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Na situação em apreço, na petição inicial de ação administrativa para a efetivação de responsabilidade extracontratual por danos resultantes do exercício da função administrativa, a autora alegou que o Serviço de Finanças da Moita, no âmbito do Processo de Execução Fiscal n 2, para cobrança coerciva de dívidas da sociedade executada devedora originária «R, Lda», provenientes de Contribuições para a Segurança Social dos períodos de 1990-08-01 a 1994-03-31, em que a autora figurava como executada por reversão, na qualidade de responsável subsidiária, após prescrição das dívidas ocorrida em abril de 2006 apenas declarada por despachos de 12016 e de 22016, omitindo a AT esse dever até então), praticou posteriores atos administrativos de cobrança coerciva – penhora de saldos das contas bancárias, penhora das pensões de reforma, retenção dos reembolsos de IRS dos anos de 2006, 2007, 2012, 2013, 2014, 2015, suspensão dos benefícios fiscais considerados na liquidação da declaração de IRS respeitante aos rendimentos dos anos de 2002 e de 2003 - que a lesaram, causando-lhe danos patrimoniais, no valor de €: 7714,47 acrescido dos montantes a indicar pela AT e que resultaram da suspensão dos efeitos dos benefícios fiscais nos anos de 2002 e de 2003, e danos não patrimoniais, no valor de €: 6000,0               A autora especificou os danos patrimoniais – lucros cessantes nos seguintes termos: ·	€: 1078,50, resultante da penhora do saldo da conta bancária da autora na Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, aplicado PEF n 2 em 12006; ·	€: 3723,31 resultante da penhora das pensões da autora, efetivadas desde 12010 até ao ano de 2016, ·	€: 1492,24 resultante da retenção dos reembolsos do IRS dos anos de 2006 a 2015, devidos à autora em virtude da liquidação do IRS; ·	A acrescer dos montantes a indicar pela AT a liquidar em execução de sentença, acrescidos dos respetivos juros indemnizatórios até efetivo pagamento, e que resultam da suspensão dos efeitos dos benefícios fiscais mencionados nas Declarações de IRS dos anos de 2002 e de 2003; ·	€: 1415,42 de juros indemnizatórios calculados até dia 2017 e os que se vencerem após esta data sobre os mesmos montantes.