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PEREIRA COELHO e GUILHERME DE OLIVEIRA referem que "a transmissão do direito de propor a ação é tanto mais justa e oportuna quanto mais clara for a necessidade da impugnação e a vontade manifestada ou presumida do titular falecido: nestas condições, é de supor que os sucessores deste, ao tempo da sua morte, disponham de alguns preparativos para a impugnação e, sobretudo, estejam resolvidos a intentá-la”1 A respeito da natureza do prazo observam PIRES DE LIMA E ANTUNES VARELA: "a maior brevidade deste prazo, que pode em alguns casos envolver um encurtamento do prazo concedido ao titular originário do direito, tem a sua explicação em várias razões:   É um prazo que, em princípio, se adiciona ao tempo de exercício da ação já decorrido em vida do titular originário do direito;  As mais das vezes, quer o cônjuge, quer os parentes do titular originário do direito, entretanto falecido, conhecem a intenção deste, no sentido de impugnar ou não impugnar a paternidade que a lei atribui ao marido da mãe e têm fácil acesso aos meios de que ele dispusesse para impugná-la;  Há toda a vantagem em estabilizar, com a maior brevidade possível, o estado pessoal de cada indivíduo, designadamente a sua relação de filiação, e a necessidade de tal estabilização acentua-se, logo que faltam os intervenientes na relação”1 Verifica-se, assim, que a ação instaurada pelo descendente do titular do direito, presumível progenitor já falecido, está sujeita a um prazo, prazo esse de caducidade.