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Perante o exposto afigura-se correcto sustentar que a falta de audição da criança no âmbito do processo de promoção e proteção em situação processual que concretamente implique o dever para o julgador de viabilizar e assegurar essa audição previamente ao proferimento de decisão, repercute-se na própria decisão gerando a nulidade da mesma, não propriamente por omissão, mas antes por "excesso de pronúncia”, dado que o julgador acaba por conhecer de questões, mormente através da aplicação de medidas, que pressupõem salvaguardar o superior interesse da criança, ou jovem, sem previamente ter assegurado a realização de diligência obrigatória e directamente dirigida à auscultação e captação desse interesse, qual seja a audição da própria criança e jovem., dessa forma apreciando e decidindo quando ainda não detinha condições para o fazer, podendo, como tal, tal nulidade ser invocada em sede de recurso de apelação interposto da decisão final e no prazo previsto para apresentar o mesmo.