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que, por impossibilidades financeiras, não logrou concluir o negócio primitivo com o promitente-vendedora, vendo-se obrigada a celebrar a cessão da posição contratual com o terceiro; 1 Ao considerar não afastada a presunção natural de ajuste de revenda, por consequência, ao legitimar a presunção legal de tradição jurídica dos terrenos, o Tribunal a quo entra em colisão com a corrente jurisprudencial acima citada e bem assim com o entendimento proferido no acórdão-fundamento; 2 Perante uma factualidade em tudo idêntica, outra conclusão não se poderia extrair que não fosse a de que não se tem por verificada a presunção natural de que existiu alguma intenção lucrativa no facto de o locador, após a aquisição dos prédios que a Recorrente havia prometido adquirir, os ter cedido a esta em regime de locação financeira imobiliária, pelo que, por conseguinte, também se deve ter por afastada a presunção legal de tradição jurídica do imóvel; 2 Decidindo-se como no acórdão fundamento, a conclusão só pode ser uma: não tendo a administração tributária provado a verificação do ajuste de revenda entre o B e a Impugnante e, assim, que esta obteve ganho ou vantagem patrimonial com a aludida cessão, não se pode presumir a tradição do bem nos termos e para os efeitos do § 2 do artigo 2 do CIMISSD, tanto mais que nem sequer se alega e prova que o cessionário celebrou a escritura de compra e venda com terceiro apenas e só um contrato de leasing imobiliário), sendo que tal é também um dos elementos integrantes da previsão normativa ínsita naquele preceito, pelo que foi ilegal a liquidação de Sisa; e 2 Não poderá, por isso, o acórdão-recorrido deixar de ser anulado, firmando-se, para efeitos de uniformização de jurisprudência, o entendimento ora prescrito no acórdão fundamento, devendo, nessa medida, ser anulado o ato de liquidação por manifesta ilegalidade.