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Porém, não é menos verdade que, apesar de os citados autores não descortinarem «razões para alargar nesta matéria o poder decisório do julgador», conforme acabam por salientar em anotação ao n. 1 do artigo 3, "na sua nova versão, foi alargado o poder decisório do juiz nesta matéria por duas vias: quando passou a dizer-se que o juiz pode ter em conta a proposta eventualmente contida na petição inicial; e, sobretudo, quando limita que, a atendibilidade dessa proposta aos casos de processos «em que seja previsível a existência de actos de gestão que requeiram especiais conhecimentos»”1  Ora, é precisamente com fundamento na evolução do preceito operada com a alteração introduzida com o n. 282/2007, de 7 de Agosto, desde logo, com a modificação introduzida no n. 1 do artigo 3, substituindo a anterior formulação de acordo com a qual o juiz escolhia «tendo em conta a proposta», para passar a estabelecer «podendo o juiz ter em conta a proposta eventualmente feita na petição inicial no caso de processos em que seja previsível a existência de actos de gestão que requeiram especiais conhecimentos», que - presumindo de harmonia com o previsto no artigo , n. 3, do Código Civil, que o legislador consagrou as soluções mais acertadas e soube exprimir o seu pensamento em termos adequados -, entendemos não haver qualquer censura a efectuar à decisão recorrida, que, em situação de insolvência de pessoa singular, não atendeu à proposta da devedora e procedeu à nomeação aleatória de um outro administrador.