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Porém, como exaustivamente se explicita na motivação da decisão: "Quanto à propriedade do veículo -GD-, sendo certo que à data do acidente se encontrava registada em nome da Ré Unipessoal, Lda, a verdade que tal não corresponde à realidade, tendo esta Ré, ilidido a presunção que deriva do registo.Com efeito, a testemunha Rui , pai do proprietário da empresa Unipessoal, Lda., assistiu ao negócio da venda do -GD-, tendo referido peremptoriamente que o veículo em causa foi entregue ao cliente e exigido um termo de responsabilidade fls.96) um vez que à hora em que tal sucedeu a Conservatória do Registo Automóvel estava encerrada, impedindo, assim, que o registo de aquisição fosse de imediato realizado.