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13) Destarte, da petição inicial apresentada pelo A. extrai-se que o surgimento de depressão óssea e a rinossinusite maxilar após a colocação de implantes como dano consequente de uma incorreta realização do ato cirúrgico são os factos constitutivos do direito à indemnização que o A. se arrogou titular; 14) São estes os factos que o A. pretende integrar nos pressupostos da responsabilidade contratual e são destes factos que a R. médica tinha de se defender nos presentes autos; 15) Face ao disposto no artigo 34 do Código Civil, o ónus de prova desses factos integradores compete ao A. lesado; enquanto que sobre a R. médica, sendo a obrigação do médico uma obrigação de meios, recai o ónus da prova de que agiu com a diligência e perícia devidas, e portanto sem culpa, na produção daquelas consequências se se quiser eximir à sua responsabilidade decorrente de incumprimento – artigo 79 do Código Civil; 16) Assim, em sede de contestação, a R. médica defendeu-se por impugnação dos factos alegados, acrescentando a existência de abandono da vigilância pós-operatória por parte do A., facto esse, menoscabado pelo Tribunal a quo; 17) Ou seja, em sua defesa a  R. limitou-se a contradizer os factos articulados pelo A., esclarecendo que a situação que aquele alega existir em consequência do acidente era já pré-existente à data da consulta e que tal lhe tinha sido devidamente informado – artigos 1 e 19 da contestação da  R.; 18) Mais se insurgindo sobre a falsidade de existência de nexo causal dos factos alegados pelo A.. – artigo 2 da contestação da  R.; 19) No entanto, o Tribunal a quo julgou a ação parcialmente procedente, absolvendo a  R. na parte do pedido relativo à rinossinusite – julgando provado que o A. se encontra assintomático do ponto de vista nasal conforme alínea dos factos; 20) A sentença julgou provado que a depressão óssea não surgiu em consequência do procedimento médico realizado, sendo pré-existente a este – conforme alínea dos factos provados; 21) Contudo, condenou a R. médica argumentando que «ou o ato de regeneração óssea não foi praticado tal como faturado de acordo com o facto provado e, neste caso existe incumprimento do contrato, pois é faturado um ato médico que não foi praticado ou; o ato médico foi praticado, todavia mal praticado, pois o ato de regeneração óssea foi praticado, contudo nada foi regenerado pois o Autor apresenta depressão e abaulamento ósseos»; 22) Na sua fundamentação de direito pode ler-se «a Ré ao invés de explicar qual o procedimento que empregou para colocação dos implantes dentários, bem como, a atuação que levou a cabo para evitar obviamente uma depressão óssea que implica a remoção destes implantes a colocação novos implantes, alega que o Autor já apresentava a depressão e abaulamento ósseos que se verificam atualmente»; 23) Porém, salvo melhor opinião, a  R. não tinha de provar como realizou a cirurgia, bastando a prova de que este procedimento não produziu o dano alegado pelo A., ou seja, a depressão óssea; 24) O que a R. médica fez, conforme resulta da alínea dos factos provados; 25) No que concerne à rinossinusite, a questão nem se colocou, já que da prova produzida pelo próprio A. resulta que o mesmo está assintomático – documento n. 6, junto com a douta petição inicial; 26) Pelo que as recorrentes não se conformam com o entendimento do Tribunal a quo que condenou a R. médica extravasando os limites dos factos essenciais trazidos pelo A. no seu articulado inicial, em flagrante e frontal violação do disposto no art.