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Mas não mais do que isto»2  A partir de 1998, em revisão de posição anterior27, Menezes Cordeiro passa a afirmar que os direitos pessoais de gozo são aqueles que, exprimindo embora uma situação de aproveitamento directo de uma coisa corpórea por uma pessoa, não possam, por razões histórico-culturais, ser habitualmente considerados reais2 Na actualidade, o Professor de Lisboa entende que o direito pessoal de gozo tem traços reais29 e constrói-se como uma relação obrigacional complexa sem prestação principal: está é substituída pelo direito de aproveitamento de uma coisa corpórea3 Trata-se de uma saída permitida pela moderna dogmática obrigacional: sem ela, o direito pessoal de gozo seria inexplicável, uma vez que falta, no seu cerne, a prestação.