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18 No intervalo de tempo que decorre entre 03/03/2008 data da ocorrência) e 09/10/2014 altura em que conhece as circunstâncias em que se verifica o acidente e as condutas desencadeantes do, a A. vivenciou uma total impossibilidade originária de exercitação do direito a eventual reembolso, impeditiva desde logo do início e começo de contagem de qualquer prazo prescricional, motivada por total desconhecimento da dinâmica do acidente e dos factos consubstanciadores da culpa subjetiva da Ré, desconhecimento esse que pelos seus próprios meios não podia superar, sendo que o desconhecimento da própria pessoa, do responsável por dado evento no âmbito da responsabilidade extracontratual tem sido apontado pela doutrina, como circunstância de facto a tipificar impossibilidade jurídica originária de exercitação de um direito, e equiparável a impedimento de força maior, nos termos e para os efeitos previstos no artigo 498/1 do  19 Concluindo, o direito que a A veio exercitar, contrariamente ao que vem sentenciado, não prescreveu porque esta, dentro do triénio contado a partir, seja de 12/06/2014, seja de 09/10/2014 instaurou, e aos 09/09/2015, a presente ação e a citação da Ré operou-se aos 14/09/201 LEGISLAÇÃO INFRINGIDA A sentença que vem da 1 instância, fez incorreta interpretação e aplicação do que vem disposto nos artigos 298/1, 304, 300 a 327, 498/1, 498/2 e 576/1 e 3, todos do e a correta interpretação e aplicação destes normativos, mormente o que vem disposto nos artigos 304, 498/2, 306/1, 311, 498, 306, 318 a 322 e 327/1, 321/1, 498/1, todos do impõe a revogação da sentença da 1 instância, substituindo-a por decisão que, julgando improcedente a exceção de prescrição, condene a Ré a pagar à A. a importância peticionada e acrescida de juros legais moratórios vencidos até ao presente.