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Inconformado, o autor interpôs recurso desta decisão, terminando as alegações com a formulação das conclusões que de seguida se transcrevem: "1 - A repartição de responsabilidades pelo sinistro em causa nos autos deve ser dividida, no mínimo, na proporção de 50% entre as recorridas j..... e Estradas de Portugal; 2 - Isto tendo em conta que a recorrida .....violou os deveres de sinalização, omissão ilícita e culposa conforme resulta das alíneas e dos Factos Assentes; 3 - No entanto, incumbia à recorrida Estradas de Portugal, como dona da obra a fiscalização do andamento da mesma, que não se interrompeu durante a execução do contrato e que a mesma omitiu, tendo em conta o vertido nos artigos e dos Factos Assentes; 4 - Como tal a decisão, nessa parte deve ser alterada; 5 - No que concerne à violação do direito à vida, tendo em conta a idade da vítima, que era de 34 anos, a esperança média de vida, o facto de ser uma trabalhadora no ativo, de ser pessoa saudável, com alegria de viver, merecedora de estima e consideração e com um agregado familiar formado pela própria, pelo marido que é eletricista e dois filhos menores, na época, faz com que o valor de indemnização pelo direito à vida tenha que ser alterado de €5597,00 para €6000,00; 6 - Os danos não patrimoniais sofridos pelo viúvo, tendo em conta a matéria de facto que consta dos artigos e, dos factos assentes, deve ser alterada de €2239,00 para €3000,00, tendo em conta o forte impacto emocional que o desaparecimento da infeliz vítima provocou; 7 - Os danos não patrimoniais de cada um dos filhos menores deve ser alterado de €1679,00 para €3000,00 cada um, tendo em conta a matéria de facto assente, e o forte impacto emocional que lhes causou; 8 - O dano patrimonial futuro fixado em €9429,00 deve ser alterado para €13987,00 atendendo a juízos de equidade, não sendo de aceitar a aplicação automática de tabelas, tendo em conta os factos assentes nos artigos a e a expectativa de vida ativa da falecida, que tinha 34 anos, e que contribuiria para o agregado familiar até à idade da reforma no mínimo, que atualmente é de 66 anos, e tomando como referência os gastos que a mesma iria ter consigo própria; 9 – Mostra-se violado, entre outros, o contido nos artigos 496 n , 497 do e Regime da Responsabilidade Crime Extra Contratual do Estado e Demais Entidades Públicas art 3 e e 615 n -do NCPC”.