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Sucede que nenhuma das testemunhas arroladas pela Recorrida disse que era gerente da T............, nem foi apresentado documento autêntico com teor diverso do documento n. 6; 10 A presunção da verdade da situação jurídica resultante dos factos registados pode ainda ser atacada mediante ação de declaração de nulidade do registo; 10 Por outro lado, a qualidade jurídica de gerente, resultante do registo comercial, não faz presumir o exercício efetivo, ou de facto, das funções correspondentes ao cargo; 10 Mas também neste particular – exercício das funções correspondentes ao cargo de gerente - a Recorrida não fez qualquer prova, embora recaia sobre si esse ónus; 10 E, face à prova realizada nos autos, não era lícito operar-se a presunção judicial, baseada nas regras da experiência; 11 Donde se conclui que, o ponto 48 dos factos indiciariamente provados: "A T............ tinha como administradores AA, e GG, como resulta de uma acta do Conselho de Administração da T............ datada de 28 de junho de 201”, deve ser eliminado dos factos indiciariamente provados, por manifesta violação, pelas Instâncias, das normas substantivas que fixam a força probatória dos documentos autênticos, e das regras sobre o ónus da prova; 11 No que concerne à prova por presunção judicial, a sua força persuasiva pode ser afastada por simples contraprova, bastando à parte contrária produzir contraprova no sentido de haver razões para, no caso concreto, refutar a suposta regra da experiência comum ou regra técnica que, do facto conhecido, permite extrair o desconhecido, ou alinhar contraindicações probatórias concretas tendentes a afastar o resultado a que a sua aplicação, por regra, conduz, isto é, sendo seu ónus ónus de produzir prova destinada a tornar duvidoso, incerto, o facto presumido, o que é diferente de se exigir prova do contrário não produzindo, pois, tal presunção a inversão do ónus da prova; 11 Caso fosse necessária contraprova, o que não se aceita, porque a gerência não está registada nem foi provada pelos depoimentos prestados nas audiências de julgamento, para efeitos de contraprova seriam mais do que suficiente as declarações de parte do legal representante da Recorrente; 11 O vigente sistema de julgamento da matéria de facto assenta no "princípio da aquisição processual das provas”, segundo o qual o Tribunal para formar a sua convicção acerca da prova, "deve tomar em consideração todas as provas produzidas, tenham ou não emanado da parte que devia produzi-las”, sem prejuízo das disposições que declarem irrelevante a alegação de um facto, quando não seja feita por certo interessado; 11 Para que a presunção judicial seja admissível, seria imperioso que, na decisão de que se recorre, houvesse uma relação direta e segura, sem necessidade de elaboradas conjeturas, entre o facto que serve de base à presunção e o facto que, por presunção, se pretende atingir; 11 A testemunha é chamada para narrar ao tribunal os factos que tem conhecimento e para indicar a fonte desse conhecimento.