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No despacho recorrido discorreu-se do seguinte modo:  – «Atendendo a que Autora, legitimando a sua intervenção processual quanto ao objecto do processo, invocou o disposto nos artigos , n. 2, alínea, 2, 3 e 3 da Lei n. 68/93, de 4 de Setembro, com a redacção introduzida pela Lei n. 72/2014, de 2 de Setembro – e, assim, uma transferência de facto da administração dos baldios em causa e, portanto, o interesse em demandar, pois da procedência da acção deriva manifesta utilidade para os referidos baldios, com a repristinação da situação de facto que possibilitará à comunidade dos compartes o respectivo aproveitamento florestar e agrícola –, declaro a Autora parte legítima.»  Discordamos de tal conclusão.