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Portanto, exige-se que o facto do prejudicado apresente as características que o tornariam responsável, caso o dano tivesse atingido um terceiro»3  A posição da Primeira Instância está estribada na seguinte equação fáctica: «a culpa de ambos foi de diferente gravidade, pois que a condutora do veículo automóvel não poderia efectuar a manobra de ultrapassagem sem se certificar que não causaria um acidente, o qual veio, efectivamente, a ocorrer, para o qual contribuiu o condutor do velocípede ao circular com uma taxa de álcool no sangue e iniciar manobra de mudança de direcção sem sinalizar e assegurar que podia fazê-lo, mas quando já se havia iniciado manobra de ultrapassagem por parte do outro condutor».