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Como a contabilidade da sociedade foi certificada, em 2003 e 2004, por uma Revisora Oficial de Contas - a ... - em cuja Certificação Legal das Contas nada é referido quanto a estas quatro fracções, inquirimo-la sobre se "tinha conhecimento que a empresa registou na contabilidade do exercício de 2003, o proveito referente à venda das fracções , O, e , pertencentes ao edifício ".." artigo ... da freguesia, as quais vieram a ser vendidas no ano de 2004 ", tendo esta afirmado ditando "que nos termos do artigo 19 do Código do IRC considerando que a obra tinha um grau de acabamento de 100% os resultados da obra têm de ser reconhecidos nesse exercício pelo que a empresa procedeu correctamente independentemente da escritura ter sido celebrada em 2004", conforme termo de declarações que se lavrou e que se junta em anexo  	Analisando o argumento esgrimido pela Revisora Oficial de Contas, o qual poderá ter fundamento em termos meramente contabilísticos, tendo em conta que a doutrina contabilística consagrou dois métodos contabilísticos para o tratamento de obras de carácter plurianual conforme expõe a directriz contabilística n.3/91), mas que não colhe em sede de IRC, pois, pese embora o número 1 do artigo 10 do CIRC admita, igualmente, a utilização dos dois métodos, a selecção da utilização de um ou de outro método não cabe ao contribuinte, encontrando-se sim fortemente restringida pelo número 2 do mesmo artigo.