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Por outro lado, há identidade de causa de pedir quando a pretensão deduzida nas duas ações procede do mesmo facto jurídico, sendo, no que para o caso interessa, de sublinhar que, nas ações reais a causa de pedir é o facto jurídico de que deriva o direito real n 4 do citado – facto jurídico esse que, no caso, corresponde à matéria que integra a usucapião, certo que a simples aquisição derivada não comprova a receção do direito alienado atento o princípio nemo plus iuris in alium transfere potest quam ipse habet –, bem como que, de acordo com a teoria da substanciação, acolhida na lei adjetiva portuguesa e que encara a causa de pedir como o próprio facto jurídico genético do direito,resulta ainda que se integram no conceito de caso julgado os factos invocados que forem injuntivos da decisão, porquanto "a causa de pedir consiste na alegação da relação material de onde o autor faz derivar o correspondente direito e, dentro dessa relação material, na alegação dos factos constitutivos do direito” Acórdão da Relação de Coimbra de 002013).