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Em todo o caso, sempre há a considerar o entendimento seguido e referido pelo Ac do STJ de 102004 relator Quirino, igualmente citado por aqueles mesmos arguidos, de acordo com o qual a parte beneficiária do segredo pode dispensá-lo, o que constituirá entendimento antigo e persistentemente uniforme do Supremo Tribunal, citando a propósito os acórdãos: de 0169, no BMJ 192/197; de 1171, no BMJ 211/269; de 3089, processo 76 661, na base de dados do ITIJ, com o n076661; de 2092, processo n81 993, na base de dados do ITIJ, com o n081993; de 2195, processo n87 169, na base de dados do ITIJ, com o.  Conclui o citado Ac STJ de 102004 que "Não é incongruente, tal entendimento, com as razões de ordem pública que explicam o dever de sigilo, porque, em todo o caso, é sempre o interesse do cliente, ou o da parte contrária, do co-autor, do co-réu, ou do co-interessado, que, em cada situação concreta, estão em crise, e esse interesse é, em princípio, disponível.»sublinhado  À luz também) destas considerações, que subscrevemos, não poderemos, pois, deixar de concluir que, ao abrigo do disposto no art.