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86 – Cláudia Madaleno define-o como "a faculdade conferida por lei ao credor de continuar a detenção de uma coisa pertencente a outrem, para além do momento em que deveria satisfazer a respetiva entrega, se o crédito não existisse, e até à extinção desse crédito”1  87 – O direito de retenção só pode ter por objeto "as coisas suscetíveis de penhora”, pois "nos casos em que a coisa retida seja impenhorável será impossível constituir sobre ela qualquer garantia”.18 Por outro lado, o direito de retenção não está sujeito a registo e a publicidade de que goza resultará "da posse da coisa pelo retentor, que permite que outros se apercebam da garantia”.