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Se considerarmos ainda que o acidente que vitimou F se deveu culpa integral da condutora, que nem mesmo avistou a vítima quando ela atravessava a passadeira, por isso não travou sequer e por isso o embate foi mais, se considerarmos que não se provou sequer a sua versão de que F tivesse iniciado a travessia repentina da passadeira, nem a sua versão de que nunca tinha tido acidentes anteriores, se considerarmos ainda o número de peões atropelados em passadeiras e por isso a indevida menorização de importância que em geral é dada aos peões e às passadeiras, se considerarmos que a vítima cumpriu e se precaveu precisamente atravessando na passadeira, e finalmente se considerarmos que há, felizmente, inúmeros idosos que alcançam, com plena capacidade de tratarem de si e de outros, com plena autonomia, mais de 90 anos – ao que de todo não é alheio o modo de vida mais saudável e o ambiente menos poluído da sua juventude – não se nos afigura excessivo o valor fixado – €6000,00 – que se situa, com naturalidade, no quadrante inferior da escala de valores aceite pelo STJ.