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- A versão dos factos acolhida pelo Tribunal da Relação mostra-se compatível com as regras da experiência comum, pois não se vislumbra que a dinâmica do acidente retratada pelo acórdão recorrido não corresponda a algo que, de facto, não possa ter ocorrido ou, dito por outras palavras, que, na perspectiva do padrão do denominado homem comum ou homem médio, surja como um evento inacreditável, inverosímil, completamente desconforme com a realidade da vida.»  A primeira situação dentro desta temática que é abordada pelo recorrente respeita à contradição entre o dado como provado no ponto  da factualidade assente Atuou o arguido livre, deliberada e conscientemente, com a intenção de atingir o corpo e a saúde de  e de  e de, assim, provocar as lesões descritas no ponto  bem como, relativamente a esta última, trauma no primeiro dedo da mão direita, queimadura do primeiro grau na região mandibular esquerda, dor no  dedo da mão direita com dor à mobilização ativa, dificuldades para segurar e transportar objetos com a mão direita, dor no primeiro da mão direita, sabendo que as condutas descritas eram proibidas e punidas pela lei e o consignado no ponto dos factos não provados Para além do vertido no ponto  o arguido atuou com a intenção de provocar em  dor torácica, pequena queimadura na face e queimadura do primeiro grau na região mandibular.