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15, n 2, 28, 33 do, a necessidade de proteção dos clientes-investidores – especialmente, dos investidores não qualificados, os quais, enquanto leigos destituídos de conhecimentos e competências técnicas especiais, ficariam expostos a uma espécie de "probatio diabolica” – e a situação privilegiada dos intermediários financeiros – instituições altamente especializadas com acesso privilegiado à informação relevante – justificariam a extensão da inversão do ónus probatório relativamente a nexos causais particularmente complexos.” Constituindo objeto de divergência doutrinária e jurisprudencial a existência de uma verdadeira presunção de causalidade, a consideração que a aludida presunção existe não tem, a nosso ver, suporte na lei nem na letra nem nos fins visados com a proteção em, uma vez que do disposto no art 304-A e 314 do , resulta apenas uma presunção de culpa do intermediário financeiro, mas não resulta nem a presunção de existência do ilícito, nem do dano e do nexo de causalidade entre o suposto ilícito e o dano, incumbindo ao lesado o ónus de prova destes factos, nomeadamente elencando factos dos quais decorra a violação deste dever pelo R. e os danos resultantes desta omissão.