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Com efeito, mesmo que o credor disponha de decisão judicial favorável anterior, tem de reclamar o seu crédito no processo de insolvência e, caso seja aí impugnado por outro interessado nos termos dos artigos 130, n. 1 e 131, n.s 1 e 2, do ou pelo administrador da insolvência, tem, ainda, de o provar, na medida em que o processo de insolvência constitui um concurso universal de credores e, por isso, os credores juridicamente interessados na medida em que os direitos reconhecidos por aquela decisão podem abalar a consistência patrimonial dos direitos que estes se, terceiros em relação à ação em que foi proferida tal decisão definitiva, têm de ser convencidos da existência dos direitos concorrentes com aqueles que invocam neste processo.” Ora, como refere Catrina Serra, in Lições de Insolvência, pg 272, "Em síntese, no processo de insolvência insta-se o credor reclamante a apresentar os meios de prova do crédito de que disponha, mas só com a sentença de verificação e de graduação de créditos se individualiza e se torna legitima a pretensão executiva do credor.