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239 do CIRE, que não haja qualquer rendimento disponível e que, no limite, os credores não venham a receber qualquer parte dos seus créditos e pode nem sequer existir, ab initio, qualquer rendimento – qualquer uma destas situações insuficiência ou inexistência de rendimento disponível para pagar parte dos créditos e inexistência de qualquer não deve constituir fundamento impeditivo da concessão da exoneração do passivo restante, pois que ‘estando em causa a tutela do interesse do devedor e da comunidade em reintegrar aquele na vida económica’, ‘não fará sentido vedar o acesso ao benefício da exoneração do passivo restante a quem dele mais carece, em nome da suposta defesa dos interesses dos credores’, e assim que, além da impossibilidade prática de estes lograrem a cobrança dos créditos, descaracterizar-se-ia a figura da exoneração, ‘indo para além da ideia do merecimento’, sendo que ‘ressalvadas as hipóteses em que ao insolvente podem ser imputados comportamentos culposos, a ausência de rendimento, presente ou futuro, tem a ver com circunstâncias ou factos naturais exógenos desemprego, doença, etc.