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Ponderando a dinâmica das relações estabelecidas entre as partes, podia o réu contar/confiar que o empreiteiro exigiria à sociedade aludida os pagamentos que fossem devidos por força da empreitada, já que se obrigou a abster-se de os fazer diretamente; realizou, pois, um investimento de confiança, comportando-se em conformidade quando efetuou os pagamentos devidos ao mandatário, não podendo agora, por razões que lhe são alheias – e que seguramente se prendem com a circunstância da sociedade Acordo Lda ter sido declarada insolvente  13 –, ver-se na contingência de voltar a realizar o pagamento, com o correlativo regresso à situação anterior; sendo que é de imputar também à autora a situação assim criada ao réu, uma vez que aceitou contratar com o réu, por via da intervenção da Acordo Lda, nos termos em que o fez, com a aludida cláusula de exclusão de pagamentos diretos, conformando-se com esse risco.