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E foram dados como não provados, na sequência da procedência da impugnação da matéria de facto, feita pela apelante, os seguintes factos: 4) Em 202008, BB e acordaram com o ora embargante AA dar a este de arrendamento a referida "Herdade ...” para que este pudesse utilizá-la e aproveitá-la para pastagem do seu gado, mediante o pagamento de uma quantia pecuniária; 5) Deste modo, por escrito assinado em 202008, BB e acordaram ceder a AA, pelo prazo de 7 anos, com início em 002008 e termo em 202015, renovável por períodos de 10 anos, o gozo da mencionada Herdade; 6) Tal renovação operaria automaticamente, excepto se algumas das partes se opusesse a tal renovação com antecedência mínima de 180 dias do termo do contrato; 7) Como contrapartida, AA entregou aos embargados BB e a quantia de € 1500,00, que pagou integralmente aquando do acordo; 8) Durante os 7 anos de vigência inicial do acordo, AA fez vários empréstimos de dinheiro a BB e a , num total de mais de 4000,00; 9) No termo do período de vigência inicial do contrato, não tendo dinheiro para pagar tal quantia a AA, os ora embargados BB e acordaram com aquele, que aceitou, manter o arrendamento da "Herdade ...” por mais 10 anos, imputando o valor da contraprestação pecuniária que AA estava obrigado a pagar pelo gozo da propriedade à dívida dos embargados; 10) Em consequência disso, o acordo renovou-se até 202025; 11) Desde 002008 até ao presente, for força do acordado, AA ficou com o gozo da "Herdade ...”;  De direito O recorrente insurge-se contra a decisão de facto, na parte em que a Relação deu como não provados os factos n.s 4 a 11 referentes à existência de um contrato de arrendamento, sustentando que ele existe e está em vigor, com base no documento particular que o titula, que não identifica com exactidão, e na confissão da embargada , pretendendo que sejam dados como provados, como havia feito a  instância.