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É, pois, manifesto o prejuízo para os credores do insolvente resultante desses actos, tal como é óbvio que terão redundado em proveito pessoal para terceiros os tais familiares e amigos, que não se sabe quem sejam, que lhe terão feito empréstimos, não se sabe de quanto nem, em relação ao quais não é, sequer, certo que fossem credores O juízo de forte censura que recai sobre o devedor por ter actuado nesses termos é incontornável e só não concluímos que foi uma actuação dolosa porque não há elementos seguros que nos permitam concluir que agiu deliberadamente no sentido de sonegar aos credores a referida quantia de € 11000,0 A ser concedida a pretendida exoneração, isso significaria que o insolvente se livraria, alegremente, de boa parte da sua dívida8, com grave prejuízo para os credores, pois que, a persistir a actual situação o insolvente desempregado e a receber subsídio de desemprego no montante de € 440,00), o rendimento disponível seria nulo.