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Não produz nesse quadrante qualquer efeito excludente, quer a justificação parcial, quer, entre outras, com a mesma matriz, um, eventual, ocorrido achamento e enquadramento, pela AT, de rendimentos não declarados e suscetíveis de avaliação por métodos diretos desde logo, mediante correções aritméticas/técnicas).” Dos elementos constantes dos autos resulta que se verificavam, no caso, os requisitos previstos na alínea do n. 1 do artigo 8 da LGT para que a AT pudesse intervir, como interveio, sendo que, como constatou a AT, os rendimentos considerados como acréscimos patrimoniais injustificados eram superiores a €10000,00 em cada um dos anos em apreço 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e. Efectivamente, resultou do relatório inspectivo que a AT concluiu que, em cada um dos anos em causa, o valor dos acréscimos de património ascenderam a €74371,52 em 2011, €48989,60 em 2012, €37389,41 em 2013, €27700,05 em 2014, €54703,01 em 2015 e €88075,54 em 2016, conforme capítulo , simultaneamente com a existência de divergências não justificadas com os rendimentos declarados €70569,09 em 2011, €44943,04 em 2012, €03589,37 em 2013, €95878,19 em 2014, €42966,31 em 2015 e €60583,62 em 2016, sendo, portanto, superiores a €10000,0 Da Inspecção e das justificações apresentadas pelos Recorrentes resultou, também, que algumas das entradas em determinadas contas bancárias deviam ser tributadas como rendimentos de trabalho dependente categoria, razão por que a AT decidiu considerar os valores remanescentes - os valores das entradas nas contas bancárias que ficaram por justificar - como acréscimos patrimoniais não justificados, tributando-os como rendimentos da categoria G.  Dúvidas não restam, pois, que os valores em causa eram efectivamente superiores a €100 000,0 Como correctamente se concluiu na sentença recorrida, estavam cumpridos os pressupostos legais, tendo a AT realizado essa demonstração.