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O Recorrente conclui as doutas alegações assim: «A sentença recorrida considerou erradamente que a impugnante afetou as "viaturas de serviço” à sua atividade e que o fez com caráter de permanência, tendo admitido a aplicação do regime previsto no artigo 45 do CIRC, concorrendo para o cálculo do lucro tributável apenas metade do valor da mais valia.Contudo, ficou provado que as "viaturas de serviço” constam de uma base de dados na qual os concessionários podem encontrar as viaturas de serviço e fazer propostas para a sua compra alíneas e dos factos provados da sentença).Dada a sua natureza de "viaturas de serviço” de uma sociedade vendedora de automóveis, estas viaturas estão permanentemente para venda, sendo simultaneamente usadas, pelo que é natural que não se encontrem parqueadas para serem vistas.Contudo, do facto de não estarem parqueadas não se retira que não estão permanentemente para venda.Relativamente às viaturas de serviço não pode ser aplicado o regime especial previsto no artigo 45 do CIRC que prevê a tributação como ganho ou perda extraordinário com possibilidade de opção por reinvestimento, porquanto, a venda de viaturas, incluindo as viaturas de serviço, constitui o resultado da atividade normal do sujeito passivo.É público e notório em qualquer página internet, incluindo a marca da própria impugnante, a divulgação da venda de viaturas "novas”, "usadas” e "viaturas de serviço”.Não se verifica qualquer incongruência pelo facto de se permitir a amortização durante o período de tempo em que o sujeito passivo demonstre que a viatura esteve temporariamente a ser usada enquanto não foi vendida, permitindo-se assim calcular o proveito de acordo com a informação financeira correta, sendo o resultado da venda a diferença entre o preço de venda e o valor liquido contabilístico à data da transmissão.