Legal Document Excerpt:

B., embora tenha proferido as declarações transcritas no recurso, analisando as mesmas, temos que concluir que elas se mostram, em si mesmas, como ilógicas e mesmo ininteligíveis a testemunha começa por referir uma "conversa” com o Autor para lhe arranjar uma chave, e de repente, sem qualquer relação, ligação e continuidade, "salta” para uma aparente conversa com o Réu para "colocar” a afirmação «não isto é do meu cunhado, nas partilhas ficou para ele», não se percebendo a que "isto” a testemunha se reporta, nem se percebendo a que propósito atribui esta afirmação ao Réu; acresce que, posteriormente e mais uma vez sem qualquer ligação e nexo, menciona um pedido do Réu para ir tirar umas medidas ao terraço da Casa com vista a fazer um gradeamento, e, repentinamente e sem qualquer enquadramento, "coloca” uma questão ao Réu sem qualquer motivo razoável sobre «isto ser do cunhado mas andar ali a pôr grades», questão esta que "surge” apenas para a testemunha depois invocar uma suposta resposta do Réu no sentido de que «se ia entender com o Autor», faltando a todas estas declarações um mínimo de coerência e de normalidade, sendo que, embora seja omitido no recurso, posteriormente e embora nada sabendo sobre as partilhas, esta testemunha "resolve” produzir um conjunto de declarações sobre qual teria sido divisão que as partes teriam feito declarações estas que revelam ser meras opiniões da testemunha, sem qualquer conhecimento efectivo e e "aproveitou” para, sem qualquer enquadramento de tempo e de, falar numas afirmações da Ré no sentido de que esta dizia que «a Casa era do irmão e ainda mais um bocado do quintal»), também não apresentando esta parte do seu depoimento qualquer lógica, pelo que, em razão do que atrás fica dito, não pode ser conferida credibilidade ao depoimento desta testemunha; 5) e, perante as circunstâncias supra elencadas, perante o sentido coincidente nesta matéria) dos elementos probatórios indicados em, e, e inexistindo qualquer credível em sentido contrário, este Tribunal ad quem gera uma convicção, segura e objectiva, no sentido da efectiva verificação da realidade constante do facto provado n32 jamais se podendo formar convicção em sentido contrário, designadamente no indicado pelos Autores/Recorrentes – « no convencimento de que não são proprietários»).