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14- Já, na altura, o Tribunal que apreciou os factos fez uma prognose favorável da personalidade do ora recorrente, que levou à suspensão da execução da pena, sem qualquer dever ou regra de conduta;  15- Não podia, nem devia, o Tribunal A QUO fundamentar, como fundamentou, a sua decisão única e simplesmente na gravidade do crime de maus tratos e o alarme social que tais crimes causam na sociedade e o risco que representa a atribuição da idoneidade do recorrente;  16- O recorrente pediu ao Tribunal para apreciar se ele era uma pessoa capaz de usar de forma avisada, prudente e de acordo com a lei, a arma no exercício venatório e não a reapreciação dos factos que deram origem ao processo n. 405/06GBAND e pelos quais foi condenado e já cumpriu,  17- O Tribunal A QUO, na nossa modesta opinião, preocupou-se em reapreciar os factos ocorridos em 2007 e o impacto social do crime de violência doméstica, olvidando o pedido do recorrente.