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08P1129, disponível em http://www.dgsi.pt/jstj., nos seguintes termos: «  Daqui que a lei substantiva penal mande suspender a execução da pena de prisão aplicada em medida não superior a cinco anos se, atendendo à personalidade do agente, às condições da sua vida, à sua conduta anterior e posterior ao crime e às circunstâncias deste, concluir que a simples censura do facto e a ameaça da prisão realizam de forma adequada e suficiente as finalidades da punição – artigo 50, n. 1 -, o que significa que esta pena de substituição deve ser aplicada: a) Sempre que o julgador se convença, face à personalidade do condenado, suas condições de vida, comportamento global, natureza do crime e sua adequação a essa personalidade, que o facto cometido não está de acordo com essa personalidade e foi simples acidente de percurso esporádico, e que a ameaça da pena, como medida de reflexos sobre o seu comportamento futuro evitará a repetição de comportamentos delituosos prevenção; e b) Desde que não coloque irremediavelmente em causa a necessária tutela dos bens jurídicos e a estabilização contrafáctica das expectativas comunitárias, ou seja, o sentimento de reprovação social do crime ou sentimento jurídico da comunidade prevenção » Isto dito, Se é certo que as acentuadas exigências de prevenção geral relativamente ao crime de tráfico de estupefacientes reclamam uma resposta vigorosa por forma a reafirmar a validade da norma infringida e, assim, os bens jurídicos que visa proteger, de modo a repor a confiança da comunidade no sistema jurídico-penal, casos há em que – estamos certos – a sociedade consegue aceitar/compreender e conviver, ainda que num domínio potenciador de grandes desestruturações, com uma pena não detentiva.