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A referência feita a uma conduta meramente passiva e alheia à conjugação de vontades da mulher que pratica o alterne e do respectivo cliente para a prática do acto sexual, deve ser entendida em sentido restrito isto é, deve ser entendida como referida ao próprio ‘acordo’, em cada momento da actividade, obtido, tendo por objecto uma concreta deslocação, seja ao piso superior do estabelecimento, seja a qualquer outro local, para a prática do acto sexual acordado, pois que, numa perspectiva mais ampla, a mera circunstância de os arguidos facultarem a frequência do estabelecimento e a subida ao piso superior, quando tal sucedia, para o dito efeito, às mulheres que ali praticavam o alterne, afasta a pretendida, pelos recorrentes, absoluta passividade e alheamento das suas condutas.