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A este propósito, invoca o Recorrente, em síntese, que os presentes autos foram usados para fins diferentes daqueles a que se deviam destinar, que os autos deveriam ter sido dirigidos para aferir se, em face das provas obtidas em sede de processo disciplinar, promovido pelo réu, enquanto entidade empregadora, se as mesmas se tratam de provas lícitas e se as mesmas permitem aferir que o autor, ali arguido, tenha actuado como o processo considerou provado, que, ao invés, o processo foi usado para verificar se a entidade empregadora tinha fundamentos para despedir o trabalhador, a ré, no articulado do empregador fundamentou a decisão de despedimento, proferido em sede de processo disciplinar, com base na mentira, tendo afirmado que baseou a sua decisão em função do depoimento de 10 testemunhas inquiridas Inspectores da Polícia Judiciária), o que veio a ser revelado não corresponder à verdade, pois, a própria instrutora do processo confessou não ter inquirido uma única testemunha, a entidade patronal proferiu a decisão com base em escutas telefónicas cujos registos não deviam ter sido admitidos nos presentes autos e não podiam ter sido utilizados como meio de prova no processo disciplinar, a decisão de despedimento proferida no processo disciplinar assentou em provas inválidas, ou inexistentes, e o Tribunal a quo não julgou essa situação, antes se centrando na análise de provas que não haviam sido produzidas em sede de processo disciplinar, para aferir se havia motivos para o despedimento, o processo judicial foi usado para suprir as incorrecções do processo disciplinar por exemplo quando ouviu as testemunhas que a entidade empregadora afirma ter inquirido e que não e não para sindicar o mérito da decisão proferida naquele processo, sendo que o Tribunal a quo acabou por se substituir à entidade patronal, em vez de sindicar a legalidade da decisão daquela, o que apenas podia ter tido cabimento noutro processo.