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1, da citada lei, exige que: as condições e regras de segurança estabelecidas pelo empregador ou pela Lei se mostrem conexionadas com o risco decorrente da atividade profissional exercida, ligadas à própria execução do trabalho que o sinistrado se obrigou a prestar no exercício da sua atividade laboral; o sinistrado tenha conhecimento de tais condições e regras de segurança; e que se verifique o nexo de causalidade entre o ato ou omissão cometida pelo trabalhador e o acidente de que este foi vítima, ocasionado por violação das referidas regras.» Em comentário à mesma norma, mas da anterior LAT, Carlos Alegre in Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais, Regime Jurídico Anotado – 2 edição, Almedina, 2000, página 61, entende que o acidente só não dá direito a reparação, se se verificarem, cumulativamente, as seguintes condições: « Que sejam voluntariamente violadas as condições de segurança, exigindo-se, aqui, a intencionalidade ou dolo, na prática ou omissão, o que exclui as chamadas culpas leves, desde a inadvertência, à imperícia, à distração, esquecimento ou outras atitudes que se prendem com os atos involuntários resultantes ou não da habituação ao risco;  Que as violações das condições de segurança sejam sem causa justificativa do ponto de vista do, o que passa pelo claro conhecimento do perigo que possa resultar do ato ou omissão: a causa justificativa não tem que ter um carácter lógico ou normal em relação à atividade laboral, pode ser uma brincadeira a que não se associam consequências danosas, uma inadvertência ou momentânea negligência, uma imprudência ou mesmo um impulso instintivo ou altruísta.