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Pode-se, pois, concluir que o corredor aqui em análise, que dá acesso aos três prédios à denominada Rua ... e que tem o seu início no Prédio Um, se prolonga pelo Prédio Dois e termina no Prédio Três, onde desemboca num portão através do qual se acede à Rua ..., é, ele próprio, um sinal visível e permanente que evidencia uma serventia constituída pela permissão de passagem sobre o Prédio Três, a partir dos Prédios Um e Dois, com a finalidade de aceder à Rua .... O acórdão recorrido negou a prova da aparência da relação predial de facto de serventia à data da realização da escritura de partilha, argumentando que não se provaram factos que convençam ou inculquem suficientemente a ideia que o pai de família quis estabelecer uma relação de sujeição do prédio 3 e do respetivo logradouro aos prédios 1 e 2, o que revela uma adesão à tese voluntarista segundo a qual a constituição de uma servidão por destinação do pai de família não poderia prescindir do apuramento da existência de uma vontade subjetiva por parte daquele de instituir uma relação predial de serventia no tempo em que todos os prédios lhe pertenciam.