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Acordam na 1 Secção Cível do Tribunal da Relação de Guimarães  RELATÓRIO   Apelante: Clara Apelada:, S.A.  A executada Clara veio, por apenso à execução para pagamento de quantia certa, em que é exequente  S.A., e são executados a embargante e outro, deduzir embargos de executado, invocando:   - A nulidade da citação para a execução, uma vez que o contrato de cessão de créditos que lhe foi remetido com a citação tinha uma parte substancial de páginas com o conteúdo cortado;  - A ilegitimidade ativa da exequente, uma vez que dos documentos enviados à executada não resulta comprovada a cessão de qualquer crédito;  - A prescrição do crédito exequendo, uma vez que, apesar de a data de vencimento da livrança ser de 2017, o incumprimento da relação contratual subjacente ocorreu há mais de três anos;  - O preenchimento da data de vencimento da livrança para além do limite temporalmente admissível consubstancia preenchimento abusivo;  - Abuso de direito por parte do credor, por ter preenchido a livrança passados mais de seis anos da sua emissão, o que é contrário aos limites da boa-fé;  - O preenchimento abusivo da livrança por o credor não ter comunicado à executada todas as cláusulas do contrato subjacente à livrança a que a executada se limitou a aderir;  - Não se encontrando junto aos autos o contrato subjacente à emissão da livrança e não tendo o mesmo sido entregue à executada, a nulidade, caso se trate de um contrato de crédito ao consumo.