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Ainda que, conforme é referido no acórdão da Relação do Porto de 18-01-2012 6 invocado pela requerente, se entenda que um relacionamento profissional deste tipo se possa situar no limiar ou fronteira entre aquilo que deve considerar-se situação "séria e grave”, de modo a "gerar desconfiança”, e aquilo que deve ser aceite como normalidade decorrente do exercício da função de julgar, que não se pode inibir perante uma simples situação relacional, pois a Justiça é um dos pilares de um Estado de Direito e a imparcialidade dos juízes não pode ser colocada em causa por motivos menores, sob pena de se poderem inviabilizar julgamentos sob falsos pretextos, o certo é que no caso vertente, no âmbito do referido relacionamento profissional desenvolveu-se, ao longo de cerca de três anos, também uma relação de amizade entre a Exma.