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O que se discutia naquele aresto era questão diversa da aqui colocada, nomeadamente se a norma seria aplicável nas situações em que o A. havia formulado um pedido líquido ou específico sem conseguir provar os factos que havia alegado e dos quais dependia a fixação ou quantificação do objecto da prestação, tendo-se concluído, citando abundante doutrina e jurisprudência, que "também essa situação se insere no âmbito de previsão da norma citada e, portanto, também nesse caso o tribunal deverá condenar no que vier a ser liquidado.”  No entanto, e voltando a citar o mesmo aresto "O que é absolutamente necessário é que se prove a existência da obrigação, uma vez que aquilo que pode ser relegado para posterior liquidação, ao abrigo da citada disposição legal, não é a existência da obrigação – porque esta, constituindo um pressuposto necessário para que seja proferida uma decisão condenatória, tem que ser previamente demonstrada – mas sim e apenas o objecto ou a quantidade dessa obrigação.” Veja-se, no mesmo sentido o Acórdão STJ de 18/09/2018 Sousa28 Ora, no presente caso, precisamente não está provada a existência da obrigação, dado que o que a A. não logrou provar não foi o montante concretamente pago, mas sim que tenha feito qualquer pagamento.