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No caso dos autos, a ré empregadora logrou provar os factos integradores da base da presunção de abandono a ausência da trabalhadora ao serviço por mais de 10 dias úteis seguidos e a falta de comunicação do motivo da ausência pela,mas já não logrou provar o denominado animus extintivo sem o qual não há abandono de trabalho, ainda que presumido, pois só nesta situação, para voltar a utilizar as sugestivas expressões de Leal Amado, se poderá afirmar terem os trabalhadores "desertado” ou "desaparecido em combate”  Com efeito, está provado factos 27, 28 e 29, não que a autora, após ter recebido da ré a missiva datada de 14-09-2018 através da qual pretendia fazer cessar o contrato por extinção do posto de trabalho, com efeitos a partir de 31 de Outubro de 2018, contactou o representante da Ré, o qual lhe referiu que o assunto estava a ser tratado por advogado e que teria que aguardar pois iria receber uma segunda carta com a decisão de despedimento, tendo a autora, na sequência do referido pelo representante da Ré, ficado a aguardar que lhe fosse remetida pela Ré a segunda carta com a indicação dos seus direitos e a declaração necessária para requerer, posteriormente, o subsídio de desemprego.