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A perita da Administração Tributária, por sua vez, dá a sua concordância com o teor do Relatório de Inspecção Tributária e reitera a necessidade do recurso à utilização de métodos indiretos e isto porque, segundo conclui, há carência de elementos que permitam efetuar a tributação direta e objetiva, nomeadamente a saber: Impossibilidade de comprovação e quantificação direta e exata dos elementos indispensáveis à correta determinação da matéria tributável do imposto; Depois de a Perita da Administração Tributária ter exposto os fundamentos – pressupostos teóricos da aplicação dos métodos indiretos, passou a demonstrá-los na prática, conforme se transcreve: ...) A Perita da Administração Tributária debateu, com o Perito do contribuinte, os pontos vertidos no pedido de revisão apresentado pela empresa, conforme passa a descrever em síntese): Analisada a pretensão do perito do contribuinte relativamente à percentagem de processos a zero e de processos em falta, mostra-se relevante o seguinte: Não foi realizada qualquer demonstração da percentagem de 25% solicitada; Ainda que fosse aceite tal pretensão, apenas seria de a considerar relativamente aos processos a zero, em virtude dos motivos invocados no ponto 9 do pedido de revisão pressuporem o normal funcionamento do sistema informático; Consequentemente, e porque o apagamento de processos dos ficheiros informáticos em causa é originado por funcionamento diverso do normal, conforme demonstrado no relatório da inspecção, os processos em falta jamais poderão ser considerados "normais”.