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Assim como se tem vindo a entender que a fundamentação do acto administrativo é um conceito relativo que varia conforme o tipo de acto e as circunstâncias do caso concreto, mas que a fundamentação só é suficiente quando permite a um destinatário normal aperceber-se do itinerário cognoscitivo e valorativo seguido pelo autor do acto para proferir a decisão, isto é, quando aquele possa conhecer as razões por que o autor do acto decidiu como decidiu e não de forma diferente, de forma a poder desencadear os mecanismos administrativos ou contenciosos cf., por todos o acórdão do Supremo Tribunal Administrativo de 18-12-2002, proferido no recurso n..” Finalmente, como se refere no acórdão do Supremo Tribunal Administrativo de 002004, processo n. 0228/04: "Quando a Administração actua no âmbito da chamada discricionariedade técnica, em que goza de uma certa margem de livre apreciação, não está dispensada de fundamentar os actos, impondo, pelo contrário, o supra citado objectivo da fundamentação, que haja maior rigor nessa fundamentação, precisamente para permitir aferir, em face dessa liberdade, da legalidade do acto sob o ponto de vista substantivo.” No caso sub judice, essa fundamentação existe, é clara, concisa, concreta e suficiente para a Autora se aperceber do itinerário cognoscitivo e valorativo seguido pelo autor do acto para proferir a decisão impugnada.