Legal Document Excerpt:

No essencial, e designadamente no tocante à factualidade provada  inserta nos itens de facto ns 13, 27, e 33  relacionada com a saída de trabalhadores da Autora para a 2d Ré, alicerçou a primeira instância o seu JULGAMENTO  de improcedência em razão de não se ter demonstrado "contudo, por um lado, que as rés tenham empreendido um processo de recrutamento aliciando os trabalhadores que saíram da autora com o propósito de desorganizarem a sua actividade, sequer em termos de terem previsto essa possibilidade, nem que os trabalhadores tenham sido contactados pelas rés para lhes oferecerem lugares de monitores na 2 ré, para além de que tal movimento de saída de colaboradores da autora não se processou num curto espaço de tempo que permita concluir ser idóneo a desorganizar a actividade da autora.” A coadjuvar o mesmo julgamento, adianta a primeira instância que "Ademais, igualmente não ficou demonstrado que através dessas contratações se tenham as rés apropriado de informação comercial da autora sob sigilo, sem prejuízo dos conhecimentos que foram adquiridos através da formação ministrada aos seus monitores que, pelo menos em parte, será deles indissociável e naturalmente aproveitará às empresas concorrentes da autora onde futuramente venham a trabalhar.”.