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Nestes termos, o presente litígio emerge de controvérsia sobre uma «relação jurídica administrativa», entendida esta como relação «regulada por normas de direito administrativo, que atribuam prerrogativas de autoridade ou imponham deveres, sujeições ou limitações especiais, a todos ou alguns dos intervenientes, por razões de interesse público, que não se colocam no âmbito de relações de natureza privada»ver Mário Aroso de Almeida e Carlos Alberto Fernandes Cadilha, in Comentário ao Código de Processo nos Tribunais Administrativos, Almedina, 2005, página 15; Marcelo Rebelo de Sousa e André Salgado de Matos, in Direito Administrativo Geral, Quixote, 2009, Tomo , páginas 274 e seguintes; José Carlos Vieira de Andrade, in A Justiça Administrativa, Almedina, 8 edição, páginas 57 e 5    Assim, e à semelhança do que tem vindo a ser decidido noutros conflitos de competência de contornos muito próximos, pois que despoletados no âmbito de litígios dirimidos no quadro do regime jurídico da «habitação social», também aqui entendemos estar perante um litígio emergente de uma «relação jurídica administrativa» para a qual «são competentes os tribunais administrativos», no caso, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra ver, entre outros, AC Tribunal de Conflitos de 202012, n012/11; AC Tribunal de Conflitos de 002013, n04/13; AC Tribunal de Conflitos de 112013, n049/13; AC Tribunal de Conflitos de 202014, n065/13; AC Tribunal de Conflitos de 102014, n014/14; AC Tribunal de Conflitos de 012014, n038/14; e AC Tribunal de Conflitos de 202015, n030/1  Decisão Nestes termos, decidimos o presente «conflito de jurisdição», atribuindo aos tribunais da jurisdição administrativa a competência, em razão da matéria, para conhecer do objecto da acção declarativa interposta pela Santa Casa da Misericórdia de  contra A.. e B......... .    Sem custas.