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Porém, neste último caso, a lei criou um mecanismo destinado a dar alguma protecção a direitos legítimos de terceiros, conferindo a estes a faculdade de os virem defender através do incidente regulado no artigo 36-A, sob o título "Defesa de direitos de boa fé”, aditado ao Decreto-Lei n 15/93 pela mencionada Lei n 45/9 Nos termos do n 1 deste preceito legal, "O terceiro que invoque a titularidade de coisas, direitos ou objectos sujeitos a apreensão ou outras medidas legalmente previstas aplicadas a arguidos por infracções previstas no presente diploma, pode deduzir no processo a defesa dos seus direitos, através de requerimento em que alegue a sua boa fé, indicando logo todos os elementos de prova”, esclarecendo o n 2 do mesmo normativo que "Entende-se por boa fé a ignorância desculpável de que os objectos estivessem nas situações previstas no n. 1 do artigo 3”.