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No entanto, há quem defenda que a regra da natureza facultativa da reconvenção sofre exceções, casos havendo em que a dedução de pedido reconvencional constitui um ónus, por corresponder a uma situação em que uma nova acção do réu implicaria a destruição total ou parcial da primitiva decisão já transitada em julgado e, por isso, o réu terá de exercer, sob pena de a respetiva pretensão ficar abrangida pelo caso julgado, não podendo ser mais tarde deduzida em ação autónoma, ou seja, a preclusão é eventual, dependendo da formação ulterior de um caso julgado favorável ao autor e nestes casos o réu tem a necessidade de reconvir para que não se precluda o seu direito subjetivo, falando-se então na "reconvenção necessária ou compulsória” como refere, Luís Miguel de Andrade Mesquita, Reconvenção e Excepção no Processo Civil, Almedina, 2009, páginas 439 a 441 e Francisco Ferreira de Almeida, Direito Processual Civil, volume ,  edição, Coimbra Editora, páginas 168 e 16 Parecem discordar, com o entendimento de que a dedução da reconvenção é sempre facultativa, Abrantes Geraldes, Paulo Pimenta e Luís Pires de Sousa, CPC anotado, volume , parte geral e Processo de Declaração,  edição, página 32  Ainda neste mesmo sentido, referindo a possibilidade de existência desse ónus no caso por exemplo dos factos em causa terem ocorrido antes da citação do Réu para a causa, Maria José Capelo, Revista de Legislação e de Jurisprudência, Coimbra, 150, n. 4024 Set.-Out., RLJ, páginas 60 e 6 De qualquer forma, tal situação de eventual caso julgado só acontece caso a pretensão do autor seja procedente na  acção e não improcedente.