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Acordam, em conferência, os juízes que constituem a  Subsecção da Secção de Contencioso Tributário do Tribunal Central Administrativo Sul:  	RELATÓRIO   A FAZENDA PÚBLICA vem recorrer da decisão proferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada, que julgou procedente a impugnação judicial deduzida por S. da decisão de indeferimento da Reclamação Graciosa apresentada contra a liquidação adicional de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, e respectivos juros compensatórios, do ano de 2008, no montante total de € 888,0  A Recorrente apresentou as suas alegações e formulou as seguintes conclusões:   Na douta Sentença ora sob recurso, o Tribunal "a quo” julgou a impugnação procedente e determinou a anulação da liquidação impugnada, por entender que os Serviços Inspectivos consideraram remunerações as quantias percebidas a título de «ajudas de custo», "não porque o seu recebimento tivesse excedido os limites qualitativos e quantitativos consignados na lei, mas porque o modo de atribuição através de uma quantia periódica e constituía indicador suficiente de que esta quantia não se destinava a compensar quaisquer custos, mas antes a atribuir uma remuneração mais compensadora a quem se dispusesse a trabalhar deslocado no estrangeiro”   E que "Caberia, por isso, à AT reunir outros indicadores que, por si só ou conjugadamente, suportassem a conclusão que as quantias em causa são consideradas remuneração de trabalho, em cumprimento do ónus probatório que sobre si impende, como decorre do artigo 7 da Lei Geral Tributária.”   Porque "O que verdadeiramente releva no caso vertente é que o Impugnante prestou serviço à sua entidade patronal, sediada em Portugal, em obras sitas em Monfalcone e em Southampton, isto é, que se encontrava deslocado do seu local de trabalho.