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Diz a recorrente, a este respeito que aLei n. 61/2008 de 31 de Outubro, que acolheu grande parte dos princípios do Direito da Família Europeu Relativos às Responsabilidades Parentais, publicados em 2007, na sequência do trabalho realizado pela Comissão de Direito da Família Europeu, adoptando a regra do exercício comum das responsabilidades parentais, como resulta da redacção actual do artigo 190 do Código Civil, e que qualquer excepção a esta regra, do exercício conjunto das responsabilidades parentais nas questões de particular importância, deverá ser fundamentada, e, no caso, o clima de crispação entre os pais, em que se fundamentou a sentença, não é suficiente para impedir a partilha das responsabilidades parentais.