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23 do , a teoria da impressão do destinatário, segundo a qual a declaração negocial há-de ser interpretada e aceite de acordo com o que deveria ser entendido por uma pessoa que, histórico-socialmente situada, estivesse colocada na posição do declaratário e de acordo com o sentido normal e corrente que um destinatário colocado nessa posição atribuísse à declaração emitida.” Portanto, na interpretação do contrato de seguro, partindo do vertido na respetiva apólice, dever-se-á ter em conta o fim prosseguido com a celebração do contrato e o seu efeito útil: no caso concreto, a tomadora do seguro, mutuária no contrato de crédito à habitação, celebrou um contrato de seguro de vida com uma cobertura complementar que agora pretende acionar, atinente à sua da Pessoa invalidez total e permanente, ou seja, a situação de invalidez total e permanente por motivo de doença ou de acidente.