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Porém, já nada obsta a que, relativamente a lesões continuadas ou repetidas, seja proferida decisão que previna a continuação ou a repetição de actos lesivos, g em casos de lesões no direito de personalidade...” A condição é que, trate-se de lesão iminente e que ainda não produziu danos ou de lesão consumada mas cuja persistência, continuação ou repetição se apresenta como suscetível de gerar novos danos ainda preveníeis, sempre, além das demais características, o receio daqueles ou destes devendo apresentar-se como fundado, "com objectividade e distanciamento, a seriedade e a actualidade da ameaça e a necessidade de serem adoptadas medidas tendentes a evitar o prejuízo.” 1 Quanto ao requisito da concreta adequação pelo que se acabou de explicar, resulta claro que a providência cautelar, dado o perigo da demora e, pelo menos, a concreta aparência da existência do direito a acautelar, é adequada para assegurar a efetividade do direito ameaçado, não vislumbrando, os Requerentes, nesta fase, outro mecanismo para acautelar o seu direito, sendo certo que sobre os restantes requisitos, - alíneas e do mui douto Acórdão - o primeiro é reconhecido pelo Tribunal a quo, "a providência adequada neste caso é a providência cautelar não especificada”, e o segundo resulta, além do mais, dos factos indiciariamente provados, que o prejuízo da presente providência cautelar para o requerido não só não excede o dano que os requerentes através desta pretendem evitar como é nulo, itens 1 a.