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É que, apesar de não estar em causa um contrato de execução continuada nem de cumprimento diferido no tempo apenas por vontade das partes, temos por certo resultar da factualidade provada, estarmos perante um contrato que, pela natureza das próprias prestações, cria uma relação complexa que abrange várias prestações a realizar escalonadamente no tempo, pelo que, tal como afirmou o Acórdão do STJ, de 102018  processo n 567/18TVLSB.LS2)15, o juízo de avaliação do seu incumprimento, para efeitos do exercício de resolução, não deve ser valorado em função da subsistência, ou não, do interesse do credor na prestação, mas, antes, em função do interesse do credor em manter-se vinculado ao contrato, para tal havendo que realizar um juízo quanto à exigibilidade da manutenção do contrato em face das circunstâncias do caso e à luz do princípio da boa fé.