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431, n. 1, do CPC, ou seja, se o notificado declarar que não possui o documento, o requerente é admitido a provar, por qualquer meio, que a declaração não corresponde à verdade; 4-Mas na arbitragem nada disto aconteceu; como decorre do despacho do Tribunal Arbitral, este autorizou o recurso aos Tribunais Judiciais como se a Apelante nada tivesse dito ou juntado, e mais: sem que o Tribunal Arbitral especificasse os documentos que faltaria juntar e nada dizendo sobre se esses documentos existem ou não existem, se há ou não há indícios da sua existência;  4-Não deve dum Tribunal Judicial ordenar a uma parte, usando o seu ius imperii, a apresentação de documentos que essa parte disse não existirem e sobre cuja existência não se produziu qualquer prova;  4-Assim, não deve ser ordenada à Apelante a junção de documentos que esta disse não existirem, e que o Tribunal não apresentou razões para existirem, absolvendo-se a Apelante dos pedidos que se referem à apresentação destes documentos;  4-Subsidiariamente: para apresentação das centenas de documentos determinados pela parte contrária, a decisão recorrida fixou uma data certa, da qual resulta que à Apelante foram conferidos dois dias úteis para apresentar esses documentos, quando esta havia requerido um prazo não inferior a 3 semanas para esse efeito;  5-Dois dias úteis para identificar, coligir e juntar aos autos centenas de documentos é um prazo desajustado e que não pode ser justificado por qualquer razão de prudência ou de razoabilidade;  5-Nem se vê, face aos tempos desta ação, que nesta altura corre termos há cerca de 11 meses, que a junção de um volume de documentos dessa ordem tenha de ter lugar em prazo tão escasso; 5-Assim, a título subsidiário, deve a decisão recorrida ser revogada e atribuído à Apelante prazo não inferior a 3 semanas para a prática do ato.