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Acompanhamos, a este propósito, as considerações de Pedro Soares de Albergaria em anotação às referidas alíneas do artigo em causa, publicação da Almedina 2003 quando refere "decidida opção do legislador pelo modelo do consentimento informado, consonante com o direito do paciente à sua integridade física e psíquica e autodeterminação nos cuidados de saúdea ideia do doente como centro de decisão autónoma sobre a sua saúde que vai implicada no modelo de consentimento informado importa que lhe seja transmitida pelo médico a informação suficiente sobre o plano terapêutico proposto onde se englobará a referência a explicitações dadas alternativas a esse plano e a razão de ser da opção médica e sobre os efeitos previsíveis quais as possibilidades de êxito e os riscos que que o médico se assegura de que o paciente compreendeu efectivamente o sentido daquelas informações o que supõe que sejam transmitidas em linguagem simples e de acordo com o nível cultural do paciente o que se tornará por vezes difícil sobretudo quando o consentimento é prestado em formulários de estilotal é de resto a única solução coerente com a ideia de que o direito à autodeterminação do paciente só deve ceder e na medida em que tal seja proporcional, quando outros valores o exijam por exemplo a vacinação obrigatória)ao figurino do consentimento informado hão-de escapar igualmente as situações que caiam no âmbito do chamado privilégio terapêutico que o legislador consagrou no art.