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Isto apesar de a Ré ter um departamento jurídico e de Recursos Humanos e estar plenamente consciente das diferenças jurídicas destes dois tipos contratuais; 85) A isto acresce que, como resulta dos pontos 6 e 7 da factualidade provada, o Autor "foi abordado, em nome da ULHT, pelo Professor , Diretor do Departamento de ..., no sentido de vir a integrar o corpo docente da ULHT” e que "a prestação do seu trabalho implicaria o pagamento de um vencimento mensal na ordem dos trezentos Escudos, acrescido de subsidio de férias e de Natal”, pelo que tal facto o fazia crer que o contrato que estaria a assinar seria um contrato de trabalho; 86) Da análise destas circunstâncias resulta que, ao assinar os contratos, qualquer homem médio colocado na posição do Autor não tinha consciência das diferenças de qualificação dos contratos nem os efeitos jurídicos concretos que a Ré pretendia atribuir a determinadas cláusulas; 87) Pelo contrário, o facto de ter sido contratado para "integrar o corpo docente” de uma universidade recebendo um salário mensal ao qual acresce subsídio de férias e de Natal, para qualquer homem médio, implica a celebração de um contrato de trabalho; 88) Do clausulado dos contratos resulta que aos mesmos é dada uma aparência de um contrato de trabalho, mas nele incluindo cláusulas de cariz técnico-legal que, posteriormente, são alegadas para invocar a inexistência de uma relação laboral; 89) O contrato é chamado de "Contrato de Docência”, o que aponta no sentido de este contrato prever uma vinculação a uma carreira, dando uma ideia de estabilidade das funções a desempenhar, sabendo a Ré o denominado "contrato de docência” não tem qualquer previsão legal; 90) Se a Ré pretendia celebrar um contrato de prestação de serviços, por força do disposto no art.