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Respondendo, o Ministério Público veio anotar, em suma, que entendia que não assiste qualquer razão ao recorrente, nem era este o momento próprio para o mesmo continuar na sua senda de colocar tudo em causa, sublinhando depois que, além do citado acórdão de fixação de jurisprudência não ser aqui aplicável, porquanto aquele foi devidamente ouvido, como arguido, no âmbito do inquérito e em interrogatório judicial, acompanhava tudo aquilo que foi referido em sede de instrução e de julgamento, acrescentando que, ainda que os factos que foram apresentados ao arguido numa fase inicial e com os quais foi confrontado, não sejam naturalisticamente os mesmos, o certo é que esses restantes factos imputados na acusação pública mais não são do que o prolongamento daqueles que lhe foram indicados e se referiam à concretização da sua atividade criminosa, sendo certo que, de qualquer forma, esta situação está largamente ultrapassada nesta fase processual, a qual foi devidamente analisada na devida sede de instrução, contexto em que, e citando de novo o já muito referenciado acórdão do Tribunal Constitucional de 12/03/2012, que se pronuncia pela não existência de nulidade, porque inexiste obrigatoriedade de audição do arguido sobre todos os factos concretos inseridos na acusação, concluiu que não se perfetibiliza a nulidade, ainda que parcial, a que alude a al., do n 2, do artigo 120 do Código de Processo Penal.