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Realizada esta delimitação do que interessa ao conhecimento do recurso, repetimos que a única questão suscitada reside em saber se a cláusula em que se estabelece que são garantidos os danos provocados por trombas de água e quedas de chuvas torrenciais, como tal se considerando a precipitação atmosférica de intensidade superior a 10 mililitros em 10 minutos no pluviómetros, constitui obstáculo a que o seguro seja accionado e, neste sentido, a recorrente defende que o IPMA registou que nos dias 10 a 31 de Março de 2018 na estação meteorológica de Alcobaça, a mais próxima da freguesia do Vimeiro, a intensidade máxima de chuva foi de 5 a 7 mililitros em 10 minutos no dia 1 Daqui, conclui a Apelante, nunca poderia a decisão arbitral considerar como existente uma causa de ativação do sinistro por o que deveria ser entendido por tempestade ou chuva torrencial, estar previamente definido de forma objetiva no próprio contrato e, assim, se a precipitação em momento algum atingiu os 10 mililitros em 10 minutos nunca se poderia entender que havia motivo de responsabilidade.