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Se esse "interesse subjectivo” dos pais não coincide com o "interesse superior” do menor, não há outro remédio senão seguir este último interesse.16  1 As "responsabilidades parentais” não são "um conjunto de faculdades de conteúdo egoísta e de exercício livre, ao arbítrio dos respectivos titulares, mas um conjunto de faculdades de conteúdo altruísta que tem de ser exercido de forma vinculada, de harmonia com a função do direito, consubstanciada no objectivo primacial de protecção e promoção dos interesses do filho, com vista ao seu desenvolvimento integral”.17 Os pais devem saber pôr os filhos em primeiro lugar, mostrar civismo em prol dos filhos, pela simples razão de que "os filhos precisam de ambos”, cabendo ao tribunal "ajudar os pais a trabalhar em conjunto tendo em vista o bem-estar dos seus filhos” e o futuro do qual são ambos colaboradores e responsáveis, mas sem colocar demasiada ênfase na solidariedade familiar, porquanto, não raras vezes, a tentativa de manter as famílias unidas a qualquer custo pode ser demasiado prejudicial.18 1 No caso em análise, considerados os elementos do conhecimento do Tribunal e o que ficou indiciado nos autos – cf., principalmente, , alíneas,,, e, supra, impunha-se, sobretudo, "dar um rumo imediato e urgente”19 à menor ...) , adoptando, para o efeito, as medidas cautelares necessárias, atendendo a que a má) conduta dos progenitores veio a colocar em perigo o seu crescimento saudável e harmonioso no contacto convivência) com os pais e, porventura, até, colocando em risco a sua segurança)2 Por conseguinte, como tudo ficou configurado, não restava alternativa à limitação provisória) do exercício das responsabilidades parentais, quanto à pessoa da menor.