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A tese do recurso assenta, como já se expôs acima, na seguinte linha argumentativa:   Que ela, recorrente, cumpriu todos os seus deveres de informação, dando conhecimento à autora dos perigos de fraude a que devia estar atenta;   Que o seu sistema informático não registou qualquer intrusão;   Que as movimentações de fundos foram efectuadas com as credenciais de acesso ao sistema de pagamento fornecidas à autora número de cliente, pin, coordenadas do cartão matriz;   Que as credenciais foram introduzidas sem qualquer erro;    Que as coordenadas só poderão ter sido facultadas pelo representante da autora, à revelia de todos os alertas dados pela ré;   Que o que não ficou provado foi o concreto meio através do qual foram facultadas as credenciais, se através da recepção de um email fraudulento ao qual respondeu, dando as coordenadas ou através de ma página clonada do serviço da ré;   Que era certo, no entanto, que as credenciais foram disponibilizadas pela autora pois não havia outra forma de as transferências serem efectuadas, o que se reconduzia á negligência grave prevista no n. 3 do artigo 7.