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Ainda, na estrutura do IRS e do artigo  do CIRS visa-se tributar apenas o rendimento efetivo dos trabalhadores, abrangendo apenas as atribuições pecuniárias feitas aos trabalhadores por conta de outrem que visem proporcionar-lhe um acréscimo patrimonial, afastando a incidência do imposto relativamente a atribuições patrimoniais que visem, apenas, compensar o trabalhador de despesas que teve de suportar para assegurar o exercício adequado das suas funções - nesse sentido, o acórdão do Supremo Tribunal Administrativo de 08/11/06, no recurso 01082/0 	Acresce que, à AT cabia o ónus de provar a existência dos pressupostos legais vinculativos da sua atuação, isto é, provar que se verificam os factos, que integram o fundamento previsto na Lei para a liquidação de imposto que o contribuinte deixou de liquidar, competindo-lhe demonstrar a existência e conteúdo do facto tributário, in casu, a prova que as prestações em causa não traduziram um reembolso por despesas que os trabalhadores da Recorrente tiveram de suportar ao serviço da entidade patronal, devendo, em caso de dúvida, a liquidação ser anulada - cfr.