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E não percebe o ora Recorrente, nem com tal se conforma, porque indefere o Tribunal a quo tal pretensão, uma vez que a DGRS, entidade responsável pela execução da medida, não vê qualquer inconveniente no facto de o Recorrente viver num outro país, sem qualquer fundamentação, alegando apenas o Tribunal a quo que, "o local onde trabalha o arguido não pode, seja porque for, levar a que se exima das suas obrigações decorrentes da prática de um crime.” Na verdade, é inquestionável a falta de fundamentação do referido despacho, em matéria de especial relevância para o aqui Recorrente, violando assim o disposto no 97 n 5 do Código de Processo Penal, pelo que a falta de fundamentação do despacho recorrido configura nulidade do mesmo.