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Desde logo que o «dano resultante da perda de chance », encontra, entre nós, suporte doutrinário4 e jurisprudencial, mormente na jurisprudência deste Supremo Tribunal, que, após a prolação do Acórdão do STJ, de 212009 processo n 409/04YFLSB)5, fortaleceu-se e sedimentou-se no sentido de que este dano pode relevar se se tratar de uma chance consistente, designadamente se, tal como se afirma no Acórdão do STJ, de 202010 processo n 2622/00TBPNF.PS1) 6, se puder concluir « com elevado grau de probabilidade ou verosimilhança» que o lesado obteria certo benefício não fora a chance processual perdida  Tomando posição sobre esta questão, diremos que perfilhamos a orientação seguida nos Acórdãos do STJ, de 002015 processo n 5105/12TBSXL.LS1) 8, e de 312017 processo n 12198/16T8LSB.LS1)9 e, por nós já sufragada nos Acórdãos de 112018  processo n 296/16T8GRD.CS1)10 e de 302019 processo n 6720/15T8LRS.LS2) 11, no sentido de que a perda de oportunidade ou de "chance” de obter uma vantagem ou de evitar um prejuízo, impossibilitada definitivamente por um ato ilícito, apenas pode-se traduzir num dano autónomo existente à data da lesão e, portanto, qualificável como dano emergente, desde que ofereça consistência e seriedade, segundo um juízo de probabilidade tido por suficiente, independente do resultado final frustrado, e aferido, casuisticamente, em função dos indícios factualmente provados em cada caso concreto.