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Tanto é que, "apagando” o disposto no artigo 358 do CP Penal, guarda para o Tribunal e para si, a "Surpresa”, que viria a notificar o Arguido unicamente no momento da leitura da sentença condenatória, e.,  O Arguido preparara a sua defesa técnica e jurídica num determinado sentido face a complexidade jurídica do crime de violência doméstica), sendo depois surpreendido, sem apelo nem agravo, no momento da decisão, com a imputação de 2 crimes, de natureza diga-se menos complexa, mas divergentes no bem jurídico tutelado, assim como a tipologia técnica da defesa a apresentar em sede de julgamento  que o mesmo, tinha por bem, não poderem ser considerados na sua individualidade, por se mostrarem precludidos para fins.