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O exercício deste direito por parte do progenitor a quem não foi confiada a guarda do menor «funciona como um meio de este manifestar a sua afectividade pela criança, de ambos se conhecerem reciprocamente e partilharem os seus sentimentos»1  Maria Clara Sottomayor acentua que o objectivo das normas sobre a regulação do poder paternal não é promover a igualdade entre os pais ou a alteração das funções de género mas sim garantir à criança a continuidade da relação afectiva com a pessoa de referência1  Na concretização do conceito Tomé Ramião assinala que o legislador dá prevalência à «manutenção da continuidade de relações de afecto de qualidade e significativas da criança ou jovem, pelo que a consideração do seu superior interesse passa necessariamente pela preservação dessas relações afectivas, desde que sejam significativas e de qualidade»1  No campo da psicossociologia são habitualmente articulados dois vectores referenciais, um que preconiza que a assunção de papéis e de valores por parte do jovem no meio familiar e outro que se reporta ao desenvolvimento psicológico da criança, sendo que ambos estão associados aos processos de interacção e de comunicação familiares1 A convivência do progenitor não guardião é necessária à formação do menor, pelo que a intervenção do estado negando o direito de visita só se justifica quando ocorra o mesmo fundamento que justificaria uma medida de assistência educativa ou se sobreponha um quadro factual que favoreça a inibição ou limitação das responsabilidades parentais.