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)”  Portanto, perante os factos, temos de concluir que, não tendo sido notificado para pagar as taxas de portagem em causa e os custos administrativos associados, a arguida não teve a possibilidade de proceder ao seu pagamento voluntário, e, por isso, não há lugar a responsabilidade contra-ordenacional.”  Se bem entendemos o decidido, o Juiz do Tribunal a quo considerou que por aplicação articulada entre os artigos 10, 11 e 14 da Lei n 25/2006, de 30/06, a arguida, previamente à instauração do processo de contra-ordenação, deveria ter sido notificada para em 30 dias proceder à identificação do condutor do veículo ou pagar o valor da taxa de portagem e os custos administrativos associados e que não tendo ocorrido tal notificação, o que era invocado pela arguida na petição inicial, a arguida não teve oportunidade de proceder ao pagamento voluntário, e, por isso, o recurso teria que proceder.