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Assim sendo, surge até como contraditório que, por um lado, se lhes atribua o direito a reterem rendimentos até ao montante de 900,00€ nos meses em que apenas recebem a quantia de 534,00€ e que, nos únicos meses em que, por lhe ser processado o subsídio de férias e o subsídio de natal, iriam, finalmente, ter rendimentos que lhe permitissem atingir os tais 900€ necessários e indispensáveis a assegurar uma vivencia condigna, a decisão recorrida lhes venha a negar a possibilidade de reterem o montante de 900€ mensais com o argumento de que o que recebem para além dos 543,00€ tem de ser cedido porque provém, não da retribuição mensal, mas de subsídios de férias e de natal.