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:;  j) Mas se assim não se entendesse, por força do crédito privilegiado imobiliário especial e mobiliário geral concedido aos trabalhadores, em caso de concurso entre todos os credores da massa insolvente, sempre teriam estes preferência no pagamento dos seus créditos em relação ao crédito da de natureza comum, pelo que continuaria a ser indevida os pagamentos que o Sr. AI efetuou posteriormente à constituição dos créditos laborais;  k) Mas se entendesse que o procedimento adequado seria o pagamento por rateio, por aplicação analógica do procedimento adotado para o pagamento das dívidas da insolvência entre credores da mesma classe, o que parece resultar da decisão recorrida quando refere que "o mais correto seria ter rateado os pagamentos.”, embora não retire as respetivas ilações, o produto da massa insolvente teria de ser distribuído de forma igualitária e na proporção do respetivo crédito, em cumprimento ao princípio da igualdade de tratamento entre credores também designado de por Par Conditio creditorium, previsto entre outras normas, no art 194, n 1 do CIRE, que acaba por ser uma extensão do principio da igualdade previsto no art 13 da CRP, segundo o qual todos os credores – que não gozem de nenhuma causa de preferência relativamente aos outros credores – se encontrem em igualdade de situação, concorrendo paritariamente ao património do devedor para obter a satisfação dos respetivos créditos, têm de ser tratados de forma igual, o que também não sucedeu na medida em que permite o pagamento integral da divida à , entre outros, em detrimento dos créditos de natureza laboral, o que, também por aqui, consubstancia uma conduta ilícita e discriminatória, pelo que, à luz deste argumento, o pagamento em analise não deve ser aprovado pelo Tribunal;  ) Importa, ainda, referir que a conduta do Sr. AI traduz-se numa conduta absolutamente injustificada e discriminatória para com os trabalhadores, como é contrária aos princípios de igualdade no tratamento entre os credores, do dever de boa-fé e do dever de legalidade que está sempre inerente ao exercício das funções do administrador de insolvência na medida em que impõe que deve agir como um gestor criterioso e ordenado, em prol da justiça e do direito e para a maximização da satisfação dos interesses dos credores, o que não sucedeu;  ) Há luz dos argumentos supra expostos e por força da presente ampliação do recurso, não deve ser autorizado o pagamento efetuado à , como deve ser considerado indevido e irregular, de harmonia com as normas legais atinentes, nomeadamente os arts 9, n 1, 55, n 6 e 8, 62, 81, 89, n 2, 90, 128, n 3, 172, n 2 e 3, 178, 182 e 194, n 1, estes do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas; art 12, n 1 e 2 da Lei 22/2003, de 26/02; 333, n 1 e 2 do Código do Trabalho, 737, n 1 al.