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Os Pontos em apreço, respeitam à seguinte matéria de facto: - que a Autora criou a aparência de construção de uma zona industrial no terreno adjacente ao prometido vender unicamente com o intuito de sobrevalorizar o imóvel dos autos, pois cerca de dois anos após a celebração do contrato-promessa, com a venda do imóvel adjacente ao dos autos ao Município de Salvaterra de Magos, tal projecto foi definitivamente abandonado;  - que ao ter agido daquela forma a Autora criou na Ré a expectativa, que sabia que não iria concretizar, de construção da zona industrial no terreno adjacente ao dos autos unicamente com o intuito de o sobrevalorizar;  Entendeu o Tribunal "a quo” dar como não provada a matéria constante desses pontos, pelos seguintes fundamentos: Em relação aos factos não provados, dir-se-á, por um lado, que não foi produzida qualquer prova sobre os mesmos, fosse ela pessoal, documental ou pericial, e, por outro lado, que resultou demonstrado precisamente o contrário, daí a enunciação dos factos provados.