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Assim sendo, por força da sua natureza é evidente que os montantes recebidos a título de indemnizações de risco coberto por contrato de seguro, na parte em que se destinem a reparar o dano consubstanciado na perda do veículo ou do capital utilizado para a sua aquisição) não podem estar sujeitos a IVA, uma vez que não tem associado qualquer transmissão de bens ou prestação de serviços relação sinalagmática), mas tão só carácter ressarcitório”;  EE) Nestes termos, independentemente do desenho das relações aqui em causa, o certo é que, na parte em compensam a RECORRENTE pela perda total do veículo que é um dano emergente verificado na sua esfera, as indemnizações não podem estar sujeitas a IVA – independentemente de quem deva pagá-las, as seguradoras como sucede de facto e de, ou os locatários como considerou a Administração Tributária e o Tribunal a;  FF) Neste contexto, não pode deixar de se concluir pelo acerto do entendimento vertido no Acórdão fundamento, que concluiu, em substância, pela necessidade de distinguir entre o pagamento de rendas vencidas antes da perda do veículo antes da perda e as indemnizações economicamente suportadas pelas seguradoras, que não compensam as obrigações contratuais, mas a própria perda do veículo;  No primeiro caso o do pagamento das rendas o pagamento dos locatários à locadora estará sujeito a IVA, por substituir prestações sujeitas a imposto tem natureza remuneratória).