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105	Nesta sede, socorremo-nos do Parecer de Cláudia Cruz Santos, cuja versão integral juntaremos com as presentes Alegações, e no qual, sobre a primeira vertente que iremos abordar, podemos ler, designadamente o seguinte: "Se o tribunal condenou – como é inequívoco que condenou – BB, em co-autoria, por um crime de corrupção activa para acto ilícito, há que procurar compreender qual foi o contributo dado por si para a consumação que, em um contexto de comparticipação, legitima a sua inclusão na categoria da autoria e não naquela outra da cumplicidade.Sucede, porém, que, de forma muito surpreendente, não se vislumbra no douto Acórdão nem uma única linha argumentativa que justifique a atribuição dessa qualidade de autor e não, por exemplo, de cúmplice) a BB.” 105	Ora, como Cláudia Cruz Santos bem refere, "A inexistência de referência à parcela de contributo de BB para o ilícito, por comparação com o contributo dos outros co-autores, impede quer a valoração do desvalor objectivo da sua conduta ou seja, o quantum da ilicitude do seu, quer a quantificação da sua culpa ou seja, o grau de censura que merece pela sua participação quer na decisão conjunta, quer na execução, com consequências evidentes sob o enfoque do respeito pelo princípio da culpa e, por isso, com impacto incontornável na ponderação da conformidade legal e constitucional da decisão condenatória”.