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E o tribunal irá decidir do mérito da causa como se fosse a primeira vez - o julgador não estará vinculado, nem limitado pelas questões abordadas na decisão impugnada, nem estará limitado pelas questões que tenham sido suscitadas aquando da impugnação, estando apenas limitado pelo objeto do processo definido pela decisão administrativa» Na senda do que vimos referindo, facilmente terá de concluir-se que não estava o tribunal da 1 instância impedido de introduzir as alterações que entendesse necessárias, designadamente ao nível da matéria de facto, concretizando e rectificando o que na decisão administrativa ficou a constar a respeito da data da ocorrência do facto ilícito que esteve na  origem da suspensão provisória do processo e da aplicação da respectiva injunção, menção essa que resultou de um lapso, como foi referido na decisão recorrida, totalmente inócuo, insusceptível, aliás, de alterar o sentido da decisão da autoridade administrativa quando concluiu pela verificação dos pressupostos da cassação do título de condução, posto que se mantém inalterada a aplicação do artigo 148, n. 2 do Código da Estrada, tivessem os factos ocorrido em 06/08/2017 o que não ou ocorrido, como de facto ocorreram, em 17/12/201 Como se concluiu na decisão recorrida "em qualquer das datas a norma em apreço já se mostrava a vigorar, sendo que a alteração da data em nada contende ou poderia com a decisão proferida”.