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É manifesto que a Requerida tinha nessa altura na sua posse muita informação relativa à insolvente e ao seu património, designadamente os contratos de alienação das lojas, as facturas, os extractos das contas bancárias, enfim os elementos que juntou apenas com a oposição apresentada nestes autos de qualificação, em 21/04/201 Elementos estes que se fornecidos ao Sr. AI logo quando solicitados, teriam certamente conduzido a um andamento diferente dos autos e possivelmente até, à resolução atempada dos negócios celebrados em benefício da massa insolvente, ali se percebendo desde logo os termos e condições desses negócios e os intervenientes envolvidos nos mesmos, com maior precisão”.Nesta conformidade, porque se concorda integralmente com o enquadramento jurídico proposto pelo Tribunal Recorrido – e tendo em conta também que se manteve inalterada a matéria de facto provada - conclui-se que, também neste ponto, a argumentação dos Recorrentes improcede, e, nessa medida, só resta ao presente Tribunal confirmar a decisão de Primeira Instância no que concerne ao juízo valorativo por este efectuado quanto à qualificação da Insolvência como culposa, uma vez que se mostram preenchidos os requisitos legais estabelecidos nas alíneas,,,, e do n. 2 do artigo 186 do CIRE.