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Assinalando que, à data da avaliação pericial, o arguido encontrava-se em tratamento compulsivo ao abrigo da Lei de Saúde Mental e que, aquando da alta clínica, o arguido transitaria para o tratamento compulsivo em ambulatório, os peritos advertem que tal regime "dificilmente acautelará as necessidades de prevenção criminais” e que, caso o arguido venha a ser considerado inimputável com perigosidade e sentenciado a medida de segurança, "consideramos que será necessário um período de internamento, não apenas para garantia do necessário tratamento psicofarmacológico até ser obtida a remissão sintomática mas também para garantia do necessário suporte social e início de um programa de apoio efectivo para uma adequada inserção social”.