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Mas, tendo presente, por um lado, que no nosso ordenamento jurídico a pena de prisão é a última ratio da política criminal – na decorrência dos princípios da necessidade/subsidiariedade da intervenção penal e da proporcionalidade das sanções penais artigo 18, n. 2 da CRP e, entre outros, artigos 70 e 98 do - e que a execução da pena de prisão deverá ter por finalidade primordial a "reintegração social do recluso, preparando-o para conduzir a sua vida de modo socialmente responsável, sem cometer crimes”, a questão que se coloca e a que importa dar resposta é a de saber se a execução em regime de permanência na habitação da pena de um ano e seis meses de prisão aplicada ao condenado nestes autos servirá para o preparar para conduzir a sua vida de modo socialmente responsável, sem cometer crimes – e sem que, por esta via, se coloque irremediavelmente em causa a confiança da generalidade dos cidadãos na validade das normas que criminalizam o tráfico de estupefacientes.