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B) O tribunal fundamentou deficientemente a decisão porque: ) no confronto entre o valor de mercado dos imóveis descritos na sentença, de € 25000, e as dívidas identificadas nos autos, que o tribunal recorrido considerou não avultado, resulta manifesto que o ativo da requerida é muito superior ao seu passivo, elementos dos quais resulta demonstrada uma situação de solvência; ) consta consignado na sentença que desde 2007 que a requerida não regista nem deposita as suas contas, sendo que a sociedade não tem obrigação legal de as prestar por encontrar-se dissolvida, tendo apenas obrigação de proceder à liquidação do património e ao pagamento das suas dívidas no prazo legal, e de proceder ao registo do encerramento da liquidação; ) O tribunal recorrido concluiu na sentença que "está indiciada a insolvência da requerida”, sendo que a situação de solvência ou insolvência deve encontrar-se documentada e demonstrada de forma inabalável, e não apenas indiciada, cabendo ao requerente o ónus de demonstrar o seu crédito e a impossibilidade da requerida proceder ao seu pagamento, sendo que os autos demonstram que todos os débitos da requerida se encontram garantidos por penhoras sobre bens de valor venal muito superior ao somatório de todas as quantias exequendas e custas das execuções, concluindo-se por isso que a manutenção da situação de não pagamento de tais créditos se deve à inercia processual de tais execuções, pela qual a requerida não é responsável posto que sequer deduziu embargos.