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Para fundamentar tal pretensão alega a recorrente que não há o perigo do veículo ser utilizado para a prática de qualquer crime, dado que a arguida se encontra presa e tendo o mesmo veículo sido adquirido com rendimentos obtidos de forma lícita, tendo a tia da arguida, com quem vivia, interesse na sua utilização «para maior comodidade de vida, dado ser uma pessoa já de idade avançada, que sempre beneficiará com o seu uso quando for visitada por familiares que poderão usar o carro para a ajudar nas idas às compras, farmácias e a todos os serviços necessários.» O Ministério Público pronuncia-se no sentido de dever manter-se a decisão de perda do veículo a favor do Estado, tendo o mesmo sido utilizado na prática da atividade de tráfico a que a arguida/recorrente se dedicava, designadamente, nas deslocações efetuadas pela arguida de Évora a Lisboa, para adquirir o produto estupefacientes.