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E apesar das dúvidas, compreensíveis, levantadas pelo Tribunal a quo relativamente à ausência de justificação para a junção, apenas na fase de julgamento, da carta de fls 11152/3, com data de 002015, remetida por AA à Pr......, tal carta mostra de novo a falta de razoabilidade da conduta do arguido AA e da empresa Pr....... Com efeito, depois de ter recebido avultados montantes em Janeiro de 2012 e entre Abril e Outubro de 2014, sem a prestação de qualquer actividade profissional que justificasse o recebimento de tais valores, o arguido AA ainda negociou a rescisão do mencionado contrato de trabalho relativamente ao qual nenhuma actividade profissional exerceu, logrando obter o pagamento de novos valores por parte da Pr....... É verdadeiramente incompreensível a postura adoptada quer pelo arguido AA, quer pela Pr....... Não tendo o arguido AA exercido quaisquer funções – verificando-se até que o mesmo trabalhou, durante a "vigência” do contrato de trabalho, para outras entidades, apesar de ter "contratado” o exercício de funções em exclusividade com a Pr...... – não se vislumbra como acede a Pr......, uma vez mais, em pagar-lhe novas quantias.