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Sobre estes pontos fundamentou o tribunal: "O facto provado em 23 resultou das declarações prestadas pelas testemunhas da OO e HH, que mereceram credibilidade ao tribunal, uma vez que depuseram de forma que se afigurou objetiva e isenta, e demonstraram ter razão de ciência, quantos aos factos relatados em audiência, já que trabalham para a sociedade ".., S.A.”, há mais de 20 anos, e com outras sociedades de que são também sócios os Requerentes e o Requerido , conhecendo bem as partes e os meandros dos negócios e relações comerciais que mantêm umas com as outras e pessoas que neles intervêm em representação das mesmas sociedades  Os factos provados em 27 e 28 resultaram de presunções judiciais a partir de outros factos provados, conjugados com as regras de experiência comum e da normalidade das coisas, designadamente dos factos provados em 18, referentes às transmissões da quota do requerido para GG, cessação publicitada em 302020, embora no documento de cessão de quotas que serviu de base ao registo tenha sido aposta a data de 202020, que por se tratar de mero documento particular, nada garante ter sido elaborado na data que lhe foi aposta, conjugado com o facto de na mesma data ter sido elaborado um segundo documento também denominado de cessão de quotas, com um valor substancialmente mais elevado do que aquele aposto no documento que serviu de base ao registo, pois num escreveu-se 25 000 euros e no outro 1 500 000 euros, factos provados em 21, sendo que nenhum preço foi pago pela alegada PP ao ..., como os próprios afirmaram em audiência de julgamento, facto provado em 26, dos factos provados em 19 e 20, circunstância de ser o mesmo Advogado..., advogado do Requerido nas diversas ações judiciais a que se alude, quem faz os pedidos de registo de averbamento das duas cessões de quotas em causa, em momentos distintos, o que faz pressupor uma continuidade da pessoa que manda na referida sociedade, por isso se mantém o mesmo advogado, que nos leva a crer que a primeira transmissão do para a foi meramente fictícia, do facto provado em 24, isto é, a circunstância de a adquirente da quota ser uma funcionária da própria sociedade cuja quota foi transmitida, a tal não obstando o facto de tal "funcionária” não se encontrar registada como trabalhadora da "..” para efeitos de Segurança Social, antes valendo o facto de a própria se identificar como trabalhadora de facto da "..”, nomeadamente afirmando-o, e reafirmando-o, perante um Juiz em sede de julgamento no processo n. 165/2... anteriormente 3062/1...) onde viria a ser efetuada a transação judicial que terá motivado a transmissão fictícia da quota pertencente ao Requerido pelo tempo que considerou ser necessário aos fins por si pretendidos, assim, escassos sete meses mais tarde, a mesma funcionária volta a transmitir para o seu anterior dono, o requerido , que era seu patrão, por ser o gerente da sociedade .. na data da primeira transmissão, o que facilmente nos leva a presumir que fez "um favor” ao seu patrão, atuando como sua "testa de ferro”, num momento em que ele "precisava” de retirar-se da sociedade deixando de ser seu sócio e, para poder atuar na qualidade de Presidente do Conselho de .. SA”, e não se colocar a questão do conflito de interesses aquando da transação efetuada no processo de arresto n. 165/2..., e na desistência do pedido apresentada pela mesma sociedade no processo 165/2..., instaurado contra a identificada ".., Unipessoal, Lda.”, factos provados em 12 e em 1” Menciona também o recorrente que houve erro no julgamento dos factos 30 e 31, 39 e 40: "3 A ".., S.A.” solicitou à Senhora Advogada... o envio da nota de despesas e honorários e fatura correspondentes à transferência bancária efetuada em 202020 e solicitando informação sobre os serviços prestados.” "3 A Senhora Advogada... não respondeu à sociedade por entender que não tinha de o fazer, já que havia remetido antes a nota de honorários e a fatura por e-mail para o requerido , Presidente do Conselho de administração de tal sociedade.” "3 O Requerido tem o seu património imobiliário transferido para a sociedade ".., Unipessoal, Lda.”.” "4 Da conta bancária titulada pela sociedade ".., S.A.” n ...78, sediada na ..., entre o dia 102020 e o dia 302020 o Requerido levantou/transferiu quantias que ascendem ao montante global de 4 171,15 euros.” Sustenta que tais factos não resultam da prova documental junta aos autos, nem dos depoimentos prestados, muito pelo contrário, e que ficou demonstrado que a Senhora Advogada nunca recebeu tal missiva: foi expressamente referido pela Sra.