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P.	Ora, as operações financeiras, nas quais se inclui a concessão e utilização de crédito a qualquer título, estão sujeitas a Imposto do Selo, atento o disposto na verba 14, da TGIS, que tributa a utilização de crédito sob a forma de conta corrente, descoberto bancário ou outra, de duração de utilização indeterminado ou indeterminável, sendo sujeito à taxa de 0,04% sobre a média mensal obtida através da soma dos saldos em dívida apurados diariamente, durante o mês, divididos por 3 Q.	É neste contexto que se situa a liquidação de imposto de selo cuja legalidade vem questionada nos presentes autos, defendendo a impugnante que não é sujeito passivo do imposto de selo, mas sendo o "titular do interesse económico”, pelo que a AT, tendo concluído que não havia sido efectuada a liquidação do imposto devido pela operação, lhe pode exigir o imposto directamente, como se do sujeito passivo se tratasse.