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Fê-lo, porém, sem que tenha sido dada às partes a possibilidade de se pronunciarem sobre os critérios de quantificação do valor do prejuízo material sofridos pelos autores, nomeadamente sobre "o valor da renda da fracção autónoma no mercado de arrendamento, no estado aparente à data da celebração do negócio”, suas dimensões, equipamentos e localização que, não tendo sido alegados pelas partes nem resultando de factos assentes, não foram também objecto de contraditório entre as partes com esse alcance e finalidade.8 O recurso à equidade, mesmo nos casos excepcionais em que é permitido, não dispensa a alegação dos factos em que assenta a existência do dano e permitam a sua quantificação e só tem lugar, nos termos do artigo 56 n. 3 do Código Civil, se, como refere o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 10 de dezembro de 2019 de que foi relatora a Sr. Juíza Conselheira Dr. Assunção Raimundo, consultável em www.dgsi.pt, se "não puder ser averiguado o valor exato dos danos” julgando então o tribunal dentro dos limites que tiver dado por provados, ou seja, "quando se encontre esgotada a possibilidade de recurso aos elementos com base nos quais se determinaria com precisão o montante dos danos.”  Se é certo que o juiz não está vinculado às alegações das partes no que toca à indagação, interpretação e aplicação das regras de direito, também é certo que, não tendo sido alegados pelos autores os factos essenciais que constituem a causa de pedir quanto a eventuais danos de natureza patrimonial diversos dos aludidos encargos bancários relacionados com a aquisição da fracção, não podia a sentença socorrer-se de critérios de equidade assentes em factos não articulados pelas partes sem lhes dar possibilidade de se pronunciarem sobre os parâmetros de quantificação do valor da indemnização.