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A especificidade da situação em apreço está no facto de não estar em causa apenas o interesse público diretamente prosseguido pela entidade demandada, nomeadamente o interesse público na segurança rodoviária inerente ao objeto do contrato de concessão de que a mesma é titular, mas também interesses públicos gerais, de defesa da floresta contra incêndios, que a mesma foi incumbida de prosseguir pela alínea do n. 1 do artigo 1 do Decreto-Lei n. 124/2006, de 4 de abril, na redação que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n. 1472019, de 21 de janeiro – regime que, entretanto, foi revogado por substituição pelo Decreto-Lei n. 82/2021, de 13 de outubro, que embora não se aplicando ao caso concreto em apreço, também não altera substancialmente a responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, SA, nos termos da alínea do n. 4 do seu artigo 4.