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Pois, o Banco, enquanto intermediário financeiro ao não informar o autor do risco inerente à aquisição de papel comercial e da situação financeira da emitente do papel comercial, e ao informar este de que se tratava de uma aplicação equivalente a um depósito a prazo e não tinha risco, por, "o risco ser banco,” atuou em violação dos seus deveres e, por isso mesmo, de forma ilícita, sendo que esse comportamento foi decisivo e causal na produção dos danos, pois que, foi com base na informação de capital garantido e sem risco que o autor deu o seu acordo na aquisição do mencionado papel comercial, senão de outro modo não trocava a aplicação do capital em depósito a prazo, pela aplicação em obrigações, como veio a suceder.11 	De modo que, a atuação do Banco consubstancia, pelo menos, a situação de culpa grave já que estamos perante técnicas de venda agressivas, mediante a utilização de informação enganosa ou ocultação informação, com o intuito de obter a anuência do cliente a determinados produtos de risco que este nunca subscreveria se tivesse conhecimento de todas as características do produto, nomeadamente se soubesse que nem sequer o capital investido era garantido.12 	Nesta medida, falecem, as conclusões apresentadas pelo recorrente, impondo-se a confirmação da sentença impugnada e, como tal, a improcedência do recurso.