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; que requereu então, de imediato, o pedido de contagem do seu período contributivo em falta e em 27/01/2020 requereu na Segurança Social a sua pensão de velhice antecipada, ao abrigo do referido n 220/2006, de 3 de novembro, com efeitos a partir de 24/04/2020, por esta ser a data imediatamente seguinte ao último dia do prazo do seu subsídio de desemprego, que vinha auferindo, nos termos explanados; que decorridos mais de 18 meses em relação ao pedido de contagem do período contributivo que efetuou em 19/03/2019), e mais de 8 meses em relação ao requerimento para atribuição de pensão de velhice antecipada que apresentou em 27/01/2020) se deslocou em 21/07/2020 ao serviço de atendimento da Segurança Social onde foi informado que faltava que a Segurança Social fizesse a contagem do seu restante período contributivo, desde 1977 até 1996 e que a realização dessa contagem poderia ainda demorar muitos mais meses; que nesse momento 21/07/2020) voltou a requerer a contagem do seu período contributivo, pedido que voltou a repetir mais uma vez em 21/09/2020; que a partir de 23/04/2020, com a caducidade do prazo do subsídio de desemprego que até então recebia, no valor de 132,60€ por mês, ficou sem nenhum rendimento; o que o motivou a requerer em 21/09/2020 o pagamento do subsídio social de desemprego, que lhe veio a ser concedido a partir de 01/07/2020, no valor diário de 4,42€, cujo primeiro pagamento ocorreu em 16/10/2020; que esteve, assim, desde 24/04/2020 até 16/10/2020, sem nenhum rendimento, apesar de ter requerido a sua pensão de velhice antecipada em 27/01/2020 e de a ter adquirido por força da lei que lhe é aplicável em 24/04/2020; que em 16/11/2020 deslocando-se novamente ao Serviço de Atendimento da Segurança Social, foi informado persistir a falta de concretização da contagem de todo o seu período contributivo; que passado mais de um ano e meio desde a apresentação do primeiro requerimento o réu ainda não tinha identificado nos respetivos arquivos os descontos sobre os vencimentos referentes aos períodos de março de 1977 a 9 de junho de 1983, e de 11 de junho de 1983 a junho de 1996 e consequentemente ainda não foi paga a pensão de velhice antecipada a que tem direito desde 24/04/2020 apesar de a ter requerido em 27/01/2020; que com a intimação pretende-se assegurar em tempo útil o exercício do direito já adquirido por lei desde abril de 2020 a receber a sua pensão de velhice antecipada, cujo absoluto silêncio da Segurança Social durante mais de um ano e meio, limita e priva, violando, por essa via, a integridade pessoal a dignidade humana e o direito à liberdade de mobilidade e escolha do autor, garantidos pelos artigos 25 n 1, primeira parte, do 26, n 3, 27, n 1, e primeira parte do seu n 2, todos da CRP; que a inação do réu, com tamanha e descomunal duração, ainda por cima numa primeira fase associada à ausência de rendimentos e numa segunda fase, aos diminutos rendimentos do autor, constitui um meio idóneo e inevitável, de lhe limitar e privar o acesso aos bens indispensáveis para satisfazer as suas necessidades humanas básicas, quer no que diz respeito, à restrição do leque de escolha, quer quanto à diminuição da quantidade e qualidade dos produtos alimentares indispensáveis, obrigando-o  a fazer contas frequentemente causando-lhe intensa e constante ansiedade, limitando também a sua mobilidade, ofendendo os direitos do autor à liberdade, integridade pessoal e à dignidade humana, garantidos constitucionalmente, no capítulo dos direitos, liberdades e garantias pessoais, e por outro lado, esvazia completamente o conteúdo do direito à Segurança Social, consagrado nos ns 1, 3 e 4, da norma do artigo 63, da CRP, convertendo-se a referida omissão prolongada, no seu oposto, ou seja, numa autêntica insegurança social.