Legal Document Excerpt:

Em 212006, os autores tinham uma situação financeira com uma liquidez de 40445,50 euros; em 002007, um dos funcionários do banco réu, sem o conhecimento, consentimento ou confirmação oral ou por escrito dos autores, procedeu ao resgate do montante de 386518 euros, correspondente ao valor investido no produto de poupança "MP” e, de seguida, em 102007, novamente sem qualquer ordem verbal ou escrita dos autores e sem o seu conhecimento ou consentimento, o banco réu subscreveu, em nome dos autores, obrigações do "Finance”, no valor de 35006,38 euros; ao longo de vários meses os autores não deram conta da referida movimentação, pois julgavam que o seu dinheiro estava investido no produto poupança que lhes havia sido apresentado cerca de um ano antes, sendo que, durante esse período, os autores auferiram a título de juros as mesma s quantias que o referido produto poupança gerava; pese embora o banco réu tenha enviado extratos bancários mensais, os autores não se aperceberam da movimentação, nem sabiam o que significava "+137Call”; perto do final de 2007, constataram os autores que a posição global do seu património, expresso no extrato da sua conta junto do banco réu, tinha sofrido uma diminuição, pelo que se interrogaram sobre o que significaria +137Call e porque razão o extracto não referia "MPe”; os autores contactaram o seu gestor de conta para obter explicações, sem que tivessem logrado obtê-las; ulteriormente, os autores voltaram a receber novo extracto mensal e verificaram que o seu investimento indicava novamente um montante inferior; os autores deslocaram-se ao balcão do banco réu para obter explicações; na presença do gerente do balcão, os autores tomaram conhecimento de que o seu dinheiro tinha sido utilizado para subscrever obrigações perpétuas de uma empresa do grupo , nomeadamente do "Finance”; o gerente de balcão confessou ter procedido á subscrição em nome dos autores de obrigações do banco , sem autorização; os autores pediram, de imediato, a devolução do dinheiro; dois depois o gerente de balcão comunicou aos autores que não poderia proceder á devolução da integralidade do capital, porque o valor da cotação das obrigações era inferior, pelo que os autores teriam que suportar, naquele momento, uma perda de 1737,29 euros ou aguardar pela subida da cotação ou pela maturidade, na medida em que estava certo que as obrigações iriam recuperar em breve; os autores não aceitaram a proposta; cerca de dois meses depois, o autor marido deslocou-se ao balcão do banco réu, aí tendo reclamado a devolução imediata do seu dinheiro; nessa data o autor foi informado que as obrigações haviam reduzido o seu valor uma vez mais; o gerente do balcão e o gestor de conta convenceram o autor a aguardar mais uns meses que as obrigações recuperassem, alegando ser essa a tendência do mercado; com o passar do tempo, a obrigações em causa iam perdendo valor; em dezembro de 2008, o valor de mercado das obrigações correspondia a 63% do valor do investimento; todas as conversas tidas com os funcionários da ré levaram a que os autores ficassem mais tranquilos e convencidos de que recuperariam o seu dinheiro a médio ou longo prazo; durante vários anos, os autores, não necessitando daquele dinheiro, foram esperando que as obrigações recuperassem o seu valor inicial; em Setembro de 2013, as obrigações em causa tinham um valor de 44% do seu valor nominal; em 212015, o foi objeto de uma medida de resolução, na sequência de deliberação do Conselho de Administração do Banco de Portugal; a partir de dezembro de 2015 os títulos em causa deixaram de ser cotados, de ser transmitidos e de ter valor, pelo que deixaram de figurar no extracto bancário dos autores; novamente os autores procuraram explicações junto do banco réu, tendo os autores sido informado que as obrigações deixaram de ter valor; os autores pediram a devolução imediata do dinheiro, o que o banco réu recusou; desde então, não obstante várias insistências dos autores e reuniões dos mesmos com funcionários do banco réu, este não devolveu o dinheiro aos autores; os autores sentem-se enganados, preocupados, com receio de perder o seu dinheiro, revoltados, em desespero e envergonhados, sendo que sofreram também incómodos e aborrecimentos.