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A prova, mais do que uma demonstração racional, é um esforço de razoabilidade: o juiz lança-se à procura do «realmente acontecido» conhecendo, por um lado, os limites que o próprio objecto impõe à sua tentativa de o «agarrar» e, por outro, os limites que a ordem jurídica lhe marca - derivados do processo Cristina Líbano Monteiro, "Perigosidade de inimputáveis e "in dubio pro reo”, Coimbra, 1997, pág.. Sendo que da conjugação de todos estes elementos deve resultar uma convicção objectivável e motivável, certo é também que essa convicção é também uma convicção pessoal, nela tendo papel de relevo, para além da actividade meramente cognitiva, elementos não racionalmente explicáveis, como a própria intuição, e mesmo elementos exclusivamente emocionais cfr.