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Ou seja, não configura uma pena acessória porque se basta com um facto ilícito típico, não carecendo de estar verificada a culpa na sua produção, mas também não configura uma medida de segurança, uma vez que esta implica que se confirme a perigosidade do agente de vir a praticar factos homogéneos a pena exige culpa, a medida de segurança exige a perigosidade do agente, a perda basta-se, muito prosaicamente com a existência de vantagens patrimoniais obtidas através da prática de um crime” vide Revista Portuguesa de Ciência Criminal n 2, "Sentido e função do instituto da perda de vantagens relacionadas com o crime no confronto com os meios de prevenção de criminalidade reditícia”).