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No dia 9 de fevereiro de 2015, a Requerente submeteu, via Internet, a declaração periódica de IVA relativa ao mês de Dezembro de 2016; ) Na declaração periódica, a Requerente apurou a dedução de IVA incorrido em recursos de utilização mista na actividade de gestão de carteira de títulos própria através da aplicação do coeficiente de imputação específico mencionado no Ofício-circulado n. 30108, de 30 de Janeiro de 2009; E)  Na declaração periódica, a Requerente exclui do numerador e do denominador da fracção representativa do cálculo pro rata os valores relativos à transmissão de viaturas adquiridas no âmbito da actividade de concessão de crédito com reserva de propriedade, bem como os montantes respeitantes às amortizações financeiras relativas aos contratos de locação financeira, seguindo a posição externada pela Autoridade Tributária no Ofício-Circulado n. 30108; F)  A Requerente aplicou assim uma percentagem de pro rata de 7%, por efeito do critério imposto pela Autoridade Tributária, quando a percentagem de dedução deveria corresponder a 26%; G)  Consequentemente, o montante do imposto pago em excesso foi € 79054,45; H)   Em 28 de Maio de 2018, a Requerente deduziu reclamação graciosa requerendo a anulação parcial da autoliquidação de IVA referente a 2016 de que resulta a aplicação de uma percentagem de 7% de IVA incorrido em recursos de utilização mista, calculada de acordo com  as instruções do ofício circulado n. 30108, quando de acordo com os artigos 2, n.s 1 e 4, do Código do IVA e 17 da Directiva IVA, a percentagem de dedução devia corresponder a 26%; )  A Reclamação graciosa foi indeferida por despacho do Director do Serviço Central de 25 de Outubro de 2018, praticado com delegação de poderes, e notificado no dia 25 seguinte;    J) Na informação que serve de base ao despacho de indeferimento de reclamação graciosa considera-se, em síntese, o seguinte: Aplicação do método de afectação real na actividade de gestão da carteira própria de títulos  - O critério objectivo indicado pela Reclamante para a actividade de gestão da carteira própria de títulos não se mostra adequado, deixando transparecer tão só a intenção de aumentar o coeficiente de imputação específico utilizado para a dedução do IVA relativo a todos os recursos de utilização mista; - A aplicação do método de dedução implica um apuramento criterioso das operações que se referem à atividade de gestão da carteira própria de títulos, tornando-se difícil apurar os recursos que efectivamente foram exclusivamente afectos a essa área; - Tem sido posição da Autoridade Tributária que, estando em causa a alteração retroactiva dos critérios de dedução relativos a bens de utilização mista, não é admissível a sua correção após decorrido o prazo de entrega da última declaração periódica referente ao período em análise; - Com efeito, estando em causa o apuramento na percentagem de dedução, a dedução do imposto é regularizável, exclusivamente, através do mecanismo previsto no n. 6 do artigo 2 do CIVA, ou seja, na última declaração do período a que respeita; - Não existe suporte legal que permita uma alteração retroactiva do método de cálculo do direito a dedução inicial, já que se trata do exercício de um  direito  do sujeito passivo, sendo que a  escolha do método a aplicar só pode ser efetuada para cada aquisição de bens ou serviços no momento  em que se constitui o direito à dedução nas condições previstas no n. 1 do artigo 2, n. 1 do artigo 2 e no artigo 2 do CIVA; Desconsideração do valor da transmissão das viaturas relativas à actividade de concessão de crédito com reserva de propriedade  - Quando o A... adquire os veículos a uma entidade terceira é-lhe liquidado IVA, que o banco recupera na íntegra por via do recurso ao método da imputação direta previsto no art.