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Como sustenta Catarina Serra, os credores estão a exercer o seu poder de execução no processo de insolvência quando fazem valer judicialmente o direito de ser satisfeitos à custa do património do devedor, ou seja, quando reclamam os seus créditos Contudo, e uma vez que os titulares de créditos não necessitam, sequer, de se encontrar munidos de um título executivo, o direito de execução de cada um dos credores tem de ser objeto de certificação, sendo antecedido e aferido através de um novo procedimento declarativo pelo qual cada um dos credores reclama o seu direito, com a consequente faculdade de impugnação dos demais créditos reclamados e respetivas garantias, seguido da consequente decisão sobre os créditos reclamados e garantias que os acompanham, culminando na determinação da sua graduação pelo produto dos bens da massa falida.