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3 De acordo com o recorrente, o acórdão não esclareceu como foi efetuado o cálculo do número exato de vezes em que o arguido abusou dos ofendidos e não esclareceu como é que a testemunha HH, residente com o arguido, não se apercebeu dos abusos sexuais, nem como a menor não foi vítima de abusos, uma vez que os mesmos tiveram lugar na sala da residência onde moravam, não tendo assim, procedido ao exame crítico da prova, o que, na perspetiva do recorrente, consubstancia uma nulidade por falta de fundamentação, nos termos do artigo 37, n. 2 e 37, n. 1, alínea, ambos do Código de Processo Penal.