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O Ministério Público, considerando estar em causa a investigação de um crime de perturbação da vida privada, cometida através do telefone, p. e p. pelo artigo 19, n. 2, do Código Penal, defendendo a imprescindibilidade da identificação do número de telefone a partir do qual foram estabelecidos os contactos telefónicos e confirmar quais os contactos estabelecidos datas e horas por tal número para o telemóvel do denunciante, invocando, entre outros, os artigos 18, n. 1, alínea, n. 4, alínea, 18, n. 2, 19 e 26, n. 1, alínea e, todos do CPP requereu ao juiz de instrução que fosse diligenciado pela obtenção junto das operadoras MEO/Altice e NOS da "faturação e listagem detalhada de todas as conversações e comunicações recebidas trace-back) pelo cartão telefónico n.” correspondente ao denunciante durante o período de tempo que indicou, dando conta do consentimento prestado pelo ofendido.