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Mostram-se-nos, no entanto, de muito relevo prático as razões de garantia que conduziram a esta solução: ao manter-se a garantia sobre os bens anteriormente penhorados até à concretização da apreensão dos bens que couberam ao devedor, não só se obriga o cônjuge do devedor a, pelo menos, não frustrar, no interesse do devedor, a finalidade do processo executivo, ao qual foi chamado para salvar o seu direito sobre os bens comuns, o que justifica esse dever de colaboração, como se dificultam as frequentes manobras destinadas a prejudicar os credores no âmbito do processo separação de bens não obstante na regulação do inventário com esse fim se preverem especialidades, concedendo bastantes poderes aos credores do executado para , querendo, poderem fazer valer os seus direitos e ao juiz, para evitar estratégia deliberada para a subtração dos bens comuns ao.