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O citado normativo consagra o princípio da irrepetibilidade do procedimento de inspeção externo, razão pela qual urge, desde logo, convocar para efeitos da delimitação do conceito nele contemplado, o normativo 1 do RCPIT, o qual preceitua quanto ao lugar do procedimento de inspeção que o mesmo pode classificar-se em: "a) Interno, quando os atos de inspeção se efetuem exclusivamente nos serviços da administração tributária através da análise formal e de coerência dos documentos; b) Externo, quando os atos de inspeção se efetuem, total ou parcialmente, em instalações ou dependências dos sujeitos passivos ou demais obrigados tributários, de terceiros com quem mantenham relações económicas ou em qualquer outro local a que a administração tenha acesso.” Ora, fazendo uma interpretação conjugada dos aludidos normativos resulta que sempre que o procedimento de inspeção seja qualificado como externo-quando os atos de inspeção se efetuem, total ou parcialmente, em instalações ou dependências dos sujeitos passivos ou demais obrigados tributários, de terceiros com quem mantenham relações económicas ou em qualquer outro local a que a administração tenha acesso- e desde que respeite ao mesmo sujeito passivo ou obrigado tributário, imposto e período de tributação só pode existir um único procedimento, ressalvadas as situações excecionais contempladas, in fine, no normativo legal, ou existindo situações novas, mas desde que exista decisão fundamentada do Dirigente máximo dos Serviços.