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No âmbito da factualidade apurada supra referida, basta atentarmos na natureza e gravidade das lesões sofridas pela A., o facto desta ter 21 anos à data do acidente, as dores e o sofrimento sentidos aquando do acidente e nos períodos de tratamento e convalescença e que ainda continua a, o facto de ter sido submetida a 19 intervenções cirúrgicas com todas as dores e sofrimentos a isso inerentes, os períodos de internamento, os tratamentos a que foi sujeita, o período de tempo em que esteve acamada e totalmente imobilizada, o facto de ter estado incapacitada para o trabalho durante 1879 dias ou seja, mais de 5, as sequelas irreversíveis que acompanharão a A. pelo resto da vida e a repercussão que tiveram e continuam a a nível pessoal, profissional, social e afectivo, a incapacidade permanente genérica de 33%, o facto de ter corrido risco de vida e de amputação do membro inferior esquerdo e de a A. ter estado ciente disso, a necessidade de medicação e tratamentos de fisioterapia no futuro e de usar calçado ortopédico, o quantum doloris que é bastante significativo grau 6 numa escala de 1 a, o dano estético fixado no grau 5 numa escala de 1 a 7, a repercussão permanente nas actividades desportivas e de lazer fixada no grau 4 numa escala de 1 a 7 e a repercussão permanente na actividade sexual fixada no grau 2 numa escala de 1 a 7, bem como o quadro depressivo que desenvolveu durante o período de internamento e em que esteve sujeita a tratamentos e que se mantém), os incómodos, a tristeza, o desgosto, a perturbação e a limitação decorrentes do acidente, das lesões que sofreu e das sequelas com que ficou.