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82-A do CPP, certo é que o recorrente não o poderia ter exercido sem saber o quantum indemnizatório em que viria "no futuro” a ser condenado; 31) De facto, quando lhe é dada a "oportunidade” para se pronunciar sobre a mesma indemnização), ainda nem sabendo se iria ser condenado ou absolvido do crime imputado, certo é que não sabe que o Douto Tribunal a quo fixaria o valor de euros a esse título; 32) Razão pela qual o recorrente também não se pode conformar com o valor fixado, que para além de desproporcional face aos factos dados como provados, é altamente desproporcional face aos rendimentos e/ou bens do recorrente, incapacidade essa alegada e provada nos autos.»  O Ministério Público junto do Tribunal de primeira instância apresentou resposta a tal motivação, pugnando pelo não provimento do recurso.