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Por conseguinte, a constituição de um direito de servidão por destinação do pai de família, nesta perspetiva, não poderia prescindir do apuramento da existência dessa vontade, a qual é suscetível, no entanto, de ser retirada das caraterísticas dos sinais existentes 1 O facto do Código Civil de 1966 ter eliminado deliberadamente a exigência que constava do artigo 227 do Código de Seabra, de que os sinais da serventia teriam que ter sido postos pelo "pai de família” ou pelos seus antecessores, se é um sinal da desvalorização da vontade daquele na constituição do direito de servidão, não é, porém, um argumento decisivo para afastar aquela tese, uma vez que, apesar de não ser ele o responsável pela colocação daqueles sinais, poder-se-á continuar a exigir o conhecimento dos mesmos pelo proprietário e a sua adesão a essa colocação.