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Por outro lado, no caso concreto que ora nos ocupa, não será despiciendo ter presente que os próprios exequentes quando deram início à execução sabiam que os executados eram proprietários de um imóvel sobre o qual incidia uma hipoteca voluntária e que o mesmo tinha, pelo menos, o valor de mercado de €57000,00, ou seja, tinham a possibilidade de saber, previamente, qual o custo que resultaria em termos de remuneração adicional para o agente de execução da venda ou penhora de tal imóvel, sendo certo que, como resulta do preâmbulo da Portaria n. 282/2013, através da consagração do sistema misto de remuneração se pretendeu que os interessados possam «avaliar, com precisão, todos os custos de um processo e decidir quanto à sua viabilidade e interesse na instauração do mesmo, sobretudo, quando esteja em causa o cumprimento coercivo de uma obrigação não satisfeita voluntária e pontualmente, na maioria dos casos, a cobrança coerciva de uma dívida.» E assim sendo, à luz do exposto, não se nos afigura que o artigo 50, n.s 5 e 6 da Portaria n. 282/2013, com a interpretação aqui sufragada, mereça o juízo de inconstitucionalidade invocado pelos Exequentes e Recorridos, improcedendo essa sua argumentação.