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Conforme se refere no acórdão do Tribunal desta Relação de Guimarães de 29/09/2016, relatado pela Desembargadora Ana Cristina Duarte, publicado no site www.dgsi.pt "os poderes de reapreciação da matéria de facto pela Relação estão circunscritos à reapreciação dos concretos meios probatórios invocados, dispondo, contudo, a mesma, da possibilidade de valorar de forma diversa da 1 instância, os meios de prova sujeitos à sua livre apreciação, como é o caso dos depoimentos testemunhais e documentos.” Assim, "a Relação desfruta não apenas do poder dever de aferir da razoabilidade da convicção dos juízes da 1 instância, face às regras da experiência, da ciência e da lógica, nos casos flagrantes ou notórios de desconformidade entre os elementos probatórios disponíveis e a decisão de facto proferida pela 1 instância, mas também e de um poder dever de formar a sua própria convicção, no gozo pleno do princípio da livre apreciação da prova” – cfr.