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Juiz havia já intervindo na prolação do Acórdão Recorrido, resultaram transgredidas as garantias de imparcialidade e de obtenção de um processo justo e equitativo, ínsitas nos artigos 11 do CPC, 20 n. 2 e 2 n. 4 da Constituição da República Portuguesa, pois que, ainda não se verifique nenhum particular interesse do Digníssimo Juiz Relator na questão a decidir, não se afigura consentânea com a isenção jurisdicional, a apreciação da interposição de Recurso para Uniformização de Jurisprudência, pelo mesmo Magistrado Judicial que, anteriormente, decidiu em sentido contrário na decisão recorrida, e que tem conhecimento de causa, sem o devido distanciamento, sobre todos os fundamentos que serviram de base à prolação do Acórdão Recorrido, desconhecendo, no entanto, em absoluto e já com a devida distância, os fundamentos de base à prolação do Acórdão Fundamento, originando um natural desequilíbrio.