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55 n. 1, al., do CPTA que se considere que o concorrente, cuja proposta foi excluída e que impugna essa exclusão, tem igualmente interesse em agir quanto aos pedidos que formule no âmbito do mesmo processo no sentido da exclusão das restantes propostas e de impugnação do ato de adjudicação proferido a favor de uma delas, visto que a procedência desse processo conduzirá a que a adjudicação recaia sobre a proposta de tal concorrente no âmbito do mesmo procedimento ou, em caso de exclusão de todos as propostas, à possibilidade de abertura de um novo procedimento e de poder participar nesse procedimento e aí obter a adjudicação do contrato.»    As Recorridas B e  contra-alegaram, no que ao mérito do recurso interessa, nos seguintes termos:  «...)  ) ...) não tendo a ora Recorrente recorrido da decisão da primeira instância que manteve a exclusão da respetiva proposta, esta decisão transitou em julgado e cristalizou-se na ordem jurídica;  n) Daqui decorre a falta de legitimidade/ interesse em agir da Recorrente para impugnar o ato de adjudicação, bem como a decisão de admissão da proposta das Contrainteressadas, pois não tem um interesse direto e pessoal na impugnação, uma vez que da eventual anulação da adjudicação não resultaria qualquer vantagem direta e efetiva para sua esfera jurídica;  o) No presente recurso, alega a Recorrente, invocando um acórdão do TCA Sul e jurisprudência do TJUE, que o respetivo interesse em agir derivaria do facto de ter interesse na possibilidade de abertura de um novo procedimento e de poder participar nesse procedimento e aí obter a adjudicação do contrato;  p) Sucede que a "interpretação conforme ao Direito da União Europeia” convocada pelo referido acórdão do TCA Sul e pela ora Recorrente viola a lei do processo administrativo nacional, mais concretamente viola a letra da alínea do n. 1 do artigo 5 do CPTA, nos termos da qual tem legitimidade ativa para impugnar um ato quem alegue ser titular de um interesse pessoal e direto;  q) O interesse num eventual concurso público a ser lançado na sequência da revogação do concurso em crise nos autos não é, como é evidente, um interesse direto, mas sim um interesse indireto, eventual ou meramente hipotético;  r) Até porque não existe qualquer obrigação de a entidade demandada abrir um novo procedimento, seja concurso público seja ajuste direto, pois isso decorre da sua margem de discricionariedade;  s) Este tem sido, aliás, o entendimento uniforme da jurisprudência administrativa nacional, maxime, a jurisprudência desse Venerando STA;  t) Veja-se, por exemplo, os seguintes Acórdãos: Acórdão do STA datado de 11/01/2019, proferido no processo n. 0860/19BELSB; Acórdão do TCA Sul datado de 15/02/2018, proferido no processo n. 13132/16; Acórdão do STA datado de 27/01/2004, proferido no processo n. 01692/03; Acórdão do STA datado de 14/02/2013, proferido no processo n. 01212/12; e Acórdão do STA datado de 29/10/2020, proferido no processo n. 01641/15BELSB;  u) É evidente a abundância de jurisprudência no sentido de que um concorrente excluído definitivamente de um concurso – como é o caso da Recorrente – não tem legitimidade ativa para impugnar a adjudicação, pois falta-lhe o interesse direto exigido pela alínea do n. 1 do artigo 5 do CPTA;  ) É, pois, claro que a decisão do TCA Sul em que se apoia a Recorrente viola flagrantemente a letra da alínea do n. 1 do artigo 5 do CPTA e vai totalmente contra a jurisprudência estabilizada, maxime desse STA;  w) A interpretação daquele normativo em conformidade com o direito da União Europeia e com a interpretação que tem sido dada pelo TJUE, como pretende a Recorrente, violaria escandalosamente a letra da lei, a qual é clara no sentido de que tem legitimidade para impugnar um ato quem alegue ser titular de um interesse pessoal e direto;  x) Um interesse que é indireto, eventual ou hipotético, como o é o interesse de um concorrente excluído na anulação da adjudicação – e como tem sido múltiplas vezes afirmado por esse Douto STA -, é um interesse que não é, definitivamente, "direto”, uma vez que esse concorrente não poderá tirar qualquer vantagem direta e imediata da anulação da adjudicação;  y) Pelo que, a interpretação da alínea do n. 1 do artigo 5 do CPTA em conformidade com o direito da União Europeia nos moldes agora invocados pela Recorrente é uma interpretação claramente contra legem e como tal violadora da referida norma nacional;  z) Um dos reconhecidos limites à interpretação conforme com o direito da União Europeia é precisamente o de não poder servir de fundamento a uma interpretação contra legem do direito nacional; Acresce que, na jurisprudência comunitária que é citada nas alegações da Recorrente e também no Acórdão do TCA Sul mencionado por esta, em momento algum é feita referência à aplicabilidade, nos casos concretos em questão, de uma norma processual nacional, cuja letra, à semelhança do nosso artigo 5, n. 1, al.