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De resto, lidas as alegações de recurso apresentadas pelos apelantes, dir-se-á que ao escreverem que foi a iniciativa daqueles de se pronunciarem quanto à matéria invocada pelo recorrido na sua contestação que permitiu dispensar a realização de audiência prévia, por desnecessidade de fazer atuar o princípio do contraditório, pois que, se assim não fosse, de modo a evitar a "decisão surpresa”, dado que o tribunal deveria sempre assegurar e fazer observar o contraditório e evitar produzir uma decisão relativamente a matéria sobre a qual as partes  não tenham tido possibilidade de se pronunciarem, teria de realizar audiência prévia, salvo o devido respeito por opinião contrária, os apelantes confundem duas questões jurídicas distintas, submetidas a regras processuais também elas distintas e cuja violação acarreta igualmente consequências jurídicas distintas, a saber: a questão da admissibilidade processual da resposta à contestação que apresentaram em 18/09/2021; e a questão de se saber se era processualmente admissível à 1 Instância dispensar a realização da audiência prévia quando se propunha conhecer do mérito da causa ou se antes essa dispensa não era legalmente admissível, por implicar uma violação ao princípio do contraditório que assistia às partes, mormente aos apelantes, e das consequências jurídicas decorrentes dessa violação, questão última essa que não faz parte do objeto do presente recurso, na medida em que os apelantes não invocam a nulidade do saneador-sentença recorrido com esse fundamento sequer com, ficando-se pela imputação de erro de direito ao despacho que ordenou o desentranhamento dos autos do requerimento que apresentaram em 18/09/2021, mas que não deixaremos de aqui abordar com vista a dilucidar os equívocos em que incorrem os apelantes nas suas alegações de recurso.