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-Assim, para que tal entendimento fosse sufragável era necessário que: A acção tenha por objecto a responsabilidade extracontratual;  O responsável seja uma entidade privada; À entidade privada responsável seja aplicável o regime específico da responsabilidade do estado e demais pessoas colectivas de direito público;  -Ora, a Brisa-Concessão Rodoviária, S.A. é uma pessoa colectiva de direito privado, tendo sido demandada para efectivação da sua responsabilidade extracontratual, na qualidade de empresa concessionária da via rodoviária onde ocorreu o acidente, devido àquela não ter assegurado a segurança da circulação da via, como estava obrigada, pelo que se encontram verificados os pressupostos referidos em 1 e ; -Sucede que, em nosso entender, falece a verificação do último pressuposto, uma vez que a responsabilidade da ré Brisa por indemnizações devidas a terceiros por acidentes de viação ocorridos nas auto-estradas por falha objectiva das condições de segurança, na qual se incluiu o atravessamento de animais, como sucede no caso dos autos, não se encontra sujeita ao regime previsto na Lei 67/2007 que regula a responsabilidade extracontratual do Estado e demais entidades Públicas;  -No mais, o legislador afastou expressamente a co-responsabilidade do Estado nessas circunstâncias, uma vez que o n1 da Base sob a epígrafe "Indemnizações a terceiros” dispõe que "São da inteira responsabilidade da concessionária todas as indemnizações que, nos termos da lei, sejam devidas as terceiros em consequência de qualquer actividade decorrente da concessão”;  -Ora, tal disposição acentua a natureza privada da responsabilidade da concessionária perante terceiros, afastando a existência de prerrogativas de direito público;  -Razão pela qual entendemos que é inaplicável ao caso sub judice o regime específico da LRCEE mas sim as regras do direito , tratando-se de um conflito de natureza privada em que ré Brisa não actua investida de jus imperii, como entendemos verificado in casu.