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Com efeito, a autora ao praticar actos da esfera da sua privacidade e intimidade, dentro do local e do seu horário de trabalho, importunando dessa forma os clientes e seus colegas de trabalho e desrespeitando a sua entidade empregadora, confundindo de uma forma totalmente abusiva, inaceitável e inadmissível a esfera da sua vida pessoal e íntima com a esfera da sua vida pública e laboral, que devem estar devidamente separadas,, a autora violou gravemente os deveres de respeito e urbanidade, a que estava obrigada, para com a sua entidade patronal, para com os clientes e para com os seus colegas de trabalho, deixou de realizar o seu trabalho com zelo e diligência, pois na prática durante os aludidos dias a autora esteve autenticamente a namorar no seu local de trabalho e durante o seu horário de trabalho, deixando de exercer as suas funções de caixa de balcão com o grau mínimo de profissionalismo e de diligência e zelo que as mesmas exigiam e a que se vinculou contratualmente perante a entidade patronal certamente que se a autora estivesse a exercer as suas funções com o zelo e diligência devidos não teria deixado o seu namorado entrar dentro do balcão e aí permanecer durante cerca de meia hora, perante clientes e outros funcionários da ré) e violou ainda as mais elementares regras da execução e disciplina no trabalho impostas pela entidade empregadora e que exigiam que a autora tivesse tido um comportamento totalmente diverso do que teve, atendendo e tratando o seu namorado como qualquer cliente normal, mas mantendo a sua conduta de profissional de caixa de balcão, apenas focada e dedicada ao exercício das tarefas dessa sua função dentro do local de trabalho e durante o horário de trabalho, ainda que o seu namorado se mantivesse dentro do.