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- Perante este quadro factual, adoptando, como se adopta, a corrente interpretativa oposta à interpretação tradicional do artigo 505 do Código Civil, não faz sentido acabar na prática por decidir com base no  raciocínio subjazente à doutrina clássica que, em sede de responsabilidade pelo risco, sobrevaloriza excessivamente a conduta culposa ainda que do peão e produz o mesmo invariável resultado de sempre negação de atribuição de qualquer indemnização à vítima do acidente de trânsito), como se todas as situações de facto fossem equiparáveis isto é, igualmente graves no prisma da análise da conduta do peão) e só raríssimos casos, de uma excepcionalidade extrema, merecessem afinal actuação jurisprudencial diferenciadora.