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Foram livremente estipuladas as cláusulas da escritura e foi livremente estipulado o preço;    O que não aconteceria no âmbito de uma relação administrativa na qual uma das partes atua na prossecução de interesses públicos podendo impor a sua vontade;    Na escritura de compra e venda em crise não houve qualquer expropriação, não houve pagamento de indemnização, assim como não houve atuação do GAS munido de ius imperii, sendo a escritura outorgada em cartório notarial;   1 "As partes adotaram uma estrutura para a forma de transmissão de propriedade - vulgar escritura de compra e venda - e não escritura lavrada perante notário privativo do GAS ou de outro ente público, sendo todo o conteúdo da escritura um negócio jurídico de direito privado, não havendo, em momento algum, invocação de normas jurídico-administrativas para a sua celebração;   1 Não se verificaram os trâmites da expropriação amigável, previstos no artigo 3 do Código das Expropriações e manifestamente distintos das aquisições celebradas ao abrigo de Direito privado e previstas no artigo 1 do mesmo Código, caracterizada, a primeira, por ata de investidura judicial o qual apenas teria lugar após a celebração da escritura e depois de junto pelo expropriante o depósito do montante da indemnização, cujo pagamento não seria assim contemporâneo da escritura, como foi no caso dos autos;   1 As declarações das partes, as quais, reitere-se, foram de celebração de negócio jurídico de natureza privada, exprimem a sua vontade real, conforme aliás preceituado pelo artigo 23 do ; 1 O facto de ser o extinto GAS entidade pública não significa nem altera o facto de o negócio jurídico entre as partes outorgado – escritura pública de compra e venda – ser negócio jurídico de direito privado;   1 Sendo toda a matéria que lhe subjaz igualmente de direito privado não podendo ser dirimida através de normas de Direito Administrativo, pois que não foram tais normas que nortearam a sua outorga;   1 Ademais a expropriação era subsidiária à celebração de escrituras de compra e venda, nos termos dos artigos /1, alínea e 3 do 270/71 conforme tratado no parecer de Menezes Leitão junto aos autos com o requerimento inicial;   1a Para dirimir o litígio não têm os tribunais de conhecer de qualquer norma de Direito Administrativo, pelo que, competentes são os tribunais judiciais;   1 Assim entendeu o Ac.