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A gravidade e a seriedade do motivo hão de revelar-se, assim, por modo prospectivo e externo, e de tal sorte que um interessado – ou, mais rigorosamente, um homem médio colocado na posição do destinatário da decisão – possa razoavelmente pensar que a massa crítica das posições relativas do magistrado e da conformação concreta da situação, vistas pelo lado do processo intervenções, ou pelo lado dos sujeitos relação de proximidade, quer de estreita confiança com interessados na decisão), seja de molde a suscitar dúvidas ou apreensões quanto à existência de algum prejuízo ou preconceito do juiz sobre a matéria da causa ou sobre a posição do destinatário da decisão.5 O que importa é determinar se um cidadão médio, representativo da comunidade, pode fundadamente suspeitar que o Juiz influenciado pelo facto invocado, deixa de ser imparcial e injustamente o prejudique.6 Daí que, na esteira do decidido no Acórdão do S.T.J., de 0200, sejamos a firmar entendimento no sentido de que só deve ser deferida a escusa ou recusado o Juiz natural quando se verifiquem circunstâncias muito rígidas e bem definidas, tidas por sérias, graves e irrefutavelmente denunciadoras de que ele deixou de oferecer garantias de imparcialidade e isenção.7 Com base nos ensinamentos tecidos, desçamos ao caso concreto e vejamos, pois, se existe, ou não, fundamento para recusar a Sr. Juiz de intervir nos autos em referência, como pretendido.