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A este propósito seleccionam-se os contributos doutrinais de Manuel de Andrade59, Inocêncio Galvão Telles6061, Pires de Lima e Antunes Varela62, Ferrer Correia63, Castro Mendes64, Carlos Mota Pinto6566, Carlos Ferreira de Almeida6768, Oliveira Ascensão69, Menezes Cordeiro7071, Almeida Costa72, Carvalho Fernandes73, Carneiro da Frada74, Heinrich E. Höester75, Santos Júnior76, Paulo Mota Pinto77, Pais de Vasconcelos7879, Miguel Teixeira de Sousa80, Paula Costa e Silva81, J. Alberto Vieira82 e Evaristo Mendes e Fernando Sá8 Neste campo, a exemplo daquilo que ressalta da leitura da sentença recorrida, importa convocar o disposto nos artigos 584, 585 e 886 do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas e igualmente concluir que, por regra, não existindo autorização da comissão de credores ou, na sua falta, do juiz, as despesas com os auxiliares a que se refere o n. 3 do artigo 5 do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, são por conta do administrador de insolvência878  Ainda assim, sem que dai resulte qualquer contradição, nos casos em que não exista essa autorização, admite-se que as despesas se repercutam na esfera da massa insolvente, desde que o administrador de insolvência justifique nos autos os concretos motivos por que não obteve a prévia concordância da comissão de credores, seja por motivos associados à urgência da situação, seja por razão da complexidade ou outra que imponha a necessidade de contratação de técnicos ou outros auxiliares para realizar as tarefas típicas da insolvência 899 Porém, aqui já nos encontramos fora do arco da possibilidade de reclamação de despesas não autorizadas e a Ré poderá ser assim ser responsabilizada, no todo ou em parte, pelo pagamento das verbas em discussão com base na fundamentação de facto expressa no acto decisório em análise.