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Assim, a insolvente, ao agir da forma descrita, comprometeu seriamente os interesses que a obrigação de manter contabilidade organizada visa acautelar, pelo que não pode deixar de se entender que incumpriu em termos substanciais essa obrigação.”  Concordando inteiramente com esta posição, recordamos, agora que, no caso, sabemos que:  O último balancete disponível, que remonta a Março de 2014, não reflete todos os movimentos subsequentes:   a) faturas emitidas pela insolvente designadamente aquelas a identificar relativas a vendas ocorridas entre Março e Junho de 2014 cujo valor de alienação não foi demonstrado na mesma contabilidade e, como tal, desconhece-se qual a sua utilização; b) faturas de aquisição de matéria prima; ) faturas de aquisição de outros bens e serviços; ) documentos relativos a pagamentos efetuados on-line realizados após a renúncia de F. à gerência e autorizados expressamente por A. F..  Os documentos existentes, e analisados, não tiveram a virtualidade de permitir a compreensão desejada da situação económica e financeira da insolvente.