Legal Document Excerpt:

Em sede de impugnação motivada, arguiu, em suma, que: - A de cujus e seu falecido marido dispuseram por testamento a favor do Réu em relação aos três imóveis dos imóveis a que se reporta a procuração, sendo este válido e anterior ao testamento a favor da Autora e sem objeto conflituante com o aí determinado; - O marido da de cujus faleceu em .12001 e parte dos bens a si atribuíveis já se tinham consolidado, após a sua morte, na esfera jurídica do Réu, mediante testamento; - No seguimento do falecimento do marido,  outorgou em março de 2002 a favor do Réu procuração irrevogável, onde incluiu os bens já destinados por testamento por morte e os outros que entendeu transmitir-lhe nessa data de março de 2002, compreendendo todos os bens imóveis situados em Portugal, conforme era a sua vontade e a do seu marido; - A escritura outorgada em 2013 foi no estrito cumprimento da vontade expressa em vida de  e, por essa via, realizada, sendo que os bens já tinham sido transmitidos em vida, constituindo a escritura uma formalidade necessária por razões de exigência legal; - A Autora sucedeu apenas no remanescente dos bens situados na Galiza que eram pertença de , pelo que não tem legitimidade para exigir a prestação de contas do Réu.