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Assim, no acórdão proferido pelo Tribunal da Relação de Coimbra de 07/01/2014 sendo este e todos os demais acórdãos citados sem menção de fonte, consultados in dgsi.pt com a data na forma ali indicada: mês/dia/ano) sintetizou-se "1- Os tribunais portugueses estão vinculados à aplicação do Regulamento n 2201/2003 do Conselho de 27 de Novembro de 2003 relativo à competência, ao reconhecimento e à execução de decisões em matéria matrimonial e em matéria de responsabilidade parental e que revoga o Regulamento n 1347/200 2- Estabelecendo o art 3, n1, do Regulamento 2201/2003 de 27 de Novembro, três critérios gerais fundamentais que definem a competência internacional de um Estado-Membro para de uma ação de Divórcio poder conhecer, sendo um o da residência habitual, o outro o da nacionalidade de ambos os cônjuges e, finalmente, o terceiro, o do domicílio comum, verificando-se um deles o da Nacionalidade de ambos os cônjuges e apontando ele para Portugal, ter-se-á, forçosamente, que julgar o tribunal português onde a acção foi interposta como o competente para a julgar.” No acórdão proferido pelo Tribunal da Relação de Évora, no processo 1330/15T8FAR.E1 em 12/15/2016 esclareceu-se, no mesmo sentido: "4 – Estabelecendo o art 3, n1, do Regulamento 2201/2003 de 27 de Novembro, três critérios gerais fundamentais que definem a competência internacional de um Estado-Membro para de uma ação de Divórcio poder conhecer, a saber: o da residência habitual; o da Nacionalidade de ambos os cônjuges ; o do domicilio comum 5 - Verificando-se um deles no caso, o da Nacionalidade de ambos os cônjuge e apontando ele para Portugal, é competente internacionalmente o tribunal português para julgar a ação de divórcio.” No acórdão proferido pelo Tribunal da Relação de Lisboa no processo 546/05TMLSB.L1-1, de 09/20/2011, reiterou-se tal entendimento, afirmando-se ainda : "- Caindo determinada situação no âmbito de aplicação g. de um concreto Regulamento comunitário, e porque as regras internacionais integram-se no ordenamento jurídico de cada Estado, quando o Tribunal português é chamado a conhecer de uma causa em que haja um elemento de conexão com a ordem jurídica de outro Estado contratante, deverá ignorar as regras de competência internacional da lex fori, antes deve aplicar as regras uniformes do Regulamento.” Também neste sentido e em termos semelhantes se pronunciou orecente acórdão do Tribunal da Relação do Porto, de 07/11/2018, no processo 1933/13T8VNG.P  Mais não importa dizer, por tão clara ser a solução a dar ao caso, pelo que dúvidas se não podem colocar quanto à necessidade de revogar a decisão em recurso.