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Neste domínio, a  instância considerou - e bem - que o artigo 2 do Novo Regime de Arrendamento Urbano, aprovado pela Lei n. 6/2006, de 27-02, contém um regime transitório, designadamente, para contratos não habitacionais celebrados antes do Dec. Lei n. 257/95 de 30-09, como é o caso do contrato em referência nos presentes autos, dispondo, no seu n. 3, que a denúncia do contrato de arrendamento, ao abrigo da faculdade concedida pelo artigo 5, n. 3, al., tal como pacificamente verificado no caso em apreciação, confere ao arrendatário o direito a compensação pelas obras licitamente feitas, nos termos aplicáveis às benfeitorias realizadas por possuidor de boa-fé, independentemente do estipulado no contrato de arrendamento e ainda que as obras não tenham sido autorizadas pelo senhorio.