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, pelo próprio Recorrido, no seu requerimento 34371854, de 112019, a Recorrente entende que devem ser aditados à matéria de facto considerada provada, os seguintes factos: 3-A) O motorista do veículo rodoviário estava devidamente habilitado para a função; 11-A) O atravessamento da passagem de nível por um veículo rodoviário com o comprimento do envolvido no acidente, no sentido este-oeste, é difícil, sendo bastante provável a necessidade de fazer uma manobra de recuo por causa da configuração da via rodoviária à saída da passagem de nível; 11-B) Não estava imposta naquela estrada, incluindo a passagem de nível, qualquer restrição dirigida aos condutores de veículos rodoviários do tipo daquele envolvido no acidente; 20) Ao motorista não foi possível fazer avançar o veículo rodoviário o suficiente para evitar este ser atingido pelo comboio, devido ao talude sobranceiro à via rodoviária; 22-B) Um veículo rodoviário com as características do envolvido no acidente, circulando no sentido em que ocorreu o acidente, demora, no mínimo, cerca de 25 segundos a atravessar o canal ferroviário, pelo que, nas condições determinadas para o funcionamento da passagem de nível, a meia barreira do sentido oposto atingirá sempre o veículo desde que o atravessamento seja iniciado até 9 segundos antes desta ser ativada por um comboio em aproximação; 22-) Em Portugal, e contrariamente às práticas de outros países, os condutores rodoviários não recebem formação ou informação sobre os comportamentos mais seguros a adotar em situação de bloqueio ou emergências similares numa passagem de nível; Não existe nenhuma conduta imputável ao condutor do veículo seguro na Recorrente suscetível de fundamentar a sua responsabilidade pelo acidente, pois nada obstava à sua circulação no local nos termos em que o fez, nem outra conduta lhe poderia ter sido exigida nas circunstâncias com que foi confrontado.