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Por sua vez, defende-se nas contra-alegações o acerto do julgado, avançando-se em síntese o seguinte: consagra o n. 3 do artigo 25, do CT, uma presunção de constituir retribuição qualquer prestação do empregador ao trabalhador, que importa a inversão do ónus da prova, fazendo recair sobre a parte adversa a prova do contrário do facto que serve de base à presunção ou do próprio facto presumido, nos termos conjugados dos artigos 34, n. 1, e 35, ns 1 e 2, do Código Civil, sendo que, diz, no caso todas as prestações reclamadas foram recebidas com regularidade e periodicidade – sendo que as prestações denominadas IHT, VUP e pacote de Comunicações foram pagas durante mais de 20 anos e a prestação designada por CR foi paga durante mais de 15 anos; sem conceder, sempre a atitude da Recorrente excederia manifestamente os limites impostos pela boa-fé e pelo fim social ou económico do direito que alega, pelo que invoca, para os devidos efeitos legais, o abuso do direito artigo 334 do Código.