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Ora, salvo o devido respeito, tal observância do plano gizado, é relevante e é conditio sine qua non para a manutenção da suspensão da execução de prisão, e que como tal, o seu cumprimento é, e tem de ser, a regra geral durante a sua vigência, não se podendo retirar daí a conclusão de que, o seu cumprimento permite concluir sem mais que o resultado almejado com a aplicação da pena de substituição foi alcançado;   Preceitua, o artigo 5, número 1, alínea do Código Penal, que a suspensão da execução da pena de prisão é revogada sempre que, no seu decurso, o arguido infringir grosseira ou repetidamente os deveres ou regras de conduta impostos ou o plano de reinserção social;   Não obteve sucesso no caso concreto a suspensão na sua função preventiva especial, não se tendo revelado aquela ameaça de pena suficiente para que o recorrente orientasse a sua conduta como se pretendia, na trilha desejável do comportamento socialmente integrado e legalmente conforme, já que do registo criminal resulta que continuou a adoptar comportamentos similares duas vezes, uma das quais pelo meso crime- detenção de arma e pelos quais foi condenado;   As finalidades preventivas, ínsitas nos artigos 5, número 1 in fine e 4, número 1, ambos do Código Penal, que sustentaram a decisão de suspensão estão, irreversivelmente, comprometidas;  1 A conduta do arguido perante a Justiça não alterou apesar de todos os meios de apoio que foram colocados ao dispor do arguido, com vista à sua ressocialização;  1 Na verdade, o recorrente durante a vigência da suspensão da execução da pena, praticou dois crimes pelos quais veio a ser condenado, sendo um deles de igual natureza – crime de detenção de arma proibida – e tal como referido na douta decisão de revogação, o recorrente ao praticar crime de idêntica natureza ao que anteriormente já havia praticado e por isso condenado, demonstrou total indiferença e alheamento com a normatividade vigente, revelando ausência de sentido crítico e de interiorização do desvalor da sua conduta;  1  A decisão recorrida não violou qualquer norma jurídica, antes efectuou uma correcta aplicação das normas contidas nos artigos 4, 5, 5 e 5, n. 1, alínea do Código Penal e deverá, pois, ser mantida a decisão recorrida.