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A Autora, ora Recorrente afirmou, em súmula: - que não é correto que só desempenhe funções de Saúde Animal em Ruminantes, mas sem que seja dito que desempenhe funções em qualquer área referente à suinicultura ou a suínos, o que efetivamente não se verifica; - com a redução de pessoal nos serviços existe uma maior diversidade de tarefas a executar pelos técnicos e o volume de trabalho foi muito aumentado, passando a ter mais trabalho e em mais áreas do que aquelas que foram estipuladas como objetivos no âmbito do SIADAP; - desempenha funções em instrução de processos de contraordenação, plano de alimentos compostos para animais, condicionantes, bem estar animal, para além de saúde animal, pesquisa de resíduos e licenciamento de explorações, mas sempre em explorações de ruminantes; - em relação aos processos de contraordenação dos quais tem sido instrutora, alega que a sua incompatibilidade é igual à de qualquer outro técnico, por existirem muitos processos de contraordenação relacionados com pequenos animais e não é por essa razão que os seus colegas que têm clínicas de pequenos animais não têm sido instrutores desses processos; - desempenha funções sempre que seja necessário em outras áreas relacionadas com a pecuária em geral, mas sendo esse termo vago e teórico, não define quais são as funções desempenhadas e desenvolvidas de forma permanente e habitual; - na prática e na realidade sempre houve um setor exclusivamente dedicado à suinicultura, pelo qual é responsável um outro técnico, que só faz isso, passando por este setor todos os procedimentos administrativos relacionados com o setor de suínos, tanto na área de sanidade, como de licenciamentos, bem estar animal, alimentação, resíduos, etc., sem que lhe esteja atribuída qualquer função nesta área, nem nela tem qualquer tipo de autoridade ou influência; - o pedido de acumulação para as funções públicas e privadas tem em conta as funções que realmente exerce, desempenhadas e desenvolvidas de forma permanente e habitual, não podendo ser consideradas funções hipotéticas ou exercidas a título de exceção, que poderão ou não vir a verificar-se no futuro, o que levaria a que nunca pudesse ser autorizada a acumulação de funções e conduziria à inviabilidade de todo e qualquer pedido de acumulação de funções públicas com privadas.