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Para o que concluiu que:  A liquidação está ferida de ilegalidade, por erro na quantificação da matéria tributável, sendo certo que a A.T. não considerou, para efeitos de apuramento da coleta, quer o crédito de imposto, transitado dos períodos anteriores, quer o montante de IVA que agora pretende liquidar, mas não considera como dedutível;  Se a A.T. violou o principio da verdade material; se a liquidação impugnada padece de ilegalidade, por erro quanto aos pressupostos, verificando, para o efeito, se a A.T. cumpriu o ónus da prova dos pressupostos que legitimam a tributação em causa e, em caso afirmativo, se a Recorrente logrou ilidir os fundamentos que sustentam a liquidação em crise; e se a liquidação é ilegal, por erro na quantificação da matéria coletável;  A contabilidade da Recorrente, por referência ao exercício de 1999, encontrava-se já organizada, em pastas, que haviam sido apreendidas pela Policia Judiciária, no âmbito do processo crime, aí constando todos os documentos essenciais para o apuramento do IVA, não obstante, a A.T. não solicitou ou analisou outros elementos para além das faturas referentes às vendas de dezembro de 1999, desprezando os elementos da contabilidade que faziam prova do IVA deduzido;  Ao eximir-se da análise de todos os elementos que integravam a contabilidade da Impugnante, a A.T. violou o principio do inquisitório e da descoberta da verdade material, ao abrigo do qual estava a obrigada a adotar todas as diligências necessárias ao apuramento da verdade material, que no caso se traduz, no apuramento da real capacidade contributiva da Recorrente.