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Neste sentido se tem pronunciado reiteradamente o Supremo Tribunal de Justiça, ao afirmar que o direito ao repouso, ao sono e à tranquilidade requisitos inerentes à realização do direito à saúde e à qualidade de constituem emanação dos direitos fundamentais de personalidade, nomeadamente, dos direitos à integridade física e moral e a um ambiente de vida sadio, constitucionalmente tutelados como direitos fundamentais no campo dos direitos, liberdades e garantias pessoais, concluindo que a ilicitude de uma ação ruidosa que prejudique o repouso, a tranquilidade e o sono de terceiros está no facto de alguém, injustificadamente, e para além dos limites do socialmente tolerável, lesar aqueles direitos, constituindo o dano real a lesão desse direito em qualquer das suas componentes - Acórdãos do STJ, de 19/10/2010, processo n 565/199LS1; de 02/07/2009, processo n 09B0511; de 08/04/2010, processo n 1715/03TBEPS.GS1; de 06/05/1998, Revista n. 338/98-1 Secção; de 10/02/98, revista n 1044/98-2 Secção; de 17/01/2002, revista n 4140/01 – 7 Secção; de 18/02/2003, revista n 4733/02-6 Secção; e 13/09/2007, revista n 2198/07 – 7 Secção; de 22/09/2009, revista n 161/02TBVLG.S Regressando ao caso concreto, comprovou-se que as LAT provocam ruído desde que exista vento, sendo suficiente qualquer deslocação de ar, e que, quanto maior for a velocidade do vento, maior será o nível de ruído provocado pelas LAT - cfr.