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O Ministério Público, ora recorrente, alega, em suma, que a pena acessória de proibição de conduzir veículos com motor aplicada ao arguido/condenado deveria ter sido declarada extinta por força da decisão definitiva de cassação do título, por equiparação com o disposto no n 7 do artigo 69 do Código Penal, uma vez que, na sua óptica, a norma constante da alínea do n 3 do artigo 130 do Código da Estrada, relativa aos fundamentos do cancelamento do titulo de condução, equipara a cassação administrativa da perda de prontos prevista no artigo 148 do mesmo diploma à medida de segurança da cassação do título e interdição da concessão do título de condução de veículo com motor prevista no artigo 101 do Código Penal, em termos que especifica e aqui se consideram renovados, contexto em que preconizava que o despacho recorrido deverá ser revogado e substituído por outro que declare a extinção da referida pena acessória.