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Aliás, dado o carácter tipicamente aleatório da obrigação assumida pela seguradora, não se sabe se ela chegará a nascer, qual a sua extensão ou medida o que depende da posterior e eventual ocorrência do facto danoso cujo risco se nem – em casos como o dos autos – se conhece quem será a pessoa do possível lesado e, portanto, seu beneficiário, crendo-se que nem sequer ao caso se ajusta a hipótese do artigo 446, , de a prestação ser estipulada em benefício de um "conjunto indeterminado de pessoas” porque, mesmo aí, especifica-se esse "conjunto” e, portanto, limita-se o círculo das pessoas dele componentes como se atribui às "entidades competentes para defender os interesses em causa” o direito de reclamar a prestação.»  Assim, no âmbito do seguro facultativo, há quem defenda que só o lesante pode ser demandado e não a seguradora para quem transferiu o risco inerente à responsabilidade por danos causados por si ou por coisas ou animais que lhe pertençam, ou actividade que exerça.