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Mais se afirma, com relevância mais uma vez, que "a quebra da confiança entre empregador e trabalhador não se afere pela existência de prejuízos, podendo existir sem estes”, bastando "que o comportamento do trabalhador seja suficientemente grave para que o empregador legitimamente duvide da conduta futura do trabalhador”.» Após estas considerações, cumprindo então verificar se a Ré/empregadora logrou provar, como lhe competia, os comportamentos que imputou ao Autor e se os mesmos integram ou não o conceito de justa causa a que se aludiu – dito de outro modo, se o Autor praticou factos culposos que pela sua gravidade e consequências tornam imediata e praticamente impossível a subsistência da relação de trabalho –, a resposta é, quanto às duas questões, sem dúvidas positiva, ou seja, no sentido afirmado pela sentença recorrida, em que se pode ler, citando-se, o seguinte: "...) Posto isto e revertendo ao caso em apreço, verificamos que a entidade patronal põe a tónica do comportamento adoptado pelo trabalhador na desobediência ilegítima às ordens dadas por responsáveis hierarquicamente superiores e na recusa deliberada de cumprir procedimentos instituídos pelo Hospital.