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O demandante SR referiu que à data dos factos exercia as funções de segurança privado para a empresa Prosecom, tal com o seu colega , e que se encontrava de serviço na praça em Vale do Lobo; esclareceu que a testemunha Katerine foi ter consigo e tinha uma ferida sangrante motivo pelo qual chamou o seu chefe para que providenciassem pelos primeiros socorros, sendo que, no momento em que falava com ela, a testemunha Katerine apontou para um homem e disse que fora aquele o autor do assalto, ao que de imediato o agarrou; esclareceu que de início o arguido até se encontrava colaborante mas a determinada, altura, sobretudo depois da chegada do colega , talvez por se sentir em desvantagem numérica, tornou-se mais agitado e agressivo, tendo exibido o canivete que trazia consigo e dizendo que "matava um” ao mesmo tempo que se conseguiu libertar e fugir; o demandante referiu que de imediato foram no seu encalce que num momento em que se encontravam numas escadas, o arguido, que se encontrava num patamar mais elevado, puxou o canivete e espetou-o, por cima, nas costas do colega , o qual tinha cerca de 1,60 de altura e estava num degrau abaixo, sendo que este caiu no chão nesse momento; o demandante referiu que nessa altura saltou para cima do arguido, caíram ambos no chão e enquanto aí se encontravam, o arguido atingiu-o com o canivete no braço esquerdo e na perna direita; esclareceu que o arguido se levantou e conseguiu fugir, tendo sido intercetado por RF, segurança de uma outra empresa, que entretanto ali tinha chegado e que o agarrou e lhe tirou o canivete; por fim, o demandante referiu que necessitou de tratamento médico devido às lesões sofridas e que durante um período de nove meses teve de fazer exames para despiste do HIV porque no momento em que foi detido o arguido riu-se e disse que era seropositivo o que veio a ser confirmado pelo hospital, sendo que durante esse período de tempo não esteve bem psicologicamente.