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17 - Atento o explanado, os autos indiciam fortemente que o arguido praticou, em autoria material e na forma consumada, o citado crime de tráfico de produtos estupefacientes, previsto pelo artigo 2, n. 1, do Decreto-Lei n 15/93, de 20 18 - E assim sendo, tendo em atenção os alegados perigos de continuação de atividade criminosa e de perturbação grave da ordem e tranquilidade públicas e tendo em consideração as quantias monetárias, a balança e o produto estupefaciente apreendidos, o modo de execução dos factos e os antecedentes criminais do arguido, sem olvidar os princípios da adequação face às exigências cautelares do caso e da proporcionalidade atenta a gravidade do delito e da sanção que previsivelmente lhe virá a ser aplicada, bem como a confissão do arguido a qual deveria ter tido relevância, por si só, não obstante a tese defendida, sendo que se encontrava representado por advogado e o fez de forma livre e espontânea), deveria a Juiz de Instrução Criminal ter determinado que aquele aguardasse os ulteriores trâmites processuais sujeito a TIR já prestado e em prisão preventiva, tudo nos termos e para os efeitos do disposto nos artigos 191 193, 19, 20, n 1, alínea e 20, alínea, todos do Código de Processo Penal.