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A Lei da Nacionalidade Lei n. 37/81, de 3 de foi pela quarta vez alterada em 200 Foram numerosas as modificações então introduzidas ao regime inicialmente fixado em 198   A Lei Orgânica n. 2/2006, de 17 de abril, veio dar nova redação a doze dos quarenta artigos que compunham a Lei n. 37/8 Todavia, apesar de as modificações terem incidido sobre aspetos diversos do regime substantivo e da atribuição, aquisição e perda da nacionalidade portuguesa, nem por isso implicaram o surgimento, neste domínio, de um Direito novo e diferente, assente sobre outros princípios que não aqueles que estruturaram o regime a partir de 198   Assim, em 2006 não se escreveu uma nova lei da nacionalidade, apenas se alterou a lei já existente desde 1981, tal resulta, quer da epígrafe da Lei Orgânica n. 2/2006, quer do seu artigo , que mandou republicar, com as alterações por ela introduzidas, a Lei n. 37/8  No domínio da aquisição da nacionalidade por efeito da vontade, a alteração mais significativa é aquela que agora consta do n. 3 do artigo  da Lei n. 37/8 De acordo com a redação actual do preceito, o estrangeiro que, à data da declaração, viva em união de facto há mais de três anos com nacional português pode adquirir a nacionalidade portuguesa, após ação de reconhecimento dessa situação a interpor em tribunal cível.