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O referido art 1793 n 1 do Código Civil indica como fatores, não taxativos, a atender para a atribuição da casa de morada de família, as necessidades de cada um dos cônjuges e o interesse dos filhos, sendo esses os fatores primordiais a atender, devendo o tribunal atribuir o uso da casa de morada de família ao cônjuge que mais precise dela, "necessidade esta a inferir, por exemplo, da sua situação económica líquida, do interesse dos filhos, da idade e do estado de saúde dos cônjuges ou ex-cônjuges, da localização da casa em relação aos seus locais de trabalho, da possibilidade de disporem doutra casa para residência, e só quando as necessidades de ambos os cônjuges ou ex-cônjuges forem iguais ou sensivelmente iguais haverá lugar para considerar a culpa que possa ser ou tenha sido efetivamente imputada a um ou a outro na sentença de divórcio ou separação judicial de pessoas e bens” Pereira Coelho e Guilherme de Oliveira in "Curso de Direito da Família”, vol.