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Acontece que o próprio evoluir dos autos demonstrou a natureza absolutamente formal e abstracta desta construção: tendo o contabilista da sociedade insolvente, em plena pendência do processo, operado uma rectificação do balancete geral e da Informação Empresarial Simplificada relativa a 2018 ano anterior à insolvência), do qual resultava uma alteração contabilística segundo a qual a sociedade ainda tinha a receber 7000,00€ de uma pessoa com quem negociara um terreno e um apartamento, bem como uma alteração segundo a qual os valores de caixa, na posse de B, baixavam de 2861,07€ para 1531,14€, logo o AI veio exigir a entrega destes cerca de 1000,00€, sem prejuízo de exigir a exibição dos documentos de suporte da alteração, o que seria inviável pois, ab initio, o que tinha motivado o registo desse montante como débito do gerente à caixa era precisamente a falta de documentos de suporte de terem sido feitos os correspondentes pagamentos a tais credores.