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Já as obrigações, além de se tratarem de títulos de dívida de uma determinada entidade emitente, por regra o respetivo reembolso depende essencialmente da capacidade económico financeira do emitente e, ao contrário do que acontece nos depósitos a prazo, não se mostram "apadrinhadas" por um qualquer Fundo de Garantia, razão porque verificando-se a incapacidade do emitente em cumprir com os seus devedores, o investidor dificilmente conseguirá reaver o investimento2 Ou seja, e em rigor, e ao contrário das informações prestadas pelo apelante, as obrigações pelo autor subscritas não são e não eram depósitos a prazo, longe disso, o que equivale a dizer que de aplicação financeira se tratava que não tinha as mesmas garantias e a segurança de um depósito a prazo2 Aliás, "se o risco das Obrigações Subordinadas fosse idêntico ao de um Depósito a Prazo então o autor teria neste presente momento direito a ser integralmente reembolsado do seu capital, e capital a pagar pelo próprio banco BIC, atendendo a que o banco não está insolvente nem está desobrigado de honrar os depósitos a prazo que "herdou” do BPN.A informação prestada pelo banco no sentido da equiparação das Obrigações Subordinadas a Depósitos a Prazo era, assim, totalmente falsa, atenta a verificada recusa do banco réu em pagar ao A. o capital devido na data da maturidade do produto.”2 Ora, conforme entendimento do tribunala quo, que subscrevemos, "as obrigações não dispunham de qualquer fundo de garantia, conforme o caso, p.