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Ao contrário do que afirma a Ré na respectiva contestação esta não é uma daquelas situações em que o evento não era evitável ou susceptível de ser impedido, mesmo na observância dos mais rigorosos meios de segurança É uma situação em que o evento não foi evitado ao menos quanto à sua gravidade/dimensão) por não terem sido observados os deveres de cautela e previsão proporcionais e adequados aos dados objectivos que se lhe deparavam, mormente pela falta de instalação de um sistema eficaz de vigilância/detecção de intrusão Falhou, pois, o rigor do meio de segurança instalado/escolhido, por insuficiente.” Apreciando e Decidindo: Antes de mais, impõe-se afirmar uma realidade, como bem refere o acórdão da Relação do Porto, relatado por Leonel Serôdio, atrás citado: "Ao contrário do que a Ré sustenta,  em relação à segurança das suas instalações a Ré tem um dever de diligência superior ao das autoridades policiais, que têm de proteger igualmente os bens dos cidadãos e empresas em geral” E analisando a factualidade vertida nas alíneas a, a, e resulta que a autoridade policial foi alertada "apenas” para a existência de uma sinalização de um alarme de intrusão de um vidro/porta de entrada, ao passo que o referido responsável da Ré foi sendo "atualizado” com a existência de acionamento de outros alarmes no interior das instalações sendo-o pela 2 vez e em três sítios/locais diferentes: detector Porta Emergência Lateral Piso O Zona, detector Hall w.Piso O Zona e Detector Gabinete Fundo Piso O Zona – alínea  Na posse da totalidade destas informações sobre os acionamentos do alarme, não emergindo também que os mesmos fossem vulgares/usuais/comuns, no sentido de habituais, nem também de justificação aparente – assim fenómenos climatéricos ou proximidade a operações de movimentação de terras ou pesos ou mesmo ao "barulho da festa de ”, .