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O Recorrido contra-alegou em termos que se dão por reproduzidos e, tendo formulado conclusões, aqui se vertem: " - O aqui Apelado confessa a sua dificuldade em compreender, com rigor, o recurso interposto pela Recorrente, uma vez que, salvo o devido respeito por diverso entendimento, a mesma apenas apresenta o seu recurso por não ver as pretensões que espelhou nos pedidos formulados no requerimento inicial terem acolhimento, e não pelo facto de o Tribunal a quo não ter feito a devida Justiça, não lhe assistindo, assim, qualquer razão de facto e/ou de direito;  - Apesar de a douta sentença recorrida se encontrar excelentemente fundamentada, e ter julgado com acerto e perfeita observância de todos os elementos carreados para os autos e da lei aplicável, alega a Recorrente que a mesma enferma de diversos vícios, mais concretamente: erro de julgamento da matéria de facto; erro de julgamento da matéria de direito e nulidade da sentença por omissão de pronúncia;  - Acontece que, só existirá erro de julgamento da matéria de facto, quando o Juiz não valorar devidamente a prova e não explicar, de forma fundamentada, a formação da sua motivação Veja-se por todos neste sentido, o douto Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul, de 22/10/2015, proferido no âmbito do processo n. 08238/14, relatado por Anabela Russo e disponível in www.dgsi.pt);  - E o que a Recorrente efectivamente pretende, é reclamar sobre a matéria de facto, mais concretamente, contra os factos que o Tribunal a quo entendeu como provados e aqueles que, no entender da Recorrente deveriam, igualmente, ser considerados como tal, para que a providência cautelar requerida fosse decretada, isto é, com vista ao preenchimento do requisito periculum in mora;  - Mas, a este respeito, a douta sentença recorrida é clara e objectiva, esclarecendo que "A convicção do Tribunal para julgar indiciariamente provados os factos acima descritos assentou no teor de toda a documentação que compõe o processo administrativo e nos documentos juntos aos autos pelas Partes, a que se fez referência supra em cada uma das alíneas da matéria indiciariamente provada e que, pelo seu teor, conjugados com a posição assumida pelas Partes nos seus articulados e com regras de experiência comum, mereceram a credibilidade do Tribunal.”;  - Ora, não impede sobre o Juiz do processo qualquer obrigação de uma enumeração exaustiva de todas as alegações produzidas pelas partes e, partindo daí, proceder à elaboração de uma lista de toda a factualidade constante dessas alegações, dando-as como provadas ou não provadas Neste preciso sentido, veja-se o douto Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul, de 14/02/2019, proferido no âmbito do processo n. 1446/11BELRS, relatado por Joaquim Condesso e disponível in www.dgsi.pt);  - Além do que, se bem atentarmos ao teor da douta sentença, verificamos que os factos que a Recorrente pretende que sejam aditados à matéria de facto dada como provada, acabam por ser tidos em conta no teor da decisão aqui em causa, pois a Meritíssima Juíza a quo faz a subsunção dos factos ao direito e, bem assim, da parte da sentença onde são analisados os factos subjacentes à verificação do periculum in mora;  - Razão pela qual, não se encontra qualquer motivo para que seja alterado o decidido, sob pena de esvaziarmos por completo o princípio da livre apreciação da prova, enquanto princípio base da função do julgador;  - Defende, ainda, a Recorrente, que existe um erro de julgamento no tocante à matéria de direito, uma vez que entende que haveria necessidade da produção de prova, designadamente testemunhal, pois no caso de a mesma ter sido produzida, teria sido dado como provada a verificação do requisito periculum in mora; 1 - Sucede, porém, que também a dispensa da produção de prova por declarações de parte e prova testemunhal se encontra devidamente fundamentada na douta sentença recorrida, mais concretamente, quando aí se refere que, "Atenta a natureza meramente indiciária da prova a produzir no processo cautelar, vistos os autos, o processo administrativo, os documentos juntos aos autos e considerando o alegado e as posições assumidas pelas Partes nos respetivos articulados, bem como, as regras de repartição do ónus da prova, verifica-se que a matéria de facto alegada, com interesse para a decisão a proferir, não carece da prova testemunhal e por declarações de parte indicada.”; 1 - Ou seja, a Recorrente esquece, novamente, o princípio da livre apreciação da prova, segundo o qual ") o Tribunal baseia a sua decisão, em relação às provas produzidas, na sua íntima convicção, formada a partir do exame e avaliação que faz dos meios de prova trazidos ao processo e de acordo com a sua experiência de vida e de conhecimento das pessoas” cfr.