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do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas –, representando, por isso, um maior risco potencial, pois, considerando o facto de, na graduação de créditos, cederem perante os créditos privilegiados e sobre os créditos comuns, facilmente se pode aceitar como certa a inviabilidade de os autores obterem no processo de insolvência o retorno do capital que a emitente se obrigou a realizar e os respetivos juros.” E, a propósito, terá que se subscrever o que consta do mesmo acórdão rebatendo um dos argumentos presentes nas conclusões das doutas alegações acima transcritas; é que " mesmo aceitando que o intermediário financeiro não estava obrigado a informar o investidor acerca do risco de insolvência da entidade emitente, nem acerca da robustez financeira da entidade emitente, temos por certo impender sobre o mesmo o dever de, em momento anterior à subscrição da obrigação, dar a conhecer as reais características deste produto financeiro, designadamente os maiores riscos envolvidos nesta operação, incluindo o especial risco de não retorno do capital investido em caso de insolvência da entidade emitente.” Aliás, uma vez que existem já diversos arestos jurisprudenciais que abordam a mesmíssima temática destes autos, em particular provindos do STJ, procuremos evitar aduzir, redundantemente, razões, argumentos ou considerandos já neles constantes, antes remetendo para os mesmos.