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Em bom rigor, os factos provados, em uma perspetiva de realidade objetiva e histórica do acontecer externo, apreensível pelos sentidos, por assim dizer, foram corroborados não só pelo arguido, nos termos expostos, como pelos depoimentos — isentos, objetivos, assertivos, coerentes e fundamentados, por isso merecedores de plena credibilidade — das seguintes testemunhas: AP, inspetora tributária a prestar serviço na Direção de Serviços de Investigação da Fraude e Ações Especiais da AT com a particularidade de evidenciar que cerca de 79% dos pedidos de reembolso diz respeito somente a cinco grandes fornecedores ou comerciantes, a saber, IKEA, Leroy Merlin, MediaMarkt, El Corte Inglès e; , Diretora da Direção-Geral de Reembolsos da AT referiu-se ao pormenor de, a certa altura, descontente com a demora na efetivação dos reembolsos — demora que resultava, aliás de uma comunicação da DSIFAE determinando a suspensão do procedimento — o arguido reclamou junto da AT; também esclareceu ter sido instaurado um processo de execução fiscal mas como, entretanto, o arguido regressou a Itália, o assunto passou para a comissão interministerial dos Estados-Membros da União Europeia, momento a partir do qual as autoridades portuguesas deixaram de ter contacto direto com o arguido e tudo passou a ser tratado entre as autoridades tributárias dos dois países via a dita Comissão); MLF, funcionária da Direção-Geral suprarreferida confirmativo do acesso do arguido ao Portal das Finanças através do seu nome de utilizador e palavra-passe, à semelhança do que sucede com qualquer cidadão português); e MJ, presentemente Subdiretor da Área de Planeamento da AT e, à data dos factos, Diretor da DSIFAE orientou genericamente a investigação, e confirmou também a forma de acesso ao Portal das Finanças, bem como a passagem do assunto para a sobredita comissão.