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O Tribunal a quo entendeu contudo dar como não provado no respectivo ponto n. 8, que "O arguido actuou com o propósito de manter conversação de cariz sexual com a ofendida  B... . ” - esta conversa do arguido com a menor  B... , ao mesmo tempo que lhe fazia gestos com a língua, ocorreu 17 dias depois dos factos também praticados pelo arguido sobre a menor e dados como provados pelo Tribunal a quo nos pontos n.s 12 e 13 do acórdão recorrido; - um arguido que actua da forma descrita e que, dias depois dirige aquelas palavras à menor está a actuar sobre a mesma através de conversa pornográfica e, ao fazê-lo actuou com o propósito, concretizado, de manter conversação de cariz sexual com a ofendida  B... . - o arguido causou constrangimento à menor, de tal sorte que, o Tribunal a quo deu como provado sob o ponto n. 17 que "De imediato, a ofendida  B...  saiu do interior do estabelecimento comercial, tendo corrido em direcção à sua mãe, que se encontrava na esplanada do mesmo, relatando-lhe o sucedido”, e, mais, pretendeu o arguido deste modo ofendê-la no seu pudor e nos seus sentimentos de moralidade sexual.