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Perante tal, a valoração apresenta-se como racionalmente plausível, sendo que não basta para pôr em crise o acerto da análise probatória assim efectuada, assente na ponderação de elementos do caso concreto e num adequado juízo de compatibilidade com a normalidade do acontecer, vir invocar-se em recurso que "nada no senso comum nos garante que, quem diz a verdade, afirma os factos com todo o pormenor, lógica e coerência, tal como nada nos garante que, quem presta declarações falsas, o faz de forma ilógica, incoerente, sucinta e desalinhada, pois que há pessoas que, estando a mentir, o fazem de forma pormenorizada, escorreita, lógica e outras que, estando a falar a verdade, o fazem de forma sucinta, desalinhada e inclusivamente ilógica”.