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A disposição legal citada impõe ao recorrente o dever de "circunscrever ou delimitar o âmbito do recurso, indicando claramente os segmentos da decisão que considera viciados por erro de julgamento”, bem como a exigência de "fundamentar, em termos concludentes, as razões da sua discordância, concretizando e apreciando criticamente os meios probatórios constantes dos autos ou da gravação que, no seu entender, impliquem uma decisão diversa”, não bastando "meras generalidades, não alicerçadas em factos concretos ou descritas de forma imprecisa ou vaga”  Os ónus do n. 1 do artigo 640, tal como as exigências do seu n. 2, constituem manifestação especial do princípio da cooperação para a descoberta da verdade, previsto no artigo 41 do CPC2, devendo ser apreciadas à luz de um critério de rigor A exigência legal que impende sobre o recorrente da matéria de facto não fere minimamente o princípio constitucional da efetiva tutela jurisdicional, como se refere na fundamentação do acórdão do Tribunal Constitucional n. 259/2002, de 18-07-2002, publicado no DR, Série, de 13-12-20024, onde se diz que os ónus impostos ao recorrente, na impugnação da matéria de facto não revestem natureza puramente secundária ou formal, antes se conexionam com a inteligibilidade e concludência da própria impugnação da decisão proferida sobre a matéria de facto.