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Embora o mandatário dos arguidos tenha manifestado estranheza pelo facto de os agentes não terem parado imediatamente para apreenderem o objecto que tinham acabado de ver ser arremessado pela janela da carrinha, estes explicaram que na altura não conseguiram perceber do que tratava e continuaram a perseguição para não perderem de vista a viatura, sendo que tal explicação pareceu ao tribunal perfeitamente lógica, dado que naquele momento, segundo foi explicado, ainda não tinha sido comunicada a existência do furto de um saco com dinheiro e ouro na casa do ofendido e o arremesso de um objecto podia tratar-se de uma "manobra de diversão" da polícia, aquele objecto podia ser lixo ou qualquer outra coisa sem interesse para a investigação criminal e. por isso mesmo, era natural que a prioridade da GNR fosse interceptar e identificar os suspeitos e não parar para apanhar o objecto arremessado.