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E o que é igualmente certo, é que as declarações de um arguido ou de um assistente tal e qual como um depoimento, podem não ser necessariamente todas verdadeiras, nem necessariamente todas falsas e ainda assim serem perfeitamente válidas para fundamentar a convicção do Tribunal na consideração como provados ou como não provados de todos ou parte dos factos sobre que tenha incidido, desde que, à luz das regras de experiência comum, dos critérios de razoabilidade humana, das regras da ciência ou da técnica ou do valor probatório pleno de determinados meios de prova pré catalogados pela lei com essa especial eficácia, nas correlações que o Tribunal possa estabelecer com os demais meios de prova, tais declarações se mostrem credíveis, consistentes e fiáveis, para tal também contribuindo, além da análise global e concatenada de todas as provas, outros factores mais relacionados como o modo como as declarações são prestadas e tão díspares como a linguagem corporal, as expressões faciais, a espontaneidade das respostas, as lacunas ou inflexões, coerência e grau de pormenorização do discurso, as emoções exteriorizadas ou as diferenças de comportamento conforme o interlocutor seja o M. P., o Defensor, o Advogado do assistente ou de uma parte ou o próprio Juiz cfr., nesse sentido, Rui Abrunhosa Gonçalves e Carla Machado, coord.