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Mais foi possível determinar que, ao ter batido nas portas dos quartos, o arguido pretendia que os residentes da casa saíssem, sendo esta a única decorrência plausível dos factos, que não foi credivelmente contrariada pela versão do arguido, que indicou não bateu em nenhuma porta que não a sua;  Mais foi possível aferir que o ofendido, por via da conduta do arguido, sentiu medo, porquanto se viu numa situação em que, pelo descontrolo mental que o arguido evidenciava, pelo uso de uma faca e pela insistência em bater nas portas do ofendido, temeu pela sua integridade física e pela sua vida, sendo que a conduta do arguido é perfeitamente idónea a tal sentimento, sendo demonstrativa da actuação que o arguido se propunha tomar no futuro, assim que um dos inquilinos saísse do seu quarto; 1 Não é necessário saber o idioma falado pelo arguido para se perceber que se está a ser ameaçado, considerando o comportamento do arguido; 1 A faca utilizada foi um instrumento fundamental ao intento do arguido, sendo um elemento idóneo à causação de medo e inquietação.