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A sentença considerou reconhecidos os créditos que não foram impugnados e que haviam já sido reconhecidos pelo Administrador de Insolvência, sendo certo que, quanto à sua natureza, este deixou bem esclarecido que eram "Privilegiados nos termos do artigo 333 do Código do Trabalho”   Em momento algum o Administrador de Insolvência hesitou quanto à natureza dos créditos dos trabalhadores, tendo considerado sempre, em todos os  seus relatórios ou documentos, tal natureza privilegiada – quanto aos móveis e imóveis - nos termos do artigo 333 do Código do Trabalho;   A sentença considera que são reconhecidos os créditos que não foram impugnados – designadamente o do recorrente e dos restantes trabalhadores - mas por outro lado não toma em consideração a qualificação dos citados créditos atribuída pelo Administrador de Insolvência, e devia fazê-lo;   A sentença violou o disposto no artigo 130 do CIRE pois os créditos do recorrente e dos restantes ex-trabalhadores não foram impugnados, pelo que a sentença de graduação de créditos deveria ter homologado a lista de créditos reconhecidos elaborada pelo Administrador de Insolvência e graduado os créditos em atenção ao que consta dessa lista;   Em obediência ao artigo 130 do CIRE, a sentença deveria ter atribuído aos créditos dos ex-trabalhadores o privilégio imobiliário especial relativamente aos imóveis, como, claramente, o Administrador de Insolvência deixou consignado;   Considerou também a sentença que os ex-trabalhadores não alegaram nem demonstraram que tenham prestado a sua actividade nos imóveis arrolados, não sendo tal entendimento aceitável pois os trabalhadores alegaram na sua Reclamação de Créditos, artigo 17 do requerimento, o seguinte "Os ora credores sempre prestaram trabalho nas instalações da insolvente – prédios urbanos de sua propriedade – utilizando máquinas, veículos, equipamentos e instrumentos de trabalho também de sua propriedade”;   Estes factos foram alegados na Relação de Créditos apresentada ao Administrador Judicial em 1010, sendo certo que nunca tal alegação foi questionada por qualquer credor, pelo Administrador de Insolvência, pela Comissão de Credores ou pelo Mmo.