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neste sentido Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra, proferido no Processo n. 34/200Cl, em 26 de Setembro de 2006 e Acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Administrativo, em 22 de Maio de 2003, no âmbito do processo n. 118/03, in www.dgsi.pt); E) Em suma, para que se possa falar de apresentação atempada de alegações, é forçoso é que haja alegações, ou seja, que se apresente ou transmita integralmente o referido articulado, não bastando um esboço ou ensaio inacabado dessa apresentação ou transmissão; F) E contra o exposto não se invoque que estamos perante um mero lapso susceptível de ser rectificado, uma vez que os lapsos consistem em meros erros de cálculo ou de escrita, relevados no próprio contexto da declaração ou através das circunstâncias em que a declaração é feita, ou seja, tem de ser possível depreender do próprio documento, ainda que eivado com o lapso, qual era o alcance realmente pretendido, sendo certo que no caso vertente não está em causa qualquer erro de escrita ou de cálculo, mas antes a incompletude da peça processual apresentada; G) Em face do exposto deve considerar-se sem mais, que nos presentes autos não foi cumprido pela Fazenda Pública o ónus de alegar e, consequentemente ser o presente recurso julgado deserto nos termos do artigo 28 do Código do Procedimento e Processo Tributário; H) Acresce que aa discussão da matéria de facto, implica, como vimos, ónus específicos de alegação, em conformidade com o artigo 64, n. 1, do Código de Processo Civil, que não foram respeitados.