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Em caso de improcedência, apenas se poderá concluir que o direito não existia, mas isso não obsta a que o autor tivesse, de facto, o direito à discussão judicial mas, esse direito não é infinito: haverá que conjugá-lo, à luz das regras sobre colisão de direitos – artigo 33 do Código Civil – com o direito de fundo da outra parte de modo que, a atuação levada a cabo ao abrigo de um direito e que cause danos a outrem, atingindo os direitos do lesado ou normas destinadas a proteger interesses alheios, não fica, automaticamente, justificada: depende da ponderação dos direitos em presença1 Em concretização desta noção geral, surgem várias situações, a primeira das quais respeita à culpa por danos patrimoniais prolongados, com as quais se abrangem "todas as situações nas quais as iniciativas processuais do agente tenham efetivas consequências no património do lesado”, como sucede quando "o agente por má vontade ou para pressionar o lesado, intente uma ação sem fundamento relativa a um imóvel e proceda ao registo.