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Em sede de fundamentação jurídica da sentença, o tribunal recorrido escreveu a dado passo o seguinte12: "Importa referir que apenas se considera o crédito relativo ao pagamento feito pelos autores em sede da execução já identificado uma vez que em relação a outros créditos eventualmente existentes importa fazer um novo juízo acerca da possibilidade de fundamentarem uma acção de impugnação pauliana.” Porém, uma vez mais, esta posição do tribunal recorrido não teve qualquer projeção em sede de dispositivo, razão pela qual, à semelhança do que se decidiu anteriormente e pelos mesmos fundamentos, forçosa é a conclusão de que a sentença recorrida enferma também nesta parte de nulidade por omissão de pronúncia, nulidade que deverá ser oportunamente suprida nesta instância, ex  artigo 665, n 1, do Código de Processo Civil.