Legal Document Excerpt:

É, pois, indiscutível que a requerente, caso tivesse dúvidas sobre o estado atual de saúde da sua mãe, podia e devia ter recorrido a outro tipo de expediente para se inteirar desse estado ao invés de "inventar” que a mesma, na presente data, "necessita de supervisão constante, está incapaz de gerir a medicação, o dinheiro ou confecionar a sua alimentação, marcha autónoma limitada no exterior pela desorientação”, "o seu funcionamento social e autonomia encontram-se completamente prejudicada”, "é incapaz de selecionar a sua medicação e saber quando e como deve administrar a mesma, estando ainda incapaz de se arranjar e administrar a sua pessoa”, "não sai sozinha à rua, nem sequer para fazer pequenos percursos perto da casa”, "não é capaz de usar transportes próprios ou usar transporte público, nem se orientar em lugar que não conheça”, "não consegue sequer fazer qualquer transação comercial, e o dinheiro baralha-a, não sabendo sequer o valor material das coisas”, "para se vestir tem que ser supervisionado por terceiros”, "tem um discurso parco e pouco mais do que o necessário ás necessidades básicas da vida diária, confundindo-se frequentemente, "por vezes não consegue dizer ao certo o dia, mês e ano”... Na verdade, o seu comportamento processual, para além de moralmente censurado, traduziu-se num incompreensível falseamento de factos relativos ao dia a dia da sua mãe.