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23 – Se se considerar que a utilidade económica do pedido deverá ser fixada definitivamente apenas no momento da prolação da sentença proferida pelo Tribunal de Comarca, então de pouco ou quase nada servirá o conceito de utilidade económica do pedido introduzido pelo legislador no n 2 do artigo 98 - P Valor da do CPT, para apurar o valor da causa, na medida em que tal pretensão, não traduziria minimamente a realidade inerente àquele conceito jurídico, designadamente, o valor da indemnização, créditos e salários, a declaração de ilicitude do despedimento, a reintegração do trabalhador no seu posto de trabalho que, como é o caso, se vêm a verificar, maioritariamente, em tempo muito posterior ao da prolação da sentença pelo Tribunal de Comarca em caso de recurso, sendo que, o valor da causa apurado nesta fase processual seria meramente residual e de nenhuma utilidade em caso de condenação da entidade empregadora e de interposição de recurso, não espelhando minimamente o conceito de utilidade económica do pedido que o legislador expressamente introduziu naquele preceito legal.