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N - A Autora não tem dúvidas sobre o acidente que a vitimou nem sobre as circunstâncias em que o mesmo ocorreu, mas como o tribunal a quo bem referiu encontra- se ainda visivelmente fragilizada em termos emocionais, desde logo por estarmos perante um evento traumático, que alterou toda a vida da Autora, e que ocorreu já há quatro anos, pelo que não pode o tribunal a quo afirmar que a Autora não sabia como ocorrera o acidente, quando na verdade a hesitação da Autora se prende única e exclusivamente com o lapso temporal decorrido e com o trauma que a Autora sofreu, em que após ferir o olho e em pânico devido às dores excruciantes que sentia, pensando que ia ficar cega, só quis retirar do olho o objeto que lá se tinha espetado e pedir socorro.