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Não se optou pela fixação do início da cessão na data da prolação do despacho liminar, ainda que os autos prossigam para liquidação do activo, como se verifica para os processos em que foi proferido despacho liminar de exoneração do passivo restante, posteriormente a 1 de Julho de 2017 data da entrada em vigor das alterações efectuadas pelo 79/2017), porque a aplicação retroactiva comportava o perigo dos credores pouco ou nada receberem, por não se terem iniciado as entregas, aguardando o encerramento do processo,  e a sua adopção acabaria por constituir uma desigualdade para com os novos insolventes: - estes poderiam com razão queixar-se de que tinham sido obrigados a ceder os seus rendimentos disponíveis por cinco anos, enquanto os anteriores, por via da omissão do despacho de encerramento aquando do despacho liminar de exoneração, haviam cedido rendimentos, efectivamente e a esse título, por prazo menor.