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O que se afirma não é controverso para os autos, nem controverso se revela a aplicação ao cômputo do termo das regras estabelecidas pelo artigo 27, para as quais remete, aliás, o artigo 29, ambos do Código Civil, resumindo-se a questão colocada no em determinar se na contagem do prazo de três meses conferido por lei aos interessados para impugnarem a resolução acresce – não se inclui – o dia em que o interessado recebeu a carta registada mediante a qual o administrador da insolvência efetuou a resolução do negócio; a decisão recorrida respondeu afirmativamente a esta questão, ou seja, na contagem do prazo não incluiu o dia em que a carta que operou a resolução foi recebida e a Recorrente considera que a contagem do prazo inclui o dia em que a carta que operou a resolução foi recebida, divergência com a maior importância para os autos, uma vez que, seguir pelo primeiro caminho significa reconhecer que a ação foi proposta em tempo e percorrer o último tem por efeito reconhecer que o prazo para o exercício do direito à impugnação da resolução já havia decorrido, à data da propositura da ação, com a consequente caducidade do direito.