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Em 1 instância foi dada como provada a seguinte matéria de facto:   A A. é uma sociedade comercial por quotas, que se dedica ao comércio a retalho e material contra incêndio, de proteção individual e sinalização de segurança, comércio por grosso de material contra incêndio de proteção individual e sinalização de segurança e assistência a material contra incêndio, e instalações sem qualificação específica, sistemas de extinção de incêndios, segurança de deteção.---   O Réu J. F. foi durante vários anos sócio e gerente da Autora, tendo cessado funções de gerência em 002019 e cedido a sua quota a F. S., desvinculando-se definitivamente da mesma, em 002019, o que aconteceu em resultado de transação obtida no âmbito do processo de suspensão ou destituição de titular de órgãos sociais n. 1735/10T8VCT que correu termos no Juízo de Comércio de Viana do Castelo, acordo esse que foi homologado por sentença já transitada em julgado.---   A gerência da sociedade Autora foi exercida pelos sócios F. S. e J. F..--   Para obrigar a referida sociedade era suficiente a assinatura de um gerente.---   No dia 202019, pelas 22:53 horas, o Réu, enquanto gerente da Autora, transferiu da conta daquela sociedade a quantia de € 4000,00 para uma conta pessoal, quantia que fez sua, atribuindo-lhe a designação de "antecip distribuição lucros 2018 FC”.---   Na mesma data, o Réu transferiu igual quantia de € 4000,00 da conta da sociedade para a conta pessoal de F. S..---   O que foi levado a cabo sem o prévio conhecimento ou consentimento do também sócio e gerente F. S..---   Na referida data, ainda não estavam fechadas as contas do exercício do ano de 2018 da sociedade Autora, não haviam sido ainda aprovadas as contas relativas ao exercício do ano de 2018 e não tinha sido efetuada qualquer deliberação dos sócios em Assembleia Geral.---   Por email datado de 21/05/2019, F. S. remeteu um email declarando não aceitar a distribuição de lucros operada.---  1 O adiantamento de lucros não se encontra consagrado no contrato da sociedade Autora.---  1 Os movimentos financeiros em questão não prejudicaram, em nada, os interesses da Autora.---  1 A Autora continuou a honrar todos os seus compromissos para com terceiros funcionários e, bem como as suas obrigações fiscais e tributárias.---  1 Aquando da celebração do acordo de cessão de quotas firmado no âmbito do processo n. 1735/10T8VCT, a 03/07/2019 ficou estipulado na sua cláusula 1 que "com o cumprimento do presente acordo ambos declaram que nada mais têm a reclamar um do outro”.--- Da matéria de facto não provada   Os factos não provados, com interesse para a decisão da causa, são os seguintes:--- A Autora, na pessoa do sócio e gerente F. S. interpelaram por diversas vezes o Réu para devolver o valor de € 4000,00 à sociedade, o que este recusa fazer não obstante reconhecer que tal quantia lhe não pertence.---  b) Na sequência do descrito em , F. S. nunca procedeu à devolução do referido montante à Autora.---  Com o presente recurso a apelante pretende que a sentença recorrida seja revogada e que seja decidido que o apelado tem de devolver a quantia que retirou enquanto gerente da autora.