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125 do , presume-se o animus, ou seja, uma vez assente o exercício atual ou potencial de um poder de facto sobre a coisa, deve presumir-se que quem o exerce o faz em nome próprio, recaindo sobre a parte contrária o ónus de ilidir essa presunção de posse idónea para adquirir por usucapião; – Todavia, por força do designado constituto possessório, previsto nos art.s 1263, alínea e 1264, n 1, do Código Civil, vendido o bem a terceiros, a lei desvaloriza a conduta daquele que exerce o poder de facto para mera detenção, sendo, pois, a própria lei a determinar que o alienante passa a deter a coisa por mera tolerância dos adquirentes e, consequentemente, a ser havido como detentor ou possuidor precário - artigo 1253, alínea do Código -, não significando, portanto, a sua conduta afirmação de um direito próprio.