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Assim, perante a total ausência de factos que comprovem a gerência de facto, cuja demonstração incumbia à administração tributária, a mesma terá necessariamente de ser valorada contra esta.»  Inconformada, a Fazenda Pública veio interpor recurso invocando que a originária devedora foi uma sociedade unipessoal da qual o Oponente foi nomeado gerente em 6 de abril de 2010, e desde 201016 foi seu único sócio, pois que adquiriu a quota única da sociedade; Sendo que a originária devedora se manteve em atividade até 30 de novembro de 2011, e se obrigava com a assinatura de um gerente - o Oponente - que foi o seu gerente único desde 201001 até à dissolução da sociedade originária devedora; Período durante o qual o Oponente assinou cheques emitidos em nome da sociedade, assim vinculando-a perante terceiros.