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Ora, neste circunstancialismo fáctico, com base, apenas, na outorga da procuração forense celebrada em 31 de Dezembro de 2005 e no registo da gerência, não pode o Tribunal presumir que a Oponente, gerente de direito, exerceu efectivamente funções de gerência durante todo o período temporal em que se verificaram os termos dos prazos legais de pagamento ou entrega dos tributos entre 15 de Maio de 2003 e 6 de Dezembro de, tanto mais que a gerência de direito da Oponente só foi registada em 27 de Dezembro de 2004 e as partes estão de acordo que a Oponente a ela renunciou em 8 de Novembro de 200» Aqui chegados, não vemos que o juízo em que assentou a valoração da factualidade em apreço padeça de erro de  julgamento, atentando-se, para o efeito, na motivação que sustenta os factos dados como assentes e na convicção do Tribunal a quo, até porque, se a decisão do julgador, devidamente fundamentada, for uma das soluções plausíveis, segundo as regras da lógica, da ciência e da experiência, ela será inatacável, visto ser proferida em obediência à lei que impõe o julgamento segundo a livre convicção.