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como por lapso de escrita consta do despacho de causação), em Lisboa, entre o ano de 2000 até 2010; 2- A ofendida e o arguido têm um filho em comum, , nascido a .; 3-O menor , devido ao ambiente hostil e de violência doméstica no seio familiar, foi retirado aos progenitores em 2015, ficando sob a tutela do pai da ofendida; 4-Em 2017 o menor foi residir com a ofendida e o arguido prometeu mudar, tendo ambos reatado a relação, voltando a viver maritalmente, na residência sita na  em Lisboa; 5-A relação decorreu até Outubro de 2017, apenas com discussões frequentes - em outubro de 2018, a ofendida confrontou o arguido com o facto de este estar a ser infiel e a partir dessa altura o arguido deixou de ajudar a nível financeiro, deixando de ajudar a pagar um crédito que ambos tinham pedido no valor de €1000,00 doze; 6-O arguido chamava à ofendida "PUTA DE MERDA", "VAI PARA O CARALHO", "VAI-TE FODER", "FILHA DA PUTA» e dizia-lhe "TENS QUE SAIR DE CASA", "NÃO TE QUERO AQUI", "VAIS VIVER DE ESMOLA"; 7-De Dezembro de 2018 até Fevereiro de 2019, apesar de viverem na mesma casa, ambos deixaram de se falar; 8-Em Fevereiro de 2019, em data não concretamente apurada, o arguido por não concordar com um determinado comportamento da ofendida chamou-lhe "FILHA DA PUTA", "ÉS UMA GRANDE PUTA", "ENTREGASTE A TODOS OS HOMENS", "GRANDE VAGABUNDA" e, de seguida, agarrou a ofendida por um braço e expulsou-a de casa, só a deixando entrar à noite; 9-Entre Março e Abril de 2019, a ofendida e o arguido começaram a falar e a relacionar-se sexualmente, por mútuo consentimento; 10-No início de Maio de 2019, o arguido acordou sair de casa, que é propriedade da Gebalis, e assinou um documento para que a casa ficasse só em nome da ofendida, mas o tempo foi passando e o arguido não abandonava a habitação; 11-Em Julho de 2019, o arguido começou a importunar diariamente a ofendida, querendo manter relações sexuais todos os dias, e como a ofendida se negava, por não querer manter qualquer relação com o arguido, este dizia-lhe: "DÁ­ME CONA", "DÁ-ME CONA", "DÁ-ME CONA", de forma repetitiva e insistente e, por vezes, agarrava-a para manter sexo, e esta para evitar conflitos cedia sempre e tinha relações contra sua vontade.