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Desta forma, defende-se que "o decisivo critério diferenciador entre servidões legais e voluntárias reside exclusivamente na circunstância de as primeiras, ao invés do que acontece com as últimas, poderem ser impostas coativamente, sendo que a circunstância destas não terem sido impostas coercivamente, por terem os donos dos prédios servientes aceite voluntariamente a inerente sujeição, não perdem essa natureza.”  Podem, pois, constituir-se servidões legais por usucapião, tanto mais que fundamento natural destas é a não oposição do titular do prédio serviente à sua constituição por saber que o proprietário do prédio encravado poderia obter por via litigiosa o mesmo efeito, embora, fazendo-o, esteja, por natureza, a prescindir da correspondente indemnização.