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Com efeito, e como resulta dos sinais dos autos, o inusitado atraso na concessão do reembolso não advém do mero lapso de preenchimento da declaração de rendimentos - foi posta um "x” na quadrícula "lucro consolidado”, quando deveria ter sido aposto um "x” na quadrícula "regime geral”; muito pelo contrário, ficou provado, e resulta dos sinais dos autos, que o contribuinte diligenciou várias vezes, pessoalmente e por escrito, junto da AF, no sentido de questionar as razões do atraso no reembolso, informando a AF daquilo que já deveria ser do seu conhecimento - que o contribuinte, no exercício em causa, não estava integrado no regime da tributação pelo lucro consolidado, o que deveria ter sido objecto de produção da prova testemunhal oportunamente requerida - designadamente, dos depoimentos das pessoas que efectuaram essas diligências, oportunamente indicadas pela Recorrente na p., a final, sendo certo que, por força do disposto no artigo 392 do , a prova testemunhal deve ser admitida em todos os casos em que não seja directa ou indirectamente afastada e trata-se de matéria que poderá ser relevante para a apreciação de mérito já que, conforme estipula o artigo 57 n 4 da LGT, o prazo do reembolso, na pior das hipóteses, poderia ter-se suspenso - se bem que apenas pelo período de dilação do procedimento imputável ao sujeito passivo por incumprimento dos seus deveres de cooperação.