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3 – A expropriante aduziu recurso da decisão arbitral, pondo em causa o valor indemnizatório que os Senhores Árbitros nomeados pelo Tribunal da Relação de Guimarães fixaram em € 13436,75 relativamente à parcela ..., alegando, no que se não concede, para alicerçar a sua discordância que os Senhores Árbitros, para chegarem aquele montante, basearam-se em métodos de cálculo e avaliação do solo, das benfeitorias e desvalorização da parte restante em critérios aleatórios, discricionários e desconformes com as regras e critérios constantes do código das expropriações, mais alicerçando as suas alegações no facto de os Senhores Árbitros não terem respeitado o conteúdo do auto de vistoria ad perpetuam rei memoriam que doravante passaremos a designar por a.p.r., 4 - Os expropriados contra alegaram, defendendo que o valor apurado pelos Senhores Árbitros pecava por defeito, daí terem interposto recurso subordinado, mais alegando que a a.p.r., não é a única prova a ter em conta no processo expropriativo, cujo teor aqui se dá por integrado, sendo que, também, interpuseram recurso subordinado em que pugnavam por benfeitorias que não foram levadas em linha de conta, quer na a.p.r.quer no relatório de arbitragem como é das suas alegações, cujo teor aqui se dá por integrado; 5 - Com o devido respeito, os apelantes consideram que foi incorretamente julgada a seguinte matéria dos factos provados em 5, 6, 9, 11, 12, 13, 14 e 15, que deviam ter sido considerados, uns como não provados, outros com teor diferente, com fundamento nos elementos provatórios infra expostos, que se impugnam; 6 - Quanto aos factos não provados os apelantes impugnam os factos não provados em 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26 e 27, e que deveriam ter sido considerados provados nos termos infra ditos com base nos elementos de prova, adiante indicados; 7 - Quanto aos factos Provados em 5, 6 e 9, o tribunal refere que fundamentou a sua prova na a.p.r., no que não podemos conceder, como se passa a referir, e isto porque, constam dos autos, outras provas, que o tribunal tinha forçosamente que levar em linha de conta, sob pena de não poder apurar, como efetivamente não apurou a justa indemnização que é devida aos expropriados, se não esquecermos, como não podemos, e como bem vem referido no Douto Acórdão Arbitral, página 3/17, "Trata-se de uma propriedade toda vedada, constituída pela parte urbana onde se situa a casa de habitação propriamente dita, outro edifício com uma habitação no  piso rés-do-chão) e arrumo de tractores e alfaias na semi-cave, com logradouro e piscina, e pela parte rústica com zonas de cultivo hortícola, frutícola, arvense, vinha, olival, florestal e um anexo para a criação de animais.