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Uma vez que os gerentes se apresentam perante terceiros como representantes da sociedade – que materialmente será a parte no negócio – evita-se, pela ilimitação dos poderes representativos, que aqueles fiquem sujeitos a restrições da representação, criados pelos sócios no seu próprio interesse e cujo conhecimento pelos terceiros não é seguro.” 	O Supremo Tribunal de Justiça vem afirmando, de modo dominante, que a limitação dos poderes representativos dos administradores de sociedades comerciais, estabelecida em cláusula do contrato de sociedade, não é oponível a terceiros de boa fé.23 	Para esta linha jurisprudencial, "na composição abstracta dos conflitos de interesses que podem derivar do exercício ilegítimo de funções de representação, em caso de gerência plural, o legislador inclinou-se para a protecção de terceiros, por serem eles que se defrontam com maiores dificuldades no conhecimento concreto das regras de representatividade da sociedade.