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ponto 1 do elenco da matéria de facto não; 6Entende o recorrente que, afastada pelo acórdão ora recorrido a intenção predeterminada de matar, ficou igualmente afastada a sua "conformação” com o resultado morte, que permitiria a sua condenação a título de dolo eventual; 6É errado e até contraditório dar como assente e provado que o arguido não teve intenção de matar e ao mesmo tempo condená-lo a titulo de dolo eventual, no pressuposto de que este atuou conformado pelo resultado morte; 6Ao dar-se como provado que o arguido BB representou como possível a morte de , teria igualmente de se considerar como matéria provada a intenção de matar, já que quem prevê a morte de outrem com a sua ação e mesmo assim age então é porque queria ou ao menos se conformou com o facto de matar, o que não se passou in casu; 6Embora o arguido representasse que o meio que empregava era susceptível de gerar perigo para a vida de , não representou como possível porque essa nunca foi ab initio a sua intenção) a morte de ; 6Não faz sentido algum afirmar que o arguido BB representou como possível e conformou-se que da sua conduta viesse a causar a morte de e logo a seguir afirmar que aquele não teve intenção de matar, sendo que tais raciocínios são contraditórios; 6O que de facto se passou é que para além da intenção do arguido - molestar física e gravemente - veio a resultar a morte daquele resultado que o arguido não representou e nunca quis que ocorresse; 6A actuação do arguido pautou-se por uma situação de negligência, na medida em que a sua actuação excessiva e desmedida, mesmo sem este a pré-configurar ou querer, veio de facto e em concurso com as ulteriores ocorrências, a causar a morte a outrem; 6É com base nessa ausência do elemento subjectivo intenção), que entende o recorrente que não devia ter sido condenado por um crime de homicídio, e muito menos qualificado, a titulo de dolo eventual, mas antes por um crime de ofensa à integridade física grave, agravado pelo resultado, como resulta da leitura conjugada dos artigos 14, alínea, artigo 14, número 1, alínea e artigo 14, número 1, todos do Código Penal; 6A prova de que o arguido BB quis molestar fisicamente e a prova negativa da sua intenção de matar configura uma contradição entre matéria de facto provada e não provada, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 41, n. 2, alínea, do CPP que não podia ter sido sonegada como foi pelo acórdão da Relação de Guimarães; 6Ao decidir pela não verificação do predito vicio, proferiu aquele tribunal a Relação de Guimarães decisão em atropelo da lei e que por isso impõe a sua reapreciação; 7O acórdão ora recorrido limitou-se a aderir à fundamentação da decisão proferida na  instância e ultrapassou a contradição e/ou incoerência entre factos provados e não provados, mantendo o erro na aplicação do direito de que o crime foi praticado a titulo de dolo eventual; 7O douto acórdão recorrido desconsiderou que in casu há uma situação de crime preterintencional, praticado a titulo de negligência, mas não explicou nem fundamentou minimamente em que factos e/ou provas baseou a conformação do arguido com o resultado morte; 7A verdade é que as circunstâncias ante e posteriores ao crime, evidenciam que não existiu a considerada "conformação com o resultado morte”, na justa medida em que os arguidos só ficaram cientes da morte do malogrado horas mais tarde e que, nos momentos seguintes aos factos, o arguido BB apenas referiu: "já fiz merda, esfaqueei um homem”; 7A prova positiva demonstrou apenas que o arguido BB admitiu como possível que a sua conduta fosse molestar física e gravemente a vítima; 7Se de facto a sua intenção fosse a de matar diria imediatamente aos factos "matei um homem” e não "esfaqueei um homem” e jamais referiria a expressão "já fiz merda” na justa medida em que estaria no seu inconsciente a possibilidade de matar; 7A fls.