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No circunstancialismo do caso concreto, porque se patenteiam motivos de incredibilidade subjetiva que não podem ser escamoteados, a imputação aos arguidos da autoria dos factos baseada, exclusivamente, nas declarações da testemunha RU que deduziu  terem sido os arguidos porque foram as ultimas pessoas que avistou dentro da receção momentos antes de dar conta da falta do dinheiro, pois mostra-se possível que o furto tenha ocorrido em momento anterior, dado que a porta da pousada que dá acesso para rua estava aberta e principalmente por não terem sido recolhidas impressões lofoscópicas dos arguidos no local, traduzir-se-ia, em rigor e em nosso modesto entendimento, numa violação do princípio da presunção da inocência daquele, o que não pode consentir-se.