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38 do que «a prova pericial tem por fim a perceção ou apreciação de factos por meio de peritos, quando sejam necessários conhecimentos especiais que os julgadores não possuem, ou quando os factos, relativos a pessoas, não devam ser objeto de inspeção judicial.»   Rita Gouveia refere que tal como resulta do citado normativo, «trata-se de um meio de prova que recai, em regra, sobre factos para cuja análise, interpretação e valoração são necessários conhecimentos especiais de que os juízes não dispõem.»  No dizer de Lebre de Freitas, «o perito surge como intermediário entre a fonte da prova pessoal ou e o tribunal quando, para plena apreensão da prova, haja necessidade de conhecimentos especializados.