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2 Colocando o enfoque no requisito que respeita à "ausência de prudência normal”, importa realçar o seguinte: os Recorridos não podiam desconhecer que as partes ou divisões em causa pertenciam ao lar, uma vez que foram os próprios recorridos que providenciaram pelo processo de licenciamento do referido lar que venderam aos recorrentes, assim como os termos em que a propriedade horizontal foi delineada não teve qualquer intervenção da ora Recorrente, tendo sido realizado pelos próprios Recorridos, que contrataram, em 2008, os serviços de uma Ilustre Advogada para a constituição da propriedade horizontal e a transformação do edifício em duas frações autónomas, à época em que resolveram alienar o imóvel – sendo que da fração B fazia parte a cozinha e demais divisões aqui em causa, como resta provado no ponto 4 da matéria de facto assente.