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Como se refere na decisão recorrida "para que a protecção internacional requerida seja concedida, necessário será que o requerente envide esforços no sentido de comprovar o que alega, ou seja, os concretos motivos subjacentes a tal pedido, devendo, as declarações prestadas no âmbito da entrevista pessoal realizada pelo SEF, constituir o ponto de partida para a análise do pedido de protecção internacional efectuado, só podendo o princípio do benefício da dúvida, que se encontra concretização no n. 4 do artigo 1 da Lei do Asilo, operar quando as declarações prestadas se revistam da necessária coerência, ausência de contradições, objectividade e relevância, constituindo pressuposto necessário da aplicação de tal princípio.