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Manifesta o arguido/recorrente não tendo prestado declarações, na audiência de julgamento, o que não o pode prejudicar e não existindo testemunhas que o tivessem visto em qualquer das residências mencionadas nos pontos 2 e 2 dos factos provados, com referência aos NUIPC´s 1650/17PBFAR e 1636/11PBFAR, a simples apreensão em seu poder e da coarguida, de objetos que foram subtraídos daquelas residências, não constitui prova suficiente para se poder concluir, com a segurança que se impõe, ter sido o arguido quem entrou nas residências em causa e daí subtraiu esses bens, podendo haver outra explicação para que esses bens viessem a ficar em poder do arguido, designadamente, a de lhe terem sido entregues por outra pessoa que praticou os furtos.