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1, do CPC, certo é que a referida quantia não está contemplada na liquidação de 27-06-2018, para efeitos de amortização do crédito exequendo; ) NO ÂMBITO DE NEGOCIAÇÕES havidas entre a exequente a executada, em 2019, à exequente foi entregue a quantia de € 000,00, através de depósito na conta de recuperação de crédito n. 148228514, indicada pelo exequente, a qual também não está reflectida na liquidação ; ) Relativamente aos JUROS GARANTIDOS PELA HIPOTECA e pela exequente reclamados, e ,tendo o mesmo Exequente fixado a data da entrada em mora em 25-03-2006 e 202006 , razão porque exige os vencidos e vincendos desde 25-03-2006, certo é que o artigo 69 do Código Civil determina no seu n 2, que " Tratando-se de juros, a hipoteca nunca abrange, não obstante convenção em contrário, mais do que os relativos a três anos ", logo, verificando-se que cerca de 15 anos após o início da mora, o exequente continua a liquidar juros, numa matéria onde o limite é estabelecido de forma imperativa por razões de interesse e ordem pública, então a liquidação de juros é também nula e de nenhum efeito, nos termos dos artigos 28 e 29 do Código Civil ; ) Tendo a exequente , em 26 de Junho de 2019, vendido o imóvel hipotecado para garantia do crédito a José ......, pelo preço de € 7000,00 - e cujas duas metades lhe foram adjudicadas pelos preços de € 1400 e de € 3839,52 – então o valor que deve ser atendido e considerado como pago ao exequente é o recebido pela venda do imóvel hipotecado, € 7000,00, uma vez que foi adquirido por um preço substancialmente inferior ao seu valor de mercado, o que prejudicou os fiadores na proporção do enriquecimento ilícito do credor/exequente, nos termos do artigo 33 do Código Civil; ix) A PRESENTE RECLAMAÇÃO é tempestiva, quer porque a liquidação do crédito exequendo bem como da nota discriminativa dos honorários e despesas do Agente de Execução é um ato material, que pode ser corrigido em qualquer momento, nos termos dos artigos 61 e 61 do CPC, sendo que as questões suscitadas, de indagação e aplicação do direito aos factos, tais como a sobretaxa, a violação do Acórdão Uniformizador de Jurisprudência de 25 de Março de 2009, n. 7/2009, os juros garantidos pela hipoteca, o limite máximo desta, a nulidade da liquidação de juros até efectivo e integral pagamento, e o abuso de direito, são questões de conhecimento oficioso que só deixam de poder ser apreciadas e julgadas pelo juiz do processo a partir do momento em que sobre elas tenha recaído despacho judicial que já não possa ser impugnado mediante recurso ordinário; ou seja, a questão passou a estar a coberto de caso julgado.