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Com efeito conforme se referiu na douta sentença recorrida e resulta, nomeadamente, do Acórdão do STJ de 10/01/2013, no processo 89/14TVPRT.PS1, relatado pelo Conselheiro Tavares de Paiva, disponível em www.dgsi.pt, "embora a comercialização de produto financeiro com informação de ter capital garantido responsabilize em primeira linha a entidade emitente do produto, não significa que essa responsabilidade não se estenda também ao intermediário financeiro, se no relacionamento contratual que desenvolve com o cliente, assumir em nome desse relacionamento contratual também o reembolso do capital investido.”  E analogamente ao que sucedeu nos presentes autos, aplicando-se mutatis mutandis, refere-se no citado acórdão que "provando-se, no caso em apreço, que o gerente do banco em 2001 propôs à autora uma aplicação financeira mediante a aquisição de um produto com garantia do capital investido e que a autora deu a sua anuência à concretização da aplicação, por se tratar de um produto comercializado pelo Private Banking do Banco , SA com capital garantido – informação de capital garantido que veio posteriormente a ser confirmada pela administração do Banco , SA, quando, em Maio de 2008, decidiu honrar os compromissos assumidos pelos banco, através do pagamento do valor nominal dos títulos aos inúmeros clientes afetados, entre os quais a autora – constitui uma realidade negocial que configura da parte do banco um compromisso feito seguramente em nome desse relacionamento contratual existente entre a autora e o banco réu que se desenvolveu ao longo dos anos e nomeadamente durante a vigência dos títulos financeiros adquiridos 2001 a e, como tal, o banco é responsável pelas obrigações contratuais assumidas, como seja, o reembolso do capital investido nessa aquisição dos identificados ativos financeiros.”  No mesmo sentido também se pronunciou o STJ no Acórdão de 10/01/2013, no processo 70/11TBSEI.CS1, relatado pela Conselheira Maria Clara Sottomayor, no mesmo endereço, onde se refere que "embora a comercialização de produto financeiro com informação de ter capital garantido responsabilize em primeira linha a entidade emitente do produto, não significa que essa responsabilidade não se estenda também ao intermediário financeiro, se no relacionamento contratual que desenvolve com o cliente, assumir em nome desse relacionamento contratual também o reembolso do capital investido.