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Penal pode-se dizer, de forma redutora, que a gravação, ou fotografia, que não é crime, é admissível como prova” e " o direito à imagem não deve ser sacralizado como núcleo essencial da vivência em comunidade, que se sobreponha a qualquer tipo de ponderação de outros valores” concluindo daqui que "age no exercício de um direito e, portanto vê excluída a ilicitude do seu comportamento, o agente cuja conduta é autorizada por uma disposição de qualquer ramo de direito.” A ausência de ilicitude da captação de imagens radica assim em o particular que procede à filmagem visar apenas a prevenção da prática de crimes contra o seu património e a identificação de eventuais agressões a esse património, como é o caso das casas comerciais que usam este sistema, incluindo as lojas "Worten”, que como é do conhecimento comum, e por maioria de razão do conhecimento da arguida que aí trabalhava, independentemente de saber se estas filmagens obedecem ao licenciamento da Comissão Nacional da Protecção de Dados a que se reporta a Lei n67/98 de 21 Conclui-se assim que a protecção da palavra que consubstancia práticas criminosas ou a imagem que as retrata têm de ceder perante o interesse de protecção da vítima e da eficiência da justiça penal, a protecção da vida privada não pode subsistir quando aquilo que se protege constitui um crime, o direito privado nestes casos, tem de se submeter ao interesse público da prossecução da justiça penal.