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Por isso, a condição imposta de que, para o exercício do direito de livre resolução, o bem em causa não pode apresentar sinais de utilização não só é razoável, como está em plena conformidade com o estatuído no n. 3 do artigo 1 do Decreto-Lei 24/2014 que prevê que "O consumidor deve conservar os bens de modo a poder restituí-los nas devidas condições de utilização, no prazo previsto no n. 1, ao fornecedor ou à pessoa para tal designada no contrato.”, e no n. 2 do artigo 1 do citado Decreto-Lei: "O consumidor pode ser responsabilizado pela depreciação do bem, se a manipulação efetuada para inspecionar a natureza, as características e o funcionamento desse bem exceder a manipulação que habitualmente é admitida em estabelecimento comercial.” Não só é lógico como decorre da boa-fé negocial que, se um determinado cliente se arrepende da compra que fez e exerce o seu direito de livre resolução não possa danificar o bem impedindo a sua futura comercialização.