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A Recorrida apresentou contra-alegações, que condensou nas seguintes conclusões: ·	DO OBJECTO DAS PRESENTES ALEGAÇÕES A)	Discorda a Recorrida em absoluto da posição perfilhada pela Recorrente, por entender que a sentença recorrida decidiu bem quando considerou não se encontrar preenchido o elemento de cariz económico previsto no artigo  do ; ainda que o fosse no que não se, sempre seria um prédio urbano do tipo «industrial» nos termos do artigo , n.s 1, alínea, e 2, do ; avaliável de acordo com o método geral previsto no artigo 3 do , e, por último, que o acto tributário impugnado padece do vício de falta de fundamentação na acepção dos artigos 26, n. 3, da CRP, 7 e 8, n. 3, da LGT; ·	DA PRETENSA SUBSUNÇÃO DO AEROGERADOR EM REFERÊNCIA NO CONCEITO DE PRÉDIO PREVISTO NO ARTIGO  DO  B)	A Recorrente entende ser o aerogerador sub judice um prédio na acepção do artigo  do , sem que daí resulte qualquer violação das normas constitucionais oportunamente invocadas pela Recorrida – isto é, os artigos 10, n. 2, 16, n. 1, alínea, e 11 da CRP;  )	Discorda a Recorrida da posição adoptada pela Recorrente, na medida em que claudicam os elementos atinentes à natureza física e económica ínsitos no conceito de prédio previsto no artigo  do , sendo certo que uma interpretação conforme à Lei fundamental – in casu, aos princípios constitucionais plasmados nos artigos 10, n. 2, 16, n. 1, alínea, e 11 da CRP – pressupõe necessariamente a não aplicação deste preceito legal à realidade em presença; )	No que especificamente respeita ao elemento atinente à natureza física, entende a Recorrida que o mesmo não se encontra preenchido uma vez que os aerogeradores de parques eólicos constituem conjuntos integrados de componentes – equipamentos – necessários à produção de energia eléctrica, não possuindo a sapata de betão e a estrutura tubular metálica autonomia funcional intrínseca; E)	No que especificamente respeita ao elemento atinente à natureza económica, não possuindo a sapata de betão e a estrutura tubular metálica autonomia funcional relativamente aos demais componentes integrantes do aerogerador, também não a possui, pelos mesmos motivos e maioria de razão, a nível económico, claudicando, em consequência, o preenchimento do requisito em apreço como tem sido aliás expressa e unanimemente decidido pela jurisprudência dos tribunais superiores, inclusivamente por esse Douto Tribunal ad quem; F)	Em consequência, irrelevam neste contexto os conceitos civilísticos de coisa simples e composta, sendo ademais notório que os aerogeradores são partes componentes de um parque eólico assim como a estrutura tubular e a sapata – realidades tributadas na acepção do artigo  do , de acordo com o entendimento da Administração Tributária – são partes componentes de um aerogerador, não estando quaisquer destes componentes por si só – isto é, se individualmente considerados – aptos à produção de energia eólica; G)	Deste modo, a subsunção da realidade em presença no conceito de prédio previsto no artigo  do não pode deixar de ser vista como um meio inadmissível de determinação da incidência tributária em sede de , bulindo directamente com a tipicidade inerente ao escopo garantístico do princípio da legalidade tributária previsto nos artigos 10, n. 2, da CRP, e , n. 1, da LGT; H)	Ademais, provindo do entendimento vertido pela Administração Tributária na Circular n. 8/2013, de 4 de Outubro de 2013, do Director-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira, equivale a admitir como possível a definição de obrigações tributárias por meras orientações administrativas, hipótese que resulta manifestamente incompatível com o disposto no artigo 11, n. 1, da CRP, com o referido princípio da legalidade tributária previsto nos artigos 10 da CRP e  da LGT e, de igual modo, com o princípio da reserva de lei previsto no artigo 16, n. 1, alínea, da CRP; )	Tudo ponderado, conclui-se não serem os aerogeradores de parques eólicos prédios na acepção do artigo  do , como bem decidiu o Douto Tribunal a quo; J)	Nestes termos, requer-se a esse Douto Tribunal ad quem que pugne pela manutenção do sentido decisório sufragado pelo Douto Tribunal a quo; K)	Subsidiariamente, no cenário desse Douto Tribunal ad quem discordar do entendimento supra, pugnando pela anulação do sentido decisório sufragado pelo Douto Tribunal a quo, requer-se que diligencie pela apreciação das questões cujo conhecimento ficou prejudicado pelo sentido decisório propalado na sentença recorrida, nos termos do artigo 63, n. 1, do CPC, as quais infra se enunciam.