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Como se explana no Acórdão da Relação de Coimbra de 102016 Relator Carlos, "o art 82 do permite que um cidadão possa ter mais do que um domicílio desde que resida habitualmente alternadamente em diversos locais”, pelo que, apesar de a alternância em causa se reportar, "não a uma qualquer residência meramente passageira, esporádica e sem cariz de estabilidade, mas antes a duas ou mais residências habituais”, tornando-se, para o efeito, "necessário que em relação a cada uma delas se verifique alguma estabilidade, habitualidade, continuidade e efetividade de estada do centro da vida familiar” e "sem hierarquização de um local relativamente ao outro como acontece com as residências secundárias ou acidentais, para fins de, mas antes perante residências que são usadas com a mesma relevância e paritariamente – cfr.