Legal Document Excerpt:

Os recorrentes aduzem que existe uma conduta que imputam ao recorrido e ao outro sócio) e que exige responsabilização, qual seja a destes terem dado azo a que a sociedade à qual arrendaram a sua fracção autónoma tenha ficado sem meios para lhes poder pagar as rendas, daí advindo os seus prejuízos, pois ficou por pagar a renda anual de € 300,00 desde Janeiro de 2007 até à entrega do locado, perfazendo o montante global de € 221,42; que, para sua cobrança, incorreram em despesas, não conseguindo pagamento, pela inexistência de bens da sociedade, dissipados pelos Réus, que receberam o produto da sua respectiva venda, levando a que requeressem a insolvência da sociedade, declarada como tal a 28 de Março de 2011, tendo o processo sido encerrado por insuficiência da massa, não obstante o reconhecimento do crédito reclamado e a insolvência ter sido qualificada como culposa, por omissões dos Réus, que conduziram à falta de liquidez da sociedade e que estes não desconheciam, sendo a sua insolvência já evidente durante os anos de 2007 e 2008; ainda que se sentiram usados, tendo ficado desgostosos e frustrados por terem cedido a exploração dum bem imóvel sem receberem qualquer contrapartida após 2007, sofrendo desconforto com a circunstância de não poderem dispor das quantias peticionadas, para liquidarem com maior facilidade as despesas quotidianas que assumiram, passando por um período de impaciência que os trouxe numa angústia e desânimo.