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3 Não oferece dúvida que a matéria de facto provada,tendo em consideração o tempo que decorreu entre o "anúncio” da intenção de matar de matar a vítima ponto 2 dos factos, a elaboração do plano homicida facto, a combinação com a vítima em encontrar-se com ela no dia 17/8/2019 da parte da manhã, encontro que ocorreu como previamente combinado ponto 3 dos factos, o facto de os arguidos terem estado com a vítima durante o dia 17/8/2019 ponto 4 dos factos e de, na sequência do plano, a vítima ter acompanhado os arguidos no veículo automóvel conduzido pelo arguido AA ponto 5 dos factos, depois das 20 horas desse dia, até ao local do crime cometido entre as 20h39m e as 20h51m, num caminho florestal pontos 4 e 6 dos factos, com nove golpes violentos no queixo e no pescoço da vítima, que lhe causaram a morte no local ponto 6 dos factos, permite a conclusão de que os arguidos agiram com "frieza de ânimo” e com "premeditação”, no sentido de atuação "com reflexão sobre os meios empregados”, bem como, a de que, com suficiente segurança, se revela a persistência na intenção de matar por um período de tempo considerável, superior a vinte e quatro horas  Estas circunstâncias mostram que, no processo de formação da resolução criminosa, de preparação e de execução do crime, em conformidade com um plano previamente definido, e em execução desse plano, o fator tempo, a reflexão, a escolha do modo, do instrumento com que se muniram previamente, do tempo e do local desempenharam um papel fundamental e que os arguidos, agindo assim, o fizeram de forma calculada, firme, serena e com sangue-frio.