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129 do; U. Não havendo dúvidas sobre a titularidade do direito de propriedade, a primeira Ré era mera detentora ou possuidora precária; Por essa razão não poderia haver acessão na posse da primeira Ré para os segundos Réus; W. E, mesmo que houvesse a posse sempre seria não titulada, tendo em conta o preceituado no artigo 125, n. 2, do Código Civil, e por isso de má-fé; É manifesto que os segundos réus não adquiriram a parcela de terreno por usucapião e, por isso, a reconvenção devia ter improcedido, como improcedeu; Y. Ao contrário do que alegam os recorrentes, nos termos n. 1 do artigo 126 do Código Civil, "se o titular do direito real, que está na posse da coisa, transmitir esse direito a outrem, não deixa de considerar-se transferida a posse para o adquirente, ainda que, por qualquer causa, aquele continue a deter a coisa”, não necessitando de qualquer alegação ou sequer que seja invocado um acordo nesse sentido; Z. Conclui-se assim que os recorridos, não provaram a aquisição originária, por usucapião, do direito de propriedade sobre o terreno em litígio, decorrente da posse, exercida por mais de 20, 30 e 50 anos, de forma pacífica, pública, contínua, de boa-fé, com justo título; AA.