Legal Document Excerpt:

Em primeiro lugar, a alegação da recorrente tem que se considerar perfeitamente inócua, pois que o que se "perguntava” na alínea aqui em discussão era se a requerida devolveu à Insolvente todas as quantias por si recebidas a título de numerário e de transferências bancárias referidas nos pontos 17 e. Ora, compulsada a prova produzida, desde logo as próprias declarações da recorrente, não há dúvidas que o que resulta dos elementos probatórios é que, apesar de a recorrente ter procedido, por diversas formas, ao pagamento de diversas dívidas a terceiros com valores que saíram de contas pessoais como alega em sede de, a verdade é que tais valores não permitem concluir que tenham sido devolvidas por essa via "todas as quantias por si recebidas” mencionadas nos pontos 17 e.  Como se referiu é a própria recorrente que o reconhece nas declarações prestadas em sede de Audiência Final, mas também é o que decorre da conjugação da prova documental invocada e dos valores que dela decorre mais valores "recebidos” do que valores "devolvidos”).