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Só assim a lei presume que haverá um contrato de trabalho e faz recair sobre a contraparte a prova do contrário2 Assim, o facto de se verificarem as duas referidas características faz, a nosso ver, operar a presunção prevista no artigo 1 do Código do Trabalho de 2009, o que significa que, ao invés do que resulta do regime geral da repartição do ónus da prova – que incumbe ao autor demonstrar os factos reveladores da existência do contrato de trabalho, ou seja, demonstrar que exerce uma actividade remunerada para outrem, sob a autoridade e direcção do beneficiário artigo 34, n. 1, do Código – este fica dispensado de provar outros elementos, de índole factual, integrantes do conceito de subordinação jurídica e, pois, da noção de contrato de trabalho, cuja existência se firma, por ilação, demonstrados que sejam aqueles requisitos artigos 34 e 35, n. 1, do Código e passa a incumbir ao réu provar factos tendentes a elidir a presunção de laboralidade, ou seja, factos reveladores de que as partes não celebraram um contrato de trabalho e se verifica uma relação jurídica de trabalho autónomo artigo 35, n. 2, do Código.