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48 Ainda, assim, o tribunal "a quo”, no despacho recorrido, interpretou que o acordo celebrado pelas partes, implicaria, a responsabilização da recorrente, pelo pagamento de todas as despesas, mediante a atribuição da contrapartida do uso exclusivo do imóvel comum a favor da recorrente, quando, nunca, foi esse o objecto do acordo e a intenção negocial das partes subjacente ao acordo, 49 uma vez que, a, ora, recorrente, quando celebrou o acordo, como o A., já estava a residir no imóvel há vários anos, não tendo assinado o acordo, pela contrapartida do uso exclusivo do imóvel que já tinha e do qual já beneficiava há longos anos, o que não fazia, sequer sentido, tendo, assinado, o acordo, e decidido, assumir, todas as despesas do imóvel, na proporção de 100%, em consequência do A., abdicar de todos os direitos legais, sobre o imóvel, atendendo, ao facto deste ultimo apenas ter contribuído, em termos pecuniários para o seu pagamento, cerca de 24 meses, ficando, assim, o A. tal como sucedeu, ao longo de todos este anos, desonerado, de todo e qualquer pagamento, dando, agora, afinal, "o dito por não dito”.