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Este mesmo entendimento assumiu a Relação de Lisboa, em acórdão de 202018, onde se decidiu que, no âmbito de uma providência cautelar, "alegando  - no requerimento inicial - o requerente de providência cautelar de suspensão de deliberação social que era sócio da sociedade requerida na altura em que a deliberação visada foi tomada, e que conserva tal qualidade quando requer a suspensão da deliberação, dispõe ele de legitimidade activa para instaurar a requerida providência, mas porque os factos supervenientes que podem ser atendíveis no momento da decisão, nos termos do artigo 611 do Código de Processo Civil, podem ter repercussão no pressuposto processual da legitimidade das partes, caso o requerente perca a qualidade de sócio na pendência da providência, nada obsta a que venha a ser proferida decisão que julgue verificada a excepção dilatória de ilegitimidade activa superveniente da requerente”.