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No caso sub judice, quando a condutora se apercebeu da quantidade de lama, porque não havia qualquer sinalização no local donde ocorreu o sinistro, não teve tempo de impedir o embate porque ficou impedida de reagir instantaneamente de forma a evitar o acidente;  Resulta da descrita factualidade que após entrar na lama derrapante o veículo entrou em despiste e que só se imobilizou na sequência desse despiste;  A redacção do ponto 5 acaba por ser equívoca e "distorcer” parcialmente o ocorrido, enxertando quase que uma omissão por parte da condutora na imobilização do veículo;  O comportamento da condutora, atentas as regras da experiência comum, foi normal e o aconselhável neste tipo de situações já que é facto notório, carecido mesmo de alegação, que condutor algum deve travar em cima de lama derrapante; 1 A imobilização do veículo pela condutora foi extremamente demorada porque, por um lado, o carro entrou em despiste depois de entrar na grossa camada de lama e, por outro lado, ela evitou travar sobre lama derrapante; 1 Atenta a prova testemunhal e de acordo com as regras da experiência comum deve ser corrigida a redacção do ponto 5 dos factos provados passando a constar do mesmo que: "A condutora não travou após o despiste na lama derrapante e imobilizou lentamente o veículo após esse despiste”; 1 A douta sentença no ponto 13 dos factos provados laborou parcialmente em erro na parte em que refere: "... pelo tempo em que decorreu a reparação, não se podendo precisar quanto tempo foi”, uma vez que resultou da prova testemunhal produzida em sede de audiência de julgamento que o Autor ficou privado do seu veículo por um período, de pelo menos, entre 3 três) a 4 meses; 1 Referiram as testemunhas JQC e JC de modo consentâneo que o veículo esteve paralisado por um período de 3 a 4 meses, não tendo o douto tribunal valorado os referidos depoimentos, e ao não o ter feito incorreu em erro de julgamento, uma vez que as testemunhas conseguiram demonstrar que o Autor e a Ab condutora do veiculo e mulher do não tinham outro carro tal como ficou provado no ponto 15 dos factos provados "O Autor e a mulher tinham apenas aquele carro”; 1 O próprio tribunal deu como provado no ponto 14 que a reparação do veículo só se deu no final do ano de 2011; 1 Em face da prova deste facto é possível determinar que o autor se viu privado do veículo, pelo menos, até perto do final do ano de 2011; 1 Resulta também dos documentos n. os 10 e 11 juntos à p.orçamento de peritagem e ulterior factura de reparação) que a transmissão direita do veículo ficou totalmente inutilizada e teve de ser substituída na íntegra, estando assim o veículo impedido de circular; 1 Em face dada prova testemunhal e documental supra referida e sobretudo em face do ponto 14 dos factos dados como provados deve ser a douta sentença recorrida revogada quanto ao referido ponto, passando a constar a seguinte redacção no ponto 13: " O Autor ficou privado do uso do veículo até perto do final do ano de 2011, tempo em que decorreu a reparação. "