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Identicamente, acompanhamos as ponderações expendidas na decisão recorrida, por se considerar que se está perante um crime comum, passível de ser cometido por qualquer pessoa, não se exigindo que o agente detenha certas qualidades ou relações especiais, assim dissentindo do entendimento de Pedro Caeiro de que o segmento de norma "para abusar da sua influência” apontaria no sentido que imporia um círculo natural de agentes, apenas integrado, numa interpretação restritiva da incriminação, por aqueles que, por efeito de uma qualidade ou relação profissional especiais perante a Administração Pública, sejam, ou estejam, efectivamente capazes – ainda que, porventura, o não venham a fazer – de se aproveitar de circunstâncias que lhe confiram superioridade ou a possibilidade para influenciar o decisor.