Legal Document Excerpt:

Foram considerados não provados os seguintes factos: a) o prédio descrito em confronte também de norte com G e K, de nascente com H e  e do poente com K;  b) os doadores tiveram em vista que os seus filhos viessem no futuro, porventura, em consequência de casamento, a ali construir casa;  ) nessa altura, ano de 1981, o prédio passou a ser fruído no seu todo pelo Autor;  ) a Ré sugeriu que o Autor construísse casa no prédio, que ela não pretendia fazer nenhuma casa nele e que ele assim teria até mais privacidade;  e) no momento referido em o Autor realçou que então ficava com todo o terreno para si como dono exclusivo do prédio em causa garantindo a sua privacidade;  f) pelo início do ano de 1997, o Autor disse à Ré na presença do marido e dos pais "o terreno lavradio no  que os pais nos doaram passa, nesta data, a ficar para na totalidade para eu ali construir uma casa para e ficar com a minha independência”;  g) o Autor aumentou e restaurou os velhos muros, fez cercas e marcações com materiais diversos;  h) a partir de 1997 o Autor passou imediato a agir na convicção de exercer direito próprio como dono exclusivo do terreno, de não ofender direitos de quem quer que fosse, nomeadamente, de terceiros, diante de toda a gente, Réus, progenitores e parentes e como tal sendo reconhecido por todos;  h)2 os Réus delimitaram um espaço ajardinado e agricultavam algumas parcelas do terreno;  ) os Réus tiveram animais no prédio identificado em até 2009;  j) os funcionários da Cooperativa agrícola da , CRL deslocavam-se ao prédio identificado em até 2009 para tratar da sanidade dos animais;  k) eram os Réus quem pagava os consumos de energia elétrica dos anexos do prédio, pelo menos desde os anos de 1990 até Julho de 2017;  ) os Réus pagavam os impostos devidos na proporção de metade;  ) a superfície coberta do prédio descrito em é de 290 m2 e a o logradouro de 600 m Passemos à apreciação do mérito do recurso.