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Por fim, quanto à alegação de que fora pela impugnante e ora recorrente desencadeada a apreciação da questão relativa à impossibilidade de aplicação do regime das "fazendas demoradas” a cerca de 71% das mercadorias objecto do acto de liquidação, por já terem sido utilizadas, sobre a mesma não ter sido emitida qualquer pronúncia por parte do tribunal recorrido, o que constituiria o vício decisório de omissão de pronúncia, gerador da sua nulidade, entende-se que essa não consubstancia uma questão jurídica autónoma, mas simplesmente uma argumentação para sustentar a verificação do vício de ilegalidade imputado ao ato de liquidação das "fazendas demoradas” ao abrigo do regime previsto no artigo 639 do Regulamento da Alfândega, por no entender da Recorrente o referido regime implicar a abertura de um procedimento de venda da mercadoria em hasta pública, e neste caso parte da mercadoria já ter sido utilizada no processo de produção da Recorrente e nessa medida inviabilizar aquele procedimento de venda.