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.. não poderá ser admitida no caso sub judice, porquanto a mesma não era gerente da sociedade sendo, para todos os efeitos, um terceiro estranho à mesma, concluindo-se, assim, que a Recorrida não foi notificada validamente do relatório de inspeção tributária, sendo que a falta de notificação não lhe é imputável, na medida que tal omissão se deveu, única e exclusivamente, à incorreta notificação do mesmo por parte da Autoridade Tributária; ) O facto de a Autoridade Tributária ter elaborado um relatório de inspeção não implicaria, por si só, que a mesma estivesse dispensada de notificar a Recorrida antes da emanação da liquidação, porquanto apenas é de dispensar a notificação para audição prévia em momento anterior à prática do ato, quando o contribuinte tenha sido efetivamente ouvido em qualquer das fases do procedimento, conforme prevê o n. 3 do artigo 6 da LGT; w) Não tendo a Recorrida sido ouvida em nenhuma fase do procedimento anterior à emanação da liquidação, verifica-se que a Autoridade Tributária sempre estaria adstrita à notificação da Recorrida para o exercício do direito de audição antes da efetiva liquidação do imposto, na medida em que no caso sub judice não se está perante uma situação em que a Recorrida optou por não exercer o direito de audição opção que, aliás, lhe assiste nos termos da, mas sim perante uma situação em que a Recorrida não teve conhecimento da notificação para o exercício esse direito; x) Em suma, as alegações da Recorrente não podem proceder, porquanto, a Sra.