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Serve o referido para esclarecer que, pese embora o sinistrado tivesse, à data do acidente de trabalho, dois filhos maiores e já não beneficiários do direito à reparação, prevista na Lei 98/2009, pelos danos emergentes do acidente de trabalho em apreço como decorre das certidões de nascimento dos mesmos juntas aos autos, razão pela qual aliás não foram chamados à tentativa de conciliação conforme despacho do MP proferido aos 112016 na fase conciliatória do processo, tal não obsta ao pedido de indemnização pela perda do direito à vida do sinistrado formulado pela A., desacompanhada daqueles, não consubstanciando situação de preterição de litisconsórcio necessário, indemnização aquela que, diga-se, embora tendo por reporte o valor global de €7000,00, foi peticionada pelo valor correspondente à quota parte da A. de 1/   Refere-se no Acórdão do STJ de 202020, em situação em que a vítima mortal tinha 33 anos, era casado e tinha um filho, a propósito da indemnização devida pelo dano morte, o seguinte: ") Está consolidada na jurisprudência do STJ a orientação de que, em caso de morte,  podem ser atendidos, além de danos patrimoniais, o dano perda do direito à vida, o dano sofrido pela vítima no lapso temporal que antecedeu o seu falecimento e os danos próprios sofridos pelos familiares.1 ) Quanto ao dano não patrimonial, pela perda do direito à vida, o acórdão recorrido fixou a indemnização em € 9000,0 Na sua revista, a ré insurge-se contra o assim decidido, por considerar aquele valor "desfasado da realidade indemnizatória nacional”, pugnando pela sua redução.