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Perfilhamos, pois, o entendimento de que nos contratos de trabalho a termo, o trabalhador ilicitamente despedido tem direito às retribuições que deixou de auferir desde a data do despedimento até ao termo do contrato, se este ocorrer antes da sentença, englobando tais retribuições não só as retribuições salariais propriamente ditas, mas também todas outras importâncias que o trabalhador teria auferido até final do contrato, nelas se incluindo a compensação que receberia se o contrato tivesse cessado, no seu termo, por caducidade 71” Nos termos expostos, procedendo o recurso subordinado, impõe-se revogar a sentença, em conformidade com o defendido pelo Autor/recorrente, sendo a Ré condenada a pagar ao Autor, para além dos montantes constantes da sentença, a quantia de €390,94, a título de compensação que seria devida pela caducidade do contrato.Cada uma das partes é responsável pelas custas do recurso que interpôs artigo 52 do, no caso da Ré pela sua improcedência total e, quanto ao recurso subordinado, por não ter sido apresentada oposição, sendo ainda o Autor quem do mesmo beneficia, neste caso sem prejuízo do benefício de apoio judiciário de que goza.- DECISÃO Acordam os juízes que integram a Secção Social do Tribunal da Relação do Porto:  Em declarar totalmente improcedente o recurso interposto pela Ré, mantendo-se nessa parte a sentença recorrida;  Na procedência do recurso subordinado interposto pelo Autor, em condenar a Ré, para além do mais já afirmado na sentença, a pagar também ao Autor a quantia de €390,94 trezentos e noventa euros e noventa e quatro cêntimos), a título de compensação que ao mesmo seria devida pela caducidade do contrato.