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Atentemos, R. Afirma o douto Tribunal que "o oponente satisfez o ónus legal que sobre si impendia de provar a não imputabilidade da falta de pagamento ou entrega dos impostos em causa no presente processo.” S. Ajuizando que "O Oponente logrou provar factos demonstrativos de não lhe ser imputável a insuficiência patrimonial da sociedade devedora originária, não só porque ficou claramente demonstrado que a impossibilidade de pagamento das dívidas fiscais em questão se deveu a razões totalmente alheias ao Oponente, pois a crise financeira, de tesouraria da sociedade devedora originária, que impossibilitou o cumprimento das suas obrigações, deveu-se a uma grave crise económica e financeira mundial que teve em Portugal um dos espaços de maior repercussão, mas também porque logrou demonstrar uma actuação tendente a evitar uma situação de incumprimento da sociedade.” T. Ora, entende esta Fazenda Pública que o probatório não permite extrair o juízo fáctico de inexistência de culpa do oponente na falta de pagamento das dívidas em execução, não se inferindo dos factos assentes que a impossibilidade de pagamento das dívidas fiscais se deveu a fatores totalmente alheios à sociedade, e bem assim que tenham sido tomadas medidas concretas e adequadas por parte da gerência para obviar a essa situação de incumprimento.