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Não obstante o entendimento progressista associado à socialização do risco, o Supremo Tribunal de Justiça, tem pautado as suas decisões ponderando: - se a mera intervenção do veículo automóvel no acidente não representou ou não um factor de risco concreto, determinante e causal da eclosão do mesmo; - a necessidade de alegar e demonstrar factos dos quais resulte um efectivo aporte de risco adveniente da circulação da viatura na via pública, não se revelando suficiente para esse efeito a mera alusão à aptidão típica de um automóvel para a criação de riscos; - a necessidade de apurar o nexo de causalidade entre o acidente e o comportamento do lesado versus risco.