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9).1	Em qualquer caso, sublinhe-se que a norma constante do artigo 6 do Decreto-Lei n. 220/2006, interpretada tal como fez o acórdão no sentido de que o empregador fica obrigado ao pagamento do montante correspondente à totalidade do período de concessão da prestação inicial de desemprego que o beneficiário em causa poderá potencialmente receber da segurança social e não limitada ao que aquele beneficiário recebeu ou venha efectivamente a, é, nessa interpretação, materialmente inconstitucional por violação do princípio da proporcionalidade conjugado com o artigo 6/2 e 3 da CRP.1	Pelo exposto, deve concluir-se que o acórdão recorrido, ao confirmar o acto impugnado na parte em que condenaria a Recorrente ao pagamento dos montantes potencialmente pagáveis aos ex-trabalhadores, e não à totalidade dos montantes que venham efectivamente a ser pagos àqueles durante o respectivo período de concessão da prestação inicial de desemprego, incorreu numa errada interpretação do artigo 6 do Decreto-Lei 220/2006, o que consubstancia erro de julgamento.2	Acresce que o acórdão recorrido, à semelhança do acto impugnado, violou também neste particular o princípio da proporcionalidade na sua vertente da necessidade e da proporcionalidade stricto sensu, conjugado com o artigo 6/2 e 3 da CRP e, bem assim, os artigos 48 e 47 do Código Civil e 9 da Lei de Bases da Segurança Social.