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Apesar das dificuldades que não podem ser negligenciadas, a consideração das chances como entidades autonomamente relevantes, para efeitos ressarcitórios, constituindo um desenvolvimento de outras figuras presentes no ordenamento jurídico português, consubstanciará um aggiornamento do regime jurídico aplicável à responsabilidade , sem intervenção do legislador, em ordem à promoção da tutela efetiva do lesado.”  Sem perder de vista esta jurisprudência e doutrina, não se pode olvidar qual deve ser o ponto de partida de qualquer decisão em matéria de responsabilidade , ainda que profissional: - Primeiro, há que começar por indagar da verificação de todos os pressupostos da responsabilidade , incluindo o nexo de causalidade adequada e os danos concretos, que podem ser de natureza não patrimonial ou patrimonial, em que o dano de perda de chance enquanto afetação "relevante” de posição jurídica tutelada pelo Direito ou violação de direito que integra a esfera jurídica do lesado - que pode ser, por exemplo, a perda do direito de ação, a perda do direito ao recurso, a perda do direito à é meramente subsidiário, apenas se justificando a ele recorrer, quando não se mostre possível compensar o lesado pelo "dano final”; - Depois, se estiverem verificados tais pressupostos, há que passar à quantificação dos danos, isto é, à determinação do valor da respetiva indemnização, sendo que, quando não possa ser averiguado o valor exato dos danos, o tribunal julgará equitativamente dentro dos limites que tiver por provados.