Legal Document Excerpt:

3Tal documento prossegue com a elaboração da gravidade das ocorrências porquanto a trabalhadora infractora:  «Omitiu o seu dever de respeitar e tratar o empregador, os superiores hierárquicos, os companheiros de trabalho e as pessoas que se relacionem com o  com urbanidade e probidade;  Omitiu o seu dever de realizar o trabalho com zelo e diligência, cumprindo ordens e instruções do empregador respeitantes à execução ou disciplina do trabalho;  Omitiu o seu dever de promover ou executar os actos tendentes à melhoria da produtividade da sua entidade patronal;  Não atentou nos especiais cuidados destinados a crianças, obviando, portanto ao cumprimento do dever de prevenção relativamente a situações concretas susceptíveis de desencadear danos e lesões físicas;  Não cooperou com o , executando as suas funções de forma adequada e segundo as normas impostas pela função que exerce;  Não se absteve de comportamentos desadequados ao sector de actividade ensino em que desenvolve as suas funções e que podem por em causa bom nome e prestígio do  enquanto instituição de ensino.»  3Lendo-se, de seguida, no mesmo documento que:  «E carecendo de justificação, os comportamentos da trabalhadora infractora — quer os respeitantes aos métodos educativos, quer os respeitantes à provocação de repetidos conflitos com colegas de trabalho, quer a falta de atitude adequada em face das tarefas respeitantes às suas funções, quer o desrespeito pela Direcção do , colegas de trabalho, alunos e comunidade educativa no geral designadamente por não respeitar o ambiente do local de trabalho e não se inibindo de ser desrespeitosa nos locais do  de acesso aos vários membros da comunidade, não pode deixar de considerar-se que os comportamentos da trabalhadora infractora são susceptíveis de integrar justa causa de despedimento, nos termos do disposto no artigo 35 do Código de Trabalho — n. 1, 2, alíneas,,, e e n. »  3Pode ler-se ainda no aludido relatório que foi reconhecida a invocada caducidade do exercício do poder disciplinar relativamente a todos os factos que chegaram ao conhecimento do empregador em data anterior a 17 de fevereiro de 201  3Ao contrário do que se passou com a falta de concretização dos factos apontada pela autora, concluindo a instrutora que:  «A acusação imputada foi devidamente circunstanciada em termos concretos e não genéricos e permitiram à trabalhadora saber a que concretas situações se reportava permitindo-lhe uma efectiva possibilidade de defesa.»  3No que concerne às diligências probatórias requeridas, entendeu a instrução que: «Sobre a apreciação da relevância das diligências probatórias requeridas, entende-se serem as mesmas impertinentes em face da decisão final do presente, porquanto para além de ser exigida a exibição de documentos cujo carácter sigiloso o impediria, também não se vislumbra como pode a arguida quer das declarações, quer das acareações que requereu, conseguir contribuir para a descoberta de uma verdade diferente da espelhada na factualidade apurada.