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Ora, a esse propósito provou-se in casu que o «antecedente disciplinar» que a ré pretendeu criar à autora, coarctou o seu direito à efectiva prestação de trabalho e à realização e valorização profissional e fez com que a mesma se tenha sentido humilhada e apoucada na sua imagem pessoal e profissional; que a autora, que sempre fora uma pessoa alegre e sociável, tem vindo, agora, a isolar-se do convívio com as demais colegas de trabalho, ensimesmando-se, sendo o seu discurso marcado por recorrentes alusões e preocupações à sua situação laboral; que a autora tem vindo a experimentar momentos de ansiedade, desgosto e, até, revolta, pela aplicação dum castigo injusto, em prejuízo da sua saúde física e psíquica, tendo dificuldade em adormecer e manter um sono reparador sem recurso a indutores, outrossim, num estado vígil asténico e abúlico, factos provados 47 a. Verificando-se assim um dano imputável à Ré, afigura-se que o mesmo atinge o patamar de gravidade exigido pelo art496 do e consequentemente merece a tutela do direito para efeitos indemnizatórios por danos de natureza não patrimonial.