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Com efeito, basta atentar no disposto nos arts 112, n 1, 113, 120, e 121 do CPTA, para se perceber que a providência cautelar, seja antecipatória, seja conservatória, está sempre dependente da instauração de um processo principal, não se assumindo a decisão ali proferida como uma decisão de mérito, de facto, o legislador clarificou bem esta questão da provisoriedade e instrumentalidade, ao prever no art 121 do CPTA, a possibilidade de antecipar o juízo sobre a causa principal, esclarecendo que, se tal suceder, proferir-se-á decisão final desse processo; igualmente, no que respeita à caducidade das providências cautelares, o art 123 esclarece que a caducidade se verifica se o requerente da mesma não fizer uso, no respectivo prazo, do meio contencioso adequado à tutela dos interesses a que o pedido de adopção de providência cautelar se destinou.