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Contudo, apesar de potestativo, não é um direito de exercício livre e sem critério, uma vez que está limitado pelo dever de conteúdo positivo, de de adoptar a decisão que seja "mais favorável aos interesses da massa” e pelo dever de conteúdo negativo, de non de não adoptar uma decisão que "os prejudique de uma forma ostensiva ou relevante.”6 No fundo, o que se exige ao administrador da insolvência, ao optar ou pela execução ou pela recusa do cumprimento do contrato, é que respeite o princípio par conditio creditorum, isto é, prosseguindo, não uma satisfação individual ou selectiva dos credores, mas antes uma satisfação colectiva e paritária.7 Por isso, será abusiva a opção do administrador da insolvência que desrespeite pelo menos de uma forma aquele princípio do igual tratamento dos credores.