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Na verdade, nos casos em que não se aplique o n 1 do artigo 106 do CIRE, ou seja, mos casos em que o contrato-promessa tem eficácia real mas não houve tradição da coisa ou em que, tendo havido tradição, o insolvente não é o promitente-vendedor e os casos em que o contrato-promessa não tem eficácia real tenha ou não havido tradição e seja o insolvente o promitente-vendedor ou o promitente-comprador), aplica-se a regra geral do artigo 102 do CIRE: o administrador pode recusar o cumprimento do contrato-promessa de compra e venda, aplicando-se, então, por remissão do n 2 do artigo 106, o n 5 do artigo 104 e, finalmente, por remissão deste último, o n 3 do artigo 1012 Da aplicação articulada de todas aquelas normas imperativas, de acordo com o n 1 do artigo 119 do resulta que "a contraparte do insolvente tem direito ao pagamento da diferença se entre os valores das duas prestações – uma equivalente ao valor do objecto do contrato prometido na data da recusa de cumprimento do contrato-promessa e a outra equivalente ao montante do preço convencionado actualizado para a data da declaração de insolvência –, ao que acresce o direito à restituição do sinal em.”13 Este é o regime indemnizatório que resulta da alínea do n 3 do artigo 102 do CIRE, sendo certo que o crédito que dele resulta é expressamente qualificado como crédito sobre a insolvência artigo 102, n 3, alínea, do, portanto, crédito comum, por não beneficiar nem de garantia real, nem de privilégio geral, não sendo subordinado artigo 47, n 4, alínea do.