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Na verdade, se no regime de permanência na habitação, a autorização de ausência para atos esporádicos como uma consulta médica ou deslocação a um local determinado, não assume relevância para o cumprimento da sanção de inibição de conduzir, o mesmo já não ocorre no que concerne à autorização para o exercício da atividade profissional regular, posto que, nesta estão reunidas &lt;&lt;as condições pessoais e jurídicas necessárias e bastantes à prática da condução automóvel pelo condenado infractor, de modo a que a respectiva proibição possa por si ser de facto sentida como efectiva pena, como manifestação de censura comportamental do próprio Estado&gt;&gt; Como já ficou dito, o n. 2 do artigo 6 do CP faz referência à produção do efeito da proibição a partir do trânsito em julgado da decisão e o seu n. 6 reporta-se, apenas, ao tempo em que o agente estiver privado da liberdade.