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A todo o direito corresponde uma acção adequada ao seu reconhecimento em juízo, pelo que o princípio de economia processual e o poder-dever de gestão processual não podem ser fundamento para admitir que numa acção se decidam todos os litígios entre as partes, sem qualquer conexão formal ou substantiva com a causa de pedir e o objecto principal dos autos.” Por seu turno e no que tange aos ditos requisitos processuais a Apelada deixou expresso na respectiva resposta ao recurso que: "Relativamente aos requisitos processuais, para além do pedido reconvencional ter sido formulado na pendência da ação principal e tempestivamente, verifica- se também que o Tribunal a quo é competente para o julgamento da Reconvenção, já que, nos termos do n. 3 do artigo 26 e n. 2 e 3 do artigo 3, ambos do Código do Processo Civil, a inicial ação especial convolou-se numa ação declarativa comum, sendo assim o Tribunal a quo competente para as questões deduzidas por via de reconvenção, tendo competência para as mesmas em razão da nacionalidade, da matéria e da hierarquia, nos termos do artigo 9 do Código do Processo Civil;” A este propósito refere a decisão recorrida o seguinte: "Ora, o poder-dever de gestão processual permite a admissibilidade da reconvenção, em circunstâncias em que está em causa o interesse em discutir e decidir todas as questões que, além da divisão, envolvem os bens em causa a fim de evitar que uma das partes se veja compelida a propor uma outra acção para ver o seu direito reconhecido.”  Nos presentes autos de processo especial de divisão foi proferida decisão que determinou o prosseguimento dos autos sob a forma de processo comum conforme o previsto no n. 3 do artigo 92 do Código Civil, por isso, em relação aos requisitos processuais, a tramitação compagina-se com a reconvenção.” Decorre do n. 3 do artigo 92 do Código de Processo Civil que: "Se, porém, o juiz verificar que a questão não pode ser sumariamente decidida, conforme o preceituado no número anterior, manda seguir os termos, subsequentes à contestação, do processo comum”.