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O tribunal a quo justificou a decisão dizendo, em síntese, o seguinte:    Após a entrada em vigor do CIRE, aproveitando a procedência da acção pauliana somente ao credor impugnante, o administrador da insolvência carece de legitimidade para deduzir este tipo de acções ou para nelas intervir;   A impugnação pauliana colectiva, ou seja, em benefício da massa insolvente, foi suprimida pelo CIRE, sendo que os actos presumidamente celebrados de má-fé pelos seus participantes, para efeito de impugnação pauliana colectiva – pois era nesse domínio que eles relevavam artigo 158 do – são agora incluídos no leque dos actos resolúveis incondicionalmente artigo 121 do, ganhando-se, assim, em eficácia e em celeridade;   Admite-se apenas a impugnação pauliana singular;    O regime consagrado no CIRE confere prevalência à actuação do administrador da insolvência na resolução de actos do insolvente sobre a impugnação pauliana a exercer pelos credores, retirando-se a estes a possibilidade de, a título individual, recorrer a esta no caso de prévia resolução do ato, radicando o fundamento da prevalência da resolução em benefício da massa insolvente, no benefício em favor de todos os credores, em que esta se traduz, por contraste com a impugnação pauliana, que apenas aproveita ao credor que dela lança mão, ficando no regime consagrado no CIRE, a impugnação pauliana confinada aos casos especiais referidos no seu artigo 127, podendo, assim, concluir-se que o recurso à impugnação pauliana foi quase vedado – mais não é do que uma possibilidade residual – dando-se prevalência à resolução em benefício da massa insolvente que, assim, sai reforçada no regime adoptado no CIRE;   A Autora, Massa Insolvente de " A... , S.A.”, representada pela Sra.