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67 a 71 daquela peça processual, sendo ademais descritos factos que claramente apontavam, na aí então alegada comissão por ação, para a existência de dolo direto, nos seguintes termos:"67Os arguidos aqui se incluindo as arguidas ora tinham conhecimento que o representante das Paróquias de  era uma pessoa de idade avançada, que apresentava um discurso confuso devido ao estado de saúde que se encontrava, e atuaram com o propósito, concretizado, de causar prejuízo económico às paróquias que este representava e obterem um benefício que sabiam não ser legítimo.68Os arguidos sabiam que as referidas Paróquias não tinham qualquer dívida às sociedades que representavam, muito menos nos valores que exigiram ao pároco, o que não os impediu de agirem como agiram, exigindo o pagamento de quantias de valor elevado que não eram devidas pelas Paróquias e com base em contratos inexistentes, no momento, da cobrança e do pagamento.69O representante das Paróquias convencido que podiam existir contratos dos quais não se recordava e perante o receio de ver as Paróquias serem alvo de ações executivas e penhoras, procedeu a todos os pagamentos que lhe foram exigidos, pelos representantes das sociedades identificadas supra.70Agiram os arguidos de forma livre, voluntária e consciente com a intenção de obterem para si enriquecimento a que não tinham direito, tendo induzido em erro o representante das Paróquias de , nomeadamente ao afirmarem que as paróquias tinham dívidas às sociedades que representavam, assim fazendo-o crer que estaria obrigado a proceder ao seu pagamento, sob pena de vir a ser instauradas ações judiciais contra as paróquias.71Os arguidos atuaram, em representação e no interesse das sociedades que legalmente representavam, nomeadamente das sociedades E, Lda., G, Unipessoal, Lda., S, Unipessoal, Lda.