Legal Document Excerpt:

Na verdade, não pode o Tribunal olvidar o facto de a actuação maltratante do arguido em relação à ofendida se ter prolongado por muito tempo – desde 1987 até 2019 – ou seja, por cerca de 32 anos; e, ainda de tal  actuação maltratante se ter manifestado em vários "maus tratos” – desde agressões físicas, agressões psíquicos/emocionais aqui, injúrias e ameaças) - e não se ter reconduzido, por exemplo, a uma única reacção a uma determinada conduta daquela -, assim evidenciando uma culpa muito mais gravosa do que se tivéssemos perante um único momento de cometimento de violência doméstica e/ou uma reacção momentânea a determinada conduta da vítima.