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Consideramos, mesmo, que o facto de os benefícios fiscais serem medidas fiscais de carácter excepcional não permite a interpretação benevolente dada pelo tribunal recorrido: ") em face da factualidade provada e acima enunciada, que a Autora procedeu a uma efetiva criação líquida de posto de trabalho, conforme, de resto, a própria entidade demandada veio a reconhecer na decisão a que se alude em do probatório, sendo que, a aludida "substituição” da trabalhadora inicialmente afeta ao posto de trabalho criado, não visou a criação de um novo posto de trabalho, mas sim, o cumprimento da obrigação legal ínsita no citado artigo , n. 3 do Decreto-Lei n. 310/2001, de 10 de dezembro, que sobre a Autora impendia, de "manter o posto de trabalho criado”.