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Acresce que, porque a conclusão de um determinado e concreto acordo deve ter sempre como pressuposto, no âmbito das vontades dos respectivos outorgantes, um correcto conhecimento por ambos da efectiva realidade subjacente, exigindo a ordem jurídica que a vontade se haja formado de um " modo julgado normal e são ", ou seja , livre , esclarecida e ponderadamente, apenas é de aceitar a possibilidade de uma das partes solicitar a anulação da respectiva declaração em causa estará o erro, a ignorância ou a falta representação de uma realidade que interveio entre os motivos da declaração negocial  quando tenha ela assentado em representação intelectual falsa  com base em erro, como vício na formação da vontade, mas que ainda assim tenha sido operante no sentido de induzir o declarante à celebração do negócio, tal como foi ele concluído cfr.