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580 a. António Menezes Cordeiro salienta as dificuldades de distinção entre pessoas colectivas públicas e pessoas colectivas privadas enunciando diversas teorias - do fim ou interesse prosseguido, da titularidade de poderes de autoridade, integração, iniciativa, regime segundo as quais, respectivamente, pessoa colectiva pública seria a que prossegue fins ou interesses públicos, pratica actos de autoridade, integra-se na organização do Estado, é criada pelo Estado, sujeita-se ao Direito Público, propondo um "critério jurídico-cultural: são privadas as pessoas colectivas que se rejam pelo Direito Civil ou comercial, assumindo a forma de sociedades comerciais, de cooperativas, de associações, de fundações ou de sociedades civis e, ainda, de outras figuras, pelas ou rudimentares, que ocorram em sectores civis ou comerciais extravagantes.As restantes, são públicas” António Menezes Cordeiro, Tratado de Direito Civil Português, Parte Geral, Tomo , Pessoas, 2004, pp.