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A recorrida apresentou as suas alegações, com as seguintes conclusões: I) Em sede de Contestação na ação principal, designadamente nos seus arts 8 a 15, a Ré alegou que ao fim de 3 anos de silêncio, e mais um sem chegar a qualquer solução, comunicou à A. que considerava as comunicações "descritas nos artigos 7o a 9 da p. pretensamente remetidas à Ré em representação da Autora., sobre a transição do arrendamento para o NRAU, "como declarações não sérias, pelo que reiniciava o pagamento das rendas"', 2) Mais alegou que "Ofereceu nomeadamente todas as rendas anteriores, desde a denúncia do arrendamento, em que, naturalmente, deixou de as pagar;": E que, 3) "A Autora não aceitou o pagamento e, consequentemente, a Ré passou a efetuar depósito liberatório, à ordem do tribunal;"; 4) Os documentos, de 1 a 23, cuja junção se efectuou com o requerimento de ampliação do pedido, mostram inequivocamente as razões pelas quais a Ré declarou considerar todas as comunicações efectuadas pretensamente em representação da Autora como não sérias e, portanto, inválidas e ineficazes - o que sucedeu pelo facto de nunca ter sido remetida à Ré prova dos poderes de representação da Autora, por quem em seu nome efetuou tais declarações, insistentemente solicitada pela Ré, ao abrigo do art 260 do Código Civil; 5) E uma vez que tal prova nunca lhe foi remetida, e mesmo passados cerca de quatro anos, nunca a Autora ratificou tais declarações, era lícito à Ré revogar a sua própria declaração, conforme art 268, n 4, do mesmo Código Civil; 6) Tais documentos mostram igualmente como á Ré ofereceu à Autora todas as rendas, assim como mostram que a Autora as não aceitou; E mostram como a Ré passou a efectuar mensalmente os depósitos liberatórios à ordem do tribunal - o que nunca até ao momento deixou de fazer; 7) E, pois, inequívoco que na acção está em discussão a continuidade do arrendamento, invocada pela Ré em sede de Contestação; 8) Inequívoca, aliás, entende a Ré também, ser a justeza da retoma do arrendamento, demonstrada pelos referidos documentos; 9) Assim, a douta decisão recorrida não merece nesta parte qualquer reparo; Por mera cautela, 10) A Ré requer a ampliação do recurso a título subsidiário, nos termos do art 636, n 1 e 2 do CPC; Com efeito, 11) Na sua oposição à caução, e como supra exposto, a Ré alegou que, no caso dos autos, verificam-se várias limitações ao exercício do direito invocado pela A., designadamente o abuso do direito, o estado de necessidade e a colisão de direitos; 12) Sobre o abuso do direito, a Ré alegou em síntese que: é inquestionável ter a Ré direito a receber elevadas quantias a título de benfeitorias; As quantias assentes por sentenças transitadas em julgado, com os juros, ascendem no presente momento a mais iie 50000,00€;Desse dinheiro dependem "a vida e a morte" da Ré; Com cs se dinheiro a Ré pode instalar-se em outro lugar e prosseguir a sua atividade; Sem esse dinheiro, a Ré deixará de poder exercer a sua atividade e extinguir-se-á irremediavelmente; Não tinha nem tem outra forma de pagar aos seus credores, sem receber da Autora ou prosseguir a atividade no locado; Não... tem condições para pagar salários, e/ou indemnizações devidas ao seu pessoal pela extinção dos postos de trabalho; A Ré tem ao seu serviço 15 funcionários; Se não fossem as obras constantemente efetuadas pela Ré o prédio já nem existiria; O que a Ré retém é um prédio basicamente erguido por st; 13) O artigo 3341’ do Código Civil, reportando-se ao abuso do direito, dispõe que "E ilegítimo o exercício de um direito, quando o titular exceda manifestamente os limites impostos pela boa-fé, pelos bons costumes ou pelo fim social ou económico desse direito.