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artigo 22  do ;  NN) A aferição do pressuposto "factum proprium” deve ser avaliado em função de um padrão de homem médio diligente, fiel ao direito, bom chefe de família), colocado nas condições da Recorrida, com as suas características, o seu grau de cultura e formação, apurando-se que o Recorrente se desvincularia do cargo que detinha na sociedade subscritora por renúncia mas sem lhe dar conhecimento da situação, ainda que estivesse legal e contratualmente obrigado, sem deixar de permanecer ligado à sociedade subscritora da livrança através do controlo dos actos de gestão e administração desta por parte da sociedade dominante, por si detida, esse comportamento seria suscetível de basear uma situação de confiança de que perante a ausência de denúncia contratual por parte do Recorrente, em oposição à reutilização do crédito em conta para satisfazer necessidades de tesouraria, e uma vez verificado o incumprimento contratual prolongado, teria de interpelar e preencher a livrança, e posteriormente executar para cobrança da dívida, por falta de pagamento voluntário;  OO) Deste modo, a haver abuso de direito seria do Recorrente, na medida em que para beneficiar do apoio de tesouraria para despesas correntes assinou uma livrança, e não denunciou o contrato, opondo-se à reutilização do capital dentro do aviso prévio contratualmente estipulado, e renunciando ao cargo na sociedade subscritora sem comunicar ao Banco portador da livrança, mantendo ligação à referida sociedade, quando deixa de haver pagamento e passa a haver incumprimento já alega, contraditoriamente, que o preenchimento é abusivo  PP) À luz da nossa Jurisprudência, o abuso de preenchimento não gera nulidade do título, mas somente a redução ao capital inscrito - Vide neste sentido o Acórdão do Supremo Tribunal Justiça de 10-12-2019, processo n. 814/12T8MAI-A.PS2, e disponível em http://www.dgsi.pt/stj;  QQ) Em caso de preenchimento abusivo, o que não se concebe, a componente de capital do valor facial da livrança, correspondente a € 27000,00 duzentos e setenta e nove, será sempre devido à Embargada, ora Recorrida;  RR) Em fase do exposto, não deve ser dado provimento à presentes Revista, por não provada, mantendo-se o Douto Acórdão Recorrido.