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Em qualquer caso, importa verificar se está verificada a causa impeditiva da caducidade traduzida no reconhecimento do direito por parte da Ré, nos termos e para os efeitos previstos no artigo 33, n. 2, do   Com relevo para a apreciação da questão suscitada verifica-se que a decisão recorrida julgou improcedente a referida exceção por considerar que da matéria de facto assente não se extrai que a Autora tivesse denunciado os defeitos para além do prazo de um ano após o seu conhecimento, tendo resultado como não provada a factualidade que a ré alegou a tal respeito factos não provados 3 e. Considerou ainda que a factualidade assente não permitia que se concluísse ter decorrido mais de um ano sobre a data da denúncia dos defeitos à ré e até à data da interposição da ação, entendendo ser aplicável ao caso o regime previsto no artigo 122 do , ou seja, o prazo de denúncia dos defeitos, que, tratando-se de imóvel, é de um ano a contar do conhecimento dos mesmos, por força do disposto no artigo 122, n.s 2 e 4, do ; o prazo de exercício do direito eliminação dos defeitos, redução do preço, resolução do contrato, indemnização), que é de um ano, nos termos do n. 3 do artigo 122, ex  do n. 4 do mesmo preceito; o prazo de cinco anos sobre a data da entrega da coisa vendida, independentemente da data do conhecimento dos defeitos e da sua denúncia, tal como decorre do artigo 122, n.s 1 e 4, do   Ora, como se viu, no caso é aplicável o disposto nos artigos  e -A do n. 67/03 de 8-04, com as alterações introduzidas pelo n. 84/2008, de 21-05, dos quais resulta que os direitos conferidos ao consumidor pelo referido regime especial, em caso de desconformidade de bem imóvel, estão dependentes do prazos idênticos aos previstos no artigo 122 do no que concerne à denúncia da falta de conformidade, a efetuar no prazo de um ano a contar da data em que a tenha detetado artigo -A, n., e ao prazo de garantia de cinco anos artigo , n.1).