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Recebidos os embargos, vieram o Exequente Banco Comercial Português, SA, e a Executada Sociedade Agrícola da Quinta de Santa Lucrécia, Lda., contestar os embargos, impugnando parte dos factos e suscitando as seguintes questões: - O erro no meio processual utilizado, por os embargos de terceiro não serem o meio adequado ao reconhecimento do direito de propriedade sobre imóvel, tendo por base a sua aquisição originária; - A indivisibilidade da parcela em causa do imóvel penhorado e a insusceptibilidade de ser adquirida por usucapião, na medida em que o imóvel não foi objecto de fraccionamento/destaque e nem tal foi aprovado/autorizado pela câmara municipal; - A oponibilidade do registo da hipoteca sobre a totalidade do imóvel; - Subsidiariamente, a delimitação da pretensão dos Embargantes à área de construção da edificação existente, sem abranger a área rústica circundante.