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Ae outros intentaram acção popular contra "Câmara Municipal de Cantanhede” e "B.., S.A.”  Alegaram o seguinte: - São moradores e donos de habitações na Rua ., ..; - Em 1991, a 1 ré destacou de um prédio rústico sito na .., uma parcela, autonomizada em prédio urbano, destinada ao Plano Parcial de Urbanização da ; - Em 27 de Julho de 2006, foi tomada deliberação pela 1 ré de adjudicação do prédio urbano à , Lda., para construção de unidade hoteleira, que entendem nula porque a empresa não tinha código de actividade económica; - Em 28 de Agosto de 2006, foi outorgada a compra e venda do prédio e na escritura ficou a constar a obrigação de a compradora iniciar e concluir a construção nos prazos respectivos de doze até 202007) e de trinta meses até 202009), sob pena de operar "a resolução imediata da compra e venda”; - Os prazos foram ultrapassados, em consequência do que entendem que o imóvel foi reintegrado no domínio municipal; - Em 15 de Dezembro de 2009, foi tomada deliberação em reunião da 1 ré a autorizar a transmissão do prédio à 2 ré, que consideram inexistente e nula, por não poder autorizar a compradora a transmitir um bem que não lhe pertence; - Em 10 de Dezembro de 2010, a compradora do prédio vendeu-o à 2 ré, negócio que no seu entender nulo por incidir sobre prédio que não lhe pertencia, e sem prévia autorização camarária ficando esta sujeita aos mesmos prazos de início e termo da construção até 112010 e até 102012); - A obra iniciou-se em Setembro de 2011, muito além do termo do prazo previsto, e está parada desde 18 de Maio de 2012; - Nesta data, encontra-se no local um "mono” de cimento e um lago, sem qualquer protecção, permitindo a entrada de crianças; - Em 07 de Novembro de 2011 caducou o alvará de construção e, em 14 de Janeiro de 2013, a 2 ré requereu a prorrogação do prazo para concluir a obra, o que a 1 ré deferiu por oito meses at�� 07 de Julho de 2013, decisão nula, por não poder prorrogar prazo já caducado; - Em 08 de Fevereiro de 2013, foi aprovada em reunião da Câmara a revisão do Plano de Urbanização da  continuando antes disso a valer o originário Plano dos anos 70, encontrando-se o hotel projectado em pleno REN, perímetro florestal e dunas; - Quando adquiriram as suas casas, a 1 ré garantiu aos autores que as partes traseiras dos prédios não poderiam ser alvo de construções ou edificações, o que foi violado com a construção do hotel; - A omissão camarária e as ilegalidades cometidas constituem uma violação clara ao ambiente, à qualidade de vida, à saúde pública e ao domínio público; - O prédio tem de ingressar novamente no domínio público; - Toda a situação tem causado danos aos autores, que sofreram e angústia por causa dos filhos e netos, têm medo de assaltos visto que a estrutura alberga, perderam qualidade de vida e viram desvalorizar o seu prédio.