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Aliás, mal se compreenderia que tendo sido expropriado um terreno rústico sem qualquer potencial edificativo, viesse o mesmo a ser devolvido pelo mesmo preço, com recurso a uma mera atualização aritmética do valor a restituir, ignorando que entretanto o terreno ficou apto para a construção, predominantemente habitacional, com uma cércea de 6 pisos acima do solo e com um índice de utilização de 0,6»  A Recorrente, em contrapartida, louvando-se na posição defendida pelo Ministério Público, e citando abundante doutrina e jurisprudência, insiste que, nos termos das alíneas e do n. 1 do artigo 7, e do n. 2 do artigo 7, todos do CE, o valor a tomar em consideração na determinação do montante a restituir é o da indemnização recebida, sem prejuízo de reconhecer que aquele valor é «tão só um dos diversos requisitos legais a ter em consideração.»  1 A questão controvertida no presente recurso opõe duas conceções distintas quanto à natureza do direito de reversão de bens expropriados.