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Pois que os autos têm decorrido em consonância com os trâmites e prazos legalmente previstos, e se ainda não tiveram o seu epílogo tal ficou a dever-se única a exclusivamente à conduta processual do próprio arguido: desde logo porque não procedeu, como lhe competia, ao pagamento da multa em causa, o que, atento o disposto no Art 489 do P.Penal, deveria ter feito após o trânsito em julgado da sentença que a impôs, ocorrido em 01/09/2016; e depois, porque, não obstante esse incumprimento, requereu em 18/09/2017 a substituição dessa multa por prestação de trabalho a favor da comunidade, não se dignando, porém, comparecer na DGRSP tendo em vista a elaboração do pertinente relatório, acabando por frustrar totalmente aquele desiderato, e levando a que o tribunal a quo viesse a indeferir tal pretensão através do despacho de 13/03/201 Nestas circunstâncias, não se vislumbra fundamento material bastante, do ponto de vista constitucional, para a crítica assinalada pelo recorrente, pois que não coloca minimamente em crise o citado Art 125, n 1, al., do Código Penal, quando interpretado no apontado sentido, ou seja, no sentido de um recurso interposto pelo arguido, com efeito suspensivo, se subsumir na previsão legal desse mesmo preceito legal, maxime quando nele se refere que a prescrição da pena suspende-se durante o tempo em que, "por força da lei”, a execução não puder começar ou continuar a ter lugar.