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No circunstancialismo apurado não podemos concluir que o exequente, por inércia ou descuido, haja negado o necessário impulso à execução mas, sim, que era ao agente de execução que incumbia informar a exequente das diligências efectuadas, mais propriamente, da realização ou não da penhora e, neste último caso, dos motivos da frustração da mesma.8   O despacho recorrido foi proferido no pressuposto de que o inserido no processo electrónico traduzia a realidade e que a aparente paralisação da execução era devida a negligência da exequente, o que, como vimos, não se confirma, ficando antes, e apenas, demonstrado o incumprimento dos deveres de informação e comunicação, por parte do agente de execução.