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O processo seguiu os seus termos e, depois da audiência de discussão e julgamento, foi proferida a seguinte decisão: a) Declaro abusiva e, por isso, nula a cláusula inserta no contrato de seguro de vida celebrado entre as partes sob a apólice referente à definição de Invalidez Absoluta e Definitiva da Pessoa Segura, na parte em que estabelece como condição de verificação do risco "o recurso à assistência permanente de uma terceira pessoa para os actos básicos da vida diária, incluindo necessariamente a dependência total de terceiros para a higiene e alimentação”;  b) Declaro verificado o risco por o Autor se encontrar, em virtude de acidente, numa situação de invalidez absoluta e definitiva;  ) Condeno a Ré a pagar ao beneficiário Banco o remanescente em dívida com respeito ao crédito à habitação concedido ao Autor;  ) Condeno a Ré a reembolsar o Autor das prestações por este pagas ao Banco Beneficiário desde a data do acidente, ou seja, 19/12/201 Desta sentença recorre a seguradora, impugnando a matéria de facto bem como a solução de direito.Os recorridos contra-alegaram defendendo a manutenção do decidido.Foram colhidos os vistos.A impugnação da matéria de facto incide sobre os pontos 1 a 3 dos factos não provados e que são estes: - O Autor e a esposa optaram livremente pelo seguro de vida com as coberturas Mensal Mais Morte e Invalidez Absoluta e;  - Aquando da adesão ao seguro o Autor e a esposa foram informados pelo funcionário do Banco acerca das respectivas coberturas.