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Lê-se naquele Douto Aresto que «pensamos que o sentido que um declaratário normal, colocado na posição do real declaratário, no caso o Autor, pode deduzir no comportamento do declarante artigo 236 n e que tem correspondência com o texto do respectivo documento artigo 238 n, é que estaria abrangida na cobertura do contrato de seguro por si o seu estado de incapacidade que o deixasse totalmente incapaz de exercer actividade, designadamente laboral, em termos de obtenção de meios de subsistência»--  Da mesma forma, não vislumbramos que a declaração de nulidade da cláusula que exclui a garantia relativamente a doenças do foro psiquiátrico desestruture o contrato ou o torne incoerente como um todo.--- Em suma, no caso que nos ocupa, provou-se com segurança a falta de capacidade do A. de exercer actividade remunerada, dentro da sua profissão ou equivalente e, como tal, não podemos deixar de o considerar em estado de incapacidade absoluta para efeitos de garantia do seguro.»  Concordamos inteiramente com o aí exposto, acrescentando-se tão só:  A solução prevista no artigo 8 do Dec. Lei 446/85 é a exclusão das cláusulas que não tenham sido comunicadas.