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-  Passemos ao conhecimento da questão Os recorrentes  A...  e  B....  defendem que o Tribunal a quo violou o disposto nos artigos 4, n. 1 e 4, do Código Penal ao não haver substituído aos penas de 8 e 10 meses de prisão que lhes foram aplicadas, alegando para o efeito, no essencial o seguinte: - A pena de 8 meses de prisão aplicada ao arguido  A...  foi suspensa na sua execução, porquanto entendeu o Tribunal a quo que o arguido foi condenado em Portugal apenas pela prática de crimes de condução sem habilitação legal e nunca antes lhe foi aplicada por nenhum tribunal nacional uma pena privativa da liberdade, não podendo menosprezar-se as circunstâncias de a última condenação que sofreu  em remontar a 2012, de ter dois filhos menores para sustentar e acompanhar e de a sua companheira ser doméstica  necessitando o agregado dos proventos do seu trabalho para assegurar uma subsistência, sendo que em face da factualidade objectiva apurada não é de excluir um prognóstico favorável à ressocialização daquele, mediante a mera ameaça do cumprimento efectivo de uma pena de prisão.