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Em face disso, será forçada a contratar uma outra empresa para vos substituir nessa reparação e exigir-vos-á todos os danos e prejuízos verificados»; 3 No dia 22 de Julho de 2014, a ré respondeu à autora, negando, mais uma vez, qualquer responsabilidade, mas desmontando disponibilidade para visitar as instalações e resolver eventuais falhas existentes mediante pagamento, ou seja, fora do âmbito da garantia; 3 No dia 28 de Maio de 2014, a autora esteve presente no local, a acompanhar os trabalhos, sem que a autora lhe tenha comunicado a existência de qualquer acesso indevido de terceiros; 3 O auto de recepção definitiva descrito em foi assinado sem qualquer menção ao facto mencionado em; 3 Os trabalhos mencionados em e do ponto ainda não estão executados; 3 Ninguém por parte da autora, do Hospital ou quem quer que seja, acedeu ao sistema, como foi invocado pela ré em; 3 Desde a sua instalação até aos trabalhos finais, ocorridos de 28 a 30 de Maio de 2014, o sistema nunca esteve activo e nunca foi colocado em funcionamento; 4 A ré, para negar qualquer responsabilidade referente à instalação em Pamplona, limitou-se a alegar a perda de garantia devido a um suposto acesso por terceiros, mas nunca apresentou quaisquer provas que comprovassem essa afirmação; 4 No dia 12 de Setembro de 2014, a autora, por comunicação electrónica e telefax, requereu à ré a entrega da seguinte documentação técnica relativa à instalação de Pamplona: manual, esquemas eléctricos, descrições, desenhos técnicos, respectivos certificados e garantias em duplicado; 4 A documentação aludida em não havia sido entregue no momento referido em; 4 No dia 18 de Setembro de 2014, fez-se uma tentativa de arranque do sistema, o que não se mostrou possível por falta de gás no circuito, tendo-se procedido ao carregamento do sistema com gás, altura em que detectou uma fuga no sistema de climatização; 4 A fuga no sistema de climatização detectada em foi comunicada à ré, primeiro, sem êxito, por telefone e, depois, por comunicação electrónica e por telefax; 4 Nas comunicações referidas em, a autora voltou a mencionar a falta de entrega da documentação e, em particular do manual, requerendo a sua entrega, no prazo máximo de 24 horas, para facilitar a reparação; 4 No dia 19 de Setembro de 2014, por comunicação electrónica expedida às 113h, a ré respondeu à autora, negando responsabilidade pelos problemas verificados na instalação e enviando, em anexo, parte da documentação em formato digital; 4 A ré continuou sem entregar à autora, em suporte físico, a restante documentação para ser colocada junto à instalação, como sejam certificados de conformidade dos equipamentos e do sistema, respectivos esquemas eléctricos e manuais em duplicado; 4 No dia 30 de Setembro de 2014, por telefax enviado às 17h, a autora voltou a mencionar a falta de entrega da documentação referida em, a qual subsiste por entregar  até ao presente; 4 A falta do manual obrigou a autora a despender várias horas na detecção e diagnóstico das avarias encontradas no sistema de frio, o que teria sido evitável caso a ré tivesse sido disponibilizado a documentação técnica no final da obra; 5 Para proceder à reparação do sistema, em virtude da indisponibilidade da ré em fazê- lo, a autora contratou uma terceira entidade especializada no ramo «W – Grupo Tecnológico»), o que fez para honrar os compromissos assumidos com o seu cliente e para conservar o material armazenado na instalação, no valor de 30000,00€; 5 No dia 29 de Setembro de 2014, a autora comunicou à ré, a contratação aludida em, através de comunicação electrónica e telefax; 5 Aquando da execução dos trabalhos de reparação efectuados pela «W – Grupo Tecnológico», verificou-se a existência de deficiência nas ligações do quadro eléctrico, o que causava o não funcionamento do controlador que se considerava avariado; 5 O controlador de temperatura e humidade, mencionado na alínea do ponto, estava mal programado; 5 O que foi comunicado à ré, no momento referido em; 5 A reparação efectuada pela «W – Grupo Tecnológico» teve o custo de €414,33 € 648,21, acrescidos de 21% de, valor este que foi pago pela autora, uma vez que a ré sempre se mostrou indisponível para assumir qualquer responsabilidade; 5 Após as reparações efectuadas, o sistema funcionou até ao dia 02 de Outubro de 2014; 5 Nessa data, o