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33 a 39 dos presentes autos de recurso em separado, manifestando-se pela improcedência do recurso, e concluindo nos seguintes termos:  A)	Vem o presente recurso interposto do despacho proferido em sede de primeiro interrogatório judicial de arguido detido, que teve lugar a 16 de Junho de 2018, no qual ao arguido foi aplicada a medida de coacção de prisão preventiva por ter sido considerado como fortemente indiciada a prática, por esse, de um crime de tráfico de estupefacientes, p. e p. pelo artigo 2, n. 1 do 15/93 de 22 de Janeiro e considerados como verificados os perigos de fuga; B)	O recorrente entende que sendo nulas as provas em que se baseou tal despacho para considerar o aludido crime como fortemente indiciado, deverá o mesmo ser revogado, como revogada deverá ser a medida de coacção de prisão preventiva; )	De acordo com o recorrente, tal indiciação decorre exclusivamente dos autos de busca e de apreensão realizados nos autos, os quais considera estarem feridos de nulidade insanável visto que em tais actos o recorrente devia ter sido obrigatoriamente assistido por defensor por ser desconhecedor de língua portuguesa;   Ora, a questão foi já objecta de análise jurisprudencial, tendo vindo a ser considerado que no momento em que o requerente consente na busca, ainda não existe qualquer imputação que determine a sua condição de arguido, pelo que não é obrigatória a presença de defensor; E)	Consequentemente, no acto de fiscalização a que foi sujeito e no acto de busca em que consentiu, sendo certo que ainda não existia motivos para suspeitar que o mesmo havia cometido um crime e que devia ser constituído como arguido, ainda não se tornara obrigatória a assistência por defensor; F)	Mais alega o recorrente que, da prova produzida não resulta fortemente indicada a prática do crime de tráfico de estupefacientes, visto que, na sua versão dos factos agora apresentada, o produto estupefaciente apreendido se encontrava acondicionado debaixo do local onde o passageiro estava e, desta feita, a este pertencia; G)	Não lhe assiste razão; H) Desde logo porque o alegado não corresponde à verdade, porquanto o produto estupefaciente não se encontrava acondicionado exclusivamente debaixo do local onde se encontrava o passageiro mas sim em vários locais da viatura conduzida pelo arguido, tal como resulta do auto de notícia; ) A isto se acrescente que existem vários outros elementos que permitem concluir que o recorrente cometeu o crime de tráfico de estupefacientes, designadamente: - A percepção afirmada no auto de notícia que os militares da GNR tiveram do nervosismo apresentado pelo recorrente que não foi notado em qualquer outro dos ocupantes do veículo); - O facto de todos os ocupantes, com excepção do recorrente terem de imediato acatado a ordem de saída do veículo aquando da fiscalização pelos militares; -	O facto de o recorrente, quando lhe foi solicitado pelos militares que saísse do veículo, ter tentado encetar fuga, o que apenas não logrou conseguir por ter sido impedido pelos referidos militares; - O facto de ter sido o recorrente quem indicou aos militares os locais onde se encontrava oculto o estupefaciente; e - O facto de o próprio ter transmitido aos militares que o produto estupefaciente era seu e que os ocupantes do veículo não tinham qualquer relação com a situação e que desconheciam o facto de o recorrente transportar droga na viatura.