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E não nos inclinamos a favor da nota divergente – sobre a repartição do ónus da prova – trazida pelos Ac do STJ de 07-02-2008 e de 18-12-2011: também entendemos que das competências atribuídas por lei ao Diretor parece decorrer a imposição de um dever especial de conhecimento antecipado das matérias a publicar e que hão de constituir o conteúdo do periódico, ou seja, do "conjunto de poderes e deveres” de "orientação e superintendência” da publicação periódica, resulta para o Diretor a imposição de uma atuação que implica a realização de escolhas ou opções sobre os conteúdos a publicar, opções que, por sua vez, pressupõem o conhecimento das matérias que os autores ou jornalistas se propõem fazer inserir na publicação periódica trata-se de um dever funcional, em ordem a obstar à publicação de matérias que possam constituir um facto ilícito gerador de responsabilidade.