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Na verdade, a convicção do Tribunal a quo é formada da conjugação dialéctica de dados objectivos fornecidos por documentos e outras provas constituídas, com as declarações e depoimentos prestados em audiência de julgamento, em função das razões de ciência, das certezas, das lacunas, contradições, inflexões de voz, serenidade e outra linguagem do comportamento, que ali transparecem vide aqui o teor do AC TRC de 16-02015, in www.dgsi.pt , relatado pelo Sr Juiz Desembargador Orlando  Gonçalves) Assim, se o recorrente impugna somente a credibilidade das declarações ou de certas declarações e partes delas/ em detrimento de ou do depoimento deve indicar elementos objectivos que imponham um diverso juízo, sobre a credibilidade das declarações ou depoimentos, pois aquela/s, quando estribada/s em elementos subjectivos é um sector especialmente dependente da imediação do tribunal recorrido, desiderato que não fez nem logrou alcançar, pois não concretiza realmente onde é que tal violação ocorreu, e entenda-se no acórdão recorrido, não bastando invicar a solo o principio in dúbio pro reo, a que acresce o facto de nem sequer ter impugnado a matéria de facto provada nos termos do disposto no art 412 n 3 a 6 do P.P.. Não basta dizer que se violou o art 127, ou o art 410 do CPP, ou ainda o art 6 n1 da CEDH.