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O Recorrente articulou que a criança estava em risco, pois a mãe não vivia com a mesma, pretendia somente extorquir dinheiro ao Recorrente – pai, que abandonava a criança com a avó materna que sofre de esquizofrenia, que sistematicamente esta avó materna disse e diz que não tem condições de ficar com o menor, que o Recorrente nunca deu autorização para o menor sair da Rússia com a mãe, que não existia retenção e deslocação ilícita por parte do Recorrente, uma vez que existia uma Sentença judicial, proferida por Tribunal internacionalmente competente, que lhe conferia a residência, guarda e poder parental, que o Recorrente – pai permitia o contacto regular e constante com a mãe, descreveu a situação do Recorrente – pai e da mãe, em termos pessoais e respectivo relacionamento com o filho, que a mãe tem um comportamento inadequado, com ausências e saídas nocturnas até às manhãs, o abuso do álcool, que não assegurava rotinas e horários do menor, mas o Tribunal a quo fez tábua rasa de todos estes aspectos, relevantes para o bom julgamento da causa, e simplesmente não se pronunciou sobre os mesmos.