Legal Document Excerpt:

e n.    Está provado que o réu advogado não formulou pedido de indemnização cível a favor das autoras em sede de processo-crime, manifestou nesses autos intenção de o fazer em separado, sendo que quanto à não dedução do pedido de indemnização em processo-crime fazemos aqui transcrito o que acima já deixámos mas mais se provou que, logo após a decisão condenatória proferida em  instância, a autora AA questionou-o sobre as indemnizações a que ela e a sua filha teriam direito e, a esta questão respondeu o réu advogado que a decisão condenatória ainda não havia transitado em julgado pelo que teriam de aguardar pelo mesmo para tratar da indemnização, também como se provou, a decisão proferida no processo-crime transitou em julgado em 12009, e o réu advogado, até hoje, nunca veio a intentar qualquer acção cível em separado, sendo ainda relevante que, após algum tempo e inúmeros contactos feitos pela autora AA junto do mesmo, este solicitou-lhe que a autora lhe fornecesse o NIB para onde poderia ser feito o pagamento das indemnizações, o que a autora fez, após o que a autora AA viveu durante mais de 6 anos na expectativa de vir a receber indemnização decorrente das acções em que o réu a representava, juntamente com a sua filha, questionando amiúde o réu Dr. sobre as indemnizações ao que este respondia sempre que o processo-crime estava na Relação e só em fins de 2014, a autora verificou que o réu advogado não havia interposto qualquer acção cível em representação das autoras com vista ao ressarcimento dos danos decorrentes do assassínio do marido e pai das autoras, em consequência da conduta do réu advogado, a autora AA sentiu-se imensamente enganada, perdida, totalmente desamparada e vencida, tendo ficado gravemente afectada na sua estabilidade psíquica.