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No futebol profissional, é habitual a retribuição ser acordada em valores líquidos, depois de sujeita a todos os impostos e retenções, especialmente quando se trata de jogadores estrangeiros;   Na época desportiva de 2014/2015, o autor participou em vinte e três jogos oficiais em representação da ré, tendo marcado cinco golos;   Na época desportiva de 2015/2016, o autor participou em trinta e seis jogos oficiais em representação da ré, tendo marcado doze golos;   Na época desportiva de 2016/2017, o autor participou em vinte e um jogos oficiais em representação da ré, tendo marcado oito golos;   Por acórdão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, proferido no dia 4 de Novembro de 2016, o autor foi condenado, por agressão, na pena de nove meses de suspensão;  1 Esta decisão era passível de recurso para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, para o Tribunal Arbitral do Desporto e para os Tribunais Administrativos;  1 O autor interpôs recurso desta decisão para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol e para o Tribunal Arbitral do Desporto;  1 Por acórdão do Tribunal Arbitral do Desporto, proferido no dia 3 de Março de 2017, a condenação do autor foi reduzida para seis meses de suspensão, tendo sido decidido que a suspensão do autor terminava às 200 horas do dia 7 de Julho de 2017;  1 O autor interpôs recurso desta decisão para o Tribunal Central Administrativo do Sul;  1 Por acórdão do Tribunal Central Administrativo do Sul, proferido no dia 19 de Junho de 2017, o recurso foi julgado improcedente;  1 O autor interpôs recurso desta decisão para o Supremo Tribunal Administrativo;  1 Por acórdão do Supremo Tribunal Administrativo, proferido no dia 14 de Fevereiro de 2018, foi mantida a condenação do autor na pena de seis meses de suspensão;  1 A condenação do autor transitou em julgado no dia 26 de Fevereiro de 2018;  1 No dia 9 de Março de 2017, na sequência do acórdão do Tribunal Arbitral do Desporto, proferido no dia 3 de Março de 2017, foi comunicada à ré a suspensão do autor por seis meses, bem como que esta suspensão terminava às 200 horas do dia 7 de Julho de 2017;  1 No dia 20 de Abril de 2017, por carta registada com aviso de recepção, a ré comunicou ao autor a caducidade do acordo celebrado no dia 13 de Julho de 2014 por impossibilidade superveniente, absoluta e definitiva de o autor prestar o trabalho, com fundamento na condenação do autor na pena de seis meses de suspensão e na circunstância de a suspensão terminar às 200 horas do dia 7 de Julho de 2017;  2 A ré não notificou o autor da sua intenção de considerar a caducidade do acordo celebrado no dia 13 de Julho de 2014, para se pronunciar ou exercer o direito de resposta;  2 Além de participar em jogos oficiais, o autor estava obrigado a comparecer nos treinos, estágios, deslocações, exames e tratamentos médicos e submeter-se ao regime de treino antecipadamente estabelecido pelo treinador e a todos os tratamentos determinados pelos serviços clínicos da ré;  2 No acordo celebrado no dia 13 de Julho de 2014, ficou acordado que o autor se obrigava a aceitar a sua transferência temporária ou definitiva pela ré outro clube desportivo de futebol;  2 Na época desportiva de 2016/2017, a ré tinha vários jogadores profissionais de futebol ao seu serviço que não participaram em qualquer jogo oficial, limitando-se a participar nos treinos e a cumprir as demais obrigações;  2 No período entre o dia 9 de Março de 2017 e o dia 20 de Abril de 2017, correspondente ao período entre a comunicação da suspensão do autor decidida pelo acórdão do Tribunal Arbitral do Desporto e a comunicação da caducidade do acordo celebrado no dia 13 de Julho de 2014, a ré participou em cinco jogos oficiais;  2 A partir do dia 9 de Março de 2017, o autor deixou de exercer a sua actividade, não tendo participado em qualquer jogo, designadamente nestes cinco jogos oficiais;  2 Na época desportiva de 2015/2016, a equipa principal sénior de futebol da ré participou em quarenta e dois jogos oficiais;  2 O autor participou durante mais de quarenta e cinco minutos em vinte e oito destes jogos oficiais;  2 Na época desportiva de 2015/2016, o autor foi o quinto jogador mais utilizado do conjunto dos jogadores;  2 Na época desportiva de 2016/2017, a ré, através do seu presidente, atribuiu um do prémio relativo ao apuramento para disputar a Liga Europa na época seguinte, no valor de € 15000,00, se este apuramento viesse a ocorrer;  3 A equipa principal sénior de futebol da ré foi apurada para disputar a Liga Europa na época desportiva de 2017/2018;  3 O valor de € 15000,00 foi atribuído para ser distribuído pelos jogadores, pelos membros da equipa técnica e pelos restantes elementos e funcionários do departamento de futebol;  3 A responsabilidade pela distribuição do prémio era dos membros da equipa técnica, juntamente com os capitães da equipa principal sénior de futebol, sendo a estes que competia escolher concretamente quem iria receber o prémio e determinar o respectivo montante;  3 Os membros da equipa técnica comunicaram quem iria receber o prémio e o respectivo montante;  3 O autor não foi incluído nos beneficiários do prémio, não lhe tendo sido atribuído qualquer montante;  3 No período entre o dia 13 de Julho de 2014 e o dia 20 de Abril de 2017, a ré descontou na retribuição do autor a quantia de € 853,18, relativa a adiantamentos e peças de vestuário desportivo que o autor ofereceu sem autorização prévia;  3 O regulamento interno de futebol profissional da ré estabelece o seguinte:  - Os jogadores que ofereçam peças de vestuário desportivo sem autorização prévia são penalizados com a abolição de um prémio de jogo, tendo sido este valor que foi descontado na retribuição do autor.