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Uma vez que esta se contém dentro dos limites abstratos da pena aplicável, ou seja, da pena de prisão de três a dez anos, nos termos do disposto no artigo 171, n 1 e 2, balizada pela culpa do agente e ainda atentas as exigências de prevenção especial e geral, estas elevadas pelo reconhecido alarme social que este tipo de crimes causa na população em geral, até pela perversidade inerente a tais práticas com crianças de tenra idade, que pela sua acentuada vulnerabilidade ficam, totalmente, impossibilitadas de se protegerem da perversidade de gente adulta, pelo que mesmo atentando-se às circunstâncias que depõem aqui a favor do arguido, ou seja, o facto de não ter antecedentes criminais como consta do ponto, ter revelado factos que praticou e ainda à sua formação académica, licenciado em direito, já trabalhara e procurava, e mostrando-se familiarmente inserido, a pena em concreto que lhe foi aplicada, de cinco anos e dez meses de prisão, não se mostra exagerada, pois não se podem olvidar os motivos ignóbeis que moveram o arguido, que não podia desconhecer as previsíveis consequências nefastas da sua atuação na vida daquela criança, não só futuras, a nível psicológico, como até físicas, nem as desde logo verificadas aquando da prática de tais "actos” até pelos relatados choros da mesma infeliz vítima).