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É que não haverá nunca tal calculabilidade aí onde não for estabelecido o seguinte princípio de segurança: os atos estaduais, além de serem atos previsíveis, devem ser também, sempre, atos equilibrados, medidos e ponderados.» Maria Lúcia Amaral, A Forma da República, cit., p.  No controlo da proibição do excesso, tem este Tribunal seguido na análise da relação de adequação entre um meio e o respetivo fim princípio da proporcionalidade em sentido uma metódica de aplicação assente num triplo teste, assim sintetizado no Acórdão n. 634/93: «O princípio da proporcionalidade desdobra-se em três subprincípios: princípio da adequação as medidas restritivas de direitos, liberdades e garantias devem revelar-se como um meio para a prossecução dos fins visados, com salvaguarda de outros direitos ou bens constitucionalmente; princípio da exigibilidade essas medidas restritivas têm de ser exigidas para alcançar os fins em vista, por o legislador não dispor de outros meios menos restritivos para alcançar o mesmo; princípio da justa medida, ou proporcionalidade em sentido estrito não poderão adotar-se medidas excessivas, desproporcionadas para alcançar os fins.»  Revertendo ao caso em apreço, a apelante reputa tal interpretação da norma como: - desnecessária porque o devedor já beneficia de um prazo de prescrição de juros de cinco anos al, do Artigo; -inadequada na medida em que tenta resolver diferentemente duas realidades idênticas: o mútuo gratuito, sem juros, e o mútuo antecipadamente vencido em que também deixam de ser cobrados juros remuneratórios; - irracional porque o interesse do devedor protegido é substituído por um beneficio excessivo, tornando inexigíveis valores que recebeu e de que se apropriou a título de capital em prejuízo direito do credor.