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Ora, sobre a sua obrigação - ou não - do pagamento ao autor/sinistrado da indemnização por incapacidade temporária absoluta ou sobre o alegado enriquecimento sem causa do autor, o réu FAT, na sua contestação, "remeteu-se ao silêncio”, nada alegando perante o Tribunal da  instância, o que se justificaria, nomeadamente, por que o valor que consta do ponto 1 Da Fundamentação de facto – O "montante líquido de € 283,15” indicado pelo Fundo de Garantia Social -, não condiz com o valor da dedução pretendida pelo FAT - a "quantia de 1543,27€” -, para não falar da divergência das partes sobre a natureza de tais valores.