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Fundamentação  Na decisão recorrida atendeu-se ao seguinte enquadramento fáctico; a) o PRC 9/2012 teve origem num pedido de dispensa de coima apresentado em 28 de novembro de 2012, cuja abertura do processo visa um universo de quinze visadas, contanto com 9006 ficheiros informáticos, a que acresce um total de mais de centena e meia de volumes de processo;  b) no dia 28 de maio de 2015, a Autoridade da Concorrência proferiu nota de ilicitude, contando entre a prova indicada, um total de 124 documentos classificados como confidenciais;  ) a visada BCP já apresentou pronúncia sobre a nota de ilicitude a 27 de setembro de 2017;  ) no dia 3 de abril de 2019, em resposta a ofício dirigido pela Autoridade da Concorrência, o Recorrente requereu ser notificado "da realização das novas diligências de inquirição de testemunhas das co-Visadas que se tenham pronunciado, como o BCP, nesse sentido, para que possa nelas estar presente, através dos seus mandatários”;  e) por ofício de 4 de abril de 2019, com a referência interna S-AdC/2019/1398, a Autoridade da Concorrência notificou o BCP do agendamento da repetição das diligências de inquirição das testemunhas por si arroladas, para efeitos da presença dos seus mandatários;  f) e por ofício com a referência interna S-AdC/2019/1482, de 8 de abril de 2019, a Autoridade da Concorrência indeferiu o pedido do BCP de notificação para participação dos seus mandatários nas inquirições de testemunhas arroladas pelos outros visados no mesmo processo de contraordenação.