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Assim, tendo em conta o grau de ilicitude dos factos referentes ao crime de violência doméstica - a qual, no presente caso, consideramos estar aquém da média neste tipo de criminalidade -, a inexistência de lesões causadas à vítima com a agressão física, para além das dores, que pela mesma foram temporariamente sentidas na perna direita - irrelevando, para o efeito, a referência constante do facto provado 17, a «dores no couro cabeludo», por não terem qualquer correspondência com o aludido pontapé, o que não pode deixar de ser reconhecido apesar de não ter sido impugnado o aludido facto -, o dolo do arguido, que é directo, os antecedentes criminais deste, nomeadamente, por idêntico crime, ocorrendo o destes autos no período da suspensão da pena de prisão imposta pela anterior condenação, as condições pessoais e situação económica do arguido, sem esquecer as exigências de prevenção, que, no caso, são elevadas, entendemos como justa e adequada a aplicação, por este crime, de uma pena que, não coincidindo com o mínimo legal, não vá muito para além dele, razão pela qual se fixa a mesma em 2 anos e 6 meses de prisão.