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Pretendendo impugnar a matéria de facto considerada provada pelo tribunal a quo, o recorrente observou suficientemente as exigências legais necessárias à impugnação da matéria de facto constantes do artigo 412, n.s 3 e 4do CPP acima explicitadas – embora só o tenha feito no corpo da motivação, sem ter tido o cuidado de consignar, por síntese, nas conclusões do recurso, como lhe competia, os elementos identificadores da sua pretensão impostos por tal norma legal – pois que: -  Indicou os pontos concretos da sua discordância, concretamente os factos 1 a 14 da matéria de facto provada; - Especificou os pontos do suporte informático em que se encontram as passagens dos depoimentos gravados de que se socorreu, passagens que transcreveu na sua motivação de recurso; - E explica as razões pelas quais, no seu entendimento, tal prova levaria a decisão diversa da recorrida.