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O que daqui poderá defluir é que iremos esclarecer de seguida: Ora e citando o Acórdão do Tribunal Constitucional de 102007, 2 secção, in http://www.pgdlisboa.pt/jurel/cst_busca_palavras.php?buscajur=desconforme&amp;ficha=262&amp;pagina=10&amp;exacta=&amp;nid=7189, que se adapta exactamente à situação dos autos, com uma situação algo idêntica onde na fundamentação não se faz referência às declarações de uma arguida e das testemunhas de, diremos e desde já e concordando com o exarado neste aresto, nomeadamente com os seus fundamentos e decisão, o seguinte: -"Está em causa a conformidade constitucional da norma extraída dos artigos 37, n. 2, e 37, n. 1, alínea, do Código de Processo Penal, interpretada no sentido de não impor menção específica na sentença não só da existência, do teor ou conteúdo do depoimento da arguida e das testemunhas de defesa – e não a segunda parte do artigo 37, n. 2, do mesmo Código, norma que versa sobre a valoração da prova produzida em julgamento ou a expressão suficiente do seu exame crítico na fundamentação da decisão.