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Era preciso que, na relação concreta, fossem conferidos poderes de autoridade ao município perante as rés»; 5 Recorda-se que a relação emergente dos contratos é uma simples relação contratual entre dois particulares não intervindo na relação em causa nos presentes autos qualquer entidade pública investida do poder de utilizar, quando e se necessário, prerrogativas de jus imperii; 5 Com efeito, a relação jurídica administrativa «é aquela que confere poderes de autoridade ou impõe restrições de interesse público à Administração perante os particulares ou que atribui direitos ou impõe deveres públicos aos particulares perante a administração»Freitas do Amaral, Direito Administrativo, volume , página 439, Curso de Direito Administrativo, volume , Almedina, 6 reimpressão, página 518; 5 Seguindo a definição de VIEIRA DE ANDRADE A Justiça Administrativa, Lições, 2000, página 79 a relação jurídica administrativa é «aquela em que um dos sujeitos, pelo menos, é uma entidade pública ou uma entidade particular no exercício de um poder público, actuando com vista à realização de um interesse público legalmente definido»; 5 É, portanto, pacífico que pelo menos um dos sujeitos tem de actuar na veste de autoridade pública, investido de ius imperium, com vista à realização do interesse público Freitas do Amaral, obra citada, Vieira de Andrade, obra citada, página 79; José Eduardo Figueiredo Dias e Fernanda Paula Oliveira, Noções Fundamentais de Direito Administrativo, página 239; 5 É, aliás, este o conceito de relação jurídica administrativa tal como unanimemente definido pela jurisprudência assente do Tribunal de Conflitos, melhor identificada nas alegações supra, segundo a qual as relações jurídico-administrativas definem-se pelo exercício, por banda de pelo menos uma das partes, de uma função pública, com prerrogativas de autoridade; 5 Acresce que também não está em causa uma entidade pública ou um concessionário que actue no âmbito da concessão; 5 Sendo certo que não consta dos autos - nem do acórdão recorrido - a referência a uma qualquer qualificação da A como entidade pública ou a menção a um qualquer contrato de concessão que vincule a A.. ou o B..; 6 Assim, em suma, também não é pelo modo como se encontram fixadas as contrapartidas nos contratos em causa nos presentes autos que os mesmos têm conexão administrativa suficiente para que seja reconhecida competência aos tribunais administrativos; 6 Ao decidir diferentemente o Tribunal a quo violou o artigo 4, alíneas e, do ETAF; 6 Deve, atendendo ao exposto, este Tribunal de Conflitos fixar definitivamente a competência dos Tribunais Judiciais para a presente acção, ordenando-se o prosseguimento dos autos, o que se requer para todos os efeitos legais.