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Esta orientação conduz a uma duplicação de indemnizações sobre as mesmas lesões e sequelas; 15 – Sem prejuízo da denunciada duplicação de valores, os montantes arbitrados a título de danos não patrimoniais são, por si só, excessivos e por isso vão impugnados; 16 – Ao contrário do sentido atribuído na sentença recorrida, a indemnização de € 6000,00 a título de danos não patrimoniais não é adequada, não é proporcional, não é justa, não respeita a previsibilidade, não assegura a ideia de segurança, mas sim a ideia que o sinistrado será premiado com quantias que não seguem outras decisões e haverá sempre a tendência para inflacionar o valor final; 17 – Por violar o disposto nos artigos 49, n. 4, 49 e 56, n. 3, do , e porque houve erro de julgamento, vai impugnada a condenação no pagamento da identificada quantia; 18 – Deve ser revogada a quantia arbitrada a título de dano não patrimonial porque os pressupostos usados na decisão a quo estão errados, e substituída por outra fixando o montante de € 4000,00, que se apresenta mais adequado, justo, respeita a equidade e os danos que devem ser tutelados pelo Direito; 19 – A incapacidade da recorrente não teve qualquer reflexo na actividade profissional nem na sua capacidade de ganho, porque não trabalhava e nunca desempenhou qualquer actividade remunerada; 20 – Para sustentar o direito a suposta indemnização a título de dano biológico, o tribunal a quo reproduz as mesmas consequências e as mesmas lesões sofridas pela recorrida que já tinha usado para sustentar indemnização a título de danos não patrimoniais; 21 – A indemnização a título de danos não patrimoniais, já incluiu a indemnização por perda de capacidade de ganho que no caso não, pela incapacidade permanente e pelo dano biológico; 22 – Face a esta circunstância, afigura-se que estamos perante a duplicação de valores, a decisão enferma de nulidade prevista no artigo 61, n. 1, al., do CPC porque a juiz a quo conheceu de questões de que não podia tomar conhecimento; 23 – Deve ser revogada a decisão na parte que condena a recorrente a pagar a quantia arbitrada a título de dano biológico, e substituída por outra que a absolva do pagamento; 24 – O valor atribuído pelo tribunal a quo a título de dano biológico seria sempre excessivo, não procedeu ao necessário desconto de 1/3 de modo a evitar vantagem patrimoniais ilícitas da sinistrada e não respeitou a equidade; 25 – Tudo isto, com violação dos artigos 49, 49, 56, 56 e 56, n.s 2 e 3, do Cód.