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Ora, perante a factualidade apurada, o tribunal a quo concluiu nos seguintes termos: ‘face ao facto de agora ser entendido que a A. não estará impossibilitada de continuar a exercer aquelas funções, não pode, a nosso ver, ser-lhe atribuída aquela indemnização referente ao período que vai até perfazer 60 anos de idade ou até à idade da sua reforma, como pretendido, já que, a esse título, não só não há uma dano presente, como nos parece não haver um dano futuro previsível, já que, se agora a A. se mostra capaz de exercer as funções que antes exercia embora com esforços, não é previsível que na medicina do trabalho continue a ser considerada inapta para aquele trabalho, e não volte a poder exercer aquelas funções e a consequentemente auferir os acréscimos salariais decorrentes da realização de trabalho por turnos e na VMER.