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Contudo, como, a nosso ver, bem se refere neste douto Aresto, «mporta que na ponderação deste conceito não se esqueça que o que está em causa é a perda da capacidade para o futuro do sinistrado e não a fixação da dimensão de rendimentos devidos ao sinistrado» realce e sublinhado, razão pela qual, no entendimento jurisprudencial ali expresso, careça de sentido o apelo ao critério de que para que uma prestação seja considerada como integrante da retribuição isto, a nosso ver, para efeitos de reparação em matéria de acidentes de, seja necessário que o seu pagamento ocorra em todos os meses de atividade do trabalhador, ou seja, onze meses por ano, critério levado em consideração, designadamente, nos doutos Acórdãos proferidos, também pelo Supremo Tribunal de Justiça, respetivamente, em 16/12/2010 no processo n. 2065/05TTLSB.LS1 e em 10/10/2015 no processo n. 4156/16TTLSB.LS16, sendo que neles o que estava em causa era a natureza retributiva de específicas prestações, de forma a saber-se se deveriam ser integradas no cálculo do valor da retribuição por férias, por subsídio de férias e por subsídio de Natal, nada tendo a ver a jurisprudência neles estabelecida com o reflexo da perda da capacidade de ganho do sinistrado e com a sua projeção em termos de rendimentos futuros, como também se refere no douto Aresto do STJ que estamos a acompanhar.