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11 De facto, e como tem vindo a ser salientado ") ao sacrifício financeiro dos credores terá de corresponder o sacrifício do insolvente através da compressão das suas despesa” 12 ou, ainda, que "constitui dever do insolvente adaptar o seu estilo e nível de vida ao padrão social condizente com a situação em que, imprevidentemente, se colocou, tratando-se, no fundo, da contrapartida decorrente da concessão do benefício da exoneração do passivo restante.” 13 Por conseguinte, nesta linha de pensamento, "o montante mensal que há-de ser dispensado ao insolvente no período da cessão não visa assegurar o padrão de vida que porventura teria antes da situação de insolvência mas apenas uma vivência minimamente condigna, cabendo ao visado adequar-se à especial condição em que se encontra, ajustando as despesas ou encargos ao nível de vida, em geral e na medida do possível, à nova realidade que enfrenta.