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// O legislador terá pretendido, numa opção legítima, proteger os terceiros, mediante a consagração de estímulos para que o sujeito passivo acautele o risco normal da sua actividade – intenção que só resulta plenamente realizada se o sujeito passivo transferir totalmente a sua responsabilidade para uma seguradora, e não apenas a que resulta do seguro obrigatório –, com a possibilidade de deduzir integralmente as despesas com o pagamento dos prémios de seguro, ao invés de confiar na álea em ordem à obtenção de lucro mais elevado» De forma que se pode afirmar que os gastos incorridos com reparações impostas pela ocorrência de factos imprevisíveis objecto de seguro está sempre dependente da sua efectividade, bem como da impossibilidade de segurar o risco.