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Posto isto e revertendo-se ao caso em apreço, provou-se que, para além das retribuições referidas em, nos 12 meses anteriores ao acidente, ou seja, entre setembro de 2013 a agosto de 2014, inclusive, o Autor e sinistrado AAA auferiu ainda, a título de retribuições por trabalho suplementar prestado ao serviço da sua entidade empregadora, a ora Ré/apelante BBB., as que se discriminam no ponto dos factos provados, ou seja, as que lhe foram pagas nos meses de setembro, outubro e novembro de 2013, março, maio, junho e agosto de 201  Perante esta matéria de facto provada, diremos, antes de mais que, contrariamente ao que parece inferir-se das alegações e conclusões do recurso interposto pela Ré/apelante e como, a nosso ver, bem se menciona no voto de vencido que consta do douto Acórdão da Relação de Évora de 07/12/2016, proferido no processo n. 67/14T8STB.E18, «A prestação de trabalho suplementar não constitui uma prestação acessória, mas a continuação da execução da prestação principal a que o está obrigado, a qual reveste maior penosidade por se prolongar para além do horário normal de trabalho.