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impostos pelo art 640 do CPC, nada obstando, portanto, a que se proceda à reanálise da prova, nos termos requeridos pelo recorrente, para aquilatar se os pontos da matéria de facto visados pelo mesmo foram bem decididos na 1 Instância.São os seguintes os factos em questão:  "10- J. F. negociou a compra do prédio inscrito na matriz predial sob o artigo entre outros, com o A. F. para o seu filho, o réu J. , em data não concretamente determinada mas sita entre 1990 e 1994” "20- J. F., progenitor do Réu para quem negociou a aquisição do terreno”  Pretende o recorrente que dos pontos da matéria de facto em questão fique a constar também a intenção do comprador na aquisição dos prédios, ou seja, a de doar o referido prédio ao R.  Ora, consideramos desde logo perfeitamente irrelevante para a questão que se discute nos autos – que é a posse exercida pelo R sobre o prédio em causa nos autos, em termos de o poder adquirir por usucapião -, tal acrescento, sendo para o caso indiferente qual o negócio que o adquirente iria ou pretendia fazer com o seu filho com o prédio em questão, mostrando-se suficiente a matéria de facto assente, que o pai do réu adquiriu o prédio com a intenção de posteriormente o transmitir para o seu filho sendo indiferente para o caso o tipo de transmissão que tivesse em mente ou que se viesse a.  Sempre se dirá contudo que, como também o admite o recorrente, nenhuma prova foi feita nos autos sobre o negócio que foi realizado posteriormente à compra do prédio, limitando-se o vendedor, a testemunha A. F. a referir que J. F., o comprador e pai do Recorrido, lhe terá referido ser sua intenção a de dar o prédio ao filho, desconhecendo, contudo, se a mesma se concretizou.