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Nem o tribunal recorrido invoca qualquer vício do negócio de compra do imóvel para ter consequência no negócio da venda: não é porque a compra do imóvel foi julgada”  17 - O que se discute é a intenção na compra do imóvel, porque é certo que o comprou e fez uma liberalidade aos netos dez anos antes de morrer, um ato de vontade do próprio e que por todos era conhecido e que nunca foi impugnado  18 - Ora o próprio Apelante sabe no processo que tem de fazer prova de vestígios que sejam contrários às evidencias do processo, procura transferências bancárias para a conta bancária da irmã, procura pagamentos dos encargos com a venda do imóvel na esfera do Apelante, procura intenções na aquisição do imóvel pelo , nada prova no processo e não o faz porque de facto a nua propriedade sempre foi dos aqui Apelados que nessa qualidade sempre actuaram  19 - E por isso os Apelados contra alegaram e concluíram que os efeitos essenciais do contrato de compra e venda transmitiram a titularidade do direito; pagaram os encargos da venda e receberam o preço foram por si realizados em nome próprio e no seu próprio interesse  20 - Pelo que contra a matéria dada como provada em sede de Sentença facto n 45, os Apelados nas contra.alegações apresentadas mostraram o seu inconformismo relativamente à matéria dada como provada  21 - As alegações do Apelante coincidem com o argumentário dos Apelados porque diz o Apelante  22 - Ninguém perguntou nada ao tribunal acerca do negócio de compra do imóvel.