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N.–Recorde-se que a sentença recorrida, na sua fundamentação de Direito considera que a cláusula 2 do contrato quando preceitua que "o cliente fica obrigado ao pagamento da totalidade das prestações do preço previstas até ao final do prazo contratado”  "consubstancia uma cláusula penal desproporcionada face aos danos a ressarcir, pois não se tem em conta o caso concreto, o momento em que os factos ocorreram e a expressão dos prejuízos para que objetivamente se possa definir a proporção entre a sanção e os danos a ressarcir e, consequentemente, por uma indemnização justa tendo em consideração a gravidade, a culpa, a ilicitude e os danos emergentes da violação do contrato em cada caso concreto e não apenas um cálculo matemático tendo em conta os meses em falta até ao termo do prazo contratado.” O.–A este respeito e no mesmo sentido já se pronunciaram em duas ações inibitórias que incidiram sobre a mesma redação da cláusula 2 aqui no cerne da questão, a saber, o acórdão de 27/05/2014, no âmbito do Processo n. 1921/12TJLSB proferido pelo Tribunal da Relação de Lisboa e mais recentemente a decisão de 20/03/2017, no âmbito do processo 2100/16T8LRA, proferida pelo Tribunal Judicial da Comarca de Leiria.