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2 Não pode admitir-se que um tribunal considere que não há necessidade de produzir prova sobre o conteúdo de uma determinada carta, para, depois, considerar que "a realidade é que está indiciariamente provado que não apenas a informação existia como foi dada a conhecer ao requerente facto indiciário do ponto 35, não sendo minimamente credível que o Município não lha tenha remetido”, isto sem esquecer que o próprio Município admitiu que a folha não estava sequer no processo em papel; 2 Também não é aceitável que se diga, como se diz na sentença recorrida, que "mesmo que apenas lhe tivesse sido remetida a informação de 302020, naquela era mencionada a consulta à Divisão de Planeamento, pelo que muito mal se compreende que o requerente não tivesse, pelo menos, questionado o resultado da mesma”, pois que os interessados não têm o dever de corrigir o processado.