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A questão que a seguradora coloca é a de saber se a Ré não tem de reparar os danos emergentes desse acidente, face ao disposto no artigo 14 da NLAT que sob a epígrafe de "Descaracterização do acidente”, preceitua:  "1 – O empregador não tem de reparar os danos decorrentes do acidente que:  a) For dolosamente provocado pelo sinistrado ou provier de seu acto ou omissão, que importe violação, sem causa justificativa, das condições de segurança estabelecidas pelo empregador ou previstas na lei;  b) Provier exclusivamente de negligência grosseira do sinistrado;  ) Resultar da privação permanente ou acidental do uso da razão do sinistrado, nos termos do Código Civil, salvo se tal privação derivar da própria prestação do trabalho, for independente da vontade do sinistrado ou se o empregador ou o seu representante, conhecendo o estado do sinistrado, consentir na prestação"  Por sua vez, no n3 desse artigo 14 está previsto que "Entende-se por negligência grosseira o comportamento temerário em alto e relevante grau, que não se consubstancie em acto ou omissão resultante da habitualidade ao perigo do trabalho executado, da confiança na experiência profissional ou dos usos e costumes da profissão."