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Para fundamentar os seus pedidos alegou, em síntese e tal como consta da sentença recorrida, que é trabalhadora da Ré desde 17 de Março de 1982, exercendo funções correspondentes à categoria profissional de cozinheira, classificada como cozinheira de   Em 28 de Abril de 2014, no âmbito de processo disciplinar que lhe instaurou, a Ré aplicou à Autora a sanção disciplinar de suspensão do trabalho pelo período de vinte dias úteis, com perda de retribuição e antiguidade, a qual implicou a perda de retribuição no montante de € 503,0   Contudo o relatório e a decisão proferida no processo disciplinar são nulos por violação do art 357 do CT e a sanção aplicada é ilícita, por abusiva, nos termos do disposto no art 331, n 1, al.s, e do CT, ou sempre será ilícita por violar o princípio da proporcionalidade previsto no art 330 do CT.  Efectivamente, na decisão final são dados como provados factos que não constavam da nota de culpa, sendo que na nota de culpa se referem a factos alegadamente praticados no dia 22 de Abril de 2014 e na decisão final referem-se factos alegadamente praticados a partir do dia 22 de Abril, pelo que a Autora não pôde exercer o seu direito de defesa quanto aos factos que constam da decisão final por não constarem da nota de culpa.