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–Lendo com atenção a argumentação desenvolvida na sentença recorrida para fundamentar o decreto judicial que a culmina, facilmente se constata que as razões que justificam essa decisão são as seguintes: a)-o princípio activo protegido pela EP 211 "dapaglifozina”, à data do pedido de CCP 629 15/07/2014), tinha já sido objecto de um certificado de protecção complementar CCP 531, concedido em 04/10/2013); b)-não é necessário que a recorrente peça um segundo CCP para proteger o princípio activo "dapaglifozina”, pois este encontra-se já protegido pelo CCP 531 e tem indicação terapêutica análoga à do CCP 629 sendo certo que, quando o CCP 531 expirar a recorrente não poderá opor-se, em relação com a patente base que serviu de fundamento à sua emissão à comercialização, por terceiros, do principio activo que foi objecto de protecção conferida por esse CCP, o que implica que após essa data, esses terceiros devem ter a possibilidade de introduzir no mercado não apenas medicamentos que consistem nesse principio activo anteriormente protegido mas também qualquer medicamento que contenha o referido principio activo em associação com outro principio activo que não está protegido, enquanto tal, por esta patente, nem por outra; )-a interpretar-se a alínea do art.