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Acresce que, ao contrário do entendido pelo Recorrente e como se nos afigura uma evidência, não é pelo facto deo Tribunal ter considerado o depoimento de alguma testemunha quanto a determinados aspetos que se torna imperioso que todo o seu depoimento deva ser considerado, estando, no caso concreto, perfeitamente objetivadas as razões que conduziram a primeira instância a desatender a determinadas passagens do declarado pelas testemunhas a que se refere o Recorrente, razões essas que, ouvidos os depoimentos em causa, este Tribunal subscreve, na medida em que o depoimento do irmão do Autor é claramente um depoimento comprometido, com patentes contradições, oportunamente apontadas, de forma direta, ao depoente, aquando da respetiva audição em audiência de julgamento, pela juíza a quo, e o depoimento da testemunha A. P. também se revelou pouco consistente, aqui se recordando que a referida testemunha começou por dizer que no prédio que ora pertence ao Autor só havia uma água a que agora é, depois, após insistência no assunto por parte do mandatário do Autor, acabou por repentinamente se lembrar "Ah!..Ah!...”) que afinal "eles também levavam aquela aguita lá de cima”, tentando de forma confusa estabelecer diferenças entre as duas supostas águas aproveitadas no dito prédio, mas sempre dizendo que não sabia onde era a nascente da mina a que se referem os autos.