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71, linhas 6 e ss, do douto acórdão); 2Não se conforma o recorrente, como pôde o julgador a quo escusar-se apreciar o erro na apreciação da prova perpetrado pelo tribunal de  instância com base no argumento de que tal facto é irrelevante para a apreciação do caso sub judice; 3Entende o recorrente que não pode jamais considerar-se como irrelevante a questão de ver definitivamente esclarecida e decidida, se EE viu de facto os dois arguidos, um de cada lado do portão, quando o abriu porque isso contende directamente com o meio insidioso, o "à traição”; 3É absolutamente contraditório e irrazoável que o douto acórdão considere que o recorrente atuou à traição, pelas costas, por meio insidioso e ao mesmo tempo considere que é irrelevante discutir se o arguido BB estava ou não, momentos antes do crime, visível para quem saía de dentro da habitação, mormente visível para a malograda vitima e para EE; 3O tribunal não pode usar tal circunstância como circunstância agravante quanto à qualificação da conduta do arguido e, ao mesmo tempo, escusar-se apreciar o erro de julgamento desse facto com o argumento de que seria supostamente irrelevante; 3A prova produzida em audiência de discussão e julgamento, mormente as declarações da testemunha EE e as declarações do próprio arguido ora recorrente, no conjunto e em harmonia, permitem concluir que aquele mal abriu o portão viu cada um dos arguidos; 3Pelo que se impunha a reapreciação deste concreto ponto da matéria de facto não provada e ao não fazê-lo incorreu no vício supra mencionado; 3O erro de julgamento perpetrado quanto ao julgamento desse ponto 19 influiu negativamente na ulterior qualificação da sua conduta mormente a aplicação da agravante prevista na alínea, do número 2, do artigo 13, do CP; 3Padece o douto acórdão ora recorrido quanto a apreciação destes pontos  do elenco dos factos provados e 1 do elenco dos factos não provados do vício previsto na alínea, do número 2, do artigo 41, do CPP; 3Entende o recorrente que o douto acórdão, relativamente, ao nexo causal entre a ação do arguido e a verificação das lesões no corpo da vítima continuou a escamotear a ausência de prova positiva quanto a essa realidade; 3Entende o recorrente que o douto acórdão padece de erro na apreciação dos concretos pontos n. 11, 12 e 2 do elenco dos factos provados e pontos n. 16 e 1 do elenco dos factos não provados, incorrendo assim no vício a que alude a alínea, do número 2, do artigo 41, do CPP; 3O acórdão recorrido continuou a escamotear a ausência de prova positiva relativamente aos órgãos atingidos e lesões provocadas pelo ato perpetrado pelo arguido ao nível do hábito interno assim como a ausência de prova de que foi esse ato único do arguido que causou a morte ou se as circunstâncias posteriores contribuíram e/ou causaram só por si o resultado morte; 4O juízo de indução perpetrado pelo julgador que parte do ato único do arguido um único para encontrar o nexo causal entre todas as demais e várias lesões provocadas ulteriormente, está errado e não permite a presunção dessas mesmas lesões ulteriores; 4O facto conhecido do julgador e que foi usado como presunção das ulteriores lesões não permite golpe único perpetrado pelo, ao contrário do sufragado no acórdão, a prova de que foi a ação do arguido e não qualquer outra ação de terceiro a provocar as lesões; 4Não se provou sequer - mas isso o acórdão recorrido ultrapassou totalmente - quais os órgãos em concreto que foram logo atingidos pela entrada da lâmina ao nível do hábito interno e quais as que resultaram posteriormente; 4O acórdão recorrido, por meio de presunção, decidiu como se fosse certo, conhecido e inequívoco que o arguido com a sua ação causou a morte de que resultou de múltiplos cortes em diferentes locais do mesmo órgão; 4A presunção efectuada no acórdão recorrido admite diferentes presunções, igualmente falíveis e igualmente enquadráveis face aos factos provados e não provados; 4O acórdão continuou a sonegar a linha cronológica