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1 Neste sentido, veja-se o Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, datado de 7/10/2004, in www.dgsi.pt e o Acórdão da Relação do Porto, datado de 05/07/2006, in www.dgsi.pt, onde se lê que:  "Se não houver o emprego de violência ou de ameaça limitando-se o agente da inacção, à fuga ou tentativa de fuga, à imprecação verbal contra acto de que está a ser alvo, à gesticulação mais ou menos efusiva, sempre presente em tais situações, ou quaisquer outras atitudes e comportamentos que não sejam adequados a anular ou dificultar significativamente a capacidade de actuação do funcionário ou afim, não há resistência e, como tal, não há crime.”  1 Salienta ainda o Acórdão da Relação do Porto, datado de 27/06/2012, in www.dgsi.pt, que o crime de resistência e coacção sobre funcionário "trata-se de um crime de execução porquanto nenhum outro meio, que não a violência ou a ameaça grave, conduz ao preenchimento do tipo.”   2 E que: "Tanto a resistência eficaz como a ineficaz estão compreendidas na ofensa típica, sendo de exigir, para efeitos de consumação, que a actuação violenta ou ameaçadora tenham atingido, de facto o seu destinatário Cristina Líbano Monteiro, ob.