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, página 474, "O que importa para possibilitar a reversão contra o oponente, não é que, em termos jurídico-civilísticos se deva entender que foi este que agiu quando agiu o seu procurador em seu nome, mas sim que exista efectivamente, em termos naturalísticos, uma relação entre ele e a vida da sociedade que, pelo menos possa garantir que, quando o procurador agiu no exercício da gerência, agiu de acordo com a vontade real do mandante e com conhecimento por parte deste da vida da sociedade.” Ou seja, é sempre necessário saber em cada caso concreto qual a ligação efectiva entre o gerente que emite procuração a favor de terceiro e a sociedade, porque o critério que fundamenta a responsabilização subsidiária é que o gerente tenha o exercício efectivo da gerência da devedora originária.