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Assim, de acordo com o critério orientador da tabela financeira do referido acórdão da Relação de Coimbra de 4/04/1995, considerando a idade do autor ao tempo do evento lesivo 40, uma taxa de juro de 2% o juízo de ponderação não pode ser perturbado pela crise económico-financeira que atravessamos – e atenderemos a tal taxa de juro, pois que o critério utilizado é meramente orientador e a indemnização a atribuir parte de um juízo de verosimilhança e previsibilidade a longo prazo, sendo certo que valorizando o espaço temporal a considerar, essa taxa, face ao passado, se apresenta como, o valor de 1,5% para a inflação basta atentar na flutuação da taxa da inflação desde o início do século para justificar a consideração de tal, atendendo a um factor de 0,25% para progressão na carreira, o valor de retribuição anual auferida retribuição mensal base de 932,86€ x 14 meses, acrescida de abono para falhas de 86,29€, de subsídio de alimentação de 4,77€/dia e de subsídio de turno de 116,61€), o défice funcional permanente da integridade física de que ficou a padecer dois e projectando o cálculo até aos setenta e cinco anos esperança de vida que, em Portugal, para indivíduos do sexo masculino é já, encontra-se montante superior a onze euros 1000,00€)2 Assim que o valor encontrado na decisão recorrida se mostra justo, adequado e equilibrado para sem o aprisionamento dos espartilhos dos enquadramentos inflexíveis e rígidos das fórmulas matemáticas) indemnizar o dano concretamente sofrido pelo autor– joeirando tal valor encontrado com recurso à fórmula matemática uma referência, o juízo de equidade convoca a situação concreta a indemnizar, que revela a justeza, equilíbrio e ponderação da indemnização de doze e quinhentos euros 1500,00€) arbitrada pelo tribunal a quo: não está em causa repor qualquer situação de efectiva ou previsível perda patrimonial, mas antes ressarcir lesado com 40 anos ao tempo do evento que ficou a padecer, em consequência das lesões sofridas, de défice funcional permanente da integridade físico-psíquica de dois pontos que o afecta no âmbito de todas as actividades com repercussão económica que a experiência da vida permite concluir que terá tendência para agravar com o decurso do, não devendo desconsiderar-se que a fórmula matemática acima usada é própria para o cálculo do dano decorrente duma incapacidade profissional, não duma incapacidade para todos os actos e gestos correntes do dia-a-dia como é o défice funcional resultante da aplicação da Tabela Indicativa para a Avaliação do Dano em Direito Civil aprovada, juntamente com a Tabela Nacional de Incapacidades por Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais pelo 352/2007, de 23/10).