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No mesmo sentido, ainda que a propósito das deliberações sociais, em termos transponíveis para a situação dos autos, o professor Lobo Xavier faz notar que ") a providência de suspensão das deliberações sociais de modo algum interfere com o prazo para a acção anulatória dos mesmos” Deste modo, o prazo de propositura da acção principal não se suspende ou interrompe com a instauração da acção cautelar de suspensão e no decurso do procedimento da acção cautelar de suspensão há também o decurso normal do prazo para a propositura da ação principal, tanto mais que "Nenhum motivo razoável se descortina para que o legislador tenha querido que o prazo de proposição da acção anulatória fosse aqui mais amplo do que nos casos em que não se requereu a suspensão, ou em que, apesar de requerida, esta não foi decretada.”  O referido entendimento, acolhido na decisão recorrida e que sufragamos, foi defendido nos acórdãos do TRL de 19/2/2013, no processo 43/12TYLSB.L1-7, de que se destacam os seguintes pontos do sumário: " O prazo de caducidade, fixado no artigo 5, n. 2, do CSC, para o exercício do direito potestativo de arguir a anulabilidade de deliberações sociais é de natureza substantiva, só sendo impedido pela proposição da acção de anulação, nos termos do artigo 33, n. 1, do ;  Assim, a instauração de procedimento cautelar preliminar para suspensão de tais deliberações sociais não tem efeito impeditivo antecipatório daquele prazo”; do TRP de 18/10/2005, processo n. 0524881, no qual a Mm.