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Cremos que a resposta deve ser positiva, isto é, que, se o lesado desconhece que o facto lhe causou certos danos ou danos de certa que só vêm a ser apercebidos depois ou de que só depois ele vem a ter conhecimento, não pode dizer-se que, quanto a estes, ele tenha conhecimento do direito que lhe compete”151   Ora, estando em equação obrigações legais, e resultando a existência de um facto ilícito continuado, que permanecia à data da propositura da acção, poderá concluir-se, contrariamente ao decidido na sentença recorrida, pela não prescrição do direito do Autor, pois, não tendo cessado a respectiva violação, não teve sequer início a contagem do prazo ?