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Formulação que, aliás, não anda longe do enunciado de Manuel de Andrade3: "Cada uma das partes é chamada a deduzir as suas razões de facto e de, a oferecer as suas provas, a controlar as provas do adversário e a discretear sobre o valor e resultados de umas e outras”; nem da proposição de Teixeira de Sousa4: O direito do contraditório possui um conteúdo multifacetado: ele atribui à parte não só o direito ao conhecimento de que contra ela foi proposta uma ação ou requerida uma providência e, portanto, um direito à audição antes de ser tomada qualquer decisão, mas também um direito a conhecer todas as condutas assumidas pela contraparte e a tomar posição sobre elas, ou seja, um direito de resposta.” A observância do princípio do contraditório não se basta, pois, com a chamada daparte, ou da pessoa a que diz respeito a questão a decidir ao processo e exige que lhe seja dada uma efetiva possibilidade de defesa, ou seja, o real e efetivo poder de influenciar a tomada da decisão que a si respeita.