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Mas, ao contrário do julgado pelo Tribunal a quo, esta natureza do processo, mesmo associada ao número de partes envolvidas, ao facto de ter sido apresentada contestação com reconvenção, ao facto de se ter determinado que o processo seguisse os termos do processo declaratório comum, ao número de quesitos fixados na base instrutória e aos incidentes e meios de prova produzidos, designadamente a pericial, não constituem circunstâncias que, conjugadamente, permitam afirmar que estamos perante um processo com uma complexidade excecional cujo prazo de "resolução” deva ultrapassar aquilo que tem vindo a ser julgado razoável, em primeira instância  Julgamos, portanto, que à exceção do período em que após a venda da generalidade dos bens por proposta em carta fechada, o processo ficou a aguardar as diligências da agência imobiliária no sentido de proceder à venda por negociação partícula do único bem relativamente ao qual não foi apresentada qualquer proposta e dos períodos de suspensão da instância por acordo das partes, a duração do processo imputável ao Estado deve compreender o lapso temporal decorrido desde a citação das RR.