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alíneas, e dos factos dados como, para posteriormente vir a concluir, como fez, pela inexistência de violação do princípio da confiança e da boa fé no caso em apreço;    6 A circunstância de as liquidações adicionais sub judice terem sido emitidas em total alheamento da questão da repercussão do IVA no adquirente evidencia de forma clara um    prejuízo irreparável na esfera da Recorrente que comprova, inequivocamente, a violação dos princípios da confiança e da boa fé;    6 Acresce que, perante tal atuação da administração tributária, a confiança que a mesma, pelas circunstâncias e termos em que ocorre, é passível de gerar em qualquer contribuinte, e gerou na Recorrente, resulta evidente que quer o grau de lesão da confiança depositada naquela atuação, quer a violação do princípio da boa fé, são, contrariamente ao entendimento defendido na sentença recorrida, por si só suficientes para fazer ceder os princípios da legalidade e da igualdade, sobretudo quando, como sucedeu no caso vertente, a administração tributária teve a oportunidade de transmitir à Recorrente – caso fosse esse efetivamente o seu entendimento nesta matéria – que as indemnizações pagas pelo Estado se encontravam sujeitas a IVA, mormente no âmbito da Comissão de Avaliação constituída para efeitos da boa execução do contrato em questão;    6 Em linha com a jurisprudência dos tribunais administrativos e fiscais cf., designadamente, os acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo de 002011 e de 202011, proferidos nos processos n. 0589/11 e n. 0753/11, e de 002014, proferido no âmbito do processo n. 1943/13, assim como a decisão arbitral proferida no processo n. 14/2018-T, de 102018), verifica-se, no caso sub judice, um comportamento gerador de confiança qual seja, a conformação da Recorrente com um determinado entendimento da administração tributária), a existência de uma situação de confiança gerada pela atuação da própria administração tributária em anterior ação, a efetivação de um investimento de confiança a Recorrente não liquidou IVA na expetativa de que o mesmo não era e a frustração da confiança por parte da administração tributária a inversão do seu entendimento em posterior ação;    6 Estão, pois, verificados os requisitos de que depende a tutela da confiança.