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40) No exercício das suas funções e em nome e no desempenho das funções por si desempenhadas enquanto gerente da primeira arguida, sabia a arguida que o encerramento temporário de empresa ou estabelecimento por facto imputável ao empregador, sem que este tenha iniciado procedimento com vista a despedimento colectivo, a despedimento por extinção de posto de trabalho, a redução temporária do período normal de trabalho ou a suspensão do contrato de trabalho em situação de crise empresarial, ou que não consista em encerramento para férias, obedece à tramitação de um procedimento específico, cujo cumprimento, porque estabelecido no Código de Trabalho tem de ser seguido, o que não desconhecia, mais sabendo qual a forma e prazo a que obedece essa sua decisão de suspensão da actividade produtiva e de subsequente interdição e acesso de trabalhadores ao local de trabalho, de recusa de fornecimento de trabalho, condições e instrumentos de trabalho, que bem sabia que podia determinar a paralisação de empresa ou estabelecimento, assim levando ao seu encerramento, o que não desconhecia, bem sabendo ainda quais as consequências legais do encerramento definitivo da empresa, como se veio, a final, a verificar, designadamente no que se refere às retribuições devidas a título de remuneração e bem assim no que respeita aos contratos de trabalho por encerramento do estabelecimento, sendo que, não obstante disso ter conhecimento, não se coibiu de agir da forma descrita.