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Também não bastam, nesta matéria, os depoimentos das testemunhas Professor Doutor , médico cirurgião, que efectuou a segunda e a terceira cirurgias à falecida senhora, relatou que a mesma estava em infecção generalizada por causa da 1 cirurgia ao abdómen; verificou que havia uma perfuração no intestino; a senhora tinha uma doença de base que era o cancro nos ovários; os níveis de dor eram baixos, havendo medicação para isso, mas ela teve consciência de que as coisas não estavam a correr bem; considerou óbvio que a incisão teve a ver com a primeira operação; a perfuração pode ter ocorrido por haver aderências, "ao puxar pode rasgar”, pode ser causada por uma pinça eléctrica, pode ser uma queimadura e que as consequências só se verificam alguns dias depois e Dr. O, médico ginecologista, que interveio no processo disciplinar movido pela Ordem dos Médicos, como conselheiro do Colégio da Especialidade e que confirmou o parecer para o acórdão da OM supra referido, apenas tendo analisado a documentação clínica, sem audição de testemunhas, porque não foram indicadas na participação aquela Ordem profissional, nem falou com o réu médico; mais declarou que da análise da documentação não resultou óbvia nenhuma violação das leges artis, tendo a situação ocorrida sido possível nesta tipo de intervenção; não houve qualquer elemento que permita considerar que houve qualquer constatação da perfuração na primeira intervenção; essa perfuração pode ter ocorrido por ter existido uma perfuração não visível, porque são cirurgias com muito sangramento, sem planos anatómicos; a perfuração pode também resultar de uma necrose em segundo tempo.