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Durante os três anos que decorreram entre a entrada da ação em juízo e a prolação deste último acórdão, o R. nunca informou o A. dos factos antes relatados, violando assim o princípio da confiança em que deve fundar-se a relação entre advogado e cliente.  . Não teve assim o R. um comportamento profissional adequado às responsabilidades da função de advogado, não agindo por forma a defender os legítimos interesses do A. nem tratou com zelo e diligência a questão que lhe foi confiada, violando assim o disposto nos artigos 38, n. 2, do CT e 8, n. 1, 9, n. 2, 9, n. 1, alínea e 10, n. 1, do EOA.  . Por virtude dessa atuação, o A. sofreu danos patrimoniais e não patrimoniais, perdendo, irreversivelmente, a oportunidade de ser apreciada a ilicitude do seu despedimento.   . A procedência da sobredita ação iria conferir ao A. o direito a uma indemnização pelos danos causados, patrimoniais e não patrimoniais, e à reintegração na empresa, caso não optasse por uma indemnização por antiguidade, sem prejuízo do direito ao recebimento das retribuições que deixou de auferir desde o despedimento e até ao trânsito em julgado da sentença que decretasse o despedimento, nos termos dos artigos 38, n. 1, 39, n. 1, e 39, n. 1, do CT.  . Assiste assim ao A. o direito de ser indemnizado com base nas disposições conjugadas dos artigos 48, 49, n.s 1 e 4, 79 e 79, n. 1, 115 e 116, alíneas e, do   .