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Como assim decorre das conclusões das Alegações apresentadas pela Recorrente, a mesma ancora a sua pretensão recursiva no facto de imputar à Sentença recorrida a ocorrência de erro de julgamento de direito por ter julgado que a norma a que se reporta o artigo , n. 4 do Regulamento Disciplinar da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas doravante também designado EDOROC, aprovado pelo Regulamento n. 88/2010 viola a CRP, e de nessa sequência ter decidido pela sua desaplicação com efeitos restritos ao caso dos autos, por força do disposto no artigo 20 da CRP e no artigo 7, n. 2 do CPTA, com fundamento no facto se tratar de um regulamento de execução do Estatuto da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas doravante também designado por EOROC, aprovado pelo Decreto-Lei n. 487/99, de 16 de novembro que inovou ao ter previsto a suspensão do prazo prescricional do procedimento disciplinar quando tiver sido instaurado processo de inquérito ou disciplinar, por a tanto não a autorizar a lei habilitante, e que nesse domínio apenas fixou que o procedimento disciplinar prescreve no prazo de 2 anos a contar da prática dos factos susceptíveis de integrarem ilícitos disciplinares.