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5/5 do P.P., não abrange as declarações ouvidas pelos agentes policiais ao arguido antes de o se não houver culpa sua no atrasar da formalização daquela constituição e se aquelas não constituírem confissão de factos, pelo que nada impede que os agentes de investigação, em audiência, deponham sobre o conteúdo dessas diligências, incluindo sobre o conteúdo das conversas havidas com suspeitos que, entretanto, foram constituídos arguidos e mesmo que estes, na audiência, se remetam ao silêncio 25- Face ao ordenamento português, é indubitável que o simples cidadão apenas suspeito não goza do direito ao silêncio e, como tal, a prova produzida pelas suas declarações, melhor, depoimento, é válido, enquanto as mesmas não obrigarem à sua constituição como arguido.