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Percorrendo a Jurisprudência, verifica-se, no sentido propugnado pelo autor apelante, que defendem dever os salvados ficar para o responsável pela indemnização os Acórdãos da Relação do Porto, de 02-05-1980, de 03-04-1995 e de 11-11-1996 10, da Relação de Lisboa de 07-03-1990 11 e da Relação de Évora, de 12-02-1998 1  No sentido contrário, encontramos os Acórdãos do STJ, de 09-03-2010 13, da Relação de Lisboa, de 27-03-2012 e de 11-10-2018 14, da Relação do Porto, de 21-03-2013 e de 11-09-2018 15, desta Relação de Guimarães, de 14-11-2013 16 e da Relação de Coimbra, de 10-09-2019 1  Além de aparentemente abandonada aquela mais antiga orientação, prevalecem os argumentos da inexistência de acordo, de a propriedade se manter na titularidade do lesado, não parecendo ter ganho força a ideia de que os salvados são ainda produto da lesão e um dano que "pertence” ao responsável pela indemnização ou de que tudo se passa como se este os "adquirisse” a que nem a "prática corrente” confere fundamento legal.