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A realização de Prova Pericial, em sede de Acções de Contencioso Pré-Contratual, deve estar reservada para situações em que se encontre demonstrado, pelo Autor/Impugnante, que o Acto de Adjudicação sob Impugnação Jurisdicional padece de "erro grave”, "erro grosseiro” e/ou "erro manifesto”, o que não ocorre no caso vertente, pelo que o entendimento do Tribunal a quo assenta, assim, em errada interpretação e aplicação do disposto no artigo 9, n. 3, do CPTA, e, bem assim, do artigo 47, n. 1, do CPC, impondo-se - se, por conseguinte, a intervenção deste Tribunal de cúpula do nosso Ordenamento Jurídico, não só para uma melhor aplicação do direito, como, ainda e também, atenta a relevância social fundamental da questão em apreço, sendo a intervenção do Supremo Tribunal Administrativo imprescindível para o esclarecimento relativamente a futuros casos análogos e/ou do mesmo tipo, cumprindo-se clarificar a questão de saber se, em sede de Acções de Contencioso Pré-Contratual Tutela, a Prova Pericial deve ou não estar reservada para os casos de "erro grave”, "erro grosseiro” e/ou "erro manifesto”.