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Com efeito, são, pois, as circunstância concretas e pessoais da vida real do Requerente, através das quais se mede a sua especial urgência, que permitem no caso dos autos reconhecê-la, no quadro do contexto da pandemia vivida e da essencialidade da atribuição da nacionalidade portuguesa em tempo útil para que o mesmo possa exercer os direitos de cidadania e conexos, sendo que a idade do Requerente, os seus riscos devidos à grave pandemia vivida no mundo, sem esquecer a importância do factor tempo e a esperança média de são determinantes para que possa afirmar que os meios normais não urgentes são insuficientes para a tutela pretendida e para evitar a lesão irreversível e dos direitos ameaçados tal como o é a tutela, podendo com probabilidade conduzir a situação de perda de utilidade, caso apenas lhe venha a ser processado o registo de nascimento atributivo da nacionalidade portuguesa daqui a alguns anos pelo menos ano e meio, por via da acção administrativa, caso não haja recurso jurisdicional ou caso não haja oposição à aquisição de nacionalidade; ou pelo menos 2 anos e meio, caso a Administração voluntariamente defira a pretensão do Requerente, considerando que actualmente o IRN está a analisar os pedidos com 2 anos e meio de .