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Ora, no caso concreto, apesar de as suas peculiares circunstâncias apontarem para um comportamento que pode militar e ser ponderado em favor do afectado e da atenuação da sua responsabilidade a ficção da contabilidade nos anos de 2017 e 2018 verifica-se depois da cessação da actividade e do incumprimento das obrigações tributárias e da segurança, o certo é que não está demonstrado que não existam créditos reclamados ou por satisfazer, logo que a "insolvência culposa” por que ele também inevitavelmente responde por força do art 186 não causou qualquer dano, uma vez que mesmo perspectivando-se que aquela ficção não se teria repercutido na diminuição do património activo da devedora nem no aumento das dívidas, "sempre” ele é, por lei, responsável por aquela situação e, consequentemente, pela impossibilidade de cumprimento das obrigações da devedora.