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Novamente inconformado, veio o interessado A. interpor recurso, o qual foi admitido como sendo de apelação, a subir imediatamente, nos próprios autos, com efeito devolutivo fls..Nas alegações de recurso do apelante A. , são formuladas as seguintes conclusões:   No presente recurso de apelação vem impugnada a sentença homologatória da partilha proferida no processo de inventário por morte de A. , falecido em 02/05/2006, processo que foi iniciado em 21/10/2008 por Petição de Inventário apresentada por um dos filhos do inventariado;  O autor da sucessão deixa cônjuge sobrevivo Maria com que casou no regime da comunhão de adquiridos a título oneroso, conforme decorre da convenção antenupcial outorgada pelo casal em 24/05/1949);  Ao autor da sucessão deixa ainda como herdeiros legitimários os três filhos do casal: A. aqui, R. ; e R. A.;  O cônjuge sobrevivo, Maria, foi judicialmente nomeado para desempenhar as funções de cabeça de casal no inventário por morte de seu marido por despacho de 13/11/2008;  Em 04/12/2008 a cabeça de casal esteve presente no Tribunal Judicial de Guimarães para prestar compromisso de honra e declarações de cabeça de casal, tendo declarado "que o autor da sucessão efetuou doações em sua vida que se protestam identificar cabalmente na respetiva relação de bens” – assim decorre do Auto de Compromisso de Honra e Declarações de Cabeça de Casal;  Em 18/06/2009 a cabeça de casal apresentou a relação de bens, que veio a ser substituída posteriormente pela versão apresentada no processo em 20/09/2010, na qual indica como beneficiários de doações feitas em vida pelo autor da sucessão, para além dos herdeiros legitimários, os netos Rui, E. W. e T.;  A identificação das doações realizadas aos netos Rui, E. W. e T. pelo autor da sucessão vem prevista nas verbas n.s 88, 89 e 90 da relação de bens doados apresentada pela cabeça de casal;  Está assim evidenciado no processo - por declarações da cabeça de casal, pelos documentos que acompanham a relação de bens e pela indicação na partilha realizada pelo tribunal a quo - que o autor da sucessão realizou doações em vida aos netos Rui, E. W. e T. os quais não são herdeiros legitimários);  Sucede que os referidos donatários não foram citados para a presente ação de inventário, como impunha a lei; 1 Com efeito, as regras processuais que presidem ao processo de inventário preveem a extensão da legitimidade processual a outros interessados, para além dos interessados diretos na partilha, como é o caso dos donatários nos casos em que a herança envolva herdeiros legitimários; 1 Assim decorre da norma prevista no n 2 do artigo .. do CPC, segundo a qual: "Quando haja herdeiros legitimários, os legatários e donatários são admitidos a intervir em todos os factos, termos, diligências suscetíveis de influir no cálculo ou determinação da legítima e implicar eventual redução das respetivas liberalidades”; 1 Isto significa, portanto, que o processo de inventário não envolve necessariamente apenas os herdeiros do autor da sucessão, estando habilitada a intervenção de outros interessados, como é o caso dos donatários, sempre que haja herdeiros legitimários, podendo aqueles participar ativamente em toda a atividade processual que lhes diga respeito, e., a atividade que envolva a determinação ou cálculo da legítima da herança e que, por essa via, possa afetar a doação de que são beneficiários; 1 Ora, face a este desígnio, e de modo a possibilitar uma efetiva participação destes interessados no inventário, assim querendo, a lei impõe veio impor que, para além dos intervenientes principais, também estes interessados sejam citados para o processo; 1 Assim decorre inequívoca e expressamente do n 1 do artigo 1341 do CPC, segundo qual "Quando o processo deva prosseguir, são citados para os seus termos os interessados diretos na partilha, o Ministério Público, quando a sucessão seja deferida a incapazes, ausentes em parte incerta ou pessoas coletivas, os legatários, os credores da herança e, havendo herdeiros legitimários, os donatários”; 1 Ora, estando em causa neste processo uma herança com herdeiros legitimários – cônjuge sobrevivo e três filhos – impunha a lei n 1 do artigo 1341 do, como vimos, que tivesse sido promovida a citação dos donatários Rui, E. W. e T., o que não sucedeu.