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O Mm Juiz proferiu despacho a admitir o recurso, com o seguinte teor: "Embora a questão não tenha sido propriamente configurada como de validade do contrato de trabalho, não deixa, em nosso modesto entendimento, de ser como tal configurada, na medida em que a decisão de fundo baseou-se na assunção pela ré de um contrato de trabalho, com uma cláusula específica a que demos uma interpretação, que, segundo a ré, não a vinculava por ter sido subscrita por quem não tinha poderes para o efeito e, por isso, admitimos que se pode integrar o presente recurso, em sentido amplo, numa questão de validade do contrato, no sentido de validade e vinculação da ré a este contrato específico com o teor que dele consta e, por ser legal, tempestivo e interposto por quem tem legitimidade, admite-se o recurso interposto pela ré, o qual é de apelação, para o Tribunal da Relação do Porto, tem efeito meramente devolutivo e sobe imediatamente e nos próprios autos – artigos 8, n. 1 e n. 3, 8, n. 1 e 8-A, n. 1, do CPT.