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Importa determo-nos sobre a concreta situação discutida nos autos para nos interrogarmos se o  ao propor à Autora, nos moldes em que o fez, a aquisição das obrigações, acenando-lhe com a maior rentabilidade desse investimento, e assegurando-lhe a segurança do mesmo, violou, e de que forma, algum dever de informação a que, na qualidade de intermediário, estava  vinculado, impondo-se, concluindo-se pela afirmativa, extrair as consequências jurídicas desse facto2 O Banco, no âmbito de um contrato de intermediação financeira, propôs, através de um seu funcionário, à Autora a aquisição de um específico produto mobiliário – Obrigações E – convencendo-a, com o argumento de que se tratava de um investimento mais rentável, com capital garantido, equiparável a um depósito a prazo, a adquirir obrigações no valor de €5000,0 A Autora não podia ignorar a natureza do produto que adquiriu, constando do impresso de subscrição, por ela assinado, que se tratava de obrigações subordinadas, nele se mencionando expressamente que "o prazo de emissão é de 10 anos, sendo o reembolso do capital efectuado em 27 de Outubro de 201 O reembolso antecipado da emissão só é possível por iniciativa da E, SGPS, S.A., a partir do  ano e sujeito a acordo prévio do Banco de Portugal”.