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Citada a requerida para exercício do contraditório, veio a mesma sustentar que:  Após o nascimento da A em dezembro de 2018, os progenitores da mesma organizaram-se para que o plano de mudança para Portugal do agregado se concretizasse, sendo que a menor e a progenitora viriam em primeiro lugar e o progenitor viria após o término da faculdade;  Entretanto, em janeiro de 2019, após uma discussão entre o casal, o progenitor deixou a casa onde viviam e, após regressar, como forma de pedido de desculpas, entregou dois documentos a favor da requerente para que esta obtivesse o passaporte da menor, com o objetivo de a A viajar somente na companhia da mãe, e uma procuração particular que conferia "amplos, gerais e ilimitados poderes para B administrar a vida social da A a qualquer título" pelo período de 2 anos;  Na sequência do relatado, a menor e a mãe deixaram o Brasil a 19/3/2020 com o intuito de residirem em Portugal, tendo o progenitor expressamente autorizado a mudança de domicílio da menor, facto de amplo conhecimento de amigos e familiares, como decorre dos documentos juntos com a oposição;  Aliás, alguns dias após a chegada a Portugal de mãe e filha, os progenitores mantiveram conversa sobre o futuro do casal neste país quando o pai aqui chegasse.