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Logo, é ao disposto nos artigos 59, 62, 63 e 72 do Código De Processo Civil, aliás como bem fez o Juízo de Família e Menores de Braga, que devemos recorrer para determinar qual o tribunal competente para decidir esta ação e, ao não o fazer, a decisão em causa viola as mencionadas normas; 2 Não existindo nos autos qualquer elemento de conexão entre o ordenamento jurídico português e qualquer outro Estado contratante é às norma citadas que devemos recorrer para aferir da competência internacional do Tribunal apto a decidir esta causa; 2 Com efeito, é a interpretação das normas citadas, e do ordenamento jurídico português que melhor concretizam este critério de proximidade e ao ignorar tais normas em benefício do Regulamento N 2201/2003 de 27 de Novembro, a douta sentença ora em crise violou as mesmas; 2 Dispõe o artigo 59 do Código de Processo Civil que: "os tribunais portugueses são internacionalmente competentes quando se verifique algum dos elementos de conexão referidos nos artigos 62 e 6”; 2 Por sua vez, o artigo 62 do Código de Processo Civil sob a epígrafe "Fatores de atribuição da competência internacional”, determina que: os tribunais portugueses são internacionalmente competentes quando: Quando a ação possa ser proposta em tribunal português segundo as regras de competência territorial estabelecidas na lei portuguesa; Ter sido praticado em território português o facto que serve de causa de pedir na ação, ou algum dos factos que a integram; Quando o direito invocado não possa tornar-se efetivo senão por meio de ação proposta em território português ”;  3 Pelo exposto constatamos facilmente que o tribunal de família e menores de Braga não é o tribunal competente para julgar a presente ação de divórcio, pois não se verifica nenhum dos elementos de conexão do mencionado artigo 62 do Código de Processo Civil; 3 A alínea do artigo 62 do Código de Processo Civil: "Quando a ação possa ser proposta em tribunal português segundo as regras de competência territorial estabelecidas na lei portuguesa” ora, em matéria de divórcio e separação determina o artigo 72 do Código de Processo Civil que "é competente o tribunal do domicílio ou da residência do Autor”; 3 Nos termos do disposto no artigo 82, n1 do Código Civil " A pessoa tem domicílio no lugar da sua residência habitual”), o Apelante/Recorrido tem domicílio em Zurique, residindo naquele local há vários anos pelo menos há, e não mantendo qualquer residência em Portugal, pelo que não se verifica o elemento de conexão constante da alínea do artigo 62 do Código de Processo Civil; 3 Quanto à alínea do artigo 62 do Código de Processo Civil "Ter sido praticado em território português o facto que serve de causa de pedir na ação, ou algum dos factos que a integram.”, também este elemento de conexão não se verifica.