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Como bem refere o Tribunal a quo, decorre da matéria factual apurada que o arguido BB, na qualidade de advogado, representava o , nos NUIPC 5/1....... e 246/1...... além do NUIPC 149/1.....), e que no desempenho dessas funções apresentou requerimentos nesses autos datados de 5/12/2011, 19/12/2011 e 02/01/2012, que culminaram com a separação de processos relativamente ao seu constituinte e ao arquivamento do NUIPC 5/1......., que corria termos apenas contra , sete dias após a sua instauração, acrescentando ainda que, como é manifesto, a investigação do crime de branqueamento que importava realizar nesses autos, nunca se poderia reduzir à avaliação da capacidade financeira e ao facto do ter ou não antecedentes criminais no país de origem, como os arguidos AA e BB não podiam desconhecer, dadas as funções profissionais, que desempenhavam há vários anos, já que, por força do princípio da autonomia do crime de branqueamento a punição deste ilícito não exige uma condenação prévia pelo crime base.