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4 verso e 5, conforme decorre do que se vem dizendo, em face da alegação vertida na sua contestação, verifica-se que a apelante e o Réu Fernando não têm dúvidas alguma sobre que concreto prédio lhes foi dado de arrendamento para habitação pela apelada através daquele contrato, trata-se do prédio que os mesmos qualificam como "habitação principal”, que os mesmos alegam habitar, de forma ininterrupta, pelo menos, desde 2005, tanto assim que, relembra-se e reafirma-se, são os mesmos que afirmam, em sede de contestação, ser esse o seu convencimento aquando da penhora desse prédio no âmbito da execução instaurada pela apelada contra a apelante e onde a primeira comprou esse prédio e ser também esse o seu convencimento aquando da celebração do enunciado contrato de arrendamento em 01/10/201  De resto, relembra-se e reafirma-se, é a própria apelante que afirma que no terreno onde se situa esse prédio que a apelada lhe deu de arrendamento, mais ao Réu Fernando, não existe outro prédio com condições de habitabilidade, mas apenas um anexo, sem quaisquer condições de habitabilidade, sem licença de utilização, que nunca foi fornecido de água e de eletricidade próprias, que nunca teve certificado energético e que se encontra abandonado desde, pelo menos, em 200  O que alega a apelante na sua contestação é que ela e o Réu Fernando estavam convencidos que o prédio penhorado àquela no âmbito daquela execução que lhe foi instaurada pela apelante era o dito prédio constituído "pela habitação principal” e consequentemente, ambos estavam convencidos que foi esse prédio que a apelante lhe deu de arrendamento, mas que esse prédio, contrariamente ao que consta do contrato de arrendamento não se encontra inscrito no artigo , mas antes no artigo matricial .