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Juíza do Tribunal a quo datado de 29 de dezembro de 202  Sustenta assim o Recorrido, que está prejudicado o conhecimento do recurso, atenta a falta de identidade do objecto, na medida em que, como assim refere,  o objecto do pedido ao incidir apenas sobre a deliberação da Câmara Municipal datada de 17 de setembro de 2020, torna inexequível na prática qualquer decisão deste Tribunal de recurso por estar visada uma adjudicação que já não se encontra vigente no ordenamento jurídico, não tendo assim a Recorrente interesse em agir, por não retirar a mesma qualquer real vantagem da solução definitiva dos autos, dado que por via da delimitação do objecto do recurso como foi desenhada pela Recorrente, inclusivamente pelas suas conclusões e onde consta apenas a anulação da decisão de 17/9/2020 Cfr.