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Tais cofres são anónimos e numerados, desconhecendo o banco, em regra os objectos neles depositados: o seu acesso é feito de diferentes formas, usualmente mediante o accionamento simultâneo de duas chaves diferentes, uma na posse do cliente e outra do banco, estando ainda a sua abertura dependente de um código secreto conhecido unicamente pelo primeiro, não podendo os funcionários do banco assistir ás operações de colocação ou levantamento dos objectos do cofre pelo cliente”, Engrácia Antunes, Os Contratos Bancários apud Estudos em Homenagem ao Professor Doutor Carlos Ferreira de Almeida, Volume , Almedina, págs.152 -” 11 Em resumo, contraditoriamente, a douta Sentença acusa a Apelante E1 de, malevolamente, não querer conhecer o conteúdo do cofre e, simultaneamente, reconhece que esse desconhecimento e o anonimato são caraterísticas essenciais, normais e habituais deste tipo de contratos.