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4 De harmonia com a interpretação feita pelo TJUE o concreto investimento quando cofinanciado no âmbito do «Objetivo da Convergência» carecia, para ser válido e legal, de estar demonstrado quanto ao mesmo o preenchimento do requisito de o mesmo «ser destinado, de forma específica e identificável, às  regiões NUTS 2», cabendo, no caso, determinar se estava devidamente justificada a referida regra excecional enunciada nos pontos 7 e 8 do anexo do QREN, segundo a qual 68,5% das despesas realizadas em Lisboa só seriam elegíveis se, de facto, os efeitos causados por esta proporção de despesas se situassem nas regiões NUTS  4 Na análise a realizar quanto à verificação daquele requisito, tarefa que foi acometida pelo TJUE aos tribunais nacionais, impõe-se ter em consideração de que, por um lado, dúvidas não se colocam de que, do quadro normativo aplicável e em consonância com a jurisprudência daquele mesmo Tribunal n.s 34 a 37 do citado acórdão, não decorre a imposição de que a utilização dos Fundos da União deva «em todos os casos, ter fisicamente lugar na referida região», nem que o operador responsável pela implementação do investimento tenha necessariamente de «estar instalado na região - NUTS 2 - a que o investimento se destina», visto a circunstância de o mesmo estar instalado fora de região NUTS 2 tal não dever «obstar a que o projeto lhe seja confiado», já que a prestação de serviços efetuadas no âmbito dos programas cofinanciados pela União não está reservada «apenas para os operadores instalados nessas regiões», porquanto «são essas regiões que devem beneficiar do cofinanciamento pela União, e não os operadores que aí estão instalados».