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Assim, transpondo esta qualificação da "perda de chance” como dano autónomo para o campo da responsabilidade contratual por perda de chance processual e adotando a metodologia seguida nestes mesmos acórdãos, diremos que, para se fazer operar tal responsabilidade, impõe-se, perante cada hipótese concreta, num primeiro momento, averiguar da existência, ou não, de uma probabilidade, consistente e séria ou seja, com elevado índice de, de obtenção de uma vantagem ou benefício não fora a chance perdida12, importando, para tanto, fazer o chamado "julgamento dentro do julgamento” , atentando no que poderia ser considerado como altamente provável pelo tribunal da causa1 E, num segundo momento, caso se conclua afirmativamente pela existência de uma perda de chance processual consistente e séria e pela verificação de todos os demais pressupostos da responsabilidade contratual, ou seja, ocorrência do facto ilícito e culposo e imputação da perda de chance à conduta lesiva, segundo as regras da causalidade adequada14, proceder à apreciação do quantum indemnizatório devido, segundo o critério da teoria da diferença, nos termos prescritos no art.