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Num caso em que estava em discussão a cobertura da parte descoberta do logradouro, situado na parte traseira do edifício, por chapas de alumínio e de plástico translúcido, amovíveis, suportada em armação de ferro, também amovível, o tribunal não teve dúvida em considerar essa obra uma alteração à linha arquitectónica e estética do edifício.5 Consequentemente, a cobertura do terraço, pertencente aos Réus, consubstancia uma obra ilícita, violadora dos direitos de personalidade e da segurança dos Autores na medida em que a sua qualidade de vida e bem estar psicológico ficaram prejudicados com o legítimo e justificado receio da sua habitação poder vir a ser alvo de actos ilícitos e da sua própria integridade física correr sérios riscos provocados por situações de insegurança no edifício.