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Resulta, assim, em nosso ver, de forma indiscutida, que a conduta do gerente da insolvente, o requerido e ora recorrente , não só deu causa à celebração de um negócio prejudicial aos interesses económicos da insolvente e, neste sentido, ruinoso para a mesma que se desfez, por intermédio do seu gerente, de um bem móvel que compunha o seu património, sem obter qualquer e em proveito exclusivo do próprio requerido/gerente, que viu o seu património enriquecido com tal veículo automóvel sem por ele despender qualquer preço – alínea do n. 2 -, como, ainda, essa sua conduta se traduziu ostensivamente numa disposição de um bem da devedora/insolvente em seu exclusivo proveito pessoal – alínea do n.  Como assim, nesta parte, nenhuma censura nos merece a sentença recorrida.