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)”Notificado que foi para o efeito, o Recorrido Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, por intermédio do Senhor Secretário de Estado de Desenvolvimento e Coesão, apresentou contra-alegações que concluiu da seguinte forma: ") a) Se o preço base do procedimento não tivesse sido alterado a proposta vencedora teria sido excluída, por ultrapassar em € 29581,78 o preço base do procedimento; b) Sendo o preço base uma componente fundamental do critério de adjudicação, ao qual foi atribuída a valoração de 40%, a sua alteração configura uma alteração fundamental das peças do procedimento, ) E sendo-o, para o escrupuloso cumprimento dos princípios da não discriminação, da igualdade de tratamento e da obrigação de transparência a entidade adjudicante deveria ter prorrogado, no mínimo por período equivalente ao tempo decorrido desde o início daquele prazo até às comunicações das retificações ou à publicitação da decisão de aceitação de erros ou de omissões; ) A empresa AC, S.A., apresentou a proposta mais cara para a entidade adjudicante, pelo que a ter-se mantido o critério de adjudicação do primeiro procedimento, o do preço mais baixo, a empreitada nunca lhe teria sido adjudicada; e) Mas, ao introduzir-se, ao lado do critério quantitativo preço), um critério de natureza exclusivamente objetiva, um outro critério, 20% mais valioso, o da mais valia técnica da proposta, o qual é manifestamente um critério subjetivo, a empresa AC, S.A. conseguiu ver-se, de novo, em primeiro lugar na lista de ordenação das propostas; f) Pelo que a empresa ganhadora foi claramente beneficiada com a alteração do critério de adjudicação; g) A lisura e o respeito pelo princípio da transparência que claramente se duvida que tenham merecido ponderação na decisão de alteração do critério de adjudicação) exigiam da parte do Recorrente um esforço, ainda que mínimo, de explicar porque é que havia decidido proceder à alteração do critério ordenador das propostas.