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Se a decisão sobre a reclamação de créditos constituísse caso julgado fora do PER, as partes teriam de dispor de todos os meios de defesa e de prova com a amplitude que lhes é reconhecida nos processos cíveis, e provavelmente a isso seriam forçadas, o que–em última análise–comprometeria os objetivos do PER.” Veja-se, ainda e não obstante se tratar de um PER, mas cuja disciplina e fundamento se dirigem igualmente ao PEAP, por identidade de razões, a decisão do Venerando Tribunal da Relação do Porto, de 202015: "Como é sabido, o PER - Processo Especial de Revitalização, introduzido pela Lei n 16/2012, de 20 de Abril, assumiu-se, desde logo, "como um mecanismo célere e eficaz que possibilite a revitalização dos devedores que se encontrem em situação económica difícil ou em situação de insolvência meramente iminente mas que ainda não tenham entrado em situação de insolvência atual”, pois "A presente situação económica obriga, com efeito, a gizar soluções que sejam, em si mesmas, eficazes e eficientes no combate ao "desaparecimento” dos agentes económicos, visto que cada agente que desaparece representa um custo apreciável para a economia, contribuindo para o empobrecimento do tecido económico português, uma vez que gera desemprego e extingue oportunidades comerciais que, dificilmente, se podem recuperar pelo surgimento de novas empresas.