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No caso em apreço, sem qualquer justificação apta a afastar essa presunção de culpa – não o é, obviamente, a providência cautelar que antecedeu a posse administrativa da parcela 1H, pois que o acórdão arbitral ocorreu em 11/9/2010, depois desse acto, e o atraso que se analisa é o decorrido desde 11/9/2010 até ao envio do processo a tribunal – em 14/12/2011 – em qualquer caso ainda desacompanhado do depósito integral do valor devido, que só veio a ocorrer em 29/5/201 Neste contexto, a decisão de adjudicação da propriedade só ocorreu em 5/6/201 Em relação à parcela 1J, o acórdão de arbitragem ocorreu em 11/9/2010, o processo foi remetido a tribunal em 14/12/2011, após – à semelhança do procedimento relativo á parcela 1H – instauração de incidente de avocação do processo, e o depósito do valor arbitrado só veio a ocorrer, depois de interpelação do tribunal, em 1/8/2012, dando azo a que a decisão de adjudicação só fosse proferida ulteriormente, em 6/ Atentando em que a remessa dos autos a juízo deveria ter ocorrido no prazo de 30 dias após a junção dos acórdãos de arbitragem aos processos de expropriação de cada parcela, prazo esse que deverá contar-se, na falta de outra data, desde as suas datas, conclui-se que: - Em relação à parcela 1H, para a qual foi arbitrada uma indemnização de 34932,50€, e para a qual agora se decidiu ser justa a indemnização no valor de 11576,00€, a actuação da expropriante deu azo a um atraso entre 11/11/2010 e 5/6/2012; - Em relação à parcela 1J, para a qual foi arbitrada uma indemnização de 22818,73€, e para a qual agora se decidiu ser justa a indemnização no valor de 10668,00€, a actuação da expropriante deu azo a um atraso entre 11/11/2010 e 6/9/201 Assim, atento o regime descrito, prescrito pelos arts.