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487 n. 2 do Código Civil -, mas também, e nesta específica área económica denominada economia baseada no conhecimento, os que são típicos de um/a consumidor/a minimamente atento/a e informado/a; ) acresce ao atrás enunciado que aqueles que têm como função buscar e administrar a Justiça nos casos concretos, têm sempre de contar com a natureza de certas coisas  Pedro Pais de Vasconcelos in "Última lição: A Natureza das Coisas” - Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, 16 de maio de, porquanto "a realidade das coisas” ou seja, a realidade material das situações submetidas ao julgamento do, não pode ser ignorada ou desprezada já que essa materialidade objectiva se impõe a todos, mesmo àqueles que fingem que ela não existe, e também porque, quando tal acontece, é a tutela da certeza e da segurança jurídicas que é posta em perigo e, no final, com uma tal descuidada visão dos factos, é a protecção dos direitos de todos aqueles que interagem no comércio jurídico que está a ser desconsiderada – sendo que essa atençãoà vida tal qual ela realmente é assume uma muito significativa relevância na construção da solução jurídica deste pleito; e) outrossim, a antes referida necessidade de, para aquilatar qual será, no concreto caso submetido ao seu julgamento, a solução ética e socialmente mais acertada, ter obrigatoriamente o Intérprete/Juiz, seja qual for a instância em que exerce funções, de fazer apelo ao que se encontra estipulado no art.