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Ora, pese embora resulte dos factos provados que  Os representantes das sociedades E, Lda., e G, Unipessoal, Lda., sabiam que as referidas Paróquias não tinham quaisquer dívidas às sociedades que representavam, muito menos nos valores que exigiram ao pároco, o que não os impediu de agirem como agiram, exigindo o pagamento de quantias referidas que não eram devidas pelas Paróquias e com base em contratos inexistentes, no momento da cobrança e do pagamento, com a intenção de obterem para si e para aquelas enriquecimento a que não tinham direito, induzindo em erro o representante das Paróquias de  pessoa de idade avançada, fragilizado pelo precário estado de saúde em que se, assim o fazendo crer que estaria obrigado a proceder ao seu pagamento, sob pena de virem a ser instauradas ações judiciais contra as paróquias, a verdade é que nada resulta que permita concluir que as arguidas, enquanto "legais representantes” das mesmas sociedades soubessem ou previssem a possibilidade daqueles "representantes das sociedades”, enquanto e apenas funcionários das respetivas empresas, virem a agir, nos termos em que o fizeram, e que mesmo assim as arguidas não tivessem adotado as condutas a que estavam obrigadas pelo dever de garante que sobre elas impendia, adequadas a afastar o risco de verificação das condutas e do resultado típico a que as mesmas, pela respetiva omissão, acabaram por conduzir.