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Sendo por isso a questão decisiva a resolver, nas palavras de Claus Roxin, a de saber se uma determinada "violação do dever de cuidado à qual se segue uma morte, fundamenta ou não um homicídio negligente” Perante tal problema o mesmo autor propõe uma solução baseada no princípio do incremento do risco, isto é, se da "conduta incorreta” concretamente adotada resultou um aumento da probabilidade de produção do resultado típico em comparação com a conduta que se enquadrasse no risco permitido aquela que não implicasse uma violação do dever de cuidado de acordo os princípios do risco, então essa conduta porque violadora do dever de cuidado integraria o tipo de ilícito e seria punível a título de crime negligente Ou, agora nas palavras do Professor Jorge de Figueiredo Dias, "a violação de um dever de cuidado só pode ser imputada a quem, com ela, criou um risco não permitido que se concretizou no resultado típico” Sendo certo que, segundo o mesmo autor, a violação das normas de cuidado, constituindo embora "um indício por excelência de uma contrariedade ao dever de cuidado tipicamente relevante, não pode em caso algum fundamentá-la definitivamente, provenha ela de uma norma jurídica, de uma norma escrita não jurídica ou da aplicação do critério da figura padrão”, cabida no caso enquanto fontes de aferição do dever objetivo de cuidado: violação de uma norma jurídica de comportamento; violação de normas escritas, profissionais e do tráfego, correntes em certos domínios de atividade; violação de costumes profissionais comuns ao profissional prudente, ou "o recurso direto ao cuidado imposto pelo concreto comportamento socialmente adequado ao tráfico”), tudo dependendo, portanto, da especial configuração do caso concreto Daí a relevância do critério apontado por Claus Roxin: primeiro "examina-se qual a conduta que não se poderia imputar ao agente como violação do dever de acordo com os princípios do risco permitido; segundo, "faça-se a comparação entre ela e a forma de atuar do arguido”.