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Com efeito, no caso dos autos, mostra-se indiscutido, por um lado, que o Sr. Administrador da Insolvência apresentou as referidas listas de créditos para além do prazo previsto no citado n. 1 do artigo 129 ultrapassando-o em cerca de dois e, ainda, também se mostra indiscutido que, apesar disso, não procedeu ele à notificação dessas listas a qualquer um dos credores e ao devedor/insolvente, a não ser a este último e por insistência sua, notificação essa que ocorreu a 11202 Ora, perante o aludido circunstancialismo, o Tribunal de 1 instância sufragou o entendimento de que o prazo de 10 dias para efeitos de impugnação se deveria contar a partir do dia preciso em que as listas foram juntas ao processo, ainda que de forma tardia face ao prazo legal e o insolvente estava em condições de as, o que o conduziu à sua conclusão quanto à intempestividade da impugnação deduzida pela devedora/insolvente, ao passo que esta última sustenta, ao invés, que, não tendo o Sr. Administrador apresentado no processo as listas de créditos no prazo previsto no citado n. 1 do artigo 129, sempre teria ele que as ter notificado, incluindo a ele próprio devedor/insolvente, o que apenas sucedeu a 112020 e por sua insistência), razão pela qual, tendo a impugnação sido por si deduzida a 212020, é a mesma, neste contexto, tempestiva.