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Uma ruptura de posição, sem motivo que se afigure premente, comportará uma violação deste princípio Veja-se o entendimento sufragado pela jurisprudência do STA, segundo o qual "no âmbito do CPA a boa fé é não apenas um interesse mais a ponderar nas decisões administrativas ou jurisdicionais, mas também a expressão de um dever de agir, uma norma procedimental.” – Acórdão do STA de 25/09/2012, p. 0168/12, disponível em www.dgsi.pt..  Assim, uma conduta Administrativa irrepreensível do ponto de vista do princípio da boa-fé impõe fidelidade à conduta adoptada ao longo do procedimento administrativo, de forma que o particular esteja imbuído de um mínimo de certeza relativamente àquela, vedando-se, por conseguinte, qualquer surpresa ou perplexidade nos comportamentos, decisões ou ocorrências procedimentais.