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Na sua contestação, o ora Recorrente, desde logo, pugnou pela total improcedência do pedido, por entender, como entende, ser a dívida exequenda certa, líquida e exigível, porquanto: - Concedeu ao Embargante e mutuária A. um empréstimo no montante de € 2927,87, cujo reembolso de capital e juros remuneratórios se convencionou em prestações, acrescidas das despesas de cobrança e nas demais condições do contrato, concedido com a finalidade de construção de habitação própria e permanente; - Accionada a apólice de seguro associada ao empréstimo peticionado, que apenas tinha uma cobertura de 50% por mutuário relativamente ao valor em dívida, a Seguradora liquidou metade do capital em dívida; - Sendo a cobertura da apólice do empréstimo de apenas 50% e tendo o Executado/Embargante cessado o pagamento das prestações mensais em 22/07/2015, verificou-se o incumprimento contratual que justificou o recurso à acção executiva para cobrança do valor em dívida que, à data da instauração da execução, ascendia ao montante de € 394,47, dos quais € 730,18 corresponde a capital; - Mais alegando que a alteração de seguros, de um seguro conjunto subscrito pela Mutuária e pelo Embargante para um seguro exclusivo do Embargante apenas poderia ocorrer assim que a desvinculação da mutuária se encontrasse formalizada, o que ocorreu tão só em novembro de 2012, sendo que foi a morosidade do processo de desvinculação da mutuária que impediu a formalização da referida apólice de seguro de vida para uma cobertura de 100%; - Porque a mutuária não se deslocava à agência bancária do Banco , S.A sita em Barcelos a fim de assinar o documento necessário à sua desvinculação do empréstimo peticionado, a apólice não pôde ser formalizada, tendo o aqui Recorrente disso informado o Embargante e alertado para a necessidade de assinar nova apólice de seguro o que, porém, não sucedeu, pelo que sabia o Embargante que a proposta de seguro assinada em 002011 não se encontrava em vigor, - e o ónus da falta de diligência do o Embargante em prover pela assinatura de nova apólice através da Seguradora Seguros, Companhia de Seguros de Vida, S.A ou em qualquer outra Seguradora, apenas ao Embargante pode ser imputado; - Mais tendo o Apelante expressamente alegado que tendo o Embargante conhecimento da necessidade de assinatura de nova apólice, e tendo cessado os pagamentos ao Exequente, originando uma situação de incumprimento, viu-se o aqui Apelante foçado a recorrer aos meios legais para se ver ressarcido da quantia que lhe é devida, pelo que ao demandar o Embargante para cobrança da dívida e ao contestar os embargos não actua de má-fé.