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h)	Parece, pois, curial que se conclua que o presente recurso é essencial para uma melhor aplicação do direito dado que é uma situação passível de se repetir no futuro e a decisão proferida sugere fundadas dúvidas que geram incerteza e instabilidade na resolução dos litígios e no comportamento que deve ser adoptado, quer por administração, quer por administrados estando verificados os pressupostos elencados no artigo 28, do CPPT; )	Assim, a questão essencial é a de saber se nas circunstâncias factuais descritas, estando em causa correcções técnicas ou meramente aritméticas, e atento o disposto no artigo 7, da LGT, a Autoridade Tributária e Aduaneira pode basear-se em indícios não tendo que fazer prova dos factos que alega e que são essenciais à sua pretensão de tributação adicional; j)	Desde o primeiro momento que a Recorrente invoca desconhece que estar em causa e que a Recorrida não demonstrou que as mesmas foram recebidas, registadas contabilisticamente e transpostas para as declarações fiscais; k)	Isto num enquadramento em que resulta da matéria de facto que no procedimento inspectivo de que resultaram correcções meramente aritméticas, dado que a AT sempre considerou que os elementos contabilísticos eram suficientes para o contro directo da matéria tributável), não nas instalações da Recorrente nem qualquer registo; )	E, bem assim, que como afirmado por todas as testemunhas existia nas instalações cópia de todas as facturas recebidas sendo que a Recorrida não manifestou qualquer interesse por tais dossiers – é manifesta a parcialidade dos serviços de inspecção; )	A Autoridade Tributária e Aduaneira não demonstrou que alegadamente e para efeitos contabilísticos e fiscais assim influenciando o resultado fiscal; n)	Ainda que tais facturas existam o que na verdade se desconhece dado que nenhuma cópia foi, se não tiverem sido recepcionadas, registadas na contabilidade e transpostas para as declarações fiscais, são só um papel sem qualquer relevância ou impacto; o)	Esta omissão verifica-se, saliente-se num enquadramento em que a AT considerou que tinha todos os elementos essenciais à descoberta da verdade material e controlo directo da matéria tributável, tendo utilizado correcções técnicas e meramente aritméticas; p)	Tal recepção e utilização - também não consta de nenhum dos factos dados como provados no julgamento da matéria de facto – nem podia por não corresponder à verdade -, pelo que a decisão tem de ser coerente com essa omissão de prova e julgamento da matéria de facto; q)	Assim, a Recorrente não poderia nem teria dado que o ónus da prova não recai sobre, fazer prova de que a transacções reais, dado que por força da omissão probatória da AT desconhece que concretas facturas e transacções possam estar em causa r) Já o Venerando Tribunal Central Administrativo Sul, apreciando recurso interposto pela Autoridade Tributária e Aduaneira no processo n. 2362/18BELRS o julgou improcedente mantendo a douta Sentença que julgou que a ora Recorrida não logrou demonstrar os factos que invoca e sem os quais não se podem manter os actos de liquidação contestados; s)	Nos termos do artigo 7, da LGT o ónus da prova recai sobre quem invoque os factos em abono da sua pretensão; t)	Ou seja, que invoca os factos deve demonstrá-los não indiciá-los) sob pena de tal omissão ter que ser valorada contra si contra quem tinha tal ónus) u)	Sendo aqueles factos – recepção e utilização de facturas - inerentes e justificadores da pretensão da Recorrente era a si quem incumbia fazer a respectiva prova – o que não logrou e contra si tem que ser valorado; )	Na verdade, a Autoridade Tributária e Aduaneira limitou-se a assumir tais factos, como se de um dogma se tratassem; w)	O Acórdão de que se recorre violou, pois, o artigo 7 da LGT sendo prolatado em erro e devendo ser anulado em conformidade x)	Nos termos do disposto nos artigos 26 da CRP, 5 e 5, da LGT, a Recorrida deve exercer as suas funções tendo por objecto último a descoberta da verdade material e a prossecução do interesse público; y)	Era, pois, sobre si que recaía o dever de promover as diligências necessárias à descoberta da verdade material; z)	Da conjugação do artigo 7 da LGT, que promove a distribuição do ónus da prova, com o alegado princípio do inquisitório resulta que a intenção do legislador é a de que o órgão inspectivo promova todas as diligência com vista à descoberta da verdade material, e as demonstre efectivamente; aa) Em suma: a Autoridade Tributária e Aduaneira não logrou demonstrar os factos que subjazem à sua tese; bb) Factos estão a montante da questão de saber se as facturas que possam ter sido encontradas são falsas ou não; ) O que se impunha que a Autoridade Tributária e Aduaneira demonstrasse era que a Recorrida efectivamente recebeu e utilizou tais facturas o que se, pois só assim as mesmas teriam relevância contabilística e impacto fiscal; ) Não tendo a Autoridade Tributária e Aduaneira cumprido o ónus de que a Lei sobre si faz impender é evidente a ilegalidade dos actos de liquidação praticados, não podendo os contribuintes, nem os artigos 7 e 5 da LGT o permitem, ficar à mercê de meras conjunturas; ee) Em suma, o Venerando Tribunal Central Administrativo Sul, admitiu e interpretou o artigo 7 da LGT no sentido de bastar à Autoridade Tributária e Aduaneira adir meros indícios para justificar a sua pretensão de tributação, sem demonstrar os concretos factos que sustentam essa sua mesma pretensão.