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Portanto, pressuposto primeiro para a utilização deste novo mecanismo é que primeiramente o devedor, agora a empresa17, que comprovadamente esteja numa das referidas situações, ainda seja susceptível de recuperação artigo 1-A, n., definindo-se que se encontra numa situação económica difícil a empresa que enfrentar dificuldade séria para cumprir pontualmente as suas obrigações, designadamente por falta de liquidez ou por não conseguir obter crédito artigo 1-B), e considerando-se em insolvência iminente, a empresa que esteja na iminência de se encontrar impossibilitada de cumprir as suas obrigações vencidas artigo , n.s 1 e. Ponto é que, em qualquer dos casos, ainda não se encontre numa situação de insolvência efectiva, ou seja, efectivamente impossibilitada de cumprir as suas obrigações vencidas artigo , n., uma vez que caso tal ocorra, por força do disposto no artigo 1, a empresa tem o dever de se apresentar à insolvência1 Por outras palavras, significa isto que se trata de um processo que visa possibilitar a revitalização rápida e eficaz dos devedores que se encontrem numa situação de "pré-insolvência”19, não se tratando de "ressuscitar o já insolvente”, mas sim de "reanimar a que conserva ainda um sopro de vida, sendo necessário insuflar-lhe oxigénio indispensável para que se reactive e reerga”2 Para tal desiderato, a lei atribuiu natureza urgente ao processo artigo 1-A, n., consagrou um regime de cariz voluntário já que o recurso ao PER depende da manifestação de vontade da empresa nesse sentido artigos 1-A, n.s 1 e 2, e 1-), e é optativo, uma vez que em situação de falência iminente a empresa pode optar logo pela imediata apresentação à insolvência artigo , n.21; e de pendor marcadamente extrajudicial artigos 1-, 1-F e 1-), mas fazendo observar nas negociações entre a empresa e os credores, uma actuação conforme aos aludidos princípios orientadores, por via da previsão expressa do n. 10 do artigo 17- Tratando-se, como se afirmou, de um processo de pendor marcadamente extrajudicial, da tramitação legalmente traçada decorre que ao juiz está cometida neste PER a prática de escassos actos: o primeiro é a nomeação de administrador judicial provisório, na sequência da comunicação efectuada pela empresa e da verificação do cumprimento das formalidades legalmente prescritas para o efeito artigo 1-, n.s, 1 a 3, alínea22; depois, a decisão de impugnações de reclamações de créditos artigo 1-; seguidamente, quando as negociações chegam à elaboração de um plano de recuperação, o juiz decide se deve homologar o referido plano ou recusar a sua homologação artigo 1-F, n.s 5 e; e finalmente, quando no processo não se chegue à aprovação de um plano de recuperação, e o mesmo seja encerrado, cabe ao juiz a declaração de insolvência do devedor, quando seja o caso artigo 1-G).