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A matéria de conflito de interesses é uma questão de consciência do próprio Advogado e a ele competirá, em primeira linha, aferir da sua verificação, e, assim, se a assunção de novo mandato não o impedirá de exercer, de forma livre e sem quaisquer constrangimentos, a sua actividade, conforme exigido pelas normas do seu estatuto profissional; aos órgãos da Ordem cabe dar parecer sobre a questão concreta Conselho ou pronunciar-se sobre as questões de carácter profissional Conselhos ou proceder ao julgamento das eventuais infracções disciplinares Conselhos de Deontologia e Conselho cf., g., os art.s 44, 54 e 58 do.8 E é entendimento corrente que só se deverá recusar a aceitação de novo mandato quando não verificada alguma das seguintes circunstâncias: se é inequívoco que nunca teve qualquer intervenção no assunto que o novo cliente lhe pretende confiar; se é inequívoco que este assunto não é conexo com qualquer outro em que tenha intervindo ou tomado conhecimento em representação do seu antigo cliente; se está convicto de que com a aceitação do novo mandato não sentirá a sua independência afectada; se está convicto que o exercício do novo mandato não colocará em crise o sigilo profissional relativamente aos assuntos do seu antigo cliente; se está convicto que do conhecimento dos assuntos do seu antigo cliente não resultam vantagens ilegítimas ou injustificadas para o novo cliente.9  Na situação em análise mencionada acção, os progenitores do A. visam receber a importância do empréstimo ao casal que se diz realizado nos anos de 2001 e 2002, pretensão fundada no título dado à execução, instaurada depois da dissolução do casamento do A. e da Ré pedido exequendo que, face aos elementos disponíveis, será formal e materialmente válido10); na acção declarativa em apreço, questiona-se se determinada importância percebida a título indemnizatório integra o acervo patrimonial do dissolvido casal cf.