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Tudo ponderado, e mesmo não esquecendo que as palavras podem adquirir diferentes significados ou intencionalidades de acordo com o contexto situacional ou sociocultural em que são proferidas, julgamos que a situação em causa não permite configurar nem atribuir às expressões em referência a carga pejorativa nem o valor objetivamente ofensivo que o recorrente lhes pretende atribuir, configurando-se razoavelmente que as mesmas tenham surgido, no decurso da inquirição da ré pelo recorrente em audiência de julgamento, como reacção ou desabafo relativamente ao tipo de pergunta efectuada e à insistência sobre a mesma, permitindo mesmo configurar alguma perturbação perante a veemência da instância, o que parece afastar qualquer objectivo no sentido de imputar ou consubstanciar um juízo específico sobre as qualidades ou competências do interlocutor, tal como já deixámos enunciado na presente decisão a propósito da fundamentação da impugnação da matéria de acto, na qual se confirmou a decisão da  instância, no sentido de considerar não demonstrado que a ré proferiu as expressões referidas em E) com a intenção de lesar e atingir o bom nome, reputação, imagem, honra, consideração pessoal, social e profissional, brio e imagem do autor, ou seja, com animus injuriandi.