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Prosseguindo as suas declarações, disse que foi surpreendido e atingido na cabeça, pelo irmão, que surgiu por detrás de si com uma faca e um ferro na mão – com um objeto em cada mão - e que lhe deu uma "mocada” com o segundo, tendo-lhe "aberto” a cabeça, após o que iniciaram "tipo” uma luta, que nunca descreveu cabalmente, limitando-se a dizer que o irmão procurava espetar-lhe uma faca, enquanto ele se defendia, sem explicar, contudo, como o fazia e como conseguia evitar qualquer agressão, considerando que o irmão tinha objetos em cada uma das mãos suscetíveis de atuar como meio de agressão, designadamente, com meios perigosos de agressão, entre eles uma faca, quando ele, arguido - e como declarou expressamente - nunca teve qualquer tipo de objeto capaz de ser utilizado como instrumento de agressão, não tendo logrado explicar como é que o irmão foi atingido na sua integridade física, limitando-se a dizer que deve ter sido na luta, declarações a que não pode ser conferida qualquer credibilidade desde logo à luz das regras da lógica e da experiência, pois seguramente não foi a vítima que se automutilou, de molde a poder causar, inclusivamente, a sua própria morte.