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11  Inconformado com o decidido recorreu o arguido, extraindo da respetiva motivação as seguintes conclusões: Vem o presente recurso do douto despacho proferido pelo Juízo de Instância Criminal – Juiz 2 – de Águeda da Comarca do Baixo Vouga, na medida em que decidiu do seguinte modo: "Nestes termos, determina-se a emissão de mandados de detenção em conformidade com o ali decidido”;  Ora, o douto despacho e a decisão nele contida afigura-se, desde logo, excessiva;  Na medida em que, o Arguido se encontra socialmente inserido, encontrando-se a trabalhar e vivendo com uma companheira, ou seja, tendo constituído família;  Sendo certo que só o Arguido é que se encontra a trabalhar e, como tal, é sobre ele que impende o dever de sustentar o seu agregado familiar, custeando todas as despesas inerentes à sua sobrevivência com o parco salário que aufere mensalmente do seu trabalho;  Pelo que, uma pena privativa da liberdade que recaia sobre o Arguido irá, inevitavelmente, atingir o seu agregado familiar;  Penalizando, desse modo, quem nada tem a ver com o comportamento do Arguido;  E, por outro lado, privando a família do convívio do Arguido e ficando sem qualquer possibilidade de auferir rendimento para as despesas básicas;  Daí que, tal facto deveria ter sido tido em consideração para a decisão de emissão de mandados para cumprimento da prisão subsidiária ora determinada pelo despacho ora recorrido, o que não veio a suceder;  Acresce ainda que o Arguido solicitou o cumprimento da pena de multa em que foi condenado fosse substituído por trabalho a favor da comunidade e cumpriu 80 horas dessa pena; 1 Justificou o não cumprimento integral de tais horas de trabalho de trabalho a favor da comunidade; 1 Em face desta situação, foi determinando o cumprimento da pena de multa através do efetivo pagamento do valor remanescente e que cifra num montante de 840 euros oitocentos e quarenta; 1 Acontece, porém, que desde logo, o Arguido informou o Tribunal da sua impossibilidade para efetuar o pagamento de tal quantia, consideravelmente elevada, de uma só vez; 1 Na verdade, nesse momento o Arguido encontrava-se sem trabalho, e, como tal, desprovido de qualquer meio financeiro que lhe permitisse, o pagamento integral e de uma só vez da pena de multa em falta; 1 Tendo, nesse seguimento, em 18/03/2014 o Arguido veio requerer que lhe fosse concedida a possibilidade de efetuar o referido pagamento em prestações; 1 Tal requerimento foi apresentado pelo Arguido quando ainda decorria o prazo de recurso do despacho de 19/02/2014 que decidiu pelo cumprimento da prisão subsidiária em caso de não pagamento da multa em falta; 1 No seguimento de tal requerimento foi promovido pelo Ilustre Magistrado do Ministério Público que, apesar de entender que já se encontrava ultrapassado o momento processual para o deferimento do requerimento de pagamento em prestações, deveria ser agendada data para audição do Arguido para eventual suspensão da pena de prisão subsidiária.