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Neste sentido, apreciando uma situação factual com similitudes com a dos presentes autos, decidiu o Acórdão da Relação de Évora, datado de 002015, relatado pelo Desembargador Martins Simão, disponível em www.dgsi.pt em cujo sumário podemos ler: 	"- Face ao local, à distância donde disparou a não mais de 25 metros do e à direção do tiro que atingiu o ofendido na região pélvica e abdómen, regiões que alojam órgãos essenciais à vida, é de concluir que o arguido representou como possível a morte do ofendido, com o que se conformou, o que só não aconteceu por circunstâncias alheias à sua vontade, pelo que incorreu na prática de um crime de homicídio na forma tentada, com dolo eventual, e não na prática de um crime de ofensa à integridade física grave.