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); Ainda nessa linha e respeitando a essa alínea mencionada na conclusão anterior, também não faz sentido, na opinião da R., chamar-se à colação o segmento "quando não resultantes de condições climatéricas anormais” para justificar dessa forma o "enquadramento” do granizo ou o gelo, que não o era, pelo menos no seu sentido "próprio”) naquele preceito legal, posto que aquele segmento mais não é que uma ressalva/exclusão que até "consente” nessas circunstâncias líquidos na via inclusivamente lençóis de água), tendo como claro efeito, em caso de verificação da dita ressalva/exclusão, a retirada dos "ombros” das concessionárias o ónus da prova do cumprimento das obrigações de segurança; E isto nem sequer considerando, para efeitos deste raciocínio, o próprio elemento literal de interpretação – granizo – ou gelo, já agora -, sendo água, não é seguramente água no seu estado líquido a que se refere aquela alínea mencionada -, como inclusivamente que este fenómeno tenha precisamente de ser "lido” como uma daquelas "condições climatéricas anormais”, dada a sua consabida imprevisibilidade, tanto no que se refere ao local de queda, como à quantidade, como ainda ao momento de ocorrência do fenómeno.