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Por outro lado, para referir que a circunstância de o legislador ter prescindido de um elemento volitivo dirigido às consequências imediatas de determinado comportamento não obsta à afirmação de que o assédio moral, em qualquer das suas modalidades, tem em regra29 associado um objetivo final "ilícito ou, no mínimo, eticamente reprovável” g. a discriminação, a marginalização/ estigmatização ou neutralização do trabalhador, atingir a sua auto-estima ou, no tocante ao "assédio estratégico”, os objetivos específicos supra.” Tendo por referência o eloquente e abrangente tratamento que a questão mereceu no citado Acórdão, dispensamos aqui outras considerações, passando-se assim de seguida a dizer de direito no caso.1 O caso que se apreciaA decisão recorrida, pronunciando-se, respondeu positivamente à questão anteriormente colocada, fazendo-se constar, a esse propósito, o seguinte transcrição)30: "...) Segue-se a questão de saber se a actuação da R. é passível de consubstanciar assédio moral, como defende a A., e se justifica a reclamada indemnização por danos não patrimoniais.