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Em relação às munições atenta-se no número das mesmas – 23 – e no facto das mesmas estarem em condições de serem deflagradas;  Considerando que os motivos do homicídio foram já tidos em conta na qualificativa respectiva, pelo que não podem ser novamente valorados;  Considerando os sentimentos e o modo de execução dos factos, considerando-se, aqui, a frieza de ânimo com que os arguidos agiram;  Considerando que ao nível das consequências os factos se repercutem na dor de uma mãe e de irmãos que viram o seu ente querido ser brutalmente assassinado;  Considerando que o arguido agiu sempre com dolo directo e numa intensidade de censura elevadíssima;  Considerando os antecedentes criminais do arguido, sem olvidar que foi já condenado pela prática de um crime de homicídio o que revela extremas necessidades de prevenção especial;  Considerando a inserção sócio-económica do arguido;  Julga-se adequado, necessário e proporcional aplicar as penas de: 23 anos de prisão pela prática do crime de homicídio qualificado; 1 ano e 2 meses de prisão pelo crime de profanação de cadáver; e 6 meses de prisão pelo crime de detenção proibida de munições.’»  3 Quanto ao arguido BB:  «O tribunal de  instância considerou quanto ao arguido BB:  ‘Considerando que a ilicitude dos factos é intensíssima nos crimes de homicídio e de profanação de cadáver, traduzida essa ilicitude na amplitude com que os bens jurídicos tutelados foram violados;  Relembre-se em relação ao homicídio verificam-se duas qualificativas pelo que uma delas tem de ser ponderada nesta sede, o que milita contra o arguido.