Legal Document Excerpt:

Face ao exposto, não só temos como certo que o falecido sofria de demência incapacitante desde, pelo menos, 2010 e que, nos últimos anos antes da sua morte, apresentava os efeitos mais graves elencados na decisão recorrida, sendo essa e não qualquer outra razão que o impediu de assinar a citação e a notificação referida no ponto 12, bem tendo andado o juiz a quo ao considerar como não provada a matéria constante das alíneas, e, como consideramos claramente muito menos provável que o testador tivesse tido qualquer intervalo de lucidez do que encontrar-se ele no estado crónico próprio da demência diagnosticada há mais de cinco anos e que, já nessa altura, segundo o diagnóstico então efetuado, evoluiria há anos – mostrando-se, pois, corretas as decisões relativas àsalíneas, e – não sendo, pois, por não saber assinar que não assinou o testamento – alínea, não havendo razões, face a tudo o que já se deixou dito, para considerar minimamente verosímil o depoimento da Notária – por nós ouvido – que elaborou o testamento em causa S. S.).