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Numa outra linha de entendimento, sempre no pressuposto de ter havido tradição da coisa, há quem atribua ao promitente-comprador a qualidade de um verdadeiro possuidor – e não mero detentor -, beneficiando de tutela possessória, em relação ao bem entregue, se os actos materiais exercidos sobre ele forem acompanhados do animus possidendi, isto é, se ele actuar com animus rem sibi habendi2 A questão deve, em todo o caso, ser analisada casuisticamente, em função da forma como age o promitente-comprador em relação à coisa objecto do contrato, pressupondo sempre, todavia, a tradição da mesma2 Como já Pires de Lima e Antunes Varela28 defendiam, "o contrato-promessa ... não é susceptível de, só por si, transmitir a posse ao promitente-comprador.