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Revertendo ao caso em apreciação neste recurso onde está em causa a prática de crime de dano qualificado, atentemos à matéria dada como provada: O arguido "lançou-lhe uma mão ao bolso da camisa, que aquele soldado na altura vestia e arrancou-lhe o bolso, e o crachá identificativo da GNR que o agente tinha colocado na aludida camisa; Já nas instalações da GNR o arguido começou a dar pontapés nos móveis do compartimento, tendo partido parcialmente um banco de madeira estilo antigo, em mogno; o arguido foi conduzido numa viatura da GNR No trajecto até Elvas, e dentro do veículo, o arguido continuou a dar pontapés no banco do condutor, rompendo a napa protectora do assento; Já no interior da cela nas instalações da GNR em Elvas, o arguido continuou a bater nas paredes, na porta, nos sanitários, nas camas, e em todos os objectos que existiam na cela;  O arguido praticou todas as condutas descritas voluntária e conscientemente, com intenção de destruir bens que sabia serem de Estado e estarem destinados a uso e utilidade públicos, sabendo que dessa forma causava prejuízos patrimoniais”.