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Com efeito, a amplitude da pena abstracta – entre 1 e 5 anos de prisão – e a circunstância de o seu limite máximo ser superior ao mínimo previsto no art 21 casos, permite nela inclui inúmeras situações, entre as quais aquelas em que, não sendo já diminutas as quantidades comercializadas ou a comercializar, as demais circunstâncias da acção levam a concluir ainda por uma actividade de pequeno tráfico, designadamente os casos que, embora porventura de gravidade ainda significativa, ficam aquém da gravidade do ilícito justificativo da tipificação do art 21 e têm resposta adequada dentro da moldura penal prevista no citado art 2  Feitos estes considerandos e regressando agora ao caso dos autos, analisada a conduta do arguido no seu conjunto, e pese embora o montante pecuniário apreendido na casa onde, para além do seu agregado familiar, também vive a sua mãe, a quem parte do dinheiro pertencerá, estando ainda em causa a comercialização de uma droga leve a um reduzido número de consumidores, entendemos que a mesma integra a figura do pequeno tráfico, resultando da globalidade dos factos julgados provados uma diminuição considerável da respectiva ilicitude, preenchendo assim a previsão do citado artigo 2  E, enquadrando-se a conduta do recorrente tão só no crime de tráfico de menor gravidade, punido com pena de 1 a 5 anos de prisão, já não será possível a aplicação da medida de coacção da prisão preventiva, prevista na alínea do n 1 do art.