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Ou seja, a diversidade de entendimento entre as instâncias, o motivo que as determinou a decidir em sentido divergente, reside exclusivamente na diferente apreciação que fizeram da prova produzida: enquanto o Tribunal Tributário de Lisboa entendeu que os indícios recolhidos pela AT não eram suficientes para pôr em causa a credibilidade das facturas e, consequentemente, para autorizar o afastamento da presunção da veracidade da declaração, o Tribunal Central Administrativo Sul, ao invés, considerou que a AT demonstrou a existência de indícios sérios e credíveis de que as facturas não titulam serviços efectivamente prestados, não se verificando assim os pressupostos de que depende o direito à dedução do IVA, uma vez que a Impugnante não conseguiu provar a veracidade desses serviços.