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Conjugada toda a prova, conclui-se assim, sem dúvidas, que: o arguido não parou no sinal STOP ali existente no local e, sem atentar no trânsito que circulava em sentido contrário, iniciou a manobra de mudança de direção à esquerda em direção à EN, invadindo a via de trânsito em que seguia IG, sem se certificar previamente que podia fazê-lo em segurança e sem ceder a passagem àquele, o qual se apresentava pela direita; no momento em que o arguido empreendeu a manobra de mudança de direção à esquerda e invadiu a via de trânsito onde circulava o motociclo conduzido por IG, não teve a perceção deste; a colisão do veículo conduzido pelo arguido com o motociclo conduzido por IG foi causada, única e exclusivamente, por culpa do arguido, que conduzia a sua viatura sem atender aos mais elementares cuidados que um condutor médio, naquela situação, observaria, revelando descuido e desconsideração pelas regras estradais e demais utentes das estradas com efeito, o arguido entrou na faixa de rodagem sem atentar na presença do motociclo, presença que era facilmente detetável, bastando ao arguido estar com atenção na sua condução; o arguido não parou no sinal de stop, como é facilmente vislumbrável nas imagens de videovigilância, invadindo a faixa onde circulava o motociclo, podendo o arguido facilmente ter avistado o motociclo, se tivesse cumprido com os cuidados; o arguido, ao pretender mudar de direção para a esquerda, atento o seu sentido de marcha, fê-lo com manifesta falta de cuidado, desrespeitando o sinal de paragem obrigatória, sem prestar atenção ao trânsito que circulava em sentido contrário, como lhe era exigível, invadindo a faixa contrária no momento em que nela circulava um outro veículo, dando assim causa ao acidente, com desrespeito por regras elementares de condução, cujo cumprimento bem sabia ser-lhe exigível; de facto, o arguido, ao encontrar-se num entroncamento com sinal STOP, estava obrigado a parar o seu veículo e só avançar após se certificar que não circulava nenhum veículo na via que pretendia atravessar, contudo, o arguido não parou no stop, isto é, não imobilizou completamente o seu veículo nem cedeu passagem ao motociclo conduzido pela vítima IG, que se aproximava do entroncamento.