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Acórdão do STJ de 202007)  A ideia contida na fundamentação jurídica da sentença recorrida corresponde, em abstrato, ao defendido por alguma doutrina e jurisprudência no sentido de, quando há lugar à resolução contratual – com a inerente destruição retroativa dos efeitos do contrato –, "apesar de inexistirem fundamentos para, em tese, afastar a possibilidade de se cumular a resolução do contrato com o pedido indemnizatório pelo interesse contratual positivo, admitindo, consequentemente, a referida cumulação”, não se deverá descurar que, "caso a caso, consoante o tipo de contrato e o circunstancialismo que o rodeia, tal poderá resultar num desequilíbrio ou benefício injustificado” – dada precisamente a referida destruição retroativa dos efeitos do contrato decorrente da resolução –, hipótese em que se deverá proceder à negação da dita "grande indemnização” cfr.