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Nem por interpretação extensiva, pois que as restrições ao uso dos terrenos, designadamente no plano edificativo, determinadas por instrumentos de gestão territorial, ainda que substanciais, não se confundem com as expropriações por utilidade pública ou «expropriações clássicas», desde logo porque, diferentemente delas, não operam a transferência do direito de propriedade desses prédios para o domínio público e nem todas dão direito a uma indemnização, como resulta dos n1 a 3 do já supra transcrito art143 do RJIGT, pelo que tal direito terá, necessariamente, de ser previamente reconhecido pelo tribunal, não se tratando apenas de um litígio sobre o quantum da indemnização, como acontece no art38, n1 do CE.