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O que significa que, mesmo para quem entenda que, à partida, caberá à beneficiária da garantia o ónus da prova do justificado interessado próprio da sociedade garante para sustentação da validade da hipoteca voluntária invocada e mesmo que se entenda inexistir uma situação de abuso do direito por inexistir uma legítima expectativa de terceiros a tutelar, no caso em apreço, por força do declarado pela sociedade insolvente no âmbito do contrato citado, no âmbito da escritura pública de constituição da hipoteca e na mencionada acta da Assembleia Geral da n. 119, sempre se imporia, por força do artigo 34 do Código Civil, inverter aquele ónus da prova, fazendo recair sobre a própria insolvente o ónus de concretizar e demonstrar a inexistência de tal justificado interesse próprio.