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A autora interpôs recurso, tendo finalizado a sua alegação com as seguintes  Conclusões:  - As obrigações resultantes do contrato do mandato estão sujeitas aos princípios gerais do cumprimento das obrigações, que decorrem dos artigos 798, 799 e 487 do Código Civil, tal como foi levado à fundamentação da sentença;   - Fazendo apelo à actuação diligente do bom pai de família e às circunstâncias da execução do mandato;  - Mas também o conteúdo do mandato, ainda mais quando falta documento formal, deve ser decidido por referência e apelo às circunstâncias do momento em que foi outorgado;   - No caso dos Autos, face à existência da procuração para a A. movimentar as contas tituladas pelo falecido J. J.; e face à existência do encargo deste prover à guarda e alimentos da sua irmã A. J.; à circunstância de o mesmo saber que tinha pouco tempo de vida; ao facto de já estar de acordo que fosse a A. a tomar conta da A. J., e a sua vontade de dar cumprimento ao encargo que lhe tinha sido transmitido pelos seus pais, que o beneficiaram patrimonialmente para o efeito;   - Deveria ser dado por provado o conteúdo do mandato invocado pela A., de o J. J. lhe ter dado poderes na procuração para que aquela entrasse na posse dos saldos das contas bancárias, por ele tituladas, para com esse saldo cuidar da guarda, saúde e alimentos futuros da irmã A. J.;   - Da valoração da prova feita pelo Tribunal na fundamentação da decisão de facto em conjunto com a prova da existência e validade da procuração e da prova gravada em audiência de julgamento, identificada e transcrita;   - O Tribunal só podia chegar à conclusão, lógica e de acordo com os dados da experiência, que o J. J., quando teve a certeza da sua morte próxima, quis mandatar e mandatou a A. para usar o montante dos seus saldos bancários nas despesas futuras da guarda, saúde e alimentos da sua irmã A. J.;   - Acresce que, nas referidas circunstâncias, existe prova do conteúdo do mandato, esclarecido pela Interveniente/Ré, , que não podia ser desvalorizada;   - Antes pelo contrário, tal prova por declarações, acrescida do completo esclarecimento da razão de ciência, é conjugável e consentâneo com as restantes circunstâncias, confirmadas por todos, da preocupação, em fim de vida, do J. J.