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A recorrente, no seu recurso principal, pediu nas suas conclusões e no seu pedido final: a eliminação da indemnização fixada, em face da alteração pedida dos factos 24, 40, 45, 46 da matéria de facto provada; ou, pelo menos, a redução da indemnização ao valor de € 7 200,00, mesmo sem alteração da matéria de facto, por entender que não houve uma efetiva perda de ganho, que não é previsível que o autor continue a exercer uma profissão de exigência física para além dos 66 anos, que a entrega antecipada de um capital correspondente ao handicap funcional deve sofrer uma redução de 1/3 pela antecipação e que, nesta medida, nunca deveria ser fixada a indemnização em valor superior a € 20 000,00, reduzindo-se a € 7200,00 após dedução do valor já recebido por acidente de trabalho conclusões 19 e. O recorrido, no seu recurso subordinado, pediu a ampliação da indemnização por dano patrimonial futuro para o valor de € 75 000,00, defendendo: que a sua profissão exige uma preparação e disponibilidade física de grau elevadíssimo, a execução e demonstração técnica nas aulas, o que se traduznuma carga física diária similar a atleta de alta competição e obriga a uma preparação e capacidade físicas muscular, articular, de flexibilidade, respiratória e cardio-vascular) constantes; que as sequelas afetam-no diária e constantemente em todas as tarefas da sua profissão habitual; que, para além deste sacrifício diário com que terá de viver, terá dificuldade em candidatar-se a novos postos ou oportunidades de trabalho, partindo de um ponto de desigualdade de circunstâncias perante outros candidatos isentos de sequelas físicas conclusões 4 a.