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Este entendimento é o único que se nos afigura efectuar uma interpretação harmoniosa do sistema, acrescendo que a defesa do contrário, ou seja, de que o fundamento de resolução previsto no n. 4 do artigo 108 do , se verifica mesmo que tenha havido cessação da mora, em face de um comportamento do arrendatário e do senhorio que tem uma relevância concludente que se encontra legalmente estabelecida quanto ao pagamento pelo arrendatário da indemnização, atentaria contra a boa fé e constituiria mesmo abuso de direito, instituto que em face dos referidos normativos sempre poderá ser usado pelo arrendatário como meio de defesa em sede de oposição.” 65) Toda a actuação do Requerente, fazendo crer os Requeridos que não poderiam inutilizar os efeitos da mora, traduzida no envio de diversas comunicações eletrónicas e na devolução da indemnização nos termos estipulados no artigo 1041 do constitui, num enquadramento desta natureza, um claro abuso do direito, à luz do preceituado no artigo 33 do Civil, com o conteúdo que lhe tem vindo a ser atribuído pela doutrina e pela jurisprudência.