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Além do mais, dispõe o art 356, no seu n 3, que «é também permitida a reprodução ou leitura de declarações anteriormente prestadas perante autoridade judiciária: a)      Na parte necessária ao avivamento da memória de quem declarar na audiência que já não recorda certos factos; ou b)      Quando houver, entre elas e as prestadas em audiência, contradições ou discrepâncias.» No nosso caso, parece que os despachos judiciais em crise aceitam, genericamente, como boas as invocadas fundamentações do MP que pretendia activar o funcionamento do mecanismo processual previsto naquele n 3, na parte em que se refere à invocação do esquecimento de determinados factos pela testemunha depoente em audiência) e/ou a ocorrência de contradição ou discrepância do depoimento então prestado relativamente ao prestado anteriormente, perante o MP).