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O expropriado apresentou resposta ao recurso interposto pela entidade expropriante e apresentou recurso subordinado, invocando, em síntese, os seguintes fundamentos:  - o prédio a expropriar encontra-se ocupado com pomar de macieiras no âmbito das boas práticas agrícolas, regado com sistema de rega gota-a-gota, plantado segundo o compasso de 4mx2, em sistema de bardo com esteios e arames; as macieiras plantadas eram adultas em plena produção e apresentavam-se em bom estado vegetativo; o acesso fazia-se por acesso pavimentado a betuminoso, em bom estado de conservação; é servido por luz elétrica e rede de abastecimento de água privada que garante a rega do pomar; insere-se numa estrutura empresarial de nome individual que integra toda uma cadeia que contempla a produção, armazenagem, transporte comercialização de produtos frutícolas, com ponto de venda próprio no mercado abastecedor do Porto, sendo que a área a expropriar apresenta cerca de 8% do rendimento e área da empresa;  - o valor do prédio terá que ser calculado com base no rendimento efetivo ou possível de produções, sendo que, tendo em conta a área onde se insere, tem elevada aptidão cultural da maçã, a que acresce sistema de irrigação com mecanização da exploração, sendo a produção de 40/50 toneladas/há o limite fixado para que o produtor obtenha produtividade;  - o solo tem que ser classificado como solo apto para outros fins e assim a indemnização fixada de acordo com os critérios previstos no artigo 2 e dentro de outras circunstâncias reais capazes de influir no cálculo da indemnização devem incluir-se o subaproveitamento dos factos de produção, armazenagem, transporte e comercialização de maçã devido à diminuição de produtividade por perda de área, os lucros cessantes decorrentes da diminuição da produção e o seu impacto no rendimento global da empresa e destruição de benfeitorias ligadas à produção;  - cada hectare de pomar, em plena produção, gera um rendimento anual bruto de 27 000€, representando os encargos com a produção, armazenamento, transporte e comercialização 40%-50% do total do rendimento conseguido pelo expropriado, consequência direta da elevada mecanização da sua exploração agrícola, pelo que um hectare de pomar tem um rendimento líquido de 14 850€;  - considera adequada a taxa de 4% para o rendimento líquido que a parcela iria dar ao longo da sua vida produtiva;  - considerando que a parcela a expropriar representa 8% do rendimento global da sua estrutura produtiva, a diminuição da área em causa provoca o subaproveitamento das máquinas, câmaras frigoríficas, calculando-se a sua depreciação em 6419,20€, devendo ainda ser ressarcido pela destruição das benfeitorias em quantia de 6664€.