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Seja como for, os autores, desde há mais de 30 anos que usam o prédio em questão como se seu fosse pelo que adquiriram a sua propriedade por usucapião.Os 2 a 4 réus contestaram impugnando toda a factualidade alegada e afirmando que o bem pertencia ao falecido G., no estado de casado com a ré , tendo o ora autor actuado sempre e apenas como procurador daquele.Foi dispensada a audiência prévia, foi fixado o objecto do litígio, enunciados os temas da prova – onde se lê: "Para a litigância de má fé: se os réus sabiam do referido em e” -, admitidos os requerimentos probatórios e designada data para audiência final.Em 09/06/2021 foi proferida sentença, cuja parte dispositiva se reproduz na parte pertinente:  "Pelo exposto, vai a presente acção julgada parcialmente procedente, nos seguintes termos: Improcedem os pedidos formulados nas alíneas e do petitório, com a consequente absolvição dos réus dos pedidos de declaração de nulidade do negócio simulado e de validade do negócio dissimulado; Procedem os pedidos formulados nas alíneas a do petitório, com o consequente reconhecimento e declaração que os ora autores A. e A. são proprietários do prédio urbano sito na Rua ..., em ..., correspondente ao lote .. mencionado no negócio referido em e à construção nele erigida, onde os autores residem.