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No decurso do período de suspensão da execução da pena de prisão por crime de tráfico de estupefacientes de menor gravidade, o arguido cometeu um novo crime de tráfico de estupefacientes, agora agravado, entre Junho de 2013 e 12 de Abril de 2015, pelo qual viria a ser condenado por acórdão transitado em julgado, apenas, em 3 de Outubro de 201 Nestas circunstâncias, contrariamente ao afirmado na fundamentação da decisão recorrida, o despacho a revogar, ou não, a suspensão da execução da pena, não deveria ter sido proferido até 11 de Julho de 2015 termo do período de suspensão da execução da pena de prisão), inexistindo fundamento legal para tal entendimento Com particular interesse para a análise do caso concreto, recorda-se o número 2 do artigo 57 do Código Penal, ao estatuir que "Se, findo o período da suspensão, se encontrar pendente processo por crime que possa determinar a sua revogação ou incidente por falta de cumprimento dos deveres, das regras de conduta ou do plano de reinserção, a pena só é declarada extinta quando o processo ou o incidente findarem e não houver lugar à revogação ou à prorrogação do período da suspensão.