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Acresce que em relação ao valor dos alegados danos futuros ou lucros cessantes, não foi feita prova certa e segura de quantas árvores teriam sido cortadas por terem ardido neste incêndio, quantas iriam ser objeto de replantação, pelo que não se pode afirmar com aquele grau de segurança e certeza o valor concreto dos prejuízos sofridos pela assistente.” Não se apurou a tonelagem dos eucaliptos ardidos e a que poderiam ter daqui a 8/10 anos, nem qual o concreto porte das mesmas nessa mesma área de 500 m2, ou seja, quantas eram de grande porte e quantas eram de pequeno e médio porte; nem quantas árvores foram abatidas por terem ardido; nem quantas se regeneraram espontaneamente, nem quantas iriam ser objeto de replantação, pelo que só em sede de execução de sentença tal poderá ser possível, uma vez que tendo provados os factos essenciais relacionados com a responsabilidade , a saber o facto voluntário, a ilicitude, a culpa, prejuízos e o nexo de causalidade entre o evento e os danos consubstanciados na prática do crime em causa e devidamente demonstrados no teor da sentença que sobre o pedido cível se debruçou, ficaram por demonstrar os concretos prejuízos para além dos €2000,00 devidos a título patrimonial que se conseguiu concretizar.