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Porque assim é, os artigos  e 1 do Programa de Concurso também violam os princípios da proporcionalidade, na sua vertente de adequação, que impõe à Administração que escolha vias de satisfação do interesse público adequadas aos fins a atingir artigo , n. 1, do Código de Procedimento e da justiça artigo  do mesmo, na sua dimensão de falta absoluta razoabilidade e mesmo de, por todas as razões já apontadas porque está, seguramente, fora do quadro de atuação razoável de qualquer entidade pública pretender executar um contrato, em 2018 e anos vindouros, confiando em requisitos de qualificação que têm por referência os anos de 2010 a. Ora, tendo tais normas esse conteúdo, e sendo normas notoriamente imperativas, não pode deixar de entender-se que elas vedam que se faça, em 2017, o concurso de 201  Por último, julgamos que aquelas normas procedimentais violam ainda os princípios da prossecução do interesse público e da boa administração artigos  e  do Código de Procedimento, por potenciarem a adoção de decisões pelas autoridades adjudicantes que, com toda a probabilidade, virão a ser lesivas dos seus interesses económicos, dado que poderão ser obrigadas a contratar agentes económicos que já tiveram em tempos, mas poderão já não ter hoje, capacidade, assim como, inversamente, podem ficar privadas de contratar agentes económicos que em 2010-2012 não tinham capacidade ou nem sequer, mas em 2017 já teriam capacidade para participar.