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E é ainda assim por referência a certo depoimento e a propósito do crédito que merece ou não), o juiz aludirá ao modo como o depoente se comportou em audiência, como reagiu às questões colocadas, às hesitações que não teve, a naturalidade e tranquilidade que teve ou não)” Paulo Pimenta, Processo Civil Declarativo, Almedina, 2014, p.. Por isso, o Tribunal "ao expressar a sua convicção, deve indicar os fundamentos suficientes que a determinaram, para que através das regras da lógica e da experiência se possa controlar a razoabilidade daquela convicção sobre o julgamento dos factos provados e não provados, permitindo aferir das razões que motivaram o julgador a concluir num sentido ou noutro, de modo a possibilitar a reapreciação da respectiva decisão da matéria de facto pelo Tribunal de 2 Instância” Ana Luísa Geraldes, "Impugnação e reapreciação da decisão sobre a matéria de facto”, Estudos em Homenagem ao Prof. Dr. Lebre de Freitas, Volume , pág., pois que, conforme decorre do n. 1 do artigo 662 do Código de Processo Civil, a Relação deve alterar a decisão proferida sobre a matéria de facto, se os factos tidos como assentes, a prova produzida ou um documento superveniente impuserem decisão diversa.