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Por outro lado, sem perder de vista que a "audição de menores de tenra idade em processos de natureza judicial, em particular, sendo suspeito da prática de crime algum dos seus progenitores consigo convivente, deve ser evitada, dada a colocação dos menores em situação por si habitualmente indesejada e geradora de constrangimento” – como bem se acentuou na decisão recorrida – não pode deixar de se anotar:  	- que as menores são a única prova direta/presencial dos factos denunciados;   	- que os factos denunciados seja qual for o crime que os mesmos venham a integrar, após produção de são graves, pois que, embora se trate, alegadamente, de um ato isolado, cujos contornos não estão esclarecidos – e as provas podem vir a levar a conclusão diversa - há sempre o receio de que a ameaça possa vir a concretizar-se, como – ditam as regras da experiência - muitas vezes acontece relativamente aos crimes de violência doméstica que, sendo inicialmente desvalorizados, vêm a revelar-se autênticas tragédias não obsta a este entendimento o facto do denunciado ter assumido os factos e ter abandonado o local, pois que nada obsta a que venha no futuro a alterar tal atitude e comprometer a prova dos.