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Ou seja, diz a recorrente que a sentença recorrida considerou que a autora logrou provar que o condutor do FZ, com a sua conduta, ofendeu, de forma negligente, o corpo da autora, praticando, por isso, o crime previsto no referido artigo 148 n 1 do Código Penal, mas que tal não sucedeu, não tendo a A logrado provar – como lhe competia - a culpa efectiva do condutor da viatura, sendo certo que querendo o lesado aproveitar-se do prazo alongado do n 3 do art 498 do , tem de provar que o facto ilícito praticado constitui um crime, não sendo suficiente nem bastante que o facto ilícito seja suscetível de constituir, em abstracto, um determinado crime.