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No conjunto da factualidade provada afigura-se que o arguido está em condições de beneficiar de uma pena suspensa, à luz do artigo 5, n.s 1 e 5, do Código Penal, por período de tempo igual ao da duração da pena de prisão.” Foi ainda decidido subordinar a suspensão da execução da pena de prisão ao pagamento dos montantes indemnizatórios civis, tendo o tribunal justificado tal decisão da seguinte forma: "Em termos de necessidades preventivas, julgamos que o aspeto que mais se destaca ou que assume maior premência é o da necessidade de reparação do mal do crime, e avaliamos que o arguido, não se evidenciando quaisquer dificuldades ou constrangimentos de ordem económica, está em plenas condições de pagar aos ofendidos, no prazo de 30 dias a contar do trânsito em julgado, a totalidade indemnizações arbitradas em sede -- artigo 5, n. 1, alínea, do Código Penal.” Efetivamente, na ponderação de todas as circunstâncias do caso – patenteadas na factualidade provada e às quais já nos reportámos acima – que marcam negativamente a imagem global dos factos praticados, a pena única de 3 anos de prisão fixada pelo tribunal a quo mostra-se ajustada à medida da culpa e às exigências de prevenção geral e especial que o caso comporta.