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que se dedica à actividade de exploração florestal, designadamente à compra e venda de árvores e ao corte e transporte das mesmas, empregando para tanto vários trabalhadores que actuam sob a sua ordem e instruções;   Por acordo de compra e venda celebrado em 2 de Maio de 2015, a sociedade do arguido adquiriu a MJ a floresta, composta por pinheiros que se encontram dispersos ao logo da propriedade, prédio rústico inscrito na matriz predial sob o artigo 5 e 22 da secção NN, da freguesia de S. Teotónio, que se designa por "Monte da Cruz”, de que este ultimo é comproprietário;   Entre os dias 11 e 18 de Junho de 2015, os trabalhadores da empresa do arguido, PL, BH, Ihor, Roman e Lyubomir, procederam ao corte de cerca de 300 pinheiros adultos que existiam no terreno sito no "Monte da Cruz – Quintas”, em S. Teotónio, de que era dono o ofendido JM;   Os pinheiros cortados tinham um valor de cerca de 750,00€;	   Foi o arguido quem, antes do início dos trabalhos, indicou aos trabalhadores quais as árvores a abater;   O ofendido JM nunca autorizou o arguido a proceder ao corte, transporte e venda daquelas árvores;   O arguido, em data não concretamente apurada, vendeu a madeira proveniente dos cerca de 300 pinheiros que eram propriedade do ofendido à sociedade – Industrias de Madeira, S.A, por um preço não concretamente apurado;   A maioria das cerca de 300 árvores abatidas pertencentes ao ofendido eram pinheiros, a maior parte dos quais com mais de 30 de diâmetro;   À data do abate o valor de mercado de cada uma dessas árvores era de, pelo menos, 12,50€;  1 O custo de preparação do terreno do ofendido para replantar árvores que substituam as abatidas, o que implica arrancar as raízes das árvores abatidas, estima-se em cerca de 000€;  1 O arguido é empresário auferindo mensalmente a quantia de 500,00€;  1 Vive sozinho, em casa arrendada pela qual paga de renda o montante de 130,00€;  1 Tem o  ano de escolaridade;  1 Do certificado do registo criminal do arguido nada consta;  Foram dados como não provados os seguintes factos:  "Nada mais se provou e designadamente que: a) Em data não concretamente apurada mas anterior ao dia 11 de Junho de 2015 o arguido decidiu proceder ao corte de pinheiros adultos que existiam no terreno sito no "Monte da Cruz”, em S. Teotónio, que era dono o ofendido JM, para deles se apropriar, tencionando vendê-los a terceiros para assim arrecadar o dinheiro da venda;  b) Com vista à concretização desse plano, o arguido, em data não concretamente apurada mas anterior ao dia 11 de Junho de 2015, deu ordens aos seus trabalhadores para, a partir do dia 11 de Junho de 2015, procederem ao abate dos pinheiros adultos que existiam no terreno de que é proprietário o ofendido JM;  ) Os trabalhadores do arguido procederam da forma descrita em 3 dos factos provados, sob as ordens e instruções do arguido;  ) Quando indicou aos trabalhadores quais as árvores a abater nestas tenha incluído os cerca de 300 pinheiros do ofendido;  e) Os trabalhadores confiaram que as árvores que o patrão, o arguido, lhes indicou para abate lhe pertenciam e que delas poderia livremente dispor e, por isso, procederam ao corte das mesmas;  f) O arguido agiu de forma livre, voluntária e consciente com o propósito de se apropriar dos pinheiros existentes na propriedade do ofendido JM, o que quis e conseguiu, bem sabendo o arguido que aquelas arvores não lhe pertenciam e que agia contra a vontade do seu legitimo proprietário, e embora tivesse perfeito conhecimento de que tal conduta lhe era proibida por lei, não se absteve de a prosseguir.”  A Motivação da Matéria de Facto foi a que segue: "No apuramento da factualidade provada o Tribunal formou a sua convicção com base no conjunto da prova produzida, designadamente, nas declarações do arguido que confirmou ser o sócio gerente da sociedade identificada em 1 e que nessa qualidade adquiriu ao Sr. MJ a floresta do seu prédio, tendo-se deslocado ao terreno e dado instruções aos seus trabalhadores sobre quais seriam as árvores a abater.