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A A. conclui a sua revista da forma seguinte: A) Vem a presente revista interposta do acórdão do TCAS que, muito embora concedendo provimento ao recurso apresentado pela aqui recorrente, não se pronunciou sobre parte do pedido por esta formulado, concretamente sobre a  condenação da CCFL a praticar novo acto de adjudicação a favor da proposta da recorrente e  declaração de nulidade/anulação do contrato público celebrado com base no acto de adjudicação impugnado; B) Na decisão do acórdão recorrido apenas se encontra inscrita decisão de «conceder provimento ao recurso, revogar a sentença e anular o acto administrativo impugnado», nada se referindo quanto aos restantes pedidos formulados pela recorrente em 1 instância e no recurso apresentado; ) É sobre este segmento decisório - que omite decisão quanto a dois pedidos formulados - que incide este recurso, na medida em que há evidente omissão de pronúncia que resulta em nulidade; ) A revista justifica-se porque a intervenção deste Alto Tribunal é claramente necessária para «melhor aplicação do direito»; E) No caso sub judice impor-se-ia que o trecho decisório do acórdão recorrido se referisse directamente à decisão sobre os pedidos de condenação na prática de acto administrativo e de anulação do contrato celebrado e essa omissão é, tal como resulta da fundamentação do acórdão, clara omissão de pronúncia que só a intervenção deste STA pode sanar; F) Na falta de intervenção deste STA, o direito aplicável ao caso não ficará, como deve, definitivamente firmado, podendo dar azo a nova violação por parte da recorrida, que se poderá recusar a praticar os actos em cuja prática deveria ter sido condenada pelo TCAS, gerando um resultado iníquo decorrente de o direito ter sido mal aplicado ou, mais propriamente, aplicado com tal grau de contrariedade face ao direito processual aplicável que reclama a intervenção correctora do STA para uma necessária melhor aplicação; G) Mesmo se, ao contrário do que entende a recorrente, a questão não se apresentar a este Alto Tribunal como uma questão complexa do ponto de vista lógico e jurídico, tal não impedirá a requerida intervenção, já que esse entendimento, podendo ser motivo para rejeitar o recurso com fundamento em ausência de relevância jurídica das questões, não diminui a necessidade de intervenção do STA quando se verifique ter existido uma grosseira ou manifestamente má aplicação do direito no caso concreto, sendo irrelevante saber se o direito mal aplicado exige ou não complexas operações lógicas e jurídicas na sua aplicação; H) O acórdão recorrido é nulo porque o tribunal a quo deixou de se pronunciar sobre específicas questões que devia apreciar, nos termos da 1 parte da alínea do n1 do artigo 615 do CPC; ) O facto de o TAC não ter decidido sobre dois dos pedidos que haviam sido formulados e cuja apreciação constitui consequência lógica do decidido no acórdão recorrido é perfeitamente compreensível e lógico, já que, entendendo «não haver qualquer fundamento de exclusão da proposta, a adjudicação teria de operar, como não poderia deixar de ser, de acordo com a graduação das propostas efectuada pelo júri do procedimento», assim se justificando que a sentença do TAC não tenha conhecido do pedido de condenação na prática de acto substitutivo da adjudicação nem do pedido de anulação do contrato entretanto celebrado; J) O mesmo não se pode dizer da decisão recorrida, já que lhe competia pronunciar-se sobre a totalidade do pedido formulado pela recorrente na presente acção, tal como expressamente requerido nas alegações de recurso além de peticionado na petição inicial, o que, de resto, o tribunal recorrido não ignora, já que expressamente reconhece que a sua decisão quanto à existência de causa de exclusão da proposta adjudicada, que não foi reconhecida de entidade demandada, torna «o acto administrativo impugnado inválido, o mesmo ocorrendo com o eventual contrato adjudicado»;        K) O segmento decisório do acórdão apenas contém a decisão de «conceder provimento ao recurso, revogar a sentença e anular o acto administrativo impugnado», nada se referindo quanto aos outros pedidos formulados; ) A falta de decisão quanto a tais pedidos gera a nulidade do acórdão nos termos constates da 1 parte da alínea do n1 do artigo 615 do CPC; ) Os pedidos em causa foram claramente formulados na petição inicial, e reiterados nas alegações de recurso de apelação, e constituem, além disso, uma evidente consequência jurídica decorrente do que foi efectivamente decidido pelo TCAS uma vez que  a anulação do contrato decorre da anulação judicial do acto de adjudicação que lhe serve de base, e  a condenação da entidade demandada na prática de um acto substitutivo é também uma evidente necessidade e uma imposição decorrente da parte final do n1 do artigo 71 do CPTA, que exige do tribunal que se pronuncie «sobre a pretensão material do interessado, impondo a prática do acto devido», não se verificando, de resto, qualquer das limitações ditas nos números 2 e 3 do mesmo artigo; N) É também uma decorrência necessária da respectiva invalidade do acto administrativo impugnado a imposição à entidade demandante do dever de praticar um novo acto que não reincida na ilegalidade identificada, o que significa, concretamente, a prática de acto que determine a exclusão da proposta que - nas palavras desse Alto Tribunal - «devia ter sido excluída ao abrigo do artigo 146, n2 alínea do CCP», e, consequentemente, a prática do acto de adjudicação à recorrente, por a sua proposta ser a ordenada em 2 lugar no acto impugnado; O) Assim, impor-se-ia que o trecho decisório do acórdão referisse directamente a decisão sobre os pedidos de prática na condenação de acto administrativo e de anulação do contrato celebrado e essa omissão é fundamento de nulidade do acórdão nos termos da 1 parte da alínea do n1 do artigo 615 do CPC, uma vez que viola os ns 1 e 2 do artigo 608 do mesmo código.