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Condenar-se os RR a respeitarem o direito de propriedade dos autores sobre a totalidade do prédio identificado na alínea, abstendo-se da prática de actos que perturbem esse direito; ) Determinar-se a rectificação do registo descrito sob o número 2400/170698, da freguesia do Caniço, averbando-se à sua descrição que é o actualmente inscrito na matriz sob o artigo 92 da Secção UU antes parte do artigo 6/2 da mesma secção) e que tem a área de 100m2 Para tanto, alegaram, em resumo, o seguinte: §  Receberam o identificado prédio por transmissão sucessória, por óbito de seus pais e subsequente partilha de bens ; §  o seu pai havia-o adquirido por arrematação pública em 1973, altura a partir da qual passou a usufrui-lo, na íntegra, dele retirando todas as suas utilidades, de forma pública, pacífica e exclusiva ; §  começaram a trabalhar com o pai no prédio desde 1980 e, desde tal data, entram e saem do prédio, utilizando-o á vista de toda a gente, de forma pacífica e sem oposição, cultivando a terra e colhendo os respectivos frutos ; §  sendo que, desde 2000, tal prédio urbano constitui a residência do Autor Alcindo., que nele habita com a sua família, tomas as refeições, dorme, descansa e usa-o como se proprietário fosse, à vista de toda a gente e sem qualquer oposição ; §  os Réus, tendo pleno conhecimento dessa circunstância, registaram o seu direito de propriedade sobre o prédio que confina com o seu, como se ele se estendesse pela totalidade do artigo 6/2, da Secção "UU”, assim os impedindo de registar o seu direito sobre o prédio de sua pertença.