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Mas ainda que, por hipótese, assim não se entendesse, a ratio legis do alargamento do prazo prescricional previsto no n. 3 do artigo 49 do assenta na especial gravidade do facto que, embora seja o mesmo, tenha gerado diferentes tipos de responsabilidade: a e a criminal; pelo que lei estabelece apenas uma única exigência para a aplicação do prazo prescricional mais alargado: saber se a conduta ilícita , causa do pedido de indemnizar, é suscetível também de integrar um ilícito penal, não estando dependente do efetivo exercício do procedimento criminal, nem do resultado final desse procedimento ou do tipo de pessoa civilmente demandada ver o acórdão do Tribunal Central Administrativo Norte, prolatado em 212007 no âmbito do processo n. 02121/01BEPRT, onde se pode ler que "Não obsta à aplicação de prazo de prescrição extraordinário, previsto na lei penal, o facto de os civilmente demandados serem pessoas coletivas, insuscetíveis, em princípio, da censura moral em que assenta o ilícito penal.”).