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Nesse aspeto, como bem diz a Relação o papel do recorrente foi "fundamental na cadeia do tráfico de estupefacientes, deste modo participando na globalização deste crime e não se importando com os malefícios que do produto adviriam para a vida e saúde dos futuros consumidores, suas famílias e sociedade em geral”, apesar de se ter dado igualmente como que não conhecia a concreta qualidade e quantidade do produto estupefaciente, embora soubesse tratar-se de uma das drogas das tabelas a anexas ao n. 15/9 São de média intensidade as razões de prevenção especial, atendendo ao que se apurou em relação às condições de vida do recorrente, ao seu comportamento anterior e posterior aos factos sendo que na Alemanha, antes dos factos, mostrava-se integrado pessoal, familiar e profissionalmente, estando socialmente inserido e, após os factos, manteve um comportamento adequado no EP, não tendo familiares, nem amigos em Portugal, nem recebendo visitas, contactando a família pelo, notando-se que, no conjunto, apesar de não ter antecedentes criminais e ter confessado parcialmente factos, o que denota algum arrependimento, mas sem grande relevância, ainda assim revelou ter uma personalidade adequada aos factos que cometeu, tanto mais que, não foi capaz de resistir à proposta que lhe foi feita no Brasil, apesar de não poder desconhecer que era penalmente censurável.