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A factualidade provada a ponderar é a seguinte: À data do acidente o Autor exercia as funções de responsável de toda a área comercial da firma Lda., nomeadamente, na vertente de obras e manutenção e auferia uma remuneração mensal, composta por uma retribuição fixa de €200,00 mensais e de uma retribuição variável regular e permanente designada por "deslocações”/ajudas de custo de €900,00 de média mensal – facto PP..  A Ré pagou ao Autor a título de perdas salariais por incapacidade temporária e absoluta para o trabalho a quantia total de €2496,09, tendo em conta apenas a retribuição base auferida pelo Autor no valor mensal de €200,00 – Facto QQ..  O exercício da actividade profissional pelo Autor, antes do acidente, implicava, deslocações constantes, no país e no estrangeiro, umas vezes de carro, outras vezes de avião; em média, o Autor deslocava-se, semanalmente, uma vez – facto RR..  Depois do acidente, o Autor A......, deixou de fazer essas deslocações e, aquelas que efectua, raramente, só o consegue com enorme dificuldade – facto SS..  O Autor desde que retomou o trabalho, nunca mais recebeu o valor mensal médio de €900,00 relativo a "deslocações” – facto UU..  Sendo o Autor .