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E se é certo que, com apoio em ambos está garantido, genericamente, um processo adequado à afirmação dos interesses dos sujeitos neles previstos, não menos certo é que também se pode afirmar a ideia de que « as garantias constitucionais da posição processual do assistente não hão de ir mais longe do que as do arguido» 19, que, até, por argumento maioria de razão, se não concebe que a Constituição confira «ao assistente em processo penal uma protecção mais intensa daquela que prevê para o arguido» 2 A protecção constitucional do assistente encontra-se, assim, a partir do n. 7 do artigo 3 da CRP, mas reconhece-lhe, também, como à generalidade dos sujeitos processuais, a tutela jurisdicional no âmbito do artigo 2 da CRP, a assegurar no próprio processo penal, é certo, mas sem perder de vista que há que aí acomodar, também, a forte identidade das garantias do arguido: «No que respeita ao exercício dos direitos que a lei processual atribui ao assistente decide-se, de modo idêntico, que o mesmo não pode sofrer restrições excessivas ou desproporcionadas – ou seja, o ofendido não pode ser privado "daqueles poderes processuais que se revelam decisivos para a defesa dos seus interesses" – Acórdãos n.s 205/01 e 464/03 –, mas acrescenta-se que esta avaliação deve sempre ponderar a eventual restrição para as garantias de defesa do arguido – cuja protecção merece maior tutela, do ponto de vista constitucional – que pode resultar daquele exercício» 2  Ora é, precisamente no enfoque desse art.