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240, nl do Civil, com a elaboração doutrinal e jurisprudencial que sobre esta figura dogmática tem sido produzida, naquele normativo encontram-se estabelecidos três requisitos para a simulação: - o pacto simulatório entre o declarante e o declaratário; - a divergência intencional entre o sentido da declaração e os efeitos do negócio jurídico - simuladamente - celebrado; - o intuito de enganar terceiros.3  Sendo que quanto ao requisito"intuito de enganar terceiros”, prevalece o seguinte entendimento: «O conceito de terceiros, para efeitos de invocação da simulação é, normalmente, definido de forma a abranger quaisquer pessoas, titulares de uma relação, jurídica ou praticamente afectada pelo negócio simulado e que não sejam os próprios simuladores ou os seus herdeiros depois da morte do de».4  Ora se assim é, temos que é precisamente uma tal situação de irrelevância na apreciação que ocorre no caso vertente: entendemos que a apreciação e decisão da materialidade em causa na impugnação da decisão sobre a matéria de facto quanto ao 1 dos pontos de facto supra enunciados o qual figura no elenco dos factos "não provados” poderá efetivamente reportar-se ao requisito da divergência intencional entre o sentido da declaração e os efeitos do negócio jurídico celebrado.