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Recorrendo à jurisprudência mais recente, pela sua pertinência e actualidade, no acórdão do STJ de 14 de Janeiro de 2021, proferido no processo 644/18TBCTX.LS1, relatado por Nuno Manuel Pinto Oliveira, fixou-se em € 50000,00 a indemnização por dano biológico a um lesado de 32 anos, com uma incapacidade de 40%, que auferia um rendimento mensal líquido de € 372,60, o que compara com a incapacidade de 19,6% do Autor, a sua idade de 34 anos e a retribuição mensal que poderia auferir em França no montante de € 500,0 Descontando o facto de o lesado daquele processo não ter ficado verdadeiramente impossibilitado de exercer a profissão habitual mas foi dado como provado que não voltou a trabalhar após o acidente, o que constitui um objectivo ponto de contacto com o caso dos, mas sendo superior a incapacidade o e, sobretudo, o montante auferido mensalmente mais do triplo do aqui, não deixa de se considerar que € 30000,00 é um valor que obedece aos parâmetros indemnizatórios fixados naquele acórdão do nosso Venerando Supremo Tribunal, onde são citados vários outros acórdãos enquanto referências padronizadas de valorização do reflexo patrimonial do dano biológico, pelo que nos dispensamos de os apontar.