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Na verdade, afirmou o A., por diversas vezes, que: colocou a mão no sítio em causa "porque sabia que não havia perigo” uma vez que, tendo dado apenas uma ordem de corte e tendo, depois, a máquina parado, não devia ela ter cortado uma segunda vez; que o que lhe foi transmitido na formação que teve era que "desde que não ponhas a mão lá dentro quando a lâmina se mexe, não há perigo”; que essa era a forma de agir, que a forma como acedeu ao tecido era a normal; que o local para aceder ao tecido era por onde o fez uma vez que era aí que se encontrava o tecido que precisava de ser ajeitado; a abertura da porta da frente da máquina, à data do acidente, não a fazia parar automaticamente só após o acidente é que ela foi modificada; não era preciso desligar a máquina "quando isso acontecesse”, não tinha instruções para isso "só quando o reclame estava mal cozido é que tinham que desligar a máquina para que ela parasse de cozer”; "desde que eu não metesse a mão quando ela reportando-se à lâmina se mexesse, não havia perigo porque ela estava parada.