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4 No caso de se considerar que inexiste a invocada nulidade imputada a sentença a quo, o que não se concede mas apenas se equaciona como mera hipótese de raciocínio, sempre deverá ser concedido provimento ao presente recurso, revogando-se a sentença recorrida por se verificarem os erros de julgamento e violação de lei que lhe são imputados, proferindo-se acórdão que decida nos seguintes termos: a) considere a hipótese de a Exequente poder ter eventualmente exercido funções incompatíveis com o regime de dedicação exclusiva no período compreendido entre 002011 e 312016, e concluindo que o apuramento dos cálculos para o apuramento das diferenças remuneratórias entre o que a Exequente poderia ter auferido se entre 1 de Abril de 2011 e 31 de Janeiro de 2016 estivesse contratada como Professora Auxiliar de carreira, e o que efectivamente auferiu nesse mesmo período como Professora Auxiliar convidada a 90%, devem ser efectuados no pressuposto de que, até 31 de Janeiro de 2016, a docente teria estado a exercer funções em regime de tempo integral; ou caso se entenda que a Exequente tem direito a que lhe sejam pagas as diferenças remuneratórias com base no pressuposto de que teria optado pelo exercício de funções em regime de exclusividade, sempre deverá ser determinada a produção da prova requerida pela Executada relativa às declarações de rendimentos da Exequente respeitantes aos anos de 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016; b) que considere que o eventual direito da Exequente a eventuais perdas/diferenças remuneratórias a partir de 002016 não está abrangido nos actos e nas operações a adoptar em sede de execução de sentença, e que esse direito apenas lhe poderá eventualmente ser reconhecido no âmbito de uma acção de indemnização; e ) que considere que no caso de a Exequente optar por manter o vínculo com a Universidade de Aveiro, a Universidade de Coimbra não poderá contratá-la com efeitos retroactivos, pois verificar-se-á uma impossibilidade de executar a sentença e ocorrerá causa legítima de inexecução, e que os danos que lhe foram causados pela omissão da sua contratação em 002011 – diferenças remuneratórias relativamente ao que deveria ter auferido e não auferiu no período entre 002011 e 312016 - terão que ser invocados e demonstrados/provados no âmbito de uma acção indemnizatória, assim se fazendo Justiça!