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Não olvidando o que deixámos firmado acerca do versado vício temos, ainda, por judiciosa a lição de Simas Santos e Leal Henriques que ao debruçarem-se acerca do falado vício o caracterizam dando conta que "verifica-se erro notório quando se retira de um facto provado uma conclusão logicamente inaceitável, quando se dá como provado algo que notoriamente está errado, que não podia ter acontecido, ou quando, usando um processo racional e lógico, se retira de um facto dado como provado uma conclusão ilógica, arbitrária e contraditória, ou notoriamente violadora das regras da experiencia comum, ou ainda quando determinado facto provado é incompatível ou irremediavelmente contraditório com outro facto positivo ou contido no texto da decisão recorrida.”   Fazendo presente a análise que antes se levou a efeito relativamente à fundamentação da decisão recorrida teremos que concluir que a mesma não padece do vício do erro notório na apreciação da prova, posto que na economia dessa fundamentação de facto todo o processo é lógico, compreensível e circunstanciado em face à prova produzida, tendo o repositório factual sido a consequência dessa mesma apreciação e valoração crítica, que sendo entendida por este Tribunal "ad quem” é, ainda, compreensível por qualquer dos seus destinatários, bem como por qualquer cidadão.