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O tribunal defendeu-se assim: «Tal circunstância pode explicar o motivo pelo qual, após ter relatado as relações de cópula que o arguido manteve consigo, pelo menos em três situações veio a referir no depoimento para memória futura não ter a certeza do tio lhe ter introduzido o pénis na vagina, optando por afirmar que dessas vezes acabava por adormecer, apesar de confirmar as outras práticas, eventualmente por pensar que tal situação agravaria a situação do tio, optando por afirmar que adormecia quando o tio estava a fazer sexo oral, acordando mais tarde, sendo que, quando acordava, sentia que o arguido retirava algo de dentro da sua vagina mas não soube dizer se era o pénis ou os dedos.