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272,  do CPC, enquanto não for decidido o aludido procedimento administrativo”     Inconformados com esta decisão, recorreram os mencionados demandantes, com as seguintes conclusões4: - Com a presente ação pretendem os recorrentes obter o reconhecimento, por sentença judicial, de que o imóvel dos autos, confrontando a sul com o mar/Ria Formosa, era propriedade privada, em data anterior a 1864, sendo, por isso, reconhecida como privada a parcela do leito ou água do mar, com a delimitação dada pelo artigo 1 da Lei n 54/2005;    - Tendo em conta o pedido, os recorrentes, em sede de instrução, requereram a produção de prova pericial, a efetuar por perito a nomear pelo Tribunal;    - O perito nomeado pelo Tribunal não realizou qualquer perícia, tendo os recorrentes reclamado;    - O Tribunal recorrido determinou a notificação da Agência Portuguesa do Ambiente, P., através do serviço desconcentrado da Administração da Região Hidrográfica do Algarve, para, no prazo de 30 dias, vir juntar aos autos a delimitação do LMPAVE do concelho de Vila Real de Santo António, porquanto a mesma se revelava essencial à conclusão da perícia ordenada nos autos;    - Dando o dito por não dito, proferiu o mesmo Tribunal o despacho ora impugnado, notificando os recorrentes para requererem o procedimento administrativo de delimitação do domínio público hídrico/marítimo, em concreto do leito da Ria Formosa, no limite a do prédio dos autos, por entender ser necessário à conclusão da perícia e, por isso, suspendeu a instância até que tal procedimento se mostrasse concluído;    - Os presentes autos não devem ser suspensos, devendo ao invés prosseguir com a prova pericial;    - Não existe qualquer motivo justificado que determine a suspensão da presente instância, que deverá prosseguir os seus termos, quer com a realização da perícia, quer com as diligências necessárias que vierem a ser oficiosamente determinadas para a sua conclusão;    - O despacho impugnado viola as normas constantes dos artigos 2, n 4 da Constituição da República, 1, n 1, 1, n 7 da Lei n 54/2005, de 15 de novembro, , , 272, do Código de Processo Civil e 38 do Código Civil;    - Nestes termos, deve o despacho recorrido ser revogado sendo substituído por outro, determinando o prosseguimento dos autos.