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Ora, os trabalhadores da empresa Via – Portugal – Gestão de Sistemas Eletrónicos de Cobrança S.A. não são um público, ainda que de um grupo de pessoas se trate. . Acresce que, no caso também não se trata sequer de "um grupo indeterminado de pessoas” uma vez que a Recorrente G. remeteu o aludido e-mail única e exclusivamente a uma entidade que nem sequer é pública) e não a um grupo indistinto de pessoas. . Refira-se ainda que a Recorrente não publicitou o conteúdo do e-mail a terceiros que não a Via – Portugal – Gestão de Sistemas Eletrónicos de Cobrança S.A. através de quaisquer "meios ou circunstâncias que facilitassem a sua divulgação” de acesso ao público em geral. . Em boa verdade um e-mail dirigido à Via – Portugal – Gestão de Sistemas Eletrónicos de Cobrança S.A., ainda que reproduza conteúdo inverídico nunca poderia ter a virtualidade de denegrir publicamente a boa imagem do assistente porquanto tal reprodução não passa sequer pelo crivo da opinião pública. . O e-mail remetido pela Recorrente G. não é, em si próprio, de forma objetiva, idóneo a comportar o conceito de publicidade em termos penais, ainda que se o considere de forma ampla. . Aplaudindo-se a visão do conceito de publicidade descrita pelo Tribunal a quo o que só por hipótese académica se sempre e de todo modo só a autora do texto seria responsável pelo crime.