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Impugnação da decisão da matéria de facto Alega o recorrente nas conclusões: – A gravação da prova testemunhal constante dos autos e os documentos constantes deste são o fundamento da Sentença proferida e ora em recurso, sendo que o principal depoimento para o Tribunal "a quo” é manifesta e expressamente referido como o da testemunha E, o qual mesmo atendendo somente ao registo áudio não nos parece de modo algum suficiente para sustentar a decisão de que se recorre, quer pelas suas divergências e contradições ao longo do depoimento, o que não poderia levar à prova dos pontos 7, 14 e 15, dados como provados; devendo ser dados como provados os factos constantes dos factos números 1, 2 e 3, dados como não provados na Sentença: – Não deixa de ser pouco aceitável que o Tribunal "a quo” pode adjectivar depoimentos que foram feitos de " um modo sereno e coerente”, somente com base numa gravação, onde não são visíveis quaisquer outros traços essenciais para essa qualificação, quer gestos corporais quer faciais e outros elementos que podem levar o julgador a decidir com a certeza possível.