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O arguido recorreu, concluindo do seguinte modo: - a proibição de contactos com os pais, determinada no acórdão condenatório, não pode ser simultaneamente pena acessória e condição de suspensão; - enquanto pena acessória a proibição de contactos tem autonomia própria e não pode ser fundamento para a revogação da suspensão; - a questão da violência está duplamente valorada e punida, porque foi valorada para a condenação a título de extorsão e também por violência doméstica; - o que consubstancia tal violência e ameaças são factos iguais para ambos os crimes, havendo pontos de contacto e relação umbilical; - nada mais houve do que um prolongar a ilicitude, que foi contínua e não autonomizável, não devendo a tónica ser colocada no preenchimento isolado dos diversos tipos legais de crime, sob pena de violação dos princípios ne bis in idem e da culpa; - as diversas acções imputadas radicam numa matriz comum do contexto de violência doméstica, ilícito que consume todos os demais, verificando-se concurso aparente; - a decisão padece de erro e vício de contradição insanável entre a fundamentação e decisão, pois tendo o tribunal a quo determinado que se tratava de crime continuado e que não se tratava de crime contra bens eminentemente pessoais, condenou o arguido por dois crimes continuados de extorsão; -; - o acórdão violou os art.