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A meritíssima juiz decidiu, ponderados todos os interesses em presença - os públicos e o privado -, que se mostraria desproporcionado e contrário ao princípio da boa-fé negar à A o direito ao recebimento do preço dos bens que forneceu, julgando sanada a apontada nulidade, ao abrigo do artigo , n. 4, da Lei dos Compromissos, condenando a R a pagar à A o montante em dívida, no valor total de €055,15, acrescido de juros de mora devidos desde 312013 artigo 80, n.1, do, até efectivo e integral pagamento, não podendo tal ser acolhido, expressa a R.  A nulidade em causa é atípica; o contrato de fornecimento de bens não é um contrato de execução continuada, ao caso foi de execução reiterada apesar de instantânea, consumindo-se na altura da sua celebração, beneficiando a extinta Junta de Freguesia B dos bens fornecidos; os fornecimentos efectuados ao caso são nulos; só com a decisão tomada nestes autos essa nulidade ficou sanada, ao caso em sede de sentença final.