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Notificado daquela decisão, o Executado/Embarganteveio dela recorrer, apresentando as seguintes conclusões: «a) Decidiu o douto tribunal a quo que a falta de interpelação extrajudicial do embargante para pagamento da totalidade da dívida antes da propositura da acção apenas relevava para efeitos da contagem de juros e não conduzia à extinção da acção executiva; b) Acontece que, dos contratos de mútuo titulados por escritura pública, que serviram de títulos à execução, não resulta, por si ou directamente das suas cláusulas, a obrigação exequenda; ) A suficiência do título traduz a exigência de que a obrigação exequenda dele conste, sem necessidade de indagação, sendo a sua existência por ele presumida; ) Num contrato de mútuo bancário em que se acorda o pagamento do capital de forma fraccionada, o título e a causa de pedir da acção executiva quando se exige a totalidade do capital em dívida e dos juros de mora vencidos, abarcam não apenas o contrato onde está clausulada a possibilidade de resolução e da perda do benefício do prazo, mas, também e necessariamente, o documento comprovativo da verificação do funcionamento dessa cláusula; e) A resolução constitui uma faculdade do Mutuante que não opera automaticamente e nos presentes autos, não foi efectuada a interpelação admonitória prevista no artigo 80 do Código Civil, com vista à resolução do contrato; f) Também a faculdade conferida pelos contratos de mútuo de considerar imediatamente vencido a totalidade do crédito em caso de incumprimento no pagamento das prestações, dependia da prévia comunicação dessa intenção ao ora Recorrente, com a indicação da totalidade da dívida vencida, comunicação que também não foi feita; g) Essa interpelação era constitutiva do direito do ora Recorrido exigir a totalidade da dívida e, na falta dessa interpelação, o título executivo é manifestamente insuficiente; h) O tribunal fez assim uma incorrecta aplicação do direito quando não julgou extinta a execução por força do disposto no n. 2 do artigo 73 e na alínea do n. 2 do artigo 72 do CPC; ) Mesmo quando se entenda que a citação possa valer como interpelação, tal apenas poderá ocorrer nas execuções que se iniciam pela citação do Executado; j) Nos presentes autos está em causa execução para pagamento de quantia certa, sob a forma de processo sumário, e no seu Requerimento Executivo o ora Recorrido juntou apenas como título executivo os contratos de "Compra, Venda e Mútuo com Hipoteca” e "Abertura de Crédito, Hipoteca”; k) Se na data da instauração da execução não se encontrava vencida a totalidade da dívida, por falta de interpelação do ora Recorrente, não poderia o Recorrido ter feito uso da forma sumária da execução por falta de preenchimento dos requisitos da alínea do n. 2 do artigo 55 do CPC, aplicável apenas a títulos extrajudiciais de obrigação pecuniária vencida, garantida por hipoteca ou penhor; ) A questão não foi suscita pelo Agente de Execução e o requerimento executivo indeferido, como poderia e deveria ter sido, pelo que, a execução prosseguiu com a penhora do imóvel e subsequente citação do ora Recorrente; ) A questão da falta de interpelação só veio a ser suscitada já em sede de Embargos e nem aí o ora Recorrido logrou fazer prova da realização da mesma; n) Não tendo realizado a interpelação ou não dispondo de prova da realização da, o Recorrido tinha a obrigação de ter intentado a execução sob a forma ordinária para, através da citação, obter o vencimento da totalidade da dívida; o) Não podendo a citação valer como interpelação e não se encontrando, consequentemente, vencida a obrigação exequenda, a presente execução sumária sempre deveria ter sido julgada extinta; p) O tribunal a quo fez uma incorrecta interpretação da alínea do n. 2 do artigo 55 do CPC quando admitiu a forma sumária da execução sem que se encontrasse vencida a obrigação exequenda.