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493/1 do ; - mostrando-se parcialmente elidida a presunção de culpa do obrigado à vigilância, posto que demonstrada nos autos a responsabilidade de terceiros pela eclosão do incêndio, ela não foi superada no que concerne à amplitude dos danos produzidos, não podendo concluir-se que os mesmos se teriam produzido ainda que o comportamento da Autora, em nome próprio ou em representação da respectiva sociedade, não fosse passível, como é, de um juízo de censura; - não resulta dos autos que os danos produzidos seriam os mesmos e se contivessem na mesma amplitude, caso a Autora tivesse adoptado a exigível vigilância sobre o recuperador de calor, porque foi demonstrado que se o funcionamento do recuperador estivesse sob vigilância as consequências do incêndio poderiam ter sido atenuadas, pelo que não beneficia a Autora da previsão negativa da relevância de causa virtual a que alude a parte final do n. 1 do art.