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Assim:  	10  		Manifesta ilegalidade do procedimento tributário desenvolvido, porquanto, de acordo com os mais elementares princípios administrativo-tributários previstos na CRP, no CPA e, mais especificamente, na, a Autoridade Tributária deveria prosseguir o interesse público, sem olvidar os direitos dos contribuintes e, bem assim, o princípio basilar da segurança jurídica; 	Com efeito, a Autoridade Tributária não deve atuar na relação jurídico-tributária como parte, devendo, antes, na prossecução do interesse público desenvolver todos os esforços para que a justiça tributária seja atingida; 	Ora, estando precludido o prazo de caducidade de 4 anos, previsto no artigo 4 da LGT, do direito a liquidar tributos por parte da Autoridade Tributária no caso sub judice, deveria esta ter reconhecido tal situação, determinando, em consequência a anulação ainda que da liquidação adicional em apreço, e não procurar, através de fundamentação/argumentação de cariz algo questionável, prolongar a querela com o contribuinte; 	Por outro lado, a ora Recorrente demonstrou a total inexistência do requisito de uma participação mínima para a concessão de suprimentos por um acionista e, bem assim, a manifesta incoerência dos argumentos aduzidos na Sentença proferida; 	Na verdade, a douto Acórdão desconsiderou a integração de ambas as sociedades num grupo de empresas, bem como que a dita participação de 1% apenas deixou de existir com a liquidação da sociedade residente para efeitos fiscais na Irlanda, 	e, sobretudo que, à data dos factos a norma do Código do Imposto do Selo não previa o requisito da detenção de 10% para que fosse possível beneficiar da isenção deste imposto a concessão de financiamentos entre sociedades requisito que só foi introduzido no dito Código muito tempo depois, sem que o legislador fiscal tivesse dado qualquer carácter interpretativo a esta alteração); 	Para além disso, veio o Acórdão recorrido sustentar em grande medida a sua posição no facto de não ter sido comprovado o caráter de permanência dos suprimentos concedidos, o que, salvaguardando o devido respeito, olvidou por completo a realidade dos factos e, bem assim, descurou a prova que a Recorrente havia protestado apresentar; 	Com tal, entende a Recorrente, com o devido respeito, que o Tribunal a quo violou princípios legal e constitucionalmente consagrados com a decisão proferida, devendo a mesma ser revogada.