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2 Muito se estranha que o Tribunal a quo, ao invés de se ter pronunciado sobre matéria desta relevância que foi extensamente debatida em audiência e que tem correspondência literal no auto de notícia), tenha preferido valorar a marca do veículo em que seguia o Arguido, como fator decisivo para apreciar o "significado das declarações”;  2E mesmo que se entenda existir dúvida que não há) sobre se as circunstâncias em que as declarações do Arguido foram proferidas permitiam integrar uma peita idónea para o preenchimento do ilícito típico, ainda assim o Arguido teria que ser absolvido, uma vez que a prova produzida só pode ser tida como suficiente quando seja apta a ultrapassar a barreira do in dubio pro reo;    3 Ora, quanto a esta matéria, não se crê que esta barreira tenha sido ultrapassada, pelo que melhor andará este douto Tribunal se, analisando de forma isenta a prova recolhida, entender que a mesma está decisivamente ferida da dúvida legítima;   3Sendo que em boa verdade não parece sequer haver dúvidas de que a expressão constante do facto n. 11 dado como provado, associada aos factos cuja prova se requereu no ponto 1 das alegações de recurso, não era idónea para suscitar nos seus destinatários, sequer, a hipótese da sua aceitação ou rejeição;  3 Razão pela qual se requer aos Venerando Desembargadores que, procedendo à devida valoração da matéria de facto e subsumindo-a nos comandos legais aplicáveis, tudo no mais alto e ponderado critério, não deixarão de absolver o Arguido do crime de corrupção ativa, p.p.