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29 - Talvez porque existia um interesse da própria testemunha em obter algo da Apelante e como não aconteceu, vem a tribunal onde – utilizando um termo caro na sentença colocada em crise para desvalorizar as testemunhas A. N. e F. – foi lesto em anunciar que não existiam em obra nenhuns meios de protecção individual e de protecção colectiva, não existiu formação, que saiu da entidade patronal por falta de condições de trabalho e que teve que comprar botas e capacete, conforme resulta do Testemunha N. T. .. 30 - Dos trechos citados, transparece que a organização da Apelante vive ao sabor do adágio popular " tudo ao molhe e fé em Deus”, não se preocupando com a segurança dos trabalhadores, que têm que comprar os seus EPIs – vá lá que a custo a testemunha refere que lhe foi disponibilizado um capacete  só em todos os anos de serviço – que eles é que montam alguns equipamentos de protecção colectiva, porque é raro vê-los na empresa, e após alguns anos de serviço  pelo menos 2 anos após o acidente do é que decidiu sair da empresa por falta de condições de trabalho, pois podia acontecer-lhe o mesmo que ao Autor!!!!