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Sendo de delimitar o objecto do recurso de acordo com as conclusões apresentadas pelo recorrente sem prejuízo das questões de conhecimento oficioso – artigos  n. 3, 63 n.s 3 e 4 e 63 n. 1 do P.-, resulta para apreciação o seguinte:    - Se o artigo 23 da Lei n 42/2016, de 28 de dezembro, aplicado em conjugação com o artigo  do regime que regula a dita contribuição, aprovado pelo artigo 14 da Lei n 55-A/2010, de 31/12, e ainda com o artigo  da Portaria n 121/2011, de 30/3, é materialmente inconstitucional, por efectiva violação da não retroatividade prevista nos artigos 10, n.2, e 1, n.3 da R.P., e por atentar com o princípio da tutela da confiança e da segurança jurídica, corolários do princípio do Estado de Direito Democrático consagrado no artigo  R.P.