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1 Dos depoimentos prestados e transcritos nas alegações, vê-se claramente que: se está perante a alteração da estrutura do prédio dos RR / Apelados com o aumento desta parede e alteração do beiral; passando a haver 2 beirais na mesma parede, sendo que há um novo, que corresponde ao beiral do telhado e que não goza de nenhuma servidão de estilicídio e que é construído a uma distância do prédio vizinho que não respeita e um antigo que deixou de ser a última fileira de telhas que forma a aba do telhado para passar a ser um objecto decorativo que nada tem a ver com nenhum beiral, para além da recolha da água das chuvas do telhado, ao passar por caleiro ou caleira e depois lançada no beiral actual para, através deste, a água cair no prédio dos Autores, ter o significado de que a água do telhado não cai naturalmente no beiral e que a água se concentra em determinados pontos do beiral, onde esteja colocada a boca ou tubo de ligação do caleiro ou caleira, o que, por si só, representa, desde logo, uma distorção e um agravamento das quantidades de águas em determinados pontos do prédio dos Autores/Apelantes, o que viola o disposto no artigo 1365 do Código Civil e demais disposições reguladoras do exercício do direitos de servidão.