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Do assim decidido, os réus interpuseram recurso de apelação, terminando as respectivas alegações com as seguintes conclusões: 1- A Sentença recorrida obriga os Recorrentes a violar o sigilo profissional médico a que estão adstritos que e, concomitante, permite que a Recorrida proceda ao tratamento de dados pessoalíssimos dos pacientes das Recorrentes acesso aos respectivos processos clínicos a fim de que seja "efectuada a conciliação entre as patologias clínicas objecto de cuidados médicos e as aludidas facturas.” 2- A protecção do "segredo médico” em si nas suas variadas acepções e refracções jurídico-normativas), tem como radical último a protecção de direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, vale por dizer, a reserva da intimidade da vida estritamente privada dos seus pacientes que ademais são terceiros em relação à relação jurídico-tributária em que assenta a pretensão da.