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Ora, no caso concreto, é inequívoco, tendo em conta a factualidade considerada como provada, que se pode imputar à recorrente este incumprimento desta obrigação de manter uma contabilidade organizada, ou, pelo menos, uma contabilidade minimamente credível organizada e sem práticas irregulares em termos contabilísticos), não havendo também dúvidas que esse incumprimento contribuiu, de uma forma decisiva, para a falta de conhecimento, por parte dos terceiros nomeadamente, dos, da verdadeira situação patrimonial da Insolvente.Aqui chegados, podemos, pois, subscrever as considerações a este propósito proferidas pelo Tribunal Recorrido: "  a matéria provada em julgamento nos permite enquadrar a conduta dos gerentes de direito e de facto da Insolvente nas condutas típicas previstas nas alíneas e, do n. 2, do artigo 18, do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas.