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Tendo em linha de conta que nos termos do preceituado nos artigos 635, n. 4 e 639, n. 1, ambos do CPC, as conclusões da alegação de recurso delimitam os poderes de cognição deste Tribunal e considerando a natureza jurídica da matéria versada, a questão a decidir é a de saber se deve ser liminarmente indeferido o pedido de exoneração do passivo restante formulado pelo insolvente, ora recorrente, com fundamento no disposto no artigo 23, n. 1, alínea, do CIRE, por este, desde 2005, que não cumpre as obrigações assumidas perante os seus credores e, não obstante isso, voltou a contrair crédito perante o , em 01/02/2010, incumprido em 28/02/201 São os seguintes os factos dados como provados na decisão recorrida:  O devedor nasceu em 011963, encontra-se divorciado desde 212007 e, actualmente, reside com a sua companheira.