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Alegou, em resumo, que vinha explorando, com fins lucrativos, o estabelecimento designado "B”, sito na Zona Industrial , Lote , freguesia de , concelho de , propriedade do R., estabelecimento que é composto por várias edificações, que identifica, ali erguidos pela A., entre 1995 e 2008, à vista e com conhecimento geral, sem oposição de quem quer que seja, fazendo a A. uso do móvel como se de coisa sua se tratasse, tendo a A. sido autorizada pelo R., que havia deliberado ceder-lhe o direito de superfície, a construir, e depois explorar, as construções realizadas no imóvel; mais alega que todas as obras foram feitas na convicção, por parte da A., de que o referido lote oportunamente seria legalizado a seu favor; as obras realizadas pela A. têm um valor de €60827,50, cujo custo suportou com meios próprios e através do recurso ao crédito, e trouxeram à totalidade do prédio um maior valor do que o valor do prédio antes da realização das mesmas, que não era superior a €9091,14 em 1995, sendo que as construções não se podem separar do imóvel sem alteração substancial do todo obtido através dessa união que foi um kartódromo   Contestou o R. que, começando por sustentar o insucesso da acção por não se verificarem os pressupostos legais, dado que a A. não desconhecia que o lote onde efectuou as construções era alheio e que era do R., e que as obras foram efectuadas sem que tivesse sido acordada qualquer forma de transmissão de direito a favor da A., impugna, por desconhecimento, a factualidade articulada pela A., designadamente no que refere às áreas e composições das obras realizadas pela A. e equipamentos nelas existentes, bem como aos materiais utilizados, mais aduzindo que o valor do imóvel antes da realização das obras pela A. nunca seria inferior a €44000,00, e que algumas das obras podem ser separadas sem afectação da substância do imóvel, concluindo pela improcedência da acção.