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E, em função dos relevantes interesses de ordem pública que estão subjacentes à punição daquele tipo de ilícios contraordenacionais, o legislador entendeu por bem alargar o prazo de suspensão da prescrição desse tipo de ilícitos, quando entram na fase judicial propriamente dita, certamente perante a evidência de que o prazo de 6 meses era manifestamente desajustado à realidade vivenciada, dada a dimensão e complexidade de apreciação jurisdicional destes ilícitos, prolongando o prazo de suspensão que até aí era de 6 meses para 30 meses ou 5 anos, consoante as infrações sejam puníveis com coima até 1 000 000 ou superior a 1 000 000 respectivamente.