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Vejamos: a recorrente quer fazer uma reestruturação e, para isso, tem que reduzir o numero de trabalhadores e/ou afectar trabalhadores a outras funções onde sejam mais necessários; então, selecciona os trabalhadores e propõe-lhes a saída da empresa com compensação e, mais, fá-lo porque considera que são "dispensáveis” no sentido de que a empresa consegue realizar os mesmos serviços com menos trabalhadores e, por isso, com menos custos; até aqui tudo bem mas depois, perante a recusa dos trabalhadores à revogação dos contratos de trabalho, coloca-os numa sala sem fazerem nada, recebendo a retribuição tal como recebiam anteriormente mas sem poderem ajudar a empresa, como é seu dever, na sua atividade; e é aqui, em nosso entendimento, que está o problema pois que os trabalhadores até podiam integrar uma bolsa de trabalhadores, a recolocar quando surgissem oportunidades e/ou necessidades designadamente, de substituição de outros, ou a ter formação para poderem assumir outras funções, mas não podiam, isso é que não, ser sujeitos a ficar numa sala sem qualquer tarefa para cumprir e, muito menos, de forma prolongada e por tempo indeterminado.