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Aliás, a dupla advertência imposta pelo legislador no artigo 3, n.os 1 e 2, da Lei n. 34/2004, de 29 julho, visa justamente obstar a uma tal situação de impotência, e de indefesa, consubstanciadora de uma posição processual desfavorável em relação às partes ou sujeitos processuais que possam suportar a constituição de mandatário, em termos similares ao que se julgou nos Acórdãos n.os 98/2004 e 467/200 ) 2 - Conclui-se, pelo exposto, pela desconformidade constitucional, à luz da norma-princípio de garantia de acesso direito e aos tribunais, sem denegação por insuficiência de meios económicos artigo 2, n. 1, da Constituição), em conjugação com o direito ao processo equitativo artigo 2, n. 4, da Constituição), da interpretação normativa, extraída do artigo 2, n. 5, alínea, da Lei n. 34/2004, com o sentido de que o prazo interrompido por aplicação do n. 4 do mesmo artigo se inicia com a notificação ao patrono nomeado da sua designação, quando o requerente do apoio judiciário desconheça essa nomeação, por dela ainda não ter sido notificado.” Como ressalta das transcrições acima feitas, a notificação ao requerente da nomeação de patrono ser feita por carta, deve sê-lo por carta registada, tal como acima entendemos.