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ficando manietados pelo medo de poderem ser gravemente atingidos na sua integridade física; xxxiii) O arguido e os outros indivíduos atuaram em conjugação de esforços e de acordo com um plano previamente elaborado, com o propósito, de se assenhorearem de bens e valores que os queixosos tivessem na sua posse, não obstante não desconhecerem que não lhes pertenciam e que atuavam contra a vontade e sem consentimento dos mesmos, apenas concretizando os seus intentos em relação ao queixoso PP devido ao queixoso QQ não ter qualquer quantia monetária na sua posse; xxxiv) Agiram de forma livre, deliberada e consciente bem sabendo que as suas condutas eram proibidas e punidas por lei xxxv) No dia 21/09/2014, pelas 06 horas, na Avenida ..., na cidade do ..., o arguido AA acompanhado de um indivíduo não identificado, avistou RR, e SS ambos de nacionalidade ...), que circulavam nessa Avenida, xxxvi) Nesse enquadramento, o arguido e outros indivíduos abordaram e atingiram o queixoso RR com socos e pontapés; xxxvii) Quando o queixoso SS tentou impedir as agressões, foi também agredido com socos e pontapés pelo arguido e os outros indivíduos, não lhe sendo, contudo, retirado qualquer artigo, uma vez que os queixosos lograram se pôr em fuga; xxxviii) O arguido atuou visando desferir murros e socos e assim atingir o RR e SS na sua integridade física, o que conseguiu provocando ao RR fenómenos dolorosos residuais na hemiface esquerda e na peça dentária 21 por estar fraturada; xxxix) Agiram de forma livre, deliberada e consciente bem sabendo que as suas condutas eram proibidas e punidas por lei; xl) No dia 08/11/2014, pelas 06 horas e 30 minutos, à entrada da Estação do Metro ..., área da cidade e comarca ..., o arguido AA acompanhado por dois indivíduos que não foi possível identificar, abordou o queixoso TT, com intenção de se apoderarem de bens e valores que o mesmo tivesse na sua posse; xli) De imediato, com uma voz séria, autoritária e intimidatória, exigiu que o TT, lhe entregasse o telemóvel que tinha na sua posse, tendo o queixoso, com receio de ser agredido, entregue o seu telemóvel de marca «...», no valor declarado de € 200; xlii) Seguidamente, obrigaram o queixoso a deslocar-se à caixa «Multibanco» que se encontrava no interior da estação de Metro ..., tendo o arguido AA retirado ao queixoso o respetivo cartão de débito e exigido o código correspondente; xliii) O queixoso forneceu ao arguido, por duas vezes, o código errado, tendo o arguido desferido-lhe murros na barriga e exigido novamente o código; xliv) O queixoso forneceu novamente um código errado e, aproveitando uma distração do arguido e dos outros indivíduos, pôs-se em fuga; xlv) O arguido e os outros indivíduos atuaram em conjugação de esforços e de acordo com um plano previamente elaborado, com o propósito concretizado, de se assenhorearem de bens e valores que o ofendido tivesse na sua posse, não obstante não desconhecerem que não lhes pertencia e que atuavam contra a vontade e sem consentimento do mesmo; xlvi) Agiram de forma livre, deliberada e consciente bem sabendo que as suas condutas eram proibidas e punidas por lei; xlvii) No dia 12/12/2014, pelas 17 horas, no interior da Estação de Metro ..., área da cidade e comarca ..., o arguido AA acompanhado de três indivíduos não identificados, abordou os queixosos UU, , WW e , todos de 14 anos de idade, que se encontravam em tal local, com a intenção de se apoderarem de bens e valores que os mesmos tivessem na sua posse; xlviii) De imediato, com uma voz séria e autoritária e uma pose intimidatória, obrigaram os queixosos a entregarem-lhes os telemóveis de suas propriedades, nos valores declarados de € 100, € 120, € 200, e € 20; xlix) Os queixosos em momento algum ofereceram resistência ao arguido, e aos outros indivíduos, sentindo-se amedrontados pela postura ameaçadora assumida pelos mesmos e pela violência por estes exercida, ficando manietados