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Ficaria muito incompleta a protecção que o instituto da impugnação pauliana e também o da declaração de nulidade, nos termos do art 605 pretende assegurar aos credores - destinando-se, um e outro, como se destinam, a impedir que o credor, que tem no património do devedor a sua garantia patrimonial, art 601 , veja esvaziado esse património através da sua transferência a terceiros feita, precisamente, com esse objectivo - se não se tivessem previsto os arrestos referidos no n 2 do art 39  Como explica Abrantes Geraldes6, ainda por referência ao aCPC, o «disposto no art 407/2 CPC mais não é do que a adjectivação do direito conferido ao credor de perseguir os bens do devedor para efectivo exercício de um direito de crédito, quando se verifique a prática de actos de que resulte a diminuição da garantia patrimonial – art 619/2 Na verdade, a concessão ao credor da possibilidade de obter a declaração de ineficácia de tais actos poderia revelar-se insuficiente, se fosse desacompanhada do direito de obter a sua prévia apreensão, designadamente quando se esteja perante bens móveis relativamente aos quais nem o registo consiga tornar eficaz a sentença constitutiva».