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403 do  Note-se, que contrariamente ao que acontece com a declaração da insolvência, em que o Banco de Portugal limita a difusão pelas instituições participantes da declaração da insolvência de clientes e potenciais clientes destas, a três centralizações mensais, com início na centralização imediatamente seguinte à receção da informação relativa ao encerramento do processo de insolvência, caso se considerasse que ao apelado assistia o direito de continuar a comunicar ao Banco de Portugal, mensalmente, para efeitos de inscrição na CRC, os créditos que detém sobre os apelantes, após o trânsito em julgado da decisão a proferir no âmbito dos presentes autos, em que os últimos invocaram, com êxito, a prescrição desses créditos, estar-se-ia a tutelar como que uma condenação dos apelantes a uma espécie de pena civilística perpétua, na medida em que o banco apelado continuaria a fazer ad eternum a comunicação mensal dos créditos prescritos, convertidos em obrigações naturais, ao Banco de Portugal para efeitos de inscrição na CRC, pelo que nada mais restava aos apelantes que não fosse pagarem esses créditos obrigações, abandonando aquela que é a sua posição inequívoca já manifestada de não o fazerem voluntária e espontaneamente, face à pressão intolerável que sobre eles continuava a ser exercida pelo banco apelado, ou manterem essa sua posição de não cumprimento, com a continuação da inscrição desses créditos prescritos na CRC e a consequente contínua lesão dos seus direitos de personalidade e a impossibilidade prática de acederem, em termos fácticos, ao crédito, o que além de ser materialmente inconstitucional, seria, no mínimo, uma situação contrária à boa fé e aos bons costumes.