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3 - A tomada de declarações processa-se com observância das formalidades estabelecidas para a audiência, salvo no que respeita à publicidade    E também o art 320 do CPP:     «1 - O presidente, oficiosamente ou a requerimento, procede à realização dos actos urgentes ou cuja demora possa acarretar perigo para a aquisição ou a conservação da prova, ou para a descoberta da verdade, nomeadamente à tomada de declarações nos casos e às pessoas referidas nos artigos 27 e 29  2 - É correspondentemente aplicável o disposto nos n.os 2, 3, 4 e 7 do artigo 31 »    Da conjugação de todas estas normas entre si resulta pois, sobretudo em casos urgentes, como foi o caso e face à evidente desnecessidade de aplicação obrigatória do n 6 do art 318 do CPP com intervenção defuncionário judicial do tribunal ou juízo onde o depoimento é”,dado ser processo de arguidos presos, com prazos de produção de prova e haver grave dificuldade de contacto com o ofendido, que a sua tomada de declarações pudesse sê-lo em domicílio ou equivalente, por critério discricionário do presidente do tribunal e sem recurso a carta rogatória, com os consabidos inconvenientes de demora e tradução de actos que isso implicaria.