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6 da P.), local onde se encontra inserido o cais de abastecimento de combustível aqui em causa, estabelece, de forma clara, que a Doca dos Pescadores e áreas envolventes se destina	"ao estacionamento/acostagem de embarcações de pesca costeira e local, em atividade.’’ Realce no, – O juízo de culpa que é feito na Sentença recorrida quanto à conduta do Mestre assenta na suposta falta de observância do comportamento do navio durante o período de espera, nomeadamente por não se ter apercebido do calado do navio ter diminuído, de que o próprio movimento da embarcação se alterava com o contacto no fundo da laje, de que a tensão dos cabos de amarração aumentavam à medida que a maré vazava, – Ora, quanto à circunstância de o Mestre não se ter apercebido do calado do navio ter diminuído nomeadamente mediante a verificação das marcas de calado no costado da embarcação) cumpre referir que estas marcas exteriores existem, principalmente, para que as entidades terceiras ao navio nomeadamente, as entidades que exploram um cais e as autoridades portuárias) possam controlar a segurança da operação do navio, – O Mestre da embarcação quando de deslocou e atracou no cais do posto abastecimento da Doca dos Pescadores verificou a profundidade da água através da utilização das sondas de profundidade, não tendo detetado a inusitada laje de pedra existente no enrocamento, – Acresce que o Mestre de embarcação tinha razões plausíveis para considerar que a deslocação e permanência no cais do posto de abastecimento era segura, pois o Regulamento de Utilização da Doca dos Pescadores referia expressamente que aí podiam estacionar/acostar embarcações de pesca costeira como era o caso da embarcação "MS”, e foi mandado para esse local pelo próprio funcionário do posto de combustível, – Não se pode exigir, em termos razoáveis, que o Mestre da embarcação tenha que verificar no exterior da embarcação as marcas de calado da mesma, para mais durante o período do abastecimento, momento este que pode ser gerador de especiais riscos e, portanto, em que será conveniente que o Mestre e restante tripulação) permaneça a bordo da embarcação, – De resto, e por último, de que "valia” ao Mestre da embarcação saber que o calado tinha diminuído, se o mesmo não tinha possibilidade de conhecer, sem culpa, qual a profundidade de água distância que ia desde o zero hidrográfico até à inusitada laje de pedra sita no enrocamento do, por tal informação decisiva não lhe ter sido transmitida pelo funcionário do posto ou pela R. BB, – Da prova produzida nos autos não resulta minimamente demonstrado que o assentamento da embarcação na laje de pedra tivesse sido percetível junto da tripulação da embarcação "MS”, – Pelo contrário, encontra-se demonstrado que esta situação de encalhe da embarcação só foi constatada pelas 19h08m facto provado n, não tendo a mesma sido detetada anteriormente por quem quer que fosse veja-se que minutos antes a embarcação tinha sido fiscalizada pela Polícia Marítima sem que tivesse sido efetuado qualquer alerta - cf.