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Quer isto dizer que um dos pressupostos de aplicação do artigo 273 é a pendência de uma ação declarativa, uma vez que, quanto à legitimidade para a ação executiva, dispõe o n 1 do artigo 54 CPC anterior: " Tendo havido sucessão no direito ou na obrigação, deve a execução correr entre os sucessores das pessoas que no título figuram como credor ou devedor da obrigação exequenda;no próprio requerimento para a execução o exequente deduz os factos constitutivos da sucessão.” De tal norma se extrai não ter o legislador optado por uma perpetuação da legitimidade do transmitente para uma eventual fase executiva, sendo necessário que os sucessores no direito ou na obrigação sejam habilitados no próprio requerimento inicial da execução, sob pena de os seus antecessores, caso intervenham como partes principais na execução, serem julgados partes ilegítimas Ou, como afirma José Lebre de Freitas6, o artigo 54 comporta uma especialidade da ação executiva no que respeita ao caso de transmissão por ato entre vivos do direito litigioso: enquanto na ação declarativa o transmitente continua a ter legitimidade para a causa enquanto não for admitido a substituí-lo, na ação executiva apenas este tem legitimidade para litigar.