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Assim do despacho que alterou, embora a título provisório, uma medida tutelar cível, cabe sempre recurso, ainda que proferido no âmbito de conferência de pais, em que ambos os progenitores estejam presentes "nos termos do art 32, do RGPTC, a despeito do n  5, do art 28, que, em tal sentido, não deve interpretar-se por argumento a contrario sensu.”4 Consignar-se o contrário seria uma restrição intolerável ao direito de ver reapreciada tal decisão, sendo certo que não se pode invocar que em causa estejam critérios de oportunidade ou conveniência da prolação da referida decisão provisória, que essa sim traduz o exercício de um poder discricionário pelo magistrado e portanto, insusceptível de recurso.