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64 a 67, a saber: tendo por referência um rendimento anual, por força do contrato, de 4763,88€, isso "significa que a Autora recebia da Ré, em média, um valor mensal de € 563,65, pela contrapartida dos seus serviços”, pelo que, tendo a ré feito cessar o contrato no início de março, nada mais pagando à autora até ao final do ano de 2005, "como deveria ter acontecido, a primeira deveria ter pago à segunda, desde Março até Dezembro de 2005, tendo por referência a média mensal supra indicada, o valor aproximado de € 3636,50, montante que ora se peticiona” art.. O que daqui resulta, com inteira evidência, é que, ab inicio, cessado o contrato, podia/devia a autora ter feito valer contra a ré os direitos emergentes da cessação ilícita, porquanto tinha ao seu dispor, ao que resulta da avaliação dos referidos processos, todos os elementos para tal, sendo que nunca a autora invocou a superveniência de qualquer facto ou complexo de factos; se não o fez, sibi impute, porquanto as partes estão representadas por profissionais do foro, técnicos do direito, sendo responsáveis pelos termos em que estruturam as ações, quer quanto à pretensão que formulam, quer quanto à recolha do material fático que entendem pertinente, sendo que o princípio da auto-responsabilidade das partes se associa ao princípio da preclusão e este ao caso julgado.