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Ou seja, com relevância para o caso, como resulta de modo claro da norma citada3, a admoestação só poderá afinal ser aplicada no âmbito do RGCOL se, cumulativamente, a infração consistir em contraordenação classificada como leve, e, ainda, se for reduzida a culpa do arguido, do que resulta, no que ao caso que se aprecia diz respeito, que não estando em causa a prática de um contraordenação leve e sim, noutros termos, qualificada como grave, não se verifica, pois, sequer o primeiro dos aludidos pressupostos, razão pela qual, sem necessidade de outras considerações, como aliás foi afirmado na decisão recorrida – fazendo-se constar, citando-se, que "de acordo com o disposto no artigo 4 da Lei 107/2009, de 14/09, "excepcionalmente, se a infracção consistir em contra ordenação classificada como leve e a reduzida culpa do arguido o justifique, pode o juiz proferir uma admoestação”, mas que "a contra ordenação praticada revesta a natureza de muito grave, razão pela qual improcede, sem mais, o recurso apresentado, também nesta parte” –, improcede este argumento.