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Veja-se: A Recorrente alega que a atuação da Autora/recorrida configura "abuso de direito” porque: «A única vantagem que a Recorrida obtém com a anulação dos atos de adjudicação com os vícios apontados é a possibilidade – eventual e incerta – de apresentar uma nova proposta, num distinto procedimento» conclusão «O acesso aos Tribunais não pode servir para obter uma nova e segunda oportunidade de apresentar uma diferente proposta» concussão «Acresce que, este direito a apresentar uma nova proposta é um "interesse longínquo, eventual e hipotético”, "só passível de se tornar real” se a Entidade adjudicante decidir lançar um novo procedimento» conclusão «O STA deverá concluir pela atuação em abuso de direito de um concorrente que: invoca vícios de decisões iniciais do procedimento, como forma de invalidade derivada no ato de adjudicação, mas que em nada afetaram a sua esfera jurídica, não o tendo impedido de concorrer; que obtém, como única vantagem com a anulação desse ato de adjudicação, a possibilidade de apresentar uma nova proposta, depois de conhecido o resultado obtido no concurso com a apresentação da sua primitiva proposta; ignora as consequências para o interesse público desta "segunda oportunidade”, bem como para a sã e leal concorrência entre os operadores económicos» conclusão «Tal exercício do direito de anulação do ato de adjudicação – para que a Recorrida possa apresentar uma nova proposta, depois de conhecer o resultado obtido no concurso com a apresentação da sua primitiva proposta, para tentar ganhar o contrato numa "segunda volta” – revela-se contrário à boa-fé e manifestamente abusivo, em particular, quando comparados os benefícios que o concorrente obtém e os prejuízos que causa ao interesse público e à concorrência» conclusão  Como se vê, é toda esta argumentação que é frontalmente contrariada pela jurisprudência do TJUE Acórdão "Lombardi” e demais arestos acima.