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Sintetizando, entendemos que o despacho recorrido de 22021, não violou o preceituado no art 97/5 do P.P nem o art 205 da CRP, porquanto se encontram aí explicadas por simples remissão para o despacho do P ao qual adere na íntegra) as razões que fundamentam a tomada de posição do Tribunal a quo sobre o peticionado pelo P. Por outras palavras, a Sr Juíza titular do processo, limitou-se a fundamentar a sua decisão de considerar ter o processo natureza urgente com base no risco da prescrição do procedimento e de oficiar ao Banco de Portugal para obtenção da informação bancária necessárias referente às contas da sociedade arguida com levantamento do sigilo bancário) nos termos solicitados pelo P. Desta forma resulta claro que aderiu na íntegra às razões de facto e de direito, que já haviam sido apresentadas pelo P na sua promoção de 12021 e que dá por reproduzidas no seu despacho de 22021, abstendo-se de as reproduzir aí, para evitar ser redundante e não deixando assim qualquer dúvida quanto ao sentido da sua decisão.