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Inconformado, o autor interpôs recurso desta decisão, terminando as alegações com a formulação das conclusões que seguidamente se transcrevem: " - O Autor trabalhou efectivamente para o Réu durante quase sete anos, entre 02 de Outubro de 2000 e 30 de Junho de 2007;  - Fê-lo, primeiro, com o denominado "contrato de avença” celebrado em 02/10/2000,pelo período de 5 meses improrrogável, para substituição de Médicas Veterinárias que vão iniciar licença de parto”;  - Fê-lo, de seguida, ao abrigo de sucessivos contratos de trabalho a termo certo celebrados, respectivamente, em 01-06-2001, este renovado em 31-03-2002, em 01-06-2002, e em 15-05-2003;  - Voltou a fazê-lo, de novo com "contrato de avença”, que celebrou em 0-09-2003, o qual foi feito cessar pelo Réu com efeitos a partir de 30 de Junho de 2007;  - O que permite também concluir, atento o tempo de exercício de funções por parte do Autor, que a contratação deste o foi com vista à satisfação das necessidades permanentes do serviço, e não para substituir médicas em licença de parto ou para dar satisfação a necessidades transitórias do serviço;  - Razão por que o que o Réu fez, com a celebração dos contratos de avença e dos contratos a termo certo cinco, incluindo a renovação de um foi iludir as disposições da contratação recrutamento, na altura através do vínculo de nomeação) sem termo, nos termos dos Decretos-Leis n.s 184/89, de 2 de Junho, e 427/89, de 7 de Dezembro;  - O Autor, médico veterinário, exercia as suas funções nos locais indicados pelo Réu;  - O Réu pagava-lhe, a título de subsídio de transporte, as deslocações desde a sede da DRARO até aos locais de trabalho, o que só podia, como foi, ter sido feito nos termos e ao abrigo do Decreto-Lei n. 106/98, de 24 de Abril, alterado pelo Decreto-Lei n. 137/2010, de 28 de Dezembro artigo , no sentido de que este diploma se aplica aos trabalhadores em exercício de funções públicas);  - Foram-lhe descontados dois dias de vencimento por greve, e só faz greve quem é trabalhador e não prestador de serviços; 1 - O Autor esteve sempre sujeito ao cumprimento de horários definidos pelas chefias, e só os trabalhadores estão sujeitos à disciplina, que inclui a obrigatoriedade de cumprir horário de trabalho; 1 - Durante os períodos dos denominados ‘contratos de avença’ o Autor gozou férias, e só os trabalhadores, e não também os prestadores de serviços, têm direito a férias; 1 - Durante os períodos dos denominados ‘contratos de avença’, o A. fez horas extraordinárias, e só os trabalhadores, porque sujeitos a horário de trabalho, prestam trabalho extraordinário; 1 - Relativamente aos contratos referidos nas alíneas e da matéria de facto dada como provada na douta sentença recorrida, não se estava perante prestações sucessivas no exercício de profissão liberal, pelo que não estamos na presença de contratos de avença, mas sim de contratos de trabalho; 1 - Os factos-indício acima referidos, demonstrativos de que o A. estava, na relação estabelecida com o Réu, a ele juridicamente subordinado, apontam no sentido da existência de um verdadeiro contrato de trabalho celebrado entre Réu e Autor; 1 - Na verdade, o que sucedeu no caso do Autor foi que ele celebrou formalmente dois contratos de prestação de serviços ‘contratos de avença’), sendo estes, na realidade, e pelos motivos já referidos, verdadeiros contratos de trabalho por tempo indeterminado; 1 - Pelo que, tendo o Mmo.