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2 Como se extrai da fundamentação do acórdão da Relação, que remete para a matéria de facto provada, a atividade do arguido não se limitou, como este afirma, à "participação em quatro circunstâncias apenas, conforme se refletiu na matéria de facto provada”, "durante o período de cerca de 3 anos em que durou a atividade de tráfico de estupefacientes de 19 de setembro de 2017 a 19 de fevereiro de”, nem, contrariamente ao alegado, se pode concluir que o arguido "não assumia no seio da organização da atividade de tráfico uma posição de relevância, uma vez que o seu papel se resumia a ir buscar o produto estupefaciente às habitações do bairro e entregá-lo aos indivíduos que procediam à venda direta, bem como funções de vigilância, ou seja, era um simples "pau mandado”, que agia exclusivamente de acordo com as ordens e/ou instruções que lhe eram dadas” ou que se tratava "da venda de pequenas doses diretamente ao consumidor, que não gerou lucros avultados para os arguidos, facto que ficou demonstrado na condição sócio económica dos mesmos, descrita na matéria de facto provada.”  Como fundadamente se afirma no acórdão recorrido, "da factualidade dada como provada resulta que o ora recorrente, em várias ocasiões, assumiu um papel ativo na organização da atividade de tráfico no terreno, juntamente com os outros arguidos, posicionando vigilantes e vendedores, ora entregando a cocaína para ser vendida a quem no terreno a vendia, ora vendendo o recorrente, ele mesmo, ora sendo ele quem também se ia abastecer de cocaína e heroína na casa 31, para ser vendida, resultando na venda de produto estupefaciente a 23 indivíduos – pontos 23, 24, 25 e 26 dos factos provados, redundando tal atividade, levada a cabo nos dias 25/09/2017, 202017, 112017 e 112017, em vendas de droga a pelo menos 81 indivíduos”.