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- ..., directora de obra na ré desde 2017, que elaborou o Plano de Trabalhos entregue na ACT para autorização; referiu como numa obra idêntica, em 2017, na localidade de  ...) , utilizaram os mesmos métodos e meios de protecção e que ficaram convictos de que estavam a proceder correctamente; que nessa obra havia sido dada formação ao contrário daquela onde ocorreu o evento infortunístico; que foi à obra com os srs inspetores do trabalho dois dias após a ocorrência e ao que "acha” não haviam sido retiradas tábuas de rojo; que escreveu no Plano que o preferível era utilizar uma linha de vida; Referiu esta testemunha que lhe foi dito que naquela cobertura não era possível colocar uma linha de vida, porém não só tal não é referido pelos trabalhadores da empresa ou pelo seu sócio-gerente como a afirmação não é corroborada pelos srs inspectores do trabalho, que disseram como as medidas adotadas eram "arcaicas”, nomeadamente ... que enumerou as medidas adequadas e necessárias a prevenir a queda de trabalhadores; aliás uma empresa no ramo de negócios da ré tinha de ter a noção e conhecimento sobre quais as medidas mais adequadas para protecção dos seus trabalhadores, não sendo credível, face à informação hodiernamente existente, que desconhecesse medidas como a linha de vida; Por sua vez as testemunhas que se encontravam no local referiram a hora do evento, modo de execução dos trabalhos, como se aperceberam da queda do trabalhador apesar de não terem visto o mesmo a cair ao solo do local onde se encontravam; Nomeadamente ... referiu que já se encontrava em baixo, na caleira, para ir almoçar, enquanto o sócio gerente e o sinistrado ainda se encontravam no telhado; ao referir que as tábuas de rojo estavam colocadas em todo o telhado, de um extremo ao outro, nomeadamente do lado da Manitu, onde se encontrava o sinistrado, não falou com verdade atendendo ao depoimento das restantes testemunhas e ao depoimento vertido a escrito do agente da GNR que compareceu ao local pouco tempo após a ocorrência que não viram tábuas de rojo na água onde o acidente ocorreu; não é crível que face ao estado emocional das testemunhas e à hora em que compareceram no local o agente da GNR e os inspectores do trabalho, que não visionaram qualquer tábua de rojo naquela água, as testemunhas tivessem tido o sangue frio para subirem ao telhado para retirarem tábuas de rojo.