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O detentor há-de tornar directamente conhecida da pessoa em cujo nome possuía quer judicial, quer a sua intenção de actuar como titular do direito”.11 "Com a inversão do título passam a coexistir corpus e animus, chegando-se assim à situação necessária para servir de base à posse.”12 Dito isto, retornemos ao caso dos autos, atentando nos factos provados, pois são determinantes na aplicação do direito, ou, no dizer de Castanheira Neves, "o objecto problemático da interpretação jurídica não é a norma como objectivização cultural, mas o caso decidendo, o concreto problema prático que convoca normativo-interpretativamente a norma com seu critério judicativo, o que significa, evidentemente, que é o caso e não a norma o prius problemático-intencional e metódico”.13 Da matéria de facto provada, acima transcrita, não resulta que o recorrente tenha invertido o título da posse, pois que dela não consta que tenha dado conhecimento directo ao autor da sua intenção de actuar como titular do direito de propriedade sobre o prédio justificado, para a partir daí começar a correr o prazo necessário para a usucapião, nos termos do art.