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Dos erros de julgamento de direito: Alega a Recorrente que: em face da factualidade assente lhe é difícil entender como o tribunal recorrido se decidiu pela invalidade do acto de adjudicação e a condenou nos termos indicados; o Júri pediu esclarecimentos aos concorrentes para saber/clarificar se todos tinham partido das mesmas premissas no cálculo dos preços que apresentaram; a resposta da permitiu-lhe concluir que, erradamente, aplicou a taxa de revisão de preços, quando a mesma só tinha cabimento da fase da execução do contrato, pelo que nos termos do artigo 72 do CCP – que visa evitar exclusões desproporcionadas e prejudiciais para o interesse público -, procedeu ao seu recálculo, retirando aos preços de 2022 e 2023 o montante inerente à cláusula de revisão; rectificação oficiosa que não completa ou modifica a proposta da nem o preço total desta e tem cobertura das peças concursais; a proposta da A./recorrida não inclui o montante relativo à cláusula de revisão de preços, como resulta dos preços unitários da taxa de prémio comercial de 1,410%, definida pela A. no seu autónomo entendimento, sem influência de qualquer reajuste de preço nem reequilíbrio económico retroactivo, ou seja, incidente sobre essa anuidade, aplicada sobre a massa salarial prevista para 2021; taxa de 1,410% que se mantém constante nos anos de 2022 e 2023; pelo que é matematicamente óbvio que a A. não aplicou sobre os preços de 2021 e de 2022 qualquer cálculo de reajustamento, nem lhe fez qualquer referência explicita; o Júri ordenou as propostas sem o montante inerente à cláusula de revisão de preços, tal como previa o artigo 12 do Programa do Concurso, analisando todas da mesma forma e com base nos mesmos critérios, não tendo violado o princípio da igualdade.