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Por outro lado, também não se percebe como se considerou, e de novo bem, que o caso em apreço suscita prementes exigências de prevenção geral positiva, em face do extenso número de crimes desta natureza que se vêm cometendo na sociedade portuguesa, inclusive devido ao elevado número de cifras negras existente, não se olvidando o alarme social gerado por estas condutas e a necessidade de desincentivar eficazmente a comissão destes crimes, sensibilizando a comunidade para a gravidade dos mesmos, e, a par, tudo fique obnubilado pela singela confissão supra referida, sem mais, tal como não se percebe que, a coberto da suposta interiorização do desvalor das suas condutas derivada da meramente verbalizada confissão, conveniente, reitere-se, tanto mais que outra prova existia, a começar pelas declarações da assistente, a sua inserção e o facto der só um antecedente criminal, se considere que as necessidades de prevenção especial são medianas, esquecendo-se, por completo, o tipo de crime aqui e apreço, e, pior, desvalorizando-se completamente, neste específico contexto delitual reiterado, intenso e gravíssimo, que "O arguido foi movido por um funcionamento psíquico rígido desadaptativo, impulsivo e centrado nas suas perceções sobre a realidade, encontrando no modo agressivo de lidar com a situação o escape”, conforme decorre do ponto 77 dos factos provados, o que, de resto, até será, aparentemente, algo contraditório com o que se dá por assente no sequente ponto 78, de que "Em contexto profissional, o arguido consegue deter o autodomínio sobre as situações externas de descontrolo, agressividade e ameaça”.