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Veja-se a este propósito o Acórdão da Relação de Coimbra de 16-03-2021, relator Carlos Moreira in www.dgsi.pt): "Porque a cessão pode ser efectivada mesmo sem consentimento do devedor, porque a lei não exige forma especialmente solene para a mesma, e porque a habilitação do cessionário em processo pendente não afecta a substância, o objecto da causa, nem prejudica a posição do devedor nos autos, a prova daquela cessão para este efeito – art 356 do CPC – não tem de ser exigente no sentido de dever abranger todas as suas vicissitudes e particularismos, como seja o valor cedido e demais condições de cedência.” A verdade é que está assente que por contrato celebrado em 28 de Novembro de 2019 o exequente J, com o consentimento do cônjuge cedeu ao requerente R os créditos que detinha sobre os executados  e T e reconhecidos naquela sentença proferida nos autos n 35/17T8TVR.