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Com efeito, de acordo com essa interpretação da lei, alguns trabalhadores teriam os seus créditos garantidos por privilégio pelo facto de a sua actividade ser exercida dentro de um imóvel como aconteceria, por exemplo, com o pessoal que desempenha funções e os demais trabalhadores, apesar de terem um vínculo laboral com a mesma entidade patronal e apesar de estarem inseridos na mesma unidade empresarial e produtiva, não usufruiriam de qualquer privilégio pelo simples facto de a sua actividade laboral ser desenvolvida fora de um imóvel como aconteceria com os motoristas que desenvolvem a sua actividade a conduzir veículos ou com o pessoal da construção que presta a sua actividade em diversos locais pertencentes a. O mesmo tratamento desigual seria atribuído a trabalhadores de uma mesma empresa pelo simples facto de uns exercerem a actividade em imóvel próprio da entidade patronal e outros em imóvel arrendado, ainda que as funções fossem rigorosamente idênticas; os primeiros gozariam de privilégio sobre o imóvel onde desempenhavam a actividade; os segundos não usufruiriam de qualquer garantia uma vez que o imóvel onde prestavam a sua actividade não pertencia à entidade patronal.