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«Tal valor, pelas razões supra expostas, corresponderá em princípio – e sem prejuízo de eventual redução por inoficiosidade – à totalidade do valor daqueles depósitos e aplicações e não a uma qualquer proporção calculada com base na referida meação e quota legítima do cônjuge sobrevivo.» Na sentença recorrida expressa-se o entendimento de que a autora poderá fazer valer esse seu direito através do processo comum, mas que também poderá intervir como interessada no processo de inventário já instaurado, onde certamente se procederá, de forma cumulada, à partilha da herança da dita E artigos , n. 2, e 1, n. 1, alíneas e do Regime Jurídico do Processo de Inventário, estabelecendo a primeira destas normas, relativamente à legitimidade para requerer ou intervir no inventário, que existindo herdeiros legitimários, os legatários e os donatários são admitidos a intervir em todos os actos, termos e diligências susceptíveis de influir no cálculo ou determinação da legítima e implicar eventual redução das respectivas liberalidades e a estabelecendo a segunda norma que é permitida a cumulação de inventários para a partilha de heranças diversas quando se trate de heranças deixadas pelos dois cônjuges ou uma das partilhas esteja dependente da outra ou das outras.