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Enquadramento fáctico: Mostra-se relevante para a apreciação do recurso, a seguinte factualidade: 1) Por despacho de 15-01-2015 proferido nos presentes autos, foi declarado que o réu estava obrigado a prestar contas à autora, dos valores que recebeu, como representante comum – artigos 22 e 22 do Código das Sociedades Comerciais – das demais partes, a título de proveitos da quota no valor nominal de € 4000,00, na sociedade "Empresa de Construções Lucol, Lda.” e a título de proveitos da quota no valor nominal de € 2000,00, na sociedade "Agência Luso – Comercial, Lda.”, de que são cotitulares as partes destes autos, nos anos de 2003 a 2013; 2) Nos termos dessa decisão, foi determinada a notificação do réu para, nos termos do artigo 94, n. 1, do CPC, proceder à apresentação de contas; 3) Por despacho de 08-07-2015, proferido nos presentes autos, não foi admitida a prestação de contas apresentada pelo réu e foi determinada a sua notificação para apresentar contas, em forma de conta-corrente, com especificação da proveniência das receitas e a aplicação das despesas, bem como o respectivo saldo; 4) Por despacho de 03-10-2017, proferido nos presentes autos, foi determinada a notificação do réu para corrigir o requerimento de apresentação de contas de 14-09-2015, com a discriminação de cada movimento a crédito ou a débito, juntando também o correspondente documento devidamente, sob pena de não o fazendo se rejeitarem as contas; 5) Por despacho de 07-11-2017, proferido nos presentes autos, foi julgado não prestadas as contas pelo réu, determinando-se a notificação da autora para, querendo, apresentar contas nos termos do artigo 94 do CPC; 6) Em 14-05-2018 a autora apresentou requerimento de onde consta vir, em cumprimento do "disposto no art.