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Assim, de acordo com a apelante, o erro de direito que a mesma imputa à decisão de mérito proclamada naquela sentença decorre da circunstância de: a- a apelada não ter alegado e portanto, não ter que tivesse existido uma efetiva recusa da parte daquela em prestar a informação solicitada pela apelada, mas apenas que apesar de a ter interpelado para que lhe prestasse essa informação, está decorrido mais de um mês sem que essa informação lhe tivesse sido prestada, o que, na perspetiva da apelante, contrariamente ao decidido pela 1 Instância, não pode ser havido como ato de recusa de prestação da informação solicitada;  b- a informação que a apelada lhe solicitou ser global e indeterminada sobre toda a vida societária nos últimos cinco anos e, portanto, fora dos condicionalismos legais;  - a apelada não ter justificado esse pedido de informação vindo-o a fazer apenas no requerimento inicial com que instaurou a presente ação especial de inquérito;  e- não ter existido recusa nenhuma da sua parte em prestar à apelada a informação por esta solicitada, uma vez que aquela, quer através da sua contabilista, quer através do seu gerente, informou a apelada que não lhe era possível, dentro do prazo fixado pela última, reunir toda a informação pretendida e que estaria a analisar a possibilidade de lhe recusar legitimamente o acesso a essa informação atento o justo receio daquela a usar para fins estranhos à sociedade e em prejuízo desta; e, finalmente,  f- se recusa de informação de sua parte houvesse perante a apelada, essa recusa seria sempre legítima atendendo ao fundado receio da apelante de que a apelada usasse a informação solicitada para fins estranhos à sociedade e em prejuízo desta.