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e, portanto, não pode considerar-se de boa-fé para que, possa merecer a protecção conferida pelo artigo 11 do CP; Quanto ao ponto, diga-se que, até que o Estado português seleccione o destinatário da indemnização em causa nestes autos, não pode afirmar-se estar aquele direito à indemnização verdadeiramente constituído na esfera jurídica dos titulares de participações sociais ou dos titulares de ónus ou encargos — a obrigação de pagamento da indemnização existe, mas não é ainda determinado o seu credor, por serem várias as entidades que podem ocupar essa posição, máxime os credores pignoratícios da WL ; Y. Até que o Estado Português indique o credor daquela obrigação de pagamento, tanto os titulares das participações sociais como os titulares de ónus ou encargos têm não um direito, mas sim uma expectativa de atribuição desse direito, e. uma expectativa de fazer seu o objecto mediato daquele direito, a quantia que venha a ser paga; Z. O Tribunal a quo considera que o Novo Banco é titular de uma mera expectativa, porque a indemnização devida pela nacionalização ainda não foi atribuída.