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Ora, os conceitos de direito não são suscetíveis de prova devendo ser considerados como não escritos, como é jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça; 1-  O acórdão, no exame crítico sobre estes factos, não avança com nenhum meio de prova donde resulte a sua convicção no sentido de dar como provado que os arguidos pretendiam vender a cocaína apreendida ao consumidor ou que estavam mancomunados com os indivíduos que a pretendiam vender; 1-  Ao invés, o arguido esclareceu as circunstâncias em que conheceu o indivíduo que lhe propôs a realização do transporte de droga 20181213102357_19629130_287106wma, 15:27 a 19:11; 2-  Por sua vez o arguido esclareceu as circunstâncias em que foi contactado, para efectuar o transporte da droga, pelo seu coarguido 20181213102357_19629130_287106wma, 15:27 a 19:11; 2- O acórdão aduz vários argumentos sem qualquer relação causal entre o facto provado e os meios de prova que os sustentam; 2-  Porém, os arguidos não deixarão de rebater essa inusitada argumentação; 2- Não é verdade que o arguido se tenha deslocado de Zurique a Barcelona com o propósito de dialogar, sobre negócio de roupas, com o indivíduo que lhe propôs o transporte de droga, uma vez que o recorrente encontrava-se a viver em Barcelona, conforme esclareceu 20190502102357_19629130_287106wma, 05:27 a 06:05 e 08:19 a 12:46; 2- Contrariamente ao alegado no acórdão está dentro das regras da lógica que um indivíduo que tem uma relação comercial e grande confiança com outro lhe proponha um negócio ilícito; 2- Contrariamente ao alegado no acórdão resulta do teor dos relatórios da acção encoberta relatório de 202018) que o "S. ” referiu ao agente encoberto que iria estar presente, para receber a droga, UM indivíduo; 2- Acresce que, caso o realizasse o transporte sozinho apenas ele receberia a quantia oferecida; 2- Nem se diga – como alegou o acórdão – que a versão do arguido não é credível, atendendo à alegada circunstância de ter percorrido cerca de 2000 Km, quando é certo que o Ministério Público e o Tribunal deram credibilidade à versão apresentada pela proprietária do veículo como prova a circunstância de o mesmo lhe ter sido devolvido; 2-  Contrariamente ao alegado pelo acórdão a circunstância de os arguidos terem permanecido uma semana em Lisboa só demonstra que estavam à espera de instruções, pois, as regras da lógica apontam para que quem vem fazer um transporte o quisesse fazer o mais rápido possível; 2-  Os relatórios da acção encoberta demonstram à evidência que os arguidos eram meros cumpridores de ordens; 3-   Contrariamente ao alegado no acórdão a circunstância de os telemóveis dos arguidos não apresentarem troca de mensagens com outros indivíduos deve-se ao facto de a Polícia Judiciária não ter realizado exames a alguns dos telemóveis, como se alcança de fls.327; 3-  Ainda contrariamente ao alegado pelo acórdão as regras da lógica dizem-nos que é perfeitamente possível confiar-se droga com valor elevado a transportadores, caso contrário não existiam os correios e os meros transportadores; 3- Ao invés, é do conhecimento comum que aqueles que dão a cara no transporte de elevadas quantias de droga são os indivíduos que arriscam a liberdade, os mais frágeis, aqueles que estão na base da pirâmide do tráfico de estupefacientes; 3- O acórdão valorou prova proibida – documentos juntos a fls.427/434, informações policiais – que não podia valorar; 3- Estes documentos serviram para formar a convicção do Tribunal na prova de factos contra os arguidos; 3- Contrariamente ao alegado no acórdão a intervenção dos recorrentes ocorreu apenas em Portugal; 3-  Desde logo, resulta dos factos dados como provados – sem necessidade de recorrer à impugnação e alteração dos factos – que os recorrentes se limitaram a intervir em território português; 3-  À cautela sempre se dirá que a prova produzida em audiência de julgamento aponta inequivocamente nesse sentido; 3- Em primeiro lugar em nenhum passo da acção encoberta se faz referência directa ou indirecta à intervenção dos arguidos em momento anterior à sua vinda a Portugal; 3-  Em segundo lugar, no decurso da acção encoberta – antes da intervenção dos arguidos em Portugal – são identificados vários indivíduos despacho de fls.20) e nunca o dos arguidos; 4-  Em terceiro lugar, é o próprio agente encoberto "BOLA” a esclarecer que desconhece qualquer relacionamento dos arguidos a outros suspeitos que não a relação do arguido com o "S. ”, conforme se alcança do teor do seu depoimento 20190404151230_19629130_287106wma; 4-  Por último resulta do teor de toda a acção encoberta que o arguido apenas recebia ordens, conforme se alcança, entre outros, do relato de 202018; 4- Antes da operação policial – da entrega da droga aos arguidos – foi montada uma operação de segurança por forma a ser impossível a droga ser descaminhada, conforme esclareceu o agente encoberto "BOLA” 20190404151230_19629130_287106wma, 4- Do que resulta, contrariamente ao alegado no acórdão, a droga apreendida não corria o risco de ser descaminhada; 4-  No momento em que os agentes encobertos passaram a droga para os arguidos estes não tinham uma posse pacifica uma vez que estava sob abS.