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237 se limita a admitir como compatível uma hipótese colocada pelo Ministério Público – se as lesões traumáticas descritas no relatório da autópsia eram compatíveis com o apertar do pescoço e unhadas e se tais lesões eram susceptíveis de causar a morte da vítima – quando o solicitou, parecer é meramente especulativo e não conclusivo, como se exige à prova pericial, não estando por isso abrangido pelo valor especial deste meio de prova, e termina dizendo que o tribunal a quo violou as excepções ao princípio da livre apreciação da prova, na medida em que, estando o relatório pericial subtraído à livre apreciação do julgador, e não se afirmando, nem nele, nem no parecer, nem nos esclarecimentos da perita médica que a morte da vítima se deveu a mecanismo reflexo inibitório originado por compressão traumática cervical a nível dos seios carotídeos, mas apenas admitido tal mecanismo como uma possibilidade compatível com o resultado morte, entrou-se num campo especulativo e hipotético, incompatível com a remoção das dúvidas exigida, pelo que não se poderia ter considerado provado o teor do ponto de facto impugnado.