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Para o efeito, invocam que as escutas telefónicas são um meio de prova e não um indício ou um facto demonstrativo da ocorrência de um crime não basta uma escuta telefónica sem a verificação de um evento, um acontecimento, um facto, que sustente o indício, por forma se poder afirmar, que aquilo que consta na transcrição aconteceu, que os relatórios de vigilância indicados na acusação mais não são do que um texto escrito pelos OPC’s onde estes relatam aquilo que viram, são pois testemunhos por escrito e que os relatórios de vigilância com registo de imagens não são admissíveis para a investigação do crime de tráfico de droga de menor gravidade, previsto e punido no artigo 2 do Decreto-lei 15/93 de 22/0  Relativamente às escutas telefónicas, o que os recorrentes alegam prende-se com a sua valoração e não, propriamente, com a admissibilidade das mesmas, sendo que decorre dos autos que foram devidamente autorizadas em sintonia com o disposto no art.