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1381 do opere os seus efeitos, é necessário que o adquirente alegue e prove não só a sua intenção de dar ao prédio adquirido uma outra afectação ou um outro destino que não a cultura mas também que a projectada mudança de destino seja permitida por lei.” Quer dizer, como bem se salienta na douta decisão recorrida, não basta, portanto, a mera intenção, ainda que substanciada na conduta fáctica apurada, é necessário que sob pena de se defraudar a intenção do o destino pretendido para o terreno seja legalmente possível, pois "se assim não fosse ficaria na livre disponibilidade do adquirente a exclusão do direito de preferência que, com a simples manifestação de um desejo, faria precludir o exercício desse direito” - Ac.