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14) Bem sabia e não podia ignorar o arguido, além do que se provou, que o meio utilizado para pôr termo à vida da vítima encerrava um potencial de perigosidade muito superior aos meios normalmente utilizados para atentar contra a integridade física e que, pela sua natureza e dimensões, diminuía significativamente as possibilidades de reacção e defesa da vítima; 15) O arguido agiu com o propósito de pôr termo à vida da vítima BB, bem sabendo que actuava contra a sua companheira, e que sobre si impendia um dever acrescido de respeito para com aquela, bem como um dever acrescido de não atentar contra o seu bem-estar físico e, não obstante, quis actuar da forma por que o fez, com o propósito de alcançar tal resultado, que logrou conseguir.