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Na determinação da pena aplicada há a considerar: Por um lado, as exigências de prevenção geral que no caso se fazem sentir - muito elevadas, como bem se realçou na decisão recorrida - atenta a natureza do crime, o perigo que ele representa para a segurança rodoviária e a frequência com que, não obstante as campanhas de sensibilização, continua a ocorrer nas estradas portuguesas, muitas vezes com drásticas consequências, não só para os infratores, mas para pessoas inocentes;  Por outro: - o grau da ilicitude do facto, bem elevado, atenta a taxa de álcool no sangue com que o arguido conduzia, quando é sabido que constitui crime a condução com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/, independentemente do perigo concreto que dessa conduta possa ou não) ter resultado; - o dolo com que o arguido atuou ele agiu de modo livre, voluntária e consciente, sabendo que havia ingerido bebidas alcoólicas antes de iniciar a condução e que em tais condições a condução era; - o grau elevado da culpa, pois que, não obstante a natureza do veículo que conduzia - o que de algum modo diminui a culpa, dada a menor perigosidade que a condução deste representa, quando comparada com  a condução de outros veículos - não pode deixar de se assinalar, por um lado, que exercia a condução durante a noite, de madrugada, circunstância que, independentemente do movimento rodoviário que se faça sentir, objetivamente, é um fator que agrava o perigo que a condução sob a influência do álcool representa, por outro, que o arguido já foi anteriormente condenado pela prática  de idêntico crime, pelo que não podia deixar de saber as consequências previsíveis da sua conduta; - as exigências de prevenção especial que no caso se fazem sentir, que são significativas, pois que o arguido foi já anteriormente condenado, para além do mais, pela prática de idêntico crime em 02009, pena que cumpriu e cuja severidade note-se que aí foi condenado na pena acessória de proibição de conduzir veículos a motor pelo período de quatro permite concluir que não foi suficiente para o dissuadir da prática deste.