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A circunstância de o auxílio poder ser prestado por que se no local da ocorrência, não afasta o especial ou especifico dever que recai sobre o agente, na situação prevista no n. 2 do artigo 200 do CP, de prestação do auxílio Quanto ao elemento subjetivo, o crime de omissão de auxílio é de estrutura dolosa, exigindo-se para o seu preenchimento, o dolo, em qualquer das suas modalidades, bastando, para o efeito, que o agente conhecendo a situação de facto da qual deriva a necessidade de prestar auxílio, represente que a vítima corre risco de vida ou de lesão grave da sua saúde ou liberdade, e voluntariamente se abstenha de lhe prestar auxílio, conformando-se ou mostrando-se indiferente perante essa situação de perigo Assim e citando o que escreve Vanessa Filipa Leitão de Azevedo9 «Existe dolo sempre e quando o omitente conheça a situação típica, seja capaz de realizar os actos que se revelam necessários ao afastamento do perigo para o bem jurídico e, mesmo assim, se abstenha de actuar, conformando-se com a manutenção da situação de necessidade e perigo, como consequência possível da sua conduta.