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623 do CPC.12  Logo, é lícito esse aproveitamento extra-processual dos factos provados na sentença condenatória13, sendo depois feita a sua subsunção de acordo com os conceitos e regime do próprio incidente de qualificação da insolvência1 Logo, relevam para a ponderação a fazer dos comportamentos considerados provados no processo-crime, com decisão transitada em julgado após o acórdão proferido pelo TR., aqueles que tiveram lugar após 9 de Março de 201  Ora, esses são justamente os considerados nos pontos 17 a 18 do acórdão proferido pelo TR..., tal como transcritos supra, correspondentes à actuação do requerido insolvente em relação a comportamentos ocorridos em 7 de Maio, 17 de Junho, 14 de Julho e 19 de Julho de 2014 – tal como reconhecido uniformemente pelas instâncias –, que, ainda que inseridos num complexo múltiplo e heterogéneo de factos ilicitamente praticados pelo insolvente ao longo de um arco temporal mais amplo, são aproveitáveis na circunscrição de tempo relevante, para se fazer um juízo sobre causação ou agravamento da situação de insolvência, em conjugação com os factos provados nos pontos  a , 18-18 e 18 a 20 dos também factos provados nesse acórdão do TR....    Tais comportamentos são os últimos dados como provados como fazendo parte de uma actuação prolongada no tempo, desde Abril de 2009, traduzidos, em síntese, na apropriação indevida e ilícita de quantias monetárias da sociedade requerente, cujo montante global ascende a € 76234, 43, forjando, adulterando e comunicando, na qualidade de contabilista/TOC em regime de trabalho subordinado, à sociedade lesada finalidades inexistentes ou simuladas para a aplicação dessas quantias, e, pelo menos no período relevante desses três anos, desviando-as para uma sociedade de que era sócio e gerente único e ainda outra de que esta é sócia).