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Como referem Nuno Salazar Casanova e David Sequeira Dinis28 "Sabendo-se, aquando da votação, quais os credores cujos créditos foram impugnados, mas que pretendem que os seus créditos sejam computados nos termos do n3 do artigo 17-F in fine, pode acontecer que o plano seja aprovado ou recusado sem necessidade de aguardar pela decisão do tribunal sobre o computo de tais créditos impugnados, na medida em que – face ao valor dos créditos impugnados ou ao sentido de votação desses credores – a decisão judicial não seja susceptível de alterar o resultado global da votação.”  Note-se, o que o devedor visa com o PER é a aprovação de um plano de recuperação.