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estava a decorrer de acordo com o combinado; 31 As arguidas apoderaram-se, em prejuízo da demandante cível HH, da quantia global de € 58930,74 quinhentos e oitenta e oito novecentos e trinta euros e setenta e quatro cêntimos), por conta da qual nada restituíram àquela, situação que se mantém até à presente data; 31 Por conta destas condutas, exclusivamente imputáveis às arguidas, a demandante cível sentiu frustração, revolta, preocupação, desconsolo e desilusão, não só, atendendo aos valores em causa, mas também, por ter visto inviabilizada a obtenção dos "vistos gold" para si e para a sua família, em virtude de as arguidas não terem usado os montantes transferidos para a aquisição do imóvel, impossibilitando que a demandante cível e a sua família pudessem viver de forma permanente em Portugal; 31 A demandante cível estava interessada na obtenção de um "visto gold", para si e para a sua família, através da aquisição, em Portugal, de um imóvel com valor igual ou superior a € 50000,00 quinhentos; 32 Para o efeito, contactou QQ que indicou a arguida AA corno advogada especialista nesta área e de acompanhamento para a aquisição do imóvel e do processo de obtenção de autorização de residência por investimento "visto gold"); 32 A arguida AA indicou à demandante, com vista a tais fins, a aquisição do mencionado imóvel, "Villa ...", mas a compra seria efectuada através da compra das acções da sociedade "S...... LTD", com a justificação que tal obstava ao pagamento de valores decorrentes da transferência da propriedade; 32 Mais transmitiu a arguida AA que tal aquisição ia ser efectuada pelo valor de € 50000,00 quinhentos, e incluía mobília de luxo, com o objectivo de posteriormente arrendamento, com rentabilidade de cerca de 6% a 8% ao ano do valor inicialmente investido, no que a demandante acreditou e confiou; 32 Nesta sequência, a demandante transferiu para as arguidas, em Março de 2015, à transferência no valor global de € 50977,51 quinhentos e sete novecentos e setenta e sete euros e cinquenta e um cêntimos); 32 Em Dezembro de 2016, efectuou outra transferência para as arguidas, a pedido destas, no valor de €1738,00 dezasseis setecentos e trinta e oito, com o propósito de ser efectuado o pagamento de despesas relativas aos "vistos gold", seguro de saúde e representação fiscal, o que as arguidas bem sabiam não ter qualquer correspondência com a verdade; 32 Em Abril de 2015, a titularidade das acções da sociedade "S...... LTD", que pertencia ao "Banco Santander Totta" foram adquiridas, em Maio de 2015, pela sociedade "... LTD.", a qual é presentada pela arguida AA, pelo valor de € 300,000,00 trezentos, sendo que na posse desse contrato a arguida adulterou a data de 15 de Maio de 2015 para 03 de Abril de 2015, mudou o nome do comprador fazendo constar o nome da demandante e mais alterou o valor do mesmo para € 50000,00 quinhentos; 32 Mais forjou documento visando atestar o registo definitivo da transferência da propriedade, remetendo-o por e-mail para a demandante, fazendo-a acreditar que esta era efectivamente a proprietária de tal imóvel, o que arguida bem sabia não ter correspondência com a realidade; 32 Nesta senda, a arguida AA criou a empresa "Su....., Lda.