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21- A sentença reconhece que o A. adquiriu o "lote de terreno” por menos de metade do seu real valor; 22- E, para além disso, e diferentemente do que se passaria não houvesse ele próprio afastado a R. da graduação, nisso não gastou um cêntimo facto 17); 23- Há um efetivo enriquecimento do A. em mais de meio milhão de euros por lote, sem causa para tanto e à custa da R.; 24- E, não satisfeito com a sua aquisição «de borla» ou formalmente nisso encaixando mais de 1 milhão de, o A. ainda foi ao processo da posterior insolvência da executada/promitente vendedora reclamar todo o remanescente do seu crédito mais 94923,31 euros, aí competindo com a R. por terem ambos os seus créditos a natureza comum, pois já o A. se apropriara do imóvel sobre o qual incidia a garantia da R.); 25- O A. com a sua abusiva e desleal atuação impediu a R. de reclamar o seu crédito na execução ou até de previamente requerer a insolvência da sociedade construtora/promitente vendedora, afastou-a do concurso de credores na execução e assim logrou impedi-la de ser graduada à sua frente e remetendo posteriormente na insolvência o crédito daquela para meramente comum, onde ainda com ela compete com o seu reclamado crédito de perto de outro milhão de euros, assim se assegurando de não receber a R. nem um tostão, ainda que a insolvente tivesse qualquer bem suficiente para pagamento ou rateio, o que também não tem, porque anteriormente pelo A. adquirido na execução; 26- Mas, os bens efetivamente penhorados, levados à venda e adquiridos na execução foram "dois lotes de terreno para construção” Facto 1, e não os edifícios nele implantados, pré-existentes, que não construiu nem comprou, limitando-se a registar a propriedade horizontal; 27- Na esteira de toda a sua atuação, o A. igualmente omitiu na execução a situação concreta dos lotes de terreno e existência de edifícios de apartamentos neles implantados; 28- Não foram penhoradas, publicitadas para venda ou vendidas na execução quaisquer benfeitorias realizadas nos dois lotes de terreno em causa, pelo que, se o A. delas é também dono – e não é – então é devedor do respetivo direito de crédito sobre tais benfeitorias, respondendo assim nessa medida, nomeadamente para com a R.; 29- É até a R., juntamente com os outros moradores, quem vem suportando os encargos relacionados com o prédio na sua globalidade facto 14);  30- Por outro lado, penhorados e vendidos os dois lotes de terreno, também não se vislumbra como poderia a R. fazer valer o seu direito de retenção na execução, quando esse seu direito não incidente sobre nenhum lote de terreno, mas sim apartamento, sótão e parqueamento que nunca foram penhorados nem vendidos e mesmo quanto à graduação, não garantido sobre a totalidade do bem lote de, nem se sabendo dele em que proporção; 31- E mais, e conhecendo a execução ou não, reclamando o seu crédito ou não, garantido à frente do A. ou não, estaria sempre vedado à R. adquirir na execução, com dispensa de depósito do preço ou não, a fração correspondente ao 2 andar frente, com lugar de estacionamento e arrecadação, porque nada disso foi penhorado e à venda; 32- Ou teria a R., para tanto, que adquirir um lote de terreno????