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O que a autora vem agora alegar, de forma pretensamente superveniente, é que o réu vendeu à revelia da sociedade vários artigos de sucata propriedade da Autora em 2017 e, fazendo seu o produto dessas vendas e que apenas tomou conhecimento destas vendas no dia 70 Como se diz no despacho recorrido, na petição inicial artigos 57 a a autora já havia alegado que em finais de 2016, o réu deu instruções à encarregada de armazém para retirar do armazém e colocar no exterior do mesmo diverso material de sucata e artigos obsoletos que se destinavam a serem vendidos a sucateiros; que alguns materiais seriam levantados da empresa pelos próprios sucateiros e outros seriam transportados por veículos da empresa para serem vendidos a outros sucateiros; que nos anos de 20I7 e 2018 o réu repetiu estas suas instruções à encarregada de armazém, que procedeu em conformidade com estas ordens; que a selecção dos materiais a retirar do armazém foi sempre efectuada pelo réu; que durante os referidos anos de 2016, 2017 e 2018, foram várias as vezes em que veículos e camiões de diferentes sucateiros se deslocaram às instalações da autora para transportarem esses materiais, sendo que o réu vendia a essas empresas o material, sem que o produto da venda desse entrada na empresa, apropriando-se do mesmo em seu beneficio próprio; que o réu, durante os anos de 2017 e 2018, deu ordens ao colaborador da empresa para transportar vário material de sucata, designadamente, cabo de aço e eléctrico e outros materiais velhos, para um sucateiro de nome ; que o produto da venda destes materiais em cada entrega variava entre os €300,00 e €400,00, valores que nunca deram entrada na sua tesouraria e que o réu recebeu directamente dos vários sucateiros tais montantes, tendo-se apropriado dos mesmos para seu proveito pessoal.