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No caso dos autos, a apelante veio reclamar da relação de bens apresentada pelo cabeça-e-casal solicitando que fosse eliminada dessa relação a verba n. 3, em que o último relaciona o estabelecimento comercial que funciona no rés-do-chão do prédio aí também relacionado sob a verba n.1, alegando como fundamento desta sua pretensão que o relacionamento e licitação autónomos desse estabelecimento comercial e prédio em cujo rés-do-chão se encontra instalado irá implicar a constituição sobre o prédio de um direito real de uso, em beneficio do estabelecimento comercial, o que levará à desvalorização do prédio e, bem assim que o referido estabelecimento sempre foi explorado pela inventariada e pelo falecido marido desta como parte integrante do prédio, além de que aquele não goza de valor económico relevante, conforme resulta do inventário adrede junto à relação de bens e quando há muito que esse estabelecimento comercial não tem movimento económico relevante, sendo despiciendo e até ridículo o vertido em sede de IRS ao longo dos últimos anos.