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12 do processo administrativo, junto à petição, são aptos a fazerem prova de que tem ligação efectiva à comunidade nacional, conceito indeterminado que tem vindo a ser objecto de densificação pela Jurisprudência; "11 - Sendo que tal situação decorre do facto de a Requerida não ter, efectivamente, qualquer identificação cultural e sociológica com a comunidade nacional, uma vez que não só não reside como nunca residiu em Portugal, como também não trabalha nem trabalhou em território nacional;” - resultando da declaração de aquisição da nacionalidade que, anteriormente a Requerida residiu em Belém Pará e Londres Reino Unido e constando do artigo 13 ") a Requerida sempre viveu na República Federativa do Brasil e no Reino Unido, país este no qual actualmente reside”, é de aditar ao probatório este facto do qual é possível retirar a conclusão de que a Recorrida nunca residiu nem trabalhou em Portugal, não tendo identificação cultural e sociológica com a comunidade nacional residente em Portugal; "12 - Fundando-se, assim, o respectivo pedido de aquisição da nacionalidade Portuguesa, essencialmente, no casamento com um cidadão Português;” - por o pedido de aquisição da nacionalidade portuguesa da Requerida se fundar no seu casamento com um cidadão português e tal resultar dos factos assentes nos ponto e do probatório, nada há que aditar à decisão de facto; "13 - Todavia, e como ela própria refere, a Requerida sempre viveu na República Federativa do Brasil e no Reino Unido, país este no qual actualmente reside; - a aditar à matéria de facto assente, conforme referido; "14 - Não se vislumbrando, pois, qualquer ligação da Requerida com Portugal, para além do facto de ter desposado um cidadão detentor da nacionalidade Portuguesa;” - já apreciado a propósito dos artigos 11 e 12; "15 - Acresce que é, aliás, nítido que a Requerida fala Português, apenas e tão-somente, porque esta é a língua oficial do país de onde é nacional;” - tendo sido dado por provado no ponto que a Recorrida nasceu em Belém do Pará, Brasil, e sabendo-se que o português é a língua oficial desse país é de presumir que fale português, não resultando, no entanto, evidenciado se só fala a língua por esse motivo;   "18 - Tudo reforçando, pois, a conclusão de que os factos alegados pela Requerida são manifestamente insuficientes para provar que a mesma saiba ou conheça quem são as figuras mais relevantes da história passada e recente de Portugal, que viva a música e culturas portuguesas, e/ou, sequer, que conheça os seus autores;” - não constando do formulário da declaração de aquisição da nacionalidade portuguesa qualquer campo ou parte que implique responder a perguntas sobre história, cultura, autores, as informações aí prestadas são insuficientes para provar o que a Recorrida conhece sobre as figuras relevantes da história passada e recente de Portugal, que viva a música e culturas portuguesas, e/ou, sequer, que conheça os seus autores, bem como o seu contrário; "19 e 20 - Na verdade, e conforme já salientado, a Requerida nasceu na República Federativa do Brasil tendo vivido neste país e no Reino Unido, motivo pelo qual todo o seu processo de crescimento, desenvolvimento e maturação – com a consequente absorção de costumes, referências e valores sociais e culturais – conduziu, necessária e inapelavelmente, a que se identifique com, e se integre na comunidade brasileira e, eventualmente, Britânica, mas não com a Portuguesa;” - se nasceu e viveu no Brasil e reside no Reino Unido pode inferir-se, como resultado da experiência, que o seu processo de crescimento, desenvolvimento e maturação, com a consequente absorção de costumes, referências e valores sociais e culturais desenvolveu-se no Brasil e no Reino Unido - a aditar à matéria de facto; "21 - Sendo, assim, manifesta a inexistência de ligação efectiva à comunidade nacional Portuguesa da Requerida, antes se demonstrando o seu profundo enraizamento nas realidades Brasileira e Britânica;” – conclusivo sobre o preenchimento do fundamento da oposição à aquisição da nacionalidade portuguesa que constitui o objecto da acção e, na parte final, reitera, de outra forma, o já alegado nos pontos anteriores; "22 - Os elementos existentes demonstram, sobretudo, ligações de índole familiar, obtidas através do casamento com um cidadão Português, mas não demonstram que a Requerida esteja integrada na vida social, cultural e económica Portuguesa;” - conclusivo na primeira parte, mas não demonstrada a segunda, uma vez que a comunidade portuguesa também existe quer no Brasil quer no Reino Unido e a Recorrida declarou que tem ligação efectiva à comunidade nacional; "23 - Para além desse casamento, apesar de relevante, a Requerida não demonstrou possuir qualquer identificação cultural e sociológica com a comunidade nacional, nem conhecer os usos, costumes e tradições desta comunidade;” - reiteramos aqui o afirmado no artigo anterior; "24 - Não tendo, igualmente, feito prova de quaisquer factos dos quais resulte demonstrado o seu conhecimento da História de Portugal, ou o ter a Requerida "interiorizado” o sistema de valores e cultura da comunidade Portuguesa, para que os "sinta” como seus e para que neles "comparticipe”” – mantemos o afirmado relativamente ao artigo 18 e ao anterior.