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Para alguns, entre os quais ALBERTO DOS REIS, a função negativa exceção de caso e a função positiva autoridade de caso são duas faces da mesma moeda, estando uma e outra sujeitas àquela tríplice identidade1 Segundo outra linha de orientação, incluindo a maioria da jurisprudência, a autoridade do caso julgado não requer aquela tríplice identidade, podendo estender-se a outros casos, designadamente quanto a questões que sejam antecedente lógico necessário da parte dispositiva do julgado1   Todavia, quanto à identidade objetiva, segundo CASTRO MENDES12:   «) se não é preciso entre os dois processos identidade de objecto pois justamente se pressupõe que a questão que foi num thema decidendum seja no outro questão de outra índole, maxime, é preciso que a questão decidida se renove no segundo processo em termos idênticos»   Para aquele autor, constitui problema delicado a "relevância do caso julgado em processo posterior, quando nesse processo a questão sobre a qual o caso julgado se formou desempenha a função de questão fundamental ou mesmo de questão secundária ou instrumental, não de thema decidenum.”13   Apesar disso, considera14 que:   «Base jurídica para afirmarmos que, havendo caso julgado e levantando-se num processo seguinte inter easdem personas a questão sobre a qual este recaiu, mas levantando-se como questão fundamental ou instrumental e não como thema decidendum não sendo, pois, de usar a excepção de caso, o juiz do processo novo está vinculado à decisão anterior, é apenas o artigo 67 n. 1, na medida em que fala de força obrigatória fora do processo, sem restrição, e ainda a ponderação das consequências a que essa falta de vinculação conduziria.»  E observa15 que:    «O respeito pelo caso julgado posto em causa num processo posterior, não como questão central, mas como questão fundamental, ou instrumental, representa uma conquista da ciência processual que vem já dos tempos de Roma.