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A matéria de facto provada estabiliza-se assim nos seguintes termos: 1- No ano de 2005 a A. instaurou uma acção emergente de acidente de trabalho, do qual resultou a morte do seu companheiro,; 2- O processo correu no então Tribunal Judicial de Odemira com o n. 434/04TBODM; 3- No referido processo, a A. peticionou a condenação da entidade patronal e da seguradora a pagar-lhe: – uma pensão anual e temporária, desde o dia seguinte ao dia do falecimento do seu companheiro, até a idade da sua reforma; uma pensão vitalícia, a partir da idade da reforma; um subsídio por morte; despesas de funeral; 4- O 1 R. foi nomeado patrono da A. no referido processo; 5- Por sentença de 102011, proferida no referido processo, a A. viu reconhecido o direito a: uma pensão anual e vitalícia, no montante de € 513,00, com início reportado a 202005, até perfazer a idade da reforma por velhice ou no caso de doença física ou mental que afecte sensivelmente a sua capacidade de trabalho, altura em que teria direito a uma pensão de € 684,00; € 498,80 a título de despesas de funeral; € 248,20 a título de subsídio de morte; 6- Em 302012 foi proferido Acórdão pelo Tribunal da Relação de Évora, que revogou a sentença proferida pelo Tribunal de  instância na parte em que condenou os réus daquela acção no pagamento de prestações à A.; 7- Entendeu o Tribunal da Relação de Évora que competia à A. alegar e provar os factos que permitissem o reconhecimento do direito a alimentos, nos termos do art.