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5 a 8, que desconheciam e que, por isso, não puderam juntar aos autos da ação de preferência, documento esse que, por si só, altera, de forma objetiva, o sentido da decisão proferida em termos favoráveis aos recorrentes;  Em tal documento o Autor Ângelo requer ao chefe da Repartição de Finanças de Paredes de Coura, em 17/01/1990, a inscrição de um prédio urbano, sito na freguesia de, Lugar de S., onde vive, constituído por casa de morada de dois pisos, feita de pedra e coberta de telha, com cave, a confrontar de norte com J., de sul com EN, de nascente com Jaime e de poente com a EN;  Esse documento é um modelo 129 de suporte à inscrição na matriz do artigo  urbano de ... e encontra-se assinado pelo Autor Ângelo; Trata-se do mesmo prédio que depois o Autor pretende que seja rústico para poder exercer o direito de preferência; Deste modo, o Autor mentiu despudoradamente ao tribunal porque, de facto, era proprietário de um prédio urbano; Foi com base na qualidade de prédio rústico que os Autores alicerçaram o fundamento da ação de preferência que intentaram e vieram dizer ao tribunal que eram donos de um prédio rústico, quando efetivamente eram, sim, proprietários de um prédio urbano na sua totalidade; Constata-se agora que os Autores, em 1983, projetaram para o imóvel a construção de uma casa de morada e que, em 1990, inscreveram tal imóvel como prédio urbano junto das Finanças; Logo, os Autores não tinham, nem nunca tiveram, no local, qualquer prédio rústico; Impõe-se a revisão da sentença por forma a que os Réus possam provar, o que fazem agora pela apresentação deste novo documento, que os Autores não tinham qualquer direito de preferência na compra que os recorrentes fizeram a Valdemar e mulher, por não serem proprietários de um prédio rústico no local.