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A lei não exige que o contributo de ambos os membros seja simétrico para ponderar uma divisão igualitária dos bens no término da união: apenas se exige que a alocação dos proveitos auferidos por cada um seja dirigida ao bem comum dos unidos, dentro das possibilidades de cada um, num esforço comum, em que ambos os unidos contribuem com as suas economias e o seu trabalho em benefício do lar para a constituição do património comum; ee) A autora e o réu viveram em comunhão de leito, mesa e habitação durante cerca de dezassete anos, e contrariamente ao entendido pelo tribunal "a quo”, constituíram um património comum para o qual a autora sempre contribuiu dentro das suas, que contém os bens adquiridos entre setembro de 2000 e fevereiro de 2017, que melhor constam dos factos provados sob o ponto 3 sob as alíneas a. ff) Assim, deve ser revogada a douta sentença na parte em que negou o reconhecimento do património comum, e deve o réu ser condenado a reconhecer o direito da autora sobre a meação nesses bens.