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Na sua perspetiva, a contradição entre os dois acórdãos reside no seguinte:  - no acórdão recorrido, o Supremo Tribunal de Justiça entendeu que, se o Autor é declarado, numa ação anterior, por decisão já transitada em julgado, titular de uma quota-parte 3/8) do direito de propriedade sobre os prédios em apreço, não podem os Réus que sucederam na posição daquele pretender ser reconhecidos como únicos e exclusivos proprietários daqueles mesmos prédios numa segunda ação, operando nesta a autoridade do caso julgado daquela; muito diferentemente,  - no acórdão-fundamento, o Supremo Tribunal de Justiça decidiu que a preclusão só pode aplicar-se ao Réu e nunca ao Autor, amparando-se os Recorrentes no seguinte trecho do mesmo acórdão: "Ao contrário do autor, cuja pretensão não está sujeita a um efeito preclusivo, sendo-lhe lícito deduzi-lo repetidamente, desde que o fundamente em causa de pedir diferente”.