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A partir daqui, independentemente da análise mais generosa vertida na decisão recorrida, que ponderou alguns elementos que, como vimos, não poderiam ser considerados nos autos, resta apenas, como é natural, constatar que a factualidade apurada nos autos é insuficiente para permitir uma percepção da realidade em termos de se afirmar que o Recorrente não é responsável pela falta de pagamento das liquidações que constituem a dívida exequenda, até porque, como se disse, trata-se de matéria que teria de ser explicitada e desenvolvida em termos de evidenciar o comportamento da sociedade executada e dos seus administradores, nomeadamente o ora Recorrente, o que implicava a descrição da evolução da actividade da sociedade durante o período em que surgiram as dívidas exequendas para traduzir de forma cabal as condições e de que forma se desenvolveu a actividade da sociedade e a situação da mesma na altura em que deixou a referida sociedade para, com este enquadramento, se poder evidenciar a reclamada ausência de culpa do Recorrente pela falta de pagamentos das liquidações que constituem a dívida exequenda, o que significa que tem de concluir-se, como fez a decisão recorrida, no sentido de que o Recorrente não fez prova de tal matéria, pois que, repete-se, no regime do artigo 2, n. 1, alínea da LGT, porque beneficia da presunção legal de que o gerente agiu culposamente, a AT não tem que provar essa culpa – cfr., neste sentido, o Acórdão deste TCA Norte, de 14/01/2016, proferido no âmbito do processo n. 672/16BEBRG.