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- Não tendo o juiz conhecimentos técnico-científicos de medicina, as conclusões dos peritos médicos e os pareceres dos Colégios da Especialidade da Ordem dos Médicos são fundamentais para o juízo sobre a violação, ou não, das legis artis pelo médico e na avaliação da existência, ou não, dessa relação de causalidade, mas, na reconstituição histórica dos factos, o tribunal não pode ater-se, exclusivamente, a esses meios, antes se lhe impõe que proceda a uma avaliação complexiva e contextualizada da atuação do agente, levando em consideração a globalidade das circunstâncias e fatores, endógenos e exógenos, e meios disponibilizados para o juízo de prognose póstuma que tem de formular.” 8 Neste preciso sentido decidiram também, entre outros, os seguintes acórdãos dos Tribunais superiores, todos disponíveis em www.dgsi.pt: Acórdão da Relação de Coimbra, de 002020, relatado pela Desembargadora Maria José Nogueira; Acórdão da Relação de Évora 102017, relatado pelo Desembargador João Amaro; Acórdão da Relação de Guimarães, de 102019, relatado pela Desembargadora Ausenda Gonçalves; Acórdão da Relação de Guimarães, de 202020, relatado pelo Desembargador Armando Azevedo.