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Atento o exposto entende-se que o despacho de reversão está devidamente fundamentado na medida em que, apesar de o fazer através da forma interrogativa, faz menção ao facto do revertido não ter feito prova de quaisquer factos que permitissem excluir a sua culpa na impossibilidade da empresa poder responder pelas suas dívidas o que determina que se opere a reversão.”  No exercício de audição prévia o Recorrente limitou-se a concluir que não teve culpa na insuficiência do património societário, porque não dissipou o património da devedora originária e que era, ainda, credora de terceiros em montantes que totalizavam €15000,0  Tendo a AT procedido à audição prévia, então, impõe-se-lhe que cumpra integralmente as regras que a lei prescreve para tal procedimento, sob pena de se esvaziar o sentido útil da norma constante do citado n. 7 do artigo 6 da LGT, da qual se depreende uma intenção legislativa no sentido de conferir aos contribuintes uma efectiva participação na formação das decisões que lhes digam respeito, impondo-se que a AT tenha obrigatoriamente em conta na fundamentação da decisão final os elementos novos suscitados na audição pelo contribuinte.