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Assim, o segredo de supervisão abrange factos e elementos comunicados por instituições de crédito, ou nelas recolhidos, respeitantes em especial à sua vida interna mas também a. Há ainda que considerar, quanto a este ponto, que a autoridade de supervisão pode transformar qualitativamente a informação transmitida ou recolhida, coligindo, tratando e produzindo nova informação.” O bem jurídico protegido pelo dever de segredo de supervisão continua a ser o direito à reserva da intimidade da vida privada sobretudo nas zonas de sobreposição, quanto à informação abrangida, com o segredo bancário, mas também o interesse público na efectividade ou eficácia da supervisão, essencial à salvaguarda da estabilidade do sistema financeiro, bem jurídico constitucionalmente previsto no artigo 10 da Constituição da República Portuguesa, sendo o segredo de supervisão necessário ao estabelecimento da confiança.