Legal Document Excerpt:

Enfatizou a Recorrente que invocou os danos que surgirão na sua esfera jurídica caso não seja decretada a medida provisória, e que enunciou como sendo a perda definitiva e irreversível do direito de celebrar, ela própria, o contrato com o Réu, o qual ascende a um valor superior a 87 euros, dano esse que o Tribunal deveria ter ponderado em face dos interesses em presença e que considera ser tanto mais grave por corresponder à perda de um contrato no actual contexto de crise económica provocada pela pandemia de Covid-19, e que o Réu não invoca danos relevantes ou superiores aos seus, sendo a Recorrente alheia ao atraso na aprovação do termo de aceitação da candidatura do Réu, e que o interesse público subjacente à execução do contrato não é colocado em causa pela sua mera suspensão enquanto medida provisória, pois que o que pretende a Recorrente é protelar a sua execução pelo período de tempo estritamente necessário ao julgamento da acção, concluindo assim que os danos que resultarão da eventual adopção das medidas provisórias requeridas serão muito superiores para si do que os que podem resultar da sua não adopção para o Réu e a Contra interessada, que de resto considera não serem nenhuns - Cfr.