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Uma vez que, decorrido o prazo assinalado, a requerente não juntou procuração nem fez qualquer requerimento, o Meritíssimo juiz do tribunal a quo determinou que ficasse sem efeito o requerimento de separação de bens apresentado em 23 de Abril de 201 Notificada deste despacho, fez a seguinte exposição:   Quando recebeu a notificação percebeu, para grande espanto seu, que ainda não tinha advogado no processo, quando, na verdade, no dia 18-04-2019, foi aos serviços da segurança social e pediu apoio judiciário;   Que quando fez o pedido junto da Segurança Social, com a entrega do respectivo formulário, informou a funcionária que a atendeu sobre o que pretendia, ou seja, não ter de pagar quaisquer despesas no processo e ainda pedir que lhe fosse nomeado um advogado;   Que quando, na data de 22-04-2019, enviou para o processo um requerimento, juntou-lhe um requerimento comprovativo do pedido de apoio judiciário que fez na segurança social, no qual acreditou estar escrito o que havia pedido à Segurança Social, ou seja, a isenção total de pagamento das despesas do processo e a indicação de um advogado que a defendesse;   Que a funcionária da segurança social informou-a que, quando houvesse decisão sobre o pedido, o tribunal e ela iriam receber uma carta;   Que quando recebeu a carta em 30-07-2019, percebeu que a segurança social ainda não tinha comunicado ao processo o advogado, pelo que se dirigiu imediatamente àqueles serviços da segurança social, sendo que a resposta que ali obteve foi a de que a decisão ainda não tinha sido dada, mas que iria sair brevemente e que o tribunal iria ter conhecimento;   Que ficou descansada e que em poucos dias ia sair a decisão da segurança social sobre o pedido de apoio judiciário para a isenção total das despesas do processo e para a indicação do advogado, sendo que foi informada pela segurança social de que a resposta ia directa para o tribunal;   Que em meados de Agosto dirigiu-se novamente à segurança Social e ali foi informada que o apoio tinha sido concedido e que a decisão tinha ido para tribunal;   Que ficou descansada e acreditou que a questão do advogado que lhe foi comunicada em 30-07-2019 estava resolvida;   Que foi com grande espanto que recebeu uma nova decisão do tribunal, na qual constava que ela não havia informado sobre quem era o seu advogado, mas a verdade é que acreditou que esse advogado tinha sido indicado pela segurança social; 1        Quando se apercebeu de que alguma coisa não estava bem, voltou à segurança social e mostrou a carta que recebeu do tribunal, onde lhe disseram que o advogado não estava pedido, tendo ela perguntado como era possível, mas não lhe souberam dar resposta e até lhe disseram que se ela quisesse um advogado teria de fazer um novo pedido par o processo, o que estranhou pois já havia feito um pedido de apoio judiciário para o processo e havia sido aceite;  1        Que a segurança social fez uma grande confusão e não a esclareceu correctamente, como deveria ser, e então apresentou um novo pedido para que lhe fosse entregue um advogado para o presente processo;  1        Que não conseguiu perceber a leitura da primeira decisão do tribunal de que o requerimento que antes mandou para o processo podia ficar sem efeito e que os meus interesses não iriam ser considerados, se o advogado não fosse nomeado; 1        Que pedia desculpa, que teria sido uma falta dela, pois às vezes os seus 72 anos de idade e a  classe não lhe permitem entender correctamente tudo o que lê; 1        Que se o tribunal o permitisse, iria dia sim dia não à segurança social para ver quando é que lhe indicavam um advogado, para depois poder levar ao mesmo as decisões do tribunal para aquele poder dar o devido seguimento.