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Assim, se o detentor ou possuidor da coisa reivindicada demonstrar que é titular de algum direito real ou, licitamente constituído e, por isso, compatível em duração mais longa ou mais com o direito do proprietário, não existirá fundamento para que a restituição da coisa seja determinada por força da ação de reivindicação.2 No caso concreto, os RR./recorrentes, nas suas alegações recursivas, alegaram, de forma expressa, a existência de um contrato de cessão de exploração a favor dos mesmos do estabelecimento comercial "Café ...” que funciona na parte do imóvel reivindicado, em que foi outorgante o detentor desse estabelecimento, a saber, o ex-marido da Autora, .. De referir que esse mesmo contrato de cessão de exploração foi reconhecido como existente pela própria Autora na p., e figura nesses termos na factualidade dada como apurada Ora se assim é, está quanto a nós insofismavelmente apurado o título legítimo para a detenção dos RR., que é o referenciado contrato de cessão de exploração.