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Com efeito, estando no acórdão recorrido em causa um negócio sobre a propriedade plena de todo o prédio realizado após a extinção da colonia – e já não um negócio sobre o direito às benfeitorias rústicas realizado após esta extinção, como era a situação no caso do acórdão fundamento – a decisão não seria necessariamente a mesma uma vez que, conforme se adianta na fundamentação do acórdão mais recente, seguindo a lição do Prof. Orlando de Carvalho, estando em causa o direito de propriedade, "não subsiste mais o sistema bipartido de tenência e de exploração da propriedade, tendo-se consolidado o direito de propriedade no titular da propriedade, sem prejuízo do direito à indemnização do colono pelas benfeitorias realizadas”.