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Neste particular a julgadora fundamentou nos seguintes termos: «O facto de tal muro ter sido construído ou mandado construir pela requerida e seu marido resulta da circunstância de ter sido esta a dirigir ao requerente a notificação judicial avulsa referida nos factos provados, aliada à circunstância de a mesma não o ter impugnado na oposição que apresentou, justificando apenas que o teria feito a pedido ou a mando de seus pais, para acautelar a privacidade e sossego destes Ademais, como foi hoje verificado no local, os interesses de protecção de privacidade e resguardo dos pais da requerida não impunham de todo a edificação do muro nos moldes como foi efectuada, podendo perfeitamente acautelar tais interesses se a divisória fosse erigida a uma distância que não tolhesse a luz e visibilidade do alçado principal da casa habitada pelo requerente.».