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Tendo o despacho recorrido sido proferido em 22/06/2021, verifica-se que pelo menos desde junho de 2020 a "paralisação” dos autos se deveu à inércia da Agente de Execução e não à exequente, não sendo assim aplicável o disposto no artigo 28, n. 5, do CPC que considera deserta a instância, independentemente de qualquer decisão judicial, quando, por negligência das partes, o processo se encontre a aguardar impulso processual há mais de seis meses, o que pressupõe, ainda que a deserção no domínio do processo executivo, opere automaticamente independentemente, portanto, de qualquer decisão judicial que a, ela não se basta com a mera circunstância de o processo estar parado ou não apresentar qualquer movimento processual durante mais de seis meses, resultando da lei,  para que tal deserção se tenha por verificada, a necessidade de que essa circunstância se deva a uma falta de impulso processual que possa ser imputada a negligência das partes, devendo considerar-se irrelevante, para esse efeito, a falta de impulso processual que seja imputável ao agente de execução.