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Por seu turno, o "ISS” veio destacar, em síntese, que quer a letra da lei, quer o espírito da norma, quer os elementos históricos, quer os elementos teleológicos do artigo 107 do RGIT conduzem, necessária e prudentemente, à manutenção da interpretação fixada pelo referenciado acórdão, sendo que a própria decisão instrutória aceita que a matéria é dúbia, pelo que entendia que o que temos aqui é um intérprete e aplicador da lei a ser, ele próprio, e ao mesmo tempo, o fazedor da lei, o legislador, alterando a política criminal que subjaz a todo o RGIT, quando é certo que o legislador, tendo tido oportunidade para o fazer, não quis descriminalizar, não alterou voluntariamente a norma, não realizou interpretação autêntica, não descriminalizou uma conduta ou prática das empresas, e não o fez pois que o Estado tem de garantir a manutenção financeira do próprio sistema da segurança social, do próprio Estado Providência, bem como por uma questão de política criminal, por razões de prevenção geral, ou seja, pedagogia empresarial a longo prazo, contexto em que entende que a decisão instrutória mais não faz do que descriminalizar uma conduta sem que seja essa a vontade, expressa ou tácita, do legislador, não sendo acompanhada pelos elementos históricos ou teleológicos da lei, conforme procura demonstrar em pormenor em termos aqui tidos como renovados.