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469 e seguintes, veio o executado A. J., dizer e requerer o seguinte:  "Enquadramento do abuso de direito e má-fé   Antes de avançarmos para a concretização das questões adjetivas, e., impõe-se hi et nunc que se alegue e demonstre, ainda que perfuntoriamente, e não é necessário mais do que isso, que a exequente, age com flagrante e clamoroso abuso de direito e, consequente, má-fé processual, chocando a consciência das pessoas de bem, o sentimento jurídico socialmente dominante, colocando em causa o prestígio das instituições formais de controlo rectius os tribunais, minando a confiança que a comunidade e o ora executado devem poder neles depositar  O executado e a exequente são herdeiros, em quinhões iguais, da herança deixada por G., sendo que o processo de inventário correu ou termos na Comarca de Lisboa Instância Local – Secção Cível J-2 com o n 5477/0 2YX LSB e no dia 21/03/201  Neste processo executivo foi penhorado e vendido o quinhão hereditário do executado.