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do STJ de 002100, Rev n 6275/07TBVFX.L1,de 9/5/11), os princípios essenciais a ter em consideração, em matéria de interpretação, são os seguintes:  - A declaração negocial valerá de acordo com a vontade real do declarante, se esta for conhecida do declaratário - art 236, n2, ; - Não o sendo, valerá com o sentido que possa ser deduzido por um declaratário normal, colocado na posição do declaratário real, salvo se este não puder razoavelmente contar com ele teoria da impressão do destinatário) - art 236, n1; - Nos negócios formais, a declaração não pode valer com um sentido que não tenha um mínimo de correspondência no texto - art 238, n1; dito doutra forma: para que possa valer, o sentido atribuído pelo "declaratário normal”deverá estar expresso, ainda que de forma imperfeita, no próprio texto do documento que corporiza a garantia prestada; - O sentido sem correspondência mínima no texto poderá ainda valer se traduzir a vontade real das partes e as razões determinantes da forma do negócio se não opuserem e essa validade - art 238, n  "O que basicamente se retira do art 236 do é que, em homenagem aos princípios da protecção da confiança e da segurança do tráfico jurídico dá-se prioridade, em tese geral, ao ponto de vista do declaratário.