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É certo que tal obrigação ficou condicionada à eventualidade da revogação da aludida escritura pública de 29-12-201 Porém, resulta ainda da referida "Declaração” que os ali primeiros e segundos outorgantes se vincularam expressamente no referido documento a revogar a mencionada escritura pública, com todas as consequências legais, designadamente a restituição do imóvel transmitido e a entrega do remanescente do preço, na importância de 2000,00€, na hipótese de, por via judicial ou extrajudicial, não lograrem obter o alargamento do conteúdo da servidão constituída, por forma a proceder a intervenção na faixa de terreno onerada com a servidão tornando-a apta ao trânsito permanente de pessoas e veículos automóveis, do que resulta, ainda que indiretamente, o interesse da referida sociedade de mediação imobiliária na eventual declaração de nulidade da "Declaração” que corporiza o acordo dos restantes intervenientes quanto à revogação da escritura pública de compra e venda outorgada pela ora autora e  réu e o  réu no dia 29-12-201 Por outro lado, a testemunha P. solicitadora de profissão, e amiga da autora e do  réu F. evidenciou ao longo do seu depoimento um relacionamento de grande proximidade e solidariedade com a autora e marido, ora  réu, certamente por via da duradoura relação de amizade "desde sempre” mantida com o casal, circunstâncias que facilmente se constatam mediante a audição do registo da gravação do respetivo depoimento e que não deixaram de ser ponderadas pelo Tribunal a quo no âmbito da valoração da credibilidade de tal depoimento, em sede de motivação da decisão de facto constante da sentença recorrida.