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Designadamente, nada se diz sobre a eventual presença do arguido nas imediações ou no local do crime; o tempo que mediou entre o furto e a constatada posse pelo arguido de 3 dos bens furtados cerca de um mês), não é suficientemente curto para se poder afirmar, sem dúvida, não ter havido solução de continuidade entre o furto e a posse dos bens por parte do arguido; as regras de experiência e a prática judiciária dizem-nos, de acordo com a interpretação vinda do Supremo Tribunal de Justiça, que obviamente se respeita, que com os indícios recolhidos tanto se poderá estar perante a autoria de um crime de furto, como perante a prática de um crime de recetação, como até perante a inexistência de qualquer crime.