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As vantagens de atribuir a um mesmo tribunal ou a possibilidade de julgar os casos em que vários crimes eram cometidos pela mesma pessoa ou por várias pessoas foram sendo reconhecidas, paulatinamente, ao longo do tempo, remontando - como explica José Lobo Moutinho, in a Competência por conexão no Novo Código de Processo Penal, 1992, Direito e Justiça - Revista da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa - ao direito Romano, estando presentes nas Ordenações, nas Reformas Judiciárias do século e no Código de Processo Penal de 192  A organização de um só processo para o julgamento conjunto de uma pluralidade de crimes, reflectindo-se na alteração da competência do tribunal com o afastamento o principio do juiz natural, justifica-se, não só por razões de economia processual, mas também, da boa administração da justiça penal juntando processos conexos será provavelmente mais esgotante a produção probatória e respetiva cognição), o prestígio das decisões judiciais minorando o perigo de uma pluralidade de decisões sobre infrações conexas se contradizerem e a vantagem dela advinda para o agente, que, julgado conjuntamente, pelos diversos crimes, vê a sua situação jurídico-penal unitariamente definida.