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Neste sentido, a Administração Tributária, no sentido de reanalisar o teor da Circular 1/2010, emitiu a Circular 10/2015 relativamente a um conjunto de questões tributárias conexas com o processo de insolvência de pessoas colectivas, emitindo instruções sobre os pressupostos referentes às obrigações fiscais por parte dos administradores da insolvência ou de outros representantes: A declaração de insolvência não determina a extinção da sociedade verificando-se a continuidade da respetiva personalidade tributária até ao registo do encerramento definitivo da liquidação; Uma pessoa coletiva em situação de insolvência continua a existir, enquanto sujeito passivo de impostos, mantendo-se obrigada ao cumprimento das obrigações fiscais previstas nos códigos tributários; A deliberação de encerramento na massa insolvente, a que se refere o n. 3 do artigo 6 do CIRE, sendo comunicada oficiosamente pelo tribunal, pode ser determinante da cessação de atividade para efeitos fiscais IRC e, no pressuposto de que a atividade da pessoa colectiva insolvente deixará de ser exercida e que, consequentemente, deixará de lhe ser exigível o cumprimento das obrigações fiscais especificamente emergentes da prossecução normal de uma actividade;Todavia, a dispensa integral do cumprimento de obrigações fiscais subsequentes verificar-se-á apenas nos casos em que estejam já esgotados os ati vos da pessoa coletiva insolvente e desde que a liquidação e partilha da massa insolvente não integre atos supervenientes com relevância em termos de incidência tributária; As obrigações declarativas que ocorram posteriormente à dissolução são da responsabilidade do respectivo liquidatário ou do administrador de insolvência, conforme decorre expressamente do número 1 do artigo 11 do CIRC com as alterações do Decreto-Lei n. 292/2009, de 13 de.