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Para o efeito defende a recorrente que a obrigação de conservação dos documentos de suporte contabilístico das sociedades, por 10 anos, estatuía no, então, artigo 11/5 do CIRC é uma garantia do contribuinte perante a AT, na medida em que esta, no âmbito dos seus poderes inspetivos, se vê limitada nas exigências que pode formular ao contribuinte quando analisa o cumprimentos dos seus deveres tributários e não tem como efeito condicionar o reconhecimento de um direito como o que vem referido no artigo 1 do DR 2/90, de 12/0  Ou seja, entende a recorrente que a recorrida deveria ter conservado para além do prazo de 10 anos os registos contabilísticos bem como os respetivos documentos de suporte de modo a poder justificar e comprovar o pedido de aceitação das desvalorizações extraordinárias como custo fiscal, sob pena de não os apresentado não poder ver a sua pretensão satisfeita.