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Discordam os arguidos do despacho proferido pelo Tribunal a quo, acima transcrito, alinhando, em síntese, os seguintes argumentos pela ordem que se nos afigura mais curial a sua apreciação): - os reconhecimento não foram precedidos de qualquer prévia descrição credível por banda das testemunhas quanto à pessoa a identificar; tampouco contêm os autos de reconhecimento qualquer outro elemento que permita ao julgador apurar do acerto do procedimento, como é caso da descrição física dos integrantes da linha de reconhecimento/figurantes, quer o relato de todas as circunstâncias em que este decorreu; - as pessoas que se apresentaram na linha do reconhecimento não apresentavam qualquer semelhança com os arguidos, quer em razão da fisionomia, morfologia, estatura, idade, corte de cabelo e de barba, ou até mesmo, de vestuário; - inexiste registo fotográfico dos integrantes da linha de reconhecimento o qual foi recusado pelos próprios funcionários do OPC que integraram a linha de reconhecimento e que simultaneamente presidiram à diligência), o que inviabiliza que o julgador apure do acerto do procedimento; - violação do princípio in dubio pro reo, enquanto decorrência do princípio da presunção de inocência do arguido, plasmado no artigo 3, n. 2 da Constituição da República Portuguesa; - a interpretação que - não obstante não tenha sido recolhida qualquer fotografia dos integrantes da linha de reconhecimento, ou, no mínimo, efectuada qualquer discrição das suas características físicas, linha de reconhecimento que é integrada por funcionários do OPC que presidiu à diligência -, permite a conclusão de que as pessoas referidas nos autos de reconhecimento possuem as semelhanças legalmente exigíveis, constitui uma interpretação inconstitucional por violação das garantias de defesa dos arguidos, maculação dos princípios da boa-fé e lealdade processual, do contraditório, do direito à prova, do direito de acesso aos tribunais e do princípio da presunção de inocência, enquanto garantes do processo equitativo, conforme o estipulado nos artigos 1, 2, n.s 1 e 4, 3 n.s 1, 2 e 5, da CRP e no artigo  da Convenção Europeia dos Direitos do Homem e 1 do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, normas jurídicas que foram com a decisão recorrida violadas.