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Ainda assim, fazendo apelo ao invocado artigo 92, n1 do CPC - Se o conhecimento do objeto da ação depender da decisão de uma questão que seja da competência do tribunal criminal ou do tribunal administrativo, pode o juiz sobrestar na decisão até que o tribunal competente se pronuncie – se dirá que:  - tal preceito dirige-se a processos judiciais cujo respectivo objecto é do conhecimento do juiz; - a suspensão da execução fiscal é da competência do órgão da execução fiscal, sem prejuízo de posterior controlo pelo Tribunal; - o preceito em causa confere ao juiz uma simples faculdade que ele usará, ou não, conforme entenda, de acordo com o caso concreto; - de todo o modo, a instância só pode ser suspensa se houver uma verdadeira relação de dependência, de prejudicialidade, entre a questão, no caso, fiscal e o crime, o que aqui, face aos esclarecimentos avançados, não se vislumbra minimamente, sabido que está em causa nestes autos a apreciação da legalidade da penhora efectuada em execução fiscal; - o autor da penhora, acto reclamado, não é, pela natureza das coisas, a Inspectora de Finanças que terá tido intervenção no RIT, pelo que não se alcança o relevo do alegado incidente de suspeição para análise da legalidade da penhora.