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Deste modo, afigura-se-nos evidente que os imóveis em causa e sobre os quais não foi reconhecido qualquer privilégio por parte da Sr. Administradora da Insolvência) não podem deixar de se considerar inseridos, com carácter estável e permanente, na organização empresarial da insolvente, estando abrangidos pela atividade a que se refere o seu escopo societário e integrados nessa unidade económica e empresarial.”, G. Ou seja, o privilégio dos trabalhadores não pode ser restringido ao imóvel onde prestam fisicamente as suas funções, a interpretação do disposto no artigo 33 do CT quando refere que "o privilégio imobiliário especial sobre bem imóvel do empregador no qual o trabalhador presta a sua actividade.”, deve ser interpretado de forma abrangente, sendo este o entendimento partilhado pela jurisprudência maioritária, pois pretendia o legislador incluir não só o imóvel em concreto onde o trabalhador se encontra, mas também todos os imóveis conexos à actividade da empresa, o que acontece nos casos ora em apreço, pois as verbas 2 e 3 eram essenciais para a actividade da empesa.