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– FUNDAMENTOS   Fundamentos de facto  Na decisão recorrida consideraram-se provados os seguintes factos:  « O autor exerce, juntamente com a sua cônjuge, R. , a atividade de comerciante de fruta;   A ré exerceu, em nome próprio e individual, a atividade de comerciante até, pelo menos, 31/12/2000, explorando uma mercearia;   No âmbito das atividades referidas em  e , o autor forneceu à ré semanalmente, durante período de tempo não concretamente apurado, fruta para que esta a vendesse na sua mercearia;   Por carta datada de 28/02/2013, registada e enviada com aviso de receção, o autor, por via de mandatário, comunicou à ré a existência de uma dívida relativa à venda de produtos, e solicitou-lhe a sua comparência no dia 05/03/2013, pelas 10h00m no escritório do referido mandatário;   Em 06/03/2013, a ré enviou a R. uma carta do seguinte teor: "Desculpe-me por não ter mandado o prometido, mas foi por motivo de doença, mas agora começa a ser certo todos os meses até ao dia 15 de cada mês e talvez mesmo este mês te mande mais até ao fim do mês”;   Em 04/09/2013 e 13/11/2013, a ré enviou cartas a R. contendo quantias em dinheiro, de montante não concretamente apurado;   Em 11/07/2014, R. enviou à ré carta, registada com aviso de receção, do seguinte teor: "Venho por este meio, relativamente à dívida que a Sr. mantém com a loja "Fruta ...”, comunicar-lhe que lhe concedo o último prazo de 8 dias, a contar da presente carta, para liquidar a totalidade da dívida existente.