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,  ed., Coimbra Editora, p.492);  De acordo com o entendimento expendido no douto Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 11 de setembro de 2012, disponível em formato eletrónico em www.dgsi.pt, "o dever de vigilância deve ser entendido em relação com as circunstâncias de cada caso e tendo em conta as conceções dominantes e os costumes, não se podendo ser demasiado severo a tal respeito, tanto mais que as pessoas com dever de vigilância têm, em regra, outras ocupações; assim, não poderá considerar-se culpado a tal título quem, de acordo com tais conceções ou costumes, deixe certa liberdade às pessoas cuja vigilância lhe cabe.