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do 442-A/88, de 30/11, considerando que para determinação da data em que ocorreu o facto tributário não há que considerar a alínea do n 3 do artigo 10 do CIRS, e que " mesmo que assim não fosse, sempre se teria de considerar que, independentemente da questão da tradição do prédio rústico ter ocorrido com a celebração do contrato promessa, tal facto sempre irrelevaria para a consideração da data relevante para efeitos de tributação, porquanto nada foi provado nos autos de que à A.T. havia sido dado conhecimento da celebração daquele contrato, e muito menos se alegou ou demonstrou terem-se cumprido as obrigações tributárias que o mesmo contrato, celebrado nos moldes em que o foi, acarretaria, designadamente ao nível da liquidação de SISA.”  Ora, antes de mais, cumpre sublinhar que nos presentes autos estamos perante uma liquidação adicional de IRS que surge na sequência de correções efetuadas ao rendimento declarado pelo contribuinte no ano de 2000, no âmbito de uma ação de inspeção, e assim sendo, a fundamentação da correção que se encontra sob escrutínio é a que consta do respetivo relatório de inspeção, e deverá ser este o ponto de partida da análise da legalidade da liquidação, segundo as causas de pedir do Impugnante, e as regras do ónus da prova.