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Na avaliação da pessoa e da personalidade do arguido importa saber se os factos delituosos espelham uma tendência criminosa ou uma pluriocasionalidade que não radica na personalidade do arguido JORGE DE FIGUEIREDO DIAS, Direito Penal Português, As consequências jurídicas do crime, 1993, p..  A decisão recorrida enfatizou: «Assim, ponderar-se-á que: - o grau de ilicitude dos factos e a culpa do arguido foram globalmente elevados; - as condenações do arguido em cúmulo revelam a prática de crimes de diferente natureza, embora com propensão contra o património sob a forma violenta; -além destas, tem outras condenações pela prática de crimes; - o empreendimento criminoso do arguido apresenta acentuada dispersão temporal, sendo os factos antigos; - não colaborou de forma relevante para a descoberta da verdade, nem mostra consciência critica em relação à ilicitude dos factos que cometeu; - não beneficia de integração social e profissional; - o seu percurso criminoso encontra-se associado à sua dependência aditiva de estupefacientes; - o dolo do arguido foi sempre direto e intenso; - no contexto e motivação dos factos, a conduta do arguido mostra-se bastante censurável; - avultando as exigências de prevenção geral, no plano da prevenção especial mostra-se ajustada uma importante resposta punitiva que previna a prática de comportamentos da mesma natureza.