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§  Do valor probatório do relatório n. 2019/185 da Inspecção-Geral de Finanças – Ponto 1 da Matéria de facto   Não obstante a admissibilidade do referido Relatório da IGF como meio de prova ponto 10 da matéria de facto, o mesmo não vale integralmente sem mais, isto é, não pode fazer prova, pelo menos, dos juízos e conclusões retirados pela IGF – sobretudo quando se desconsidera toda a prova produzida, que demonstra os erros em que assentam os juízos formulados pela IGF;   Desde logo porque não estão em causa factos concretos e objectivos – mas sim análises, juízos de valor, considerações que, naturalmente, não podem considerar-se incluídas na Matéria de Facto;   Mais, está sobejamente demonstrada a falta de completude dos elementos plasmados neste Relatório – revelada até pela matéria de facto "nova” que considerada provada pela própria Sentença recorrida;   Nunca poderá, assim, o ponto 10 da Matéria de Facto servir para considerar provados os alegados desvios aos objectivos estabelecidos;   Também se mostram inadmissíveis as afirmações, constantes da Sentença proferida pelo tribunal a quo, de que o Demandado, "apesar das alegações que tece na sua contestação, não logra dizer, nem, muito menos, comprovar, que alguma tivesse diligenciado nos anos de 2013 a 2016 até ao momento da auditoria e controlo da Inspecção-Geral de Finanças ao segundo os padrões acima expostos e conforme ditava a legalidade vigente, só se podendo concluir que o R. omitiu culposamente a tomada de actos que lhe permitiriam tentar cumprir o Plano do PAEL” cfr.