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Ou seja, a decisão recorrida não deixou de considerar o facto de o piso da estrada se encontrar molhado, ainda que o mesmo não possa, como é evidente, assumir a relevância que lhe é conferida pela apelante para efeitos de excluir a responsabilidade do segurado da Ré, porquanto, como se sabe, sobre qualquer condutor incide o dever de regular a velocidade de modo a que, atendendo à presença de outros utilizadores, em particular os vulneráveis, às características e estado da via e do veículo, à carga transportada, às condições meteorológicas ou ambientais, à intensidade do trânsito e a quaisquer outras circunstâncias relevantes, possa, em condições de segurança, executar as manobras cuja necessidade seja de prever e, especialmente, fazer parar o veículo no espaço livre e visível à sua frente -artigo 2, n.1, do Código da Estrada, aprovado pelo n. 114/94, de 3-05 - conforme melhor se analisará em sede de apreciação de direito.