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Juíza a quo em 3 de Junho de 2015 que a Relação ouviu, o recorrente disse, em síntese, que: Está preso em cumprimento de pena por condução sem carta à ordem da Lourinhã; é madeireiro, vive com a mulher e dois filhos e está a tirar a carta no estabelecimento prisional; trabalhava por conta do  F.. e da  G.., fazia umas horas; quando terminar a pena tem trabalho no mesmo sítio; a companheira é doméstica, os filhos têm 5 meses e 12 anos e tem um outro, com 18 anos, do primeiro casamento, que vive com a mãe; a casa onde habitam é dos avós da companheira; está arrependido e gostava de ter uma oportunidade, para sustentar a família, pois foi um deslize que não voltará a acontecer; tem a 4 classe, sabe ler e escrever mas, devido a um acidente que sofreu e que o incapacitou, não lhe passavam o atestado médico para obter a carta de condução, o que já conseguiu no estabelecimento prisional.  )