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Factos não provados no acórdão recorrido transcrição):Com exclusão dos que também já resultam logicamente excluídos pela factualidade provada, não se provaram os seguintes factos: - Como consequência direta e necessária da referida queda em altura, o assistente tenha perdido a consciência;  - As dores nos joelhos impeçam o requerente de se manter de pé e, na maioria das vezes, de caminhar;  - O requerente tenha sido afetado na sua orientação e que a afetação da sua coordenação motora tenha sido grave e irreversível; - O requerente perca, por vezes, a noção do local onde se encontra;  - O facto de o requerente não ter exercido qualquer outra atividade profissional após o referido acidente tenha ocorrido em virtude de não o poder fazer, por absoluta incapacidade física e psíquica decorrente do acidente; - A produção agrícola e a criação dos animais proporcionavam ao demandante e, consequentemente, ao seu agregado familiar um rendimento médio mensal não inferior a €150,00;  - Após o acidente, o requerente não retomou o trabalho na agricultura;  - Após o acidente, o requerente ficou impossibilitado de trabalhar na agricultura;  - O requerente tenha estado 783 dias totalmente incapacitado para exercer qualquer trabalho;  - O requerente está irremediável e definitivamente incapacitado para o exercício de qualquer atividade profissional até ao fim da sua vida;  - Em consequência do acidente e das lesões dai decorrentes, o requerente tenha suportado qualquer outra despesa, designadamente com medicamentos e em exames médicos, para além daquelas que ficaram provadas;  - Em consequência do acidente e das lesões dai decorrentes, o requerente tenha suportado qualquer despesa com deslocações de táxi;  - O requerente ainda venha a sofrer qualquer outra lesão/consequência do acidente, para além do que decorre da factualidade provada e ali se encontra previsto em 7 Da contestação:- Entre os arguidos e o assistente sempre existiu uma relação de grande proximidade pessoal;  - Quais foram os motivos que levaram os arguidos a contratar o assistente;  - Desde que constituíram a sociedade aqui arguida, os arguidos pautaram toda a sua atividade e atuação em conformidade com todos os dispositivos legais do nosso ordenamento jurídico;  - Em particular, no que concerne às normas e procedimentos de segurança, os arguidos sempre cumpriram – e fizeram cumprir – as mesmas;  - Os arguidos muniram os seus trabalhadores de todas os equipamentos de segurança necessários;  - As sessões de formação ministradas pelos arguidos ao assistente e ao seu colega F tenham sido direcionadas à execução da tarefa aludida em  da factualidade provada e à concreta máquina operada pelo trabalhador F; - Em especial no que respeita ao tipo de trabalho que o assistente se encontrava a efetuar – limpeza em altura – os arguidos sempre adotaram todos os procedimentos necessários;  - Qualquer um dos arguidos alguma vez tenha dado ordens ou sequer alertado o assistente para este utilizar o capacete e/ou colocar o arnês e que este se tenha negado a fazê-lo e, nessa sequência, retorquido com as expressões indicadas na contestação;  - O assistente constantemente desrespeitava ordens dos arguidos relacionadas com a execução da tarefa em questão lavagem de depósito em;  - O assistente utilizava as próprias máquinas e gruas existentes nas instalações da sociedade arguida para "brincar” com os seus colegas de trabalho, durante o horário de pausa e, por vezes, mesmo no horário de trabalho;  - O trabalhador F conhecia todos os procedimentos a adotar no manuseamento da referida máquina quando tinha de elevar o assistente para executar o seu trabalho da forma aludida em  da factualidade provada;  - O trabalhador F tinha larga experiência no manuseamento daquela máquina concreta e sabia quais os cuidados e condutas que devia efetuar com a mesma, quando tinha de elevar o assistente para executar o seu trabalho da forma aludida em  da factualidade provada;  - Tenha sido ministrada ao trabalhador F, ou sequer ao assistente, qualquer formação sobre a forma de manusear e os cuidados a ter com a utilização daquela máquina concreta e muito menos quando do seu manuseamento implicasse elevar o assistente;  - Quando retomaram o trabalho da parte da tarde, o assistente e o seu colega F não verificaram se o cesto estava encaixado e preso aos garfos da grua, com o sistema hidráulico ativo;  - O referido acidente ocorreu porque o sistema hidráulico não tinha sido ativado e, consequentemente, o cesto não estava seguro;  - Após a queda do referido cesto, os garfos da máquina encontravam-se inclinados para baixo;  - A plataforma elevatória tinha as condições adequadas para que o assistente executasse em segurança o seu trabalho da forma aludida em  da factualidade provada; - A empresa arguida tinha, à data do acidente, à disposição do assistente, capacete e arnês com linha de vida e dispositivo de fixação;  - A empresa arguida deu ao assistente para a execução daquela tarefa um capacete de proteção e arnês de fixação, deu-lhe formação e quanto à forma de utilização de tais equipamentos, em ordem a prevenir o risco de queda;  - O acidente tenha ocorrido ou para o mesmo tenha contribuído qualquer atuação do assistente e/ou do seu colega F. ) Quanto à determinação e escolha das penas, no acórdão consta o seguinte transcrição):Feito pela forma descrita o enquadramento jurídico-penal da conduta dos arguidos, importa agora determinar a medida da sanção a aplicar.