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282/285, concluindo nos seguintes termos: "... 1- Inexistem nos autos indícios bastantes da prática por parte da arguida dos crimes de difamação agravada e de injúrias, crimes que lhe são imputados na acusação particular; 2- Ao escrever tal email com tal conteúdo a arguida não identificou os destinatários do mesmo, nem o seu conteúdo integra ilícito penal; 3- O email no contexto e meio onde foi produzido, não atinge o núcleo do que em sociedade, se entende por honra, consideração, prestígio em nada se valorando a qualidade profissional do recorrente; 4- Ainda que assim se não entendesse, decorre da prova que ao actuar como descrito a arguida actua convicta de que por parte do recorrente e demais condomínios existe o dever de a ressarcir das despesas de condomínio por si pagas ao longo dos anos e só nessa qualidade e perante a inércia dos mesmos a mesma expressa o seu desalento pelo incumprimento de tal suposta obrigação, o que, em última análise exclui a ilicitude e a culpa; 5- O despacho recorrido interpretou de forma correcta a factualidade e não violou qualquer preceito legal, nomeadamente o art 308 do Código de Processo Penal.