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Além disso, o recorrente UP, na motivação do seu recurso, faz diversas proclamações conclusivas, misturadas com a impugnação fáctica, sem o mínimo de sentido e que não nos cabe, sequer, rebater, pois esta instância recursória não tem de decidir sobre argumentos dos recorrentes, nem sobre visões parcelares trazidas pelos mesmos, competindo-lhe, isso sim, analisar e decidir questões por exemplo, alega o recorrente UP que "foi condenado só porque trabalhava diretamente com o seu patrão, numa dependência hierárquica, e era amigo dele, como se fosse possível tal interpretação extensiva e como se a culpa fosse transmissível por osmose”; ou, ainda, que "para existir crime teria que haver dolo, ou seja, a intenção de o arguido cometer aqueles factos criminosos, o que nunca existiu, nem se percebe como, se foi dado como provado que o ora recorrente trabalhava sob ordens e instrução do arguido NB”).