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Sem questionar a gravidade das lesões e do sofrimento da A. e ponderando todos os elementos apurados, o Tribunal "a quo” entendeu ser de arbitrar à A. uma compensação global pelos danos não patrimoniais sofridos no montante de € 6000,0  Pretende a recorrente, atendendo à factualidade supra descrita e salientando o facto da sua situação clinica não se encontrar completamente consolidada, o que pode obrigar a uma futura revisão da sua incapacidade ponto 48 dos factos, que seja fixada uma compensação pelos danos não patrimoniais por ela sofridos em quantia não inferior a € 10000,00, alegando que este valor se coaduna com outros valores que têm sido fixados em decisões nos Tribunais superiores em situações muito semelhantes ao caso concreto.