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Isto significa que as diferenças de tratamento criadas ao abrigo da referida alínea do n. 1 do artigo 6 do TFUE só serão conformes com a norma se "respeitarem a situações que não sejam comparáveis objectivamente ou que sejam justificadas por uma razão imperiosa de interesse geral”, em linha com a jurisprudência firmada no acórdão Veronsaajien oikeudenvalvontayksikkö, de 29 de Abril de 2021, no processo -480/1 O acórdão do TJUE proferido no âmbito do presente reenvio prejudicial analisou, primeiro, a previsão normativa do artigo 3 do EBF e concluiu que entre um contribuinte que procede a investimentos em acções admitidas à negociação no mercado bolsista português e outro que procede a investimentos em acções admitidas à negociação em mercados bolsistas estrangeiros, investimentos dos quais, segundo aquela disposição do EBF, resulte uma situação em que apenas os primeiros beneficiam da isenção sobre os dividendos obtidos, determina que estamos perante uma diferença de tratamento entre situações objectivamente comparáveis, o que significa que essa diferença de tratamento não é juridicamente sustentável ao abrigo do artigo 6, n. 1, al.