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Tendo em vista a nossa apreciação, em face da sua delimitação, importa desde já salientar que a Recorrente, dirigindo-as ao ponto 1, não dirige porém qualquer conclusão do recurso à impugnação da resposta dada pelo Tribunal ao ponto 1 dos temas de prova – "1) – Como consequência necessária e direta desses movimentos repetitivos que efetuava durante 8 a 10 horas por dia, sensivelmente, e em 5 dias por semana, ao longo de mais de 20 anos, a autora contraiu Periartrite Escapelo Humeral Direita, Periartrite Escapelo Humeral Esquerda, Epicondilite Direita e Esquerda, Tendosinovite Esquerda e Direita, Parasistia Bilateral, Síndrome do Canal Cárpico Esquerdo, Cervicobraquialgias e Síndrome do Nervo Cubital?” –, sendo que, existindo uma clara ligação entre ambos esses temas de prova no primeiro questionava-se quais era as patologias / doenças contraídas pela Autora e no segundo se dessas resultaria incapacidade para o exercício da profissão, ao não ter sido dirigido o recurso à resposta dada ao tema 1, nem ocorrendo fundamento que justifique a intervenção oficiosa por parte deste Tribunal da Relação nessa parte, a essa resposta teremos assim necessariamente de atender, para efeitos da resposta que deve ser dada ao tema de prova 1, ou seja, tal como resulta da sentença, o que se fez constar do ponto 2 da factualidade, em considerar-se apenas provado que "Em consequência necessária e direta do mencionado nos n.s 2 e 2, nos períodos referidos em 1 a 1, 1 e 1, 1, 1 e 1, a autora contraiu Periartrite Escapelo Humeral Esquerda que lhe foi reconhecida nos termos referidos em 5 -, e Periartrite Escapelo Humeral Direita, Epicondilite Direita e Esquerda, Tendosinovite Esquerda e Direita e paralesia Esquerda que lhe foi reconhecida nos termos referidos em 5 -” – dando-se depois como não provado, como resulta da alínea, a parte restante do referido n. 1) dos temas da prova: "Como consequência necessária e direta desses movimentos repetitivos que efetuava durante 8 a 10 horas por dia, sensivelmente, e em 5 dias por semana, ao longo de mais de 20 anos, a autora contraiu Parasistia direita, Síndrome do Canal Cárpico Esquerdo, Cervicobraquialgias e Síndrome do Nervo Cubital.” Feito o referido esclarecimento, no sentido de se avançar na apreciação, constata-se que o Tribunal a quo fez constar da motivação sobre a matéria de facto, no que aqui importa, o seguinte: ") No que concerne à matéria de facto considerada provada sob o n. 2, a mesma resulta do teor do próprio reconhecimento da existência das referidas doenças profissionais já efetuado pelo Departamento de Proteção contra os Riscos Profissionais, conjugado com a prova testemunhal produzida quanto ao caráter repetitivo dos movimentos efetuados no exercício da atividade de cabeleireira que a autora desempenhou com caráter regular, durante 8 horas por dia, 5 dias por semana, durante pouco mais de 9 anos entre 21 de fevereiro de 2002 e final de junho de e, novamente, embora em part time, numa média de 20 horas semanais, durante cerca de 4 anos, entre setembro de 2014 e 2019, ao serviço F, e com os depoimentos das testemunhas inquiridas sobre as queixas que a autora verbalizava.