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Com efeito, o Tribunal recorrido deu cumprimento às disposições legais aplicáveis, tendo valorado devidamente:  - o grau de culpa do arguido, moldado no dolo directo e intenso;  - a motivação do arguido para a prática dos factos, traduzida no intuito de se estimular sexualmente, indiferente à pouca idade da vítima, apenas com 5, 6 e 7 anos;  - o grau de ilicitude da conduta, que é intensíssimo, revelando um enorme desvalor da conduta e de culpa na formação de personalidade, já que é função dos adultos protegerem e cuidarem das crianças, sendo certo que, sendo o arguido o pai da vítima, se exigia, à luz das mais básicas  regras de ética comportamental e de convívio social, que fosse sensível à imperiosa necessidade de a sua própria filha ter a liberdade de crescer na inocência própria da idade.