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112 a 123, nomeadamente, que:   a) O arguido J. é que praticou os factos melhor descritos nas alíneas e da matéria de facto provada; b) O arguido J. sabia que a gaveta da mesinha de cabeceira e o seu conteúdo monetário melhor identificados na matéria de facto provada se encontravam no interior da residência do assistente A. , que não eram seus, e que não poderia aceder ao seu interior;  ) Ainda assim decidiu fazê-lo, retirando o vidro da janela de acesso à casa de banho, introduzindo-se no seu interior e levando consigo os objetos supra descritos, fazendo-os seus;  ) Para se introduzir no interior da residência, o arguido utilizou as suas mãos colocando-as no vidro da janela da casa de banho;  e) Atuou o arguido J. de forma livre e voluntária, com o propósito concretizado de fazer seus os objetos do ofendido e melhor identificados na matéria de facto provada e de os fazer seus, integrando-os no seu património, bem sabendo que os mesmos não lhe pertenciam e de que o fazia contra a vontade do seu legítimo proprietário, causando-lhe prejuízo, o que representou;  f) O arguido sabia que a sua conduta era proibida e punida por lei penal;  g) Como consequência direta e necessária da conduta do arguido, o assistente e demandante sentiu um desgosto muito grande;  h) Como consequência direta e necessária da conduta do arguido, o assistente e demandante andou durante várias semanas incomodado, com o sistema nervoso perturbado seriamente;  ) Como consequência direta e necessária da conduta do arguido, o assistente e demandante sente que foi manipulado e enganado pelo arguido, sentindo-se constantemente humilhado;  j) Como consequência direta e necessária da conduta do arguido, o assistente e demandante vive constantemente assustado.