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Além das concretas lesões físicas que a Autora sofreu e que estão discriminadas na matéria de facto, a Autora esteve internada – primeiro no Hospital e depois numa clínica – durante cerca de quatro meses; foi submetida a duas intervenções cirúrgicas; sofreu um longo período de doença um total de 506 dias, 210 dos quais com afectação da capacidade de trabalho geral e; fez fisioterapia durante cerca de um ano; sofreu muitas dores, tendo sido fixado em grau 5 numa escala de 7 o quantum doloris correspondente à valoração do sofrimento físico e psíquico; ficou com duas cicatrizes determinantes de um dano estético permanente fixável em grau 3, numa escala de 7; além de todos os incómodos, sofrimentos, receios e angústias que são inerentes a um acidente, a um internamento, à falta de mobilidade e às limitações daí decorrentes, ficou afectada das sequelas descritas na matéria de facto que lhe determinaram – e continuarão a determinar durante toda a vida – dores fortes que a afectam sempre que caminha, quando faz esforços com os membros inferiores e com a anca e que não lhe permitem manter-se de pé durante muito tempo; além de ter ficado sem menstruação durante um ano, a Autora deixou de poder executar actividades que antes praticava como seja fazer desporto e dançar), a Autora ficou com o sono fragmentado e com diminuição da libido, apresentando um quadro caracterizado por sintomas da linha depressiva e que interferem com a sua eficiência e funcionamento a nível pessoal, social e profissional, tendo-lhe sido atribuído um défice funcional permanente de 31 pontos.