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Segundo a Recorrida poder-se-ia prescindir da audiência prévia porque: o autor não é parte da relação procedimental relativa à emissão/renovação e cessação dos cartões de acesso às áreas restritas e reservadas dos aeroportos, porquanto tal relação procedimental estabelece-se apenas entre as operadoras de handling – no caso a SPdH, entidade empregadora do autor – e a entidade demandada, não tendo o trabalhador qualquer intervenção nesse procedimento administrativo — sendo que a audiência prévia destina-se a ouvir os interessados que sejam parte do procedimento administrativo; ainda que se tivesse verificado a preterição de tal formalidade, nunca poderia ser reconhecida eficácia invalidante a esse vício de falta de audiência prévia, já que, perante o juízo da PSP, a decisão de cancelamento tomada pela entidade demandada era a única concretamente possível, sob pena de desrespeito do bloco de legalidade aplicável – em particular, das normas de base comuns de proteção da aviação contra atos de interferência ilícita que ponham em causa a segurança da aviação aprovadas pelo Regulamento n. 300/2008 supra citadas e da Deliberação n. 680/200 No entanto, se bem que declinou a argumentação da Recorrida em relação aos dois argumentos acima, a decisão em crise assentiu à argumentação daquela na parte em que considerou que, ainda que o ato de cancelamento do cartão padecesse do vício de audiência prévia, sempre seria convocável a norma posta na alínea do n. 1 do artigo 10 do Código do Procedimento Administrativo na versão aqui aplicável), nos termos da qual não há lugar a audiência dos interessados quando a decisão seja urgente.