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Nem seria de admitir que se atribuísse direito de retenção a quem realizou benfeitorias e não se concedesse ao empreiteiro que constrói, modifica ou repara uma coisa”.24  94 – Mantendo o mesmo sentido de defesa da existência do direito de retenção do empreiteiro, Pedro Romano Martinez, mais recentemente, refere que esse direito de retenção nem sempre é materialmente exequível, "porque o empreiteiro não tem a detenção da coisa, como no caso em que fez reparações num edifício, mas a entrada era-lhe franqueada diariamente pelo dono da obra ou realizou uma obra subterrânea à qual deixou de ter acesso depois de concluída”.25  95 – O mesmo autor, a propósito da crítica que podia fazer-se àquela interpretação do artigo 754 do , decorrente da eventual não) posse do empreiteiro, refere: "É comum afirmar-se que o empreiteiro, se não é proprietário da obra, não tem a posse da mesma, mas uma mera detenção.