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O dano tem suficiente gravidade para merecer a tutela do direito quando o diagnóstico do quadro factual a dirimir revela, em termos de razoabilidade, que o sofrimento padecido é inexigível, do ponto de vista da resignação sendo as circunstâncias concretas os sintomas dessa gravidade e até do respectivo grau, desde o grave ao gravíssimo)19 – ou, dito doutro modo, não menos assertivo e impressivo, quando se está perante um daqueles casos em que qualquer pessoa de reacção mediana, justificadamente, e para aliviar ou afastar o sofrimento, procuraria intencionalmente prazeres com dispêndio de dinheiro2 Ao erigir a sua gravidade como critério para tutelar o dano não patrimonial, não pretendeu a lei ‘configurá-lo pelo seu carácter excepcional, no sentido de coisa insuportável ou exorbitante’, antes pretendendo aludir à acepção vulgar do termo, que ‘comporta a ideia de coisa relativamente intensa ou relativamente profunda, segundo as circunstâncias’2 Inquestionável que o dano padecido tem suficiente gravidade para atingir o patamar convocado pelo art.