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Com efeito, não estando devidamente documentados na contabilidade da insolvente os pagamentos feitos em nome da "F, Lda.”, por conta do empréstimo feito a esta sociedade facto provado em 9 e, nem os contornos efectivos do negócio entre ambas celebrado, tem de se considerar que foi praticada irregularidade grave na contabilidade da Insolvente que não permite ao Tribunal e aos seus credores aferir da sua real situação financeira, designadamente os montantes efectivamente pagos em nome daquela sociedade e se eram ou não devidos como contrapartida do negócio entre ambas celebrado1 Mas também resultou provado que a Insolvente pagava mensalmente uma renda, como contrapartida pelo uso das suas instalações, sem que o respectivo Senhorio emitisse em seu nome os correspondentes recibos, que eram emitidos em nome da sociedade "F, Lda.” facto provado em, o mesmo sucedendo quanto aos custos mensais suportados com água e electricidade utilizados nas instalações da Insolvente que eram pagos pela Insolvente, sem que os correspondentes recibos fossem emitidos em seu nome, sendo emitidos em nome da sociedade "F, Lda.” facto provado em, ora, assim, tais despesas também não ficavam reflectidas na contabilidade da Devedora, o que levava a que os valores utilizados para pagar as rendas permanecessem em Caixa por ser a rúbrica que reflecte valores recebidos e que saem da contabilidade da empresa sem o correspectivo documento, elevando artificialmente os valores em caixa e depósitos bancários, o que igualmente constitui irregularidade grave para a compreensão da verdadeira situação patrimonial da empresa1 O que igualmente sucede com o facto a insolvente ter emprestado quantias monetárias, em numerário e por transferência bancária, à sua gerente, a Requerida B e à sociedade " – Unipessoal, Lda.”, para fazer face a dificuldades de tesouraria da Requerida B e da empresa de que era também gerente, desconhecendo-se se alguma coisa foi restituída e o que se mantém em divida, o que impossibilitaria a sua cobrança em sede de liquidação da massa, caso o processo prosseguisse para liquidação, mas também a compreensão da verdadeira situação patrimonial da devedora factos provados em 16, 17, 20 e. Mas, a matéria apurada também se enquadra na alínea, já que os gerentes de direito e de facto da Insolvente dispuseram dos bens da Devedora em proveito pessoal ou de terceiros, no caso de duas sociedades consigo especialmente relacionadas, a " – Unipessoal, Lda.” e a "F, Lda.”.