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Em função destas premissas, a questão que importa dilucidar e decidir é a de saber se a autora/apelante tem direito à peticionada pensão de sobrevivência.Matéria de Facto O tribunal de  instância considerou provados os seguintes factos:  A Autora viveu com desde o ano de 1984 e até à sua morte, ocorrida em 02 de Abril de 2015;   Durante todo esse tempo, a Autora e viveram na mesma casa;   Partilharam a mesma cama;   Tomaram refeições juntos;   Sendo conhecidos por todos os amigos e conhecidos na cidade de Beja como marido e mulher;   casou com  em 201959, tendo tal casamento sido dissolvido por divórcio decretado em 101988;   foi funcionário do Réu Banco até 1981;   Em 301981, Jorge Ribeiro passou à situação de reforma auferindo, à data da sua morte, uma pensão no valor ilíquido de €953,99;   Em 102014, a Autora e entregaram ao 1 Réu uma declaração, datada de 102014, na qual afirmavam sob compromisso de honra viverem em situação de união de facto.