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Como é sabido, nesta apreciação, os poderes conferidos por lei à Relação quanto ao princípio fundamental da apreciação das provas previsto no artigo 60, n. 5, do CPC, têm amplitude idêntica à conferida ao tribunal de  instância, devendo a  instância expressar a respectiva convicção acerca da matéria de facto impugnada no recurso, e não apenas conferir a lógica e razoabilidade da convicção firmada pelo tribunal a quo De facto, nas palavras do Conselheiro URBANO LOPES DIAS6, os amplos poderes que o actual CPC comete aos juízes desembargadores no que diz respeito à questão-de-facto, estão consagrados no artigo 66, n.s 1, 2 e 3, do CPC, devendo a Relação «apreciar as provas produzidas, formulando a sua própria convicção para, de seguida, a confrontar com a que chegou o juiz da  instância, e em resultado de tal actividade, manter ou alterar o julgado, tornando-o, em princípio, definitivo Não pode, pois, a Relação limitar-se a um mero controlo da decisão proferida na  instância.