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Como resulta do teor do respectivo auto de apreensão de bens, no dito processo de insolvência foram apreendidos bens comuns do ex-casal.No dizer de Adriano Miguel Ramos de Paiva, in "A Comunhão de Adquiridos, Das Insuficiências do Regime no Quadro da Regulação das Relações Patrimoniais entre os Cônjuges”, FDUC – Centro de Direito da Família, pág.. 301-302, "a partilha dos bens do casal em sentido lato, a que se reporta o artigo 168 , compreende três operações diferenciadas:  ) em primeiro lugar, tem lugar a separação e entrega dos bens próprios, de modo a excluí-los das operações subsequentes, respeitantes apenas ao activo e passivo comuns;  ) numa segunda operação, cujo objectivo é o de alcançar o valor líquido do activo comum, procede-se ao relacionamento dos elementos pertencentes ao património comum, ao cálculo das compensações, ao pagamento das dívidas a terceiros e à satisfação dos créditos de cada um dos cônjuges sobre o outro;  ) feita a liquidação do crédito comum tem lugar, finalmente, a partilha da massa comum propriamente dita, na qual cada um dos titulares receberá a sua meação”.Convém deixar consignado que, não obstante ser uma questão lateral ao presente recurso, sufragamos a decisão tida no processo de insolvência – de apreensão dos bens comuns do casal, não obstante apenas um dos ex-cônjuges ter sido declarado insolvente.