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Concatenada a jurisprudência e a doutrina invocadas pela Recorrente e pela Recorrida, a conclusão é a de que o decretamento de providências cautelares antecipatórias em que fique esgotada a pretensão que havia de ser formulada em ação principal não é admitida por alguns e é admitida em moldes muito restritos por outros – sendo certo que tendo presentes as circunstâncias do caso, não deve ser decretada a providência cautelar requerida, que implicará a transferência de mais de 160 milhões de euros para entidades terceiras, algumas com domicílio em paraísos fiscais, sem que este resultado possa alguma vez ser revertido, tudo isto numa situação em que está em causa uma discussão sobre bens jurídicos tutelados pela legislação penal Portuguesa.