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Insurge-se a Recorrente contra o Acórdão recorrido uma vez que na sua tese tendo invocado, na Petição Inicial, a caducidade do direito de resolução, tendo a Senhora AI alegado ter tido conhecimento dos referidos negócios apenas em Setembro de 2014 e não tendo o Tribunal de Primeira Instância nem o Tribunal da Relação) dado provimento ao pedido de inversão do ónus da prova formulado pela Recorrida, parece claro que caberia a esta provar o momento em que teve conhecimento dos negócios aqui em causa e não à Recorrente provar que este conhecimento foi anterior à data por esta e, assim sendo, tendo a ação sido julgada procedente pelo Tribunal de Primeira Instância, sem que a questão da tempestividade da comunicação de resolução tenha sido objeto de decisão, também não foi tal questão apreciada pelo Tribunal da Relação do Porto, deverá, em face da revogação operada pelo Tribunal da Relação, sê-lo pelo Supremo Tribunal de Justiça, tanto mais que se trata, no fundo, de uma questão de direito, respeitante à natureza dos prazos estabelecidos no artigo 123 do CIRE e à distribuição do ónus da prova entre as partes na presente ação.