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50-5  Retomando o caso concreto em sede de fundamentação da decisão de facto, concretamente no que respeita ao fim a que o arguido destinava o estupefaciente exarou o julgador: "Não fique por dizer que não se valorou aquilo que a testemunha referiu ter ouvido ao arguido, ou seja, que o produto que detinha era para seu consumo, uma vez que, por um lado, nada consta dos autos que permita ao Tribunal dar como provado que o arguido é consumidor de produtos estupefacientes, também nada se tendo demonstrado com certeza quanto ao destino que o arguido dava ao produto estupefaciente que detinha e transportava seja consumo, seja cedência/venda a terceiros ” – negrito nosso.