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Só com a entrega do boletim de alta as partes – designadamente o próprio sinistrado – tomam conhecimento directo e efectivo de que o sinistrado foi considerado clinicamente curado.»4 	Daí que, para efeitos de contagem do prazo de caducidade do direito de acção – Base n. 1 da Lei 2127 – o evento a partir do qual se conta o prazo é o da alta clínica devidamente notificada às partes interessadas através da entrega do boletim de alta, pois «somente a partir de então fica o sinistrado habilitado a exercitar os seus direitos se não concordar, quer com a situação de cura clínica, quer com o grau de incapacidade que lhe tenha sido atribuído.»5 	E este é o sentido da jurisprudência que vem sendo afirmada no Supremo Tribunal de Justiça, onde já se escreveu que «não se verifica a caducidade do direito de acção se tal alta clínica não ocorreu ou se, tendo ocorrido, não foi formalmente comunicada ao sinistrado, mediante a entrega a este do duplicado do boletim de alta», e que «A falta da alta clínica – mesmo em situações em que não haja incapacidade ou lesões – impede qualquer juízo jurídico valorativo sobre tal matéria, pelo que, não estando fixada a data da "alta clínica formalmente comunicada ao sinistrado” não pode ter início a contagem do referido prazo legal de caducidade do direito de acção estatuído na primeira parte do n. 1, do art.