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44 - Com efeito, como referido no Douto Acórdão do STA mencionado na sentença, parafraseando Mário Aroso de Almeida/Carlos Cadilha no Comentário ao Código de Processo nos Tribunais Administrativos"...) deve considerar-se que o requisito do periculum in mora se encontra preenchido sempre que os factos concretos alegados pelo requerente permitam perspetivar a criação de uma situação de impossibilidade de restauração natural da sua esfera jurídica, no caso de o processo principal vir a ser julgado procedente ...)" 45 - Acontece que os recorrentes sobre esta questão apenas alegam que a obra está a desenrolar com grande celeridade, o que não é verdade, estava a decorrer normalmente e com preocupações de segurança devido á estabilidade dos terrenos adjacentes com a execução das fundações e que as obras estarão concluídas antes de haver sentença na ação principal onde já foram apresentados os, factos estes deveras insuficientes, pouco concretos e não demonstrados para se concluir pelo facto consumado e para se concluir pela impossibilidade de restauração natural da situação, pelo que a douta sentença também deveria ter concluído pela não verificação do requisito do periculum in mora, ao não o fazer violou o disposto no artigo 120 do CPTA.