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Com efeito, nas conclusões do relatório do exame médico-legal de fls 248/252 diz-se também que:  «) o acto sexual que é perpetrado não tem que necessariamente causar soluções de continuidade cutânea ou mucosa, são disso exemplo as carícias nos genitais por exemplo; a manipulação dos mesmos no contexto de manobras masturbatórias; as manobras masturbatórias do pénis em contacto com a face interna dos pequenos lábios e na fúrcula que por vezes é interpretado pela menor sem vida sexual prévia como de penetração se tratasse, são exemplos que não têm obrigatoriamente que causar lesões;  - mesmo no caso de manobras masturbatórias no vestíbulo que podem causar abrasão – escoriações na face interna dos pequenos e grandes lábios, estas lesões são soluções de continuidade superficiais da mucosa, limitadas à epiderme e derme, que por isso podem sangrar e que após a cicatrização com uma evolução de 5 não deixam habitualmente sequelas cicatriciais.