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E dizemos em princípio porque a possibilidade da modificação da decisão da matéria de facto não deve estar limitada de forma absoluta à verificação de erros manifestos de reapreciação pois "desde que a Relação acabe por formar uma diversa convicção sobre os pontos de facto impugnados, ainda que por interferência de presunções judiciais extraídas a partir de regras da experiência deve reflectir esse resultado em nova decisão” - Abrantes Geraldes "in” Recursos no Processo do Trabalho, novo regime, 2010, pág 67 Assim, sempre sem prejuízo desta convicção, em princípio só quando os elementos dos autos conduzam inequivocamente a uma resposta diversa da dada em 1 instância é que deve o tribunal superior alterar as respostas que ali foram dadas, situação em que estaremos perante erro de julgamento.