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Por outro lado, alega a recorrente que a generalidade das testemunhas arroladas pela sociedade recorrente confirmou que as três situações de guias de remessa duplicadas recolhidas pela inspecção tributária na empresa não dizem respeito a vendas não declaradas, conforme é presumido pela Administração Fiscal, mas têm justificações concretas, coerentes e razoáveis, devidamente explicadas Na verdade, por exemplo quando se emite uma guia de remessa para determinado cliente, o sistema informático chama automaticamente todos os pedidos que se encontram em aberto, pelo que nas situações em que a primeira encomenda não foi totalmente satisfeita, aquando do segundo pedido, aparece ainda a referência ao primeiro, facto que consta também da sentença de que ora se recorre como facto provado - página 22 - pontos R e S. pagina 36 ponto U e  E que a Administração Fiscal afirma ainda que a análise comparativa da primeira e segunda versão das guias de remessa atrás referidas permite concluir que a versão adulterada detém determinadas características, tais como a não inscrição da matrícula do veículo que efectuou a expedição, o não preenchimento da data e hora de início do transporte, e a letra do número da guia em negrito, entre outras, conclusão precipitada, desde logo porque nas três situações detectadas na empresa e supra elencadas, tais conclusões não se verificam, e por outro lado, o mesmo documento imprimido em diferentes modelos de impressoras, conduz a resultados completamente distintos, desde logo pela diferença precisamente do negrito na letra do número do documento - Cfr.