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Sustenta em primeira linha que a mesma padece de erro de julgamento por errada interpretação e aplicação do artigo 283-A n 3 do CCP, por, em suma, a sanção pecuniária ali prevista não ter a natureza de indemnização e/ou compensação a qualquer concorrente pretensamente lesado, mas sim uma natureza semelhante a uma coima ou a uma multa a pagar pela entidade adjudicante a uma "instância de recurso independente da entidade adjudicante” nos termos aludidos na Directiva n 2007/66/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, e que assim não pode ser a autora a beneficiária dessa sanção, sob pena de se estar perante um verdadeiro direito indemnizatório violando-se, por essa via, o disposto na parte final do art.