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Tendo em consideração a descrição feita pelos Sapadores Bombeiros no próprio dia do incêndio 202013) e levada ao conhecimento do departamento municipal, em que é referida a existência de " derrocada do telhado e interior” e de "perigo de derrocada  da parte restante não desmoronada do interior” bem como "por arrastamento, passível de afectar a fachada principal”, pode concluir-se que o edificado apresentava as paredes que não se desmoronaram e os troços do telhado que não abateu, em estado limite de utilização por apresentarem um estado de "deformação não compatível com as condições de serviço da estrutura” – probatório, item  Neste sentido, considera-se preenchido o conceito de "construção que ameace ruína” do art 89 n 3 RJUE bem como, no que respeita às partes não desmoronadas do edificado pós incêndio, de "risco iminente de desmoronamento” do art 90 n 7 RJUE.