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Este é aspecto que resulta expressamente da letra da lei, ao exigir que a servidão se mostre desnecessária na altura em que é invocada, e não que sejam realizadas alterações que determinem essa situação de "desnecessidade”, sob pena de se entender que tais alterações são uma consequência da declaração de extinção2 Este foi o entendimento da sentença recorrida como flui do seu seguinte segmento: «Não obstante, a situação de "desnecessidade”, com o recorte acima perfilado, tem de ser aferida pela situação existente no momento em que a acção é proposta, e não só após a realização de alterações a levar a cabo no prédio dominante determinada na sentença: na verdade, é a nosso ver, esse o alcance do elemento literal do art.156 n. 2 quando exige que a servidão se mostre desnecessária na altura em que é invocada e não que o venha a fazer depois de realizadas alterações que determinem essa situação de "desnecessidade”.