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Concordamos pois inteiramente com as considerações ali feitas, por traduzirem uma acertada e fiel leitura da realidade e podemos desta forma concluir que o quantum da pena concreta fixada aos três arguidos, não vai além do grau da sua culpa e é adequada a satisfazer as exigências de prevenção geral que são elevadíssimas, bem como as exigências de prevenção especial, igualmente elevadas atentas as personalidades de todos os agentes e os contornos que apresentou o seu modus operandi no caso presente, não obstante a juventude de dois dos arguidos  e e a primariedade de outros dois NS e. Não existem também razões que permitam diferenciar o quantum da pena concreta entre os três arguidos, uma vez que todos agiram em co-autoria, tomando parte directa na execução do crime, de acordo com um plano comum e com o mesmo objectivo de se apropriarem de bens que sabiam não lhe pertencer, não tendo sido possível apurar qual o papel exacto de cada um na execução conjunta desse plano e ainda pelos motivos claramente enunciados na 1 instância, com as quais concordamos, conforme passagem a seguir transcrita:  ") Acresce que, se por um lado, os arguidos MS e NS são mais jovens e, à partida mais permeáveis a condutas desajustadas, o arguido JS, sendo mais velho, parece ser uma pessoas mais integrada na comunidade onde reside, motivo pelo qual, não se associando o crime à idade dos arguidos, mas antes às dinâmicas vivenciais dos grupos e de bairro com problemas criminais, se entende não ser de diferenciar a pena concreta a aplicar a cada um deles.” Ou seja, foi devida e oportunamente ponderado na 1 instância, o conjunto dos factos praticados pelos agentes, o dolo directo e as consequências das suas condutas ilícitas, bem como o respectivo percurso de vida e personalidade evidenciada ao longo tempo, como claramente ficou expresso no Acórdão recorrido.