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Não se conformando com esta decisão, apelou a RéZ., S.A., tendo no final das respectivas alegações formulado as seguintes conclusões, que se reproduzem: a.- O douto Tribunal recorrido ao apurar o montante de € 3000,00 trinta a atribuir a título de danos patrimoniais não efectuou o desconto de ¼ relativo ao facto de tal capital ser recebido de uma só vez, pois, caso não tivesse existido o evento danoso, o mesmo seria compensado ao longo da via útil da A., b.- Aqui chegados, se ao montante apurado 3000) subtrairmos tal parcela, apuramos o montante de € 2500,00 vinte e dois e quinhentos, sendo tal o valor ajustado face aos vectores da idade, da desvalorização em sede de dano biológico e da esperança média de vida da A.; - Porém, considera a Recorrente que dado tal desvalorização não implicar qualquer perda de rendimento e/ou capacidade de ganho, tal indemnização, perde a categoria de dano patrimonial e deve ser englobada em sede de danos não patrimoniais; - Na verdade, e ao abrigo do disposto no artigo 566, n 2 do Código Civil, os danos patrimoniais medem-se, em princípio, pela diferença entre a situação actual do lesado e a situação hipotética que existiria se não fosse a lesão, mas da lesão sofrida pela A. não resulta perda da capacidade de ganho, pelo que não existe forma de estabelecimento da diferença entre a situação imediatamente antes do acidente e a que lhe advém; e.- Logo, não implicando a desvalorização arbitrada uma diminuição da capacidade de ganho, a mesma pode ser tratada exclusivamente em sede de dano não patrimonial, tal como vem sendo decidido nas instâncias superiores:  - "O dano biológico tanto pode ser ressarcido como dano patrimonial tal como compensado a título de dano moral.