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A este respeito, quanto à descrição da situação de urgência que exija a emissão de uma decisão de fundo para assegurar o exercício, em tempo útil, do direito à nacionalidade, o A. alega, em síntese, que "não pagou propinas relativas ao ano letivo de 2014/2015 porque ficou sem a sua bolsa de estudo para este ano letivo e para o efeito de pagamento das propinas tão só e apenas porque estava desprovido do seu título de residência)”; que "não apresentou inscrição no ano letivo de 2015/2016 porque defendeu na época especial do ano letivo de 2014/2015 a sua tese de mestrado, concluindo assim o seu curso com mestrado na área de Biomedicina”; que, "porque estava desprovido da necessária autorização de residência para o efeito”, está "até à presente data impossibilitado de obter o seu diploma de mestrado, pois a Universidade de Coimbra reconhece a residência legal do Requerente apenas até 2014, data em que tudo começou e a partir da qual o interessado nunca mais foi portador de uma autorização de residência emitida em suporte físico cartão)”; que, "estando o estado da matrícula do estudante interrompido, por este não ter requerido inscrição no ano letivo seguinte, isto é, no ano letivo de 2015/2016, e estar desprovido da necessária autorização de residência para o efeito, terá este que necessariamente requerer reingresso no mesmo curso, reingresso esse que também vem agravado pois o interessado passa a ser estudante internacional, o que implica o pagamento de uma propina de 000,00€ ao invés dos 060,00€ que o estudante sempre pagou desde que começou a frequentar o curso em 2008 e até 2014”; em suma, que a não concessão da nacionalidade portuguesa determinou a impossibilidade do A. obter, em tempo, a bolsa de estudo a que se candidatou, de pagar propinas e, em consequência, de realizar a matrícula e o estágio profissional em instituição que o admitiu para o efeito HSJ no, para além de o ter colocado numa situação de insuficiência económica e dependente da boa vontade e ajuda de terceiros, prejuízos estes que apenas cessarão com as renovações das autorizações de residência desde 2014 pelo SEF.