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663, n 7, do: ) Os casos padrão da culpa in contrahendo correspondem ao seguinte: ruptura, infundamentada, das negociações preparatórias; não conclusão, injustificada, de um contrato cujas negociações se iniciaram; celebração de um contrato ferido de invalidade ou ineficácia; conclusão de um contrato válido e eficaz, em que surgiram das respectivas negociações danos a indemnizar, designadamente contratos "indesejados”, isto é, contrato não correspondente às legítimas expectativas, devido, por ex., ao fornecimento pela outra parte de informações erradas ou à omissão do devido esclarecimento; a responsabilidade por actos de terceiros; ) Não integra a figura da culpa in contrahendo, respeitante à A. e aos 2s RR, a situação em que aquela actuou como mediadora imobiliária, e estes últimos como interessados na compra e venda de um imóvel alegadamente propriedade da 1 R., cliente da A./mediadora, se os interessados 2s RR vêm a desistir de celebrar contrato de compra e venda do mesmo imóvel com a 1 R., por entre A./mediadora e os 2s RR não se ter realizado, não se pretender realizar, nem se ter negociado entre ambas a efectivação de qualquer contrato.