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Diferentemente do que afirmou, existe matéria factual suficiente para, objetivamente, comprovar tal atuação: EE foi testemunha na ação pauliana, afirmando que a propriedade do prédio agora penhorado pertencia ao seu filho ; afirmou aí que o prédio lhe havia sido doado pelo seu irmão como forma de proteger o património do mesmo; na ação em causa, o recorrido nunca invocou o seu direito de propriedade sobre o prédio, não deduziu oposição ou sequer impugnou a sentença que reconheceu esse direito a favor do referido ; logo depois, instaura uma acção de reivindicação contra esse mesmo filho, invocando o seu alegado direito de propriedade sobre o prédio; essa ação não foi, deliberadamente, contestada por ; porque essa ação foi julgada improcedente e a recorrente penhorou o prédio vieram agora EE e mulher invocar o direito de propriedade sobre o mesmo, de maneira a evitar a prossecução da execução.