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De ter em conta ainda que, em sede de audiência de discussão e julgamento, tendo sido alertado para o facto de o tribunal entender que da prova testemunhal e documental produzida resultava que o A. recebeu efectivamente valores mensais superiores aos alegados na petição inicial, reportando-se obviamente às ajudas de custo, e de poder vir a considerar esse facto relevante para apreciação do pedido de diferenças salariais, e que, por tal facto não ter resultado de qualquer alegação das partes mas da produção de prova, tendo sido convidado a apresentar provas sobre esse facto, nos termos do n 2 do artigo 72 do Código de Processo do Trabalho, o A., através do seu mandatário, declarou não ter provas a apresentar, pelo que a alegada insuficiência de prova da decisão em matéria de facto não decorreria do não uso pelo Tribunal da Relação da faculdade prevista no artigo 662, n 2, al., do Código de Processo Civil, nem seria por essa via superável, sendo antes imputável a conduta processual da própria parte, não se vislumbrando, nestas circunstâncias, qual efeito útil de eventual anulação da decisão em matéria de facto ou da ampliação desta.