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E. Não merece também reparos a sentença recorrida na parte em que julgou improcedentes as razões invocadas na Resolução Fundamentada para a imediata execução da Decisão de Resgate, não tendo a mesma feito uma errada apreciação da matéria de facto apurada nos autos e uma errada interpretação e aplicação do artigo 128, n 1 do CPTA, porque: 1) A Jurisprudência dos Tribunais Administrativos tem considerado unanimemente que a proibição de execução de ato por força da instauração de uma providência cautelar de suspensão visa salvaguardar o efeito útil da decisão a proferir no âmbito do processo, só podendo ser levantada em casos excecionais, quando ficar provada a urgência grave para o interesse público decorrente da imediata suspensão da execução do ato; 2) Os fundamentos invocados no Ponto da Resolução Fundamentada são manifestamente improcedentes, uma vez que:  As candidaturas realizada pelo Recorrente são referentes a subsistemas de abastecimento de água e de recolha e tratamento de efluentes localizados em freguesias que, embora se incluam no objeto da Concessão e devessem ter sido entregues até 1 de janeiro de 2012, nunca chegaram a ser entregues à Recorrida, continuando os mesmos a ser geridos por terceiros, situação exclusivamente imputável ao Recorrente;  A atuação passiva de décadas do Recorrente na entrega dos referidos subsistemas, para que a sua gestão passasse a ser feita pela Recorrida, assim como executados os investimentos previstos, é totalmente contraditória com uma alegada urgência na realização de investimentos, que nunca existiu para o ora Recorrente;  O interesse público referido na Resolução Fundamentada no que toca à necessidade de dotar aquelas freguesias das respetivas redes de abastecimento e de saneamento está acautelado pelo próprio contrato de concessão, na redação dada pelo  Aditamento, sem que isso implique a contração de quaisquer financiamentos pelo Recorrente.