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- Nunca tendo a sociedade executada reclamado tal parcela aos embargantes.”  Da facticidade demonstrada decorre que a posse dos Embargantes/AA e BB sobre uma parte delimitada do imóvel penhorado, concretamente, a casa composta de cave, rés-do-chão, andar e respetivo logradouro, inscritos na matriz sob o artigo U-09, edificada no imóvel penhorado, é ininterrupta, pelo menos desde 3 de Abril de 1998; à vista de toda a gente; sem oposição de ninguém; e na convicção de que eram os exclusivos donos daquela parte delimitada do imóvel penhorado, sendo que até ao conhecimento da penhora do prédio misto - casa de cave, r/e andar, com logradouro e terreno junto, sito em ..., na freguesia de ..., concelho de .... Descrito na Conservatória do Registo Predial de ... sob o número  e inscrito na respetiva matriz predial urbana pelos artigos U-19 e R-18, nunca ninguém contestou a ocupação da ajuizada parte delimitada do imóvel penhorado; e de boa-fé, na medida em que os Embargantes/AA e BB ignoravam que, ao ocupar a ajuizada parte delimitada do imóvel penhorado, lesavam o direito de outrem, sendo de destacar, a este propósito, que os Embargantes/AA e BB actuaram, pelo menos desde 3 de Abril de 1998 data da escritura de cessão de quotas da sociedade, na convicção de exercerem um direito de propriedade dos próprios sobre tal parcela de terreno, sem oposição de ninguém, tanto mais que, à data da escritura pública, outorgada em 3 de Abril de 1998, onde os embargantes e os demais sócios da sociedade executada declararam ceder as suas quotas na executada, os adquirentes das quotas também estavam cientes de que a parcela de terreno, ocupada pelos Embargantes/AA e BB não fazia parte do património da sociedade executada, outrossim, a sociedade executada, nunca reclamou a aludida parcela aos embargantes.