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De facto, o TR..., menosprezando as circunstâncias relevantes e concretas da vivência da menor EE que o Tribunal de Primeira Instância tinha ponderado atenta a falta de acordo dos progenitores e fixado em vista de promover a maior estabilidade e harmonia à menor e ao agregado, de modo a realizar o superior interesse da mesma, considerou existir «escassez de factos nos autos», concluindo que «exceptuando a oposição da progenitora por razões não esclarecidas, não se vislumbra que a presente situação se revista de quaisquer peculiaridades que desaconselhem a guarda partilhada»   Ou seja, ao arrepio dos imperativos legais que devem nortear e tutelar o superior interesse da criança em concreto, e que o artigo 190 n. 5, 6 e 8 do Código Civil, especificamente estabelecem, decidiu de forma supletiva aplicar como "regime regra” a residência alternada por não vislumbrar peculiaridades em contrário... indiferente ao facto de a referida menor, não por acaso, praticar há 15 meses naquela um regime de residência habitual com a mãe, e ter consolidada essa rotina e estabilidade emocional, indiferente ao facto de a menor pretender manter a diferença do regime da sua residência apesar dos irmão estarem livremente a praticar o regime de residência alternada semanalmente e, sobretudo, indiferente ao facto de menor ter expressamente recusado o regime de residência alternada depois de o ter experimentado durante três meses.