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Entendeu-se no já citado Acórdão desta Relação de 202019, proferido no apenso G, que "o exercício do contraditório e o exercício do direito à prova implicam que o Visado, que arrolou as testemunhas, as possa inquirir e contra-inquirir, produzindo a sua prova, constituindo a presença do Visado no acto de inquirição das testemunhas arroladas uma dimensão essencial do exercício do contraditório” Compreende-se com facilidade que o exercício do contraditório e do direito à prova implicam que o visado que arrolou as testemunhas e que tem portanto, a noção dos factos que pretende demonstrar com os respetivos depoimentos, as possa inquirir e contra-inquirir, produzindo a sua prova, constituindo a presença do Visado no ato de inquirição das testemunhas arroladas uma dimensão essencial do exercício do contraditório - as diligências de prova, quando requeridas pela visada, são a materialização do direito de audição e defesa.