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Também não é possível fazer decorrer do acórdão que "qualquer mãe, de qualquer país, que se desloque ilicitamente para Portugal com um filho menor poderá fazê-lo sem sofrer qualquer consequência e sem que seja decretado o retorno do menor, desde que a criança tenha menos de dois anos, destituindo de qualquer sentido prático quer a Convenção de Haia, quer o Regulamento CE n. 2201/2003 do Conselho” – é lícito concluir que a separação física da pessoa constituída como figura afectiva de referência para a criança com menos de dois anos permite recusar o regresso da criança, quando tal separação for mais prejudicial à criança do que a permanência com o progenitor que a deslocou ou reteve ilicitamente.