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3 Atente-se que o Acórdão em crise, considerou e bem que no despedimento por extinção do posto de trabalho, "como igualmente acontece no despedimento coletivo - a doutrina e a jurisprudência vêm entendendo que o controlo jurisdicional dos motivos de despedimento deve ser efetuado com respeito pelos critérios de gestão do empregador, limitando-se o tribunal a verificar se tal extinção não é meramente aparente, se se funda ou não em motivos económicos e, quando muito, se a decisão de gestão não se configura como absolutamente imprudente, arbitrária ou leviana neste sentido, Maria do Rosário Palma Ramalho, Direito do Trabalho, Parte 11, Situações Laborais Individuais, 3a ed., pág.. 3 Na esteira do também preconizado por Pedro Romano Martinez que ensina que a ponderação sobre a extinção do posto de trabalho é empresarial, ou seja, é uma decisão gestionária, pelo que "não cabe ao tribunal apreciar o mérito de tais decisões, porque o empresário é livre de empreender um caminho ruinoso; o tribunal só tem de verificar se o empregador não está agir em abuso do direito ou se o motivo não foi ficticiamente criado”.