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Trata-se de situações de condenação à prática de um acto administrativo com o conteúdo pretendido pelo demandante, « em que a apreciação da legalidade do ato de indeferimento que tenha sido praticado excluídos os eventuais vícios de forma que para o caso não não se distingue da posição jurídica de vantagem que o autor reclama » Aroso de Almeida / Fernandes Cadilha, cit., pág.. Trata-se, no fundo, do grau máximo dos poderes de pronúncia judicial, em que o dever de decidir coincide com a pretensão Dora Lucas Neto, «Um novo olhar sobre objeto do processo na acção de condenação à prática de atos administrativos», Revista do CEJ, n. 13, pág.. Este grau máximo estende-se igualmente aos casos de «redução de discricionariedade administrativa a zero», ou seja, àquelas situações em que, « embora a lei confira, em abstrato, à Administração poderes discricionários, de conformação do conteúdo do ato, a verdade é que, no caso concreto, se deve, objetivamente, reconhecer que só lhe resta praticar um ato com um determinado conteúdo » idem,.