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Encontrar-nos-emos, assim, perante um enriquecimento por prestação, em que alguém efetua uma prestação a outrem, mas em que se verifica uma ausência de causa que permita a receção ou a manutenção da prestação, na modalidade de restituição por posterior desaparecimento de causa1 Segundo Luís Teles de Menezes Leitão, a ausência de causa jurídica para a receção da prestação que foi realizada deve ser definida em sentido subjetivo como a não obtenção do fim visado coma prestação: haverá lugar à restituição da prestação sempre que esta é realizada com vista à obtenção de um determinado fim correspondente à execução de uma programa, e esse fim não vem a ser obtido1 Assim sendo, se, no caso em apreço, a prestação do autor teve como "causa” o cumprimento de uma obrigação contratual por si assumida no âmbito do contrato de prestação de serviços celebrado com os réus, tal prestação, tendo como contrapartida uma remuneração a suportar por estes, ficou sem causa ou sem justificação, com a exoneração dos réus do pagamento do preço acordado na sequência da não realização da projetada venda.