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Ora, como é consabido, a prova pode/deve ser objeto de formulação de deduções e induções, as quais, como se refere no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 21 de Junho de 20163, "partindo da inteligência, hão-de basear-se na correção de raciocínio, mediante a utilização das regras de experiência o quod plerumque accidit e de conhecimentos científicos”, sendo que, "na transição de um facto conhecido para a aquisição ou para a prova de um facto desconhecido, têm de intervir as presunções naturais, como juízos de avaliação, através de procedimentos lógicos e intelectuais, que permitam, fundadamente, afirmar, segundo as regras da experiência, que determinado facto, não, anteriormente, conhecido, nem, diretamente, provado, é a natural consequência ou resulta, com toda a probabilidade próxima da certeza, ou para além de toda a dúvida razoável, de um facto conhecido4”.