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1	Esse erro não lhes é censurável, uma vez que as arguidas não são juristas, logo desconhecem as minudências legais, e a atitude que tomaram corresponde a uma valoração moral muito enraizada na sociedade portuguesa; 1	Por outro lado ainda, a intenção de garantir o pagamento de uma dívida, com que as arguidas agiram, retira ao seu comportamento qualquer intenção de apropriação que se pretendesse ver no mesmo; 1	Significando isto que não só não existiu qualquer apropriação, do ponto de vista do tipo objectivo, como também que não houve a correspondente intenção, do ponto de vista subjectivo; 2	Assim, a recusa de entrega do bem não tem, neste caso concreto, qualquer relevo para efeitos de integração do comportamento das arguidas no crime de abuso de confiança.»O recurso foi admitido para este Tribunal da Relação de Guimarães com o regime e efeito adequados.