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Para que tal facto pudesse configurar uma situação de abuso de direito, g., nas suas manifestações de venire contra factum proprium ou de supressio, impunha-se que tivesse havido um comportamento da própria autora em relação ao réu AA, que tivesse criado neste a convicção de que o contrato de arrendamento iria ser mantido.” No mesmo sentido, vide ainda: - Acórdão do STJ de 202020 - revista n 308/13T8PTM.ES2, in https://jurisprudencia.csm.org.pt/ecli/ECLI:PT:STJ:2020:3013T8PTM.ES2: "Tendo a figura da desconsideração da personalidade jurídica, também designada por levantamento da personalidade coletiva das sociedades comerciais, "disregard of legal entity”, na sua base, o abuso do direito da personalidade coletiva, tal significa que este instituto só deve ser usado, se e quando, a coberto do manto da personalidade coletiva, a sociedade ou sócios, dolosamente, utilizarem a autonomia societária para exercerem direitos de forma que violam os fins para que a personalidade coletiva foi atribuída em conformidade com o princípio da especialidade.”:  - Acórdão do STJ de 002019 - Revista n 1669/14TBSTS.PS2, in www.dgsi.pt: "- A desconsideração da personalidade jurídica, também designada por levantamento da personalidade colectiva das sociedades comerciais, tem, na sua base, o abuso do direito da personalidade colectiva, ou seja, o instituto deve ser usado, se e quando, a coberto do manto da personalidade colectiva, a sociedade ou sócios, dolosamente, utilizarem a autonomia societária para exercerem direitos de forma que violam os fins para que a personalidade colectiva foi atribuída em conformidade com o princípio da especialidade, assim almejando um resultado contrário a uma recta actuação.