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rr) Ponderando as circunstâncias comprovadas nos autos, relativas à dinâmica do acidente, ao tipo de condução e ao estado de embriaguez do recorrido, ocorre um maior grau de culpa do recorrido para a ocorrência do evento de colisão e atendendo à gravidade da contribuição de cada uma das partes para a produção do facto danoso e nas consequências que delas resultaram, mostra-se adequado fixar a concorrência de culpa, nos termos do n. 1 do artigo 48 do , em 40% para a Recorrente e em 60% para o Autor Recorrido, recompondo-se as indemnizações fixadas aos Recorridos em conformidade com esta repartição de culpas, ao abrigo do disposto no artigo 57, n. 1, do Código Civil.ss) A atribuição ao autor de uma indemnização de €4067,41, por perda de capacidade de ganho no futuro, mesmo na hipótese de não haver redução da valoração de IPP e de não existir repartição de culpa, não se mostra adequada e equitativa, não encontrando cobertura no entendimento que tem vindo a ser seguido pelos Tribunais Superiores, nomeadamente, o seguido pelo Acórdão deste Venerando Tribunal da Relação de Guimarães, datado de 10-04-2014, P. 320/11TBVCT.G1, disponível em www.dgsi.pt,  tt) Adaptando-se o cálculo à idade, formação profissional, perspectivas de progressão na carreira, IPP e rendimento anual do autor recorrente, dever-lhe-á ser atribuída uma indemnização justa e equitativa, por perda de ganho futuro, não superior a €2000,00, à qual deverá ser descontada a percentagem de culpa do autor na produção do sinistro que se vier a apurar.uu) Também a título de danos não patrimoniais, a decisão do Tribunal a quo não se mostra adequada e equitativa e não é suportada pelo entendimento que tem vindo a ser seguido pelos Tribunais Superiores. )