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Com efeito, se a testemunha afirma que foram enviadas cartas registadas, tal afirmação tem de ter correspondência na prova documental produzida, sob pena de se subverter a própria segurança probatória que as partes exigiram na sua relação comercial.» Entende a recorrente que o facto da decisão recorrida mencionar que a testemunha arrolada pela requerente referiu terem sido enviadas notificações para duas moradas distintas, isso significa que «que o Tribunal a quo sabia que tinham sido remetidas duas cartas para moradas distintas, facto este que não podia ser ignorado», pelo que, tendo constatado o lapso na junção do registo dos CTT, devia o Tribunal ter convidado a requerente para «corrigir tal lapso» ao abrigo «do dever de gestão processual, previsto no artigo  do CPC, bem como do princípio da cooperação, extensível aos magistrados, previsto no artigo  do CPC, uma vez que coloca o ónus sobre o juiz de convidar as partes a fornecer os esclarecimentos sobre a matéria de facto ou de direito que se afigurem pertinentes», a que acresce ainda o disposto no artigo 5 do 5 do CPC, onde estão previstos os factos que devem ser considerados pelo juiz, entre os quais constam os previstos na alínea do n 2, ou seja, factos complementares às alegações das partes, in casu, o registo dos CTT correto.