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–  Não basta pois que os bens do devedor possam, com maior ou menor facilidade, ser alienados ou dissipados, sendo necessário que ele tenha praticado factos ou assumido atitudes que razoavelmente interpretadas conduzam a suspeita de que esta a preparar-se para subtrair os seus bens a acção do devedor” ; –  de 17/02/1994 – Relator: Oliveira Branquinho, Processo n. 084945 -, no qual se sumariou que "a falta de conhecimento de outros bens que não aquele sobre que se requer o arresto pode integrar o "justo receio de perda de garantia", pressuposto para que aquela providência seja decretada, estando aquele bem na iminência de transferência para o património de terceiro” ; –  de 20/01/2000 – Relator: Dionísio Correia, Processo n. 99B1201 -, em cujo sumário consta que o receio de perda da garantia patrimonial "para ser considerado "justo" há-de assentar em factos concretos que o revelem à luz de uma prudente apreciação, não afastando o receio meramente subjectivo, porventura exagerado docredor, de ver insatisfeita a prestação a que tem direito.