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E como referem Diogo Leite de Campos, Benjamim Silva Rodrigues e Jorge Lopes de Sousa, " o dever imposto à Administração tributária de averiguar a verdade material não dispensa os interessados particulares da obrigação de colaborarem na produção de provas, como prevê o artigo 5 da LGT.”  3 Também, neste sentido, perfilam Joaquim Freitas da Rocha e João Damião Caldeira: "É claro que em determinadas situações a informação só está ao alcance e na disponibilidade do contribuinte; mas ainda assim, nestas situações, cabe à Administração demonstrar que actuou e realizou todas as diligências possíveis para documentar e demonstrar determinado facto, afastando qualquer possibilidade de lhe ser imputado qualquer vício baseado na violação do princípio do inquisitório.” Porém, prosseguem os mesmos autores, "Tal não implica que os sujeitos passivos fiquem desonerados de requerer diligências e/ou carrear elementos que considerem necessários para o referido apuramento da verdade material, visto que a pessoas ou entidades inspeccionadas encontram-se obrigadas a colaborar no âmbito do procedimento de inspecção.”  3 Assim, atentos os elementos carreados pela AT, e não tendo o Impugnante efectuado a prova que lhe competia, não pode ser retirada outra conclusão, a não ser a de que os valores em causa, recebidos pelo impugnante, não se enquadram no conceito de ajudas de custo, antes constituindo uma retribuição auferida pelo mesmo.