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Significaria que, nuns casos, os Recorrentes teriam a possibilidade de ver o seu direito constitucional à inviolabilidade da correspondência processualmente mais convenientemente acautelado pois seria assumido que os mesmos não entregaram voluntariamente quaisquer emails e que, não consentiram na sua apreensão e acesso ao respetivo conteúdo, podendo, a partir daí, defender-se com maior amplitude, pois o regime do artigo 1 da Lei do Cibercrime e do artigo 17 , n. 3, CPP estaria plenamente em;  Enquanto, noutros casos, os mesmos Recorrentes seriam completamente desprotegidos, quanto à mesma matéria pois partir-se-ia do pressuposto de ter existido, no processo, uma entrega voluntária dos seus emails, e um inerente consentimento quanto à apreensão e junção de tais emails ao processo, não havendo qualquer escrutínio que os Recorrentes pudessem, daí em diante, fazer, com apelo ao regime do artigo 1 da Lei do Cibercrime e do artigo 17 , n. 3, CPP, em relação à atividade que as autoridades judiciárias, a esse propósito, !).