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64, n 1, do CSC – atendendo, no interesse da sociedade, aos interesses de longo prazo de outros sujeitos relevantes para a sustentabilidade da sociedade, tais como seus trabalhadores, clientes e, enquanto ‘emanação da relação fiduciária de gestão de bens e interesses autónomos que se estabelece no acto de constituição’ da sociedade 4  Assumindo a qualidade de sócio gerente de sociedade unipessoal, ficará tal administrador de direito adstrito aos deveres de de prover e cuidar da sustentabilidade da sociedade, de inteirar-se do seu estado, de controlar e atentar no seu funcionamento, incluindo nos aspectos da gestão e organização, desde o cumprimento das responsabilidades tributárias e com os salários à manutenção de contabilidade organizada e verdadeira, não descurando a ponderação sobre a apresentação da sociedade à insolvência, ocorrendo para tanto os necessários pressupostos – na verdade, o ‘círculo autónomo de competências dos gerentes abrange todos os actos que, se violarem a lei, os estatutos ou o dever de diligência a que estão vinculados, afectam o cumprimento das suas funções de administração e podem ser fonte de responsabilidade’ 4  Deveres de que não pode alhear-se nem desresponsabilizar-se), ainda que a administração/gerência de facto seja exercida por outrem – trata-se de responsabilidade que não pode ser excluída ou limitada como decorre dos artigos 72 e 74 do CSC.