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Como se alcança da leitura conjugada das alegações e das conclusões que as sintetizam, a Recorrente insurge-se contra a decisão recorrida também por deficiente valoração dos factos, designadamente alegando que "no caso em apreço, não ficou demonstrado, nem a Administração Tributária provou que, apesar da notificação consumada na pessoa do marido da recorrente, que aquela notificação, assim efectuada, teve a virtualidade de transmitir àquela o teor da liquidação”, ou seja, se bem apreendemos, pretenderá a Recorrente que a notificação da liquidação efectuada na pessoa do cônjuge marido só lhe poderia ser eventualmente oponível caso a Fazenda Pública fizesse prova, que não fez, de que ela, oponente, chegou a ter conhecimento efectivo do teor da liquidação.