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E acrescenta também o Tribunal a quo que, sem esse acordo, as transferências de fundos provenientes de .. efectuadas pela Pr...... para conta bancária pertencente a AA sedeada em banco de capitais ., ao qual o arguido estava ligado por via da participação da S....... não são explicáveis, do mesmo modo que sem aquele acordo não se explica que, no mesmo período temporal dos factos, o arguido AA tenha iniciado funções no Banco Millennium BCP e no ActivoBank, ambos participados pela S........  Continuando, diz igualmente o Tribunal a quo que quem estava em Portugal a representar , nos NUIPCs 5/1......., 246/1...... e NUIPC 149/1....., era o arguido BB, tendo sido este último quem formulou os requerimentos nos processos e quem recebeu as notificações dos despachos proferidos na sequência dos mesmos, o que fez com o intuito de obter favorecimento para o seu representado através de despachos de arquivamento em investigações em que o mesmo era visado, vindo o arguido AA a aceitar as promessas traduzidas em contrapartidas patrimoniais e outras, que recebeu e fez suas, fazendo-o contra os deveres do seu cargo, bem sabendo que os despachos que proferiu eram ilegais, tendo o arguido AA actuado desta forma com o intuito, alcançado, de obter vantagens patrimoniais e outras que não lhe eram devidas, conforme acordo estabelecido com o arguido BB.