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2 Não se compreende como é considerado na fundamentação que não cabe ao Tribunal substituir-se à empresa na tomada de decisões de gestão empresarial, quando em sentido diametralmente oposto considera que "Tratou-se, assim, em nosso entender, de um ato de gestão perfeitamente justificado por motivos estruturais, suscetíveis de fundar que essa reestruturação se apresenta como vantajosa da organização, por os gasto económicos subjacentes à externalização do arquivo serem inferiores aos valores gastos com obras necessárias, espaço e trabalhadores afetos, para além da segurança dos documentos e eficácia do serviço”, 2 Ou bem que o Tribunal não se pode substituir à empresa na tomada de decisões de gestão empresarial, ou se bem que considera poder avaliar a bondade dos atos de gestão da empresa e daí extrair conclusões quanto àlicitude do despedimento – ocorrendo, também nessa medida, uma ambiguidade gritante e que fere de nulidade o Acórdão em crise, revelando-se o mesmo de contraditório e, por maioria de razão, ininteligível, devendo por isso ser declarado nulo.