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49 e.  Daí que «o autor não possa, assim, bastar-se com a simples ou mera negação dos factos que lhe são atribuídos / imputados, cabendo-lhe alegar um conjunto de factos que corporizem a falta de consistência da imputação e sanção de que foi alvo, dos quais se indicie a ilegalidade e que aponte para o erro da imputação» Carlos Medeiros de Carvalho, «O juiz administrativo e o controlo da prova procedimental no processo disciplinar», Cadernos de Justiça Administrativa, n. 101, 2013, Braga: Centro de Estudos Jurídicos do Minho, p.. Na certeza, porém, de que importa «distinguir entre a situação em que o impugnante contradita os factos que serviram de fundamento à decisão administrativa e requer ao tribunal a produção de novos meios de prova ou a renovação de meios de prova já produzidos no procedimento administrativo, daquela outra em que pretende apenas discutir a validade do juízo formulado pela entidade administrativa quanto à prova coligida porquanto num caso está em causa a reapreciação da matéria de facto com base num possível erro na fixação dos factos materiais da causa e, no outro, discute-se apenas um eventual erro na apreciação das provas» Fernandes Cadilha, cit.