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A Recorrente acumulou um crédito de IVA no montante de EUR 79293,81, o que lhe causou dificuldades de tesouraria que tiveram por consequência o fim da respectiva actividade em Portugal; B) Devem ser eliminados da matéria de facto não provada a páginas 42 a 44 da Sentença recorrida os factos elencados pelo Tribunal a quo, os quais devem ser dados como provados e aditados à matéria de facto provada; ) A Recorrente encontra-se na posse das facturas correspondentes às aquisições de sucata de cobre à E..............., entre Dezembro de 2005 e Outubro de 2006, a sucata de cobre foi efectivamente utilizada na respectiva actividade económica e não se encontra expressamente vedado o direito à dedução do IVA nessas operações; ) A Recorrente pagou à E............... o montante de EUR 155852,79 a título de preço pela aquisição de 86466 kg de sucata de cobre, incluindo o respectivo IVA; E) O pagamento só teve lugar após verificação de que a E............... havia declarado À Administração Tributária e entregue o IVA devido por referência ao respectivo período de tributação; F) A sucata de cobre adquirida em Portugal à E............... pela Recorrente foi transportada para as instalações desta em Espanha; G) As aquisições de sucata de cobre na origem dos presentes autos não configuram operações simuladas nos termos e para efeitos do artigo 19, n3, do CIVA; H) A Recorrente tem direito ao reembolso do IVA suportado nas referidas operações no montante de EUR 19253,81, ao abrigo do artigo 19, ns1 e 2, do CIVA; ) A Administração Tributária não demonstrou que os alegados indícios de fraude em sede de IVA ao nível da E..............., seus fornecedores e respectivos fornecedores destes se estendiam às transacções de sucata de cobre com a Recorrente; J) A Administração Tributária não carreou para o procedimento de inspecção tributária nem para os presentes autos todos os elementos probatórios que supostamente fundamentam as suas conclusões, obtidos em inspecções tributárias relativas a outros contribuintes, incumprindo o seu ónus probatório, nem assegurou o contraditório durante aquele procedimento tributário; K) Não podem ser relvados os elementos alegadamente obtidos pela Administração Tributária em procedimentos de inspecção tributária relativamente a outros contribuintes que não foram carreados para a inspecção tributária a que foi sujeita a ora Recorrente e que antecedeu os presentes autos, sob pena de tal comportar uma interpretação das regras de repartição do ónus da prova e do princípio do contraditório, consagrados nos artigos 74, da LGT e 45 do CPPT, desconforme aos princípios da tutela jurisdicional efectiva, da igualdade e da justiça, consagrados nos artigos 268, n3, e 266, n2, da Constituição da República Portuguesa; ) A prova documental junta aos presentes autos consubstancia prova bastante dos pagamentos efectuados pela Recorrente à E..............., não podendo a Administração Tributária nem tão-pouco os órgãos do poder judiciai, em sede de controlo de mera legalidade dos actos tributários questionar a ocorrência dos mesmos per insuficiência probatória, sob pena de tal comportar uma interpretação das regras de repartição do ónus da prova e do princípio inquisitório, decorrentes dos artigos 74 e 58 da LGT, desconforme ao princípio da separação de poderes constitucionalmente garantido/ consagrado no artigo 2 da Constituição da República Portuguesa, o que se invoca para os devidos efeitos. )