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Nessa avaliação o Juiz deve considerar os elementos de que disponha e que se mostrem relevantes, dentro dos quais se impõe a apreciação das circunstâncias do crime que foi punido com pena de prisão efectiva, a vida anterior do agente, a personalidade revelada à data da condenação e a evolução dessa personalidade durante a execução da pena de prisão;  A este respeito vem sendo entendido que: 1) A análise das circunstâncias do caso passa, naturalmente, pela valoração do crime cometido, ou seja, para além da sua natureza, das realidades normativas que serviram para a determinação concreta da pena, nos termos do art 71/1 e 2, do CP e, inerentemente, à medida concreta da pena em cumprimento;  2) A consideração da vida anterior do agente já também valorada na determinação concreta da pena, nos termos da alínea do n 2 do referido art relaciona-se com a existência ou não de antecedentes criminais; 3) A referência à personalidade do recluso reporta-se aos indícios relativos a uma personalidade conforme, ou não, ao direito e potencialmente merecedora, ou não, da liberdade condicional, tendo em conta a adequada compreensão sobre a existência, ou não, de um determinado percurso criminoso ao qual possa ter sido conduzido ou determinado por circunstâncias que não controlou, ou não controlou inteiramente.