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folhas 129 e, porquanto: - por contrato promessa celebrado no dia 26 de Março de 2004, os devedores, na qualidade de promitentes vendedores, prometeram vender aos reclamantes pelo preço global de €87 500,00 a fracção autónoma designada pela letra , correspondente ao  andar esquerdo, de tipologia T1, do identificado prédio, tendo recebido no acto a quantia de €10 000,00 a título de sinal e princípio de pagamento, posteriormente objecto de dois reforços, nos valores de €10 000,00 e €15 000,00, este constituído pela quantia que os reclamantes haviam entregado, também a título de sinal, no âmbito de um outro contrato promessa, no qual detinham igualmente a qualidade de promitente compradores, à aí promitente vendedora sociedade R... , Lda., da qual o insolvente era sócio-gerente; - em Janeiro de 2008, os insolventes "conferiram posse plena” da fracção aos reclamantes, autorizando-os expressamente a nela habitarem e nela praticarem todos os actos necessários ao uso a que a mesma se destina, fazendo entrega das respectivas chaves; - os reclamantes realizaram obras na fracção, em ordem a conferir-lhe as necessárias condições de habitabilidade, no que despenderam cerca de €4 000,00, tendo celebrado, em 1 de Janeiro de 2010, contrato de comodato com P... , tendo a mesma por objecto, que nela passou a residir desde então; - o contrato prometido nunca foi celebrado, não obstante os devedores para tal terem sido diversas vezes interpelados, incumprimento do qual deriva o direito dos reclamantes a receberem o dobro das quantias entregues, crédito garantido por direito de retenção.