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Em primeiro lugar, importa enfatizar que não se encontram verificados os pressupostos de que a Lei faz depender a possibilidade de recurso de revista; 	Com efeito, a questão em análise não reveste, nem complexidade, nem relevância jurídica e social que o justifique; 	A Recorrida deduziu a impugnação judicial contra os actos de liquidação adicional de IRS n. 2004 5002651320 e de Juros Compensatórios n. 2004 1460436, referentes ao ano de 2001; 	O acto de liquidação em apreço foi praticado pela Recorrente no pressuposto de que a Recorrida auferiu, no ano de 2001, rendimentos qualificáveis como mais-valias para efeitos de IRS; 	Num posterior procedimento de inspecção que recaiu sobre os mesmos factos, imposto e ano, a Recorrente alterou a qualificação jurídica da situação passando a enquadrar o rendimento, não na categoria "G”, mas na categoria "B” de IRS; 	Assim, com referência ao ano de 2001, e com base nos mesmos, alegados, factos tributários, foi praticado um novo acto de liquidação de IRS – o acto de liquidação n. 2006 5000083965, do qual resultou o valor a pagar de € 41927,68 – e que assenta na nova qualificação jurídica dos, supostos, rendimentos pretendidos tributar; 	Ou seja, como bem concluiu o Tribunal a quo, o acto de liquidação que constitui o objecto da impugnação judicial em que foi proferida a Sentença de que se recorre, foi anulado; ix.