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2 – Devidamente citado, veio o Réu apresentar contestação, excepcionando e impugnando, alegando, em resumo por longos 446, o seguinte:  A petição inicial é inepta, por contradição insanável entre o pedido e causa de pedir, o que deve determinar a nulidade de todo o processado e consequente absolvição do Requerido da instância ;  A Requerente possui um contrato de trabalho efectivo, sendo Directora numa sociedade anónima de tecnologia, onde aufere entre 700,00 € a 900,00 € mensais líquidos, 14 vezes por ano ;  A situação de baixa é meramente temporária, pretendendo a Requerente uma pensão, não para a sua subsistência, mas para manter o que ela pensa que é o seu nível de vida ;  Tem a Requerente perfeitas condições físicas e psíquicas para poder trabalhar, não sofrendo de nenhum problema físico ou psicológico que lhe diminua, condicione ou exclua a capacidade de trabalho ;  Não justifica minimamente a necessidade da atribuição da pensão, com indicação de concretas despesas, sendo certo que não suporta quaisquer despesas com o filho maior ;  Para além de que é o próprio Requerido a suportar a maior fatia das despesas da filha menor, para além da totalidade das despesas do filho maior, o que, acrescendo ao suporte dos encargos fixos, pouco ou nada lhe sobra para pagar os luxos e devaneios da Requerente ;  Por outro lado, a Requerente vem-se revelando indigna, face ao comportamento moral e reprovável que adoptou, para receber pensão de alimentos do ex-marido ;  Sabe que não lhe assiste qualquer razão, apresentando uma acção totalmente infundada, consubstanciada numa utilização ilegítima do processo, de forma a obter benefícios a que sabe não ter direito, agindo em abuso de direito.