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Efectivamente, como se diz no Ac RP de 112009, processo 522/00GBPRD-A.P1, acessível em www,dgsi.pt, "Em processo penal, a remissão para os tribunais civis tem carácter excepcional, só devendo ser utilizada nos casos que representam um manifesto entrave ou um obstáculo sério que inviabilizem uma decisão rigorosa da matéria cível, designadamente em razão da escassez de elementos para a determinação da responsabilidade ou correspondam a incidentes que retardem intoleravelmente o julgamento da matéria penal.”  No caso vertente, o tribunal recorrido, aquando da elaboração da sentença, tendo de apreciar um pedido de indemnização decorrente de um acidente de viação com consequências muito graves e apercebendo-se de que não tinha sido realizada, por não ter sido requerida, perícia médico-legal de avaliação do dano em direito cuja essencialidade  julgamos ser indiscutível, remeteu as partes para os tribunais civis por não ser possível proferir uma decisão rigorosa.