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A este propósito, o Tribunal da Relação considerou que «) face aos factos dados como assentes e à circunstância da carta de resolução do vínculo laboral datar de /2017, nos achamos face a uma situação de falta de pagamento pontual da remuneração, conforme previsto no artigo 32 do Código do Trabalho de 2009, em que, se verifica uma omissão dessa natureza por períodos superiores e inferiores a 60 dias, num cenário que congrega ou conjuga a ficção que, de uma forma definitiva, pressupõe a existência ou, numa outra perspetiva, a sua dispensa ou da culpa do devedor diferenças salariais relativas aos anos de 2015 e com a presunção ilidível do artigo 79 do Código quanto a tal culpa do empregador no incumprimento da obrigação contratual essencial que sobre ele recai vencimentos de fevereiro e março de.» Para concluir que:«) os citados valores globais líquidos que entendemos estarem em dívida no final do contrato de trabalho dos autos €2967,25) e que, referindo-se às remunerações dos anos de 2015 e 2016, acarretaram uma quebra salarial muito considerável nos rendimentos acordados entre as partes e que constituíam a contrapartida pecuniária do trabalho prestado pelo Autor à Ré, integram, manifestamente, a justa causa subjetiva ou culposa prevista no artigo 39, números 1, 2, alínea e 5 do CT/2009, tornando inexigível para o trabalhador lesado pela conduta reiterada e continuada da entidade empregadora a manutenção ou subsistência do vínculo laboral que ligava ambos.» Está assim em causa o não pagamento parcial e pontual da retribuição acordada com o Autor, em montante considerável, dado que ascende a uma quantia elevada, tendo a situação de incumprimento perdurado mais de dois anos desde que o Autor vinha reclamando pela regularização dos montantes em dívida.