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2 Antes da descrita actuação do arguido, o assistente não padecia das sequelas descritas em  2 Em consequência da conduta do arguido, o assistente gastou € 808,79 em medicamentos, exames e consultas médicas, honorários clínicos, taxas moderadoras e transportes.FACTOS NÃO PROVADOS Da pronúncia)  - Que o terreno referido em  fosse propriedade do assistente; - que, antes de se dirigir ao assistente do modo descrito em , o arguido não tenha proferido qualquer palavra; - que a parte metálica aludida em  fosse a lâmina; - que, à data dos factos, fosse dia em que o assistente tinha direito a regar; - que a mulher do assistente tenha presenciado o descrito em ; - que, à data dos factos, o arguido entendesse que lhe cabia partilhar da água por mais períodos de tempo, em detrimento do assistente; - que a partilha de águas de rega do "Campo ” e em causa na data dos factos tenha sido decidida judicialmente a favor do assistente em detrimento do arguido; - que o arguido tenha agido com a intenção de tirar a vida ao assistente; - que o arguido tenha actuado com frieza de ânimo e com reflexão sobre o meio empregue;  Da contestação)  - que a água de domingo venha da bouça do , da quinta de A. S.; - que tal água pertença ao arguido desde o pôr-do-sol de sábado até ao pôr-do-sol de domingo; - que a água de domingo nunca fosse do assistente; - que este abusivamente tenha rodado o passador para o seu terreno; - que o ano em causa fosse de seca extrema e o mais seco de que há registo; - que a agressão tenha sido com um pau; - que o arguido esteja arrependido;  Do pedido de indemnização  - que o assistente registe persistentes e reiterados transtornos delirantes que afectam a sua experiência, percepção e sentidos; - que as lesões descritas em  tenham causado ao assistente confusão de ideias, pensamentos e raciocínios, tonturas, incapacidade para suportar ruídos e a luz, mudanças de humor, fadiga e problemas de memória e concentração e perda involuntária de urina; - que as dores de cabeça referidas em 2 obriguem o assistente a permanecer no leito durante várias horas; - que o assistente vá ao ponto de gritar alto por causa da dor que o afecta na região atingida pelo objecto referido em ; - que, por causa da conduta do arguido, o assistente tenha deixado de ser eficiente ao raciocinar, lembrar, decidir e cuidar da sua própria vida; - que o assistente tenha passado a sentir preguiça e desânimo quando antes era uma pessoa activa para o trabalho e o lazer; - que o assistente tenha de recorrer a uma cadeira de rodas para se deslocar e evitar vertigens; - que o assistente seja uma pessoa moralmente íntegra, portadora de sólidos valores éticos; - que o assistente tenha sido sempre muito estimado e considerado no meio onde vive e junto das pessoas que nele confiam; - que, antes de 30 de Julho de 2017, o assistente fosse um homem saudável e alegre; - que, depois, o assistente tenha perdido a alegria de viver; - que as despesas do assistente em consequência da conduta do arguido perfaçam € 630,39; - que o assistente tenha passado a necessitar de acompanhamento diário e permanente de um ou mais familiares; - que, por causa da actuação do arguido, o assistente vá continuar a precisar de cuidados clínicos imprevisíveis nesta altura; - que o assistente tema vir a sofrer de depressão em consequência da actuação do arguido; - que, em consequência da conduta do arguido, o assistente se sinta humilhado e envergonhado face à comunidade onde vive; - que o assistente não mais tenha andado descansado, temendo pela sua integridade física e sentindo receio que o arguido viesse a tentar matá-lo, por si ou interposta pessoa; - que o assistente esteja impedido de executar os seus afazeres quotidianos com o à-vontade e desenvoltura com que o fazia até à data dos factos.FUNDAMENTAÇÃO  A convicção do tribunal assentou na análise crítica da prova produzida, à luz das regras de experiência comum.