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Para este efeito, ele há-de todavia considerar, não o que o declaratário tenha podido deduzir do comportamento do declarante, mas o que um declaratário hipotético – um terceiro dotado de inteligência e diligência normal, colocado na posição do real declaratário – teria podidoe entender» e, num outro passo, referindo-se ao artigo 23, n. 1, do , diz o mesmo autor: «a alusão aí feita ao comportamento do declarante – «) o sentido que um declaratário normal possa deduzir do comportamento do declarante» – não pode significar outra coisa senão que o teor da declaração, a fórmula oral ou escrita de que o declarante se serviu para exprimir o seu pensamento, deve ser integrada pelo conjunto das circunstâncias de facto – quer anteriores à emissão da declaração de vontade, quer concomitantes dela – que sejam de molde a fazer luz sobre as verdadeiras intenções do autor.