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3 A redação das conclusões de recurso é carecida de organização e estruturação pelas seguintes razões:a)São impressas em letras de pequena dimensão, espraiam-se por 13 páginas e englobam 73 conclusões, das quais 29 são atinentes à impugnação do julgamento da matéria de facto levado a cabo pela Digna 1 Instância, estando seccionadas em 4 segmentos conclusões 9 a 33, conclusão 36, conclusão 43 e conclusões 48 a;b)A indicação dos factos impugnados pela A. é formulada nas conclusões 48 pontos de facto dados como provados,, e) e 49 ponto de facto provado, de modo totalmente "desgarrado” da indicação em bruto das provas em que se diz basear para impugnar a decisão de facto da 1 Instância;Fora o caso da impugnação do ponto de facto provado 44, a A. jamais indica concretamente por facto impugnado os documentos em que sustenta a sua posição; Em qualquer caso, inclusivamente no que tange à impugnação do facto 44, os documentos são apresentados genericamente "recibos” conclusão ou "atas de início dos anos letivos de 1995 a 2015” conclusão, sem jamais os referenciar concretamente, seja por ano letivo, número de junção aos autos, data, etc., apesar de cada um deles se reportar especificamente a um dado ano letivo, sendo ainda certo que os documentos juntos aos autos somam várias dezenas e dos quais, caso das "atas”, cada um deles é integrado por várias folhas; Igual se diga dos excertos das gravações dos depoimentos das testemunhas conclusão, que são cerca de 36 e somam o total de mais de hora e meia de gravação, em que não referencia, nem concretiza, muito menos com rigor e concretude, o ponto de facto que pretende ver alterado à luz desses excertos de depoimentos; Aliás, como se infere do início do conteúdo gramatical da conclusão 17 das alegações de apelação da A, os meios de prova aí mencionados destinavam-se a fazer dos dois novos factos propostos por esta conclusão, e não para aparente e propriamente justificar a impugnação dos pontos,, e da decisão sobre a matéria de facto da Digna 1 Instância; Sendo certo que as conclusões estão referenciadas numérica e sequencialmente, faz remissões enigmáticas para o ”ponto relativamente a matéria que não consta do elenco de factos provados” conclusão, ou para "b) Factos que constam do elenco da matéria julgada não provada e que deveriam ser dados como provados conclusão sem nunca indicar específica e numericamente a conclusão em que menciona esses ditos "pontos e; Tanto defende em sede da conclusão 48, que os pontos de facto dados como provados,, e deviam ser dados como não provados, como diz contraditoriamente que ...”deveriam ser alterados no sentido mencionado no ponto, pelas razões aí invocadas, deixando de estar no elenco da matéria provada nos moldes em que estão formulados”; Mas, assim sendo, resta questionar qual é a efetiva e específica "decisão que, no seu entender devia ser proferida sobre as questões de facto impugnadas”, tal como dispõe a al.