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6 Nesta sede, a jurisprudência do TJUE dá-nos uma noção precisa e clara da ratio legis das normas de isenção em causa e das traves mestras com que se deve interpretar o conceito de "organismo sem fins lucrativos”: ) o beneficio da isenção deve estar reservado aos organismos que não têm finalidade comercial e o legislador comunitário pretendeu efetuar uma distinção entre as atividades das empresas comerciais e as dos organismos que não têm por objetivo gerar lucros para os seus membros ; ) o objetivo da isenção é o de conceder um tratamento mais favorável, em matéria de IVA, a determinados organismos cujas atividades são orientadas para fins distintos dos fins comerciais ; ) para determinar se tal organismo preenche as condições impostas pela isenção, deve-se atender ao conjunto das suas atividades ; ) não são os resultados, na aceção de excedentes obtidos no final de um exercício, que impedem que um organismo seja qualificado como "sem fins lucrativos”, mas sim os lucros, na aceção de "vantagens pecuniárias a favor dos membros” ’ ) um organismo pode ser qualificado como "sem fins lucrativos” ainda que procure sistematicamente gerar excedentes desde que os afete à execução das suas próprias prestações .