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106	Conclui Cláudia Cruz Santos nos seguintes termos, que subscrevemos,"Toda a condenação de BB pela corrupção activa de AA para acto ilícito assenta neste erro grave: acusa-se BB pela corrupção mais grave para acto ilícito) porque AA actuou de forma ilícita, contra os seus deveres como magistrado do Ministério Público ao aceitar vantagens para favorecer os interesses de Parece não se compreender, na decisão, que toda a corrupção é ilícita – também a para acto lícito– e que, por isso, não é a actuação ilícita de AA, porque condicionada pelo suborno, que pode sustentar a existência de uma corrupção activa própria ou para acto ilícito de BB.