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B.-O tribunal não fez mais do que dar cobro ao estereótipo enraizado em Portugal, que nos diz que, por regra, o agressor nas relações conjugais é o homem, não podemos, naturalmente, deixar de repudiar todo e qualquer comportamento com esse escopo, como seja o homem que chega a casa e, sem razão aparente, grita, agride física e verbalmente a mulher, ou que ao longo de uma vida pratica frequentemente actos violentos da mesma natureza, -Todavia, neste processo o que sucedeu não foi bem assim, o Arguido foi vítima de actos de agressão perpetrados pela ofendida ao longo da relação conjugal, nomeadamente não o deixando entrar no lar conjugal e permitindo que o mesmo dormisse no chão, nas escadas.