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Foi igualmente tido em conta o teor das escutas telefónicas judicialmente determinadas em processo incorporado parcialmente nestes autos e devidamente transcritas, cuja análise, salvo melhor opinião não nos leva a concluir em termos probatórios, mesmo à luz das regras de experiência comum, nada mais do que os factos que se consideraram provados e, aliás, corresponde à generalidade da actuação levada a cabo em casas de alterne e/ou prostituição, conforme a experiência prática e profissional nos ensina: existe rotatividade de mulheres entre os vários estabelecimentos do mesmo dono ou de donos diversos, mas com relacionamento entre si, como forma de manter a clientela; numa determinada ocasião, nesta zona do país, tal tipo de actividade era levada a cabo essencialmente por mulheres de nacionalidade brasileira, que aqui procuravam, de forma mais ou menos prolongada, angariar rendimentos, sem que a sua "contratação” tivesse associada a qualquer tipo de formalidade específica: umas vezes as mulheres conheciam a casa, porque já lá tinham trabalhado, conheciam o dono ou o encarregado da gestão diária do estabelecimento, telefonavam a perguntar se podiam lá trabalhar ou apareciam, simplesmente, na companhia de alguém e invariavelmente sem que fossem colocadas questões de maior eram admitidas, consoantes as possibilidades e necessidades, por vezes até sem que se discutissem previamente as condições que já eram previamente do conhecimento de quem circulava no meio.