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498, do mesmo diploma, o termo inicial daquele conta-se a partir do conhecimento que o lesado tem do direito à indemnização, o qual pode ou não coincidir com o momento de ocorrência do facto ilícito ; 3)-assim, e por princípio, tendo o lesado tomado conhecimento dos danos que sofreu, dispõe de um prazo de três anos para reclamar judicialmente o seu direito à indemnização ; 4)-podendo, todavia, tal prazo estender-se até aos vinte anos relativamente a novos danos, de que só tenha tomado conhecimento no triénio antecedente ; 5)-estando-se perante um facto ilícito activo ou continuado,o prazo de prescrição de três anos só começa a contar a partir do momento em que o lesado tomou conhecimento da produção efectiva desses novos danos ; 6)-afectando, assim, a prescrição as consequências danosas imputáveis ao facto anteriores ao triénio que antecede a instauração da acção ; 7)-existem danos relativamente aos quais não é possível efectuar uma clara destrinça temporal relativamente aos momentos em que ocorrem, pois resultam de um processo evolutivo e continuado que decorre ao longo dos anos e até ao presente ; 8)-ao putativo lesante que invoca a prescrição cabe-lhe a alegação e a prova de factos que permitam efectuar uma destrinça temporal ou cronológica entre as omissões que lhe são imputadas e os respectivos danos, até sensivelmente três anos antes da sua citação ; 9)-de forma a permitir concluir-se, quanto aos referenciados, pelo decurso do prazo inscrito no n. 1, do art.