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22 e 23 dos autos, foi incorporado pelos Réus na área do seu prédio, que é o prédio do artigo matricial 111 Além disso, na escritura pública de doação de 2019 refere-se ainda o seguinte: «Mais declarou a declarante é a ré que o referido prédio manteve sempre a mesma configuração e composição e que a diferença de áreas se deve a simples erro de medição, conforme planta topográfica que adiante se arquiva, nunca tendo efectuado qualquer desanexação não titulada.» Por conseguinte, se a outorgante declarou na escritura de doação de 2019, como declarou, que o prédio do artigo ...17 manteve sempre a mesma configuração, isso implica que na escritura pública de justificação/doação de 2005, na qual também interveio como donatária, o mesmo prédio tinha já, segundo ela, a mesma configuração, muito embora isso ainda não tivesse correspondência na área que constava da matriz, que era só, nessa altura, 221 m Conclui-se, por conseguinte, face a estes elementos, que a parcela de terreno que os Autores dizem ser sua propriedade foi de facto incluída pelos Réus na área do prédio do artigo matricial 111 b) Esta conclusão a que se chegou é corroborada pelo depoimentos de parte da Ré , quando disse, aos minutos 22:05 a 24:56, que o seu irmão AA, o Autor, exigiu ao pai, aquando das partilhas feitas em vida dos pais, que lhe desse «aquele bocado que está aí que tem duas laranjeiras que você prometeu quando nascesse a primeira neta» e « eu quero um metro lá ao fundo, entre a sua casa e a casa do , se não, se não me der esse metro deserde-me já, que eu já não quero nada.» A Ré referiu ainda quando perguntada sobre se «essa área dos tais 123 metros quadrados» foi mencionada nessa altura, disse que «Foi, foi nessa altura.