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Em todas estas decisões não foi dada razão à recorrente, nelas se tendo defendido o seguinte entendimento:  "No cálculo da indemnização por incapacidade temporária, a retribuição anual a atender é o produto de 12 vezes a retribuição mensal acrescida dos subsídios de Natal e de férias e outras prestações anuais a que o sinistrado tenha direito com carácter de regularidade; e, quando a incapacidade for superior a 30 dias, acrescem os valores correspondentes aos subsídios de férias e de Natal proporcionais ao tempo da sua duração.”  Ora, repensando de novo a questão entendo alterar a minha posição, deixando assim consignado que assiste razão à recorrente, pelos seguintes motivos:  No que respeita às prestações por incapacidade temporária prescreve o artigo 4 da NLAT epigrafado de "Prestações” o seguinte:  "1 - A indemnização por incapacidade temporária para o trabalho destina-se a compensar o sinistrado, durante um período de tempo limitado, pela perda ou redução da capacidade de trabalho ou de ganho resultante de acidente de trabalho.  )