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2 Com efeito, entendemos que: - relativamente à pena aplicada, se imporá a escolha de uma pena de prisão mais gravosa que a aplicada, a fixar em medida concreta nunca inferior a 30 meses de prisão dois anos e, suspensa na sua execução por igual período de tempo, o que se nos afigura acertado e ajustado tendo em consideração que: a)- as agressões ocorreram dentro de uma Esquadra de Polícia, espaço este que devia ser seguro para qualquer cidadão e, neste particular caso, revelou-se o palco de bárbaras e gratuitas agressões desferidas por um elemento das forças de segurança pública sobre uma pessoa completamente indefesa; b)- tal espaço, sendo desconhecido ao ofendido/assistente que nunca lá tinha, impossibilitou-lhe qualquer fuga; )- as agressões tiveram lugar num corredor fechado e durante a noite; )- "o arguido agente da desferiu uma cabeçada no assistente, que o atingiu no lado direito da cabeça e o fez cair no banco ali existente e bater com a cabeça na parede; e)- em seguida, o arguido desferiu um murro na direcção do tronco do assistente, tendo-o atingido no cotovelo esquerdo no momento em que este levantou os braços para se proteger; f)- seguidamente, e sem que o ofendido tivesse tido tempo para reagir, o arguido desferiu-lhe mais dois ou três murros, na cabeça, que o atingiram nas partes laterais do rosto; g)- Em consequência da conduta do arguido, o ofendido sofreu as lesões descritas nos relatórios e perícias médicas as quais demandaram 235 dias de doença, com afectação da capacidade de trabalho geral; h)- em virtude das agressões o assistente esteve em tratamento cerca de 30 dias, esteve acamado cerca de 15 dias e durante esse tempo tinha que estar acompanhado de terceira pessoa; )- na data dos factos, o assistente tinha 19 anos de idade e condição física magra e estatura baixa, enquanto o arguido tinha estrutura física forte, robusta e tem cerca de 1, 90 de altura; )- o arguido é funcionário público Agente da, encontrava-se no exercício das suas funções e sabia, por isso, que ao agredir, como agrediu, o assistente exorbitava das funções que lhe estavam confiadas; )- sabia ainda o arguido que a sua conduta, para além de proibida e criminalmente punida, era, também, especialmente censurável, por ser agente da PSP e se encontrar no exercício de funções; n)- o assistente, à data dos factos, era estudante do 12 ano e na semana em que foi agredido iria fazer o último exame, que lhe proporcionaria terminar o 12 ano e a entrada no mercado de trabalho ou na universidade; o)- em virtude da agressão, lesões sofridas e consequências directas da mesma, o assistente não conseguiu terminar o 12 ano, nem efectuar os exames de acesso à universidade, nem no ano dos factos, nem nos anos seguintes, porque não se conseguia concentrar nem memorizar o que estudava; p)- em virtude da agressão, lesões sofridas e consequências directas da mesma, o assistente não conseguiu até à presente data Dezembro de desempenhar qualquer actividade profissional; q)- apenas volvidos 3 anos sobre a data da agressão, o assistente começou a sair de casa sozinho.” r)- durante as várias sessões de julgamento nunca o arguido prestou declarações não demonstrando, assim, qualquer arrependimento.