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Enfim, somos do entendimento que a desoneração da seguradora há-de verificar-se quando esta prove, pelo menos, que não agiu negligentemente, ou seja, que cumpriu o que, no seu campo de actuação, seria exigível: o envio das condições gerais após a celebração do contrato, o contacto nem que fosse por com os segurados disponibilizando-se para esclarecer qualquer dúvida, o rigor no recebimento dos boletins de adesão, assim se certificando que os segurados haviam contactado com quem, em caso de sinistro, pudesse assegurar do cumprimento das instruções dadas pela seguradora.— Concluímos, pois, que a R. não poderia opor a A. e Interveniente a falta de obrigação de informação contratual.»  Ou seja, independentemente da posição que se tome relativamente à questão da oponibilidade ou não à seguradora da falta de informação e esclarecimento devidos ao segurado aderente, pelo tomador do seguro, e como vimos a nossa posição vai no sentido da eficácia da mesma, o que sempre conduziria, no caso vertente, a que a ré não pudesse opor aos segurados as cláusulas de limitação e exclusão da garantia do seguro sobre as quais estes não foram devidamente informados pelo tomador, também não provou que da sua parte tenha havido uma actuação diligente e conforme no âmbito do dever de informação que lhe cabia no seu campo de actuação, ao abrigo dos artigos  e  daquele 446/8   Na verdade e como bem se refere na sentença: «não lograram R. Seguradora e Interveniente Banco provar que o A. e a Interveniente A. hajam sido informados – nos termos que o exigem as normas acima referidas – dos aspectos essenciais do contrato de seguro note-se que a obrigação da seguradora ou do banco não é uma obrigação de resultado no sentido de que os subscritores conheçam efectivamente e na íntegra as clausulas, mas uma obrigação de meios, no sentido de serem devidamente alertados para as especificidades e que lhes seja conferida efectivamente a possibilidade de tomar integral conhecimento das ditas cláusulas).