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43- A fim de ganhar, para si e/ou para terceiro, vantagem económica.»  A conduta voluntária e consciente do arguido que é aqui narrada integra sem dificuldade a materialidade típica objetiva e subjetiva do crime de suborno, que é um ilícito doloso com previsão no artigo 36 do Código Penal, nos seguintes termos:   «Quem convencer ou tentar convencer outra pessoa, através de dádiva ou promessa de vantagem patrimonial ou não patrimonial, a praticar os factos previstos nos artigos 35 ou 36, sem que estes venham a ser cometidos, é punido »  Sendo que, também relativamente à narração destes factos e à semelhança do que já foi dito supra a propósito daquela outra conduta do arguido integradora do crime de falsidade de depoimento, se vier a ser caso disso, em sede de decisão instrutória poderá vir a introduzir-se uma formulação típica e mais conseguida do elemento subjetivo do crime de suborno, sem que seja cometida qualquer irregularidade, porquanto tal não constituirá alteração substancial dos factos.De tudo assim decorrendo que embora sem a estrutura formal e típica que normalmente assume e deve uma acusação em processo crime, o requerimento de abertura da instrução satisfaz as exigências legais mínimas de indicação dos crimes imputados ao arguido e da narração dos factos que fundamentam a aplicação de uma pena ou medida de segurança.