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Provocaram os arguidos o prejuízo à segurança social, organismo do Estado no montante de 646,0€, não nos oferece dúvida que esse valor corresponde à vantagem proveniente de facto ilícito prevista no art.111 n2 do CP à data vigente e que corresponderá ao actual art.110 n1 alínea do aderindo-se, nesta parte, ao entendimento do Mm Juiz Desembargador Dr Paulo Costa no voto vencido que lavrou no processo n1325/11T9PRD.P1 que correu termos nesta 1 secção criminal da Relação do Porto quando sustentou que "Quem recebe uma quantia que não lhe pertence e lhe dá um qualquer destino que não seja a entrega ao legítimo titular, apropria-se desse valor e assim enriquece, obtendo uma vantagem”.