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Como se sintetiza no Acórdão do STA, de 212013, P. 0144/13, convocando jurisprudência reiterada do mesmo Supremo Tribunal, o Estado será responsabilizado por atraso na justiça quando "da factualidade apurada resultar que o processo que fundamenta aquele pedido foi julgado para além do «prazo razoável», que esse atraso se ficou a dever a culpa dos serviços do Estado, que daí decorreram danos para a Autora e que existe uma relação direta entre essa demora e os prejuízos cujo ressarcimento se peticiona.”  	Além disso, como salientado pelo Supremo Tribunal Administrativo cfr., entre outros, o Acórdão do STA, de 212007, P. 308/07), a apreciação destes pressupostos implica a densificação de conceitos como o de "prazo razoável”, de "indemnização razoável” e de "danos morais indemnizáveis”, a qual não pode deixar de implicar uma interpretação do direito interno em conformidade com a Convenção Europeia dos Direitos do Homem e com a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, sob pena de "divergência entre a aplicação tida por apropriada na ordem nacional e a interpretação dada pelo Tribunal de Estrasburgo” cfr.