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189, 2,, seja objectivamente uma causa adequada para a produção lesiva tendo em conta o processo factual que conduziu à situação de insolvência vista como dano da sua actuação, pois é este que assim se integra na referida aptidão geral ou abstracta do facto1 Por isso, tanto serve a identificação do facto como evento único e exclusivo na causação do resultado, como a identificação do facto ou factos que foram condições posteriores que causaram directamente o resultado, desde que estas se mostrem consequência também adequada do facto que deu origem a essa ou essas condições – causalidade indirecta ou mediata2   Aqui chegados, há que considerar que a factualidade demonstrada nos autos é suficiente para demonstrar a imputação da situação de insolvência à actuação do insolvente num nexo de causalidade sucessiva e finalisticamente traduzida nessa situação de insolvência, imputável:  — em primeiro lugar, à sua actuação ilícita e criminalmente julgada na relação com a sua entidade patronal, ainda identificada no arco temporal dos últimos três anos antes do requerimento da insolvência e suficiente para a imputação insolvencial no quadro global dos actos ilícitos praticados desde 2009;  — em segundo lugar, a todos os factos e condições posteriores pontos a supra, ponto ), prováveis e previsíveis num juízo de normalidade quanto ao risco gerado em função da actuação ilícita criminal, e causados pela sua conduta originária e raiz da esfera de risco que se veio a concretizar, que o colocaram numa situação económica e jurídica insusceptível de cumprir as suas obrigações e, consequentemente, frustrar o interesses dos seus credores.