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Assim, a validade da citada cláusula será apreciada à luz do artigo 1, que proíbe cláusulas contratuais gerais contrárias à boa fé, e do artigo 1, al., que classifica como cláusulas relativamente proibidas aquelas que «Imponham ficções de receção, de aceitação ou de outras manifestações de vontade com base em factos para tal insuficientes», ambos os preceitos aplicáveis às relações com consumidores por força do artigo 2 do citado diploma legal, bem como à luz do artigo -A da Lei de Defesa do Consumidor na redação da Lei n. 47/2014, de 28-07), que se refere precisamente à questão dos pagamentos adicionais e que resultou da transposição do artigo 2 da Diretiva 2011/83/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de outubro de 201     O artigo -A, sob a epígrafe Pagamentos adicionais, dispõe o seguinte:  «1 - Antes de o consumidor ficar vinculado pelo contrato ou oferta, o fornecedor de bens ou prestador de serviços tem de obter o acordo expresso do consumidor para qualquer pagamento adicional que acresça à contraprestação acordada relativamente à obrigação contratual principal do fornecedor de bens ou prestador de serviços.