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Efetivamente, e como a apelada o refere, a propriedade das benfeitoras úteis) que não sejam levantáveis da coisa em que foram introduzidas transmite-se para o dono da coisa beneficiada e, ao mesmo tempo, surge no património do benfeitorizante um direito de crédito sobre o dono da coisa beneficiada, correspondente ao valor da benfeitorias, calculado segundo as regras do enriquecimento sem causa - art 216/3 e 1273 Se a acessão industrial imobiliária pressupõe «duas coisas; que não sejam propriedade da mesma pessoa, e que essas coisas se unam de um certo modo»1, nenhum sentido pode fazer que se pretenda cumulativamente, por um lado, abdicar da propriedade das benfeitorias para receber o seu valor e, por outro, fazer-se valer da propriedade dessas benfeitorias para, em função da sua incorporação num terreno alheio, se exercer o direito à acessão.