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100 e 101 dos autos, que, com grande probabilidade, ele e a mulher iriam ser objecto de uma inspecção tributária, sabendo, porque ele próprio desenvolveu a actividade, que iriam ser detectados os actos tributários que mais tarde vieram a ser apurados; o facto de aquela notificação ter sido dirigida para a casa onde todos os réus moravam na altura e continuam a morar, sendo difícil de ocultar aos membros daquela família; o facto de, apesar de não gerir de facto a sua actividade, a ré  ter essa actividade em seu nome, razão pela qual, de acordo com as regras da experiência comum e critérios de normalidade, a documentação respeitante a essa actividade teria de passar por si, sendo-lhe dadas as explicações necessárias à compreensão da mesma; e a circunstância dos réus constituírem uma família que se enquadra nos padrões da normalidade e porque, de acordo com os mesmos, aquele conhecimento obtido pelo réu marido teve necessariamente de ser discutido com a ré mulher e com o seu filho, o qual iria participar, como participou, na solução que resolveria as consequência mais gravosas que daquela futura inspecção pudessem advir; acrescendo o facto de, após a doação, terem continuado todos a viver na fracção e terem sido os dois primeiros réus que continuaram a suportar os encargos respeitantes à mesma, designadamente os encargos bancários, pelos quais nunca deixaram de ser responsáveis ou seja, não houve da parte do terceiro réu a prática de nenhum acto de posse correspondente ao direito que lhe havia sido transmitido pela doação).