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A resposta só pode ser negativa – ou seja, não pode este tribunal de recurso proferir um juízo de prognose desfavorável quanto ao futuro comportamento desta arguida que está inserida social, profissional, económica e familiarmente e que, tendo apenas prevaricado no específico contexto do final do ano de 2017, tendo sido devidamente sancionada em dois processos que reflectem factualidades quase cruzadas e absolutamente contemporâneas uma da outra vem-nos à memória a frase batida de que «um erro na vida não significa uma vida de erros»), tem as seguintes condições familiares e económicas, segundo veredicto do tribunal recorrido: «3 A arguida é técnica superior de controlo de qualidade e aufere, em média, cerca de €900 mensais 3 Efectua igualmente traduções, das quais retira, em média, entre € 400 e € 500 mensais; 4 Conta ainda com o auxílio económico dos seus pais; 4 Vive em casa arrendada, ascendendo o valor da renda a € 750 mensais; 4 Tem um filho de quinze anos de idade, estando estabelecido quanto ao mesmo o regime de guarda partilhada; 4 É dona de um veículo de marca Volkswagen, modelo Polo, do ano de 2004; 4 É licenciada em física e química»  Por conseguinte, aferidas em concreto as circunstâncias que acompanham o crime, só se pode concluir que delas não decorre a indução do perigo da prática de novos crimes, pelo que a ora recorrente pode beneficiar da não transcrição no registo criminal da condenação em apreço, para os fins a que se referem os ns 5 e 6 do art 10 da Lei n. 37/2015 de 5 de Maio   Em sumário da nossa decisão: 1- A não transcrição de condenação no certificado de registo criminal está prevista no artigo 1 n. 1 da , cuja aplicação exige que se encontrem preenchidos os seguintes requisitos: ·        - não ter o arguido sido condenado por crimes previstos no artigo 15, no artigo 15-A e no capítulo do título do livro do Código Penal; ·        - tratar-se de condenação de pessoa singular em pena de prisão até 1 ano ou em pena não privativa da liberdade; ·        - o arguido não ter sofrido condenação anterior por crime da mesma natureza; e ·        - das circunstâncias que acompanharam o crime presente não se puder induzir perigo de prática de novos crimes.