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Apreciando a factualidade objectiva que antecede à luz das regras da experiência comum, o tribunal deu como provados os factos n. 4 e 5, porquanto qualquer pessoa sabe que expressões como aquelas que o arguido proferiu são susceptíveis de amedrontar e afectar a liberdade de determinação das pessoas a quem são dirigidas, sendo tais comportamentos proibidos e punidos por lei.»  Lida a motivação da decisão de facto exarada na sentença recorrida, constata-se que o tribunal a quo, procedendo ao exame crítico das provas, fundamentou devidamente a decisão de dar como provados os factos vertidos nos pontos 3, 4 e 5, explicitando o raciocínio efetuado, subjacente à tomada de decisão nesse sentido, designadamente, enunciando as razões por que valorou o depoimento da testemunha e pelas quais alicerçou a convicção no sentido de que, no contexto da discussão que encetou com aquela, o arguido lhe dirigiu expressão "dou-te dois tiros”.