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ORA 5	Se tudo quanto subjaz aos presentes autos é uma situação, admitida e reconhecida, de subfacturação dos proveitos das sociedades do Grupo de restauração de que os Recorrentes eram sócios e gerentes, não seria, certamente, de esperar que esse dinheiro "paralelo” tivesse sido depositado nas contas "oficiais” das sociedades... 5	De todo o modo, e ainda que procedesse o juízo conclusivo da Sentença, os Recorrentes afirmaram – e propuseram-se provar – que as contas bancárias tidas como "particulares” serviram como contas veículos das sociedades, isto é, que nelas se "parqueavam” as ditas receitas paralelas e que as mesmas serviam para pagar despesas de funcionamento das sociedades, não ingressando, dessa sorte, na esfera patrimonial dos sócios.