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E quando se dá, já a danosidade se terá consumado, muitas vezes de forma irreversível.»5  Acarretando as escutas telefónicas a compressão\restrição de direitos fundamentais consagrados na Constituição da República Portuguesa artigos 2, n. 1, e 3, n.s 1 e 4 – em especial, reserva da vida privada, inviolabilidade das telecomunicações garantia da reserva da vida e direito à palavra e de garantias de defesa que se manifestam no estatuto processual do arguido direito ao silêncio6 e  direito à não autoincriminação, não pode deixar de se observar o disposto nos n.s 2 e 3 do artigo 1 da Constituição da República Portuguesa, ou seja, a mencionada restrição de direitos fundamentais deve estar expressamente prevista  na Constituição, deve salvaguardar outros direitos ou interesses também aí protegidos, deve limitar-se ao estritamente necessário, ser proporcional e adequada e não pode conduzir à destruição do direito fundamental.