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Tal como não merece acolhimento, como se refere na decisão recorrida, e sempre por referência ao quadro factual e valores comparativos vindos de descrever, por constituir manifesto abuso de direito, na vertente do venire contra factum proprium artigo 334 Cód., a defesa alegada artigos 92 e ss da contestação) e em sede de recurso repetida, e fazendo tábua rasa do por si declarado na própria partilha: "No entanto, a casa da verba foi construída na sequência do casamento, a expensas de ambos os partilhantes, pelo que, para efeito de apuramento de quinhões, nos termos do referido artigo 1790, acordam em atribuir ao terreno doado o valor de dez euros, e o valor de €12762,10 à casa construída com dinheiro comum, reconhecendo que o mencionado valor consiste num crédito de compensação devido em favor do património comum.”  E tanto mais é abusiva tal posição, quando é o mesmo Réu, no mesmo articulado, que afirma que "as declarações pelos ex-cônjuges vertidas no documento formalizante da partilha são dotadas de força probatória plena, valendo as mesmas como declarações confessórias extrajudiciais, nos termos do preceituado pelos artigos 352 e 358, n 2, do Código Civil.