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Inconformado com essa decisão, o arguido AA, interpôs recurso, formulando as seguintes conclusões: "Com o presente recurso pretende o Recorrente defender-se do que considera ser uma condenação injusta por estar convicto que a pena única de 18 anos de prisão que lhe foi aplicada pelo Tribunal "a quo”, em cúmulo, é excessiva; Deste modo o objeto do presente recurso é unicamente a medida da pena unitária aplicada, em cúmulo, ao arguido; Na confecção da pena conjunta, há que ter presentes os princípios da proporcionalidade, da adequação e proibição do excesso, não se visando re-sancionar o agente pelos factos de per si considerados, isoladamente, mas antes procurar uma "sanção de síntese", na perspetiva da avaliação da conduta total, na sua dimensão, gravidade e sentido global, da sua inserção no pleno da conformação das circunstâncias reais, concretas, vivenciadas e específicas de determinado ciclo de vida do arguido em que foram cometidos vários crimes, garantindo a observância do principio da proibição de dupla valoração; A moldura penal conjunta abstracta aplicável ao arguido, é de prisão de 4 anos a 107 anos e 6 meses, e o arguido não ignora o peso que esta moldura penal abstrata tem; Ainda assim, não se pode perder de vista que os factos aqui em crise ocorreram entre 06/10/2012 e 16/04/2015, ou seja foram praticados entre os 16 e os 18 anos de idade do arguido; Defende a decisão aqui em crise que tal facto não pode militar a favor do arguido, não pode assumir um efeito morigerador da pena a aplicar porquanto a sua idade não o impediu de praticaros inúmeros factos porque lhe foram impostas as penas aqui emconcurso.