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Afirma Germano Marques da Silva, referindo-se aos fortes indícios: ") embora não seja ainda de exigir a comprovação categórica, sem qualquer dúvida razoável, é pelo menos necessário que face aos elementos de prova disponíveis seja possível formar a convicção sobre a maior probabilidade de condenação do que de absolvição” Curso de Processo Penal, ,  edição, Verbo, Lisboa, 2008, p.. Tal como refere Fernanda Palma, entendemos que os indícios de que resulta uma possibilidade razoável de condenação e que por isso são suficientes, na avaliação efectuada no final do inquérito e da instrução, não poderão deixar de ser graves ou fortes, "no sentido de serem factos que permitem uma inferência de tipo probabilístico da prática do crime enquanto de elevada intensidade, permitindo estabelecer uma conexão com aquela prática altamente provável”.