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H. In casu, verifica-se uma patente e inarredável contradição quanto à mesma questão fundamental de direito, que consiste em saber se é de admitir a dedução de uma só vez, no exercício de 2014, da totalidade de encargos financeiros não deduzidos em exercícios anteriores ao abrigo do artigo 3, n. 2, do Estatuto dos Benefícios Fiscais e da aplicação da Circular n. 7/200 O Acórdão arbitral recorrido julgou procedente o pedido de pronúncia arbitral apresentado pela sociedade dominante do Grupo A, abrangido pelo regime especial de tributação dos grupos de sociedades previsto nos artigos 6 e seguintes do CIRC e anulou a autoliquidação relativa ao exercício de 2014, bem como a decisão da reclamação graciosa, na parte em que não foram deduzidos encargos financeiros respeitantes aos exercícios de 2007 a 201 J. Na Decisão fundamento também estava em causa o acto de indeferimento de uma reclamação graciosa, cujo objecto se reportava a uma autoliquidação de IRC, e na qual a Reclamante peticionou a dedução de uma só vez, no exercício de 201 K. Entre o Acórdão recorrido e o Acórdão fundamento há uma identidade de situações de facto, na medida que em ambos os casos, a factualidade consignada se reporta a encargos financeiros suportados por sociedades dominantes e dominadas com a aquisição de participações sociais nos períodos de tributação de 2007 a 2013 e acrescidos ao lucro tributável ao abrigo do regime previsto no artigo 3 do EBF.