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8 – A decisão recorrida – ao confirmar o despacho que a precedeu, fê-lo, não obstante, com argumentos novos em relação ao decidido em 1 instância, mas sempre, indeferindo diligências complementares de prova indispensáveis para responder aos quesitos que o próprio tribunal formulara – não pode manter-se, pelas seguintes razões que em parte respeitam a ambas as decisões:  a) É manifesta a violação do caso julgado constituído pelo despacho anterior segundo o qual o tribunal só decidiria a questão após ouvir todas as testemunhas, pelo que, nunca poderia decidir-se antes de serem ouvidas todas as testemunhas e não logo após a audição das testemunhas indicadas pelos autores artigos 620 e 625 do Código do Processo sucedendo que, ainda que transitasse em julgado o segundo despacho, nunca este poderia aplicar-se por, ocorrendo colisão de julgados, só o primeiro podia cumprir-se conforme o estabelecido pelos artigos 620 e 625 do Código do Processo Civil;  b) A perícia não foi objeto de qualquer reclamação das partes, mas isso não é impeditivo de qualquer nova diligência, pois a reclamação contra o relatório pericial só pode ser apresentada se as partes entenderem que há qualquer deficiência, obscuridade ou contradição no relatório ou que as conclusões não se mostram devidamente fundamentadas, o que não sucedeu visto que os autores não podiam reclamar contra aquilo com que inteiramente concordavam cfr.