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17) Em voz alta, aos gritos e em tom agressivo e alterado, apontando o dedo em direcção à sua superior hierárquica , disse que não tinha que se justificar, que ela era uma incompetente, que não fazia o trabalho em condições e que o andava a perseguir; 18) Que ela tinha que vir ao mercado todos os dias, dizer-lhe o que é que ele tinha que fazer e que ela não metia lá os pés; 19) Avançando em direcção a esta com a mão aberta erguida, em tom ameaçador, dizendo "está mas é calada”, o que fez com a fosse obrigada, por receio e medo a recuar para o exterior do gabinete; 20) Nessa altura, a SL, tentava puxar o arguido por um braço, dizendo-lhe para se acalmar, que não tinha razão e que deveria ter comunicado a sua ausência à chefia; 21) Foi então que a se afastou, tendo ido embora do local; 22) Como arguido continuava muito nervoso, a SL tentou mais uma vez acalmá-lo, tendo este referido, aos gritos, que ela estivesse calada, que não tinha nada com o assunto e que não era ninguém dentro da Câmara para abrir a boca; 23) Disse então a S ao arguido que não admitia que lhe falasse nesse tom e com agressividade, porque não lhe tinha feito mal nenhum; 24) O arguido, de imediato colocou os pés em cima do lixo que aquela estava a varrer, tendo a S pedido o favor para aquele sair, de forma a poder acabar o seu trabalho; 25) Foi então que cada vez mais enfurecido, o arguido levantou a mão em gesto de ameaça à referida S, dizendo-lhe aos gritos para estar calada; 26) O que provocou fundado receio na referida S que nada mais disse, tendo saído do local o mais rápido possível; 27) Receio esse que ainda sente, pois por medo não se desloca ao Mercado quando de serviço está apenas o arguido JJ; 28) Conforme se verifica dos factos supra indicados, o arguido JJ, de forma livre, voluntária e consciente, ao não tratar com respeito e correcção os colegas trabalhadores e superiores hierárquicos incorreu com tal comportamento na violação do dever geral de correcção previsto na alínea do n 2, do art 3 e tipificado no n 10 do mesmo artigo do Estatuto Disciplinar aprovado pela Lei n 58/2008, de 09 de Setembro; 29) Ao se ter ausentado do local de trabalho mesmo que para tratar de um assunto de serviço, sem qualquer registo biométrico de saída/entrada fls 17 a, por um período ligeiramente superior a 30 minutos e, sem comunicar previamente à sua chefia, nem no próprio dia quando por esta questionado, nem posteriormente por escrito, ou inclusive já em sede de inquérito o arguido demonstrou desrespeito pela sua superior hierárquica, ao desobedecer ao pedido de justificação dos motivos da sua ausência que lhe era legalmente exigível) ainda que tal possa ser imputado a título de negligência da qual porém não resultou prejuízo relevante para o serviço.