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A exigência de fundamentação nos termos que se acabam de referir, não postula, como fez notar Teixeira de Sousa, a "exteriorização das razões psicológicas da convicção do juiz”, mas antes a indicação dos "fundamentos suficientes para que, através das regras da lógica e da ciência, se possa controlar a razoabilidade daquela convicção sobre o julgamento do facto provado ou não provado.” Assim, admitindo-se variação gradativa na densificação da fundamentação da decisão de facto - havendo, naturalmente, decisões em que a razoabilidade da convicção do juiz surge melhor explicitada que noutras - o que sempre se deverá exigir, é que a fundamentação, ainda que não exaustiva, ou mesmo "pobre”, cumpra, ainda assim, o escopo de fornecer elementos de onde, com apelo às aludidas regras da lógica e da ciência, se possa aferir da razoabilidade da convicção do julgador na decisão que proferiu quanto à matéria de facto.10 Do exposto resulta que o Tribunal "a quo” não estava obrigado, sob pena de nulidade da sentença, a explicitar o raciocínio que o levava a dar como provado que "Com referência ao período de 20-2-2017 a 11-3-2018 foi cobrado a mais à reclamante a quantia de 137,00€ acrescido de Iva à taxa legal.”, ou "que entre 31-12-2017 e 11-03-2018 a Autora facturou indevidamente à Ré a quantia de €356,00”.