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Contudo, há desde logo um aspeto muito relevante que distingue ambas as situações e que justifica que, a final, um despedimento seja considerado lícito e outro ilícito: - BB era "apenas” trabalhador da ora Recorrente, embora tenha comparecido numa assembleia geral em representação do pai que era sócio), como procurador, pelo que todo o seu comportamento foi analisado à luz de uma relação laboral e do incumprimento de vários deveres; - AA assumia duas qualidades - trabalhador e sócio, o que implicou que o Tribunal da Relação tenha considerado que uma parte substancial da sua atuação correspondia ao exercício de direitos societários; outra parte assumia apenas cariz pessoal/familiar  palavras "ameaçadoras”); e apenas identificou pontual violação de deveres de obediência ao não entregar o telecomando do portão, o cartão de crédito e os modelos das ordens de fabricação; ao não colocar a chave do gabinete em lugar acessível, ao ter continuado a exercer funções depois de ter conhecimento da sua suspensão e deveres de respeito e urbanidade ao chamar a GNR para identificar o filho de.