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..1 ; – a posição do executado não lhe advém da qualidade de devedor mas em consequência da posição de adquirente inscrito da fracção onerada, sendo que os actos de alienação ou oneração posteriores ao registo da hipoteca são inoponíveis ao credor ; – pois, no caso de transmissão, ele pode fazer executar a coisa hipotecada no património doutrem, sendo esta uma manifestação da sequela do direito de hipoteca ; – assim, o Executado AL, é responsável perante a exequente em virtude da aquisição do imóvel acima identificado, e da posição de titular inscrito pela divida da Sociedade "E P –  Construção Civil, Lda.”até ao limite das hipotecas averbadas no imóvel ; – actualmente o executado é o proprietário do imóvel hipotecado e não promitente comprador ; – por outro lado, a sociedade "E P –  Construção Civil, Lda.”, foi declarada insolvente e, no entanto, a Exequente não está paga do seu crédito o qual não é sequer posto em causa pelo executado, pelo que, lhe assiste legitimidade para executar o património que garante a sua dívida propriedade do executado ;  – aliás, o próprio Executado, conforme consta da escritura pública junta, declarou: " Que aceita a presente venda, nos termos exarados, cujo objecto se destina a habitação própria e permanente e que tem conhecimento e está perfeitamente ciente das consequências que lhe poderão advir em virtude do arresto e das hipotecas acima mencionadas” ;  – Tendo declarado que estava ciente das consequências que lhe poderiam advir do registo das hipotecas seguramente não desconhecia que poderia vir a ser executado nos termos constantes da presente execução ; – Pois, como é evidente, o executado não pode invocar direito de retenção sobre um bem que é seu ; – Pelo que, ao invocar o instituto do direito de retenção, não compreendeu o mesmo, o qual seguramente não é aplicável ao caso concreto, porquanto, o executado é proprietário e não promitente-comprador do imóvel acima identificado.