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Acórdão do STA, proferido no Processo n. 0228/03, de 05/19/2004); ) Não pode, pois, aceitar-se que a ora Recorrente procure justificar os fundamentos do ato de liquidação de 1141 através do procedimento de reclamação graciosa, invocando inclusive que os mesmos resultam da lei, na medida em que se assim fosse a Administração tributária estaria sempre dispensada de fundamentar os seus atos, nomeadamente, aqueles que contendem com os direitos e garantias dos contribuintes, como sucede com a presente liquidação , entendimento que não encontra qualquer suporte na Lei; n) Não restam, pois, quaisquer dúvidas de que o ato de liquidação de padece de manifesta falta de fundamentação, em especial, por nunca ter sido dado a conhecer à Recorrida os fundamentos, a "fórmula” de determinação do valor patrimonial tributário do imóvel para o ano de 2008 e que se traduziu num agravamento; o) Com efeito, mesmo que o ato de liquidação de em apreço tenha um fundamento subjacente, como procura sustentar a Recorrente nas suas alegações, a verdade é que a mesma não resultava do ato de liquidação, como se impunha, pelo que também este argumento não tem qualquer base legal que o suporte; p) Refira-se, ainda, que, contrariamente ao que é sustentado pela Recorrente nas suas alegações, o valor da ação indicado na petição inicial foi corretamente apurado e indicado na petição, ou seja, a Recorrida indicou, e bem, o valor da liquidação de € 714,42), o qual aliás não foi contestado na douta sentença recorrida que o acolheu nos termos indicados pela ora Recorrida na petição inicial; q) Refira-se, ainda, que atenta a indivisibilidade do ato de liquidação, a anulação, ainda que parcial, da liquidação determina a sua anulação total neste sentido, cfr.