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E não vemos que essa interpretação normativa afronte o imperativo do n. 2 do artigo 10 da Constituição da República Portuguesa, preconizando a tributação das empresas fundamentalmente segundo o seu rendimento real, como pretende a recorrente  Pelo contrário, a opção legislativa pelo afastamento da dedutibilidade em operações vinculadas nos casos enunciados, ao prevenir o risco de criação artificiosa de menos-valias com o consequente efeito de evasão fiscal e prover ainda à dificuldade de verificação, por parte da Administração tributária, da existência de um efectivo e não elisivo interesse económico na transacção para o que não basta a mera demonstração de que as operações foram praticadas a preço de, revela-se uma medida plenamente justificada pela relevância dos interesses que a justificam e "poderá até dizer-se que representa precisamente uma intencionalidade estrénua de cumprimento do imperativo constitucional do «rendimento real» e o cumprimento ainda dos constitucionais princípios da igualdade e da proporcionalidade” ac.