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Eliminados estes dois sentidos de decisão, sobram outros dois, ainda contraditórios, mas que assumem a necessidade de ponderação do disposto no artigo 143-A do Código Civil: a) para alguns, o exequente será um condomínio por aplicação deste se existir um momento gerador em que todos os condóminos de todos os prédios contíguos assim o tiverem deliberado constituir, pelo que, no caso concreto do aqui contestante, uma vez que tal não se verificou, não existiria um verdadeiro condomínio parece ser esta a tese defendida pelos; b) para outros, o ora contestante é um condomínio porque: - existe um centro comercial num conjunto de diferentes prédios, unificados pelo próprio centro comercial, e constituindo este um espaço perfeitamente delimitado, com funcionalidade própria, com frações autónomas e partes comuns próprias, pelo que é legítima a existência de um condomínio específico de tal centro comercial, deliberando os condóminos a constituição de autónomos órgãos de administração, e a aprovação de regulamento de condomínio, nos termos do artigo 142-A do Código Civil; - a assembleia de condóminos de um tal centro comercial que abrange mais do que um prédio e é organizado e explorado em regime de propriedade horizontal, está ligada a um direito real, e não a uma realidade jurídica suscetível de desencadear apenas efeitos de natureza meramente obrigacional; - a ata de tal assembleia, que delibera sobre montantes de contribuições devidas e em dívida a concreto condomínio de um centro comercial, organizado e explorado em regime de propriedade horizontal, pode servir nos termos do n. 1 do artigo  do Decreto-Lei n. 268/94, de 25 de de título executivo em execução – para cobrança de montantes de contribuições devidas e em dívida – a instaurar a proprietário de fração autónoma que alberga uma das várias lojas do referido centro.