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Isto foi já demonstrado sobejamente nos presentes autos; 1 Quer isto dizer que existe total coincidência entre a vontade real e a vontade declarada pela aqui recorrida, não havendo qualquer motivo de anulação da mesma; ) 2 Qualquer outra interpretação daquela cláusula que faça aumentar o valor do gasto que a recorrida teria que suportar com aqueles serviços é contrária à vontade real da declarante, aqui recorrida, pelo que padeceria de erro e seria anulável; ) 2 Acresce ainda que, considerando que o instituto do erro na declaração visa a proteção do declarante e não do declaratário, será este e não aquele quem tem legitimidade e interesse para invocar aquele fundamento de anulação da sua declaração, pelo que também por aqui não assiste razão à recorrente; 2 Por fim, importa notar que, mesmo que se trate de uma promessa pública, o que não se concede, a verdade é que estamos ainda no âmbito de um procedimento pré-contratual, onde as propostas depois de rececionadas, são analisadas para aferir se cumprem os requisitos impostos pelas peças do procedimento e, depois de admitidas, pontuadas conforme os critérios de avaliação previamente definidos para o fim a que se destinam, de modo a poder a recorrida escolher a melhor proposta; ) 2 Ou seja, mesmo que resultasse provado tudo quanto a requerente alega no seu requerimento inicial - o que não se concede, a verdade é que a cominação nunca poderá ser a anulação das decisões tomadas pela aqui requerida, por inexistir fundamento legal, mas apenas e tão só, quanto muito, um incumprimento pré-contratual que poderia conferir à requerente o direito a ser indemnizada nos termos do art.