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prevê uma espécie de «dois em um», pois, sob a aparência de uma única acção, prevê efectivamente dois pedidos e dois processos distintos o de suspensão do cargo de gerente, que é um procedimento cautelar, com semelhanças evidentes com o procedimento cautelar comum previsto nos art.s 362 a 376; e o de destituição da gerência, que é uma acção declarativa com as especificidades características dos processos de jurisdição voluntária) tanto se pode pedir só a destituição do gerente, como, simultaneamente, esta destituição e a sua imediata suspensão das respectivas funções13, ou se perfilhe que a suspensão é um dos pedidos da acção única ou procedimento cautelar não especificado a processar separadamente e se justifique a sua existência afirmando que "o legislador reparou em que o sistema por ele criado tinha um grave inconveniente: a manutenção do gerente, apesar da justa causa, até ao trânsito em julgado da sentença que o destitua e que produz efeito ex nunc”14 -, sempre se dirá que a tramitação paralela e simultânea do dito procedimento cautelar e da acção especial principal de jurisdição voluntária) poderá trazer dificuldades derivadas da tramitação do incidente/procedimento se poder "confundir” e "englobar” no processo da causa principal15 o que não sucederia se tivesse processo próprio e distinto do processo da causa principal, como no caso de ser autuado por16, dificuldades também porventura traduzidas/plasmadas em determinados actos processuais praticados no âmbito das citações/notificações, e, subsequentemente, pelas partes, o que, naturalmente, não poderá deixar de ser levado em conta pelo tribunal, tanto mais por estarmos no domínio da jurisdição voluntária.