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Na expressão de Miguel Teixeira de Sousa, "as medidas provisórias não podem eternizar-se e, por essa via, fornecer ao requerente uma tutela tão eficaz e duradoura como a que resultaria de uma composição definitiva, pois que o requerido não pode permanecer indefinidamente na incerteza quanto à sua verdadeira situação perante o requerente” Estudos sobre o Novo Processo Civil, 2 ed., Lex, Lisboa, 1997, p.. Significa isto que as providências cautelares, sendo caracterizadas pela sua instrumentalidade e provisoriedade, destinam-se a ser absorvidas ou excedidas pela decisão que vier a ser adoptada na acção principal de que dependem, acção principal que, no contencioso tributário, mais não é do que a prática do acto de liquidação dado que, como já referimos, a administração não necessita de recorrer ao Tribunal para ver os seus direitos declarados autotutela.