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950/12, em 102018, transitada em julgado em 102018, onde foi condenado pelo crime de roubo, cometido em 02016, na pena de 4 anos de prisão, suspensa na sua execução por igual período de tempo, na condição de o arguido ser sujeito a regime de prova; e por acórdão proferido no âmbito dos presentes autos em 02019 e transitada em julgado em 02019, foi condenado pela prática de 3 crimes de roubo agravado e um crime de detenção de arma proibida, cometidos em 2017 e 12017, na pena única de 5 anos e 9 meses de prisão;     O objecto do recurso reconduz-se, no essencial, á alegada impossibilidade de realizar o cúmulo jurídico de penas de uma pena de prisão efectiva com uma pena de prisão suspensa na sua execução;     A doutrina e a Jurisprudência têm caminhado para a unanimidade de entendimento da possibilidade de realização de cúmulo jurídico superveniente de penas efectivas e com execução suspensa, desde que estas não tenham sido declaradas extintas por cumprimento ou prescrição;     O conhecimento superveniente da prática de um crime antes da condenação, em pena de prisão suspensa, por outro crime não determina a necessidade de se proceder à revogação da suspensão aplicada, dado que apenas seria fundamento desta revogação a prática de facto criminoso posterior à condenação naquela pena suspensa, o que de todo não sucede uma vez que o crime que agora se conhece supervenientemente não foi praticado após aquela condenação, mas foi praticado em momento anterior à condenação referida.