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Contra alegou o Exm Magistrado do  P. junto do Tribunal da Relação de Coimbra, concluindo pela improcedência do recurso interposto, sustentando que, de acordo com Jurisprudência do Supremo Tribunal Administrativo, que cita, "haverá ainda que distinguir entre as acções de responsabilidade extracontratual, por danos decorrentes e causados pela prática de actos específicos das respectivas funções pelos juízes e pelos magistrados do P designadamente, em processos criminais, em que será competente a jurisdição comum, e acções em que não esteja em causa qualquer decisão, mas apenas o ressarcimento de danos causados pela falta da sua prolação em prazo razoável, ou em que causa de pedir sela um facto ilícito imputável a um órgão da administração judiciária, globalmente considerado, casos esses em que serão competentes os tribunais administrativos”, pelo que "em casos como o dos presentes autos, em que a responsabilidade pedida ao Estado, não decorre de facto ilícito imputado a um juiz na sua função de julgar, mas sim de danos resultantes de actos e omissões de funcionamento de um órgão da administração judiciária globalmente, se deva entender que a competência para o julgamento da acção é dos tribunais administrativos e não dos tribunais comuns.” No mesmo sentido se pronunciou o Exm Procurador Geral Adjunto junto deste Tribunal, emitindo parecer que se passa a transcrever na parte relevante :  "É vasta a jurisprudência relativa à questão da delimitação da competência material das jurisdições administrativas e comuns para o conhecimento de acções de responsabilidade extracontratual do Estado por factos ocorridos no domínio da actividade dos tribunais, do que é demonstrativo as variadas decisões judiciais a esse respeito proferidas no STA, STJ e neste Tribunal de Conflitos que já foram citadas em diversas peças processuais nestes autos.