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E ainda, que "Para admissão da prova pericial não se exige que a mesma seja o único meio disponível para a demonstração de determinado facto isto é, que deva ser rejeitada desde que a prova do mesmo possa ser feita por outros meios; poderá ser apenas a prova preferencial, face ao objecto do litígio.” Por sua vez, o Tribunal da Relação de Lisboa, em acórdão de 202019, no processo n 2009/17, afirma que: "A necessidade de prova pericial afere-se, naturalmente, em função dos factos articulados pelas partes em cada concreto processo, sempre que à percepção ou apreciação desses factos sejam necessários conhecimentos especiais que os julgadores não possuem, isto é, conhecimentos para além da ciência jurídica, sendo, por isso, necessária a cultura especial e a experiência qualificada do perito na matéria em causa.” Dos ensinamentos supra enunciados resulta que, requerida a produção de prova pericial, cabe ao julgador aferir se os factos relevam para a boa decisão da causa juízo comum a qualquer meio de e se o apuramento de tais factos demanda este concreto meio de prova por exigirem conhecimento especiais juízo especifico da prova.