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No momento de ser abordado, e sem que nada o fizesse prever, o arguido deu um pontapé ao soldado, ao mesmo tempo que, dirigindo-se a ambos os agentes, lhes chamou "filhos da puta” e "cabrões”;   Perante tal comportamento do arguido, os agentes da GNR conduziram-no ao posto;   Já nas instalações da GNR, e quando o soldado, que na altura se encontrava de plantão, se abeirou do arguido para o mandar calar e sentar, este lançou-lhe uma mão ao bolso da camisa, que aquele soldado na altura vestia e arrancou-lhe o bolso, e o crachá identificativo da GNR que o agente tinha colocado na aludida camisa;   Na mesma altura, o arguido começou a dar pontapés nos móveis do compartimento, tendo partido parcialmente um banco de madeira estilo antigo, em mogno;   Tendo então sido detido, o arguido foi conduzido numa viatura da GNR para o posto de Elvas, a fim de aguardar numa cela, até ser presente em Tribunal;   No trajecto até Elvas, e dentro do veículo, o arguido continuou a dar pontapés no banco do condutor, rompendo a napa protectora do assento;   Já no interior da cela nas instalações da GNR em Elvas, o arguido continuou a bater nas paredes, na porta, nos sanitários, nas camas, e em todos os objectos que existiam na cela;    O arguido praticou todas as condutas descritas voluntária e conscientemente, com intuito de ofender os agentes de autoridade, devidamente uniformizados, e que sabia no exercício de funções, quer corporalmente, quer na sua honra e consideração, não só como agentes de autoridade, mas também como Homens, e ainda com intenção de destruir bens que sabia serem de Estado, e estarem destinados a uso e utilidade públicos, sabendo que dessa forma causava prejuízos patrimoniais;  Das condições económicas e sociais do arguido  1 O arguido encontra-se de baixa médica, auferindo 395,00 Euros de pensão;  1 Vive com a mulher em casa arrendada à Junta Pública de Extremadura;   1 Tem a educação básica, no sistema educacional espanhol;  Dos antecedentes criminais do arguido  1 O arguido não possui antecedentes criminais.”    Factos não provados na  instância O Tribunal a quo considerou que não se provaram quaisquer outros factos com interesse para a causa nomeadamente que:  " Factos Não Provados:  Discutida a causa resultaram não provados os seguintes factos:  Da Acusação   Que a reparação do banco de madeira estilo antigo, em mogno, referido na acusação tenha custado 90,00 Euros;   Que nas circunstâncias descritas em , o arguido tenha causado um prejuízo de 60,00 Euros;   Que nas circunstâncias descritas em , o arguido tenha causado um prejuízo de 68,41 Euros;  Do Pedido de Indemnização Civil   Ao romper as capas do estofo do banco do condutor, na viatura Fiat Tempra, de matrícula, o arguido causou um dano no valor de 60,00 Euros;   Ao partir o banco de madeira, em mogno, estilo antigo, que se encontrava no posto da GNR, o arguido causou danos cuja reparação custou 90,00 Euros;   Também na cela, o arguido danificou a respectiva porta, cuja reparação custou 15,00 Euros; sujou as paredes, tendo sido gasto em pinturas 17,50 Euros, partiu um tijolo de vidro, no valor de 4,81 Euros, e destruiu a tampa da sanita no montante de 13,22 Euros.”.