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Por outro lado, a circunstância de o arguido estar preso em nada altera a bondade do que se afirma, na medida em que, como muito acertadamente refere o recorrente, "Tampouco se diga que o facto de o arguido agressor estar preso "mitigaria” o perigo de influenciar as declarações da ofendida pois que, nesta fase do processo, tal não sobreleva as vantagens de a vítima ser ouvida imediatamente, pois trata-se de uma diligência processual urgente, inserida num processo urgente, com intuito de preservação de prova – sendo certo que a audição para memória futura atenuadrasticamente a hipótese dessa "influência” se manter por um período mais prolongado e potencia a possibilidade de poupar a ofendida ao constrangimento inerente à solenidade e formalismo de uma audiência de julgamento, o que necessariamente a protegerá”.