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suportaram todos os inconvenientes da obra por um período bastante mais longo do que o previsto contratualmente, vendo-a votada praticamente ao abandono por parte da autora, que num período de quase 3 anos desde a data da celebração do contrato abril dee até à sua resolução março de, quando esta estava prevista para 12 meses, não a concluiu, chegando mesmo a não realizar quaisquer trabalhos nos últimos seis meses do final de 2019, comportamento que inevitavelmente acarretou para os autores a necessidade de permanência em apartamento arrendado e não na casa que se encontravam a construir para sua habitação, a que acresce, conforme se evidencia da  factualidade provada, os momentos de extrema ansiedade e angústia vivenciados pela ré, que se encontrava grávida, por ver a obra "votada ao abandono”, sentindo-se impotente nas sucessivas interpelações que foi sistematicamente fazendo junto da A., com vista à retoma e conclusão da obra,  circunstancialismo de facto que permite concluir como se extrai da decisão recorrida, que, no caso, se ultrapassou a barreira dos simples incómodos e aborrecimentos inerentes à grande maioria das obras de construção, de modo que a inquietação, a angústia e ansiedade, não possam ser considerados, como álea inerente à empreitada em questão.