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"A gravidade do dano há-de medir-se por um padrão objectivo conquanto a apreciação deva ter em linha de conta as circunstâncias de cada, e não à luz de factores subjectivos de uma sensibilidade particularmente embotada ou especialmente requintada.”  E o dano não patrimonial  "não se reconduz a uma única figura, tendo vários componentes e assumindo variados modos de expressão, abrangendo o chamado «quantum doloris», que sintetiza as dores físicas e morais sofridas no período de doença e incapacidade temporária, com tratamentos, intervenções cirúrgicas, internamentos, a analisar através da extensão e gravidade das lesões e da complexidade do seu tratamento clínico; o «dano estético», que simboliza o prejuízo anátomo-funcional associado às deformidades e aleijões que resistiram ao processo de tratamento e recuperação da vítima; o «prejuízo de distracção ou passatempo», caracterizado pela privação das satisfações da vida, vg., com a renúncia a actividades extra-profissionais, desportivas ou artísticas; o «prejuízo de afirmação social», dano indiferenciado, que respeita à inserção social do lesado, nas suas variadas vertentes familiar, profissional, sexual, afectiva, recreativa, cultural, cívica), integrando este prejuízo a quebra na «alegria de viver»; o «prejuízo da saúde geral e da longevidade», em que avultam o dano da dor e o défice de bem-estar, que valoriza as lesões muito graves, com funestas incidências na duração normal da vida; os danos irreversíveis na saúde e bem-estar da vítima e o corte na expectativa de vida; o «prejuízo juvenil», que realça a especificidade da frustração do viver em pleno a chamada primavera da vida, privando a criança das alegrias próprias da sua idade; o «prejuízo sexual», consistente nas mutilações, impotência, resultantes de traumatismos nos órgãos sexuais; o «prejuízo da auto-suficiência», caracterizado pela necessidade de assistência de uma terceira pessoa para os actos correntes da vida diária, decorrente da impossibilidade de caminha, de se vestir, de se alimentar”.