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1, p. 461 e segs; Menezes Cordeiro, Manual do Direito do Trabalho,p.822; Lobo Xavier, Curso do Direito do Trabalho, 1992, p.488; Jorge Leite e Coutinho de Almeida, Coletânea de Leis do Trabalho, 1985, p.. Na concreta situação dos autos, temos: - uma trabalhadora que se recusa a cumprir ordens da empregadora ponto factual 9, sendo certo que tais ordens eram legítimas em função das funções contratadas ponto factual 2; - deixou de fazer o serviço de limpeza a que estava obrigada, em tempo útil e de forma correta, ficando a conversar e a descansar durante o seu horário de trabalho, levando, inclusive, a que uma colega sua tivesse que realizar as tarefas da limpeza que à trabalhadora/apelante incumbiam, pontos factuais 10, 11; - dirigindo-se a mães que tinham os seus filhos ao cuidado da associação empregadora, proferiu as seguintes afirmações : "Não fazes a mínima ideia da merda que os vossos filhos estão a comer”; "Tem cuidado porque na creche batem às crianças, amarram-nas à cadeira da mesa e obrigam-nas a comer” pontos factuais 7 e 8; - telefonou para uma trabalhadora da  B...  e transmitiu-lhe "estou aqui para ajudar, vais ser despedida e eu vou para o teu lugar, mas vou-te arranjar emprego nas AEC’s em Ansião”, deixando a sua colega perturbada ponto factual 12; - a trabalhadora/apelante tinha a consciência da existência de normas de trabalho e dos seus deveres que constantemente lhe eram transmitidos pela empregadora ponto factual 1 Ora, resulta deste contexto factual que a trabalhadora/apelante não só não cumpria as tarefas para as quais foi contratada e estava a ser paga, como punha em causa a qualidade dos serviços prestados pela empregadora, junto de pessoas que utilizavam tais serviços, para além de criar instabilidade na organização da empregadora, perturbando colegas e assumindo comportamentos desleais e rudes.