pode, a qualquer preço, subverter ou aniquilar a livre apreciação da prova do julgador, construída, dialecticamente, na base da imediação e da oralidade, nunca esquecendo as palavras do Prof. Figueiredo Dias in Direito Processual Penal, 1 Vol, Coimbra Editora, 1984, pags 233 e que só os princípios da imediação e da oralidade " permitem  avaliar o mais correctamente possível a credibilidade das declarações pelos participantes processuais”.