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R) Quanto aos Pontos 20 e 21 da Matéria de Facto dada como provada, cumpre ter em consideração a prova carreada nos Autos, especificamente, no que se refere às declarações prestadas pelo Arguido, pelo Assistente e pela testemunha EE, que na verdade são os 3 únicos sujeitos que visualizaram os factos em discussão nos presentes Autos, a saber: - O Arguido assume que acelerou o veículo que conduzia, até uma velocidade de cerca de 50 kms/hora é o próprio Arguido que o afirma nas suas declarações, fazendo uma alusão expressa a 50 kms / e, quando está perto do Assistente – que reconheceu -, guinou para a esquerda, o veículo que conduzia, embatendo no corpo deste, que se encontrava na hemi-faixa de rodagem contrária ao sentido de trânsito que era seguido pelo veículo do Arguido – não havendo qualquer necessidade, razão ou causa lógica para aquele movimento, que não fosse o de embater no próprio corpo do Assistente; - O Assistente declara que se encontra na hemi-faixa contrária ao veículo do Arguido, e quando se encontra à distância de um braço esticado dos carros que se encontram estacionados na via contrária à porta do seu prédio, é embatido por um veículo que sobe a rua e que deveria circular na outra hemi-faixa; - E a testemunha EE, que se encontrando na janela, vê e ouve o veículo do Arguido arrancar, quando o Assistente está a alcançar o seu veículo, e vislumbra o veículo do Arguido guinar para a esquerda, invadindo a hemi-faixa contrária, e embatendo no corpo do Assistente; S) Ora, o Arguido, assim como qualquer homem comum, bem sabia que o embate de um veículo, em movimento, contra o corpo de uma pessoa, era meio idóneo para provocar a morte, pelo que, ao guinar o veículo automóvel que conduzia, invadindo a hemi faixa contrária, o Arguido teve a intenção de tirar a vida ao Assistente.