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20 Cf., de entre vários, os acórdãos do STJ de 12010-processo 4028/09TBVIS.CS1, 22010-processo 8629/04TBBRG.GS1, 14-9-2010-processo 267/00TBVCD.PS1, 32010-processo 935/07TBPTL.GS1, 012010-processo 2171/06TBCBR.CS1, 212010-processo 1331/200PS1, 112010-processo 270/05TBOFR.CS1, 02011-processo 3042/09TBPNF.PS1 que considerou não excessiva uma compensação de € 90 000 de danos decorrentes de lesões físicas dolorosas, que implicaram sucessivas intervenções cirúrgicas, internamento por tempo considerável, dano estético relevante e ditaram sequelas irremediáveis e gravosas para o padrão e a qualidade de vida pessoal do lesado limitação da mobilidade do pé, flexão plantar de 8 e flexão dorsal de 5; IGP de 29,5 %, sujeita a evolução desfavorável, convergindo para o valor de 39,5 %; quantum doloris fixável pelo menos em grau 5 numa escala de 7; dano estético de grau 4, em escala de 7; prejuízo de afirmação é do grau 3 em escala de 5; prejuízo sexual fixável em grau 2, numa escala de; considerou-se, ainda, que importa ponderar se os valores arbitrados se harmonizam com os critérios ou padrões que, numa jurisprudência actualista, devem sendo seguidos em situações análogas ou equiparáveis e que se deverá aderir inteiramente ao entendimento segundo o qual, em situações limite de numerosas lesões físicas, de elevada gravidade e sofrimento para o lesado, acarretando profundíssimos sofrimentos e sequelas, o valor indemnizatório arbitrado como compensação dos danos não patrimoniais não tem como limite as quantias geralmente arbitradas a título de compensação da lesão do direito à vida, podendo excedê-lo, 02011-processo 524/09TCGMR.GS1 tendo o lesado com 23 anos de ficado a padecer, em resultado do acidente, de uma incapacidade permanente geral de 90 %, um quantum doloris de 6/7, um dano estético de 6/7 e um prejuízo sexual gerador de impotência, resumindo-se a sua vida às idas à fisioterapia e a permanecer em casa, sentado ou deitado, concluiu-se, perante tal quadro fáctico e sendo a vida humana o bem supremo, que a situação do autor podia considerar-se uma contínua e diária perda desse bem, prolongando-se tal calvário por toda a sua vida, mostrando-se equitativamente adequado fixar em € 250 000 o montante da compensação pelos danos não patrimoniais, 202013-processo 4072/00TVLSB.CS1 no qual, após a indicação de diversos arestos do STJ sobre a problemática da fixação da compensação por danos não patrimoniais, se considerou adequado o valor indemnizatório de € 125 000 para compensação  dos seguintes danos não patrimoniais sofridos pelo lesado no período temporalmente prolongado que precedeu a morte: acidente que originou lesões múltiplas, nomeadamente gravosas lesões cerebrais e neurológicas, que implicaram – para lesado com cerca de 40 anos - um estado clínico persistente e irreversível de coma vegetativo, prolongado por quase 6 anos, abrangendo, quer os 3 anos de internamento hospitalar, quer o período posterior, em que o lesado teve alta e permaneceu em casa dos seus familiares, acamado e totalmente dependente para as mais elementares actividades da vida diária e de subsistência física, até acabar por sucumbir às gravíssimas sequelas das lesões causadas pelo acidente - não ficando demonstrado que o lesado, nesse prolongado estado de coma,  tivesse face à inconsciência profunda e perda de funções efectiva consciência do estado de total incapacidade em que se encontrava, 02014-processo 436/11TBRGR.LS1 atribuição de um montante compensatório de € 80 000 a sinistrado de 25 anos com incapacidade temporária profissional de 221 dias, incapacidade permanente geral de 25 %, quantum doloris  de grau 4 numa escala de 7 e dano estético de grau 3 numa escala de 7; No respectivo sumário concluiu-se que "na fixação dos montantes relativos às compensações por danos não patrimoniais emergentes de acidentes com veículos abrangidos pelo seguro obrigatório, há que atender fundamentalmente à gravidade das lesões e respectivas sequelas, em conjugação com os valores que vêm sendo fixados pelos tribunais" e que "nesta fixação não se justifica o recurso a parcelas autónomas, nomeadamente uma respeitante aos danos estéticos”, 02014-processo 654/07TBCBT.GS1 fixação de uma compensação de € 150 000 a sinistrado com a idade de 27 anos, com sequelas que lhe determinaram uma incapacidade permanente geral de 39 pontos e incapacidade absoluta para o trabalho, publicados no "site” da dgsi.