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105 pugnando pela não verificação da inutilidade superveniente da lide, dizendo, em suma, que para se verificar a inutilidade superveniente da lide seria necessário que os requeridos cumprissem integralmente com o pedido formulado na petição inicial da intimação, isto é, concretizassem a contagem de todo o período contributivo do autor, e em função da forma legal aplicável, fixar o valor mensal da pensão de velhice e proceder ao pagamento da quantia global vencida desde 24/04/2020 até ao presente; que todavia confessam textualmente no artigo 3 do seu articulado de resposta que «a pensão atribuída teve em conta toda a carreira contributiva do Autor, com data do primeiro desconto em 04/1977 e data do último desconto em 04/2020, num total de 43 anos civis com registo de remunerações»; que resulta da página 2 do ofício de 29/12/2000 do Instituto de Segurança Social que, na parte com o título «CARREIRA CONTRIBUTIVA», quealiapenas constam os anos de 1977 a 1982, e os anos de 2011 a 2020, perfazendo, no total apenas 16 anos, deles constando inclusive 5 anos de descontos do autor como empregado bancário, de 2011 a 2015, tendo, assim, sido apenas contada parte da carreira contributiva do autor que perfaz o total de 43 anos civis com registo de remunerações; que o valor de 387,64 € de pensão tem carácter provisório, como consta do ofício que lhe foi remetido e que os 16 anos da carreira contributiva assinalada diz respeito apenas a parte da sua carreira contributiva  e não à sua totalidade, a qual é composta por 43 anos civis com registo de remunerações, não havendo, por conseguinte, inutilidade superveniente da lide, por os réus não terem satisfeito o pedido formulado pelo autor, de contagem de todo o período contributivo e não apenas parte dele; que é falsa a alegação de que os descontos que o autor efetuou na qualidade de trabalhador bancário para a CAFEB, no período de julho de 1983 a dezembro de 2015, implica, nos termos do artigo 8, n 2, do Decreto-Lei n 127/2011, de 31/12, que a entidade responsável pelo processamento da pensão relativa aos descontos efetuados naquele período é o Banco ...), sucessor do Banco ...) e que o autor deverá solicitar a atribuição da pensão àquela sua antiga entidade patronal por na carreira contributiva do autor constante no citado ofício constarem expressamente os anos de 2011 a 2015, durante os quais o autor foi trabalhador bancário, nela também não constando o ano de 1983, em que ele foi trabalhador  da sociedade "P., Lda”, e que isso nunca lhe foi indicado ou informado; que depois de demorar mais de um ano e meio a fazer a contagem de apenas parte da carreira contributiva o INSTITUTO DE SEGURANÇA SOCIAL ainda vem agora alegar que o autor deverá solicitar a restante carreira em falta ao Banco ...), com a agravante de dispor dos 43 anos civis com remunerações registadas; que devido ao comportamento culposo do INSTITUTO DE SEGURANÇA  SOCIAL o AUTOR apenas receberia uma pensão no valor mensal de 387,64€ quando tem direito a uma seguramente superior a 000,00€ por mês, que só receberia lá para as calendas gregas; que o valor de 387,64€ mensais é manifestamente insuficiente para assegurar uma vida condigna, com a agravante de não corresponder aos 43 anos de descontos efetuados pelo autor, pondo além disso, em causa o recebimento da pensão completa, em tempo útil, que é precisamente o motivo essencial da apresentação da intimação para proteção de direitos, liberdades e garantias.