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Como é sabido, e a jurisprudência tem afirmado repetida e uniformemente, quando pela AT forem recolhidos indícios sérios, objectivos e consistentes que traduzam uma probabilidade elevada de que tais facturas não titulam operações reais, cabe à impugnante a prova dos pressupostos de que depende o seu direito à dedução dos custos rejeitada,  Neste sentido o acórdão do TCA Sul de 18-12-2008, no processo n 02692/08 propugna: "Diga-se, no entanto, que não é exigível que a AF prove cabalmente os pressupostos da simulação previstos no art.. 240 do Civil a existência de divergências entre a declaração e a vontade negocial das partes por força de acordo entre o declarante e o declaratário, no intiuito de enganar, sendo bastante a prova de elementos indiciários que levam a concluir nesse sentido, isto é, de indícios sérios e objectivos que traduzam uma probabilidade elevada de que a factura não titula o negócio nos termos dela constantes, que estes não correspondem à realidade.