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Sucede, porém, que a omissão ora apontada já se verificava na acusação o que nos encaminha para o AFJ 1/2015 que - se e enquanto não vier a ser alterado – fixou jurisprudência no sentido de  "A falta de descrição, na acusação, dos elementos subjectivos do crime, nomeadamente dos que se traduzem no conhecimento, representação ou previsão de todas as circunstâncias da factualidade típica, na livre determinação do agente e na vontade de praticar o facto com o sentido do correspondente desvalor, não pode ser integrada, em julgamento, por recurso ao mecanismo previsto no artigo 35 do Código de Processo Penal.»  Isto é, não constando dos factos provados da sentença recorrida que o arguido, ao proferir as palavras descritas em, sabia, ou pelo menos admitiu como possível, que o ofendido BB ouvia as palavras ali referidas, agindo com o propósito de que as ouvisse ou conformando-se com a referida possibilidade, não pode já o tribunal de julgamento aditá-los na audiência de julgamento, pelo que não cabe o reenvio do processo para apuramento da factualidade omitida.