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dos factos provados, altura em que o eG inclusivamente reconheceu o erro reportado, procurando contudo relativizar a respectiva relevância, declarando que "não houve "um erro evidente no mercado grossista” mas um simples e juridicamente banal erro de fundamentação do lado da vossa contraparte”; pp) Está aqui em causa o comumente designado "erro-vício”, o qual se caracteriza como sendo uma inexacta representação de uma circunstância determinante na decisão de celebrar o negócio, de tal modo que "se o declarante tivesse exacto conhecimento da realidade não teria celebrado qualquer negócio ou não o teria celebrado nos termos que o mesmo se concretizou”, tornando-o anulável nos termos das disposições conjugadas dos artigos 25 e 24 do Código Civil, cujos pressupostos se encontram aqui plenamente preenchidos; qq) Cumpre ainda referir que, independentemente de se considerar que houve, ou não, erro por parte da , S.A. sem, a existência de um erro por parte da basta para que o negócio seja anulável, por estarmos na presença de um negócio tripartido ou, no limite e sem conceder, uma sucessão de negócios sob condição, em que o vício que inquina a compra e venda entre , S.A. e , inquina e arrasta consigo a compra e venda entre eG e , S.A., sendo que igual solução resultaria do direito alemão, caso por absurdo se entendesse ser este aplicável, por via do disposto no parágrafo § 119 do Bürgerliches Gesetzbuch / Código Civil Alemão; rr) Em 18 de Junho de 2018, cerca de seis meses após, na sua tese, ter vendido as obrigações com o ISIN USP04808AM60 à ora Apelante, o Apelado acorreu a nova oferta de troca de obrigações por parte do Estado Argentino, trocando as referidas obrigações com o ISIN USP04808AM60 que mantinha na sua posse, por obrigações com o ISIN US040114HL72; ss) Tratou-se, ao contrário do vertido no facto provado 4 e referido a páginas 15 da sentença recorrida, não de "uma mera conversão” por determinação do emitente, mas antes de uma troca de uns títulos, com determinadas características, por outros diferentes, com outras características, por acto voluntário do detentor eG; tt) Esta actuação do eG, para além de contraditória com a sua posição de que o negócio de compra e venda havia sido concluído e confirmado no dia 14 de Dezembro de 2017, através do chat na plataforma Bloomberg e da emissão do Vcon, coloca-a numa posição de impossibilidade de cumprimento da sua prestação num contrato bilateral ou sinalagmático, pelo que, caso, sem conceder, se negasse provimento à primeira parte da presente apelação, mantendo-se e confirmando-se a válida celebração, em 14 de Dezembro de 2017, de um contrato de compra e venda de obrigações com o ISIN USP04808AM60 entre Apelante e Apelado, sempre se deveria reconhecer e declarar a impossibilidade culposa de cumprimento de tal contrato por causa imputável ao Apelado, com a consequente resolução do contrato celebrado entre ambos, nos termos e para os efeitos do disposto nos n.s 1 e 2, do artigo 80 do Código Civil, o que se requer; uu) No caso que por cautela e sem conceder se admite, de improcedência da primeira parte do recurso ora apresentado e confirmação da decisão condenatória, sempre deveria este Venerando Tribunal reconhecer e declarar a nulidade da sentença recorrida nos termos do artigo 61, n. 1, alínea do CPC, por omissão de pronúncia, uma vez que o Tribunal a quo esqueceu-se de pronunciar-se sobre a defesa por excepção da , S.A., traduzida na alegação de que em caso de procedência da acção o valor do cupão, no montante de USD 5480,17, entretanto pago pelo Estado Argentino em Janeiro de 2018 e recebido pelo eG, deveria ser descontado ao valor da condenação, sob pena de enriquecimento sem causa; ) Reconhecida a invocada nulidade por ausência de pronúncia, deve a mesma ser suprida, deduzindo-se ao valor do capital em que a ora Apelante foi condenada € 4663,20, correspondentes ao contravalor de USD 5480,17 ao câmbio da data do negócio utilizada na sentença recorrida; ww) Tendo em conta que ao presente caso é aplicável o direito português, a manter-se a condenação - deduzida dos indicados € 4663,20, correspondentes ao contravalor de USD 5480,17 ao câmbio da data do negócio utilizada na sentença recorrida - a taxa de juros a aplicar deve ser a taxa legal supletiva prevista no artigo 55 do Código Civil, presentemente fixada em 4% ao ano, o que desde já se requer; xx) Caso, pelo contrário sem, se concluísse pela aplicação do direito alemão, o que se alega por cautela e sem conceder, a taxa de juros a aplicar deveria em qualquer caso ser reduzida para 8,62% em lugar dos indicados 9%, por via das disposições conjugadas dos artigos § 288 e § 247 do Código Civil Alemão; yy) Finalmente, uma vez mais para a hipótese que por cautela e sem conceder se admite, de confirmação da decisão condenatória, para além da redução do valor do capital e da taxa de juros nos moldes supra indicados, deveria também o dies a quo para contagem dos juros ser alterado para a data da decisão condenatória, na medida em que apenas a partir dessa data há lugar a mora por parte da ora Apelante; zz) A decisão corrida faz errada aplicação e viola os artigos  e 60, n. 4 do CPC, 22, 23 a 23, 24 25, 28, 28, 55 e 80 do Código Civil, 30 do Código dos Valores Mobiliários e 2 e ss.