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120 do CIRE com fundamento na prejudicialidade do acto e na existência de má-fé por parte da Autora, alegando, em resumo: que o acto é prejudicial à massa na medida em que uma parte do preço não foi pago efectivamente tendo sido abatido ao saldo credor que a aqui Autora detinha sobre a Insolvente proveniente de fornecimentos; que, nessas circunstâncias, existiu um prejuízo de 5000,00€; que, com o acto em questão, a Autora obteve uma vantagem ou preferência relativamente a outros credores porque viu imediatamente paga uma parte do seu crédito sem necessidade de concorrer com os restantes credores da insolvente; que a Autora actuou de má-fé uma vez que, tendo sido fornecedora da Insolvente durante largos anos, conhecia a sua situação económica e financeira e sabia da situação da insolvência; que o negócio em questão correspondeu a um plano arquitectado pelo procurador da Insolvente e pelos sócios gerentes da Autora no sentido de beneficiar a Autora em relação aos demais credores, razão pela qual celebraram o contrato promessa poucos dias antes da entrada em juízo do processo de insolvência e celebraram a escritura de compra e venda 43 dias após a entrada desse processo escritura que foi outorgada por procurador bem sabendo que a Presidente da Administração estava gravemente doente e internada em hospital de saúde de.