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Em termos de suporte fáctico, a decisão funda-se nos elementos documentais anexos ao requerimento inicial, que consistem em:  Assento de nascimento da jovem, demonstrando o seu nascimento a 102004, filha de, encontrando-se por preencher os locais destinados à identificação do pai;  Deliberação da CPCJ de 012020, propondo a aplicação da medida de acolhimento residencial, por um ano;  Participações policiais relativas a factos ocorridos a 012019 tentativa de suicídio da, 002020 menor, 112020 ausência da menor em parte, 112020 tentativa de suicídio da, 212020 condução da menor ao, e 212020 discussão familiar e subsequente internamento hospitalar da;  Processo de promoção e protecção n., elaborado pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Santarém, em consequência de sinalização de menor em risco, efectuada pela PSP de Santarém em 012019;  Deste processo consta: a) Participação policial por factos ocorridos em 012019, reportando tentativa de suicídio da menor, por ingestão de comprimidos; b) Deliberação da CPCJ de 012019, determinando a abertura do processo de promoção e protecção; ) Declaração de consentimento da progenitora para intervenção da CPCJ de Santarém, assinada em 212019; ) Declaração de não oposição à mencionada intervenção, assinada pela menor na mesma data; e) Folha de registo do  contacto da CPCJ com a progenitora e a jovem, em 212019, mencionando que vivem sozinhas, a figura paternal não reconheceu a paternidade, e que a situação motivadora da sinalização era meramente pontual, devida a questões de carácter amoroso; f) Pedido efectuado à escola frequentada pela jovem para envio de relatório escolar, com indicação de assiduidade, comportamento/inserção grupo/escola, e interacção família/escola; g) Relatório escolar datado de 002020, mencionando que a jovem estava matriculada no 1 ano e que havia sido transferida do Algarve no início do  período do ano lectivo de 2018/2019, tendo sido sinalizada na CPCJ de Olhão por graves problemas disciplinares; que havia sido proposta para apoio psicológico e para apoio individualizado, a que não compareceu; que apresentava assiduidade irregular; e que na primeira semana de aulas do segundo período apresentou uma postura sonolenta e de inércia face às actividades propostas em sala de aula, justificada pela progenitora como efeitos secundários de medicamentos que estava a tomar para controlo de ataques de ansiedade e fobia escolar; h) Participação policial por factos ocorridos em 002020, por a menor se encontrar "bastante alcoolizada e desorientada”, tendo sido conduzida em ambulância ao hospital, para observação médica; ) Folha de registo de contacto telefónico com a mãe, em 202020, referindo internamento em Abril de 2020, diagnóstico de hipomania e seguimento de psicoterapia e terapêutica familiar de mãe e filha; j) Participação policial por factos ocorridos em 112020, por a mãe desconhecer o paradeiro da menor, após esta se encontrar "alterada e com comportamentos agressivos”; k) Sinalização policial por factos de 112020, por tentativa de suicídio da menor, através de corte dos pulsos, carecendo de estabilização e condução de emergência ao hospital; ) Folha de registo de tentativa de contacto com a progenitora, em 112020, sem sucesso; ) Registo de contacto telefónico com a mãe, em 112020, referindo esta que a tentativa de suicídio se devia à hipomania de que padece a jovem, que esta teria sido conduzida ao Hospital de Santarém e daí ao Hospital Estefânia, e que tinha nova consulta agendada na Clínica da Juventude no dia 20; n) Registo de contacto telefónico com a mãe, em 212020, referindo esta que a filha tinha acabado de a agredir em frente à Segurança Social, e que tinha fugido com o dinheiro; mais referiu que a filha consumia haxixe; o) Registo de contacto telefónico com a assistente social do Hospital Distrital de Santarém, em 212020, referindo que a jovem havia recorrido nesse dia ao serviço de urgência, com ideação suicida e automutilação; mais referiu que a mãe se encontrava internada no serviço de psiquiatria, desde o dia 23, "após um episódio em que a jovem lhe deu uma tareia na rua frente à segurança social, roubou-lhe a carteira e fugiu”; mais se refere que a jovem havia voltado algum tempo depois ao serviço de urgência, mencionando que tinha estado a consumir haxixe, fumando "aproximadamente 6 ganzas por dia”; pedia para ser internada para desintoxicação; estava acompanhada da tia materna, grávida, e que esta se encontrava "muito saturada da situação”; p) Registo de contacto telefónico com a tia materna em 212020, mencionando que a jovem estava internada na Unidade Partilhada do e a mãe internada em psiquiatria; revelava cansaço; o plano era a jovem ser encaminhada para uma clínica de desintoxicação; q) Registo de contacto telefónico com a mãe em 312020, mencionando que tinha recebido alta hospitalar, tendo sido marcada consulta de psicoterapia; que a filha estava internada na Unidade Partilhada da Estefânia, para estabilização; r) Relatório de observação da urgência pediátrica do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa, mencionando que, face à sintomatologia objectivada, a jovem havia sido internada na Unidade Partilhada do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, em 212020; s) Registo de contacto telefónico com a mãe em 012020, mencionando que iria visitar a filha ao local onde estava internada desde 212020, mas que não concordava com a proposta que lhe estava a ser apresentada pela equipa médica, de integração da jovem numa comunidade terapêutica para desintoxicação, por considerar não terem sido esgotadas todas as propostas de tratamento; tendo sido informada que era intenção da CPCJ efectuar uma proposta idêntica, a mãe informou que iria retirar o consentimento de intervenção; t) Comunicação via e-mail da CPCJ à assistente social do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, datada de 012020, informando que consideravam não existir apoio familiar que transmitisse segurança e pudesse acompanhar a jovem nas suas actividades, nomeadamente no regresso à escola; a família alargada também não era capaz de manter um ambiente seguro, protegendo a jovem dos seus comportamentos autolesivos e consumo de estupefacientes; u) Declaração de retirada do consentimento para intervenção da CPCJ, assinada pela mãe em 012020; ) Deliberação da CPCJ de 012020, para envio do processo ao Ministério Público; w) Informação da CPCJ, datada de 012020, descrevendo os factos supra e ainda que o avô materno havia falecido durante a pandemia; x) Em relação ao episódio de urgência de 212020, a informação diz o seguinte: "O episódio de urgência que culmina com o internamento actual, acontece após o fim-de-semana em que a jovem fica sozinha, sem supervisão, pois a mãe estava internada, relata consumo regular de haxixe.