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O desequilíbrio no exercício constitui uma modalidade de abuso de direito que se desdobra em três sub-hipóteses: o «exercício danoso inútil: é contrário à boa fé - e, como tal, abusivo – exercer os direitos de modo inútil, com o objetivo de provocar danos na esfera alheia; o exemplo académico é, hoje ainda, o da chaminé falsa de Colmar; é contrário à boa fé exigir o que de seguida se deva restituir; a desproporcionalidade entre a vantagem auferida pelo titular e o sacrifício imposto pelo exercício a outrem: tal desproporcionalidade, ultrapassados certos limites, é abusiva, defrontando a boa fé» - Menezes Cordeiro, Tratado de Direito Civil Português, Parte Geral, Tomo , pp.