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Tendo resultado provado nos autos que, à data do acidente, a A. tinha 21 anos de idade e que, em consequência do acidente, esteve com incapacidade total para o trabalho num período de 1879 dias, entre 7/08/2011 e 27/09/2016 ou seja, durante 5, ficou afectada com um défice permanente da integridade físico-psíquica anteriormente designado por incapacidade permanente geral – de 33 pontos e com sequelas irreversíveis que, embora sejam compatíveis com o exercício da sua profissão habitual de auxiliar de acção educativa, implicam esforços suplementares, com eventual readaptação em relação ao posto de trabalho, para além de que a limitam e diminuem na sua capacidade funcional, pois não pode fazer grandes esforços na marcha ou corrida, estando impossibilitada de passear, sair com os amigos e praticar desporto andar de bicicleta, praticar atletismo, voleibol entre, actividades estas que fazia sem qualquer tipo de limitação antes do acidente - tendo as lesões sofridas pela A. lhe determinado uma Repercussão Permanente nas Actividades Desportivas e de Lazer fixável no grau 4 numa escala de 1 a 7 - não poderá pegar em crianças, brincar, correr e fazer actividades desportivas com as mesmas, tarefas que desempenhava naturalmente antes do acidente, tendo ficado impossibilitada de continuar com normalidade a sua vida familiar, social e até afectiva, pois as lesões por ela sofridas determinam-lhe também uma Repercussão Permanente na Actividade Sexual fixável no grau 2 numa escala de 1 a 7, não subsistem dúvidas que este dano biológico determina uma alteração profunda na sua vida, com afectação da sua potencialidade física e a consequente perda de faculdades, sendo a sua situação pior depois do evento danoso, pelo que esta circunstância tem de forçosamente relevar para efeitos de atribuição da indemnização.