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E e do Dr. F, sem a menor tergiversação, concluir que não houve qualquer fundamento na denúncia do contrato de trabalho da A. uma vez que o Réu quis fundamentá-la, apesar de a tal não estar, e que, pelo contrário, a Autora estava dotada de todas as capacidade e acima da média, para bem desenvolver a sua actividade de Médica de Otorrinolaringologia e com grande margem de autonomia; ) Tudo, sem descurar o Parecer do Colégio de ORL da Ordem dos Médicos, também no mesmo sentido; Y) A matéria de facto a ser dada como provada deve considerar que a Autora foi admitida a 01 de fevereiro de 2017, para sob as ordens, direção e fiscalização do Réu , exercer as funções correspondentes à categoria de médica assistente hospitalar na área de Otorrinolaringologia; Z) Está correcta a decisão do Tribunal "a quo” quando refere que não foi feita prova do estado de gravidez da A., quer porque a consulta de medicina ocupacional está sujeita a sigilo profissional, quer porque a ‘ficha de aptidão’ que dessas consultas emana é remetida pelo médico ao SGRH – Serviço de Gestão de Recursos Humanos e não contém qualquer alusão, ao estado de gravidez invocado pela Autora; AA) Porém, não é menos verdade que, pela ausência de realização de RX e de vacinação contra hepatite B, entre outras, resulta claro, para alguém com o mínimo de conhecimentos em medicina, que a Autora não realizou tais exames, nem lhe foram administradas tais vacinas, porque estava grávida; BB) Aliás, ainda estão bem presentes dois casos que demonstraram quebra de sigilo profissional dos serviços de saúde ocupacional de dois hospitais do Porto e que surgiram na comunicação social, indignando a sociedade; ) Por volta de 2015, duas enfermeiras, uma do Hospital G e outra do Hospital , no Porto, queixaram-se de terem tido que comprovar que estão a amamentar espremendo leite das mamas em frente a médicos de saúde ocupacional; ) Ainda assim, se não lhe foi denunciado à A. o contrato de trabalho por se encontrar grávida, nenhum outro motivo ficou demonstrado como subjacente, antes tendo o próprio Director do serviço de ORL feito prova da competência e brilhantismo da Autora como profissional; EE) Note-se que, é muito o respeito pelo Tribunal "a quo” e que apenas se aponta, como seu erro de julgamento parcial na apreciação da matéria de facto, o sobredito, quanto à demonstração cabal das competências da Autora, narradas pelo próprio Director do serviço de ORL, as quais vão de encontro com as dos seus outros Colegas, também ouvidos pelo Tribunal; FF) Ora, tal apuramento de matéria de facto teria de ser levado em conta e o mesmo implica uma decisão em sentido diametralmente oposto àquela que foi tomada; GG) Sendo modificada nos sobreditos termos a matéria de facto, como é da mais elementar reposição de justiça, determinando-se como provado que não se verificou um qualquer motivo para a denúncia do contrato durante o decurso do seu período experimental, verificar-se-á e concluir-se-á pela existência de um contrato de trabalho sem termo desde 01 de Fevereiro de 2017, o que se espera, devendo ser nesses moldes revogada e substituída a sentença do Tribunal "a quo”, com o que se fará verdadeira Justiça.