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Nesta figura contratual, de fonte doutrinal e jurisprudencial, estendem-se os efeitos de protecção do contrato a terceiros que estão muito próximos da relação contratual tão próximos que, frequentemente, estão mais sujeitos aos riscos do contrato do que as próprias partesEstes terceiros não têm, no entanto, qualquer direito a uma prestação contratual, mas apenas beneficiam da esfera de protecção do contrato g. deveres laterais de”  A distinção do contrato com eficácia de protecção para terceiros de outras figuras, conforme explica Vaz Serra, é feita por Larenz que criticou a jurisprudência alemã por se servir do contrato a favor de terceiro para aplicações muito largas, com o intuito de proteger pessoas que julgava dignas de protecção, quando entre estas e o devedor não existiam verdadeiras relações contratuais, qualificando tal como um abuso construtivo uma vez que nesses casos existe uma contradição entre o alargamento do instituto e os seus requisitos fundamentais, devendo antes, por estarem em causa deveres de protecção e não de prestação, ser vistos como contratos com eficácia de protecção para terceiros, e, portanto, um tipo mais fraco de contrato a favor de terceiro em sentido amplo, tipo que a lei não regula e é de criação jurisprudencial.