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Essa migração, cuja utilidade está por demonstrar, vem causando as dificuldades e perplexidades que a leitura da jurisprudência sobre o tema evidencia "O dano biológico, sendo um dano real ou dano-evento, não deve, em princípio, ser qualificado como dano patrimonial ou não patrimonial, mas antes como tendo consequências de um e/ou outro tipo; e também por isso, em nosso entender, o dano biológico não deve ser tido como um dano autónomo em relação à dicotomia danos patrimoniais/danos não patrimoniais” Entendemos, pois, que deve prevalecer a classificação dos danos estabelecida no Código Civil, assente na dicotomia danos patrimoniais/danos não patrimoniais.