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G. Isto porque, atento todo o supra exposto, dúvidas não subsistem de que o Recorrente foi ilegitimamente impedido de prestar o seu trabalho e alvo de uma supressão ilegal da retribuição a que tem direito, o que levou o Recorrente e a sua família esposa e a passar bastantes dificuldades financeiras, na medida em que a sua sobrevivência depende dos rendimentos auferidos pelo Recorrente em contrapartida da sua prestação de trabalho, porquanto, o Recorrente continua vinculado à Recorrida como seu trabalhador, mas sem auferir a retribuição que lhe é legalmente legítima e que lhe garante a subsistência do seu seio familiar, bem como a continuidade de uma vida condigna como o tem feito até ao dia 24 de junho de 202 H. Dificuldades essas que desde cedo se manifestaram no agregado familiar do Recorrente, nomeadamente nas compras de supermercado e na aquisição de bens e serviços essenciais alimentação, vestuário, calçado, habitação, saúde, etc.).