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Acordam os Juízes da 8 Secção Cível do Tribunal da Relação de Lisboa   Relatório "., S.A”, veio requerer, nos termos do artigo 37 e seguintes do Código de Processo Civil, providência cautelar especificada de restituição provisória da posse contra "A, S.A.”,, alegando, para tanto, e em síntese, que: - A requerente celebrou com a requerida a 17 de setembro de 2015, um contrato de utilização de loja em centro comercial, nos termos do qual aquela lhe cedeu onerosamente a utilização da loja n. 104 com área de 94 m2, sita no piso 0 do centro comercial, à data, denominado, destinada à atividade comercial de venda ao público de pronto a vestir de homem e mulher e respetivos acessórios de moda; - O contrato foi celebrado pelo período de 6 anos, com início a 1 de outubro de 2015 e termo a 30 de setembro de 2021, conforme a cláusula 5 do documento apresentado sob o n 1 com o requerimento inicial; - Em 19 de abril de 2021 a requerente foi surpreendida com a oficialização, pela requerida, da resolução do contrato, tendo a mesma comunicado em 10 de maio de 2021 que iria vedar e reassumir a loja a partir das 0h30 do dia 11 de maio, o que fez, durante a noite, entaipando a loja contra a vontade e a capacidade de resistência da requerente, que, assim, impedida de utilizar o estabelecimento comercial foi ofendida na sua posse, traduzindo a atuação da requerida uma evidente ação direta proibida por lei.