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41 do CPC; 12- Verifica-se por parte do Tribunal " a quo”, uma errada apreciação não apenas da prova existente nos autos, mas também de julgamento, quando afirma que "não pode o Tribunal nestes casos relevar ou deixar de relevar, lapsos da parte que "sibi imputet”, não diligenciou de juntar atempadamente comprovatio idóneo”, pois bem sabe o Tribunal que a parte se encontrava desacompanhada de mandatário e, mais, apresentou em 26/05/2021 requerimento nos Autos, informando que apresentara pedido de apoio judiciário e juntou cópia do correspondente requerimento, o que só por si, já permitiu ao Tribunal ter conhecimento não só do respetivo teor, como do facto de a parte não se encontrar revel, sem esquecer que, expressamente no Reqto de fls., aludia a pedido de interrupção o tal conceito que o Tribunal "a quo” preferiu apelidar de "suspensão”) do prazo; 13- O Tribunal "a quo”, lavra novamente em erro, ao declarar no Despacho em crise que não juntou em tempo documento idóneo que comprove o pedido de apoio judiciário e entrega nos competentes serviços do mesmo, pois não foi em 04/06/2021 que a Recorrente juntou os comprovativos de pedido de apoio, outrossim, em 04/06/2021, veio juntar o comprovativo do registo, e de novo o requerimento de pedido de apoio judiciário e factura comprovativa do pagamento do registo, existentes nos autos desde 26/05/2021, e que o Tribunal " a quo”, confrontado com a cota lavrada pela secretaria não se deu ao trabalho de indagar, como lhe era imposto, para alcançar o apuramento das dúvidas que a Secretaria-cota anexa a Despacho de 01/06/2021-, alegou ter e assim obter o apuramento da verdade material e a justa composição do litigio; 14- Sem fundamento e assim errando ao julgar e decidir nesse sentido, não pode o Tribunal "a quo” decidir que a Recorrente não diligenciou de juntar atempadamente comprovativo idoeno de pedido de apoio judiciário, não consta qualquer obrigatoriedade de junção ao processo de comprovativo de entrega do requerimento, outrossim de entrega de cópia do requerimento, o que foi feito, como resulta da leitura do formulário do requerimento de protecção jurídica onde se pode ler, no ponto 5, designado por "Certificação”: "Tomei conhecimento de que devo entregar cópia do presente requerimento no tribunal onde decorre a ação, no prazo que me foi fixado na citação/notificação.”; 15- O envio da fatura/recibo dos CTT, no qual inclusive consta o n. de registo, correspondente à missiva remetida ao ISS, IP, em lugar do registo, não se poderá imputar à parte a título de dolo ou culpa grave, tão pouco implicava qualquer prejuízo relevante para o regular andamento da causa, uma vez que a sentença só veio a ser proferida em momento posterior ao suprimento do envio do comprovativo do registo este ocorreu em 04/06 e a sentença foi proferida em 30/06), ou seja, mesmo depois de junto o comprovativo do registo e mais, o comprovativo de ter a ISS IP recebido o pedido de apoio judiciário por parte da Recorrente, como ressalta do Reqtos.