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A resolução, apesar da sua carga etimológica, não é um instrumento puramente negativo, concretizado numa retroatividade mais ou menos arbitrária, mas visa maxime quando houve um princípio de execução uma liquidação adequada à própria finalidade normal ou do direito.1 Em muitos casos, a relação contratual, ainda que "ferida”, continua a produzir efeitos próprios da subsistência; veja-se o caso dos autos/recurso em que, como também se referiu, não seria razoável para ninguém) que a retroatividade impusesse a demolição da obra executada – que assim subsiste – bastando-se a com uma compensação restitutória1 Como observa Paulo da Mota Pinto20, "uma irrestrita retroatividade da resolução poria evidentemente em causa, não só o fundamento de uma indemnização por não cumprimento, como, mesmo, o fundamento da resolução, isto é, a existência de um não cumprimento, já que o parâmetro contratual teria desaparecido ex tunc.