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- Fundamentação de facto  A sentença recorrida deu como assente a factualidade que infra se reproduz:  A Impugnante, N..., d ACE 52463 - comércio a retalho de materiais de construção, foi objeto de uma ação inspetiva, iniciada em 16 de junho de 1999, por meio de análise interna à sua declaração para efeitos de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas, modelo 22, relativamente ao seu exercício de 1996, a qual havia sido por ela entregue no dia 2 de junho de 199   No decurso de tal procedimento, na sequência de notificação da segunda metade quer do mês de junho Tratou-se de ofício de 16 de junho, com um pedido de esclarecimentos sobre a razão de ser da diferença entre o valor da Conta de Clientes de Cobrança Duvidosa 773000$00 e o das Provisões para Cobranças Duvidosas 788000$00, que foi respondido pela Impugnante a 21 de julho de 1999 ficar a dever-se a erro na declaração originária no quadro 30, linhas 13 e 14, enviando então correção, em que o valor dos clientes de cobrança duvidosa é de 755000$00 e o valor de Clientes conta corrente corrigido é de 1553000$00 e Nesse mesmo oficio, com o pedido de esclarecimentos foram igualmente pedidas à Impugnante relações discriminadas de créditos em mora e de créditos em contencioso, com o número das faturas, data, nome e número de identificação fiscal do cliente, prova das diligências de cobrança/processo judicial em curso.