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Deste modo, entende-se, nada impedia que o Júri solicitasse esclarecimentos. . Acresce que, a falta de indicação daqueles 3 únicos artigos da LPU, em formato PDF, articulada com os esclarecimentos solicitados nos termos em que o foram, não teve qualquer implicação no preço da proposta, enquanto seu atributo, já que o preço manteve-se exatamente o mesmo depois daquele esclarecimento; não prejudica a igualdade entre os concorrentes ou a possibilidade duma imparcial comparação das propostas, incluindo a da aqui Recorrida cuja proposta face à da , continuou a ter um valor superior de € 5498,14, descendo para € 5758,14, se retirarmos à proposta da Recorrida os valores por ela considerados para os artigos 120, 121 e 12, nem interfere na boa execução do contrato. . Deste modo, entende-se que o Júri bem decidiu quando considerou estarmos perante a falta de uma formalidade não essencial, constituindo-se como uma mera irregularidade, podendo ser sanada e, logo, que não o impedia de solicitar os esclarecimentos nos termos em que o foram. . Também não se pode concordar com a posição do Mm Tribunal a quo quando diz que com o esclarecimento prestado pela há alteração da proposta quanto ao atributo preço, já que o valor da proposta apresentada pela , antes e depois do esclarecimento, foi de € 89547,39, sendo exatamente o mesmo preço, antes e depois do esclarecimento prestado. . Por isso mesmo, a atuação da ora Recorrente não pôs em causa o princípio da estabilidade ou da imutabilidade das propostas que impõe que com a entrega da proposta o respetivo concorrente fique vinculado à mesma, não a podendo retirar ou alterar até que seja proferido o ato de adjudicação, ou até decorrer o respetivo prazo de validade, sendo que o artigo 72 do CCP prevê um desvio a este princípio, permitindo que o júri do procedimento possa pedir aos concorrentes esclarecimentos sobre as propostas apresentadas desde que os considere «necessários para efeito da análise e da avaliação das mesmas», como foi o caso. . Tratando-se duma formalidade não essencial, como é, o Júri podia e devia ter pedido esclarecimentos, nos termos do artigo 72 do CCP, sendo que, por força do seu n2, o esclarecimento dado pela , ficou a fazer parte integrante da proposta e qualquer falha, a existir, ficou totalmente sanada, vinculando-se a , com esse esclarecimento, a executar aqueles concretos trabalhos pelo preço unitário zero. . Ora, este entendimento sufragado pela ora Recorrente tem suporte em parte da Jurisprudência e Doutrina que tem decidido e se tem pronunciado sobre esta matéria; veja-se a título de exemplo, o decidido no douto Acórdão Uniformizador de Jurisprudência do Tribunal de Contas n. 1/2010, publicado no Diário da República, 1a Série, n. 332, de 16 de fevereiro de 2010, trazido à colação pelo Ex.mo Júri, posição que aqui reiteramos porque claramente aplicável à situação sub iudice ou os doutos acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo de 102001 Proc.