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Na verdade, a prova documental ministrada pela Recorrente demonstrava que no cumprimento de decisão judicial foi pago a título de juros indemnizatórios a quantia de € 279,72 em 202016, calculados sobre o montante de € 3249,95, e desde 202015 – data de pagamento da nota de cobrança do , até à data da emissão da nota de crédito em 00201  Daí que a sentença ao considerar serem devidos juros indemnizatórios sobre o montante de € 3250,36, desde a data do pagamento indevido até à data da sua devolução, e não tendo levado ao probatório nem os factos nem a prova documental carreada pela Recorrente, nem ter extinta a instância por inutilidade superveniente da lide a parte dos juros indemnizatórios que a Recorrente pagou, enferma de nulidade por não especificação entre os fundamentos e a decisão.