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E a mulher do A. F. respondeu: Tu vistes?”; 16 – Tudo isto a propósito de uns campos de um familiar do recorrido emigrante no Brasil, que a recorrente e marido pretendiam adquirir e que originou uma mudança de comportamento do recorrido e esposa; 17 – Acresce que, para além das já citadas regras da experiência, o nosso ordenamento jurídico consagra igualmente como meio de prova as presunções, as quais consistem, de acordo com o previsto no artigo 349, do Código Civil, nas ilações que a lei ou o julgador tira de um facto conhecido para firmar um facto desconhecido”; 18 – Ora, articulando o facto dado como provado sob o n 7, com as declarações da recorrente e da esposa do recorrido, G., deve dar-se por provado que, cerca de seis meses antes de a ação entrar em juízo, o recorrido deixou de tratar a recorrente como filha; 19 – E tanto basta para, apenas por aqui, a ação ser tempestiva, à luz do previsto na alínea, do n 3, do artigo 1817, do Código Civil, e, conjugando tal facto com o dado como provado sob o n 11, é evidente que não resta outra decisão se não declarar a recorrente filha do recorrido; 20 – Assim, os impugnados factos dados como não provados, deverão considerar-se como provados e, assim, ser alterada, nesta parte a decisão sobre a matéria de facto, em conformidade com o artigo 662, do P.; 21 – No plano do direito, conforme também o sufraga a decisão recorrida, suscita-se a constitucionalidade do artigo 1817, n 1, do Código Civil, mesmo após a redação que lhe foi conferida pela Lei n 14/2009, de 01/04, designadamente a fixação do prazo de 10 anos para propor a ação de investigação de paternidade; 22 – Não partilha a recorrente a sustentação da constitucionalidade da sentença recorrida, que entendeu tomar a posição do acórdão n 401/2011, do Tribunal Constitucional que teve seis !)