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Vale isto por dizer, ao cabo e ao resto, que o dever de execução do julgado, previsto no artigo 17, n. 1, do Código de Processo nos Tribunais Administrativos, não impunha à entidade demandada a obrigação lançar o procedimento nos exatos termos em que foi lançado, repetindo ipsis verbis expurgando apenas as normas julgadas ilegais pelas decisões jurisdicionais que transitaram em num procedimento novo, destinando a vigorar para os anos de 2017 e seguintes, regras de um procedimento de 201 E isto por duas ordens de razão distintas: seja pela correta interpretação do dever de execução e dos seus limites, que passe pela repetição ou renovação de atos anteriores, mas agora sem vícios; seja pela existência de normas imperativas sobre o tempo relevante para a prática de certos atos ou condutas – como a conduta de lançar um procedimento de contratação pública.