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11:54 até 12:20) ter sido instruída pela testemunha P. , tendo confessado o seguinte, verdadeiramente sintomático de adestramento prévio: "Ela só me disse que vínhamos aqui dizer isto para depois não chegarmos aqui e pensarmos que iam dizer outras coisas e assim já estávamos preparadas para dizer isto 1"; G. Todas as testemunhas arroladas pela acusação confirmaram que o arguido dormiu com as menores e deu-lhes banho uma miríade de vezes, sem nunca ter sucedido algo anómalo; H. A testemunha G. F. salientou o denodo, aprumo e espírito de sacrifício do arguido em cuidar das filhas, múnus descurado pela progenitora, pessoa a quem aponta "má formação", que poderá ter estado na origem do presente processo, para que a guarda das crianças em momento algum pudesse ser confiada ao ora recorrente, atenta a cupidez da mãe das menores em relação ao estipêndio público, através da percepção de prestações sociais pagas pela Segurança Social às crianças; Chegada a altura do momento previsto no artigo 36 do Código de Processo Penal, faixa do n. 20180319103745, 0:50 até 20:41), temos que, surpreendentemente, o Mmo Juiz a quo, colocando o arguido num ordálio inelutável, comunica-lhe que chegou o momento de dizer a verdade, pois está convicto de que o recorrente tocou na filha, sendo que, "a forma como tocou é que está aqui em coisa" 0:29 até 0:32); J. Tendo o Mm Juiz a quo proferido tais palavras, no último momento da audiência de julgamento, já depois de auscultados os depoimentos de todas as testemunhas arroladas, manifesta claramente as suas dúvidas sobre o contexto em que terá ocorrido o redito "toque", sendo que esta dúvida não foi crismada no texto da sentença como se impunha ao Tribunal e valorado a favor do recorrente, no sentido da sua absolvição que se impunha, de modo que o Tribunal a quo violou o princípio in dubio pro reo; K. A matéria de facto apurada, por si só, é insuficiente para integrar o ilícito p. e p. pelo n. 1 do artigo 171 do Código Penal, pois não está demonstrado um ato grave susceptível de ser considerado ato sexual de relevo, uma vez que até o mero apalpar momentâneo ou o "roçar" não são suscetíveis de integrar tal conceito, pelo que deve o arguido ser absolvido também por esta via; .