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Conforme resulta da factualidade provada, a ré B, que se dedica à "indústria” da pesca, e é proprietária da embarcação denominada "Aurora Boreal”, celebrou com a ré um contrato de seguro do ramo "marítimo/casco” relativamente a esta embarcação, cobrindo, entre outros, os riscos de "responsabilidade por danos patrimoniais causados a terceiros”, até ao limite de € 2000,033 Da análise da respetiva apólice, condições gerais, e ata adicional resulta com clareza que se trata de um seguro que cobre tanto os danos sofridos no próprio navio, como os causados por este a terceiros – cláusulas 2 e 34 das Condições Gerais, e 47 das Condições Especiais, esta expressamente mencionada na apólice3 No caso em apreço releva a cláusula 47 das condições especiais da apólice, que expressamente prevê a cobertura de "4/4” ou seja, a "dos prejuízos que sejam imputados ao Segurado por danos patrimoniais causados a terceiros por abalroamento com outros navios ou embarcações”.