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Identicamente referiam algumas décadas mais tarde ANTUNES VARELA, J. MIGUEL BEZERRA e SAMPAIO E NORA16: "As reclamações poderão basear-se num de quatro vícios: a) deficiência, se a resposta não abranger tudo facto quesitado; obscuridade, se a resposta for equívoca, ininteligível ou imprecisa; contraditoriedade, se a resposta a um dos requisitos colidir, como frequentes vezes sucede Sobretudo quando o questionário é mal, com a resposta emitida a propósito do outro quesito; falta de fundamentação, quando a resposta não contiver a menção dos meios concretos de prova em que os juízes fundamentaram a sua convicção, ou quando, tendo havido meios contraditórios de prova sobre o facto tido como provado, se não indicarem as razões da opção feita pelo colectivo.” Daqui emerge, de forma cristalina, que a reclamação a que nos vimos reportando não servia para a parte manifestar discordância relativamente à convicção alcançada pelo Tribunal em função da prova, mas apenas visava a preservação da sua integridade, inteligibilidade, e coerência, e bem assim assegurar a cognoscibilidade dos motivos que presidiram a tal decisão.