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Como justamente se sublinha no acórdão deste Supremo Tribunal de 07-11-2019, proferido no processo n. 104/13ZFLSB.LS1 -  Secção4 do sumário), «se bem que aqueles que se aprestam a suportar o risco até para a própria saúde, como no caso, em que a droga foi "transportada” no interior do de um transporte ilegal mediante contrapartida financeira se apresentem, como se tem dito, como elos relativamente enfraquecidos na normal cadeia entre a produção e a distribuição e venda dos estupefacientes por norma não são eles os donos da, contudo, os actos que praticam são essenciais ao funcionamento do mercado, constituindo peça fundamental no tráfico, desde logo tendo em conta a rapidez com que permitem a disseminação do produto estupefaciente.»  Neste tipo de criminalidade impõe-se uma resposta firme por parte do sistema de justiça, não apenas pelo que a droga representa ao nível dos danos na saúde pública mas porque este tráfico é também uma das principais fontes de financiamento das mais perigosas organizações criminosas internacionais, inclusivamente organizações terroristas.