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Trata-se de uma solução que facilmente se compreende, já que nenhum dos ex-cônjuges pode apagar a anterior existência de uma relação jurídica de casamento, vínculo ainda mais perene quando, como ocorre no caso concreto, existam filhos menores, a quem deve ser garantida, sem percalços injustificados, a estabilidade de uma habitação”.1)  Ou seja e concluindo, tem sido entendido que mesmo em situação de compropriedade, apos a efectuação da partilha, nas situações em que nenhum dos cônjuges requereu a resolução definitiva da questão da atribuição da casa de morada de família, mantem-se, relativamente à ocupação do imóvel, o statu quo emergente do provisório, designadamente, naquelas situações em que, como na presente.