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Notificada para responder a esta excepção, a Requerente alegou que no seu Requerimento Inicial, tomando em conta a temporalidade das normas que vinham caracterizando a gestão da pandemia, solicitara ab initio a desaplicação das normas indicadas e de outras que, entretanto, as pudessem substituir e que tivessem conteúdo análogo e produzissem o mesmo efeito, ou seja, que restringissem o exercício dos direitos que ela, por este meio processual, pretendia acautelar, razão pela qual a mera revogação da Resolução do Conselho de Ministros n. 101-A/2021 não poderia considerar-se fundamento de inutilidade superveniente da lide e menos ainda de impossibilidade da, atendendo a que as restrições ao exercício dos mesmos direitos que tutela se reclamava haviam sido mantidas pelas normas aprovadas pela Resolução do Conselho de Ministros n. 114-A/2021, que ela identificara no requerimento de 29 de Agosto de 202 Estava subjacente ao pedido formulado pela Requerente, e à sua fundamentação, que o desagravamento da restrição que ela reputava de ilegal não era suficiente para satisfazer a pretensão inicialmente formulada, que era – lembre-se – a da livre realização de eventos de natureza familiar no seu domicílio ou a frequência de eventos deste tipo de domicílios de amigos e familiares.