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4- Conforme se extrai das declarações do arguido prestadas no dia 18/03/2021, quer os factos em apreço nestes autos, quer os ocorridos no período da suspensão, ocorreram numa situação de instabilidade da sua vida pessoal, era toxicodependente, não tinha trabalho, não tinha apoio familiar, nem tinha qualquer tipo de preparação ou ajuda para alterar o seu modo de vida e os seus comportamentos; 5-Sendo que, entretanto, atentas as alterações positivas na sua vida, nomeadamente, a sua integração social, profissional e familiar são circunstâncias que nos permitem fazer uma prognose favorável quanto ao seu futuro comportamento; 6- Por despacho de 07/04/2021 foi-lhe revogada a pena de prisão suspensa na execução pelo período de dois anos e quatro meses de prisão; 7-Com o qual o arguido não concorda, por considerar que, volvidos mais de 9 anos sobre a prática de factos dos presentes autos e cerca de 7 anos sobre a prática de factos de idêntica natureza, a sua vida mudou radicalmente,	estando actualmente completamente integrado a nível profissional, social e familiar – constituiu família e tem uma filha de apenas alguns meses de idade; 8- Desde o ano de 2014 não teve mais problemas com o sistema judicial; 9-Atento o lapso de tempo entretanto decorrido e as alterações positivas ocorridas na vida do arguido, somos do entendimento que, incasu, não se encontram malogradas as finalidades subjacentes à suspensão da execução da pena de prisão; 10- E, acreditamos, que a revogação da suspensão da pena de prisão, se torna, agora, injusta e desajustada à realidade actual do arguido; 11-A revogação da suspensão da execução da pena, só deve ser equacionada como últimoratio ou expediente inextremis; 12- Cremos que, salvo o devido respeito por diverso entendimento, não se encontra infirmado, de forma definitiva, o juízo de prognose que alicerçou a convicção de que a suspensão da pena se revelaria suficiente a acautelar as finalidades da punição; 13-Devendo ser declarada extinção da pena de prisão nos termos do artigo 57 CP e artigo 475 do CPP, por se entender que promove adequadamente a integração e ressocialização do arguido na sociedade e que o mesmo está apto a fazer a sua ressocialização em liberdade; 14-Ou, caso assim não se entenda, o que não se concebe, deverá ser substituída a pena de prisão aplicada pela Obrigação de Permanência na Habitação nos termos do n 1, al.