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O Ministério Público contra-alegou em relação ao recurso interposto por "– Indústria Química, S.A.”, e quanto à ampliação do objeto de recurso apresentada pelo credor A. P., pugnando no sentido de que o recurso interposto pela "” seja julgado procedente e a ampliação do objeto do recurso apresentado por A. P. seja julgado improcedente, concluindo as suas contra-alegações nos seguintes termos:   A insolvência foi decretada no dia 02 de janeiro de 2008 e a insolvente continuou a laborar após aquela data, sob a administração do Excelentíssimo Senhor da insolvência”;  A dívida à sociedade "- Indústria Química, SA” respeita a serviços prestados depois da declaração de insolvência, concretamente em fevereiro, março, abril e maio de 2008;  Como tal, trata-se de uma dívida da massa insolvente nos termos do art 51, n 1, al., do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas;  Ad argumentandum tantum, e mesmo que assim não se entenda, existem já sentenças devidamente transitadas em julgado, proferidas nos apensos e EB, a qualificar a dívida em causa como sendo da massa insolvente e a considerar o requerimento executivo apresentado no primeiro daqueles apensos como legítimo nos termos do art 89, n 2, do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas;  Ainda assim, e colocando de parte quaisquer considerandos que poderiam e até ser feitos sobre a sua atuação funcional ao longo dos 13 anos de pendência deste processo de insolvência, sempre se dirá que o Excelentíssimo Senhor administrador da insolvência tentou por duas vezes opor-se à penhora efetuada no âmbito do aludido processo executivo nos apensos e EB, sempre sem por entender tratar-se de um tratamento desigual de credores face à natureza comum do crédito em causa;  Como tal, o pagamento que fez da quantia exequenda, honorários e despesas teve integral cobertura legal, a existência de sentenças transitadas em julgado que fizeram impender sobre si a obrigatoriedade de entregar a quantia em dívida à ali exequente, aqui apelante;  Este pagamento foi efetuado independentemente da natureza do crédito em causa pois que, em sede de pagamento das dívidas da massa insolvente, não vigoravam como não os critérios existentes nos arts.