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Em conformidade com este entendimento, no caso dos autos, com referência à conduta do arguido descrita nos pontos  e 1, estando provado que se introduziu, através de uma janela, na habitação pertencente a AL e que uma vez no seu interior percorreu as diversas divisões à procura de objetos de valor que pudesse levar consigo, não tendo contudo, encontrado nenhum objeto de valor e, por esse motivo, nada subtraiu desse local, não constando da matéria de facto provada, se, na referida habitação, existiam bens passíveis de poderem ser subtraídos pelo arguido e, na afirmativa, qual o respetivo valor, haverá que considerar este como diminuto, afastando-se a qualificação do furto, nos termos previstos no n. 4 do artigo 20  Conclui-se, assim, que o crime de furto tentado praticado pelo arguido, é desqualificado, integrando o crime de furto simples.