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Assim, será esse o caso quando o Autor alega na petição inicial de forma simples e clara os factos e o direito aplicável e os pedidos que formula encontram suporte total na lei invocada, sem qualquer dúvida no espírito do julgador2 Vista a petição inicial, constatamos que são essencialmente suscitadas as seguintes questões: a) a quantia anual ilíquida referida no contrato de trabalho escrito como ajudas de custo integram a remuneração; b) os subsídios de férias e de natal foram calculados pela Ré sem considerar o valor referido no ponto anterior; ) a cessação do contrato de trabalho com invocação da caducidade configura um despedimento ilícito, tendo o Autor direito a indemnização; ) o contrato esteve suspenso em abril e maio de 2020, por lay off simplificado, não tendo a Ré pago a totalidade do devido ao Autor; e) a Ré não pagou 36 horas de trabalho extraordinário realizado; f) a Ré não proporcionou o número mínimo de horas de formação que devia; g) a partir do final de 2019 a Ré praticou um conjunto de atos configuráveis como assédio laboral, que lhe conferem direito a indemnização por danos morais em montante não inferior a € 000,0 Ora, as questões referidas em e, ou seja as questões de saber se o montante relativo a ajudas de custo integra a retribuição da qual dependem outras questões, como saber se o valor dos subsídios de férias e de natal deveria ser e de saber se determinados comportamentos integram o fenómeno do assédio laboral retiram à presente ação a "manifesta simplicidade”, que como se viu constitui pressuposto de aplicação do regime do art.