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Ora, a inclusão nos fundamentos de facto de matéria conclusiva desde que não se reconduza a juízos periciais de e/ou de direito deve enquadrar-se na alínea, do n 2, do artigo 662, do Código de Processo Civil, considerando-se uma deficiência na decisão da matéria de facto, oficiosamente cognoscível e suprível em segunda instância quando o Tribunal da Relação tenha ao seu dispor todos os elementos para tal – o que é o caso, pois a factualidade apurada permite perfeitamente apurar das questões de direito colocadas nos autos, sendo o referido segmento de factualidade não provada, enquanto tal, absolutamente impróprio, já que a dar-se-lhe relevo isso traduzir-se-ia em resolver directamente em sede factual questões que só podem ser decididas na sequência de operações de qualificação jurídica de matéria de facto sobre esta problemática, vide Abrantes Geraldes, "Recursos no Novo Código de Processo Civil”, 5 edição, Almedina, 2018, págs.