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Por fim, também não colhe a argumentação do recorrente de que "não fará sentido que a despesa suportada com a remuneração de um Perito em Processo de Acidente de Trabalho nãoseja considerada um encargo, para efeitos de custas de parte a suportar pela parte vencida e responsável pelo acidente de trabalho, mas que já seja considerada um encargo para efeitos de custas de parte num processo judicial comum por forma a dever ser suportada em partes iguais por ambas as partes por aplicação do disposto no artigo 532 n 3 do CPC.” E que "tal entendimento implicaria uma penalização para o trabalhador acidentado, impossibilitado de poder sequer recuperar senão a totalidade, pelo menos metade das despesas suportadas com esse encargo com a peritagem, para mais no exercício de um direito legalmente consagrado no Código do Processo do Trabalho – o de designar um Perito para a Junta Médica, nos termos consagrados designadamente nos artigos 138 a 140 do CPT.” O sinistrado exerceu o seu direito de apresentar o perito médico que interveio na junta médica e que tem direito à remuneração nos termos já enunciados, sendo que, todas as demais despesas que entendeu suportar só ao mesmo são imputáveis.