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Deve, pois, entender-se que «a partir do início efectivo de funções, os trabalhadores respondem disciplinarmente perante todos os superiores hierárquicos da estrutura organizacional ou serviço que integram, sendo que a sujeição à disciplina e à obrigatoriedade de cumprir os deveres disciplinares mantém-se enquanto perdurar o vínculo funcional e o trabalhador se mantiver em exercício efectivo de funções, não obstante alguns desses deveres prossecução do interesse público e isenção) possam subsistir quando não ocorra aquele exercício efectivo de funções ou mesmo para além da cessação do vínculo funcional» Paulo Veiga e Moura, Estatuto Disciplinar, cit., p.. De tal sorte que, mesmo « em caso de cessação da relação de emprego ou de alteração da situação jurídico-funcional g., porque o trabalhador mudou de serviço, de posto de trabalho ou entrou em situação de licença sem » idem, ibidem, pág., as infracções disciplinares praticadas continuarão a ser objecto de procedimento disciplinar por parte do serviço.