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Dito isto, não custa notar uma significativa mudança de paradigma, no que tange ao "caminho” delineado para o enquadramento jurídico de um determinado quadro sequelar ou disfuncional, sendo que a perspectiva actual parece olvidar que nem sempre o quadro clínico considerado pelos peritos médicos se apresenta conforme à realidade e que, por vezes, o julgador acaba por apurar factos diversos daqueles que haviam sido tidos em conta pelos peritos quando procederam à avaliação do dano.10  E se consideramos aqui esta problemática é porque na generalidade dos casos se evidenciam dificuldades práticas hoje normalmente colocadas ao julgador, na medida em que a atribuição da "pontuação” prevista no dito "Anexo ” é não raras vezes efectuada sem proceder a qualquer discriminação das pontuações parcelares ou a qualquer enquadramento através dos correspondentes "códigos” ou "alíneas”, o que dificulta ou impossibilita o necessário juízo crítico) que sempre poderá e deverá recair sobre a concreta actuação dos Srs.