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Tal como se salienta no acórdão do TCAN de 25/06/2015, processo n. 587/10BECRB, em que era impugnante a sociedade "”, "a omissão de compras ao inventário permanente pode encontrar outra justificação bem mais plausível, por exemplo, numa eventual omissão de vendas por parte do sujeito passivo utilizador da factura sabendo-se que a análise dos inventários permite detectar esquemas de evasão fiscal das empresas através da não facturação de vendas e simulação de "stocks” de mercadorias, dito de outro modo, se uma empresa não factura vendas de duas uma: ou inflaciona o inventário com bens que dele já) não constam fisicamente, ou não regista os bens que adquire no inventário, sem que tal represente uma inexistente operação subjacente.