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Atente-se estar provado que a arguida quis utilizar a sociedade de advogados para aparentar uma imagem de seriedade jurídica e negocial, logrando convencer os ofendidos a entregar as quantias descritas e a emitir procurações a favor da mesma para prática de actos de compra e venda de imóveis e junto das entidades competentes, nomeadamente, registos, notários, S.E.F., com o intuito de, assim, conseguir, como conseguiu, junto daqueles os valores destinados à aquisição dos imóveis e de serviços jurídicos, que fez seus, sem nunca prestar os actos para os quais havia sido mandatada, obtendo, por essa via, um enriquecimento patrimonial ilegítimo, causando nos ofendidos o correspondente prejuízo patrimonial.