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A relação entre a ora Recorrente e o Recorrido é conflituosa, já tendo sido apresentadas queixas-crime e, bem assim, solicitada a intervenção da GNR; e) Recorrente e Recorrido não comunicam verbalmente, só o conseguem fazer através de SMS e e-mails, e nem assim chegam a um consenso, e ambos têm os respetivos contactos telefónicos bloqueados; f) Não existe acordo entre os progenitores relativamente às orientações mais básicas da vida quotidiana do menor, nem nas questões de particular importância para a vida do mesmo; g) Existe desconfiança da progenitora quanto à competência, vontade e capacidade do ora Recorrido em velar pelo bem-estar e saúde do menor; h) A relação conflituosa, o desacordo mútuo e a desconfiança da progenitora encontram-se comprovados nos autos pela prova documental junta e bem assim a produzida em sede de audiência de discussão e julgamento, conforme resulta da Douta Sentença; ) Verifica-se, in casu, que os critérios seguidos atualmente pela Jurisprudência e pela Doutrina para determinar a fixação de uma residência alternada não se encontram reunidos; j) Recentemente, foi proferido Acórdão por essa Relação no âmbito do processo n. 297/11T8PTM-E1, disponível em www.dgsi.pt, o qual no seu sumário considerou que: "No atual quadro legal nada impede que os progenitores, por acordo, e desde que satisfaça os superiores interesses do filho, estabeleçam a residência alternada no âmbito do exercício conjunto das responsabilidades parentais, regime que pressupõe, e não pode prescindir, da existência de capacidade de diálogo, entendimento, cooperação e respeito mútuo por banda dos pais, da partilha de um projeto de vida e de educação comuns em relação ao filho, para além de residirem em área geográfica próxima, que não implique alteração constante do estabelecimento de ensino do filho, beneficiem ambos de adequadas condições habitabilidade e que a criança manifeste opinião concordante, tendo em conta a sua idade e maturidade, entre outros elementos relevantes.” "Tratando-se de uma criança de tenra idade, demonstrada a conflitualidade entre os progenitores, a dificuldade séria de comunicação e de estabelecer um diálogo, bem como a ausência de cooperação ���) não se justifica o estabelecimento de um regime de residência alternada com o exercício conjunto das responsabilidades parentais, quando a mãe manifestou a sua discordância.”.