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Recorde-se que os ora Recorrentes, num quadro em que não cuidaram de manter organizada a contabilidade a qual evidenciava, por exemplo, um inexistente saldo de caixa de € 43816,71), permitiram que uma terceira sociedade entrasse na posse dos bens da devedora e por isso não se logrou a sua apreensão), dispuseram do seu património como quiseram «quiseram e conseguiram impedir a apreensão de tais bens para a massa insolvente, a sua liquidação e pagamento aos credores», o que consubstancia um dolo directo e não apenas culpa e foram, objectivamente, os responsáveis pelo desaparecimento dos restantes activos que figuravam no "mapa de depreciações a amortizações do ano de 2015”, dos quais apenas foram apreendidos um computador e uma secretária.