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6 – Na determinação da medida das penas, o Tribunal a quo, numa avaliação criteriosa e ponderada, de notável equilíbrio, atendeu, como é de Lei, à moldura penal abstracta aplicável aos crimes que se provou terem sido cometidos pela recorrente prisão de 3 a 15, à sua culpa, às exigências de prevenção e às circunstâncias que se apuraram a seu favor e contra si, designadamente o grau da ilicitude do facto, muito elevado, considerada a circunstância de terem sido praticados em residências particulares, contra pessoa idosas e indefesas, que viviam sozinhos, facto conhecido da arguida e demais assaltantes, tendo sido usada agressividade e violência, o modo de execução deste, a revelar preparação e planeamento cuidados, tanto mais que os assaltantes se faziam transportar de veículo automóvel, vindos de outra localidade no caso do ofendido , sendo certo ainda que a arguida se deslocou outras vezes a casa dos ofendidos para estudar os seus passos e modo de vida, a gravidade das suas consequências, a actuação da arguida e dos outros assaltantes teve consequências físicas, ainda que não muito graves, para os ofendidos, mais gravosas, contudo, no caso do ofendido BB, os sentimentos manifestados no cometimento do crime e fins ou motivos que o determinaram, o móbil do crime foi busca de lucro às custas do património alheio, sendo certo que o prejuízo causado não foi maior por razões alheias à vontade da arguida e dos comparticipantes, a intensidade do dolo, directo e intenso.