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114, defendendo que nas hipóteses em que se estipula que o contrato definitivo será celebrado "logo que o promitente-comprador comunique o dia, hora e local”, embora, prima facie, pareça estarmos perante uma cláusula cum voluerit, "sob pena de ficar abalada a eficácia vinculativa da promessa e se dar cobertura ao livre-arbítrio do promitente-vendedor, mantendo-se indefinidamente inerte, há que interpretar a convenção no sentido de uma simples cláusula que lhe outorga a iniciativa da fixação do prazo, considerando-se inadimplente se mantiver uma atitude omissiva durante um lapso de tempo intolerável, mas tendo a contraparte, na ausência, ou independentemente desse comportamento concludente, a possibilidade de recorrer ao tribunal” Sendo assim, como nos parece, importa ter presente o disposto no artigo 77 do Código Civil que rege sobre o momento em que a obrigação se torna exigível, em que o credor passa a poder exigir o seu cumprimento.