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824, n 2 do  Com efeito, a legal tramitação do procedimento de arresto não prevê a realização da venda antecipada do bem dele objeto, mas é evidente a identidade de interesses por ela visados prevenir em benefício das partes em litígio no processo – credor e devedor -, no sentido da otimização do produto que o bem apreendido/penhorado é suscetível de gerar em determinado momento e nas condições em que se encontra, salvaguardando o valor económico do bem da deterioração e consequente desvalorização que, pela sua natureza, seja suscetível de sofrer já não por ação do devedor por efeito do decurso do tempo e/ou da sua imobilização à ordem do processo pelo tempo, mais ao menos longo, que o mesmo perdure até que permita o levantamento do arresto ou a sua conversão em penhora; interesse que se torna mais impressivo quando as próprias partes em litígio nisso manifestam o seu acordo perspetivando, o credor, a maior satisfação possível do seu crédito pelas forças do património do devedor, e este, o cumprimento integral do direito do credor com o mínimo de afetação dos bens que integram esse mesmo património ou, não sendo aquele reconhecido, a salvaguarda do valor económico detido pelo bem no momento em que é retirado da sua disponibilidade.