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Para além de referir que não se provou que o A. J. esteja definitivamente afectado por uma disfunção eréctil e que os factos provados não permitem concluir que a A. N. J. esteja definitivamente privada de manter com o seu marido uma interacção sexual satisfatória, desde que os tratamentos sejam eficazes, a recorrente invoca que a indemnização por danos não patrimoniais tem também em conta o facto da A. N. J. prestar auxílio ao marido em relação a algumas necessidades básicas, não se podendo olvidar que foi arbitrada ao A. J. uma indemnização pela necessidade de contratação de terceira pessoa para o auxiliar em algumas tarefas do seu dia-a-dia, pelo que a A. já não estará sobrecarregada com o encargo de prestar esse mesmo auxílio e não lhe poderia ser atribuída uma compensação por se ver forçada a prestar essa ajuda e, do mesmo passo, ser atribuída ao A. J. uma indemnização para obter essa ajuda de terceiros, sob pena de duplicação do mesmo dano.