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Acontece que tal prova plena nos termos do artigo 35, n. 2, do, de acordo com o disposto no artigo 34 do , «só pode ser contrariada por meio de prova que mostre não ser verdadeiro o facto que dela for objecto, sem prejuízo de outras restrições especialmente determinadas na lei», sendo, para o efeito, inadmissível o recurso à prova testemunhal e, por esse via, às presunções judiciais, nos termos do disposto nos artigos 39, n. 2, 39, n. 1, e 35 do  Em face de dois documentos, elaborados pelas mesmas partes e autenticados pela mesma entidade, com conteúdos distintos e incompatíveis e contraditórios entre si, atendendo ao facto de terem sido elaborados e autenticados em momentos distintos, bem como ao revés entrementes sucedido, deveria o Tribunal a quo ter procedido, com base, além do mais, no disposto nos artigos 23 e 23 do , à compatibilização interpretativa dos referidos documentos, concluindo, como não poderia deixar de concluir, que o segundo documento corporizava uma alteração do que havia sido inicialmente acordado, sob pena de, atenta a contraditoriedade e incompatibilidade entre o teor dos dois documentos, terem os mesmos de ser declarados inválidos por impossibilidade lógica.