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A recorrente coloca no seu recurso as seguintes questões: -ilegalidade da liquidação das taxas uma vez que as mesmas não se encontram legal ou regulamentarmente previstas; -as "taxas” liquidadas correspondem materialmente a um imposto; -por ser automática, a renovação da licença não pressupôs qualquer atividade, designadamente, instrutória, pelo que não existe bilateralidade ou sinalagmaticidade na taxa;  -violação do princípio da equivalência das taxas, posto que a finalidade da taxa cobrada resida na compensação da prestação administrativa efectuada e, por conseguinte, que o seu quantum seja fixado de forma proporcional e adequada a esse fito compensatório equivalência económica), inexistindo, contudo, qualquer actividade administrativa a compensar.