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A tal respeito a doutrina vem referindo a existência de um dever geral de prevenção de risco10 ou também denominado deveres de tráfego, cuja violação poderá constituir fundamento de imputação e de culpa, fará incorrer o individuo em responsabilidade  A circunstância de alienar pinheiros seus existentes numa zona confinante com o prédio do vizinho, o qual também é composto por pinheiros, cria com tal negócio uma esfera de risco ou de responsabilidade potenciadora de danos, impondo-lhe especiais deveres de cuidado na delimitação dos pinheiros a cortar1  Como tal, a considerarmos tratar-se de um caso de causalidade alternativa incerta – pelo facto de um ter vendido os pinheiros, identificando-os, e o outro, procedido ao seu posterior corte, sem que se tenha apurado se foi o vendedor que se enganou na identificação e concretização dos pinheiros a vender, ou se foi o comprador que percebeu mal as indicações do 1 Réu e cortou pinheiros que não lhe haviam sido indicados, sendo indiscutível que o corte dos pinheiros do autor só pode dever-se a falta de cuidado do vendedor na identificação dos pinheiros a alienar, ou a falta de cuidado do comprador, ou, ainda, de ambos – ambos deverão ser considerados solidariamente responsáveis1 Podíamos ainda ensaiar a responsabilidade do 1 Réu num outro fundamento normativo, por via da previsão da relação de comissão prevista no artigo 500 do Código Civil: "Responsabilidade do comitente  Aquele que encarrega outrem de qualquer comissão responde, independentemente de culpa, pelos danos que o comissário causar, desde que sobre este recaia também a obrigação de indemnizar.