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72 a 76, cuja versão prevaleceu sobre a que foi apresentada pelo arguido, pela forma espontânea, genuína como a menina explicou o que é que o pai lhe fez e quando, sendo certo que tal versão tem sido sempre a mesma que tem apresentado, em todos os momentos em que foi solicitada a descrever os comportamentos de cariz sexual que o pai assumiu consigo, designadamente, quando contou os factos à sua madrinha, a testemunha RL, depois, à sua mãe, a assistente MF, como estas próprias explicaram, em audiência de discussão e julgamento, em que reproduziu o relato que a menor lhe fez, no Verão de 2014, quando foi conduzida ao Hospital de Santarém, conforme  Ficha de sinalização de 19 de Julho de 2014 do Núcleo Hospitalar de Apoio à Criança e Jovem em Risco do Hospitalar de Santarém, de fls.