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Assim, a sua desconsideração, para efeitos fiscais, à luz do princípio da especialização dos exercícios, é ilegal, tal como, de resto, foi considerado pelo Tribunal a quo; Assim, bem andou a Sentença recorrida ao decidir que "aplicando ao caso os ensinamentos colhidos na jurisprudência trazida à colação, o circunstancialismo de facto que aqui temos impõe que a rigidez do princípio da especialização dos exercícios tenha de ser colmatada com a invocação do princípio da justiça, designadamente por não haver, no caso, não prejuízo para o Estado, sendo que, solução inversa se revelaria materialmente injusta do ponto de vista do administrado, resultando numa violação do princípio da justiça previsto no artigo 26, n. 2 da CRP, sendo, por isso, de aceitar, para efeitos fiscais, a contabilização efetuada pela Impugnante já que não estão alegados ou provados factos através dos quais se demonstre que houve a intenção deliberada de proceder à transferência de resultados de exercício ou de fuga à tributação"; J.