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No entanto, isso não isenta o contribuinte do seu ónus de produção de elementos documentais de modo a que a sua declaração, ainda que não permita o conhecimento da matéria tributável real, venha fornecer à AT elementos factuais básicos que lhe permitam, ao menos, demonstrar a impossibilidade de uma imputação directa e a necessidade de uma avaliação indirecta.” ) Deste modo, ao contrário da decisão arbitral contestada no Acórdão fundamento, a qual imputou ao contribuinte o ónus de avançar ele próprio com a demonstração, através de cálculos por si realizados, de quais seriam os encargos financeiros passíveis de dedução, a decisão arbitral aqui recorrida, através dos factos que foram dados como provados, concluiu, inevitavelmente, que perante a inexistência de prova documental que sustente a aplicação do método directo por parte da AT configura ser conforme à lei a aplicação do método previsto na circular 7/200 Y) Pelo que se conclui não existir identidade do modo como foi feita a subsunção do direito aos factos entre o Acórdão fundamento e a decisão arbitral que se pretende colocar em causa.