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3 Resulta do texto da petição inicial que a apelada mulher tomou conhecimento da notificação para a preferência, conforme se pode ler no artigo 2 dessa petição inicial: ") tal notificaçãomereceu resposta por parte do autor marido, com data de 13 do mesmo mês, ondeexpressamente se informou que estes pretendiam exercer o direito de preferência.” 3 Tal como consta do ponto F da sentença foi dado como provado que ambos os apelados receberam a comunicação para a preferência, e tal resultou provado pelo documento n. 4 da petição inicial, onde consta expressamente: "Recebemos a vossa comunicação.” 3 Nesta senda, o tribunal a quo só podia ter concluído que os apelados foram regularmente notificados para a preferência, e que tomaram conhecimento dos elementos essenciais para exercer essa preferência, e tanto assim foi que o fizeram, ou seja, responderam declarando que pretendiam adquirir o prédio urbano aqui em causa, contudo fizeram-no fora do prazo legal estipulado para esse efeito, logo o seu direito à preferência caducou.