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Procurando acabar com o dissenso, quer doutrinal, quer jurisprudencial que se gerou a propósito da aplicação do critério de decisão para levantamento do efeito suspensivo na redação conferida ao artigo 10-A do CPTA pela Decreto-Lei n. 214-G/2015, máxime, quanto a saber se era de aplicar o critério previsto no n.4 do artigo 10-A ou antes o critério previsto no n.2 do artigo 10-A, que remetia para o artigo 12, n. 2, o legislador, através da Lei n. 118/2019, de 17/09, alterou aquele artigo, consagrando no atual n. 4 um critério que diremos poder reconduzir-se a uma solução integrada, ainda que mais próxima da solução até então prevista no seu n.2,  sendo agora claro que para o levantamento do efeito suspensivo automático o juiz terá de levar a cabo um juízo de ponderação global dos interesses envolvidos, públicos e privados, o mesmo é dizer, terá que ponderar conscienciosamente todos os interesses que possam ser lesados com o levantamento do efeito suspensivo automático.