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Ou seja, e na mesma linha, agora em concordância com o Acórdão da Relação de Coimbra de 17/04/201231, "constatada que esteja a qualidade de ex-cônjuge do demandante de alimentos, tem que se apurar a sua incapacidade de prover à sua subsistência e somente após a constatação desta é que se parte para a verificação dos requisitos daquele preceito, e, a ponderação das necessidades de quem os pretende e as possibilidade daquele que os presta, sendo de considerar as várias circunstâncias ali enumeradas, com a finalidade de fixar o montante respectivo”3  Há, pois, assim, dois momentossucessivos33que importa atender: -Verificação da incapacidade do alimentado para prover à sua subsistência; -Ponderação das necessidades do demandante e das possibilidades do demandado3  Quanto a estes dois momentos, diga-se que, em termos de ónus da prova, de acordo com o artigo 34, n. 1, do Código Civil,é ao/à requerente dos alimentos que cabe o ónus da prova dos elementos constitutivos do seu direito, ou seja: - da sua incapacidade para prover à sua subsistência por exemplo, por força da sua idade, da sua saúde débil, da impossibilidade de iniciar o exercício de uma qualquer actividade profissional para prover à sua subsistência, etc.