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Mas o mesmo não sucedeu com a Ré, pois esta embora tenha consentido que o veículo ficasse na posse da A., não cumpriu com a obrigação de lhe entregar o documento comprovativo da titularidade em seu nome; Diz ainda a referida sentença que este facto não é gerador de nulidade do contrato, nem de indemnização por enriquecimento sem causa, mas dá naturalmente direito à A. de interpelar a R. para dar cumprimento integral do contrato celebrado, ou de desencadear os efeitos jurídicos do incumprimento; Neste sentido, a 26-01-2011, a A. requereu e obteve a notificação judicial avulsa da R., para que esta, em 30 dias a contar da notificação, lhe entregasse os documentos necessários ao registo da propriedade do automóvel NISSAN com matrícula ...-...-..., em nome da A., conforme devia ter feito e não fez; Porém, a R. nada fez até hoje, no sentido de rectificar o sucedido, ou de minimizar o prejuízo que causou à A., mantendo-se a propriedade do veículo em nome de terceiro; Entretanto, num processo de prestação de contas contra o seu irmão João ., a A. viu julgado procedente o seu recurso, que conferiu força executiva à sentença que reconheceu o seu crédito, conforme tudo melhor consta do Acórdão de 20-12-2017 transitado em julgado; E com esse fundamento, conseguiu fazer avançar a execução e penhorar o veículo Nissan a que se referem os autos, e pedir a sua adjudicação, concretizando finalmente a sua titularidade, pelos seus próprios meios; Foram doze anos de atraso e de frustração, desde Outubro de 2006 em que concluiu o pagamento da viatura, até ao presente Outubro de 201  – No decurso das tentativas de citação da Ré, foi obtida e junta aos autos, a 19/11/2018  ref.