pelo medo de poderem ser gravemente atingidos na sua integridade física; ) O arguido e os outros indivíduos atuaram em conjugação de esforços e de acordo com um plano previamente elaborado, com o propósito concretizado, de se assenhorearem de bens e valores que os ofendidos tivessem na sua posse, não obstante não desconhecerem que não lhes pertenciam e que atuavam contra a vontade e sem consentimento dos mesmos; ) Decorridos quatro dias, no decorrer de uma intervenção policial, foram encontrados na posse do arguido dois dos telemóveis supra referidos; ) Agiram de forma livre, deliberada e consciente bem sabendo que as suas condutas eram proibidas e punidas por lei; ) No dia 27/12/2014, pelas 06 horas e 30 minutos, perto da Rua ..., área da cidade do ..., o arguido AA acompanhado de catorze indivíduos não identificados, avistaram os queixosos YY e ZZ, que se encontravam na companhia de AAA, tendo decidido apoderar-se de bens e valores que os mesmos tivessem na sua posse; ) Nas circunstâncias de tempo e de espaço supra referidas, encetaram perseguição aos mesmos, até à Rua ..., na cidade do ..., tendo-se o aludido AAA refugiado na residência do seu avô, sita nesse local; ) De imediato, o queixoso YY foi abordado pelo arguido AA, que lhes desferiu socos e pontapés, e lhe encostou uma navalha com cabo castanho e lâmina de comprimento indeterminado, não apreendida e examinada nos autos, ao seu pescoço, exigindo-lhe o seu telemóvel de marca «...», no valor declarado de € 70 e o dinheiro que tinha, no caso € 2, tendo o queixoso procedido à sua entrega, altura em que o arguido lhe desferiu mais dois murros, tendo-se de seguida posto em fuga; ) Simultaneamente, um dos indivíduos não identificados dirigiu-se para junto do queixoso ZZ, onde após lhe desferir vários murros e pontapés, lhe retirou o telemóvel de sua propriedade, de valor não apurado; ) Os queixosos em momento algum ofereceram resistência ao arguido, e aos outros indivíduos, sentindo-se amedrontados pela postura ameaçadora assumida pelos mesmos e pela violência por estes exercida, ficando manietados pelo medo de poderem ser gravemente atingidos na sua integridade física; ) O arguido e os outros indivíduos atuaram em conjugação de esforços e de acordo com um plano previamente elaborado, com o propósito concretizado de se assenhorearem de bens e valores que os queixosos tivessem na sua posse, não obstante não desconhecerem que não lhes pertenciam e que atuavam contra a vontade e sem consentimento dos mesmos; lix) Agiram de forma livre, deliberada e consciente bem sabendo que as suas condutas eram proibidas e punidas por lei; lx) Ao atuar das formas supra descritas, o arguido AA revelou especial determinação, frieza de ânimo e persistência intensa na execução dos actos de assenhoreamento de dinheiro e bens, deixando os ofendidos completamente à sua mercê por força da superioridade numérica dos indivíduos com que o arguido se faz acompanhar; lxi) Agiu livre e deliberadamente em comunhão de esforços com indivíduos não identificados, com consciência da censurabilidade penal da sua conduta; 12) No âmbito do processo comum tribunal com o n. 1676/1..., do Juízo Central Criminal ... Juiz ...) do Tribunal Judicial da Comarca ..., por decisão proferida em 26/01/2016, transitada em julgado em 25/02/2016, e pela prática, em 21/12/2014, de 2 crimes de roubo, p. e p. pelo artigo 21, n. 1, do Código Penal, na pena de 1 ano e 9 meses por cada um e, em cúmulo, na pena única de 2 anos e 4 meses de prisão; 13) Fundou-se tal condenação, no essencial, nos seguintes factos: ) No dia 21/12/2014, cerca das 02 horas e 20 minutos, BBB e , juntamente com outros amigos, circulavam na Travessa ..., no ..., quando foram abordados pelo arguido AA e outros 4 indivíduos não identificados; ) Os cinco, em conjugação de esforços, rodearam o , tendo-lhe retirado das mãos um objeto em plástico, e do bolso do casaco a carteia que aquele trazia, no valor de € 5 a € 10; ) Revistaram igualmente