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No caso em apreço, as questões que importa decidir são: 1) Admissão da retificação;  2) Impugnação da matéria de facto; e 3) Requisitos para caracterização de acidente de trabalho.♣– Matéria de Facto O tribunal de  instância deu como provados os seguintes factos: A) A autora S nasceu no dia 5/12/1967; B) No dia 31/1/2018, a autora exercia as funções de carteira para os , S.A.; ) Que, como contraprestação desse trabalho, pagava à autora a remuneração anual global de € 1355,52; ) A ré  – Companhia de Seguros, S.A., assumiu a responsabilidade decorrente de acidentes de trabalho que afectassem a autora por contrato de seguro, pelo indicado valor da retribuição anual; E) Pelas 8 horas da manhã, a autora encontrava-se nas instalações dos , em Tomar; F) Ao levantar um caixote com correspondência, a autora sentiu uma forte dor lombar; G) Apesar das dores que a afligiam, a A. continuou ao trabalho, tendo completado o seu horário diário; H) Quando terminou a jornada de trabalho continuava com dores; ) No dia seguinte procurou assistência médica; J) Em consequência sofreu Incapacidade Temporária Absoluta desde o dia 1-2-2018 até ao dia 18-4-2018; alterado conforme fundamentação K) A A. percorreu um total de 464 km, para sessões de fisioterapia e osteopatia em Torres Novas e uma consulta em Ferreira do Zêzere, com o que despendeu, pelo menos, € 200; ) Em consultas e tratamentos suportou a despesa de € 53♣– Enquadramento jurídico Conforme supra mencionámos, o que importa analisar no presente recurso é se é admissível o pedido de retificação das alegações; o tribunal a quo errou na apreciação da matéria de facto; e se mostram verificados os requisitos para caracterização a situação dos autos como sendo um acidente de trabalho.