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Em verdade, como se diz em anotação a esse normativo17, a acção de sub-rogação do exercício por parte do credor de direitos de natureza patrimonial referente ao devedor obedece à ideia razoável segundo a qual os credores devem poder defender-se contra a inacção dos devedores de que resulte perder-se, diminuir ou deixar de aumentar o seu património1 Neste sentido e com estes contornos, a admissibilidade desta forma de sub-rogação deve no entanto ter sempre como limitação a referida no n 2 do preceito e que é a de que esse exercício sub-rogatório seja essencial à satisfação da garantia do direito do credor, não bastando pois no risco de insolvência, "é precisa a insolvência efectiva ou o agravamento da insolvência”1 Como vimos, não é pois necessário no caso do destinatário da mercadoria o recurso a qualquer figura geral de sub-rogação do credor ao devedor para fazer intervir aquele na defesa dos seus direitos junto do transportador, uma vez que a sua proximidade ao contrário do transporte não se faz por via de ele ser credor do expedidor mas antes por ele ser uma parte ou um beneficiário directo que lhe confere igual direito de «defesa) no contrato de transporte.