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Este especial ónus de alegação, a cargo do recorrente, decorre, aliás, dos princípios estruturantes da cooperação e da lealdade e boa fé processuais, assegurando, em última análise, a seriedade do próprio recurso intentado e obviando a que o alargamento dos poderes cognitivos das relações resultante da nova redacção do artigo 71) - e a consequente ampliação das possibilidades de impugnação das decisões proferidas em  instância - possa ser utilizado para fins puramente dilatórios, visando apenas o protelamento do trânsito em julgado de uma decisão inquestionavelmente correcta.”  E não só aí, também nas alterações ao Código de Processo Penal onde, desde 1998 Lei n 59/98, de 25-08) e, com mais acutilância na Lei n. 48/2007, de 29/08, essa necessidade de equilíbrio entre o amplo recurso em matéria de facto e o ónus de impugnação especificada mais se notam g. a expressão "devendo o recorrente indicar concretamente as passagens em que se funda a impugnação” do n 4 do artigo 412 do Código de Processo.