Legal Document Excerpt:

Com efeito, e como já acima julgamos, é destituído de razoabilidade e é até inverosímel pelos termos apresentados pela Recorrida, e até por experiência de vida, que uma sociedade comercial tenha querido fazer prova de de que não realizou obras na moradia, e que depois tenha vindo, a final, a fazer os pagamentos aos técnicos que aí intervieram, que os declararam ter recebido, apenas porque os donos da obra não cumpriram com os prazos de pagamento dessas execuções, quando é certo que a Recorrida não apresentou nehuma prova antes pelo contrário da existência de uma especial relação de amizade, social, de benemerência, ou outra para com os donos da obra, e de outro modo, que existisse algum dever jurídico que impendesse sobre si, ou a expressão de algum sentimento de responsabilidade de ordem ética ou moral, que fosse socialmente admissível, para proceder ao pagamento desses execuções, na ordem de quase €12000,00, quando o sócio-gerente ao tempo em que prestou as declarações iniciais na AT, até declarou não se lembrar da obra, e que quanto ao proprietário, que não conhecia bem, mas que pensava chamar-se "G...”.