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Em fundamento, alegou, em síntese, que:  - a autora é dona e legítima possuidora do prédio denominado Quinta do , sito na freguesia e concelho de Salvaterra de Magos, inscrito na respectiva matriz cadastral rústica sob o n. , Secção  e na urbana sob o artigo ; - o prédio rústico está descrito na Conservatória do Registo Predial de Salvaterra de Magos sob o n.  - Salvaterra de Magos, com a área total de 80280 metros quadrados, dos quais 193,97 são de área coberta e os restantes 80086 de área descoberta; - no mencionado prédio rústico existem vários caminhos em terra batida que foram abertos para finalidades relacionadas com a exploração agrícola, para circulação de veículos agrícolas, que foram abertos pelos antepassados da autora; - o réu apropriou-se indevidamente, por não ter título para isso, da área correspondente aos mencionados caminhos existentes no prédio da autora; - o réu deu a esses caminhos nomes de rua, não o sendo, manifestamente, pois embora se desconheça a existência de um conceito legal de "rua", ele está ligado à ideia de um espaço público numa povoação de livre circulação de pessoas e/ou veículos, dando acesso a outras artérias, a moradias e outros equipamentos comerciais e de sociabilidade; - o que não é o caso, estando o que se chama Rua das  e Rua  dentro do prédio da autora, em ambiente rural, fora de qualquer aglomerado urbano/populacional; - tão pouco o Réu expropriou a mesma área; - o prédio da autora está cercado por arames em estacas cravadas no solo em todo o seu perímetro, excepto nos mencionados caminhos, em cujos terrenos contíguos têm aparecido lixeiras que a autora vai removendo à medida que aparecem, tendo havido, também, nesses locais contíguos roubo de pinhas e madeira da propriedade; - a utilização dos caminhos existentes no prédio da autora, por qualquer pessoa, a pé, em automóvel, tractor ou qualquer outro meio ou veículo como se de uma via pública aberta ao tráfego se tratasse traduz-se em devassa do prédio e aumenta os riscos de incêndio; - e é desnecessária, havendo nos limites do prédio da autora, pelo leste, uma via que corre quase paralela ao caminho que prolonga a chamada Rua das  e que conflui com esta no limite Norte do mesmo prédio; - tal via paralela é designada por Rua , passa pelo aglomerado urbano de Salvaterra de Magos, continuando, sem solução de continuidade, por terrenos agrícolas adjacentes; - quanto à chamada Rua , a utilização dela pelo público para aceder a Salvaterra de Magos, à Estrada Nacional n. 118 e, por esta, ou qualquer outra localidade servida por essa via, não é necessária, podendo ser utilizadas outras vias; - o réu, com o comportamento que assumiu, está a dificultar a exploração agrícola da propriedade, permitindo que a mesma esteja a ser utilizada como via pública aberta ao trânsito de veículos e animais estranhos à exploração, aumentando os riscos de incêndio e a tornar mais onerosa e a perturbar a exploração agrícola dessa mesma área; - o comportamento ilícito do réu causou e causa prejuízos à autora cujo montante estima 5000,00€.