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Com efeito, ainda que a prova possa ser feita através de testemunhas em conjugação com a prova, consideramos que, por, no caso, a instrução assentar essencialmente no objetivo de munir o Juiz a quo de informações/esclarecimentos que permitam a melhor interpretação da prova documental – e não no que a testemunha viu, ouviu, sentiu ou captou - será de dar preferência à apreciação e valoração efetuada por um técnico, um profissional imparcial - o perito», tanto mais que se impõe «ao tribunal que dê resposta a um conjunto de questões de natureza técnica, para as quais se mostram necessários conhecimentos especializados em matéria de análises clínicas, tipicidade e variedade de reagentes químicos existentes no mercado, as características e os requisitos técnicos associados, sistemas analíticos e software utilizado em equipamentos de análises clínicas, que o julgador não possui», pelo que «ecidindo em conformidade, importa revogar o despacho recorrido, substituindo-o por outro que determine a realização da perícia requerida, devendo o Juiz a quo diligenciar pela correção da terceira questão, nos termos que repute mais adequados».