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Alega o recorrente que, se é inegável que a aplicação de tal regime tinha que ser ponderada, atenta a idade do arguido, a verdade é que, tendo em consideração o número de crimes em causa nos autos 12 de roubo e um de, o período de 11 meses em que o arguido praticou os crimes, que não pode ser entendido como um período curto, o facto de o arguido não ter demonstrado arrependimento ou vontade de colaborar com a justiça, não demonstrando, por isso, qualquer vontade de assumir as suas responsabilidades e os seus erros, e a sua falta de hábitos de trabalho, não é possível realizar um juízo de prognose favorável à ressocialização, pelo que, ao aplicar o regime estatuído do 401/82, de 23 de setembro, o Tribunal a quo violou o disposto no artigo , do citado diploma.