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", até porque, como refere o Acórdão da Relação de Lisboa de 202017, processo n. 954-12T8AMD-A.L1-7,ao afirmar que "o modo de vida que, embora dissemelhante, mais se aproxima daquele em que nasceu e em que viveu durante os seus primeiros 14 meses de vida é aquele que lhe permita desfrutar em igual medida, embora separadamente, da presença, afecto, assistência, orientação e protecção de ambos os progenitores, um e outro igualmente seus pais, e a quem cabe, em comum, o exercício das responsabilidades parentais relativas às questões de particular importância para a sua vida” Q) Assim, se ambos os progenitores se orientarem pelo interesse do filho, evitando a interferência dos conflitos pessoais que os opõem, a residência alternada mostra-se o regime que melhor evita conflitos de lealdade e sentimentos de abandono ou de ruptura afectiva, na sequência da mudança na estrutura familiar provocada pela saída de um dos progenitores da anterior casa de morada da família.