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Em torno do sustentado erro de julgamento de facto, a Recorrente refere que tal é patente pelo facto de na sequência do procedimento inspectivo a que foi submetida a Impugnante ora Recorrida, terem sido detectados custos com a realização de duas obras de construção , sem a posterior declaração dos respectivos proveitos, sendo uma dessas obras a relativa à construção de uma moradia em R..., Bragança, o que foi confirmado pelos proprietários da vivenda, que tendo sido contactados pela AT no âmbito do procedimento inspectivo, vieram a apresentar um contrato de empreitada de construção da moradia, pelo valor de €15000,00, com IVA incluído, sendo que, contactado o legal representante da ora Recorrida, o mesmo confirmou ter feito uma placa e reconstruído paredes, no que incorporou materiais no valor aproximado de €4000,00 e que recebeu por esse trabalho o valor aproximado de €5000,00, e que após as correcções apuradas, a Impugnante, ora Recorrida veio depois a sustentar que apenas figurou como intermediária entre os donos da obra e os técnicos que construíram a moradia, sem ter recebido qualquer comissão, e que até veio a pagar as dívidas dos donos da obra, em sub-rogação, no montante de €11145,83 euros, por se sentir responsável por esse incumprimento, tese esta com a qual a Recorrente não concorda, e para o que contribuiu, no seu entender, a sobre valorização da prova testemunhal produzida em Audiência final, com total prejuízo da prova produzida pela AT – Cfr.