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Procurador do tribunal recorrido respondeu, concluindo da seguinte forma: 	Por sentença judicial proferida nos presentes autos, foi a Recorrente condenada, pela prática, como autora material, na forma consumada, de um crime de incêndio, p. e p. pelo artigo 27, n. 1, alínea, por referência ao artigo 20, alínea, ambos do Código Penal, na pena de 3 três) anos e 9 meses de prisão, suspensa na sua execução por igual período, sujeito a regime de prova; 	Vem agora a condenada, relativamente à matéria de facto, recorrer da douta sentença, alegando que os factos n.os 5 a 7 foram incorrectamente dados como provados, incorrendo o Tribunal a quo em erro de julgamento por violação do princípio da livre apreciação da prova, presente no artigo 12, do Código de Processo Penal;  	Mais alegou o Recorrente que o Tribunal a quo apenas fundamentou a sua decisão nas regras da experiência comum, sem conexão a qualquer outro elemento probatório relevante;  	Entende o Ministério Público que o Tribunal a quo efectuou uma apreciação correcta das declarações prestadas pelas testemunhas inquiridas, bem como da prova documental junto aos autos; 	Não foi, no caso em apreço, produzida em sede de audiência de julgamento, qualquer prova cabalmente capaz de retirar credibilidade às declarações das testemunhas, que prestaram as suas declarações de uma forma segura, isenta e credível, não deixando dúvidas quanto à sua veracidade; 	Dando-se aqui como integralmente reproduzidas o teor das declarações mais pertinentes para a fundamentação da decisão cuja transcrição se realizou supra;  	Mais se relevando o facto de a ora Recorrente se ter inicialmente remetido ao silêncio e, após a produção de prova nas duas sessões de audiência de julgamento realizadas, bem como findas as alegações por parte do Ministério Público e sua defensora, resolveu tomar a palavra para procurar moldar e construir uma sua versão dos factos que encaixasse nas declarações prestadas pelas testemunhas; 	Sendo quase sempre incoerente e inverosímil no seu discurso, caindo em contradições na sequência das questões que lhe iam sendo formuladas pelo Mm.