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É certo que também seria possível dizer, como sugere a ré, que alguém que esteja apaixonado por aquele com que se vai casar daí a uns meses e com quem pensa ir fazer uma vida em comum duradoura, queira considerar essa casa como uma coisa dos dois, em partes iguais, não pensando que o facto de ter pagado mais dinheiro por ela, por ter mais dinheiro, faz da casa um bem mais dele do que do outro cônjuge, mas pelo contrário, ou seja: "eu paguei mais, mas o que é meu é teu, em partes iguais”, isto como demonstração de que não é egoísta, de que não dá importância superior aos interesses económicos sobre os outros e que quer de facto fazer uma vida em comum sem olhar a questões materiais.