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747 dos autos, responderam o Ministério Público e o arguido , o primeiro sufragando a procedência do recurso e este o seu não provimento, rematando as respectivas motivações com as conclusões seguintes: transcrição sem destaques/sublinhados)Ministério Público As alterações legislativas aos arts 278 e 287 ambos do CPP inculcam a convicção de que foi intenção do legislador evitar que o assistente ou o denunciante com a faculdade de se constituir assistente, pudessem cumulativamente requerer a intervenção hierárquica e a abertura da instrução relativamente, que estamos, perante dois meios de reacção alternativos e não cumulativos, sendo essa a posição que reputamos unânime da jurisprudência  No caso que nos ocupa existiram dois despachos de arquivamento distintos: ao primeiro despacho os assistentes reagiram por considerem não estar esgotados todos os meios de prova requerendo por isso através da intervenção hierárquica a reabertura do inquérito; no segundo despacho de arquivamento reagiram os assistente requerendo que o M juiz de instrução pronunciasse os arguidos por entenderam que os autos já dispunham de elementos que permitiam submeter os arguidos a julgamento;  Com efeito, confrontados com o despacho de arquivamento proferido a 5 de Dezembro de 2016 os assistentes suscitaram a intervenção hierárquica requerendo a reabertura do inquérito com a realização de novas diligências de investigação;  A intervenção hierárquica culminou com o superior hierárquico do magistrado titular do inquérito no âmbito dos poderes de coordenação e de direcção ordenado a reabertura do inquérito e a realização de novas diligências;  Realizadas as novas diligências de prova ordenadas foi proferido pelo Ministério Público titular do inquérito novo despacho de arquivamento que mereceu discordância dos assistentes e que requerem a abertura de instrução por entenderem, desta feita, que os elementos constantes no inquérito eram de molde a requerer o julgamento dos arguidos.