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Menezes Leitão adianta que «se se tratar de um facto ilícito que constitua crime sujeito a um prazo de prescrição mais longo, passa a ser esse o prazo aplicável, pelo que, enquanto for possível a instauração de procedimento criminal, é também possível a exigência da indemnização correspondente artigo 49, n. 3, do Código Civil» 2 O prazo alongado de cinco anos – artigo 49, n. 3, do Código Civil – para o lesado exercer o seu direito indemnizatório, no contexto da responsabilidade extracontratual, também se aplica aos responsáveis cíveis, ficando interrompido o prazo prescricional, em benefício de ambos, a partir da data em que o lesado instaurou procedimento criminal contra o responsável pelo facto ilícito2 Neste parâmetro, também é consensual que a aplicação do alargamento do prazo prescricional, prevista no n. 3 do artigo 49 do Código Civil, não está dependente de, previamente, ter corrido processo crime ou da existência de condenação penal, assim como não impede a acção cível, o facto de o processo crime ter sido arquivado ou amnistiado2 Existe uma corrente jurisprudencial consolidada que afirma que, havendo processo crime, enquanto estiver pendente o processo penal não começa a correr o prazo de prescrição do direito à indemnização2 Em complemento desta ideia, paulatinamente tem-se imposto a tese que, em caso de arquivamento do processo crime, o prazo de prescrição para o exercício do direito de indemnização começa a contar-se da data da notificação ao lesado da decisão de arquivamento252 O alongamento do prazo de prescrição previsto no n. 3 do artigo 49 do Código Civil depende apenas de o facto ilícito constituir crime para o qual a lei estabeleça prescrição sujeita a prazo mais longo.