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Tal como acontece com a fiança, a lei permite a constituição de hipoteca como forma de garantia de dívida futuras artigo 68, n. 2, do Código, mas, em qualquer caso, do contrato tem de constar um critério objectivo para a determinação da prestação garantida ou a garantir.” Igualmente a este respeito, refere Almeida Costa9 que uma das características fundamentais da hipoteca é a especialidade "que se traduz no facto de a hipoteca pressupor a determinação da coisa sobre que recai, do montante do crédito assegurado, dos seus acessórios e do respectivo fundamento.” Na jurisprudência têm-se decidido no mesmo sentido, citando-se, a título meramente exemplificativo, o Acórdão desta Relação de 14/02/2007, tendo como Relator Pinto de Almeida10: "O princípio da especialidade que caracteriza a garantia hipotecária reporta-se ao seu objecto – indispensabilidade dos elementos individualizadores da coisa sobre que incide a garantia – e ao crédito – deve estar suficientemente determinado e quantificado o montante máximo que a dívida pode atingir – isto é, o valor que a hipoteca garante, bem como o seu fundamento, os juros e acessórios do crédito devem constar do registo, sob pena de nulidade art.