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E esta incongruência tem com toda a certeza uma explicação – uma vez que as partes não são, com todo o respeito, "tolas”, sendo de presumir que sabem fazer elementares operações aritméticas de soma e subtração – que, porém, as partes ambas as preferiram não revelar ao tribunal em momento algum3 Posta de parte a hipótese duma nova e segunda tentativa de aclaração, há que aplicar o direito à matéria factual que temos: Escreveu-se no anterior acórdão proferido que estamos perante um problema de colisão entre confissões: por um lado, a confissão extrajudicial da R. a dizer que o A., do preço da empreitada, estava em dívida tão só na quantia de € 1209,00; e, por outro lado, a confissão judicial, de sinal oposto, do A. a dizer que "pagou à R. a quantia global de € 14525,00 por diversas prestações, quer por meio de cheque bancário quer em numerário”, sendo que tal é uma confissão por se haver provado que o preço global da empreitada ascendia a € 18839,5 A questão da colisão entre confissões é um problema complexo e de solução discutível, como refere o Prof. Lebre de Freitas, in a Confissão no Direito Probatório, pág.