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Propende para a primeira hipótese quem considera que a vontade translativa do arguido é substituída por um ato impositivo da autoridade, tudo se passando como se o bem tivesse sido transmitido a este por aquele1 Vale por isso a regra nemo plus iuris in alium transfere potest quam ipse habet, segundo a qual a aquisição derivada depende da existência, conteúdo, amplitude e natureza do direito real pré-existente no anterior titular ou causante20 Em parecer do Conselho Consultivo do Instituto dos Registos e Notariado21, deixou-se consignado que "a natureza originária estará mais no poder de autoridade que determina a perda do que no ato de aquisição a favor do Estado, posto que é na titularidade a favor do arguido ou condenado que esta se baseia e porque, também aqui, não deixam de ocorrer os elementos que, normalmente, caracterizam a aquisição derivada, vale dizer, a aquisição a favor do Estado tem lugar ao mesmo tempo em que se verifica a perda do direito do arguido ou do condenado e esta perda, ao invés de simples antecedente cronológico da aquisição operada a favor do Estado, será antes causa desta aquisição”.