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Deste modo, negar à entidade patronal, em casos como estes, a possibilidade de invocar perante o sinistrado o recebimento pelo mesmo, no todo ou em parte, da indemnização que lhe é devida pelo ressarcimento dos danos que sofreu no acidente, por esta via extinguindo ou modificando o direito ao reembolso contra o sinistrado que está contemplado nos n.s 2 e 3 do artigo 1 da LAT, traduzir-se-ia, inegavelmente, numa situação de duplicação de indemnização pelo mesmo dano concreto, sendo que, face ao que resulta da norma, afinal o que se quis proteger foi precisamente a possibilidade de a entidade patronal ou quem assuma a sua – titular do interesse tutelado pela norma –, que em termos de responsabilidade meramente objetiva garante ao sinistrado o recebimento das prestações que lhe são reconhecidas pela legislação laboral, possa desonerar-se assim do pagamento que lhe está a ser pedido na ação, invocando e demonstrando que o dano já foi ressarcido por terceiro no todo ou em – volta a repetir-se, o princípio vigente nesta sede é o da não duplicação ou acumulação material de indemnizações.