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..., correspondente a um T2 e lugar de estacionamento, sito no rés-do-chão, delimitado por linhas demarcadas no chão, onde guardava o referido veículo; -a ré era a empresa responsável pela administração do condomínio; -o chão da garagem em que se situava o aludido estacionamento existiam várias aberturas redondas, com cerca de 15 centímetros de diâmetro, que permitiam a ligação ao exterior do prédio, aparentemente destinadas a escoamento de águas, as quais se encontravam sem qualquer tampa, rede ou filtro; -no dia 20 de janeiro de 2019, quando o seu filho circulava com o veículo matricula ..., à saída da garagem da fração de que era arrendatário, deu conta de o carro demonstrar um comportamento anormal, nomeadamente com a perda do líquido do "limpa para brisas” e dureza e grande resistência no pedal do travão, que impedia a realização de travagens e a normal utilização do veículo; -chamou a Assistência em Viagem, que enviou um técnico/mecânico ao local, o qual verificou, após abrir o capot do carro, que se encontravam roídos por roedores o tubo de vácuo do servofreio à bomba de vácuo e diversos cabos/tubos, em face do que o mecânico procedeu à substituição dos "cabos dos travões”, de molde a permitir que o filho do autor pudesse chegar ao seu local de trabalho; -no dia 24 de janeiro de 2019 o filho do autor, igualmente à saída da garagem quando se dirigia para o Hospital, notou novamente grande dureza no pedal do travão, grande dificuldade em efetuar travagens, concluindo que o automóvel não apresentava condições de circulação em segurança: -telefonou de novo para o serviço de Assistência em Viagem, o qual enviou, de imediato, um reboque, tendo sido o automóvel transportado para a oficina .., S.A.,onde foi realizado o diagnóstico completo dos problemas que o automóvel apresentava, tendo sido novamente detetados vários componentes do automóvel roídos por roedores, designadamente o tubo de vácuo do travão e componentes no interior do capot; -carecendo o veículo de reparação, foi solicitado à oficina em causa um orçamento que na data de 31 de janeiro de 2019 era de €352,38, impossibilitando tais danos a circulação do veículo; -o veículo em causa esteve imobilizado desde 24 de janeiro de 2019 até maio de 2019, altura em que o autor entregou o veículo na oficina para reparação, tendo o conserto tido um custo de €677,6  -o veículo ficou reparado em 18 de maio de 2019 data da entrega do veículo ao, pelo que a privação do uso do veículo deverá ser calculada durante esse período a €15,00/dia: -o autor foi obrigado a pedir a um familiar um automóvel emprestado que substituísse aquele, já que a reparação que era necessária obrigava a um dispêndio monetário de que o autor não dispunha de imediato, o que lhe provocou ansiedade, desgaste emocional, irritação e incomodo; -os ratos que provocaram os citados danos no veículo do autor entraram para o interior da garagem do prédio através das aberturas suprarreferidas, existentes no chão da garagem, provenientes do exterior, ao que se supõe na sequência do início de obras em terrenos contíguos, uma vez que foram avistados vários ratos a circular nas garagens em causa, bem como fezes desses animais, designadamente, junto a essas aberturas, quer em momento anterior ao surgimento dos problemas no carro do autor, quer ainda em dias seguintes a tais ocorrências, tendo sido roídos - para além dos componentes do veículo do autor - bens de outros condóminos, nomeadamente roupas, peças de mobiliário, produtos de limpeza e garrafões de água, existentes nas garagens; -embora tenha sido advertida, de imediato, da situação, apenas no mês de fevereiro de 2019, a ré procedeu à colocação de tampas metálicas perfuradas e ajustadas com silicone em todas as aberturas de escoamento de água existentes na garagem, assim impedindo a entrada de animais através dos sobreditos buracos, tendo igualmente procedido à colocação, em determinados pontos da garagem, de caixas próprias para desratização; Concluiu, dizendo que a ré declinou qualquer responsabilidade pelo sucedido, pese embora fosse à mesma que incumbisse a administração do prédio e, consequentemente, a tapagem ou proteção das aludidas aberturas, em momento anterior ao surgimento dos problemas aqui em apreço, o que não fez, numa atitude culposamente negligente, para além de que, pese embora os roedores tenham-se manifestado no mês de janeiro de 2019, apenas em fevereiro desse ano procedeu à tapagem dos buracos por onde os mesmos se introduziram, o que é, igualmente, evidenciador da sua conduta negligente.