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2   Argumenta que "a natureza avultada não se relaciona com o conceito de valor consideravelmente elevado a que alude a alínea do artigo 202 do código penal, importam fatores indiciários, de natureza objetiva, a qualidade e quantidade de estupefaciente, o tempo de atuação, o nível da organização e da sua logística, a relação do agente com o estupefaciente, as quantias envolvidas e/ou apreendidas, os valores das transações, as manifestações de desafogo económico do agente, a valorar globalmente e em conjugação com as regras da experiência comum, a quantidade e o tipo de estupefaciente abona no sentido de uma compensação remuneratória de valor que não equivale a quantia reduzida, mas o facto de se tratar de uma ação isolada e não prolongada no tempo impede que a contrapartida seja erguida à natureza de avultada, sobretudo quando não há nenhumas manifestações de desafogo económico, surgindo exatamente o oposto, a certeza de que o arguido vive em condições precárias.” E conclui ser "inviável, pois, integrar a conduta do arguido no tipo agravado, nos termos da alínea do artigo 2”  O Ministério Público pronunciou-se sempre no sentido da confirmação do acórdão.E assiste razão ao Ministério Público, pois os factos provados evidenciam efectivamente a prática do crime na forma agravada.