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Não podendo, em geral, com adesão na doutrina e na jurisprudência dominantes, ver-se a conduta do credor de forma simétrica à do devedor8, tando mais que o n. 2 da norma, em rigor, não responsabiliza o credor, alguma doutrina9, "construindo” uma esfera ampla de risco compreensiva de eventos, alarga essa imputação de forma a abranger o comportamento livre do credor e qualquer circunstância relacionada com a pessoa, ou com as coisas ou com a empresa do credor, enquanto outra10, conferindo maior protagonismo ao credor, fá-lo responder por uma ilicitude, ou seja, por "uma conduta contrária ao contrato” visível mesmo na desconsideração dos deveres acessórios), ou11 delimita os comportamentos do credor em função de um arco que vai das raras normas cogentes ao rico dever lateral de cooperação fundado no n. 2 do artigo 76 e que englobaria o "dever de não prejudicar a capacidade de cumprir do devedor”.Também há quem entenda12-13- 14que o regime do n. 2 só se justifica a partir do momento em que seja apurado que o credor impossibilitou de forma livre, culposamente ou não, a conduta prestacional, "respondendo”por essa "desistência lícita.»1  Seja qual a for a orientação perfilhada, no caso concreto, ante a factualidade provada, dúvidas não subsistem que a não prestação dos serviços a que a requerente se vinculou perante a requerida se deu a causa imputável a esta; por outras palavras, o não cumprimento, definitivo, do contrato, por parte da requerente, é atribuível a um comportamento livre da requerida16, a qual, não fica desobrigada da respetiva contraprestação.