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Decorre ainda tal ponderação do disposto pelo artigo , n. 1, da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, que estabelece que "Qualquer pessoa tem direito ao respeito da sua vida privada e familiar, do seu domicílio e da sua correspondência”, estando proibida a "ingerência da autoridade pública no exercício deste direito senão quando esta ingerência estiver prevista na lei e constituir uma providência que, numa sociedade democrática, seja necessária para a segurança nacional, para a segurança pública, para o bem - estar económico do país, a defesa da ordem e a prevenção das infracções penais, a protecção da saúde ou da moral, ou a protecção dos direitos e das liberdades de terceiros.” Assim, no caso dos autos, nenhum relevo probatório para a investigada actividade criminosa resultando das intercepções telefónicas em curso, iniciadas há quase 90 dias, não vemos como se possa concluir que a sua prorrogação seja, à luz das supra referidas normas, passível de deferimento.