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Atendo-nos agora às circunstâncias p. no art 71 ponderaremos:  O dolo directo, ou seja, o dolo na sua modalidade mais grave e de intensidade elevada no crime de roubo face às circunstâncias em que abordaram o ofendido; o dolo eventual no crime de homicídio perpetrado apenas pelo arguido AA;  O grau de ilicitude dos factos, que se revela elevado e particularmente acentuado no crime de homicídio tentado face ao número de golpes desferidos pelo arguido;  O modo de execução, gravoso nos dois crimes mas de gravidade superior no segundo crime;  As consequências da sua actuação, de elevada gravidade no segundo crime atentando na profundidade e extensão das lesões sofridas pela vítima que deram causa a um internamento hospitalar de duração considerável - vinte dias -, um período de incapacidade pra o trabalho geral de trezentos e treze dias, cerca de dois meses de afectação para o trabalho profissional e ainda um longo período de consolidação das lesões ainda não ultrapassado;  A capacidade de autocensura e de sentido critico relativamente à sua conduta, cujo desvalor mostraram ter interiorizado, realçando-se, neste particular, a posição dos arguidos BB e ;  A sua fraca inserção social e profissional marcada, no campo profissional, por empregos precários e trabalhos indiferenciados fruto da baixa escolaridade que todos apresentam;  A boa inserção familiar, comum aos três arguidos, todos dispondo do apoio sólido de familiares e amigos mais próximos destes; em geral o processo de desenvolvimento dos arguidos decorreu em contextos familiares estruturados e com condições socioeducativas e económicas dentro dos parâmetros normais;  A ausência de antecedentes criminais no caso do arguido BB e as condenações por crimes de gravidade muito inferior nos restantes casos;  As necessidades de prevenção geral, prementes e muito intensas;  O crime de homicídio, como todos os crimes violentos, gera profunda repulsa social, que não pode deixar de se considerar;  O bem jurídico tutelado é a vida humana, bem jurídico supremo que a Constituição da República Portuguesa, no seu art 24, declara inviolável;  Impõe-se, por tudo isto, aos tribunais, a adopção de medidas punitivas suficientemente severas e dissuasoras de crimes desta natureza;  Posto isto, ponderando as circunstâncias agravantes e atenuantes acima referidas, a natureza e gravidade dos crimes praticados pelos arguidos, as suas consequências e as fortes exigências de prevenção geral que tais crimes reclamam, com particular destaque para o crime de homicídio que, dentro dos limites balizados, merece uma censura mais severa, julgam-se adequadas as seguintes penas:  - pelo crime de roubo – 3 anos de prisão para os arguidos AA e ;  - pelo crime de roubo – 2 anos e 10 meses de prisão para o arguido BB, um pouco inferior à dos restantes dada a ausência de condenações averbadas no respectivo CRC;  - pelo crime de homicídio qualificado tentado – 5 anos de prisão;  Cúmulo jurídico das penas aplicadas ao arguido AA  Dispõe-se no art 77/1 do Penal que quando alguém tiver praticado vários crimes antes de transitar em julgado a condenação por qualquer deles é condenado numa única pena.