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Tendo o arguido privado a sua esposa do acesso á água, gás, electricidade, telefone e correio, na casa onde ambos habitavam, deve interpretar-se tal conduta, segundo as regras da experiência comum, como a privação dos bens essenciais no espaço da residência que será o reduto de maior tranquilidade de qualquer pessoa, constituindo uma forte humilhação e privação do que de mais essencial se espera desse espaço privado, atentatória da dignidade humana e quem assim actua não pode desconhecer esse facto basta que se coloque mentalmente na mesma situação).”, aceitando-se e fazendo sentido por isso que, como expende  Ribeiro de Faria, Paula,  Os crimes praticados contra idosos, UCE, Porto, 2015, pág.