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É certo que o total da factualidade apresenta factores que, numa perspectiva que sempre deverá ser de averiguar das vantagens e expectativas relativamente à ressocialização do arguido – mas que, ora poderiam acentuar a gravidade dos factos e já significativo percurso criminoso justificativos da pena aplicada em 1 instância, ora poriam a tónica na esperança, pelos factores de inserção apresentados, e que muito embora o seu percurso de marginalidade já se tivesse começado a definir poderiam fazer pender para pena mais branda – releva o facto de, tendo o condenado 26 anos de idade, ter passado a estar, a partir dos 15 anos, numa situação de institucionalização, tendo revelado um percurso criminoso que dentro da pouca idade que tem já revela peso considerável pelos menos entre os 15 e os 23 anos de idade não conseguiu, nem os mecanismos de apoio, estruturarem um plano substancial de ressocialização e de afastamento do crime como meio de resolver a sua vivência que nessa medida foi amplamente ocupada pela prática de actividades criminosas como modo de definir a sua curta e de não revelar suficiente consciência crítica nem plano de vida alternativa àquele que tem sido o seu.