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; 32 - Contudo, no caso da vontade real, pode valer ainda que não se verifique esse mínimo de correspondência, se as razões determinantes da forma do negócio não se opuserem a essa validade; 33 - Aplicando as noções expendidas ao caso concreto, referiu que, importa realçar que as partes estavam numa situação de litígio – por cumprimento defeituoso da obra, e inacabada; recusa do pagamento do IVA – sendo que nada previram quanto a isso; previram, sim, a obrigação a cargo do A da obrigação da remoção ulterior, designadamente, da grua; 34 - Neste conspecto, referiu que um destinatário normal não deixaria de interpretar tal conduta das partes como sendo a forma por elas encontrada para porem termo ao litígio – quer dizer, e revogação foi a solução encontrada pelas partes para resolverem o litígio, pondo-lhe termo; 35 - É aliás sintomático que a única previsão diz respeito a uma obrigação para o futuro – e que vem, precisamente, dar «peso» á revogação, á extinção da relação jurídica enquanto remédio para o litígio, porque o que aí está previsto corresponde, na sua execução, àquilo que se chama real; como refere Ana Prata, "ao lado da desta revogação convencional e, a doutrina e a jurisprudência também aceitam a chamada revogação real, acordo extintivo do contrato em que a vontade das partes, não se manifestando em declarações reversadas da forma exigível, se materializa em atos inequivocamente significativos da destruição dos efeitos do negócio revogado” O Contrato Promessa e o seu Regime Civil, págs.