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Interpôs, também ele, recurso, com as seguintes conclusões:  --- A Autora formulou dois pedidos na presente acção; --- Ambos os pedidos foram julgados improcedentes na douta sentença recorrida; --- O Tribunal condenou os Réus em pedido diverso dos deduzidos, não se enquadrando essa condenação no seguimento de qualquer um dos dois constantes da petição inicial; --- O tribunal decidiu para além destes pedidos e em objecto diverso dos mesmos; --- Estava vedado ao Tribunal assim decidir, por imperativo do disposto no artigo 609 do Código de Processo Civil; --- Tendo ambos os pedidos iniciais sido julgados improcedentes, outra alternativa não restava que julgar a acção totalmente improcedente e os Réus absolvidos dos pedidos; --- Há factos dados como provados que o não podiam ter sido por estarem em contradição com documentos autênticos juntos que não foram impugnados, nem o seu teor atacado de falso e que fazem prova plena do seu conteúdo; --- Os factos constantes em 12 e 16 dos "factos provados” estão em contradição com o teor da escritura referida a 15 e como tal devem ser eliminados; --- Foi a Autora que fez a junção de tal escritura e como tal tem que se cingir ao seu teor e conteúdo; --- Consta da escritura que o preço de 14000,00 € foi pago pelo comprador; --- Não pode o Tribunal dar como assente que foi a Autora e seu ex-marido que pagou tal preço; --- A Autora nem sequer alegou e especificou que valor terá pago e que valor terá sido pago pelo seu ex-marido; --- É incompreensível que um bem a adquirir em "partilha” de bens comuns do casal, seja adjudicado à Autora e seja o seu ex-marido a pagar parte do preço; --- A Autora não tem legitimidade para receber a totalidade daquele preço, caso a ele tivesse direito; --- A sua legitimidade estaria confinada ao montante por si pago, que se desconhece qual foi; --- Para além de ter decidido em espécie diversa do pedido, o Tribunal não tinha elementos para condenar os Réus no montante em que o fez; --- Se assim fosse, estaríamos perante um enriquecimento sem causa da Autora; --- O valor referido em 25 está em contradição com o valor mencionado na escritura e certidão matricial pelo que deverá ser alterado para 1450,00 €; --- O valor constante na certidão matricial junta aos autos não está correcto e ficou a dever-se a erro grave e grosseiro na sua emissão; --- O valor patrimonial actual do artigo em causa é de 1450,00 € determinado pelo respectivo Serviço de Finanças em 2017, conforme certidão que ora se junta; --- A Autora teve conhecimento da verificação desse erro grosseiro e tentou e tenta tirar dividendos desse mesmo erro; --- Em claro e manifesto abuso de direito e manifesta má-fé; --- Tenta exercer um hipotético direito, baseando-se em valores que sabe serem falsos, conhecedora do erro verificado e conhecedora do actual valor real do imóvel; --- Os factos constantes dos provados em 11 a 19 consubstanciam um verdadeiro contrato promessa de compra e venda verbal; --- Tal contrato é nulo por não constar de documento escrito e assinado pelos interessados; --- Nada mais consubstancia que não isto; --- Caso a Autora pretenda se indemnizada pelo possível incumprimento deste contrato, isso mesmo terá que invocar e peticionar em acção própria.