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Diferentemente, no acórdão arbitral recorrido a questão suscitada e controvertida não se atém à caducidade do direito de liquidação, mas antes à validade dos actos de inspecção, especialmente a elaboração do relatório pelos Serviços de Inspecção, que foi notificado ao sujeito passivo para além do prazo de 6 meses previsto no n2 do artigo 36 do RCPIT, havendo o tribunal arbitral entendido que essa circunstância não influía na validade de tais atos, nem na validade do ato de liquidação impugnado, isso em consonância com a jurisprudência deste tribunal segundo a qual a ultrapassagem do prazo do procedimento inspectivo não tem efeitos invalidantes no ato de liquidação que lhe segue plasmada, entre outros, nos acórdãos de 27/02/2008, proc.