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4 - Ao ter em conta o conhecimento do BES deste facto, os efeitos do registo, a constelações contratuais inicialmente estabelecidas e as primeiras reutilizações do crédito, que ainda acompanhou enquanto era administrador, sempre concebidas para o curto prazo de apenas 90 dias, o facto de não ter nem podia ter intervindo em reutilizações posteriores do crédito e mais ainda o tempo decorrido desde o seu afastamento da sociedade, o recorrente podia estar confiante e nunca podia prever que, passados mais do que 8 anos sobre a data em que inicialmente assinou o contrato e avalizou a livrança, lhe fosse apresentado o aval para pagamento, na sequência do incumprimento de obrigações pagas e que desconhecia a sua reutilização e em cujo estabelecimento, como o BES muito bem sabia, nem interveio e nem podia intervir e que, por conseguinte, não o vinculam.