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29 Assim, tal como alegado pela recorrente, o Parecer da Junta Médica que motivou o Despacho impugnado não é claro, e como a fundamentação do ato administrativo deve ser expressa e expor, ainda que de forma sucinta, os fundamentos de facto e de direito em que assente a decisão o mesmo é passível de ser anulado, nos termos do artigo 125 n 2 do CPA; 30 A Sentença ao decidir em sentido diferente, ao entender que o Parecer da Junta Médica que motivou o Despacho impugnado é claro e conclusivo na sua fundamentação, e que basta a remissão para o mesmo por parte da CGA, aquando do arquivamento do respectivo processo, não teve em atenção o já referido - que o próprio acto administrativo, deve conter uma fundamentação expressa e expor, ainda que de forma sucinta, os fundamentos de facto e de direito em que assente e mostrar-se clara, suficiente e congruente-;   31 Pelo que no entender da autora/recorrente e sempre com o mais elevado respeito, a Douta Sentença ao não ter em conta que o próprio acto administrativo, deve conter uma fundamentação expressa e expor, ainda que de forma sucinta, os fundamentos de facto e de direito em que assente a decisão, acabou por violar dever de fundamentação estatuído nos artigos 124, 125 e 133 n 2 alínea do CPA e violou a garantia constitucional da fundamentação expressa dos actos administrativos, constante do artigo 268 n 3 CRP;  32 Tendo em conta que Parecer da Junta Médica e que motivou o Despacho impugnado mostra-se de difícil entendimento, complexo, excessivamente longo e deficientemente fundamentado e que que o próprio acto administrativo, deve conter uma fundamentação expressa e expor, ainda que de forma sucinta, os fundamentos de facto e de direito em que assente a decisão; 33 E verificando-se que o Despacho de Arquivamento proferido pela CGA, ou seja o acto administrativo, em causa não continha uma fundamentação expressa e nem expos, ainda que de forma sucinta, os fundamentos de facto e de direito em que assentou a decisão, ficando-se pela remissão para o Parecer da Junta Médica de difícil entendimento, complexo, excessivamente longo e deficientemente fundamentado;   34 A Sentença deveria pois ter decidido no sentido da invalidade do Despacho de Arquivamento proferido pela CGA, por não conter com suficiência os fundamentos e razões justificativas que presidiram ao arquivamento da pretensão do ex-soldado, já que ali não constam ou se mostram vertidos as razões fácticas e fundamentos normativos que foram seguidos de modo a que um destinatário normal, face ao itinerário cognoscitivo e valorativo constante do acto em causa, fique em condições de saber o motivo por que se decidiu daquela forma a pretensão.”  35 Ao não decidir assim, com todo o respeito entende-se que acabou por violar o dever de fundamentação estatuído nos artigos 124, 125 e 133 n 2 alínea do CPA e violou a garantia constitucional da fundamentação expressa dos actos administrativos, constante do artigo 268 n 3 CRP; Nestes termos, e nos melhores de direito aplicáveis, deverá a Sentença recorrida ser revogada em conformidade, conhecendo-se o vício de falta de fundamentação do acto proferido pelos directores da CGA a 09 de Janeiro de 2016, impugnado nos presentes autos, com todas as legais consequências É o que se pede e se espere deste Tribunal, entendendo que assim se fará JUSTIÇAA Ré contra-alegou, concluindo: 1- A sentença recorrida fez correta interpretação e aplicação da lei, pelo que não merece a censura que lhe é dirigida pelo ora Recorrente.