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E) Deste modo, estando demonstrado, na douta sentença recorrida, que os rendimentos relativos a 2015, 2016 e 2017, comunicados à AT, pelas Modelos 39, provêm de aplicações financeiras de anos anteriores a 2015, deixa de fazer qualquer sentido que tenham sido aplicadas as taxas de juro de 1,53%, 1,32% e 1,18% aos rendimentos ilíquidos comunicados pelas Modelos 39 para presumir rendimentos omitidos e, com base na diferença de valores entre 2015 e 2017, resultante da projeção de rendimentos omitidos, respetivamente de € 00377,78, em 2015 e € 00202,54, em 2017, utilizar o valor de € 00000,00 como fundamento para a aplicação da alínea do n 1 do artigo 87 da LGT, cuja redação é "f) Acréscimo de património ou despesa efectuada, incluindo liberalidades, de valor superior a 100 000, verificados simultaneamente com a falta de declaração de rendimentos ou com a existência, no mesmo período de tributação, de uma divergência não justificada com os rendimentos declarados.” F) Assim, a douta sentença recorrida ao ter julgado improcedente o pedido de revogação da fixação dos rendimentos dos recorrentes ao abrigo do disposto na alínea do n 1 do artigo 87 da LGT incorreu em errada aplicação da citada norma legal, na medida em que, estando provada que a titularidade das aplicações financeiras que permitiram a obtenção dos rendimentos de capitais em 2015, 2016 e 2017 são anteriores a 2015, não há lugar à aplicação do referida norma legal.