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Na verdade, a retenção da compensação por parte do trabalhador quando não concorde com o despedimento por extinção do posto de trabalho de que é objecto é ilícita porque manifestamente contrária ao princípio da boa-fé a cuja observância está legalmente adstrito, tanto mais que a disponibilização da compensação não visa antecipar o pagamento de quaisquer indemnizações a que o trabalhador se sinta com direito decorrente de uma eventual ilicitude do despedimento, ou resolver os problemas sociais derivados do despedimento – acórdão do STJ de 13/10/2016, proferido no processo 2567/03TTLSB.LS Tudo visto, somos a concluir que embora a lei não estabeleça um qualquer prazo para a devolução da compensação, o certo é que exige que ela ocorra em simultâneo com a respectiva disponibilização, como claramente resulta da letra do art.