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É certo que o IVA enquanto imposto geral do consumo está subordinado ao princípio da generalidade, e bem assim que a jurisprudência europeia tem afirmado, em matéria de isenções de IVA, um princípio geral de interpretação estrita, mas a verdade é que no domínio das isenções internas importa ter presente as correspondentes motivações, in casu, motivações de razões de ordem económica e social, tendo em vista promover o acesso e consumo dos merit goods Neste âmbito, o TJUE observaria no Acórdão Comissão vs. Alemanha, processo -287/00, de 20 de junho de 2002 que a noção de "prestações estreitamente conexas, "não requer, porém, uma interpretação particularmente estrita, na medida em que a isenção das prestações de serviços estreitamente conexas com o ensino universitário se destina a garantir que o benefício deste não se torne inacessível em razão do acréscimo de custos deste ensino se ele próprio, ou as prestações de serviços e as entregas de bens com ele estreitamente conexas, fosse sujeito a IVA , por analogia, no que respeita ao artigo 1, A, n. 1, alínea, da Sexta Diretiva, acórdão de 11 de Janeiro de 2001, Comissão/França, -76/99, Colect., p. -249, n..” De convocar, outrossim, o Aresto proferido pelo STA no âmbito do processo n 0109/14, datado de 23 de março de 2015, no qual claramente se doutrina que: "A restrição do âmbito subjectivo da isenção prevista no artigo  n. 9 do Código do IVA no que respeita às prestações de serviços conexas com o ensino aos alunos não decorre expressa e directamente da letra nem da norma nacional, nem da disposição comunitária que constitui a sua matriz e, que saibamos, também nunca foi afirmada expressamente pela jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia.” O mesmo se diga quanto ao argumento concatenado com o pagamento efetuado após a emissão da fatura, desde logo, porque nos encontramos perante um procedimento administrativo que em nada desvirtua ou altera as características inerentes ao facto tributário em apreço.