Legal Document Excerpt:

Alegou, para o efeito, que em 15 de março de 2013, os réus compareceram perante o notário J. , com cartório em Barcelos, tendo feito consignar em escritura por eles designada de "compra e venda" que o primeiro réu declarou vender o QUINHÃO HEREDITÁRIO, que tem na herança ilíquida e indivisa aberta por óbito de sua mãe MARIA, sucedendo, porém, que, o negócio manifestado na escritura foi combinado entre os réus com o intuito de enganar a autora, divergindo as declarações prestadas da vontade real de cada um, certo que os 1s réus não quiseram na realidade vender ao  réu o "quinhão hereditário" referido, nem este o quis comprar, e o  réu não pagou aos 1s réus o valor declarado de € 7 500,00 sete e quinhentos, nem qualquer outro valor, mais defendendo, subsidiariamente, ser titular de um crédito sobre os 1s Réus vencido em data anterior à escritura, sendo que, nessa altura, os 2s Réus sabiam que, por efeito da referida venda, a Autora ficava impossibilitada de recuperar o seu crédito.