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2 O engano em que o Requerido teria induzido  não teve existência real e foi simplesmente induzido por terceiros – uma cunhada, que lhe tratava dos dinheiros - e logo esclarecido pelo Apelado, como resulta dos depoimentos de PC, minutos 00:46:06 a 00:57:52, e de OC, minutos 00:16:08 a 00:22:36, conforme registo áudio consignado na ata da sessão de julgamento de 17 de novembro de 201 2 Estes depoimentos mostram por que razão a Requerente vem falar de mudança de intenção e, na sequência disso, sustentar que o testamento de  de 2012 também se refere aos bens de Portugal e não apenas aos de Queimadelos, como emerge, ainda, dos depoimentos de PC e de OC que, tendo evidenciado não haver razões para a invocada mudança de intenção, vêm agora esclarecer o sentido deste testamento e por que razão  só dispôs dos bens que combinara com Pe serem para os sobrinhos da de cujus – minutos 00:42:15 a 00:44:57, quanto a P, e 00:13:08 a 00:16:04, quanto a O, com registo áudio na ata da sessão de julgamento de 17 de novembro de 201 2 Com Pe e  a instituírem o Requerido legatário dos bens individualizados nos testamentos de 19 de outubro de 1989, por isso que os bens de Portugal eram para Po, o Apelado; com  a outorgar a procuração de 2002, na sequência da morte de Pe, e para valer para além da morte de , dando poderes ao Requerido para prometer vender e vender os bens de Portugal, incluindo em negócio consigo mesmo; esclarecida, nessa altura, a intriga que uma cunhada da de cujus tinha montado contra o Requerido; tendo ele, dez anos a fio, mandado para  sete euros por ano, por que razão o testamento de 2012 e a procuração de 2002 não hão-de ser interpretados como execução do acordo Pe/ e o remanescente a que se refere o testamento de 2012 como abrangendo apenas os bens de Espanha, rectius, de Queimadelos?