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Ou seja, "desde que o acidente apresente ainda uma conexão significativa com os riscos próprios do veículo”, valorando-se, "em cada situação concreta, se a actividade geradora de risco foi, ainda que minimamente, causa adequada do dano”, através de factos do qual resulte um "efectivo aporte de risco adveniente da circulação daquela viatura na via pública”, sem que baste a alusão à "aptidão típica de um automóvel para a criação de riscos” 2 Se assim é, cabe ao julgador "formular um juízo de adequação e proporcionalidade, perante as circunstâncias de cada caso concreto, pesando a intensidade dos riscos próprios da circulação do veículo e a sua concreta relevância causal para o acidente”, e, por outro lado, "valorando a gravidade da culpa imputável ao comportamento, activo ou omissivo, do próprio lesado e determinando a sua concreta contribuição causal para as lesões sofridas, de modo a alcançar um critério de concordância prática”, que obvie a "um automático e necessário apagamento das consequências de um risco relevante da circulação do veículo, apenas pela circunstância de ter ocorrido alguma falta do próprio lesado, inserida na dinâmica do acidente” 2  fim de citação)    A mesma linha de orientação tem sido seguida noutros processos judiciais resolvidos pelo STJ, com aplicação da orientação apenas a variar em função dos contornos dos casos concretos, ao que se deduz da interpretação dos acórdãos, nomeadamente dos seguintes:  - acórdão do STJ de 11/01/2018, relativo ao processo 5705/10TBMTS.PS1 http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/31205eca47a9ab858025821800513a4a?OpenDocument    - acórdão do STJ de 24/09/2020, relativo ao processo 9/17T8CPV.PS1 - http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/f31d6a947da3eee8802586260000baca?OpenDocument    1 Olhando para os contornos do presente processo, e fazendo um juízo de adequação e proporcionalidade, à luz da interpretação actualista do regime conjugado do art.