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1 Ainda assim, o tribunal "a quo” não percebeu o motivo do empréstimo à Associação, não ouvindo o Arguido, ou querendo ouvir outra coisa que não o declarado pelo Arguido, fazendo, desde o início da audiência de julgamento até ao seu fim, tábua rasa do preceituado no número 2 do artigo 32, da Constituição da República Portuguesa, "todo o arguido se presume inocente até ao trânsito em julgado da sentença de condenação ...)", aliás, conforme se pode confirmar pela audição das declarações de arguido, em que o tribunal "a quo” não se inibiu de ir manifestando opiniões e tecendo comentários donde se podia, claramente, inferir um juízo sobre a culpabilidade, ao arrepio do estipulado no número 2 do artigo 343 do Código de Processo Penal.