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Pretende-se, deste modo, evitar, nas palavras de Mário Aroso, "que os requerimentos de prova possam ser utilizados como um expediente manifestamente dilatório, exigindo do juiz que avalie, em cada caso, da necessidade dos meios de prova a adoptar em função das especificidades próprias do objecto típico dos processos da acção administrativa especial, que, quando neles não sejam cumulados pedidos que corresponderiam à forma da acção administrativa comum, apenas visam a fiscalização da legalidade da emissão ou omissão) de actos administrativos ou normas regulamentares, e, por isso, na maioria dos casos, são processos em que a demonstração dos factos relevantes para a sua apreciação se basta com a produção de prova documental” em Manual de Processo Administrativo, Almedina, 2010, pág.. Nesta mesma linha, Carlos Cadilha afirma, por reporte à fase instrutória: "O juiz pode entender, no entanto, que não existem factos controvertidos necessitados de prova mormente por considerar que a prova documental existente no processo é suficiente para fixar os factos materiais da, e remeter o processo directamente para alegações visto que as partes delas não, indeferindo os requerimentos de prova que eventualmente tenham sido deduzidos nos articulados artigo 9, n.” in Dicionário de Contencioso Administrativo, Almedina, 2006, pág.. Querer impor ao Tribunal a quo a selecção de meras realidades de índole conclusiva e querer, inclusivamente, impor a produção de outros meios de prova para além da prova que, na situação concreta, manifestamente não se justificam, porquanto o que está em causa é apenas aferir da validade de um acto administrativo, é solução juridicamente inadmissível que, desse modo, não pode proceder.