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Ou seja: Muito embora se pudesse eventualmente concluir que, por força da deslocação operada em 2018, a residência factual da criança possa ter sido mudada para Portugal enquanto aqui permaneceu, certo é que, pelo menos, na data de 07-09-2020, a residência habitual daquele, produzindo efeitos jurídicos relevantes para efeitos do disposto no artigo  do Regulamento, entendido como o seu centro de vida, meio social onde a criança se acha integrada, já não se situava em Portugal, mas sim, em Itália, aspeto que é patente e inequívoco, também para o recorrente, pelo menos desde final do mês de Agosto de 202 A circunstância de terem sido comprados livros escolares em Portugal e de aqui ter sido realizada a inscrição escolar da criança para o  ano, ou de aqui mesmo ter deixado amigos ou colegas, tal como a circunstância de não ter decorrido um largo tempo desde a última deslocação da criança de Portugal para Itália, não poderá obstar à circunstância de que, à data da instauração dos presentes autos, o foro que maior proximidade tinha para com os interesses da criança, era o dos tribunais italianos, onde a residência habitual da criança se encontrava já fixada.