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Ainda que se admita a alguém que alegadamente se sente prejudicado por outra pessoa, ou descontente com a sua forma de actuação, possa manifestar o seu desagrado com palavras mais acintosas, cruéis e agressivas, cremos que, no caso em apreço, o arguido, ao referir-se ao assistente apelidando-o de "Grande Vigarista”, "Puro Ladrão”, "desadvogado”, " Mais um "Bourbon” querendo referir-se ao caso público envolvendo o nome de advogado com tal, "que lhe roubou dinheiro” – expressões/juízos de valor com os inerentes significados mais que interiorizados pela comunidade em geral, e em particular naquela em que se inserem o assistente e o arguido - manifestamente que se excedeu, que ultrapassou com tais expressões/juízos de valor todos os limites do direito ao protesto, à reclamação, pondo em causa o direito à dignidade do assistente, bem como a reputação tida por este no seio da comunidade, social e profissional, onde se insere.