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Não basta, no entanto, a simples capacidade para o trabalho, sendo ainda necessária a possibilidade real de efetiva ocupação laboral, dada a dificuldade com que se pode deparar em encontrar posto de trabalho em consequência do desemprego e da crise económica.---------  Tecidas tais considerações a propósito da obrigação de alimentos entre ex-cônjuges, importa antes de mais atentar no que a esse respeito foi alegado pela reconvinte.--------  ) Discutida a causa, ficou provado, com relevo, que desde novembro de 2013, é a ré quem suporta integralmente a prestação bancária, de montante não concretamente apurado, relativa ao empréstimo que o casal contraiu para construir a casa de morada de família, sendo que em 12 de dezembro de 2013 o dívida ao credor hipotecário ascendia ao montante de €: 5424,35 cinquenta e seis , quatrocentos e vinte e quatro euros e trinta e cinco cêntimos).---------  Mais, ficou provado que em março de 2013, o vencimento do autor rondava a quantia mensal líquida de euros, ao passo que o da ré, em setembro de 2013, correspondia ao salário mínimo nacional.-------  Finalmente, ficou provado que a ré suporta, ainda, todas as despesas com a sua alimentação, vestuário e habitação, de montante mensal não concretamente apurado, recorrendo por vezes à ajuda de familiares.------  ) Na verdade, como acima se deixou dito, a obrigação alimentar entre os ex-cônjuges não apresenta, hoje, uma feição indemnizatória, mas prossegue, tão-só, o objectivo de fazer face às carências económicas do credor.--------  Por essa razão, é condição da constituição de tal direito a favor do ex-cônjuge, na sequência do divórcio, a ausência de possibilidades de prover à sua subsistência.---------  Ora, estando demonstrado que a ré apenas aufere o salário mínimo nacional, não foi alegado nem ficou provado que, com isso, a mesma não consiga prover à sua subsistência.