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Teve lugar a audiência de discussão o julgamento e depois foi proferida sentença, em cujo dispositivo designadamente se consignou:  " considera-se a ação parcialmente procedente, por parcialmente provada e a Reconvenção totalmente improcedente por não provada, e, em consequência:  a) Declara-se o Autor Banco Português S.A., dono e legítimo proprietário da fração autónoma designada pela letra "K” correspondente ao segundo andar frente, destinada a habitação, de tipologia T-três, com dois lugares de estacionamento na segunda cave identificado por P-nove e P-dez, com uma arrecadação no sótão identificada por A-oito, do prédio urbano em regime de propriedade horizontal, sito em Cova das, São, Lote 2, freguesia de Santarém, concelho de Santarém, descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém, sob o n /19970320 e inscrito na matriz predial urbana sob o artigo da referida freguesia;  b) Condena-se a Ré a restituir ao Autor Banco Português S.A., a referida fração autónoma, devoluta e desocupada de pessoas e bens, em bom estado de conservação e em perfeitas condições;  ) Absolve-se a Ré do pagamento ao Autor de indemnização correspondente ao valor devido pela ocupação do imóvel desde Dezembro de 2012 até efetiva restituição da mesma livre e devoluta de pessoas e bens;  ) Absolve-se a Ré do pagamento ao Autor de indemnização a título de eventuais danos causados pela utilização do imóvel;  e) Absolve-se o Autor o Banco Português do pedido de reconhecimento à Ré/Reconvinte, do direito de retenção sobre a identificada fração, para garantia do crédito de € 9000,00;  f) Absolve-se o Autor o Banco Português do pedido de condenação como litigante de má-fé.”   A Ré recorre da sentença e formula as seguintes conclusões:  1- Alguns dos factos materiais da causa têm especificidades muito próprias e peculiares, nomeadamente quanto à atuação do A., e que não são subsumíveis com nenhum dos casos e processos sobre que tenha recaído a jurisprudência citada na sentença, indo assim para além dos factos em apreciação nesses outros processos; 2- Devem ser aditados aos factos provados os seguintes: - Os imóveis referidos em 1 foram penhorados em 12/11/2008; - Em 14 de Abril de 2009, representantes do A. e por iniciativa deste reuniram com alguns moradores do Lote 2, incluindo a R., e o A. não fez qualquer referência ao processo executivo em curso, omitindo essa informação à R. e restantes moradores;  - O A. omitiu no processo executivo a informação da existência de moradores e respetivas situações concretas, nomeadamente quanto à R.; - O A. reclamou no processo de insolvência da Sociedade promitente-vendedora o remanescente do seu crédito, no valor de 94923,31 euros.