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Chamando ainda a seu favor a norma do n 2 do art 49 do CP segundo o qual o arguido pode pagar, a todo o tempo, a multa, como forma de evitar a execução da prisão subsidiária e concluindo que a interpretação literal do art 489 do CPP, colide com o objectivo da aplicação preferencial de medidas não privativas da liberdade, pelo que o prazo de 15 dias a que o preceito se refere não pode ser havido como preclusivo do direito de formular tal pedido, e que: "o tribunal a quo ao indeferir, por extemporâneo o requerimento formulado pelo arguido, pese embora o mesmo tenha alegado e comprovado nos autos, a falta de pagamento dentro do prazo, se ficou a dever à sua insuficiência económica, fez incorrecta interpretação da lei, violando o disposto no art.