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A violação do princípio da confiança já foi objeto de apreciação pelo TC, tendo por base um quadro factual perfeitamente idêntico ao descrito nos autos, tendo esse alto Tribunal concluído que a interpretação em causa não colide com a violação do preceito: «1 Com efeito, do lado do credor hipotecário está em causa a tutela da confiança e da certeza do direito, constitucionalmente protegidas pelo artigo 2 da Constituição e particularmente prosseguidas através do registo, como se observou, por exemplo, no Acórdão n. 215/2000 Diário da República, série, de 13 de Outubro de: ) O caso dos autos coloca-nos assim perante uma situação de conflito entre um direito de natureza análoga aos direitos, liberdades e garantias, o direito dos trabalhadores à retribuição do trabalho, e o princípio geral da segurança jurídica e da confiança no direito.