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5- Inconformados com esta sentença, dela recorrem os AA., terminando a sua motivação de recurso com as seguintes conclusões:   DO DIREITOA sentença em recurso errou ao separar os valores mobiliários do contrato de depósito, quando os mesmos estão intrinsecamente ligados, e simultaneamente confundiu o contrato de depósito bancário com conta bancária, que apesar de puderem ser realidades distintas, são também, e necessariamente, complementares; Com efeito, Os valores referentes às aplicações encontravam-se depositados na conta bancária dos AA 1, 3 e 4 dos factos; Afastando o contrato de depósito e o regime da solidariedade inerente à conta bancária, linha seguida pela sentença e pertencendo os fundos a ambos os AA, a ordem de resgate teria que ter sido dada por ambos; Não obstante, a decisão considerou que a ordem de resgate transmitida apenas pela A foi válida e eficaz, Por isso, deve entender-se que a movimentação de valores mobiliários efectuados na conta bancária dos AA devia estar, como está, sujeita ao contrato de depósito bancário, em particular às normas que regulam a forma de movimentação e a identidade de quem a movimenta; É do senso comum, que qualquer instrução dada ao intermediário financeiro no caso o banco, para venda de valores mobiliários que aí se encontram depositados, deve obedecer a regras contratualmente definidas, no sentido de se assegurar que aquele que dá ordem de venda tem legitimidade para tanto; Essas regras, quando se trata de entidades bancárias, como é o caso, encontram-se definidas no contrato de depósito bancário; Tanto assim é, que os funcionários do R no depoimento que prestaram, reconheceram peremptoriamente que a ordem de venda dos fundos teria de ser dada por escrito, logo, com a identificação do titular da conta.