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Por último não pode deixar de se alegar que o Tribunal "a quo” violou o princípio do "in dubio por reo”, uma vez que a prova testemunhal e documental impunham decisão diversa e, ainda que assim se não entendesse, o Tribunal devia considerar, pelo menos, a dúvida dessa prova no que toca à comunhão dos bens, aos valores atribuídos e aos factos imputados à recorrente,  Não podendo, igualmente, recorrendo ao espírito do homem médio, deixar de considerar, ou pelo menos pronunciar-se acerca de questões que ferem o senso comum, nomeadamente: - Porque motivo a arguida recorreria a outra pessoa para furtar os bens, quando podia fazê-lo sozinha; - Porque motivo pedira a outra pessoa para vender bens, partilhando com ela o dinheiro, quando podia recebê-lo por inteiro; - Porque motivo o coarguido ...) foi relatar ao assistente tais factos, quando o mesmo não sabia sequer da sua existência  Aliás, salvo melhor opinião, a pronuncia acerca destas questões, para lá de violar o princípio do "in dubio pro reo”, viola, o principio da presunção de inocência, consagrado no artigo 3 n. 2 da R.P., Uma vez que, na situação "sub judice”, a recorrente não foi condenada pelo grau de prova mais exigente;  Portanto, a sentença em apreço violou o disposto nos artigos 3 n. 2 da R.P., 172 do Civil, 35, 20, al.