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Dito de outro modo, a prova dos elementos subjetivos, referentes ao dolo do tipo, não tem de ser uma prova direta e só revestirá essa natureza quando exista confissão do arguido, podendo resultar dos factos objetivos dados como provados, ou seja, a sua demonstração pode retirar-se destes últimos, de acordo com regras da normalidade e da lógica2- Como se refere no Acórdão do TC n. 391/2015, de 12/08/20154«) em muitas situações, a prova dos factos, tem de resultar de outros factos que não se comprovam em si próprios, mas de ilações, retiradas face ao facto e às circunstâncias concretas do seu cometimento - cf., a este respeito, Cavaleiro de Ferreira, Lições de Direito Penal, Vol.