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54, n 2 do CPC: «A execução por dívida provida de garantia real sobre bens de terceiro segue diretamente contra este se o exequente pretender fazer valer a garantia, sem prejuízo de poder desde logo ser também demandado o devedor.»   Anotam Abrantes Geraldes, Paulo Pimenta e Pires de Sousa1:  «O n 2 tem aplicação tanto nos casos em que a garantia real foi prestada por terceiro g. hipoteca constituída por terceiro para garantia do, como na­queles em que, tendo a garantia sido constituída sobre um bem que, na ocasião, era do devedor, esse bem foi entretanto transferido para terceiro, como reflexo do direito de sequela que caracteriza os direitos reais RC 12-9-17,1922/15).» Maria Isabel Hebbling Menéres Campos, depois de referir que o direito preferencial do credor hipotecário pode ser exercido contra terceiros, significando o direito de sequela que a garantia é inerente ao bem, acompanhando-o em posteriores alienações ou onerações, explica que: «A garantia acompanha a coisa em todas as suas vicissitudes, até à sua extinção por qualquer causa.