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Em face do que resultou da instrução dos autos em  instância, e por decorrência do vertido no ponto 3 do probatório, que é atinente ao teor do RIT, daí resulta que para efeitos da quantificação da matéria tributável por métodos indirectos, a AT utilizou 3 amostragens, nas quais, para obter a margem de comercialização média global utilizou médias ponderadas e não médias aritméticas simples, cuja materialização e  quantificação está factualmente  espelhada, e devidamente fundamentada no ponto 3 do probatório, cujos factos não podem ser determinantes do julgamento  da ocorrência de erro ou excesso de quantificação da matéria coletável, decorrente da ausência de fundamentos para afastar do cálculo da margem bruta dos produtos comercializados no mês de agosto de 199 Em suma, ao contrário do que foi julgado pelo Tribunal recorrido, o sujeito passivo não fez prova em torno da existência de erro ou excesso na quantificação da matéria colectável, nem sequer suscitou dúvida que merecesse a formulação de um juízo de possibilidade em torno do que havia sustentado em sede do procedimento inspectivo e mesmo já em sede judicial, pois que no âmbito do RIT a AT fundamentou nos termos legalmente devidos o afastamento dos produtos comercializados no mês de Agosto de 1996 do cálculo da margem bruta, pelo que, como assim julgamos, ao ter o Tribunal recorrido anulado a liquidação de IVA do ano de 1996 por erro na quantificação da matéria colectável, incorreu  em erro de julgamento.