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E relativamente ao último, apresentado como uma derradeira oportunidade de se comprometerem seriamente com o filho, estando previsto um plano de visitas bi-semanal, com possibilidade de ausência da instituição e até pernoita, verifica-se que os pais visitaram, ocasionalmente, o filho em Julho e Agosto e desapareceram da sua vida, sem mais, até Dezembro de 201 Não aproveitaram as oportunidades oferecidas, alheando-se do filho, a pretexto de uma depressão, não demonstrada, e de alegadas dificuldades económicas, que também não se demonstram;” Esta factualidade permite ou, melhor dizendo, exige a formulação de duas conclusões com relevância para a economia do recurso; a primeira para afirmar que não se mostra violado o princípio da prevalência da família, na dimensão da família biológica, uma vez que os últimos quase cinco anos de vida da criança, passados na instituição de acolhimento, se devem aos sucessivos períodos de prova estabelecidos aos Recorrentes para demonstrarem as competências mínimas necessárias para que a criança lhes fosse confiada; a segunda para reiterar que este mesmo princípio – o da prevalência da família – impõe, uma vez esgotadas todas as possibilidades de reintegração da criança na sua família biológica, a promoção da sua integração numa família de adoção, assim se reconhecendo o seu direito a um projeto de vida e à integração familiar estável.