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É que, sem prejuízo do direito que assiste às partes de obter uma decisão principal em tempo útil e de forma equitativamente célere artigo 2, n. 4, da CRP e artigo  do, que é inegável, as providências cautelares não tem por escopo último precaver eventuais demoras genéricas e abstractas e sistémicas dos processos principais decorrentes de determinado funcionamento normal dos serviços, mas sim pretendem, perante os dados casuísticos e concretos que os Requerentes forneçam assegurar a utilidade da providência material e última formulada nos autos principais, mediante o decretamento de providência provisórias até ser proferida uma decisão final, em termos tais que tem ficar demonstrado que a ausência de decretamento das providências pode causas prejuízos impossíveis ou de difícil reparação.