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Assim sendo, o titular do direito de retenção terá de deter a coisa, no sentido de posse para o exercício desta garantia real”.27  96 - Uma vez mais no que respeita à posse no direito de retenção, ainda que a mesma nos pareça tradicionalmente negada, como decorre das posições de Pires de Lima e Antunes Varela28 e de Manuel Henrique Mesquita29 – muito embora contrariadas30 31 - importa dizer que a "nossa lei, todavia, embora defina a posse e a caraterize em termos correspondentes à conceção subjetiva acaba por, no fundo, consagrar resultados, ao menos parcialmente, coincidentes com a doutrina objetiva”, concedendo "a tutela possessória – os chamados meios de defesa da posse – a meros detentores ou possuidores precários”32 e, como é referido por José Alberto González, ainda que, historicamente, a posse haja sido "pensada para a propriedade e, no máximo, para os direitos menores de gozo ...) Não se encontra, porém, qualquer inconveniente no alargamento da "quase-posse” às garantias reais que impliquem a atribuição de um poder de facto sobre a coisa objeto das mesmas, desde que se tenha presente que uma coisa é reconhecer posse e outra é dar-lhe todos ou alguns dos respetivos efeitos”.33  97 – João Calvão da Silva, igualmente, admite o direito de retenção do empreiteiro, dizendo que não há razões válidas para o não reconhecer "enquanto o dono da obra não pagar o preço da empreitada, visto que o seu crédito resulta de despesas feitas por causa dela art.