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Para tal desiderato, a autora/apelante alegou que no exercício da sua atividade comercial, celebrou com a  ré um contrato de seguro do ramo acidentes de trabalho para trabalhadores por conta de outrem, mediante o qual foi para si transferida a responsabilidade da segunda no âmbito de acidentes de trabalho; o referido contrato de seguro estava em vigor na data em que o trabalhador da  ré,, teve um acidente mortal – que descreveu – enquanto trabalhava na execução das obras de subconcessão Rodovia Baixo Alentejo, entre Santa Margarida do Sado e Figueira dos Cavaleiros, Ferreira do Alentejo, ao serviço da  ré; no âmbito do processo especial emergente de acidente de trabalho que se seguiu, a autora / apelante, na qualidade de seguradora, firmou acordo com a viúva do sinistrado, homologado pelo tribunal, comprometendo-se a pagar à segunda os seguintes valores: € 712,97 a título de pensão anual e vitalícia, € 533,70 a título de subsídio por morte; € 103,84 a título de subsídio de despesas por funeral; e € 40,00 a título de despesas de deslocação para o tribunal; a autora procedeu ao pagamento  da quantia global de € 5903,33 no qual se inclui o valor de € 4966,16 a título de pensões, incluindo subsídios de férias e o capital de remição); o acidente de trabalho que vitimou foi causado pela conduta descuidada e imprudente do  réu enquanto manobrava uma retroescavadora no exercício de funções que lhe haviam sido confiadas pela  ré, factos que deram origem a um processo crime no âmbito do qual aquele foi condenado pelo crime de homicídio negligente.