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No concreto da relação estabelecida entre autora e ré – tendo presente o "pano de fundo” contratual do acordo de arrendamento com opção de compra antes celebrado – e as vicissitudes verificadas - sobre o qual a ré considerava ter-se extinto a opção de compra da autora e, enquanto esta entendia que a mesma tinha plena vigência - tendo em conta as circunstâncias que levaram ao agendamento da escritura concretizado pela ré, bem como, o comportamento tido pela autora a esse respeito, é possível concluir pela razoabilidade do prazo fixado, atenta a sua antecedência, possibilitar o conhecimento dos termos do negócio e a prática de todos os actos tendentes à conclusão do negócio de venda/aqusição, pelo menos, com referência à data de 09-11-201 Por outro lado, nenhuma das invocações constantes do email enviado pelo Mandatário da autora à ré em 08-11-2017 referido no ponto dos factos impossibilitaria a outorga da escritura: - Relativamente à procuração, como se viu, antes da invocação feita em 08-11-2017, o Advogado da autora tinha comunicado à ré – em 25-08-2017 - que dispunha de procuração concedendo-lhe plenos poderes para assinar e agir em nome da autora no que respeita à compra do imóvel, o que fazia supor que tal seria suficiente para a outorga da escritura; - Relativamente à certidão camarária de comprovação de construção do edifício antes de 1951, a mesma não era elemento essencial para a escritura – o mesmo se referindo quanto à "planta” mencionada na al.