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Por sua vez, ainda com interesse para a solução jurídica a dar à presente situação, temos que o artigo 3, n 4 do CIRC dispõe que "para efeitos do disposto neste Código, são consideradas de natureza comercial, industrial ou agrícola todas as actividades que consistam na realização de operações económicas de carácter empresarial, incluindo as prestações de serviços.” Sendo este o quadro legal aplicável à presente situação, vejamos se assiste razão à impugnante: Como é sabido, as isenções fiscais, são de natureza excepcional relativamente à tributação-regra, visto contrariarem o principio da generalidade e "...) a natureza excepcional das normas que regulam os beneficias fiscais em sentido técnico, tem ainda, portanto, interesse em matéria de interpretação, pois, nestes casos, não é permitida a integração analógica apenas porque, havendo lacuna da norma beneficiante excepcional, cai-se automaticamente, na regra, que é a tributação.”1 1 Nuno de Sá Gomes, in "Teoria Geral dos Benefícios Fiscais”, CTF n 359, página 8 Assim, sendo certo que se na isenção fiscal é produzido o facto tributário, o cumprimento da obrigação tributária é contudo dispensado pela norma de isenção de limitação negativa da incidência.