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35 do o exercício continuado dos poderes de administração e representação de que foi titular face àquela sociedade, durante o citado período; e) Contrariamente ao decidido na douta sentença "...quem determinava os destinos da sociedade era o pai do oponente, quando decidia, ou não, assumir um compromisso em nome da sociedade, que não a oponente que se limitava a preparar a documentação por ter maior preparação técnica para o efeito", entendemos que a prova apresentada nestes autos contraria que assim fosse efetivamente, até porque; f) O pai da oponente, não sendo sócio nem gerente da sociedade durante aquele período de tempo, nem sequer detinha poderes representativos para representar e vincular a empresa perante terceiros, pelo que não podia assinar cheques, facturas, contratos; g) O depoimento duma única empregada da sociedade ponto 12 do probatório) que afirmou que "reconheciam J....... como o patrão ... ser este quem assinava os cheques do salário...’’ serviu para o Tribunal valorar que não era a oponente que determinava a vida societária da devedora originária, contudo; h) É preciso não olvidar que essa declaração não está em consonância com os poderes legais detidos pelo pai da oponente, pois, embora pudesse tomar decisões em nome da sociedade, não as podia materializar por ausência de poderes representativos, pelo que tinha que ser sempre a oponente como única gerente da empresa, a obrigar com a sua assinatura; ) Logo, não se pode dizer que a oponente apenas era gerente de direito e, que apenas praticou um acto de gerência, porque sendo o único gerente designado, forçoso é concluir que esta tinha de exercer de facto, com efectividade, a gerência, porquanto o exercício da actividade da sociedade impunha, necessária e obrigatoriamente, a intervenção daquela através da sua assinatura facturas/cheques/contratos).