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no auto de inspecção judicial; ) Além disto, não se provou que se trate de um mero caminho de servidão, como foi alegado pelos réus, na sua contestação, cujo leito faça parte integrante de prédios particulares, sendo certo que o caminho tem o seu leito, bem demarcado dos terrenos vizinhos, por muros erguidos de um e outro lado da sua margem; n) Sendo certo que, não resulta da sentença, nem o próprio Tribunal conclui conforme alegado pelos Réus que se tratava de um caminho de servidão; o) Sendo de notar que esta última circunstância, de não se ter provado que o leito do caminho em litígio pertence ao prédio dos RR., impediria, desde logo, que se pudesse qualificar o mesmo como atravessadouro; p) O caminho em questão serve de via de comunicação de diversas propriedades à Estrada Municipal antiga estrada da e que desde sempre foi livremente utilizado a pé, de carros agrícolas e tractores e pelas pessoas que viessem à povoação de ..., ... ou pelas pessoas que viessem de ..., ..., para outros lugares da freguesia ou outras localidades das redondezas; q) Assim, a factualidade apurada permite concluir, que se trata de um caminho público, por, desde tempos imemoriais, estar no uso directo e imediato do público, visando a satisfação de interesses colectivos de certo grau ou relevância; r) Com efeito, o caminho em questão, para além de dar acesso às propriedades que o marginam, satisfaz o interesse objectivo do trânsito, deslocação e comunicação das pessoas das indicadas povoações, dando satisfação às necessidades colectivas dessas populações; s) E a potencial utilização de certo equipamento colectivo por um número – não interessa se maior ou menor de cidadãos, bastará.