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Neste sentido cita-se o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 06/16/2015 no processo 308/00TBCBR.CS1, que, seguindo este entendimento, confirmando o decidido nas 2 e 1 instâncias, afirmou "tanto na doutrina como na jurisprudência tanto nacional como vem prevalecendo o entendimento no sentido de que, em princípio e independentemente de se fazer especial apelo ao princípio da colaboração processual em matéria de prova, compete ao médico provar que prestou as informações devidas; na doutrina portuguesa este entendimento é defendido por André Dias Pereira obra citada, página que menciona ser o entendimento no sentido de recair sobre o médico o ónus probandi do cumprimento do dever de informar defendido, também e entre outros, por Orlando de Carvalho, Figueiredo Dias, Sinde Monteiro e Capelo de Sousa.”  Destarte, além de se concordar com a decisão tomada na 1 instância quanto à efetiva prova da falta da prestação das informações mencionadas nos pontos 11 e 96 da matéria de facto provada, face às declarações da Autora, em consonância, nesta parte, com os restantes elementos dos autos, a solução do caso sempre teria que ter em conta a falta de consentimento esclarecido por não ter sido provada a prestação de qualquer informação, cabendo ao Réu a sua prova,)  2)  do ponto 16 da matéria de facto provada: "As consultas começavam a protelar-se no tempo e foram para além das previstas 18 meses inicialmente expectáveis.”  Encontra-se aqui um manifesto lapso de escrita, face à falta de conjugação gramatical da frase.