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a desconsideração do referido custo viola ainda o princípio da capacidade contributiva e da tributação pelo lucro real, consagrados no artigo 10, n. 2, da Lei Fundamental, na medida em que do mesmo decorre que a Administração tributária só pode excluir gastos não directamente afastados pela lei, debaixo de uma forte motivação que a convença de que tais gastos foram incorridos para além do objectivo social, ou, ao menos, com nítido excesso, desviante, face às necessidades e capacidades objectivas da empresa, o que não só não se verifica no caso em apreço, como demonstrado através da prova testemunhal e documental produzida e reconhecido na Sentença, como não foi, sequer, posto em causa, pela ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA no relatório de Inspecção, nem pela Fazenda Pública nas alegações de recurso; AA) Finalmente, contrariamente ao que alega a Fazenda Pública nas suas alegações de recurso, não se impõe que, para que seja fiscalmente dedutível, o custo se relacione directamente com a actividade de produção de bens para alimentação humana, impõe-se, sim, que o custo contribua para o desenvolvimento da actividade da RECORRIDA, o que se verifica no presente caso, uma vez que este custo lhe permite realizar, de forma mais eficaz, as vendas dos seus produtos, mediante a fidelização de clientes e do aumento do volume de vendas; BB) Pelo que, como entendeu, e bem, o Tribunal a quo, desde que se verifique um nexo de causalidade entre o custo e a actividade desenvolvida – neste caso.