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neste sentido, veja-se o acórdão do Supremo Tribunal Administrativo de 012010, proferido no processo n. 0499/10 e o acórdão do Tribunal Central Administrativo do Sul de 102010, proferido no processo n. 03593/09); 1 O Tribunal que proferiu o acórdão recorrido desconsiderou a natureza da presunção do ajuste de revenda como uma presunção natural, relevando-a como se se tratasse de uma presunção legal; 1 O erro do Tribunal que proferiu o acórdão recorrido consistiu no facto de ter ignorado que, previamente à ilisão desta presunção, importava aferir da ilisão da presunção natural do ajuste de revenda e esta bastava-se com o recurso às regras da experiência, não tendo, nessa medida, o Tribunal reconhecido que não ocorreu qualquer ajuste de revenda e, por conseguinte, que a presunção legal de tradição dos bens se tem por ilidida; 1 Conclui-se como conclui o Tribunal Central Administrativo do Sul, no sentido de que ") Para efeitos de fundar a presunção ínsita no § 2 do art 2 do CSisa tem a AT de provar que entre o promitente comprador e o terceiro que adquiriu em definitivo a fracção prometida vender, foi acordada uma revenda segundo um determinado figurino jurídico, isto é, a celebração de um negócio que para aquele traga vantagens económicas.