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Todavia, tal assunção probatória não assenta em substracto probatório – já que nenhuma prova foi feita que permita concluir que a licença de condução emitida pelas autoridades angolanas não permanecesse válida à prática dos factos – antes resultando de uma consequência factual que decorre do facto de o arguido não ter diligenciado pela troca de tal licença por um título português, sendo certo que o mesmo reside em Portugal desde 200 Ora, sendo evidentemente censurável a postura do arguido e causadora até de alguma perplexidade e estranheza, tendo em conta que isso lhe acarretou várias condenações pelo crime agora em análise, a verdade é que dessa circunstância não se pode retirar qualquer consequência em relação à validade ou invalidade da licença de condução angolana obtida pelo arguido em data anterior a Maio de 200 São, com efeito, duas realidades distintas e que o tribunal recorrido, com o devido respeito, parece ter confundido.