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Ora, como resulta dos factos provados, o arguido aproveitando-se da frágil situação económicas e familiar de MK, que não tinha qualquer ligação ao território nacional, aliciou-o a trabalhar na quinta para exercer as funções de pastor,  com o objectivo de o a vir a explorar laboral e economicamente, o que  se infere nomeadamente  do facto de lhe pagar a quantia de € 75,00 por semana, de lhe ceder alojamento no atrelado, com as características constantes do facto n 5, sem quaisquer condições de habitabilidade,  sem água potável, casa de banho ou eletricidade; do facto de trabalhar todo o dia até cerca das 20h, após o que voltava para o atrelado onde dormia; sem ter celebrado inicialmente contrato de trabalho, não efectuar os descontos para a segurança social, nem ter feito qualquer comunicação à autoridade tributária.