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Assim e em linha com este aresto, segundo o qual, "aplicando a Tabela da Portaria n. 377/2008, de 26/5, na versão introduzida pela Portaria n. 679/2009, de 25/06, com as adaptações necessárias a um cálculo mais conforme com a tendência atual da jurisprudência, para uma justa fixação das indemnizações devidas no domínio do dano biológico, que a tabela manifestamente não alcança, somos levados a introduzir alterações para o cálculo da indemnização base, que, no essencial, se atêm a efetuar o cálculo do valor base da indemnização, equacionando o valor por ponto de IPP pelo máximo da tabela corrigindo o cálculo do mesmo, passando a atender ao salário médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem disponível na base da PORDATA”, considerando o salário médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem, no ano de 2019, € 005,1010, em vez da RMMG de 2007, no valor de € 403,00 e tendo em conta os valores máximo por ponto, constantes na referida tabela, por referência à idade do sinistrado à data do acidente, obtemos o valor de € 5026,29 179,90x17x005,10):403,0 Valor indemnizatório que ajustado às particularidades do caso concreto, onde relevam as sequelas físicas que, em consequência das lesões causadas pelo acidente, definitivamente afetarão o Recorrido, entre elas amiotrofia da coxa de 1 centímetro, amiotrofia da perna de 2 centímetros, crepitação da rótula, limitação da mobilidade articular do joelho na flexão a 110, instabilidade ligamentar mista, a previsibilidade da necessidade de cirurgias e fisioterapia futuras, a impossibilidade de transporte de pequenas cargas ordem dos 20, as limitações na marcha, a marcha claudicante, e, enfim, a necessidade permanente do uso de joelheira com barras laterais pontos 43 a 50 dos factos, justificam, por equitativo, o montante indemnizatório encontrado pela decisão recorrida.