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Por outro lado, pelo facto de constar previsto no n. 2 do artigo 1 da Lei n. 54/2005, de 15/11 que o particular interessado em ilidir a presunção iuris tantum que daí deriva a favor do Estado sobre a propriedade ou posse de parcelas de leitos ou margens das águas do mar, ou de quaisquer águas navegáveis, ou flutuáveis, tem de demonstrar com recurso a prova documental e traçando o necessário trato sucessivo que esses terrenos/parcelas eram, por título legítimo, objecto de propriedade particular ou comum antes da data de 31 de Dezembro de 1864, não significa que a documentação apta a fazer tal prova tenha que ser, ela própria, necessariamente anterior àquela data.