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A "relação especial de poder” que se constata no seio do contrato administrativo não vai sem contrapartidas ao cocontratante, e esse reequilíbrio é essencial à própria existência prática do contrato e à colaboração indispensável que promove entre particulares e Administração com vista ao desenvolvimento de objetivos de interesse geral » idem, ibidem: 566 e.  E, porque assim, tendo em conta o impacto da suspensão prevista no artigo 1 do Caderno de Encargos na execução do contrato, pela discricionariedade que deixa à entidade demandada, e pela previsão da inexistência de qualquer compensação ou indemnização, sempre teríamos de julgar que, ainda que estivesse que não está, como vimos já) compreendida nos poderes discricionários de conformação unilateral da relação contratual, aquela causa de suspensão viola de forma nítida os parâmetros legais definidos para a autonomia pública contratual.