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"; 2 - Do ponto de vista da análise dos pressupostos do crime em questão resulta evidente que não resultou provado que o cliente  ..  ou o "Banco  .. , S.A.” tenham entregue ao arguido qualquer coisa móvel, nomeadamente dinheiro, por título não translativo da propriedade, daí que nesta parte não se verifica o pressuposto de que a lei penal faz depender a verificação do crime de abuso de confiança; Sendo que, e apesar disso, 3 - O Tribunal a quo considerou que o proprietário do dinheiro transferido 3831,37€) era o "Banco  .. ”, o qual confiou ao arguido por este ter domínio funcional e poder de disposição sobre os fundos correspondentes aos saldos das contas do cliente  .. , tendo assim o arguido, enquanto funcionário bancário, e mercê das transferências processadas, violado a relação de fidúcia existente entre o Banco seu empregador; No entanto, 4 - Não resulta da matéria de facto provada quais as concretas funções e atribuições laborais que estavam adstritas ao arguido, nem sequer que o "Banco  .. , S.A.” lhe confiou os fundos das contas do cliente  .. , e muito menos que lhas entregou nos termos e para efeitos previstos no artigo 205, n. 1, do Código Penal; Aliás, 5 - Da matéria de facto considerada provada também não resulta que o "Banco  .. , S.A.” tenha conferido ao arguido domínio funcional e poder de disposição sobre as identificadas contas bancárias, não se sabendo nem descortinando sequer a que título; Daí que, 6 - Em face da matéria de facto considerada provada não resultou demonstrado os pressupostos de que a lei penal faz depender a verificação do crime de abuso de confiança correspondente à entrega de coisa móvel por título não translativo da propriedade; Além disso, 7 - Da matéria de facto considerada provada também não se poderá concluir que o arguido se apropriou das quantias em questão, pois que desde logo não resultou provado com que motivação é que o arguido terá alegadamente processado as transferências em causa, nem muito menos que tenha transferido os valores em causa para a sua disponibilidade e património, inexistindo nos autos qualquer facto provado de onde se possa extrair qualquer enriquecimento ou benefício ilegítimo do arguido; Mas mais importante, 8 - Se a apropriação se revela através do ato ou atos de apropriação dos quais se verifique uma deslocação da propriedade, o certo é que as alegadas e imputadas três transferências foram todas elas processadas para as identificadas contas  ...) ,  ...)  e  ...) todas do "Banco  .. , S.A.”, enquanto proprietário dos respetivos dinheiros; Ou seja, 9 - Os dinheiros saíram das contas de  .. , sendo o Banco o proprietário do dinheiro, e entraram nas contas de  E... ,  H...  e " J... , Lda.