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Desta sentença apelou a ré A que lavrou as seguintes conclusões: a) A douta sentença recorrida padece de nulidade por condenação ultra petitium, porquanto condenou em quantidade superior ao peticionado quer na taxa de juro, em que apenas foi peticionado juros à taxa legal, que são 4%, quer do momento em que são devidos os juros b) A douta sentença recorrida padece também de nulidade na parte em que condenou a recorrente em juros de mora à taxa para as obrigações comerciais, sem qualquer fundamentação de direito; ) No dia 102009, a Ré foi constituída procuradora da 2 Ré tendo-lhe sido conferido poderes, designadamente para "movimentar quaisquer contas bancárias, podendo ainda a mandatária fazer negócio consigo mesma, pelo que expressamente declara o mandante que consente na celebração nos termos do n. 1 do artigo 261 do Código Civil”; ) A Ré não foi notificada da revogação da procuração; e) A prova da notificação da revogação da procuração incumbia ao Autor porquanto se tratar de facto impeditivo do direito da recorrente a usar a procuração e de fazer negócio consigo mesma; f) Se a recorrente "ao executar a transferência bancária em causa nos autos, agiu em seu nome e no seu próprio interesse e não em nome da representada”, como é referido na douta sentença recorrida, é algo a apurar na relação jurídica mandante/mandatário, ou seja, na relação da sociedade Arcos do Alhambra/recorrente, à qual o recorrido é alheio; g) Na relação Banco/recorrente, relevante é se à data da transferência a recorrente tinha poderes para movimentar a conta; h) Tendo a recorrente poderes para movimentar a conta nunca se pode ter enriquecido à custa do enriquecido, mas sim eventualmente à custa da titular da conta; ) A eventual exorbitação dos poderes representativos e de um interesse próprio e não da representada, é questão a dirimir entre a mandante e a recorrente em sede própria, porquanto aí se discutirá a totalidade da relação jurídica e poderá ser deduzida a excepção de compensação de créditos; j) A douta decisão recorrida violou os art.s 473, 474, 480 e 804 a 806 do Código Civil.