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Despacho elaborado em 24/05/2018 com a referencia 158478603 no Apenso de Liquidação); 4 O tribunal perante a falta de informação solicitada por diversas vezes ao Sr. A.e também quanto ao pedido de destituição do mesmo requerido por um membro da comissão de credores tinha de averiguar todos os factos suscitados nesse pedido e todos os atos praticados pelo Sr. Administrador de Insolvência; 4 Não podia descartar todas as provas apresentadas e factos relatados dando um tratamento desfavorável aos credores e deixando o Sr. A.beneficiar terceiros, sem se pronunciar sobre as situações relatadas, nem averiguar da sua veracidade; 4 O facto do Sr. A. não ter ouvido ninguém nos perpetrados negócios como a lei lhe impunha nos termos do artigo 16, do CIRE e para além disso, prejudicou nessa intenção os credores "tentando abdicar” do terço que os insolventes tinham no inventário, como por último tentou esvaziar o direito de sequela hipotecário criando "dívidas artificias” à Massa Insolvente para esta adquirir bens por adjudicação no inventário que há muito pertenciam à própria Massa; 4 A actuação do Sr. A.pôs definitivamente em causa a relação de confiança com os credores porque, apesar de saber que os bens haviam sido doados por conta da quota disponível, se predispôs a adquirir os mesmos pela segunda vez, pagando um preço e igualando os herdeiros em prejuízo dos credores, sonegando os direitos de sequela decorrentes das respectivas garantias hipotecárias, dificultando e tentando inviabilizar o objectivo e a finalidade do processo; 4 O Sr. A. beneficiou os co-herdeiros e prejudicou ostensivamente os credores, mormente "abdicando” do terço de que beneficiava a herdeira insolvente  criou dívidas artificiais para a Massa com a aquisição de bens que já pertenciam à Massa em razão da doação supra e da declaração de insolvência, e não quis saber dos direitos de sequela que decorrem do direito do credor hipotecário, a aqui denunciante F. já reconhecido em sentença de graduação de créditos; 4 Mesmo que assim se não entendesse, os actos praticados pelo Sr. A.constituíam sempre contra-ordenação prevista e punível no artigo 1, da Lei 22/2013, de 26 de fevereiro, ou ao menos sanção disciplinar nos termos do artigo 1, do mesmo diploma legal, mas o tribunal sem se pronunciar sobre as situações relatadas, nem averiguar da sua veracidade nada fez; 4 Sem prescindir, atendendo à factualidade supra mencionada existe ainda a possibilidade do Ex.mo Sr. A.ser responsabilizado pelos danos em razão dos incumprimentos dos deveres próprios da sua função e ser condenado numa vertente indemnizatória, nos termos do artigo 5 do CIRE; 4 Em razão da gravidade das perpetradas lesões, foi requerida a destituição do Sr. A. , nos termos do disposto no artigo 5, do CIRE por estar ferida a relação de confiança que a recorrente tem enquanto credora hipotecária e membro presidente da comissão de credores depositava no Administrador de Insolvência; 4 O Sr. A.ignorou completamente o disposto no artigo 16, do CIRE porque fez um "arranjinho” bem a jeito dos co-herdeiros e em prejuízo dos credores; 5 Carecia totalmente o Sr. A.de legitimidade para, sozinho, ignorando e escondendo a situação totalmente da Comissão de Credores, ao arrepio da lei, decidir a transacção dos autos  em flagrante e manifesto prejuízo da Massa e dos credores, tentando despojá-los, quer das garantias reais de hipoteca que estes beneficiam relativamente aos demais co-herdeiros, quer do valor das doações perpetradas por conta da quota disponível dos doadores; 5 Quer a compra de bens efectuada nos autos de inventário e ulterior alienação dos mesmos em promessa com eficácia real, quer a alienação em negociação particular por envolver verbas acima de 1000,00 € e mais de 10% do valor da careciam de autorização da Comissão de Credores, mas o Sr. A.não o fez incumprindo os deveres de exigência previsto no artigo 16, n. 2, alínea g, do CIRE; 5 O Sr. A.ao ter pago o preço de bens no processo de inventário que estavam apreendidos no âmbito do processo de insolvência pôs em causa os deveres de isenção, probidade e de tratamento igual de todas as pessoas e utilizou a qualidade de Administrador Judicial no processo em que a insolvente mulher era também cabeça de casal no processo de inventário para adquirir bens que eram da insolvente mas que astuciosamente adquiriu fraudulentamente aos co-herdeiros que não eram donos de tais bens por haveram sido doados muitos anos antes à Insolvente; 5 Com a perpetrada atitude o AI não realizou qualquer mais-valia para a massa insolvente, porque vendeu bens que supostamente adquiriu no processo de inventário que já pertenciam e tinham sido apreendidos a favor da massa, a saber as verbas 1 a 6 do Inventário correspondem as verbas 3 a 8 do auto de arrolamento de bens.