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Segundo opina o Professor Vieira de Andrade «o juiz deve fazer um juízo de prognose, colocando-se na situação futura de uma hipotética sentença de provimento, para concluir se há, ou não, razões para recear que tal sentença venha a ser inútil, por entretanto se ter consumado uma situação de facto incompatível com ela, ou por se terem produzido prejuízos de difícil reparação para quem dela deveria beneficiar, que obstem à reintegração específica da sua esfera jurídica Lições, 5 edição, página 30”  Nesta sede a Requerente alega que a demora da ação provocará "prejuízos de difícil reparação”, na medida em que o eventual "ressarcimento por indemnização – dada a impossibilidade de restauração natural - por responsabilidade extracontratual de ente público só após trânsito em julgado da decisão do processo principal – possivelmente daqui a 2, 3 ou mais anos – não repara os danos sofridos”.