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1 Configuração que, tendo em conta que a alegação do abuso pressupõe a existência do respectivo direito na titularidade do "abusador” e que à sua invocação não foram formalmente opostas as excepções dos ns 2 e 4, do art 291, do CSC, significa, por um lado, o reconhecimento daquele e, por outro, que não esteve na ideia dos demandados/apelantes fundamentar a recusa em qualquer das referidas possibilidades desta legitimadoras, mas sim na cláusula última do abuso de direito prevista no referido art 334, , embora sem tal norma referirem incisivamente, talvez porque, como se admite no texto, aquelas excepções sobretudo ao relevarem, como legitimadores da recusa, os casos em que "seja patente não ser esse o fim visado” n ou seja "de recear que o accionista a utilize para fins estranhos à sociedade e com prejuízo” n 4, alínea ou se verifique a susceptibilidade de a divulgação da informação "prejudicar relevantemente a sociedade ou os accionistas” n 4, alínea representarem formas especificamente determinadas naquelas normas pelo legislador de abuso do direito respectivo e, portanto, emanações da referida cláusula indeterminada do art 33 1 Artigos 5 e 411, do CPC.