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O que está subjacente ao regime vigente é a impugnação especificada e motivada dos pontos relativamente aos quais existe discordância, levando a que a Relação repondere a decisão que foi tomada sobre determinados pontos de facto, servindo-se dos meios de prova que se mostram acessíveis.» No Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 2017, Tomé Gomes, 959/09, refere-se que: « O nosso regime de sindicância da decisão de facto pela  instância tem em vista não um segundo julgamento latitudinário da causa, mas sim a reapreciação dos juízos de facto parcelares impugnados, na perspectiva de erros de julgamento específicos, o que requer, por banda do impugnante, uma argumentação probatória que, no limite, os configure.» Resulta de tudo o que ficou referido que o ónus de fundamentar a discordância quanto à decisão de facto proferida não é observado quando o apelante se limita a invocar que existe um meio de prova, g., testemunha, que diverge dos factos tidos como provados pelo tribunal a quo.