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As divergentes posições vertidas na fundamentação da decisão recorrida e nas motivações da apelação mais não são do que o reflexo dos diferentes entendimentos que a este respeito têm sido assumidos, designadamente na jurisprudência dos tribunais superiores, entre aqueles que consideram que «só naqueles casos especiais processos em que seja previsível a existência de actos de gestão que requeiram especiais conhecimentos por parte do é que o juiz, nomeando AI/AJP diferente do proposto ou indicado, designadamente pelo devedor, deverá fundamentar a sua discordância, em conformidade com o disposto nos citados artigos 3, n. 1 e 5 do CIRE»9, os que entendem que «o administrador da insolvência deve ser escolhido pelo juiz de entre os administradores inscritos na lista oficial e por processo informático que assegure a aleatoriedade da escolha» e «só excecionalmente a regra referida deve ser afastada, optando-se pela indicação feita pelo requerente da insolvência», mas nesses casos, «como se impõe a qualquer despacho, a opção do tribunal deve ser fundamentada, mormente se, devidamente requerida a nomeação de determinado administrador da insolvência, não se opta pela mesma»10 e, finalmente, os que sustentam que «na ausência de qualquer razão que desaconselhe a nomeação do administrador judicial proposto pelo requerente, deve esse critério sobrepor-se ao da sua selecção por meio de sistema informático que assegure a aleatoriedade da escolha e a distribuição em idêntico número dos administradores judiciais nos processos, previsto no Estatuto do Administrador Judicial»1  Conforme acentua a Apelante é verdade que CARVALHO FERNANDES e JOÃO LABAREDA12 consideram que «o entendimento correcto vai no sentido de o recurso ao referido sistema informático só se verificar no caso de não haver indicação do devedor ou da comissão de credores, quando esta seja viável, e o juiz a ela atender, ou quando não se verifique a preferência pelo administrador judicial provisório».