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T) Neste sentido, conforme dispõe o Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 12/03/20193, "A aferição do risco de confusão/associação assenta numa apreciação global, que leva em conta um conjunto diversificado de factores parcelares, na perspectiva de que o consumidor médio nunca se defronta com os dois sinais no mesmo momento, não levando a cabo uma comparação simultânea dos dois sinais mas antes uma comparação entre um sinal e a memória que se tem de outro ao contrário da comparação simultânea em que ressaltam as diferenças entre os sinais, na comparação sucessiva, porque se apela à memória, ressaltam antes as semelhanças).”; U) Ora, no caso em apreço, existindo uma forte semelhança entre os elementos nominativos das marcas em confronto, é inequívoco que tal semelhança, por si só, comporta uma susceptibilidade de confusão no espírito do consumidor que pretende adquirir serviços no mercado em que as Partes operam, exactamente pela inevitabilidade de comparação sucessiva entre os sinais supra referida; ) Significa isto que a tutela legal ao direito do consumidor à correcta percepção de quais os operadores do mercado que oferecem determinado produto ou serviço, é de tal forma acentuada, que a lei se basta com a mera susceptibilidade de confusão para que o registo de uma marca não prioritária potencialmente confundível com o registo de outra marca anteriormente registada, sempre tenha de ser afastado; W) Tal opção normativa decorre da própria função da marca.