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8 No dia 2 de Junho de 2020, o jovem B declarou neste tribunal e após ter sido esclarecido da natureza do presente processo e questionado sobre se acha que está numa situação de perigo respondeu "estou aqui muito bem, muito seguro”; confrontado com a situação de perigo em que ele e a irmã se encontram devido aos conflitos dos pais respondeu "isso é problema da mãe, o pai já tentou telefonar à  e a mãe não deixou”; que não vai passar fins-de-semana com a mãe porque, no primeiro fim-de-semana em que o fez, "passado nem meia hora de lá estar” a mãe bateu-lhe e questionado porquê, respondeu "não sei, não sei o que vai na cabeça dela”; que não tem visto nem falado com a irmã; desconhecer quando o pai regressa de Marrocos; questionado sobre o que mudaria na sua vida se pudesse respondeu "tentava estar o mais longe possível da mãe” e perguntado porquê, respondeu "ela bate-me, trata-me mal e chama-me nomes” e questionado sobre se também o faz à irmã respondeu "às vezes sim”, "as acções que ela faz não é de uma mãe��; que a mãe só lhe começou a bater quando os pais se separaram; no decurso da assentada, afirmou "desculpe lá, mas o namorado da minha mãe também me bateu, não foi só a mãe”; questionado sobre se pretendia dizer alguma coisa que não lhe tivesse sido perguntado, respondeu que gostava que ele e a irmã não vissem mais a mãe e que "o tribunal acabasse de imediato” pretendendo com isso dizer que "quero que os processos acabem rapidamente porque sempre que há uma data ficamos a pensar no que vai acontecer, nervosos” esclarecendo que são ele, o pais e a "madrasta” que ficam assim, "as pessoas que se preocupam comigo”.