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actuam em abuso de direito por se não poder considerar que com esta acção para exercício coercivo da preferência, excedam "manifestamente os limites impostos pela boa fé, pelos bons costumes ou pelo fim social ou económico desse direito", nomeadamente na modalidade de "supressio", decorrente da criação de uma situação objectiva de confiança na parte contrária de que não exerceriam este direito, violando os princípios da boa fé e da confiança da contra parte.42 Há que considerar que este exercício abusivo de um direito só existe quando a parte tiver excedido de forma manifesta os limitesimpostos pela boa fé, pelos bons costumes ou pelo fim económico ou social do direito,43 pelo que "não basta que o exercício do direito pelo seu titular, cause prejuízo a alguém - a atribuição de um direito traduz deliberadamen­te a supremacia de certos interesses sobre outros interesses com aqueles confluentes, sendo necessário, sim, que o titular dele manifestamente exceda os limites que lhe cumpre obser­var, impostos pela boa fé, pelos bons costumes ou pelo fim social ou económico do próprio direito exercido.”44 Ora do teor dos pontos 4 e 6, mesmo a considerar a falta de reacção dos AA.