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do Porto de 31/05/1988 que na fundamentação do abuso do direito "releva um comportamento ético que se desdobra em dois sentidos: na formulação de um juízo de censura ao titular do direito por o exercer em termos de ofender o sentimento jurídico socialmente dominante, contradizendo o próprio direito em si” e "na protecção do direito de outrem, merecedor da tutela jurídica e que o ponha a salvo das ofensas quer legítimas quer ilegítimas” in J., -1988, tomo 3, pág..   Na situação sub judicio e convocando novamente a extensão da lista dos defeitos, e a sua gravidade, designadamente no que toca à impermeabilização das paredes exteriores, atenta a recusa da Apelada/Autora em proceder à sua rectificação, tem plena justificação o exercício do direito de resolução do contrato.