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Tendo sido dado como provado que a Recorrente efectuou, quanto à maioria dos ofendidos, em representação destes e quanto aos imóveis que pretendiam adquirir, os respectivos CPCV, bem como pagamentos de sinal e reforços de sinal - vejam-se factos 12; 51; 69, 70 e 76; 82, 84 e 96 e 81 JJ e; 168 e 169 e 20  Sendo também dado como provado que, com excepção de GG, a Recorrente efectivamente deu início aos processos de obtenção de visto gold dos ofendidos que o pretendiam - vejam-se factos 21; 41; 118; 150; 181; 216, 220 e 224 e 25  1 Ora, da leitura conjugada do texto dos factos que vimos enumerando resulta evidente que a arguida não congeminou qualquer plano para, usando a possibilidade de obtenção de vistos gold como "chamariz”, atrair e enganar clientes estrangeiros para os levar a efectuarem a transferência de montantes que, em parte, veio a utilizar para outros fins que não aquele a que se destinavam.