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Na verdade, impõe-se aqui recordar que, como ficou provado sob pontos 21 a 26, cerca das 08 horas e 45 minutos, do dia 23 de Novembro de 2020, o arguido certificando-se previamente que o seu filho mais novo, HH, na data de seis anos de idade, se encontrava a dormir e com a porta do quarto fechada, dirigiu-se ao quarto onde a ofendida se encontrava a dormir e retirou de um armário um haltere de ginásio, de ferro, com peso de 1 quilo; Após, fechou a porta do quarto, aproximou-se de EE que se encontrava deitada na cama a dormir e com o haltere de ginásio, com peso de um quilo, desferiu-lhe três pancadas na cabeça e rosto; Acordando, e em pânico, para se defender, EE ainda colocou os braços à frente do rosto e uma das pancadas desferidas pelo arguido com o haltere atingiu-a na mão esquerda, partindo-lhe o dedo indicador; EE começou a gritar por socorro, tendo o arguido se munido de uma almofada, e de súbito, com a mesma, cobriu o rosto de EE pressionando para que esta ao pudesse respirar e não se pudesse mover; EE, porém, usando da sua força fisica e aproveitando um momento de distração do arguido, conseguiu libertar-se e procurar ajuda, chamando o INEM; O arguido, em seguida, limpou o sangue existente no haltere, limpou os vestígios de sangue no chão junto à cama, trocou de roupa e lavou as mãos, e estando EE a sangrar abundantemente da cabeça, disse-lhe que não deveria contactar a polícia e dizer ao 112 que tinha caído no interior da residência, por forma a eximir-se à responsabilidade criminal” Ou seja, o arguido não desistiu, de livre e espontânea vontade, de prosseguir com o acto que estava a praticar, foi, isso sim, impedido de continuar o seu plano criminoso para matar a vítima por acção desta, em três consecutivos momentos: Primeiro, por a lhe terem sido desferidas três pancadas na cabeça e rosto com o haltere de ginásio, EE acordou e defendeu-se colocando os braços à frente do rosto, sendo ainda atingida na mão esquerda com uma pancada do haltere que lhe partiu o dedo indicador;  Depois, por que EE começou a gritar por socorro, tendo o arguido, que não desistia do seu propósito de a matar, se munido de uma almofada, e de súbito, com a mesma, cobriu o rosto de EE pressionando para que esta ao pudesse respirar e não se pudesse mover; Finalmente, EE, usando da sua força fisica e aproveitando um momento de distração do arguido, conseguiu libertar-se e procurar ajuda, chamando o INEM.