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Não se conformando com a decisão proferida, dela veio a requerida interpor o presente recurso de Apelação, apresentando Alegações e formulando as seguintes Conclusões:  " Vem o presente recurso interposto da douta sentença proferida nos autos acima identificados que atribuiu a casa de morada de família em exclusivo a A. .  . A douta sentença padece de um erro de avaliação dos critérios previstos nos artigos 1105, n2 e 1793, n1, do Código Civil.  . Estes artigos enunciam os critérios a atender no caso de não haver acordo entre os ex-cônjuges sobre a atribuição da casa de morada de família.  . São eles os da "necessidade de cada um", "os interesses dos filhos" e "outros factores relevantes".  . Para aferir da "necessidade de cada um" dos ex-cônjuges, deve o tribunal atender aos rendimentos e proventos de cada um.  . Para avaliar "os interesses dos filhos", deve o tribunal aferir a quem ficou atribuída a guarda do menor e se é do interesse deste ficar a viver na casa de morada de família com o progenitor a quem foi confiado.  . Só quando as necessidades dos ex-cônjuges forem iguais ou sensivelmente iguais é que o tribunal deve apreciar "outros factores relevantes".  . Nomeadamente, a idade, o estado de saúde, a localização da casa em relação ao local de trabalho de cada um dos ex-cônjuges e o facto de algum deles dispor de outra casa onde possa restabelecer a sua residência.  . Assim, e analisando a situação patrimonial de cada uma das partes, ou seja, quais os rendimentos e encargos de cada um, o tribunal deu como provado que a Recorrente está desempregada e vive, juntamente com uma outra filha menor e a Maria, filha da Recorrente e do Recorrido, quando esta está ao seu cuidado em casa da mãe.