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Das nulidades da sentença: Alega a Recorrente que a sentença recorrida é nula nos termos das alíneas e do n 1 do artigo 668 actual artigo do CPC, por contradição insanável entre a sua fundamentação e a decisão, ao considerar provado que, ao longo de muitas décadas, nunca procedeu a qualquer limpeza das sarjetas ou efectuou qualquer outra tarefa de conservação ou manutenção dos esgotos da Avenida de Brasília, em Lisboa, e ao concluir, em seguida, que era a si APL que incumbia a realização de tais tarefas, o que é absurdo e incompreensível para alguém considerar que uma entidade com um historial como o seu, pertencente actualmente ao Sector Empresarial do Estado, seja responsável pela manutenção e conservação da Avenida de Brasília e nunca o tenha feito ou que esta via centenária nunca tenha sofrido uma intervenção por parte da entidade que por ela deve zelar, quando é facto notório que tem vindo a ser submetida a intervenções diversas como obras de repavimentação, arranjos de passeios, colocação de postes, radares de controlo de velocidade, realizadas pela Câmara Municipal de Lisboa e por deficiente/omissão de fundamentação quanto à decisão da matéria de facto por, analisada a fundamentação dada pelo tribunal recorrido se constar que aí apenas se mencionam, de forma muita vaga e resumida, as razões de ciência das testemunhas inquiridas, nada referindo quanto à sua isenção e credibilidade, e que é totalmente omissa sobre o motivo porque se convenceu que a acumulação de água no local do sinistro se deveu ao deficiente escoamento das águas pluviais e não ao excesso de pluviosidade, tendo considerado provado que no momento do acidente chovia intensamente, não bastando a mera enunciação dos meios de prova, havendo que constar o raciocínio lógico seguido para decidir nos termos em que o fez.