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Mau grado o que a este propósito se explana na douta sentença recorrida, não se poderá nunca infirmar a conclusão de que não são suficientes os factos alegados pelo Autor, para se concluir pela responsabilidade extracontratual do Estado, porque o Estado tem sempre que prover a criação de mecanismos de outros ou diferentes meios, mecanismos, prazos e/ou organização para atingir o objectivo de administrar a justiça em prazo razoável, sendo certo que, se o Autor, no limite, tivesse usado todos os mecanismos legais que o sistema de justiça lhe permite, não poderia, nunca, ser penalizado por esse facto. . Acresce que o Juiz a quo não permitiu que a prova do atraso nas decisões judiciais se fizesse, pela consulta e verificação dos factos constantes dos processos judiciais ns 77 e 99 de 2003, por omissão em ordenar a notificação da AT, requerida pelo recorrente, para a junção de tais processos aos autos, pois, na posse desses elementos, constataria que a Justiça se fez ao fim de 14 anos, sem que o Autor para tal concorresse!