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Na verdade, o arguido, muito embora afirmando que, depois de verem o filme pornográfico, no qual se via uma mulher a fazer sexo anal e oral com dois homens, perguntou à se podiam fazer os dois o mesmo que tinham visto no filme, que a menina lhe respondeu que "os pais não fazem isso com as filhas”, que, não obstante isso, pediu à menina para se despir da cintura baixo e se deitar no chão de barriga para cima, na primeira das ocasiões, e sobre o braço do sofá, de costas para cima, nas demais, o que ela fez, que ela gritava "pai, pára, pára, não faças isso”, que o que pretendia era "satisfazer-se”, que se encontra muito arrependido do que fez, que "estava fora de si e nunca pensou que o seu corpo fosse até onde foi”, que pediu desculpa à menor do que tinha acontecido e que compreende que ela tenha ficado perturbada com o que aconteceu e ainda o fique quando pensa nisso, disse também que nunca tocou na menor com o seu pénis, não o introduziu no ânus da menor nem mexeu nesta, afirmando ainda que se masturbou e ejaculou para o chão, não para a filha, e apenas a pensar nas imagens do filme que tinha visionado.