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A este respeito, não pode deixar de subscrever-se o juízo formulado pelo Tribunal Recorrido, nos termos do qual "analisando a cláusula penal indemnizatória – cláusula 2 – retira-se que está previsto, no segmento final da cláusula, que "o cliente fica obrigado ao pagamento da totalidade das prestações do preço previstas até ao final do prazo contratado”, nas situações em que a Otis decida pôr termo ao contrato porque estranhos intervieram na resolução de avarias ou na reparação do equipamento, o que claramente consubstancia uma cláusula penal desproporcionada face aos danos a ressarcir, pois não se tem em conta o caso concreto, o momento em que os factos ocorreram e a expressão dos prejuízos para que objetivamente se possa definir a proporção entre a sanção e os danos a ressarcir e, consequentemente, por uma indemnização justa tendo em consideração a gravidade, a culpa, a ilicitude e os danos emergentes da violação do contrato em cada caso concreto e não apenas um cálculo matemático tendo em conta os meses em falta até ao termo do prazo contratado.”  Note-se que para efeitos de integração do preceituado no artigo 19, al.