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Ocorre que a decisão padece dos seguintes vícios:  a fundamentação encontrada pelo Tribunal a quo para demonstrar a verificação de um dos pressupostos legalmente exigíveis existência de dolo ou negligência grave no comportamento dos é errada e insuficiente, assenta no facto de não terem requerido a dispensa de cessão de valores durante os meses de cessão, desconsiderando, ao invés, o facto dos insolventes terem no inicio do período de cessão requerido a alteração do valor de cessão por nítida impossibilidade de cumprimento da decisão que havia sido fixada;  desconsidera o facto de os credores terem sido ano após ano notificados dos relatórios do Sr. Fiduciário que reportavam uma diferença entre o rendimento a ceder e o cedido, e nada terem feito até ao inicio do último ano de cessão, contribuindo com essa inércia para que decorressem 60 meses, os insolventes tivessem entregue quase € 4000,00 nesse período e criado expectativas de ser diferida a exoneração do passivo restante e no fim vêm o seu pedido recusado; Para além disso, a decisão de recusa não teve em consideração a natureza dispositiva do incidente de exoneração do passivo restante, foi muito para além do que foi levado aos Autos, já que os credores limitaram-se, quando se pronunciaram para efeitos do artigo 24 do R.E, já depois de terminado o período de cessão, a invocar o incumprimento da entrega de parte de valores na fidúcia, nada mais requerendo ou levando aos Autos que não esse argumento.