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Em causa está a liquidação de IRC/2009, efectuada com base na declaração de rendimentos apresentada e onde consta como proveitos do exercício o valor de 16000,00€ decorrente da venda de imóvel titulada por escritura pública de compra e venda outorgada em 00200 Como se deixou exarado no acórdão recorrido, a impugnante sindicou a legalidade dessa liquidação com fundamento na incorreção do montante de proveitos declarados, por não ter recebido nesse exercício a globalidade dos 16000,00€, ficando por receber 58000,00€, quantia que, segundo o contrato, seria paga no prazo de 3 anos; e advogando que neste tipo de contratos - de execução duradoura ou diferida - o facto tributário é constituído pela sucessiva concretização no tempo dos incrementos patrimoniais decorrentes do recebimento das prestações, pretendia a anulação da liquidação na parte correspondente ao imposto que deriva de um incorrecto acréscimo à matéria colectável da quantia de 58000,00€.