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11 E, para tanto, fundamentou a sentença, tal decisão, nos termos seguintes:  "Porém, não se pode aceitar que não seja tutelada a posição dos respetivos titulares, quando reclamam a restituição do bem, intentando a competente ação judicial, esperando longos períodos de tempo até que essa restituição se concretize, sempre ilicitamente privados do bem e sem poder retirar utilidades do mesmo e com a natural dificuldade em identificar e quantificar o prejuízo patrimonial daí decorrente, precisamente porque estiveram impedidos de decidir de que forma iriam retirar as utilidades inerentes à sua exploração.” Desde 04-03-2011 até 02-09-201 12      E, continua a sentença recorrida, A propósito deste tipo de situações, no acórdão do STJ de 3/10/2013, processo 1261/07, acima citado, onde se considerou que, não estando provados danos patrimoniais concretos, não existe responsabilidade extracontratual, mas se conclui que não é possível ficar-se indiferente a uma situação destas em que alguém que beneficia de bens alheios à custa e contra a vontade do respetivo dono.