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Directora do Núcleo de Prestações Previdenciais nos termos do qual terá sido projectada a decisão de proferir uma decisão conducente à restituição da verba atribuída à Recorrente no âmbito do projecto de criação do próprio emprego que apresentou, o que impediu o cabal exercício do direito de audição para o qual foi notificada, não lhe permitindo conhecer a argumentação fáctico-jurídica dele constante e o sentido da decisão nele projectada; 2	Por outro lado, na parte final da notificação remetida à Recorrente para o exercício do direito de audição constava o que se segue: "Mais se informa que, na falta de resposta a cessação ocorre no primeiro dia útil seguinte ao termo do prazo acima referido, data a partir da qual se inicia a contagem dos prazos de: -	 3 meses para recorrer hierarquicamente para o Presidente do Conselho Directo do ISS, IP, - 3 meses para recorrer contenciosamente” 2	É manifestamente violador dos direitos de defesa da Recorrente e do exercício do direito de audição, pretender-se que em caso de falta de exercício do direito de audição para que foi notificada, se pudesse considerar, de uma forma automática, já proferida a decisão final abrindo-se, sem mais, o prazo para a Recorrente reagir administrativa ou contenciosamente contra ela; 2	O que, assim sendo, significa que, em violação da lei, a decisão final já teria sido proferida, pois o facto de se dizer que a decisão se tornava definitiva findo o prazo para o exercício do direito de audição no caso de o mesmo não ser exercido e que o prazo de reacção contra aquela decisão se iniciava no termo daquele prazo, pressupõe, necessariamente, que, ao tempo, a decisão final já tinha sido proferida; 2	Sendo certo que a decisão final, à luz da lei, teria, necessariamente, de ser proferida e notificada à após o decurso do prazo fixado para o exercício do direito de audição e nunca em momento anterior; 2	Ilegalidade procedimental sai ainda mais reforçada pelo facto de a Recorrente não ter sido notificada, no âmbito do suposto exercício do direito de audição, de qualquer decisão ou projecto de decisão mas apenas de um ofício no qual é indicado o sentido de uma suposta decisão a proferir sem que o mesmo tenha sido acompanhado do despacho que consubstanciava aquela suposta decisão;;  2	Por outro lado, neste segmento final da notificação remetida à Recorrente refere-se que "na falta de resposta a cessação ocorre no primeiro dia útil seguinte ao termo do prazo acima referido”, sendo certo que, in casu, não está em questão nenhuma hipótese de cessação do que quer que seja mas apenas de restituição de montantes já pagos à Recorrente, o que, em boa verdade, tornou incompreensível o ofício notificado à Recorrente e o sentido da decisão projectada; 3	Em face do que antecede, é manifesto que a Recorrida ao não remeter à Recorrente, em sede de direito de audição, o despacho proferido em 23 de Maio de 2017 pela Exma.