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Veja-se a este propósito Anabela Miranda Rodrigues, RPCC, 13, e o acórdão deste Supremo Tribunal de Justiça de 4 de Janeiro de 2007, relatado pelo Conselheiro Henriques Gaspar   Numa primeira linha – e cingindo-nos ao caso em análise – o Estado emissor da ordem de detenção deverá ter formulado um juízo de indiciação apta, idónea e capaz contra um determinado sujeito com vista a submetê-lo a julgamento no ordem jurisdicional desse Estado, pedindo, com base nesse juízo de imputação factual, a detenção a qualquer Estado membro a detenção e, terminados os trâmites jurisdicionais competentes e compatíveis, a respectiva entrega para os fins indicados no mandado.