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2 500,0  Em síntese, enquadrando a relação laboral estalecida com a ré, as vicissitudes da sua vigência, o contexto da omissão de pagamento dos créditos peticionados e as circunstâncias da sua baixa médica e doença profissional, a autora alegou que a ré, à revelia das recomendações médicas e em claro desprezo e desrespeito pelas limitações e doenças físicas que afetavam a autora, bem sabendo que a mesma se encontrava impossibilitada de exercer as funções correspondentes à sua categoria profissional, colocou a autora no mesmo setor e com as mesmas funções anteriores da baixa, bem sabendo que estas foram a causa determinante para o surgimento das doenças profissionais, compelindo ainda a autora a desempenhar as mesmas tarefas, facto que agravou o estado clínico daquela, daí resultando, uma vez mais, a incapacidade da autora para o trabalho, a qual, a partir de 27 de julho de 2019, ficou novamente impossibilitada para desempenhar quaisquer funções para a R.,  Mais alegou que, face à falta de pagamento dos créditos laborais devidos, perante as dores que sentia, limitações físicas decorrentes das suas doenças profissionais, dificuldades financeiras com que se deparava, aliado ao facto de a ré não ter manifestado qualquer disponibilidade para integrar a autora noutras funções ou "aligeirar” as tarefas que lhe incumbiu, a autora decidiu comunicar à ré, por via de carta datada de 13 de dezembro de 2019, a resolução, com justa causa, do contrato de trabalho que havia celebrado com aquela no dia 202011, com efeito a 23 de dezembro de 2019, mais concluindo que a conduta da R., perante a autora, também constituirá um claro exemplo de assédio moral e ofensa à integridade física e moral, honra e dignidade da mesma.