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No mesmo sentido, Paulo Pinto de Albuquerque, Comentário ao Código de Processo Penal, Lisboa, 2007, p. 328; Frederico de Lacerda da Costa Pinto "Supervisão do mercado, legalidade da prova e direito de defesa”, Coimbra, 2000, p. 120; Manuel da Costa Andrade, Sobre as Proibições de prova em Processo Penal, Coimbra Editora, 2006, pág..  Ora, no caso vertente, como avulta ao longo de toda a fundamentação de facto e exposição dos motivos da convicção exarados no acórdão recorrido, entre as intercepções das escutas telefónicas e o depoimento da testemunha PR_____, que foram excluídos da análise crítica da prova, e os depoimentos das testemunhas V____ e CM_____, assim com os documentos que foram mencionados como motivos da convicção do Tribunal, referentes a autos de busca e apreensão, a relatórios de exames radiológicos, ou a promoções e despachos, estes, com vista à delimitação temporal dos factos, não existe qualquer correlação ou interdependência lógica, nem funcional, nem valorativa.