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Remete-se, assim, em primeira linha, para a chamada vontade hipotética ou conjectural das partes: o sentido do ponto omisso deve ser encontrado de acordo com "o modo como elas o teriam regulado se o ponto não tivesse ficado estranho às suas previsões”, seguindo o juiz "as indicações concretas de que disponha acerca do que provavelmente as partes teriam querido” ou, "quando por aí seja conduzido a um resultado pouco equitativo, decidir antes pelo que as partes deveriam ter querido”19, considerando "as circunstâncias que dão ao contrato concretamente celebrado a sua individualidade”2 O que mais importa é delimitar a integração no círculo da regulamentação concretamente estipulada, em função do que "um contraente honesto e razoável há-de admitir como exigido pelo contrato”2    Sendo esse o critério legal para a tarefa hermenêutica em sentido, julgamos que é decisivo apreender a causa desse direito de crédito e a sua operatividade no decurso da vigência dos contratos celebrados pelas Autoras com a Ré, de acordo com os factos considerados como provados pela Relação, sob 3- e 1: )            os montantes em crédito correspondiam à contabilização dos descontos feitos pelos "fornecedores homologados” indicados pela – cláusula , , e 1,, dos contratos considerados; nos dois contratos primeiramente celebrados com a  Autora aparece a distinção entre fornecedores "preferentes” e "não preferentes” – de acordo com o valor das encomendas e compras feitas pelas Autoras enquanto franquiadas da Ré franquiadora; )           esses montantes eram lançados pela Ré franquiadora em conta-corrente através de "notas de crédito” a favor das Autoras franquiadas, tendo em conta a informação prévia sobre a quantidade dessas compras e a identidade dos fornecedores – para este dever de informação, cláusula 1,, dos contratos considerados, assim como a cláusula 1 , , dos dois primeiros contratos celebrados com a  Autora; )          os montantes em crédito eram "descontados” sempre que houvesse que fazer pagamentos pelas Autoras à Ré pelas compras dos seus produtos próprios e por outras aquisições, subtraindo aos valores em dívida resultantes dessas aquisições seguintes que as Autoras teriam que realizar à Ré por força dos contratos e da respectiva "taxa de fidelização”.