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É nesta ordem de ideias, que, apesar de, como atrás se disse a propósito da determinação da medida concreta do período de inibição, aí se tenha dado por certo que, dada a natureza de tal sanção e a sua moldura abstracta, deve ser ponderada para tal a gravidade do comportamento e o grau de culpa, como aliás foi feito para justificar a sua fixação em 3 anos, não se deve colher daí que, numa situação como a destes autos, apesar da conduta culposa a valorizar se conter na previsão da alínea, do n 2, do art 186, é possível considerar que tal facto, afinal, não contribuiu para a criação da situação de insolvência ou para o seu agravamento e, assim, que, concreta e efectivamente, não causou prejuízos aos credores.