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63”1 Causalidade que pode mesmo ser indirecta, admitindo-se a verificação deste nexo quando "o facto não produz ele mesmo o dano, mas desencadeia ou proporciona um outro que leva à verificação deste”1 Ao aceitar-se esta causalidade indirecta admite-se assim a formulação negativa da teoria da causalidade adequada como suficiente para preencher este pressuposto da responsabilidade : a condição deixará de ser causa do dano sempre que, segundo a sua natureza geral, era de todo indiferente para a produção do dano e só se tornou condição dele em virtude de circunstâncias extraordinárias 1  O dano de natureza não patrimonial consiste nos prejuízos dor física, desgosto moral, complexos de ordem estética) que, sendo insusceptíveis de avaliação pecuniária, porque atingem bens como a saúde, o bem-estar, liberdade, beleza, perfeição física, honra, que não integram o património do lesado, apenas podem ser compensados com a obrigação pecuniária imposta ao agente, sendo esta mais uma satisfação.