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do STJ de STJ de 10201, p. 6301/10TBMTS.S1 e de 002015, p.1166/17TBVCD.PS Efetivamente e como decidido naquele primeiro aresto: «Se o Tribunal atualiza o montante do dano liquidado para reparar o prejuízo que o lesado, efectivamente, sofreu, os juros moratórios já não são concedidos, desde a citação para a acção, por tal representar uma duplicação de parte do ressarcimento, e este poder exceder o prejuízo, de facto, ocorrido, nem após o trânsito em julgado da decisão actualizadora, em que existiria um lapso temporal, maior ou menor, ficando esse valor actualizado sujeito ao fenómeno da erosão monetária, com a consequente e injustificável lesão dos interesses do credor, o que significa que esse momento tem como referência a data do encerramento da discussão da matéria de facto, em 1 instância, o mais próximo possível da prolação da sentença, a partir da qual tem início o cômputo dos juros moratórios devidos.» Nesta conformidade, no caso vertente verifica-se que tendo as indemnizações atinentes aos danos não patrimoniais – 3500,00 euros -, e aos danos futuros – 6000,000 euros - sido arbitradas essencialmente através da equidade, elas estão atualizadas, e apenas podem vencer juros de mora após a data da sentença, ou seja, a partir de 10201 Já os restantes valores - €550,00, €180,00, €105,60, €1419,34 - são prejuízos materiais concreta e objetivamente fixados e são anteriores à propositura da ação.