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63, n. 1, in fine, do mesmo Código;  Perpassam pelas alegações da Recorrente três lapsos essenciais de compreensão da realidade e do Direito aplicável aos autos que fazem fenecer o pedido de revisão do Despacho recorrido;  O primeiro lapso consiste em se afirmar que o STJ julgou devido à Recorrente ou condenou a executada ou liquidou a quantia exequenda em 55249,66 €, quantia que corresponderia ao valor do laudo da Ordem dos Advogados e ao conteúdo da decisão do Tribunal da Relação de Lisboa;  Ora, o laudo da Ordem dos Advogados conclui não concedendo laudo pelo montante dos honorários fixados, mas por € 45000,00;  Ademais, se é certo que o Tribunal da Relação de Lisboa fixou a ”quantia exequenda no montante de € 55249,66 com juros de mora à taxa legal, contados desde o trânsito em julgado da decisão”, do Acórdão de Abril de 2018 do STJ resulta que aquele Venerando Tribunal revogou, in totum, o Acórdão da Relação de Lisboa;  Razão pela qual não "decorre” do Acórdão do STJ que "se a A efectuar pagamentos aos seus advogados apenas com os montantes que venha a receber da EPAL aplicando-os exclusivamente no pagamento dos honorários, terão de ser efectuados cinco pagamentos de €10459,88 cento e nove quatrocentos e cinquenta e nove euros e oitenta e oito cêntimos) um já e um último pagamento de €950,26 oito novecentos e cinquenta euros e vinte e seis cêntimos) até se perfazer o valor de €55249,66 quinhentos e cinquenta e seis duzentos e quarenta e nove euros e sessenta e seis cêntimos) a que se refere o referido acórdão”, como alega a Recorrente;  O segundo lapso que afecta o recurso reside em esta julgar que o Acórdão do STJ integra na decisão a condenação da Recorrida em 556 euros;  A questão é de encontrar, na expressão de Miguel Teixeira de Sousa, o silogismo todo que integra a decisão do STJ de Abril de 2018, de forma a encontrar-se, na também feliz expressão do STJ, os fundamentos que sejam antecedente lógico necessário à emissão da parte dispositiva do julgado;  Uma vez que a decisão do STJ visa a liquidação da obrigação da Recorrida, e essa foi liquidada naquilo que a prova produzida nos autos demonstrou que a Recorrente pagou aos seus advogados, o silogismo que integra a decisão é, pois, da mais linear clareza: a Recorrente fez prova, no apenso de liquidação da obrigação exequenda, de ter pago 109 euros, e é esse valor que a Recorrida lhe deve pagar, em execução da decisão arbitral; 1 Tudo o mais, isto é, as notas do STJ de que, se e quando for provado que a Recorrente pagou aos seus advogados outros valores, terá esta o direito de os reclamar da Recorrida, não integram a decisão, justamente porque esta não se reporta ao que não pode ser exigido já mas, antes, ao que pode ser exigido já, em liquidação da obrigação exequenda; 1 É, por isso errada a tese do recurso, de que "decidiu o Supremo Tribunal de Justiça que, até ao limite de €55249,66 quinhentos e cinquenta e seis duzentos e quarenta e nove euros e sessenta e seis cêntimos), a B terá que reembolsar todas as quantias à A na exacta medida em que esta suporte os valores que foram facturados pela sociedade de advogados Linklaters LLP”, desde logo porque não é verdade que o Acórdão do STJ "apenas permite à Supergolf obter o reembolso da quantia de €10459,88”.