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11 Mas, para além disso, e como já antes se mencionou, aqueles que têm como função e buscar e administrar a Justiça nos casos concretos, têm sempre de contar com a natureza de certas coisasPedro Pais de Vasconcelos in "Última lição: A Natureza das Coisas” - Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, 16 de maio de, porque, repete-se, "a realidade das coisas” ou seja, a realidade material das situações submetidas ao julgamento do, não pode ser ignorada ou desprezada já que essa materialidade objectiva se impõe a todos, mesmo àqueles que fingem que ela não existe, e também porque, quando tal acontece, é a tutela da certeza e da segurança jurídicas que é posta em perigo e, no final, com uma tal descuidada visão dos factos, é a protecção dos direitos de todos aqueles que interagem no comércio jurídico que está a ser desconsiderada.