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”  Inconformada com tal Decisão, veio a Requerente interpor Recurso de Apelação, cujas Alegações terminou com a formulação das seguintes Conclusões: 1) Sendo o exequente quem adquire os direitos e assume as obrigações decorrentes dos actos praticados pelo agente de execução, é evidentemente o exequente o titular da relação jurídica controvertida tal como ora configurada pela recorrente, sendo por isso quem tem interesse em contradizer a causa, nos termos do Art 30 P  2) Apesar de as acções declarativas ou serem o meio adequado para obter a justa composição dos litígios, em certos casos é necessário obtê-la de uma forma rápida, para evitar que a demora natural de uma acção propriamente dita ponha em perigo a tutela do direito;  3) Concretamente, por: estar iminente a realização de escritura e consequente celebração do contrato de compra e venda definitivo; e de a ora Recorrente não possuir quaisquer outros meios financeiros - para além daquele que reservou para o efeito e que agora foram ilegitimamente penhorados - que lhe permitam garantir a obrigação assumida de, no momento da escritura, liquidar o remanescente do preço, a defesa do direito da Recorrente não se pode compadecer com o recurso a um meio processual ordinário, como seja a oposição à penhora, cuja decisão se prevê de, pelo menos, 7 meses, como sucedeu em anterior oposição à penhora deduzida nestes mesmos autos, agora agravado pelo facto de o processo executivo não ter natureza urgente e se estar em período de férias judiciais, nos termos do artigo 2 da LOSJ.