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Dado que esta posição foi desenvolvida no âmbito do RAU, em que a acção de desejo podia ser uma acção com finalidades e naturezas diversas incluindo de simples apreciação) como já explicado acima, e foi formulada com base em situações o mais diversas possíveis – tendo em conta a data dos contratos de arrendamento em causa, o tipo de pedidos formulados e as normas legais em vigor em cada momento – compreende-se que, apesar de a acção de despejo ter passado a ter uma natureza exclusivamente constitutivo-extintiva eventualmente cumulada com pedidos de condenação), se continuem ainda hoje a utilizar expressões e soluções imprecisas com base nela; mas dela nunca decorreu, em termos sistemáticos, a defesa da solução de que um contrato de arrendamento já extinto podia ainda servir de fonte de rendas vincendas e Miguel Teixeira de Sousa, obra citada, pág.