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Quanto ao referido facto assente no ponto 20 – Para rega e lima do prédio melhor identificado em 5, durante todo o ano, é utilizada a água que aflui à mina há mais de 15 e 20 anos, pelo autor e seus antecessores, à vista de toda a gente, com o conhecimento de todos – e o que dele alegadamente resulta relativamente às alíneas e, desde já se dirá que, interpretando devidamente as decisões a que se reporta o Recorrente, o sentido do estatuído no ponto 20 em nada obriga a considerar como assente a factualidade a que se reportam as alíneas e, certo que nada impede que a água que aflui à mina em causa possa ter sido utilizada pelo tempo e nas condições referidas no aludido ponto 20, sem que os respetivos utilizadores tivessem relativamente a tal água ânimo de proprietários – múltiplas sendo as circunstâncias que podem explicar uma atuação como a referida desassociada da convicção de se estar a exercer um direito – e, por outro lado, também nada impede que a dita água que aflui à mina possa ter sido, ao longo desse tempo, colhida e derivada por que não a da alegada galeria – referindo-se expressamente, a este propósito, na motivação da decisão da sentença recorrida, que Da inspeção ao local constatamos que a água que aflui ao poço no prédio identificado em 5 vem através de um tubo que, de acordo com os esclarecimentos prestados pelo autor em tal ato, foi ali colocado há cerca de 2/3 anos, o que, para além de encontrar respaldo na prova produzida, como, designadamente, se pode constatar da análise da ata de 112020 onde está documentada a observação em causa, constitui uma explicação plausível para a posição assumida pelo tribunal a quo –, não impondo, por último, a factualidade provada, que a utilização da água que, segundo a primeira instância, comprovadamente foi levada a cabo pelos pais do Autor e por este, tivesse ocorrido sem qualquer oposição ou interrupção.