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e 54 para ajustar a tramitação da AECOP à dedução do pedido reconvencional.» Não pode, porém, considerar-se indiferente aos legítimos interesses da parte a impossibilidade de invocar a compensação - ainda que não fique precludida a possibilidade de invocar esse contra crédito noutra ação9 ou até em embargos de executado à execução interposta com base na sentença proferida na causa em que não foi invocada a compensação) e, assim, não se verificar o efeito do caso julgado, tem de reconhecer-se ser evidente o prejuízo que pode advir da impossibilidade de invocar a compensação, pois «embora a compensação seja fundamentalmente uma causa de extinção das obrigações, a verdade é que ela permite a quem a invoca com sucesso não suportar total ou parcialmente consoante o seu âmbito) o risco de insolvência da contraparte», pelo que não sendo a compensação admitida, terá a parte que pagar a quantia que porventura deva para depois exigir noutra ação o pagamento do seu crédito, se a contraparte então o puder pagar, sendo que se a «compensação for admitida não se expõe ou não se expõe na mesma a esse risco de insolvência, ficando satisfeita imediatamente na parte em que houver compensação»1 Por isso, escreveu-se no citado acórdão da Relação de Guimarães de 002020: «) entendemos não ser suficiente rectius, válido ou para negar ao demandado a possibilidade de invocar a compensação o argumento de que a sua invocação como excepção não é autorizada nas situações em que a reconvenção é inadmissível por não verificação dos pressupostos de ordem.