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Para o efeito, releva a causalidade adequada na sua formulação negativa: a condição deixará de ser causa do dano sempre que, segundo a sua natureza geral, era de todo indiferente para a produção do dano e só se tornou condição dele em virtude de outras circunstâncias extraordinárias, sendo, portanto, inadequado para esse dano  cf., por ex., Antunes varela, Das Obrigações em Geral, , 2 ed., pág.743 e segs., Pedro Carvalho, A Omissão e Dever de Agir em Direito Civil, pág.61; Ac STJ de 15/4/93, J. ano , tomo 2, pág.59, de 15/1/2002, J. ano , tomo , pág.3 A teoria da causalidade adequada, na sua formulação negativa, não pressupõe a exclusividade do facto condicionante do dano, nem exige que a causalidade tenha de ser directa e imediata, admitindo não só a ocorrência de outros factos condicionantes, como ainda a chamada causalidade indirecta, na qual é suficiente que o facto condicionante desencadeie outro que directamente suscite o dano  cf., por ex., Ac do STJ de 29/6/04, de 6/3/07, disponíveis em www dgsi.pt.