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1020, datada de 011997, que se dá por reproduzida; 8- Em face disso, porque residia fora do Porto, o senhorio para facilitar a entrega, disse-lhe que deixasse as chaves na caixa do correio, o que o aqui autor fez; 9- Assim que retirou todos os seus bens das ditas salas, o autor depositou as respetivas chaves na caixa do correio, conforme combinara com o senhorio; 10- Foi então, com estupefação que veio a recebeu mais tarde uma carta do senhorio a pedir-lhe o pagamento de um ano de rendas, quando afinal já lhe havia entregue as chaves; 11- Situação, que pensou estar sanada, quando já depois de ter recebido tal carta, veio à fala com o senhorio; 12- Foi também com estupefação que, mais tarde, veio a ser citado para a ação acima referida; 13- Tendo relatado à aqui ré todos os factos acima referidos, dizendo-lhe ainda que havia testemunhas que os poderiam confirmar; 14- O autor não tomou conhecimento da atividade processual produzida pela ré como sua mandatária naquela ação, desconhecendo nomeadamente o teor da contestação ali apresentada, pois que a ré não lha facultou para ler e apreciar, impossibilitando-o de tecer qualquer comentário, correção, ou sugestão; 15- Verificando apenas agora que a defesa constante daquele articulado não correspondia à factualidade que lhe transmitira; 16- Sempre que interpelava a sua advogada sobre o andamento daqueles autos, o que fez inúmeras vezes, tanto mais que esta tinha escritório no mesmo edifício que o autor, esta dizia que estava "tudo bem”, que até o colega da outra parte dizia que "aquilo não ia dar a lado nenhum”; 17- Somente depois de ter tido acesso aos autos, o autor pôde constatar que não foi alegada em sede de contestação a resolução e entrega dos locados que se consubstanciou na entrega das chaves pelo modo indicado pelo senhorio - depósito na caixa de correio; 18- Em 002005, a ré, ali na qualidade de mandatária do aqui autor, subscreveu conjuntamente com o mandatário do senhorio um requerimento em que acordam a entrega dos espaços para o dia 002005, sendo que, na tese do aqui autor e que transmitira à sua advogada, já há muito que os havia entregue; 19- O que tudo a aqui ré fez sem o conhecimento do aqui autor; 20- Pois que este, como se disse, lhe havia dado indicações sobre factos concretos contraditórios com qualquer obrigação de entrega, mas que foram omitidos pela mandatária, nunca tendo referido os mesmos em qualquer peça processual produzida nos autos; 21- No decurso do processo, a ré não prestou qualquer informação sobre o seu andamento, limitando-se a dizer-lhe que tudo estava bem; 22- Não cuidando de o avisar e convocar, a si e testemunhas, para as audiências que tiveram lugar no processo; 23- A Audiência Preliminar naquela ação teve lugar sem a presença da aqui ré, que não compareceu à mesma; 24- O aqui autor, acabou assim por ser condenado naqueles autos, não só a restituir os locados, mas também a pagar uma indemnização pela sua utilização, calculada com base no valor das rendas "acordadas”, desde Janeiro de 1998 até à entrega efetiva dos mesmos; 25- No entanto, o ora autor, apenas teve conhecimento daquela condenação, quando na sequência da penhora do seu vencimento para pagamento das custas, cuidou de ir saber a que se referia a execução em causa; 26- Tendo-lhe ainda sido penhoradas uma casa, quatro quotas em sociedades comerciais que possui conjuntamente com a sua mulher na sociedade; 27- Penhoras que vinham na sequência de execução da sentença condenatória proferida naquela ação, condenação que, até então, o autor desconhecia, execução essa no valor de 7315,70€; 28- Foi com humilhação e consternação que o autor se viu alvo das referidas penhoras, verificando só nesse momento que, não só tinha perdido a ação, como nada lhe tinha sido dito ou informado nesse sentido pela sua advogada constituída no processo; 29- Pois, para além da sobredita execução para pagamento de quantia certa, foi o autor ainda alvo de outra execução para entrega de coisa certa, para entrega dos locados; 30- Não se conformando com o estado a que viu chegar o processo com todas as consequências que para si resultaram, numa ação em que a sua advogada sempre lhe afiançara que tudo estava a correr bem, exigiu-lhe a entrega do respetivo dossier, o que veio acontecer em 4 de Janeiro de 2010; 31- Só nessa data pode tomar conhecimento das diversas peças processuais produzidas no processo pela sua mandatária, bem como da sua tramitação e que levou à improcedência da ação; 32- Situação que o autor poderia ter tentado evitar, caso tivesse tido conhecimento, em tempo, do desfecho da ação; 33- Tendo acabado por ser condenado numa ação para cuja defesa não foram carreados os factos por si relatados e fornecidos à sua mandatária; 34- Bem assim como, acabou condenado no pagamento duma avultada indemnização, e sem o saber, acabou submetido à vergonha de ver penhorado o seu vencimento, as quotas e ainda uma penhora para entrega dos locados que há muito, no seu entender, estavam na posse do senhorio; 35- Tais factos criaram ao autor angústias e depressão, que se repercutiram na sua saúde e na sua vida pessoal e profissional; 36- Para o que também contribuiu o facto, para si inesperado, de ter de cumprir uma sentença que desconhecia, e arranjar meios para pagar o valor indemnizatório de mais de 7000 euros, o que teve repercussões na sua estabilidade financeira; 37- Tendo acabado por acordar com o ali autor no pagamento da divida que fixaram em 8000,00€, em 13 meses e para cujo pagamento se viu obrigado a recorrer a vários empréstimos bancários, inclusive em nome da esposa e dos filhos; 38- Sendo certo que os financiamentos bancários, estão sujeitos a juros, o ora autor acabou por pagar um montante superior àquele que resultou do acordo que fez com o autor naquela ação; 39- Montante que o aqui autor confiava não ter de pagar, se a ora ré tivesse tido o cuidado de carrear para a defesa todos os factos que lhe foram transmitidos pelo seu constituinte e o mantivesse informado do estado do processo ao longo da sua tramitação; 40- Dou por reproduzido o documento de fls.