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Ora, não obstante sufragarmos o entendimento da extensão da autoridade do caso julgado aos fundamentos da decisão nos casos em que exista uma relação de prejudicialidade entre a decisão transitada em julgado e o objeto da ação posterior, ou seja, quando o fundamento da decisão transitada condiciona a apreciação do objeto de uma ação posterior, por ser tida como situação localizada dentro do objeto da primeira ação, sendo seu pressuposto lógico10, a verdade é que, como já afirmamos no Acórdão de 202021 processo n 453/10TBVRS-A.LS1)11 e sublinha também o supra citado Acórdão do STJ, de 202019 , não podemos deixar de ter em conta, por um lado, que, mesmo numa relação deste tipo, só adquirem o valor de caso julgado os fundamentos da decisão transitada que são pressuposto lógico indispensável da apreciação do objeto de uma ação posterior, e, por outro lado, que o efeito de caso julgado só vincula quem tenha sido parte na anterior ação ou quem, não sendo parte, se encontre, por determinação legal, abrangido por via da sua eficácia direta ou reflexa1  Daí entendermos, contrariamente ao decidido no acórdão recorrido, que, atenta a multiplicidade de pedidos formulados na presente ação e da causa de pedir invocadas bem como a coincidência apenas parcial entre os sujeitos, a força ou autoridade de caso julgado formada pelos fundamentos da decisão final proferida no processo n 468/0... relativamente à questão da validade das escrituras públicas de compra e venda celebradas em 18 de julho de 2000, 27 de julho de 2000, 17 de agosto de 2000, 28 de junho de 2001 e 10 de maio de 2002, não se estende, sem mais, a todo o objeto do presente processo, impondo, antes, uma análise mais aprofundada por forma a determinar-se se e em que medida aquela decisão se impõe, indiscutivelmente, como julgada com prejudicialidade sobre todos os pedidos formulados pelo autor na presente ação, prejudicando o conhecimento de todas as demais exceções e questões suscitadas nos presentes autos.