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É que aquele primeiro prazo destina-se à simples manifestação da vontade de recorrer; e o último prazo, de igual magnitude, é explicável por uma outra coisa – pelo modo como se irá exercer a actividade recursiva.»  De onde se conclui que, não obstante o disposto no n. 1 do artigo  da Lei n. 41/2013 sobre a aplicação no tempo do regime de recursos introduzido pelo Decreto-Lei n. 303/2007, aos recursos regidos pela LPTA continuaram a aplicar-se, em tudo aquilo que nela não está expressamente previsto, as disposições do CPC9  1 Também não assume qualquer relevância o facto de o recurso ter sido tabularmente admitido pelo tribunal a quo, pois tal admissão é sempre provisória e não vincula o tribunal ad quem, que tem a faculdade de rever essa decisão, por lhe caber aferir dos pressupostos legais da regularidade e legalidade da instância de recurso jurisdicional oficiosamente, podendo implicar o não conhecimento do objeto do recurso.