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Invoca ainda o A. que a 1 Ré manifestou de forma inequívoca a sua intenção de não manter o Autor ao seu serviço e a 2 Ré, de forma inequívoca, declinou assumir a continuidade da relação laboral com o Autor, tendo-se verificado o despedimento de facto do Autor e que é ilícito por não ter sido precedido do respectivo procedimento, tendo o Autor direito à indemnização por todos os danos patrimoniais causados, bem como à sua reintegração no estabelecimento da Ré, sem prejuízo da sua categoria e antiguidade, tendo ainda direito a exigir, como exige o pagamento das retribuições que deixou de auferir desde o despedimento e até ao trânsito em julgado da decisão do tribunal que declare a ilicitude, sem prejuízo das deduções previstas no n2 do art.390 do CT. Alega, também, que devido à conduta da entidade empregadora no período que mediou o despedimento 01/02/2019) e 15 de Abril de 2019 está privado de qualquer rendimento, nomeadamente, do seu salário e, em consequência directa e necessária do comportamento ilícito da entidade empregadora, sente-se triste e deprimido, vem sofrendo dificuldades em fazer face aos encargos normais da vida doméstica, sente-se humilhado, por se ver forçado a pedir auxílio financeiro a terceiros, sente-se diminuído na sua dignidade e capacidade e sente-se ferido na sua dignidade por se mostrar forçado a bater de porta em porta em procura de trabalho, sendo que a retribuição, por si, auferida era o principal meio de sustento do seu agregado familiar, provocando-lhe uma forte depressão nervosa e perdeu o sono, vendo-se acometido de desespero.