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79 e que: «Após audição da testemunha a Meritíssima Juíza de Direito ordenou a consignação em ata das declarações da mesma:--- "Afirmou que sempre viveu no ..., vindo a Portugal cerca de 3 três) a 4 vezes por ano, passando no país entre uma a duas semanas de cada vez.---  Quando vinha ficava habitualmente em casa da mãe, onde também vivia o avô, ou ia com ela até ao ....---  -Quando ficava em casa da mãe dormia no mesmo quarto e o avô tinha o outro quarto da casa para ele, aliás, este fazia o que queria da casa estando a mãe confinada ao seu próprio quarto, onde ambas dormiam de porta trancada.---  A mãe tinha tanto medo do avô que até mandou instalar câmaras pela "Securitas" para poder salvaguardar-se de algo que lhe acontecesse as mãos do seu pai.---  A própria testemunha também fez alguns filmes, que segundo contou elucidam a forma como o avô injuriava a mãe e a ameaçava, os quais entregou há algum tempo às advogadas da mãe.--  - Ela própria, em 2012, levou um estalo do avô que, na presença da mãe lhes disse que "se tivesse uma arma matava as duas";---  Nessa altura foram à polícia mas o processo não seguiu porque tiverem de voltar para o ... para trabalhar.---  Nos períodos que permanecia em Portugal apercebeu-se de que, pelo menos 1 vez por dia, havia tensão em casa: "o avô chamava nomes à mãe e mostrava-lhe o punho de mão fechada".---  -Quando tal sucedia, a mãe, intimidada, "começava a andar para trás e a encolher-se".---  -Diante de si o avô dizia que a mãe era "uma coisa negra que aconteceu na sua família, que ela própria difamava a família e que ele é que pagava as despesas".