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Na verdade, e como se refere no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 102016, citado pela Ré/recorrente – e que se nos afigura ter pleno cabimento no caso dos autos e em face do circunstancialismo que emerge da factualidade provada -, "as circunstâncias relevantes para se considerar ilidida a presunção de culpa não podem ser de tal ordem que, na prática, transformem a responsabilidade subjectiva que impende sobre o proprietário em responsabilidade objectiva ou pelo risco” 12, sendo certo que, como também se reafirma no dito douto aresto do Supremo, se existem ordenamentos jurídicos em que a presunção de culpa só se considera afastada em caso de força maior, não foi essa a opção do legislador do nosso Código Civil que, além do caso de força maior, permite, ainda, ao lesante ilidir a presunção de culpa consagrada no artigo 493, n. 1, do , alegando e provando – como é o caso – que a queda da árvore à sua guarda não procede de culpa sua, segundo um critério do cidadão medianamente cuidadoso e previdente.