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Lidas a matéria de facto e a respectiva motivação constantes da decisão recorrida percebemos claramente que o Tribunal a quo não pretendeu dar como provado em toda a sua extensão o que consignou no ponto  da factualidade assente, pois quanto à parcela correspondente à intenção de provocar a  queimadura do primeiro grau na região mandibular esquerda o seu propósito, vista a globalidade da decisão, foi a de dar como não provados tais factos, posição que encontra a apoio na seguinte passagem da fundamentação dos factos não provados, sem correspondência na motivação dos factos provados: « No que concerne à alínea, desde logo  não foi capaz de explicar com precisão como é que o arguido lhe causou a queimadura com o cigarro, referindo que o empurrou para o tentar fazer sair do café, que nesse momento ele tinha um cigarro na mão e só se apercebeu que foi queimada na zona da mandibula, não conseguindo explicar concretamente qual o gesto feito pelo arguido para a atingir, embora no seu entender o tenha feito de propósito.