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Na verdade, de acordo com este STJ, "não existe diversidade essencial da fundamentação quando a Relação se limita a não aceitar uma das vias trilhadas para atingir o mesmo resultado”6 ou quando "a confirmação da sentença na  instância” não assenta "num enquadramento normativo absolutamente distinto daquele que foi ponderado na decisão da  instância, o que equivale por dizer que irrelevam a não aceitação de um dos caminhos percorridos, ou a mera adição de fundamentos” Por outras palavras, para se implicar a intervenção do STJ "é necessário, para o efeito, uma modificação qualificada, essencial, da fundamentação jurídica que aos olhos das partes exiba a ideia de que as águas em que cada instância navegou são tão diferentes, que só mesmo as decisões são coincidentes” Isso significa que o obstáculo recursório da "dupla conforme” não se preenche com "qualquer alteração, inovação ou modificação dos fundamentos jurídicos do acórdão recorrido relativamente aos seguidos na sentença apelada, qualquer nuance na argumentação jurídica assumida pela Relação para manter a decisão já tomada em 1 instância”; é necessário, na verdade, que estejamos confrontados com uma modificação qualificada ou essencial da fundamentação jurídica em que assenta, afinal, a manutenção do estrito segmento decisório – só aquela se revelando idónea e adequada para tornar admissível a revista normal”, só se podendo considerar existente essa fundamentação essencialmente diferente se "a solução jurídica do pleito prevalecente na Relação tenha assentado, de modo radicalmente ou profundamente inovatório, em normas, interpretações normativas ou institutos jurídicos perfeitamente diversos e autónomos dos que haviam justificado e fundamentado a decisão proferida na sentença apelada – ou seja, quando tal acórdão se estribe decisivamente no inovatório apelo a um enquadramento jurídico perfeitamente diverso e radicalmente diferenciado daquele em que assentara a sentença proferida em 1 instância” Em suma, para se activar o recurso de revista é imperativo que a essencialidade da diferença do fundamento que confirma a decisão determine uma sucumbência qualitativa da parte prejudicada1 Conclui-se, assim, que, pelas razões apontadas, assim como pela confirmação com maior solidez na fundamentação) da improcedência da apelação dos Recorrentes referidos, falece o respectivo interesse processual para aceder ao terceiro grau da jurisdição quando recebem duas decisões que pelo seu teor definiram de modo consolidado a sua situação jurídica sem deixar lugar a dúvida razoável e objectiva na fundamentação, uma vez que as duas decisões acabam por ser fungíveis entre si nos seus efeitos1 Tal implica, para estes dois Recorrentes, a inadmissibilidade das revistas à luz do art 671, 3, do CPC.