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São conhecidas as dúvidas e divergências sobre se a transmissão da titularidade das ações, enquanto valores mobiliários, ocorre solo consensu, em que a transferência do direito real resulta do próprio ato pelo qual é declarada a vontade de transmitir para o património de outrem esses valores, como ocorre em regra 1 com os contratos translativos de direitos reais artigo 40, n. 1, do Código, designadamente com a compra e venda artigo 87,, do Código, sem prejuízo da necessidade de, complementarmente, ser necessária a prática dos atos previstos no artigo 10, n. 1, do Código dos Valores Mobiliários, que conferem eficácia, perante terceiros, designadamente a sociedade, a essa transmissão 2, ou se, pelo contrário, esse contrato apenas tem efeitos obrigacionais, dele apenas resultando o dever e o direito à transmissão pelo modo previsto na lei, que, no caso das ações nominativas, é o previsto no referido artigo 10, n. 1, do Código dos Valores Mobiliários  No contrato de compra e venda de ações celebrado entre a Autora e a Ré, as partes diferiram a transmissão das ações para um momento posterior à celebração do contrato.