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7 – Tanto assim é que, no fundo, o MP diz que os Autores provam a titularidade do prédio em causa desde 1782, mas como, no seu entender erróneo) não provam a área do prédio, cuja maior parte, em termos de dimensão, se encontra na caldeira que para o MP não existe no seu falso conceito de moinho de maré), considera que não têm o direito de ver reconhecida essa titularidade, porque a lei, o artigo 1 da Lei n. 54/2005, de 15/11, no seu entender, igualmente erróneo, exige a prova dessa área, quando o que exige, na sua letra e no seu espírito e até na sua interpretação histórica o reconhecimento hoje é direto, feito pelo tribunal e deriva do título e dantes não havia reconhecimento, mas apenas delimitação, que correspondia a um reconhecimento indireto, através da delimitação do domínio público), é a prova do titulo legítimo de aquisição, que o MP reconhece existir antes de 31/12/1864, remetendo a lei a delimitação para o procedimento administrativo da competência da Administração Pública.