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No sentido de que estes créditos de compensação não devem ser incluídas na relação de bens, apesar de serem considerados no momento da partilha para serem pagos, argumentando que estes não respeitam ao património comum do casal, pugna Augusto Lopes Cardoso Partilhas Judiciais  edição Vol pags 391 e 392 e no mesmo sentido, Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 06/02/2007 no  Agravo n. 4445/0  Contra tal entendimento tem seguido a jurisprudência mais recente cfr., entre muitos, o Acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães de 17-12-2013 no processo 1385/16TBBCL-G1, citando, por seu turno, também jurisprudência Relação do Tribunal da Relação de Guimarães de 17/01/2013, Acórdão Tribunal da Relação de Lisboa de 06-04-2010 no processo 113-/200L1-1, Acórdãos do Tribunal da Relação de Coimbra de 15-02-2005 no processo 4018/04 e de 08-11-2001, no processo 4931/11TBLRA.C  No entanto, porque os créditos de compensação stricto têm um regime próprio, visto que não podem ser exigidos em momento anterior ao da partilha nos termos do artigo 1697 n 1 do Código), pode justificar-se que sigam um regime diferente do regime regra imposto no processo de inventário vigente à data da sua instauração.