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Tal como é referido no acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 19 de Junho de 2002, "não existe uma relação directa de proporcionalidade entre a duração do horário de trabalho praticado no momento do acidente e a duração das incapacidades deste derivadas: a incapacidade permanente vai afectar o sinistrado para o resto da sua vida activa, diminuindo-lhe a capacidade de ganho durante todo o tempo possível de exercício de actividade, e não apenas no período de tempo equivalente ao horário parcial vigente aquando da ocorrência do acidente”  Quanto à justiça e conformidade constitucional desta solução legislativa que emerge da norma do n. 9 do artigo 7 da LAT, parecem-nos as mesmas evidentes.