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Lxa., 2 de Dezembro 2021  João Miguel Mourão Vaz Gomes Jorge Leal Nelson Borges Carneiro com voto de  Voto de vencido quanto à condenação da 1 ré a pagar a quantia de € 2000,00, a título de danos não: Ficou provado que a "situação referida em, e, e idas do veículo para reparação originaram à Autora impaciência e stress” – facto n 5 A lei não enumera os casos de danos não patrimoniais que justificam a atribuição de uma indemnização, limitando-se a esclarecer que esta apenas deve abarcar aqueles que, pela sua gravidade, mereçam a tutela do direito, nos termos do previsto pelo artigo 496, n 1, do , ou seja, a reparação apenas se justifica se a especial natureza dos bens lesados o exigir, ou quando as circunstâncias que acompanham a violação do direito de outrem forem de molde a determinar uma grave lesão de bens ou valores não patrimoniais1 No âmbito dos danos de natureza não patrimonial, destacam-se ainda, face ao estreitamento do seu âmbito, as dores, sofrimentos e desgostos, os traumatismos físicos, as fraturas, os tratamentos e reabilitações necessários à regeneração da pessoa, vítima, no caso concreto, de acidente de viação1 São abrangidos por esta nomenclatura os atos lesivos que atinjam, a título de exemplo, a honra, o bom nome, a saúde, a integridade e dores físicas, a liberdade, entre outros elementos de cariz não patrimonial1 O stress é uma reação psicofisiológica que ocorre quando a pessoa precisa enfrentar uma situação que, de um modo ou de outro, irrita, amedronta, excita, confunde ou mesmo trás felicidade Seyle,1  O organismo, quando exposto a um esforço desencadeado por um estímulo percebido como ameaçador à homeostase equilíbrio do, seja físico, químico, biológico ou mesmo psicossocial, apresenta segundo Seyle a tendência de responder de forma uniforme e inespecífica, anatómica e fisiologicamente.