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", afirmando junto da demandante tratar-se de empresa reputada e especializada no mercado, sendo que, e na realidade, tal empresa nunca teve qualquer actividade; 32 Por motivos exclusivamente imputáveis às arguidas, a demandante viu inviabilizada a aquisição de um imóvel que, por sua vez, lhe possibilitasse fazer prova do investimento junto do S.E.F., o que impossibilitou a concessão do "visto gold", o qual veio a ser julgado deserto pelo S.E.F., em 31 de Agosto de 2016; 32 Não obstante, as arguidas estarem cientes de tal, remeteram à demandante diversos documentos, forjados por si, ou por alguém a seu mando, que atestavam que os "vistos gold" tinham sido aprovados, o que as arguidas bem sabiam ser falso; 33 Por motivos imputáveis às arguidas os "vistos gold" nunca foram emitidos; 33 Tal situação causou na demandante sofrimento e angústia, especialmente porquanto pretendia viver, em segurança e de forma permanente em Portugal, na companhia da sua família, marido e filho sobrevivo, visto que o seu filho menor tinha sido assassinado na ....., o que arguida AA sabia; 33 Mais sentiu a demandante cível frustração, revolta, preocupação, desconsolo e desilusão não só em relação ao processo de aquisição do imóvel, mas também em relação à obtenção do "visto gold", para si e para a sua família, oportunidade que se gorou em face da conduta das arguidas; 33 As arguidas, por conta do valor acima descrito e transferido, apoderaram-se, em prejuízo da demandante cível, do valor de € 2715,51 vinte e quatro setecentos e quinze euros e cinquenta e um cêntimos), o qual devia ter sido canalizado para a obtenção, como acordado, dos "visto gold", nada tendo as arguidas restituído à demandante por conta deste montante; 33 A demandante cível, por sua iniciativa, logrou arrendar tal imóvel, em Março de 2018, pelo valor mensal, a título de renda, no valor de € 000,00; 33 Para tanto, visto que era essa a finalidade a ser dada ao imóvel, como acordado com as arguidas, despendeu a quantia de € 1000,00 quinze em obras necessárias e em mobiliário; 33 Os demandantes cíveis JJ e KK transferiram para as arguidas, em 102014, a quantia de € 5447,50 cinquenta e dois quatrocentos e quarenta e sete euros e cinquenta cêntimos), correspondendo o valor de € 4747,50 quarenta e nove setecentos e quarenta e sete euros e cinquenta cêntimos), ao sinal devido pela celebração do acima descrito contrato-promessa, para aquisição, pelo preço total de € 33650,00 trezentos e trinta e um seiscentos e cinquenta do imóvel supra identificado, sito na Praça ....., em ...., e o restante montante de € 700,00 dois e setecentos correspondia ao valor dos honorários pagos às arguidas para formalização de tal contrato; 33 No âmbito do citado contrato, os demandantes transferiram directamente para a conta bancária da promitente-vendedora, em 202015, 202015 e 212015, referentes aos segundo, terceiro e quarto reforços do sinal, no montante global de € 14242,50 cento e quarenta e nove duzentos e quarenta e dois euros e cinquenta cêntimos), tendo aquela emitido o competente recibo comprovativo do recebimento desta quantia; 33 Em 202016, os demandantes, por solicitação das arguidas, transferiram para a conta das arguidas, e por estas indicada, o valor de € 15870,45 cento e cinquenta e sete oitocentos e setenta euros e quarenta e cinco cêntimos), sendo o montante de € 13660,00 cento e trinta e dois seiscentos e sessenta, por conta do pagamento do remanescente do preço para aquisição do acima mencionado imóvel, o valor de € 2210,45 vinte e quatro duzentos e dez euros e quarenta e cinco cêntimos), referente ao pagamento de impostos com a transacção IMT e imposto de e a quantia de € 000,00, a título de pagamento de emolumentos notariais e despesas com o registo; 33 As arguidas não compareceram, apesar de notificadas, no acto da escritura pública, motivo pelo qual, foi declarado o incumprimento definitivo do citado contrato-promessa, perdendo os demandantes cíveis o negócio e os valores acima descritos transferidos por conta do mesmo; 34 Por conta dos valores transferidos directamente pelos demandantes cíveis à promitente vendedora, esta restituiu, por transferência bancária realizada a 002018, aos demandantes a quantia global de € 17091,67 cento e setenta e nove e noventa e um euros e sessenta e sete cêntimos), correspondendo ao valor do sinal e reforços de sinal, deduzidos das comissões dos agentes imobiliários, ficando, assim, os demandantes cíveis prejudicados, nesta sede, no valor de € 1898,33 dezanove oitocentos e noventa euros e trinta e três cêntimos); 34 As arguidas apoderaram-se, em prejuízo dos demandantes cíveis, da quantia de € 16570,45 cento e sessenta quinhentos e setenta euros e quarenta e cinco cêntimos), por conta dos valores para si transferidos, nada tendo restituído aos demandantes, situação que se mantêm até à presente data; 34 Por motivos imputáveis às arguidas, decorrentes das situações acima descritos, sentiram os demandantes atingidos no seu bem-estar pessoal, mental e moral, sofrendo de ansiedade e mal-estar, especialmente por verem a confiança quebrada em que era advogada, em quem tinham confiado os seus interesses, negócios e quantias pecuniárias avultadas.