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Face ao acima exposto, impõe-se concluir que, a manutenção do A. e ora Recorrido ao serviço do Banco R. seria apta a ferir, de forma exagerada e violenta, a liberdade psicológica do empregador médio, consubstanciando a continuidade do vínculo uma insuportável e injusta imposição ao empregador, entendimento que se mostra consonante com a jurisprudência dos tribunais superiores, podendo conferir-se, por todos, o acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, datado de 11/10/2017, proferido no âmbito do processo n. 2982/11T8BRR.L1-4, bem como o acórdãode10/12/2015, do Supremo Tribunal de Justiça, no qual se confirmou a decisão do Tribunal da Relação que havia considerado lícito o despedimento de um trabalhador que, numa reunião de trabalho, perante diversos trabalhadores, seus subordinados, proferiu as expressões "filho da puta” e "cabrão” visando o Administrador do pelouro.