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Destarte foi o próprio arguido, em momento anterior a ter este estatuto neste processo, a dizer ao Militar da GNR que tinha sido o interveniente/condutor no acidente, mas nunca referiu que o arguido lhe afirmou que conduzia o veículo automóvel entre as 23h30 de 16 de Maio de 2017 e a 01h00 de 17 de Maio 2017 pois, perante o depoimento do Militar que chegou ao local 10 ou 15 minutos após as 23h30 e constatou que o referido veículo encontrava-se retirado da via  « a viatura do senhor AA estava retirado da via«) pelo que, claro está, a outra conclusão não se pode retirar se não a de que o arguido não estava a conduzir visto que o veículo estava retirado da via ás 23h3 Com efeito, a prova valorada mostra-se distorcida e desconforme com um raciocínio lógico padecendo, assim, de um erro de julgamento no que concerne ao período de tempo em que o arguido poderia ter conduzido o veículo.