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No essencial, e como a recorrente bem identifica, inconformada com a decisão proferida pelo Tribunal Arbitral, a ora Recorrente apresentou, nos termos das alíneas e do número 1 artigo 2 do Regime Jurídico da Arbitragem Tributária, impugnação da decisão arbitral junto do Tribunal Central Administrativo Sul, com base na invocação de diversas causas de anulação da decisão arbitral, concretamente: a pronúncia indevida do Tribunal Arbitral, por violação do caso julgado noutros processos arbitrais do CAAD relativos aos mesmos contratos de financiamento e em que as partes e a causa de pedir eram as mesmas - processos n.s 614/2015-T1) e 680/2016−T2) -, o que culminou na desconsideração do valor extraprocessual da provaproduzida, não impugnada pela Autoridade Tributária e admitida nos referidos processos arbitrais; e a violação do princípio do contraditório, na medida em que a decisão arbitral em apreço configura uma "decisão surpresa”, porquanto não seguiu o raciocínio lógico-jurídico que já se havia consolidado na ordem jurídica por via do trânsito em julgado das decisões proferidas nos processos n.s 614/2015-T e 680/2016-T, sem ter dado oportunidade à ora Recorrente de adicionar prova ou de se defender.