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7 – Acresce o facto de o recorrente ter cumprido o último e longo período de reclusão, entre 04/03/2010 e 19/11/2018, que contribuiu, também, para a ruptura daqueles laços e a desintegração social; 8 – Ainda o facto de o recorrente, aquando da sua restituição à liberdade, após o anterior período de prisão, não ter retaguarda familiar, pois falecera a sua "mãe” não biológica), e ter-se verificado a ruptura do relacionamento com a companheira, mãe da sua filha; 9 – Em síntese, o arguido, ora, recorrente, à altura da prática dos factos viva numa situação de completo desamparo, para não dizer miséria, agravado pelo facto da sua toxicodependência, como a conexa limitação da consciência da ilicitude dos seus actos, conducente a deficit afectivo, baixa autoestima e degradação social e económica, o que terá sido determinante, como factor exógeno na motivação para a prática dos crimes por que foi condenado; 10 – Diga-se, a toxicodependência é, em si mesma, causa e efeito, numa espécie de círculo vicioso, da situação pessoal, social, económica e familiar do arguido, indutora de comportamentos à margem da lei, que só com intervenção médica-psiquiátrica adequada será ultrapassável; 11 – Não é a quantidade dos anos de reclusão que venha a mas a qualidade do tratamento e acompanhamento que lhe seja dispensado que fará a boa diferença.