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tema de prova; 3Sendo certo ainda que, atendendo a tudo quanto supra se expôs, sempre deveria o douto Tribunal recorrido ter concretamente apreciado o facto hipotético que a Recorrente fez constar do artigo 4 da sua contestação, sendo manifestamente evidente de toda a factualidade supra exposta, e bem assim de toda a prova concretamente produzida nos autos, a resposta ao referido facto hipotético o qual, nessa medida, deverá ficar a constar do elenco dos factos julgados provados, por consubstanciar factualidade essencial para a apreciação e decisão sobre o  tema de prova elencado pelo douto Tribunal a: 28H) Ainda que o  Réu tivesse apresentado acção de impugnação do acto resolutivo em causa nos três meses posteriores à recepção pela A. da referida carta de resolução, a probabilidade de sucesso da pretensão da A. em obter total provimento de tal impugnação era manifestamente reduzida; 4A doutrina da perda de chance apenas poderá ser atendida e/ou concretamente aplicada quando se demonstre a probabilidade séria, real e credível de sucesso de uma pretensão, não fosse a actuação profissional negligente e/ou omissiva incorrida pelo advogado, continuando a impender sobre o Autor enquanto pretenso a demonstração dos factos que possam, a final, conduzir a apreciação positiva do juízo de prognose sobre a "chance perdida”; 4Tal como tem sido entendido pela actual jurisprudência, a ressarcibilidade do dano da perda de chance ou de oportunidade, apenas será admissível nas situações em que exista uma possibilidade real de se alcançar um determinado resultado positivo, e um comportamento de terceiro susceptível de gerar a sua responsabilidade, que elimine de forma definitiva a possibilidade de esse resultado se vir a produzir; 4A aplicação de tal conceito/raciocínio de prognose futura visa precisamente possibilitar o estabelecimento de um nexo de causalidade entre a conduta lesiva e um dano mais próximo como que "antecipado” face ao dano, consubstanciado numa probabilidade séria e real da obtenção de determinado resultado favorável não fosse a conduta lesiva; 4Não obstante, a aplicação de tal juízo de probabilidade não poderá deixar de exigir a demonstração séria e segura da possibilidade de obtenção de uma vantagem, entretanto denegada em resultado da ocorrência de determinada conduta omissiva, sob pena do presumível lesado alcançar – por via da responsabilização do advogado – um benefício superior ao que alcançaria se não fosse a conduta lesiva; 4Continuando a impender sobre o Autor enquanto pretenso a demonstração dos factos que possam, a final, conduzir à apreciação positiva do juízo de prognose sobre a "chance perdida”; 4Fora desses cenários, não poderá o julgador atribuir uma indemnização ao lesado, mesmo por via da equidade e, se o fizer, não só viola os princípios da certeza do dano e do nexo de causalidade adequada como promove, com essa violação, um enriquecimento ilícito e/ou ilegítimo por parte do A.; 4Por outras palavras, conseguir-se-ia por via da responsabilização do advogado e por via do contrato de seguro que garantisse, eventualmente, a sua, um benefício que nunca se teria alcançado se a falta não ocorresse, em completa subversão daquela que é a regra mais básica de responsabilidade : o lesado deve ficar investido na mesma situação em que se encontraria, não fosse a lesão e não; 4Tal como, in casu, invariavelmente ocorrerá, caso se mantenha a douta decisão recorrida; 4A perda de chance não poderá ser entendida, com total desprendimento da teoria da causalidade adequada acolhida no direito Civil Português, sendo que, tal entendimento, de uma forma que se tem por inadmissível, afastaria os requisitos da responsabilidade , mormente, a necessidade de existência de danos e o nexo de causalidade entre a actuação omissiva e os danos sofridos; 4Não bastará assim que um advogado, por falta de zelo e/ou negligência, não tenha praticado um determinado acto, para que, sem mais, nasça na esfera jurídica do seu cliente o direito à indemnização por perda de chance, sem se exigir a verificação cumulativa dos demais pressupostos legalmente previstos, nomeadamente nos artigos 48, e 56 do Código Civil; 5No caso em apreço nos autos, tendo resultado inequivocamente demonstrado que a probabilidade de sucesso da A., caso tivesse concretamente impugnado o acto resolutivo em causa, era manifestamente reduzida; e, 5Subsistindo a possibilidade da A. vir a ser ressarcida nomeadamente por via da referida acção de separação e restituição de bens prevista no artigo 14 do CIRE, e nada sendo alegado e/ou demonstrado pela A. no sentido da definitiva impossibilidade de ver o seu crédito satisfeito, nunca poderão ser tais prejuízos imputados à actuação profissional do Réu advogado; 5Razão pela qual, nunca se encontrará demonstrada a probabilidade séria e credível de sucesso da pretensão da A., não fosse a alegada actuação profissional omissiva que imputam ao Réu advogado; 5Não se qualificar a "chance” da A., como séria, real e credível e, como tal, passível de merecer a tutela do direito nomeadamente com recurso ao conceito de "perda de chance”), não se encontrará estabelecido o necessário nexo causal ainda que meramente ficcionado através da utilização daquele conceito de "chance perdida”), exigido pelos artigos 48 e 79 do , entre a conduta profissional ilícita incorrida pelo Réu advogado e os danos reclamados pela A. nos presentes autos; 5De modo que, não se podendo responsabilizar o Réu advogado pela reparação de quaisquer danos, presumivelmente, decorrentes da sua conduta profissional, nunca impenderá sobre a Companhia de Seguros, ora Recorrente, qualquer obrigação decorrente da pretensa transferência de responsabilidades operada pela celebração do referido contrato de seguro; 5Cabendo apenas salientar, por fim, e por mera cautela de patrocínio que, ainda que se considerasse que a A. tem, de facto, direito a ser indemnizada pelos prejuízos sofridos em decorrência da actuação profissional omissiva que imputa ao Réu advogado o que, de todo, não se admite mas agora se equaciona por mera cautela de patrocínio), encontrando-se transferida a responsabilidade do  Réu, por via da apólice de seguro n. ...), até ao limite de € 15000,00, com dedução da franquia contratual prevista no montante de € 000,00 cfr.