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A decisão recorrida considerou por sua vez, e em suma, que o periculum in mora alicerçado em danos que se situam num plano conjectural e hipotético, que não permitem vislumbrar um cenário de risco efectivo, real e actual, não tendo sido alegados factos concretos que permitissem concluir que os prejuízos invocados estão na iminência de ocorrer por força da decisão da ER aqui posta em causa ou se vão sequer ter lugar e qual a respectiva dimensão, sendo o cenário descrito pela Requerente revestido de grande incerteza, desconhecendo-se, no momento actual, as repercussões que a instalação e utilização, pelos consumidores, do espaço em questão nos autos, irão ter na população representada pela Requerente e, com estes fundamentos, indeferiu liminarmente o requerimento inicial da providência cautelar em apreço, por manifesta improcedência da pretensão formulada, ao abrigo do art.