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350 do Código Civil, mas sendo muito importante por «libertar as vítimas de parcelas significativas do dever geral de prova, nomeadamente no que respeita a alguns elementos de facto em que se decompõe o conceito normativo de acidente de trabalho e a sua complexa inter-relação causal, seja face à falibilidade da prova testemunhal ou mesmo considerando a insuficiência ou incapacidade da ciência médica» - vide, neste sentido, Acórdão da Relação de Coimbra de 112007, in CJ, Tomo , p. 56; no mesmo sentido pronunciou-se a Relação de Lisboa em Acórdão de 19 de Maio de 2010, retirado de www.dgsi.pt): «Estas presunções assentam a sua razão de ser na constatação imediata ou temporalmente próxima, de manifestações ou sinais aparentes entre o acidente e a lesão perturbação ou doença), que justificam, na visão da lei e por razões de índole prática, baseadas na normalidade das coisas e da experiência da vida, o benefício atribuído ao sinistrado ou aos seus beneficiários), a nível de prova, dispensando-os da demonstração directa do efectivo nexo causal entre o acidente e a lesão ou mesmo, na referida interpretação do art.