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É precisamente o caso da recorrente que nos termos do disposto no art 4 n 3 da  Lei n 11/02011 de 26-04, que estabelece o regime jurídico de acesso e de permanência na actividade de inspecção técnica de veículos a motor e seus reboques e o regime de funcionamento dos centros de inspecção, estabelece que:  "Só podem ser entidades gestoras de centro de inspecção as pessoas singulares ou colectivas que não se encontrem em nenhuma das situações referidas no artigo 5 do Código dos Contratos Públicos, aprovado pelo Decreto-Lei n. 18/2008, de 29 de Janeiro, com a redacção dada pelo Decreto-Lei n. 278/2009, de 2 de Outubro.”  Ora o art 55 do Código dos Contratos Públicos, subordinado à epígrafe  "impedimentos” estabelece o seguinte:  "1 - Não podem ser candidatos, concorrentes ou integrar qualquer agrupamento, as entidades que:  a) Se encontrem em estado de insolvência, declarada por sentença judicial, em  fase de liquidação, dissolução ou cessação de atividade, sujeitas a qualquer meio preventivo de liquidação de patrimónios ou em qualquer situação análoga, ou tenham o respetivo processo pendente, salvo quando se encontrarem abrangidas ou tenham pendente um plano de recuperação de empresas, judicial ou extrajudicial, previsto na lei;  b) Tenham sido condenadas por sentença transitada em julgado por qualquer crimeque afete a sua honorabilidade profissional, no caso de pessoas singulares, ou, no caso depessoas coletivas, quando tenham sido condenados por aqueles crimes a pessoa coletiva ouos titulares dos seus órgãos sociais de administração, direção ou gerência, e estes seencontrem em efetividade de funções, em qualquer dos casos sem que entretanto tenhaocorrido a respetiva reabilitação;  ) Tenham sido objeto de aplicação de sanção administrativa por falta grave em matéria profissional, se entretanto não tiver ocorrido a sua reabilitação, no caso de se tratar de pessoas singulares, ou, no caso de se tratar de pessoas coletivas, tenham sido objeto de aplicação daquela sanção administrativa os titulares dos órgãos sociais de administração, direção ou gerência das mesmas e estes se encontrem em efetividade de funções;  ) Não tenham a sua situação regularizada relativamente a contribuições para a segurança social em Portugal ou, se for o caso, no Estado de que sejam nacionais ou no qual se situe o seu estabelecimento principal;  e) Não tenham a sua situação regularizada relativamente a impostos devidos em Portugal ou, se for o caso, no Estado de que sejam nacionais ou no qual se situe o seu estabelecimento principal;  f) Tenham sido objeto de aplicação de sanção acessória de proibição de participação em procedimentos de contratação pública previstos em legislação especial, nomeadamente nos regimes contraordenacionais em matéria laboral, de concorrência e igualdade e não discriminação, bem como da sanção prevista no artigo 46, durante o período fixado na decisão condenatória;  g) Tenham sido objeto de aplicação, há menos de dois anos, de sanção administrativa ou judicial pela utilização ao seu serviço de mão-de-obra legalmente sujeita ao pagamento de impostos e contribuições para a segurança social, não declarada nos termos das normas que imponham essa obrigação, em Portugal ou no Estado de que sejam nacionais ou no qual se situe o seu estabelecimento principal;  h) Tenham sido condenadas por sentença transitada em julgado por algum dos seguintes crimes, se entretanto não tiver ocorrido a sua reabilitação, no caso de se tratar de pessoas singulares, ou, no caso de se tratar de pessoas coletivas, tenham sido condenados pelos mesmos crimes a pessoa coletiva e os titulares dos seus órgãos sociais de administração, direção ou gerência das mesmas e estes se encontrem em efetividade de funções, se entretanto não tiver ocorrido a sua reabilitação:  ) Participação numa organização criminosa, tal como definida no n. 1 do artigo  da Decisão-Quadro 2008/841/JAI do Conselho, de 24 de outubro de 2008; Corrupção, tal como definida no artigo  da Convenção relativa à luta contra a corrupção em que estejam implicados funcionários da União Europeia ou dos EstadosMembros da União Europeia e no n. 1 do artigo  da Decisão-Quadro 2003/568/JAI do Conselho, de 22 de julho de 2003, e nos artigos 37 a 37-B do Código Penal; Fraude, na aceção do artigo  da Convenção relativa à Proteção dos Interesses Financeiros das Comunidades Europeias; ) Branqueamento de capitais ou financiamento do terrorismo, tal como definidos no artigo  da Diretiva n. 2015/849, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de maio de 2015, relativa à prevenção da utilização do sistema financeiro para efeitos de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo;  ) Infrações terroristas ou infrações relacionadas com um grupo terrorista, tal como definidas nos artigos  e  da Diretiva n. 2017/541, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de março de 2017, relativa à luta contra o terrorismo, ou qualquer infração relacionada com atividades terroristas, incluindo cumplicidade, instigação e tentativa, nos termos do artigo 1 da referida diretiva; Trabalho infantil e outras formas de tráfico de seres humanos, tal como definidos no artigo  da Diretiva n. 2011/36/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de abril de 2011;  ) Tenham, a qualquer título, prestado, direta ou indiretamente, assessoria ou apoio técnico na preparação e elaboração das peças do procedimento que lhes confira vantagem que falseie as condições normais de concorrência;  j) Tenham diligenciado no sentido de influenciar indevidamente a decisão de contratar do órgão competente, de obter informações confidenciais suscetíveis de lhe conferir vantagens indevidas no procedimento, ou tenham prestado informações erróneas suscetíveis de alterar materialmente as decisões de exclusão, qualificação ou adjudicação;  k) Estejam abrangidas por conflitos de interesses que não possam ser eficazmente  corrigidos por outras medidas menos gravosas que a exclusão;  ) Tenham acusado deficiências significativas ou persistentes na execução de, pelo menos, um contrato público anterior nos últimos três anos, tendo tal facto conduzido à resolução desse contrato por incumprimento, ao pagamento de indemnização resultante de incumprimento, à aplicação de sanções que tenham atingido os valores máximos aplicáveis nos termos dos n.os 2 e 3 do artigo 32, ou a outras sanções equivalentes.