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3	Com efeito, as finalidades do pretendido pelo Recorrido foram muito melhor cumpridas com os pedidos de esclarecimento aos árbitros, dado que os mesmos lavraram o respetivo relatório e, aquilo que se pretendia, foi cumprido: tomados os esclarecimentos face ao constante no seu relatório, tendo sido assegurado o contraditório, pois o Recorrido teve oportunidade de exercer o mesmo, como resulta dos autos;  3	Neste conspecto, o facto de não terem sido confrontados com a versão do Recorrido e de alegadamente na questão formulada se remeter para parte da resposta solicitada, não implica a nulidade prevista no artigo 16, n. 2, alínea código de Procedimento Administrativo, porquanto os agentes de arbitragem pronunciaram-se sobre os factos vertidos no relatório e naturalmente que caso entendessem que as expressões em crise não tinham sido a si dirigidas, cuidariam, de ressalvar essa questão;  3	Tal como não colhe também o argumento de que os agentes de arbitragem não foram confrontados com a versão do Recorrido, porquanto o que os mesmos tinham, ou não, de confirmar, é se as palavras que lhes foram dirigidas eram as que constam do relatório por si elaborado e não ser confrontados com outras versões do sucedido;  4	Não se verifica assim nesta sede qualquer preterição para os direitos de defesa do Recorrido, porquanto aos agentes de arbitragem em questão foi solicitado que se pronunciassem sobre o teor do relatório de arbitragem por si elaborado e sobre tal pronuncia, exerceu o Recorrido o devido contraditório, não se verificando, nessa medida, qualquer violação dos artigos , , alínea, 1, n. 3 e 3, n. 10 da CRP e em consequência, tendo sido assegurado o direito fundamental de defesa do Recorrido, não se verifica a nulidade prevista no artigo 16, n. 2, alínea código de Procedimento Administrativo;  4	Neste conspecto, o coligiu prova suficiente para sustentar a decisão de sancionar o Recorrido, tendo concluído em consonância que a prova testemunhal oferecida - e, no fundo, toda a prova apresentada pelo Recorrido - não transmite aquele grau de certeza minimamente exigível não só para sustentar a sua versão, mas sobretudo para fundadamente abalar o relato que a equipa de arbitragem refere no seu relatório;  4	Tendo em contra o supra exposto, resulta inequívoco que o Recorrido dirigiu à equipa de arbitragem palavras injuriosas, nos seguintes termos: "vai para o caralho, vai-te foder, conseguiste o que querias", encontrando-se preenchidos os elementos do tipo das normas disciplinares previstas no artigo 16, 11, n. 1 e 13, 1 do RDLPFP, como bem sustentou o "Constituindo a imparcialidade e a isenção atributos que têm de ser intrínsecos às funções exercidas pelos elementos da equipa de arbitragem, não pode deixar de se considerar que tais declarações põem em causa a integridade moral e o bom nome e reputação dos árbitros em questão, além de afetar a credibilidade e o prestígio da própria competição desportiva.