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No fundo, a violação do princípio da igualdade está em os devedores/apelados dizerem uma coisa e fazerem outra: disseram que os créditos comuns da aqueles que, em substância, não estavam garantidos pelos imóveis dados em deviam ser tratados do mesmo modo que os restantes créditos comuns, porém, não foi isto que fizeram/concretizaram na proposta de pagamentos, uma vez que, seguindo sempre o raciocínio dos devedores/apelantes, pouco mais de nada se propuseram pagar do que "em substância” seriam os créditos comuns da pela hipoteca, seguindo o raciocínio resultando do confronto com o crédito do, a tinha garantido o pagamento de 37% dos seus créditos, pelo que, dos restantes 63% só propuseram pagar mais 3%, ou seja, 4,76% dos créditos comuns "em substância”, em vez dos 40% propostos a todos os restantes credores2 Dito doutro modo, a proposta de Acordo de pagamento acaba a tratar a totalidade do crédito hipotecário da como crédito comum propondo, como aos créditos comuns, o seu pagamento em 40%), sendo que a justificação da não violação do princípio da igualdade em relação ao tratamento dado ao crédito hipotecário do "destapa”, como se acaba de mostrar, a violação do princípio da igualdade em relação aos credores comuns, uma vez que, num mesmo Acordo, o princípio da igualdade não pode ter uma "geometria variável”, ou seja, não se pode dizer, no confronto com um concreto credor hipotecário), que a credora hipotecáriairá receber menos por a sua garantia hipotecária ser menos sólida que a do) e proceder, no confronto com os restantes credores comuns, como se tal garantia menos sólida da não existisse e dizer que a igualdade é respeitada por todos a e os credores receberem os mesmos 40%.