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70  O próprio Tribunal Constitucional, reconhecendo embora que ‘os efeitos jurídicos substantivos que, para as pessoas afectadas, decorrem da qualificação da insolvência como culposa são cumulativos e automáticos, como claramente decorre do proémio do n 2 do art 189, pelo que, uma vez proferida tal decisão, não pode o juiz deixar de aplicar todas essas medidas’, refere que "a determinação do período de tempo de cumprimento das medidas inibitórias previstas nas alíneas e do art 189 e, naturalmente, a própria fixação do montante da indemnização prevista na alínea do n 2 do mesmo preceito legal, deverá ser feita em função do grau de ilicitude e culpa manifestado nos factos determinantes dessa qualificação legal”7  Ora, aceitando-se que, como adiante se dirá, a condenação em indemnização pode não ser, conjugando e harmonizando a referida alínea do n 2 com o n 4, cega, puramente automática e apenas dependente do valor dos créditos não satisfeitos e até às forças do património dos afectados, e que alguns factores devem ser ponderados em concreto naquela decisão e respectivo resultado, e, assim, defendendo-se que, todavia, tal balanceamento não pode nem deve levar à exclusão total de responsabilidade, pois que sempre esta deve ter lugar e o tribunal não pode deixar de a proferir, crê-se, ainda assim, não ficar beliscado o princípio da proporcionalidade e que, assumindo-se a possibilidade de, em certos termos e medida, a culpa e outras circunstâncias concretas emergentes da qualificação e das circunstâncias qualificantes, ser tida em conta na justificação e na fixação do quantum indemnizatório da responsabilidade do afectado, credencia, evitando desproporção e excessos intoleráveis, a conformidade constitucional do preceito em análise.