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8 – Independentemente das doutas considerações expendidas pelo tribunal " a quo”, para fundamentar a sua decisão, aquele Órgão de Soberania, omitiu uma formalidade, a qual, só por si impede o dito tribunal de decidir como decidiu;  9 – O tribunal " a quo” proferiu o despacho de que se recorre sem a prévia audição do condenado;  10 – Atenta a factualidade enunciada na conclusão anterior, o tribunal " a quo” não teve a possibilidade de conhecer, quais foram, de facto, as razões que levaram o arguido ao incumprimento do seu PIRS;  11 – Atenta ainda a factualidade antes enunciada, o tribunal "a quo” não teve a possibilidade de conhecer quais são, de facto, presentemente, e quais eram, de facto, à data do despacho, as condições de vida laborais, sociais e familiares do arguido;  12 - Atenta ainda a factualidade antes enunciada, o tribunal "a quo” não teve a possibilidade de conhecer se, de facto, e não apesar de ter falhado no cumprimento do seu TIRS, o arguido está socialmente reintegrado e definitivamente afastado no mundo do crime;  13 – Só a audição do arguido, daria a possibilidade ao tribunal " a quo”, de conhecer a factualidade referida nas conclusões, que antecedem;  14 – O tribunal " a quo”, violando os preceitos constitucionais e legais acima citados, emitiu juízos de valor sobre o arguido, sem ter procedido à sua audição;  15 – Os factos praticados pelo ora recorrente, ocorreram já há mais de 9 anos e os do incumprimento do seu TIRS, há já mais de 4 anos, importando ao tribunal " a quo” saber em que circunstâncias se deu o incumprimento, se o mesmo se deveu a culpa censurável do arguido, se apesar disso, os objectivos pretendidos com a suspensão foram ou não alcançados;  16 – Só após o tribunal " a quo” ter entrado na posse da factualidade referida na conclusão anterior, poderia, com segurança, aquilatar da possibilidade, ou impossibilidade de prorrogar a suspensão da execução da pena e de alcançar os propósitos visados – a readaptação social do arguido;  17 – O tribunal " a quo” violou a previsão contida no n. 2, do artigo 1, n. 1, do artigo 3, ambos da Constituição da República Portuguesa e n. 2, do art.