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Basta uma simples análise semântica da referida forma de obrigar para compreender que quando se faz referência a uma delegação de poderes para "o acto”, essa delegação de poderes reporta-se, especificamente, a esse ato, tornando-se absolutamente fútil e estéril a expressa referência ao facto de os poderes delegados serem específicos; J. Pelo que as conclusões do Tribunal a quo nunca se alterariam caso não se tivesse tido em conta a referência a poderes "específicos” o que, ainda assim, não se, tornando a discussão em que se enreda a Recorrente vã e inútil; K. Caso assim não se considere – o que apenas se antecipa por mera cautela de patrocínio –, a verdade é que a Sentença recorrida concluiu que o Conselho de Administração da RSMA delegou poderes específicos ao Senhor HFFB, uma vez que da mesma facilmente se retira que: - O Tribunal a quo considerou relevantes para a decisão da causa as normas do Código das Sociedades Comerciais doravante, "CSC”) que referem, nomeadamente, que "o conselho pode encarregarespecialmente algum ou alguns administradores de se ocuparem decertas matérias de administração” e que "o contrato de sociedadepode dispor que esta fique também vinculada pelos negócioscelebrados por um ou mais administradores delegados, dentro doslimites da delegação do conselho” sublinhados – cfr.