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12 do Código doTrabalho, Lei 7/2009 de 12 de Fevereiro; ) Ora, ainda que seja sempre devidamente ressalvado o devido respeito, que é muito, está o Recorrente inteiramente convencido de que a sua pretensão em ser ressarcido pelos danos decorrentes de uma situação de inactividade forçada, vivida durante cerca de 2 anos e meio, como de resto foi reconhecido em sede da facticidade dada como assente pela própria sentença de que se recorre, maxime no ponto, dos factos provados, não diminui o sentido e, muito menos, banaliza o conceito de assédio; ) Desta feita, conforma arreigado entendimento do Apelante de que não poderão subsistir quaisquer dúvidas de que o comportamento observado pela Apelada, ao ter mantido o trabalhador numa deliberada situação de inactividade laboral, constitui uma ostensiva situação de assédio moral "mobbing”); ) O mobbing laboral é, assim, uma atitude hostil e antiética, que é dirigida de uma forma sistemática normalmente pelo empregador ou pessoa que o representa contra um indivíduo, por regra, o trabalhador, que, por força desta situação, é levado a uma situação de desamparo e indefesa, em que ali é mantido devido a uma actividade contínua de mobbing; ) Importa ainda salientar que a distinção entre conflito e mobbing, não se foca no que é feito ou como é feito, mas na frequência ou duração do que é feito, vale isto por dizer, o mobbing deve ser visto como um conflito exagerado neste sentido, vide, Acórdão do Tribunal daRelação do Porto, de 07/05/2018, no âmbito do processo n. 2326/12T8VNG.P1, cujo relator foi o Exmo.