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Revisitando os factos dúvidas não restam de que o recorrente durante um período de mais de dois anos, reiteradamente adotou condutas visando controlar o quotidiano, os movimentos no dia-a-dia, da mulher procurando saber onde estava, o que fazia, a que horas saia, surpreendendo-a com a sua presença, em dias e horas numa atitude de sistemática desconfiança; comportamentos manifestamente ofensivos da sua honra acusando-a de ser mentirosa compulsiva, promíscua, doente sexual, de o trair todos os dias com pretos, gregos, velhos, adolescentes, alunos e alunas, só servir para o sexo, de se oferecer a todos, de só servir para despejar colhões, de assaltar casas para dar a cona, de ter deixado a filha sozinha, entregue à divina providencia, de ter feito do pai da filha um corno; ações violentas danificando e arremessando portas, deitando para o chão objetos, g. a maquilhagem da mulher quando a mesma se estava a arranjar para sair, vários telemóveis pertença da ofendida, o que fez por diversas vezes, rasgando peças de roupa que a mesma na ocasião.