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As circunstâncias de facto e o contexto jurídico do custo de mediação são tais que geram inegavelmente fundadas suspeitas de ser verdadeira a conclusão que a AT formulou, nos termos apontados pelo tribunal a quo que aqui recuperamos:  " Na verdade, ainda que, porventura, se aceitasse como credível a explicação dada pela Impugnante quanto à inexistência de um contrato de mediação, e que não fosse determinante o lapso temporal entre o serviço prestado e a emissão da factura para efeitos de, bem como relativamente à relação especial invocada considerando que a AT não procedeu a qualquer correcção ao abrigo do então artigo 5 do CIRC, actual artigo 6 do mesmo Código); ainda assim, o modo como a despesa em causa se encontra contabilizada e a circunstância de inexistir qualquer comprovativo financeiro em causa, são bastantes para que se considere que a Administração Tributária conseguiu ilidir a visada presunção de veracidade.