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Aqui, tal como resulta da disciplina consagrada no n 6 do artigo 2614 do Regulamento das Custas Processuais, o legislador estabeleceu que o reembolso das taxas de justiça pagas pelo vencedor é suportado pelo Instituto de Gestão Financeira e das Infraestruturas da Justiça, P. É assim perfeitamente inútil obrigar os recorrentes a um pagamento que, tendencialmente, nunca será satisfeito pelo Autor da acção, face à situação económica que determinou que lhe fosse concedido o benefício do apoio judiciário e que, a ser exigido esse adiantamento, o mesmo teria de ser, em momento posterior, reembolsado pelo Estado, através do Instituto de Gestão Financeira e das Infraestruturas da Justiça, P. Se a ideia inicial de valorização dos princípios da razoabilidade e de equilíbrio prestacional, tendo em atenção os critérios da utilidade económica da causa, da complexidade do processado e do comportamento procedimental das partes, apontava de forma rectilínea para o excesso da taxa de justiça concretamente arbitrada, a jurisprudência entretanto emitida pelo Tribunal Constitucional justifica manifestamente que se dispensem os recorrentes do respectivo pagamento.