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É de todo o interesse citar o Acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães de 202002, relatado pelo Ex.mo Sr. Desembargador Leonel Serôdio, citado no acórdão, também desta Relação, de 07/11/2013, no processo 3621/15TBGMR.G1, que, por sua vez, também vai neste sentido: "a condição de pai implica o dever de ter uma situação económica estável para prover ao sustento dos filhos” e "a situação de desemprego não dispensa o progenitor de cumprir a obrigação de alimentos, que será calculada atenta a sua capacidade de trabalhar e de auferir rendimentos.”  Aliás, na definição da medida dos alimentos devidos ao menor, há que os adequar aos meios de quem houver de prestá-los e para tanto, além do valor dos rendimentos auferidos pelo devedor no exato momento da fixação, há que atentar todas as circunstâncias que o rodeiam, de forma global, como a sua capacidade laboral, a detenção de bens patrimoniais, a fonte do seu sustento e a condição social, sem esquecer que este tem o dever de diligenciar ativamente pelo exercício de uma atividade profissional que lhe permita satisfazer esse seu dever, como se salientou no acórdão proferido pelo Supremo Tribunal de Justiça, de 11/12/2009, no processo 110-A/200LS   Com a mesma posição também tem interesse ler o Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, de 08-06-2017, no processo 1050/15T8LRS.L2, onde se afirma: " Tem sido unanimemente defendido pela jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça que a obrigação de prestação de alimentos a favor do menor não se compadece com a situação económica ou familiar de cada um dos progenitores, não colhendo a tese de que não tendo o progenitor condições económicas para prover ou materializar o conteúdo daquela obrigação legal se deva alienar o direito e aguardar pela superveniência de um estado económico pessoal que lhe permita substanciar a exigência normativa que decorre da sua condição de progenitor, devendo, por isso, o tribunal fixar sempre a prestação alimentar a favor do menor, a suportar pelo progenitor.”  Enfim, a simples e objetiva situação de desemprego não conduz automaticamente à exoneração da obrigação da prestação de alimentos.