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E ainda que se possa acrescentar que a A. responde, não só pelo seu dolo, mas igualmente pela sua negligência grosseira porque aqui reside a diferença entre a lei portuguesa e a lei alemã, sendo esta última a aplicável ao caso concreto, como acima já ficou, o acto de troca das obrigações que a A. praticou em Junho de 2018 não pode ser caracterizado como um acto doloso ou gravemente negligente, entendidos tais conceitos como significando a vontade da A. actuar em prejuízo da R. Com efeito, há que ter presente que logo em 5/1/2018 a R. afirmou à A. estar colocada pela sua cliente numa "posição que torna o cumprimento da transacção acima referida impossível”.