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Porém, no caso, apenas consta do contrato de seguro, no que agora importa excluindo pois a previsão "Deslocações e Trabalhos em Estados membros da União Europeia”, por não, quanto ao âmbito da responsabilidade que por esse contrato era transferida para a Seguradora, a referência à "Lei 98/2009 de 04 de Setembro” e não pois a qualquer contrato coletivo de trabalho que porventura se considerasse aplicável, em particular, sendo afinal o que aqui ocorre como se refere na sentença, da cláusula 12 do Acordo Coletivo do Trabalho celebrado entre a APICCAPS - Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos e a FESETE - Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Peles de Portugal, em 29 de Abril de 2010, publicado no BTE n. 16/2010, e objeto de portaria de extensão publicada no BTE n. 30/2010, resulta que "o empregador garante aos trabalhadores no regime de incapacidade temporária absoluta por acidente de trabalho a retribuição líquida auferida à data do acidente, transferindo essa responsabilidade para a companhia de seguros na competente apólice de seguro de acidentes de trabalho”), se da sua aplicação resultar um agravamento da responsabilidade da seguradora em relação ao que resultaria da aplicação da LAT, do que decorre, em conformidade, porque não transferida quando o poderia ter a responsabilidade nesta parte, que não pode impor-se à Seguradora a obrigação de, ainda assim, por esta também responder, sendo que, não atendendo ao supra indicado regime, o Tribunal a quo, ao condenar a Recorrente no pagamento da quantia de €950,30, fê-lo precisamente a título de diferenças indemnizatórias por incapacidades temporárias, entre o que já fora liquidado e que teve por base 70% da retribuição anual bruta da sinistrada afinal precisamente o que resulta da aplicação da LAT, seu artigo 4, n. 3, al., que como se viu corresponderá então à responsabilidade que foi transferida para a e o valor que se entendeu resultar da aplicação do contrato coletivo de trabalho mas que, também como já se viu, porque agrava a responsabilidade assumida no contrato, não pode impor-se à. Procede assim o recurso quanto a esta questão.