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2 Não passou o recorrido a beneficiar mais da reabilitação do ......... face aos outros moradores que foram realojados, pelo contrário, não só se viu obrigado a custear a expensas próprias o seu realojamento - comprovadamente necessário durante os 4 anos de obras – ao contrário dos demais, como se aqueles puderam passar a arrendar as suas frações, força da intervenção urbanística, quanto ao recorrido não pode afirmar-se que este passou a fazê-lo, mas antes, retomou o que se viu impedido durante mais de 4 anos de intervenção das recorrentes a fazer, ou seja, retomou o arrendamento das mesmas frações que anteriormente à intervenção das recorrentes já arrendava, em termos semelhantes ao que fazia antes da intervenção, não tendo sido feita qualquer prova no sentido que, por exemplo, tenha passado a arrendar as mesmas frações a valores superiores ao passado, fruto da intervenção urbanística, nem nenhuma prova foi feita pela recorrente do sentido do benefício concreto do recorrido decorrente das obras de reabilitação do edificado no .......... 2 As particularidades deste caso evidenciam um dano especial e anormal indemnizável, sendo cristalino que o recorrido sofreu danos especiais, anormais e inequivocamente graves pela sua importância, peso, lesão intolerável numa perspectiva de solidariedade de sacrifícios, e que houve violação do gozo "standard” do imóvel.