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Aliás, evidenciando o aludido preâmbulo que o legislador pensou em todas essas situações, parece que, caso tivesse a intenção de restringir aquele direito aos consumidores, não deixaria de o consignar de modo expresso, ao invés de manter o direito de retenção nos mesmos termos que se encontravam previstos desde 198 Parece-nos, portanto, que, ao tempo em que foram formuladas as reclamações, nada fazia prever que o direito de retenção que os credores reclamavam exigisse a alegação e prova da sua qualidade de consumidor; essa exigência não constava da lei; não era exigida pela jurisprudência e tão pouco se poderia dizer, pelas razões apontadas, que existissem razões concretas com base nas quais se pudesse ou devesse depreender dos textos legislativos e respectivos preâmbulos) e do pensamento do legislador a necessidade ao menos eventual e na perspectiva de determinada interpretação que se admitisse como possível) do apontado requisito.