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Juíza a quo quanto ao elemento subjectivo, com o expresso recurso às regras da experiência comum, que "Na verdade, claramente até o o que o arguido pretendia era afastar o obstáculo, leia-se a assistente, da sua frente para ter acesso às pastas que pretendia, para tanto empurrou a assistente com a força que determinou a sua queda ao chão e subsequentes lesões assentes, logo evidentemente não foi assim um "empurrãozinho” que desferiu, mas algo musculado, pelo que não podia o arguido deixar de prever consequências graves numa queda violenta ao chão, não se importando se tal viesse a suceder e actuando na mesma.” 2-Ou seja, parte da circunstância de o arguido ter usado força ao afastar a assistente para a partir daí concluir a existência de dolo eventual; 2-Ora, afigura-se que esta presunção é excessiva e não se encontra devidamente suportada nas circunstâncias do caso concreto; 2-Levando, na realidade, a que todo o acto "algo musculado” que provoque dano no corpo ou na saúde de outrem se converta em ofensa à integridade física dolosa, 2-Ficando a ofensa à integridade física negligente reservada às lesões resultantes de actos praticados sem grande força ou na expressão da Mma.