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Aliás, muito embora diga-se se considere que tal invocação não pudesse sequer assumir propriamente relevância real e decisiva – a relevância terá de resultar da integração dos factos à previsão legal e não a qualquer "guia”, que de resto apenas enumera exemplos –, salvo de novo o devido respeito, será a nosso ver pelo menos apressada a afirmação da Recorrente de que, por referência ao «"Guia” publicado no site da ACT, relativamente aos "exemplos de atos suscetíveis de serem classificados como assédio moral”» a que faz apelo, a situação analisada nesses se não integrasse pois que, entre aqueles, conta-se o caso de "Promover o isolamento social de colegas de trabalho ou de subordinados”, como ainda o de "Não atribuir sistematicamente quaisquer funções ao trabalhador/a, sendo assim caso para perguntar, resposta que para nós é sem dúvidas positiva, se não promove afinal tal isolamento e inibição do exercício efetivo de funções o facto de se manter a trabalhadora, como se provou, sem funções definidas e sem ocupação, numa sala com quatro secretárias, duas delas atualmente sem ocupação, acompanhada de uma outra funcionária administrativa, que não é sua subordinada, e que se encontra também sem tarefas definidas e sem ocupação efetiva.