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A realização de nova perícia sobre o mesmo objecto, ou a sua renovação, têm de ser equacionadas dentro das imposições que provêm da necessidade de evitar actos inúteis, ou desproporcionados, em relação ao objecto a atingir e a sua necessidade em função do princípio da verdade material.” – Conselheiro Santos Cabral, in Código de Processo Penal Comentado, 2014, pág.67 O despacho recorrido não indeferiu sem mais a realização de nova perícia, tendo salientado que no momento em que foi proferido – "por ora” - a mesma não se mostrava relevante para a descoberta da verdade material, abrindo assim a possibilidade de no decorrer da  audiência de julgamento, poder vir apurar-se da necessidade de uma nova perícia, designadamente, em face dos esclarecimentos dos peritos.