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artigo 7-A, n. 3, do CIRC, na redacção vigente à; 1 Esta lei alterar instituiu a figura das tributações autónomas incidentes sobre despesas com viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, a qual encontra reflexo no artigo 8 n. 3, do CIRC, cuja aplicação e interpretação se encontra ora em contenda; 1 De acordo com o artigo 8 n. 3, do CIRC, as despesas incorridas com motociclos presumem-se não inteiramente incorrido no âmbito da actividade empresarial, encontrando-se por esse motivo sujeitas a tributação autónoma; 1 Estas tributações autónomas visam obviar a que aqueles veículos do sujeito passivo possam ter uma utilização pessoal que extravase a utilização empresarial que lhes subjaz, fundando-se na presunção de estes correm o risco de ser simultaneamente utilizados para fins de carácter privado e empresarial; 2 A tributação autónoma sobre motociclos configura um desincentivo a que os sujeitos passivos incorram em encargos que minorem a tributação em sede de IRC mediante a dedução da totalidade dos e em sede de IRS não sujeitando a tributação rendimentos de; 2 Esse fito desincentivador encontra-se patente na exclusão prevista na alínea do n. 6 do artigo 8 do CIRC, que afasta a tributação autónoma quando sobrevenha a tributação correlativa em sede de IRS; 2 Em suma, o artigo 8, n. 3, do CIRC, sujeitando a tributação autónoma os encargos suportados com motociclos adquiridos pelo sujeito passivo, presume implicitamente que os referidos encargos são parcialmente afectos a fins de índole privada.