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14 Pois que foi a própria segurada da A. que, por saber a localização e funcionamento do quadro elétrico assegurou à 1 Ré que o quadro estaria desligado, por esta lho ter solicitado 15 Aparentemente tudo ficou em condições para se dar inicio aos trabalhos, sendo que a energia elétrica ficou cortada e nem no pavimento nem nos tapetes da camara de fermentação era visível qualquer gordura, apenas se avistando alguns cabos elétricos descarnados, que a segurada da A. assegurou estarem desligados 1 Note-se que a criação da zona de segurança foi presenciada pela própria segurada da A., pois que foi esta que desligou o quadro elétrico, foi aquela quem garantiu que o solo estava limpo e foi também ela que inclusive forneceu os cartões para proteção do solo, sem que alertasse para qualquer circunstância que pudesse ser causadora de perigo, com o que se impugna o vertido no artigo 36 da P. 1 Aliás, todos os trabalhos de cortes com rebarbadora foram executados fora da estufa, não em chapas como se alude na P., mas em cantoneiras que pela sua grande dimensão não permitiam que o trabalho fosse feito dentro da estufa 18 Esse trabalho de corte foi feito em 2 cantoneiras que depois seriam soldadas à parede da estufa e ao teto da nave para que a estufa ficasse sustentada e não caísse, donde resulta a grande dimensão das aludidas cantoneiras, 19 donde quaisquer partículas incandescentes que a rebarbadora pudesse ter projetado aquando da sua utilização, nunca poderiam ter ocorrido dentro da estufa, pois que os trabalhos de corte foram executados fora da estufa, com o que se impugna o vertido no artigo 9, 10, 11 quanto à alegação de que o material fundido caía no pavimento e 18 todos da P. 20 Na estufa, com recurso a andaimes montados até ao cimo da câmara de fermentação e não até ao teto da nave, apenas foi feito o estritamente necessário, nomeadamente as operações de aparafusamento e soldadura das cantoneiras à parede da estufa, sem recurso a qualquer rebarbadora, com o que se impugna o vertido nos artigos 17, 18 e 31 todos da P. 21 Os dois únicos momentos em que foi usada uma máquina de soldadura aconteceram quando foram feitos 2 pontos de soldadura para fixar as aludidas cantoneiras à estufa sendo que, enquanto um dos trabalhadores da 1 Ré se encontrava em cima da estrutura, junto à parede a executar o dito trabalho de soldadura, esteve sempre outro trabalhador da 1 Ré com um extintor no solo para garantir que nenhuma partícula pudesse causar qualquer tipo de acendimento, 22 e nenhum acendimento se verificou no decurso dos trabalhos, donde é impossível que um foco de incendio se tivesse iniciado como consequência direta e necessária do trabalho desenvolvido pela 1 Ré 2 E o facto é que o foco de incêndio se verificou já estavam os trabalhos concluídos, quando os trabalhadores da 1 Ré já estavam a arrumar o material, daí haverem tantas dúvidas sobre se de facto a causa foram os trabalhos ou se foi alguma ignição relacionada com os cabos descarnados ali existentes que pudessem ter ficado ligados contrariamente ao indicado pela segurada da A, ou, que ao ligar-se novamente o quadro, pudessem ter causado qualquer faísca e ter causado algum ponto de ignição, 2 Isto mesmo decorre do relatório de sinistro elaborado por perito da 2 Ré que se junta ...) e cujo conteúdo se dá aqui por integralmente reproduzido.