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2 Quanto ao pedido de que fosse declarado que entre o autor e a 1 Ré UNIVERSIDADE DE COIMBRA existe um contrato de trabalho em funções públicas com efeitos reportados a 1 de março de 2006, com condenação da 1 Ré a reconhecê-lo, disse-se no saneador-sentença o seguinte, que se passa a transcrever:  «Do reconhecimento da existência de um contrato de trabalho em funções públicas com efeitos reportados a 01/03/2006:  O A. pede, conforme já referido, que seja reconhecido e declarado que detém um contrato de trabalho em funções públicas com a R. UC desde 01/03/200  Alega, para este efeito, em suma, que, apesar da qualificação jurídica dos contratos que foi celebrando como "prestações de serviços”, o certo é que as prestações efetuadas pelo A. no período compreendido entre 01/03/2006 e 30/09/2009 consubstanciaram um verdadeiro contrato de trabalho, porquanto sempre trabalhou no mesmo local, desempenhou as funções de técnico de informática por determinação hierárquica expressa quer do Diretor Adjunto do TAGV, quer do Diretor do TAGV, a quem sempre deveu obediência, executando as ordens, orientações e instruções que lhe iam dando, esteve sujeito ao poder disciplinar do Diretor do TAGV e cumpriu o horário de trabalho que lhe foi estabelecido pela R. UC.