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– A recorrente entende que a ordem de serviço em causa, a Ordem de serviço n. 1/2003, emanada em 17 de março de 2003, foi emitida num contexto específico de dificuldades económicas e financeiras da empresa FF, SA,  – O que levou a que a referida empresa tivesse efetuado uma reestruturação tendo em vista a diminuição de custos de funcionamento, pelo que foi decidido proceder-se a uma diminuição do número de trabalhadores que se encontravam ao serviço da referida empresa, – E que no âmbito dessa reestruturação levada a efeito, foi decidido dar um incentivo aos trabalhadores que requeressem a passagem à reforma até final do ano de 2003, - Porém, tal incentivo só seria atribuído aos trabalhadores que requeressem a sua passagem à situação de reforma por velhice durante o lapso de tempo em que estava a ser feita a reestruturação da empresa, – A recorrente entende que os dispositivos contidos na referida Ordem de Serviço eram excecionais e, como tal, só vigoraram durante um determinado lapso de tempo, ou seja durante o lapso de tempo que levou a efetuar a reestruturação da FF, SA, e não podem ser objeto de aplicação analógica, – A atual administração da recorrente entende que o incentivo contido na citada Ordem de Serviço, não é um incentivo para vigorar indeterminadamente, como pretendem os recorridos, – E que dada a excecionalidade das medidas contidas em tal Ordem de Serviço, as mesmas só vigoraram durante um período delimitado de tempo, ou seja o tempo que levou a reestruturação da FF, SA, – E, por conseguinte, entende que a Ordem de Serviço em causa, não estava em vigor, nem pode ser aplicada, à data em que os recorridos cessaram os respetivos contratos de trabalho com a recorrente, por motivo de reforma por velhice, – Entende, ainda, a recorrente que mesmo que as verbas peticionadas fossem devidas aos recorridos, a verdade é que a recorrente estaria impedida de fazer tais pagamentos uma vez que as normas orçamentais inscritas no 82-B/2014, de 31 de dezembro Lei do Orçamento do Estado de nomeadamente no artigo 3, a proíbem de proceder a aumentos de despesa, – E no caso, objeto do presente recurso, está em causa o pagamento de uma indemnização aos recorridos por passagem à reforma, a qual significa um acréscimo de despesa para a recorrente, - Assim sendo, entende a ora recorrente que a Sentença proferida, e que é objeto do presente recurso, não deveria ter condenado a recorrente a pagar os montantes peticionados pelos recorridos.