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Tendo em atenção todos estes factos e considerando ainda serem "in casu” "prementes as exigências de prevenção especial exacerbadas ainda pelo quadro de consumos, determinante dos crimes, de que se não consegue e geral dados os reflexos comunitários destes crimes”, a decisão recorrida fixou ao recorrente as penas parcelares já mencionadas, tendo examinado atentamente as circunstâncias da prática dos factos, designadamente: "- o grau de ilicitude do facto, ou seja, o modo de execução deste e a gravidade das suas consequências, bem como o grau de violação de deveres impostos ao agente releva, nos furtos, a natureza dos espaços em causa, com ligeiro maior desvalor no caso das escolas dada a sua projecção e utilidade comunitárias), os valores em causa, o grau de preenchimento da qualificativa em regra com arrombamento e escalamento e, na escola referida na situação 6, com dupla quebra de, a execução com superação de obstáculos externos muros/portões), as datas dos factos, e a sua execução durante a noite e durante o período de confinamento; nos danos, releva o seu carácter instrumental do furto instrumentalidade que também outros elementos considerados a propósito dos furtos, como os momentos da actuação ou a natureza dos espaços em, a extensão dos prejuízos e a dupla danificação na situação 7;   - a intensidade do dolo ou negligência o dolo foi directo e intenso em todos os casos;   - os sentimentos manifestados no cometimento do crime e os fins ou motivos que o determinaram obtenção de dinheiro, para sustentar o consumo de drogas, com indiferença por interesses alheios;   - as condições pessoais do agente e a sua situação económica tem percurso laboral relativamente contínuo, mas tendo desde os 30 anos hábitos aditivos de que se não liberta;   - a conduta anterior ao facto e posterior a este não tem condenações registadas no seu CRC; optou, em julgamento, por não assumir os factos, escondendo-se atrás da perda de memória dos factos;   - a falta de preparação para manter uma conduta lícita, manifestada no facto, quando essa falta deva ser censurada através da aplicação da pena nada se apurou com relevo nesta sede.”   Analisando a decisão recorrida à luz do supra exposto, resulta ser manifesto que os factos relativos à sua situação pessoal, social e familiar constantes do ponto 45 da matéria fáctica provada e invocados pelo recorrente como fundamento para opção por uma pena não detentiva, não contêm em si mesmo considerados a necessária relevância legal para tal efeito.