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Não se percebe como sustentar, com fundamento, que a questão da imputabilidade diminuída não foi sequer equacionada na perícia realizada, em função da perturbação narcísica, como anomalia de carácter, quando no relatório pericial se diz, expressamente, admitindo-se a referida perturbação de personalidade, que a mesma "não se reveste de interesse médico-legal para aimputabilidade, uma vez que não releva para a diminuição da capacidade de avaliação e determinação, quando e para os factos, nem para a alteração da consciência da ilicitude”, afirmando-se no mesmo relatório que as perturbações de personalidade "não configuram habitualmente anomalias psíquicas no sentido de "doenças mentais", não sendo, portanto, consideradas anomalias psíquicas graves.