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Como se sublinha na própria fundamentação do acórdão, nesta parte: ") entendemos que a ilicitude da conduta do arguido é igualmente bastante elevada, anotando-se que se tratou, não de um acto isolado mas algo que se repetiu e prolongou por vários anos os quais coincidentes com uma fase de crescimento infanto-juvenil da vítima, essencial para a formação da mesma como ser humano a todos os níveis, quer físico/sexual, quer afectivo, emocional e social sendo, ainda nesta data, impossível aferir na sua integralidade dos danos que a conduta do arguido gravou na vida de sua filha;       Não pode deixar de atentar nas idades da menor enquanto durou a conduta do arguido: estima-se que entre os  anos e até aos 00 anos da mesma de acordo com as declarações para memória futura nos autos.”;       Não se pode, ainda, obviar ao facto de o grau de desvalor da acção ser muito elevado, correspondendo ao tipo de abuso sexual de criança – o abuso sexual de criança intrafamiliar – que piores consequências e das mais perenes acarreta para a vítima e seu desenvolvimento global futuro.