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Os recorrentes insurgem-se, em segundo lugar, contra o segmento da sentença que julgou improcedente o pedido de anulação da deliberação que renovou, com eficácia retroactiva, as deliberações tomadas na assembleia geral extraordinária da requerida em 9 de Fevereiro de 2018, concretamente a que destituiu todos os membros do conselho de administração e a que elegeu um novo conselho de administração para completar o triénio 2016 com a seguinte composição: presidente –, vogais: A e R; vogal suplente - R.  Laborando também aqui no pressuposto da alteração da matéria de facto, os recorrentes imputam à sentença a violação do disposto no artigo 28, n. 1, do CSC, com base na seguinte linha argumentativa:    Aquando da convocação da assembleia de 9 de Fevereiro de 2018 não foi disponibilizada aos accionistas qualquer informação relativa aos novos administradores a designar, designadamente a informação relativa às suas qualificações profissionais, com indicação das actividades profissionais exercidas nos últimos cinco anos, designadamente no que respeita a funções exercidas noutras empresas ou na própria sociedade e do números de acções de que são titulares, em particular quanto às novas administradoras, R e R   Que importaria que no procedimento prévia à realização da assembleia geral tivesse sido acautelada a disponibilização antecipada dessa informação o que não se verificou, pois a informação relativa às novas administradoras apenas foi disponibilizada no início da assembleia geral;   Que apesar de a sociedade ter sítio na internet, nunca tal informação aí foi disponibilizada.