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- É, assim, desde logo, falsa a ilação retirada pelo Tribunal a quo, de que a Recorrente não alegou factos de onderesultequeasuaquotaeadofalecidomaridosempreforamtratadascomodeumasósetratasse, pois não só a mesma alegou tais factos, nomeadamente no artigo 18 da sua PI como tal facto afigura-se evidente e notório, resultando desde logo, das maisbásicasregrasdeexperiênciacomum: Alguém concebe a hipótese de dois pais, eles sócios fundadores de uma sociedade comercial constituída exclusivamente por aqueles e com dinheiro próprio daqueles, que sempre asseguraram para si a gerência da mesma, nomeadamente, obrigando-se sempre aquela com a assinatura do sócio de cuiús e, posteriormente, com a de outro sócio, permitiriam que uma das filhas, que trabalhava para a sociedade mas que a quem sempre foi pago o seu devido salário, passasse a figurar como sócia maioritária da referida sociedade, podendo dispor, a seu bel-prazer do destino daquela?!