Legal Document Excerpt:

Notificado da contestação, o Autor-reconvindo apresentou réplica, na qual pediu a improcedência da reconvenção e manteve o alegado na petição inicial, embora admitindo a união e a filha em comum, alegando:  Ter sido o único comprador do prédio misto, na escritura de compra e venda;  Ter celebrado dois contratos de mútuo, garantidos por hipoteca, um de 5000,00€ para aquisição de imóvel e outro de 3400,00€, destinado a financiamento de investimentos múltiplos, utilizado para completar o valor de 6000,00€, para compra do imóvel, bem como para a aplicação na compra de bens móveis, correspondentes ao recheio da habitação e de utensílios, e em diversas obras no imóvel;  Foi sempre o reconvindo que, à sua exclusiva custa, suportou todos os custos e pagamento atinentes quer ao imóvel, quer a obras, não tendo a Ré-reconvinte participado com qualquer valor, quer aquando da escritura quer posteriormente, pois que tais despesas foram cobertas com os empréstimos contraídos pelo Autor;  Não ter sido a aquisição decidida em conjunto pelas partes, correspondendo antes a um desejo do Autor de possuir uma propriedade na sua terra natal, que pudesse cultivar e utilizar como poiso de lazer e férias, sendo falso que houvesse agido em qualquer dos contratos em representação da Ré;  A Ré nunca viveu com carácter de permanência na citada habitação, apenas acompanhando o Autor nas suas deslocações àquele local, estando a ocupar tal prédio por mero acaso e de forma meramente precária;  A Ré não aufere quaisquer rendimentos, tendo sido sempre o Autor quem suportou todas as despesas e encargos decorrentes da vida quotidiana, bem como da aquisição de veículos automóveis, manutenção, pagamento do combustível, educação da filha e liquidação de todos os impostos.