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Em qualquer caso, o que se refere na decisão recorrida é que "Conforme resultou da análise do pressuposto da ilicitude e da culpa, a morosidade do processo n. 1056/02TBCTX, correspondente a um total de 3878 dias, contabilizados desde o dia 26 de outubro de 2004, data em que foi instaurada a ação, at�� ao dia 9 de junho de 2015, data em que transitou em julgado a decisão final proferida naquele processo, resulta que apenas 1639 dias é que podem ser imputados, a título de atraso, à Administração da Justiça...”  	Na perspetiva do Estado há alguns equívocos que se vêm a refletir no seu raciocínio recursivo, pois que importa distinguir aquilo que é um prazo razoável e um efetivo atraso.