Legal Document Excerpt:

A apelante insurge-se contra a sentença recorrida porquanto entende que: caso a apelante tivesse tido a possibilidade de iniciar as referidas acções em finais do ano de 2014, utilizando, nessa altura, os documentos originais como elementos de prova contratos de franchising e facturas vencidas e não teria certamente tido mais facilidade em obter ganho de causa nesses processos, pois as acções que veio a intentar anos mais tarde, sem esses documentos probatórios contratos originais e, foram acções em que a falta, a fragilidade ou a insuficiência da prova não possibilitou a obtenção de rápidas sentenças condenatórias, tendo a apelante sido "forçada”, por força das circunstâncias, a celebrar acordos ou transacções judiciais menos favoráveis, como forma de conseguir recuperar uma pequena parte dos seus créditos e, que, tendo perdido a possibilidade de instaurar execuções por falta de títulos, a apelante teve de instaurar acções declarativas de condenação, muito mais morosas e com dificuldades de prova acrescidas, vendo-se, em alguns casos, "forçada” a celebrar acordos ou transacções judiciais, dado que, entretanto, as entidades devedoras já tinham a sua capacidade financeira muito diminuídas, por força da "crise económica” que o país atravessou, situação que não se verificava, em muitos dos casos, nos anos de 2014 e 2015, tendo, muito provavelmente, nessa altura, sido possível recuperar um valor muito mais elevado, pois a situação financeira das entidades devedoras era muito melhor.