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De facto, tendo por referência os critérios a atender, em face desde logo do texto constante da sentença recorrida referente à motivação sobre a matéria de facto – "O Tribunal formou a sua convicção sobre os factos provados com base nos depoimentos da inspetora F e a testemunha G, em conjugação com o auto de notícia que a inspetora confirmou e os demais documentos juntos aos autos, designadamente os documentos de folhas 97 a 106 e 143 a 149, sendo que, destes últimos documentos, juntos aos autos pelos próprios recorrentes, resultam os meses em que as férias foram gozadas, o que se acrescenta aos factos, sem necessidade de qualquer comunicação, pois foram os próprios recorrentes quem alegou que as férias já tinha sido gozadas, até em excesso e forneceu os elementos para se poder delimitar no tempo o momento em que esse gozo ocorreu” –, não obstante, é certo, essa não ser propriamente exuberante em termos de explicitação dos fundamentos que estiveram na base da formação da convicção do julgador, ainda assim, sem prejuízo do que diremos mais tarde sobre o conteúdo da alínea, traduz-se em fundamentação que temos por suficiente – sem esquecermos também o que referimos anteriormente quanto a exigências de fundamentação, essas como se disse sem dúvidas de menor exigência no RGCOL em relação às que são impostas no CPP –, nomeadamente em termos de se perceber quais os meios de prova que o Tribunal a quo considerou para efeitos de formação da convicção que esteve na base da pronúncia em sede de matéria de facto.