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O Apelante, no essencial, invoca contra a ponderação efetuada pelo Tribunal a quo relativamente à gravidade dos prejuízos que aduziu, que o incumprimento de limpeza das faixas de gestão de combustível aumentará exponencialmente o risco de incêndios, com consequências imprevisíveis, urgindo, por isso, evitar a todo o custo, a repetição das tragédias que ocorreram em 2017  vide conclusão; que a contratualização de tais trabalhos consubstancia um complemento a outros trabalhos, mas não uma repetição dos mesmos ou até uma alternativa aos mesmos vide conclusão; que estes trabalhos específicos tornaram-se necessários após a publicação, na sequência dos incêndios florestais que afetaram Portugal em 2017,da Resolução do Conselho de Ministros n. 161/2017, no Diário da República, série, n. 210, de 31 de outubro de 2017, que veio determinar o reforço da atuação no âmbito da Limpeza das Bermas e Faixas de Gestão de Combustível da Rodovia e da Ferrovia, visando contribuir eficazmente para o Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios vide conclusão; que estes trabalhos são complementares e não repetição de outros trabalhos, pelo que não se encontram abrangidos nos contratos em vigor  vide conclusão; que a ocorrência de um prejuízo "gravemente prejudicial para o interesse público”, ou a existência de "consequências lesivas claramente desproporcionais para outros interesses envolvidos”, referidos na douta sentença "a quo”, na página 29, é evidente no elevadíssimo risco de incêndio que se pretende evitar.