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Com efeito, como ensinava Alberto dos Reis, dos despachos recorre-se e contra as nulidades reclama-se Comentário ao CPC, Volume 2, p., extraindo-se desse ensinamento, designadamente, que quando há um despacho ou uma sentença final que contenha, encerre ou consolide um acto viciado, o meio próprio para reagir contra a ilegalidade cometida não é arguição ou reclamação da nulidade, mas a impugnação do respectivo despacho/sentença pela interposição do competente recurso, pois que a arguição duma nulidade só é admissível quando a infracção processual não está ainda indirecta ou implicitamente coberta por qualquer decisão judicial – neste sentido Anselmo de Castro, Direito Processual, vol., p. 134, Manuel de Andrade, Noções Elementares de Processo Civil, 1976, p. 182, Antunes Varela, Manual de Processo Civil, 1985, p. 393; acórdãos do Pleno do STA 2/10/2001, proferido no processo 42385, e de 3/6/2015, proferido no processo 01407/14, disponíveis em www.dgsi.pt; acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 10/7/2007, proferido no processo 270/05TBVNO-A.C1, disponível em www.dgsi.pt.