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A Recorrente impugna, nos termos do disposto no artigo 41, n. 3, alínea, do Código de Processo Penal, os seguintes pontos da matéria de facto provada, que deviam ter sido dados, total ou parcialmente, como não provados: Ponto  - "Num fim de semana não concretamente apurado, mas posterior ao dia 2 de junho de 2020, a arguida R., junto da residência da ofendida, disse a esta em tom sério «se não tiras a queixa eu mato-te, tens os dias contados, sua puta, sua vaca»”, uma vez que não resulta da prova produzida que as expressões dirigidas pela arguida à assistente o foram em tom sério e que as mesmas foram adequadas a provocar medo ou inquietação ou a prejudicar a sua liberdade de determinação; Ponto  - "Os arguidos agiram de forma livre, deliberada e consciente, com o propósito concretizado de, ao proferirem as citadas palavras, perturbar a quietude de espírito, o sossego, a tranquilidade e a liberdade de movimentos da ofendida, já que lhe quiseram fazer crer que estavam dispostos a atentar contra a sua integridade física/vida.”, uma vez que não resulta da prova produzida que os arguidos tivessem agido da forma e com o propósito descritos, sendo a decisão recorrida, conforme aduzido supra, totalmente omissa quanto à verificação deste elemento tipo do crime de ameaça; Ponto  - "Os arguidos sabiam que as suas condutas eram proibidas e punidas por lei penal.”, uma vez que tais factos não resultam da prova produzida em sede de audiência e julgamento, pois, pelo contrário, desde a assistente às testemunhas ouvidas, entre elas a testemunha J., indicada pela própria arguida, afirmaram que tais expressões apenas ocorrem quando aquela se encontra visivelmente embriagada.