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6 Resultam, assim, evidente da tramitação deste processo duas conclusões distintas consoante a natureza dos bens partilhados: a) o valor dos bens móveis constante do mapa da partilha está correto porque corresponde ao valor da avaliação do perito; b) o valor atribuído aos bens imóveis no mapa da partilha não está correto e não pode ser aceite porque não corresponde ao valor da avaliação do perito e, quanto aos prédios indicados como doações, nem sequer corresponde ao valor patrimonial dos mesmos; 6 Assim, parece-nos forçoso concluir que não foi respeitada a regra segundo a qual o valor dos prédios corresponde ao respetivo valor matricial/patrimonial, ou seja, foi preterida a norma prevista no n 2 do artigo 1346 do CPC; e não foi respeitada a vontade das partes e a determinação decorrente do despacho de 16/11/2010, segundo o qual, não tendo havido acordo quanto ao valor dos bens, o valor dos prédios corresponderia ao que resultasse da avaliação do perito; 6 Em suma, a decisão da partilha - nos termos em que foi proferida e em consequência do que ficou determinado no despacho sobre a forma da partilha e, posteriormente, no respetivo mapa -, é uma decisão que está em manifesta violação das normas do processo de inventário, designadamente das normas previstas no n 2 do artigo 1346 e n 4 do 1362 do CPC, o que consubstancia uma violação do princípio da legalidade, que é causa de invalidade da decisão da partilha; 6 A decisão da partilha, para além de inválida por violação das normas que regulam o processo de inventário, é uma decisão que resulta de um manifesto erro na aplicação do direito porque desconsidera a avaliação que foi realizada pelo perito aos bens imóveis, à revelia da lei e de despacho proferido nesse sentido, e, além do mais, não respeita a regra de que aos prédios corresponde o valor matricial/patrimonial, pelo que se impõe que a mesma seja revogada e substituída por outra que tenha em consideração estas regras.