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Afigura-se útil para melhor esclarecimento, transcrever alguns excertos do mencionado Acórdão do Tribunal Constitucional de 4 de Outubro de 2018, em fundamentação da decisão proferida: "A questão da constitucionalidade da norma constante do artigo 181, n. 1, do Código Civil tem sido analisada através de um princípio de harmonização ou concordância prática de bens em conflito – direito à identidade pessoal e ao estabelecimento da paternidade do investigante versus o direito à privacidade e à intimidade da vida familiar do investigado e da sua família, bem como a segurança jurídica destes artigo  da – pelo que o tratamento jurídico-constitucional deste conflito entre bens jurídicos faz-se de acordo com o método da ponderação, à luz do princípio da proporcionalidade artigo 1, n.2, da, e está sujeito a evolução, por força do aprofundamento da consciência social e da valorização crescente do direito à identidade genética e pessoal.