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40 Seria forçoso que o Tribunal "a quo” tivesse concluído que a rede instalada no local do acidente, em mais do que um km para a frente ou para trás do local em que ocorreu o acidente, em ambos os sentidos de trânsito, estava em condições e não apresentava danos; 41 A exigência relativamente ao cumprimento do ónus da prova referida na sentença em crise coloca a concessionária perante a probatio diabólica que é inalcançável; 42 A douta sentença recorrida não considerou como devia a conduta da concessionária em matéria de vigilância da via; 43 A douta sentença recorrida fez errada interpretação e aplicação do artigo 12 da Lei n 24/2007; 44 A conduta da concessionária preenche cabalmente a exigência da obrigação de meios, sendo a matéria de facto provada absolutamente idónea e adequada à prova do cumprimento dessa mesma obrigação de meios, devendo ser alterada a decisão recorrida em conformidade.A recorrida contra-alegou, concluindo:  – Não merece qualquer reparo a sentença proferida, uma vez que se encontra devidamente fundamentada e de acordo com a prova carreada para os presentes autos, bem como com a Jurisprudência e a Doutrina.