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A esta luz, já foi doutamente sublinhado, para um caso com paralelismo que «estando plenamente assente por confissão da própria Recorrente, a garante, que a prestação da garantia foi feita para a prossecução dos seus fins, inútil se torna qualquer outro questionamento em relação a quem impende o ónus da prova sobre a existência ou inexistência de interesse da mesma na constituição de tal garantia, questionamento este que, na circunstância sempre poderia configurar um eventual abuso de direito por banda da Recorrente, sancionável nos termos do normativo inserto no artigo 334 do CCivil: por um lado confessa que a garantia foi prestada com vista à prossecução do fim societário e por outro questiona a bondade de tal declaração, negando-a e fazendo impender sobre os declaratários, igualmente intervenientes na mesma declaração negocial, o ónus da prova da existência daquele interesse social, o que, no caso sujeito a ser aceite, sempre constituiria um absurdo os confitentes, apesar de confessarem, poderiam obrigar os co-confitentes a terem de provar o facto, cfr artigos 358, n2 e 371, n1 do CCivil.» De referir que, a esta luz, se está igualmente a dar acolhimento à alegação – constante das contra-alegações recursivas da Exequente/recorrida – no sentido de que sempre constituiria um "abuso de direito”, na modalidade de venire contra factum proprium, a invocação por parte da Exequente/recorrida de existir uma invalidade, mais concretamente traduzida na argumentação de que «não se compreende como é que a Apelante vem agora afirmar em, sem qualquer pudor, que as declarações que proferiu na escritura de hipoteca outorgada em 12 de Maio de 2009, afinal não correspondiam à realidade», donde, por esta via tendo que ser necessariamente desconsiderada uma tal invocação!