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Refere a perita médica, nos esclarecimentos prestados em 24-09-2021, que a Requerida "tem capacidade de se deslocar em distâncias curtas e em localidades conhecidas, mas necessita de acompanhamento para se deslocar em longas distâncias, no país ou no estrangeiro, dado o risco de períodos prolongados de recusa de tratamento com compromisso da capacidade crítica”; e "não tem capacidade de fixar domicílio ou residência autonomamente, embora se considere que, no futuro, a beneficiária possa vir a conseguir maior autonomia”, e tais incapacidades justificam as medidas aplicadas relativas à necessidade de autorização do acompanhante para deslocar-se ao estrangeiro e fixar domicílio e residência que, no futuro e conforme a autonomia eventualmente adquirida, poderá ser objecto de revisão, que a sentença estipulou dever ocorrer no prazo de dois.