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Resta dizer que, ainda em termos legais, o artigo 4 estabelece os princípios orientadores da intervenção no âmbito da promoção e protecção da criança, à cabeça dos quais surge o "INTERESSE SUPERIOR DA CRIANÇA E DO JOVEM- a intervenção deve atender prioritáriamente aos interesses e direitos da criança e do jovem, sem prejuízo da consideração que for devida a outros interesses legítimos no âmbito da pluralidade dos interesses presentes no caso concreto "-al) e ainda art 3 n 1 da Convenção Sobre os Direitos da Criança e os escritos da Dr Catarina de Albuquerque in "Direitos das Crianças”, Coimbra Editora, 200  Mas o preceito consagra outros, tais como a proporcionalidade e actualidade –"a intervenção deve ser a necessária e adequada à situação de perigo...e só pode interferir na sua vida e na da sua família na medida do que for estritamente necessário a essa finalidade”- e a prevalência da familia –"na promoção de direitos e na protecção da criança...deve ser dada prevalência às medidas que os integrem na sua família ou que promovam a sua adopção”- e.  Os citados critérios de proporcionalidade e actualidade resultam, directamente de preceitos constitucionais, como seja o art 36 ns 5 e 6- o direito dos pais a cuidar e educar os filhos –e da igualdade, consagrado no seu n   No que tange à prevalência da família ela tem igualmente tutela constitucional, uma vez que um dos direitos fundamentais da criança é a sua possibilidade de crescer/desenvolver-se numa família, instituição que tem direito à protecção do Estado nos termos do art 67 da CRP.