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A doutrina tradicional defende que existe tão-somente a obrigação de comunicar ao paciente os riscos "normais e previsíveis”, ou "a prever razoavelmente”, excluindo, assim, o dever de informar os riscos graves, particulares, hipotéticos ou anormais neste sentido, veja-se o Acórdão da Relação de Lisboa, de 4 de julho de 1973, invocado por André Gonçalo Dias Pereira, in "O Consentimento Informado na Relação Médico-Paciente"). . Na relação médico-paciente, o primeiro deve informar o segundo sobre os riscos "significativos”, ou seja, aqueles que sabe ou devia saber que são importantes e pertinentes, para uma pessoa normal colocada nas mesmas circunstâncias do paciente, chamado a consentir com conhecimento de causa no tratamento proposto. . Foi o que sucedeu no caso dos autos, conforme resulta do documento junto aos autos e subscrito pela Recorrida.