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Daí que uma eventual audiência não pudesse apresentar qualquer utilidade para o procedimento ou para os próprios interessados.” Já por diversas vezes este TCAN se pronunciou nesse sentido, face a questões análogas, nomeadamente no Acórdão de 10 de Março de 2005, no processo n 00062/04, aí se referindo que "A formalidade de "audiência dos interessados” prevista nos artigos 100 a 103 do CPA e no artigo 38 do n 402/98, de 11 de Julho, não é aplicável aos concursos de provas públicas para recrutamento de professores-coordenadores do Ensino Superior Politécnico, objeto do procedimento especial regulado no n 185/81, de 1 de Julho.” Foi pois neste sentido que se discorreu na decisão do tribunal a quo, referindo-se que "Ponto é que essa manifestação dos princípios do contraditório e da participação artigo  do, que são inarredáveis do Estado de Direito, teve lugar na "prova pública” que visa precisamente garantir uma participação e influência profícua na formação da vontade do Júri, tanto mais que se realiza numa fase em que foram já recolhidos e analisados todos os elementos indispensáveis à decisão”.».