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A autora – A.- pediu ao tribunal administrativo que condenasse a ORDEM DOS NOTÁRIOS no pagamento, através do Fundo de Compensação, da quantia de 71757€ - a título de «prestações de reequilíbrio» - sendo que na pendência da acção a entidade demandada procedeu ao pagamento voluntário do montante de 2424,96€ - referente aos 2 e 3 trimestres de 2015 -, e daí a condenação apenas em 3745,61€ - referente aos 3 e 4 trimestres de 2014 e 1 de 201 Para chegar a este desfecho, as instâncias - TAF de Aveiro e TCAN -, e mormente o acórdão ora recorrido, procederam a uma interpretação e aplicação dos artigos 61 e 62 do n27/2004, de 002 - que aprova o Estatuto do Notariado aqui aplicável - com a qual a autora da revista não concorda, porque defende que uma correcta interpretação dessas normas impõe a conclusão de que os pressupostos da atribuição da prestação de reequilíbrio são dois - um de natureza objectiva: o «carácter deficitário do cartório notarial em causa»; e outro de natureza subjectiva: a «demonstração de que o notário em causa coloca no exercício da sua actividade o empenho e a diligência exigíveis» - e que, por isso mesmo, aplicando as regras da «distribuição do ónus da prova» - artigo 342 n1 e n3, do -, competiria à autora alegar e provar que o carácter deficitário do seu cartório - que levou aos pedidos de «prestações de reequilíbrio» - «não lhe era imputável».