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20191021141451_5510765_2870527, da hora 01 minuto 53 segundo 24 a hora 01 minuto 53 segundo 44, relatório pericial, auto dos bombeiros; 2 Deve o facto 127 ser alterado, eliminando-se a parte em que refere «...e quando o incêndio estava num estado avançado», ficando ) O acesso ao interior só foi possível aos bombeiros, após abertura da porta da  Autora 2 Deve ser dado como provado o facto 11: ) As características estruturais e materiais existentes nos prédios n.s17 e19 tornaram impossível qualquer controlo ou possibilidade de redução de danos a partir do momento em que o fogo se alastrou para o prédio n. ...; 2 A  autora encontrava-se legitimamente a utilizar o prédio n. .../21; 2 Tendo a autorização de utilização sido deferida tacitamente e mantendo- se em plena vigência à data do sinistro; 2 Desta feita, o deferimento tácito não foi revogado, porque não houve qualquer acto administrativo revogatório; 2 O recuperador de calor e aquecimento central no prédio n. .../21 não são equipamentos perigoso; 2 Pode ser utilizado em segurança não fazendo parte das regras de segurança que o mesmo carecesse de vigilância permanente; 2 As  e  rés enquanto profissionais do ramo garantiram a segurança na utilização do recuperador; 2 O foco de incêndio ocorreu fora do circuito fechado de calor, pelo que resultou de um funcionamento anómalo em virtude de uma falha da sua instalação; 2 Não existisse tal anomalia, o equipamento podia funcionar continuamente e sem qualquer supervisão; 3 As autoras não actuaram ilicitamente, pelo que não se aplica às mesmas o artigo 49 do Código Civil; 3 O incêndio ocorre em zona onde não é suposto haver fuga de calor, isto é, acontece em zona vedada e inacessível, a partir do tubo de exaustão do calor emitido pelo recuperador de calor; 3 O incêndio não ocorre no recuperador nem na chaminé, os únicos pontos exteriores e de acesso visual à  autora, ocorre na «tubagem de exaustão localizada na parede divisória dos quartos e da casa de banho do prédio n. ...»; 3 E ocorre porque existiam falhas de isolamento que permitiam fugas de calor e sobreaquecimento na madeira que se encontrava nas proximidades; 3 Os deveres de tráfego são imputados a quem produz ou controla a fonte de perigo que adopte as medidas necessárias para prevenir ou evitar danos decorrentes dessa fonte de perigo, no caso o fogo; 3 Ora, este perigo gera danos a partir da fonte de perigo, no entanto, pressupõe que o proprietário domine essa fonte de perigo, o que não sucede no caso porque o problema advém do deficiente isolamento do tubo de exaustão e não da utilização normal do equipamento; 3 Não existindo procedimentos ou medidas previstas para mitigar o fogo, uma vez que o mesmo se encontrava fora do sistema de aquecimento; 3 A autora confiou na  Ré e confiou nas garantias de correcta instalação e funcionamento do recuperador de calor; 3 Por esse motivo, ausentar-se de casa não constitui qualquer perigo e muito menos uma conduta que prejudique o seu ónus de autoprotecção.