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Atendendo a que no contrato promessa firmado não ficou a constar expressamente qual das partes deveria proceder à marcação da escritura pública, nem sendo razoável extrair do clausulado que tacitamente tal competisse ao Apelante, ou aos Apelados, decorrendo apenas do dito contrato, conforme transcrito nos factos provados na sentença recorrida, que a escritura pública de compra e venda deveria ocorrer até ao final do ano de 2017, podendo sê-lo volvidos trinta dias sobre essa data desde que existisse acordo entre as partes quanto a esse adiamento, ou se constatada a impossibilidade de se efectuar o contrato prometido até 31/12/2017, temos de reconhecer, na esteira do raciocínio explanado na sentença recorrida, que na data de 12 de Junho de 2018 aposta na missiva remetida pela Co-Apelada ao Apelante imputando-lhe o incumprimento dos prazos acordados entre as Partes estariam Apelante e Apelados em mora no tocante à marcação da escritura pública e por consequência quanto à celebração do contrato prometido, de tal resultando a ineficácia da pretendida resolução contratual manifestada através da comunicação remetida ao Apelante, uma vez que este ao ter posteriormente marcado a escritura pública para o dia 26 de Outubro de 2018, disso dando conta por meio de missiva remetida aos Apelados em 12 de Outubro de 2018 revelou não ter perdido o interesse na prestação.