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Ora, no caso em apreço, da acusação constava já para além do e foi inclusive considerado como provado, que:   «Quando a arguida entrou no seu veículo, a assistente ... estava apeada junto à traseira do veículo da arguida, ligeiramente de costas, sem que pudesse, por isso, aperceber-se da manobra efectuada pela mesma»;  «Quando a arguida encetou a marcha atrás, embateu no corpo da assistente ..., atingindo-a com a parte traseira do veículo e provocando a sua queda, tendo ficado tombada»;  e «A arguida não fez qualquer manobra de recurso para evitar o atropelamento, designadamente nem sequer travou antes do embate ou procedeu a qualquer manobra de evasão, estando desatenta e distraída» Negrito Por sua vez, a factualidade vertida no ponto 5 dos factos Provados: «A arguida imobilizou o veículo quando se apercebeu dos gritos de desespero de quem ali estava», efetivamente não se conta entre a descrita na acusação, na parte em que refere os «gritos de desespero» da vítima ... quando foi embatida pelo veículo conduzido pela e a circunstância de a imobilização do veículo pela arguida se ter dado «quando esta se apercebeu dos gritos de desespero de quem ali estava».