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Veja-se que, um dos fundamentos invocados pela AT para não aceitar os bens imóveis como dação em pagamento, foi de que "- o estado não dispõe de qualquer estrutura que, em concorrência com o sector privado, se dedique com carácter geral à comercialização de bens imóveis, não sendo, pois suficiente a mera eventualidade daquele obter rendimentos com a posterior revenda dos bens imóveis dado em pagamento.” Tal invocação tem, a nosso ver, fundamentos válidos, não constituindo um mero chavão, como pretende a Reclamante, principalmente neste período concreto, já que a sua aceitação como dação em cumprimento, e consequente extinção da dívida fiscal, e a sua posterior venda, não garantiria o pagamento integral dessa dívida que, como resulta dos autos, é bastante grande.