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Como afirmámos já, não obstante o espírito humanista e de solidariedade presida à responsabilidade pelo risco com vista à reparação do dano, a tendência não é para alargar essa responsabilidade objetiva, sem culpa, mas para responsabilizar quem teve culpa ou quem a poderia ter evitado, assim prevenindo a responsabilização de alguém que, para além de não ter qualquer culpa na prática do facto, não tinha sequer o controlo do perigo inerente ao funcionamento do veículo e a possibilidade de o prevenir e, por qualquer modo o influenciar, sabendo nós que o perigo nem sequer é exclusivamente inerente ao veículo em si, antes deve ser visto, as mais das vezes, de uma forma dinâmica que passa pelo seu funcionamento sob o binómio máquina-condutor.