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"; não percebeu a resposta que foi dada; - a depoente, o seu companheiro, o S e o E ficaram no banco cerca de 30-40 minutos; nessa altura ouviu uns estrondos, vindos do compartimento a que dava acesso a referida porta, parecendo-lhe que "alguém estava a empurrar alguém contra móveis", ouvindo uma voz a dizer "eu não fiz nada"; - o E perguntou a um dos dois agentes que estavam na recepção, o que estavam a fazer ao primo, que não tinham feito nada e ia chamar o tio, tendo os mesmos respondido que daquela porta para dentro não tinham acesso e não sabiam de nada; - cerca de 15 minutos depois um dos agentes disse que a depoente, o seu companheiro e o S podiam ir embora, o que fizeram; - cá fora, ficaram alguns minutos a conversar sobre o que se tinha passado e o S foi para casa; - a depoente e o namorado, apesar de só terem conhecido o ~ nessa noite, ficaram preocupados com o que lhe poderia ter acontecido, uma vez que depois de ser levado nunca mais o viram e pelos estrondos que ouviram e decidiram esperar nas imediações; - cerca de 20-25 minutos depois saíram o  e o E; o  apresentava um hematoma na testa, pensa que do lado direito; queixava-se que lhe doía muito a cabeça e estava a ficar com muito sono; o  disse que o agente tinha calçado umas luvas e lhe tinha dado socos na cabeça; - como o  se mostrava muito debilitado e perturbado, a depoente e companheiro -que moravam na Rua - decidiram acompanhá-lo a casa; próximo da  o mesmo sentiu-se mal; viu que tinha um grande hematoma na cabeça, de cor vermelha; o namorado chamou o INEM e o E foi chamar o pai do ; - o  seguiu na ambulância e a depoente e companheiro deixaram os seus contactos telefónicos, caso fossem preciso o seu depoimento como testemunhas; - referiu que quando conheceu o , na esquadra, este não tinha qualquer hematoma visível na cabeça ou tinha qualquer lesão visível; desde que entrou no hall nunca mais o viu até sair da esquadra com o tal hematoma; - nunca soube o motivo pelo qual foram levados para a esquadra.