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RELATÓRIO  A e OUTRA, exequentes nos autos de execução de sentença à margem referenciados, sendo executados B e Outros, inconformadas com a decisão que indeferiu liminarmente o requerimentoexecutivo, dela vieram interpor recurso, formulando na sua apelação as seguintes conclusões: a) As notificações às partes que constituíram mandatário são feitas na pessoa dos seus mandatários judiciais, - art 247 n 1 do CPC; b) O art 25 n 1 do RCP não diz expressamente que a remessa da nota discriminativa e justificativa das custas de parte lhe deva ser feita diretamente quando a mesma tenha constituído mandatário judicial; ) Tal remessa direta, por força do disposto no art 249 do CPC, só deve ocorrer quando a parte vencida não tenha mandatário judicial constituído nos autos; ) Sendo claros os preceitos legais supra invocados não se mostra necessário o recurso à respetiva interpretação com invocação do critério da unidade do sistema jurídico; e) A nota discriminativa e justificativa de custas de parte foi notificada, por via eletrónica, no âmbito da ação declarativa, aos Mandatários dos executados, pelo que foi dado inequívoco cumprimento ao disposto no art 25 n 1 do RCP; f) Imputa-se, consequentemente, à decisão recorrida a violação, por erro de interpretação e de aplicação, do disposto nos arts 9 do Código Civil, 247 n 1, 249 e 255 do Código de Processo Civil e 25 n 1 do Regulamento das Custas Processuais, a interpretar e a aplicar nos termos propugnados nestas alegação e conclusões; g) Deverá assim ser revogada a decisão recorrida, com as legais consequências.