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275 e se tem mostrado profundamente crítico em relação ao entendimento tradicional nesta matéria, dizendo que "a posição tradicional, porventura justificada em certo momento, esquece, hoje, que, por exemplo, o peão e o ciclista esse «proletariado do tráfego» de que alguém são vítimas de danos, resultantes, muitas vezes, de reacções defeituosas ou pequenos descuidos, inerentes ao seu contacto permanente e habitual com os perigos da circulação, de comportamentos reflexivos ou necessitados face aos inúmeros obstáculos colocados nas «suas» ou de «condutas» sem consciência do perigo maxime de crianças) e a cuja danosidade não é alheio o próprio risco da condução”, de tal modo que bem pode dizer-se "que esse risco da condução compreende ainda esses outros «riscos-comportamentos» ou que estes não lhe são, em princípio, estranhos”.