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A marcante, relevante e decisiva viragem ocorreu, em recente Acórdão do Tribunal Constitucional relatado por Maria Clara Sottomayor, num caso de fiscalização concreta da constitucionalidade, em que declarou, inconstitucional a existência de um prazo de caducidade, para alguém poder conhecer a sua verdade biológica, considerando que tal prazo constitui uma restrição desproporcionada dos direitos fundamentais a constituir família, à identidade pessoal e ao livre desenvolvimento da personalidade, bem como do direito a conhecer a ascendência biológica e a ver estabelecidos os correspondentes vínculos jurídicos de filiação, nele falando Manuel da Costa Andrade em prevalência absoluta dos direitos de quem quer conhecer a sua paternidade sobre os interesses do investigado.