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De facto, apesar de se poder até reconhecer que da conduta da Demandante possa ter resultado um prejuízo efetivo para a imagem e o bom nome das competições de futebol, é entendimento deste Tribunal que nunca tal prejuízo seria de molde a poder ser considerado "grave” e, dessa forma, justificar a aplicação desta norma punitiva», sendo «entendimento deste Colégio de Árbitros que não obstante a conduta adotada pela Demandante ser ilícita e, nessa medida, censurável, a mesma não se reveste do grau de gravidade e de censurabilidade suficientes que justifiquem a sua qualificação como "infração grave”, antes devendo ser considerada como "infração leve”, suscetível apenas, enquanto tal, de convocar a aplicação da norma sancionatória constante do artigo 12 do RD», para depois concluir que «pese embora a atuação da Demandante se afigure censurável e ilícita por violação dos princípios previstos no artigo 1 do RD, o preceito regulamentar correspondentemente aplicável à infração disciplinar por ela cometida é o constante do artigo 12 do RD, a cuja luz, no entanto, a responsabilidade da Demandante se encontra já extinta por força do instituto da prescrição do procedimento disciplinar, nos termos conjugados do disposto nos artigos 2, alínea, e 2, ambos do RDLPFP, razão pela qual, entende este Colégio Arbitral dever julgar procedente o pedido formulado pela Demandante, revogando a decisão condenatória proferida pelo Conselho de Disciplina da Demandada».