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De facto, numa época histórica caracterizada pela generalização das relações bancárias, em que grande parte dos cidadãos adquire o estatuto de cliente bancário, os elementos em poder dos estabelecimentos bancários, respeitantes designadamente às contas de depósito e seus movimentos e às operações bancárias, cambiais e financeiras, constituem uma dimensão essencial do direito à reserva da intimidade da vida privada constitucionalmente garantido.” No mesmo sentido, pode-se confrontar o acórdão do Tribunal Constitucional n. 602/2005, processo n. 514/2005, Diário da República n. 243/2005 Série de 2005-12-2 E ainda, o acórdão n. 145/2014 do mesmo Tribunal, de 14-02-2014, relator Carlos Fernandes Cadilha, processo n. 521/2013, onde se aponta também para a restrição do sigilo em face de valores igualmente passíveis de protecção: " o bem protegido pelo sigilo bancário cabe no âmbito de protecção do direito à reserva da vida privada consagrado no artigo 26, n. 1, da Constituição da República.