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Síntese conclusiva:   - A extinção da execução por deserção está dependente da ponderação das normas legais e das circunstâncias do processo que permitam enquadrar as concretas atribuições e as condutas processuais de cada um dos intervenientes, pressupostos essenciais para a formulação do juízo inerente aos motivos da inércia processual prolongada;  - Revelando o processo que a exequente correspondeu sempre atempadamente às solicitações que lhe foram dirigidas pela AE, e verificando-se que o despacho recorrido declarou extinta a instância, por deserção, depois de notificar a AE para informar os autos das diligências realizadas - sem que esta ou o Tribunal tivessem notificado a exequente para que tomasse posição processual no sentido de promover as diligências prévias necessárias à concretização do registo da penhora já efetuada -, não se chegou a transferir para a exequente o ónus que estava a cargo da AE de desencadear as diligências necessárias à efetivação do referido registo da penhora, ao abrigo das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 71, n.1, do CPC.