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Com efeito, e no essencial, o autor verbalizou que: só se apercebeu da existência dos títulos DDE+137 quando viu o extrato bancário; não deu ordem de aquisição de tal produto; o que aconteceu foi que, após a desmobilização do MP em 2007, pediu aos funcionários do Réu cotação para um depósito a prazo de 30, 60 ou 90 dias, com a melhor taxa; alguém do Réu, "provavelmente o gestor de conta dessa altura”, que identifica como sendo o PFou a SV, é que fez a aplicação dos Títulos E+137; fazia investimentos por períodos curtos, "não podia ter o dinheiro preso”; quando recebeu o extrato foi pedir explicações ao banco, apresentando duas versões sobre quando ocorreu essa deslocação: segundo uma foi "logo de início” e, nos termos da segunda, só se deslocou ao banco depois de receber o segundo extrato com referência àquele produto; confrontando os gestores de conta sobre tal questão, foi-lhe dito que o produto era como se fosse um depósito a prazo, que podia ser desmobilizado a qualquer momento mas com perda de capital segundo a cotação , sendo que os extratos foram assinalando uma progressiva perda de valor dos títulos, razão pela qual não quis desmobilizar porque queria reaver o capital do investimento na íntegra; pediu explicações sobre a natureza do produto e um prospeto, o que não lhe foi prestado até hoje; foi-lhe também dito que o produto tinha um prazo de maturidade no qual seria devolvido o capital na totalidade, o que não sucedeu; sempre teve ações do que foi "o meu banco toda a vida”; "passei à espera queme devolvessem o dinheiro e esclarecessem o que eram aqueles produtos”, "foi a minha luta até hoje” ; para produtos de risco "basta aqueles que faço nas minhas empresas”.