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Retomando o caso concreto, verificamos que o Tribunal a quo deu como provado que « no dia 20 de Agosto de 2013, cerca das 22h30, no interior do café denominado  K... , quando a ofendida  B...  se encontrava sentada num sofá a ver televisão, o arguido, que se encontrava sentado numa cadeira, começou a fazer gestos com a língua e, dirigindo-se à ofendida  B... , proferiu a seguinte expressão: "ó pequenina, eu quero-te foder” »  ponto n. e que, « de imediato, a ofendida  B...  saiu do interior do estabelecimento comercial, tendo corrido em direcção à sua mãe, que se encontrava na esplanada do mesmo, relatando-lhe o sucedido.»  ponto n.. Por sua vez, deu como não provado que « Na ocasião mencionada em 1 dos factos considerados provados, o arguido lambia os seus próprios lábios.» ponto n. e que « o arguido actuou com o propósito de manter conversação de cariz sexual com a ofendida  B... .»  ponto n.. A expressão dirigida pelo arguido à menor  B...  - "ó pequenina, eu quero-te foder” – tem , sem dúvidas, " intensidade pesada e baixamente sexual”, como mencionado no supra referido acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães.