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Negam depois a versão dos factos apresentada pela Autora, referindo nomeadamente que esta não celebrou qualquer contrato de trabalho, pois que, pese embora ter estado inscrita na segurança social como trabalhadora antes da sua nomeação como gerente, tal ocorreu apelas pelo facto de o pai da Autora, que foi gerente da Ré até 2012, ter comunicado aos demais sócios que iria ceder àquela as quotas que ainda possuía à data, pretendendo que a mesma viesse alguns meses para a empresa para experimentar como era gerir a mesma, tendo pedido, por isso, que a inscrevessem como trabalhadora até para que fosse já remunerada por esse "período experimental” de gerência – sendo certo que se viesse a ser nomeada gerente, por gostar do cargo, e decidir ficar com o mesmo, teria direito a receber um salário mais alto e ao recebimento das quotas e à sua nomeação oficial como gerente, por sua vontade e pedido, e que se teria o contrato de trabalho fictício da mesma por cessado, sendo que, perante tal pedido, e por consideração ao pai da autora, seu tio, os 2 e 3 réus aceitaram a vontade do seu tio, e inscreveram a Autora como trabalhadora na segurança social e deram-lhe acesso total à gestão da sociedade, tendo-lhe fixado o salário de € 650,00 e sido combinado que o contrato se extinguiria com a sua nomeação como gerente.