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160 e "o fenómeno da recusa das crianças à relação com um dos pais é sempre multifactorial, não resultando de uma só causa, como pretende a tese da síndrome de alienação parental, que faz a rejeição da criança derivar necessariamente de uma campanha difamatória levada a cabo por um dos pais contra o outro.” No caso que nos ocupa, em face da realidade colocada a descoberto pelo relatório da perícia psicológica, podemos concluir que não existe uma rejeição do filho em relação à figura materna, mas como refere a Sr Perita, "um comportamento ambivalente em relação à mãe: se por um lado são evidentes os sentimentos negativos sobre a mesma, que o menor descreve de modo vago e referindo-se a algo que ouviu dizer, o que o deixa inseguro no restabelecimento da relação com ela, por outro lado é evidente o vínculo emocional que tem à mãe e o quanto sente saudades de estar com ela”.