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Referiu que este último lhe facultou apenas uma folha da descrição predial e que a que faltava era, precisamente, a que se referia à constituição da servidão, sendo que tanto a A. como o R. marido reconheceram ter conhecimento que o R. J. G. apenas quis adquirir o seu prédio para aí construir uma habitação, sendo certo que aqueles não olvidavam que o conhecimento daquela circunstância – que o acesso da via pública ao prédio só se podia fazer através de caminho de servidão, ou seja, através de um prédio de terceiro – seria crucial para qualquer potencial comprador note-se que a servidão foi constituída por escritura pública cerca de um ano e meio antes do contrato de compra e. Aliás, a A. reconheceu que, já antes de vender o terreno, existiam graves conflitos com a dona do prédio serviente – sua madrasta –, mas que só depois de vender o terreno é que tentou arranjar, junto daquela, sem sucesso, uma solução para resolver a questão da acessibilidade ao prédio, tendo ficado bem patente que nunca o casal deu conhecimento de tal conflito – ou sequer da existência da servidão – ao R. J. G. a própria A. o. Fez-se prova, portanto, que o casal sabia que existência do caminho de servidão colocaria entraves à edificabilidade do terreno, sendo que a A. confessou que a sua madrasta e os respectivos familiares afirmaram sempre que nunca seria obtido o seu consentimento para a construção de qualquer habitação no terreno entretanto adquirido pelo  R., estando ambas, inclusivamente, de relações cortadas».