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É que, como prossegue o aresto, «Pode, hoje, considerar-se assente na doutrina e na jurisprudência cf., por todos o acórdão do TC de 24-03-2004) que a projeção da invalidade de prova em matéria de legitimidade ou validade da prova sequencial a prova nula não é automática, e que, em cada caso, há que determinar se existe um nexo de antijuridicidade que fundamente o "efeito-à-distância”, ou se, em diverso, existe na prova subsequente um tal grau de autonomia relativamente à prova inválida que destaque o meio de prova subsequente substancialmente daquela», acrescentando: «A doutrina foi formada no contexto jurídico anglo-saxónico de afirmação da "regra da exclusão”, segundo a qual uma prova obtida em violação dos direitos constitucionais do acusado não pode ser usada contra este; mas a extensão da "regra da exclusão” às provas reflexas e a projeção de invalidade foi sempre conformada e limitada porcircunstâncias particulares que determinam que a invalidade da prova se não projete à prova reflexa.