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– Para tanto, alegou a requerente, em síntese, que : - É proprietária das fracções autónomas designadas pelas letras "”, "E” e "F”, correspondentes ao 2, 3 e 4 andares do prédio urbano sito na Rua Luciano Cordeiro, n , em Lisboa, sendo por sua vez o requerido proprietário da fracção autónoma designada pela letra "G”, correspondente ao 5 andar do mesmo prédio; - Acontece que o requerido pretende ampliar a área da sua fracção sobre o 4 andar da fracção da requerente, consistindo tal ampliação em demolir parcialmente o telhado existente, edificar uma laje sobre parte do tecto do 4 andar, eliminar a trapeira, colocar umas portas em vidro e transformar a cortina de remate do telhado e a laje do tecto da varanda do 4 andar a tardoz, num terraço de uso privativo do 5 andar; - Para além de a requerente se opor à realização de tais obras, acresce que exigem as mesmas a aprovação de maioria qualificada em Assembleia Geral de Condóminos, o que a requerente inviabilizaria, ao deter 48% do capital investido e, ademais, a respectiva execução coloca em risco a estrutura e a segurança do 4 andar, dos seus habitantes e bens; - Porque a execução da obra descrita implicará graves danos para o 4 andar, propriedade da requerente, ficando inviabilizada a habitabilidade do 4 andar , pretende a requerente com o presente procedimento impedir a execução da obra constante do projecto que o requerido já apresentou à , de forma a evitar designadamente que seja posta em causa a integridade física e segurança dos habitantes do 4 andar e a segurança dos bens existentes no 4 andar.