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Quanto à invocada violação do princípio "ne bis in idem”, pelo recorrente AA, relativamente à sua punição pela prática de dois crimes de branqueamento de capitais, alegando que ") a norma do artigo 36-A, do Código Penal, padece de inconstitucionalidade por violação do disposto no artigo 2, n. 5, da CRP”, ao valorar duplamente os factos que, em seu entender, consubstanciam uma dupla punição, que a Constituição não permite, defendendo que ") o branqueador terá de ser pessoa diversa da que cometeu a infração geradora das vantagens, pelo que se deve considerar como co-punido, logo não dotado de autonomia, o branqueamento de capitais obtidos pelo próprio através do facto principal”, consideramos, tal como o fez o acórdão recorrido, que estamos perante crimes que protegem bens jurídicos diferentes.