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Estes são aqueles factos a partir dos quais, de acordo com o critério interpretativo, se pode concluir uma declaração tácita – podem, portanto, ser todos os que se devem considerar do ponto de vista hermenêuticamente relevante, sejam eles positivos ou negativos, desde que sirvam para constituir uma "impressão do destinatário” no sentido da existência de uma declaração tácita e que não se trate de símbolos integrantes de uma linguagem pois então a declaração seria Paulo Mota Pinto, Declaração Tácita e Comportamento Concludente no Negócio Jurídico, Almedina, Coimbra, 1995, p..  29A este propósito vide António Sampaio Caramelo, in A "Autonomia” da Cláusula Compromissória e a Competência da Competência do Tribunal Arbitral, Homenagem da Faculdade de Direito de Lisboa ao Prof. Doutor Inocêncio Galvão Teles, Separata, Almedina, 2007, p. 11 O autor considera que o conceito de autonomia não é adequado para caracterizar a relação que se estabelece entre a cláusula arbitral e o contrato de que faz parte, preferindo o conceito de "separabilidade”.