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Contudo, paradoxalmente, partindo daquela que considera ser a melhor interpretação dos normativos aplicáveis e a orientação jurisprudencial dominante, mas postergando todo e qualquer limite decorrente, nomeadamente, da perspectiva do direito enquanto "responsabilizante dimensão ética do homem” e da finalidade de encontrar uma solução exigida pelo direito enquanto validade normativa, de uma solução normativamente adequada às circunstâncias do caso concreto Vide A. Castanheira Neves, O direito como validade, in RLJ, 143, 17e aos interesses em presença, pugna pela afirmação de uma espécie de "direito ao não pagamento”, quando é certo que nada existiu ou existe que impeça, modifique ou extinga o direito feito valer na execução 	Ademais, como melhor se explicitará e concretizará de seguida, há que ter em atenção o ensinamento de que "Nenhum direito admite uma paralisação no tempo: mesmo que as normas não mudem, muda o entendimento das normas, mudam os conflitos de interesses que se têm de resolver, mudam as soluções de direito, que são o direito em acção” Vide Orlando de Carvalho, "para uma teoria da relação jurídica – – a teoria geral da relação jurídica - «seu sentido e limites»”, 2 edição, Centelha, 1981, pág.