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e 1901, n. 3 do , são exemplo, as crianças e os jovens de menor idade, enquanto sujeitos de direitos e titulares de dignidade próprias, que é imanente a todo o ser humano, têm o direito de, em função da sua idade, maturidade e discernimento, não só de serem ouvidos pelos pais sobre os assuntos familiares importantes e que, por isso, necessariamente as afeta, e de ser-lhes concedida autonomia na organização da sua própria vida, devendo paulatinamente, em função da sua idade e maturidade, assumirem os seus direitos e responsabilidades, inclusivamente, na administração dos seus bens, como na relação com o Estado, designadamente, no âmbito dos processos tutelares cíveis que lhe digam respeito, têm o direito de em função da sua idade e maturidade de serem informadas, consultadas e ouvidas e de verem considerada a sua opinião na definição do que seja o seu interesse superior e de, assim, influírem ativamente na decisão a ser proferida, sendo, relembra-se, esse direito de audição obrigatório para jovens de idade superior a 12 anos, obrigatoriedade essa que apenas pode ser afastada quando o interesse superior do jovem o desaconselhe, em concreto e mediante a indicação das concretas razões e circunstâncias que desaconselhem essa audição.