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37- É-nos ininteligível que o Tribunal a quo não tenha alcançado que os factos em apreço nos presentes autos, a subsequente perda da propriedade da casa de morada de família e a ruína financeira que os arguido os conduziu a família, arrasaram a confiança que a arguida nele depositara, a qual confrontada pelas dificuldades financeiras em que se viu envolvida, não teve outra solução que não fosse procurar ganhar o sustento para o seu agregado familiar, o que, associado ao alcoolismo e degradação do comportamento do arguido, gerou um volte face no papel que cada um deles assumiam na relação, até porque, se quem traz o dinheiro é quem manda, hoje esse é o papel da Arguida.