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Parece-nos, assim, que os princípios subjacentes àqueles poderes/deveres de gestão e adequação processual atribuídos ao juiz impõem que, acção de divisão de coisa comum, se for deduzida reconvenção em que o demandado formule pedido de indemnização por benfeitorias feitas no prédio dividendo, deverá a reconvenção ser admitida, ao abrigo do disposto nos artigos 266, n. 3 e 37, n.s 2 e 3 do Código de Processo Civil ordenando-se, em consequência, que o processo siga os termos, subsequentes à contestação, do processo comum»   Deste modo, concordando-se com estes fundamentos, importa concluir que, não obstante o disposto no artigo 266, n 3 do Código de Processo Civil estatuir que não é admissível a reconvenção quando ao pedido do réu corresponda uma forma de processo diferente da que corresponde ao pedido do autor, esta regra admite excepções, nomeadamente, no caso de o juiz as autorizar ao abrigo do disposto no artigo 37, n 2 e 3 do Código de Processo Civil, isto é, sempre que haja interesse relevante ou seja indispensável para uma justa composição do litígio, o que ocorre, num caso como o dos autos, em que, com a reconvenção, se pretende obter o pagamento ou compensação de metade das quantias pagas pelo reconvinte referentes aos mútuos com hipotecas, que oneram o prédio comum, aos prémios de seguro associados e às despesas de manutenção do prédio.