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O argumento dos recorrentes parece ser o seguinte: as facturas/recibos têm o conteúdo necessário para salvaguardar o direito dos clientes dos cuidados de saúde à reserva da sua vida privada, tal como imposto pelo dever de sigilo profissional; como se presumem verdadeiras as declarações dos contribuintes e os dados e apuramentos inscritos na sua contabilidade ou escrita, quando estas estiverem organizadas de acordo com a legislação comercial e fiscal, terá de ser a Autoridade Tributária a demonstrar a falta de correspondência desses elementos com a realidade; inexistindo nos autos qualquer indício de que a recorrente tenha efectuado serviços não isentos de IVA não há conflito entre valores constitucionalmente protegidos porque estaria em causa somente a suposta inobservância das regras de forma e conteúdo do dever de facturação.