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Discorda a Fazenda Pública, com o devido respeito, do entendimento sufragado na douta sentença, com julgamento parcialmente procedente, no referente aos juros compensatórios, porquanto decorre dos factos constantes no probatório, nas suas alíneas e e, que o procedimento inspectivo de que resultaram as liquidações em análise nos presentes autos decorreu no ano de 2003, e que o procedimento inspectivo de que decorreram as liquidações de IVA em causa nos autos de impugnação n. 56/03 – a que apela a douta sentença para fundamentar o seu juízo de ilegalidade dos juros compensatórios, com base em mudança de entendimento da AT, determinante da ausência de censura imputável da Impugnante – decorreu no ano de 199 E mais decorre que, impugnadas tais liquidações de imposto e juros subsequentes, no âmbito do processo de impugnação n. 56/03, que correu termos no Tribunal Tributário de Lisboa, veio a Impugnante a obter julgamento procedente por Acórdao do Tribunal Central Administrativo Sul de 29/09/2016 processo n. 02550/08).