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STJ de 202011, "A entrega material ou simbólica da coisa ou do dinheiro continua a ser, para a doutrina tradicional, um elemento constitutivo do contrato real em si, como acontece com o mútuo, para além do consenso das partes, e não apenas uma condição de eficácia do contrato já existente, não se tratando da execução do acordo, do cumprimento da obrigação, mas antes da existência do próprio contrato com a qual se completa.”   Também Menezes Cordeiro defende que: "A entrega da coisa não é um acto devido em execução do contrato, nem um elemento condicionador da sua eficácia, Integra-se na facti species contratual, mas não é uma condição da respectiva validade.