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Ou seja, apesar do autor ter suportado um valor muito superior ao da ré no preço da compra do imóvel, a verdade é que ambos declararam ter comprado em comum e partes iguais, e isso pode corresponder à vontade de ambos, por variadíssimas razões, entre elas, já se disse, o quererem considerar o imóvel, que seria a casa onde iriam viver juntos como família, como uma coisa dos dois, em partes iguais, havendo uma liberalidade implícita definitiva ou não, sujeita implicitamente a uma condição resolutiva ou não, revogável ou não, não interessa por parte do autor a favor da ré assim como se entende que a omissão das formalidades exigidas pelo artigo 1723/-do , pode envolver um mudança na composição das diversas massas patrimoniais, sendo que não se pode invocar aqui, contra a validade de tal liberalidade, qualquer razão ligada ao princípio da imutabilidade de regime de bens no casamento, porque isto ocorreu antes do autor e ré se casarem e, inclusive, antes de celebraram a convenção antenupcial da separação de bens – sobre estas questões, veja-se Rita Lobo Xavier, Limites à autonomia privada na disciplina das relações patrimoniais entre os cônjuges, Almedina, 2000, págs.