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Como tal entende que devia ter sido fixado à recorrente, o montante de € 646,38 referente a 21 dias de internamento hospitalar, bem como o montante de € 870,40, a título de pagamento de ajuda doméstica temporária, durante os primeiros sessenta dias, em que a recorrente necessitou de cuidados permanentes da sua irmã, calculados a € 6,16 por cada hora, e, ainda, o montante de € 750,00 por cada um dos quatro meses subsequentes, em que a recorrente necessitou também dos cuidados da sua irmã, o que totaliza 000,0 A este respeito, resulta dos factos apurados, tal como decorre da factualidade vertida nos pontos 18 a 22, que:  -Depois da alta hospitalar e durante cerca de um mês, a A. esteve acamada, impedida de se movimentar, de modo a curar as lesões sofridas no acidente;  - Durante o mês subsequente só se movimentava em cadeira de rodas, dependendo para o efeito de terceiros;  - Após o que a Autora necessitou de ajuda de canadianas para se deslocar;  - Durante os dois primeiros meses subsequentes à sua alta hospitalar, a Autora ficou dependente da ajuda de terceiro para realizar as necessidades básicas da sua vida quotidiana;  - Para dela cuidar, durante o dia e durante a noite, a irmã da Autora deslocou-se para casa desta com a família.