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O Autor, Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos, tendo sido notificado do despacho de 6/12/2021, veio, nos termos do disposto nos artigos 67 e 65, n. 3, do Código de Processo Civil, requerer que sobre a matéria do despacho recaia o competente Acórdão, com a seguinte fundamentação:  A presente ação foi proposta pelo Autor em representação dos seus associados;  Nos termos do disposto no artigo 5, n. 1, da Constituição da República Portuguesa, "É reconhecida aos trabalhadores a liberdade sindical, condição e garantia da construção da sua unidade para defesa dos seus direitos e interesses”;  Nos termos do disposto no artigo 5, n. 1, CRP, "Compete às associações sindicais defender e promover a defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores que representem”;  Nos termos do disposto no artigo 44, n. 1, al., do Código do Trabalho, as associações sindicais têm o direito de "Iniciar e intervir em processos judiciais e em procedimentos administrativos quanto a interesses dos seus associados, nos termos da lei”;  Nos termos do artigo , n. 1, do Código de Processo do Trabalho, "As associações sindicais e de empregadores são partes legítimas como autoras nas ações relativas a direitos respeitantes aos interesses coletivos que representam”;  O acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 22/4/2015, proferido no processo n. 729/13TTVNG.PS1, publicado em www.dgsi.pt, veio estabelecer que: "Sucede que os pedidos formulados na ação se reportam à generalidade dos trabalhadores da R. que se encontram filiados no sindicato autor, tendo a ver com os interesses de todos eles em ver repostos determinados valores previstos na convenção coletiva de trabalho aplicável, designadamente os valores da respetiva cláusula 74, n  Como tal, não vemos porque não se possa ou deva entender que o A. não está a defender interesses coletivos, como é pressuposto da legitimidade atribuída no art.