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A Ré contestou, impugnando os fundamentos da acção, alegando em síntese que:  -No exercício da sua actividade, a Requerida foi contratada pela sociedade comercial Y - GELADARIA TRADICIONAL, Ld, para realizar uma empreitada num pavilhão industrial desta última, sito na Rua ..., n. , na cidade do Porto; -Empreitada essa que, em suma e relativamente à Requerente, se resumia ao enchimento na zona das câmaras frigoríficas e zona fabril com camada de betão e uma rampa onde somente era colocada betão, tendo a Requerida contratado a Requerente em regime de subempreitada para lhe executar tais serviços, o que veio acontecer; -Acordaram previamente Requerente e Requerida que o pagamento da subempreitada seria liquidado quando a Requerida recebesse do dono da obra o preço da mesma, facto este que ainda não aconteceu e como tal ainda não se venceu tal factura; -Após a conclusão dos trabalhos, a referida sociedade Y reclamou alegados defeitos e anomalias da obra à Requerida em 03 de Julho de 2017 -Em 06 de Julho de 2017 a Requerida reclamou à Requerente os supra alegados defeitos -Em resposta, a Requerente prontificou-se a verificar os referidos defeitos, mas veio a declinar os mesmos, tendo a Requerida transmitido que também só liquidaria o preço se se provasse que não haveria qualquer defeito e quando o dono da obra lhe pagasse; -Requerente e Requerida acordaram que esta ultima proporia a competente injunção contra a sociedade Y, e ambas aguardariam o desenlace judicial, sendo que o sócio gerente da Requerente Sr. F. seria testemunha e refutaria em tribunal os alegados defeitos apresentados;  -A Requerida propôs a competente injunção contra a sociedade Y, para receber aquilo a tem que direito pela empreitada executada e depois pagar à aqui Requerente, processo esse que actualmente se encontra a correr termos sob o n. 15617/11YIPRT, no Juízo Local Cível de Vila Nova de Famalicão – J2, do Tribunal Judicial da Comarca de Braga; -Aquela sociedade opôs-se à injunção, invocando os defeitos da obra; -Entretanto, contrariando o acordo assumido, foi intentada esta injunção; -A Requerente agiu de má-fé, violando o dever de lealdade e confiança, e como tal deve ser condenada em competente multa ao tribunal e ainda numa adequada indemnização à Ré; -Verifica-se uma situação de abuso de direito na pretensão que a Requerente pretende fazer valer na acção e, havendo abuso de direito a acção tem irremediavelmente de improceder, pois, na acção já proposta de acordo com a Requerente, se irá discutir se a empreitada levada a cabo por esta, foi portadora dos supra alegados defeitos ou não; -Estamos perante uma situação fáctica que configura a exceptio non rite adimpleti contratus, não assistindo assim razão à Requerente nesta questão;  -Nos termos do artigo 272 do CPC, os presentes autos devem ser suspensos, até decisão final do referido processo, pois, em nome da economia processual e da adequação formal seria despiciendo repetir provas em processos diferentes e sobre a mesma questão jurídica;   A Autora exerceu o contraditório relativamente à defesa por excepção e ao pedido de suspensão da instância, alegando, em síntese, que:  -A requerente é totalmente alheia ao litígio existente entre a requerida e a sua cliente Y, pelo que não faz sentido a suspensão dos presentes autos; -O que foi efectivamente acordado entre as partes foi que a requerente procederia à elaboração dos trabalhos contratados e aqueles seriam pagos no prazo acordado, ou seja, no mencionado na factura; -Quem actua em claro abuso de direito é a requerida; -Mesmo que tivessem existido defeitos na obra, o que não se aceita nem concede, sempre estes estariam caducos, pois decorreram mais de dois anos desde que a obra foi entregue pela requerente à requerida; -A requerida não entregou à requerente qualquer reclamação em mão, mas mesmo que o tivesse feito, tal como a própria refere, teria sido em 6 de Julho de 2017; -Em momento algum da sua oposição, a ré referiu quais os defeitos provocados pela requerente, limitando-se a referir a existência de defeitos, mas não refere exactamente quais os actos, omissões ou condutas da requerente, que provocaram defeitos;  Por despacho de fls.