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Entende o Tribunal a quo, com aparente suporte em doutrina, que, para que não se lesasse a concorrência, o erro deve ser reportado no hiato temporal que medeia o fim prazo para a apresentação de propostas e a publicitação, no dia seguinte, da lista de concorrentes e propostas recebidas, obrigando qualquer concorrente que se veja confrontando com um erro informático, que lhe é alheio, a laborar, madrugada fora, na arguição de um justo impedimento, quando os serviços da Entidade Adjudicante até se encontram encerrados – e, repita-se, tudo isto sem qualquer respaldo na Lei, que prevê, isso sim, os meios graciosos e judiciais devidos no caso, e onde não consta qualquer "justo impedimento”.