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176 verso e ss., alegando, em síntese, que os equipamentos de protecção individual estavam a ser utilizados pelo A. no momento do acidente, não apresentando quaisquer deficiências, o que, conjugado com a existência de duas linhas de vida instaladas na cobertura, seria suficiente para evitar a ocorrência de qualquer queda em altura, a qual se deveu única e exclusivamente ao comportamento do A., que não se encontrava ancorado a uma das linhas de vida instaladas na cobertura, colocando-se deste modo numa situação de perigo de queda em altura, que se o A. tivesse cumprido os procedimentos de segurança a serem utilizados na realização dos trabalhos certamente o acidente não se teria verificado, pois que o arnês de segurança preso a uma das linhas de vida instaladas na cobertura era adequado e suficiente para evitar o acidente que, ao agir como agiu, o A. actuou voluntária e conscientemente, com total desrespeito pelas regras de segurança definidas por si, pelo que resulta demonstrada a causa excludente do direito à reparação do acidente a que se alude na segunda parte da alínea, do n 1, do art 14, da Lei n 98/2009, sendo que, caso assim não se entenda, o comportamento do A. sempre se enquadraria na definição de negligência grosseira definida no n 3, do art 14, da Lei n 98/200 Mais, alega que as razões invocadas pela 1 R. não procedem pois, por um lado, ignoram a realidade dos factos e, por outro lado, contrariam a jurisprudência dominante.