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Assim, pela requerente foram apresentadas as suas alegações de recurso, tendo terminado as mesmas com as seguintes conclusões:  O agendamento de diligências deve levar em devida consideração o imperativo legal do seu início pontual;  Tal cuidado integra o especial dever de urbanidade, por que se devem pautar as relações entre advogados e magistrados e o dever de assegurar condições adequadas para o cabal desempenho do mandato artigos  do CPC e 7 do;  A marcação de 10 diligências para a parte da tarde do dia 28/04/2021 no Juízo Local Cível de Portalegre-Juiz 1, com a primeira diligência marcada para as 14:30h e a última para as 16:30h num espaço temporal de 120 minutos permite prever, com razoável segurança, que não será possível o seu início pontual;  O atraso no início das diligências resultante da marcação de 10 diligências para um período temporal de 120 minutos, e do tempo que cada uma exige para se realizar, não pode ser considerado como justificado obstáculo ao início pontual das diligências;  Na verdade, embora seja um obstáculo, não é justificado, nem justificável;  Tal conclusão é reforçada pelo facto da primeira diligência marcada para esse dia ter sido iniciada com um atraso de cerca de 30 minutos;  A Secretaria informou as partes, apenas em termos genéricos, que as diligências se encontravam atrasadas por estarem a decorrer outras diligências, muito embora não tenham informado a Recorrente de quais os justificados obstáculos para tal;  Pelo que não pode ser considerada eficaz para os efeitos previstos no artigo 15, n.s 6 e 7, do CPC;  A não comunicação pelo Juiz, ao advogado, dos justificados obstáculos ao início pontual das diligências nos trinta minutos seguintes à hora designada, implica a dispensa automática do mesmo; 1 bem como implica a dispensa automática, pelo menos, dos intervenientes por ele representados; 1 Assim, a decisão recorrida interpretou e aplicou erradamente o disposto no artigo 15, n.s 6 e 7, do CPC; 1 Ainda que assim não se entenda, o que se admite por cautela de patrocínio, a dispensa automática do advogado com fundamento no artigo 15 do CPC deve ser equiparada, nas suas consequências, e no que no caso releva, ao que se encontra disposto para a figura do justo impedimento; 1 Em consequência, ainda que as partes estejam presentes, não deve a diligência ter lugar sem a presença do advogado, conforme tudo resulta do disposto nos artigos 14, n. 1 e 60, n. 1, do CPC, aplicáveis por força do disposto no artigo 3, n. 1, do RGPTC; 1 A solução legal vertida na conclusão anterior é aplicável mesmo nos processos em que não seja obrigatória a constituição de advogado, como é o caso dos presentes autos, por força do disposto nos artigos 2, n. 2 e 20 da CRP e, bem assim, no artigo 1, n. 1, da LOSJ; 1 Termos em que, e nos do douto suprimento de Exs, deverá ser dado provimento ao presente recurso e, em consequência, ser dada sem efeito a decisão que condenou a Recorrente no pagamento de multa.