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Na verdade, &lt;&lt; – Para que o acidente possa ser descaracterizado devido a violação por parte da vítima, sem causa justificativa, das medidas de segurança estabelecidas pela entidade patronal ou pela lei, é necessária a verificação cumulativa dos seguintes requisitos: existência de condições de segurança estabelecidas pela entidade patronal ou previstas na lei; violação, por acção ou omissão, dessas condições por parte da vítima; actuação voluntária, embora não intencional, e sem causa justificativa da vítima; que o acidente seja consequência dessa actuação, isto é, que existe nexo de causalidade entre a referida violação e o evento, que o evento tenha sido desencadeado por essa violação.&gt;&gt; Como se decidiu no acórdão do STJ de 15/04/2015, disponível em www.dgsi.pt: "- Sabendo o A. que apenas podia proceder à operação de desencravamento do "eixo sem-fim”, de um silo de serrim, com o interruptor do quadro elétrico de comando na posição «0», ao ter encetado a operação de desencravamento do referido eixo, retirando a tampa de proteção e introduzindo a mão esquerda na conduta onde o "eixo sem-fim” trabalhava, sem que previamente tivesse desligado a máquina, vindo a ser atingido na mão e braço esquerdo, por força do movimento súbito daquele eixo, e a sofrer as lesões e sequelas determinativas de uma IPP de 30% com IPATH, é de considerar descaracterizado o acidente de trabalho sofrido, por violação por parte do A. das regras de segurança legalmente estabelecidas.”  Pelo exposto, o acidente dos autos, ao contrário do alegado pelos AA.