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Recorrendo a experiência jurisprudencial nesta matéria registamos a existência de um acórdão que se pronunciou sobre a questão, concretamente o acórdão da Relação de Coimbra de 1201314 que o apelante invoca abundantemente em arrimo da sua pretensão, no qual se considerou que "o jogo do paintball consubstancia uma actividade perigosa, em particular devido à força com que as munições são projetadas”, acrescentando que tal perigosidade é "tanto maior quando o jogo é praticado nas circunstâncias descritas nos autos, ou seja, sem que haja uma zona em que os jogadores que já terminaram de jogar e continuam a assistir ao jogo e demais pessoas que assistam ao evento possam estar resguardados de qualquer bola perdida que as possa atingir”.