Legal Document Excerpt:

Os 1s Réus, desde a data dos pagamentos efetuados pela Autora e seu falecido marido não possuem qualquer bem registado em seu nome;  Acontece que os Autores tomaram agora conhecimento que por escritura de 31/01/20011, os 4s Réus doaram aos 2s e 3 Réus, seus netos, em comum e em partes iguais, prédios, por conta da sua quota disponível;  Essa doação é simulada, uma vez que foi feita com o único e exclusivo propósito comum daqueles 4s, 2 e 3s Réus de defraudar, prejudicar e enganar os Autores, entre outros como forma de impedir a satisfação do crédito da 1 Autora e seu falecido marido sobre os 1s Réus;  Os 4s, 2s e 3 Réus usaram os serviços notariais e serviram-se da sua função documentação para criarem a aparência de um negócio translativo de propriedade dos 4s Réus para os 2s e 3 Réus, quando, na verdade, pretenderam transferir os referidos bens para a esfera patrimonial dos 1s Réus, filha e genro dos 4s Réus e pais dos 2 e 3 Réus, que são quem efetivamente dispõem do gozo e fruição desses prédios;  Jamais quiseram os 4s Réus doar os bens em causa aos netos, sequer estes quiseram aceitar tais prédios em doação;   Em via subsidiária alegam que caso se venha a concluir que aquelas doações não são simuladas, então a formalização das doações em causa apenas implicaram uma diminuição da garantia patrimonial do crédito dos Autores sobre os 1s Réus, tendo todos os Réus agido com a consciência, e até a vontade de prejudicarem os credores dos 1s Réus e, entre eles, os aqui Autores, impedindo-os de cobrarem os seus créditos, sabendo todos que agindo como agiam, seria certos que estes, dos 1s Réus nada receberiam, pelo que assiste aos Autores o direito a verem declarada a ineficácia daquelas doações e a executar os prédios transmitidos diretamente no património dos 2s e 3 Réus, até ao limite do crédito que detêm sobre os 1s Réus.