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Fundamentação de facto  A sentença recorrida considerou provados os seguintes factos:   O trabalhador/requerente foi admitido nos quadros da requerida por DE068389DCCTA de 18-12-1989, tendo permanecido no exercício das suas funções até ao dia 8 de Setembro de 2015, data em que no âmbito do processo n 179/17JAPDL a correr termos nos Serviços do Ministério Público de Angra do Heroísmo, foi-lhe aplicada a medida de coacção de prisão preventiva;   À data do despedimento, o trabalhador auferia as seguintes remunerações: de vencimento base, € 980,70, de diuturnidades € 152,85, de diuturnidade especial, €13,11 e de subsídio de refeição por cada dia de trabalho, € 9,01;   No âmbito das suas funções de CRT, no Angra do Heroísmo, onde entre outras, executava tarefas de distribuição;   Ao trabalhador, foi instaurado processo disciplinar n 20160199, que culminou com o seu despedimento, pelos factos constantes da nota de culpa que infra se descreve;   O processo disciplinar teve origem na comunicação do despacho de acusação do CRT, colocado no Angra do Heroísmo;   Considerando os factos descritos no ofício que deu entrada nos Serviços Jurídico Laborais do réu, mostrou-se necessário proceder a averiguações para dedução de eventual nota de culpa/acusação, pelo que, no dia 19 de Setembro de 2016, foi determinada a abertura de procedimento disciplinar;   Foi nomeada Instrutora, a Dra.