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156635, se previa o direito do comproprietário a quem não fosse dado conhecimento da venda, haver para si a coisa vendida, "contanto que o requeira dentro do prazo de seis meses, a contar da data em que tenha conhecimento da venda, depositando, antes de efectuada a entrega, o preço que, segundo as condições do contrato, estiver pago ou vencido.”  Já a propósito deste preceito, dava conta Pinto Loureiro36 que "afastada a discussão se a contagem do prazo, deve ou não fazer-se da data da transmissão fica sempre aos tribunais a delicada tarefa de se se deu ou não conhecimento prévio das condições do contrato e se certa conversação conduzida em termos vagos sobre a intenção de vender deve considerar-se como conhecimento do contrato, e ainda se certas manifestações, como a do registo predial da transmissão, fazem supor esse conhecimento.”  Assim sendo, o prazo decorrido antes da data da transmissão não releva para contagem deste prazo de caducidade, ainda que o preferente preterido soubesse já da projectada venda, sem que lhe tivesse sido comunicado o projecto da mesma e as clausulas do contrato e concedido o direito a preferir, sob pena de se considerar que, nos casos em que o negócio se concretizasse mais de seis meses depois deste conhecimento, não poder já o preferente preterido recorrer à acção prevista no art 1410 do  É que, antes de realizada a venda, não pode o preferente, porque ainda não preterido, recorrer a este meio de tutela e, podendo recorrer às acções de responsabilidade pré-contratual não fica impedido de, não o fazendo, recorrer, realizada a venda, à correspondente acção com vista a substituir-se ao terceiro adquirente.