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Esquecendo a valoração que o tribunal colectivo fez das suas declarações prestadas em sede de primeiro interrogatório judicial, nas quais, de modo evidente e inequívoco, admitiu que, pelo menos, por três vezes, mexeu na zona da vagina da sua sobrinha, aí lhe introduzindo os dedos, tudo se ficando a dever a momentos de embriaguez da sua parte, o recorrente faz a leitura de partes seleccionadas dos depoimentos das testemunhas para, a partir de tais excertos, conferir à prova produzida uma outra leitura, substituindo a sua própria convicção à convicção do tribunal a quo, sem apontar em concreto um erro de julgamento, concluindo que a prova é insuficiente para conduzir à sua condenação, o que se configura irrelevante em termos de impugnação da matéria de facto em sede de recurso.