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Invocou para tanto, em síntese, que não se verifica causa legítima de inexecução, por não existir nem impossibilidade absoluta nem grave prejuízo para o interesse público, pelo que a sentença recorrida viola o disposto no artigo 158 do Código de Processo nos Tribunais Administrativos ao não considerar a obrigatoriedade das decisões dos tribunais administrativos; que nem na deliberação de anulação do procedimento de 212015, nem em qualquer peça processual o Executado alegou que linhas do concurso de serviço de transporte perderam a sua utilidade e a razão, tratando-se de uma alegação genérica e conclusiva insusceptível de poder ser comprovada, à qual não é aplicável o artigo 80, n 2, do Código dos Contratos Públicos; que a execução do acórdão anulatório e a força de caso julgado impõe a declaração de nulidade dos actos consequentes, nomeadamente, a deliberação camarária de 312015 e que a existência de causa legítima de inexecução deve ser alegada na contestação ao processo de execução artigo 177 do Código de Processo nos Tribunais e que esta a ocorrer teria o tribunal que ordenar a notificação das partes para acordarem no montante da indemnização devida à Exequente artigo 178 do Código de Processo nos Tribunais.O Recorrido não contra-alegou.O Ministério Público neste Tribunal não emitiu parecer.Cumpre, pois, decidir já que nada a tal obsta.- São estas as conclusões das alegações que definem o objecto do presente recurso jurisdicional: A.- A sentença em apreço julgou que "atentas as circunstâncias supervenientes concretas, que surgiram após a prolacção do acórdão proferido nos autos principais, não é exigível ao executado, até para satisfação do interesse público que o executado visa satisfazer, que volte a iniciar este mesmo procedimento concursal.” B.- Importa considerar que as circunstâncias supervenientes referidas na sentença em apreço são também supervenientes ao presente processo executivo: - Em 102013, a Exequente instaurou a presente execução alínea dos factos provados).