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; 23 Nestes termos, e presumindo que todo o processo de aquisição do imóvel estava a ser bem conduzido, em 23 de Junho de 2016, HH recebeu uma comunicação com uma primeira factura emitida pela sociedade de advogados "Aidar Carneira Legal", no valor de € 1890,00 dezasseis oitocentos e noventa, relacionado com a aquisição do imóvel e processo de obtenção de visto; 23 Assim, em 30 de Junho de 2016, com vista à liquidação da factura acima referida e sinal de aquisição da ".... Villa", das Areias ....., HH efectuou uma primeira transferência, no valor de € 5691,74 cinquenta e oito seiscentos e noventa e um euros e setenta e quatro cêntimos), via "ING BELGIUM NV/SA", e creditada na conta da sociedade arguida "@.. Legal, Ltd", "BPI" .....151, 23 Em 30 de Junho de 2016, HH e ZZZ procederam ainda à abertura na ..... de uma conta bancária no "Banco Millennium BCP", no sentido de agilizar futuras transferências de fundos para a conta da sociedade de advogados "Aidar .. Legal"; 23 Por e-mail, datado de 002016, a arguida AA informou que o valor da primeira transferência havia sido entregue ao banco, conforme combinado, fazendo assim crer que tudo estaria a decorrer conforme planeado; 23 Contudo, a 002016, HH manifestou junto da arguida AA a sua vontade de desistir do negócio de aquisição do imóvel e procedimento de obtenção do "visto gold"; 23 Perante tal facto, a arguida AA informou a família .HH, sempre na ideia que o contrato promessa de compra e venda já havia sido assinado, o que não correspondia à verdade, que, de acordo com a lei portuguesa, uma vez realizado o CPCV, se o mesmo não fosse cumprido, por razões imputadas ao comprador o depósito que havia sido efectuado seria perdido, pelo que, consequentemente, foram aqueles convencidos a manter o negócio e a efectuar as restantes transferências; 24 Sendo certo que, o departamento imobiliário da sede do "Novo Banco" apenas veio a remeter, posteriormente, em 12 de Setembro de 2016, o CPCV entre o "Novo Banco" e HH; 24 Nestes termos, procedeu HH às seguintes transferências referentes ao remanescente do preço da habitação: - em 002016, transferência via "ING BELGIUM NV/SA", creditada na conta da sociedade arguida "@.. Legal, Ltd", "BPI" .....151, no valor de € 6042,00 sessenta e quarenta e dois; - em 102016, transferência creditada na conta da sociedade arguida "@.. Legal, Ltd", "MBCP" 005, no valor de € 43050,00 quatrocentos e trinta e nove e cinquenta; - em 102016, transferência via "ING BELGIUM NV/SA", creditada na conta da sociedade arguida "@.. Legal, Ltd", "BPI" .....151, no valor de € 3147,00 trinta e um cento e quarenta e sete; 24 Sucede que, recebidos estes valores, ao invés de os aplicar nos fins contratados, designadamente na aquisição da ".... Villa", das Areias ....., a arguida AA veio a fazê-los seus, utilizando-os para fins próprios, pessoais e profissionais; 24 Não obstante, e de forma a fazer crer que a propriedade havia sido adquirida, a arguida AA forjou diversos documentos, que enviou a HH, nomeadamente: - cópia da certidão permanente, referente ao prédio urbano sito na .., Lote , , pertencente à Freguesia de ., e descrita na Conservatória com o número , no qual consta o nome de "HH" como sujeito activo, sendo que deveria constar "Novo Banco, S.A.", conforme original de fls.