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1 no original não existe conclusão n. 10 Ou seja, quando a RÉ procedeu aos exames das garrafas de azeite em causa, estas já se encontravam fora da esfera de controlo da AUTORA, ora RECORRENTE, há muito tempo, não podendo esta ser responsável pela deterioração do azeite, por este se tratar, tal como resulta do item 2, do elenco dos factos dados como provados, de um ") produto sensível, podendo a respetiva qualidade alterar-se por variadíssimos fatores exógenos, nomeadamente as condições em que foi transportado, armazenado e conservado e sujeição a luz e variações de temperatura, designadamente o calor.”  1 Ora, era à RÉ que imputava na publicação sub judice defeitos ao azeite da AUTORA e ofendeu o seu bom nome, que competia provar que não só as instalações comerciais nas quais adquiriu as garrafas detinham condições de exposição adequadas, mas sobretudo que tal superfície comercial assegurou, no transporte, manuseamento, acondicionamento e armazenamento, de todas as regras e cuidados necessários à manutenção da qualidade do azeite, o que não logrou fazer, tendo-se limitado a afirmar que as instalações do onde adquiriu as garrafas de azeite em causa dispunham de boas condições de exposição e que o funcionário da as transportou numa carrinha refrigerada.