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O perigo de fuga que aqui está em causa foi fundamentado pelo MP e consta do processo  que no fundo foi perante a intervenção da policia judiciaria basicamente que o arguido disse que como todos logo se arrependeu mas como todos não o arguido tentou a fuga procurou abandonar o seu posto de trabalho ausentou-se  orientador de estágio e sófoi localizado depois junto da sua residência portanto arrependeu-se e apercebeu-se e colaborou logo... mentira não é o arguido procurou fugir e procurou fugir de forma duradoura e não foi dar dois ou três passos desapareceu para a sua residência quando percebeu que alguma coisa estava mal, para alem da questão da situação de saúde mas o Tribunal, quer dizer, a que chamar a atenção mesmo quanto a situação quer profissional quer de índole pessoal apesar do que diz a defesa não tem uma situação particularmente preferencial relativamente a outros interrogatórios na medida em que temos aqui um plano individual de readaptação social onde constam estas situações existe portanto agora passando ao perigo de continuação da actividade criminosa embora haja aqui um  queseja comum  existe um fortíssimo perigo de continuação da actividade criminosa porque o arguido mostra estar completamente descontrolado na sua conduta, o arguido tem medicação, mas abusa da medicação, tem acesso à medicação que quer não é como se estivesse propriamente à parte da sua família porque ele diz que a medicação é receitada pela sua mulher e portanto das duas uma ou a mulher não tem qualquer controle e ele consegue exigir-lhe os medicamentos sem qualquer outro tipo de manifestação ou consegue de algum modo ultrapassar esse tipo de obstáculos porque o arguido não mostra ter dificuldade de medicação nem resultou pela sua actuação, foi expresso, que tivesse algum problema realmente financeiro que permitisse, repare, nós estamos a falar de um acompanhamento psiquiátrico que embora possa ser uma coisa mais ou menos duradoura não é uma questão de realização de tratamentos extremamente dispendiosos que ele não pudesse de alguma maneira suportar não estou a ter qualquer outro  financeira que não estes problemas que referiu embora o Tribunal assuma de ele ter problemas psiquiátricos e psicóticos o que digo é que surtos que são duradouros que são repetidos e que permitem e que concluem em situações em que se permite qualquer tipo de conduta perigosa para outras pessoas ou para o estado, se isso deriva da sua insensibilidade não é uma insensibilidade momentânea nem controlada sendo certo que não é este sequer o momento em que o arguido se apercebe dessa circunstância, na realidade estamos a falar de alguém que foi condenado a pena de prisão suspensa na sua execução pelo crime de detenção de arma proibida pelo envio de um engenho explosivo onde terá tido essa ideia supostamente com outras pessoas noutro serviço e portanto não é uma questão sequer pontual de hoje há uma possibilidade uma potencialidade danosa que só este arguido consegue vislumbrar é verdade, impossível deixar de reconhecer, que estes factos em concreto o arguido apenas os podia praticar tendo acesso a este posto de trabalho e informações eventualmente a senhas, seja a sua seja de outros colegas nesta situação, mas o perigo de continuação da actividade criminosa que o arguido de resto demonstrou pelas suas palavras ainda mais forte do que os próprios factos apresentam é um perigo de muito mais genérico o arguido tem uma capacidade de pensar em ideias criminosas de as realizar seja em concreto para chamar a atenção em resultado de uma perturbação ou para provocar um prejuízo e chamar dessa forma a atenção portanto seja uma chamada de atenção mais formal ou mais gravosa ele tem uma capacidade de pensar em ideias criminosas muito mais variada e entendo que quer por essa capacidade que o arguido já demonstrou esta energia criminosa essa capacidade de por em causa bens jurídicos fundamentais quer porque se me revelaria muito duvidosa a capacidade de cumprir uma medida de coacção de cumprimento voluntário nomeadamente na sua habitação por qualquer outra era realmente simbólica a medida, quer pela eficácia na prevenção da repetição deste tipo de práticas e não posso deixar de notar o à-vontade o caracter quase sociável do arguido ao relembrar quando foi à entrevista de reinserção  olha agora já cometi outro crime e fui agora chamado à atenção para este  é algo corriqueiro para o arguido este tipo de sensibilidade e portanto sem prejuízo de poder ser encontrado algum programa que do ponto de vista médico, psiquiátrico, psicológico seja mais adequado o que não pode haver duvida nenhuma é que para salvaguardar estes perigos de continuação da actividade criminosa e de fuga mas particularmente o de continuação da actividade criminosa porque o de fuga embora se tenha verificado não se percebeu até onde é que o arguido podia ir enquanto que na actividade criminosa já se percebeu que ele não tem qualquer tipo de limite não existe nenhuma medida que garanta de forma eficaz com proporcionalidade aos factos praticados à pena previsivelmente a aplicar muito provavelmente efectiva tendo em conta o período de suspensão e que se não a prisão preventiva e desta que determino ao arguido ao abrigo dos art.s 19, 19, 19, 19, 20, n. 1,al.