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; - É manifesto que não, e que a única solução razoável, numa situação como esta, é de considerar que, tendo o credor interpelado o devedor por várias vezes no decurso do prazo, deve poder beneficiar do maior prazo para o exercício do seu direito por efeito da interrupção da prescrição, para o que se deverá associar esse efeito interruptivo da prescrição à última notificação efetuada; - Aliás, entender que, sendo efectuadas várias notificações judiciais avulsas dentro do mesmo prazo prescricional, só a primeira relevaria para efeitos de interrupção da prescrição, será aplicar a norma do artigo 32 do Código Civil com um sentido inconstitucional por violação do princípio constitucional da confiança e da garantia do acesso à tutela jurisdicional efectiva consagrado no artigo 2 da Constituição; - Refira-se por último, obviamente que sem conceder, que ainda que se pudesse entender que o direito aos juros capitalizados mais antigos - isto é, aqueles que se tivessem vencido há mais de 5 anos à data da propositura da presente ação - tivesse já prescrito, daí não decorreria a preclusão do direito a todos os juros capitalizados; - Contrariamente ao que pretende a MEO, o efeito de uma putativa prescrição do direito aos juros capitalizados mais antigos seria unicamente deixar de poder exigir em juízo o pagamento de tais juros —, sem que daí resultasse que a NOS perdesse também a possibilidade de cobrar à MEO os demais juros capitalizados vencidos há menos de 5 anos.