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Alegou para o efeito, muito em síntese: - foi admitida ao serviço do Réu em 1 de Abril de 2001, tendo a partir dessa data passado a trabalhar sob as ordens, direcção e fiscalização da Réu, como empregada de mesa, num estabelecimento de café e snack-bar explorado por este; - em Maio/Junho de 2011 o Réu transmitiu o estabelecimento e deu ordens à Autora para passar a trabalhar na sua casa dele, Réu), o que, efectivamente, passou a fazer, exercendo as funções de limpeza da casa, lavagem de roupa, cozinhar, etc, e ainda o cultivo de uma horta doméstica; - em 10-05-2015 o Réu comunicou-lhe que "estaria despedida, dizendo-lhe que a porta da rua era a serventia da casa e que ia mudar as fechaduras para ela não voltar a entrar”; - tal situação configura um despedimento ilícito, pelo que tem direito às consequências legais daí decorrentes; - além disso, são-lhe devidos créditos salariais vários, seja por trabalho suplementar prestado, seja por férias não gozadas, subsídio de férias e de Natal, seja ainda por diferenças salariais, tendo em conta que existiu apenas um contrato de trabalho e sempre manteve a mesma categoria profissional – de empregada de mesa –, não obstante a partir de Maio/Junho de 2011 ter passado a desempenhar outras funções.