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A decisão reclamanda para explicar que, mesmo que um contrato não tenha sido anulado, não pode servir de base para obtenção de um resultado que seria o culminar da actividade da organização criminosa descoberta ou suficientemente indiciada, e também que, ao contrário do que a W dizia, a ordem jurídica portuguesa – como aliás a maior parte das ordens jurídicas internacionais de outros Estados – não convive bem com os efeitos de um contrato obtido através da corrupção, recorreu, entre o mais, a um estudo de Luís Lima Pinheiro, consultado on-line sob o título "A corrupção nos contratos comerciais internacionais – uma perspetiva de direito material e de direito internacional privado”, onde se diz, em nota, que o trabalho foi elaborado com vista aos Estudos em Homenagem ao Professor Carlos Pamplona Côrte-Real, Coimbra, Almedina, 2016, pág..  Agora a W pretendeu utilizar esse mesmo estudo para chegar a conclusão contrária, sugerindo entre o mais que a destrinça entre os contratos de suborno e os contratos principais, feita por este Professor, é algo de fundamental que não foi tido em conta pela decisão reclamanda, quando esta já citava várias passagens daquele estudo, entre elas precisamente a que fazia aquela distinção.