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Concluindo, é a própria lei que confere, no caso dos autos, a esta vitima o estatuto de vitima especialmente vulnerável e a quem o Estatuto da Vitima confere a medida especial de protecção que consiste na prestação de declarações para memória futura, nos termos previstos no artigo art 21, n2,, e 24, n1, da Lei 130/201 Assim, requerida que foi a prestação de declarações para memória futura da vitima dos presentes autos a quem a Lei confere o estatuto de vítima especialmente vulnerável o juiz não pode indeferir o exercício desse direito, o qual se destina a prevenir a vitimização secundária a que se refere o art 17 do Estatuto da Vitima.