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41 Na ponderação dos factos e do direito releva o entendimento do direito enquanto "responsabilizante dimensão ética do homem” e a finalidade de encontrar uma solução exigida pelo direito enquanto validade normativa - normativamente adequada às circunstâncias do caso concreto7e aos interesses em presença -, sabendo-se que "toda a interpretação jurisdicional de uma lei implica uma correcção ou um aperfeiçoamento do direito”8; "o objecto problemático da interpretação jurídica não é a norma como objectivação cultural, mas o caso decidendo, o concreto problema prático que convoca normativo-interpretativamente a norma como seu critério judicativo, o que significa, evidentemente, que é o caso e não a norma o ´prius` problemático-intencional e metódico.”9  O tribunal/juiz deverá providenciar pela obtenção das provas que permitam demonstrar a realidade dos factos art.s 7, n. 1 do CPC e 341 do, realizando ou ordenando, mesmo oficiosamente, todas as diligências necessárias ao apuramento da verdade e à justa composição do litígio, quanto aos factos de que lhe é lícito conhecer art.. Este entendimento das coisas vem de longe, considerando-se, também, desde há muito, que o conceito da inércia e passividade do magistrado "fez o seu tempo”10 e que o juiz tem o poder-dever de "ordenar oficiosamente as diligências e actos que entender necessários para odescobrimento da verdade” - nas palavras do CPC de 1939, no seu art.