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Aliás, na perspetiva dos danos patrimoniais decorrentes da afetação da integridade físico-psíquica, é entendimento quase unânime, na jurisprudência o sentido de que "o dano biológico derivado de incapacidade geral permanente, de cariz patrimonial, é susceptível de justificar a indemnização por danos patrimoniais futuros independentemente de o mesmo se repercutir na vertente do respectivo rendimento salarial”5, não sendo imprescindível que o lesado passe a auferir um salário inferior em consequência da incapacidade sofrida, para que o dano biológico seja indemnizado como dano patrimonial, é necessário e que tal incapacidade, com repercussões no exercício da atividade laboral habitual, nomeadamente por força da necessidade de esforços suplementares ou acrescidos, "constitua uma substancial restrição às possibilidades/oportunidades profissionais à sua disposição, constituindo, assim, fonte atual de futuros lucros cessantes” Por outro lado, não é razoável ficcionar que finda a vida ativa do lesado a vida física desaparece e com ela todas as necessidades, pelo que sem embargo de se aceitar que aos 66 anos e seis meses, atinge-se a idade da reforma Portaria n. 30/2020, de 31 de janeiro que estabelece a atual idade da, deverá considerar-se a idade que hoje corresponde à esperança de vida dos portugueses cerca de 78 anos, para os homens e 83 anos para as mulheres, de acordo com os dados do INE publicados em.