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4 Verifica-se um erro de julgamento gravíssimo, ao dar como provado, sem um único meio de prova que os sustente, o dolo de homicídio por parte dos arguidos, e, na medida em que está em causa a aplicação de uma norma legal, matéria de direito, portanto, não podemos deixar de atacar aqui o arrimo da convicção do tribunal de  instância, confirmado na sentença recorrida, ou seja: o significado de "fazer a folha”, expressão dada como provada sob o ponto 1  5 Trata-se de uma expressão sem significado unívoco: Neste sentido veja-se o excerto do Acórdão do Tribunal da Relação do Porto, Processo 104/01GBMDL.P1, relator ERNESTO NASCIMENTO, de 09/30/2009, onde se enfatiza que o significado das expressões populares tem de ser procurado no específico contexto em que são proferidas, a propósito da expressão "faço-te a conta”: "A expressão "faço-te a conta”, menos que as mais populares e correntes "faço-te a folha” ou "faço-te a cama”, não tem um sentido unívoco.” 5 Atrever-nos-emos mesmo a referir que, neste contexto, a expressão "fazer a folha” mais nada significou do que um "acertar de contas”, que, implicaria, obviamente uma agressão, porventura violenta, mas não necessariamente o acto de matar.