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1 É nula a sentença que não contiver o exame crítico das provas que serviram de base à formação da sua convicção, por violação dos Artigos 374 n. 2 e 379 n. 1 alínea; 1 O dever de motivação da decisão da matéria de facto, concretiza-se através do exame crítico das provas e traduz-se na obrigação do julgador expressamente consignar os elementos probatórios que em razão das regras da experiência ou de critérios lógicos, constituem o substrato racional que conduziu a que a sua convicção se formasse em determinado sentido e valorasse de determinada forma os meios de prova apresentados e produzidos no decurso do contraditório; 1 Só assim a decisão é suscetível de apreensão, permitindo aos seus destinatários compreender os juízos de valoração e de apreciação da prova, possibilitando ao Tribunal de Recurso uma efetiva atividade de fiscalização e de controlo sobre a forma como o tribunal de 1 Instância valorou e apreciou a prova produzida; 1 Sendo que, na Douta Sentença de que se recorre o Mm Juiz a quo apenas se limitou a transcrever os factos dados como provados na decisão administrativa, omitindo as provas a partir das quais formou a sua convicção, não tendo fundamentado a decisão de facto que assumiu, nem tão pouco expôs os motivos que levaram a considerar aquelas factos como provados.