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Em todo o caso, com base nessas premissas, o recorrente, nas conclusões a, entendeu que o tribunal deveria ter ponderado que o Arguido Recorrente nunca tomou decisões nem teve qualquer conhecimento ou autonomia no que concerne à origem do dinheiro, à forma como o mesmo era obtido, aos alegados esquemas que eram utilizados para obter esses fundos nem conhecia as pessoas/ entidades de onde provinha o dinheiro e para onde o mesmo era remetido; que o Arguido/ Recorrente também nunca teve conhecimento nem participou na obtenção dos documentos falsos utilizados para a abertura das contas bancárias, que o Arguido/ Recorrente apenas cumpriu as ordens que lhe foram dadas por estar a ser chantageado e ameaçado e por ter percebido, quando chegou a Portugal e começou a ser chantageado, que estava a lidar com pessoas perigosas e que podiam efectivamente representar uma ameaça real à sua família na Nigéria, por terem ligações a grupos locais na sua terra natal, mais acrescentando que não tinha forma de demonstrar essa ameaças, em face das condições de secretismo em que foram proferidas.