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417, n. 2 do CPP, tendo a Assistente  vindo aos autos, e concluindo da seguinte forma a sua resposta:  "1 - Do acervo factual apurado resulta que o arguido, anteriormente aos factos em apreciação nos presentes autos, já tinha sofrido condenação em processo penal;   2- Pelo que, se mostra afastada qualquer inexperiência ou imaturidade do mesmo;   3 - Do respectivo relatório de avaliação psicológica do arguido, este é uma pessoa fria, insensível, autocentrado e desprovido de qualquer empatia social ou emocional, o que revela uma personalidade facilmente reconduzível para uma esfera de psicopatia;   4- O arguido revela perturbações ao nível do comportamento e das emoções bem como uma deficiente interiorização das regras e dos valores sociais;   5 - O arguido apresenta ainda traços de personalidade com tendência para agir de forma impulsiva e irreflectida, vivendo somente para o presente momento e satisfação das necessidades imediatas, com dificuldades no palneamento comportamental;   6 – O arguido apresenta um padrão de comportamento impulsivo-agressivo, revelando-se a agressividade de natrueza impulsivo/reactiva e auto ou hétero dirigida, tendencialmente não premeditada e planificada;   7- Os traços psicossociais do arguido conferem acentuadas probabilidades de reincidência do arguido nas suas condutas impulsivas/agressivas;   8 - Anteriormente à prisão preventiva, o arguido não estava integrado em qualquer actividade estruturada e mantinha consumos de estupefacientes e sobretudo de bebidas com elevado teor alcoólico, não tendo aderido a qualquer programa de acompanhamento;   9- O Tribunal apenas deverá aplicar o Regime Especial para Jovens caso, de acordo com os factos apurados admita, com uma razoabilidade evidente que, dessa aplicação, resultam vantagens para a ressocialização do arguido, não constituindo a sua aplicação um efeito automático resultante da idade do arguido.