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O autor terminou tal recurso formulando as seguintes conclusões: "A) Vem o presente recurso interposto do despacho saneador na parte em que julgou procedente a exceção de ilegitimidade arguida pela Ré Companhia de Seguros W..., SA e a Interveniente Y..., relativamente aos pedidos deduzidos contra o 1 Réu: BB e 2 Ré: ; B) Sempre como devido respeito, na decisão recorrida não foi feita a correta interpretação e aplicação dos preceitos legais atinentes; ) Conforme resulta dos autos, o Autor intentou contra as Rés e a Interveniente ação sob a forma comum no âmbito da responsabilidade profissional contratual dos 1 e 2 Réus que, na qualidade de advogados daquele, ocorreu o incumprimento e/ou cumprimento defeituoso do contrato de mandato e em que a 6 Ré W... e Interveniente Y..., ora Recorridas, intervém na qualidade de seguradoras para qual tinha sido transferida a respetiva responsabilidade ;  ) Em suma, a decisão recorrida, na parte em que julga procedente a ilegitimidade da 6 Ré W... e da Interveniente Y..., em relação ao 1 e 2 Réus, sustenta-se no facto de o contrato de seguro de responsabilidade profissional, celebrado entre as Seguradoras e a Ordem dos Advogados, garantindo a indemnização de prejuízos causados a terceiros pelos advogados com inscrição em vigor na Ordem dos Advogados que exerçam atividade em prática individual ou societária, por dolo, erro, omissão ou negligência profissional, configura justamente um contrato de seguro de grupo”, que se tratam de apólices de reclamação, em que a delimitação temporal da garantia do seguro reporta-se não à data da verificação do facto causador do prejuízo, mas antes à data da sua reclamação, que na "data do início do período de seguro da apólice n ... – Y...- 002018), os 1 e 2 RR, Dr. BB e Dr , não tinham as respetivas inscrições profissionais em vigor na Ordem dos Advogados tomador de, sendo que o 1 Réu, Dr. BB, tem a sua inscrição suspensa na Ordem dos Advogados, desde 112011, encontrando-se a inscrição profissional do 1 Réu ainda suspensa, à data da citação da ora Interveniente Y... e que, por outro lado, a 2 Ré, Dr. , tem a sua inscrição junto da Ordem dos Advogados suspensa, pelo menos, desde 302015, concluindo, que estes, não assumindo a qualidade de segurados, nunca poderiam integrar o universo de pessoas seguras/segurados, beneficiários das apólices n ............... e ............... por via da manutenção da sua inscrição em vigor na, aquando da contratação de tais apólices de seguro pela Ordem dos Advogados; E) O tribunal a quo sustenta, ainda, que "o 1 Réu, à data de celebração do contrato de seguro 002014 – tinha a sua inscrição junto da Ordem dos Advogados suspensa e a 2 Ré tem a sua inscrição junto da Ordem dos Advogados suspensa, pelo menos, desde 302015”, concluindo, assim, que "não se encontrando transferida responsabilidade decorrente dos factos que são imputados ao1 Réu e2 Ré na p.para a Ré W... e para a interveniente Y... estas não são titulares da relação material controvertida e como tal são partes ilegítimas.”; F) Ora, sempre com o devido respeito, que é muito, discorda-se de tal entendimento;  G) Do teor das apólices n ............. W...), que cobre o período de 01/01/2004 a 01/01/2018e as ................ e ............... Y...), que cobre o período de 002018 a 2021, junta aos autos e reconhecido no despacho em análise –o seguro celebrado entre a Ordem dos Advogados e as recorridas, é um seguro coletivo de responsabilidade profissional, encontrando-se cobertas a responsabilidade de todos os advogados, entre os quais, os 1 e 2 RR; H) Tratando-se de um seguro obrigatório de responsabilidade profissional que garante a indemnização dos prejuízos causados a terceiros no exercício da actividade por advogado, entende-se que o mesmo abrange e cobre todas as situações ocorrida desde a data da celebração do contrato do mandato, incluindo a data da ocorrência do sinistro e não a data em que as seguradoras têm conhecimento das referidas ocorrências, na medida em que se entende que, para efeitos de averiguação de cobertura e de accionamento do seguro em causa ter-se-á de ter em conta a data em que foi celebrado o contrato de mandato entre o Recorrente e o 1 e 2 RR, com a outorga da respectiva procuração forense – 1 R a 15/12/2009 e cujo mandato vigorou até 27/01/2012 e 2 R a 28/01/2012 e cujo mandato vigorou até 03/02/2014, sendo que foi através da respectiva procuração forense que foram conferidos poderes pelo mandante para o advogado mandatário) patrocinar nos autos do processo n 15/10TTPRT, que correu termos na Comarca do Porto – Porto – Instância Central – 1 Sec.