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É, pois, neste terreno movediço que se viu o tribunal de julgamento ter de percorrer a demanda pela verdade material e, como tal, na prudência do demais tecido probatório constante dos autos, das próprias assunções personificadas por alguns dos arguidos com respeito a tais crianças, e do aquilatar dos interesses e direitos em confronto, entendeu-se, por um lado, verter necessariamente um juízo de desconsideração das declarações assim recortadas e atinentes exclusivamente aos citados declarantes, por colhimento manifestamente ineficaz da sua substância probatória, integrando nulidade crassa ao abrigo do disposto nos artigos 11, n.s 1 e 3, 12 e 12, n.s 1 e 2, alínea, in fine, do Código de Processo Penal g. utilização de meio, e, por outro, obviar ao já citado redobrar do impacto psico-emocional da própria situação de testemunho e de participação directa da criança em tribunal em que a situação de ir a tribunal é susceptível de ser constrangedora e desencadeadora de stress, sobretudo tratando-se de acções alegadamente abusivas no plano sexual, obviando a inerente penosidade para tais crianças, bem como a eventuais distorções da informação e, consequentemente, a alterações da percepção e relato do facto vivido, as quais, de todo o modo, sempre teriam de ver nota iniciática de exposição explicativa assente no facto, insólito, assuma-se de, em tempo de pretéritas declarações para memória futura, uma autoridade judiciária não lhes ter contado a verdade acerca da publicitação endo e extra processual do declarado.