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Também o Ministério Público apresentou contra-alegações, pugnando pela confirmação da decisão recorrida, formulando as seguintes conclusões: –Através do despacho recorrido, datado de 16-06-2021, foi determinado que, no período de férias escolares de verão de 2021, os convívios do menor Philip com o pai, deveriam decorrer entre o dia 2 de Julho e o dia 17 de Agosto de 2021, cabendo à mãe trazer o Philip a Portugal e o pai a levá-lo à China no termo das férias; –A deslocação do menor a Portugal para conviver com o pai, é a solução que melhor acautela o direito do menor Philip em estar um período mais alargado de tempo com o progenitor e com a família paterna; –Com a solução aventada pela progenitora de os convívios decorrerem na, o convívio entre pai e filho sempre seria muito mais reduzido e sem contacto com a família alargada, nem com a cultura europeia, em claro prejuízo para o menor, o qual já passa longos períodos de tempo sem qualquer contacto com o progenitor; –Ao menor Philip não são conhecidas patologias que o coloquem em particular situação de perigo perante a doença originada pelo coronavírus e que impeçam a sua deslocação, de avião, para a Europa; –A pandemia, por si só, não pode servir de pretexto para impedir o convívio entre pais e filhos, sendo que, no dia 18 de março de 2020, quando foi decretado o estado de emergência em Portugal Decreto do Presidente da República n. 14-A/2020, de 18 de março), regulamentado, através do Decreto n 2-A/2020 de 20/03, o legislador português estabeleceu exceções ao recolhimento obrigatório, quando estejam em causa "o cumprimento de partilha de responsabilidades parentais, conforme determinada por acordo entre os titulares das mesmas ou pelo tribunal competente."