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É certo que o direito de acesso previsto no artigo 4, n. 2, não proíbe toda e qualquer diferenciação, desde que fundada razoavelmente em valores com relevância constitucional – como exemplos pode referir-se a preferência no recrutamento de deficientes ou na colocação de cônjuges um junto do outro assim G. Canotilho/Moreira, Constituição..., cit., pág.. Poderá dis­cutir-se se do princípio consagrado no artigo 4, n. 2, resulta, como concretização dos princípios de igualdade e liberdade, que os critérios de acesso em regra, de decisão de um tenham de ser exclusivamente meritocráticos, ou se pode conceder-se preferência a candidatos devido a características diversas das suas capacidades ou mérito, desde que não importem qualquer preferência arbitrária ou discriminatória – assim, por exemplo, o facto de serem oriundos de uma determinada região, ou de terem outra característica por exemplo, uma deficiência) reputada relevante para os fins prosseguidos pelo Estado.