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Ou seja, deve permitir-se ao administrado perceber o itinerário cognoscitivo e valorativo percorrido pelo órgão decisor para decidir como decidiu, por forma a que, em consciência, possa decidir se deve ou não conformar-se com essa decisão; -dos elementos que, em jeito de fundamentação, o Recorrente juntou aos actos impugnados não se retira quais as razões que sustentam a impossibilidade de a SCML prolongar/renovar as situações de cedência de pessoal, tal como não esclarece o número de trabalhadores pertencentes ao seu mapa de pessoal que ali se mantém em funções, nem tão-pouco quais os critérios de selecção que, nos vários estabelecimentos, foram adoptados com vista à identificação dos trabalhadores cuja actividade teria de cessar; -para além disso, o mapa comparativo é totalmente omisso no que respeita aos critérios e procedimentos adoptados para determinar o número concreto dos postos de trabalho que foram considerados em cada um dos serviços, não contendo, igualmente, a apresentação de uma análise do fluxo de trabalho de cada um dos serviços envolvidos; -ademais a associada do aqui Recorrido não foi notificada de quaisquer elementos que a contivessem, pelo que, como bem decidiu o Tribunal a quo, não lhe é possível perceber as razões, de facto e de direito, que a conduziram à requalificação; -como também se disse na sentença, no quadro de omissões invocadas pelo Autor, bem se entende que, considerando o Réu uns e não outros trabalhadores que poderão passar à situação de requalificação profissional, mormente sem atender aos aspectos enunciados, é notória da ausência de fundamentação desde logo na perspectiva da violação do princípio da igualdade que resulta do artigo 13 da Constituição da República Portuguesa; -ora, o princípio da igualdade tem fonte constitucional, designadamente no art 13, sendo norteador de toda a actividade administrativa nos termos no n 2 do art 266 da lei fundamental.