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Mais do que isso: os factos dados como assentes pela Relação apontam para uma conformação bilateral sobre a falta de forma até à mudança legal de 2000, em particular tendo em conta o que foi previsto na alínea complementar da promessa convertida em arrendamento definitivo, onde consta que a celebração da escritura pública seria observada "só depois de o promitente senhorio ter a fracção objecto do contrato registada em seu favor na Conservatória do Registo Predial e obtenha licença de ocupação dela, actualizada, junto a Câmara Municipal.”; e, depois disso, não mais se invocando tal vício originário de ordem formal para qualquer efeito, judicial ou extra-judicial, o que implicaria, desde logo, a assunção voluntária da convolação da promessa em arrendamento definitivo sobre o imóvel locado, sendo natural que tal confiança e assunção fossem sedimentadas pelo facto de, a partir da alteração promovida pelo 64-A/2000, deixar de ser exigida escritura pública.