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Se o despacho a referência 7038788 de 28 de junho de 2010 era suficientemente claro com o despacho de 21 de setembro de 2010 com a referência 7232871, qualquer dúvida que subsistisse certamente se encontra dissipada.” 3 Os esclarecimentos do tribunal quanto à interpretação a dar ao despacho de remessa para os meios comuns são muitíssimo claro quanto às orientações a seguir:  ) à Relação de bens terão de ser subtraídos os bens cujo relacionamento indevido haja sido acusado; ) à Relação de bens terão de ser adicionados os bens cuja existência a cabeça de casal confessou; 3 Assim, tendo o tribunal realizado um exercício de interpretação autêntica do sentido e alcance do despacho de remessa para os meios comuns, nenhuma dúvida pode subsistir: os bens cuja inclusão foi reclamada não fazem parte do objeto do presente processo de inventário; 3 Sucede que, para além da cabeça de casal não ter procedido à eliminação das verbas n.s 3 a 8 da relação de bens doados ao interessado A. , o próprio tribunal também não o fez como era sua obrigação nos termos do n 5 do artigo 1349 do CPC: "as alterações e aditamentos ordenados são sempre introduzidos pela secretaria na relação de bens inicialmente apresentada”, situação que não tendo sido devidamente acutelada à data, em violação direta daquela disposição legal, deu azo a que as referidas verbas dos bens doados não tenham sido eliminadas da relação de bens, o que culminou na errada contabilização das mesmas no mapa da partilha que foi homologado pelo tribunal a quo, ao arrepio do que havia sido determinado pelo mesmo tribunal no despacho de 28/06/2010, e em violação dos princípios da legalidade e da formação de caso julgado; 3 A sentença da partilha está também em violação do direito de propriedade do interessado aqui recorrente uma vez que as verbas n.s 3 a 8 da relação de bens doados ao interessado A. , respeitam a bens imóveis que não podem integrar o acervo sucessório como doações; 4 Tais verbas respeitam a prédios que foram relacionados pela cabeça de casal como doações feitas em vida pelo autor da sucessão por conta da legítima) ao interessado A. , embora, ao contrário do que foi relacionado, todos esses prédios estejam titulados por escrituras públicas de compra e venda a favor do aqui recorrente.