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Tratando-se a presente providência cautelar de uma providência de natureza antecipatória a qual, bisa-se, tem por função antecipar provisoriamente os efeitos de uma possível sentença favorável, ampliando ou modificando o status quo preexistente, visando acautelar os efeitos de um possível retardamento da sentença a proferir nos autos principais, na apreciação do caso concreto, a decisão cautelar tem de observar um limite implícito à natureza instrumental e provisória da tutela cautelar, e segundo o qual a providência não pode proporcionar uma utilidade mais ampla ou diversa da que uma eventual sentença favorável no processo principal permite alcançar – nesse sentido vide Acórdão do TCAS de 28/02/2018, p. 2640/10BELSB Nesta conformidade, em sede cautelar a decisão não pode exceder, em momento algum, o âmbito e o objecto da causa principal.