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Se é certo, como bem salienta a doutrina, que a delimitação da fronteira entre os âmbitos dogmáticos de "privação” total ou parcial e de "restrição” não são unívocos, temos por correcto o entendimento alcançado através da intensidade da afectação da liberdade imposta no caso de que existe privação da liberdade quando alguém contra a sua vontade é confinado, coativamente, através do poder público, a um local delimitado, de modo que a liberdade corporal-espacial de movimento lhe é subtraída, e que existe mera limitação ou restrição de liberdade quando alguém é impedido, contra sua vontade, de aceder a certo local que lhe seria jurídica e facticamente acessível  Na situação do isolamento profilático o que ocorre é, manifestamente, uma perturbação periférica da liberdade de movimentos, mantendo-se, no entanto a possibilidade de exercício das faculdades fundamentais que integram o direito à liberdade física e pessoal.