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Acordam os juízes no Tribunal da Relação de Lisboa  RELATÓRIO Em 02016 Cecília intentou ação declarativa de condenação contra Luís, pedindo para ser reconhecido e declarado o direito de propriedade da A. sobre o  andar de um prédio sito em Lisboa, que identificou, por o ter adquirido por usucapião, ordenando-se o cancelamento de todas as inscrições registrais e matriciais que se mostrassem contrárias ou incompatíveis com essa titularidade, designadamente a inscrição efetuada a favor do ora R., sendo também o R. condenado a pagar à A., na sequência de diligência judicial ordenada no âmbito de execução para entrega de coisa certa, as despesas por esta suportadas para reparação dos danos causados na porta, fechadura e equipamentos, cujo montante provisoriamente liquidou em € 700,00 e ainda indemnizá-la pelos danos de natureza não patrimonial de quantia não inferior a € 2000,0  A A. alegou, em suma, que reside no referido  andar desde 1975, quando para lá foi com sua mãe, tendo desde então procedido a obras no mesmo para o tornar habitável, porquanto o mesmo se encontrava abandonado.