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Por conseguinte, e na parcial procedência desta questão, os factos a considerar são os seguintes, indo a negrito os alterados: 1 - No dia 3/10/2016, cerca das 10h45, Km 93,600, IP3, localidade de Vila Nova da Rainha, freguesia de Dardavaz, concelho de Tondela, ocorreu um acidente de viação artigo 1 das petições iniciais do processo principal e apenso 2 -Nesse sinistro foram intervenientes os seguintes veículos: - PU, ligeiro de passageiros, serviço particular, propriedade de A e então conduzido por S, sua única ocupante; - CN, ligeiro veículo especial – funerária), serviço particular, propriedade de Agência Funerária Ld e então conduzido por, seguindo nele como passageiro P; -TM, ligeiro veículo especial – ambulância), serviço público, propriedade de, marca Volkswagen, e então conduzido por T, seguindo nele como tripulante, na cabine da ambulância, T e, na célula sanitária, como passageiros, o doente T e a sua acompanhante aqui autora; - um veículo automóvel ligeiro de passageiros de cor escura cuja matrícula e condutor não foi possível identificar artigos 2 das petições iniciais do processo principal e do apenso; 3 - O veículo PU, assim como o veículo que não foi possível identificar, circulavam no sentido Coimbra – Viseu, e os veículos CN e TM circulavam no sentido oposto Viseu artigos 3 da petição inicial do processo principal e 3 e 4 da petição inicial do apenso; 4 - A faixa de rodagem no local tem entre 11 e 11,10 de largura, permitindo o trânsito em duplo sentido e tendo dispostas no seu eixo duas linhas contínuas artigos 4 da petição inicial do processo principal e 5 da petição inicial do apenso; 5 -Em ambos os sentidos de marcha existem duas vias destinadas ao tráfego que se converte numa única via, uma vez que se desenvolve a supressão da via mais à direita e cuja informação é transmitida por sinalização vertical e por marcas rodoviárias, de afetação de via, designadamente o sinal vertical de afetação de via F1b – aplicação de prescrição a via de trânsito) e setas de desvio marca e um símbolo triangular de cedência de passagem, ou seja, de perda de prioridade, encontrando-se a sinalização da via visível, em bom estado artigo 5 da petição inicial do processo principal e 6 e 7 da petição inicial do apenso; 6 - O traçado da via é uma reta, com o seu perfil em patamar, permitindo boa visibilidade na largura da faixa de rodagem, em ambos os sentidos de marcha artigo 6 da petição inicial do processo principal e 9 do apenso; 7 - O pavimento encontrava-se asfaltado, apresentando-se com condições de aderência, seco e limpo, não se vislumbrando qualquer substância gordurosa ou qualquer obstáculo imprevisível na via artigo 7 da petição inicial do processo principal e 11 do apenso; 8 - O sinistro ocorreu em pleno dia, com tempo seco, apresentando a via uma visibilidade à distância de cerca de 250 metros artigo 8 da petição inicial do processo principal, artigo 12 da petição inicial do apenso; 9 - O fluxo de trânsito era fluído, não existindo qualquer imposição especial de limite de velocidade, decorrente de sinalização, no troço em consideração artigos 9 da petição inicial do processo principal e 13 da petição inicial do apeno; 10 - Nas referidas circunstâncias de tempo e lugar, o veículo CN circulava no IP3 no invocado sentido Viseu – Coimbra e na via de trânsito mais à esquerda, mas dentro da hemifaixa destinada ao seu sentido artigo 10 da petição inicial do processo; 11 - Alguns metros atrás do CN, e na via mais à direita, circulava o veículo TM artigo 11 da petição inicial do processo 12 - Seguindo ambos os seus condutores com atenção ao trânsito e à via e imprimindo aos respetivos veículos, no momento em que o sinistro ocorreu, uma velocidade não superior a 70/ 80 km/h artigo 12 da petição inicial do processo; 13 - Nas referidas circunstâncias de tempo e lugar, a condutora do veículo automóvel ligeiro de passageiros PU, que na altura conduzia com o cinto de segurança colocado, iniciou uma manobra de ultrapassagem tendo, na execução de tal manobra, passado a circular na via de trânsito mais à esquerda, atento o seu sentido de marcha, via essa onde não circulava qualquer outro veículo artigo 14, 17, 18 da petição inicial do apenso B, artigos 13, 14, 26 do processo principal, artigo 30 da contestação do FGA apresentada nos autos principais, artigo 53 da contestação do FGA apresentada no apenso; 14 – Porém, durante a execução de tal manobra de ultrapassagem, o condutor do veículo não identificado, que seguia na via de trânsito da direita atento o seu sentido de marcha, guinou e invadiu inesperada, súbita e bruscamente a via de trânsito