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Analisando os factos, é inegável a situação de perigo da jovem, em virtude dos graves comportamentos que se acumularam num curto período temporal – o mês de Outubro de 2020 revela uma situação de total descontrolo, uma espiral autodestrutiva, quer com a grave tentativa de suicídio de 112020, com o corte dos pulsos, carecendo de estabilização e condução de emergência ao hospital, quer com a agressividade em relação à mãe – o que leva ao internamento hospitalar desta, em psiquiatria, a 212020 – quer com o furto de dinheiro à mãe, quer com o consumo descontrolado de canabinóides, tudo terminando com o internamento da jovem a 212020 na Unidade Partilhada do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, situação que se prolongou, pelo menos, até 01202 	Concorda-se, pois, com a decisão recorrida quando conclui por uma situação de perigo da jovem, nomeadamente para os fins do artigo , n.s 1 e 2, alínea, face aos seus graves comportamentos e à entrega a consumos que afectam a vida e a integridade física e psíquica, quer da própria jovem, quer da sua mãe, sem que esta, ou a família alargada sejam capazes de tomar as medidas adequadas a corrigir o seu comportamento.