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Com efeito, porque Autora e Réu são casados, desde 8 de Janeiro de 1990, sem precedência de convenção antenupcial, estando separados de facto desde 1995, de acordo com o regime de bens do casamento, à luz do Código Civil Alemão Bürgerliches Gesetzbuch ou, aqui inteiramente aplicável como melhor se explanará, no seu § 136 , estabelece como regime de bens supletivo o designado por «Zugewinngemeinschaft», participação nos, que fixa as regras para a divisão do património dos cônjuges quando cessar esse regime de bens, e face ao prescrito no seu § 136 , a titularidade dos bens pertence a cada um dos cônjuges, sendo que o casamento, ao abrigo desse regime supletivo, não altera a titularidade da propriedade dos cônjuges, e cada um deles administra o seu próprio matrimónio  fls.. Ora, sendo o recorrente advogado, não ignorava seguramente os efeitos patrimoniais do casamento e, consequentemente, que o imóvel pertencia exclusivamente à Autora, sendo certo que não interveio no contrato de compra e venda, celebrado antes do casamento, tanto assim que necessitou de uma procuração, por esta subscrita, para a sua administração.