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Acresce que, apesar da posse estar integrada por dois elementos estruturais o corpus e o animus, de acordo com o n. 2, do artigo 125, do Código Civil, "em caso de dúvida, presume-se a posse naquele que exerce o poder de facto, sem prejuízo do disposto no n. 2 do artigo 125”, como tal, de acordo com o n. 1, do artigo 35, do Código Civil, incumbia à ré provar que os autores não são possuidores, o que não logrou fazer cfr., Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 14-05-1996, Processo n. 085204, que uniformizou a jurisprudência nos seguintes termos: "Podem adquirir por usucapião, se a presunção de posse não for ilidida, os que exercem o poder de facto sobre uma coisa”).