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Entendemos, contudo, que por se tratar de um motociclo e portanto com uma capacidade de utilização mais limitada do que um veículo automóvel não pode transportar tantas pessoas, nem tanta, o valor patrimonial do seu uso deve ser fixado em € 7,5, o que multiplicado por 1184 dias, perfaz a quantia de € 88  Quantos aos danos patrimoniais decorrentes da perda de capacidade de ganho durante o período de incapacidade temporária absoluta para o trabalho, entendemos que, não obstante estar desempregado na data do acidente, o demandante poderia auferir mensalmente caso encontrasse trabalho nos tempos pelo menos o equivalente ao valor do salário mínimo nacional, que no ano de 2015 era de € 505 e no ano de 2016 de € 53  Assim, se não estivesse incapacitado para o trabalho por força do acidente, o demandante podia ter auferido no ano de 2015, pelo menos, € 292,50 8,5 meses x € e, no ano de 2016, € 445 6,5 meses x €, no total de e 737,5  No que concerne à perda futura da sua capacidade de ganho, ficou provado, com relevo para esta questão, que as lesões sofridas pelo demandante traduzem-se num défice funcional permanente da integridade físico-psíquica de 11 pontos, sendo que as sequelas resultantes do acidente limitam de forma muito acentuada o exercício da actividade profissional habitual, mas são compatíveis com outras profissões da área da sua preparação técnico profissional.