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421 a 425, parece pacífico considerar que ao consagrar um amplo direito de acesso à função pública, o legislador constitucional não procurou apenas tutelar o direito de ingresso na mesma, mas igualmente, o direito de progresso no interior da respetiva carreira; 2 Concluindo, a falta de audiência prévia, ilegitimamente dispensada nos autos, ofende o conteúdo essencial do direito fundamental de promoção na carreira do Recorrente, sendo como tal nula nos termos do disposto no artigo 161 do CPA; 2 No que respeita à violação dos princípios da imparcialidade, transparência e publicidade face à consagração do parecer preliminar contendo diretrizes parâmetros e critérios) a aplicar pelo Júri nas avaliações, de carater sigiloso põe em causa a garantia constitucional da imparcialidade administrativa, bem como viola o princípio da transparência e publicidade na medida em que a fixação dos critérios de seleção e dos critérios de classificação dos concorrentes deveria ter sido feita em momento anterior ao conhecimento real ou possível) dos currículos pelos Júris; 2 O caracter sigiloso do parecer preliminar contém o risco de consubstanciar uma atuação parcial, independentemente da demonstração efetiva de ter ocorrido uma atuação destinada a favorecer algum dos interessados em concurso, com prejuízo de outros, o que é especialmente agravada pelo facto de, no caso, não existir qualquer grelha individual/geral ou coletiva de pontuação, sendo a avaliação e ponderação relativa de cada candidato o resultado da análise dos fundamentos que se revelam na fundamentação do parecer final; 2 Daí que a exigência constitucional na divulgação atempada dos critérios de avaliação, entendida como anterior ao conhecimento da identidade e dos elementos curriculares dos candidatos ou à realização das Provas, a qual visa dar transparência ao recrutamento, sendo o mínimo exigível como forma de assegurar que os critérios que virão a ser utilizados para graduação dos candidatos não são adaptados em função do perfil curricular dos candidatos, por forma a permitir beneficiar ou prejudicar algum deles, in casu foi altamente violada; 27 Assim, não restam dúvidas que no caso sub judice a definição tardia e sigilosa dos critérios/fatores/parâmetros de avaliação poderá determinar que potencialmente os mesmos possam ter sido definidos em função dos currículos dos candidatos, o que pode ter beneficiado ou prejudicado os mesmos, o que só por si se mostra inaceitável, além de que, a ausência de conhecimento antecipado dos concretos critérios que haveriam de nortear a avaliação, impossibilitou ao Recorrente a programação do seu currículo e entrevista, de modo a tendencialmente preencher os critérios/fatores/parâmetros definidos.