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Finalmente, no acórdão de 002007 relatado por Nuno foi atribuída a indemnização de € 8000,00 a um lesado que, tendo a idade de 42 anos no momento do acidente, ficou a sofrer duma incapacidade permanente geral global de 60%, tendo-se aí valorado «o facto de o autor, na força da vida, ter ficado definitivamente impossibilitado de exercer a sua profissão de bombeiro, na qual, pelo que ficou provado, punha tanto brio e empenho; o facto de ter ficado com o braço esquerdo totalmente inutilizado - literalmente, dependurado, seguro por uma cinta – sem qualquer hipótese de recuperação; o facto de claudicar notoriamente em consequência da fractura da rótula; o facto de estar impossibilitado de realizar sozinho tarefas tão simples como vestir-se e lavar-se todos os dias, necessitando para o efeito do auxílio de terceira pessoa; o facto de, noutras actividades normais do dia a dia, como alimentar-se e andar, se encontrar também extremamente limitado; o facto de ter sofrido dores muito fortes e um grande abalo moral, abalo este e consequente que o acompanhará o resto da sua vida, face, sobretudo, à irreversibilidade da lesão no braço esquerdo; o facto de, sendo um desportista até ao dia do acidente sofrido, nunca mais poder praticar voleibol, que era o seu desporto favorito; o facto de sofrer de artroses e de estar sujeito, agora e no futuro, a acompanhamento médico frequente e a tratamentos regulares às lesões sofridas, bem como a dores muito forteso quantum doloris foi fixado pelo no grau máximo e o dano estético, não menos relevante, perto disso».