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A grande questão destes autos consiste em saber se, e por um lado, sendo o risco de perfuração inerente à realização do exame de colonoscopia, com uma probabilidade de 1/1000 e, por outro, mesmo tendo o exame de colonoscopia decorrido sem quaisquer intercorrências e sem o mínimo indicio de complicações dado que sem hemorragia, sem ruptura visível da parede intestinal, sem timpanismo, sem dor durante o exame e sem dor relevante no pós-exame, sem que, findo o mesmo, tivesse sido reconhecida à autora necessidade de terapêutica da dor pós-colonoscopia, dado que recuperou e se posicionou em cadeira após recobro da sedação anestésica, aliado ainda ao facto da mesma, após o exame e não obstante não conseguir caminhar nem se pôr de pé sozinha, responder às perguntas então efectuadas "tenho muitas dores mas estou bem” – n.s 15 a 17 dos factos provados – se ainda se pode qualificar de ilícita a conduta do médico, sendo a resposta positiva com fundamento na presunção de culpa prevista no art.