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No presente recurso os recorrentes, invocando o entendimento da jurisprudência administrativa no sentido de que os tribunais administrativos, à data da propositura da acção em que estava em vigor o ETAF aprovado pelo Decreto-Lei n 129/84 de 27 de, apenas conheciam dos conflitos de interesses públicos e privados no âmbito das relações jurídicas administrativas, nos termos do artigo 3, de referido ETAF, e artigo 214, n 3, da CRP, sustentam que, integrando-se os actos praticados no âmbito da função jurisdicional, estariam, pela sua natureza e qualidade, excluídos da função administrativa do Estado stricto sensu, não se podendo configurar como actos de gestão pública qua tale, pelo que, ao contrário do decidido pelo Tribunal da Relação de Coimbra, deve ser declarado competente o Tribunal Judicial de Águeda Vejamos.