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Mas, continua este autor: «No entanto, quando aludimos a factos, o senso comum, diz-nos que nos referimos a algo que aconteceu ou está acontecendo na realidade que nos envolve e percecionamos.» 	Nesse sentido intuitivo captado pelo senso comum, poderemos afirmar, reproduzindo as palavras de Antunes Varela, J. Miguel Bezerra e Sampaio e Nora3 que os factos para efeitos da decisão sobre a matéria de facto «abrangem as ocorrências concretas da vida real», aqui cabendo «osacontecimentos do mundo exterior da realidade empírico-sensível, diretamente captável pelas perceções do», assim como os «eventos do foro interno, da vida psíquica, sensorial ou emocional do individuo g. vontade real do declarante)» 	Deste modo, juízos valorativos ou conclusivos e questões de direito não podem integrar o acervo factual.