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A motivação do julgamento de facto tem como matriz um discurso argumentativo problemático, parcelado na órbita de cada juízo probatório, sem prejuízo da sua compatibilização no universo da trama factual, e rege-se por razões práticas firmadas na análise dos resultados probatórios, à luz das regras da experiência comum ou qualificada e dos padrões de valoração prova bastante e prova de verosimilhança) estabelecidos na lei.” Manuel Tomé Soares Gomes, Da Sentença Cível, CEJ,.Aqui chegados e tendo presente que o facto essencial que cumpre reapreciar é saber se o documento denominado " Acordo de Perdão de Divida” foi subscrito em Outubro de 2019 e tendo em consideração que a reapreciação dessa decisão, em sede de recurso, não se traduz num novo julgamento da causa, mas sim numa sindicância sobre o invocado erro de julgamento da  instância, no sentido de que compete ao tribunal de recurso formar a sua própria convicção sobre a prova produzida com vista a concluir pela existência ou não desse erro, temos de concluir que não foi produzida qualquer prova que sustente a afirmação de que o documento denominado " Acordo de Perdão de Divida” foi subscrito em Outubro de 201 Aliás, toda a prova produzida permite razoavelmente concluir que o Acordo foi assinado em 201 Assim o declararam as testemunhas FA.