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12 O recorrente sustenta também, nos termos que expõe no recurso e reconduz às respetivas conclusões a que o Tribunal a quo não fundamentou a sua decisão quanto ao indeferimento da produção de prova e quanto à inexistência de factos dado como não provados; que não basta as rés juntarem um determinado documento para o Tribunal a quo concluir por uma determinada relação contratual; que é absolutamente essencial nos presentes autos a produção da prova, atento os interesses em discussão: existência de um contrato de trabalho ou de um contrato de prestação de serviços ou de mero procedimento administrativo de contratação pública; que o Tribunal a quo não permitiu a produção de prova testemunhal de matéria relevante para a descoberta da verdade material, ou seja, da matéria alegada pelo ora recorrente, para além do mais, nos artigos 4 a 8, 11 a 30, 38, 39, 47 a 52, 54, 66, 67, 73, 79 a 81, 85, 88, 90, 92, 95 a 97 da PI, nem considerou o teor da matéria alegada nos artigos 41 a 46 e 87 da PI, pese embora tal matéria resultar dos documentos com ela juntos, que não foram impugnados pelas rés; que, assim, o Tribunal a quo ao indeferir a produção da prova testemunhal/depoimento de parte não permitiu que o autor provasse tais factos em clara violação dos princípios constitucionais da justiça, da verdade material, do inquisitório, da tutela jurisdicional efetiva e da promoção do acesso à justiça e da garantia de acesso aos Tribunais, consagrados nos artigos 2, 3, 20, 202 e 205 da CRP, invocando essa ilegalidade e inconstitucionalidade; que a interpretação do artigo 87 n 1 alínea do CPTA vigente à data da instauração da ação, no sentido de não exigir que o Juiz realize ou ordene todas as diligências úteis ao apuramento da verdade, é inconstitucional por violação dos artigos 2, 3, 20, 202 e 205 da CRP, concluindo ser o despacho e o saneador/sentença nulos por omissão de ato que influi na decisão da causa, nos termos do disposto no n 1 do artigo 195 do CPC, devendo ser ordenada a realização de prova testemunhal para prova da matéria de facto alegada, para além do mais, nos artigos 2 a 30, 37 a 40, 47 a 52, 54, 66, 67, 73, 79 a 81, 85, 88, 90, 92, 95 a 97 da PI e artigos 41 a 46 e 87 da PI caso se entenda, contrariamente ao que supra se alegou, que a mesma não se encontrava provada pelos documentos com ela, bem como do depoimento de parte dos legais representantes das rés à matéria identificada na parte final da petição inicial, seguindo-se os demais trâmites legais, com as legais consequências.