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Juíza ter podido concluir que: - a AT afirma, de forma conclusiva, que a impugnante é um sujeito passivo misto de IVA, baseada em elemento constante do sistema de registo de contribuintes, abstraindo da efectiva actividade levada a cabo; - que esse elemento cadastral faz referência à aplicação do método da afectação real; -a impugnante, no ano de 2002, declarou unicamente operações tributadas, não resultando evidenciada a existência de operações isentas que não confiram o direito à dedução; - daí que não se possa concluir ser a impugnante é um sujeito passivo misto; - tendo a impugnante apenas declarado em sede de IVA operações tributadas à taxa normal, o que não é de modo algum posto em causa pela AT, isso implica que todas as despesas suportadas conferem direito à dedução; - pelo que, tendo a impugnante apenas praticado operações tributadas, e não resultando de forma alguma evidenciado que o IVA suportado não respeite a tal actividade, decorre que não se reúnem as circunstâncias para a aplicação do pro rata de dedução, uma vez que sendo apenas praticadas operações tributadas há direito à dedução integral do IVA suportado.