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É claro, que quando algum dos condutores, for estrangeiro e não dominar a língua portuguesa, como aqui acontece com o recorrente, a notificação oral ou por escrito sobre o resultado do exame e sobre o direito de requerer de imediato a contraprova, só fica perfeita e só opera os devidos efeitos se isso lhe for comunicado na sua língua ou numa que entenda e domine perfeitamente, independentemente dessa comunicação lhe ser feita através de nomeação formal de intérprete, nos termos do art.92, 91 e 153 do CPP, podendo essa tarefa ser desempenhada como aqui aconteceu pelo militar da GNR que tomou conta da ocorrência, posto que não fique qualquer dúvida que o notificando percebeu e entendeu perfeitamente o conteúdo da mensagem transmitida, como aqui sucedeu, pelo que nas referidas circunstâncias esse procedimento, não invalida nem inquina o acto, sendo apto a produzir plenamente os seus efeitos.