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A Recorrida apresentou contra-alegações, nas quais concluiu nos seguintes termos: "A- Em face do ponto A do probatório e ponto 3 do RIT não é facto admitido que a Recorrida se dedicava à transmissão intracomunitária de bens, mas sim ao comércio por grosso de materiais de construção, pelo que tem de decair a conclusão das alegações da AT; B- A argumentação do que está isento é por que está sujeito, utilizada pela AT neste caso em concreto, é dúbia e até falaciosa, pois que estando nas referidas facturas inscrita a descrição de meras prestações de serviços, como mão de obra e trabalhos de assentamento, resulta claro que eram operações não sujeitas ao RITI, o qual só inclui a transmissão intracomunitária de bens, donde o que está não sujeito a imposto nunca pode estar isento, pelo que a conclusão não se afirma sustentável; - O rigor formalista a que alude a AT na conclusão dirige-se aos operadores económicos envolvidos e ao público em geral mas não tanto à AT que devia no âmbito do procedimento de ínspecção em causa, ainda antes de finalizar o relatório apurar do significado e conteúdo do descritivo da factura quanto à quantidade e denominação dos bens e dos serviços e determinar se era ou não sujeita a Iva por via do RITI, o que se inclui no princípio da verdade material a que alude o art.