Legal Document Excerpt:

Veja-se que nesta sede a arguida refere que o documento alusivo a "um extracto" bancário supostamente demonstrativo de fundo/saldo bancário a favor do demandantes/assistente EE é verdadeiro, para depois nas suas declarações em audiência, quando confrontada com a notória falsidade de que tal documento não é um extracto bancário, a arguida já vem afirmar que era apenas um quadro exemplificativo de "juros" e que a aposição da denominação nesse mesmo "papel" de "Millennium BCP", nas suas palavras, foi "uma estupidez", nem sequer admitindo que tal aposição nada tem de "estúpido", porquanto não tem qualquer outra explicação, de acordo as regras da lógica e da experiência comum, que não seja a de precisamente reforçar uma aparência de autenticidade para criar a convicção no seu destinatário, o demandante EE, no sentido que aquele documento era verdadeiro e que tinha sido emitido pela entidade bancária em causa, e que "nasce" na sequência das interpelações insistentes daquele demandante, dado o hiato temporal que entretanto já tinha decorrido, a inexplicável falta de acesso a uma conta bancária que supostamente existia e que era por si titulada e a não obtenção nem da escritura pública, nem do "visto Gold".