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), refere que constituirá abuso de direito o exercício que em princípio seria legítimo, nos casos em que é exercido de maneira a constituir clamorosa ofensa do sentimento jurídico socialmente dominante, mostrando-se objectivamente disfuncional.”   Atentas as circunstâncias acima referidas, e tendo ainda em conta que a falta de inclusão do sinistrado na "folha de férias” se verificava já desde 15/07/2017, sem que a ré seguradora tivesse tido a iniciativa de esclarecer a situação, como o impunha o princípio da boa-fé, ou tivesse imediatamente declinado a responsabilidade – levando a ré empregadora a crer que nenhuma controvérsia existia –, o mesmo princípio da boa-fé impunha que, ao menos, a ré seguradora aceitasse o envio tardio da cópia da declaração de remunerações dos trabalhadores remetida à Segurança Social em 7/07/2017, onde constava o nome e remunerações do autor em Junho de 2017, como suficiente para esclarecer a situação.