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Nestas situações e "sem prejuízo do preceituado noutras disposições, a indemnização em dinheiro tem como medida a diferença entre a situação patrimonial do lesado, na data mais recente que puder ser atendida pelo tribunal, e a que teria nessa data se não existissem danos” ibidem, n. Na anotação de P. Lima e A. Varela, a reconstituição natural é excessivamente onerosa para o devedor, "quando houver manifesta desproporção entre o interesse do lesado, que importa recompor, e o custo que a reparação natural envolve para o responsável” e, os autorizados Comentadores, prosseguem exemplificando: "Imaginemos um caso: inutilizou-se um automóvel velho que vale 100, e são precisos 200 para o substituir por um novo.