o BBB, e retiraram-lhe do bolso do casaco uma carteira no valor de € 10, vários cartões e € 10 a € 15, e bem assim um telemóvel no valor de cerca de € 100; ) Como os queixosos reagiram, tentando reaver os bens, foram agredidos pelo arguido e os restantes indivíduos com empurrões, socos na cabeça e pontapés; ) Por força destas agressões, o BBB caiu no chão onde o arguido e os restantes indivíduos que o acompanhavam lhe desferiram vários pontapés, e provocado lesões que lhe demandaram 8 dias para a cura, com afetação de 4 dias da capacidade de trabalho; ) Por seu turno, o queixoso , em consequência direta e necessária das agressões de que foi alvo, sentiu dores nas zonas atingidas, não tendo recebido tratamento hospitalar; 14) No âmbito do processo comum tribunal com o n. 768/1..., do Juízo Local Criminal ... Juiz ...) do Tribunal Judicial da Comarca ..., por decisão proferida em 18/02/2016, transitada em julgado em 29/03/2016, e pela prática, em 11/12/2014, de um crime de roubo, na forma tentada, p. e p. pelas disposições conjugadas dos artigos 2, n.s 1 e 2, alínea, 2, n. 2, e 21, n. 1, do Código Penal, na pena de 1 anos e 6 meses de prisão; 15) Fundou-se tal condenação, no essencial, nos seguintes factos: ) No dia 11/12/2014, pelas 15 horas e 10 minutos, na Rua ..., na cidade do ..., AA abordou , após este sair da escola de ... onde era aluno, pedindo-lhe € 0,05, rodeando-o juntamente com mais quatro jovens do sexo masculino, que o acompanhavam, e que encostaram o dito à parede; ) Estando este assim encurralado, um desses indivíduos, exibindo uma garrafa de vinho branco «...», disse-lhe, em tom sério e firme «passa para cá o dinheiro ou levas com a garrafa na cabeça», ao mesmo tempo que um outro, também em tom sério e firme, lhe exigiu «dá-me a carteira»; ) Simultaneamente, um outro desses indivíduos remexeu a mochila que trazia às costas, e um outro jovem que acompanhava os demais desferiu-lhe um soco na face esquerda e duas joelhadas na zona lombar do lado esquerdo; ) Por dessa atuação se ter apercebido uma cabeleireira que laborava nas imediações, que começou a gritar, o dito grupo afastou-se do local, permitindo que conseguisse entrar no estabelecimento daquela, em frente ao local dos factos, pelo que nada lhe foi subtraído; ) O arguido AA agiu livre e conscientemente, em comunhão de esforços e na execução de um plano previamente acordado com os demais indivíduos que o acompanhavam, sabendo e querendo retirar e fazer seus, mediante a utilização de força física e sob anúncio de um mal iminente sobre a integridade física, aproveitando-se da sua superioridade numérica e da vantagem que lhe advinha de agir em grupo e concertadamente, os objetos e dinheiro que aquele trazia consigo, intimidando-o e constrangendo-o à entrega daqueles, bem sabendo que o fazia contra a vontade e sem o consentimento deste, com o intuito, concretizado, de também se apoderar dos mesmos, que depois dividiria com os outros, o que não concretizou por razões alheias à sua vontade; ) Sabia que a sua conduta era proibida e punida por lei penal; 16) No âmbito do processo comum tribunal com o n. 1526/1..., do Juízo Local Criminal ... Juiz ...) do Tribunal Judicial da Comarca ..., por decisão proferida em 18/02/2016, transitada em julgado em 29/03/2016, e pela prática, em 22/11/2014, de um crime de roubo, p. e p. pelo artigo 21, n. 1, do Código Penal, na pena de 2 anos de prisão; 17) Fundou-se tal condenação, no essencial, nos seguintes factos: ) No dia 22/11/2014, cerca das 22 horas e 38 minutos, na estação de Metro ..., sita nas Escadas de ..., no ..., o arguido AA decidiu abordou o queixoso EEE, com o fim de lhe subtrair o dinheiro e bens que este transportasse consigo, ainda que para concretizar os seus intentos tivesse que usar de violência; ) Assim, o arguido dirigiu-se ao aludido EEE e desferiu-lhe diversos murros na face e empurrou-o, fazendo-o cair no chão; ) De seguida, fazendo uso da sua força física, o arguido retirou