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35 e 36 que, no seguimento da notificação das partes para se pronunciarem determinada pelo Supremo, considerou ser abusiva a actuação dos autores por se verificar "uma violação do princípio da boa fé traduzido numa desonestidade do exercício do direito que pretendem ver reconhecido, aproveitando-se de um simulado ato de compra e venda por si realizado com o específico intuito de posteriormente poderem juridicamente fazer valer um direito em confronto com o direito da 1 ré, pelo que os mesmos devem ser impedidos de poderem beneficiar duma realidade que eles próprios criaram deliberadamente para o efeito pretendido”, o que levou à decisão de neutralização do direito dos autores a verem o legado reduzido por inoficiosidade.