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E asseverando que "O que se exige como pressuposto da aplicação do arresto nestes casos são os indícios da prática do facto ilícito e do valor por este gerado, não os perigos de dissipação.” E que "O crime não é título aquisitivo da propriedade, e o arguido não pode dispor ainda que desse incremento patrimonial, ainda que não tenha intenção de o dissipar”, o que "significa que o arguido pode até ter vontade de não alienar um cêntimo do valor que obteve com a prática do crime, e pode até nunca ter praticado ou se prepare para praticar qualquer acto que indicie que pretende dissipar esse património, mas mesmo nesses casos deverão as vantagens do crime ou o seu valor ser arrestados, impedindo-se de imediato o arguido de a gozar”, sendo "apenas condição para tal que se demonstre a existência de fortes indícios do crime, e de que esse crime gerou vantagens presumidas ou”, e não sendo "necessário aguardar que o arguido pratique o crime de branqueamento para que as vantagens do crime sejam confiscadas.”.