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Ideia com a qual estamos de acordo e que revela a grande preocupação de encontrar a solução justa a partir do caso concreto, e não partindo de pré-juízos puramente conceituais e desfasados da realidade.11 Ora, o Prof. Henrique Mesquita, no sentido de encontrar um critério geral que permita todos os casos em que o problema se possa colocar, defende as seguintes soluções: a)- Devem considerar-se ambulatórias todas as obrigações reais de "facere” que imponham ao devedor a prática de actos materiais na coisa que constitui objecto do direito real ilustrando depois esta solução como alguns; b)- Devem considerar-se não ambulatórias todas as demais obrigações "propter rem”, com excepção daquelas cujos pressupostos materiais se encontrem objectivados na coisa sobre que o direito real incide; )-.12 No âmbito das não ambulatórias este professor ilustre com o exemplo da obrigação de os condóminos de edifícios em regime de propriedade horizontal pagarem, proporcionalmente ao valor das respectivas fracções autónomas, a parte que lhes couber nas despesas, já efectuadas, para os fins indicados no n 1 do artigo 142 do Civil despesas necessárias à conservação e fruição das partes comuns do edifício e ao pagamento de serviços de interesse.