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Em suma: -Como sentenciado, é inequívoco que tendo a Executada celebrado contrato com a Exequente com efeitos a 002012, sem proceder ao pagamento das respectivas retribuições, cumpriu apenas parcialmente aquele julgado anulatório, pois não extraiu todas as consequências da celebração daquele contrato; -E se é certo que a Exequente poderia eventualmente pedir, desde logo, na acção principal a condenação da Executada a praticar todos os actos materiais decorrentes da anulação do acto impugnado, a verdade é que poderia não o fazer, podendo fazê-lo em sede de acção executiva, como vem agora a suceder, por não ter obtido junto da Administração a execução integral do julgado anulatório; -Por isso, no âmbito da reconstituição da situação que existiria caso não tivesse sido praticado o acto anulado, assiste à Exequente o direito à retribuição que por efeito directo daquele acto anulado em causa deixou de auferir.