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Com efeito, as IPSS – como é o caso da ré/recorrente – estão sujeitas a um regime jurídico misto: "por um lado, tais entidades beneficiam de certos privilégios, de que não gozam em geral as pessoas colectivas privadas – e isto porque se dedicam à prossecução de interesses gerais -, por outro lado, ficam sujeitas a deveres e encargos especiais, a que também não estão sujeitas, em geral, as pessoas colectivas privadas - o que se justifica igualmente pelo facto de se tratar de entidades que prosseguem fins que directamente interessam à Administração como zeladora do bem comum” – FREITAS DO AMARAL, Curso de Direito Administrativo, 3 Edição, Vol       Tais entidades, não obstante serem pessoas colectivas de direito privado adquirem a "natureza de pessoas colectivas de utilidade pública” – art.