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FUNDAMENTOS DE FACTO Na decisão foi fixada a seguinte factualidade:  A Autora nasceu em 4 de Junho de 1951;   É farmacêutica e especialista em análises químico-biológicas análises clínicas);   A Autora foi proprietária e diretora técnica, até ao ano de 2015, da Farmácia Progresso sita no ;   A Autora foi proprietária, até ao ano de 1996, de um laboratório de análises clínicas em Montemor-o-Velho;   No dia 28 de Dezembro de 2000 a Autora foi transportada ao serviço de urgência dos HUC e apresentava as seguintes lesões do ponto de vista ortotraumatológico: fratura da diáfise do rádio direito, traumatismo da face com ferimento dorsal a nível do nariz;   A fratura da diáfise do rádio do braço direito que a Autora apresentava quando foi internada nos HUC não tinha quaisquer complicações;   No serviço de urgência bloco operatório procedeu-se à redução da fratura e osteossíntese com placa DCP de 6 furos e sutura do ferimento a nível do dorso do nariz, não tendo sido aplicada nem tala, nem gesso à Autora;   A intervenção referida em 6 foi realizada pelo médico ortopedista JMSGF e AJSP, na qualidade de ajudante;   A Autora ficou internada no Sector Ortopedia 1 Mulheres, onde prosseguiu tratamento pós-operatório;  1 O Dr. AL era responsável, ao tempo, do Serviço de Ortopedia 1 Mulheres, onde a Autora esteve internada, medicada e tratada;  1 O Dr. AL desempenhava funções de responsável administrativo, que não de responsável clínico, no serviço de Ortopedia 1;  1 Após a intervenção cirúrgica a que foi sujeita a Autora apresentava mobilidade dos dedos e da mão direita, sem qualquer limitação;  1 A partir da cirurgia de 28 de Dezembro de 2000 os Drs.