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Recordado o quadro normativo plasmado nos instrumentos jurídicos internacionais acabados de mencionar e que indiscutivelmente influenciaram e influenciam o nosso ordenamento jurídico nacional vigente sobre a questão do direito de audição da criança, o qual deve ser interpretado em conformidade com as soluções vertidas em tais instrumentos, julgamos ser de retirar, em suma, as conclusões que passamos a adiantar aplicáveis a processos prevenidos no nosso RGPTC, bem como ao processo de promoção e proteção, por aplicação a este último dos artigos  e  daquele primeiro diploma, ex  do artigo 8 da LPCJP:   - No caso do processo correr relativamente a criança com idade superior a 12 anos o juiz deve convoca-la para a ouvir sem necessidade de o justificar especificamente nos autos, por se presumir, em face da idade atingida, a existência de capacidade de discernimento suficiente para compreender os assuntos em discussão podendo, todavia, se tiverem sido carreados dados relevantes para o processo, justificar por despacho no processo a decisão de não audição da criança com tal idade se em concreto se convencer da existência de limitações cognitivas acentuadas, ou de transtornos severos da personalidade, que toldem a capacidade de compreensão e entendimento da criança.