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Sobre a extensão do dever de fundamentação da sentença proferida em processo sumário dispõe o artigo 389 - A do CPP:  A sentença é logo proferida oralmente e contém: a) A indicação sumária dos factos provados e não provados, que pode ser feita por remissão para a acusação e contestação, com indicação e exame crítico sucintos das provas; b) A exposição concisa dos motivos de facto e de direito que fundamentam a decisão; ) Em caso de condenação, os fundamentos sucintos que presidiram à escolha e medida da sanção aplicada; ) O dispositivo, nos termos previstos nas alíneas a do n. 3 do artigo 37 Cotejando semelhante regime com o que decorre do artigo 37 do CPP, designadamente do seu n. 2, resulta claro – aspeto que encontra justificação à luz da simplicidade dos atos processuais em geral e, bem assim, da celeridade que se pretende ver imprimida a tal forma de processo especial em sintonia, aliás, com a natureza da criminalidade passível de ser julgada sob tal forma de processo – uma menor exigência, no que ao processo sumário respeita, no dever de fundamentação, transversal ao exame crítico da prova, o qual se quer «sucinto».