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755 do Código Civil ...) Em suma: - a embargante, enquanto proprietária, não é titular de qualquer direito de crédito emergente de benfeitorias destinadas a beneficiar o imóvel próprio, sobre o qual não poderia ver constituído um direito real de garantia; - a ser credora, seria no pressuposto de não lhe ser reconhecido o direito de propriedade e, nesse caso, o seu direito de crédito teria que ser exercido perante a proprietária; - a exequente não deduz um pedido de entrega da coisa, antes constituindo tal entrega uma eventual consequência da não satisfação do direito de crédito, que constitui a finalidade essencial da execução instaurada; - qualquer reconhecimento de um direito de retenção titulado pela embargante traduziria um aval dado pelo tribunal a uma atuação contrária à boa-fé, prejudicando a exequente por um conjunto de condutas que apenas à embargante são imputáveis, com inversão das mais básicas regras de justiça material”.– Do Recurso12 – Inconformada, a embargante veio apelar.