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)”;    11- O Réu propôs ao Autor AA a aquisição da quota deste, pelo valor de €1, a favor da sociedade HH, o que sucederia em troca da extinção da dívida existente para com esta sociedade;    12 - Em 2012, a EE encontrava-se num contexto de grande adversidade económica, com um passivo que excedia os €28000,00 e com um ativo baixo, por referência ao passivo;    13 - A viabilidade da mesma passava pela liquidação dos créditos aos fornecedores, o que se manifestava de impossível de concretização, por falta de liquidez, créditos e ativo;    14- Perante este quadro, o Réu , apresentou aos sócios da EE, que eram o ora Autor AA e FF, como sendo um potencial interessado em investir na empresa, propondo a entrada de dinheiro para a sociedade, quer de forma direta, quer por intermédio do pagamento direto aos fornecedores do valor necessário à viabilização da sociedade e em contrapartida os sócios ceder-lhe-iam quotas numa percentagem necessária a que ficasse detentor da maioria do capital social;    15 - Somente com a entrada de dinheiro na sociedade seria possível formular um plano de recuperação viável;    16 - De outra forma, a EE não teria viabilidade e seria liquidada, com a consequente perda das quotas dos sócios;    17 - Os sócios então detentores do capital social da EE, em seu nome e em sua representação, a qual era, igualmente, de detentora de uma quota, aceitaram a proposta apresentada pelo Réu ;    18 - De acordo com essa proposta, o Réu entrava com dinheiro na empresa, pagando os salários em atraso de todos os trabalhadores, liquidava parte das dívidas da sociedade a todos os fornecedores de cujo fornecimento de material a manutenção da EE dependia o valor a liquidar aos referidos fornecedores seria todo o que se mostrasse por aqueles exigido para desbloquearem o fornecimento de matérias-primas) e a HH, sociedade do referido Réu, com sede em França, tornava-se cliente da EE, permitindo assegurar uma faturação que, por certo, ascenderia aos 80%;    19 - Tal proposta deveria ser executada na medida do necessário para a recuperação e consequente retoma da empresa à atividade, gerando receitas para se manter;    20 - Como contrapartida, pretendia o Réu tornar-se sócio maioritário da metalúrgica, sendo que o pagamento das quotas que lhe viessem a ser cedidas seria o cumprimento da proposta;    21- O sócio FF não pretendia mais continuar com qualquer quota na sociedade EE, tendo-a cedido, na sua totalidade, ao Réu ;    22- O referido plano de insolvência espelha a proposta apresentada pelo Réu e aceite;    23 - Na sequência da aprovação do plano de insolvência, o Réu procedeu ao pagamento dos salários em atraso de todos os trabalhadores da sociedade EE, relativos ao ano de 2012, incluindo o próprio salário do Autor AA, que desempenhava as funções de gerente;    24 - Procedeu ao pagamento de salários dos trabalhadores, incluindo o do Autor AA, durante alguns meses do ano 2013, uma vez que a sociedade ainda não tinha capacidade para gerar receitas suficientes;    25 - Procedeu ao pagamento a alguns fornecedores, por forma a ser desbloqueado o fornecimento de matérias-primas, nomeadamente: €563,90, a ; €1392,50, a JJ, Lda.