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O autor interpôs recurso, tendo finalizado a sua alegação com as seguintes  Conclusões:  1) O presente recurso tem por objeto reapreciar, por um lado, o insuficiente valor arbitrado na douta sentença a título de dano não patrimonial, e, por outro, a improcedência do pedido de indemnização por dano patrimonial; 2) Tendo resultado provado que o Autor, em virtude do violento acidente automóvel de que foi vítima aos 43 anos, sujeitou-se a tratamentos dolorosos durante um período de tempo considerável mais de um ano e meio e com períodos de incapacidade total e parcial, a uma intervenção cirúrgica, padeceu e padece de um quantum doloris fixado em 4, ficou com um dano estético permanente de grau 1, ficou ainda com uma repercussão permanente na atividade sexual de grau 1 e tornou-se uma pessoa mais fechada e desinteressada do convívio com familiares e amigos, entendemos que o montante a arbitrar para compensar estes danos patrimoniais deve ser fixado na quantia de 3000,00 €, ficando a quantia de 1000 € sentenciada na decisão recorrida muito aquém do justo valor; 3) Não podemos concordar com o juízo do Tribunal a quo de que a indemnização arbitrada ao Autor no âmbito do processo laboral e a título de capital de remição o ressarciu devidamente ao nível dos danos patrimoniais decorrentes do sinistro e simultaneamente laboral de que foi vítima, inexistindo qualquer diferença de valor passível de ser atribuída; 4) Não temos dúvidas de que o montante alcançado pelo critério da indemnização é necessariamente mais elevado do que na indemnização laboral; 5) Acontece que o Tribunal a quo, na fórmula de cálculo utilizada e que funciona como auxiliar do juízo de equidade, não teve em consideração, e deveria ter tido, a IPP de 14,4% e, por outro lado, teve em consideração, e não devia ter tido, uma rentabilidade de 2% ao ano, quando a taxa da Euribor está, praticamente, negativa, e uma penalização pela antecipação do recebimento do capital, sem identificar a respetiva percentagem mas que não deve ultrapassar os 10 %; 6) Por aplicação desta fórmula de cálculo é alcançado o valor indemnizatório de 6398,07 €, valor este muito superior ao arbitrado a título de remição no âmbito do processo laboral que foi de 3131,77 €), havendo sempre que ressarcir o Autor pela diferença, posto estas concretas indemnizações serem complementares.