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132 basta que a execução do crime, nas circunstâncias concretas que envolvem a sua consumação, demonstrem a existência desse calculismo, persistência e despojo de emoções, em ordem à produção da morte, sem que o agente se deixe perturbar ou influenciar pelos eventuais obstáculos com que se vai defrontando nesse iter, sejam, relacionados com alguma influência que as razões de ser da incriminação do homicídio possam ter ao nível da reponderação do desígnio criminoso, ou com algum imprevisto atinente, por exemplo, ao sofrimento da vítima ou a alguma dificuldade imprevista na execução que determine um repensar da decisão e uma inflexão de posição ou desistência, a partir dela.