Legal Document Excerpt:

1 O Sr. Juiz a quo não podia, sem mais, decidir, como decidiu, pela prioridade dos trabalhadores no pagamento pelo produto da venda do referido imóvel, relegando a recorrente para segundo lugar, porque:   - nenhum trabalhador alegou ou provou nos autos que o concreto imóvel em questão constituía o seu local de trabalho ou, sequer, que o mesmo estava afeto à atividade empresarial/económica da insolvente nos termos supra referidos, ónus que lhes cabia,    - a impugnação de créditos da recorrente com a alegação de uma credito imobiliário garantido de pagamento prioritário não  mereceu dos mesmos qualquer resposta;    - resulta dos autos que a atividade da insolvente se concretizava na sua sede  e através de 30 lojas nos locais elencados no auto de apreensão de bens móveis a fls......, neles se não incluindo o imóvel em questão, cuja descrição imobiliária nenhuma relação tem com a atividade da insolvente, integrando apenas o seu património em razão de operação de fusão;     - inexiste qualquer facto nos autos que permitisse ao Sr. Juiz, sem mais, extrair a prova da   afetação do mencionado imóvel aos fins que jurisprudencialmente vêm sendo aceites para efeitos do art.