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É certo que na responsabilidade pela perda de chance, também são susceptíveis de compensação os danos não patrimoniais, desde que revelem, segundo as regras da experiência, um grau de afectação intenso, tendo em conta, por um lado, o montante que estava em causa na referida acção, bem como o grande empenhamento, motivações e a expectativa da parte lesada no seu sucesso, e, por outro lado, a forma como terminou essa causa No entanto, a mera frustração e amargura não reveste um grau de afectação intenso que mereça a atribuição de indemnização autónoma a título de danos não patrimoniais, em especial numa situação dos autos, em que a A. apenas demanda a Ré cerca de 12 anos após a ocorrência do evento lesivo.