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342 dos autos, nos termos da qual a arguida, enquanto médica da equipa hospitalar de suporte em cuidados paliativos do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada e Directora Clínica da Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada entre 2004 e 2015, a quem incumbia coordenar toda a assistência prestada aos doentes, garantir a correcção e prontidão dos cuidados de saúde e, em especial, dirigir a acção médica, e estabelecer e acompanhar a implementação do plano específico de reabilitação dos utentes durante o internamento, incumpriu os deveres que se impunham enquanto profissional de saúde, incumprimento este que fez perigar a saúde dos utentes que estavam a seu cargo, ausentando-se por períodos consideráveis durante os quais permanecia incontactável, estando indisponível para prestar esclarecimentos e informações aos familiares dos utentes, não fazia uma avaliação dos utentes com a periodicidade necessária, nomeadamente no que respeita a alterações das prescrições médicas, o que levou os enfermeiros da UCCI a encaminhar utentes para o Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada ou a alterar a terapêutica dos doentes uma vez que esta permanecia incontactável, chegando a proibir os enfermeiros de a contactar após as 22H00 ou a dizer, quando contactada, que não valia a pena investir no utente porque estava "para morrer”, pelo que, estando nós perante doentes carecidos de acompanhamento frequente, o lapso temporal entre o aparente agravamento do estado de saúde destes e o tardio encaminhamento para o hospital terá contribuído, pelo menos potencialmente, para o agravamento do estado de saúde desses doentes, o que era do conhecimento da arguida, factos que indiciam a prática pela arguida de tantos crimes de recusa de médico, p. e p. pelo art.