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É, aliás, de difícil perceção que no caso de um casal em que ambos venham a ser declarados insolventes em processos distintos, no primeiro processo em que tal declaração seja proferida venha a ser penhorada a totalidade dos bens comuns, nos termos do disposto no n. 1 do artigo 74 do Código de Processo Civil, e no segundo processo venha a ser penhorado o direito à meação nos bens comuns, visto que a tratar-se de um direito, a coerência jurídica sempre implicaria que em ambos os processos fosse apenas penhorado o direito à meação nos bens comuns, e não os próprios bens, sendo que a penhora do direito à meação nos bens comuns do casal foi manifestamente afastada pelo legislador após a alteração do n. 329-A/95, de 12-1 Deste modo, e no seguimento do disposto no artigo 74, n. 2, do Código de Processo Civil, ex  artigo 1 do CIRE, tendo os bens indivisos que é o caso dos três prédios comuns do sido penhorados na totalidade no primeiro processo de insolvência, deverá realizar-se uma única venda nesse processo, sendo o produto obtido nessa venda posteriormente dividido entre ambos os processos de insolvência.