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Fundamentação Considerou-se, na sentença recorrida, que o contrato celebrado entre recorrente e recorrido não foi validamente resolvido, com fundamento na seguinte argumentação: 1 – A recorrente não alegou, nem provou, que o recorrido recebeu a carta mediante a qual ela manifestou a vontade de resolver o contrato, ou que tal recebimento não ocorreu por culpa do recorrido; 2 – A formulação do n. 1 da cláusula  do contrato "é genérica e desprovida da necessária concretização, pelo que insusceptível de permitir a validade da resolução contratual fundada no seu teor”; 3 – O direito de resolução só opera na hipótese de incumprimento definitivo, nos termos dos artigos 43, 80 e 80 do Código Civil, e tal hipótese não se verifica no caso dos autos porquanto "o cumprimento da prestação pecuniária não é impossível e não se vislumbra que tenha existido perda do interesse do credor na prestação, o que nem é alegado”, "nem foi fixado qualquer prazo em sede de interpelação admonitória, a qual não ocorreu sequer”; por isso, "existe incumprimento do contrato na modalidade de simples mora, o qual não é suficiente para fundamentar uma resolução do contrato”.