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E as ilações que decorrem, quer da interpretação literal, quer histórica do enunciado normativa em apreço antes enunciadas não são infirmadas - pelo contrário, são até reforçadas - pelo resultado interpretativo do elemento sistemático, pois cumpre não esquecer que, quando o artigo 3-B foi inserido no EBF, aquele diploma contemplava já um benefício fiscal às SGPS, previsto no artigo 3 que correspondia ao artigo 3, na redacção do EBF que se encontrava em vigor previamente à republicação do mesmo pelo Decreto-Lei n. 108/2008), desenhado em moldes diversos do benefício fiscal à interioridade e., incidente sobre as mais-valias realizadas com a venda de participações sociais detidas por mais de um ano e sobre encargos suportados com as respectivas aquisições), precisamente por ser adaptado ao tipo de finalidade extrafiscal que se pretendia alcançar com a criação de SGPS e que era a promoção da gestão eficiente de participações sociais com o intuito de reforçar a capacidade económica e financeira dos grupos com sede e direcção efectiva em Portugal, por contraposição às operações de mero investimento financeiro para obtenção de rendimentos de capitais.