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De outra banda, não ponderou o tribunal a quo que os recorridos não lograram cumprir a obrigação contratual decorrente da obtenção das ligações de água e eletricidade para que se desse início à execução da empreitada; que, durante a execução da empreitada, os recorridos contrataram à recorrente um conjunto de trabalhos extra e que, em consequência destes, deveria a execução da mesma ter-se por prorrogada; que, durante a execução da obra, os recorridos retiveram à recorrente, sem qualquer justificação e sem o conhecimento desta, o correspondente a cerca de 30% do preço de execução da obra, e ainda que os recorridos, não obstante, possuírem o alvará de licenciamento de obras desde 23/06/2008, apenas contrataram recorrente em 12 de abril de 2017, e ainda que, não obstante, os alegados atrasos na execução da obra, apenas interpelaram a recorrente decorridos 2 anos após a pretensa data de conclusão da empreitada.