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Segundo o Administrador, «1 - a devedora entende que a empresa tem recuperação, 2 - as instituições bancárias, que representam a maioria dos créditos, são de opinião que a empresa se encontra insolvente, 3 - os restantes credores nada disseram, 4 - a empresa tem por objecto social a promoção imobiliária, 5 - desde a sua fundação, no ano 2000, até sensivelmente 2008, manteve-se minimamente equilibrada quer económica, quer financeiramente, 6 - a partir de então e dada a crise no imobiliário que se instalou no País, as instituições bancárias deixaram de apoiar o sector, 7 - apresentou-se a PER, mas não houve acordo com os credores, 8 - a empresa tem vários prédios no seu activo, que lhe permitem pagar parte das dividas assumidas, 9 - contudo, e a curto prazo, não tem rentabilidade que lhe permita fazer face aos incumprimentos com os credores, pelo que e em seu entendimento, a empresa deverá ser declarada insolvente.» E foi também isso que concluiu o perito nomeado pelo tribunal no âmbito do presente processo de insolvência para, averiguar «a veracidade dos factos discriminados nos articulados apresentados pelas partes, nomeadamente, o alegado na oposição, averiguando da consistência do crédito invocado, apurar dos activos e passivo da sociedade e respectivos valores, elaborando-se ulteriormente o respectivo relatório com a descriminação dos factos averiguados por reporte aos meios de prova na génese de tal conclusão nomeadamente, por análise contabilística e económico-financeira, concluindo se a situação da sociedade requerida se enquadra em alguma das alíneas a, do n. 1, do artigo 20, do R.E e/ou se tem qualquer viabilidade».