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O recorrido apresentou contra-alegações que concluiu assim: 1- O autor concorda com os termos da sentença que foi agora recorrida; 2- Efectivamente incumbia à entidade demandada, antes de ter tomado a decisão ora impugnada, instruir oficiosamente o procedimento de asilo, com informação fidedigna actualizada sobre o funcionamento do procedimento de asilo italiano e as condições de acolhimento dos requerentes de protecção internacional nesse país recorrendo a fontes credíveis consolidadas, dada a dificuldade de prova que assiste ao autor, mas que é notória tendo em conta todas as noticias que vem a pública e que fizeram do prova do processo em apreço; 3- No caso em apreço, a decisão impugnada nada refere a propósito do funcionamento do procedimento de asilo italiano e das condições de acolhimento dos requerentes de protecção internacional nesse Estado-Membro, não se mostrando possível, através da sua leitura, aferir da existência ou não de um risco actual directo ou indirecto de o autor ser sujeito a tratamento desumano ou degradante, na acepção dos artigos 3 da CEDH e 4 da CDFUE; 4- Verifica-se por isso que há indícios que permitem concluir pela probabilidade séria de o autor, ao ser transferido para aquele Estado, correr um risco real de ser sujeito a tratos desumanos ou degradantes, na acepção do artigo 4 da CDFUE, como o mesmo referiu, não se sente em segurança em Itália, estava num campo de refugiados e não tinha acesso aos cuidados mais básicos como saúde e higiene; 5- Verifica-se que o acto impugnado -ao não apurar a situação concretamente alegada pelo autor, na entrevista- incorre em deficit de instrução quanto aos factos essenciais à decisão de transferência e, por conseguinte, à decisão de admissibilidade do pedido de protecção internacional formulado, em violação do disposto no artigo 58, do CPA, devendo ser anulado nos termos do artigo 163, n1, do mesmo Código.