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As razões enunciadas pelo Tribunal a quo na sentença recorrida e que sustentaram a referida decisão assentam essencialmente nas seguintes circunstâncias:  - a jurisprudência maioritária não estabelece nenhuma correlação entre os garantes e o plano de recuperação/revitalização empresarial de uma sociedade, in casu a sociedade "Y”, tendo por base uma interpretação extensiva do artigo 21, n.4, do CIRE, onde se prevê que: as providências previstas no plano de insolvência com incidência no passivo do devedor não afetam a existência nem o montante dos direitos dos credores da insolvência contra os codevedores ou os terceiros garantes da obrigação, mas estes sujeitos apenas podem agir contra o devedor em via de regresso nos termos em que o credor da insolvência pudesse exercer contra ele os seus direitos, partindo da premissa que de que em tudo o que não esteja especificamente previsto em regime especial, se aplicam as regras gerais do processo de insolvência; - a decisão de suprimento seja a do primeiro "SIREVE”, seja a do, apenas implica que se produzam os efeitos estabelecidos no CIRE para o plano de pagamentos; no que concerne à responsabilidade dos avalistas, como sucede com os embargantes/executados.