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Neste sentido também se pronunciaram os Acórdãos da Relação do Porto de 17/04/2008 processo n e de 20/11/2012 processo n 2017/10TJPRT.P1)  E há ainda quem adopte uma solução intermédia, sustentando que a verificação de uma das situações tipificadas nas alíneas do citado n 2 faz presumir a inexigibilidade da manutenção do contrato, de tal modo que o locador apenas tem o ónus de alegar e provar os factos que integrem uma dessas situações, cabendo ao arrendatário o ónus de ilidir aquela presunção, alegando e provando factos dos quais resulte que continua a ser objectivamente razoável a manutenção do contrato – veja-se designadamente o Acórdão da Relação do Porto de 06/05/2010 processo n 451/05TJPRT.P1)  Na nossa perspectiva, as situações previstas nas diversas alíneas do n 2 da norma citada não podem ser desligadas da cláusula geral que se encontra prevista na 1 parte do mesmo número, ao ponto de afirmar que a verificação dessas situações constitui automaticamente fundamento para a resolução do contrato, independentemente de qualquer outro facto ou circunstância.