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Mais sustenta que o ónus da prova dos elementos declarados, competia ao Recorrido, sendo certo que no decurso da presente Impugnação, foi diligenciado no sentido do apuramento dos rendimentos reais auferidos pelo ora Recorrido, tendo sido junta a informação prestada pelos Serviços de Inspeção Tributária da Direção de Finanças de Faro, no âmbito da qual se concluiu que não foi possível confirmar os rendimentos declarados pelo sujeito passivo relativos ao ano de 200 No entanto, o Tribunal a quo não relevou tais elementos, limitando, erradamente, a apreciação da Impugnação ao despacho de indeferimento proferido em sede de reclamação graciosa, quando deveria ter sido apreciada a legalidade da liquidação oficiosa, porquanto a veracidade dos rendimentos declarados e a consideração da tributação pelo regime da contabilidade organizada são questões sobre as quais o Tribunal deveria ter-se pronunciado, até porque possuía todos os elementos para o fazer.