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1 da Lei n. 98/2009 de 4 de setembro porque a doença se manifestou no local e no tempo de trabalho seria consequência de um acidente de pois que para que esta opere, é indispensável que esteja provada a existência de um acidente, já que aquela visa apenas libertar o sinistrado da prova do nexo de causalidade entre o acidente e a lesão diagnosticada;   Não colhendo as invocadas condições de trabalho e elevado volume de serviço, uma vez que por um lado, nada aconteceu imediatamente antes da declaração da doença, que indicie que a oficial de justiça, no local e no tempo de trabalho, tenha sido sujeita a um qualquer incidente suscetível de desencadear um AVC, e por outro, pensamos ter ficado amplamente comprovada pela exposição do Sr. Secretário de Justiça que as condições, bem como o volume de trabalho, são rigorosamente as mesmas para todos os oficiais de justiça que prestam serviço nas Varas Mistas dos Juízos Criminais e Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra, não tendo sido a oficial de justiça sujeita a uma situação profissional diferente, onde lhe tivesse sido exigido um especial esforço físico ou psicológico violento, sem possibilidade de repouso ou momentos de descontração, adequados a provocar um AVC;   Não constando ainda do processo o Formulário ‘Boletim de Acompanhamento Médico’ entregue pelos serviços, contrariamente ao invocado na exposição da funcionária.