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O sistema comum do IVA garante, assim, a neutralidade quanto à carga fiscal de todas as actividades económicas, quaisquer que sejam os fins ou os resultados dessas actividades, na condição de as mesmas estarem, em princípio, elas próprias sujeitas ao IVA , nomeadamente, acórdãos de 22 de Fevereiro de 2001, Abbey National, ‑408/98, Colect., p. ‑1361, n. 24, e de 21 de Abril de 2005, HE, ‑25/03, Colect., p. ‑3123, n.. 49      A questão de saber se o IVA devido sobre as operações de vendas anteriores ou posteriores dos bens em causa foi ou não pago à Administração Fiscal é irrelevante para efeitos do direito do sujeito passivo a deduzir o IVA pago a montante , neste sentido, despacho de 3 de Março de 2004, Transport Service, ‑395/02, Colect., p. ‑1991, n.. Segundo o princípio fundamental inerente ao sistema comum do IVA, que resulta dos artigos  da Primeira e da Sexta Directiva, o IVA aplica‑se a cada operação de produção ou de distribuição, deduzindo‑se o imposto que incidiu directamente sobre o custo dos diversos elementos constitutivos do preço , designadamente, acórdãos de 8 de Junho de 2000, Midland Bank, ‑98/98, Colect., p. ‑4177, n. 29; de 27 de Novembro de 2003, Zita Modes, ‑497/01, Colect., p. ‑14393, n. 37; e Optigen e o., já referido, n.. ) 52      Daí resulta que quando uma entrega é efectuada a um sujeito passivo que não sabia nem podia saber que a operação em causa fazia parte de uma fraude cometida pelo vendedor, o artigo 1 da Sexta Directiva deve ser interpretado no sentido de que se opõe a uma norma de direito nacional segundo a qual a anulação do contrato de venda, por força de uma disposição de direito que comina a nulidade absoluta do contrato pelo facto de este ser contrário à ordem pública por ter um fim ilícito imputável ao vendedor, implica a perda do direito à dedução do IVA pago pelo sujeito passivo.