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Não obstante, crê-se que tal comportamento e atitude é transitória, mostrando-se a mesma integrada no Lar.” O apelante sustenta, desde logo, que o relatório social junto com a petição inicial revela que a requerida apresenta um quadro clínico de flutuação do estado de consciência e heteroagressividade, não demonstrando capacidade para gerir a sua pessoa e bens, dando conta de um quadro de demência, com desorientação no espaço e no tempo, discurso confuso e sem nexo, o que foi confirmado pela informação social de 22 de Julho de 202 A decisão recorrida deu como não provados os factos acima enunciados invocando, precisamente, a falta de segurança que emergia do conteúdo de tais elementos documentais para dar como provados os factos, tal como foram alegados pelo Ministério Público, sendo certo que perante a obrigação que sobre si recaía de averiguar oficiosamente tais factos, com vista à determinação de eventual patologia da beneficiária que justificasse ou não) a aplicação da medida de acompanhamento, optou por proferir decisão sem aguardar pela prova pericial que poderia esclarecer as dúvidas que entendia existir.