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403 do CSC que "se a destituição não se fundar em justa causa, o administrador tem direito a ser indemnizado pelos danos sofridos, pelo modo estipulado no contrato com ele celebrado ou nos termos gerais de direito, sem que a indemnização possa exceder o montante das remunerações que presumivelmente receberia até ao final do período para que foi eleito”; - Daqui resulta que a indemnização de um administrador, em caso de destituição por justa causa, tem por limite máximo o valor das remunerações que deixou de auferir até final do mandato; e quanto a este entendimento, é o mesmo consensual na doutrina e na jurisprudência; - Como se demonstrou, a destituição do A. fundou-se em justa causa, pelo que nenhuma indemnização haverá a pagar; - Todavia, por mera cautela e sem conceder, a não se demonstrar a existência de justa causa, nunca a indemnização do A. poderia exceder o que teria a receber a título de remunerações até ao fim de 2013, altura em que cessaria o mandato, sendo esse valor de cerca de 4510,00 €, de rendimento bruto, não haverá lugar a qualquer outra indemnização, seja a que título for, pelo que nunca poderia ser fixada ao A. uma indemnização a título de danos não patrimoniais.