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Ora, verifica-se que, no caso concreto, ocorreu uma clara e inequívoca quebra da ligação com o trabalho, porquanto, apesar de previamente autorizado pela sua entidade empregadora a ausentar-se do trabalho, não deixa de ser evidente que tal interrupção apenas se concretizou por motivos alheios à relação laboral, sendo certo que, numa situação normal e habitual, o trabalhador, naquele dia, apenas cessaria as suas tarefas profissionais pelas 18H  Desta forma, a situação e apreço não prevê as situações previstas na alínea, n. 2 do artigo 8 da NLAT, isto porque, o trabalhador ao ter cessado a sua actividade laboral antecipadamente, apenas o fez para atender necessidades familiares e pessoais, pelo que não se pode considerar esta circunstância igual à circunstância em que o trabalhador, após cumprimento do horário normal de trabalho, sai do trabalho e ai lhe é concedida a ampliação do conceito tempo de trabalho, permitindo, dessa forma, o preenchimento do requisito relativo ao elemento temporal e, consequentemente, verificado o acidente de trabalho  Com efeito, não podemos aceitar que a protecção alargada concebida na alínea do n.2 do artigo 8 da NLAT possa ser aplicada/estendida ao caso em apreço, por não se verificar a habitual circunstância temporal, motivo pelo qual, não podemos considerar irrelevante a circunstância do acidente ter ocorrido em horário diverso do habitual  Por outro lado, desde logo se dirá que não poderão as supra citadas circunstâncias apurada nomeadamente antecipar o fim da jornada diária de trabalho com o intuito de ir buscar a esposa a casa para a levar ao médico) serem consideradas para efeitos de enquadramento do acidente em apreço como acidente de trabalho ín casu ítínere), pois que não se encontram preenchidos os requisitos legais citados, nomeadamente, o artigo , n. 1, alínea, n. 2, alínea e n. 3 da NLAT.