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Como se esclarece no Acórdão do STJ de 14/10/20081 "esta questão do início da contagem do prazo tem sido objecto de controvérsia, pois se é possível ao comprador examinar no acto de entrega ou no prazo de 8 dias a coisa objecto do contrato-sempre supondo a diligente actuação conforme o paradigma do bonus pater famílias e os usos do comércio- casos haverá em que o comprador não pode, no curto prazo de 8 dias, saber se existe conformidade entre o produto encomendado e o que lhe foi fornecido.” Acrescentando, com interesse para o caso em apreço, que essa dificuldade existe quando se tratar de coisas dificilmente examináveis ou cujos possíveis defeitos apenas podem emergir quando a coisa for pericialmente vistoriada ou utilizada.