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O recurso foi admitido.Respondeu o Ministério Público junto da primeira instância defendendo, em resumo, a manutenção do decidido quanto à revogação da suspensão da pena de prisão e afirmando não estar prescrita a pena imposta, pelo entendimento de que enquanto a pena de prisão estiver suspensa na sua execução, está também suspensa a prescrição artigo 125, n 1 do Código.Neste Tribunal da Relação o Exmo PGA concordou com o entendimento de que a pena não está prescrita uma vez que o prazo de prescrição da pena nem sequer começou ainda a correr, por imposição da lei, mas discorda da decisão de revogação da suspensão, por entender que o arguido não violou grosseiramente a obrigação que lhe foi imposta, tendo até feito algum esforço no sentido de proceder ao pagamento e ainda porque, decorridos quase 8 anos sobre a condenação em primeira instância, não consta do CRC que tenha praticado qualquer outro crime, o que leva a acreditar que a simples censura do facto e a ameaça da prisão realizaram de forma adequada e suficiente as finalidades da punição.Foi cumprido o disposto no artigo 417, n 2 do Código de Processo Penal.Colhidos os vistos, realizou-se Conferência.