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95 - O 2 R. não compareceu, nem mandou ninguém da sua confiança acompanhar a entrega dos bens ao A.»  Com vista a suportar a sua pretensão impugnatória sobre a decisão da matéria de facto o recorrente invoca, essencialmente, o facto de na fixação dos factos provados/não provados a Mm julgadora "a quo” não ter tido em conta o modo como, em termos de normalidade, se processa a venda dos bens no âmbito da liquidação dos processos de insolvência, tendo formado a sua convicção em termos erróneos, na medida em que desconsiderou totalmente as declarações de parte do Autor, que se afiguraram credíveis e conformes às regras da experiência e modo de actuação de alguém que tem experiência e costuma negociar em processos de execução e insolvência, bem como não levou em linha de conta o depoimento da testemunha R. , ex-gerente da Insolvente e que acompanhou pormenorizadamente todo o processo e com efetivo conhecimento dos bens efetivamente apreendidos e das desconformidades destes com os de facto entregues, além de que não valorou o depoimento de parte do Administrador da Insolvência na parte em que este confessou factos relevantes para a causa e, por último, conferiu indevidamente credibilidade ao depoimento da testemunha A. P., que dos autos resulta ser a pessoa mais suspeita.