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A Impugnante apresentou alegações recursivas, com as seguintes conclusões:    " A douta sentença recorrida julgou parcialmente procedente a impugnação judicial deduzida contra os atos tributários consubstanciados nas liquidações adicionais de IVA n. 04023958e n. 04023884, relativas, respetivamente, aos anos de 2001 e 2002, e correspondentes  liquidações adicionais de juros compensatórios n. 04023957 e n. 04023883, emitidas em 002004;      O Tribunal a quo manteve as liquidações adicionais de imposto sob impugnação, determinando, no entanto, a revogação das liquidações adicionais de juros compensatórios e de juros de mora e determinando a inutilidade superveniente da lide, parcial, em face do pagamento, pela Recorrente, das liquidações impugnadas, no que se refere ao pedido de compensação de dívidas;     Salvo o devido respeito, a Recorrente entende que a sentença recorrida é nula por falta de especificação dos fundamentos de facto, decorrente da falta de discriminação dos factos não provados;     No que se refere à falta de discriminação dos factos não provados, por força do disposto no artigo 20 da CRP e nos artigos 12, n. 2, e 12, ambos do CPPT, o juiz tem o dever de proceder, sob pena de nulidade da sentença, não só à discriminação dos factos dados como provados, mas também à discriminação dos factos dados como não provados, porquanto só assim será possível conhecer e controlar o itinerário cognoscitivo que o juiz da causa seguiu na fundamentação da mesma e aferir sobre que factos incidiram, verdadeiramente, os juízos probatórios do Tribunal cf.