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No fundo, o sujeito passivo teria um duplo benefício, que não esteve, de todo, na mens legislatoris-esta é, aliás, a posição defendida pela AT, no ponto 6 da Circular 7/200  Neste conspecto, importa, outrossim, ter presente que o Tribunal Constitucional no âmbito do processo n 42/2014, já citado, a propósito da dissociação temporal entre a não dedução dos encargos financeiros e isenção futura de tributação de mais valias, doutrinou que:  "Nessa medida, não se reputa de excessivo e intolerável regime que pondere e faça atuar a indedutibilidade de encargos financeiros ex ante, em cada período de tributação em que são incorridos, por referência à medida que a equilibra, tendo em atenção a preservação da possibilidade de efetiva e realização de mais-valias.