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- A utilização pelo legislador da expressão «externa» no n. 1 do artigo 4 da LGT significa que o efeito suspensivo do prazo de caducidade enquanto se mantiver a inspecção tributária só subsiste enquanto tal inspecção mantiver o seu carácter externo, pelo que os actos ou procedimentos internos da máquina fiscal – como o relatório de inspecção – ficam excluídos; - A distinção entre procedimento interno e externo releva para efeitos de suspensão do prazo de caducidade do direito de liquidação, em conformidade com o disposto no n. 1 do artigo 4 da LGT, pelo que só as acções de inspecção externa são susceptíveis e adequadas a influenciar tal prazo; - A conjugação do preceituado nos artigos 6, 6 e 6 do Regime Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária permite concluir pela clara distinção entre actos de inspecção, procedimento de inspecção e relatório de inspecção, sendo que o carácter vincadamente «externo» só é encontrado nos actos de inspecção, enquanto os demais conceitos incluem actos e acções internas, realizadas no seio da máquina fiscal e longe do olhar do contribuinte; - Os actos e procedimentos realizados pela AF após a entrega da nota de diligência ao contribuinte estão fora da acção de inspecção externa, ainda que façam parte do procedimento de inspecção; - A tese perfilhada no acórdão do TCAN nestes autos deixa na livre disponibilidade da administração a possibilidade de dilatar o prazo de suspensão da caducidade para além o estritamente necessário, sendo certo que se trata de matéria que tem a ver com as garantias dos contribuintes, o que impõe uma interpretação restritiva e não extensiva do disposto no n. 1 do artigo 4 da LGT.