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20 n. 4 da CRP, pois que a suspensão da prescrição com fundamento na notificação da acusação, pelo prazo máximo de três anos - e independentemente das razões concretas pelas quais o processo não chega ao seu termo e a quem são imputáveis eventuais atrasos - numa altura em que o arguido tem já conhecimento do crime que lhe é imputado e das razões pelas quais o processo se mantém pendente - apresenta-se razoável e conforme com os critérios da necessidade e proporcionalidade, seja porque esse prazo é adequado ao desenvolvimento da tramitação processual desde a acusação até ao trânsito em julgado da sentença, seja porque da suspensão do prazo durante esse período, de acordo com os critérios da razoabilidade, não resultam prejudicadas, de modo desproporcionado, as garantias do arguido a um julgamento em prazo razoável neste sentido pode ver-se, g., o acórdão deste tribunal de 12103, in www.dgsi.pt).