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B, A. e .., intentaram no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, acção administrativa para pagamento de uma indemnização, fundada na prática de ato ilícito, por violação do direito a uma decisão em prazo razoável, contra o Estado Português, que, como supra se referiu, julgou parcialmente procedente o pedido, condenando o Réu ao pagamento de indemnização a cada um dos Autores no montante de 750€, acrescida de juros de mora desde a data da citação e até integral pagamento, a título de responsabilidade extracontratual pelos danos causados no exercício da função jurisdicional e atraso na realização de justiça.Interposto, pelos Autores e pelo Réu, recurso de apelação para o TCAS, veio este a conceder parcial provimento ao recurso interposto pelo Réu, Estado Português e a negar provimento ao recurso interposto pelos Autores, reduzindo o montante indemnizatório a atribuir a cada autor para 000€, por entender que não era de levar em consideração o tempo decorrido entre o trânsito em julgado e a notificação da conta final elaborada depois de decidida uma reclamação dos e que o cálculo da indemnização a atribuir só deveria incidir sobre o tempo considerado como atraso e, não sobre todos os anos de duração total do processo; mais se entendeu que os autores contribuíram para o atraso da decisão final em dois momentos distintos primeiro porque logo no início da instância, alegadamente terão feito uso indevido de uma reclamação; segundo, porque quando o Tribunal da Relação já tinha decidido o recurso por eles interposto, não suscitaram o incidente de aceleração processual para que o processo andasse.Os AA/ora recorrentes discordam do assim decidido, invocando como questões em discussão: )	A alegada culpa dos autores no atraso do processo; )	Apurar quando o processo se considera findo; )	Se só tem relevância o tempo que excede o prazo razoável de decisão; )	O valor da indemnização atribuída.