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Destarte, porque pertinente é não olvidar que lícito não é ao julgador lançar mão de imediato  à mínima dúvida, e quase que por mera comodidade/facilidade do principio a que alude o art 414, do CPC , pois que, a regra é o julgador ser confrontado no dia-a-dia com meios de prova apresentados pelas partes que divergem em absoluto, razão porque, em principio e na maioria das situações, deve, no exercício da sua função, tomar posição  socorrendo-se amiúde das regras da experiência, da normalidade da vida e do senso comum , as quais são sempre ferramentas úteis para que o julgador evite tomar decisões não sensatas, porque de todo desfasadas da realidade da vida e à partida desprovidas de um qualquer valor cognoscitivo e fundamento racional , apenas sendo-lhe licito não o fazer quando a conjugação de toda a prova produzida conduz a uma dúvida bastante consistente e de todo inultrapassável  quando g. qualquer das versões fácticas em confronto se revelam altamente razoáveis, verosímeis e bem fundamentadas , o que não é o caso dos autos, NADA justifica relegar para o elenco dos factos Não Provados o correspondente ao item n 8 Improcedendo portanto a impugnação da apelante Cofina Media, S.A , vejamos de seguida se a do apelante/autor procede, ou seja, se à actual redacção do item de facto n 8 pode/deve ser acrescentado o excerto " tendo o  Réu  acedido à referida transmissão e dela tendo tomado conhecimento, não se tendo oposto à respectiva divulgação, quando podia e devia fazê-lo”.