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Na verdade, no caso do acórdão fundamento estavam em causa factos demonstrativos de que num prédio rústico, reconhecidamente propriedade dos autores, o réu efectuou diversas obras sem o consentimento destes, sendo certo que se demonstrou ter ele "adquirido” dos anteriores colonos, em data posterior à extinção legal da colonia, as benfeitorias rústicas por estes realizadas antes de 197 Já no acórdão recorrido, a matéria de facto relevante reconduz-se à existência de um contrato de compra e venda sobre um prédio que incluía uma parcela na qual se demonstrou terem sido feitas benfeitorias rústicas, adquiridas por usucapião, antes da extinção legal da colonia, sem que tenha sido exercido o direito de remição.