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3- Porém, o tribunal comum é competente para apreciar esses pedidos, porquanto: a) a competência dos tribunais administrativos não se afere pela qualidade do autor do acto, mas pelo tipo concreto da jurisdição que se visa actuar, pela natureza do pedido formulado, pela análise da estrutura da relação jurídica controvertida; b) o Estado emitiu um alvará em nome da A. e esta é dele, consequentemente, proprietária, foi com base nele – e como condição sine qua non de funcionamento e existência – que a A. instalou a sua estação emissora, com estabelecimento próprio, do qual aquele alvará é parte integrante e sem o qual o estabelecimento não podia sequer ser instituído; ) ora, o Estado, ao consentir se transmitisse esse alvará definitivamente da A. para a  R. fê-lo no pressuposto por si afirmado da validade da cessão de exploração feita pela A. no  R. – apesar de a mesma não ter sido feita por escritura pública e de a A. ter prometido uma mera transmissão temporária – e da cessão de exploração do  R. para a  R. – apesar  de a mesma não ter sido consentida, devendo sê-la, pela A. ; ) daí que os pedidos em questão não impliquem que o tribunal comum venha a sindicar o exercício de poderes públicos ou a apreciar a validade do despacho que ordenou o averbamento do alvará da A. em nome da  R. visto que ao tribunal só se pede que se pronuncie sobre a validade de negócios de puro direito privado: transmissão do estabelecimento, na vertente da sua validade externa e interna falta de consentimento da A.)