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E igualmente bem andou ao desconsiderar factos — que segundo os Recorrentes deveriam ter sido considerados — e que se prendem com a parcela onerada, o prédio em que se integra e a sua imediata envolvente; a zona mais vasta onde a parcela se localiza; h os valores de mercado e outras referências valorativas; outros fatores que alegadamente influenciam o valor de mercado de terrenos situados na mesma zona;  Todos os factos — e são muitos os que são repetidamente invocados pelos Recorrentes — são ten­denciosos e não comprovados, razão por que não foram nem podem ser atendidos pelo Tribunal na fixação da indemnização;  E são na maioria, diríamos na totalidade, muito posteriores à DUP, além de vagos, pouco objetivos e tendenciosos; 1 Também no que concerne à matéria de Direito, a sentença recorrida decidiu como se impunha de­cidir, não sendo merecedora de qualquer crítica ou censura; 1 Não se verificando, de todo, nenhum dos vícios que os Recorrentes lhe assacam por violação do disposto nos artigos 22, n." 2, e 2, n. 1, do Código das Expropriações de 1991, por só ter atendido aos rendimentos agrícolas na fixação da indemnização, ignorando os valores de mercado que se praticam na zona; 1 Isto porque, no respeito pelas normas aplicáveis — designadamente o artigo 1 do Decreto-Lei n. 11/94 e, subsidiariamente, os artigos do Código das Expropriações de 1991 — a avaliação das con­cretas circunstâncias de facto da Parcela aferem-se por referência à data da DUP, com base no rendimento efetivo ou possível do prédio naquela data; 1 É isso, aliás, que determina o Acórdão da Relação de Lisboa de 002009 ao afirmar que deve ser realizada "nova perícia tendo em consideração a data da DUP ...) 1994, com todos os elemen­tos necessários para se poder decidir com segurança a melhor ocupação da parcela 1004 em causa nos autos".