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387 a 390 do SITAF;  Vem o presente recurso jurisdicional interposto, ao abrigo do n. 3 do artigo 28 do Código de Procedimento e de Processo Tributário, do despacho que indeferiu a reclamação da nota discriminativa e justificativa de custas de parte, apresentada pela aqui Recorrente, na parte respeitante à não comprovação das despesas alegadamente suportadas pela Impugnante com honorários do mandatário judicial;  A questão de direito, ora controvertida, já foi alvo de pronúncia em outros tribunais de igual grau ao do Tribunal a quo em pelo menos cinco decisões judiciais, externadas que foram em sentido oposto ao da decisão aqui sindicada vide,;  O pagamento, à parte vencedora, do montante compensatório devido em razão das despesas que a mesma incorreu com os honorários do mandatário judicial está na dependência da prévia comprovação, nos autos, do valor das aludidas despesas efetivamente suportado;  No caso dos presentes autos, a parte vencedora limitou-se a incluir na nota discriminativa e justificativa de custas de parte, o valor determinado nos termos da alínea do n. 3 do artigo 2 da RCP, sem fazer prova do montante efetivamente incorrido a título de honorários com o respetivo mandatário judicial;  Inviabilizando, desse modo, aferir se as despesas incorridas pela parte vencedora, a título de honorários do mandatário judicial, foram superiores, iguais ou inferiores ao valor que resulta da fórmula de cálculo da compensação, ínsita no artigo 2, n. 3, alínea, do RCP, que lhe seria devida por tais despesas;  É que, tal como sustenta a doutrina autorizada sobre a matéria, "A parte vencedora, no todo ou em parte, que tenha pago ao seu mandatário judicial dos referidos honorários, com base na nota elaborada pelo último, em conformidade com as regras estatutárias, deve juntar o respetivo recibo.” in Regulamento das Custas Processuais, anotado e comentado, 2011,  Edição, Almedina, pág.