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476 deste mesmo diploma; e isto porque se considera que houve então uma causa justificativa para tais atribuições patrimoniais impeditiva da conclusão de que o prestado foi indevido; essa causa justificativa reside, precisamente, na subsistência da união de facto, para a qual cada um dos membros contribuiu em termos materiais pela forma tacitamente acordada pelo casal enquanto a relação se manteve”.Aqui chegados, julga-se que a tarefa que nos é solicitada, de apreciação da Impugnação da matéria de facto, poderá ser realizada de uma forma mais cuidada, uma vez que, ao realizá-la, teremos que ponderar as circunstâncias específicas que decorrem do facto de a Autora e o Réu terem constituído uma relação de união de facto e de ser, no âmbito desta, que as deslocações patrimoniais aqui em apreciação devem ser enquadradas.