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O ofendido foi ainda claro e, por tal, ao afirmar de forma peremptória que sentiu medo ao ouvir as expressões do arguido a si dirigidas ao mesmo tempo que o arguido abanava junto à cintura o objecto com a aparência de arma que transportava justificando tal estado subjectivo na seriedade com que tomou tais palavras, nomeadamente, na sua percepção numa óptica de um normal cidadão, do discurso e expressões, gestos usados pelo arguido, uma vez que nada levava a crer que este tivesse tal reacção, pois que se encontrava num estabelecimento público – um café – na companhia da sua filha e mulher – quando o ofendido surgiu, e se sentiu imediatamente na vontade de abandonar o local face ao receio que sentiu – ponto  É de fácil percepção – e qualquer cidadão comum a teria – de que o discurso usado pelo arguido associado a desavenças entre famílias e o exibir de um objecto com a aparência de uma arma de fogo, é susceptível de levar a tal reacção por parte do ofendido.