sistema passou a evidenciar os seguintes problemas: Subida da temperatura acima dos limites exigidos; Paragem de um dos sistemas de frio; 5 Os problemas referidos em foram comunicados à autora, pelo seu cliente, através de duas comunicações electrónicas enviadas no próprio dia 02 de Outubro de 2014; 5 Nas comunicações mencionadas em, o cliente da autora mencionou a ameaça que tais avarias representavam para a qualidade dos materiais armazenados, uma vez que, subindo a temperatura acima do limite máximo imposto, material poderia ficar danificado; 6 Para além do mencionado em, a 07 de Outubro de 2014, foi comunicado à  autora, pelo seu cliente, que o sistema se encontrava subdimensionado e incapaz de funcionar em redundância, em contrário ao que havia sido contratado na alínea do ponto; 6 No dia 14 de Outubro de 2014, a autora reuniu-se com os representantes da sua cliente e com a «W – Grupo Tecnológico» para analisar os defeitos e falhas existentes; 6 Na referida reunião, feita uma análise atenta à instalação, chegou-se à conclusão de que será necessário proceder a uma substituição total do sistema existente por outro com mais capacidade e que cumpra com os requisitos do cliente; 6 O custo dos trabalhos referidos em ascende a 1181,40€, acrescido de IVA, de acordo com orçamento prestado pela referida «W – Grupo Tecnológico»; valor esse que a autora vai ter de despender para honrar as obrigações assumidas com o seu cliente; 6 A montagem e a instalação do sistema de climatização e controlo de humidade "Canopi Modular para Rotomat, com controlo de temperatura”) não foi executada nos termos convencionados entre a autora e a ré, nem com a devida observância das regras de bem contratar; 6 A ré não promoveu com zelo e diligência a execução da montagem e instalação que se comprometeu a realizar; 6 O equipamento nunca funcionou de forma adequada e conforme contratado, evidenciando os seguintes defeitos: condensação/humidade; fuga de gás no sistema; máquinas subdimensionadas, incapacidade do sistema funcionar em redundância 100%; 6 A ré não procedeu à correcção dos defeitos mencionados no auto de recepção definitiva mencionado em; 6 A ré não visitou as instalações para analisar os defeitos que lhe foram comunicados, por forma a accionar a garantia; 6 Os danos mencionados ocorreram em consequência directa e necessária dos trabalhos realizados pela ré, no desenvolvimento da sua actividade; 7 Os problemas detectados e que foram supra referidos tiveram de ser resolvidos pela autora, que além do tempo e gastos despendidos em deslocações ao Hospital P. para analisar a situação, teve de contratar uma terceira empresa para reparar os defeitos existentes; 7 Pelo tempo e recursos dedicados pelos técnicos da autora, com vista à tentativa de resolução do problema, que se não fosse a má instalação por parte da ré e a sua constante indisponibilidade para garantir os defeitos, esses técnicos poderiam estar afectos a outros trabalhos; 7 Todas as reuniões que a autora teve com o cliente, todas as horas perdidas a tentar comunicar com a ré e todos os contactos com uma terceira empresa do ramo para assegurar as reparações necessárias, importaram um dispêndio de 34 horas de trabalho, à razão de 56,00€/hora; 7 Em viagens, através dos seus trabalhadores, a autora teve que despender 14 horas 07 de ida e 07 de, à razão de 28€/hora; 7 E percorrer 286 km, o que lhe acarretou um custo de 0,51€/Km, viagem essa completamente desnecessária se a ré tivesse assumido as suas responsabilidades; 7 A imagem da autora foi afectada pela má instalação do sistema, uma vez que é a autora que responde para com o cliente e não a ré; 7 Foi a A.. quem assumiu os compromissos para com esse cliente e é com ela que o cliente contacta; 7 A autora é uma sociedade com imagem de seriedade e lisura de comportamento, granjeado por muitos anos de intensa actividade em Espanha, imagem essa que constitui um capital da empresa pela facilidade de relacionamento e obtenção de vendas e créditos que proporciona junto de potenciais clientes e fornecedores; 7 Tal imagem foi afectada, em consequência da conduta da ré que, sem razão, alheou- se de responsabilidades; 7 O cliente final, por causa de todos os defeitos e vícios existentes no sistema, apesar de já ter pago a obra em questão, suspendeu o pagamento de outros trabalhos em curso com a autora, causando-lhe prejuízos.  . Cumpre decidir.