Legal Document Excerpt:

Alega ter sido casada com o  requerido, mas que após o divórcio deixou de falar, conviver ou ter qualquer tipo de amizade ou aproximação com o mesmo e que apenas interveio na escritura de partilhas dos seus ex-sogros, por à morte de  ser casada no regime de comunhão geral de bens com o  requerido; no mais, não elaborou ou subscreveu quaisquer documentos, deles não tendo tido qualquer conhecimento;  - Os requeridos E e F, alegaram que o requerimento inicial não contém alegação de facto, que conduza ao justo receio da perda da garantia patrimonial, na sequência de qualquer ato praticado por si, nem quanto a escritura de partilhas, nem quanto à existência de má-fé por parte destes; sustentaram que a partilha por óbito dos seus pais fez-se com pagamento dos quinhões respetivos, tendo por referência um valor adequado ao bem, superior ao valor patrimonial e que o referido bem, além de ter sido atingido fortemente pela crise imobiliária, está em mau estado, é de fraca qualidade de construção, com infiltrações bem visíveis nas paredes, tetos e chão, e cujo telhado está prestes a ruir numa das partes, a que acresce o facto do pavilhão a que a requerente se refere, ser clandestino, sem qualquer tipo de licenciamento; alegaram ainda que em 2017, a  requerida tornou-se a única proprietária do imóvel, ao comprar a outra metade que pertencia ao  requerido, por sempre ter sido seu desejo ficar com a casa dos seus pais; que desconheciam a penhora do quinhão hereditário do requerido H, só dela tendo tomado conhecimento com os presentes autos, pelo que não tinham, nem podiam ter, consciência de qualquer prejuízo que pudessem causar a credores do  requerido H aquando da referida escritura de partilhas, por desconhecer eventual responsabilidade assumida por aquele para com a requerente, bem como qualquer incumprimento perante esta.