Legal Document Excerpt:

a pagarem-lhe o crédito reclamado, e que, independentemente da confiança que criou de que o crédito não lhe iria ser exigido, o insolvente demonstra conhecer o prazo ordinário da prescrição de 20 anos e reconhece que foi citado três meses antes de a mesma operar, tendo optado, não obstante a condenação, por não liquidar voluntariamente a dívida, sendo que instaurou execução passados 19 anos porque apenas então conseguiu apurar a existência de bens susceptíveis de penhora pertencentes aos obrigados e que permitissem o pagamento, pelo menos parcial da dívida, e é irrelevante para a decisão o facto de o impugnante não estar incluído na Central de Riscos do Banco de Portugal, que apenas visa alertar as instituições de crédito para o eventual risco na concessão de crédito, mas não constitui nem elimina responsabilidades, situação que o favoreceu.