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Confirmada assim a competência internacional do tribunal português para decidir as responsabilidades parentais dos dois menores, deve ainda dizer-se que nada impede, do ponto de vista da decisão substancialmente a tomar, e mais concretamente relativamente ao menor O, não tome em conta a sua efectiva desconexão, actualmente, porque corridos são 5 anos desde que o menor reside em Espanha com o pai, com Portugal, com Cascais, e com a cultura materna, e com a figura materna e mesmo com o irmão, desde logo por audição do mesmo e utilizando até os elementos de perícia que o tribunal espanhol já logrou apurar para perceber da vontade do menor e da necessidade do seu respeito, ou seja, nada impede que a decisão a tomar pelo tribunal recorrido mantenha a situação de facto criada, desde que a mesma, apesar de tudo, se revele actualmente como aquela que melhor serve o interesse do menor O, o que vale, mutatis mutandis, para o menor , tanto mais que a sua vida é uma sucessão linear de conexão à ordem jurídica portuguesa.