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A douta sentença confirmada pelo Acórdão recorrido explicita "que, em bom rigor, o dano peticionado pela Autora decorre directamente da decisão que declarou a nulidade do licenciamento de 2006, titulado pelo alvará de 2007”, acabando, porém, por estabelecer um nexo de causalidade diferente do alegado entre o dano e o acto licenciador, de 6 de Outubro de, sabendo-se que o dano alegado decorre de outro facto, precisamente a decisão que declarou a nulidade do licenciamento, datada de 9 de Julho de 201 	O que contraria o decidido, em situação idêntica, pelo Acórdão do STA, relatado pela Conselheira Maria do Céu Neves, de 16-02-2017, processo n. 01167/16, onde se afirma que os danos indemnizáveis são apenas todos os gastos ou prejuízos que a autora não teria feito se o seu pedido de licenciamento tivesse sido desde logo indeferido, excluindo dos danos ressarcíveis o pagamento de taxas devidas pelo novo licenciamento.