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Justamente a mesma razão se encontra ainda subjacente à norma resultante do artigo , n. 7, segundo o qual as quantias devidas a título de comissão pela recuperação de valores em dívida que não forem pagas pelos clientes bancários só podem acrescer ao montante do capital em dívida em caso de reestruturação ou consolidação de contratos de crédito.» obra e p. citadas, nota Perspetivando o artigo , n. 5, do Decreto-Lei n. 58/2003, segundo estas coordenadas sistemáticas, o Autor conclui que o preceito visa impedir o aproveitamento pelas instituições de crédito de uma situação de necessidade do tomador de crédito em dificuldades financeiras, levando-o a aceitar capitalizações de juros que não aceitaria numa situação em que a sua capacidade de autodeterminação não estivesse perturbada, ou que o tomador de crédito aceite precipitadamente a capitalização dos juros moratórios g. no contrato de concessão de crédito), sem que essa decisão leve em conta a sua concreta situação no momento da mora.