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Revertendo ao caso dos autos, na graduação da medida concreta da pena acessória, importa considerar os fatores que foram ponderados na determinação da pena principal de multa, designadamente: - O grau de ilicitude dos factos, que se revela medianamente acentuado, tendo, em conta, designadamente, a grave violação das regras da circulação rodoviária e a manifesta falta de cuidado do arguido na realização da manobra de mudança de direção que efetuou e que foi causal do embate no motociclo conduzido pelo ofendido e a gravidade das lesões que, em consequência, do embate o ofendido sofreu, no pé esquerdo, com amputação traumática da 2 falange, que lhe determinaram 180 dias de doença com afetação para o trabalho profissional, dos quais 120 dias também com afetação para o trabalho em geral; -  A negligência com que atuou, que reveste a modalidade de negligência inconsciente, na medida em que o arguido não se certificou que não se aproximavam veículos em sentido contrário e, nessa situação, é de afastar que tivesse representado, como podia e devia, a possibilidade da ocorrência do embate no motociclo conduzido pelo ofendido, sendo o grau de culpa do arguido/recorrente mediano;  - As exigências de prevenção geral e especial que no caso se evidenciam, sendo as primeiras elevadas, face aos elevados índices de sinistralidade que se registam nas estradas portuguesas, com as consequências terríveis daí decorrentes, em termos de perda de vidas humanas e de sequelas com que ficam muitos dos sinistrados sobreviventes, com os elevados custos sociais e económicos que acarretam; e mostrando-se as de prevenção especial, à partida, moderadas, registando o arguido, que tem 33 anos de idade, uma condenação pela prática de crime de furto, de natureza totalmente distinta, portanto, daquele que está em causa nos autos e mostrando-se inserido familiar, profissional e, ao que tudo indica, também socialmente.