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As presunções judiciais, não constituem meios de prova, proprio sensu, mas antes operações «de elaboração das provas alcançadas por outros meios», no dizer de Antunes Varela, in RLJ, Ano 123,58, ou «meios lógicos ou mentais ou operações firmadas nas regras da experiência», no entendimento de Vaz Serra, in RLJ, Ano 108,35 As presunções judiciais «pressupõem a existência de um facto conhecido base da presunção), cuja prova incumbe à parte que a presunção favorece e pode ser feita pelo meios probatórios gerais; provado esse facto, intervém o julgador a concluir dele a existência de outro facto, servindo-se, para esse fim, de regras deduzidas da experiência da vida»: in casu a base da presunção reside nos factos  a , tendo o facto presumido, o , sido assacado por inferência lógica com o auxilio dos depoimentos das testemunhas que foram ouvidas em audiência, as declarações de parte do Autor e as declarações de parte do Réu, o qual não apresentou explicação plausível para o envio das cartas como vem acentuado na fundamentação de primeira instância, sendo certo que foi ele a enviá-las.