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1 Toda a actividade do recorrente, como Administração Pública que é, é pautada pela prossecução do interesse público; 1 O contrato dos autos não encerra em si mesmo a prossecução intensa de fins concretos de interesse público nem o seu objecto consiste numa actividade de serviço público; 1 O interesse público que preside a este contrato, e o interesse público que  norteia  toda  a  actuação do Recorrente, interesse público este incapaz, de por si só, o qualificar como administrativo; 1 De entre todos os critérios doutrinários, o da sujeição é eleito pelo recorrente como o mais capaz, entre os demais, para qualificar o contrato dos autos; 2 À luz deste critério, existe contrato administrativo quando há uma sujeição do particular a Administração Pública, manifestando-se tal sujeição através de cláusulas específicas do contrato, que conferem ao contraente pública poderes exorbitantes face ao contraente particular; 2 Tais poderes exorbitantes são os consagrados no artigo 180 do CPA modificação unilateral das prestações, rescisão unilateral do contrato, fiscalização da execução do contrato, aplicação de sanções em caso de; 2 O contrato dos autos não estipula nenhum daqueles poderes contratuais da Administração Pública, à excepção de um simples poder de fiscalização; 2 O poder de fiscalização consagrado no n 4 da cláusula 3 do contrato objecto dos autos, não tem os contornos de um verdadeiro poder exorbitante visto se encontrar  dissociado dos poderes sancionatório, de direcção, e de rescisão unilateral; 2 Esse poder de fiscalização em nada se diferencia do poder que assiste às partes em garantir o pontual cumprimento de um qualquer contrato de natureza privada; 2 Se assim não fosse não se compreenderia por que razão o recorrente, em face do incumprimento do contrato pela Recorrida, lançaria mão, nomeadamente, do poder sancionatório, para em ver disso fazer valer os seus direitos através dos presentes autos; 2 Não existindo,  no contrato dos autos, nenhum dos poderes referidos em  21, com as  características que lhes conferem a qualidade de verdadeiros poderes exorbitantes, também o critério da sujeição se revela impotente para qualificar o contrato dos autos como administrativo; 2 O objecto do contrato que se discute nos autos não é passível de acto administrativo; 2 Das  várias marcas de administratividade  enunciadas,  e normalmente,  presentes  nos  contratos  administrativos, só duas existem no contrato dos autos; 2 Com  efeito,  nele  intervém  um  ente  público, e nele se prossegue o interesse público; 3 Na celebração de contratos de natureza privada, não se pode dissociar da sua natureza jurídica, como Administração Pública que é, e não se pode furtar à prossecução do interesse público, que norteia toda a sua actividade; 3 A presença destas marcas é comum nos contratos privados da Administração  Pública  e nos contratos administrativos por ela celebrados, pelo que são incapazes de o  qualificar  como administrativo.