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a consideração da duração do processo, que deve ser feita levando em conta os anos que o mesmo esteve pendente, apurando-se estes no seu conjunto e não isoladamente por cada ano de demora/atraso; a importância do litígio e seu impacto na esfera jurídica da parte, com especial relevância para as ações laborais, sobre o estado e capacidade das pessoas, sobre pensões, ou relativas à saúde ou à vida das pessoas; o comportamento da parte durante o processo; e, por fim, o nível de vida do país; 3 Conduzindo, ao invés, à redução do montante a arbitrar, a verificação de determinadas circunstâncias, designadamente, o facto de a parte já ter obtido o pagamento de quantia em dinheiro destinada a indemnizar a lesão do direito a uma decisão judicial em prazo razoável; 3 Assim, atenta a factualidade provada, imperioso se torna concluir que o processo que está subjacente ao pedido de indemnização por atraso na justiça, globalmente considerado fase declarativa e, contabiliza uma duração de cerca de 6 anos,; 3 Razão pela qual ainda se enquadra dentro de uma duração média razoável que a jurisprudência nacional e do TEDH diz ser a do processo, ou seja, de 4 a 6 anos para o processo, globalmente considerado, incluindo, pois, instâncias de recurso e fase executiva, quando exista; 3 Por conseguinte, conclui-se que apenas a partir do dia 202017, após 6 anos, e não 3, a contar da data de entrada em juízo da ação declarativa – 202011 – é que se deverá fazer, em abstrato, o cômputo de uma eventual duração excessiva da ação, decorrente de um funcionamento anormal do serviço no âmbito da administração da justiça; 3 Porém, o período de duração da ação em causa não é integralmente da responsabilidade do R. Estado Português, pois que, não pode deixar de se ter em conta o tempo em que o processo esteve parado por causa imputável à A., e que, de acordo com a matéria de facto, sucedeu, designadamente, e tal como resulta da sentença recorrida.