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Sem nisso conceder, sempre as falsas declarações de relevo maior na substância importariam e importam também para devidamente e com justeza aferir não só da legalidade e também, diga-se,, como também da própria credibilidade da actuação e da postura adoptadas pelos Réus, o que, nem dessa forma e para boa decisão da causa, foi considerado pelo Tribunal a quo, e, isto, ainda que se consignando na Sentença recorrida que "o que está em causa nos presentes autos é o facto de se saber se as declarações contidas na escritura de justificação e de doação datada de 16 de setembro de 2005 correspondem ou não) à realidade – isto é, da veracidade ou da sinceridade do teor das declarações constantes da escritura de justificação e de doação.”  O que, desde logo, sobressai na Sentença sob recurso, vista a motivação sobre a decisão sobre os factos dados como provados nos pontos 23, 24, 25, 26, 28 e 29 dos Factos Provados, é uma manifesta desatenção para o que seja "a casa”, o "edifício habitacional”, cuja propriedade foi atribuída à 1 Ré, casada com , em 1980, e o que mais abrange e compõe o imóvel inscrito na matriz predial urbana sob o artigo ...1  Nesse pressuposto incorrecto de que o imóvel se reconduz ao que se destinasse efectivamente à habitação dos pais do Autor e da 1 Ré, o Tribunal a quo entendeu e decidiu, à revelia da prova produzida e mesmo quando conjugada com as regras da lógica e da experiência comuns, que só à morte daqueles se efectivaria o que já vinha mesmo sendo praticado tanto por Autores, como pelos próprios 1 e 2 Réus, ou seja, actos de posse por estes inerentes a um direito de propriedade.