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Também não se olvida que jurisprudência mais recente considerada que existe nulidade quando em causa esteja matéria de carácter sancionatório; 1 No entanto, ainda assim, no caso em apreço, a falta de audiência prévia em matéria discricionária, como é o caso, não pode ter outra consequência que não seja a nulidade, senão vejamos; 1 No caso dos autos, a audiência prévia foi dispensada sem qualquer fundamentação, pois é certo e inequívoco, ainda que se faça uma leitura perfuntória dos autos, em momento algum o Recorrido indicou as razões da não realização da audiência dos interessados, limitando-se a invocar a urgência da decisão sem contudo, fundamentar essa urgência 1 Ou seja, para que se desse cabal cumprimento ao disposto no referido preceito legal da dispensa da audiência prévia, necessário seria que as deliberações impugnadas dissessem em que medida é que a alegada urgência da decisão podia coartar o direito constitucionalmente consagrado da audiência prévia dos interessados, e bem assim, o direito constitucional do Recorrente de participação no procedimento, vertido no n 5 do artigo 267 da CRP; 1 Ao que acresce, ainda, o facto de que em momento algum, compulsados os elementos do procedimento, verifica-se que os concorrentes foram chamados ou puderam sequer pronunciarem-se sobre quaisquer questões advenientes dos concursos curriculares em causa; 1 Na verdade, o único momento em que os mesmos foram ouvidos, foi em sede de entrevista, todavia, como é consabido, jamais a audiência prévia pode ser dispensada ou substituída com base na entrevista, uma vez que esta não configura qualquer projeto de decisão; 1 No caso sub judice, caso tivesse sido concedido ao Recorrente o direito de audiência prévia o mesmo teria alertado o Júri dos respetivos concursos curriculares para a omissão que efetivamente ocorreu quanto à avaliação das suas candidaturas, no âmbito das quais não foram avaliados vários itens; 1 Ora, temos como certo que caso não tivesse existido tal omissão na avaliação do Recorrente, que o mesmo necessária e forçosamente teria tido outra pontuação, o que, consequentemente, determinaria outro lugar na classificação final dos candidatos; 1 Isto é, as classificações finais dos respetivos concursos curriculares não poderiam ter sido as que efetivamente foram afixadas como classificações finais e inclusivamente, o Recorrente poderia ter ficado graduado num lugar de acesso aos referidos concursos curriculares; 1 O que, considerando que in casu não estamos perante um caso de dispensa de audiência prévia conforme legalmente consagrado, acarreta de forma clara e óbvia que o modo de atuação do Recorrido viola o princípio de direito administrativo da audiência prévia e, consequentemente o princípio constitucional da participação dos particulares, vertido no n 5 do artigo 267 da CRP; 1 Neste âmbito, a intensidade da violação do direito de audiência prévia, por parte do Recorrido, para além de violar o direito constitucional do Recorrente de participação no procedimento, atingiu e violou o conteúdo essencial do direito do Recorrente, na promoção da sua carreira cf.