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Prova irrefutável deste circunstancialismo, é - como se viu - o facto de ter deixado no local um rasto de travagem profundo, com um comprimento de 20 metros, o que - repita-se - seria impossível de acontecer se existisse gravilha no solo; ) Em face disto, é forçoso concluir que a única causa do acidente de que tratam os autos, apenas se pode atribuir à velocidade que o dito ER imprimia ao veículo por si tripulado, não lhe permitindo controlar o mesmo e, muito menos, imobiliza-lo no espaço livre e visível à sua frente; ) Conforme supra se disse, para que exista responsabilidade extra-contratual, torna-se necessário que se verifique um nexo de causalidade entre o facto e o dano; ) Em termos Jurisprudenciais, os Tribunais Superiores têm vindo a entender que em matéria de nexo de causalidade, o artigo 56 do Código Civil consagra a teoria da causalidade adequada, e que, na falta de opção legislativa explícita por qualquer das suas formulações, os Tribunais gozam de liberdade interpretativa, no exercício da qual se deve optar pela formulação negativa, correspondente aos ensinamentos de Ennecerus-Lehman; ) De acordo com esta formulação, a condição deixará de ser causa do dano, sempre que "segundo a sua natureza geral, era de todo indiferente para a produção do dano e só se tornou condição dele, em virtude de outras circunstâncias extraordinárias, sendo portanto inadequada para este dano.”- cfr.