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cit., p.. Já o interesse em agir do assistente, em sede de recurso, remete para a necessidade que ele tem de lançar mão desse meio para reagir contra uma decisão que comporte para si uma desvantagem, que frustre uma sua expectativa ou interesse legítimos, a significar que ele só pode recorrer de uma decisão com esse alcance, de acordo com Figueiredo Dias, que conclui, citando Roxin: «Aquele a quem a decisão não inflige uma desvantagem não tem qualquer interesse juridicamente protegido na sua correção, não lhe assistindo, por isso, qualquer possibilidade de recurso» RLJ, ano 128, p.. Sendo assim, deve concluir -se que o texto da alínea do n. 1 do artigo 40 já abrange o interesse em agir, ao exigir, para além da qualidade de assistente, que a decisão seja proferida contra ele, ou seja, que lhe cause prejuízo ou frustre uma expectativa ou interesse legítimos.”  No caso vertente a arguida foi acusada e condenada em primeira instância pela prática de um crime de abuso de confiança, estando em causa a apropriação de quantias em dinheiro pertença da assistente.