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Não resulta do teor do artigo 2 do RCP nem do artigo 3, n. 1, da Portaria 419-A/2009, no que tange a esta matéria, que os poderes conferidos ao mandatário estejam sujeitos à outorga de poderes especiais por parte do mandante, razão pela qual, o mandatário tem legitimidade, com base na procuração que lhe foi outorgada, para ter intervenção, em representação do seu mandante, na prática dos actos que tenha por necessários, no que se refere às custas de parte, designadamente no recebimento da respectiva nota de custas de parte e aquilatar da decisão a tomar, designadamente, se deve ou não da mesma reclamar, sendo a si que cabe decidir da dedução de tal reclamação, atenta a formação técnica de que tal dispõe para disso aferir.