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E alegou, para tanto e em síntese, o seguinte: — A herança aberta, da qual a Autora é cabeça de casal, é proprietária de prédio rústico, com a área total de terreno de 4500 m2 — artigo 11 da PI; — No ano de 1998, o referido prédio rústico foi atravessado a meio do prédio por uma estrada municipal que liga a Freguesia de AV à Freguesia da P, no concelho de B.. — artigo 23 da PI; — Pelo que as Rés ocuparam uma faixa de terreno, contra a vontade da Autora, com uma área de 284m2, bem sabendo que não é sua e que não têm título que permita a sua ocupação — artigo 25 da PI; — Sem que para tal tivessem iniciado qualquer processo de expropriação, amigável ou litigioso, ou adquirirem, por qualquer forma, a propriedade da referida parcela — artigo 27 da PI; — No ano de 2003, as Rés alcatroaram todo o pavimento da estrada municipal que atravessa o prédio rústico da Autora — artigo 33 da PI; — Alega um conjunto de danos patrimoniais e não patrimoniais, concluindo que "não receberam qualquer quantia monetária a título de prejuízos causados com a ocupação indevida da parcela de terreno em apreço” — artigos 38 a 67 da PI; - Entende a Autora estar "perante um apossamento clamorosamente abusivo de uma parcela de terreno por parte das Rés; a ilicitude é manifesta”.