Legal Document Excerpt:

Mesmo que se considerasse que os excedeu, quer ao conformar-se com a não submissão do contrato a escritura pública como era legalmente exigido; quer ao condescender com a persistência de tal situação ao longo de vários anos e limitando-se a receber as rendas aliás indiferente ao destino efectivo que a ré deu ao locado, senão cúmplice até com as modificações nele introduzidas apesar de aquele se confinar "única e exclusivamente a um depósito de madeiras e afins” e de, para tal, só lhe ter sido permitida "a vedação do terreno com estacas de madeira e malha-sol”); quer, ainda, pressupondo o contrato como válido e ignorando o seu vício ao comunicar o termo dos seus poderes de administração em 14-11-2007 e a consequente "denúncia”, seria necessário daí poder concluir-se que agiu culposamente e à margem da boa fé e que, com a sua conduta, deu azo a que, no espírito da ré apelante, se instalasse a crença de que aquele perduraria sem ser questionado a sua validade, nesse espírito tendo confiado e tomado decisões e executado medidas cuja destruição ora lhe causasse danos vultuosos.