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Está demonstrado que a aquisição do produto em causa ocorreu sem precedência de ordem dos autores, mas com ratificação posterior cf..  De todo o modo, sempre se dirá que a inobservância de forma escrita não acarreta a nulidade invocada – neste sentido, Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 2014, Ezaguy Martins, 518/12, Acórdão da Relação do Porto de 112018, Filipe Caroço, 337/16 e Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 2018, Abrantes Geraldes, 2393/0 Como se refere pertinentemente no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 12018, Olinda Garcia, 152/13, o autor que durante mais de um ano recebeu na sua conta os juros da aplicação financeira, bem como informação escrita fornecida pela entidade bancária ré, da qual consta a proveniência desses juros, não pode ignorar a existência dessa aplicação financeiranem invocar a invalidade das ordens de aquisição por falta de forma escrita.