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2)	Com efeito, o aqui Recorrente não pode aceitar o entendimento expresso  na sentença recorrida «que as obras coercivas impostas ao Autor não se afiguram necessárias para satisfazer os interesses públicos, nem proporcionais em sentido estrito, por ser patente que a lesão sofrida pelo Autor transcende amplamente os fins efectivamente prosseguidos com as obras» na medida em que esta decisão desvaloriza as funções de polícia urbanística que incumbem às autoridades administrativas municipais, colocando-as numa excessiva dependência das necessidades de uma justa arbitragem de interesses nas relações de inquilinato urbano - matéria esta que é do foro estritamente privado e civilístico - que não compete às autarquias apreciar, nem dirimir.