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14 - Na hipótese de aderirmos à posição assumida pela Juiz de Instrução Criminal, cabe-nos ainda formular uma interrogação - que segurança e confiança podemos ter no futuro no desempenho da nossa atividade profissional se por estarmos cientes da existência de um único imóvel no qual poderão residir outros indivíduos), é, de uma moradia habitada por um arguido, à qual não temos a possibilidade de aceder previamente ao seu interior pelo que desconhecemos a sua configuração) e por isso usando a máxima das cautelas levamos à consideração, em conformidade com o disposto na lei, do Juiz de Instrução Criminal, a busca não a "residência” do suspeito, mas "da totalidade do imóvel’ incluindo "garagem, sótão e anexos, mesmo que habitado por terceiros que não temos a possibilidade de” e que posteriormente, após a realização da busca com base no referido mandado, vemos a mesma ser declarada nula por um outro Juiz de Instrução Criminal, considerando este que não houve prévia autorização judicial?