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Do depoimento da testemunha F resulta que o mesmo não sabia, em concreto, quais os montantes que o A. recebeu sob a designação de "gratificação por ata”, mas referiu que o A. os recebia e que: no final de cada ano, para efeitos fiscais, ficava consignada a previsão de afectação de uma verba para pagamento de gratificações uma vez que se pagaria menos IRC, desde que a verba fosse no ano seguinte afecta ao pagamento das;  "o Sr. G é que atribuía em função do funcionário ser um bom funcionário ou não”; que esse pagamento tem a ver com a prestação do trabalho pelo trabalhador, em função do zelo, do cuidado, "se falta ou não falta”; que era atribuída quando  o trabalhador trabalhasse efectivamente; "se os ordenados por vezes são um bocado mais baixos, é uma forma que a gerência tem para que as pessoas se sintam com mais vontade, entre aspas, em trabalhar, é gratificá-los”; se o trabalhador "chateasse ou dissesse que não fazia qualquer coisa, ou não trabalhasse ou não andasse motivado, a gerência cortava”, não sabendo todavia se isso teria acontecido com o A. Quanto ao segmento do ponto 1 onde se refere: ") como contrapartida do seu trabalho, €99,14 x 11 meses em média) de outra remuneração regular,”.