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Com efeito, escutando na íntegra esse depoimento, dir-se-á que a testemunha prestou um depoimento vago, genérico limitando-se a confirmar em termos afirmativos as perguntas que lhe eram e hesitante, não denotando, de facto, qualquer conhecimento seguro e rigoroso da vida pessoal da Autora, referindo apenas que é amigo desta última sem explicitar minimamente essa sua amizade com a Autora e a razão da mesma – "ajudo-a quando precisa ”), que foi seu vizinho no Porto até há cerca de 4/5 anos ainda que tenha dito que só foi a casa da Autora "uma ou duas vezes”, o que não deixa de ser estranho face à alegada amizade com a Autora e o pretenso conhecimento da sua vida, que nunca a viu com "nenhum companheiro”, embora também não conheça o marido da Autora, nunca o tendo visto, nem sequer o conhecendo não sabia sequer que o mesmo é. Digamos, pois, que, em nosso ver, na linha da convicção evidenciada pelo Tribunal de 1 Instância, a testemunha, a despeito do que disse em termos genéricos e titubeantes, não revelou, de facto, qualquer proximidade bastante com a Autora actual ou pretérita) que justifique, de um ponto de vista de razoabilidade e à luz das regras da experiência, um conhecimento minimamente preciso e sério sobre a vida pessoal da Autora e que permita ao tribunal, de forma segura e conscienciosa, ter como demonstrada a factualidade alegada pela mesma.