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K) Ora, salvo o devido respeito, não pode a ora recorrente concordar com tais entendimentos e decisões, pois ) Desde logo e antes de mais entende a A ser nula a douta sentença ora recorrida uma vez que não se pronunciou sobre questões que deveria ter apreciado, isto porque suscitou a R a falta de citação, na oposição deduzida, não tendo o tribunal "A quo” feito qualquer apreciação sobre essa questão nem por meio de despacho proferido nem agora na douta sentença, ora recorrida ) Pelo que entende a ora recorrente ser nula a douta sentença proferida de acordo com o disposto no n 1 al do art 615 do P. N) Para Além disso e no que concerne a suscitar e reiterar a ineptidão da PI, temos que ter em atenção ser este um processo "simplificado” em que a Requerida é citada pela Secretaria do Balcão Nacional de injunções, através de um formulário no qual é indicado o valor da dívida principal, o valor de outras quantias, o valor da taxa de justiça, o valor dos juros de mora e a soma desses valores corresponde ao montante cujo pagamento é exigido ao Requerido O) Pelo que no que concerne ao requerimento injuntivo propriamente dito o Requerido só tem acesso ao mesmo após deduzir oposição e o processo ser distribuído, pelo que não faz qualquer sentido alegar a ineptidão da PI e ser tal excepção apreciada, quando a mesma foi suscitada sem sequer ter havido acesso ao processo, desconhecendo o seu conteúdo, como tal nunca poderia tal excepção ser julgada procedente, nos termos em que a mesma foi suscitada pela ora Recorrida P) Refere a douta sentença que tal excepção é depois reiterada pela ora Recorrida, sucede porém que o que a ora Recorrida faz é alegar que procedem as excepções deduzidas em sede de oposição, de entre as quais a ineptidão do requerimento injuntivo Q) E fá-lo agora referindo o facto da ora Recorrente não ter junto o anexo a que é feita referência no requerimento injuntivo, isto quando o mesmo esteve desde o início junto aos autos, como refere a douta sentença ora recorrida, não suscita a mesma assim uma excepção de ineptidão da PI que pudesse ser apreciada nesta fase, como o foi, pois refere-se à que já havia suscitado mas essa quanto ao requerimento injuntivo, que não é inepto, e não quanto à PI, após a distribuição dos autos que fez com que os mesmos assumissem a forma de processo comum R) Tomou assim o Tribunal "A quo” conhecimento de matéria sobre a qual não se poderia pronunciar, nos termos em que o fez, isto apesar de tal excepção ser de conhecimento oficioso S) Pelo que entende a ora recorrente, também aqui ser nula a douta sentença proferida de acordo com o disposto no n 1 al do art 615 do P. T) No que concerne ao carecer de haver a discriminação dos produtos constantes das facturas juntas para que a R, ora Recorrida se possa defender U) Que a mera alusão às facturas em causa não pode ser integradora da causa de pedir ) Que a R omitiu as características dos produtos nada alegando quanto à data da sua celebração, origem das propostas, conteúdo destas quanto à quantidade e qualidade dos bens incluídos e valores de cada produto, existindo assim falta da causa de pedir W) Entende a ora Recorrente que não assiste razão à meritíssima juiz do tribunal "A quo” quanto aos argumentos apresentados, pois salvo melhor opinião, entende a ora recorrente ser descabido ter que transcrever o conteúdo de cada factura para a petição inicial para que a R se possa defender, isto quando a factura é junta aos autos e pode ser consultada pela R, tendo assim a mesma acesso a toda a informação e garantido o cumprimento do princípio do contraditório ) Pelo supra exposto entende a ora Recorrente que não pode ser considerado inexistir causa de pedir, com os fundamentos, apresentados Y) Acrescenta-se ainda na douta sentença ora recorrida que a ora Recorrente nada alegou quanto à data de celebração, origem das propostas, tal não corresponde à realidade, pois Z) A ora Recorrente elaborou e juntou aos autos, logo aquando da apresentação do requerimento de injunção, uma relação de todas as facturas e notas de débito que constituíam a causa de pedir, constando dessa listagem o número de cada factura, a sua data de emissão e o seu valor AA) Facturas essas que foram entregues à ora Recorrida aquando da entrega dos produtos que delas constam, como é prática corrente em qualquer troca comercial e que, por isso a mesma tem na sua posse, nem necessitando da sua junção para poder ter acesso a todos os elementos dela constantes BB) Deste modo, entende a ora Recorrente, estar bem clara qual a causa de pedir, nos presentes autos, estando a ora Recorrida na posse de todos os elementos necessários para realizar a sua defesa, como melhor entendesse ) Tanto assim é que a ora Recorrida apesar de afirmar inexistir causa de pedir veio afirmar que não é devedora de qualquer importância de acordo com o extrato de conta corrente, requerendo que lhe fosse concedido o prazo de quinze dias para se pronunciar sobre cada uma das facturas a que é feita referência nos autos de injunção, entendeu assim a mesma, perfeitamente, qual a causa de pedir, tendo toda a oportunidade de se defender no âmbito dos presentes autos ) E assim sendo, viola a douta sentença proferida o disposto no n 3 do art 186 do P., pois tendo o R contestado e verificando-se que o R interpretou bem a petição inicial, como foi o caso, a excepç��o não é julgada procedente.