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Como evidencia o mencionado Acórdão do TRP de 06/05/2019 : "resultando do anexo da citada Portaria n. 282/2013 que «o valor da remuneração adicional do agente de execução é) destinado a premiar a eficácia e eficiência da recuperação ou garantia de créditos na execução nos termos do artigo 50», seria desvirtuar a finalidade desse acréscimo na remuneração do agente de execução proceder ao cálculo e pagamento da mesma a partir de um resultado que não emerge, que não decorre das diligências concretas por si levadas a cabo no âmbito do processo executivo, e a que o mesmo seja alheio, no sentido de que nelas não teve intervenção ou participação e, portanto, não lhes deu causa.” No caso dos presentes autos, só numa parte € 95600,00) houve recuperação da quantia exequenda e a garantia de cumprimento da obrigação obtida no processo quanto ao remanescente, traduziu-se num acordo das partes quanto ao seu pagamento em prestações para o qual o AE não contribuiu diretamente e no qual não participou, pelo que não podemos dizer que aquele acordo decorreu da sua atividade ou que esta lhe deu causa, não havendo por isso lugar ao pagamento da remuneração adicional prevista no art.