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Mas a própria Igreja, sempre condenando o juro, «sem abdicar de um só princípio, observa com realismo complacente a nova utilidade funcional do dinheiro» idem, ibidem, p.. Como escreveu Coelho da Rocha, «eram declarados nullos taes contratos, e além disso castigados os usurarios com penas as mais severas»; mas «omo este rigor repugnava á natureza das cousas, ao desinvolvimento do commercio, e ás conveniencias sociaes, os mesmos, que condemnavam as usuras, começaram a inventar subterfugios com que se podesse iludir a letra do direito» e, daí, o nascimento dos contratos de compra de rendas ou censos Instituições de Direito Civil Portuguez,  ed., t. , IU, Coimbra, 1852, p.. O problema era o risco que existia em a dívida acabar por ser muito superior, no final, do que o capital mutuado pois que cada pagamento que ia sendo feito era acrescido de juros a que se somavam mais juros em caso de mora ou incumprimento.