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Atento o que acima se deixou dito, existe responsabilidade do banco, quer porque nos preliminares do contrato informou os autores de que estava garantido o retorno, quando assim não sucedeu, decorrendo a sua responsabilização do disposto no artigo 22 do quer porque ao celebrar o contrato, persistiu na mesma informação ou conselho, violando os ditames da boa-fé negocial, nos moldes estabelecidos no artigo 76 do  Consequentemente, é o ora réu responsável pelos prejuízos que o autor sofreu na sua esfera patrimonial decorrentes da conduta do banco.” Insurge-se o Banco Apelante contra o decidido, com a seguinte argumentação: - o autor sabia perfeitamente o que estava a subscrever, bem sabendo as diferenças entre o instrumento financeiro subscrito e a figura do depósito a prazo; - os deveres de informação a prestar pelo intermediário financeiro, previstos no artigo 312, n1, do CdVM são os deveres de informação relativos ao próprio contrato de intermediação financeira, ou seja, ao negócio de cobertura entre o cliente e o Banco intermediário; a menção do artigo 312 aos "riscos especiais envolvidos nas operações a realizar” refere-se ao negócio de intermediação financeira, pelo que nada terá a ver com a situação em causa, uma vez que aqui é invocada na P.é a prestação de informação falsa quanto ao instrumento financeiro em si.