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Num primeiro momento, porque não se indica uma qualquer conformação ou orientação processual suscetível de alicerçar a alegada convicção da Recorrente de haver sido recebida e aceite pelo tribunal a impugnação apresentada fora de prazo; nem a resposta à impugnação por parte do credor interessado, prevista no art 131 do CIRE, nem a realização da tentativa de conciliação a que alude o art 136 do mesmo Código permitem, a nosso ver, alicerçar legitimamente uma tal convicção; a primeira por traduzir a prática de um ato que não envolve qualquer intervenção do juiz e a segunda, porquanto após a tentativa de conciliação há lugar a despacho saneador e à identificação do objeto do litígio e enunciação dos temas da prova art 136, n 3, do, devendo o juiz conhecer das exceções dilatórias e nulidades processuais que hajam sido suscitadas pelas partes, ou que, face aos elementos constantes dos autos, deva apreciar oficiosamente art 595, n 1, al., do, o que vem a ser o caso da nulidade decorrente da extemporaneidade de ato sujeito a prazo perentório4 em que consiste a impugnação, fora de prazo, da lista de credores reconhecidos.