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Em segundo lugar, os recorrentes, em abono da tese que sustentam, citam o acórdão da Relação do Porto de 22 de Março de 2000 o qual, indubitavelmente douto, decidindo uma questão de prescrição do procedimento criminal, foi proferido na vigência do 120, n 1, do Penal, na redacção anterior à do Dec. Lei n 48/95, de 15 de Março, que considerava como causa de suspensão da prescrição, a pendência do procedimento a partir da notificação do despacho de pronúncia ou equivalente e não, como passou a suceder com a entrada em vigor das alterações operadas pelo citado decreto-lei, a pendência do procedimento a partir da notificação da acusação sendo certo que, em nosso entender, e ressalvado sempre o devido respeito por diversa opinião, a pendência do procedimento criminal, seja a partir da notificação do despacho de pronúncia ou equivalente, seja a partir da notificação da acusação, significa que a prescrição se suspende a partir da notificação – da acusação, no actual regime, ou do despacho de pronúncia ou equivalente, no anterior regime – e durante o tempo em que o procedimento estiver pendentes com o limite estabelecido no n 2 do art.