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Isto, como deflui da fundamentação/economia do Aresto, para viabilizar o compromisso entre, por um lado, o interesse do empregador em procurar trazer à acção noticias do recebimento pelo trabalhador que impugnou o de rendimentos do trabalho em actividades iniciadas após a determinação do mesmo, de forma a que se opere a dedução que a Lei impõe e, por outro, a dificuldade/impossibilidade de carrear para o processo, em tempo processual próprio/útil, a informação devida sobre a nova actividade que o trabalhador despedido tenha entretanto passado a exercer.”  2 Concluindo, ainda fazendo referência o mesmo Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça: "Julgamos que deste modo se encontra o ponto de equilíbrio dos interesses que se contrapõem, consentindo que o Tribunal conheça da matéria de exceção peremptória, sempre que do processo constem elementos que minimamente a demonstrem.”  2 Ora, conforme alegado, dos autos em crise constam elementos que minimamente demonstram a existência de remunerações recebidas pelo A., suscetíveis da dedução prevista na alínea do n. 2 do art.