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Em caso de conflito entre dois direitos fundamentais, com efeito, há que introduzir limites aos mesmos, de forma a preservar o núcleo essencial de cada um deles, com o fim de alcançar a necessária composição dos interesses em conflito ‘harmonização’ ou "concordância prática” dos bens em colisão, a sua "optimização”2 Dito de outro modo: havendo colisão de dois direitos fundamentais com igual dignidade constitucional, pertencentes a titulares diversos, e impossibilidade do respectivo exercício simultâneo e integral, a definição da superioridade de um em relação a outro tem de ser feita em concreto, apreciando casuisticamente a situação e após ponderação séria dos interesses que se procuram alcançar de modo a atingir uma solução que respeita o princípio da proporcionalidade consagrado no artigo 33 do Código Civil.