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Assim: P, actualmente desempregado, foi gerente do Balcão do Bde ...), funções que interrompeu em 2009, retomou em 2011 até 2013, data em que cessou tal vínculo laboral, por despedimento coletivo disse, no que se tem por expressivamente relevante: «Haver sido quem, na qualidade referida, vendeu "este produto”; confirmou que A subscreveu o papel cuja cópia consta de fls 18, o qual foi, previamente, preenchido por outra funcionária do banco; Foram-lhe apresentadas as condições do produto, designadamente que se tratava de um investimento a 10 anos muito embora pudesse ser mobilizado anteriormente;  A tinha um perfil conservador e o depoente não lhe explicou o que era uma obrigação; As ordens superiores que existiam no banco eram de que aqueles produtos tinham que ser comercializados como um depósito a prazo; referindo, mesmo, a existência de uma ordem interna que afirmava que se tratava de produto com 100% do capital garantido;  Assim, não explicou a A os riscos de subscrever uma "obrigação subordinada”, precisamente por causa dessa nota interna;  Convenceu-o, dizendo tratar-se de um produto muito seguro, com rentabilidade acima da média;  O A não era pessoa letrada, era comerciante de pirotecnia e optava por poupanças seguras, confiando plenamente na testemunha, que conhecia do tempo em que fora cliente da, onde o depoente trabalhou.