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–  Desta decisão recorrem os arguidos, e , motivando o recurso com as seguintes conclusões: –  Os arguidos após terem sido notificados do teor da acção encoberta e no prazo de 3 três) dias arguiram a irregularidade da acção encoberta conforme requerimento datado de 202019; – O acórdão não se pronunciou sobre esta suscitada irregularidade cujo resultado poderia inquinar toda a prova; –   Conforme resulta amplamente dos autos, no dia em que foi montada a operação policial, para proceder à apreensão do produto estupefaciente e à consequente detenção dos arguidos, era do conhecimento da investigação que os mesmos eram de nacionalidade estrangeira – mais concretamente de nacionalidade italiana – e que não dominavam o português; –  Por outro lado, resulta de toda a sequência lógica da acção encoberta que no momento da entrega do produto estupefaciente os arguidos seriam detidos e, consequentemente, realizada busca aos veículos; – Todos estes elementos eram do conhecimento da Polícia Judiciária e, sabiam, que na abordagem dos arguidos italianos e que não dominavam a língua seria necessária a presença de um advogado e de um intérprete para assegurar os direitos dos arguidos; –  Contrariamente ao que seria exigível os arguidos foram abordados e realizada a busca ao veículo ... 64 sem a presença de intérprete e advogado, inquinando aquela diligência de nulidade insanável; –  Uma interpretação da norma constante do artigo 64, n1, alínea do CPP com o sentido de que sendo previsível que os suspeitos não dominavam a língua portuguesa e que iriam ser objecto de várias diligências de prova, designadamente a realização de buscas a locais por si utilizados, a não nomeação de um defensor para o assistir inquina de inconstitucionalidade material a referida norma por contender com o seu direito de defesa previsto no artigo 32, ns 1 e 3 da Constituição da República Portuguesa; –  Os factos dados como provados no ponto 1 e os factos dados como provados nos pontos 26 e 27 estão em manifesta contradição e são incongruentes entre si; –   Com efeito, não tem sentido lógico dar-se como provado que a PJ recebeu informações de que ela própria iria entregar droga; 1–  Os recorrentes impugnam os factos dados como provados nos pontos 1 e 2 do acórdão uma vez que a prova produzida impunha decisão diversa da recorrida; 1–  O que resulta do conteúdo dos vários relatos da acção encoberta é que a operação policial, da qual resultou a apreensão da cocaína, não se deveu a informações colhidas pela PJ mas sim resultou de uma acção encoberta, conforme se alcança de fls.266 do relatório final; 1–   Aliás, o conteúdo da acção encoberta impõe a alteração dos factos impugnados por outros que evidenciem que a apreensão da cocaína resultou de diligência desenvolvidas no âmbito dessa acção encoberta, iniciada nos E.U.A e continuada pela PJ em Portugal; 1–  A prova destes factos assume grande importância para a defesa dos arguidos e para a descoberta da verdade material;  1– Propõe-se a alteração dos factos impugnados pelo aditamento dos seguintes factos: a.-  "Na sequência de uma ação encoberta desencadeada pela DEA, suspeitos de uma organização criminosa, em data anterior a dezembro de 2017, acordaram com agentes encobertos o transporte de uma grande quantidade de cocaína da Colômbia para Lisboa.