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De facto, e conforme se salienta na decisão recorrida, a conduta do gerente da Insolvente é gravosa já que esvaziou a mesma de qualquer património ao vender todos os seus bens, o que ocorreu no mês anterior ao início do processo de insolvência, e após a condenação da mesma no pagamento a um ex-trabalhador da quantia de pelo menos €375,00 o trânsito em julgado da sentença ocorreu em 09/12/2006), por um valor notoriamente baixo veja-se que só o veículo foi vendido pelo comprador no mês imediatamente a seguir -março de 2017- por €500,00), sem que o referido credor tenha visto pago qualquer parte do seu crédito, tendo ainda promovido a própria dissolução e encerramento da liquidação da sociedade, já depois da citação para os termos do processo de insolvência, concluindo pela inexistência quer de ativo quer de passivo, quando tal passivo efetivamente existia.