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121 e 12) Tal princípio tem duas vertentes: uma negativa, a qual significa que, na apreciação, valoração e graduação da prova, o tribunal não deve obediência a quaisquer cânones pré-estabelecidos ou tabelas hierárquicas elaboradas pelo legislador, antes existindo o dever de produzir a prova dos factos e de valorá-la livremente; outra positiva, a qual significa que os factos são dados como provados, ou não, de acordo com a íntima convicção que o julgador gerar em face do material probatório validamente constante do processo, quer ele provenha da acusação, quer da defesa, quer da iniciativa do próprio tribunal, neste caso com recurso ao princípio da investigação acolhido no artigo 34, n. 1, do CPP.