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Ora, na situação em apreciação a factualidade dada por provada é, no essencial, idêntica à constante do acórdão, apreciado no douto Acórdão do STA – a Recorrida, nacional Brasil, nasceu e viveu em Belém, no Pará, em 2003 casou com um cidadão português, e em 2010, bem mais de três anos depois da data do casamento e quando já residia no Reino Unido, manifestou vontade de ser cidadã nacional, tendo, nessa declaração, afirmado haver contraído matrimónio com cidadão nacional e possuir ligação à comunidade portuguesa – e o Ministério Público, no essencial, procurou desvalorizar o declarado pela Requerida e apesar de se considerar, no facto aditado em sede de recurso, provado que o processo de crescimento, desenvolvimento e maturação da Requerida, com a consequente absorção de costumes, referências e valores sociais e culturais, desenvolveu-se no Brasil e no Reino Unido, países onde residiu e reside, tal não é suficiente para dar como demonstrada que a Recorrida não tinha nem tem a declarada ligação efectiva à forte comunidade nacional residente em cada um desses países e que os costumes, referências e valores que absorveu nos mesmos não possam ser também porque a Recorrida mantém a nacionalidade brasileira portugueses.