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Tal conhecimento oficioso é permitido pelo ordenamento jurídico nacional e foi especialmente pretendido pela Diretiva 93/13/CEE, sendo esta a orientação do Tribunal de Justiça da União Europeia” e em nota de rodapé - nota 1 - refere-se: ” Assim  pode ler-se no acórdão de 21 de fevereiro de 2013 do Tribunal de Justiça disponível http://www.curia.europa.eu/- Jurisprudência do Tribunal de Justiça) que "deve recordar-se que o sistema de proteção instituído pela diretiva assenta, com efeito, na ideia de que o consumidor se encontra numa situação de inferioridade relativamente ao profissional, no que respeita tanto ao poder de negociação como ao nível de informação, situação esta que o leva a aderir às condições redigidas previamente pelo profissional, sem poder influenciar o seu conteúdo , nomeadamente, acórdãos de 6 de outubro de 2009, Asturcom Telecomunicaciones, -40/08, Colet., p. -9579, n. 29, e de 14 de junho de 2012, Banco ..., -618/10, n.. Atendendo a essa situação de inferioridade, o artigo , n 1, da diretiva prevê que as cláusulas abusivas não vinculam os consumidores.