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1 Pois bem, conforme oportunamente realçado, decorria o inquérito dos presentes autos, após notícia do crime elaborada durante a acção inspectiva conexa com o ano de 2012 da sociedade , UNIPESSOAL, Lda., e, paralelamente, decorria a acção inspectiva quanto ao ano de 2013 – que decorreu entre Dezembro de 2016 e Julho de 201 1 Período durante o qual, e ao abrigo do previsto no art 59 da G.T., a arguida recorrentemente forneceu dados contabilísticos tal qual requeridos pela A.T. para, e uma vez terminada a inspecção tributária e elaborado o competente relatório, serem os ditos documentos e conclusões, juntos ao inquérito decorrente e onde, note-se, era a contribuinte arguida desde 30201 1 Maxime, como se vê, foi a arguida no âmbito da inspecção tributária, porque obrigada a tal, peremptória em entregar toda a prova que detinha em sua posse para que, acto contínuo, se arrogasse a A.T. da mesma e, com isso, reconduzisse os ditos documentos e indícios ao processo penal, note-se, após o terminus da inspecção tributária, ou seja, exactamente no momento em que a contribuinte já não mais tinha como cooperar ou, com o devido respeito, já "não mais tinha o que dar”, tudo em flagrante afronta para com as máximas constitucionais e processuais penais.