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da Beira, onde o Autor, na altura, estava a ser tratado sob as indicações da Ré; 32- Em 4/11/2008 o Autor apresentava sinais de não consolidação do maléolo interno esquerdo, já com afastamento dos topos ósseos e desvio axial, como consta da informação da Clínica da Ribeira, onde o Autor fez sessões de fisioterapia a cargo e sob a indicação da Ré; 33– Em 10/03/2009, na Casa de Saúde de S. Mateus, em Viseu, o autor foi reoperado ao tornozelo esquerdo, com internamente desde esse dia até 11/03/2009, mas a cirurgia foi de difícil cicatrização, mantendo pseudartrose; 34- Durante o período de tempo em que andou em tratamento nas referidas clínicas em Viseu, o A deslocava-se de táxi de Vouzela a Viseu e vice-versa e careceu, durante a sua fase de recuperação, de ajuda de terceira pessoa nos afazeres domésticos, confecção de alimentos e sua limpeza e higiene pessoal;  35- Em 26/11/2009 fez RX à perna esquerda, tornozelos e pés, onde se observava sequelas de fractura do maléolo tibial e da região diafisária distal do perónio tendo sido fixada as fracturas com placas e parafusos; 36- Nesse RX o tornozelo direito mostra ligeiros sinais degenerativos e no pé notavam-se sinais de fractura, consolidada, destacando-se uma artrose médio-társica, mostrando o pé direito uma ossificação incompleta da cabeça do  metatarsiano, há ainda lesões degenerativas das metatarso-falangicas com ligeira subluxação lateral; 37- Em 31/03/2010 foi a consulta de pneumologia ao Porto por força de uma queixa de persistência de dor torácica, tendo tido alta pneumológica em 14/04/2010; 38- Em 20/05/2010 fez uma ecografia, na Santa Casa da Misericórdia de Vouzela, das partes moles da região peitoral esquerda; 39- Em 20/07/2010 fez TAC torácica, nos serviços médico-sociais da Santa Casa da Misericórdia de Sever do Vouga, que relata "significativa alteração da textura do bordo esquerdo do esterno associado a exuberante calcificação marginal com dispermia e calcificação das cartilagens condroesternais, alterações que são compatíveis com um processo sequelar, traumático que envolve praticamente todo o rebordo esquerdo do esterno até ao nível do manúbrio”; 40- E em 15/03/2011 fez, nos serviços médico-sociais da Santa Casa da Misericórdia de Sever do Vouga, uma mamografia do seio esquerdo e ecografia bilateral por causa dos quistos que ali detém derivados do traumatismo ocorrido com o acidente, que poderá obrigar a uma intervenção cirúrgica para a sua remoção; 41- O Autor foi a consultas no Porto, aos médicos da Companhia de Seguros, nos dias 14/04/2010, 20/04/2010, 21/04/2010 e 28/04/2010; 42- Anteriormente ao acidente o Autor era obeso, diabético sendo medicado habitualmente para tais patologias, tinha insuficiência vascular crónica, nos membros inferiores, bronquite e ainda "tabagismo crónico até ao acidente”; 43- À data do acidente o Autor era uma pessoa alegre e trabalhadora, com grande alegria de viver e constante boa disposição, para com toda a gente, em especial amigos e família; 44- Na actualidade e nas actividades lúdicas e sociais o Autor, ao contrário do que antes fazia, não pode estar muito tempo de pé, percorrer longas distâncias, fazer caminhadas ou andar de bicicleta, além de que se alterou substancialmente a frequência com que confraternizava com os seus familiares, sobrinhos, primos e amigos, quer em festas quer em aniversários, em deslocações a jogos de futebol ou ainda a festas populares ou ainda no auxílio, na agricultura, a parentes e amigos; 45- O Autor sente-se actualmente diminuído, física e psicologicamente, não podendo fazer força e esforços, sentindo normalmente dores nos pés e no peito, principalmente quando levanta algo pesado, não conseguindo levantar totalmente o braço esquerdo; 46- No momento do acidente o Autor sofreu fortes dores e susto, com receio de um mal maior, como a morte; 47- Durante os tratamentos a que esteve sujeito sofreu fortes dores; 48- Ainda hoje o Autor não pode permanecer muito tempo de pé, por causa das dores, que o impedem também de caminhar longas distâncias, dores essas que se manifestam especialmente em dias húmidos e frios, e que se agudizam com o esforço e com a marcha, obrigando-o, por vezes, a ficar na cama; 49- As lesões ao nível dos membros inferiores e braço esquerdo, limitam-no consideravelmente, impedindo-o de correr, saltar ou fazer algum esforço, nomeadamente levantar objectos pesados; 50- E apresenta claudicação acentuada na marcha, sobe e desce escadas com grande dificuldade, a maior parte das vezes com o apoio de muletas; 51- À data do seu exame objectivo, no âmbito da perícia médio-legal, o Autor apresentavas as seguintes lesões e/ou sequelas do acidente:  TRONCO: - na face ântero-superior esquerda do tórax pouco visível à observação mas bem notada à palpação tem uma depressão na zona do músculo grande peitoral; - a mobilidade do ombro esquerdo está limitada a 90 na abdução e antepulsão, na rotação externa consegue 500 e na rotação interna a palma da mão fica na nádega; - no ombro tem menos força tanto na abdução como na rotação externa; - não consegue levar a mão esquerda à nuca, ao ombro contralateral e à região lombar;  .