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Contra o assim decidido, defende a Fazenda Pública, em síntese útil, que: "As liquidações adicionais de IRC dos exercícios de 1997 e de 1998 encontram-se devidamente fundamentadas, por cumprirem com as exigências legais de fundamentação, não sendo possível manter o julgamento constante da douta sentença recorrida”; que "Da análise do relatório de inspeção é possível extrair as razões de facto e de direito que suportam as correções que deram origem às liquidações adicionais dos exercícios de IRC de 1997 e 1998”; que "O facto de a Impugnante não ter acesso aos 22 relativos aos anos de 1997 e de 1998 não altera o conhecimento que a Impugnante tem das correções propostas aos exercícios de 1997 e de 1998”, "Tanto assim é que a própria P.contém, no articulado 3, a natureza e o valor das correções efetuadas ao exercício de 1997 e de 1998, explicando, a Impugnante, ao longo dos articulados  e  da P. a parte das correções que aceita e a parte das correções que impugna, apresentando as razões da sua discordância nos articulados 23 e ss.