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Assim sendo, porque a disponibilização de tais bens tinha em vista a celebração do contrato definitivo, cuja concretização resultou impossibilitada pela resolução do contrato-promessa, a obrigação de restituir por banda dos RR encontra assento no instituto do enriquecimento sem causa, nos termos dos art.s 47, n.s 1 e 2, e 47, sendo por isso os RR devedores do montante que se vier a apurar corresponder à água e electricidade consumidas desde Agosto de 2007 a Novembro de 2009, inclusive, a liquidar até ao montante de €800,0 Decisão Acordam os juizes da  secção cível do Tribunal da Relação de Coimbra em: a) julgar parcialmente o recurso interposto pelos AA e, em consequência, declaram resolvido o contrato promessa de compra e venda celebrado com os RR por força do incumprimento definitivo a estes imputável, mantendo-se o perdimento do sinal a favor dos promitentes-vendedores; mais condenam os RR a pagar aos AA a quantia que se vier a apurar em sede de liquidação corresponder ao custo da água e electricidade por aqueles consumida durante a permanência na fracção identificada em  desde Agosto de 2007 até Novembro de 2009, inclusive, até ao montante máximo de €800,00 dois e oitocentos, mantendo quanto ao mais a sentença recorrida; b) julgam improcedente o recurso interposto pelos RR, mantendo a decisão quanto ao juízo de improcedência do pedido reconvencional.