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22) O art 818 do Código Civil preceitua que "o direito de execução pode incidir sobre bens de terceiros quando estejam vinculados à garantia do crédito ou quando sejam objecto de acto praticado em prejuízo do credor, que este haja procedentemente impugnado”, normativo este que concretiza o disposto no n1 do art 616 do mesmo Código, o qual prevê que "Julgada procedente a impugnação, o credor tem direito à restituição dos bens na medida do seu interesse, podendo executá-los no património do obrigado à restituição e praticar os actos de conservação da garantia patrimonial autorizados por lei.” 23) No caso em apreço, o Tribunal até já declarou na acção principal, como se disse, a nulidade, por simulação, do negócio de transmissão do dinheiro da quantia de € € 9572,83) "outorgado pelos Réus pelo qual se operou a transferência dessa quantia dos 1s Réus para a 2 Ré, regressando o dinheiro à titularidade dos alienantes 1s Réus) e, em consequência a nulidade por simulação da prestação de caução pela 2 Ré com dinheiro dos 1s Réus e o pedido de entrega à 2 Ré da quantia depositada e prestada a esse título”.