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É o que acontece, aliás, em certos casos, no nosso País, fruto da transferência de competência dos tribunais que anteriormente detinham o exclusivo das decisões nesta matéria), quando se trate de divórcio por mútuo consentimento, nos termos do artigo 1 do Decreto-Lei n. 272/2001 de 13 de Outubro, em que a decisão compete, em exclusivo, aos conservadores do registo  Assim, tem-se defendido na jurisprudência que a decisão sobre direitos privados deve interpretar-se em termos amplos – por forma a abranger decisões proferidas, quer por autoridades judiciais, quer por autoridades administrativas1 Nesse âmbito, nada obstará ao reconhecimento de tais decisões proferidas no estrangeiro, conquanto que se verifiquem os demais requisitos previstos no mesmo preceito legal.