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É hoje pacífico que em legislação avulsa como a supramencionada, fundada em razões de prevenção e combate a criminalidade específica, possa estar prevista a possibilidade de captação de imagem e a sua utilização como meio de prova autorização, desde que cumpridas determinadas formalidades legais, designadamente validação judicial1 Se o regime geral fosse o da liberdade de captação de imagem por razões de investigação criminal não seria necessário que para situações onde o legislador entendeu mais premente a possibilidade de utilização destes meios de prova mais intrusivos, como a Lei 5/2002, de 11-01, que estabelece medidas de combate à criminalidade organizada e económico-financeira), a sua utilização estivesse condicionada a uma autorização judicial e limitada ao cumprimento de regras que, naquela perspectiva, não seriam necessárias para a generalidade dos casos, incluindo os mais insignificantes.