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"4 Em idêntico sentido refere-se no AC STJ de 202012 5 que, sendo, na sua lógica, a exoneração do passivo restante "uma segunda oportunidade” concedida ao devedor – ligada à ideia de «fresh start» 6 -, "ela só deve ser concedida a quem a merecer; a lei exige uma actuação anterior pautada por boa conduta do insolvente, visando evitar que o prejuízo, que já resulta da insolvência, não seja incrementado por actuação culposa do devedor” que, g., sabendo-se insolvente, permanece impassível, avolumando as suas dívidas em prejuízo dos seus credores, ou que, não obstante a situação de insolvência em que se encontra, ainda a agrava mediante a alienação do seu património, em prejuízo desses mesmos credores "e, não obstante, pretende exonerar-se do passivo residual requerendo a respectiva exoneração.” sublinhado Por outro lado, ainda, nesta sede, importa ter-se também presente que as circunstâncias previstas nas várias alíneas do n. 1 do artigo 238 não são elementos constitutivos do direito à exoneração do passivo restante, mas antes se configuram como factos impeditivos da exoneração e, nesta configuração, a sua prova incumbe, segundo a regra geral do n. 2 do artigo 342, do Cód.