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n 135/10T9LOU.P1, foi dado como provado que: )  No dia 6 de Setembro de 2016, cerca das 3:00 horas, no recinto das festas em honra de Nossa Senhor da , que se realizam na , lugar de , freguesia de , concelho de ..., o arguido explorava um espaço onde servia bebidas, como tinha feito nos últimos anos;  )  Àquela hora, o espaço explorado pelo arguido era o único local com animação através de música passada por um DJ, havendo uma grande concentração de pessoas no local;   A assistente entregava o dinheiro que recebia à BB, para que esta fizesse os trocos e o guardasse;   De repente, o arguido entrou na barraca e dirigiu-se à assistente e ao seu ouvido disse-lhe "devolve o dinheiro ou vou chamar a polícia";   A assistente negou ter pegado em dinheiro da caixa;   Contudo, o arguido continuou a acusá-la de ter furtado €30,00, começando a elevar a voz;   Entretanto, saíram os dois da barraca, tendo o arguido dirigindo-se ao piso superior da barraca, onde se encontrava o DJ com o sistema de som, desligou a música, pegou no microfone e utilizando a amplificação do som da aparelhagem, afirmou, para que todos pudessem ouvir "aquela menina de vestido, loira, que estava na barraca, roubou-me €30,00" e que "tem que me dar o dinheiro";  1 De seguida desceu e voltou a acusar a assistente de "roubo";  1 Ao que a assistente começou a chorar;  1 Entretanto, o senhor , que tamb��tinha uma barraca nas festas, chegou mesmo a entregar ao arguido € 30,00 para que este acalmasse o ânimo, o que não logrou conseguir, pois novamente o arguido acusou a assistente de "roubo";  1 A festa é frequentada por pessoas da freguesia, que conhecem a assistente;  1 Com a sua actuação o arguido quis ofender a assistente, imputando-lhe factos atentatórios da sua honra e consideração, como o logrou fazer, e fê-lo em circunstâncias que facilitaram e determinaram a sua divulgação;  1 Com o ocorrido a assistente ficou perturbada, ansiosa e triste;  1 Agiu livre e conscientemente, com o intuito de ofender a honra, dignidade e bom nome da assistente, o que logrou fazer, bem sabendo que a sua conduta era proibida e punida por lei;  1 Com o ocorrido a assistente sentiu-se envergonhada e revoltada; E, mais adiante diz-se no Acórdão Recorrido: ) Por último, invoca o recorrente, que mesmo a manter-se a matéria de facto fixada, atento o facto de as afirmações por si proferidas terem sido efetuadas na presença da ofendida, a factualidade provada subsume-se à prática de um crime de injúria e não à de um crime de difamação como foi considerado.