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45 n. 2 do CPC, o que significa que aceitou provas proibidas;   O Tribunal a quo também considerou e valorou na decisão como prova, intercepções telefónicas e respectivos registos, recolhidos no âmbito do processo crime que corre termos contra o autor, provas essas que não podia ser admitidas fora do âmbito do respectivo processo criminal;   Prova que deu origem a que fossem considerados provados os factos 25 e 26 da douta sentença;  1 Tal admissão viola o disposto no art.3 da CRP, que determina a inviolabilidade das comunicações, tratando-se de uma prova nula, o que, igualmente, implica a repetição do julgamento com preterição desta prova;  1 Para além de tudo isto, regista-se que os presentes autos foram usados para fins diferentes daqueles a que se deviam destinar, tratando-se de um processo para impugnação de despedimento promovido por parte do empregador;  1 Os autos deveriam ter sido dirigidos para aferir se, em face das provas obtidas em sede de processo disciplinar, promovido pelo réu, enquanto entidade empregadora, se as mesmas se tratam de provas lícitas e se as mesmas permitem aferir que o autor, ali arguido, tenha actuado como o processo considerou provado;  1 Ao invés, o processo foi usado para verificar se a entidade empregadora tinha fundamentos para despedir o trabalhador;  1 A ré, no articulado do empregador fundamentou a decisão de despedimento, proferido em sede de processo disciplinar, com base na mentira, tendo afirmado que baseou a sua decisão em função do depoimento de 10 testemunhas inquiridas Inspectores da Polícia Judiciária), o que veio a ser revelado não corresponder à verdade, pois, a própria instrutora do processo confessou não ter inquirido uma única testemunha;  1 Por outro lado, a entidade patronal proferiu a decisão com base em escutas telefónicas cujos registos não deviam ter sido admitidos nos presentes autos e não podiam ter sido utilizados como meio de prova no processo disciplinar;  1 Em suma, a decisão de despedimento proferida no processo disciplinar assentou em provas inválidas, ou inexistentes, e o Tribunal a quo não julgou essa situação, antes se centrando na análise de provas que não haviam sido produzidas em sede de processo disciplinar, para aferir se havia motivos para o despedimento;  1 O processo judicial foi usado para suprir as incorrecções do processo disciplinar por exemplo quando ouviu as testemunhas que a entidade empregadora afirma ter inquirido e que não e não para sindicar o mérito da decisão proferida naquele processo, sendo que, o Tribunal a quo acabou por se substituir à entidade patronal, em vez de sindicar a legalidade da decisão daquela, o que apenas podia ter tido cabimento noutro processo;  1 O Autor não pode deixar de recorrer, também da matéria de facto, por o Tribunal a quo ter considerado provado factos que não o podiam ter sido, por a decisão ter assentado em provas proibidas, e ter considerado provados factos com base em adjectivação assente em conceitos vagos e ainda por não considerar provados factos que deveriam ser considerados enquanto tal;  1 O Tribunal não podia ter considerado provados os factos 25 e 26, por ter assente a sua conclusão em provas proibidas escutas telefónicas de conversações do, tais factos devem ser considerados não provados.