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Pois bem, a apreciação da prova faz-se nos limites plasmados pelo artigo 227 do Código de Processo Penal, para cuja interpretação nos socorremos da lição de Figueiredo Dias: "Se a verdade que se procura é uma verdade prático-jurídica e se uma das funções primaciais de toda a sentença maxime da é a de convencer os Interessados do bem fundado da decisão, a convicção do juiz há-de ser, é certo, uma convicção pessoal - até porque nela desempenha uma função de relevo não só a atividade puramente cognitiva mas também elementos racionalmente não explicáveis e mesmo puramente emocionais - mas, em todo o caso, também ela uma convicção objetivável e motivável, portanto capaz de impor-se aos outros.