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Com efeito, apesar de na sequência das alterações legislativas introduzidas ao CPC pelos Decretos-Leis n.s 39/95, de 15/02 e 329-A/95, de 12/12, ter sido ensejo do legislador que em relação ao julgamento da matéria de facto realizado pela 1 Instância, que seja impugnado pelo recorrente e sujeita ao princípio da livre apreciação da prova, o Tribunal da Relação efetuasse um novo julgamento, não foi seu propósito que o julgamento a realizar pelo tribunal ad quem se transformasse na repetição do antes efetuado pela 1 Instância, uma vez que conforme se escreve no Preâmbulo do n. 329-A/95, de 12/12, a garantia do duplo grau de jurisdição em sede de impugnação do julgamento da matéria de facto "nunca poderá envolver, pela própria natureza das coisas, a reapreciação sistemática e global de toda a prova produzida em audiência”, mas apenas "detetar e corrigir pontuais, concretos e seguramente excecionais erros de julgamento”.