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7 que se consideram casos fortuitos ou de força maior, nomeadamente, aqueles que reúnam simultaneamente as condições de exterioridade, imprevisibilidade e irresistibilidade face às boas práticas ou regras técnicas aplicáveis e obrigatórias n., sendo casos fortuitos as ocorrências que, não tendo acontecido por circunstâncias naturais, não poderiam ser previstas n. e casos de força maior as circunstâncias de um evento natural ou de acção humana que, embora pudesse prevenir-se, não poderia ser evitado, nem em si, nem nas consequências danosas que provoca n..   Veja-se, ainda, o que sobre a matéria se expendeu no acórdão do STJ de 012007-processo 06B2640 com dois votos de, publicado no "site” da dgsi: «O funcionamento e a utilização de uma rede de distribuição de energia eléctrica não pode localizar fora de si própria a existência normal de trovoadas e de raios.// As trovoadas e os raios não são independentes do funcionamento e utilização da rede de distribuição.» e, assim, «não preenchem, por isso, o conceito de causa de força maior tal como o define o n. 2 do art.