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Inconformada com a decisão veio a Autora recorrer, assim concluindo as suas alegações de recurso: A) Nos termos do disposto no n. 1 do artigo 1D do CIRE, quando apresente um processo especial de revitalização, incumbe ao devedor, na sequência da notificação do despacho de nomeação do administrador judicial provisório, comunicar a todos os seus credores por carta registada, que deu início a negociações com vista à sua revitalização, convidando os credores a participar nas mesmas e informando que a documentação a que refere no artigo 2, n. 1, do CIRE se encontra na secretaria do Tribunal para consulta; B) É aceite pela Recorrida na sua contestação o facto de não ter comunicado à Recorrente, nos termos do disposto no n. 1 do artigo 1D do CIRE, de que tinha apresentado um processo especial de revitalização e a convidá-la a participar nas negociações; ) A Recorrente não tomou conhecimento do processo especial de revitalização por que a Recorrida não lhe comunicou por carta registada, que deu início a negociações com vista à sua revitalização, convidando-a a participar nas mesmas, ficando impedida de negociar, votar e impugnar a aprovação do plano; ) ao contrário do que faz o Tribunal a quo, não se deve considerar que a publicação no portal Citius do despacho a que se refere o n. 5 do artigo1-do CIRE para reclamar créditos afasta o vício do não envio da comunicação nos termos do disposto no n. 1 do artigo 1D do CIRE; E) Não é exigível que a Recorrente ou qualquer outra empresa ou consulte diariamente o Portal Citius na busca de publicações que lhe diga respeito ou interesse; F) A publicação no portal Citius do despacho a que se refere o n. 5 do artigo 1-do CIRE para reclamar créditos deve ser conciliada com a comunicação por carta registada a efetuar nos termos do disposto no n. 1 do artigo 1D do CIRE;  G) Acresce que o Plano Especial de Revitalização não permite a reclamação de créditos em data posterior, ao contrário do que acontece no processo de insolvência;  H) O decurso do prazo de 20 dias para reclamar créditos no processo especial de revitalização preclude o direito de o credor participar nas negociações e votação; ) Uma interpretação do artigo 17-E, n 1, do CIRE que considere ser aplicável tal preceito aos credores que não participaram nas negociações em consequência do incumprimento pelo devedor da comunicação prevista no n. 1 do artigo 1D do CIRE, configura uma situação de inconstitucionalidade por violação do princípio do acesso ao direito e aos tribunais - cf.