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Contudo, sempre se dirá que a ausência de antecedentes criminais acaba por ter uma relevância mitigada já que o tipo de crime em análise não está normalmente associado à marginalidade ou a um comportamento socialmente desviante neste sentido, acórdão do STJ de 002014, acessível em www.dgsi.pt);  - o percurso de vida da arguida, já que ressalta à vista que a mesma não beneficiou de estrutura familiar normativa nem de um ambiente harmonioso securizante, conforme se conclui dos factos provados no que concerne ao percurso de vida da arguida, o que, pese embora não desculpabilize a sua conduta, deve ser atendido;  - a conduta adequada da arguida em meio prisional, e, por último,  - a conduta atual da arguida, já que confessou os factos verbalizando arrependimento, sendo, no entanto, de ter em consideração o teor do relatório social, onde se conclui que a perspetiva da arguida relativamente aos factos é, essencialmente autocentrada facto 3, o que permite concluir que ainda não interiorizou, pelo menos totalmente, o impacto das suas condutas para terceiros, mormente, no caso em apreço, perante a vítima).