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Por outro lado, a circunstância do arguido não ter quaisquer antecedentes criminais no sentido de sentença condenatória transitada em julgado por crimes cometidos à data dos crimes que constituíram objeto deste processo - tendo apenas sido condenado poucos meses depois em pena de multa por outro crime de condução sem habilitação cometido pouco mais de um ano antes dos crimes que originaram este processo - não significa que se possa ficcionar que a sentença condenatória proferida nestes autos tenha sido proferida na época em que os crimes "in iudicium” foram cometidos, ignorando assim quaisquer factos posteriores: tal como foi realçado na resposta do Ministério Público à motivação do recurso, até na determinação do "quantum” da pena é valorada a conduta posterior aos factos ilícitos criminais, razão pela qual também na avaliação da perigosidade do arguido - para os bens jurídicos protegidos pelos tipos legais de crime em causa - no âmbito da escolha da pena pelo critério definido no artigo 70 do Código Penal, se deverá ponderar toda a factualidade provada, anterior e posterior aos crimes, para aferir o grau das exigências relevantes de prevenção especial, que se mostrem decisivas na apreciação do mérito do recurso.