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A expressão do facto 5 "passando estes a servir-se de tais águas” tem de ser entendida e interpretada como referindo-se aos prédios e não à autora e J. F., pois que resulta dos factos provados 1 e 2 que a autora só adquiriu o prédio urbano em 28/04/00 na sequência da doação que lhe foi feita pelo anterior proprietário, que era o seu pai J. F.. Por isso, não se pode entender que a autora se servia da água desde 1980, mas sim que os prédios da autora e de J. F. se passaram a servir da água desde 198 Ora, provar-se que os prédios passaram a servir-se das águas é manifestamente insuficiente para concluir que a autora manteve uma posse sobre as águas correspondente ao exercício de facto do direito de propriedade sobre essas águas e na convicção de que ao exercer esse poder de facto agia de forma correspondente ao direito de propriedade, consistindo este no direito de gozar de modo pleno e exclusivo dos direitos de uso, fruição e disposição dos bens art.