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Isso mesmo referem Pires de Lima e Antunes Varela quando dizem2 que "o mútuo é, de sua natureza, um contrato real, no sentido de que só se completa pela entrega empréstimo) da coisa”, pronunciando-se no mesmo sentido Inocêncio Galvão Telles Significa isto, portanto, que o acordo de vontades no que toca aos elementos integradores de um contrato de mútuo, ainda que inclua o valor a mutuar e os termos e condições em que se irá processar a sua restituição, é insuficiente para a conclusão do contrato de mútuo e para a constituição da obrigação que dele emerge para o mutuário de restituição da quantia, exigindo-se ainda a efectiva entrega da quantia mutuada ao mutuário.