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Na verdade, pronunciando-se sobre tal problemática, o tribunal recorrido que, como já aqui se disse, condenou o arguido e ora recorrente pela prática, como reincidente, de um crime de roubo qualificado e de um crime de roubo, depois de expender considerações de ordem doutrinal e jurisprudencial acerca da reincidência e dos pressupostos para o efeito exigíveis nos termos do artigo 7 do Código Penal, consignou assim: "No caso sub judice, compulsado o certificado de registo criminal do arguido, constata-se que estão presentes todos os pressupostos formais da reincidência, bem como o pressuposto material no que respeita ao crime de roubo, uma vez que, podendo manter uma conduta lícita e conforme ao direito, o mesmo não desenvolveu qualquer esforço no sentido de se inserir na sociedade, não se inibindo de praticar o ilícito constante dos presentes autos, de tipo idêntico ao que fundamentou a sua anterior condenação, em pleno período de liberdade condicional, o que demonstra que a mesma não constituiu censura suficiente em ordem a afastá-lo da prática de novos crimes, sendo especialmente censurável tal desrespeito pelas condenações anteriores.