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Vaz Serra, RLJ, 11 – 151, podendo nela distinguirem-se três graus:  culpa levíssima, que é aquela que só as pessoas extremamente diligentes podem evitar;  o de culpa leve, que é aquela em que não cairia uma pessoa de vigilância ou diligência média;  o de culpa grave, que é aquela em que o agente usa de uma diligência abaixo do mínimo habitual, procedendo como pessoa extremamente desleixada  Por outro lado, e para Galvão Teles, Direito das Obrigações 274, 4 edição, quer a culpa grave quer a leve correspondem a condutas de que uma pessoa normalmente diligente – o bonus pater - se absteria, consistindo a diferença entre elas em que a primeira só por uma pessoa particularmente negligente se mostra susceptível de ser cometida, apresentando-se por isso como uma culpa grosseira, correspondente à "magna negligentia” dos romanos.