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325 e 326, que não achou que fosse o seguro, achou que seria proposta, referindo, por sua vez, P. que foi ele quem manifestou ao arguido a vontade de fazer um seguro de vida, solicitando aconselhamento/propostas; com o depoimento, linear, espontâneo e desinteressado, de R., funcionária da Y, na medida do seu conhecimento directo sobre os factos e coerência com a demais prova produzida, a qual recorda a insistência do marido, P., para a entrega dos recibos ao que o arguido retorquia que os faria chegar directamente na contabilidade, sendo que, a nunca lhes disse nada sobre a falta de pagamento dos seguros; com o depoimento, espontâneo, desinteressado e coerente, de R. , profissional de seguros e funcionário da , o qual confirmou e-mail e informações por si subscritos e juntas aos autos, explicando que a emitia o aviso para o cliente e recibo para a após boa cobrança, mais referiu que a não emite declarações, no máximo passa 2 via de recibo, explicando, finalmente, que a nada deve à , já que todos os recibos impressos se encontram pagos, e que o procedimento de ajustamento de contrato de seguro multirisco e de contrato de seguro vida é semelhante, sendo que, depois de preenchida a proposta e instruída com documentação necessária é remetida para análise pela seguradora, que não aceitando o risco disso dá conhecimento ao proponente e ao mediador; com as declarações de B. e declarações de A. , os quais, de modo linear, espontâneo e coerente, em si, entre si e com a demais prova produzida, logo convincente, e nos termos demonstrados, referiram que o arguido trabalhava com eles como angariador, competindo-lhe angariar e acompanhar clientes, nomeadamente cobrando os prémios dos seguros, levando formulários para preenchimento e apresentando simulações, auferindo comissões, correspondentes a 5% do que eles ganhavam, a qual era devida pela celebração de contratos e cobrança de prémios, mais referindo que o arguido tinha telefone e carro à disposição, negando o primeiro alguma vez ter autorizado quem quer que fosse a fazer a sua assinatura, ambos sublinhando nunca ter autorizado o arguido a proceder, como demonstrado, ao depósito dos cheques entregues para pagamento de prémios de seguro na sua conta, inclusive negando de tal ter conhecimento, o que, aliás, é corroborado pela surpresa com que receberam a notícia dos factos, como o referiram P. e H. G., sendo que, acrescentaram, e em coerência com o referido pelo próprio arguido, este não tinha acesso à plataforma, pelo que a A. ou a é que imprimiam os recibos, ambos reconhecendo o carimbo que resulta dos cheques como sendo o usado pela empresa Seguros, ou melhor, semelhante ao usado pela Seguros, o qual deixou de o ser aquando da constituição da sociedade Mediação de Seguros, Lda., para a qual B. transferiu a sua carteira de clientes, cessando a sua actividade em nome individual, tendo coerentemente substituído tal carimbo pelos que resultam de fls.