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No erro manifesto o julgador, consignando, à semelhança do erro material, aquilo que não queria dizer, fá-lo por um vício ou lacuna do raciocínio dedutível do contexto da decisão, como sucede, vg, quando o julgador, ao contrário do que resultava do teor da decisão, não abateu um quantitativo que se impunha descontar”.. Ora, conforme é bom de ver, quando, no acórdão proferido em 09/04/2021, se escreve que "o presente recurso foi interposto no dia 27 de fevereiro de 2020”, nada permite concluir que ao assim se escrever este tribunal coletivo tenha incorrido num erro material, porquanto, tinha em mente escrever coisa diversa daquilo que nele consignou a propósito da data em que a recorrente interpôs recurso da decisão proferida pela 1 Instância, em que esta julgou a presente instância extinta, por deserção, tanto mais que, ao longo daquele aresto, mais nenhuma referência é feita quanto à data concreta em que esse recurso foi interposto, e, muito menos, um qualquer observador externo teria qualquer possibilidade de concluir que este tribunal coletivo escreveu "27 de fevereiro de 2020” quando pretendia escrever "27 de fevereiro de 2019”.