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No entanto, e caso assim não se entenda, sempre será de admitir a possibilidade de a Ré se defender por via de exceção perentória para invocar a compensação de créditos, como resulta do Acórdão do Tribunal desta Relação de Guimarães, processo n 3298/19T9VCT-B.G1, relator Dra Alexandra Viana Lopes, de 05-03-2020, cujo sumário se transcreveu na Alegação 53 que se dá por reproduzida, do qual se destaca "Nestasaçõesespeciais,emque não é admissívela reconvenção,o réuque pretenda invocar a compensação de créditos,podedefender-seporviadeexceçãoperentóriacontraopedidoeodireitoinvocadopeloautor,pois:acompensaçãodosarts.847ssdoéumaexceçãoextintiva,nostermosdosarts.395e342/2doedoart.571/2-2partedoCPC;aexceçãoasseguraosdireitosconstitucionaisdedefesadoréu,nostermosdoart.20/1daConstituiçãodaRepúblicaPortuguesa,econduzaoequilíbrioentreosdoisdireitosemdiscussãoodireitodoautoremobteraceleridadenadiscussãoedecisãosobreocréditoporsiinvocado,odireitodoréusedefendercontraocréditoinvocadopeloautor).” ) Termos em que, ao contrário do que decidiu o Tribunal aquo, o referido articulado da Ré não veio aditar novos factos senão na medida em que careciam de aperfeiçoamento os factos alegados na Oposição quanto aos Custos Internos, para além de que tal articulado não serviu para formular uma reconvenção, qualificação como tal que ao Tribunal competia exofficio face ao invocado na Oposição, caso assim o entendesse. )