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Trabalha e reside em Inglaterra, vive em casa de um colega de trabalho e os contratos de arrendamento, do gás e da luz estão em nome desse mesmo colega, que já vivia na casa onde o mesmo reside agora;  Tal situação foi relatada atempadamente ao Senhor Administrador de Insolvência e foram-lhe enviados documentos que se encontram junto aos autos;  Apesar da explicação da situação o Senhor Administrador de Insolvência continua a exigir a apresentação dos documentos em nome do Recorrente, o que se trata de uma tarefa imposs��vel, dado que não existem;  O Recorrente é titular de uma quota numa sociedade comercial denominada "), Lda.”, a qual se encontra encerrada há vários anos;  O encerramento da sociedade atrás referida deu-se devido a maus resultados económicos e o Recorrente, como não tinha possibilidade de pagar a avença do contabilista, ficou sem acesso à contabilidade, o que não lhe permitiu juntar dados contabilísticos aos presentes autos; 1 Identificou atempadamente a empresa que lhe fazia a contabilidade e solicitou ao tribunal que notificasse a mesma para juntar os documentos contabilísticos solicitados; 1 A empresa de contabilidade juntou um documento, com 5 folhas, do qual o Recorrente só teve conhecimento quando foi agora junto aos autos, que se mostra manifestamente incompleta mas a que o Recorrente é completamente alheio; 1 Mas a eventual possibilidade de só poder ser prestada tal informação nunca tal poderá ser considerado como falta de colaboração por parte do Recorrente, porquanto terá sido prestada a informação que existe, e, a ser assim, só essa pode ser prestada; 1 Entende o Recorrente que não foi tida minimamente em consideração a sua situação, nomeadamente e sem excluir:  residir no estrangeiro; ter uma situação mesmo nos períodos temporais em que trabalha, manifestamente precária; ter que partilhar residência e as despesas inerentes com outros trabalhadores emigrantes e ver-se assim impossibilitado de apresentar os documentos comprovativos de tais encargos; 1 O Senhor Administrador de Insolvência parece desconhecer o "mundo real” da emigração em Portugal que, infelizmente, não é diferente para os imigrantes portugueses no estrangeiro.