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297 n. 3, prevê, sem caracter taxativo, entre as várias infracções que inviabilizam a manutenção do vínculo, na al., o comportamento do trabalhador que " em resultado da função que exerce solicite ou aceite, directa ou indirectamente, dádivas, gratificações, participação em lucros ou outras vantagens patrimoniais, ainda que sem o fim de acelerar ou retardar qualquer serviço ou procedimento.” Ora, no caso está provado, por acórdão transitado em julgado, que o Recorrente, enquanto Administrador Judicial, com funções relevantes no processo de insolvência, designadamente proceder à administração e liquidação da massa insolvente e repartir pelos credores o respectivo produto final, praticou o crime de corrupção, afectando de forma séria o prestígio da administração pública e dos tribunais, por estar a sua actividade inserida no processo de insolvência, sendo o administrador de insolvência um órgão determinante neste tipo de processos, a quem o Código de Insolvência de Recuperação de Empresas conferiu poderes que anteriormente competiam ao Juiz, minando gravemente a confiança dos cidadãos nas instituições públicas.