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Ainda se explicitou no acórdão recorrido que a fundamentação da AT revela incongruência, «pois se a margem efectivamente declarada pela Impugnante no exercício de 2000 é inferior à do ano de 1999, tal não poderá deixar de constituir um indício de que a Impugnante, ao contrário do que a Administração Tributária advoga, não terá laborado de forma idêntica nos dois exercícios», pelo que « o critério utilizado para quantificar a matéria tributável, no que respeita à margem s/ CEVC de 146,8%, não está fundamentado em elementos de facto possíveis e comprováveis, aptos a suportar a conclusão alcançada pela Administração Tributária», acrescendo que «, quanto à margem de rentabilidade fixada pela Inspecção Tributária, de 15%, e sem embargo das boas intenções manifestadas em prol de se beneficiar o contribuinte, que a utilização daquela margem não se encontra minimamente sustentada».