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66 do RGCO, na sua redacção actual, nos termos da qual "Salvo disposição em contrário, a audiência em  instância obedece às normas relativas ao processamento das transgressões e contravenções, não havendo lugar à redução da prova a escrito.”, sendo certo que de acordo com a melhor doutrina e jurisprudência que sobre esta temática se tem pronunciado, tal norma proíbe não só a redução a escrito da prova mas igualmente a gravação da prova oral produzida no decurso da audiência de julgamento - António de Oliveira Mendes e José dos Santos Cabral, Notas ao Regime Geral das Contra – Ordenações e Coimas,  Edição, p. 241; António Beça Pereira, Regime Geral das Contra – Ordenações e Coimas,  Edição, p. 142/143; acórdãos do Tribunal da Relação de Coimbra de 25/1/2012, proferido no âmbito do processo 1511/15TBTNV.C1, e de 30/5/2012, proferido no âmbito do processo 247/14TBSEI.C1; acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 13/2/2013, proferido no âmbito do processo 786/10TBSJM.P1; acórdão da Relação de Lisboa de 28/5/2015, proferido no âmbito do processo 2140/17TAPDL.L2- Importa referir, ainda, que não se vislumbra qualquer violação de qualquer garantia constitucional decorrente dos citados 51/1 e 60 do RGCOLSS e 66 do RGCO na interpretação conjugada que deles se extrai de que não há lugar à gravação da prova oral produzida no decurso da audiência de julgamento de um processo de recurso de contra-ordenação laboral ou contra a segurança social, uma vez que está vedado ao Tribunal da Relação censurar a decisão sobre a matéria de facto proferida pelo tribunal de primeira instância, salvo nos casos de verificação dos vícios do art.