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Factos não provados: a) O A. tinha 73 anos à data da propositura da acção e está reformando por invalidez desde os 22 anos tendo o segundo ano da escola industriai; b) O A„ enquanto cliente do BANCO BPI, S.A., foi sempre um cliente de perfil conservador, não investindo o seu dinheiro proveniente de poupanças pessoais, em produtos financeiros de risco; ) Foi por proposta do funcionário do R. , assessor financeiro, que, em  de Fevereiro de 2014, o A. investiu um montante de € 30000,00 trezentos em obrigações subordinadas Banco Espírito Santo, por aquele lho ter apresentado como um produto financeiro de capital e juros garantidos; ) Foi por proposta do referido funcionário do R., em  de Maio de 2014, o A. investiu um montante de € 10000,00 cem em obrigações subordinadas ESFG, com o código ISIN 71, por aquele lhe ter transmitido que se tratava de um produto financeiro de capital e juros garantidos; e) Ambos os produtos financeiros acima referidos, foram apresentados pelo R. ao A., tanto no momento da subscrição, como, inclusivamente, posteriormente, como sendo aplicações financeiras de capital e juros garantidos, nomeadamente como se verdadeiros depósitos a prazo se tratassem; f) Foi-lhe referido pelo funcionário supra mencionado que estes produtos gozavam de todas as garantias dos depósitos, pois tinham capitai e juros garantidos e no final do prazo receberia integralmente o seu dinheiro; g) Assim, ficou o A. ficado convicto, por toda a informação que lhe foi assim transmitida, que tinha procedido à subscrição de produtos financeiros com tais características; h) Ao A. sempre foi referido que não havia qualquer risco de perder o dinheiro em tais produtos financeiros, tanto mais que eram garantidos; ) Atenta a situação dos emitentes respectivos - BES e ESRS - os mesmos não têm capacidade de assegurar ao A. o ressarcimento do capital e juros respeitantes aos produtos adquiridos; j) Ao tempo da subscrição dos produtos financeiros dos autos, fruto da confiança que tinha no Banco BPI, S.A. e nos seus funcionários, o A. assinava sem analisar ou ler pormenorizadamente os "papéis" que lhes eram apresentados para o efeito por aqueles; k) O A. assinou os diversos documentos que lhe eram entregues por parte do R. com base na confiança que, à época, tinha no Banco BPI, S.A e seus funcionários, do qual era cliente há muito anos; ) Caso o A. soubesse que os produtos financeiros referidos em 5 e 6 não apresentavam garantias de reembolso de capital e juros nunca teria procedido à sua subscrição, bem sabendo, o R ., e seus funcionários, que a garantia de capital e juros no âmbito dos mesmos era decisiva para efeitos de subscrição por parte do A.;  ) A referência a tal garantia, teve como fito, a obtenção do seu assentimento para a subscrição dos produtos financeiros em questão; n) Os funcion��rios do R. eram cientes de que o A. não tinha quaisquer conhecimentos neste âmbito; o) Um dos argumentos referido ao A. foi o de que o dinheiro à ordem não tinha vantagens, pois não tinha quase rendimento e que existiam estas aplicações financeiras, seguras, sem risco e com uma rendibilidade boa; p) O A. não tinha vontade, propósito nem interesse em investir o seu dinheiro, resultado de poupanças, nos produtos referidos em 5 e 6; q) Era do conhecimento dos funcionários do R. que o BES e a ESF6 estavam numa situação financeira periclitante; r) O A. viu o seu estado de saúde, já debilitado, agravar-se com a perda dos valores investidos nos produtos referidos em 5 e 6; s) Todo o relacionamento que foi estabelecido com o A, no decurso dos anos traduziu-se num serviço de mera execução de ordens pelo R. e nunca lhe foi prestado qualquer serviço de consultadoria para investimento; t) O A. sempre procurou investimentos em aplicações financeiras com taxas de juro e rentabilidades muito acima das oferecidas em investimentos/produtos de menor risco; u) Foi o A. que se deslocou ao Centro de Investimento, nos dias  02014 e  .02014, transmitindo ao seu gestor de conta que pretendia comprar as Obrigações BES 125% e ESF6 875% em causa nos autos; ) Nas duas ocasiões o A. referiu-se concretamente às obrigações que pretendia adquirir, identificando-as de forma específica e determinada, sem qualquer tipo de sugestão ou recomendação prévia do Banco R. e do seu gestor; w) As ordens foram executadas pelo Banco nos precisos termos indicados pelo A., tendo o Banco esclarecido novamente o A. das condições daquelas aplicações financeiras, designadamente, advertido para os riscos associados ao tipo de activo financeiro que pretendia adquirir; x) Designadamente, que o risco das obrigações é o risco de falência do emitente -há muito conhecido do A,; y) Tendo o A. sido ainda advertido pelo Banco de que se tratavam de obrigações subordinadas explicada a diferença entre estas e os obrigações sénior que o A. já, ou seja, que "as obrigações subordinadas eram pagas antes do papel comercial e depois das obrigações sénior"; z) O Banco BPI não promovia a comercialização de obrigações de um Banco concorrente; Passou para os factos provados pelo julgamento da Relação sob o n aa) O A. assinou a ficho referida em 42 perfeitamente ciente e esclarecido quanto ao teor da sua declaração e informação prestada tendo sido o mesmo a preenchê-la Passou para os factos provados pelo julgamento da Relação, sob o n   Do Direito  O acórdão recorrido revogou a sentença da 1 instância e considerou que a A. não teria direito a qualquer indemnização, no essencial por, para além do mais, não se ter demonstrado a celebração de qualquer contrato de intermediação financeira entre o pai da autora e o Banco réu e consequentemente não poder considerar-se nula uma coisa que nunca existiu.