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Trata-se do risco de ter trabalhadores, que não deriva só da actividade desenvolvida.” Acrescentando-se no acórdão do Tribunal da Relação de Évora de 24 de Setembro de 2019, processo 564/14T8EVR.E1, acessível em www.dgsi.pt, "A teoria do risco económico ou de autoridade em que assenta o conceito de acidente de trabalho e as suas extensões, previstos, respetivamente, nos artigos  e  da Lei n. 98/2009, de 4 de setembro, remete não para um risco específico de natureza profissional, mas para um risco genérico ligado ao conceito amplo de autoridade patronal, ou seja, o acidente tem de ter uma conexão com a relação laboral e não propriamente com a prestação laboral em si.” Também no acórdão deste Tribunal da Relação do Porto de 11 de Setembro de 2017, processo 62/16Y7PRT.P1, igualmente acessível em www.dgsi.pt, se considerou que "A teoria do risco de autoridade, assentando na responsabilidade do empregador decorrente da possibilidade do exercício da autoridade por parte deste sobre os seus trabalhadores, dispensa o referido nexo de causalidade entre o trabalho e o acidente, bastando-se com alguma relação entre o trabalho e o acidente.” Assim, conclui Júlio Vieira Gomes, ob.