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Na verdade, mostra-se provado que todos os actos materiais praticados pela A. no imóvel eram realizados à vista e com conhecimento geral, sem oposição de quem quer que seja, fazendo uso do imóvel como se de coisa sua se tratasse, estando autorizada pelo R. a construir e depois explorar as construções realizadas no imóvel, que o projecto do Kartódromo foi apresentado ao Município ora R., com todo um conjunto de vantagens para o mesmo, nomeadamente a criação de uma pista de Kart Internacional, o embelezamento do local, com benefício para o turismo e indústria hoteleira da região, divulgação da terra nos meios de comunicação, R. que havia deliberado ceder o direito de superfície sobre o imóvel, cedência que, todavia, nunca foi formalizada, não obstante a A., ao longo dos anos ter possibilitado ao Município Réu todas as vantagens que lhe propôs oferecer, várias tendo sido as tentativas de estabelecimento de uma concreta posição jurídica da A. relativamente ao imóvel, que nunca se mostrou possível, tendo todas as obras sido feitas na convicção, por parte da A., de que o referido lote oportunamente seria legalizado a seu favor e sido realizadas ao abrigo do projectado inicialmente e com vista a atingir os objectivos propostos, tudo com a anuência do R. - factos provados de  a 1 Destes factos resulta que a A. praticava actos materiais de posse sobre o imóvel, agindo como se fosse sua dona, à vista de toda a gente e sem oposição de ninguém, fazendo uso do imóvel como se coisa sua se tratasse, estando, deste modo, demonstrado o "animus”, traduzido na intenção de exercer sobre o prédio como seu titular, isto é, comportando-se como se fosse proprietária.