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Finalmente, a culpa não fornece a medida da pena, mas indica o limite máximo da pena que em caso algum pode ser ultrapassado em nome de exigências preventivas» Em sentido concordante, mas não totalmente coincidente, de jure constituto, veja-se Taipa de Carvalho, "Prevenção, Culpa e Pena”, Liber Discipulorum Para Jorge Figueiredo Dias, 317/329, que considera a prevenção, gerale especial, o fundamento legitimador da aplicação da pena, desempenhando a culpa do infractor, apenas, o papel de pressuposto e de limite máximo da pena a aplicar, por maiores que sejam, as exigências sociais de prevenção, e entende ser correcta a afirmação de que está subjacente ao artigo 40, do Código Penal, uma concepção preventivo-ética da pena: preventiva, na medida em que o fim legitimador da pena é a prevenção; ética, uma vez que tal fim preventivo está condicionado e limitado pela exigência de culpa acabando, no entanto, por defender, de forma aparentemente contraditória ou, no mínimo, dificilmente compatível, que o actual Código Penal, apesar do artigo 40, não se opõe a uma concepção ético-preventiva da pena semelhante à que é defendida pela "teoria da margem da liberdade”, isto é, a uma concepção em que a prevenção é a finalidade legitimadora da pena, mas em que a culpa também desempenharia uma função na determinação da medida da pena, não sendo exclusivamente seu pressuposto e seu limite máximo.