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H - O momento próprio para ter contestado, quer os créditos reclamados, quer as garantias invocadas, e, nomeadamente, para tentar colocar em crise todos os factos então alegados pelos recorridos, demonstrativos quer do crédito, quer da garantia direito de retenção), não é agora; teria sido em 1996, no prazo legal previsto no artigo 192 do CPEREF;  - Não tendo a recorrente, ou qualquer outro credor, contestado as reclamações de créditos dos recorridos, e, por isso, levantado qualquer dúvida ou questão quanto aos factos ali alegados, e nem sequer o tendo feito, já em 2015, no momento em que foi proferido o despacho saneador, no presente apenso, precludiu definitivamente a possibilidade de o fazer mais tarde, nomeadamente e só) em sede de recurso da sentença de graduação;  J - Tendo transitado a questão, de facto, do reconhecimento da existência do crédito, da tradição e da posse, nesta fase - recurso da sentença de graduação - apenas podem ser suscitadas questões de direito:  K - Assim, e muito embora os recorridos hajam alegado e demonstrado factos concretos através dos quais se materializou a posse, ao contrário do que alega a recorrente, a verdade é que tal questão é, nesta fase, extemporânea;  - Tal como também é extemporânea, pelo mesmo motivo, a apreciação da qualidade de consumidor, ou seja, a questão de saber se os recorridos prometeram adquirir as fracções no âmbito do exercício das respectivas actividades profissionais e empresariais, ou pessoalmente;  - As promessas de aquisição não tinham qualquer conexão com as actividades profissionais dos recorridos, tendo-se a posse concretizado na pessoa dos próprios e família, mas em todo o caso também a apreciação dessa questão de facto se afigura, agora, extemporânea, e, processualmente, inadmissível.