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Para fundamentar o seu pedido alega, em síntese, que: - No âmbito da sua actividade alugou à "R. BV” por 60 meses, com opção de compra a final mediante o pagamento do valor residual, dois reboques; - Antes do termo daqueles contratos a referida sociedade subalugou à R. os ditos reboques, sem autorização da A. e em violação dos contratos com esta celebrados; - Tendo a R. BV sido declarada insolvente e havendo rendas em dívida à A., esta dirigiu-se ao administrador da insolvência daquela reclamando o valor das rendas em dívida, resolveu os contratos, e solicitou-lhe a restituição dos reboques locados, uma vez que, entretanto conhecedora da sublocação ilegal à R., já lhe havia solicitado a restituição e a R. recusou-se a fazê-lo; - O administrador da insolvência da R. BV reconheceu que os reboques são propriedade da A. e que o seu direito de propriedade não podia ser posto em causa e, por outro lado, revelou que a R. não pagou à R. BV valores que a esta seriam devidos e veio a resolver os contratos entre ambas celebrados, os quais, de todo o modo, são inoponíveis à A.; - Apesar dos contactos estabelecidos entre A. e R., esta não procedeu à restituição dos reboques, embora reconheça que os mesmos não lhe pertencem, condicionando a sua entrega ao pagamento de uma quantia que entendeu ser-lhe devida pelo respectivo parqueamento e que a A. recusou pagar-lhe por a entender indevida, o que culminou com a R. a sugerir que se os reboques estivessem na rua em vez de nas suas instalações estariam à mercê de roubos e vandalismo, o que a A. receia possa vir a acontecer; - A conduta da R., para além de impedir a A. de usar os reboques de sua propriedade, os quais poderia alugar a € 415,00 por semana cada, importará para a A. as despesas relacionadas com o transporte dos reboques de Portugal para a Holanda e a inerente deslocação de camiões e de pessoal para tal fim, com os associados custos de viagem dos camiões e do, alojamento e alimentação; - Para além disso, o simples decurso do tempo importa desvalorização dos reboques, usualmente à razão de € 1000,00 ou de 15% do seu valor em cada ano; - Previamente à propositura da acção a A. promoveu procedimento cautelar contra a R., com vista a ver garantida a imediata devolução dos reboques, o qual veio a ser julgado procedente e a R. condenada à sua imediata entrega à A.