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Inconformada, interpôs a Executada/Embargante recurso para esta Relação no qual formulou as seguintes  CONCLUSÕES A)–A decisão do Tribunal a quo merece censura uma vez que parte de pressuposto de que a mera interposição de recurso de apelação de sentença condenatória por parte da embargante R. nos autos com pedido de efeito suspensivo, mas sem indicação do valor a caucionar, é suficiente para que ao embargado A. nos autos esteja vedada a possibilidade de lançar mão de acção executiva para pagamento da quantia que resultou da condenação; B)–Os factos essenciais para a decisão do presente recurso são os que constam da decisão Fundamentação de e que aqui se dão por reproduzidos, e determinam, necessariamente, decisão diversa; )–De acordo com os factos assentes, desde logo se concluí que, entre a interposição do recurso sem que a embargante tivesse indicado o valor e o despacho proferido pelo Tribunal a quo a determinar válida a caução e a fixar o efeito suspensivo, mediaram mais de 5 meses; )–O embargado, nas contra-alegações ao recurso apresentado e que pende pela  Secção deste Tribunal com o n. 20069/18T8LSB.L1, defendeu que a falta de indicação do valor a caucionar no requerimento de interposição de recurso faz precludir a atribuição do efeito suspensivo ao mesmo; E)–Isto é, a recorrente aqui não cumpriu o requisito previsto no n. 2 do artigo 8 do CPT, por falta de indicação do valor a caucionar; F)–A obrigatoriedade de indicação no requerimento de interposição de do valor a caucionar decorre da disciplina prevista no n. 2 do artigo 8 do CPT, bem como do regime geral de prestação de caução previsto no CPC do qual o próprio artigo 8, n. 2 é decorrência; G)–No regime da prestação espontânea de caução artigos 90 a 91 do – como é o caso previsto no artigo 8, n. 2 do CPT – tem de ser indicado o motivo pelo qual se requer a prestação, o modo de a prestar e o respectivo montante cfr.