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n 246, sentido Portalegre/Arronches;  4 – seguiu circulando na rotunda supra mencionada sem ceder passagem ao Autor, quando este já se encontrava a circundar a mesma, não parando nem reduzindo velocidade;  5 - À data dos factos, a responsabilidade decorrente da circulação do veículo ligeiro de matrícula 12-98-) havia sido transferida, através de contrato de seguro do ramo automóvel, titulado pela apólice n., para a aqui Ré;  6 - O Autor havia transferido toda a responsabilidade decorrente da circulação do veículo motociclo de matrícula 54-)-44, através de contrato de seguro do ramo automóvel, titulado pela apólice n, para a seguradora Companhia de Seguros, S.A.;  7 - Na altura do acidente era dia claro, o tempo estava bom e o piso encontrava-se seco e em bom estado de conservação;  8 - Nas circunstâncias de tempo e lugar descritas o veículo motociclo, de matrícula 54-)-44 foi embatido, na lateral direita, pelo veículo automóvel ligeiro de matrícula 12-98-);  9 - Mercê do embate, o Autor e condutor do motociclo de matrícula n 54-)-44 perdeu o controlo do veículo que conduzia, que foi arrastado e projectado no pavimento, projectando para o chão os seus ocupantes;  10 - Mercê do embate descrito supra, resultaram vários ferimentos no Autor e condutor do veículo motociclo de matrícula 54-)-44, que teve de ser imobilizado e transportado do local da ocorrência, em ambulância, bem como, que nele se fazia transportar no lugar de passageiro;  11 - Na sequência do embate o Autor foi assistido nesse mesmo dia nas Urgências do Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, apresentando múltiplas escoriações, queixas de dor generalizada ao nível da coluna, lombares, pélvicas e membros superiores;  12 - O Autor ficou internado no Serviço de Observação das Urgências do Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, pelo período de 24 horas sendo submetido a exames complementares de diagnóstico, mormente, raio-à coluna, bacia, tórax, ombro e cotovelo esquerdo e tendo tido alta no dia 31 de Julho de 2015;  13 - Mercê do embate referido em 8, o Autor sofreu, além de múltiplas escoriações, fractura tacícula radial, grau de Mason no cotovelo esquerdo;  14 - O Autor foi consultado na especialidade de ortopedia no Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, nos dias 4, 13 e 27 de Agosto;  15 - Após o embate, o Autor esteve limitado nos seus movimentos, dependendo de terceiros para a realização dos actos da sua vida corrente, designadamente, para se vestir, alimentar e para a sua higiene;  16 - O Autor foi acompanhado pelos serviços clínicos da Ré que lhe deram alta no dia 3 de Novembro de 2015;  17 - Após a alta médica dada pela Ré o Autor submeteu-se ainda a diversas consultas de ortopedia e sessões de fisioterapia, tendo despendido, a esse título e em despesas de deslocação a quantia de € 535,41; 18 - Mercê do embate referido em 8, o veículo do Autor sofreu danos, designadamente, partiu as camagens à frente, pousa pés, camagens laterais esquerda e traseira, guiador, conta-quilómetros, suporte da matrícula, protecção do motor, guarda-lamas, tampa lateral esquerda traseira e direita, apoio ao suporte de bagagem, tudo no valor de € 971,92;  19 - À data do acidente, o Autor tinha 22 anos de idade;  20 - Mercê do acidente, o Autor ficou com um déficit funcional permanente de 3%;  21 - Após o embate, o Autor sofreu dores intensas que ainda hoje se prolongam, tendo sido fixado um quantum doloris de 4 numa escala até 7;  22 - Mercê do embate, o Autor sofre dores diariamente, perdeu a força no braço esquerdo e tem os movimentos do braço esquerdo limitados, designadamente, na extensão do cotovelo avaliada em 5 graus;  23 - Mercê do supra exposto o Autor está limitado na prática de exercício físico, tendo deixado de andar de bicicleta e frequentar o ginásio como antes;  24 - Mercê do referido em 21, o Autor faz uso frequente de medicação analgésica e anti-inflamatória;  25 - O Autor obteve uma licenciatura do curso de direcção de orquestra na Escola Superior de Música de, sendo Maestro de profissão, actualmente regente da Orquestra Filarmónica da;  26 - Mercê das dores que sente, o Autor não consegue exercer a sua actividade sem esforço adicional, suportando dores de cada vez que dirige a orquestra;  27 - Mercê do supra referido, o Autor não consegue dirigir uma orquestra por períodos superiores a uma hora;  28 - As limitações de que padece, designadamente, no exercício da sua profissão, bem como as dores que sente causam angústia, tristeza e ansiedade ao Autor;  29 - O Autor apresenta incompetência do esfíncter esofágico inferior, com refluxo biliar transpilórico ligeiro e gastrite ligeira do antro;  30 - No ano 2016, o Autor declarou auferir, a título de rendimentos por conta de outrem, a quantia de € 1053,6   Apreciando agora a questão suscitada pela recorrente – saber se foi fixado, por excesso, o montante da indemnização a pagar pela R. ao A., a título de dano biológico, de danos não patrimoniais e de danos patrimoniais – importa desde já dizer a tal respeito que, na presente acção, o A. alegou factos tendentes a demonstrar a culpa efectiva e exclusiva do condutor do veículo segurado na R. na produção do acidente de viação objecto dos autos, alegando ainda factos tendentes a demonstrar que, em consequência do referido acidente, sofreu danos patrimoniais e não patrimoniais cujo ressarcimento reclama.