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O desequilíbrio de interesses constitui um critério concretizador da boa fé, enquanto norma de validade, que está expressamente consagrado na lei alemã das cláusulas contratuais gerais, pioneira no direito europeu, e que serviu de inspiração ao regime jurídico das cláusulas contratuais gerais do direito português tal como consagrado no Decreto-Lei n. 446/8  A lei portuguesa contém, em lugares paralelos, preceitos de onde decorre o particular cuidado em relação a cláusulas que provoquem desequilíbrios de interesses contra o consumidor-aderente, existindo base legal para integrar este critério objetivo na noção de boa fé para o efeito do artigo 1 do n. 446/8 É o caso da alínea do n. 2 do artigo  da Lei n. 24/1996, que consagra que as empresas predisponentes estão obrigadas em relação aos consumidores «À não inclusão de cláusulas em contratos singulares que originem significativo desequilíbrio em detrimento do consumidor».