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Os Recorrentes consideram que conforme provado na alínea da fundamentação de facto da sentença recorrida, requereram junto do  Réu o licenciamento de uma operação de loteamento que visava dividir o prédio em questão em quatro lotes, com o propósito de construir em cada um desses lotes uma moradia destinada a habitação, para venda a terceiros, em relação ao que tinham uma legítima expectativa de obter um lucro líquido não inferior a €18000,0 Porém, com a constituição de uma zona "non aedificandi” para proteção da zona de construção da A32, viram-se impedidos de concretizar o negócio que tinham gizado, pelo menos no período de 13/03/2009 a 08/05/2014, pelo que a sua situação perante a  Ré é bem diferente da situação do comum dos cidadãos, na medida em que pretendiam construir no local onde se verifica essa restrição, tendo realizado investimentos na aquisição do terreno, com projetos, em estudos e licenciamentos e só eles deixaram de auferir um lucro estimado, sofrendo, por isso, um prejuízo especial, no sentido de que o mesmo não é causado à generalidade das pessoas.