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É simplesmente com base neste argumento que a sentença, fundando-se em doutrina que reputa as normas do Código das Sociedades Comerciais para que remete o Código do Trabalho de insuficientes para uma adequada proteção dos trabalhadores de grupos de empresas e propugna que no Direito do Trabalho deve alargar-se o conceito de grupo de empresa de forma a abarcar todas as configurações do fenómeno suscetíveis de criarem riscos suplementares aos trabalhadores face aos riscos normais que suportam genericamente os trabalhadores de uma empresa globalmente autónoma) e em doutrina que afirma ser "irrealista confinar a temática dos grupos de empresas às empresas societárias previstas no CSC e não atender à emergência crescente de formas de cooperação empresarial de nível horizontal que proliferam a um ritmo vertiginoso ...) e que do ponto de vista material podem defraudar a tutela jus laboral”, vem a concluir do seguinte modo: ") reportando-nos agora ao caso em apreço, abandonando uma noção puramente formalista de relação de domínio, não poderá deixar de concluir-se que a  ré ERIGO – FUNDO DE CAPITAL DE RISCO, enquanto detentora de 51% do capital social da MASEMBA, LDA., pode exercer uma influência dominante sobre a referida MASEMBA, LDA., sendo esta última uma sociedade dependente daquela cfr.