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Igual lógica e coerência intrínseca no relato da filha do casal; é certo que esta nega que a ofendida mãe alguma vez lhe tenha batido, o que a mãe de forma mais objectiva e isenta afirma ter acontecido uma ou outra vez, quando necessário, com uma finalidade educativa g. "uma palmada no rabo”); mas tal não é suficientemente relevante para descredibilizar o seu depoimento, porque é a própria mãe que afirma nunca ter batido na sua filha J. ou qualquer outro filho, no contexto de violência gratuita em que o arguido o fazia; a forma pormenorizada e genuína como a ofendida ex-mulher demonstrou ter ficado chocada pelas marcas que a filha apresentava nas costas e ombro consequência das agressões do arguido revelam de forma inequívoca que tal forma de "bater” não fazia parte dos seus modos de educar e revela uma sensibilidade para a situação da filha, incompatível com  a  personalidade de quem agride ou bate da mesma forma como o fazia o arguido; tal discurso não foi ensaiado só para "Tribunal ver”, saiu espontaneamente, revelando que a ofendida ficou genuinamente chocada pelas agressões de que a filha era vítima pelo arguido e que até então ignorava porque a filha não lhe relatava; e esta, por sua vez, explicou de forma lógica e plausível que não relatava tais agressões à sua mãe para não piorar ainda mais as coisas, isto é a relação já de si tensa do casal pai e mãe, já que as agressões e discussões, separações e reconciliações eram uma rotina diária entre aqueles e para os quais a J. não queria contribuir.