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Em síntese, considerou o acórdão recorrido que «aRecorrente liquidou e cobrou IVA pelo regime geral, o que significa que não calculou o IVA pelo regime especial, e, desta maneira, cobrou valores de IVA diferentes dos que resultaria da aplicação do regime especial, também indevidamente cobrado aos seus clientes, que não entregou ao Estado»; mais considerou que a Recorrente não questiona que assim foi, que existe diferença entre os valores cobrados a título de IVA e os que entregou ao Estado, antes pretende que, derivando as correcções aritméticas operadas pela AT do facto de ela, Recorrente, «fazer constar ostensivamente IVA nas facturas por si emitidas pelo regime geral e não o regime particular do Dec.-Lei n. 221/85)» exigir-se-ia, para manter a coerência do sistema, que lhe fosse aplicado o regime geral na sua plenitude, permitindo-se-lhe deduzir o montante do imposto suportado.