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Como aliás se depreende – coisa que infelizmente o Tribunal a quo não fez – dos factos corretamente dados como provados n.s 1 a 6 e 37 a 72 da decisão, chegando mesmo a afirmar expressamente:  Diga-se, desde já, e de modo impressivo que dúvidas não há que o arguido vivia com a sua mãe, numa relação vista por todos como harmoniosa e de colaboração, principalmente nos últimos anos, mercê da idade da mãe e da fragilidade a ela inerente, maxime  problemas de saúde que vivenciou, como um acidente vascular cerebral em 200  Quanto  à  matéria  dos  pontos  7  e  7  consideraram-se  as  declarações  do arguido e o que resulta da globalidade das testemunhas amigos do arguido, que referem sempre o arguido como sendo a pessoa que tratava da mãe e sentia essa obrigação corroborado pela avaliação psicológica).