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Para tanto considerou que, analisada a alegação efetuada pelo réu, "não se vislumbra de que forma o assim alegado preenche os elementos de conexão previstos pelo artigo 266, n. 2, do Código Processo Civil, sendo certo que a reconvenção, nesta parte, reveste uma nova causa de pedir que não possui a capacidade de impedir, reduzir ou extinguir a possibilidade de condenação dos Réus, por se traduzir em causa de pedir paralela – o Reconvinte invoca um alegado enriquecimento sem causa das Autores o que não se mostra relacionado com a alegação factual apresentada por estas como fundamentando a acção nem, no que a este aspecto circunscrito diz respeito, com a alegação por si apresentada em sede de defesa”, concluindo que, "não basta a existência de uma forte conexão entre as causas de pedir da acção e da reconvenção para que possa entender-se que o pedido do réu emerge do facto jurídico que serve de fundamento à acção ou à defesa, sendo que o requisito substantivo da admissibilidade da reconvenção, da alínea do n 2 do artigo 266, do Código de Processo Civil, implica que o pedido formulado em reconvenção resulte naturalmente da causa de pedir do autor ou, até, se contenha, ou seja normal consequência do facto jurídico que suporta a defesa, que tem o propósito - regra de obter uma modificação benigna ou uma extinção do pedido do autor.– Neste sentido, vide Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, de 22/11/2007, com o n. de processo 8548/2007-2 e Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 27/04/2006, com o n. de processo 06A945 nele citado”.