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8 – Lesões estas que segundo as declarações do Arguido AA, em audiência de julgamento conforme consignado em acta 2018 04 16 04 113003 2756001 2871701 01h:49s), já conhecia o ofendido há muito tempo, referiu o mesmo que 03mts:33s) que não sabe o que aconteceu 08mts:25s) que foi tudo muito espontâneo, e que não combinou nada com o outro arguido ,  9 - Confessou ainda o arguido AA nas suas declarações 17mts:25s) que o amarrou sozinho, o ofendido, e que confessa também, que foi ele que desferiu as facadas 19mts:25s) e acabou por confirmar o arguido AA que foi também quem fez o corte na garganta do ofendido AP, nas suas declarações aos 21mts e;  10- A defesa do arguido, , veio em alegações, entre outras situações alegar que o arguido , não possui registo criminal, pessoa influenciada, foi aliciado pelo arguido AA, que tinha um vasto registo criminal, inclusíve com o cumprimento de penas efectivas, entre outras a ultima delas no âmbito do processo n.---/15JALRA que correu seus termos também no tribunal de Santarém, processo este onde a Vítima de homicídio AP, testemunhou contra o arguido AA, pessoa que já conhecia há muitos anos;  11 – De acordo com as declarações feitas pelos arguidos, considera-se incorrectamente julgada os factos provados no douto acórdão nos seus pontos, 90, 91, 100, 101, 103, 104, 106, 108, 113 e 114, 117 e 118, porque não se pode afirmar com base nas declarações dos arguidos que o arguido agiu em conjugação de esforços com o autor material dos crime de homicídio AA;  12- Pelo que não se poderá falar de uma situação de co-autoria material ou moral, nos termos do artigo 2 do penal, isto porque o arguido AA, nas suas declarações produzidas em audiência de julgamento, confessou que quem tinha infligidos o corte na garganta da esquerda para a direita com cerca de 15 centímetros e espetado a faca no peito da vitima que lhe causou a morte segundo o relatório da autopsia foi ele próprio conforme consignado em acta 2018 04 16 04 113003 2756001 2871701 ao 19mts:25s) e ao 21mts e.  13- Não se coloca a situação de autoria material pois quem matou o ofendido foi o arguido AA, nem numa situação de autoria moral, porque quem tinha móbil do crime era o arguido AA, que já possuía diversas divergências com o ofendido AP, atento que este arguido considerava que o testemunho daquele o tinha colocado no estabelecimento prisional;  14- Necessariamente caímos na figura da cumplicidade, artigo 2 do penal e salvo o devido respeito por opinião diversa, deveria ter sido essas a regras que o tribunal deveria ter alicerçado a sua decisão relativamente ao arguido , determinado a pena aplicada e não as regras da co-autoria;  15- Devendo portanto ter sido o arguido condenado por uma situação de cumplicidade, fixando-se uma pena especialmente atenuada em comparação ao do autor;  16- Impugna-se portanto a decisão proferida sobre a matéria de facto, assim bem como sobre a aplicação do direito, ao abrigo do disposto nos Arts.