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Neste sentido, começou o Recorrente por demonstrar, em primeiro lugar, que não teve oportunidade, tal como os seus colegas de profissão, de ter conhecimento da abertura dos concursos internos realizados pela Inspecção de Jogos, durante o período em que o mesmo se encontrava a desempenhar os seus mandatos,   Sendo que, o douto Tribunal a quo fazendo uma interpretação exclusivamente literal do artigo 1, n. 1, do Decreto-Lei n. 498/88, e descurando por completo da previsão e teleologia do artigo 2, do Estatuto dos Eleitos Locais, veio decidir, pura e simplesmente, que a publicação em Diário da República era a forma por excelência para exteriorizar a abertura dos referidos concursos, e que o Recorrente ao não ter apresentado a sua candidatura, não exerceu um direito que lhe assistia, quando é certo que mais importante que a literalidade de cada preceito, é a sua própria teleologia, e os Princípios e objectivos que visam proteger e garantir, que devem ser atendidos no momento da interpretação e aplicação de cada norma artigo , n. 1, do Código,   JJJJ.