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O raciocínio do tribunal recorrido mostra-se estruturado nas seguintes premissas: - A transacção judicial de 1987 celebrada entre as partes consubstancia um contrato promessa através do qual as partes se obrigaram a celebrar um contrato definitivo para formalização dos actos jurídicos prometidos, contrato que foi celebrado, em 09-07-1992, com a realização da escritura de permuta entre os falecidos BB e FF e sua mulher EE; - a transacção manteve-se plenamente em vigor, tendo apenas sido substituída pelo contrato de permuta no que respeita à cedência recíproca de imóveis e do valor destes; - a venda do imóvel objecto de permuta por parte de FF e EE em constitui incumprimento definitivo do contrato de permuta por parte destes, iniciando-se a partir desse acto o prazo prescricional para o exercício do direito de indemnização dos Autores, o qual foi efectivado com a instauração da presente acção em Maio de e interrompido com a citação dos Réus; - em 2000, quando da realização da venda do imóvel a terceiro, impedindo o falecido BB de exigir o cumprimento do contrato de permuta, não se encontrava ultrapassado o prazo de prescrição para aquele poder exercer os direitos emergentes da permuta, ou seja, quando ainda estava em prazo 20 o direito de ser exigido o cumprimento do contrato de permuta.