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posto o que, bem se patenteia que se está aqui perante uma situação que, configura notória culpa do lesado; nessa medida, excluindo a culpa do R. no limite, quando menos, ocorrendo concorrência de culpas, já que, no caso, o A, descurou, negligenciou grosseiramente os seus interesses, designadamente em obter informações pelos seus próprios meios;  - Efectivamente não oferece dúvida que o dever de prestação de informação que recai sobre o intermediário financeiro não dispensa - em absoluto - o investidor de adoptar um comportamento diligente, visando o seu total esclarecimento;  - Por conseguinte, ainda que em sede do presente recurso, se concluísse, na linha da sentença recorrida, no sentido da existência de responsabilidade contratual do Banco-R., determinante, no caso, da obrigação de indemnizar pelos danos correspondentes ao valor do próprio - hipótese que por dever de patrocínio, mas sem conceder, cumpre aqui configurar - certo é que sempre haveria que atender, que analisar no caso, a existência de fundamentos conducentes à exclusão desse dever de considerada a patente culpa do lesado isto é, do, conforme prevê o artigo 570 do Civil, quando menos, deixar de se traduzir corno elemento limitador da responsabilidade do R., com expressão directa na repartição de valor pelo prejuízo atenta a violação dos deveres em causa e a intensidade da culpa que, ainda assim e no que ao Banco respeita, nunca poderia qualificar-se acima da simples negligência;  - Com o seu cruzar de braços, à espera que o Banco R., lhe "governasse" o seu investimento, o A, não pode ser exonerado da sua responsabilidade - cfr.