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No que respeita à situação da ré, ainda que a não descreva na petição inicial, em sede de intervenção na assembleia geral deliberativa o próprio autor-recorrido descreveu-a como em situação de ‘excesso de capital e excesso de liquidez’74,afirmação que é confirmada pelo valor do capital social € 50000,00) e dos capitais próprios cerca de €10M), maioritariamente compostos por valor existente em caixa e bancos cerca de € e reservas livres cerca de €, situação económico-financeira que não permite qualificar como desrazoável a atribuição de prémios de desempenho a dois administradores, no montante total de € 19000,0 Sem a referência a uma descrição circunstancialcomparativa das vicissitudes – internas e externas - da atividade da sociedade nuns e outros exercícios, e da atividade levada a cabo ou pela administração, tão pouco permite qualificar como desrazoável o valor dos prémios atribuídos por referência à evolução da relação entre os prémios atribuídos em exercícios anteriores e os resultados líquidos obtidos em cada um deles, evolução/relação que o autor enuncia75 para concluir que, à medida que os resultados da empresa têm diminuído, o peso dos prémios dos administradores executivos tem subido, e que tal prática é contrária a todas as regras de uma boa gestão.