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A Requerida., inconformada, recorreu de tal decisão, formulando as seguintes conclusões: Da confrontação dos factos provados presentes na Douta Sentença, não é possível encontrar qualquer referência ao facto provado, não tendo, assim, a aqui Apelante forma de saber qual é o facto a que o Tribunal a quo se refere; Por outro lado, o Tribunal a quo limita-se a "copiar” os factos constantes do requerimento de providência cautelar apresentado pela Requerente, dando-os como provados, omitindo qualquer referência aos factos apresentados pela aqui Apelante, e que contrariam os apresentados pela Requerente; O Tribunal a quo desconsidera a verificação de factos que não são controvertidos na relação das partes, nomeadamente quanto à data de notificação da Requerente, dando como não provado um facto que nunca foi controvertido, resultando, aliás provado, do confronto das peças processuais apresentadas pelas partes; O Tribunal a quo, embora se sustente, quase exclusivamente, no procedimento disciplinar, ignorando o alegado pelas partes, para considerar provados factos favoráveis à Requerente, não o faz quanto aos factos favoráveis à Requerida e aqui Apelante, nomeadamente, quanto à verificação dos requisitos de articulação e descrição precisa dos factos, Bem como, quanto à prova apresentada pela Requerente no que diz respeito à veracidade da documentação apresentada pela Requerente; Veja-se, particularmente, os documentos constantes a fls 115, 116, 125 e 131 do procedimento disciplinar Existe, assim, como aliás ocorre ao longo de toda a Douta Sentença, uma total desconsideração pela posição da aqui Apelante; Relativamente à intempestividade da prática do direito de acção, A Requerente exerceu o seu direito de forma extemporânea ou intempestiva; A Requerente foi pessoalmente notificada da decisão de despedimento no dia 11 de Dezembro de 2019; Nos termos do n. 2 do artigo 29 da LGTFP, o prazo para requerer a providência cautelar que vise a suspensão do despedimento é de "30 dias a contar da data de produção de efeitos da extinção do vínculo”, contados em dias corridos; Estabelece, ainda, o artigo 22 da LGTFP que "as sanções disciplinares produzem efeitos no dia seguinte ao da notificação do trabalhador”; O prazo para o exercício do direito de instaurar providência cautelar terminou no dia 10 de Janeiro de 2020; Tendo a Requerente apresentado o seu requerimento inicial a 13 de janeiro de 2020, dúvidas não restam de que exerceu o seu direito de forma extemporânea.