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Assim, Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 2/10/1997: "O montante diário da multa deve ser fixado em termos de constituir um sacrifício real para o condenado, sem no entanto, deixar de lhe serem asseguradas as disponibilidades indispensáveis ao suporte das suas necessidades e do respectivo agregado familiar.”  No caso vertente, considerando que o arguido aufere cerca de € 800,00 a € 900,00 por mês e suporta uma renda habitacional no valor de € 350,00, entende-se fixar o quantitativo diário da pena de multa em € 5,50, que perfaz o montante global de € 375,0  Ainda quanto ao arguido, impõe-se apenas afirmar que não se lançará mão ao regime penal dos jovens adultos previsto no Decreto-Lei n. 401/82, de 23 de Setembro, uma vez que atento o seu escopo – evitar na medida do possível a aplicação de penas de prisão a jovens adultos – e não sendo equacionada a condenação do arguido a uma pena de prisão, o mesmo não se aplica.” O Recorrente defende que o Tribunal recorrido, face à idade do arguido e às suas condições pessoais, deveria ter procedido à aplicação do regime especial para jovens previsto no n 401/82, de 209 e, consequentemente, à atenuação especial da pena.