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Considerando os factos definitivamente assentes nos autos, o Tribunal a quo entendeu, ainda, que perante a comunicação da intenção de atualização da renda para o valor de € 500, comunicada pelos senhorios ao abrigo do regime previstos para a transição para o NRAU, no âmbito dos arrendamentos para fins não habitacionais artigo 5 do NRAU, com a redação introduzida pelas Leis n. 31/2012 de 14-08 e n. 79/2014 de 19-12), a ré tomou a opção de denunciar o contrato de arrendamento, nos termos e para os efeitos previstos no artigo 5, n. 3, al., do NRAU, concluindo, então, de harmonia com o disposto no artigo 3 do NRAU, não haver lugar a atualização da renda e que a comunicação produz efeitos extintivos do contrato de arrendamento no prazo de dois meses a contar da receção pelo senhorio da resposta, implicando para o arrendatário a obrigação de desocupar o imóvel dele objeto e de levar a cabo a respetiva entrega ao senhorio no prazo de trinta dias, o que não vem questionado na presente apelação.