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Efectivamente aquele Código – ordenado para por termo à acesa discussão travada no domínio da legislação anterior sobre a possibilidade da constituição de um direito sobre água alheia por destinação do pai de família8 – consagrou expressamente a solução afirmativa e optou pela generalização da solução contida no art 121 da chamada Lei das Águas – Decreto n 587-, de 18 de Maio de 1919 - dispensando mesmo os sinais visíveis e permanentes do aproveitamento da água, postos pelo proprietário ou seus antecessores, também na hipótese de divisão ou separação, sem intervenção de terceiro, de prédios, um dos quais servisse os outros em água – e não apenas no caso de divisão e partilha de um prédio, sem intervenção de terceiro  São duas as razões que podem adiantar-se para justificar, neste caso, a dispensa dos sinais visíveis e permanentes, para que a servidão se tenha por constituída: a particular importância que tem a água existente num prédio e por não ser de supor que, no momento da partilha, os interessados não conheçam as condições do seu aproveitamento; o de não haver, na simples divisão, intervenção de terceiros, cuja boa fé reclame a especial protecção que publicidade resultante da visibilidade e da permanência dos sinais disponibiliza.