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Em abono do que ora se defende se pronunciam os referidos dois acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo supra invocados e o disposto no artigo 8 do CPTA, que sob a epígrafe "princípio da cooperação e boa-fé processual” deixa bem claro que os órgãos administrativos e judiciais se regem pelo princípio da separação de poderes, havendo independência recíproca da Administração e da Justiça, ou seja, como defende o acórdão invocado em segundo lugar, "a Administração não pode dar ordens ao Tribunal nem pode decidir de questões de competência dos Tribunais, pelo que não poderia sobrestar àquele” e remeter oficiosamente a petição inicial ao Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, tribunal a quem estava dirigida a petição.