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Em suma: -como argumentam as Recorrentes, a decisão recorrida afrontou a lei adjectiva, mormente, as já mencionadas disposições legais, e os princípios da tutela jurisdicional efectiva e da promoção do acesso à justiça, que enformam o sistema jurídico no seu conjunto; -a deserção da instância pressupõe e exige que haja negligência das partes na paragem do processo, por um lapso temporal superior a seis meses; -a sua estatuição implica, ainda, que caiba às partes o impulso processual e que só por essa razão os autos não tenham prosseguido os seus trâmites normais; -deste modo o artigo 281/1 do CPC, apenas comina a deserção da instância para a hipótese de ocorrer uma paragem culposa dos trâmites processais, derivada de uma actuação omissiva e reprovável das partes em litígio, designadamente, do aí Autor/Requerente, a quem incumbe o ónus de impulso processual; -revertendo ao caso em presença impunha-se a notificação das Autoras do já mencionado despacho que mandou que os autos aguardassem, nos termos e para os efeitos do artigo 281/1 do CPC, o que não ocorreu; -e justificava-se a formulação às Autoras de um convite, no sentido de promoverem os ulteriores termos do processo, sob a expressa cominação da deserção, o que também não foi feito; -tal como advogado foi proferida uma decisão meramente formal, em violação do princípio da promoção do acesso à justiça contemplado no artigo 7 do CPTA; -neste sentido decidimos em 14/12/2006, no âmbito do processo n 00063/01-BRAGA, onde sumariámos: ")O juiz deve dirigir a actividade processual apropriada ao apuramento da verdade material.