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O Réu F. N. veio arguir a nulidade da citação, sustentando, em síntese, que apenas teve agora conhecimento, por mera casualidade, quando compulsou os autos principais, da existência do presente processo;  Tendo indagado junto da Secção onde teria sido citado, foi informado que a citação teria sido levada a cabo por via postal, remetida para a xx , França, e que os serviços postais tinham confirmado que a referida citação tinha sido realizada em 07/12/2017 e teriam junto um aviso escrito em língua francesa, em nome do réu, datado do referido dia e no qual se encontra escrito o nome de S.;  Acontece que o Réu nunca recebeu aquela citação e, nessa data, encontrava-se em Portugal; O Réu apenas se manteve intermitentemente em França até ao natal de 2017, passando, a partir daí, a residir definitivamente em Portugal; Em França o Réu compartilhava casa com outro emigrante, o qual poderá ter recebido a citação, mas se o fez não a entregou àquele; O distribuidor postal não terá advertido expressamente o terceiro que terá recebido a citação de que tinha o dever de pronta entrega da mesma ao citando; Acresce que desde o final de novembro que o Réu não teve mais contacto com a pessoa com quem residia em França; Tendo a carta de citação sido rececionada por pessoa diversa do Réu, a Secção não deu cumprimento ao disposto no art.