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A circunstância de o arguido achar "o vídeo cómico e sem sentido libidinoso”, não afasta a ilicitude dos seus atos, pois assumiu um comportamento de perigo perante a divulgação de pornografia de menores, acrescendo que "a mera detenção de materiais pornográficos merecem atenção punitiva”1 Atentos os indícios apontados e o envio do respetivo ficheiro não a um mas a cinco utilizadores diversos não se compreende como tenha o Tribunal, depois referido como não indiciado que o arguido soubesse que o vídeo tinha conteúdo pornográfico, quando basta a simples visualização do thumbnail para resultar claro o conteúdo pornográfico do mesmo em relação ao menor envolvido.