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1  - Ora, não obstante a profusão da prova produzida no sentido de que são verídicos os factos alegados pelo ora recorrente, dos quais se conclui que é exclusivamente ele quem, de há muito mais de 20 anos a esta parte, detém a posse da casa dos autos, de forma pública, pacífica, contínua e de boa fé, e que, no seu dia a dia, age nessa qualidade, a verdade é que, em primeira instância apenas apenas foram considerados "demonstrados”, para além da celebração da escritura pública do imóvel em causa e da sentença invocada como título executivo nos autos de execução de que os presentes embargos são um apenso, unicamente os dois seguintes factos: "o embargante recebe correspondência no imóvel identificado em  e 2” e"os contratos da água, gás e electricidade estão em nome do ora embargante”.