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60-66), as seguintes conclusões que se reproduzem: ")  1 - O procedimento de revisão da matéria colectável, nos termos do art 91 da LGT, enquanto condição de procedibilidade da impugnação judicial só pode considerar-se cumprido quando o contribuinte revela a intenção séria de, naquele procedimento proceder à discussão necessária acerca dos pressupostos da avaliação indirecta e da respectiva quantificação; 2 - Quando se verifica que o contribuinte, lança mão deste procedimento, não para cumprir a função legalmente prescrita, mas apenas para que a subsequente impugnação judicial possa ser admitida, não pode considerar-se que a condição foi efectivamente cumprida; 3 - A decisão de avaliar directamente a matéria colectável, que se funde na impossibilidade de apurar directamente o lucro real, tem que ser devidamente fundamentada; 4 - Tal decisão está fundamentada, de facto e de direito, quando indica os factos concretos de que deriva a necessidade de recorrer à avaliação indirecta, concluindo assim pela impossibilidade de proceder à avaliação directa, acompanhada da indicação do quadro legal respectivo; 5 - Ao Tribunal compete indagar da adequação dos factos indicados, para suportar a conclusão de avaliar indirectamente; 6 - Quando se demonstra que a contabilidade do sujeito passivo revela a existência de omissão de serviços prestados, esses serviços inquantificados, só podem ser conhecidos através da avaliação indirecta, a única forma colmatar a insuperável insuficiência da contabilidade; 7 - Mesmo que a quantificação tivesse sido efectuada com base nos valores indicados pelos adquirentes dos serviços omitidos à contabilidade, ainda assim estaríamos perante avaliação indirecta da matéria colectável; 8 - A sentença recorrida ao não avaliar a relevância e idoneidade dos factos provados pela AT, que sustentam a decisão de avaliação indirecta, cometeu erro de julgamento, violando assim o que se dispõe no art 88 da LGT.