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Efectivamente, partindo de uma análise computacional da dinâmica envolvente ao episódio em questão e, mais concretamente, a partir das marcas inerentes aos embates do veículo nos rails laterais da via e subsequente colisão na árvore em questão, tal relatório chegou à conclusão de que «as deformações-danos estruturais existentes no veículo não são compatíveis com um impacto lateral nas guardas laterais de protecção existentes na Estrada Municipal n. 584 a velocidade elevada e, mais concretamente, superior a 40 quilómetros por hora» fls.. Ora, para além do aspecto acabado de referir – que nos mostra, portanto, terem ocorrido os embates nas guardas de protecção laterais a velocidade não côngrua com um descontrolo da marcha –, não deixa também de surpreender, pelo menos aos olhos do Tribunal, que, caso tivesse ocorrido um excesso de velocidade pelo arguido na condução empreendida, não houvesse também – e por mais ténues que fossem – sinais de uma tentativa de "reganhar” o controlo através, desde logo, de eventuais marcas de travagem no solo da via ou algo de congénere, isto é, sinais de um esforço que qualquer condutor apostado em não sair da Estrada Municipal n. 584 certamente teria feito E, conforme se pode constatar do relatório de exame directo ao local e inerente pela testemunha  B... , elemento da Guarda Nacional Republicana com recurso também a elementos recolhidos pela Polícia Judiciária logo a seguir à ocorrência dos factos em questão – fls.