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Que a lei não se basta com a enumeração das alíneas do n. 2 do artigo 18 do CIRE que se entendem estarem preenchidas como bastante para desencadear a aplicação de uma insolvência como culposa, sendo antes exigido uma análise fundamentada e alicerçada em factos sólidos que constem do processo e que levem a uma conclusão, sem margem para dúvidas, de que a conduta do recorrente prevista no aludido n. 2 do artigo 18 do CIRE, nos três anos anteriores ao processo de insolvência, agravou ou criou, com dolo ou culpa grave, a situação de insolvência; 1        Que dos presentes autos não resulta que o recorrente, nos três anos anteriores ao início do processo de insolvência, tivesse criado ou agravado a sua situação de insolvência em consequência de actuação dolosa ou com culpa grave de sua parte.