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Torna-se assim essencial alegar e provar os motivos e a sua especial gravidade6, sendo certo que, como é jurisprudência pacífica, "o motivo sério e grave adequado a gerar a desconfiança sobre a imparcialidade do julgador há-de resultar de objectiva justificação, avaliando as circunstâncias invocadas pelo requerente, não pelo convencimento subjectivo deste, mas pela valoração objectiva das mesmas circunstâncias, a partir do senso e experiência comuns, conforme juízo do cidadão de formação média da comunidade em que se insere o julgador; o que importa é, pois, determinar se um cidadão médio, representativo da comunidade, pode, fundadamente, suspeitar que o Juiz, influenciado pelo facto invocado, deixe de ser imparcial e injustificadamente o prejudique” Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 11 de fevereiro de 2004, in www.dgsi.pt).