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3	Acresce que nos termos do artigo 29, n. 4 do RDLPFP "O recurso para o pleno da Secção Disciplinar não depende de formalidades especiais, devendo apenas proceder-se às diligências estritamente necessárias para a decisão das questões nele suscitadas e que não forem prejudiciais à economia do procedimento disciplinar", sendo que, nos termos do n. 5 do mesmo artigo "É, porém, vedada a produção de prova testemunhal e o oferecimento de meios de prova que pudessem ter sido oferecidos até ao encerramento da audiência disciplinar", expediente legal aliás em tudo semelhante ao previsto no artigo 4, n. 6 da Lei do TAD;  3	Tendo presente que a diligência de prova em questão - inquirição dos agentes de arbitragem - não foi indeferida, recuperemos que a tarefa do Conselho de Disciplina, em sede de Recurso Hierárquico Impróprio passa por aferir da validade de um ato administrativo sancionatório já praticado, in casu, os termos do processo disciplinar respetivo;  3	Nesse sentido, além da limitação imposta pela norma prevista no artigo 22, n.s 4 e 5 do RDLPFP, a qualidade, a natureza e o papel que estes agentes desportivos desempenham, assumindo, como se sabe, a veste de juízes, assumindo, para usar as palavras do Recorrido, um "poder de autoridade em que os mesmos são investidos", não se conforma com a posição que o Recorrido pretendeu colocá-los em sede de RHI, sendo que, a forma como a referida diligência foi realizada foi a que melhor respeitava as normas regulamentares aplicáveis, sem "beliscar" as garantias de defesa do Recorrido.