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Na verdade, confrontando o conteúdo das declarações prestadas pela arguida ao longo do processo ¬primeiro interrogatório judicial, interrogatório judicial complementar e em audiência — o que se conclui é a patente contradição da própria arguida, de uma negação absoluta, para um compromisso que há valores que não foram canalizados para os fins originários, para um culminar, óbvio em face da prova entretanto produzida e examinada em audiência de julgamento, de reconhecimento que todos os assistentes — com excepção de , que insiste ser proprietária da fracção, não se compreendendo então o motivo da não concessão do visto Gold" - foram prejudicados, carecem de ressarcimento, mas que tais prejuízos — não prova do investimento, ou não realização da aquisição dos imóveis, e não obtenção do "visto Gold", apenas resultam de uma "má gestão" dos fundos, e arguida, em bom rigor, em momento algum admite a sua responsabilidade, quando mantém a afirmação que "segundo aquilo que me era transmitido", ou seja, a arguida, na sua óptica, nada sabia, nada dominava, mas era o que lhe era transmitido.