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Continuando a percorrer os factos provados encontramos os motivos desta demora; os pais queriam mas não evidenciavam competências para que a criança lhes fosse confiada pontos 14 a 23 dos factos e foi assim que, a medida de acolhimento em instituição, decretada em 3/6/2013, foi mantida em 20/12/2013, "em ordem a avaliar a capacidade de mudança dos pais no sentido da criação de condições, materiais e pessoais, para reintegração do filho em meio familiar” ponto 24 dos factos; os pais deram então alguns sinais de estabilidade laboral e habitacional, visitaram algumas vezes a criança e telefonaram para a instituição, informando as razões da sua ausência nas visitas que omitiram pontos 25 a 30 dos factos e em 16/9/2014 a medida foi prorrogada por mais seis meses, "em ordem a estabilizar os sinais de mudança apresentados pelos pais e a dar continuidade ao acompanhamento do ISS, no sentido da aquisição de competências parentais para a reintegração do ...) em meio familiar” ponto 31 dos factos; os pais desenvolveram então algum esforço para restabelecer os laços filiais com a criança pontos 32 e, para em seguida se distanciarem emocionalmente desta, centrando a sua atenção na sua dinâmica conjugal, passaram a viver separados, deixaram de visitar a criança pontos 32 a 44 dos factos; em 9/3/2015, a medida foi prorrogada por mais seis meses ponto 45 dos factos e idêntica prorrogação ocorreu em 17/5/2015, então fundada "na instabilidade dos pais, centrados em si e na dinâmica como casal com sucessivas ruturas e reconciliações; na postura de distanciamento em relação ao filho, traduzida nas poucas visitas efetuadas e a falta de insight para a parentalidade” pontos 55 e 56 dos factos; por acórdão de 29/9/2016, proferido após debate judicial, foi renovada a medida de acolhimento da criança em lar residencial, pelo período de 6 meses, estabelecendo-se obrigações aos pais e "um regime de visitas livre, em horário de funcionamento da instituição de acolhimento, acrescido de um regime de visitas alargado, com saídas da instituição, inicialmente pelo período de 1 hora e, progressivamente, até 3 horas, após o que, verificadas as condições habitacionais e o efetuado o despiste do consumo de álcool, se estenderia ao fim de semana, com pernoita” ponto 67 dos factos, durante nove meses – entre Outubro de 2016 e Junho de 2017 – os pais, juntos ou alternadamente, visitaram a criança apenas por 17 vezes mantendo nas visitas um padrão de desligamento com o filho pontos 72 e 73 dos factos; por acórdão de 28/6/2017, proferido após debate judicial, foi renovada a medida de acolhimento da criança em lar residencial, pelo período de 6 meses, estabelecendo-se obrigações aos pais, designadamente a de cumprirem "um regime de visitas ao filho, bi-semanal, pelo período de um mês, em horário de funcionamento da instituição de acolhimento, seguido de um regime de visitas bi-semanal com a possibilidade de sair da instituição, inicialmente pelo período de 1 hora e, progressivamente, até 3 horas, por mais um mês, após o que após o que, verificadas as condições habitacionais, o período de visita se estenderia ao fim de semana, com pernoita”, no mês de Julho de 2017 os Recorrentes visitaram a criança seis vezes, mas nos meses seguintes incumpriram irremediavelmente o regime de visitas, visitando a criança por duas vezes em Agosto e outras duas em Dezembro, visitas a que "chegaram sempre depois do horário de inicio fixado pela instituição” e não aproveitaram a possibilidade de saírem com a criança para o exterior e, assim, promoverem ou fortalecerem os respetivos vínculos afetivos pontos 75 a 78 dos factos.