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Na apreciação que efectuou da questão 1 a. e b. decidiu, em suma: ) que o preço contratual proposto por cada concorrente para o Lote 3, Seguros de acidentes de trabalho, devia conter a fórmula de revisão de preços, com o agravamento máximo 10%) para os anos de 2022 e 2023 para efeitos de, pelo menos, permitir aferir da observância do parâmetro do preço base consagrado na Cláusula 3 do Caderno de Encargos de €12 572 702,00 para todos os lotes e de €3 672 202,00 para o referido Lote 3, a contratar pela Recorrente e pela Carribus, decomposto em €1 089 450,00 para 2021 – preço dos seguros de acidentes de trabalho, considerando os capitais previstos em 2021 -, €1 219 196,00 para 2022 - preço dos seguros de acidente de trabalho, considerando os capitais previstos em 2022 e a hipótese de actualização de preços para o valor máximo admitido pela fórmula estabelecida na Cláusula 7 do CE -, e €1 363 556,00 para 2023 – idem, considerando os capitais previstos em 2023 e a referida hipótese de actualização de preços; ) nenhuma das propostas evidencia o recurso a tal fórmula matemática; ) o pedido de esclarecimentos que o Júri do concurso dirigiu aos concorrentes, visando saber/clarificar se todos tinham recorrido à mesma metodologia no cálculo do preço para os anos de 2022 e 2023, com ou sem o incremento da cláusula da revisão de preços, observou o disposto no artigo 72 do CCP; ) Após os esclarecimentos prestados pela Recorrente e a S, - a A. não submeteu na plataforma electrónica a resposta que elaborou para o efeito – no sentido de que os preços da primeira continham o valor da cláusula da revisão de preços e o da segunda não, do detalhe da proposta daquela não resulta qualquer referência à revisão de preços, pelo que não era manifesta a existência do erro material ou de cálculo do preço da Recorrente nos termos do artigo 249 do , ao contrário do que entendeu o Júri pelo que lhe estava vedado proceder à rectificação oficiosa dos valores apresentados para os anos de 2022 e 2023, ao abrigo do disposto no n 4 do artigo 72 do CCP, e tendo-a efectuado, retirando destes o montante inerente à cláusula de revisão de preços, deu-lhe uma vantagem comparativa face às demais propostas, num procedimento em que o critério da adjudicação era o preço mais baixo, violando os princípios da legalidade da intangibilidade das propostas; ) bem como o da igualdade, pois apesar de ter dúvidas sobre se a proposta da A./recorrida continha a cláusula de revisão, razão porque também lhe dirigiu o pedido de esclarecimentos, na falta de resposta tomou o seu silêncio como uma confirmação de que não a continha, contrastando com a alteração introduzida nos valores da proposta da Recorrente , após os esclarecimentos prestados, favorecendo esta na comparação com as demais.