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3 - O impugnante/Recorrido veio alegar, em suma: - Que nunca pôs em causa a tributação por métodos indirectos - Que quanto aos montantes devolvidos à FCTUC, os cheques não foram emitidos em nome do impugnante, mas sim dos coordenadores dos projectos, mas foram efectivamente por si movimentados, destinando-se ao pagamento de despesas no âmbito de projectos - Que parte foi devolvida à FCTUC, sendo o remanescente usado para o pagamento das mais variadas despesas - Que requereu à AT a notificação da FCTUC para que esta informasse quais os montantes que devolveu a esta entidade, sendo tal pedido indeferido por a administração ter entendido que tal prova caberia ao impugnante - Que cabia à AT pedir a colaboração da FCTUC, pois não se trata de qualquer repartição do ónus da prova, mas sim uma exigência decorrente do princípio do inquisitório para que a verdade material fosse conseguida, devendo a AT trazer ao processo todas as provas relativas à situação fáctica em que vai assentar a decisão, o que constitui vício do procedimento - Que é patente a excessiva quantificação do valor apurado no relatório  4 - Por douta Sentença, de 13 de Janeiro de 2017, proferida pela Mm Juíza do Tribunal "a quo", foi a referida Impugnação Judicial julgada procedente, determinando a anulação das liquidações de IRS dos anos de 2002, 2003 e 2004 objecto dos presentes autos.