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Assim, tendo em conta os factos criminosos e a personalidade do arguido que decorre do cotejo do elenco dos factos provados e aos critérios fácticos de determinação da medida  da pena já ponderados, assinalando-se que estamos face a um arguido que não revelou arrependimento, é insensível, não demonstra qualquer dissuasão de condutas, mas não se olvidando que o mesmo não tem antecedentes criminais o que é de pouco relevo considerando a criminalidade específica em apreço chamada criminalidade intra familiar, mas que não poderá deixar de ser ponderado na determinação da pena fazendo a pena aproximar-se do limite mínimo da moldura do cúmulo), inexistem quaisquer factos abonatórios – nem uma testemunha foi ouvida a abonar sobre o bom conceito do arguido em termos comunitários ou no meio da vizinhança por exemplo um ex-colega da; mas não se olvida que desde reformado da GNR aos 40 anos, idade objectivamente jovem para efeitos de reforma, tendo três filhos para sustentar este é um dever o arguido mantém-se inactivo, vivendo de subsídios e dos rendimentos que a sua ex-mulher auferia porque ela sim sempre trabalhando e procurando o sustento para o lar; ou seja,  o arguido não está inserido social e profissionalmente.