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Isso mesmo já afirmou este Tribunal da Relação de Lisboa, como no acórdão de 9/2/2010, relatado por Manuel Marques e disponível em www.dgsi.pt), referindo que "a urgência perspectivada pelo tribunal a quo na realização e salvaguarda dos interesses da criança, face ao risco de perda da eficácia da decisão que veio a proferir, inviabilizou a prévia audição dos progenitores daquela e determinou a imediata prolação da decisão recorrida, na qual se aplicou a favor da criança” medida provisória de apoio junto de outro familiar, mais referindo que "em casos com estes contornos, à semelhança do que por vezes ocorre com os procedimentos cautelares previstos no CPC, o direito de defesa é assegurado à posteriori”, dado que "a demora na decisão poderia redundar em prejuízo da criança, não acautelando os seus interesses”, e assim concluindo que "numa situação deste tipo, o contraditório só após a notificação da decisão tomada poderá ser exercido, por via de recurso ou formulação de requerimento de revisão/cessação da medida provisória”.