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Procedendo-se à aferição dos meios de prova indiciários juntos aos autos, acima descritos e tendo presente que objeto processual penal começa por ser inicialmente delimitado, ainda que com grande flexibilidade, pela participação, denúncia ou queixas, conclui-se o seguinte, relativamente aos pressupostos do arquivamento: a) houve lesões recíprocas e ainda não foi estabelecido qual das contendoras agrediu primeiro – pois houve meios concretos de prova contraditórios produzidos a esse respeito, sendo ainda certo que a única testemunha isenta depôs em inquérito, referindo não ter presenciado o início das agressões – o que não será credível à luz das declarações de E, que referiu ter visto essa testemunha até a empurrar as contendoras para fora da loja -; b) a ilicitude dos factos é reduzida, tendo em conta as lesões que se mostram documentadas nos autos – importa neste domínio ainda salientar não se ter apurado que alguma das vítimas tenha perdido a consciência em resultado de agressão -; ) os danos não foram reparados – resultaram provados danos corporais, com os inerentes sofrimentos inerentes, sem que tenha existido efetiva reparação dos danos, como exigido pela lei: a. não se podendo considerar existir reparação pela circunstância de estar à disposição o mecanismo processual previsto no artigo 72, n 1, al., do Código de Processo Penal, contrariamente ao sustentado na decisão recorrida; b. não se pode considerar inexistirem danos, por não terem ficado sequelas duradouras; e nem se colocando uma questão de compensação, uma vez que não foi sequer concretizado o "quantum" indemnizatório que cabe a cada uma das pessoas lesadas envolvidas na contenda; ) não se opõem razões de prevenção ao arquivamento, tendo em conta a ausência de antecedentes criminais por crime semelhante e a reciprocidade de agressões documentadas.