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Ora, a fixação do termo inicial do prazo para reclamar graciosamente nunca pode ser havido como uma dilação, seja ele fixado em 30 dias após a notificação da liquidação como o continua a ser para os casos em que não há liquidação) seja fixado no termo do prazo para o pagamento Note-se que o termo inicial do prazo para reclamar graciosamente contra uma liquidação de IRS, quer dela resulte ou não imposto a pagar pois que a lei, desde 1 de Janeiro de 2006 – data da entrada em vigor da Lei n. 60-A/2005, de 30 de Dezembro, que deu nova redacção à alínea do n. 4 do artigo 14 do CIRS e revogou a sua alínea –, não distingue entre um e outro caso, antes conferiu tratamento uniforme a ambos, o que fez, aliás, estendendo aos casos de impugnação, graciosa ou contenciosa, da liquidação da qual resulte imposto a pagar a solução que antes consagrava já para os casos em que da liquidação final resulte imposto a reembolsar ou não haja lugar a pagamento ou a reembolso – cfr.