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ponto 3 dos factos provados — dificultam o exercício de uma actividade profissional e cumprimento da condição imposta pelo Tribunal a quo, não sendo previsível antever que o arguido venha a conseguir uma colocação laborai que lhe proporcione rendimentos, ou assim não sucedendo eventualmente conseguindo trabalho sempre o vencimento será bastante reduzido; 9-Aliás, nos factos provados o Tribunal a quo considerou que o arguido "é operador de rampa e está desempregado desde finais de 2009", pelo que deveria ter sido correctamente valorado tal facto, não sendo assim razoável exigir ao arguido o pagamento de €000,00 ao assistente, e em tão curto espaço de tempo, já que é notória a desproporção entre tal valor e as actuais disponibilidades económicas do arguido; 10-A casa de morada de família, único bem que o casal possuía, foi perdida por não conseguirem pagar as prestações ao Banco, e não lhe são conhecidos quaisquer bens, ou à arguida, sua esposa; 11-O Tribunal a quo não deveria assim ter condicionado a suspensão da execução da pena de prisão do arguido ao pagamento parcial da indemnização, já que as condições pessoais do arguido, ao tempo da condenação e dentro de um futuro previsível, não lhe possibilitam, sem culpa sua, a satisfação de tal requisito; 12-Sempre se dirá também, quanto aos antecedentes criminais do arguido, que a condenação sofrida pelo mesmo é de diferente natureza da dos autos — condução de veículo automóvel em estado de embriaguez- e respeita a facto ocorrido há cerca de nove anos 101-2010), 13-E, por outro lado, também decorreram cerca de 9 anos desde a prática dos ilícitos cfr.