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Em defesa da sua tese, a recorrente invoca o acórdão RP de 112020, processo n 181/14GBAMT-A.P1, disponível em www.dgsi.pt, em cujo sumário pode ler-se – A condenação em pena de prisão suspensa na sua execução integra o conceito de "pena não privativa da liberdade” referido no artigo 1, n. 1, da Lei n. 37/2015, de 5 de maio, para o efeito de eventual não transcrição da condenação nos certificados de registo criminal solicitados para fins profissionais; – A suspensão da execução da pena de prisão já se encarrega de afirmar que as circunstâncias que envolvem a prática do crime em questão não induzem o perigo de prática de novos crimes, ou, pelo menos, revelam que há um juízo de prognose favorável, onde a ameaça da prisão é suficiente para que o condenado não cometa novos crimes;” Pese embora o referido aresto possa conduzir, em parte, à ideia, defendida pela recorrente, a verdade é que este entendimento não corresponde ao sentido corrente da jurisprudência.