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Com frequência, estes sujeitos carecem de sentimentos de culpa mercê de um mecanismo de distorção cognitiva que neutraliza quaisquer juízos de autoinculpação g., "até gostou”, "não lhe fiz mal”, "foi um jogo”, "a culpa é dele”), evitando assim qualquer mal-estar que poderia desencadear neles a consciência de esses actos, por que não há que esperar reacções de autoinculpação nos agressores sexuais de crianças Vide JIMÉNEZ CORTÉS y MARTÍN ALONSO, Valoración del testimonio en abuso sexual infantil – A.S., in Cuadernos de Medicina Forense, n. 43-44, Enero-Abril 2006, p..     Vejamos, em primeiro lugar, o contributo probatório do arguido, o qual, como é sabido, não está sequer obrigado a prestar declarações, nem está juridicamente obrigado a falar com verdade, podendo declarar o que bem entender e formular a estratégia de defesa que melhor lhe aproveitar.