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709 e. Uma outra corrente doutrinária defende que o sentido da reforma de 2008, de retraimento na regulação da intimidade, de realce da individualidade dos cônjuges e da sua liberdade de ação para o desenvolvimento da personalidade, com a concomitante eliminação dos juízos de culpa no decurso do processo de divórcio, erodiu o desvalor associado ao incumprimento dos deveres conjugais, pelo que o seu incumprimento não desencadeia, só por si, o funcionamento da responsabilidade Apenas será acionada a responsabilidade extracontratual, e tão-só na medida em que sejam violados os direitos fundamentais / de personalidade do cônjuge, pois o cidadão casado não goza de menor proteção do direito comum que um cidadão não casado.