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E, como refere o Sr. Procurador-Geral Adjunto neste Supremo Tribunal, apesar ter operado em sede de audiência de julgamento uma confissão livre, integral, e sem reservas, sem que tivesse sido arguida nulidade, irregularidade, falsidade, ou qualquer vício a tal respeito, o recurso interposto pelo recorrente não poderá consubstanciar um comportamento processual que entorpeça o normal andamento do processo, através de um mau uso de instrumentos legais, de forma a poder configurar a prática de um acto manifestamente dilatório e improcedente, sendo legitimo que o mesmo possa discordar do enquadramento jurídico da factualidade relativa à condução de veículo em estado de embriaguez, mesmo que não tenha apresentado razões que justifiquem a sua discordância relativamente ao decidido no Acórdão de Uniformização de Jurisprudência n 246/2019, sendo que esta questão, como resulta da própria decisão recorrida, ") vem sendo tratada judicialmente de forma quase uniforme e reiterada como uma pluralidade de crimes de condução de veiculo em estado de embriaguez, sob a forma de concurso real e efetivo”.