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A propósito da origem e "dinâmica" do incêndio reputou-se, de toda a prova produzida, suficientemente esclarecido e elucidado com um grau de segurança nem sempre alcançável neste tipo de sobre a circunstância de o fogo ter tido origem na chaminé do recuperador de calor instalado pelo arguido em representação da sociedade arguida e em virtude da deficiente instalação de tal chaminé e insuficiente isolamento da mesma factos  a 1, 1), já que:   - o recuperador havia sido instalado recentemente e encontrava-se em funcionamento na noite do incêndio;  _ naquela chaminé ficou notória, após o fogo, uma zona com características típicas de sujeição intensa e prolongada a uma temperatura elevada, indiciando que a chaminé, naquela zona, entrou em contacto com material combustível, que terá ficado incandescente;  - preso àquela chaminé ficou, após o incêndio, um barrote de madeira calcinado, da estrutura do telhado, denotando que entre ambos não foi guardada a distância de segurança e o isolamento necessário a evitar que os dois materiais - o tubo de inox no interior do qual se atingem temperaturas superiores a 400 e a madeira que entra em combustão a cerca de 260 - contactassem;  - foi pelo vão do telhado e pela cobertura que o fogo se propagou;  - após o incêndio a zona da chaminé ao nível da cobertura estava despida de  isolamento, verificando-se apenas alguns "resíduos" de lã de rocha;  - o inox usado na chaminé serve um nível de temperatura de 300 , inferior às temperaturas atingidas por um recuperador como o dos autos e exige uma distância ao material combustível de 5 , que, em face do que ficou dito quanto ao barrote calcinado preso à chaminé e aos "resíduos" de lã de rocha verificados, e tendo em conta que na cobertura existia, ainda, o material onduline, com má reação ao fogo, não foi, de todo, observada;  - a lã de rocha como isolamento só é eficiente se a sua colocação for adequada, em termos que não permitam o "esmagamento" da sua espessura ou a sua deslocação, ficando, caso isso suceda, comprometido o isolamento;  - o arguido denotou nas suas declarações não ter atentado com precisão, aquando da instalação, nas distâncias guardadas entre materiais, que deveria atentar especialmente porque procedeu a um "desvio" e inclinação da chaminé, manifestou um conhecimento desfasado da realidade quanto às temperaturas atingidas naquela zona da chaminé;  - a circunstância de a zona do recuperador propriamente dito não apresentar especiais danos pelo fogo não obsta à conclusão supra enunciada, porquanto o demandante ali insistiu, no início, com projeção de água, o fogo teve início e propagou-se pela cobertura e os elementos destruídos na parte inferior das divisões foram-no, essencialmente, pela queda da cobertura ardida e não por ação direta do fogo;  - a existência de outro recuperador na habitação não suscita, por si só, dúvidas razoáveis quanto à origem do incêndio porquanto não resulta de qualquer elemento de prova que nesse recuperador ou na sua estrutura de extração existissem quaisquer sinais de que ali deflagrara algum incêndio, mormente sinais com a evidência dos supra expostos relativamente ao recuperador instalado pelo arguido; o aspeto calcinado do recuperador, retratado em diversas fotografias, tendo em conta que foi retirado de uma habitação com o grau de destruição que denota a habitação dos demandantes, de uma zona onde também a cobertura, ardida, cedeu sobre a divisão, não suscita, também, dúvidas sérias de que ali tenha, afinal, tido início o incêndio; diga-se, aliás, que probabilidade haveria de os dois recuperadores de calor e os seus sistemas de extração, totalmente independentes e distintos, desencadearem simultaneamente processos suscetíveis de causação de incêndio naquela habitação e, assim, de o recuperador ventilado, inicialmente instalado, apresentar também sinais tão evidentes que não se logrou conhecer nos de ignição de um incêndio como apresentava o instalado pelo arguido?