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Assim, é manifesto o erro de julgamento quanto ao facto n. 32, na parte em que o mesmo afirma que o arguido confessou que, em pelo menos, três ocasiões diferentes, introduziu o seu pénis erecto no ânus da sua filha, embora referindo que os factos ocorreram no decurso do ano de 2013, facto que não constava da acusação e com o qual pretendeu o Tribunal a quo retratar a postura adoptada pelo arguido em julgamento, fazendo-o, no entanto, em moldes que não correspondem ao que foi efectivamente declarado pelo arguido em julgamento, já que o arguido, admitindo embora ter tido comportamentos de natureza sexual com a menor, acabou por não concretizar em que é que se traduziram tais actos, negando no entanto que tivesse tocado no ânus da menor com o seu pénis.