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A matéria de facto relevante para a decisão e documentada nos autos é a seguinte:  A devedora com o benefício do apoio judiciário e representada por patrona apresentou-se à insolvência em 202018, alegando, para além do mais, que estava divorciada, tinha quatro filhos menores a seu cargo, auferia a retribuição mensal ilíquida de € 557,00 e o pai dos seus filhos pagava-lhe uma pensão de alimentos no valor mensal de € 345,00, sendo com tais rendimentos que fazia face às suas despesas e dos seus filhos, entre as quais € 150,00 de renda mensal da casa onde habitam e € 200,00 com água, luz e gás;  Na mesma petição inicial requereu a exoneração do passivo restante;  A insolvência foi decretada por sentença de 202018;  No seu relatório, datado de 202018, a administradora de insolvência refere que a devedora trabalhava como empregada de limpeza, auferindo a retribuição mínima nacional, tinha quatro filhos menores a seu cargo, recebia a pensão de alimentos dos filhos no valor de € 345,00 mensais, e que o património a apreender consistia apenas em quantias depositadas à ordem de processos de execução fiscal relativas à venda forçada de três imóveis;  Por despacho de 112019, foi deferido liminarmente o pedido de exoneração do passivo e determinado que durante os 5 anos subsequentes ao encerramento do processo a devedora entregue à fiduciária a quantia que aufira e que exceda o valor correspondente a duas vezes o salário mínimo nacional;  Mais foi determinado que, durante os 5 anos subsequentes ao encerramento do processo, a devedora fique sujeita às obrigações decorrentes do artigo 23, n. 4, do CIRE, e nomeada como fiduciária a AI;  Por requerimento de 112020, a AI informou que a devedora não cedeu o rendimento disponível e que solicitou à sua Mandatária a documentação comprovativa dos rendimentos auferidos, não tendo recebido resposta;  Em 202021 foi proferido o seguinte despacho: «Notifique o devedor insolvente e o seu advogado para, em 5 dias, disponibilizarem os elementos necessários para aferir dos rendimentos do devedor no período de cessão já decorrido e entregar ao fiduciário os valores a ceder até este momento, sob pena de cessação antecipada do procedimento de exoneração.