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Quando, como acontece no caso dos autos, nada foi sequer alegado pelas partes acerca do sentido subjacente às declarações negociais emitidas nomeadamente quanto àquela declaração em, nunca poderá resultar demonstrada, por tal via, essa vontade real, pelo que o sentido da vontade negocial tem de ser aferido em função da acima enunciada regra geral que consagra uma doutrina objectivista da interpretação, ao fazer prevalecer o sentido que "seria apreendido por um declaratário normal, ou seja, medianamente instruído e diligente, colocado na posição do declaratário real, em face do comportamento do declarante.”Ibidem, pág..  Na verdade, para além do conteúdo objectivo das declarações negociais vertidas no documento referido em dos factos dados como provados, o tribunal não dispõe de quaisquer outros elementos que, respeitando ao sentido do que através delas se pretendeu exprimir, possam vir a concorrer para a aferição da vontade real.