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Nas suas alegações de recurso a Recorrente desistiu de persistir no argumento até então utilizado, conformando-se com a verificação de um incumprimento do prazo legal previsto e com o mérito da aplicação da sanção administrativa, cingindo o seu recurso às questões jurídicas que se seguem: -Da violação do princípio da imparcialidade consagrado nos arts 9 do CPA e 266/2 da CRP -       Ressalta dos autos que a ora Recorrente na sua petição inicial colocou em causa a intervenção do Director Coordenador do Serviço de Inspecção de Jogos no procedimento que deu lugar à aplicação de uma sanção administrativa, a qual se traduziu na aplicação de uma multa no montante de €1000,00, em três momentos distintos: propôs a instauração do processo; subscreveu a proposta de decisão que recaiu sobre o parecer elaborado pelo instrutor Inspector JM e subscreveu a deliberação que determinou a aplicação da sanção administrativa.