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Alegam, para tanto, muito em síntese: - No dia 5/01/2018, os autores e o réu celebraram um contrato-promessa de compra e venda, no qual este prometeu vender àqueles, que prometeram comprar, o prédio urbano habitacional localizado na Travessa do Pina n.s ... e ...., freguesia de Santa Luzia, concelho do Funchal, descrito na Conservatória do Registo Predial do Funchal sob o número 575, da freguesia de Santa Luzia, inscrito na matriz predial urbana respectiva sob o artigo 3748, pelo valor de 630 000,00 € seiscentos e trinta, sendo entregue um sinal de 20 000,00 € na data da assinatura do contrato-promessa; - Mais ficou estabelecido que a outorga do contrato definitivo de compra e venda seria realizada no prazo de 9 meses a contar da outorga do contrato-promessa e que em caso de incumprimento imputável aos autores pela não outorga do contrato definitivo até ao termo desse prazo, o réu poderia resolver o contrato e reservar para si o valor entregue a título de sinal, conforme número 1 da cláusula Quinta do contrato-promessa; sendo o incumprimento imputável ao réu, teriam os autores a faculdade de exigir o sinal prestado em dobro; - Como era do conhecimento do réu, os autores estavam a tentar vender um prédio de que eram proprietários, com vista a pagarem o preço da aquisição do prédio visada; - Foi acertada entre as partes a prorrogação do prazo para a celebração do contrato prometido, para o fim de Novembro de 2018, tendo sido reforçado o sinal; - Frustrada a venda do seu imóvel, em Setembro de 2018, os autores diligenciaram pela obtenção de crédito bancário para a aquisição do imóvel objecto do contrato-promessa; - Em 23 de Novembro de 2018 foram contactados pela mediadora com vista ao agendamento da escritura definitiva, mas continuaram a aguardar, a qualquer momento, a resposta do banco, acedendo a que fosse agendada uma data para a outorga do contrato, de acordo com o réu, com quem aquela tentou contactar, sem o conseguir; - Em 30 de Novembro de 2018, os autores remeteram ao réu uma carta a reafirmar a intenção de celebrar o contrato definitivo e dando conta do pedido de empréstimo efectuado, cuja decisão seria dada apenas na semana seguinte, conforme veio a suceder; - Apesar das tentativas de contacto com vista a permitir a avaliação do imóvel, os autores não o conseguiram contactar e enviaram nova carta em 12-12-2018, solicitando o acesso ao imóvel, data em que tomaram conhecimento, através da mediadora, que o imóvel já tinha sido vendido a terceiro; - Nessa mesma data, os autores declararam ao réu a resolução do contrato-promessa de compra e venda e exigiram a devolução do sinal prestado, em dobro; - O réu limitou-se a aguardar pelo decurso do prazo acordado para a celebração da escritura definitiva de compra e venda do imóvel objecto do contrato-promessa, com o objectivo de o vender a terceiro e assim locupletar-se ilicitamente à custa dos autores, fazendo seu o sinal recebido dos autores; - O réu não comunicou qualquer resolução do contrato-promessa e não contactou nem os autores, nem a mediadora imobiliária Sotheby’s no sentido de ajustar a data da escritura, não atendeu os telefonemas, pelo que o eventual exercício do direito à resolução do contrato-promessa por sua parte seria manifestamente ilegítimo, para além de se ter colocado culposamente numa situação de não poder cumprir.