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204 a 205, que aduz que de entre os crimes que se incluem naquela qualificação, se conta o de "abuso de confiança”, como tal punido pelo artigo 205 do Código Penal;  -o crime constante dos registos criminais do administrador e da sociedade é precisamente um de abuso de confiança, com o caráter particular que é do foro fiscal, ou seja, atinge o próprio Estado - lê-se nas contra-alegações;  -tratou-se de crime praticado no exercício da actividade profissional e por causa dela; -a pugnar-se, como entende a Autora/Recorrente que tal crime não afecta a honorabilidade profissional teríamos que actos desenvolvidos no âmbito da actividade profissional e que foram sujeitos a um processo judicial no qual, com todas as garantias de um processo-crime, foi sentenciado constituírem actividade criminosa, não teriam qualquer impacto na avaliação que é feita da conduta profissional do administrador e sociedade, entendimento que não podemos subscrever;  -e também não pode proceder o entendimento de que um abuso de confiança fiscal que consubstancia um crime contra o património e, mais concretamente, um crime contra a propriedade, possa não afectar a honorabilidade profissional se se considera, por outro lado, que um crime de abuso de confiança que afecta a propriedade de outrem que não o Estado, afecta essa honorabilidade.