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Como a figura da culpa só tem sentido quando reportada a omissões ou ações concretas esses factos têm de passar, necessariamente, pela evidenciação de medidas concretas, que demonstrassem a diligência empreendedora do gestor, aqui Oponente, em face das adversidades externas a que a devedora originária terá alegadamente ficado exposta;  	Medidas essas que, não podem assentar numa generalização vaga e sem delimitação concreta, quer no tempo quer nos atos adotados, pelo que a tentativa de afastar a culpa com um ou vários conceitos genéricos e imprecisos como: "crise do setor”, "declínio económico”, "crise económica”, tudo fez para, "etc.”,”) evidencia, salvo o devido respeito, um probatório vago e não demonstrativo; 1 	Perante a factualidade dada como provada de que o declínio da Casa do Douro que ocorreu em 1986 ou 1987 acabou por se refletir na devedora originária a questão que não encontra resposta no probatório, passa por saber que medidas adotou o aqui Oponente, na qualidade de gerente da devedora originária, no sentido de fazer face àquela situação; 1	E, outrossim, o que fez o Oponente, atempadamente, para evitar a situação de insuficiência patrimonial da primitiva executada; 1 	E que diligências encetou tendentes a evitar o incumprimento da obrigação de pagamento da dívida exequenda; 1 	Ora, a este respeito, o probatório limitou-se a fixar, com base em prova testemunhal, que o declínio da Casa do Douro ocorrido em 1986 ou 1987 acabou por se refletir na devedora originária, não fazendo qualquer referência a medidas concretas adotadas pelo Oponente no sentido de pagar a dívida em análise, ou de impedir que a devedora originária chegasse àquela situação de incumprimento; 1 	De igual modo, refere-se no probatório, que na sequência do declínio da Casa do Douro ficou, a devedora originária, sem garantir o escoamento durante 3 anos do vinho generoso das adegas cooperativas; no entanto, não especifica o Tribunal a quo qual a base factual em que assenta tal facto dado como provado; 1 	No entendimento da Fazenda Pública, nenhum facto levado ao probatório autoriza a conclusão de que o Oponente não foi responsável pelo incumprimento da obrigação de pagamento dos créditos tributários exequendos de que era devedora principal a Adega de Sanfins do Douro; 1 	Não demonstra a sentença recorrida em que medida o "conjunto sucessivo de circunstâncias endógenas inequívocas” influenciaram ou determinaram as dificuldades em liquidar a dívida tributária; 1 	Não existe, nos autos, prova alguma no sentido concreto de que a falta de pagamento da dívida não seja imputável ao oponente, pelo que deve este responder subsidiariamente pelas mesmas ao abrigo da alínea, do n. 1, do art.