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12) Assim e ao contrário do que o douto Tribunal recorrido entendeu, afigura-se estarem reunidos os requisitos de admissibilidade e procedência da providencia cautelar;  13) Com efeito, "o processo cautelar é o que se destina a evitar um prejuízo grave periculum in, que ameaça um direito subjectivo; prejuízo tão iminente que não pode esperar pela solução final de uma acção declarativa ou executiva acção instaurada ou a instaurar em curto prazo, e que exige a adopção de medidas urgentes, depois de um breve exame e instrução da causa summaria, durante o qual o juiz tem de convencer-se apenas da probabilidade ou verosimilhança da existência do direito fumus boni júris) e do perigo invocados";  14) Assim, a apreciação judicial terá que ser feita no sentido de averiguar se realmente ocorre o risco de iminente de lesão, que justifique uma providência imediata;  15) No caso, o Tribunal recorrido desconsiderou que se encontram preenchidos todos os pressupostos necessários à procedência da presente providência cautelar não especificada, consagrados no artigo 36 do CPC, a saber:  ) Existência do direito tido por ameaçado - cumprimento do contrato promessa de compra e venda, mediante o pagamento do preço nele estipulado, através dos saldos bancários das contas penhoradas, de comprovada natureza própria;  ) Fundado receio de lesão grave - iminente incumprimento do contrato-promessa, dado que a recorrente não tem qualquer outro meio de proceder ao pagamento do remanescente do preço, com a consequente perda do valor pago a título de sinal e do direito de aquisição da habitação;  ) Lesão do direito dificilmente reparável - face à perda definitiva do direito de aquisição da casa de morada de família e difícil recuperação do sinal em face da notória incapacidade financeira da exequente;  ) Inaplicabilidade das providências tipificadas nos artigos 37 e ss do CPC;  ) Adequação da providência requerida à remoção do periculum in mora -levantamento da penhora - retomando à disponibilidade da Requerente os montantes reservados para cumprimento do contrato de promessa celebrado;  ) o prejuízo resultante da providência não excede o dano que com ela se quis evitar - sendo certo que, com o levantamento da penhora dos saldos das contas bancárias da Requerente, não resulta qualquer prejuízo para o Requerido, já que conforme supra demonstrado, o saldos penhorados não respondem pela dívida exequenda, havendo inclusivamente caso julgado quando a essa questão, além de que existem bens imóveis da herança devedora já penhorados à ordem dos autos e que são suficientes para garantir o pagamento da quantia exequenda.