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Com efeito, é assim porque:  a.	por um lado, porque o conceito de empresa utilizado pelo legislador na norma constante da alínea, do n. 1, do artigo 1 da Lei n. 171/99, de 18 de Setembro, está utilizado em sentido amplo, ou seja, abrangendo qualquer organização que desenvolva uma actividade económica ou profissional autónoma, sendo, por isso, como bem refere o tribunal a quo, «impossível afirmar que a "empresa" que comprou o prédio urbano e adquiriu o trespasse do estabelecimento hoteleiro em apreço seja a mesma que o vendeu e trespassou, respectivamente»; e,  b.	por outro, ainda que assim não se entendesse, ou seja, defendendo-se a interpretação do tribunal de primeira instância e na qual a Recorrente tanto se revê - a de que o conceito de empresa há de se reportar a uma unidade económico-social, composta por elementos humanos, materiais e técnicos, congregados em torno do objectivo da obtenção de vantagens económicas através da sua participação no mercado de bens e serviços conceito que faz uso dos meios de produção: trabalho, terra e -, sempre se estaria perante uma afectação à actividade empresarial diferente daquela levada a cabo, anteriormente, no imóvel.