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Lê-se no acórdão: "o arguido têm um problema relacionado com o consumo de bebidas alcoólicas e que implica que o mesmo maltrate física e psicologicamente a sua companheira"; "o arguido deveria na presente fase estar a cumprir um processo de afastamento de consumo de bebidas alcoólicas no âmbito da injunção que foi alvo no processo 50/2......, concretamente acompanhamento psico-terapêutico a ser ministrado e fiscalizado pela DGRSP”; "o arguido não só continua a ingerir com regularidade bebidas alcoólicas, como, por comparação aos factos de que é acusado naquele outro processo, se constata uma evolução em termos de gravidade e de comportamentos adoptados para com a sua companheira, mormente ao nível das ameaças contra a vida e agressões físicas, sem que nem mesmo a presença dos militares da GNR o demoveu”; "há evidentemente um forte perigo de continuação da actividade criminosa, um forte perigo de perturbação do inquérito se o arguido conseguir chegar a fala com a sua companheira e também perigo e perturbação da ordem pública dado que parte dos factos que lhe são imputados ocorreram na via pública sendo o crime em causa gerador de forte comoção social”; "Ainda que se compreenda a posição da defesa e existindo efectivamente uma outra moradia numa localidade afastada ......... e sendo disponibilizados meios de controlo a distância, a personalidade do arguido acabada de enfatizar não permite que este tribunal possa arriscar uma medida de coacção não privativa da liberdade porquanto, e como tem sido notório em casos semelhantes, basta ao arguido uma única e fugaz oportunidade para poder concretizar o mal que vem anunciando a sua companheira, ou seja, tirar-lhe a vida”; "Nestes termos e ao abrigo do disposto dos art 191, 192 193 e 204 al.