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É a seguinte a matéria de facto dada como provada na decisão recorrida:  Em 24 de Março de 2005, no Cartório Notarial de    ....) , foi celebrada Escritura Pública de Mútuo com Hipoteca, Fiança e Procuração, outorgada pela e pelos executados S e J, como mutuários e,, J e J e esposa,, como fiadores e principais pagadores, em que a concedeu aos executados S e J um empréstimo identificado com o n no valor de €10000,00 cem, destinado a financiar a actividade dos mesmos, pelo prazo de vinte anos a contar daquela data, a ser por eles utilizado e pago de harmonia com o estabelecido nessa escritura e respectivo anexo cláusulas primeira e segunda do documento complementar, com vencimento de juros remuneratórios, à taxa estipulada no n 1 da cláusula terceira desse documento complementar anexo, ou seja, à taxa de juro anual nominal correspondente à taxa Euribor a seis meses, acrescida da margem ou "spread” de 6,75% ao ano, que, à data da concessão do empréstimo, era de 9,00% ao ano, sendo devidos, em caso de mora, juros moratórios à taxa nominal aplicável acrescida de 3% ao ano, por força do artigo  do 58/2013 de 08 de Maio, ainda que no contrato conste 4% ao ano n 3 da mesma cláusula.