Legal Document Excerpt:

Isto numa pessoa que tinha ainda uma esperança de vida prolongada pois completara 60 anos à data do acidente 9 Em cujo sumário se rescreve que "é justa e adequada a fixação da compensação, a título de danos não patrimoniais, no montante de € 50000,00”, quando resulta dos factos provados "que o autor, à data do acidente de viação, tinha 30 anos de idade e era uma pessoa saudável e cheio de vida e que, em consequência  do acidente, sofreu várias fracturas; esteve internado durante 14 dias, tendo  sido submetido a diversas intervenções e tratamentos médicos durante cerca de 4 meses;  teve um período global de cerca de 2 anos e 2 meses de gravidade decrescente de incapacidade, 9 meses dos quais  com incapacidade absoluta e a necessitar de ajuda de terceira pessoa; ficou com um défice funcional permanente da integridade físico-psíquica de 5%; teve dores quantificáveis em 4 numa escala de gravidade crescente até 7; ficou com dificuldades de erecção no relacionamento sexual; deixou de poder praticar atividades desportivas e de lazer; perdeu um ano escolar e continua a necessitar, pontualmente, de tomar medicação anti-álgica, é justa e adequada a fixação da compensação, a título de danos não patrimoniais, no montante de € 50000,00” 10 Em rigor, a indemnização relevante é de cerca de 120000 euros: como resulta da fundamentação do acórdão de 9 de Janeiro de 2019 — processo n. 275/15TBTVR.ES1 —, os 125000 euros compreendem o "dano decorrente das demoras ocorridas na substituição dos componentes da prótese”.