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Assim, a mesma apenas deve ter lugar quando da análise conjugada da gravidade dos factos e da escassez de outros elementos probatórios nos autos, resulte a essencialidade da sua audição, o que in casu se nos afigura não existir, face a tudo o supra relatado” 	---  Alega o recorrente, para fundamentar a sua divergência quanto ao decidido, em síntese:  	- o inquérito compreende o conjunto de diligências que visam investigar a prática de um crime e no caso concreto as únicas testemunhas são estas menores artigo 262 n. 1 do Código de Processo;  	- apenas dispomos do relato da ofendida, que ainda não encontrou corroboração em outros meios de prova apenas pelo depoimento das menores é possível carrear tais elementos para os autos e, assim, concluir-se pela forte indiciação do cometimento dos factos por parte do denunciado, de modo a poder constituí-lo como arguido e interrogar o mesmo nessa qualidade;  	- ainda que o denunciado, interrogado na qualidade de arguido, admitisse a prática dos factos e aceitasse uma suspensão provisória do processo e esta fosse decretada, caso esta viesse, a final, a ser revogada, seria sempre necessário proceder à audição das menores em declarações para memória futura, desta feita com o espaçamento temporal que poderá comprometer a sua memória e contribuir para a sua vitimização neste sentido vide Rui do Carmo, "Declarações da Criança Vítima de Crimes Contra a Liberdade e a Autodeterminação Sexual”, em comunicação efetuada Seminário-Debate "Audição da Criança Vítima de Violência Sexual.