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28 do Código de Procedimento e de Processo Tributário, apresentando as alegações de recurso, com conclusões do seguinte teor: «A Douta decisão de que se recorre é a que consta do Acórdão proferido pelo Tribunal a quo que veio negar provimento ao Recurso que a Recorrente interpôs da decisão proferida no âmbito dos presentes autos pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria, que julgou como não verificada a caducidade do direito à liquidação adicional de IVA referente ao exercício de 2002, atenta a instauração do processo de inquérito n. 11/01 TELS; O Artigo 28, n. 1, do CPPT, determina que das decisões proferidas em segunda instância pode haver, excepcionalmente, revista para o Supremo Tribunal Administrativo, o qual poderá ser admitido quando se verifique uma das seguintes circunstâncias: ser a questão objecto do recurso considerada de importância fundamental, em função da sua relevância jurídica ou social; ou reclamar claramente a questão objecto do recurso a admissão do recurso para uma melhor aplicação do direito; Ou seja, esta intervenção justificar-se-á quando tenha existido uma grosseira, grave ou manifestamente má ou menos aplicação do direito no caso concreto, sendo irrelevante saber se o direito mal aplicado exige ou não complexas operações lógicas e jurídicas na sua aplicação; No caso em concreto, na acção para impugnação liquidação de a Recorrente pugnou pela verificação da caducidade do direito à liquidação adicional de IVA referente ao exercício de 2002, atenta a instauração do Processo de Inquérito Criminal n. 11/01TELS; O Douto Tribunal de  instância julgou a impugnação improcedente, fundamentando, no essencial, a sua decisão, no facto de não se mostrar verificada a caducidade do direito à referida liquidação, e, por sua vez, o Tribunal ad quem veio julgar o recurso totalmente improcedente, entendendo que a Douta Sentença de  instância recorrida não merece qualquer reparo; Contudo, entende a ora Recorrente que mal andou o Douto Tribunal ad quem, uma vez que não aplicou correctamente as normas legais dispostas no artigo 4, n. 1, 4 e 5 da LGT conjugada com o artigo 1, n. 2 do , como a seguir se demonstrará, a aplicação destas normas ao caso concreto trata-se de um erro grosseiro, manifesto, ostensivo, gritante e que exige imperiosamente uma intervenção correctiva deste Douto Tribunal; O Douto Acórdão não respeitou, de todo, o estabelecido nestes comandos normativos, antes os ignorou de forma gritante, porque, o processo de inquérito ao qual a sentença proferida pela primeira instância atribui efeito suspensivo ou interruptivo do direito à liquidação, foi instaurado em data que medeia o início do ano de 2005, atenta a numeração que identifica o referido processo de inquérito – Processo n. 11/01 TELS; A Douta Sentença de primeira instância não dá como provada a data de instauração do inquérito aqui em causa, pelo que, desde logo, não se pode provar qualquer data como a do facto suspensivo ou interruptivo do direito à liquidação, e consequentemente, a própria interrupção!