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Manuel de Andrade escreveu que esta prova «traduz-se na percepção por meio de pessoas idóneas para tal efeito designadas, de quaisquer factos presentes, quando não possa ser directa e exclusivamente realizada pelo juiz, por necessitar de conhecimentos científicos ou técnicos especiais, ou por motivos de decoro ou de respeito pela sensibilidade legitima das pessoas em que se verificam tais factos» No ensinamento Antunes Varela, acomodando-se à proposta Liebman, admite que o perito possa fornecer ao julgador «não os dados objectivos do caso concreto, mas os instrumentos lógicos, científicos ou de experiência necessários para a qualificação e valoração desses dados»     A força probatória das respostas dos peritos, quer em primeira perícia, quer em segunda perícia a segunda perícia não invalida a, é fixada livremente pelo Tribunal, sendo, pois, apreciada em conjunto com as demais provas segundo a livre convicção do julgador9, à luz do disposto nos artigos 3810 do Código Civil e 4811 do Código de Processo Civil.