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4 Não houve qualquer extravasamento do direito de participação e queixa por parte do Recorrente em virtude do uso das expressões acima mencionadas, ao contrário do que entendeu a Sentença recorrida, sendo que tal entendimento, além de não ter fundamento pelas razões acima referidas, obriga a extrair uma conclusão totalmente incompreensível para o Recorrente: a de que se pode considerar legítimo que alguém neste caso, a leve a cabo um ataque despropositado e desproporcionado à honra de outrem para se "defender” de uma conduta ilícita só a si imputável, mas que já não é legítimo que quem descobriu tal conduta e tinha o dever de a denunciar neste caso, o, se pronuncie objectivamente sobre a mesma, ao abrigo do seu direito de participação e de queixa.