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105, 106 que, independentemente de ter ou não sido feita prova de terem partido do equipamento conhecido do arguido, pela data pouco antes de a menor ter denunciado os abusos a seu pai, com quem já vivia, o que legitima que as tenha efectivamente recebido daquele, que a vira fugir do seu controle e receava o que ela pudesse fazer e ainda eventuais consequências consabidas que é a actual facilidade de obtenção de equipamentos e criação de perfis, e a sua utilização sem identificação real de quem os possui e utiliza, e por se enquadrarem em perfeita coerência no que decorre do relato por aquela feito dos abusos, justificam, por absolutamente razoável face às regas da lógica e da experiência comum, a leitura e valoração que o Tribunal delas fez no sentido de corroborarem os factos.