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Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 11 de fevereiro de 2015, referente ao Processo n. 591/13GBTMR.ES1 e relatado por Pires da Graça); 2 Feitas tais considerações teóricas, entendem os Recorrentes que a ponderação dos diversos fatores a ter em conta, designadamente a culpa do agente, as concretas exigências apuradas pelo Tribunal de prevenção geral e especial, o grau de ilicitude dos factos, o modo de execução, a gravidade das consequências, os sentimentos manifestados no cometimento do crime e fins ou motivos que o determinaram, a intensidade do dolo, a culpa anterior ao facto e posterior a este, e a falta de preparação para manter conduta lícita, deveriam ter conduzido à aplicação de penas muitos superiores às aplicadas ao arguido B, particularmente quanto ao crime de homicídio qualificado;  2 Produzida a prova e valorada a mesma, e acompanhando o entendimento do Tribunal a quo, dúvidas não subsistem de que a culpa do arguido B é elevadíssima;  2 Quanto ao modo de execução, a conduta do arguido revela uma atuação revestida de especial ilicitude e censurabilidade e um manifesto desprezo pela vida e pelo Direito, sem prescindir claro de a consequência de tal conduta ser gravíssima, uma vez que desta resultou a morte precoce e brutal de um jovem que deveria hoje estar vivo e não está exclusivamente exclusivamente por culpa do arguido e em resultado da sua conduta;  2 Acresce ainda que as consequências da conduta que originou a morte do E, causou danos e uma perda irreparável para os assistentes e para toda a família, particularmente de forma impressiva para o irmão F, que tinha o arguido como o seu melhor amigo e viu este, sem que nada o justificasse, a brutalmente e à sua frente, atingir deliberadamente o seu irmão com um automóvel arrastando-o por vários metros.