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2- A justificação não pode consistir na simples adesão aos fundamentos alegados no requerimento ou na oposição, salvo quando, tratando-se de despacho interlocutório, a contraparte não tenha apresentado oposição ao pedido e o caso seja de manifesta simplicidade.” Já o artigo 60 do mesmo CPC, epigrafado "sentença”, estatui no seu n. 3 que: "Seguem-se os fundamentos, devendo o juiz discriminar os factos que considera provados e indicar, interpretar e aplicar as normas jurídicas correspondentes, concluindo pela decisão final.” E o n. 4 desse mesmo preceito legal prevê que: "Na fundamentação da sentença, o juiz declara quais os factos que julga provados e quais os que julga não provados .” Diz-nos, ainda, o artigo 61 do CPC, que:      "1- É nula a sentença quando:  b) Não especifique os fundamentos de facto e de direito que justificam a decisão.” Ora, se é certo que a consequência do vicio da falta de especificação dos fundamentos de facto e/ou de direito alicerçantes da decisão é a nulidade, não é menos certo que alinhamos com a doutrina e jurisprudência dominantes que consideram que só a falta absoluta de motivação e não a motivação meramente deficiente, incompleta, conduz àquela nulidade.