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Com efeito, é nossa convicção que - no seguimento de resto de jurisprudência que nesta matéria é prevalecente - a privação do uso de um bem é susceptível de constituir, por si, dano patrimonial, visto que se traduz na lesão do direito real de propriedade correspondente,assente na exclusão de uma das faculdades que é lícito ao proprietário gozar, de acordo com o preceituado no artigo 130 do Código Civil, isto é, o uso e fruição da, e , ademais e como bem adverte ABRANTES GERALDES, " o recurso ao instituto da responsabilidade não esgota a fonte geradora da obrigação de indemnizar, sendo por vezes, necessário o enquadramento nas regras do enriquecimento sem causa, fazendo reverter para o titular do direito as vantagens injustamente alcançadas pelo fruidor”.