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n 320/15IDBRG.G1, consultável no sítio já referenciado, como segue: "O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem também já se pronunciou sobre a admissibilidade do recurso a prova indirecta em processo penal, designadamente no caso John Murray Reino Unido decidido por Acórdão de 08 de Fevereiro de 1996, aí se exarando: «a formulação de juízos de inferência incriminatórios encontra-se, segundo o TEDH, condicionada à verificação de determinados pressupostos: a acusação deverá estabelecer previamente, através de prova direta, as circunstâncias que permitem o juízo de inferência; estas deverão permitir que nelas se apoie a conclusão inferida; e a conclusão inferida de que se encontram provados os elementos essenciais do deverá ser estabelecida para além de dúvida razoável.