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Ora, resulta desde logo do n. 2 do artigo 13 que o trabalhador tem direito, em cada ano, no que ao caso importa, "a um número mínimo de trinta e cinco horas de formação contínua”, sendo que, estando é certo apenas previsto no n. 5 o dever para o empregador de assegurar, em cada ano, formação contínua a pelo menos 10 % dos trabalhadores da empresa, como ainda no n. 6 a possibilidade de antecipação ou deferimento, em lugar algum se estabelece que aquele direito do trabalhador deixe de subsistir, em caso de cessação do contrato, prevendo-se antes, o que é coisa diversa, agora face ao que resulta do n. 1 do artigo 13, que tais horas de formação que não sejam asseguradas até ao termo dos dois anos posteriores ao seu vencimento, se transformam em crédito de horas, em igual número, para formação por iniciativa do trabalhador, sendo que apenas quanto a esse crédito se estabelece que cessa caso não venha a ser utilizado passados três anos sobre a sua constituição n.1 Ou seja, podem subsistir no desenvolvimento da relação laboral, e assim ocorre no caso que se aprecia, simultaneamente ambos os direitos, assim o referente ao crédito de horas já constituído e que ainda não tenha cessado n.s 1 e 6 do artigo 13) e o relacionado com a formação a que o trabalhador tem direito e que ainda não se tenha transformado em crédito de horas n. 2 do artigo 13), sendo que, afinal, a ambos os direitos se refere a norma referente à cessação do contrato, assim o artigo 13.