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O credor A. P. contra-alegou quanto ao recurso interposto pela apelante "– Indústria Química, S.A.” e ampliou o objeto do recurso, apresentando as seguintes conclusões:  a) A – Industria Química, SA interpôs recurso da sentença que, no apenso de prestação de contas, não aprovou o pagamento efetuado a esta sociedade, no montante de € 2742,05;  b) Ora, nessa parte adere-se aos argumentos de facto e de direito apresentados na sentença recorrida, os quais se dão por reproduzidos;  ) Mas mesmo que assim não se entendesse, sempre o pagamento efetuado à – Industria Química, SA, continuaria a se revelar um ato ilícito e contrário as normas legais aplicáveis, o que subsidiariamente se invoca, devendo os argumentos que infra se apresentam, serem submetidos à douta apreciação deste Venerando Tribunal Superior, nos termos do art 636 do CPC, pelo que se apresenta AMPLIAÇÃO DO ÂMBITO DO RECURSO;  ) Com efeito, verifica-se que o pagamento coercivo ao crédito da empresa "– Indústria Química, S.A.” no montante de € 2742,05, foi efetuado em 12/05/2015, ou seja ocorre com prioridade sobre os créditos de natureza laboral que foram judicialmente reconhecidos como dívidas da massa insolvente por decisão judicial transitada em julgado em transitado em julgado, em 10/11/2011 e que ascendem ao valor global de € 58416,10; e) Por outro lado, no confronto entre os dois créditos verifica-se que os créditos laborais gozam de privilégio imobiliário especial e mobiliário geral enquanto o crédito da , em resultado das relações comerciais, traduzem-se num crédito comum, pelo que, na sua graduação e na prioridade de pagamento pela massa insolvente, este teria de ceder perante aquele, argumentos estes que foram, também, apresentados pelo ora Recorrido na impugnação às contas que apresentou;  f) A conduta do Sr. AI em permitir o pagamento coercivo à , prejudicando, assim, os trabalhadores que se encontravam com os créditos reconhecidos como dívidas da massa, traduz-se num ato ilícito e que objetivamente prejudicou os trabalhadores;   g) Ora, conforme se encontra referido na sentença recorrida, nos termos do art 172, n 3 do CIRE, o "pagamento das dívidas da massa insolvente tem lugar nas datas dos respetivos vencimentos, qualquer que seja o estado do processo”, pelo que o administrador de insolvência teria de ter procedido ao pagamento, com o valor disponível na massa insolvente, aos créditos laborais reconhecidos judicialmente, na medida em que se encontram constituídos em data anterior aos valores que posteriormente pagou ou que permitiu o seu pagamento coercivo como foi o caso da , conduta esta que acabou por ostensivamente e de forma infundada, beneficiar esta em detrimento daqueles, o que torna tal conduta ilícita;  h) Importa, ainda, referir que no momento em que o administrador de insolvência procede ao pagamento coercivo à , ocorre em data muito posterior ao trânsito em julgado da decisão judicial que reconheceu os créditos laborais dos trabalhadores como dívidas da massa, pelo que nunca poderia beneficiar esta em detrimento daqueles;  ) Enquanto subsistisse a dívida laboral, o administrador de insolvência, por força do estatuído no art 172, n 3 encontrava-se impedido de utilizar o dinheiro da massa para pagar dívidas que se constituem em data posterior, como foi o caso, e, nessa medida, também por este argumento, tais pagamentos continuariam a ser indevidos, sendo que o próprio tribunal a quo entende, alias, que qualquer pagamento teria de ter de ser precedido de autorização judicial, tal como consta do despacho de 15/09/2016 ref.