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"; 	 No caso em apreço não ficou satisfeito o ónus da prova da Administração Fiscal, pois que esta não colheu nem provou indícios sérios e objectivos que traduzam uma probabilidade elevada de as facturas não titularem operações reais, limitando-se a afirmar que a entidade emitente das facturas era conhecida por emitir facturas falsas, para daí pretender obter a inversão do ónus da prova do custo suportado por um terceiro — o ora recorrente —que em tudo é alheio a esta afirmação; 1 Nenhum indício ou facto foi alegado para suportar esta afirmação da Administração fiscal, nem para suportar a sua conclusão de que são falsas estas facturas em particular: não foi alegado se as facturas aqui em questão foram devidamente registadas na contabilidade da emitente, se foram pagos os impostos a elas respeitantes, se a emitente tinha pessoal ou meios disponíveis para prestar os serviços facturados; 1 Fica assim prejudicado o pressuposto inicial, pedra angular de toda a construção da administração tributária e que, por consequencialidade, não pode constituir ponto de partida, pressuposto da douta sentença ora recorrida: que as facturas em apreço são falsas; 1	1 Ficou provado que as facturas estavam regularmente emitidas e eram aparentemente válidas para suportar o custo, sendo que o desconhecimento de que o seu emitente era conhecido da administração tributária por alegadamente emitir facturas falsas não pode ser imputável ao adquirente dos serviços prestados, in casu a ora recorrente; 1	1 É a própria jurisprudência a afirmar no Ac.