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Mas se não é exigível uma intenção de apropriação, é todavia exigível, nos casos em que a prestação tributária pressuponha uma autoliquidação, que quem tenha o dever de entrega, tenha recebido a prestação tributária que é devida neste sentido, veja-se inequivocamente Isabel Marques da Silva, Regime Geral das Infracções Tributárias, 2 edição, Almedina, IDEF, Coimbra, 2007, p. 168 e a mesma autora sublinhando a sua posição) em Estudos em Homenagem ao Professor Doutor Paulo Pitta e Cunha, Almedina, Coimbra, Volume, 2009, p. 260 e Paulo Marques, Infracções Tributárias, Volume , Ministério da Finanças e da Administração Pública, Lisboa, 2007 p..  Sublinhe-se que a intenção de apropriação, actualmente não exigida, não é sobreponível ao recebimento das quantias.