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QUANTO À MATÉRIA DE DIREITO: a)	Bem decidiu o Tribunal a quo ao indeferir a junção, em 29 de maio de 2020, dos documentos que as Recorrentes protestaram juntar mais de 3 anos antes; b)	Com efeito, não tendo os documentos em causa sido apresentados com o articulado em que se alegaram os factos correspondentes n 1 do artigo 423 do Código de Processo, nem até 20 dias antes da data em que se realizou a audiência final n 2 do referido artigo – foram juntos aos autos escassos 3 dias antes da data em que foi realizada a audiência de julgamento –, tais documentos só poderiam ser admitidos nos termos previstos no n 3 do artigo 423 do Código do Processo Civil, sendo que as Recorrentes nada alegaram, a tal propósito, aquando da sua junção aos autos; )	Ainda que tais documentos fossem aceites, os mesmos em nada relevam para que se apure a data em que as Recorrentes souberam, ou estavam em condições de ter sabido, da pretendida venda objeto de direito de preferência: como decorre dos factos provados, foram enviadas comunicações às Recorrentes, informando do projeto de venda, em 10/09/15 e 16/09/1 E uma vez que não foi dado como provado qualquer facto que demonstre que as Recorrentes não estavam em condições de, sem culpa sua, poderem conhecer das referidas de comunicações, tais comunicações sempre seriam consideradas eficazes, de acordo com o disposto no artigo 224 do Código Civil;  )	No limite, ainda que se entendesse estarmos perante um caso de falta de comunicação para o exercício do direito da preferência a que o vendedor estivesse obrigado o que apenas se alega por razões de mero raciocínio), sempre se teria de concluir que, aquando da propositura da ação, em 04/11/2016, o prazo de 6 meses previsto no n 1 do artigo 1410 do Código Civil, já havia sido largamente ultrapassado, uma vez que, como decorre dos factos dados como provados nos presentes autos, a cópia da escritura de compra e venda realizada em 18 de novembro de 2015 e a cópia da certidão predial do prédio dos autos, da qual constava já a aquisição pelos aqui Recorridos, foram juntas, em 9 de dezembro de 2015, a processo judicial em que as Recorrentes eram parte;  e)	Uma vez que a venda em causa nos autos foi realizada entre dois comproprietários, não têm as Recorrentes preferência sobre a venda realizada por outro comproprietário do mesmo prédio, posto que os Recorridos compradores não podem ser tidos como estranhos em face do disposto no artigo 1409 do Código Civil; f)	Por outra parte, resulta de modo inequívoco dos factos provados nos autos ter o co-Réu J remetido às Recorrentes as comunicações datadas de 10/09/15 e 16/09/15, por estar convicto de que tal constituía uma obrigação legal, não estando, pois, em causa, o exercício de uma qualquer liberdade contratual realizada ao abrigo do artigo 405 do Código Civil; g)	Mas ainda que se tivesse tratado de uma proposta negocial – o que apenas se conjetura por mero raciocínio teórico –, facto é que a mesma nunca foi aceite, posto que as Recorrentes limitaram-se a não receber as comunicações que lhes foram remetidas pelo co-Réu J. Donde, jamais tal "proposta” se tornou vinculativa; h)	Acresce a quanto vem sendo alegado o facto de qualquer proposta contratual ter um prazo de validade.