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3 Pagamento esse que resultou do mútuo com hipoteca celebrado nessa mesma data entre a ora insolvente e a recorrente Caixa ...; 3 Da previsão da alínea do n1 do artigo 755 do Código Civil, resulta que não é atribuído direito de retenção, em caso de tradição da coisa, a todo e qualquer crédito resultante do não cumprimento imputável à outra parte; 3 Fica sempre dependente de ter sido entregue um sinal, nos termos do artigo 442 do Código Civil, por remissão da parte final do artigo 755, n 1, alínea do mesmo diploma; 4 No caso sub judice, não se tendo verificado a entrega de sinal, a alegada tradição da coisa, apenas se apresenta como um acto de mera tolerância, não atribuindo à herança o direito de retenção a que alude; 4 O direito de retenção fica também dependente do incumprimento definitivo dos alegados contratos-promessa, 4 O que como resulta da douta sentença do Tribunal a quo, não ficou assente, 4 A ora insolvente não foi interpelada, para cumprir fosse o que fosse, nomeadamente os alegados contratos-promessa, 4 O que aliás também resulta da acção declarativa instaurada pela Herança contra a ora insolvente destinada a reconhecer o direito de resolução dos alegados contratos- promessa e a condenação da insolvente a pagar àquela a quantia de € 00000,00 acrescida de € 100,000,00 a título de benfeitorias ou, caso assim se não entendesse, a condenação desta a pagar à primeira a quantia de € 00000,00, acrescida dos referidos € 10000,00 a título de benfeitorias, mais se reconhecendo em todo o caso o direito de retenção da Herança sobre os imóveis construídos nos lotes A1, A2, A3 e A4 para garantia do pagamento de tal indemnização, dado como provado ponto 31 da douta sentença, que da sentença resultou a absolvição da Construtora ..., Lda.