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Argumentou que, contrariamente ao decidido, o seu requerimento não era meramente dilatório, que estando acusado de um crime de homicídio tentado importaria esclarecer se existiu ou não perigo para a vida da ofendida, pois, não tendo existido, não ocorreria uma tentativa de homicídio e sim apenas ofensa à integridade física); que na perícia de avaliação do dano corporal efetuada pela Dr. se concluiu que "por ter sido correta e atempadamente socorrida não existiu perigo real e concreto para a vida da examinada”, mas no "auto de diligência externa” subscrito pelos inspectores da polícia judiciária consta já que a Dr. AF, Diretora dos Serviços de cirurgia plástica da unidade de queimados do Hospital de Santa Maria, terá referido aos inspectores da polícia judiciária) que "a vida da ofendida nunca esteve em perigo”; e que perante esta discrepância de interpretação dos danos corporais da ofendida revelar-se-ia imprescindível para a boa decisão da causa a realização de uma nova perícia por perito na área da especialidade de queimados.