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A este propósito, e sobre a forma como devem valorar-se as declarações de parte e como as mesmas podem contribuir para a formação da convicção do julgador, veja-se o Acórdão da Relação de Lisboa, de 26 de Abril de 2017 processo n18591/10T8SNT.L1-7, relator Luís Filipe Pires de Sousa acessível em www.dgsi.pt: "Na valoração das declarações de partes, assumem especial acutilância os seguintes parâmetros: contextualização espontânea do relato, em termos temporais, espaciais e até emocionais; existência de corroborações periféricas; produção inestruturada; descrição de cadeias de interacções; reprodução de conversações; existência de correcções espontâneas; segurança/assertividade e fundamentação; vividez e espontaneidade das declarações; reacção da parte perante perguntas inesperadas; autenticidade”.