Legal Document Excerpt:

Que o negócio resolvido foi prejudicial para a ora insolvente é coisa que nos parece claramente resultar da matéria de facto provada, pois que, mesmo olvidando que, no julgamento conjunto a que se procedeu, se provou sentença proferida no que o "associado” do ora Autor na compra do imóvel, H... "...não entregou qualquer contrapartida pecuniária à sociedade insolvente por conta da aquisição do prédio supra identificado” n 23 dessa sentença) e não deixando de ter presente que o aqui Autor, por conta do preço, fez os pagamentos dados como provados ns pontos 19 e 21 da sentença ora impugnada, o certo é que também se provou que esse preço, no montante de € 3500,00, fixado de comum acordo entre o ora Autor e os aludidos H... e J... - sendo que estes dois últimos, outorgaram o negócio, simultaneamente, em seu nome pessoal, como compradores do imóvel e, na qualidade de representantes legais sócios da sociedade vendedora -, foi muito inferior ao valor real do imóvel, que, à data da escritura tinha um valor de mercado de cerca de € 7125,00, o que significa que, com a saída do dito imóvel do património da "Sociedade de Construções H...,Lda.”, por uma contrapartida monetária muito inferior à do seu valor de mercado, os credores desta sociedade viram diminuída e dificultada a sua garantia relativamente ao pagamento dos seus créditos pelo património da devedora.