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Sem prejuízo de referir que «para pôr em causa a quantificação da matéria tributável efectuada por métodos indirectos não basta ao sujeito passivo suscitar dúvidas quanto ao resultado obtido, antes se lhe impondo que demonstre a inadequação ou errada aplicação dos critérios de quantificação utilizados», fazendo alusão à jurisprudência sobre a questão Referindo o acórdão da Secção de Contencioso Tributário do Supremo Tribunal Administrativo de 16 de Novembro de 2011, proferido no processo com o n. 247/11, disponível em http://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/f5e20088acf4a50f80257950004e652), o Tribunal Central Administrativo Sul concluiu que o facto de a AT ter alicerçado o seu critério de quantificação nesse facto, não correspondente à realidade, inquinou irremediavelmente esse critério.