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Ora, considerando que os 3 movimentos que se tinham rebelado em prol da independência de Angola se haviam comprometido, ao subscrever o mencionado Acordo de Alvor, a respeitar os bens e os interesses legítimos dos portugueses domiciliados no território, a recomendação do Estado Português aos cidadãos provenientes da ex-colónias para elaborarem listas dos bens perdidos, não pode ser interpretada com o sentido de que o anunciante estava a atribuir-se ou a reconhecer a sua responsabilidade autónoma nos termos exigidos nesta acção, mas apenas o de que iria diligenciar junto do Estado que sucedeu às entidades que haviam assumido tal compromisso para apoiar diplomaticamente as iniciativas que os cidadãos nacionais encetassem para obter daquele Estado o respeito dos seus direitos.