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Por isso a caução tem que ser mantida, indeferindo-se o requerido pelos executados.”  Por também não se conformarem com esta decisão, vêm os Executados interpor recurso da mesma, concluindo nos seguintes termos: A)– É importante recordar que até a aceitação da prestação da garantia bancária aqui em causa teve de ser objeto de Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, datado de 17/05/2011, já que o Agente de Execução e a exequente punham em causa a sua idoneidade, entendimento esse que foi sufragado pelo Tribunal de 1a instância, no despacho de 15/10/2010; B)– Nesse Acórdão o Tribunal da Relação de Lisboa aceitou a garantia prestada e reduziu o seu montante para € 91788,48, montante este que se destinava a garantir o pagamento da quantia exequenda de € 00000,00, juros e despesas previsíveis da execução; )– Posteriormente, o valor da quantia exequenda foi substancialmente reduzido porquanto foi instaurada uma ação modificativa da decisão arbitral que constituía título executivo, a qual veio a ser considerada procedente pelo Acórdão Arbitral de 26/03/2015 e a indemnização a pagar pelos Executados à Exequente foi reduzida de € 00000,00 para € 00000,00; )– Em consequência, foram deduzidos novos Embargos, considerados estes procedentes, e "extinta a execução na parte que excede o valor devido pelos executados calculado em conformidade com o decidido no acórdão arbitral de 22015"' E)–  Em 07/12/2018, os Recorrentes, com a finalidade de cumprir com o que, no seu entendimento, lhes competia pagar à Recorrida, efetuaram, por transferência para a conta desta indicada pelo Agente de Execução, o pagamento da quantia global de € 44471,62; F)– Não restam, pois, dúvidas de que o montante da garantia bancária em vigor - €.91788,48 - é excessivo face às responsabilidades que possam ainda vir a ser imputadas aos Recorrentes se, eventualmente, prevalecer a tese da Recorrida no recurso pendente; G)–  O Tribunal a quo indeferiu o pedido de redução da garantia bancária, correspondente às responsabilidades que ainda pudessem subsistir, e da sua pretensa fundamentação em dois parágrafos não ressalta qualquer argumento que explique qual o raciocínio subjacente á decisão de indeferimento; H)– O Tribunal a quo admite que houve "pagamentos", sem explicitar o seu montante, mas conclui que "são inferiores" mas não concretiza em que medida; )– Aceitando que houve pagamentos, competia ao Tribunal a quo calcular, ou ordenar que fosse calculado, o que, segundo o seu entendimento, faltava pagar e reduzir a garantia bancária até esse montante, já que esta se destina a garantir o pagamento em falta e não o pagamento que já foi efetuado; J)–  O Tribunal a quo indeferiu o pedido de redução da garantia bancária, após efetuado avultado pagamento pelos Executados, e não fundamentou tal decisão, näo sendo possível reconstituir o raciocínio lógico subjacente a tal decisão pela simples razão de o mesmo ser inexistente; K)– A falta de fundamentação de decisão judicial constitui vício que acarreta a sua nulidade, nos termos do artigo 615, no 1, alínea do CPC; )–  O tribunal a quo incorreu, pois, em erro de julgamento ao não ordenar a redução do montante da garantia bancária prestada pelos ora Recorrentes; )–  Como é do conhecimento público e não carece de prova, a prestação de uma garantia bancária por instituição de crédito acarreta pesados custos financeiros, para além de se traduzir na redução da capacidade de obtenção de financiamento bancário por parte da entidade mandante que a solicita; N)–  Os custos financeiros suportados pelos Recorrentes, com a manutenção da garantia bancária pelo valor inicialmente fixado, são extremamente elevados, sendo certo que o tribunal não pode deixar de ponderar todos estes aspetos quando toma decisões que se refletem na vida das sociedades e dos particulares; O)– Por outro lado, o tribunal deve atender às alterações de circunstâncias verificadas no decurso da marcha do processo, designadamente para efeitos de correção do valor da ação, conforme dispõe o artigo 2990, no 4 do CPC, A Exequente vem responder pronunciando-se pela improcedência do recurso e manutenção da decisão recorrida.