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Contudo, e na senda do recurso, compete a este Tribunal conhecer de uma outra questão, a qual seja a da conformidade constitucional da interpretação subjacente à decisão de que ") os operadores de televisão estão limitados à recolha, utilização e exibição de 90 segundos dos eventos com direitos exclusivos, incluindo repetições e congelamento de imagens.” Neste particular dir-se-á que, de acordo com os factos provados apenas "na reportagem emitida nos dias 23 e 24 de Janeiro de 2013, sobre o jogo Vitória de Setúbal Futebol Clube do Porto, foram exibidos lances de jogo sem golo e emitidas duas repetições das mesmas jogadas, referentes aos dois últimos golos do Futebol Clube do Porto, em câmara lenta, com duração de cerca de 5-6 segundos” pelo que é só neste núcleo factual que a questão se poderia colocar.