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Lidos atentamente ambos os acórdãos, ressalta à evidência que enquanto no acórdão recorrido a questão que vinha colocada era precisamente a da interpretação do referido normativo no sentido de se saber se o 5 ano se contava a partir da data da liquidação ou a partir do fim do ano em que ocorreu a liquidação, já no acórdão fundamento não se relevou expressamente tal questão, decidindo-se apenas que a interrupção relativamente à recorrida e responsável subsidiária não se verifica nos termos referidos na sentença recorrida, posto que a sua citação foi efectuada em 10/10/2008, ou seja, já depois de decorrido o prazo de 5 anos posteriores à liquidação, que terá ocorrido necessariamente antes da citação que se verificou em 6/3/200 Ou seja, no acórdão fundamento nem sequer se chegou a saber qual foi a data da liquidação, apenas se partiu da premissa de que a citação do devedor originário para a execução fiscal ocorreu em 002003 e, portanto, a liquidação terá ocorrido em data anterior; mas não se determinou se ocorreu ainda nesse ano de 2003 ou no ano de 2002 ou em qualquer um dos anos anteriores após a ocorrência do facto tributário em 199 Na verdade, e tal como consta do acórdão fundamento, o período de 5 anos a que se reporta aquele artigo 48, n. 3 da LGT, foi contado por referência à data da citação do devedor originário para a execução fiscal; efectivamente, no acórdão fundamento concordou-se com o decidido na sentença recorrida, que por sua vez deu a seguinte explicação para a contagem do prazo: A questão é saber se releva os efeitos da interrupção do prazo prescricional em relação à devedora originária valem em relação ao devedor subsidiário.