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O regime de residência alternada é o que melhor satisfaz o superior interesse das crianças, porque lhes permite viver efectivamente com cada um dos pais e conviver com a família alargada materna e paterna, de forma mais frequente.2Do mesmo modo, proporciona-lhes o sentimento de que a casa de cada um dos pais é, também, a sua casa.2Este regime de tempo paritário ou, tendencialmente paritário, com cada um dos pais garante-lhes o direito a viver a afectividade filial sem corridas contra o tempo e programas com calendário apertado.3Estas crianças, se viverem rotativamente e, por períodos de tempo maioritariamente ou totalmente iguais com cada um dos pais, vivem a sua vida de maneira mais feliz, pois mantêm os afectos equilibrados com cada um dos pais permitindo, assim, a filhos e a pais, viver a cumplicidade do dia-a-dia, situação muito diferente daquela em que estas crianças vivem quando têm a sua residência fixada apenas com um progenitor e em que, de quinze em quinze dias, "aterram” em casa do pai ou da mãe com quem não vivem, sendo quase equiparáveis a uma "visita” de casa desses pais, não participando no dia-a-dia, não tendo rotinas integradoras de uma vida familiar, não sendo parte de um todo familiar, ainda que recomposto, o qual tende a existir na vida destes pais, que constroem novas famílias e, com estas, absorvem novas realidades afectivas com filhos das pessoas com quem passam a partilhar a sua vida.3O regime de regulação das responsabilidades parentais em que é fixada a residência a uma criança junto de apenas um progenitor o progenitor guardião) está ultrapassado e não defende o superior interesse das crianças, pois que a vivência em fins-de-semana alternados com um dos progenitores não é compatível com uma relação filial onde o afecto, o companheirismo, o entendimento, a integração, a noção de pertença, são essenciais.3O requerido, enquanto pai, pugna por estar e viver com a filha.3Apesar de se ter separado quer continuar a ser pai como o era antes do casal conjugal se ter desfeito.3Não admitindo que a sua capacidade parental seja posta em causa, quando não o era antes da separação ou do divórcio.3Ambos os pais, na plenitude das suas capacidades parentais são, como o eram antes da separação ou do divórcio, pais capazes de amar e de se sacrificar pelos filhos.3Mãe e Pai são e, devem ser, os cuidadores principais dos filhos, em situação de igualdade parental.3No caso da  e reportando-nos ao tempo em que requerido e requerente viviam juntos com esta já eram muitas vezes por questões laborais os avós paternos quem, na ausência dos pais e durante o período laboral destes, ficava com a .3Estes avós sempre foram e continuam a ser atentos, dedicados e disponíveis para auxiliar na ausência dos pais.3As habitações são contíguas, ou seja, a residência do requerido, ora recorrente e que foi, até à separação, a residência de ambos e da  é contígua à residência dos seus avós paternos.4E dista menos de 4 minutos de carro da actual residência da mãe.4A  tem, desde sempre, e pelas circunstâncias que supra se referiram, uma relação muito próxima, com um primo direito, de 9 anos de idade, filho de um irmão do pai.4E que também frequenta a casa dos avós paternos fora do horário escolar e sempre que é necessário.4Entende o ora recorrente que tal relação de proximidade deve ser mantida no interesse de ambos.4Tal como a relação com os avós paternos que se vinha mantendo no contexto anterior ao despacho ora proferido e do qual se recorre.4O regime da residência alternada da , tal como vinha sendo praticado, permitia a manutenção de um contacto assíduo e saudável quer com ambos os progenitores, bem como com as respectivas famílias.4Sendo que tal situação é a que melhor salvaguarda os interesses da .4Que se encontrava perfeitamente adaptada a tal regime.4E se apresentava, além de emocionalmente estável, feliz.4Não é o facto de o requerido trabalhar por conta de outrem tendo que cumprir um horário de trabalho, enquanto a requerente cuida do seu avô que está acamado e com quem vive, que justifica ou legitima a que o tempo que  passa com o pai seja de forma repentina e sem motivo ponderoso atendível reduzido para 8 horas por semana e um fim-de-semana de 15 em 15 dias.5Que foi o que, na prática, sucedeu a partir do passado dia 7 com a decisão provisória proferida pela Mma Juiz a quo.5Que deverá ser revogada e substituída por outra que decida provisoriamente a fixação da residência alternada à  tal como vinha sucedendo até então e desde Novembro passado.5E devendo a decisão entretanto proferida quanto à regulação provisória das responsabilidades parentais ser imediatamente suspensa na sua execução.5Por ser a solução que melhor salvaguarda os interesses da .5A  será, no próximo mês de setembro, e como qualquer criança da sua idade, integrada num equipamento educativo.5Passando a ter também horários para cumprir e sendo que, nessa altura, mantendo-se o regime da residência alternada passará o mesmo tempo com cada um dos progenitores e com as respectivas famílias.5Na verdade, a jurisprudência tem vindo a considerar que a residência alternada é a solução que melhor defende os interesses dos filhos.5Neste sentido o Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 11-12-2018 in www.dgsi.pt que refere: "Mesmo não existindo acordo dos pais, a alternância de residências é uma solução adequada ao exercício conjunto das responsabilidades parentais - artigo 1906 do viabilizando, assim, a presença de ambos os pais na vida dos filhos, fundamental para o seu desenvolvimento integral e harmonioso, devendo os pais actuar com suficiente colaboração, sensatez e prudência na prossecução da estabilidade afectiva e emocional da criança) -, salvo se o desacordo se fundamentar em razões factuais relevantes ou se mostrar que a medida não promove os interesses do filho.”5O Acórdão do Tribunal da Relação de Évora de 7-6-2018 in www.dgsi.pt onde se pode ler: "1-A guarda partilhada do filho, com residências alternadas, é a solução que melhor permite a manutenção de uma relação de grande proximidade com os dois progenitores, promovendo amplas oportunidades de contacto com ambos e de partilha de responsabilidades.