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127 do; os arguidos admitiram que venderam ao assistente o referido veículo com mais de 30000 kms, quando o painel revelava menos de 17000 kms, mas que deram conhecimento, verbalmente, de tal facto ao assistente sendo de salientar que os arguidos, profissionais no ramo, se acaso se quisessem assegurar de que haviam vendido o veículo com uma quilometragem diferente e disso dado conhecimento ao adquirente, teriam, sem esforço, feito constar essa circunstância num documento, precavendo-se de uma qualquer imputação futura de má-fé); o assistente negou peremptoriamente que lhe tenha sido dada essa informação; o Tribunal formou a convicção que o assistente comprou tal veículo desconhecendo verdadeiramente a quilometragem real do veículo; importa considerar determinadas circunstâncias objectivas que rodearam os factos e que se impõe atentar para concluir do acerto do despacho de pronúncia: o assistente apenas reagiu ou confrontou os arguidos com a situação dos quilómetros, após ter ido à inspecção obrigatória em Julho de 2010 fls., sendo que adquiriu o veículo em Abril fls.