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A Recorrente alude ainda ao facto de o Tribunal recorrido ter considerado que "o princípio do aproveitamento do ato administrativo, hoje consagrado no artigo 163/5 CPA, tem ínsito a demonstração, inequívoca, nas concretas circunstâncias do caso, que o vício de que padece não implicaria uma alteração do seu conteúdo essencial, ou seja, quando seja seguro afirmar que o novo ato a emitir, isento desse vício, não poderia deixar de ter o mesmo conteúdo decisório que tinha o ato impugnado”, acabando por concluir que a liquidação emitida, a determinação do quantum de imposto em falta, era a mesma, quer tivesse sido emitida no dia 24 de Novembro, como foi, ou no dia 28 de Novembro, importando à impugnante, não a data da liquidação, mas, antes, a data da respectiva notificação e ainda que "quando num juízo de prognose póstuma, for possível e seguro afirmar que o novo ato de liquidação, isento desse vício, não poderia deixar de ter o mesmo conteúdo decisório que tinha o ato de liquidação impugnado, não se justificará a anulação do ato, por aplicação do princípio do aproveitamento dos actos”.