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3 - A Excelentíssima Procuradora-Geral Adjunta junto deste Supremo Tribunal emitiu douto parecer no sentido da não admissão da revista porquanto a recorrente não cumpriu o ónus que sobre ela recaía de demonstração dos pressupostos de que depende a admissão do recurso, bastando-se com referências vagas e genéricas a tais requisitos mas sem os concretizar, e mesmo que assim não fosse, também não se impõe a intervenção do órgão de cúpula da justiça administrativa como condição para dissipar dúvidas sobre o quadro legal que regula a situação em apreço porquanto: a questão suscitada não se mostra de elevada complexidade, exigindo a aplicação e concatenação de diversos regimes legais, princípios e institutos jurídicos, antes se apresentando com um grau de dificuldade comum; - Também não reveste a questão suscitada uma especial relevância social ou indício de interesse comunitário significativo que extravase os limites do caso concreto e a sua singularidade.- o Acórdão recorrido justificou a sua decisão de forma clara e convincente com um discurso lógico e coerente de acordo com a matéria levada ao probatório e a sua subsunção às normas jurídicas aplicáveis,  não aparentando   padecer   de   erros   lógicos   ou   jurídicos manifestos que reclamem a necessidade de admissão da revista para melhor aplicação do direito.