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Os fundamentos do recurso expostos nas conclusões fora os seguintes:   São factos incontroversos, por resultarem comprovados nos autos e da documentação junta aos seus numerosos apensos, os seguintes factos:    T, nascida a 112002, A, nascido a 102004 e, nascida a 012007 são três irmãos de um total de dez, nascidos na Vila de, num seio familiar destruturado, negligente e carenciado;   Em 312015, no âmbito do processo de promoção e protecção n. 567/13TMCBR, foi decretada a medida de promoção e protecção de confiança a instituição com vista à adopção, nos termos do disposto na alínea do n. 1 do artigo 3 e alínea do artigo 3-A da Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, mediante a colocação dos três irmãos menores sob a guarda e cuidados da instituição CAT –, com vista à futura adopção;   Em 212017 dois meses após acompletar 15 anos de o Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra P. CDSS de, alegando ter-se logrado a possibilidade da jovem Tser adoptada e com fundamento no disposto no n. 2 do artigo 198 do Código Civil, solicitou ao Tribunal a alteração da medida aplicada de confiança a instituição com vista a futura adopção, para a medida de acolhimento residencial;   Em 102018 quando a jovem T ainda tinha 15 anos de a medida de confiança a instituição com vista a futura adopção alínea do n. 1 do artigo 3 da foi substituída pela medida de acolhimento residencial prevista na alínea do n. 1 do artigo 3 da LPCJP, mantendo-se a jovem T no mesmo Centro de Acolhimento –, acompanhada dos seus irmãos A e   Relativamente aos irmãos de T – A e – manteve-se a medida de confiança a instituição com vista a futura adopção, prevista na alínea do n. 1 do artigo 3 da LPCJP, a qual havia sido aplicada em 312015;   No âmbito do procedimento com vista à adopção dos menores A ee na sequência das pesquisas realizadas de famílias adoptivas para a adopção conjunta dos dois menores, foi identificado o casal ora Recorrente e elaborada proposta ao Conselho Nacional de Adopção, o qual veio a aprovar a mesma em 302018, tendo o casal ora recorrente sido identificado em Setembro de 2018 pelo CDSS de Coimbra como candidatos a quem o A e poderiam vir a ser confiados;   Foi então definido um Plano de Aproximação, em articulação com a equipa do CAT –), que contemplou diferentes momentos entre as crianças e os adoptantes, o qual viria a incluir a e a ser posto em prática entre os dias 03 e 16 de Outubro de 2018;   Todo o processo de adaptação foi levado a cabo para os três irmãos – – não tendo existindo qualquer distinção no acompanhamento, avaliação e inserção no seio familiar dos três irmãos e de destacar ainda que durante todo o processo a tinha ainda 15 anos de idade; 1Decorrido o referido período de transição e adaptação, concluiu-se pela aceitação mútua entre os três irmãos e o casal de adoptantes, pelo que foi emitido certificado de pré-adopção datado de 112020, relativamente aos menores A e, sendo atribuído ao casal a confiança dos dois menores, atribuindo-lhes a curadoria provisória das crianças a partir do dia 112018; 1Relativamente à jovem T foi autorizado pelo Tribunal a continuidade da relação entretanto iniciada com o casal adoptante, pelo que a mesma foi também confiada ao casal ora recorrente no dia 112018, data desde a qual reside ininterruptamente com o casal ora recorrente; 1A partir dessa data, o novo agregado familiar – composto pelo casal ora recorrente e pelos três irmãos T, A, – passou a ser acompanhado em período de pré-adopção pela Equipa de Adopção, Apadrinhamento e Acolhimento Familiar do Centro Distrital de Coimbra, o que contemplou contactos telefónicos, visitas domiciliárias, entrevistas com o casal e as crianças e contactos com as entidades que os acompanham; 1Todo o processo de adaptação e aproximação descrito nos relatórios e informações elaborados pela Equipa de Adopção, Apadrinhamento e Acolhimento Familiar foram vivenciados não só pelos menores A e mas também, integralmente e plenamente, pela jovem T; 1Decorridos 8 meses após a integração de no agregado familiar do casal ora recorrente, período durante o qual a menor esteve totalmente confiada ao casal ora recorrente, exercendo estes as responsabilidades parentais e tomando todas as decisões da vida da menor, em 102019, foi aplicada a medida de promoção e protecção de apoio junto de pessoa idónea, nos termos do disposto na alínea do n. 1 do artigo 3 da LPCJP; 1Foi considerado, erradamente, pela Equipa de Adopção não ser juridicamente possível a adopção de, em virtude de a mesma ter completado já 15 anos de idade e não ter já medida de adoptabilidade, tendo sido proposto pela Equipa de Adopção, em alternativa à adopção, o apadrinhamento de T 1Desta forma, em 112019 foi celebrado o compromisso de apadrinhamento , o qual veio a ser homologado pelo Tribunal de Família e Menores de Coimbra – Juiz 2, em 102020, sendo padrinhos de T o casal ora Recorrente constituído por R e A.