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Pese embora não se tenham apurado prejuízos concretos para a empregadora, a gravidade da conduta do trabalhador mantém-se, posto que, a perda de confiança entre as partes não depende da existência de concretos prejuízos Não vemos como é que uma empregadora pode continuar a desenvolver a relação laboral com um trabalhador que, invocando as supra citadas limitações, realizava tarefas sob protesto ou executava o serviço de forma incompleta e sendo que, de forma intencional, prestou aos médicos informações falsas sobre o seu estado de saúde , induzindo-os intencionalmente em erro para que as condicionantes apostas nos resultados de aptidão fossem cada vez mais, com o objetivo de exercer o mínimo das funções exigíveis a um trabalhador do grupo profissional de carteiro.