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–Com referência à apelação identificada em  veio a Ré apresentar contra-alegações, nestas deduzindo as seguintesconclusões: 1-Por força do disposto no n 1 do art 58 do NRAU os contrato para fins não habitacionais caducam pelo simples facto de se verificar o decesso do primitivo arrendatário, salvo se exista pessoa que: - Tenha a qualidade de herdeiro do primitivo arrendatário e, - Que haja explorado o estabelecimento, em comum com o primitivo arrendatário, durante o período mínimo de três anos, período esse anterior e contado à data do decesso daquele; No caso dos autos resulta provado que : 2- O arrendamento em causa foi celebrado em 27 de Novembro de 1981 entre o pai do recorrente e, Octávio ....., e a sociedade Autodril, S.A.R., à data proprietária do locado;  - Por contrato celebrado em 01 de Maio de 2003, o primitivo arrendatário cedeu a exploração do estabelecimento à sociedade "De Carvalho - Sociedade Unipessoal, Lda; - O primitivo arrendatário, Octávio ....., faleceu no dia 30 de Setembro de 201 3-Considerando o referido na anterior conclusão e a cronologia dos factos, o recorrente nunca poderia haver explorado em comum com o primitivo arrendatário o estabelecimento, pelo menos durante os três anos anteriores ao decesso deste - que no caso ocorreu em 2010 como impõe a lei; é uma impossibilidade absoluta que não carece de demonstração, geradora "ipso facto" da caducidade do contrato de arrendamento; 4-Por outro lado, o herdeiro que pretenda continuar a exploração do estabelecimento, deverá comunicar ao senhorio a sua intenção, nos termos do n 2 do aludido art 58, fazendo prova, nomeadamente do decesso, através do competente assento de óbito, e da qualidade de herdeiro, através da competente certidão de nascimento, o que não se verificou no caso dos autos; 5-A recorrida só teve conhecimento do decesso do primitivo arrendatário em Maio de 2016 e, em circunstância alguma, reconheceu o recorrente como inquilino.