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Nestes termos e nos demais de Direito, e sem prescindir do douto suprimento de Exas., deve ser concedido provimento ao recurso, absolvendo o Arguido do crime pelo qual foi condenando com todas as consequências legais fazendo-se, assim, a habitual necessária e lidima JUSTIÇA»  O Ministério Público respondeu ao recurso dizendo: «1 – O arguido RR interpôs recurso da douta sentença que o condenou pela prática de um crime de invasão de área de espectáculo desportivo, p. e p. pelos artigos 32 n. 1 e 35 da Lei n. 39/2009 de 30/07, na pena de 100 dias de multa à taxa diária de €8,00 oito, o que perfaz a quantia de €800,00 oitocentos e ainda na pena acessória de 1 ano de interdição de acesso a recintos desportivos;  2 – Para tanto alega o recorrente que o espectáculo desportivo já havia terminado e, consequentemente, não se verifica o preenchimento do tipo objectivo de crime;  3 – Dispõe o artigo 32 n. 1 da Lei n. 39/2009, de 30 de Julho que "Quem, encontrando-se no interior do recinto desportivo durante a ocorrência de um espectáculo desportivo, invadir a área desse espetáculo ou aceder a zonas do recinto desportivo inacessíveis ao público em geral, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa.”;  4 – Na douta sentença recorrida foram dados como provados os factos que consubstanciam o preenchimento do tipo objectivo do ilícito criminal pelo qual o recorrente foi condenado;  5 – "Os bens jurídicos protegidos pela incriminação são a segurança no espectáculo desportivo e a vida e integridade física.