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Dito de outro modo, a AT apenas poderia apurar a matéria coletável de modo direto de dispusesse de elementos contabilísticos fiáveis que lhe permitissem conhecer, sem margem para dúvidas, as compras ou as vendas efetivamente ocorridas já que, conhecendo uma poderia determinar a outra; caso contrário isto é, não havendo dados fiáveis quanto às compras e às vendas, como efetivamente acontecia na situação, não se vislumbra como seria possível o apuramento direto da matéria coletável, nem a Impugnante o demonstra, apesar de o alegar.” E neste patamar, tendo a AT feito a prova que sobre si impendia no sentido de justificar a necessidade de recorrer ao procedimento de fixação da matéria tributável através de métodos indirectos, cabia à ora Recorrente, prosseguir no ónus de prova que sobre si passou a impender, tendo subjacente o disposto no artigo 7, n. 3 da LGT, no sentido de demonstrar que com recurso a esse método, a AT alcançou um excesso de quantificação da matéria colectável.