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Contra este entendimento insurge-se a recorrente, sustentando, em síntese, não terem os autores logrado provar, tal como lhes competia, nos termos 342, n 1, do Civil, o dolo da sonegação, quer porque, à data da propositura da presente ação 19 de Setembro de 2014, inexistia qualquer processo de inventário e, à data da outorga da escritura pública de compra e venda celebrada em 10 de abril de 2014, os únicos herdeiros legitimários de FF eram os réus e , quer porque, aquando da instauração do processo de inventário n 83/15, no início do ano de 2015 e a requerimento da ora autora AA, os autores sabiam da existência dos bens objeto da referida escritura.