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28-Considerando que dos autos decorre: ) a operada imputação dos proveitos não resultou de qualquer omissão voluntária e intencional com vista a operar transferência de resultados entre exercícios ou a obter algum ganho, ) a actuação do VSC SAD se sustentou numa interpretação séria e plausível das regras aplicáveis propugnada no Parecer emitido pelo e, por isso, tratou-se de uma actuação de boa fé, ) foi em seu prejuízo que o VSC SAD seguiu o entendimento propugnado no Parecer emitido pelo ROC, pois a interpretação que a AT faz das normas do CIRC e dos comandos do SNC seria, em termos de planeamento fiscal financeiro e económico, muito mais vantajoso para a VSC SAD, já que, a seguir tal interpretação, o rendimento de 00000,00 € seria considerado no exercício de 2015 o aumento de capital no valor de valor de 18000,00€ realizado no ano de 2016 seria desnecessário, Deve ser proferida decisão no sentido de se conformar e interpretar o princípio da especialização dos exercícios de acordo com o princípio da justiça, com conformação constitucional e legal artigos 26, n. 2 da CRP e 5 da, anulando-se a correção promovida pela AT, em sede de IRC, no que respeita à periodização do rendimento –00000,00€, por só assim se assegurar uma solução material e justa, evitando-se que o VSC SAD seja penalizado, neste momento, com o pagamento do imposto acrescido de juros compensatórios, quando tais proveitos virão a ser considerados nos exercícios posteriores.Foi proferido despacho pelo Ex.