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Ora, atenta a proximidade da via junto da habitação dos Autores, e não tendo sido implantado junto da mesma habitação nenhum equipamento no âmbito da protecção do ambiente da poluição ambiental - ruído e gases provenientes dos veículos, julgamos que ou o caderno de encargos que a Ré submeteu à concorrência para efeitos de apresentarem preço para execução do Lanço da A29, já não previa a sua execução designadamente, porque a habitação dos Autores ia ser demolida para execução da via, e portanto, que nunca a Ré pensou que a mesma se viesse a manter aí, e assim, a desnecessidade de aí implantar equipamentos de protecção ambiental, ou então, se o caderno de encargos os previam e não foram executados, tal não pode deixar de ser da responsabilidade da Ré, de prover por essa instalação, e assim não tendo sido feito, com culpa sua, porque na decorrência da sua função de fiscalização da actividade da Concessionária na execução da A29 por si ou através de empreiteiro, tal não podia deixar de ser notado, e implementado, quanto mais não fosse, no momento em que foi efectuada a vistoria ao lanço da A2  E continuou: julgando o Tribunal, por experiência de vida, que após a abertura da via ao tráfego rodoviário, que a implementação de painéis acústicos e de segurança para protecção da habitação emergia como absolutamente necessária, em face da real situação de facto em que a habitação veio a ficar situada relativamente à A29, no limite, aquando da realização da vistoria para decisão sobre a abertura da via ao tráfego rodoviário, a Ré deveria ter avaliado e imposto essa realização à Concessionária, sendo que, dos autos não consta, pois nada por si foi sequer alegado, que assim a Ré tenha avaliado e decidido, e que de tanto notificou a Concessionária, só que a mesma não realizou esses trabalhos.