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Sobre tais factos que vão revelando o ocorrido, escreve-se no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 12-09-2007 no processo 07P4588: "Indícios são as circunstâncias conhecidas e provadas a partir das quais, mediante um raciocínio lógico, pelo método indutivo, se obtém a conclusão, firme, segura e sólida de outro facto; a indução parte do particular para o geral e, apesar de ser prova indireta, tem a mesma força que a testemunhal, a documental ou outra.” E conclui, para área do direito penal, onde a prova se pode considerar ainda mais exigente "- A prova indiciária é suficiente para determinar a participação no facto punível se da sentença constarem os factos-base requisito de ordem e se os indícios estiverem completamente demonstrados por prova direta requisito de ordem, os quais devem ser de natureza inequivocamente acusatória, plurais, contemporâneos do facto a provar e, sendo vários, estar interrelacionados de modo a que reforcem o juízo de inferência - O juízo de inferência deve ser razoável, não arbitrário, absurdo ou infundado, e respeitar a lógica da experiência e da vida; dos factos-base há-de derivar o elemento que se pretende provar, existindo entre ambos um nexo preciso, direto, segundo as regras da experiência.”  No presente caso as circunstâncias, serão, caso se conclua pela existência do crédito, em abstrato, propícias à impugnação pauliana: o 1 Réu, casado com a  Ré no regime de comunhão de adquiridos, será devedor de avultadas quantias ao Autor, a  Ré é filha dos Réus, tendo todos os Réus  interesse na manutenção do património junto da esfera jurídica dos primeiros, nomeadamente a  Ré, por ter sido a titular do imóvel e casada com o devedor e a  Ré, quer pela sua futura condição de herdeira, quer pela especial relação de confiança que a todos une, atentos os laços familiares e de parentesco.