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do N 1 do artigo 703 do NCPC que, os títulos de crédito - que não possam ser utilizados como títulos cambiários – poderão constituir títulos executivos como documentos quirógrafos, desde que os factos constitutivos da relação subjacente constem do próprio documento ou sejam alegados no requerimento executivo; 30- Porém e por um lado, o título executivo em causa nos autos não contém em si nenhum reconhecimento de uma dívida ou sequer uma promessa de pagamento efetuada ao Embargado pelos seus subscritores e, por outro lado, também não resulta do título em apreço a causa a alegada a relação jurídica fundamental subjacente à emissão da livrança dada à execução: 31- Assim como no requerimento executivo não foram articulados factos suficientes que sejam constitutivos da hipotética relação jurídica fundamental, sendo ainda completamente omisso quanto aos eventuais pacto ou autorização de preenchimento e interpelação que, hipoteticamente, pudessem legitimar o lícito preenchimento da livrança em crise e a sua posterior cobrança coerciva; 32- Hipotética relação jurídica subjacente relativamente à qual – por não estar suficientemente concretizada – os Recorrentes não puderam sequer exercer, o direito que, legalmente lhe assistia, de contraditório, por o Recorrido se ter limitado, de forma genérica e vaga, a referir a existência de um "contrato de crédito”; 33- Por tudo supra exposto, a livrança em crise não pode, igualmente, ser considerada como documento quirógrafo e, dessa forma, como título executivo, ao abrigo da parte final do N 1, al., do artigo 703 do NCPC; 34- Mesmo que assim não se entenda - o que respeitosamente se não concebe, nem concede, mas que por dever de ofício se acautela - sempre terá de considerar-se que a obrigação que alegadamente funda o título dado à execução é inexigível, pois, não se podem considerar que, antes da citação para estes autos, os Recorrentes tenham sido, por qualquer forma e meio, interpelados, de modo válido e eficaz, da resolução do dito contrato de crédito, para proceder ao pagamento de quaisquer quantias subjacentes à emissão da livrança em causa e ainda, dos montantes que concretamente sustentariam o valor posteriormente aposto na livrança dada à execução; 35- Mesmo a manter-se, nos exatos termos, da factualidade dada como provada nos autos – o que se não concede nem concebe e por mera hipótese de patrocínio se acautela – resulta da douta sentença, no item 47 dos factos provados que a "Carta essa, que foi devolvida ao Exequente, por não recebida”, referindo-se à missiva que informa o preenchimento da livrança com a descrição nos montantes neles apostos; 36- Tudo o que, no respeitoso entendimento dos Recorrentes, determina que a quantia indevidamente cujo pagamento se reclama através dos autos principais executivos não se encontra vencida e os executados não se encontrem em mora; 37- Pelo que a alegada, mas inexistente, obrigação não é, ainda, no que tange aos Recorrentes, exigível e, sendo a exigibilidade da obrigação exequenda um pressuposto ou uma condição essencial da execução, dado que a obrigação ainda não é exigível, não se encontra legalmente legitimada a realização coativa da dita prestação; 38- Inexigibilidade que, por força do disposto nas alíneas e do artigo 729 do CPC deve determinar a extinção da presente instância.