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Como refere Maia Costa, «Em síntese, poderá dizer-se que são suficientes os indícios que ultrapassem, o teste da "dúvida razoável”, na perspetiva da produção da prova na audiência de julgamento» Código Processo Penal Comentado, Almedina, 2014, p..    No caso concreto, o Mmo Juiz de Instrução baseou o juízo indiciário na exiguidade da prova e na aplicação do princípio in dubio pro reo, invocando em jeito conclusivo:  «Tendo em consideração o exposto supra na fundamentação de facto e as conclusões a que aí chegamos quanto àsuficiência da matéria de facto alegada na acusação pública, será que podemos afirmar que o embate se ficou a dever exclusivamente à desatenção da arguida e à forma como desenvolveu naquele concreto momento a atividade de condução do veículo automóvel em apreço?