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Ou mais, recentemente, Lopes do Rego:  "o "prudente arbítrio” do julgador tem de ser entendido como pressupondo uma apreciação jurisdicional necessariamente "não arbitrária”, efectuada segundo critérios de ponderação e razoabilidade, que oriente os critérios de conveniência e oportunidade que estão na sua base sempre em função da realização dos fins do processo.” 11  O conceito de "prudente arbítrio” não coincide com o propalado de "equidade” 1  Assim, esclarece-se no Acórdão do STJ, de 10-09-2009 13:  "- Perante as múltiplas menções dos textos, a doutrina tem procurado agrupar a noção de equidade a duas «acepções fundamentais»: uma noção «fraca», que, partindo da lei, permitiria corrigir injustiças ocasionadas pela natureza rígida das normas abstractas quando da aplicação concreta; e uma noção «forte», que prescinde do direito estrito, procurando para cada problema soluções baseadas na justiça do caso concreto António Menezes Cordeiro, "A Decisão Segundo a Equidade", in O Direito, Ano 122, 1990, Abril-Junho), pág.