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Em faze das razões que antes mencionámos, importando descer então ao caso concreto que se decide, dizendo que o saneador/sentença proferido pelo tribunal a quo fez uma errada interpretação e aplicação do disposto nos artigos 14, n 3, e 14, n 1, alínea, do Código do Trabalho, pelo que deve ser revogado, sustenta a Recorrente como argumentos, nas suas conclusões, nomeadamente o seguinte:  - O termo certo aposto no contrato descreve de forma clara e explícita e evidente, o motivo que o justifica e, dessa forma, permitia que, tanto o trabalhador, na qualidade de qualquer declaratário normal, como qualquer autoridade fiscalizadora e inspetiva, como o ACT, ou o tribunal, compreendessem e fiscalizassem as razões que motivaram a necessidade de firmar um contrato a termo certo; - o motivo era verdadeiro e tratava-se de uma situação de natureza transitória, como se propôs provar, com toda a prova documental que carreou para os autos e a prova testemunhal e por declarações que esperava ter tido oportunidade de produzir, mas que o Tribunal a quo impediu; - Apenas deve ser considerado sem termo o contrato de trabalho que, contendo uma motivação contemplada na Lei, não tenha qualquer correspondência com a realidade, tendo sido celebrado com essa justificação única e simplesmente para iludir as disposições legais que regulam o contrato sem prazo e impedir a integração do trabalhador nos quadros da empresa, o que não foi de todo o que se passou com o contrato em questão nos autos.