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Dito de outra forma, "a incerteza sobre a realidade dos factos tributários reverte, em regra, contra a administração tributária, que deve abster-se de efectuar a liquidação se não existirem elementos concretos e consistentes reveladores da existência dos factos tributários, não sendo suficiente a afirmação do seu convencimento sobre a existência do facto tributário com apoio em meras suspeitas ou aparências desacompanhadas da expressão factual de verdadeiros elementos de prova” – cfr., entre muitos outros, o Acórdão do TCA Sul, de 16/03/2005, recurso n. 01344/0  Mesmo quando recorre a provas indirectas ou como diz Alberto Xavier, a «factos indiciantes dos quais se procurará extrair, com o auxílio das regras de experiência comum, da ciência ou da técnica, uma ilação quanto aos factos indiciados», o certo é que tais indícios devem ser, como acrescenta, «suficientemente sólidos para criar no órgão de aplicação do direito a convicção da verdade» - cfr.