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alíneas a dos factos provados.” Mais propugnando que, "os demais argumentos aduzidos no relatório de inspecção tributária, relacionados com as visitas a entidades não clientes ou a locais onde a sociedade não dispunha de instalações, não são, igualmente, de molde a evidenciar a natureza remuneratória dos montantes auferidos, porquanto, tais factos, por si só, não permitem concluir que as deslocações não se realizaram ou que não se realizaram ao serviço e no interesse da entidade patronal.” Concluindo, desta feita, que "ecorre, assim, de todo o exposto que não se verifica, in casu, o pressuposto da norma de tributação, porquanto a Administração Tributária não logrou demonstrar qualquer uma das circunstâncias que legitimam a qualificação de determinados montantes como rendimentos efectivos, para efeitos de incidência de IRS, pois que se, por um lado, não invocou ou pôs em causa os limites legalmente estabelecidos, por quilómetro, para o reembolso das deslocações, por outro, também não demonstra que não se verificassem, no caso vertente, os pressupostos para a sua atribuição, como lhe competia, em face das regras gerais do ónus da prova, nos termos supra expostos.” Logo, "as correcções efectuadas ao nível das retenções na fonte em sede de IRS, para os anos de 2004, 2005 e 2006 e, consequentemente, as liquidações que se seguiram, ora impugnadas, não se podem manter, pelo que se impõe a anulação dos actos impugnados, nesta parte.” Ora, atentando nas razões expendidas pelo Tribunal a quo, nenhuma censura merece o aludido entendimento, visto que interpretou adequadamente o acervo fático dos autos, ao regime jurídico vigente, sendo de relevar, neste particular, que não se vislumbra que tenha existido qualquer errónea valoração pelo Tribunal a quo no atinente ao acervo documental constante dos autos, mormente, o evidenciado em.