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Dúvidas não existem pois que o arguido AA era o companheiro da BB há 18 anos e que para levar a cabo o comportamento supra descrito, de por termo à vida da sua companheira, mãe do seu filho menor, teve de vencer as normais concepções éticas que levam a presumir, que na união conjugal legal ou de existe uma relação de protecção e de respeito entre os dois membros dessa sociedade marital, que deve ser nutrido por cada um dos parceiros entre si, de forma mútua e recíproca, enquanto durar a mesma - e o arguido teve de vencer as contramotivações éticas, derivadas desses laços familiares de especial amor, respeito e interajuda, que o legislador presume existirem na relação conjugal.