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Menezes Cordeiro, Manual de Direito das Sociedades, , Das Sociedades em Geral, 2004, p.609).  . A actuação do Requerente configura um manifesto abuso do exercício do seu direito à informação, sendo extremamente relevante o facto de o Requerente fazer imputações graves à actuação dos Requeridos que não concretiza, de ter deixado passar 3 anos sobre a posse dos documentos sem sequer pedir explicações à Requerida sobre as alegadas irregularidades, de incluir 6 exercícios no novo pedido de documentos e de, como se demonstrou, nem sequer conseguir interpretar tudo quanto já tem em seu poder. . Não é exigível a uma sociedade que disponibilize recursos administrativos, internos e externos, pondo-os ao serviço permanente de um socio minoritário que "inunda” a sociedade com sucessivos pedidos de informação. . Para preparação da contestação neste processo, e recolha de elementos explicativos, com junção de 133 documentos, já foram despendidos recursos que manifestamente se não justificam e tudo para tentar provar alegadas graves irregularidades, sem que tenha conseguido fazer qualquer prova – matéria de facto não provada de SS a – concluindo o Tribunal que nenhum facto resultou provado e que os Requeridos explicaram cabalmente os actos que lhe eram imputados .