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despacho de fl.s, rematando as respectivas motivações, com as seguintes conclusões:                   A sentença proferida não pode manter-se uma vez que a mesma traduz a violação do disposto nos artigos 30, 49, n.s 2 e 3 e 3 da LAT;                A Recorrente intentou a presente acção contra a Recorrida peticionando a condenação desta no pagamento de determinados valores que foram por si liquidados com fundamento no contrato de seguro, do ramo Acidentes de Trabalho, celebrado com aquela, titulado pela apólice n. 10/043875, nos termos do qual assegurou a cobertura do risco completo dos danos traumatológicos causados aos trabalhadores daquela indicados nas respectivas folhas de salários;             Por brevidade e economia processual remete-se para a matéria alegada na petição inicial;             Por sentença transitada em julgado no dia 14 de Fevereiro de 2011, no âmbito do processo que se encontrou pendente no Tribunal do Trabalho da Figueira da Foz, verificou-se que o acidente que vitimou a trabalhadora, se ficou a dever à falta de observação pela entidade empregadora, ora Ré, das regras sobre segurança e saúde no trabalho, razão pela qual aquela sociedade foi condenada a pagar à trabalhadora os valores aí identificados;                A responsabilidade pela produção do acidente de trabalho recaiu, única e exclusivamente, sobre a aqui Ré, nos termos e para os efeito do disposto no artigo 1 da Lei dos Acidentes de Trabalhos, responsabilidade essa indiscutível face ao teor da sentença transitada em julgado;             Para fundamentar os factos alegados e o pedido a Recorrente juntou os documentos que reputou como essenciais, para cujo teor, por brevidade e economia processual, se remete;          Face à data do trânsito em julgado da sentença em causa não se verifica a apontada prescrição; De facto,       Os prazos de prescrição a que alude o artigo 49 do Código Civil, reportam-se às situações de indemnização com base em responsabilidade extracontratual;             O facto gerador dos créditos cujo pagamento a Recorrente peticiona emergem do acidente de trabalho e regularização do mesmo com fundamento no contrato de seguro oportunamente celebrado com a Recorrida;                A Autora/Recorrente, enquanto seguradora de acidentes de trabalho, não é responsável, à luz de qualquer facto ilícito e, como tal, não lhe será aplicável o disposto no n. 2 do artigo 49 do Código Civil;             É inquestionável que o prazo prescricional é o prazo ordinário previsto no artigo 30 do Código Civil, razão pela qual não se verifica a prescrição dos seus direitos; Noutra ordem de considerações, e sem prejuízo,          Por brevidade e economia processual, remete-se para o teor do artigo 3 da Lei n. 100/97, aplicável ao acidente em apreço nos autos;       Existe um direito de reembolso seja ele um direito de regresso ou mais propriamente um direito de sub-rogação, ou até mesmo um direito próprio) por parte da seguradora da entidade patronal da sinistrada em relação à ora Ré/Recorrida;       A sub-rogação, sendo uma forma de transmissão das obrigações, coloca o sub-rogado na titularidade do mesmo direito de crédito conquanto limitado pelos termos do que pertencia ao credor primitivo;          O direito de regresso é um direito nascido ex novo na titularidade daquele que extinguiu no todo ou em a relação creditória anterior ou daquele à custa de quem a relação foi considerada extinta;       A Recorrente entende que ao presente caso é aplicável o prazo previsto no n. 3 do artigo 49 do Código Civil;    Verificando-se que os factos apurados no âmbito do processo que se encontrou pendente no Tribunal do Trabalho da Figueira da Foz e descritos na petição inicial são susceptíveis de enquadrar responsabilidade criminal ofensa à integridade física), aplicar-se-á o prazo prescricional mais longo, ou seja, de cinco anos; Não exige a lei, para a aplicação do prazo de prescrição mais longo a efectiva pendência do respectivo processo crime, mas apenas que os factos possam enquadrar ilícitos criminais;       Mesmo que se entenda que aos presentes autos é aplicável o regime previsto nos artigos 1 e 3 da LAT e 2 das Condições Gerais da Apólice Uniforme do Seguro de Acidentes de Trabalho, ainda assim é defensável a extensão do prazo prescricional para cinco anos, o que, desde já, se invoca e defende;          Ou seja, o direito invocado pela Autora/Recorrente não se encontra prescrito;       Nesta conformidade, se conclui que a Autora/Recorrente exerceu o seu direito de regresso sobre a Ré/Recorria atempadamente, pelo que deverá improceder a excepção de prescrição invocada, ordenando-se, por essa razão, a revogação da sentença em causa e o prosseguimento dos autos, com todas as consequências legais.