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Em seu favor invoca os seguintes argumentos: a)    Não está em causa a licitude do comportamento da recorrente, pois só assim que se compreende que o exercício do seu direito tenha sido julgado abusivo; b)  Está em causa, para utilizar as palavras constantes do acórdão recorrido, o facto de, alegadamente, a Recorrente ter adotado, em tempos diferentes, dois comportamentos que se contradizem, tendo a Recorrente colocado em causa a situação objetiva de confiança e o investimento feito pela Recorrida; )      As afirmações do acórdão recorrido no sentido de que "tudo o que se passou entre as partes nomeadamente, as obras dos anos de 2014 e, foi "àmargemde qualqueracordoourelaçãodenaturezacontratualassumidapelaspartes” e que "AcondutadaR.revelaumalheamentorelativamenteaodireito contratualmente estabelecidodeprocederàretiradadosmencionados equipamentos” estão baseadas num equívoco; )    Não encontra sustentação nos factos a ideia segundo a qual a Petrogal decidiu prescindir do equipamento e material que é seu, a favor da Recorrida, sem qualquer contrapartida ou ato de transmissão expresso; e)     A Recorrente sempre deixou bem expresso que o facto de material sua ser incorporado no posto de abastecimento, não significaria abdicar da sua propriedade ou desprezar o que estava contratualmente estabelecido; f)       A cláusula 1 do contrato de fls é clara ao estabelecer que ")a Petrogal,àsuaconta,jáinstalounoPostoosdepósitos,bombaseoutros equipamentosqueelaconsiderounecessáriosouconvenientesaobom funcionamentodomesmo” e na cláusula 2 que "Essesbens,queostentarão sempreascores,marcasesinaisdistintivosdaPETROGAL,continuam propriedadedesta,masoseu usoécedidogratuitamenteao DISTRIBUIDOR”negrito.