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No caso em apreço temos por relevante a seguinte factualidade, que se alinhará por um critério temporal, para melhor compreensão da imputabilidade da situação de insolvência aos devedores/Requerentes:  A declaração de insolvência da sociedade de que o insolvente era sócio foi decretada a 23 de outubro de 2015;  A transmissão do único imóvel propriedade do casal ocorre a 16 de maio de 2016;  A 25 de janeiro de 2016 os devedores/Insolventes instauram um PEAP;  A 25 de maio de 2018 recebem no processo de insolvência determinados créditos enquanto trabalhadores desta sociedade;  Na inviabilização da aprovação de um plano, vêm a ser declarados insolventes por sentença de dezembro de 201 Relativamente às causas de acumulação do passivo, a factualidade em causa não nos permite extrair qualquer juízo de censura sobre o comportamento dos insolventes: como é salientado pelo AI no relatório que apresentou em sede de PEAP, "o passivo existente, no montante global de cerca de 46000,00 €, resultou do facto de os devedores terem assumido pessoalmente diversos créditos e garantias pessoais, nomeadamente como avalistas em alguns contratos de crédito junto das instituições financeiras, nomeadamente, ao nível do crédito à habitação, assumiram estas garantias pessoais a fim de verem aprovados os financiamentos em nome da empresa referida”.