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5 Quanto à pena do cúmulo, afigura-se que, na ponderação conjunta dos factos e da personalidade do arguido recorrente, pode dizer-se que, de per si, a ausência de perturbação parafílica não atenua a culpa do arguido, ainda que, pela reiteração e desenho delitivo, os factos não consintam um diagnóstico de mera pluriocasionalidade, antes apontando para uma pulsão ou tendência para a prática de actos como aqueles por que vem condenado, a que não será alheia a condição depressiva reportada nos factos pontos 71 e. 5 Por outro lado, devem relevar-se os factos de, após a detenção, o arguido ter procurado ajuda médica especializada, não lhe tendo sido diagnosticada parafilia pontos 60 e 61 do rol de factos julgados, e de dispor de apoio familiar pontos 62 e 63 dos factos julgados.