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Sendo certo que este meio de prestação de caução não consta no elenco referido no n. 1 do artigo 62 do , não é menos certo que se enquadra de pleno na previsão do n. 2 quanto à licitude do meio escolhido, havendo «que efectuar uma interpretação actualista da referida norma e nela inserir também a garantia bancária, que só não foi prevista nesse normativo por se tratar de negócio jurídico atípico com uso relativamente recente»1   Assim, em face do actualmente estatuído no artigo 65, n. 3, do CPC, que expressamente admite a garantia bancária como forma de prestação de caução com vista à atribuição de efeito suspensivo ao recurso, dúvidas não existem em como a prestação de caução mediante garantia bancária é possível13 e, de um ponto de vista jurídico, constitui meio idóneo para acautelar os direitos do exequente, tanto mais que tratando-se de garantia autónoma o garante não pode opor ao beneficiário os meios de defesa ou excepções decorrentes das suas relações com o devedor.