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Voltando ao caso dos autos, é inegável que a defesa do interesse público da existência de um parque de edificações urbanas em bom estado de conservação representa uma função indeclinável das Câmaras Municipais;  -Todavia, corrobora-se a leitura da sentença recorrida no sentido de a Câmara Municipal, antes de proferir uma ordem para realização de obras de conservação, ter de apurar e ponderar todos os rendimentos que o proprietário aufere mensalmente, ou até o montante da renda atualmente recebida pelo imóvel, ou mesmo todo o histórico anterior dessa relação de arrendamento; -In casu, as obras coercivas impostas ao Autor não se afiguram necessárias para satisfazer os interesses públicos nem proporcionais em sentido estrito, por ser patente que a lesão sofrida pelo aqui Recorrido ultrapassa em largo tom os fins efetivamente prosseguidos com as obras; isto é, o Tribunal considerou, e bem, que as obras impostas ao proprietário são demasiado onerosas, em confronto com o rendimento e o benefício que delas se pretende extrair.