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48 do acórdão, sendo certo que este não tem paginação autónoma tem o seguinte teor «É que, não fosse o n 3, em nossa opinião, seria indiscutivelmente um caso de aplicabilidade do n 2, na medida em que tratamos de actos seguidos no tempo, com contornos semelhantes, no âmbito da mesma actividade e pode a sua execução ter-se como externa à conduta dos arguidos, em termos tais que são passíveis de diminuir sensivelmente a sua culpa, pois que a prática dos actos de prostituição em causa dependia directamente e tão só da conjugação da vontade da mulher que alternando, decidia manter relações sexuais e do cliente que os procura ou aos correspondentes pedidos acede, sendo a actuação dos arguidos meramente passiva e alheia a essa conjugação de vontades, da qual se limitam a retirar o correspondente benefício.».