Legal Document Excerpt:

A audição da criança neste caso concreto só serviria para satisfazer o interesse da própria progenitora, visto que a mesma pretendia que a menor viesse a tribunal debitar aquilo que a andava a instruir para fazer, ou seja transmitir ao tribunal que queria ficar com a sua progenitora, e não se afigurava com qualquer relevância, nem para a prova a produzir, nem muito menos para auscultarmos a criança sobre o seu sentir e a sua vontade, visto que estas vertentes nos foram mais profundamente transmitidas pelos relatórios periciais constantes dos autos e pelos depoimentos testemunhais dos técnicos que a acompanham, nomeadamente psicólogos e técnicos da casa, que nos deram uma visão muito mais profunda sobre as necessidades da menor do que aquilo que nos poderia ser transmitido por um discurso da menor que poderia estar inquinado com questões de lealdade e de submissão à sua progenitora.