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10-A/4 do CPTA.” Contra o citado discurso, sustenta a recorrente, em síntese, o seguinte: - ficou provado que são particularmente gravosos os prejuízos para o interesse público que decorrem da suspensão dos efeitos do ato de adjudicação; - a ação administrativa proposta pela autora carece integralmente de fundamento; - da manutenção do efeito suspensivo decorrem prejuízos graves para o interesse público na estabilidade financeira e no cumprimento das obrigações pela entidade demandada, manifestamente superiores aos que possam vir a ser sofridos pela autora, colocando em causa a racionalização das compras de bens e serviços de saúde; - os ajustes diretos à autora apenas trazem vantagens patrimoniais para esta e os seus eventuais e incertos prejuízos patrimoniais não se podem sobrepor aos interesses públicos; - numa lógica de ponderação, o prejuízo da contrainteressada será sempre igual e equivalente ao prejuízo da autora, traduzindo-se na perda de lucro resultante da não adjudicação, não podendo ser relevados nesta sede os ganhos desta com os ajustes diretos por força da suspensão do procedimento; - a entidade demandada e a contrainteressada alegaram e provaram os seus prejuízos, sendo em larga medida factos notórios que não carecem de demonstração.