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Com efeito considerou, como aí se escreve, que "a ilicitude do facto é elevada, atento o valor do prejuízo causado à vítima mais de € 12000,00” e a circunstância de a vítima ser sua mãe, o dolo intenso, como ali se escreve, "dolo directo, nada tendo demovido o arguido de concretizar os seus intentos, tendo, mesmo, chegado a tentar interditar a sua mãe, feito que não logrou alcançar”, a circunstância de não ter manifestado qualquer preocupação com a sorte da vítima após os factos e não ter tomado qualquer atitude com vista a reparar as consequências do crime e considerou as elevadas exigências de prevenção, porquanto, como ali se refere, é "este tipo de crime praticado com frequência e quase sempre sem reparação da vítima” Mais considerou em benefício do arguido o facto de nunca ter respondido em tribunal, reduzindo as exigências de prevenção especial e, quanto à sua condição económica, familiar e económica, a circunstância de estar emigrado na Bélgica há 3 anos, vivendo com a mulher, uma filha de ambos e duas enteadas e de ter transferido para uma conta da esposa o valor de que se apropriou e outros num montante global superior a € 21000,0 Assim e face à moldura penal de 1 a 8 anos de prisão do crime de abuso de confiança qualificado p. e p. pelo art.