Legal Document Excerpt:

Alegaram para o efeito que durante vários anos as prestações do empréstimo foram sendo pagas pelo devedor principal de que são fiadores, ignorando os embargante os valores que estão em dívida e se o imóvel hipotecado é suficiente para liquidar o empréstimo; que é ilegítimo por abuso do direito o comportamento do exequente de reclamar juros de mora quando após o incumprimento, logo seguido de subsequentes incumprimentos, nada fez para cobrar o crédito e deixou crescer o montante em dívida; que a exequente incorreu em mora, uma vez que não forneceu aos executados informação detalhada do valor em dívida, nem adoptou qualquer conduta para ser rapidamente ressarcida do seu crédito instaurando a execução e evitando a desvalorização do imóvel, apesar das solicitações nesse sentido dos embargantes; que a exequente concedeu crédito ao executado principal em condições desadequadas face à débil situação financeira do mesmo, mutuando-lhe muito mais do que a sua capacidade e taxa de esforço lhe permitiam; que a exequente não explicou aos fiadores os documentos complementares às escrituras de mútuo, os quais contêm cláusulas pré-elaboradas pela exequente e inalteráveis; que a cláusula ínsita no artigo 6 do documento complementar é proibida/nula por violação da boa fé e da proporcionalidade; que apesar dos pedidos dos embargantes a exequente demorou três anos a instaurar a execução, assim contribuindo para o agravamento da posição dos fiadores/embargantes.