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Alegou, em suma, que: - Em .2013, em Mondariz, Pontevedra, Espanha, faleceu , viúva de JM, com quem havia casado em primeiras núpcias de ambos; - A falecida não tinha filhos; - Em 22012,  instituiu herdeiros legatários vários sobrinhos e do remanescente a Autora; - Em 12002,  outorgou uma procuração, através da qual constituiu seu mandatário LB, aqui Réu; - A procuração conferia-lhe poderes irrevogáveis para, além do mais, prometer vender e vender vários imóveis ali discriminados; - Em virtude de tal instrumento, o Réu administrou, e vem administrando até ao presente, vários imóveis pertencentes à herança; - Nesse sentido, o Réu recebeu as rendas e vendeu alguns dos prédios identificados na procuração, apropriando-se e gozando do valor resultante de tais negócios jurídicos; - Com a morte de , os prédios que o Réu vem administrando são propriedade da Autora; - O Réu não prestou quaisquer contas à Autora relativamente aos imóveis que por via testamentária são sua propriedade; - Ademais, o Réu, uma vez que a procuração possibilitava a celebração de negócios consigo mesmo, fazendo uso da mesma, comprou à sua tia, , algumas das parcelas / imóveis das quais podia dispor; - A respetiva escritura pública de compra e venda foi celebrada em 22013, sendo que, no ato da outorga da escritura de compra e venda, o Réu omitiu o facto de  já ter falecido em data anterior .2013); - A Autora tem o direito a receber os valores resultantes desse negócio jurídico, atento o facto de com a morte de sua tia passar a ser a legítima proprietária dos prédios em questão; - O Réu comprou à sua tia metade de cinco prédios urbanos, mencionados na já identificada procuração, atingindo o negócio o valor global declarado de 276 167,29 €, apesar de o valor real ou de mercado ser muito superior ao declarado; - Um desses imóveis consiste num prédio urbano destinado a habitação e comércio, encontrando-se arrendadas todas as suas frações pelo valor de 800,00 € mensais.