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Inconformado com o decidido, recorreu o demandado BB, concluindo, no essencial, do modo seguinte:    -Perante a factualidade dada como provada, não resulta preenchida exigência legal da relação da causalidade adequado entre a ingestão de álcool e a produção do acidente;    - Anteriormente, exigia-se que a alcoolemia fosse causal do acidente; agora a exigência legal é maior: exige-se a culpa do condutor na ocorrência do acidente, por qualquer violação das regras estradais e, cumulativamente, que conduza com taxa de alcoolemia superior à legalmente admitida - TAS superior a 0,5 g/;    - Por isso, consideramos exigível a alegação e prova pela seguradora que exerce o direito de regresso, do nexo de causalidade entre o estado de etilização e o acidente - a que o condutor demandado deu causa, por violação de qualquer regra estradal -, de que resultaram os danos de terceiros indemnizados por ela, isto é, que o álcool foi causa real, efetiva e adequada ao desenrolar do acidente;     - Face à interpretação da alínea, do n 1 do artigo 2 do Decreto-Lei n 291/2007, de 21 de agosto, cabe  à seguradora demonstrar aquela relação causal; que o acidente foi causado pelo facto de o condutor se encontrar sob o efeito do álcool;    - A conduta contravencional do condutor deve ser determinante, em termos de causa adequada, do evento causa concretamente apurada, não baseada em qualquer presunção), para que se deva considerar estabelecido e provado o nexo causal entre a condução sob a influência do álcool e o acidente de que advieram os danos;    - No caso em apreço, o nexo causal exigível na disposição legal citada, entre a condução do Réu sob o efeito do álcool e a ação do mesmo, não ficou demonstrada nos autos;    - No entender do recorrente, a questão estava em saber se o acidente ocorreu por culpa dele, designadamente, por violação das regras estradais; se a conduta violadora das regras estradais se deveu ao facto de o condutor, antes disso, ter ingerido bebidas alcoólicas; e aos eventuais efeitos de tal ingestão nas suas capacidades de condução, daí extraindo as necessárias consequências no que toca ao invocado direito da recorrida reaver o valor peticionado;    - Pelo que o Autor requere a reapreciação da prova produzida, como se vem de expor, considerando incorretamente julgados os factos.