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Já quanto aos factos que considera provados, temos o seguinte: - ponto ora por documento ora sem prova específica por se tratar de factos notórios ou consequentes da aplicação da que não é verdade que um diplomata de carreira desempenhe as funções de um técnico especializado em posto com poupança para o erário público, dado que decorre das grelhas salariais aplicáveis que o exercício de tais funções por um diplomata nunca fica mais barato ao Estado; - ponto consta de Diário da que, na sequência da alegada reforma das carreiras do pessoal especializado que motivou o ato recorrido e em contradição com a suposta política de contenção orçamental que terá igualmente justificado o ato impugnado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros reconduziu diversos técnicos cuja comissão de serviço havia sido extinta e nomeou mais algumas dezenas num curtíssimo espaço de tempo; - ponto a prática constante do Ministério dos Negócios Estrangeiros, antes e depois de ter sido proferido o ato recorrido, sempre foi a de dar por findas as comissões de serviço no fim do prazo; - ponto a única razão pela qual entre a decisão tomada pelo Governo setembro de 2005, conforme consta do despacho do, o anúncio da medida em outubro de e a sua execução fevereiro de mediaram mais de 4 meses é exclusivamente imputável à Administração, que a veio a tomar afinal com um carácter de urgência que facilmente podia ter sido evitado, com prejuízo para o particular, que não pôde participar da decisão; - ponto o fundamento particular que, na realidade, é comum a todos os invocado pelo MENE segundo o qual os trabalhos da sua especialidade profissional poderem ser desempenhados sem prejuízo para o serviço por funcionário de carreira já colocado em Brasília não corresponde à verdade; - ponto em março de 2008 o Ministro nomeou para as funções por si desempenhadas um funcionário da carreira técnica e não da diplomática) como conselheiro económico despacho n. 7209/2008, DR, série, n. 51 de 12 de Março); - ponto recebeu comunicação por fax em 02/02/2006, do Chefe de Gabinete do MENE, dando conta da extinção da comissão de serviço, que não coincide com o despacho do Ministro, nem o transcreve na íntegra; - ponto nunca se realizou a invocada reforma anunciada no Parlamento e várias vezes na imprensa e que igualmente consta da referida Nota de 17 de Janeiro do Secretário de Estado da Cooperação, segundo a qual haveria uma mudança radical nos processos de recrutamento e nomeação do pessoal técnico especializado, em serviço no estrangeiro, junto das embaixadas portuguesa; - ponto o autor não recebeu a indemnização referida no ato impugnado, facto não contestado pela Administração.