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Vide, também, o douto Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 06 de Março de 2018: "O comportamento passivo do devedor insolvente, que ao longo dos 5 anos previstos no n. 2 do artigo 23 do CIRE não demonstra qualquer interesse no procedimento destinado à exoneração do passivo restante; não cumprindo despachos que lhe são notificados; não dando conta que mudou de residência; de nada informando o fiduciário durante todo o tempo, apesar de notificado por este para esse efeito; não provando que diligenciou activamente pela procura de emprego e apenas se inscrevendo no Serviço de Emprego do IEFP depois de notificado para justificar o motivo pelo qual não entregou qualquer valor durante o período de cessão, é sintomático do manifesto desinteresse do requerente e constitui motivo bastante para ser recusada a exoneração do passivo restante, nos termos do artigo 24, n. 1, alínea, do CIRE, por negligência grave resultante do incumprimento dos deveres legais impostos pelo artigo 23, n. 4, alíneas e, do CIRE”.