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Em nossa opinião, bem andou o Tribunal a quo ao considerar que existiu uma relação direta entre a lesão sofrida pelo sinistrado aquando do desenvolvimento da prática desportiva e as sequelas de que ficou portador, pois a prova produzida permite-nos concluir que foi o esforço físico causa exógena) que despendeu no decurso do jogo de futebol que precipitou a lesão, que o impede de continuar a exercer a sua actividade profissional, tal como consta da motivação da matéria de facto "o treino físico é indutor de alterações no coração que são predisponentes para arritmias no caso concreto os registos documentais demonstram que o A. não tinha qualquer evidência de doença cardíaca anterior ao dia em causa nos autos e o único factor identificável para causar as arritmias ventriculares e as alterações morfológicas do coração que ele padece foi o esforço físico.”  Ora, ainda que a lesão – arritmia cardíaca – que o sinistrado revelou ter, possa ser consequência de uma causa endógena do próprio, uma vez que se veio a revelar posteriormente, ser portador de traquicardia ventricular idiopática, o certo é que a primeira manifestação se veio a revelar em pleno esforço físico – no jogo de futebol que estava a disputar – podemos por isso concluir, como concluíram os Srs.