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145 e.  . O erro de julgamento de direito consistiu, portanto, na consideração de que, para se poder falar de facturas simuladas, seria necessário a existência do tal acordo entre todos os intervenientes e, consequentemente, que a AT reunisse indicadores objectivos desse acordo simulatório.  . Deste modo, a interposição real, sendo uma figura tipicamente pensada para o direito e para os problemas que nele se suscitam, não encontra aplicação no campo da denominada facturação falsa, pelo menos com os contornos que a Inspecção Tributária assinalou no seu Relatório.  . Ao aplicar a figura da interposição real ao caso em apreço, o que o douto tribunal, no fundo, vem dizer é que, em sectores de actividade como os da sucata, o sujeito A, estando interessado na compra de sucata a B o real fornecedor dos bens, regra geral, o chamado "ajuntador”, ente não registado/colectado e que, encontrando-se à margem dos sistema, não emite qualquer documento, acaba por um qualquer por pedir ao sujeito que compre os bens a B e lhos venda de seguida, cabendo a a emissão da respectiva factura,  .