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A argumentação do recorrente para sustentar que se impõe decisão oposta à que foi tomada e., que, em vez do indeferimento liminar do pedido de exoneração, seja proferido o despacho inicial previsto no artigo 23, n. 2, do, assenta, basicamente, em três pontos: - garantidamente, não é responsável pela criação da sua situação de insolvência, porque esta deriva, essencialmente, da insolvência da sociedade "H, S.A.” e dos avales prestados cerca de € 45000,00), insolvência que fez com que ficasse desempregado; - não é responsável pelo agravamento da sua insolvência, porquanto, na sua essencialidade, o dinheiro recebido foi afectado à satisfação das suas necessidades básicas e do seu agregado familiar; - ao contrário do que entendeu o tribunal, não dispôs de parte considerável dos seus bens em proveito pessoal no designado período suspeito 6 a 7 meses anteriores à apresentação à insolvência), fazendo desaparecer em jogos de fortuna e azar parte considerável do seu património, pois não despendeu a quantia de € 9130,00 nesses jogos.