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A Recorrente impugna os pontos 27 – o auto de consignação veio a ser assinado em 14 de junho de 2019, quando poderia ter sido assinado cerca de uma semana depois da assinatura do acordo, isto é, em 23 de abril de 2019 uma semana após a assinatura do – e 28 – as aeronaves poderiam ter estado aptas a funcionar, aproximadamente, a partir do dia 27 de junho de 2019 – dos factos provados; considera que este último não se prova e que relativamente ao primeiro não se prova o seu último segmento, ou seja, a parte em que se afirma quando poderia ter sido assinado cerca de uma semana depois da assinatura do acordo, isto é, em 23 de abril de 201 A razão pela qual a decisão recorrida julgou que "o auto de consignação poderia ter sido assinado cerca de uma semana depois da assinatura do acordo, isto é, em 23 de abril de 2019” parece ter resultado da aplicação, por assim dizer, de uma regra de três simples, ou seja, como o auto de consignação veio a ser assinado uma semana depois levantada a sua suspensão automática do ato de adjudicação – o levantamento da suspensão verificou-se no dia 7/6/2019 e o auto de consignação foi assinado em 14/6/2019 pontos 23 e 27 dos factos – concluiu-se que o auto de consignação seria previsivelmente assinado no mesmo prazo de uma semana após a assinatura do acordo e como a assinatura deste ocorreu em 16/4/2019 o auto de consignação seria previsivelmente assinado em 23/4/201 Resulta da enunciação que o juízo inerente à matéria impugnada comporta uma ilação do facto constante da primeira parte da resposta, mais concretamente uma presunção art 349, do, isto é, o julgador firmando-se num facto conhecido – o prazo que decorreu entre o levantamento da suspensão e a assinatura do auto de consignação – afirmou um facto desconhecido – a previsível data de assinatura do auto de consignação não fora a ação de anulação do ato de adjudicação intentado pela Recorrente.