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- Desde logo, e como resulta da Acta n 60, que reflecte a discussão havida na AG, várias irregularidades se podem apontar ao A. na sua qualidade de Presidente do CA; - Acresce que o A., sendo Presidente do CA, não demonstra possuir qualquer estratégia para o futuro da sociedade, designadamente no que se refere à inversão da tendência para a quebra de vendas, e também não deu qualquer resposta ao accionista .. , quando este lhe pediu, por escrito, "relatórios e outros documentos referentes aos últimos três anos da actividade da empresa”; - Nas contas da sociedade ao longo dos anos eram lançados dados incorrectos relativamente aos inventários, como o próprio A. reconhece; - Todos estes factos, devidamente consubstanciados na acta da AG, demonstram claramente a violação dos deveres do A. enquanto Presidente do CA, e não colhe a justificação da eventual ausência dos restantes membros do CA, pois manifestamente essa situação convinha ao A., que assim podia tomar todas as decisões que entendesse, sem reunir o CA, e gerindo e administrando a sociedade como se fosse o único Administrador; - O A. foi guardando em sua casa, ao longo de vários anos, diversa documentação, incluindo correspondência, facturas, contratos, etc., da sociedade, e que se recusou a entregar, bem como outros bens, situação que ainda hoje se mantém, com graves prejuízos para a sociedade, pois nem sequer sabe que fornecimentos tem e a quem deve, pois toda essa documentação está em poder do A., acrescendo ainda o automóvel Citroen C5, e outros bens, e tendo abandonado nas instalações da sociedade o computador portátil que lhe estava entregue, mas com o disco rígido formatado e sem quaisquer dados; - Aliás, só agora o novo CA se vai apercebendo de outras irregularidades, e que mais reforçam a prática de actos que consubstanciam a violação de deveres, como sejam a celebração de contratos em nome da sociedade sem que deles conste a assinatura de dois administradores, como exigem os Estatutos, mas apenas a sua; - Está também a apurar-se que o A. fazia despesas que pagava, mas que depois as lançava como suprimentos à sociedade, assim como frequentemente ficava com documentos de despesas da sociedade em seu poder, designadamente compras, e que os entregava na contabilidade tardiamente, impossibilitando o seu lançamento tempestivo, e com isso impedindo várias vezes as deduções de IVA a que a sociedade tinha direito;- Esses documentos, não entrando na sociedade, também não eram conferidos, rubricados e lançados nos registos da sociedade; - À medida que se vão analisando documentos os que, vai-se consolidando a convicção de o A. fazer uma administração da sociedade, pelo menos nos últimos tempos, sem qualquer estratégia de gestão, sem ouvir os outros membros do CA, que manifestamente estavam sem funções atribuídas, ou com funções sem qualquer ligação à administração efectiva da sociedade; - Já se apurou que foi mantida uma situação de incumprimento contratual com o IAPMEI, doc.