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Ora, na sentença recorrida compreende-se perfeitamente as razões do decisório: por um lado, acolheu a factualidade apropriada pela inspecção tributária, fundada em extracto de certidão do processo de inquérito n. 3127/05JAPRT-F, considerando apurados os recebimentos no âmbito de actividade alegadamente ilícita; por outro, entendendo que tais recebimentos não seriam oriundos do exercício da actividade profissional de "Secretário Judicial”, mas de actividade não enquadrada em tais funções de funcionário judicial, sancionou o enquadramento legal realizado pela AT, por consubstanciarem rendimentos empresariais ou profissionais, pois que percepcionados no exercício de actividade por conta própria – artigo  do Código de IRS, ficando claro que o tribunal recorrido considerou comprovado que o sujeito passivo auferiu os rendimentos e que os mesmos teriam, eventualmente, carácter ilícito, não obstando tal natureza à incidência, como resulta dos artigos , n. 1 do Código de IRS e 1 da LGT.