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Para a graduação dessa pena, o tribunal teve em conta a moldura penal aplicável de doze a vinte e cinco anos de prisão) e ponderou, concretamente, as circunstâncias provadas que, não fazendo parte do tipo de crime, deponham a favor do arguido e contra ele, nos termos do disposto no artigo 71, n 2, do Código Penal:  a) As exigências de prevenção geral são muito elevadas, em relação ao crime de homicídio qualificado em função da sua gravidade e do alarme social que compreensivelmente provocou;  b) no plano da prevenção especial, reconheceu exigências significativas, considerando a ausência de integração profissional e a displicência revelada nos factos com que o arguido cometeu o crime de homicídio qualificado, nas circunstâncias provadas; ) o arguido era próximo do ofendido, tendo estado no dia dos factos em convívio e seguindo no mesmo veículo, para além de partilharem o agregado familiar;  ) persistiu na vontade de agredir neste caso, o ofendido mesmo depois de ter sido separado pelo seu irmão, G;  e) abandonou o local depois do atropelamento, sem cuidar do ofendido; f) a multiplicidade, a gravidade e a extensão das lesões provocadas;  g) a intensidade dolosa – dolo direto – manifestado na prática do crime;  h) um antecedente criminal por condução sem habilitação legal, tendo cometido o homicídio, conduzindo de novo sem habilitação legal; ) a idade do arguido - com 21 vinte e anos de idade à data da condenação -; j) a situação escolar, pessoal e familiar do arguido, bem como a ausência de inserção laboral estruturada;  O arguido recorrente impugnou a interpretação jurídica que culminou na determinação da pena concreta de catorze anos e oito meses de prisão, considerando que a ponderação não corresponde inteiramente aos critérios legais, resultando numa pena excessiva.