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A motivação e as conclusões de recurso apresentadas pela Recorrente mostram-se tratadas na integra na fundamentação jurídica do mencionado Aresto, para a qual se remete, onde se lê, além do mais que «ispondo o artigo 109, n 3 do CIRE que «A alienação da coisa locada no processo de insolvência não priva o locatário dos direitos que lhe são reconhecidos pela lei em tal circunstância», daí resulta a garantia para o arrendatário da manutenção do seu contrato de arrendamento, ex do disposto no artigo 1057 do CCivil onde se prevê que «O adquirente do direito com base no qual foi celebrado o contrato sucede nos direitos e obrigações do locador, sem prejuízo das regras do registo.», de onde a lei mais do que prever a transmissão para o novo proprietário do contrato de arrendamento anteriormente celebrado, impõe que nessa transmissão se mantenham intactos todos os direitos e obrigações que impendem sobre o direito transmitido.