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5)- Tal sentença de graduação de créditos com reconhecimento do direito de retenção de terceiros, os ora recorridos, assentou, tão-somente, em decisões proferidas em acções declarativas nas quais foi reconhecido o direito de retenção, mas em que a ora recorrente  N... , S.A. não foi citada na qualidade de credor com garantia real; 6)- A ora recorrente  N...  não aceitando a graduação assim determinada quanto a todas as fracções supra identificadas, relativamente às quais foi graduada em segundo lugar, depois dos atrás citados credores reclamantes, aqui recorridos, tendo interposto o inerente recurso para o Venerando Tribunal da Relação de Lisboa, que o julgou improcedente, mantendo, a sentença de verificação e graduação de créditos; 7)- Do Acórdão, assim proferido pela Relação em 202014, foi interposto recurso pela  N...  para o STJ; 8)- Por Acórdão do STJ prolatado a 002014 foi decidido anular as decisões proferidas pela  Instância e pela Relação, considerando que as sentenças que reconheceram o direito de retenção, não são oponíveis aos credores na insolvência, não podendo com base nelas serem reconhecidos e graduados tais direitos de retenção, e ordenou-se a remessa dos autos à  Instância para que o tribunal julgasse de acordo com as próprias provas produzidas no apenso da reclamação; 9)- Em cumprimento, veio o tribunal de  Instância, em 002015 a proferir a sentença que graduou os créditos, conforme graduação supra transcrita, mantendo a preferência dos credores reclamantes que gozam do direito de retenção, que já havia sido feita por sentença de 001998; 10)- Enquanto a sentença proferida em 001998 reconheceu os alegados direitos de retenção por remessa para sentenças proferidas em processos ordinários onde tais direitos foram reconhecidos, e assim, sequer conheceu dos factos concretizadores de tal direito alegados no apenso da reclamação de créditos, a sentença sob recurso não remetendo para tais sentenças porque inopuníveis aos demais credores, entre estes, à ora, apreciou os factos alegados no processo de falência e admitiu-os por falta de impugnação, graduando-os pela ordem de preferência conferida pelo direito de retenção; 11)- A douta decisão recorrida considerou que para apreciação do invocado direito de retenção, importava atentar na factualidade que na sua tese resulta assente nos presentes autos, face à ausência de impugnações válidas – em consonância com o despacho proferido a fls.