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acórdão proferido no caso Maks Pen, ponto 29, e acórdão proferido no caso Bonik, pontos 43 e; 7Em face da referida jurisprudência, a circunstância de não se ter conseguido apurar se as operações foram efetivamente realizadas não assume relevância para afastar esta conclusão; 7Resulta evidente, pois, o erro em que incorreu o acórdão recorrido ao se ater na questão da prova da efetiva realização das operações económicas para limitar o exercício do direito à dedução do IVA; 8Ora, no caso sub judice, nem os serviços da administração tributária invocaram, à luz de elementos objetivos, que a Recorrente sabia ou devia saber que participava numa fraude ao IVA, nem o Tribunal recorrido deu como provado que a administração tributária demonstrou, através de elementos objetivos, que a Recorrente sabia ou devia saber que participava numa fraude ao IVA; 8De facto, quer a fundamentação dos relatórios de inspeção tributária, quer a fundamentação do acórdão recorrido, assentam o indeferimento dos pedidos de reembolso e a negação do direito à dedução da Recorrente nos indícios defaturação falsa a montante da Recorrente, sendo que a designada "intervenção meramente documental” que apontam à Recorrente no circuito económico lhes serve tão-só de reforço da convicção de que as operações a montante da Recorrente eram falsas e que não terão sido realizadas transmissões intracomunitárias de bens; 8Aliás, o que resulta quer dos relatórios de inspeção tributária, quer da sentença e acórdão recorridos, é precisamente que a Recorrente desconhecia a alegada fraude e não tinha forma de saber que participava numa alegada fraude ao IVA; 8Assim, uma vez que não foi efetuada prova bastante de que a Recorrente sabia ou devia saber que participava numa fraude ao IVA, resulta evidente o erro em que incorreu o acórdão recorrido; 8Sem prejuízo de todo o acima exposto, e ainda que dúvidas subsistam, o que apenas por dever de patrocínio se admite, sem conceder, sempre cumpre referir que não só é evidente o desconhecimento da alegada fraude pela ora Recorrente, como os diversos factos e circunstâncias referidos pela administração tributária nos relatórios de inspeção tributária não constituem elementos objetivos que permitem concluir que a Recorrente sabia ou devia saber que participava numa fraude; 8Efetivamente, a Recorrente desconhece e não tinha obrigação de conhecer se aquelas faturas foram mesmo emitidas, se a finalidade visada era, efetivamente, a descrita supra, bem como qual a estrutura ou a capacidade produtivas dos fornecedores da , Lda, sendo-lhe impossível exercer qualquer controlo na cadeia de transmissões no sentido de aferir se todas as faturas emitidas desde o início daquela até ao seu fornecedor ., Lda.