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E não podia, porque, para que tal acontecesse – ou seja, para que a seguradora pudesse ser onerada pelas consequências decorrentes da falta de prova de um facto cuja alegação e prova estava a seu cargo – era necessário que tivesse sido confrontada com a possibilidade de esse facto ser relevante para a decisão da causa, o que não aconteceu, já que a Apelante nunca invocou – nos seus articulados – o atraso na emissão e entrega da apólice e a consequente inoponibilidade das cláusulas dela constantes e, portanto, a seguradora nunca foi confrontada com a necessidade/utilidade de alegar e provar que, não obstante o atraso na entrega da apólice, existia um documento escrito assinado pelo tomador do seguro ou a ele entregue anteriormente do qual constavam as aludidas cláusulas.