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E é precisamente esse investimento de confiança que se afigura dever ser tutelado, permitindo a conclusão de que a inversão da conduta dos AA não é aceitável do ponto de vista da boa-fé, da lisura e probidade das relações que as partes estabelecem e devem manter entre si, donde ser abusiva a invocação da nulidade do contrato celebrado com o R. Daqui não decorre, porém, o que se adianta a fim de prevenir equívocos, que os AA tenham litigado de má-fé, uma vez que, como se referiu, têm sido cautelosas doutrina e jurisprudência na aceitação da figura da invocação do instituto do abuso de direito quando está em causa a inobservância da forma legal.