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Face à redacção deste preceito e sua menção a prédio urbano ou local arrendado, bem como face ao disposto no n2 do mesmo artigo, surgiram divergências quer doutrinárias, quer jurisprudenciais, relativamente à existência de direito de preferência exercido pelo arrendatário de uma parcela de imóvel não constituído em propriedade horizontal, entendendo então a maioria da doutrina3 e jurisprudência4 que, não tendo sido constituída a propriedade horizontal, ao arrendatário assistia o direito de preferência na venda da totalidade do imóvel em que o locado se integrava, uma vez que a parcela locada, mas não autónoma, não poderia ser objecto de venda; se a propriedade horizontal estivesse constituída, o direito de preferência limitar-se-ia à fracção respectiva.5 Assim, conforme referido por Luís Miguel Monteiro6, por um lado, não obstante a inclusão no RAU desta expressão, o preferente de parte de um prédio não constituído em propriedade horizontal podia mesmo assim exercer o seu direito relativamente à totalidade, uma vez que, por um lado, o legislador mantivera as designações de "prédio urbano” e "fracção autónoma” no art.