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o já esclarecido; 30 - Os recorrentes sempre privilegiaram o diálogo, tentando solucionar a questão pela via extrajudicial, o que não se mostrou possível devido à atitude intransigente da recorrida; 31 - Goradas todas as tentativas os recorrentes socorreram-se da Câmara Municipal de Silves através de participação feita a 26 de Novembro de 2009; 32 - A entidade administrativa realizou várias inspeções à fração B, tendo-se deparado com diversas alterações executadas em desconformidade com as licenças emitidas; 33 - Perante a inércia da recorrida os recorrentes colocaram uma rede de vedação em frente da janela de forma a evitar que estranhos invadissem o terraço da fração ; 34 - Em meados de 2011 a recorrida subiu o muro divisório até à altura de 1,80m e encerrou parcialmente o vão com alvenaria, para logo de seguida fechar o vão com um contraplacado de madeira; 35 - A 22 de Dezembro de 2016, os fiscais da Câmara Municipal de Silves em inspeção à fração B verificaram, mais uma vez, que a recorrida não tinha dado total cumprimento ao ordenado pela Câmara Municipal de Silves; 36 - A prova do comportamento censurável da recorrida e da sua culpa está patente no desrespeito pelas próprias decisões da entidade administrativa; 37 - A recorrida sempre pautou o seu comportamento pela indiferença e desrespeito pelas normas legais em vigor, e pelo total desprezo às ordens emanadas pela entidade administrativa – Câmara Municipal de Silves; 38 - Entendeu o Tribunal "a quo” que a questão a decidir se prende com "a) a Ré ser condenada a eliminar a janela que pretensamente construiu num muro divisório existente entre o seu terraço e o terraço dos autores”; "b) E se os autores têm direito a qualquer montante indemnizatório, por se verificarem, quanto à Ré, os pressupostos da responsabilidade extracontratual.”; 39 - Os recorrentes não entendem a questão suscitada pelo Tribunal "a quo” em, porque nada disso é peticionado, antes pelo contrário, na petição inicial é dito que a janela já tinha sido eliminada; 40 - Nos factos que o Tribunal "a quo” deu como provados, verificam-se várias contradições; 41 - A sentença recorrida considera provado que os terraços das frações B e são de utilização exclusiva dessas frações, sendo que o terraço da fração cobre a garagem do prédio, o que é falso porque ambos os terraços cobrem a garagem; 42 - A própria sentença recorrida em sede de motivação da matéria de facto diz que o espaço intervencionado pela Ré de acordo com o projeto aprovado pela Câmara Municipal de Silves, tem natureza de terraço ou logradouro, sendo que se tratam de terraços que se acham localizados por cima da garagem; 43 - Considerou o Tribunal "a quo” que "o terraço da fração B, de acordo com o projeto aprovado, consubstancia um espaço semiaberto, que deita diretamente para o terraço da fração , sendo dotado de um guarda ou parapeito, com 90 de altura, a qual separa ambos os terraços.”; 44 - O Tribunal "a quo” não percebeu qual a altura que o muro divisório devia ter; 45 - No projeto aprovado não consta que o muro teria 90 de altura, logo a altura tinha de obedecer aos normativos legais, que consagram 1,80m; 46 - O Tribunal "a quo” considerou provado que a fração B foi fechada com a colocação em cima do muro de uma janela de alumínio, a qual posteriormente teria sido protegida com uma vedação em rede; 47 - Quem colocou a rede foram os recorrentes para que o terraço da fração não continuasse a ser utilizado pela fração B sempre que era necessário aceder aos aparelhos de ar condicionado ou ir buscar algo que tivesse caído para o terraço da fração ; 48 - O Tribunal "a quo” considerou provado que "a 7 de Junho e 2011 foi retirada a janela e a vedação, tendo o vão, ou seja, a abertura própria do terraço, sido parcialmente encerrada em alvenaria e deixada uma pequena fresta.”; 49 - Mas essa chamada fresta foi fechada, com um aglomerado de madeira; 50 - O Tribunal "a quo” entendeu que a 21 de Novembro de 2008 a Assembleia de Condóminos tinha autorizado o fecho das marquises na traseira do prédio tendo como condicionante a cor castanha; 51 - O Tribunal "a quo” não podia ter aceite e dado como provado um documento que não obedece aos requisitos legais exigíveis em regime de propriedade horizontal para ter força probatória; 52 - O Tribunal "a quo” não podia ter aceite e dado como provado a declaração datada de 22 de Janeiro de 2010, onde alguns dos condóminos declaram ter aceite "...) a inovação na fração A, tal como indicadora traseira que confina com o pátio ou logradouro da fração , autorizando que a divisão entre ambas fosse complementada em alumínio, do muro e da altura existente, até na altura de 1,80 a partir da cota mais alta, ou seja, da fração ”; 53 - Mais uma vez, esta declaração não obedece a nenhum dos requisitos legais exigidos para que tenha força legal junto dos condóminos, nem sequer foi elaborada e aprovada em sede de Assembleia de Condóminos, logo não tem qualquer valor probatório para a decisão dos presentes autos, identificando erradamente a fração da ré em causa nos autos; 54 - O Tribunal "a quo”, no ponto 12, desvalorizou por completo a forma como a recorrida acedia ao terraço dos recorrentes, tendo validado e aceite que a recorrida acedesse a este sempre que o entendesse já que o dito terraço trata-se de uma parte comum, apesar de afeto ao uso exclusivo da fração onde se integra; 55 - Já o terraço da fração B propriedade da recorrida foi sempre por esta considerado como sendo um espaço "vedado ao público, privado e reservado”; 56 - A sentença recorrida nos factos não provados demonstra inconsistências e erros; 57 - Para o Tribunal "a quo” não ficou provada a existência "de um muro em alvenaria entre as frações e que a Ré tenha decidido transformar o muro numa janela de vidro, com abertura exclusiva para a fração ”; 58 - A verdade é que ficou provado a existência do muro, vide o que a recorrida alega no art.