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Assim, "não se torna necessária a prestação de caução se o crédito tiver garantia real constituída anteriormente à instauração da acção executiva, ou se houver já penhora efectuada, desde que uma e outra garantam o crédito exequendo e acessórios, incluindo os juros que se vençam em consequência da paragem do processo”1 A posição de Teixeira de Sousa diverge das referidas, no sentido de conciliar os dois referidos entendimentos, afirmando que a caução "pode cumprir funções distintas”: não existindo garantia real penhora ou garantia constituída, a caução "visa não só garantir o pagamento do crédito exequendo, mas também assegurar o ressarcimento dos prejuízos sofridos pelo exequente com o atraso na satisfação da obrigação exequenda ou com a impossibilidade dessa satisfação”.