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14 Em virtude do referido em, e, a Autora poderá vir a sofrer outros transtornos, incómodos, dores, necessidades de apoio médico, medicamentoso, de realização de exames complementares de diagnóstico para avaliação do estado futuro das lesões sofridas Artigo 22 da p..   14 A autora à data do acidente desempenhava funções de auxiliar de ação educativa no Colégio ... S.A, Guimarães auferindo em média a quantia mensal ilíquida de €639,68 Artigo 4 da p..  14 O ordenado base bruto - igual ao líquido - correspondia a €544,42 Artigo 11 da contestação da R. .  14 Sobre o mesmo era-lhe mensalmente descontada 14 vezes por a parcela de 11% destinada ao pagamento da contribuição obrigatória para a Segurança Social Artigo 12 da contestação da R. .  14 A retribuição líquida mensal da Autora era de €484,53 Artigo 12 da contestação da R. .  14 A Autora em consequência do acidente e das lesões sofridas e descritas ficou incapacitada durante alguns períodos de tempo para fazer a sua vida normal corrente Artigo 5 da p..  14 Durante esses períodos, devido aos tratamentos e cirurgias que efetuou ficou algaliada, assim como ficou impossibilitada de se mexer efetuar movimentos, ou caminhar, perdendo a sua total autonomia e independência Artigo 5 da p..  14 Pelo que no primeiro mês e após colocar os fixadores de alongamento, factualidade que ocorreu em finais de Novembro a Janeiro de 2012, a Autora precisou de auxílio de terceira pessoa por virtude de seus pais trabalharem, para a auxiliar e tratar, cuidar da higiene pessoal, ajudar a deslocar-se, lavar-se, dar-lhe de comer entre outras tarefas, a tempo inteiro, situação esta que ocorreu por um período de cerca de 3 meses Artigo 5 da p..  14 Depois da data de 14 de Fevereiro de 2012, após ter efetuado várias cirurgias, necessitou também de apoio de terceira pessoa para e após extrair os pontos das cirurgias, sendo que, por cada cirurgia nesse período, após retirar os pontos das cirurgias, tinha que estar imobilizada por alguns períodos, necessitando do auxílio de terceira pessoa, nomeadamente para fazer as refeições, ajudar a deslocar-se à casa de banho, tratar dos cuidados de higiene, cuidar e gerir medicação, situações estas que se prolongaram por um período não determinado, mas não superior a 7 meses Artigo 5 da p..  14 Por virtude da incapacidade de se poder deslocar, mexer ou movimentar e efetuar os atos da sua vida normal, a Autora para além das dores intensas, padeceu de incontinência urinária, imperiosidade de fezes com períodos de incontinência, limitação da mobilidade, tendo-se tornado indispensável a necessidade de auxílio de terceira pessoa para poder praticar atos como os supra expandidos e ainda tomar banho, cortar unhas, subir e descer escadas tudo isto num quadro clínico de foro psiquiátrico de humor depressivo, perturbações do sono, tudo com recurso necessário a medicação adequada, cujo acompanhamento se tornou indispensável Artigo 5 da p..  15 A tia da Autora, Maria, efectuou essas tarefas de auxílio e acompanhamento daquela Artigo 6 da p..  15 Tendo a Autora assumido que lhe pagaria o valor mensal equivalente a um salário mínimo quando fosse ressarcida pelas Rés Artigo 6 da p..  15 Desde o dia do acidente, a Autora esteve a receber da R. Y a quantia média de €576,91 por mês, durante 12 meses ao ano, acrescido de despesas de natureza diversa que tem apresentado a essa Ré Artigo 23 da p..  15 A Autora já recebeu, pelo menos, a quantia de €849,60, a título de subsídio de doença, que lhe foi paga pela Segurança Social Artigo 13 da contestação da R. .  15 A R. Y encontra-se a pagar à Autora todas as despesas do sinistro, desde as médicas, as medicamentosas, transportes e outras, bem como os salários no período de ITA Artigo  da contestação da R. Y.