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O que a apelante pretende exercer é o seu pretenso direito indemnizatório contra as apeladas, com fundamento no instituto da responsabilidade aquiliana ou extracontratual por factos ilícitos, decorrente destas, com a sua conduta, transportando passageiros na área de concessão, terem pretensamente lesado o seu direito subjetivo de efetuar esse transporte, durante o prazo de dez anos e em regime de exclusividade, direito subjetivo esse que emerge daquele contrato de concessão que celebrou com o Município de  Neste contexto, o contrato de concessão celebrado entre a apelante e o Município de constitui o substrato, a relação jurídica de que emerge o direito subjetivo que a apelante se arroga titular perante as apeladas de transportar passageiros, em regime de exclusividade na área de concessão, direito subjetivo esse que aquela pretende ter sido violado pelas apeladas, causando-lhe, como consequência direta e necessária, os danos que por ela vêm alegados e cuja indemnização reclama destas, mas não é essa relação contratual estabelecida entre a apelante e o Município que está em discussão nos autos, não se tratando, por isso, da apelante pretender efetivar quaisquer direitos indemnizatórios perante as apeladas emergente dessa relação jurídica contratual que a primeira estabeleceu com o Município, relação contratual essa à qual, reafirma-se, as apeladas são estranhas uma vez que não figuram como partes contratantes nesse contrato.