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Alegou, para o efeito, em síntese útil, que: no dia 10/04/2012, dirigiu-se à instituição bancária da Ré, no balcão do Centro Comercial Anadia, no Funchal, para levantar 50% de todos os seus depósitos, que existiam na conta à ordem n 041014748-3 e na conta a prazo n 325-1001216, cujo saldo, no total, era de € 56550,00; ambas as contas são tituladas pela A. e pelo seu ex-marido,  ; a A., porque estava em processo de separação do seu ex-marido e porque o mesmo ameaçava que iria proceder ao levantamento de todos os valores existentes nos banco, decidiu proceder ao levantamento de 50% do valor existente, por forma a acautelar a sua meação; a A. foi atendida pelo gerente, Sr. Paulo .., que a impediu de levantar o seu dinheiro, alegando que apenas o poderia fazer com consentimento do seu marido; a A. insistiu em proceder ao levantamento, mas o mesmo foi-lhe recusado, tendo o referido gerente telefonado ao seu marido, mas mencionando que este não atendeu o telefone; por conseguinte, a A. pediu o livro de reclamações, o que também lhe foi recusado; como tal, a A. pediu o extracto de conta por forma a comprovar o saldo existente, o que também lhe foi recusado; o gerente recusou o levantamento à A. e avisou o marido da mesma que a A. tinha estado na agência para efectuar tal levantamento; perante esta informação, o ex-marido da A. procedeu ao levantamento quase total do valor existente nas referidas contas bancárias, tendo transferido para uma conta só sua a quantia de € 50000,00; até ao presente, a A. ainda não conseguiu recuperar a sua meação nos € 56000,00; a A. já intentou acção contra o seu ex-marido, a qual correu termos na Instância Central do Funchal, com o n 3376/19T8FUN do Juiz 2, na qual o mesmo reconheceu que a quantia de € 56000,00 é bem comum do casal e que o mesmo procedeu ao levantamento da conta; contudo, até ao presente nunca dividiu tal verba com a A., nem tenciona fazê-lo; a A. é inválida e vive apenas da sua pensão de invalidez, de valor mensal inferior a € 250,00; a A. tem que pedir apoio à segurança social para ajuda dos seus medicamentos; e, a A. tem sofrido com a presente situação, imaginando que nunca mais irá conseguir reaver o seu dinheiro.