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Tal significa que o "periculum in mora” deve ser apreciado segundo duas perspectivas, que podem ou não ser cumulativas: a não ser deferida a providência cautelar requerida, os factos concretos alegados pelo requerente permitem perspectivar a criação de uma situação de impossibilidade da restauração natural da sua esfera jurídica, no caso de o processo principal vir a ser julgado procedente; ou os factos concretos alegados pelo requerente inspiram o fundado receio da produção de "prejuízos de difícil reparação" no caso de a providência ser recusada, seja porque a reintegração no plano dos factos se perspectiva difícil, seja porque pode haver prejuízos que, em qualquer caso, se produzirão ao longo do tempo e que a reintegração da legalidade não é capaz de reparar ou, pelo menos, de reparar integralmente cfr., neste sentido, Mário Aroso de Almeida e Carlos Alberto Cadilha, Comentário ao CPTA, 4 edição, 2017, a págs.