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2-Fora do caso previsto no número anterior, os factos e elementos cobertos pelo dever de segredo só podem ser revelados: a)- Ao Banco de Portugal, no âmbito das suas atribuições; b)- à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, no âmbito das suas atribuições; )- à Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, no âmbito das suas atribuições; )- ao Fundo de Garantia de Depósitos, ao Sistema de Indemnização aos Investidores e ao Fundo de Resolução, no âmbito das respetivas atribuições; e)- às autoridades judiciárias, no âmbito de um processo penal; f)- às comissões parlamentares de inquérito da Assembleia da República, no estritamente necessário ao cumprimento do respetivo objeto, o qual inclua especificamente a investigação ou exame das ações das autoridades responsáveis pela supervisão das instituições de crédito ou pela legislação relativa a essa supervisão; g)- à administração tributária, no âmbito das suas atribuições; h)- quando exista outra disposição legal que expressamente limite o dever de segredo.”  Da fundamentação do acórdão de uniformização de jurisprudência atrás referido pode ler-se: "O dever de segredo cessa quando exista autorização do cliente, sendo pois livremente disponível o correspondente direito, o que revela que o legislador concebe o segredo bancário essencialmente como protecção do direito fundamental à reserva da vida privada.