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A sentença recorrida, muito embora considere que os danos sofridos, qualquer que seja a sua qualificação danos reflexos, indirectos ou danos "poderão ser potencialmente susceptíveis de indemnização”, rejeitou a pretensão da Autora com base nos seguintes tópicos: O Autor marido foi o exclusivo responsável pelo acidente de viação, logo não há um terceiro a quem se possa imputar a sua incapacidade sexual de que padece, falhando um dos pressupostos da responsabilidade aquiliana " Ora, não havendo este terceiro responsável pelos danos causados ao Autor marido, os danos sofridos pela Autora mulher em consequência da incapacidade de que ficou a padecer o seu marido não são compensáveis, pois que estes danos sendo decorrentes dos danos sofridos por aquele apenas poderiam ser indemnizados se o seu marido fosse lesado e não”). )