Legal Document Excerpt:

A factualidade relevante para determinação do valor da indemnização a arbitrar à ofendida PG , por danos não patrimoniais, é a que consta dos factos provados números 8 e 15 a 25, neles se descrevendo as consequências, para aquela, do embate dos veículos acidentados, ocorrido em 31/07/2016 e causado pela conduta negligente do condutor da viatura cuja responsabilidade fora transmitida para a demandada e ora recorrente, resultando, pois, que a aludida vítima «sofreu dores e traumatismo crânio-torácico-lombar, hematoma epicraniano parietal, múltiplas fracturas dos arcos costais direito e esquerdo, com período de doença de trinta dias e, de forma duradoura, topos consolidados das costelas», «foi submetida a intervenção cirúrgica de foro ortopédico», para além das dores, sofreu «angústia na data dos factos e no período subsequente, decorrente da limitação/movimentação do seu corpo e aquando dos tratamentos fisiátricos/fisioterapêuticos», sofreu ainda «incómodos e angústia por não poder trabalhar e desempenhar tarefas domésticas, carecendo de ajuda para o efeito», sendo uma pessoa activa antes dos factos, causou-lhe «angústia o tempo de inactividade a que se viu forçada» na sequência dos mesmos, a consolidação das lesões fixou-se em 27/03/2017, o período de défice funcional temporário total fixou-se em 5 dias, e o período de défice funcional temporário parcial fixou-se em 235 dias, tendo sido fixado em 145 dias o período de repercussão temporária na actividade profissional total, enquanto o período de repercussão temporária na actividade profissional parcial se fixou em 95 dias, sendo fixado em 4 o quantum doloris,numa escala até 7, e o défice funcional permanente da integridade físico-psíquica fixou-se em 2 pontos.