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Além disso, os serviços de inspeção tributária concluíram que há fortes indícios que E. emitia faturas "fictícias” ou "simuladas” encontradas em diversos utilizadores entre os quais a , porque: a sede da E. é a habitação da mãe do seu sócio gerente P.; que a sociedade não tinha empregados, só tinha o seu sócio gerente; os serviços de inspeção tributária procederam à circularização dos 12 utilizadores conhecidos de faturas da E. tendo sido recolhidas 205 faturas dos anos de 2012 a 2014, num total de €76719,66, que corresponde a uma base tributável de €43796,35 e IVA liquidado de €33923,31, admitindo-se, pelos números de série em falta, a emissão de mais 256 faturas cujo utilizadores não foram identificados; a empresa não dispunha de instalações fixas no exercício da atividade; pouco depois da sua constituição o técnico oficial de contas renunciou às funções por existirem atrasos da gerência na entrega dos documentos, tendo a sociedade deixado de cumprir as suas obrigações fiscais, não tendo contratado qualquer outro técnico oficial de contas, sendo o seu gerente que se encarregava da emissão de faturas, recebimentos e pagamentos; a empresa não tinha veículos automóveis para o exercício da atividade e o seu sócio gerente utilizava um veículo ligeiro de passageiros, Mercedes Classe A, , o que juntamente com os restantes elementos e informações recolhidas fica demonstrada a inexistência de qualquer estrutura empresarial adequada a prestar os serviços que constavam das faturas, sendo que nenhum dos utilizadores comprovou a utilização de transportes ou exibiu os documentos de transportes, apesar da impugnante dizer que era a empresa ou P. que ia buscar e levar a mercadoria; na emissão das faturas não foi observado um critério lógico e sequencial, comportamento típico dos emitentes de faturação falsa; os serviços de inspeção tributária apuraram ainda nas suas bases de dados que não existe nenhuma entidade nacional a referir que efetuou vendas à E. nos anos de 2012 a 2014, nem foram detetadas quaisquer transações no espaço comunitário a favor da empresa; factos que revelam fortes indícios que as faturas emitidas em nome da E. detetadas nas ações inspetivas são falsas/fictícias por não corresponderem a efetivas transações, competia à impugnante demonstrar que essas faturas correspondiam a transações económicas reais e como tal competia-lhe abalar a prova da administração tributária alegando e demonstrando que essas empresas tinham efetivamente fornecido esses bens e serviços, o que não logrou, de todo, fazer. )