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107 do sitaf;   Em 002010, deu entrada no Serviço de Finanças um requerimento apresentado por com o seguinte teor:  "   A requerente é uma pessoa de idade avançada 90, razão pela qual tem como seu procurador e representante junto do Fisco, há vários anos, o seu filho, J., contribuinte fiscal n ;   A requerente além da sua idade avançada, está severamente diminuída há cerca de quinze anos, na sequência de um atropelamento  em que sofreu traumatismo craniano, com hemorragia intracerebral que lhe causou demência traumática;   Desde então e por via da sua incapacidade e da completa dependência de terceiros, vive num lar para idosos da Santa Casa da Misericórdia, em ...);   Pelas razões expostas, a requerente passou, em 1096, uma procuração ao seu filho J., concedendo-lhe os mais amplos poderes ;   A partir daquela data e apesar da requerente viver no lar da Santa Casa da Misericórdia de ...), toda ou quase toda a sua correspondência passou a ser endereçada para a residência do seu referenciado filho, na Rua Mário Sacramento, Edifício Colombo 2, Bloco 1, 4 Z, 3810 – 000 Aveiro;   Assim aconteceu em meados de 2006, quando – sabe-se agora – o Serviço de Finanças de Aveiro-1 pretendeu notificar a requerente ;   E sabe-se agora porque, em Abril deste ano, a requerente foi notificada do teor do documento  do qual decorre que a Administração Fiscal entende que a requerente foi notificada da avaliação fiscal de duas fracções e que a aceitou, por não ter reagido contra a avaliação, designadamente pedindo segunda avaliação ;   Porém, o filho e procurador da requerente, J. , jamais recebeu qualquer correspondência respeitante ao talão de registo ;   O talão  contém a assinatura de F., mais precisamente de , que foi cônjuge de J. e que faleceu em 3 de Março de 2007 ;  1 Sucede que a falecida , nora da requerente, padecia de grave enfermidade do foro psiquiátrico, – sofria de doença bipolar, havendo também quem classificasse o seu estado como maníaco-depressivo –, tendo estado internada em Psiquiatria, em Coimbra;  1 Por via da sua grave doença, a falecida vivia quase sempre num estado de profunda depressão, em que se alheava de tudo o que a rodeava;  1 Fruto desse quadro psiquiátrico de , aconteceu que, a ter sido entregue o referido expediente postal respeitante à avaliação em sede de , foi aquela que o recebeu e nunca dele deu conhecimento a quem quer que fosse, mormente ao seu marido e procurador da requerente;  1 De contrário, se tivesse chegado ao conhecimento de J.  tal notificação citação) da avaliação dos imóveis em causa, pelo valor de 29680,00 € – 6469 € superior ao valor real e declarado – a requerente não deixaria de reclamar, nos termos legais, designadamente pedindo segunda avaliação , o que aliás não prescinde de fazer, se for atendido, como se espera, o que consta desta exposição-requerimento;  1 E a requerente jamais deixaria de reclamar porque os valores constantes das escrituras correspondem rigorosamente aos valores da transmissão dos imóveis declarados em sede de IRS, tal como consta das respectivas escrituras públicas de compra e venda, outorgadas em 20/12/2006 e 14/11/2006 ;  1 A requerente embolsou única e exclusivamente, por cada um dos negócios jurídicos em causa, as quantias de 11500,00 € e 11711,00 € ;  1 Porque a requerente, pelas razões expostas, não chegou a ter conhecimento do acto avaliação) , houve falta de notificação citação) ;  1 Assim, a requerente roga a Vossa Excelência se digne notificar a requerente, através do seu filho e procurador, da avaliação feita em sede de , porque, realmente, nunca a recebeu, por forma que a requerente se possa pronunciar sobre a avaliação, nos termos legais.