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Na análise desta norma Lopes do Rego considera que o artigo «concedeu legitimidade passiva para a execução, tanto ao proprietário dos bens onerados com a garantia, como ao respectivo possuidor, naturalmente nos casos em que o devedor pretende efectivar a garantia real sem actuar contra o, sem, todavia, se impor o litisconsórcio necessário, quer entre os referidos proprietário ou possuidor, quer relativamente ao próprio devedor; considerou-se, para tal, que cumpria ao exequente avaliar, em termos concretos e pragmáticos, quais as vantagens e inconvenientes que emergem de efectivar o seu direito no confronto de todos aqueles interessados passivos, ou de apenas algum ou alguns deles»1 Permite este normativo que o exequente que queira fazer valer a garantia real, quando os bens dados em garantia pertençam a terceiro, possa optar entre propor desde logo a execução contra terceiro e o devedor, numa óbvia situação de litisconsórcio voluntário, ou ser mais expectante intentando a execução apenas contra terceiro, para, posteriormente se os bens se revelarem insuficientes, chamar o devedor para alcançar a completa satisfação do crédito exequendo1 Porém, o dispositivo em causa não esgota a sua amplitude na questão da legitimidade.