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No que respeita à questão de fundo, a Recorrente defende, no essencial, que é uma pessoa jurídica de direito canónico e que, como tal, a sua actividade está abrangida pela isenção fiscal subjectiva que resulta do artigo  do CIRC, por remissão do disposto no artigo 2 da Concordata celebrada entre a Santa Sé e o Estado Português de ora em diante, abreviadamente, Concordata de, que foi aprovada para ratificação pela Resolução da Assembleia da República n. 74/2004, de 16 de Novembro de 2004 e ratificada pelo Decreto do Presidente da República n. 80/2004, de 16 de Novembro de 200  Assim, por entender que a sua actividade está totalmente isenta de tributação isenção, a Recorrente entende, também, que nos termos do disposto no n. 6 do artigo 11 do CIRC, não está abrangida pelas obrigações declarativas previstas naquele artigo 11 do CIRC, designadamente, pela obrigação de entrega da declaração Modelo 2 Foi esta a tese que defendeu no recurso hierárquico, bem como na acção administrativa, cuja decisão julgou improcedente o seu pedido e motivou o presente recurso.