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Ora se como já aludido supra damos credibilidade às suas declarações então necessariamente teremos que dar como não provadas as imputações constantes da acusação, dando assim como não provada a sua execução nos factos.» Do segmento da motivação da decisão de facto exarada no acórdão recorrido e que se deixa transcrita, resulta que foi determinante para que o tribunal a quo desse como provado que o arguido, ora recorrente, foi o autor dos factos que foram dados como provados no ponto 2, referentes ao NUIPC 1650/17PBFAR, a apreensão na posse da coarguida, companheira do arguido, aqui recorrente, no dia 12/12/2019, de um canivete que a arguida, nas declarações que prestou, afirmou ter-lhe sido dado pelo arguido para se e a apreensão, no âmbito da busca domiciliária realizada, no dia 13/12/2019, ao quarto que os arguidos ocupavam, de objetos concretamente umas luvas Polo Ralph Lauren e uma pinça do referido, que foram subtraídos, no dia 07/12/2019, da residência dos ofendidos e aos estes pertencentes, bem como de um talão de câmbio de dólares efetuado pelo arguido, ora recorrente, no dia 10/12/2019, junto a fls.