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Acordam em conferência os juízes deste Tribunal Central Administrativo Norte, Secção do Contencioso Administrativo:  Município de SJM, nos autos, inconformado com decisão do TAF de Aveiro, que em processo de contencioso pré-contratual indeferiu pedido de levantamento de efeito suspensivo automático, interpõe recurso jurisdicional.O recorrente tira as seguintes conclusões:  A decisão recorrida assenta no pressuposto essencial de que o serviço de recolha de resíduos urbanos e limpeza urbana está a ser assegurado no município de SJM por via de um contrato celebrado por ajuste direto e que assim pode continuar a ser até ao trânsito em julgado da ação de contencioso pré-contratual, que determina o fim do efeito suspensivo automático em vigor;  Sucede que, ao decidir deste modo, o Tribunal "a quo” incorreu em manifestos erros de julgamento, que justificam a revogação do Despacho recorrido;  Desde logo, ao julgar improcedente o incidente de levantamento do efeito suspensivo automático deduzido pela Recorrente assumindo que esta pode, ao abrigo do critério material da "urgência imperiosa” previsto na alínea do n. 1 do artigo 2 do CCP, contratar por ajuste direto a prestação dos serviços objeto do concurso durante todo o período de tempo necessário ao julgamento da ação de contencioso pré-contratual, o Tribunal "a quo” incorre numa errada interpretação daquela disposição legal;  Na verdade, aquela disposição do CCP não habilita – por tal não ser estritamente necessário à satisfação imediata de necessidades coletivas – que possa contratada por ajuste direto, durante um período de tempo tão alargado que será no mínimo de dois, a prestação de serviços de execução continuada de recolha de resíduos urbanos e limpeza urbana.