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Pelo contrário, o que resulta é que o autor atuou de acordo com a prática corrente na empresa que era a de considerar que a máquina estava parada e, por isso, em segurança, por não existir uma ordem de corte e, por conseguinte, por a guilhotina não ter sido accionada, e assim de acordo com o ensinamento que recebeu e só um erro da máquina, inesperado para o autor, é que fez com que, mesmo sem ordem para o efeito, a guilhotina accionasse, o que significa que não podemos afirmar um comportamento negligente do autor na medida que que este tinha que aceder com as mãos ao interior da máquina pois tinha que desengelhar o tecido para poder continuar a produção, não era previsível o acionamento da guilhotina pois o autor não tinha dado ordem para o efeito e só com fundamento num erro da máquina é que a guilhotina foi accionada, o que não aconteceria sem o erro e, por isso, não existe uma previsibilidade que possa sustentar uma situação de negligência, muito menos grosseira, pois só uma facto ocasional e anormal é que levou ao acionamento da guilhotina.