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9) Tendo sido dado por provada, ainda que parcialmente, a tese dos Recorrentes, no sentido que no dia seguinte à escritura utilizaram a quantia de Euros: 10000,00, que lhes havia sido financiada, para pagar ao seu Pai, automaticamente teria de cair por terra a tese da Autoridade Tributária, pelo que o Tribunal recorrido errou ao considerar que o valor dos empréstimos destinou-se ao pagamento do preço do imóvel; 10) Resulta das conclusões anteriores que os Recorrentes lograram provar, categoricamente - até com alguma exuberância - que utilizaram parte do dinheiro que lhes foi emprestado para pagar ao pai do Recorrente, pelo que foi feita a prova do excesso da quantificação por parte da AT, já que o valor do segundo empréstimo não se destinou pelo menos na ao pagamento do preço do imóvel, sendo óbvio o erro cometido pelo TCAN, que carece de ser corrigido; 11) O erro cometido pelo Tribunal recorrido não carece de ser corrigido apenas por ser a justiça do caso concreto, mas também porque é mister que se assente que em casos como este, não se pode valorar a prova com o raciocínio preconceituoso segundo o qual há um nexo de causalidade entre o valor do empréstimo bancário e o valor do negócio, à míngua de outros meios de prova que apontem nesse mesmo sentido, como sejam, por exemplo, uma avaliação ao imóvel, uma transação no mesmo imóvel cujo preço indicie simulação de preço ou documentos recolhidos junto do Vendedor que apontem nesse mesmo sentido.