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Mal andou o Tribunal a quo quando decide, do modo que o faz, sem ter valorado, como se impunha, a expressa, legítima e soberana vontade da Menor , razão pela qual deverá ser alterada a matéria de facto dado como provada, devendo passar a constar que a mesma Menor, nas suas declarações prestadas na audiência de julgamento de 15-04-2021, a instância do Meritíssimo Juiz, sem qualquer tipo de constrangimento ou reserva, exprime de forma calma e espontânea a sua expressa e convicta vontade de querer viver com a progenitora mãe em Vila Pouca de Aguiar; ) O Tribunal ad quem, face ao notório erro de julgamento, deverá reapreciar a prova testemunhal e, ainda, a prova documental, junta aos autos, nomeadamente o relatório pericial de psiquiatria complementar junto aos autos de 002020, pelo que levará o Venerando Tribunal ad quem, a decidir-se, em conformidade, e nesse sentido, julgando-se que o superior interesse da menor ficará devidamente acautelado e, consequentemente, e no prosseguimento da sua própria e legítima vontade, ordenando-se que a Menor permaneça em Vila Pouca de Aguiar, local onde viveu nos últimos anos, e no qual tem sedimentados todos os seus laços familiares e de amizade, assim, ficando entregue à guarda e cuidados da sua progenitora mãe. )