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Acresce que, à data da prolação da decisão recorrida, também se encontrava em vigor o art 87 CPCiv na sua redacção original, que dispunha: "1 - Para a execução por custas, por multas ou pelas indemnizações referidas no artigo 54 e preceitos análogos, é competente o tribunal em que haja corrido o processo no qual tenha tido lugar a notificação da respetiva conta ou liquidação.” "2 - A execução por custas, por multas ou pelas indemnizações corre por apenso ao respetivo processo.” Portanto, o regime jurídico exposto determinava, à data da prolação da douta sentença, de forma clara, que era competente para executar as custas o Tribunal que proferira a decisão condenatória.A douta decisão recorrida, desta forma, justificou-se, mas haveremos de ressalvar que o Exequente e ora Recorrente não desenvolveu qualquer actividade, na acção executiva e no apenso de embargos, que justificasse a condenação em custas – não apenas não defendeu, ali em 1 instância, a competência do juízo de execução, como dirigiu o requerimento executivo ao Juízo Local Cível onde havia corrido termos o processo de declaração, desconhecendo-se o concreto motivo pelo qual os autos vieram a correr termos no juízo de execução, todavia podendo estabelecer-se que a actividade do Exequente, e ora Recorrente, foi alheia à remessa do processo ao Juízo de Execução.