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1110-1111), onde foi simulada uma repartição dos valores relativos ao IRS dos salários processados pela arguida aos seus trabalhadores em 2006 e 2007 com diferimento por dois e por três meses, com vista a apurar se em algum mês haviam sido pagos salários no montante superior a cinquenta euros, e dessas tabelas se infere que, mesmo não levando em consideração que muitos trabalhadores da arguida terão recebido as sua remunerações em muito mais do que 2 ou 3 prestações mensais, mas apenas um fraccionamento em apenas 2 ou 3 prestações, daí resultaria que em nenhum dos meses mencionados do Acórdão recorrido seriam devidas retenções de IRS na fonte em valor superior a €5000,0 12	) Ademais, em vários dos períodos que na decisão recorrida foram considerados como relevantes em termos jurídico-criminais, por aí se alegar o preenchimento do elemento do tipo consubstanciado na omissão de entrega de entrega de IRS retido na fonte em valor superior a €500,00, verificar-se-ia que os valores retidos a esse título pela arguida sociedade foram na realidade inferiores a esse montante, em virtude de a obrigação de retenção na fonte a título de IRS se reportar às datas em que os valores foram pagos ou colocados à disposição dos titulares dos rendimentos sobre os quais a arguida sociedade estava obrigada a efectuar essa retenção, e não, como nele foi suposto, às datas em que os valores de remunerações e retenções foram processados e feitos constar nos recibos de remunerações impressos.