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Diferente seria, por exemplo, se o autor tivesse fundado a presente ação no instituto do enriquecimento sem causa, alegando factos respeitantes à ausência de causa justificativa para a deslocação patrimonial ocorrida e ao enriquecimento do réu versus o empobrecimento do autor, como se decidiu no acórdão do STJ de 202016 Escreveu-se neste aresto: «Os pressupostos jurídico-económicos dos dois institutos são muito distintos: no enriquecimento sem causa, a lei refere-se aos efeitos benéficos da deslocação patrimonial num certo património; na responsabilidade , a lei leva só em conta os efeitos prejudiciais de uma ação ilícita num determinado património, o do lesado, pensando apenas em reparar um dano Diogo Leite de Campos, «Enriquecimento sem causa e responsabilidade », ROA, Ano 42, 1982, p.. Daí que, entre responsabilidade e enriquecimento sem causa exista uma relação complementar, e não meramente subsidiária, e seja até possível o recurso ao instituto do enriquecimento, mesmo que o dano tenha sido removido pela indemnização decretada num processo de responsabilidade , nos casos em que o enriquecimento seja superior ao dano Diogo Leite de Campos, ob.