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de Leiria, exarada a fls.279 a 284 do processo, a qual julgou procedente a presente impugnação pela sociedade recorrida intentada e tendo por objecto mediato os actos de liquidação de R./demonstração de acerto de contas, referentes aos anos de 2004 e 2006 e no montante total de € 77113,0O recorrente termina as alegações do recurso cfr.fls.309 a 313-verso do processo físico) formulando as seguintes Conclusões: 1-A sentença ora recorrida julgou procedente a impugnação judicial apresentada, determinando a anulação total das liquidações de IRC dos anos de 2004 e 2006 impugnadas, por vício de falta de fundamentação, havendo formado a sua convicção anulatória a partir da prova documental produzida nos autos; 2-Porém, precisamente face à prova documental produzida, a RFP discorda do segmento em que a Mma Juiz entende não se encontrar devidamente explicitada a fórmula de cálculo utilizada pela AT, quer quanto aos valores das contribuições, quotizações e encargos, quer aos juros de mora considerados prescritos e em que conclui que "Não sendo claros, nem suficientes os fundamentos e cálculos que suportam as correcções efectuadas pela AT, procedem, nesta parte as alegações da Impugnante.”; 3-Pois que os Serviços de Inspecção Tributária limitaram-se a atender e a considerar os valores e os processos de execução fiscal elencados nas aludidas sentenças, uns e outros sem oposição e, como tal, transitados em julgado; 4-Foram, ainda, juntos ao relatório inspectivo final, por apenso, documentos contabilísticos obtidos junto da impugnante; 5-Os SIT expuseram assim os motivos que correspondiam à real situação da sociedade, face aos termos das decisões judiciais transitadas em julgado, e à situação contabilística e fiscal que verificaram e documentaram; 6-E procedendo deste modo, evidenciaram, de modo suficiente, os pressupostos que legitimaram a sua concreta actuação correctiva; 7-Donde que à luz do acervo documental acima aludido relatório inspectivo final e anexos, maxime, o aludido anexo, importe concluir pela verificação dos requisitos impostos pela Lei, Jurisprudência e Doutrina, em matéria de fundamentação da decisão/acto concreto questionado, tendo permitido, afinal, à sociedade que foi impugnante decidir pela impugnação dos actos tributários finais; 8-Encontrando-se o acto tributário devidamente fundamentado, quer de facto, quer de direito, de molde a permitir-lhe conhecer os motivos e o itinerário cognoscitivo do seu autor, concluímos que foi dado integral cumprimento ao disposto no artigo 77, n 1 da Lei Geral Tributária; 9-Ao decidir como decidiu, o Tribunal a quo incorreu em erro de julgamento, consubstanciado na deficiente avaliação da prova documental produzida e na incorrecta interpretação e aplicação das normas legais vigentes, designadamente, o mencionado art.