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Compreende-se, por isso, que se afirme que a servidão de aqueduto pressupõe «o direito à água derivada», pois só assim se justifica a «sua condução para o prédio onde é utilizada, por meio de cano ou rego condutor, através de prédio alheio» Mário Tavarela Lobo, Manual do Direito de Águas, Volume , Coimbra Editora, Limitada 1990, p..  De outro modo, correr-se-ia o risco de se impor uma restrição ao direito de propriedade de outrem o titular do prédio e, com ela, se viabilizar uma actuação ilícita do beneficiário da servidão de, permitindo-lhe a apropriação ilícita da água particular de um terceiro, ou a apropriação ilícita de águas públicas precisamente por se desconhecer a natureza e a titularidade da água.