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Durante grande parte do período da vigência do Código de Seabra e mesmo já na vigência do Código Civil de 1966, apontavam-se como fundamentos para este modo de constituição do direito de servidão, a existência de um acordo tácito entre o alienante e o adquirente nos atos de partilha entre os, ou uma presunção legal, na falta de declaração em contrário, da existência de uma vontade comum dos intervenientes nesse ato de manterem a possibilidade de gozo da utilidade de facto existente, conferindo-lhe significado e efeitos jurídicos   No entanto, por influência de uma perspetiva objetivista da doutrina italiana acima referida, veio a ganhar força a ideia que, salvo na sua dimensão negativa no ato de divisão da titularidade pode ser clausulada eficazmente a não constituição de qualquer direito de servidão), a vontade dos outorgantes no ato de divisão é irrelevante para a constituição do direito de servidão.