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Iniciando pela análise dos factos considerados provados, recordamos o teor dos factos 6 e 7: " Em data não concretamente apurada, mas antes da constituição da sociedade , Unipessoal, Lda, aqui Ré, a sociedade "F, Lda” era legítima dona e possuidora de 000 arrobas de cortiça no montante de € 30000,00, o que acresce o IVA à taxa legal.”  " O Autor e o seu sobrinho , representantes, na prática, da sociedade "F, Lda”, decidiram constituir uma sociedade comercial por quotas, com o objeto social de fabricação de rolhas de cortiça CAE ..-..), uma vez que aquela sociedade era legítima dona e possuidora de 000 arrobas de cortiça no montante de € 30000,00, acrescido do IVA à taxa legal, que pretendiam transformar e comercializar por intermédio da mencionada sociedade a constituir, a fim de não só liquidar todo o passivo comum anterior bem como obter lucro, e, ainda, iniciar nova atividade.” Não está em causa, para o Autor impugnante, a decisão do Autor e do seu ex-sócio na F, Ld, de constituição de uma nova sociedade com o objecto social do fabrico de rolhas de cortiça, designadamente com o objectivo de iniciar nova actividade e eventualmente liquidar algum passivo anterior face às relações de proximidade e vizinhança, portanto relações de confiança, reveladas com clientes e fornecedores da insolvente – pretende-se antes se consagre a tese não de que o Autor e seu sobrinho eram proprietários de cerca de 3000 arrobas de cortiça, no valor de 1 milhão de euros.