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Mostra-se, assim, comprovada a posse da requerente e a manutenção por esta, ao longo de quarenta anos da sua residência no imóvel, bem como o seu desapossamento sem ter sido convencida em acção em que se discutisse o direito de propriedade do requerido sobre aquele mesmo imóvel, sendo certo que este tinha meios para avaliar a real situação da ocupação do imóvel, optando por utilizar um meio processual cujos fundamentos sabia não corresponderem à realidade, de forma a obter uma decisão judicial que lhe permitisse ter acesso fácil ao imóvel, colocando a requerente numa situação de fragilidade desnecessária.”  Tal sentença, confirmada por este Tribunal da Relação, precisou que:  "De acordo com o testemunho de Manuel, Réu neste processo, não temos dúvida em afirmar que as declarações constantes do escrito correspondente ao contrato de arrendamento, apresentado na acção de despejo, não correspondem à vontade do locador dar de arrendamento o imóvel ao Réu, nem este tomá-lo de arrendamento.