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Mais argumentam que ao sustentar que aqueles apenas podiam responder à contestação na audiência prévia, ou não havendo lugar a esta, no início da audiência final, a 1 Instância acabou por se contradizer, na medida em que não realizou audiência prévia e pronunciou-se quanto ao mérito da ação logo depois de finda a fase dos articulados, pelo que caso os mesmos não tivessem então exercido o seu direito ao contraditório, após a notificação da contestação, não teriam tido qualquer oportunidade de se pronunciarem sobre a defesa apresentado pelo recorrido e, por isso, "em boa verdade, o tribunal sempre deveria ter reconhecido aos recorrentes que a sua iniciativa de se pronunciarem sobre a matéria invocada pelo recorrido na sua contestação, foi o que lhe permitiu dispensar a realização de audiência prévia por "desnecessidade de fazer atuar o princípio do contraditório”, pois que, se assim não fosse, de molde a evitar a "decisão-surpresa”, o tribunal deveria sempre assegurar e fazer observar o contraditório ao longo de todo o processo e evitar produzir uma decisão relativamente a matéria sobre a qual as partes não tenham tido a possibilidade de se pronunciarem - n. 3 do art.