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Apreciando: No entendimento das instâncias, o contrato de doação celebrado entre a avó e a neta filha do que teve por objecto bens que ingressaram no património da primeira por via por decesso do seu ex-cônjuge, e sobre os quais nenhum dos insolventes era titular de qualquer direito subjectivo, remontando a sua feitura a momento posterior à declaração de insolvência em causa mais de um, acaba abrangido pela previsão genérica do artigo 120, n 1, do CIRE, paralisando-se, através da ineficácia relativa associada à declaração da validade da resolução em benefício da massa insolvente, os efeitos da manifestação de vontade e do exercício da liberdade de disposição que assistiria à sua legítima e única titular, que entretanto veio a falecer meses depois da doação.