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5 Ao ter julgado como o fez, não obstante a ponderação realizada, afasta-se do que seria uma análise rigorosa dos factos – incluindo os documentados, que deste modo desconsiderou;  Sem prescindir: 6 A pena aplicada mostra-se excessiva, uma vez que ultrapassa o grau de culpa, atenta a condições atenuantes do arguido, ou seja, a confissão da materialidade acompanhada da devolução, por DEPÓSITO NOS AUTOS, da quantia envolvida, e arrependimento activo medido, além das palavras, pela interrupção da actividade ilícita), e estar o arguido inserido pessoal e profissionalmente na sociedade, 7 Ao determinar a concreta medida da pena, o tribunal a quo assentou na prevenção e repressão do crime, alheando-se, indevidamente, daquelas circunstâncias e da recuperação e ressocialização do arguido, não tomando em boa conta a sua personalidade e a sua conduta anterior e sobretudo a ACTIVA posterior ao facto; 8 Não obstante considerar, na matéria de facto provada, várias circunstâncias que não fazendo parte do crime, depuseram a favor do recorrente, o tribunal a quo na determinação da pena subvalorizou essas circunstâncias, entre as quais, repete-se as do abandono activo da continuação da actividade elícita; incluindo a interrupção da actividade de desvio de dinheiro da conta bancária da assistente; 9 Esses aspectos deviam ter sido tidos em consideração para efeitos de determinação da medida da pena concretamente aplicada, pelo que, não o tendo sido, o M Juiz a quo violou o estatuído nos artigos 40, n 2 e 71 do Código Penal; 10 Com efeito, as finalidades da punição realizam-se plenamente com a aplicação dessa medida punitiva; 11 Esta pena de substituição não compromete minimamente em relação à comunidade a confiança e a reafirmação da validade da norma violada; 12 Atentas as condições atenuantes de confissão e arrependimento, que o Tribunal a quo reconhece, deveria o arguido ter sido condenado em pena inferior, ainda em atenção à reposição do montante desviado pelo arguido; 13 No que à pena de prisão diz respeito, a mesma foi determinada muito próximo do limite máximo, o que é totalmente desproporcional, atenta a conduta ao longo de uma vida, e aquelas atenuantes de confissão e arrependimento, 14 Devia o tribunal ora recorrido ter atendido a possibilidade de reabilitação do arguido, e não fazendo violou as exigências preventivas e o dever de atenuação especial da pena previsto no art.