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Destas declarações de rendimento da autoria dos réus conclui-se, com toda a segurança, que os mesmos não tinham condições económicas para aforrar o preço da compra do imóvel e muito menos para suportar os custos de construção da moradia implantada no imóvel cuja compra e venda foi celebrada por escritura pública em 27 de outubro de 200 Ainda no mesmo sentido aponta a cópia de escritura pública celebrada em onze de setembro de 2002, na Secretaria Notarial de , em que intervieram, além de outros, "Z..., S.A.”, como vendedora e  e , como compradores e B, como fiador, tendo a primeira declarado vender aos segundos pelo preço de €6907,00 as frações autónomas "JO” e "BP” do prédio urbano sito na Avenida , números /., freguesia de , concelho de , descrito na Conservatória do Registo Predial de  sob o n 2321, declarando os segundos aceitar a venda e declarando o fiador, além do mais, que se responsabilizava como fiador e principal pagador por tudo quanto viesse a ser devido à Y, tendo a Y concedido aos segundos um empréstimo no montante de €6497,00 para aquisição da fração "JO”1 De facto, mal se percebe que com os rendimentos que evidenciam e que tendo os réus adquirido cerca de três anos antes, com recurso a crédito bancário, uma habitação de custos controlados, ainda se abalancem à celebração da compra e venda arguida de nula nestes autos pelo autor e à subsequente construção de uma moradia no imóvel adquirido, desta feita sem recurso a crédito bancário.