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Efectivamente, para além da conta de custas ser de elaboração obrigatória, o que conduz necessariamente ao apuramento de justiça em falta, acrescidas dos encargos que houver e das custas de parte, nada existe na Lei que imponha que o contador não possa subsequentemente à elaboração da mesma, fazer a anotação da dispensa de pagamento do remanescente ou de parte dele, se tal vier a ser requerido em momento ulterior à sua elaboração, sempre no prazo de dez dias contados da notificação da conta, por ser este o prazo de estabilização da mesma, sendo que, além do mais, o julgador só poderá dispensar pagamentos de quantias que estejam em débito, e, por isso, as quantias referentes a taxa de justiça que estejam em falta, têm necessariamente de constar da conta de custas, em débito, portanto, cfr no sentido de o requerimento ser tempestivo os Ac STJ de 14 de Fevereiro de 2017 proferido no processo n1105/13T2SNT.LS1 Relator Júlio, in SASTJ, site do STJ e de 12 de Outubro de 2017 Relator Salazar, in www.dgsi.pt.