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No caso em apreço, o recorrente cumpriu, minimamente, o referido ónus de especificação, razão por que procedeu este tribunal à audição da prova gravada, confrontando-a com a restante prova e com a motivação da decisão de facto exposta na sentença recorrida, tendo sempre em vista que, como realçou o S.T.J., em acórdão de 12 de Junho de 2008 Processo:07P4375), a sindicância da matéria de facto, na impugnação ampla, ainda que debruçando-se sobre a prova produzida em audiência de julgamento, sofre quatro tipos de limitações, que sintetizam o que se disse supra: - a que decorre da necessidade de observância pelo recorrente do mencionado ónus de especificação, pelo que a reapreciação é restrita aos concretos pontos de facto que o recorrente entende incorrectamente julgados e às concretas razões de discordância, sendo necessário que se especifiquem as provas que imponham decisão diversa da recorrida e não apenas a permitam; - a que decorre da natural falta de oralidade e de imediação com as provas produzidas em audiência, circunscrevendo-se o "contacto” com a prova pessoal ao que consta das gravações; - a que resulta da circunstância de a reponderação de facto pela Relação não constituir um segundo/novo julgamento, cingindo-se a uma intervenção cirúrgica, no sentido de restrita à indagação, ponto por ponto, da existência ou não dos concretos erros de julgamento de facto apontados pelo recorrente, procedendo à sua correcção se for caso disso; - a que tem a ver com o facto de ao tribunal de  instância, no recurso da matéria de facto, só ser possível alterar o decidido pela  instância se as provas indicadas pelo recorrente impuserem decisão diversa da proferida al.