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3 O tribunal a quo fixou a indemnização presumindo como certo, definitivo e seguro que a autora e seu falecido marido permaneceriam casados pelo menos mais 24 anos, não tomando em consideração que no ano de 2017 a taxa de divórcios em Portugal superou os 64%, pelo que contar como certos, vitalícios, definitivos e seguros os rendimentos provenientes de um dos cônjuges, e considerar como verdade indiscutível que o falecido marido da autora permaneceria casado com ela pelo menos mais 24 anos, é uma presunção inconcebível para efeito de determinar o valor da indemnização por danos futuros, porque altamente improvável 3 O tribunal a quo fixou a indemnização no pressuposto de que o lesado auferia um rendimento líquido anual de € 1000,00, e que 50% desse valor reverteria para a autora.