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Quanto à alegada compensação de créditos, os executados/embargantes invocam o seguinte:  Que à data da compra e venda das quotas da referida sociedade pelos executados, aquela praticamente não tinha clientela, o valor do seu stock era quase nulo, não dispunha de créditos a receber e apresentava uma atividade residual pelo que os elementos determinantes do seu preço para efeitos foram os equipamentos existentes e, sobretudo, a perspetiva de recebimento, ao abrigo do contrato n. ...41, firmado com o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação, ao abrigo do Programa de Incentivo à Inovação do QREN, de um incentivo reembolsável até ao valor de € 17496,19, que poderia ser convertido em incentivo não reembolsável até 73,13% do seu valor € 12802,96), acrescido de um prémio de realização no valor máximo de € 12496,2   Na parte em que se traduzia em incentivo reembolsável, o referido apoio financeiro era atribuído por um período de cinco anos, com período de carência de capital de dois anos, sem pagamento de juros ou outros encargos, permitindo à sociedade um encaixe financeiro imediato para desenvolver a sua atividade e recuperar em parte o valor dos investimentos realizados em inovação.