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Na transcrição da entrevista que o Recorrido prestou ao GAR facto efectuada em português, extrai-se que: esteve em Itália, cerca de três anos, de 212015 até Outubro de 2019; onde pediu asilo; esteve num campo de refugiados em Milão; faltou três vezes à comissão porque não queria ficar lá; depois foi à comissão e deram-lhe negativo, deram-lhe um advogado para recorrer a tribunal, mas no inicio do ano de 2019, também lhe disseram que não; "depois disso perdi o campo, perdi a ajuda, achei que não podia ficar lá mais, estava a dormir na rua”de Milão; as associações davam-lhe de comida; foi para França, Marselha, lá pelo mês de Dezembro de 2019, ficou lá um mês mas continuava a dormir na rua, depois uma semana em Espanha, Madrid, sempre na rua; não tinha documentos, não podia trabalhar; não pediu asilo por não sabia onde pedir; chegou a Portugal a 212019, foi à internet e descobriu onde podia pedir asilo; está de boa saúde; quando chegou de Itália tinha dores nas costas; em Itália foi visto por médicos e ficou bem, mas ainda lhe dói quando está mais frio; não está a ter acompanhamento médico nem está a ser medicado; solicitou protecção internacional por problemas familiares.