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Está em causa na presente apelação aferir da adequação do valor arbitrado pelo Tribunal a quo pela fruição da ré em violação do direito de propriedade daqueles, o qual foi fixado em €500,00 por mês, com início em 29 de julho de 2015 e enquanto perdurar a fruição ou até à extinção do direito de retenção caso perdure até esse momento, usando critérios de equidade e tendo por referência a renda praticada até ao termo do contrato, € 584,00 e o valor locativo no mercado de arrendamento para a atividade de restauração, € 000,0 Apesar de ter baseado a indemnização arbitrada na responsabilidade extracontratual observa-se que o juízo formulado na sentença recorrida para proceder ao cálculo da indemnização acabou por assentar essencialmente num critério de ponderação enriquecimento/empobrecimento, respetivamente, para a ré e a herança representada pelos demandantes, visando salvaguardar o conteúdo do direito de retenção, como decorre expressamente da mesma.