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Pelo que, independente do desconhecimento subjetivo do empregado bancário em causa, considerou-se como provado que o Banco A, pessoa coletiva representada pelos respetivos administradores munidos de conhecimento privilegiado dada a participação em reuniões e a comunicação com o, sabia que poderia haver lugar a uma intervenção do Banco de Portugal redefinidora do perímetro dos elementos transmitidos.»  O desconhecimento dos funcionários bancários, apenas releva em termos de apreciação da culpa, na medida em que a Administração do Banco A não teve a diligência de providenciar para que os seus colaboradores soubessem dos riscos associados aos produtos por si comercializados, com a agravante de serem produtos redenominados como Banco A.  Aliás, como resulta do depoimento da testemunha H., a Administração do Banco A terá adoptado uma estratégia interna de ocultação de informação sobre a situação financeira daquela instituição bancária e consequente risco dos seus produtos financeiros, pois quando lhe foi perguntado pelo mandatário dos AA.