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Finalmente, como a própria jurisprudência do Tribunal da Relação de Lisboa tem afirmado mesmo em repetições de incidentes de suspeição), estamos perante acções relativas a relações familiares, em que o conflito parental encerra uma forte componente emocional nas relações entre as partes sendo certo que, no caso vertente, uma das partes exercia também a qualidade de advogada em causa própria), emprestando uma certa paixão nos argumentos invocados pelas partes, sendo certo que, nalgumas situações, a própria duração do processo vai contribuindo para alterar as situações pessoais de cada um dos intervenientes, que são dinâmicas e não estáticas, o que torna razoável a consideração de que um facto alegado hoje e não provado amanhã atento o princípio da actualidade da decisão nas providências tutelares cíveis e nas questões relacionadas com os não implica, necessariamente, a verificação do vício de má fé.