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A recorrida ON contra-alegou concluindo assim: A) O recurso de revista, nos termos do artigo 150 do CPTA, é um recurso excepcional, apenas admitido em circunstâncias muito concretas e bem delimitadas, delimitação que, claro está, compete ao recorrente;  B) O recorrente interpôs recurso de revista para o Supremo Tribunal Administrativo, mas não fundamentou minimamente as razões que devem levar este Colendo Tribunal a admiti-lo, bastando-se com um juízo conclusivo sobre a sua necessidade, sem que antes tenham sido apresentadas as suas premissas; nunca o recorrente apresentou razões que justificassem a relevância jurídico-social da questão, discutindo somente - em termos erróneos - a sua situação pessoal;  ) Não se trata pois de uma questão de relevância social, mas sim de relevância pessoal, o que é muito diferente; até porque o Supremo só é chamado a pronunciar-se sobre questões abstractas que possam interessar a um razoável número de pessoas concretas e o recorrente apela apenas à sua posição individual, em termos manifestamente não integráveis nos pressupostos do recurso de revista;  ) Por outro lado, a questão de fundo levantada pelo recorrente prende-se com vício próprio do acórdão que também não tem qualquer relevo fora do âmbito do caso concreto;  E) Ora, apesar de este Colendo Tribunal poder apreciar questões de natureza processual, não deixa de se exigir que seja um tema processual com relevância jurídico-social;  F) Pelo que deve ser recusada a admissão da revista por evidente  falta de especificação dos respectivos fundamentos e  por não se estar perante uma apreciação de uma questão que, pela sua relevância jurídica ou social, se revista de importância fundamental ou quando a admissão do recurso seja claramente necessária para uma melhor aplicação do direito;  G) O recorrente afirma ser nulo o acórdão do tribunal «a quo» nos termos e para os efeitos do artigo 615, n1, alínea, do CPC, isto é, terá existido «uma insuficiente fundamentação de facto e de direito que justificam a decisão que estamos perante um acto confirmativo», mas, em vez de demonstrar a pretensa falta de fundamentação, o recorrente ataca a fundamentação do acórdão, mostrando as razões da sua discordância com a decisão de fundo;  H) Mas, concorde-se ou não, o fundamento consta do acórdão: veja-se, a título de exemplo, o que é explanado na respectiva página 20: «o referido acto confirmativo - porque se limita a manter, sem alteração, a situação jurídica já definida pelo acto confirmado e porque não introduz qualquer modificação naquela situação - não se traduz em qualquer ofensa aos direitos ou interesses legalmente protegidos do recorrido »;  ) O recorrente entende que o acto que em 202019 recusou a sua inscrição na recorrida não é um acto meramente confirmativo e não aceita que o tribunal de 1 instância e o tribunal «a quo» tenham entendimento distinto, tentando demonstrar que o acto não era confirmativo;  J) Na verdade, o que o recorrente não aceita é que o último acto da recorrida -de 202019 - seja considerado um acto confirmativo, e por isso, nas conclusões a o recorrente apresenta os fundamentos segundo os quais o acto não é confirmativo, omitindo em absoluto qualquer falta de especificação;  K) Sendo certo que não existe qualquer nulidade, também se conclui que o acto é efectiva e meramente confirmativo: em ambas as decisões a ON recusou a inscrição do recorrente por não ter o título académico habilitante, ou seja, por não ser licenciado em ciências da nutrição, em dietética ou em dietética e nutrição;  ) Nada teve que ver com regimes transitórios mas antes com a questão de fundo, a não detenção pelo recorrente de título académico habilitante;  ) Sendo certo que para classificar o acto como confirmativo ou não, não importa quais os fundamentos que apresentou o recorrente nos pedidos que redundaram nas deliberações de 202016 e 202019, mas sim os fundamentos de ambas as decisões;  N) Por fim, nenhuma das 8 conclusões do recurso que apresentou perante o TCAN o recorrente vem levantar a questão dos actos confirmativos o serem ou não; nesse recurso apenas levanta questões relativas à suposta não invocação pela então requerida desta excepção, defendendo naquelas conclusões que a ON não tinha suscitado a questão e que por isso o tribunal também não o podia fazer;  O) Nestes termos, deverá ser julgada improcedente a revista por não provada, com todas as consequências legais.