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E mais impugnou o alegado na petição inicial referindo: - A Azores Parque é uma pessoa colectiva de direito privado e foi constituída em 7 de Maio de 2004 com um capital social de 00000,00 €, detido inicialmente pelo Município de Ponta Delgada 51%), pelo  – Sociedade de Investimentos Imobiliários, S.A. 31,5%), pela  de Ponta Delgada 7,5%), pela RT, Limitada 5%), pela UA 2,5%), e pela TP, S.A. 2,5%), tendo a participação do Município de Ponta Delgada sido realizada parcialmente em espécie, através de terrenos municipais localizados na zona do parque empresarial, com uma área de 74 920m2 e um valor global de 389 388,00 € e a parte monetária do capital realizado pelo Município foi de 120 612,00 €; - A Azores Parque era responsável pelo processo de instalação e promoção de um parque empresarial no concelho de Ponta Delgada, desenvolvendo actividades que prosseguem interesses públicos da responsabilidade do Município de Ponta Delgada, como interesses associados à promoção do desenvolvimento do concelho; - Em 2010 foi celebrado um contrato programa com o Município de Ponta Delgada para garantir a cobertura do financiamento para a construção e aquisição de terrenos desta infra-estrutura, que foi calculado em cerca de 10 500 000,00 €, tendo sido celebrados contratos de financiamento com instituições bancárias; - As empresas locais são estruturas societárias criadas pelas entidades públicas participantes, para prossecução de interesses públicos que a estas se encontram atribuídos, pelo que se estabelece uma especial relação entre a pessoa colectiva pública, no caso, o Município de Ponta Delgada, e a Azores Parque, sendo que a empresa local prossegue fins de interesse público e não apenas fins de interesse comercial, visando exclusivamente a obtenção de lucro; - Nos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018, em que a Azores Parque era uma empresa local, integrada no Sector Empresarial Local do Município de Ponta Delgada, o activo total foi sempre superior ao passivo total, com excepção do último destes anos, em que o passivo total é ligeiramente superior ao activo total em 11804,77€ - cerca de 1,1% superior; - A intenção era a de proceder à extinção e internalização da Azores Parque, o que não veio a ocorrer por ter surgido um potencial comprador da participação social detida pelo Município, vindo a ser deliberado o procedimento de hasta pública para alienação das acções, que decorreu de acordo com as disposições legais relativas à contratação pública, nomeadamente ao Código dos Contratos Públicos, não tendo o procedimento sido objecto de impugnação judicial ou de procedimento cautelar que impedisse a formação do contrato de venda da participação social; - O plano de negócios apresentado pelo único concorrente ao procedimento de hasta público mostrava-se credível, não tendo suscitado objecção quanto ao seu conteúdo, quer ao júri do procedimento, quer à Câmara Municipal de Ponta Delgada, com excepção da ressalva que é feita na deliberação quanto a arrendamento da Estrada da Azores Parque, que a Câmara Municipal não aceitou e expressamente excluiu na deliberação tomada na reunião de 6 de Março de 2019, e mesmo com a exclusão de eventual arrendamento, a empresa geraria um resultado positivo de 63303,80€; - O plano de negócios proposto era executável, desde que o adquirente da sociedade tivesse capacidade de negociar com a banca os recursos necessários para o investimento, o que sucedia com o adquirente que integrava um grupo de empresas, cujo beneficiário último é Lau .... e a CG... Hong, que são o mesmo grupo empresarial que detém 47,6% das acções da  Futebol, SAD, através da empresa AZ Internacional, Lda., tendo-se constituído como um accionista de referência daquela SAD e do Clube de Futebol , que joga na Primeira Liga de Futebol de Portugal; - Não resulta da lei – RJAEL e Códigos dos Contratos Públicos – a obrigação de a entidade alienante da participação social impor aos concorrentes a apresentação de business plan aos credores da empresa, não existindo qualquer conluio, entendimento ou qualquer espécie de acordo formal ou tácito do Município de Ponta Delgada com os administradores da  com o intuito de prejudicarem os credores da Azores Parque; - Os activos da Azores Parque estavam registados contabilisticamente de acordo com o respectivo valor de mercado e estavam inscritos nas contas dos últimos três anos da empresa com o valor de 22566,06€; - O Município de Ponta Delgada não tinha a sua capacidade de envidamento esgotada, pelo que poderia recorrer a um empréstimo para satisfazer as necessidades financeiras decorrentes da internalização da Azores Parque; - O regime jurídico do RJAEL não determina sanção para o incumprimento do prazo de 6 meses referido no art.