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Com efeito, aquilo que os Recorrentes defendem é que, por um lado, relativamente aos anúncios publicados pela VMJM, existia a indicação de que os créditos anunciados eram prestados por entidades autorizadas e quando assim não era expresso, tal resumia-se à publicitação de um mútuo  Por outro lado, no que tange à concessão de crédito pelos Recorrentes singulares, os Recorrentes advogam que os negócios vertidos em contratos de compra e venda são exactamente isso apenas: contratos de compra e venda, sendo que os montantes que acabaram por ser pagos pelos vendedores dos imóveis se traduziram, num primeiro ano, em verbas a título de sinal acordado para a recompra dos bens e as verbas seguintes em valores a título de renda, na medida em que os "vendedores”, após aquele um ano, não exerciam o direito de recompra, permanecendo no imóvel.