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A responsabilidade por operações de pagamento não autorizadas caberá, porém, ao ordenante, nas situações seguintes: no caso de operações resultantes de perda, de roubo ou da apropriação abusiva de instrumento de pagamento, com quebra da confidencialidade dos dispositivos de segurança personalizados imputável ao ordenante, este suporta as perdas relativas a essas operações dentro do limite do saldo disponível ou da linha de crédito associada à conta ou ao instrumento de pagamento, até ao máximo de € 150; no caso de operações devidas a atuação fraudulenta ou ao incumprimento deliberado de uma ou mais das obrigações previstas no artigo 6, o ordenante suporta todas as perdas resultantes de operações; havendo negligência grave do ordenante, este suporta as perdas resultantes de operações de pagamento não autorizadas até ao limite do saldo disponível ou da linha de crédito associada à conta ou ao instrumento de pagamento, ainda que superiores a € 150, dependendo da natureza dos dispositivos de segurança personalizados do instrumento de pagamento e das circunstâncias da sua perda, roubo ou apropriação abusiva – artigo 7, n.s 1 a  Decorre deste regime, conforme se explica no acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 18-12-2013 relatora: Ana Paula, proferido no processo n. 6479/08TBRG.GS1 –  Secção publicado em www.dgsi.pt), que "os riscos pela utilização normal do sistema correm por conta do prestador de serviços, isto é sobre o banco, o que não deixa de ser uma obrigação perfeitamente normal já que é o banco que vai retirar os maiores benefícios económicos do seu bom funcionamento”.