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Consequentemente, e tendo em conta que a audiência prévia dos interessados não é um mero rito procedimental, a formalidade em causa só se podia degradar em não essencial não invalidante da decisão) se essa audiência não tivesse a mínima probabilidade de influenciar a decisão tomada, e se se impusesse, por isso, o aproveitamento do acto – utile per inutile non viciatur.» disponível em texto integral em wwww.dgsi.pt) Ou seja, o «Princípio do aproveitamento dos actos administrativos» ou «Teoria dos vícios inoperantes», que se exprime pela fórmula latina "utile per inutile non vitiatur”, logra aplicação naquelas situações em que conclui pela irrelevância das formalidades essenciais no conteúdo do acto, ou seja, quando num juízo rigoroso conclui que ainda que as formalidades inobservadas tivessem sido cumpridas, o sentido e o conteúdo do ato não sofreriam qualquer tipo de alteração Para uma noção de formalidades, vide: FREITAS DO AMARAL, Direito Administrativo, volume , págs.