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– O conceito de boa fé como critério de validade das cláusulas contratuais gerais artigo 1 do Decreto-lei n. 446/85, de 25-10) surge como externo ao contrato e à relação concreta estabelecida entre as partes, sendo fonte de limitação à liberdade contratual  – A boa fé concretiza-se pelos critérios gerais fixados no artigo 1 do citado diploma – a tutela da expetativa do aderente e o objetivo do contrato – e é objeto de tipificações legais exemplificativas do seu alcance que dão corpo a regras de proibição de conteúdo contratual artigos 1, 1, 2 e 2 do n. 446/85), como contrapartida de um regime jurídico que atribui um poder inusitado ao predisponente de cláusulas contratuais gerais, contexto negocial que exige ao julgador um papel corretor e constitutivo da justiça contratual.