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n. 0840/10 consultável no mesmo sítio o seu juízo no entendimento de que a não observância do ónus de concluir de forma sintética só possibilitava o não conhecimento do recurso se a prolixidade das conclusões acarretasse a sua obscuridade ou complexidade, pois "a falta de concisão no modo de concluir não torna as conclusões fatalmente imprestáveis”, já que "só assim sucederá quando, por via disso, elas sejam obscuras ou complexas - pois a prolixidade exclui a falta das conclusões e só muito acidentalmente pode envolver a sua deficiência; e, mesmo naqueles dois primeiros casos, o vício das conclusões residirá nas ditas obscuridade ou complexidade, e não tanto na desmesura do seu número”, sendo que "o número excessivo das conclusões, embora frustre o ideal de que se conclua «de forma sintética», não envolve, «eo ipso et in abstrato», a obscuridade ou a complexidade delas”, tanto mais que "a complexidade traduz imediatamente um problema de qualidade - e não de mera quantidade; pois pode o número das conclusões ser elevado e, não obstante, cada uma delas ser simples e permanecer simples o que se extraia das suas relações mútuas.