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A este propósito, a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal de Justiça perfilha o entendimento de que a apreciação da falsidade de depoimento não tem de ser feita em ação autónoma e prévia ao recurso de revisão      Nestes moldes, "presentemente, perante o disposto nos artigos 69, al., e 69, do CPC, já não está consagrada a exigência de que a apreciação da falsidade de depoimento seja feita em acção autónoma e prévia ao recurso de revisão – podendo ter lugar na própria instância de recurso –, nem, portanto, de uma sentença transitada em julgado para atestar a alegação da existência dessa falsidade, ou que, para instrução do requerimento inicial, se apresente a certidão de tal sentença”     Este é o entendimento que encontra um mínimo de correspondência na letra da lei e que leva em devida linha de conta a alteração legislativa ocorrida em 200 De facto, até 2003, o legislador estabelecia, no CPC, que o recurso de revisão com fundamento na falsidade de depoimento apenas seria procedente quando se apresentasse "sentença já transitada que tenha verificado a falsidade de depoimento”.