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transcrição; P. Quanto à compensação atribuída por danos não patrimoniais:  O valor da reparação do dano não patrimonial deve ser proporcional à gravidade do dano, devendo ter-se em conta, na sua fixação, todas as regras de boa prudência, do bom senso prático, da justa medida das coisas e de criteriosa ponderação das realidades da vida e aos padrões de indemnização geralmente adoptados na Jurisprudência;  Para além da equidade, também a proporcionalidade, a igualdade, a razoabilidade e as necessidades de segurança jurídica e tutela das expectativas, devem orientar o raciocínio tendente à melhor decisão a proferir sobre o valor da compensação por danos não patrimoniais;  O A./recorrido tem direito a uma compensação pelos danos não patrimoniais sofridos; só que, crê a apelante, a compensação em causa nunca deveria/deverá atingir os 8000,00€ calculados na douta sentença recorrida, ants se afigurando equilibrada e adequada às circunstâncias do caso concreto uma indemnização/compensação, a este título, de valor não superior a 4000,00€, devendo assim ser reduzido o montante fixado na decisão recorrida;  Vejam-se, a título de exemplo, os diversos acórdãos citados em 6 supra; Q. Quanto à indemnização fixada a título de dano biológico:  A douta decisão recorrida operou uma compensação a título de dano biológico como "dano resultante da violação do direito à integridade físico-psíquica - abarcando as incapacidades funcionais resultantes de uma alteração morfológica do lesado, limitativo de viver a sua vida como vivia antes, independentemente da repercussão na sua capacidade de ganho”), de modo autónomo do dano não patrimonial propriamente dito e do dano patrimonial futuro;  Acontece que, uma vez fixadas as indemnizações referentes quer aos danos não patrimoniais, quer ao dano patrimonial futuro do A. resultante do défice funcional permanente de integridade físico-psíquica de que ficou portador 31, não podem, depois e salvo melhor opinião, noutros segmentos indemnizatórios, designadamente no relativo ao dano biológico, ter-se em conta – repetidamente – os mesmos factores défice funcional permanente, dano corporal, incapacidade funcional resultante das lesões sofridas e as suas repercussões nas suas actividades diárias) que foram já ponderados em sede de compensação daqueles danos, sob pena de ocorrer uma indevida duplicação do montante indemnizatório, para mais quando até se procedeu como na decisão de 1 Instância) à valoração do dano futuro/perda de ganho bem como, de certo modo, do dano com base numa pretensa incapacidade permanente absoluta 100%) e por referência à esperança média de vida do A., isto é independentemente da relação causal entre os danos e a duração da actividade profissional e da vida activa;  A penosidade que afectará o A. por causa das sequelas resultantes do acidente dos autos não pode salvo melhor opinião), sob pena de duplicação/triplicação e enriquecimento ilícito, ser indemnizada – como sucedeu na sentença aqui posta em crise – no contexto do dano patrimonial futuro, do dano não patrimonial e do dano biológico;  Por conseguinte, mesmo que se entendesse ser possível – no caso dos autos – ressarcir o "dano biológico” sem duplicar ou triplicar a indemnização pelos mesmos danos o que se não, nunca deveria tal dano ser compensado através de quantia superior a 3000,00€.