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não presidiu qualquer intenção de prejudicar o Recdo., e que a pretensão deste assentou, antes, no facto de se ter arrependido de ter consentido na doação feita às filhas pela atitude de alguma ingratidão tomada por elas após o divórcio;  11 – Porém, o douto acórdão sob escrutínio, alicerçado no facto de nos presentes autos se dirimir uma questão de responsabilidade extracontratual, recaindo, assim, sobre o Recorrido o ónus da prova dos respetivos pressupostos, por um lado e, por outro, no facto de a questão do consentimento para a realização da transferência em causa não consubstanciar facto constitutivo do direito daquele, acabou por alterar a resposta dada em  dos factos não provados, dando como assente que a ora Recte., ao efetuar as transferências da quantia em apreço para as filha do casal, agiu com a intenção de prejudicar o Recdo.