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Deste modo, a designação judicial deve estar igualmente centrada na pessoa maior que em concreto, e não em abstracto, vai ser legalmente acompanhada, concluindo-se que aquela está em melhor posição para assumir as funções de acompanhamento legal, o que passa por: assegurar as medidas de apoio que foram determinadas pelo tribunal; prestar-lhe os cuidados devidos, atento o respectivo contexto pessoal, social e ambiental; participar juridicamente na representação legal determinada pelo tribunal; assegurar em todos os domínios a vontade e os desejos da pessoa acompanhada, tanto a nível pessoal, como patrimonial, que não foram judicialmente reservados ou restringidos.”” A decisão recorrida, ainda que se baseado em factos distintos, não escalpelizou as circunstâncias da beneficiária relativamente aos diversos parâmetros que importava aferir, com vista a determinar da necessidade ou não de acompanhamento, concluindo, sem justificar, que o "entendimento actual da beneficiária é suficiente para se bastar a si própria”, não havendo lugar à aplicação de qualquer medida, tanto mais que o Estado forneceu resposta social e a requerida beneficia de apoio de uma parente, para além de ser "capaz de expressar os seus intentos, em meio que a apoia”.