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Entendemos, por isso, que do mesmo modo que afronta a justiça tributária desconsiderar determinado custo declarado quando já não possa ser imputado no exercício a que diga respeito porque a correcção foi efectuada no último ano em que podia ser e da sua consideração não resulte efectivo prejuízo para o Fisco, também afronta tal princípio desconsiderar determinado proveito dolosamente ocultado, quando o serviço correspondente foi imputado pelo próprio contribuinte em exercício posterior e já não pode ser imputado no exercício a que dizia respeito, redundando essa ocultação num benefício indevido para o prevaricador e em prejuízo directo para o Estado.” in acórdão do TCA Norte de 102012, proferido no âmbito do processo n. 486/02BEVIS).