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Ora, in casu estamos perante uma situação em que a AT qualifica de facturas falsas, recorrendo ao mecanismo previsto no n. 3 do artigo 1 do Código do IVA, sobre tal matéria, em situação similar aos presentes autos, pronunciou-se o acórdão de 14 de junho de 2020, proferido no âmbito do processo 879/18BEAVR, deste Tribunal Central Administrativo Norte, e com o qual concordando não se vê motivo para divergir, pelo que aqui se transcreve em parte:  "É sabido que a circunstância de as operações se encontrarem documentadas em factura e recibo e terem sido devidamente inscritas na contabilidade faz presumir a existência da operação; mas, tal presunção deixa de se verificar, nomeadamente, quando a contabilidade ou escrita do contribuinte revelarem indícios fundados de que não reflectem ou impedem o conhecimento da matéria tributável real do sujeito passivo artigo 75, n 1 da Lei Geral Tributária).