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Assim, nem mesmo nesta altura a testemunha negou ser o condutor, antes afirmou não poder garantir qual dos dois conduzia o veículo admitindo ser ele o. Ora, no que respeita à questão da alteração da matéria de facto face à incorreta avaliação da prova produzida, cabe a esta Relação, ao abrigo dos poderes conferidos pelo artigo 662 do CPC, e enquanto tribunal de 2 instância, avaliar e valorar de acordo com o princípio da livre convicção) toda a prova produzida nos autos em termos de formar a sua própria convicção relativamente aos concretos pontos da matéria de facto objeto de impugnação, modificando a decisão de facto se, relativamente aos mesmos, tiver formado uma convicção segura da existência de erro de julgamento da matéria de facto que imponha essa alteração.