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ix) Resulta da matéria provada pontos 1 e 5 e 4) que o contrato de arrendamento apenas foi celebrado entre as partes após um período de negociações que durou, pelo menos, dois meses, pelo que a Ré teve o tempo suficiente para se aperceber da verdadeira situação do locado e das infiltrações facilmente reconhecíveis que se;  x) Resulta ainda dos factos provados com relevância para a questão que se discute pontos 16 a 9, 10 a 14, 15, 16 e 17 que a Ré logo após a celebração do contrato de arrendamento iniciou obras no imóvel locado sem que tivesse obtido a necessária licença, razão pela qual essas obras foram embargadas;  xi) E face a esse embargo apresentou um processo de licenciamento em 202018, ao qual não deu sequência, tendo apenas, cerca de um ano depois, em 12018 dado entrada de novo processo do qual veio a e apresentado, logo após, novo processo em 202019;  xii) Resulta, por fim, dos factos provados 19 a 21 e 9) que apenas um ano depois do embargo camarário e da entrada de dois processos de licenciamento para obras no imóvel, a Ré vem suscitar junto da Autora as questões que fundamentam a sua defesa pelo que, é evidente que, se apenas se tivesse apercebido da situação do imóvel após a celebração do contrato de arrendamento a Ré não teria deixado de interpelar a Autora mais cedo;  xii) E não esperaria por cerca de dez meses para o fazer, que é o período que medeia entre a apresentação do primeiro pedido de licenciamento e a interpelação da Ré ou, pelo menos, teria feito essa interpelação aquando da apresentação do primeiro pedido de licenciamento em 102018 no qual foi assistida por técnicos como dos documentos juntos aos autos relativos a esse processo, o que não fez:  xiv) Nem deixaria de o ter feito logo que foi interpelada para pagamento das rendas em dívida, em Junho de 2018, o que não fez.