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Com efeito, à luz de tantas e tantas decisões que têm sido proferidas sobre a questão da medida da compensação dos danos não patrimoniais, e quando comparado com os valores indemnizatórios nelas atribuídos a esse título a sinistrados com lesões e sequelas de igual ou maior gravidade do que as do demandante, sem prejuízo do respeito que estas merecem, o referido quantum indemnizatório não pode deixar de ser considerado desadequado e desproporcional, especialmente mas não só) os valores, verdadeiramente incomuns, de € 4000,00 e € 2000,00, destinados apenas a compensar o quantum doloris e o dano estético, respectivamente, ambos de grau 5, numa escala de 7 o desfasamento entre esses valores e os previstos na Portaria n 377/2008, de 25 - que, para um quantum doloris e um dano estético máximos, isto é, de 7 pontos, prevê compensações até € 335,20e € 1260,00, respectivamente – é abissal, sendo que os tribunais não devem deixar de ponderar esses valores, apesar de não estarem, naturalmente, vinculados à sua aplicação).