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Estatui o artigo 412, n 3 do Código de Processo Penal que "quando impugne a decisão proferida sobre matéria de facto, o recorrente deve especificar:   a) Os concretos pontos de facto que considera incorrectamente julgados;   b) As concretas provas que impõem decisão diversa da recorrida;   ) As provas que devem ser renovadas.”, e o n 4 prescreve: "Quando as provas tenham sido gravadas, as especificações previstas nas alíneas e do número anterior fazem-se por referência ao consignado na ata, nos termos do disposto no n. 3 do artigo 36, devendo o recorrente indicar concretamente as passagens em que se funda a impugnação.”     O ordenamento adjectivo contém uma norma similar plasmada no artigo 64 Estabelece a sequente regulação: "1 - Quando seja impugnada a decisão sobre a matéria de facto, deve o recorrente obrigatoriamente especificar, sob pena de rejeição:   a) Os concretos pontos de facto que considera incorretamente julgados;   b) Os concretos meios probatórios, constantes do processo ou de registo ou gravação nele realizada, que impunham decisão sobre os pontos da matéria de facto impugnados diversa da recorrida;   ) A decisão que, no seu entender, deve ser proferida sobre as questões de facto impugnadas.