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3 Em data não concretamente apurada, os réus deslocaram-se a uma agência imobiliária da "Remax”, onde foram recebidos pelo diretor comercial TS que lhes transmitiu que a mediadora  já não trabalhava para a "Remax” e que não havia qualquer contrato assinado entre aqueles e a "Remax” para venda do imóvel  A. Factos não provados Não se provaram quaisquer outros factos com relevância para a decisão da causa, designadamente, que:  a) a autora se encontre devidamente licenciada para o exercício da sua atividade;  b) os réus tenham fornecido a  toda a documentação necessária quer à outorga do contrato de mediação imobiliária, quer à correta identificação do prédio objeto da mediação imobiliária, designadamente, a escritura de aquisição da fração, a certidão de teor emitida pela Conservatória do Registo Predial e a caderneta predial;  ) após a assinatura do documento referido em, os réus tenham sido informados que lhes seria remetido via postal um exemplar do contrato;  ) os réus não dispusessem de certificado energético da fração autónoma que pretendiam vender, tendo sido os promotores imobiliários ao serviço da autora que contactaram um técnico que elaborou o certificado energético;  e) a autora tenha efetuado a promoção da venda do imóvel referido em através de apresentação em revistas e em outras publicações físicas daquela;  f) a autora tenha contactado congéneres da atividade de mediação imobiliária, com quem mantém parcerias pontuais de partilha de negócios, com vista à promoção da venda do imóvel referido em; g) a partir de 22 de maio de 2019 a autora tenha feito tudo para encontrar quem comprasse a fração autónoma referida em, pelo preço por estes pretendido e no estrito cumprimento das obrigações contratuais a que se tinha vinculado com estes;  h) a autora fosse sempre colocando os réus na posse de toda a informação relativa à promoção imobiliária da fração referida em, dando-lhes conta de todas as visitas e contactos e até dando "feedback” das opiniões que ia recolhendo relativamente à aludida fração, opiniões relativas a preço pedido, opiniões relativas às características da fração, do que mais gostaram os que a visitaram, etc;  ) a promoção imobiliária da fração referida em por banda da autora fosse sendo desenvolvida com normal regularidade e consoante um qualquer outro processo típico de promoção imobiliária;  j) tenha sido efetuada uma proposta de aquisição da fração autónoma referida em pelo exato preço pretendido de € 129 500,00 cento e vinte e nove e quinhentos;  k) na posse da missiva referida em, os promotores imobiliários ao serviço da autora tenham contactado os réus, alertando que existia um comprador interessado na aquisição da fração autónoma referida em e que existiam outros interessados em visitar a mesma e que a resolução imotivada do contrato de mediação imobiliária não era aceite pela autora;  ) os réus tenham transmitido que se encontravam de férias na Amadora e que não pretendiam visitas à fração referida em em agosto de 2019, depois do transmitido período de férias dos réus, a autora tenha voltado a contactá-los com o fito de agendar novas visitas à fração referida em;  n) os réus, na altura referida em, tenham transmitido que se tinham mudado para a zona de Almada e que só o filho deles residia na fração referida em, o qual não queria ser incomodado; o) os réus tenham ainda transmitido à autora que já tinham "rescindido” o contrato de mediação imobiliária e que não mais queriam ser incomodados pela autora;  p) os réus tenham declarado que o negócio referido em tinha tido intervenção da mediadora imobiliária "United 4 Real, Lda”;  q) a autora, por intermédio do consultor , no início do mês de setembro de 2019, depois de obtida cópia do documento referido em, tenha convocado os réus para uma reunião, onde os confrontou e transmitiu que considerava devida a remuneração contratada;  r) a autora tenha obtido, como resposta, dos réus, que nada pagariam senão em sede judicial;  s) o descrito em tenha ocorrido nos finais de ano de 2019;  t) os réus já tivessem anteriormente celebrado negócios com a imobiliária "Remax”;  u) o descrito em tenha ocorrido no início do mês de maio do ano de 2019;  ) aquando do descrito em,  tenha solicitado aos réus os seguintes documentos: a caderneta predial e a certidão de registo predial do imóvel, a escritura de aquisição do imóvel, o certificado energético e ainda o cartão de cidadão dos réus, os quais foram entregues pelos réus no momento;  x) aquando do descrito em, tenha ficado acordado entre os réus e a "Remax” que esta iria dar início à abertura do processo e posteriormente contactaria os réus para a formalização do contrato de mediação imobiliária;  w)  não tenha contactado telefonicamente os réus;  y) o réu tenha firmado o acordo referido em, convencido que estava a outorgar o contrato com a Imobiliária "Remax";  z) passado uma semana do descrito em,  e  tenham voltado à residência dos réus para que a ré assinasse o contrato referido em;  aa) os réus, convencidos que a mediadora , com quem tinham mantido o contacto "Remax” se deslocava a casa deles para formalizar o contrato de mediação imobiliária entre os réus e a "Remax”, tenham anuído e outorgado o contrato sem ler;  bb) os réus, passado cerca de duas semanas após a assinatura do contrato de mediação, face à ausência de notícias por parte da imobiliária "Remax”, se tenham deslocado à imobiliária "Remax” com o intuito de saber informação sobre potenciais interessados na aquisição do imóvel, convencidos e conscientes que tinham celebrado um contrato de mediação com esta;  ) no momento referido em os réus se tenham apercebido que foram enganados por  e  e induzidos em erro por aquela, que se apresentou como mediadora da "Remax”;  ) aquando da assinatura do contrato referido em, atendendo que o contrato em epígrafe no canto superior direito tinha a negrito e letra maiúscula a menção "EE”, os réus tenham perguntado o significado e  tenha respondido que a "Remax” usa esta designação nos contratos;  ee) com base na confiança e convencidos que estavam a celebrar o contrato com a mediadora que contactaram, os réus não tenham lido o contrato de mediação antes, nem após este ter sido remetido por via postal;  ff) só aquando do descrito em é que os réus se tenham debruçado sobre o que consta no contrato e tenham confirmado que tinham sido enganados;  gg) os réus tenham sido informados pela imobiliária "Remax” que já foram participadas mais situações destas à "Remax” e que o caso seria objeto de participação à entidade reguladora;  hh) os réus em momento algum se tenham deslocado às instalações da autora e/ou tenham solicitado a esta qualquer serviço;  ) os réus nunca tenham ouvido falar da autora;  jj) os réus, ao outorgarem o acordo referido em, tenham atuado convencidos que estavam a celebrar um contrato de mediação com a "Remax”, única empresa onde se deslocaram para celebrar o contrato de mediação para venda do imóvel e onde entregaram toda a documentação necessária a instruir o processo de mediação e elaboração do contrato;  kk) servindo-se dos documentos entregues pelos réus à "Remax”, a ex-mediadora desta tenha levado e usado abusivamente os documentos para elaborar o contrato de mediação com a autora e convencer os réus que estavam a celebrar o negócio com a "Remax”, quando na verdade assinaram um contrato com a autora;  ) a autora, na pessoa da sua mediadora, de forma dolosa, tenha induzido os réus em erro, de forma intencional, premeditada e consciente, isto é, com dolo, levando-os a assinar o contrato de mediação com a autora quando tinha perfeito conhecimento que os réus não tinham consciência de que estavam a assinar o contrato com a autora;  ) a forma ardilosa e indesculpável utilizada por  tivesse feito com que os declarantes tivessem caído em erro por efeito da conduta da representante da autora, caso contrário os réus não teriam celebrado o negócio com a autora, nem naqueles termos;  nn)  tivesse conhecimento que o réu é uma pessoa doente, com uma incapacidade de 69%, e se tenha aproveitado da fragilidade e debilidade física deste para o enganar intencionalmente;  oo) ao atuar conforme o descrito em, Vera não tenha agido em representação da autora;  pp) face à informação da "Remax” sobre a inexistência de contrato com esta, os réus tenham entrado em contacto telefónico com ., não tendo esta atendido a chamada telefónica;  qq) os réus tenham contactado ., pedindo explicações sobre o sucedido, tendo este respondido que "agora já assinaram está assinado, nada a fazer” e tenha desligado o telefone;  rr) os réus sejam pessoas de modestas condições económicas e poucas habilitações, tendo os mediadores da autora usado a confiança e a humildade dos réus para os enganarem;  ss) os réus nunca tenham querido celebrar com a autora o acordo referido em;  tt)  e  Cepa tenham convencido os réus que estavam a assinar um contrato de mediação com a "Remax”;  uu) os mediadores  e  tenham preenchido os campos da cláusula de exclusividade do contrato referido em;  )  e  tenham explicado aos réus que, só depois de a mudança para a autora se efetivar, é que iriam "angariar” o prédio e outorgar o contrato de mediação imobiliária entre os réus e a autora;  xx) os réus tenham aceitado a explicação referida em e, nessa sequência, tenham facultado a morada e os contactos a  e  para posterior outorga do contrato de mediação imobiliária com a autora, fornecendo os documentos de identificação do prédio;  ww)  e  tenham atuado conforme o descrito em para angariar o imóvel referido em;  yy) aquando do descrito em,  e  se tenham apresentado devidamente fardados com vestuário alusivo à autora e à marca EE e com crachás identificativos da autora;  zz) os réus tenham sido sempre esclarecidos da totalidade, do alcance e consequências da outorga do contrato referido em;  aaa) os consultores imobiliários ao serviço da autora  e  tenham explicado aos réus qual o alcance de todas as cláusulas contratuais, designadamente, da cláusula ;  bbb) os réus nunca tenham solicitado quaisquer informações ou esclarecimentos relativamente ao teor do contrato de mediação imobiliária referido em;  ) Vera  fosse gestora da sucursal da autora sita em Belém, onde os consultores  e  exerciam funções;  ) Vera  fosse a denominada "Gestora de Hub”;  eee) Vera fosse a única representante da autora na loja de Belém, agindo como uma verdadeira gerente de loja.