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Feridas abrasivas em n de 2, com 1,5 e 2,5 de comprimento, da face posterior do terço proximal do antebraço esquerdo; equimose esverdeada, como dedada, da face posterior do terço médio do antebraço esquerdo; equimose, como dedada, esverdeada, com escoriação sobreposta da face posterior do punho esquerdo; conglomerado de 4 equimoses esverdeadas, como dedadas, da face antero interna do terço médio do antebraço esquerdo; ferida abrasiva, horizontal, com um centímetro de comprimento, da face anterior da mão esquerda;  ) no membro inferior direito: equimose esverdeada, como dedada, da face antero interna do terço distal da coxa direita; edema moderado do joelho direito com queixas de dor;  e) no membro inferior esquerdo: hematoma azulado e esverdeado, como palma de mão de criança, da região do flanco esquerdo; equimose em n de 2, como dedadas, esverdeadas, da face antero interna do terço distal da coxa esquerda;  47) Tais lesões demandaram-lhe um período de oito dias de doença, três dos quais com incapacidade para o trabalho;  48) Ainda no mês de Abril, e BB foram acolhidos em casa abrigo, todavia, regressaram à residência acima referida em meados de Maio de 2017;  49) Desde essa data que, no interior da residência acima referida, por vezes na presença do menor , diariamente, o arguido afirma a BB "puía, vaca, tens amantes, andas com pretos  50) Em datas não concretamente apuradas, mas situadas entre o mês de Maio e o mês de Junho de 2017, no interior da referida residência, o arguido agarrou BB pelos braços e atirou-a contra a parede e contra o colchão;  51) No dia 29 de Junho de 2017, durante a noite, no interior da residência acima referida, o arguido levantou o colchão onde BB dormia, fazendo-a cair no chão;  52) Após, desferiu-lhe um soco no lábio e arranhou-a nos braços;  53) Em simultâneo afirmava "puía, vaca, tens amantes, andas com pretos’";  54) Nessa noite, o arguido apenas deixou BB dormir uma hora;  55) Em consequência da atuação do arguido, BB sangrou do lábio;  56) BB tinha medo do arguido e temia pela sua vida;  57) O arguido agiu, sabendo que com a sua conduta e com as expressões que dirigia a BB lhe provocava medo e inquietude, atuando querendo isso mesmo;  58) O arguido agiu, ainda, livre, voluntária e conscientemente, sabendo que as expressões que dirigia a BB a ofendiam na sua honra;  59) Visava o arguido criar permanente medo, perturbação e um clima de terror nocivo à estabilidade emocional de BB;  60) O arguido agiu com o propósito alcançado de atingir a dignidade pessoal, a autoestima e a saúde física e psíquica da ofendida, com quem vivia maritalmente, fazendo-o ao longo dos anos, durante dias e horas seguidas, sabendo que a devia tratar com respeito, dignidade e consideração, enquanto pessoa, sua companheira e mãe do seu filho;  61) O arguido agiu ainda com a intenção de molestar o corpo e a saúde da ofendida, fazendo-o ao longo de anos, dias e horas seguidas, sabendo que com as pancadas que desferia atingia órgãos vitais do corpo da ofendida e que dessa forma lhe podia tirar a vida, o que admitiu como possível conformando-se com tal resultado;  62) Ao apertar o pescoço da ofendida BB durante alguns minutos, o arguido quis que ela deixasse de respirar, bem como tirar-lhe a vida, o que conseguiu;  63) Mais sabia o arguido que com a sua conduta molestava física e psicologicamente o seu filho, o qual diariamente assistia às agressões físicas e psicológicas do arguido, seu pai, à ofendida, sua mãe, sabendo o arguido que o filho era uma criança, nascido em 2004, e que com as suas condutas o prejudicava no seu bem-estar físico e psicológico e comprometia o seu desenvolvimento enquanto pessoa, o que quis e conseguiu;  64) O arguido agiu livre, voluntária e conscientemente, bem sabendo que as suas condutas eram proibidas e punidas por Lei  Mais se provou que:  a.