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Trata-se, portanto, de um crime comum – pode ter por agente qualquer cidadão –, um crime de dano – só se consuma com uma lesão efectiva do bem jurídico, com a verificação de um prejuízo efectivo no património do ofendido –, de um crime de resultado – exige a produção de um acontecimento como consequência da actividade do agente, a saída do bem do âmbito da disponibilidade de facto do lesado – e de um crime de execução vinculada – a lesão do bem jurídico que tutela ocorre em consequência de uma específica forma de actuar do agente, traduzida na utilização de um meio enganoso capaz de induzir o burlado em erro, erro este que o determina à prática de actos causadores do prejuízo, passando a execução do crime pela verificação de um duplo nexo de causalidade: entre a conduta enganosa do agente e a prática pelo burlado, de actos tendentes a uma diminuição do património, próprio ou alheio e, depois, entre estes e a verificação do prejuízo cfr.