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A propósito, Pedro Furtado Martins ensina22 que «o que verdadeiramente importa é a efectividade da eliminação de postos de trabalho e não saber se as razões ou os motivos que estão por detrás da decisão do empregador de eliminar postos de trabalho são qualificáveis como de "mercado, estruturais ou tecnológicas”.. Nesta perspectiva, decisiva é a ligação causal entre os motivos invocados e os postos de trabalho extintos.» 	Mais adiante, ainda na mesma página, o mesmo autor escreve: «Embora a decisão empresarial quanto aos postos de trabalho existentes seja um domínio que lhe é reservado, enquanto titular da organização produtiva e do inerente direito de livre iniciativa económica, tal não exclui que seja viável fazer um juízo de consequencialidade entre os motivos justificativos do despedimento e a decisão de fazer cessar cada um dos contratos de trabalho.» 	A jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça tem evoluído no sentido de admitir o controlo jurisdicional da proporcionalidade entre a motivação apresentada e a decisão de proceder ao despedimento colectivo e sobre a racionalidade dessa decisão, dada a exigência constitucional de comprovada justa causa de despedimento.