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62 e do facto de estar provado, por confissão, que, ao atingir a idade da reforma 65, a mesma pretende reformar-se da sua profissão de professora de , passando a ocupar-se das lides domésticas e de ateliers de trabalhos manuais, "não se mostra minimamente previsível que a lesada tenha sofrido relevante e substancial restrição às possibilidades de obtenção, mudança ou reconversão de emprego, do leque de oportunidades profissionais, ou acrescida penosidade e esforço no desempenho da sua profissão de professora”;  -                Atendendo também a que, como é de conhecimento público, com a situação de congelamento dos salários dos professores, se torna "altamente provável que jamais venha a beneficiar de aumentos salariais” ou "de qualquer evolução na carreira, pelo que o pressuposto avançado pelo acórdão recorrido de que a lesada iria auferir aumentos salariais até perfazer aos 83 anos de idade, não tem razão de ser no caso concreto”;  -                Assim, entende a Recorrente que, procedendo-se à substituição, na fórmula de cálculo da indemnização, do valor do salário ilíquido recebido pela A. pela "Remuneração média mensal dos trabalhadores por conta de outrem com nível de qualificação de profissionais qualificados, em 2015: € 729,80 vide PORDATA, publicação da Fundação Francisco Manuel dos” e aplicando-se o devido abatimento de ¼ em razão da antecipação do capital, "resultaria o montante de € 2769,46, valor que, equitativamente, jamais pode ser ultrapassado, nem sequer aproximado à situação da autora”; -                Sendo ainda necessário comparar o valor assim obtido com as quantias indemnizatórias fixadas pela jurisprudência mais recente do STJ cfr.