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A respeito da exigida menção do motivo justificativo no contrato, porque melhor não o faríamos, socorrendo-nos mais uma vez – como o fizemos em recente acórdão de 22 de fevereiro de 2021, desde mesmo Coletivo – do que a esse respeito se fez constar do Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 22 de fevereiro de, pelo que diremos também, seguindo esse Aresto, que essa menção do motivo deve ser feita "com a menção expressa dos factos que o integram, por forma a estabelecer-se a relação entre a justificação invocada e o termo estipulado, conforme estabelece o artigo 141, n 1, alínea, e n 3”, visando-se como este requisito "um duplo objectivo: a verificação externa da conformidade da situação concreta com a hipótese legal ao abrigo da qual se contratou, por um lado; e por outro, a averiguação acerca da realidade e adequação da justificação invocada face à duração estipulada, porquanto o contrato a termo – nas palavras de Monteiro Fernandes1 – só pode ser celebrado para certos tipos fins e na medida em que estes o justifiquem”.