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No entanto, apesar da magnitude da situação e dos danos que vimos de referir, o Tribunal a quo decidiu não conceder qualquer indemnização, aﬁrmando para tal: que a factologia subjacente ao caso em apreço extravasa a previsão da norma convocada artigo 37 do; e que mesmo que assim não se entendesse não se encontravam veriﬁcados os pressupostos de que depende a responsabilidade dos Recorridos no âmbito do procedimento cautelar artigos 37 do CPC e 48 do, mormente uma conduta "manifestamente imprudente”; e que para situações de incumprimento de uma decisão judicial existem mecanismos coercivos para obter o cumprimento – argumento que utilizou para arredar toda e qualquer responsabilidade dos Recorridos pelos danos causados à Recorrente.