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Para tanto alegam, em suma, que o autor marido é filho de José e de Benedicta, sendo que José faleceu em ../../1992, no estado de casado com Benedicta e esta faleceu em ../../2016 no estado de viúva; os falecidos não fizeram testamento nem qualquer disposição de vontade, tendo José deixado como herdeiros legitimários a sua mulher e os seus quatro filhos e tendo Benedicta deixado como herdeiros legitimários estes mesmos quatro filhos; as heranças foram aceites; na freguesia de, em, existe um prédio inscrito na matriz sob o artigo   e descrito na Conservatória do Registo Predial de sob o número , estando o direito de propriedade definitivamente inscrito a favor dos segundos réus; os progenitores do autor marido cultivavam parte certa e determinada do prédio, tal como o fazia já o seu avô paterno, constituindo o topo nascente que sempre consideraram corresponder a uma quarta parte do imóvel; esta divisão física do prédio original ocorreu há mais de 50 anos, tendo a respectiva posse sido transmitida dos avós paternos do autor-marido para os pais deste e subsequentemente para os herdeiros, enquanto outros possuíam autonomamente a parte restante do prédio; mais alega que os falecidos José e Augusta ..) retiveram e fruíram a dita parte certa e determinada do prédio como coisa exclusiva e inteiramente sua, durante mais de 30 anos, ininterruptamente, tendo-se radicado na esfera do autor-marido e de seus irmãos o direito de propriedade sobre a parcela de terreno acima aludida; o prédio do autor e dos seus irmãos tem a configuração constante do levantamento topográfico junto aos autos; confrontando a sul com o prédio do autor e de seus irmãos existe um outro, pertencente ao 1 réu, que integra uma pequena faixa naquela banda, encontrando-se inscrito na matriz predial rústica sob o artigo  e descrito na Conservatória de Registo Predial de sob o n. , encontrando-se o direito de propriedade inscrito a favor do 1 réu; por acordo celebrado com os demais irmãos, o autor está autorizado a usar o prédio em causa como proprietário exclusivo, tendo procedido a um conjunto de operações agrícolas no mesmo; por seu turno, o réu fez a escavação do terreno, remexendo as terras, fazendo desaparecer os sinais delimitadores do terreno, impondo-se nova demarcação, tendo igualmente causado um prejuízo de valor não inferior a €1500,00 correspondente aos custos de nova deslocação da máquina) e de €3000,00 correspondente a um atraso na plantação); mais alega que a actuação do réu causou-lhe danos morais que estima em €750,00; termina formulando os pedidos atrás elencados.