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u) A censura do facto e a ameaça de prisão mostram-se suficientes para o manter afastado da prática de crimes e realizam de forma adequada as finalidades de prevenção., sendo tais finalidades, de acordo com o artigo 4 do Código Penal, a protecção de bens jurídicos e a reintegração do agente na sociedade; ) Com a fixação da pena conjunta pretende-se sancionar o agente pelo conjunto dos factos criminosos, enquanto revelador da gravidade global do comportamento delituoso do agente, dado que a lei estabelece que se pondere, em conjunto, os factos e a personalidade do agente; w) Ponderando o conjunto dos factos criminosos e a conexão entre os mesmos, a personalidade do Arguido, afigura-se à defesa que a pena que lhe fora aplicada, exagerada e desadequada; x) São considerações de natureza exclusivamente preventiva, de prevenção geral e de prevenção especial, que justificam a opção pela suspensão da execução da pena de prisão e no caso vertente, o Arguido não tem antecedentes criminais e por tudo o alegado quanto à sua personalidade, é possível neste momento fazer um juízo de prognose favorável no sentido de que a ameaça da pena é suficiente para não tornar a praticar outros crimes; y) E, apesar das necessidades de prevenção geral, não é imperioso o cumprimento de uma pena de prisão efectiva atendendo a tudo o que acima se deixou escrito; z) Pelo que, deveria o Tribunal recorrido ter fixado a pena única em 5 anos de prisão, suspensa na sua execução, não decidindo assim, foram violados, os artigos 4, 7, 7, 7 e 7, todos do Código Penal.