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E contrariamente ao que refere o acórdão recorrido em 6,: " o trabalhador teria margem para organizar o horário de trabalho a seu bel prazer, de acordo com interesses pessoais”, o trabalhador apenas tem direito, nos termos do artigo 56 e 57 do CT a solicitar / requerer o horário flexível à sua entidade empregadora, dentro de certos limites, que são os limites previstos na lei, como por exemplo, o estabelecido no citado n 4 do artigo 5 do CT.    E, também, inversamente ao que diz o acórdão recorrido em 6,: "a noção de conciliação implica, desde logo, que os interesses da entidade empregadora sejam contabilizados com a situação do trabalhador , e não aniquilados”, "o empregador pode recusar o pedido com fundamento em exigências imperiosas do funcionamento da empresa, ou na impossibilidade de substituir o trabalhador se este for indispensável”, nos termos do n. 2 do artigo 5 do CT.    Ao fazer um pedido mais alargado, escolhendo também o dia ou dias de descanso semanal, o/a trabalhador/a possibilita à entidade empregadora, se for este o caso, apresentar mais e melhores fundamentos que demonstrem que as exigências imperiosas do seu funcionamento ou a impossibilidade de substituir o/a trabalhador/a, para justificar a recusa do pedido de horário flexível, o que, no caso em análise, não sucedeu.