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Quanto à personalidade unitária do recorrente, também não merece censura a abordagem efetuada no acórdão recorrido: Do conjunto dos factos em concurso, do percurso de vida do arguido marcadamente desviante no que concerne ao cumprimento de normas e regras socialmente dominantes, que o levam a ser negativamente referenciado na comunidade e junto das entidades locais, do seu passado criminal que se retira do CRC, da revogação das condenações em pena de prisão suspensa,e das fracas condições socioeconómicas e laborais, resulta que o AA tem uma personalidade intensamente desconforme ao modo de ser suposto pela ordem jurídico-criminal, evidenciando fraca sensibilidade e suscetibilidade de ser influenciado pelas penas criminais.