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A declaração de falência da Ré ocorreu em 26 de Setembro de 2002, tendo a apresente acção dado entrada em Setembro de 2018, isto é, dezasseis anos depois de tal declaração, o que nos conduz à conclusão de se mostrarem ultrapassados todos os prazos possíveis, quer para a reclamação dos créditos em tempo normal, quer em verificação ulterior, face ao disposto nos artigos 188, n1 e 205, n1 e 2 do CPEREF, supra enunciados, pelo que nunca se poderia ter concluído como se concluiu no Acórdão recorrido, De outra banda, nunca poderemos esquecer que aquela reclamação não tem carácter vinculativo, mas antes optativo, tratando-se antes de um ónus, de onde se o credor o não exercer tal não significa que não possa ainda exercitar o seu direito, findo que seja o processo falimentar e reabilitado que esteja o falido, neste sentido Miguel Teixeira de Sousa, A verificação do passivo no processo de falência, in Revista da faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, 1995, volume , 35 A seguir-se «à risca» a tese explanada no Aresto impugnado, poder-se-ia chegar á errada conclusão que qualquer pretensão creditícia não exercitada oportunamente em sede falimentar e/ou insolvencial, ficaria precludida, quando tal preclusão a existir, apenas se situa dentro das forças da massa falimentar/insolvente, se e enquanto o procedimento respectivo durar caso o credor pretenda vir a ser pago no seu âmbito.