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–: é inadmissível e contrária à boa fé a conduta assumida pelo exequente, na exacta medida em que trai a confiança gerada nos executados pelo seu comportamento anterior, confiança essa objectivamente reforçada pelo decurso de um tão dilatado lapso de tempo.”; -Não há, pois, como não concluir que no caso em apreço a Recorrente agiu de forma inadmissível e contrária à boa-fé, na medida em que, com o seu comportamento agora manifestado na liquidação de IMT, a mesma acabou por trair a confiança gerada anteriormente na sociedade "B, S.A.”, quando em 2011 autorizou e nada referiu quanto à operação de cisão-fusão sendo certo que nessa altura podia e deveria ter referido que a mesma implicaria a caducidade da isenção de; -Alega ainda a Recorrente que haver um excesso de pronúncia do Tribunal a quo, quando, segundo refere, "se debruça sobre a caducidade, mas sob a perspetiva da duração, designadamente sobre o prazo de caducidade de três anos previsto no n. 5 do artigo 1.”; -Ora, não é verdade que se dê aqui um caso de excesso de pronúncia, porquanto é a Recorrente quem, ela própria, fundamenta o ato de liquidação com a caducidade automática da isenção; -Por outro lado, é inquestionável que o Tribunal a quo se estriba apenas e tão-somente nos factos alegados e dados como; -Pelo que deve aqui improceder o fundamento do excesso de pronúncia.O Digno Magistrado do P. junto deste Tribunal emitiu douto parecer no qual termina pugnando pelo não provimento do recurso cfr.fls.196 e 197 do processo físico).Corridos os vistos legais cfr.fls.199 e 200 do processo físico), vêm os autos à conferência para deliberação.