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Com fundamento na prova de que foi um antecessor dos Autores que mandou construir o muro em causa, tendo pago ao empreiteiro contratado para o efeito; que o muro suporta as terras do quintal do prédio dos Autores, uma vez que o topo do muro é coincidente com o nível do quintal desse prédio; e que o muro, após separar o prédio dos Autores do prédio dos Réus, no sentido norte/sul, continua no sentido sul/poente, a delimitar o logradouro do prédio daqueles, os Recorrentes sustentam que está suficientemente demonstrado que a parte do muro sobre a qual não existe qualquer construção, que tem uma extensão de 10,40 metros lhes pertence com exclusividade.