Legal Document Excerpt:

No dia 1 de Julho de 2010, a hora que não foi possível determinar, a ofendida B..., melhor nos autos, pretendendo alugar um quarto nesta cidade e comarca da Covilhã, efectuou, via internet, uma pesquisa através do link http://www.covilhacastelobranco.olx.pt, com vista a essa finalidade;  b. Depois de verificar a publicidade de um determinado quarto que estaria para alugar, que se localizaria mesmo em frente à Biblioteca da UBI, com o n. de contacto telefónico  ...) , a ofendida  B... decidiu entrar em contacto com essa pessoa;  Assim, através do seu aparelho de telemóvel com o n.  ...)  a ofendida efectuou um contacto telefónico para o aparelho de ﻿telemóvel com o n.  ...) , tendo sido atendida pelo ora arguido, que se identificou como sendo " A...";  Pelo arguido foi, então, afirmado que se encontrava na localidade de Rio de Mouro, pelo que teria de se deslocar à Covilhã para poder mostrar o referido quarto;  e. Mas, para tanto, a ofendida teria que adiantar uma determinada quantia, como espécie de um sinal;  f. Depois de outros contactos, sempre por via telefónica, o arguido lá foi solicitando à ofendida o pagamento da quantia de 500 € cinquenta, por vale postal, para poder ver o referido quarto;  g. De tal modo ficou a ofendida convencida de que o arguido era o real proprietário do referido quarto, que logo decidiu remeter um vale postal daquela quantia para poder visualizar aquele quarto;  h. Assim, no dia 1 de Julho de 2010, cerca das 14 horas, a ofendida dirigiu-se ao balcão da Estação dos CTT nesta cidade da Covilhã, e ali preencheu, assinou e enviou para o ora arguido o vale postal que se encontra junto aos autos a fls.