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3 Lê-se também, naquele mesmo aresto: "Exige-se que a acção ameaçadora seja idónea a lesar ou afectar, de modo relevante, a tranquilidade individual ou a liberdade de determinação do sujeito passivo, não sendo necessário que, em concreto, tenha provocado medo ou inquietação, sendo pacificamente aceite que o critério para aferir da adequação da ameaça para provocar medo e inquietação, ou para prejudicar a liberdade de determinação, deverá ser objectivo-individual, devendo considerar-se «a conduta na sua globalidade, o contexto em que a mesma acontece, e a idiossincrasia e modos de ser e estar ameaçantes) e ameaçados) -, por referência ao homem comum, ao cidadão normal” 3 Que, como atrás já ficou bem patente e referido na pronúncia: "A actuação do Arguido não é dotada de idoneidade suficiente para inviabilizar os actos funcionais dos militares da G.N.R porque não se mostra tal comportamento adequado a anular ou a dificultar de forma significativa a capacidade de actuação dos três militares na ocasião em causa, tanto mais que estes, como já se referiu, possuem especiais qualidades no que diz respeito à capacidade de suportar pressões e estão munidos de instrumentos de defesa que não assistem ao cidadão comum”.