violentamente do bolso das calças do aludido EEE uma carteira que ele aí trazia, em pele de cor ... e da marca «...», que continha no seu interior diversos documentos pessoais, no valor de cerca de € 40; ) Em seguida, já na posse da referida carteira, que passou a transportar com ele, fazendo-a sua, o arguido afastou-se do local; ) Com a atuação acima descrita veio o aludido EEE a sofrer dores; ) Ao proceder como descrito, agiu o arguido, AA, voluntária, livre e conscientemente, com o propósito concretizado de, fazendo uso da força física e usando de violência contra EEE, lhe subtrair os objetos acima elencados, bem sabendo que os mesmos não lhe pertenciam e que agia contra a vontade e sem o consentimento do respetivo dono; ) Mais sabia que toda a sua descrita conduta era proibida e punida por lei e o fazia incorrer em responsabilidade criminal; 18) No âmbito do processo comum tribunal com o n. 1339/1..., do Juízo Central Criminal ... Juiz ...) do Tribunal Judicial da Comarca ..., por decisão proferida em 31/03/2016, transitada em julgado em 02/05/2016, e pela prática, em 11/11/2014, de 4 crimes de roubo, p. e p. pelo artigo 21, n. 1, do Código Penal, na pena de 1 ano e 6 meses por cada um e, em cúmulo, na pena única de 3 anos de prisão; 19) Fundou-se tal condenação, no essencial, nos seguintes factos: ) No dia 11/11/2014, pelas 00 horas e 45 minutos, na estação de Metro ..., sita na Praça ..., no ..., na execução de um plano que logo gizaram e ao qual aderiram, em conjugação de esforços e divisão de tarefas com três outros indivíduos cuja identidade não se logrou apurar, o arguido AA decidiu apoderar-se de bens e dinheiro que encontrasse na posse do queixoso FFF, que aí aguardava a chegada do metro; ) Na execução desse plano, o arguido AA e os três indivíduos que o acompanhavam aproximaram-se do queixoso FFF e, depois de o rodearem de forma a evitar que este fugisse, o arguido AA disse-lhe: «vamos-te partir a boca»; ) De seguida, fazendo uso da sua superioridade numérica, encostaram-no à parede e o arguido agarrou-o pelos colarinhos e exigiu-lhe que lhe entregasse o seu cartão multibanco e respetivo código ou o computador; ) Como o queixoso FFF se recusou a entregar o cartão e o código, e entregou o computador, enquanto outro dos indivíduos lhe revistou os bolsos, um dos outros indivíduos retirou ao queixoso o telemóvel de marca «...», no valor de € 100 do bolso das calças, e levaram-lhe o telemóvel e o computador da marca «...», com o número de série ..., no valor de € 500, ausentando-se do local, fazendo-os coisa sua; ) No dia 21/06/2014, pelas 15 horas e 15 minutos, na execução de um plano que logo gizaram e ao qual aderiram, em conjugação de esforços e divisão de tarefas, juntamente com outros três ou quatro indivíduos cuja identidade não se logrou apurar, o arguido AA decidiu apoderar-se de bens e dinheiro que encontrasse na posse do queixoso GGG que saía da Estação de Metro ...; ) Na execução desse plano, aqueles indivíduos, juntamente com o arguido AA, à saída do elevador do Metro e junto às escadas, abordaram o dito queixoso, e fazendo uso da sua superioridade numérica, rodearam-no de forma a intimidarem-no e impedirem a sua fuga; ) De seguida, um dos indivíduos desferiu um soco que atingiu o queixoso GGG no rosto, e um pontapé, e retirou-lhe um telemóvel de marca «...», de cor ..., no valor de € 50, a quantia de € 4 e um boné no valor de € 40, que levaram consigo quando se ausentaram, fazendo-os coisa sua; ) Mercê da agressão descrita, resultaram para o queixoso GGG ferimentos e lesões corporais, não apuradas nem examinadas, que apesar de não necessitarem de receber tratamento médico hospitalar, de forma direta, adequada e necessária provocaram-lhe dores e mau estar físico e psicológico; ix) No dia 30/11/2014, pelas 21 horas e 30 minutos, na Rua ..., ..., ..., no piso intermédio da estação de Metro ali existente, na execução de um plano que logo gizaram e ao qual aderiram, em conjugação de