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Contudo, - A acusação deduzida pelo Ministério Público, quanto ao elemento subjectivo, continha apenas a seguinte factualidade: - O arguido agiu de forma livre, deliberada e consciente; - Agiu o arguido com o propósito concretizado de molestar a ofendida na sua integridade física e de lhe causar, como causou, dores físicas, medo e angústia, o que quis e conseguiu; - Sabia que as palavras que lhe dirigia bem como as mensagens que lhe enviava a ofendiam na sua honra e consideração, o que quis e conseguiu; - Mais sabia o arguido que o seu comportamento era adequado a afectar a dignidade da ofendida, bem como o seu equilíbrio psíquico, criando nela sentimentos de vergonha, frustração, diminuição, medo e inquietação pela sua vida e integridade física, o que conseguiu; - Sabia o arguido que a sua conduta era proibida e punida por lei.