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Perante o que, Para além de ser manifesto que do que aqui se trata é da imputação de factos e não da emissão de uma opinião - distinção que o Tribunal a quo não alcançou -, é também evidente que a arguida escreveu sobre um facto que sabia ser falso, circunstâncias que, pelo menos no plano indiciário, que é o plano em que o Tribunal a quo foi chamado a intervir, revelam que se mostram indiciariamente preenchidos os pressupostos, previstos no artigo 180, n. 1 do CPP, da possível responsabilidade da arguida, Porquanto a arguida, dirigindo-se a terceiro com recurso, de resto, a um meio de comunicação social, facilitando a sua difusão — o artigo foi partilhado pelo menos 2769 vezes nas redes, imputou ao aqui recorrente factos que, sendo falsos, e na medida em que se induz queneles assentem as premissas do juízo de valor que a arguidapretende que os leitores façam acerca do recorrente, são ofensivos do bom nome, da honra, da consideração e da reputação deste.