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Demostrando que está a ineficácia das vigilâncias, por um lado, mas a continuidade da actividade de venda de cocaína, por outro, cumpre recorrer à intercepção das comunicações móveis, que se encontram a ser utilizados para a prática da actividade de tráfico de estupefacientes no âmbito do presente inquérito, meio de obtenção de prova, neste caso, essencial, determinante e indispensável para atingir tal fim, porquanto demonstra ser a única forma possível de:  ·         Perceber eventuais alterações na estrutura responsável pela venda de estupefaciente delimitando individualmente o grau de envolvimento de cada indivíduo; ou mesmo deslocações para outros pontos do país;  ·         Permitir, em tempo real, antever alterações de moradas ou alterações às suas rotinas ou mesmo deslocações para outros pontos do país;  ·         Prever o momento da chegada do produto estupefaciente à posse dos suspeitos e deste modo poder interceptar uma maior quantidade das substâncias traficadas;  ·         Identificar e localizar os locais de armazenamento do produto estupefaciente aquando da sua recepção por parte dos indiciados;  ·         Localização dos alvos em tempo real para uma abordagem com sucesso, sem possibilidade de, caso tal não aconteça, existir a forte probabilidade de culminar na perturbação da investigação, com destruição de provas e/ou ausência dos alvos para parte incerta;  ·         Esclarecer o volume de vendas, preço e quantidades.