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Diz o acórdão recorrido no segmento da condenação do autor como litigante de má-fé no recurso de apelação:  "Em sede de recurso, o autor impugnou os factos julgados provados pela primeira instância relativos ao circunstancialismo do seu abandono do local do sinistro antes da chegada da GNR, pretendendo, no essencial, que fosse julgado provado que só abandonou o local porque não precisou de ajuda do INEM e nenhuma autoridade o instou a permanecer no local, razões que nunca antes invocara, que são frontalmente diversas daquelas que invocara no seu articulado inicial, e que tão pouco foram corroboradas pela prova produzida nos autos analisada por este tribunal de recurso.