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Merecem particular relevo, para a fixação do valor da indemnização por danos não patrimoniais, as concretas lesões sofridas pela Autora no acidente a. traumatismo da face, lado esquerdo; b. traumatismo da região mandibular; traumatismo alvéolo-dentário; intenso edema labial superior; e. dor à percussão dos dentes 21 e; os exames médicos e tratamentos a que foi submetida, assim como as deslocações que teve de fazer para o efeito; o período que mediou entre o acidente 102017) e a consolidação médico-legal das lesões 102017); o défice funcional temporário total entre 102017 e 102017, num total de dois dias; défice funcional temporário parcial entre 102017 e 102017, num total de 87 dias; o défice da integridade física e psíquica de 4 pontos de que ficou a padecer permanentemente; as dores físicas sofridas pela Autora e as que vai continuar a, quantificáveiscomo de grau 3, numa escala de 1 a 7 no período entre a data do embate e a consolidação das lesões, sendo de destacar que durante mais de um mês teve a boca inchada ponto n e, nesse período, teve dificuldades de mastigação, apenas comendo alimentos líquidos ou ralados ponto n, originando uma perda de peso de cerca de 7 ou 8 kg ponto n, que durante os 3 meses posteriores ao acidente, devido às dores, teve dificuldades em dormir ponto n e que durante mais de 18 meses após o início do tratamento ortodôntico continuou a sentir dores, tomando Clonix e Brufen em SOS, nomeadamente nas mudanças de tempo e 2 ou 3 dias por mês, quando ia fazer tratamentos dentários ponto n; a desfiguração inicial da sua face devida ao inchaço do lábio e a ligeira saliência da gengiva de que ficou a padecer, geradora de alteração da mímica facial e expressão, consubstanciando um dano estético de grau 3 numa escala de 7; a dificuldade em controlar o processo infeccioso desencadeado pelo embate e os tratamentos, incluindo medicação, a que teve de se sujeitar, bem como a regressão dos resultados do tratamento ortodôntico a que se havia submetido em 2014/2015 e a necessidade de novo e prolongado tratamento, gerador de cáries dentárias; a tristeza que lhe causou a circunstância de, no dia do seu casamento, em 202017, ostentar a já referida proeminência e usar aparelho ortodôntico; o processo depressivo ocorrido nos três meses subsequentes ao embate e no período antecedente ao casamento, que a levaram a tomar medicação antidepressiva; a actual e futura necessidade de recorrer regularmente a medicação analgésica e anti-inflamatória ponto n; a idade da Autora à data do acidente, que era de 26 anos nasceu a 3 de Janeiro de; a inexistência de repercussões das sequelas nas actividades desportivas e de lazer.