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Por sua vez, realizadas essas perícias, cabe então ao juiz proferir decisão sobre o mérito, fixando a natureza e grau de incapacidade”, sendo que, como o temos também afirmado, estando em causa um meio de prova pericial, as considerações e as conclusões do exame, mesmo quando alcançadas por unanimidade, não vinculando é certo o juiz, ao estarem também sujeitas ao princípio da livre apreciação da prova artigos 38 do e 60 do, no entanto, na decisão a proferir, deve "a eventual divergência ser devidamente fundamentada em outros elementos probatórios que, por si ou conjugadamente com as regras da experiência comum, levem a conclusão contrária”1  No que ao caso que se decide releva, aplicando o afirmado regime, estando agora aqui apenas em causa a questão de saber se a Autora / aqui Recorrente, em consequência necessária e direta das patologias / doenças de que padece assim as que estejam demonstradas nos se encontra atualmente incapaz de exercer a sua profissão habitual de cabeleireira, apesar de se constatar que a pronúncia dos Senhores peritos, tendo aliás extravasado o que lhes era pedido, ter sido no sentido de que sequer a Autora padeceria atualmente de qualquer doença ou incapacidade – posição que também resulta no essencial dos esclarecimentos que prestaram em audiência de julgamento –, na consideração, no entanto, de que nessa parte tal posição não foi afinal atendida na sentença, de resto logo em sede de pronúncia sobre a matéria de facto, para o que basta atentar no que se deu como provado no ponto 2 da factualidade, restará verificar se, ainda assim, existem elementos bastantes, na consideração de toda a prova produzida, incluindo pois aquela posição dos Peritos e ainda o respetivo parecer no sentido de que a Autora / recorrente não se encontra incapacitada de exercer a sua profissão habitual de cabeleireira, para se poder concluir em sentido divergente desse parecer, sendo que, procurando responder-se a essa pergunta, a nossa conclusão é negativa, ou seja, como ali��s o Tribunal a quo o referiu na motivação, os demais meios de prova produzidos – incluindo, pois, os documentais a que alude a Recorrente no presente recurso, os quais, esclareça-se, diversamente do que o refere, como aliás resulta também dos esclarecimentos prestados pelos Senhores peritos em audiência, foram pelos mesmos considerados, explicando no entanto as razões em que, por decorrência da avaliação que fizeram nos autos, incluindo exame físico, basearam a respetiva posição –, como se referiu na citada motivação do Tribunal, não são suficientes, até porque, estando em causa pronúncia sobre uma questão eminentemente técnica, serão os peritos médicos e não tanto já as testemunhas ou a própria, pelos conhecimentos e experiência que detêm nesse âmbito, que estarão em melhores condições para emitirem um juízo avalizado.