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A recorrente termina a sua alegação de recurso com as seguintes conclusões:  Nos vertentes autos não se discute as competências da Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça;  Mas tão só e apenas a licitude ou ilicitude da actividade de tiro aos pombos;  O conflito de interesses em presença é de âmbito e todas as partes são pessoas colectivas de direito privado;  In casu, não houve a prática de qualquer acto com prerrogativas de autoridade que pudesse afectar a agravante;   Não houve qualquer actuação levada a cabo por uma das partes de prossecução do interesse público, utilizando os meios típicos da Autoridade Pública;  Nomeadamente um acto administrativo susceptível de recurso contencioso junto dos Tribunais Administrativos;  Os nossos Tribunais têm vindo a considerar as Federações Desportivas como pessoas colectivas de direito privado;  O conflito de interesses em apreço deveria ter sido dirimido pela jurisdição cível, sendo notoriamente errado colocá-lo sobre a jurisdição do Tribunal Administrativo;  As normas aplicáveis para dirimir o vertente litígio são indiscutivelmente do foro jurídico-e não normas de direito administrativo e/ou fiscal; 1 Não se pode inferir que, pelo facto de a uma entidade ter sido atribuído o estatuto de autoridade pública, tudo o que esta faça ou patrocine deva ser apreciado pela jurisdição administrativa; 1 A realização da modalidade pelos Clubes e pela Federação não consubstancia gestão pública, mas antes gestão privada; 1 A actividade de organização e realização dos concursos de tiro a alvos vivos assume-se como sendo de partilha e contratualização entre vários intervenientes, maxime os Clubes e a Federação, não sendo crível que onde avulta uma relação de paridade económica, possa irromper um especial interesse público a proteger por intermédio do exercício dos poderes de autoridade; 1 Ao organizar concursos de tiro a alvos vivos juntamente com os clubes, a agravada Federação surge, não na veste de entidade normadora de uma certa actividade, mas como praticando uma certa modalidade e sendo um dos seus sujeitos; 1 A devolução de poderes públicos a entidades privadas não se presume; 1 A devolução de poderes públicos a entidades privadas não pode ter na base o recurso a interpretações extensivas ou a quaisquer analogias, mas assentar num acto legislativo expresso e inequívoco.