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– No caso de factos instantâneos com efeitos duradouros, susceptíveis de agravamento com o decurso do tempo, aquele prazo inicia-se não no momento do conhecimento da materialidade dos factos, mas quando, no contexto da relação laboral, assumem tal gravidade que a subsistência do contrato de trabalho se torna a partir de então imediatamente impossível.&gt;&gt; Ora, conforme resulta da matéria de facto provada, o comportamento das Rés invocado pelo A. para a resolução do contrato ponto 39 do elenco dos factos consubstancia, por um lado, factos instantâneos mas de efeitos duradouros e, por outro, uma atuação continuada que ocorreu desde junho de 2017 até à cessação do contrato de trabalho, pelo que, quando as Rés receberam a comunicação da resolução do contrato, em 28/05/2018, ainda não tinha decorrido o prazo de 30 dias a que alude o n. 1 do artigo 39 do CT. Ao contrário do alegado pelas Rés, para efeitos de caducidade, o momento em que se consolidou a reestruturação efetuada pelas Rés não encerrou o comportamento do empregador.