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40 e 71, do CP, temos;  - o grau de ilicitude dos factos, que se mostra elevado e o seu modo de execução – desagradado com o facto do ofendido o ter chamado à atenção por se estar a banhar num tanque que serve de bebedouro aos animais, o arguido, munido de uma navalha com 10 centímetros de cabo e 8 centímetros de lâmina que abriu e, empunhando-a, correu em direção ao ofendido que se encontrava junto de um trator, apesar do ofendido ter tentado fugir, o arguidoao chegar ao pé dele, com a navalha que levava, de imediato desferiu golpes em direção ao corpo do ofendido, atingindo-o e cortando-o na perna esquerda; o ofendido para obviar a ser novamente agredido pelo arguido, o ofendido fugiu, correndo à volta do trator, o arguido empunhando a referida navalha ao mesmo tempo que, aos gritos, em tom sério e repetidamente, dizia ao ofendido "é hoje que eu vou-te matar”, o arguido correu atrás do ofendido, acabando por alcançá-lo, e nessa altura, o arguido desferiu outros dois golpes em direção ao tronco de , que só não o atingiram nessa zona, porque o ofendido tentou defender-se com os braços o que levou, consequentemente, a que fosse atingido pela navalha manuseada pelo arguido no braço direito, provocando-lhe dois cortes; de seguida, o ofendido agarrou-se ao arguido e, nessa altura, o arguido, que ainda estava munido da referida navalha, com a mesma desferiu outro golpe, desta feita em direção ao pescoço do ofendido, atingindo-o nesse local, e provocando-lhe um corte no lado esquerdo, só não o atingindo na aorta por mero acaso; em ato contínuo, com a navalha, o arguido desferiu novos golpes em direção ao ofendido, atingindo-o no rosto, mais concretamente no lábio superior e atrás da orelha direita; nessa ocasião, FF que já se encontrava agarrado ao arguido na tentativa de impedir que continuasse a sua conduta, conseguiu tirar-lhe a navalha; o arguido agarrou numa forquilha com 60 centímetros de cabo e 5 dentes com 20 centímetros de que se encontrava naquele local, dirigiu-se ao ofendido, que estava voltado de costas e, com a forquilha, desferiu um golpe em direção ao ofendido, atingindo-o no couro cabeludo; o ofendido fugiu para a sala de ordenha, a fim de ser refugiar e evitar ser novamente agredido; o arguido, munido da referida forquilha, correu atrás do ofendido, acabando por alcança-lo, altura em que, com a forquilha, desferiu novo golpe, agora em direção à cara do ofendido, só não o atingindo nessa zona porque o ofendido procurou defender-se, colocando as mãos à frente e afastando ao máximo o rosto; em consequência, o arguido acabou por atingir o ofendido na mão esquerda, furando-a de um lado ao outro com um dos dentes da forquilha e deixando-a enfiada na mão do ofendido; instantes mais tarde, junto à sala de ordenha da referida exploração, aonde se deslocaram os agentes da PSP GG, HH e , que se encontravam no exercício das suas funções e uniformizados com o traje da referida entidade policial, após o primeiro ter proferido as seguintes palavras "Polícia, mãos no ar!