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8 No dia 19 de Maio de 2020, a progenitora declarou neste tribunal, além do mais, que apenas esteve com o filho no primeiro fim-de-semana estabelecido e que o mesmo, quando saiu do carro, a "madrasta” disse-lhe três vezes "já sabes” e parecia que o filho tinha medo quando entrou em casa; que preparara uma surpresa no quarto do filho e quando este a viu ficou com uma lágrima no olho e disse que gostou muito e que tinha saudades do quarto; que o filho ficou surpreendido por já haver água quente em casa; que a "madrasta” telefonou ao filho, várias vezes, e ouvia-o dizer "está tudo bem” até que a declarante tentou apanhar o telemóvel para falar com ela, o filho levantou o braço e começou a gritar "socorro J, ela está a bater-me” e que depois o filho tentou fugir e agarrou-o; que a determinada altura, apareceu a GNR a perguntar se estava tudo bem e a declarante disse que sim e o filho, sem que nada o fizesse prever, começou a correr e a gritar "ajudem-me a minha mãe está a agredir-me”; que constatou que no telemóvel do filho estava colado o número de telefone da GNR; que depois disso manteve contacto telefónico com o filho, até que a bloquearam; que a filha  passou todos os fins-de-semana estabelecidos com o pai até este ter ido trabalhar para Marrocos; que já telefonou ao pai dos filhos a dizer que quer ver o filho e este lhe diz que não lhe dá a morada nem o número de telemóvel da "madrasta”; que num dia em que foram buscar a  a sua casa para passar um fim-de-semana, a declarante pediu um beijinho ao filho e este virou-se para a "madrasta” a perguntar se podia, ela disse que sim e ele foi; confrontada com a circunstância da morada do filho constar do processo e questionada sobre o facto de não ter ido ter com o filho agora que o pai está em Marrocos, respondeu "fazem queixas na polícia contra ” e achar que é por causa da "madrasta” que o filho a acusa de o agredir.