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Esta disposição da Sexta Diretiva permitia a possibilidade de os Estados-membros continuarem a isentar, no contexto aí definido, as operações enumeradas no Anexo F, onde se incluem as prestações de serviços dos autores, artistas e intérpretes de obras de arte, advogados e outros membros de profissões liberais, com exceção das profissões médicas e paramédicas, desde que não se trate das prestações referidas no Anexo B da Segunda Diretiva do Conselho, de 11 de abril de 196 Esta norma de isenção visa, de alguma forma, dotar as atividades culturais de um regime de isenção relativamente abrangente e, paralelamente, permitir alguma simplificação de procedimentos e reduzir os riscos de evasão Como é entendimento consolidado, designadamente por recurso à jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia, as normas que preveem isenções de IVA são, por regra, objeto de interpretação estrita, dado configurarem derrogações ao princípio geral inerente ao IVA, segundo o qual este imposto é cobrado sobre cada prestação de serviços efetuada a título oneroso por um sujeito passivo cfr., a título meramente exemplificativo, os Acórdãos do TJUE de 02 de julho de 2020, BlackRock Investment Management, -231/19, ECLI:EU::2020:513, n. 22, de 19 de dezembro de 2018, Mailat, ‑17/18, EU::2018:1038, n. 37, de 6 de dezembro de 2007, Walderdorff, ‑451/06, EU::2007:761, n.o 18 e jurisprudência aí.