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2 O Supremo Tribunal de Justiça tem exigido, constantemente, que haja uma contradição entre decisões e que a contradição entre decisões seja explícita  Exigindo uma contradição entre decisões, exclui a relevância da contradição entre os fundamentos de duas decisões 6 e exigindo uma contradição explícita, exclui a relevância de uma contradição implícita ou pressuposta   2 Ora o acórdão recorrido adoptou o critério enunciado no acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 7 de Maio de 2014 — processo n. 303/200PS1 —, para sustentar que "a parte que quer prevalecer-se do título de crédito invocado como quirógrafo da obrigação causal subjacente à sua emissão tem o ónus de alegar  os factos essenciais constitutivos da relação causal subjacente à emissão do título , identificando adequadamente a relação subjacente” e para concretizar o requisito da identificação adequada, exigindo duas coisas: — que o Exequente identifique, de modo consistente e inteligível, a relação causal subjacente à emissão do título de crédito; — que o Exequente concretize ou densifique os factos constitutivos da relação causal identificada, "facultando com isso o contraditório aos Executados”.