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186 do R.E., em que, estão "em causa deveres de carácter formal”, sem prejuízo de permitirem, "presuntivamente, a ser cumpridos, a detecção mais precoce da situação real da empresa, de insolvência ou de risco de insolvência”; e, por isso, o "seu incumprimento é, assim, razoavelmente indiciador de, no mínimo, um grave desleixo na actuação gestionária, levando a admitir mas com carácter de presunção juris tantum, rebatível por prova em contrário) estar preenchido o requisito de culpa grave, forma de culpa qualificada, exigível, em alternativa ao dolo, tanto pela lei de autorização n. 6 do artigo ), como pelo CIRE artigo 18, n.”1 Esta qualificação destas hipóteses previstas no n 3 como presunções juris tantum ilidíveis, mediante prova em contrário) é pacífica em termos doutrinais e jurisprudenciais, embora o mesmo já não suceda com o seu âmbito de aplicação1 E, também nós consideramos, que, não sendo o aplicador da lei legislador, mas mero interprete da lei, em que relevante é o pensamento legislativo expresso na sua letra, forçoso é, na interpretação e densificação casuística das situações das alíneas do n 2, do aludido artigo, ter presente que as mesmas representam, aos olhos do legislador19, situações que fazem presumir, de forma inilidível, o integral preenchimento do n 1 a culpa grave e o nexo de causalidade entre esses comportamentos e a criação ou agravamento da situação de insolvência), sem possibilidade, pois, de prova em contrário, daí se tendo de  extrair as necessárias consequências, designadamente os efeitos civis consagrados, para as violações, comprovadamente, cometidas.