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412 do CPP, nada impõe a conclusão de que apenas o arguido A. F. geria de facto a sociedade , apesar de este "riscar” 80% e os restantes apenas o resto testemunha R. P.), ou de ter ouvido dizer que o chefão era o mesmo A. F., para depois concluir que mandavam os 3 testemunha R., ou que ouvia dizer que em dinheiros quem "falava” era o mesmo A. F. testemunha B..  Tal como nada impunha o conferir de uma menor credibilidade aos depoimentos das testemunhas J. G. e F. S., este último contabilista da sociedade ainda antes da "chegada” do arguido A. F. à mesma, pois, e citando o Acórdão deste Tribunal de 23/03/2015, relatado pelo Sr. Desembargador Lee Ferreira, e em que foi Adjunta a aqui Relatora, "Importa lembrar uma vez mais que os motivos pelos quais se confere credibilidade a determinadas provas e não a outras dependem de um juízo de valoração realizado pelo juiz de primeira instância, com base na imediação, ainda que condicionado pela aplicação das regras da experiência comum.