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608, n. 2 do CPC; 2 Resulta, isso sim, que o autor/recorrente era avesso a qualquer aplicação que não fosse aplicação a prazo depósitos a, nunca dado a investimentos especulativos em que o retorno/reembolso do capital não fosse efetivamente garantido;  Com efeito, 2 Resulta do depoimento da testemunha R. F. que foi gerente da agência do Banco ... de ..., de 2000 a 2008, que, embora não o pudesse assegurar com certeza absoluta, dado o período temporal de corrido mais de 12, admitiu como muito provável que tenha sido ele quem terá intervindo diretamente na celebração do negócio em causa subscrição de obrigações), uma vez que habitualmente era ele quem atendia o autor/recorrente; 2 Esta testemunha, bem como a testemunha E. F. funcionária da agência do Banco ... na, relataram que, na referida agência, os funcionários apresentavam e contratavam o produto transacionado com o autor/recorrente, como sendo um produto equivalente a um depósito a prazo, com reembolso de capital e juros assegurado/garantido pelo Banco ..., nunca como se tratando de uma "obrigação”, mas tão só "igualaumdepósitoaprazo"; 2 Tudo como se tratasse de um depósito a prazo normal sem qualquer risco, cujo reembolso do capital e juros era assegurado pelo Banco .... 2 Não explicavam aos clientes o que era uma "obrigação”, muito menos uma "obrigação subordinada”, sendo que a testemunha E. F. confessou que não sabia sequer o que era uma obrigação, sendo que tal postura decorria das orientações superiores internas e nunca explicaram o conteúdo da Nota Informativa a qualquer cliente, que afirmaram desconhecer; 2 Ambas as testemunhas coincidiram na afirmação de que o autor/recorrente era um investidor tradicional de depósitos a prazo, com um perfil conservador, avesso ao risco, não dado a aplicações sujeitas a avaliação de mercado ou de bolsa; 2 Conforme resulta dos factos provados, fixados pelo Tribunal da Relação de Guimarães, o A. não tinha a consciência de estar a subscrever a obrigação -Y; efetivou a predita subscrição com a convicção de que de que estava a colocar o seu dinheiro numa aplicação com as características de um depósito a prazo; Se o A. soubesse do tipo e características da aplicação que em concreto se encontrava a subscrever não aceitaria fazê-lo; 2 A testemunha E. F. afirmou que a prática da agência era, tal como o viria a fazer a testemunha R. F., que se as pessoas quisessem ser reembolsadas e/ou mobilizar o dinheiro que aplicavam, antes de terminado o prazo de 10 anos, bastaria avisarem a agência comalgunsdiasdeantecedência.