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Na sentença recorrida deu-se como assente a seguinte factualidade concreta: A) O Impugnante marido, A., iniciou a actividade de Comércio a Retalho de Combustível, com o CAE 47300, na categoria B de rendimentos empresariais, em 02/08/2010;  B) Aquando do início de actividade o Impugnante enquadrou-se no regime de contabilidade organizada para efeitos de IRC assinalando o campo 19 da declaração com tal opção;  ) No campo 9 da sobredita declaração, relativo aos dados da actividade esperada, os Impugnantes preencheram o espaço respeitante ao volume de vendas anual esperado com o montante de 19000,00 €;  ) O campo 10 da declaração veio a ser preenchido pelo Serviço de Finanças no regime de contabilidade organizada mas não por opção;  E) Os rendimentos auferidos pelo Impugnante no ano de 2010 foram de 8375,22 €;  F) Até 31/03/2011 o Impugnante não apresentou declaração expressa junto da ATA de opção pelo regime de contabilidade organizada igualmente para esse exercício de 2011;  G) Em 28/05/2012 o Impugnante apresentou declaração de rendimentos relativa ao exercício de 2011;  H) Em tal declaração o Impugnante preencheu o anexo relativamente ao lucro da sua actividade empresarial apurado segundo o regime de contabilidade organizada;  ) Pelos serviços da ATA a referida declaração foi qualificada como errada e apurado que o sujeito passivo se enquadrava no regime simplificado de tributação;  J) A ATA notificou o Impugnante para apresentar declaração com anexo B relativo ao regime simplificado em substituição do anexo ;  K) Em 12/06/2012 o Impugnante apresentou pedido de reapreciação do seu enquadramento em sede de IRS, esclarecendo ter optado pelo regime de contabilidade organizada;  ) A tal pedido obteve resposta de rejeição em 15/06/2012 sendo invocada alteração legislativa aplicável ao caso;  ) Em 19/11/2012 o Impugnante apresentou pedido de revisão de enquadramento em IRS para os anos de 2011 a 2013 solicitando a sua manutenção no regime de contabilidade organizada;  N) Este pedido foi indeferido pelo Director de Finanças por despacho de 08/04/2013;  O) O Impugnante procedeu conforme notificação em 11/09/2013;  P) Em 24/09/2013 os Impugnantes foram notificados da liquidação de IRS relativa ao ano de 2011 com o n 20135005414399, com o valor a pagar de 1664,55 €;  Q) Com ela não se conformando os Impugnantes apresentaram, em 18/12/2013, reclamação graciosa;  R) Esta Reclamação Graciosa mereceu despacho de indeferimento nos seguintes termos: "Atenta a matéria do pedido e as informações e pareceres, a objectividade da lei é incontornável ao reclamante.