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414/19TVLSB.LS1, «a garantia autónoma, cuja teorização remonta ao final do século , com a paternidade atribuída a Rudolf Stammler, tendo como antecedente remoto a figura romana da promissio indemnitatis, é uma forma contratual típica quanto à sua existência, atípica quanto à sua regulamentação, âmbito em que vigora o princípio da liberdade contratual art 405 do Código e que assenta, em regra, num triângulo cujas faces correspondem a três relações contratuais distintas: uma primeira referente ao contrato-base, também chamado principal, ou seja o celebrado entre o credor garantido e o devedor ordenante ou, do qual decorrem as obrigações garantidas; uma segunda relativa ao contrato concluído entre o devedor desse primeiro contrato e um garante, normalmente, um banco, pelo qual este se vincula, mediante uma retribuição a comissão) a prestar uma garantia ao credor o beneficiário); e finalmente uma terceira respeitante ao contrato de garantia autónoma, propriamente dito, estabelecido entre o garante o e o credor o beneficiário) em que o primeiro se obriga a pagar ao segundo uma soma pecuniária determinada, uma vez comprovado o incumprimento do contrato principal ou base no caso de garantia autónoma ou de imediato, quando este simplesmente o interpele a realizar essa prestação no caso de garantia automática à primeira solicitação), mas renunciando, desde logo, o garante, em qualquer caso, a opor ao beneficiário credor no contrato-base) quaisquer excepções relativas ao contrato fundamental».