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Conforme refere Rui Mascarenhas Ataíde, Responsabilidade Civil por Violação de Deveres de Tráfego, 2015, p. 582, quem exerce uma profissão ou um ofício com certa autonomia ou oferece os seus serviços ao tráfego tem, independentemente de relações contratuais, «uma responsabilidade geral pelo decorrer ordenado das coisas na área da sua profissão ou do seu ofício, podendo consequentemente ser obrigado, dado o caso, a uma ação positiva.» Tem-se entendido que a pessoa que cria ou mantém fonte de perigo ou os conduz, só responde pela eficácia danosa se esse estado de coisas se combinar com um poder de controlo que lhe permita levar a cabo as medidas necessárias para a segurança no tráfego, sendo que «Portador do dever é sempre o titular de um efeito poder dispositivo sobre a fonte ou a atividade perigosa, independentemente da sua legitimidade ou qualidade jurídica» Op.