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Ora, de acordo com o disposto no artigo 412 n 3 do CPP, quando se pretende impugnar a decisão relativa à factualidade, impõe a lei um específico dever de motivação e formulação de conclusões do recurso nesta matéria, sendo ónus do recorrente especificar: a) Os concretos pontos de facto que considera incorrectamente julgados; b) As concretas provas que impõem decisão diversa da recorrida; ) As provas que devem ser renovadas.” Acrescentando o n. 4 do mesmo artigo que: "Quando as provas tenham sido gravadas, as especificações previstas nas alíneas e do número anterior fazem-se por referência ao consignado na acta, nos termos do disposto no n. 2 do artigo 36, devendo o recorrente indicar concretamente as passagens em que se funda a impugnação”.