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Também no Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 101994 Eduardo, in www.dgsi.pt, se recorda que o contrato-promessa é um contrato sinalagmático e oneroso, o qual, como os demais contratos, deve ser celebrado, interpretado e cumprido de harmonia com as regras da boa fé contratual, concluindo-se que por esse motivo "segundo as regras da boa fé contratual e ressalvado o caso de isso resultar claramente da vontade das partes, um contrato sinalagmático oneroso não deve ser interpretado de modo a afastar a eficácia vinculativa das obrigações assumidas, tornando-o fonte de obrigações "cum voluerit" para uma das partes, permitindo a esta ficar indefinidamente inerte e a outra sujeita ao seu livre arbítrio, esvaziando completamente a consistência prática e económica dos direitos da contraparte, atraiçoando os fins económicos e sociais que ela previra ao contratar” Na sentença condenatória afirma-se o seguinte: «Embora o prazo não tenha sido deixado ao arbítrio do devedor, foi-o em parte, pois está dependente da vontade de os Réus fazerem as partilhas.