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É que,  da audição dos depoimentos prestados, que este Tribunal de recurso teve que realizar face à impugnação da matéria de facto, resultou evidente que, pelo menos, duas testemunhas – N. empresário de sucata desde de 2000/2001, com relações comercias com a , Ld., similar à das emitentes das facturas, revelou conhecer bem o Sr. e todo o circuito e estrutura  inerente à sua  e A. empresário da sucata em 2011, trabalhou para o  e, para a sua esposa, Sónia Alexandre dos Santos, entre 2005 e 2009, durante os quais sob as suas ordens  enchia as carrinhas dos locais que lhe eram indicados e ia descarregar a carga ao Sr. – o primeiro declarou conhecer os emitentes das facturas, seus concorrentes que oferecendo melhor preço, lhe "roubaram” clientes, os quais movimentavam grandes quantidades de sucatas, e que tal como ele, compravam sucata pelo Norte do país e entregavam directamente ao Sr. , mais concretamente a Sandra para esta proceder a pesagem da mercadoria/carga;  para isso nenhum deles precisava de instalações, os camiões por regra tem capacidade para levar 20 toneladas, mas, apesar do risco das multas, na realidade levavam 30 ou 40 toneladas.