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Ora, não obstante a identidade material entre o pedido formulado e a condenação proferida pelo tribunal – ambos correspondendo à entrega de uma determinada quantia pecuniária – a verdade é que a condenação decretada na sentença recorrida assentou em causa de pedir totalmente diversa daquela que a Autora havia invocado: a Autora havia pedido uma indemnização por danos emergentes futuros correspondentes às quantias que, desde o sinistro e até ao fim da sua vida, teria que despender com a contratação de uma empregada doméstica) e a sentença recorrida atribuiu-lhe uma quantia equivalente mas para indemnização de um dano totalmente diferente e que a Autora não havia invocado o dano decorrente da perda de capacidade aquisitiva por força do dano biológico e que, no essencial, foi configurado e apurado como um dano patrimonial futuro qualificável como lucros.