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57 do Código Penal, por decisão de 21/10/2016;  A arguida cresceu junto do seu agregado familiar de origem, composto pelos pais e duas filhas, sendo a arguida a mais velha;  A arguida abandonou o sistema ensino pelos 15 anos de idade, completando o 6 ano de escolaridade, num percurso de aprendizagem marcado pela desmotivação;  Após o abandono escolar, a arguida iniciou de imediato ocupação laboral, no sector da panificação, actividade que exerceu até aos 20 anos;  Aos 19 anos de idade contraiu matrimónio, tendo-se dado a ruptura da relação quando a arguida tinha 25 anos de idade;  Desta relação nasceu uma filha, actualmente com 10 anos de idade, que se encontra a cargo da avó materna desde 2013;  Aos 20 anos de idade, a arguida estabeleceu-se por conta própria no ramo hoteleiro, actividade que exerceu até aos 23 anos de idade, altura em que emigrou com o seu agregado familiar, acompanhando o marido, que exercia a actividade profissional de soldador;  Durante este período de tempo a arguida não exerceu qualquer actividade profissional e o agregado permaneceu em diversos países, devido à mobilidade laboral do cônjuge: ..., ..., ..., ... e ...;  Após o rompimento da relação, a arguida regressou definitivamente a Portugal com a filha; 1 Fragilizada com o rompimento do matrimónio, em 2012, por influência do seu novo grupo de pares, iniciou-se nos consumos de estupefacientes, tendo encetado nova relação afectiva; 1 Em inícios de 2013 constituiu agregado familiar com o arguido BB, que trabalhava como pescador, integrando o agregado materno do companheiro; 1 Desde dessa data que a arguida passou a beneficiar de acompanhamento no ..., tendo conseguido manter alguns períodos de abstinência; 1 Em Novembro de 2017 nasceu a filha da arguida e do arguido BB, tendo a arguida conseguido manter-se abstinente do consumo de substâncias psicotrópicas durante a gravidez, mantendo acompanhamento no ...; 1 Alguns meses após o nascimento da menor, o casal abandonou a habitação da mãe do arguido BB, por conflitos familiares, passando a residir numa habitação cedida gratuitamente pelo avô materno da arguida, onde se manteve apenas por 2 a 3 meses, por não concordar com as regras impostas por este; 1 Posteriormente passaram a residir com o arguido FF, proprietário da habitação e amigo do arguido BB; 1 Em 2019 a arguida encontrava-se inactiva laboralmente, efectuando trabalhos pontuais no sector das limpezas; 1 Tinham como despesas fixas apenas os gastos na alimentação; 1 A arguida não tinha actividade estruturada dos tempos livres, tempo que ocupava com o seu grupo de pares conotados com comportamentos aditivos; 1 A arguida beneficia do apoio incondicional do agregado familiar de origem, quer em termos futuros, quer no decurso da privação da liberdade; 2 Quando em liberdade, poderá integrar o agregado da sua mãe, onde vive actualmente uma das suas filhas; 2 A arguida encontra-se recluída desde 06/07/2019, inicialmente em situação de prisão preventiva à ordem dos presentes autos, tendo sido ligada em 20/02/2020 ao processo aludido em e já em 2021 ao processo aludido em; 2 Em meio prisional a arguida mantém um comportamento adequado aos normativos vigentes, frequenta o curso EFA-B3 – 2, para obtenção do 3 ciclo de ensino, tendo ainda integrado uma unidade de formação de curta duração em artes decorativas e um curso na área da informática; 2 Beneficia de acompanhamento clínico na especialidade de psicologia e psiquiatria, estando abstinente do consumo de substâncias psicotrópicas desde a actual reclusão; 2 A arguida reconhece não ter aproveitado as oportunidades que a justiça penal lhe proporcionou, contudo relaciona o seu percurso com a problemática aditiva que possuía em meio livre, bem como com a influência do seu grupo de pares; 2 Quanto ao seu projecto de vida, manifesta intenção de romper com o seu grupo de pares, manter-se abstinente do consumo de estupefacientes e reintegrar-se laboralmente.».