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428 ss.”  Referindo também o outro lado da questão, já não na perspetiva da tutela da pessoa do insolvente, mas pesando também o interesse dos credores, escreveu-se de forma lapidar no acórdão de 10/25/2012 no processo n 3359/13TBOER-E.L1-2: "Ao conceito de sustento minimamente digno do devedor subjaz o reconhecimento do princípio da dignidade humana, assente na noção de que o montante que é indispensável a uma existência condigna, terá de ser avaliado em face das particularidades da situação concreta do devedor em causa, sendo que ao sacrifício financeiro dos credores terá de corresponder o sacrifício do insolvente através da compressão das suas despesas.” e no acórdão da mesma Relação de Lisboa, no processo 1564/10TBSSB-F.L1-7 "constitui dever do insolvente adaptar o seu estilo e nível de vida ao padrão social condizente com a situação em que, imprevidentemente, se colocou, tratando-se, no fundo, da contrapartida decorrente da concessão do benefício da exoneração do passivo restante.”   Na fixação deste critério releva a ponderação da jurisprudência, a qual tem tido sempre como base para a fixação do rendimento indisponível a consideração que para o sustento mínimo do membro de um casal, sem filhos menores de idade, se deve fixar na quantia correspondente ao salário mínimo nacional, desde que se não verifiquem especiais despesas, nomeadamente medicamentosas, tendo em conta que o " sacrifício imposto ao devedor tem, no entanto, o reverso que deve por ele ser aceite e que é de o libertar das suas dívidas, decorrido esse período, permitindo-lhe recomeçar de novo, totalmente desonerado” cf.