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Aliás ,21acresce dizer que, o Réu além de não reparar os danos que causou ao Autor no muro que delimita o seu prédio a norte , também está hoje a deitar diretamente as suas águas pluviais contra outro muro propriedade do Autor , o que está a ser analisado pela Câmara Municipal e respetiva Proteção Civil , já que o mesmo está em risco de queda , o que demonstra a má fé deste .Ora,  DA RESPONSABILIDADE E CULPA:22Era ao Réu que se impunha, enquanto proprietário do prédio onde estava a ser feito o aterro o dever de vigilância sobre os trabalhos e a máquina que procedia ao aterro das terras junto ao muro propriedade do Autor para que não causassem ilicitamente danos a terceiros.23Vigilância e o cuidado exigível a um bónus pater famílias.24Não o tendo feito, é o aqui Réu responsável pelo prejuízos sofridos pelo Autor, em consequência direta e necessária da queda das terras e pedras em cima do muro propriedade do Autor , já que ao fazer o aterro junto a este muro não se cuidou de tomar todas as diligências necessárias para que as mesmas não resvalassem sobre aquele.25Ora, no âmbito da responsabilidade por factos ilícitos, a obrigação de indemnizar assenta nos seguintes pressupostos: facto voluntário do agente; ilicitude; culpa; dano; nexo de causalidade entre o facto e o dano.26Contudo resulta do art 493, n 1 do , epigrafado ''danos causados por coisas, animais ou atividades'', que quem tiver em seu poder coisa móvel ou imóvel, com o dever de a vigiar, e bem assim quem tiver assumido o encargo da vigilância de quaisquer animais, responde pelos danos que a coisa ou os animais causarem, salvo se provar que nenhuma culpa houve da sua parte ou que os danos se teriam igualmente produzido ainda que não houvesse culpa sua.