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Realizada a audiência de partes e frustrada a conciliação a Empregadora apresentou articulado de motivação do despedimento, invocando que após a realização de uma auditoria interna, constatou que a Autora, que exercia funções de Operadora de Posto de Abastecimento, enquanto trabalhadora da Ré, utilizou no exercício destas suas funções o seu CartãoContinente, sem autorização do cliente e à revelia de ordens e instruções da R, e que entre 22018 e 22019, em diversas operações que concretizou, a trabalhadora fez utilização do seu cartão, registando no âmbito das suas funções aquisições de combustível por clientes, mas utilizando o seu cartão Continente, nele registando o respectivo beneficio da aquisição, em valores que concretizou para cada uma das situações, obtendo assim um benefício indevido, incorrendo a A. em violação grave dos seus deveres profissionais, que ademais importam responsabilidade e criminal, que tornam inviável a subsistência da relação de trabalho existente entre as partes, ocorrendo motivo para aplicação da sanção disciplinar de despedimento sem indemnização ou compensação nos termos do disposto nos artigos 328, n 1, al, e 330 do CT.  A este articulado respondeu a Autora apresentando contestação, na qual invocou a prescrição do procedimento disciplinar, impugnou a motivação do despedimento e deduziu pedido reconvencional, pedindo que fosse declarado ilícito o despedimento e a condenação da Ré na sua reintegração, no pagamento de retribuições vencidas e vincendas e diferenças salariais.