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E dando-se como provado o ponto dos factos não provados, com uma das formulações acima referidas, não podendo, por isso, reconhecer-se o carácter definitivo da disfunção eréctil do A., entende a recorrente que deve considerar-se não provado, quanto ao ponto 32 dos factos provados, que o A. sofreu uma "repercussão permanente da sua actividade sexual de 5/7”, passando o mesmo a ter a seguinte redacção: 3 O quantum doloris de grau 6 na escala gradativa de 1/7;  Ou, caso assim não se entenda: "O quantum doloris de grau 6 na escala gradativa de 1/7 e repercussão permanente na actividade sexual de grau ainda não concretamente apurado”; Neste contexto, a recorrente entende que essa disfunção eréctil poderá ser revertida ou sofrer melhoria, sendo que isso impede que se considere que é total e, muito menos, definitiva, tal como consta do facto provado no ponto 34; entende, ainda, que deve ser dado como provado, quanto aos factos provados nos pontos 36 e 37, apenas que a disfunção eréctil do A. e as suas consequências anímicas se mantém neste momento, já que é possível que seja revertida depois de realizado o tratamento com ondas de choques e a colocação da prótese e, relativamente ao facto provado no ponto48, importa, também, que fique provado que o facto do A. J. ter deixado "de procurar e rejeita a Autora para manterem relações ou qualquer contacto sexual e não responde aos seus estímulos”, corresponde à situação que se verifica actualmente, pelo que a recorrente pretende também que os pontos 34, 36, 37 e 48 dos factos provados sejam alterados, passando a ter a seguinte redacção: 3 O Autor sofreu uma lesão do prepúcio com retração testicular direita, que motivou uma intervenção cirúrgica para retirada do testículo direito e colocação de prótese e que lhe acarretou, até ao momento, disfunção erétil total; 3 Foi aconselhado pelo seu médico urologista a fazer um tratamento inovador, em sessões de vácuo terapia, com o Enfermeiro A. , a mesma não surtiu qualquer efeito, mantendo-se na presente data a disfunção erétil total sexual do Autor, o que lhe causa grande angústia e depressão e perda de vontade de viver, sente-se diminuído enquanto homem; 3 A não resposta desde o acidenteaté à presente data do seu órgão sexual aos seus estímulos, causa ao autor imensa tristeza e vergonha de si mesmo, vê-se diminuído na sua masculinidade; 4 Depois do acidente e até este momento o autor deixou de interagir com a Autora e de colaborar nas lides domésticas, afastou-se da Autora, vive para si mesmo, com vergonha do seu estado, deixou de procurar e rejeita a Autora para manterem relações ou qualquer contacto sexual e não responde aos seus estímulos;  Ou, caso assim não se entenda: "Depois do acidente o autor deixou de interagir com a Autora e de colaborar nas lides domésticas, afastou-se da Autora, vive para si mesmo, com vergonha do seu estado, e até este momento, deixou de procurar e rejeita a Autora para manterem relações ou qualquer contacto sexual e não responde aos seus estímulos”.