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Sublinhe-se que não se trata, pois, de repor a solução antiga e que previa um privilégio imobiliário geral sobre todos os imóveis do empregador, solução que o legislador quis afastar, mas apenas de afirmar um privilégio sobre aqueles imóveis onde há prestação de trabalho.» Esta interpretação lata não é isenta de críticas, mesmo na doutrina, as quais reforçam, sobretudo, o caráter excecional dos privilégios creditórios e a depreciaçãosurpresa que daí decorre para as garantias de outros credores1 Aqui chegados não hesitamos em secundar a posição acolhida na sentença recorrida pois não obnubila o teor literal da norma, antes o densifica, e corresponde aos interesses subjacentes à consagração do privilégio quais sejam os de proteger os créditos dos trabalhadores por meio da adstrição ao seu pagamento do património imobiliário do devedor que corresponde à noção lata de estabelecimento onde seja prestada atividade, aí se incluindo não apenas a sede da empresa insolvente, mas outros locais onde a atividade desta possa ser desenvolvida, ainda que fisicamente de forma habitual não seja aí que o trabalhador se ache.