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teve o terreno até um certo tempo e que "fez uma procuração do terreno” 45-00); o terreno esteve abandonado 45-52) e o "sobrinho depois de ganhar a acção é que limpou o terreno 00-08 e 00-05; 150-158), que se recorda de andar lá qualquer coisa a limpar o terreno 148-152); 1 Da conjugação dos concretos elementos de prova anteriormente referidos, este concreto ponto de facto da matéria dada como provada deve ser respondido no sentido de que o A. por si e seus ante-possuidores possuiu o prédio em causa, designadamente, pondo-o à venda, até 15 de Setembro de 2005; e que o murou e vedou apenas em Outubro ou Novembro de 2017, não tendo, por isso, a posse contínua que alegou; 1 Os concretos pontos da matéria de facto dos números 8, 9, 15 e 17, já identificados, da matéria de facto devem ser julgados de maneira diversa daquela que ocorreu; 1 O contrato promessa de 15/09/2005 refere que o A. marido era dono e legítimo proprietário do prédio rústico, inscrito na matriz sob o artigo matricial n 2456 e registado sob o n 43674, do livro B-112; que promete vendê-lo ao segundo pelo preço de 7000€ setenta e na cláusula sétima o primeiro obriga-se a outorgar a escritura definitiva de compra e venda da moradia a construir no prédio designado na cláusula primeira, com o segundo outorgante ou com quem este previamente designar; ou seja promete vender um rústico e fazer escritura de um urbano que não é seu; 1 O segundo outorgante J era sócio e gerente da "F, Lda.”, sendo esta a sociedade, dedicada à construção e venda de imóveis, quem iria vender a moradia, não já o terreno rústico, e, nessa altura, dividiriam o produto desse investimento, entre esses intervenientes: o J ou a sociedade F, Lda., recebendo o A. marido a contraprestação do terreno com que entrou para o negócio; 1 O contrato promessa em causa espelhava uma parceria de investimento, conforme confessa o A. H: "negócio a meias” em "investimento conjunto” 58/12) entrava com o terreno e, construída a moradia recebia 6000€; entrava no negócio 48/00) "cedia o terreno, era como sócios; depois ele vendia e pagava a minha parte 20/43); 2 Note-se que o lote de terreno tinha 619m2, o que equivale a um valor por m2 de 113/114€/m2 7000€ :, valor m2 superior ao dobro do corrente na altura do contrato promessa, conforme aliás o A. marido confessou no inicio do seu depoimento do dia 16/10/2018, da parte de tarde: "o terreno tinha 619m2 e valia entre 4000/4000€”; 2 Como a construção era destinada a ser efectivada pela sociedade F, Lda., o A. marido, por essa única razão e não quaisquer outras, outorgou a procuração de 16/03/2006, para que o seu mandatário procedesse à venda do lote de terreno em causa a essa mesma sociedade; 2 O acto que competia ao procurador praticar era necessário para a F, Lda.