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Do referido acto – escolha da residência – não pode concluir-se mais do que ser do agrado dos autores em termos de estética, de tamanho, de qualidade e até de preço, sem prejuízo da sua situação geográfica) a morada escolhida, não já que se conformassem com a ou dessem assentimento à) lesão do seu direito à integridade física provocada pelos ruídos causados pela actividade exercida pela ré – tal consentimento não pode ser deduzido, com inequivocidade concludente, da simples escolha do local para residir, pois que o facto do kartódromo já existir não importava para os autores a inevitabilidade de suportar o ruído por ele produzido e causador de lesão nos seus direitos: a ordem jurídica garantia-lhes e facultava-lhes os necessários meios para defesa do seu direito de personalidade, caso fosse lesado; a pré-existência do kartódromo não importava qualquer alteração na ponderação dos direitos em confronto e na solução do seu conflito impunha-se dar prevalência, sendo impossível a sua concordância prática, ao direito constitucionalmente prevalecente – e o direito à iniciativa privada situa-se a nível inferior ao direito à integridade física18).