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A Recorrente defende também que o entendimento adoptado no Acórdão recorrido afronta clamorosamente o Princípio do Inquisitório consagrado no artigo 58 da Lei Geral Tributária e que tais relatórios, por virtude do princípio do contraditório tinham e têm que ser integralmente notificados à outra parte, ou seja, à Recorrente, para que lhe fosse possível exercer adequadamente o respectivo direito do contraditório, aliás, em conformidade com o artigo 98 da Lei Geral Tributária, além de que os "elementos constantes dos alegados Relatórios de Inspecção têm, dentro do processo de Impugnação judicial, a natureza de prova e, por virtude do princípio do contraditório, para serem considerados como prova bastante no caso sub judice, tinham de ser integralmente notificados à impugnante, aqui recorrente, o que nunca aconteceu, ”.