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Daí que se nos afigure inequívoco que tendo-se provado que em consequência directa e necessária do referido comportamento da entidade empregadora para consigo, mormente da sua decisão de não manter o Autor ao seu serviço, privando-o do seu trabalho e do seu salário, o Autor ficou triste e com uma depressão e perdeu o sono pelo facto de ter ficado sem trabalho, sofrendo dificuldades em fazer face aos encargos normais da vida doméstica, sentindo-se ferido na sua dignidade e humilhado por se ver forçado a pedir auxílio financeiro a terceiros e trabalho, sentindo-se diminuído na sua dignidade e capacidade profissional, que a retribuição que o Autor auferia junto da 1 Ré era o principal meio de sustento do seu agregado familiar, que o A. viu-se sem emprego, sem fonte de rendimento e sem quaisquer expectativas de futuro e que tudo isto afectou as suas relações com familiares, amigos e colegas de trabalho, que o vêem permanentemente desalentado, com grande frustração e desânimo, tais sentimentos vividos e sofridos pelo Autor, pela sua gravidade, são merecedores da tutela do direito, ao abrigo do n.1 do art.