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FIGUEIREDO DIAS, apesar da sua concepção sobre as finalidades da pena, reconhece que " a culpa jurídico-penal não é uma «culpa em, si», mas uma censura dirigida ao agente em virtude da atitude desvaliosa documentada num certo facto e, assim, num concreto tipo-de-ilícito”, pois que "pela via da culpa releva para a medida da pena a consideração do ilícito típico,  «o grau de ilicitude do facto, o modo de execução deste e a gravidade das suas consequências, bem como o grau de violação dos deveres impostos ao agente» Direito Penal Português, As consequência jurídicas do crime, Aequitas, Editorial Notícias, p. 239, §  Em suma, apenas "não relevam para a medida da pena, pela via da culpa, quaisquer consequências atípicas ou extratípicas do facto, mas apenas as consequências atípicas, no sentido social do tipo como um todo, a um seu singular elemento constitutivo ou à sua concretização”- idem, ibidem, p. 239, §324  Consequências extratípicas só poderão relevar – e deverão relevar muitas vezes – não pela via da culpa, mas pela da prevenção g. insegurança geral causada por uma série de crimes particularmente graves, pavor determinado por ataques sexuais particularmente repugnantes, etc; nomeadamente, pela via da prevenção geral positiva ou de integração, com a consequente necessidade acrescida de tutela dos bens jurídicos e de preservação das expectativas comunitárias” idem, ibidem, p. 241, § 32)  Pois, como se sabe: "Do que aqui se trata é, pois da construção de um tipo complexivo total ou, na verdade, se se preferir, de um tipo para efeito da medida da, que suporta a consequência jurídica, tendo em vista as exigências não só da culpa, como da prevenção,”, distinguindo-se assim, "o conjunto de elementos que releva para a medida da pena pela via da culpa daquele que para ela releva pela via da prevenção”- idem, ibidem, p 234,  Além das exigências de prevenção, protecção de bens jurídicos e reintegração do agente na, a culpa é também fundamento, antes do limite da pena.