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Com efeito, os Recorrentes consideram que o artigo 4 do RCPIT apenas impõe o dever de a AT incluir a entidade inspecionado no procedimento inspetivo, e não o dever de a entidade inspecionada colaborar com a AT num procedimento de inspecção cujo âmbito deveria estar limitado à análise formal e de coerência dos documentos; P) Atento o acima exposto, os Recorrentes consideram que a AT extravasou o âmbito do procedimento inspectivo interno ao abrigo do qual efectuou as correcções que culminaram nas liquidações de IRS contestadas, tendo, na verdade, efectuado um procedimento inspectivo externo; Q) Pelo que, aqualificação do referido procedimento inspectivo deve ter como consequência a invalidade dos actos tributários de liquidação que lhe subjazem, devendo conduzir à sua anulabilidade, sob pena de se desvirtuar o efeito prático inerente à distinção de regras legalmente consagradas para o procedimento inspectivo interno e externo.