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5 - O empregador e a sua seguradora também são titulares do direito de intervir como parte principal no processo em que o sinistrado exigir aos responsáveis a indemnização pelo acidente a que se refere este artigo.” Vista a previsão da norma citada, em particular o que consta dos seus n.s 2 e 3, com relativa facilidade se encontram as razões que estiveram na sua base da sua estatuição, razões que, do mesmo modo, também sem grande dificuldade, se compreendem, ou seja, na natural consideração de que o fim que se pretende alcançar com a LAT é, nem mais nem menos, que o sinistrado, em caso de ocorrência de acidente de trabalho, seja totalmente ressarcido do prejuízo que sofreu – prejuízo esse em relação ao qual a própria Lei prevê o modo/forma como deve ser ressarcido –, então, em caso de ressarcimento por terceiro estranho à relação laboral – ou seja, estranho ao núcleo de responsabilidade prevista na LAT para a reparação do acidente –, caso aquele ressarcimento por parte desse terceiro vise reparar o mesmo dano, não pode o sinistrado, assim ressarcido, voltar a sê-lo, agora pelo empregador, sob pena de, se assim ocorresse, se verificar um seu enriquecimento injustificado – pois que seria duplamente indemnizado/ressarcido pelo mesmo dano.