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Nesse sentido, e na busca dessa uniformização de critérios, desde sempre a jurisprudência alinhou na ideia de que é salutar, na fixação da indemnização por danos patrimoniais futuros, o recurso a fórmulas matemáticas, a cálculos financeiros e à aplicação de tabelas que auxiliem o julgador no cálculo do capital a fixar ao lesado o tal capital, produtor de um rendimento vitalício, que entregue de uma só vez, e diluído no tempo da sua vida activa, lhe proporcione o mesmo rendimento que antes auferiria se não tivesse ocorrido a lesão), ainda que tais métodos devam ser entendidos como meramente orientadores e explicativos do juízo de equidade a que a lei se reporta, e de que o valor com eles alcançado sempre se traduzirá num minus indemnizatório, que deverá por isso ser temperado através do recurso à equidade.