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3 A consideração dos depoimentos prestados pelas testemunhas, comuns a autor e ré, R. J. gravado no sistema de gravação digital integrado do Tribunal "a quo” com a duração de 00":01" a 27":36") e E. F. gravado no sistema de gravação digital integrado do Tribunal "a quo” com a duração de 00":01" a 14":57");  3 No essencial pode retirar-se desses depoimentos que em 10-04-2006, um funcionário do Banco ..., da agência de Peso da Régua, disse ao autor/recorrente, que tinha uma aplicação no Banco ..., em tudo idêntica a um depósito a prazo, com capital garantido por essa instituição, em que podia levantar o capital quando assim o entendesse, bastando que, para tanto, avisasse a agência com alguns dias de antecedência, e que confiando nessas informações, o autor aceitou aplicar então € 5000,00, a um prazo de 10 anos, limitando-se a assinar, sem qualquer outra explicação, o boletim de subscrição, em papel timbrado do Banco ..., previamente preenchido pelo funcionário do Banco ....  3 Face à informação que lhe foi dada e à confiança que nela depositou, o autor julgou estar a colocar o seu dinheiro numa aplicação segura, sem risco, com as características de um depósito a prazo, garantido pelo Banco ..., e que este lhe restituiria o capital, à data do seu vencimento ou quando lho solicitasse;  3 Em momento algum foi o A. esclarecido/advertido de qualquer condição contrária ao seu convencimento e nunca foi intenção do autor investir em produtos de risco, o que era do conhecimento da Ré;  3 Caso o A. tivesse percebido que o capital não era garantido pelo Banco ..., não teria feito tal aplicação, sendo que o capital em causa foi aplicado numa obrigação no valor nominal de € 5000,00, com a designação SNRM2 – SN 2006, depositada em nome do autor, no Ré, tratando-se de uma obrigação subordinada, ao portador, sob a forma escritural, com o valor nominal de € 5000,00, com data de liquidação financeira de 08-05-2006, com o prazo de emissão a 10 anos;  3 Por outro lado os depoimentos das testemunhas J. gravado no sistema de gravação digital integrado do Tribunal "a quo” com a duração de 00":01" a 01”, 12":54") e de Maria gravado no sistema de gravação digital integrado do Tribunal "a quo” com a duração de 00":01" a 01”, 03":46") habilitam este Tribunal a dar como provada a factualidade constante no ponto 15 dos factos não provados;  3 A este propósito, apurou-se que o autor, por força da situação descrita, ficou impossibilitado de usar o seu dinheiro que entregou ao banco na convicção de estar a fazer um depósito a, vivendo num permanente estado de preocupação e ansiedade, temendo não reaver o dinheiro o que lhe tem provocado ansiedade, stress, tristeza e sem alegria de viver ponto 15 dos factos que se pretende ter como.   . Decisão que deve ser proferida pela Relação sobre os pontos de facto impugnados   3 Conforme o anteriormente vertido, ao invés do que decidiu o Tribunal "a quo” devem ser considerados provados os factos constantes dos pontos 9 com a redacção aqui, 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 16 dos factos não provados e outrossim dar como não provada a matéria constante do ponto 4 dos factos provados.   . Fundamentação de direito   3 A intervenção do Banco ... reconduz-se a um serviço de intermediação financeira, tendo o referido Banco ... celebrado um contrato de intermediação financeira com o A.;  3 O Banco ..., na qualidade de intermediário financeiro, tinha deveres gerais para com o A., designadamente, deveres de acuar segundo ditames de boa fé, de acordo com elevados padrões de diligência, lealdade e transparência, e deveres específicos, dos quais se destacam o dever de informação, de modo a que o A. pudesse tomar uma decisão de investimento esclarecida e fundamentada, como decorria, e decorre, do disposto nos arts.