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Refira-se, ainda, que a eventual admissão da unificação de uma pluralidade de condutas essencialmente homogéneas, através da figura do crime de trato sucessivo, no âmbito do tipo penal de abuso sexual de crianças, poderia redundar num resultado que o legislador claramente quis afastar – ainda que por referência à figura do crime continuado – com a alteração ao n. 3 do artigo 3 do Código Penal realizada pela Lei n. 40/2010, de 3 de setembro, que exclui expressamente a admissibilidade da possibilidade de unificação de uma pluralidade de condutas na figura do crime continuado, quando esteJám em causa bens eminentemente pessoais.»16  Ou, como consta do Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 27 de novembro de 2019, proferido no processo n. 1257/16SFLSB.LS1, da  secção, «) a jurisprudência deste Supremo Tribunal tem vindo a recusar uniformemente a aplicação, aos crimes contra a autodeterminação sexual, da categoria do "crime de trato sucessivo”.