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Ora, da alegação do Autor, constata-se que este, embora alegue de forma genérica e abstracta que o Estado Italiano, devido à sobrelotação migratória de que foi alvo e às actuais políticas restritivas no que concerne ao acolhimento de migrantes, não tem capacidade para acolher, em segurança, os requerentes de protecção internacional, colocando em causa os seus direitos, liberdades e garantias, não invocou quaisquer factos concretos e relativos a situações concretamente experienciadas pelo próprio durante a sua estadia em solo italiano, que a serem julgados provados permitissem ao Tribunal concluir que o pedido de protecção internacional formulado deveria ser analisado em Portugal, designadamente, em virtude de estarmos perante situação em que na Itália ocorrem falhas sistémicas no procedimento de asilo e nas condições de acolhimento dos requerentes de protecção internacional que impliquem, para o ora Autor, e atentas as suas específicas circunstâncias, risco de tratamento desumano ou degradante, na acepção do art.