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; não são G., nem a E., nem a ; 1 Nas Alegações de Recurso, a Recorrente distorce a factualidade em apreciação nos autos, fazendo uma descrição falsa e enviesada dos factos, aparentando visar, num recurso que a própria circunscreve ao despacho saneador, na parte em que não admitiu o pedido reconvencional, obter uma verdadeira sentença de mérito, com base em interpretações imaginativas e em extrapolações abusivas;  1 A lei processual faz depender a admissibilidade da reconvenção da prévia verificação de requisitos que não estão, in casu, preenchidos; 2 E se o pedido reconvencional envolver outros sujeitos que, de acordo com os critérios gerais aplicáveis à pluralidade de partes, possam ou devam associar-se ao reconvinte ou ao reconvindo, pode o réu suscitar a respetiva intervenção, o que não ocorreu; 2 A Reconvinte/Recorrente limita-se a dar por reproduzida matéria que alegou na Contestação a título de impugnação, acrescentando-lhe afirmações vagas ou opinativas, meramente conclusivas, para vir reclamar supostos prejuízos que imputa, não à Autora, mas antes ao gerente desta41, emergentes de uma outra relação jurídica; 2 A Recorrente funda a causa de pedir da Reconvenção na alegada atuação de um terceiro, o gerente da Autora, G., que não é parte nos presentes autos, e a quem a Ré/Recorrente imputa – faltando à verdade, diga-se – a pretensa factualidade vertida na Reconvenção, sem que tenha promovido a intervenção de terceiro na presente demanda; 2 É forçoso concluir que a Reconvenção deduzida nos presentes autos não pode ser admitida, por não estarem verificados os correspondentes pressupostos processuais e requisitos, factuais e jurídicos, devendo ser liminarmente rejeitada, por inadmissível e infundada; 2 E sempre se dirá que, ainda que assim não fosse, a Ré, pese embora confesse o incumprimento da obrigação contratual de pagamento dos honorários devidos à Autora, utiliza a Reconvenção para imputar à Autora responsabilidades que apenas podem ser assacadas aos órgãos de administração/gestão da própria Ré, tudo com o único fito de não pagar um crédito da Autora há muito vencido; 2 Na Contestação, na Reconvenção e agora por via do presente recurso, a Recorrente B. visa persuadir o Tribunal de que a Autora, prestadora de serviços técnicos na área da mineração em Portugal, é a responsável pelas dificuldades financeiras da B., das empresas do grupo e, consequentemente, pela falta de pagamento dos próprios honorários da Autora, o que é totalmente inverosímil e descabido; 2 Como bem apontou o Tribunal de 1 instância e contrariamente ao que resulta da 3 Conclusão das Alegações de Recurso, a aqui Autora/Reconvinda/Recorrida não é parte legítima no pedido reconvencional, nem a Recorrente alega que a Autora lhe causou danos; 2 Conforme resulta do Despacho Saneador, é patente a falta de legitimidade ativa da Autora/Recorrida face ao pedido reconvencional nos moldes em que este se encontra formulado pela Ré/Recorrente; 2 No pedido reconvencional, a agora Recorrente peticiona supostos direitos de créditos originários num contrato de empréstimo, no montante de € 25000,00, que o acionista F. teria celebrado com a . Todavia, a Recorrente não juntou aos autos um contrato de empréstimo, ou outro tipo contratual que suportasse a concessão de um empréstimo à , mas tão somente uma carta dita vinculativa, que confirma os termos de um empréstimo que F. terá concedido à E. 4 E da análise da aludida carta vinculativa resulta com clareza que a Ré/Recorrente não é parte do eventual contrato de empréstimo, nem G, interveio nessa operação, em nome da E. ; 2 Pelas mesmas razões, a Ré e Recorrente também não tem legitimidade para peticionar à Autora o total de € 10000,00, que correspondem ao somatório de duas transferências bancárias, de € 5000,00 cada, efetuadas por e Z., acionistas da B., diretamente para a conta bancária da E. junto do .