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Relativamente ao arguido apurou-se que: - tem 40 anos de idade e é agente da PSP desde 2006; - exerce funções na equipa de intervenção rápida- divisão do Comando do Porto, com instalações na Rua , Porto e aufere cerca de €940,00 mensais; - é solteiro e vive em união de facto; - a companheira do arguido é também agente da PSP e aufere salário idêntico; - têm um filho, nascido em 21/10/18; - reside em casa própria, pagando cerca de €400,00 mensais a título de empréstimo que contraiu para aquisição da referida habitação; Ora, tendo em conta que a indemnização deverá ser apta a atenuar, minorar e de certo modo compensar os danos sofridos pelo lesado, sendo que o valor indemnizatório deverá proporcionar um acréscimo de bem-estar que sirva de contraponto ao sofrimento moral provocado e não cingir-se a uma prestação meramente simbólica, no relatado contexto, atenta a gravidade, dimensão e intensidade dos danos apurados e ao grau de culpa do arguido, atuando com dolo direto, e considerada a situação económica deste e do lesado, em juízo de equidade e atentos os padrões jurisprudenciais, tudo ponderado, entendemos como justa e adequada a fixação de uma indemnização no montante de 2000,00 Euros ao invés da quantia de 3000,00 fixada pelo tribunal a, a título de compensação pelos danos não patrimoniais sofridos pelo ofendido , em consequência da conduta do arguido/demandando.