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De facto, mesmo considerando-se que ambas as decisões se fundam na pronúncia dos Senhores peritos na junta médica – no primeiro caso em exclusivo e no segundo em concorrência com os demais meios de prova – , ainda que se entenda que a mera remessa em termos de fundamentação para essa pronúncia leve a considerar que esta decisão, caso aquela falte ou seja insuficiente, passe afinal a padecer desse vício, no entanto, ainda assim, importará esclarecer que, não podendo o julgador, na prolação da decisão de fixação da incapacidade, deixar de servir-se da prova obtida por meios periciais, quer adira ou não ao laudo médico maioritário ou unânime, sendo é certo pressuposto que esse laudo esteja fundamentado, precisamente porque é a partir daí que desenvolverá em maior medida a apreciação para a formulação do juízo crítico que está subjacente à formação da convicção do julgador – aqui se encontrando pois, também, a real utilidade do n.8, das Instruções Gerais, constantes do Anexo , da Tabela Nacional de Incapacidades por Acidentes de Trabalho ou Doenças Profissionais, aprovada pelo Decreto-Lei n. 352/2007, de 23 de Outubro, ao impor aos senhores peritos o dever de fundamentarem "todas as suas conclusões” –, acontece, porém, que, sendo naturalmente aceitável que essas exigências de fundamentação variem em face das questões que são suscitadas em cada caso concreto, no caso dos exames por junta média tais exigências resultam então, desde logo e em primeira linha, precisamente dos quesitos que forem colocados à apreciação dos peritos e da respetiva pronúncia, sendo que, naturalmente, caso ocorra divergência entre esses, se justificará então que a fundamentação deve aí ser mais detalhada, em comparação com aquela que, em regra, se mostra necessária nos casos em que há afinal unanimidade de entendimentos.