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Em consequência, é lógica a conclusão de que o segurador não é obrigado a indemnizar ou a considerar como sinistro os danos provenientes de factos que não teem aquela natureza, ou, embora a tenham, não foram dos previstos na apólice ou no contrato de seguro.» Por seu lado, Margarida Lima Rego escreve que: «Chamamos "sinistro”, precisamente, à verificação de um desses factos previstos no contrato de seguro, que compõem a chamada cobertura-objeto, e cuja verificação determina a obrigação de prestar por parte do segurador.» Também Menezes Cordeiro, a este propósito, considera que: "O sinistro equivale à verificação, total ou parcial, dos factos compreendidos no risco assumido pelo segurador 9)”»”.