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Como referem Jorge de Figueiredo Dias e Nuno Brandão, "Situações de inimizade ou de litigiosidade que envolvam o juiz e um advogado do processo ou algum outro sujeito processual também não serão, em geral, motivo para implicar o afastamento daquele, sendo este, em todo o caso, um campo onde se impõe uma particular cautela na avaliação das atitudes e comportamentos do próprio juiz na contenda.” Acrescentando os mesmos autores: "Certo é que um comportamento unilateral hostil ou de desrespeito de algum sujeito para com o juiz não é justificação para afirmar a suspeição deste, já que se assim não fosse a participação do juiz no processo acabaria sempre por ficar nas mãos dos demais sujeitos processuais.”9 Neste mesmo sentido se decidiu no acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 30/05/200110, segundo o qual "O motivo sério, adequado a gerar desconfiança sobre a imparcialidade do juiz imparcialidade que sempre se, há de resultar de objetiva justificação, sendo insuficiente o convencimento subjetivo do requerente da recusa.” Aí se acrescentado que "o requerente não pode alicerçar a recusa apenas no facto de ter enviado uma carta ao juiz ou de contra ele ter apresentado uma queixa-crime, pois, se assim fosse, estaria o próprio requerente, por seu livre arbítrio, a gerar o fundamento da recusa.