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Em síntese do que aí foi já dito, podemos novamente sublinhar que os fatores a ter em conta, tendo em vista a ponderação da considerável diminuição da ilicitude, serão nomeadamente a quantidade e qualidade da droga traficada, os termos em que concretamente o tráfico é concretizado, a dimensão da atividade e dos lucros obtidos, a relevância que os mesmos possam ter no modo de vida do agente, a relação que este possa ou não ter com o consumo de estupefacientes, o modo de execução e a sua posição no circuito do tráfico, número de destinatários, etc.. Devendo proceder-se sempre e em qualquer caso a uma "avaliação global da situação de facto, atenta a qualidade ou a quantidade do produto, os meios utilizados, a modalidade ou as circunstâncias da ação” citando, em nota, o acórdão do STJ, de 23/11/2011, P. 127/03PEFUN.S1, in www.dgsi.pt/jstj.