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Acresce que, como é referido na decisão recorrida, a versão dos factos contada pela menor prevaleceu sobre a que foi apresentada pelo arguido, pela forma espontânea e genuína como a menina explicou o que é que o pai lhe fez e quando, esclarecendo ainda o Tribunal a quo que a menor apresentou a mesma versão dos factos em todos os momentos em que foi solicitada a descrever os comportamentos de cariz sexual que o pai assumiu consigo, designadamente, quando contou os factos à sua madrinha, a testemunha RL, depois à sua mãe, a assistente MF, como estas próprias explicaram em audiência de discussão e julgamento em que reproduziram o relato que a menor lhes fez, no Verão de 2014, bem como quando foi conduzida ao Hospital de Santarém, conforme ficha de sinalização de 19 de Julho de 2014 do Núcleo Hospitalar de Apoio à Criança e Jovem em Risco do Hospitalar de Santarém de fls.