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Fundamentando a respectiva pretensão, alegou, em resumo e essência: /--- O A. é proprietário do imóvel sito na , Lote , , em Faro;  --- Em 1105, deu o mesmo de arrendamento, para fins habitacionais ao ex-cônjuge da R., com a duração inicial de um ano, com início em 0006, considerando-se sucessivamente renovado, por períodos iguais de tempo, se não denunciado por nenhuma das partes;  --- A renda mensal foi fixada em € 156,58, devendo ser paga no primeiro dia útil do mês a que a prestação respeitar;  --- Em 1010, foi publicado, no DR , n137, o "Regulamento de Acesso e Gestão do Parque Habitacional do Município de Faro”, o qual entrou em vigor em 2010 e pressupõe que, após a respectiva entrada em vigor, todo o arrendamento de unidade independente dos imóveis construídos para habitação social no concelho de Faro será efectuado ao abrigo e de acordo com as disposições constantes do n 166/93, de 005, até publicação de novos regimes de acordo com o previsto na Lei n 6/2006, de 202;  --- Em 1011, foi publicado, nos jornais "Jornal do Algarve”, "Região Sul” e "Diário de Notícias” o edital n110/2011, de 002, do senhor Presidente da Câmara Municipal de Faro, por via do qual este dava conta de que, por deliberação da Câmara Municipal, de 2011, o A. decidira aplicar o regime de renda apoiada aos arrendamentos das habitações da , ......... e Avenida ........., a partir de 0011;  --- A R. foi notificada, em 1011, com vista a proceder à entrega da documentação necessária ao apuramento da actualização da renda devida;  --- No seguimento da análise da documentação entregue pela R., veio a apurar-se ser o agregado composto pela R. e três filhos, com um rendimento anual bruto de € 19 304,46, pelo que, procedendo, nos termos legalmente previstos, ao cálculo do valor da renda apoiada, apurou-se uma renda, devida pela R., de € 314,00, a que acresciam, mensalmente, as despesas comuns do bloco onde a R. residia, no valor de € 13,48, perfazendo, pois, um total mensal devido de € 327,48, o que o A. comunicou à R., em 1011;  --- Mais lhe comunicou que, para assegurar um ajustamento progressivo e gradual das rendas, esse aumento seria implementado de acordo com um plano de pagamento repartido pelos anos de 2011 e 2012;  --- Da actualização levada a cabo resultava que, em Outubro de 2011, o valor da renda devida pela R. ascendia a € 182,82, à qual acrescia a comparticipação nas despesas comuns, no valor de € 13,48, perfazendo um total de € 196,30;  --- Porém, em 1111, foi o A. notificado de que a R. não procedeu ao pagamento da renda devida, antes tendo promovido o depósito da quantia de € 156,58, à ordem do Tribunal da comarca de Faro, assim dando corpo à consignação de depósito a que alude o art.