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13- Donde, não sendo possível a entrega voluntária do imóvel, tem a Exequente que recorrer aos presentes autos executivos de entrega de coisa certa, para os quais na qualidade de cabeça de casal da herança aberta por óbito do seu falecido marido tem legitimidade, de acordo com o estipulado no n. 1 do artigo 2089 do Código Civil que preceitua que o "Cabeça de casal pode pedir aos herdeiros ou a terceiro a entrega dos bens que deva administrar e que estes tenham em seu poder e usar contra eles de acções possessórias a fim de ser mantido na posse das coisas sujeitas à sua gestão ou a ela restituído" 14- Assim, fundamentando-se a presente execução em decisão judicial de condenação da entrega de coisa certa, Requer a Exa que se digne nos termos do n. 3 do artigo 626 do CPC a realizar a entrega da fração autónoma melhor identificado em 2 do presente requerimento propriedade da herança aberta por óbito do falecido marido da Exequente e que esta é cabeça de casal, imóvel que não é nem constitui a casa de morada de família do aqui Executado, e uma vez feita tal entrega, notificar o Executado para deduzir a Oposição, seguindo-se, com as necessárias adaptações, o disposto nos artigos 855 e seguintes do P.”A primeira das questões enunciadas alude a uma eventual nulidade da decisão recorrida, por esta afirmar que o articulado dos embargantes está afectado por um vício que determina a sua inadmissibilidade e a consequente absolvição da da instância, mas acabar por decretar o indeferimento liminar dos embargos, que os ora apelantes interpretam como uma decisão de mérito, designadamente de absolvição do pedido, com a consequência de ficar inviabilizada a repetição da causa, mesmo que superado aquele vício.