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Inconformada recorreu a massa insolvente, concluindo as suas alegações: – Resulta claro do conteúdo do contrato de Compra e Venda, que o mesmo foi celebrado pela quantia de 45,000,00€, e que deste valor não foi feita prova nenhuma que a autora recorrida, tenha pago os valores constantes da escritura, facto que não se encontra documentado nos documentos junto aos autos; Aliás as condições de pagamento eram em prestações, pelo que de acordo com as regras do ónus da prova competia à sociedade recorrida, fazer prova dos factos por si alegados, neste caso concreto fazer prova do pagamento; O QUE NÃO FOI FEITO; – Sendo o ónus da prova da recorrida, não juntou esta qualquer documento justificativo de tal pagamento, seja cheque, transferência bancária, documento de quitação ou outro de igual valor probatório; –Não é credível que o valor de 45,000,00€, tivesse sido liquidado em numerário; –Da Prova traduzida em documentos pela recorrida, designadamente a escritura de compra e venda, não resultou objetivamente provado que o negócio de Compra e Venda titulado pela escritura tivesse dado origem a qualquer pagamento; – Não havendo pagamento do preço, o negócio foi simulado, consequentemente NULO; – Entende a recorrente, que os factos alegados na carta de resolução, foram suficientes, apesar de genéricos e sintéticos, porquanto, os mesmos foram entendidos pela Recorrida, conforme se pode constatar pela Douta Petição apresentada; – A venda de um imóvel é à partida um acto prejudicial à massa insolvente atenta à natureza volátil da contrapartida.