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Uma vez que não foi formulado especificamente um pedido acerca dessa questão da irregularidade suscitada, para que este Tribunal que extraia consequências da existência da mesma, apenas abordado em sede de motivação, tendo merecido resposta do MP a defender que o recorrente prescindiu de arguir essa irregularidade, e que, por esse motivo está este Tribunal impedido de declarar a sua existência) diremos apenas que o nosso entendimento acerca do dever de fundamentação autónoma dos despachos judiciais, mormente em processos em que estão em causa direitos, liberdades e garantias com tutela constitucional directa e que obrigam entidades públicas e privadas, é o que já defendemos no rec 15/10EAEVR-E.L1 de que se transcreve essa parte:  nos termos do disposto no art 154 do CPC, aplicável ex art 4 do CPP, que dispõe que as decisões judiciais ... são sempre fundamentadas não podendo a justificação consistir na simples adesão aos fundamentos alegados no requerimento, salvo quando a contraparte não tenha apresentado oposição, e o caso seja de manifesta simplicidade.