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O depoimento da filha R. prestado em Tribunal, que acompanhava e a mãe às consultas médicas, não contraria o que foi dado como provado no aludido facto 13, pois embora aquela tenha referido que a sua mãe, em 2016 ou 2017, já revelava perdas de memória, sendo seguida pelo neurologista Dr. F. , tendo realizado diversos exames imagiológicos designadamente TAC’s), que revelaram que ela sofreu pequenos "acidentes isquémicos cerebrais” ou AIT’s como são designados pelos médicos), o que era normal na idade dela 88, a mesma foi peremptória ao afirmar que, nessa altura, nunca lhe foi dito que a mãe tinha Alzheimer, tendo sido apenas em 2019 que lhe foi diagnosticada a doença de Alzheimer pelo neurologista Dr. A. , que começou a acompanhá-la a partir de Janeiro de 2019, o que está em conformidade com o que a própria R. transmitiu ao Sr. Perito que examinou a beneficiária e que se encontra plasmado no relatório pericial junto aos autos.