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Elaborei projecto de acórdão que confirmaria o veredicto do Tribunal da Relação do Porto pelas seguintes razões essenciais que consubstanciam agora o presente voto de: – Oartigo 505 do Código Civil não afasta totalmente a responsabilidade pelo risco do detentor do veículo face a uma conduta culposa do lesado, sendo admissível o concurso entre ambas, desde que seja possível concluir, perante os factos dados como provados, que o risco próprio associado à circulação da viatura automóvel teve influência relevante para a eclosão do sinistro, não exonerando totalmente a responsabilidade daquele e levando à casuística ponderação da percentagem correspondente à quantificação da indemnização a atribuir à vítima, em consonância com o critério estabelecido no artigo 570, n 1, do Código Civil.