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Por seu turno, o n. 2, exemplifica com várias situações em que se considera que a criança está em perigo, designadamente quando: "a)Está abandonada ou vive entregue a si própria; b)Sofre maus tratos físicos ou psíquicos ou é vítima de abusos sexuais; )Não recebe os cuidados ou a afeição adequados à sua idade e situação pessoal; )Está aos cuidados de terceiros, durante período de tempo em que se observou o estabelecimento com estes de forte relação de vinculação e em simultâneo com o não exercício pelos pais das suas funções parentais; e)É obrigada a atividades ou trabalhos excessivos ou inadequados à sua idade, dignidade e situação pessoal ou prejudiciais à sua formação ou desenvolvimento; f)Está sujeita, de forma direta ou indireta, a comportamentos que afetem gravemente a sua segurança ou o seu equilíbrio emocional; g)Assume comportamentos ou se entrega a atividades ou consumos que afetem gravemente a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento sem que os pais, o representante legal ou quem tenha a guarda de facto se lhes oponham de modo adequado a remover essa situação.