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Factualidade apurada Na sentença recorrida, foram julgados provados os seguintes factos:  O autor é uma sociedade comercial que tem por objecto, entre outros, a celebração de contratos de aluguer de longa duração;   No exercício da sua actividade, o autor celebrou com o réu o contrato de aluguer n., dele constando, entre as demais cláusulas, o seguinte teor: - Cláusula oitava, n 1: "o incumprimento pelo locatário de quaisquer das obrigações assumidas no presente contrato dará lugar à possibilidade da sua resolução pela locadora, tornando-se efectiva essa resolução à data da notificação pela locadora ao locatário de comunicação fundamentada nesse sentido”;  - Cláusula oitava, n 3: "a resolução por incumprimento não exime o locatário da restituição do bem e do pagamento de quaisquer dívidas vencidas para com a locadora, do pagamento da reparação de danos que o veículo apresente da responsabilidade do locatário e ainda de uma indemnização por lucros cessantes correspondentes a 25% do somatório dos alugueres vincendos e do valor relativo ao preço de compra mencionado no número um do contrato promessa de compra e venda, subjacente ao presente contrato;  - Cláusula nona, n 4: "não se verificando a restituição do veículo locado prevista nos números anteriores, nos termos do artigo 1045, n 1, do Código Civil, o locatário é obrigado, a título de indemnização, a pagar até ao momento da sua restituição, o valor do aluguer fixado no contrato;   Esse contrato tinha por objecto um veículo automóvel de marca ")”, modelo 0 Tdi, com a matrícula 89-)-11;   A propriedade sobre o referido automóvel encontra-se inscrita a favor do autor;  Nos termos do mencionado contrato, pelo aluguer do veículo identificado no artigo anterior, era devido pelo réu um primeiro aluguer no valor de quinhentos e sete euros IVA incluído), bem como o pagamento de oitenta e três alugueres mensais no montante de quinhentos e sete euros e oitenta e oito cêntimos IVA incluído), cada;  Entregue ao réu em aluguer o mencionado veículo automóvel, o mesmo não pagou o aluguer que no âmbito do contrato em apreço se venceu a 25 de Março de 2014, no valor de quinhentos e vinte e dois euros e quarenta e quatro cêntimos, bem como os alugueres que se venceram a 25 de Abril de 2014 e 25 de Maio de 2014, ambos no valor de quinhentos e vinte e três euros e treze cêntimos;   Em face do não pagamento dos alugueres em dívida, o autor comunicou ao réu, por carta registada com aviso de recepção datada de 23 de Junho de 2014, a resolução do contrato de aluguer em questão;   O réu não pagou os valores em dívida nem restituiu o veículo locado.