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A recorrente insurge-se contra esta decisão invocando a violação das disposições normativas acima mencionadas, alinhando, em suma, os seguintes argumentos: - O Acórdão de Uniformização de Jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça 1/2014, de 08 de Maio de 2013 de onde decorre que declarada a insolvência do devedor deve ser julgada extinta a ação onde é peticionado um direito de crédito) retrata situação diversa da dos presentes autos, nos quais a requerente apenas requer a restituição do bem de que é proprietária, não peticionando direito de crédito, pelo que, não se verifica qualquer inutilidade ou impossibilidade da lide; - O regime do Decreto-Lei 149/95 de 24 de junho é um regime especial que foge ao regime regra dos procedimentos cautelares pelo que não lhe é aplicável o regime previsto para os procedimentos cautelares comuns, sendo a lesão do direito presumida pela lei, não sendo necessária a demonstração do periculum in mora, bastando que seja demonstrado que o contrato de locação financeira já cessou a sua vigência e o locatário não devolveu o bem; - A Administradora de Insolvência optou pelo não cumprimento do contrato, pelo que, desse modo, nenhum direito se constitui para a massa insolvente sobre o bem locado, pelo que, o bem locado, não tendo sido apreendido para a massa insolvente, não é bem penhorável, continuando a requerida obrigada à restituição do bem locado; - A insolvência da requerida não conduziu à sua imediata extinção, continuando esta a deter personalidade jurídica e judiciária, podendo os presentes autos correr os seus termos contra a mesma sendo que, nos termos do n 3 do art 234 do CIRE a sociedade comercial declarada insolvente só se extingue com o encerramento do processo após o rateio final, o que não sucede, estando o processo de insolvência em fase de liquidação do; e - O presente procedimento cautelar é o único meio de a requerente assegurar o seu direito.