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Os crimes de corrupção passiva, de peculato e de participação económica em negócio encontram-se legalmente configurados como crimes específicos na medida em que o agente tem que possuir a qualidade de funcionário para efeitos, enquanto o crime de corrupção ativa, sendo embora um crime comum, pressupõe que quem solicita ou a quem é oferecido o suborno - entregue ou prometido pelo agente - tenha a qualidade de funcionário.355 355 Desta particularidade se parece ter esquecido J.Damião da Cunha, quando, na sua anotação ao artigo 386, inserida no Comentário Conimbricense do Código Penal, tomo , página 811, refere repetidamente que o conceito de funcionário "abrange apenas as hipóteses em que a expressão se refira ao agente ativo do crime”, decerto por ter em mente tão só as contrapostas hipóteses em que o funcionário pode ser vítima de crimes.)