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Pelo que no imperativo da fidelidade estrita do paradigma da ponderação legalmente codificada, residirá uma razão decisiva e abono da exigência de uma interpretação restritiva das normas atinentes às escutas telefónicas: concretamente, tratando-se de uma diligência de investigação que restrinja direitos fundamentais com tutela constitucional, há que respeitar os princípios da proporcionalidade, da adequação e da necessidade referidos no n 2 do art.18da CRP, ou seja dizer-se que o primado da esfera íntima, face às necessidades da justiça penal na procura da verdade, tem de recuar quando, à luz do princípio de proporcionalidade, a ponderação com o significado do direito fundamental de respeito pela dignidade humana e o livre desenvolvimento da personalidade faz emergir prevalecentes necessidades da justiça criminal, que exigem a admissibilidade de produção e valoração do meio de prova Ac.. Acresce ainda que a própria lei ordinária estabelece requisitos formais e substantivos, que no caso em apreço se põem em causa no despacho e que têm a ver com a existência de fortes indícios ou, pelo menos, de indícios suficientes da prática de um crime do catálogo, e se a intercepção telefónica e captação de imagens requerida está submetida a uma cláusula de imprescindibilidade ou indispensabilidade como defende o recorrente.