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Daí que, a reconhecer-se à sentença dada à execução, força de título executivo, nada impediria a alegação no requerimento executivo de factos ocorridos em momento ulterior ao da aludida decisão, sucedendo apenas que, em tais casos, "em conformidade com a lógica inerente ao preceituado nos artigos 87 e 87 do P.Civil e uma vez que a nova factualidade alegada pelos exequentes não se encontra abrangida pela força de caso julgado”, forçoso é "averiguar, através da produção de meios de prova, se efectivamente a executada não cumpriu ou continua a não cumprir a obrigação de abstenção” Acórdão desta Relação de 202016), cumprindo as exequente provar  a verificação do facto positivo consubstanciador do incumprimento da alegada obrigação ou seja, produzir a denominada prova complementar do título), indicando no próprio requerimento executivo os meios com que se propõe provar o alegado por analogia com o previsto no art.