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Não desconhecemos que há jurisprudência dos nossos tribunais superiores que entende que não obstante não ter valor como meio de prova o anterior reconhecimento por fotografia, uma vez que a sua validade como meio de prova dependia da validade do reconhecimento posterior, daí não decorre que o depoimento da testemunha, no sentido de identificar o arguido como sendo o agente do crime, não possa valer e não possa ser apreciado livremente pelo tribunal, de acordo com as regras gerais de apreciação da prova testemunhal Mas também há jurisprudência dos tribunais superiores que entende que o reconhecimento fotográfico feito sem observância das regras previstas no artigo 147 do CPP é lesivo dos direitos de defesa do arguido artigo 32, n. 1 da.