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É entendimento pacífico na jurisprudência e na doutrina que o sujeito que avaliza ainda em branco o título que sabe destinado a suportar a obrigação cambiária do avalista, a quem sem mais entrega um o documento assinado, está a manifestar a vontade de que o preenchimento se faça nos mesmos termos que vierem a vigorar para a concretização da obrigação cambiária do avalizado: nem mais, nem menos1 Por conseguinte, os critérios a mobilizar para apurar se houve discrepância entre o preenchimento do título e a vontade manifestada pelo avalista são os fixados no acordo de preenchimento celebrado entre o credor e o avalizado, quer o avalista nele tenha ou não participado1 E é generalizadamente admitido que o acordo de preenchimento nem sequer tem que ser expresso, entendendo-se que a própria vontade de confiar o preenchimento a outrem se infere do facto concludenteque é a subscrição e entrega voluntária do título.