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Por outro lado, nessa responsabilidade extracontratual, tomada em sentido amplo pelo citado art4, n2, inclui-se tanto a responsabilidade por factos ilícitos e pelo risco, como por factos, que embora lícitos, imponham encargos especiais e anormais aos particulares, por razões de interesse público, como já acontecia, aliás, anteriormente, face ao 48051, de 216 Na verdade e embora o art4 do ETAF se não se refira, expressamente, à responsabilidade por imposição de sacrifícios aos particulares por razões de utilidade pública, a competência dos tribunais administrativos para as acções que visem essa responsabilidade, não pode deixar de decorrer dos já citados art1 e art 4, n2 do ETAF, conjugados com o art37, n2, do CPTA, que dispõe que «seguem a forma de acção administrativa comum os processos que tenham por objecto litígios relativos a condenação ao pagamento de indemnizações decorrentes da imposição de sacrifícios por razões de interesse público» e com o art16 da Lei n67/2007, que aprovou o actual regime de responsabilidade extracontratual do Estado e demais entidades públicas, que estabelece, sob a epígrafe «indemnização pelo sacrifício», que «O Estado e as demais pessoas colectivas de direito público indemnizam os particulares a quem, por razões de interesse público, imponham encargos ou causem danos especiais e anormais, devendo para o cálculo da indemnização, atender-se, designadamente, ao grau de afectação do conteúdo substancial do direito ou interesse violado ou sacrificado.».