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Ou seja, a exoneração "apenas deve ser concedida a um devedor que tenha tido um comportamento anterior ou actual pautado pela licitude, honestidade, transparência e boa fé no que respeita à sua situação económica e aos deveres associados ao processo de insolvência, reveladores de que a pessoa em causa se afigura merecedora de uma nova oportunidade”3; a "exoneração” não se pode/deve aplicar aos devedores que se endividaram de forma completamente "leviana”, aos que não pensaram "duas vezes” quando se deram conta que era "fácil” obter um financiamento, aos que se recusaram a perceber que jamais iriam ter meios para liquidar as dívidas que estavam a contrair "levianamente”, aos que, contraídas avultadas dívidas4, apenas pretendem, pura e simplesmente, nada pagar ou quase nada pagar.