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E como da factualidade apurada nada resulta no sentido de fazer afirmar que, com a actuação de Junho de 2018, a A. mais não pretendia que impedir a R. de fazer ingressar na sua esfera jurídica os instrumentos financeiros pretendidos pela mesma, tal conduta não pode ser qualificada como dolosa ou gravemente negligente, no sentido de revelar essa aptidão querida ou, pelo menos, obviamente pela A. Assim, porque a mora creditoris da R. transferiu para esta o risco do desaparecimento do objecto da prestação devida pela A., e não estando demonstrado que esse desaparecimento se tenha devido a uma actuação dolosa ou gravemente negligente da A., não assiste à R. o direito à resolução do negócio, nos termos defendidos pela mesma.