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O arguido defende que, acusado pela prática de um crime continuado de burla, não cabia a alteração jurídica dos factos levada na sessão da audiência de julgamento de 4 de Fevereiro de 2020, na sequência do que veio a ser condenado pela prática, em concurso efectivo, de cinquenta e dois crimes de burla, dando por violado o disposto no n. 2 do artigo 3, do CP, alegando, em abono conclusões  a  da motivação), que mantinha actividade, via internet, no ramo de comércio de peças para automóveis, sendo os ofendidos que o contactavam para efectuar encomendas, tendo até) realizado negócio satisfatório com o fornecimento de um motor ao ofendido NN, o que diminui consideravelmente a sua culpa.