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Na verdade, assegurando a testemunha  que o arguido a ameaçou que ia buscar a caçadeira e que lhe dava dois tiros não existindo quaisquer razões objetivas para pôr em causa a credibilidade que o Tribunal a quo atribuiu ao respetivo, considerando o contexto em que o arguido adotou essa atitude e o estado emocional de grande exaltação que evidenciou, ao ver recusada, pela mesma testemunha, a entrega da chave do seu veículo sem que pagasse a totalidade do preço da reparação efetuada, insistindo o arguido nessa entrega e sendo a testemunha  quem tinha o poder de decisão, surge como absolutamente lógica a conclusão extraída pelo Tribunal a quo de que a expressão proferida pelo arguido foi " dou-te dois tiros”.