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E se não decidiu antes da primeira inspeção, não pode ser valorado contra o sujeito passivo, sob pena de total inflexão dos princípios norteadores do procedimento tributário de inspeção, para além da violação do artigo 6da LGT; h.	O facto de a competência para a apreciação do pedido de reconhecimento de desvalorização excecional de bens no ativo imobilizado corpóreo ser da Direção de Serviços do IRC, ao passo que a competência para a fiscalização tributária ser da Direção de Serviços de Inspeção Tributária da Direção de Finanças de Lisboa não poderá determinar qualquer outra conclusão que não a acima exposta pela Recorrente, na medida em que, estando na esfera da mesma entidade Administração Tributária), nos termos do artigo , n. 3 da LGT, a apreciação do mérito do pedido formulado pela Recorrente em março de 2003 e, ainda, a abertura do procediménto de fiscalização à Recorrente, terá, forçosamente, de se concluir que o conhecimento do indeferimento do pedido apresentado pela Recorrente apenas em 2006 é imputável à Administração Tributária e, nessa medida, não poderá configurar um "facto novo" suscetível de justificar a abertura de um novo procedimento inspetivo; 	Ainda que se aceitasse que o indeferimento do pedido de reconhecimento de desvalorização excecional de bens no ativo imobilizado corpóreo configura um "facto novo", suscetível de justificar a abertura de um procedimento inspetivo - como entendeu o Tribunal a quo para indeferir a Impugnação Judicial apresentada pela Recorrente, mas que se admite apenas hipoteticamente, mas sem conceder -, a realidade é que, à luz do artigo 6, n.3 da LGT, o procedimento inspetivo realizado pela Administração Tributária em 2006 teria de ser de natureza "externa" e não de natureza "interna"; j.	Atendendo à existência de factos novos e, ainda, atendendo à documentação e elementos analisados pela Administração Tributária - como adiante se verá em pormenor -,deveria a Administração Tributária ter procedido à abertura do procedimento externo de inspeção, nos termos do artigo 6, n.3 da LGT, pelo que, não tendo a Administração Tributária procedido à abertura do supracitado procedimento externo de inspeção - o que, naturalmente, determinou a falta da observância das suas regras específicas designadamente, a decisão fundamentada do dirigente máximo do serviço) - sendo, antes, utilizado um procedimento que a Administração Tributária designou de "interno", tal situação determina a violação do princípio da irrepetibilidade da inspeção, consagrado no citado artigo 6, n.3 da LGT que, por seu turno, inquina a liquidação aqui contestada; k.	O procedimento inspetivo subjacente à liquidação impugnada trata-se, de facto, de um procedimento inspetivo externo, na medida que não se destinou, única e exclusivamente, a proceder a uma análise formal e de coerência dos documentos, tendo igualmente procedido à verificação da contabilidade e registos contabilísticos e documentos de suporte/listagens da Recorrente, registos esses obtidos numa primeira inspeção realizada ao mesmo exercício e à qual, por mero procedimento inspetivo interno, a Administração Tributária não teria acesso; 	Atendendo à existência de uma outra ação inspetiva anterior à operada em 2006, em relação ao mesmo sujeito passivo, imposto e período de tributação, no âmbito da qual a Administração Tributária teve acesso aos elementos de facto subjacentes ao pedido de reconhecimento de desvalorização excecional formulado pela sociedade e que poderia, se assim quisesse, ter inspecionado e efetuado todas as correções que entendesse serem devidas, não era possível à Administração Tributária ter repetido uma segunda inspeção externa; 	Nessa medida, deverá a sentença recorrida ser revogada por Vossas Excelências e, em consequência, deverá a mesma ser substituída por nova decisão que comtemple a argumentação aduzida pela Recorrente, com todas as consequências legais daí decorrentes, designadamente a declaração de ilegalidade da liquidação ora impugnada, por violação do princípio da irrepetibilidade da inspeção, consagrado no artigo 6, n.3 da LGT; n.	A atuação da Administração Tributária violou, de forma intolerável, o princípio da boa fé a que alude o artigo 1 do CPA artigo -A à data dos, ao instaurar e concluir um procedimento inspectivo alegadamente interno, com base pelo menos, nos elementos contabilísticos e justificativos fornecidos pela Recorrente no âmbito de uma anterior inspeção de que foi alvo em e que a expressamente admite ter utilizado e, posteriormente, com vista a justificar e a sua atuação qualificar o procedimento inspectivo como sendo interno; o.	Analisando a situação em apreço, verifica-se que a Administração Tributária, aquando da inspeção tributária realizada em 2004 aos exercícios de 2000, 2001 e 2002, recolheu todos os documentos e registos contabilísticos que necessitava naquele momento e no e, posteriormente, em 2006, aquando da decisão de indeferimento do pedido de desvalorização excecional utilizou aquela documentação e informação obtida, com vista a efetuar uma correção da matéria coletável do exercício de 2002, a qual gerou a liquidação ora impugnada; p.	Constata-se, pois, que a Administração Tributária recorreu a elementos contabilísticos e de suporte às inscrições contabilísticas a que nunca teria tido acesso naquela fase processual inspeção de se não fosse a inspeção tributária realizada em 2004 e, sob a capa de um procedimento inspectivo que qualificou de "interno", procedeu a novas correções à matéria coletável do exercício de 2002, sem atender às formalidades procedimentais exigíveis no âmbito de um procedimento inspetivo externo; q.	Conclui-se, portanto, que não obstante a Administração Tributária tenha qualificado o procedimento inspetivo realizado em 2006 como interno, o mesmo é, de facto, materialmente externo, o que viola, inadmissivelmente, o princípio da irrepetibilidade das inspeções externas consagrado no artigo 6, n. 3 da LGT e, ainda, o princípio da legalidade, consagrado no artigo 10, n.2 da Constituição da República Portuguesa; r.	É um dever da Administração Tributária ser diligente na averiguaç��o das situações inspecionadas, não podendo a sua inércia ou falta de diligência operar a seu favor.