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Ao abrigo do contrato de arrendamento, o Réu tomou posse da fração e começou a habitar a mesma contra o pagamento da renda mensal; 1 Mas dentro do prazo de 24 meses a partir da assinatura do contrato promessa de compra e venda, acordado para o efeito, o Réu não notificou a Autora para fazer a escritura de compra e venda; 1 No final dos 24 meses em causa, o Réu referiu à Autora que mantinha todo o interesse na compra, mas que por razões pessoais não lhe convinha fazer a mesma nessa altura e pediu que a Autora tolerasse aguardar mais 12 meses, até Março de 2014, ao que a Autora acedeu de boa-fé, ainda dando uma oportunidade ao Réu de fazer a compra da habitação nos 12 meses seguintes; 1 Findo o período suplementar dos 12 meses que a Autora acedeu a esperar pela realização da escritura, o Réu voltou a pedir que a Autora que aguardasse outros 12 meses até Janeiro de para ser celebrada a escritura de compra e venda do imóvel, pedido que fez pessoalmente ao Sr. Paulo Ribeiro, director de departamento da Autora; 1 Em resposta a tal pedido, aquele último comunicou ao Réu que este novo adiamento só seria aceite se fosse feita a adaptação do contrato-promessa e em especial passasse a constar da respectiva al., da Cláusula l9 que só seria deduzido ao preço final a pagar pela compra e venda o equivalente a 25 % do valor das rendas efectivamente pagas até à data da celebração da escritura; 1 Por email, datado de 2014, o Réu respondeu, solicitando, quanto à alteração da al., da Cláusula 19 do contrato-promessa de compra e venda, que: "... a redução da percentagem de 50 % para 25 % da dedução dos valores pagos até à escritura seja apenas relativa a este ano e que o que está para trás, ou seja a dedução de 50 %, se mantenha quanto aos 3 anos já cumpridos desde o contrato promessa de compra e venda"; 1 Autora e Réu não chegaram a entendimento, pelo que não foi acordado nenhum novo adiamento da data limite para ser feita a compra e venda; 1 Entretanto e a partir de Janeiro de 2014 o Réu deixou de pagar as rendas devidas ao abrigo do contrato de arrendamento; 1 Em 12 de Março de 2014 encontravam-se já vencidas e não pagas as rendas relativas aos meses de Fevereiro, Março e Abril de 2014, no montante de 970 €  1 O Réu, por carta de 29 de Março de 2014, e recebida pela Autora em 7 de Abril de 2014, comunicou à Autora:   A denúncia do contrato de arrendamento, com efeitos a partir de 30 de Junho de 2014;  A perda de interesse na compra do imóvel objecto do contrato-promessa de compra, invocando a sua resolução por incumprimento por parte do promitente vendedor, ora Autora que consubstancia nas als.