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O) Quanto ao Ponto 17 da Matéria de Facto dada como provada, não se poderá deixar de considerar que: - No dia anterior aos factos, pela hora de almoço, o Assistente havia mandado uma mensagem a onde fazia alusão, implícita, à circunstância de esta sustentar, economicamente, o Arguido – sendo que o Arguido teve conhecimento do teor desta mensagem; - No próprio dia, cerca de 3 horas antes, o Assistente havia seguido o veículo que era conduzido pelo próprio Arguido conforme já se aludiu; - O Arguido teve conhecimento que, pelas 02h06m, o Assistente mandou uma mensagem ao Pai de ; - O Arguido saiu de casa da , munido de uma faca de cozinha; - O próprio Arguido afirma que tinha intenção de furar os pneus do veículo do Assistente; P) As circunstâncias supra descritas, aliadas às regras da experiência comum, só permitem concluir que o Arguido, ao dirigir-se, às 03 horas, à rua onde residia o Assistente, apenas, visou retaliar contra este, razão pela qual não merece qualquer reparo o Ponto 17 da Matéria de Facto dada como provada, devendo manter-se a redação constante do Acórdão proferido pelo Tribunal "a quo”.