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Mesmo para os que argumentam que, face ao artigo 22, n. 2, do Código Civil, ao declarante cabe o ónus de alegar e provar que a declaração foi colocada ao alcance do destinatário em condições de, segundo a normalidade das circunstâncias, ser conhecida, e ao declaratário o ónus de alegar e provar factos que coloquem em dúvida ou demonstrem a inexistência de qualquer culpa no não conhecimento da declaração artigos 34 e 34, n. 2, do Código1, a conclusão que se obtém é a mesma: tendo as cartas sido remetidas pelas Rés, era a Autora, enquanto declaratária, que deveria ter alegado a inexistência de culpa no seu não recebimento, assim obstando aos efeitos que decorrem do artigo 22, n. 2, do Código Civil.