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21 - Mesmo que se entendesse que o Tribunal da Relação de Lisboa, poderia não aplicar directa e automaticamente ao Novo Banco as normas do CSC, e, a priori e em substituição do Banco de Portugal, e sem violar o Princípio da Separação de Poderes, pré-supor que o Banco de Portugal consideraria, se acaso alguma vez o viesse a fazer, que as prerrogativas especiais constituídas em 2014 a favor do Novo Banco quando foi criado, eram extensíveis a outras sociedade do GBES – o que não sucedeu, nem mesmo estando os presentes autos pendentes desde 2016 contra o Novo Banco –, e, nesse pré-suposto futuro, eventual e incerto e, de resto,, desresponsabilizar o Novo Banco de responder por obrigações do BESOR, ainda assim o acórdão recorrido estaria, na prática, a criar, como criou, uma nova Medida de Resolução, ad hoc, a favor do Novo Banco, especifica para a situação dos presentes autos, que o Banco de Portugal manifestamente não quis, pois não pretendeu criar uma medida de resolução para o GBES, enquanto "Grupo Transfronteiriço”.