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E continua Rui Meirinhos:  «A plena compreensão do elemento subjetivo especial da falsificação – "a intenção de causar prejuízo a outra pessoa ou ao Estado, ou de obter para si ou para outra pessoa benefício ilegítimo” – permite aproximar, na perspetiva do bem jurídico protegido, este crime da burla, pois também esta comporta um elemento subjetivo especial – a intenção de enriquecimento ilegítimo –, cuja configuração tem pontos de convergência com o da falsificação embora o benefício almejado nesta não tenha de ser, o que desde logo deixa perceber que a falsificação pode proteger os prejuízos causados a interesses dos particulares, que assim configuram um dos objetos imediatos desta incriminação.