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Perante a existência de penhora à data da entrada em vigor do Dec.-Lei 227/2012, bem como à data do início do incumprimento contratual, no âmbito de execução movida por terceiro, a qual incide sobre a imóvel garantia do contrato que no entender da credora/exequente torna inviável a possibilidade de regularização ou reestruturação do crédito, a questão que se põe é a de saber se, se justifica iniciar um procedimento que tem em vista promover a adequada tutela dos interesses dos consumidores em incumprimento e a actuação célere das instituições de crédito na procura de medidas que contribuam para a superação das dificuldades no cumprimento das responsabilidades assumidas pelos clientes bancários, quando, desde logo, a entidade credora não vê possibilidade de regularização ou reestruturação da dívida em virtude da penhora, por terceiro, do bem que garantia o empréstimo, reconhecendo a lei, nesta situação, a extinção do procedimento, em virtude da verificação de concretização da aludida penhora.