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Neste quadro, sendo transversal a ambos os decretos n. 2-B/2020 e n. 2-/2020 os deveres que impendiam sobre os cidadãos, coincidindo os mesmos, quer no que ao dever geral de recolhimento domiciliário respeita, quer quanto às eventuais consequências decorrentes da sua violação/não acatamento, com o devido respeito, afigura-se-nos carecer de fundamento, com o invocado fundamento, falar de uma espécie de revogação da «ordem» dirigida ao recorrente no dia 9 de abril de 202 Julgamos, pois, que, tendo sido o estado de emergência renovado, existindo norma em tudo idêntica no decreto seguinte – como foi o caso - se pode falar numa previsão normativa continuada de que o incumprimento das «ordens» inerentes ao dito estado de exceção é passível de fazer incorrer o destinatário da «ordem») no crime de desobediência.