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Deste modo, apesar de a metodologia adoptada não respeitar as regras da contabilidade, como a própria Impugnante reconhece, é possível concluir que os movimentos contabilísticos realizados não tiveram reflexo na matéria tributável do exercício de 200 Nesta conformidade, a correcção introduzida pela AT ao resultado líquido do exercício mostra-se ilegal, na medida em que assenta na consideração de proveitos que na realidade não existiram.” Como resulta da sentença apoiada nos elementos constantes do RIT, a Impugnante constitui em 1996, 1997 e 1999 provisões – na conta ajustamentos de dívidas a receber - dividas clientes, e a FP não discorre do facto da impugnante em 2005 proceder anulação se bem sem motivo a anulação da provisão respeitante a "N/F.”, no entanto paralelamente o valor inscrito  na conta "281 Ajustamentos de dívidas a receber – dívidas de clientes” tem que ser anulada no valor correspondente, não podendo as duas operações existentes na contabilidade coexistirem, o que leva a crer que nenhuma divida existe, assim como a sua incobrabilidade.