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Existe, assim, nexo causal entre a informação não correcta e incompleta sobre a aplicação financeira e o dano porquanto os Autores se tivessem tido conhecimento do risco associado a este produto não teriam aplicado o seu dinheiro na subscrição de obrigações.4 Este comportamento do Réu, consubstanciado na prestação de um esclarecimento pouco rigoroso sobre o produto financeiro, induzindo o cliente inexperiente e sem conhecimentos do mercado mobiliário e prudente na gestão do seu em erro uma vez que garantiu que se tratava de uma aplicação segura, equivalente a um depósito a prazo, deve ser censurado como culpa grave, não sendo, por esse motivo, aplicável o prazo de prescrição de dois anos previsto no artigo 32, n. 2 do  Em resumo, a sentença deve ser mantida, na íntegra, uma vez em que a subsunção do direito aos factos não merece censura.—DECISÃO Pelo exposto, acordam as Juízas que constituem este Tribunal da Relação do Porto em julgar improcedente o recurso e, consequentemente, confirmam a sentença.