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28 Os arguidos propiciavam as mulheres forma de sustento, ao dar-lhes condições para a prática de alterne e de prostituição; nos quartos existiam sistemas de alertas, e no interior do bar havia uma parede falsa 29  Nenhuma das referidas mulheres teve qualquer contrato de trabalho escrito com os arguidos  A...  e  B... . 30 De resto, os arguidos  A...  e  B...  no primeiro dia de trabalho de novas funcionárias no referido estabelecimento, instruíam as mesmas sobre o modo de funcionamento do bar, nomeadamente o alterne e a prostituição, horários, percentagens e procedimentos a tomar em caso de fiscalização ao bar por qualquer entidade policial 31 Acresce que os arguidos  A...  e  B... , e de forma a garantir a presença diária de um elevado número de funcionárias, impunham àquelas que trabalhavam diariamente no bar, um mecanismo de "multas”, caso fizessem mais do que uma folga numa semana e, desse modo, a funcionária tinha de entregar aos arguidos o valor de € 50,00, que servia de caução, sendo que caso a mulher não faltasse nos quinzes dias seguintes, esse dinheiro ser-lhe-ia devolvido.