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Assim, a mesma declarou que analisou o último balancete analítico da sociedade , vindo a referir, já no final do seu depoimento, que analisou o balancete da mesma de janeiro a Setembro de 2016, foi confrontada com o documento 1 junto com a petição inicial e já acima referido, dizendo que se houve um perdão da divida em 2016, o lançamento do mesmo na contabilidade da Ré viola o principio contabilístico da especialidade, ou seja, o proveito em causa devia ter sido declarado no exercício relativo a 201Quanto à prova testemunhal, foram ouvidos  - F. O., declarou que passou a ser gerente da a partir de 30 de Outubro de 2016, negociou a aquisição com F. e R. S., analisou os créditos e os débitos e verificou então existir um crédito da sobre a R. S. – Soluções de Acabamentos e Tampografia, Unipessoal, Ld no valor aproximado de  8000,00, após a compra nunca tentou resolver a questão da dívida com a Ré porque as relações entre si e R. S. entrou "em colapso”, sugeriu ao contabilista se havia um consenso, mas interpôs-se a cobrança de um crédito de terceiro no valor de € 10000,00, foi confrontado com o documento de perdão da divida, dizendo que nunca esteve na contabilidade, afirmando que se houve perdão, tinham corrigido na conta-corrente, o contabilista é o mesmo, há um balancete que faz integrante do Acordo Parassocial, foi confrontado com o mesmo, tendo declarado que " não é o documento que eu assinei”, o balancete foi alterado, nas negociações para a venda da empresa nunca hou discussão quanto ao crédito da R. S., declarou que o balancete que lhe foi exibido, foi o que analisou, com alteração do valor quanto ao credito da sobre a R. S.; - FA., engenheiro de materiais, que foi gerente da de 2013 a 2016 e trabalhador até 2018, declarou que uns dias depois da venda da empresa, a F. querendo referir-se a F. lhe levou uns papeis para assinar; confrontado pelo Ilustre Mandatário da A. com o documento extrai-se do contexto, já que ninguém o nomeia percebe-se denominado "Acordo Particular de Perdão da divida, reconheceu que o assinou e que o fez 8 dias depois da data nele aposta, ou seja, a 08/11/2016; declarou espontaneamente que também assinou um balancete; foi confrontado com o balancete da junto pela Ré com o requerimento de 16/10/2020, tendo declarado ter assinado o mesmo também na mesma altura; nunca analisou os documentos na perspectiva das suas consequências; - P. , declarou do que foi possível que prestou serviços de contabilidade para a desde a fundação da mesma, em 2008 até à insolvência e que presta os mesmos serviços para a Ré, desde 2016/2017, teve conhecimento do acordo de perdão de divida quando o contabilizou em 2017, que lançou o perdão de divida na contabilidade da Ré porque lhe deram o documento e não o fez na contabilidade da porque não fizeram o mesmo para tal, questionado pela Ilustre Mandatária da Ré quanto ao facto de o balancete da junto aos autos não coincidir com a demais documentação contabilística da mesma, referiu que se tratava de um balancete "provisório”, que cometeu um erro técnico, que quando emitiu o balancete da dos autos já tinha conhecimento do perdão de divida, mas não tinha sido validado, teve conhecimento do acordo de perdão de divida em 2016, não lançou o acordo de perdão de divida na contabilidade da , o balancete da mesma de Janeiro a Setembro de 2016 que está junto aos autos é uma "simulação”, é "provisório”, a contabilização definitiva é quando se fecha o ano, o mesmo não é correcto, o balancete exibe um saldo €0,00, quando não havia documentação de suporte, situação que foi corrigida no fecho, foi-lhe pedida uma simulação,  - F., que foi gerente da de data que não soube precisar, tendo referido entre 2014 e 2016, que o acordo de perdão de divida foi assinado em Setembro de 2016, foi negociado entre si, o e o seu marido, F. tinha conhecimento do perdão de divida, foram perdoadas outras dividas ao e à Obras, perguntada se o Sr. P. na data já era contabilista da R. S. – Soluções de Acabamentos e Tampografia, Unipessoal, Ld, respondeu achar que sim, tinha iniciado à pouco, o contabilista sabia do perdão de divida porque foi ele que o fez, recorda-se ter sido feito um balancete provisório até setembro de 2016 onde consta o perdão de divida, o balancete foi assinado em notário, acha que a documentação foi toda enviada para a contabilidade, mas não era a função dela, o documento foi contabilizado na R. S. em 2017, a nunca pediu o pagamento do valor em dívida, só depois da insolvência é que a AI pediu o pagamento, o perdão de divida foi feito porque "nós metemos " muito dinheiro na empresa, tendo pago ordenados e segurança social, o também devia dinheiro, fez-se um perdão de divida ao , o perdão de divida foi falado com o Sr. F., entregou-lhe documentação, concordou com tudo, não sabe porque é que o crédito ficou em aberto na contabilidade, surgiram problemas com uns avais, que o Sr. F. não assumiu ao contrário do que consta do acordo parassocial, é colaboradora da R. S. – Soluções de Acabamentos e Tampografia, Unipessoal, Ld, o seu marido é seu gerente, confrontada com o facto de o resultado da presente acção atingir o seu rendimento, respondeu afirmativamente, reafirmou que o Sr. F. O. conhecia o perdão de dívida, era a R. S. – Soluções de Acabamentos e Tampografia, Unipessoal, Ld quem punha dinheiro na , queria livrar-se da empresa onde colocavam muito dinheiro e não queria continuar a fazê-lo, o que continuou a fazer pagando os avais, tendo pago € 30000,00 a esse título,  - foi requerida e deferida a acareação entre F. O. e F., a qual se realizou, tendo o primeiro declarado que mantinha o seu depoimento, se fosse "esse” o balancete refere-se ao balancete da junto aos tinha de ser classificado e não foi, se era para anular a divida, porque não era feita no momento; a segunda declarou que o balancete foi assinado pelo Sr. F. O., assinatura que ocorreu no notário e o perdão de divida já estava contemplada; o primeiro declarou que mesmo que haja um balancete, tem de haver documentos de justificação, que lhe deu conhecimento do perdão de divida; a segunda declarou que o perdão foi sugestão do contabilista e por isso foi feito o balancete que contempla o perdão; o primeiro declarou que nunca houve um documento de perdão de divida, que não assinou o balancete, confrontado com o documento declarou que há uma rubrica parecida com a sua, mas não a reconheço, porque é rubrica; a segunda declarou que o contabilista não se esqueceu de lançar o perdão de divida, posteriormente é que houve alteração, este balancete faz parte do documento assinado.O facto, quando ocorre, esgota-se em si mesmo, é sempre impossível a sua reconstituição natural e o que se pretende fazer numa audiência de julgamento é reconstituir como se passou o que se passou, na base do que ficou documentado, no que retido ficou em quem a ele assistiu ou dele teve conhecimento, ou mesmo no que técnicos especializados expressaram sobre como teria ocorrido.