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E isto porque existem assinaláveis diferenças entre os depósitos a prazo e a subscrição de obrigações que o Banco réu, enquanto instituição de crédito, não ignora; diferenças que resultam da complexidade e particularidades destas últimas que os primeiros não comportam, enquanto produtos simples destinados a captar as poupanças dos investidores, com reembolso garantido de capital e, tipicamente, uma taxa de juro fixa, mas também por beneficiarem os últimos da proteção do Fundo de Garantia de Depósitos art 155 e segs do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades, garantias que a subscrição de obrigações não compreendem; por efeito destas diferenças, o recurso à figura dos depósitos a prazo para vender obrigações constitui, a nosso ver, um péssimo ponto de partida para qualquer esclarecimento e um inultrapassável fator de perturbação da informação devida ao investidor mormente quando inexperiente, como se demonstra ser o caso.