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Ou é cabível o procedimento previsto no artigo 21 n 1 do 149/95, segundo o qual "Se, findo o contrato por resolução o locatário não proceder à restituição do bem ao locador, pode este, após o pedido de cancelamento do registo da locação financeira, a efectuar por via electrónica sempre que as condições técnicas o permitam, requerer ao tribunal providência cautelar consistente na sua entrega imediata ao requerente?” Dir-se-ia que tendo, implicitamente, o administrador da insolvência optado por não cumprir o contrato, após a declaração de insolvência, ao abrigo do seu poder de administração – artigo 33 do CIRE – onde se inscreve um juízo sobre a desfavorabilidade, para os interesses dos credores, da continuação de pagamento de rendas do contrato de locação financeira em vista da aquisição final do bem locado por não se mostrar um activo relevante e compensador em relação ao montante de tais rendas, o direito à aquisição do bem no final do contrato não adquiriu consistência suficiente, a expectativa dessa aquisição foi frustrada, e o direito não poderá mais vir a ser adquirido na pendência da insolvência, e portanto é insusceptível de ingresso na massa insolvente, nos termos do artigo 46 n 1 do CIRE.