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238, n 1, do CIRE, para o indeferimento liminar do pedido de exoneração do passivo restante deduzido pelo insolvente, considerou que a situação pessoal em que o mesmo se encontra reclusão para cumprimento de pena de prisão superior a cinco o coloca na ‘impossibilidade de beneficiar do instituto da exoneração do passivo restante’, por não poder cumprir as exigências resultantes do artigo 239, n 4, e do CIRE – com tais fundamentos, ao abrigo do disposto nos artigos 236, n 3, 237, alínea, e 239, n 4, alíneas e, todos a contrario sensu, e 238, n 2, do CIRE, indeferiu liminarmente o pedido apresentado pelo insolvente, entendendo verificar-se uma ‘impossibilidade prática de ser liminarmente deferido ao requerente o pedido de exoneração do passivo restante’, pois que encontrando-se ele ‘preso desde 202018 em cumprimento de uma pena de 5 anos e 5 meses de prisão e atento o termo previsto da mesma 002023) – sendo uma incógnita se e quando irá beneficiar de liberdade condicional os 2/3 estão previstos para 202021), desconhecimento esse que não se compadece com a necessidade de a verificação dos pressupostos dever ser feita agora –, está impossibilitado de cumprir as obrigações decorrentes, desde logo, e a nosso ver as mais importantes, a de "exercer uma profissão remunerada, não a abandonando sem motivo legítimo, e a procurar diligentemente tal profissão quando desempregado, não recusando desrazoavelmente algum emprego para que seja apto” e a de "entregar imediatamente ao fiduciário, quando por si recebida, a parte dos seus rendimentos objecto de cessão” cfr.