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2281 a Mm Juíza do Tribunal a quo enfrentou e decidiu, entre o demais, a exceção dilatória da ilegitimidade ativa dos autores, que havia sido suscitada pela Ré e pelos contrainteressados nas suas contestações, ali vertendo o seguinte, que se passa a transcrever:  «Ilegitimidade dos Autores  A Ré e os Contra-Interessados vieram invocar a ilegitimidade dos Autores, alegando, para tanto, que:  - não basta que os Autores aleguem a sua condição de associados da Ré; que têm que alegar e provar que são efectivamente proprietários de terrenos agrícolas, beneficiários de regadio, abrangidos pelo canal em questão e que têm os seus pagamentos à associação em dia;  - não fazem prova de que são associados da Ré, nem que são proprietários de prédios situados na área beneficiada, ou seja, do perímetro de rega da Associação;  - a resolução do Conselho de Ministros n. 2/2002, publicada na Série B em 002002, veio reduzir o perímetro de rega da Associação, pelo que associados que eram beneficiários deixaram de o ser, como é o caso dos Autores e J.;  - o Autor, já não é beneficiário da obra, nem possui quaisquer terras dentro da área beneficiada desde os inícios do ano de 2002; que, por isso, perdeu a qualidade de beneficiário e, por consequência, a sua qualidade de associado da Ré;  - o Autor J.)