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- a esta data, as crianças não têm um espaço próprio para pernoitar, encontrando-se os quartos ocupados; - no interior da casa para além das crianças e do irmão E, encontrava-se o irmão que tinha saído de casa do pai e pediu para residir com esta, um amigo da progenitora de nome , o novo namorado P e o avô paterno das crianças, que se retirou pouco depois; - à chegada das técnicas era audível uma discussão entre a progenitora e um homem; - Os elementos masculinos presentes na casa interagiam com a progenitora e os menores, numa atitude de desvalorização da progenitora perante as crianças; - A progenitora verbaliza cansaço na gestão da casa e imposição de regras e limites às crianças; - Assume que permite a presença do pai na casa para visitar as crianças e admite que já teve que o expulsar de casa, discutindo com este, por estar alcoolizado, à frente das crianças J e S; 89) A partir de Abril de 2017, altura em firmou plano de intervenção, precisamente, com vista a ultrapassar estas dificuldades, a progenitora dos menores deixou de visitar os gémeos com a mesma regularidade, às s-feiras, sendo que permanece tão somente a visita de sábado à sua habitação das 130 às 130 horas; 90) As crianças J e S antecipam as visitas e ficam tristes quando a mãe não comparece às quartas-feiras; 91) O progenitor mantém-se ausente dos contactos com a Casacom a EA; 92) Por despacho proferido em 202017 é por três meses prorrogada a medida de acolhimento residencial; 92) As visitas das crianças à habitação da progenitora foram suspensas para avaliação das condições e ambiente familiar vivido, face às verbalizações das crianças de conflitos as crianças dizem que bate na mãe, e J que este lhe cuspia e mordia, a mãe justifica dizendo que se tratam de brincadeiras de lutas de "wrestling”) e observação de marcas de agressão na progenitora a um sábado, que informou terem sido provocadas pelo pai das crianças e ainda mau estado da habitação; 93) A família beneficia do acompanhamento próximo e sistemático de uma Equipa de apoio à família, mas não consegue alternativa habitacional na cidade de lisboa; 94) Do relatório de acompanhamento de 112017 resulta que a irregularidade das visitas à quarta- feira se mantém, com constantes remarcações e novas ausências, o que provoca instabilidade psicológica nas crianças, oscilando entre tristeza e indiferença; 95) É apurado que as crianças numa visita de sábado em agosto foram deixadas com o pai num parque nas imediações da casa da progenitora, sendo que este se tornou agressivo com E, agarrando-lhe um braço e ameaçando que lhe batia, o que originou a intervenção de um polícia e foi presenciado pelas crianças J e S; 96) Foi avaliado o namorado da progenitora P, que se assumiu disponível para apoiar a reintegração da S e J; 97) As visitas da progenitora às crianças permanecem aos sábados nas imediações da Casa de Acolhimento, sendo que a visita semanal é alterada a pedido da mãe para terça-feira, que ainda assim se mantém irregular nesta visitas; 98) A progenitora deixou de visitar os filhos F e desde Julho; 99) A progenitora foi viver com o namorado numa casa sita na Avenida, em Lisboa, tratando-se de uma casa que foi arrendada ao avô do companheiro, entretanto falecido, com boas condições de habitabilidade; 100) Nessa residência, para além do casal, reside o filho E e a vive também a irmã da progenitora que reatou relação com esta após longo período de afastamento; 101) Relativamente ao filho , na sequência de um furto deste a uma loja e de uma discussão entre ambos, esta expulsou-o de casa, agredindo-o com uma vassoura; 102) É designada o dia 212017 para audição dos progenitores, dados os recuos e avanços da progenitora quanto à reintegração de J e S e a necessidade de definição de plano para as crianças; 103) Nessa diligência é proferido despacho que prorrogou a medida de acolhimento residencial por mais 3 meses, determinou a intensificou do regime de visitas na casa nova da progenitora, incluindo com pernoita, mediante avaliação, sendo esta advertida da necessidade de proporcionar um ambiente seguro às crianças, sem exposição destas a conflitos e comportamentos agressivos, e afastando estas de elementos estranhos ao agregado familiar, sob pena de, o não fazendo, ser invertido o caminho da reintegração familiar, face ao longo tempo de acolhimento das crianças; 104) Em 08/01, a EAF/SCML fez tentativa de visita domiciliária, sem sucesso uma vez que ninguém abriu a porta, porém um pouco mais tarde, surpreenderam o companheiro da mãe a sair de casa; 105) Em 12/01/2018, a CA efectuou visita domiciliária, agendada previamente com a progenitora verificando tratar-se de uma habitação com tipologia T3, encontrando-se os espaços de pernoita divididos da seguinte forma: um quarto para a progenitora e o companheiro, um quarto para o irmão uterino E, planeado para acolher também a J e o S e remanescente para a tia materna, S. 106) A habitação apresentava nalguns espaços questões de segurança, nomeadamente devido a vidros partidos e bilha do gás desprotegida tendo a progenitora sido alertada para estas situações.