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Pelo que, nestas circunstâncias, o artigo 2, n2 o referido diploma legal dispõe que "Sempre que possível, deverá ser evitada a repetição da audição da testemunha especialmente vulnerável durante o inquérito, podendo ainda ser requerido o registo nos termos do artigo 27 do Código de Processo Penal”;  A vítima  e os menores,  e E por se tratarem de vítimas especialmente vulneráveis, com ligação familiar ao denunciado, bem como o rau, o tipo e a duração da vitimização indiciado nos autos, afigura-se-nos que a sua inquirição no mais breve espaço de tempo possível, com recurso à tomada das suas declarações para memória futura, pode evitar uma eventual contaminação do seu depoimento e a perda de memória dos factos traumáticos na sua plenitude e com a precisão e rigor necessários à boa administração da justiça e a descoberta da verdade material;  É, por demais, evidente a vulnerabilidade das vítimas/testemunhas, patente o risco existente para a integridade física e psicológica dos mesmos e isso é fundamental para, numa análise concatenada dos factos denunciados, da ficha de avaliação de risco, do teor do auto de notícia e dos aditamentos, concluir pela necessidade de acautelar o valor probatório futuro das declarações de  e dos menores  e E; em julgamento ou noutras fases processuais – assim se assegurando uma lógica sistémica da vertente processual e do valor probatório intrínseco com a natureza pública do crime em causa;  No que concerne aos direitos de defesa do denunciado o mesmo estaria sempre representado por Defensor na aludida diligência, o qual poderia formular todas as perguntas que entendesse pertinentes para a salvaguarda do seu direito de defesa;  Diga-se, ainda, que nos termos dos arts.