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Na obrigação de meios: o devedor fica exonerado da sua prestação para com o credor, na hipótese de o cumprimento requerer uma diligência maior do que a prometida, constituindo causa liberatória da sua ação ou omissão, quer a impossibilidade objetiva, quer a subjetiva, a menos que aquele se possa fazer substituir por terceiro no cumprimento, que lhe não sejam imputáveis, nos termos do disposto nos artigos 79 e 79 do Código Civil; não  tendo sido alcançado o resultado devido e que fora previsto, não é suficiente que o credor prove a não obtenção do efeito previsto com a prestação, para se considerar demonstrado o não cumprimento, não bastando alegar a perda da ação para que o advogado que patrocinou a causa se considere em falta, sendo, igualmente, necessário provar sempre o facto ilícito do não cumprimento, uma concreta ilicitude da falta de cumprimento, que o advogado não realizou os atos em que, normalmente, se traduziria uma assistência ou um patrocínio diligente, de acordo com as normas deontológicas aplicáveis ao exercício da profissão; não obstante o seu enquadramento no âmbito da responsabilidade contratual, considerando a existência da presunção "tantum iuris” de culpa que incide sobre o devedor, que terá de demonstrar que a falta de cumprimento ou o cumprimento defeituoso da prestação a seu cargo não procede de culpa sua, atento o disposto nos artigos 79, 79, n.1 e 34, n.2, do Código , vigora o princípio geral de que o credor deve identificar e fazer provar a exigibilidade dos meios ou da diligência, objetivamente, devida, pois que a presunção de culpa tende a confinar-se à mera censurabilidade pessoal do devedor, isto é, reduzir-se-á à culpa, em sentido estrito.