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Ora, não é pelo simples facto de F. sofrer de doença do foro psiquiátrico que o tribunal poderá presumir, com a segurança e certeza exigíveis, que a carta não foi entregue, tanto mais que a testemunha, J., médico de família do Autor e da esposa durante cerca de 30 anos, apesar de ter afirmado que esta padecia de doença bipolar, a qual se manifestava por humor variável, perda de razoabilidade e desfasamento com a realidade, sendo possível que praticasse actos como os da não entrega de correspondência aos destinatários, porém, reconheceu que a mesma também tinha momentos de lucidez, pelo que igualmente teria sido possível que tivesse procedido à entrega da correspondência em causa.