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Sumário do Acórdão do STA; 2 Tendo a A. apresentado ao IFAP "em 102003, 012003, 202004 e 002005” pedidos de reembolso de despesas ainda não pagas nas datas de apresentação de tais pedidos de reembolso de despesas, tal comportamento constitui violação das disposições de direito comunitário constantes do art 32 do R 1260/1999 e da Regra n 1 anexa ao R 1685/2000; 3 Por outro lado, a violação dessas disposições de direito comunitário, também constituem irregularidades na acepção do n 2 do art 1 do R 2988/95; 4 Assim, a apresentação ao IFAP pela A. de pedidos de reembolsos de despesas não pagas nos termos tidos por provados na fundamentação de facto do Acórdão recorrido "Constitui comportamento repetido de  actos atuações ou omissões) num intervalo inferior a 4 anos, que se traduzam na violação da mesma disposição de direito comunitário”; 5 Tratando-se, pois, de irregularidades praticadas pela A. num período de tempo inferior a 4 anos entre 07/01/2003 e 01/03/2005), em violação das mesmas disposições de direito comunitário, tais irregularidades terão de se considerar como irregularidades repetidas na acepção do 2 parágrafo do n 1 do art 3 do R 2988/95, que dispõe que "O prazo de prescrição relativo às irregularidades continuadas ou repetidas corre desde o dia em que cessou a irregularidade”; 6 No caso em presença, tendo a A. violado as mesmas disposições de direito comunitário num intervalo de tempo inferior a 4 anos, a contagem do prazo de prescrição do procedimento de recuperação de verbas apenas se iniciaria na data da cessação de tais irregularidades – em 01/03/2005, data da apresentação do 4 PP; 7 Todavia, o Tribunal a quo desconsiderou, no Acórdão recorrido, a natureza repetida das irregularidades em causa, absolutamente determinante para efeitos de conhecimento, apreciação e decisão da invocada prescrição do procedimento de recuperação de verbas, sendo que, no conhecimento e julgamento do recurso o Tribunal ad quem não está vinculado às posições das partes quanto ao Direito aplicável in casu; 8 No entanto, conforme se extrai do Facto Provado da fundamentação de facto do Acórdão recorrido, em 10/04/2008, o IFAP notificou a A. para se pronunciar em audiência prévia sobre o projecto de decisão no sentido de ordenar a modificação unilateral do contrato celebrado e determinar a devolução do montante total de €99 787”; 9 Ora, em tal data 10/04/2008) ainda não tinha decorrido 4 anos desde a data da cessação da irregularidade repetida em 01/03/2005), pelo que, nessa data 10/04/2008) o procedimento de recuperação de verbas ainda não prescrevera, sendo que, com a notificação à A. nessa data em 10/04/2008), se interrompeu a prescrição entretanto decorrida, nos termos do disposto no 3 parágrafo do n 1 do art 3 do R 2988/95, segundo o qual "A prescrição do procedimento é interrompida por qualquer acto, de que seja dado conhecimento à pessoa em causa, emanado da autoridade competente tendo em vista instruir ou instaurar procedimento por irregularidade.