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6 e seguintes do Estatuto dos Magistrados Judiciais; - A acusação não considerou o seu estado clínico, que descreve, que desde 2017 abalou profundamente a sua capacidade de concentração, retirando-lhe capacidade de trabalho, o que conduziu ao presente processo disciplinar; - Não aceita que o volume de serviço fosse baixo, à excepção do Tribunal ..., pois era normal; - Nem se pode classificar como de pouca complexidade o serviço atenta a quantidade de matérias decidida; - Também não aceita que tinha falta de interesse pelo exercício funcional ou que agiu sempre de forma livre voluntária e consciente, pois procurou ser sempre rigorosa e cumpridora das suas funções; - Por outro lado, teve também de prestar assistência aos seus pais; - Face ao exposto, ainda que se conclua pela existência objectiva de ilícito disciplinar, não deve apesar disso a arguida ser sancionada em virtude de lhe não ser exigível, em face das circunstâncias verificadas, outro comportamento, o que exclui a sua ilicitude ou a sua culpa artigo 8A - do; - Face aos relatórios médicos, a omissão da conduta da arguida não lhe poderá ser sequer imputada a título de negligência, por ocorrer causa de exclusão da culpa, decorrente da afectação significativa do seu estado de saúde psíquico, que foi coincidente e contemporâneo da desregulação do serviço a seu cargo; - Sem prescindir, a entender-se haver lugar a aplicação de sanção disciplinar, ponderadas todas as circunstâncias não pode ser a demissão nem a aposentação compulsiva, desde logo porque não há reincidência e a arguida esteve doente; - Caso assim não se entenda a infracção disciplinar deveria ter cabimento no art.