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A massa insolvente destina-se primordialmente à satisfação das suas próprias dividas créditos sobre a, e apenas depois aos créditos sobre a insolvência, e abrange "todo o património do devedor à data da declaração de insolvência, bem como os bens e direitos que este adquira na pendência do processo, só sendo, no entanto, os bens isentos de penhora integrados na massa insolvente se o devedor voluntariamente os integrar e a impenhorabilidade não for absoluta” Luis Manuel teles de Menezes Leitão, Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas Anotado, Almedina, 2017, 9 Edição, p. 131 e Direito da Insolvência, Almedina, 2018, 8 Edição, p.. Decorre ainda do disposto no artigo 81 n. 1 do CIRE que a declaração de insolvência sem prejuízo do disposto no título priva imediatamente o insolvente, por si ou pelos seus administradores, dos poderes de administração e de disposição dos bens integrantes da massa insolvente, os quais passam a competir ao administrador da insolvência; e ao devedor fica interdita a cessão de rendimentos ou a alienação de bens futuros suscetíveis de penhora, qualquer que seja a sua natureza, mesmo tratando-se de rendimentos que obtenha ou de bens que adquira posteriormente ao encerramento do processo n.. O efeito primordial da declaração de insolvência quanto ao devedor é de natureza patrimonial e reflete-se nos seus poderes de atuação nesse domínio da sua esfera jurídica; por força do estabelecido no n. 1 deste preceito, quanto aos bens compreendidos na massa insolvente, e tal como definido no referido artigo 46, o devedor fica privado dos poderes de administração e disposição e os poderes de que o devedor fica privado são atribuídos ao administrador de insolvência Luis A. de Carvalho Fernandes/João Labareda, Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas Anotado, Quid Juris, 2013, 2 Edição, p. 431; Maria do Rosário Epifânio, Manual de Direito da Insolvência, Almedina, 2019, 7 Edição, p. 111 a 121; Catarina Serra, Lições de Direito da Insolvência, Almedina, 2018, p. 141 a. Tal como se refere no despacho recorrido "o quinhão hereditário da insolvente na herança por óbito da inventariada passou a integrar a massa insolvente no momento da declaração da insolvência, quando a abertura da sucessão ocorre em momento anterior àquela declaração, ou em momento posterior, quando o óbito e abertura da sucessão ocorre após a declaração de insolvência e na pendência do” e "o direito integrado na referida massa corresponde a uma quota-parte da insolvente no património da herança da inventariada, ou seja, o seu quinhão hereditário”.