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O entendimento do Mm Juiz "a quo” segundo o qual "os accionistas da ré autorizaram o conselho de administração da ré deliberar o reembolso aos sócios do capital conforme achasse oportuno em função das disponibilidades de liquidez.” é manifestamente errado salvo, sempre, o devido, porquanto, desde logo, a questão da liquidez já havia sido avaliada pelo Conselho de Administração previamente à proposta de redução do capital social apresentada à Assembleia Geral – com efeito, aquela proposta referia expressamente que a mesma era apresentada "Atendendo à situação patrimonial líquida da sociedade espelhada nas contas do último exercício anual” Facto Provado n e o Presidente do Conselho de Administração fez constar em acta que "a decisão agora tomada não implicará qualquer dificuldade na empresa, continuando preparada para a prossecução dos negócios.” Facto Provado n A dita "autorização” concedida ao Conselho de Administração para este "deliberar o reembolso aos sócios do capital ora libertado, proporcionalmente às ações que estes detiverem, por uma ou mais vezes, conforme achar oportuno em função das disponibilidades de liquidez, e sem prejuízo para a normal atividade da firma e das empresas participadas”não pode ser entendido em termos de ser frustrada a deliberação de redução do capital com finalidade de libertação de capital e o consequente e querido pelos "reembolso aos sócios do capital ora libertado”.