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Logo, o interesse superior das filhas do casal, em sede de regulação provisória do exercício das responsabilidades parentais, não passa por se acrescentar à necessária desestabilização que as mesmas já sofreram, e que continuarão a sofrer, por via da separação dos pais, à total e completa desestabilização da vida e do modus vivendi destas, que decorreria necessariamente da solução preconizada pelo apelante, que passa pelo total desenraizamento das filhas daquela que é e, até aqui, a sua vida familiar e de estudantes, desenraizando-as do local e da casa onde residiram com os pais e onde, na sequência da separação dos últimos, com exceção do curto interlúdio de tempo de quinze dias de férias, em que residiram com o pai, continuaram e a residir com a mãe, separando-as de professores, amigos, colegas e conhecidos, das suas rotinas e estilos de vida quotidianos, e recambiando-as para o ..., que é o local onde o pai reside, ou expulsando dessa casa a progenitora para que o apelante passasse a residir nela com as filhas, o que igualmente provocaria semelhante alteração do modus vivendi das filhas, com igual ou semelhante desestabilização da vida destas, a que se acrescentaria a desestabilização do modus vivendi da mãe, com previsíveis repercussões nefastas no relacionamento desta com o seu ex-marido, mas também no relacionamento co as filhas, levando ao agravamento do conflito entre os progenitores, para o qual seriam naturalmente arrastadas as menores.