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58- Acresce, ainda, que conforme se lê no Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra, de 08/04/2019, supra identificado, "o "administrador de facto” está obrigado a prestar contas, podendo esta obrigação ser forçada por via de uma acção especial de prestação de contas, seguindo-se o entendimento segundo o qual dos "preceitos legais que estabelecem tal obrigação obrigação de prestar contas extrai-se um princípio geral, já afirmado pelo Prof. Alberto dos Reis, e de que tais preceitos constituem afloramento ou revelação: quem administra bens ou interesses alheios está obrigado a prestar contas da sua administração ao titular desses bens ou interesses”, 59- pelo que, em nada obsta a inexistência de processo de inventário para a partilha de bens das heranças dos pais da Recorrente e do Recorrido, não se aplicando, com efeito, in casu, a regra que determina que a prestação de contas se processe por apenso ao inventário, conforme estabelece o art.