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1 Ao decidir negar o reconhecimento de idoneidade do recorrente, a sentença recorrida faz uma apreciação dúplice, por factos praticados há mais de 5 anos, pelos quais o arguido foi já julgado e condenado, e contraria expressamente o conceito de idoneidade dado pelo Tribunal da Relação do Porto, Acordão 202015, na parte em que refere que "ser idóneo a ter licença de uso e porte de arma de caça exige que se analise não o perigo de cometer um crime com a mesma..." 1 Conclui-se na sentença recorrida: "...não cremos que o seu comportamento passado infunda a garantia de que aquelas armas possam ser usadas apenas para fins lícitos: não o foram no passado, não vemos que razões de monta nos possam convencer que também o não serão no futuro."