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do Civil, «pode ser afastada quando haja interesse dos condóminos na autonomização da administração de áreas comuns, que servem determinadas fracções do edifício»;  e de que «a autonomização de uma assembleia de condóminos com a finalidade de administrar partes comuns respeitantes a uma zona do edifício não é proibida por lei e poderá contribuir para uma gestão mais eficiente».    . Com efeito, a existência de condomínios, e dos seus respectivos órgãos justifica-se pela necessidade de administração onde se inclui a de conservação) de áreas comuns, que servem determinadas fracções do edifício, razão pela qual a assembleia de condóminos e o administrador do condomínio são, por isso, os órgãos administrativos do condomínio, que gerem a administração e conservação das partes comuns do edifício ou edifícios.   . Por essa razão, «nas situações de propriedade horizontal de edifícios integrados por blocos, em que algum destes é servido por partes comuns que lhe são exclusivamente inerentes, podem os condóminos aprovar a administração autónoma relativa a tais blocos, sem prejuízo da coordenação com a administração geral nos pontos em que ela deva existir.»  E tal «solução não depende da especificação no título constitutivo da propriedade horizontal dos elementos relativos a cada um dos blocos, designadamente as fracções em que se decompõem e as partes comuns que lhe estão afectas.» cfr.