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4325 de 2009/08/26, mostra-se registada, a aquisição, por partilha, a favor do A., do prédio rústico inscrito na matriz da freguesia de ..., descrito na Conservatória do Registo Predial ..., pela referida freguesia de ..., sob o n  2841/..., composto por vinha, cultura de sequeiro, amendoeiras e pinhal;  Tal prédio foi atingido pelo referido incêndio; 1 Em consequência, arderam ao A., no referido prédio: o pinhal, com uma área de cerca de 2 ha., 14 oliveiras, 9 amendoeiras, 3 marmeleiros, 4 figueiras e 700 videiras; 1 Tais árvores tinham um valor indeterminado; 1 O A. costumava colher uvas nas 700 videiras, que lhe permitiam produzir uma média de 500 litros de vinho, que vendia por cerca de € 500,00; 1 O A. costumava colher uma quantia indeterminada de frutos, das demais árvores de fruto, e a venda que deles fazia, propiciava-lhe uma quantia indeterminada; 1 Em resultado do incêndio, o A. deixou de poder colher os mencionados frutos durante cerca de 5 anos; 1 A. ficou, e andou, nervoso e angustiado, por ter visto o fruto do seu trabalho completamente destruído, pelo incêndio em causa; 1 Os factos supra referidos, deram origem a um processo crime, que correu termos pelos Serviços do Ministério Público de Alijó, sob o n 202/11GAALJ, tendo sido proferido despacho de acusação e posteriormente, em 29-11-2013, decisão instrutória de não pronúncia; 1 Por contrato de seguro, titulado pela apólice n  ...36, a – Escavações e Desmonte de Rocha, S.A., transferiu para a W – Companhia de Seguros, S.A., que posteriormente alterou a sua designação para Z – Companhia de Seguros, S.A., a sua responsabilidade extracontratual por danos patrimoniais causados a terceiros, no exercício da sua actividade de construção , e que à data do sinistro garantia um capital de € 50000,00; 1 Por escritura pública de 08-10-2014, a – Escavações e Desmonte de Rocha, S.A., foi objecto de incorporação, por fusão, na MA – Engenharia e Construção, S.A.; 1 Por escritura pública de 23-12-2014, a MA – Engenharia e Construção, S.A., alterou a sua denominação social para Y – Engenharia, S.A.;  O Tribunal recorrido considerou não provados os seguintes factos:  A deflagração da carga de explosivos ocorreu a 20 metros do local onde se iniciou o foco de incêndio;  Foi a deflagração da carga de explosivos, efectuada pela R., que provocou o início do foco de incêndio;  Os funcionários da R. tentaram, por meios próprios, que improvisaram, controlar o incêndio;  Cada uma das oliveiras do A. valia € 100,00;  Cada uma das amendoeiras do A. valia € 100,00;  Cada um dos marmeleiros do A. valia € 50,00;  Cada uma das figueiras do A. valia € 50,00;  Cada uma das videiras do A. valia € 80,00;  Os pinheiros do A. valiam € 1000,00; 1 O A. costumava colher, em média: a) Em cada uma das oliveiras, 250 Kg de azeitona, num total de 500 Kg por ano, que lhe permitiam produzir 875 litros de azeite por ano, que vendia pelo preço de € 375,0 b) Em cada uma das amendoeiras, 200 Kg de amêndoa, num total de 1800 Kg por ano, que vendia pela quantia total de € 200,00; ) Em cada um dos marmeleiros, 300 Kg de marmelos, num total de 900 Kg por ano, que vendia pela quantia total € 700,00; ) Em cada uma das figueiras, 350 Kg de figos, num total de 400 Kg anuais, que vendia por € 600,0   Apreciação sobre o objeto do recurso   Recurso do despacho de 13-07-2018  Está em causa, no recurso agora em apreciação, o despacho que indeferiu, por extemporânea, a arguição da nulidade decorrente da deficiente gravação da prova produzida em sede de audiência final, relativamente aos depoimentos do Autor e das testemunhas , A. G., E., , e A. E., arroladas pelo Autor.