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486; 5A niìvel subjetivo, ambos os dispositivos exigem o dolo do agente, mas enquanto o n 1 do arto 231 exige um dolo especiìfico relativamente aÌ proveniência da coisa, no sentido de o agente saber que a coisa proveìm de um facto iliìcito contra o patrimoìnio, e aÌ intençaÞo de obter uma vantagem patrimonial para si ou para terceiros, no n 2 o agente admite a possibilidade de a coisa ter origem num iliìcito tiìpico contra o patrimoìnio, atento em concreto o preço, qualidade da coisa, condiçaÞo do disponente e conforma-se com ela, naÞo se assegurando da sua proveniência legiìtima negrito e sublinhado; 5Neste crime "exige-se um dolo especiìfico relativamente aÌ proveniência da coisa: eì necessaìrio que o agente saiba efectivamente que a coisa proveìm de um facto iliìcito tiìpico contra o patrimoìnio, pelo que a simples admissaÞo dessa possibilidade, a tiìtulo de dolo eventual, naÞo eì suficiente para o preenchimento do tipo subjectivo podendo embora cair na previsaÞo do n.” – Conimbricense tomo , pag.