Legal Document Excerpt:

- Feita esta prova pelo passaporte desportivo, um único aspeto fica a faltar: o conhecimento do preço da transferência, para cálculo do valor concreto a que o A. tem direito – desde que, é claro, tenha havido um preço para a transferência, dado que no futebol há muitas transferências "a custo zero”, ou seja, sem o pagamento dum preço pelo clube de destino ao clube de origem; e também acontece o jogador terminar o seu contrato com um clube no caso, a R.) e ser registado por outro clube sem haver transferência dum clube para outro, nomeadamente em caso de caducidade ou revogação do seu contrato de trabalho com a R. - Não existem contratos "que digam respeito aos respetivos direitos de formação desportiva” a R. não sabe o que possam ser esses contratos, sendo certo que nunca celebrou qualquer contrato relativo aos direitos de formação), - A R. esclareceu o Tribunal Arbitral que já não são admitidos, e não existem no caso, desde 2015, contratos relativos a direitos económicos; - A R. nunca celebrou contratos isolados de direitos de imagem com quaisquer jogadores, a não ser a inclusão em cada contrato de trabalho desportivo de uma cláusula sobre os direitos de imagem, como é padrão da indústria;  - Não obstante, o Tribunal Arbitral sufragou esta atuação do A., e determinou a junção ao processo pela R. de documentos que a R. informou não existirem alguns e, sobretudo, de um conjunto de documentos que não têm rigorosamente qualquer relação com o pretenso direito do A.