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0484/09: "- Para efeito de inclusão no contencioso administrativo, devem considerar-se relações jurídicas administrativas externas ou interpessoais: as relações jurídicas entre a Administração e os particulares, incluindo: as relações entre as organizações administrativas e os cidadãos ditas «relações gerais de direito administrativo»), mas também; as relações entre as organizações administrativas e os membros, utentes ou pessoas funcionalmente ligados a essas organizações as chamadas «relações fundamentais» no contexto das «relações especiais de direito administrativo») e; as relações entre entes que actuem em substituição de órgãos da Administração no contexto do exercício privado de poderes públicos, por exemplo, os tradicionais concessionários, capitães de navios ou de aeronaves, federações de utilidade pública desportiva, a que se juntam hoje múltiplas entidades credenciadas para o exercício de funções de e os particulares; as relações jurídicas administrativas, incluindo: as relações entre entes públicos administrativos, mas também,; as relações jurídicas entre entes administrativos e outros entes que actuem em substituição de órgãos da Administração, e ainda; certas relações jurídicas entre órgãos de diferentes entes públicos quando a circunstância de se tratar de órgãos de pessoas colectivas distintas puder ser considerada decisiva ou dominante para a caracterização da relação, como, por exemplo, no caso da delegação de atribuições.” transcrição do ponto do sumário), ou no  acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 26 de Março de 2019, www.dgsi.pt, processo n. 2468/11T8CHV-A.GS1: "Do exposto, pode concluir-se, na senda de Gomes Canotilho e Vital Moreira, que para podermos afirmar que estamos ante uma relação jurídica administrativa temos de isolar dois elementos: por um lado, um dos sujeitos há-de ser uma entidade pública ou se for privada deve atuar como se fosse pública; e por outro lado, os direitos e os deveres que constituem a relação hão-de emergir de normas legais de direito administrativo ou referir-se ao âmbito substancial da própria função administrativa.Será, pois, à luz do conceito de relação administrativa acima delineado que as diversas alíneas do artigo  do ETAF devem ser lidas e interpretadas, posto que, conforme se deixou dito, face aos artigos 21, n. 3, da CRP, e , n. 1, do referido Estatuto, essencial para que a competência seja deferida aos tribunais administrativos é que o litígio se insira no âmbito de uma relação dessa natureza, o mesmo é dizer numa relação onde a Administração é, típica ou nuclearmente, dotada de poderes de autoridade para cumprimento das suas principais tarefas de realização do interesse público”.