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Acresce, resultar claro da factualidade dada como provada nos ns 32-A, 32-A e 32-, que a autora AA, quando requereu, em 2015, a instauração de processo de inventário n 83/15 por óbito do FF, tinha perfeito conhecimento de que os bens objeto da escritura de compra e venda outorgada a  de abril de 2014 faziam parte do acervo de bens a partilhar e que esses mesmos bens, ou o produto da respetiva venda, não foram relacionados no âmbito do referido processo de inventário, por determinação do Notário que, considerando-os "coisa litigiosa”, decidiu que os mesmos não seriam aditados à relação de bens até à decisão final que viesse a ser proferida na presente ação, o que nos conduz, necessariamente, à conclusão de que a venda simulada não teve, no caso dos autos, a virtualidade de produzir, como resultado, a ocultação dolosa de bens da herança.