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238 e: "O sentido da autorização legislativa, sendo algo mais do que a mera conjugação dos elementos objeto matéria ou matérias da reserva relativa de competência legislativa da Assembleia da República sobre que incidirão os poderes e extensão aspetos da disciplina jurídica daquelas matérias que integram o objeto da autorização que vão ser, não constitui, contudo, exigência especificada de princípios e critérios orientadores ...), mas algo mais modesto ou de âmbito mais restrito, que deve constituir essencialmente um pano de fundo orientador da ação do Governo numa tripla vertente : - por um lado, o sentido de uma autorização deve permitir a expressão pelo Parlamento da finalidade da concessão dos poderes delegados na perspetiva dinâmica da intenção das transformações a introduzir na ordem jurídica vigente é o sentido na ótica do ; - por outro lado, o sentido deve constituir indicação genérica dos fins que o Governo deve prosseguir no uso dos poderes delegados, conformando, assim, a lei delegada aos ditâmes do órgão delegante é o sentido na ótica do ; - e, finalmente, o sentido da autorização deverá permitir dar a conhecer aos cidadãos, em termos públicos, qual a perspetiva genérica das transformações que vão ser introduzidas no ordenamento jurídico em função da outorga da autorização é o sentido na ótica dos direitos dos particulares, numa zona revestida de especiais cuidados no texto constitucional - as matérias que incluem a reserva relativa de competência legislativa da Assembleia da República).