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; o Réu determinava e impunha quer os procedimentos, quer os métodos de trabalho a serem seguidos pelos Autores; cada formação ministrada tinha um livro de ponto próprio, que os Autores tinham de preencher, e um dossier técnico-pedagógico que os Autores tinham de organizar e arquivar nas instalações do Réu; os Autores não tinham qualquer opção sobre quem eram os formandos, em cuja escolha não participavam directa ou indirectamente; os Autores encontravam-se na dependência hierárquica e funcional dos quadros do IEFP, IP., mais precisamente do respectivo director e dos coordenadores de formação do Centro de Emprego e Formação Profissional do Porto e Viana do Castelo, a quem reportavam quaisquer problemas ou ocorrências; os Autores recebiam as indicações respeitantes ao modo de execução do seu trabalho, estando igualmente sujeitos aos regulamentos, ordens e directrizes internas do Réu, de modo similar aos colaboradores identificados como trabalhadores do Réu; recebiam ainda, por parte do IEFP, diversos cronogramas relativos à forma temporal de execução do seu trabalho; eram convocados para comparecer obrigatoriamente em reuniões de coordenação, às quais sempre compareceram independentemente de estas serem com a direcção do Centro ou para coordenar as acções de formação; no desenvolvimento das suas actividades, os Autores, por imposição do Réu, chegaram a assumir a coordenação de turmas, sendo verdadeiros "directores de turma”; os Autores estavam, inclusivamente, sujeitos a auto e hetero-avaliação que tinha por desiderato atestar o seu desempenho enquanto formadores, bem como as qualidades pedagógicas destes; tinham, ainda, de seguir os programas pré-definidos das disciplinas, bem como efectuar os relatórios das avaliações nos prazos que o Réu fixava; eram obrigados a entregar relatórios referentes à execução dos programas dos cursos de formação; o Réu, através da Direcção do Centro ou coordenação dos cursos, fixava-lhes prazos para a entrega de relatórios e avaliações; estavam ainda sujeitos à entrega de registos mensais de actividades; finalmente, auferiam uma remuneração mensal do Réu, que era calculada com base no número de horas que leccionavam em cada mês., pelo que, tendo em conta a carga média semanal de 30 horas, a retribuição média mensal era de 728,00 € 14,40€ x 30h x; - por conseguinte, os Autores eram trabalhadores do Réu, mas, desde o início da relação laboral, nunca receberam qualquer remuneração a título de férias o Réu obrigava os Autores a parar no mês de Agosto e na última quinzena de e de subsídios de férias e de Natal, bem como a título de subsídio de refeição; - assim, reconhecendo-se que a relação jurídica entre os Autores e o Réu era de trabalho, pelo menos nos contratos anuais, pretendem aqueles reclamar o pagamento de tais créditos.