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Motivar ou fundamentar o ato de ingerência não é apenas cumprir um determinado formalismo ou ritualismo, é muito mais do que isso, é "uma imposição finalística da necessidade de evitar a arbitrariedade ou o voluntarismo como fundamentadores de uma determinada resolução judicial que interfira no normal respeito dos direitos fundamentais da pessoa”.»8  Na contestação que apresentaram nos autos, os Arguidos ...) e ...) invocaram a nulidade decorrente da falta de fundamentação do despacho que autorizou as primeiras escutas telefónicas neles levadas a cabo, em desrespeito do que dispõe o artigo 18, n. 1, do Código de Processo Penal, e consequentemente, a nulidade das escutas enquanto método proibido de obtenção de prova e a proibição de utilização no processo penal de toda a prova que foi obtida em consequência da realização das primeiras escutas.