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Acordam na secção do Contencioso Tributário do Supremo Tribunal Administrativo: – Relatório  1 – O Representante da Fazenda Pública interpôs recurso para o Tribunal Central Administrativo Norte, da sentença proferida pelo Tribunal Tributário de Lisboa, em 27 de Outubro de 2016, que julgou procedente a impugnação judicial, intentada por A., contra o indeferimento que recaiu sobre a reclamação graciosa, relativa à liquidação do Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Singulares com o n. 200251132661885, referente ao ano de 2001, no valor global de 7160,02€, apresentando, para tanto, alegações que conclui do seguinte modo: 	Considerou a douta sentença a quo que é de equiparar os sócios das sociedades de advogados a membros dos órgãos estatutários das pessoas colectivas, admitindo que os serviços prestados pelos advogados no âmbito das sociedades de profissionais possam ser considerados juridicamente como prestações de trabalho dependente, permitindo, em consequência, a dedução das contribuições obrigatórias para o sub-sistema dos CPAS, embora sem os limites máximos relativos às deduções específicas e, outrossim, também seriam dedutíveis as quotas pagas para a Ordem dos Advogados, atento o seu carácter obrigatório para o exercício da profissão.