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Seja como for, impondo-se em todo o caso a prova do animus, e podendo a mesma – prova – basear-se na vontade concreta ou na causa  se a posse é derivada, entende Oliveira Ascensão que para prova do animus há-de atender-se à causa e/ou relação subjacente  , nada obsta a que seja tal elemento subjectivo inferido, porque " está implicado, é exteriorizado, exprime-se, revela-se pelo modo como o agente actua, já que a intenção do domínio releva do agir em si mesmo considerado e não do que a seu respeito possa ser verbalizado por aquele que actua sobre a coisa” .20) Postas estas breves considerações, e precisamente no seguimento do acabado de expor  máxime porque o negócio a que se refere o n1, do art 410, do - convenção pela qual alguém se obriga a celebrar certo contrato - , de mero contrato se trata que tem por objecto uma obrigação de prestação de facto, que consiste na celebração do contrato prometido, através da emissão das declarações negociais que lhe são próprias, formalizadas, ou não, consoante os requisitos de forma estabelecidos por lei , é por demais consabido que consubstancia problema amplamente discutido na doutrina e na jurisprudência o de saber "em que termos e circunstâncias se poderá qualificar como «verdadeiro» possuidor o promitente comprador que, no âmbito de um contrato promessa desprovido de eficácia real, obtém a tradição da coisa, em consequência de acordo negocial conexo com a promessa de venda, e permanece por período anormalmente dilatado no respectivo uso e fruição, em consequência de, não se realizando a escritura definitiva, também não ser definida pelas partes cabalmente a situação de pendência prolongada do contrato promessa” .