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86- Além do mais, estabelece o art33 do CIRC " 1 - Podem ser deduzidas para efeitos fiscais as seguintes provisões:  As que tiverem por fim a cobertura de créditos resultantes da atividade normal que no fim do exercido possam ser consideradas de cobrança duvidosa...” 87- Fazendo o legislador referência ao "fim do exercício”, e não a outro momento qualquer, também aqui está implícito que a provisão deve ser criada em 31 de dezembro do ano em que o risco de incobrabilidade se deu por aferido data que coincide, em regra, com o fim do exercício económico e período de tributação – art7 do, risco esse que no caso vertente se dá por verificado nos anos de 1992 a 199 Assim, deveria a provisão ser criada e considerada como custo nos exercícios em que se verificaram os pressupostos previstos na lei que a legitima e não, arbitrariamente, em outro qualquer exercício.