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"Fiducia cum creditore” cuja licitude tem sido contestada22 e que, no passado, era considerada inválida por falta de causa por divergência entre o seu fim e a respetiva23, mas que, hoje, é maioritariamente aceite com o argumento do fiduciário ter que prestar contas do modo como vier a cobrar o seu crédito à custa da coisa ou bem fiduciados e ter de restituir ao devedor tudo aquilo em que a coisa fiduciada exceder o valor do seu crédito para além de ficar sujeita ao regime geral da usura negocial, ou seja, se a fiducia cum creditore levar o credor a enriquecer injustificadamente à custa do devedor, este pode obter judicialmente a anulação ou a modificação do negócio segundo juízos de equidade, conforme melhor lhe.