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35 Neste sentido e no que diz respeito especificamente às declarações para memória futura, decidiu o Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça para Uniformização de Jurisprudência n 8/2017, de 11/19/2017, publicado no Diário da República n. 224/2017, Série de 21/11/2017: «As declarações para memória futura, prestadas nos termos do artigo 27 do Código de Processo Penal, não têm de ser obrigatoriamente lidas em audiência de julgamento para que possam ser tomadas em conta e constituir prova validamente utilizável para a formação da convicção do tribunal, nos termos das disposições conjugadas dos artigos 355 e 356, n 2, alínea, do mesmo Código.» Dos próprios votos de vencido lavrados no referido acórdão resulta que a exigência fundamental que decorre da lei e dos princípios é a da efetiva análise e discussão em audiência.