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Se bem que desde a antiguidade se tenha reconhecido a necessidade de estabelecer especiais deveres éticos ao médico, face à importância da matéria que lhe é confiada e aos conhecimentos específicos que lhe são inerentes, só mais recentemente se deu o abandonar do estádio da consciência crítica relativamente à prática clínica, para o que ora se observa, que se estende desde a tomada de consciência pelos pacientes dos seus direitos, como o ser informado e a exigência da diligência atenta dos prestadores desse serviço, até à mentalidade reivindicativa de uma cura para todos os males, o esquecimento que a própria medicina não é uma ciência exata e que o processo clínico está sujeito a fatores incontroláveis.