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Assente nessa base legal o ónus de alegação do investigante, importa ter presente agora o princípio segundo o qual, em regra, o ónus da prova segue o ónus de alegação, salvo nos casos em que da lei resulta a sua dissociação, como sucede, por exemplo, nas situações previstas no artigo 45, n. 1, do     Sucede que, no domínio do artigo 181, n. 3, alínea, do , a única dissociação que é feita relativa ao ónus de prova é em relação à cessação da posse de estado como se alcança do n. 4 do mesmo normativo, segundo o qual incumbe ao réu a respetiva prova, ou seja, numa certa "interpretação corretiva” deste preceito, a prova de que a cessação da posse de estado ocorreu antes dos três anos anteriores à propositura da ação.