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Pois bem, se numa primeira leitura da realidade em equação nas decisões em apreço, tem de conceder-se que a factualidade é substancialmente idêntica e que a questão essencial sobre que incidiu a sua apreciação teve por objecto a divergência apurada na contagem física da caixa social, à data da inspecção tributária por comparação com o saldo da conta 11 expresso na contabilidade, tendo a AT considerado tal divergência como correspondente a despesas não documentadas sujeitas a tributação autónoma nos termos do n1 do artigo 88 do CIRC, importa notar que a decisão arbitral recorrida entendeu dever presumir-se que as despesas não documentadas eram de imputar, integralmente, ao exercício, no caso de 2018, em que se realizou "a conferência da caixa social”, enquanto que a decisão arbitral fundamento considerou que "face às regras do ónus da prova, bem como ao disposto no referido artigo 10/1 do CPPT, atenta a fundada dúvida na quantificação do facto tributária operada pela AT, haverá que concluir pela verificação do arguido erro nos pressupostos de facto, e consequente erro de direito, com a consequente anulação das liquidações de tributação autónoma e juros compensatórios sub judice”.