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3 De facto, o segundo R. parece não ter consciência de que a sua intervenção nos presentes autos resulta apenas e tão-só da circunstância de ter celebrado com o primeiro R. os negócios de doação relativos aos cinco imóveis identificados nos artigos 2 e 2 da P., encontrando-se, pois, o litígio circunscrito à impugnação pauliana de tais negócios, em particular quanto à procedência dos pedidos B. e da P. 3 Na verdade, tratando-se de um terceiro às relações contratuais estabelecidas entre o primeiro R. e A., a causa de pedir que lhe é imputada ou seja, "os factos que servem de fundamento à ação” resume-se à verificação dos pressupostos legais de que depende a procedência do pedido de impugnação pauliana, designadamente a aquisição direta de bens que integravam a garantia patrimonial do primeiro R., sendo certo que, por se tratar de aquisições gratuitas, nem sequer se torna exigível a prova do requisito da má-fé, conforme se explicitou já na P. 3 Dito de outra forma: a A. apenas peticionou o direito de executar os aludidos imóveis no património do R. e de aí praticar os atos de conservação e de garantia patrimonial autorizados pela lei  4 Assim, tratando-se, quanto ao segundo R., de uma típica ação de impugnação pauliana, a única matéria que pode ser objeto de controvérsia é saber se o impugnante é credor do transmitente, se o comprador e o vendedor agiram de má-fé o que, nos presentes autos, é dispensado, dado tratar-se de um ato gratuito, que não foi impugnado pelos réus e se o obrigado possui outros bens que garantam a dívida.