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3 Fundamentos de facto exarados na sentença recorrida com as alterações e a ampliação decorrentes da reapreciação da decisão da matéria de facto que precede e ainda das alterações de redação dos pontos 15 e 27 dos factos provados 1 Factos provados1Os autores são filhos e os únicos e universais herdeiros de N36, falecido que foi em 24 de fevereiro de 2013 doravante, "pai dos autores”).2O pai dos autores, que foi médico de profissão, e outros cerca de 100 médicos radiologistas, constituíram no ano de 1990, a sociedade comercial anónima denominada H, S.A. doravante "H”), pessoa coletiva n. , com sede na , n. .., Maia e o capital social de € 32000,03A H tinha como objetivo funcionar e atuar como uma espécie de "central de compras” de equipamentos e consumíveis de radiologia para a comunidade acionista médicos), que permitisse uma maior economia de escala decorrente de preços mais competitivos relativamente àqueles que os médicos, individualmente, lograriam obter diretamente junto dos respetivos fabricantes e fornecedores.4O pai dos autores era um acionista da H, detendo acções correspondentes a 1,74% do respetivo capital social.5A administração da empresa esteve originariamente entregue exclusivamente aos acionistas-médicos, sendo que o pai dos autores não foi dos primeiros a assumir o cargo.6Como o cargo de administrador haveria de ser rotativo entre os médicos em 2002 coube ao pai dos autores assumir esse cargo.7No ano de 1997 foi efetuado um aumento de capital da H, subscrito pelo réu , por via do qual este passou a deter 15,43% do capital social da sociedade e a ser, de longe, o seu maior acionista.8Realizado esse aumento de capital, aquele , economista de formação, passou a ser administrador da sociedade.9O réu  passou a ser o único administrador da H com exercício efetivo de funções executivas.10Era o réu  quem geria e dava instruções aos colaboradores e trabalhadores da H, quem definia a política financeira e comercial da empresa, quem contratava com clientes e fornecedores, quem conhecia e controlava as contas da empresa e quem, em exclusivo, lidava e contratava com as instituições bancárias.11Por imposição estatut��ria, um médico radiologista haveria de integrar a respetiva administração.12O seu pai37 foi eleito administrador da sociedade, em 16 de abril de 1999, de acordo com a deliberação da assembleia geral de acionistas, dessa data e manteve-se ininterruptamente como administrador da sociedade, até 07 de janeiro de 20113O pai dos autores, além de assinar enquanto administrador da sociedade, assinou, a título pessoal, como avalista, livranças em branco subscritas pela H em caução de financiamentos bancários a ela concedidos pelo, à data, Banco O, SA, hoje Banco , SA doravante Banco e, ainda, pelo Banco J, SA doravante.14A partir de 2009 e, seguramente, já em 2011, a H sofreu uma importante e decisiva deterioração da sua situação económica e financeira que a impedia e a impediu de honrar os seus compromissos com fornecedores e com as instituições bancárias suas credoras.15Nesse ano de 2011, a H apresentou prejuízos de € 17689,49 e a respetiva certificação legal de contas foi emitida com reservas e ênfases.16Tal deterioração levou a que, no início de janeiro de 2013, a H tivesse requerido um Processo Especial de Revitalização que, sob o n. 6/10TYVNG, correu termos no  Juízo do Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia.17Todavia, em 08 de junho de 2013, o administrador judicial provisório deu nota aos autos de que aquele PER havia sido reprovado, não tendo merecido a aprovação de qualquer credor.18Naqueles mesmos autos, em 06 de novembro de 2013, foi proferida sentença de declaração de insolvência da H.19Porque não lograram obter no processo de insolvência a cobrança dos seus créditos sobre a Insolvente H, os credores Banco  e J completaram o preenchimento e promoveram a execução judicial das referidas livranças-caução contra os avalistas.20Foi assim que os autores, na qualidade de herdeiros habilitados do seu falecido pai, foram citados como executados: ) Em julho de 2015, no Processo Executivo n. 12686/17T8PRT, que correu termos pelo Juízo de Execução do Porto – Juiz 4, do Tribunal Judicial da Comarca do Porto, instaurado pelo Banco  para pagamento da quantia de € 3122,15 titulada por livrança subscrita pela H e avalizada pelo pai dos autores e pelo réu . )