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5 Em nome dos ditames da boa-fé e por claro imperativo de justiça, o Réu Município como causador do facto culposo que provocou o dano no Autor é responsável nos termos do artigo 1 da Lei n. 67/2007, de 31 de Dezembro e do artigo 48 do  5 Responsabilidade que acarreta a obrigação de indemnizar nos termos do artigo 56 do  5 Por tudo o quanto se referiu, violou a douta sentença o disposto no artigo 56 e 564, n. 1, ambos do Código Civil, ao não ter condenado o Réu Município no pagamento integral do valor da reparação dos danos, devendo a sentença ser revogada e substituída por outra que condene o R. Município ao pagamento da reparação integral dos danos; 5 No que respeita aos danos sofridos pela privação do uso do veículo, entendeu o douto tribunal ser devido um montante, mas uma vez que não ficou determinado, entendeu fixar um valor adequado, fazendo uso da equidade, socorrendo-se da jurisprudência para fixar o valor de 10,00 € dia durante o período em que o veiculo esteve parado, tendo determinado um período de dois meses para a reparação, incorrendo assim em clara violação da prova testemunhal e documental produzida e das regras dos critérios de equidade como se expôs; 6 Perante a prova testemunhal produzida ficou provado que o Autor esteve privado do uso do veículo pelo período de 3 a 4 meses desde a data do acidente, impedido de circular com o mesmo 6 Entende o recorrente, salvo melhor opinião que o tribunal "a quo” foi comedido no valor alcançado, de 100€ diários, durante um período de 60 dias, quando resultou da prova testemunhal produzida que o veículo esteve parado durante 3 a 4 meses; 6 O Tribunal deu como provado no ponto 14 que a reparação do veículo só se deu no final do ano de 2011; 6 Atendendo à factualidade do ponto 14 e á prova testemunhal ter-se-á por adequado que o Autor esteve privado do veículo por um período de 120 dias 4; 6 Entende o recorrente que de acordo com a jurisprudência a justa indemnização pela privação do uso do veículo deve corresponder ao valor peticionado de 652,00 €, tendo em conta que o simples uso constitui uma vantagem susceptível de avaliação pecuniária, pelo que a sua privação constitui naturalmente um dano, devendo o recorrente ser indemnizado nesse montante em substituição da quantia de 600,00€ atribuída na decisão que ora se recorre; 6 O douto tribunal ao fixar na sentença o valor de 10,00€ diários violou o disposto nos artigos 49, 56 e 56, todos do Código Civil; 6 Em face do exposto, deve a douta sentença ser revogada e ser a Ré condenada a indemnizar o recorrente no montante de 652,00 €, pelo tempo da privação do uso do veículo em substituição da quantia de 600,00€ atribuída na decisão que ora se recorre, por ser um valor desajustado de acordo com os juízos de equidade; 6 O Juiz condenou o A./recorrente no pagamento das custas na proporção de 1/3 e o Réu Município na proporção de 2/3 nos termos dos artigos 52, n.1 e 2 do Código de Processo Civil e dos artigos  e 1 do Regulamento das Custas Processuais, entendimento este que está incorrecto e que motiva o presente pedido de reforma nos termos do disposto no artigo 61,n.