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n. 25552/10T8LSB «embora compreensível, que o legislador haja definido os 35 anos de idade como limite a partir do qual o praticante desportivo profissional deixe de ter condições ou aptidões físicas, isto é, capacidades, ideais para a prática de desporto profissional e daí que estando-se no âmbito de uma incapacidade permanente e absoluta para o trabalho habitual, se possa entender o limite dos 35 anos de idade para que lhe assista o direito a uma pensão por acidente de trabalho decorrente dessa incapacidade absoluta, já não se entende que o mesmo sinistrado, a partir de tal idade, deixe de ter direito a qualquer pensão pelo mesmo acidente de trabalho, até porque, bem vistas as coisas, o mesmo, ainda assim e após os 35 anos de idade,continua, seguramente, a ser portador de uma incapacidade permanente parcial para o desempenho de outras profissões pois, de contrário, estar-se-ia no campo da incapacidade permanente e absoluta para todo e qualquer trabalho, como no caso em apreço se verifica em relação ao sinistrado e aqui Autor P. que, para além de uma IPATH de jogador profissional de futebol ficou portador de uma IPP de 18%, correspondente a 37,695% de acordo com a Tabela anexa ao mencionado diploma.”  Salientamos que esta limitaçãotemporal da pensão – até aos 35 anos de idade - apenas se estabelece para pensão por incapacidade para o trabalho habitual, sendo manifesto que o sinistrado que se encontra afectado de uma IPP de 60%, correspondente a uma incapacidade superior de acordo com a Tabela de comutação anexa à Lei n. 27/2011com IPATH, essa incapacidade permanente parcial manter-se-á para o resto da vida, independentemente da profissão que o sinistrado exerça ou venha a exercer, a não ser que se verifique uma revisão da mesma.