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8- No nosso modesto entendimento, só por si, tal circunstância, desvirtua totalmente o princípio da imediação e oralidade, um dos pilares em que assenta toda a edificação do processo  9-Nesse sentido, valemo-nos do Acordão do Supremo Tribunal de Justiça, de 19-05-2005, disponível em www.dgsi.pt, onde se pode ler: "Os princípios da imediação e da oralidade devem prevalecer no julgamento da matéria de facto, na medida em que a verdade judicial resulta duma apreciação ética dos depoimentos – saber se quem depõe tem a consciência de que está a dizer a verdade – mais do que a sua validade científica, que o julgador, por não ser perito em veracidade, pode não estar habilitado a avaliar.