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8 - Face à factualidade dada como provada nos artigos 9, 10, 19 e 21 do douto acórdão condenatório, ou seja, em resumo, que os arguidos foram surpreendidos pelo ofendido FF, pai da proprietária da residência assaltada, que, por estranhar ver ali um veículo automóvel imobilizado em frente ao aludido imóvel, caminhou na direção do veículo e arremessou pedras contra o mesmo para impedir a sua fuga, momento em que o arguido , que estava ao volante do veículo, conduziu o mesmo na direção do ofendido, só não o logrando atingir porquanto ele se conseguiu desviar, evitando ser colhido pelo veículo e que ao conduzir o veículo nesses moldes, na direção do ofendido com o propósito de molestar o seu corpo e a sua saúde, através da utilização de um meio particularmente perigoso, cuja perigosidade conhecia, realidade que quis e representou, só não o logrando atingir por ele se ter desviado do veículo, tendo agido de forma livre, voluntária e consciente, bem sabendo que a sua conduta era proibida e punida por lei, não poderia o tribunal ter absolvido o arguido da prática de tal ilícito, tendo sido feita uma incorreta subsunção da factualidade dada como provada ao direito.