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Em  Instância julgou-se caducado o direito de preferência dado o não pagamento da verba de € 1000,0 Vem sendo discutido qual o sentido da expressão preço devido, nomeadamente se corresponde ao preço real ou ao preço que seja declarado na escritura pública de compra e venda e se abarca ou não as despesas inerentes à aquisição, tais como os impostos de transmissão, despesas com a escritura e registos, sem embargo do dever de o preferente reembolsar o terceiro pelas despesas efetuadas.1 "A exigência do prévio depósito do preço constitui uma garantia para o alienante, pondo-o a coberto do risco de perder o contrato com o adquirente e não vir a celebrá-lo com o preferente, por este se desinteressar entretanto da sua realização ou não dispor dos meios necessários para esse efeito.”2 Assim, o preço devido designará o valor em dinheiro a pagar pelo preferente como contrapartida da aquisição do bem sujeito à preferência no fundo, o conceito técnico de "preço” a que alude o artigo 87 do Código, valor esse correspondente ao benefício económico ajustado entre vendedor e o adquirente como contrapartida da alienação do bem.3 A jurisprudência do STJ vem maioritariamente sustentando que a preferência exerce-se pelo preço real, o valor correspondente à contrapartida da alienação do bem; o preço devido corresponderá ao preço real, que pode ser quer o preço pago pelo terceiro adquirente ao alienante, quer o preço acordado entre estes para a transação, mesmo que ainda não esteja pago, a menos que tal não se tenha provado, situação em que, a final, o preço devido corresponderá, simplesmente, ao preço declarado na escritura pública.4 E que outras despesas em que o terceiro adquirente possa ter incorrido ou os impostos que possa ter pago, são irrelevantes para o exercício do direito de preferência.5 De todo o modo, é a falta de depósito dopreço devido nos 15 dias subsequentes à data da propositura da ação que determina a caducidade do direito de preferência – cfr.