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A solução para a boa decisão não deve ser buscada no parecer da professora Sandra Passinhas junto aos autos pelos recorrentes, e que, apesar de já ter sido junto num elevado número de processos, nunca foi atendido em qualquer decisão, que se afigura errado por várias razões: - não considera que o espaço do centro comercial sempre foi uno e funcionalmente ligado e independente; - não considera que a entidade gestora do centro comercial  é o conjunto dos proprietários das lojas; - não considera o artigo 143-A do Código Civil na sua essência, ao sustentar a fls 44-45) que a aplicação do artigo 143-A pressupõe uma "alteração do título constitutivo aprovada por unanimidade dos condóminos, nos termos do artigo 141 do Código Civil”, alteração de que, salvo melhor opinião, nunca resultaria a aplicação do regime da propriedade horizontal, "com as necessárias adaptações” a um conjunto de edifícios, mas antes a aplicação do regime da propriedade horizontal, qua tale, a um novo edifício; - não resolve a questão da possibilidade de ligação entre propriedade horizontal e centro comercial; - não considera que a jurisprudência sobre um centro comercial num único edifício em propriedade horizontal não corresponde à realidade do centro comercial... Tal solução deve antes buscar-se nas diferentes decisões jurisprudenciais que analisaram a realidade concreta do centro comercial, em especial as mais recentes, que já refletem as anteriores.