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187, n 1, alínea, do RDLPFP.Por acórdão do TAD, proferido em 09 de Outubro de 2019 foi decidido julgar o recurso improcedente.A FCP - SAD apelou para o TCA Sul e este, por decisão sumária datada de 102020 concedeu provimento ao recurso, anulou a decisão de 212018, proferida pelo Pleno do Conselho de Disciplina – Secção Profissional da Federação Portuguesa de Futebol e revogou o julgado do TAD de 01201Desta decisão a Recorrida FPF, reclamou para a Conferência daquele tribunal, e este, com um voto de vencido, por acórdão proferido a 14 de Maio de 2020, julgou improcedente a reclamação apresentada e manteve a sentença da Relatora proferida a 102020 – nulidade do acto por violação dos princípios da culpa e da presunção de inocência.A FPF, inconformada, veio interpor o presente recurso de revista, tendo na respectiva alegação, formulado as seguintes conclusões: « A Recorrente vem interpor recurso de revista para o STA do Acórdão proferido pelo TCA Sul, notificado em 15 de maio de 2020, que revogou o acórdão arbitral proferido pelo Tribunal Arbitral do Desporto em 9 de outubro de 2020 e anulou a deliberação que condenou a ora Recorrida a pagar, a título de sanção disciplinar, o valor total de 773,00€ por infrações disciplinares p. e p. pelos artigos 127, n 1, 187, n 1, alíneas e, todos do Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional;  A questão em apreço diz respeito à responsabilização dos clubes pelos comportamentos incorretos dos seus adeptos por ocasião de jogo de futebol, o que, para além de levantar questões jurídicas complexas, tem assinalável importância social uma vez que, infelizmente, os episódios de violência em recintos desportivos têm sido uma constante nos últimos anos em Portugal e o sentimento de impunidade dos clubes dado por decisões como aquela de que agora se recorre nada ajudam para combater este fenómeno;  A questão essencial trazida ao crivo deste STA – responsabilização dos clubes pelos comportamentos incorretos dos seus adeptos - revela uma especial relevância jurídica e social e sem dúvida que a decisão a proferir é necessária para uma melhor aplicação do direito;  Assume especial relevância social a forma como a comunidade olha para o crescente fenómeno de violência generalizada no futebol – seja a violência física, seja a violência verbal, seja perpetrada por adeptos, seja perpetrada pelos próprios dirigentes dos clubes;  Em causa nos presentes autos estão, essencialmente, comportamentos dos adeptos relacionados com a entrada e deflagração/utilização de engenhos pirotécnicos não permitidos em recintos desportivos no caso concreto, no Estádio da Recorrida em jogo promovido por, e bem assim o arremesso de objectos para dentro do terreno de jogo, entre outros, tudo por ocasião de um jogo de futebol;  São deveres dos clubes assegurar que os seus adeptos não têm comportamentos incorretos, o que decorre dos regulamentos federativos, é certo, mas também da Lei e da Constituição, bastando que os clubes cumpram com deveres previstos nos referidos diplomas;  Admitir, como fez o TCA Sul, que os clubes devem ser desresponsabilizados pelos comportamentos dos seus adeptos – ao arrepio do entendimento de toda a comunidade desportiva e das instâncias internacionais do Futebol, onde esta questão, de tão clara e evidente que é, nem sequer oferece discussão – é fomentar este tipo de comportamentos o que se afigura gravíssimo do ponto de vista da repercussão social que este sentimento de impunidade pode originar;  Esta questão tem conhecido posições contraditórias por parte do TAD, sendo que em mais de trinta e sete processos arbitrais a questão foi decidida de forma contrária à que fez o Tribunal a quo, contra apenas seis em sentido coincidente;  A questão em apreço é suscetível de ser repetida num número indeterminado de casos futuros, porquanto desde o início de 2017 até à presente data deram entrada no Tribunal Arbitral do Desporto mais de 70 processos relativos a sanções aplicadas a clubes por comportamento incorreto dos seus adeptos; 1 Não existe nenhuma crítica a fazer à decisão proferida pelo TAD, ao contrário do que entendeu o TCA Sul; 1 O FCP não colocou, em momento algum, em causa que estes factos aconteceram, colocou em causa, sim, que tenham sido adeptos do FCP os responsáveis pelos mesmos, e bem assim, a alegada violação de vários princípios constitucionais, a saber: princípio da culpa, princípio da presunção de inocência; 1 Tal como consta dos Relatórios de Jogo cujo teor se encontram juntos ao processo arbitral, os Delegados da Liga, bem como as forças de segurança, são absolutamente claros ao afirmar que tais condutas foram perpetradas pelos adeptos do FCP, sem deixar qualquer margem para dúvidas; 1 Com base nesta factualidade, e atendendo à gravidade dos factos perpetrados, o Conselho de Disciplina sancionou a Recorrida em sede de processo sumário; 1 A referida sanção fundou-se, como não poderia deixar de ser, entre outros documentos, no relatório elaborado pelos delegados da Liga.