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ponto 1 – seria renovar, com eficácia retroactiva, a destituição de todo o CA da Casa de Saúde), S.A., promovendo-se, de seguida, a nomeação de um novo Conselho de Administração para completar o triénio em curso, de 2016-2018; 3        Que os dois administradores destituídos efectivo e foram substituídos por duas filhas do casal de administradores, que tinha 22 anos, não possuindo qualquer formação académica ou profissional na área da saúde e/ou da gestão de empresas; 3        Que, por seu turno, R tinha 19 anos, não possuindo, também ela, qualquer formação académica ou profissional na área da saúde e/ou da gestão de empresas e que, ainda que nomeada como vogal suplente do CA da Casa de Saúde não possuía qualquer experiência de gestão, destacando-se, também ela, pela exclusiva circunstância de ser filha do presidente do conselho de administração da Casa de Saúde e da vogal); 3        Que da conjugação da deliberação pela qual fora destituído o CA em funções para o triénio 2016-2018, com aquela pela qual foi nomeado um novo CA para completar o referido triénio – deliberações adoptadas em 02018, e que agora se pretendiam renovar – ficava claro que o objectivo passou, em exclusivo, por destituir o administrador efectivo J eliminando, do mesmo passo, a possibilidade do suplente Alhe suceder; 3        Que, reforçou-se, dessa forma, a posição de A, enquanto administrador da Casa de Saúde, dado que o órgão Conselho de Administração ficou exclusivamente composto por membros da sua família, mais concretamente, por si, pela sua esposa e por duas filhas do casal, estas últimas, sem qualquer contacto profissional conhecido com a realidade da gestão de empresas e, menos ainda, com o sector da saúde; 3        Que, na prática e com a adopção das deliberações em causa, assistiu-se a uma alteração do modelo de governação da sociedade ré, passando esta de uma estrutura de administração com um conselho de administração, para um modelo de gestão com administrador único; 3        Que, com efeito, A – ainda que acolitado pela sua esposa – passava a concentrar em si todo o poder de decisão relativamente à Casa de Saúde; 3        Que toda a actuação descrita se mostrava nitidamente abusiva, porque contrária às mais elementares regras de boa-fé; 4        Que as deliberações em causa revelavam-se, de forma cristalina, adequadas a satisfazer, unicamente, os interesses de A e da sua família, proporcionando, a estes, vantagens indevidas no relacionamento com a sociedade requerida e prejudiciais para esta; 4        Que, com efeito, A, fazendo uso da sua condição de presidente do conselho de administração da accionista P, S.A. – e nos moldes em que o fez, operava a destituição de dois administradores, a cerca de 10 meses do fim do mandato para o qual foram legitimamente eleitos, para os substituir por duas filhas suas, pessoas sem qualquer experiência profissional e empresarial; 4        Que a participação de J e A como membros do CA da ré – efectivo, o primeiro, suplente, o segundo – tinha assegurado um equilíbrio de representação dos diferentes interesses associados à Casa de Saúde, impedindo, dessa forma, uma homogeneização em torno da figura de A, e uma adequada representação dos minoritários; 4        Que, com efeito, tais administradores eram representantes legais de uma sociedade que era minoritária no universo da Casa de Saúde, por intermédio da sociedade P; 4        Que compulsadas as actas n. 76, de 02018, e n. 77, de 202018, verificava-se que não foi imputado a qualquer dos administradores destituídos qualquer facto que pudesse constituir, ainda que remotamente, uma justa causa de destituição dos mesmos; 4        Que, pelo contrário, verifica-se a ausência de qualquer fundamento para tal; 4        Que, assim, nenhum motivo sério se vislumbrava para a destituição desses administradores, que não fosse, tão-só, a circunstância de não estarem alinhados com a visão empreendida por A, em especial, no que tocava ao relacionamento que este tinha promovido entre a Casa de Saúde, S.A. e empresas do grupo empresarial "EE”, de que era dono; 4        Que estava em causa a iniquidade e abusividade da destituição dos referidos administradores, relevante à luz do disposto na alínea do n 1 do artigo 58 do CSC; 4        Que tinha por fim exclusivo a preservação dos interesses dos administradores os quais eram manifestamente contrários aos interesses da sociedade ré.