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Surpreendentemente, o Tribunal da Relação de Lisboa, contrariando aquela que vinha sendo a sua linha de entendimento – e que, a Recorrida está convicta de que é a única admissível em face do Direito constituído – veio a julgar o Recurso de Apelação procedente e revogar o Saneador/sentença recorrido, por entender, em síntese, que, embora o Recorrido, não tivesse efetivamente procedido à devolução da compensação em simultâneo com o seu recebimento, o fez num curto espaço de tempo, revelador de uma atuação suficientemente diligente para se poder considerar ilidida a presunção prevista no n. 4 do artigo 36 do Código do Trabalho.