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Conforme tem afirmado o STJ, em situações similares, o contrato-promessa distingue-se do contrato definitivo por nele as partes se obrigarem a celebrar futuramente o contrato prometido, enquanto no contrato definitivo, com a sua outorga, se extingue a vontade negocial, ficando a composição dos interesses definida em termos contratuais, sem necessidade de as partes terem de voltar a acordar em nova convenção para dirimir aquela composição de interesses3; e ainda no mesmo sentido: Não pode ser qualificado como contrato-promessa aquele que consta de documento escrito e cujas cláusulas não fazem qualquer referência à obrigação de futura celebração de um contrato, apontando apenas no sentido da imediata vinculação das partes aos efeitos jurídicos próprios de certo contrato artigos 410, n. 1 e 238, n. 1, do.4  Deste modo, não merece censura o acórdão recorrido quando afirma que o acordo ajustado entre as partes se tornou imediatamente vinculativo e perfeito no exato momento em que as partes acordaram entre si, no âmbito da liberdade contratual, a transmissão daconvenção referida, estipulando o preço global devido e fracionando o respetivo pagamento em prestações mensais certas e com vencimento determinado.