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2   Argumentam que "o facto de estar provado que os arguidos iriam receber, um deles, 40 euros, e o outro 20 euros, não significa que tal montante corresponda à compensação remuneratória, pois há que deduzir as despesas”, "que "a quantidade e o tipo de estupefaciente abona no sentido de uma compensação remuneratória de valor que não equivale a quantia reduzida, mas o facto de se tratar de uma ação isolada e não prolongada no tempo impede que a contrapartida seja erguida à natureza de avultada, sobretudo quando não há nenhumas manifestações de desafogo económico, surgindo exatamente o oposto, a certeza de que os arguidos vivem em condições precárias.”  Contrapõe o Ministério Público que, face aos factos provados, "a condenação pela prática dos crimes dos arts 24,, e 28, 2, 15/93, 201 é uma inevitável consequência”, que se trata de uma "inevitabilidade jurídica”, diremos, de pouco valendo argumentos dispersos e de desespero, ligados ao "valor líquido” e "individual” dos ganhos de cada arguido propostos pelos recorrentes, como se não houvesse matéria firmada e assente sobre os dividendos obtidos pelo grupo no âmbito desta operação, acaso não tivesse sido inopinadamente interrompida cfr "factos provados " 22, 30, 31, 33, 35 e”.