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- Tal explicitação exige a menção expressa dos elementos probatórios indícios existentes no processo que suportem a afirmação da prática de um dos crimes do catálogo ou cuja moldura penal abstrata seja superior a três anos de prisão, bem como as circunstâncias da investigação de onde decorre a indispensabilidade ou assinalável necessidade das escutas telefónicas para a descoberta da verdade, no sentido da prova de tal crime; - No caso, a decisão judicial de 1 de fevereiro de 2019, que introduz no processo as escutas telefónicas é absolutamente omissa no que toca aos aspetos acabados de enunciar; - Quem a proferiu não indicou nem avaliou qualquer elemento probatório concreto que lhe permitisse afirmar a investigação de factos suscetíveis de integrarem a prática de crime de tráfico de estupefacientes, previsto e punível pelo artigo 2 do Decreto-Lei n. 15/93, de 22 de Janeiro, nem, tão-pouco e sobretudo, avaliou qualquer circunstância da investigação em curso em que pudesse alicerçar a conclusão da indispensabilidade ou assinalável necessidade para a descoberta da verdade do meio de obtenção de prova que autorizou; - Tal decisão não se encontra, pois, fundamentada, em violação do disposto no art.