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Ademais, como bem salienta o Exm Procurador-Geral Adjunto neste Supremo Tribunal Administrativo, a solução drástica da extinção da instância viola o princípio da proporcionalidade ao estabelecer consequência demasiado gravosa para a inobservância do dever de colaboração com o tribunal; e resulta de uma interpretação das normas controvertidas que viola o relevante critério hermenêutico, segundo o qual as normas processuais devem ser interpretadas no sentido de promover a emissão de pronúncias sobre o mérito das pretensões formuladas, de acordo com princípio pro actione art.281 ns 1 e 2 CPC vigente; art.7 CPTA/art.2 al..  	Por isso considerando que cabe ao juiz dirigir os termos do processo, designadamente, ordenando as diligências que entender necessárias para a descoberta da verdade, sem sujeição aos meios probatórios requeridos pelos particulares ou pela Fazenda Pública, haverá de se concluir, face ao concreto circunstancialismo fáctico apurado nos autos, que não se verificou uma situação de impasse processual e que não se encontravam reunidas as condições para que pudesse ser proferida decisão de extinção da instância, por deserção, na impugnação judicial.