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Não podendo, pois, considerar-se que, no caso, o comportamento do afectado relativo aos deveres contabilísticos que determinou a qualificação da insolvência como presumidamente culposa e sempre a sua responsabilização nos efeitos legalmente, apesar das suas peculiares circunstâncias concretas a contabilidade fictícia remonta aos anos de 2017 e 2018, após ocorrência dos actos que levaram à cessação da actividade da insolvente – incumprimento das obrigações perante a Segurança Social desde 2014 e a Autoridade Tributária desde, não causou qualquer dano, concreta e directamente reflectido no activo patrimonial, também não pode concluir-se pela total exclusão da sua responsabilidade, o que, todavia, não impede que, uma vez apurados os créditos reclamados, reconhecidos e, após a liquidação no processo de insolvência,"não satisfeitos”, e chegando-se à conclusão de que se está apenas perante mera culpa e um contributo para aquela situação, ocorra, em função dessas circunstâncias, uma redução equitativa da indemnização, de acordo com o que se há-de apurar na liquidação para que a decisão recorrida remeteu por ora faltarem – e nem sequer se sugerirem – elementos bastantes para a fixar ou ao menos para precisar melhor os seus critérios, entende-se inexistir a pretendida ilegalidade na condenação e seus termos, ser de confirmar e manter, neste segmento, a sentença, e, consequentemente, de julgar quanto a ele improcedente a apelação.