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Neste caso concreto a questão que o recorrente coloca no recurso prende-se com a medida da pena que lhe foi aplicada, a qual considera excessiva e desproporcionada por, na sua perspetiva, por um lado, dever ser especialmente atenuada e, portanto, a moldura abstrata deveria ser ainda atenuada e, por outro lado, a pena que lhe foi imposta ser desproporcionada, ultrapassar a medida da sua culpa, não cumprir as exigências de prevenção geral e especial e não favorecer a sua reinserção social, devendo ser reduzida, para cumprir o princípio da justa medida, tanto mais que é um jovem, tem gozado de acompanhamento familiar efetivo, é acompanhado no EP pela equipa da DGRSP tendo interiorizado o desvalor da sua conduta anterior e já adotado uma conduta socialmente e, apesar da sua personalidade ser desviante, não se trata de uma carreira criminosa, sendo proveniente de meio socioeconómico desfavorecido e tendo sido consumidor de drogas, entre elas cocaína, sendo isso o que o levou ao cometimento de crimes, pelo que deve ser atenuado o seu comportamento, não tendo o tribunal recorrido levado devidamente em conta as circunstâncias que o podiam beneficiar e igualmente não tendo feito constar uma especial fundamentação para a pena máxima de 25 anos que lhe aplicou, a qual surge de forma arbitrária e mecânica, retirando-lhe a oportunidade de se reintegrar na sociedade.