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: apurar as responsabilidades quer do Conselho de Administração, quer do Órgão de Fiscalização da sociedade Recorrente; 19 - E, não é pelo facto de o Recorrido não ter conseguido provar nos presentes autos que nos anos de 2009, 2010 e 2011 os Recorrentes praticaram atos lesivos dos interesses da sociedade Recorrente suficientes para determinar uma perícia à sua contabilidade, que eles não existam e não possam continuar a ser praticados noutros anos; 20 - Aliás, "indicio” mais do que suficiente para justificar a necessidade do exercício do direito à informação por parte do Recorrido para apurar responsabilidades dos Membros do Conselho de Administração da sociedade Recorrente, somente cinco anos depois de ter intentado o inquérito judicial anterior é a certidão emitida pela Autoridade Tributária e Aduaneira – Direção dos Serviços Anti-Fraude junta aos autos como documento n. 1 com o requerimento com a referência eletrónica n. 28874105, a qual faz parte do processo crime que corre termos no DIAP de Braga sob o n. 4/16ACPRT, conforme se verifica pelo documento n. 2 junto com o mesmo requerimento; 21 - Pelo que, o Recorrido legitimamente exerceu o direito à informação, tendo os Recorrentes recusado ilicitamente prestado; 22 - Não existe assim qualquer abuso do direito, tendo a improcedência de tal exceção sido decidida e fundamentada na douta sentença a quo.