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Tal entendimento corresponde à 2 posição enunciada, estando-se perante situa��ão em que ocorreu transmissão da reserva de propriedade, mediante sub-rogação da mutuante/financiadora nos direitos da vendedora/alienante ; - desta Relação de 18/02/2014 – Relator: Manuel Tomé Soares Gomes, Processo n. 3331/10TVLSB.L1 -, o qual, apesar de considerar, no sumário elaborado, não ser configurável a "possibilidade legal de transmitir a reserva de propriedade do alienante para um terceiro por via da cessão de crédito previsto nos artigos 57 e seguintes do ou mediante a sub-rogação legal estabelecida no artigo 59 do mesmo diploma, já que se trata de institutos de transmissão de créditos e de dívidas a que são alheios os dieitos ou efeitos de natureza real”, ressalva que "quanto à possibilidade de transferência da reserva de propriedade do vendedor para o financiador, no quadro de contratos mistos, nomeadamente em sede de união de contratos, ou mediante cessão da posição contratual do vendedor para o financiador, nos termos do artigo 424 e seguintes do , afigura-se admissível que possa o vendedor do bem financiado, ao receber directamente o preço da venda do bem por parte da financiadora, sub-rogar a sua posição contratual no contrato de compra e venda a esta financiadora, desde que o faça expressamente até ao momento do cumprimento da obrigação, nos termos do 58 do , incluindo a reserva de propriedade que ali tenha sido estabelecida” ; - desta Relação de 10/02/2015 – Relator: Pimentel Marcos, Processo n. 813/15TBSCR.L1-7 -, o qual alude à relação triangular decorrente da celebração de dois contratos conexos: o contrato de compra e venda do veículo automóvel e o contrato de mútuo, pelo montante necessário ao pagamento do preço daquele.