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E a conduta do lesante é reprovável quando, pela sua capacidade e em face das circunstâncias concretas da situação, se concluir que ele podia e devia ter agido de outro modo" – Antunes Varela, Das Obrigações em Geral, 6 edição, p.. É também jurisprudência firme e reiterada que à responsabilidade extracontratual dos entes públicos por facto ilícito de gestão pública é aplicável a presunção de culpa prevista no artigo 49, n.1, do Código Civil por todos, ver os acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo de 212000, recurso n. 37 510, de 202002, recurso n 45 831, e de 012002, recurso n 4 Este regime radica nas seguintes razões:  1 - nas regras da experiência comum, segundo as quais normalmente os danos provocados por coisas procedem de falta de adequada vigilância;  2- na necessidade de acautelar o direito de indemnização do lesado contra a extrema dificuldade de provar, neste tipo de casos, os factos negativos que consubstanciam a violação do dever objetivo de cuidado;  3 na conveniência de estimular o cumprimento dos deveres de vigilância que recaem sobre o detentor da coisa Antunes Varela, "Das Obrigações Em Geral" volume , páginas 590-591; acórdão do Supremo Tribunal Administrativo de 101996, Apêndices ao R., de 211998, p.. Assim como é pacífico o entendimento de que, por beneficiar dessa presunção, o autor só tem que demonstrar a realidade dos factos causais que servem de base àquela para que se dê como provada a culpa do réu, cabendo a este ilidir a presunção artigos 349 e 35 n.s 1 e 2, do Código Civil; Acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo de 202002, recurso n 45 831, e de 012002, recurso n 4 A elisão de uma presunção iuris só é feita com a prova do contrário, não sendo bastante a mera contraprova Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo de 002005, proc.