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A convicção sobre a verificação dos factos contidos nos pontos 1 a 2, 2 e 2 resultou da apreciação, crítica e conjunta, das declarações dos arguidos que apresentaram versões sobre a sua presença em Portugal destituídas de qualquer credibilidade, pretendendo ambos, com as respectivas "estórias”, transmitir a ideia de que não passavam de meros transportadores, totalmente alheios ao negócio inerente ao transporte internacional do estupefaciente que lhes foi apreendido e à sua disseminação na Europa, simples "homens de mão” ocasionalmente inseridos na cadeia de transporte do estupefaciente essencialmente por razões económicas; como já antes se referiu, não se mostram credíveis tais versões; em primeiro lugar, quanto à versão do arguido , dificilmente se compreende que alguém, nascido em Itália e a residir em Munich, que pretende iniciar uma actividade comercial nesta cidade - em tudo semelhante a outra actividade comercial que teria desenvolvido em Espanha - se desloque a Barcelona com a única finalidade de se encontrar com uma outra pessoa que lhe poderia conseguir o fornecimento de peças de vestuário de marca italiana que o arguido pretenderia comercializar, para convencer essa pessoa a proceder nesse sentido, não se descortinando a razão de uma deslocação de automóvel superior a e trezentos quilómetros para tratar de um assunto que facilmente seria tratado pelos múltiplos meios de comunicação à disposição de qualquer pessoa; depois, não se compreende também, o motivo pelo qual apenas a dita pessoa poderia assegurar ao arguido o fornecimento das ditas peças de vestuário e o motivo da abS.