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3 - Como assim apreciou e  decidiu o Tribunal a quo, que o requerimento apresentado na sequência da notificação datada de 02 de dezembro de 2014 podia ser tido como uma reclamação graciosa deduzida perante o autor do acto, e que por essa via, face ao disposto no artigo 5, n. 4 do CPTA, estava suspenso o prazo de impugnação contenciosa do acto administrativo, que só retoma o seu curso com a notificação da decisão proferida sobre a impugnação administrativa ou com o decurso do respectivo prazo legal, não tendo sido proferida qualquer decisão administrativa sobre aquele requerimento e tendo decorrido o prazo de 30 dias a que se reporta o artigo 16 do CPA, tendo sido retomado o cômputo do prazo de 3 meses a que alude o artigo 5, n. 2, alínea do CPTA e considerando já as suspensões do prazo, o seu termo ocorreu no dia 08 de junho de 201  4 - Tendo a Autora, ora Recorrente, entendido que o acto passível de impugnação não era o acto decisor do Director do Departamento de Recursos Humanos da PSP, datado de 02 de dezembro de 2014 e notificado em 15 de janeiro de 2015, antes o teor de um ofício provindo do Serviço de finanças datado de 28 de abril de 2015, em que lhe era comunicada a iminência da instauração de um processo executivo para cobrança coerciva da dívida reposição dos vencimentos indevidamente pagos/recebidos, por ter entendido que só então é que o acto administrativo alcançou definitividade e executoriedade, quando a Petição inicial é apresentada em Tribunal no dia 22 de julho de 2015, já estava há muito transcorrido o prazo judicial de impugnação, ocorrendo assim a caducidade do direito de acção.