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É que, por comparação com a tutela que recebem no ordenamento jurídico os credores de direitos patrimoniais para cujo exercício judicial a lei fixa um prazo geral de prescrição de 20 anos, nos termos do artigo 30 do Código, a ponderação de valores expressa na solução legal consagrada no artigo 181, n.1 constitui apreciação "manifestamente incorrecta”, na expressão do Acórdão n. 23/2006, dos interesses ou valores em presença, em particular, quanto à intensidade e à natureza das consequências que esse regime produz para o investigante e para o investigado: o investigante, com a perda, aos vinte e oito anos de idade ou qualquer outro limite, do direito a saber quem é o pai, sofre prejuízos não patrimoniais, que afectam o cerne da sua personalidade, liberdade, estado pessoal e identidade, claramente desproporcionados em relação às desvantagens eventualmente resultantes, para o investigado e sua família, da acção de investigação e dos seus efeitos.