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cit., pág.. Apesar de partilharem o espaço de margem de liberdade de actuação administrativa, as duas realidades distinguem-se, residindo a diferença entre ambos nas circunstâncias de: a discricionariedade implicar, a par de juízos de prognose e avaliação, uma ponderação de interesses públicos e privados envolvidos, passando sempre pela decisão de um conflito de interesses em concorrência, ao passo que o preenchimento valorativo de conceitos indeterminados não comporta qualquer ponderação de interesses, consubstanciando um simples juízo de valor que determinará se é de considerar que se verifica determinado pressuposto, a fim de subsumir a realidade que se possa vir a verificar casuisticamente na facti species normativa; na discricionariedade o completamento da abertura da norma faz-se mediante o aditamento de novos pressupostos do acto "alargamento conjuntivo da previsão”), ao passo que no preenchimento de conceitos indeterminados o alargamento da norma assenta num esquema disjuntivo, na medida em que o órgão decisor terá de decompor o conceito em valorações ou prognoses alternativas pelo menos uma positiva e uma para o efeito de considerar verificada ou não a existência de um pressuposto Sérvulo Correia, Direito do contencioso administrativo, , Lisboa, Lex, 2005, pp.