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Já após a dita consulta, mas ainda no âmbito do inquérito, adiantou o senhor perito: "o Conselho não consegue afirmar com a necessária certeza que se o foco infecioso da doente fosse detetado em momento precoce e realizada a cirurgia esta não teria igualmente falecido, considerando que mesmo nesse caso a taxa de sucesso não teria ultrapassado os 30%, por aquela patologia cursar com altas taxas de mortalidade, especialmente em doentes diabéticos, assim como foi referido no relatório.” Por fim, ouvido no decurso da instrução, acabou por esclarecer que mesmo que o tratamento tivesse sido atempado, tratando-se de uma doença com um curso muito rápido a probabilidade, de a morte ter ocorrido era elevada, reafirmando que se a taxa de sucesso em pessoas saudáveis não vai além dos 30%, num diabético, como era o caso da paciente, o processo de evolução inflamatório infecioso, dos músculos e tecidos adjacentes, necrotizante seria ainda mais rápido, levando, por conseguinte a um decréscimo da dita taxa de sucesso, verificável em pessoas saudáveis, isto é sem o sistema de defesa comprometido.