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64) Relativamente à denunciante , ao atuar na forma descrita, a arguida AA bem sabia e queria aproveitar-se da crescente fragilidade emocional que ela própria lhe alimentava, preocupando-a sobremaneira, através do engano que nos termos descritos lhe criava, sobre a alegada situação grave da sua família, enquanto a fazia acreditar que tinha capacidades espirituais para solucionar os seus problemas e que era necessário entregar-lhe para o efeito aqueles valores e objetos, apesar de bem saber que isso não correspondia à verdade, tudo com o propósito concretizado de obter para si benefício ilegítimo, a que sabia não ter direito, mediante desejada entrega daquelas quantias e objetos em ouro e outros, cujo valor consideravelmente elevado bem conhecia.