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87, e 88,, ambos da LGT; j)	Note-se que a inspeção apenas teve acesso a guias de remessa emitidas pelo impugnante nos exercidos fiscalizados não havendo quaisquer registos contabilísticos), elementos manifestamente insuficientes, por si só, para tornar possível a determinação da matéria tributável através do recurso a métodos diretos; k)	Depois, as guias de remessa a que a inspeção teve acesso no decurso do procedimento inspetivo foram pedidas pelo próprio impugnante, que não em nome da "LDA” ou de qualquer outra sociedade comercial, não fazendo sentido algum pretender-se associar as guias de remessa em causa á atividade desempenhada pela "LDA”, da qual o impugnante não faz parte, cabendo antes dizer e ao contrário do afirmado na douta sentença que a AT levou, no caso, a sua atividade instrutória para além do que se lhe exigia; )	Porquanto, facto objetivo, que releva para o caso e como tal deve ser valorado é a absoluta impossibilidade de a inspeção apurar a matéria tributável do impugnante através de métodos diretos, atendendo a que o sujeito passivo não se encontrava coletado, não declarou os rendimentos auferidos da atividade desempenhada e não possuía registos contabilísticos das operações tributáveis; )	Atenta a situação relatada a Autoridade Tributária cumpriu com o seu ónus probatório quanto aos pressupostos do recurso à aplicação de métodos indiretos, não tendo demonstrado o impugnante o respetivo erro nos pressupostos de facto, limitando-se a referir que aqueles pressupostos não se verificam sem, contudo, provar factos que permitam questionar os dados carreados pela Administração Fiscal; n)	Sobre a quantificação, atente-se que, ou se mostram verificados os pressupostos para a tributação indireta e então cumprirá averiguar da pertinência do critério de quantificação utilizado, incumbindo ao sujeito passivo a demonstração do erro na quantificação, ou então não se verificam os pressupostos para a tributação indireta por a AT não ter demonstrado os respetivos, sendo ilegal a decisão de aplicação de métodos indiretos susceptível de anular todo o processado posterior; o)	Tendo a douta decisão recorrida decidido simultaneamente pelo erro nos pressupostos de tributação por métodos indiretos e pela errónea quantificação, a mesma padece, nos termos expostos, de contraditoriedade; p)	Na fase da qualificação incumbe à Autoridade Tributária o ónus de demonstrar a existência de inexatidões ou omissões na contabilidade do sujeito passivo e que tais irregularidades impossibilitam a comprovação direta e exata da matéria tributável – compete-lhe demonstrar a verificação dos pressupostos legais que permitem a tributação com recurso a tais métodos; Feita essa prova, e ai entramos no campo da quantificação, recai sobre o contribuinte o ónus de demonstrar que houve erro ou manifesto excesso no critério de quantificação, nos termos do n. 3 do art.