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Na interpretação deste preceito, já na anterior versão Art 712, tem sido pacífico o entendimento segundo o qual em sede de recurso jurisdicional o tribunal de recurso, em princípio, só deve alterar a matéria de facto em que assenta a decisão recorrida se, após ter sido reapreciada, for evidente que ela, em termos de razoabilidade, foi mal julgada na instância recorrida neste sentido os acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo, de 1105, processo n. 394/05, de 112008, processo n. 601/07, de 002010, processo n. 0161/10 e de 202010, processo n. 01010/09; e acórdãos do Tribunal Central Administrativo Norte, de 002010, processo n. 00205/03BEPNF, e de 102012, processo n. 00849/0 Isto porque o Tribunal de recurso está privado da oralidade e da imediação que determinaram a decisão de primeira instância.