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In casu, atento o referido elemento probatório – que se entende ter sido erradamente apreciado pelo Tribunal a quo – que constitui um verdadeiro atropelo, sem causa justificativa, das regras de segurança previstas no n 1 das als e do artigo 17 do Regime Jurídico da Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho, no n1 do artigo 19, do Decreto-Lei n 50/2005, de 25/02 e do artigo 46 do Regulamento Geral de Segurança e Higiene do Trabalho nos Estabelecimentos Industriais – regido pela Portaria n 53/71, de 3/2, alterada pela Portaria n 702/80, de 22/9, encontram-se preenchidos todos os pressupostos previstos no artigo 14, n1 al da LAT veja-se a decisão proferida pelo Supremo Tribunal de Justiça, a 102015, processo n 1716/11TTPNF.PS1, num caso análogo ao do presentes Sem prescindir, No que concerne à aplicabilidade do disposto no artigo 14, n1 al da LAT, a nossa jurisprudência tem entendido que para haver lugar à descaracterização do acidente de trabalho nestes termos é necessário provar que ocorreu um ato/omissão temerários em alto e relevante grau por parte do sinistrado, injustificado pela habitualidade ao perigo do trabalho executado, pela confiança na experiencia profissional ou pelos usos e costumes da profissão e, além disso, que o acidente tenha tido como única causa essa atuação.