Legal Document Excerpt:

Não pode ser escamoteado, porém, que a motivação do recorrente para a prática do crime em causa nos autos, como bem é referido pelo Excelentíssimo Procurador-Geral Adjunto, no seu douto parecer, ") foi, primordialmente, o lucro fácil que decorria do tráfico, numa altura em que sentiu dificuldades financeiras, o que leva a que sejam tomadas cautelas suplementares na libertação, neste momento de cumprimento de pena, sendo certo que, para além das suas declarações, nada mais existe nos autos que permita afirmar que tenha emprego assegurado, já que o recolhido pelos serviços, pelo que se consegue perceber, não decorre de contacto com o empregador, não sendo assim certo que, em liberdade, não possa voltar a ter constrangimentos económicos que o levem a delinquir.”   Na verdade, não estão definidos nos autos, em concreto, os termos em que a entidade empregadora irá acolher o recluso, designadamente, no que tange à duração da atividade e ao respetivo salário.