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Como se assinala no aliás muito douto Parecer da Ex.ma Procuradora-Geral da República neste STJ: "Sublinhe-se o facto de o recorrente AA ter demonstrado uma total insensibilidade sobre o valor máximo que é a vida humana, ter dito ao seu filho para efectuar os disparos na presença de crianças, ter perpetrado o crime na pessoa do ofendido menor BB de uma forma totalmente gratuita, e tudo isto por ter tido conhecimento que a companheira de um dos seus filhos, teria batido no seu neto filho, combatendo esta eventual violência, com outra violência, bem superior, colocando de joelhos sob a ameaça de morte o referido menor BB, apontando-lhe uma arma de fogo, e impedindo-o dessa forma de se mexer e apenas por este ser sobrinho daquela, como bem refere o acórdão recorrido.”