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n. 272/07TBMTR.PS1)5, que contrariamente ao que acontece com os danos não patrimoniais, o recurso à equidade, consentido pelo citado artigo 56, n. 3, para obter uma exata e precisa quantificação de danos patrimoniais, «desempenha uma função meramente complementar e acessória, representando apenas um instrumento para suprir possíveis insuficiências probatórias relativamente a um dano, inquestionavelmente sofrido pelo lesado, mas relativamente indeterminado quanto ao seu exato montante», ou seja, «o apelo à equidade é, neste caso, puramente complementar e acessório da aplicação da teoria da diferença, pressupondo que o «núcleo essencial» do dano está suficientemente concretizado e processualmente demonstrado e quantificado – não devendo o juízo equitativo representar um verdadeiro e arbitrário "salto no desconhecido”, dado perante matéria factual de contornos manifestamente insuficientes e indeterminados».