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Porquanto, e salvo o devido respeito, que é muito, entendem os RR., ora apelantes, que perante a prova produzida e o Direito aplicável, não poderia ter sido decidido o acima transcrito, pelo que a revogação da respeitável sentença se impõe.- DA IMPUGNAÇÃO DA MATÉRIA DE Como melhor consta da douta sentença, o Tribunal a quo deu como provados, por documentos, entre outros, os seguintes fatos: " O prédio em questão foi registado na Conservatória do Registo Predial de Gondomar a favor dos primeiros RR com base num título de transmissão emitido em 15/07/2016, data em que o despacho com a ref 369803373 não tinha transitado em julgado;  Circunstância que os primeiros Réus conheciam perfeitamente, atendendo às datas, quer do recurso, quer da resposta dos RR à alegação do A., como da data da admissão do recurso;  Apesar de tal recurso, ter sido admitido em 23-06-2016 e notificado às partes em 29-06-2016, os RR., prevalecendo-se do Título de Transmissão emitido em 15-07-2016, registaram o prédio em seu nome, através da AP.