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Do que vem de se expor resulta, revertendo ao caso em apreço, que o R. não poderia deixar de atender ao período de referência determinado pela data da propositura da ação de insolvência, uma vez que este é o marco temporal a partir do qual o A. poderia desencadear o pedido de pagamento dos seus créditos salariais ao R.. Qualquer outro entendimento redunda, na prática, na denegação absoluta da pretensão do A. por motivos que lhe são completamente alheios, não obstante a atuação célere e diligente do A.. Realmente, a sufragar-se tal visão, sempre quedaria inviabilizada a pretensão do A., quer porque o R., à época, não poderia proceder ao pagamento dos créditos do A. em virtude da existência de PER, quer porque, no vertente momento, o período de referência contabilizado desde a instauração do PER não abarca a data da cessação do contrato de trabalho do A.. Em resumo, o entendimento exposto, e que é o preconizado pelo R. com a edição do ato agora sindicado, acarreta, em bom rigor, uma interpretação não consentânea com o espírito legislativo que presidiu à instituição do regime transitório no NRFGS e que, na prática, impede a aplicação do sobredito regime transitório.