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Nessa sede dir-se-á que, tendo-se apurado que a entidade inspecionada suportou os inerentes encargos relativos a determinados bens do seu activo imobilizado  no caso, obras do imóvel, que se traduzem em bens de investimento  os chamados activos fixos tangíveis), sendo também inquestionável, por não impugnado pelo recorrente, que aí exerceu algumas actividades no âmbito de serviços de hotelaria e  similares e outras prestações de serviços complementares  cfr ponto K,  do probatório), não se limitando a sentença sub Júdice a considerar como se bastando com o objecto societário da empresa  ponto, tendo inclusive apurado outros factos instrumentais ao abrigo do disposto na alínea, do n2, do art 5, do CPC,  cfr pontos e N, do probatório),  para concluir, quer pela sua finalidade para as ditas operações tributáveis, quer para serem incorporados nos seus bens de investimento, sendo certo que a circunstância de o recorrido não haver obtido o necessário autorização para o efeito e não ter praticado no ano em causa, qualquer actividade nesse âmbito, não releva de todo para a desconsideração do imposto assim suportado para efeitos do exercício do direito de dedução De resto, e a corroborar essa esteira de entendimento O TJUE, tem entendido que no âmbito das actividades preparatórias, não é exigível que a atividade do sujeito passivo tenha já começado para se poder deduzir o IVA respetivo entretanto incorrido nos atos de preparação.