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Ora, por um lado, a opção da noção de estado em sentido lato – abrangendo todos os factos jurídicos sujeitos obrigatoriamente a registo –, contemplando matérias como nacionalidade, mudança de nome e de sexo, situação de insolvência, extravasa claramente o âmbito e a natureza especializada dos tribunais de família e menores1 Por outro lado, o artigo 140 do Código Civil, norma que não sofreu qualquer alteração com a Lei 52/2008, continua a atribuir a competência para a interdição"aos tribunais comuns”1 É, certo que a sua não revogação pode ter resultado de meros lapsos do legislador1 De qualquer modo, atentar-se-á em que, se nos trabalhos preparatórios14 é feita referência ao alargamento da competência dos tribunais de família relativamente aos processos de jurisdição voluntária relativos a união de facto ou economia comum e às ações de investigação de maternidade e paternidade, nada nos é referido quanto á interpretação a dar a tal alínea.