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Os poderes do Tribunal da Relação se circunscrevem, restritivamente, à simples apreciação do juízo valorativo efectuado pelo julgador a quo, ou seja, ao apuramento da razoabilidade da convicção formada pelo juiz da primeira instância face aos elementos probatórios disponíveis no processo à apreciação da existência de erro notório), devendo antes a Relação, fazendo jus aos poderes que lhe são atribuídos enquanto tribunal de segunda instância que garante um segundo grau de jurisdição em matéria de facto, efectuar uma autónoma apreciação crítica das provas produzidas em vista de formar uma convicção autónoma), alterando a decisão caso adquira, face a essa autónoma apreciação dos elementos probatórios a que há-de proceder, uma diversa convicção Apreciação que não se tratando de qualquer convicção emotiva ou puramente subjectiva – mera opção voluntarista –, fundada na sinceridade do assenta numa convicação objectivável e motivável, a que se acede por via da razão, alicerçada em elementos de lógica e bom senso – tal apreciação não se confunde ou resume a certificar o declarado pelas partes ou testemunhas ou o teor de determinado elemento probatório: através da análise crítica dos elementos probatórios em ordem à justificação racional da decisão – elemento verdadeiramente estruturante e legitimador desta, que lhe confere a natureza de decisão, afastando-a do que seria uma simples imposição aprecia-se tanto a valia intrínseca de cada um deles a consistência, coerência e verosimilhança de cada um dos referidos elementos, tomado como a sua valia extrínseca conjugação e compatibilidade entre todos.