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cit., p. 79, e Teresa Serra, Homicídio Qualificado, Tipos de Culpa e Medida da Pena, Almedina, 1997, p. 10  4Quanto às condições pessoais e à situação sócio-económica do arguido AA, de 56 anos de idade, descritas nos pontos 32 a 58 da matéria de facto provada, evidencia-se: um percurso de vida modesto, dedicado a trabalhos temporários na agricultura, pecuária e na área da construção , e de dificuldades e carências económicas que o levaram a beneficiar do rendimento social de inserção a partir de 2014, residindo num "empreendimento social”; um baixo nível de escolarização e ausência de um enquadramento familiar estável; associação a grupos de jovens "com comportamentos transgressivos e que o terão levado aos posteriores contactos com o sistema de justiça penal”, a partir dos 14 anos de idade, e, mais recentemente, interação com "pares de influência anti-social”; a vivência de longos períodos de reclusão em estabelecimentos prisionais, desde muito jovem, na sequência de condenações em penas de 20 anos de prisão) por crimes de homicídio, roubo, introdução em casa alheia, furto qualificado e introdução em lugar vedado ao público, vindo a ser libertado em 1999, e em penas 2 anos e 2 meses de prisão e de 18 meses de prisão), em 2004 e 2009, pela autoria de crimes de furto qualificado e furto simples, praticados posteriormente; que, no seu contexto "sócio residencial, beneficia de boa imagem, sendo caracterizado como indivíduo educado e prestável” e "em meio prisional, tem-se apresentado em conformidade ao normativo vigente”, sem ocupação laboral aspetos estes que, correspondendo a um padrão de comportamento normal de vida, tal como a intenção futura de exercer uma atividade profissional, não adquirem relevância como fatores de atenuação).