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Por outro lado, sempre se dirá que nunca seria possível à Entidade Adjudicante excluir a proposta a Autora, ora Recorrente, com base na alínea do n. 2 do artigo 7 do CCP, ou seja, com fundamento no preço anormalmente baixo; De acordo com a alínea do n. 2 do artigo 7 e o artigo 7, ambos do CCP, constata-se que as regras inerentes à análise do preço anormalmente baixo sofreram importantes modificações por via da transposição da Diretiva 2014/24/EU do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de fevereiro de 2014, através do Decreto-Lei n. 111-B/2017, de 31 de agosto, desde logo porquanto o preço base deixou de constituir o respetivo referencial; Nesta nova redação, o n. 1 do artigo 7 estabelece que as Entidades Adjudicantes podem definir, no programa de concurso ou no convite, as situações em que o preço ou o custo de uma proposta é considerado anormalmente baixo, tendo em conta o desvio percentual em relação à média dos preços das propostas a admitir, ou outros critérios considerados adequados; Mais, segundo o n. 2 a necessidade de fixação do preço ou do custo considerado anormalmente baixo carece de fundamentação por parte da entidade adjudicante, e esta deve ainda justificar os critérios que presidiram à respetiva fixação; No presente procedimento, o preço anormalmente baixo não foi fixado nas peças do procedimento, logo a Entidade Adjudicante não estabeleceu previamente as situações em que  iria considerar que o preço ou o custo de uma proposta seria considerado como anormalmente baixo, pelo que não pode vir, posteriormente, excluir com fundamento na alínea do n. 2 do artigo 7 do CCP cfr.