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2 – Inconformados com a respetiva condenação, cada um dos arguidos veio recorrer –alegando em síntese:  A – o arguido F. que no acórdão se verifica uma "ponderação vaga, subjectiva e imprecisa, no que à imputabilidade do factos”, tendo o tribunal a quo "ignorado e violado o princípio da presunção de inocência, sendo o Arguido considerado culpado ab initio”, ignorando "os ditames e princípios basilares quanto à prova”; que "As declarações dos Assistentes e da testemunha E. P. não podem ser suficientes para o tribunal condenar o Recorrente pela prática de algum crime de ofensa à integridade física qualificada” onde ao invés "As declarações prestadas pelo Arguido deviam ter sido valoradas e não descredibilizadas sem qualquer fundamentação” pelo que "Ao existir dúvida fundada deve prevalecer o p. in dubio pro reo” e "inexistindo fixação do objecto, não existindo actos de execução, leva a que a decisão proferida devesse ser de absolvição”; que "O Tribunal a quo valorou meios de prova que nos termos do artigo 129, n 1 do Código de Processo Penal Ao aceitar a identificação dos Arguidos baseada na lógica do "ouvi dizer”, numa fotografia do Facebook que foi enviada por uma pessoa que não foi ouvida perante o Tribunal e nem assistiu às agressões”, constituindo "depoimento indireto” e por isso "A fundamentação do acórdão encontra-se viciada pelo uso de prova nula”; que "A decisão proferida pelo Tribunal a quo é nula nos termos dos artigos 37 do Código de Processo Penal porquanto nem sequer fala do elemento subjetivo do crime e não especifica se o Arguido é, e qual a fundamentação, condenado em autoria, co-autoria, cumplicidade ou o que for” e que existe "erro notório na apreciação da prova, por contradição insanável”; que o tribunal errou na qualificação jurídica dos factos pois não estão preenchidos "devidamente os elementos objetivo e subjetivo do tipo legal de crime em apreço”, seja "quanto à alínea do artigo 132 do Código Penal nunca tal poderia ser aplicado, porquanto os Arguidos aqui nos autos serão, eventualmente, dois” e a "dita agravação pelo artigo 13 n. 2 e alínea não poderia ser verificada porque o dito motivo "torpe”, na ótica do julgador, seria a alegada pertença dos Arguidos a uma claque da , o que não é dado como provado e não pode justificar, sem mais, uma qualificação desta natureza” em razão da qual "Mal andou o Tribunal a quo a interpretar os artigos 14 n. 1, 14 n.1 alínea e n.2 e 13 n. 2 alíneas e do P.”; que o recorrente não "poderá ser condenado por três crimes” pois que "Conforme se dispõe, claramente, no n. 2 do artigo 3 do P. o que está em causa é sempre a proteção do mesmo bem jurídico, executada por forma alegadamente e essencialmente homogénea, pelo que, de facto, o crime a existir, foi só um” e onde a "provada factualidade não permite estabelecer que houve três resoluções criminosas” e a ser condenado "deverá ser, somente, por este tipo de crime p. no artigo 14 n. 1 do P.” – conclusões a  B - o arguido J. T. defende que "A decisão de que se recorre enferma de erro judiciário na apreciação e valoração da prova produzida” pois que "não resulta provado que as testemunhas R. G. e E. P., demonstrassem que conheciam, conheceram ou reconheceram o arguido J. T. ou que o mesmo tivesse participado na prática dos atos ilícitos” e por isso a decisão "baseia-se em depoimentos de testemunhas, valorados pelo Tribunal a quo, que, em momento algum, corroboram as declarações dos assistentes e que, erradamente, levaram ao apuramento dos factos que constam do elenco dos factos provados, concretamente, quanto à identidade do arguido J. T. com sendo um dos autores da prática dos factos ilícitos”; que "As concretas provas que impõem decisão diversa da recorrida, resultam do teor das declarações dos assistentes , H. J. e E. , quer porque, não lograram identificar minimamente o arguido/recorrente através