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Por outro lado o respeito pela livre apreciação da prova por parte do tribunal de primeira instância impõe um especial cuidado no uso dos seus poderes de reapreciação da decisão de facto, e reservar as alterações da mesma para os casos em que ela se apresente como arbitrária, por não estar racionalmente fundada, ou em que seja seguro, de acordo com as regras da lógica ou da experiência comum, que a decisão não é razoável.” Descendo ao caso concreto, alega o Recorrente que: "O Tribunal a quo formou a sua convicção na prova dos factos 19, 22, 24 a 35 no depoimento da testemunha J B , o qual não revelou durante o seu depoimento, credibilidade e clareza suficiente para convencer o tribunal da veracidade  daquilo que disse; que se tratou de uma testemunha «encomendada» para vir ao tribunal dizer aquilo que interessava ao Recorrido; que esta testemunha, amiga e conhecida do Recorrido, perante perguntas sobre factos óbvios, que devia saber e ter verificado no dia do acidente, foi parca nas respostas, evasiva e com receio, sempre, de ser apanhada na mentira; esta testemunha, ipsis verbis, trouxe ao tribunal a versão do recorrido exarada na p.como seja a distância de 10 metros a que avistou o caixote, transitar a 40 km/h e não revelou ao tribunal aquilo que viu ou presenciou; não soube explicar ao tribunal onde ocorreu o embate do motociclo com o caixote; se removeu o caixote do lixo para fora da faixa de rodagem; se verificou a presença das autoridade policiais, se o caixote tinha lixo ou resíduos e se estes estavam espalhados na faixa de rodagem; se viu vidros ou objectos espalhados pelo chão.” Para fundamentar o que alega, o Recorrente invoca a seguinte gravação em , do dia 112013, registo 01:46:40 a 2:33:15, do seguinte teor: "Testemunha: Eu moro ao pé do hospital, cá em baixo, e vou jantar por norma a casa dos meus pais que fica a cerca de 5 Km de lá.