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Quanto aos extratos bancários da conta da empresa, caso a Administração Tributária verificasse que os mesmos eram mesmo indispensáveis, podia e devia ter recorrido à derrogação do sigilo bancário”; g)	Ora, tal entendimento enferma de erro de julgamento, porquanto nem a Administração Fiscal fez qualquer contagem física dos artigos, nem tão pouco podia legalmente lançar mão da derrogação do sigilo bancário; h)	A Administração Fiscal, no caso em apreço, mediante análise aos documentos de suporte às vendas e às compras contabilizados efetuou um controlo numérico das entradas e das saídas de artigos, tendo confirmado omissões no registo de compras de alguns artigos e nas vendas de outros exemplo: nas existências iniciais de 1996 existiam 11 calças e foram adquiridas nesse ano 21 calças, o que perfaz 32 calças para venda, todavia, em 1996 foram vendidas 55 calças e em 1997 foram vendidas 21 calças, o que dá um saldo negativo de 44 calças: 76-32=44, pelo que se concluiu pela omissão de compras de tais artigos, uma vez que a empresa não poderia vender artigos que não detinha; )	De igual modo, do controlo numérico das peças entradas e saídas da empresa se constatou pela existência de omissão de vendas, cfr.