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Ora, em situação semelhante e em clara exposição sumariada, o Tribunal da Relação de Évora, através de acórdão de 26-02013, considerou que: "Tendo ambos os arguidos agredido repetidamente a vítima, de forma brutal, nomeadamente com pontap��s, e com o alvo corporal concreto das mesmas cabeça e, evidenciado nas lesões sofridas, com superioridade no número e agindo em comunhão de esforços, surpreendendo-a com as primeiras agressões, sem que esta esboçasse qualquer reacção de defesa e, não obstante, tendo continuado a agredi-la quando esta estava já altamente limitada na sua capacidade de defesa, caída no chão e sem margem de defesa, abandonando-a á sua sorte, já inanimada, só não vindo a morrer pela intervenção de terceiros e assistência médica, é correcta a conclusão de que os arguidos previram, como possível, que da sua actuação resultasse a morte da vítima e conformaram-se com tal possibilidade, actuando voluntariamente no sentido apontado, com dolo eventual, incorrendo na prática de homicídio qualificado, na forma tentada.” Tratando-se embora de situação de homicídio na forma tentada, é retirada a mesma conclusão, perante idêntica situação de facto, quanto à existência de dolo eventual nos termos legalmente previstos no art.