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Segundo entendimento perfilhado e reiterado pelo da AO "três grandes ordens de razões estão na origem da consagração estatutária do dever que é ao mesmo tempo do Advogado guardar segredo profissional sobre factos e documentos, dos quais tome conhecimento no exercício da profissão: a indispensabilidade de tutelar e garantir a relação de confiança entre o Advogado e o cliente; o interesse público da função do Advogado enquanto agente activo da administração da justiça; a garantia do papel do Advogado na composição extrajudicial de conflitos, contribuindo para a paz social.”1 Dos fundamentos invocados, são de qualificar como de ordem pública os indicados e  e  lugares, o que justifica que o segredo profissional do advogado não possa ser, pura e simplesmente, dispensado pela parte sua cliente, conforme se decidiu, a nosso ver acertadamente, no aresto do TRP de 23/2/2015 no processo 552/01TAPGR.P1, acessível em www.dgsi.pt).