Legal Document Excerpt:

Com efeito, não se imagina que, a pretexto da titularidade formal por cada cônjuge de cada uma das duas quotas e da comunhão de bens do seu casamento, se confunda o regime matrimonial com o societário e se admita uma certa prevalência daquele sobre este – como parece querer e defender a apelante – gerando-se, assim, uma espécie de promiscuidade contrária à razão originária, ao fundamental sentido e à verdadeira função da nova pessoa colectiva criada com os inconvenientes que colidem com os interesses da sua vida própria e autónoma e pressupostos nas relações com os sujeitos terceiros que com ela – não com o casal ou qualquer dos seus membros – interagem no âmbito do  tráfego comercial.