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); 4 Ao longo desta explicação, os participantes foram por várias vezes advertidos de que é absolutamente proibido retirar as máscaras; 4 Quando qualquer um dos "árbitros” detecta um jogador em dificuldades ou sem máscara, de imediato interrompe o jogo; 4 Qualquer um dos jogadores apenas necessita de gritar para que os "árbitros” interrompam o jogo; 4 Sendo todos os jogadores audíveis, por pelo menos um dos "árbitros”; 4 Isto porque o espaço onde o jogo se desenrola é limitado; 4 O sanatório G é um edifício grande e devoluto, mas a área de jogo é circunscrita a uma ala do edifício; 4 Naquele dia, as duas equipas colocaram-se, respectivamente, nas pontas da referida ala, avançando ao encontro uma da outra; 4 A ala é composta por inúmeras divisões contíguas; 5 As referidas divisões situam-se de ambos os lados de um corredor central, em linha recta, ao longo dos quais os jogadores passam, assim "ganhando terreno”; 5 O corredor apenas tem duas saídas, nas respectivas pontas, que são indicadas aos jogadores; 5 É nesse local que se encontram os "árbitros”; 5 Pelo que o jogador que é atingido apenas tem que caminhar em linha recta, ao longo de um corredor com mais de dois metros de largura, ao encontro da saída e de um dos árbitros; 5 É também ao longo desse corredor que, normalmente, existe maior intensidade de tiros e fogo cruzado entre jogadores, uma vez que estes se escondem ao longo das divisões existentes em ambos os lados do corredor; 5 No dia em questão, o A. foi eliminado atingido por outro numa divisão que se encontra a poucos metros do local onde se encontrava um dos monitores; 5 Depois de o Autor ter sido atingido no olho, os "árbitros” interromperam o jogo, tendo o A. sido levado para o exterior; 5 Não foi chamada uma ambulância, tendo o Autor saído pelo seu próprio pé do local do jogo; 5 O A. sabia que podia interromper o jogo a qualquer momento, bastando para tal gritar a um dos árbitros; 5 O A. desde os três anos de idade sofre de astigmatismo e hipermetropia; 6 O A. foi imediatamente socorrido pelo irmão e um outro participante e, transportado aos serviços de urgência do hospital W, onde, por ausência de serviços de urgência da especialidade de oftalmologia, não foi efectuado qualquer registo clínico; 6 Seguindo, de imediato, para os serviços de urgência do Hospital H na cidade do Porto, onde foi efectuado exame de TAC; 6 Sucede que, por ser dia feriado nacional, não estava garantida a exequibilidade dos exames necessários, nomeadamente oftalmológicos, pelo que foi, de imediato contactada a Clínica , S.A na cidade do Porto e para onde foi o Autor transportado, sendo de seguida observado e submetido aos tratamentos necessários; 6 Desde o momento do impacto da "bala” no globo ocular direito, o A. queixava-se de uma dor muito intensa e impossibilidade de abrir o olho devido a fotofobia, o que levou a uma suspeita de descolamento de retina e hemorragia do vítreo, diagnóstico que, infelizmente, se veio a comprovar, já que foi confirmado o descolamento de retina, com aumento da espessura da coróide, agravado por formação de catarata traumática e subluxação do cristalino; 6 Com efeito, tendo o A. sido observado logo em 1010 na citada Clínica , S.A., foi sujeito aos tratamentos adequados sendo que no exame no pólo anterior, sempre do olho direito, foi constatado edema palpebral e efectuada diálise da íris das 7h às 11h com desvio nasal da pupila, tensão ocular de 2 mmHg, hemorragia de vítreo com reiterada suspeita de descolamento da retina, sendo medicado com "Rosilan”, "Gentadexa” e "Atropocil”;  6 Em nova consulta, na mesma Clínica, ocorrida em 1010, foi constatada a permanência, no pólo anterior e sempre com referência ao olho direito, de edema palpebral, subluxação do cristalino, sendo efectuada diálise da íris e verificada a tensão ocular de 10 mmHg com hemorragia de vítreo, mantendo-se a suspeita de descolamento de retina;  6 Na subsequente consulta, com exame clínico, realizada em 102010 no pólo anterior e sempre com referência ao mesmo olho direito, foi constatado o início de formação de catarata traumática e subluxação do cristalino, tensão ocular de 4 mmHg, bem como, no fundo ocular, descolamento plano da retina com aumento de espessura da coróide, pelo que foi clinicamente proposto tratamento cirúrgico; 6 Em 18 de Junho de 2010, o A. foi sujeito a uma intervenção cirúrgica na Ordem J no Porto, dirigida pelo Exm Snr.