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2 Sucede, porém, que se trata de conclusão que não pode ter-se por verdadeira, e, consequentemente, não verificado o dolo eventual, uma vez que grande parte do período temporal delimitado, com datas não concretamente apuradas, em que se considera terem ocorrido os actos de abuso sexual praticados pelo arguido AA contra as menores, respectivamente 2009 a 2014, em relação à menor , 2009 a 2015, em relação à menor , se situa em data anterior à condenação do arguido, que só ocorreu em 112012, facto que foi decisivo para afirmar que «havia a elevada possibilidade, aliás concretizada, de o arguido voltar a cometer crimes de natureza semelhante àquela por cuja prática já havia sido condenado».