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Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de e 30-9-2010, de 5-5-2015; e, o Acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães de 1-2-18, do qual destacamos do sumário: « Porém, porque a resolução, não é um instrumento puramente negativo, concretizado numa retroactividade mais ou menos arbitrária, mas visa uma liquidação adequada à própria finalidade formal do direito, a saber, ao estado económico-jurídico anterior e numa base, quanto possível igualitária entre as partes, compreensível é que não tenha o comprador o direito à devolução de todo o dinheiro que entregou ao vendedor, sendo que, de resto, por regra, não apenas o veículo restituído tem um menor valor, como da sua utilização sempre beneficiou; Em razão do referido em , e com fundamento no instituto do enriquecimento sem causa, pertinente é que, ao montante do preço a restituir pelo vendedor, seja descontado o valor objectivo do uso - pelo comprador - da coisa vendida e/ou desvalorização desta última, se necessário calculado com recurso ao princípio da equidade, e conforme o disposto no artigo 566, n 3, do Código Civil.»25  Sucede que nos autos que ajuizamos, a Ré apelante coloca ex novo a questão da desvalorização do veículo.