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A tal respeito refere António Abrantes Geraldes o seguinte: "as conclusões do recurso devem corresponder à identificação clara e rigorosa daquilo que se pretende obter do tribunal superior, em contraposição com aquilo que foi decidido pelo tribunal a quo, incluindo, na parte final, aquilo que efectivamente se pretende obter revogação, anulação ou modificação da decisão” – Recursos no Novo Código de Processo Civil, 2013, página 11  No acórdão do STJ de 002006 – em www.dgsi.pt – defende-se que "A especificação dos concretos pontos de facto que o recorrente pretende ver alterados deve constar das conclusões da alegação” "Na verdade, sendo o objecto do recurso delimitado pelas respectivas conclusões e sendo o erro de julgamento da matéria de facto um dos fundamentos invocados no recurso de apelação, compreende-se que os concretos pontos de facto sobre que recaiu o alegado erro de julgamento tenham de ser devidamente especificados nas conclusões de recurso”.