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- Desse modo, cremos que, de um modo ou de outro, estará afastado o rapto, tanto mais que não existe registo de qualquer violência, sequer da astúcia pretendida pela decisão em crise; - E, quanto à Coação, além do já expendido quanto à alteração substancial, não nos parece que se verifique, pois, como se tentou supra demonstrar e, aliás, resulta do depoimento da própria ofendida, não existiu o contacto com os genitais adiantados pela decisão sob censura, tão pouco, isso foi referido lábios da, daí que, com o devido respeito, se continue diante da tentativa de violação; - Seja como for, denota-se no presente caso que a medida da pena não se coaduna com as exigências de prevenção especial, pelo contrário, face às circunstâncias concretas e à personalidade do agente, que se mostra socializado, a pena concreta, porque desproporcional, terá um efeito totalmente oposto à visada ressocialização; - A pena de 6 anos de prisão excede, assim, a medida da culpa e, seguindo os critérios orientadores da escolha da pena, afigura-se-nos que se ela for situada no seu limite mínimo, continua, no caso, a satisfazer as finalidades visadas pela norma penal incriminadora; - E, a manter-se a condenação, por o que se deixa exposto, nomeadamente a circunstância de o arguido se encontrar social, familiar e laboralmente inserido, cremos que a mesma não deverá exceder os 5 anos de prisão, afigura-se-nos, também que a suspensão da sua execução assegurará de forma efetiva e adequada as finalidades da punição e permitirá que o arguido continue socializado; - Não se vê da motivação de direito, salvo o sempre devido respeito, quais os fundamentos em que se estriba a decisão ora em crise para se desviar da pena até aos 5 anos, de modo a possibilitar a sua suspensão, tendo o Tribunal fundados motivos para concluir por um juízo de prognose favorável ao arguido e, desse modo, afastar o cumprimento efetivo em meio prisional.