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Na Fundamentação de direito do despacho recorrido o tribunal a quo, apoiado na Informação complementar que para além de referir a existências de sanções disciplinares, se limita a concluir que o condenado continua a não reunir as condições necessárias para a sua reinserção social e no Relatório para a concessão da liberdade condicional, de 24 de Junho de 2015 no item ‘Evolução durante o cumprimento da pena – Atitude face ao crime e reacção à pena’, no segmento, «No entanto, apresenta uma linguagem confusa, verbalizando " um juízo crítico, ainda que abstractamente considerado, até porque não assume comportamentos pessoais que tenham implicado prejuízo ou dano para as mesmas”, in Avaliação do PIR», e no item ‘Avaliação e Parecer’, no segmento, «Parece insuficientemente interiorizada a censurabilidade face ao seu percurso criminal e mitigado o efeito dissuasor da pena aplicada», concluiu que o recorrente ainda apresenta um discurso autocrítico pouco consistente, bem como o seu projecto de vida parece pouco assimilado por forma a poder concluir-se que o mesmo em liberdade terá comportamento diverso do que o ocorrido no passado.