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Destaca ainda o facto de a delimitação entre atos correntes e atos de particular importância ser difícil de estabelecer em abstrato, «pois existe entre estas duas categorias uma ampla zona cinzenta formada por atos intermédios», cuja fronteira depende dos "costumes de cada família concreta”, dos "usos da sociedade num determinado momento histórico”, sendo que, na sua ótica, a «restrição do conceito confere, à família pós-divórcio e às crianças, uma maior estabilidade» pelo que defende um «alargamento da noção de orientações educativas relevantes cuja definição pertence ao progenitor residente».11 Como quer que seja, parece-nos que se resulta da intenção do legislador expressa no preâmbulo do projeto de lei, o conceito de "questões de particular importância” ter um âmbito restrito, limitado a questões "existenciais graves e raras na vida de uma criança”, que "compõem o núcleo essencial dos seus direitos”, avaliadas objetivamente, quando, como no caso vertente, se alia a uma mudança de residência da capital do País /Lisboa para uma cidade do interior/Guarda, uma necessária alteração do estabelecimento de ensino até aí frequentado, parece-nos inquestionável que tudo isso constituía, na circunstância, uma "questão de particular importância” para a menor dos autos.12 Ademais, também volvendo aos autos, o que é certo é que a Requerida/recorrente não fez prova de ter ela própria – como seria seu dever!