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A discussão deste tema assume particular interesse nos casos limite,em que a probabilidade da hipótese divergente é de grau reduzido, mas com relevo suficiente para firmar a dúvida judiciária, sendo que esta deve prevalecer quando, segundo as regras da experiência comum e da lógica, mesmo com probabilidades reduzidas, é perturbada a consciência do julgador, que no plano constitucional está vinculada ao "standart” da prova em processo penal, só podendo julgar provados os factos da acusação, quando isso implique o afastamento das hipóteses divergentes, afirmando-se a hipótese da acusação como a única exclusiva que explique os factos, estabilidade que deve estabelecer-se na consciência do julgador Portanto, a decisão onde o julgador considere os factos provados só pode ser explicada por critérios racionais, com recurso aos padrões da lógica e às regras da experiência comum e sobre o relevo e importância das regras da experiência comum, ver o já citado Ac.RelP no processo n2282/10T9MAI.P1de 28/04/2021) excluindo o relevo marginal probabilístico da hipótese alternativa o qual não perturba a convicção do, que acaba por assentar exclusivamente na hipótese da acusação/pronúncia.