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5 Pretendendo o interessado construir aquele posto de abastecimento num terreno em preparação de cuja aquisição celebrou um contrato promessa, que tem prazo para o respectivo cumprimento, que termina também em Junho de 2021, e não sendo exigível que se force o mesmo a adquiri-lo desconhecendo se poderá nele construir o que pretende, também isso é de considerar motivo de perigo na demora de uma acção administrativa comum, 5 e isto se levarmos em conta, como devemos levar, que o contrato foi celebrado com marcação de um prazo mais do que razoável para a apreciação de um PIP, que se pretende, ele próprio, célere e para o qual a lei marca, no artigo 1, do RJUE um prazo de trinta dias, 5 A isto não obsta, como se refere na sentença recorrida, que nada garante que, deferido o PIP, a licença será deferida também, pois que, isso é irrelevante por fazer parte da natureza do PIP, 5 sendo certo, por um lado, que se isso fosse motivo, estava arredada qualquer possibilidade de qualquer procedimento cautelar no âmbito do PIP, pois que nunca a correcção da ilegalidade garantiria o deferimento do licenciamento subsequente, 5 para além do que, por outro lado, cremos, no licenciamento não poderá levantar-se, de novo, a questão da localização, que é, afinal, o que está em causa, mas apenas outras questões; 6 Enfim, na apreciação de questões relativas ao PIP, o Tribunal deve ater-se a considerações próprias desse procedimento, que é próprio e autónomo, como o STA tem vindo a afirmar desde, pelo menos, o Acórdão de 10 de Dezembro de 2008, proferido no processo 0415/07, e não especular sobre os possíveis desfechos do procedimento de licenciamento subsequente.