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Conclui as suas alegações de revista formulando estas conclusões: 1- A admissão do presente recurso de revista é claramente necessária para uma melhor aplicação do direitover artigo 150, n1, do CPTA, na medida em que o douto acórdão impugnado não serve de orientação aos tribunais de 1 instância no tratamento de questões de direito com inescapável relevância jurídica ou social, como são as questões da prescrição do procedimento disciplinar e da identificação da decisão final do procedimento disciplinar;  2- Torna-se necessária a intervenção do STA para indicar qual a decisão administrativa que marca o termo final da contagem do prazo de 4 anos e meio de prescrição do procedimento disciplinar na PSP;  3- Concretizando, impõe-se identificar se esta decisão final relevante é a decisão a que alude o artigo 88 do RD/PSP, que é tomada pela hierarquia competente de acordo com o QUADRO ANEXO B, no termo do processo disciplinar, ou se é a decisão do último recurso hierárquico que tenha sido interposto pelo interessado;  4- O douto acórdão impugnado defende esta última posição, mas incorre em erros de direito, que o Supremo Tribunal está em condições de corrigir, admitindo o presente recurso de revista;  5- Instaurado o PD, o procedimento visa atingir um de dois desideratos: ou o arquivamento ou a punição disciplinar ver artigos 87, n1, e 88, do RD/PSP;  6- De um modo ou outro põe-se termo à situação de indefinição acerca do exercício do poder disciplinar; ou seja - é a posição que agora defendemos -, põe-se termo à contagem do prazo de prescrição do procedimento disciplinar;  7- A decisão tratada no artigo 88 do RD/PSP põe termo ao procedimento disciplinar e constitui um acto administrativo, tal como ele é definido pelo artigo 148 do CPA;  8- Essa decisão poderá ser objecto de impugnação, mas, se tal não acontecer, ficará a ser a decisão definitiva da PSP em matéria de exercício de poder disciplinar;  9- A decisão do artigo 88 põe termo ao procedimento disciplinar, que o RD/PSP trata nos artigos 75 a 89 e que distingue com clareza da fase dos recursos, que é regulada nos artigos 90 a 96;  10- O processo disciplinar na PSP é um procedimento administrativo, não sendo por isso de estranhar que siga o padrão instituído pelo CPA, que igualmente separa o tratamento da fase do procedimento administrativoartigos 53 a 183 da fase das reclamações e recursosadministrativosartigos 184 a 19 Ou seja,  11- O CPA e o RD/PSP estabelecem, com clareza, que a tomada de decisão administrativa, no termo do procedimento, é coisa diversa da impugnação administrativa da decisão tomada;  12- Deve até ser considerado que o novo CPA reforçou, na revisão de 2015, a centralidade da emissão do acto administrativo, do acto de 1 grau, como resulta do disposto nos artigos 129 e 197, n4;  13- Nesses termos, deve sublinhar-se que o CPA só institui o dever legal de decidir relativamente aos actos de 1 grau, e uma vez emitido o acto de 1 grau, cessa, em regra, o dever legal de decidir.