esforços e divisão de tarefas, juntamente com dois outros indivíduos cuja identidade não se logrou apurar, o arguido AA decidiu apoderar-se de bens e dinheiro que encontrasse na posse do queixoso HHH; x) Na execução desse plano, juntamente com o outro indivíduo, o arguido AA aproximou-se do queixoso HHH e exigiu-lhe que entregasse o telemóvel, caso contrário, o agrediria, pelo que este, receoso do que lhe pudessem fazer, preparou-se para entregar o telemóvel de marca ..., modelo ...», de cor ..., no valor de ��� 130, de sua propriedade; xi) Nesse momento o arguido retirou-lhe das mãos o dito telemóvel, após o que se ausentou para parte incerta, fazendo do telemóvel coisa sua; xii) No dia 26/03/2015, pelas 23 horas e 30 minutos, no cruzamento entre as ruas ... e ..., no ..., na execução de um plano que logo gizaram e ao qual aderiram, em conjugação de esforços e divisão de tarefas, juntamente com outros dois indivíduos cuja identidade não se logrou apurar, o arguido AA decidiu apoderar-se de bens e dinheiro que encontrasse na posse do queixoso ; xiii) Na execução desse plano, os dois indivíduos juntamente com o arguido AA aproximaram-se do queixoso e, fazendo uso da sua superioridade numérica, rodearem-no de forma a evitar que fugisse; xiv) Nesse contexto, o arguido AA tapou a boca do queixoso com uma mão e disse-lhe: «não berres ou corto-te a cara toda»; xv) Receoso do que lhe pudessem fazer, o queixoso entregou a quantia de € 30, em dinheiro, ao arguido AA, após o que se ausentou para parte incerta, fazendo de tais objetos coisa sua; 20) No âmbito do processo comum tribunal com o n. 567/.., do Juízo Local Criminal ... Juiz ...) do Tribunal Judicial da Comarca ..., por decisão proferida em 20/04/2016, transitada em julgado em 20/05/2016, e pela prática, em 02/04/2015, de 1 crime de roubo, p. e p. pelo artigo 21, n. 1, do Código Penal, na pena de 2 anos de prisão; 21) Fundou-se tal condenação, no essencial, nos seguintes factos: ) No dia 02/04/2015, cerca das 08 horas e 40 minutos, no interior do autocarro dos ..., que fazia o trajeto na linha n. ..., entre o Hospital ... e a Rua ..., na cidade do ..., AA dirigiu-se a JJJ e sentou-se no banco ao seu lado e, de seguida, disse-lhe «o que é que tu tens para , não tenho problema nenhum em esfaquear-te»; ) O dito JJJ, temendo pela sua integridade física e vida, de imediato, entregou ao arguido um telemóvel, de marca e modelo «...», no valor de € 229,90; ) De seguida, o arguido pediu a carteira daquele JJJ, tendo este entregue a mesma ao arguido, que do seu interior retirou quantia não concretamente apurada, mas não superior a € 3, e um cartão de débito do «Banco Santander Totta»; ) Logo de seguida, o arguido exigiu ao dito JJJ que lhe revelasse o «PIN» do cartão de débito, o que aquele, temendo pela sua integridade física e vida, de imediato revelou; ) Já na posse do referido telemóvel, dinheiro e cartão de débito, que passou a transportar consigo, fazendo-os seus, o arguido saiu na paragem de autocarro existente entre a Rua ... e a Rua ..., no ..., e dirigiu-se à «ATM» da Agência do «Banco Millennium BCP», sita na Rua..., ..., no ..., e, depois de introduzir o «PIN» que aquele JJJ lhe tinha revelado, procedeu, pelas 08 horas e 49 minutos, a um levantamento de € 60; ) De seguida, dirigiu-se à «ATM» da Agência do «Novo Banco», sita na Avenida..., ..., em ..., ..., e, depois de introduzir o «PIN» que o aquele JJJ lhe tinha revelado, procedeu, pelas 09 horas e 04 minutos, ao carregamento de um telemóvel da rede «...», no valor de € 5; 22) No âmbito do processo comum tribunal com o n. 286/1..., do Juízo Central Criminal ... Juiz ...) do Tribunal Judicial da Comarca ..., por decisão proferida em 16/06/2016, transitada em julgado em 01/09/2016, e pela prática, em abril de 2015, de um crime de roubo, p. e p. pelo artigo 21, n. 1, do Código Penal, na pena de 6 meses de prisão, suspensa na sua execução pelo período de 1 ano, e, entretanto, extinta pelo respetivo