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Sobre situação semelhante, veja-se o Acórdão do Tribunal da Relação de Évora de 30/03/2017, proferido no âmbito do processo n. 298/17TTFAR-E1 Relator João, consultável in www.dgsi.pt, com o seguinte sumário:  "- A responsabilidade agravada da empregadora, prevista no artigo 1 da LAT, pode ter um de dois fundamentos: que o acidente tenha sido provocado pela empregadora, seu representante ou entidade por aquela contratada e por uma empresa utilizadora de mão de obra, ou que o acidente resulte da falta de observância, por parte daqueles, das regras sobre segurança e saúde no trabalho; - A única diferença entre estes dois fundamentos reside na prova da culpa, necessária no primeiro caso, e desnecessária no segundo; - Todavia, ambos os fundamentos exigem, para além do comportamento culposo ou da violação normativa, respectivamente, a necessária prova do nexo causal entre o acto ou omissão que os corporizam e o acidente que veio a ocorrer; – Não se verifica a violação de regras de segurança por parte da empregadora se tendo um seu trabalhador e sócio-gerente ido proceder à entrega de paletes de tijolo numa obra em construção, este, no local, utilizou a grua acoplada ao camião, colocou uma palete na placa da obra – que se situava a cerca de 3 metros do solo, sendo que a palete em conjunto com a cinta e o gancho da grua tinha também cerca de 3 metros e, por cima, a cerca de 8,5 metros do solo encontrava-se um cabo de média tensão – e ao descer a grua esta terá invadido a vizinhança do cabo, que tem uma dimensão não fixa, mas que pode envolver cerca de 3-4 metros de distância do cabo eléctrico, provocando uma descarga eléctrica que atingiu o Autor; )” Entendemos assim que em face aos elementos constantes dos autos não é possível afirmar que a empregadora violou quaisquer regras de segurança, não havendo por isso lugar à sua responsabilização agravada.