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Sumário:  - O mecanismo previsto no artigo 2, n. 1, do RGPTC confere ao julgador a possibilidade de, no âmbito de um processo tutelar cível pendente, e caso o entenda conveniente, antecipar, a título provisório, a decisão sobre todas ou algumas das matérias essenciais que constituem o referido processo; - Ainda que a fixação do regime provisório sempre dependa do prévio julgamento de conveniência, contrariamente ao que prevê o artigo 3 do RGPTC para os casos em que os pais estão presentes na conferência mas não cheguem a acordo, tal não dispensa o juiz de fundamentar a decisão proferida tanto no plano fáctico, como do ponto de vista jurídico, sob pena de nulidade por falta de fundamentação; - Não dispondo o processo de elementos suficientes para fixar provisoriamente o regime da regulação das responsabilidades parentais, atento o requerido pela Requerente/progenitora, nem por isso pode o Tribunal a quo deixar de averiguar tais factos, atendendo à natureza do processo e à urgência na definição do regime provisório, devendo proceder às averiguações sumárias que tivesse por convenientes, em observância do disposto no artigo 2, n. 3, do RGPTC; - Não o tendo feito, encontra-se o Tribunal da Relação impedido de o determinar quando tal questão não foi concretamente suscitada pelo recorrente no âmbito do recurso, posto que não é de conhecimento oficioso nem permite consubstanciar qualquer nulidade da decisão proferida.