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A mesma conclusão - a de que os resultados interpretativos alcançados com o elemento literal e histórico do texto do artigo 4 do EBF são reafirmados a partir dos outros elementos da interpretação jurídica - é alcançada a partir do elemento teleológico, pois não é perceptível de que forma é que a redução da tributação por via da aplicação da taxa de uma SGPS poderia promover o desenvolvimento dos territórios de baixa densidade, fosse na criação de riqueza, fosse na fixação de pessoas, fosse ainda na dotação daqueles territórios de maior capacidade económica e competitividade, quando a actividade desenvolvida por uma SGPS não tem vínculo com o território onde está localizada, não tem impacto económico territorializado e não é uma actividade intensiva no plano laboral, pois, como já afirmámos, a sua actividade, mesmo complementar, não se projecta local nem socialmente, esgotando-se no âmbito do grupo social; o mesmo é dizer, apenas as sociedades participadas podem gerar aqueles efeitos em benefício da interioridade, e, por isso, apenas elas podem gozar do regime jurídico do benefício fiscal do artigo 4, n. 1 do EBF.