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Entendeu o tribunal a quo que, também, não se verifica o requisito da superioridade do dano que, com a presente providência, se pretende evitar, relativamente ao prejuízo que da mesma resulta, «tendo em atenção, por um lado, os direitos que com o presente procedimento a Requerente assegurar e que não se prendem com qualquer direito de propriedade sobre o veículo que identifica e, por outro, o facto de o  Requerido invocar ter adquirido legitimamente o mesmo, tendo até registo a seu favor nesse sentido, o que faz presumir o seu direito de propriedade, bem assim a natureza dos danos que a Requerente invoca com as limitações que já forçoso se torna concluir que estes não se revelam superiores ao prejuízo que o decretamento das providências peticionadas necessariamente acarretará para o  Requerido, o qual, como se referiu beneficia, nesta altura, do estatuto de proprietário do veículo, ao contrário da Requerente - tal decretamento deixá-lo-ia numa situação de impossibilidade de registo, no caso, da compra que realizou - situação de impedimento de realização de registo equiparável àquela em que a Requerente se encontra -, mas com a agravante resultante do facto de em causa estar um acto de registo com relevantes reflexos na sua esfera jurídica, ao contrário do que sucede com a Requerente - que apenas pretende registar a venda do veículo».