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Na apreciação deste fundamento dos embargos, a decisão recorrida discordou da interpretação defendida pelos embargantes, com as seguintes premissas: - Da previsão do artigo 21, n. 4, do CIRE, resulta que as providências previstas no plano de insolvência com incidência sobre o passivo do devedor não afetam a existência, nem o montante dos direitos dos credores da insolvência contra os terreiros garantes, sem prejuízo de estes poderem agir contra o devedor em via de regresso; - As caraterísticas do aval, como decorre dos artigos 3 e 4 da LULL, consistem na autonomia, independência, literalidade e abstração da obrigação cambiária, pelo que o avalista apenas se obriga pelo pagamento da quantia aposta no título cambiário e não pela obrigação constituída pelo avalizado obrigação, donde as vicissitudes da relação subjacente, exceto os vícios de forma e o pagamento, não se repercutem na relação jurídica cambiária; - A autonomia da obrigação do avalista está conforme e harmoniza-se perfeitamente com a previsão do artigo 21, n. 4, do CIRE, não resultando violada a CRP, como já foi decidido em jurisprudência que transcreveu.