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E assim considerou, no essencial, por força da «constatação judicial que a Ré integrou no seu património as quantias em causa, e sem que ficasse declarado judicialmente o fundamento para esse reconhecimento». . A Ré, ora Recorrente, não pode, por isso, conformar-se com tal entendimento, o que se reforça pela postura assumida, mais uma vez, pela A. no Recurso por ela interposto. . Com efeito, a douta sentença recorrida começa por reconhecer, a este propósito, «tal leva a que se leve ao extremo a utilização dos meios processuais ao dispor das partes», não devendo ignorar-se, a propósito, que a aqui A. pretendera já obter a condenação da Ré, no âmbito da Acção n. 1114/15TBBCL, que correu termos pelo Juízo Local Cível de  , nela sustentando a sua pretensão em alegados – mas não provados – empréstimos efectuados pela A. à Ré, assim invocando como fundamento do recebimento de tais valores, por parte da Ré, alegados empréstimos que lhe haveriam sido efectuados pela A.. . E que, apesar da constatação de que a Ré integrou, efectivamente, tais quantias, no seu património – legitimamente, tanto mais que os 3 cheques foram assinados não só por ela, na qualidade de Tesoureira, como também pelo próprio Presidente da Direcção da A.- , a Ré não logrou, de todo, provar que tais quantias houvessem sido entregues à Ré a título de empréstimos) - de mútuo, pelo que, se judicialmente não ficou declarado o fundamento para tais pagamentos, e recebimentos, foi porque a A. ali não logrou provar a sua versão dos alegados empréstimos), cujo ónus de prova indubitavelmente lhe cabia, em exclusivo. . Mas, mais grave ainda, e, por isso, censurável é que a A. tentou ali reaver indevidamente tais quantias, invocando que lhe seriam devidas a título de empréstimos que alegadamente havia efectuado à Ré, quando antes, nomeadamente na Assembleia Geral da A., de 05/12/2011, invocara, expressa e documentalmente, que lhe seriam, afinal, devidas a título de «adiantamento de remunerações relativas ao ano de 2010» - o que, por si só, é também, e desde logo, totalmente descabido, pois que se assim tivesse sucedido, teria sido fácil à A. reaver tais valores da Ré, nomeadamente por redução/compensação em remunerações posteriores – e foram ainda várias. . Ora, no caso sub judice verificou-se quer a má-fé material, quer a instrumental, por parte da Autora. . A má-fé material, na medida em, que a A. deduziu pedido cuja falta de fundamento não ignorava ou não deveria desconhecer, na medida em que a pretensão de obrigar a Ré à restituição das quantias em causa já havia sido anteriormente deduzida, e indeferida, sendo que pela presente Acção apesar de se tratar de Acção de prestação de, a A. não mais pretende, afinal cfr.