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Inconformada, veio a autora apelar da sentença, tendo extraído das alegações1,2que apresentou as seguintes  CONCLUSÕES3:  Estão provados os factos alegados nos artigos 1 a 62 da petição inicial;  Resulta de tais factos que a Autora deixou de ser gerente da sociedade ....., Ld, primeiro de facto e em seguida de direito, por renúncia formal ao cargo;  O Réu é gerente da sociedade, da qual, aliás é sócio esmagadoramente maioritário tem 98%);  Apesar de ser o único gerente o Réu não registou na Conservatória do Registo Comercial a renúncia à gerência da Autora, como deveria;  Apesar de ser o único gerente o Réu não cumpriu as obrigações societárias, não cumpriu as obrigações de apresentação de declarações contributivas fiscais e sociais, não pagou a sua quota parte nas dívidas da sociedade, nem apresentou a sociedade à insolvência;  Por causa de tais omissões, a administração fiscal portuguesa e a segurança têm vindo a presumir rendimentos tributáveis à sociedade e procederam à reversão fiscal de tais dívidas sobre o património da Autora;  Esta omissão intencional por parte do Réu causou à Autora os danos que foram dados como provados;  A omissão do Réu é consciente e intencional e causa adequada dos danos que causou à Autora;  Pelo que a sentença recorrida é ilegal por ter aplicado mal o direito aos factos provados e deve ser revogada; 1 Contendo os autos todos os factos pertinentes deve esta Colenda Relação de Lisboa condenar o Réu no pedido.