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A intervenção do Tribunal no âmbito da definição da matéria de facto relevante e subsequente apreciação dos factos obriga ainda o juiz a um acentuado cuidado na preservação da sua imparcialidade; impõe-se-lhe assegurar, a par da sua intervenção no mundo complexo dos factos que lhe permite diligenciar pela obtenção de meios de prova, a conveniente e necessária equidistância entre as partes litigantes.” assim, Salazar Casanova; "A Janela de Oportunidade do Novo Código de Processo Civil”, in Julgar, n. 23, 2014, Coimbra Editora, p.. Apreciando as diversas situações passíveis de contenderem com a atuação de poderes do Tribunal e, em particular, quanto à situação em que uma parte requeira ao Tribunal a realização de uma diligência probatória que tempestivamente omitiu, refere Nuno Lemos Jorge "Os poderes instrutórios do juiz: Alguns problemas”, in Julgar, n. 3, 2007, Coimbra Editora, p. o seguinte: ") A exposição anterior permite, desde já, tomar posição sobre o caso em que uma parte pretende que seja realizada uma diligência instrutória, sem que ela própria tenha providenciado pela satisfação do seu ónus probatório.