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107 do mesmo articulado, referente ao furo artesiano existente na parcela expropriada, com referência à alegação de que o mesmo irrigava uma outra propriedade, donde um dano suplementar decorrente da sua eliminação, pela privação para aquele fim daí decorrente: acontece que na valorização do furo importava unicamente atender ao valor intrínseco do furo, isto é, ao que ele como benfeitoria existente na parcela expropriada valia por si, e já não à mais-valia que o mesmo representava para um outro prédio, ou despesa acrescida que terá de ser feita em benefício desse outro prédio, isto também face à ponderação que neste particular do que se trata é de indemnizar os danos que sejam consequência direta e necessária da expropriação12, termos em que não se justificava efetivamente, por irrelevante, consignar autonomamente esse alegado facto.