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Contudo, assentando o reenvio prejudicial "num diálogo de juiz a juiz, cujo início depende inteiramente da apreciação que o órgão jurisdicional nacional faça da pertinência e da necessidade do referido reenvio”7 e competindo "apenas ao juiz nacional, a quem foi submetido o litígio e que deve assumir a responsabilidade pela decisão jurisdicional a tomar, apreciar, tendo em conta as especificidades do processo, tanto a necessidade de uma decisão prejudicial para poder proferir a sua decisão, como a pertinência das questões que coloca ao Tribunal de Justiça”8, o âmbito de cognição do tribunal ad quem, limitar-se-á à verificação "da existência de factos que acarretem a inutilidade do pedido de decisão prejudicial como por exemplo a circunstância de as partes chegarem a acordo durante a pendência do, mas não pode apreciar se o processo pendente no tribunal recorrido suscita questões que carecem de uma decisão do Tribunal de Justiça – pois isto é da exclusiva competência do tribunal nacional que reenvia” Por isso, não obstante a decisão que suscita o reenvio prejudicial dever ser considerada proferida no uso de um poder discricionário, questionando-se a legalidade do uso desse poder, é admissível o recurso de apelação dessa decisão, ainda que o conhecimento do objeto da apelação deva ocorrer com respeito da autonomia do tribunal a quo para exercer a sua faculdade de reenvio.” No caso em apreço, por força do respeito que este tribunal de recurso deve ter da autonomia do tribunal recorrido para suscitar a questão prejudicial, exorbita da sua competência a apreciação sobre a necessidade e pertinência do reenvio prejudicial suscitado.