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Dos últimos relatórios sociais resulta até um agravamento da situação:  - a progenitora apresenta fragilidades, designadamente, na higiene, salubridade e organização da habitação, situação recorrente e que se vêm agravando, registe-se que na visita de 30/3/2021 encontrava-se panelas com restos de comida, 2 gatos andavam por cima dos armários, onde se encontravam expostos alimentos, armários, muitas desorganização de roupas e objectos espalhados pela casa, etc;  - a progenitora desde sempre apresenta uma postura de não colaboração com o tribunal e com a Segurança Social, mentindo quanto a consultas médicas, justificação de faltas das crianças à escola, não permitindo visitas domiciliárias, sendo que nestas duas últimas visitas, em 9/3/2021 e em 30/3/2021, resultam dúvidas sobre os elementos que habitam aquela morada, na 1 o senhorio dormia numa sala, não tendo permitido o acesso ao resto da casa, na segunda visita domiciliária existiam diversas roupas do agregado espalhadas dentro da residência, informando a senhoria que ainda tinha as suas roupas em armários da casa, o referiu à Técnica ter dormido no sofá, quando a progenitora afirmava que o mesmo dormiu num dos quartos, desconhecendo-se o número real de pessoas que habitam aquela casa;  - a progenitora apresenta igualmente poucas competências parentais ao nível do acompanhamento médico dos filhos, no caso da , não compareceu à consulta de pedopsiquiatria, não obstante os problemas comportamentais que o mesmo apresenta, há registo de falhas de consulta da S. ao acompanhamento realizado no Hospital de S. João, à doença infecto-contagiosa de que padece a criança e a progenitora, tendo a própria progenitora faltada a consultas;  - a S. não frequenta a creche conforme havia sido exigido à progenitora, desconhecendo-se totalmente os cuidados que lhe são prestados, sendo certo que nas visitas domiciliárias realizadas, a criança na 1 apresentava-se muito suja, e nas duas últimas apresentava um semblante apático, sendo que na segunda apresentava uma ferida no nariz que segundo a progenitora se devia ao facto de ter caído na cozinha;  - aliás, a progenitora tem comprometido a educação e sucesso escolar dos irmãos da S., o e F., que apresenta absentismo escolar, não obstante as crianças possuírem capacidades cognitivas;  - ao nível económico, o agregado tem apresentado episodicamente várias dificuldades que comprometem a saúde e desenvolvimento das crianças, de Março a Julho de 2020 houve necessidade de accionar os recursos da comunidade assegurando alimentação à família e foram reforçados os apoios económicos no âmbito das medidas em meio natural de vida, no início de Fevereiro de 2021 a direcção da ACR de ... iniciou o fornecimento de refeições escolares ao F., estendido depois pela equipa da ATI ao e à S., no início de Fevereiro de 2021 até início de Março a residência onde viviam ficou sem fornecimento de água;  - acresce que a progenitora não obstante os cuidados negligentes que apresenta a estas crianças, encontra-se novamente grávida, esperando um filho para o Verão, o que vem tornar todas estes riscos agravados;  Todos estes factores de risco e fragilidades colocam a criança S. em situação de desproteção e perigo para a sua saúde, educação e desenvolvimento integral, perigo esse que está cada vez mais iminente e que justifica a aplicação cautelar de medida de acolhimento a esta criança por forma a afastar tais perigos e protege-Ia e promover os seus direitos.