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De seguida, a arguida colocou o referido dinheiro dentro da caixa de um artigo deixado por um cliente, que fora atendido anteriormente; E dirigiu-se para a parte técnica da Loja Worten, com a referida caixa, e com o dinheiro em se poder, que fez seu; Pelo que, pelas 23:55 horas, do referido dia, a arguida foi chamada aos escritórios da Gerência, onde foi confrontada com toda a factualidade supra referida, na presença da gerente da aludida loja Worten  B... , do responsável de segurança do Modelo Continente Hipermercado  .. e do segurança de serviço na Loja Worten  ..; Altura em que a arguida confirmou a prática dos factos descritos supra e devolveu à Gerente de Loja Worten a quantia de € 100 cinco notas de €20) de que se havia apropriado nesse dia, após as 230 horas; A arguida apresentou a sua demissão, que veio a revogar posteriormente, sendo despedida pela Gerência da Loja Worten do Centro Comercial  ...) Shopping, no mês de Agosto do ano de 2012, que invocou o motivo de justa causa, pelos mesmos factos que os supra descritos; Com o mencionado procedimento a arguida apropriou-se, indevidamente, dos montantes enunciados, que utilizou em seu proveito próprio; Dos quais a arguida apenas devolveu á Gerência da Loja Worten a quantia de € 100, de que se havia apoderado no dia 202012;  Causando, desta forma, a arguida prejuízos à Loja Worten, de igual montante ás quantias por si apropriadas e utilizadas em seu proveito próprio; Toda a atuação da arguida descrita supra foi captada pelo sistema de video-vigilância da aludida Loja Worten, e ficou registada em gravação vídeo, o que permitiu o seu acompanhamento e visualização pelos Seguranças presentes no local; A arguida agiu consciente, livre e deliberadamente; Com o propósito de integrar as supra mencionadas quantias em dinheiro na sua esfera patrimonial; Não obstante saber que as mesmas lhe não pertenciam;  E que procedia contra a vontade da sua dona, a saber a Loja Worten do Centro Comercial  ...) Shopping; Agiu, ainda, a arguida com os propósitos de obter benefícios, que sabia serem ilegítimos, e o de encobrir a apropriação indevida por si efectuada das supra referidas quantias em dinheiro;  Ciente de que os "talões de devolução” que elaborou e assinou lhe eram completamente estranhos e não correspondiam à realidade; Abalando a arguida, com a sua conduta, a segurança, a genuinidade e a credibilidade que os documentos emitidos pelos estabelecimentos comerciais devem merecer, como o sejam os aludidos talões de devolução; Sabia que a sua conduta era proibida por lei; A arguida não tem antecedentes criminais; A arguida encontra-se desempregada, não aufere quaisquer rendimentos, tem 1 filha com 20 anos de idade que é estudante, vive em casa da mãe e tem o 1 ano de escolaridade.