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Como fundamento dos pedidos que formula alega, em síntese:  Que é dono e legítimo proprietário de um prédio rústico denominado ..., sito na ..., com área de 3570 m2, descrita na Conservatória do Registo Predial sob o n. ..., o qual lhe adveio à posse por compra efectuada aos anteriores proprietários no dia 05/04/2016 e que há mais de 20 e 30 anos, por si e antepossuidores, se mantém na posse plena do dito prédio;  Que este prédio confina de norte com o prédio rústico, também designado por ..., com área de 3450 m2 , inscrito na matriz predial rústica sob o artigo ..., que o Autor há muito queria adquirir com o intuito de anexar ao seu prédio e tornar a propriedade mais rentável do ponto de vista agrícola, designadamente para um projecto agrícola de cultura de kiwis;  Em Dezembro de 2016 teve conhecimento de que o Réu A..., que não é proprietário de qualquer prédio confinante, por escritura de compra e venda realizada no dia 28/09/2016, teria comprado o prédio objecto dos autos, tendo-o posteriormente doado à sua filha, que registou essa aquisição, sendo certo que tanto os primeiros como os segundos Réus sabiam que o Autor tinha direito de preferência e queria exercer esse direito e, não obstante isso, não deram conhecimento das condições de venda, tendo efectuado o negócio como seu completo desconhecimento;  Alega por fim que após a compra do prédio por parte dos 2s Réus foi efectuado corte de madeira de eucalipto e acácia numa área de cerca de 1500 m2 , cujo valor será sempre de pelo menos de 000,00 € oito.