Legal Document Excerpt:

Mas esse cheque foi creditado numa outra conta, à ordem, da qual ela, juntamente com o executado, era também co-titular, não sendo verdade, ao contrário do que sustenta o executado nas suas contra-alegações, que essa conta "foi associada ao mútuo com garantia hipotecária e, como tal, necessariamente tinha de ser titulada pela embargante e pelo seu então companheiro, ambos co-obrigados no mútuo”, sendo que é a própria J a desmentir esse facto na informação enviada ao tribunal com data de 0201 E quanto ao remanescente do preço € 1000,00), que o executado alega ter recebido da embargante, nenhuma prova, para além das suas próprias declarações, foi produzida nos autos de que tal pagamento ocorreu: para além do executado - parte claramente interessada no desfecho dos embargos de terceiro, e cujas declarações não merecem credibilidade -, ninguém confirmou esse pagamento, do qual, de resto, não existe comprovativo documental1 - Relativamente à alegada posse da embargante sobre a totalidade do prédio pontos 1 e 1 dos factos: Ainda que não coincidente com a localização geográfica da casa sobre a qual recaiu a penhora sendo declarada pelo próprio, a residência do executado constante dos vários documentos juntos aos autos requisição do bilhete de identidade/cartão de cidadão, Segurança Social, domicílio, sem o concurso de outros elementos probatórios é claramente insuficiente para se concluir, com a necessária segurança, pela existência daquela alegada factualidade.