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; 31)	Não se compreende como pode o tribunal a quo ter entendido que "dos autos não resulta, uma qualquer especial urgência na obtenção dessa decisão pela Autora” vide página 21, parágrafo ), porque da posse e comercialização dos artigos que foram retirados à Autora, dependia a sua atividade comercial; 32)	Não sendo possível reverter, nem reconstituir, os factos e a realidade que existia antes do referido Despejo, pelo que a quantia de 1000,00€ peticionada pela Autora é razoável e bastante para minimizar os danos morais sofridos; 33)	Deveria entender-se por adequado o montante peticionado pela Autora, tendo em conta que, não obstante a invocação da grelha constante do Acórdão Musci Itália, no Processo n. 64699/01, há que atender às especificidades do presente caso concreto, as quais exigem um valor indemnizatório a atribuir de valor superior; 34)	Circunstâncias que ficaram devidamente comprovadas nos presentes autos, tendo em conta, desde logo, as deliberações juntas aos autos respeitantes ao número elevadíssimo de artigos a que a Autora ficou privada de comercializar aquando do seu despejo e que até ao dia de hoje não lhes foram restituídos; 35)	Trata-se de prova documental, devida e tempestivamente junta aos autos pela Autora, realizada uma atenta análise do presente processo; 36)	 Deverá revogar-se a sentença na parte de que ora se recorre, devendo ser substituída por outra que atribua à Autora o valor por esta peticionado de 1000,00 €, pelo facto de ser este o montante mais justo e equitativo, o que, também aqui, se requer, com todas as consequências legais daí resultantes; 37)	Em consequência do que acima ficou exposto, a decisão, na parte recorrida, viola o disposto no artigo 202 da R.P., nomeadamente o n. 2, uma vez que: "na administração da justiça incumbe aos tribunais assegurar a defesa dos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos... e dirimir os conflitos de interesses públicos e privados'", e, neste caso essa circunstância não se verifica; 38)	O Tribunal a quo, com a decisão recorrida, salvo devido respeito, que é muito, não assegurou a defesa dos direitos da Autora, ora Recorrente, nos termos que ficaram supra expostos; 39)	Por todos os motivos acima já alegados, deverá dar-se provimento ao presente recurso, revogando-se a Sentença na parte ora recorrida, nos termos expostos, o que se requer, com todas as consequências legais daí resultantes; 40)	A sentença, na parte ora recorrida, viola: a.	O disposto no artigo 2, n. 4 da CRP; b.	O disposto nos artigos , n. 1 e 4, ambos da CEDH.