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Na doutrina citam-se, a título de exemplo:   João Cura Mariano, Impugnação Pauliana,  Edição Revista e Actualizada, Almedina, páginas 262 e 263;    Luís Carvalho Fernandes, João Labareda, Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas Anotado, Quid Juris, página 45;   Luís Manuel Teles de Menezes Leitão, Direito da Insolvência,  Edição, Almedina, página 223;   Fernando de Gravato Morais, Resolução em Benefício da Massa Insolvente, Almedina, página 19  Segue-se do exposto que também não vale contra a sentença o outro fundamento de recurso, constituído pela alegação de que a massa deve lançar mão da resolução em benefício da massa insolvente nos casos em que o administrador possa agir dentro da baliza temporal definida pela lei a recorrente refere-se ao período previsto no n. 1 do artigo 12 do CIRE – actos prejudiciais à massa praticados dentro dos dois anos anteriores à data do início do processo de insolvência e que, fora dessa baliza temporal, nada poderá impedir o administrador da insolvência de lançar mão dos meios de garantias reais, como estão previstos na lei , designadamente no artigo 61 do Código Civil.