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Acresce ainda, conforme se lê no Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra, de 08/04/2019, supra identificado, "o "administrador de facto” está obrigado a prestar contas, podendo esta obrigação ser forçada por via de uma acção especial de prestação de contas, seguindo-se o entendimento segundo o qual dos "preceitos legais que estabelecem tal obrigação obrigação de prestar contas extrai-se um princípio geral, já afirmado pelo Prof. Alberto dos Reis, e de que tais preceitos constituem afloramento ou revelação: quem administra bens ou interesses alheios está obrigado a prestar contas da sua administração ao titular desses bens ou interesses”, pelo que, em nada obsta a inexistência de processo de inventário para a partilha de bens das heranças dos pais da Apelante e do Apelado, não se aplicando, com efeito, in casu, a regra que determina que a prestação de contas se processe por apenso ao inventário, conforme estabelece o artigo 94 do Código de Processo Civil.Em conformidade com todo o exposto, procedem na íntegra as conclusões da alegação da Apelante, sendo de conceder provimento ao recurso e revogar a decisão recorrida, com a consequente baixa dos autos à 1 instância a fim de a presente acção de prestação de contas prosseguir os seus ulteriores termos em conformidade com o disposto no artigo 94 e ss.