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Significa isso, como defende a recorrente, que todos os valores pedidos pelo Autor com base na alegada retribuição mensal de €1905,00, nomeadamente, a indemnização pelo despedimento ilícito, retribuições não pagas e proporcionais e férias, subsídios de férias e de Natal, não podem proceder nos termos pedidos, mas apenas tendo por base o valor da retribuição mensal líquida acordada, isto é, € 600,0 Por último, estribando-se na segunda parte do n.1, da cláusula 4 do contrato colectivo entre a Liga Portuguesa de Futebol Profissional e a Associação Nacional dos Treinadores de Futebol, vem a recorrente defender que deve ser remetido para execução de sentença a discussão e o apuramento das quantias que eventualmente fossem devidas por força da aplicação da referida norma da CCT, de modo a ser deduzida à indemnização por despedimento ilícito o valor das retribuições que o autor eventualmente tenha auferido no exercício da mesma atividade no período entre a data do despedimento e a acordada para o termo do contrato.