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ainda que assim não se entendesse, sempre se consideraria que a conduta do falecido F e da ré A, ao procederem à tapagem da janela em questão da forma como o fizeram, sempre seria manifestamente susceptível de violar os limites impostos pela boa-fé, pelos bons costumes e pelo fim social e económico do direito, nomeadamente em termos gritantemente ofensivos da justiça ou do sentimento jurídico socialmente dominante, considerando a desproporção entre a vantagem obtida pelos mesmos e o sacrifício imposto aos seus vizinhos, designadamente, à autora, que viu diminuir o conforto da sua casa de habitação com o aparecimento de humidades e demais anomalias descritas no ponto 1 da factualidade provada, em consequência da ocorrência de infiltrações de águas pluviais decorrentes da existência da referida parede, situação que afecta o seu bem-estar e a sua qualidade de vida.