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3) As prestações suplementares não são um passivo da entidade a quem foram realizadas, constituindo, antes, capitais próprios dessas sociedades –Norma Internacional de Contabilidade n 32 e Norma Contabilística e do Relato Financeiro n 27; 4) Já no âmbito do Plano Oficial de Contabilidade, as prestações suplementares integravam, para a sociedade beneficiária, uma conta do seu capitalclasse e para as sociedades que efetuavam tais prestações, elas eram registadas como imobilizado financeiro; 5) Na medida em que as prestações suplementares são componente do capital próprio, o n 3 do art 45 do CIRC, de modo expresso e inequívoco, considerava que as perdas referentes a tais prestações são custo fiscal, embora, apenas, em 50%; 6) É, portanto, errada a qualificação feita pela Administração Tributária e, agora, em sede de recurso, pela Fazenda Pública, das prestações suplementares como um cré 7) A douta sentença recorrida chamou à colação o Acórdão do STA de 3/6/2020 Processo n 01018/03BELRS); 8) Em tal Acórdão também estava em causa o saber se a perda em prestações suplementares apuradas na dissolução da sociedade a quem tais prestações tenham sido efetuadas, relevam fiscalmente; 9) O Acórdão, atendendo à natureza das prestações suplementares, que não configuram um crédito, concluiu que a referida perda era, em 50%, custo fiscal, atento o art 45, n 3 do CIRC; 10) Assim, a douta sentença recorrida não merece qualquer censura.