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Deslocar-se para outro local por um período não muito longo - como, por exemplo, um fim-de-semana, uma ou algumas semanas, um ou dois meses, e seja qual for a época do ano -, mas sempre com aquela finalidade recreativa.»2 A jurisprudência também assim definia o contrato de vilegiatura, como decorre, exemplificativamente, do Acórdão da Relação do Porto de 09-03-2006, lendo-se no ponto do respetivo sumário: «- A vilegiatura é algo de transitório, de duração curta ou relativamente curta, por implicar a ideia de sair por algum tempo do local onde habitualmente se vive, a fim de mudar de ambiente, sempre com uma finalidade recreativa.»3 Efetivamente, o Código Civil de 1966, na sua versão original, no artigo 108, n. 2, alínea, previa este tipo de contratos «arrendamentos para habitação, por de curta duração, em praias, termos ou outros lugares de vilegiatura»), subtraindo-os ao regime vinculístico que vigorava à data, ou seja, tais contratos de arrendamento eram disciplinados pelas normas gerais da locação, conferindo às partes o poder de modelar o seu conteúdo, mormente no que dizia respeito ao prazo de duração.