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Antes de 2015, já Figueiredo Dias15 sustentava que o preenchimento do tipo, seja de coacção sexual, seja de violação, exigia apenas "a continuidade da vontade da vítima contrária ao acto, é, oposição intima séria ao acto sexual, até à consumação; mas já não a resistência” da vítima, que pode ser quebrada pela coacção inicial em função da perigosidade inerente: a resistência não é condição da verificação do tipo embora o possa ser já da sua1 O assentimento da vítima, escreve Figueiredo Dias17, não excluiu a tipicidade objectiva da violação, embora possa relevar para aferição do dolo, para a comprovação do erro ou para efeito de medida da pena.