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Não obstante, o mesmo reteve a quantia de € 7800,00 setenta e dois e oitocentos, sendo € 5800,00 cinquenta e dois e oitocentos relativos às comissões do agente de venda, mais os € 2000,00 vinte, do acordo de reserva, tendo assim procedido à devolução de apenas € 24325,00 duzentos e quarenta e quatro trezentos vinte e cinco; 18 Por esta via, pela conduta da arguida sofreu um prejuízo directo total no valor de € 35046,50 trezentos e cinquenta e quarenta e seis euros e cinquenta cêntimos); 18 Dos valores referidos, a arguida AA veio a apropriar-se em proveito próprio da quantia de € 27246,50 duzentos e setenta e sete duzentos e quarenta e seis euros e cinquenta cêntimos); 18 Em meados de 2014, veio a interessar-se na obtenção de um "visto gold", através da aquisição de um imóvel em território nacional de valor igual ou superior a € 50000,00 quinhentos; 19 Por esta via, veio a contactar QQ que indicou a arguida AA, como advogada supostamente especialista na área de obtenção dos "vistos gold", para a acompanhar no processo; 19 Por indicação de QQ, foi recomendado a o imóvel designado por Villa ..., do empreendimento turístico Areias ....., correspondente ao prédio inscrito sob o número  da freguesia de .., .., de valor de € 50000,00 quinhentos, como sendo o indicado para efeitos de obtenção do título de residência ao abrigo do "ARI"; 19 No decorrer deste processo, passou a corresponder-se directamente com a arguida AA que demonstrava uma imagem de competência e seriedade profissional; 19 Sobre a habitação em referência — Villa ... das Areias ..... -, a arguida AA explicou a que a aquisição ia ser feita através da compra das acções da "S...... LTD", pois, dessa forma, não existiram valores a pagar pela transferência da propriedade; 19 Conforme lhe foi transmitido pela arguida, a habitação, que iria ser adquirida pelo valor de € 50000,00 quinhentos, incluía mobília de luxo, bastante valiosa, sendo que, seria objecto de arrendamento, gerando uma rentabilidade de cerca de 6-8% do valor de investimento de 50000,00) ao ano; 19 Em meados de Março de 2015, e sem que tivesse assinado qualquer procuração em nome da arguida AA, esta começou a insistir para que fosse adquirida a habitação no imediato, porquanto o Banco poderia a qualquer momento vender a mesma; 19 Por crer que tal seria verdade, veio a aceder, e efectuou as transferências necessárias para o que julgava ser uma "trust account" ou conta "escrow"; 19 No entanto, na realidade, efectuou transferências para a conta "BPI", em nome de ".. Legal", com o número .....001, nomeadamente: - a 19 de Março de 2015, o valor de € 20000,00 duzentos; - a 20 de Março de 2015, o valor de € 000,00 cinco; - a 20 de Março de 2015, o valor de € 30977,51 trezentos e dois novecentos e setenta e sete euros e cinquenta e um cêntimos); 19 Veio, igualmente em 01 2016, a efectuar ainda uma quarta transferência, no valor de 1738,00 dezasseis setecentos e trinta e oito, por julgar estarem em falta o pagamento de despesas relativas aos "vistos gold", seguro de saúde e representação fiscal; 19 Sucede que, o imóvel em questão, descrito na Conservatória do Registo Predial de .., freguesia de .., com o número ., era, desde 202009, propriedade da sociedade de direito .... "S...... LTD", com o NIPC , com sede em .., .