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"Na verdade, o processo de exoneração do passivo restante implica já uma dupla oportunidade de os credores obterem a satisfação dos créditos, uma vez que, após o encerramento do processo de insolvência, e portanto esgotada a função do administrador de insolvência com a repartição do saldo do património atual pelos credores, ainda se efetua a cessão do rendimento disponível do devedor a um fiduciário durante cinco anos, com a função de o repartir pelos credores art, colocando-se assim também o património a adquirir futuramente pelo devedor durante um longo período igualmente afeto à satisfação dos seus credores.”2 Como acertadamente se anota conclusões do recurso, um dos efeitos do encerramento do processo de insolvência é a cessação de funções do administrador da insolvência art 233, n 1, al., do, a quem incumbe designadamente preparar o pagamento das dívidas do insolvente à custa das quantias em dinheiro existentes na massa insolvente, designadamente das que constituem produto da alienação, que lhe incumbe promover, dos bens que a integram art 55, n 1, al., do e a cessação de funções do administrador – por efeito da declaração de encerramento – em momento anterior a estes pagamentos, como ocorre no caso de existirem bens para liquidar, obstaria à liquidação de tais bens.