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Como consta do ponto 1 do sumário constante do referido acórdão:  "1-  Em sede de recurso jurisdicional o tribunal de recurso, em princípio, só deve alterar a matéria de facto em que assenta a decisão recorrida se, após ter sido reapreciada, for evidente que ela, em termos de razoabilidade, foi mal julgada na instância recorrida.” Em sentido idêntico se pronunciam os acórdãos do Tribunal Central Administrativo Norte: - De 202012, no processo n 00168/05 PNF:  "1- O tribunal de recurso só deve modificar a matéria de facto quando a convicção do julgador, em 1 instância, não seja razoável, isto é, quando seja manifesta a desconformidade dos factos assentes com os meios de prova disponibilizados nos autos, dando-se assim a devida relevância aos princípios da oralidade, da imediação e da livre apreciação da prova e à garantia do duplo grau de jurisdição sobre o julgamento da matéria de facto.” - E de 002013, no processo n 00906/00BEPRT:  ")  O tribunal de recurso apenas e só deve alterar a decisão sobre a matéria de facto em casos excepcionais de manifesto erro na apreciação da prova, de flagrante desconformidade entre os elementos probatórios disponíveis e essa mesma decisão.” Como vimos o Recorrente defende a alteração da matéria de facto com fundamentos que não colhem, conforme supra exposto.