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A convicção sobre a verificação dos factos contidos nos pontos  a  resultou da apreciação, crítica e conjunta, das declarações dos arguidos apenas relativamente aos momentos imediatamente anteriores às suas detenções e às respectivas movimentações dos arguidos, por estes confirmadas, designadamente os locais a que se deslocaram, as viaturas que utilizaram e os movimentos que realizaram, nos termos a este respeito dados como, dos documentos juntos por linha referentes aos relatos da acção encoberta levada a cabo por funcionários de investigação criminal - com ocultação da sua qualidade e identidade, sob o controlo da Polícia Judiciária e com as devidas autorizações judiciárias, concedidas por despachos do Ministério Público e de Juiz de instrução criminal, em total consonância com o disposto na Lei n. 101/2001, de 208 – e do respectivo relatório final, que acabaria por conduzir à detenção dos arguidos, onde se descrevem: as informações recolhidas pela DEA relativamente à existência de um grupo de indivíduos que se preparava para transportar, para território nacional e a partir da Colômbia, uma grande quantidade de produto estupefaciente, destinada a ser comercializada na Europa por indivíduos, àqueles associados, que receberiam – inicialmente em Lisboa - e comercializariam aquele produto na Europa; a entrega de uma grande quantidade de produto, que se presumia ser cocaína a um agente encoberto, pertencente e controlado pela DEA; o transporte deste produto e a entrega de parte dele a outros agentes encobertos, estes já operando em território nacional e, com excepção de um, funcionários de investigação criminal portugueses, actuando sob controlo da Polícia Judiciária e das demais competentes autoridades judiciárias nacionais; dos contactos mantidos entre estes agentes encobertos e terceiros envolvidos na operação de transporte do produto a partir da Colômbia e até à Europa, com vista à sua disseminação no destino, entre os quais se contam os arguidos; aos procedimentos ditados por tais terceiros, em consonância com os arguidos, para o produto entregue aos agentes encobertos - que aqueles - desconhecendo a verdadeira identidade destes, confiavam que estivessem a seguir o plano traçado – ser, por sua vez, entregue aos arguidos, de modo a prosseguir para o seu destino; a efectiva entrega do produto aos arguidos e a subsequente apreensão do produto e detenção dos, do depoimento prestado pelo agente encoberto com o nome de código "Bola” o qual foi ouvido com as necessárias cautelas, após ter sido presencialmente identificado por um magistrado judicial, relatando, em discurso próprio, tudo o que, afinal se consignou nos documentos já aludidos e, confirmando, na íntegra, a factualidade aqui dada como e dos depoimentos prestados por , , , e CG todos inspectores da Polícia Judiciária que vigiaram e abordaram os arguidos, procedendo às respectivas detenções, buscas, revistas e apreensões, confirmando, em relatos próprios, a factualidade considerada.