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1–Para tanto alegaram os AA, em síntese, que ; - A Ré é a actual proprietária da infra-estrutura desportiva designada por Autódromo do Estoril, sendo que, a anterior proprietária, AUTODRIL– Sociedade do Autódromo do Estoril, SARL, e no dia 27 de Novembro de 1981, celebrou com Octávio...... uma transacção judicial – em acção especial de consignação em depósito - que teve como objecto um contrato de arrendamento sobre um espaço, sito ao nível do segundo piso, sob a ala norte da bancada central do Autódromo do Estoril, conhecido como Discoteca 2001, abrangendo a sua exploração como discoteca, bar, restaurante ou outras quaisquer actividades relacionadas com hotelaria e turismo, mediante o pagamento de uma renda de 100$00, a qual se cifra actualmente em € 952,00 ; - Desde 27 de Novembro de 1981 que passou a ser o Octávio ....., sozinho, quem encabeçou a exploração do referido estabelecimento e, já a partir de 1996, quando tinha 18 anos, passou o Autor a ajudar o Pai/arrendatário na exploração do estabelecimento, passando a desempenhar as mais variadas funções, g. a recepção de fornecedores, o controlo da reposição de stocks, e a realização de encomendas e de mercadorias , o que tudo ocorreu até ao final do mês de Abril de 2003 ; - Chegado o dia 1 de Maio de 2003, o Octávio ..... celebrou com uma sociedade um contrato de cessão de exploração do estabelecimento existente no locado, ficando nele acordado que o cessionário pagaria a Octávio ..... e como contrapartida mensal pela cessão operada, a quantia de € 3000,00, actualizável anualmente por aplicação do índice de inflação fixado pelo INE, bem como que suportaria o custo com as rendas que Octávio ..... tinha obrigação, pelo contrato de arrendamento, de pagar à R., e que seria o cessionário a proceder aos referidos pagamentos, o que era do conhecimento e assentimento da Ré ; - Vindo o Octávio ..... a falecer em 30 de Setembro de 2010, foi a Ré informada do óbito no mês seguinte, mas, por inércia dos serviços da Ré e por falta de iniciativa do Autor, os recibos da renda continuaram a ser emitidos em nome do falecido; - Sucede que, em Maio de 2016, a Ré recusou-se a receber a renda de Junho de 2016, alegando ter tomado conhecimento do falecimento de Octávio ..... e, por via disso, o contrato de arrendamento ter caducado, do que o A. discorda pois que o contrato de arrendamento celebrado com o seu pai havia se transmitido para si por sua morte, mantendo-se, por isso, em vigor ; - Além disso, desde a data da celebração do contrato que os proveitos, auferidos pelo Octávio ..... através da exploração do estabelecimento passaram a constituir a base do seu sustento e da sua família, constituída pelos AA., sendo o A. menor e vivia com a mãe e a A. mulher, que não é mãe do A. varão, nunca trabalhou; - Também o Octávio ....., após a celebração do contrato de 1/5/2003, passou a obter o seu sustento, e o da sua família, a partir da remuneração da cessão da exploração, contratada com a DE CARVALHO, Unipessoal, Lda., o que sucedeu até Setembro de 2010; - Contudo, no dia 20 de Abril de 2016, através do seu mandatário, os AA.