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No mesmo sentido se pronuncia o Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 28 de Março de 2007, segundo o qual o regime penal de jovens delinquentes afastauma concepção fatalista e cede presuntivamente, assim, a um património adquirido de feição humanitarista, favoravelmente evolucionista do jovem, universalmente aceite, imprimindo ao julgador um poder-dever de indagar se se justifica benevolência de tratamento jurídico -penal, ou se, pelo contrário, í de excluir, em vista de uma desejável, e de outro modo não conseguida, meta de recuperação individual  Aquele leque normativo, ou seja o Dec-Lei n. 401/82, de 23/9, imbuído de atenuação de rigor punitivo, mais ressocializador e reeducador do que sancionatório, não vai ao ponto de firmar essa visão maximalista, como que passando ao limbo do esquecimento os comportamentos desviantes dos jovens, deixando à margem de protecção importantes interesses jurídicos e, sobremodo, se persistentemente afectados.