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Ora, estando em causa nos presentes autos uma declaração de utilidade pública de expropriação por Resolução n 1449/2006, publicada no JORAM de 10 Novembro 2006 , n. 142  e decorrente do facto de não se ter chegado a qualquer acordo em sede de concretização de competentes aquisições/transacções das parcelas afectadas aos seus proprietários , e tendo os presentes autos tido o seu início no tribunal a quo em Janeiro de 2014, difícil é de aceitar e compreender que, em 11/5/2016  cerca de 10 anos após a declaração de utilidade pública de expropriação  venha ainda a entidade expropriante a questionar a natureza dos solos dos prédios e/ou das parcelas expropriadas .