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Essa é uma questão arrumada e decidida no momento próprio, uma vez que, num juízo sobre os factos que reputámos de acertado, o Tribunal concluiu estar provado que:  O arguido agrediu fisicamente a ofendida pelo menos por três vezes, nomeadamente com apertões do pescoço, murros, estalos e empurrões, apelidou-a de "puta”, enviou, a ela e ao irmão, mensagens de cariz ofensivo ou difamatório e ameaçou-a com a publicação na internet do conteúdo de uma "pen”, insinuando que a mesma dizia respeito a relações sexuais entre a ofendida e um primo, controlava os registos das chamadas e das mensagens telefónicas recebidas e enviadas pela ofendida, seguia-a a fim de controlar os seus movimentos, efectuava diversas chamadas telefónicas para o seu telemóvel, questionando-a onde estava, com quem estava e quando regressava a casa, comparecia, inopinadamente, no seu local de trabalho, procurando saber com quem conversava e o que fazia, telefonava para as pessoas que constavam da sua lista de contactos telefónicos de modo a saber quem eram e acedia à conta do "facebook” da ofendida, bloqueando-lhe o acesso de pessoas conhecidas, tudo isto de forma persistente e reiterada.