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No caso dos autos, teve-se em conta, desde logo, o depoimento da ofendida BB, que prestou declarações para memória futura, conforme melhor resulta dos autos de transcrição junto aos autos e que, pese embora a notória falta de escolaridade, e fruto de uma vida marcada por vivências traumáticas, nomeadamente decorrentes do seu problema de alcoolismo crónico, que apenas se denunciam no modo, de certa forma cru, como expõe os factos, mas não põem em causa a sinceridade do seu depoimento e a verosimilhança das situações que descreve, quer no tocante às agressões verbais e físicas sofridas e causadas pelo arguido durante os períodos referidos na acusação, período em que convivera com o mesmo como se de marido e mulher se tratassem, relatou as mesmas de forma credível, nem sempre espontânea o que não se lhe pode imputar pois estava constantemente a ser interrompida no decurso das suas declarações) por nítida dificuldade de expressão, aliado a algum pensamento vago que a fazia não responder por vezes ao que lhe era perguntado, mas suficientemente concretas e objectivas na sua referenciação que permitiram, aliado com a restante prova, não ter qualquer duvida da sua veracidade veja-se que não refere agressões com um simples "bateu-me”, mas referindo agressões com "uma bota”, com "um telemóvel”, que como veremos, vieram a ser confirmadas pelo.