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62, n. 2, do Código de Processo Civil designadamente quando estejam em causa as hipóteses de ofensa do caso julgado e de contradição de julgados”   3 Estabelecida a admissibilidade do recurso, o caso concreto põe um problema de interpretação dos despachos proferidos em 29 de Janeiro de 2018 e em 23 de Maio de 201  3 Como se diz, designadamente, nos acórdãos do STJ de 3 de Fevereiro de 2011 — processo n. 190-A/199ES1 —, de 26 de Abril de 2012 — processo n. 289/17TBPTB.GS1 — ou de 13 de Fevereiro de 2014 — processo n. 2081/02TBPDL.LS1 —, de 12 de Março de 2014 — processo n. 177/03TTFAR.ES1 —, de 17 de Novembro de 2015 — processo n. 34/12TBLMG.CS1 — ou de 23 de Janeiro de 2019 — processo n. 4568/13TTLSB.LS1 —, "a determinação do âmbito de caso julgado, formal ou material, de uma sentença, pressupõe a respectiva interpretação” 6 e, em consequência, "num recurso fundado em violação do caso julgado, tem necessariamente o Tribunal ad quem de começar por determinar qual é — segundo os critérios interpretativos que devem ser utilizados para determinar o sentido de uma sentença — o âmbito possível de tal operação interpretativa, excluindo aqueles sentidos normativos que extravasem o âmbito consentido a uma actividade interpretativa, levando a alcançar e imputar-lhe sentidos decisórios que a sentença interpretada manifestamente não pode comportar”   4 O problema está em averiguar se dos despachos de 29 de Janeiro e de 23 de Maio de 2018 decorria, "com toda a clareza e certeza”, a obrigação de a Expropriante depositar nos autos o valor de 1098,93 euros.