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Outrossim perante uma situação de facto da qual apenas decorre ter existido um período de alguns anos entre a data da assinatura de titulo de crédito em BRANCO e o seu preenchimento e subsequente cobrança coerciva, é a jurisprudência do STJ praticamente consensual em considerar/concluir que " O simples decurso do tempo, sem que tenha sido exigido o pagamento da dívida por parte do credor, não é susceptível de, sem mais, criar no devedor a confiança de que não lhe vai mais ser exigido o cumprimento da obrigação que sobre ele impende”, razão porque a referida circunstância,  só por si, não consubstanciam fundamento bastante para o reconhecimento do abuso de direito previsto no artigo 334 do Código Civil, na modalidade de "venire contra factum proprium.