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para este efeito o depoimento do primeiro no ficheiro áudio 20210505093434_19942195_2871034 00:49:00 a 00:51:00; 4 Todos estes indícios foram incompreensivelmente ignorados pelo Tribunal a quo, que se demitiu de os apreciar; 4 Sendo o negócio absolutamente simulado, a consequência é, nos termos prescritos no n. 2 do artigo 24  do , a sua nulidade, a qual acarreta a destruição total dos efeitos do negócio celebrado, de acordo com o disposto no n. 1 do artigo 28 do ; 4 É, em abstrato, possível admitir que as Partes pretendem celebrar um negócio diferente do que declararam celebrar, estando assim em causa uma simulação relativa, prevista no n. 1 do artigo 24  do ; 4 A prova do negócio dissimulado compete sempre àquele que dele se pretende prevalecer; 4 A Autora não logrou provar a existência de qualquer acordo dissimulado, na medida em que alegou que a Cláusula a do contrato dos autos foi estabelecida em substituição dos direitos que, para JCS, adviriam da cessação do seu contrato de trabalho com a Recorrente; contudo, tal relação laboral não resultou provada; 4 De igual forma, não resultou provado que a compensação prevista na Cláusula a desempenhasse a função de compensar JCS da cessação das suas funções de gerente da Recorrente; 4 O Tribunal a quo entendeu que sim, tendo-se servido, para o efeito, dos depoimentos de JCS e de JPR; 4 Contudo, não poderia tê-lo feito, na medida em que o n. 2 do artigo 39  do veda a prova, por testemunhas, do negócio dissimulado, quando invocado pelos simuladores, conforme a Recorrente referiu em sede de audiência final - Ficheiro áudio 20210505093434_19942195_2871034 01:11:00 a 01:13:00; 4 Tal proibição apenas cede quando exista um documento que constitua um princípio de prova, isto é, que permita criar uma convicção que as testemunhas possam posteriormente sedimentar; 5 Sucede que o documento constante dos autos não constitui um princípio de prova documental, na medida em que do mesmo não resulta, com um grau de verosimilhança, os factos, em suma, uma convicção, que as testemunhas possam confirmar; 5 Inexiste qualquer documento nos autos que prove, ainda que indiciariamente, a existência do negócio dissimulado invocado pela Autora, isto é, a existência de um relação laboral entre JCS, actual gerente da Autora, e a Recorrente - O que o Tribunal a quo, de resto, reconheceu, ao dar tal facto como não provado; 5 Assim, ao ter-se servido dos depoimentos prestados por JCS e por JPR, o Tribunal a quo serviu-se de prova ilícita;  5 Ainda que assim não se entenda, sempre se dirá que tal facto - como aliás a sentença recorrida reconhece, - foi dado como provado única e exclusivamente com base nos depoimentos prestados por JCS e por JPR; 5 Os quais são partes interessadas no desfecho da presente lide, tendo em conta que JCS é o actual Gerente da Sociedade Autora, tendo sido Gerente da Recorrente entre os anos de 2006 e 2019 e tendo prestado, em sede de audiência de julgamento, depoimento, tendo em vista a obtenção de uma decisão favorável que lhe permitisse, a final, receber a final a quantia a que a Ré foi condenada; 5 De igual modo, e conforme se alcança da certidão comercial ora junta, a que supra se fez referência -, JPR foi, de igual modo, gerente da Ré entre 302006 e 202019, tendo ambos intervindo no contrato dos autos, o primeiro na qualidade de Gerente da Autora e o segundo na qualidade de Gerente da Ré; 5 Em tais casos, não obstante não exista uma inabilidade para depor, devem tais depoimentos ser valorados tendo em conta esta concreta circunstância, assim se aferindo da credibilidade dos depoentes; 5 As referidas declarações de parte e depoimento encontram-se eivadas em inúmeras contradições, inexatidões e até falsidades e omissões inexplicáveis para quem devia ter conhecimento direto dos factos, por neles ter intervindo pessoalmente - Cf.