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655, n1 do, pelo que, sob pena de pôr em causa os princípios da oralidade e da livre convicção que informam a nossa lei processual , o tribunal de recurso deve reservar a modificação da decisão de facto para os casos em que a mesma seja arbitrária por não se mostrar racionalmente fundada ou em que for evidente, segundo as regras da ciência, da lógica e/ou da experiência que não é razoável a solução da 1 instância” acórdão STA de 210, proferido no recurso 358/09), mas por outro, "No caso de gravação da audiência de julgamento o tribunal superior deve agir com cautela já que se encontra privado da oralidade e da imediação que foram determinantes da decisão em  instância,” – vide, acórdão do STA, de 9/2/2012 processo n 967/11).