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49, n.1 do , só foi do seu conhecimento quando proferida a decisão final na ação n. 284/05BEALM, e na qual pode tomar consciência de todos os factos que globalmente não justificavam que uma ação intentada a 22 de abril de 2005 apenas tivesse sido decidida com trânsito em julgado a partir de 5 de junho de 2014, mais de 9 anos após a sua instauração; A circunstância de a A. ter pedido a atenção, por diversas vezes, para o atraso na conclusão da ação, designadamente, em 28 de janeiro de 2011, não pode ser considerada como correspondendo ao conhecimento do direito da A. para exercer o seu direito a ser indemnizada pela demora excessiva na conclusão do processo, quando, naquela data ainda se não verificavam todos os pressupostos para a A. poder concluir que o atraso na resolução do processo era excessivo;” A única questão suscitada nesta revistaé, como se acaba de ver, a de saber em que data é que a Autora teve conhecimento dos danos que lhe permitiam exercer o direito indemnizatório accionado nestes autos, já que é consensual que o prazo de prescrição do referido direito é de três anos a contar da data em que a Autora "teve conhecimento do direito que lhe compete, embora com desconhecimento da pessoa do responsável e da extensão integral dos danos” art.