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Para tanto, alegou, em síntese, que: - tendo a A. vivido em união de facto com o R. desde agosto de 2008 até janeiro de 2018, do qual se encontra separada desde então – união de que nasceram duas filhas –, nesse tempo de vida em comum juntos contribuíram para a economia doméstica e para a aquisição de património móvel e imóvel), o qual, apesar de registado a favor do R. e na posse dele, pertence a ambos; - juntos adquiriram esse património, considerando-se ambos proprietários de todos os bens e comportando-se como tal, sendo, porém, que após a separação a A. quis fazer partilhas, ao que o R. não correspondeu; - A. e R. compartilhavam as responsabilidades financeiras familiares em comunhão de vida, sendo que a A. sempre trabalhou, contribuindo para o acervo financeiro da união, para além de assegurar as lides domésticas comuns; - com a separação ficou dissolvida a união e, em consequência, a sociedade, implicando a divisão dos seus bens e tendo em conta que a contribuição de cada sócio ocorreu em partes iguais, razão pela qual também a divisão deve ser em partes iguais a A. declarada comproprietária na proporção de metade de cada um dos imóveis, veículos e alfaias, ou ser condenado o R. no pagamento à A. do valor de metade do património da sociedade € 3395,00), ou, assim não se entendendo, ser reconhecido que o R. enriqueceu à custa da A., pelo menos no valor de € 3395,00, equivalente a metade do património angariado por ambos no âmbito da união.