Legal Document Excerpt:

Quanto ao facto defende a Recorrente que, uma vez que a testemunha G disse não ter verificado em que estado se encontravam os dispositivos de escoamento das águas existentes na via, o juiz deu o mesmo por provado apenas com base no depoimento do condutor do veículo, testemunho subjectivo e pessoalmente interessado no desfecho da causa, por ser filho da A. e querer afastar qualquer responsabilidade que lhe pudesse ser assacada pelo acidente – o que, pelas razões aduzidas e que aqui se reiteram, não procede – e que objectivamente não podia servir para provar que o sistema de escoamento de águas pluviais não se encontrava a funcionar correctamente - o que não se pode fazer com base numa mera percepção de alguém envolvido num sinistro, devendo antes ser verificado por alguém qualificado para atestar que o alagamento se deveu ao entupimento das sarjetas e não à forte pluviosidade – e por ter declarado que revisitou o local no dia seguinte e foi então que verificou que as sarjetas estavam entupidas o que pode ter acontecido por se tratar de uma zona baixa da cidade e o mais certo é que tenham sido arrastadas para junto das entradas das sarjetas detritos e lamas, como é usual suceder em ocasiões de chuva intensa, pelo que entende o depoimento em causa não pode constituir prova idónea da matéria considerada provada.