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12 Em suma, tendo o Ministério Público no processo n. 620/1GAFAF, recebido o expediente enviado pelo militar da GNR, ora recorrente, tomando imediato conhecimento que a constituição de arguido e a prestação do TIR foram tomadas pelo militar, fora do seu horário de trabalho e sem estar uniformizado, concluindo que os factos eram da esfera particular do mesmo entendeu desde logo não se tratar de um crime público mas sim de um crime semipúblico, porquanto "A. S. encontrava-se a treinar no mesmo ginásio que J. e N., sendo que o fazia no âmbito da sua vida privada, em trajes civis e não fardado, não estando nesse momento em exercício de funções, nem se tendo apresentado como seria de naquele ginásio enquanto autoridade policial, até porque, efectivamente, naquele local e àquela hora em tempo de lazer, não iria A. S. exercer quaisquer funções como agente da GNR nem actuar em virtude delas”), mas ainda assim tendo procedido à validação da constituição de arguido e não tendo repetido a prestação do TIR, dúvidas não restam que a sua posterior atuação, acusando o militar de não o poder fazer sem que novos factos tivessem surgido, consubstancia uma clara violação da boa-fé processual, na modalidade de venire contra factum proprium.