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Antes pelo contrário, na concreta delimitação dos factos dados como provados, vê-se que foi retirada a factualidade constante da acusação deduzida pelo Ministério Público dada como reproduzida no despacho de pronúncia) que apontava para o conhecimento e vontade por parte das arguidas da realização dos factos típicos, e assim como uma atuação com dolo direto, mais concretamente nos termos descritos nos art.s 67 a 71 daquela peça processual, já acima transcritos, reduzindo tal factualidade, isto é, na que foi dada como provada, de uma forma predominantemente conclusiva sublinhe-se), à mera circunstância de as arguidas terem agido "livre, voluntária e conscientemente, de forma omissiva, em representação e no interesse das sociedades E, Lda., e G, Unipessoal, Lda.”, ao ”não terem sido exercidos os deveres de vigilância ou controlo que incumbiam às arguidas, B e , enquanto sócias gerentes dessas mesmas sociedades, sob cuja autoridade agiram os representantes referentes”, mas sem que se vislumbre dos factos concretamente dados como provados ou não provados se esse comportamento omissivo foi levado a cabo pelas arguidas recorrentes sabendo e querendo que os "representantes das sociedades” nomeadamente empregados ou funcionários) agissem do modo com que agiram, representando e aceitando os resultados de tais condutas como consequência direta ou necessária das mesmas ou se sabiam que dessas mesmas condutas seria possível a verificação dos mesmos resultados típicos, e mesmo assim se tivessem as arguidas conformado com ela, nada fazendo para que fossem afastados os riscos da sua verificação.