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Não colhe, como se viu, o argumento esgrimido no recurso de que a deliberação de 2007 constituiu regulamento de execução do direito já atribuído no art 26, dos Estatutos, satisfatório do exigido no n 4, do art 402, CSC, e na própria deliberação de 200  Tal como não colhem as aventadas razões de índole compensatória dos cônjuges dos administradores pela sujeição à vida devotada exclusiva daqueles à sociedade, nem de moralidade social assentes na preocupação de prover à sua subsistência, nem ainda o apelo à ideia de liberalidade usual permitida à sociedade, designadamente em razão da sua sanidade económica e financeira:  "Desde logo, o desiderato subjacente à atribuição de pensões ou complementos de pensões aos administradores tem completa aplicação às pensões atribuídas aos seus cônjuges, uma vez que também estes contribuem, embora de forma indirecta, para o empenho e trabalho que os administradores devotam à sociedade e às funções que nela desempenham, na medida em que possibilitam, através da assunção de tarefas inerentes à vida conjugal e familiar, a "libertação” dos administradores para que se dediquem à vida societária.