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3, n 2  da LPCJP, onde se dispõe, para definir exemplificativamente a situação de perigo: "2 - Considera-se que a criança ou o jovem está em perigo quando, designadamente, se encontra numa das seguintes situações:  a) Está abandonada ou vive entregue a si própria;  b) Sofre maus tratos físicos ou psíquicos ou é vítima de abusos sexuais;  ) Não recebe os cuidados ou a afeição adequados à sua idade e situação pessoal;  ) Está aos cuidados de terceiros, durante período de tempo em que se observou o estabelecimento com estes de forte relação de vinculação e em simultâneo com o não exercício pelos pais das suas funções parentais;  e) É obrigada a actividades ou trabalhos excessivos ou inadequados à sua idade, dignidade e situação pessoal ou prejudiciais à sua formação ou desenvolvimento;  f) Está sujeita, de forma directa ou indirecta, a comportamentos que afectem gravemente a sua segurança ou o seu equilíbrio emocional;  g) Assume comportamentos ou se entrega a actividades ou consumos que afectem gravemente a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento sem que os pais, o representante legal ou quem tenha a guarda de facto se lhes oponham de modo adequado a remover essa situação.” No caso em apreço, é, no que respeita especificamente à AA..., importará indagar, antes de mais, se se verifica uma tal situação de perigo, para que se possa considerar verificado o pressuposto referido no n 1, al.