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Inconformado com a decisão, recorreu o arguido, formulando no termo da motivação as seguintes conclusões: ﻿1) Os presentes autos tiveram o seu início numa participação-crime por alegado cometimento de um crime de violência doméstica;  2) Crime esse que foi alegado pelo recorrente e dos autos não resulta a mínima prova indiciária de que tenha sido cometido;  3) O inquérito terminou com a Suspensão Provisória de Processo, por seis meses, mediante imposição de injunção ao recorrente;  4) Terminado aquele período foram os autos arquivados:  5) Não vem participado, nem indiciariamente provado que o alegado, mas inexiste crime, tivesse sido praticado com o uso ou apenas invocação de qualquer das armas apreendidas;  ﻿6) Com excepção daquela que foi considerada modificada e, portanto, ilegal, todas as demais quatro armas, eram legalmente detidas pelo recorrente, na sua residência, sendo que a participante disponha das chaves do cofre onde as mesmas se encontravam guardadas, conforme impõe a lei;  7) Tais armas legalizadas e licitamente detidas pelo recorrente e também pela própria participante, que a elas tinha destinavam-se tão-somente ao exercício a caça;  8) O mesmo acontecendo com os aloquetes de segurança dos gatilhos e da munição com bala de chumbo;  9) O recorrente não foi julgado, nem condenado por qualquer crime de violência doméstica ou por qualquer facto ilícito típico para o qual se tenha servido das armas em causa;  10) Aliás, o recorrente não tem antecedentes criminais;  11) Não estão preenchidos os requisitos legais para que as armas legalizadas fossem declaradas perdida a favor do Estado;  12) O mesmo acontecendo com os aloquetes e munição referidos;  13) Devendo as armas legalizadas serem entregues ao recorrente, assim como, os objectos antes referidos.