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Entre os Organismos de Indemnização figura o Gabinete da Carta Verde, competindo-lhe enquanto gabinete gestor a satisfação de indemnizações de danos provindos de acidentes de viação em Portugal, causados por veículos automóveis de matrícula estrangeira, conforme a previsão do artigo 90 do Dec-Lei 291/07 Nesses casos, como nos acidentes no estrangeiro causados por veículos automóveis habitualmente estacionados noutros Estados-Membros, os lesados podem apresentar em primeira linha os pedidos de indemnização aos Organismos de indemnização ainda que esteja prevista a intervenção destes num regime de subsidiariedade, mas isso não lhes retira o direito de acção directa contra a seguradora responsável, sendo o artigo 64 do 291/07 a emanação desse princípio, transpondo para a ordem jurídica interna a Directiva 2000/26/CE – nos termos do seu artigo 3, "Os Estados-Membros devem assegurar que as pessoas lesadas a que se refere o n1, cujo prejuízo resulte de acidentes na acepção referida disposição tenham direito a acção directamente contra a empresa de seguros que cubra a responsabilidade de terceiro” A Directiva 2009/103/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Setembro de 2009, prevê e enfatiza nas considerações esse direito de acção directa contra a empresa de seguros para qualquer pessoa vítima de acidentes rodoviários, dizendo que "constitui um complemento lógico da designação dos representantes para sinistros” e evoca na 32 o n2 do art 11, conjugado com a alínea, do n1, do Reg.