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2, n.4 da Lei do Apoio Judiciário, "quando interpretado no sentido que impende sobre a Requerente de apoio judiciário o ónus de fazer juntar aos autos o documento comprovativo da apresentação do pedido de apoio judiciário para o efeito de beneficiar da interrupção do prazo em causa para contestar”, o que, no seu entender, não faz sentido na era digital em que vivemos e face à informatização dos Tribunais e da Segurança Social, "dado o analfabetismo de largas camadas do nosso povo mais humilde; só assim fazem sentido as comunicações da Segurança Social e da Ordem dos Advogados ao Tribunal do deferimento do apoio judiciário e da nomeação do patrono, como resulta dos autos; outra interpretação viola manifestamente o princípio da verdade material consagrado nos artigos  e 2 da Constituição da República Portuguesa e  e  do Código de Processo Civil, além de atentar contra o disposto no artigo 6 da Constituição e viola, também, o disposto nos seus artigos 2, n. 1, e 1, face à desproporção dos interesses em jogo, com gravosas e desmedidas consequências nefastas para os cidadãos mais iletrados e desprotegidos, inclusive, economicamente”, terminando com a constatação de que "razões de mera forma não podem sobrepor-se à realidade da vida e precludir direitos que colidem com a própria dignidade humana numa sociedade que se quer livre, justa e solidária – art.