Legal Document Excerpt:

203 e 20) 116Princípio este plasmado no artigo 3, n. 2, da CRP, segundo o qual "Todo o arguido se presume inocente até trânsito da sentença de condenação.”) Na verdade, no campo da criminalidade económica, designadamente ao nível da corrupção e do tráfico de influência, torna-se praticamente indispensável o recurso a esses tipos de provas, de forma articulada e conjugada, em cuja apreciação e valoração as regras da lógica, da racionalidade, da probabilidade, da razoabilidade e da experiência comum têm de estar sempre presentes, pois que o processo conducente à prática de tal tipo de crimes reveste frequentemente um carácter velado e indirecto, com os intervenientes a assumirem, de forma concertada, comportamentos conducentes à obtenção do objectivo desejado, mas raramente de modo explícito e assumido.