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2 - O Tribunal a quo relevou "à participação ativa do recorrente na denúncia da atividade criminosa e persecutória desenvolvida pelo grupo terrorista armado talibã”, e "que a descrição realizada pelo Autor, nesta parte, se revelou pormenorizada, suficientemente desenvolvida e detalhada”; 3 - Ainda aceitou o Tribunal a quo ser "insofismável que os elementos mencionados concorrem em conjunto, para a formulação de uma ressonância da verdade, respeitante a um possível e real perigo de perseguição do Autor, que não só dos seus familiares, que o Autor terá sido alvo em 2015 e que tem relevo para a ponderação da existência do risco de "ofensa grave”, atenta a formulação exemplificativa da densificação do conceito constante no artigo , n. 1 previsto no seu n. ” 4 - Todavia, quando o recorrente manifesta um temor por parte das autoridades policiais, o Tribunal a quo entende que o relato dos factos não apresenta concretização suficiente para sustentar o temor e a ameaça invocados, resultantes da perseguição que lhe é movida, quer pelo grupo terrorista, quer pelas forças policiais locais.