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- No cálculo da indemnização por danos patrimoniais decorrentes de perdas salariais, deve atender-se ao salário líquido e não ilíquido do sinistrado; - O período de Incapacidade temporária a considerar é, apenas, o compreendido entre 16/11/2013 e 30/09/2014, ou seja, uma ITA de 323 dias, já que, apesar de se ter provado que o A., em consequência do acidente, esteve em situação de ITA entre 16 de Novembro de 2013 a 10/12/2014 e de 23/01/2015 a 18/03/2015 num total de 445 e ITP de 50% entre 11/12/2014 e 23/01/2015 44, também se provou que, a partir de Outubro de 2014, o A. retomou a sua atividade profissional auferindo a mesma remuneração ponto 31 dos factos; - Considerando o seu rendimento mensal líquido de 764,13€, a perda salarial anual seria de 3697,82€ 764,13€ x 14 meses = 38697,82€), o que corresponde a uma retribuição diária de 106,02€ 3697,82€ / 365, pelo que nesses 323 dias de incapacidade o A. deixou de obter rendimentos no valor de 3244,46€ 106,02€ x 32 - Uma vez que a Ré já pagou ao A. a quantia de 4700,00€ a título de adiantamento por perdas salariais, o A. já se encontra totalmente indemnizado, pelo que deve ser revogada a sentença na parte em que condenou a Ré a pagar ao A. a verba de 237,80€, absolvendo-se, agora, nessa parte, do pedido; - Ainda que, porventura, se entendesse que deve ser considerada no cálculo das perdas salariais a totalidade dos rendimentos auferidos pelo A. incluindo, portanto, o subsídio de alimentação e abono por, que corresponde a um rendimento anual líquido de 4895,85€, as perdas salariais do A. atingiriam 3073,94€, valor ainda inferior ao que lhe foi pago pela Ré, pelo que se imporia sempre a sua absolvição, do pedido, no que toca aos 237,80€ atribuídos por perdas salariais; - Perante os factos provados nomeadamente dos pontos 45A e é certo e seguro que o A., pelo menos até à data da sentença, não sofreu qualquer prejuízo patrimonial conexo com a necessidade de terceira pessoa, já que nada pagou até esse momento, pelo que a Ré deve ser absolvida do pedido no que toca ao alegado custo da contratação de uma terceira pessoa até à data da sentença; - Os factos provados evidenciam que o A., em face da sua situação familiar – relativamente à qual não se provou qualquer facto que permita supor que será alterada no futuro – não terá efectiva necessidade no futuro de contratar uma terceira pessoa, já que poderá contar com a sua esposa para o ajudar nas duas horas diárias e que disso carece; - Logo, não sendo previsível este possível dano futuro, o mesmo não é indemnizável, pelo que se impõe a revogação da douta sentença na parte em que condenou a Ré no pagamento do valor de 11150,00€ a este título, absolvendo-se a demandada, nessa parte, do pedido.