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Na verdade, resultou, e desde logo, das declarações do arguido que o mesmo se muniu do haltere, naquelas circunstâncias de tempo e de lugar, e que atingiu a ofendida, por três vezes, na cabeça, reconhecendo ainda que a mesma estava deitada, no seu quarto de dormir, atingindo-a também numa mão — gesto inequivocamente consentâneo com uma tentativa de defesa da ofendida, que procurou cobrir a cabeça com a mão, causando-lhe fractura dos dedos, em face do impacto do peso do haltere — admitindo ainda que lhe colocou uma almofada sobre a cara, para que não gritasse, e os vizinhos não ouvissem — bem sabendo o arguido que o colocar de uma almofada sobre as vias respiratórias de outrem, sobre a cara, tapando o nariz e a boca, ainda mais estando a ofendida cheia de sangue, que escorria pela face — como ostensivamente se constata da mera observação visual dos fotogramas –, o que, por si só, e além do mais, gera dificuldade em respirar, aumenta a perigosidade para a manutenção da vida da ofendida, o que lhe foi indiferente, apenas preocupado consigo mesmo para que "os vizinhos não ouvissem os gritos" — e mais admitiu que limpou o sangue, trocou de roupa e disse à ofendida para chamar o INEM, mas para dizer que tinha tido uma queda em casa.