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Segundo ensina Eduardo Correia Direito Criminal, , reimpressão, Almedina, Coimbra, 1971, p. 203 e, a solução da questão passa por duas vias fundamentais: uma ligada à teoria do crime nos seus princípios gerais, em que se procura "deduzir os elementos que poderiam explicar a unidade inscrita no crime continuado – e teremos então uma construção lógico-jurídica do conceito”, sendo que nesta perspetiva distinguem-se as teorias subjetivas - em que "o elemento aglutinador das diversas condutas que forma o crime continuado seria a "unidade de determinação da vontade " ou a "unidade de resolução”” – e, as teorias objetivas, em que o elemento aglutinador residiria "na homogeneidade das condutas, na indivisibilidade ou na unidade de objeto " A outra via encontra-se ligada a uma construção teleológica do conceito e, atende antes a uma diminuição da gravidade revelada pela situação concreta, perante o concurso real de infrações, tentando encontrar a resposta no menor grau de culpa do agente.