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Por seu turno, do artigo 14-A do RGICSF que estabelecia as finalidades das medidas de resolução), na redação dada pelo n. 31-A/2012, de 10 de fevereiro em vigor à data de 3 de agosto de dizia-se que "o Banco de Portugal pode aplicar, relativamente às instituições de crédito com sede em Portugal, as medidas previstas no presente capítulo, com o objectivo de prosseguir qualquer das seguintes finalidades: Assegurar a continuidade da prestação dos serviços financeiros essenciais; Acautelar o risco sistémico; Salvaguardar os interesses dos contribuintes e do erário público; Salvaguardar a confiança dos depositantes.” No artigo 14-B do RGICSF sobre o princípio orientador da aplicação de medidas de resolução), prescrevia-se, por seu turno, que "na aplicação de medidas de resolução, procura assegurar-se que os accionistas e os credores da instituição de crédito assumem prioritariamente os prejuízos da instituição em causa, de acordo com a respectiva hierarquia e em condições de igualdade dentro de cada classe de credores” E, no artigo 14-do RGICSF sobre a aplicação de medidas de resolução) estatuía-se que, "quando uma instituição de crédito não cumpra, ou esteja em risco sério de não cumprir, os requisitos para a manutenção da autorização para o exercício da sua actividade, o Banco de Portugal pode aplicar as seguintes medidas de resolução, se tal for indispensável para a prossecução de qualquer das finalidades previstas no artigo 14-A: Alienação parcial ou total da actividade a outra instituição autorizada a desenvolver a actividade em causa; Transferência, parcial ou total, da actividade a um ou mais bancos de transição.” Conforme dá nota Mafalda Miranda Barbosa "A propósito do caso BES: algumas notas acerca da medida de resolução”, in Boletim de Ciências Económicas,, pp.