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Posto que nenhuma das partes o invocou, é de considerar assente que nem o "senhorio” nem os ora Apelados/Embargantes alguma vez exigiram à contraparte a celebração da escritura pública – o que só se justificaria até à data da entrada em vigor do Dec.-Lei n. 64-A/2000, de 22 de Abril, ou seja, em 01/05/2000, que dispensou aquela forma solene, sujeitando os contratos de arrendamento para comércio ou indústria apenas à forma escrita, ou seja, a documento particular.”  Mais rigorosamente estaremos perante a qualificação do contrato de promessa como arrendamento a título definitivo: "a verificação da existência no negócio de todos os elementos essenciais do tipo determina a qualificação e esta, por sua vez, a vigência dos elementos naturais”, fazendo portanto a correspondência a um tipo negocial legal de acordo com a interpretação das declarações negociais em confronto com a disciplina que constitui o "modelo regulativo desse tipo” É o caso, particularmente nítido na medida em que as características individualizadoras do arrendamento se encontram traduzidas no clausulado denominado como "promessa de arrendamento” e essa natureza material da vontade das partes deve sobrepor-se à omissão da forma exigida à data da celebração do contrato qualificado.