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Inconformada recorreu a devedora tendo concluído nos seguintes termos: Vem a Recorrente interpor recurso da decisão de não homologação do PR proferida pelo Tribunal a quo; A decisão de 102018, proferida pelo Tribunal a quo, é nula por total e absoluta ausência de pronúncia acerca da posição demonstrada nos autos pela Recorrente de oposição aos pedidos de não homologação do PR artigo 615, n. 1, alínea, do; Para além disso, tal decisão, que padece de vários erros de julgamento, pode e deve ser sindicada, o que se faz através do presente recurso; O entendimento do Tribunal a quo resulta de uma interpretação errada dos dados do processo e do teor do PR; O valor de venda estimado das frações identificadas no PR é um valor que resulta de um cenário de revitalização, de um cenário favorável à Recorrente, num cenário em que a Recorrente se encontra a desenvolver normalmente a sua atividade comercial e não de um cenário de liquidação, onde os bens são vendidos por um valor bastante inferior ao seu valor real e/ou de mercado; Num cenário de liquidação as identificadas frações não têm o valor que o Tribunal a quo e o credor entendem que têm, não se podendo transpor aquele valor do PR para um cenário de liquidação porque estamos a falar, como é consabido, de duas realidades económicas perfeitamente diferentes, esquecendo-se até o Tribunal a quo, e o credor, que a venda num cenário de liquidação determina um conjunto de despesas e encargos que nem se cuida de configurar; Com a aprovação do PR nenhum credor sai prejudicado em face do cenário que resultaria da liquidação; O entendimento que justifica a decisão do Tribunal a quo de não homologação do PR não cuida de fazer uma análise rigorosa entre dois cenários, o cenário da revitalização/recuperação versus cenário da liquidação; A decisão que se impugna nem cuida de analisar o impacto que um e outro cenário têm no contexto mais global da economia em que a empresa se insere; A decisão que se impugna viola o disposto no artigo 607, n. 4, do CPC; Acresce que o Tribunal a quo faz uma errada interpretação do artigo 216, n. 1, alínea, do CIRE, dos seus pressupostos e requisitos, Sendo que, a montante, o credor não alega nem os demonstra sequer na posição que verteu nos autos; A violação do artigo 216, n. 1, alínea, do CIRE, determina a invalidade da decisão; O Tribunal a quo andou assim mal ao ter recusado a homologação do PR, já que, perante os dados dos autos o teor do e a posição do credor deveria, ao invés, tê-lo homologado; Assim se submete o presente à apreciação dos Venerandos Senhores Juízes Desembargadores do Tribunal da Relação de Évora relativamente aos elencados pontos.