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Ou, como se refere no Acórdão do STJ de 202005 relator Conselheiro Henriques, Processo n. 05P3114, disponível em www.dgsi.pt, "a noção de excecional complexidade do artigo 21, n. 3, do CPP, está, em larga medida, referida a espaços de indeterminação, pressupondo uma integração densificada pela análise e ponderação de todos os elementos do respetivo procedimento a especial complexidade constitui, no rigor, uma noção que apenas assume sentido quando avaliada na perspetiva do processo, considerado não nas incidências  estritamente jurídico-processuais, mas na dimensão factual do procedimento enquanto conjunto e sequência de atos e revelação interna e externa de acrescidas dificuldades de investigação com refração nos termos e nos tempos do procedimento o juízo sobre a especial complexidade  constitui um juízo de razoabilidade e de justa medida na apreciação das dificuldades do procedimento, tendo em conta nomeadamente, as dificuldades da investigação, o número de intervenientes processuais, a deslocalização de atos, as contingências procedimentais provenientes das intervenções dos sujeitos processuais ou a intensidade de utilização dos meios.” Tal como se realçou no Acórdão do STJ de 112007, no processo n. 07P3852 www.dgsi.pt): "É que, para além dos direitos da defesa, há outros princípios não menos importantes para o processo penal, como o da celeridade e o da prossecução do interesse público em investigar os crimes e punir os responsáveis.