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Na verdade o Autor é operário fabril indiferenciado, ainda que com actividade anterior e regular na construção  E ainda fácticamente veja-se que o Autor apresenta claudicação acentuada na marcha, sobe e desce escadas com grande dificuldade, a maior parte das vezes com o apoio de muletas e que na data do seu exame objectivo, no âmbito da perícia médico-legal, apresentavas as seguintes lesões e/ou sequelas do acidente:  TRONCO: - na face ântero-superior esquerda do tórax pouco visível à observação mas bem notada à palpação tem uma depressão na zona do músculo grande peitoral; - a mobilidade do ombro esquerdo está limitada a 90 na abdução e antepulsão, na rotação externa consegue 50 e na rotação interna a palma da mão fica na nádega; - no ombro tem menos força tanto na abdução como na rotação externa; - não consegue levar a mão esquerda à nuca, ao ombro contralateral e à região lombar;    TORNOZELO ESQUERDO - globalmente bastante edemaciada; - na face externa sobre a parte distal do peróneo tem uma cicatriz vertical, linear, com 11 de comprimento não aderente aos planos profundos; - sobre o maléolo interno tem uma área cicatricial com 6 por 5 , nacarada, aderente aos planos profundos; - na pesquisa da mobilidade verifica-se que esta articulação tem menor amplitude que a contralateral; consegue apenas 10 tanto na dorsiflexão como na flexão plantar, conseguindo-se 25 nestes movimentos no tornozelo direito; TORNOZELO DIREITO - sem edema importante; - mobilidade normal; PÉS  DTO: - edema discreto no bordo externo com dor à palpação do 5 metatársico, mais intensa na sua base; ESQ: - visível edema da médiotársica do lado externo, com rigidez dolorosa da médio társica e da sub astragalina e com dores à palpação a este nível.