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41 Com efeito, conforme se refere no douto Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 09/12/2015 proferido no processo 801/11TAESP.P1 e disponível em www.dgsi.pt, "-Entende-se como fazendo "da burla modo de vida” – circunstância qualificativa prevista no artigo 218 2 do CP – não apenas a entrega habitual à burla que se basta com a pluri-reincidência, mas fundamental é também a reiteração dos crimes, que representam e fornecem os créditos principais do arguido” 42 Assim, era necessário ter ficado demonstrado nos presentes autos, que crimes de burla cometidos anteriormente pelo arguido fornecem e representam os créditos principais do arguido, o que não sucedeu.