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Fundamentação De facto Não tendo sido impugnada a decisão proferida sobre a matéria de facto e inexistindo motivo para proceder à sua alteração oficiosa, são os seguintes os factos a considerar, todos eles julgados provados:  No dia sete de Setembro de dois e quinze, no Cartório Notarial de Coruche, foi outorgada escritura nos seguintes termos ") compareceram como outorgantes: PRIMEIRO, viúvo; SEGUNDOS,,; TERCEIROS e mulher; e disse o primeiro outorgante que é dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrem, do bem imóvel a seguir identificado: Misto, com a área de quatro trezentos e cinquenta e cinco metros quadrados, sito no lugar de ou Foros de, freguesia de São José da, concelho de Coruche, composto, a parte rústica por figueiras, oliveiras, vinha, hortejo e laranjeiras, e a parte urbana composta por uma casa de rés-de-chão, para habitação, com duas divisões e um palheiro, com a superfície coberta de oitenta e seis, vírgula, setenta metros quadrados; inscrito na matriz rústica sob parte do artigo, secção ,, e na matriz urbana sob o artigo; a confrontar a Norte com, de Sul com, de Nascente com Rua e de Poente com Rua; a desanexar do descrito na Conservatória do Registo Predial de Coruche sob o número, da freguesia de São José da, onde se encontra registada a aquisição a favor dos terceiros outorgantes, pela inscrição resultante da apresentação, de oito de Outubro de dois e nove, mas resultante do inventário obrigatório que correu termos no Tribunal Judicial de Coruche sob o número trinta e quatro barra oitenta e sete, transitado em cinco de Julho de novecentos e oitenta e nove, de que me foi exibida certidão emitida pelo referido tribunal em dezassete de Outubro de dois e nove.