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A intervenção principal provocada consubstancia-se, em regra, no chamamento ao processo, por qualquer das partes, de terceiros interessados na intervenção, seja como seus associados, seja como associados da parte contrária, sobretudo em situações de litisconsórcio1  É para o caso de preterição do litisconsórcio necessário do lado ativo ou do lado passivo que o normativo em análise 316/1) permite a qualquer das partes o chamamento a juízo, como seu associado ou da parte contrária, do interessado com legitimidade para o efeito, definida pelo interesse do chamado igual ao do autor ou do réu, nos termos dos artigos 33 e 341  O chamamento pode ser requerido até ao termo da fase dos articulados, salvo no caso previsto no artigo 260, exceção respeitante à hipótese de haver sido proferida decisão a declarar a ilegitimidade de alguma das partes, por não estar em juízo determinada pessoa1   Temos, pois, que o litisconsórcio necessário consiste na situação processual que exige a intervenção de todos os interessados na relação controvertida, sob pena de ilegitimidade, ativa e/ou passiva, decorrendo tal exigência da lei, de convenção negocial ou da natureza da relação jurídica.