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Général-Guisan, 70A Pully Suíça, tendo, actualmente, sede na Rue Pepinet, 3, Cornard Consulting SA, 103, Lausanne, na Suíça e fazia parte do Grupo Espírito Santo adiante, sendo a sua principal accionista a sociedade Espírito Santo Financial Group, por sua vez detida, ainda que indirectamente, pela sociedade Espírito Santo Internationa adiante; – A ESI que se encontra actualmente em liquidação) é uma sociedade holdingcom sede no Luxemburgo; – Os 1 a 4 réus eram, em Dezembro de 2013 e no primeiro semestre de 2014, membros do Conselho de Administração da ESI; – Alguns dos réus assumiam, no final de 2013 e no primeiro semestre de 2014, cargos nos conselhos de administração do Banco Espírito Santo, SA adiante e na sociedade Espírito Santo Financial Group adiante; –  A ESFG era uma sociedade holdingcom sede no Luxemburgo, que detinha as participações sociais das empresas financeiras do GES, incluindo, entre outros, o BPES e o BES; – Em 02-01-2012, os autores abriram duas contas bancárias no BPES, onde eram seus interlocutores Marco .. e a sua secretária Mónica ..: uma conta em nome do 1 autor a que foi atribuído o n CH9308330080240801100, e outra em nome da 2 autora, com o n CH8408330080246801100, para onde transferiram, respectivamente, a quantia de € 705 000,00 e € 5 005 000,00, de Espanha, para as contas de que eram titulares no BPES; – Em Fevereiro de 2014 foi proposto ao 1 autor que este e a 2 autora investissem o dinheiro que tinham depositado no BPES numas obrigações de caixa emitidas da ESI, obrigações essas apelidadas de "Notes”; – Após troca de mensagens de correio electrónico para se esclarecerem sobre a natureza do investimento e de lhe ter sido informado que se tratava de uma obrigação de caixa do grupo a 6 meses e que o nível de risco é o da entidade financeira, ou seja, a holdingdo GES, no Luxemburgo, sendo a vantagem do produto a existência de mercado secundário, podendo o comprador vender as "Notes”, recuperando o capital e os juros vencidos, no dia 19 de Fevereiro de 2014, o 1 autor, às 19h55m, enviou uma mensagem a Mónica dando-lhe ordem para formalizar a subscrição das "Notes”; – No dia 21 de Fevereiro de 2014, o BPES subscreveu para o 1 autor, e este adquiriu, 73000 "Notes” da ESI, isto é, obrigações de caixa da ESI, por um valor de € 730 000 e subscreveu para a 2 autora, e esta adquiriu, 90000 "Notes” da ESI, isto é, obrigações de caixa da ESI, por um valor de € 5 900 000; – As "Notes” são títulos de dívida, ou seja, obrigações emitidas pela ESI, com um prazo de reembolso de 6 meses e uma taxa de juro anual fixa de 3,75%; – Nunca foi dito aos autores que a ESI tinha qualquer problema financeiro, ou que tivessem sido detectadas algumas irregularidades nas suas contas ou na sua contabilidade, ou que a ESI estivesse a ser objecto de qualquer inquérito ou auditoria extraordinária ou fora do normal; – Em Maio/Junho de 2014, os autores tomaram conhecimento, através da comunicação social, dos problemas que alegadamente afectavam o GES e no dia 2 de Junho de 2014, o seu advogado enviou uma mensagem para o BPES, a solicitar a imediata liquidação e pagamento das "Notes”; –  Em 18 de Junho, o BPES informou expressamente que não iria proceder ao reembolso das obrigações antes de 22 de Agosto de 2014, mais informando que o mercado secundário "foi suspenso” e que o Banco não podia executar a ordem de venda das "Notes”; – Em 4 de Julho de 2014, a ESI enviou uma carta ao BPES a informar que "não se encontra em condições de efectuar o pagamento” das "Notes” no prazo de 48 horas, como lhe havia sido pedido pelo BPES; –  No dia 22 de Agosto de 2014, data de vencimento das "Notes”, o valor do capital destas e os juros não foram pagos aos autores; –  A ESI entrou em processo de insolvência no dia 27 de Outubro de 2014, no Tribunal do Comércio do Luxemburgo, onde os autores apresentaram reclamações de créditos; – Em 17 de Setembro de 2014, a Autoridade federal de supervisão dos mercados financeiros da Suíça declarou a insolvência do BPES, com efeitos a partir do dia 19 de Setembro de 2014 e em 30 de Setembro de 2014, onde os autores reclamaram os seus créditos, que foram reconhecidos, sendo considerados credores de empresas do GES; –  O