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E não se diga que o arguido, por ter colaborado com os agentes policiais e que não ofereceu qualquer resistência e cumpriu todas as suas determinações, de livre vontade o tenha feito propriamente ciente de que estava no seu direito resistir a uma actuação desconforme com os seus direitos, liberdades e garantias, pelo contrário, dizem-nos claramente as regras da experiência comum, máximas do quotidiano num padrão de normalidade e na esfera paralela do leigo, cidadão medianamente informado que: Ao ser confrontado com uma fiscalização rodoviária; Determinando-se-lhe a realização de um teste qualitativo, de de álcool; Acusando naquele "taxa crime”; Quando lhe é determinado que acompanhe os agentes devidamente uniformizados, armados, transportados num veículo com os dizeres "Polícia Municipal de Cascais”; O cidadão "obedece, sujeita-se, crê” e deve crer que os agentes públicos, que se apresentam como tal, estão a agir no quadro de competências constitucionais e legalmente atribuídas, no uso do monopólio da força pública, cometida precisamente às polícias; Convicto de que a falta de anuência e obediência há-de trazer-lhe consequências nefastas, precisamente por corporizar, na prática "uma desobediência ao poder público”, na verdade, consoante espontaneamente referenciou o arguido, na convicção de que ia detido, até em virtude do aparato policial e medidas de marcha de urgência adoptadas aquando de tal transporte até ao Departamento Camarário.