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Da leitura da motivação de facto do acórdão recorrido resulta que a convicção do tribunal colectivo relativamente a este facto, foi alcançada pela conjugação das transcrições das escutas telefónicas, com o depoimento da testemunha  KK...  proprietário do imóvel que o tinha arrendado ao recorrente, dele recebendo a renda que, há dois ou três anos, passou a ser-lhe paga pela recorrente, da testemunha  E... , inspector do SEF participou em acções de fiscalização e buscas ao estabelecimento, quem se identificou como responsável foi o  .. , das duas vezes esteve presente a recorrente e nunca esteve com o recorrente, da testemunha  AG..., inspector do SEF participou em acções de fiscalização e buscas ao estabelecimento, quem se identificou como responsável foi o  .. , das duas vezes esteve presente, na caixa, a recorrente, da testemunha  AP... , militar da GNR participou em acções no interior do estabelecimento, a senhora que vivia com o recorrente e este, quando se encontrava presente, identificavam-se como os responsáveis, da testemunha  F...  trabalhou, como segurança, para o recorrente, no estabelecimento « K... » e já tinha trabalhado para ele noutro estabelecimento, da testemunha  G...  alternou três dias no estabelecimento, tendo sido admitida pela  B... , que estava no bar, não sabendo se era a dona, da testemunha  UUU... trabalhou no estabelecimento dois dias, tendo sido admitida pela rapariga que estava ao balcão, chamada  B... , não sabendo se ela era a dona, da testemunha  O...  era cliente da casa e quem estava na caixa era uma mulher chamada  B... , da testemunha   ..   trabalhava no estabelecimento, conhecia como gerentes a rapariga brasileira que estava ao balcão, chamada  B...  e um rapaz chamado  AL..., conhece o recorrente como sendo o companheiro da  B...  mas viu-o lá poucas vezes, não sabendo se era o patrão mas nunca tratou nada com ele, a testemunha  HH...  alternou num outro estabelecimento dirigido pelo recorrente em  ...) , após uma intervenção policial falou com estes e acordaram em que passaria a alternar no « K... » onde apenas esteve uma noite por não ter gostado do ambiente, a testemunha  JJ...  alternou no « K... », quem o dirigia eram dois irmãos brasileiros, ela chamada  B...  e ele, Dan, não sabendo se eram os donos e os autos de busca, relativamente a quem neles é identificado como gerente do estabelecimento.