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Ora, conforme claramente enunciado pelo arguido Luís Prates, único recorrente, o presente recurso não tem por objeto a condenação pelo crime de desobediência por recusa em submeter-se às provas estabelecidas para a deteção do estado de influenciado pelo álcool, mas apenas a sua condenação como autor de um crime de resistência e coação sobre funcionário, p. e p. pelo artigo 347, n 1 do Código Penal, na pena de 14 meses de prisão, suspensa na sua execução pelo período de 14 meses, por entender não estar preenchido o elemento objetivo deste tipo de crime, visto que o seu comportamento não assumiu os contornos de violência ou ameaça grave que a norma exige, pois não pode considerar-se o esbracejar do arguido, num contexto de ânimos exaltados, como violência ou ameaça grave.