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Saliente-se que a ofendida, quer quando prestou declarações para memória futura as quais foram ouvidas no decurso do, quer quando prestou depoimento presencialmente em audiência de julgamento, explicou de forma lógica, uniforme, pormenorizada e consistente os factos praticados pelo arguido na sua pessoa e demonstrou a vergonha e o mau estar psicológico que os mesmos lhe causaram, tendo relatado que na data dos factos apenas conseguiu falar dos factos relativos ao telemóvel e que só conseguiu relatar os factos de natureza sexual ao psicólogo que a acompanha na escola, porque ele percebeu que algo se passava e insistiu para que contasse, o que se mostra compreensível, face à sua idade e estado emocional e cognitivo, aliados à vergonha, angústia e medo em que se encontrava.