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Ora, salvo o devido respeito e conforme resulta de toda a prova produzida, a decisão do Tribunal a quo é integralmente acertada. . De facto, todos os elementos probatórios demonstram inequivocamente que o Arguido não praticou o crime de violência doméstica, previsto e punido pelo Artigo 152 n 1 al., 4 e 5 do Código Penal. . Contrariamente, ao que sustenta a Assistente ora no seu recurso, onde manifesta a sua discordância quanto ao sentido da decisão proferida bem como da análise da prova produzida. . À qual manifestamos, desde já, com o devido respeito, inequívoca desaprovação.  . Entende o Arguido, tal como o Tribunal a quo, que os factos constantes do libelo acusatório de 1 a 11 não se encontram provados. . Atento às circunstâncias descritos acima, mais concretamente nos pontos 6 a 25, assentes, fundamentalmente, nos testemunhos do Arguido, Recorrente e testemunha J. F., constantes das gravações referidas nas atas de audiência de julgamento, onde se infere claramente que o discurso da Recorrente foi um pouco ensaiado, e por vezes distante de pormenores e muitas vezes confuso e contraditório quando confrontado com as outras testemunhas, conferir os pontos 13 a 22 acima referidos.  . Já relativamente aos pontos 32 a 44 da motivação de recurso da Recorrente, entende o Arguido, com aliás se explana nos pontos acima referidos 26 a 39, onde se constata através de factos assinados que a Recorrente ao referir nas suas motivações de recurso tais juízos está a retirar conclusões precipitadas e irreais sobre o que de facto se deu como provado, indo muito além do que foi relatado na audiência de julgamento, tentando, no modesto entendimento do Arguido, desesperadamente, atribuir perversidade à atitude do Arguido, diabolizando todos os seus atos, atribuindo-lhe, total e exclusiva, responsabilidade para a existência de discussões, ignorando que a Recorrente também contribui para este diferendos.