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A jurisprudência tem vindo a entender que, nestes casos, "a indemnização pelo dano resultante da definitiva perda da capacidade de ganho tem de ser encarada mais pelo lado não patrimonial aumento do custo físico e psíquico para exercer a profissão e, porventura, para se dedicar complementarmente a outros trabalhos como forma de aumentar o seu rendimento – sem perder de vista que a concreta perda da capacidade está ligada a certa remuneração por determinado do que pelo lado puramente profissional de efetiva redução dos proventos provenientes da atividade profissional do lesado que, em geral, não existe” E a Portaria n 377/20083, de 26/05, diploma que procurou corresponder à exigência legal de formulação pelas seguradoras da proposta razoável constante dos artigos 3 e 3 do n 291/2007, de 21/08, separa de forma nítida as situações em que a incapacidade funcional da vítima do acidente tem repercussão laboral, importa uma redução dos proveitos do trabalho, daquelas outras situações em que o dano é puramente biológico – a afetação do equilíbrio psíquico – somático de que desfrutava antes do acidente.