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cit., p., "a tendência é claramente no sentido do reforço do dever de revelação, mesmo para situações que muitas vezes são desvalorizadas pareceristas, consultores, funcionários públicos quando entidades públicas sejam uma das partes, antiga ligação a sociedade de advogados que seja mandatária nos autos, antigos quadros de uma das partes, multinomeações pela mesma sociedade de advogados, posições jurídicas conhecidas que pré-julguem o litígio, participação como árbitro em procedimentos que analisem a mesma questão de facto ou de direito, ” Neste âmbito, os códigos deontológicos de instituições como a IBA International Bar, o Club Español de Arbitraje e a APA Associação Portuguesa de ou de centros de arbitragem como o CAC Centro de Arbitragem Comercial da Câmara de Comércio e Indústria e o CAD Centro de Arbitragem constituem auxiliares relevantes no processo de decisão sobre a revelação ou não às partes e para que estas, e depois, os tribunais, possam aferir se a revelação deveria ou não ter sido feita ou se a falta de independência deve justificar a recusa cfr., explicitamente neste sentido, JOSÉ MIGUEL JÚDICE in ob., p.. É que, como a nova LAV e a própria Lei-Modelo da UNCITRAL em que ela se não explicitam que tipo de factos podem gerar as tais "fundadas dúvidas” sobre a imparcialidade e/ou a independência do árbitro, sendo praticamente impossível – porque se trata duma área sensível, localizada entre o Direito e a Deontologia – definir regras muito concretas, coube a alguns organismos internacionais como a IBA International Bar Association e a  Câmara de Comércio tentar regulamentar dum modo mais específico em que é podem consistir essas fundadas dúvidas.