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O tribunal recorrido não interpretou correctamente as normas constantes dos artigos 62 do CPC e do artigo 2, n. 1 do RCP, sendo certo que a sentença proferida nos presentes autos, concretamente para efeitos de apresentação de nota discriminativa e justificativa de custas de parte, não transitava no dia 21/05/2014, mas antes em 02/06/201  Em 26/05/2014, data que o tribunal definiu como prazo para apresentação da nota de custas de parte, a sentença proferida nos autos não havia ainda transitado em julgado nos termos do artigo 62 do CPC, visto que, nessa data, ainda era susceptível de recurso ordinário, por ter havido decisão quanto à matéria de facto, porque a prova produzida em audiência fora gravada e porque o Tribunal da Relação de Coimbra detém poderes cognitivos e substitutivos quanto a tal matéria, pelo que valia o prazo previsto no artigo 63, n. 7 do CPC.