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2 Com particular prudência na apreciação da prova, o Tribunal da Relação:  — considerou que seria menos consistente, "de duvidosa consistência”, a alegação da Ré, agora Recorrente, de que o falecido e a Ré se tivessem reconciliado por causa da conclusão de um contrato de compra e venda, ou a alegação da Ré, agora Recorrente, de que teria pago 76000 euros ao falecido como preço, sem que dos 76000 euros houvesse alguma vez sido feito algum depósito bancário;  — em lugar de se terem reconciliado por causa da conclusão de um contrato de compra e venda, o Tribunal da Relação entendeu que seria muito mais plausível que se tivessem reconciliado por causa de um contrato de doação; — em lugar de a Ré, agora Recorrente, ter pago um preço de 76000 euros, com dinheiro de que não há nenhum registo documental, o Tribunal da Relação entendeu que seria muito mais plausível que a Ré, agora Recorrente, não tivesse pago nenhum preço:  " tal reconciliação só seria compreensível, em termos de normalidade, no caso daquele querer, de alguma forma, beneficiar a Ré, como seria proceder à transferência do aludido imóvel para o património da última, sem qualquer encargo para a mesma”.