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e, do artigo 59 do Código Penal, para a impossibilidade temporária ou de prestação do trabalho, dependem de essa impossibilidade decorrer de causa não imputável ao arguido;  3 Nos termos do artigo 467, n 1, do Código de Processo Penal, com o trânsito em julgado da decisão condenatória inicia-se a fase de execução da pena – razão pela qual os prazos de 30 meses de execução da pena a que alude o artigo 59, n 1, do Código e máximo de três anos de suspensão da execução a que alude a alínea do n 6 do mesmo, se contam desde a data de trânsito em julgado da condenação – trânsito esse que, nos presentes autos, ocorreu em 28/05/2019;  4 Assim, nos presentes autos, o aludido prazo de 30 meses atingirá o seu termo em 28/11/2020, sendo que o de 3 anos atingirá o seu termo em 28/05/2021;  5 Quando, face aos marcos temporais indicados na liquidação da pena aplicada no processo da segunda condenação, se verifica não ser compatível com as normas relativas a eventual suspensão da execução da pena de prestação de trabalho a favor da comunidade aplicada nos presentes autos artigo 59, n 1, e n 6, al., do Código aguardar-se as datas de eventual liberdade condicional e, muito menos, de termo da pena, tal eventual suspensão, igualmente por esta via, carece de suporte legal, por implicar ultrapassar os limites temporais legalmente previstos;  6 Ademais, a eventual suspensão ou substituição por multa, previstas nas alíneas e do n 6 do artigo 59 do Código Penal, não são medidas adequadas a acautelar as finalidades da punição que estiveram na base da aplicação da pena de prestação de trabalho – seja em termos de necessidades de prevenção especial, seja em termos de necessidades de prevenção geral, que se fazem sentir em grau já considerável, como resulta do acórdão condenatório proferido nos autos;  7 Estando o arguido - recorrente condenado pela prática de três crimes de abuso sexual de criança, p. e p. pelo artigo 171, n 1, do Código Penal, e decorrendo a impossibilidade de prestação de trabalho de facto imputável ao arguido mais concretamente da prática de crimes dolosos que lhe valeram a condenação numa pena de prisão de longa duração), caso este visse ser-lhe agora suspensa a execução da prestação de trabalho ou a respectiva substituição por multa que não se mostra em condições de, a imagem que se passaria seja para o condenado, seja para o sentir comunitário, seria uma imagem de impunidade – ou seja, ficariam irremediavelmente postas em causa as finalidades da punição que com a concreta condenação se visou satisfazer;  8 Face ao exposto e aos citados normativos legais, outra solução não restava à M Juiz a quo senão revogar a pena de prestação de trabalho a favor da comunidade fixada em substituição da pena de 1 ano e 9 meses de prisão e ordenar o cumprimento da pena de prisão determinada no acórdão condenatório – por ser a única decisão que, no caso dos autos, tem cabimento legal.