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Com este pano de fundo, tendo presente o discurso assertivo do aresto supra apontado, que aponta para uma aceitação dos custos em determinadas situações, desde que não se vislumbre qualquer prática abusiva do sujeito passivo, invocando o princípio da justiça, ou seja, desde que o sujeito passivo não esteja em tempo para regularizar a situação, admite-se a contabilização desses custos fora do período em que deviam ter sido inscritos, em ordem ao respeito pelo princípio da tributação do lucro real, a decisão recorrida ponderou que " efetuada a correção ao exercício de 2012, deveria a Autoridade Tributária ter efetuado a correspetiva correção quanto ao exercício de 2011, tanto mais que no momento a Autoridade Tributária havia aberto ordem de serviço datada de 1/11/2013, de âmbito parcial em Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas e com incidência sobre o exercício de 2011 cfr.