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Na verdade, aspetos atinentes à vida da outra sociedade, especialmente quando a relação de coligação se mostre mais ténue, além de excederem o âmbito literal do direito a informação consagrado neste preceito, sempre tenderiam a achar-se abrangidos por dever de segredo, emerja este de específico instrumento contratual ou dos deveres de lealdade e boa-fé no relacionamento entre as duas sociedades” 52 – ainda assim, e de forma curial, este autor admite a possibilidade de interpretação extensiva 5  No polo oposto,Pedro Barrambana Santos considera que "na presença de uma sociedade anónima, tipo societário caracterizado essencialmente pelo distanciamento existente entre o património e a gestão societária, a qualidade de accionista é corporizada pelo investimento ou alocação de capital efectuado na perspectiva de colher os respectivos dividendos da assunção de risco” e, inquirindo sobre se "resultando o direito à informação da qualidade de sócio e esta da realização de um investimento de capital e correspectiva assunção do risco do sucesso da actividade, dever-se-á considerar análoga a situação, no que respeita à assunção do risco, entre o accionista da sociedade dominante em regime de domínio total e a sociedade dominada”, responde: "No nosso entender, pese a circunstância de não ser atribuído ao accionista da sociedade-mãe essa qualidade face à sociedade--filha, teremos de buscar a resposta na materialidade e no regime previsto para as relações de domínio total as eventuais características que permitam fundar um raciocínio de analogia.