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Para tanto, alegou, em síntese, que é proprietário do imóvel situado na Avenida , n  em Vendas Novas, o qual teve origem no lote  do Loteamento n. /81, Loteamento da Herdade , sendo os Réus proprietários do imóvel situado na Avenida , n. , em Vendas Novas, o qual teve origem no lote , do referido loteamento, contíguo ao imóvel do Autor; o Autor adquiriu o referido lote  em 202002, tendo em 12004, juntamente com outro, requerido à Câmara Municipal de Vendas Novas a alteração ao Alvará do Loteamento n /81, o que foi deferido, após discussão pública onde não foram apresentadas reclamações, por deliberação tomada em reunião da Câmara Municipal de Vendas Novas de 212004, tendo sido emitido em 02005 o aditamento ao Alvará de Loteamento /81, assim se acolhendo a pretensão do Autor; em 200018, o Vereador do Pelouro das Obras Particulares da Câmara Municipal de Vendas Novas proferiu despacho de deferimento de licenciamento da obra de construção nova, de moradia unifamiliar que o Autor formulou, em 102005, ao Presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, tendo, em 02005, sido emitido o Alvará de autorização de obras de construção n. , em nome do Autor, o qual iniciou, no início no mês de Agosto de 2005, a construção da sua casa; a obra decorreu a um ritmo acelerado, porém, foi forçado a suspender a respectiva construção, no dia 102006, porquanto foi notificado pela Câmara Municipal de Vendas Novas, através do Ofício n. 2478 que ordenou "...a suspensão das obras com efeitos imediatos, tanto no interior como no exterior, sob pena de incorrer em crime de desobediência previsto e punível no artigo 348 do Código Penal.”; a obra de construção encontrava-se em estado muito avançado de construção, que decorria diariamente; na origem desta ordem de suspensão das obras esteve uma providência cautelar intentada pelo Réu no Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja contra a Câmara Municipal de Vendas Novas e outros que correu os seus termos com o número de Processo 110/0O BEBJA; no dia 202006 o Réu intentou uma acção especial para impugnação de acto administrativo, contra o Município de Vendas Novas que correu os seus termos no Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja com o número de processo 59/07BEBJA, pugnando pela declaração de nulidade, por carência de forma legal e por violação dos instrumentos de ordenamento do território, do acto administrativo que autorizou a construção da moradia do Autor, fundamentando a sua pretensão no facto de discordar que a mesma beneficiasse de regras diferentes daquelas que ele teve que respeitar aquando da edificação da sua casa, há mais de vinte anos, nomeadamente quanto ao aproveitamento da cave, número de pisos e estética; a Providência Cautelar supra referida foi julgada improcedente por sentença de 202009, desta sentença o Réu recorreu para o Tribunal Central Administrativo Sul, o qual, por decisão de 202009, declarou extinta a instância por impossibilidade superveniente da lide.