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Mostra-se indispensável para tal efeito a demonstração do prejuízo e, concomitantemente, do nexo de causalidade entre este e a conduta desrespeitosa da autonomia patrimonial, no caso, a prova de que as transferências levadas a cabo por um dos sócios tenham causado falta de liquidez da sociedade e, como tal, a impossibilidade de entrega dos lucros distribuídos à sócia lesada”; A desconsideração da personalidade jurídica tem sido entendida como um "instituto de enquadramento”, no sentido de que, "apesar de, aparentemente, se concretizar em soluções que poderiam derivar da aplicação isolada de outros institutos, ele permite tomar consciência das novas hipóteses que cabem em cada um destes institutos e exige o apuramento deles, de tal modo que, isolada ou articuladamente, possam funcionar como critérios orientadores da resposta aos seus problemas específicos” assim, Catarina Serra, "Desdramatizando o afastamento da personalidade jurídica e da autonomia”, in Julgar, n. 9, 2009, p.. De outro modo, tem sido sublinhado o caráter subsidiário da sua aplicação: "A figura da "desconsideração da personalidade jurídica”, também reconhecida entre nós e no estrangeiro por outras designações como "levantamento da personalidade jurídica” ou "levantamento do véu”, tem sido por diversas vezes empregue pela jurisprudência portuguesa na resolução de hipóteses diferenciadas.