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Alegou, em síntese, o seguinte: que no exercício da sua atividade comercial recorreu aos serviços de ..  que exerceu as funções de contabilista por sua conta entre 1999 e 2005, procedendo à organização da sua contabilidade, apurando, além do mais, os quantitativos que a Autora teria de pagar à Administração fiscal e Segurança Social, sendo que, com base nesse apuramento, a referida contabilista, solicitava à Autora, a emissão dos respectivos meios de pagamento, com vista a entregar esses valores à Administração Fiscal e Segurança Social; nestes termos, foram sacados pela Autora, variadíssimos cheques sobre a conta n  ...) , do  B... , agência de S. Martinho do Bispo, de que era titular, nos montantes indicados pela sua Contabilista, e a esta entregues para que os remetesse ou entregasse às respectivas entidades; todavia, a referida Contabilista, uma vez em poder dos cheques, começou a fazer seus, os seus quantitativos, não os fazendo chegar às entidades deles beneficiárias, como devia e lhe era solicitado pela Autora, mas sim depositando-os nas suas contas bancárias pessoais; junto do  B... , onde possuía conta à ordem sob o n  ...) , verificou, também, que variadíssimos cheques que entregou à sua contabilista nos montantes por esta indicados, para proceder ao pagamento das suas obrigações tributárias, foram indevidamente pagos à própria àquela; a dita contabilista alterava os cheques mudando pelo seu próprio punho as iniciais dos nomes a favor de quem tais cheques eram emitidos pelas do seu nome, alterações que eram facilmente percetíveis para qualquer pessoa, pois mudava as letras das siglas das entidades, à ordem das quais tais cheques eram emitidos, DGT, CTT e IGFSS, para as iniciais do seu nome F.G.R.