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32 e 3» Novamente inconformado, veio o assistente interpor o presente recurso, cujos fundamentos sintetizou nas seguintes conclusões: «)- Vem o presente recurso interposto da decisão que rejeitou o Requerimento de Abertura de Instrução por entender que nos termos do artigo 287, n 3 do Código de Processo Penal, a mesma é legalmente inadmissível; )- Salvo melhor opinião, o Tribunal a quo, decidindo como decidiu não fez uma correta análise dos factos concretos em causa, que impunham uma solução de direito diversa e, consequentemente, uma decisão distinta daquela que foi proferida, conforme adiante se explicitará;  )- Os crimes objeto de denúncia por parte do Recorrente são, antes do mais, denominados crimes permanentes cuja regra principal para a contagem do início do prazo de prescrição é a de, a partir do momento em que cessa a consumação, se verifica o início da contagem do prazo para efeitos de prescrição – como aliás é estabelecido no artigo 119, n 2 alínea do Código de Processo Penal; )- Razão pela qual é forçoso concluir que a decisão proferida pelo Ministério Publico assenta numa errada interpretação e aplicação dos normativos jurídicos aplicáveis à situação concreta; )- Uma vez que, o Denunciado após a aplicação da suspensão de que foi alvo de 9 anos e 6 meses, não promoveu – como estava obrigado – a qualquer comunicação de tal situação, quer ao processo judicial em que patrocinava o ora Recorrente, quer a este, realidade que, aliás, não se verificou até à presente data, facto que colocaria termo à omissão e teria como consequência o início da contagem do prazo de prescrição – Mas Que não se Verificou.