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Concluem ainda os recorrentes que tal facto é matéria conclusiva sem que se possa escudar em prova concreta.Diz-nos a experiência comum das coisas que quando alguém pratica um ato ilícito do qual decorre a sua responsabilidade pelos graves danos que causou e não quer pagar a correspondente indemnização, o que faz é desfazer-se do seu parco património, nomeadamente partilhando-o, e ainda melhor acautelando o direito de usufruto vitalício da habitação, ou seja, ficando para si com bens de nenhum ou de pouco valor ou que dificilmente poderão servir efetivamente para pagamento da indemnização, pondo, assim, os seus bens em nome de outra pessoa, normalmente das suas relações pessoais muito próximas pois que precisa de ter confiança suficiente nela para que depois ela não lhe venha a opor que os bens são, realmente e não só formalmente,, ou vendê-los, pois que o dinheiro obtido é facilmente escamoteável.