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Do trecho da fundamentação da 1 instância a que a Relação apenas consta o seguinte:  " no que diz respeito à convicção do tribunal quanto ao facto de ter sido AA o autor material da manipulação dos carretos e aquele que se apoderou dos valores que por força da viciação das bombas não foram entregues a cada uma das autoras, invocam-se todos os elementos obtidos com base na prova testemunhal indicada, analisados criticamente e à luz das regras da experiência da vida, designadamente:  - O longo período de tempo ao longo do qual AA foi o único responsável pelas bombas de abastecimento de combustível do ., nomeadamente, pela venda de combustível;  - O conhecimento que tinha sobre o funcionamento das bombas;  - A circunstância de possuir chave de acesso ao respetivo interior e ter possibilidade de ali aceder, a qualquer hora, e em qualquer dia, ao longo de cada ano, sem que terceiros disso se apercebessem;  - O facto de a manipulação dos carretos não exigir qualquer conhecimento específico, considerando o tipo de bombas em questão, sendo perfeitamente natural que qualquer indivíduo com a experiência de AA, resultante da atividade desenvolvida ao longo de anos, lograsse realizar tal manipulação;  - A inação da primeira autora, a falta de supervisão concreta sobre as bombas de combustível do , facto que era do conhecimento de AA, justifica, por seu turno, à luz das regras da experiência da vida, a reiteração da sua conduta, mesmo após a aquisição das bombas por parte da segunda autora, sendo que a sua conduta era ainda totalmente facilitada pela circunstância dos pagamentos referentes à aquisição do combustível ser feita apenas em dinheiro, como referiram no geral as testemunhas e também ;  - A coincidência da saída de AA do posto de combustível com a cessação das invocadas perdas por parte da VMF, sem que tenha sido efetuada qualquer intervenção ao nível dos diversos componentes do posto de abastecimento de combustível, nomeadamente, bombas e tanque de abastecimento.» Da fundamentação do acórdão não se retira, pois, que AA era a única pessoa que podia aceder às bombas.