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Inconformada com o acórdão proferido pelo Tribunal da Relação de Guimarães, a ré dele interpôs recurso de revista para o Supremo Tribunal de Justiça, terminando as suas alegações com as seguintes conclusões, que se transcrevem: « Com o presente recurso, a Apelada/Recorrente manifesta desde já a sua não conformação com o douto acórdão proferido e que declarou o tribunal a quo, ou seja, o Juízo de Família e Menores de Braga internacionalmente competente para decidir a acção de divórcio sem consentimento, instaurada pelo aqui Apelante/Recorrido contra a Apelada/Recorrente;  Conforme teve oportunidade de expor quando notificada para exercer o seu direito ao contraditório, nos termos do artigo 3 do Código de Processo Civil, a aqui Apelada/Recorrente não admite a aplicação aos presentes autos do REGULAMENTO N. 2201/2003, DE 27 DE NOVEMBRO;  Também como já referiu, a Apelada/Recorrente reitera que a Suíça ou Confederação Helvética, Estado onde ambos os cônjuges residem há mais de sete anos e se encontram estavelmente estabelecidos, não é, nem nunca foi, Estado-membro da União Europeia e o Regulamento n. 2201/2003, de 27 de Novembro é um instrumento jurídico relativo à competência, ao reconhecimento em matéria matrimonial e em matéria de responsabilidade parental, destinado a regular esta matéria entre os países membros da União Europeia excepto;  O referido Regulamento visa garantir a aplicação uniforme do direito nele regulamentado nas relações jurídicas entre os Estados-membros da União e não é aplicável – contrariamente ao entendimento vertido no douto acórdão - aos conflitos de competência internacional em matéria matrimonial, entre os Estados-membros da UE e os Estados não membros;  Logo, nunca será aplicável à relação em discussão nos presentes autos onde o conflito de competência internacional envolve a Suíça e Portugal;  Assim toda e qualquer referência ao referido REGULAMENTO N. 2201/2003, DE 27 DE NOVEMBRO, feita pela aqui Apelada/Recorrente nestas alegações, tem unicamente como objetivo, contraditar o douto entendimento vertido no acórdão ora em crise e que defende a aplicação do referido Regulamento ao caso em apreço.