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Isto significa que o requerente há de alegar e provar factos positivos que, apreciados no seu verdadeiro valor, façam admitir como razoável a ameaça de insolvência próxima.»13 A respeito do regime previsto no anterior artigo 406, n1 do Código de Processo Civil, correspondente à previsão do artigo 391 do NCPC, refere Abrantes Geraldes que o justo receio da perda da garantia patrimonial- «pressupõe a alegação e prova, ainda que perfunctória, de um circunstancialismo fáctico que faça antever o perigo de se tornar difícil ou impossível a cobrança do crédito.»14 A mesma linha doutrinária se constata defendida por Antunes Varela e também por Menezes Leitão.15 A jurisprudência vem igualmente adoptando o sentido exposto no tocante ao critério de avaliação do requisito do justo receio no arresto.16 Parece então clarificado que o arresto apenas se justificará nas circunstâncias em que o credor não detenha garantia patrimonial ou garantia suficiente que suporte a satisfação do crédito, temendo a frustração da sua concretização.