esquerda, atento o seu sentido de marcha, via essa por onde já circulava ao seu lado o veículo PU artigos 19, 36 da petição inicial do apenso B, artigo 17, 27, 28 da petição inicial do processo principal, artigo 5 da contestação da ré Seguradoras ...) apresentada no processo; 15 – Tal mudança de via do veículo desconhecido ocorreu cerca de 150 metros antes da supressão da via da direita por onde circulava, a qual se encontrava assinalada, nos termos supra referidos artigo 28 da petição inicial dos autos principais, artigo 30 da contestação do FGA apresentada nos autos principais, artigo 53 da contestação apresentada pelo FGA no apenso; 16 - Tal manobra do condutor do veículo não identificado fez com que a condutora do PU, ao deparar-se com a súbita invasão da sua via de trânsito, por forma a evitar o embate lateral com aquele, guinasse também para a esquerda artigos 20, 21, 24, 36da petição inicial do apenso B, artigo 18 da petição inicial do processo principal, artigo 6 da contestação da ré Seguradoras ...)); 17 – Por força de tal manobra, a condutora do PU perdeu o controlo do veículo, entrando em despiste, tendo o veículo ziguezagueado na via artigos 22, 25, 36 da petição inicial do apenso B, artigo 29 da petição inicial do apenso; 18 – Assim, o veículo PU, circulando desgovernado, guinou para a esquerda, deslocando-se até à berma da esquerda - atendendo ao seu sentido de marcha – quase embatendo no separador /rail e depois guinou para a direita, atravessando toda a faixa de rodagem na sua largura e dirigiu-se para o rail que se situa à direita, quase embatendo no mesmo e guinando, de novo, à esquerda, onde veio a embater com a sua lateral esquerda na lateral esquerda do CN, embate que ocorreu na hemi-faixa de rodagem destinada aos veículos que circulavam no sentido Viseu/Coimbra artigos 19, 20, 21 da petição inicial do processo principal, artigos 29, 36 da petição inicial do apenso; 19 – De seguida, rodopiando na via, o veículo PU embateu com a sua lateral esquerda na parte frontal do TM, embate que ocorreu na hemi-faixa de rodagem destinada aos veículos que circulavam no sentido Viseu/Coimbra artigos 22, 29 da petição inicial do processo principal, artigos 26 e 36 da petição inicial do apenso; 20 – No momento em que iniciou a ultrapassagem supra referida, a condutora do PU seguia a uma velocidade cuja grandeza em concreto não foi possível apurar, mas que era superior a 100km/h artigo 14 da petição inicial do apenso; 21 - Após os referidos embates, os veículos intervenientes ficaram dispostos na faixa de rodagem nos termos melhor descritos no esboço integrante da Participação de Acidente de Viação elaborada pela GNR, constante de fls 26 do apenso B artigo 23 da petição inicial dos autos principais, artigo 27 do apenso; 22 – A condutora do PU era detentora de carta de condução desde 13/9/2001, não tendo averbada qualquer restrição para a condução, nada constando do respetivo registo individual de condutor e sendo considerada uma condutora prudente artigos 15 e 16 da petição inicial do apenso; 23 – Não obstante ter verificado as consequências da sua manobra, o condutor do veículo que não foi possível identificar não parou, nem abrandou a sua marcha por forma a que se pudesse proceder à sua identificação, bem como do veículo que conduzia, desconhecendo-se, consequentemente, a existência de contrato de seguro válido sobre o mesmo incidente artigos 32 e 41 da petição inicial do apenso B, artigo 31 da petição inicial da ação; 24 – A responsabilidade decorrente da circulação do veículo PU mostrava-se transferida para a ré "Seguradoras SA” mediante a apólice n 902187942 artigo 25 da petição inicial dos autos principais, artigo 3 da contestação do FGA apresentada nos autos principais, artigo 1 da contestação da ré Seguradoras); 25 – Nos serviços do Ministério Público do Tribunal Judicial de Tondela correu termos o processo de inquérito n 138/12GTVIS, para apuramento de eventual responsabilidade criminal dos intervenientes no acidente, no qual foi proferida decisão que determinou o seu arquivamento, nos termos do artigo 277 n. 2 do Código Processo Penal, referindo-se no despacho de arquivamento, além o mais, que: "Atento o acima referido, somos a concluir que a culpa na produção do acidente ficou a dever-se à condução imposta no veículo que não foi possível identificar que fez que ao efetuar a manobra de desviar para a esquerda quando estava a ser ultrapassado, fez com que a condutora do PU guinasse para a esquerda para evitar o embate o que fez com que entrasse em despiste indo embater nos veículos CN e TM que circulavam em sentido contrário na sua faixa de rodagem no sentido Viseu/Coimbra.