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Assim, mais não seja por força deste outro lapso, ainda que se entendesse que a solução legal passava pelo pagamento da taxa de justiça, tendo a Autora satisfeito a solicitação que lhe foi efetuada nos termos em que foi notificada e no prazo geral de 10 dias, os princípios da previsibilidade e da confiança, que são uma das vertentes do Estado de Direito Democrático consagrado no art 2 da Constituição da República Portuguesa, sempre imporiam que se aceitasse como regularizada a situação em apreço, uma vez que, "devendo as secretarias judiciais atuar nos termos da lei e segundo as orientações do juiz de que dependem, as partes hão de poder confiar naquilo que os funcionários judiciais lhes transmitam ou levem a cabo” Abrantes Geraldes e outros, obra citada, pág..  Mais precisamente, o princípio da proteção da confiança em relação à atividade judicial - consubstanciada na proteção de expectativas criadas por habituais menos rigorosos e menos exigentes procedimentos dos tribunais - sempre demandaria que, no caso, se considerasse legítima a interpretação de que o cumprimento do solicitado conduziria à dita regularização, mais ainda quando tal interpretação se viu consolidada pelo prosseguimento do processo ao longo de mais de dois anos após a junção aos autos do comprovativo do apoio judiciário concedido, sendo, pois, justa a incompreensão manifestada pela Autora face à decisão recorrida.