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Para o efeito, sustentou o Senhor Procurador da República, no mais significativo, que: ─   As penas únicas não denotam qualquer desproporcionalidade; ─   «Todas as circunstâncias alegadas pela recorrente foram amplamente consideradas pelo tribunal a quo, mas existem outras que a recorrente omite e que obstaram à aplicação de uma pena próxima do mínimo legal, essencialmente relacionada com os antecedentes criminais e com a frustração de penas de substituição anteriormente aplicadas que não serviram para persuadir a arguida de reincidir em comportamentos delitivos»;  ─   O crime de roubo, cometido com uso de uma faca de cozinha, não é «compatível com um sanção no mínimo legal»; ─   As penas únicas não puderam deixar de atender aos antecedentes criminais da arguida e à falta de reparação aos ofendidos e aos seus reflexos sobre as exigências de prevenção geral e especial; ─   A pretensão do desconto na pena inicialmente suspensa, integrada no primeiro cúmulo jurídico já depois da revogação da suspensão, não tem apoio na lei e seria «um prémio sem qualquer acolhimento em razões de prevenção ou mesmo de política criminal»; ─   O juízo de prognose fundante da suspensão executiva da pena única de 4 anos de prisão, sempre haveria de ser negativo, por isso que bem se justificando a aplicação de penas de prisão efectivas; e ─   O Acórdão Recorrido está devida e adequadamente fundamentado, não padecendo de nulidade.