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E que tem sempre como sintoma dessa arbitrariedade - para além duma errada valorização da prova - o exagero, a desmesura e a desproporcionalidade da decisão na aplicação da medida da pena, conforme se constata no caso em apreço; 3 Pelo exposto, de acordo com a prova que se vem de indicar e transcreve supra, nomeadamente os depoimentos das supra identificadas testemunhas BB e , aquela prova impunha decisão diversa, e que os factos dados supra como provados e que aqui se impugnam, fossem integralmente dados como não provados; 3 Sem prescindir, verifica-se uma errada subsunção dos factos ao Direito; 3 Ainda que se entenda, para efeito de raciocínio, que o arguido praticou os factos dados como provados e que agora pomos em crise, sempre se dirá que procedeu o douto Tribunal a quo a uma errada subsunção dos factos à norma incriminadora ao condenar o recorrente – tal qual supra descrito – pela prática de um crime de roubo agravado previsto e punível nos termos do artigo 21, n.s 1 e 2, por referência ao artigo 20, n. 1, alínea e no 2, alínea, 7 e 7, todos do Código Penal, e tendo, pela prática daquele, condenado o recorrente na pena de 9 anos de prisão; 3 Ora, é entendimento do aqui recorrente que, ainda que se considere como provados os factos tal qual vêm descritos no douto Acórdão de que se recorre, não haverá lugar à qualificação e que não se encontram preenchidos, os pressupostos típicos do crime de roubo agravado, supra elencados e que aqui se dão por reproduzidos; 3 Ou seja, a questão que se pretende ver dirimida por este Venerando Tribunal é a de saber se, os factos enquadram o conceito de roubo agravado ou se, enquadram o conceito de roubo ou roubo "qualificado”.