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É, porém, patente que a sua intervenção se enquadra, como se consigna no acórdão recorrido, na noção de co-autoria sucessiva em que a «consumação material, terminação ou conclusão» que se dá «apenas com a realização completa do ilícito em vista do qual foi erigida a incriminação desde que o agente tenha actuado com o dolo de o realizar; dá-se, por outras palavras, com a verificação do resultado que interessa ainda à valoração do ilícito por directamente atinente aos bens jurídicos tutelados e à função de protecção da norma»4 como um "alongue” – passe a expressão em benefício da clarificação da ideia – relativamente à designada «consumação típica ou formal» e que assume relevância nos chamados crimes duradouros ou permanentes, aqueles em que o estado antijurídico típico se prolonga no tempo enquanto tal for a vontade do agente Fazendo apelo à jurisprudência do Tribunal Supremo de Espanha6 dir-se-á que há co-autoria sucessiva sempre que alguém haja dado início à execução de um delito; que posteriormente outro ou outros juntem a sua actividade à do primeiro para lograr a consumação do delito cuja execução haja sido iniciada por aquele outro; que quem intervém à posteriori ratifique expressa ou o que foi realizado por quem começou a execução, aproveitando-se da situação previamente criada por aquele não bastando o simples conhecimento; que quando intervenham aquele que não hajam participado nos actos iniciais não se tivesse produzido a consumação, de tal modo que não possa dizer-se que quem intervém depois tomou parte na execução do facto.