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No caso em apreciação, está afastada a possibilidade de modificação da decisão da matéria de facto da  instância ao abrigo das alíneas e do art.43, do P.P., uma vez que sentença recorrida se fundamenta, não só em prova documental que consta do processo, mas ainda em prova produzida oralmente em audiência de julgamento e não foi requerida nem se realizou audiência para renovação da prova neste Tribunal da Relação, tendo em vista o suprimento dos vícios do art.41, n. 2 do P.P.. Assim, a modificação da decisão da matéria de facto da  instância apenas poderá ter lugar ao abrigo ao abrigo da alínea do art.43 do P.P.. A este propósito, importa notar que os recorrentes  A...  e  B...  não especificam, nas conclusões da motivação, os pontos de facto que considera incorrectamente julgados, as concretas provas que impõem decisão diversa da recorrida, nem indicam as concretas passagens em que funda aimpugnação, através da indicação da sessão de julgamento em que essas declarações constam e localização da passagem na gravação.