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Com efeito, a lei só declara inepta a petição quando falte ou seja ininteligível a indicação do pedido ou da causa de pedir, o que logo inculca a ideia da desnecessidade de uma formulação completa e exaustiva de um e outro elemento” 1 A ideia geral, no fundo, "é a de impedir o prosseguimento duma acção viciada por falta ou contradição interna da matéria ou objecto do processo, que mostre desde logo não ser possível um acto unitário) de julgamento, «judicium»” 181 Jurisprudencialmente, e de forma exemplificativa, menciona-se no douto aresto do STJ de 02/12/2013 20 que "a causa de pedir é o acto ou facto jurídico, simples ou complexo, mas sempre concreto – in casu uma sequência de negociações havidas entre o Autor e os Réus, com vista á aquisição de imóveis, que se frustraram no seu objectivo principal – de onde emerge o direito que aquele Autor, aqui Recorrido, pretende fazer valer nesta acção, traduzido do direito de crédito do Autor sobre os Réus, cfr Manuel de Andrade, Noções Fundamentais de Processo Civil, 1976, 111; Antunes Varela Miguel Bezerra, Sampaio e Nora, Manual de Processo Civil, 2 edição, 244/246; Ac Stj de 3 de Junho de 2004 Relator Salvador da e de 6 de Julho de 2004 Relator Araújo de, in www.dgsi.pt”.