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O tribunal analisou a candidatura do Autor e dos demais concorrentes, bem como a postura do júri, salientando: -Da publicitação do aviso de recrutamento  -o Autor alega a violação dos princípios da publicidade e da igualdade de oportunidades no ato de publicitação da abertura do processo de recrutamento aqui em causa;  -resulta dos factos provados que a Ré publicitou no jornal Correio da Manhã, do dia 02015, o aviso da abertura do processo de recrutamento aqui em causa, assim como no seu sítio da internet; -com as referidas publicações todos os potenciais interessados puderam tomar conhecimento, no mesmo momento, quer da abertura do processo de recrutamento, quer dos requisitos que teriam de preencher para serem opositores ao mesmo, nomeadamente, a data limite para a apresentação das respetivas candidaturas 5 dias úteis após a publicação, conforme aviso a que se refere o facto provado );  -é impossível à entidade contratante garantir que todos os potenciais candidatos tenham conhecimento do respetivo aviso de abertura no mesmo momento, sem que tal impossibilidade ponha em causa o respeito pelo princípio da igualdade de oportunidades; -conclui-se, assim, que a Ré cumpriu com os princípios a que se encontra vinculada por via do disposto no art 14, n. 4, do Decreto-Lei 233/2005, de 212 e pela não verificação dos vícios imputados ao aviso de abertura; Do Júri:  -vem o Autor alegar a violação do princípio da igualdade de oportunidades, da imparcialidade e da neutralidade, no processo de recrutamento em questão, resultante da relação existente entre os próprios membros do Júri e entre alguns membros do Júri e demais candidatos; -no campo dos processos de recrutamento, o princípio da imparcialidade visa, em última análise, prevenir o risco de atuações parciais e impedir atuações destinadas ao favorecimento de algum dos candidatos, com prejuízo de outros; -os factos invocados pelo Autor não permitem que o Tribunal "possa com razoabilidade duvidar seriamente da imparcialidade” da conduta do Júri; -em primeiro lugar porque o Autor não alega nem aduz qualquer facto que ponha em causa a imparcialidade do Presidente do Júri, em nome da qual exerceria o poder hierárquico que mantém sobre a vogal do Júri, para beneficiar um dos candidatos, em prejuízo dos restantes; -de igual modo, o Tribunal não alcança a razão pela qual a participação da 1 Vogal do Júri num evento organizado pelo IPAI, da qual é membro, possa pôr em causa a sua imparcialidade, tendo presente a concordância com o conteúdo da sua intervenção por parte da moderadora do painel; -conclui-se, assim, pela não verificação da violação dos princípios da igualdade de oportunidade, imparcialidade e neutralidade; Da ponderação dos métodos de seleção  -cumpre notar que a escolha dos critérios ou parâmetros de avaliação se insere nos critérios da discricionariedade técnica do Júri, baseada na experiência pessoal e profissional dos seus membros; -além disso, comprovado e demonstrado que as ilegalidades cometidas não influenciam os resultados do concurso, por não darem lugar à alteração da ordenação dos candidatos a ponto do Recorrente ficar posicionado em lugar que o habilite a ser admitido, tornam-se as mesmas irrelevantes ou inoperantes para efeitos de anulação do acto recorrido; -não será de anular o ato quando se possa afirmar, com inteira segurança, que a representação errónea dos factos ou do direito aplicável não interferiu com o conteúdo da decisão administrativa, nomeadamente, ou porque não afectou as ponderações ou as opções compreendidas efectuadas ou nesse espaço discricionário, ou porque subsistem fundamentos exactos bastantes para suportar a validade do acto g., derivados da natureza vinculada dos actos praticados conforme à lei, ou seja ainda porque inexiste em concreto utilidade prática e efectiva para o impugnante do operar daquela anulação visto os vícios existentes não inquinarem a substância do conteúdo da decisão administrativa em questão não possuindo a anulação qualquer sentido ou alcance; -no caso, não é de supor um melhor ou desempenho dos candidatos no caso de um maior ou peso relativo da Entrevista Profissional de Seleção, tanto mais que a ata da reunião do Júri que fixou os parâmetros de avaliação foi publicitada em 02015, antes ainda de findo o prazo de apresentação de candidaturas, o que permitiu aos candidatos tomarem conhecimento atempado dos termos em que seriam avaliados; -pelo exposto é de entender que estamos