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– O tribunal recorrido fixou a indemnização pelos danos não patrimoniais no montante de €1000,00, fundamentando a sua decisão nos seguintes termos: " Relativamente aos danos não patrimoniaisDentro da categoria de danos não patrimoniais, cuja ressarcibilidade se impõe, há que considerar as sequelas de lesões corporais, pelo que importa ponderar: - no prejuízo estético, que simboliza o prejuízo anátomo-funcional associado às deformidades e aleijões que resistiram ao processo de tratamento e recuperação da vítima; - no prejuízo de afirmação social, ou seja, dano indiferenciado que respeita à inserção social do lesado, nas suas variadas vertentes familiar, profissional, afectiva, recreativa, cultural e cívica); - no prejuízo da saúde geral e da longevidade”, em que avultam o dano da dor e o défice de bem-estar, e que valoriza os danos irreversíveis na saúde e bem-estar da vítima e o corte na expectativa de vida; - no prejuízo de distracção ou passatempo, o pretium juventude, que realça a especificidade da frustração do viver em pleno a chamada "primavera da vida”; - o pretium doloris, que sintetiza as dores físicas e morais sofridas no período de doença e de incapacidade temporária – neste sentido DARIO MARTINS DE ALMEIDA, Manuel de Acidentes de Viação, 130 e ss.