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E argumentam a tal propósito que o júri do procedimento se deparou com propostas que apresentaram um preço variável consoante as flutuações dos preços de mercado, ou seja, propostas que apresentavam preços não fixos, e que tal circunstância se deveu ao facto de o prazo contratual fixado ser apenas de dois anos 24, o que levou a que os concorrentes se vissem obrigados a tomar em linha de conta a evolução dos preços, na medida em que o prazo de dois anos não lhes permitia a fixação de um preço unitário, sem acarretar prejuízos e riscos desproporcionais, tendo o júri do procedimento, após análise das propostas apresentadas, se apercebido de que o facto de ter estipulado um prazo contratual apenas de dois anos condicionava a apresentação de propostas com um valor fixo, na medida em que quanto maior fosse a duração do contrato, mais vantajosas seriam as propostas apresentadas do ponto de vista do interesse do Município; que a alteração da duração do contrato a celebrar, de dois para três anos, traria benefícios económicos consideráveis para o Município, isto é, daria origem a uma poupança significativa na aquisição do bem móvel em causa, tal como efetivamente se veio a verificar pela análise das propostas apresentadas no concurso público n. 4/2018, e que desta forma ocorreu uma circunstância superveniente e imprevista que levou a uma alteração dos pressupostos da decisão de contratar e, consequentemente, a uma necessidade de alteração das peças do procedimento.