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Neste enquadramento, 1 Da conjugação dos pontos 7, 12, 15, 21, 23, 24, 26 e 27 da factualidade considerada provada, bem como da circunstância da ré ter proposto ao autor o pagamento de indemnização relativa a 30 dias por privação do uso do veículo acidentado, resultam objetivamente evidentes três premissas, ou seja:  No dia 13 de agosto de 2019, o autor foi vítima de um acidente de viação, participado à ré no dia seguinte 14/08/2019), sendo que em virtude deste embate ficaram danificadas as jantes do lado direito e respetivos pneus, o para-choques, e um rolamento da estrutura da direção da roda da frente do lado direito do veículo que impedia a circulação do veículo;  A ré aceitou proceder ao pagamento dos danos decorrentes do embate com a cobertura de choque, colisão e capotamento, o que declarou no dia 23 de janeiro de 2020;  Por virtude do acidente, o autor esteve privado do uso do seu veículo durante 170 dias; Outrossim, 1 Para além do custo da reparação, cujo pagamento foi assumido e processado pela ré, e por as condições particulares da apólice estipularem o pagamento de indemnização relativa a 30 dias por privação do uso do veículo, deveria o Tribunal a quo ter condenado a ré, a título de responsabilidade contratual, no pagamento ao autor da referida quantia de €500,00 a título de privação do uso relativo a 30 dias, e tal como foi pela mesma aceite e proposto; Além disso, 1 A empresa contratada pela ré para proceder à peritagem aos danos do veículo do autor tinha o dever de ofício de verificar os concretos danos verificados, e se o embate, porque violento, foi ou não suscetível de danificar a estrutura da direção do veículo, até porque em consequência do embate não ficaram apenas danificadas as jantes e pneus, mas também o para-choques, e um rolamento da estrutura da direção, cuja danificação, e tal como resultou provado sob o ponto 23 da factualidade, impedia a circulação do veículo; Outrossim, 1 Não foi o autor que contratou a empresa de peritagem, nem sequer acompanhou a peritagem, e a questão que se coloca é que se impunha à empresa de peritagem contratada pela ré, pois que foi exatamente para isso que foi contratada, verificar se o veículo podia circular, ainda que por simples substituição das jantes e pneus danificados, nomeadamente removendo os pneus danificados pelo embate e pesquisando a possibilidade de ocorrência de outros danos, e se o veículo estaria ou não em condições de circular; 1 E nesta parte revela-se manifestamente inconsequente e inócua a descrição do acidente processada pelo autor, pois que ainda no decorrer do mês de agosto de 2019, o autor concretizou a participação para a cobertura de choque, colisão e capotamento, o que veio a ser aceite pela ré, conforme resulta da conjugação da factualidade provada sob os pontos 21, 23 e 24, sendo também certo que nunca o autor descreveu e participou expressamente o acidente como resultando de um concreto ato de vandalismo; 1 Certo é também que, enquadrada e corrigida a participação para a cobertura de choque, colisão, e capotamento, o que sucedeu no dia 27 de agosto de 2019, e verificados os danos no veículo através de nova peritagem realizada no decorrer do mês de dezembro de 2019, apenas no dia 23 de janeiro de 2020, a ré declarou aceitar o pagamento dos danos decorrentes do embate, ou seja mais de cinco meses após o acidente e, cerca de um mês após a última peritagem realizada, sendo certo que o tempo de reparação do veículo era de apenas um dia.