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Concluiu assim o tribunal a quo que não pode assim a actuação das Rés "  ser qualificada como acto desconforme com as leis e usos de honestidade que devem vigorar nas relações entre empresas levando a concluir que tal contratação não atingiu um patamar que, indo para além da observância das normais regras de concorrência, se tenha apropriado, num curto segmento temporal, de parte significativa da força de trabalho da autora, ganhando relativamente a esta clara vantagem competitiva de forma passível de ser qualificada como ilícita " e, consequentemente, e em face do não preenchimento do requisito da ilicitude , inelutavelmente tal conduzia à " improcedência da pretensão da autora, no que tange aos pedidos de que as rés se abstenham de recrutar os seus monitores e de indemnização por alegados danos decorrentes da prática de actos de concorrência desleal consubstanciados na contratação de trabalhadores visando desorganizar a autora, e concomitantemente, aproveitando o know-how desses monitores bem como as técnicas e saber pertencentes à autora, segredos de negócio e na afectação da sua imagem perante os clientes ".