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E mais ainda, não foram concretizados os proveitos que a Requerente aufere com aquela exploração e de que forma a privação destes se refletirá na sua solvabilidade e cuja prova teria que ser feita com recurso a prova.”; 1 - Já quanto ao alegado pela Recorrente, no sentido de que esta pretensa situação de facto consumado – que não se verifica – a afecta não só a ela como a outras empresa que lhe prestam serviços, arvorando-se, também, em defensora da salvaguarda dos interesses públicos, reflectidos na necessidade de existência de aterros, importa salientar que também a este respeito se pronunciou, e bem, a douta sentença recorrida, ao referir expressamente, que ") quanto aos prejuízos de difícil reparação, quer os decorrentes do exercício da sua atividade, quer o de empresas terceiras, também nada é concretamente alegado que permita ao Tribunal concluir pelo preenchimento do requisito em análise.”; 1 - Por outro lado, e tal como já foi sufragado no âmbito do processo cautelar n. 374/27BEPNF, importa ter em consideração que uma boa parte dos resíduos depositados no aterro aqui em causa resulta da importação dos mesmos, designadamente de Itália, pelo que não é razoavelmente curial vir, agora – embora de forma mais ou menos indirecta – alegar a protecção do meio ambiente e da necessidade da existência de aterros como aquele que explora, quando o seu intuito se traduz apenas no lucro – o que se compreende porque se trata de uma empresa comercial – e não em qualquer preocupação ambiental; 1 - A Recorrente limita-se, assim, a subsumir o periculum in mora a afirmações vagas, hipotéticas e sem qualquer concretização, não tendo cumprido o ónus geral de alegação da matéria de facto integradora do requisito legal do periculum in mora, enquanto pressuposto necessário para a concessão da providência requerida Neste sentido, o douto Acórdão do Tribunal Central Administrativo Norte, de 03/06/2016, proferido no âmbito do processo n. 00033/15BECBR, relatado por Joaquim Cordeiro e disponível in www.dgsi.pt, bem como o douto Aresto do Tribunal Central Administrativo Norte, de 08/07/2011, proferido no âmbito do processo n. 00816/10BEPRT e, ainda, António S. Abrantes Geraldes in "Temas da Reforma do Processo Civil”, volume ,  edição, pág.