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Conforme salienta a nossa jurisprudência "Na área bancária o dever de informação tem um carácter acentuado, visando a proteção da parte débil na relação contratual, sendo que aqui a fraqueza apura-se pela falta de conhecimento e de experiência do utente do banco ou pela ausência de liberdade e em que a proteção da parte mais fraca se efetiva através de particulares deveres de informação e esclarecimento, a cargo da parte forte.15 Ou seja, por um lado o dever de informação tem duas modalidades: a primeira de recolha de informação sobre o cliente, para o caracterizar em termos de experiência em matéria de investimentos e objetivos, e a segunda relativa à prestação de informação, sobre os riscos inerentes à aplicação, visando sempre colocar o cliente numa situação que lhe permita tomar uma decisão de investimento esclarecida e fundamentada.