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Ora, em coerência, o Autor apenas poderia afirmar não ter conhecimento de qualquer outra circunstância em que  tenha assinado correspondência dirigida a sua mãe e não que, com toda a certeza, foi a única vez em que tal aconteceu.” Com efeito, ao contrário do Recorrente, não observamos nesta fundamentação da credibilidade das declarações prestadas pelo autor qualquer erro notório, pois, como se desconhece o que terá acontecido à correspondência, o mais natural seria afirmar não ter conhecimento de outras situações idênticas ou, pelo menos, dar o benefício da dúvida que possam ter ocorrido outras em circunstâncias semelhantes, dado o estado de saúde mental de F.. De facto, a prevalência ou primazia deste meio de prova, desacompanhado de outros elementos mais sólidos, inviabiliza a formação de convicção, com a segurança e certeza exigíveis, principalmente porque tais declarações de parte se centraram mais no momento do conhecimento do que no facto da entrega/não entrega da correspondência.