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– Do Erro de Julgamento:  - recursos de ambos os arguidos  A impugnação da matéria de facto segue o disposto no art 412 n3 do Código de Processo Penal que dispõe o seguinte: "-Quando impugne a decisão proferida sobre matéria de facto, o recorrente deve especificar:  a)-Os concretos pontos de facto que considera incorrectamente julgados; b)-As concretas provas que impõem decisão diversa da recorrida; )-As provas que devem ser renovadas.”  Tendo a prova sido gravada diz o n 5 do citado art 412 do CPP que "as especificações previstas nas alíneas e do número anterior fazem-se por referência ao consignado na acta, nos termos do disposto no n 3 do artigo 364, devendo o recorrente indicar concretamente as passagens em que se funda a impugnação.”   Sendo que, nos termos do n 6 do art 412 do CPP"no caso previsto no n 4, o tribunal procede à audição ou visualização das passagens indicadas e de outras que considere relevantes para a descoberta da verdade e a boa decisão da causa.”   No que se refere às declarações dos arguidos, aos depoimentos das testemunhas e à sua articulação com os documentos, vigora o princípio da livre apreciação da prova, nos termos do art 127 do CPP, que assenta na inexistência de regras legais que atribuam valor específico, pré-determinado às provas, ou que estabeleçam alguma hierarquia entre elas e na admissibilidade de todos os meios de prova, em geral, desde que não incluídos nas proibições contidas no art 126 do CPP, em sintonia com o princípio consagrado no art.