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Foram apresentadas contra-alegações, onde se conclui transcrição):  A) A resposta encontrada pela primeira instância, sublinharam os Meritíssimos Juízes Desembargadores, respeita o desiderato duma aplicação do direito normativamente adequada às circunstâncias do caso não se indiciando que a Recorrida tenha actuado desrespeitando os limites impostos pela boa fé, pelos bons costumes ou pelo fim social ou económico do direito;  B) O actual regime recursório consagra, com o deliberado objectivo de racionalizar o acesso ao Supremo Tribunal de Justiça e acentuar as suas funções de orientação e uniformização de jurisprudência, a regra geral da chamada "dupla conforme”;  ) No caso concreto, existe sintonia entre as duas instâncias quanto ao perímetro de factos essenciais traçado, não tendo ocorrido qualquer desvalorização de determinado meio de prova, nem contradição insanável, antes pelo contrário, os Venerando Juízes Desembargadores deixaram vários reparos ao evitar do confronto com a prova por parte do Recorrente;  ) A Jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça é pacífica quando restringe a latitude do artigo 67 n. 3 do CPC a situações excepcionais em nome do princípio do processo equitativo, que garanta decisões judicias justas e em tempo razoável e do princípio da segurança jurídica, evitando-se abusos das partes reconduzidos a casos de obstrução à justiça, quanto se pretende evitar a todo o custo o transito em julgado da decisão que põe termo à causa;  E) Por estar plenamente a assegurada a dupla conforme, deve ser proferia decisão sumária de indeferimento liminar, com a consequente condenação do Recorrente em custas, por admissibilidade legal de interposição de Recurso de Revista;  F) O Recorrente não alega, nem faz qualquer prova da particular relevância social da questão, limitando a defender que o abuso de direito é uma questão juridicamente revelante para balizar conceitos e evitar abusos  G) Não acolhe o argumento da necessidade do Venerando Supremo Tribunal de Justiça balizar conceitos, quanto a sua Jurisprudência é consideravelmente abundante, pacífica e uniforme, a qual densificou amplamente a cláusula geral da boa-fé, enunciado os seus princípios estruturantes: o "factum proprium” conduta anterior do que seja suscetível de fundar uma situação de confiança; a contradição entre a conduta anterior e a actual imputadas ao agente; que a pessoa atingida esteja de boa-fé; que haja lugar a um investimento de confiança traduzido no facto do confinante ter desenvolvido uma actividade com base no "factum proprium”, de modo tal que a distribuição dessa actividade pelo comportamento posterior, contrária do agente o "venire”) traduzida numa injustiça clara e evidente; e causalidade entre, por um lado, a situação objectiva de confiança e a confinada da contraparte, e por outro, entre esta e o investimento levado a cabo que deu origem ao dano  H) A questão do abuso de direito no preenchimento de livrança dada à execução, com aval prestado, foi debatida no Acórdão Uniformizador de Jurisprudência n. 4/2013 de 112012, proferido no âmbito do processo n. 5903/04TVLSB.LLS1, bem como nos Arrestos Supremo Tribunal de Justiça datados de 12-11-2013, proferido no processo n. 1464/12TBGRD-A.CS1, de 05-06-2018proferidono processo n. 10855/19TBCBR-A.CS1, de 002020, proferido no processo n. 1920/16T8ALM-B.LS1, e de 11-09-2014 proferido no processo n. 3871/14 TBVFR-A.PS1, todos disponíveis em http://www.dgsi.pt/jstj.  )