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A recorrente apresentou alegações com as seguintes conclusões:   1- A relação jurídica que as partes pretendem ver solucionada pelo tribunal tem de ser apreciada, para determinação da competência dos tribunais, em função da pretensão deduzida e pelo pedido formulado pelo autor;  2- Não é o contrato de empreitada, celebrado entre o aderente do contrato de factoring e o Município Réu, que está em causa na acção judicial;  3- O que está em causa é um contrato de natureza comercial, celebrado entre uma instituição de crédito especializada e uma sociedade comercial;  4- O réu Município alega, nos ns 4 e 7 da sua contestação, que a causa de pedir na mesma acção é o "contrato de empreitada de obras públicas”, o que está completamente errado, mas, surpreendentemente, foi acolhido pela  instância e pelo tribunal da Relação de Lisboa;  5- Repare-se que o réu Município não sustenta que não deve aquela factura concreta, por esta ou aquela razão relacionada com o contrato de empreitada, antes pelo contrário, na sua argumentação tem de começar por admitir que deve; contudo, como o empreiteiro lhe deverá, por seu lado, várias quantias, das quais ele, Município, é credor pretende operar a compensação;  6- Aliás, nunca o réu podia alegar não dever a factura, pois esta só foi emitida e, cedida, depois à após a elaboração do respectivo auto de medição e verificada pelo dono da obra a "Situação de Trabalho”, o que significa aprovação e compromisso de pagamento por parte do mesmo dono da obra;  7- Simplesmente não há identidade de sujeitos, pois o titular da factura é uma instituição bancária especializada a quem os eventuais créditos do Município não podem ser opostos;  8- Assim, o Município para ver reconhecidos o crédito ou créditos, de que diz ser titular sobre o empreiteiro, não o pode fazer nesta acção e, por via de excepção, mas terá de ir perante o tribunal administrativo discutir o contrato de empreitada, que alega incumprido;  9- Na acção instaurada pela autora, ora recorrente, que financiou em devido tempo o tal empreiteiro e que para se reembolsar precisa de cobrar a factura, discute-se apenas e só o contrato comercial bancário, de factoring ou cessão financeira e, por isso, para tal acção é competente o Tribunal Cível.