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ponto 3 dos "Factos provados” - pelo que ao fazê-lo, o Tribunal a quo laborou em manifesto erro de julgamento atentas as declarações da Testemunha , as quais impunham e impõem decisão diversa da recorrida, ou seja, impunham dar por NÃO PROVADO que o arguido afirmou : "Vou buscar uma caçadeira e dou-te dois tiros”, ou, pelo menos, impunham dar por não provado "e dou-te dois tiros”;  AA)Por consequência, e por todos os motivos acima expostos, não podia o Tribunal a quo ter dado por provado os factos constantes dos pontos 4 e 5 dos "Factos Provados”, pelo que devem os mesmos ser dados por não provados, relativamente aos quais também incorreu em erro de julgamento;  BB)Acresce que, mesmo que se desse por não provado que o Arguido disse "dou-te dois tiros” e se desse por provado que o Arguido afirmou "dou dois tiros”, sempre ficaria a dúvida inultrapassável, por falta de prova, sobre a que é que o Arguido se estaria a referir ao afirmar que "dava dois tiros”, se a , se ao estabelecimento, se para o ar;  )E não resultando provado inequivocamente qual a intenção do Arguido ao afirmar que ia buscar uma caçadeira, ter-se-ia, por força do princípio do in dubio pro reo, que considerar que a conduta do Arguido apenas consubstanciaria um crime de ameaça simples, p. e p. pelo artigo 15, do CP, mas já não um crime de ameaça agravada;  ) Por sua vez, tendo a Ofendida apresentado nos presentes Autos um requerimento no qual declara desistir da queixa apresentada contra o então Arguido, ora Recorrente cfr.