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Como salientam Mário Aroso de ALMEIDA/Carlos Alberto Fernandes CADILHA – Comentário ao Código do Processo nos Tribunais Administrativos, Almedina, Coimbra, 2017, p. 972, do ponto de vista do periculum in mora, as providências devem ser "concedidas quando, mesmo que não seja de prever que a reintegração, no plano dos factos, da situação conforme à legalidade se tornará impossível em razão da mora do processo, os factos concretos alegados pelo requerente inspirem o fundado receio da produção de prejuízos de «difícil reparação» no caso de a providência ser recusada, seja porque a reintegração no plano dos factos se perspetiva difícil, seja porque pode haver prejuízos que, em qualquer caso, se produzirão ao longo do tempo e que a reintegração da legalidade não é capaz de reparar ou, pelo menos, de reparar integralmente”.