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Aqui chegados, verificamos ainda que, na sentença recorrida, em que a conduta delituosa se consubstancia na falta de entrega do IVA relativo aos 1 e 2 trimestres de 2013 nos valores de, respectivamente, 1539,10 e 1707,60 €) foi considerado como assente que "A sociedade arguida a data da prática dos factos atrás descritos passava por período de grandes dificuldades económicas tendo o arguido utilizado as quantias referidas supra em -A e 5 para pagamento de salários dos trabalhadores e fornecedores da sociedade arguida.”  ponto 2  Ora, considerando que o IVA não entregue em causa se reporta a 3 trimestres consecutivos, impunha-se que se tivesse apurado se as dificuldades económicas pelas quais a recorrente passou e que terão constituído motivo para a não entrega no 4 trimestre de 2013 eram, ou não, as mesmas ou idênticas àquelas que posteriormente vieram a determinar a falta de entrega do imposto nos dois trimestres posteriores ou seja, se num e noutro caso se deveram ao não recebimento de pagamentos devidos à recorrente por parte de clientes e que, contrariamente ao que foi considerado na sentença recorrida, podem configurar a situação exterior que diminua consideravelmente a culpa do agente.