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Sustenta o recorrente que houve, da sua parte, enquanto autor, suficiente alegação de factos para preencher a citada alínea, a saber que "a) Devido a incompatibilidades profundas e inultrapassáveis, designadamente a nível da personalidade de ambos, a relação conjugal, ao longo dos últimos tempos, deteriorou-se de forma irreversível; Tal deterioração levou a que as partes decidissem separar-se definitivamente em 02-12-2020; Em 22-12-2020 a Recorrida saiu da casa de morada de família; A partir de 22-12-2020 Recorrente e Recorrida deixaram de habitar a mesma casa; A partir de 22-12-2020 Recorrente e Recorrida deixaram de tomar juntos as suas refeições; Desde a separação, Recorrente e Recorrida deixaram de manter relações sexuais; Desde a separação, os contactos entre o Recorrente e a Recorrida passaram a ocorrer somente para discutir aspetos relativos à vida dos dois filhos que têm em comum; O Recorrente não pretende, de forma alguma, restabelecer a vida em comum com a Recorrida” – e isto, à data da decisão, já há nove meses e mantendo ambos o propósito de se divorciarem.