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Descreveu ainda a Autora todo o sofrimento que passou com a perspectiva de ter de passar a exercer as suas funções até longas horas da noite, unicamente com a "companhia” de um seu colega de trabalho, exercendo as funções num tear de cordão, para as quais não possuía capacidade física, descrevendo também, de forma clara e sincera, a forma como se sentiu humilhada e discriminada, e todo o transtorno que tal alteração lhe causaria na sua vida pessoal e familiar o que, em termos objectivos, é aliás notório e. - Por fim, demonstrou a Autora que só a 21 de Setembro de 2020 se consciencializou que efectivamente o seu horário, por ordens não justificadas da sua entidade patronal, iria ser efectivamente alterado, algo que tornava insustentável a manutenção da relação laboral.