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Para o efeito, alegou, em síntese, o seguinte:  - Não resulta do processo prova suficiente da intervenção do arguido em todas estas situações pelas quais foi condenado ponto das conclusões;  - Dos pontos 1 a 17 dos factos dados como provados e da prova que compõe todo o processo, salvo o devido respeito, ficou por esclarecer quando, como, quais, a quem e em que circunstâncias eram feitas as alegadas encomendas, bem como ficou por esclarecer o modo, a quem e por que preço eram vendidas as mercadorias que vinham dessas mesmas encomendas ponto xvii das conclusões;  - Por outro lado, também ficou por apurar se efetivamente os valores obtidos com as alegadas "burlas” eram repartidos por todos os Arguidos e, concretamente, que valores obteve o Arguido, aqui Recorrente e em que proporção lhe eram devidos ponto xviii das conclusões;  - Os factos dados como provados nos pontos 258 e 259 tratam-se de factos meramente especulativos, sem qualquer sustentação factual, pois tão pouco se sabe quais os montantes ou valores que couberam a cada um dos Arguidos ou como estes fizeram uso desses mesmos montantes ou valores ponto xix das conclusões;  Não se nega aqui a intervenção do Recorrente em determinadas situações, mas o Tribunal recorrido condena AA pela execução global e comum de todos os crimes, não especificando a participação ou função do arguido em cada um deles, sendo que em determinadas situações a intervenção do aqui recorrente é inexistente ponto xx das conclusões;  - Existe uma clara má apreciação da prova produzida ponto das conclusões;  - Não se demonstra que o arguido, ora recorrente, tomou parte direta na execução de todos os crimes que lhe são imputados, nem que executou os crimes juntamente com os outros agentes, ou mesmo que existia um acordo e quais as tarefas atribuídas a cada um, pois conforme já aqui se mencionou, a existência de um possível acordo ou pacto criminoso por si só não determina qualquer responsabilidade penal ponto lxxxv das conclusões;  - Mesmo que se considerasse uma qualquer atuação criminosa do recorrente, sempre se dirá que, em última análise, haveria participação e não autoria, o que terá como consequência nos termos do n 2 do artigo 27 do Código Penal, uma atenuação especial ponto lxxxix das conclusões;  - Conclui-se assim, que, por não se encontrarem preenchidos todos os elementos da coautoria, o aqui recorrente não pode ser responsabilizado penalmente como coautor pelos crimes que vem condenado ponto xc das conclusões;  - Não se encontram preenchidos os tipos de burla pelos quais o Arguido e aqui recorrente vem condenado ponto cxiv das conclusões;  - Por sua vez, quanto à qualificação do crime não basta alegar que os Arguidos se dedicavam habitualmente à prática reiterada da burla e daí retiravam benefícios pessoais, porquanto nada foi apurado quanto aos valores obtidos pelo arguido aqui recorrente ou mesmo se obteve alguns valores ponto cxv das conclusões;  - A decisão de que aqui se recorre extraordinariamente reconduziu-se a remissões, conceitos vagos e genéricos, violando deste modo o disposto na alínea, do n 1 do artigo 379 do Código de Processo Penal, pelo que a sentença deve ser Revista e substituída por outra ponto cxx.