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543 e seguintes;  8 A liquidação em causa era legalmente devida, tendo o IRC sido corretamente apurado de acordo com as normas legais vigentes, tanto em matéria contabilística, como em matéria de direito tributário;  8 A liquidação do IRC nos exercícios de 2012 a 2018, enquanto o estabelecimento Farmácia Alto da Eira se encontrava integrado na sociedade Farmácia Alto da Eira, Unipessoal, Lda., porque legalmente devida, deve ser encarada como um gasto do referido estabelecimento,  8 O qual não pode ser desatendido para efeitos de contabilização dos resultados líquidos do estabelecimento naquele período, sob pena de se subverterem os mais basilares princípios e regras contabilísticas e fiscais;  8 O exercício puramente ficcional de abstração da realidade societária deve funcionar para todos os envolvidos, e não só em benefício do Recorrido, sob pena de se gerar um enriquecimento sem causa deste último;  8  Se o Tribunal a quo pugna pelo entendimento segundo o qual, os impostos liquidados pelo estabelecimento Farmácia Alto da Eira, a título de IRC, enquanto esteve integrado na Farmácia Alto da Eira Unipessoal, Lda., não podem ser atendidos para o cálculo dos resultados líquidos durante o período em análise, cabe perguntar se tais impostos foram mal pagos ou pagos indevidamente à Administração Tributária;  8 Se fosse aquele o caso, a quantia paga à Administração Tributária, a título de IRC, por referência aos anos de 2012 a 2018, deveria ser restituída;  8 Não podemos querer desconsiderar o valor daquele imposto para efeitos de cálculo do montante devido ao Recorrido ao abrigo da sentença de 302015 - e, nessa medida, condenar os Recorrentes a pagar-lhe, na prática, metade do valor dos resultados obtidos pelo estabelecimento acrescido de metade dos montantes pagos a título de IRC durante os anos de 2012 a 2018 -, sem que, concomitantemente, os Recorrentes possam obter a devolução dos montantes pagos a título de IRC por parte da Administração Tributária,  9  Sob pena de termos uma decisão judicial que favorece, por meio do método adotado para o cálculo efetuado da quantia a liquidar, o enriquecimento sem causa do Recorrido em violação do artigo 47 do;  9  O Tribunal a quo aparenta não ter querido levar o seu raciocínio até às últimas consequências, por bem saber ser impossível obter a aduzida restituição do valor de imposto por parte da Administração Tributária, dado que não existe fundamento legal para solicitar a sua restituição ao erário público;  9 A decisão sob recurso enferma de manifesto erro de julgamento quanto ao direito aplicável, impondo-se a sua revogação e substituição por outra que na contabilização da quantia devida pelos Recorrentes ao, atente ao valor dos resultados líquidos obtidos pelo estabelecimento Farmácia Alto da Eira nos exercícios de 2012 a 2018, deduzidos da liquidação de impostos – no caso, IRC - durante o mencionado período, os quais foram introduzidos pelo Tribunal da Relação ... na matéria factual dada como provada, sob os pontos 18 e 19;  9 O somatório dos resultados líquidos depois de impostos, obtidos pela Recorrente Farmácia Alto da Eira, Unipessoal, Lda., no período em análise, descritos nos pontos 18 e 19 da matéria de facto dada como provada no acórdão recorrido, perfazem a quantia total de € 29291,20;  9  Impõe-se a revogação do acórdão recorrido e a sua substituição por outro que fixe a quantia devida pelos Recorrentes ao Recorrido em € 14645,60;  9 O rendimento obtido pelo estabelecimento Farmácia Alto da Eira, nos anos económicos de 2012 a 2018 seria sempre tributável, e, caso se considere que não o deveria ter sido em sede de IRC – o que não se aceita e por mera cautela de patrocínio se pondera - sempre deveria sê-lo em sede de IRS;  9 Esta questão não se configura como uma matéria nova aduzida apenas em sede de recurso de apelação, porquanto foi igualmente explorada na decisão do tribunal de primeira instância;  9 É manifesta a ausência de elementos probatórios suficientes que permitam proceder ao cálculo do IRS nos termos acima explicitados e de, nessa medida, ir ao encontro do objetivo do presente incidente de liquidação;  9 O Tribunal a quo incorreu em erro na aplicação da lei de processo ao não proceder, conforme peticionado pelos Recorrentes em sede de recurso de apelação, à anulação do julgamento realizado em primeira instância à luz do artigo 66, n. 2, alínea, do CPC, tendo em vista a ampliação da decisão relativa à matéria de facto, de modo a que esta passe a abranger a apreciação da questão relativa ao apuramento do valor de metade dos resultados líquidos obtidos pelo estabelecimento Farmácia Alto da Eira entre 002012 e 312018, deduzidos do IRS que seria devido pelo Recorrido por referência aos rendimentos por si auferidos neste período, repetindo-se o julgamento sobre a referida questão e proferindo-se, a final, nova sentença - cfr.