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O recorrente sustenta que não existe fundamento para o decretamento do diferimento da desocupação do locado pelo recorrido e para a sua própria condenação a assegurar o pagamento das rendas vencidas no prazo de diferimento concedido, invocando, sucintamente, os seguintes argumentos:   1 – A lei não prevê o diferimento da desocupação do locado destinado a habitação, com intervenção do Fundo de Socorro Social para assegurar o pagamento das rendas que se vencerem ao longo desse período, na acção de despejo, apenas o fazendo em sede de acção executiva instaurada com vista à entrega do locado artigos 86 e 86 do e do procedimento especial de despejo artigos 1-N e 1-O do;  2 – Nas hipóteses em que a lei permite tal diferimento, o mesmo terá de ser requerido pelo arrendatário, dentro de determinado prazo; tal prazo é, consoante os casos, o da oposição à execução artigo 86 do ou o da oposição ao procedimento especial de despejo artigo 1-N do;  3 – A ausência de previsão do mecanismo descrito em 1 na acção de despejo não constitui uma lacuna, antes se tendo tratado de uma opção do legislador;  4 – As normas que estabelecem o mecanismo descrito em 1 têm natureza excepcional, pelo que atento o disposto no artigo 1 do Código Civil, sempre estaria vedada a sua aplicação por analogia.