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Refere-se no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 22012, Gonçalves Rocha, 174/08, que «) a junção de documentos às alegações da apelação só poderá ter lugar se a decisão da 1 instância criar pela 1 vez a necessidade de junção de determinado documento, quer quando se baseie em meio probatório não oferecido pelas partes, quer quando se funde em regra de direito com cuja aplicação ou interpretação as partes não contavam.»3 Visa-se abranger as situações que - pela fundamentação da sentença ou pelo objeto da condenação - tornaram necessário provar determinados factos, cuja relevância a parte não podia, razoavelmente, ter em consideração antes da decisão ter sido proferida.4 O regime do Artigo 651, n1, não abrange a hipótese da parte pretender juntar à alegação documento que já poderia e deveria ter apresentado em 1 instância.5Dito de outra forma, não é admissível a junção, com a alegação de recurso, de um documento potencialmente útil à causa ab initio e não apenas após a sentença,6 ou seja, não é admissível a junção de documentos para provar factos que já antes da decisão a parte sabia estarem sujeitos a prova, não podendo servir de pretexto a mera surpresa quanto ao resultado.7 No caso em apreço, é manifesta a desnecessidade e impertinência da junção requerida porquanto o documento em causa já se mostrava junto aos autos a fls.