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Nesta medida, para o exercício em análise, não são de considerar os prejuízos fiscais deduzidos ao lucro tributável declarado do exercício, no montante de € 19065,63 310737$00), pelo que se procederá à respectiva correcção” fl.110);  	A Impugnante recorreu a «contas caucionadas» posto que carecia de disponibilidade de tesouraria, em virtude da específica natureza da sua actividade comercial, designadamente devido aos seguintes encargos: pagamento de rendas decorrentes de contratos de locação financeira de autocarros para transporte; pagamentos a fornecedores de combustíveis; pagamentos a fornecedores de peças; despesas com pessoal administrativo e, facto que não vem controvertido e foi corroborado pela;  	A Impugnante tinha necessidades de tesouraria para se manter auto- suficiente financiava-se junto dos bancos, depoimento das;  	A Impugnante em 1998, adquiriu 2 participações financeiras depoimento da;  	Parte dos clientes da Impugnante são agências de viagens, e estas empresas não pagam atempadamente, chegam a pagar a 90 e a 120 dias depoimento da;  	A B era a empresa do Grupo B que trabalhava com mais agências de viagens, o que explica as suas grandes necessidades de tesouraria pois aquelas empresas pagavam e pagam tarde depoimento da;  1	A actividade de transportes de passageiros tem alguma sazonalidade ao longo do ano e mesmo ao longo de cada mês e, portanto, a empresa B Transportes tinha negociado esses "plafonds” de conta corrente para fazer face a rupturas de tesouraria ou atrasos de pagamentos de clientes, era fundamental haver uma margem para evitar rupturas de tesouraria depoimento da;  1	Durante o ano de 1998, a Impugnante adquiriu o capital social das empresas «F e E», tendo adquirido também, em simultâneo, os saldos de dívidas que aquelas empresas tinham registado para com o anterior detentor dos respectivos capitais sociais e., para com o anterior accionista das referidas, depoimento da;  1	Os saldos referidos no ponto anterior consubstanciavam empréstimos de accionistas, e se deviam a razões comerciais decorrentes da maior dificuldade de recurso daquelas sociedades – F e E- ao credito externo, pelo que consubstanciaram um acto de boa gestão de tesouraria depoimento da;  1	Quando a empresa J vendeu essas duas empresas, F e E, também, cedeu os saldos que tinham essas empresas, créditos de accionistas, depoimento da;  1	Em 1998, meados do ano, em Junho, a impugnante comprou a F que era uma empresa pequena de transportes internacionais e a E que era especializada na manutenção e conservação de viaturas de autocarros depoimento da;  1	Com a compra dessas empresas comprou-se activos e passivos, incluindo os mútuos ou suprimentos do anterior accionista depoimento da;  1	Face a existência desses empréstimos de accionistas, a Impugnante entendeu adequado proceder à manutenção do empréstimo dessas verbas a estas sociedades, confiando na sua oportuna devolução, mas, até pelo conhecimento da situação, financeira das participadas, sem onerar excessivamente essa mesma devolução, ou seja, sem exigir a remuneração desse capital mediante o vencimento de juros, às demais empresas integradas no grupo depoimento da;  1	Que coube à B, e não às participadas, recorrer à Banca, pois era esta empresa quem tinha as melhores condições, depoimento da;  1	A F funcionava sobretudo no estrangeiro, a E tinha como actividade os ares condicionados, depoimento da;  1	As empresas F e E, eram quase microempresas, facturavam muito pouco, a facturação era praticamente toda ela interna, ou seja entre o Grupo B, essas empresas tinham cerca de 20 trabalhadores, e a B tinha já largas centenas de trabalhadores, tem 1100, depoimento da;  2	Existiam fluxos financeiros entre as várias empresas do Grupo B, incluindo entre a B e a Impugnante, o que explica o saldo devedor desta sociedade para com a Impugnante.