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Esta panóplia de factos permite-nos concluir que a recorrida agiu de forma deliberada mas não contrária à boa-fé, uma vez que o facto de o autor ter ficado sem ocupação não se ficou a dever à vontade injustificada da recorrida de se opor a que aquele exercesse as funções correspondentes à sua categoria profissional, mas sim ao seguinte circunstancialismo, alheio à vontade do empregador:  - Em consequências dos acidentes de trabalho sofridos pelo autor nos anos de 2010 e 2013, o autor ficou a padecer de sequelas do fora psiquiátrico que lhe viriam a limitar a capacidade de exercício das suas funções, tal como desde logo resulta dos graus de IPP que lhe foram atribuídos, tendo por isso, a ré atribuído ao autor dentro das funções incluídas na sua categoria profissional as funções mais leves, tal como resulta da alínea dos pontos de facto provados.