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Tal passa, necessariamente, pela interpretação do número 2 da cláusula 3 do CCT, quando dispõe que «Quando o trabalho for prestado em regime de laboração contínua o horário de trabalho tem de ser organizado de forma a que os trabalhadores tenham, em média, em cada período de sete dias de trabalho dois dias de descanso consecutivos que, no máximo de quatro semanas, devem coincidir com o sábado e o domingo.»  Segundo as regras de interpretação das normas jurídicas que se mostram contidas no artigo  do Código Civil e que são aplicáveis à parte normativa dos instrumentos de regulamentação coletiva, afigura-se-nos que a única leitura conforme à letra, alcance e sentido da disposição convencional em causa é a defendida pelos Apelados, ou seja, de que o gozo do descanso semanal ao domingo e sábado deve ocorrer no quarto fim-de-semana de cada período temporal de quatro semanas, o que corresponde ao esquema básico antes sintetizado: 3 semanas sem folgas ao fim de semana + 1 semana com descanso ao sábado e domingo + 3 semanas sem folgas ao fim de semana + 1 semana com descanso ao sábado e domingo e assim sucessivamente.