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No que concerne à matéria de facto dada como provada na douta sentença, que, como já se disse nas contra-alegações de recurso também apresentadas nesta data, não merece qualquer censura, e aqui se dá por integralmente reproduzida para todos os devidos efeitos legais por uma razão de economia processual, decorre, em suma, que: f) O Recorrente é trabalhador da Recorrida desde 1 de janeiro de 2003; g) Em 24 de junho de 2020, pelas 23:50 horas, quando o Recorrente se apresentou no seu local de trabalho para entrar ao serviço da Recorrente no turno das 00:00h às 08:00h, por ser esse o turno em que estava escalonado nessa semana, a Recorrida impediu o Recorrente de iniciar o seu trabalho e, por conseguinte, comunicou-lhe que estava impossibilitado da prestação de trabalho e que não devia apresentar-se mais ao serviço, pelo menos, enquanto se mantivessem inalteradas as medidas de coação aplicadas no processo de inquérito n. 3250/10T9STB, que corre termos no DIAP –  Secção de Setúbal, do Ministério Público - Procuradoria da República da Comarca de Setúbal, do Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal; h) Porquanto, a Recorrente entende que a medida de coação de proibição de contacto entre todos os Arguidos e destes com os demais agentes, indivíduos e sociedades identificadas nos autos de inquérito, impede a continuidade da prestação efetiva de trabalho do Recorrido e, por seu turno, suspendeu o pagamento da retribuição do Recorrido.