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PEDRO PAIS DE VASCONCELOS, referindo a honra como "a dignidade pertencente à pessoa enquanto tal, e reconhecida na comunidade em que se insere e em que coabita e convive com as outras pessoas”, distingue-a na vertente pessoal ou subjectiva, e na vertente social ou objectiva, explicando que na primeira "traduz-se no respeito e consideração que cada pessoa tem por si própria” e na segunda "traduz-se no respeito e consideração que cada pessoa merece ou de que goza na comunidade a que pertence”, referindo que "A perda ou lesão da honra – a desonra – resulta, ao nível pessoal, subjectivo, na perda do respeito e consideração que a pessoa tem por si própria, e ao nível social, objectivo, pela perda do respeito e consideração que a comunidade tem pela pessoa” in "Teoria Geral do Direito Civil”,  ed., pág..     Em sentido idêntico se pronunciou MENEZES CORDEIRO, ao deixar referido que "a honra constitui a consideração pela integridade moral de cada ser humano”, podendo distinguir-se "a honra social ou exterior, que exprime o conjunto de apreciações valorativas ou de respeito e deferência de que cada um disfruta na sociedade” e a "honra pessoal ou interior, que corresponde à auto-estima ou imagem que cada um faz das suas próprias qualidades”.