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e n 2 do P., na pena de 3 três) anos e 9 meses de prisão, com execução suspensa por igual período, sob regime de prova que contemple, além do mais, a frequência do Programa para Agressores de Violência Domésticae a obrigação de manter-se abstinente do consumo de álcool e de estupefacientes, e ainda na pena acessória de proibição de contactos com a ofendida durante o mesmo período, fiscalizada por meios técnicos de controlo à distância pelo período de 20 meses; 2- São consabidamente elevadíssimas as exigências de prevenção geral do tipo de crime em causa; 3- Aquando da prática dos factos em causa nos presentes autos o arguido – que tem hoje apenas 33 anos de idade – já havia sido condenado, em dez processos distintos, pelo cometimento, nos anos de 2002, 2003, 2004, 2005, 2009 e 2011, de um total de treze crimes: quatro de condução sem habilitação legal, um de condução perigosa de veículo rodoviário, um de abuso de confiança, um de burla informática, um de receptação, dois de tráfico de estupefacientes de menor gravidade e três de roubo; 4- Desses dez processos, três culminaram com a aplicação de pena de multa, seis com pena de prisão suspensa na execução quase todos com regime de prova ou regras de e um outro com pena de prisão efectiva, que o arguido cumpriu parcialmente, tendo entretanto saído em liberdade condicional; 5- O comportamento anterior do arguido, reflectido no seu certificado de registo criminal, traduz uma personalidade manifestamente desajustada das normas que tutelam bens jurídicos da mais diversa natureza e pouco moldável pelo juízo de censura inerente às inúmeras condenações já sofridas em várias espécies de penas e até pelo cumprimento prévio de pena de prisão; 6- São, pois, igualmente acentuadíssimas as necessidades de prevenção especial; 7- O enquadramento familiar e laboral de que o arguido presentemente beneficia não será muito diferente daquele de que já dispunha à data dos factos e mesmo anteriormente, a extinção das penas de prisão com execução suspensa não apaga os correspondentes crimes, o cumprimento dos regimes de prova impostos nesse âmbito apenas demonstra a respectiva ineficácia preventiva de futuros crimes qualquer que seja a sua e o meritório escopo de protecção da pessoa concretamente ofendida nestes autos não pode levar a esquecer a protecção devida a outras hipotéticas vítimas; 8- Perante a personalidade do arguido, as condições da sua vida, a sua conduta anterior e posterior ao crime e as circunstâncias deste – que emergem dos factos julgados provados –, impõe-se concluir que a simples censura do facto e a ameaça da prisão, ainda que acompanhadas da imposição de regime de prova ou pena acessória de proibição de contactos, não realizam de forma adequada e suficiente as finalidades da punição: protecção de bens jurídicos e reintegração do agente na sociedade; 9- Por conseguinte, ao suspender a execução da pena de prisão aplicada ao arguido, o acórdão recorrido violou, por erro de interpretação, a norma constante do n 1 do art 50 do P., aplicando indevidamente este normativo.