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Em anotação ao artigo 49 do , Pires de Lima e Antunes Varela, observam que "A gravidade do dano há-de medir-se por um padrão objectivo conquanto  a apreciação deva ter em linha de conta as circunstâncias de cada, e não à luz de factores subjectivos de uma sensibilidade particularmente embotada ou especialmente”, deixando igualmente nota, em linha com o entendimento da jurisprudência do STJ que sinalizam, que "Os simples incómodos ou contrariedades não justificam a indemnização por danos morais” Código Civil Anotado, Volume ,  Edição revista e actualizada, Coimbra Editora, Coimbra, 1987, p. 49 Atendendo a este quadro legal, conforme é entendimento pacífico da jurisprudência, mormente do Supremo Tribunal de Justiça, "em direito laboral para haver direito à indemnização com fundamento em danos não patrimoniais, terá o trabalhador que provar que houve violação culposa dos seus direitos, causadora de danos que, pela sua gravidade mereçam a tutela do direito, o que se verificará, em termos gerais, naqueles casos em que a culpa do empregador seja manifesta, os danos sofridos pelo trabalhador se configurem como objectivamente graves e o nexo de causalidade não mereça discussão razoável” Ac.