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: Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 22015, Conceição Saavedra, 4548/08 «Uma vez que a solidariedade de devedores só existe quando resulte da lei ou da vontade das partes se, na falta de menção expressa, se concluir que no contrato de financiamento contraído para aquisição de imóvel, em comum e partes iguais, os dois mutuários se obrigaram perante o Banco financiador, de igual forma, como a "Parte Devedora”, sem qualquer independência nas prestações, é de concluir tratar-se de uma obrigação solidária.»; Acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães de 12011, Manuel Bargado, 1585/10; Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 12018, Henrique Araújo, 123/1 E, nos termos do Artigo 524 do Código Civil, «O devedor que satisfizer o direito do credor além da parte que lhe competir tem direito de regresso conta cada um dos condevedores, na parte que a estes compete.» Este «direito de regresso é um direito próprio do seu titular, que surge ex novo com o cumprimento pelo condevedor: não existia antes: e isso quais forem as razões que o levaram a fazer o pagamento.