do evento trágico na predita facada, apreciando a mesma de forma estanque e isolada, como se começasse e acabasse no momento da entrada da lâmina; 4Ao decidir como decidiu, também nesta parte o douto acórdão incorreu no vício a que alude a alínea, do número 2, do artigo 41, do CPP; 4O acórdão recorrido padece de erro na apreciação da prova produzida, no que concerne ao julgamento do ponto  do elenco dos factos provados e pontos  e 2 do elenco dos factos não provados, na justa medida em que continuou a olvidar que aquele ponto  carece em absoluto de prova positiva e que está incompleto e deficiente face à restante matéria provada e não provada, além de que está em contradição com os pontos  e  do elenco da matéria de facto não provada; 4O acórdão recorrido ao invés de apreciar as contradições e vícios suscitados, recusou-se a conhecer do recurso quanto a esta parte com o argumento de que o recorrente "pretende aditar aos factos provados a factualidade acima transcrita ...)”; 4O recorrente não quis aditar qualquer facto mas tão só trazer á colação factos que foram totalmente sonegados pelo julgador de  instância e que no conjunto inquinam a primitiva redacção do artigo , do elenco dos factos provados, que estava deficiente e incorreta; 5A deficiente e incompleta análise da prova pelo julgador a quo levou a que o predito ponto  tivesse plasmada uma versão que não fazia jus à prova positiva e nessa medida foi impugnado pelo recorrente; 5O arguido e ora recorrente limitou-se a aclarar pontos da prova que impunham redação diversa ao predito ponto ; 5O cenário que o julgador a quo representou como possível e julgou provado por suposta presunção) está em total oposição com os factos não provados, nomeadamente os pontos  e  na medida em que não resultou provado que os arguidos se tenham deslocado a casa de EE para qualquer confronto violento com uso da mencionada faca, pelo que é errado o silogismo do julgador ao considerar que foi de imediato agredido com a faca instantes depois de sair do portão; 5E altamente falível e até contraproducente dizer que alguém foi a casa de outrem, sem vontade de matar e de usar a faca e logo a seguir considerar que atenta essa ausência de intenção quis o arguido e ora recorrente atacar de imediato, sem mais, logo que desconhecido do mal este, suposta e presumidamente pôs um pé fora do portão; 5Entende o recorrente que o acórdão recorrido ao escusar-se a conhecer do recurso quanto a esta parte praticou uma omissão que redundou na violação do princípio do inquisitório e do princípio da verdade material, na justa medida em que era sua incumbência apreciar as contradições, insuficiências de prova e vícios aí aludidos, ao invés de recusar o seu conhecimento com base na falsa premissa de que o recorrente pretendia aditar factos; 5Em lado algum das alegações do recorrente, este peticionou qualquer aditamento à matéria de facto provada ou não provada para que o acórdão recorrido concluísse naquela exata medida; 5Ao decidir como decidiu incorreu o douto acórdão no vicio previsto na alínea, do número 2, do artigo 41, do CPP que aqui expressamente se invoca e argui; 5A decisão recorrida violou normas jurídicas e fez uma interpretação incompleta e/ou incorrecta do direito que igualmente justificam o presente recurso, nos termos do disposto no artigo 41, número 2, alíneas e, do CPP; 5O erro praticado no douto acórdão proferido, reside desde logo na incorrecta interpretação e aplicação do direito ao caso sub judice, face à matéria provada e não provada, patente na subsunção do direito aos factos, uma vez que, o julgador olvidou que os factos provados e não provados afastam a qualificação do crime a título de dolo eventual, pelo que se impunha a sua reapreciação nos termos requeridos pelo ora recorrente; 5O douto acórdão escamoteou que o julgador a quo ao pronunciar-se quanto ao elemento subjectivo, embora afirmando que o arguido agiu voluntária e conscientemente, não deu como assente e provado que, com a sua actuação, tivesse a intenção de tirar a vida a Cfr.