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O desvalor da acção é intenso e os recorrentes agiram com dolo directo, mantendo a conduta criminosa por cerca de 8 meses, e causando ao Estado um prejuízo de 3694,26 euros, no entanto, e salvo melhor opinião, a fixação da medida da pena em 2 anos e 6 meses de prisão, tendo em conta os frequentes e elevadíssimos valores dos prejuízos causados ao Estado, por vezes ao longo de anos, habitualmente em causa nos crimes de natureza fiscal apreciados nos nossos tribunais, mostra-se excessiva e desproporcionada, pelo que, se altera a mesma para 2 anos de prisão, medida igual para ambos os recorrentes, por não obstante as ligeiras diferenças nas suas situações económicas e familiares, tal igualdade se mostrar mais justa, adequada e proporcionada ao benefício ilegítimo tido pelos arguidos com a prática do crime em causa e à duração no tempo da conduta criminosa.