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Desta norma resulta, pois, a consagração dos princípios: Da protecção dos interesses dos clientes; Da protecção da eficiência do mercado; Da actuação de boa fé; e do conhecimento do cliente Conforme salienta José Engrácia Antunes9 "o princípio do conhecimento do cliente impõe ao intermediário financeiro uma postura ativa de recolha de informação junto dos respetivos clientes relativamente a três aspectos fundamentais: o conhecimento e a experiência financeiros do cliente – que lhe permita determinar a categoria ou perfil de investidor do cliente e, consequentemente, ajuizar da adequação das operações de investimento, a situação financeira do cliente – mormente, por forma a determinar a capacidade patrimonial e liquidez deste para cumprir as obrigações inerentes e cobrir as perdas eventuais das operações de investimento realizadas "ability to bear losses”) –, e ainda os objetivos do investimento – nomeadamente, a duração do investimento em causa e o grau de disponibilidade ou aversão ao risco "ability to bear risk”).