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e, do CIRE, presume-se que age de má fé a sociedade anónima que adquire bens a sociedade por quotas declarada insolvente, sendo de considerar o sócio-gerente desta e o seu filho, interveniente no negócio de aquisição como representante daquela, pessoas especialmente relacionadas com a insolvente.».18 Julga-se que este AUJ não tem aplicação directa ao caso, mas o entendimento expresso no Acórdão onde foi tirado19 abona, ao que se nos afigura, o que acima dissemos quanto à verificação, "in casu” da dita presunção, o que, segundo nos parece será revelado nos trechos que do mesmo passaremos a transcrever20: « 4 A resposta à questão de saber quem se presume de má fé à luz do artigo 12/4 consente duas possíveis interpretações: primeira, que se presume de má fé o terceiro que seja ele próprio pessoa especialmente relacionada com o insolvente que participou ou se aproveitou dos atos prejudiciais à massa insolvente; segunda, que se presume de má fé o terceiro, mesmo que não seja pessoa especialmente relacionada com o insolvente, desde que no ato tenha participado ou tirado proveito pessoa especialmente relacionada com o insolvente.