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Diz o R./recorrente que, "num jornal diário, de expansão nacional, não é humanamente possível exigir-se que o seu diretor conheça antecipadamente, o conteúdo de todas as edições” e que, por isso, a citada "tese” da presunção legal de culpa é "materialmente inconstitucional, por excessivo e desproporcionado, para os diretores de publicações, violando o princípio da igualdade, consagrado no artigo 13, da Constituição da República Portuguesa”; acrescentado que "incluir o diretor, na cadeia de responsáveis por um eventual ilícito, equivaleria a aplicar-lhe um quase estatuto de responsabilidade objetiva, com uma dimensão desproporcionada, se atentarmos, por exemplo, que num jornal diário como o "..”, cada edição tem dezenas de páginas, todos os dias do ano”.