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-Em segundo lugar, o facto de a Recorrida atribuir parte dos bens aos seus colaboradores apenas 1 ano depois da saída do imóvel é, em si mesmo, demonstrativo que não existe qualquer urgência desde logo, porque os seus trabalhadores não necessitam de tais bens para exercer as suas funções, já que se encontram a trabalhar sem eles há mais de  ee.-Em terceiro lugar, o facto de a Recorrida ter já uma proposta de venda de parte dos bens que, de acordo com a sua tese, não poderá aceitar se o mobiliário não for reavido, não constitui, igualmente, um prejuízo grave, nem dificilmente reparável, porque não foi feita qualquer prova em juízo de que a Recorrente não tenha capacidade financeira para fazer face a tal prejuízo, se o mesmo se vier a verificar.