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Para uma melhor compreensão da questão colocada, e uma visão exacta do que está em causa, vejamos, antes de mais e ouvida a gravação da sentença oralmente proferida em sede de audiência de discussão e, quais os factos que o Tribunal a quo deu como provados na decisão recorrida:  - No dia 1 de Março de 2018, cerca das 15H50, em Esposende, o arguido conduziu na via pública, mais concretamente na EN 13, km 45,250, o veículo ligeiro de passageiros de matrícula ; - Na sequência de uma operação de fiscalização, foi submetido ao exame de pesquisa ao álcool no sangue, pelo método de ar expirado, através do equipamento "Drager Alcotest 7110 MK ”, tendo apresentado uma taxa de álcool no sangue de 2,82 g/, que deduzido o erro máximo admissível corresponde a uma taxa de álcool no sangue de 2,679 g/; - Nessa ocasião, o arguido foi advertido pessoalmente, tendo assinado a respectiva notificação e ficado ciente do seu conteúdo, de que ficava impedido de conduzir pelo período de 12 horas, sob pena de incorrer no crime de desobediência qualificada; - Porém, no dia 1 de Março de 2018, cerca das 19H09, em Esposende, o arguido conduziu na via pública, mais concretamente na Rua , o veículo ligeiro de passageiros de matrícula ; - Na sequência de uma operação de fiscalização, foi submetido ao exame de pesquisa ao álcool no sangue, pelo método de ar expirado, através do equipamento "Drager Alcotest 7110 MK ”, tendo apresentado uma taxa de álcool no sangue de 2,30 g/, que deduzido o erro máximo admissível corresponde a uma taxa de álcool no sangue de 2,185 g/; - O arguido ingeriu livre, voluntária e conscientemente bebidas alcoólicas, as quais foram causa necessária daquelas taxas de álcool no sangue, bem sabendo que as mesmas eram susceptíveis de o colocar no estado em que foi encontrado; - O arguido agiu livre, voluntária e conscientemente, bem sabendo que devia obediência às ordens que lhe tinham sido regularmente comunicadas, as quais eram legítimas porque provenientes da autoridade competente; - Ao conduzir o veículo nas circunstâncias supra descritas, o arguido agiu com o propósito concretizado de desrespeitar a ordem que lhe tinha sido transmitida, não obstante saber que essa ordem fora emanada por autoridade competente e que lhe devia obediência, a qual lhe foi regularmente comunicada através de notificação pessoal, bem como sabia que, não a acatando, incorreria na prática de um crime de desobediência qualificada; - Mais sabia que todas as suas condutas eram proibidas e punidas por lei; - O arguido é reformado; - Recebe uma pensão de € 200,00 mensais; - Vive em casa própria, com a mulher, reformada; - Completou a 3 classe; - Confessou integralmente a prática dos factos; - Do seu registo criminal nada consta.