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5 - Do mesmo modo, nada existe nos autos que permita dar-se como provado o facto sob o n 33 - riscos de perder o património por causa dos negócios, acrescendo que nada se extrai nesse sentido do depoimento da recorrente, Maria  - 00:00:01 a 00:30:12, em  14h28m55s a;  6 - A qual, de forma categórica, a instância do mandatário da recorrida 00:08:30) referiu que à data da doação de , os doadores e aqui recorrentes, Maria  e João , não tinham negócios, dívidas ou credores;  7 - De igual modo, têm que dar-se como não provados os factos dados como provados de 34 a 36, como resulta do depoimento de Maria  - 00:00:00 a 01:13:14, em  14h25m43s a, referindo que era casada em comunhão geral de bens com João  , que não tinham herdeiros directos e que a recorrente, Maria  era a sobrinha do coração do casal 00:05:00 a 00:08:0);  8 - Articulando estes depoimentos com os factos dados como provados de 81 a 8 que não houve filhos do casamento da  e João , que nenhum destes tem filhos, que mantêm uma relação muito próxima e familiar com a recorrente, Maria , que são padrinhos da filha desta, Ana , e que a recorrente, não possui quaisquer descendentes ou ascendentes e que à data da doação possuía apenas a sua mãe viva, mas já de avançada idade - octogenária;  9 - É de mediana clareza que tal doação não foi fictícia, não havia ou se divisavam negócios que pudessem correr mal, nem existiam quaisquer credores que pudessem ser prejudicados;  10 - Sendo pacífico, por outro lado, que o que constitui a causa de pedir dos presentes autos é o crédito da recorrida, apenas constituído em 2007;  11 - Relativamente ao facto dado como provado em 40, o valor de € 31183,33 deverá ser corrigido, como sucedeu com o facto no n 39, isto por que, estava apenas em causa o quinhão hereditário do pai da recorrente, Maria , porquanto a mãe era ainda viva, pelo que tal valor deverá ser corrigido em conformidade;  12 - Relativamente aos factos 41 a 44, omite a decisão recorrida um facto relevantíssimo, constante em documento - a escritura da doação, e que tem que ser dado como provado: os réus, João  e Maria  ficaram usufrutuários de tais prédios.