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E, como vimos supra, decorre da matéria de facto apurada que a R. e o falecido viviam em condições análogas à vivência marital, nomeadamente com uma comunhão de mesa, leito e habitação, a qual perdurou em termos de estabilidade por um período superior a dois anos, ou seja, pelo menos desde o ano de 2010 até à morte daquele, ocorrida em Março de 201 	Nestes termos, atentas as razões e fundamentos acima explanados, resulta por demais evidente que a sentença recorrida não se poderá manter, de todo, revogando-se a mesma em conformidade e, em consequência, declara-se a existência de uma união de facto entre a R. e o e, por via disso, deverá ser atribuída à R. por parte da A.)