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Ressalte-se que, no concernente a esta temática, não subsistem dissidências relevantes na Jurisprudência, que tem vindo a afirmar, claramente- e para além da Jurisprudência citada na sentença impetrada-, que  "a  entrevista profissional de selecção implica uma apreciação traduzida necessariamente em juízos de carácter pessoal baseados em impressões subjectivas, pelo que, nesse caso, a exigência legal de fundamentação basta-se com um mínimo de densidade do conteúdo declarativo do discurso fundamentador”, mas que "não atinge essa densidade mínima a fundamentação em que, de uma forma genérica e abstracta, se invocam meros juízos de valor ou considerações de tal modo abrangentes que podem ser aplicáveis a uma série de situações”- Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo, proferido em 02/04/2008 no processo 0882/ A este propósito, releva convocar o julgamento realizado pela mesma Suprema Instância, no Acórdão proferido em 31/10/2013, no processo 0296/11, que bem explicita, a nosso ver, a dificuldade e as exigências específicas de fundamentação numa situação similar à do caso posto.