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interpor recurso para o Supremo Tribunal de Justiça, formulando as seguintes conclusões:  «Atentos os factos provados – nomeadamente, factos ns 5, 6, 7, 8, 8-A, 9, e 1, não obstante as alterações e de acordo com as alterações efetuadas pela Relação) deverá ser tomada uma decisão que faça cessar a ameaça e minimizar os danos já provocados, já que impõe a lei e a legislação em vigor que:  A aplicação das câmaras, com as características e funcionalidades que possuem, nomeadamente a mobilidade, possibilidade de alteração de posição, a funcionalidade de gravar som, que pode ser ativado a qualquer momento, a possibilidade de a qualquer altura, atendendo que, as câmaras possuem tais características, poderem ser direcionadas para a parte privada dos recorrentes, ser ativada a funcionalidade do som, serem as câmaras ditas "falsas” substituídas por verdadeiras, obriga a que, em curto espaço de tempo, sejam decretadas providências que acautelem os direitos dos recorrentes e de todo o agregado familiar,  Por si só a permanente vigilância através de câmaras fere os direitos de personalidade das pessoas atingidas, mais especificamente seu direito à autodeterminação informacional, que engloba o poder do indivíduo de, em princípio, decidir sozinho quando e em quais limites situações de sua vida privada podem ser expostas.