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De acordo com o EAJ Estatuto do Administrador Judicial aprovado pela Lei 22/2013 e alvo já de duas alterações introduzidas pela Lei 17/2017 e 52/2019 o administrador judicial, denominado administrador da insolvência quando nessa qualidade exerce funções, é um servidor da justiça e do direito devendo atuar com absoluta independência e isenção, estando-lhe vedada a prática de atos que para seu benefício ou de terceiros possam pôr em crise consoante os casos, "a recuperação do devedor, ou, não sendo esta viável, a sua liquidação, devendo orientar sempre a sua conduta para a maximização da satisfação dos interesses dos credores em cada um dos processos que lhes sejam confiados.” – vide artigo 12 ns 1 e  A exigente habilitação para o cargo demanda especial formação – tal como decorre em especial dos atuais artigos 3 e 9 anteriormente na vigência da Lei 32/2004 revogada pela Lei 22/2013 – artigos 6 e 10  - sendo nomeadamente submetidos os candidatos a exame escrito que inclui entre outras matérias  "a) Direito comercial e Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas; b) Direito processual; ) Contabilidade e fiscalidade; ).