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Sendo certo ademais que os arguidos recorrentes quando clamam nos respetivos recursos pela redução dessas mesmas penas fazem-no exacerbando a valoração subjetivizada em pontos essencialmente referentes às necessidades de prevenção especial, focados na sua situação pessoal passada e presente, assim como na eventualmente futura, que subjetivamente acreditam ser mais auspiciosa, desculpando-se com a sua toxicodependência, ignorando que a mesma, pela sua duração, pela ausência de empenhamento pessoal no seu tratamento efetivo, reforçam a perigosidade relativamente à possibilidade de comportamentos ilícitos futuros, do mesmo modo que a tornam ético-juridicamente censurável, sendo que, por outro lado, acabam por obnubilar outros factos que também no âmbito das necessidades de prevenção especial importa considerar, como os abundantes antecedentes criminais, pela prática reiterada de crimes graves, que em si já apontam claramente, quer para um maior afastamento da pena do limite mínimo da moldura penal aplicável, quer para sustentar um juízo de prognose negativo quanto à possibilidade da suspensão da sua execução, nos casos em que formalmente tal se mostraria possível, precisamente porque, quer em razão de um juízo de prognose negativo quanto ao cumprimento da pena em liberdade, sem cometer crimes, quer em função das necessidades de prevenção geral, uma e outra solução se impunham, a pena concretamente aplicada porque já situada num limiar mínimo indispensável à salvaguarda e reforço da norma violada e assim também da confiança da comunidade no ordenamento jurídico, e a não suspensão da sua execução porque o cumprimento efetivo da pena de prisão se impõe também para salvaguardada das necessidades de prevenção geral, isto é, "das necessidades de reprovação e prevenção do crime” Jorge de Figueiredo Dias, como na nota 9, p..  Assim sendo, não fora a alteração da qualificação jurídica dos factos, em resultado do provimento dado ao recurso interposto pelo Ministério Público, seriam de manter as penas concretamente aplicadas pelo Tribunal a quo, pelas razões acima referidas.