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n. 8 da petição. . A Recorrente tem um comprovativo de remessa do email no dia 23/05/2016 e uma declaração da empresa que faz manutenção ao hardware e software da multifunções do mandatário da A., que não foi contestada pelo Réu/Recorrido, a atestar que esse comprovativo faz prova do envio do documento. . Aliás, salvo melhor entendimento, não tendo a R. impugnado ou alegado a falsidade do documento, o mesmo faz prova plena dos factos que atesta, ou seja, o envio dos emails. . Deste modo, deveria a sentença de que se recorre ter dado como provado que a A./Recorrente remeteu a 23/05/2016, por email, requerimento de pedido de pagamento de créditos emergentes do contrato de trabalho ao Réu/Recorrido. . De igual modo, atento o acima exposto, teria ainda de ser alterada a matéria de facto dada como provada, nos seguintes termos: B) Em 23 de Maio de 2016, foram remetidas, entre outros, três mensagens de correio electrónico para o endereço igfssdgf@seg-social.pt; F) Em 24/01/2017, a A. apresentou nos serviços do R.  via do requerimento no qual peticiona o pagamento de créditos emergentes de contrato de trabalho no valor global de € 090,00; ) Da incorrecta aplicação do Direito e interpretação e aplicação das normas que constituem fundamento jurídico da decisão. . A sentença do tribunal "a quo” conclui que mesmo que a Recorrente lograsse demonstrar que enviou o referido requerimento por email atempadamente, sempre a pretensão da Autora não procederia, pois não constitui meio idóneo para apresentação do mesmo nos termos que constam do Decreto-Lei n. 59/2015, de 21 de Abril. . Ora, o requerimento foi enviado em modelo aprovado para o efeito, tendo sido remetido por email, na impossibilidade de se lograr enviar com sucesso por fax. . Foi o email remetido para o instituto da segurança social que gere o fundo de garantia salarial. . O 59/2015, de 21 de Abril determina que o requerimento deve ser apresentado em qualquer serviço da segurança social, não determinando, salvo melhor opinião, o modo como o requerimento deve chegar ao serviço da segurança social. . Ora, temos necessariamente de discordar da sentença do tribunal "a quo”, e embora não desconsiderando o facto do NRFGS assumir natureza de "lei especial” em relação ao diploma de 1999, supra citado, o facto é que o disposto no novo regime não colide com o 135/99, de 22 de Abril, na medida em que o 59/2015, de 21 de Abril, não determina o modo como se pode fazer chegar o requerimento aos serviços da segurança social. . De todo o modo, à data da interposição do requerimento – 23/05/2016 – já há muito havia entrado em vigor o novo Código do Procedimento Administrativo, que expressamente prevê os princípios aplicáveis à administração electrónica bem como as regras de utilização de meios electrónicos, determinando que, a Administração deve disponibilizar e divulgar meios electrónicos aos interessados, de modo a promover a eficiência e a transparência administrativas e promover a proximidade com os interessados. . A Recorrente utilizou um meio de contacto electrónico amplamente divulgado pela administração, neste caso pelo instituto que gere o fundo de garantia salarial. . Quer o referido instituto quer o Instituto da Segurança Social, IP há vários anos que possibilitam o contacto poremail com os cidadãos. . Ainda que este não fosse o endereço mais directo para ser recebido pelo Recorrido, sempre se diga que teria, salvo o melhor opinião, o IGFSS de reencaminhar o procedimento despoletado para o serviço competente ao abrigo do princípio da colaboração com os particulares. . O mandatário da Recorrente utilizou esta via de remessa do requerimento porque o email era público e amplamente divulgado e era titulado pelo instituto que gere o Recorrido. . Deste modo, e em conformidade com o princípio da boa-fé, não poderá, dada a prova carreada para os autos susceptível de demonstrar o envio do requerimento atempadamente, improceder o pedido da Recorrente nos termos decididos pelo Recorrido, e confirmados pelo tribunal "a quo”. . Pelo que deve o presente recurso proceder, deferindo-se o pedido de créditos emergentes do contrato de trabalho despoletado pela Recorrente, porquanto a mesma tinha legitimidade para o requerer, fê-lo atempadamente, em modelo adequado e por meio idóneo a ser recepcionado pelo Recorrido.