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Com efeito, na ausência de alegação de factos concretos sobre o funcionamento da empresa – com eventual descrição, ainda que sumária, da sua organização produtiva, alguma explicação sobre o modelo organizacional adotado, à luz das especificidades do sector e face à conjuntura do mercado, a identificação dos seus meios de financiamento, a identificação dos seus principais fornecedores, a especificação da natureza das relações comerciais respetivas e a sua concreta evolução, e a identificação concreta dos seus principais clientes, bem como da sua representatividade no volume de negócios anual, e, o fornecimento dos valores sobre as principais contas e sua flutuação nos períodos considerado – o Tribunal não poderia aferir em concreto, de factos reveladores de que a sociedade começou "a sentir muitas dificuldades económicas e financeiras, ao não conseguir encomendas, sendo certo que aquelas que conseguia, era a preços baixos”, que "a situação económica e financeira da devedora originária tornou-se ainda mais complicada quando muitos dos seus maiores clientes entraram em insolvência e outros não liquidaram o valores em débito” e que entrou em "endividamento progressivo, passando a suportar elevados encargos financeiros, a não dar lucros e a acumular prejuízos” e aferir se a Oponente "encetou todas as diligências ao seu alcance com vista a conseguir cumprir com as obrigações da sociedade devedora originária e, portanto, pagar todas as suas dívidas, tendo empreendido todos os esforços que lhe eram exigíveis em prol de uma gestão responsável, consciente e rigorosa”.