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Como ensina Menezes Cordeiro, a suppressio traduz-se-, no fundo, numa "forma de tutela da confiança do beneficiário, perante a inação do titular do direito.”  O mesmo Autor, depois de estabelecer diferenças entre esta figura e a do venire contra factum proprium, entende que a suppressio, exatamente por não dispor da precisão facultada pelo factum proprium, requer circunstâncias colaterais que melhor alicercem a confiança do beneficiário, afirmando: "Em suma, teremos de compor um modelo de decisão, destinado a proteger a confiança de um beneficiário, com as preposições seguintes:  - um não-exercício prolongado; - uma situação de confiança; - uma justificação para essa confiança; - um investimento de confiança; - a imputação da confiança ao não-exercente.”  Esclarecendo:  "O não-exercício prolongado estará na base quer da situação de confiança, quer da justificação para ela.