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Ora, tendo por referência a agravação prevista na alínea do n. 1 do artigo 17, onde o legislador optou por enumerar concretos graus de parentesco e de afinidade, defendemos o entendimento de que no conceito "relação familiar" a que alude a alínea caberão todas as demais situações que configurem uma relação de parentesco e de afinidade não expressamente previstas naquele outro preceito, nomeadamente relações de parentesco e/ou de afinidade em  e  grau neste mesmo sentido, veja-se PINTO DE ALBUQUERQUE, Paulo - Comentário do Código Penal à luz da Constituição da República e da Convenção Europeia dos Direitos do Homem; Universidade Católica Editora, Lisboa, Dezembro de 2008, pág.. Fora do conceito de relação familiar relevante para efeitos de agravação da pena ficarão, pois, todas as relações em que, pese embora possa existir um grau de proximidade semelhante ao da família, não se possam enquadrar na noção de parentesco ou de afinidade, em concreto: as relações parafamiliares, tais como a vivência em união de facto e em economia comum e as situações em que alguém assume, fora do âmbito da tutela ou curatela estas expressamente previstas na alínea do n.  1 do artigo 17 em análise), a guarda e cuidados de um terceiro.