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Assim, no que tange ao direito de regresso da seguradora, tinha-se em atenção o resultado danoso e o nexo de causalidade adequada entre o estado do condutor etilizado e o acidente produtor de tal resultado cujo ónus de prova compete àquela seguradora.35 Nunca tendo sido fácil a concretização daquela jurisprudência, temos para nós que a atual LSO, aprovada pelo Decreto-lei n 291/2007, de 21 de agosto, deixou de exigir, como elemento constitutivo do direito de regresso conferido às empresas seguradoras, a prova do referido nexo casual, contentando-se com a imposição da prova de duas circunstâncias cumulativas: que o acidente tenha sido causado, com culpa, pelo condutor; que o condutor conduzisse, no momento do acidente, com uma taxa de alcoolemia superior à legalmente permitida.