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Desse modo, desde que não se contrariem os ensinamentos das regras gerais da experiência comum, e seja seguido pelo julgador um raciocínio lógico e motivável, é perfeitamente válido e admissível o acolhimento da presunção judicial como meio de prova, pressupondo no entanto o respeito pelos seguintes princípios:  - Estabelecimento de uma relação direta e segura, claramente percetível, sem necessidade de elaboradas conjeturas, entre o facto que serve de base à presunção e o facto desconhecido provado por via da presunção) – não sendo admissíveis "saltos” lógicos ou premissas indemonstradas para o estabelecimento dessa relação;  - Exigência de que a presunção conduza a um facto real, que se desconhece, mas que assim se firma por exemplo, a autoria – desconhecida – de um facto conhecido, sendo conhecidas também circunstâncias que permitem fazer funcionar a presunção, sem que concomitantemente se verifiquem circunstâncias de facto ou sejam de admitir hipóteses consistentes que permitam pôr em causa o resultado assim;   - Respeito pelo princípio in dubio pro reo.