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Ora, sendo a esquizofrenia paranóide uma doença que se vai desenvolvendo progressivamente como esclareceu o perito médico), traduzindo os factos de 27 de Setembro de 2016 sintomas daquela doença e tendo a mesma doença justificado internamento compulsivo do arguido em 13 de Outubro de 2016, por alterações do comportamento com heteroagressividade e ideação delirante persecutória, altura em que a mesma foi confirmada por diagnóstico esquizofrenia paranóide), não se compreende como é possível concluir que o arguido estava incapaz para se determinar de forma diferente da observada em relação ao descrito nos factos provados ns17 a 22 ocorridos em 27 de Setembro de e já estava capaz de agir livre e concientemente em relação aos outros factos da mesma natureza, nomeadamente os ocorridos no Verão de 2016 ns41 e 42 dos factos, quando a doença é evolutiva e justificou o seu internamento compulsivo em 13 de Outubro de 201  Assim, tendo presente a prova pericial realizada, ao conluir que o arguido agiu livre, consciente e voluntariamente, com liberdade de determinação em relação aos outros factos que não os descritos nos ns 17 a 22 dos factos provados, o tribunal recorrido incorreu em erro notório na apreciação da prova, pois tal prova, aliada àquele internamento compulsivo, não torna razoável que o arguido tenha agido de forma livre em relação a quaisquer factos ocorridos no período em que está assente esteve afectado pela referida doença esquizofrenia paranóide).