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O que implica ter de se levantar muito cedo e despender muito tempo com as referidas deslocações.  . Acresce que, quando a menor está aos cuidados do Recorrido esta questão não se coloca pois, uma vez que este trabalha por conta própria e se dedica à atividade de animação de eventos, presume-se que tem meios para se deslocar.  . Todavia, o tribunal entendeu que na vivência, ao longo de cerca de três anos, da menor com o pai na residência disputada aconselha que tal situação não seja modificada, assim se protegendo tal estabilidade na vida da mesma bem como na vida do próprio requerente. . Pelo que, também na análise deste critério, andou mal o tribunal.  . Não obstante, ainda que se entendesse que Recorrente e Recorrido estão numa posição igualitária, o que desde já não se concede, existem outras "razões atendíveis" que poderão ser tidas em conta no momento da atribuição da casa de morada da família tais como: a idade; o estado de saúde; a localização da casa de morada da família em relação ao local de trabalho; e o facto das partes disporem de outra casa para residir.  . Quanto à idade e ao estado de saúde das partes nada ficou provado.  . No que se refere à localização da casa de morada da família em relação ao local de trabalho da Recorrente e do Recorrido, o tribunal deu como provado: que o Recorrido trabalha por conta própria e dedica-se à actividade de animação de eventos; a Recorrente trabalhou na fábrica de calçado , a qual dista cerca de lKm da casa de morada de família, à data do julgamento está desempregada mas com muita probabilidade de retomar a sua atividade na referida fábrica e que não possui carta de condução.  . Assim, ao contrário do Requerente que exerce uma atividade por conta própria e, por isso, em qualquer local onde estabeleça a sua residência pode prosseguir com a sua atividade.  . A Recorrente não tem carta de condução, trabalhou na fábrica de calçado ..., que dista cerca de 1Km da habitação em causa e, apesar de estar desempregada, há uma grande probabilidade de voltar a ser contratada para prestar a sua atividade na mencionada fábrica.  . E, assim sendo, é óbvio que é muito mais fácil deslocar-se para o trabalho estando a residir no centro da cidade do que numa freguesia limítrofe do concelho.  . Quanto ao critério das partes disporem de uma outra casa onde possam estabelecer a sua residência sempre se dirá que a Recorrente foi forçada a morar na casa da mãe por falta de outra opção, não sendo esta, de todo, a sua vontade.  . Tal situação, transitória e que para tal foi obrigada, não pode limitar-lhe o direito de atribuição da casa de morada de família.  . A conjugação de todos estes factos comprova, sem margem para dúvidas, que deve ser atribuída à Recorrente a casa de morada de família.  . O tribunal a quo, ao atribuir a casa de morada de família ao Recorrido violou o disposto nos artigos 1105, n2, e 1793, n1, do Código Civil.  . Por tudo quanto foi explanado, deve a douta sentença ser revogada e substituída por outra que atribua a casa de morada de família, a S..   Nestes termos, deve o presente Recurso ser julgado procedente, sendo revogada a sentença na parte em que atribui exclusivamente ao Requerente, A. , a posição de arrendatário da casa de morada de família correspondente à fracção autónoma designada pelas letras "AL", correspondente à habitação com o n , situada no  do prédio urbano localizado na Rua , Freguesia de ..., Concelho de Guimarães e, em consequência, ser substituída por outra que atribua a referida casa de morada de família à Recorrente S., mantendo-se a sua posição de arrendatária” Dos autos não consta que tenham sido apresentadas contra-alegações.Tendo em consideração que o objeto do recurso é delimitado pelas conclusões das alegações da recorrente acima, sem prejuízo da apreciação de eventuais questões de conhecimento oficioso, a questão a decidir é apenas a de saber se deverá ser atribuída ao requerente ou à requerida a casa que foi a morada de família.