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Mas face a esta nova realidade em que foi eliminada da ordem jurídica a servidão non aedificandi associada ao referido "IC2- Coimbra/ Oliveira de Azeméis”, adquirindo o prédio dos Recorrente a sua plena capacidade construtiva, e deixando assim, de se verificar a causa de pedir em que os mesmos alicerçaram o seu pedido indemnizatório impunha-se que aqueles, através de articulado superveniente, alterassem essa causa de pedir alegando os eventuais danos que sofreram por estarem impedidos de erigir naquele prédio as moradias que nele pretendiam construir, o que passava, designadamente, pela alegação de,  não fora a dita servidão, quando é que teriam iniciado e concluído as construções das moradias planeadas, quando é que teria previsivelmente ocorrido a respetiva venda, quais os lucros obtidos  o que pressupunha a alegação das despesas e do preço) e quando é que por via do retardamento verificado com a imposição daquela servidão non aedificandi e posterior eliminação da ordem jurídica da mesma teriam previsivelmente iniciado, vendido, e comercializado as mesmas construções, quais os lucros previsíveis, o que, naturalmente, passava pela alegação do preço da venda vigente à data da previsível comercialização daquelas fruto do retardamento verificado na respetiva construção e posterior comercialização.