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Antes da mais, importa começar por deixar claro que não é a sentença apelada merecedora de qualquer reparo no tocante à qualificação  que as partes também não questionam, não obstante o disposto no art 5, n3, do CPC  das GARANTIAS identificadas nos itens de facto n s , 22 , 23, 42 e 43  , resultando com segurança do teor dos referidos itens de facto que a apelante CGD prestou aos apelados obrigações/garantias pessoais autónomas, quais negócios atípicos produto da liberdade contratual, assumindo obrigações a ser desencadeadas apenas aquando da ocorrência de algum evento futuro, e nos teros das quais  no dizer de Pedro Romano Martinez e Pedro Fuzeta da Ponte, "O garante recebe uma contraprestação para, na eventualidade de ocorrência de certos factos, pagar uma quantia a terceiro, constituindo-se credor do garantido por essa importância "  .