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Com o devido respeito pelo esforço argumentativo do recorrente UP, tendo ficado provado, relativamente aos 23 trabalhadores em causa de nacionalidade, que tal recorrente tratou em conjunto com outro da sua angariação e "contratação”, que providenciou pelo respetivo transporte e alimentação, que esses trabalhadores desconheciam a língua portuguesa, que lhes foi prometido, falsamente, a obtenção de autorizações de residência em Portugal, que, dos seus salários, o arguido UP em conjunto com outro retirava parcelas significativas e indevidas, das quais se apropriava, atuando com dolo e sabendo a sua conduta proibida, não nos restam dúvidas de que incorreu na prática do crime de tráfico de pessoas pelo qual vem condenado.