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Para tanto, alegou, em resumo, o seguinte: –  em 20/12/2007 o A., como arrendatário, e o R., como senhorio e proprietário, outorgaram um contrato de arrendamento urbano relativo à fracção autónoma designada pela letra "”  andar do n.  do prédio urbano em regime de PH sito na Rua , Queijas ; –  de forma verbal, em Maio de 2010, o A. prometeu comprar ao R. que, por seu turno prometeu vender, a aludida fracção autónoma, tendo então naturalmente cessado, por acordo entre as partes, a relação locatícia de 2007 ; –  as partes fixaram o valor do imóvel em € 22000,00 ; – por conta desse montante, a título de sinal e princípio de pagamento, o A. pagou ao R. o valor de € 16000,00 ao longo do tempo ; –  por sua vez, o R. ficou com a incumbência de expurgar os ónus existentes sobre a fracção ; – em 26/03/2014, e depois de muitas insistências, o R. aceitou outorgar contrato-promessa de compra e venda relativamente à mesma fracção, tendo assim o Autor obtido quitação dos valores pagos e formalizado a promessa ; – o R., tendo em conta alegadas dificuldades financeiras que atravessava, solicitou o prazo de um ano para a respectiva outorga, salvaguardando-se ainda que o imóvel deveria estar livre de ónus ou encargos.