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Todavia, tal explicação não pode colher.Efectivamente, a Autoridade Tributária recolheu indícios claros de que a Impugnante omitiu vendas, e que os valores constantes da sua contabilidade não correspondiam à realidade, sendo que os valores reais eram os constantes dos mapas apreendidos, indícios de facto que sustentam a posição por esta assumida com a inerente conformidade legal das liquidações efectuadas Acórdão do TCAN de 11/3/2010, Recurso 02794/04), Na verdade, quando está em causa a omissão de vendas, como sucede no caso vertente, a prova não se obtém directamente, mas indirectamente "através de um juízo de relacionação normal entre o indício e o tema de prova” Alberto Xavier, "Conceito e Natureza do Acto Tributário”, p. 15).