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E a usucapião é tudo menos isso, pois não só tem as regras bem definidas, como está justificada, como sublinha Rodrigues Bastos, por interesses de ordem pública38 ligados à certeza e segurança jurídicas39, que Durval Ferreira melhor concretiza, no "assegurar, no tráfego das coisas, quer a certeza da existência dos direitos reais de gozo sobre elas e de quem é o seu titular, quer em proteger o valor da publicidade/confiança que nesse tráfego lhe é aduzido pela posse, quer em fornecer, através do usucapião, um meio de prova seguro, de fácil utilização e consentâneo com a confiança, quanto à existência do direito e à sua titularidade”4  Este tem sido também o entendimento do Supremo Tribunal de Justiça: - a "usucapião visa satisfazer o interesse público de assegurar, no tráfego das coisas, quer a certeza da existência dos direitos reais de gozo sobre elas e de quem é o seu titular, quer a proteção do valor da publicidade/confiança que nesse tráfego lhe é aduzido pela posse” – STJ 01/03/2018 Rosa, disponível em www.dgsi.pt; - "a usucapião serve também, além do mais, para «"legalizar” situações de facto ilegais» mantidas durante longos períodos de tempo inclusive até a apropriação ilegítima ou ilícita de uma coisa” – STJ 06/04/2017 Nunes, disponível em www.dgsi.pt.