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Finalmente e, fazendo apelo ao entendimento seguido no Acórdão do STJ, de 102008  processo n8, sobre perda de confiança entre as partes na execu��ão de um contrato de longa duração e aos ensinamentos de Batista Machado9, apelou também ao conceito de justa causa, enquanto fundamento de resolução deste tipo de contratos, afirmando bastar, no caso dos autos, « atentar na sequência da concessão de sucessivos e intermináveis prazos para apresentar a obra, quando todos os que foram previstos para a finalização dos trabalhos já se encontravam totalmente ultrapassados há muito, para se ter necessariamente que concluir pela perda de interesse da A. na realização da prestação debitória pela Ré, em vez da inconcebível - face às circunstâncias – necessidade da fixação de mais um – de muitos – prazo para a conclusão dos trabalhos», pois, « não só a A. perdeu completamente a confiança nas capacidades/incapacidades técnicas da Ré para levar a bom porto esta empresa, como todas as demoras no exercício do direito de resolução do contrato, tão insistentemente mantido em situação de impasse operacional, só concorreriam afinal para o acumular de graves prejuízos para a empresa».