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Por outro lado, atentos o circunstancialismo e o modo de execução dos factos materiais pelo arguido nos termos supra apurados, deve dizer-se que resulta das regras da experiência comum e da normalidade da vida que o arguido actuou com cognoscibilidade e intencionalidade, quando conduziu um veículo automóvel na via pública bem sabendo que previamente havia ingerido bebidas alcoólicas em quantidade apta e susceptível a ultrapassar o limite de 1,2 g/, bem sabendo ainda ser a sua conduta proibida e punível por lei, assim se dando especificamente como provados os factos vertidos nos pontos a.  Com efeito, e como já se referiu supra, deve esclarecer-se que a prova dos elementos subjectivos e conhecimento da ilicitude do crime imputado ao arguido se extraíram do acervo factual objectivamente considerado assente, atendendo às regras de experiência comum e mediante presunções naturais, que impõem para o mediano cidadão com idade igual ou superior a 16 anos e não afectado por qualquer causa de inimputabilidade, como é a situação em apreço, um conhecimento subjectivo do conteúdo e do resultado da conduta conjugada empreendida, bem como do seu carácter penalmente proibido.