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Não se trata de criar, à partida e em termos abstratos, uma exigência adicional ao depoimento do co-arguido quando este incrimine os restantes, antes de umaquestão de fiabilidade.”  Afirma o recorrente que o Tribunal a quo não podia ter dado como provado, com base nas declarações do coarguido que:  em conjunto com a documentação considerada como prova, que o Recorrente passou a usar o veículo nos seus próprios interesses e alternadamente com o coarguido  e ainda que em data não concretamente apurada do mês de Julho, mas posterior ao dia 13, o automóvel passou a ser exclusivamente utilizado pelo Recorrente sem que o coarguido  tivesse sabido do destino que aquele lhe deu.