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- Da decisão sobre a matéria de facto que considerou não provados todos os factos controvertidos consta claramente a sua fundamentação, explicando-se que "quanto à primeira testemunha inquirida — E. — revelou desconhecimento absoluto quanto às questões a que foi perguntada, a segunda — N. — declarou desconhecer o plano de pormenor, o motivo da expropriação ou se existiu ou não interesse em beneficiar a recorrida particular, sabendo apenas que o prédio da recorrida particular foi edificado em solo anteriormente ocupado por arruamento, e declarou ainda que o local antes ocupado pelo prédio do recorrente se encontra alcatroado servindo para circulação e estacionamento automóve” enquanto que a última testemunha — .. — comum ao recorrente e recorrido, afirmando desconhecer a deliberação impugnada, declarou conhecer a existência de divergências quando se iniciou o desmantelamento da fábrica, mas considerou que o prédio expropriado beneficia o traçado da Rua proporcionando-lhe o desenvolvimento natural, não tem conhecimento da intenção de beneficiar a empresa recorrida, embora saiba que o prédio foi edificado sobre solo público.