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O A., convencido que o contrato ia ser renovado, anuíu aguardar em casa algum tempo.”  QUANTO À IMPUGNAÇÃO DA MATÉRIA DE DIREITO   Tendo em consideração os factos provados, e os que se pede se considerem provados, ou seja, que foi a própria ré que pediu ao autor que aguardasse pela renovação, e que o autor assim esperou, deve considerar-se que no período, de cinco meses, em que o autor esperou, entre a comunicada denúncia do primeiro, ainda que "falso contrato de trabalho a termo”, e a posterior contratação, ao abrigo de outro "falso contrato de prestação de serviço”, deve considerar-se que o autor esteve, naquele período, na situação de disponibilidade da ré, que deve suportar o pagamento da respectiva retribuição;  Independentemente do que se refere na conclusão anterior, tendo o autor estado ao serviço da ré, ao abrigo de um "falso contrato de trabalho a termo”, após o que esteve cinco meses em casa a aguardar autorização para a renovação do contrato, após o que foi chamado pela ré para o exercício das mesmas funções, ainda que ao abrigo, agora de um contrato de trabalho por interposta pessoa ou um "falso contrato de prestação de serviço”, não é de considerar irrecuperável a primeira relação de trabalho;  É que, antes de completado um ano contado da comunicada cessação do contrato de trabalho, o autor foi de novo contratado pelo mesmo empregador para exercer a mesma actividade, ainda que por interposta pessoa ou através de um "falso contrato de prestação de serviço”, o que faz suspender o prazo para o exercício, pelo trabalhador, dos seus direitos, nos termos do disposto no artigo 38, do Código do Trabalho, como se deliberou, em caso muito semelhante, no acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, de 2 de Julho de 2014 – disponível no portal www.dgsi.pt, com a referência Processo 4598/12TTLSB.L1-  É que, como se refere naquele acórdão, "nunca o Autor se encontrou, verdadeiramente, numa situação de autonomia e disponibilidade relativamente à Ré, conforme é pressuposto pelo prazo de 1 ano previsto no artigo 38 do Código do Trabalho de 2003 .”  É que, como se sumariou no acórdão do mesmo Tribunal da Relação de Lisboa, de 17 de Janeiro de 2017 – também disponível no portal www.dgsi.pt, com a referência Processo 7258/2006-4– «Se se sucedem diversos contratos de trabalho a termo, intervalados entre si, o prazo de prescrição relativamente aos créditos emergentes dos contratos já cessados, sendo certo que se iniciou no dia subsequente ao da respectiva cessação cfr.