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,  Edição, Coimbra Editora, 1987, pág.. "Significará isto – como se preconiza no acórdão do STJ de 12 de maio de 2016 Relator – Manuel Tomé Soares – que, para funcionar a presunção estabelecida no n. 2 do artigo 125 do importa que o pretenso possuidor se apresente como iniciador da posse, desligado, portanto, de qualquer possuidor antecedente, sendo que, "in casu” se pode afirmar que, do próprio conteúdo da alegação do Autor, não resulta que este se tenha apresentado como possuidor desligado dos antecedentes, isto é, como possuidor que "tivesse praticado aqueles atos como iniciador da posse, em nome próprio, desligado do anterior possuidor”,  o que exclui o Autor do leque de beneficiários da presunção prevista no art.