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b) Factos Não Provados  Resultaram não provados, com interesse para a decisão da causa, os seguintes factos: 1) Que em consequência das lesões, o autor tenha dificuldade nas tarefas mais pesadas da sua atividade, sentindo fortes dores no ombro direito e na cervical;  2) Que em virtude de tais lesões, o autor tenha ficado com sequelas que lhe determinam uma incapacidade parcial permanente de 20,00% 0,20);  3) Que o autor fosse uma pessoa dinâmica, alegre, comunicativa e cheia de projetos para o seu futuro;   4) Que o facto de ter ficado com sequelas que o impedem de levar uma vida normal tenha provocado no autor uma enorme depressão e falta de alegria de viver;  5) Que o autor tenha tomado e continue a tomar uma grande dose de medicamentos;  6) Que as dores sentidas pelo autor se acentuarão à medida que a idade for avançando;  7) Que tenha ficado com a sua capacidade de movimentos condicionada em definitivo, nunca mais tendo podido fazer trabalhos em casa e no seu quintal; 8) Que tenha pesadelos e lembranças do acidente, acordando cansado; 9) Que tenha deixado de poder fazer caminhadas, o que fazia habitualmente, tendo deixado também de ir a romarias e excursões, o que muito o entristece; Que o autor usasse arnês de segurança, porém, o mesmo não se encontrava conectado à linha de vida instalada na laje onde aquele exercia a sua atividade profissional, tendo sido por isso que a queda ocorreu;  11) Que a linha de vida em causa estivesse ancorada nos barrotes da cobertura do edifício alvo de intervenção, a uma altura de 1,30 metros, enquanto o autor se encontrava posicionado a cerca de 1 metro da referida linha de vida, sendo que esta seria movimentada à medida que os trabalhos fossem avançando;  12) Que o autor não tenha conectado o arnês à linha de vida por entender ser assim mais fácil executar as suas tarefas, ou seja, a receção do material que os colegas de trabalho posicionados no piso inferior transferiam;  13) Que não obstante a experiência do autor, tenha o mesmo sido informado dos riscos envolvidos e das medidas a tomar para sua prevenção, relativamente às funções que se encontrava a executar;  14) Que na ficha de procedimentos de segurança para a execução de laje em betão estava identificado o perigo de queda de pessoas a níveis diferentes, adiantando como possível causa da referida situação a não utilização dos equipamentos de proteção individual necessários, nomeadamente, contra queda em altura:  "Perigos Frequentes  - Queda de pessoas a níveis diferentes;  Causas    - Não utilizar os EPI’s necessários, nomeadamente, contra queda em altura.”;  15) Que uma vez que a obra em questão decorria na primeira placa, a cerca de 2,80 metros de altura, existisse linha de vida fixada, cintos, capacetes e arnês para os trabalhadores;  16) Que no momento da queda, o autor, que se encontrava na primeira placa a colocar abobadilhas de laje aligeirada, tivesse colocado o capacete, respetivo cinto e arnês;  17) Que a queda tenha ocorrido porque o autor, para facilitar o seu trabalho, retirou o arnês da linha de vida aquando da receção de material, desequilibrou-se e caiu da altura em que se encontrava;  18) Que o autor, como os outros trabalhadores da ré empregadora, tenha recebido instrução para o uso dos equipamentos de segurança.