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As partes podem prestar declarações sobre factos em que tenham intervindo pessoalmente ou de que tenham conhecimento direto n., sendo que essas declarações estão sujeitas à livre apreciação do tribunal, salvo se as declarações constituírem confissão n.. Nas palavras de Lebre de Freitas1,  "a apreciação que o juiz faça das declarações de parte importará sobretudo como elemento de clarificação do resultado das provas produzidas e, quando outros não haja, como prova subsidiária, máxime se ambas as partes tiverem sido efetivamente ouvidas.” Trata-se de um meio de prova cuja apreciação se faz segundo as regras normais de formação da convicção do juiz, o que implica que, em relação a factos favoráveis à parte interessada na procedência da causa, o juiz não deve ficar convencido apenas com o seu depoimento, carecendo de um mínimo de corroboração por outras provas isentas e independentes da parte.2 As declarações de parte constituem, nesta perspetiva, mero princípio de prova, não se mostrando bastantes para estabelecer, por si só, qualquer juízo de certeza final, podendo apenas coadjuvar a prova de um facto desde que em conjugação com outros meios de prova.3 Teixeira de Sousa4 esclarece que "o princípio ou começo) da prova é o menor grau de prova: ele vale apenas como factor corroborante da prova de um facto.