cumprimento; 23) No âmbito do processo comum tribunal com o n. 1432/1..., do Juízo Central Criminal ... Juiz ...) do Tribunal Judicial da Comarca ..., por decisão proferida em 21/12/2016, transitada em julgado em 02/02/2017, e pela prática, em 22/11/2014, de 1 crime de roubo, p. e p. pelo artigo 21, n. 1, do Código Penal, na pena de 2 anos de prisão; 24) Fundou-se tal condenação, no essencial, nos seguintes factos: ) No dia 22/11/2014, pelas 21 horas e 20 minutos, KKK encontrava-se no interior do estabelecimento de restauração e bebidas, denominado «...», sito na Praça..., ..., na cidade do ...; ) Pouco depois, dirigiu-se à casa de banho, situada no piso inferior do aludido estabelecimento, onde também se encontrava o arguido, entre outros indivíduos; ) Neste contexto, o arguido interpelou KKK exigindo-lhe dinheiro, o que o mesmo recusou dar-lhe; ) Ato contínuo, dirigindo-se sempre ao referido KKK num tom intimidatório e encostando-o à porta do WC, exigiu que este lhe entregasse tudo o que trazia consigo; ) Receando pela sua integridade física, KKK entregou ao arguido o seu telemóvel da marca e modelo «...», no valor de, pelo menos, € 100, e a quantia de € 7; ) Após, o arguido abandonou o local, levando consigo os referidos objetos, que integrou no seu património; ) O arguido agiu com o propósito de fazer seus os bens pertencentes ao KKK, bem sabendo que os mesmos não lhe pertenciam e que atuava contra a sua vontade; ) Mais sabia o arguido que o tom intimidatório e postura agressiva usados nos moldes descritos constituíam meio adequado a provocar, no referido KKK, receio pela sua integridade física, colocando-o na impossibilidade de resistir; ix) O arguido agiu de forma livre, voluntária e consciente, bem sabendo que a sua conduta era proibida e punida por lei penal; 25) No âmbito do processo comum tribunal com o n. 359/1..., do Juízo Central Criminal ... Juiz ...) do Tribunal Judicial da Comarca ..., por decisão proferida em 22/02/2017, transitada em julgado em 24/03/2017, e pela prática, em 04/03/2015, de dois crimes de roubo, p. e p. pelo artigo 21, n. 1, do Código Penal, nas penas especialmente de 0 meses de prisão por cada um, e, em cúmulo, na pena única de 1 ano de prisão, suspensa na sua execução por idêntico período, e, entretanto, extinta pelo respetivo cumprimento; 26) No âmbito do processo comum tribunal com o n. 834/1..., do Juízo Local Criminal ... Juiz ...) do Tribunal Judicial da Comarca ..., por decisão proferida em 07/03/2017, transitada em julgado em 06/04/2017, e pela prática, em 03/09/2014, de um crime de introdução em lugar vedado ao público e de um crime de dano simples, p. e p., respetivamente, pelos artigos 19 e 21, n. 1, do Código Penal, nas penas de, também respetivamente, 1 mês de prisão e 6 meses de prisão, e, em cúmulo, na pena única de 6 meses e 15 dias de prisão, suspensa na sua execução pelo período de 1 ano; 27) Fundou-se tal condenação, no essencial, nos seguintes factos: ) No dia 03/09/2014, pelas 19 horas, o arguido, na companhia de um outro indivíduo do sexo masculino cuja identidade não foi possível apurar, dirigiu-se ao prédio sito na Rua..., ..., no ..., pertencente à sociedade «Borges Mesquita, Lda.», e partiu o vidro de uma janela de um espaço naquele prédio destinado à habitação; ) Ato contínuo, e através da janela em questão, entrou e permaneceu no sobredito espaço, utilizando a água e eletricidade do mesmo até, pelo menos, finais do mês de setembro de 2014; ) Nessa altura, e enquanto ocupou o mencionado espaço, o arguido queimou o chão em madeira do mesmo e rebentou as portas e uma grade de ferro que impedia o acesso ao mesmo espaço; ) A reparação daqueles estragos provocados pelo arguido ascende ao valor global de € 1 150; ) O arguido sabia que ao partir o vidro da janela, queimar o chão e rebentar as portas e grades daquele espaço, que não lhe pertencia, o destruiria e, com isso, causaria um prejuízo patrimonial à queixosa; ) Todavia, não se coibiu de o fazer. )