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Não nos parecendo que daqui resulte um verdadeiro "desvirtuamento” da indemnização e, enfim, salientando-se que, na verdade, dono dos salvados permanece o autor e que, além de não ser obrigada a ficar com eles nem a comercializá-los, a lei parece rejeitar a hipótese, como decorria do artigo 439 parágrafo 2, do Código Comercial, e sugere actualmente o art 129, do RJCS – Decreto-Lei n 72/2008, de 16 de Abril - segundo o qual "O objecto salvo do sinistro só pode ser abandonado a favor do segurador se o contrato assim o estabelecer”, inclinamo-nos, ponderados os argumentos do recorrente e as objecções da recorrida, no sentido de que deve ser efectivamente descontado o valor dos salvados.”  Não sufragamos, todavia, a posição assumida pelo Tribunal recorrido.