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Do mesmo modo, também não lhe assiste razão quando alega que "o montante que visava obter é manifestamente reduzido, enquadrando-se no que poderia ser entendido como remuneração pelo trabalho e não pelo transporte do produto estupefaciente.” Aliás, o recorrente, tal como o co-arguido AA, ao efetuarem aquela volumosa operação de transporte de estupefacientes, estava a assumir um papel essencial "na cadeia do tráfico de estupefacientes, deste modo participando na globalização deste crime e não se importando com os malefícios que do produto adviriam para a vida e saúde dos futuros consumidores, suas famílias e sociedade em geral”, apesar de se ter dado igualmente como que não conhecia a concreta qualidade e quantidade do produto estupefaciente, embora soubesse tratar-se de uma das drogas das tabelas a anexas ao n. 15/9 São de média intensidade as razões de prevenção especial, atendendo ao que se apurou em relação às condições de vida do recorrente, ao seu comportamento anterior e posterior aos factos sendo que, antes dos factos, mostrava-se integrado pessoal, familiar e profissionalmente, estando socialmente inserido, tendo vivido na Dinamarca, na Suécia, na Inglaterra e na Alemanha, onde acabou por comprar uma habitação, com um terreno adjacente e, após os factos, manteve um comportamento adequado no EP, não tendo familiares, nem amigos em Portugal, perspetivando vir a dedicar-se à atividade agrícola no terreno adjacente à habitação que adquiriu na Alemanha, nomeadamente explorando e cultivando camomila para a indústria de produtos cosméticos, g. marca ...), notando-se que, no conjunto, apesar de não ter antecedentes criminais e ter admitido parcialmente factos, o que denota algum arrependimento, mas sem relevância, ainda assim revelou ter uma personalidade adequada aos factos que cometeu, tanto mais que, não foi capaz de resistir à proposta que lhe foi feita pelo co-arguido AA.