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Notificado o Ministério Público, nos termos do disposto no artigo 411 do Código do Processo, veio o mesmo pronunciar-se, no uso da faculdade a que alude o artigo 413 do mesmo diploma legal, no sentido da improcedência do recurso interposto apresentando as seguintes conclusões:  a) Analisada a matéria de facto dada como provada pelo tribunal a quo e as suas motivações, não podemos deixar de discordar do entendimento da recorrente, porquanto, não só a valoração efectuada correspondeu apenas a um fiel retracto da prova produzida em sede de audiência de julgamento, mas também, porque o tribunal se limitou a fazer uma ponderação conjugada e consentânea com as regras de experiência comum, da prova produzida à luz do princípio da liberdade de apreciação da prova, consignado no artigo 127 do Código de Processo Penal; b) Não assiste qualquer razão à recorrente, porquanto, o tribunal a quo estribou-se, a nosso ver, de forma lógica, coerente e consistente, não só no depoimento prestado pelas referidas testemunhas inquiridas, mas também, na conjugação do mesmo com o teor dos demais sobreditos elementos documentais constantes dos autos; ) A valoração de tais depoimentos, em teros da sua credibilidade, fundou-se, exclusivamente, na análise do seu teor, à luz do princípio da livre apreciação da prova e das regras se experiencia comum; ) Tal como bem salientado e justificado na douta sentença recorrida da concatenação das declarações e depoimentos prestados pelos arguidos J. , A. F., pela assistente e ora recorrente A. S. e, dos depoimentos prestados pelas testemunhas inquiridas, resultaram declarações e depoimentos completamente díspares, sendo que, pese embora tivesse resultado claro que o arguido J. e a assistente A. S. têm personalidades fortes e que havia discussões entre o casal, tal não é suficiente para se darem por assentes os factos constantes das acusações, transparecendo de tais elementos probatórios que era o modo normal de se relacionarem, com berros e discussão, o que é avançado por todos quanto privavam com o casal; e) Da confrontação de tais elementos de prova produzidos em sede de audiência de julgamento e, na ausência de outros elementos probatórios corroborantes, permanecem dívidas sobre se a assistente A. S. foi ou não agredida e insultada do modo constante da acusação, bem como, se estava tão subjugada como fez crer; f) Cumprindo realçar, à semelhança do Tribunal a quo na sentença recorrida que, nenhuma das testemunhas, assistente ou arguidos apresentou maior credibilidade do que os outros.