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218 do Penal, operado pelo tribunal a quo, por entender, quanto à primeira, que é possível retirar dos factos provados que os arguidos AA e GG retiravam deste tipo de actuação parte substancial do seu sustento, actuação que um modo profissional de escolher as vítimas e os momentos de actuar, de engendrar as ‘histórias’ e de trajar de forma a conferir-lhes credibilidade, e quanto à última, que resulta à evidência dos factos provados que os arguidos actuaram apenas porque antecipadamente conheciam as fragilidades das vítimas, por terem estudado os seus hábitos e rotinas, tendo percebido que eram mais fáceis de enganar, e que do visionamento das declarações para memória futura resulta notória a debilidade física das vítimas e a sua fragilidade em razão da idade respectiva.