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Alegou, para tanto, em síntese: - em 08/04/2009, o "B..., S.A.” doravante, B...), celebrou a favor da sociedade ".., S. A.”, um contrato de garantia autónoma no valor de € 5000,00, destinado a garantir o bom e integral cumprimento das obrigações decorrentes para a sociedade ".., S.A.”, do contrato que tinha por objeto a empreitada de conceção/construção com estudo prévio, do P...; - por tal contrato o B... obrigou-se a pagar aquela quantia à primeira solicitação, sem que a beneficiária tivesse que justificar o pedido e sem que o banco pudesse invocar em seu benefício quaisquer meios de defesa relacionados com o contrato de empreitada referido ou com o cumprimento das obrigações que a ".., S.A.” assumisse com a celebração desse contrato, tendo-se também obrigado a pagar essa quantia no dia seguinte ao do pedido;  - no dia 04/08/2009, o B... celebrou a favor da referida sociedade "..” outro contrato de garantia autónoma no valor de € 5000,00, destinado a garantir o bom e integral cumprimento das obrigações decorrentes para a sociedade ".., S.A.”, do contrato que tinha por objeto a empreitada de conceção/construção com estudo prévio, do aludido P..., outorgado com a referida sociedade "..”, obrigando-se o banco a pagar aquela quantia à primeira solicitação; - no dia 14/12/2009, o mesmo B... celebrou a favor da sociedade "..” outro contrato de garantia autónoma no valor de € 5000,00, destinado a garantir o bom e integral cumprimento das obrigações decorrentes para a sociedade ".., S.A.” do contrato que ela e a "..” haviam outorgado e que tinha por objeto a mesma empreitada, obrigando-se o banco a pagar aquela quantia à primeira solicitação; - em 23/04/2010, o B... celebrou a favor da sociedade "..” outro contrato de garantia autónoma, no valor de € 5000,00, destinado a garantir o bom e integral cumprimento das obrigações decorrentes para a sociedade ".., S.A.” e obrigou-se a pagar aquela quantia à primeira solicitação; - no dia 19/07/2010, o mesmo B... celebrou a favor daquela "..” outro contrato de garantia autónoma no valor de € 5000,00, destinado a garantir o bom e integral cumprimento das obrigações decorrentes para a sociedade ".., S.A.” do contrato que ela e a "..” haviam outorgado e que tinha por objeto a dita empreitada, sendo que por tal contrato o banco obrigou-se a pagar aquela quantia à primeira solicitação; - no dia 11/01/2010, o B... celebrou a favor da sociedade "..” outro contrato de garantia autónoma no valor de € 5000,00, destinado a garantir o bom e integral cumprimento das obrigações decorrentes para a sociedade ".., S.A.” do contrato que ela e a "..” haviam outorgado, sendo que por tal contrato o banco obrigou-se a pagar aquela quantia à primeira solicitação; - no dia 30/01/2009, o B... celebrou a favor da "..” outro contrato de garantia autónoma no valor de € 74032,15, destinado a garantir o bom e integral cumprimento das obrigações decorrentes para o consórcio ".., S.A.” do contrato outorgado com a "..”, obrigando-se o banco a pagar aquela quantia à primeira solicitação; - após vicissitudes várias, passou a ser o Município o titular da posição acionista correspondente a 49% do capital social que a empresa "..” detinha na "..”, com efeitos a 30/09/2014; - em 04/02/2016 foi, em assembleia geral da "..”, realizada com a presença de todos os seus acionistas, deliberado autorizar a cessão gratuita, a favor da sociedade, da totalidade das ações de que eram titulares os acionistas privados; - em 2016, a Assembleia Municipal deliberou a dissolução imediata da empresa ".., S.A.”, com internalização das suas atividades, incluindo todos os ativos e passivos, resultando a incorporação no Município do objeto do contrato de empreitada referente ao dito P..., passando este a deter a posição jurídica de beneficiário das garantias em questão; - na sequência de auto de vistoria e tendo em conta as anomalias existentes, em 26/01/2019 foram as empresas que constituíam o consórcio notificadas para procederem à respetiva reparação, no prazo de 90 dias, o que, porém, não ocorreu, pelo que o Município deliberou o acionamento das garantias bancárias first demand e, em 31/05/2019, solicitou ao aqui R. o seu pagamento, o que este recusou, sem razão, mediante a invocação de a sociedade "..” se encontrar extinta, com a consequência de ter deixado de existir beneficiária para as garantias bancárias.