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De todo o modo, a pretensão dos requerentes, cingida ao pedido de revisão para que possam averbar no assento de nascimento a união de facto entre eles, não deixa de se traduzir numa situação vantajosa, nem que seja, como se refere no acórdão proferido no processo n. 2032/16YRLSB, relator Luís Espírito Santo, acima mencionado, "como forma de dar publicidade à situação perante terceiros.” E ainda que a escritura declaratória da união estável possa não ter utilidade mediata ou imediata para os requerentes através da sua revisão e confirmação), não há razões para não admitir que vigore em Portugal, e que possa servir de título de registo/averbamento da união estável, correspondendo a uma vantagem efectiva para os requerentes ao nível da publicidade da situação e da sua invocação perante terceiros, como se refere no acórdão desta Relação e secção de 5-02-2021, relatora Isabel Salgado, processo n. 2338/21YRLSB9, onde se aduz que "não compete ao Estado Português, através dos tribunais, aquando da acção de revisão e confirmação de decisão estrangeira, cuidar de escrutinar quais os intentos futuros dos requerentes na utilização futura dessa escritura revidenda face ao ordenamento jurídico nacional.