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Nesse sentido, no caso, diversamente do que o defende a Recorrente, em face da factualidade que resulta em particular da alínea da factualidade provada "Ao analisar os referidos recibos, foi verificado que a arguida não havia procedido ao pagamento do subsidio de férias de 2018 da trabalhadora ”), sendo que a respeito das alíneas e da mesma factualidade provada, apesar de não estarem mencionados expressamente os períodos / dias em que foram gozadas as férias, essas permitem também inferir que correspondem aos meses em que se inscreveram nos recibos, isto sem considerarmos sequer o modo como a Recorrente se pronunciou nos autos a esse respeito, nos termos de resto afirmados na sentença1  Dito de outro modo, a questão relacionada com um eventual pagamento que venha a ocorrer ao trabalhador, em momento posterior, do que lhe era devido, deve ser já resolvida, não para efeitos do preenchimento do tipo, pois que esse já se verificou, e sim, noutros termos, como veremos mais tarde, nomeadamente no âmbito de aplicação das normas que possam valorar a atuação posterior do arguido à prática da infração, designadamente quanto a condutas que possam porventura minorar ou mesmo excluir as consequências daquela prática – assim, sendo esse o caso, o regime da atenuação especial da coima, a que aliás a aqui Recorrente também faz apelo no presente recurso.