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Do não preenchimento do tipo legal, do concurso de crimes e da existência de crime continuado   Retomando a mesma linha de argumentação que assumiu quando impugnou as alíneas, e dos factos provados, alega a recorrente – conclusões 37 e 38 – que não se tendo provado qualquer intenção de perturbar a vida privada do assistente, uma vez que não existe entre ambos qualquer relação, tendo, pelo contrário, a sua alegada intenção nascido, como afirma o tribunal, do suposto bem desempenho profissional da ofendida, não poderia ser condenada pela prática de dois crimes de perturbação da vida privada na pessoa do assistente, quando o dolo exigido pelo tipo é que se telefone para o telemóvel da vítima com intenção de perturbar a sua paz e sossego, e não para o telemóvel de terceiro.