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Para tanto, alegou, em resumo, o seguinte: § os 1, 2 e 3 réus foram em conjunto até 28/08/2011 os únicos accionistas da 5 Ré, sendo esta a detentora da totalidade do capital social da sociedade de direito romeno Cartoil Romania SRL ; § os 1, 2 e 3 réus comprometeram-se a transferir no prazo de 90 dias a contar de 28/08/2011 a totalidade do capital social da sociedade de direito romeno denominada Simpex Grow, RL para a 5 ré ou em alternativa a transferir metade do capital social dessa sociedade para a autora com uma estrutura societária idêntica à da 5 ré; § a 5 ré pretendia, em 28/08/2011, através da Cartoil Roménia e da Simpex Grow, desenvolver na Roménia um projecto de produção agrícola e oleaginosas em terrenos agrícolas, já negociados, e a adquirir com uma área aproximada de 1000 hectares e outros a arrendar com opção de compra que abrangeriam um área mínima de 9000 hectares; § tendo a autora, como sociedade investidora, sido convidado pelos 1 a 4 réus, nestes pressupostos, a viabilizar a implementação daquele projecto através da compra por si de acções representativas da metade do capital social da 5 ré; § em 29/08/2011 foi celebrado entre a autora e os 1 a 4 réus por documento escrito o contrato denominado "Contrato de Compra e Venda de Acções, Promessa de Aumento de capital social e Acordo de realização de suprimentos” com o teor do documento n 1 junto com a petição inicial; § apenas celebrou tal contrato em virtude de ter sido convencida que os terrenos agrícolas na Roménia, a adquirir pela Cartoil Roménia e outros a arrendar, nos termos referenciados e que visitou previamente, já se encontravam negociados; § com a celebração do contrato referido a autora procedeu ao pagamento de 50000 euros, por conta do preço das acções vendidas, e entregou ao 1 réu as três letras de câmbio previstas no contrato; § decorridas poucas semanas após a celebração do contrato, a autora, através dos seus representantes legais e acompanhados pelo 4 réu, deslocou-se à Roménia e verificou que ao contrário do que fora garantido pelos 1s quatro réus não existiam quaisquer terrenos negociados quer para adquirir quer para arrendar com opção de compra ; § tendo ainda constatado outras irregularidades que descreve e especifica; § os réus assumiram expressamente na cláusula 5 do contrato supra referido que a autora baseou a sua vontade de proceder à aquisição das acções, a respectiva vontade de contratar e a determinação e aceitação final dos exactos termos e condições da mesma aquisição no pressuposto de correcção e completude das declarações e garantias prestadas pelos 1 a 4 réus; § tendo sido enganada pelos réus e com isso perdeu a possibilidade, enquanto accionista da 5 ré, de obter lucros cessantes no prazo de 7 anos no montante de 25 milhões de euros; § pois induziram a autora em erro, tendo sido em virtude desse erro que celebrou o negócio, pois, caso contrário, não o teria feito, como os réus bem sabem ; § pelo que peticiona a anulação do negócio, a restituição das quantias entregues e indemnização por danos patrimoniais.