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O próprio acórdão citado na decisão recorrida, de 12007, relatado pelo Exm Conselheiro Santos Bernardino refere-se a ciclista e a tese defendida apenas o é relativamente a utentes vulneráveis da vias peões e como claramente se extrai do trecho que se segue à citação de jurisprudência do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, referente a pessoas transportadas em veículos e ao reconhecimento do seu direito a indemnização "E o que se diz para os passageiros transportados vale igualmente para os peões, ciclistas e outros utilizadores não motorizados das estradas, que constituem «, normalmente, a parte mais vulnerável num acidente, e cujo ressarcimento é também preocupação das Directivas comunitárias.” No caso estamos perante lesado que se transportava em veículo motorizado e em que não vislumbramos razão para efectuar a interpretação actualista em causa, devendo considerar-se que o disposto no artigo 505 do Código Civil exclui a possibilidade de indemnização quando preceitua que ") a responsabilidade prevista no artigo 503, n 1 só é excluída quando o acidente for imputável ao próprio lesado”.