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16 - Razão pela qual é nosso entendimento e sempre com todo o respeito que nos merece a opinião contrária que não é possível estabelecer, fundadamente, um juízo de prognose favorável com relação ao devir do condenado, sendo que a trudo isso e naquilo que envolve o percurso criminoso associado ao condenado evidenciam-se ainda muito elevadas as necessidades de prevenção geral, e que são de molde a considerar que impedem a suspensão da execução da pena, e onde o comportamento evidenciado pelo condenado após as decisões condenatórias não se exibe suficiente para esbater o sentimento de reprovação social que o caso provoca, bem pelo contrário 17 - Por tudo isto, é nosso entendimento que deveria o tribunal a quo ter optado sem rebuços pela aplicação ao condenado da pena de prisão efectiva, sob pena das sanções para quem comete aqueles crimes e depois de condenado se mostra completamente indiferente ao conteúdo das decisões judiciais condenatórias incumprindo as regras e injunções nelas determinadas serem tomadas como meras advertências, assim se contribuindo para a manutenção do grau de frequência dos referidos delitos, precisamente porque nestas circunstâncias se perdeu a noção de que a regra é para ser levada a sério, enquanto padrão de comportamento 18 - Ao ter decretado a suspensão da execução da pena de prisão o douto acórdão violou, o disposto nos artigos 4, n.s 1 e 2, 5, 7, 7.