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Segundo o contrato a Recorrida tem direito ao pagamento da quantia de € 832,00 por cada hora de voo realizado por aeronave mas o preço global acordado apenas prevê a realização máxima de 750 horas de voo, pelas três aeronaves, durante o período operacional, ou seja, entre 1/6/2019 e 31/12/2022 pontos 14 e 15 dos factos provados; ora, a Recorrida não alegou na petição inicial – nem o podia fazer porquanto o contrato vigora até final do ano de 2022 – as horas de voo, de entre as referidas 3750, que deixou de poder realizar por efeito do retardamento na execução do contrato e era esta diferença que, a existir, poderia, a nosso ver, constituir o seu prejuízo, pois pode muito bem acontecer que até ao final de 2022 venha a realizar as 3750 horas de voo contratadas, caso em que não se configura – nem se pode prever no futuro – qualquer prejuízo, uma vez que receberá do Estado todas as horas de voo previstas no contrato, independentemente da execução do contrato, por causa imputável à Recorrente, se haver iniciado em data posterior à acordada.