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K. Ou seja, a Coordenadora da VMER onde a Autora prestava o seu trabalho, os serviços próprios de Medicina no Trabalho e os Serviços de Recursos Humanos da entidade empregadora da Autora - e que para ela organizam/ determinam a prestação de trabalho desta - não consideram que esteja apta a realizar a sua prestação de trabalho na urgência e nos serviços de emergência, e designadamente na VMER, isto como consequência do sinistro em crise nos presente autos; As opiniões clínicas da entidade hospitalar que recebe a prestação de trabalho da Autora são unanimes no sentido de que a mesma não tem aptidão, para o exercício das funções que exercia antes do sinistro, por via das sequelas por este provocadas; Não pretendendo a entidade empregadora da Autora receber a sua prestação de trabalho à noite, no serviço de urgência e na VMER, pois não consideram que tenha condições físicas para tal, como consequência direta do sinistro, consignando a ineptidão do trabalhador para a função ou actividade de trabalho em causa; N. Assim, contrariamente a aquilo que é manifestado na douta sentença para a medicina do trabalho da sua entidade patronal - de forma superveniente, é certo, à data da decisão - a Autora continua a ser considerada inapta para aquele trabalho, e não voltará a poder exercer aquelas funções e a consequentemente auferir os acréscimos salariais decorrentes da realização de trabalho por turnos, na urgência e na VMER; O. O que resulta num dano futuro certo e previsível, numa continuada e definitiva perda salarial mensal de 700 € por cada mês, não apenas desde o acidente até maio de 2021, mas que se prolongará até à sua reforma; P. Assim, estamos a falar de um dano patrimonial a contabilizar desde 10-10-2016 até 15-02-2042, data em que a Autora completará 65 anos – data expectável de reforma - e assim de € 700,00 multiplicados por 304 meses, o que resulta na perda da quantia de € 212 800 duzentos e doze e oitocentos por parte da Autora; Q. Porque as alegações se suportam, não apenas nos factos dados como provados, mas também em documento ora junto, requer-se nos termos das disposições conjugadas dos artigos 651, n. 1 e 423 do P. Civil a admissão do mesmo; Porquanto, R. No caso em concreto manifesta-se como alegação para justificar a sua admissão que, como resulta do próprio documento, o mesmo apenas foi produzido a 13/10/2021 e, portanto, já com o prazo deste mesmo recurso subordinado em andamento; S. Assim, é o meso superveniente em termos temporais e era objectivamente impossível tê-lo apresentado até ao encerramento da discussão em 1 instância e sobre ele se ter debruçado o Meritíssimo Juiz, e o mesmo tem evidente relevância para a boa decisão da causa, pois respalda ainda mais e de forma contemporânea a impossibilidade definitiva do regresso da Autora, passados mais de 5 anos do sinistro, e por consequente direta deste, à prestação de trabalho e às funções que exercia previamente ao mesmo; T. Depois, atentando aos factos dados como provado nos pontos 39, 51, 55, 56, 57, 58, 59, 76, 78, 79, 87, 88, parece-nos do senso comum, tendo em conta as funções da VMER e serviço de urgência que incumbem ao enfermeiro - de responsabilidade, de destreza, agilidade, de condução efetiva do veiculo de emergência médica, de auxilio em condições físicas e climatéricas adversas, a qualquer hora do dia e da noite - não cremos que a autora sendo alguém que ainda padece do que foi dado como provado nos ditos, que terá de até aos fim da sua vida de realizar entre 30 a 40 sessões por ano de fisioterapia para não piorar o seu estado clínico, que esteja apta a trabalhar na VMER e no serviço de urgência; U. Ora, não estando na plenitude das suas capacidades físicas, não pode e não a deixam, tal como fazia até ao sinistro, realizar de forma adequada a sua prestação de trabalho, e pôr em risco a sua saúde e a de todos aqueles que poderia ter que assistir.