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É certo, como se infere da fundamentação do meritíssimo juiz, na decisão ad quod, que um negociador prudente deve contar sempre com o risco das negociações falharem, dado que este constitui princípio básico do direito a liberdade contratual, que engloba tanto a liberdade de contratar, como a de não contratar, podendo os participantes nas negociações, em qualquer momento, enquanto o contrato não tiver sido celebrado, romper as negociações, sem que isso, só por si, acarrete responsabilidade  Contudo o que já não é aceitável à luz dos ditames da boa fé contratual é que se crie a convicção de que o negócio está fechado "fechamos o negócio com um aperto de mão”) e depois sem qualquer justificação, aviso ou razão aparente o negócio não se conclua.