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Não se trata, portanto, de estender, por via analógica, o efeito extintivo previsto no art.824-2 a direitos de crédito, naturalmente de eficácia relativa e, nessa medida, inoponíveis a terceiros, mas apenas de considerar aplicável esse efeito a direitos não reais relativamente aos quais, pela sua especificidade, "possam proceder as mesmas razões justificativas da extinção” Ana Carolina S. Sequeira, "A Extinção De Direitos Por Venda Executiva”, in "Garantias das Obrigações”, 23 e. Sairá, assim, objetivamente penalizado o arrendatário, mas não pode esquecer-se que, como acima já notado, no jogo de interesses em confronto, fará menos sentido protegê-lo, em detrimento do credor hipotecário, tendo em consideração que ele não ignorava ou não devia ignorar a hipoteca que onerava o bem locado ac.