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Efectuado exame preliminar, e colhidos os vistos legais, foram os autos submetidos à conferência, cumprindo, pois conhecer e decidir.FUNDAMENTAÇÃO   É hoje pacífico o entendimento de que o âmbito do recurso é delimitado pelas conclusões extraídas pelo recorrente da respectiva motivação, sendo apenas as questões aí sumariadas as que o tribunal de recurso tem de apreciar, sem prejuízo das de conhecimento oficioso, designadamente dos vícios indicados no Art 410, n   No caso vertente, da leitura e análise das conclusões apresentadas pela recorrente, esta coloca a este Tribunal as seguintes questões essenciais que importa decidir:  - Saber se a decisão recorrida padece da nulidade prevista no Art 615, n 1, al., do P.Civil, atendendo a que o Tribunal a quo não se pronunciou sobre a razão pela qual não procedeu à sua audiência prévia, e não lhe forneceu todos os elementos de prova que suportem a decisão em crise; - Saber se o pedido de arresto preventivo deveria ter sido rejeitado liminarmente, uma vez que a arguida ainda não foi acusada da prática de qualquer crime, sendo certo, por outro lado, que o valor arrestado diz respeito a património lícito referente a reembolsos de IVA; - Saber se não existia razão para ser decretada uma medida cautelar provisória porque não existia periculum in mora; e - Saber se o arresto decretado viola o princípio da proporcionalidade, em virtude de os valores apurados não estão estarem correctos, pois caso se venha a desconsiderar as facturas de compra por parte da arguida às empresas envolvidas no presente processo, também terão de ser desconsideradas as facturas que reflectem a saída/venda de tais bens.