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E que, segundo os factos assentes, as transferências de meios financeiros no valor de € 38250,00 para o Recorrente, com base nas quais este realizou prestações suplementares na sociedadeO....., tiveram lugar, nos anos de 2013 e 2014 e se apresentam justificadas no que respeita à sua origem, pelos cheques e comprovativos de transferência totalizando aquele valor, de meios financeiros da H..... para o Recorrente, com base em contrato de mútuo entre a H..... e o Recorrente, assim registadas na contabilidade da H...... A respeito das considerações e contexto referidos pela AT, com base nos quais a mesma concluiu que a justificação apresentada - atinente à origem dos meios financeiros provindos da H..... para o Recorrente, com base em contrato de mútuo entre ambos - não era atendível, atenta a "irrecuperabilidade", desde o início, do valor do mútuo pela H....., acolhem-se aqui, por inteira concordância com o seu teor e pertinência ante a situação concreta sob apreciação, as considerações expendidas na fundamentação do Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul, de 112018, no processo 1957/18BELRS, disponível em www.dgsi.pt, que passamos a citar: " ...) não vale aqui a argumentação tecida pelo recorrido quando refere que «A inexistência de contrapartida, a duração estipulada, a falta de garantias de pagamento e o destino do valor mutuado em relação ao contrato celebrado entre o Exponente e a sociedade R., não podem deixar de ser valorados por estes Serviços de Inspecção;» uma vez que, o que está verdadeiramente em causa, é a proveniência do montante de 21000,00€ aplicada na constituição de prestações acessórias de modo a apurar se tal montante está ou não sujeito a tributação em sede de IRS.