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Nesta sequência, o Tribunal "a quo” tomou posição no sentido de que a AT devia ter imputado tais imparidades no exercício de 2011, já que também tinha uma acção de fiscalização aberta relativa a esse período, e, nessa medida, considerou ter sido violado o princípio da justiça, o que no seu entender afectou a validade das correcções realizadas no exercício de 2012, sendo que estando assente que as imparidades em causa - no valor de € 3809,07 euros - deviam ter sido reconhecidas pelo sujeito passivo no exercício de 2011, a questão que se coloca é a de saber se neste caso o princípio da especialização de exercícios deve ceder perante outros princípios, designadamente perante o princípio da justiça.