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O M juiz ponderou o facto de as diligências efectuadas em sede de inquérito não infirmarem os fortes indícios identificados em sede de decisão de aplicação da medida de coacção e, bem assim, o facto de o simples decurso do tempo não ter enfraquecido "os perigos identificados e fundamentados, permanecendo os arguidos fortemente indiciados pela prática de um crime de tráfico de estupefacientes, p.p arts 21, n 1 do 15/93, de 22 de Janeiro crime punido com pena entre 4 a 12 anos de prisão”, dando aí por reproduzido o teor do despacho de 29/9/2020, que considerou manter actualidade e onde, entre o mais, se escrevera o seguinte: "A colocação dos arguidos em plena liberdade ou, pelo menos, a atenuação da medida de coacção consubstancia um efectivo perigo para a aquisição da prova e continuação da actividade criminosa na medida em que, a partir desse momento, os arguidos teriam a possibilidade de regressar ao local onde ocorreram os factos indiciados e, desse modo, provir à destruição ou inutilização dos meios de prova, através de uma intervenção directa em prova material que possa não ter sido ainda identificada ou através da intervenção junto àqueles que poderão ter conhecimento dos factos.