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1 A Recorrente entende que, em face da prova produzida nos autos – documental, testemunhal e inspeção ao local – se haveria de ter concluído que os Primeiros possuíram o prédio em causa na forma necessária e no tempo suficiente a validar a sua aquisição por usucapião de acordo com a escritura de justificação notarial que, a seu tempo, celebraram, que esta escritura era válida e, desse modo, a Recorrente tinha adquirido o prédio de quem era seu legítimo dono ou, se assim não se entendesse, que a Recorrente exerceu durante mais de 15 anos a posse pública, pacífica, de boa fé, titulada e registada sobre o terreno em causa, pelo que sempre o teria adquirido por usucapião.