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Não obstante o acabado de expor, e sendo pacífico que prima facie importa que a aferição da in/capacidade do outorgante seja aferida em relação ao momento da prática do acto  o sujeito que se dispõe a concretar um acto jurídico deve, no momento em que o materializa, estar na plenitude da sua capacidade de perceber, entender e ditar sobre as consequências, efeitos e alcance do acto que vai realizar , a verdade é que, padecendo g. o outorgante de concreta patologia que por regra afecta contínua e necessariamente  com alguma estabilidade, e sendo g. a doença já diagnosticada passível de disturbar e comprometer qualquer acto de vontade que pretenda levar a cabo o seu estado mental, nada obsta a que o interessado na validade do acto alegue e prove  quando tal se revele em termos médicos possível, pois que casos há - de doenças - em que à luz da ciência e da experiência comum não é de admitir a existência sequer de períodos/intervalos de lucidez ou compreensão das situações vivenciais ,recaindo sobre si, então, o competente ónus probatório, que não obstante o referido estado/patologia/doença, estava ainda assim o declarante/outorgante e no momento em causa em estado lúcido e capaz lucidez episódica).