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Cabe referir também que a capacidade económica do obrigado a prestar alimentos não é aferida unicamente pelo montante que os mesmos possuem ou auferem, tal como é explicitado por MARIA CLARA SOTTOMAYOR: "Os tribunais têm admitido que a capacidade económica dos pais não se avalia só pelos rendimentos declarados, mas também pela capacidade de gerar proventos, pelo nível de vida ou padrões de consumo que efectivamente têm e pelos rendimentos de actividades profissionais por conta própria mesmo que não sejam declarados” Regulação Do Exercício Das Responsabilidades Parentais Nos Casos De Divórcio, Ed., Almedina Editora, 2011, p. 30)”   E depois, concretizando: "Não restam duvidas que o arguido estava legalmente obrigado a prestar alimentos aos menores seus filhos, decorrendo tal obrigação do disposto no artigo 1878, n 1 do que, fixando o conteúdo do poder paternal, nele inclui, além do mais, o dever dos pais de prover ao sustento dos filhos menores, de velar pela sua segurança e saúde e de dirigir a sua educação, ou seja, tudo o que integra a noção de alimentos definida legalmente no artigo 2003 do mesmo código.