Legal Document Excerpt:

Aliás, diga-se que, a este respeito, a autora não alegou, sequer, qualquer circunstância que pudesse levar à conclusão que o não exercício, da sua parte, do direito de requerer a justa causa de destituição dentro do prazo legalmente previsto para o efeito se tivesse ficado a dever a qualquer conduta dos requeridos/do requerido  passível de lhe gerar uma relevante confiança de que, não obstante aquele gerente  administrar uma outra sociedade com objecto concorrente desta outra de que são todos sócios tal não o faria praticar, pois que o que se depreende de toda a factologia acima cristalizada é que, pelo menos desde 2015 - data em que a autora foi destituída da gerência por deliberação tomada pelos outros dois sócios - a litigância judicial tem sido uma constante, o que afasta por completo a ideia de as partes se relacionarem sob a égide do "princípio da confiança”.