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Veja-se ainda a jurisprudência que entendeu que não se verifica uma situação de justa causa para o trabalhador resolver o contrato o facto de não receber dois meses de remuneração quando ele está sujeito a suspensão preventiva, desde o início da mora, na pendência de um processo disciplinar, a que se faz apelo para os devidos efeitos legais acórdão disponível em www.dgsi.pte cujo sumário e excertos estão reproduzidos na página 47 e 48 deste: Acórdão, do Tribunal da Relação de Évora, de 13-12-2011, Processo n. 258/17TTER.E                  Subsidiariamente e sem conceder, resulta dos factos provados e que o Recorrido, depois de ser suspenso preventivamente no âmbito do procedimento disciplinar que contra si pendia, nunca mais contactou a sua entidade patronal, tendo enviado uma carta de resolução do contrato de trabalho alegando justa causa, na pendência do procedimento disciplinar tendente ao seu despedimento, precisamente no 6 dia de atraso no pagamento da retribuição do mês de Março de 2017, agindo de má-fé e em abuso de direito o que, subsidiariamente e sem conceder, se requer que seja reconhecido por este Venerando Supremo Tribunal de Justiça) tendo aproveitado um simples lapso não malicioso da Recorrente para impedir a irreversibilidade do seu despedimento por causa imputável ao próprio, e para não perder vantagens patrimoniais como a indemnização pelo despedimento, que não teria direito caso o despedimento lhe fosse imputável, agindo em clara violação dos deveres de boa-fé e lealdade que se lhe impunham pelos artigos 12, n. 1 e 12, n. 1, al.