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23, afirma o ilustre Professor, depende pois da ocorrência, cumulativa de requisitos objetivos embora ponderados á luz do caso concreto e das circunstancias que o e de requisitos subjetivos, deixando-se ao tribunal a indispensável margem de liberdade na apreciação da conduta das partes e na decisão a tomar.” Não tendo o agente poderes para obrigar o principal nem tendo este ratificado o negócio, a eficácia do negócio, nestes casos, depende assim da prova dos seguintes requisitos: - Da existência de razões objetivamente apreciadas, de acordo com as circunstâncias que justifiquem a confiança de terceiro; - Da boa fé do terceiro boa fé subjetiva, no sentido de que o terceiro não conhecia nem devia conhecer a falta de poderes de representação) - Do facto do principal ter igualmente contribuído com o seu comportamento por ação ou omissão) para a confiança do terceiro na legitimidade do agente.ver neste sentido o acórdão do TRG de 19 de Dezembro de 200 Ora no caso em apreço, dos factos provados apenas se pode retirar, relativamente aos requisitos subjetivos, que a Autora contratou com a .., sabendo que aquela era agente da , a fabricante das máquinas que pretendia comprar e que estava de boa-fé.