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Só excepcionalmente se prescindindo da intenção de prejudicar terceiros quando a contraditoriedade àquela consciência, isto é, à boa fé e aos bons costumes, for clamorosa ou quando o direito for exercido para fim diverso daquele para que a lei o concede.14 No caso em apreço, o comportamento dos Réus, de revogação unilateral do contrato de mediação imobiliária transcorrido cerca de um mês após a sua celebração, por dele se quererem desvincular, tem respaldo na lei e não representa qualquer ofensa, que sempre teria de ser clamorosa, do sentimento jurídico dominante artigo 33 do Cód.. Note-se que tal revogação, admissível em face do princípio da liberdade contratual, nem carece de ser motivada por "justa causa”.15 Como se dá devida nota na sentença recorrida, "Pela afetação de recursos humanos e financeiros à promoção do imóvel objeto do contrato de mediação imobiliária, a autora poderia ter porventura direito a uma eventual indemnização pelos danos sofridos com a revogação ou denúncia antecipada do contrato em consequência da implementação do contrato de mediação imobiliária os quais não foram, no entanto,, mas nunca direito à remuneração/comissão pretendida” Em suma não se vislumbra ter havido violação da boa-fé por parte dos Réus ou sequer qualquer conduta dos mesmos violadora da confiança e contraditória com outra anteriormente assumida, potencialmente frustradora de expectativas criadas à Autora.