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6, n 7, do RCP, tendo em 1 instância sido proferido despacho em 01/10/2020, convidando as partes a converterem o pedido de reforma, por alegadamente ter entrado fora de prazo, o que se concretizou em 15/10/2020 e 27/10/2020, Recurso admitido em 03/11/202  Requereu-se no Recurso, "a revogação da Douta Sentença proferida pelo Tribunal de Julgamento, no que às custas concerne, dispensando-se as Partes do pagamento, da totalidade do remanescente da taxa de justiça e custas devidas a final.”  Vejamos:  Resulta do artigo 6, n 7 do RCP: "Nas causas de valor superior a 27000€, o remanescente da taxa de justiça é considerado na conta a final, salvo se a especificidade da situação o justificar e o juiz de forma fundamentada, atendendo designadamente à complexidade da causa e à conduta processual das partes, dispensar o pagamento.”   Segundo Salvador da Costa, esta disposição legal, "visa, excecionalmente, antes do termo da causa, atenuar a obrigação de pagamento fracionado da taxa de justiça nas ações de maior valor”, in "As Custas Processuais, Análise e Comentário”, 2017, pág..   Sublinha-se no Preâmbulo do RCP que a reforma do regime das custas processuais "pretende instituir um novo sistema de conceção e funcionamento das custas processuais.