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Decorre, pois, de todo o acima exposto que a conduta dos devedores causou, necessária e diretamente, prejuízo aos credores e, igualmente, uma maior dificuldade de os devedores solverem as suas dívidas.” Insurgem-se os Insolventes/Apelantes contra tal decisão, com a seguinte alegação: - a venda do seu único imóvel dois anos antes da declaração de insolvência não importou um prejuízo para os credores, porquanto, sobre aquele não incidia qualquer hipoteca ou outro ónus, tendo continuado a proceder ao pagamento das prestações do empréstimo resultante da compra do mesmo; - o facto de terem recebido as quantias de 7084,91€ e 1681,81€,no âmbito do processo de insolvência da sociedade comercial, não pode servir de fundamento ao indeferimento proferido uma vez que, àquela data, os agora insolventes não se encontravam impedidos de se apropriar do mesmo.