Legal Document Excerpt:

Para o efeito, dizendo que o Tribunal a quo se fundamentou essencialmente no auto de junta médica – considerando como não provado o n. 19 dos temas da prova "fundamentando a sua decisão que os meios de prova apresentados pelas testemunhas inquiridas, designadamente, k, , G que confirmaram o carácter repetitivo dos movimentos efectuadas no exercício de cabeleireira e as queixas/dores que a autora, não foram no entanto suficientes para o tribunal poder afirmar a matéria de facto considerada como não provada, considerando o teor do parecer unânime da junta médica”e quanto à inexistência de incapacidade decorrente das restantes doenças reconhecidas, o tribunal valorou e considerou a prova pericial produzida, por se afigurar que se trata de questão eminentemente técnica, sendo os peritos médicos - e não testemunhas ou a própria autora- que pelos conhecimentos que têm, podem emitir um juízo avalizado quanto à existência e causas de doenças” –, no entanto, diz: esse auto, "bem como os esclarecimentos posteriores dos Peritos médicos que intervieram na junta médica, são duvidosos, contraditórios, imprecisos, pouco claros e deficiente fundamentação, conforme teor dos seus depoimentos, como se vê da transcrição dos seus depoimentos gravados no dia 8/03/2021- aos Sr.s Peritos - Dr. H e Dr.  - Gravação Habilus, entre o minuto 00:00:35 e 26 minutos e 20 segundos transcritos no item 48 para o qual se remete facto 1 e Dr. J depoimento prestado no dia 19/03/2021 ao minuto 01 e dezanove segundos a 11 minutos e 19 minutos e 12 segundos a 19 minutos e 30 segundos cfr.