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; no dia dos factos este veículo transporta e tem no seu interior dois gorros preparados para ocultar a cabeça e a face em caso de necessidade, - um deles onde foram feitas duas perfurações ao nível dos olhos e o outro cosido na parte central a fim de ocultar o rosto, deixando apenas visível os olhos; duas armas a vítima vê duas armas e o BB no auto de reconhecimento diz terem sido utilizadas duas; isto revela uma prévia preparação para cometer um crime sem ser identificado e ter algum resultado as; este crime foi preparado com cuidado pelos dois arguidos e não surgiu como obra do acaso; os dois gorros vieram a ser encontrados na área que constituía residência desta família fls 274 e; nestes dois gorros foram encontrados vestígios biológicos provenientes de mais de um indivíduo, sendo que num deles o maior contribuidor é o arguido BB e no outro o maior contribuidor é o AA cf fls 610 e, ou seja, as pessoas que mais vezes usaram estes gorros foram os dois arguidos; a arma que disparou a bala que atingiu o pé da vítima foi apreendida na mesma residência e estava ao dispor de qualquer elemento da família, sendo que foi o arguido AA que disse o local onde a mesma se encontrava fls, ou seja, o AA sabia onde a arma estava, tinha o domínio da arma; a cápsula da bala que atingiu a vítima foi disparada pela arma encontrada e apreendida aquela que o AA indicou onde cf fls 557,272 e; no espaço habitacional ocupado pelo AA e onde decorreu a busca de fls 274, foi apreendido um telemóvel da marca  de cor preta com a inscrição "AA" marca pessoal que o arguido AA lhe quis feita de forma abrasiva na tampa traseira com o IMEI000000000000020 sem qualquer cartão SIM cf fls; as operadores de telecomunicações móveis pelas informações de fls 234, 235, 339 e 343 informam que neste telemóvel esteve inserido o cartão SIM n 000000013 que operou no dia, hora e local do crime, ou seja, o telemóvel do AA e apreendido ao arguido AA, no dia e hora do crime operou no local onde o crime foi cometido; as regras da experiência dizem que o telemóvel é usado pelo seu titular e dono; nestes três elementos de prova gorro, arma e telemóvel) há um elemento comum – o arguido AA, pelo que dúvidas não ficam que foram os arguidos BB ele próprio o declarou no auto de reconstituição) e AA que praticaram estes factos; quanto ao AA, trata-se de prova indirecta, é um facto, mas não proibida pela lei processual penal cf Germano Marques da Silva, Curso de Processo Penal, 3 ed vol pag.