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Alegam os recorrentes, em breve síntese, que, por um lado, e de acordo com o princípio ne bis in idem consagrado no artigo 29, n 5, da Constituição da República, não podem ser julgados novamente pela prática do mesmo crime sendo inválido o entendimento, constante da sentença sub judice, segundo o qual a conduta dos arguidos tem de ser valorada em toda a sua, e, por outro lado, conforme disposto no artigo 79, n 2, do Código Penal, apenas uma "nova conduta”, que integre a continuação criminosa, pode estar sujeita a nova pena se tal "nova conduta” for mais grave que aquela pela qual os recorrentes já tinham sido condenados, o que não acontece na situação dos autos.