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Daí que se mostre totalmente pertinente a citação feita na sentença recorrida ao exarado no Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 10/10/2019 processo n 2819/07TBAVR-B.P1, acessível em www.dgsi.pt/jtrp), onde, num caso em que a transmissão do direito de propriedade decorria de um contrato de permuta, se entendeu que "a transmissão do direito de propriedade para os aqui executados/embargados, operada pelo contrato de permuta, e a continuação da ocupação do prédio vendido pelos transmitentes, ora embargantes, consubstanciaria o que a lei nos arts 1263, alínea e 1264, n 1, do Civil designa por constituto possessório, forma de aquisição derivada da posse nos termos da qual a posse se transfere para o beneficiário da transferência do direito real à imagem do qual a posse vinha a ser exercida apesar de o imóvel continuar a ser ocupado pelo transmitente ou por terceiro”.