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Como afirma Augusto Lopes Cardoso o inventário não pode ser requerido por quem não é parte legitima, pois é regra de todo e qualquer processo "que só quem tiver interesse em demandar pode provocar a atividade judiciária, exprimindo-se este interesse pela utilidade derivada da procedência do pedido”; para este autoro facto de se "ter ou não interesse direto na partilha é que comanda a legitimidade para a requerer” Partilhas Judiciais, com a colaboração de Artur Lopes Cardoso e Fernando Casal, Volume , 6 Edição, Almedina, 2015, p. 297 e  No que respeita ao processo de inventário, rege o artigo 1085 do CPC sob a epigrafe "Legitimidade”) que têm legitimidade para requerer que se proceda a inventário e para nele intervirem, como partes principais, em todos os atos e termos do processo:  a) Os interessados diretos na partilha e o cônjuge meeiro ou, no caso da alínea do artigo 108, os interessados na elaboração da relação dos bens; b) O Ministério Público, quando a herança seja deferida a menores, maiores acompanhados ou ausentes em parte incerta.