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Entende a FP ter ficado provado por parte da AT, a verificação dos pressupostos necessários ao recurso à avaliação indirecta, porquanto, resulta do teor do RIT, bem como do parecer do perito da FP, os fundamentos que conduziram à aplicação dos métodos indirectos dos quais ressaltam: ·	Tendo como actividade a "compra e venda de bens imobiliários”, e tendo vendido através de escritura pública H e , não procedeu à adequada relevação contabilística; ·	A venda da fracção "Q” foi relevada contabilisticamente pelo montante de € 3500,00 quando, segundo a escritura pública, o valor da transacção foi de € 7800,00; ·	Relativamente a um conjunto significativo e diversificado, segundo as tipologias das fracções vendidas, e como resultado da circularização junto dos respectivos adquirentes, determinaram-se valores efectivos de venda, comprovados através de meios de pagamento exibidos ou obtidos por derrogação do sigilo bancário os quais, comparados com os montantes contabilizados, levaram ao apuramento do valor de € 180 824,43 omitido aos proveitos; ·	Da alienação de diversos lotes de terreno, igualmente se verificou a contabilização de diversos preços de venda/m2, valores significativamente reduzidos, quando comparados com o valor de € 199,52, pedido pelo, impugnante em processo judicial de expropriação, e praticado na venda de três lotes, sendo o que veio a servir de valor médio para a quantificação das vendas presumidas GG.