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Da prova produzida, antes resultou que, sendo maioritariamente os 2 a 7 RR., as pessoas físicas que praticaram os atos materiais que levaram à concretização do evento, fizeram-no no exercício das funções para que foram designados pelas entidades organizadoras do evento, as Juntas de Freguesia e, com exceção do 3 R., por inerência do exercício dos cargos políticos para que haviam sido eleitos.” Analisados os documentos apresentados pela autora com a petição inicial, nomeadamente o documento designado "Orientações Gerais”; ouvidos integralmente os depoimentos prestados pelos réus que deram o rosto e trabalharam na organização e realização dum evento promovido e da responsabilidade de várias pessoas coletivas – juntas de freguesia -, e bem assim as declarações das testemunhas indicadas pela recorrente, não nos merece reparo a decisão da Mm juíza do tribunal a quo, no que tange à participação dos réus na organização do evento e à qualidade em que o fizeram, já que resulta inequivocamente dos referidos meios de prova que não se associaram por iniciativa própria e com vista ao prosseguimento de um fim comum a todos, antes agindo em função de fim próprio e comum às juntas de freguesia promotoras do evento, estando tal convicção alicerçada nos meios de prova indicados, que analisados de forma crítica e conjugada entre si, permitiram formar a dita decisão, que se afigura assertiva e concludente, e que sufragamos, resultando da alegação da autora uma mera discordância quanto às conclusões alcançadas, e que se estriba, essencialmente, na interpretação da expressão "comissão” inserta no sobredito documento, mas que os meios de prova referenciados não permitem sustentar como se conclui na sentença, que, repita-se, não merece reparo neste tocante.