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Não se conformando com o decidido, a impugnante interpôs recurso, finalizando as suas alegações com as seguintes conclusões: A) 	A questão nos presentes autos é saber se o número máximo de dirigentes dos sindicatos, das uniões, das federações e das confederações que beneficiam do crédito de horas pode ultrapassar, no seu conjunto, o número fixado no n 2 do art 468 CT, quando sejam exatamente os mesmos os trabalhadores tidos em conta para calcular os respetivos créditos ou, dito de outro modo, quando sejam os mesmos os trabalhadores representados diretamente representados, no caso do sindicato e indiretamente representados no caso das uniões, das federações e das confederações); B) 	O crédito de horas é atribuído a um número máximo de dirigentes da associação sindical, em função da dimensão da empresa, de acordo com os critérios plasmados no artigo 468 CT; ) 	Apesar de haver quem entenda que, sendo várias as associações sindicais representadas na empresa, deverão elas ratear entre si o número máximo de dirigentes com direito ao crédito, tendo em conta o grau de representatividade de cada uma, argumentando, para tanto, que o artigo 468 n 2 CT reporta o número máximo de dirigentes sindicais beneficiários do crédito de horas à empresa e não à associação sindical que cada um representa, a verdade é que a ora recorrente reconhece a cada associação sindical representada no seu âmbito um crédito de horas próprio, calculado de acordo com o número dos trabalhadores sindicalizados em cada uma dessas associações; ) 	Em 2016 a ora recorrente tinha 39 trabalhadores associados do STTRUP -- Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, os quais geravam um único crédito correspondente a quatro dias de trabalho remunerado a atribuir a um dirigente do STRTUP ou de uma estrutura sindical união, federação ou confederação) da qual este sindicato fizesse parte; E) 	O crédito de horas gerado pelos trabalhadores associados do STRUP foi utlizado e esgotado pelo dirigente , simultaneamente dirigente do STRUP e da FECTRANS, pelo que prejudicado ficou o direito de o dirigente da União dos Sindicatos do Distrito de Santarém, , beneficiar também desse crédito; F) 	A orientação sufragada na Sentença recorrida, significaria que os mesmos 39 trabalhadores associados do STRUP gerariam sucessivos créditos, cada um correspondente a quatro dias de trabalho remunerado por mês, a atribuir cumulativamente a dirigentes de três associações sindicais diferentes -- uma, o STRUP o sindicato representativo desses, outra a União dos Sindicatos do Distrito de Santarém união de sindicatos de base e, a terceira, a FECTRANS federação de sindicatos de base --, multiplicando-se os créditos por quantas as estruturas sindicais em causa, de modo a que, no final, o número de dirigentes beneficiários do crédito de horas seria superior àquele que resultaria da aplicaçãodos critérios enunciados no artigo 468 n 1 CT; G) 	Os motivos que levam a lei a não permitir a cumulação dos créditos quando o trabalhador seja simultaneamente membro da direção de várias estruturas sindicais são precisamente os mesmos que não devem permitir a cumulação quando, sendo embora diferentes as estruturas e diferentes os membros da direção, são, no entanto, os mesmos os trabalhadores representados, ou seja, não permitir que o crédito de horas gerado pelo mesmo universo de trabalhadores seja multiplicado pelas diversas estruturas sindicais que, direta ou indiretamente, os representam, salvaguardando-se, assim, o equilíbrio entre o encargo imposto ao empregador e a proteção constitucional contra quaisquer formas de condicionamento, constrangimento ou limitação do exercício legítimo das funções dos representantes eleitos dos trabalhadores.