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Refere, assim, nos artigos 3 a 3 da petição inicial que, "o comportamento do R. ao recusar efectuar a venda do imóvel através da com a interessada que lhe havia sido apresentado e indicado pela A. para esse efeito, pelo preço que aquela havia pedido, excede claramente e objectivamente os limites impostos pela boa fé, pelos bons costumes ou pelo fim social ou económico do direito, de forma grave, abusando do seu direito, sobretudo porque essa venda se traduziu em vantagens patrimoniais para si, traduzindo-se num verdadeiro, "venire contra factum proprium”, ou seja, no exercício de uma posição jurídica em contradição com o comportamento assumido anteriormente por contrato celebrado com a A., violando o princípio da confiança, o que se traduz no exercício abusivo do direito, e sendo a R., também por isso, sempre responsável por ressarcir os prejuízos sofridos pela À”.