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Constata-se assim, neste ponto, que o recorrente confunde a impugnação da matéria de facto, tal como previsto no artigo 412, ns 1 e 3, do P. Penal, com a invocação dos vícios da decisão elencados no artigo 410, n 2, do mesmo P. Penal - esquecendo que, em sede de apreciação destes vícios, a matéria de facto só é sindicável quando o vício de que a mesma possa enfermar "resulte do texto da decisão recorrida, por si só ou conjugada com as regras da experiência comum” corpo do n 2 do artigo 410 do P..  Na verdade, como resulta expressamente da letra da lei, qualquer dos vícios a que alude o n 2 do artigo 410 do P. Penal tem de dimanar da própria decisão recorrida, por si só ou conjugada com as regras da experiência comum, sem recurso a quaisquer elementos externos à decisão, designadamente às declarações ou aos depoimentos exarados no processo durante o inquérito ou a instrução, ou até mesmo durante o julgamento.