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Assim, por exclusão, a insolvência fortuita é a que não é culposa, sendo culposa, nos termos da disposição geral do n1, aquela em que a situação de insolvência foi "criadaou agravada em consequência da atuação, dolosa ou com culpa grave, do devedor, ou dos seus administradores, de direito ou de facto, nos três anos anteriores ao início do processo de insolvência”, mostrando-se, pois, necessário que: a)- exista uma atuação do devedor ou dos seus administradores os de direito e os de facto, que o sejam à data em que é proferida a sentença de qualificação e os que o tenham; b)- tal atuação seja dolosa ou com culpa grave não bastando, pois, a culpa; )- e se verifique um nexo causal entre aquela atuação e a situação de insolvência ou, pelo menos, o seu agravamento a atuação deve ter originado a situação de insolvência ou, pelo menos, tê-la, tendo a atuação de ocorrer nos três anos que antecederam o início do processo de insolvência No n2 é efetuada uma enumeração taxativa de factos que, uma vez provados, conduzem a uma presunção inilidível de que a insolvência é culposa não podendo, para tal, os mesmos ter ocorrido antes dos três anos que antecederam o início do processo de insolvência –referido.