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Aqui chegados verificamos estar perante dois documentos de natureza idêntica, contraditórios entre si, impondo-se, face à sua evidente contradição que, no texto da Douta Sentença proferida, fosse justificada a força probatória diferenciada que o Tribunal "a quo” lhes atribuiu, com claro sobrepeso dos primeiros em detrimento dos segundos – o que não sucedeu; ) Nesse sentido veja-se o referido no acórdão proferido por este Tribunal Central, em 23-05-2019, no âmbito do Processo 02673/19BEPRT –  Secção, consultável no endereço: http://www.dgsi.pt/jtcn.nsf/89d1c0288c2dd49c802575c8003279c7/0ed42bd99f01402f8025844600519d2f  Mas, 1) Mais gravoso do que a omissão dessa justificação - da atribuição de maior valor probatório aos primeiros, em detrimento dos segundos, - está o facto de os primeiros terem sido expressamente impugnados pelos ora recorrentes, e o Tribunal "a quo” não ter atendido a essa impugnação, referindo inclusive no texto da Douta Sentença proferida, no separador 3 Motivação página que se transcreve: "designadamente o teor dos documentos não impugnados juntos aos autos pelas partes e os constantes do processo administrativo, conforme referido em cada ponto do probatório”;  Ou seja, 1) O tribunal "a quo” fez completa tábua rasa da impugnação expressa que os ora recorrentes fizeram desses documentos, em virtude de os mesmos enfermarem de um vício ou erro quanto à data da cessação do seu contrato de trabalho, o que fizeram por requerimento de 21 de Maio de 2018, a cuja peça processual o sistema informático sitaf atribuiu a referência 15042 Ora, 1) À luz do nosso ordenamento jurídico, os documentos impugnados não têm o mesmo poder probatório que os documentos não impugnados;  Pois que 1) Nos termos do disposto no artigo 37 do Código Civil, os documentos particulares que tenham sido impugnados deixam de fazer prova plena quanto às declarações atribuídas ao seu autor.