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944 do a especificação da proveniência das receitas e a aplicação das despesas – a intenção é a de incumbir o réu de ‘descriminar e individualizar as diferentes fontes de receita e as diferentes causas de despesa’ –, não satisfazendo o preceito as contas que se limitem a dar nota dos totais de receita e despesa, respectivamente com alusão ao saldo, pois é ‘indispensável discriminar as diferentes verbas de receita e despesa; há que indicar separadamente como se obteve a totalidade da receita, quais as quantias que se foram recebendo e donde provieram; assim como é forçoso declarar quais as diferentes despesas que se fizeram e a que fim se aplicaram as verbas respectivas.’   A prestação de contas sob a forma de conta corrente constitui, pois, uma ‘forma simples de escrituração de transacções, em rubricas de deve e haver débitos e créditos), que releva a situação patrimonial de uma conta em cada momento, ou num determinado período de tempo, através do saldo resultante das entradas/receitas/créditos e das saídas/despesas/débitos’ – apresentar as contas sob a ‘forma de conta-corrente é uma das formas de contabilidade, é uma das artes de escriturar as contas.’ A previsão legal, ao aludir à forma da conta-corrente, remete para uma ‘forma gráfica de contabilidade’, um ‘determinado método de dar a conhecer as operações de crédito e débito entre duas pessoas.’  Visa-se, com a apresentação das contas em forma de conta corrente, ‘a representação do movimento patrimonial e monetário, a exposição sintética de todo os dados e movimentos’ de uma determinada actividade em período demarcado de tempo – pretende-se ‘facilitar a análise dos dados que são levados para o processo, sendo que o objectivo final do processo é o determinar o quantitativo que uma parte deve à outra’.