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Diga-se ainda, que a testemunha Luís referiu que, quando tomou conta da ocorrência, ninguém mencionou a existência de uma ultrapassagem, o que seria no mínimo estranho, caso tal manobra tivesse ocorrido nos termos relatados pela testemunha Ilidia ..).’          A apelante sustenta que do depoimento da testemunha Ilídia decorre, sem margem para dúvidas, que o veículo , nos momentos que precederam o embate, tinha realizado manobra de ultrapassassem e por isso defende dever ser julgado provado tal facto considerado como não provado pela decisão, tendo mesmo ultrapassado o veículo conduzido pela testemunha, não se vislumbrando no seu depoimento quaisquer contradições e/ou falta de clareza, antes sendo a descrição que faz da dinâmica do acidente a que faz mais sentido – atendendo às circunstâncias da via recta com boa, só se compreende que o embate tenha ocorrido se se considerar que o autor Joaquim tinha acabado de regressar à sua hemi-faixa de rodagem, após a ultrapassagem, pois doutra forma teria tido oportunidade de ver a traseira do veículo seguro na recorrente e de reduzir a velocidade ou buzinar para assinalar a sua presença) –, acrescentando não ter cabimento que o tribunal se funde, para apreciar de tal factualidade, no depoimento da testemunha que tomou conta da ocorrência, mas que não presenciou o evento.