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Invocou para tanto, em síntese, que: a sentença recorrida está em contradição com os factos dados como provados nos pontos e da matéria de facto assente, na qual se indica expressamente que a proposta apresentada pela Recorrente foi admitida no presente concurso e que, apesar de não cumprir todas as características, satisfaz de modo equivalente os requisitos definidos nas especificações técnicas e garante o "out come” clínico final pretendido, cumprindo com os parâmetros base definidos no caderno de encargos; o Tribunal a quo entendeu, violando a margem de discricionariedade administrativa que constitui reserva de administração, que a proposta da Recorrente para a Posição 3 do Lote 1 não satisfaz as exigências previstas do Caderno de Encargos e viola os parâmetros base ali definidos, pelo que o Tribunal a quo já não julgando, mas administrando, substituiu-se ao Hospital e, ao fazê-lo, violou a reserva da actividade administrativa que a Constituição e a Lei guardam para a Administração Pública, violando o estatuído no n. 1 do artigo 3 do CPTA e o n. 1 do artigo 11 da CRP; finalmente, resulta da sentença recorrida um claro erro de julgamento – erro, este, gerado pela incorrecta interpretação e aplicação das normas legais artigos 7, n. 1, al., 4 e 5 do, violando, deste modo, o Tribunal a quo os princípios da legalidade, da livre concorrência e da igualdade e não discriminação.