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Concluindo a recorrente que perante tais factos, o Tribunal "a quo”, deveria dar como provada, a seguinte factualidade: a Recorrente não é proprietária de quaisquer bens imóveis ou veículos; a Recorrente se encontra onerada com o pagamento de diversos financiamentos bancários, que se cifram em montante superior a €10000,00; a Recorrente se encontra a pagar em prestações a dívida em cobrança coerciva nos autos do PEF n 127920150100086 e aps; com referência ao ano de 2021, as inscrições no ginásio e nas aulas de música da Recorrente, após a época estival e no regresso às aulas, não aumentaram; na sua declaração periódica de 2019, a Recorrente apurou um prejuízo fiscal de €392,53; na sua declaração periódica de 2020, a Recorrente apurou um lucro tributável de €723,4 1	Desde logo, cumpre referir que a recorrente – no que aos factos que considera que deveriam ter sido dados como provado – efetua uma verdadeira "miscelânea”, entre os factos que foram enunciados na decisão reclamada como tendo resultado provados, os factos que não foram demonstrados pela ora recorrente, devido à não apresentação de diversos documentos que ali surgem identificados – veja-se, por exemplo, documentos contabilísticos, IES, documentos recentes comprovativos do pagamento dos encargos bancários que alega estar a suportar – e aqueles que no seu entendimento seriam suscetíveis de serem dados como provados se o Tribunal "a quo” tivesse apreciado os documentos cuja junção requereu no decurso do desenvolvimento da instância – note-se que estamos perante documentos que não foram submetidos à apreciação do órgão de execução fiscal aquando da apresentação do pedido de dispensa da prestação de garantia, e que como tal, não poderiam à posteriori ser apresentados no Tribunal para que este os apreciasse, porque a apreciação de tais documentos para além de não ser da competência do Tribunal, não serviu de base de fundamentação do pedido apresentado perante o órgão de execução fiscal e consequentemente, não integrou a fundamentação da decisão de indeferimento proferida pelo órgão de execução fiscal.