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As circunstâncias em que o juiz deve ter por justificado o receio de lesões futuras devem ser apreciadas objetivamente, tendo em conta o interesse do requerente que promove a medida e o do requerido que com ela é afectado, as condições económicas de um e outro, a conduta anterior e a sua projecção nos comportamentos posteriores.”  Este mesmo autor - como, aliás, é referido, na sentença recorrida -, na sua obra «Suspensão de despedimento e outros procedimentos cautelares no processo do trabalho - novo regime - Decreto-Lei n. 295/2009, de 13 de Outubro», Almedina, Fevereiro de 2010, páginas 112 a 114, refere como áreas possíveis de beneficiar, no quadro do direito laboral, de providências cautelares não especificadas, "direitos de personalidade do trabalhador constitucionalmente previstos g., artigos 1 do Código do”ou«violação grave das normas sobre períodos de descanso, descanso semanal ou gozo de férias».7  Ora, tendo como pano de fundo a doutrina exposta pelo agora Juiz Conselheiro ANTÓNIO ABRANTES DOS SANTOS GERALDES e o que já antes se decidiu quanto ao direito reclamado pelos Requerentes Sindicato e, pensamos que não podem existir grandes dúvidas quanto à legitimidade substantiva para aqueles lançarem mão deste procedimento cautelar comum para requererem as providências cautelares que julguem mais adequadas e eficazes a assegurar provisoriamente esse direito.