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consta dos factos provados  a 3 da sentença recorrida, pelo que muito tempo está decorrido, o que implica que as razões de prevenção geral e especial relativamente ao crime cometido não sejam tão elevadas, não tendo o arguido outros processos pendentes; 14-Existem condições objectivas e subjectivas favoráveis à aplicação ao arguido de uma pena de prisão suspensa na sua execução, sem subordinação ao cumprimento de condições, a qual é manifestamente suficiente e adequada às finalidades das penas e exigências de prevenção gera' e especial, que não se mostram elevadas no caso do arguido, existindo ainda um juízo de prognose favorável à reinserção social do arguido nestes termos; 15-A sentença recorrida, com a opção pela pena de 9 meses de prisão suspensa na sua execução por um ano, sob condição de pagamento de indemnização no prazo de um ano, vem colocar em causa a subsistência do arguido, porquanto o Tribunal a quo para a sua decisão não valorou correctamente os factos provados nos pontos 3 e 3 da sentença recorrida, no respeitante ao desemprego aliás de longa duração atendendo a que o seu último emprego data de e à ausência de apoios do Estado e de outros rendimentos do arguido; 16-Acresce que o Tribunal a quo considerou a sua inserção social, pessoal e económica, nos pontos 2 a 3 e 3 a 3 dos factos provados, ou seja que o arguido é desempregado aliás de longa duração) e não tem quaisquer apoios do Estado, mas para a determinação concreta da pena a aplicar, o Tribunal a quo teria de cumprir o disposto nos artigos 400 e 71, ambos do Código Penal, e nomeadamente ter em atenção o referido no n 2, al deste último artigo - "as condições pessoais do agente e a sua situação económica", tendo em vista as exigências de prevenção geral e especial e a reintegração do arguido em sociedade; 17-No caso concreto do arguido, a aplicação de uma pena de 9 meses de prisão, suspensa na sua execução sob condição de pagamento de indemnização de €000,00 no prazo de 1 ano, é manifestamente desadequada, desproporcional/exagerada, porquanto é uma obrigação imposta ao arguido que não é razoável exigir-lhe — note-se que está desempregado e em estado depressivo - factos provados p. 3 e p. 3 - devendo, ao contrário, ser aplicada uma pena ao arguido que vise a reintegração social do mesmo, sendo suficiente para assegurar as finalidades da punição a pena de 9 meses de prisão suspensa na sua execução por um ano, sem qualquer condição, tendo em conta a finalidade das penas e face ao disposto nos artigos 40, 71, 50, e 51 ns.