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Com efeito, o n 6 do artigo 67 trata especificamente da jubilação, referindo expressamente que "a pensão é calculada em função de todas as remunerações ”, existindo, por isso, uma fórmula própria diferente da simples aposentação ou reforma e, o cálculo da pensão de aposentação dos magistrados jubilados é necessariamente efectuada de acordo com o n 6 do artigo 67 do Estatuto dos Magistrados Judiciais e não de acordo com o disposto no artigo 68, até porque, como se referiu, só desta forma se justifica a maior exigência dos requisitos de acesso à jubilação, designadamente os respeitantes à idade e tempo de serviço previstos no anexo da Lei n 9/201 E esta interpretação resulta igualmente de elementos trazidos pela alteração operada no texto legal, pois, como bem salienta a autora/ora recorrida e é sustentado no acórdão recorrido, foi inequivocamente esta a intenção do legislador, já que a redacção inicialmente proposta para o artigo 67, ns 6 e 7 do EMJ – proposta de Lei n 45//2 –, que previa que a pensão dos magistrados judiciais jubilados seria calculada "em função de todas as remunerações sobre as quais incidiu o desconto respectivo, não podendo a pensão líquida do magistrado judicial jubilado ser superior à remuneração do juiz no activo de categoria idêntica, líquida da quota para aposentação e pensão de sobrevivência no âmbito do regime da Caixa Geral de Aposentações”, não teve acolhimento no texto final da Lei n 9/2011, como se demonstrou supra – sub.