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Mas como o "absurdo”, por vezes acontece, seja por distracção, seja por falta de informação, o legislador ainda colocou uma "norma travão”, tendente a obstar a que um mesmo devedor possa ser declarado insolvente duas vezes, em simultâneo, estipulando no n. 4 do artigo 8 do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas que "eclarada a insolvência no âmbito de certo processo, deve a instância ser suspensa em quaisquer outros processos de insolvência que corram contra o mesmo devedor e considerar-se extinta com o trânsito em julgado da sentença, independentemente da prioridade temporal das entradas em juízo das petições iniciais.”   Ora, no caso dos presentes autos, nenhum destes preceitos foi aplicado, não obstante se verificar terem ocorrido as situações de prejudicialidade previstas nas normas do n. 2 e 4 do artigo 8 do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, porquanto a petição do processo n. 756/143TYLSB da Comarca de Lisboa deu entrada em data anterior à dos presentes autos e a sentença declaratória da insolvência da devedora também ali foi proferida em primeiro lugar.