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120 do CPTA é pressuposto para adoção da providência cautelar que seja provável que a pretensão formulada ou a formular nesse processo venha a ser julgada procedente; )  Aqui chegados,  cumpre  concluir  que  não  se  verifica  o  pressuposto  da existência de fumus boni juris e, muito menos, nos termos em que douta sentença recorrida fundamentou, considerando que foi praticado um ato administrativo de admissão da comunicação prévia, o que é em abstrato passível de um juízo de invalidade, violando o exigido pela parte final do n 1 do artigo 120 do CPTA; ) Por sua vez, relativamente à não apreciação de uma das condicionantes impostas à decisão, por força de norma integrante de PDM, mostra-se suscetível de integrar, num juízo meramente indiciário e de verosimilhança, um fundamento de nulidade do ato administrativo suspendendo, o legislador com o regime da tutela cautelar, pretendeu obstar aos efeitos da delonga do julgamento do processo principal; ee) Concretamente que a tardia resolução judicial do litígio que opõe as partes pudesse determinar a inutilidade da decisão proferida no processo principal ou provocar uma situação de facto consumado, ou prejuízos cujo magnitude ou qualidade inviabilizassem a efetiva reversão da situação em que o interessado se encontraria não fora a ilegalidade contra a qual reage judicialmente; ff)  Assim, o artigo 112, n 1, do CPTA autoriza o decretamento de medidas cautelares destinadas a garantir que a decisão a proferir no processo principal possa produzir os efeitos que lhe são próprios e, dessa forma, repor a legalidade ofendida; gg) Considerando, que o conceito de obras de reconstrução pressupõe sempre como característica intrínseca, a demolição, que tanto pode ser total como parcial, o presente procedimento cautelar devia ter dado entrada antes das obras de demolição que ocorreram em 2018; hh) Neste sentido, independentemente da legalidade da decisão sindicada, a verdade é que relativamente à demolição já não é possível acautelar a decisão a proferir no processo principal, pelo que, no nosso entender também aqui o tribunal a quo, na douta sentença recorrida assentou em erro de julgamento; )  Ainda, relativamente à não) violação do PDM, importa aqui referir que, atenta a finalidade do processo cautelar, não cabe aferir se procedem definitivamente os vícios assacados pelos Requerentes ora Recorridos, ao ato suspendendo e, muito menos, se este deve ser ou não declarado o ato nulo, em termos tais que antecipassem para um processo sumário e urgente a resolução definitiva da questão decidenda no processo principal; jj)	Na reconstrução, desde a versão do RJUE de 2007, que se passou admitir reconstruções com preservação de fachadas, o que veio permitir uma modificação do edifício, por a sua cércea poder aumentar até ao limite das edificações confinantes mais elevadas; kk) Sucede que, a altura da cércea devia ter sido aferida na douta sentença recorrida, pelo que, também aqui douta sentença recorrida assentou em erro de julgamento ao ter considerado apenas o número de pisos; ) Assim, sempre se dirá que pelos motivos referenciados supra, que dúvidas inexistem quanto à manifesta falta de fundamento da douta sentença recorrida, não fazendo prova alguma de que o ato em causa, padece de algum vicio, além de considerações genéricas e de senso comum, sem demonstração da ilegalidade da decisão sindicada, não havendo, portanto, fumus boni juris, o que, naturalmente, obstava ao decretamento da providência cautelar; )   Face ao exposto, a douta sentença recorrida, salvo o devido respeito, não  efetuou ainda uma correta interpretação dos interesses em causa; nn) É, pois, evidente, ao menos no entender do Recorrente, que a douta sentença assenta em erro de julgamento ao considerar que a concessão da providencia não coloca em causa lesão do bem público maior que é a garantia da segurança de pessoas e bens.”.