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Analisado o teor do despacho reclamado, verifica-se que os fundamentos de indeferimento assentam essencialmente na falta de interesse da Administração Tributária nos bens em causa, a falta de estrutura que, em concorrência com o sector privado se dedique com caráter geral à comercialização de bens imóveis, porquanto não se considera suficiente a mera eventualidade de obter rendimentos com a posterior revenda dos bens imóveis dados em pagamento, e no facto de a lei não prever a dação em pagamento, não "obriga” a Administração Tributária a aceitar aqueles, os bens em concreto, que os devedores entendem dar em pagamento - no mesmo sentido, veja-se o Acórdão do Tribunal Central Administrativo do Norte proferido no processo n. 02244/17BEPRT, em 12 de abril de 2018, integralmente disponível em www.dgsi.pt.