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Mesmo nos casos de inexistência de arguido constituído, como é o caso em apreço, é admissível a tomada de declarações para memória futura, mormente em casos de vulnerabilidade das vítimas sendo sempre necessária a nomeação de defensor ao suspeito e a sua notificação para comparecer na diligência de memória futura, assim propiciando o cabal exercício do contraditório neste sentido, entre outros, acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 23 de novembro de 2016, proferido no processo 382/10T9MTS, e acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 4 de Maio de 2017, proferido no processo 12/10JDLSB, ambos disponíveis em WWW.dgsi.pt).