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Não pode esquecer-se que, como se prescreve na 2 parte do corpo do n 2, os vícios apontados nas suas alíneas têm de resultar do próprio texto da decisão recorrida por si só ou com recurso às regras da experiência comum, não sendo permitida a consulta de outros elementos constantes do processo.” Já a impugnação da matéria de facto em sede de recurso encontra o seu assento legal no art 412 n 3 do CPP que dispõe o seguinte: "Quando impugne a decisão proferida sobre matéria de facto, o recorrente deve especificar: a) Os concretos pontos de facto que considera incorrectamente julgados; b) As concretas provas que impõem decisão diversa da recorrida; ) As provas que devem ser renovadas.” Tendo a prova sido gravada diz o n 5 do citado art 412 do CPP que "as especificações previstas nas alíneas e do número anterior fazem-se por referência ao consignado na acta, nos termos do disposto no n 3 do artigo 364, devendo o recorrente indicar concretamente as passagens em que se funda a impugnação.”  Sendo que, nos termos do n 6 do art 412 do CPP"no caso previsto no n 4, o tribunal procede à audição ou visualização das passagens indicadas e de outras que considere relevantes para a descoberta da verdade e a boa decisão da causa.” Das disposições conjugadas dos arts 368 e 369, por remissão do art 424 n 2, todos do Código de Processo Penal, o Tribunal da Relação deve conhecer das questões que constituem objecto do recurso, pela seguinte ordem: 1: das questões que obstem ao conhecimento do mérito da decisão; 2: das questões referentes ao mérito da decisão, desde logo, as que se referem à matéria de facto, começando pela impugnação alargada, se deduzida, nos termos do art 412 do CPP, a que se seguem os vícios enumerados no art 410 n 2 do mesmo diploma; 3: as questões relativas à matéria de Direito.