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Na sentença foram dados, pelo tribunal da  instância, como provados os seguintes factos: A) A Autora dedica-se à actividade de mediação imobiliária, estando para tal habilitada com a licença n ... – AMI, do INCI – Instituto da Construção e do Imobiliário;  B) No âmbito daquela actividade, no dia 20/9/2016 a Autora e Ré acordaram nos termos do Contrato de Mediação Imobiliária n..., junto a fls.55, que se dá por reproduzido;  ) Nos termos da cláusula 2 do referido contrato a Autora obrigava-se a diligenciar no sentido de encontrar interessado na venda do imóvel com as seguintes características – fracção autónoma sita na Rua ...;  ) O negócio seria realizado pelo preço de €11500 clausula;  E) Nos termos da cláusula 4 do contrato referido em as partes acordaram que "o segundo contraente ora Ré) contrata a mediadora em regime de exclusividade”;  F) Pela prestação dos serviços descritos em, a Ré obrigou-se a pagar à Autora a título de remuneração a quantia de 5% sobre o preço pelo qual o negócio é efectivamente concretizado, não sendo inferior a €000 cinco acrescido de IVA à taxa legal em vigor à data da outorga do contrato definitivo clausula;  G) O contrato foi celebrado pelo prazo de seis meses, contados a partir da data da sua celebração, renovando-se automaticamente por iguais e sucessivos períodos, caso não fosse denunciado por nenhuma das partes clausula;  H) Em 18/10/2016 a Autora e Ré acordaram no aditamento ao contrato referido em, alterando o preço fixado para €11000;  ) Após a celebração do referido contrato a Autora promoveu a venda do imóvel aí referido através de publicidade inserida na Internet, na montra do local de atendimento e através de contacto com potenciais clientes;  J) Na sequência de tais esforços a Autora conseguiu angariar pessoa interessada na aquisição do imóvel, A..., que aceitou adquirir o imóvel pelo preço de €10000;  K) Nessa sequência a Autora entrou em contacto com a Ré a quem transmitiu a proposta de compra pelo indicado preço;  ) A Ré aceitou a proposta por email enviado a 15/2/2017;  ) Pelo que a Autora solicitou à proponente que formalizasse a proposta por escrito no dia 17/2/2017, na qual se comprometeu a adquiri a fracção pelo preço de €10000, a pagar a título de sinal e princípio de pagamento a quantia de €000 na data da assinatura do contrato promessa e a outorgar o contrato definitivo no prazo máximo de 90 dias;  N) A Autora remeteu à Ré uma carta datada de 14/2/2017 a denunciar o contrato com efeitos a 20 de Março de 2017;  O) Contactada pela Autora a Ré referiu que havia denunciado porquanto queria deixar de ter regime de exclusividade no final do contrato, mantendo a aceitação da proposta que foi efectuada;  P) Por email de 21/2/2017 a Ré, invocando falta de confiança profissional na Autora reiterou a denuncia do contrato feita por carta de 14/2/2017, recusando-se a celebrar a venda da fracção objecto do contrato;  Q) E exigiu a devolução das chaves do imóvel;  R) A Autora em 1/3/2017 enviou carta registada com aviso de recepção a solicitar o pagamento da comissão acordada, a qual foi devolvida;  S) No dia 10/3/2017 a Autora remeteu carta registada com aviso de receção à Ré, para a sua morada fiscal, e no dia 16/3/2017 remeteu nova carta para a morada constante do contrato de mediação e para a morada fiscal;  Factos não provados dados pelo mesmo 1) A Ré recusou a celebração do contrato com exclusividade, o que foi aceite pelo representante da Autora;  2) A Requerida indicou como valor do imóvel €11000;  3) Apercebendo-se que a Ré não estava com vontade de celebrar o negócio ou sequer outorgar o referido contrato de exclusividade, é pelo "vendedor” dito que já tem um cliente para comprar o imóvel;  4) Apenas nesse momento e perante as razões expostas, em particular a urgência para vender o imóvel por questões de saúde e o desespero para vender o imóvel a Ré acaba por assinar o contrato;  5) O Agente imobiliário tinha conhecimento de que a Ré tinha compromissos com o banco e estava com muito receio de entrara em incumprimento;  Não se deu resposta aos demais artigos da petição inicial ou da contestação por se tratar de matéria conclusiva ou de direito.