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7- Tal compensação deverá ser significativa e não meramente simbólica, acentuando o STJ, cada vez mais, a ideia de que está ultrapassada a época das indemnizações simbólicas ou miserabilistas,  8- No quantum indemnizatório relativo a danos não patrimoniais assume especial relevo o facto do A. em nada ter contribuído para a produção do acidente e o facto do Autor ir sofrer para sempre de um dano permanente : encurtamento de três centímetros do ombro esquerdo e artrose na articulação do ombro e desenvolvimento de pseudoartrose, dano esse que a R. parece querer desconsiderar aliado às dores sofridas por aquele em consequência do embate cuja a culpa exclusiva foi do segurado na R.  9- O princípio da igualdade que deve ser observado como princípio farol nas decisões judiciais não é impeditivo de um gradual aumento dos montantes indemnizatórios em matéria de acidentes de viação mormente em casos graves de sinistralidade rodoviária em que no chamado outono da vida do A. , é severamente afectada , , no preciso momento em que cumpria todas as regras estradais e foi embatido pelo segurado na R., nada podendo para evitar o sinistro que tão negativas consequências projectou na sua vida ,numa fase em que o que mais pretendia era descanso e sossego , usufruir das coisas boas da vida , depois de muito ter trabalhado ao longo da sua vida , tudo isso aliado ao facto de se encontrar num pais estrangeiro do qual não domina a lingua , o que faz aumentar o seu sentimento de angustia e perturbação .