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Pois bem, as razões factuais na base da decisão estão vertidas no capítulo do RIT e transcritas no ponto da matéria assente, aí se referindo, como bem sintetiza a sentença, a existência de recibos "não oficiais” emitidos pela Impugnante aos alunos das escolas de condução, com numeração própria, que não foram objecto de contabilização; a inexistência de recibos e contabilização de pagamentos parcelares, de reprovações em exames teóricos e práticos, aulas adicionais e valores de documentação, sendo que dos recibos "não oficiais” obtidos após circularização de alunos da Impugnante, os mesmos contemplavam tais circunstâncias; não exibição dos tais recibos "não oficiais” aos SIT, não obstante lhe ter sido solicitado; cheques utilizados para pagamentos parciais de cartas de condução constantes dos recibos "não oficiais” juntos por alunos, ao abrigo do princípio da colaboração, não reflectidos na conta bancária conhecida da impugnante, sendo que a maioria dos depósitos efectuados respeitam ao valor da carta conforme preços de tabela das escolas, mencionados nos recibos contabilizados pela impugnante; existência de listagens díspares de alunos inscritos nas várias escolas de condução pertencentes à impugnante e por si fornecidas no decurso procedimento inspectivo; a recolha de elementos por onde se constata a existência de alunos inscritos sem a emissão de qualquer recibo e respectiva contabilização.