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Pelo facto de eventualmente se tratar de um produto seguro, "não podemos ignorar que a base negocial desenvolvida pelas partes assentou em pressupostos violadores da estrutura de confiança que o autor havia depositado naquele, nomeadamente, a subscrição de um produto de risco não querido, no convencimento incutido de que se trataria do equivalente a um depósito a prazo, sem qualquer risco de capital e sem qualquer risco de juros caso a movimentação do valor não ocorresse antes de decorrida a respetiva maturidade, sendo certo que «um dos alicerces do sistema mobiliário reside na função de apoio, assistência, aconselhamento e conselho que os intermediários financeiros desempenham em relação aos seus clientes», o que foi completamente defraudado e posto em causa no caso”87,88,8 Concluindo, encontra-se demonstrada a violação do dever de informação por parte do apelante e, como tal, a prática do ato ilícito pressuposto da sua responsabilidade90,91,92,93,94,95,96,97,98,99,100,101,102,103,104,10 Destarte, nesta parte, improcedem as conclusões36) a, do recurso de apelação. )