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Com efeito, a testemunha referiu que se encontrava com uns amigos e que a determinada altura apareceu o arguido que trazia uma faca e que lhes exigiu que lhe dessem tudo o que tinham; como o não fez de imediato, ele puxou a mala que trazia ao ombro e atirou-a para o chão; a testemunha referiu que tentou apanhar a mala do chão, mas o arguido também o fez ao mesmo tempo e como ele tinha a faca na mão, nesse momento ele atingi-a com a faca no braço direito; referiu que ficou em crer que o arguido não o fez de propósito, mas sim porque tinha a faca na mão no momento em que ambos iam apanhar a mala; a testemunha referiu ainda que no interior da mala tinha uma máquina fotográfica que era da sua prima e cujo valor desconhece, bem como a carteira com os seus documentos e algum dinheiro, em montante que já não se recorda; esclareceu que o arguido vasculhou a sua carteira e ao aperceber-se que a testemunha tinha um bilhete de identidade português, devolveu-lhe a mala e a carteira, tendo ficado apenas com a máquina fotográfica; a testemunha afirmou não se recordar se o arguido ficou ou não com o dinheiro que tinha na carteira, esclarecendo que ao ver o sangue no braço entrou em pânico e por esse motivo não ter grande memória do que se passou a partir daí; a testemunha referiu ainda que o arguido pô-se em fuga de seguida, sendo que os amigos a levaram até aos seguranças do empreendimento, os quais sabe que vieram a intercetar o arguido, o que, todavia, já não presenciou; por fim, referiu que os factos ocorreram cerca da meia noite, tendo apresentado a queixa já próximo das 3h00; descreveu o arguido fisicamente e referiu que desde essa data não o voltou a ver.