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2 Esta interpretação não é contrariada pela jurisprudência do Tribunal de Justiça segundo a qual as isenções referidas no artigo 1 da Sexta Directiva são de interpretação estrita, dado que constituem derrogações ao princípio geral de que o IVA é cobrado sobre todas as prestações de serviços efectuadas a título oneroso por um sujeito passivo , nomeadamente, o acórdão SDC, já referido, n.. 2 Com efeito, a isenção das prestações médicas fornecidas por pessoas colectivas está em conformidade com o objectivo de redução do custo dos cuidados médicos , neste sentido, acórdão de 11 de Janeiro de 2001, Comissão/França, -76/99, Colect., p. -249, n. e com o princípio da neutralidade fiscal inerente ao sistema comum de IVA, no respeito do qual as isenções previstas no artigo 1 da Sexta Directiva devem ser aplicadas , nomeadamente, acórdão de 7 de Setembro de 1999, Gregg, -216/99, Colect., p. -4947, n.. 3 Há que recordar, a este respeito, que o princípio da neutralidade fiscal se opõe, designadamente, a que operadores económicos que efectuem as mesmas operações sejam tratados diferentemente em matéria de cobrança do IVA.