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Ali, o recorrente alegou que nos termos do contrato celebrado entre ambas as partes, a ré prometera ceder-lhe comparticipação no desenvolvimento urbano relativo ao projeto imobiliário para 3 lotes de construção sitos em Almoinha, freguesia do Castelo, concelho de Sesimbra, e que ele prometeu comparticipar financeiramente em todos os custos, encargos e despesas inerentes àquele projeto, na proporção de 14/31 e que pela sua comparticipação no negócio a ré lhe cedia a totalidade do lote 1 9 e metade do lote 3 5; pelo mesmo contrato ele obrigou-se a fazer as comparticipações financeiras supra mencionadas no prazo de 48 horas após a apresentação de documentos comprovativos das despesas; o desenvolvimento do projeto urbanístico ficou a cargo da ré; entre 13 de maio de 2001 e 17 de janeiro de 2006, o réu, em cumprimento das suas obrigações contratuais, entregou à ré 42160,36€; a ré construiu um conjunto de infraestruturas urbanas as quais ficaram praticamente concluídas no ano de 2016 mas desde então não mostrou qualquer interesse em concluir o projeto de urbanização nem prestou contas sobre as despesas ali realizadas; em novembro de 2011, a ré transmitiu o lote 1 para um terceiro indicado pelo autor, cumprindo desta forma parte do contrato; a ré, sem o conhecimento e consentimento do autor, procedeu a alterações no projeto inicial, concretamente procedeu à divisão do lote 3 5 em dois novos lotes lotes 3A e, o que se traduz numa alteração significativa das circunstâncias do contrato a justificar, só por si, o direito à resolução do mesmo; o autor perdeu todo o interesse no negócio contratado em virtude do imobilismo da ré que não dá sinais de retomar os trabalhos de urbanização parados há mais de 6 anos, o que também lhe confere o direito de resolver o contrato.