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Mas sempre e de todo o modo, sabendo e não podendo desconhecer a Autora ora Recorrente que tendo estado ausente por doença, e tendo-lhe sido processado o respectivo subsídio pela Segurança Social, e a PSP processado o vencimento, é manifesto que não lhe sendo devida a remuneração como estando ao serviço porque não esteve, ou de outra maneira, a ela não tendo direito de forma alguma, e tendo sido processada de forma indevida, sem que se possa argumentar que tal constitua um direito constituído, nunca se colocaria a questão da tempestividade da sua revogação do acto administrativo de processamento dos vencimentos nesse período, porque a notificação para reposição das quantias recebidas é decorrente do exercício de um poder/dever vinculado, e que pode ser exercido no prazo de 5 anos a contar do seu processamento, tempo este, que fosse qual fosse o contexto alegatório em que se sustenta a Recorrente, mesmo com o cumprimento da sua audiência prévia, o acto a praticar sempre seria de sentido único, e que desaguaria no dever de proceder à sua reposição, com fundamento, não na revogação do acto que não é isso que está em causa, não sendo por isso convocável o disposto no artigo 14, n. 1 do CPA, mas da observância do prazo durante o qual pode ser exigida a devolução por parte da Administração, nos termos do artigo 4, n.s 1 e 3 do Decreto-Lei n. 155/92, de 28 de julho Cfr.