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Aquilo que, em terceiro lugar, resulta do teor de alegação, em suma é que:  -por um lado, por diversas vezes, aludem, teoricamente, ao abuso: primeiro citando a posição do Prof. Menezes Cordeiro que, segundo eles, defende que com as situações de recusa lícita do direito à informação podem coexistir outras que aquele de funcionamento daquele instituto nos termos do art 334, ; depois, de Diogo Lemos e Cunha, admitindo, como limite àquele direito, hipóteses de a informação ser inútil ou abusiva se violar o dever de lealdade do sócio à sociedade;  -por outro, e em jeito de conclusão item, alegam que "A actuação do Requerente configura um manifesto abuso do exercício do seu direito à informação” embora sem concretamente esclarecerem o regime preconizado: se o da cláusula geral do art 334, do , ou o que como tal resulta das hipóteses específicas consignadas no art 291, ns 2 e 3, do; -além disso, em termos fácticos, salientam:   ) trata-se de pedido abrangente de seis exercícios, um de há 9 anos;  ) o requerente, apesar de instado, não deu resposta ao pedido da requerida no sentido de que concretizasse, nem na acção concretiza, os crimes ou irregularidades graves que pretende apurar como cometidos pela administração no período de 2008 e 2012 a 2014, segundo a sua carta de 26-11-2014;  ) perdeu todas as acções de impugnação das deliberações das assembleias gerais que instaurou;  ) só em 24-01-2017, por nova carta voltou a solicitar a documentação agora relativa aos exercícios de 2008 e 2012 a 2016;  ) despendeu milhares de euros com a entrega da documentação dos anos 2009 a 2011;  ) informou que não tem estrutura administrativa capaz de processar e fornecer em tempo útil a documentação dos 6 exercícios agora pretendida, apesar de ela ser do mesmo tipo, sendo impraticável prestá-la;  ) os custos em tempo e recursos, internos e, despendidos e a despender, são desproporcionados, do que informou o requerente;  ) os constantes pedidos geram perturbação nos serviços;  ) o requerente não deu resposta à sugestão de que aproveitasse a assembleia geral para exercer o seu direito;  ix) as contas relativas aos seis exercícios foram regularmente aprovadas; x) passaram 3 anos sobre a entrega da anterior documentação sem que o requerente sobre ela pedisse qualquer explicação à requerida; na preparação da contestação e recolha e junção de 133 documentos despendeu recursos injustificados;  xi) em suma, a invocação da responsabilização da administração é um pretexto para o requerente contornar as limitações legais do direito à informação.