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Como se pode ler na motivação de facto, o tribunal colectivo, analisou conjugadamente o relatório da autópsia, o parecer e os esclarecimentos da perita médica, depois de considerar que «Apesar de na discussão do relatório de autópsia se afirmar que as lesões traumáticas observadas no cadáver incluindo as do pescoço) não eram adequadas a produzir a morte, nem os exames histológicos identificaram patologia responsável por uma paragem cárdio-respiratória súbita, acrescentou-se, porém, que na hipótese de ser esta a causa da morte, não podia excluir-se a possibilidade de a paragem ter resultado de eventual mecanismo reflexo inibitório originado por compressão traumática da região cervical, embora os sinais a nível da região cervical fossem muito ténues e a nível do hábito interno, localizados à esquerda, concluindo-se na primeira conclusão) não existirem elementos seguros e concretos que possibilitem a determinação da causa da morte da vítima.», passou ao parecer do qual relevou que a perita médica «) esclareceu que as lesões traumáticas verificadas no pescoço da vítima são compatíveis com a acção humana de o apertar com as mãos e que o contexto de que só agora tinha conhecimento discussão e confronto físico entre vítima e "em que o nível de stress foi elevado, nomeadamente numa pessoa idosa, podendo ter determinado a existência de qualquer perturbação cardíaca, isquémica muito recente ou arrítmica, não passível de tradução no exame post mortem, não é possível no entanto, atendendo ao mesmo contexto ora referido, de excluir a existência de qualquer mecanismo reflexo, inibitório originado por compressão traumática cervical, mesmo pouco intensa, a nível dos seios carotídeos”», e concluiu que a perita médica «admite como possibilidade para a causa da morte da vítima o mecanismo reflexo inibitório por compressão traumática cervical, a nível dos seios carotídeos.».