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No caso do n. 2 em que o agente por força de uma anomalia psíquica grave, não acidental e cujos efeitos não domina, sem que por isso possa ser censurado, tiver no momento da prática do facto, a capacidade para avaliar a ilicitude deste ou para se determinar de acordo com essa avaliação sensivelmente diminuída, pode o julgador integrar essa situação na inimputabilidade do n.  Por outras palavras numa situação de imputabilidade duvidosa n. a lei permite que o juiz ficcione a inimputabilidade integrando a situação no regime do n.  No n. 3 do artigo 2 do CP permite-se, ainda, a equiparação da "comprovada insensibilidade do agente às sanções penais” às situações previstas no n.  A propósito dos n.s 2 e 3 do artigo 2 do CPrefere o Juiz Conselheiro Maia Costa o seguinte: "Entendeu o legislador que, nos casos mais graves, o tribunal deve poder optar "pode ser declarado inimputável”) entre a decisão de imputabilidade ou de inimputabilidade, ou seja, entre a aplicação de uma pena ou antes de uma medida de segurança, conforme faça ou não sentido censurar eticamente a conduta do agente n., ou tentar influenciar a sua conduta futura mediante a aplicação de uma pena n..  Ou seja: os casos de "diminuição sensível da capacidade de avaliação” podem ser tratados como de inimputabilidade ou antes de imputabilidade diminuída), de acordo com o juízo que o Tribunal faça sobre os pressupostos referidos nos n.s 2 e 3 do artigo 2 do CP.” Se o arguido à data da prática do facto ilícito apresentar uma capacidade sensivelmente diminuída poderá ser considerado pelo Tribunal como inimputável artigo 2, n. 2 e 1 do, como imputável diminuído artigo 2, n. 2 do ou como simplesmente imputável.