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Efetivamente, dificilmente se poderá compreender sem ferir severamente o principio da confiança, a boa-fé e a própria consciência jurídica, que depois de ter proposto ao autor a substituição das frações a que se refere o contrato-promessa junto como documento 7 e 8 à petição inicial, como forma de ultrapassar o seu próprio incumprimento por ter alienada a terceiros a fração "R”, a primeira ré ou a sua sucessora, venha alegar que o autor não possui qualquer documento relativamente à fração "”, apesar desta fracção lhe ter sido entregue pela primeira ré e na detenção da qual o autor se mantém há bem mais de 10 anos, gerando no autor a natural convicção de que nenhuma reclamação seria efetuada pela ré, pelo que a sentença então recorrida violava também o artigo 33 do Código Civil, sendo certo que em igual violação incorre o Tribunal a quo.