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20 da, possui conteúdo multifacetado: traduzido fundamentalmente na possibilidade de cada uma das partes invocar razões de facto e de direito, oferecer provas, controlar as provas da outra parte e pronunciar-se sobre o valor e resultado desses provas2, tem ínsito o reconhecimento do direito da parte à sua audição antes de ser tomada qualquer decisão3; o seu âmbito não está tanto tal como era tradicionalmente na garantia de uma discussão dialéctica entre as partes ao longo do desenvolvimento do processo4, antes em garantir à parte a possibilidade de influenciar decisão concernente aos seus interesses – o seu escopo  principal e enformador deixou ser a ‘defesa, no sentido negativo de oposição ou resistência à atuação alheia, para passar a ser a influência, no sentido positivo de direito de incidir ativamente no desenvolvimento e no êxito do processo’5 – entendimento amplo do contraditório sufragado pela jurisprudência constitucional, que o reconhece ‘«como garantia da participação efetiva das partes no desenvolvimento de todo o litígio, mediante a possibilidade de, em plena igualdade, influírem em todos os elementos factos, provas, questões de que se encontrem em ligação com o objeto da causa e que em qualquer fase do processo apareçam como potencialmente relevantes para a decisão»’ Constata-se, porém, que na situação dos autos não foi aos apelantes coarctada a possibilidade de influenciarem a decisão, mais especificamente, a possibilidade de se pronunciarem sobre a verificação do vício da ineptidão da petição inicial, gerador da nulidade de todo o processo – efectivamente o tribunal a quo, previamente ao proferimento da decisão apelada, convidou as partes autores e réus) a pronunciarem-se sobre a verificação da ineptidão da ineptidão da petição inicial, por ininteligibilidade da causa de pedir omissão de alegação de factos estruturantes da pretensão, em termos compreensíveis, vício não sanado nos termos do art.