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Nestes termos, o facto de os cônjuges residirem no estrangeiro não releva para efeitos de aferição de competência internacional: dado que tanto um como outro são portugueses, aplica-se o critério da nacionalidade de ambos, impondo os tribunais portugueses como competentes para o julgamento dos autos. . Aliás, a Apelante comunga do entendimento sufragado pela douta jurisprudência portuguesa em questões em tudo semelhantes, mormente nos Acórdãos do Tribunal da Relação de Lisboa de 202011 e do Tribunal da Relação de Évora de 112016, já previamente citados. . Atento o exposto, e por tudo quanto se aduziu, deve considerar-se que os Tribunais Portugueses são internacionalmente competentes para apreciar a ação de divórcio, pelo que deve julgar-se improcedente a exceção dilatória que serviu de fundamento ao indeferimento liminar da petição inicial interposta pela aqui Apelante, contrariando-se a decisão recorrida.