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A este propósito, diz-se no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 20 de Novembro de 2011, proferido no processo n. 1127/06TTLRA.CS15, "que – como é jurisprudencialmente pacífico, há muito – a gravidade da infracção às regras estradais não é necessariamente sinónimo, por consabidas razões, de negligência grosseira, nos termos e dimensão postulados pelo direito infortunístico, não podendo o critério de gravidade, ínsito na legislação rodoviária, servir para descaracterizar, sem mais, um acidente simultaneamente de viação e de trabalho, como no caso.”   Retornando ao caso dos autos, verifica-se desde logo que o sinistrado incorreu, não numa mera contra-ordenação rodoviária, mas num crime para cujo preenchimento basta a condução com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/, sendo que aquele circulava com uma taxa de 2,74 g/, que corresponde na escala de KURT DUBOWSKI à fase de "Confusão”: desorientação, confusão mental, vertigem, disforia, estados emocionais exagerados e.g.