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Porém, a ser assim como, sempre se poderia encarar de outro modo o juízo formulado: pois se o julgador perfilhava o entendimento de que a alteração dos factos que acabara de produzir era não substancial, fazia todo o sentido proceder como procedeu, ou seja comunicando-a, para tanto acionando o artigo 35 do CPP, como revestindo tal natureza, o que, contudo, já não nos é fácil de percecionar através da sustentação que acaba por surgir na sentença) de se mostrar arredado do direito das contraordenações a aplicação do regime da alteração substancial, circunstância que, aos nossos olhos, não deixaria de traduzir um certo paradoxo, na medida em que a uma alteração de espectro mais mitigado havia de corresponder, como o tribunal, no caso – bem ou mal qualificada, de momento não releva - fez corresponder, uma comunicação nesse sentido, ao passo que em face de alteração de outra ordem de grandeza – como é a substancial – já o legislador teria prescindido/dispensado, nos termos legalmente previstos, da respetiva comunicação.