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3- Os factos ocorreram durante um período alargado de tempo – de Janeiro de 2007 a Janeiro de 2010, só tendo sido descoberta a sua actuação porquanto deixou de existir dinheiro para o pagamento das contas correntes do condomínio água, luz e, tendo o arguido e a co-arguida se apropriado da quantia de €2966,9 4- Cumpre elucidar que tais dívidas do condomínio queixoso, surgiram devido à apropriação indevida das verbas que foram entregues pelos condóminos à co-arguida ou ao arguido, no âmbito do exercício do cargo de administrador que a co-arguida exercia e que o arguido, enquanto marido daquela usava também, para pagamento das obrigações decorrentes da gestão do edifício, valores esses que os arguidos usaram em seu proveito.