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75 a. Aliás, a Constituição incumbe a lei de garantir efectiva protecção a esse direito n, compreendendo-se essa preocupação suplementar face aos sofisticados meios que a técnica hodierna põe à disposição da devassa da vida privada e da colheita de dados sobre ela.” A jurisprudência do Tribunal Constitucional tem seguido o entendimento de que as operações bancárias integram a esfera de reserva da vida privada, conforme se afere, a título de exemplo, no acórdão n. 278/95, de 31 de Maio de 1995, processo n. 510/91, disponível in www.tribunalconstitucional.pt: " a situação económica do cidadão, espelhada na sua conta bancária, incluindo as operações activas e passivas nela registadas, faz parte do âmbito de protecção do direito à reserva da intimidade da vida privada, condensado no artigo 2, n. 1, da Constituição, surgindo o segredo bancário como um instrumento de garantia deste direito.