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Com efeito, o valor probatório dos relatórios dos jogos, além de só respeitarem, como vimos, aos factos que nele são descritos como percecionados pelos delegados e não aos demais elementos da infração, não prejudicando a valoração jurídico-disciplinar desses factos, não é definitiva mas só "prima facie” ou de "ínterim”, podendo ser questionado pelo arguido e se, em face dessa contestação, houver uma "incerteza razoável” quanto à verdade dos factos deles constantes, impõe-se, para salvaguarda do princípio "in dúbio pro reo”, a sua absolvição.”  Já o STA em Acórdão de 21 de fevereiro de 2019, no processo n. 033/1OBCLSB, afirmou que "A presunção de veracidade dos factos constantes dos relatórios dos jogos elaborados pelos delegados da Liga Portuguesa Futebol Profissional LPFP que tenham sido por eles percecionados, estabelecida pelo art.