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É que a imposição desta condição do pagamento das quantias em dívida é obrigatória, conforme decorre daquele preceito legal A suspensão da execução da pena de prisão aplicada é sempre condicionada ao pagamento, em prazo a fixar até ao limite de cinco anos subsequentes à condenação, da prestação tributária e acréscimos e constitui jurisprudência fixada pelo Acórdão de Uniformização de Jurisprudência do STJ n. 8/2012 publicado no DR, 1 Série, n. 206, de 24 de outubro de, que fixou a seguinte jurisprudência: "No processo de determinação da pena por crime de abuso de confiança fiscal, p. e p. no artigo 10, n. 1, do RGIT, a suspensão da execução da pena de prisão, nos termos do artigo 5, n. 1, do Código Penal, obrigatoriamente condicionada, de acordo com o artigo 1, n. 1, do RGIT, ao pagamento ao Estado da prestação tributária e legais acréscimos, reclama um juízo de prognose de razoabilidade acerca da satisfação dessa condição legal por parte do condenado, tendo em conta a sua concreta situação económica, presente e futura, pelo que a falta desse juízo implica nulidade da sentença por omissão de pronúncia.” Esta jurisprudência fixada tem sido objeto de distintas interpretações pelas instâncias, convocando o recorrente na sua fundamentação recursiva a parte da jurisprudência das Relações que entende só poder ser imposta a condição prevista no art.