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A verdade, porém é que os recorrentes se limitaram, nas alegações da apelação, a remeter para os depoimentos que identificaram e a sustentar que desses depoimentos, que não analisaram, especificamente, resultou que o contrato de comodato foi celebrado a pedido e no interesse da autora e dos seus pais, que invocaram o medo de denúncia por um vizinho por causa das rendas de casa não declaradas às Finanças conclusão 40 da apelação), que os réus sempre pagaram a renda conclusão, que se viram obrigados a socorrer-se da ajuda de vizinhos conclusão, que a autora reside em casa arrendada em  conclusão, que os réus jamais aceitariam trocar, conscientemente, uma situação de arrendamento por uma outra de empréstimo precária conclusão 44, sempre da apelação).