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13-a) As doações foram realizadas com o intuito de diminuir as garantias patrimoniais do A.”; j) Tendo em conta os factos provados nos autos podemos então concluir, à semelhança do que faz o douto Tribunal, a quo, que, a doação foi realizada apenas com o intuito de diminuir as garantias patrimoniais do Banco Apelante, uma vez que os Réus não conseguiram provar que, o facto de terem realizado a escritura de Doação dois dias antes da formalização do contrato de empréstimo, se ficou a dever a uma "partilha em vida”; k) Assim sendo, parece-nos evidente que a doação, embora celebrada 2 dias antes da formalização do contrato de empréstimo, foi realizada dolosamente "com o fim de impedir a satisfação do direito do futuro credor” como dispõe o artigo 610 alínea 2 parte do ; ) Por este motivo, e mesmo que não se entenda que o critério da anterioridade, exigido na primeira parte da aliena do artigo 610 do esteja preenchido, facilmente se constata que os pressupostos da 2 parte do alínea do artigo 610 do se mostram preenchidos; ) E não serão necessários grandes argumentos para se perceber esta posição, se tivermos em conta que um crédito de € 00000,00 um milhão de não é negociado e formalizado no prazo de 2 dias; n) Estamos por isso em querer, salvo o devido respeito, que o douto Tribunal, a quo, entra em contradição na decisão, ao considerar como provado no ponto 1 da douta Sentença recorrida "As doações foram realizadas com o intuito de diminuir as garantias patrimoniais do A.”, mas concluindo que o acto doloso, previsto na 2 parte da alínea do artigo 610 do não se mostra preenchido; o) De facto, nos actos gratuitos a impugnação procede mesmo que as partes estejam de boa-fé, não se exigindo ao credor que prove que os devedores e terceiros estejam de má-fé, ao contrário de um acto oneroso, em que ambas as parte obtém vantagem reciprocas e por isso o credor não vê, à partida, as suas garantias diminuídas, tendo por esse motivo de fazer prova que o acto foi realizado com o intuito de o prejudicar- neste sentido, o douto acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 10-5-2015, no processo n 903/17TBFND.C1;  p) Pelo exposto, não concordamos com a interpretação feita pelo douto Tribunal, a quo, quando refere que "o dolo, no caso, haveria de traduzir-se na criação da aparência, através de artifícios, sugestões empregues pelo devedor no sentido de fazer crer ou manter o credor em erro de que o seu património tem uma determinada extensão, é composto por determinados bens, sem correspondência com a realidade, o que, como acima se assinalou, não aconteceu.”, porquanto, a conduta que se configura, neste caso, como dolosa é o facto de o devedor ter a consciência do prejuízo que iria causar ao credor com a doação; q) De facto, a conduta dolosa exigida na 2 parte da alínea do art.