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Z)–Tal como não é aplicável o regime do Decreto-Lei n. 255/99 de 7/7 por não estar em causa o incumprimento de obrigações da Ré/Recorrida enquanto transitária também não é aplicável o regime da Convenção CMR Decreto-lei n.; AA)–Nos termos do artigo 1 n. 1 do Decreto-Lei n. 255/99 de 7/7 a transitária responde objetivamente perante o cliente pelo incumprimento de terceiros que haja contratado; BB)–Nos termos do n. 2 do mesmo artigo à responsabilidade emergente dos contratos celebrados no âmbito deste diploma aplicam-se os limites estabelecidos, por lei ou convenção, para o transportador a quem seja confiada a execução material do transporte, salvo se outro limite for convencionado pelas partes; )–Do n. 1 resulta de forma clara que o transitário responde objetivamente pelo incumprimento do transporte de mercadorias contratado com terceiros; )–Do n. 2 resulta que se aplicam os limites estabelecidos pela lei ou convenção para a responsabilidade do transportador; EE)–Contudo, este preceito apenas limita o montante da responsabilidade a recair sobre o transitário, indicando que esta terá como montante máximo o da responsabilidade do transportador; FF)–Já o transitário responde nos termos do artigo 79 do Código Civil, devendo indemnizar o prejuízo causado nesses termos; GG)–É também essa a interpretação da Jurisprudência; HH)–A esse respeito referimos o Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra datado de 04/04/2006 proferido no âmbito do Processo n. 4296/05; )–Consequentemente, o prazo de prescrição que se aplica é o prazo ordinário de 20 anos previsto no artigo 30 do Código Civil e não os prazos especiais previstos no artigo 3 da Convenção CMR; JJ)–Pelo que o direito da Autora/Recorrente não encontra prescrito não podendo assim operar a exceção perentória que determinou a absolvição do pedido conforme concluiu erradamente a sentença recorrida.