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Como refere o aresto recorrido, "ainda que, formalmente, a vítima não tenha violado regra estatuinte para uma concreta atuação - até porque o art 99 n1 lhe permite caminhar pela berma-", ela contendeu com um dever geral de prudência sempre exigível na circulação/caminhamento estradal, que emana do disposto no artigo , n 2 do Código da Estrada5, bem com o dever geral de cuidado e o bom senso, que impunham, analogamente ao que a lei exige no art 100 n 2 do CE para o caminhar na extrema da faixa de rodagem, o falecido também caminhasse de frente para o trânsito que mais próximo de si circulava” Alegam os Recorrentes que a matéria de facto não permite imputar a culpa pela produção do acidente ao condutor do camião, sendo especulativa a conclusão de que a vítima, por força da aproximação do corpo volumoso, do barulho por ele provocado e da própria pressão de ar, se terá assustado e ficado psiquicamente desorientado e desequilibrado, ao ponto de ter involuntariamente caminhado para a faixa de rodagem, onde acabou por ser colhido pela carrinha.