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Por isso, assente que o direito a alimentos não se funda na continuação das obrigações conjugais, de natureza económica – nas palavras do acórdão do STJ de 212012;proc.20/16TBTMR.CS1, "o casamento não cria uma expectativa jurídica de garantia da auto-suficiência, durante e após a dissolução do matrimónio, o que consubstanciaria um verdadeiro "seguro de vida”, por não ser concebível a manutenção de um "status económico” atinente a uma relação jurídica já extinta, sendo certo que cada cônjuge deve prover à sua subsistência, depois do divórcio” -, para além do divórcio e a determinação do montante dos alimentos reabilitadores norteia-se pela necessidade de atribuir, ao ex-cônjuge necessitado, os instrumentos necessários para superar os obstáculos existentes no mercado de trabalho, teremos de julgar improcedente a instância recursiva, mantendo-se a decisão que declarou cessada a obrigação alimentícia do Requerente a favor da Requerida.