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Por sua vez, sustenta o Ministério Público a improcedência do recurso também nesta parte, referindo nomeadamente o seguinte: - Resulta da documentação junta aos autos, nomeadamente, dos recibos de vencimento, que foram analisados e valorados pelo Tribunal recorrido que, durante a relação laboral, a trabalhadora gozou 68 dias de férias 11 dias em outubro de 2019; 21 dias em agosto de 2019; 10 dias em abril de 2019; 7 dias em fevereiro de 2019; 4 dias em dezembro de 2017; 13 dias em agosto de 2017; e 1 dia em junho de 2017, resultando assim "da prova produzida”, "ao contrário do alegado pela R., os concretos dias de férias gozados pela A., sem que lhe tenha sido pago o correspetivo subsídio férias” – "Comprovados documentalmente os períodos em que a trabalhadora gozou férias e não tendo sido juntos os meios de pagamento do correspetivo subsídio de férias, resta concluir que a R. praticou a infração que lhe era imputada”; - Na vigência do contrato de trabalho não é de admitir que a empregadora efetive compensação no salário da trabalhadora com crédito que tenha alegadamente sobre a mesma, nem faça desconto ou dedução no montante daquele, mesmo com o seu acordo, salvo nos casos contemplados no n 2 do artigo 279 do Código do Trabalho”; - Existiu benefício económico da empresa, porque esta esteve um período temporal sem proceder ao pagamento de uma quantia devida a uma trabalhadora, o que constituiu um benefício que não lhe era devido;  - Perante uma condenação pelo mínimo legal, não vislumbramos que atenuação especial podia ainda ser aplicável ao caso em apreço.