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Sérgio Nuno Marques Antunes, "O Direito de Acção Popular no Contencioso Administrativo Português", Lisboa, 1997, pág..  Na primeira das ações em confronto, inegavelmente já transitada em julgado, o interesse cuja defesa estava em causa era, indubitavelmente, o domínio público: os ali Autores formularam pretensão no sentido do reconhecimento judicial de que os ali Réus não eram titulares, usando as palavras do juiz titular do processo em causa, de "direitos de natureza jurídico-real” relativamente a caminho onde se insere a parcela de terreno ora também em causa, invocando para efeito da sua legitimação, muito embora sem chegar a pedir o reconhecimento de que o dito caminho se integrava no domínio público, a natureza pública do mesmo, não havendo, pois, dúvidas que os ali Autores agiram inseridos numa das referidas "categoria-universo” – e não como meros titulares de um interesse específico relativamente a tal caminho –, tendo, pois, intentado uma verdadeira ação popular.