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Sendo assim, entendemos que esta "identificação” do arguido insere-se no depoimento da testemunha e segue o regime estabelecido no CPP para esse depoimento, podendo, por isso, ser valorado de acordo com o princípio da livre apreciação da prova, estabelecido no artigo 127 do CPP.” – Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 15-09-2010, proferido no processo 173/06GBSTC.ES   Noutro acórdão do Supremo Tribunal de Justiça entendeu-se igualmente que  ") O reporte testemunhal ao acto processual praticado no inquérito ou a afirmação de que o arguido foi o autor dos factos incursos em tipicidade criminal concretiza-se no conceito de prova testemunhal e não de prova por reconhecimento.” – Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 3-3-2010, proferido no processo 886/08PSLSB.S  De igual modo se decidiu no acórdão da Relação de Lisboa, onde se referiu:  ) A identificação produzida em audiência de julgamento não é mais do que a revelação da percepção da testemunha, dentro do espírito da prova testemunhal, ou seja dentro da forma e da dinâmica em que se está a produzir a prova, não se tratando obviamente, de prova proibida e não se encontrando sujeita à disciplina do art.