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Por isso, já desde longa data se vinha entendendo que nesta hipótese, apesar de se estar formalmente perante um processo que visa a divisão de coisa comum, nada impede a reconvenção tendente a exigir o valor das benfeitorias” Seguidamente, enuncia os dois entendimentos jurisprudenciais em equação – um, acolhendo uma visão mais restritiva na admissibilidade da reconvenção, na acção de divisão de coisa comum, por pedido a que corresponda processo comum, considerando-se que aquele é, por princípio, sempre admissível sempre que tenha sido deduzida contestação ; todavia, se as "questões deduzidas na contestação, no confronto com o pedido inicial, forem decididas sumariamente sem que haja de prosseguir a causa nos termos do processo comum, a reconvenção só é admissível se também dessa forma poder ser decidida” ; um outro entendimento, menos formalista, no âmbito do qual se defende que "na ação de divisão de coisa comum, se for deduzida reconvenção em que o demandado formule pedido de indemnização por benfeitorias feitas no prédio dividendo, deverá a reconvenção ser admitida, ao abrigo do disposto nos artigos 26, n. 3 e 37, n.s 2 e 3 do Código de Processo Civil, ordenando-se, em consequência, que o processo siga os termos do processo comum”-, subscrevendo o segundo enunciado, citando, em conformidade o douto aresto antecedentemente exposto.