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640, do CPC, nos termos supra expostos, rejeita-se o recurso, no respeitante à reapreciação da matéria de facto, na parte relativa à invocada ocorrência de "acidente”/"colisão”, nenhuma alteração havendo a fazer, nessa parte, à decisão da matéria de facto que de nenhuma obscuridade ou contradição padece, sendo que bem resulta de tal decisão que os factos alegados que integram o conceito de acidente, impugnados pela parte contrária, foram considerados não provados, não se tendo, na verdade, provado o afirmado nexo de causalidade entre o concretamente alegado sinistro e os danos, sequer o afirmado na petição sinistro, isto como o próprio apelante reconhece nas conclusões das alegações de recurso.Quanto à restante parte da impugnação da decisão da matéria de facto - a relativa aos concretos factos pretendidos alterar referidos nas conclusões 7 e 8 - afiguram-se-nos os mesmos, de todo, irrelevantes para a decisão final da causa, dada a rejeição do recurso da impugnação da matéria de facto na parte restante e, por isso, não deve ser apreciada, pois que "mesmo antes de atendermos à bem ou mal fundada pretensão da recorrente no que toca à impugnação da matéria de facto, a apreciação da mesma só deve ocorrer se ela for necessária ou útil para a alteração da decisão proferida em sentido conveniente para o. Ou seja, a impugnação da decisão sobre a matéria de facto, consagrada no artigo 64 do CPC, visa, em primeira linha, modificar o julgamento feito pelo tribunal recorrido sobre os factos que se consideram "incorrectamente julgados".