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É que, apesar de se ter provado que a Autora se dirigia às instalações da Ré, em número de dias da semana não concretamente apurados, mas da ordem dos 3 ou 4, aí se mantendo normalmente entre as 10 ou 11 horas e as 16 horas, nomeadamente no escritório, sendo que nessas alturas, exercendo no mais atividade também não concretamente apurada, atendia alguns telefonemas de clientes e transmitiu ordens/instruções à produção ou para serem tiradas guias, não poderemos daí retirar, como conclusão, desde logo, sequer, que toda a atividade desenvolvida pela Autora o fosse afinal no interesse da Ré, enquanto sua beneficiária – a alínea refere-se a atividade realizada em local pertencente ao seu beneficiário ou por ele determinado –, e não já, afinal, da própria Autora ou mesmo do seu pai, sócio maioritário e gerente, mas por decorrência da própria relação familiar que os unia e não pois numa qualquer relação de hierarquia inerente às posições de sócio gerente e de trabalhadora, tanto mais que, acrescente-se, mesmo na parte em que a atividade se pode ter como relacionada com interesses da Ré, não é essa minimamente esclarecedora sobre um aspeto relevante, assim referente à posição da Autora dentro do todo organizativo da Ré, em particular sobre se não o seria mais com aproximação à posição dos gerentes daquela, pois que esses também desenvolviam essas e não já por ter recebido quaisquer ordens ou instruções, ou seja, numa posição de subordinação às ordens e determinações dos gerentes da Ré.