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referiu que: existia uma escala de serviço que era enviada pelo Director de Operações ou pelo chefe de pilotos uma vez por mês ou duas em função de alterações que se faziam no interesse da empresa; os pilotos das Forças Armadas eram os únicos que davam as suas disponibilidades em função das dispensas de serviço ou férias que tinham nas suas unidades militares; aos pilotos "civis” davam uma escala de serviço mensal com turnos normalmente entre 20/23 dias de serviço, seguidos de 7 a 10 dias de folga; à pergunta sobre se era possível, por exemplo, trabalhar só 10 dias, respondeu que "possível é, e acontecia por vezes a empresa assumir com vários pilotos, mas depois não vai colocar dois pilotos na mesma base”; no início da campanha combinam a quantidade de dias de trabalho, "as pessoas têm de garantir trabalho porque não trabalham mais, a empresa tem de garantir por exemplo, um mínimo de 100 dias numa campanha de quatro meses para garantir pilotos”; à pergunta se era possível dizer "amanhã não posso vir trabalhar”, referiu que nunca lhe à aconteceu, celebrou um contrato, assumiu um compromisso, "não me passaria pela cabeça uma atitude tão leviana” e não tem conhecimento de nenhum caso; não poderia, a testemunha, alterar os dias das escalas, quando muito poderia, se houvesse na empresa algum colega disponível, pedir autorização ao Director Geral, mas que teria que ser autorizado, nada poderia ser feito sem autorização.