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Com efeito, pese embora o alegado pelo mesmo, reiteramos que à luz das mais elementares regras da experiência comum e do bom senso de que nunca nos podemos distanciar, não se nos afigura minimamente verosímil que o arguido não conhecesse a ilicitude e punibilidade da sua conduta, que são do conhecimento dos cidadãos em geral e não poderiam deixar de ser do conhecimento do arguido, que até é vendedor ambulante; tratando-se de matéria de enorme divulgação pelos órgãos de comunicação social, jornais e televisões, que não raras vezes reportam a existência de fiscalizações em situações idênticas às em causa nos autos e dão conta das eventuais consequências criminais para quem adote condutas com a adotada pelo arguido, sendo de todos conhecido o mecanismo de obtenção de lucros que a tal prática se mostra associado, vendendo-se produtos com maior ou menor grau de aparência de autenticidade de marcas de renome sendo que no caso, atentas as características que os produtos apresentavam, não podia o arguido deixar de saber que não se tratava de e larga implementação no mercado, a preços muito mais baixos do que os originais,  Em face do exposto, não ficou o Tribunal com quaisquer dúvidas de que o arguido, ao atuar da forma descrita, agia livre e conscientemente com o propósito de obter vantagens patrimoniais, traduzidas no facto de vender mais facilmente os produtos apreendidos por neles se ostentarem tais marcas de prestígio, bem sabendo que os mesmos tinham carácter contrafeito e que agia sem a autorização e contra a vontade dos legais representantes daquelas marcas, o que representou.