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página 4 das alegações de; 1 O erro em que, com o devido respeito, a Ilustre Representante da Fazenda Pública incorre é o de considerar que da apresentação das declarações modelo 129 resulta uma presunção legal de tradição que o Tribunal não poderia afastar sem ter esclarecido as razões pelas quais as mesmas foram apresentadas; 1 É que, de facto, não há qualquer presunção legal nesse sentido; 1 Se é certo que o legislador previu uma presunção de tradição quando haja ajuste de revenda no §  do artigo  do CIMSISD — única situação em que o Tribunal se refere a presunção — não existe presunção no n. 2 do §  do artigo  do mesmo diploma legal, norma em que se exige a demonstração da tradição da coisa; 1 Deste modo, o Tribunal não tem de esclarecer, como bem entendeu, as razões pelas quais afasta as declarações modelo 129, pois que as mesmas não presumem a tradição, nem permitem concluir que a mesma existiu; 1 Resulta assim evidente o erro em que laborou a administração tributária, ao assumir que da apresentação daquelas declarações é possível presumir a tradição; 2 Acresce que, como a Impugnante ora Recorrida invocou, nunca tomou posse dos terrenos em questão em momento prévio à realização das escrituras de venda outorgadas pela BL, não tendo neles realizado qualquer intervenção até à data da interposição da presente impugnação judicial, pelo que não ocorreu qualquer tradição dos terrenos; 2 Facto este que não é suscetível de ser contrariado pela objeto social da Impugnante, pela sua estratégia comercial, nem pela apresentação das declarações modelo 129; 2 Razão pela qual, em face de todo o exposto, se deve julgar improcedente o presente recurso, mantendo-se a sentença recorrida.