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É que tendo em conta que não foi dado como provado a que distância estava o motociclo conduzido pelo demandante F. quando o arguido N. atravessou o veículo que conduzia na via , dado que tal facto também não constava da acusação e sendo certo que consideramos este elemento essencial, salvo o devido respeito por opinião contrária, para se compreender a dinâmica do acidente, e a culpabilidade dos seus intervenientes, entendemos não se poder concluir quem foi o culpado na sua produção e que provocou as sequelas sofridas pelo demandante F. .  Tendo em conta a matéria dada como provada, que se continua a considerar insuficiente para a douta decisão proferida, sempre se poderia questionar se o F. circulava a cerca de 50 Km/h, que era a velocidade permitida no local e se visualizou o veículo da GNR a cerca de 20/30 metros à sua frente, como é que explica não ter conseguido parar no espaço livre e visível à sua frente ou mesmo passar no espaço livre por detrás da traseira do veículo da GNR e que é visível nas fotos 8 a 10 e que o Tribunal refere ter tido em conta para fundamentar a sua decisão e formar a sua livre convicção, quando se constata que a ambulância do INEM conseguiu passar no espaço livre na sua rectaguarda.