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, Coimbra, 2007, p. 80 17 O direito de propriedade é um direito fundamental constitucionalmente protegido, reitera-se, esta expressamente proibida a privação arbitraria, razão pela qual, respeitosamente se refere, que não se pode concluir que "o grau de gravidade em causa não justifica as providencias requeridas "pois as providencias requeridas também visam proteger a propriedade dos requeridos, Acresce que, 18 Tão pouco se acompanha a conclusão "não foram alegados fatos que que fundamentam a urgência na efetivação do direito em causa ", pois, a) em 24 do requerimento cautelar é referido que "a causa de pedir circunscreve- se na atuação turbadora da posse dos requeridos em data próxima a 15 de abril de 2020, conforme PI cuja cópia se junta como documento número 4,” b) Em 25 é referido que "aquele pedido resulta do justo receio de ser perturbado ou esbulhado pelos autores da ameaça, ali réus” ) Em 27, é referido "há cerca de uma semana reiteram, repetiram a mesma atuação no dia 13 de março do corrente ano de 2021, o que determinou nova queixa- crime” ) Em 28 é referido que, "para além de reiteraram os trabalhos, turbando a posse, que para alem de ser efetiva é também presumida aos requerentes, fazendo maior agravo ao declararem perante todos, GNR incluída, que o voltarão a fazer as vezes que entenderem” e) Em 29 é referido que, "os requerentes temem a perturbação da sua posse, ou mesmo o esbulho violento, e esperam do Tribunal intervenção urgente no sentido de que aqueles ponham termo a esta conduta que lhes causa séria inquietação” f) Em 34 é referido que "acresce que os eucaliptos plantados pelos requerentes em 2014 ostentam já um porte razoável, e, como os requerentes temem, razoavelmente temem, que as referidas arvores sejam cortadas e até vendidas pelos requeridos” g) Em 35 é referido que os requeridos podem agora, atento "As condições atmosféricas são agora propícias ao trabalho das máquinas adequadas ao corte, com capacidade de o efetuar com rapidez” h) Em 36 é referido que "os requeridos brandam ignorar que tal terreno não seja de sua propriedade, apesar de conhecerem as decisões judicias e não poderem ignorar que não foram eles que plantaram os eucaliptos” no valor de 3000,00, atente-se ao referido em 38 do requerimento ) Em 37 é inclusive referido que no caso dos requeridos efetuarem o corte dos eucaliptos dos requerentes, tal atuação poderá provocar reações violentas por parte da família dos requerentes, "os requerentes não dispõem de outra forma processual célere que permita a interpelação dos requeridos, alias, diga-se que da mesma resultará a mais que adivinhada altercação à paz pública”, 19 Bem se percebe que foram alegados fatos que fundamentam a urgência na efetivação do direito em causa, note-se que temos para nós que o tribunal é o principal garante da paz pública.