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,  6 – O conceito de espectáculo desportivo foi alterado pela Lei n. 52/2013, de 25 de Julho sendo que o artigo 3 alínea passou a ter a redacção actual "«Espetáculo desportivo» o evento que engloba uma ou várias competições individuais ou coletivas;”;  7 – Aquando na redacção inicial dispunha a alínea dispunha que "«Espectáculo desportivo» o evento que engloba uma ou várias competições individuais ou colectivas, que se realiza sob a égide da mesma entidade desportiva, decorrendo desde a abertura até ao encerramento do recinto desportivo;”, ou seja, do referido conceito foi retirada a parte final a qual referia que o espectáculo desportivo decorria desde a abertura até ao encerramento do recinto desportivo;  8 – Salvo melhor opinião, e atentos os bens jurídicos protegidos pela norma, não poderemos interpretar a retirada daquela parte do conceito de «Espectáculo desportivo» no sentido de dar permissão a todos e quaisquer espectadores de entrarem nas zonas reservadas e proibidas ao público após o apito final do jogo de futebol, pois, caso contrário, estaríamos a por em crise o objecto da própria lei expresso no seu artigo 1;  9 – O espectáculo desportivo, in casu um jogo de futebol, não se inicia com o apito inicial do árbitro nem termina com o apito final, aliás envolve todo um vasto leque de agentes desportivos que começam a desempenhar a sua actividade muito antes do apito inicial do árbitro e terminam as suas funções muito após o apito final do árbitro;  10 – A interpretar a norma no sentido recorrido estaríamos a negar o combate à violência no desporto porquanto é consabido que por vezes é exactamente após o final do jogo, ainda dentro do relvado e com os ânimos exaltados, o ponto mais critico nessa batalha diária contra a violência no desporto que, infelizmente, tem assolado o país nos últimos tempos, aliás, veja-se a propósito os últimos graves acontecimentos amplamente noticiados ocorridos em Guimarães, Alcochete e Braga;  11 – O Tribunal a quo não poderia ter interpretado o artigo 32 n. 1 da Lei n. 39/2009 de 30 de Julho de forma diversa;  12 – Na determinação concreta da pena o Tribunal a quo teve em consideração a ponderação global dos factos, quer quanto à ponderação das exigências de prevenção geral e especial que no caso vertente se afiguram relevantes, tanto como todas as circunstâncias agravantes como atenuantes, pelo que entendemos, salvo melhor opinião, que a pena em que o arguido foi condenado se mostra adequada;  13 – Pelo exposto, entende-se não merecer qualquer censura a decisão do Tribunal a quo ao decidir pela condenação do recorrente nos termos e com os fundamentos ali expostos.