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Não sabemos também em concreto quais os trabalhos que não foram realizados em tempo e que faltava realizar, nem tão pouco o período de tempo previsível necessário para a sua concretização, de modo a poder concluir-se, como pretende a R. que estava irremediavelmente comprometido o cumprimento do prazo final estabelecido para a entrega da obra concluída – aprazado para cerca de três meses depois - não podendo também esquecer-se que, sendo o contrato de empreitada de abril de 2016, a obra esteve suspensa de 17 de junho a 20 de outubro de 2016, mais de quatro meses, para reformulação do projeto e aditamento ao alvará, como decorre do ponto 7 dos factos provados, situação esta que não pode ser imputada à A.  Objetivamente e ponderando os factos provados, revelam os mesmos alguns atrasos da A. no cumprimento do planeamento da obra que apresentava, de que não temos a dimensão, bem como um desinteresse da R., subjetivo, na manutenção do contrato com a A., mas não na concretização da obra que continua a querer, como resulta, designadamente dos pontos 17, 18 e 19 dos factos provados, que mostram o desejo da R. comunicado à A., antes do envio da carta de resolução do contrato, da possibilidade de assumir diretamente a execução da obra com as empresas sub-empreiteiras contratadas pela A., o que veio a verificar-se.