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Como afirmam Jorge Miranda e Rui Medeiros, sendo a identidade pessoal "aquilo que caracteriza cada pessoa enquanto unidade individualizada que se diferencia de todas as outras pessoas por uma determinada vivência pessoal”, uma das suas componentes essenciais a identidade genética própria, onde se incluem os vínculos de filiação, no contexto dos quais se afirma o direito fundamental ao conhecimento e reconhecimento da paternidade e da maternidade.”14  Na mesma linha de pensamento constitucional, Gomes Canotilho e Vital Moreira afirmam :« Nesta dimensão relacional, em que a pessoa humana também se define em função de uma "memória" familiar conferida pelos antepassados, extrai-se o direito ao conhecimento da progenitura, de que resulta, além do mais, o direito à investigação da paternidade ou da maternidade.15  Outros princípios reflexos encontram consagração na CRP, como são, o direito a constituir família e o direito à celebração do casamento -artigo 3, n. 1, o princípio da atribuição aos pais do poder/dever de educação dos filhos e inseparabilidade dos filhos dos seus progenitores, o princípio da não discriminação entre filhos nascidos na constância do casamento e fora do casamento - artigo 3, n. 4, n5, e n6; contemplando ainda o princípio da protecção da família biológica e pelo Estado, o princípio da paternidade e da maternidade –artigos 6, 6  No que tange ao modo de estabelecimento da filiação, o sistema jurídico português assenta reconhecidamente de forma primordial nas raízes biológicas, e, na coincidência da filiação biológica, ou tendencial biológica, seja na linha materna como na linha paterna.