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Não é uma entorse ou um desvio da lei – é a voluntas da lei levada, em suma, até ao fim”, consequência de cingir os direitos subjectivos "à zona em que o poder de autodeterminação da pessoa é chamado a intervir ou a ser um poder jurisgénico – ou seja, a da gestão da sua esfera de interesses, não a de negação de interesses ou a de gratuitas agressões”1  Para este passo não se opõe uma suposta "insanabilidade” do negócio nulo, que, é verdade, acompanha a nulidade como sua característica normal "mas não como um elemento essencial”: como enfatizou RUI DE ALARCÃO, "pode deixar de ocorrer, sem por isso nos encontrarmos fora do conceito de nulidade”; unegócio ferido de nulidade pode ser juridicamente tratado como se lhe faltasse o vício que na realidade o afectou.