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No caso vertente estamos perante um dano especial e anormal, uma vez que as obras profundas levadas a cabo pelas Recorrentes, com diversas demolições em zona adjacente, transformaram o prédio do Recorrido num estaleiro de obra, paredes meias com uma demolição de edificado, sofrendo danos como trepidações, fissuras, rachadelas, infiltrações de água, poeiras e ruídos, queda de estuque no quarto, para além de tentativas de intrusão conforme consta da matéria de facto dada por provada sob os pontos BB, , , EE e P, R,Q), privando o recorrido da tranquilidade, saúde, repouso e bem-estar, forçando-o a sair com o seu agregado familiar da sua habitação própria, durante mais de 4 anos, desde Setembro de 2008 a Dezembro de 2012 pontos F, H, O da matéria, determinando o arrendamento de outra habitação durante o período de duração das obras, a expensas próprias, uma vez que a recorrente Porto Vivo, SRU não cuidou do seu realojamento temporário, ao contrário do que fez com outros moradores pontos , J, K, , O, da matéria.