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Volvendo ao que nos autos concretamente se discute, haverá de se concluir que a Autora, ao reclamar o pagamento do montante das rendas em débito, peticionando ainda a resolução do contrato de arrendamento celebrado com a Ré, está a exercer um direito em conformidade com a lei, não sendo ilegítimo tal exercício, o qual não contraria qualquer anterior comportamento da Autora susceptível de justificar a criação de expectativas na Ré de que aquela não iria exercer aqueles direitos3 Constatada a existência de relevante fundamento para a resolução do contrato de arrendamento, deve, conforme peticionado, declarar-se resolvido o contrato de arrendamento celebrado entre Autora e Ré e, por via dessa resolução, ter-se por cessada a relação contratual emergente do aludido contrato, assistindo à recorrente o direito à restituição do locado, bem como o direito ao pagamento, do valor em falta das rendas mensais convencionadas, vencidas e não integralmente pagas, que à data da propositura da acção ascendia a € 600,00, e ainda as que se venceram desde então e se irão vencer até à efectiva desocupação e restituição do locado, acrescidas dos respetivos juros de mora, vencidos e vincendos, à taxa legal que em cada momento se achar em vigor, até integral pagamento, tudo isto sem prejuízo do direito à indemnização prevista no artigo 104, n. 2 do Código Civil relativa ao atraso na entrega do locado no tempo que decorrer entre o trânsito em julgado do presente acórdão e a data da entrega/restituição efectiva do imóvel dado de arrendamento.