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De resto, é também manifesto que o pagamento de vencimentos que correspondam à contraprestação de um serviço efetivamente realizado não constitui um «dispêndio patrimonial inútil e indevido para o erário público», sendo certo que éjurisprudência há muito assente neste Tribunal, e está implícito no regime estabelecido nos números 4 e 6 do artigo 12  do CPTA, que os prejuízos reparáveis mediante o pagamento de uma indemnização pecuniária não causam uma lesão grave ou irreversível dos interesses ofendidos, pelo que, em qualquer caso, o pagamento daqueles vencimentos durante a pendência do presente processo não é fundamento bastante para a imediata execução das deliberações suspendendas, ainda que, por qualquer motivo, a Requerente pudesse vir a ser obrigada a repor os vencimentos entretanto recebidos.