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O recorrente  A...  sustenta que o despacho de revogação da suspensão da pena, proferido em 28 de Maio de 2013, padece de nulidade insanável face ao disposto no art.11, alíneas e do P.P., alegando para o efeito, e em síntese, o seguinte: - Por sentença de 02008 foi o arguido condenado pela prática de um crime de desobediência qualificada, na pena de 8 meses de prisão, suspensa na sua execução pelo período de um ano, com a condição de nesse prazo, liquidar uma dívida para com a Segurança Social objecto de execução fiscal no processo n. 0901 2004 0100 2163; - O arguido, por alegada extrema dificuldade financeira não pagou aquela dívida, nem no prazo assinalado, nem posteriormente;  - Em consequência, o Ministério Público, em 26/04/2013, promoveu a revogação da suspensão e foi determinada a notificação do arguido para exercer o contraditório;  - Tal notificação foi efectuada à defensora oficiosa, que nada disse, e não foi notificada pessoalmente ao arguido; - Por despacho de 302013 foi determinada a revogação da suspensão da execução da pena de oito meses de prisão a que o arguido foi condenado nos presentes autos e consequente cumprimento da pena de 8 meses de prisão; - Em primeiro lugar, a notificação para o exercício do contraditório deveria ter sido efectuada também na pessoa do arguido, nos termos do n. 10, do art.11, do P.P., pois as notificações pessoais aí mencionadas são exemplificativas, não podendo deixar de abranger a notificação do arguido para exercer o contraditório numa situação de eventual revogação da suspensão da pena; - A interpretação restritiva – no sentido de que só os actos enumerados no n. 10, do art.11, do P.P.