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Por conseguinte, considerando a concreta natureza da relação jurídica em crise nestes autos – pretendendo a autora, enquanto sociedade concessionária de serviços públicos essenciais de água e saneamento, cobrar a um utente a quem alega ter prestado esses serviços, tarifa relativa aos mesmos –, e na senda do entendimento jurisprudencial largamente maioritário e mais recente, afigura-se-nos que a matéria em causa nestes autos insere-se no âmbito dos litígios cuja apreciação compete aos Tribunais Administrativos e Fiscais, mais concretamente, aos Tribunais Tributários, nos termos previstos nos artigos , n. 1, , n. 1, alínea, e 4, n. 1, alínea, do Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais vide, em sentido idêntico, Acórdãos do Tribunal dos Conflitos de 102014, processo n. 022/14, e de 312014, processo n. 047/14, Acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo de 012015, processo n. 0124/14, de 102017, processo n. 01174/16 e de 302017, processo n. 0441/17, Acórdão do Tribunal Central Administrativo do Norte de 202013, processo n. 02708/16BEPRT, Acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães de 102014, processo n. 1396/17TBFAF.G1, e Acórdão do Tribunal da Relação do Porto de 102017, processo n. 106973/15YIPRT.P1, todos disponíveis in www.dgsi.pt).