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Na vigência de uma cláusula de exclusividade reforçada, o direito do mediador existe, qualquer que tenha sido a origem da actividade que levou à conclusão do negócio».Sublinhado nosso No caso sub judice, o que emerge dos factos provados é que o contrato de compra e venda celebrado pelos Réus em 27 de Agosto de 2019, o foi por negociação directa dos próprios Autores, sem intervenção de outro mediador e, aliás, numa altura em que os Réus já se haviam desvinculado validamente, desde Julho de 2019, por revogação ou denúncia unilateral, do celebrado com a Autora, como bem se conclui na sentença recorrida, conforme fundamentação aí aduzida e que aqui damos por reproduzida, a qual acompanhamos pelo seu acerto, por ser a interpretação mais consentânea com o princípio da liberdade contratual, basilar do direito dos contratos.7 Prosseguindo, Está em causa, como se viu, uma situação de exclusividade simples No que respeita à remuneração, no caso de ser estipulada a cláusula de exclusividade, determina o n. 2 do artigo 1 do RJAMI: «2 - É igualmente devida à empresa a remuneração acordada nos casos em que o negócio visado no contrato de mediação tenha sido celebrado em regime de exclusividade e não se concretize por causa imputável ao cliente proprietário ou arrendatário trespassante do bem imóvel».