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Neste sentido, dá-se uma ineficácia parcial e relativa do negócio7 Relativamente à interpretação do conceito legal de impossibilidade, para o credor, de obter a satisfação integral do seu crédito ou o agravamento dessa impossibilidade, Menezes Cordeiro refere que a expressão «exige que o acto a impugnar tenha provocado a insolvência do devedor ou tenha agravado essa insolvência»7 Luís Menezes Leitão discorda justamente da proposição avançada por Menezes Cordeiro e pugna que «esta fórmula poderá abranger, não apenas os casos em que o acto implique a colocação do devedor numa situação de insolvência ou agrave essa situação, se ela já se verificava, mas também os casos em que, embora não ocorrendo essa insolvência, o acto produza ou agrave a impossibilidade fáctica de o credor obter a execução judicial do crédito como na hipótese de o devedor resolver alienar todos os bens imóveis que possui, ficando, porém, com o dinheiro da sua venda, que facilmente poderá depois ocultar ou dissipar7 Neste campo, a razão está aqui com Menezes Leitão e com Antunes Varela74, que alargam a esfera de protecção da norma vigente, a qual deixou de ser coincidente com a proposição regulativa que estava contida no artigo 103 do Código de 1867, que fazia apelo directo à noção de insolvência.