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152/11TBBRG-E.GS1: A insolvência, em si mesmo, já representa um prejuízo para os credores, por em regra, o património do insolvente após liquidação, não ser suficiente para pagar as dívidas, daí que no pedido de exoneração, sendo ela concedida, com a libertação do devedor de pagar o passivo restante, ainda mais prejudicados ficam os credores que, afinal, vêm o insolvente exonerado de pagar parte das suas dívida Quer isto dizer que a exoneração do passivo restante vive da tensão de dois tipos de interesses antagónicos – os do insolvente à sua reabilitação económica, por um lado; os dos credores à cobrança dos seus créditos, por outro, sabendo nós que o CIRE prossegue o princípio da satisfação dos credores Esta situação de tensão resolveu-a a lei com base num equilíbrio que não dispensa a proatividade do julgador.