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O julgador deve proceder ao julgamento de facto, selecionando da alegação feita pelas partes aquela realidade factual concreta tida por provada e necessária à apreciação da pretensão formulada à luz das várias e/ou possíveis soluções jurídicas da causa, não sendo de exigir a fixação ou a consideração de factualidade que se repute ou se afigure despicienda para e na economia do julgamento da causa, na certeza de que daquele juízo estarão sempre arredadas todas as alegações de direito e ou conclusões insertas nos articulados.” Apreciemos agora o suscitado, em concreto: Facto 23 "A A. colocou, em finais de 2012 e até inícios de 2013, um segurança na obra.” Sustentou o Tribunal que "foi considerado provado com base nos depoimentos de PAMF diretor-geral da A. desde junho/julho de 2011, tendo acompanhado a execução da empreitada dos e de SJMCC filho do Presidente da Direção da R. e respetivo secretário-geral entre 2011 e 2013, tendo acompanhado a execução da obra, testemunhas que confirmaram unanimemente ao Tribunal que, em resultado do não pagamento atempado de determinada fatura pela R., a A. decidiu colocar na obra um segurança, de forma a retê-la, não deixando inclusivamente lá entrar os representantes da R., dono de obra”.