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O recorrente sustenta que face à factualidade dada como provada no ponto n. 16, sobre a ofendida  B... , deve ainda o arguido ser condenado pelo crime de abuso sexual de crianças, p. e p. pelo artigo 171, n. 3, alínea, do Código Penal, alegando para o efeito, no essencial o seguinte: - A criminalização do tipo de conduta prevista no art 171, n 3, al., de actuar sobre menor de 14 anos, por meio de conversa, escrito, espectáculo ou objecto pornográficos, visa a tutelar o desenvolvimento sem entraves da criança, designadamente ao nível do desenvolvimento harmonioso da sua sexualidade; - para efeitos da norma em causa, "conversa pornográfica” é a que tem uma intensidade pesada e baixamente sexual, idónea a prejudicar o desenvolvimento harmonioso da personalidade da criança , conforme também é referido no acórdão da Relação de Guimarães, de 112014, relatado pela Exma Sr. desembargadora Ana Teixeira, citando Figueiredo Dias, consultável in www.dgsi.pt.