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Prima facie, subscrevendo os entendimentos/contributos doutrinais acabados de mencionar, e diversos outros, bem se compreende que, em situação cujos contornos se aproximam de alguma forma dos que nos presentes autos se provaram, veio muito recentemente o Tribunal da Relação do Porto, em Acórdão de 13-06-2018, a concluir que " Pratica actos de concorrência desleal a empresa que no desenvolvimento de um plano previamente delineado recruta de forma massiva e num curto espaço de tempo trabalhadores dos sectores fundamentais de uma empresa concorrente, causando uma forte perturbação no funcionamento desta e obtendo para si, quase instantaneamente, um conhecimento e uma capacidade de actuação que antes não tinha e que era da outra empresa”.