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artigo 41, n. 2 al do Código de Processo Penal; 3-Na medida em que resultaram provadas uma pluralidade de condutas criminosas e dolosas de ofensas à integridade física, ameaças e injúrias à assistente, com reiteração e gravidade, que as permite integrar a prática de crime de violência doméstica, p. e p. pelo artigo 15, n. 1, al e n. 2 do Código Penal, embora da fundamentação da douta sentença conste, em contradição com o que resultou provado, que por parte do casal há uma relação de paridade/igualdade, sem supremacia do arguido sobre a assistente; 4-Como tal, devem ser reenviados os autos para prolacção de nova sentença em que não conste o apontado vício; 5-Há uma clara desproporção entre o comportamento do arguido para com a assistente e o comportamento da assistente para com o arguido; 6-O comportamento do arguido para com a assistente é muito mais grave, é muito mais humilhante e ofensivo do que o comportamento da assistente para com o arguido; 7-Existe supremacia e abuso de poder do arguido sobre a assistente; 8-Tendo em conta os factos considerados provados designadamente, os factos referidos nos artigos ,  na parte respeitante ao arguido, , , 1, 1, 1, 1, 3 3, 3, 3 3, 4, 4, 4 e 4, estamos em presença da prática, pelo arguido, de um crime de violência doméstica e não de crimes de ofensa à integridade física, ameaças e injúrias; 9-Como tal, o arguido deve ser condenado pela prática de um crime de violência doméstica na pessoa da assistente, p.e p. pelo artigo 15, n. 1, al e n. 2 do Código Penal; 10-Nesse caso, estando preenchidos os elementos objectivos e subjectivos do tipo legal de violência doméstica, o tribunal "ad quem” pode e deve condenar o arguido que vem absolvido e determinar a respectiva pena; 11-Caso não se concorde com o ora expendido, o que se aceita como mera hipótese, sem conceder, deverá, pelo menos, o arguido ser condenado pela prática de crimes de ofensa à integridade física qualificada, p. e p. pelo artigo 14, n. 1, al do Código Penal, com referência ao n. 2 do citado preceito e ao artigo 13, n. 2 al do Código Penal, e ameaça, p. e p. pelo artigo 15 do Código Penal; 12-Não concorda a recorrente com o montante indemnizatório fixado na primeira instância, de €000,00, a qual é meramente simbólica.