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Acordam na 3 secção cível do Tribunal da Relação de Coimbra Os Executados deduziram oposição à execução que a Exequente lhes moveu, alegando, conforme consta do relatório da decisão recorrida que aqui se transcreve: ‘está prescrita a obrigação cambiária, tendo o contrato atingido o seu termos, pelo que a primeira não vale como título executivo; a embargada preencheu a livrança abusivamente e depois de extinto o contrato; aquando da celebração do contrato foi transmitido pelo fornecedor do veículo que para facilitar o negócio seria melhor passar a letra destinada a servir de garantia; não lhe foi aposto qualquer valor; não foi indicada qualquer data de emissão ou vencimento; não foi convencionada taxa de juro ou vencimento; os embargantes não deram autorização para o seu preenchimento, uma vez que a mesma se destinava a pagamento oportuno e nos termos de acordo a celebrar; o seu preenchimento foi abusivo; a exequente sabia que a TAEG de 21,10% era irrazoável; aproveitou-se da inexperiência dos embargados, pessoas humildes e sem conhecimentos, nem sequer lhes explicando os termos em que estava a ser feito o mútuo; celebrou um negócio usurário; as cláusulas contratuais gerais não foram explicadas aos executados; a exequente deixou que o contrato atingisse o seu termo sem reclamar o que quer que fosse dos embargantes, não dando a livrança à execução; o que constitui a modalidade de abuso de direito de venire contra factum proprium.’.