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do STJ, de 22004, Relator Conselheiro Fernandes; 1 O certo é que, atenta a factualidade assente nos autos, e seja qual for a interpretação por que se opte, prestando o sinistrado a sua actividade profissional, com carácter de regularidade, exclusivamente para a Ré, da qual recebia mensalmente os únicos proventos de que necessitava para o seu sustento e dos seus familiares, sendo a Ré a beneficiária exclusiva da actividade profissional prestada pelo sinistrado, a qual se integrou no seu processo produtivo, e não podendo tal actividade, em caso de rejeição, ser aproveitada por terceiros, haverá que concluir que o sinistrado se encontrava na dependência económica da Ré, pelo que o acidente dos autos sempre terá de ser enquadrado no âmbito da LAT e reconhecido como acidente de trabalho.