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Assim, o juízo sobre a prova produzida que é mobilizado na decisão que agora fez vencimento para sustentar a tese da anormalidade e gravidade dos danos produzidos — que, segundo a factualidade em que atentaram as Instâncias, não vai além da perda de vistas de arvoredo e da percepção dos ruídos de trânsito no imóvel, factores que teriam contribuído apenas para a perda de valor de mercado do imóvel — subsume ao conceito de danos anormais e graves ruídos que, por ausência de estudos técnicos, não se comprovou sequer que excedessem os limiares legalmente previstos, não serviram para sustentar uma indemnização por danos não patrimoniais e, por isso, não se entende de que forma podem agora suportar a conclusão de que levam a uma redução ou ablação do gozo standard do imóvel.