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Ora, considerando os já salientados termos da contestação, parece-nos poder concluir, olhando às expressões de natureza fáctica empregues, à invocação daquilo que defendem certos autores e, enfim, ao que parece motivar a sua defesa que os réus apelantes, tergiversando embora e não sendo muito menos específicos nem precisos:  -na contestação, não indicaram ser a sua defesa relativa às situações ou condutas referidas, cada uma de per si ou conjuntamente, subsumível na "excepção peremptória inominada de abuso de direito”, prevista no art 334, do ; -também não invocaram, directa e explicitamente, como fundamento concreto para a pretensa legitimidade ou licitude da recusa, a excepção constante da parte final do n 2, do art 291, CSC: "a não ser que, pelo seu conteúdo ou outras circunstâncias, seja patente não ser esse o fim visado pelo pedido de informação”; -semelhantemente, também não a integraram em qualquer das três já referidas hipóteses do n 4, do art 291; -configuraram, no entanto, a actuação descrita e, assim consubstanciaram tal defesa exceptiva, como "manifesto abuso do exercício do seu direito à informação” item; -e, ainda, como "um pretexto para o Requerente contornar as limitações legais do direito à informação” a invocação, no pedido, da "responsabilização da administração” item.