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Em atenção a tal exigência, só serão indemnizáveis os danos não patrimoniais que afectem profundamente valores ou interesses da personalidade física ou moral, medindo-se a gravidade do dano por um padrão objectivo, embora tendo em conta as circunstâncias do caso concreto, mas excluindo-se, tanto quanto possível, a subjectividade inerente a alguma particular sensibilidade humana e apreciando-se a gravidade em função da tutela do direito; o dano deve ser de tal modo grave que justifique a concessão de uma satisfação de ordem pecuniária ao lesado neste sentido, Antunes Varela, Das Obrigações em Geral, volume ,  edição, p. 600 e 1 edição, p.; Vaz Serra, RLJ, ano 10, p. 115; Rabindranath Capelo de Sousa, O Direito Geral de Personalidade, Coimbra Editora, 1995, p. 459, Jorge Ribeiro de Faria, Direito das Obrigações, 2003, volume , p. 491; Dário Martins de Almeida, Manual de Acidentes de Viação, Almedina, 1980, p..  «Como ponto de partida, a "gravidade” não deve ter a ver com o montante: apenas com a seriedade – ou melhor: a juridicidade – da situação.