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É que, quando o referido normativo alude à desnecessidade de mais provas não quer com isso significar suficiência das já apreciadas para a formação da convicção do julgador na prova livremente apreciada, como é o. Por isso, conforme vem sendo sustentado pela doutrina19, ainda que o juiz já esteja convencido sobre a realidade de um facto controvertido – designadamente, com base na prova produzida antecipadamente -, tem de dar à parte que ficaria vencida na "questão de facto” a decidir a oportunidade de produzir a prova por si oportunamente oferecida, e de, assim, alterar aquela convicção inicial, sob pena de, não o fazendo, com a sua decisão violar o princípio do contraditório, o princípio da igualdade de armas e o direito a um processo equitativo.