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de 2020, invoca o requerente, essencialmente, no requerimento inicial o seguinte: - A conduta do instrutor, vista no âmbito do processo disciplinar e com evidentes contornos de constituir matéria do foro criminal, é certo e seguro que não será alterada, pelo que, já pelo passado já pelo que se antevê, a inimizade grave manifestada não só será mantida como, devido à defesa justa, legal e intransigente do Requerente, é expectável e quase certo que o suspeito, a tal inimizade venha juntar a sua vingança prosseguindo na esteira do exposto e do que lhe é imputado, agora respaldado nas diferentes deliberações do CSM consigo concordantes - 4 - Impõe-se referir que a fase em que os autos de processo disciplinar se encontram é crucial, pois é o momento de dar voz à defesa para que produza a sua prova oferecida na contestação de forma livre, total e sem peias, ao contrário do que o suspeito já tentou e está provado e mais recentemente com o apoio do CSM - 4 - Não havendo respeito pelas regras na produção da prova, sua apreciação, valoração, termos subsequentes e imparcialidade só poderão ser garantidos com o afastamento definitivo do actual instrutor, sem o que o Requerente corre o já evidente e anunciado risco de expulsão da Magistratura Judicial por atropelo notório e confessado a todas as normas de direito e da defesa em evidente violação do seu direito a um processo justo e equitativo como contemplado no Artigo 20, n 4 da Constituição da República Portuguesa - 4 - A manter-se o instrutor denunciado na condução do PD, é certo e seguro que o Requerente será prejudicado de forma grave e irreversível porque será expulso com a consequente perda do seu único meio de subsistência para si e agregado familiar e, nem se diga que depois disso poderá ainda recorrer à justiça para que reponha a verdade e a legalidade, porque isso, por tardio, não lhe traz a dignidade e a honra molestadas pelos actos ilegais e maliciosos do suspeito - o tempo não anda para trás -, não lhe repõe os prejuízos de toda a ordem morais e, tanto pessoais como familiares e corta-lhe uma carreira de 38 anos ao serviço da justiça, quando está prestes a atingir o final - 4 - A conduta do suspeito instrutor apadrinhada em tudo pelo CSM legitima reter que tal está porventura em alinhamento com o dar satisfação à comunicação social que, sem fundamentos e por recurso a meras insinuações e atoardas demonstrativas de não ter pejo em julgar na praça pública seja quem for sem medir os prejuízos já causados e que continuam a causar sem hipóteses de reparação – 4 - Decorre daqui que já são evidentes prejuízos consequentes da conduta que tem sido imprimida à marcha do processo e que, a não ser atalhada com a remoção do instrutor, os que se adivinham constituirão catástrofe definitiva e final para o Requerente - 5 As alegações a este respeito, consubstanciam um conjunto de asserções de cariz marcadamente conclusivo e de natureza unicamente conjectural e classificatória, não reportando factos concretos que, provados, permitam precisar se há, ou não, realmente, um perigo de verificação dos efeitos que a suspensão visa afastar.