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2, n. 1, do Decreto-lei n. 15/93, de 22- Ora – e como já acima dissemos – atenta a natureza cocaína) do produto estupefaciente indiciariamente traficado pelo arguido, a facilidade com que se conseguem avultadas quantias em pouco tempo com tal actividade, incentivadora da retoma da actividade criminosa e da fuga à acção da justiça como condição de continuar a auferir das mesmas, a que o inquérito se encontra no início da sua investigação e por isso a libertação do arguido, atenta a particular vulnerabilidade dos toxicodependentes como testemunhas, perturbaria o decurso do inquérito, nomeadamente na vertente da ulterior aquisição da prova – tudo faz inculcar a ideia da existência efectiva dos perigos de fuga, continuação da actividade criminosa, perturbação grave da ordem e a tranquilidade públicas, bem como o de perturbação para a aquisição, conservação e veracidade das provas a recolher no processo art.