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Ela é, em si mesma, um dano indemnizável, desde logo por impedir o proprietário ou, eventualmente, o titular de outro direito, diferente do direito de propriedade, mas que confira a sua utilização) de exercer os poderes correspondentes ao seu direito.9  Esta posição, na jurisprudência, insere-se numa das duas correntes que vêm sendo seguidas nos tribunais, incluindo no Supremo Tribunal de Justiça, a que não tem sido alheia a influência de alguma doutrina, designadamente a que foi desenvolvida por Abrantes Geraldes10, que se sintetiza assim: Em vista do disposto nos art.s 562 a 564 e 566 do Código Civil, da imobilização de um veículo em consequência de acidente pode resultar: a) Um dano emergente --- a utilização mais onerosa de um transporte alternativo como seria o aluguer de outro veículo; b) Um lucro cessante --- a perda de rendimento que o veículo dava com o seu destino a uma atividade lucrativa; ) Um dano advindo da mera privação do uso do veículo que impossibilita o seu proprietário de dele livremente dispor com o conteúdo definido no art.