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Com efeito, a sentença apresentada à Execução seu titulo, proferida em acção de impugnação pauliana, não condenou quem quer que seja – nem poderia ter condenado, atentos os pedidos formulados pelo ali A., aqui Recorrente, na Acção em que foi proferida - em qualquer quantia a de € 4547,75 ou; apenas reconheceu a existência de um crédito do ali A. sobre o ali 1 Réu, JOSÉ falecido e substituído pelos seus herdeiros, os ora Embargantes e, enquanto requisito legal, prévio, de qualquer acção de impugnação Pauliana, e como resultante dos cheques dados à Execução já em 2001 na Execução n. 318/2001), e, por isso, correspondente à quantia ali exequenda, por força da sua "literalidade”, entendimento esse, aliás, mantido pelo Acórdão do STJ, que confirmou a sentença dada à Execução, no qual se prescreveu que, à semelhança do «próprio Acórdão da Relação», proferido em sede de Apelação daquela sentença, «o aqui Autor» ora Exequente e «tem um crédito sobre o falecido JOSÉ, correspondente à quantia exequenda». . Ora, como muito bem salientou o STJ, naquele douto Acórdão, e se transcreveu na douta sentença ora recorrida, «não há que confundir documento comprovativo de um crédito com o título executivo para cobrança judicial do mesmo, pois embora o título executivo também comprove tal crédito, só adquire executoriedade se possuir os requisitos legalmente previstos para tal efeito». . E foi precisamente por falta de tais requisitos legais que se considerou – e bem – na douta sentença recorrida, que «o facto da sentença apresentada à execução declarar que o exequente é, de facto, credor dos embargantes, tal facto provado por sentença transitada em julgado, por si só, não é suficiente para que o exequente possa, desde já, reclamar nesta instância executiva o pagamento do valor aí fixado», na medida em que a sentença trazida à execução apenas condenou à restituição do prédio na medida do interesse do credor, tendo em conta o objecto e a natureza da Acção de Impugnação Pauliana, e já não no cumprimento de qualquer crédito, apenas nela referido com o objectivo de delimitar a extensão da ineficácia da alienação do imóvel impugnada. . Bem andou, pois, a douta sentença recorrida, ao considerar procedente a excepção da inexistência de título executivo e/ou a sua inexequibilidade al., do art.