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No acórdão recorrido ponderou-se o seguinte: «O grau de ilicitude dos factos, que é elevado, considerando que o arguido praticou os factos na residência onde a jovem se encontrava e, como tal, deveria estar em segurança e os concretos atos de abuso; O dolo na modalidade mais gravosa, o arguido agiu sempre com dolo direto; As fortes exigências em termos de prevenção geral atento o bem jurídico violado pela prática deste crime de natureza sexual, intimamente relacionado com a liberdade de autodeterminação ínsito ao princípio basilar da dignidade da pessoa humana, desempenhando o aparelho judiciário um papel fundamental na dissuasão da prática deste tipo de crime que tem repercussões gravíssimas nas vítimas e na moralização de práticas anteriormente não objeto de censura social praticadas no seio familiar; A personalidade do arguido e o seu nível de inserção socioeconómico, vertidos no relatório social, que aqui se dá por novamente reproduzido; As necessidades de prevenção especial, que não são especialmente elevadas, atenta a ausência de antecedentes criminais do arguido; A ausência de qualquer ato demonstrativo de arrependimento.» Afigura-se-nos que o tribunal coletivo fez uma correta avaliação das circunstâncias do caso.