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ponto 82 do elenco dos factos, não tendo o A. alegado, nem tão pouco provado, por exemplo, que era o R. que suportava as despesas inerentes à utilização do automóvel que lhe foi atribuído, designadamente portagens, seguro, manutenção, inspeção periódica, etc., ou que o combustível utilizado pelo A. nas suas deslocações pessoais era suportado pelo R., circunstâncias que a jurisprudência tem reputado como relevantes para se poder concluir que a atribuição de uma viatura a um trabalhador configura retribuição Dito de outro modo, o facto de ter resultado provado nos autos que o A. poderia utilizar a viatura que lhe foi atribuída pelo R. para fins pessoais é insuficiente para que daí se possa extrair a conclusão que a utilização da viatura tivesse cariz retributivo, isto é, que consistisse numa contrapartida da prestação laboral, sendo tão ou mais plausível que a utilização pessoal do referido automóvel resultasse de uma mera liberalidade por parte do R., que, como tal, poderia ser retirada a todo o tempo, não constituindo, por isso, uma componente da retribuição do A., podendo conferir-se, neste sentido, os acórdãos desse Excelso Tribunal proferidos no âmbito dos processos n. 08S1031 e 373/17TTPRT.PS1, ambos disponíveis em www.dgsi.pt.