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4 Em síntese, apesar de estar dado como provado que a arguida quis atingir a vítima na zona do manúbrio consistindo o manúbrio a parte superior do osso esterno que une ao corpo deste no chamado ângulo, acabando por o atingir acima de tal zona, considerando-se, depois, na motivação da matéria de facto, que em tal zona se alojam órgãos vitais - cumpre sublinhar, quanto a esta matéria de facto, que não há qualquer prova prestada em sede de audiência de julgamento e/ou algum elemento probatório constante dos autos, que, mesmo numa interpretação in pejus e claramente desconforme com a realidade, leve a concluir, com a segurança que exige o direito penal, que a arguida ao actuar como actuou sabia que, atingindo tal zona, poderia causar a morte da vítima, conformando-se com tal resultado.