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Tendo o MP considerado que não havia lugar, por não haver necessidade, à realização de qualquer outro acto de investigação proferiu despacho de arquivamento por ter entendido que os factos não constituem crime, uma vez que, como bem argumenta o MP na ua resposta, Quanto à dita omissão na fase de inquérito, a mesma não diz respeito a diligência essencial à descoberta da verdade, porquanto os factos probandos podiam ser demonstrados através da vasta prova testemunhal, nomeadamente para demonstração da falsidade da acta de Assembleia, porquanto alguns dos seus alegados subscritores não a haviam assinado;   Sendo certo que podiam os assistentes ter recorrido ao mecanismo processual de reclamação hierárquica, o que não fizeram;  Ora, da análise dos depoimentos recolhidos verifica-se que não é possível concluir que as assinaturas das pessoas que não estiveram presentes na assembleia mas cujo nome se mostra aposto na acta foram falsificadas uma vez que algumas reconhecem não terem estado presente mas admitem como sua a assinatura, sendo certo que relativamente aos restantes crimes denunciados, furto e burla, igualmente os mesmos não resultara minimamente indiciados da prova produzida, não se verificando que as buscas e a perícia referidas em sede de recurso fossem suscetíveis de colmatar tal deficiência indiciária.