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Tem vindo a ser decidido que a compensação por danos não patrimoniais deve ter um alcance significativo e não meramente simbólico, sendo mais que tempo de se acabar com miserabilismos indemnizatórios”11 e, por outro lado, se é certo que a tarefa de avaliar/quantificar este tipo de danos é difícil e complexa, não poderá esquecer-se, conforme ensinam Antunes Varela e Henrique Mesquita12, que os tribunais de recurso devem "limitar a sua intervenção às hipóteses em que o tribunal recorrido afronte, manifestamente, as regras da boa prudência, de bom senso prático, de justa medida das coisas e de criteriosa ponderação das realidades da vida”, o que, e com exceção do sobredito pormenor atinente ao acréscimo, acima do peticionado, do montante para ressarcir os danos próprios sofridos pelos progenitores da vítima, no mais, estará vedada a este tribunal uma intervenção corretora, mormente, como pretendia a recorrente, pois nenhuma afronta, muito menos manifesta e/ou intolerável, se descortina, pelo que nada a justificaria, nem legitimaria.