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Em todo o caso, certo é que o preceito do artigo 43, n.1, não se contenta com um «qualquer motivo», ao invés, exige que o motivo seja duplamente qualificado sério e, o que não pode deixar de significar que a suspeição só se deve ter por verificada perante circunstâncias concretas e precisas, consistentes, tidas por sérias e graves, irrefutavelmente reveladoras de que o juiz deixou de oferecer garantias de imparcialidade e isenção.” Advertindo as dificuldades de recolher elementos no plano subjectivo – seria difícil adentrar-se dentro do íntimo do julgador, excepto se ele exteriorizasse algum aspecto que surpreendesse uma situação de suspeita – o autor, refere que a doutrina do TEDH vem matizando a exigência de uma imparcialidade subjectiva com a existência ou auscultação de «suspeita justificada», o que situaria a suspeita sustentada em dados objectivos.