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Nesse sentido, Pires de Lima e Antunes Varela12 e Pedro Martinez1  Ora, sendo esses os fundamentos e os objectivos do aludido prazo de caducidade, penso que se impõe concluir que eles não poderão ser satisfeitos com a mera interpelação extrajudicial do empreiteiro para reparar os defeitos, porque essa interpelação não tem qualquer idoneidade para definir e consolidar a situação e a responsabilidade do empreiteiro e para conferir qualquer certeza à situação jurídica das partes relativamente aos defeitos; tal interpelação não tem aptidão para efectivar e definir o direito seja ao nível da própria existência do direito, seja ao nível do seu conteúdo e extensão) e o dono da obra poderia vir, muitos anos depois, a instaurar acção para exigir a eliminação dos defeitos com todos os inconvenientes daí resultantes – e que o legislador pretendeu evitar quando estabeleceu o prazo de caducidade – seja ao nível da segurança do tráfico jurídico, seja ao nível das dificuldades de prova, seja ainda ao nível da própria execução da prestação com vista à eliminação dos defeitos num momento em que, por efeito do decurso do tempo, as anomalias existentes já pouco teriam a ver com os efectivos defeitos que existiam à data em que haviam sido denunciados.