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E de algum modo a sua intenção de adquirir a propriedade da aludia parcela de terreno, e não a de constituir um outro qualquer direito sobre a mesma já que a ocupação, em si mesma, decorre por consequência de um direito, mas não reveste, em sim mesma, essa, decorre da própria alegação dos requisitos da acessão industrial imobiliária, pois que:   - Por um lado, sendo certo que há um grupo de casos em que titulares de direitos, reais ou de crédito, têm o poder de actuar materialmente sobre uma coisa corpórea alheia, podendo resultar do exercício desse poder a união de coisas pertencentes a proprietários distintos e que a lei portuguesa não submete às regras da acessão, mas sim ao regime das benfeitorias artigos 1273 a, como sucede com o possuidor artigo 1273 a, o comproprietário artigo, o usufrutuário artigo, o usuário e morador usuário artigo 1450, ex do artigo, o locatário artigo 1406, n. e o comodatário artigo 1138, n., o Réu não invocou factos que integrem nenhum deles; - Por outro, o regime de acessão só se aplica à hipótese de união ou mistura de coisas pertencentes a proprietários quando não haja um outro regime que regule especificamente a situação, ou seja, em que exista uma união de coisas realizada por uma das partes de um contrato cujas regras a regulam ou por uma das figuras jurídicas enquadradas naquele grupo de casos, a que fizemos referência, nomeadamente por um possuidor, não é regulada pelas regras da acessão, ou seja, a acessão só opera quando a união ou mistura de coisas propriedade de diferentes donos não seja regulada por outro regime específico, que o Réu também não invocou factos que o integrem.