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Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 112010, relatado por Cecília Agante, no processo n. 243/01TJPRT-G.P1)  Prosseguindo na análise deste artigo, deve salientar-se ser "pacífico, na doutrina e na jurisprudência que no n. 2 do artigo 186 se estabelecem presunções de culpa iuris et iure, de efeito automático que, não admitindo prova em contrário, conduzem necessariamente à qualificação da insolvência como culposa”: "os factos aí previstos fazem necessariamente concluir por um juízo de culpa e, uma vez verificados, a lei faz presumir, de forma inilidível a culpabilidade na insolvência e o nexo de causalidade entre esse facto e a criação ou agravamento da situação de insolvência; tais factos contêm já um juízo normativo de culpa, de imputação subjetiva de um comportamento desvalioso ao administrador, pelo que a lei presume a demonstração do nexo causal entre a atuação e a situação de insolvência ou o seu agravamento”.