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294, n. 3, e 323, n. 3, do Código do Trabalho, não obsta a que qualquer das partes faça cessar o contrato nos termos gerais e implica que a partir daquela data não se venceram mais retribuições artigo 29, n.s 1 e 3 do;  - que a retribuição de Janeiro de 2020 devia ter sido paga até ao dia 31 de Janeiro e a de Fevereiro até ao dia 28 de Fevereiro artigo 27, n.s 1, 2 e 4 do;  - que decorre da matéria ter a ré processado o subsídio de férias vencido em 2018 no mês de Abril de 2018 e o subsídio de férias vencido em 2019 no mês de Agosto de 2019 factos 1 e 2), pelo que essas prestações se venceram no último dia desses meses de processamento artigo 26, n. 3 do; - que o subsídio de Natal de 2019 era devido desde o dia 15 de Dezembro de 2019 artigo 263, n. 1, do; - que cabe à R. o ónus da prova do cumprimento da obrigação retributiva artigos 34, n. 2 do Código e que o incumprimento desta na data do vencimento implica a constituição em mora do empregador artigo 32, n. 2 do; - que a R. não pagou estas prestações nas datas dos respectivos vencimentos e que fez uma transferência para o A. de € 122,00 sem indicar a que créditos se destinava, pelo que, por aplicação dos artigos 78 a 78 do Código Civil, nos termos que enuncia, nesse pagamento devem imputar-se em primeiro lugar os juros de mora devidos em 2 de Janeiro de 2020 a respeito dos subsídios de férias de 2018 e 2019, que calcula no montante global de € 41,94 considerando a taxa de juros de 4% ao, em segundo lugar o subsídio de férias vencido em 30 de Abril de 2018, depois o subsídio de férias vencido em 30 de Agosto de 2019 e, na parte sobejante € 29,86), o subsídio de natal vencido em Dezembro de 2019, ficando deste por liquidar deste o valor de € 504,14; - que na data da na data da cessação do contrato, a única prestação em mora há mais de 60 dias corresponde a parte do subsídio de Natal de 2019, no valor de € 504,14, verificando-se quanto a esta prestação uma presunção juris et de jure de que a sua falta de pagamento se deveu a culpa do empregador, por preenchidos os requisitos objectivo e subjectivo previstos no artigo 39, n. 2, alínea, e n. 5 do Código do Trabalho quanto ao mencionado subsídio de Natal de 2019; - que na data da cessação do contrato estava ainda em dívida, há menos de 60 dias, o salário líquido de € 695,15, vencido em 31 de Janeiro de 2020, e o de € 565,15, vencido em 28 de Fevereiro de 2020, presumindo-se também culposo o atraso no seu pagamento, apesar de inferior a 60 dias, nos termos do artigo 79, n. 1, do Código Civil, não sendo suficientes para ilidir esta presunção as dificuldades financeiras alegadas pela empregadora; - que nestes termos se verifica uma falta culposa de pagamento pontual da retribuição quanto ao subsídio de Natal de 2019 e às retribuições de Janeiro e Fevereiro de 2020; - que esta falta integra justa causa de resolução pelo trabalhador, não lhe sendo exigível a manutenção da relação de trabalho.