Legal Document Excerpt:

Senhora Dr. AR, Advogada ; –  foi enganada pelos primeiros quatro Réus, com a participação da  Ré, uma vez que nunca quis vender o bem imóvel em causa, não condizendo a vontade   –declarada no contrato de arrendamento ou no contrato de venda com a sua vontade real ; –pois nunca teve consciência de ter produzido a declaração de venda ou arrendamento ; –dada a relação de amizade que mantinha com o 2 R., confidenciou-lhe que estava a pensar fazer um empréstimo bancário e este sugeriu-lhe que desse a sua casa como garantia ; – no início do mês de Maio de 2014 recebeu uma carta enviada pela  Ré, em representação da , cujo assunto era "comunicação de rendas em mora”, na qual esta invocava a sua qualidade de proprietária da fracção autónoma supra identificada ; –após ter recepcionado os respectivos documentos e uma vez que não tinha conhecimentos, nem capacidade para os entender, entregou-os ao seu filho, o qual concluiu que a A. tinha sido enganada, porquanto, em vez da hipoteca que pensava ter constituído para o financiamento que pretendia receber havia celebrado uma escritura de venda, sem que nada tivesse recebido ; –o valor da fracção em termos comerciais é actualmente de cerca de 10000,00 € ; –embora tenha assinado diversos documentos por solicitação dos quatro primeiros réus no dia 24/01/2014, não lhe foi dada qualquer cópia ou explicação ; –tendo assinado o acto notarial a que se refere o documento 3, por indicação da  Ré, coadjuvada pelos demais presentes no local, sem que se tenha percebido que se tratava de acto de venda que nunca equacionou fazer ; –padece de grave surdez e o contrato de arrendamento trata-se de um documento falso, forjado pelos RR.