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Por fim, não pode também afirmar-se, em atenção aos factos provados, que a exequente embargada tenha usado o seu direito subjectivo para lá do poder de usar dele – no controlo do abuso do direito, em sentido estrito, questiona-se se o direito subjectivo se usou ou não de acordo com o modelo existente: se obedeceu aos limites do poder de autodeterminação, designadamente no que toca à função caracterizadora positiva que se implica na ideia de gestão livre dos interesses35; o abuso de direito é justamente um abuso porque se utiliza o direito subjectivo para fora do poder de usar dele situação em que ocorre exercício de direito sem interesse com consequente lesão consciente do interesse de3 Dos factos provados não resulta, minimamente, que exista qualquer falta de correspondência entre a estrutura e a função do direito exercido pela apelada na execução – o que resulta dos autos é, tão só, uma coincidência entre a estrutura e a função do direito exercido, pois a apelada pretende obter o cumprimento coercivo de direito que o apelante não se dispôs a cumprir voluntariamente; não está em causa, atenta a matéria provada, um exercício de direito sem interesse com lesão consciente do interesse doutrem, antes se verificando correspondência entre o exercício do direito e a função para que o Direito o reconhece e tutela.