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Em causa nos presentes autos estão as liquidações de IRC referentes aos exercícios de 1997 e 199 A AT, no decurso de acção inspectiva entendeu estarem reunidos os requisitos legais para o recurso à aplicação de métodos indirectos para determinação do lucro tributável nos termos do CIRC, como se constata do teor do RIT constante da alínea do probatório, nos seguintes termos: «Imagem no original» Por seu turno, refere a sentença recorrida que a decisão do Presidente da Comissão de Revisão, e a que corresponde a alínea do probatório, apontou as seguintes anomalias à escrita da Recorrente: "-	O sujeito passivo cessou a actividade em 30/12/1992, mas continuou a exercê-la conforme se pode verificar através da facturação por ele emitida nos exercícios de 1996, 1997 e 1998; -	Contabilização de custos no exercício de 1997 e de 1998, os quais apresentam fortes indícios de serem falsos, nomeadamente ao nível dos sub -contratos; -	Não foram apresentadas as facturas com a numeração desde 344 até 500 exercício de, e as facturas com os ns 868 e 888 exercício de; -	O sujeito passivo em 1997 e em 1998 não contabilizou a totalidade dos proveitos; -	No exercício de 1998 foram detectadas facturas com a mesma numeração mas com valores diferentes; -	O sujeito passivo infringiu o disposto no artigo  do Decreto Lei n. 198/90, de 19/06, conjugado com o Decreto Lei n.o 45/89, de 11/02, porque utilizou  facturas cujo conteúdo foi processado por mecanismos de saída de computador que não provêm integralmente de programas de facturação, mas sim de programas de processamento de texto; -	O sujeito passivo não comunicou a utilização de facturação computorizada à Direcção de Finanças de Lisboa.