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Confrontando os factos que resultaram provados, no referente à atuação desenvolvida pela arguida/recorrente, evidenciando-se que a atividade desenvolvida pela arguida se reconduz ao chamado tráfico de rua,tendo em conta o longo período de tempo, em que se dedicou à venda de canábis , fazendo-o durante dois anos pelo menos, desde outubro de 2017 até 09/10/2019, data em que foi, na cidade de Évora, deslocando-se a Lisboa para se abastecer de tal produto estupefaciente sendo que essa deslocação, da a distância que separa as duas cidades e considerando os custos inerentes teria de ser compensatória), efetuando a arguida, diretamente, vendas a consumidores finais encontrando-se com estes em vários locais da cidade de Évora, após prévio contato, estabelecido através de telemóvel) e entregando também a outros indivíduos, um deles, tal produto estupefacientes para que o revendessem aos consumidores finais, resultando provado que a arguida/recorrente concretizou, designadamente, as transações que vêm descritas nos pontos 1 a 3 da factualidade provada, tendo-lhe sido apreendidos, no dia 09/10/2019, além do mais, os seguintes produtos, objetos e quantias monetárias:  - No interior do veículo automóvel da arguida, com a matrícula ...) sendo a arguida intercetada pelo OPC quando regressava de Lisboa, onde se deslocou para se abastecer de canábis: três placas de canábis, com o peso total de 280,850 gramas, com um grau de pureza de 14,8 THC correspondentes a pelo menos 831 doses - que a arguida adquiriu em Lisboa pelo preço total de €480,00, tendo beneficiado de um desconto de €240,00 feito pelo fornecedor -; um telemóvel, marca Huawei, com o IMEI.