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A noção de justa causa de despedimento, consagrada no artigo 35, n. 1, do Código de Trabalho de 2009, pressupõe um comportamento culposo do trabalhador, violador de deveres estruturantes da relação de trabalho, que pela sua gravidade e consequências, torne imediata e praticamente impossível a subsistência do vínculo laboral A existência de justa causa, segundo jurisprudência unânime deste Supremo Tribunal e entendimento generalizada da doutrina, depende, para além da gravidade das consequências danosas do comportamento, da verificação cumulativa de três elementos: - um elemento subjectivo, traduzido num comportamento culposo do trabalhador; - um elemento objectivo, traduzido na impossibilidade da subsistência da relação de trabalho; - o nexo de causalidade entre aquele comportamento e esta impossibilidade O comportamento culposo do trabalhador pressupõe um comportamento, por acção ou omissão, imputável ao trabalhador a título de culpa, sob a forma de dolo ou mera negligência, que viole algum dos seus deveres decorrentes da relação laboral, g. os deveres de obediência e de lealdade.