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112/ 2009, de 16/09), não podendo ser considerada uma regra a cumprir, sendo que no vertente caso não se especificou os problemas de saúde de que padece a ofendida, a sua audição em julgamento poderá sempre ocorrer sem a presença física do arguido, e assim, sem comprometer o princípio da imediação, a ofendida é maior de idade, é estudante universitária, encontra-se já a ser acompanhada psicologicamente, foi já inquirida na fase de Inquérito, pelo que a sua reinquirição, nesta fase ou futuramente no julgamento, terá sempre que ocorrer, não se vislumbrando, pelas declarações já prestadas, a necessidade de salvaguardar a prova, como alude o Ministério Público, sendo que a sua nova audição neste momento na fase de Inquérito poderá sim importar uma revitimização, fazendo-a confrontar novamente com a necessidade de descrição do sucedido, nada garantindo que não venha a considerar-se necessário voltar a ser inquirida em julgamento.