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Com o devido respeito pela opinião expressa na motivação do recurso, desta disposição legal não se retira nem o recorrente, em boa verdade, esclarece como chega a essa conclusão) que não possa ou que não elaborar-se uma nova conta, quando a anterior não estiver elaborada de acordo com o julgado, "abrangendo as custas da ação, dos incidentes, dos procedimentos e dos recursos”, como se estabelece no n 1 do mesmo preceito, sendo certo que, nos termos do artigo 31, n 2, do RCP, a conta poderá ser oficiosamente reformada, a mando do Juiz, "se esta não estiver de harmonia com as disposições legais”, como não estava na situação em apreço, uma vez que não contemplava o encargo resultante da perícia efetuada pela Polícia Judiciária, sendo certo que nesse preceito não se estabelece qualquer prazo  para o Juiz ordenar a sua reforma ao contrário do que acontece com a reclamação da conta prevista no n. Ora, apresentada pela Polícia Judiciária uma nota de débito que, de harmonia com a lei, devia ser tida em conta na conta de custas elaborada, bem decidiu o tribunal de primeira instância ao ordenar a elaboração de nova conta corrobora este nosso entendimento a possibilidade, prevista no artigo 31, ns 8 e 9, do RCP, de serem repostas ou devolvidas quaisquer quantias que tenham sido recebidas em consequência da conta.