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A tarefa, a este propósito, exigida pelo legislador não é de modo algum complexa, satisfazendo-se basicamente com os seguintes procedimentos: 1 - O apelante deverá indicar, com clareza e autonomia, quais os pontos de facto concretos que considera incorrectamente valorados em 1 instância; 2 - Seguidamente, terá que indicar, relativamente a cada um dos pontos de facto: - quais os concretos meios de prova que justificariam, pela positiva, resposta diversa da que foi proferida; - quais os meios de prova que, em contraponto, deveriam ter sido desvalorizados e não foram;  Trata-se, naturalmente, de uma crítica global ao conjunto da prova produzida, o que não prejudica a obrigação de referência clara e inequívoca aos meios de prova que, num sentido ou noutro, foram incorrectamente valorados pela 1 instância, justificando a sua modificação pelo Tribunal da Relação.