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Também inconformado, o Fundo de Garantia Salarial recorreu e apresenta as seguintes conclusões:  Referem-se as presentes alegações ao recurso interposto da sentença de verificação e graduação de créditos proferida nos autos supra identificados, considerando que a mesma é omissa quanto ao reconhecimento do crédito peticionado no requerimento de sub-rogação apresentado pelo FGS em 14 de  agosto de 2011, no montante de € 32167,44 trezentos e vinte , cento e sessenta e sete euros e quarenta e quatro cêntimos);   É igualmente fundamento da presente peça processual a falta de graduação dos créditos do FGS no que respeita aos bens imóveis;   Alicerçam-se ainda no facto de não ter sido devidamente reconhecido o privilégio imobiliário especial sobre os imóveis que integravam o estabelecimento/organização empresarial do empregador/insolvente nos quais os ex-trabalhadores prestaram a sua atividade;   O presente recurso é sustentado na sub-rogação legal decorrente do previsto no artigo 322 do Regulamento do Código do Trabalho;   Na sequência dos pagamentos efetuados aos trabalhadores da insolvente, a requerimento destes, o FGS apresentou dois requerimentos de sub-rogação;   O primeiro dos requerimentos em 14 de agosto de 2011, relativamente a 46 quarenta e trabalhadores da insolvente, no montante de € 32167,44 trezentos e vinte , cento e sessenta e sete euros e quarenta e quatro cêntimos);  Um segundo requerimento de sub-rogação em 26 de janeiro de 2012, relativamente a 1 trabalhador da insolvente, no montante de € 268,80 três , duzentos e sessenta e oito euros e oitenta cêntimos);   Sucede, porém, que a sentença recorrida apenas reconhece o montante peticionado no segundo requerimento, no valor de, tão somente, € 268,80 três , duzentos e sessenta e oito euros e oitenta cêntimos);   É, pois, omissa quanto ao primeiro requerimento de sub-rogação;  1 Por força daquela sub-rogação legal a insolvente constituiu-se devedora do FGS, na medida dos pagamentos por este suportados, os quais se cifram em € 32436,24 trezentos e vinte e três , quatrocentos e trinta e seis euros e vinte e quatro cêntimos), e respetivos juros de mora vincendos;  1 O pagamento de tais montantes encontra-se devidamente comprovado nos autos, por documento autêntico – artigo 371, n. 1 do Código Civil;  1 Inexistem quaisquer impugnações aos créditos, pelo que os mesmos deverão ser reconhecidos tal qual reclamados;  1 Verifica-se pois uma nulidade, por omissão de pronúncia, nos termos da alínea do n. 1 do artigo 615 do CPC;  1 A massa insolvente é integrada por bens móveis e imóveis;  1 Porém, pela sentença ora em crise não foram reconhecidos nem graduados os créditos do FGS quanto aos bens imóveis;  1 Também aquela não considerou o privilégio imobiliário especial de que goza o ora apelante;  1 O FGS goza de privilégio mobiliário geral e imobiliário especial sobre os imóveis que compõem o estabelecimento da insolvente, conforme disposto no artigo 333 do Código do Trabalho e no artigo 322 do Regulamento do Código do Trabalho, uma vez que fica subrogado nos direitos de crédito e respetivas garantias dos trabalhadores;  1 Privilégios já reconhecidos pelo Senhor Administrador de Insolvência, consubstanciando, por isso, violação do n. 3 do artigo 130 do CIRE por omissão da graduação;  1 Resulta, pois, da sentença em apreço um manifesto prejuízo para o FGS, ao não atender à globalidade dos créditos resultantes dos pagamentos efetuados aos ex-trabalhadores da insolvente, ao não graduar os seus créditos quanto aos bens imóveis e ao não atender privilégio imobiliário especial de que goza;  2 Ao decidir como decidiu, a sentença recorrida violou a Lei, e em particular o artigo 322 do Regulamento do Código do Trabalho, o artigo 333 do Código do Trabalho, o n. 3 do artigo 130 do CIRE, e a alínea do n. 1 do artigo 615 do CPC.