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Estamos agora então "perante um novo contrato emergente de um acto que o banco praticou, no qual – e regido que é pelas regras típicas do mútuo – se mudam os termos da relação obrigacional: quem é credor é o próprio banco que financiou o depositante.”; independentemente de não estarmos "perante um acordo bilateral expresso de vontades, no que respeita ao dito financiamento.”; porquanto assente em relações contratuais de facto, onde "as relações entre o banco e o cliente resultam de um comportamento típico de confiança, que não envolve nenhuma declaração de vontade expressa, ficando tal relação sujeita ao regime do contrato de mútuo.”  Se tal acontece nos casos de "descoberto em conta”, por maioria de razão tal sucederia no nosso caso em que, como já vimos, por via da atuação do Banco autor o mesmo viu o seu anterior "descoberto em conta” compensado no montante de € 1900,00, com fundos que não eram seus, mas que foram adiantados pelo Banco autor, que, assim, também o acabou por financiar, estando então o réu obrigado a restituir tal valor ao Banco autor art.