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E 2) Se o Tribunal entendeu que, por as suas declarações não terem uma visão fotográfica de alguns pormenores, não se afiguravam credíveis, então continuou a andar mal nessa interpretação;  Na verdade, 2) No princípio da livre apreciação da prova, tem que ser sopesado pelo Tribunal que, o que foi retido por quem observou e testemunhou não pode ser dissociado do facto de os acontecimentos terem sofrido a influência erosiva do tempo, e no caso presente seis anos a que acrescem ainda factores de ordem subjectiva ligados à percepção, apreciação ou relato dos acontecimentos;  Por aqui 2) Facilmente se percebe que o depoimento de cada um dos Autores se mostrou genuíno, revelando, inclusive, a sua indignação por só ao fim de tanto tempo estarem ali, bem como pelo facto de estarem a ser injustamente sujeitos a um entendimento vertido pela ora recorrida, que não é coincidente com os factos, sendo estes alheios à circunstância de a entidade patronal não ter feito coincidir as datas na declaração para a situação de desemprego; 2) O que também é corroborado pela prova testemunhal produzida, que, mais uma vez, foi indevidamente desvalorizada pelo Tribunal "a quo”;  Com efeito, 2) Apesar de, em parte, se tratarem de testemunhos indirectos, não deixam de merecer credibilidade por esse facto, e de relevarem para o apuramento da verdade e da justiça, como tanto se almeja, dado o circunstancialismo vivenciado pelas próprias, junto dos seus familiares; 2) Atentemos no depoimento da testemunha , marido da Autora , no seu depoimento gravado no sistema de gravação do Tribunal e audível dos minutos 01:05:00 aos minutos 01:13:30, do que salientamos os seguintes excertos transcritos acima dos minutos 01:07:08 aos minutos 01:10:23; 3) Esta testemunha não tem dúvidas que a sua mulher foi despedida no dia sete de outubro, tendo, ele próprio, escutado essas palavras, nesse dia, da boca dos patrões dela, à porta do estabelecimento, pois que a tinha acompanhado, àquele local; Nem dúvidas lhe assaltam de que 3) Nos dias antecedentes, viu-a preparar-se para ir trabalhar, tendo mesmo no dia três chegado a sair de casa para esse fim, mas regressado depois, e no dia quatro, quando estava já para sair, a mesma ter recebido um telefonema a dizer-lhe que não fosse, porque havia um problema na cozinha e que logo que estivesse resolvido lhe diriam para ela voltar ao trabalho; 3) Tal como sabe que a mulher combinou com os colegas de trabalho a ida ao estabelecimento no dia sete, para verem o que se passava, tendo-a acompanhado nessa démarche;  Igualmente 3) A testemunha depôs com isenção, credibilidade e conhecimento de causa, indirecto, mas todavia vivenciado, porquanto habita o mesmo espaço físico do seu pai; Na verdade, 3) Pelo seu depoimento, audível no ficheiro de som, entre os minutos 01:25:20 e 01:30:52, do que salientamos e transcrevemos os minutos 01:28:14 a 1:30:54, facilmente se percebe que, inquirindo o seu pai directamente do porquê de se encontrar em casa em horário diferente do habitual, ter obtido dele como resposta a existência de um problema na cozinha do seu local de trabalho, impeditivo da sua prestação.