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Compreende-se que assim seja, uma vez que só depois de o devedor trazer ao procedimento as razões pelas quais não cumpriu com a cessão de rendimento disponível é possível concluir se não cumpriu porque não quis ou se não cumpriu porque não pode e assim, estabelecer o nexo de imputação subjetiva – violação dolosa ou com grave negligência – suposta pelo juízo de recusa antecipada da exoneração; se a falta de colaboração do devedor não constituísse causa autónoma de recusa da exoneração, encontrado estaria o caminho para que a falta de cessão do rendimento disponível não constituísse causa de recusa da exoneração, uma vez que omitindo o devedor as razões do incumprimento dificilmente se poderia concluir pela sua atuação dolosa ou negligente.