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Assim, tem sido considerado que, nestes tipos de actividade, a obrigação do médico se poderá traduzir numa obrigação de resultado, fazendo recair sobre ele o ónus de provar, no plano da culpa, que a ocorrência desse resultado não decorre de falta de cuidado ou imperícia, nomeadamente por inobservância das legis artes.27 Independentemente do entendimento que se siga, o certo é que uma tal ponderação–obrigação de meios/obrigação de resultado-não deve ser feita em função da mera categorização do tipo de actividade médica, mas sim de forma casuística centrada no exacto contexto e contornos de cada situação, sem prejuízo do apelo a alguns factores indiciários, sabido como é que o carácter aleatório e complexo dos actos médicos dependem de diversas condicionantes que nem sempre se revelam na tipologia de determinada especialidade.28    Postas estas breves nótulas desçamos agora ao caso concreto que nos ocupa.