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54- O direito ao silêncio não pode ser valorado contra o arguido, porém, a proibição de valoração incide apenas sobre o silêncio que o arguido adoptou como estratégia processual, não podendo repercutir-se na prova produzida por qualquer meio legal, designadamente a que venha a precisar e demonstrar a responsabilidade criminal do arguido, revelando a falência da estratégia de defesa; 55- Na realidade o Tribunal " a quo” deu-se como "não provados” factos que foram claramente contra as declarações produzidas pelas testemunhas que não foram afastadas por inidóneas ou contraditórias, sendo audível na prova gravada e, bem como contra a prova documental não colocada em causa  vide auto de notícia e, concatenadas e valorada segundo os critérios da livre apreciação da prova e da prova vinculada, dos critérios da experiência, inteligência e senso comum, tendo a sentença recorrido violado os referidos princípios por erro na sua apreciação , fazendo a sentença recorrida incorrer em erro de julgamento.