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Impõe-se assim concluir que, não estamos perante uma única resolução criminosa, mas sim a prática do mesmo tipo de crime, em situação de concurso real e efectivo, desde logo, atendendo às amplitudes temporais entre as diferentes situações, as circunstâncias perfeitamente cindíveis e autonomizáveis, renovando assim o arguido, em cada situação, a resolução criminosa, sendo certo que, como supra se expôs, inexiste qualquer situação de crime continuado, porquanto o arguido não agiu num quadro da solicitação de uma mesma situação exterior que diminuísse consideravelmente a sua culpa, aliás inexiste qualquer situação exterior, dado que, é o arguido quem criava as situações que lhe permitiram o enriquecimento ilegítimo.