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do STJ de 24-10-2017 Revista n. 262/13T2AVR.S1), "Mostram-se adequados os valores de € 130 000 e de € 65 000, fixados com recurso à equidade, para indemnizar o dano biológico/dano patrimonial futuro e os danos patrimoniais sofridos pela autora em consequência de acidente de viação, na consideração do seguinte quadro provado: a autora tinha 21 anos, cursava Engenharia Biotecnológica e não auferia salário; por força do acidente em que interveio como passageira, ficou com um défice funcional permanente de 39 pontos, compatível com o exercício da actividade escolar; esteve sujeita a intervenções cirúrgicas, tratamentos dolorosos, internamento hospitalar e a medicamentação que se prolongaram por 7 anos; no futuro, vai ter necessidade de continuar a frequentar consultas de especialidades dentária e de estomatologia; antes do acidente, era saudável e esbelta; depois do acidente, padeceu de sofrimentos psicológico, abalo moral, depressão, mágoa, desgosto, desânimo e trauma em virtude da diminuição funcional.”    Da responsabilidade da Ré Lusitânia Companhia de Seguros, S.A. Por fim, insurge-se a Ré Lusitânia Companhia de Seguros, S.A. contra o Acórdão recorrido, na parte em que condena a seguradora, por considerar que será responsável do seguro do proprietário do veículo, quando o garagista que tem a direção efetiva do veículo não celebrou o respetivo contrato de seguro, devendo, ao invés, ser condenado o FGA, nos termos do artigo 4, n. 1 do 291/200 O Acórdão recorrido decidiu quanto a esta matéria que, ao contrário do que sucedia no anterior regime da Lei de seguro automóvel obrigatório, 522/85, de 31-12, o atual regime, previsto no 291/2007 de 21-08, nas situações em que um terceiro, que não o proprietário, é quem tem a direção efetiva da viatura, mas não celebrou o competente seguro, deve ser o seguro celebrado por aquele proprietário) a responder pelos danos causados.