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Em consonância diremos que o facto de os bens terem sido licitamente adquiridos pelo arguido há mais de cinco anos, considerando a data da sua constituição como arguido, apenas obsta a que esses bens sejam considerados no cômputo do valor do património incongruente neste sentido vide os acórdãos do Tribunal da Relação de Guimarães de 19 de Junho de 2017, proferido no processo n 928/00TAVNF-AD.G1 e disponível em www.dgsi.pt e de 24 de Setembro de 2018, proferido no processo n. 2360/14TABRG-E.G1) Com efeito, reiterando que na perda alargada o que é declarado é o valor do património incongruente e não os bens em concreto, a consequência da verificação que determinado bem está na titularidade do arguido há mais de cinco anos, contados da constituição como arguido, é apenas a impossibilidade de ser considerado para efeitos de apuramento do valor da incongruência.