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Depois, porque é incompreensível que, num domínio tão sensível, em que, na relação triangular que se estabelece, o segurado é, inequivocamente, a parte contratual mais fraca, tendo diante de si, ocupando os restantes vértices do prisma, dois grandes operadores económicos, usualmente um banco e uma seguradora, o legislador, sem o afirmar expressamente, tivesse querido derrogar o regime jurídico instituído, genericamente, para protecção do consumidor no âmbito da contratação em massa e nem sequer tivesse previsto uma sanção específica para a inobservância do dever de informação, mormente nos casos em que sobrevenha um sinistro.»  Mas não só, também o princípio da boa-fé na formação, celebração e execução dos contratos alicerça a vinculação das seguradoras a deveres de informação, cooperação e lealdade para com o segurado, não podendo aceitar-se que a posição privilegiada do banco, devido à circunstância de a subscrição do contrato de seguro se fazer nas instalações deste, possa contudo eximir a seguradora da responsabilidade e dever de enviar ao segurado e ao, antes da data da aceitação do contrato, a documentação relativa ao mesmo, onde constem todas as cláusulas do contrato e a exima dos demais deveres de informação.