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FUNDAMENTAÇÃO O tribunal firmou a sua convicção na análise da prova produzida em audiência de julgamento, em que - o arguido FN declarou ter sido gerente da sociedade arguida, juntamente com o co-arguido CF , terem passado uma fase em que trabalhavam para municípios, e deixaram de pagar, sucederam atrasos de pagamentos, também resultante da crise, e mais que a arguida possui bens para vender, terreno e duas lojas comerciais, e 12 ou 13 parques de estacionamento, não tem empregados, mas tem bens para poder pagar, possuindo talvez cerca de 200 e tal euros, e mais que ao tempo dos factos empregava trabalhadores, os referidos nos autos, «a funcionária é que tratava dos descontos», ele sabia que tinha de entregar na Segurança Social o retido dos salários, que às vezes não foram pagos aos trabalhadores com regularidade, mas já pagos, e enfim que tinham mais necessidade de dinheiro para outras coisas, e não se recorda bem dos anos respectivos, mas foi nessa altura referida na acusação), já receberam do Município de Santa Cruz, não sabe se em 2012 tinha trabalhadores ainda, talvez a Dona Alice possa responder, só em Dezembro de 2017 soube da dívida pela notificação, não se lembra de ter pagado, quando havia dinheiro pagavam, os trabalhadores também estavam meses sem receber, e talvez nesse espaço de tempo houvesse pagamento, não se recorda disso, - o co-arguido CF declarou fazer suas as palavras do co-arguido FN , confirmando-as, e que também ele próprio fazia descontos para a Segurança Social do seu salário, a arguida não tinha dinheiro para pagar, nessas folhas constava o seu nome, como pessoa recebedora do salário, e constou até 2011/2012, acha ele, e mais que «não dava» para receber salários, e acha que o último dos funcionários esteve na empresa em 2011, JF , em finais de 2011, por aí, de 2012 não se lembra, pagavam conforme entrava dinheiro dando prioridade aos trabalhadores, e em Dezembro de 2017 foi notificado pela primeira vez, - AS... afirmou ser advogada, e ter trabalhado para a Segurança Social até Novembro de 2017, onde era jurista no sector de contra-ordenações ilícitos criminais, foi instrutora do presente processo, que tem início com a denúncia crime pelo departamento de crimes com mapa da dívida à Segurança Social, fez as diligências delegadas pelo Ministério Público inquirindo os trabalhadores, procedendo às notificações segundo o RGIT e constituições de arguidos, e mais que a base deste processo é de Dezembro de 2007 a Dezembro de 2012, abarcando este mapa as dívidas que não foram pagas, verificou existência desses trabalhadores registados no sistema como activos, incluindo os gerentes, os descontos da Segurança Social estavam previstos nos documentos ou recibos dos trabalhadores segundo estes, trata-se de uma dívida só de quotizações no valor de 24 959,39 €, e informou os arguidos, quando constituídos tais, de que, pagando, se extinguiria a dívida, como sempre faz, e mais que perguntava sempre aos trabalhadores se ainda o eram, quando deixaram de trabalhar, até quando trabalharam, -MF... afirmou ser prima do co-arguido CF , estar desempregada, mas antes ter sido empregada de escritório na sede da arguida em Machico, trabalhou em 2001, terminou no Verão de 2010, não havia trabalho, surgiram dificuldades, mas a empresa continuou, e não sabe se ainda existe, mas tinha trabalhadores quando saiu ela, que tratava de documentos, dos ordenados, dos cheques aos trabalhadores, mas não era ela que entregava as declarações à Segurança Social, era o contabilista, os empregados eram pagos por cheque ou transferência, eram feitas as retenções, que vinham discriminadas nos recibos, houve meses de dificuldades na empresa, com atrasos nos pagamentos dos trabalhadores, que todavia foram pagos, e sempre lhes faziam as retenções, a gerência era composta por dois gerentes que também constavam das remunerações, em 2007 pelo menos quatro ou cinco trabalhadores tinha, em 2010 ainda tinha trabalhadores, mas não sabe precisar quantos, e mais que ela ia buscar ao contabilista as folhas das remunerações com os valores a pagar, desde 2008 a empresa foi-se abaixo, havia dívidas à Segurança Social, aos empregados, quando ela saiu no Verão de 2010, como os arguidos sabiam, e alguns trabalhadores ficaram na empresa quando ela saiu, não sabe nem se lembra de quantos, - JF optou por não depor, como irmão do arguido CF , cf.