Legal Document Excerpt:

Razão pela qual, devem as testemunhas indicadas ser ouvidas para que o Recorrente possa demonstrar a realidade dos factos por si alegados, como decorre do estatuído no artigo 20, n 4 e 5, da Constituição da República Portuguesa, concretizado nos artigos 2, n 1, 6 e 7, todos do Código de Processo nos Tribunais Administrativos; )	Ainda, e salvo melhor opinião, a douta sentença ora recorrida incorreu em erro de julgamento ao considerar verificados os citérios de atribuição das providências cautelares; e)	Pois, torna-se necessário que os Requerentes, aqui Recorridos, aleguem os factos que consubstanciem o preenchimento dos pressupostos necessários ao decretamento da providência cautelar e façam prova dos mesmos, e., do periculum in mora, do fumus boni iuris e que da ponderação dos interesses públicos e privados, os interesses dos Requerentes, aqui Recorridos, sejam mais dignos de tutela – todos eles, requisitos de verificação cumulativa; f)	No que diz respeito ao periculum in mora sempre deveria ser indeferido, face ao que estabelece a 1 parte do referido n 1 do artigo 120 do CPTA; g)	Os Recorridos alegam os prejuízos de forma genérica, vaga e imprecisa; h)	Contudo, para além de não concretizar os danos de difícil reparação, os Recorridos não juntam qualquer documento que comprove os prejuízos financeiros para a situação do caso concreto; )	No entanto, veio o tribunal a quo afirmar que se encontra suficientemente indiciado o risco de consumação de lesão dos interesses que os Requerentes se propõem fazer valer processualmente, a ponto de se esfumar em definitivo a possibilidade de proceder a reconstituição natural, no plano dos factos, da situação conforme à legalidade – cf.