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Para a primeira tese, tendo o legislador expresso uma posição quanto à natureza urgente dos atos a praticar e dos prazos a observar pelo tribunal de  instância, sem atribuir ao procedimento de despejo, como um todo, uma natureza urgente, tal significaria que quis remeter os prazos de recurso para o regime geral do Código de Processo Civil fixado no artigo 63, n.   Esta tese, mais garantística para os recorrentes, apresenta, contudo, a fragilidade de admitir um processo que para determinados efeitos é tratado como um processo urgente, designadamente para a sua tramitação no tribunal de  instância, e para outros efeitos – os atos das partes em sede de recurso – como um processo comum, o que sempre constituiria uma figura anómala no processo e desprovida de uma razão de ser forte, pois se o legislador pretende, como expressamente afirmou, que estas ações sejam decididas com celeridade, não parece ser coerente com esta ratio admitir prazos de recurso mais longos  Para a segunda tese, a classificação de um processo como urgente pode resultar da atividade interpretativa do julgador, mesmo que o legislador não o tenha qualificado expressamente como tal.