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Daí que seja recomendável uma grande dose de prudência na sua apreciação e avaliação»4 Em função de tudo isto, Luís Filipe Sousa pugna pela valoração da prova segundo a probabilidade lógica, dizendo que «uma hipótese pode aceitar-se como verdadeira se não for refutada pelas provas disponíveis e estas a confirmarem, tornando-a mais provável que qualquer hipótese alternativa sobre os mesmos factos»4  Na sua obra de referência sobre a prova, de forma absolutamente sustentada, Michele Taruffo assevera que «a decisão final sobre os factos dotada do mais elevado de racionalidade é aquela que se baseia numa narração que seja, ao mesmo tempo, logicamente coerente, congruente com os factos que resultam provados e correspondente à previsão da norma legal que constitui a base da decisão in jure»4 Em abono da verdade, face à ausência de autorizações específicas das comissões de credores para o exercício de funções por parte da sociedade Autora nos processos indicados no ponto 10 dos factos provados, conjugada com a demais provas produzidas, terá de se concluir que se estava perante um trato jurídico particular não formalizado por escrito e que daí derivava que a Ré corria «o risco de as mesmas não serem aprovadas e terem de ser por si ressarcidas a quem as suportou».