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Rui Pinto Duarte6  sintetiza os conteúdos relevantes em matéria de interpretação da seguinte forma: -Em geral, se se conhecer a vontade real dos declarantes, a declaração vale de acordo com a mesma artigo 23, n.; -No tocante a negócios formais, o sentido a atribuir à declaração tem de ter um mínimo de correspondência no texto artigo 23, n., não se aplicando tal exigência se for conhecida a vontade real dos declarantes e as razões determinantes da forma do negócio não se opuserem a tal validade artigo 23, n.; -Não se conhecendo a vontade real dos declarantes, a declaração vale com o sentido que um declaratário normal, na posição do real declaratário, atribua à declaração artigo 23, n.; -Em caso de dúvida, se tratar de negócio oneroso, prevalece o sentido que conduzir ao maior equilíbrio das prestações e se tratar de negócio gratuito o sentido que for menos gravoso para o disponente artigo 23).