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Entendeu o tribunala quo que "a exteriorização verbalizada pelo jovem  para além de não se ter revelado espontânea, igualmente, não evidenciou razoabilidade e profundidade explicativa suficiente para poder ser acolhida em primazia de qualquer outro meio probatório”7 A análise crítica constitui um complemento fundamental da gravação; indo, nomeadamente, além do mero significado das palavras do depoente, evidencia a importância do modo como ele depôs, as suas reações, as suas hesitações e, de um modo geral, todo o comportamento que rodeou o depoimento7 Assim, o tribunal a quo ao dar a conhecer na motivação da decisão de facto o comportamento emocional da criança,  durante a sua audição, analisou-a criticamente, sendo esta análise da maior utilidade para uma melhor compreensão do conteúdo material da gravação.