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– Esta é a única interpretação que se harmoniza com os princípios que regem a lei processual , cada vez mais arredados de visões de pendor marcadamente formalista em detrimento da busca da garantia de uma efetiva composição do litígio que reponha a paz social quebrada com as visões antagónicas que as partes têm do caso que as divide e que são o único fundamento da demanda»; também no Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 1020186 decidiu-se que tendo a ré invocado em sede de reconvenção créditos que tem sobre o requerente por ter efetuado despesas quer no pagamento do empréstimo bancário para aquisição do prédio, quer de impostos que, em seu entender incumbiam em partes iguais a ambos, suscitando desta forma a compensação do seu crédito com o crédito de tornas que venha a ser atribuído ao requerente, a ação deverá seguir os termos do processo comum para que sejam decididas tais questões de forma a assegurar a justa composição do litígio; e também nós, em acórdão datado de 202020 e proferido na apelação n. 1449/18T8PTM-A.E1, sufragámos o entendimento de que se existirem questões que sejam atinentes ao bem objeto da ação de divisão de coisa comum pode justificar-se, à luz dos acima referidos princípios da economia processual, eficácia e utilidade, a admissibilidade da reconvenção.