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Efetivamente, não só não existe qualquer suporte documental do qual resulte de forma expressa que o R. deu conhecimento à A. de que a declaração de utilidade publica não abrangeria as parcelas 96S, 96BS1 e 96BS2, como o depoimento da testemunha , não mereceu credibilidade, na medida em que não esteve presente na alegada primeira reunião  em que era esclarecido o estatuto das parcelas sobrantes, referindo-se a algo que em regra ocorreria, mas não logrando esclarecer - por falta de conhecimento direto - se tal havia ocorrido perante a A.  Quanto aos pontos 15 a 16 dos Factos provados, não obstante a circunstância apta a diminuir a sua credibilidade interesse na, valoraram-se as declarações de parte da A. e na medida em que foram consonantes com a demais prova produzidos por se revelarem concretizadas e espontâneas, aliados à prova indiciária resultante da convocação das regras da experiencia, enquanto regras que se extraem por indução das ocorrências do mundo natural e da convivência humana e estão presentes na explicação que torna inteligível a passagem de um estado de facto a outro estado de facto, especialmente por referência aos documentos 33 e ss.