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37) No caso sub judice o valor da dívida dos Recorrentes para com os Recorridos ascende, por defeito dado se desconhecer, neste momento, o valor final das despesas da execução) a € 45379,16 crescida de juros de mora vincendos, até efectivo e integral pagamento como resulta dos factos julgados; 38) Sendo o património dos 1s Recorrentes conhecido em Portugal constituído apenas pelos imóveis e pelo dinheiro da caução, o qual é facilmente ocultável e de fácil dissipação, é manifesto o receio dos Recorridos de que, quando conseguirem a diligência para penhora, os Recorrentes já não disponham de quaisquer bens no seu património;  39) Com o levantamento da penhora que incidia sobre os imóveis como requereram na acção, se não tivesse sido decretado o arresto, os Recorrentes podiam transmitir os prédios, agora livres do encargo da hipoteca judicial, utilizando formalmente a sociedade, situação que, atendendo ao histórico da actuação dos Recorrentes, iria seguramente ocorrer a curto prazo; 40) Com o levantamento do valor depositado como caução para impedir a venda dos prédios), os Recorrentes, por via da sociedade, ocultariam e dissipariam, com facilidade, o dinheiro, colocando-se em posição de não poderem pagar as suas dívidas aos Recorridos à semelhança do que já fizeram com os prédios).