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Esta é efetivamente a posição doutrinária mais fundada nesta matéria, como claramente evidenciado em obra autorizada, quando se sustentou designadamente que não podendo ser legitimamente coartada a liberdade de circulação do progenitor guardião, o mais correto enfoque dogmático em termos de fundamento e natureza jurídica do direito de visita do progenitor não guardião – como "poder-dever” e "poder funcional”, isto é, como um direito de conteúdo altruístico em primeira linha – postula o entendimento de que «a criança seria a verdadeira beneficiária do direito de visita sujeito, sendo o visitante, o devedor de uma obrigação de facto positiva de que a criança é credora e o guardião o titular de uma obrigação negativa não interferir nas relações da criança com o outro e de uma obrigação positiva facilitar o exercício do direito de.».7 Assim sendo, nada vemos que censurar – mormente face ao quadro fáctico efetivamente "provado” e que pode ser considerado – neste particular da sentença recorrida, aqui se incluindo, então, o seu segmento «O progenitor poderá contactar com a filha, por qualquer meio, sempre que quiser, devendo estar com ela quinzenalmente, indo buscá-la ao colégio que frequenta na sexta-feira e levando-a a casa da progenitora no domingo, cerca das 21h0» Vejamos agora do demais.