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Fazer tábua rasa dos mecanismos de cobrança de bens e direitos detidos pela sociedade devedora originária, independentemente de serem os mesmos detidos em ou sobre entidades residentes em países terceiros, como fizeram in casu a AT e o Tribunal a quo, é converter o critério de insuficiência de bens penhoráveis do devedor originário num direito de preferência da AT a bens penhoráveis de maior liquidez, pertençam ao devedor originário ou ao revertido; N) Esta posição permite à AT escolher, indistintamente, entre uns ou outros com base nesse critério, tendo em qualquer caso assegurada a verificação do pressuposto da insuficiência de bens penhoráveis do devedor originário para efeitos de legalidade da reversão; O) Tal entendimento não é admissível, por conflituar com o disposto no artigo 2, n. 2 da LGT e com o n. 2 do artigo 15 do CPPT; P) A segunda questão por que se pugna por pronúncia deste Supremo Tribunal Administrativo é a seguinte: entendendo-se ser desnecessária a realização, pela AT, de diligências de investigação e cobrança coerciva sobre bens penhoráveis detidos pelo devedor originário em montante que excede o da dívida exequenda, para que se considere demonstrada a insuficiência de bens penhoráveis de que depende a reversão de uma dívida tributária, afigura-se admissível, à luz do ordenamento jurídico português, que a necessidade de realizar diligências de investigação e cobrança coerciva quanto aos mesmos bens penhoráveis seja exigida ao revertido, para que se considere demonstrada a ausência de culpa do mesmo na insuficiência do património do devedor originário?