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s/ 1 – O Tribunal «a quo» expôs na sentença em crise, com clareza e sem saltos no raciocínio lógico que o invalide, os fundamentos da convicção que formulou sobre o facto que deu como provado no n. 2 da matéria de facto provada: a falta de validade, à data da prática dos factos em julgamento 08-08-2020) da carta de condução de que o arguido tivesse sido titular emitida em data anterior a Maio de 2004 pela República de Angola – facto provado n. 1  O Recorrente discorda, mas limita-se a proclamar a falta de prova, que neste caso, se deixa subentendido que tem de ser prova documental; 1 – Porém, uma vez que não foi apresentada em julgamento nenhuma carta de condução e a convicção do Tribunal «a quo» na respectiva existência residiu na ponderação das declarações do arguido conjugadas com a exibição da fotocópia de uma sentença que o absolveu da prática do crime de condução sem habilitação legal, a qual faz referência ao número da carta de condução, não se compreende por razão pela qual o Recorrente já não aceita que o mesmo Tribunal também raciocinou com igual nível de ponderação e lucidez, apoiado nas regras da experiência comum e da normalidade do devir do acontecer, quando concluiu que tendo o arguido extraviado a carta de condução pelo menos desde Maio de 2005 – já que tem sucessivas condenações pela prática do crime de condução sem habilitação legal entre Maio de 2025 e Setembro de 2011 – não tivesse sequer apresentado a prova documental de uma única tentativa de regularização da sua situação de encartado no Estado angolano para prova dessa titularidade em Portugal; 1 – Por outro lado, a única prova documental exibida pelo arguido em termos da sua concreta actuação em matéria de habilitação para o exercício da condução reporta-se, precisamente, à sua inscrição numa escola de condução portuguesa, deixando assim a convicção de que, do seu ponto de vista, na data da sua inscrição em a anterior carta de condução já não tinha validade para que ele assumisse outro comportamento que não fosse o de tentar obter a carta de condução portuguesa pela via da regular formação para o efeito; 1 – Note-se ainda que, tal como refere o Tribunal «a quo» na fundamentação do facto dado como provado no ponto  da matéria de facto provada, impressiona que o arguido tenha exibido em Tribunal uma inscrição em escola de condução portuguesa mas não tenha exibido um único documento em como tentou obter uma segunda via da carta de condução angolana junto das entidades angolanas competentes ou, em que invoque perante o IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, P. a titularidade de um título de condução angolano válido a que não consegue aceder por extravio do original e por falta de resposta das autoridades angolanas às suas solicitações, como questão prévia do pedido de troca desse título por carta de condução portuguesa – tanto mais que, ao longo de anos e levando apenas em conta o crime da mesma natureza da deste processo, o Recorrente sofreu oito condenações por condução sem habilitação legal; 1 – Assim, afigura-se que a douta decisão recorrida não enferma de qualquer vício pelo que deve ser totalmente confirmada, negando-se provimento ao recurso.