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De referir ainda que, não se vislumbrando existir qualquer má-fé por parte do Executado, nada há a determinar neste particular.»   É deste despacho, com o qual a exequente não se conformou, que vem interposto o presente recurso, cujas alegações, a apelante conclui assim: «A)- Por escrituras outorgadas nos dias 1 de fevereiro de ___, 16 de agosto de ____ e 23 de maio de ___ os ora, recorridos constituíram hipoteca a favor da, ora, recorrente, sobre o prédio _____;  B)- Nas referidas hipotecas refere-se expressamente "Que esta hipoteca é feita com a máxima amplitude legal e subsistirá enquanto a CEMAH não estiver paga, abrangendo todas as construções, benfeitorias e acessões, presentes e futuras;  )- Tendo como base as três referidas garantias reais foi, pela ora recorrente, concedido aos executados/recorridos dois financiamentos, um na importância de 3382,58 €, titulado por urna livrança do referido valor, emitida em 26/05/2008 e com vencimento em 21 de outubro de 2015, subscrita por ambos os executados e outro na importância de 846,32 €, titulado por uma livrança do referido valor, emitida em 31/12/2012 e com vencimento em 31 de julho de 2015, subscrita por ambos os executados, empréstimos, esses que se destinaram à ampliação do prédio dado de hipoteca à exequente/recorrente;  )- Uma vez que os executados não pagaram o valor dos financiamentos concedidos, foi instaurada a presente execução pela, ora recorrente, contra os, ora, recorridos e penhorado o prédio dado de hipoteca, que à CEMAH foi adjudicado por licitação eletrónica, tendo esta procedido ao registo do mesmo a seu favor;  E)- Atendendo que os executados se recusavam a entregar as chaves do imóvel, a exequente/recorrente, por requerimento de 15 de outubro de 2018, ao abrigo e nos termos dos art.s 82 e 86 do CP., solicitou que o Agente de Execução diligenciasse para proceder à entrega do imóvel à adquirente, ora recorrente; F)- Os executados/recorridos vieram alegar que só entregariam a chave do rés-do-chão e não a do piso superior, conforme ofício de 27 de novembro de 2018, tendo, no entanto, o executado admitido expressamente ter ampliado o prédio com o intuito de o transformar num prédio no regime de propriedade horizontal, mas, por motivos de saúde não o fez, tendo as fotos constantes do leilão mostrado, apenas, a parte do prédio que corresponde ao rés-do-chão;  G)- A exequente/recorrente, por requerimento com a referência 31338601, datado de 23 de janeiro de 2019, referiu que o prédio, aquando do financiamento compunha-se, apenas, de estabelecimento comercial com três divisões, destinando-se o financiamento por si concedido, precisamente, para a ampliação do referido prédio, que passou a ter um primeiro andar, nunca tendo o executado/recorrido averbado no registo predial a alteração efetuada no prédio;  H)- Por despacho de 6 de março de 2019, com a referência 47754955, do qual a exequente/recorrente foi notificada no dia 20 de março, a  Juiz determinou que o prédio vendido tem as seguintes características: casa, com a área de 46 2, destinada a estabelecimento comercial com três divisões, sendo esse prédio com essas características que deveria ser entregue pelos executados;  )- A decisão da  Juiz de determinar a entrega das chaves, apenas, do estabelecimento comercial, atendendo à descrição do prédio no seu cadastro predial, não tem qualquer suporte legal, tanto mais que a realidade predial não está retratada no registo;  J)-A este propósito, refere a Dr. Madalena Teixeira, Conservadora do Registo Predial e membro do Conselho consultivo do IRN, num texto publicado na sequência duma comunicação oral proferida em 11 de dezembro de 2014 no Seminário "Cadastro Predial e Gestão Municipal do Território" "Até agora, o narrativo do prédio oferecido pelo registo é essencialmente alicerçada no que o interessado declaro corresponder à realidade material... Por isso, na jurisprudência o entendimento é pacífico: a presunção derivada do registo não se estende a área, às confrontações e aos limites do prédio, porque assentes na mera declaração das partes" ...); K)- Sendo inquestionável que todo o prédio - rés-do-chão e piso superior se trata dum único prédio até pela confissão do executado/recorrido) - o despacho do qual se recorre manda entregar algo que não existe com qualquer autonomia, pois o prédio que tinha a área de 42 m2 e três divisões, foi ampliado; )- A decisão a determinar a entrega do rés-do-chão, onde está instalado o estabelecimento comercial, com a área de 42 2, quando não tem qualquer autonomia relativamente ao prédio no seu todo} é nula, nos termos do art.