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1 A solução apontada pelo referido Relatório Pericial constituiria, de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça, sem dúvida, não uma obra de conservação, mas sim uma obra de inovação, pois implicaria uma alteração ao prédio tal como foi originalmente concebido, com o objetivo de proporcionar maiores vantagens ou benefícios no caso, uma cobertura com melhor comportamento térmico): "É inovadora a obra que constitua uma alteração do prédio tal como originariamente foi concebido, licenciado por ocasião da outorga da licença de utilização e existia à data da constituição da propriedade horizontal, com o fim de proporcionar a um, a vários ou à totalidade dos condóminos, maiores vantagens, melhores benefícios, ainda que só de natureza económica, o uso ou o gozo mais cómodo ou maior rendimento; para que a obra em parte comum seja considerada inovação não é preciso que se revele capaz de prejudicar a utilização, por parte de algum dos condóminos, da sua fracção autónoma ou das partes comuns; esse prejuízo só releva para o efeito de a inovação contra a vontade do prejudicado ser proibida, ainda que aprovada pela maioria dos condóminos que representem dois terços do valor total do prédio” – cfr.