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2) Concatenando os vários segmentos da fundamentação da sentença, verifica‐se claramente que, por um lado, o Tribunal a quo baseou toda a fundamentação de facto na ideia de que o Arguido "omitiu” algo da Administração Fiscal, repetindo sistematicamente nos factos provados que o mesmo "omitiu” "valores” "auferidos” ou "lucros obtidos” pela sociedade arguida, assim como as "transacções efectuadas e respectivos valores”, por mero efeito da não solicitação da liquidação do IMT, e, por outro, que admitiu na fundamentação de direito que a Administração Fiscal tinha conhecimento dos factos relevantes para proceder à respectiva liquidação oficiosa, sem depender da solicitação do Arguido, como se pode verificar pela leitura do segmento da fundamentação de direito supra citado.