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A questão da recorribilidade do despacho interlocutório que dispensa a produção de prova testemunhal tem sido objecto de decisão neste Tribunal, citando-se a título de exemplo o Acórdão proferido no processo n. 384/12BESNT, datado de 04/06/2020 em que foi relatora a 2 adjunta deste colectivo, cujo sumário se transcreve parcialmente: « Os despachos interlocutórios que julguem desnecessária a produção de prova testemunhal, como o dos autos, são recorríveis juntamente com o recurso da decisão final.»  Mais recentemente o acórdão deste TCAS de 27/01/2022 proferido no processo n. 56/12BEALM-S1 decidiu no mesmo sentido «Não estando em causa a rejeição de um meio de prova, o recurso do despacho que decide não realizar a inquirição de testemunhas, por o processo já conter todos os elementos necessários para decisão ou por ser a prova meramente documental, apenas pode ser interposto a final, nos termos do n. 3 do artigo 64 do CPC.»  Tendo em conta o disposto no artigo , n. 3 do CCivil, que determina que nas decisões a proferir, o julgador terá em consideração todos os casos que mereçam tratamento análogo, a fim de obter uma interpretação e aplicação uniformes do direito, seguiremos de perto o acórdão do TCAN de 17/12/2020, recurso n. 9/10BEVIS-S1, citado no aludido acórdão deste TCAS de 27/01/2022:«¯Segundo a nova redação do artigo 28 do CPPT - Código de Procedimento e Processo Tributário dada pela Lei n. 118/2019, de 17 de, os recursos nos processos tributários, das decisões interlocutórias ou finais, regem-se pelo disposto no Código de Processo Civil.