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16) Trata-se, pois, de um comportamento gravemente contraditório, por um lado, e lesivo para a contraparte, por outro, atentatório, como tal, de forma clamorosa, dos ditames da boa-fé objetiva, que postula a adoção nas relações intersubjetivas contratuais ou outras, de que nasçam deveres entre as partes/sujeitos) de uma conduta honesta, correta e leal, bem como razoável e transparente, sempre reportada «ao correto agir, ao viver honesto», à atuação «como pessoa de bem» – cfr., por todos, José Vítor dos Santos Amaral, Contrato de Seguro, Responsabilidade Automóvel e Boa-Fé, Almedina, Coimbra, 2017, ps.