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Por seu lado, conforme refere o Acórdão da Relação de Coimbra, de 7 de abril de 2017, in www.dgsi.pt, a afirmação desse juízo de adequação causal exige a demonstração de que: ) o acidente decorreu naturalisticamente da ação ilícita da empregadora sem a qual aquele acidente não teria ocorrido; )a violação daquelas regras de segurança tornavam previsível a eclosão do acidente juízo abstrato de adequação), nas concretas circunstâncias em que o mesmo ocorreu e com as consequências dele decorrentes juízo concreto de adequação); )o acidente representa a concretização objetivamente previsível de um dos perigos típicos que a ação da empregadora era suscetível de criar e que, justamente, justificaram a criação das regras de segurança violadas; )a verificação do acidente não ficou a dever-se a circunstâncias contemporâneas da ação alheias ao modelo de perigo, não conhecidas do agente e para ele imprevisíveis, não tendo a realização do modelo de perigo sido precipitada por circunstâncias que o não integram.