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Acresce que, conforme decidiu o Tribunal da Relação de Lisboa no seu acórdão de 211996, "em caso de a prova de um facto se revelar difícil para uma das partes e ser fácil para outra por ser do seu conhecimento pessoal e/ou poder ter acesso fácil ao seu conhecimento e prova e não poder deixar de conhecer, o encargo de provar cabe à parte que se encontra em melhor posição para a produzir e auxiliar a descoberta da verdade; quem tem um facto a seu favor é quem melhor se acautela com os meios de o provar” Neste contexto, entende o Tribunal ser de valorar a demonstrada falta de registos – físicos e informáticos – quanto à notificação em causa, como comprovação da sua inexistência.