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57 se aplicará ainda que a reparação total não constitua encargo opressivo.»    Em suma, podemos assentar em que a limitação da indemnização prevista no artigo 49 do pressupõe, por um lado, que o ato ilícito causador do dano seja imputável ao agente lesante, em regra, a título de culpa leve, com exclusão, portanto, dos casos de culpa grave ou grosseira e de dolo, e, por outro lado, que se verifique uma situação exterior objetiva, por exemplo, de inevitabilidade ou de imprevisibilidade absoluta do dano, ou da qual decorra uma elevada desproporção entre a gravidade do dano e a gravidade da culpa do lesante de modo a tornar a reparação total do dano um encargo opressivo para o lesante. .   Por seu lado, a concausalidade de facto culposo do lesado prevista no artigo 57 do pressupõe que o resultado danoso provenha de uma conduta ilícita imputável ao agente também, em regra, a título de culpa leve e que para a produção ou agravamento do mesmo tenha concorrido, em termos de causalidade adequada, uma conduta do lesado culposa mas no sentido de não ter atuado com a diligência de uma pessoa razoável na gestão do seu interesse de modo a evitar esse resultado danoso ou a mitigá-lo.