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Notificado o projeto de decisão a 31/01/2018, vem a arrendatária, representada por mandatário Judicial, pronunciar-se em sede de audiência previa, argumentando no que respeita ao trafico de estupefacientes que, na habitação atribuída ao agregado não foi encontrado nada de ilícito, que o processo judicial ainda não transitou em julgado e que a arrendatária não linha conhecimento da atividade do arguido JR. A arrendatária alegou e inexistência de nexo de causalidade entre o apreendido e o alegado, contudo não se pode acolher tal argumentação, pois além de tais factos terem sido provados no processo judicial identificado, a verdade que a atividade de tráfico de estupefacientes é complexa, sendo constituída por verias tarefas ligadas entre si, formando uma cadeia de produção, e que vão desde a produção, transformação, armazenamento do produto e equipamento de preparação balanças, instrumentos de corte, até à troca, transação propriamente dita, sendo que basta que qualquer uma destas atividades passe pela habitação social, partes comuns ou entrada ao edifício municipal para se concluir que determinada pessoa utiliza a inserção estratégica de habitação social que lhe foi atribuída para promover e privilegiar os contactos.