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189 do CIRE contém uma ‘dupla presunção: por um lado, a presunção de que a pessoa afectada pela qualificação da insolvência causou aos credores um dano; por outro lado, a presunção de que o montante do dano causado corresponde ao montante dos créditos não satisfeitos’, resultando da norma do n. 4 do preceito assim se lhes dá sentido e se conseguem conciliar ambos os que se trata de presunção ilidível, podendo as pessoas ‘afectadas alegar e provar que o seu comportamento não causou nenhum dano, ou que o seu comportamento causou um dano inferior ao montante dos créditos não satisfeitos’, devendo a sentença que qualifique a insolvência como culposa fixar as indemnizações devidas atendendo à proporção em que o comportamento das pessoas afectadas contribuiu para a insolvência Catarina Serra, Lições, p. 16 Por isso que a proporção em que o comportamento da pessoa afectada contribuiu para a insolvência deve tem ser ponderada, circunscrevendo o dever de indemnizar em atenção à conexão causal entre o comportamento ilícito e o dano, possibilitando-se ao afectado a faculdade de demonstrar ‘que o montante do dano concretamente causado foiinferior ao montante dos créditos não satisfeitos, para que se lhe aplique o art.