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Com efeito, resulta da Informação n. 141684/15/CMP, constante do facto provado, que a Recorrente apresentou documento consubstanciador da sua audiência prévia e que, pelo mesma manifestou a sua vontade, afirmando que "...) é manifesto in casu a não verificação da caducidade e, muito menos, quaisquer fundamentos de ilegalidade suscetíveis de determinar a revogação ou anulação administrativa de atos de autorização ou licenciamento, os quais se encontrariam sanados pelo decurso do tempo.” É pois patente que a Recorrente, embora não concordando com o ato em questão, o que é licito e legitimo, não deixou, no entanto, de ser ouvida e de se pronunciar face ao projeto de anulação do ato.