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A julgadora, depois de discorrer, em tese, acertada e curialmente, quanto à obrigação de indemnizar com base na responsabilidade aquiliana em função dos respetivos pressupostos -, facto voluntário, ilícito, imputável ao agente através de um juízo de culpa, causador de um dano ou prejuízo, através de um nexo causal - abordou e dilucidou o caso concreto nos seguintes, essenciais, termos: « Estabelece o art 493, n 1 do Código Civil que "quem tiver em seu poder coisa móvel ou imóvel, com dever de a vigiar, e bem assim quem tiver assumido o encargo da vigilância de quaisquer animais, responde pelos danos que a coisa ou os animais causarem, salvo se provar que nenhuma culpa houve da sua parte ou que os danos se teriam igualmente produzido ainda que não houvesse culpa sua”.