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E ilustra com o exemplo do divórcio consensual concluindo que o regime de revisão e confirmação deve ser aplicado"quando a decisão da autoridade administrativa estrangeira tiver os mesmos efeitos uma decisão jurisdicional”, rematando que, "em última instância o que importa não é natureza do órgão que profere a decisão, mas os efeitos que ela produz segundo o Direito do Estado de origem.”  –E se assim é, a questão seguinte é a de saber se, resultando da escritura pública de união estável acto público de natureza segundo a lei do país de origem os mesmos efeitos de uma decisão judicial que reconheça a união de facto, a opção dos autores entre um e outro meio de obter o mesmo efeito jurídico o reconhecimento no ordenamento jurídico brasileiro da união de facto em que deverá ter consequências diferentes, penalizando o recurso à escritura pública de união estável numa interpretação restritiva do artigo 97 n. 1 do Código de Processo Civil que limite a possibilidade de revisão e confirmação à sentença proferida na acção especial intentada em tribunal com essa finalidade.