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O insolvente deduziu impugnação do aludido crédito, concluindo pela sua procedência e que não fosse reconhecida a totalidade do crédito, invocando, para tanto: - A ilegitimidade do reclamante, com o fundamento que na sentença judicial condenatória figura como autora o ", S.A.”, pessoa jurídica diversa do reclamante, que não demonstra quaisquer factos constitutivos da sucessão que alega na reclamação de créditos; - A figura contratual da remissão abdicativa, mediante a alegação de que a devedora principal é a sociedade "E, Ld” que, como consta da sentença condenatória, proferida em 17/3/1997 no âmbito da acção n 10775/94, que correu termos no extinto 8 Juízo Cível do Porto, 2 Secção, já então se encontrava falida, tendo sido representada pelo respectivo liquidatário, sendo que os documentos que estão na base do crédito reclamado são livranças subscritas pela falida e avalisadas, entre outros, pelo impugnante e que, em 18/10/2012, como é do conhecimento do credor, que nele nada referiu, indicou ou reclamou, assim renunciando ao respectivo crédito, se iniciou o procedimento administrativo da liquidação oficiosa da sociedade, que culminou com a decisão administrativa de liquidação oficiosa, proferida em 14/11/2012 e registada nessa data, sem que tivesse sido apurado qualquer activo ou passivo; - Não poder o credor reclamante exigir dele, enquanto sócio de "E, Ld”, a dívida, porque a sociedade principal devedora foi, no âmbito do referido procedimento administrativo, declarada extinta e não houve qualquer partilha de activo ou passivo, sem propor acção contra a generalidade dos sócios justificando que, aquando do encerramento da liquidação, a extinta sociedade possuía bens ou valores, sócios que, ainda assim, só responderiam pelo passivo superveniente até ao montante que recebessem em partilha; - A figura do abuso do direito na modalidade de venire contra factum proprium ou supressio, uma vez que o credor teve um comportamento omissivo e passivo durante 19 anos e 9 meses, o que criou no insolvente a expectativa de que nunca reclamaria o crédito, insolvente que confiou que o credor tinha desistido do crédito ou que o direito nem sequer existia, pois que nunca foi interpelado para pagar o crédito reclamado e nunca foi confrontado com qualquer restrição ou acesso a serviços bancários, não constando sequer a responsabilidade em causa no mapa das responsabilidades do Banco de Portugal, confiança que saiu reforçada com a extinção da sociedade, sem que algum credor tenha reclamado créditos.