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Adicionalmente, podem ser ainda utilizadas considerações preventivas sobre a finalidade das sanções, formuladas a par dos critérios atrás descritos, ou a atitude de indiferença do agente relativamente aos valores tutelados pelas normas contraordenacionais, a que o agente deve respeito em função de um certo estatuto profissional que pressupõe o conhecimento e o acatamento das regras legais vigentes.” Ora, no caso que se aprecia, tendo então presentes os critérios antes enunciados, resultando provado que a Recorrente / arguida atuou de acordo com uma sua interpretação de que poderia "compensar as férias que a trabalhadora tinha gozado com o subsídio de férias”, dúvidas não teremos em considerar que essa base factual evidencia uma situação de erro sobre a ilicitude da conduta, pois que, apesar de ter representado e ter atuado do modo como o fez realidade factual/dolo), não representou, porém, as repercussões jurídicas realidade jurídica/falta de consciência da dessa atuação – não tendo consciência que a mesma seria ilícita e que se subsumia a uma norma cuja violação acarretaria a prática de uma contraordenação – artigo 26, do CT/200 Seguindo-se, então, agora, os critérios materiais de valoração da ignorância da lei antes, aplicando-os ao caso, lançando-se desde logo mão do critério da inserção sócioprofissional do agente e das exigências próprias do circuito económico, laboral ou social em que os factos ocorrem, seguindo a orientação da falta de diligência na obtenção da informação, entendemos que será forçoso concluir que impendia necessariamente sobre a Recorrente / arguida, enquanto entidade patronal, a obrigação de verificar, previamente, se estavam reunidas as condições para atuar como atuou ademais, seria mesmo de esperar que tivesse uma atuação diligente no sentido dessa prévia verificação), do que decorre, pois, ser neste caso sem dúvidas censurável o erro sobre a ilicitude em que agiu.