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32 da CRP; 	Tendo sido exercido tempestivamente pela recorrente, arrolando para tal três testemunhas; 	Não obstante, as testemunhas não foram ouvidas na fase administrativa do processo; 	O direito a ser ouvido pressupõe o direito a oferecer e a produzir prova, que toda a prova pertinentemente oferecida venha a ser produzida, necessariamente antes da decisão final e, finalmente o direito a controlar a produção da prova; 	Tendo assim decidido, de entre muitos outros o douto Acórdão da Relação de Évora de 002014, tirado no processo n. 108/12TBCUB, assim sumariado: " - A não inquirição de uma testemunha indicada pelo arguido na fase administrativa não pode estar dependente da simples vontade da entidade administrativa e esta não pode, de motu proprio, decidir não inquirir a testemunha por razões que não têm a ver com a necessidade da sua inquirição para a defesa do arguido.