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8) Conforme referido no ponto 1, o Sr. Administrador veio a proceder à resolução do contrato definitivo compra e por carta com aviso de recepção datada de 7 de Maio de 2018, e confirmada por notificação judicial avulsa concretizada a 9/5/2018 resolução que veio a ser impugnada pela Autora dando origem aos presentes com fundamento na sua prejudicialidade para a massa e na existência de má-fé alegando, em resumo: que o acto é prejudicial à massa na medida em que o valor de mercado da fracção era de pelo menos 12000,00€ e só parte do preço havia sido pago com a entrega à insolvente de 6000,00€, sendo certo que o restante preço não havia sido pago mas sim abatido ao saldo credor que a aqui Autora detinha sobre a Insolvente proveniente de fornecimentos; que, por essa razão, existiu um prejuízo de 5000,00€ para a massa insolvente e credores; que a Autora obteve uma vantagem ou preferência relativamente a outros credores porque viu imediatamente paga uma parte do seu crédito sem necessidade de concorrer com os restantes credores da insolvente; que a Autora foi fornecedora da Insolvente durante largos anos e por isso conhecia a sua situação económica e financeira e sabia da situação da insolvência; que o negócio era um plano arquitectado pelo procurador da insolvente e pelos sócios gerentes da Autora no sentido de beneficiar a Autora em relação aos demais credores, razão pela qual fizeram o contrato promessa poucos dias antes da entrada em juízo do processo de insolvência e celebraram a escritura de compra e venda 43 dias após a entrada desse processo, tendo sido a escritura outorgada por procurador bem sabendo que a Presidente da Administração estava gravemente doente e internada em hospital de saúde.