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12 - Os alimentos decorrentes do exercício das responsabilidades parentais têm um conteúdo particular, destinando-se a suprir as carências do alimentando, compreendendo tudo o que é indispensável ao seu sustento, vestuário, habitação, segurança e saúde, e bem assim como à sua instrução e educação, como decorre dos artigos 200, n,s 1 e 2, 187, 1879 e 188 todos do  13 - Como tal, é dever dos pais esforçarem-se e diligenciarem com zelo e prontidão para proverem o sustento e manutenção dos filhos, não podendo renunciar às responsabilidades parentais, nem a qualquer direito resultante da condição de progenitor, decorrendo a obrigação de alimentos aos filhos da lei e da condição de pai – artigo 188 do  14 - A obrigação de alimentos é, igualmente de interesse e ordem pública, de carácter indisponível, irrenunciável, intransmissível e impenhorável, constituindo preocupação do Estado, que quem deles esteja carecido e caso os progenitores não cumprem a sua função, possam recorrer aos tribunais, a quem compete fixar o quantum de alimentos a pagar; 15- A interpretação perfilhada na decisão recorrida, salvo o devido respeito, não olha à unidade do sistema jurídico, cria desigualdades constitucionalmente insustentáveis, é descontextualizada do conjunto de normas e diplomas legais que enquadram e regulam o exercício do direito a alimentos devidos a menores e não obedece ou observa as mais elementares normas da interpretação jurídica.