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Os vícios da vontade traduzem-se em perturbações no seu processo formativo, no sentido de que a mesma, embora em concordância com a declaração emitida, "é determinada por motivos anómalos e valorados, pelo direito, como ilegítimos”, ou seja, "a vontade não se formou de um «modo julgado normal e são»”  Entre aqueles vícios a considerar in casu, temos o erro-vício e o dolo, com inscrição, respectivamente, nos artigos 251 e 252 e artigos 253 e 25 Traduz-se o erro-vício numa "representação inexacta ou na ignorância de uma qualquer circunstância de facto ou de direito que foi determinante na decisão de efectuar o negócio”, no sentido de que caso "estivesse esclarecido acerca dessa circunstância – se tivesse exacto conhecimento da realidade – o declarante não teria realizado qualquer negócio ou não teria realizado o negócio nos termos em que o celebrou”  Constitui-se, assim, como um erro nos motivos determinantes da vontade ou erro-motivo.