Legal Document Excerpt:

Da arguida AR não fora o facto de o acusatório/pronúncia apenas lhe imputar um episódio criminal, o qual, nas fragilidades apuradas à recolha de prova não deixa de claudicar, o seu relacionamento marital com o arguido RR, a existência de filhos menores em comum, um dos quais vítima efectiva de abuso, a sua envolvência na casa, precisamente, como alegada cuidadora dos filhos, numa orientação de lógica comum tudo apontaria para um maior conhecimento do que lá se passou, facto que a investigação e o legítimo silêncio empreendido pela própria não permitiram alcançar, nem mesmo pela mais esforçada hermenêutica decorrente com a aplicação das regras da experiência comum, lógica, racionalidade e sistema de presunções legais.