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STJ de 4/2/2010 processo 3370/00TBPVZ.PS1)4 referido, aliás, pela decisão recorrida: "É certo que o prazo para o exercício em juízo do direito real de aquisição em que se consubstancia a posição do preferente se conta da ocorrência de um facto subjetivo: o conhecimento pelo preferente dos elementos essenciais do ato de alienação; tal não significa, porém, que seja possível diferir ilimitadamente no tempo o exercício de tal direito, de modo a considerá-lo possível após se consumarem anos ou décadas sobre a verificação do referido facto objetivo, pondo-se obviamente em causa – não apenas os direitos e expectativas do obrigado à preferência – mas direitos de terceiros, totalmente estranhos a tal obrigação e a quem se não pode naturalmente imputar a respetiva violação) e, em última análise, a própria segurança e confiança do tráfico jurídico. )