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E a solução assumida nestes autos pelo Tribunal da Relação de Guimarães, da qual a seguradora discorda e que pretende ver alterada, é que nunca tendo o tomador do seguro enviado à seguradora qualquer folha de férias, nem relativamente ao trabalhador sinistrado nem relativamente a qualquer outro trabalhador ao seu serviço, que o acórdão recorrido configurou como um "atraso” no envio das folhas, de todas as folhas, sem que a seguradora tivesse reagido a esse facto e mantendo-se o contrato válido e eficaz, não pode esta invocar esse facto para excluir a sua responsabilidade relativamente ao sinistrado, tanto mais que noutros casos  – que resulta dos autos terem ocorrido no período compreendido entre Março de 2016 e Junho de 2018 - relativamente a outros trabalhadores sinistrados aceitou, por tal atentar contra a boa-fé na execução dos contratos, constituindo abuso de direito, na medida em que a seguradora receberia e cobraria prémios sem suportar qualquer risco, não lhe sendo, ademais possível, nestas condições escolher os trabalhadores que considera abrangidos, todos devendo tratar de igual forma.