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- Para além dos exames solicitados a arguida prescreveu à paciente medicação destinada a acalmar a dor, à correção da hiperglicemia e hipovolemia e após esta primeira observação médica, a arguida procedeu de acordo com o que lhe era exigido como interna do primeiro ano de Medicina Interna e sinalizou a doente ao seu superior hierárquico o coarguido B. relatando a história clinica de procedimentos terapêuticos que havia adotado em relação à paciente e os exames complementares de diagnósticos solicitados; a arguida valorizou o facto de a doente apenas referir dor ao nível do membro inferior direito com 4 dias de evolução e de vómitos com cerca de um dia de evolução que a impossibilitam de hidratar, não existirem alterações cutâneas compatíveis com celulite, erisipela ou outra possível porta de entrada para um agente infecioso e apesar de se encontrar hipotensa, não apresentava sinais de hipoperfusão cerebral, renal ou periférica; - Sem o resultado dos exames solicitados não era possível à Arguida tomar qualquer outra iniciativa de abordagem clinica tanto mais que o relatório da ecografia só ficou disponível às 00,04h quando já não se encontrava ao serviço, Com tais fundamentos concluem requerendo a sua não pronúncia e arquivamento dos autos;  3- O arguido G., veio requerer a abertura da instrução, alegando em síntese: - o arguido não praticou o crime de que se encontra acusado sendo que a acusação se limita a atribuir em abstrato negligência no tratamento e diagnóstico da vítima à globalidade dos médicos que a atenderam sem precisar no caso concreto quais os atos que o requerente praticou e que se consideram desadequados em face da aparente situação clinica da vítima e quais aqueles que deveriam ter sido praticados em face da aparente situação clinica da vítima; - a conduta que o arguido adotou em relação à vítima não merece qualquer crítica quer por colega de profissão quer por parte da lei; sendo de referir que o arguido contactou pela primeira vez com a paciente doze horas e meia depois desta ter dado entrada no serviço de urgência, factualidade importante pois a vítima padecia de doença grave e de desenvolvimento rápido há pelo menos quatro dias e na altura que o requerente a observou encontrava-se já em estado crítico, pelo que no contexto dos atos médicos praticados pelo arguido assumiu relevância a estabilização e manutenção dos sinais vitais da vítima bem como a regularização da diabetes sem os quais qualquer terapêutica é afastada; - no que concerne à pesquisa da identificação concreta do foco infecioso constatou o arguido que as análises pertinentes para o efeito tinham já sido requisitadas por colegas médicos que anteriormente tinham observado a vítima; conforme relatório do episodio de urgência de fls.