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Se confrontarmos tal anterior regime de isenção de custas com o atual, verificamos que se no pretérito, bastava possuir a qualidade de pessoa coletiva de utilidade pública administrativa ou de instituição particular de solidariedade social, para beneficiar da isenção subjetiva de custas contemplada no transcrito artigo  do CCJ revogado, agora deparamo-nos com uma Isenção de Custas limitada e condicionado, nos moldes referidos no Acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães prolatado no processo n. 192/11TTVRL.G1, pelo Juiz-Desembargador Antero Veiga, que não se achando publicado na Internet, é reproduzido em parte no voto de vencido do Juiz-Desembargador Sérgio Almeida, que acima referimos na Nota de Pé de Página n.  Confrontamo-nos aqui, por um lado e em termos doutrinários, com uma progressiva alteração da posição do Juiz-conselheiro Salvador da Costa, num sentido de uma interpretação cada vez mais apertada e restrita de tal isenção de custas, por referência à natureza instrumental de muitos dos litígios judiciais em que a mesma figura como parte, ao passo que a nossa jurisprudência, em traços grosso e pouco rigorosos, se divide entre uma concessão total ou quase total de tal isenção à Ré e uma retirada ou exclusão também drástica e quase absoluta da mesma às Misericórdias, em função, essencialmente, da exigência legal de atuação exclusiva «no âmbito das suas especiais atribuições ou para defender os interesses que lhe estão especialmente conferidos pelo respetivo estatuto ou nos termos de legislação que lhes seja aplicável».