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–O acesso a extratos bancários de contas próprias do apelante constituiria uma intromissão na sua vida pessoal muito para além da medida do estritamente necessário mas também desproporcional em relação ao interesse de descoberta da verdade material nos autos e, sendo os verdadeiros valores em presença, de um lado, a protecção da vida pessoal do apelante e de terceiros, e de outro, o interesse da apelada em confundir o decisor do inventário relativamente à propriedade de bens próprios do apelante, não estamos perante um daqueles casos em que o interesse pela descoberta da verdade material prevaleça sobre a protecção de dados pessoais, acrescendo que o princípio da proporcionalidade plasmado nos artigos 2 e 18 da Constituição da República Portuguesa sairia aqui flagrantemente atropelado.