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Desde logo os pais do demandante e o demandante P. F. negaram ter realizado qualquer pagamento, sendo que a testemunha F. negou também que tal pagamento tivesse ocorrido por referência aos tratamentos prestados ao demandante R..   Ora, considerando que também por referência aos demandantes que confessadamente não pagaram o valor dos serviços de reabilitação foi emitido recibo de quitação, o que bem demonstra que a emissão de tal documento não era necessariamente precedida de pagamento, assim ficando irremediavelmente abalada a declaração de quitação constante de tais recibos, e que em comprovação dos pagamentos, e para além de tais documentos de quitação, não foi produzida qualquer outra prova senão o depoimento naturalmente interessado dos demandantes ou seus representantes ou o depoimento da testemunha Fernando, a quem se anotou um claro interesse no desfecho da acção dado que o pagamento dos seus serviços pelo menos por referência a alguns dos depende da procedência da acção, o tribunal não logrou atingir um estádio de certeza quanto aos pagamentos alegados pelos autores, tanto mais porque a maioria dos demandantes não conseguiu justificar de forma plausível a proveniência do dinheiro com que teriam liquidado as facturas, sendo que o rendimento da maioria dos demandantes/pais, a rondar valores próximos do salário mínimo nacional, não justifica o aforro de que os mesmos declararam ter-se socorrido para fazer face a despesas de tratamento tão avultadas como aquelas que reclamam.