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415; xxii) O queixoso em momento algum ofereceu resistência ao arguido e aos outros indivíduos, sentindo-se amedrontado pela postura ameaçadora assumida pelos mesmos, ficando manietado pelo medo de poder ser gravemente atingido na sua integridade física; xxiii) O arguido e os outros indivíduos atuaram em conjugação de esforços e de acordo com um plano previamente elaborado, com o propósito concretizado, de se assenhorearem de bens e valores que o queixoso tivesse na sua posse, não obstante não desconhecerem que não lhes pertencia e que atuavam contra a vontade e sem consentimento do mesmo; xxiv) Agiram de forma livre, deliberada e consciente bem sabendo que as suas condutas eram proibidas e punidas por lei xxv) No dia 20/09/2014, pelas 18 horas e 30 minutos, no interior da Estação do Metro – ..., sita na Rua ..., área da cidade e comarca ..., o arguido AA acompanhado de OO e outros indivíduos indeterminados, decidiu abordar os queixosos PP e QQ, com intenção de se apoderarem de bens e valores que os mesmos tivessem na sua posse; xxvi) Nas circunstâncias de tempo e de espaço supra referidas, o arguido AA abordou os queixosos, e com voz séria e intimidatória, ameaçou os mesmos de que os iriam agredir se estes não lhes entregassem bens e valores que tivessem na sua posse; xxvii) O queixoso QQ não lhes entregou nada uma vez que não tinha na sua posse dinheiro ou artigos de valor; xxviii) Por seu turno, o queixoso PP alegou também que não tinha na sua posse quaisquer bens ou valores, tendo-lhe o arguido AA, após o ter revistado, retirado um cartão de débito; xxix) De seguida, após desferir-lhe uma estalada e um pontapé na face, exigiu-lhe o código secreto possibilitador do acesso à sua conta bancária; xxx) O queixoso, com receio do arguido e dos demais indivíduos e constrangido com a violência que contra si estava a ser exercida, entregou ao arguido o código secreto, referente ao seu cartão de débito e possibilitador do acesso á sua conta bancária; xxxi) O arguido, na posse do mesmo, deslocou-se ao Centro Comercial ..., onde numa máquina «ATM», introduziu o cartão de débito do queixoso, digitando o código secreto possibilitador do acesso à conta bancária titulada pelo mesmo, levantando a quantia monetária de € 40, disponível na conta bancária do queixoso, fazendo da mesma coisa sua, contra a vontade e autorização deste; xxxii) Os queixosos em momento algum ofereceram resistência ao arguido, e aos outros indivíduos, sentindo-se amedrontados pela postura ameaçadora assumida pelos mesmos e pela violência por estes exercida.