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O que se pretendeu demonstrar, na parte da petição inicial intitulada "Da inexistência da dívida revertida”, foi que a Executada não exerceu, nos anos relativos às dívidas fiscais em causa, a actividade de prestação de serviços de construção ; à semelhança, aliás, do que foi decidido nos autos de impugnação judicial n. 569/12BEMDL, quanto à matéria de facto dada como provada: "Por outro lado comprovou-se que a Impugnante não tem, nem nunca teve, qualquer estrutura organizacional que lhe permitisse prestar serviços na área de execução de obras a terceiros; nunca teve ao seu serviço qualquer trabalhador que exercesse funções de construção , fosse enquanto assalariado, fosse como prestador de serviços; não é, nem nunca foi, proprietária, usufrutuária, locatária ou possuidora de qualquer maquinaria ou equipamentos de construção ; A existência de compras de bens e materiais ligados à construção , facturados em nome da Impugnante, deve-se ao facto de os mesmos se destinarem a ser incorporados nas obras levadas a efeito pelos empreiteiros e subempreiteiros respectivos, que prestavam serviços de construção nas obras pertencentes à Impugnante e por esta destinados à venda a terceiros; que muitas vezes, os materiais aplicados em obra pelos empreiteiros eram facturados em nome da Impugnante; e que apenas tinha, e sempre teve ao seu serviço uma funcionária administrativa, de nome TRSA, e um funcionário responsável pela realização de contratos e pelas compras, chamado LHFC – a AT errou nos pressupostos de facto e, consequentemente, nos pressupostos de direito, que fundamentaram a tributação por métodos indirectos.