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Apesar da coincidência do conceito, o contexto de cada norma é diverso: no caso do artigo 500, a responsabilidade objetiva depende não apenas da relação de comissão, mas, igualmente, da necessidade de a conduta do comissário preencher os pressupostos da obrigação de indemnizar e da prática do ato danoso no exercício da função confiada; o artigo 503 n 1 consagra, igualmente, uma responsabilidade pelo risco baseando-se nas vantagens que existem para aqueles que, sendo detentores do veículo, têm um interesse patrimonial ou não patrimonial na sua utilização, ainda que não exclusivo, e portanto, retiram vantagens na sua circulação, mesmo que esta se processe sem a sua intervenção; o artigo 503 n 3, como foi referido, inverte o ónus da prova, ficcionando a culpa do comissário.