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O peso dessa discriminação negativa mais se evidencia quando os créditos laborais, pela posição privilegiada que ocupam por força do artigo 333 do CT, integram precisamente uma das derrogações ao princípio da "par conditio creditorum”, sem que esta manutenção dos privilégios creditórios em sede de insolvência impeça a realização da justiça assente numa igualdade formal, uma vez que permite a realização da "satisfação comunitária”1 Ou seja, se é a própria lei que, dentro do princípio da igualdade entre os credores, os sujeita a um regime de privilégio, a consagração de um plano que, ignorando o regime legal especial a que se encontram sujeitos, os submeta a um regime mais gravoso do que os restantes créditos, garantidos, privilegiados ou comuns, sem o seu consentimento, sempre teria de ser devidamente justificado.