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Acordam, em conferência, na Secção de Contencioso Tributário do Supremo Tribunal Administrativo – Relatório  Vem interposto recurso jurisdicional por A., S.A., identificada nos autos,visando a revogação da sentença de 30-09-2019, do Tribunal Tributário de Lisboa, que julgou totalmente improcedente a impugnação que intentara do acto de liquidação de taxa, no valor de € 811,50, praticado pela Directora da Delegação Regional de Lisboa da concessionária pública EP – Estradas de Portugal, S.A..  Inconformada, nas suas alegações, formulou a recorrente A, S.A. as seguintes conclusões: "a) Relativamente ao invocado vício da ininteligibilidade do acto tributário, considerou a douta sentença recorrida que o mesmo não se mostrava verificado, mais afirmando que a aqui recorrida sabia que "...) o que estava em causa é a liquidação de taxa sobre cinco mangueiras consideradas pela EP, S.A., como não legalizadas b) Salvo devido respeito e conforme se deixou alegado na impugnação judicial apresentada, ressalta do conteúdo do acto de liquidação impugnado um sinuoso e contraditório itinerário de premissas que o tornam ininteligível, "não por ele ser passível de duas ou mais interpretações, mas por não se saber o que ele determina” MÁRIO ESTEVES DE OLIVEIRA et al Código do Procedimento administrativo- Comentado, 2 edição, Coimbra, 2005 p.. ) Com efeito, o mesmo parece impor a liquidação da taxa como condição, não só para renovar, como para vir a denunciar a suposta concessão.