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1	É precisamente quanto à análise sobre o caráter de censurabilidade que a entidade adjudicante possui liberdade de apreciação, em função das razões invocadas pelo adjudicatário; porém, e ao invés do que pretende a Recorrente, essa liberdade de apreciação não pode significar que a sua decisão não seja objeto de controlo jurisdicional; 1	Neste contexto, não pode subsistir no ordenamento jurídico a decisão de habilitação da Recorrente ESSE, bem como, consequentemente, o ato de adjudicação da sua proposta, pelo que bem andou o Tribunal a quo ao condenar a Recorrente EMES na notificação da Recorrente ESSE, para efeitos de audiência prévia prevista no n. 2 do artigo 8 do CCP; 1	Nem se diga, como pretendem as Recorrentes, que aquela disposição normativa apenas se aplica aos casos em que a entidade adjudicante se prepare para decidir desfavoravelmente ao adjudicatário ou que se destina a um convite ao adjudicatário para cumprimento: conforme bem sedimentado na jurisprudência administrativa, e resultante do próprio elemento literal da norma, a audiência prévia prevista no n. 2 do artigo 8 do CCP possui caráter obrigatório uma vez constatado o incumprimento pelo adjudicatário do prazo de apresentação dos e visa dar a possibilidade ao adjudicatário de demonstrar que, não obstante o seu incumprimento, actuou de forma diligente e atempada para evitar a caducidade da adjudicação – o que se revela claro e manifesto que não sucedeu no caso dos autos; 1	Não se verifica qualquer nulidade da Sentença recorrida por omissão de pronúncia, nos termos alegados pela Recorrente ESSE, pois o Tribunal a quo apenas não se pronunciou sobre o alegado impedimento da Recorrida o qual, adianta-se, não se em participar no concurso dos autos, por considerar que tal questão ficou prejudicada, nos termos do artigo 60, n. 2, do Código de Processo Civil, aplicável por força do disposto nos artigos  e 3, n. 1, ambos do CPTA, pela decisão de condenação da Recorrente EMES na notificação para audiência prévia da Recorrente ESSE, a qual não comporta, por isso, a condenação na adjudicação da proposta da ora Recorrida.” O TAF de Sintra, ao admitir os recursos, sustentou não ocorrer omissão de pronúncia, porquanto o conhecimento da questão invocada pela contrainteressada apenas seria necessário caso fosse de decidir pela condenação na adjudicação da proposta pela autora.