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Conforme se escreveu no Acórdão da Relação de Évora de 17/6/2004, processo 724/03, in www.dgsi.pt, posição que subscrevemos, a má fé consiste na "actuação, por parte dos intervenientes no acto ou actos, com conhecimento ou consciência do prejuízo que esses actos vão causar ao credor impugnante, não sendo necessário que o transmitente e o transmissário estejam conluiados  para causarem esse prejuízo e não sendo igualmente necessária a existência da intenção de prejudicar o credor  Basta que as partes envolvidas no acto praticado estejam moralmente convencidas do prejuízo que tal acto irá causar ao credor dolo ou que se verifique «a representação da possibilidade da produção do resultado danoso» ou seja uma actuação correspondente à chamada negligência consciente.