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607, n 4 do P.) não se resume ao mero elencar descritivo das provas produzidas em audiência e bem assim à simples declaração daquelas que mereceram acolhimento, em detrimento das outras, resultando, assim, como evidente que a explicação da convicção do julgador, devem ser especificados os fundamentos decisivos para a convicção do julgador sobre a prova ou falta de dos factos, pois incumbe ao juiz o dever de indicar os "fundamentos suficientes para que, através das regras da ciência, da lógica e da experiência, se possa controlar a razoabilidade aquela convicção sobre o julgamento do facto como provado ou não provado, sendo certo que tal exigência de motivação não se destina a obter a exteriorização das razões psicológicas da convicção do juiz, mas a permitir que o juiz convença os terceiros da correcção da sua decisão”, já que através "dessa fundamentação, o juiz deve passar de convencido a convincente”.