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– Antunes Varela, Das Obrigações em Geral,  edição, páginas 870-871; Inocêncio Galvão Telles, Direito das Obrigações,  edição, página 369; Rui Alarcão, Direito das Obrigações, 1983, página 281; Almeida Costa, Direito das Obrigações,  edição, páginas 521-522; e Jorge Ribeiro Faria, Direito das Obrigações, volume , página 50 Com este perfil teleológico e lógico-dedutivo, um condicionalismo abstracto, desarreigado e despegado da realidade e substrato material actuante, não poderá tornar-se ou devir causa de um resultado danoso, quando, «segundo a sua natureza geral, era de todo indiferente para a produção do dano e só se tornou condição dele, em virtude de outras circunstâncias extraordinárias, sendo portanto inadequada para este dano».