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6 - Os recorrentes, por requerimento com a referência 29268535, datado de 28/05/2018, ou seja, dentro do prazo de 10 dias após ser entregue a liquidação nessa Nota de Débito, impugnaram essa liquidação da dívida e juntaram vários documentos que foram identificados pelos ns 1 a 11, comprovativos dos índices das taxas Euribor, nesses períodos e demonstraram que o valor dos juros, no período de 22/12/08 a 12/04/2016, que foram liquidados pela exequente no montante de 1787,22€ somam apenas 540,63€, como se verifica dos documentos igualmente juntos com os ns 12 a 1 7 - Na sentença recorrida defendeu-se que essa impugnação "não pode ser considerada, por não se conter nos fundamentos da presente oposição, invocados no respectivo requerimento inicial, no qual o valor dos juros considerados não foi posto em causa.”, mas tal entendimento não corresponde a uma correcta e justa interpretação da lei já que a petição inicial foi entregue em juízo, em 22 de Dezembro de 2008 e a liquidação constante da Nota de Débito que se impugnou foi apresentada pelo exequente, em juízo no dia 18 de Maio de 2018, ou seja, quase dez anos após a entrada da petição inicial pelo que o facto de não se ter tomado posição sobre os juros reclamados na p.nada tem a ver com uma pretensão, totalmente independente e autónoma, formulada 10 anos após, tal como foi decidido pelo Tribunal da Relação de Lisboa em similar citado em  8 - Apesar de a liquidação dos juros ser uma mera operação de cálculo nem, por isso, o tribunal está dispensado de observar se em tais cálculos foram respeitadas as disposições contratuais que foram ajustadas entre as partes sob pena de se cair em profundas injustiças e na dedução de pretensões totalmente descabidas e de enriquecimento ilícito, como é o presente caso pois que é do conhecimento público que as taxas de juro referenciadas com a Euribor sofreram, nos últimos anos, descidas significativas de tal modo que as actuais taxas de juros são as mais reduzidas de sempre.