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Portanto, não é o direito a indemnização por benfeitorias que pode justificar o não pagamento das rendas que se venceram na pendência da ação de despejo, improcedendo também este fundamento de defesa contra o pedido de despejo imediato.”  Ante os factos assentes, considerando que a ação de despejo deu entrada em 212017 e o R. não pagou a renda correspondente aos meses de janeiro a maio de 2018, nem a dos meses de janeiro, fevereiro, maio, agosto, setembro e outubro de 2019 e que no ano de 2020 só a pagou até ao mês de maio, não restam dúvidas de que à data do pedido de despejo imediato estavam em dívida várias rendas há mais de 60 dias.