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No caso em apreço, estando em causa um dano biológico, traduzido num défice funcional permanente da integridade físico-psíquica de 54 pontos, a repercussão negativa centra-se na diminuição da condição física do A. e numa penosidade, dispêndio e desgaste físico acrescidos na execução de tarefas antes desempenhadas, sem o mesmo esforço, no seu dia-a-dia, bem como na incapacidade para exercer determinadas actividades inerentes à sua profissão – pois o A. ficou com graves sequelas devido às quais não aguenta carregar pesos, não consegue subir e descer para o empilhador, nem fazer manobras de carga e descarga com o mesmo, não consegue levantar módulos de baterias para promover pela manutenção das mesmas, está impedido de conduzir veículos automóveis num raio superior a 80 Km da sua residência e a uma velocidade superior a 90 Km/hora, só podendo conduzir veículos com caixa de velocidades automática, não consegue andar a pé mais de 45 minutos nem estar sentado mais de 25 minutos seguidos, sendo que se encontra reformado por invalidez com efeitos desde 26/05/2017 – na incapacidade para qualquer actividade desportiva como jogging, caminhadas, basquetebol, actividades estas de que era praticante sem qualquer tipo de limitação antes do acidente, na impossibilidade de continuar com normalidade a sua vida familiar e afectiva, pois ficou com disfunção eréctil total, e na diminuição substancial do seu rendimento mensal em função da pensão de invalidez permanente que lhe foi atribuída pelo CNP, com início em 26/05/2017, no valor mensal líquido de € 962,13, que é largamente inferior ao rendimento do trabalho mensal líquido que ele auferia à data do acidente € 204,10), devendo esta realidade incontornável ser vertida no montante da indemnização a atribuir.