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E o conhecimento da ameaça pode chegar por qualquer meio, nomeadamente pelo relato de terceiros: «O conhecimento da ameaça por parte do sujeito passivo desta é elemento integrante do tipo objectivo do ilícito de ameaça  sendo irrelevante a forma utilizada pelo agente ameaçador  indispensável é que, para o preenchimento do tipo, que a ameaça chegue ao conhecimento do seu destinatário  Que o agente faça a ameaça directa e pessoalmente, que utilize um meio  ou que se sirva de interposta pessoa é, portanto, irrelevante»  Neste mesmo sentido esta relação já decidiu que o sujeito passivo tem que ter conhecimento da ameaça: «o conhecimento da ameaça por parte do sujeito passivo dela é elemento integrante do tipo objectivo do ilícito da ameaça "ameaçar outra pessoa"), isto é, é indispensável para o preenchimento do tipo, que ameaça chegue ao conhecimento do seu destinatário »  Finalmente, se o agente verbalizou, a ameaça perante terceiros, se a deu a conhecer é que o agente não quisesse que a vítima soubesse dessa ameaça podemos especular que não queria para que a vítima não tomasse, pois que se a ameaça chegar ao conhecimento da vítima, mesmo sem a vontade do agente, o crime consuma-se.