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Pelo que, sem outras delongas, que se nos afiguram dispensáveis, concluímos pela inexistência de qualquer abuso de direito por parte do Autor no exercício do invocado direito, fundado no enriquecimento sem causa.»  Aqui chegados – e independentemente da relevância a atribuir à alienação do imóvel, na pendência do recurso de apelação, por um valor, que reverteu a favor da R. proprietária, cerca de sete vezes superior ao valor da amortização do Empréstimo  pelo qual o A. pretende ser reembolsado – adere-se à fundamentação do acórdão recorrido que, sustentadamente e contrariando a sentença da  instância, concluiu não se verificar qualquer abuso do direito pelo facto de o A. ter invocado na acção o instituto do enriquecimento sem causa quando continuou a liquidar as prestações do empréstimo, sendo válidas as razões apresentadas que excluem a existência de qualquer comportamento contraditório do A. ou a necessidade de assegurar a tutela da confiança alegadamente criada na R..    1 Pelo exposto, julga-se improcedente o recurso, confirmando-se a decisão do acórdão recorrido.