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artigo 14, n. 1, do Código Penal;  ►a ilicitude do facto que é elevada, considerando:  ►a traição de uma relação de confiança estabelecida entre o arguido e a assistente;   ►a natureza dos actos – cópula, coitos anal e oral – praticados sem qualquer protecção – leia-se: preservativo;  ►a premeditação e organização levadas a cabo pelo arguido, na criação de uma justificação para que a assistente fosse ao seu encontro e o acompanhasse até ao apartamento e ao bar, para aí continuar a incentivar a ingestão de bebidas alcoólicas já iniciada no apartamento;  ► a respectiva intensidade e persistência com que praticou os atos;   ► as consequências psicológicas dos actos na pessoa da assistente;  ►a culpa do arguido também ela elevada, atendendo à desconsideração pelos bens jurídicos salvaguardados;  ►o comportamento anterior do arguido, sem registo de condenações penais;   ►as condições socioeconómicas e integração profissional e familiar do arguido, que atingem níveis satisfatórios, mas constituem simultaneamente um elevado factor de risco para a prática de ilícitos de idêntica natureza, considerando o meio profissional e a capacidade financeira que o arguido procura transmitir ser possuidor;  ► a ausência de sentido crítico à conduta adoptada.