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Efetivamente, a avaliação global e interligada das circunstâncias do caso em análise –  mormente as relativas à variedade de produtos estupefacientes, associada às expressivas quantidades detidas pelo arguido, à sofisticação de meios revelada pela detenção de duas balanças de precisão e de substâncias de corte dos produtos e à elevada quantia em dinheiro também encontrada na posse do arguido – conduz-nos a um quadro de ilicitude que, a nosso ver, não se enquadra na razão de ser do tipo privilegiado constante do artigo 25, conquanto tal ilícito penal se destina a sancionar o tráfico de estupefacientes de pequena dimensão, entendido este como o que se verifica em escala reduzida, relativo a quantidades não significativas de estupefacientes, operando sem recurso a métodos organizados e sem qualquer tipo de sofisticação, praticado pelos chamados "dealers” de rua e que claramente se demarca do tráfico de grande ou de média dimensão previsto e punido pelo artigo 21 do n. 15/93, de 22 de Janeiro.