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Face ao exposto resulta claramente justificado, que a trabalhadora/arguida não cometeu qualquer facto consubstanciador de um qualquer ilícito disciplinar, tendo unicamente cumprido as suas funções, não podendo por isso ser condenada, motivo pelo qual, devem dar-se como provados os factos constantes da resposta à nota de culpa, que ora se apresenta, arquivando-se, sem mais o presente processo disciplinar.”  25) Concluída a instrução, foram considerados provados, pela instrutora, os factos constantes da nota de culpa tendo elaborado o relatório final – proposta, em 18/09/2020, que submeteu à apreciação do Conselho de Administração da Ré, o qual, em reunião de 302020 deliberou concordar com o relatório final apresentado pela instrutora, no qual se conclui que:  "A atuação da trabalhadora constitui violação, a título negligente, das ordens e instruções da entidade empregadora previstas especialmente no Regulamento interno de recolha, guarda e entrega de espólio e, por essa via, constitui violação dos deveres de zelo e diligência, obediência e de boa conservação dos bens relacionados com o trabalho, porquanto no caso concreto e face aos factos provados, tendo a referida enfermeira iniciado os procedimentos de espólio do utente e tendo verificado que esse espólio incluía valores e numerário grupo, ausentou-se do local abandonando esse espólio depositado no lavatório do WC, sem previamente proceder ao apuramento da quantia exata do referido numerário.