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De harmonia com o disposto na alínea do n. 1 do artigo 2 do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, o indeferimento liminar do pedido de declaração de insolvência está reservado às hipóteses de manifesta improcedência do pedido ou da verificação de excepções dilatórias insupríveis, de que o Tribunal deva conhecer oficiosamente222 Todavia, não é viável o convite ao aperfeiçoamento do articulado quando «dos próprios factos alegados decorra a manifesta improcedência do pedido formulado, atenta a inviabilidade da pretensão e o princípio da autorresponsabilização das partes não podendo o Tribunal ex officio, convidar a parte a "fabricar” factos, transmutar um articulado inepto num articulado viável)»2 Neste particular é de atender ao raciocínio que o despacho de aperfeiçoamento a que se refere a alínea do n. 1 do artigo 2 do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas apenas pressupõe que estejam em causa vícios sanáveis da petição, o que, conforme tem vindo a ser entendido na jurisprudência, não é o caso da ineptidão da petição resultante da falta de causa de pedir2 Na hipótese vertente, a sociedade requerente não alegou factos concretos suficientes subsumíveis a qualquer um dos fundamentos tidos como legalmente relevantes para a declaração de insolvência e não se está assim perante uma hipótese jurisdicional em que caiba ao devedor trazer ao processo factos e circunstâncias probatórias de que não está insolvente, por não ter sido devidamente preenchida factualmente qualquer presunção emergente do facto-índice.