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23- Mal andou o Tribunal a quo, no descrédito que dá à factualidade relativa ao alheamento da recorrente no que concerne à gestão do condomínio, estribando a sua decisão na postura da arguida em julgamento, nos depoimentos de varias testemunhas, co-administradores que ao longo do ano de 2009 a interpelaram para prestar contas, ao que esta se escudava, protelando reuniões, na sua presença nas assembleias, no seu nível de literacia e no facto de o arguido possuir uma conta de que era único titular que nunca utilizou para depósito de verbas do condomínio, o que, no entender do Tribunal a quo seria normal se estivesse a tentar esconder alguma coisa á arguida, para desvalorizando os declarações da própria, do arguido e o depoimento do filho de ambos.