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Que o crédito dos Recorrentes goza de direito de retenção sobre as lojas prometidas transmitir e do direito de serem pagos com preferência pelo produto da respetiva venda, devendo como tal serem reconhecidos e graduados os respetivos créditos Que a sentença não reconheceu a existência de tal garantia, por considerar que os mesmos não têm a qualidade de consumidores, como exige o Acórdão de Uniformização de Jurisprudência n 4/2014 de 19/05/201 Ora, defendem estes, que sendo, como é, a interpretação restritiva dada ao artigo 755, n 1, al., do Código Civil através do Acórdão de Uniformização de Jurisprudência n 4/2014, de 19/05/2014, posterior à impugnação deduzida pelos Credores F e Esposa em 2012 não pode, nem deve, a mesma ser considerada e aplicada no caso dos presentes autos; E que, em todo o caso, a interpretação restritiva dada ao artigo 755, n 1, al., do Código Civil através do Acórdão de Uniformização de Jurisprudência n 4/2014, de 19/05/2014, segundo o qual a qualidade de consumidor refere-se ao utilizador final do imóvel, que faz deste um uso próprio, ao qual é alheio o escopo da revenda, não afeta o direito de retenção de que o crédito dos Credores Impugnantes goza sobre a loja prometida transmitir e do direito de ser pago com preferência pelo produto da respetiva venda, porque não resulta que os Credores Impugnantes exerçam, como não exercem, qualquer atividade profissional no ramo imobiliário, pelo que tem de se considerar que a loja que os Credores impugnantes prometeram adquirir à Insolvente destinava-se a seu uso próprio ou privado.