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De grande relevo é a conduta do arguido que emerge das suas declarações em audiência: o arguido não revelou qualquer arrependimento das suas condutas  passadas, antes evidenciando considerar que fez tudo bem, foi companheiro e casado com a ofendida e da qual não consegue dizer uma única qualidade, considerando-a má mulher nada sabe de tarefas domésticas) e um má mãe, o que não se coibiu de sublinhar por várias vezes em audiência atacando permanentemente a sua honra enquanto pessoa, ao por várias vezes  dizer que ensinou os filhos a "roubar”, mas não dando resposta lógica quando confrontado que à data nem sequer os filhos eram nascidos; por outro lado, descreveu-se como vítima das agressões físicas da ex-mulher e ofendida, ele, um ex-militar da GNR reformado aos 40 anos de idade e que ignora a causa de tal reforma; sintomática esta forma de ver o mundo que o rodeia, "o eu perfeito, sempre bom pai, e bom marido” " ela, a má mulher e má mãe”, revela   à saciedade que o arguido carece de interiorizar de forma clara a gravidade das suas condutas, que as mesmas são absolutamente intoleráveis num Estado de Direito, numa sociedade moderna e democrática e muito mais nos tempos que correm em que cada vez  mais de vulgariza a violência doméstica e de género em que os casamentos e as uniões de facto onde o amor e respeito deveriam prevalecer, são substituídos por relações de ódio, agressão, ameaça, dor e sofrimento gratuitos que culminam por vezes na morte, que um simples separação minimamente civilizada poderia evitar.