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Por outro lado, importa não esquecer a função punitiva da responsabilidade , tal como a mesma vem sendo reconhecida na jurisprudência, explicando sumariamente a este propósito Paula Meira Lourenço no artigo "A indemnização punitiva e os critérios para a sua determinação”, disponível online em https://www.stj.pt/wp-content/uploads/2018/09/responsabilidadecivil_paulameiralourenco.pdf) que no "nosso ordenamento jurídico, a dificuldade de avaliação dos danos não patrimoniais, danos difusos e dos danos "complexos, graves e irreversíveis”, possibilita a obtenção de lucro por parte dos meios de comunicação, dos fabricantes de produtos perigosos e dos agentes causadores de danos ambientais ou ecológicos, entre outros, os quais pagam diminutas indemnizações em sede de responsabilidade  Parece-nos que o desafio que se coloca ao julgador é claro: calcular a indemnização sancionatória ou punitiva de forma rigorosa, razão pela qual nos detivemos na análise dos critérios que a nosso ver, podem nortear esse cálculo, a saber: a) A equidade, o grau de culpabilidade do agente, a situação económica do agente e do lesado, e as demais circunstâncias do caso, previstos no artigo 49; b) As providências adequadas às circunstâncias do caso, nos termos do n. 2 do artigo 7; ) O lucro do lesante.