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artigo 36, n.  8) Na medida em que a recorrente alega que sem a disponibilidade das quantias retidas entrará em incumprimento do contrato promessa cuja realização está eminente, com todas as consequências associadas a tal incumprimento - desde logo a perda do sinal de € 25000,00 - não se pode aceitar a imputação do douto Tribunal a quo de que não teria a ora recorrente cumprido o ónus de alegar factos que justifiquem a urgência do procedimento ou que consubstanciem o fundado receio de lesão grave e irreparável do seu direito,  9) O facto de as quantias penhoradas estarem retidas à ordem dos autos, em nada afasta a urgência do procedimento, uma vez que o perigo de ofensa do direito da recorrente está precisamente no facto de delas não poder dispor a curto prazo;  10) O facto de o douto Tribunal recorrido considerar que não há periculum in mora porque sempre restaria à recorrente um direito de credito sobre a recorrida, é desajustado á realidade dos factos, pois a exequente é uma sociedade por quotas, de responsabilidade limitada, dedicada à construção - sector que se encontra em notório declínio - pelo que, conforme ditam as regras da experiência comum, não oferece quaisquer garantias de solvabilidade, muito menos em face de um crédito avultado como o dos autos que, no mínimo, ascenderá a € 25000,00 valor correspondente à perda do.