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Tal como a este propósito refere PAULO PINTO DE ALBUQUERQUE, se o arguido ou o MP em seu benefício) conhecia os factos e os meios de prova ao tempo do julgamento e os podia apresentar, devia ter requerido a investigação desses factos e a produção desses meios de prova, acrescentando o mesmo Autor que a lei não permite que a inércia voluntária do arguido em fazer actuar os meios ordinários de defesa seja compensada pela atribuição de meios extraordinários de defesa in Comentário do Código de Processo Penal à luz da Constituição da República e da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, Universidade Católica Editora: Lisboa, 2007, p.. No mesmo sentido, decidiu-se no acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 112021 que, estando em causa factos ou provas que podiam e deviam ter sido levados ao julgamento anterior e só, por exemplo, por incúria ou estratégia da defesa não foram, então não se trata de caso de revisão, mas antes de recurso ordinário, sendo certo que não se pode transformar um recurso extraordinário como é o de revisão em recurso ordinário que não é publicados em www.dgsi.pt – processo 5668/10TDLSB-F.S1).