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Os factos considerados provados pelo tribunal recorrido são os seguintes:  A autora é uma sociedade que se dedica à atividade seguradora;  No exercício da sua atividade, a autora celebrou com E, Lda., um contrato de seguro, do ramo automóvel, titulado pela apólice n, nos termos da qual assumiu a responsabilidade emergente da circulação do veículo automóvel ligeiro de passageiros de matrícula PS ...), bem como as coberturas resultantes de choque, colisão ou capotamento;  No dia 10 de março de 2017, cerca das 10h15, o veículo seguro na autora interveio num acidente de viação no Parque de Estacionamento do Hospital da Universidade de Coimbra, em Coimbra, com os veículos de matrícula ...), propriedade de R, RF ...), propriedade de S, DP ...), propriedade de R e KA ...), propriedade de;  No local, para além do parque de estacionamento, existe um espaço de lavagem, à data propriedade da ré;  Junto ao referido espaço, a via apresenta uma inclinação no sentido Norte-Sul;  O piso, em betuminoso, encontrava-se em bom estado de conservação e seco;  A via tem dois sentidos de trânsito, encontrando-se dividida em duas hemi-faixas de rodagem, destinando-se cada uma delas ao trânsito de veículos em cada um dos sentidos;  No local do acidente, a faixa de rodagem tem 15 metros de largura, destinando- se aos dois sentidos de trânsito;  No local existe sinalização vertical que limita a velocidade máxima a 30 km/h; 1 No dia 10 de março de 2017, um funcionário da proprietária do veículo seguro na autora entregou o veículo PS nas instalações da ré para que esta procedesse à sua lavagem; 1 A lavagem do veículo PS ficou a cargo da funcionária da Ré, A 1 Esta, imediatamente após ter concluído tal tarefa, conduziu o veículo para o exterior das instalações da Ré, com o intuito de o estacionar num dos lugares disponíveis no parque de estacionamento; 1 Fê-lo por solicitação do sócio da sociedade proprietária do veículo, autorizada para o efeito, no interesse e por conveniência daquele substituindo-se-lhe) e por mera cortesia; 1 Já no exterior das instalações da ré, quando efetuava uma manobra de marcha atrás, e em virtude da inclinação da via no local, o veículo PS ganhou velocidade; 1 Ato contínuo, a sua condutora perdeu o seu controlo; 1 Este prosseguiu a sua marcha desgovernada; 1 Embatendo, lateralmente, na traseira do veículo que se encontrava estacionado no aludido parque de estacionamento, tendo este, por sua vez, sido projetado contra um outro veículo, de matrícula KA ...), que se encontrava estacionado à sua frente; 1 Adquirindo nova trajetória face a esse embate; 1 O veículo PS prosseguiu a sua marcha desgovernada e embateu na frente esquerda do veículo RF, que também se encontrava ali estacionado; 2 Tendo prosseguido a marcha, desgovernada, até embater na traseira do veículo DP; 2 Onde se imobilizou; 2 Tal acidente foi participado à Autora, pela sua segurada, ao abrigo da cobertura de danos próprios; 2 Do embate resultaram danos na lateral direita e traseira do veículo de matrícula PS ...), nomeadamente no para-choques, guarda-lamas, painel lateral, portas, luzes da bagageira, entre outras, cuja reparação foi orçamentada em € 465,95; 2 A autora pagou a reparação do aludido veículo, deduzido da franquia, à entidade reparadora F, Lda., no montante de € 535,97; 2 Do acidente resultaram danos na traseira, lateral e frente direitas do veículo , nomeadamente, para-choques, portas, luz traseira, chapa de matrícula, entre outras, cuja reparação foi orçamentada em € 722,83; 2 A autora pagou a reparação do veículo de matrícula ...), à entidade reparadora, S.A., no referido montante de € 722,83; 2 Do acidente resultaram também danos na frente esquerda do veículo RF, nomeadamente no para-choques, friso de proteção, guarda-lamas, capot, porta, entre outros, cuja reparação foi orçamentada em € 663,32, 2 A reparação do veículo RF era tecnicamente não aconselhável e economicamente inviável, pelo que o mesmo foi considerado perda total; 2 Atento o estado de conservação do veículo RF ...), o seu valor venal, anteriormente ao acidente, era de € 900,00; 3 A autora pagou, após negociação, à proprietária do veículo RF ...) o montante de € 490,00, como indemnização pela perda total do aludido veículo; 3 Do acidente resultaram danos no veículo DP, nomeadamente no para-choques, luzes, painel lateral, proteção de plástico, porta, entre outros, cuja reparação foi orçamentada em € 670,06; 3 A autora pagou a reparação do veículo de matrícula DP ...) à entidade reparadora, no montante de € 670,06; 3 A autora despendeu a quantia de € 766,29 com as despesas de peritagem e regularização do sinistro; 3 No dia 202018, a autora enviou à ré a carta com o teor do documento de fls.