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21 do n 15/9 	Tendo presentes estas considerações, no caso vertente, e em face dos indícios recolhidos, ainda que não sejam pequenas as quantidades de produtos estupefacientes, cannabis e cocaína, apreendidas no âmbito da busca realizada à residência e ao estabelecimento comercial de barbearia, explorado pelo arguido e pelo seu companheiro, estando fortemente indiciado que a par dessa atividade, o arguido, ora recorrente, em colaboração com o seu companheiro, coarguido nos autos, desenvolviam também, desde data não apurada, mas, pelo menos, desde abril até 29 de setembro do 2021 – data da sua detenção no âmbito dos presentes autos –, a atividade de compra e venda de produtos estupefacientes, fazendo-o diretamente e também por intermédio de terceiros, um deles o arguido R, sendo os seus clientes não apenas os consumidores finais mas também outros indivíduos revendedores daquelas substâncias, entre os quais o suspeito , sendo o arguido/recorrente quem coordenava o negócio, prestando-lhe o arguido R e outros indivíduos que colaboravam na atividade desenvolvida e ainda não identificados, contas das vendas efetuadas e entregando-lhe o dinheiro resultante dessas vendas, deslocando-se, por vezes, o arguido R a ., a mando do ora recorrente, para adquirir os produtos estupefacientes para posterior venda a terceiros, efetuando também o recorrente deslocações a . para o mesmo fim, assumindo o recorrente um papel muito interventivo, contatando clientes, propondo-lhes a venda de estupefacientes e avisando-os de que tinha produtos disponíveis para o efeito, não se mostra possível, neste quadro, concluir por uma acentuada diminuição do grau de ilicitude do facto, nos termos sobreditos, em termos de indiciada conduta do arguido, ora recorrente, integrar o crime de tráfico de menor gravidade, p. e p. pelo artigo 25, al., do Decreto-Lei n. 15/93, de 22 de janeiro.