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Concluiu as suas alegações da seguinte forma reproduzindo-se ipsis verbis as respectivas conclusões):  1 - Os factos invocados na petição inicial não suportam os pedidos formulados pelos Apelados porquanto estes na qualidade de locatário são apenas titulares de um direito de gozo e não de um direito real sobre o imóvel locado;  2 - A matéria de facto dada como provada demonstra que os Apelados realizaram uma obra ilegal que constitui uma alteração estrutural e como tal uma inovação, sem qualquer tipo de autorização seja do Apelado seja da assembleia de condóminos, existindo por isso direito do Apelante e co-Ré a pedir a sua demolição e reposição no estado anterior à mesma, seja ao abrigo do disposto no regime da locação seja ao abrigo do disposto no regime de propriedade horizontal;  3 - A matéria de facto dada como provada não permite demonstrar que o Apelante tenha de forma alguma perturbado o direito de gozo sobre o imóvel locado dos Apelados;  4 - A matéria de facto dada como provada demonstra que os Apelados prejudicaram e prejudicam gravemente os proprietários do imóvel com a sua obra feita ilegalmente e sem autorização, impedindo há anos a realização de obras urgentes para debelar infiltrações nas casas de diversos proprietários;  5 - Na matéria de facto dada como provado não há elementos suficientes para se poder aplicar o instituto do abuso de direito a favor dos Apelados na modalidade de venire contra factum proprium, designadamente indícios de que o direito do Apelante ou do Condomínio não mais seria exercido, mesmo que se verifique o pressuposto do decurso significativo de tempo;  6 - De toda a forma sempre a ausência de um direito de natureza real por parte dos Apelados, que são meros detentores e titulares em nome alheio do imóvel locado detendo um mero direito de gozo sobre o mesmo, deverá inviabilizar os pedidos formulados nos autos e qualquer aplicação do instituto do abuso de direito a seu favor;  7 - No presente caso a única situação de desproporcionalidade entre a vantagem auferida pelo titular e o sacrifício imposto pelo exercício a outrem é a causada pela aplicação do instituto do abuso de direito a favor dos Apelados;  8 - A douta sentença recorrida fez uma errada aplicação do disposto no artigo 344 do Código Civil.