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Com efeito, face à factualidade dada como provada e que o recorrente AA não pôs em causa, temos que:  O recorrente AA desde o final do ano de 2016 até à data da sua detenção, em Agosto de 2019, não desenvolveu qualquer actividade laboral lícita, dedicando-se a tempo inteiro ao tráfico de estupefacientes, com uma regularidade diária, e beneficiando da companhia e da colaboração do arguido , e do arguido seu filho GG,constando da Segurança Social que recebeu a sua última remuneração por trabalho em Fevereiro de 2017, no montante de € 209,6  O recorrente AA detinha quantias em dinheiro que lhe foram apreendidas que totalizavam quase € 1000,00, e detinha também uma já considerável quantidade de estupefacientes no veículo em que circulava, e na sua residência, ou seja, canábis suficiente para 1298 doses, e cocaína suficiente para 498 doses.