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Posto isto, e apreciando a reclamação, constata-se que o recorrente, ora reclamante, manifesta a sua discordância quanto à decisão sumária reclamada, sustentando, em síntese, que:  - O valor de € 662,06 atribuído pelo Demandante ao pedido de indemnização foi indicado por lapso, uma vez que, apesar de se ter pedido a condenação do Arguido/Demandado no pagamento da quantia de € 000,00 a título de danos não patrimoniais, e da quantia de € 662,06 a título de danos patrimoniais, o que tudo perfaz o montante de € 662,06, acabou por se atribuir ao pedido de indemnização apenas o valor peticionado a título de danos patrimoniais, no indicando montante de € 662,06, não se tendo contabilizado, como devia, o valor dos danos não patrimoniais também peticionados; - De harmonia com o preceituado no Art 297, n 1, do P.Civil aplicável ao pedido de indemnização enxertado no processo, se pela acção se pretende obter qualquer quantia certa em dinheiro, é esse o valor da causa, sendo que, nos termos dos disposto no n 2 do mesmo preceito legal, cumulando-se na mesma acção vários pedidos, o valor da causa é a quantia correspondente à soma dos valores de todos eles; - Assim, do disposto nos ns 1 e 2 do citado Art 297 do P.Civil resulta que o valor da causa, in casu, do pedido de indemnização formulado corresponde à totalidade da quantia em dinheiro que o Assistente/Demandante pretende obter do Arguido/Demandado, que ascende ao montante global de € 662,06 e não de apenas € 662,06; - O Demandado não pode ver prejudicados os seus direitos, concretamente o direito de recorrer da decisão proferida quanto ao pedido de indemnização em que foi condenado, pelo facto do Demandado ter atribuído a tal pedido um valor incorrecto; - Da mesma forma que o Demandante também não devia ser prejudicado no caso de deduzir um pedido de indemnização de valor superior à alçada do Tribunal de 1 Instância 000,00 €) mas, por lapso ou erro, tivesse atribuído ao pedido que formulou um valor inferior a tal montante e a decisão proferida lhe tivesse sido desfavorável em montante superior a metade do valor da alçada do tribunal que proferiu a decisão; - O que releva é o valor do pedido de indemnização efectivamente deduzido e não o valor que o Demandante lhe atribuiu ou indicou; - Por isso, o valor a considerar para efeitos de admissibilidade, ou não, do recurso que interpôs relativamente ao pedido de indemnização em que foi condenado é o valor do pedido efectivamente formulado de € 662,06€, por ser este o valor monetário que o Demandante pretendia receber do Arguido/Demandado.