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A Recorrente deduziu impugnação judicial contra o acto de liquidação oficiosa de contribuições e cotizações de Segurança Social dos anos de 2004 a 2008, que lhe foi notificada aquando da citação no âmbito do processo de execução n.0301200900314420 e apensos; O acto impugnado encontra-se identificado e delimitado nos artigos  a  da petição inicial, constando da citação junta aos autos como Documento n. 1 da petição inicial; Admite a Recorrente que o acto impugnado possa ter tido origem no processo de averiguações n. 200803016073 e correspondentes mapas de apuramento de contribuições e cotizações elaborados pelos Serviços de Fiscalização do Norte, Núcleo de Fiscalização de Beneficiários e Contribuintes, Sector de Braga, do Instituto da Segurança Social, P., cuja decisão final consta da notificação junta aos autos como Documento n. 4 da petição inicial, e cuja reforma, com a consequente anulação do montante de € 141,02, junta como Documento n. 2 da contestação; E. Sucede que, os valores constantes das certidões de dívida anexas à citação no processo de execução n. 0301200900314420 e apensos divergem dos valores constantes dos mapas elaborados na sequência do processo de averiguações n. 200803016073, encontrando-se tais divergências demonstradas nos artigos 1 e 2 da petição inicial; F. A Recorrente não foi notificada de qualquer fundamentação justificativa ou explicativa, do cálculo dos novos valores, nem de ter havido lugar a qualquer revisão oficiosa dos mesmos; G. Sendo arguida a existência de alegada excepção dilatória de caducidade do direito de acção, o Tribunal a quo fixou, como factualidade relevante para a decisão vide alíneas a dos "FACTOS PROVADOS”, as notificações efectuadas à Recorrente no âmbito do processo de averiguações n. 200803016073, a instauração e citação da Recorrente no processo de execução n. 03012200900314420 e apensos, e a data de apresentação da impugnação judicial, concluindo que "atento o teor do Relatório Final, bem como dodespacho que o sancionou, impõe-se extrair a conclusão que a quantificação da obrigaçãocontributiva resulta directamente do acto final da acção de fiscalização, e porquanto é porvia desse acto que a Impugnante foi considerada devedora à Segurança Social domontante de € 11375,4 Porquanto, é este, e não o acto de lançamento em contacorrente esse último será um mero acto de execução do acto de liquidação) que deveráser tido como o verdadeiro acto de liquidação passível naturalmente de ser objecto deImpugnação judicial”; H. Assim, o Tribunal a quo não valorou a divergência verificada entre os valores apurados no âmbito do processo de averiguações n. 200803016073, nos termos do qual "Impugnantefoi considerada devedora à Segurança Social do montante de € 11375,47”, e os valores constantes das certidões de dívida anexas à citação no processo de execução n. 0301200900314420 e apensos, nos termos do qual se pretende a cobrança coerciva de contribuições e cotizações dos anos de 2004 a 2008, no valor de € 8331,37 e acrescidos no valor de € 3205,64, totalizando € 11537,02; Para além da falta de correspondência entre os valores apurados no âmbito do processo de averiguações n. 200803016073 e os constantes das certidões de dívida anexas à citação no processo de execução n. 0301200900314420 e apensos, aquelas certidões de dívida contém em si a liquidação da receita parafiscal alegadamente em dívida, uma vez que dela constam os elementos exigidos à existência da mesma, ou seja os valores alegadamente em dívida; e a identificação da Recorrente como sujeito passivo da obrigação de pagamento; J. O Decreto-Lei n. 511/76, de 3 de Julho, dispõe que a liquidação oficiosa de contribuições de Segurança Social é efectuada imediatamente, sem necessidade de formalidades de liquidação prévias, dispondo antes, no seu art.