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No mesmo sentido de falsificação de documentos, temos actos de Janeiro e fevereiro de 2020, atestando depósito a prazo inexistente de 7485,00€, veja-se os pontos 61 a 6 Estes actos destinam-se a encobrir perante o cliente as transferências indevidamente efectuadas pela trabalhadora no ano de 201  Ora, estes factos, mormente os mais antigos de 2018 que a recorrente defende estarem prescritos, em abstracto, integram um caso clássico do crime de infidelidade artigo 224 CP "Infidelidade) 1 - Quem, tendo-lhe sido confiado, por lei ou por acto jurídico, o encargo de dispor de interesses patrimoniais alheios ou de os administrar ou fiscalizar, causar a esses interesses, intencionalmente e com grave violação dos deveres que lhe incumbem, prejuízo patrimonial importante é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa.” O crime foi introduzido com vista a colmatar a lacuna nos casos em que fosse violada a " regra de ouro” de violação de confiança por parte de quem tivesse o encargo de administrar interesses patrimoniais alheios e que dolosamente causasse graves prejuízos a esses interesses, ainda que o agente não tenha intenção de apropriação para esta já estava tipificado o crime de abuso de confiança).