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9, n. 3 do, podia prever que perante as dificuldades sérias no realojamento das pessoas a desalojar se impusesse a suspensão das diligências tendentes à entrega do imóvel ao seu adquirente, porquanto: não existe fundamento constitucional para violar o direito fundamental da propriedade do adquirente do imóvel a favor de terceiros que o ocupam e que nenhum direito têm a essa ocupação; não é ao proprietário do imóvel que cabe solucionar os problemas de habitação das pessoas a serem desalojadas, mas sim ao Estado; essas pessoas a serem desalojadas não têm qualquer direito subjetivo a que o Estado lhes proporcione realojamento, dado que o direito fundamental social à habitação tem natureza prestacional, impendendo sobre o Estado satisfazer esse direito dentro da "reserva do possível”, o que em termos práticos, poderá significar, meses, anos ou, quiçá, nunca.