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Como tal, fazendo valer o raciocínio da Recorrente, na situação sub judice apenas seriam contabilizados juros de mora por um período de, aproximadamente, 2 anos, ou seja, desde 1 de Janeiro de 2009 até 17 de Janeiro de 201 Ao defender que a recorrida AT não poderia ter aplicado o artigo  n. 1 do Decreto-Lei n. 73/99, de 16 de março ao caso dos autos, a recorrente parece ignorar que essa circunstância teria tido como resultado que a cobrança de juros por parte da AT tivesse decorrido igualmente por um período de três anos, mas agora contados entre 17 de Janeiro de 2008 e 17 de Janeiro de 201 O que, como bem salienta o Excelentíssimo Procurador-Geral Adjunto junto deste Tribunal, teria como efeito o prejuízo da própria recorrente, pois que a taxa de juro aplicável em 2011 era inferior à taxa de juro aplicável em 200 Na verdade, o raciocínio da recorrente conduziria à conjugação e ao aproveitamento do melhor de dois regimes: aproveitando a aplicação do Decreto-Lei n. 73/99, de 16 de março pela Recorrida AT na parte em que conduziu à não liquidação de juros de mora no período compreendido entre 17 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2008, a recorrente defende agora a não aplicação desse mesmo diploma legal de forma a assacar a impossibilidade de contagem de juros no período compreendido entre 17 de Janeiro e 31 de Dezembro de 201 O que, naturalmente, não se pode admitir.