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31, n. 1 do.”F,  e E interpuseram recurso daquele despacho, finalizando as alegações com as seguintes conclusões:  Porque os presentes autos encontram-se já na fase de audiência de julgamento, tendo-se iniciado a produção de prova testemunhal em 002018;  Porque o, sempre douto, despacho em apreço, admitindo a intervenção principal provocada dos Recorrentes, tem subjacente um entendimento errado e processualmente inadmissível;  Porque não se verifica que é da posição da R. e bem assim da prova que tem vindo a ser produzida, que um dos pontos em discussão é saber quem vendeu o veículo automóvel em causa de matrícula .. - .. - SQ ao A., se a R., se, como esta defende, , se F, dono do stand que o tinha em exposição, se E  Porque a questão da celebração do contrato de compra e venda do veículo de matrícula .. - .. - SQ constitui, precisamente e por ser facto controvertido, o 1 tema da prova elencado no Despacho saneador ínsito na acta de audiência prévia de 23-11-2016  Porque o Autor, em sede de petição inicial, alegou que o contrato de compra e venda foi por si celebrado com a Ré, logo esta mesma Ré, em sede de contestação, veio, clara e inequivocamente não só negar a sua intervenção em tal contrato, como identificou a pessoa a quem efectivamente tinha anteriormente vendido a mesma viatura, fornecendo os respectivos documentos - aliás não impugnados - reiterando que já em anterior acção o Autor tinha sido informado de tal realidade documentada;  Porque não foi, nem é, da prova que tem vindo a ser produzida nos autos, que se verifica que um dos pontos em discussão é saber quem vendeu o veículo automóvel em causa de matrícula .. - .. - SQ ao A;  Porque o facto em discussão – saber quem vendeu o veículo – decorre logo dos articulados, o que, aliás, constitui o cerne da posição processual da Ré e que logo identificou a pessoa a quem tinha vendido a viatura;  Porque era sobre o Autor que incidia o ónus de, face à posição da Ré e documentos por esta juntos, requerer a intervenção dos ora Recorrentes no momento processual adequado, ou seja após lhe ter sido notificado o articulado de contestação com os respectivos documentos;  Porque se o Autor entendeu formular e manter o pedido apenas contra a Ré, tal apenas resulta de vontade e esclarecida decisão própria e que ao Tribunal não compete, nem é legítimo, corrigir; 1 Porque a lei processual, mesmo no ponto de vista do princípio da adequação formal, não permite que o Juiz se substitua à parte na identificação de contra quem é o pedido deduzido e, especialmente, sem que este demonstre uma dúvida fundamentada quanto a tal conspecto e muito menos, poderá autorizar a alteração substantiva das partes quando, como é o caso, o autor nenhuma dúvida legítima tem a tal respeito, o que, in casu, se evidencia e demonstra à saciedade pela anterior intervenção nos autos identificados no art 9 da contestação formulada nos autos; 1 Porque ante o teor das contestações formuladas tanto nos presentes autos, como nos que os precederam, cumpria ao Autor o ónus de, perante a factualidade invocada, ter atempadamente deduzido o competente incidente de intervenção principal provocada, nos termos do disposto no art 316 do CPC; 1 Porque nos termos do n 1 do art 316 do CPC, o legislador impôs a imperatividade do momento até o qual pode o incidente ser deduzido; 1 Porque foi o próprio legislador quem fixou um regime imperativo quanto à oportunidade e tempestividade para dedução do incidente até como corolário do princípio da estabilidade da instância ínsito no art 260 do CPC, prevendo o mesmo diploma processual que a instância apenas se pode modificar, no que ao caso concerne, em virtude de incidente da intervenção de terceiros; 1 Porque a realização da justiça no caso concreto deve ser conseguida no quadro dos princípios estruturantes do processo , como são os princípios do dispositivo, do contraditório, da igualdade das partes e da imparcialidade do juiz, traves-mestras do princípio fundamental do processo equitativo proclamado no artigo 2, n. 4, da Constituição da República; 1 Porque a decisão judicial, enquanto prestação do dever de julgar, deve conter-se dentro do perímetro objectivo e subjectivo da pretensão deduzida pelo autor, em função do qual se afere também o exercício do contraditório por parte do réu, não sendo lícito ao tribunal desviar-se desse âmbito ou desvirtuá-lo; 1 Porque o disposto no art 6 do CPC, enquanto poder / dever, tem como limite a fronteira do ónus de impulso especialmente imposto pela lei às partes, ou seja a identificação contra quem pretendem dirigir o pedido e requer as diligências, actos e incidentes processuais que por si entendam efectuar, ónus este que o Juiz não pode suprir, substituindo-se à parte; 1 Porque, atenta a fase processual dos autos, com julgamento e produção de prova em curso, sempre os ora recorrentes ficam em posição processual desvantajosa, como se teria de proceder à anulação de todo o processado posterior ao último articulado, o que não sucedeu no presente caso; 1 Porque é extemporânea a dedução do incidente de intervenção principal provocada dos ora recorrentes; 1 Porque a decisão em apreço viola por erro de interpretação e de aplicação do disposto nos arts 6 e 316 do CPC pelo que, com o sempre douto e esclarecido suprimento de Vossas Excelências, deve o presente recurso ser provido e, em consequência revogado o despacho que admitiu a intervenção principal provocada dos ora Recorrentes nos presentes autos como é de JUSTIÇA.Dos autos não consta que tenham sido apresentadas contra alegações.