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do P.P.. Verifica-se o mesmo, segundo Tolda Pinto, in "A Tramitação Processual Penal", 1058, "quando, de acordo com um raciocínio lógico, na base do texto da decisão, por si só ou conjugado com regras da experiência comum, seja de concluir que a fundamentação justifica decisão oposta, ou não justifica a decisão, ou torna-a fundamentalmente insuficiente, por contradição insanável entre factos provados, entre factos provados e não provados, entre uns e outros e a indicação e a análise dos meios de prova fundamentos da convicção do tribunal", ou, ainda, segundo Simas Santos e Leal Henriques, em anotação ao preceito em causa, há "contradição insanável da fundamentação" quando, fazendo um raciocínio lógico, for de concluir que a fundamentação leva, precisamente, a uma decisão contrária àquela que foi tomada ou quando, de harmonia com o mesmo raciocínio, se concluir que a decisão não é esclarecedora, face à colisão entre os fundamentos invocados; há "contradição entre os fundamentos e a decisão" quando haja oposição entre o que ficou provado e o que é referido como fundamento da decisão tomada; há "contradição entre os factos" quando os provados e os não provados se contradigam entre si ou por forma a excluírem-se mutuamente.