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Assim, temos que, nos termos previsto no artigo  22, n 1, do CP "Há tentativa quando o agente praticar atos de execução de um crime que decidiu cometer, sem que este chegue a consumar-se”, sendo que, nos termos do n 2 da mesma norma legal, os atos de execução são "os que preenchem um elemento constitutivo de um tipo de crime” al., "os que forem idóneos a produzir o resultado típico” al., ou "os que, segundo a experiência comum e salvo circunstâncias imprevisíveis, foram de natureza a fazer esperar que se lhes sigam atos das espécies indicadas nas alíneas anteriores” al.. A respeito da punibilidade da tentativa ver Figueiredo Dias in Direito Penal Português, Parte Geral, Tomo , GESTLEGAL, 3 edição, 219, páginas 802 a 849 e Paulo Pinto de Albuquerque in Comentário do Código Penal, Universidade Católica Editora,  edição, Lisboa, 2018, páginas 116 e 117 50 Conforme bem menciona o Ministério Público na sua resposta ao recurso, importa excluir a punição da mera intenção, pelo que se revela essencial avaliar a conduta externa e objetiva desenvolvida pelo arguido, com vista a determinar se a mesma se traduz na realização de atos de execução do crime que se lhe imputa e que decidiu praticar.