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Decorre ainda do relatório social que, actualmente, "o arguido encontra-se sujeito à medida de coação de prisão preventiva desde julho de 2020, à ordem do processo 69/21 GBGDL após incumprimento da medida de coação de proibição de contactos com a vítima, fiscalizada com recurso a meios de vigilância eletrónica, tendo sido recentemente condenado pela prática de um crime de violência doméstica e de violação da companheira, cuja pena ainda não transitou em julgado; - Em meio prisional tem revelado capacidade de contenção dos impulsos e de cumprimento dos normativos, mas em meio livre existem indicadores de que poderá, em situações de tensão, recorrer ao uso de violência; - O arguido tem dificuldades ao nível do processamento das emoções, denotando ser pouco envolvido e frio ao nível das relações de intimidade.” - Assim, o arguido não expressou qualquer vontade nem demonstrou factos que tenham reflexos no seu comportamento futuro, designadamente de que não repetirá condutas delituosas, pelo contrário, atenta a personalidade demonstrada e comportamento processual, caso nova situação se lhe depare, estamos em crer que o arguido volta a delinquir; - Sendo elevadas as necessidades de prevenção geral, considerando as apontadas circunstâncias do facto, as condições pessoais do arguido e a sua conduta posterior ao crime, não se mostram reunidos os pressupostos para fazer um juízo de prognose de que a ameaça da pena será suficiente para cumprir essa finalidade.