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Após, munida da factura, solicitava ao director FM a validação da operação, sendo que, após a validação, o pagamento era efectuado; 1 Sucede que a arguida VA decidiu aproveitar-se das suas funções para se apropriar de valores que não lhe pertenciam e que lhe tinham sido entregues por clientes da ofendida para, por sua vez, os fazer chegar à ofendida , S.A.; 1 Decidiu também a arguida VA aproveitar-se do acesso que tinha ao Homebanking melhor descrito em para, através da manipulação e alteração de dados do mesmo, fazer com que os pagamentos efectuados pela ofendida , S.A. fossem creditados, quer na sua conta bancária descrita em, quer na conta bancária do seu companheiro JG, descrita em; 1 Assim no dia 01-03-2017, na sede da ofendida , S.A., sita na Rua , em , área deste município de , o cliente da ofendida JP entregou à arguida VA a quanta de 000€, destinada ao pagamento da taxa de alojamento hoteleiro, tendo a arguida emitido um recibo provisório, que entregou a JP; 1 Sucede que a arguida VA, ao invés de inscrever esse valor na folha de caixa do dia 01-03-2017, bem como na conta-corrente do cliente e de entregar esse montante à ofendida, não o fez, apoderando-se da quantia de 000€, que bem sabia ser pertença da ofendida , S.A., mais sabendo que esta não lhe permitia que desse outro destino aos valores entregues pelos seus clientes; 1 No dia 15-05-2017, na sede da ofendida , S.A., sitas na Rua , em , área deste município de , o cliente da ofendida JCMH entregou a AMSPS, também funcionária da ofendida e que estava a substituir momentaneamente a arguida VA no seu local de trabalho, a quantia de 600€ e seiscentos, destinada ao pagamento da taxa de alojamento hoteleiro; 1 Logo que a arguida VA regressou à sede da ofendida, o que sucedeu poucos minutos depois, AMSPS entregou à arguida essa quantia de 600€ e seiscentos, informando-a que esse montante tinha sido pago por JCMH e que a arguida devia registar esse montante na folha de caixa de dia 15-05-2017, na conta-corrente do cliente, e entregar o montante à ofendida; 1 Sucede que a arguida VA, ao invés de inscrever esse valor na folha de caixa do dia 15-05-2017, bem como na conta-corrente do cliente, e entregar o montante de 600€ e seiscentos à ofendida, não o fez, apoderando-se da quantia de 600€ e seiscentos, que bem sabia ser pertença da ofendida , S.A., mais sabendo que esta não lhe permitia que desse outro destino aos valores entregues pelos seus clientes; 1 Assim no dia 02-07-2017, na sede da ofendida ,, S.A., sita na Rua , em , área deste município de , o cliente da ofendida PD entregou à arguida VA a quantia de 237,75€ duzentos e trinta e sete euros e setenta e cinco cêntimos), destinada ao pagamento da taxa de alojamento hoteleiro, tendo a arguida emitido um recibo provisório, que entregou a JP; 1 Sucede que a arguida VA, ao invés de inscrever esse valor na folha de caixa do dia 02-07-2017, bem como na conta-corrente do cliente e de entregar esse montante à ofendida, não o fez, apoderando-se da quantia de 237,75€ duzentos e trinta e sete euros e setenta e cinco cêntios), que bem sabia ser pertença da ofendida , S.A., mais sabendo que esta não lhe permitia que desse outro destino aos valores entregues pelos seus clientes; 2 Bem sabia a arguida VA que os montantes entregues pelos clientes da ofendida , S.A. não lhe pertenciam e que apenas era depositária dos mesmos, e que era sua obrigação entrega-los à sua proprietária, a ofendida , S.A., e ainda assim, apropriou-se da quantia total de 837,75€ três oitocentos e trinta e sete euros e setenta e cinco cêntimos); 2 A arguida VA obteve um enriquecimento ilícito no valor de 837,75€ três oitocentos e trinta e sete euros e setenta e cinco cêntimos) à custa do património da ofendida , S.A., que teve um prejuízo de igual montante; 2 Como acima descrito, uma das tarefas atribuídas à arguida VA pela ofendida , S.A. era a validação da facturação recebida dos fornecedores da ofendida e através do uso do Homebanking identificado em , preparar o respectivo pagamento  através de transferência bancária para o beneficiário frequente, como descrito em, emitente dessa factura, para depois ser essa transferência validada pelo Director da