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- Recorde-se que os Autores, representados pelo  Réu, não interpuseram recurso de apelação daquela primeira sentença na parte respeitante aos bens móveis, com a exceção do bem móvel sujeito a registo, pois este último bem encontrava-se registado em nome de uma dos Autores e beneficiava da presunção resultante do registo; mas, intentou uma outra ação, que teve o desfecho atrás referido, só podendo ser entendido que o  Réu aceitava como boa a fundamentação da decisão que referiu o seu comportamento omissivo - Desta forma, o  Réu violou, ilícita e culposamente, o contrato de mandato forense que celebrou com os Autores, tendo-se verificado o cumprimento defeituoso da obrigação, o que o torna responsável pelo prejuízo causado ao credor, nos termos do disposto nos artigos 79 e 79, n. 1, do Código Civil.