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Estabelece, com efeito, o n. 1 do artigo 24 do Código Civil, que tem como epígrafe inoponibilidade da simulação a terceiros de boa fé que "a nulidade proveniente da simulação não pode ser arguida pelo simulador contra terceiro de boa fé”, esclarecendo o n. 2 do mesmo normativo que "a boa fé consiste na ignorância da simulação ao tempo em que foram constituídos os respectivos direitos”, precisando o n. 3 que "considera-se sempre de má fé o terceiro que adquiriu o direito posteriormente ao registo da acção de simulação, quando a este haja lugar”.”  1 Sendo que a R. CGD " tem, neste contexto, qualidade de terceira”, e " a sua boa fé é incontroversa face ao que nos autos resulta provado, sendo que não se configura a circunstância excludente a que alude o n. 3 do artigo 24, já que, conforme é referido no anterior acórdão desta Relação de 102015, proferido nestes mesmos autos, "...na mesma data – 102009 - em que foi registada a favor da Caixa Geral de Depósitos, S.A. a aquisição, por adjudicação em execução, da fracção objecto do alegado acordo simulatório foi oficiosamente cancelado o registo – efectuado com data de 202008 - da reconvenção deduzida pela Ré na acção n 6237/0... na qual, entre o mais, peticionava a declaração de nulidade do contrato de compra e venda relativo à fracção em causa, celebrado entre ela e os Autores na referida acção, por simulação absoluta do referido negócio, por se ter verificado a caducidade deste último registo, de acordo, de resto, com o artigo 11 do Código de Registo Predial”.