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Tendo em atenção que o n 6 do artigo 51, do NRAU refere-se expressamente à junção de "documento comprovativo” da circunstância invocada e prevista no n 4, não prevendo qualquer outro tipo de prova e estabelecendo o n 5 do mesmo artigo que é indispensável preencher, pelo menos, dois dos três requisitos aí previstos para preencher o conceito de "microempresa”, é forçosa a conclusão de que a prova do preenchimento de tais requisitos tem que ser documental, pois é através dela que se prova a circunstância prevista na alínea do n  Nos termos do artigo 1, n 3 da Portaria n. 226/2013, de 12 de julho, na redação introduzida pela Portaria n. 69/2015, de 10 de março9, a "presente portaria define, ainda, os meios admissíveis para a prova de que o arrendatário é uma microempresa, no âmbito da atualização da renda ao abrigo do regime constante dos artigos 50 a 54 da Lei n 6/2006, de 27 de fevereiro, na redação que lhe foi conferida pela Lei n. 79/2014, de 19 de dezembro.” O artigo 4, n 1 da mesma Portaria n 226/2013, na redação introduzida pela referida Portaria n 69/2015, de 10 de março, prescreve que a "prova de que o arrendatário é uma microempresa, tal como se encontra definida no n 5 do artigo 51 da Lei n. 6/2006, de 27 de fevereiro, na redação que lhe foi conferida pela Lei n. 79/2014, de 19 de dezembro, pode ser efetuada por qualquer meio legalmente admissível.” O n 2 do mesmo artigo 4 da Portaria n 226/2013, na redação introduzida pela Portaria n 115/2014, de 29 de maio10, dispõe que "para efeito do disposto número anterior, podem ser apresentados, designadamente, os seguintes documentos: a) Cópia do comprovativo da declaração anual da Informação Empresarial Simplificada; b) Revogado; ) Cópia do comprovativo da declaração de rendimentos modelo 3 para efeito de IRS, acompanhada de cópia do rosto do Relatório Único respeitante à Informação sobre Emprego e Condições de Trabalho devidamente entregue.” Destas previsões da Portaria n 226/2013, nas aludidas redações, resultam indicações contraditórias, na medida em que de acordo com o previsto no n 1, do seu artigo 4, a prova de que o arrendatário é uma microempresa poderia ser feita por qualquer meio legalmente admissível, possibilitando, aparentemente, que a prova de tal circunstância se pudesse processar com recurso a qualquer meio de prova, em colisão com o n 6, do artigo 51, do NRAU que exige que tal prova seja documental, enquanto o n 2, do mesmo artigo 4 refere que tal prova pode ser feita, designadamente, mediante os dois documentos já acima referidos, omitindo qualquer referência a qualquer outra prova que não a documental e ainda que a título meramente exemplificativo.