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10 - Embora não se veja necessidade de reapreciar a prova gravada para se concluir como se concluiu supra, o mesmo é dizer, que se entende que o que ficou mencionado é mais do que suficiente para concluir pela alteração da factualidade provada e não provada e, consequentemente, pela condenação do arguido por 5 crimes de abuso sexual de crianças, p. e p. pelo artigo 17, n. 3, al., do P.P., dir-se-á, em qualquer caso, e prevenindo eventual entendimento em sentido contrário por parte desse Venerando Tribunal, que, considerando, desde logo, o depoimento prestado, pelo próprio arguido sessão da audiência de julgamento, de 202019, ficheiro 20190328094340_4067468_2871310), sobretudo, o por ele referido aos minutos 04,30 e seguintes "sim, é verdade”, "fiz, claro que fiz”, "não devia ter feito”, "tenho toda a culpa”), 11,25 e seguintes "sabia que era um sítio de passagem, também de menores frequentadoras das escolas básica Padre Alberto Neto e Secundária Leal da Câmara”) e 25,40 e seguintes "sítio de passagem de peões”, "há crianças que podem passar ali”, "fiz para meu prazer sexual”, "pelo menos numa das situações o vidro do lado do condutor estava aberto porque estava muito calor”, "a viatura não tem vidros fumados”), impunha-se que o Tribunal a quo tivesse concluído como se deixou dito na parte final do ponto , que antecede.