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Se a matéria impugnada pelo recorrente não interfere de modo algum na solução do caso, sendo alheia à sorte da acção, de acordo com o direito aplicável considerando as várias soluções plausíveis da questão de, não deverá a Relação conhecer da pretendida alteração, sob pena de estar a levar a cabo actividade inútil, infrutífera, vã e estéril – se os factos impugnados não forem relevantes para qualquer das soluções plausíveis de direito da causa, é de todo inútil a reponderação da correspondente decisão da 1 instância, como sucederá nas situações em que a substituição pretendida pelo impugnante seja indiferente e neutra à solução e enquadramento jurídico do objecto da lide1 Assim ocorre no caso dos autos – quer ponderando que para a decisão dos embargos e da apelação) não interessa saber de quem, na pendência da execução, obteve a exequente embargada a satisfação do seu direito, antes apreciar se o título dado à execução lhe permite obter coercivamente do executado embargado a entrega do bem referido na alínea do número 3 dos factos provados, quer atendendo a que o apelante pretende introduzir na matéria de facto pormenores ou acrescentos que a decisão de facto já comporta ou seja, pretende modificar a decisão para que nela se acrescente matéria que, por já se concluir da matéria provada, nada.