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Quanto ao pressuposto do fumus boni iuris, alega o requerente que o mesmo está preenchido por a DUP padecer de uma panóplia de vícios que elenca de forma prolixa mas cuja enunciação se alcança nos seguintes termos:  a) O requerente não foi notificado da resolução de expropriar nem do relatório de avaliação que suporta a proposta indemnizatória nem do relatório ad perpetuam rei memoriam nem recebeu qualquer notificação referente ao procedimento de AIA, EIA, TUA, DUA;  b) Tendo o requerente mais de 90 anos de idade, a utilização de avisos públicos e meios eletrónicos para cumprir o princípio da participação do público em decisões no domínio do ambiente viola o disposto no n. 4 do artigo  da Diretiva 2011/92/UE do Parlamento Europeu e do Conselho de 13 de dezembro de 2011 bem como o artigo 2, n. 3, do RJAIA;  ) A requerida Metro do Porto, S.A., não tem poderes para proferir qualquer resolução de expropriar o imóvel do requerente, nem para requerer ao Ministério do Ambiente a DUP nem para proceder a expropriações;  ) A requerida Metro do Porto, S.A., antes de requerer a DUP, não diligenciou no sentido de adquirir os bens pela via do direito privado, em violação do disposto no n. 1 do artigo 1 do Código das Expropriações;  e) A urgência da DUP carece de fundamento;  f) A DUP padece de falta de fundamentação pois não contém:  a) a norma habilitante;  b) os bens a expropriar no caso do Requerente apenas será expropriada uma parte com 580m2 do imóvel de que o mesmo é proprietário; nem no texto do despacho, nem nas plantas anexas, nem no quadro anexo está definido em concreto que parte do imóvel do Requerente é expropriada, pelo que não se consegue perceber, em concreto, o que é que vai ser expropriado ao; ) a previsão do montante de encargos a suportar com a expropriação;  ) o previsto em instrumento de gestão territorial para os imóveis a expropriar;  e) o previsto em instrumento de gestão territorial para a zona da localização dos imóveis a expropriar;  g) A DUP foi proferida pelo Secretário de Estado da Mobilidade, pelo que padece de vício de incompetência; h) Em fase de EIA, DIA, a demolição da totalidade casa de habitação do requerente não foi considerada como algo que iria acontecer, pelo que a DUP viola o artigo 2, n. 3, do RJAIA;  ) Não foi cumprido o disposto no artigo 2, n. 1, alíneas e, do Código das Expropriações, sobre as condições de efetivação da posse administrativa;  j) O relatório ad perpetuam rei memoriam é omisso na parte do edificado e do existente no jardim;  k) É incorreta a avaliação efetuada em fase de estudo prévio e que levou à adoção do traçado que prevê a demolição do imóvel do requerente na medida em que não foram considerados fatores sócio económicos e da vida humana, designadamente a idade, o estado de saúde do requerente e que o mesmo reside há 40/50 anos do imóvel em causa, de sua propriedade, não tendo sido considerado ainda que também na propriedade do requerente há diversas árvores com interesse paisagístico e há sobreiros, que serão afetados pela intervenção;  ) A demolição integral da casa, da piscina e de parte do jardim do requerente não se mostra necessária à execução do traçado escolhido pois o mesmo, naquela zona, entra em túnel, fazendo-se a escavação com cerca de 2 metros de recobrimento, podendo ter sido considerada a opção da linha entrar em túnel a distância e profundidade maior do que a prevista, o que permitia ao metro passar no solo subterrâneo da casa do requerente, mantendo-se a mesma ou até reconstruindo a mesma após a conclusão das respectivas obras nesse local;  ) O projeto de execução não foi desenvolvido de acordo com a alternativa 3 do Estudo Prévio e do Estudo de Impacte Ambiental;  n) A avaliação de impacte ambiental não identificou, descreveu nem avaliou de modo adequado "os efeitos diretos e indiretos de um projeto sobre os fatores ali referidos”, em violação do artigo , alínea, da DAIA;  o) A opção de demolição integral da casa de habitação do requerente padece de fundamentação;  p) Os princípios comunitários da prevenção e da ação preventiva também impunham que a intervenção a tinha de ser precedida de um procedimento de avaliação e de ponderação à luz da proporcionalidade e necessidade e também de avaliação de impacte ambiental, coisa que jamais aconteceu.