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6 n. 4 do CIRS, por que não se trata de lançamento a favor do sócio, que não tem qualquer direito de crédito sobre a sociedade, com respeito a prestações suplementares; F- A AT, ao constatar que não teve lugar a constituição efectiva de suprimentos, e tendo operado a correção do lançamento da conta 53, não procedeu a qualquer lançamento, referente a esse valor na conta 26 e suas subcontas, antes tendo levado o valor a variações patrimoniais positivas, a ser tributadas como lucro da sociedade; G- Assim, ao corrigir o lançamento em causa, a AT, fez eliminar da escrita da empresa, qualquer lançamento relacionado com os sócios, nomeadamente, o lançamento na conta 53 suprimentos, a favor da sociedade; H- A AT, ao optar por tributar as regularizações como variações patrimoniais positivas, afasta que tal valor possa ser levado a conta de sócios, e não pode lançar em conta de sócios, um valor que comprovadamente não foi colocado pelos sócios na sociedade, em especial quando não detectou a saída a favor dos sócios desse mesmo valor - Aplica de forma incorrecta o direito aos factos, a sentença recorrida quando pretende a irrelevância da demonstração de que o valor lançado a título de prestações suplementares se reportava a regularizações de saldos realizada pela própria empresa, dado que, tal prova, afasta de forma peremptória a possibilidade de lançamento a favor de sócios do valor correspondente; Da mesma forma, a inexistência de saída a favor de sócios, releva igualmente para a apreciação de que não ocorreu qualquer saída a favor dos sócios; J- Ainda que se pudesse considerar que o lançamento a favor da sociedade na conta 53, tinha que ser considerado um lançamento a favor dos sócios, a constatação de que o mesmo não tinha ocorrido e a sua consequente rectificação, não geram qualquer tributo, mas apenas a anulação do movimento, por não ser real; Não se pode lançar o que não existe; - Ainda que houvesse lugar à aplicação da presunção do disposto no Art.