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).»  Ora, mesmo a considerar-se que o riso da arguida perante os atos de abuso sexual do pai e tio do menor ocorreram simultaneamente com a prática dos atos de abuso e significavam apoio àqueles atos, o que sempre se imporia levar à factualidade provada pois pode não ser assim, nomeadamente nos casos de riso involuntário, não controlado pelo próprio, não consta desta mesma factualidade que os autores se aperceberam daquele riso nem que, em todo o caso, teriam sentido com ele o conforto e a garantia de que, não obstante ter para com a vítima um dever de garante, iria contribuir para que os factos criminosos fossem praticados de acordo com o plano delineado pelos seus agentes, contrariamente ao que se afirma no acórdão recorrido em sede de enquadramento jurídico-penal dos factos.