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O que fica dito permite concluir que as informações do VIES devem, por regra, ser apoiadas em elementos complementares obtidos em território nacional que demonstrem a existência das operações ou, pelo menos, a sua plausibilidade e que permitam suportar, designadamente, uma liquidação adicional decorrente de uma acção inspectiva.” In fine, importa, outrossim, ter em consideração que o artigo 8, n5 do CIVA que é feita alusão no Relatório Inspetivo e que fundamentou a aplicação da taxa prevista na alínea, do n. 1, do artigo 1 o qual preceituava que: "Quando as liquidações adicionais respeitarem a aquisições intracomunitárias de bens não mencionadas pelo sujeito passivo nas suas declarações periódicas de imposto ou a transmissões de bens que os sujeitos passivos considerarem indevidamente como transmissões intracomunitárias isentas ao abrigo do artigo 1 do Regime do IVA nas Transações Intracomunitárias, considerar-se-á, na falta de elementos que permitam determinar a taxa aplicável, que as operações são sujeitas à taxa prevista na alínea do n. 1 do artigo 1, sem prejuízo de a liquidação ficar sem efeito se o sujeito passivo proceder à regularização da sua situação tributária, ilidir a presunção ou demonstrar que a falta não lhe é imputável”, apenas foi introduzido com Decreto-Lei n. 100/95, de 19 de maio, porquanto não aplicável à data da prática do facto tributário, sendo, nessa medida, mais um motivo para considerar ilegal a aludida correção.