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A sustentar a sua tese, a recorrente argumenta que a Autoridade Tributária, na acção de inspecção relativamente ao ano de 2013, realizada sobre a sociedade , UNIPESSOAL, LDA, iniciada em 27-12-2016 e concluída em 29-05-2017, solicitou e obteve da arguida documentação que veio a ser utilizada no inquérito n 273/2010IDPRT, a correr já termos por factos praticados em 201 Ora, no seu entender, porque a recorrente tinha já sido constituída como arguida no inquérito a correr termos, em 30-03-2017, não poderiam ter sido usados no processo os elementos recolhidos ao abrigo da Lei Geral Tributária e do Regime Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária na inspecção que decorreu entre 2016 e 2017 e que findou com o relatório produzido em Julho de 201 Esta intercomunicabilidade probatória, de acordo com o defendido pela recorrente, porque a arguida foi compelida a entregar documentos que vieram a ser usados contra si no processo, fere a garantia constitucional do direito à não auto-incriminação art 32 da Constituição), pelo que resulta inquinado o presente meio de obtenção de prova, nos termos e para os efeitos dos arts 125 e 126 n 2, al, ambos do P.P.