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5 Esse foi o entendimento consensual do STA, no que respeita à subida imediata das reclamações contra actos do órgão de execução fiscal, nos termos do n. 3, do artigo 27, do CPPT, que tinha como pressuposto a existência de um "prejuízo irreparável”, casos em que, com um crivo substancialmente mais apertado que o presente "prejuízo irreparável” vs "situação de facto consumado ou o prejuízo de difícil reparação”), o STA não teve qualquer dúvida em afirmar reiteradamente que "a reclamação da decisão proferida pelo órgão da execução fiscal sobe imediatamente a juízo e segue os termos dos processos urgentes sempre que o retardamento da subida torne absolutamente inútil a decisão judicial a proferir”, "sob pena de violação do direito à tutela judicial efectiva de direitos e interesses legítimos, constitucionalmente garantido, cujo alcance não se limita à possibilidade de reparação de prejuízos provocados por uma actuação ilegal, comissiva ou omissiva, da Administração, exigindo antes que sejam evitados os próprios prejuízos, sempre que possível.” 5 Ora é precisamente o que se passa no caso dos autos, não sendo decretada a providência, a acção não terá qualquer efeito útil, e o direito do requerente a uma tutela jurisdicional efectiva será pulverizado.