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9; a situação de insolvência a que chegou deve-se, sobretudo, à atuação do 1 e 2 réus, que foram, desde a constituição da insolvente, os únicos e verdadeiros donos desta, os únicos a geri-la e a decidir o seu destino, apesar de esta ter tido, temporariamente, outros dois sócios e gerentes, nomeadamente, G e H; sabendo da situação de manifesta insuficiência económica da sociedade, os seus gerentes de facto, ora 1 e 2 réus, delinearam um plano para defraudarem as expectativas de todos os credores da sociedade insolvente; já desde pelo menos maio ou junho de 2019, o 1 e 2 réus atuaram no sentido de esvaziar a insolvente da sua carteira de clientes, transmitindo os seus clientes a outra empresa, de modo a torná-la completamente inativa; o 2 réu e outros funcionários da insolvente começaram a trabalhar para uma sociedade que é concorrente direta da insolvente, a E, S.A, ora 3 ré; o 1 e 2 réus contactaram os clientes da insolvente, instando-os a contratar a 3 ré para realizar a prestação de serviços que antes era realizada pela insolvente; a 3 ré faturava com os clientes que lhe eram facultados pelo 1 e 2 réus e recebia os preços pagos por estes clientes, deixando a insolvente de os receber e de ter receitas; a este desvio da sua carteira de clientes para uma sociedade concorrente direta, aliou-se o desvio dos trabalhadores da insolvente, os quais foram igualmente trabalhar por conta da 3 ré; a sociedade insolvente, viu a sua apresentação à insolvência ser retardada pelo 1 e 2 réus, com o intuito de se alcançar o objetivo perpetrado por estes, de desvio de clientes e trabalhadores para a E, S.A, ora 3 ré; quando a sociedade foi declarada insolvente já não possuía qualquer trabalhador e as instalações não se encontravam a funcionar.