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O modo de prestar declarações para memória futura respeita no essencial o princípio do contraditório.” Veja-se nesse sentido também o Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 24-04-2012:   As declarações para memória futura constituem uma excepção ao princípio da imediação e, são diligências de prova realizadas pelo juiz de instrução na fase do inquérito, sujeitas ao princípio do contraditório, que visam a sua valoração em fases mais adiantadas do processo como a instrução e o julgamento, mesmo na ausência das pessoas que as produziram;   Constituem requisitos da tomada de declarações para memória futura:  - Que a testemunha a inquirir esteja afectada por doença grave ou que tenha que se deslocar para o estrangeiro;  - Que seja previsível, quer por causa da doença, quer por causa da deslocação, que a testemunha esteja impedida de depor em julgamento;   Tais requisitos são válidos para todos os crimes, com excepção dos crimes sexuais e, actualmente, com excepção dos crimes de tráfico de pessoas ou contra a liberdade e autodeterminação sexual.