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Como refere Joana Vasconcelos2, em anotação ao artigo 334 do Código do Trabalho, "O objetivo desta solução – que envolve o afastamento, excecional e circunscrito a dada categoria de créditos os «emergentes de contrato de trabalho ou da sua violação ou cessação», pertencentes ao da regra da limitação da responsabilidade patrimonial das sociedades comerciais e a consequente atribuição àquelas que com a sociedade-empregadora tenham relações especialmente intensas ou significativas, de uma responsabilidade por dívidas desta – é intensificar a garantia patrimonial de tais créditos, obviando a que a inclusão do empregador em determinado tipo de coligação intersocietária redunde em prejuízo dos seus trabalhadores.” E, mais adiante, escreve ainda a mesma autora3, "A responsabilidade das sociedades coligadas com a sociedade-empregadora prevista neste artigo é uma responsabilidade patrimonial ou de garantia, cuja finalidade é essencialmente preventiva e tutelar: do que se trata é de fazer, em geral, recair sobre tais sociedades e não já sobre os trabalhadores, o risco da eventual falta de consistência do seu património.