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Neste sentido, tem-se entendido que não deve ser fornecida uma noção única de "residência habitual”, sob pena de daí resultar uma descrição excessiva por parte do legislador assim, Marco Mellone; "La nozione residenza abituale e la sua interpretazione nelle norme conflito comunitarie” in Rivista diritto internazionale privato e processuale, ano , n. 3, julho/setembro, CEDAM, Pádua, 2010, p.. E, de igual modo, a jurisprudência europeia tem considerado que a interpretação do conceito de "residência habitual” levada a cabo noutros domínios do direito da União não poderá servir de base à interpretação do conceito plasmado no artigo  do Regulamento em questão Acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia, processo -532/07, de 2 de abril de, pelo que, a tal conceito deve ser dado, em face do Regulamento n. 2201/2003, um significado autónomo cfr., Comissão Europeia, Guia Prático para aplicação do Regulamento Bruxelas , em, disponível em https://e-justice.europa.eu/fileDownload.do?=488478ee-a528-4609-8169-1db80942fb4b, p..  Tem-se assinalado que, por vezes, pode ser difícil determinar o lugar de residência habitual da criança, especialmente quando se verifiquem deslocações frequentes de um Estado-Membro para outro ou quando a travessia de uma fronteira internacional seja relativamente recente.