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1O artigo 125 do CIRE não estabelece a quem é reconhecida legitimidade para impugnar a resolução; 1Evidente é que em termos gerais, tal legitimidade cabe a quem é afectado pela resolução; 1Tal entidade é, desde logo a contra parte do acto resolvido; 2Na cisão não existe contra parte; 2 Existe a desafectação de um activo e/ou passivo que passa a integrar o património de outra entidade sendo que o negócio jurídico celebrado - cisão - é deliberado e outorgado pelo interessados no acto - os sócios da entidade cindida, que por si ou mandatando a entidade cindida, com aplicação dos critérios de relação de troca verificados pelo Revisor Oficial de Contas nos rigorosos termos plasmados no Código da Sociedades Comerciais, lhes vai atribuir - a esses sócios, um determinado valor de capital em participação em sociedade a constituir em função da materialidade a destacar; 2Tal valor é o rigoroso reflexo económico na sua esfera patrimonial; 2É inequívoco veja-se an.4 ao art 125 do Código de Insolvência e da Recuperação de Empresas Anotado de Luís A. Carvalho Fernandes e João Labareda 2 edição) que tem interesse na resolução de negócio aquele para quem o referido acto tem impacto pessoal e ou patrimonial na sua esfera jurídica e quaisquer terceiros que vejam os seus direitos afectados com a resolução; 2O interesse pessoal e patrimonial dos autores no caso em apreço é gritante.