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Mas se quisermos ir até mais longe, sublinhem-se as considerações de Abílio Neto no comentário ao artigo 574 do Código Civil, que refere que "a ampla liberalização do ónus de impugnação, implementada pela reforma de 2013, reconduziu-o a uma função minimalista, porquanto, por um lado, o réu passou a estar obrigado a tomar uma posição clara apenas "sobre os factos que constituem a causa de pedir invocada pelo autor”, ou sejam sobre os factos e razões de direito que servem de fundamento à acção, avaliados por um juízo de causa-efeito entre esses factos e o direito casa de e o pedido, na lógica do autor ou noutra lógica que o tribunal entenda, e, por outro lado, a admissão por acordo dos factos instrumentais, ou seja, daqueles factos cuja função é penas probatória, sem que consubstanciem ou preencham directamente as pretensões jurídico-materiais do autor, embora deles se infira a existência dos factos principais, pode ser sempre afastada por prova posterior n 2 in, o mesmo é dizer que o acordo que recaiu sobre tais factos é sempre provisório, sujeito como está às contingências da prova, nomeadamente testemunha”17 17 Cfr.