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˃ Recurso do despacho proferido em 21/5/2017 que indeferiu a realização de perícia colegial Os recorrentes insurgem-se quanto ao indeferimento da realização de perícia colegial, com fundamento em que não se trata de uma repetição da perícia já realizada na fase de inquérito, pois as razões que os levaram a requerer a realização de uma nova perícia foram várias, designadamente, as conclusões do parecer do LNEC e do relatório da AT foram alcançadas sob a imposição de várias limitações impostas pelo Ministério Público, sendo que as conclusões são erradas e reflectem uma hipótese académica ficcionada, para além de que são vários os projectos que inexistem nos autos, como o projecto de cofragem, os estudos do solo e o projecto das fundações e não é possível explicar as causas do acidente somente com recurso ao projecto de escoramento, porquanto isso implica a ficção de que o projecto foi montado conforme o projectado, que as peças utilizadas não tinham qualquer defeito, que o solo estava preparado convenientemente para implementar o escoramento, que a cofragem utilizada era adequada ao projecto, que não existiam factores exógenos que pudessem interferir com os trabalhos de betonagem.