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Por outro lado, não existe um desequilíbrio manifesto entre o exercício do titular e o sacrifício que ele impõe, isto é, uma desproporção grave entre o benefício concreto colhido do exercício do direito pelo titular exercente e o sacrifício por ele imposto à recorrente, porquanto o Recorrido apenas se limitou a pretender exercer o seu direito, de ver reconhecido que a convenção antenupcial foi celebrada com violação das disposições legais que regulamentavam o regime de bens do casamento do seu pai com a Recorrida, sendo certo que do exercício desse direito resulta em benefícios para o Autor/Recorrido e de desvantagens para a Recorrente, mas não a tal ponto de desequilíbrio que ofenda o sentimento jurídico socialmente dominante, bem como o do fim social e económico desse direito.