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Por fim, procurando compatibilizar tal interpretação do normativo previsional do direito de regresso com os princípios fundamentais da culpa, da proporcionalidade e da adequação, referencia que tal necessidade "de concreta ponderação entre a gravidade e censurabilidade do facto constitutivo do direito de regresso da seguradora e a intensidade e onerosidade que a perda da garantia do seguro envolve, a realizar na óptica do princípio fundamental da proporcionalidade e da adequação e numa perspectiva de concordância prática, não se coloca seguramente na situação que nos ocupa, face à delimitação do conceito de abandono de sinistrado a que se procedeu – concluindo que só cabem no seu âmbito factos dolosos do condutor, envolvendo a formação e consumação de uma vontade deliberada de  omitir a prestação da assistência devida à vítima.