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factos e da fundamentação de facto da sentença), deveria a administração tributária ter corrigido as suas liquidações oficiosas; 1a O artigo 9, n. 12 do Código do IRC não distingue entre a liquidação do sujeito passivo e a emitida oficiosamente pela administração tributária, tampouco impõe de que forma a liquidação tem de ser corrigida e, por conseguinte, a interpretação seguida pelo Tribunal a quo de que a única forma de correção das liquidações oficiosas seria através da apresentação de reclamação graciosa, impugnação judicial, pedido de revisão oficiosa ou pedido de constituição de tribunal arbitral não encontra na letra da lei o mínimo de correspondência verbal ainda que imperfeitamente expresso; 1a Aplica -se plenamente o brocardo latino "ubi lex non distinguit nec interpres distinguere debet’ e se o legislador não especifica por que meios deve ocorrer a correção da liquidação oficiosa então não deverá excluir-se a possibilidade de correção através da apresentação da declaração Modelo 22 de IRC, dentro do prazo geral de caducidade, porquanto tal entendimento restritivo não decorre da lei e, consequentemente, atenta contra o elemento literal da interpretação das normas jurídicas cf.