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O Recorrente vem igualmente pugnar que era à Recorrida que cabia fazer prova da inexistência de causa justificativa, nos termos dos n.s 1 e 2 do artigo 14 da LAT, do n. 2 do artigo 34 do , e do artigo 39 do Decreto-Lei n. 50/2005, de 25 de Fevereiro, bem como de a negligência grosseira não se consubstanciar "em acto ou omissão resultante da habitualidade ao perigo do trabalho executado, da confiança na experiência profissional ou dos usos da profissão”, nos termos do n. 3 do citado artigo 1  Contudo, o artigo 34, n. 1 do prescreve que é àquele que invoca um direito que cabe fazer prova dos seus factos constitutivos e, tratando-se os mesmos, in casu, de exceções à descaracterização do acidente como acidente de trabalho, devem ser entendidos como factos constitutivos relativamente aos quais cabia ao Recorrente fazer prova.