Legal Document Excerpt:

No caso em análise, aquilatado todo o circunstancialismo fáctico provado e o enquadramento legal acima exposto, não pode deixar de se asseverar que:  ) O grau de conhecimento e experiência da cliente, aqui recorrente, na pessoa dos seus representantes, em termos de intermediação financeira e no que concerne ao produto financeiro em causa financiamento bancário e aquisição de acções, inclusive com o intuito de recebimento imediato de, era elevado e concreto – trata-se de uma sociedade gestora de participações sociais, cujo objecto era a gestão de participações noutras sociedades, como forma indirecta do exercício de actividades económicas e a prestação de serviços técnicos de administração e gestão;  ) O banco e seus colaboradores conheciam o cliente, tendo havido múltiplas reuniões prévias à celebração dos contratos e no decurso; havia outros negócios entre banco-cliente, relativo a produtos financeiros;  ) O banco cumpriu cabalmente o dever de informar de acordo com os padrões legais por si definidos e acolhidos pelas demais instituições financeiras, agindo sem culpa: as acções são um produto financeiro volátil, de elevado risco et pour cause, de elevado rendimento também), de que os representantes da cliente estavam cientes ao pretenderem, desde logo, beneficiar dos dividendos na sua aquisição), houve uma crise financeira e a alteração, nomeadamente do spread no financiamento, deveu-se a uma conjuntura internacional desfavorável, que, inclusivamente, surpreendeu e afectou toda a banca, inclusive;  ) O perfil do investidor em causa, a aqui recorrente, adequa-se ao investimento financeiro em causa, inexistindo um desequilíbrio na relação entre cliente e banco, na medida em que não se descortina uma diferença na quantidade e qualidade da informação de que dispõe na pessoa dos seus e os conhecimentos técnicos para fazer a sua análise.