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Se assim é, não faria qualquer sentido que o legislador pretendesse atribuir à seguradora o mesmo prazo de prescrição concedido ao lesado, previsto para o ilícito criminal n.3), para exercer o seu direito de regresso, sob pena desta beneficiar do dobro do prazo concedido ao lesado, pois que, nesse caso, a contagem do prazo de prescrição de cinco anos só se iniciaria a partir do pagamento da indemnização n.2), quando esta já havia sido determinada em ação própria proposta pelo lesado dentro desse prazo de 5 anos n.s 1 e. Ora o exercício do direito de regresso, ou da sub-rogação legal, da seguradora, tem por fundamento o contrato de seguro celebrado com a entidade patronal do lesado e ter cumprido a obrigação emergente de ressarcimento dos danos a que se vinculou, e não num direito de indemnização de lesado sobre o autor do facto danoso, fundado no instituto da responsabilidade extracontratual.