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174 embalagens encontravam-se dissimuladas numa estrutura cavernosa construída entre o soalho e o casco do veleiro, debaixo da cama/sofá situado a meia nau, e debaixo da qual deveria estar um depósito de combustível; e  . as restantes 26 embalagens estavam escondidas por baixo de uma robusta caixa feita em fibra, que se encontrava cravada no soalho e de difícil remoção, cuja função seria alojar quatro baterias de grandes dimensões;  O arguido AA conhecia a natureza estupefaciente e proibida da cocaína cloridrato que, com os seus companheiros BB e de viagem, detinham, guardavam e transportavam;  Foi em conjugação de esforços e em execução de plano previamente delineado, que agiram do modo descrito;  A totalidade do produto estupefaciente era destinada a venda a terceiros, visando o grupo obter, por essa via, pelo menos, o montante de €360336,69;  O arguido AA ao atuar conforme descrito contribuiu, na parte que lhe competia, para a prática dos factos aqui em causa, agindo sempre com a consciência da sua integração num grupo e de que o cumprimento das respetivas tarefas era indispensável à prossecução dos objetivos desse grupo, a que aderiu, fazendo-os seus;  O arguido AA e seus companheiros BB e, acrescentaram à estrutura da organização os seus meios individuais, o que fizeram através de laços de disciplina e hierarquia definidos para melhor levarem a cabo os seus intentos;  Quiseram ajudar a levar à prática os factos ilícitos antes mencionados para deles retirarem, todos, globalmente, benefícios económicos que se cifrariam, pelo menos, na quantia indicada de €360336,69;  O arguido, AA, seus companheiros BB e e os demais indivíduos não identificados, com quem atuavam concertadamente, juntaram-se e atuaram sempre, nos moldes descritos, em comunhão de esforços e união de vontades, destinados ao transporte da cocaína em causa, com a finalidade comum de serem obtidos os proventos económicos acima referidos;  Para tanto, atuavam nos termos descritos de forma conjugada e concertada;  O arguido AA, com os seus companheiros BB e, agiu concertadamente, livre, voluntaria e conscientemente, bem sabendo que as descritas condutas eram proibidas e punidas por lei;  O arguido AA e seus companheiros BB e, aquando da sua interceção, detinham, entre outros bens, €450,00, em numerário; £420,00 em numerário e €470,00, em numerário, dinheiro a que foi dado destino no acórdão proferido, pela primeira instância no processo 206/1..., do qual estes foram separados;  Mais se apurou no decurso da audiência:      Que o ponto correspondente às coordenadas ... fica dentro da zona económica e exclusiva portuguesa;  Que a Divisão Policial ... está dotada de quarto forte com 40 m3, local onde a cocaína apreendida foi guardada;  O sol no dia e na posição onde a abordagem ao "...” foi feita o sol nasceu às 6h40m49s, e o estado do mar, segundo a boia ondógrafo mais próxima desse local, apresentava uma ondulação de 1,5 de altura, direção oestes-noroeste, com um período T=8s e o vento soprava de oeste, fraco a moderado;  Da contestação:      Um avião da Força Aérea Portuguesa sobrevoou um veleiro que depois se veio a saber ser o "...”), no dia 20 de junho de 2018, pelas 15h15m hora zulu, na posição a que correspondem as coordenadas ...;  A mesma aeronave voltou a sobrevoar o mesmo veleiro pelas 16h50m hora zulu, na posição a que correspondem as coordenadas ... tendo sido captadas imagens fotográficas dele;  Não era visível, nessas passagens do avião, o nome do veleiro nem o pavilhão correspondente ao mesmo;  A bordo dessa aeronave não seguia EE, inspetor da Polícia Judiciária nem qualquer outro elemento pertencente à Polícia Judiciária;  Entre as 14h00 e as 16h00, hora dos ..., de 20 de junho de 2018, e EE, na ..., ..., inspetores da Polícia Judiciária, entraram a bordo de um navio da Marinha de guerra portuguesa, em que seguiam elementos do Destacamento de Ações Especiais da Marinha Portuguesa, partindo em busca do veleiro localizado e assinalado pelo avião da Força Aérea Portuguesa nos termos acima, que viria a ser abordado no dia seguinte, ou seja, 21 de junho de 2018, e nos termos apontados em ;  Só após a abordagem feita pelos fuzileiros da marinha Portuguesa, as autoridades policiais de Portugal tomaram conhecimento do nome da embarcação, "...', do respetivo pavilhão e da identidade dos tripulantes;  Só depois dos inspetores da Polícia Judiciária, e EE se encontrarem a bordo do "...', é que este deixou a posição da abordagem e rumou em direção à ..., por ordem desses dois inspetores;  O navio foi conduzido para o porto comercial da cidade ... porque ali, em terra firme, era logisticamente mais seguro, fácil e cómodo realizar a busca;  Os inspetores e EE, pertenciam à segunda brigada da Secção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes, encontrando-se esta integrada na Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária;  Esta segunda brigada era chefiada por GG o qual era superior hierárquico dos referidos e EE;  No momento em que o "...' foi abordado, como se descreve em , o arguido AA e demais tripulantes BB e não se encontravam em águas territoriais portuguesas;  Aquando da abordagem, o arguido AA e os demais tripulantes BB e foram algemados e sujeitos a revista de segurança;  No local da abordagem e na altura em que acederam ao veleiro "...', os inspetores e EE efetuaram busca ao mesmo, nas zonas não habitacionais, cumprindo o mandado que foram emitidos por FF, coordenador de investigação criminal da Polícia Judiciária;  A busca posterior, incluindo já as partes residenciais do veleiro, foi realizada em cumprimento do mandado emitido por uma juíza de instrução criminal e já na cidade ...;  No dia 23 de junho de 2020, à tarde, os elementos policiais entraram em contacto com o Estabelecimento Prisional ..., tendo obtido a resposta de que era impossível, o arguido AA e os outros dois tripulantes BB e, ficarem ali alojados.