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Desde logo que, contrariamente ao afirmado pelas recorrentes, constitui jurisprudência constante do TJUE que, na fase da verificação da competência internacional, o órgão jurisdicional onde foi intentada a ação não aprecia a admissibilidade nem a procedência da ação segundo as regras do direito nacional, nem está obrigado, em caso de contestação das alegações do demandante por parte do demandado, a proceder a uma produção de prova, cabendo-lhe apenas identificar os elementos de conexão com o Estado do foro que justificam a sua competência ao abrigo do disposto no artigo 5, n 3, do Regulamento n 44/2001 ou do artigo 7, n 2, do Regulamento n 1215/2021), devendo, para esse efeito, considerar assentes as alegações pertinentes do demandante quanto aos requisitos da responsabilidade extracontratual e, em nome da boa administração da justiça, subjacente aos ditos regulamentos, apreciar as objeções apresentadas pelo demandado  , neste sentido, acórdãos de 25 de outubro de 2012, Folienfischer e Fofitec, -133/1135, n 50; de 28 de janeiro de 2015, Kolassa, -375/13, n 62 e de 16 de junho de 2016, Universal Music International Holding, -12/15, ns 44 a 4  Isto porque, tal como salientou nos acórdãos de 16 de maio de 2013, Melzer, -228/1136, n 35 e de 5 de julho de 2018, FlyLAL-Lithuanan Airlines, -27/1737, ns 54, 55 e 56, a determinação dos elementos de responsabilidade extracontratual, entre os quais o facto gerador do prejuízo, está abrangido pelo direito nacional aplicável e « uma solução que consista em fazer depender a identificação do elemento de conexão de critérios de apreciação oriundos do direito material nacional seria contrária ao objetivo de segurança jurídica, uma vez que, em função do direito aplicável, a atuação de uma pessoa que teve lugar num Estado-membro diferente do Estado-Membro do tribunal chamado a decidir poderia ser qualificada ou não de evento causal para efeitos de atribuição de competência internacional».