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Inconformada com esta decisão dela interpôs recurso concluindo que: "A) O disposto no artigo 24 do CPPT apenas obsta à venda do imóvel afecto à habitação própria e permanente do executado e/ou do seu agregado familiar, desde que essa venda ocorra no âmbito de uma execução fiscal; B) O disposto no n. 1 do artigo 79 do CPC deve ser interpretado no sentido de que se a penhora anterior houver sido realizada à ordem de execução em que o exequente se encontre impedido de promover a respectiva venda por força do disposto no n. 2 do artigo 24 do CPPT, a execução no seio da qual se realizou a penhora em segundo lugar deverá prosseguir os seus termos normais, com a venda coerciva do bem imóvel; ) A execução cível no seio da qual foi penhorada a habitação própria e permanente do executado pode prosseguir a sua marcha normal, sem embargo de lhe preceder penhora anterior realizada em sede de execução fiscal, porquanto o disposto no artigo 79 do CPC não se mostra aplicável, antes se impondo a citação da Fazenda Pública para reclamar créditos, os quais se graduam no lugar que lhes competir; ) O despacho recorrido violou, por incorrecta interpretação e aplicação, o disposto nos artigos , 1, n. 4 e artigo 79, n. 1 do P., bem como o n. 2 do artigo 24 do CPPT, os artigos 1, 2 e 6, n. 1 da Constituição da Republica Portuguesa, o artigo  da Convenção Europeia dos Direitos do Homem e da União Europeia, e ainda o artigo 4 da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.” Não houve contra-alegações.