ofendida, FM; 2 Assim, a arguida VA decidiu aproveitar-se do acesso que tinha ao homebanking, e alterar os IBANs números internacionais de conta bancárias) de diversos fornecedores da ofendida , S.A., a quem esta efectuava pagamentos regulares, inserindo no seu lugar os IBANs das contas melhor identificadas em e, mas deixando o nome dos fornecedores que já constavam dessa listagem, para, desta forma, todos os pagamentos que a arguida solicitasse para esses fornecedores e que fossem validados pelo Director da ofendida FM fossem transferidos, quer para a sua conta quer para a conta bancária do seu companheiro JG, tendo efectuado as alterações que se descrevem: a)	Entre dia 01-03-2017 e o dia 29-06-2017, no fornecedor " – eliminou o IBAN pertença deste e inseriu o IBAN correspondente à conta à ordem titulada pelo seu companheiro JG, descrita em; b)	Entre o dia 01-03-2017 e o dia 03-07-2017, no fornecedor ", Lda.”, eliminou o IBAN pertença deste e inseriu o IBAN correspondente à conta à ordem titulada pelo seu companheiro JG, descrita em; )	Entre dia 30-06-2017 e o dia 07-07-2017, no fornecedor " – eliminou o IBAN do companheiro JG que tinha inserido como descrito na alínea supra e inseriu o IBAN correspondente à conta à ordem titulada pela própria arguida VA, descrita em; )	Entre dia 01-03-2017 e o dia 10-07-2017, no fornecedor ", Lda.” – eliminou o IBAN pertença deste e inseriu o IBAN correspondente à conta à ordem titulada pela arguida VA, descrita em; e)	Entre o dia 01-03-2017 e o dia 10-07-2017, no fornecedor ", Lda.”, eliminou o IBAN pertença deste e inseriu o IBAN correspondente à conta à ordem titulada pelo seu companheiro JG, descrita em; f)	Entre dia 01-03-2017 e o dia 17-07-2017, no fornecedor ",S.A.”, – eliminou o IBAN pertença deste e inseriu o IBAN correspondente à conta à ordem titulada pela arguida VA, descrita em  2 Ao modificar o IBAN constante da listagem de fornecedores do homebanking do  associado à conta com o IBAN  de que a ofendida , S.A. é titular nesse banco, introduzindo no seu lugar, ora o IBAN da conta à ordem de que é titular, identificada em, ora o IBAN da conta à ordem de que é titular o seu companheiro JG, identificada em, agiu a arguida VA com intenção concretizada de provocar engano nas relações jurídicas, mais sabendo que estava a interferir num tratamento informático de dados, produzindo dados não genuínos, com a intenção de que estes fossem considerados ou utilizados para finalidades juridicamente relevantes como se de genuínos se tratassem, mais sabendo que estava a praticar tais factos após ter usado um acesso reservado nome de utilizador e código) que lhe tinha sido fornecido pela ofendida apenas para os fins por ela permitidos, que esta não lhe permitia as alterações que efectuou e que o fazia num sitio da internet que permita o acesso a sistema ou meio de pagamento, com acesso condicionado; 2 A partir do momento em que a arguida VA efectuou as alterações descritas no facto n., a arguida sabia que todos os pagamentos efectuados através do Homebanking identificado em para pagamento das facturas emitidas por estes à ofendida , S.A. e que seriam destinadas aos fornecedores descritos nas alíneas a do facto n., teriam como destinatárias a sua conta e a do seu companheiro JG, descritas, respectivamente, identificadas em e; 2 Assim, a arguida VA, através do uso do Homebanking do  associado à conta com o IBAN  de que a ofendida , S.A. é titular nesse banco preparou e solicitou os seguintes pagamentos, para serem validados pelo Director FM, tendo entregue as facturas respectivas ao director para validação, o que este fez, concretizando as transferências bancárias que se descrevem: a)	29-06-2020: pagamento das facturas n.s 44923 e 45076 do fornecedor  no valor de 520€ quinhentos e vinte; b)	b) 03-07-2017: pagamento da factura n.s 17AGE16358 do fornecedor "” no valor de 808€ oitocentos e oito; )	05-07-2017: pagamento de uma factura alterada pela arguida VA como adiante se descreverá, em nome de  no valor de 865,92€ oitocentos e sessenta e cinco euros e noventa e dois cêntimos); )	07-07-2020: pagamento da factura n. 44923 do fornecedor  no valor de 746€ setecentos e quarenta e seis; e)	10-07-2020: pagamento da factura n. CFA 2014/1100 do , Lda.