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Neste contexto têm relevância sobretudo as afirmações provadas que a conta caucionada ficou totalmente saldada em 2010 e em 2014; que ao BES é por força do registo comercial, oponível o termo do mandato e nomeação de novos órgãos sociais do recorrente do cargo de administrador mas, mesmo assim, permitiu a utilização da conta caucionada sem o comunicar ao recorrente; que, depois de a conta ter ficado totalmente saldada, não lhe foi dito que o crédito voltou a ser utilizado numa altura em que já não era administrador; que, depois disso, não lhe foi comunicado qualquer renovação do crédito ou da alteração das condições contratuais; que nunca lhe foi explicado que o aval se pudesse prolongar para além do decurso do prazo do empréstimo; que nunca lhe foi comunicado o que tinha acontecido; que desde a altura em que cessou as funções ao cargo de administrador nunca mais teve qualquer contacto com a empresa e nunca mais participou em qualquer tomada de decisão.