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Nos termos do artigo 47, n. 1, do Código de Processo Civil, «Se entender que a diligência não é impertinente nem dilatória, o juiz ouve a parte contrária sobre o objecto proposto, facultando-lhe aderir a este ou propor a sua ampliação ou restrição.» Ora, uma diligência de prova será impertinente – devendo, por essa razão, ser indeferida – se não for idónea para provar o facto que com ela se pretende demonstrar, se o facto se encontrar já provado por qualquer outra forma, ou se carecer de todo de relevância para a decisão da causa e, mais ainda, se nem de questão de facto se tratar mas mera questão de direito ou se a perícia não for o meio próprio para provar certo facto sobre esta matéria vide Acórdão do Tribunal da Relação do Porto, Relatora Eugénia Cunha, processo n. 5818/12T8VNG-A.P1, de 202020, disponível em www.dgsi.pt).