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Sucede que, no quadro dos autos,estando em causa a proteção duma criança recém-nascida, que foi provisoriamente objeto da medida de acolhimento residencial, por se levantarem "fundadas suspeitas” de que a mãe da mesma, que vivia com o seu pai adotivo, teria engravidado deste, mais se indiciando então que essa mesma progenitora padecia de mutismo seletivo e de comportamento obsessivo, sendo certo que inquestionavelmente a saúde psicológica da mãe coloca em perigo a saúde da criança, obviamente que a situação de saúde da mãe é essencial para apurar da sua capacidade parental e, nessa medida, da possibilidade de a filha lhe ser novamente entregue, se necessário, após tratamento prévio que seja considerado adequado, pelo que só com a devida avaliação médico-legal o tribunal teria o necessário enquadramento para uma tomada de decisão consciente sobre a situação de vida familiar em presença, já que somente as provas são o substrato da formação da respetiva convicção quanto à base factual do litígio.