Legal Document Excerpt:

E apesar de o arguido reconhecer, e apenas em parte, os factos, a verdade é que o faz com bastantes reservas, minimizando as suas decisões, desvalorizando as suas condutas, imputando aos comportamentos da ofendida a responsabilização pela sua actuação, pela sua raiva e pelas consequências que dai advinham para aquela, ou para o consumo de bebidas alcoólicas ou de substâncias estupefacientes, sem descurar que, desvaloriza as sequelas vivenciadas pela ofendida, menospreza os seus sentimentos, dores e sofrimento, não denotando genuína interiorização pelo desvalor das suas condutas, ou seja, a arrependimento verbalizado pelo arguido centra-se nas suas necessidades de querer estar com os filhos e não estar recluso e não num processo de reconhecimento da personalidade da ofendida, da sua integridade física, da sua personalidade e da sua vida.