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– Não tendo sido alegado que o dono do veículo soubesse quem era o condutor do mesmo, no momento da prática da infracção rodoviária, e não tivesse informado nos termos do artigo 171/6 CE, actuando pelo menos com negligência, não pode ser responsabilizado nos termos do artigo 1718 CE.” Perfilhando-se o entendimento que inclusive quando a recorrente é uma pessoa colectiva ainda pode vir indicar o condutor na fase da impugnação, e não sendo possível suspender o presente processo, enquanto se averigua a responsabilidade do condutor ora identificado porque ultrapassada a fase administrativa, deverá o recurso proceder, comunicando-se não obstante a decisão à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária para se assim o entender vir a instaurar processo contra-ordenacional contra o identificado .- DECISÃOPelo exposto julgo procedente o recurso interposto pela arguida B, Ld, e improcedente a acusação, pelo que absolvo a arguida da prática da contra-ordenação que lhe é imputada.