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Os recorrentes formulam alegações que culminam com as  seguintes conclusões:  « Entendeu a sentença recorrida não ser procedente a ação intentada pelos Recorrentes por se verificar exceção de incompetência absoluta do tribunal a quo por serem os factos trazidos aos autos matéria da competência dos Tribunais Administrativos e Fiscais;    Fundamenta a sua decisão no entendimento que a escritura de compra e venda outorgada consubstancia relação jurídica administrativa, não devendo, como tal e ao abrigo do disposto nos artigos  e  do ETAF e dos artigos 6, n. 2, 6 e 6 do Código de Processo Civil ser o tribunal a quo a jurisdição competente para dirimir o litígio;    Entende que, por ser o GAS dotado de personalidade jurídica, ao atuar nos termos e ao abrigo do previsto no n. 270/71, de 106, no âmbito das competências administrativas que lhe foram atribuídas e assim, no desenvolvimento de uma relação jurídica administrativa com os particulares, possuía poderes de autoridade com imposição de restrições de interesse público;    E que foi munido de ius imperii que outorgou a escritura em crise;    Não podem os Recorrentes conformar-se com tal decisão por entenderem que a mesma resulta de deturpada subsunção dos factos aos normativos aplicáveis, designadamente, os artigos  e  do ETAF e os artigos 6, n. 2, 6 e 6 do Código de Processo Civil;    Pois que, os fins e a natureza da escritura de compra e venda do prédio referida nos autos em momento algum se equipara a uma relação do foro administrativo;    Tendo as partes atuado livres na sua vontade e munidas de total liberdade de estipulação, o GAS querendo comprar e os vendedores querendo vender.