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À mesma conclusão chegamos no que respeita, por sua vez, à alegação de que a situação assim criada advém "da preocupação de o concurso ser com validade de dois anos, o que representa uma fronteira indistinta sobre a manutenção do preço atual ou consideração pelo concorrente da evolução do preço para ele próprio de modo a poder concorrer com um preço fixo”, o que o R. reconhece que, "embora legal, pode não ter sido a melhor escolha”, para além de ter entendido que "a adoção de um período mais dilatado que inequivocamente leve o concorrente a pensar o futuro com uma fronteira mais nítida e para um volume de negócio superior e face à instabilidade de preços, protege melhor os interesses do Município, adjudicando-se não para dois anos, como foi lançado o procedimento, mas para três anos”.