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À luz de tudo o acabado de expender, considerado que:  - Por um lado, como se salienta na decisão recorrida o regime previsto no artigo 1343, do Civil, só funciona se a maior parte da construção estiver em terreno próprio e só um prolongamento se fizer em terreno alheio, pois só se a maior parte estiver em terreno alheio entram em jogo as regras gerais da acessão, sendo necessário determinar o valor do solo e do edifício na parte em que se ocupa solo alheio para determinar a quem ficará a pertencer; - E, por outro, estando demonstrado na situação vertente que o Réu, com o consentimento dos Autores, no âmbito de um acordo com vista à ampliação do seu estádio, edificou no ano de 2002, nova bancada e delimitou o estádio, prolongando-o sobre uma faixa de terreno adjacente com 900 m2, pertencente ao prédio rústico dos Autores, a sua conduta preencheu os pressupostos da acessão fundada no prolongamento de edifício por prédio alheio; - Na medida em que procedeu à ampliação da edificação do estádio que tinha em terreno exclusivamente próprio, por terreno alheio pertencente aos Autores, tendo decorrido mais de três meses a contar do início da ocupação, sem oposição dos proprietários, agindo de boa fé porque com o consentimento dos Autores, nenhuma censura, merece, neste aspecto a decisão recorrida.