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Retornando ao caso dos autos temos por certo que a ré Seguradora recusou responsabilizar-se pela reparação do acidente quer por o mesmo ter ocorrido findo o trajecto habitual realizado pela autora do local de trabalho para a sua residência, quer pelo facto de não se poder considerar que o desvio foi determinado por necessidades atendíveis da autora, importa agora analisar a factualidade provada  A este propósito provaram-se os seguintes factos:  - No dia 20/01/2017, a autora, em cumprimento de horário de trabalho previamente fixado, deu entrada nas instalações da ré empregadora, sitas na Avenida ..., n. ..., em ..., Barcelos, pelas 07:03 e saiu pelas 16:22; - Nesse momento, iniciou o trajeto de regresso para a sua residência, sita na Praceta ..., Edifício ..., Bloco A, ..., em ..., Barcelos, a cerca de 350 metros do seu local de trabalho; - Alcançada a sua residência, a Autora, em vez de se dirigir e entrar no prédio, prosseguiu a sua marcha, pela Av.