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Porém, em caso de insolvência da entidade emitente das obrigações, o que veio a suceder, o autor não têm garantia legal a de reaver qualquer montante aplicado no produto7 Assim, a informação foi indubitavelmente deficiente, inexata, obscura e não objetiva porque não foram elucidados aspetos essenciais do produto de modo a permitir ao autor entender as respetivas especificidades, pois o Banco réu caracterizou a aplicação recorrendo a expressões em tudo igual a um depósito a prazo, a mesma garantia de um depósito a prazo, que não só não concretizou, como se mostram empregues a fim de induzir em erro o investidor relativamente às concretas especificidades do produto8 Impunha-se que o autor tivesse sido elucidado de forma a saberem se estava ou não) assegurado o reembolso do capital investido e se este assumia ou não) as caraterísticas e garantias de um depósito a prazo, que consubstanciavam as características específicas do produto ab initio, ou seja, não estavam dependentes de quaisquer variantes designadamente da evolução da conjuntura económico-financeira8 Não apresentou, pois, o Banco réu ao autor, de forma clara, esclarecida e fiel, o produto proposto, não obstante soubesse que este não tinha conhecimentos que lhe permitissem aferir do alcance da aplicação na aquisição das obrigações, bem sabendo que o autor não tinha qualquer intenção em investir o seu dinheiro em produtos que implicassem qualquer risco para o capital, sendo certo que lhe foi até assegurado que «o produto em questão era idêntico a um depósito a prazo»82,83,8 Quer dizer, o banco réu, com a sua conduta, desafiou todos os deveres de proteção da integridade pessoal e patrimonial do autor, tendo-lhe apresentado como realidade, uma situação que à partida sabia que não era aquela não se tratava de um depósito a, o que conduziu, não a uma frustração das expectativas daquele, mas antes, �� frustração da sua confiança, porquanto as representações e as disposições efetuadas em função das mesmas, lhe foram indevidamente transmitidas, o que conduz, inexoravelmente à obrigação de reparação, colocando o sujeito na situação em que se encontraria se não tivesse acalentado aquelas expectativas85,8 Entende ainda a apelante que "o risco do produto em causa nos presentes autos era baixo uma vez que nada fazia antever qualquer dificuldade futura do emitente, e que – os funcionários, mais concretamente o funcionário que o colocou, sempre acreditaram – até praticamente ao momento do incumprimento - que se tratava de produto seguro”.