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Como assim, ponderando essas necessidades desincentivadoras e de prevenção, considerando que a casa dos autores ficou identificável no que se refere à sua localização e que as imagens da mesma foram divulgadas nas redes sociais onde essas imagens foram alvo de diversas visualizações e partilhas pelo menos 99 visualizações, 354 partilhas no facebook e 1600 visualizações no youtube, com grande probabilidade de aumento desses números, já que, como é consabido, com o desenvolvimento dessas redes e a sua utilização para comunicar, a comunicação deixou de ser one-to-one para passar a ser one-to-millions, na medida em que essas visualizações são efectuadas, praticamente, sem qualquer limitação) e considerando os constrangimentos sofridos pelos autores com a violação registada ao seu direito de reserva, cremos, ainda assim, que o valor fixado pelo tribunal a quo acaba por se mostrar excessivo para os ressarcir, tendo sobretudo em atenção o curto tempo de visualização da casa que, no seu conjunto, não ultrapassa vinte, o facto de as imagens terem sido colhidas com certo distanciamento em relação às partes "mais reservadas” do imóvel e a gravidade dos danos, que assume um grau menos intenso do que teria sucedido se as imagens registadas tivessem sido de quartos, de salas ou de zonas de serviço da residência ou de pessoas no seu interior.