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49 n 4 da Lei 83/201  Ora, num procedimento como este, que envolve necessariamente, em face do pedido de extinção da medida e da argumentação inserta nesse pedido, um juízo actualizado sobre a manutenção das fortes suspeitas ou mesmo indícios da prática, tanto do crime ou crimes precedentes, como da ocultação ou dissimulação dos rendimentos ou outros bens resultantes desses crimes em que se traduz o branqueamento, sujeita ao exercício do princípio do contraditório, em que os arguidos preconizam a cessação da suspensão temporária de operações, aduzindo um conjunto de argumentos de facto e de direito em defesa da sua tese, propugnando pela origem lícita dos rendimentos e pela alteração dos pressupostos de facto e de direito que alicerçaram a decisão inicial de suspensão, designadamente, mediante a alegação de violações aos princípios da proporcionalidade e do ne bis in idem, reputando a medida de desnecessária e inadequada e juntando documentos e em que o M. P. responde, propugnando a manutenção da medida, aduzindo os argumentos contrários ao deferimento da pretensão dos arguidos, uma decisão judicial que se limite a indeferir a pretensão do arguido com fundamento numa simples adesão à promoção do M. P., através da fórmula «pelas razões invocadas pelo M. P. que aqui se dão por reproduzidas», ou outra de sentido equivalente, não satisfaz minimamente as exigências constitucional e legal de fundamentação.