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de Lisboa de 12007, relator Rui Vouga, refere-se que: "Por isso, para que se possa concluir se o arrendatário tem ou não residência permanente no prédio arrendado, tudo quanto se impõe averiguar é se é nele que o mesmo tem instalada e organizada a sua economia familiar, se é nele que têm lugar todas as relações de convivência familiar e social, de natureza normal e constante, do arrendatário, sendo, para o efeito, indiferente que ele tenha diversas habitações, ocupe diversos prédios com mobiliário ou viva em diversos prédios cfr., neste sentido, entre muitos outros, o Acórdão da Relação do Porto de 18-7-1975 sumariado in BMJ n 251, pág.. Não reside permanentemente no local arrendado o inquilino que ali não, não, nem recebe os amigos, tendo ido viver para lugar distante, onde centralizou a sua economia doméstica e familiar.