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Para aferir da abrangência do segredo profissional do advogado e da consequente necessidade de autorização para prestar depoimento há que ter em atenção uma tríplice realidade: a) a forma como o conhecimento do facto chegou ao Advogado, quem o revelou e em que quadro fáctico; b) o teor do facto, que ajuda a perceber se tem ou não natureza de segredo, pois nem tudo o que é revelado ao Advogado é, em si, um segredo;  ) as próprias circunstâncias do conhecimento e da revelação.9 Seguindo então esta orientação há que considerar, desde logo, excluídos do sigilo, por exemplo, os atos e serviços públicos praticados pelo advogado em nome ou para o seu constituinte, tais como os articulados ou documentos em processos não sujeitos a segredo de justiça, ou factos articulados nestas diligências, e seu resultado, tornadas públicas.10 De regresso à situação dos autos, há que indagar se o depoimento produzido pela testemunha Dr. , que para o prestar não solicitou autorização ao respetivo conselho distrital da Ordem dos Advogados, está abrangido pelo dever de sigilo.