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A recorrente entende, com o devido respeito que o douto Tribunal recorrido deu como provados factos que deveriam ter sido considerados não provados, não tendo – salvo melhor opinião – apreciado correctamente a prova produzida; E considera não ser admissível, nas circunstâncias concretas dos presentes autos e tendo em conta a materialidade de facto em apreço, a condenação nos específicos montantes identificados na sentença, por não suficientemente provados ou manifestamente exagerados; O presente recurso incide sobre os seguintes aspectos:  impugnação da matéria de facto e suas consequências;  contestação dos montantes indemnizatórios fixados ao A./recorrido pelo Tribunal a quo; E. Por razões de simplificação e economia processuais, dão-se por integralmente reproduzidos os factos considerados provados na douta sentença recorrida e enumerados em  supra; F. Embora sem esquecer que as decisões dos Tribunais se encontram abrangidas pelo princípio da livre apreciação da prova, não deixa de ser verdade que, como resulta da lei, "A Relação deve alterar a decisão proferida sobre a matéria de facto, se os factos tidos como assentes, a prova produzida ou um documento superveniente impuserem decisão diversa” artigo 662, n 1 do referido diploma – negrito e sublinhado; G. No caso dos autos, afigura-se à recorrente existir erro na apreciação da prova por parte do julgador, uma vez que, salvo o devido respeito por entendimento diverso, a prova produzida impõe que se considere não provado que:  "A atual entidade empregadora não tem outro posto de trabalho disponível onde possa colocar o Autor a trabalhar” ponto 4 dos factos;  "A mulher do Autor teve que abandonar a atividade que exercia para se dedicar à recuperação do marido” ponto 5 dos factos;  "A BB fazia limpezas em várias casas e, no conjunto, auferia cerca de 400,00€ por mês” ponto 5 Dos factos;  "Dinheiro esse que deixou de auferir” ponto 5 dos factos;  o A.