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1 Relativamente à prova da inflição de abusos sexuais ao menor – independentemente dos seus autores – o tribunal a quo refere na apreciação crítica da prova a relevância das declarações do menor quanto a ter sangrado abundantemente do ânus, confirmadas pelas declarações da testemunha MGF, professora, e da própria arguida, AA, bem como o teor do Relatório da perícia de pericial de natureza sexual de fls 476 a 478, onde se refere, nomeadamente, que o menor apresenta como vestígios de lesões traumáticas e/ou de abuso sexual, uma fissura anal observada por cirurgia pediátrica em 102015 e a observação de uma área de disrupção e perda da normal estriação radiária do pregueamento anal, que poderá refletir uma sucessão de lesões sobre a mesma, produzidas por ação de natureza contundente, como por exemplo penetração de um pénis ereto.