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As questões colocadas pelo recorrente foram, em síntese:  A - Indevida alteração da matéria de facto a que procedeu o Tribunal da Relação, com fundamento em erro notório na apreciação da prova em que incorreu o Tribunal de 2 instância, e que deverá ser excluída;  B - Qualificação jurídica dos factos que, no entender do recorrente e ao invés do considerado pelo tribunal recorrido, configuram tão-só um crime de trato sucessivo de abuso sexual de crianças, previsto e punido pelo artigo 171 números 1, e 2 do Código Penal e um crime de trato sucessivo de actos sexuais com adolescentes agravado, previsto e punido pelos artigos 173 números 1, e 2 e 177, número 1, alínea, do mesmo diploma legal;  - Nulidade da decisão em que incorreu o tribunal recorrido ao arredar o crime de trato sucessivo e requalificar juridicamente os factos sem observar o disposto no 3 do artigo 358 do CPP;  - Medida da pena que, quer se julgue ou não procedente a questão indicada na conclusão B, não deverá exceder 5 anos de prisão e ser suspensa na respectiva execução  O acórdão do Supremo tribunal de Justiça, ora recorrido, pronunciou-se sobre as questões suscitadas pelo arguido/recorrente, sem prejuízo de questões de conhecimento oficioso que lhe competisse apreciar  E, o acórdão do STJ, ao manter o decidido no acórdão do TR.