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1137, necessário se torna a delimitação da necessidade temporal que o comodato visa satisfazer, pelo que, não se estipulando prazo certo para a restituição da coisa emprestada, nem existindo aquela delimitação, o comodante tem direito a exigir a todo o momento a restituição da coisa, denunciando o contrato, ao abrigo do disposto no n 2 daquele mesmo artigo, que visa precisamente impedir, nestes casos, a perpetuação das relações obrigacionais de comodato   Trata-se de orientação que se acolhe pelas mesmas razões invocadas naquele mesmo acórdão, ou seja, por ser a interpretação mais consentânea, quer com o carácter temporário do contrato de comodato, quer com o princípio geral emanado do art.