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Ademais, ainda que assim não fosse, e tal com decidido no aresto recorrido: ") entende-se que, face ao disposto no artigo 120, n 2, do CPTA, o interesse particular da Requerente teria de ceder ante o superior interesse público, ou seja, não se poderia consentir que à impetrante fosse sequer dada a oportunidade de manter uma ERPI em funcionamento sem licença, pois a ausência de licença significa que a estrutura em causa não tem as condições nem as aptidões mínimas para acolher pessoas idosas, o que, indubitavelmente, escaparia ao quadro legal vigente e também colocaria em crise o superior interesse público da salvaguarda da saúde, da segurança e do bem-estar desses mesmos idosos, caso fosse permitido permanecerem num espaço não reconhecido para a actividade em questão.”  Ou seja, ainda que se considerasse estarem reunidos os dois pressupostos enunciados, a providência cautelar tinha de ser recusada já que  ponderados os interesses, públicos e privados, em presença, os danos que resultariam da sua concessão se mostram superiores àqueles que podem resultar da sua recusa - n. 2 do citado artigo 12.