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...) tivesse actuado para que a situação do ...) fosse tratada com a urgência que merecia, permitindo, assim, a aplicação terapêutica adequada – tratamento cirúrgico urgente – a perda do testículo direito poderia não se ter verificado; 2) Ao não ter diligenciado para que o menor fosse operado com urgência, causou a arguida a perda do testículo direito do menor, resultado que não previu, mas devia ter previsto; 3) A arguida actuou com desconsideração e violação das regras pelas quais se pauta o exercício da profissão médica, não tendo ministrado ao doente, atempadamente, a terapêutica adequada – tratamento cirúrgico urgente – e também não tendo chamado a médica-cirurgiã de serviço nessa noite para que esta pudesse realizar a cirurgia de urgência, já que a arguida era interna; 4) A perda do testículo direito do ...) foi consequência directa e necessária das omissões por parte da arguida das precauções e cautelas elementares das legis artis – confirmar ou descartar a hipótese de diagnóstico mais urgente -, de que resultou a perda do testículo direito do menor, e que só ocorreu por via dessas omissões; 5) A arguida sabia que ao não encaminhar o menor para cirurgia urgente, para reparar a torção testicular, o resultado poderia ser a perda do testículo do menor, uma vez que sabia que a consequência de uma torção testicular não tratada é a perda do testículo; 6) A perda do testículo poderia não se produzir caso o comportamento da arguida fosse cauteloso e tivesse diligenciado pela realização dos exames complementares de diagnóstico que estavam indicados para o quadro clínico apresentado pelo doente, como fosse a ecografia, bem como diligenciado pela realização da cirurgia que se impunha, em face do diagnóstico por si equacionado.