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Ora, resulta da matéria provada que desde o início da Empreitada, e ao longo da sua execução, vieram a verificar-se factos que modificaram as condições de execução da Obra; que a Consignação foi marcada para 28 de Fevereiro de 2003, tendo a A. procedido, previamente, à montagem do estaleiro e à mobilização dos meios de produção, com vista ao início dos trabalhos da Empreitada, naquela data; que no dia 28 de Fevereiro de 2003, parte das parcelas de terreno, necessárias à execução da Empreitada, não tinham, ainda, sido expropriadas pelo R., pelo que não estavam disponíveis e não podiam ser entregues à A.; que pelo que em 28 de Fevereiro de 2003, o R. procedeu à Consignação Parcial da Obra, tendo facultado à A. apenas parte das parcelas de terreno necessárias à execução da Empreitada; que a A. reclamou no próprio Auto de Consignação e apresentou, no prazo legal, Reclamação fundamentada, requerendo a suspensão dos trabalhos; que o R. deferiu a Reclamação da A., e suspendeu os trabalhos da Empreitada, por Auto de 3 de Março de 2003, o qual produziu necessariamente efeitos desde a data da Consignação, por impossibilidade, reconhecida no Auto de Suspensão, de execução dos trabalhos da Empreitada; que as parcelas de terreno facultadas à A., em 28 de Fevereiro de 2003, estavam intercaladas ao longo do traçado da estrada; que não sendo seguidas e inexistindo uma continuidade que permitisse o equilíbrio das respectivas terras; que o que tornava a execução das terraplenagens incomportável em termos financeiros, face ao previsto na Proposta; que a falta de disponibilização dos terrenos necessários à execução da Obra originou, em consequência, um atraso de 45 dias – de 28 de Fevereiro até 14 de Abril de 2003 - no início dos trabalhos da Empreitada; que a obra da empreitada dos autos esteve parada, entre 03/03/2003 e 14/04/200 Mais restando provado que os trabalhos do troço entre os perfis 1 e 45 foram apenas consignados em 19 de Abril de 2004 o que levou a modificação do planeamento da empreitada; que com a 2 consignação parcial dos trabalhos a A. ficou na posse de mais doze parcelas de terreno expropriadas; que sendo que entre todas elas existia continuidade de terreno; que as parcelas de terreno compreendidas nos perfis n.s 1 e 45 do Eixo 1, representavam menos de 20% do valor total da empreitada; que as suspensões parciais, de 4 de Julho e 6 de Agosto de 2003, mencionadas em e da matéria assente, prejudicaram o andamento dos trabalhos da empreitada.