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–Nas suas alegações formulou as seguintes conclusões: A.- De acordo com a douta decisão ora recorrida, foi declarada a indivisibilidade da fração autónoma designada pela letra "R” correspondente ao segundo andar - A, com arrecadaçâo na cave, do prédio urbano em regime de propriedade horizontal sito na Rua Cidade de S... P..., n. ...-  A Urbanizaçâo de S... .. - S... .., Concelho de S______, freguesia de S... .., descrito na Conservatória do Registo Predial de A_____---C____ sob o n. ....., e inscrito na respetiva matriz predial urbana sob o artigo ....... da mesma freguesia, com o valor patrimonial de € 9693,93 noventa , seiscentos e noventa e três euros e noventa e três cêntimos) e que pertence em compropriedade, na proporção de metade, a cada um, Requerente e Requerido, ora alegante respetivamente; B.-Foi rejeitado liminarmente o pedido reconvencional peticionado pelo Requerido, ora Alegante; -No que concerne ao pedido reconvencional, entendeu o Tribunal "A quo” ser o mesmo inadmissível por não ter cabimento na tramitação própria prevista para este processo especial de divisão de coisa comum, antes devendo ser deduzida em ação declarativa comum; -Mais, considerou o Tribunal "A quo” que, mormente as questões entre o ex-casal relativas ao pagamento das prestações dos mutuos contratados, tratam-se de relações obrigacionais, as quais, juntamente com as respetivas garantias, em nada são beliscadas pela divisão do bem; E.-Salvo o devido respeito, não concorda o ora Recorrente com tais entendimentos; F.-Ora, é indispensavel para a justa composição do litígio, ou seja para uma consciente decisão dos interessados em conferência fase que esteja devidamente dirimida a questão de saber se o Requerido tem ou não direito a haver da Requerente, comproprietaria a respetiva quota-parte do valor que o Requerido despendeu no pagamento do mutuo bancário, seguros e condomínio do mencionado imóvel e respetivos juros de mora vencidos e vincendos, e bem assim dos créditos vincendos, desde 012014, o que só é possível através da admissão liminar do pedido reconvencional e do julgamento das questões por eles suscitadas o que satisfaz os princípios da gestão processual e adequação formal; G.-O pedido reconvencional deduzido nos autos é admissível ao abrigo do disposto nos artigos 26, n 2, alinea e n.  3 do P., ou seja sempre que haja interesse relevante ou quando a apreciação conjunta das pretensões seja indispensavel para a justa composição do litígio; H.-Ora o artigo 26 n. 3 do CPC estatuindo que não é admissível a reconvenção quando ao pedido do réu corresponda uma forma processo diferente da que corresponde ao pedido do autor, logo a seguir exceciona a hipótese de o juiz a autorizar nos termos do artigo n. 3 n. 2 e 3 n. 3 do CPC, ou seja sempre que haja interesse relevante ou quando a apreciação conjunta das pretensões seja indispensavel para a justa composição do litigio; -Repare-se que a douta decisão do Tribunal a quo, a manter-se, conduzira a que, por falta de recursos financeiros imediatos, o imóvel onde outrora foi casa de morada de famflia, que o recorrente ainda habita e tem o centro da sua vida social, afetiva e económica desde há largos anos, poderá em ultima instância ser vendida a terceiros causando graves danos morais ao recorrente manifestamente desnecessarios, resultantes exclusivamente pelo modo / forma como o Tribunal a quo optou na condução processual destes autos; J.-Acresce que, seguir desde logo para a conferência de interessados e atribuir as tornas ao comproprietario que não adjudica o imóvel, e/ou que adjudica calculadas apenas de acordo com as quotas respetivas, significa criar uma situação de impossibilidade de acordo, quando um dos interessados invoca créditos sobre a requerente relativos ao próprio imóvel, suscetiveis de fundamentar a compensação; K.-Ao não admitir o pedido reconvencional o Tribunal a quo violou o disposto nos artigos , n. 1, 26, 54 e 92 e seguintes, todos do P.; -Com efeito, o n. 3 desse art.