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48 a 50 não resulta a existência de um prazo para a celebração do contrato prometido; B) O prazo lá indicado depende funcionalmente e só existirá se os promitentes vendedores concluírem a construção dos prédios, se constituírem a propriedade horizontal e, se notificarem o promitente vendedor das fracções que tiverem as características determinadas no contrato; ) Como os promitentes vendedores numa cumpriram com nenhuma das obrigações acessórias, ter-se-á que fixar judicialmente um prazo para a concretização do contrato prometido; ) Não deve ser acolhido o entendimento de que o promitente comprador está obrigado a interpelar admonitoriamente os promitentes vendedores para a constituição da propriedade horizontal; E) Se o entendimento identificado em supra fosse acolhido, seguir-se-ia logicamente que o promitente comprador estaria igualmente obrigado a interpelar admonitoriamente os promitentes vendedores para o cumprimento das demais obrigações acessórias, como sendo a de conclusão da construção dos prédios e, no limite, a destes terem denotificar aquele das fracções que tiverem as características determinadas no contrato; F) Ao Recorrente, ora promitente comprador, face à inadimplência dos promitentes vendedores em cumprirem a totalidade das suas obrigações, caberá apenas fixar um prazo para a concretização do contrato prometido; G) A fixação do prazo para a concretização do contrato prometido englobaria já, por decorrência lógica, todas as demais obrigações acessórias da responsabilidade dos promitentes vendedores, porquanto aquele depende do cumprimento destas; H) Não existindo nenhum prazo fixado pelas partes, terá o douto tribunal de fixar judicialmente um prazo de 30 dias para a concretização do contrato definitivo.