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Se a justiça, como cremos, tem implícita a ideia de proporção, de medida, de adequação, de relativa previsibilidade, é no âmbito do direito privado e, mais precisamente, na área da responsabilidade que a afirmação desses vetores se torna mais premente e necessária, já que eles conduzem em linha reta à efetiva concretização do princípio da igualdade consagrado no art 13 da Constituição»  Tudo isto sem esquecer o que foi sustentado no acórdão do STJ datado de 05/07/2007, citado na sentença recorrida, aqui parafraseada, que, realçando a importância do recurso aos padrões jurisprudenciais, dava nota de que não seria conveniente alterar de forma brusca os critérios de valoração dos prejuízos e de que não deveria perder-se de vista a realidade económica e social do país, sendo vantajoso que o trajeto no sentido duma progressiva atualização das indemnizações fosse feito de forma gradual, sem ruturas e sem desconsiderar as decisões precedentes acerca de casos semelhantes, ao que acresce, conforme foi sustentado noutro acórdão do STJ, este datado de 02/03/2011, igualmente citado na sentença recorrida, aqui de novo seguida, "os tribunais não podem nem devem contribuir para alimentar a noção de que neste domínio as coisas são mais ou menos aleatórias, vogando ao sabor do acaso ou do arbítrio judicial.