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Ora, relativamente a este muro provou-se igualmente que os Autores, por si e antepossuidores, há mais de vinte, trinta e quarenta anos que vêm ininterrupta­mente usando e gozando o muro, designadamente cuidando-o, reparando-o, ali colocando vasos, cravando estacas em esteios de pedras de xisto, encravando lajes de pedra de xisto, encostando-lhe um forno, o que fazem à vista de toda a gente, sem oposição de quem quer que seja, na convicção de exercerem um direito próprio e de que não lesam o direito de outrem, pelo que também está demonstrado que adquiri­ram o direito de propriedade exclusiva sobre esse muro por usucapião, nos termos dos artigos 1251, 1263, e 1287 e 1294, do Civil, mostrando-se, pois, ilidida a presunção legal de comunhão estabelecida no art.