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Na verdade, apesar de se estar apenas perante um único anúncio, o certo é que também se mostra provado que o anúncio em causa e outros – o que para este efeito não poderá também servia para efectivamente granjear clientes para os Recorrentes singulares na sua actividade ilícita de concessão de crédito, sendo um canal para esse fim»; «Por outro lado, não podemos ignorar que estamos perante um Jornal "Correio da Manhã”) de tiragem nacional, pelo que terá uma propensão para chegar a um elevado número de pessoas»; «O nível de responsabilidade e esfera de acção no ente colectivo e o especial dever de não cometer as infracções, são elevados»; «No que tange à Recorrente VMJM, considerando que a gravidade apurada não é das mais elevadas e que apenas está em causa um anúncio, de 2014, consideramos, com o Banco de Portugal que não se justifica a publicitação»; «Quanto à conduta anterior dos arguidos, não são conhecidos antecedentes contra-ordenacionais aos Recorrentes, o que releva a seu favor»; «o que se reporta à Recorrente VMJM, tendo em conta, a extensão da moldura da coima fixada pelo legislador, de € 000,00 a € 50000,00, apesar de, nesta sede judicial, apenas se considerar que está em causa um único anúncio ao contrário do Banco de Portugal, que considerou estar em causa quatro anúncios, numa única infracção praticada de forma, nos termos acima indicados e por todos os factores acima ponderados, consideramos ser de manter a coima concretamente aplicada pelo Banco de Portugal, que acaba por se aproximar bastante do limite mínimo numa perspectiva de relação com o limite máximo da moldura da coima em apreço)».