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Sendo um lenitivo, o objetivo que visa alcançar não é o de recolocar "matematicamente” o lesado na situação em que estaria se o facto danoso não tivesse ocorrido; "a reparação dos prejuízos, precisamente porque são de natureza moral e, nessa exata medida, insuscetíveis de indemnização) é uma reparação indireta, comandada por um juízo equitativo que deve atender às circunstâncias referidas no artigo 49”  Por ser assim, todas as circunstâncias do caso devem ser valoradas, sem esquecer que "o montante da indemnização deve ser proporcionado à gravidade do dano, devendo ter-se em conta na sua fixação todas as regras de boa prudência, do bom senso prático, da criteriosa ponderação das realidades da vida” Ora, remetendo-se, no mais, para a correspondente fundamentação jurídica e interpretativa inserta na sentença recorrida, a que nos permitimos aderir e que, de resto, nesse particular não sofre contestação alguma, parece linear que a fixação deste tipo de indemnização não obedece a quaisquer cânones objetivos que delimitem os contornos dos montantes a encontrar em cada situação.