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Em suma: -não assiste razão ao Recorrente, uma vez que, o Tribunal a quo fez uma correcta interpretação dos factos e subsunção ao direito;  -face ao disposto no art 120/1 do CPTA, só perante a verificação destes dois requisitos materiais é que a providência requerida poderá ser decretada: existência de fundado receio da constituição de uma situação de facto consumado ou da produção de prejuízos de difícil reparação para os interesses que o Requerente visa assegurar no processo principal o que doutrinariamente tem que ver com o denominado periculum in mora e, a probabilidade material/substantiva) de que a pretensão a formular nesse processo venha a ser julgada procedente o que também doutrinariamente tem que ver com a aparência do "bom direito” a ser exercido; -de acordo com o disposto no n 2 deste preceito, mesmo no caso de verificação objectiva destes dois requisitos, a providência é recusada quando, devidamente ponderados os interesses públicos e privados em presença, os danos que resultariam da sua concessão se mostrem superiores àqueles que podem resultar da sua recusa, sem que possam ser evitados ou atenuados pela adopção de outras providências; -aqui não resulta, objectivamente, qualquer fundado receio da constituição de uma situação de facto consumado ou da produção de prejuízos de difícil reparação para os interesses que o Recorrente visa assegurar no processo principal; -e, relativamente ao periculum in mora, o Recorrente limita-se à formulação de meros juízos de valor e outras tantas conjecturas conclusivas, de verificação quão hipotética quanto eventual e, ainda por cima, destituídas de qualquer indício de prova - lê-se nas contra-alegações e aqui corrobora-se; -como observado na sentença, o Requerente não justifica em que medida o valor que lhe é exigido não é disponível no seu todo, por ser em maior ou menor medida destinado a suportar custos fixos que tenha.