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Com efeito, resulta do disposto no n1 do art 314 do , que "Os intermediários financeiros obrigados a indemnizar os danos causados a qualquer pessoa em consequência da violação de deveres respeitantes ao exercício da sua actividade, que lhes sejam impostos por lei ou por regulamento emanado de autoridade pública.” mais acrescentando o n 2 que "A culpa do intermediário financeiro presume-se quando o dano seja causado no âmbito de relações contratuais ou pré-contratuais e, em qualquer caso, quando seja originado pela violação de deveres de informação.” Ora, dos factos assentes decorreu que o banco R., através do seu funcionário, previamente à subscrição, prestou ao A. informação sobre este produto, identificando-o como igual a um depósito a prazo, quando o não era, sem prestar qualquer informação sobre o que era a SLN, alegadamente o nome do produto igual a um depósito a prazo, e não informou que a subscrição era a 10 anos, porque entendeu que à data era fácil a sua transmissão e, facto essencial, porque se assim não fosse, o cliente A. não compraria.