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De uma forma clara, por esta questão técnica essencial e a jurisprudência também é sobre o efeito bola de neve e da bola em cadeia também se era nula a prova que sustentava a acusação, será nula toda a produção de prova subsequente, levará à absolvição.’’ Apreciemos então a questão, juridicamente definida em sede de alegações de recurso, da proibição de prova e nulidade das interceções telefónicas realizadas em outro processo: Nos termos articulados do disposto nos n.s 1 e 3, do artigo 126, do Código de Processo Penal, são "...) nulas, não podendo ser utilizadas, as provas obtidas mediante tortura, coação ou, em geral, ofensa da integridade física ou moral das pessoas” e, bem assim, "...) as provas obtidas mediante intromissão na vida privada, no domicílio, na correspondência ou nas telecomunicações sem o consentimento do respectivo titular.” Ora, efetivamente, nos presentes autos não foi determinada a realização de qualquer interceção telefónica por autoridade judiciária, sendo que as "escutas telefónicas”, cuja transcrição foi junta aos presentes autos, é extraída dos autos com o NUIPC 250/12JELSB.