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E não se objete que o desvio do septo nasal constitui lesão pré-existente ao sinistro, isto porque, por um lado, o médico J. P., especialista em otorrinolaringologia que examinou o autor no âmbito do processo de acidente de trabalho e, por isso, sem qualquer interesse no desfecho desta causa, não teve quaisquer dúvidas em afirmar a existência de nexo causal entre as lesões que levaram à submissão do autor a cirurgia de septoplastia e turbinoplastia e o acidente em questão esclareceu ainda que nem sempre a TAC TCE revela as lesões nasais, pois depende da região sobre a qual, por outro, a médica S., também da especialidade de otorrinolaringologia, atestou a veracidade do relatório médico de fls.280-281, do qual extraímos que, após a cirurgia de 14/06/2004, o autor ficou com a pirâmide nasal alinhada e manteve boa permeabilidade nasal e, por último, as testemunhas F. O. e A. S., progenitores do autor com quem este residia à data do acidente, embora desprovidos de conhecimentos médicos, asseveraram as dificuldades respiratórias com que o mesmo se deparou nos dias imediatamente a seguir ao do acidente, assim como, o desvio do septo nasal e as dores no ombro esquerdo.