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189, p. 150, n. 2545, e da CEDH , neste sentido, Acórdão de 21 de Dezembro de 2011, N. S. e o., ‑411/10 e ‑493/10, EU::2011:865, n. 78 a. Contudo, não se pode excluir que este sistema depare, na prática, com grandes dificuldades de funcionamento num determinado Estado‑Membro, de modo que existe um sério risco de os requerentes de protecção internacional serem, em caso de transferência para esse Estado‑Membro, tratados de modo incompatível com os seus direitos fundamentais Acórdão de 21 de Dezembro de 2011, N. S. e o., ‑411/10 e ‑493/10, EU::2011:865, n.. Nestas condições, a aplicação de uma presunção inilidível segundo a qual os direitos fundamentais do requerente de protecção internacional serão respeitados no Estado‑Membro que, por força do Regulamento Dublim , é designado com responsável pela análise do seu pedido é incompatível com a obrigação de interpretar e aplicar esse regulamento em conformidade com os direitos fundamentais , neste sentido, Acórdão de 21 de Dezembro de 2011, N. S. e o., ‑411/10 e ‑493/10, EU::2011:865, n.os 99, 100 e. Assim, o Tribunal de Justiça já declarou que, por força do artigo  da Carta, incumbe aos Estados‑Membros, incluindo aos órgãos jurisdicionais nacionais, não transferir um requerente de asilo para o Estado‑Membro responsável, na acepção do Regulamento Dublim , que precedeu o Regulamento Dublim , quando não possam ignorar que as falhas sistémicas do procedimento de asilo e das condições de acolhimento dos requerentes de asilo nesse Estado‑Membro constituem motivos sérios e comprovados para crer que o requerente corre um risco real de ser sujeito a tratos desumanos ou degradantes, na acepção desta disposição Acórdão de 21 de Dezembro de 2011, N. S. e o., ‑411/10 e ‑493/10, EU::2011:865, n.. O artigo , n. 2, segundo e terceiro parágrafos, do Regulamento Dublim , que codificou essa jurisprudência, precisa que, em tal situação, o Estado‑Membro que procede à determinação do Estado‑Membro responsável passa a ser o Estado‑Membro responsável pela análise do pedido de protecção internacional se concluir, após analisar os critérios enunciados no capítulo deste regulamento, que é impossível transferir o requerente para um Estado‑Membro designado com base nesses critérios ou para o primeiro Estado‑Membro onde foi apresentado o pedido.