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Por conseguinte, dadas as dificuldades inerentes à fixação da pretendida e devida indemnização, pensamos que se deverá atender, sobretudo, a critérios de equidade e aos valores que têm sido atribuídos pela jurisprudência em situações similares, considerando-se ainda a idade do lesado à data do acidente – 26 anos -, as suas caraterísticas de personalidade - era uma pessoa saudável, ágil, robusta e dinâmica -, a atividade profissional exercida e os rendimentos auferidos à data do – o autor é licenciado em Educação Física e Desporto Escolar e exercia a atividade de Educador Físico – Instrutor de Musculação e Cardiofitness, por conta da empresa Y GYM, auferindo um rendimento mensal bruto de €691,71, acrescido do subsídio de alimentação, no valor diário de €4,21, e ainda, em regime de trabalhador independente, para a CLÍNICA ..., LDA., auferindo a quantia de €12,50/treino, desconhecendo-se, contudo, o número concreto mensal de treinos/aulas ministradas -, o défice funcional permanente da integridade físico-psíquica que lhe foi atribuído - 6 pontos -, as sequelas resultantes das lesões permitem-lhe executar as tarefas inerentes à sua atividade profissional habitual de educador físico, tendo de desenvolver esforços suplementares, a inexistência de culpa ainda que concorrencial de sua parte na produção do acidente, e a sua esperança média de vida, que segundo os dados do INE se situa nos 77,74 anos para o sexo masculino, pelo que, atentos os elementos disponíveis, temos como razoável e adequada uma indemnização no montante de €3000,00 trinta e cinco para reparar os danos patrimoniais futuros decorrentes da descrita limitação funcional e com repercussão na esfera patrimonial do autor até ao limite da sua vida.