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Por outro lado, o facto de estar provado que, desde 1994/1995, a A. não fez qualquer pagamento monetário pela utilização do imóvel, não é, por si só suficiente para integrar o abuso do direito, até porque está provado também que o projecto do kartódromo trouxe todo um conjunto de vantagens para o R., nomeadamente o embelezamento do local, com benefício para o turismo e indústria hoteleira da região e divulgação da terra nos meios de comunicação.DECISÃO.Pelo exposto, acordam os juízes que constituem esta Secção Cível do Tribunal da Relação do Porto em, alterando a decisão recorrida, julgar parcialmente procedente o pedido subsidiário formulado pela A. e, consequentemente, condenar a R. a pagar à A. a quantia de €60835,00 Seiscentos e cinco oitocentos e trinta e cinco, acrescida de juros de mora desde a citação até integral pagamento.Custas pelo apelante, dada a diminuta sucumbência da apelada.Porto, 8/3/2019 Amaral Ferreira Deolinda Varão Freitas Vieira