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2 O que, in casu, as rés não lograram provar, assim se consideram excluídas dos contratos singulares as cláusulas que não tenham sido comunicadas nos termos do referido anteriormente;  2 Por outro lado, as apólices foram firmadas pela primeira vez por volta do ano de 1965, sendo que, no dia 2Abr.1987, foram subscritas pela nova administração da autora, com a duração de um ano, renovável automaticamente por iguais períodos no dia 24 de Abril de cada ano ;  2 As rés sempre renovaram as referidas apólices e sempre receberam os respectivos prémios resultantes da mesma, incluindo os prémios vencidos no dia 2Abr.2013 e 2004, ou seja, mesmos depois da eclosão do sinistro;  2 De onde resulta, sem qualquer margem para dúvidas, que as rés nunca resolveram os aludidos contratos de seguro, mesmo agora alegando que havia violação do contrato por parte da autora; 2 Era exigível às rés, não fosse mais pelo contrato em causa - contrato de seguro de incêndio numa indústria têxtil - que as mesmas averiguassem de motu próprio o local segurado, as condições do mesmo, a sua vetustez, não fosse mais para determinar o risco e impor o prémio condizente com o mesmo à segurada;  3 Ninguém, de bom senso, acredita que as rés se disponibilizariam a celebrar um contrato de seguro de incêndio e perdas de exploração, cujas coberturas podiam chegar a um valor superior a um milhão de euros principalmente quanto foi aditada a cláusula de substituição das máquinas danificadas por novas, para além do risco comercial/lucro sem fazer uma análise criteriosa da empresa, das suas instalações, do inventário da maquinaria, do valor da mesma, da existência ou não de condições de segurança contra incêndios nas instalações, até da integridade moral dos seus órgãos sociais;  3 Existe, como é sabido, e em qualquer companhia de seguros, um sector de análise de risco que previamente à emissão da apólice elabora um parecer sobre se o contrato deve ou não ser celebrado e, nesse caso, em que condições;  3 A este facto não é alheio o pedido pela autora desde logo da petição inicial e, posteriormente na réplica, onde requer que as rés sejam notificadas para juntar aos autos, para além das apólices dos seguros e actas adicionais desde o início das mesmas, cópia dos questionários que a autora respondeu e precedeu o início das apólices; cópia do preçário em uso relativamente aos contratos de risco de incêndio; cópia do relatório elaborado pelo seu sector de análise de risco e que precedeu a aceitação dos contratos de seguro, tudo documentos que as rés, de forma pensada e fito doloso, nunca juntaram convenientemente aos autos.