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É que sempre como se refere o autor citado: se o delegante tem o poder de avocação, nos termos do disposto no n. 2, do artigo 4, o que não constitui um poder de competência simultânea, tendo em conta, de resto, que se o delegante revogar um acto do delegado, este não pode, de seguida, rever a revogação ou anulação por outro acto; se a delegação não constitui uma forma de representação, antes uma licença ou habilitação, que permite a alguém a prática de actos para os quais, sem ela, não teria permissão ou incumbência legal, licença que é pessoal e condicionada; se o delegante tem poderes de supervisão sobre os actos do delegado, nos termos do disposto no n. 4, do artigo 16; então mal se compreenderia que os interessados não tivessem esse instrumento de impugnação administrativa; 	É que, sempre como aponta o mencionado autor, "dispondo o delegante de poderes de supervisão sobre os atos do delegado e este, por seu turno, sobre os atos do subdelegado, o recurso administrativo especial, a ser interposto e apreciado no âmbito de uma delegação de poderes, sempre caberia já na previsão concernente «ao órgão da mesma pessoa colectiva que exerce poderes de supervisão».