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Os Apelados apresentaram contra-alegações, formulando as seguintes conclusões: 1 – O recurso interposto é intempestivo, devendo ser indeferido o respectivo requerimento; 2 – A decisão recorrida julgou inadmissível a oposição determinando o prosseguimento da execução; 3 - Nos termos legais o prazo para a interposição de recurso e apresentação de alegações é reduzido para 15 dias; 4 - O acto foi praticado muito para além dos três dias úteis subsequentes ao termo do prazo; 5 - Presumindo-se a notificação feita na data da expedição, devidamente certificada – a expedição presume-se efectuada no terceiro dia posterior ao da elaboração, ou no primeiro dia útil seguinte a esse, quando o final do prazo termine em dia não útil; 6 - No caso concreto o ilustre mandatário do recorrente foi notificado, via Citius da sentença ora recorrida com data de 31/03/2014; 7 – Presume-se feita três dias depois, sendo que, mercê do decurso das férias da Páscoa em que os prazos estiveram suspensos desde o domingo de Ramos a segunda-feira de Páscoa e só deu entrada ao requerimento de interposição de recurso com data de 12/05/2014, em que notificou, via Citius, também a signatária; 8 – Não foi invocada qualquer situação de justo impedimento; 9 – Nos termos do n 3 do artigo 139 do P.: " o decurso do prazo peremptório extingue o direito de praticar o acto”; Sem conceder: 10 – Lê-se no Acórdão da Relação de Évora de 17/03/2011, in dgsi.pt, onde por unanimidade foi decidido: "O que o artigo 929, n 3 do P.pretende é impedir que, perante o título executivo "sentença condenatória”, seja invocado um direito a benfeitorias, sempre que esse direito não tiver sido previamente invocado, na própria acção em que foi proferida a sentença que constitui título executivo – ou seja, a invocação de benfeitorias deve ter lugar na acção declarativa a título de reconvenção), estando vedado invocá-lo na execução se não houve essa prévia invocação na acção.