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Nem o Autor invocou, de resto, a existência de qualquer circunstância excepcional que lhe fosse própria e que implicasse que, em caso de transferência para o Estado-Membro responsável pela análise do seu pedido, seria colocado, independentemente da sua vontade e das suas escolhas pessoais, numa situação de privação material extrema, única hipótese em que a alegada falta de averiguação e ponderação, pela entidade ora demandada, da situação actual em Espanha no que ao funcionamento do procedimento de asilo espanhol e às condições de acolhimento dos requerentes de protecção nesse Estado se refere, poderia afectar a validade da decisão impugnada, designadamente, por insuficiência instrutória, pois nesse caso caberia à Administração aferir da veracidade do risco invocado pelo requerente.