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A Digna Procuradora no Tribunal recorrido respondeu ao recurso interposto, defendendo a improcedência do mesmo, com as seguintes conclusões: 1) A douta sentença ora em recurso foi devidamente fundamentada, seja de facto, seja de direito; 2) A sentença interpretou correctamente a prova produzida em audiência e fundamentou, de forma adequada, os concretos motivos de apreciação da mesma; 3) Da mera leitura da decisão e da análise do restante processado, resulta, com mediana certeza, que a mesma procedeu à correcta determinação das normas legais e à sua acertada aplicação; 4) O disposto no artigo 3, n 3 do Código Penal não afasta, só por si, os requisitos gerais para aplicação do crime continuado, ou seja, existe crime continuado quando a violação plúrima do mesmo bem jurídico eminentemente pessoal é referida à mesma pessoa e cometida num quadro em que, por circunstâncias exteriores ao agente, a sua culpa se mostre consideravelmente diminuída, não podendo prescindir-se da indagação casuística dos respectivos requisitos; 5) Do acervo factual provado em sede de audiência de julgamento resultam demonstrados factos ou circunstâncias exteriores ao arguido que apontem para a redução de culpa do mesmo, antes pelo contrário, o arguido sabendo da ilicitude da sua conduta persistiu na mesma; 6) Pelo que, limita-se o Ministério Público a aderir in totum ao expendido na douta sentença, pois esta não violou qualquer preceito legal e não se vislumbra merecer qualquer reparo.