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Especialidade esta que, aqui, não tem qualquer influência na solução1 Cumulação, entre a resolução e a indemnização, que é relativamente polémica no que diz respeito à delimitação do objeto desta, o mesmo é dizer, no que diz respeito à questão de saber se tal indemnização deve colocar o credor na situação em que estaria se o contrato tivesse sido cumprido tese do ressarcimento do interesse contratual positivo ou interesse de cumprimento, visando colocar o lesado na situação em que estaria se o contrato tivesse sido ou se apenas visa compensar o credor pelas desvantagens sofridas com a conclusão do contrato tese do ressarcimento dos danos correspondentes ao interesse contratual negativo, isto é, uma indemnização que o coloque na situação em que estaria se não tivesse sequer celebrado o. Questão em que foi largamente dominante, na doutrina e na jurisprudência nacionais, a tese que considerava não ser possível, à face da nossa lei, cumular a resolução do contrato e a indemnização pelo interesse de cumprimento; para o que se argumentava, em síntese, com o que "significam” os efeitos retroativos da resolução – o dever de cumprir desapareceu juridicamente do passado, em consequência da retroatividade da resolução – e com a incoerência/contraditoriedade da posição daquele que, depois de ter optado por extinguir o contrato por resolução, se baseia nesse mesmo contrato para obter uma indemnização correspondente ao interesse no seu cumprimento.