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Como temos expressado, mormente no Rec n 561/10T9PFR.P1, pela Lei n 30/2018, "foi alterado o art 110 CP que passou a prever o regime jurídico da perda a favor do Estado dos produtos do crime – facto ilícito típico por não estar dependente da punibilidade da conduta ou da culpa jurídico penal do seu autor "ainda que nenhuma pessoa determinada possa ser punida pelo facto, incluindo em caso de morte do agente ou quando o agente tenha sido declarado contumaz” n 5 do art 110 - que define: "considerando-se como tal todos os objetos que tiverem sido produzidos pela sua prática” - art 110 1) - e das vantagens do crime facto ilícito típico), que define "considerando-se como tal todas as coisas, direitos ou vantagens que constituam vantagem económica, direta ou indiretamente resultante desse facto, para o agente ou para outrem”, incluindo "a recompensa dada ou prometida aos agentes de um facto ilícito típico, já cometido ou a cometer, para eles ou para outrem” – art 110 1 e 2 CP – seguindo assim o produto do crime e as vantagens do crime o mesmo regime jurídico, de acordo com o qual e grosso modo, os produtos e as vantagens são sempre declaradas perdidos a favor do Estado, não estando dependentes de nenhum critério material, e mormente o da sua perigosidade, e cuja amplitude foi alargada e esclarecida no seu n 3 ao prever que "A perda dos produtos e das vantagens  tem lugar ainda que os mesmos tenham sido objeto de eventual transformação ou reinvestimento posterior, abrangendo igualmente quaisquer ganhos quantificáveis que daí tenham resultado.” Regime que afinal era já o aplicável à perda de vantagens mas não aos produtos do, pois que, como naquele se disse: "o art 111 CP actual art110, que se refere às vantagens obtidas com o crime e que abrange para além da recompensa dada ou prometida "as coisas, direitos ou vantagens que, através, do facto ilícito típico, tiverem sido adquiridos  pelos agentes e representem uma vantagem patrimonial de qualquer espécie” e são definidos no art 110 actual: "b) As vantagens de facto ilícito típico, considerando-se como tal todas as coisas, direitos ou vantagens que constituam vantagem económica, direta ou indiretamente resultante desse facto, para o agente ou para outrem” para além da recompensa.