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Sustenta o arguido/recorrente que o despacho recorrido ao decidir pela manutenção da prisão preventiva, não valorou devidamente a ausência de antecedentes criminais, a inserção laboral, social e familiar do recorrente, o facto de não se ter furtado à justiça, quando o poderia ter feito, bem com a sua postura de colaboração com a justiça na descoberta da verdade material, tendo explicado a sua versão dos factos, no interrogatório complementar realizado – não o tendo feito ab initio por não estar devidamente assessorado pela sua advogada, por impedimento desta, o que demonstrou ser verdadeiro –, versão essa que, ao contrário do que foi entendido pelo tribunal a quo, é verosímil  e tendo requerido novos meios de prova – designadamente, as filmagens do Bar RM, onde se terá iniciado a discussão e a inquirição de testemunhas –, que foram aproveitados na subsequente investigação.