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Manuel de Andrade, Nocões, cit., p. 295 e Lebre de Freitas, A confissão, cit, p..  Razões de segurança jurídica impõe esta solução, não obstante a injustiça a que pode dar lugar, pois de outra forma seria fácil, quando a situação jurídica litigiosa é transmissível, frustrar a eficácia da sentença, praticando actos de transmissão, eventualmente sucessivos, na pendência da causa.» Isto é, a 2 Ré adquiriu por doação dos 1 RR o imóvel que era objecto da acção de divisão de coisa comum, da qual tinha conhecimento e onde interveio, na pendência da mesma, num momento em que estava em recurso uma decisão que poderia determinar a adjudicação do bem aos aqui AA, tendo ocorrido um acto de transmissão, por acto entre vivos, da coisa ou direito litigioso, sendo facultativa a habilitação da 2 Ré como adquirente, no entanto, mesmo não tendo sido habilitada e a 2 Ré podia ter requerido a sua habilitação para prosseguir na posição que até aí era dos a partir do momento em que é celebrada a doação os 1 RR deixaram de ter interesse directo na acção de divisão de coisa comum e limitaram-se a substituir processualmente a filha/2 Ré, que passou a ser a verdadeira titular do direito litigioso e, por isso mesmo, a sentença  faz contra ela caso julgado pois que verdadeiramente interessada e titular do direito era já a 2 Ré.