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3 - Independentemente de queixa, apresentada pelo ofendido, a autoridade judiciária ordena a realização de exame pericial aos objectos apreendidos, referidos no número anterior, sempre que tal se mostre necessário para determinar se são ou não fabricados ou comercializados pelo titular do direito ou por alguém com sua autorização.»  Não obstante, o que correu menos bem neste primeiro momento foi a fundamentação do despacho do Ministério Público, que é deficitária, pois não se trata de despacho de mero expediente e o seu conteúdo, que pode ser prejudicial a algum dos intervenientes no processo, deve ser claro quanto às opções tomadas no âmbito da perícia, incluindo esta e designadamente quanto às razões subjacentes à nomeação dos referidos peritos, que não deve ser presumida, de modo a possibilitar a sua apreciação, devendo também ser notificado aos interessados, no caso incluindo o suspeito a quem foram apreendidos os bens, que não havia sido ainda constituído arguido mas a quem não pode deixar de ser reconhecido interesse no acompanhamento do acto E apesar de no âmbito destes processos em que se suspeita da existência de material contrafeito tal despacho até possa ser mais sintético do que na generalidade dos demais processos onde é determinada a realização de perícia, por força da norma citada, ainda assim, o despacho em causa devia ter concretizar melhor as razões e os termos das perícias.