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Este prazo de três meses, conta-se, como é óbvio, da recepção da carta através da qual a resolução se operou sendo um prazo de caducidade, cfr a propósito Ana Prata, Jorge Morais de Carvalho, Rui Simões Carvalho Fernandes Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas Anotado, 2013, 374; João Labareda, Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas Anotado, 2 Edição, 53 Como resulta da materialidade assente, a carta resolutiva foi recebida pelo Recorrente em 21 de Julho de 2014, tendo a presente acção dado entrada a 22 de Outubro de 201 Ambas as instâncias se pronunciaram no sentido de ser contabilizado o prazo de três meses concedido por aquela norma por forma a que o seu termo coincidisse com o mesmo dia do terceiro mês subsequente, isto é 21 de Outubro de 2014, fazendo aplicar o preceituado no artigo 279, alínea do CCivil, onde se predispõe «O prazo fixado em semanas, meses ou anos, a contar de certa data, termina às 24 horas do dia que corresponda, dentro da última semana, mês ou ano, a essa data; mas, se no último dia do mês não existir dia correspondente, o prazo finda no último dia desse mês;».