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refere o seguinte: "Respeitando, naturalmente, as apreciações contidas na passagem transcrita da decisão recorrida, não acompanhamos a análise efetuada e, sobretudo, dissentimos da avaliação e caraterização que faz da família da EE, qualificando-a como de "família disfuncional”, no seio da qual existem "sucessivos conflitos”, com «acusações várias entre os diversos elementos, incluindo alegados abusos sexuais», e com crianças vulneráveis a serem entregues a outrem para que delas cuidem, aparentando ser «um modo de funcionamento normal e adequado» e que os recorrentes pretendem replicar com a BB e AA.” "Uma tal caracterização não só não tem na factualidade apurada o necessário respaldo como aparenta estar, se não em contradição, pelo menos, em dessintonia com alguns fatos essenciais, nomeadamente o facto de a criança estar a ser bem cuidada pelo casal EE e FF, com as quais estabeleceu vínculos afetivos.” Se é certo que é o próprio Tribunal quem assinala aquela contradição, não é menos certo que dela não retira qualquer consequência - o que não pode deixar de surpreender os recorrentes.