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P. 14)  Escorados nos arrimos fornecidos pela doutrina e jurisprudência, para a pena a impor, haverá que ter em consideração a intensidade do conteúdo volitivo colocado pelo agente na execução do projecto criminoso, notadamente, e logo no modo como se aproveitou do estado deteriorado de consciencialização que a vítima aparentava, no momento em que, tendo saído de um bar, se dirigia para a sua viatura; a maneira e comportamento violento como, se aproveitou desse estado fragilizado e para a introduzir na sua viatura, empurrando-a, com violência, e com desprezo pela incapacidade e diminuição do estado de reacção; o modo com procurou – e conseguiu – anular qualquer possibilidade de contacto da vítima com outros indivíduos, através do telefone, desfazendo do aparelho quando o sentiu soar; o modo como, depois de ter parado o automóvel num locar ermo e infrequentado, e tendo visto o estado de esvaecimento, físico e psíquico, da vítima se aproveitou para a apalpar e beijar nos seus; a sua posterior reacção quando a vítima, intentando reagir o tentou esbofetear, agredindo-a, com um estalo que a fez esvair e tombar ao solo; e, finalmente, a vítima num estado de incapacidade total de reacção e, alheio aos rogos de que não a violentasse que ela faria "o que ele quisesse”, a desnudou, da cintura para baixo, e, contra a sua vontade a violentou no seu corpo.