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Segundo Lopes do Rego, in "Comentários ao Código de Processo Civil”, Almedina 1999, pág.´s 45 e 46, citado no acórdão acima referido, em tais casos e nos de legitimidade plural, deve atender-se à relação controvertida, tal como é configurada por ambas as partes e resulta do normal desenvolvimento da lide, e isto é assim porque "enquanto o problema da titularidade ou pertinência da relação material controvertida se entrelaça estreitamente com a apreciação do mérito da causa, os pressupostos em que se baseia a legitimidade plural ou a legitimação indirecta aparecem claramente destacados do objecto do processo; e funcionando logicamente como "questões prévias” relativamente à admissibilidade da discussão entre as partes acerca da relação material controvertida, dessa forma condicionando a possibilidade de prolação de decisão sobre o mérito da causa”.