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Com vista a determinar o quantum das penas de prisão a aplicar, importa considerar, como dispõe o artigo 7 do Código Penal, o dolo, que assumiu a intensidade máxima configurando a modalidade de dolo directo, uma vez que a arguida representou os factos que preenchem o tipo de crime e, mesmo assim, actuou com intenção de os realizar, sendo nessa medida particularmente intensa a sua vontade criminosa; o modo de execução, prevalecendo-se da fragilidade dos ofendidos, menores a seu cargo, que devia proteger, e da ausência de terceiros, porquanto os factos foram perpetrados no interior da residência da família; o grau de ilicitude dos factos é elevado, manifestado na frequência da actuação, no lapso temporal decorrido e na extensão do dano provocado; a gravidade das consequências da sua conduta donde ressalta a tristeza, angústia e a humilhação que provocou; as exigências de prevenção geral, uma vez que os crimes deste tipo não são, em regra, presenciados por terceiros, o que, aliado ao ascendente que o cuidador adulto tem sobre os menores, faz dos mesmos "crimes silenciosos”, e, por conseguinte, tendentes a proliferar; a inexistência de antecedentes criminais; a inserção social da arguida.