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3 a solução a aplicar, sendo que do lado do autor não se vê a menor razão ou interesse a proteger com a não divulgação da comprovação da existência do telefonema e do teor do mesmo que não seja o seu interesse de evitar a comprovação de que faltou à verdade no seu depoimento;  1–  Pelo contrário, do lado da ré, é digno de tutela o seu direito à honra e dignidade pessoal violentados com o facto de o A. negar a existência de uma conversa entre ambos ocorrida e que demonstra a inverdade do alegado pelo A. na sua petição inicial;  1–  Por outro lado, é a falta à verdade no depoimento de parte do A. que determina a necessidade da ré em comprovar a ocorrência do telefonema e do seu conteúdo, não tendo outro meio de o fazer, sendo certo que só juntou a certidão notarial depois de o próprio autor por intermédio do seu mandatário ter prestado o consentimento para as diligencias de prova requeridas pela ré e, das quais fazia parte a audição do telefonema;  1–  Pelo que ao vir o autor, subsequentemente à junção, dizer que não dera autorização à gravação nem à divulgação, quando com isso, como hoje é patente do documento notarial, apenas pretende defender a falta à verdade do seu depoimento, configura um incontornável abuso de direito que torna a sua oposição tardia, manifestamente desmerecedora de tutela jurídica, por força do disposto no art.