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Não é de exigir a um empregador responsável pelos destinos de uma organização empresarial que contemporize com um comportamento como o que o recorrido prosseguiu ao longo do mês de Novembro de 2018, faltando nos assinalados dias, não avisando previamente que iria faltar nesses dias e não apresentando depois justificação para as referidas faltas factos 33 a, não se preocupando minimamente em sequer dar de algum modo a conhecer as razões do seu comportamento absentista.» Na verdade, tendo o Recorrente/Autor incumprido reiteradamente o dever de comparecer ao serviço nos termos referidos, considera-se irremediavelmente comprometida a relação de confiança com o seu empregador, por ter criado neste uma dúvida séria sobre a idoneidade futura da sua conduta, tornando inexigível a manutenção da relação laboral; justificando-se a sanção disciplinar de despedimento, por não se vislumbrar, no quadro das sanções disciplinares conservatórias, qualquer uma suscetível de restabelecer a relação de confiança que foi posta em causa pelo comportamento do trabalhador que não se preocupou sequer em dar, de algum modo, a conhecer a razão das suas ausências.