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Contramina o arguido/recorrente a decisão recorrida quanto à escolha e determinação da medida da pena, em raiz de não ter levado em conta o regime de atenuação especial da pena artigo 72 do Código, essencialmente as "circunstância pessoais do mesmo, designadamente o facto de ter confessado integralmente tendo sido determinante para a descoberta da verdade material, reconhecido o erro, mostrando arrependimento e ter ressarcido voluntariamente a assistente, e o facto de ter apoio da família, e da possibilidade de continuar a trabalhar”; que se torna um contra-senso quando o tribunal afirme que haverá que ponderar "as circunstancias que rodearam o cometimento dos crimes e que transparecem dos autos evidenciam que se trataram de ocorrências isoladas na vida do arguido”, dado que o arguido não tem "antecedentes criminais, tendo mostrado arrependimento reconhecido o erro e indemnizado voluntariamente a assistente”; e que "mal se percebe que se fundamente a necessidade de prevenção especial alegando que o arguido não reconhece cabalmente a severidade da sua conduta desvalorizando a figura da ofendida”; o que tudo faz com que se deva ter por desproporcionada e excessiva as penas irrogadas ao arguido, tanto pelo crime de violação – que se deverá quedar pelos 4 anos – como pelo crime de coação, na forma tentada – que se deverá situar em 1 mês – determinado uma pena única de 4 anos e 9 meses.