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Afigura-se-nos carecer de razão pois, como muito bem se observa na sentença recorrida, tal interpretação conduz a um resultado distinto e até contraditório com aquilo que foram os aumentos salariais concretos dos trabalhadores no ativo, uma vez que aplicando os valores médios, indicados no email da Ré a que se refere no facto n.10, tal significaria que no ano de 2006, os trabalhadores no ativo com remunerações superiores a € 858,70 que não tiveram qualquer aumento, e os trabalhadores no ativo com remunerações entre € 892,30 e € 858,70 – escalão 3 – teriam tido aumentos de 1%, e o Autor, com uma prestação de pré-reforma no valor € 1088,96, segundo a sua interpretação, não só teria um aumento, como esse aumento teria ainda uma percentagem superior àquele que teria o aumento dos trabalhadores no ativo no escalão 3, já que a invocada percentagem "média” seria sempre superior a 1%, qual fosse a forma de encontrar essa "média”; tal situação ocorreria exatamente nos mesmos termos nos anos de 2007, 2008, 2009 e 201 Salientando-se ainda que esta interpretação provoca uma distorção com os outros trabalhadores em situação de pré-reforma cujas prestações tenham um valor dentro dos escalões para os quais foram definidos os aumentos por exemplo, um trabalhador em pré-reforma cuja prestação fosse de valor que se integra no aludido escalão 3 do ano de 2006, teria um aumento de 1%, enquanto, na interpretação do Autor, este teria um aumento, em função da alegada "média”, de 1,46%, ou 1,81%, ou 1,36%).