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No essencial, das peças processuais é possível inferir que as Recorrentes coincidem nos argumentos de que:  )	a causa de exclusão prevista na alínea do n. 4 do artigo 5 da Directiva 2014/24/UE não foi expressamente transposta para o direito interno, maxime para o CCP;  )	por ser uma causa de exclusão facultativa, a não transposição da mesma pelo legislador nacional é uma opção legítima à luz do direito europeu;  )	o disposto na referida alínea do n. 4 do artigo 5 da Directiva 2014/24/UE não pode considerar-se transposto para o direito interno pela norma da alínea do n. 2 do artigo 7 do CCP, desde logo porque aquela norma europeia versa sobre um motivo de exclusão de um concorrente um "impedimento” à luz do CCP, estando estes regulados no artigo 5 do e a norma do CCP diz respeito a causas de exclusão das propostas, ou seja, a violações do direito da concorrência verificadas no âmbito do concreto procedimento concursal em que a questão se coloque;  )	a causa de exclusão das propostas prevista na alínea do n. 2 do artigo 7 do CCP, limitada aos casos em que a violação do direito da concorrência se apure no procedimento concursal em causa, consubstancia um sentido interpretativo que hermenêuticamente se retira dos elementos histórico e sistemático da interpretação jurídica, que é corroborado pelo elemento literal e não pode dissociar-se deles, pelo que não é juridicamente sustentável uma tentativa de ampliar o seu sentido interpretativo sob o argumento de uma alegada interpretação em conformidade com o direito europeu.