Legal Document Excerpt:

No caso dos autos, compulsada a petição de oposição à execução, verifica-se que é a própria opoente que nela alega que o erro que diz ter viciado a sua vontade ocorreu ao nível da relação de bens que apresentou no processo de inventário, "bem antes da conferência de interessados”, e traduz-se na circunstância daquela ter aí relacionado uma quantia em dinheiro superior à existente na esfera jurídico-patrimonial à data da morte do inventariado e de, uma vez detetado esse erro, ter confiado "na promessa” dos restantes interessados de que a partilha, "as contas reais, seriam encontradas no seio da reunião ou reuniões, a realizar para o efeito entre os mandatários e, nessa sequência, as partilhas seriam realizadas em consonância com a realidade encontrada no seio de tais encontros”,  promessa essa que, contudo, diz ter sido incumprida, uma vez que sob os mais variados pretextos, os restantes interessados, foram adiando a referida reunião, acabando por ser homologado, no âmbito dos autos de inventário, uma mapa de partilha que não retrata os verdadeiros bens que existiam para partilhar – cfr.