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Com efeito, estabelece o artigo 24 n 1 do Código da Estrada que ‘o condutor deve regular a velocidade de modo a que, atendendo à presença de outros utilizadores, em particular os vulneráveis, às características e estado da via e do veículo, à carga transportada, às condições meteorológicas ou ambientais, à intensidade do trânsito e a quaisquer outras circunstâncias relevantes, possa, em condições de segurança, executar as manobras cuja necessidade seja de prever e, especialmente, fazer parar o veículo no espaço livre e visível à sua frente.’ Por sua vez o artigo 25 estabelece que "sem prejuízo dos limites máximos de velocidade fixados, o condutor deve moderar especialmente a velocidade:  ) Nas localidades ou vias marginadas por edificações;  h) Nas curvas, cruzamentos, entroncamentos, rotundas, lombas e outros locais de visibilidade reduzida;  j) Nos troços de via em mau estado de conservação, molhados, enlameados ou que ofereçam precárias condições de aderência; ’ E não se pode afirmar que a conduta da condutora do LG não tenha sido causal do acidente, por circular numa via molhada, dado que chovia, com 6 metros de largura, à noite, com visibilidade reduzida, numa zona com habitações e comércio, num entroncamento, com inclinação descendente, atento o seu sentido de marcha, que se encontrava a cerca de 30 metros do local onde a autora efetuou o atravessamento da via, significa que, para percorrer essa distância, necessitou apenas de 1,8 segundos 60km =6000m) está para 1 hora =600seg), assim como 30metros está para x, o que denota que contribuiu decisivamente para a ocorrência do acidente, caso seguisse a uma velocidade inferior, mais adequada para o local e para as concretas condições da via, teria mais tempo para reagir e minorar, senão mesmo evitar, o sinistro, basta pensar que se assim acontecesse viria mais atrás e, muito provavelmente, nem teria ocorrido o acidente dado que quando chegasse ao local, a autora já teria atravessado a via.