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Além disso, valorizou-se ainda o depoimento prestado pelas testemunhas inquiridas, designadamente, a testemunha EAS quantos aos pontos e e as testemunhas CAOS e MMP quanto aos pontos, e, pelo conhecimento directo que revelaram sobre os mesmos.DE DIREITO Do recurso da Fazenda Pública Está em causa no recurso da Fazenda Pública o segmento da sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro que julgou parcialmente procedente a impugnação judicial deduzida pela Recorrida "SMCS” contra a liquidação adicional de Imposto sobre o Valor Acrescentado, que resultou de correcções meramente aritméticas à matéria tributável declarada relativamente ao exercício de 2001, na sequência de uma acção inspectiva realizada à contabilidade da Impugnante, no âmbito da qual a Administração Tributária concluiu que esta terá deduzido indevidamente IVA relativo a facturas que não correspondiam a efectivas transacções, O Tribunal a quo alicerçou a sua decisão na consideração que AT  não recolheu indício indícios sérios da inexistência das transacções que as facturas desconsideradas visavam titular, "não cumpriu o ónus que lhe incumbia de provar a simulação de transacções comerciais”, ou seja, para que se pudessem considerar aquelas facturas como falsas a AT teria de reunir indicadores objectivos da existência de um acordo simulatório entre o verdadeiro fornecedor dos bens, o emitente das facturas e o utilizador das mesmas.