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Quanto a factos não provados ficou consignado no acórdão recorrido transcrição): a Da discussão da causa não resultaram provados os seguintes factos constantes da pronúncia e/ou da contestação: a) - que os arguidos, actuando de forma concertada com outros indivíduos não identificados, integram uma organização que se dedica à aquisição e venda de elevada quantidade de cocaína, do Brasil para a Europa, passando por território nacional, por via marítima; b) - que, dentro da referida rede de narcotráfico, os arguidos estavam incumbidos de efectuar o transporte do estupefaciente, no interior de uma embarcação marítima, por eles conduzida;  ) - que, ao adquirir a embarcação "...”, nas circunstâncias de tempo e de lugar referidas em , o arguido AA o tivesse feito de acordo com um plano previamente delineado por membros da referida organização, a que ambos os arguidos aderiram, de forma a proceder ao transporte do referido produto; ) - que, nas circunstâncias de tempo e de lugar referidas em , nunca fosse intenção dos arguidos a de navegar até à ..., pois pretendiam rumar ao Brasil; e) - que, durante o período compreendido entre os dias 6 e 8 de Novembro de 2019, a embarcação navegou ao largo da cidade de ..., no Brasil; f) - que os arguidos adquiriram 1687326,125 gramas de cocaína; g) - que, após dissimularem a cocaína no interior de sacos desportivos de várias cores, os arguidos transportaram-na para o interior da embarcação "...”; h) - que os arguidos sabiam que o produto estupefaciente que lhes foi entregue e apreendido, a que é feita referência nos pontos  e 2 da Matéria de Facto, se tratava de cocaína; ) - que os arguidos integravam uma organização constituída e dirigida nos termos referidos, destinada a operações de importação e exportação de elevadas quantidades de cocaína com vista à colocação no mercado europeu, aceitando colaborar nos termos supra referidos; j) - que a cocaína apreendida se destinava a ser entregue a outros membros da organização a que os arguidos pertenciam, e que lhes fosse indicada, e a ser comercializada com vista a auferirem elevada compensação económica; k) - que, atento o peso e a quantia por que tal produto é normalmente vendido não inferior à quantia de € 48,00 a, os arguidos visavam obter com a introdução e comercialização do produto em Portugal quantia superior a 54 milhões de euros; ) - que as quantias monetárias apreendidas aos arguidos tinham sido obtidas com os proventos resultantes de transacções de cocaína efectuadas; ) - que os telemóveis e cartões telefónicos apreendidos aos arguidos eram usados por estes nos contactos necessários à comercialização do referido produto e tinham sido adquiridos com proventos daí resultantes;  n) - que os arguidos nunca constituíram, aderiram ou sequer estavam cientes de que poderia existir uma associação criminosa, muito menos agiram com tal desiderato; o) - que em momento algum os arguidos cogitaram encontrar-se ou filiar-se no seio de um grupo destinado, com carácter de permanência e estabilidade, à prática de crimes.