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Note-se, neste âmbito, que a circunstância de essa penhora incidir sobre imóvel já antes identificado pelo exequente como teria de suceder por sobre o mesmo incidir uma garantia real/hipoteca – artigos 724, n. 2 e 752, n. 1, do - não apresenta, neste conspecto, qualquer relevo, salvo o que resulta da própria ponderação de tal facto pelo legislador, o qual, ciente de que em tal caso, a tarefa do agente de execução se encontra sobremaneira simplificada, prevê no n. 11 do artigo 50 que «o valor da remuneração adicional apurado nos termos da tabela do anexo é reduzido a metade na parte em que haja sido recuperada ou garantida sobre bens relativamente aos quais o exequente já dispusesse de garantia real prévia à execução.» Dito isto, no caso dos autos, não sofre dúvida que, por força da actuação da Recorrente, foi levada a cabo a penhora do imóvel referido nos autos, imóvel que constituía, obviamente, a garantia da satisfação do crédito exequendo, sendo, pois, em nosso julgamento, devida a remuneração adicional reclamada pela Recorrente/agente de execução.