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procedente, por provada, a exceção dilatória de intempestividade da prática do acto processual, prevista no artigo 8, n. 4, alínea do CPTA e, por consequência, declarar improcedente a presente providência cautelar, por a mesma ser extemporânea, devendo, ainda, abster-se de conhecer do mérito da causa, nos termos do n. 2 do artigo 8 do CPTA; No que diz respeito à verificação do periculum in mora, O Tribunal a quo entende que, "O ónus da prova de existência do periculum in mora cabe a quem requer a providência cautelar, através da alegação de factos concretos e plausíveis que permitam a um destinatário normal concluir que a situação de risco é efetiva.”; No caso sub judice, cabe à Requerente, o ónus da prova de existência do periculum in mora;  Atendendo à actual conjuntura económica e social, poderá a Requerente extinguir, no mínimo, duas das prestações mensais que mais peso têm nas despesas familiares; Por um lado, o valor de 369,49€ trezentos e sessenta e nove euros e quarenta e nove cêntimos) mensal referente ao empréstimo hipotecário da Habitação através da suspensão do pagamento das respectivas prestações; Por outro, lado, o valor de 250,00€ duzentos e cinquenta mensal, referente às despesas em combustível com as deslocações para o local de trabalho, uma vez que, actualmente, não podem existir deslocações, nem tão pouco para o trabalho, e pelo facto de os trabalhadores da Requerida se encontrarem em regime de teletrabalho; E, tal como foi decidido pelo Tribunal a quo, no despacho datado de 302020, quanto ao decretamento provisório da providência cautelar, "pese embora o salário da Requerente desempenhe um papel significativo na economia do seu agregado familiar, o mesmo não é a única fonte de rendimento da Requerente, nem a principal fonte de rendimento da sua família” E, ainda, que, "os prejuízos alegados pela Requerente correspondem a meros cenários abstractos de verificação hipotética que a própria reconhece no artigo 5 da p., que são suscetíveis de se vir concretizar num horizonte temporal de dois a cinco anos”; Atendendo às circunstâncias, não nos parece plausível que um processo de impugnação de despedimento demore mais do que 2 anos até que seja objeto de uma decisão com trânsito em julgado; Assim, não se aceita, nem se dá como provado o alegado acentuado depauperamento financeiro ou tão pouco que a Requerente possa vir a ser confrontada com acentuadas dificuldades económicas, para fazer face às despesas correntes e necessárias à subsistência do seu agregado familiar; A não admissão imediata da Requerente não comporta uma inutilidade da decisão, nem sequer a produção de danos dificilmente reparáveis, uma vez que, uma eventual readmissão, ad finem, irá sempre reparar possíveis danos anteriores; Não se pode considerar preenchido o requisito do periculum in mora, nos termos do disposto no artigo 12, n. 1 do CPTA.