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A procedência da presente ação de despejo, tal como decorre da mera leitura daquele saneador-sentença fundou-se no entendimento sufragado pela 1 Instância segundo o qual nas ações de despejo com fundamento no não pagamento de rendas, apenas incumbe ao senhorio o ónus de alegar e provar a constituição da obrigação de pagamento, isto é, os termos do contrato de arrendamento celebrado, bem como o ónus de alegar as concretas rendas que se encontram em dívida e em cujo não pagamento aquele funda a sua pretensão de resolução do contrato de arrendamento, cumprindo, por sua vez, ao arrendatário o ónus da alegação e da prova do pagamento dessas rendas e, bem assim, na consideração que, no caso, a apelante sequer o Réu-marido, que nem sequer não deu cumprimento a esse ónus alegatório, na medida em que após ter aceite não ter pago aos apelados 450,00 euros relativos a parte da renda do mês de feveriro de 2018, não alegou o pagamento das rendas dos meses de março, abril e maio de 2018 e, consequentemente, jamais o poderá provar – art.