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19 de 22/04/2002, se encontra registada em nome da autora;   O aludido prédio tem a área de 24,509400 ha, é composto por terra de cultura com fruteiras, pinhal e pastagem e confronta a norte com e outros, a sul com e caminho, a nascente com herdeiros de e outros e a poente com;  O direito de propriedade da autora sobre o prédio rústico supra identificado foi-lhe transmitido por herança de seu pai,, falecido em 29/10/1993;   Em data que não foi possível apurar, mas situada nos últimos meses do ano de 1966, o progenitor da autora então proprietário do prédio rústico supra acordou verbalmente com o cônjuge da ora ré o arrendamento do mencionado prédio rústico;   Nos termos do referido acordo, era permitido ao cônjuge da ré, enquanto arrendatário do identificado prédio, a utilização do mesmo para fins de exploração agrícola e pecuária galinhas, coelhos e criação e pastoreio de;   No acordo verbal então celebrado entre o cônjuge da ré e o progenitor da autora, foi igualmente acordado entre ambos que quaisquer edificações existentes no prédio rústico dado de arrendamento poderiam ser utilizadas pelo arrendatário, nomeadamente, para armazenamento de produtos e/ou alfaias agrícolas;   A título de contrapartida pela utilização decorrente do acordo verbal celebrado, foi fixado entre senhorio e arrendatário o pagamento de uma renda anual, renda essa que sempre foi paga pelo arrendatário ao respetivo senhorio e que atualmente é no valor de 600,00€ anuais;   Na sequência do falecimento do progenitor da autora e do cônjuge da ré, as posições contratuais por aqueles ocupadas no contrato celebrado verbalmente entre ambos em 1966 foram transmitidas, respetivamente, para a autora e para a ré;   Tendo a autora passado a assumir a qualidade de senhoria e a ré passado a assumir a qualidade de arrendatária no supra identificado acordo de arrendamento rural celebrado verbalmente em 1966, que se manteve nos precisos termos ajustados verbalmente entre as partes primitivas;  1 Por carta datada de 28/04/2016, a autora interpelou a ré para reduzirem a escrito o acordo de arrendamento rural celebrado verbalmente entre o cônjuge da ré e o progenitor da autora em 1966 e fora transmitido para ambas, remetendo-lhe, para o efeito, uma minuta do contrato escrito de arrendamento a formalizar por escrito entre ambas as partes, onde constava, além do mais, a "cláusula sétima” com o seguinte teor: " A segunda contratante não poderá edificar no prédio arrendado qualquer construção, salvo autorização prévia e por escrito, da primeira outorgante.