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O) Existe também erro na parte em que o Mmo Juiz a quo entende que a Apelante não tinha de ter sido notificada do auto de penhora de saldos bancários, por duas ordens de razões: em primeiro lugar, porque o próprio Julgador reconhece que pelo menos dois dos saldos bancários serão bens comuns do casal pois não são titulados apenas pelo, o que bastaria para que fosse necessário citar ou notificar caso já tivesse sido o cônjuge dessa penhora e, por conseguinte, para que tivesse sido declarada a nulidade da citação que não foi acompanhada do auto de; em segundo lugar, o facto de o depósito ser titulado apenas por um dos cônjuges não significa que o dinheiro depositado não seja bem comum do casal; com efeito, o único rendimento do Executado A. e do seu cônjuge provem do seu trabalho e o salário é um bem comum do casal art 1724, do Código, prevendo, aliás, o art 1678 do Código Civil que, além da administração dos seus bens próprios, cada cônjuge tem ainda a administração dos proventos que receba pelo seu trabalho – que são bens comuns n2 alínea).