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da sentença recorrida que: "No caso vertente, o Autor, embora alegue de forma genérica e abstracta que é público e notório que Espanha recebe um elevado número de refugiados e denota falta de meios e condições para receber novos cidadãos, não invocou quaisquer factos concretos que a serem julgados provados permitissem ao Tribunal concluir que o pedido de protecção internacional formulado deveria ser analisado em Portugal, designadamente, em virtude de estarmos perante situação em que na Espanha ocorrem falhas sistémicas no procedimento de asilo e nas condições de acolhimento dos requerentes de protecção internacional que impliquem, para o ora Autor, e atentas as suas específicas circunstâncias, risco de tratamento desumano ou degradante, na acepção do artigo 4 da CDFUE, tal como previsto no artigo 3, n 2, do Regulamento n 604/201 Acresce que, compulsadas as declarações prestadas no âmbito do procedimento, verifica-se que o ora Autor declarou que permaneceu em Espanha durante cerca de 1 mês e que durante a sua estadia nesse país teve acesso a alojamento e alimentação, não tendo o mesmo, no âmbito da entrevista realizada, e não obstante ter sido confrontado com a possibilidade de vir a ser transferido para Espanha, feito assentar o motivo de saída deste país no tipo de tratamento ou condições a que foi sujeito durante a sua estadia, extraindo-se do teor das declarações produzidas nesse contexto que o Autor saiu de Espanha devido à dificuldade em encontrar trabalho, tendo expressamente afirmado que nunca havia sido sujeito a qualquer tipo de agressão, maus-tratos ou perseguição em Espanha.