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- São consideráveis na avaliação desde dano o pretium doloris, o pretium pulchritudinis, o "dano distracção ou passatempo” em francês dommage ’agrément) o "dano existencial ou de afirmação pessoal” e o dano da saúde geral, constituído pelas funestas incidências na duração da vida normal da lesado decorrentes das graves lesões” ; - de 17/06/2018 – Relatora: Rosa Tching, Processo n. 418/19TVCDV.LS1 -, onde se sumariou que "resultando dos factos provados que o autor, à data do acidente de viação, tinha 30 anos de idade e era uma pessoa saudável e cheio de vida e que, em consequência  do acidente, sofreu várias fracturas; esteve internado durante 14 dias, tendo  sido submetido a diversas intervenções e tratamentos médicos durante cerca de 4 meses;  teve um período global de cerca de 2 anos e 2 meses de gravidade decrescente de incapacidade, 9 meses dos quais  com incapacidade absoluta e a necessitar de ajuda de terceira pessoa; ficou com um défice funcional permanente da integridade físico-psíquica de 5%;  teve dores quantificáveis em 4 numa escala de gravidade crescente até 7; ficou com dificuldades de ereção no relacionamento sexual; deixou de poder praticar atividades desportivas e de lazer; perdeu um ano escolar e continua a necessitar, pontualmente, de tomar medicação anti-álgica, é justa e adequada a fixação da compensação, a título de danos não patrimoniais, no montante de € 50 000,00” ; - de 19/04/2018 – Relator: António Joaquim Piçarra, Processo n. 196/16TCGMR.GS1 -, no qual se defendeu que "ponderando este quadro factual, em especial, as circunstâncias em que ocorreu o acidente sem qualquer culpa da, a extrema gravidade das lesões sofridas por esta, os dolorosos tratamentos a que foi sujeita, com destaque para as duas intervenções cirúrgicas, com anestesia geral, o longo período de clausura hospitalar e de tratamentos, as deslocações que teve que realizar para curativos e consultas, quer ao Porto quer a Vizela, a enorme incomodidade daí resultante, as graves e extensas sequelas anátomo-funcionais decorrentes do acidente, que se traduzem num deficit funcional permanente de elevado grau 26, correspondente a uma IPP de 49,2495% e a um dano estético de grau 4, numa escala de 1 a 7, as intensas dores sofridas de grau 5, numa escala de 1 a, o desgosto e amargura de, com 43 anos de idade, se ver fisicamente limitada e sem perspectivas futuras, em termos laborais, consideramos que, não obstante a apontada limitação deste Tribunal, no que concerne à sindicância de indemnização com recurso à equidade, a indemnização de €4000,00, a título de dano não patrimonial, foi fixada prudencialmente pelas instâncias e apresenta-se como razoável, ajustada, equilibrada e adequada às circunstâncias concretas do caso vertente” ; - de 12/07/2018 – Relatora: Rosa Tching, Processo n. 1842/18STR.ES1 -, no qual é fixada a indemnização, por danos não patrimoniais, no valor de 6000,00 €, num quadro de lesões e sequelas traduzido em repercussão nas actividades desportivas e de lazer fixável no grau 3/7, repercussão na actividade sexual fixável em grau 3/7, num quantum doloris fixável no grau 6/7, em que o lesado ficou portador de perturbação persistente do humor, sequelas a nível da ráquis, abdómen, membro superior direito e membro inferior esquerdo, tendo ainda sido sujeito a intervenção cirúrgica para encerramento da colostomia e reconstituição do trânsito intestinal ; - de 05/05/2020 – Relator: José Rainho, Processo n. 224/10T2AND.PS1 -, no qual se considerou como justa e adequada "a indemnização de €3000,00 fixada pela Relação, ademais também com referência implícita a 2013, a título de dano não patrimonial dentro do seguinte enquadramento factual nuclear, decorrente de acidente de viação: - o lesado, que tinha a idade de 37 anos à data do acidente, sofreu traumatismo da coluna vertebral, na região cervical e crânio-encefálica, com perda momentânea) de consciência; foi conduzido para o hospital, onde ficou em observação tendo, porém, alta no mesmo; padeceu de cefaleias, náuseas, tonturas e parestesias das mãos; teve que ser submetido a consultas médicas e a TAC crânio-encefálico e da coluna cervical; foi forçado a usar colar cervical durante cerca de 6 meses; apresenta sequelas ao nível da coluna cervical; apresenta um quadro neuropsiquiátrico caracterizado por sintomatologia angodepressiva, humor triste e depressivo, cefaleias, tonturas, desequilíbrios, irritabilidade fácil, tendência de isolamento, labilidade de atenção, sensação de prejuízos mnésicos e alteração do padrão normal do sono; teve e tem dores, valoradas no grau 4 numa escala de 7 graus de gravidade crescente; teve de se submeter a várias consultas e exames médicos, bem como a sessões de fisioterapia, que lhe causaram dores; ficou a sofrer de ansiedade na condução” ; - de 04/06/2020 – Relator: Tomé Gomes, processo n. 2732/15T8VCT.GS1 -, aí se ajuizando que "perante um quadro de circunstâncias, integrado pelo tipo de lesões sofridas, internamentos sucessivos e intervenções cirúrgicas várias, tratamentos diversos, período de convalescença, um défice funcional permanente da integridade físico-psíquica de 31 pontos, com sequelas compatíveis com a atividade profissional habitual, acarretando esforços acrescidos, quantum doloris e dano estética de nível 4, numa escala de 1 a 7, é de concluir que a A. teve um sofrimento físico e psíquico, com afetação da sua vivência pessoal, social e de desempenho, acima do nível médio, mostrando-se adequada, à luz dos parâmetros seguidos pela jurisprudência no tipo de dano em referência, a compensação de € 5000,00” ; - de 23/04/2020 – Relatora: Catarina Serra, Processo n. 5/12T8VFR.PS1 -, o qual confirmou a decisão do Tribunal da Relação do Porto que, fixou no montante de 12000,00 € a compensação pelos danos não patrimoniais sofridos pelo lesado, com base, essencialmente, no seguinte quadro factual: "10- O Quantum doloris sofrido pelo Autor durante o período de incapacidade foi de 6 numa escala de 0 a  11- O Autor deixou de poder praticar ciclismo o que fazia há mais de 20 anos com um grupo de amigos com uma frequência de pelo menos quatro vezes por semana.