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O Tribunal a quo considerou provados os seguintes factos transcrição):  " - No dia 18 de Janeiro de 2015, no campo de futebol da Associação Desportiva do , realizou-se um jogo de futebol sénior da  Divisão nacional, entre as equipas Associação Desportiva do e Futebol Clube de Y;  - Após o final do espectáculo desportivo constatou-se descontentamento por parte dos adeptos do , que havia perdido o jogo, ouvindo-se algumas injúrias dirigidas aos atletas da equipa da casa, tais como, chulos, filhos da puta, vendidos;  - O arguido, enquanto se deslocava para o balneário, dirigiu determinados impropérios para a bancada, junto ao limite do terreno de jogo, dizendo, entre o mais filho da puta;  - E ato contínuo, sendo certo que os impropérios se avolumavam em direcção ao recorrente e colegas de equipa, estes aproximaram-se da bancada, mas sem ultrapassarem o muro delimitador do terreno de jogo;  - O arguido era guarda-redes da equipa Associação Desportiva do , portador da camisola com o n. .., de cor verde;  - Após tal comentário gerou-se grande exaltação entre os espectadores, tendo alguns jogadores se dirigido ao arguido para o acalmar;  - Existiu ainda necessidade de intervenção da força policial presente no local para repor a tranquilidade dos adeptos;  - Cerca de dois dias depois, o recorrente e colegas de equipa voltaram ao local, para a realização de treinos e jogos até ao final da ��poca sem qualquer incidente.