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No caso em apreço, não pode omitir-se que apenas sobre a falecida , enquanto proponente do seguro, impendia o dever – decorrente do dever de proceder de boa fé – de declarar todo e qualquer facto ou circunstância que, perguntado expressamente, fosse relevante para que a R seguradora pudesse formar a sua decisão de contratar, respondendo com verdade às questões que explicitamente lhe foram colocadas: apenas sobre a mesma recaía aquele dever, resultante do princípio da boa fé, e deve admitir-se, considerando os particulares contornos do caso naquilo que interessa à sua solução, que não poderia sequer ser exigida à R qualquer averiguação sobre o estado de saúde daquela, partindo da veracidade das declarações que ficaram a constar do "questionário” clínico.