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Por necessário recurso à equidade, aqui chamada à aplicação, haverá que ponderar-se, para o efeito, do que resulta dos autos, por um lado, o grau de culpabilidade da Ré/recorrida, que é sem dúvidas intenso atenta a natureza da violação do dever de ocupação efetiva – com a retirada total de funções – e o largo tempo por que perdurou, estando ainda associada a uma diminuição como se viu ilícita) da retribuição e contextualizada numa situação de assédio moral, o grau de ilicitude do facto, que no caso temos também como elevado, a situação económica da Ré, empresa de dimensão nacional, que, acrescente-se, no que ao caso se refere, tem afinal demonstrado disponibilidade para manter a Autora, não obstante o seu vencimento mensal, durante um largo período de tempo sem beneficiar da prestação por esta de qualquer atividade, as consequências/danos que resultaram do comportamento ilícito da Ré, já antes enunciados, de gravidade manifesta, incluindo ao nível dos direitos de personalidade.