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No mesmo sentido, para além dos acórdãos anteriormente – aqui se assinalando que, nas decisões mais recentes que têm vindo a ser proferidos sobre a matéria, a orientação da Relação de Guimarães se afigura quase unânime neste sentido–, veja-se ainda o acórdão da Relação de Évora de 102009 onde, reconhecendo-se que o conceito de "coacção física" "supõe, em termos vulgares, a privação da vontade por meio de imposição ou constrangimento resultante do emprego da força física, e ela implica, na declaração negocial obtida por esse meio, um contacto directo com a pessoa do declaratário”, se defende, no entanto, que no caso de esbulho "a violência sobre as coisas é relevante quando estas constituem um obstáculo ao esbulho ou quando o possuidor fica impedido de contactar com as coisas” .