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Determinando a lei a destruição do contrato, determina obrigatoriamente a destruição do direito de preferência;  39)Vertendo para o caso sub judice, com objetividade, e numa perspetiva puramente lógica, a lei e a Constituição exigem a seguinte leitura: a eficácia retroativa declara no ordenamento jurídico que o negócio inicial nunca chegou a existir, pelo que, não tendo existido negócio, logicamente que também não pôde ter existido um qualquer direito de preferência, nem se poderá falar de um "terceiro”, pois para a ordem jurídica não houve nenhum "primeiro” ou "segundo”;  40)O direito do preferente só surge na sua esfera jurídica com a realização da escritura pública de compra e venda entre o obrigado à preferência e o comprador, e não com o nascimento da vontade do obrigado à preferência, o qual é impossível de determinar momento em que sucede, a forma como deve ser manifestado no mundo físico/exterior, etc., tanto mais que o direito de preferência é um direito real de aquisição que opera retroagindo os seus efeitos ao momento da alienação.