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64 e 65, pelo que este pedido de aditamento terá que ser indeferido, até porque constituiria uma clara e grosseira violação do princípio do caso julgado, dado que tais factos já foram apreciados e julgados nos embargos. . No ponto , das suas alegações, a recorrente pede a eliminação dos n.s 9, 11, 12 e 13, dos factos provados, alegando, em suma, que o consentimento para as captações em albufeira só pode ser demonstrado por prova documental.  . Convém esclarecer que ficou demonstrado que a captação em questão foi realizada pela Junta de Freguesia de , ou seja, pelo próprio Estado Português. . No ponto , das suas alegações, a recorrente considera que, para efeitos de indemnização, o volume da água deve ser fixado em 4000,00 m3 por ano. . No relatório Pericial solicitado pelas partes, foi decidido, de forma idónea e tecnicamente rigorosa, que a quantidade em m3, que um tubo de 2 polegadas pode debitar máximo), tendo a boca de captação à cota da base da barragem de e a boca de débito ao nível da boca do tanque da recepção da propriedade dos exequentes, é de 8049,76 m . Note-se que o perito indicado pela recorrente também concordou com este valor. . Por conseguinte, o volume de água anual constante do ponto 20, dos factos provados, está isento de qualquer contestação. . O objetivo das partes, ao acordarem com a realização de uma perícia para apuramento do valor da água, era precisamente evitar aquilo que a recorrente vem agora fazer ou seja pôr em causa, sem qualquer rigor científico ou técnico, um bem precioso, cujo valor só poderia ser atribuído por peritos especializados. . Destarte, a recorrente ao pôr em causa o valor apurado pelos Senhores Peritos está pura e simplesmente a questionar o mérito de uma perícia que aceitou pedir. . No entanto, mais lamentável ainda são os argumentos invocados no ponto , das suas alegações, onde, para tentar desvalorizar o valor da água atribuído, faz alusão às sucessivas propostas para acordo que os recorridos foram apresentando, as quais estão, sem sombra de dúvida, muito aquém da condenação. . E isto deve-se ao facto de os recorridos estarem completamente desolados, desgastados e desesperados com um processo que se arrasta há 23 anos convém lembrar que a ação declarativa foi interposta em 1995 e a ação executiva em, tendo perdido a força física e anímica para lutar pelos seus direitos, mostrando-se, por isso, disponíveis para transigir por um valor que sabiam ser muito inferior ao valor da perícia. . No entanto, mesmo sabendo que o valor da água atribuído pelos Peritos ascendia a 84476,79 € estavam disponíveis para aceitar a módica quantia de 5000,00 €, o que se traduz num gesto de humildade e ao mesmo tempo de desespero em pôr termo aos autos. . No arrazoado do ponto , das suas alegações, a recorrente procura desvalorizar o competente trabalho técnico realizado pelos Senhores Peritos, trazendo ao processo dados pouco rigorosos, distorcidos e tecnicamente infundados, numa tentativa desesperada de anular o efeito natural de um Relatório Pericial. . Não conseguimos vislumbrar como é que se pode pôr em causa o resultado de uma perícia conforme faz a recorrente.