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Com efeito, perante os factos objectivos dados como provados, atentas as regras da experiência comum e da normalidade da vida, é manifesto que os arguidos AA e BB agiram em comunhão de esforços e de intentos, segundo esquema previamente delineado, com intenção de que, através da violação dos deveres funcionais dos arguidos, fossem proferidos despachos nos inquéritos referidos a favorecer o arguido e a sociedade P......, tendo actuado os arguidos com o intuito de que, a troco da prolação dos referidos despachos no exercício das suas funções profissionais como Procurador da República no DCIAP, o arguido AA recebesse contrapartida pecuniária de valor não inferior a 76429,88€, que bem sabiam não ser legalmente admissível, logrando ainda que o arguido AA recebesse contrapartidas traduzidas da celebração de contratos de prestação de serviços, num primeiro momento com o Millennium BCP e posteriormente com o ActivoBank, que lhe permitiu obter um rendimento mensal não inferior a 400,00€, no período compreendido entre Setembro de 2012 e Fevereiro de 2016, o que todos sabiam ser contrário à lei e ao estatuto profissional do arguido AA, enquanto magistrado do Ministério Público.