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É por demais patente que o assistente no seu requerimento de abertura de instrução não só omite in tottum referências factuais objectivas e imprescindíveis à afirmação dos factos integradores dos elementos objectivos dos crimes denunciados de devassa da vida privada, p. e p. pelo artigo 192, do Código Penal e/ou de devassa por meio informático, p. e p. pelo artigo 193, do mesmo Código, bem como daqueloutro de acesso ilegítimo, p. e p. pelo artigo 6, n 1, da Lei n 109/2009, de 109, cuja putativa subsunção jurídica dos factos investigados foi afastada pelo Digno Magistrado do Ministério Público pelo entendimento da verificação in casu de causa de exclusão da ilicitude, não procedendo à descrição dos mesmos por forma a que se alcance um relato coerente e lógico da dinâmica da conduta da denunciada, como tal requerimento do assistente é, também, totalmente omisso quanto aos elementos subjectivos - o dolo - dos mencionados crimes cujo cometimento pretende ver apurado e imputado à denunciada.