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Tem-se entendido, doutrinal e jurisprudencialmente, que merecem a tutela do direito aqueles danos que "espelham uma dor, angústia ou sofrimento inexigível em termos de resignação"4 No caso vertente, para efeitos de atribuição de indemnização a título de danos não patrimoniais ao demandante, além das lesões/sequelas decorrentes do acidente/queda em altura, de relevante, importa ainda considerar todo o demais factualismo dado como provado e que se dá como reproduzido em particular o dos pontos 35 a, designadamente, o longo e doloroso período de recuperação teve alta clínica a 21/03/2018, com destino ao domicilio, sendo que com o traumatismo sofrido, as lesões dai resultantes, os consequentes tratamentos a que foi submetido que inclui intervenções cirúrgicas) e o período de recuperação funcional, com as inerentes dores, o demandante teve um sofrimento físico e psíquico num quantum doloris fixável no grau 5, numa escala de sete graus de gravidade; os muitos tratamentos a que foi submetido médicos e medicamentosos, sem possibilidade de qualquer recuperação; as medidas que lhe foram indicadas g. para diminuir os riscos de quedas, como sejam, a utilização de calçado fechado e remoção de tapetes da habitação); as dores intensas que se mantêm passou a ter permanentes e fortes dores de cabeça, tonturas, perturbações visuais e cefaleias, havendo dias em que estes se agudizam de tal maneira que se tornam absolutamente insuportáveis, tendo-se ainda agravado as dores dos joelhos de que já padecia, que o obrigam, com frequência, a sentar-se ou a apoiar-se em algo para não cair; a perturbação depressiva de que padeceu, sendo que devido ao grave traumatismo crânio encefálico sofrido, ficou física e psicologicamente afetado; o facto de necessitar usar permanentemente a ajuda técnica de uma canadiana que o auxilia na sua locomoção e a manter-se de pé; de ter ficado a padecer de alterações de coordenação motora ligeiras, que lhe dificultam os movimentos e de fazer esforços, como pegar em objetos pesados; de ter uma constante sensação de dormência e de peso na cabeça sintoma subjacente ao referido Síndrome comocional pós-traumático”); de apresentar por vezes confusão mental e tonturas sintoma subjacente ao referido Síndrome comocional pós-traumático”); de sofrer de amnésias frequentes sintoma subjacente ao referido Síndrome comocional pós-traumático”); de ter dificuldades de concentração, de associação de ideias e modificações de humor frequentes sintoma subjacente ao referido Síndrome comocional pós-traumático”); de se encontrar psicologicamente abatido sintoma subjacente ao referido Síndrome comocional pós-traumático”); de ter desenvolvido um quadro de depressão reativa acentuada sintoma subjacente ao referido Síndrome comocional pós-traumático”).