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a dos factos dados como não provados deveriam ter sido dados como provados, com base nos depoimentos prestados em audiência pelas testemunhas arroladas e em face das declarações por estas prestadas e que se reproduziram supra e cujo teor aqui se dá por reproduzido; - Da mesma forma, e em face da prova produzida, deveria ainda ter sido dada como provada a seguinte matéria de facto: – Os produtos de cafetaria, e que são taxados à taxa de 13% de IVA, representam 70% da atividade da Autora; – A Ré insere em base os dados que lhe são remetidos pelos clientes, tendo por hábito a remessa de uma planilha em Excel onde o cliente indica os preços e as taxas de IVA aplicáveis; – O campo referente a taxas de IVA é parametrizável, podendo ser alterado pelo utilizador final, bem como é permitido ao utilizador final, alterar preços dos produtos; – A Autora tinha vários funcionários que procediam à alteração de preços e às operações de fecho de caixa; – A Autora, ao tempo, geria 17 casas, com diversos softwares, centralizando o processamento global das declarações e da contabilidade em entidade externa; – O gerente da Autora é economista de profissão; - Para que se possa prefigurar a existência da responsabilidade contratual, caberia à Autora fazer a prova de que: – Celebrou com a Ré um contrato em que esta se obrigava a proceder à verificação das taxas de IVA aplicáveis; – Que no momento da instalação, as taxas de IVA lançadas em base de dados, se encontravam erradas; No momento da instalação e da formação, a Autora não apresentou qualquer reclamação, sendo certo que, a taxa de IVA aplicável ao produto, não se trata de um vicio oculto, dado que astaxas de IVA são impressas em todas as faturas ou talões emitidos pela empresa; Prova que a Autora não logrou fazer.