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Apesar da solução ditada pelo direito positivo, parece-nos que os princípios legais informadores do procedimento tributário artigo 5 da, em especial o princípio da colaboração artigo 5 da, recomendam que a notificação daquele acto se faça também ao mandatário tributário – por se considerar que, não obstante a existência da referida autonomia jurídico-procedimental do acto de liquidação, subjaz, neste caso, à intrínseca relação que aquela liquidação mantém com o procedimento de inspecção tributária, um interesse fundado ainda que não legalmente do mandatário ao conhecimento do conteúdo daquele acto para a conclusão do seu múnus, que há-de abranger ainda a verificação da conformidade daquele acto com as conclusões fixadas no relatório da inspecção tributária e, sobretudo, do respectivo conteúdo com a fundamentação alcançada no referido relatório.