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Revertendo tais considerações ao caso concreto dos autos, constata-se que o tribunal recorrido identificou correctamente a pretensão material apresentada pela primitiva A., afirmando corresponder a mesma à existência da obrigação da 1 R. de indemnizar os danos sofridos pela primitiva A. E para chegar à conclusão da existência dessa obrigação da 1 R. aplicou à factualidade apurada as normas jurídicas relativas à responsabilidade do produtor/vendedor de bens de consumo e à protecção do consumidor, afirmando a qualidade da 1 R. de fabricante e vendedora do bem alimentar adquirido e consumido pela primitiva A., mais verificando a existência de danos causados por esse bem alimentar, e assim concluindo, face à aplicação do conjunto de normas em questão, pela referida obrigação da 1 R. de ressarcir os danos em questão, através de uma indemnização em dinheiro, por ter entendido que a 1 R. não logrou demonstrar a conformidade do bem alimentar com a sua natureza e fim, como lhe competia.