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É certo que o recorrente discorda do sentido que o tribunal recorrido conferiu à prova produzida, defendendo que a factualidade dada por provada nos pontos 2 a 10 deve ser considerada como não provada, uma vez que não concede – pelo menos, sem dúvida razoável – credibilidade/veracidade às declarações prestadas pela assistente e testemunhas arroladas pela acusação; porém, essa legítima) discordância não basta para que este Tribunal de recurso altere aquela decisão, já que para tal era forçoso concluir que o juízo probatório assumido pelo tribunal a quo afrontava de modo crasso, evidente, inequívoco, as regras da experiência comum e da lógica, impondo-se por isso a sua revogação, o que, frisa-se, não sucede.