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394, n. 1 do Códproibição não tem caracter absolutoa jurisprudência tem admitido a produção de provas testemunhal contra o conteúdo de documento autêntico, desde que a mesma seja acompanhada de um princípio de prova, nomeadamente, um documento válido, que crie uma convicção que as testemunhas possam confirmar, ou indique um conjunto de circunstâncias no sentido de demonstrar que determinado facto declarado, constante de documento autêntico, não se verificou ou não decorreu como está descrito, o que acarreta a sua falsidadeno caso vertente não foi apresentado qualquer documento que invalidasse os factos principais ou acessórios declarados na escritura e que pudesse servir de princípio de prova, para demonstrar, nomeadamente que a Autora e o seu irmão não efectuaram qualquer pagamento, encontrando-se perante uma doação, sendo que neste conspecto nem sequer vem alegada a falsidade da escritura públicanão foi feita qualquer prova directa ou indirecta da vontade de JV, sendo que a circunstância de a escritura de partilha não mencionar o bem imóvel não constitui inferência ou presunção de facto que o mesmo sempre considerou o imóvel como propriedade exclusiva da Autora o que nem podia visto que metade era inclusivamente detido pelo irmão da Autora”  Há aqui um certo paradoxo, na medida em que, por um lado, se entende, apenas em sede de sentença, que há lugar à aplicação do disposto no art.