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transcrição supra – artigo 3);  Os factos descritos nos citados nos pontos 7 e 7 a 7 dos factos provados levaram o Tribunal a calcular uma indemnização no valor de 2500,00€ e a condenar a R./recorrente no pagamento ao A. do identificado montante;  A prova de específicas despesas com actividades profissionais para mais quando se destina a sustentar pedidos muito avultados de indemnizações por danos patrimoniais não pode bastar-se com declarações de testemunhas, muito menos quando as mesmas independentemente da credibilidade genérica que lhes possa ser até são partes interessadas no resultado dos respectivos depoimentos e nos valores a determinar;  No caso concreto, a R. não pode aceitar – e não aceita – que possa ser atribuída qualquer objectividade/validade às declarações acima convocadas, quando o que se percebe é que a esposa do A., ao atirar com valores de 40,00€/dia; 50,00€/dia; 60,00€/dia, podia ter dito quaisquer outros valores, em virtude de os mesmos não estarem comprovados ou contraditados por nenhuma outra prova;  Na realidade, fica-se sem se saber não o sabe a R. e não o saberá o qual o fundamento e a razão de ser dos valores e períodos adiantados pela testemunha, antes se afigurando os mesmos absolutamente aleatórios e não comprovados, sendo, por isso, inaceitáveis;  Devem, portanto, os factos constantes dos referidos pontos 7 e 7 a 7 ser dados como não provados; Pelo exposto, concluindo-se ter havido erro na apreciação da prova, que impõe decisão diversa quanto à matéria de facto julgada provada e não provada, deverá revogar-se a sentença recorrida na parte correspondente e alterar-se aquela matéria no sentido supra descrito, com as devidas consequências no âmbito das indemnizações fixadas; N. Quanto à indemnização fixada a título de perda de capacidade de ganho:  "O Autor está totalmente incapacitado para o seu trabalho habitual, que é o de motorista” ponto 3 dos factos, mas "As sequelas de que ficou portador, em termos de repercussão permanente na atividade profissional, são impeditivas do exercício da atividade profissional habitual de, sendo de admitir  a sua compatibilidade com outras profissões da área da preparação técnico-profissional do autor” ponto 9 dos factos provados – negrito e sublinhado;  Decidir, como decidiu o douto Tribunal a quo, calcular o dano em apreço dano patrimonial com base numa "incapacidade permanente absoluta 100%)” traduz uma contradição dos fundamentos da sentença face à matéria de facto provada e significaria um nítido benefício injusto e injustificado do A., com um consequente enriquecimento sem causa que não se aceita;  Com o devido respeito, qualquer indemnização que venha a ser concedida ao A./recorrido a título de perda de capacidade de ganho e a calcular para o futuro terá sempre de ser significativamente reduzida – julga-se que na ordem de um terço – em virtude de, como resultou provado, as sequelas de que o A. padece serem compatíveis com outras profissões da área da respectiva preparação técnico-profissional note-se que não está em causa uma mera capacidade laboral indiferenciada; e recorde-se que o A. pode, por exemplo, desempenhar – e desempenha – actividades na Comissão de Festas de ... a que pertence, no âmbito da;  A manter-se o teor da douta sentença, depois de receber, de uma vez, a indemnização correspondente a rendimentos hipotéticos relativos a 23 anos, o A. poderá vir a auferir – duplicadamente – outros rendimentos em contexto laboral e, atingida a idade da reforma, auferirá para além do referido montante indemnizatório) as correspondentes pensões sociais, desse modo enriquecendo indevidamente;  A indemnização do A., pela perda de capacidade de ganho, deverá ser de 092,77€ – nos termos acima explicitados – e não os 11167,14€ calculados na sentença recorrida; O. Quanto à indemnização fixada para contratação de terceiros para execução de tarefas agrícolas:  Tendo em conta o que se deixou explanado acerca da falta de prova dos pontos 7 e 7 a 7 e considerando o disposto no artigo 342, n 1 do Código Civil, não estando demonstrados os danos invocados neste contexto nenhuma indemnização deverá ser concedida ao A. a título de despesas acrescidas na execução de actividade agrícola;  E recorde-se, ademais, que, como se decidiu no douto Ac.