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Senhor Procurador-Geral adjunto nesta instância)  De harmonia com os elementos constantes dos autos importa desde já exarar que a sentença recorrida, datada de 23 de outubro de 2020, e que agora se impugna nos recursos dos arguidos, surge na sequência do novo julgamento determinado pelo acórdão de 14 de janeiro de 2019, proferido por este Tribunal da Relação do Guimarães, que determinou: «conceder parcial provimento aos recursos do arguido J. S., da arguida e da demandante – Automóveis, Unipessoal, Lda.,» decidindo-se «o reenvio parcial do processo para novo julgamento, restrito à matéria dos n.s 23 e 24 dos factos provados e n. xiii dos factos não provados e respetiva fundamentação.» Resulta expressamente deste acórdão da Relação ter-se detetado na sentença recorrida uma contradição insanável entre os n.s 23 e 24 dos Factos Provados e o n. xiii dos Factos Não Provados, extensível às passagens da motivação factual a eles respeitantes e que, não permitindo descortinar qual o verdadeiro sentido desses pontos da decisão, fundamentou só por si, nos termos do artigo 426 do Código de Processo Penal, o decretado «reenvio parcial do processo para novo julgamento, restrito à matéria dos n.s 23 e 24 dos factos provados e n. xiii dos factos não provados e respetiva fundamentação».