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Sumário:    - Para que tenha início o prazo previsto no n. 2 do citado artigo 87 do para o exercício do direito de propor ação de anulação de venda a filhos basta o conhecimento do dia, hora e cartório notarial em que seria outorgada a escritura pública de compra em venda, independentemente da comunicação dos concretos termos do negócio celebrado, sendo exigível ao filho que não deu o seu consentimento mas que foi avisado do mesmo o conhecimento da celebração do contrato, tendo por referência a data em que a escritura foi celebrada;  – A legitimidade para pedir a anulação da venda a filhos cabe aos filhos que não deram o seu consentimento;  - Tratando-se de um direito autónomo de certas categorias de pessoas, mostra-se desnecessário aferir da existência do consentimento do cônjuge da pessoa em cujo interesse a lei estabelece a anulabilidade da venda abrangida pelo n. 1 do artigo 87 do bem como da eventual caducidade do direito quanto ao mesmo.