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Z)- O vídeo em causa encerrava o ciclo de comemorações dos 50 anos da G.  Factualidade considerada não provada na sentençaO tribunal de 1 instância considerou não provados os seguintes factos: - o vídeo em causa nos autos tenha sido objeto de comentários, conversas e interpelações e associações erradas entre a casa dos autores e a ré em ; - relativamente ao imóvel dos autores não se tenha acesso à visualização das janelas ou porta de acesso principal; - o vídeo em causa nos autos se destinasse a ser visto única exclusivamente pelos clientes G; - e não se destinasse a promover as peças que se comercializam na G... .. ..  FUNDAMENTOS DE DIREITO  Da violação do direito à reserva sobre a intimidade da vida privada e familiar dos autores No caso vertente, o tribunal a quo considerou que a ré, ao captar imagens da casa dos autores e utilizá-las num vídeo que divulgou em mais que uma rede social com várias partilhas e milhares de visualizações sem qualquer consentimento destes, violou o seu deles, direito à reserva sobre a intimidade da vida privada e familiar, incorrendo, assim, em responsabilidade.