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Volvendo-nos no caso concreto é indiscutível o acerto do entendimento vertido na decisão recorrida quanto à falta de legitimidade do assistente A. F. para requerer a abertura da instrução, com o argumento de que a qualidade de "ofendido” radica na sociedade comercial A. S. Eventos, Unipessoal, Lda e não naquele, seu sócio gerente Com efeito, ainda que intervenha nos presentes autos na qualidade de assistente, qualidade que lhe advém enquanto titular dos interesses que a lei especialmente quis proteger com a incriminação de outros crimes em causa nos presentes autos, designadamente dos imputados na acusação pública deduzida contra o arguido, já quanto aos crimes de furto e abuso de confiança tal intervenção sempre lhe estaria vedada à luz do preceituado no artigo 68,n1,a) do P.P., com a consequente falta de legitimidade para requerer a instrução nos termos do artigo 287,n1,b), do mesmo diploma.