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e de Jur., ano 10 páginas 299 e. Além de Vaz Serra, este entendimento pode confortar-se com o ensino de Antunes Varela, in "Das Obrigações em Geral", vol., página 436: "Fixou-se o prazo de três anos, a contar do momento em que o lesado teve conhecimento do seu direito, ou seja, a partir da data em que ele, conhecendo a verificação dos pressupostos que condicionam a responsabilidade, soube ter direito à indemnização.”  	Também o Douto STJ, por Acórdão de 6 de Outubro de 1983, no Boletim do Ministério da Justiça n. 330, página 496, seguindo Antunes Varela, já teve ocasião de decidir: " ... prescreve no prazo de três anos, a contar da data em que o lesado teve conhecimento do direito que lhe compete  ....”   Finaliza, pugnando que se deve interpretar a expressão "o credor teve conhecimento do direito que lhe compete” do artigo 482 do Civil, como referindo-se ao conhecimento do direito à restituição e não apenas ao conhecimento dos elementos constitutivos de tal direito e procedendo, depois, à aplicação do direito assim interpretado à espécie sob julgamento, não se encontrando prescrito do direito da recorrente.