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Entende, assim, o tribunal colectivo não aplicar qualquer das penas de substituição legalmente admissíveis, ou seja a suspensão da execução da pena de prisão por neste momento se entender por tudo o exposto ser exigido o cumprimento efectivo da pena de prisão para prevenir o cometimento de futuros crimes, por não existir um quadro factual no passado e no presente do arguido que permita um juízo de prognose no sentido de que a simples censura do facto e ameaça da prisão realizam de forma adequada e suficiente das finalidades da punição – uma postura de arrependimento sincero, genuíno, pedido de desculpas genuíno acompanhado de depoimentos das vítimas seguros quanto ao arrependimento do arguido e sem medo, a assunção integral pelo arguido dos comportamentos disfuncionais graves que teve para com terceiros aos quais se deve dar afecto e protecção, ou então pelo menos respeitar e tratar com dignidade, seria um bom começo de demonstrar ao tribunal que se iniciou a ressocialização do arguido e um dado que daria alguma segurança para o tribunal dar o passo seguinte, isto é uma oportunidade ao arguido de em liberdade, ainda que sob algumas condições, deveres e regras de conduta, demonstrar que interiorizou a gravidade dos factos e das penas associadas e que jamais pensará sequer em fazer algo igual ou semelhante.