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95 a 11 B- Os ali Réus e aqui Autores, AA e BB, no âmbito da ação identificada em, apresentaram contestação, arguindo a ilegitimidade ativa, afirmando que deveriam estar na ação os netos do Autor, não podendo ele, desacompanhado daqueles, pedir que seja reconhecido como possuidor e dono dos 3/8 dos prédios; Em sede de impugnação esclareceram que há dezenas de anos que o Réu explorava um estabelecimento comercial de pastelaria num dos prédios, tendo-lhe sido sugerido pelo Autor, que se intitulava seu único dono, a venda dos mesmos, venda essa que viria a concretizar-se, ainda que verbalmente, em 1980, tendo as partes ajustado o preço de 50000$00; Apesar de formalmente os prédios continuarem inscritos em nome dos herdeiros de António Guerreiro, e os recibos de seguro e outros serem emitidos em nome dos titulares inscritos, facto é que eram os Réus que, a partir da referida venda, passaram a efetuar esses pagamentos, mediante a entrega das quantias correspondentes pelo Réu-marido a ; Os Réus vieram a saber, depois de setembro, que o Autor era tão só titular de 3/8 dos prédios; Veio a ser outorgado contrato-promessa, em 3/11/1986, por via do qual ficaria formalizada a venda verbal efetuada antes de 1980; Em cumprimento desse contrato, os Réus pagaram por conta do preço, em 03/11/1986, 00000$00; O restante, 50000$00, consideraram os Réus que seria pago em prestações semestrais de 68500$00, devendo a escritura efetuar-se quando o preço integral estivesse pago; Em 10/10/1990 foi estabelecido um aditamento ao contrato-promessa, do qual passou a resultar que aquela quantia de 68500$00, paga semestralmente, era entregue ao Autor a título de indemnização; Tal informação, feitas as contas, corresponde a 21% ao ano do capital em dívida; Os Réus pagaram ao Autor prestações semestrais no valor global de 77000$00, considerando pago o preço da prometida compra; Os Réus, que estavam na posse dos prédios desde a compra e venda verbal, não conseguiam ver formalizada a competente escritura e foi, por isso, que em 29/07/1993, um dos comproprietários dos prédios, , compreendendo a situação em que os Réus se encontravam, declarou vender-lhes os 2/8 que formalmente lhe pertenciam nos referidos prédios, não tendo recebido qualquer quantia a título de preço, pois que há muitos anos os considerava donos dos mesmos; Em 1997, o Autor reuniu com os Réus, tendo aí reconhecido a impossibilidade legal de outorga da referida escritura, pois que era necessária a intervenção de seus filhos, netos e alguns eram menores; Foi então explicado ao Autor que a única possibilidade de dar saída legal à questão era justificar notarialmente a posse dos prédios pelos Réus e fazer advir-lhes o direito de propriedade sobre os mesmos por usucapião; Foi com base nesse acordo que foi outorgada a escritura de justificação – cfr.