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Pois bem, os factos alegados em torno da atuação do oponente resumem-se aos seguintes: , foi gerente da sociedade devedora originária, contudo inexistiu qualquer atuação ou omissão ilícita que tivesse causado o não pagamento da quantia; atuou na gestão dos destinos da sociedade com a máxima diligência e zelo; no ano de 2004, a crise imobiliária veio afetar o volume de negócios, ao que se somou a saída de dois sócios gerentes, o que arrastou consigo a perda de clientes e aumento de gastos; a expansão do mercado da construção e obras públicas que se havia verificado até 2004, fez com que aumentasse o número de empresas relacionadas com a elaboração de projetos de arquitetura, o que levou a que com a crise a concorrência aumentasse, determinando a necessidade de baixar os preços; em consequência, desde 2004 que a faturação da sociedade começou a diminuir, o que levou a que a devedora originária tivesse de incumprir com as suas obrigações; para fazer face aos débitos fiscais tudo fez para que os mesmos fossem pagos, e em agosto de 2010, requereu o Procedimento Extrajudicial de Conciliação, por força do qual requereu o pagamento dos débitos fiscais a prestações, o que foi aprovado, mas que não conseguiu cumprir; a devedora originária foi declarada insolvente, tendo sido considerada a insolvência como fortuita.