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2254/15TAABF.L1-2, disponível na;  - Quando o juiz gere o processo fazendo-o aguardar um acto da parte, por entender que se está perante um caso em que o impulso apenas a esta cabe, tem obrigação de o proclamar nos autos, ficando as partes notificadas, plenamente conscientes de que o processo aguarda o seu impulso pelo prazo de deserção; esta advertência deve ser efectuada, logo que o juiz verifique que os autos carecem de impulso processual de uma das partes;  - No caso em apreço nada disto sucedeu; o tribunal a quo limitou-se a deferir um pedido de prorrogação de prazo, requerido pelo A. para lograr obter os documentos que havia protestado juntar e, sem qualquer outra notificação, proferiu sentença a decretar a deserção da instância;  - A sentença recorrida, violou, de forma flagrante, diversos princípios basilares do processo e, mais concretamente, o princípio da cooperação, o princípio do contraditório e o princípio da igualdade das partes;  - A decisão ora posta em crise violou o disposto, entre outros, nos artigos , 4, 6, 7 e 281, todos, do P.Civil, bem como violou o disposto nos Art 87 e 87- A, do CPTA;  - Deste modo, não tendo o Tribunal a quo feito qualquer valoração do comportamento do A., nem tendo alertado o A. para as consequências gravosas da sua eventual inércia, deve o despacho que julgou deserta a instância ser revogado e substituído por outro que, ordene a notificação do ora recorrente para se pronunciar sobre a falta de junção dos referidos documentos, com a expressa advertência de que, caso não proceda à dita junção, poderá a instância ser julgada extinta por deserção, logo que decorrido o prazo previsto no n 1 do Art 281 P.Civil.