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de 1020146, no qual se lê:  "Como é evidente na indicação dos factos relevantes para a determinação da pena conjunta não relevam os factos que concretamente fundamentaram as penas parcelares, mas sim os que resultam de uma visão panóptica sobre aquele "pedaço” de vida do arguido, sinalizando as circunstâncias que consubstanciam os denominadores comuns da sua actividade criminosa o que, ao fim e ao cabo, não é mais do que traçar um quadro de interconexão entre os diversos ilícitos e esboçar a sua compreensão à face da respectiva personalidade.”  Assim, a nosso ver, a pena única aplicada ao arguido corresponde a uma apreciação verdadeiramente "panóptica” do tribunal a quo sobre o seu percurso criminal ao longo do período temporal em causa, retribuindo adequadamente a sua culpa, de forma ajustada às exigências de prevenção geral, bem como às condições pessoais e de inserção social do arguido, mediante uma verdadeira visão global do significado dos factos e da personalidade do arguido, aplicando de forma razoável e suficientemente fundada o regime previsto nos arts 40, 71 e 77, ns 1 e 2, todos do Código Penal.