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464/13 do mesmo Juízo;  Inconformada, a arguida recorreu para o Tribunal da Relação de Évora que, por o recurso se cingir ao reexame da matéria de direito, em decisão sumária se julgou incompetente para dele conhecer, remetendo-o a este Supremo Tribunal, com motivação rematada com as seguintes conclusões: "O Acórdão recorrido determina a pena única de seis meses e seis anos por cúmulo jurídico de duas penas parcelares de quatro anos e quatro anos e dez meses suspensas na sua execução por iguais períodos; Da factualidade que sustentou as duas decisões sob cúmulo resulta que a arguida abriu uma conta solidária com o ofendido, e no período que medeia entre 16 de Dezembro de 2015 e 22 de Novembro de 2016, mediante o mesmo e único cartão visa Electron movimentou de diversas formas e alegadamente em seu benefício a quantia total de € 3494,04; Tendo sido a arguida julgada e condenada por dois crimes de abuso de confiança, p.p.