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Aliás, é impossível ignorar que a adopção do processo interpretativo propugnado pelo Autor nos presentes autos produziria um resultado manifestamente nefasto e destituído de toda e qualquer racionalidade: os beneficiários da subvenção mensal vitalícia que não tenham reassumido um qualquer cargo político e que, portanto, carecem presumivelmente de um abono de reintegração na vida profissional, veriam a sua subvenção vitalícia sujeita à condição de recursos, nos termos do regime de acesso a prestações sociais não contributivas; mas essa condição de recursos já não condicionaria o valor da subvenção recebida mensalmente ao abrigo do regime de opção previsto nos n.s 4 e 5 do artigo  da Lei n. 52-A/2005, na redacção introduzida pela LOE 2011, pelos beneficiários que continuem no exercício da função política e que, por isso, não estão efectivamente a reintegrar-se na profissão de origem após a cessação da carreira política.