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Sob pena de perversão das funções endógena e exógena de controlo da legalidade supra assinaladas,) a fundamentação deve ser contextual e integrante do acto tributário, sendo irrelevante qualquer fundamentação a posteriori que pretenda suprir lacuna posteriormente detectada  Aplicando as considerações doutrinárias antecedentes ao caso concreto: A decisão de tributação por métodos indiciários proferida pelo Director Distrital de Finanças adopta os fundamentos do relatório da inspeção tributária, onde se especificam os motivos da impossibilidade da comprovação e quantificação directa e exacta da matéria tributável e os critérios da sua determinação, nos termos enunciados antecedentemente Ilegalidade do recurso a métodos indiciários) A fundamentação do relatório acolhida na decisão cumpriu a sua dupla função de controlo endógeno e exógeno, permitindo ao sujeito passivo uma contestação esclarecida na reclamação para a Comissão de Revisão, onde logrou obter a alteração do lucro tributável do exercício de 1991 de 254 623 639$00 para 26 795 000$00 factos provados ns 9/10; processo físico fls.21/34) A liquidação do imposto impugnado teve por base o lucro tributável revisto, cujo valor foi fixado com o acordo de ambos os vogais factos provados ns 10/12, processo físico fls.75/77; art.85 n1    O argumento invocado pela recorrente de que a liquidação impugnada teve como fundamento a deliberação da Comissão de Revisão e não o relatório de inspeção não colhe: aquela comissão procedeu a uma apreciação crítica dos fundamentos do relatório, tendo eliminado custos não documentados que haviam sido considerados 2 vezes para efeitos de cálculo das vendas presumidas decisão da comissão, fls.77) Neste contexto os actos tributários sob análise não enfermam de falta de fundamentação: - a decisão de tributação por métodos indiciários está legalmente fundamentada, por declaração de concordância com os fundamentos expressos no relatório da inspeção tributária arts.21 e 81 CPT; arts.125 CPA; - a liquidação do imposto resulta da fundamentação da decis��o da Comissão de revisão a qual, após apreciação crítica da fundamentação do relatório da inspeção tributária, fixou, por acordo dos vogais, o lucro tributável do exercício de 1991   DECISÃO  Acordam na Secção de Contencioso Tributário do Supremo Tribunal Administrativo em negar provimento ao recurso e, em consequência, confirmar na ordem jurídica o acórdão recorrido   Custas pela recorrente art.527 ns 1 e 2  Lisboa, 22 de janeiro de 202 – José Manuel de Carvalho Neves Leitão – Nuno Filipe Morgado Teixeira Bastos – Francisco António Pedrosa de Areal Rothes.