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Ora, 10 Se a diferenciação de tratamento entre os inscritos antes e depois de 312001 ainda encontra uma justificação objectiva e razoável em considerações de justiça social e de equidade contributiva como assinalou o Tribunal Constitucional no citado acórdão n 188/2009), a verdade é que a diferenciação entre os inscritos até aquela data introduzida pelo artigo 101 do Decreto-Lei n 187/2007 é claramente arbitrária e irrazoável, justamente por não haver qualquer razão de equidade que justifique que aqueles a quem a lei permitiu que descontassem acima do limite máximo de base de incidência acabem por ter exactamente a mesma pensão de velhice daqueles que estando na mesma situação, optaram por descontar muito menos e agora têm exactamente a mesma pensão.