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Vejamos se lhe assiste razão: Como decorre do n. 1 do artigo 85, n. 1, da Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo "os pais, o representante legal e as pessoas que tenham a guarda de facto da criança ou do jovem são obrigatoriamente ouvidos sobre a situação que originou a intervenção e relativamente à aplicação, revisão ou cessação de medidas de promoção e protecção.” 	Por sua vez, consagra-se no artigo 103 da mesma lei o direito dos pais representante legal ou quem tiver a guarda de facto de, em qualquer fase do processo poderem constituir mandatário ou requere a nomeação de patrono que os representem, a si ou à criança ou ao jovem n., sendo obrigatória a nomeação de patrono à criança ou jovem quando os seus interesses e os dos seus pais, representante legal ou de quem tenha a guarda de facto sejam conflituantes e ainda quando a criança ou jovem com a maturidade adequada o solicitar ao tribunal n.. 	E determina-se no n. 4 deste artigo que "no debate judicial é obrigatória a constituição de advogado ou a nomeação de patrono aos pais quando esteja em causa a aplicação da medida prevista na alínea do n. 1 do artigo 3 e, em qualquer caso, à criança ou jovem.” destaque 	No artigo 104 consagra-se o direito ao contraditório, prevendo o direito da criança ou jovem, dos seus pais, representante legal ou quem tiver a guarda de facto, de requererem diligências e oferecer meios de prova n., podendo apresentar alegações escritas no debate instrutório, assegurando-se o contraditório n., determinando-se no n. 3 que "o contraditório quanto aos factos e à medida aplicável é sempre assegurado em todas as fases do processo, designadamente na conferência tendo em vista a obtenção de acordo e no debate judicial, quando se aplicar a medida prevista na alínea do n. 1 do artigo 3” destaque E no artigo 114, sob a epígrafe "debate judicial” determina-se que:Artigo 11 Debate judicial1 - Se não tiver sido possível obter o acordo de promoção e protecção, ou tutelar cível adequado, ou quando estes se mostrem manifestamente improváveis, o juiz notifica o Ministério Público, os pais, o representante legal, quem detiver a guarda de facto e a criança ou jovem com mais de 12 anos para alegarem, por escrito, querendo, e apresentarem prova no prazo de 10 dias.