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FACTOS PROVADOS   Dos autos resultam os seguintes elementos, relevantes à decisão: - o arguido está a cumprir a pena única de 5 anos e 2 meses de prisão, resultante da condenação nos crimes de associação criminosa, lenocínio, furto simples e abuso de cartão de garantia ou de crédito, tendo o cumprimento de metade da pena ocorrido em 16-10-2015; - do relatório social elaborado com vista à apreciação da situação prisional do arguido, à data do relatório com 25 anos de idade, consta que:  no ano 2000 a sua mãe casou com  B... , co-arguido no processo onde o arguido sofreu a condenação na pena que está a cumprir os elementos activos da família, bem como o arguido, mantinham como actividade profissional a exploração de bares nocturnos, à qual se dedicava o padrasto do arguido quando em liberdade o arguido regressará ao seu agregado familiar que, devido ao facto de alguns dos elementos estarem presos, alterou a dinâmica, passando a estar durante uma temporadas em Espanha o arguido não tem assegurado qualquer projecto nem dispõe de perspectivas de emprego os rendimentos da família resultam da reforma da mãe, que se reformou muito nova devido a problemas de saúde, e dos abonos dos irmãos menores, de 14 e 9 anos de idade, e dos rendimentos da cunhada, que faz alguns trabalhos de limpeza o regresso do arguido não é visto como factor de pressão apresenta indiferença ou ausência de consciência crítica perante as vítimas, potenciais vítimas, crimes praticados e respectivas consequências está adaptado às regras institucionais, tem comportamento regular e frequenta o ensino secundário tem uma atitude conformista face à pena que está a cumprir mas não revela interiorização dos seus efeitos, adoptando um discurso dissimulado no que respeita ao seu meio social e perspectivas de futuro sobre as condições a impor caso a liberdade condicional seja concedida, diz o relatório que devem ser as inerentes à necessária reinserção social, nomeadamente integração laboral o relatório entende que é prematura a libertação, face à postura do arguido e perante o facto de o contexto para onde ele regressará não facilitar a reinserção social   - do relatório elaborado pelos serviços prisionais consta:  o arguido provem de uma família desestruturada a sua companheira praticava a prostituição no bar de alterne explorado pela família diz cumprir a pena resignadamente, não provoca conflitos no meio prisional sofreu três sanções disciplinares, em 27-10-2014, 23-2-2015 e 30-10-2015 nunca desempenhou qualquer actividade laboral no estabelecimento, encontrava-se na situação de preventivo e o EP dá primazia aos condenados nas colocações frequenta o ensino secundário e a avaliação tem sido positiva participa regularmente nas actividades culturais e desportivas do EP tem apoio e visitas regulares da família conclui dizendo que o arguido tem um percurso positivo, investiu no aumento das suas habilitações, as relações interpessoais são boas e participa nas actividades promovidas pelo EP, porém entende-se que ele deverá organizar melhor o seu futuro para que no regresso à vida em liberdade não regresse aos comportamentos ilícitos  - quando ouvido o arguido declarou autorizar a sua libertação condicional, que se envolveu no mundo do crime por influência do tio, desde que está detido cresceu, tem reflectivo muito, tem necessidade de regressar a uma vida normal, quando sair vai procurar trabalho e continuar a estudar; - o conselho técnico pronunciou-se maioritariamente desfavorável à libertação do arguido; - o despacho recorrido recusou a concessão da liberdade condicional, pelas seguintes razões: « Estão, pois, preenchidos os pressupostos formais da concessão da liberdade condicional.