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2 E aqui, neste ponto crucial para criminalizar a conduta do arguido , não se percebe onde se pode subsumir a conduta deste arguido a este crime, já que nem sequer havia qualquer informação de qualquer actividade do arguido no eventual tráfico ou actividade relacionada e, porque uma coisa é certa, a busca não foi feita na sua presença, nem nunca assumiu a sua propriedade – como alegado pelos agentes da PSP – sendo que esta matéria será debatida mais adiante e, se desmarcará a tese de que tudo o que se encontrou no interior da garagem, terá que ser forçosamente do arguido  2 Por isso, é que dizemos como é que o aqui Recorrente foi condenado só porque foi dito que os agentes da PSP alegam coisas que não aconteceram, sem qualquer prova que possa sustentar essas afirmações, a não serem meras presunções de comportamentos, como se fosse possível tal interpretação extensiva, sem mais.