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Por outro lado, não se pode ficcionar que o prazo de pagamento das liquidações em causa terminou em 2009 e 2010, nem faz sentido imputar ao Recorrente culpa por não pagar os impostos ou assegurar o pagamento pela Executada, quando as liquidações surgiram em 201 Não seria exigível ao Recorrente, enquanto gestor criterioso, esperar uma liquidação adicional de impostos sobre rendimentos com eficácia retroactiva, sendo certo que entregou e pagou os impostos sobre os rendimentos da Executada, que realmente foram obtidos pelo exercício da sua real actividade, nos referidos anos de 2009 e 201  Sem prescindir, Mesmo que se entenda ser de aplicar, no caso vertente, a alínea do n. 1 do artigo 2 para fundamentar a responsabilidade tributária do Recorrente, a verdade é que não foi conferida a este a possibilidade de ilidir a presunção de culpa contida nesse normativo legal, pois, ainda que, por despacho, o Meritíssimo Juiz a quo tenha solicitado ao Recorrente a indicação dos factos sobre que deveria incidir a prova testemunhal, e o Recorrente tenha indicado os mesmos, o tribunal recorrido optou, a posteriori, por não proceder à inquirição das testemunhas quanto aos factos que permitiriam a exclusão da aludida presunção.