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Essa displicência omissiva na elaboração de uma argumentação tendente a sustentar a alteração da materialidade factual posta em crise, com recurso às provas indicadas pelo Recorrente, aqui Recorrido BPI, conduz inexoravalemente à ocorrência da nulidade a que alude a alínea do n 1 do artigo 615, pois não se encontram devidamente especificados os fundamentos de facto em que assentou a decisão, os quais terão de ser necessariamente eivados da mesma amplitude imposta à primeira instância, atentos os poderes deveres que impendem hoje em dia sobre o segundo grau, como decorre do n 1 do artigo 662 do CPCivil, onde se estipula «A Relação deve alterar a decisão proferida sobre a matéria de facto, se os factos tidos como assentes, a prova produzida ou um documento superveniente impuserem decisão diversa.», sendo certo que o segundo grau só poderia ter chegado a esta conclusão, após a análise aturada da prova produzida, o que não foi feito.