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Na verdade, atentos os contornos da atividade de tráfico de estupefacientes que resulta fortemente indiciada que vinha a ser desenvolvida pelo arguido/recorrente, juntamente com o seu companheiro, ao longo de um período de tempo de, pelo menos, seis meses - de abril a 29 de setembro de 2021 -,  contando com a colaboração de terceiros, sendo um deles o coarguido R e outro o suspeito , que se ausentou para parte incerta,  apesar de o arguido e o companheiro terem atividade profissional, de onde retirariam proventos, que na versão do recorrente, ascenderiam a cerca de €000,00 mensais, recorrendo à atividade de tráfico, como forma de aumentar os proventos económicos auferidos, não existem razões para acreditar que a aplicação ao arguido/recorrente de medida coativa não privativa da liberdade, ou mesmo, da medida de coação de obrigação de permanência na habitação, com vigilância eletrónica, prevista no artigo 201 do CPP, fosse suficiente para prevenir os perigos que, em concreto se verificam.