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A decisão a quo está errada e, por isso, deve ser revogada. . Não ponderou devidamente o Tribunal a quo o seguinte: - A autora ora recorrente não retirou qualquer benefício económico desse facto; - Não colocou em causa a integridade física de ninguém; - Não lesou de forma grave a honra ou o património alheio – note-se a este respeito que no processo crime em que a ora recorrente foi condenada, apesar da queixosa/assistente ter pedido indemnização por danos patrimoniais e não patrimoniais, nada lhe foi atribuído a esse. . E já recebeu a recorrente a sua "maior punição” ao ter sido julgada num dos Tribunais em que, com carácter quase diário trabalha e onde necessariamente o seu processo abalou a sua imagem profissional. . Por outro lado nenhuma das circunstâncias atenuantes foi tida em consideração. . A recorrente é advogada desde 1997, em exercício efetivo da profissão, não tendo, até 2012, quaisquer antecedentes disciplinares, pelo que deveria tal facto ser considerado como atenuante. . Por outro lado, a decisão não justifica a aplicação de uma sanção tão elevada. . Por outro lado, a decisão ora posta em crise, nem sequer ponderou/analisou a possibilidade da suspensão da execução da pena, pelo que nem sequer se pode dizer que a suspensão da execução da pena não cumpre os fins de prevenção geral e especial. . Excessivo, manifestamente excessivo, é tornar essa sanção efetiva privando a recorrente, pelo período de 4 anos, de exercer a atividade com que provê ao seu sustento, e das suas duas filhas menores, sem lhe dar a oportunidade de corrigir o seu comportamento. . A simples ameaça da pena grave de suspensão mostra-se claramente suficiente para afastar a recorrente e outros advogados da prática de atos idênticos. . Não se mostra por isso proporcional nem necessária, claramente, a pena de suspensão efetiva. . Por outro lado, não nos podemos esquecer o lapso temporal que já decorreu, sem que tenha havido qualquer outra condenação disciplinar, o que demonstra claramente que estamos perante um ato isolado que nunca mais se voltará a repetir. . Em conclusão, entende a recorrente que deverá ser revogada a decisão em crise e substituída por uma outra que aplique uma sanção de suspensão de 1 ano, naturalmente suspensa na sua execução pelo mesmo período, nos termos do artigo 138 do EOA.