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– A imputação de todas as saídas não esclarecidas às "despesas correntes do agregado” 10 Incorre o Tribunal a quo em erro de cálculo e de valoração da prova quando afirma que "tais montantes são claramente insuficientes para compensar os valores que dela saíram em benefício da sociedade e em benefício do Autor, no montante total de € 4860,7” 10 Expõe o Tribunal a quo que, dos € 26776,02 de capitalização da conta 300 no período em análise – quando na verdade tal valor ascende a € 26675,53, conforme discriminação aritmética supra exposta e que equivale ao apurado pela perícia colegial, devem descontar-se: € 3011,98, para liquidação do crédito do casal ao Banco A – o que se aceita; € 10676,03 foram afectados ao pagamento das obras da casa de Altamira – o que não se aceita, dado que o valor correcto, conforme já se deixou alegado e também equivale ao apurado pela perícia colegial, é de € 8422,20; € 4960,72 foram destinados a capitalizar a sociedade de ambos e ao pagamento de custos e encargos da respectiva actividade – o que não se aceita, pois conforme bastamente já alegado supra, as saídas da conta 300 a tal título não superaram os € 3025,95; € 900,00, creditados na conta individual do Autor – o que se aceita; como tal, o real apuro das quantias em apreço tem de ser € 16360,13, 10 Posto isto, a sentença chega – erradamente – ao valor "remanescente” de € 8227,29, que atribui, inequivocamente e todavia sem para tanto ter qualquer prova que o sustente, "ao pagamento de despesas correntes do agregado familiar”, para finalizar o seu raciocínio no montante mensal de € 838,49 que, sem qualquer documento comprovativo nos autos, o Tribunal julga como provável e credível atribuir aos gastos médios mensais do casal, atendendo ao nível de vida que entende ter resultado provado nos autos.