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Com efeito, "A razão de ser da introdução do preceito do n 3 em causa visou alargar o prazo de prescrição do lesado quando o facto lesante constituía crime de gravidade acentuada que leve a que o prazo de prescrição do crime seja superior aos três anos fixados no n  É que se não pode esquecer a existência do princípio da adesão da dedução da indemnização no processo criminal e se o prazo de prescrição criminal ainda não decorreu, se não compreenderia que se extinguisse o direito à indemnização – conexa com o crime – e ainda estivesse a decorrer o prazo para a prescrição penal operar, onde o legislador entendeu dever ser deduzido o pedido de indemnização dentro de certas limitações constantes das normas penais”2 Esta ratio não concorre quando se está perante o exercício do direito de regresso.26    Concluindo, está prescrito o direito de regresso da A. seguradora relativamente à quantia de € 222,2 Não está prescrito esse seu direito quanto ao pagamento que efetuou pelo valor de € 1000,0 Falta de pressupostos do direito de regresso Na defesa da falta de pressuposto do direito da A., os recorrentes alinham as seguintes ideias-chave: - Exigência de nexo de casualidade ente o acidente de que resultaram os danos e a condução sob a influência do álcool, a demonstrar pela seguradora; - Aplicação do Acórdão Uniformizador de Jurisprudência n 6/2002, de 28 de maio, com força vinculativa mesmo no âmbito de aplicação do art.