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Civil, artigo 344 n. . Por outro lado, sendo verdade que a Interveniente se obrigou a vigiar e a patrulhar a auto-estrada, assim envidando os seus melhores esforços no sentido de assegurar a circulação na auto-estrada em boas condições de segurança e comodidade, daí não decorre como até se pode facilmente que essa sua obrigação implica uma omnipresença em todos os locais da sua concessão como, na realidade, considerou a douta sentença, mormente nos locais de eclosão de acidentes ou onde possam estar a deambular animais. . A formulação do artigo 12 n 1 da citada lei faz recair sobre as concessionárias, entre as quais, a Recorrente, o ónus da prova do cumprimento das obrigações de segurança. . Ora, no caso dos autos é nítido e indiscutível que a Interveniente satisfez o ónus que lhe competia, e., demonstrou que cumpriu com aquelas suas obrigações de segurança, particularmente no que se refere à integridade da vedação e à vigilância da via no local de eclosão do sinistro. . Na verdade, a definição destas obrigações de segurança passa essencial e obrigatoriamente como – repete-se - é até, num acidente com animais, pela prova de que as vedações se encontravam intactas e sem rupturas nas imediações do local do acidente – e a verdade é que essa prova foi claramente feita pela Recorrente.  . Mais: é visível que o raciocínio seguido pela sentença é nitidamente especulativo, pois que parte claramente do princípio e sem base factual para que o possa que o animal só poderia ter ingressado na AE devido a uma qualquer anomalia/falha na vedação?