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Alegou, em súmula, o seguinte: –No âmbito da sua atividade comercial, de concessão de crédito, a Autora e os Réus celebraram entre si, em 08/08/2012, um contrato de mútuo, ao qual foi internamente atribuída a denominação ILS , mediante o qual o primeiro emprestou aos segundos a quantia de € 3263,01 trinta e sete , duzentos e sessenta e três euros e um cêntimo) ; –A quantia mutuada foi entregue pela Autora aos Réus por depósito na conta bancária n. , aberta em nome destes junto dos serviços da Autora ; –Tendo acordado as partes que o capital mutuado seria reembolsado pelos Réus, acrescido dos respectivos juros, em 240 duzentas e prestações mensais, iguais e sucessivas de capital e juros no valor unitário estimado de 295,88 € duzentos e noventa e cinco euros e oitenta e oito cêntimos), a primeira com vencimento em 08/09/2012 e as restantes em igual dia dos meses subsequentes ; –Ficou ainda contratualizado entre as partes que, sempre que se verificasse o não pagamento pontual e/ou integral das prestações acordadas, os Réus obrigavam-se a pagar à Autora, a título de cláusula penal, uma sobretaxa legal moratória de 4%, a acrescer à taxa de juro nominal em vigor à data da constituição em mora ; –Todavia, os Réus deixaram de efetuar o pagamento das prestações de reembolso a partir de 08/04/2014 ; –A Autora interpelou os Réus por diversas vezes, concedendo-lhes um prazo suplementar de 15 dias para que procedessem ao pagamento das prestações vencidas e não pagas, sob pena de considerar definitivamente incumprido o contrato de mútuo celebrado ; –Ao não efectuarem o pagamento das prestações de reembolso vencidas e não pagas, a Autora considerou definitivamente incumprido o contrato celebrado com os Réus e antecipadamente vencidas as prestações de capital ; –Não tendo os Réus, nem mesmo após as interpelações, procedido ao pagamento de qualquer prestação vencida a partir de 08/04/2014, venceram-se antecipadamente as demais prestações de capital art.