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O julgador atingiu a quantia fixada, invocando o seguinte, essencial, discurso argumentativo: « a indemnização de danos futuros, g. perda de rendimentos do trabalho, têm sido objecto de vários critérios, seguidos na jurisprudência, como seja o primeiro, no caso a soma dos salários ou partes de salários que deixarão de ser recebidos pela vítima até ao termo da sua vida activa provável- cfr Acórdão do STJ de 15/5/86, in BMJ, 357,41 Todavia não podemos deixar aqui de aludir a um outro critério qual seja a de que a indemnização a pagar, quanto aos danos futuros, por frustração de ganhos, deve representar um capital produtor de um rendimento que se extinga no fim do previsível período da vida activa da vitima- aquele em que o Autor se manterá profissionalmente activo -e que garanta as prestações periódicas correspondentes à respectiva perda de ganho.