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6 e tal não implica também que se exija que o Tribunal exponha, pormenorizada e completamente, a totalidade do raciocínio lógico que se encontra na base da sua convicção ao dar como provado um certo facto, ou seja, que se exija a explicitação/descrição do processo racional ou lógico que conduziu à convicção subjacente à descrição fáctica que efectivou: o que sim é exigível, é que, juntamente com a indicação dos meios de prova que estão na base da decisão, se forneçam elementos que permitam, em razão das regras da experiência comum ou em obediência a um critério de logicidade, inferir o fundamento racional que conduziu a que a convicção do Tribunal se formasse em determinado sentido ou valorasse de determinada forma os meios de prova apresentados em audiência.