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644 e segs., onde se sustenta que a redacção do n 1 do artigo 1555 – "qualquer que tenha sido o título constitutivo” – pôs termo à dúvida, que se colocava face ao direito anterior, "de saber se a preferência só existia no caso de a servidão de passagem se ter constituído mediante sentença ou se estendia aos próprios casos em que ela nascera de destinação do pai de família ou de negócio entre as partes” pág.. A este respeito, como bem refere Henrique Mesquita, in RLJ, ano 129, p. 217, "para obter judicialmente o reconhecimento do direito de preferência conferido pelo n 1 do artigo 1555, torna-se necessário alegar e provar que o prédio em cuja alienação se pretende preferir é um prédio encravado - absoluta ou relativamente encravado - e, além disso, que a comunicação com a via pública se faz através de uma servidão de passagem constituída, coerciva ou voluntariamente, sobre um prédio pertencente ao autor da acção".