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Necessário é, contudo, que o diferimento da audição se possa justificar materialmente por razões de eficácia e de celeridade e não limite ou restrinja, de forma intolerável, o direito de defesa.” Só assim não será se as partes, "agindo com a diligência devida, devessem, por sua vez, ter-se espontaneamente pronunciado sobre determinada questão, por ser razoável, no plano técnico-jurídico, contar com o conhecimento da mesma ou com determinado enquadramento ou qualificação jurídica”19 É o princípio da auto-responsabilização das partes, constituindo decisão surpresa, apenas aquela que seja "baseada em fundamento que não tenha sido previamente considerado pelas partes”, conforme referem Lebre de Freitas e Isabel Alexandre in ob.