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49 do  E o Tribunal da Relação considerou que este caminho tinha viabilidade para ser utilizado, começando por alterar a matéria de facto, eliminando contradições entre factos provados e não provados e socorrendo-se de presunções judiciais, para depois dizer que quer os 1 RR, quer a 2 R tinham a detenção do animal e o dever de o vigiar, dever omitido, culposamente com culpa, e responsabilizando-os pelos danos causados à criança que foi atacada pelo cão quando brincava nas instalações da 2 R. Fê-lo, no entanto, sem mencionar que a responsabilidade da 2 R. por este facto ilícito e culposo estava abarcada pelo seguro contratualizado com a 3R, mas assumindo que assim fosse, pois condenou a 3R, em regime de solidariedade com os 1RR, o que não se compreenderia se não fosse o contrato de seguro.