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O que está em questão nos autos, e que passou efectivamente, é que nas concretas operações referidas no n 37 dos factos provados a A. sabia perfeitamente que o cartão não pertencia aos clientes, mas sim à sua colega E, tendo sido aliás por intervenção da própria A., que sugeriu essa utilização, que o cartão daquela foi utilizado, o que manifestamente viola os deveres de obediências às regras instituídas pela Ré quanto a essa utilização, de que a A. era conhecedora, como viola os já mencionados deveres de lealdade e de probidade, que impunham que tal comportamento não tivesse sido por ela adotado, comportamento esse que, com o seu conhecimento e vontade, permitiu que fossem no cartão daquela creditados descontos, de expressão pecuniária, €2,00 por cada €40,00 de compras, num total de €42,00 aos quais a mesma não tinha direito.