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Guimarães, 07 de Março de 2019 José Fernando Cardoso Amaral  Helena Maria de Carvalho Gomes de Melo Pedro Damião e Cunha    Além de os devedores insolventes serem referidos, nos despachos, ora no singular ora no plural e ora no género masculino ora no feminino, na fundamentação de facto do caso concreto, apenas se faz uma alusão perfunctória e em termos vagos e abstractos ao que resulta da petição e do relatório, sem qualquer análise patente das circunstâncias objectivas e subjectivas emergentes dos autos quanto a cada um daqueles e a ambos, sobretudo quanto às circunstâncias que conduziram à sua insolvência, à extensão da obrigação de disponibilizar e ao direito de excluir os respectivos rendimentos e ao modo de cumprir aquela e de salvaguardar este, tendo em atenção que se trata de um casal e que, além de nenhuns bens ambos possuírem, apenas um aufere pensão de reforma – situação que, como se diz no Acórdão da Relação do Porto, de 08-02-2018, processo n 499/15TJPRT.P1, apesar da coligação processual, deve ser objecto de avaliação separada, relativamente a cada um dos cônjuges, ainda que na mesma decisão, como decorre da alínea, do n 4, do art 264, do CIRE – nisto, afinal, como se verá, radicando o cerne do presente recurso.