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Ou seja, o Recorrente limita-se a afirmar que não concorda com a interpretação que o Tribunal «a quo» fez dos factos conhecidos em julgamento, mas não explicita a razão do seu desacordo: não discorre sobre qual deveria ser o raciocínio que, em face dos factos conhecidos, o Tribunal «a quo» deveria ter feito para chegar à conclusão contrária à que chegou no ponto  da matéria de facto provada;    – Em síntese, são os seguintes os raciocínios em que o Tribunal «a quo» fundamentou a sua convicção: - «) Não temos dúvidas, e por isso tal facto foi dado como provado, que o arguido foi titular de licença de condução emitida pela República de Angola e que essa mesma licença foi exibida, "in illo tempore”, perante os Tribunais nacionais – veja-se cópia da sentença junta aos autos pelo arguido.