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Nessa perspectiva, afigura-se assistir razão à recorrente quanto à matéria do ponto: se está assente que o recorrido foi detido e ficou em prisão preventiva em 002014, que a sentença da 1 instância foi proferida em 012016, a qual lhe impôs uma pena única de 3 anos e dois meses de prisão e 450 dias de multa à taxa diária de € 25,00, ainda que com substituição do remanescente da pena de prisão pela pena de regime de permanência na habitação, então o recorrido não podia continuar a trabalhar, quer por estar privado de liberdade, quer por ter sido despedido com justa causa, impondo-se à evidência a conclusão de que sabia, ou não podia ignorar, que não tinha qualquer perspectiva séria de vir a melhorar a sua situação económica.