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De acordo com os factos provados n. 20, 30 e 49, J. teve conhecimento da conclusão dos negócios aqui em causa no dia 112012, 102013 e 112013; Z. Assim sendo, considerando as datas em que os investimentos foram realizados e ainda que se aceitasse – o que não é o caso – a eventual responsabilidade da Recorrente pelos factos enunciados pelos Autores, esta  responsabilidade estaria já prescrita – não sendo aplicáveis as regras gerais sobre a prescrição já que não ficou provado o dolo ou a culpa grave da Recorrente; AA.Mais: a alínea, in fine, do artigo 24 do estabelece o prazo de caducidade de dois anos para o exercício do direito à indemnização pelo conteúdo do prospecto, contado desde a data de divulgação do seu conteúdo; BB.O mesmo artigo estabelece ainda um prazo de seis meses desde o conhecimento das deficiências do conteúdo do prospecto para o exercício desse mesmo direito à indemnização, nunca podendo, em qualquer caso, ultrapassar-se o prazo de dois anos aludido no ponto anterior; Conforme resulta dos factos provados n. 64 e 66, J. ficou a conhecer as características das obrigações que adquiriu no dia 112015; Vê-se, pois, que, tendo por referência as datas em que foram subscritos os instrumentos sob análise nestes autos, ultrapassados têm, necessariamente, de se considerar os prazos supra mencionados, seja de dois anos ou de seis meses – pelo que deverá ser declarada a excepção peremptória extintiva de caducidade e/ou de prescrição dos direitos e correspondentes responsabilidades, seja a que título for, excepção essa que se deixa expressamente invocada para todos os efeitos legais; EE.Consequentemente, ao abrigo do disposto nos artigos 30 e 30, n. 1, do Código Civil, e nos artigos 57, n.os 1 e 3 e 57, todos do CPC, deve a Recorrente ser absolvida do pedido formulado pelo Autor; FF.Por fim, de acordo com a Sentença, a responsabilidade da Recorrente pelo pagamento do alegado crédito dos Autores decorre da aplicação do artigo 50 do CSC, ex alínea do artigo 482, artigos 48, 48 e 491, todos daquele diploma; GG.Ora, o artigo 50 do CSC é expressão de uma "unidade de responsabilidade” cuja amplitude é evidente e que é consequência da possibilidade da sociedade-mãe dar instruções à sociedade dominada, tal como defendem JORGE COUTINHO DE ABREU e ANA PERESTRELO DE OLIVEIRA; HH.Sucede que, a propósito das sociedades gestoras de participações sociais e das sociedades por si detidas e do regime do artigo 50 do CSC "Direito de dar instruções”), defende MENEZES CORDEIRO que do regime sobre grupos societários constante do CSC "se deve excepcionar o artigo 50 do Código das Sociedades Comerciais.