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Acórdão da Relação de Coimbra de 17 de setembro de 2013, disponível lem www.dgsi.pt); 1 Em Acórdão de 4 de dezembro de 2008, disponível em www.dgsi.pt, o Tribunal da Relação do Porto explica que "a concessão progressiva de uma liberdade de movimentos, em função da maturidade e sentido de responsabilidade manifestado pelo menor em cada momento, é inevitável e é essencial à formação correta da sua personalidade e, como tal, o cumprimento do dever de vigilância por parte dos pais, relativamente a um filho de 15 anos como era aqui o, não exige – nem poderia exigir –que os pais "controlem” e "fiscalizem” todos os movimentos do filho de forma a impedir, em todo e qualquer momento, que o mesmo pratique qualquer ato lesivo”; 1 No caso em apreço, atendendo à escassa informação que possuíam sobre aeronaves de recreio e lazer, os Recorrentes fizeram tudo o que estava ao seu alcance para salvaguardar a segurança da filha menor, porquanto, conforme resulta da matéria vertida ponto 7 dos Factos Provados, o Recorrente AA "acompanhou a menor até à aeronave, certificando-se que a mesma colocava os auscultadores e os cintos de segurança”, os únicos procedimentos que lhe foram transmitidos pelo Recorrido a quando do seu próprio batismo de voo; 1 Na data da ocorrência do acidente dos autos, a menor tinha 14 anos, sendo o seu caráter forte, a sua personalidade estruturada e a sua maturidade elevada, conforme decorre da matéria vertida no ponto 35 dos Factos Provados, pelo que não necessitava de constante vigilância e acompanhamento parental em todas as atividades que realizasse; 2 Tomando em consideração a idade da menor na data do acidente, as suas anteriores experiências em viagens de avião, e a sua personalidade e maturidade fortes, os Recorrentes não poderiam antever que fosse necessário dar-lhe quaisquer indicações quanto às concretas funções do comando da aeronave que, como se demonstrou, ou quaisquer instruções concretas quanto ao comportamento a adotar dentro da aeronave ou sobre as sensações que iria enfrentar na descolagem; 2 Da discussão da causa não resultou provado que os Recorrentes "deviam saber que a menor não possuía a capacidade e maturidade para ter um batismo de voo”, tendo presente, designadamente, as características da sua personalidade e a sua experiência em anteriores viagens de avião Cfr.