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Todas estas crianças - até ao julgamento do agressor – podem ser chamadas a depor perante uma professora numa escola, uma psicóloga numa escola, um inspector da PJ, um procurador do Ministério Público, um técnico da CPCJ, um técnico da Segurança Social ou de instituições de acolhimento, um juiz Diz-nos Catarina Ribeiro, docente universitária da Faculdade de Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, que «o facto de uma criança ter de contar a sua experiência várias vezes pode gerar elementos desestabilizadores", académica esta que dirigiu um importante estudo - «A Criança na Justiça» - sobre abusos sexuais no seio familiar em crianças dos oito aos 12 anos.