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No caso em apreço, o Tribunal "a quo” fixou ao A. J. uma indemnização "pelo dano biológico que envolve o dano patrimonial futuro”, no montante de € 87912,00, discordando a recorrente deste valor por o considerar desajustado à situação concreta, defendendo que a indemnização pelo défice funcional permanente que afecta o A. seja fixada, em equidade e antes de qualquer abatimento, no valor de € 20000,00, devendo operar-se uma redução, atendendo ao facto de ver antecipada e paga agora a indemnização de um dano que só se concretizaria ao longo de mais de duas décadas, ou noutra quantia que se julgue adequada, mas sempre inferior àquela em que foi valorizado esse dano na sentença.