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741/03TBMMN.ES1, relator Hélder Roque, in www.dgsi.pt, onde se pode ler no seu sumário, designadamente, que: "A existência da excessividade da restauração natural resulta da verificação cumulativa de dois requisitos, sendo o primeiro o do benefício para o credor, consequente à reconstituição, e o segundo o de que esta se revele iníqua e abusiva, por contrária aos princípios da boa-fé, pelo que a reconstituição natural será, excessivamente, onerosa para o devedor e, portanto, de excluir, por inadequada, apenas, quando se apresente como um sacrifício, manifestamente, desproporcionado para o lesante, quando confrontado com o interesse do lesado na integridade do seu património.”  2 Na doutrina, vide Maria da Graça Trigo, Responsabilidade Civil – Temas Especiais, "Excessiva onerosidade da reconstituição natural no domínio dos acidentes de viação)”, Universidade Católica Editora, Lisboa, 2015, págs.