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Assim, com os fundamentos acima enunciados e no uso de competências delegadas pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal do Porto, por intermédio da Ordem de Serviço n1/357413/2017/CMP, publicada no Boletim Municipal n4256, de 14 de Novembro de 2017, ordeno que se proceda à imediata execução do despejo administrativo da habitação, tomando-se posse administrativa, nos termos do disposto no artigo 28, da Lei n81/2014, de 19 de Dezembro, e do artigo 180 do CPA, notificando-se os interessados documento n2 junto com o requerimento inicial;  3) Em 202019, a entidade requerida procedeu ao despejo do locado, através da respectiva desocupação da requente, e seu agregado familiar, com remoção de todos os bens desta que ali se encontravam;  4) A ora requerente é pessoa que vive, desde há muito, em situação de acentuada carência financeira, já que tem como rendimentos apenas 169,75€, de pensão de sobrevivência, e 66,01€, de rendimento social de inserção;  5) Para além disso, tem 55 anos, encontra-se desempregada, é viúva, tem dois filhos a seu cargo, e encontra-se gravemente doente, do foro psíquico;  6) A sua filha encontra-se desempregada, à procura de emprego, e seu filho é estudante do 6 ano de escolaridade;  7) Em 202018, a requerente requereu junto da Segurança Social, protecção jurídica, na modalidade de apoio judiciário, com dispensa de taxa de justiça e demais encargos com o processo, e nomeação e pagamento de compensação ao patrono, tendo em vista reagir judicialmente à primeira decisão, o que foi deferido;  8) Tal protecção jurídica foi utilizada para intentar o processo cautelar com o n194/11, que corre termos neste Tribunal - este facto, considerado na sentença de 1 instância, foi «eliminado» pelo acórdão recorrido; 9) Em Maio de 2018 a requerente solicitou a prorrogação de prazo para entregar a chave, uma vez que estava a tentar encontrar alternativa habitacional, o que lhe foi deferido até Agosto de 2018 folha 197 do PA;  10) Em 202019 voltou a pedir nova prorrogação, que lhe foi negada folha 234 do PA; 11- Por requerimento entrado na segurança Social a 202018, a autora pediu a isenção da taxa de justiça e demais encargos do processo e nomeação de patrono, indicando assim a sua pretensão: «A Câmara Municipal do Porto - Domus Social notificou-me para deixar a casa livre de pertencentes e bens, por resolução do contrato de arrendamento, com renda apoiada» - documento n4 junto com o requerimento cautelar - o que deu origem a Processo de Protecção Jurídica n50642/2018 da Segurança Social - conforme consta do documento sem número, junto a seguir ao mesmo documento n4, ver folhas 16 e 17 do processo físico - «aditado» pelo acórdão recorrido;  12-Em 002018, com referência ao mesmo processo da Segurança Social n50642/2018, a Ordem dos advogados comunicou à requerente que lhe havia sido nomeado como patrono oficioso a Dr.