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A propósito da densificação do conceito, há muito que a Doutrina e a Jurisprudência se vêm pronunciando, como aliás dá nota o Tribunal a quo, podendo ler-se no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 2 de Março de 20147, a esse propósito, que tal densificação, "resultante da progressiva elaboração doutrinal e jurisprudencial, conduziu –  também por indução da reconhecida dificuldade na delimitação da ténue fronteira entre os comportamentos causais dolosos8 /intencionais e a falta grave e indesculpável da vítima9, esta no plano da negligência consciente – à estabilização do entendimento vigente segundo o qual apenas relevam para a descaracterização do acidente os comportamentos ostensivamente inúteis, indesculpáveis, gratuitos, reprovados por um elementar sentido de prudência, casuisticamente aferíveis pelo padrão do cidadão médio10, diligente e honesto, simbolizado no clássico paradigma do ‘bonus pater-familias’”.