Legal Document Excerpt:

A decisão recorrida não alude especificamente à fundamentação da resposta a este facto, mas a este respeito refere o tribunal de 1 instância na motivação que apresenta: "Considerou-se não provado que tenha sido comunicado à ré a intenção de a A. prosseguir com a obra por administração directa face às declarações do legal representante da Ré e da testemunha JL que admitindo que se falou na possibilidade de vir a por termo ao contrato face às várias situações de incumprimento e às más práticas que se vinham verificando na obra, mas não foi tomada uma decisão definitiva porquanto a Ré pretendia uma solução de consenso.”  As declarações de parte do legal representante da R. José AM, revelam que na reunião em causa foram evidenciadas as preocupações da R. pelas "derrapagens relativamente aos timings da obra” e aos temas que a empresa de fiscalização ia levantando, pelo facto de serem sugeridas questões técnicas que não eram seguidas, mas que aí não chegaram a qualquer solução, afirmando expressamente o depoente que nessa reunião não foi comunicado à A. que queria desistir da empreitada, referindo que isso não foi expresso na altura, mas que algum tempo depois comunicou o fim do contrato por email, uma semana, ou na mesma semana, porque houve uma perda de confiança que levou à resolução do contrato.