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Ora, se bem que a arquitectura da escola primária, do tempo do Estado Novo, assim como os dois espigueiros identificados ao longo do canal do traçado da via, sejam relevantes do ponto de vista da história do nosso património enquanto Povo, não podia a Ré deixar de prestar atenção ao modo e termos como um punhado de seres humanos ia passar a viver na proximidade da Auto estrada, a cerca de, por média, 150 centímetros, quando é certo que lhes deu a saber e a conhecer e quanto a parte significativa do seu direito de propriedade, designadamente a sua habitação que a Auto estrada ia passar sobre a sua propriedade, e com isso os Autores tinham de se conformar, pois que a Ré estava investida com poderes, com prerrogativas de direito público para entrar na posse do terreno dos Autores, mediante indemnização pelo imposição desse sacrifício sobre a sua propriedade, montante que os Autores não chegaram a receber, apenas porque discordaram, legitimamente, quanto ao montante que a Ré lhes propôs em sede de indemnização, tendo esse aspecto ganho foros judiciais, pois que a definição desse quantum foi relegado para apreciação e decisão por um colégio de peritos nomeados pelo Presidente do Tribunal da Relação do Porto.