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A questão que importa decidir é a de saber se o contrato de arrendamento foi eficazmente resolvido antes da propositura da ação ou, caso esta resolução não tenha produzido efeitos, se o pagamento das rendas e da indemnização efetuada pela arrendatária, até à contestação, teve como efeito fazer caducar o direito de resolução.Não tendo sido impugnada a matéria de facto, considera-se como provada a que foi fixada na 1 instância e que é a seguinte: a. Factos Provados  Com relevo para a decisão, mostram-se provados, por acordo das partes e com base nos documentos juntos aos autos, os seguintes factos:   Os Autores, na qualidade de proprietários da fração autónoma, designada pela letra "BA” do  andar, apartamento , destinado à habitação, do prédio urbano em regime de propriedade horizontal, situado na Avenida Dr., Edifício, Bloco B, em Quarteira, freguesia de Quarteira, concelho de Loulé, descrito na Conservatória do Registo Predial de Loulé sob o número e com o artigo matricial, à qual está atribuída a licença de utilização n. /1992, por escrito particular datado de 1 de fevereiro de 2015, cederam o gozo da mesma aos Réus, para fins habitacionais, mediante o pagamento da renda mensal de € 320,00 a pagar no primeiro dia útil do mês anterior a que disser respeito.