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35, n. 1, alínea, do Código de Processo Penal, das quais ­concatenadas e valoradas criticamente, com base nas regras da lógica, da experiência comum e da razoabilidade - resultou, por um lado, a demonstração de parte dos factos acima descritos e dados como provados, e por outro lado, concomitantemente com esse reconhecimento parcial dos factos imputados, o discurso de desvalorização dos seus actos, de alheamento das consequências advenientes para a ofendida e mesmo para os seus filhos, centrando-se o arguido, no seu meramente verbalizado arrependimento, na sua própria pessoa, nas consequências que a presente reclusão comporta para si e como tal o afecta a si, para as suas vontades e suas pretensões, continuando o arguido, com as suas declarações, a revelar um profundo desprezo pelo bem-estar, pelos sentimentos e pela segurança da ofendida, e por inerência dos filhos que com esta ainda residem com dezoito e sete anos de idade,, denotando sérias dificuldades em interiorizar o impacto nocivo e altamente prejudicial que os seus gestos, as suas palavras e as suas decisões comportaram para a vida, para a integridade física e para a dignidade humana, familiar e pessoal da ofendida, a qual se encontra, ainda hoje, totalmente devastada, em termos de autoestima e dignidade própria, pois que, não obstante os actos cometidos pelo arguido, a ofendida desculpabiliza-o, justificando os seus comportamentos, não com decisões que o arguido opta por tomar, mas por causa de factores exógenos, como as "drogas", as dificuldades da infância do arguido ou mesmo por condutas da própria ofendida.