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Com efeito, constituindo matéria que não tem colhido posição unânime na doutrina, tão pouco por parte da jurisprudência, vimos perfilhando o entendimento de que, salvo se ficar «comprovado» que os agentes investigadores escolheram as ditas conversas informais para contornar a proibição da leitura das declarações do arguido em audiência de julgamento, podem os mesmos aquando da sua inquirição, na qualidade de testemunhas, reportar-se ao conteúdo do que, por ocasião das diligências investigatórias tendentes à recolha de indícios do crime e seus autores artigo 24 do CPP, lhes foi pelo arguido transmitido, não se vendo na respetiva valoração ofensa ao direito ao silêncio e à não autoincriminação, os quais, aliás, no caso concreto nunca sairiam minimamente beliscados em função da confissão protagonizada pelo arguido  B... , abrangendo, inclusive, o teor do por si transmitido às testemunhas em questão, as quais, afinal, nesse domínio, nenhuma novidade trouxeram, contribuindo, antes – a par de outras provas -, para conferir uma maior consistência às declarações prestadas, em audiência de julgamento, pelo dito arguido.