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Recorde-se que, relativamente à superveniência, consta no acórdão fundamento:  "A desnecessidade, como causa ou fundamento da extinção da servidão, é, por via de regra, superveniente, mas sempre objectiva, típica e exclusiva, caracterizando-se por uma mudança na situação, não do prédio serviente, mas do prédio dominante, por uma perda de utilidade para este, em virtude de determinadas alterações nele sobrevindas, não se confundindo com a desnecessidade subjectiva, que assenta na ausência de interesse, vantagem ou conveniência pessoal do titular do direito.”  O facto de, logo de seguida, afirmar que " a desnecessidade de subsistência da servidão para o prédio dominante, como fundamento da extinção da servidão, deve aferir-se em relação ao momento da introdução da acção em juízo, não sendo necessária a prova da superveniência absoluta dessa desnecessidade, após a constituição da servidão, podendo revelar-se, quer originária, quer, supervenientemente, à luz da realidade objectiva actual”, não significa que ela não tenha de ser actual e que o titular do prédio serviente não tenha o ónus de provar a desnecessidade da servidão.