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7 Em conclusão e síntese: ) é inadmissível a punição dos crimes contra bens eminentemente pessoais, como é o caso dos crimes de abuso sexual de criança, p. e p. nos termos do disposto no artigo 17, do CP, como um único crime de trato sucessivo, ficcionando o julgado um dolo inicial que engloba todas as acções; ) no contexto revelado nos autos da prática, por arguido de 00/00 anos de idade sobre ofendida de 00/00 anos de idade, durante cerca de 10 meses, de relações sexuais orais e de cópula completa, traduzindo a prática de 8 crimes de abuso sexual de criança, p. e p. nos termos do disposto no artigo 17 n. 1, do CP, e de 13 crimes de abuso sexual de criança, p. e p. nos termos do disposto no artigo 17 n.os 1 e 2, do CP, as penas parcelares concretizadas na instância, respectivamente, em 1 ano e 8 meses de prisão e em 3 anos e 10 meses de prisão, nas molduras abstractas de 1 a 8 anos de prisão e de 3 a 10 anos de prisão, concretizando-se a pena única em 6 anos e 6 meses de prisão, na moldura abstracta de 3 anos e 10 meses a 25 anos de prisão, figuram-se estabelecidas com respeito pelo justo concreto exigido, designadamente, pelo disposto nos artigos 4 e 7, do CP; ) no quadro circunstancial revelado nos autos, o montante reparatório fixado em benefício da ofendida, nos termos conjugadamente previstos nos artigos 8-A e 6-A, do CPP, e no artigo 1 n.os 1 e 2, do Estatuto da Vítima, aprovado pela Lei n. 130/2015, de 4 de Setembro, em 1000 euros, deve ser reduzido, segundo critérios de equidade, ao montante de 1000 euros.