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O poder de controlo dos Recorrentes feirantes no modo de montagem das suas tendas influi sobre as condições que estiveram na origem dos prejuízos causados: ficou provado que os , ,  e  RR amarraram ao pau que se soltou as cordas utilizadas na montagem das suas respectivas tendas mais especificamente para segurar os três, pau esse que é colocado no chão sem qualquer fixação; Ora, sempre seria possível àqueles RR/Recorrentes a utilização do pau sem permitir o desprendimento causador dos danos, o que significa que poderiam ter adoptado medidas preventivas especificamente necessárias para os evitar, o que não fizeram; Aliás, aproveitando os feirantes as tendas para cobrir as zonas de circulação dos visitantes, servindo de cobertura para abrigar as pessoas quer da chuva quer do sol, essa situação acentua o risco dessas estruturas poderem provocar danos nos visitantes, risco esse que é notório e previsível quando em causa está a utilização de um mesmo pau, sem qualquer fixação, para segurar vários toldos; E nem se diga que se encontra ilidida a presunção de culpa dos Recorrentes, estabelecida no artigo 49 do Civil, por ter ficado provado que o desprendimento do pau foi causa das condições atmosféricas que então se verificavam.