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3 Pelo exposto, a possibilidade de conhecer do recurso da decisão sobre a matéria de facto não permite que o tribunal da relação acrescente ao objecto do processo factos não descritos na decisão final recorrida proferida pela primeira instância, como se decidiu, entre outros, no acórdão da Relação de Évora, de 202016, Proc.371/11TATVR.E 3 Pelo exposto, o Tribunal recorrido, ao invés de ter aditado o facto descrito no ponto 110-, deveria antes ter concluído, mediante a aplicação da jurisprudência fixada pelo acórdão uniformizador n. 1/2015, pela atipicidade da conduta dos Recorrentes, mantendo a sua absolvição e julgando improcedentes os recursos ou, quando muito, dado cumprimento ao art.