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Por esta razão, não é possível a instauração de novo processo que os tenha por objecto.”  Tal como exemplar e expressivamente se refere no Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 102013, relator Desembargador Alves Duarte, disponível in www.dgsi.pt, "O que se proíbe é um mesmo e concreto objecto do processo possa fundar um segundo processo penal, entendendo-se aqui por crime não um certo tipo legal abstractamente definido como crime mas, outrossim, um comportamento espácio-temporalmente determinado, um determinado acontecimento histórico, um facto naturalístico concreto ou um pedaço de vida de um indivíduo já objecto de uma sentença ou decisão que se lhe equipare, mas independentemente do nomemiuris que lhe tenha sido ou venha a ser atribuído, no primeiro ou no processo subsequentemente instaurado.