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"Se a criança se deslocar de um Estado-Membro para outro, salvo nos casos em que tal ocorra em consequência de deslocação ou retenção ilícita, o facto de passar a ter residência habitual no «novo» Estado-Membro deve, em princípio, coincidir com o facto de «perder» a residência habitual no antigo Estado-Membro” cfr., Comissão Europeia, Guia Prático para aplicação do Regulamento Bruxelas , em, disponível em https://e-justice.europa.eu/fileDownload.do?=488478ee-a528-4609-8169-1db80942fb4b, p..  O tribunal deverá tomar em consideração os elementos de facto de cada caso concreto para determinar se a criança em causa passou a ter residência habitual no «novo» Estado-Membro e, se assim foi, em que momento ocorreu a mudança.