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Igualmente é se assinalar o cuidado na fundamentação doutrinal do Acórdão recorrido, com referências significativas, não apenas ao nível clássico, como de índole sociológico-criminal, referindo-se nomeadamente o perfil geral do incendiário português: "chegando-se a um "profiling” de Quem, é tipicamente, o agente do crime de incêndio florestal, incendiário) vindo a verificar-se que este é tendencialmente de: Sexo: masculino; Estado Civil: solteiro; Idade: 20-35 anos; Escolaridade: analfabeto/1 ciclo; Ignição: velas, fósforos e isqueiros; Local: florestas Comportamento após o delito: abandono do local; Cena do crime/ distância da residência do indivíduo: próxima; Relação ofensor/vítima: desconhecidos; História Criminal: ausência registo criminal; Situação profissional: trabalhador não qualificado.”.