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Por outro lado, os exames radiográficos evidenciam pseudartrose do rádio e subluxação da articulação radiocubital distal sendo também visível osteopenia ao mesmo nível e sinais de artrose rádio cárpica;  8 Entretanto, a Autora começou a apresentar sintomas de ansiedade e depressão, tendo sido examinada por médica especialista em psiquiatria que emitiu o relatório que foi junto sob documento n 10, com a petição inicial;  8 Em consequência das sequelas de que ficou portadora, a Autora não consegue desempenhar a sua profissão de analista, pois é dextra;  8 E não consegue pipetar;  8 Nem manipular produtos químicos ou reagentes e os aparelhos de análise;  8 Não pode escrever;  8 A Autora, durante um período de tempo que não se conseguiu determinar, não pôde conduzir tendo sido, nessas ocasiões, transportada pelo filho ou por táxi;  8 Quanto à sua atividade profissional de farmacêutica, a Autora não pode exercer quaisquer atividades de natureza laboratorial de preparação e manipulação de produtos;  8 Não pode igualmente aviar os clientes, por não poder efetuar as operações manuais atinentes a tal atendimento, mormente cortar as etiquetas das embalagens e colá-las no receituário;  8 Está afetada de uma incapacidade permanente global fixável em 70%;  8 Os tratamentos, intervenções, internamentos a que foi sujeita, provocaram-lhe dores, sofrimento, incómodos e fobias;  9 E angústia e ansiedade na perspetiva de uma total recuperação, que nunca aconteceu;  9 Sendo o quantum doloris durante esse período classificado de importante dentro do escalonamento seguinte: Muito ligeiro;  Ligeiro;  Moderado;  Médio;  Considerável;  Importante;  Muito Importante;  9 A Autora ficou esteticamente afetada de forma grave e irremediável pois a mão e o braço ficaram deformados, inertes e com um aspeto feio;  9 A Autora, com cerca de 50 anos, não sofria de qualquer defeito ou mazela;  9 Tal dano estético dificulta-lhe o seu convívio social e afetivo, o contacto com público e com os clientes, tudo lhe causa tristeza e angústia;  9 Sendo tal dano estético classificado de importante, de acordo com a escala referida supra;  9 As sequelas referidas impedem a Autora de executar diversas atividades da vida diária, tais como: comer de faca e garfo, escrever, conduzir, apertar fechos, colocar bijutaria;  9 E dificultam enormemente outras tarefas como seja, tomar banho, vestir-se, pentear-se, maquilhar-se;  9 Bem como realizar algumas tarefas inerentes ao trabalho doméstico, tais como cozinhar e passar a ferro;  9 A impossibilidade de conduzir impediu-a de se deslocar quando queria e necessitava, colocando-a na dependência de familiares e amigos;  10 O que lhe causou um dano de afirmação pessoal considerável, na mesma escala supra referida;  10 A Autora era titular de um seguro de acidentes pessoais e, no cumprimento do acórdão da Relação de Coimbra de 6 de Outubro de 2009, junto com a réplica, e cujos termos e fundamentos aqui se dão por integralmente reproduzidos, a APCS pagou à Autora a quantia de 11711,50 €, acrescida de juros de mora;  10 À data dos factos em discussão nos autos vigoravam os contratos de seguro de responsabilidade profissional – médicos celebrados entre a APCS, S.A. e os intervenientes JMF, AJSP, LJLAR e JMCM, titulados, respetivamente, pelas apólices n 9xxx0, 9xxx3, 9xxx7 e 9xxx4, juntas com a contestação da APCS e cujo teor aqui se dá por integralmente reproduzido.