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Ora, no presente caso, a Ré/Recorrente pretende inverter o sentido da decisão proferida, pugnando pela alteração da matéria de facto, por forma a que os pontos 7, 8, 77 e 78, do elenco dos factos provados, passem a ter a seguinte redacção: - a A., parecendo-lhe que tal veículo circulava depressa, com receio do mesmo, não continuou a travessia da via e parou sensivelmente a meio da faixa de rodagem contrária ao sentido de marcha do TA; - quando se encontrava parada, em frente à Loja da Y, virada para poente, dentro da faixa da esquerda atento o sentido de marcha do veículo), em zona próxima do meio de tal faixa, a fim de deixar passar o veículo, o condutor deste, já perto de se cruzar com a A., accionou os meios de travagem, o que provocou o bloqueio das rodas do BA e, consequentemente, perdeu o controlo do mesmo, que se dirigiu para a esquerda e invadiu a faixa de rodagem da esquerda, e, em contramão, foi na direção da A., atingindo-a, nessa faixa de rodagem da esquerda; - a A. não realizou deixou de realizar é o que, até fins de Maio de 2021, turnos na VMER e na urgência, como se refere neste ponto, como antes do acidente fazia, por ter dificuldade em ajoelhar-se junto a vítimas para prestar suporte avançado de vida, de se movimentar com a destreza necessária, por ter dificuldade em correr e em conduzir; e - foi atestado a 03/04/2018 por parte do médico do trabalho, R., que "Pela sequela apresentada por acidente 112016, não está apta exercer funções na VMER Urgência” eliminando ‘não tendo, consequentemente, exercido mais funções nesse serviço’).