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E, acrescenta, conforme decorre do n. 2 do art 154 do CPC a fundamentação das decisões não pode ser meramente formal ou passiva, consistente na mera declaração de adesão às razões invocadas por uma das partes, o preceito legal exige antes, uma fundamentação material ou activa, consistente na invocação própria de fundamentos que, ainda que coincidentes com os invocados pela parte, sejam expostos num discurso próprio, capaz de demonstrar que ocorreu uma verdadeira reflexão autónoma citando José Lebre de Freitas, Código de Processo Civil Anotado, Vol.9, Coimbra Editora, 9 edição, p.302-30”  Estamos, pois, perante uma situação de ausência de fundamentação, por não se encontrarem especificados os fundamentos de facto e de direito que determinaram a convicção do julgador que o levaram a decidir contra o julgador da 1 instância, quer pela ausência de relatório, pelo que há que concluir pela falta de fundamentação e por consequência, pela nulidade da decisão recorrida nos termos do disposto no art.