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7, n.s 1 e 2, do Penal, não apenas consideramos a decisão judicial proferida absolutamente conforme a tal preceito normativo, como, contrariamente ao alegado pelo recorrente, desproporcional e injusta, no caso concreto, seria a aplicação das penas parcelares e única conjunta indicadas no recurso apresentado; 1 Considera o recorrente, em suma, que a sua toxicodependência, iniciada aos 15 anos de idade tem condicionado fortemente a sua vida, influenciando muito negativamente as suas capacidades de escolha e de decisão, sendo que, associada a uma situação de desintegração familiar, social e económica, é diminuidora da capacidade de autodeterminação de acordo com a avaliação da ilicitude dos actos; 1 Conforme resulta da factualidade julgada provada, os factos em apreço nos presentes autos foram praticados em 112019 e, assim, menos de um ano após o recorrente ser restituído à liberdade liberdade após o cumprimento de penas de prisão por um período ininterrupto superior a sete anos; 1 Tal circunstância é inequivocamente demonstrativa das elevadíssimas exigências de prevenção especial que no caso se fazem sentir; 1 Sendo que, em contexto de reclusão, o recorrente não terá porque tal não lhe era mantido os comportamentos aditivos que adoptava enquanto se encontrava em liberdade, pelo que durante mais de sete anos construiu a sua oportunidade de uma vez em liberdade, retomar a sua vida afastada de tais comportamentos aditivos e todas as suas consequências; 1 Assim, e sem olvidar o contexto de vida do recorrente, é inquestionável que após mais de sete anos de vida passados em estabelecimento prisional, o recorrente, em liberdade condicional, tomou a decisão de voltar a incorrer na prática de crimes, crimes estes de natureza violenta, sendo insensível às anteriores condenações sofridas; 1 Por essa razão, não podemos concordar que a ilicitude ou a culpa do recorrente, no cometimento dos factos, tenha sofrido qualquer diminuição, como resultado da sua toxicodependência; 1 Em face do exposto, e não apresentando o arguido qualquer outro argumento que, a nosso ver, imponha conclusões diversas das que foram retiradas no acórdão proferido, afigura-se-nos que as penas parcelares e a pena única conjunta aplicadas ao arguido o foram em perfeita harmonia com o disposto nos arts 4 e 7, do Penal, bem como dos demais preceitos legais aplicáveis, nomeadamente as constantes dos artigos , 1, n 1, 1, n. 2 e 2, n. 1, da Constituição da República Portuguesa, apresentando-se como justas, adequadas e proporcionais, não merecendo, assim, o acórdão recorrido, qualquer censura”.