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título  do presente aresto, o Tribunal a quo ponderou a natureza e extensão dos danos sofridos pelo assistente e demandante, atentando, e bem, à necessidade de protecção da vítima, aos danos graves psicológicos que decorrem da prática dos crimes de que foi alvo, às repercussões na formação da sua personalidade e no seu processo de desenvolvimento e crescimento atenta a sua idade, à apurada situação económica do arguido/demandado e ao grau de culpabilidade do mesmo que actuou sempre com dolo directo e, por isso, e de mais circunstâncias do caso, ponderando tais circunstâncias de forma que se nos afigura equilibrada, e se traduziu na fixação de montante pecuniário que não afronta nem as regras da boa prudência, nem o bom senso prático, nem a justa medida das coisas.