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No caso dos autos, na interposição do recurso a recorrente invoca que o recurso é necessárioà melhoria da aplicação do direito, mormente quanto ao elemento subjectivo do ilícito e para aplicar a jurisprudência do acórdão uniformizador de jurisprudência n 1/2015, publicado no DR n. 18/2015, Série de 2015-01-27, que fixou o seguinte:  «A falta de descrição, na acusação, dos elementos subjectivos do crime, nomeadamente dos que se traduzem no conhecimento, representação ou previsão de todas as circunstâncias da factualidade típica, na livre determinação do agente e na vontade de praticar o facto com o sentido do correspondente desvalor, não pode ser integrada, em julgamento, por recurso ao mecanismo previsto no artigo 35 do Código de Processo Penal.» Na decisão recorrida analisou-se a questão do elemento subjectivo.