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Resulta da fundamentação do despacho recorrido que a revogação da suspensão da execução da pena teve na sua origem o conhecimento que, posteriormente ao trânsito em julgado da decisão, veio o arguido a cometer diversos crimes dolosos tendo sido condenado nos seguintes processos: - No processo n. 25/19GHVNG, pela prática, no dia 22014, de um crime de dano, na pena de 40 dias de multa, à taxa diária de 5 euros, por sentença transitada em julgado, no dia 5/6/2014; - No processo n. 1056/14GBVNG, pela prática no dia 212014, de um crime de detenção de arma proibida, na pena de 1 ano e 11 meses de prisão e de um crime de consumo de estupefacientes, na pena de 3 meses de prisão e, em cúmulo jurídico das ditas penas parcelares, na pena única de 2 anos de prisão, suspensa, na sua execução, por igual período, por sentença transitada em julgado, no dia 2016; - No processo n. 417/19PFPRT, pela prática, no dia 12016, de um crime de condução sem habilitação legal, na pena de 9 meses de prisão, suspensa na sua execução, por 1 ano, por sentença transitada em julgado, no dia 30/9/2016; Conclui o recorrente que a revogação da suspensão da execução da pena não deve ser automática, cabendo ao Tribunal averiguar o circunstancialismo em que os factos ilícitos objecto das condenações posteriores ocorreram e ponderar se o juízo de prognose ainda se deverá manter.