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2004, n 1, do Civil –visando-se um alcance intermédio: a aqui recorrente deve poder aspirar a um socorro que a coloque numa situação razoável – acima do limiar de sobrevivência,"nos limites de uma vida sóbria”, ainda que abaixo do padrão de vida que tinha antes; 7- No caso sub judice, ficou provado que a recorrente para aceder a serviços públicos essenciais, tais como água, eletricidade ascende, despende mensalmente,109 euros; 8- Ficou, igualmente, provado na sentença em crise que com alimentação a apelante despende, mensalmente, 350 euros, não se tendo apurado um valor, a título de gastos com vestuário; 9- A apelante é sexagenária e não aufere quaisquer rendimentos; 10- Destarte, ficou provado que o recorrido aufere um vencimento mensal líquido de 493,06 euros, não deduziu qualquer oposição quanto à atribuição de uma pensão alimentícia à recorrente nem ao quantum por esta peticionado dito de outro modo, o requerido aceitou os fundamentos da obrigação de alimentos a seu cargo, não apenas em termos da necessidade da requerente, como em termos da possibilidade da sua parte em prestar esses; 11- Como pilares da obrigação de alimentos, consigna-se no artigo 2004, n.1 do Civil, a medida dos alimentos por parte do credor e a possibilidade de prestação de alimentos por parte do devedor.