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página 50, da douta sentença recorrida; j)	É, pois,  evidente,  ao  menos  no  entender  do  Recorrente,  que  a  douta sentença extravasa o que foi pedido, enfermando de uma pronúncia ultra petitum; k)	O conceito de obras de reconstrução pressupõe sempre como característica intrínseca, a demolição, que tanto pode ser total como parcial, do edifício sobre o qual se está a intervir, na medida em que o artigo 2, al., do RJUE estabelece que as obras de reconstrução são sempre subsequentes à demolição, total ou parcial de uma edificação existente; )	Considerando, que o conceito de obras de reconstrução pressupõe sempre como característica intrínseca, a demolição, que tanto pode ser total como parcial, o presente procedimento cautelar devia ter dado entrada antes das obras de demolição que ocorreram em 2018; )	Só assim, se poderia ver acautelada a situação de receio de constituição de facto consumado; n)	O que, no caso dos autos já aconteceu com a própria demolição; o)	Ademais, é de realçar que em 202020, foi aprovada por maioria dos votos a deliberação de resolução fundamentada para o caso dos autos, concluindo-se que a manutenção da suspensão da execução de trabalhos até prolação da decisão no âmbito da providência cautelar é gravemente prejudicial para o interesse público, interesses estes claramente superiores aos alegados prejuízos dos Requerentes, ora Recorridos, revelando-se ser manifestamente desproporcional, em desfavor do Município; p)	Destarte, realçar que o ónus de provar a existência de um fundado receio relativamente à produção de danos irreparáveis ou de difícil reparação recai unicamente sobre os Recorridos e não sobre o Recorrente; q)	Ora, atento o descrito, diremos que os Recorridos, face àquele que era o seu ónus, não conseguiram demonstrar, de forma inequívoca, a existência de prejuízos direta e imediatamente conectados com o ato suspendendo, que se caracterizem de prejuízos de difícil reparação ou irreparáveis, necessários ao decretamento do presente meio cautelar; r)	É,  pois,  evidente,  ao  menos  no  entender  do  Recorrente,  que  a  douta sentença assenta em erro de julgamento ao dar como verificado o pressuposto do periculum in mora; s)	Também no que diz respeito, ao pressuposto da existência de fumus boni juris não se verifica, e muito menos, nos termos em que é exigido pela parte final do n 1 do artigo 120 do CPTA; t)	Se bem se entende, a douta sentença recorrida, concluiu pela existência de fumus boni iuris afirmando,  que foi praticado um ato administrativo de admissão da comunicação prévia, o qual é em abstrato passível de um juízo de invalidade, que a não apreciação de uma das condicionantes impostas  à decisão, por força de norma integrante de PDM, mostra-se suscetível de integrar, num juízo meramente indiciário e de verosimilhança, um fundamento de nulidade do ato administrativo suspendendo, e que a existência de um juízo que neste âmbito se revela consentâneo será, em termos de probabilidade, a nulidade; u)	Foi com o Decreto-Lei n 26/2010, que foram ampliados os casos submetidos ao regime da comunicação prévia, bem como se elegeu como procedimento regra a que se encontravam sujeitas todas as operações urbanísticas, desde que não estas estivem tuteladas pelo regime da licença, autorização ou isentas de controlo; )	A douta sentença recorrida, não refere que a comunicação prévia desde o Decreto-Lei n 26/2010, que distingue no artigo 8, n 2, al., a mera comunicação prévia da comunicação prévio com prazo; w)	Por sua vez, é omissa a douta sentença quanto à possibilidade de o interessado apresentar novo projeto; x)	Neste caso, como já se encontra pacifico na jurisprudência atual, do ponto de vista formal pode entender-se como uma nova comunicação prévia aliás, vale como uma alteração da anterior, logo, como uma nova pretensão); y)	Assim,  é  possível  que  o  particular  possa  mudar  a  pretensão  antes  de começar a obra ou no decurso da mesma; z)	Ora, esta situação é perfeitamente aplicável ao caso dos autos, pelo que, se o Contrainteressado entender apresentar novo projeto, pode entender-se como nova comunicação prévia; aa) Neste sentido, consideramos que a douta sentença recorrida assenta em erro de julgamento, uma vez que face ao regime aplicável apenas se pronunciou acerca da comunicação prévia com prazo prevista na Lei n 60/2007; bb) Nos termos da parte final do n 1 do art.