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Invoca, para tanto, o seguinte: - se bem que tenha assumido a responsabilidade pelo sinistro, só no decorrer da audiência final teve conhecimento de factos que desconhecia quando assumiu tal responsabilidade, e dos quais decorre que nenhuma responsabilidade lhe pode ser assacada; - por ordem do proprietário do lote onde se encontra implantada a moradia onde a Autora foi atingida teve lugar o corte de árvores de grande porte, com cerca de 15/20 metros de altura, que se encontravam quer no lote quer fora dele; - o que teve lugar pela razão fútil de receber em casa mais luz solar; - em face disso, os responsáveis da  Ré alertaram o proprietário daquele lote para os riscos do corte das árvores, que constituíam barreira natural de proteção das bolas de golfe; - os responsáveis da  Ré exigiram ao proprietário daquele lote a adoção de medidas de minimização dos riscos, tais como a plantação de novas árvores e colocação de vedação com cerca de 1,80 metros de altura; - factos que a  Ré desconhecia; - as árvores plantadas levarão anos a atingir a altura de 15/20 metros; - o proprietário do lote conhecia os riscos inerentes a ter a sua moradia na proximidade do campo de golfe, cabia-lhe adotar cuidados para cumprir as regras de segurança enquanto proprietário de moradia que fica junto a um campo de golfe; - as árvores não podiam ter sido cortadas, muito menos sem autorização da  Ré; - o proprietário do lote é o único responsável pelo acidente, cuja responsabilidade não pode ser imputada à  Ré.