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A Autora interpôs recurso, formulando as seguintes conclusões: - A decisão de mérito proferida, tendo por base os factos dados como provados, a análise critica da prova, e a motivação de direito invocada para fundamentar tal decisão, não poderá ser aceite pela Autora ora recorrente, a qual não se pode conformar com a referida sentença por entender que a mesma assentou numa convicção e entendimento erróneos sobre as regras de direito aplicáveis, resultante de uma incorreta subsunção dos factos, corretamente julgados como provados, bem como os documentos que foram dados como provados, às regras do direito aplicáveis; - A douta sentença, dando como provados os factos supramencionados no Ponto do presente recurso, vem de forma singela, e sem fundamentar a sua decisão de direito, referir que não há direito de regresso nem direito a enriquecimento sem causa por parte da recorrente, bem como existe uma contradição entre o proferido em sede de decisão final no que concerne ao meio processual usado pela recorrente vide o referido no ponto  O Direito da decisão, e o alegado em sede despacho saneador proferido em 13/09/2021 e notificado à recorrente em 15/09/2021 no qual menciona " Quanto à pretensão da Autora, não nos restam dúvidas que a causa de pedir invocada é o direito de regresso, motivo pelo qual entendemos que existe propriedade do meio processual escolhido e não ocorre exceção da autoridade de caso julgado.” - Vem assim de forma imprevisível para a recorrente, e de certa forma contraditória, em relação ao mencionado em sede de despacho saneador no qual considerou o meio processual movido pela recorrente o correto, estipular uma decisão de direito inesperada e contraditória, onde para a mesma questão teve sentido diverso, constatando-se que a mesma enferma de uma nulidade nos termos do disposto no artigo 615 n. 1, alínea; e do P., o que se invoca para os devidos e legais efeitos.