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Acordam, em conferência, os juízes desembargadores da Secção Administrativa do Tribunal Central Administrativo Norte:   	RELATÓRIO  A., S.A., com sede na Rua, moveu a presente ação de contencioso pré-contratual contra o MUNICÍPIO ...) doravante , Município, ED ou entidade, indicando como contrainteressada, CONSTRUTORA ...), LDA., com sede na Rua, pedindo : a  anulação do ato de adjudicação praticado no âmbito do "Concurso Público Internacional para a contratação da empreitada Pavilhão Multiusos dos ...)” à contrainteressada, CONSTRUTORA ...), S.A.;  a  anulação do ato de exclusão da proposta da A., a sua readmissão e graduação em  lugar; a  condenação do R. a adjudicar o contrato à A. Para tanto alega, em síntese, que o ato impugnado é inválido por não se verificar a causa de exclusão da proposta da A., prevista no artigo 7, n. 2, al., do CCP, por alegada impossibilidade de avaliação da proposta, dado que na elaboração do seu Plano de Trabalhos PT, PMO e a Autora efetuou os competentes cálculos da duração das tarefas/atividades e dimensionou as equipas e equipamentos necessários à execução dos trabalhos objeto do contrato calculando os respetivos rendimentos e demonstrando a simultaneidade dos meios técnicos/equipamentos e mão-de-obra; Não se verifica qualquer impossibilidade de avaliação da proposta, pois o próprio júri logrou avaliar e atribuiu a mais elevada das pontuações;  Resulta, de forma inabalável e inatacável que a Autora não prevê "0,25 homens ou 0,33 máquinas a executar uma tarefa”, antes prevê Equipas e Equipamentos "completos” com distintas afetações às atividades executadas em simultâneo;  Caso se suscitassem dúvidas ao Réu quanto ao número de recursos humanos e previstos as mesmas seriam dissipáveis por mera operação aritmética, notando-se que a retificação de propostas que consista em meras operações aritméticas para além de não bulir com o princípio da intangibilidade das propostas é a que melhor dá satisfação ao princípio da proporcionalidade.