Legal Document Excerpt:

Tendo, pois, no referido quadro legal relativo aos poderes e iniciativas de índole oficiosa cometidos ao tribunal, o Sr. Juiz aquiescido, certamente ponderando o estado do processo e da discussão, bem como os resultados obtidos a partir da prova produzida, com a diligencia sugerida de notificação da autora para juntar a factura, que ia no sentido da aludida contraprova mas deve inserir-se e compreender-se, mais do que no propósito interessado das partes, na tarefa do tribunal – superior e equidistante em relação a qualquer delas – de esclarecer pontos de facto carentes da sua intervenção a despeito dos poderes dispositivos daquelas e das consequências preclusivas do seu não uso e de descoberta da verdade material em ordem à justa resolução do litígio, entendeu ele não se justificar a notificação da entidade terceira, estribando-se nos argumentos de que:  -quanto aos fornecimentos, ou não, dos painéis para a obra, designadamente os não incluídos no orçamento desta, já as testemunhas se haviam pronunciado foram, aliás, reinquiridas em conjunto numa espécie de acareação – cfr., considerando-se "elucidado” ou seja, apetrechado para apreciar e decidir, na sentença, sobre a realidade ou não de tais; -relativamente ao preço, jamais a factura poderia esclarecer o devido pelos réus donos da à autora, uma vez que esse contempla outras variantes e jamais será coincidente com aquele por que a empresa fabricante o vendeu à sociedade empreiteira; -logo, deixou de subsistir o quadro de necessidade e utilidade da factura que determinou a notificação inicial da autora para a juntar; -além disso, o estado dos autos e o objectivo de concluir com celeridade o julgamento modificaram-se entretanto, não se compadecendo justificadamente com tal nova diligência, cuja oportunidade para exercitarem o poder de a requerer por si e atempadamente os réus deixaram escapar.