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1 Defende a Recorrente que o Ministério Público não explicou como fez o cálculo para chegar à conclusão do perigo de prescrição do procedimento criminal e, ainda, que «o alegado risco de prescrição é inclusivamente inócuo para efeitos de urgência propriamente ditos do presente processo, seja porque, nos termos daquilo que o próprio MP defende nos autos, o risco de prescrição não existe, seja ainda e porque o referido risco de prescrição não se enquadra em qualquer uma das hipóteses previstas no artigo 103, n 2, Código de Processo Penal.» 1 Ta1 não corresponde à realidade, porquanto o Ministério Público, forneceu todos os marcos temporais relevantes para aferir da data da prescrição do procedimento criminal, a saber: a data dos factos — Março de 2008 a Outubro de 2011 — cfr.