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A ‘extrema amplitude que o nosso legislador confere ao conceito de incapacidade para o trabalho, aliada à orientação sedimentada da jurisprudência, de que é de indemnizar, quer esta leve a diminuição de proventos laborais, quer não leve’, contempla-o indemnizatoriamente, enquanto ��a relevância que a nossa lei confere aos danos não patrimoniais, também aliada à amplitude deste conceito que a jurisprudência vem acolhendo – englobando, nomeadamente os prejuízos estéticos, os sociais, os derivados da não possibilidade de desenvolvimento de actividades agradáveis e outros – já o contempla’ ao nível compensatório  Dano biológico que é de valorizar para lá do que signifique na diminuição da qualidade de vida do lesado, a ponderar e atender no âmbito do dano não no âmbito do dano patrimonial sem que isso signifique uma repetição ou duplicação de valorização do mesmo quando ele se repercuta na actividade laboral do lesado, seja directamente, implicando perda efectiva ou previsível de rendimentos, seja quando implique ao lesado maior esforço e dispêndio de energia no desenvolvimento da actividade propiciadora de rendimento e assim, em última análise, maior esforço do lesado para não sofrer diminuição de – tal dano deve ser indemnizado na vertente patrimonial independentemente da prova do lesado sofrer ou vir a sofrer diminuição dos seus proventos futuros isto é, diminuição da sua capacidade de se for de concluir que tal incapacidade funcional ou fisiológica, repercutindo-se nuclearmente na diminuição da condição física, resistência e capacidade de esforços por parte do lesado, irá implicar, previsivelmente, maior penosidade, dispêndio e desgaste físico na execução de tarefas e assim, se for de considerar que essa incapacidade exige do lesado um esforço suplementar físico e psíquico para obter o mesmo resultado da sua actividade Estando em causa dano que se consubstancia numa limitação ou défice funcional apesar de não imediatamente reflectida em perdas salariais ou na privação duma específica capacidade, ‘perspectivado na óptica de uma capitis deminutio na vertente profissional’4, o fundamento da sua ressarcibilidade assentará nos casos em que tal défice se repercute na exigência de maior esforço para o desempenho de actividades e - para lá do que aporte como restrição ‘às possibilidades de exercício de uma profissão e de futura mudança ou reconversão de emprego pelo lesado, enquanto fonte actual de possíveis e eventuais acréscimos patrimoniais, frustrada irremediavelmente pelo grau de incapacidade que definitivamente o vai afectar’ -, na acrescida penosidade e esforço no exercício da  actividade diária e corrente, de modo o compensar e ultrapassar as deficiências funcionais que constituem sequela irreversível das lesões sofridas  Nestas situações em que é previsível que o rendimento auferido com o exercício de actividade laboral não sofra diminuição em razão da limitação funcional resultante do evento que está na génese da obrigação de indemnizar casos em que não se apresenta como verosímil a perda efectiva de rendimentos, valoriza-se a circunstância de tal não diminuição de rendimentos ter como correspectivo um acréscimo de esforço corporal e/ou intelectual6, na exacta medida do grau de incapacidade/limitação funcional, não compensado com qualquer acréscimo de retribuição, sendo por isso adequado atender e valorizar pecuniariamente tal maior esforço ou dispêndio de energia.