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e n. 2, al., do Código Penal tendo como vítima a, na altura, sua, assumindo os factos/crime gravidade acentuada tendo o ora recorrente,  atropelado, com o veículo automóvel que conduzia, a vítima, sofrendo esta múltiplas e graves lesões, sendo submetida a duas intervenções cirúrgicas e não estando as lesões médico-legalmente consolidadas decorrido mais de um ano sobre os, tendo sido praticados na presença e com a permanência no interior do veículo automóvel da filha da vítima, na altura, com apenas 2 anos de idade e considerando a postura do ora recorrente, face ao crime cometido, sendo que, pese embora, admita tê-lo praticado, tenta, de certo modo, desculpabilizar-se, convocando fatores externos para justificar a sua conduta, referindo que «houve descontrolo de sua parte, provocado pelo facto de ter ingerido bebidas alcoólicas em excesso» e ainda que se afirme envergonhado pelo seu comportamento, não coloca a tónica nos danos sofridos pela vítima, como seria normal que o fizesse, caso aquela afirmação sobre o seu estado de alma tivesse correspondência com a realidade, com a virtualidade de poder levar a considerar existir suficiente interiorização do desvalor da sua conduta criminosa, o que não é o caso, sendo a postura do recluso face aos factos/crime cometidos, reveladora de que e necessita de consolidar essa interiorização, sendo esse um fator determinante, para que não volte a delinquir.