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4 Finalmente, conforme já se alegou anteriormente, tal constatação, revela a existência de uma contradição entre os factos dados como provados no douto acórdão/recorrido, mais precisamente entre os factos provados nos Pontos com os n.s 92; 93; 109 e 110 e os factos dados como provados no Ponto com o n. 97, na medida em que do confronto do seu teor e respectiva conjugação – tendo em conta as regras da experiência comum e do homem médio, conjugadas com as características da personalidade da arguida e as circunstâncias da prática dos factos - não é possível concluir como se concluiu no douto acórdão/recorrido), com a segurança que exige o direito penal, que a arguida "representou como consequência possível da sua actuação a morte da vítima e, não obstante, conformou-se com essa possibilidade”.