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Com efeito, tendo em conta a gravidade da moldura penal abstracta correspondente a cada um dos crimes de roubo – 3 a 15 anos de prisão – aliada aos elevados graus de ilicitude e da culpa que emergem dos factos fortemente indiciados, bem como as acentuadas exigências de prevenção que se fazem sentir, quer geral, quer especial, atento, desde logo, os crimes de roubo em questão, as várias condenações já sofridas pelo arguido/recorrente, a última numa pena de prião efetiva de três anos e seis meses de prisão, que cumpriu, pela prática em 23/8/2012, de um crime de ameaça agravada, um crime de detenção de arma proibida e um crime de sequestro, cremos ser previsível a aplicação de prisão efectiva, em medida concreta significativa – tanto mais que se verificarão os pressupostos da reincidência - donde decorre a proporcionalidade da medida de coação de prisão preventiva.