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- A 06 de dezembro daquele ano de 2013, o autor apresentava as seguintes sequelas, segundo Ressonância Magnética ao Tornozelo Direito realizada naquela data: - Hipersinal nas sequências sensíveis ao líquido traduzindo provável degenerescência cística do ligamento tíbio-talar; - Tendão de Aquiles com espessura preservada mas com sinais de peri-tendonite associada a bursite retro-aquiliana.14No momento do acidente e no período que se seguiu ao evento o autor sofreu dores no pé e joelho direito.15Durante as sessões que realizou de fisioterapia, o autor vivenciou sofrimento e incómodo.16As dores mantêm-se com o passar do tempo, ora abrandando quando realiza fisioterapia, ora agravando-se.17De acordo com o relatório clínico do Dr. O, o autor apresenta, impingement anterior do tornozelo, "sequela de acidente de viação por trauma do tornozelo a 24-08-2013”, tendo indicação para realizar tratamento conservador de fisioterapia e podologia.18O autor apresenta também síndrome da banda iliotibial do joelho direito, sequela essa anterior ao acidente, que atinge, em especial, os desportistas que praticam corrida.19O autor informou o Dr.  que o acidente ocorrido em 24 de agosto de 2013 acentuou o varismo17 do tornozelo direito, bem como do respetivo joelho, sendo o médico da opinião de que em 11 de junho de 2014 o autor apresenta indicação terapêutica para reabilitação funcional.20Sempre que o autor retoma atividade física, surge sintomatologia álgica, a nível do joelho e anca direita, o que se deve a falta de pronação da articulação subastragalina direita, que origina uma propagação de forças de distal a proximal e o síndrome de fricção da banda iliotibial.21O autor, por vezes, tem perda de sensibilidade no pé direito e a dor nunca desaparece totalmente.22O autor praticava desporto desde a adolescência, diariamente: corrida, trail, remo, triatlo, natação e BTT.23Para si, o desporto é uma parte fundamental da sua vida, imprescindível para a manutenção do seu bem-estar físico e mental.24Sem prejuízo do dado como provado no ponto 18 destes fundamentos 18, até à data do acidente, o autor era uma pessoa saudável.25A partir da data do acidente, o autor deixou de poder praticar desporto da mesma forma, o que sucederá durante o resto da sua vida.26O autor sofre com essa limitação.27O Autor é Técnico Verificador de 1 Classe, exercendo funções na K, auferindo o vencimento mensal de cerca de € 600,028Também exerce funções de direção no P, enquanto responsável pela .29No âmbito destas suas atividades profissionais, o autor tem frequentemente de se deslocar por vários dias para fora da cidade onde reside.30Desloca-se com frequência, passa grandes temporadas de pé e está sujeito a esforços físicos.31Para cabal desempenho profissional, o autor precisa de ter boa condição física e capacidade para executar as tarefas diárias sem limitações.32A data da consolidação médico-legal das lesões é fixável em 0020133O período de Défice Funcional Temporário Total é fixável em 1 dia e o período de Défice Temporário Parcial é fixável em 21 dias.34O autor esteve sem trabalhar efetivamente durante 2/3 dias.35Em consequência das lesões causadas pelo acidente, o autor ficou com um défice funcional permanente da integridade físico-psíquica de três pontos, e sofreu dores, que entre a data do acidente e a data da cura atingem o grau de gravidade dois numa escala de sete graus de gravidade crescente, tendo em conta ainda o período de recuperação funcional, o tipo de traumatismo e os tratamentos efetuados.36As sequelas são compatíveis com o exercício da atividade profissional, mas implicam um custo acrescido.37A repercussão das sequelas numa avaliação personalizada da afetação da imagem, quer em relação a si próprio, quer perante os outros dano estético é fixável no grau um, numa escala de sete graus de gravidade crescente, tendo em consideração a claudicação ligeira da marcha com ausência de apoio do calcanhar no chão e ligeira inversão do pé.38A repercussão das sequelas nas atividades desportivas e de lazer é fixável no grau dois, numa escala de sete graus de gravidade crescente, tendo em conta que interrompeu atividades desportivas que fazia regularmente e lhe conferiam gratificação pessoal e prazer.39Cada sessão de fisioterapia custa, em média, € 20,040O autor despendeu a quantia de € 403,99 em consultas médicas e tratamentos de fisioterapia.41O autor nasceu em 1019742A ré assumiu a responsabilidade pelo ressarcimento dos danos sofridos pelo autor com o acidente e propôs ao autor uma indemnização pelo dano corporal de 2 pontos, no valor de € 515,50 e quanto ao prejuízo de afirmação pessoal, uma indemnização de € 763,42, tendo posteriormente subido o valor global da indemnização para € 873,4 2 Factos não provados1A intensidade do embate na viatura e no chão foi tal que o autor ficou com o capacete danificado, com as luvas e as calças rasgadas e sem sapato no pé direito.2Assim que se tentou levantar, o autor não conseguia por o pé direito no chão.3O autor realizou desde outubro de 2013, durante vários meses, fisioterapia de forma contínua.4Em tratamentos de fisioterapia, podologia e medicação o autor terá de continuar a despender uma média de € 40,00 por semana.5O autor, ao longo da sua vida, terá de ser vigiado e medicado na especialidade do foro de ortopedia e deve efetuar periodicamente tratamentos de fisioterapia durante 1 a 2 vezes por semana e de continuar a ser acompanhado por podologia de 6 em 6 meses, para minimizar as queixas álgicas que terão períodos de exacerbação.6A necessidade de realizar fisioterapia advém, essencialmente, do agravamento das dores ao nível do síndrome da banda iliotibial.7Desde novembro de 2013 até à presente data, o autor vem apresentando ciclos de sintomatologia de forma continuada e constante, melhorando e recuperando alguma mobilidade quando repousa e efetua fisioterapia, mas piorando poucos dias depois após o reinício de atividade.