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Assim, não pode afastar-se liminarmente a relevância da ação do esbulhador sobre a coisa, havendo que analisar, em concreto, em que medida a violência exercida afeta a relação do possuidor com essa mesma coisa, adiantando-se que a caracterização como esbulho violento, para efeitos do disposto no artigo 1279 do Código Civil, não se limita ao uso de força física contra as pessoas, sendo, ainda, de considerar violento o esbulho quando o esbulhado fica impedido de contactar com a coisa face os meios ou á natureza dos meios usados pelo esbulhador e, por isso, há-de considerar-se privado da posse, em virtude de ação violenta dos esbulhadores, exercida sobre a coisa.