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Factos não provados: ) A. que os factos em causa nos autos sucederam no dia 21 de Março de 2019, pelas 23h30; B. que o canídeo que atacou o ofendido era de grande porte e se chamava "”»; que o cão se encontrava solto do lado interior do portão que dá acesso à residência do ofendido, e colocou a cabeça através do gradeamento do portão, mordendo o ofendido desse modo; que ao permitir que o referido cão circulasse no interior da sua residência sem assegurar que o mesmo se encontrava impossibilitado de transpor a sua cabeça para o exterior do gradeamento, o arguido não previu, como podia e devia, as agressões que o cão poderia dirigir, através de tal modo, em qualquer pessoa que circulasse na via pública; E. que o arguido tinha de acautelar que o canídeo não trespassasse o gradeamento, representando o arguido a possibilidade do cão, através de tal modo, morder qualquer transeunte que passasse na via pública e de lhe causar ofensas graves, o que veio a suceder.»  Motivando-se tal acervo factológico do seguinte modo: «A factualidade dada como provada nos autos resultou da conjugação da prova testemunhal, documental e pericial produzida nos autos, analisadas à luz da lógica e das regras da experiência comum.