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De facto, "a insuficiência para a decisão da matéria de facto provada não tem nada a ver com a eventual insuficiência da prova para a decisão de facto proferida”11; "o vício em apreço não tem nada a ver nem com a insuficiência da prova produzida se, realmente, não foi feita prova bastante de um facto e, sem mais, ele é dado como provado, haverá, antes, um erro na apreciação da prova, nem com a insuficiência dos factos provados para a decisão proferida em que, também, há erro, já não na decisão sobre a matéria de facto mas, sim, na qualificação jurídica”12; "o vício de insuficiência da matéria de facto para a decisão não tem a ver, e não se confunde, com as provas que suportam ou devam suportar a matéria de facto, antes, com o elenco desta, que poderá ser insuficiente, não por assentar em provas nulas ou deficientes, antes, por não encerrar o imprescindível núcleo de factos que o concreto objecto do processo reclama face à equação jurídica a resolver no caso.”13  Tão-pouco integra este vício "o facto de o recorrente pretender contrapor às conclusões fácticas do Tribunal a sua própria versão dos acontecimentos, o que desejaria ter visto provado e não o foi”.14  Quanto ao erro notório na apreciação da prova, trata-se de vício que é frequentemente confundido com o erro de julgamento15 e nada tem a ver com uma diferente convicção em termos probatórios e uma diversa valoração da prova produzida em audiência que o recorrente entenda serem as correctas1  Este vício verifica-se "quando se retira de um facto dado como provado uma consequência logicamente inaceitável, quando se dá como provado algo que notoriamente está errado, que não podia ter acontecido, ou quando, usando um processo racional e lógico, se retira de um facto provado uma consequência ilógica, arbitrária e contraditória, ou notoriamente violadora das regras da experiência comum, ou ainda quando determinado facto provado é incompatível ou irremediavelmente contraditório com outro dado de facto positivo ou contido no texto da decisão recorrida”1Desdobra-se, pois, em erro na apreciação dos factos e em erro na valoração da prova produzida.