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Ademais, "os factos reveladores de conculpabilidade devem ser graves no sentido de justificarem um juízo de censura, não bastando qualquer omissão ou negligência que se deva ter por aceitável de acordo com um padrão negocial justo, no sentido de que não deve ser exigido ao credor/lesado uma conduta super diligente para evitar o agravamento dos danos, mas antes lhe deve ser imposto pela boa-fé que, no quadro circunstancial emergente do incumprimento, atue por forma a atenuar os danos resultantes da situação de incumprimento, sobretudo, se for previsível que apesar dos esforços do devedor para obviar à propagação ou perduração dos danos a sua atuação, pela natureza da prestação que lhe cumpra, possa não surtir efeito pronto”3    Ora, por banda da exequente/vendedora/recorrida, a factualidade provada não evidencia qualquer actuação dolosa ou negligente que lhe permita assacar ou imputar um comportamento ilícito ou culposo.