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1906, n 6 do , na redacção introduzida pela Lei 65/2020, de 4/11) reconduzem-se a todos os ‘fatores que podem contribuir para uma correcta determinação do superior interesse da criança, tendo em conta a realidade concreta da família e as necessidades da criança’ – trata-se de um ‘conceito indeterminado, que carece de preenchimento valorativo’, que ‘abrange um conjunto de critérios, valores ou normas sociais não redutíveis a questões estritamente técnico-jurídicas.’21 Variados tais factores, tanto relativos à criança a relação afectiva com cada um dos progenitores, a sua idade e estádio de desenvolvimento, a sua saúde, necessidades emocionais, educativas, físicas, psíquicas e sociais e até a sua, como aos progenitores a disponibilidade de cada um dos progenitores para assegurar os cuidados quotidianos dos filhos e satisfação das suas necessidades, a competência parental de cada um deles, a confiança e respeito que cada um dos progenitores tem pelo outro no desempenho das suas funções parentais, a capacidade de colocar os interesses da criança acima dos seus e de separar os conflitos pessoais do papel de cada um como pai ou mãe, a capacidade de cooperação ou diálogo em relação à educação e bem estar dos filhos e o nível de conflitualidade entre os2 Especial atenção merecem a propósito da ponderação das circunstâncias as situações de conflitualidade entre os progenitores, enquanto potenciadores de perturbação psicológica nas crianças.