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E, para que se verifique a gerência de facto é indispensável que o gerente use, efectivamente, dos respectivos poderes, que seja um órgão actuante da sociedade, tomando as deliberações consentidas pelo facto, administrando e representando a empresa, realizando negócios e exteriorizando a vontade social perante terceiros  neste sentido, vide: Rúben Anjos de Carvalho - Francisco Rodrigues Pardal, Código de Processo das Contribuições e Impostos, Anotado e Comentado, 2 Edição, Coimbra, 1969, pág..  Posto isto e revertendo ao caso em apreço, constatamos  que os factos provados não permitemextrair a conclusão a que chegou o Tribunal de 1 Instância e, que foi a de considerar que no período a que se reportam as dívidas a devedora originária passou a vincular-se com a assinatura conjunta dos dois gerentes.