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623/1 N)  Mas, tal como no Brasil, independentemente do entendimento que se tenha sobre a possibilidade de averbamento, em Portugal, num registo de nascimento, da escritura declaratória da união estável, sem necessidade de revisão – e crê-se que em Portugal nada deveria obstar a tal -, se a revisão da escritura for pedida ela deve ser concedida:  porque não há qualquer facto que permita esclarecer qual é que tem sido a aceitação, pelos conservadores do registo português, do averbamento da união estável brasileira só com base na escritura notarial declaratória;  porque os requerentes, pedindo a revisão, é certamente porque na prática devem ter razões para sentirem dela necessidade; e  porque se a revisão for desnecessária eles já são prejudicados com o pagamento das custas do processo.