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11 - Assim estamos em crer que os erros de julgamento de matéria de facto e bem assim os demais vícios apontados pelos recorrentes à decisão ora em crise mais não são, afinal, do que a expressão de uma discordância, que se reconduz a uma divergência quanto à matéria de direito, nomeadamente, em sede de sancionamento penal quantum da;  12 - Assim, atenta a manifesta gravidade dos crimes cometidos e as consequências que deles advieram para as vítimas sofrimento físico e psicológico), o seu modo de execução com recurso à violência e/ou ameaça de violência), a ausência de uma verdadeira autocensura, as condenações anteriores pela prática de crimes de semelhante natureza inicialmente, em penas de prisão suspensas na sua execução e mais tarde, em penas de prisão efetiva, que foram aumentado em virtude dos cúmulos jurídicos realizados em vários, a que acresce o facto dos crimes terem ocorrido em contextos de saída prisional de curta duração no caso do arguido e de pendência de mandados de detenção para cumprimento de pena no caso do arguido, evidencia, pois, a conduta dos arguidos, um grosseiro desrespeito, não só das mais elementares regras de vida em sociedade, como também do sistema de administração da justiça;  13 - Posto isto, verificamos, pela análise do douto acórdão impugnado, que todas as operações lógicas de determinação da medida da pena foram, não só respeitadas como devidamente fundamentadas, com ponderação de todos os fatores suscetíveis de, in casu, determinar quais as concretas necessidades de prevenção que se fazem sentir e a culpa manifestada nos actos pelos agentes, não merecendo, por isso, em nosso entender, qualquer censura;  14 - Deflui ainda de todo o exposto não ter o tribunal recorrido violado qualquer das normas jurídicas mencionadas pelos recorrentes;  15 - Deve, pois, ser mantido o douto Acórdão proferido pelo TR..., improcedendo os recursos, pois, tal como profusamente analisado, com detalhe e correcção jurídica, quer na decisão proferida pela  instância, quer no Acórdão ora sob recurso, a conduta dos Arguidos/Recorrentes preencheu inequivocamente os ilícitos por cuja prática foram condenados , mostrando-se inteiramente ajustada a subsunção jurídica efectuada, tendo sido aplicada pena justa e adequada à prossecução dos fins punitivos, face à culpa dos Recorrentes e à gravidade dos crimes, não pecando por excessividade e não tendo violado qualquer preceito legal, nem qualquer princípio jurídico aplicável.”   Recebidos, foram os autos com vista ao Ministério Público, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 41 do CPP, tendo a Senhora Procurador-Geral Adjunta emitido parecer pela rejeição do recurso quanto à questão da reincidência suscitada no recurso do arguido BB e pela improcedência de ambos os recursos quanto às penas únicas, nos seguintes termos transcrição):  "1 - Os arguidos e ora recorrentes AA e BB foram submetidos a julgamento no Juízo Central Criminal ..., do Tribunal Judicial da Comarca ..., vindo a ser condenados, por acórdão proferido a 21/09/2020, nos termos seguintes: ...)  2 - Inconformados com essa decisão da mesma interpuseram recurso para o Tribunal da Relação ....  Ambos impugnaram a decisão relativa à determinação das penas parcelares e única em que cada um foi condenado, que consideraram desproporcionais e excessivas.