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Na apreciação de tais elementos probatórios não se surpreende qualquer factor que permita valorizar a versão apresentada pelo avô materno em detrimento da versão trazida aos autos pelos avós paternos, tia paterna e namorada/companheira do progenitor – ambas as versões são igualmente válidas e possíveis certamente marcadas pela ligação de cada um dos depoentes ao progenitor a quem estão ligados por laços familiares e/ou, nada permitindo objectiva e considerar prevalecente a daquele em detrimento da destes, tanto mais quanto a normalidade e a experiência da vida demonstram que, perante pais presentes, cuidadosos, atenciosos, dedicados e que lhes prestam os elementares cuidados de higiene, alimentação e saúde como é o caso de apelante e apelada – no que interesse e releva à apreciação da questão que se analisa, tal é também de afirmar relativamente ao progenitor, como pacificamente reconhecido pelas testemunhas inquiridas em audiência), crianças de tenra idade como são as crianças relativamente às quais se regulam nos presentes autos as responsabilidades, que sempre viveram com ambos os progenitores e que se veem depois da separação destes a residir alternadamente com cada um deles, sentem a ausência do progenitor com o qual não se encontram no momento a residir como, aliás, expressamente afirmado pela avó, e por isso que sentem tristeza ao deixar um para voltar ao outro e sentem alegria ao chegar a um depois de deixar o outro.