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Trata-se da imposição de um ónus perfeitamente lógico e necessário atendendo, por um lado, a que ninguém está em melhor posição do que o recorrente para indicar os concretos pontos da sua discordância relativamente ao apuramento da matéria de facto, indicando os concretos meios de prova constantes do registo sonoro que, em seu entendimento, fundamentam tal discordância pelo que deverá indicar com exactidãoas passagens da gravação relevantes e proceder, se assim o entender, à transcrição dos excertos que considere oportunos e qual a concreta divergência detectada e a decisão que, no seu entender, deve ser proferida sobre as questões de facto impugnadas, e, por outro lado, para permitir que a parte contrária conheça os argumentos concretos e devidamente delimitados do impugnante, para os poder contrariar, assim se garantindo o efectivo cumprimento do princípio do contraditório art.s 638, n. 5 e 640, n. 2, alínea, obviando-se, assim, à interposição de recursos de pendor genérico ou inconsequente.4 A rejeição total ou parcial do recurso respeitante à impugnação da decisão de facto deve verificar-se quando, nomeadamente, falta a indicação exacta das passagens da gravação em que o recorrente se funda e/ou a posição expressa sobre o resultado pretendido relativamente a cada segmento da impugnação.