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Os critérios de aferição do preenchimento do dever de fundamentação são, pois, os da suficiência, clareza e congruência A fundamentação deve, pois, ser explícita, incisiva e precisa, deve ser congruente e não ambígua ou contraditória) e deve ser suficiente, no sentido que deve dar conta da análise factual e do quadro legal em que se baseouaram os critérios de decisão ínsitos ao acto tributário A propósito de liquidações adicionais impostas por falta de reinvestimento no prazo legal das mais-valias obtidas na alienação da casa de habitação própria e permanente, com vista à suspensão da tributação, como sucede no caso em exame, colhem-se da jurisprudência fiscal os ensinamentos seguintes: )    «Se do teor da liquidação não consta qualquer explicação, ainda que sumária, que permita esclarecer um destinatário normal sobre o motivo da alteração ao rendimento global que a Administração fiscal operou entre a "primitiva liquidação” e a apelidada de "reliquidação” - sequer que tal diferença de valor resulta de alteração aos rendimentos da categoria G -, o acto de liquidação adicional está ferido de vício de forma de falta de fundamentação, determinante da sua anulabilidade» )  «Se antes da liquidação nada tinha sido comunicado aos contribuintes sobre a razão de ser da mesma, também não resulta da própria demonstração de liquidação notificada aos Impugnantes qualquer explicação, ainda que sumária, que permita esclarecer um destinatário normal sobre o motivo da alteração ao rendimento global que a Administração Fiscal operou entre a "primitiva liquidação" e a apelidada de "reliquidação", sequer que tal diferença de valor resulta de alteração aos rendimentos da categoria G, pois que a "reliquidação" e a "liquidação primitiva") não descrimina os rendimentos tributáveis por categorias, antes se reportando ao rendimento global»  A referida orientação jurisprudencial tem plena aplicação ao caso em apreço.