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Alega para tanto, em síntese, que a providência é apresentada por apenso à acção intentada pela requerente contra os requeridos, pedindo que seja reconhecida e declarada a validade dos contratos de arrendamento respeitantes a fracções autónomas que identifica; a necessidade desse pedido deve-se ao facto de em fins de 2010 a requerente ter recebido notificações judiciais avulsas a resolver os referidos contratos por falta de pagamento de rendas; em 2017, os requeridos apresentaram requerimento de despejo no BNA; a requerente defendeu-se por impugnação e por excepção; a oposição veio a ser julgada improcedente por sentença confirmada por acórdão do TRL e decidindo que deveria ser emitido título para desocupação dos locados; estas decisões não se pronunciaram sobre, nem tiveram em conta, nenhuma das excepções deduzidas pela requerente; a requerente intentou a acção principal para que o tribunal se pronunciasse sobre tais questões; face ao que, resulta claramente indiciado o direito da requerente a que lhe seja reconhecido o direito de arrendatária.