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Nestes casos, conforme decisões proferidas pelo TJUE entre outras, -251/95, SABEL, -39/97, "a comparação entre sinais deve fazer-se, essencialmente, através de uma impressão de conjunto, sem dissecação de pormenores, pois o consumidor médio apreende normalmente uma marca como um todo, não procedendo a uma análise das suas diferentes particularidades.”6 Pedro Sousa e Silva entende que, "A abordagem correcta no exame da confundibilidade das marcas é aquela que- no respeito do princípio da interdependência- coloca, num dos "pratos da balança” os factores de semelhança dos sinais, ao nível fonético, visual e conceptual e, no outro "prato”, os factores de diferenciação desses sinais, podendo a grande semelhança no contexto de um desses níveis ser compensada pela elevada dissemelhança no contexto dos demais.”7 Em função das marcas em confronto, as marcas da Apelante meramente verbais-NIVEA- assumem no conjunto da ordem sequencial das letras e grafismo dissemelhanças perante o vocábulo Nïnae, que mesmo numa leitura apressada ou menos atenta do consumidor médio deste tipo de produtos de cosmética permitirá, apesar de tudo, distingui-las.