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Outro entendimento relativamente a estes pontos e, o recurso para a Relação deixaria de ser um remédio para suprir deficiências da decisão daquela instância e passando a ser um segundo julgamento, um novo julgamento, desvirtuando o regime recursivo em processo penal – ver Paulo Pinto Albuquerque, Comentário do Código de Processo Penal, edição de 2011, página 118 Igualmente se aduz o seguinte: existem limites à pretendida reponderaç��o de facto que parece ser sem dúvida essa a finalidade pretendida pelo arguido com tal, já que a Relação não fará um segundo/novo julgamento, pois o duplo grau de jurisdição em matéria de facto não visa a repetição do julgamento em  instância; a actividade da Relação, sendo caso disso, cingir-se-á a uma intervenção cirúrgica, no sentido de restrita à indagação, ponto por ponto, da existência ou não dos concretos erros de julgamento de facto apontados pelo recorrente, procedendo à sua correcção se for caso disso, e apenas na medida do que resultar do filtro da documentação, a que acresce que o arguido não veio impugnar nos termos consentidos na lei, sequer, os factos dados como provados.