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A conversão justifica-se, face à lei, se através dela se obtiver minimamente o fim que as partes procuraram conseguir com o negócio inválido, e se corresponder à vontade hipotética das partes, considerada esta, não a partir da sua vontade real – mediante a busca da provável intenção delas, se houvessem previsto a invalidade do negócio realizado – mas sim em função da ponderação dos interesses em jogo, corrigidos pela boa-fé” Acórdão STJ 111996 ín BMJ 460, pág.. 23 Os AA para além de terem sido condenados em multa por litigância de má-fé deveria ter sido igualmente condenados em indemnização a favor dos apelantes art 543, n  24 Termos em que deve a douta sentença ser revogada, alterando-se a respectiva parte dispositiva, que deverá concluir pela possibilidade de conversão da declaração datada de Fevereiro de 1998 em contrato-promessa de compra e venda e/ou, no mínimo, promessa de compra e venda, com todas as demais consequências que daí advêm, para além da condenação dos AA como litigantes de má-fé não só na multa já decida como também em indemnização em indemnização condigna a favor dos apelantes.