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5 Acerca da audição do beneficiário, corporizando de algum modo o elemento histórico/trabalhos preparatórios, o Conselho Superior de Magistratura no parecer que emitiu aquando da preparação da futura Lei n. 48/2018, de 18, referiu: «A obrigatoriedade de audição do visado vem consagrar a revogação do criticado regime actual, no sentido da dependência do contacto pelo juiz interrogatório da circunstância de ter havido contestação./ Aplaude-se a nova inversão do paradigma, consagrando-se a necessidade de contacto directo entre o juiz e o putativo beneficiário de acompanhamento./ Tratando-se de norma processual, será explicitada no respectivo regime./ De qualquer forma e para que dúvidas não restem e como forma de sublinhar a importância estrutural desse contacto directo, o Executivo aceitou a sugestão do CSM de aditamento da expressão "pessoal e directa” após "audição”, afastando a possibilidade de redução dessa mesma audição ao chamamento ou convocação) aos autos e subsequente resposta do requerido - pois também com esta formalidade ele é ouvido.» - VideParecer do CSM sobre a proposta de Lei n. 110// relativa ao regime do maior acompanhado, em substituição dos institutos da interdição e da inabilitação, emitido em 02018 e remetido à Assembleia da República, ao Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.