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2 A factualidade considerada provada, bem como aquela que é objeto de impugnação por via do presente recurso, evidencia danos que deverão ser ressarcidos pela ré ao autor, por via da responsabilidade contratual ou extracontratual; 2 Está demonstrado nos autos que o autor esteve privado do uso do seu veículo por um período correspondente a 170 dias, que solicitou a sua substituição o que não lhe foi concedido, e que a ré reputou como adequado o ressarcimento deste dano à razão de €50,00 por dia, valor este que deverá ser considerado como equitativo; 2 Está também demonstrado nos autos que entre a data do acidente 13/08/2019) e a entrega do veículo ao autor 30/01/2020), o autor procedeu ao pagamento das prestações mensais relativas ao contrato de leasing, bem como ao prémio do seguro, sem que para o efeito tenha procedido à utilização do veículo por dele estar privado; E, por outro lado, 2 A factualidade constante dos pontos 28 a 37 evidencia também os acentuados e relevantes transtornos e inquietações inerentes à resolução dos problemas causados com o acidente, e com o comportamento da ré para a respetiva resolução; 2 Os danos morais que resultam da factualidade provada tem gravidade suficiente para merecerem a tutela do direito e, como tal, indemnizáveis, sendo que as preocupações, desassossego, angústia, aflição e ansiedade do autor decorrentes da presente ação e de se ver privado do seu veículo automóvel durante 170 dias, configuram danos indemnizáveis na quantia de €500,00; 2 Porque assim não decidiu, o Tribunal a quo violou o preceituado nos art.s 483, n 1, 494, 496, 562 e segs., 762, e art.