processo está na fase de liquidação mas o mais provável é os autores receberem muito pouco ou nada, pelo que pretendem receber dos réus o valor do capital das "Notes” e juros que não venham a receber naqueles processos de insolvência, a apurar em execução de sentença; – As contas da ESI não reflectiam a verdadeira situação financeira da empresa, verificando-se um balanço desvirtuado em 300 milhões de euros a 31 de Dezembro de 2012, o que resultou da ocultação de 331 milhões de euros de passivo títulos de dívida) sendo somente referidos no balanço 569 milhões de euros, face a um total emitido que era efectivamente de 900 milhões de euros; –  A grave situação financeira da ESI ou a suspeita de que a ESI pudesse estar numa grave ou incerta situação financeira era conhecida pelos 1 a 4 réus, pelo menos, desde o final do ano 2013, o que também veio a ser do conhecimento do Banco de Portugal que, em 14 de Fevereiro de 2014, enviou uma carta ao Conselho de Administração do BES a exigir a: «Não comercialização, quer de forma directa quer indirecta g., através de fundos de investimento, outras instituições de dívida de entidades do ramo não financeiro do GES junto de clientes de retalho.»; –  Os 1 a 4 réus não implementaram nunca no BPES normas que detectassem, prevenissem, impedissem ou diminuíssem situações de conflito de interesses entre os interesses dos clientes do Banco e os interesses dos accionistas do Banco, incluindo a ESI como a continuada comercialização das "Notes” é um caso; – Ao não terem proibido a comercialização das "Notes” da ESI e/ou ao não terem informado os clientes do BPES sobre a conhecida ou suspeita situação da ESI, imediatamente após tomarem conhecimento da situação da ESI, os administradores do BPES, incluindo os aqui réus, não cumpriram o dever de diligência, de lealdade, de prevenção de conflito de interesses, de protecção dos interesses dos clientes e o dever de informação a que estavam adstritos enquanto administradores do banco; –  Os réus, com a sua inércia, ao não agirem prontamente, foram imprudentes e negligentes, causando essa omissão um dano aos clientes do BPES que adquiriram as "Notes” em 2014, incluindo aos autores, cujo ressarcimento cabe aos réus e à sua seguradora, a ora 5 ré, com quem aqueles celebraram um contrato de seguro do tipo "&amp;O Insurance” Directors and Officers Liability, mediante o qual esta se obrigou a pagar ao BPES e/ou a terceiros, indemnizações ou compensações para ressarcir danos causados por actos ilícitos praticados pelos administradores do BPES, no exercício das suas funções; –  As decisões estratégicas relativas ao GES e as decisões mais importantes que afectavam as empresas do grupo eram tomadas pela família Espírito Santo e alguns membros desta reuniam-se regularmente em Lisboa, no "Conselho Superior” do GES, com o objectivo de analisar a situação das empresas do GES e tomarem as decisões estratégicas e as decisões mais importantes que afectavam o GES e cada uma das empresas do grupo; –  O BPES funcionava, na prática, quase como um departamento do "private banking” do BES, na Suíça; muitos trabalhadores do BPES eram antigos trabalhadores do BES, que implementavam no BPES as directrizes e a cultura oriundas de Portugal; muitos trabalhadores do BES deslocavam-se regularmente ao BPES para trabalhar clientes conjuntos, articular políticas e aplicar as instruções oriundas de Lisboa; – Apesar de existir formalmente uma administração na Suíça, as decisões relevantes quanto ao funcionamento do BPES eram tomadas em Portugal e articuladas com a Administração do BES em Portugal, cabendo às pessoas que residiam na Suíça cumprir as ordens e instruções oriundas de Portugal; – O presente caso envolve ordenamentos jurídicos de vários países membros da União Europeia, pelo que se aplica o Regulamento n. 1215/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de Dezembro de 2012, que regula a competência judiciária, o reconhecimento e execução de decisões em matéria e comercial, que tem como regra geral a de as pessoas domiciliadas num Estado-Membro deverem ser demandadas, independentemente da sua nacionalidade, nos tribunais desse Estado Membro Artigo 4 n, podendo também ser demandada no território de outro Estado-membro, nos termos do art.