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Acresce que se trata de questão cuja resposta depende em muito do caso concreto e da matéria de facto dada como provada nas instâncias: ora nestas foi dado como provado, designadamente, que o Autor não tinha nem nunca teve qualquer horário de trabalho facto, que era ele quem indicava a sua disponibilidade em termos de tempo, "bloqueando a sua agenda sem qualquer controlo hierárquico, tanto mais que não estava sujeito a controlo de assiduidade factos 25 a, marcava as suas próprias férias facto, nunca recebeu retribuição durante as férias, subsídios de férias ou de Natal facto, sempre passou recibos verdes e era tomador do seu próprio seguro de acidentes de trabalho.~ Face ao exposto não se vislumbra em que é que a intervenção deste Tribunal seria claramente necessária para uma melhor aplicação do direito e nem o Recorrente logrou fazer a indicação das razões para tal intervenção.