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)”  Fundamentou o Mm Juiz a quo a sua posição do seguinte modo: «"O direito de servidão predial é direito real de gozo sobre coisa alheia, mediante o qual o proprietário de um prédio tem a faculdade de se aproveitar das utilidades de um prédio alheio em benefício do aproveitamento das utilidades do primeiro” Carvalho Fernandes, Lições de Direitos Reais, Quid Juris, 3 edição, 2001, p..  É um direito real de gozo limitado de coisa imóvel que, embora incidindo sobre um objeto materialmente definido no prédio serviente, possibilita um desfrute de tipo aberto em proveito do prédio dominante, compreendendo, nos termos do artigo 154 do mesmo Código, quaisquer utilidades, ainda que futuras ou eventuais, suscetíveis de ser gozadas por intermédio do prédio dominante, mesmo que não aumentem o seu valor.