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Assim, e concatenando todos estes factos base, efectuado um juízo de inferência, com alicerce no princípio da normalidade associado às regras da experiência comum e segundo critérios lógicos do discernimento humano, é legítimo concluir, para além de qualquer dúvida razoável, que o arguido LA, praticou os factos elencados no item dos factos não provados sob os pontos,,,, e, nos termos que infra se irá consignar, integradores do cometimento, em autoria material, de um crime de furto, previsto e punido pelo artigo 20, n. 1 do Código Penal, uma vez que o arguido actuou de forma deliberada, livre e consciente, com o propósito de se apoderar dos bens em questão, bem sabendo que não lhe pertenciam e que atuava  contra a vontade da respectiva dona e que a sua conduta era proibida e criminalmente punível.