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A medida é proporcional, adequada à realidade e aos objectivos do legislador, que pretendeu com a reforma do regime, prevenir crises com as consequências nefastas para os cidadãos, que advieram da mesma crise financeira que a motivou, traduz-se no acrescentar de um período mínimo de suspensão, plenamente justificado em face das consequências da referida crise, até nas estruturas das Instituições de Crédito, assegura o tratamento igual de todos os arguidos e respeita o princípio da confiança, pois o artigo 27A, n. 1 salvaguarda a possibilidade de o legislador publicar diplomas relativos à suspensão da contagem do prazo de prescrição do procedimento contra-ordenacional.” Perante os argumentos acima esgrimidos, os quais se secunda inteiramente e têm plena aplicabilidade ao caso dos autos, tem de se considerar adequada a aplicação, ao caso sub judice, do prazo de suspensão da prescrição estabelecido na Lei n 83/2017 de 18/8, regime jurídico em vigor no momento em que foi admitido o recurso de impugnação judicial da decisão do Banco de Portugal que condenou o aqui recorrente pela prática da contraordenação em causa.