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Apesar disso, foi determinado pelo Douto Tribunal a Quo uma aplicação extensiva deste regime aos autos em apreço;  6) Por maioria de razão, tendo presente que foi determinada a venda antecipada do bem arrestado – embarcação de recreio N, por alegado perigo de deterioração e depreciação, ao qual foram expressamente determinadas as regras do processo executivo, nada na lei obsta nem proíbe que sejam igualmente aplicadas as regras constantes dos artigos 78, n. 3 e 79 ambos do CPC, integrados na Subsecção – Concurso de Credores;  7) Ainda mais quando o barco em apreço encontra-se parqueado em instalações privadas, propriedade da Recorrente Marina, SA Marina de  e Estaleiro da Marina de, como é do perfeito conhecimento de todas as partes dos autos e do próprio Tribunal, nos quais são devidos os respectivos custos de parqueamento, até ao efectivo e integral pagamento e consequente remoção da embarcação deste local;  8) Existem direitos de terceiros que têm, forçosamente, que ser acautelados e igualmente protegidos, nos termos em que o foram os demais sujeitos processuais nos autos recorridos apensos B e, nomeadamente através da abertura da fase de Concurso de Credores e que não o foram tendo presente o Despacho Recorrido, o qual foi proferido em manifesta violação do Princípio da Igualdade das Partes, consignado no artigo  do CPC;  9) A ora Recorrente tem o legal direito de retenção sobre a embarcação arrestada, ao abrigo dos artigos 75 e 75, n. 1, alínea ambos do Código Civil, face ao incumprimento contratual da Recorrida Z, SA no que concerne ao pagamento das respectivas verbas de parqueamento, como é do perfeito conhecimento da devedora, o que lhe confere o direito à satisfação do seu crédito, bem como dos respectivos juros, sobre a embarcação N, com preferência sobre os demais credores do devedor, no que toca ao produto da venda do bem em questão, sob pena de violação dos artigos 75 e 75, n. 1, alínea, 75, 66 e 82, todos do ;  10) Verificando-se uma venda executiva, este direito da ora Recorrente deverá transferir-se para o produto da venda do respectivo bem, nos termos do artigo 82 do , como aliás é defendido e em bem pela Jurisprudência, nomeadamente no Acórdão do Tribunal da Relação de Évora de 9/02/2017, Processo n. 255/10TBEVR – B.E1 e no Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 7/02/2013, Processo n. 1436/07TBBBNVA;  11) A ora Recorrente não pode ficar privada de defender os seus direitos nos presentes autos recorridos, em sede de Reclamação Espontânea de Créditos e para os efeitos do disposto no artigo 79 do CPC, tendo presente que nos mesmos está a ser operada uma efectiva venda antecipada de um bem, como se se tratasse de uma "verdadeira” venda executiva, seguindo as regras do processo executivo, conforme judicialmente decretado nos autos em apreço;  12) Por maioria de razão e por igualdade processual, deverá aplicar-se àquela venda executiva igualmente o mecanismo do concurso de credores, até porque nada na lei assim o proíbe nem impede, sob pena da ora Recorrente ficar privada de defender os seus direitos nos autos recorridos, tendo presente o direito real de garantia que lhe assiste sobre o bem arrestado;  13) O Despacho recorridoao indeferir a Reclamação Espontânea de Créditos nos termos e com os fundamentos em que o decidiu, violou igualmente os artigos 75, 75, n. 1, alínea, 75, 66, 67 e 82, todos do e os artigos 78, n. 3 e 79 do CPC;  14) Assim, a Reclamação Espontânea de Créditos apresentada pela ora Recorrente Marina , SA, sem prejuízo de todo o respeito que assiste ao Tribunal A Quo, é tempestiva e deveria ter sido recebida e admitida e em consequência deveria ter sido ordenado o prosseguimento dos seus termos, conforme estipulam os artigos 78, n. 3 e 79, ambos do CPC e conforme peticionado pela ora Recorrente naquela peça processual e que ora se dá por integralmente reproduzido.