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1 Contudo, sem conceder no supra exposto, e caso se entenda que deverão aplicar-se à aqui Recorrente, sem mais, as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n. 79/2017, de 30 de Junho, sempre se dirá que, o Legislador, através do referido Decreto-Lei, veio introduzir no CIRE uma remissão – no número 8, do Artigo 1-F, do CIRE – a qual entra, numa interpretação directa e literal, em evidente e insuperável contradição com o número 13 desse Artigo 1-F, pois, conforme resulta da análise da referida norma, o número 8, do Artigo 1-F, do CIRE, manda aplicar, sem mais, e em caso de não homologação do Plano, o disposto nos números 2 a 4, 6 e 7 do Artigo seguinte, o 1-G. 1 No entanto, a análise do teor das referidas normas só pode resultar no entendimento de que estamos perante um lapso manifesto, porquanto, no n. 13 do mesmo artigo, o regime é regulado de forma diferente, admitindo inclusivamente excepções, pelo que na interpretação da norma em questão, se deve entender que existe um lapso no número 8 do referido artigo, que não pode nem deve mencionar a remissão para o número 6 do artigo seguinte, devendo por isso mesmo tal remissão ser eliminada pelo intérprete, já que, com remissão para o mesmo número do artigo seguinte, o número 13 regula expressamente as excepções que se devem aplicar, naturalmente, aos casos de não homologação – não pode ser requerido novo PER no prazo de dois anos, excepto se existir cumprimento do Plano e o requerimento de novo processo especial de revitalização for motivado por factores alheios ao próprio Plano e a alteração superveniente ser igualmente alheia à empresa – já que este artigo se aplica aos dois casos – homologação e não homologação.