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Resulta de quanto fica dito que não estamos diante de um mero erro de escrita ou de cálculo, mas sim de uma situação de desconhecimento da Lei, concretamente do n. 3 do artigo 5 do CPTA, pois ao contrário do caso em que existe erro de escrita ou de cálculo - casos em que se conclua pela existência de uma diferença entre a vontade real e a vontade declarada e cuja retificação não implique uma alteração substancial da declaração - no presente caso aquilo que se constata é que a Recorrente ao construir a sua Petição Inicial e ao decidir tão e somente peticionar a impugnação dos atos interlocutórios fê-lo e quis fazê-lo, correspondendo a vontade real à vontade declarada.