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, afirma que a protecção na eventualidade de encargos familiares "visa compensar os encargos decorrentes de situações geradoras de despesas para as famílias”, "mediante a concessão de prestações pecuniárias.” 	No seu artigo , n. 1, o dito diploma dispõe que "a protecção nos encargos familiares concretiza-se através de atribuição das seguintes prestações: Abono de família para crianças e jovens; Abono de família pré-natal; Bolsa de estudo; Subsídio de funeral.” E continua o n. 2, dedicado especificamente ao abono de família: "O abono de família para crianças e jovens é uma prestação mensal, de concessão continuada, que visa compensar os encargos familiares respeitantes ao sustento e educação das crianças e jovens.” 	Visto que a lei expressamente determina que o abono de família é uma prestação que visa compensar os encargos familiares respeitantes ao sustento e educação das crianças e jovens, a mesma não tem qualquer natureza salarial – não é o correspectivo devido ao trabalhador pela sua prestação laboral – e enquadra-se na excepção prevista na segunda parte do artigo 1 do 70/2010, motivo pelo qual jamais poderia ser tomada em consideração para efeitos de cálculo da condição de recursos da Requerente.