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Escrevem João Conde Correia e Hélio Rigor Rodrigues, em texto publicado em Abril de 2015 na Revista Julgar On Line, que: "A vantagem patrimonial obtida pelo autor de um crime de furto corresponde, inversamente, ao prejuízo patrimonial da vítima, colocando – como já referimos – o problema da articulação prática entre o confisco das vantagens do crime e o eventual pedido de indemnização  Quando os bens que consubstanciam o benefício patrimonial obtido forem restituídos ao lesado g. o automóvel subtraído), no decurso do processo ou na decisão final, o confisco previsto no artigo 11 do Código Penal apenas operará se a vantagem for superior àqueles g. o valor da sua utilização no período em que esteve na posse do ou o ofendido, por um qualquer motivo válido, não aceitar a restituição.