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Motivação:  O tribunal formou a sua convicção, relativamente aos factos provados e não provados, para além do co-relacionamento de toda a prova produzida:  - no teor das declarações do arguido, que descreveu, em síntese, a forma como ocorreu o acidente, admitindo e confessando a integralidade dos factos, referindo o que o motivou a fazer o desvio e a colher o peão uma manobra de marcha-atrás de outro veículo, estacionado do seu lado, aludindo a como ficou transtornado e preocupado com o peão e como a sua companhia de seguros assumiu e já indemnizou integralmente o ofendido; esclareceu ainda sobre alguns aspetos da sua atual situação pessoal, familiar e económica; e, - no teor dos documentos, exames e fotografias juntos, designadamente, de fls.6 e s., 19 a 21, 28 e s., 64es., 90a 92, 124 a 129, 252 a 265, 281, 299 e s. e 31  Tais declarações confessórias do arguido, conjugadas com o teor dos documentos, fotografias e exames juntos aos autos, analisados todos criticamente e em conformidade com as regras de experiência comum, levaram o tribunal a convencer-se quanto aos factos que apurou, incluindo que, considerando a configuração do local constante das fotografias e a reduzida velocidade a que circulava o arguido tinha acabado de arrancar a escassos metros do ponto de, o mesmo circulava distraído, tendo sido nesse mesmo momento de distração que foi colher o peão.