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Mais refere o autor citado, que o critério de avaliação deste requisito não deve assentar em juízos puramente subjetivos do juiz ou do credor, em simples conjecturas, devendo antes basear-se em factos ou em circunstâncias que, de acordo com as regras de experiência, aconselhem uma decisão cautelar imediata, como fator potenciador da eficácia da ação declarativa ou executiva O entendimento de que o critério de avaliação do justo receio da perda de garantia patrimonial não se pode fundar em simples conjeturas, devendo antes assentar em factualidade concreta tem sido pacífica e reiteradamente admitido na jurisprudência dos tribunais superiores, como ocorreu no acórdão desta Relação, de 1020134, e se ilustra com a síntese conclusiva que se transcreve: «A jurisprudência também é unânime no sentido de que o referido "justo receio” não pode bastar-se com o receio subjectivo do credor, baseado em meras conjecturas ou suposições, antes tem de assentar em factos concretos que o revelem sumariamente » Sendo certo que se provou indiciariamente, que a requerida vem recebendo e fazendo suas rendas dos mesmos e de outros imóveis do património comum, em montantes que aqui não foi possível apurar facto, e que não exerce qualquer profissão remunerada para além das rendas que recebe provenientes do arrendamento de imóveis que integram o património comum e da pensão de alimentos paga pelo requerente aos dois filhos menores do casal facto, também se provou que: na partilha dos bens do casal, no âmbito do inventário que corre termos, depois de pago o passivo, resta um património comum líquido) a repartir entre os cônjuges de €65818,88, o que corresponde a uma meação, para cada um dos cônjuges, de €82409,44; imputando na meação da recorrida o valor total dos débitos desta ao património comum – correspondente às verbas n.s 1, 2, 3 5, 6, 7 e 8 – que ascende a €62770,00, conclui-se que a requerida verá reduzida o valor da sua meação a €19639,00, acrescendo o remanescente ao valor da meação do ora requerente; mesmo que se considerasse que os créditos do requerente sobre a requerida ascendem ao valor peticionado de €14895,77, por via da mencionada partilha, a requerida ficaria com património suficiente – bens ou dinheiro provenientes de tornas – para o pagamento do crédito invocado pelo requerente; acrescendo que a requerida adquiriu pelo preço de €50945,00, "livre de ónus ou encargos” uma fração autónoma, não tendo o requerente alegado: nem que a tentou vender, nem que a tenha onerado.