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”Inconformado, o autor B recorreu deste despacho formulando as seguintes conclusões:  Ao abrigo do artigo 644, n2 do CPC, vem o presente recurso interposto do douto despacho de 6 de Setembro de 2019 na parte em que indeferiu o requerido depoimento de parte da ré;  O princípio geral em matéria de alimentos entre ex-cônjuges, após o divórcio ou a separação judicial de pessoas e bens, que decorre da sequência dispositiva do artigo 2016 do Código Civil é o do seu carácter excepcional, temporário e de natureza subsidiária com base na nova regra de que "cada cônjuge deve prover à sua subsistência”;  A matéria de obrigação de alimentos entre ex-cônjuges não integra, por isso, o elenco dos direitos indisponíveis, estando na disponibilidade das partes requerer, dispor, transigir e até prescindir de alimentos entre si;  Nessa medida, é manifesto que se encontra na disponibilidade da ré aceitar e confessar a factualidade alegada pelo autor/reconvindo respeitante às condições sócio-económicas da ré, ao seu agregado familiar e aos rendimentos de que esta dispõe;  A confissão e o depoimento de parte são realidades jurídicas distintas, sendo este mais abrangente do que aquela por ser um meio de prova admissível mesmo relativamente a factos que não sejam desfavoráveis aos depoentes, caso em que ficará sujeito à livre apreciação do tribunal;  O depoimento pode incidir sobre todos os factos pessoais ou de que o depoente deva ter conhecimento desde que não sejam criminosos ou torpes, incluídos nos temas de prova – artigo 552 e 554 do CPC, independentemente de esse depoimento poder, ou não, conduzir à confissão quer em face do declarado quer em face da matéria em;  nem as normas do Código Civil, nem as do CPC obstam a que, nos casos em que a acção versa sobre direitos indisponíveis, uma parte requeira o depoimento de parte da outra, não com vista à confissão mas com vista à aquisição processual de dados, factos e indícios que possam ser livremente avaliados pelo juiz nos termos do artigo 361 do Código Civil;  Aliás se o próprio tribunal não está inibido de, num caso como o dos autos divórcio), ouvir oficiosamente qualquer das partes, ao abrigo do disposto no n 1 do art.