Legal Document Excerpt:

No entanto, argumenta que, à data do acidente, a A. e o condutor do motociclo eram namorados e momentos antes do sinistro tinham ambos estado num convívio, onde aquele ingeriu diversas bebidas alcoólicas na presença da sua namorada, pelo que esta sabia, ou pelo menos não podia ignorar, que o J. T. apresentava necessariamente perturbações nas suas faculdades físico-psíquicas e alterações na sua capacidade neuro-motora, traduzidas numa diminuição de reflexos, da atenção e da acuidade visual, detectáveis por qualquer pessoa e, em concreto, pela Autora devido ao conhecimento que dele tinha, tendo aquela aceitado colocar-se numa situação de perigo ao aceitar viajar num motociclo conduzido por ele.