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42-Na nossa perspectiva constatamos que SC compareceu a todas as visitas para as quais foi convocada como, por certo, também já o fazia; passou a cumprir as orientações dos técnicos que a supervisionaram, relativamente aos momentos em que interagiu com a filha sendo esta a primeira ocasião em que dispôs de uma equipa técnica a supervisionar as revelou que tinha melhorado a sua auto-estima; que estava disponível para melhorar a sua imagem; que era capaz de não transmitir ansiedade à filha nos momentos de separação; que a habitação para onde se tinha mudado em Loures da qual, aliás, já teve de tinha um quarto próprio para a filha;  43-Não vislumbramos outras mudanças, que possam assumir algum relevo - designadamente na área das competências parentais, em concreto - de modo a que se possa vir a sustentar que SC já não é incapaz de exercer as funções parentais e que apenas lhe restam algumas fragilidades que fundamentam a aplicação de uma medida de promoção e protecção, de apoio junto da mãe, como o tribunal propõe; 44-Recordamos aqui também que, quer no acto de retirada da menor, quer em todos os momentos posteriores, que levaram à revisão das medidas aplicadas, no âmbito da intervenção da CPCJ - ao todo em 5 ocasiões, diferentes e espaçadas no tempo, a última das quais teve lugar em 05/02/2018 - SC foi reconhecendo que não tinha capacidade para prestar à menor os cuidados de que ela necessitava; 45-E continuou a reconhecer essa incapacidade, ao longo do tempo, até mesmo na entrevista com o CAFAP, que teve lugar em 27/12/2018, e num dos convívios com a filha, que ocorreu em 30/07/2019 conforme ponto 7 do relatório do CAFAP junto aos autos em 24/10/2019) assim como no próprio requerimento que fez juntar aos autos em 20/01/2021, enquanto decorria o debate, quando veio esclarecer que aceitava um apadrinhamento, de forma a que pudesse manter visitas com a filha, tendo indicado, inclusivamente, a empregada do casal cuidador, R , para assumir as funções de madrinha; 46-Por sua vez, o acompanhamento, na área da psiquiatria e da psicologia, desenvolve-se conforme é relatado nos factos 276-A, 276-B e 278-A, não bastando, como o tribunal parece aceitar, que a psiquiatra e a psicóloga venham aos autos dizer que SC mantém o acompanhamento e que a medicação que toma até lhe foi reduzida, para poder concluir que SC se encontra clinicamente estabilizada e, por força disso, já não se mostra incapaz, neste momento, para exercer as funções parentais; 47-Os depoimentos, da médica psiquiatra e da psicóloga, têm de ser avaliados no seu todo; 48-Só o conhecimento destes factos permitem, aliás, explicar o estado de grande fragilidade em que SC se encontrava, no decurso da entrevista com o CAFAP em 27/12/2018 - conforme ponto 235 da matéria de facto - a qual ocorre após quase 2 anos de intervenção da área de psiquiatria e após cerca de 1 ano de intervenção, em simultâneo, da área da psicologia; 49-Na perspectiva da protecção de CG, o acompanhamento da psiquiatria e da psicologia não constitui garante de que os sintomas característicos da perturbação que afecta SC estejam atenuados, e assim tenham estabilizado e, consequentemente, dele não se pode concluir que SC já não se revela incapaz para o exercício das funções parentais; 50-Não podemos esquecer que a infância de SC também não lhe proporcionou a apreensão de modelos de educação, de parentalidade, ou quaisquer outros, e que as visitas que ocorreram no ano de 2019, ao invés de incidirem sobre a formação parental no decurso da gestão de rotinas diárias, constituíram, essencialmente, momentos lúdicos para a progenitora e a menor, nos quais efectuaram actividades diversas, tais como pinturas e jogos, a par da confecção de pizas, entre outros, com a respectiva supervisão; 51-É, por isso, perfeitamente compreensível, que a menor aprecie essas visitas, com alguém que identifica como a sua mãe, com quem troca carícias, e que as queira mesmo prolongar para além do horário estipulado; 52-Não podemos, também, deixar de ter em atenção que estas visitas ocorreram durante o ano de 2019, nos termos descritos nos relatórios juntos pelo CAFAP, e vieram a terminar em 29/01/2020, passando, daí em diante, a realizar-se através de vídeo chamadas - 2 vezes por semana, - situação que ainda se mantém; 53-Assim, o que nos parece claro é que os afectos que se revelavam durante essas visitas não se podem confundir com os afectos próprios de uma relação de filiação; 54-Quanto à natureza dos laços afectivos próprios de uma relação de filiação, seguimos, de perto, a fundamentação exposta no ac.