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37)–Conforme refere o já citado douto aresto do STJ de 23/10/2008, nos parâmetros gerais a ter em conta merecem ser destacados "a progressiva melhoria da situação económica individual e global mesmo considerando a crise sócio-económica que hoje, a nossa inserção no espaço político, jurídico, social e económico mais alargado correspondente á União Europeia, o maior relevo que vem sendo dado aos direitos de natureza pessoal, tais como o direito á integridade física e á qualidade de vida, sem se esquecer que o contínuo aumento dos prémios de seguro se leve também repercutir no aumento das indemnizações”. .   38)–Nas palavras do já enunciado douto Acórdão do STJ de 07/10/2010, o critério de reparação dos danos não patrimoniais adoptado "sem fazer tábua rasa dos princípios hedonistas, geralmente aceites, fortalece a ideia de compensação moral do sofrimento da vítima, independentemente da classe social de que é oriunda, mas sem deixar de lhe atribuir um montante pecuniário que lhe proporcione prazeres e distracções capazes de neutralizar, tanto quanto possível, os danos não patrimoniais que suportou”.  . 39)–O que, anote-se, sempre parece contraditar o juízo antecedente de qualificar o enunciado valor médio mensal de 900,00 €, atribuído a título de deslocações ajudas de como integrante do conceito de retribuição., 40)–O Dano Corporal em Acidentes de Viação, in CJSTJ, Ano , Tomo 1, 2001, pág.