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Isto é, no caso de devolução do expediente, por exemplo porque foi avisado o destinatário de que a carta estava disponível para levantamento em estabelecimento postal e não o foi no prazo indicado, procede-se à repetição da citação sendo deixada a própria carta já não um, devendo o distribuidor do serviço postal certificar a data e o local em que depositou o expediente, remetendo a certidão ao tribunal1 Acompanhando o acórdão do TRL de 11201513, temos as seguintes ideias chave como decorre do sumário: − recai sobre as pessoas coletivas e sobre as o ónus de garantir a correspondência entre o local inscrito como sendo a sua sede e aquele em que esta se situa de facto, atualizando-o com presteza, a fim de evitar que à sua citação se venha a proceder em local que não correspondente à sua sede; − sobre a pessoa coletiva impende o ónus de garantir que chegue ao seu conhecimento, em tempo oportuno, uma citação que lhe seja enviada por um tribunal para a sua sede, o que poderá fazer por qualquer meio à sua escolha, como sejam, a periódica e regular inspeção do seu recetáculo postal, o acordo estabelecido com eventual novo detentor do local das suas instalações, no sentido do aviso de recebimento ou da entrega do expediente, ou a contratação do serviço de reexpedição junto dos CTT.