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78– Ora, nenhum elemento, seja identificativo da pessoa do recorrente, seja de moradas, de titularidade de contas bancárias, etc., resulta constar do teor dos documentos assinalados, como não resulta do depoimento das testemunhas indicadas qualquer referencia, de onde se pudesse, mesmo que hipoteticamente, inferir ou ligar o recorrente aos factos provados, e, no que respeita à facticidade vertida no ponto 6, o Tribunal a quo até é omisso quanto ao raciocínio que o levou a concluir, como concluiu, especialmente, quando dá como provado que "o arguido BB telefonou ao vendedor da Coutinho ”  79 – Assim, destas provas, não resulta nenhuma prova direta, nem sequer por presunção, de que o recorrente tenha praticado algum destes factos e, muito menos, que tenha agido com dolo em qualquer das suas modalidades, tendo o Tribunal a quo extraído conclusões que plasmou na matéria de facto provada que não têm assento razoável, nem lógico, na prova efetivamente produzida.