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Revertendo ao caso dos Autos, tendo em conta todas as reflexões acima referidas e bem assim: que o Autor apresenta, em consequência do acidente, um Défice Funcional Permanente de Integridade Físico-Psíquica de 34 pontos, encontrando-se impossibilitado de trabalhar na sua profissão habitual empregado e em outras atividades dentro da sua área de preparação técnico-profissional; que as sequelas de que ficou a padecer em consequência do acidente dos autos afetam de maneira grave a capacidade de o assistente utilizar o seu corpo, os sentidos da audição e do olfato, e bem assim a sua capacidade de trabalho, além de desfigurarem, de maneira não grave, o seu corpo; que, após o acidente/queda em altura e em virtude das sequelas decorrentes desta, o demandante viu afetada a sua integridade física e psíquica, com repercussões nas atividades da sua vida diária, incluindo familiares e sociais, tendo as já referidas sequelas do traumatismo crânio-encefálico grave e da face, hematomas e fraturas, de que resultaram síndrome comocional, perturbações sensitivas hiposmia, hipoacusia e acufenos à, alterações de memória, alterações da coordenação motora, vertigens pós-traumática, ombros dolorosos e agravamento das dores nos joelhos; que tinha à data do acidente 62 anos de idade; que o limite provável da vida ativa de uma pessoa será até aos 66 anos e meio e a esperança média de vida para um indivíduo do sexo masculino é atualmente de 78 anos, pelo que a perda de capacidade de ganho será deverá se ponderada até aos 66 anos e meio e o dano biológico até aos 78 anos; que o vencimento base mensal enquanto trabalhador por conta de outrem era de € 590,00, a que acrescia um subsídio de alimentação à razão diária de €6,05 por cada dia de trabalho efetivamente prestado, o que corresponde a um vencimento anual de €724,10 €590,00 x 14 + €6,05 x 22 dias x 11 – reputa-se como justa e equitativa a indemnização fixada pelo Tribunal a quo de € 6000,00, nenhum reparo merecendo a douta sentença recorrida.