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53, n. 1, do CPC, que a «taxa de justiça é paga apenas pela parte que demande na qualidade autor ou réu, exequente ou executado, requerente ou requerido, recorrente e recorrido, nos termos do disposto no Regulamento das Custas processuais» Logo, a taxa de justiça é suportada exclusivamente pelo requerente para promoção de acções e recursos, bem como de determinados incidentes, ou para os, enquanto impulsionador do processo isto é, quer do lado activo, quer do lado e à medida que o faz: «como regra geral, os interessados directos no objeto do processo, quer quando impulsionem o seu início, quer quando formulem em relação a ele um impulso de sentido contrário, são responsáveis pelo pagamento da taxa de justiça» Salvador da Costa, Regulamento das Custas Processuais Anotado e Comentado, 2012,  edição, Almedina, pág..   Ora, se o critério do vencimento não relva, em regra, para efeito de pagamento de taxa de justiça , encontra-se aqui necessariamente subjacente a noção há muito aceite na jurisprudência - nomeadamente constitucional - e na que a taxa de justiça consubstancia uma verdadeira taxa e não um imposto: é contrapartida da prestação individualizada de um serviço, neste caso por parte do Estado que o detém monopolisticamente vide, por todos, Acórdão n. 227/2007, do Tribunal Constitucional, in www.tribunalconstitucional.pt/tc/acordaos).