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Mas, em sentido contrário, importa considerar o relatório do despacho de arquivamento do processo de inquérito penal, do qual os ora Apelantes transcreveram os seguintes excertos: "Os presentes autos de inquérito tiveram origem na participação de fls.1, elaborada pelo Conselho de Administração dos CHUC, na sequência de uma denúncia anónima) enviada por correio eletrónico simultaneamente para várias entidades Ministério da Saúde, IGAS, DGS, ACSS, INFERMED, ARS e, por um auto intitulado "pai desesperado” de uma criança que nasceu surda, a dar conta do "esquema” e do "comércio” que diz existir na colocação dos implantes cocleares em crianças surdas-mudas especialidade de concebido por dois médicos dos CHUC Centro Hospitalar e Universitário de que, sob o pretexto de não existir comparticipação do Estado, sugerem a colocação de um  implante, "empurrando” os doentes para o Centro Cirúrgico de Coimbra hospital, onde exercem igualmente clínica médica remunerada e onde cobram à volta de 30 euros por cada  implante efetuado.” Procedeu-se a inquérito, o qual, depois de recolhidos junto do site do Centro Cirúrgico de os elementos identificativos de cada um dos médicos visados Prosseguiu-se, então, com a tomada de declarações dos visados pela denúncia, tratando-se dos médicos otorrinolaringologistas JM ora Recorrido e CA.