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Atento o exposto, resulta assente que a acção inspectiva tinha, inicialmente, por âmbito o cruzamento e recolha de elementos para os exercícios de 1999 a 2002, iniciada em 002003 e concluída em 002003 ordem de serviço/despacho n. 45e, posteriormente, foi emitida ordem de serviço de modo a abranger os impostos de IVA e IRC, mas tão só quanto ao exercício de 1999, iniciada em 002003 e concluída em 002003 ordem de serviço/despacho n. 4 Destarte, urge concluir que o âmbito e extensão mencionados no Relatório de Inspecção alínea não se encontram correctos pois, efectivamente, e tal como afirma a Recorrente, a AT apenas estava legitimada, no que concerne a IVA e IRC, a efectuar correcções relativas ao exercício de 199 De facto, como, para o exercício de 2000, a acção de inspecção apenas visava a mera consulta, recolha e cruzamento de elementos junto do sujeito passivo integrada no âmbito de um procedimento inspectivo parcial que se limitava ao cruzamento e recolha de elementos abrangendo do ponto de vista da extensão temporal os anos de 1999 a, se a AT pretendesse efectuar correcções em sede de IVA para esse exercício deveria ter dado cumprimento ao disposto no artigo 15 do RCPIT, alterando os fins e a extensão do procedimento inspectivo, mediante despacho fundamentado, nos mesmos termos que fez no que concerne para o exercício de 199  Ora, decorrendo da lei que a acção inspectiva tem que estar balizada pela ordem de serviço ou pelo despacho, não podia a AT utilizar o procedimento inspectivo para fim diverso do previsto, realizando correcções e emitindo liquidações concernentes a impostos e exercícios que não condizem com o concreto âmbito e extensões visados.