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E neste sentido se tendo pronunciado a jurisprudência mais recente, a saber, aqui considerável, mutatis mutandis: «Tendo ficado provado que devido à construção de um edifício pelos réus junto à casa dos autores, estes: sofreram de ansiedade, enervamento, angústia e depressão por verem a sua casa de habitação danificada; viram-se obrigados a suportar ruídos e sujidades que as obras causaram; suportaram a ocupação do espaço do seu imóvel e pessoas em cima do respectivo telhado durante as obras; suportaram o desconforto e mal-estar causados pelo cheiro a humidade e mofo e pela apresentação estética do imóvel; suportaram a falta de luz e arejamento naturais na cozinha, devido ao emparedamento da respectiva janela; sofreram o desgosto e a vergonha de não poderem receber familiares e amigos em sua casa, considerando ter essa conduta ilícita perdurado por 135 meses e qualificando-se como média a condição económica dos lesados e dos lesantes, mostra-se adequado o valor de € 20 000, fixado pelo tribunal da Relação, a cada um dos autores, a título de indemnização por danos não patrimoniais» - – AC.