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Os sujeitos numa ação de indemnização por atos de gestão serão o agente causador dos danos – gerente – de um lado, e o lesado – sociedade - do outro: in casu, não é a B., mas sim a , como a Recorrente confessa;  4 Por seu turno, no tocante ao mútuo de € 25000,00, o mutuário a quem deveria ser pago o valor mutuado, ou seja, F., teria legitimidade para exigir judicialmente o seu pagamento, por ser titular da relação contratual que serve de fundamento à pretensão, mas sempre teria de demandar o outro titular da mesma relação, sujeito ao dever correlativo de prestar, a E., não a Autora, nem o gerente desta; 4 O que nos conduz à conclusão de que, também por esta via, a Autora/Reconvinda/Recorrida é parte ilegítima no pedido reconvencional, uma vez que não é parte interveniente no contrato de mútuo assim como não o é o seu gerente, G.), não sendo sujeito da suposta obrigação;  4 Em linha com o exposto supra, não podem aceitar-se, igualmente, a 5 Conclusão das Alegações de Recurso, onde a Recorrente defende que tem legitimidade activa para o pedido reconvencional, pois a ela pertencem as posições jurídicas, quer activas quer passivas, da e da, pelo que seu é o crédito indemnizatório sobre a Recorrida; nem a 6 Conclusão das Alegações de Recurso, em que a Recorrente afirma que sofreu danos directamente na sua esfera jurídica - o que alega, pelo que é por essa alegação que se determina a legitimidade; nem a 7 Conclusão das Alegações de Recurso, na qual conclui: E sofreu danos porque os danos sofridos por sociedades sobre as quais tem domínio total inevitavelmente se repercutem na sua esfera jurídica, quer através da desvalorização das participações detidas pois as sociedades filhas são activos da sociedade mãe) quer por via da responsabilidade pelo pagamento das dívidas das subsidiárias; 5 Correndo o risco de nos repetirmos, reitera-se, ainda assim, o que acima se explanou sobre a falta de legitimidade ativa da Ré/Recorrente para o pedido reconvencional deduzido: Os pretensos factos imputados a G. e à Recorrida, na Reconvenção, referem-se, em rigor, à sociedade , que já se encontra extinta, por falência, que, por sua vez pertence à que foi administrativamente dissolvida e extinta; À luz da lei portuguesa, aqui aplicável, a Recorrente B., só por si, já não tem legitimidade para acionar G. e, muito menos, a Autora, pelos atos decorrentes da gerência que G. partilhava, com outros, na , porque essa responsabilidade só poderia ser exercida nos termos do Artigo 79 do CSC, pela , como titular da quota correspondente à totalidade do capital da ; A relação jurídica subjacente à presente ação judicial, emergente de um Contrato Mercantil de Prestação de Serviços, celebrado entre a Ré, B., e a Autora, nada tem a ver com o Contrato de Mandado, para o exercício da atividade de gerência comercial, celebrado entre a acionista da , , e G.; São relações jurídicas totalmente distintas, com sujeitos e objetos diferentes, das quais não é possível imputar responsabilidades a terceiros; 5 A acrescer, e contrariamente ao que alega a Recorrente, a insolvência, a dissolução ou a liquidação das suas participadas não lhe permite exigir de eventuais devedores destas – o que, ressalva-se, não é o caso da Autora nem do seu gerente – a compensação de tais créditos por dívidas suas a tais putativos devedores, nem lhe permite acionar diretamente esses devedores das suas subsidiárias, por prejuízos sofridos por estas; 5 Não é pelo facto de as sociedades subsidiárias terem sido declaradas insolventes, dissolvidas ou liquidadas, que se confundem, juridicamente ou de facto, com a sociedade detentora das correspondentes participações sociais, para efeito de esta poder agir como se fosse a efetiva titular dos créditos das participadas; 5 As teses que a Recorrente defende não têm qualquer sustentação factual ou jurídica: em primeiro lugar, em virtude de a lei condicionar a representação jurídica e judiciária de sociedades em insolvência, em dissolução ou em liquidação, a mecanismos e procedimentos próprios, que a Ré não acionou nos processos judiciais adequados nem nos presentes autos, nem o invoca na sua Reconvenção.