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No que respeita à segunda razão, ou seja, a falta de fundamentação do despacho, os recorrentes alegam que o tribunal "a quo” limitou-se a referir que estamos perante criminalidade altamente organizada, que surgiram diversos elementos da rede e elementos de nacionalidade estrangeira, afirmações essas muito vagas e muito pouco precisas e que não podem servir de fundamentação à declaração de excecional complexidade dos presentes autos, o Tribunal "a quo” não justifica o porquê de declarar a excepcional complexidade do processo, o que consubstancia a nulidade do despacho recorrido por padecer do vício de falta de fundamentação, nos termos do artigo 9, n. 5 do Código de Processo Penal.