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Ainda no mesmo sentido, também se escreveu no AC STJ de 112019, relatado pelo Sr. Juiz Conselheiro António Leones Dantas, o seguinte: "- Sendo as conclusões não apenas a súmula dos fundamentos aduzidos nas alegações, mas também, e sobretudo, definidoras do objecto do recurso e balizadoras do âmbito do conhecimento do tribunal, no caso de impugnação da decisão sobre a matéria de facto deve o recorrente nelas indicar, por referência aos concretos pontos de facto que constam da sentença, aqueles cuja alteração pretende e o sentido e termos dessa alteração.” E, ainda, no mesmo sentido, também se salienta no recente AC STJ de 02021, relatado pela Sr. Juíza Conselheira Maria do Rosário Morgado, o seguinte: "– O recorrente que impugne a decisão sobre determinados pontos da matéria de facto deve indicar, nas conclusões, os concretos pontos de facto que considera incorretamente julgados; por sua vez, na motivação deve identificar os meios de prova que, na sua perspetiva, determinam uma decisão diversa quanto a cada um dos factos impugnados, bem como as passagens da gravação relevantes e a decisão que deve ser proferida sobre as questões de facto impugnadas.”4 sublinhados Ora, no caso dos autos, tendo presente a anterior exposição, os apelantes incumprem, de forma ostensiva, este outro ónus de especificação da matéria de facto constante do elenco dos factos provados e não provados que impugnam no presente recurso.