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A recorrente termina as suas alegações de recurso formulando as seguintes conclusões:  Em face do decidido em segundo grau de jurisdição, considera a Recorrente verificar-se a violação de lei substantiva na interpretação dos artigos 1 e 8 do Código do IVA, colocando-se as seguintes questões: a.	Saber se o disposto nos artigos 1 e 8 do Código do IVA permite a emissão de liquidações adicionais de IVA sem que tenha havido enriquecimento ilegítimo da Recorrente e sem que os reembolsos tenham sido previamente efetuados, e se esta interpretação é compatível com as Primeira e Sexta Diretivas do IVA, assim como com os princípios da neutralidade, segurança jurídica e da proporcionalidade; b.	Saber se é admissível a limitação do direito à dedução do IVA em caso de indícios fortes de fraude fiscal a montante de um contribuinte como a Recorrente, considerando que esta não sabia nem tinha obrigação de saber que estava a participar numa fraude fiscal, e se essa limitação é compatível com a Sexta Diretiva do IVA e com o princípio da neutralidade; 	Saber se a ausência de margem de lucro, o facto de a Recorrente apenas fornecer serviços de apoio técnico ao Grupo, não conhecer os fornecedores e não dispor de uma estrutura alegadamente adequada significa que conhecia ou devia conhecer que participava numa fraude fiscal, e se essa interpretação é compatível com a Sexta Diretiva do IVA e com o princípio da neutralidade; 	Saber se, em caso de indícios fortes de fraude fiscal a montante de um contribuinte como a Recorrente, se impõe a este a demonstração de que as operações tituladas pela sua contabilidade efetivamente ocorreram nos termos aí definidos e, em caso afirmativo, se a circunstância de não ter sido efetuada essa demonstração obsta ao exercício do direito à dedução do IVA, quando se constate que este não sabia nem tinha obrigação de saber que estava a participar numa fraude fiscal, e se essa interpretação é compatível com a Sexta Diretiva do IVA e com o princípio da neutralidade.