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Por outro lado, andou mal a sentença recorrida, quando considera que, não fazendo o Plano de Segurança e Saúde que o Réu Empregador recebeu do dono da obra, qualquer referência à existência de cabos de média tensão nas proximidades do local onde viria a ser montado o estaleiro, também não era exigível ao Réu Empregador avaliar esse risco de electrocussão. . Ora, ao Réu Empregador, enquanto entidade executante, responsável pela montagem da grua e escolha do local de implementação da mesma, era exigível prever o risco, designadamente, da proximidade de linhas eléctricas de média tensão. . O facto de o Plano de Segurança da obra não prever a existência dessas linhas de média tensão não desonera o Réu empregador de prever esse risco, pois sobre ele recaía esse dever, de prever os riscos existentes nas imediações do estaleiro, nos termos do disposto nos artigos , alínea e 1 n. 1, alínea do Decreto-Lei n. 273/2003 de 29 de Outubro. .	No caso sub judice, é evidente a falta de observância por parte do Réu Empregador, das regras de higiene e segurança a que se encontrava adstrito, pois: a montagem da grua foi deficiente, incompleta e em local próximo de linhas de média tensão; inexistia qualquer ligação à terra das máquinas que estavam a ser utilizadas pelo sinistrado e as ligações eléctricas eram deficientes. .	Em suma, as mencionadas desconformidades forçam-nos a concluir pela falta de observância das regras de higiene e segurança por parte do Réu Empregador, nos termos do disposto no artigo 1 da Lei n-.