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15 A douta sentença ora em apreciação ao deixar de condenar a Embargada fez errada interpretação do que a respeito da má fé dispõe o n 2 do art 542 do P., pois que ao prevalecer-se da declaração para a extinção da cláusula à retro que foi escandalosamente forjada, sendo, falsa quer no aspeto formal quer quanto ao seu conteúdo que não foi declarado pelos intervenientes dela constantes, pois que não compareceram perante a Senhora Solicitadora, nem, por isso, nada declararam, e, com a mesma ter obtido a extinção da cláusula para que a loja se mantivesse na sua esfera patrimonial, assim defraudando a Embargante, e, conhecendo a sua falsidade, veio ainda nas suas alegações sustentar a sua força probatória como documento autêntico o que revela notoriamente má fé e uso reprovável do processo que bem definido vem no acórdão da Relação do Porto de 12/05/2005, in www.dgsi.pt, que refere que atua com má fé a parte que, com dolo ou negligência grave, para convencer o tribunal de um facto ou pretensão que sabe ilegítima, distorce ou deturpa a realidade de si conhecida ou omite factos relevantes, também por si conhecidos, para a decisão violando conscientemente o dever de bem como a que deduz oposição cuja falta de fundamento não pode ignorar ou fizer do processo uso reprovável má fé, entorpecendo a ação da justiça.