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78 do CP, no caso de conhecimento superveniente do concurso - vem sendo entendido que o "estabelecimento do cúmulo jurídico não constitui uma operação contabilística, ou um jogo de números, mas um verdadeiro julgamento, em que expressamente se considera o peso que os factos e a personalidade do seu autor têm no ajuizamento da sua conduta", e em que "devem ser avaliados e determinados os termos em que a personalidade se projecta nos factos e é por estes revelada, ou seja, aferir se os factos traduzem uma tendência desvaliosa, ou antes se se reconduzem apenas a uma pluriocasionalidade que não tem raízes na personalidade do agente, mas tendo na devida consideração as exigências de prevenção geral e, especialmente na pena do concurso, os efeitos previsíveis da pena única sobre o comportamento futuro do"  Assim,  importando ter presente a actividade criminosa do arguido determinante das condenações, quanto aos factos praticados,  no 1 concurso  respeitam a três crimes de condução ilegal, um crime de condução perigosa, um crime de condução em estado de embriaguez, dois crimes de furto simples, um de roubo, um de resistência e coacção, e um de ofensas qualificadas, por factos praticados entre Fevereiro de 2010 e Abril de 2011, por essa altura, tendo o arguido 17/18 anos de idade, no 2 concurso  respeitam a quatro crimes de condução ilegal, três crimes de furto simples, seis de furto qualificado, um crime de roubo, um crime de detenção de arma proibida, um crime de resistência e coacção, um crime de ofensa à integridade física, um crime de injúria, um crime de burla, um crime de abuso de confiança, um crime de falsificação de documento, por factos praticados entre Julho de 2011 e Abril de 2015, no 3 concurso respeitam a dois crimes de condução ilegal, cinco crimes de furto qualificado, um deles na forma tentada, três de falsificação de documento e um de burla, por factos praticados entre Novembro de 2015 e Março de 2017, em que avultam as penas parcelares mais elevadas de todas as condenações do arguido, de 5 anos de prisão, quanto à personalidade do arguido, o que se retirou do relatório social e da informação do EP, de onde ressalta um padrão comportamental criminógeno ininterrupto, e o que se retirou também do modo de actuação do arguido na maioria dos crimes de furto, da proximidade relacional que criava com as vítimas para melhor garantir a consumação, método próximo/próprio dos crimes de burla e de abuso de confiança, que também praticou, visando as mesmas finalidades de apropriação de bens, tudo redunda na incapacidade/impreparação do arguido para a adopção de condutas socialmente aceites e conformes com as normas legais, pelo que,   - conjugados os factos determinantes das condenações das penas em concurso com os factos respeitantes à sua personalidade - tudo evidencia uma imagem global da conduta delituosa do arguido/condenado que não pode senão traduzir "uma tendência desvaliosa com raízes na personalidade do agente ", e, justifica a aplicação das seguintes penas únicas  - 3 três) anos de prisão no 1 concurso,  -12 anos e 6 meses de prisão no 2 concurso,  -10 anos e 3 três) meses de prisão no 3 concurso,  penas que se considera serem as adequadas e proporcionais à gravidade global dos comportamentos delituosos abrangidos e às necessidades de ressocialização do arguido limitadas pela culpa, e, relativamente à primeira das quais, não obstante se conter no limite dos cinco anos a que alude o art.