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Quanto à testemunha A. P., resulta que as respectivas declarações se mostraram pouco objectivas, condicionadas quiçá pela relação próxima assumidamente mantida entre aquele e o primo A. J., não se demonstrando credível, como aquele procurou fazer crer, que tivesse dos factos um conhecimento efectivo e directo, que, aliás, não demonstrou.---" ..) Em suma, da prova produzida e de acordo com as regras de repartição do ónus da prova, não resulta apurado que os prédios em sujeito se encontravam na posse de J. N. já em data anterior a 201986, e que essa posse se tenha mantido não obstante a formalização de modo diverso na mencionada escritura de doação e partilha em vida efectuada por seus pais, já falecidos, e R.; ou que o decesso J. N., e sua primeira mulher até à morte desta, vieram exercendo a posse de boa-fé, contínua, pacífica e pública sobre os referidos prédios, por si e antecessores legítimos, desde há mais de 30 anos, tudo sem qualquer interrupção, sempre no seu interesse e proveito, com ânimo de exclusivos donos, à vista e com o conhecimento de toda a gente nisso interessada, sem qualquer estorvo ou turbação; ou que entretanto, o predito J. N., sua primeira mulher, as rés R. N. e se concertaram para que aquelas propriedades ficassem formalmente adstritas ao seu mais próximo núcleo familiar, ao caso em nome da 1 Ré, filha daquele.” O facto da Ré e seu marido terem impugnado a assinatura do documento não impediu o tribunal de se pronunciar sobre o mesmo.