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No mesmo sentido, e ao nível da doutrina jurídica, entendia o Professor Castanheira Neves dever "seguramente aceitar-se que o Tribunal seja livre de considerar todos os pontos de vista jurídicos pertinentes iura novit”, desde que pertinentes a algo, algo que supõe um objeto, cuja delimitação seria inaceitável se o juízo material de verdade a produzir sobre ele, embora necessariamente assente ou "informado por um sentido jurídico”, se limitasse, num unilateral dogmatismo, a uma "identificação das suas objetivações com as objetivações conceituais e conceituais legais, no, a bastar-se com um mundo de objetivações categoriais e de finitude estática logico-teoreticamente redutível – tudo o que é fugir de um unilateral extremismo, o do objetivismo naturalista, para um unilateral extremismo inverso, o do subjetivismo idealista”.13 Dizendo o mesmo autor que "uma verdadeira autonomia de predicação material da verdade jurídica só pode verificar-se pressupondo-se um objeto de predicação independente da própria predicação, é., um objeto que subsista não obstante a variabilidade dos juízos predicativos só assim se poderá discutir qual destes é o”.