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Em conformidade com esse entendimento, afirmou então a sentença que por esses 14 dias de férias tem o Autor a receber a quantia de €680,0 Como resulta das respetivas conclusões, desse entendimento diverge o Autor/recorrente – no que é acompanhado pelo Ministério Público junto desta Relação, no parecer que elaborou –, argumentando, no essencial, que ocorre inadequada interpretação do n. 5 do artigo 24 do CT, no que concerne ao gozo de proporcionais de férias do ano da cessação do contrato de trabalho, sendo a interpretação correta a que o Tribunal havia realizado inicialmente, não podendo confundir-se as férias já vencidas – assim em 1 de janeiro e reportadas ao ano, que completaram de forma perfeita as fases intrínsecas à sua formação, tendo-se verificado o seu vencimento antes da data da cessação do contrato de trabalho –, as quais podem por essa razão ser gozadas por imposição unilateral do empregador no período de pré-aviso, ao abrigo do artigo 24 n. 5 do CT, com os proporcionais de férias, referentes ao ano da cessação do contrato, que não se integram na previsão dessa norma, não podendo assim ser imposto o seu gozo, quer porque não pode a entidade patronal substituir-se ao legislador e antecipar a data do vencimento dos referidos proporcionais de férias – os proporcionais de férias que se venceriam a 1 de Janeiro do ano subsequente ao da cessação do contrato vencem-se no exato dia da cessação desse contrato, nos termos do artigo 24 n. 1, al.