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5 Raciocínio que conduziu à referida alteração dos pontos 20, 21 e 22 da decisão sobre a matéria de factos, nos seguintes termos: ) no ponto 20, ao invés de constar que os Recorrentes não tiveram conhecimento da proximidade dos pipelines, deu-se como provado que «não atribuíram relevância à proximidade das referidas tubagens»; ) no ponto 21, acrescentou-se «por óbvia inerência» que, «elaborado o projecto pelos Recorrentes «nenhuma concreta referência se fazia quanto à presença de ou proximidade das tubagens de gás e combustíveis líquidos, e nenhuma relevância ou implicação se atribuía a tal relevância próxima»; ) no ponto 22, ao invés de se dizer que o plano se segurança e saúde em projecto elaborado pelos Recorrentes era omisso quanto à realização de trabalhos nas proximidades de tubagens de gás e combustíveis líquidos, passou a constar que o mesmo plano, «apesar de conter a referência a situações específicas de trabalhos nas proximidades de substanciais combustíveis ou inflamáveis na zona dos trabalhos, nada previa, como se impunha, no tocante aos procedimentos de segurança destinados a evitar os riscos decorrentes da intervenção pretendida nas proximidades do equipamento de transfega de gás e combustíveis líquidos, protegendo este último ou diligenciando pela sua inertização ou supressão, o que era possível».