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Extrai da respectiva motivação as seguintes conclusões: « O Tribunal de 1 instância entendeu, aquando da Leitura do acórdão, comunicar uma alteração da qualificação jurídica dos factos, nos termos do artigo 358 n 3, e condenar o arguido/recorrente, ou invés de 1 crime de burla qualificada de que vinha acusado, "Condenar, em concurso real e efectivo, o arguido AA pela prática, em autoria material e na forma consumada, de 52 cinquenta e crimes de burla qualificada, previstos e punidos pelos artigos 21, n. e 21, n. 2, alinea, ambos do Código Penal; a) O Tribunal a quo fundamentou tal alteração por considerar que não houve uma única resolução ilícita praticada pelo Recorrente, mas sim que o Arguido "ludibriou cada uma dessas pessoas ofendidas” "de forma independente, em momentos distintos, em abordagens autónomas e com algumas variantes, não havendo ligação entre aquelas pessoas – a não ser – o interesse por peças de automóveis e as transferências que eram feitas para uma conta do arguido, pelo que nunca poderia haver uma única resolução que abarcasse todas as ações ilícitas” b) Perante a factualidade provada deverá o Arguido ser condenado a 1 crime continuado ou pelo número de vezes que o mesmo tipo de crime foi preenchido e consequentemente por 52 Crimes de Burla qualificada? )