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Pois bem, o probatório informa que a executada e aqui Recorrida apresentou na 2 quinzena de Julho e mês de Agosto de 2020 dois pedidos de pronúncia arbitral tendo por objecto a ilegalidade dos actos tributários que deram origem à divida exequenda e, posteriormente, em 7 de Outubro de 2020, apresentou junto do Serviço de Finanças, pedido de dispensa de prestação de garantia com vista à suspensão da execução fiscal, que a AT indeferiu com base na sua intempestividade, por não ter sido respeitado o prazo de 15 dias previsto no artigo 170 n 1 do CPPT, contado a partir de 1 de Setembro de 202  Ora, em primeira linha, na reclamação que dirigiu ao Tribunal recorrido a executada contestou a referida decisão, por entender que a decisão assenta numa errada interpretação das normas legais, alegando que no período compreendido entre 14 e 18 de Setembro de 2020 diligenciou junto de instituições bancárias para obter uma garantia bancária, mas não teve sucesso, tendo-lhe sido comunicada a recusa dessa sua pretensão no período de 21 a 25 de Setembro, o que no seu entendimento configura um facto superveniente a que há que atender para efeitos de contagem do prazo de apresentação do seu pedido de dispensa de prestação de garantia, nos termos do n 2 do artigo 170 do CPPT, alegando ainda que a AT devia ter procedido à audição da testemunha arrolada para confirmar ou esclarecer tais elementos.