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Tendo em conta: Os factos provados 6 a 21, 27 e 35 a 39; As declarações de parte do A. CS no ficheiro áudio 20170905143915_17850577_2871158, passagens 7:00 a 7:47, 8:10 a 8:22, 19:26 a 19:45, 1:05:00 a 1:05:40), nas quais disse, essencialmente, que soube há dois ou três anos, quando o processo agora se levantou, que o Requerido não vive no locado, correspondendo esse lapso de tempo, pelo menos, ao momento em que o A. enviou aos Requeridos as comunicações de transição para o NRAU, no ano de 2014, as quais eram entregues à Recorrente mas devolvidas quando remetidas ao Requerido factos provados 4 a, e que os seus filhos e netos frequentarem permanentemente os pisos superiores do prédio do locado nas férias de Verão; As declarações de parte da A.  no ficheiro áudio 20170905143915_17850577_2871158, passagens 1:43:25 a 1:44:20 e 1:44:48 a 1:45:35), nas quais disse, essencialmente, que pelo menos desde 2006 vai todos os anos passar férias de Verão nos andares de cima do locado e que o irmão tem feito o mesmo em Agosto desde sempre, e que nele não vê o Requerido FT há 3, 4, 5 anos, período que ultrapassa a altura em que o A. CS enviou aos Requeridos as comunicações de transição para o NRAU, no ano de 2014; O que torna no seu conjunto inverosímil que os AA., passando todos os anos férias nos andares de cima do locado, não se dessem desde logo conta que o Requerido FT, que eles conhecem, e seu alegado arrendatário, já não vivia no locado pelo menos em 2014; Os depoimentos das testemunhas FP e LB, amigos dos AA., que, frequentando frequentemente as fracções dos Autores por cima do locado, nunca nele viram os Requeridos no ficheiro áudio20170905143915_17850577_2871158, passagens 6:08 a 7:32 e 49:44 a 51:15); O depoimento da testemunha FG, empreiteiro do A., que disse no ficheiro áudio 20170905143915_17850577_2871158) que foi ao locado diversas vezes passagem 13:32 a 14:04), que conhece os Requeridos há 13 ou 14 anos, mas que a partir de certa altura, voltando ao locado, nos últimos 10 ou 12 anos, só lá vê a Requerente, não o Requerido passagem 20:11 a 23:04, 26:22 a 28:03) e que disse ao Autor CS que o Requerido já não vivia no locado: eu por vezes é que lhe dizia, portanto, que não via lá o senhor F passagem 45:25 a 46:36), concluindo-se, portanto, que o Autor CS sabia disso; O depoimento da testemunha PT filho dos, que confirmou no ficheiro áudio 20170905143915_17850577_2871158) que os senhorios sempre se comportaram perante a Requerida como se esta fosse a única arrendatária, até 2014, aquando do envio das comunicações aos Requeridos para transição para o NRAU passagem 58:09 a 1:00:13), e que disse que numa conversa tida com o Autor CS em Março de 2016 no locado, aquando da vistoria promovida pela de Almada e cujo relatório foi junto a fls., confirmando a presença do, o Autor CS lhe disse que sim, que sabia que a Requerida vivia no locado sozinha há uma série de anos, embora a casa fosse muito grande e a renda baixa, depois da testemunha PT o confrontar com o facto de ele saber, tal como toda a sua família filhos, netos, e vizinhos, que o Requerido não vive no locado há vários anos, sendo o litígio entre as partes motivado verdadeiramente pelo valor da renda passagem 1:00:57 a 1:07:13, especialmente 1:05:04 a 1:06:40); O depoimento da testemunha RB, que no ficheiro áudio 20170905143915_17850577_2871158) confirmou ter presenciado a conversa tida entre o A. CS e PT, aquando da vistoria promovida pela de Almada, dizendo que, de facto, o Autor CS disse a PT que sabe que o Requerido não vive no locado há uma série de anos, tendo usado até a mesma expressão para descrever o lapso temporal em causa – uma série de anos – que PT, e que a contenda existente entre as partes se prenda verdadeiramente com o valor da renda, que era baixa passagem 1:46:00 a 1:52:33, especialmente 1:50:10 a 1:51:14); Pelo que, não sendo crível que um senhorio normal não sabia se os seus arrendatários vivem no locado, sobretudo quando ele vai aos andares de cima e os seus filhos neles passam sempre as férias de Verão e, aparentemente, até a vizinhança sabe que assim é, os testemunhos de FG, PT e RB são decisivos, porque são coerentes neste ponto: foi dito ao A. CS e por ele reconhecido, perante os três, que sabia que o Requerido FT não vive no locado há sua série de anos.