Legal Document Excerpt:

Mesmo se concebendo, por mera cautela de patrocínio, a desintegração dos pontos 41 e 42 do elenco dos factos provados, nele se mantêm os restantes factos que apontam para a necessidade de a ora recorrente recorrer, de forma permanente, a consultas médicas, tratamentos de fisioterapia, demais terapêutica e ao consumo de medicamentos, pelo que se mostra inquestionável que a mesma suportará despesas e demais prejuízos patrimoniais com tais consumos e terapêuticas e – naturalmente – transportes inerentes à realização das mesmas, nomeadamente os elencados, entre os demais, nos pontos 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38 e 40; o que nos permite concluir que, não só não existiam quaisquer fundamentos para a revogação, pelo Tribunal da Relação ... revogar a decisão do Tribunal de  Instância no respeitante às quantias relegadas para ulterior liquidação atenta a natureza de danos futuros das mesmas, como permite concluir que, tendo-o feito, mal considerou as circunstâncias do caso concreto, e., mal valorou a prova produzida, tendo incorrido em manifestos lapsos de valoração da prova, que afluíram numa manifesta incorrecta aplicação do direito aos factos, mais que apurados, devidamente provados – o mesmo se dizendo quanto à condenação da ora recorrida no pagamento das quantias relegadas para ulterior liquidação aferidas a propósito das perdas salariais sofridas pela ora recorrente.»  Termina pedindo a revogação do acórdão recorrido e a repristinação da decisão da  instância.