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Salvo o devido respeito por opinião contrária, dir-se-á que mais incompreensível é a dita impugnação do julgamento de facto operada pelo apelante, posto que, se é certo que da prova documental invocada pelo tribunal a quo para concluir pela prova da facticidade que julga provada no ponto 2, não se pode concluir que os referidos bens se encontrassem na casa de morada de família aquando da separação do casal de apelante e apelada, também é certo que, com exceção do televisor led, de cor preta, da marca Philips, de 40 polegadas, em relação ao qual o apelante alega ter sido vendido aos seus pais ainda na constância do matrimónio com a apelada, quanto aos restantes bens identificados no ponto 2 dos factos provados na decisão recorrida, resulta de toda a alegação do apelante, quer em sede de reclamação à relação de bens apresentada pela apelada, quer das suas próprias alegações de recurso, que esses bens existiam efetivamente na casa de morada de família aquando da separação do casal, tanto assim que, a impugnação da relação de bens apresentada pela apelada cabeça de operada pelo apelante se funda na circunstância de tais bens não serem do casal, mas bens próprios dele, apelante, porquanto, o computador portátil terá sido oferecido ao mesmo pelos seus pais e os restantes bens foram comprados por si, antes de contrair casamento com a apelada, versão dos factos essa que reafirma nas suas alegações de recurso, e que tem necessariamente como pressuposto lógico que esses concretos bens existiam efetivamente na casa de morada de família à data da separação do casal.