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Importa ter em consideração que, tendo a Lei 52/2007, de 4 de Setembro aditado um n 3 ao artigo 30 do Código Penal, na tentativa de introduzir a figura do crime continuado, nos crimes praticados contra bens eminentemente pessoais, desde que que estivesse em causa a mesma vítima, essa tentativa resultou totalmente infrutífera, a tal ponto, que a Lei n 20/2010 de 3 de Setembro veio suprimir o segmento «salvo tratando-se da mesma vítima», que havia sido acrescentado pela referida Lei 52/2007, o que só pode corresponder à opção do legislador no sentido de excluir o crime continuado dos crimes praticados contra bens eminentemente pessoais, sem qualquer excepção e restringi-lo, à violação plúrima de bens jurídicos não eminentemente pessoais, de resto, como sempre foi entendimento jurisprudencial uniforme, mesmo durante a vigência da referida Lei 52/2007 de 4 de Setembro cfr., g., por todos, Ac.