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Tendo o casamento entre a Recorrida e o falecido, subscritor da Recorrente, sido dissolvido por divórcio cuja sentença data de 23/01/2013, mesmo que os ex-nubentes, por qualquer razão, tenham decidido permanecer em comunhão de cama, mesa e habitação, tal comunhão terá de ser entendida como uma nova realidade matrimonial - situação de vivência em união de facto - distinta do casamento, só podendo considerar-se para efeitos de tempo de vivência em união de facto o período que decorreu desde a data do trânsito em julgado da sentença que decretou o divórcio até à data da verificação do óbito do ex-cônjuge, em 14/11/201 No caso, cerca de 8 meses, o que significa que não estão reunidas as condições para que a aqui Recorrente possa reconhecer à Recorrida o direito a beneficiar da pensão de sobrevivência, por ela solicitada.