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Contudo o Tribunal  ignorar as mesmas, como resulta do douto Acórdão condenatório; 6Ora, tendo em conta a matéria dada como provada pelo Tribunal a quo no seu douto Acórdão, e tendo em conta as circunstâncias que depunham particularmente a favor do arguido, e tendo em  conta as concretas necessidades de prevenção especial, é nosso entendimento que decisão concretamente proferida contraria o objetivo da política criminal que a lei perspetiva e que a justiça não pode subtrair-se, que é, para além do afastamento do delinquente, no futuro, da prática de novos crimes, da primazia e preferência da lei pelas penas não privativas da liberdade, uma vez que condenou o arguido, pela prática do supra identificado crime na pena de 6 meses de prisão, p. e p. artigo 231 do Código Penal, quando poderia e deveria, tendo em conta, conforme supra referido, a factualidade dada como provado, sem prescindir, reitere-se tudo quanto se disse quanto à absolvição do arguido, aqui recorrente, as concretas necessidades de prevenção geral e especial, e as circunstâncias que depunha a favor e contra a recorrente, condenar aquele em pena de multa não superior a 200 dias, ou, se se entendesse ser subsumível a sua conduta nos termos do artigo 23, n. 2 do Código Penal, em pena de multa não superior a 60 dias, e ser a mesma substituída por trabalho a favor da comunidade, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 58 do Código Penal; 6Disposições violadas: Foram violados os art.s, 20, 70, 71, 72 e ss, 77, 78, 231 todos do Código Penal e o artigo 32, n. 1 e 5 do Constituição da República Portuguesa e ainda os artigos 119, 127, 133, 283, 340, 343, 358, 359,  374 e 379, 410 do P.P., e as demais disposições que Exias suprirão.