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Face ao disposto no artigo 2 do Decreto-Lei n. 73/2014, de 13 de Maio sobre correio eletrónico e balcão único eletrónico, afigura-se que esse documento não constitui só por si prova bastante para se poder afirmar com toda a certeza, como o fez o tribunal "a quo", que a CITE rececionou o pedido em 11201 e não apenas, em 00201  ) De facto, nos termos desse normativo, aplicável em 112014, data em que o tribunal "a quo" entendeu que a CITE recebeu o supracitado pedido de parecer prévio, a correspondência transmitida por via eletrónica tem que ter o mesmo valor da trocada em suporte de papel, devendo ser-lhe conferida, pela Administração e pelos particulares, idêntico tratamento, pelo que, o documento que serve de prova de que o pedido de parecer prévio foi enviado com sucesso naquela data, não demonstra que o destinatário, a CITE, o tenha recebido, uma vez que no correio por via postal, a prova da receção desse correio faz-se através de correio registado com aviso de receção ou através de correio registado, que obrigam à identificação e à assinatura do destinatário, ou seja, requerem uma prova da receção da correspondência em suporte de papel, por parte desse destinatário.