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artigo 2 do, permitindo-se que o sujeito deduza os gastos mas sujeitando esses gastos a tributação em função da desconfiança que sobre eles pende; 2 Conclui-se, portanto, que a teleologia do normativo radica no combate a abusos do sistema do IRC manifestados no risco de aquisição de bens e serviços que se furtam parcialmente aos propósitos empresariais, residindo aqui a sua justificação e fito último; 3 Em suma: o artigo 8, n. 3, do CIRC, sujeitando a tributação autónoma determinados encargos assumidos pelo sujeito passivo, presume implicitamente que os referidos encargos são parcialmente afectos a fins de índole não profissional; 3 Visando tal norma combater a promiscuidade entre as despesas dos foros pessoal e empresarial estas configuram uma norma anti abuso específica neste sentido cfr.