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Na perspectiva do arguido ocorreram nulidades na aplicação da medida de prisão preventiva, por a medida lhe ter sido imposta, sem concomitante audição sobre os factos que eram assacados; não ter sido notificado da imposição da medida coactiva; a detenção ter sido efectuada no dia 26 de Setembro de 2020, pelas 8;46 e o arguido só ter sido ouvido no dia 29 de Setembro de 2020, pelas 18;0 Ocorre uma nulidade insusceptível de ser sanada e não uma mera irregularidade que poderia ser sanada, em momento posterior aquele em que se verificou a constituição como arguido, ou seja, a falta de notificação da aplicação da medida de coacção deveria ter sido efectuada no momento, u posteriormente, à imposição da medida de coacção e não para além das 48 horas que a lei estabelece para apresentação do detido à autoridade judiciária.