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Com a interposição do recurso apresentou alegações e formulou as seguintes conclusões: «A)O presente Recurso tem como objeto o Acórdão proferido pela Secção de Contencioso Tributário do Tribunal Central Administrativo Sul no dia 25 de junho de 2020 no processo n. 1552/15BELRS o "Acórdão recorrido”), que negou provimento ao recurso previamente apresentado da Sentença do Tribunal Tributário de Lisboa, que declarara totalmente improcedente a Impugnação Judicial apresentada contra os atos de liquidação adicional de IVA relativos ao ano de 2001, no valor global de € 3974,53, contra os correspondentes atos de liquidação de juros compensatórios e, bem assim, contra a decisão de indeferimento proferida pela Administração tributária no âmbito do Recurso Hierárquico n. RHQ 638/10;  B) A Recorrente entende que o Acórdão recorrido versa sobre a mesma questão de direito, tem o mesmo enquadramento factual e está em clara contradição com o Acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Administrativo em 28 de outubro de 2020 no processo n. 01729/10BELRS o "Acórdão fundamento”); ) A RECORRENTE é uma instituição financeira que se dedica, entre o mais, à celebração de contratos de locação financeira e de aluguer de longa duração de veículos automóveis; ) Em caso de perda total dos veículos objeto daqueles contratos decorrente, na generalidade dos casos, de acidente rodoviário ou de, a RECORRENTE recebe uma indemnização, paga diretamente por uma seguradora, pela perda do veículo que se mantinha na sua esfera patrimonial até ser; E) Adicionalmente, ao tempo dos factos em causa no presente Processo, a perda total dos veículos era tratada como uma causa de resolução dos contratos de locação e, de acordo com o regime contratualmente estabelecido, a resolução originava, na esfera da RECORRENTE, o direito a uma indemnização a pagar pelos locatários, correspondente ao valor das rendas vincendas e ao valor residual do veículo; F) Não obstante, uma vez que a perda do veículo já era definitivamente compensada pela indemnização da seguradora, a RECORRENTE aplicou sempre o regime contratual da resolução com as necessárias adaptações, limitando-se a cobrar aos locatários o valor que excedia essa perda já indemnizada pelas;  G) Como é natural, a RECORRENTE apenas liquidou IVA sobre os montantes efetivamente cobrados aos locatários – os montantes que excediam a reparação das perdas dos veículos, já feita pelas seguradoras – abstendo-se de apurar qualquer imposto sobre as indemnizações devidas em função daquelas perdas; H) No entanto, no relatório de inspeção tributária que fundamenta os atos de liquidação contestados e na decisão da Reclamação Graciosa apresentada contra os mesmos, a Administração tributária considerou que, em caso de perda total dos veículos locados, a RECORRENTE devia ter liquidado IVA sobre a totalidade dos montantes das rendas vincendas e do valor residual dos veículos, mesmo na parte coberta pelas indemnizações que as seguradoras pagaram diretamente à RECORRENTE em função da perda dos automóveis;  ) A RECORRENTE considera, no entanto, que os valores que recebeu a título de indemnização pelas perdas dos veículos correspondem a indemnizações totalmente excluídas de IVA, uma vez que servem apenas e só para reparar um dano emergente verificado na sua esfera em caso de acidente ou furto: a perda dos veículos automóveis que são parte da esfera patrimonial da, e não para compensar qualquer tipo de lucros cessantes;  J) Neste sentido, independentemente da forma como for configurada a relação jurídica, estas indemnizações pelas perdas – que correspondem aos montantes suportados pelas seguradoras – não podem ser sujeitos a imposto, nem de forma direta com o IVA liquidado às, nem tão pouco de forma indireta com o IVA liquidado aos locatários);  Nesta medida, os montantes pagos pelas seguradoras à RECORRENTE não podem ser sujeitos a IVA, nem diretamente, nem indiretamente, através de uma prévia imputação ficcionada aos locatários; ) Contudo, o Acórdão recorrido negou provimento ao recurso apresentado pela RECORRENTE, confirmando a Sentença proferida em primeira instância pelo Tribunal Tributário de Lisboa e mantendo na ordem jurídica os atos tributários impugnados; ) Não obstante, o Supremo Tribunal Administrativo proferiu dois Acórdãos que aprofundam de forma significativa este tema e se pronunciam em sentido oposto ao Acórdão recorrido, entre os quais o Acórdão fundamento deste recurso, que é o Acórdão proferido em 28 de outubro de 2020 no Processo n. 01729/10BELRS; N) O Acórdão fundamento deste recurso versa sobre a mesma questão jurídica que o Acórdão recorrido; O) Em ambos os casos, o que está em discussão é o tratamento em sede de IVA dos montantes que são pagos pelas seguradoras às locadoras de veículos automóveis nos casos de perda total dos veículos objeto de contratos de leasing, em particular nas situações em que: esses contratos determinam que aquela perda determina a aplicação das regras da resolução, as quais impõem ao locatário a obrigação de pagar as rendas vencidas, as rendas vincendas e o valor residual atualizado; e em que as locadoras deduzem ao montante dessa obrigação o valor da indemnização pela perda do bem que lhes é diretamente pago pelas seguradoras; P) Por outro lado, o enquadramento factual subjacente aos dois Arestos também é o mesmo.