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»  Finalmente, conclui: «Verifica-se, portanto, que o procedimento inspetivo em apreço não se destinou, única e exclusivamente, a proceder a uma análise formal e de coerência dos documentos, tendo igualmente procedido à verificação da contabilidade e registos contabilísticos e documentos de suporte/listagens da Impugnante, registos esses obtidos numa primeira inspeção realizada ao exercício em causa, razão pela qual deveria o mesmo ter sido considerado como tratando-se de um procedimento externo de inspeção, cumprindo todas as formalidades legais a que uma fiscalização de natureza externa está adstrita.» Importa desde já apurar se ocorreu algum facto posterior à inspeção tributária ocorrida em 2004 reportada aos exercícios de 2000 a 200   Na verdade, ao tempo em que decorreu a inspeção tributária externa de âmbito geral à atividade da Impugnante, já havia sido apresentado requerimento onde a P. pedia o reconhecimento de desvalorização excecional de bens no ativo imobilizado corpóreo, no valor de € 34282,5 Sucede que só em data muito posterior à realização da referida inspeção a Administração Fiscal, por intempestividade, rejeitou o pedido de reconhecimento de desvalorização excecional de bens no ativo imobilizado corpóreo, no valor de € 34282,5 Durante a inspeção tributaria externa os serviços de inspeção tomaram conhecimento, ou não podiam ignorar, nem a contabilização da desvalorização excecional nem o requerimento da P..... , S.A.. O que os Serviços de Inspeção não sabiam, porque objetivamente superveniente, era o indeferimento do requerimento da P..... , S.A.. Ora este indeferimento constitui um facto novo, porque objetivamente superveniente.