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E mais adiante: "Todos os litígios emergentes de actuações da Administração Pública que constituam pessoas colectivas de direito público em responsabilidade extracontratual pertencem, portanto, à competência dos tribunais administrativos”Invocando no mesmo sentido, JOÃO CAUPERS, Introdução ao Direito Administrativo, 7 ed., Lisboa, 2003, p. 26 Também SANTOS SERRA, presidente do Supremo Tribuna Administrativo, referiu, depois de descrever a evolução do nosso contencioso administrativo e tendo em mente o actual ETAF, que "existindo agora uma cláusula positiva de demarcação da competência da jurisdição administrativa, a fronteira entre justiça administrativa e a dita justiça comum sai clarificada, e os tribunais administrativos, esses, ganham um espaço privativo de actuação - um conjunto nuclear de tarefas que os torna, finalmente, verdadeiros e próprios tribunais, compondo uma jurisdição administrativa e fiscal autónoma, em tudo equivalente à chamada jurisdição comum, inclusive no nível de garantias prestadas a quem se lhe dirige em busca de protecção; assim, e para dar apenas um exemplo, no plano da responsabilidade extracontratual, esse espaço de actuação inclui hoje todas as questões de responsabilidade extracontratual da Administração, independentemente de essa responsabilidade emergir de uma actuação de gestão pública ou de gestão privada”"A Nova Justiça Administrativa e Fiscal Portuguesa”, Congresso Nacional e Internacional de Magistrados, Assembleia da Associação Ibero-americana dos Tribunais de Justiça Fiscal e Administrativa, Cidade do México, 28 de Agosto de 200.