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Autos de recurso n. 174/10GAVZL-A.C1, questionando, então, o facto de «o único fundamento para os "fortes indícios” da existência do crime e dos seus suspeitos é dizer-se que alguém disse que o coarguido teria dito que o aqui Recorrente praticou os factos», isto é, prossegue: «esse indício são declarações "informais” ou "prévias” de um coarguido, o qual, afinal, nunca prestou declarações nos presentes autos, nas condições em que a lei permite retirar valor probatório, mesmo que indiciário, ao que ele teria dito», acrescentando: «Nunca devem ser levadas aos autos "conversas informais” com os agentes policiais, as quais não podem ser valorizadas em sede probatória.