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Como corolário deste princípio: «impôs-se ao recorrente um "especial ónus de alegação”, no que respeita "à delimitação do objecto do recurso e à respectiva fundamentação”, em decorrência "dos princípios estruturantes da cooperação e da lealdade e boa fé processuais, assegurando, em última análise, a seriedade do próprio recurso intentado e obviando a que o alargamento dos poderes cognitivos das relações resultante da nova redacção do artigo 712 actual – e a consequente ampliação das possibilidades de impugnação das decisões proferidas em 1 instância – possa ser utilizado para fins puramente dilatórios, visando apenas o protelamento do trânsito e julgado de uma decisão inquestionavelmente correcta.» É que: «A reforma do Código de Processo Civil de 2013 não pretendeu alterar o sistema dos recursos cíveismas teve a preocupação de "conferir maior eficácia à segunda instância para o exame da matéria de facto”, como se pode ler na Exposição de Motivos da Proposta de Lei n 113/apresentada à Assembleia da RepúblicaEssa maior eficácia traduziu-se no reforço e ampliação dos poderes da Relação, no que toca ao julgamento do recurso da decisão de facto; mas não trouxe consigo a eliminação ou, sequer, a atenuação do ónus de delimitação e fundamentação do recurso, introduzidos em 199 Com efeito, o n 1 do artigo 640 vigente, aplicável ao recurso de apelação que agora nos interessa: – manteve a indicação obrigatória "dos concretos pontos de facto” que o recorrente "considera incorrectamente julgados” al., – manteve o ónus da especificação dos "concretos meios probatórios, constantes do processo ou de registo ou gravação nele realizada, que impunham decisão sobre os pontos de facto impugnados diversa da recorrida” al., – exigiu ao recorrente que especificasse "a decisão que, no seu entender, deve ser proferida sobre as questões de facto impugnadas” al., sob pena de rejeição do recurso de facto.