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1052 dos autos, sobre o requerido levantamento do efeito suspensivo automático, pugnando pela sua manutenção, alegando, em síntese que o argumento da Entidade Demandada de que o não levantamento do efeito suspensivo do ato de adjudicação a impede de assegurar o cumprimento das obrigações legais de limpeza das faixas de gestão de combustível, uma vez que o Contrato de Conservação Corrente celebrado para cada um destes concretos lotes, ultrapassaram já, nalguns casos,  as quantidades contratadas é uma falácia; A alegação da Entidade Demandada, além de manifestamente insuficiente para sustentar o pedido de levantamento do efeito suspensivo é rotundamente falsa, porquanto aquela não só não alega os danos que resultam da manutenção do efeito suspensivo – que se limita a indicar de forma hipotética subsumindo-os a possíveis incumprimentos não concretizados – são superiores aos que podem resultar do seu levantamento, os quais nem sequer identifica, como também omite, de forma consciente, a celebração de outros contratos para a execução dos serviços em causa recentemente executados, e ainda a existência – lógica e legal – de clara e vantajosa alternativa para a contratação dos serviços que se mostrem entretanto imprescindíveis e inadiáveis, se existirem; O modelo de gestão da manutenção da rede viária, desenvolvida pela própria e que se baseia na distribuição por dois tipos de contratos, dos diversos serviços contemplados na referida manutenção que a Entidade Demandada alega corresponder a uma «nova estratégia», não é novo, uma vez que surge depois dos fatídicos incêndios de 2017 – há mais de 3 anos –, e tem convivido de perto com outras formas de gestão e de contratualização de serviços até aqui, que, ao contrário do que diz aquela, cumulam a limpeza das faixas e as intervenções em domínio privado, e que sempre garantiram a manutenção da rede viária e podem continuar a garantir, até decisão do mérito desta ação; As atividades ambientais previstas no Caderno de Encargos para os asseguram, por si só e sem mais, o cumprimento das obrigações que decorrem do SDFCI, sendo que, além destes contratos, têm sido celebrados outros contratos para a execução dessas atividades ambientais, designadamente, no ano de 2019, em que foram celebrados por ajuste direto – outros contratos, denominados de «GESTÃO DA VEGETAÇÃO», divididos em 6 Centros Operacionais que também cobriram todo o território nacional continental; Pelo que é rotundamente falso que existam trabalhos por realizar em qualquer uma das áreas previstas no concurso sub judice, que as quantidades contratadas neste momento sejam insuficientes para os trabalhos a realizar, e é ainda mais falso que não existam alternativas imediatas e provisórias a este concurso, de que é possível lançar mão para o caso, que não se antevê, de ser necessário realizar no decurso desta ação – que é urgente, e por isso que se quer célere –, qualquer intervenção pontual nas áreas abrangidas; Além dos existentes desde abril de 2018 suprarreferidos, foram celebrados em setembro de 2019, contratos de empreitada denominadas «EXECUÇÃO DE GESTÃO DE COMBUSTÍVEL 2019», um para cada um dos Distritos de Portugal Continental, por ajuste direto, para a realização das «atividades ambientais» definidas no concurso público aqui em apreço, quando ainda tinha decorrido apenas um ano e cinco meses desde o início dos ; Conforme resulta dos contratos celebrados, os Adjudicatários tinham 120 cento e dias para a execução dos trabalhos, contados da sua consignação, devendo todos os trabalhos estar concluídos até 31 de dezembro de 2019, o que, como supra se disse, não aconteceu, uma vez que a assinatura do contrato foi apenas em setembro, e os trabalhos acabaram por ser executados até ao final do  semestre deste ano de 2020; Por outro lado, e antes da celebração destes contratos de ETGV por ajuste direto, a Ré lançou um Concurso Público com o procedimento n. 2908/2019, publicado em Diário da República n. 57, série de 21 de março de 2019, tendo como objeto «GESTÃO DA VEGETAÇÃO NESTES ESPAÇOS INTEGRADOS EM FAIXAS DE GESTÃO DE COMBUSTÍVEL», e, apesar de divido em apenas 6 lotes, abrangia todo o território Nacional Continental, caso em que se decidiu – ao contrário do alegado no pedido de levantamento do efeito suspensivo automático – por um outro «modelo de gestão», de divisão do território em 6 grandes lotes; Conforme resulta do Caderno de Encargos destes contratos, o objeto contratual é exatamente o mesmo destes ETGV, fazendo aliás, expressa referência à intervenção em domínio privado, referido no pedido de levantamento do efeito suspensivo; Isto significa, em suma, que durante o ano de 2019 – cuja execução se prolongou até ao final do  semestre de 2020 – a Entidade Demandada teve em execução, para as mesmas tarefas, os seguintes contratos: 1 – CONTRATO DE CONSERVAÇÃO CORRENTE - Por Concurso Público; - Triénio 2017-2020; - 18 lotes – todo o território continental; - Atividades Ambientais com objeto reconhecidamente menos profundo e abrangente.