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49 do mesmo corpo de normas, demonstrando que cumpriram o seu dever ou que, mesmo que o tivessem cumprido, o dano se teria produzido2 3  Sufragando, uma vez mais, o entendimento vertido no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 29 de outubro de 2009, é aos progenitores que exercem as responsabilidades parentais sobre os filhos menores que incumbe o ónus de alegar e provar os factos idóneos para ilidir a presunção de culpa que funda a responsabilidade por violação do dever de vigilância2 4  E a verdade é que os Recorrentes não lograram provar o cumprimento desse dever já que, conforme mencionado supra, com exceção do facto de ter ficado provado que o progenitor da menor se certificou de que a mesma tinha colocado os auscultadores e os cintos de segurança, nada mais se provou que seja demonstrativo de que os pais da menor tomaram todas as precauções para impedir que esta adotasse, no interior da aeronave, comportamentos suscetíveis de por em perigo quer a sua vida, quer a do piloto da aeronave como aquele que, afinal, a mesma veio a.