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Assim, na carta de resolução do negócio jurídico sub judice em que sociedade Y – TRANSPORTES Y, LDA vendeu à devedora UNIPESSOAL LDA, uma carteira de clientes pelo valor de 372 000,00€”; pode ler-se que:  "Na referida fatura constam apenas o nome dos clientes que farão parte da referida "carteira de clientes”, nada mais constando, para além do valor a pagar pela sociedade aqui insolvente à transmitente”;  "A alegada venda da carteira de clientes não proporcionou qualquer receita efetiva à sociedade insolvente, tendo, pelo contrário, aumentado substancialmente o respetivo passivo”;  "A alegada venda da carteira de clientes visou apenas aumentar o passivo da sociedade aqui insolvente e justificar o alegado "acerto de contas”, efetuado a favor da sociedade Y – TRANSPORTES Y, LDA, à conta da insolvente”;  ") a sociedade aqui insolvente não obteve qualquer receita com o contrato da alegada venda da carteira de clientes da sociedade Y – TRANSPORTES Y, LDA”;  "Pelo contrário, com a celebração do referido contrato da alegada venda da carteira de clientes da sociedade Y – TRANSPORTES Y, LDA, a sociedade aqui insolvente viu aumentado o seu passivo no montante de 372 000,00€”;  "E, tendo por base o alegado "encontro de contas” a sociedade aqui insolvente não logrou receber o seu crédito sobre a sociedade Y – TRANSPORTES Y, LDA, no montante de 277 500,92€”;  "O aumento do passivo da sociedade aqui insolvente resultante do contrato da alegada venda da carteira de clientes, que ora se resolve, do qual resulta a anulação de créditos sobre a sociedade Y – TRANSPORTES Y, LDA, no montante de 277 500,92€, pôs em causa o património da sociedade aqui insolvente”  "Tal ato - a alegada venda da carteira de clientes referida no ponto 6 – diminuiu e frustrou a satisfação dos credores da insolvência”.