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Assim, tendo por referência os referidos pressupostos da responsabilidade por facto ilícito, face à factualidade provada conclui-se que, em consequência da conduta do arguido, H----------G--------- e T------------------- foram ameaçados com a exibição de uma navalha e pelo menos agredidos na sua liberdade de determinação, além do medo que terão sentido, sendo o primeiro, além de também agredido fisicamente, desapropriado do telemóvel que segurava, desapropriação que a segunda logrou evitar, ocultando o telemóvel do alcance do arguido, condutas deste que preenchem todos os requisitos da responsabilidade a que alude o suprarreferido artigo 483 do Código Civil ou sejam o facto voluntário imputável ao agente consubstanciado na intervenção física contra as vítimas, designadamente com o objectivo de eliminar as suas resistências, para as desapossarem de, que ofendeu direitos de outrem direitos de personalidade das respectivas vítimas, designadamente pelo receio ou humilhação que tal tipo de acção causa à vítima, além de constituir sempre um atentado à sua dignidade de pessoa humana - artigo 70 do Código, provocando-lhes danos ou prejuízos, tendo-se também por estabelecido o nexo de causalidade cfr.