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Acordam, em conferência, os juízes que constituem a Secção de Contencioso Tributário do Tribunal Central Administrativo Sul:  	RELATÓRIO   A FAZENDA PÚBLICA vem recorrer da sentença proferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra que julgou procedente a impugnação deduzida por Lda, contra o ato de indeferimento da reclamação graciosa da liquidação adicional de IRC, relativo ao ano de 2008, no montante de € 7333,7  A Recorrente apresentou as suas alegações e formulou as seguintes conclusões: « A.	Conforme resulta da douta sentença recorrida foi determinada a anulação da liquidação IRC, referente ao exercício de 2008, em virtude do Tribunal a quo, ter considerado ilegais as correções à matéria tributável, no valor de €598,73 e à coleta - dupla tributação internacional, no valor de €7003,10; B.	Não pode a Fazenda Pública conformar-se com o assim doutamente decidido, porquanto entende existir erro de julgamento, dado que da prova produzida e levada aos autos da presente impugnação, não se podem extrair as conclusões em que se alicerça a decisão proferida, atendendo às razões que passa a expender; 	No que concerne aos requisitos para beneficiar do crédito de imposto por dupla tributação internacional, quando tenham sido auferidos rendimentos em país com o qual não existia, à data dos factos, acordo para eliminar a dupla tributação, está em causa, como é consensual, a aplicação dos artigos 9, n. 2, alínea e 9 do CIRC que, conforme referido na douta sentença recorrida, "correspondiam aos artigos 8, n. 2 alínea e 8 do mesmo Código na redação vigente à data dos factos tributários, sem alterações materiais relevantes" 	Para além da retenção de imposto, impunha-se demonstrar, o que não se verificou, que sobre os rendimentos auferidos na Colômbia havia sido pago um determinado montante de imposto; E.	Nenhum dos documentos juntos aos autos foram emitidos, ou autenticados, pelas autoridades tributárias competentes, nem dos mesmos resulta que o imposto retido tenha sido efetivamente pago, pelo que, ao contrário do decidido, deveria o tribunal a quo ter considerado que os documentos em causa não garantem que o valor do imposto retido tenha sido entregue nos cofres do Estado Colombiano, não logrando a Impugnante produzir a prova que lhe competia, pressuposto sine qua non para o reconhecimento do direito à dedução à coleta daqueles montantes; F.	Quanto à questão relativa a indispensabilidade das despesas referentes a obras, amortizadas no exercício de 2008, considerou a Mma.