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Árbitros partiram do princípio que a mesma é suscetível de produzir um rendimento de 7900€/ha, com base em documentos particulares fornecidos por outro proprietário; contudo, de acordo com a publicação de 2007 do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura de Desenvolvimento Rural e Pescas entre 1999 e 2005 a produção média de maçã em Portugal foi de 12,97 toneladas/ha, pressupondo uma produção de 50 toneladas/ha, quatro vezes mais do que a produção média nacional;  - como os pomares em questão têm um rendimento variável ao longo dos anos – período de implantação, período de acréscimo e período de decréscimo – a metodologia aplicada pelos árbitros não previu esta variação de rendimentos, considerando que ele é anual, constante e perpétuo, o que não é adequado a este tipo de culturas, devendo, sim, ser usada a metodologia aplicável a culturas de rendimento anual, temporário e variável, que consiste no somatório de capitalização dos rendimentos anuais da cultura a que se soma também a capitalização do valor do terreno a nu, no final do ciclo de exploração normal, o que daria o valor de 2€;  - considerando que a produção de maçã naquela área se encontra em condições superiores à média nacional, podendo atingir as 18 toneladas/ha, aceitando os valores expostos quanto a encargos, taxa de juro aplicável, preço da maçã, avaliação da área florestal, área de maneio e benfeitorias, atinge-se o montante de 37 005,53€ trinta e sete e cinco euros e cinquenta e três cêntimos).