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Isto porque, em casos em que o ilícito configura crime, mercê do princípio da adesão consagrado no artigo 7 do CPP, não teria lógica que o direito do titular à indemnização cível, necessariamente exercido no processo penal, fosse cerceado pela prescrição, quando ainda não se tinha completado o prazo da prescrição criminal, por regra, mais longo do que o da prescrição , daí que, em tais casos, se justifique o alongamento do prazo de prescrição a fim de que, em idêntico prazo, se possa apreciar, também, a responsabilidade , ou seja, em tais casos, enquanto o facto ilícito puder ser discutido em sede penal, deve poder ser apreciado no âmbito da responsabilidade , aqui residindo, reitera-se, a razão de ser do alongamento do prazo de prescrição a que se reporta o n. 3 do artigo 49, do  A qual deixa de ter relevância, em caso de direito de regresso, dado o seu carácter ex novo, a que acima já fizemos referência e ainda porque o mesmo, nos termos do n. 2 de tal preceito, deve ser cumprido, a contar do cumprimento, independentemente da fonte da obrigação que a seguradora extinguiu ao satisfazer a indemnização, pelo que tem de prevalecer o interesse da lei na rápida definição da situação e dando à seguradora um prazo mais curto para o exercício do direito do que o concedido ao lesado, porque, neste caso, o prazo só se inicia depois de definido o direito que a este compete n., ao passo que o direito da seguradora se define com o pagamento da indemnização, independentemente da gravidade do ilícito.