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1 - Os prejuízos sofridos pelas Apelantes traduzem-se em danos patrimoniais concretamente identificados e cujo valor real se encontra apurado, motivo pelo qual a indemnização a atribuir com vista ao seu ressarcimento deverá ser calcula nos termos do artigo 56 do Código Civil; - Caso assim não se entenda, Ou seja, caso se considere que existe uma indefinição factual relativamente ao real valor dos danos patrimoniais sofridos pela Apeladas, hipótese que apenas se coloca por dever de patrocínio,  1- A considerar-se necessário o recurso à equidade para definição do valor da indemnização devida a título de danos patrimoniais decorrentes do acto expropriativo, tal juízo deverá ter uma função complementar e acessória - colmatando as insuficiências existentes quanto à factualidade a considerar - e não uma natureza constitutiva;  A decisão recorrida, na sua formulação individualizada, recolocou em equação a questão de saber«se os danos causados não directamente pela expropriação, mas antes pela construção da obra à qual a expropriação se destinou, devem ser indemnizados no processo expropriativo», aderiu à corrente maioritária que defende que no processo expropriativo se cuida tão só de indemnizar o expropriado pelos prejuízos que este sofreu em consequência directa da expropriação, isto é, os prejuízos que não teria sofrido caso não tivesse sido expropriado  devendo outros danos designadamente resultantes da obra que originou a expropriação  ser indemnizados em processo autónomo», subtraiu uma tal quantia ao montante da indemnização fixado.