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Não se estranhará, por isso, se a criminalidade económica ...) aparecer como o campo privilegiado da punição das pessoas colectivas» Costa Andrade, «O novo código penal e a moderna criminologia», Jornadas de Direito Criminal, pág.. No atinente à actuação dos arguidos, importa ainda o artigo  RGIT: «Quem agir voluntariamente como titular de um órgão, membro ou representante de uma pessoa colectiva, sociedade, ainda que irregularmente constituída, ou de mera associação de facto, ou ainda em representação legal ou voluntária de outrem, será punido mesmo quando o tipo legal de crime exija: Determinados elementos pessoais e estes só se verifiquem na pessoa; Que o agente pratique o facto no seu próprio interesse e o representante actue no interesse do representado.» Com esta disposição legal pretendeu o legislador ampliar a punibilidade dos tipos legais da parte especial do Código Penal, que supõem determinados elementos pessoais ou uma actuação no interesse próprio, também àquelas pessoas em que tais elementos típicos se não verificam, mas que todavia actuaram como órgãos ou representantes de uma pessoa relativamente à qual se verificavam aqueles elementos pessoais ou aquele interesse próprio.