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Note-se, aliás, que contrariamente ao pretendido pela apelante, a facticidade julgada provada pela 1 Instância nos pontos 10 e 11 e, bem assim a por esta julgada não provada nas alíneas a não respeita a factos notórios, posto que por "factos notórios” entende-se exclusivamente aqueles que são do conhecimento geral, ou seja, que são do conhecimento da massa dos cidadãos portugueses regularmente informados, isto é, com acesso aos meios normais de informação e que, por isso, obtiveram uma difusão pela grande maioria dos cidadãos nacionais, de modo que o juiz, tal como o cidadão comum, teve conhecimento desses factos, o que não é indiscutivelmente o caso da facticidade aqui em discussão.