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Vem a apelante insurgir-se contra a liquidação que da decisão apelada é objecto e no tocante aos montantes na mesma inseridos/contabilizados em sede de juros vencidos, para tanto aduzindo designadamente e em síntese que : obrigada estava a Agente de execução a contabilizar apenas os juros relativos a três anos, por força do disposto nos artigo 69, n. 2, do Código Civil ; Decorridos 15 anos após o início da mora, continuam a liquidar-se juros «até efectivo e integral pagamento, e numa matéria onde o limite está estabelecido de forma imperativa por razões de interesse e ordem pública, o que torna a liquidação de juros nula ; Assegurando as hipotecas o montante máximo de €12339,60, e estando o crédito exequendo cumprido parcialmente, certo é que o exequente peticionou na execução o capital em dívida no total de € 9009,44, já realizou uma quantia superior a € 9000, mas ainda reclama a quantia de € 148,614,99, bem como o direito aos juros até efectivo e integral pagamento; Considerando o limite imperativo de juros estabelecido no artigo 69, n. 2, do Código Civil e a diligência que se espera do credor, tendo este aguardado seis anos para instaurar a execução, onde peticiona uma dívida de capital de € 98,009,44 e recorre a diligências dilatórias e ilegais para prolongar a sua pendência, dessa forma, vindo a liquidar mais de € 14000,00 cento e quarenta, a título de juros de mora, age em rigor o exequente com manifesto abuso de direito.