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18- O arguido sabia que efectuava uma ligação directa desde as instalações eléctricas da rede pública de fornecimento de energia até à instalação da sua residência, incluindo os pisos com os quartos arrendados e o salão de cabeleireiro e que, desse modo, consumia energia eléctrica daquela rede sem passar pelo contador - e que, por consequência, não lhe pertencia -, em valor estimado consideravelmente elevado; e bem assim, que se apoderava de energia eléctrica daquela rede impedindo o aproveitamento económico pelo dono; bem como, que da sua conduta resultava perturbação do fornecimento público de energia com diminuição da qualidade de onda da energia fornecida aos demais consumidores e aumento do risco de «curto-circuito».