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4 do Dec. Lei n. 401/82, de 23 de Setembro, as penas concretas aplicáveis passaram a ser as seguintes:   Crime de roubo agravado:  mínimo – 7 meses e 6 dias  máximo – 10 anos   Crime de homicídio qualificado na forma tentada:  mínimo – 2 anos, 4 meses e 24 dias  máximo – 16 anos, 8 meses  1 As doutrinas mais moderadas e aceites quanto aos fins das penas, afastam-se do fim meramente punitivo, sendo disso bom exemplo o diploma atrás referido e que o tribunal a quo entendeu ser de aplicar como vantagem na reinserção social do jovem, sem afectar a exigência de prevenção geral na protecção dos bens jurídicos;  1 Contudo, na escolha concreta da pena, com o devido respeito, a decisão condenatória encontrou quantidade que coloca em causa a pretendida reinserção do condenado na sociedade;  1 Veja-se que se afasta dos limites mínimos, desconsiderando que no caso do roubo agravado o arguido AA acaba por ver reflectida essa agravação em dois crimes, por apenas uma conduta;  1 A intervenção do arguido AA relativamente ao crime de roubo é também sancionada no crime de homicídio qualificado na forma tentada;  1 Ainda assim, e não colocando em causa a condenação pelos dois crimes, entende-se que as penas concretas acabam por ser excessivas;  1 Não seria exagerada a condenação do recorrente numa pena de prisão abaixo de 2 anos para o crime de roubo agravado mínimo 7 meses e 6, e entre os 3 e os 4 anos para o crime de homicídio qualificado na forma tentada mínimo de 2 anos, 4 meses e 24;  1 Em qualquer dos casos, realizado o cúmulo jurídico, deverá sempre esse ficar abaixo dos 5 anos de prisão, sendo ela suspensa, ainda que com regime de prova;  2 Efectivamente, já sofreu a jovem recorrente reclusão com tempo significativo mais de 1 ano em prisão, onde uma pena suspensa entre os 4 e os 5 anos, com regime de prova, seguramente acautelam as necessidades de garantia de protecção da sociedade, ao mesmo tempo de garantem a reintegração do arguido na sociedade;  2 Salienta-se que a manter-se a pena efectiva conforme o acórdão, e terminará necessariamente o jovem a sua reclusão em EP destinado a reclusos menos jovens, onde poderá perigar a pretendida reinserção social que os actuais relatórios já confirmam;  2 Parece-nos, assim, a pena única aplicada demasiado severa e desadequada relativamente às finalidades da punição e reintegração futura do condenado e, em consequência, violadora do artigo 71 do Código Penal.