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Foram considerados não provados os seguintes factos:  ) Que só após a prolação da segunda sentença arbitral, a ora requerente Bogarve, S.A., tenha tido conhecimento das circunstâncias reveladas pelo árbitro na Cláusula 3 do primeiro acordo de arbitragem, reproduzidas na primeira sentença arbitral e reiteradas no segundo acordo de arbitragem;   ) Sendo até aí absolutamente desconhecidas da mesma;   ) Que, antecedentemente à prolação daquela segunda sentença arbitral, nunca a mesma requerente tenha sido informada, por qualquer forma ou meio e fosse por quem fosse, quer na primeira, quer na segunda arbitragens, da factualidade revelada pelo árbitro naquelas circunstâncias, de forma a permitir-lhe decidir acerca do acordo sobre a sua nomeação, ou se, pelo contrário, a devia desde logo afastar;  ) Que o árbitro único nomeado na primeira e segunda arbitragens - o Professor Doutor AA -, seja, com bastante frequência, o árbitro indicado pelas partes patrocinadas pelos advogados pertencentes à sociedade de advogados BB, onde se inserem os mandatários que patrocinaram a ora requerida, em ambas as arbitragens;  ) Que à data da outorga do Segundo Acordo de Arbitragem a ora requerente Bogarve, S.A., não tivesse atribuído ao Dr. quaisquer poderes forenses, e que estes apenas lhe tenham sido atribuídos pela procuração referenciada em 30;  ) Que à data da outorga do mesmo Segundo Acordo de Arbitragem, pelo mandatário da ora requerida Vilamoura Lusotur, S.A., esta não lhe tivesse conferido os poderes necessários para tal outorga;  ) Que o mandatário da ora requerente Bogarve, S.A., Dr. , não tenha dada a conhecer a esta o conteúdo do Segundo Acordo de Arbitragem;  ) Que os presentes autos de acção especial de anulação de sentença arbitral tenham sido apresentados na secretaria judicial deste Tribunal da Relação no dia 04/04/2018;  ix) Que a ora requerente Bogarve, S.A., tenha tomado conhecimento do despacho referenciado em  e  no dia 22/01/2018;  x) Que as regras referenciadas em 2 tenham sido adaptadas pela Bogarve, S.A., e pela Vilamoura Lusotur, S.A., em virtude destas considerarem tais regras como inadequadas à resolução do referido litígio desde logo, pelo excessivamente curto prazo de decisão);  xi) Que a assessoria descrita em 3 tenha decorrido durante pouco mais de um ano, nomeadamente de 16/04/2009 a 10/08/2010, cerca de cinco anos e meio antes da assinatura do Primeiro Acordo de Arbitragem;  xii) Que o grupo empresarial que integrava as empresas Grupo PRA, S.A., e Garveprasa, SGPS, S.A., tivesse deixado de ter participações na Vilamoura Lusotur, S.A., desde 2010;  xiii) Que o conhecimento da administração da ora requerente Bogarve, S.A., referenciado em 4, ocorresse, precisamente, desde 28/01/2016, data do Primeiro Acordo de Arbitragem ;  xiv) Que as circunstâncias referidas pelo árbitro na Cláusula 32 do Primeiro Acordo de Arbitragem sempre tivessem sido do conhecimento da ora requerente Bogarve, S.A.;  xv) Que a ora requerente Bogarve, S.A., soubesse que o árbitro único nomeado na Primeira e Segunda Arbitragens - o Professor Doutor AA -, não era recorrentemente nomeado pela sociedade de advogados de que fazem parte os mandatários da Requerida Vilamoura Lusotur, S.A.;  xvi) Que a requerente Bogarve, S.A., tivesse proposto a presente acção, deduzindo o respectivo petitório, bem sabendo que havia renunciado à possibilidade de impugnar a segunda sentença arbitral, com fundamento na incompetência do tribunal ou pretenso desrespeito por disposições derrogáveis da LAV ou condições enunciadas na convenção de arbitragem, por não ter deduzido de imediato a respectiva oposição;  xvii) Que, apesar de alegar que não, a mesma requerente bem soubesse que o advogado a quem outorgou procuração tinha todos os poderes para assinar, em sua representação, o segundo acordo de arbitragem e para a representar no segundo processo arbitral;  xviii) Que a mesma requerente Bogarve, S.A., bem soubesse não estar em erro quanto à alegação de que o árbitro AA seria recorrentemente nomeado árbitro de parte pela sociedade de advogados que representou a Lusotur na primeira e segunda arbitragens;  xix) Que a requerente soubesse, igualmente, que os factos vertidos nas Declarações do mesmo árbitro não constituíam qualquer causa que afectasse a sua independência e imparcialidade.