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1106 do CPC que estipula no seu n. 4 que caso não haja convergência dos interessados na aprovação ou reconhecimento do passivo, poderá o Meritissimo Juiz ..."apreciar a sua existência e montante quando a questão pode ser resolvida com segurança pelo exame dos documentos apresentados";  )-Isto significa que no presente caso e perante os documentos supra referidos, acompanhados da posição da Recorrente que quanto àquela verba apenas refere que só se recorda de umas pequenas obras cujo valor não ascendeu a 500,00€ sem nunca impugnar a sua letra ou assinatura naqueles dois documentos, e sem alegar e, muito menos, provar ou indicar qualquer vício da formação da sua vontade, salvo o devido respeito, não poderia o Tribunal a quo deixar de reconhecer aquele passivo; j)-É que além da assinatura daqueles dois documentos, pelo menos a relação de bens e o seu conteúdo foi pela Recorrente confirmado perante autoridade pública – no caso perante a Conservatório do Registo Civil de Ponta Delgada, o que confere ao documento uma força probatória superior, sendo certo que constando aquela verba da relação de bens ali junta, impende sobre a mesma a presunção da existência daquela verba agora posta em crise; k)-Por outro lado em momento algum, quer na suposta reclamação, quer ainda aquando da motivação do presente recurso a Recorrente põe em causa que assinou e subscreveu aqueles documentos, que o fez em liberdade e no pleno das suas faculdades mentais, nunca colocando em causa, de forma séria ou minimamente credível a veracidade daqueles documentos e do que dos mesmo consta; )-Por isso independentemente das considerações que a Recorrente tece na sua motivação de recurso sobre a natureza formal de cada um daqueles documentos como documentos confessórios, o que não se concede, andou bem o Tribunal em reconhecer a existência daquela verba; )-A título meramente de exemplo, vem a Recorrente alegar que a confissão não faz prova contra o confitente se recair sobre factos relativos a direitos indisponíveis mas nunca nos autos alegou, indiciou ou sequer fez prova daquela dívida se referia a uma situação destas; n)-E não o fez porque sabe que aquela dívida é verdadeira; o)-Por tudo isto, mais uma vez se afirma que perante a existência daqueles documentos, onde a Recorrente afirma de livre vontade porque nunca deu notícia dos autos que assim não tinha, que é devora daquela quantia certa e quantificada ao Recorrido comprometendo-se a liquidá-la, constando mesmo de uma relação de bens junta com o processo de divórcio e homologada pela Senhora Conservadora do Registo Civil de Ponta Delgada, em cuja ata atesta que as partes recorrente e confirmara, o teor dos documentos e dos acordos, e perante a falta de impugnação séria por parte da Recorrente, o Meritíssimo Juiz a quo cumpriu o dever que sobre ele impendia nos termos do art.