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Em suma: -a Autora, aqui Recorrente, na petição inicial, invocou a invalidade decorrente da violação do artigo 69/1/) do CPA e do princípio da justiça e da imparcialidade;  -argumentou para tanto, que o Coordenador do SIJ interveio no procedimento administrativo que culminou com o acto impugnado, em três fases distintas: como Director do serviço do SIJ, pois propôs a instauração do processo; na mesma qualidade subscreveu a proposta de decisão que recaiu no parecer elaborado pelo instrutor por si nomeado; na qualidade de membro da Comissão de Jogos, subscreveu e assinou a deliberação que a multa; que tal situação tem inerente a possibilidade de influência da decisão final;  -na sentença recorrida esta invalidade foi claramente identificada, analisada e afastada; -debruçando-se o Tribunal sobre esta invalidade, concluiu: O artigo 6, do Código do Procedimento Administrativo, na redacção aplicável, sob a epígrafe "Casos de impedimento”, dispõe no seu n. 1, alínea, que nenhum titular de órgão ou agente da Administração Pública pode intervir em procedimento administrativo ou em acto ou contrato de direito público ou privado da Administração "Quando tenha intervindo no procedimento como perito ou mandatário ou haja dado parecer sobre questão a resolver.”  Por outro lado, o artigo , n.s 1, 2 e 3, alínea, do Decreto-Lei n. 129/2012, de 22 de Junho, sob a epígrafe "Comissão de Jogos”, dispõe o seguinte:  "1-A comissão de jogos é o órgão responsável pela orientação, acompanhamento e supervisão da atividade do Serviço de Inspeção de Jogos, assegurando a ligação com o conselho diretivo do Turismo de Portugal, P.  2-A comissão de jogos é composta:  a)Pelo presidente do conselho diretivo, que preside;  b)Pelo vice-presidente;  )Pelo diretor do Serviço de Inspeção de Jogos.