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No que se refere à impugnação da matéria de facto e aos ónus a cargo do respectivo recorrente, decorre do preceituado no artigo 640 do CPC que deve o mesmo, sob pena de rejeição e sem possibilidade de convite à correcção ou aperfeiçoamento do seu requerimento recursivo no que tange à impugnação da matéria de facto 2, proceder à especificação dos concretos pontos da matéria de facto que considera incorrectamente julgados n. 1 al., dos concretos meios probatórios constantes do processo ou de registo ou gravação nele realizada, que imponham decisão diversa da recorrida sobre os pontos de facto impugnados n. 1 al., a decisão que, no seu entender, deve ser proferida sobre os pontos de facto impugnados , sendo certo que, recorrendo o impugnante para esses efeitos a meios probatórios que tenham sido gravados, incumbe-lhe também, sob pena de imediata rejeição do recurso na respectiva parte, indicar com exactidão as passagens da gravação em que se funda a sua divergência, sem prejuízo de poder proceder à transcrição dos excertos que considere mais relevantes.