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Como se diz no acórdão do STJ de 112006, supra citado em citação de um outro acórdão do, "permitir que o executado utilizasse os embargos para ver, neles, reconhecido judicialmente o seu contra-crédito, seria abrir o caminho para entorpecer, ou até inviabilizar, a sua actividade de cobrança rápida e eficaz de créditos, como é a específica finalidade da execução para pagamento de quantia certa.” Ou, como se expende no citado acórdão do STJ de 02015, a consagração da tese contrária poderia, mesmo, "traduzir-se em concessão de privilégio ao executado e inerente violação do princípio da igualdade das, estimulando-o ao uso de meros expedientes dilatórios, em cotejo com o exequente a quem é exigido o "salvo-conduto” dum título executivo corporizador e meio de prova da existência, titularidade e objecto da obrigação para poder ingressar nas portas da acção executiva”.