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A argumentação da sentença recorrida é esta: tendo ficado provado que o autor necessitou do auxílio da esposa em todo o período de incapacidade e pelo menos até à data da consolidação médico-legal; que esta não pode trabalhar no referido período, no que se traduziu em perda de rendimentos do trabalho para o casal, sendo certo que auferia o salário mínimo nacional em vigor à data, entende-se ser de indemnizar tal dano / prejuízo com a necessidade de recurso a terceira pessoa, que, com recurso a regras de equidade de acordo com os factos apurados, e respectiva motivação, se fixa em €000,0  Os factos provados, com relevo, são apenas estes: durante todo o período em que o autor esteve incapacitado, precisou que a sua mulher o lavasse, ajudasse a deslocar-se, fazer a sua higiene diária, auxiliá-lo nas refeições, não tendo a mesma conseguido trabalhar nesse período 22 Ora, colocada a questão nestes termos, temos de dar razão à recorrente.