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As declarações do arguido e do seu filho, HF ao afirmaram que a vítima  apascentava as ovelhas só durante dois períodos, um  parte da manhã e outro da parte da tarde e que o resto do tempo podia ir para onde quisesse não merecem credibilidade, face ao depoimento da testemunha JO, que morava numa casa sita perto do local onde se encontrava o atrelado onde  a vítima estava alojada,  e que por isso, tinha perfeito conhecimento do horário de trabalho da vítima e afirmou, de forma peremptória,  ao minuto 14:42, que ", a vítima trabalhava todos os dias, não havia folgas, trabalhava de manhã até ver ele andava sempre à volta das ovelhas cerca de 1000 cabeças”, o que é coerente face ao elevado numero de cabeças de gado que o arguido possuía e por isso, necessitam de uma vigilância constante , além de que, não é crível de acordo com as regras do normal acontecer que para o exercício das funções de pastor, de apenas, quatro horas por dia, lhe fosse pago  a quantia de € 75 por semana, como o recorrente pretende fazer crer.