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Essencialmente neste sentido, não anulando actos administrativos apesar de reconhecerem a existência de vícios, por não ser afectada pelo vício a posição do recorrente, podem ver-se os seguintes acórdãos deste Supremo Tribunal Administrativo: – acórdão de 27-4-1995, proferido no recurso n. 34743, publicado no Apêndice ao Diário da República de 20-1-98, página 3722; – de 28-5-96, proferido no recurso n. 33082, publicado em Apêndice ao Diário da República de 23-10-98, página 4005; – de 11-2-98, proferido no recurso n. 40404, publicado em Apêndice ao Diário da República de 17-12-2001, página 913; – de 17-6-99 proferido no recurso n. 37667, publicado em Apêndice ao Diário da República de 30-7-2002, página 3994; – de 23-9-99, proferido no recurso n. 40842, publicado em Apêndice ao Diário da República de 9-9-2002, página 5012;  – de 23-1-2001, proferido no recurso n. 45967, publicado em Apêndice ao Diário da República de 21-7-2003, página 321; – de 7-11-2001, proferido no recurso n. 38983, publicado em Cadernos de Justiça Administrativa, n. 37, página 26; – de 13-2-2002, proferido no recurso n. 48403; – de 9-4-2002, proferido no recurso n. 48427; – de 12-3-2003, proferido no recurso n. 349/03;  – de 1-4-2003, proferido no recurso n. 42197; – de 14-5-2003, proferido no recurso n. 495/0 À face deste princípio não se justifica a anulação de um acto, mesmo que enferme de um vício de violação de lei ou de forma, quando a existência desse vício não se veio a traduzir numa lesão em concreto para o interessado cuja protecção a norma visa, designadamente, no caso de um vício procedimental, quando a sua ocorrência não teve qualquer reflexo no procedimento administrativo.