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"Não há sequer razões para separar o custo dos materiais e utensílios empregados na execução da obra, a retribuição dos serviços prestados e o lucro do empreiteiro, a fim de excluir o direito de retenção relativamente a este”.3 Por último, e em oposto ao sustentado pela recorrente Caixa Geral de Depósitos, nem a iliquidez do crédito, nem a falta de conclusão da obra obstam ao reconhecimento do direito de retenção; a primeira por decorrência expressa na lei, o direito de retenção não depende da liquidez do crédito do respetivo titular artigo 757, n 2, do; a segunda porquanto pertencendo o solo ou superfície ao dono da obra, os materiais nela incorporados, ainda que pertença do empreiteiro, consideram-se adquiridos pelo dono da obra à medida que vão sendo incorporados no solo artigo 1212, n 2, do, e assistindo a este tal direito de propriedade "pode ele ir junto do empreiteiro em ordem a obter a entrega” Ac.