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– e que entre 01 de Abril de 2013 e 30 de Abril de 2014, a R. empregadora processou o vencimento do sinistrado tendo por referência o vencimento mensal de € 641,93, correspondente ao tempo completo de 40 horas por semana – facto O..  Resulta pois dos próprios factos provados e do disposto nos artigos 26 e 26 do Código do Trabalho ser de € 641,93 x 14 a retribuição que o sinistrado auferiria se trabalhasse a tempo inteiro   Pelo que, a nosso ver, não merece censura a sentença quando, com arrimo no artigo 7, n. 9 da LAT e louvando-se num aresto da Relação do Porto de 200012, afirma que, para efeitos do cálculo das prestações no caso de trabalhadores a tempo parcial, se tem por referência o que estes aufeririam se trabalhassem a tempo inteiro e, considerando que ao sinistrado falecido, com a categoria profissional de vigilante, assistia a retribuição mensal de € 641,93 correspondente a 40 horas/semana – tempo e multiplicando aquele valor por 14, veio a concluir que no caso em análise as prestações reparadoras devem ser calculadas com base na retribuição anual de € 987,0  Alega a recorrente que constitui uma clara violação do princípio da proporcionalidade, subjacente ao regime do contrato a tempo parcial, materializado nos artigos 15 a 15 do Código do Trabalho, responsabilizar a empregadora para além do contrato de trabalho a tempo parcial que o trabalhador executava auferindo 55,00 euros por 15 horas de trabalho mensais.