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Volvendo aos autos, sendo certo que a notificação das duas designações de julgamento ao arguido por via postal simples com prova de depósito para a morada por ele indicada no Termo de Identidade e Residência que prestou, não nega nem enfraquece os seus direitos de defesa, antes o responsabiliza por essa defesa e pelo normal andamento do processo e, observados os procedimentos de tal notificação e determinada a realização do julgamento, na sua ausência, por não ter comparecido, nem justificado a respectiva falta e a sua presença não ter sido considerada indispensável para a descoberta da verdade material, a realização do julgamento na primeira indicada data, que conhecia, não padece de qualquer invalidade, não é menos certo que o n 2, do artigo 333, do Código de Processo Penal, que confere ao Tribunal o poder de dar início à audiência de julgamento fora da presença do arguido, não o isenta do dever de o notificar da realização de qualquer sessão de julgamento suplementar, não prevista inicialmente.