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13 a 16 – que aqui se dá por reproduzida – consta que: -"a situação pessoal  e familiar destas crianças continua a ser de enorme complexidade”; -em 03-03-2021, a progenitora comunicou-lhes que havia concretizado a mudança de residência no fim de semana anterior; -em visita domiciliária efectuada em 09-03-2021, constataram que se trata de uma "moradia grande, em pedra de construção antiga”, "em razoável estado de conservação, quer interior quer exterior  composta por uma cozinha, casa de banho completa e três quartos”, com "razoáveis condições de habitabilidade”, na qual a "família se encontrava no 1 andar”, aí tendo sido recebidas pelo pai da S. T. , que disse estar a trabalhar numa "sucata”), a qual apresentava "um hematoma na parte inferior do olho”, por aquele "justificado com uma queda a jogar à bola”;  -na entrada da casa, "estavam instaladas máquinas de costura, com muita desorganização  obstruídas com caixas, copos, objectos variados S. espalhou pequenos objectos metálicos), mesinhas de cabeceira, sacos e outros pertences em cima das máquinas, não havendo um espaço livre para trabalhar, observaram-se várias moscas, talvez por haver dois cães de grande porte no quintal”; -o interior da casa, que dispunha "de equipamentos básicos, como fogão, frigorífico, arca, armário, cilindro, forno antigo”, "revela grande desordem”, pois, na cozinha, "composta por paredes de pedra muito escuras”, "podemos observar loiça lavada por todo o lado, mesa com cadeiras em cima viradas ao contrário, roupa dobrada e uma taça com fruta”; "não havia vestígio de confecção de refeições, uma vez que eram já 11 horas”; havia "várias embalagens de sumos refrigerantes e muita desorganização na cozinha”, não havendo "espaço livre, todos os electrodomésticos estavam ocupados com muita «tralha»”, havendo ainda "caixas de cartão com pertences embalados por toda a casa e vários detergentes expostos à mercê das crianças”, "desorganização e caixotes poderão ser justificáveis” pela mudança recente; -"a casa dispõe de condições razoáveis, apresentando sinais de desleixo na sua manutenção, desvelando alguma desorganização, carecendo de melhoria na organização e conforto dos espaços para maior bem-estar das crianças”; -estava "o filho mais novo F. num cantinho da mesa, a começar a realizar em papel as fichas enviadas pelo professor” e o "mostrou-se comunicativo, embora algo retraído” -a "S. apresentava um semblante apático”; -questionada pelo quarto das crianças, referiu que não podia ser visitado porque aí estava o senhorio a descansar, por ter tido um AVC, e por na casa dele estarem a decorrer obras e que havia outro quarto mas só com passagem por aquele; a sala, enquanto durassem as obras, era de utilização comum, o que às Técnicas pareceu "uma situação dúbia” e com reservas quanto, sobretudo, à privacidade das crianças; -a , após negação inicial, confirmou estar grávida de 19 semanas; -o e o F. não estavam a assistir às aulas on line, apesar de há uma semana disporem de computador; -em 08-03-2021, o professor do F. informou que não recebeu qualquer retorno dos trabalhos escolares daquele e que até ao momento não assistira às aulas; acrescentou em mail que "tenho mantido contacto telefónico e via e-mail com a encarregada de educação”; foi combinado com a encarregada de educação) que lhe seriam deixados as "planificações e respectivos anexos” na Junta de Freguesia, "o que fez até ao momento”, tendo ela referido que estava a ser difícil que ele "execute os trabalhos”; -o professor do informou, em 03-03-2021, que este faltara desde 15 de Janeiro, tendo a mãe, quando contactada, dito que ele estivera doente e não tinha internet nem computador, pelo que não lhe foram enviadas tarefas – embora isso raramente resulte – até ser resolvido no agrupamento, na Junta ou na Câmara) esse problema; -em conclusão, as Técnicas expressaram as suas "dúvidas se a manutenção em meio natural de vida é suficiente para acautelar a protecção das crianças”, justificando que estas "têm sido privadas, em alguns momentos, de necessidades básicas, desde alimentares, a condições de higiene e salubridade, acentuadas nos últimos tempos que viveram sem água” mas "actualmente tal já não se verifica na medida em que se encontram agora numa habitação dotada de água e demais condições básicas essenciais, apesar de carecer de maior organização e conforto pra potenciar maior segurança e bem-estar às crianças”, dúvidas também quanto ao arrendamento e ao espaço e à relação com os "senhorios”, pelo que "também a saúde das crianças pode estar comprometida, nomeadamente a saúde preventiva do SARS COV-19”, sendo que "continuam a evidenciar-se escassas competências parentais, que têm comprometido o acompanhamento escolar/educativo dos filhos, o que se confirma com a ausência das crianças na modalidade de ensino à distância, o que está a comprometer seriamente o seu sucesso educativo”, preocupação acentuada com a gravidez, pelo que são de parecer que a medida deve ser substituída pela de acolhimento residencial, inclusive a título cautelar – ao que a progenitora se opôs no decurso da visita de 09 de Março.