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Quanto a nós, subscrevemos aquela primeira posição seguindo a linha de pensamento de Pedro Caeiro, que a propósito escreve: «a ofensa ao património dos credores surge, na sua forma mais imediata, quando o devedor, violando o dever de manter um volume patrimonial suficiente para a integral satisfação dos credores, se coloca em ou uma situação de défice patrimonial real ou fictício insuficiência ostensiva do activo para prover ao: o património dos credores é ofendido em virtude da diminuição patrimonial causada pela virtual impossibilidade de ressarcimento integral dos créditos perigo, pelo que a área de tutela típica do bem jurídico se circunscreve aos montantes inscritos nos concretos direitos de crédito titulados pelos credores.»Relativamente à subsunção jurídica das suas condutas, os recorrentes começam por questionar a verificação do dolo específico da intenção de prejudicar os credores.