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Deste modo se consagra, neste particular, um princípio de plenitude do processo de execução, que tem por consequência que, sempre que alegue que o acto administrativo entretanto praticado não passa de uma execução meramente formal ou aparente da sentença, que, na realidade, mantém, em fundamento válido, a situação ilegalmente constituída pelo acto anulado, o interessado coloca uma questão que ainda é de inexecução da sentença e que, como tal, pode e deve ser objecto da dedução de um incidente a apreciar no âmbito do processo executivo.»3 Do enquadramento legal agora efectuado, e sobretudo, da doutrina citada, resulta claro que tendo o Requerente vindo invocar desconformidade entre o julgado e o executado, e alegado que a nova liquidação mantém sem fundamento válido a situação ilegal no caso, a falta de fundamentação, a apreciação dos vícios invocados deve ter lugar no processo executivo, ao contrário do que foi decidido na sentença recorrida, pelo que a mesma, nesta parte, não se pode manter.