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Assim sendo, à luz da lei portuguesa, aqui aplicável, a Recorrente B., só por si, já não tem legitimidade para acionar G. e, muito menos, a, pelos atos decorrentes da gerência que G. partilhava, com outros, na , porque essa responsabilidade só poderia ser exercida nos termos do Artigo 79 do CSC, pela , como titular da quota correspondente à totalidade do capital da ; 1 A relação jurídica subjacente à presente ação judicial, emergente de um Contrato Mercantil de Prestação de Serviços, celebrado entre a Ré, B., e a Autora, nada tem a ver com o Contrato de Mandado, para o exercício da atividade de gerência comercial, celebrado entre a acionista da , a , e G.. São duas relações jurídicas totalmente distintas, com sujeitos e objetos diferentes, das quais não é possível imputar responsabilidades a terceiros; 1 Ainda assim, compete impugnar, com veemência, as acusações e imputações da B. ao gerente da Autora, G. e à Autora, por serem totalmente falsas e descabidas, já que a falta de pagamento à Autora não se deveu à conduta do seu gerente G. nem à conduta da Autora ou a qualquer comportamento destes, mas antes à conduta da aqui Recorrente; 1 É G. e não a ora Recorrida quem tem o direito de se defender, invocando, eventualmente, as circunstâncias de exclusão de responsabilidade previstas no Artigo 72 do Código das Sociedades Comerciais, bem como a acionista da que o designou para o exercício dessas funções, nos termos do Artigo 83 do mesmo Código das Sociedades Comerciais; 1 Ao apresentar Reconvenção nos moldes em que faz, a B., ora Recorrente, procura locupletar-se duas vezes à custa da Autora e do gerente desta, bem sabendo, diga-se, que as suas teses carecem, em absoluto, de sustentação fáctica e jurídica, estando condenadas à improcedência, como bem faz notar o Tribunal a quo; 1 É cristalino e plenamente justificado o raciocínio do Tribunal, que subjaz à decisão sob escrutínio: a Ré B. vem peticionar, por via reconvencional, que a Autora seja condenada no pagamento da indemnização à Ré no valor de € 50000,0 Para o efeito, alega uma série de factos relacionados com investimentos feitos, direta ou indiretamente, pela própria Ré, na Turquia, através de uma empresa denominada E. e sustentando que esses factos responsabilizam G., como gerente da ; 1 É manifesto que a Reconvenção tem de ser rejeitada, desde logo, considerando que as partes presentes nesta demanda são a Autora, A., Unipessoal Lda.