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Contra todo o exposto, afirma o Recorrente que "mostrando-se devidamente registado e em vigor o ónus da reserva de propriedade a favor do Banco ..., S.A., é este Banco o verdadeiro proprietário da viatura até integral pagamento do preço, condição suspensiva da transferência da propriedade.”  Tal afirmação, como acabamos de resumir, não cobre a realidade nos seus vários matizes, sem necessidade de discutir a classificação jurídica da reserva da propriedade: com a alienação, sujeita à reserva de propriedade, o beneficiário da mesma ficou despojado de todos os poderes de gozo e uso do bem, restando-lhe, sim, a possibilidade de resolver o contrato no caso de incumprimento das obrigações a que se sujeitou a transferência do direito real, mas mediante a perda do preço acordado sem prejuízo de eventual indemnização).