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No relatório final o júri desconsiderou a pronúncia da Recorrida - em sede de audiência prévia, de que incorreu em erro na formação da vontade ou a sua proposta quanto ao preço mostra-se violadora de disposições legais laborais, enquanto empregadora, na fase de execução do contrato, juntando nota justificativa de que os custos a suportar com os técnicos, equipamentos e produtos será de €124 373,35, excedendo o preço base -, não aceitando o erro invocado e considerando que não sabe nem tem obrigação de saber a proveniência dos recursos financeiros para pagamento dos recursos humanos e equipamentos por parte da Recorrida e, por considerar não haver que excluir a proposta ao abrigo da alínea do n 2 do artigo 70 do CCP, manteve a proposta de adjudicação factos a. Mas mesmo antes da pronúncia da Recorrida, na comparação das propostas apresentadas e validamente instruídas, o júri/Recorrente deveria ter estranhado que, quanto ao preço, apenas a da Recorrida não só ficava abaixo do preço base como nem sequer chegava a metade do valor deste, levando-o a considerar haver indícios que apontassem para um sério risco de incumprimento na fase de execução do contrato e o determinasse a exercer o poder discricionário de fixar um preço anormalmente baixo e a obter esclarecimentos da Recorrida sobre os elementos constitutivos do preço contratual proposto, com vista a poder qualificar a proposta desta como de preço anormalmente baixo, determinante da sua exclusão ao abrigo da alínea do n 2 do referido artigo 70, ou não, caso em que será mantida a decisão de adjudicação.