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Se se considera provado que à época da prática dos factos o arguido coabitava com a sua mãe e uma irmã, não é possível ter praticado os factos de que vem condenado e que pressupõem que o arguido passou a residir em casa da sua irmã  E... , mãe da menor  .. .  O Tribunal a quo considerou provado que o recorrente ocupou o único quarto que se encontrava livre e que se situava no primeiro andar da casa da sua irmã  E... , mãe da ofendida, mas, tal como se afere pelo depoimento da Testemunha H...  passagem 02:44 a 03:43), a casa é de segundo andar e a menor ter-lhe-á indicado que, alegadamente, ela e o recorrente dormiam num colchão situado no segundo andar, não existindo assim qualquer base probatória em que assente aquele facto.