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TORNOZELO ESQUERDO  - globalmente bastante edemaciada; - na face externa sobre a parte distal do peróneo tem uma cicatriz vertical, linear, com 11 de comprimento não aderente aos planos profundos; - sobre o maléolo interno tem uma área cicatricial com 6 por 5 , nacarada, aderente aos planos profundos; - na pesquisa da mobilidade verifica-se que esta articulação tem menor amplitude que a contralateral; consegue apenas 10 tanto na dorsiflexão como na flexão plantar, conseguindo-se 25 nestes movimentos no tornozelo direito; TORNOZELO DIREITO - sem edema importante;- mobilidade normal; PÉS  DTO: - edema discreto no bordo externo com dor à palpação do 5 metatársico, mais intensa na sua base; ESQ: - visível edema da médiotársica do lado externo, com rigidez dolorosa da médio társica e da sub astragalina e com dores à palpação a este nível; 52- E como lesões e/ou sequelas sem relação com o evento, o Autor apresentavas edema e alterações tróficas, nas duas pernas, compatíveis com sequelas de insuficiência vascular crónica; 53- Na actualidade todo o descrito quadro de lesões e limitações ao quotidiano do Autor causam-lhe elevado sofrimento moral, passando a ser pessoa triste, apática, com angústia permanente e que também em permanência tem queixas de dores; 54- Ele também sofreu dor moral durante o tempo de internamento por não poder estar com os seus amigos e/ou família, desenvolver a sua actividade profissional normal, tão pouco aquelas a que gostava de se dedicar nomeadamente a agricultura e passeios, e ainda com a impossibilidade de dispor do seu tempo de lazer; 55- Com as descritas sequelas, com reflexo negativo na vivência presente e futura do Autor, limitando-lhe as perspectivas profissionais e extra-profissionais, este tem sofrido constrangimento, desgosto e tristeza; 56- O Autor esteve na situação de doença entre a data do acidente- 15 DE JANEIRO DE 2008 –e a da consolidação médico-legal das lesões, fixada em 3 DE JANEIRO DE 2011; 57 No âmbito dos danos temporários o Autor teve a seguinte sequência: a)- Défice Funcional Temporário Total: 66 dias, entre 15/01/2008 e 19/02/2008 e 10/03/2009 e 11/03/2009); b)- Défice Funcional Temporário Parcial: 047 dias, entre 20/02/2008 e 9/03/2009 e 12/03/2009 e 3/01/2011; 58- Ainda o Autor teve uma repercussão temporária na actividade profissional total de 085 dias entre 15/01/2008 e 3/01/2011) e nenhuma em termos de actividade profissional parcial; 59- O quantum doloris foi pericialmente fixado no grau 5 numa escala de sete graus de gravidade crescente, "tendo em conta as lesões sofridas e sua evolução”; 60- Na sequência das lesões e sequelas sofridas e que apresenta o Autor ficou portador de um Défice Funcional Permanente da Integridade Físico-Psiquica de 20 pontos sendo que as sequelas não afectam o Autor em termos de autonomia e independência mas "são causa de sofrimento físico, limitando-o em termos funcionais”;  61- Ainda do dito relatório pericial consta que "na situação em apreço é de perspectivar a existência de Dano Futuro considerando exclusivamente como tal o agravamento das sequelas que constitui uma previsão fisiopatologicamente certa e segura, por corresponder à evolução lógica, habitual e inexorável do quadro clínico), o que pode obrigar a uma futura revisão do caso”; 62- De tal documento e na apreciação da Repercussão Permanente na Actividade Profissional, que identifica como "parâmetro de dano anteriormente designado por Rebate profissional”, lê-se que "neste caso, as sequelas descritas que deram origem à incapacidade permanente geral proposta são compatíveis com o exercício da actividade habitual operário fabril excepto subir e descer escadas de modo frequente, mas implicam esforços suplementares importantes”; 63- Relativamente ao Dano Estético Permanente, ele foi fixado no "grau 3 numa escala de sete graus de gravidade crescente, tendo em conta as várias cicatrizes e deformações descritas”; 64- Em sede de Repercussão Permanente nas Actividades Desportivas e de Lazer o relatório fixa-o "no grau 4, numa escala de sete graus de gravidade crescente, tendo em conta as várias actividades que deixou de fazer que embora não sejam consideradas desportivas e de lazer o examinando tinha necessidade de fazer”, sendo que no que tange à Repercussão Permanente na Actividade Sexual "não foram encontradas sequelas que permitam valorizar este parâmetro”; 65- Também do mesmo relatório, no item "Ajudas técnicas permanentes” consta "ajudas medicamentosas regulares e tratamentos de fisioterapia ocasionais”; 66- Na data do acidente o Autor era operário não especializado, prestando a sua força de trabalho à empresa Faurecia, em Vouzela, em regime nocturno, por força de um contrato de cedência de trabalhador efectuado pela empresa "Vedior – Psicologia, Empresa de Trabalho Temporário, Lda”, com sede na Av João Crisóstomo, 52, 1069-079 Lisboa, onde auferia um vencimento mensal de €712,30 ilíquidos numa média diária de €23,74, sendo €403,00 de salário, €3,40 diários de subs.