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–ALEGOU, em síntese, que: -Trabalha para ré desde 25/5/2012 desempenhando funções de Técnico de Assistente em Escala, no Aeroporto de Lisboa; -As tarefas de que estava incumbido incluíam tarefa de assistência a passageiros no embarque e desembarque aeroportuário, seu despacho e da respectiva bagagem, reservas e controlo, aceitação e distribuição de tráfego, tendo de, para o efeito de aceder a zonas de acesso reservado no aeroporto de Lisboa, designadamente às zonas de check-in e embarque de passageiros no Terminal 2; -Para aceder a essas zonas reservadas, utilizava um cartão de acesso cuja atribuição pelo Aeroporto de Lisboa depende da verificação de pressupostos de segurança relativos à idoneidade do seu titular; -Tal verificação compete, através de parecer vinculativo, à Divisão de Segurança Aeroportuária do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública; -A ré comunicou-lhe, a 10/10/2017, a cessação do contrato por caducidade porque a Autoridade Aeroportuária, por decisão definitiva, negou a renovação do seu cartão de acesso, ficando impedida de receber a sua prestação de trabalho desde 5/1/2016;  -A não renovação do cartão deveu-se ao facto de ter sido surpreendido em sua casa por acção policial de buscas relativas a um computador portátil extraviado de um passageiro e do qual se teria apropriado em 31/10/2015 sem "qualquer título válido que a tanto o legitime”; -Nunca teve intenção de se apropriar do computador em causa; -Com a comunicação da caducidade do contrato de trabalho a ré comunicou também o arquivamento do processo disciplinar, visando o despedimento com justa causa, que lhe tinha instaurado a 12/1/2017 pelos mesmos factos e por faltas injustificadas; -A decisão de 23/12/2015 do Aeroporto de Lisboa a negar a atribuição da autorização ao autor, nunca foi definitiva no sentido de que não fosse previsível que pudesse ser alterada nem a ré alguma vez solicitou ao Aeroporto de Lisboa qualquer informação sobre se a sua decisão era definitiva; -A Direcção de Segurança, a 26/1/2018, comunicou ao autor, após diligências deste, que tem Parecer favorável à emissão de cartão de acesso às áreas restritas do Aeroporto; -pelo que a impossibilidade de o autor de prestar trabalho na ré nunca foi definitiva, e nunca a ré tomou qualquer iniciativa no sentido de saber se o fundamento tinha alguma consistência; -O autor nunca foi informado de como podia reagir perante a interdição, nem os respectivos meio e prazos; -Todo o assunto de interdição de acesso foi tratado pelo autor apenas com a ré durante a pendência do contrato; -O autor nunca foi condenado por qualquer ilícito criminal relacionado com os factos que estiveram na base da interdição, apenas lhe foi aplicada a suspensão preventiva do processo criminal com a imposição de injunção de pagamento de € 200,00, com a sua concordância, processo posteriormente arquivado; -A ré nunca entendeu estar-se perante um impedimento definitivo.