da sua descrição física ou fisionómica, bem como, a identificação e o reconhecimento que os assistentes fazem do arguido/recorrente assenta na prévia visualização de fotos publicadas no perfil do facebook, obtidas não se sabe como nem por quem” e onde as "duas testemunhas de "acusação” R. G. e E. P., que não corroboram as declarações dos assistentes, no que concerne à identificação do arguido J. T.” e assim foram incorretamente julgados a "factualidade descrita na matéria de facto provada, nos pontos 2, 3, 4, 5, 7, 9, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 9, 20, 21, 38, 61, da douta decisão” e onde "Os depoimentos dos assistentes são merecedores de sérias reservas quanto à sua fiabilidade e credibilidade como prova da identidade e reconhecimento do arguido/recorrente não lograram demonstrar que tivessem identificado as características físicas ou da fisionomia do arguido/recorrente aquando da ocorrência dos factos ilícitos e onde "As circunstâncias que envolveram a identificação e reconhecimento do arguido J. T., justificava fundadas dúvidas sobre a autenticidade, segurança, sugestividade, coerência e espontaneidade das declarações dos assistentes ”e por isso "Face às declarações dos assistentes, desacompanhadas de outros meios de prova que as sustentem e as circunstâncias em que se baseou a identificação e reconhecimento do arguido/recorrente, deveria o Tribunal a quo, tê-las valorado convenientemente, na esteira do princípio constitucional da presunção de inocência do arguido e do princípio in dúbio pro reo”; e que, em caso de condenação, "a pena única de dois anos e dois meses de prisão, suspensa por igual período extravasa a culpa imputada ao recorrente”,  é "excessiva, bem como, é desadequada e desproporcional, perante as necessidades de prevenção especial”,  pelo que deveria ser aplicada "uma pena cumulativa não superior a um ano e quatro meses, suspensa por igual período” e que "não deverá ser subordinada ao cumprimento de um plano de reinserção social”; 3 - Salvo o devido respeito pela opinião contrária, cremos que não assiste qualquer razão aos recorrentes no invocar das questões suscitadas por cada um deles nas respetivas motivações bastando para o efeito atentar-se às doutas motivações recursórias e ao modo como os mesmos colocam em crise a fundamentação do tribunal a quo, na contraposição ao todo que surge explicitado no douto acórdão proferido nos autos; 4 – O que os recorrentes fazem é o recorrente trabalho de pretender colocar em causa o exame crítico da prova realizado pelo tribunal, contrapondo o seu ponto de vista, valorizando uns elementos de prova e desvalorizando outros em contramão ao tribunal mas ainda assim sem qualquer concreto e específico dado objetivo mas apenas alicerçado na própria convicção dos recorrentes diversa daquela afirmada pelo julgador ou no entendimento sobre validade de provas; 5 - Ao ler-se a motivação da matéria de facto plasmada no douto acórdão a propósito da factualidade dada como provada o alegado pelos recorrentes, tal como se apresenta, não passa de afirmação sem qualquer base de sustentação, pois que logo se depara o quanto cuidadoso e pormenorizado os Mm.s Juizes a quo explicitam os motivos de facto que fundamentaram a decisão e o exame crítico das provas que serviram para formar a convicção do Tribunal para aquela matéria de facto dada como provada; 6 - E naquilo que intercede com duas versões distintas dos factos – os arguidos que negam terem sido os agressores e os ofendidos a afirmar que foram estes dois arguidos e outros que os agrediram – o próprio tribunal esmiúça num conjunto de uma clareza meridiana não se vislumbrando qualquer falta de indicação da motivação dos juízos sobre a matéria de facto, ficando por aí a saber cada um dos recorrentes em que é que o tribunal fundou a sua convicção, e tanto assim o é tal é a forma como os mesmos atacam o julgamento daquela matéria de facto.