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Ora, a Recorrente Fazenda Pública sustentou a ocorrência de erro de julgamento, e para tanto, referiu que pese embora o Tribunal recorrido ter julgado que estão preenchidos os pressupostos que permitiam à AT o recurso à tributação por métodos indiciários, e de que cabia à Impugnante provar o erro ou excesso de quantificação, de todo o modo, veio depois a decidir que ocorre a errónea quantificação da matéria coletável, com fundamento, exclusivamente, no facto de haver contradição entre o vertido no relatório, no sentido de que a partir da amostragem 1 efetuada aos meses de Março, Abril, Agosto e Novembro se apurou uma MBL/PC através da seleção da menor margem encontrada nestes meses para os peixes frescos mais comercializados, e a circunstância de haver uma ausência do mês de Agosto do quadro de apuramento da margem bruta de lucro dos peixes frescos mais comercializados, e que em função dessa constatação, foi então julgado que assiste razão à Impugnante quanto ao que por si havia sido alegado, no sentido de que a margem média da amostragem da AT consubstanciava uma média aritmética simples sendo que os vários produtos têm pesos diferentes no total dos custos e das vendas, razão porque o procedimento mais adequado seria a adopção de uma média ponderada Cfr.