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Também o caso do caçador que, no exercício da caça ou por causa dela, causa danos a terceiro, há muito vem sendo considerada como uma atividade perigosa, quer pela natureza dos meios adotados, quer pela sua própria natureza porque dela são inseparáveis esses meios, sendo precisamente um dos exemplos a que recorre habitualmente a doutrina2 Ora, se a prática individual da caça constituiu uma atividade perigosa, a organização de uma montaria – sendo um processo de caça que envolve muitas pessoas caçadores, postores, carregadores, matilheiros e pessoal da organização) – constituiu, em si, uma fonte de perigo muito superior à que resulta da prática individual da caça, quer pelo número de caçadores e armas envolvidas quer pelo número de possíveis vítimas, aumentando exponencialmente os riscos de um acidente.