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Ora, no caso concreto, e como resulta do probatório, temos que, no ano de 2016, o Recorrente declarou, para efeitos de IRS, um rendimento coletável de € 51439; nesse mesmo ano, apresenta depósitos na sua conta bancária, feitos em numerário, no montante de € 43400,00, tendo emitido cheques, no valor de € 434,480,00, a favor da A................... Temos, pois, que entre os rendimentos declarados e o acréscimo de património/despesa existe uma discrepância superior a € 10000,00, subsumindo-se a situação na alínea do n. 1 do artigo 87 da LGT, o que equivale a dizer que, como a sentença concluiu, verificam-se os pressupostos previstos para o recurso a este método de avaliação.