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Como bem salientou o Tribunal Recorrido, decorre da matéria de facto provada que foram celebrados no decurso do período temporal situado entre 1999 e 2008 os seguintes negócios entre, de um lado, o falecido F. e esposa, ou, após o falecimento daquele, pelas respectivas e a Insolvente, "Construtora ..., Lda.”:   A.Contrato-promessa de compra e venda e de permuta datado de 1999, mediante o qual o aludido casal composto por F. e esposa acordaram em permutar com a Insolvente um terreno com a área de 3767 m2 sito em Vale do ..., neste concelho de ..., pertença daqueles, por um lote de 270 m2 posteriormente denominado: Lote e por 4 lotes mais pequenos, cada qual, com a área aproximada de 500 m2 posteriormente designados por Lotes A1, A2, A3 e a destacar daquele prédio, obrigando-se ainda esta última a edificar 4 moradias nestes últimos lotes, bem como a pagar ao referido casal a quantia de 1000000$0 No aludido contrato, ficou ainda estipulado que o incumprimento leia-se do negócio por parte de algum dos promitentes obrigaria estes a indemnizar o outro pelo valor de 2300000$0  B.Escritura pública de compra e venda celebrada em 5/3/2004, mediante a qual o aludido casal transmitiu a favor da Insolvente a propriedade do aludido terreno com a área de 3767 m Aí declararam as partes que tal negócio se faria pelo preço de € 36562,00, constando, porém, da matéria de facto provada que tal valor, correspondente ao valor matricial do prédio vendido, não foi pago, porquanto, a título de preço, apenas seria devido o valor aludido em, ou seja, 1000000$00, os quais se presume terem sido pagos.