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Neste sentido, Vide Recursos em Processo Penal, 7 edição, pág.7  Vejamos, se a decisão recorrida padece do vício da contradição insanável entre os factos provados ns 13, 17 a 21, 26 e 27 e os não provados ns , a   Há que ponderar se existe uma contradição insanável, entre o considerar-se como provado que, os arguidos ao realizarem uma praxe sabiam que o tinham que fazer de modo a não causar lesões físicas ao assistente e se este ao não consentir que o arguido BB lhe desse um abraço, facto que era do conhecimento dos dois arguidos e simultaneamente considerar como não provado que os arguidos podiam ter previsto, que atentas as circunstâncias do local e as características físicas do assistente pesava cerca de 129, o mesmo se podia desequilibrar e sofrer as lesões constantes do n 24 de matéria provada, que deviam ter tomado todas as precauções largando, o assistente, de modo a evitar que caísse e que agiram livre e conscientemente, bem sabendo que lhes eram proibidas tais condutas.