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neste sentido, acórdãos do Tribunal da Relação de Coimbra de 11-11-2003, relator Artur Dias, processo n. 1907/03 e 8-01-2019, relator Falcão de Magalhães, processo n. 1971/16T8LRA.1 – " para além do cabeça-de-casal nomeado e ajuramentado em inventário, existe a figura do cabeça-de-casal de facto.a inexistência de inventário para partilha de heranças não obsta a que haja cabeça-de-casal, que, integrando a figura do cabeça-de-casal de facto, administre os bens da herança ”; do Tribunal da Relação de Évora de 8-10-2020, relator Manuel Bargado, processo n. 435/15T8ELV.E1; do Tribunal da Relação de Lisboa de 21-05-2020, Nelson Borges Carneiro, processo n. 1852/16T8OER.L1-2; do Tribunal da Relação do Porto de 7-11-2019, relator Amaral Ferreira, processo n. 4233/06T2OVR-P1 Em consonância, conclui-se, o facto de não existir qualquer decisão formal de nomeação de cabeça-de-casal ou prestação de compromisso de honra em sede de processo de inventário, não impede que a autora A, que, reconhecidamente, ocupa o lugar de herdeira mais velha habilitada da falecida Ilda..., detenha a qualidade de cabeça-de-casal e, mais do que isso, exerça as funções correspondentes, como fez, aliás, quando tomou a iniciativa ainda que por intermédio de procurador, cujos poderes infra se apreciarão) de denunciar os contratos de arrendamento rural em causa nos autos relativos a prédios que integram a herança indivisa mencionada.