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Recorde-se que o próprio despacho recorrido refere "também neste sentido, Jorge Lopes de Sousa, pronunciando-se quanto à possibilidade de modificação da instância em sede de processo tributário defende que, "quando se esteja perante questões de conhecimento oficioso ou quando factos subjectivamente supervenientes para o impugnante lhe proporcionem a tomada de conhecimento de vícios de que não podia conhecer no momento da apresentação da petição, será permitido ao impugnante invocar novos vícios ao acto impugnado, o que está em sintonia com o preceituado no artigo 506 do CPC, atual 58 do CPC sobre a admissibilidade de articulados supervenientes, que deve ser subsidiariamente aplicável, com adaptações, ao processo de impugnação judicial, por força do disposto na alínea do art.