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2 A arguida não observou as precauções exigidas pela mais elementar prudência e cuidado que era capaz de adoptar e que deveria ter adoptado para impedir a verificação de um resultado que, de igual forma, podia e devia prever, tendo representado como possível a produção do embate no corpo da assistente ..., mas actuou sem se conformar com essa realização, dando, pois, causa ao mesmo, o qual foi causa directa e necessária das lesões sofridas pela assistente .... 2 Devia a arguida ter previsto que ao desrespeitar as regras rodoviárias a que se encontrava obrigada, poderia embater no corpo da assistente ... e, consequentemente, provocar-lhe lesões que poderiam afectar, como afectaram, de forma, grave, irreversível e permanente, a capacidade de marcha da mesma, o que veio a suceder e o que era previsível para qualquer condutor medianamente cauteloso.