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A nosso ver, estando em causa factos de 5 de Maio de 2014 e um único reconhecimento positivo efectuado em 21 de Janeiro de 2016 – mais de um ano e oito meses decorridos sobre a data dos factos –, reconhecimento efectuado na esquadra da PSP por uma testemunha que alegadamente nunca tinha visto antes dos o arguido, nem o voltou a ver depois, e que, no atinente à identificação do agente do crime, constitui o único elemento probatório que o tribunal tinha para valorar – o ofendido dissera, no auto de denúncia, ser capaz de reconhecer o agressor, mas não logrou reconhecer o arguido -, afigura-se-nos que se exigia outro nível de exigência na produção e valoração da prova, tanto mais que, como já se disse, o auto de reconhecimento foi efectuado muito tardiamente e é parco e lacónico em elementos informativos, não tendo o tribunal cuidado de obter mais e melhores informações da testemunha sobre a forma como o mesmo decorreu, tendo em vistas as cautelas a que se refere o supra citado acórdão de 12 de Maio de 200 Acresce que à pergunta "a senhora reconheceu-o sem qualquer dificuldade?”, a testemunha respondeu: "Reconheci-o da primeira vez, sim...” A nosso ver, impunha-se esclarecer o que quis dizer a testemunha ao referir "da primeira vez, sim”, o que poderá significar que numa segunda vez não o reconheceu, ou então que a testemunha estava a reportar-se ao reconhecimento de outra pessoa.