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Juiz a quo no que respeita à sustentação da matéria de facto apurada e não nos autos, tendo como base os depoimentos prestados pelas testemunhas, e pelas próprias partes, em sede de audiência de julgamento, não se justificando, salvo melhor opinião, a sua revogação; 1- De modo que, não podendo ser apontada qualquer incongruência e/ou incorrecção à douta sentença proferida nos autos pelo Tribunal a quo, a qual se encontra devidamente fundamentada, tanto de facto como de direito, deverá a mesma ser mantida nos seus precisos termos; 1- Acresce ainda que, conforme resultou de toda a factualidade carreada para os autos, e bem assim de toda a prova produzida, a intervenção da Ré advogada na celebração do negócio jurídico em causa, cingiu-se à realização de meros actos formais/ notariais, consubstanciados na elaboração e registo do Termo de Autenticação do contrato de compra e venda do aludido imóvel; 1- Tendo a Ré, enquanto advogada, se limitado a exercer os actos próprios da sua profissão, nomeadamente no que respeitam às competências legalmente conferidas aos advogados através do Decreto-Lei n 76-A/2006, de 29 de Março, como sejam, a prática de actos e funções notariais, não lhe tendo sido suscitadas, na ocasião, quaisquer dúvidas e/ou suspeitas sobre a conformidade e validade do negócio celebrado entre as partes, o que resultou, aliás, do depoimento prestado os autos pela testemunha, Marta  gravado em ficheiro de áudio sob n. 20170915110321_11343311_2871024, com início ao minuto 56 e fim ao minuto 146); 1-De facto, tendo as partes demonstrado estar devidamente esclarecidas e cientes do negócio jurídico a celebrar, e tendo sido apresentados à  Ré todos os documentos necessários à celebração do aludido contrato, procedeu a Ré em estrita conformidade com as funções que lhe foram solicitadas pelas partes, elaborando o respectivo termo de autenticação em conformidade com as declarações expressas das partes; 1-Nomeadamente da A., que, encontrava-se acompanhada por uma pessoa que intitulava como filho, conforme resulta do depoimento da testemunha Marta , aos minutos08 e 30 do seu depoimento, e bem assim do depoimento prestado nos autos pela  Ré MS gravado em ficheiro de áudio sob n. 20170626112336_11343311_2871024), nomeadamente ao minuto 210 do seu depoimento; 1- Assim, e após a elaboração do referido termo de autenticação, a Ré leu em voz alta todos os termos e cláusulas constantes do mesmo, tendo as partes declarado expressamente estar absolutamente cientes e conscientes do negócio celebrado conforme confirmado no depoimento da testemunha Marta , nomeadamente ao minuto 53); 1- Não tendo a A. demonstrado perante à ora Ré advogada qualquer dúvida e/ou fragilidade relativamente à sua intenção de prosseguir no negócio em causa, que pudesse eventualmente suscitar à Ré qualquer hesitação e/ou suspeita quanto à vontade declarada pela A., ou mesmo quanto à validade do contrato de compra e venda em causa, o que foi peremptoriamente afirmado pela testemunha Marta , a qual concluiu ao minuto 01 do seu que "a senhora estava com capacidade de querer e de entender, na altura que assinou”; 1-Facto igualmente corroborado pela  Ré MS, a qual afirmou igualmente quea A. demonstrava estar a perceber tudo o que lhe perguntavam, demonstrando-se assim esclarecida, estando ainda acompanhada por uma pessoa que se apresentou como filho, confirmando ainda que tudo o que lhe era perguntado, era respondido normalmente pela A.