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Mas, sem embargo dessa injuntividade normativa, não podemos concluir, sem mais, que não tivesse havido por parte da Recorrente, em relação à mediadora, uma admissão de que a mesma praticasse actos como sua representante, sendo essa asserção a que resultou da factualidade assente, fazendo-nos cair na representação aparente a que alude o artigo 30, n3 do RJCS, cfr Menezes Cordeiro, Tratado de Direito Civil Português, , Parte Gral, Tomo , 2005, 103; Mota Pinto, Teoria Geral do Direito Civil, 2005, 55 Dispõe o apontado normativo que «O contrato de seguro que o mediador de seguros, agindo em nome do segurador, celebre sem poderes específicos para o efeito é eficaz em relação a este se tiverem existido razões ponderosas, objectivamente apreciadas, tendo em conta as circunstâncias do caso, que justifiquem a confiança do tomador do seguro de boa fé na legitimidade do mediador de seguros, desde que o segurador tenha igualmente contribuído para fundar a confiança do tomador do seguro.».