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Com efeito, vista a noção de confissão constante do artigo 35 do Código Civil, tal declaração importou o reconhecimento da realidade de um facto que era desfavorável aos vendedores – a liquidação de parte do preço – e que favorecia a parte contrária, constituída, no caso, pela compradora, a sociedade ora insolvente, J S.A. Como lhe assiste razão quando afirma que a declaração confessória consta de um documento autêntico no caso escritura pública e que, nos termos do n. 2 do artigo 35 do Código Civil, a confissão extrajudicial, em documento autêntico, considera-se provada nos termos aplicáveis a estes documentos e, se for feita à parte contrária ou a quem a represente, tem força probatória plena.