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Assim sendo, constata-se a inexistência de um verdadeiro ataque ao processo cognitivo que gerou o decidido, mas, isso sim, apenas um discurso de assumida discordância da leitura crítica da prova encetada pelo tribunal recorrido, devidamente explicitada na concomitante motivação em sede de facto, ou seja, o recorrente pretendia simplesmente um novo julgamento do julgamento de 1 instância, o que a lei não alberga minimamente, no seio do qual se limitou a emitir a sua própria opinião sobre a prova produzida, o que, por este prisma, nos reconduz a uma inviável pretensão de sindicar a livre apreciação da prova, tal como vem consagrada no artigo 127, do Código de Processo Penal, e nos afasta da apreciação da alegada preterição do invocado princípio "in dubio pro reo” que aqui vinha associada, violação que, diga-se "a laterae”, da análise do texto da decisão recorrida não se vislumbra ter ocorrido, minimamente "O que vale por dizer que do texto da decisão recorrida não emerge uma tal dúvida capaz de abalar a necessária firmeza do decidido em sede factual nessa parte, ou seja, não se descortina minimamente que o tribunal, tendo ficado num estado de dúvida, decidiu contra o recorrente, ou que a conclusão retirada pelo tribunal em matéria de prova materializou-se numa decisão contra ele, que não era suportada de forma suficiente, de modo a não deixar dúvidas irremovíveis quanto ao seu sentido, pela prova em que assenta a convicção – citação retirada do Acórdão do STJ, datado de 07/04/2010, relatado por Pires da Graça, consultado in http://www.dgsi.pt.).)