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89 dos autos, onde substituiu a pena de multa em que o arguido G. foi condenado por 55 horas de trabalho;   Tal questão já havia sido apreciada em igual anterior requerimento e indeferida, por posição contrária manifestada pelo arguido já junto da DGRSP aquando da solicitação para elaboração do competente plano;   O arguido manifestou junto daquela entidade que iria diligenciar pelo pagamento faseado da multa, o que nunca requereu, nem nada pagou;   Não pode pois, quando notificado pessoalmente para explicar o motivo do não pagamento da multa sob pena de conversão em prisão subsidiária, dirigir-se à DGRSP e solicitar nova substituição de prestação de trabalho;   Também não pode a DGRSP, por sua iniciativa, elaborar o competente plano, quando já anteriormente havia sido indeferido o pedido;   De igual modo, não podia o Mmo Juiz a quo voltar a apreciar a questão e autorizar nova substituição da multa por prestação de trabalho, sem que houvesse sido arguida qualquer nulidade no anterior despacho ou invocada qualquer alteração superveniente das circunstâncias que justificasse a apreciação de novo requerimento;   Não pode pois, o arguido, a seu belo prazer, escolher e impor ao Tribunal qual a modalidade da pena que pretende cumprir, variar temporalmente na sua opção, alternadamente, ou seja, determinar de sua iniciativa o tempo, o modo e o local, subvertendo o carácter e finalidade da pena que lhe foi aplicada;   A pena de multa terá sempre que representar algum significado e sacrifício económico para o condenado, sob pena de, assim não sendo, se desprestigiar tal pena, que acabará por perder validade e deixará de assegurar a vigência da norma violada;   O mesmo se diga relativamente à substituição da pena de multa pela prestação de trabalho, não podendo em nenhuma das situações significar uma despenalização nem mesmo o esvaziamento dos fins das penas;  1 A decisão recorrida violou assim o disposto nos arts.