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52/56, que foi de inteiro aplauso do Acórdão tirado. . Tal como se lê no aresto em causa e na anotação referida, o acto de eleição dos vogais da Junta de Freguesia adquire imediata eficácia interna e externa, não estando, por isso, a sua eficácia dependente das exigências gerais da eficácia dos actos colegiais. . Daí que a deliberação impugnada nos presentes autos nada mais constitua do que uma forma ínvia, tortuosa e artificial de contornar o decidido no citado aresto do STA, na tentativa de os contrainteressados que participaram na votação conseguirem pela via da força que detinham na assembleia de freguesia aquilo que o Tribunal lhes negou, procurando revogar a deliberação eleitoral. . Não vale, por isso, a afirmação que se lê na sentença segundo a qual "A aprovação da acta tem o efeito de a deliberação adquirir eficácia externa, sendo assim o culminar do processo eleitoral”. . Pelas razões constantes do aresto em análise e da anotação doutrinária referida, é manifesto que assim não é e que estamos perante uma situação específica e de excepção relativamente à aquisição de eficácia dos actos dos órgãos colegiais, em geral. . Assim sendo, tendo o acto de eleição dos vogais da Junta de Freguesia adquirido imediata eficácia interna e externa, também não é legítimo afirmar-se que é com a acta de 30 de Dezembro de 2013, cuja deliberação dela constante é impugnada nos presentes autos, que o acto eleitoral adquiriu eficácia e que esse seria o "culminar do processo eleitoral”. . A acta da reunião da Assembleia de Freguesia de de 30 de Dezembro de 2013 é, pois, inócua do ponto de vista da eficácia do acto de eleição dos vogais da Junta de Freguesia, o que implica que se tenha de ter por adquirido que tal acto não tenha rigorosamente nada a ver com o acto eleitoral e que, consequentemente tivesse de ser sindicado apenas no âmbito do contencioso eleitoral. . Mesmo para quem porventura tivesse posição distinta daquela a que a reclamante aderiu e que consta do aresto do STA e da anotação referida, sempre haveria que chegar à mesma conclusão quando analisados devidamente os factos alegados na petição inicial e a posição das partes. . Aquilo que foi alegado na petição inicial itens 27, 28, 29, 30, 61 a 69 e 70 a foi, para além do mais, que a acta com a qual culminou o acto eleitoral de 6 de Novembro de 2013 foi a acta elaborada, lida, assinada e aprovada na reunião da Assembleia de Freguesia do próprio dia 6 de Novembro de 2013, com os membros que nela ainda se encontravam presentes na parte final da mesma, conforme documento n 5 junto ao apenso relativo à suspensão de eficácia e isto, independentemente da questão da imediata eficácia ou não do acto de eleição). . Como tal, e independentemente dos seus efeitos em matéria de aquisição de eficácia do acto de eleição dos vogais da Junta, de acordo com a posição sustentada pela Autora no seu articulado inicial, foi essa aprovação de 6 de Novembro de 2013 o culminar do processo eleitoral, e nunca a deliberação de 30 de Dezembro de 2013, aprovada sem constar da ordem de trabalhos respectiva e ao arrepio das disposições legais invocadas na petição inicial. . Não existe na sentença reclamada qualquer referência a esse facto concreto, qualquer apreciação de tal matéria, nem a fundamentação de qualquer tese que porventura considerasse, exactamente ao contrário daquilo que se alegou nos citados itens da petição inicial, que não seria essa acta o "culminar” do processo eleitoral. . Daí que tudo leve a crer que se tenha verificado manifesto lapso na sentença, que não atentou naquilo que efectivamente foi alegado na p.relativamente a tal matéria, caso contrário não teria, por certo, a Senhora Juíza deixado de externar as razões pelas quais entendia que, afinal, a acta de 12013 não era o culminar do acto eleitoral, que antes seria constituído pela acta de 31201 .