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, p. 76, "Certosindivíduostímidos,emocionáveis,sugestionáveis,confusosnãopodemresistirpormuitotempoauminterrogatórioinquisitóriocheiodeperguntassugestivasdedilemasangustiosos,deexortaçõesaumaconfissãocompleta,lisonjaedeintimidações.Depoisdehavercedidoumaprimeiravezacercadeumpormenor,cujoalcancenãodesconfiava,porconfusão,porfraqueza,emvirtudedasuaimpulsividade emotiva,porerrodecálculodedefesa,estesindivíduosacabamporconfessarocrimede que lhe é atribuído,comtodosospormenoresque lhesãosugeridos,e até comoutrosinventados,queoportunamentesão,comfacilidade,desmentidospelainstrução.”, O que sucedeu não só no âmbito das declarações prestadas perante os inspetores da Polícia Judiciária, mas também perante o Tribunal Coletivo, em sede de audiência de julgamento, em que se sentiu bastante confuso, amedrontado e pressionado, ao prestá-las, sem o discernimento necessário para se aperceber das consequências do que estava a declarar,  Pelo que as declarações prestadas pelo arguido não poderão classificar-se como confissão sem reservas, à luz do disposto no artigo34doCPP, devendo enquadrar-se, antes, no âmbito do disposto no artigo34, estando sujeitas à livre apreciação da prova.