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Os fundamentos do recurso expostos nas conclusões consistiram na imputação à decisão recorrida da violação do disposto nos artigos 57 e 79, ambos do Código Civil, e nos artigos 6 e 7, ambos do Decreto-Lei n. 317/200 Esta imputação assentou na seguinte alegação:   Nos termos do disposto no artigo 73 do RGICSF Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, é dever da ré assegurar, em todas as actividades que exerce, elevados níveis de competência técnica e os meios humanos e materiais adequados a assegurar condições apropriadas de qualidade e eficiência;   Em especial aqueles que se reportam à implementação de todo um sistema de segurança que decorre da atribuição de códigos de acesso de utilização a três níveis: Número de identificação); Código de segurança, vulgo Pin, compostos por seis dígitos; Cartão matriz;   O referido número de identificação e o Código Pin foram atribuídos à autora no momento da adesão ao24 e o cartão matriz foi enviado para a sede da autora;    Até à data, o sistema informático da ré não registou qualquer intrusão, pelo que a autora, não tendo realizado as transferências em causa terá obrigatoriamente de ter incumprido com as mais basilares regras de segurança veiculadas pelo banco aos clientes/utilizadores do serviço de homebanking;    Isto porque decorre dos factos provados 23, 24, que as transferências utilizaram o número de cliente, o código pin e as duas coordenadas do cartão matriz, pois sem estes elementos as transferências nunca poderiam ter sido efectuadas;    Tendo-se apurado que nos presentes autos as transferências sub judice foram efectuadas fraudulentamente por terceiros com recurso à técnica conhecida por phishing, logo se conclui que tal transferência não ocorreu por causa de uma qualquer avaria do sistema informático do réu, mas apenas por a autora ter cedido a terceiros, ainda que inadvertidamente os aluídos códigos de acesso;    Tal foi amplamente e detalhadamente explicado pela testemunha, responsável da ré no departamento de inspecção e fraudes, que depôs de forma séria, esclarecedora e isenta e que não foi devidamente valorado pelo tribunal a quo;    Ao que acresce que a ré, no cumprimento do seu dever legal de informação, tem no seu sítio institucional diversos alertas de fraude, com exemplos claros do que é ou não uma situação de fraude;    Sendo um contrato de adesão ao homebanking um contrato autónomo, mas umbilicalmente ligado ao contrato de abertura de crédito, importa para ambas as partes a assunção de deveres e obrigações; 1O banco tem o dever de assegurar um sistema de segurança eficaz e o cliente o dever de não facultar a terceiros elementos que permitam o seu acesso à conta;  1Da matéria apurada nos autos resultou um comportamento do cliente violador dos seus deveres contratuais, que permitiu o acesso indevido de terceiros à sua conta, pois não fora esse comportamento a situação objecto dos autos não se verificaria;  1Parece-nos demostrado que a autora, com fez uma utilização negligente e descuidada do serviço, não podendo ser assolada qualquer responsabilidade ao banco recorrido.