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751, que prevê a possibilidade de penhora ainda que a mesma se não adeque ao montante do crédito exequendo, por se verificar excesso, sendo que "o respeito pela proporcionalidade não deverá inverter a ordem dos interesses que devem ser acautelados, com necessário relevo para quem, pela via judicial procura a satisfação dos seus créditos, o que pode justificar, num primeiro momento, uma maior extensão de penhora sujeita a eventual redução em face da dedução do incidente de oposição à penhora por parte do executado” A ordem pela qual deve ser realizada a penhora encontra previsão legal no artigo 75, do Código de Processo Civil, cabendo ao agente de execução, na escolha e prioridade da realização das penhoras, a sua observância, bem referindo o Tribunal a quo que o n.1 do citado normativo impõe que a penhora comece pelos bens cujo valor pecuniário seja de mais fácil realização e se mostrem adequados ao montante do crédito exequendo, consagrando-se, assim, "o princípio da adequação ou da eficiência, segundo o qual se deve privilegiar a penhora das posições jurídicas que sejam aptas a proporcionar a satisfação do crédito exequendo da forma mais expedita, sem prejudicar desnecessariamente os interesses patrimoniais do executado.