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Na dogmática jurídica e segundo a concepção tradicional, a interpretação, com expresso apoio no artigo 9 do Código Civil, é fundamentalmente semântica, sendo o texto da lei o seu ponto de partida, ao qual cabe «uma função negativa: a de eliminar aqueles sentidos que não tenham qualquer apoio, ou pelo menos uma qualquer "correspondência” ou ressonância nas palavras da lei» 3 Porém, em regra, a fixação do sentido e o alcance com que deve valer uma norma jurídica não pode limitar-se ao «sentido aparente e imediato que resulta da conexão verbal» pois a fixação do sentido e o alcance com que deve valer uma norma jurídica, pois «o sentido é o que mais interessa, é o verdadeiro objectivo da interpretação», não pode limitar-se ao «sentido aparente e imediato que resulta da conexão verbal»3   Sendo o limite da interpretação a letra, o texto da norma, «a apreensão literal do texto, ponto de partida de toda a interpretação, é já interpretação, mas nenhuma interpretação fica assim completa; será sempre necessária «uma tarefa de interligação e valoração que escapa ao domínio literal»3 Nesta tarefa de interligação e valoração que acompanha a apreensão do sentido literal, intervêm elementos lógicos, doutrinalmente considerados de ordem sistemática, histórica e racional ou teleológica.