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3 Os danos antecedentemente referidos, nem são novos nem são supervenientes, pelo que, ao concluir que «só em 02018, os autores detinham o conhecimento exigível mas também suficiente quanto à natureza, conteúdo e repercussões futuras dos danos sofridos pela autora , conhecimento esse adquirido na sequência das consultas frequentadas por esta última e dos exames pela mesma efectuados, bem como, pela análise da evolução de recuperação da sintomatologia manifestada», o tribunal a quo vai mesmo para além daquilo que os próprios autores defendem, na medida em que estes, o que afirmam no artigo  da sua resposta às excepções de 112019 é que, «nesta data a Autora menor tomou pleno conhecimento da extensão dos seus danos biológicos, geradores da responsabilidade que ora imputa à Ré E.» 3 Esta conclusão do tribunal a quo tem, necessariamente de ser alterada, porquanto constam do processo elementos - maxime o reconhecimento dos próprios autores - que implicam a reforma da sentença.