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para desocupação desse aparcamento, devendo, caso assim o entenda, a R. diligenciar pela desocupação do lugar de garagem designado pela letra S, caso o mesmo esteja a ser ocupado por um terceiro.” - E sobre a ocupação da R. desse mesmo lugar e eventual fundamento legal para obstar a tal entrega, concluiu o tribunal a quo que da defesa da R. se depreende que não obstante a R. ter alegado e provado que "ocupa o referido lugar de garagem ininterruptamente há mais de 20 anos à vista de toda a gente, e sem oposição de ninguém.”1 –importa aqui realçar que no que à inexistência de oposição respeita, padece o afirmado na decisão recorrida de manifesto lapso evidenciado pelo ponto 3 dos factos não provados complementado pelo ponto 7 dos factos provados, a contrario conjugado com a própria fundamentação da decisão de facto da qual se extrai que pelo menos desde 2003 a mencionada ocupação não foi pacífica 2 - não foi a sua defesa no sentido de invocar a aquisição do direito de propriedade sobre o local de aparcamento em causa3, antes tendo fundado a sua oposição na figura do abuso do direito.