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Em mais uma clara tentativa de reduzir o valor da pensão da A. e, dessa forma, obstar à produção do efeito útil das decisões judiciais, a Caixa Geral de Aposentações lançou mão de mais uma peculiar interpretação das normas que regem o cálculo das pensões.” Vejamos: Nos termos do artigo 5, n 1, da Lei n. 60/2005, de 212, na redacção em vigor na data da aposentação da Autora, a parcela 2 era calculada da seguinte forma: RR x T2 x N em que: RR é a remuneração de referência, apurada, nos termos dos artigos 4 e 5 do n 35/2002, de 19/02, a partir das remunerações anuais mais elevadas registadas a partir de 1 de Janeiro de 2006 correspondentes ao tempo de serviço necessário para, somado ao registado até 31 de Dezembro de 2005, perfazer o limite do anexo ;  T2 é a taxa anual de formação da pensão, de 2% até 31 de Dezembro de 2015 e, a partir de 1 de Janeiro de 2016, entre 2% e 2,3%, em função do valor da remuneração de referência;  N é o número de anos civis com densidade contributiva igual ou superior a 120 dias com registo de remunerações completados a partir de 1 de Janeiro de 2006, para, somados aos anos registados até 31 de Dezembro de 2005, perfazerem o limite do anexo  Da aplicação do normativo acabado de transcrever, retira-se, em suma, que o cálculo, quer da parcela 1P1, quer da parcela 2P2, tem como limite o que se encontra previsto no anexo da Lei n 60/2005, de 29/12  "A partir de 1 de Janeiro de 2012 – 39 anos e 6 meses 39,5) .