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Já os recorrentes discordam do entendimento vertido na sentença recorrida, sustentando, no essencial:  - a parte final da previsão do n. 2 do artigo 1 do Dec. Lei n. 178/2012 diz-nos que a decisão de suprimento implica que se produzam os efeitos estabelecidos no CIRE para o plano de pagamentos, mas esta previsão, em momento algum, quer dizer que se deixa de aplicar o regime do SIREVE a estes credores que viram o seu voto favorável ao plano; - no SIREVE, o devedor, apesar de ver o seu plano aprovado, pode na mesma peticionar ao Tribunal que supra o voto favorável do credor que votou desfavoravelmente, não para aprovar o plano, mas sim para lhe impor tudo o que foi imposto aos outros credores que votaram favoravelmente, incluindo todos os efeitos previstos no Dec. Lei n. 178/2012; - a ser como considerou o Tribunal a quo, havendo incumprimento do plano aplicar-se-ia o regime do 26 do CIRE para os credores que viram a sua aprovação suprida e as regras do artigo 1 do Dec. Lei n. 178/2012 para os que votaram favoravelmente ao plano, solução que não faria qualquer sentido e seria, como é notório, impraticável, razão pela qual não pode ser aquela que o legislador pensou.