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Socavando as razões de discordância da decisão proferida em primeira instância, o recorrente apresentou para a pretensão de alteração da decisão: não terem devidamente julgados os factos que aportou a tribunal na respectiva contestação – conclusões 16 a 21; nulidade do inquérito, "por durante o mesmo o arguido não ter tido oportunidade de defesa, quanto aos 29 factos ilícitos criminais, pelos quais foi condenado” e o tribunal de primeira instância não ter atendido à necessidade e obrigatoriedade de comunicação ao arguido, no primeiro interrogat��rio dos novos factos e, consequentemente, á descoberta da verdade e ainda porque "não investigou convenientemente os factos, no que tange à eventual comparticipação dos restantes intervenientes, na constituição e desenvolvimento da atividade das Pessoas Coletivas e bem assim ao dolo específico e ardil necessário para o preenchimento do tipo” e ainda porque "não está presente no caso concreto o dolo específico para a prática do crime de burla” e "assim existe clara insuficiência na investigação dos factos”; omissão de fundamentação, por desprezo dos factos que o arguido apresentou na contestação com relevância para a descoberta da verdade e tal se traduzir em merma da garantia de defesa "cfr.