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Só assim não será quando o sujeito activo beneficie da presunção legal de propriedade, designadamente a que vem prevista no artigo  do Código do Registo Predial Trata-se, porém, de uma presunção iuris tantum, susceptível de ser ilidida mediante prova em contrário O direito de propriedade pode, como é sabido, ser adquirido pelas diferentes formas previstas no artigo 131 do Código Civil – contrato, sucessão por morte, usucapião, ocupação ou acessão Nessa medida, tratando-se de uma aquisição originária, terá o reivindicante de demonstrar a prática dos actos materiais que a ela conduziram, ao passo que se estivermos diante uma aquisição derivada, domina o princípio nemo plus iuris in alium transferre potest quam ipse habet, exigindo-se, nesse caso, a prova da regularidade, substancial e formal, da cadeia das sucessivas transmissões anteriores que, a partir de uma qualquer aquisição originária, sirva de suporte ao direito por ele actualmente invocado No caso em apreço, atenta a factualidade provada no ponto 1 não se suscitam quaisquer dúvidas quanto à titularidade do direito de propriedade sobre o prédio ali descrito, já que o respectivo registo se encontra inscrito a favor dos autores... De igual modo, dos factos descritos no ponto 6 do elenco de factos provados decorre que os réus são titulares do direito de propriedade sobre o prédio inscrito no artigo 2905 da matriz predial da freguesia de  ...) , por terem registado tal direito a seu favor Porém, o que aqui está verdadeiramente em discussão, conforme se depreende da forma como vêm formulados os pedidos das partes, é a configuração das respectivas parcelas de terreno que compõem os prédios em causa, cuja prova não está abrangida pela presunção decorrente da inscrição registral.