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Ora, o facto de a votação da proposta do plano de recuperação se ter prolongado por alguns dias no máximo, encontrar-se-á em causa um atraso de sete para lá do prazo legal para a conclusão das negociações, a integrar uma violação de uma norma procedimental18 a entender-se que a votação teria ser exercitada dentro do prazo para as negociações), não assumiria relevo suficiente para justificar uma recusa do plano1 Por fim, invocaremos a nosso favor razões de economia processual e de tempo que tanto relevo assumem nesta área: se a não homologação do plano, quando não seguida de declaração de insolvência não impede que se dê inicio a novo processo de revitalização20 e, quando seguida de declaração de insolvência, não impede a posterior aprovação de um plano de insolvência com vista à recuperação do devedor, não se vislumbram razões para não homologar um acordo que obteve a concordância da maioria dos credores necessária à sua aprovação unicamente com fundamento num atraso de dias na emissão dos votos e na elaboração da ata de contagem dos votos.