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Para tanto, os Autores alegaram que adquiriram o seu prédio por compra e venda, tendo procedido à sua limpeza e vedação física, bem como à sua transformação para implantação de uma vinha e plantação de árvores; que existia um caminho que se iniciava  numa Estrada Municipal e terminava num caminho público e que atravessava, entre outros, o tereno dos Autores e do Réu; que tal caminho era utilizado pelos anteriores proprietários do terreno dos Autores para acesso ao seu terreno, bem como outros proprietários para acesso aos respectivos terrenos, e demais população; que para acesso à sua propriedade através de viaturas automóveis, os Autores apenas podem utilizar a faixa de caminho que atravessa o terreno do Réu e que prossegue até ao lado norte do terreno dos Autores; que, na parte do caminho que prossegue até ao lado sul, não é possível o acesso através de veículos automóveis; que o prédio dos Autores não dispõe de nenhum outro acesso, designadamente acesso directo à via pública; que o Réu ordenou a colocação de pedras de grande porte no lado norte de tal caminho, impedindo o acesso dos Autores ao seu terreno; que o Réu intentou uma acção contra os Autores, o que lhes causou prejuízos e transtornos; e que o Réu não tem procedido ao corte das árvores que confrontam com o terreno dos Autores.