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E estando os danos morais incindivelmente ligados à pessoa humana, pois só ela é capaz de experienciar a dor, o sofrimento, o vexame, a angústia, a humilhação, só as pessoas singulares são merecedoras de indemnização como compensação dos danos morais, sendo essa o verdadeiro fundamento da orientação que defende a não ressarcimento da ofensa do bom nome e reputação das sociedades comerciais, que apenas releva como dano patrimonial indirecto, ou seja, na medida da vantagem económica que deles a pessoa colectiva pode retirar, sendo nesse sentido que foi tirado o acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães de 102017 Higina, que em abono da sua posição cita pertinente jurisprudência e doutrina entre outros, António Pinto Monteiro, «A indemnização por danos não patrimoniais em debate: Também na responsabilidade contratual?