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O réu interpôs recurso de apelação da sentença, tendo formulado as seguintes conclusões:   Salvo o devido respeito, e com toda a consideração, entende o apelante que a sentença em crise decidiu erradamente ao interpretar de forma literal a alínea do artigo 178 do , fazendo tábua rasa da sua raiz histórica, da sua introdução sistemática e da existência da alínea desse mesmo artigo;   Assim violando, de uma só vez, os artigos  e 178, alíneas e, do Código Civil;   Tendo procedido a um correcto julgamento da matéria de facto, o tribunal a quo errou, depois, na aplicação do direito, e andou mal ao decidir que não sendo os factos provados suscetíveis de determinar o decretamento do divórcio nos termos da alínea do artigo 178 do Código Civil, esses mesmos factos seriam estribo suficiente para o seu decretamento ao abrigo da alínea do mesmo artigo;   Isto porque, tendo sido demonstrado que a separação de facto entre os cônjuges não tinha a duração de um ano na data de propositura da acção, é irrelevante o local onde os cônjuges habitaram nesse período, bem como a evidente violação dos deveres matrimoniais inerentes à coabitação, que deriva necessariamente da separação de facto;   Por outro lado, não tendo a alínea do artigo 178 do Código Civil sido eliminada com a revisão do regime do divórcio operada pela Lei n. 61/2008, de 31 de Outubro, não pode uma decisão judicial simplesmente fazer tábua rasa desse preceito, como sucedeu no caso em apreço;   A data da separação dos cônjuges e a intenção de não retomar a vida em comum apenas por parte da apelada o apelante não quis nunca, nem quer, divorciar-se) eram factos que resultavam admitidos por acordo dos articulados das partes;   Por outro lado, mantendo-se em vigor uma disposição como a que resulta da alínea do artigo 178 do Código Civil – mais ainda sistematicamente inserida antes da alínea – a única interpretação possível para conjugar estes dois preceitos aparentemente contraditórios) é a de que apenas relevam para efeitos da alínea, os factos que, ocorrendo antes do período de um ano referido na alínea, sejam, objectivamente graves, ou excepcionais o suficiente para afastar aquele regime;   E nunca apenas, e só, a vontade de apenas um dos cônjuges em desfazer o casamento, que é o que sucede nos autos;   Aceitar o contrário será esvaziar de conteúdo um preceito legal que se mantém em vigor mesmo após três revisões do regime do divórcio n. 496/77, de 25 de Novembro, Lei n. 47/98, de 10 de Agosto e Lei n. 61/2008, de 31 de, em violação das regras de interpretação da lei definidas pelo artigo  do Código Civil;  1 Pois que, ao direito potestativo ao divórcio que assiste a um dos cônjuges, se opõe, no primeiro ano de separação de facto, o direito potestativo do outro a manter-se casado, e que tem igual peso;  1 No caso dos autos, a separação das partes não durava, no momento da propositura da acção que é o que ao tempo suficiente para accionamento da alínea do artigo 178 do , pelo que só a ocorrência de motivo excepcionalmente grave, ou sério, poderia estribar a divórcio com base na alínea do mesmo artigo;  1 No entanto, pese embora nenhum dos factos essenciais alegados em sede de petição inicial aperfeiçoada, como sejam uma alegada relação extraconjugal do apelante e a não contribuição para o sustento da família, tenha sido provado, ainda assim, a sentença em crise determinou o decretamento do divórcio;  1 E isto mesmo depois de demonstrado que o casal, pese embora as discussões, mantinha o firme propósito de continuar junto, para o que se submeteu, de comum acordo, a terapia familiar até muito próximo da data de separação;  1 Terapia essa que findou sem que o casal se separasse ou porque percebera que o casamento estava terminado contrariamente ao também alegado em sede de petição inicial aperfeiçoada, mas não;  1 Pelo contrário, provou-se que foi uma discussão por causa de uma boleia para a irmã da apelada que motivou a separação do casal;  1 Ora, se tudo o mais alegado e provado não levou à separação, não pode entender-se que esta discussão possa, objectivamente, ter sido a causa da separação e da quebra definitiva do vínculo conjugal;  1 Pelo que o único fundamento válido para a separação foi, e é, a vontade da apelada.