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É manifesta a intenção da lei de incentivar e promover a manutenção do relacionamento do filho com ambos os progenitores, após a rutura parental60 A residência alternada não pode ser um ato de egocentrismo dos progenitores face à rutura conjugal mas, sempre, ser uma forma de reorganização familiar a partir de um modelo de estrutura familiar que foi perdido mas que se quer preservar, no seu valor afetivo e educativo, agora com outros modos práticos6 A residência alternada da criança com ambos os pais exige, conforme a melhor jurisprudência nacional e estrangeira, requisitos especiais: proximidade geográfica das residências; capacidade de cooperação dos pais; modelos centrados na criança em que as crianças são postas à margem do problema dos; compromisso de ambos os pais para fazer com cada um dos pais; ambos os pais gozam, no seu local de trabalho, de práticas laborais amigas da família; estabilidade financeira da família; confiança de cada um dos pais na competência do outro progenitor6  A implementação de um modelo de residência alternada, ainda que à margem do acordo dos progenitores, não só não se mostra legalmente proscrita como se apresenta nas melhores condições para responder à obrigação, legalmente prescrita, de, em sede de regulação das responsabilidades parentais, o tribunal tomar decisões que promovam amplas oportunidades de contactos com ambos os progenitores e de partilha de responsabilidades entre eles6 A residência única colide com o interesse do filho na "continuidade de relações, de afeto de qualidade e significativas” com o progenitor não residente e com o interesse do filho em manter também com este progenitor "relação de grande proximidade”.