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Para a execução da referida auto-estrada, aí se incluindo a obra geral e as obras de arte, a  ré celebrou com a  ré um contrato de empreitada, mediante o qual esta última se comprometeu, remuneradamente, a executar os respectivos trabalhos de construção  Alegam os autores, também, que são proprietários, por os terem adquirido por compra e venda, titulada por escritura pública de 14-09-2007 e por exercerem, por si e antepossuidores, desde há mais de 30 anos, actos materiais conducentes à aquisição do direito de propriedade por via da usucapião, de vários prédios Campo do Girio, Campo do Lameiro do Outeiro, Campo da Grandã, Campo dos Casais de Lamas de Cima e de Baixo, Campo da Veiga, Campo da Lameira ou Lamadeira e Leira do Roço da Lameira e Leira de Matos ou do Talhinho, que compõem o conjunto já denominado o «Casal», ou «Quinta de São Cristóvão», situado no lugar do ., freguesia de .., concelho de ..  Sucede que, na execução dos trabalhos de construção do referido troço de auto-estrada, a  ré, nos anos de 2005 e 2006, utilizou explosivos, efectuou o corte de rocha, realizou escavações, movimentou terras e abriu novos acessos, causando alterações dos caminhos e dos cursos de água, do sistema de irrigação e do transporte de águas pluviais naqueles terrenos, que distam apenas 100 metros do troço de auto-estrada referido.