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Não obstante se reconheça a relevância e gravidade do dano suportado pela Autora – designadamente as dores que sentiu e sente, o período de internamento, os exames, tratamentos e intervenções cirúrgicas a que foi sujeita, bem como os incómodos, sofrimentos, angústias e receios que são inerentes a essas situações, a verdade é que, ainda que tenha ficado com sequelas que condicionam e limitam a sua qualidade de vida – seja ao nível físico, por via das dores que sente quando efectua determinados movimentos ou permanece em pé, seja ao nível emocional – a Autora, ressalvando, naturalmente, o período inicial em que permaneceu internada, não ficou felizmente e ao contrário do que acontece nalguns dos casos a que se reportam os acórdãos supra dependente de terceiros para a realização das tarefas básicas como sejam a realização da sua e não ficou impedida ou limitada de se deslocar pelos seus próprios meios e de fazer a sua vida normal, ainda que tenha dificuldade em executar determinados movimentos.