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Alega, para fundamentar a sua pretensão, que: a Ré, em 15-12-2011, deu entrada a um requerimento de injunção contra a Autora, invocando que forneceu a esta materiais e serviços conforme facturas que indicou, fazendo constar desse requerimento a quantia de 369,36€ referente às facturas, mais 449,25€ referentes a juros de mora e 102,00€ relativos a taxa de justiça, no total de 930,61€; a Autora não contestou o teor desse requerimento de injunção, porque não estava inteirada da sua força executiva e porque, de qualquer modo, tinha a convicção de que, se a Ré avançasse com o requerimento executivo sempre lhe poderia deduzir oposição; todavia, uma vez instaurada a execução, a oposição que a Autora lhe deduziu foi indeferida liminarmente, razão pela qual acabou por pagar a quantia de 817,32€ correspondente ao total que, conforme indicação do Agente de Execução, estava em dívida; a verdade é que não devia à Ré o valor correspondente às aludidas facturas, já que algumas das facturas indicadas nunca foram juntas ao processo e a Autora desconhece o seu conteúdo e outras facturas reportam-se ao fornecimento de um computador, respectiva montagem e diversas deslocações devido a constantes avarias desse equipamento que nunca funcionou e que colocou à disposição da Ré por não corresponder ao que havia comprado, o mesmo acontecendo com outro material que a Ré lhe vendeu como sendo novo e que, por não o ser e não funcionar, está à sua disposição; assim, ao receber a quantia constante do aludido processo executivo, a Ré obteve um enriquecimento ilegítimo à custa da Autora.