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No Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 21-02-2006, lê-se a propósito -«- A excepção de ordem pública internacional ou reserva de ordem pública prevista na al.f) do art.1096 CPC só tem cabimento quando da aplicação do direito estrangeiro cogente resulte contradição flagrante com, e atropelo grosseiro ou ofensa intolerável dos, princípios fundamentais que enformam a ordem jurídica nacional e, assim, a concepção de justiça do direito material, tal como o Estado a entende.»8  No Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de20-10-2015 consta -«- A ordem pública internacional do Estado Português, distinta da ordem pública de direito interno, é constituída por aquele conjunto de normas e conceções sobre a vida em sociedade que servem de base ao nosso sistema ético-jurídico e que devem respaldar a prolação de decisões jurisprudenciais equitativas, independentemente dos fundamentos que as sustentam.»9  Pontificou também o Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 102017 -"A ordem pública internacional tem como características: a imprecisão; o cariz nacional das suas exigências que variam de Estado para Estado, segundo os conceitos dominantes em cada um; a excepcionalidade por ser um limite ao reconhecimento de uma decisão arbitral putativamente estribada no princípio da autonomia; a flutuação e a actualidade intervém em função das concepções dominantes no tempo do julgamento, no país onde a questão se põe); e a relatividade intervém em função das circunstâncias do caso concreto e, particularmente, da intensidade dos laços entre a relação jurídica em causa e o Estado do.