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O arguido exerceu o direito ao silêncio sobre os factos constantes da acusação.”), em consequência do que não mostrou arrependimento, a sua demais apurada personalidade, as elevadas necessidades de prevenção geral, a necessidade de prevenção especial que é in casu muito alta, atentos os seus registados antecedentes criminais, militando apenas a seu favor ser reformado, ser pessoa doente, sofrendo de uma incapacidade permanente global de 90%, e estar inserido em termos sociais e familiares, sendo que conta presentemente 64 anos de idade nasceu em 18 de abril de, e, finalmente, face à moldura abstrata prevista pena a fixar até 3 anos de prisão), tudo circunstâncias devidamente considerados na decisão recorrida, parece-nos como perfeitamente adequada, por justa e proporcional, a medida da pena fixada ao arguido em 5 meses de prisão, pena essa que, moldada segundo o rigor de compreensão dos factores de ponderação, está inteiramente ajustada, não violando o princípio da proporcionalidade proibição de, consagrado no n. 2 do artigo 1 da CRP, nem os subprincípios, em que aquele se desdobra, da necessidade ou, da adequação e da racionalidade ou da justa, sendo, por isso, de manter.