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69 e 62, que se passa a transcrever: "No entanto, a alteração da matéria de facto nos moldes pretendidos pelo Tribunal de Recurso só poderá ocorrer em situações de erro manifesto ou grosseiro ou se os elementos documentais e/ou prova testemunhal fornecerem uma resposta inequívoca em sentido diferente daquele que foi considerado em 1 instância.” "Importa, porém, ter presente que o poder de cognição deste Tribunal sobre a matéria de facto ou controlo sobre a decisão de facto prolatada pelo tribunal "a quo” não assume uma amplitude tal que implique um novo julgamento de facto ...” 27 CONCLUSÃO: Daí que no acórdão recorrido, ao, errada e injustamente, ter-se dado como não provados, ou valorando-os de forma contrária, a totalidade dos factos dados como provados na sentença recorrida pela Fazenda Pública, e cumulativamente, e a partir desse novo quadro factual, extraindo uma conclusão contrária.