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93) Acrescenta-se ainda o Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra 5937/15T8VIS.C1, relator Emídio Santos, 10/12/2019) que dispõe que "É equitativa a indemnização de € 20 000, a título de danos não patrimoniais, numa situação com as seguintes características: Dores avaliadas no grau 3, numa escala de 7 graus de gravidade crescente, entre a data do acidente e a cura ou consolidação das lesões; Manutenção das dores, após a consolidação das lesões, apesar da toma de medicamentos; Tristeza e ansiedade da lesada com as sequelas do acidente; Condicionamento na realização de actos correntes da vida diária, familiar e profissional, mesmo depois da consolidação das lesões; Ausência de culpa quanto à produção dos danos.”  94) Pertinente é ainda o Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra Processo 107/15T8MMV.C1, Relator Emídio Santos, de 11/06/2019): "É equitativa a indemnização de vinte euros € 20 000,00 no seguinte quadro de danos não patrimoniais: dores físicas e psíquicas avaliadas no grau 4, numa escala de 7 graus de gravidade crescente; dores na face superior do ombro direito com as mudanças de temperatura e com os movimentos do braço direito nos últimos graus da abdução/antepulsão e rotação externa do ombro; dano estético, representado por cicatriz na omoplata direita, avaliado num grau 2, numa escala de 7 graus de gravidade crescente; desgosto pelo facto de ter ficado com cicatriz na omoplata; limitações na actividade física e de lazer, resultantes do facto de ter deixado de praticar futsal, actividade que contribuía para o seu bem-estar e satisfação; condicionamento da sua autonomia na realização dos actos correntes da vida diária, familiar e social, desde o acidente até à consolidação das lesões; ausência de culpa quanto à produção dos danos.”  95) A bitola da equidade não afasta a necessidade de cumprir as exigências do princípio da igualdade, o que exige a procura de uma uniformização de critérios, compatíveis com as circunstâncias do caso concreto.