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Em matéria de prazos da prisão preventiva, os prazos a considerar são os vertidos do art.215 do CPP, sob a epígrafe «prazos de duração máxima da prisão preventiva», onde se dispõe, nomeadamente, e com interesse para o presente caso: «1- A prisão preventiva extingue-se quando, desde o seu início, tiverem decorrido:  Quatro meses sem que tenha sido deduzida acusação;  Oito meses sem que, havendo lugar a instrução, tenha sido proferida decisão instrutória;  Um ano e dois meses sem que tenha havido condenação em  instância;   2- Os prazos referidos no número anterior são elevados, respetivamente, para seis meses, dez meses, um ano e seis meses e dois anos, em casos de terrorismo, criminalidade violenta ou altamente organizada, ou quando se proceder por crime punível com pena de prisão de máximo superior a 8 anos, ou por crime:   De burla, insolvência dolosa, administração danosa do sector público ou cooperativo, falsificação, corrupção, peculato ou de participação económica em negócio;».