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897, n. mostra que o legislador pretende que o beneficiário seja sempre ouvido pelo juiz; não deixa quaisquer dúvidas quanto à vontade do legislador - o juiz procede à audição "pessoal e direta” e fá-lo "sempre”, "em qualquer caso”.5 Da letra da lei resulta, inequivocamente, que o objectivo do legislador é que se proceda sempre à audição pessoal, independentemente das circunstâncias concretas do caso e da dedução ou não de contestação, situação que existia já no âmbito do CPC de 1961 até à redacção conferida pelo n. 329-A/95, de 112), onde se previa a existência obrigatória de exame e interrogatório6, resultando a solução ora preconizada quer da prática e da experiência comum, quer da lógica e do bom senso que devem pautar as decisões judiciais e as condutas de todos os intervenientes processuais.7 Esta audição destina-se a "ajuizar das medidas de acompanhamento mais adequadas”, após rigorosa e completa observação/demonstração da situação real em que se encontra o beneficiário elemento art.