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Com efeito, conforme já se disse, a questão de saber se, nos casos em que o pedido de retoma já foi aceite por outro Estado-Membro, o Estado Português deve ou não assumir a responsabilidade pela apreciação do pedido de proteção internacional formulado pelo Autor, pelo facto de este ter um sobrinho a residir em Portugal, para além de depender ainda de uma apreciação e instrução adicional que os serviços do SEF não realizaram dada a liminar aceitação de retoma a cargo por parte da Áustria), tal tarefa insere-se no âmbito da margem de livre apreciação discricionariedade que é consentida a cada Estado-Membro pelo considerando 17 e pelo n. 2 do artigo 1 do Regulamento de Dublin note-se que, como esse "sobrinho” não se insere no conceito de "membros da família” estabelecido na alínea do artigo  do Regulamento de Dublin, mas, antes sim, apenas no conceito de "outros parentes”, o invocado artigo  do citado Regulamento - esse sim, que impunha, de forma vinculada, que o pedido de proteção internacional fosse apreciado pelo Estado-Membro onde tal "membro da família” se encontre autorizado a residir - é-lhe inaplicável, porque não dirigido aos "outros parentes”.