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Igualmente se afigura ser condizente com tais desideratos — fins das penas e protecção da ofendida ­condenar o arguido na pena acessória de proibição de contactos, por qualquer meio, título e/ou modo, com a ofendida, impondo-se o afastamento da residência e do local de trabalho da ofendida, com recurso a meios técnicos de controlo à distância, o que se justifica no caso concreto, atendendo ao facto de o arguido ainda na presente data exercer uma forte pressão na pessoa da ofendida, bem como esta denota ser, ainda presentemente, pessoa emocionalmente fragilizada e vulnerável, decorrente da extensão quer das lesões sofridas quer do período de tempo em que as mesmas tiveram lugar, pelo que, só através do uso de meios técnicos de controlo à distância, se mostra exequível a eficácia subjacente a esta pena acessória, cujo decretar se impõe, atendendo às especiais necessidades de protecção de que a ofendida padece, atendendo à sua vulnerabilidade emocional, ao medo e o receio que a pessoa do arguido, ainda hoje, lhe suscita e o ostensivo ascendente psicológico que ainda exerce sobre a pessoa da ofendida.