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Estatui o n. 4 que se excluem "do disposto no n. 1 as sociedades residentes fora do território português quando se verifiquem cumulativamente as seguintes condições: a)	Os respectivos lucros provenham em, pelo menos, 75% do exercício de uma actividade agrícola ou industrial no território onde estão situadas ou do exercício de uma actividade comercial que não tenha como intervenientes residentes em território português ou, tendo-os, esteja dirigida predominantemente ao mercado do território em que se situa; b)	A actividade principal da sociedade não residente não consista na realização das seguintes operações: 1)	Operações próprias da actividade bancária, mesmo que não exercida por instituições de crédito; 2)	Operações relativas à actividade seguradora, quando os respectivos rendimentos resultem predominantemente de seguros relativos a bens situados fora do território de residência da sociedade ou de seguros respeitantes a pessoas que não residam nesse território; 3)	Operações relativas a partes de capital ou outros valores mobiliários, a direitos da propriedade intelectual ou industrial, à prestação de informações respeitantes a uma experiência adquirida no sector industrial, comercial ou científico ou à prestação de assistência técnica; 4)	Locação de bens, excepto de bens imóveis situados no território de residência.» Como afirma Alberto Xavier, in Direito Tributário Internacional, Almedina, 2011, p. 417, "o actual artigo 6 do CIRC vem acolher disposições que possibilitam a tributação no Estado de residência dos rendimentos auferidos pelas sociedades de base instaladas em paraísos fiscais ou regimes fiscais privilegiados, pertencentes a sócios residentes, ainda que não tenham procedido à distribuição de lucros, consagrando-se a transparência fiscal dessas sociedades”.