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Ora, inequivocamente, o legislador fiscal optou por esta última via na redação do então n. 2 do artigo 3 do CIRC ao referir claramente para efeitos do cálculo dos custos com realizações de utilidade social a acatar fiscalmente, que os mesmos são "considerados custos ou perdas do exercício até ao limite de 15% das despesas com o pessoal escrituradas a título de remunerações, ordenados ou salários  Na verdade, caso o legislador fiscal pretendesse ver consagrado o entendimento segundo o qual para efeitos de cálculo do limite a que se refere o citado artigo 3 n. 2 do CIRC seria irrelevante a qualificação atribuída pelos sujeitos passivos em termos contabilísticos ás despesas cujo valor contribui para a fixação desse limite, tê-lo-ia dito expressamente.