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além disso, pode o Tribunal a quo considerar, como faz, que apenas consiste em "formação” aquela que é ministrada por formadores acreditados, mas não é isso que resulta de uma leitura corrente do termo, ao contrário do que sustenta o Tribunal a quo e nem sequer o legislador mais exigente impõe que formação seja ministrada por formadores certificados veja-se, por exemplo, o artigo 5 da Lei n. 83/2017, de 18 de agosto, que contém o exigente regime em matéria de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do; ) o Tribunal parte de uma exigência que coloca o standard num nível inaceitável e sem qualquer reflexo em legislação sobre o tema; ) a posição do Tribunal determinaria que qualquer formação dada por todas as empresas a novos colaboradores seria uma mera conversa ou troca de ideias, simplesmente porque os formadores, na generalidade dos casos, não são acreditados; ) embora a prova esteja sujeita à livre apreciação e convicção do Tribunal, essa livre convicção tem de ser racional e objetiva, não podendo ater-se numa impressão arbitrária gerada no espírito do julgador, sendo o standard da prova a experiência comum.