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Uma primeira questão prende-se com a ideia de que a recorrente enquadra a referida reestruturação como uma situação inevitável mas, a realidade, é que não está provado que na sua base tenha estado um factor externo que tenha imposto à recorrente a necessidade da sua reestruturação para sobreviver ou mesmo para manter a sua competitividade pelo contrário, tanto quanto sabemos a recorrente sempre teve a reputação de ser uma empresa rentável); não foi evidenciada qualquer mudança conjectural ou estrutural no mercado em que a recorrente atua, nem qualquer tipo de desequilíbrio económico ou financeiro da recorrente ou qualquer novo investimento que a recorrente tivesse necessidade de fazer para o que tinha que se tornar mais rentável; nem tão pouco resulta da factualidade apurada uma redução de clientes, serviços ou receitas; ou seja, a única justificação que se deteta para a situação é, pura e simplesmente, uma decisão de tornar a empresa mais rentável.