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Ignacio Sierra Gil de la Cuesta, in Tratado de Responsabilidad Civil, Tomo , Bosch, 2008, Barcelona, p. 22  À míngua de o juiz poder, numa reconstrução/avaliação a posteriori dos actos submetidos à sua decisão, colocar-se na representação das coisas que sucederam durante o desenvolvimento do próprio comportamento "enjuiciado” na posição do agente, deverá, na avaliação do comportamento, eventualmente culposo ou violador de uma norma legal utilizar um critério comparativo abstracto, qual seja o comportamento de um "homem recto e seguro dos seus actos”, do "homem razoável e prudente”, em definitivo do "bom pai de família” "sem que isso impeça a atenção às circunstâncias de cada caso enjuizado, que em muito casos incidem poderosamente na valoração da conduta”).