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Crê-se, assim, que o tribunal a quo, não recorrendo, como estava obrigado, à prova pericial para ultrapassar o non liquet probatório e também ao dar como provados factos que aquela desrespeitou regras sobre o valor da prova vinculada e, como tal, cometeu um erro notório na apreciação da prova: "Se o tribunal sobrestima o seu próprio conhecimento, a falta de nomeação de perito pode constituir um motivo de revogação, como infração da obrigação de esclarecimento judicial.”12)          Assim, consideramos que o tribunal a quo, ao não recorrer à prova pericial para superar a dúvida que erroneamente qualificou como insanável), desrespeitou as regras sobre o valor da prova vinculada, pelo que consideramos ter ocorrido um erro notório na apreciação da prova, que inquina toda a produção de prova e, consequentemente, os juízos de prova negativos e positivos efetuados.