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1569, n. 2, que "as servidões constituídas por usucapião serão judicialmente declaradas extintas, a requerimento do proprietário do prédio serviente, desde que se mostrem desnecessárias ao prédio dominante.” sublinhado E percebe-se que assim seja, pois que constituindo, como vimos, a servidão predial que configura direito real de gozo um encargo que se impõe sobre outro prédio o, limitando ou restringindo que o dono deste exerça na sua plenitude o seu direito de propriedade sobre ele, e com isso, de certo modo, o desvalorizando, não faria sentido, à luz dos princípios da justiça/adequação/proporcionalidade, que a servidão se mantivesse a onerar esse prédio serviente se ela se tornou desnecessária, isto é, deixou de ser necessária para o titular do prédio dominante  a função social/económica que que justifica esse ónus deixou subsistir e, como tal, de fazer.