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1 Afigurando-se que esta matéria não é isenta de dificuldades e que sempre importará efectuar uma análise de todo o circunstancialismo fáctico associado à ruptura do vínculo laboral, nomeadamente, das consequências imediatas e futuras desse rompimento especialmente para a pessoa do cônjuge trabalhador e sua família), do estado e do previsível desenvolvimento do relacionamento conjugal e, por último, do posicionamento dos cônjuges ou ex-cônjuges o que, no caso vertente, assumirá particular relevância) e, até, do denominado "esforço conjunto do casal para a manutenção da relação laboral”14, cremos que, na conjugação dos interesses em presença, aquela será uma resposta razoável e adequada, tanto mais que a cessação do vínculo laboral terá surgido num momento de acentuada desagregação da ligação matrimonial cf., a propósito, a petição inicial da acção de divórcio) e o efeito da perda do emprego - como vimos, naturalmente ligado à vida e à pessoa do trabalhador - pouco ou nada teria a ver com o "futuro” do casal que, de facto, já não mas, apenas, com a situação da recorrente, já "distanciada” da sua relação conjugal  1 Conclui-se, assim, que a dita compensação deve ser excluída da comunhão conjugal do acervo patrimonial do dissolvido casal a, tendo em conta o exposto e o preceituado no art.