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Factos não provados: - que o autor e a mãe da ré viveram juntos cerca de dois meses; - que o casamento da mãe da ré com terceira pessoa gerou ainda maior afastamento entre autor e ré; - que o autor sempre contribuiu, dentro das suas possibilidades, para a educação da ré; - que desde então, os contactos entre autor e ré foram diminuindo drasticamente, até ao ponto da ré ter entrado para a faculdade, mas o autor não ter sido sequer auscultado, e só tendo tomado conhecimento desse facto posteriormente; - que a ré não considera nem trata o autor como seu pai, e quando fala com ele trata-o pelo seu nome próprio; - que tal facto entristece o autor, que tudo sempre fez para que houvesse uma relação afetiva entre pai e filha; - que a ré respeitava o autor como seu verdadeiro pai; - que a estima que a ré dedicou ao autor passou a ser ainda mais profunda quando tomou consciência, através do relato da sua mãe, de que o autor voluntariamente aceitou perfilhá-la; - que o autor se revelava atento e preocupado com o bem-estar e estado de saúde da ré; - que o autor, desde o nascimento da sua filha E, atualmente com 5 anos de idade, passou a dedicar menor atenção e interesse à ré; - que o tratamento dado às duas passou a ser diferenciado e desigual; - que a ré passou a sentir-se desvalorizada pelo autor no seu contexto familiar; - que o autor nunca contribuiu com qualquer ajuda financeira para a ajuda dos encargos com o sustento e educação da ré; - que a ré guarda com carinho as mensagens e fotografias referidas em 1 dos factos provados; - que em consequência da perfilhação, a ré ficou impedida de ver declarada a sua verdadeira paternidade e de poder dispor da segurança das relações que fossem constituídas com o seu pai biológico.