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33 do Código Civil - Pinto Furtado, Deliberações dos sócios, Comentário ao Código das Sociedades Comerciais, Almedina, 1993, p.38 Portanto, para que possamos concluir que estamos perante uma deliberação abusiva é necessário, na definição o Professor Ferrer Correia, "que os sócios que formaram a maioria procurem com o respectivo voto servir interesses extra-sociais, seus ou de terceiros, em prejuízo da sociedade ou em detrimento dos sócios minoritários - Ferrer Correia, Lições de Direito Comercial, Vol., p. 36 Tendo em atenção o enquadramento dogmático da questão com os contributos doutrinais e jurisprudenciais referidos, chegou o momento de perguntar se os factos provados integram os requisitos apontados para se concluir pela existência de uma deliberação social abusiva – Posto à votação o ponto único da ordem de trabalhos foi aprovada a proposta consta dos Pontos 14 a apresentada pela gerência com 60% de votos a favor, e os votos contra da A., bem como dos sócios G, VN, Unipessoal, Lda e , Unipessoal, Lda, que representam 40% do capital social da R.  Será que os sócios maioritários, através da deliberação em causa, tiveram o propósito de conseguir vantagens especiais para si em detrimento dos sócios minoritários em termos de constituir um excesso manifesto, "tornando-se intoleravelmente ofensiva do nosso sentido ético-jurídico”’?