perante um vício inoperante, pois que o mesmo não interferiu no resultado final do processo de recrutamento; Da aplicação dos métodos e parâmetros  a) A admissão das candidaturas  -no que respeita à candidata AMNR importa aferir se a sua licenciatura em Engenharia Química cumpre com os critérios de recrutamento fixados pelo Júri em reunião de 02015, conforme ata n. 1; -em relação à candidata AMNR, o Júri violou os critérios de recrutamento a que se auto-vinculou; -conclui-se, deste modo, que a admissão da candidatura apresentada por AMNR constitui uma violação aos critérios de recrutamento fixados; -no entanto, comprovado e demonstrado que as ilegalidades cometidas não influenciam os resultados do concurso, por não darem lugar à alteração da ordenação dos candidatos a ponto do Recorrente ficar posicionado em lugar que o habilite a ser admitido, tornam-se as mesmas irrelevantes ou inoperantes para efeitos de anulação do acto recorrido; -no caso, a candidata AMNR foi ordenada em lugar abaixo do lugar do Autor, pelo que, da sua exclusão, em devido tempo, não adviria para o Autor a colocação numa posição que lhe possibilite aceder ao lugar posto a concurso; -pelo exposto é de entender que estamos perante um vício inoperante, pois que o mesmo não interferiu no resultado final do processo de recrutamento; -quanto ao cumprimento e comprovação do critério de experiência profissional mínima de dois anos em funções de auditoria interna, por parte da candidata NMPM, o que resulta da prova produzida é que a mesma apresentou o comprovativo da experiência profissional como auditor interno, pelo que improcede a pretensão do Autor quanto a este vício; -no que respeita à candidata BCMTV resulta da matéria de facto provada que a mesma não apresentou comprovativo da experiência profissional como auditor interno; -ao não ter excluído a candidata BCMTV, por não possuir os requisitos de admissão fixados, o Júri violou o determinado na deliberação de 02015; -no entanto valem aqui as considerações antes feitas a respeito da candidata AMNR, quanto à inoperância do vício, uma vez que também a candidata BCMTV foi graduada numa posição inferior à do Autor, pelo que, da sua exclusão, em devido tempo, não adviria para o Autor a colocação numa posição que lhe possibilite aceder ao lugar posto a concurso; A avaliação curricular do Autor  -uma vez que o Autor não comprovou a experiência profissional nas funções de auditor interno na área da saúde, revela-se correta a cotação dada ao parâmetro em causa por parte do Júri; -no que tange ao parâmetro "conhecimentos de informática”, a atribuição de uma notação diferente de "0” pressupõe que o candidato possua formação complementar na área de informática caso em que é atribuída a cotação de ou que possua formação complementar na área de informática e experiência profissional caso em que é atribuída a cotação de; -para comprovação dos conhecimentos de informática o Autor juntou declaração que não comprova qualquer formação complementar na área de informática, nem, tampouco, qualquer formação complementar na área de informática e experiência profissional, mas tão só a frequência de uma Pós-Graduação em Gestão de Organizações sem Fins Lucrativos, Curso de Especialização, pelo que bem andou o Júri ao atribuir a notação de "0” valores neste parâmetro; A avaliação curricular do candidato LMOR  -o candidato LMOR apresentou comprovativo de formação informática, que o Júri decidiu valorizar no parâmetro Formação Profissional;  -ao destacar a formação complementar na área de informática - parâmetro dos conhecimentos de informática - das outras ações de formação relevantes para a função - parâmetro da formação profissional -, o Júri revelou a intenção de atribuir uma relevância específica à área de informática, para a qual quis atribuir uma notação própria, em lugar de a englobar nas restantes formações; -ao assim determinar, o Júri ficou vinculado aos termos em que a formação complementar na área informática seria avaliada, o que o impede, de valorizar essa formação complementar na área da informática num outro parâmetro que não o de conhecimentos de informática; -no entanto valem também aqui as considerações antes feitas a respeito da candidata AMNR, quanto à inoperância do vício, uma vez que também o candidato LMOR foi graduado numa posição inferior à do Autor; A entrevista profissional de seleção do Autor  -o Autor não densifica em que medida esta irregularidade afectou o concurso e o posicionamento dos candidatos no seio do mesmo.