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4 - FUNDAMENTAÇÃO DE DIREITO  Recorde-se que o Autor/recorrente instaurou a presente ação de prestação de contas contra o Réu seu irmão com referência a valores monetários da titularidade do progenitor de ambos entretanto falecido J, que teriam sido administrados pelo Réu, sustentada, em síntese, na circunstância do Réu, munido de uma procuração que o pai de ambos conferiu àquele, datada de 30 de maio de 2016, ter recebido no âmbito do processo de inventário n. ..., aberto por óbito da mãe de ambos, a quantia de € 3000,00 na qualidade de procurador do seu pai, e ainda, pelo facto de, na conferência de interessados no âmbito do processo de inventário n. ... que ocorreu a 3 de junho de 2016 no Cartório Notarial da Sr. Notária, Dr. ..., ambos terem excluído da partilha por óbito de sua mãe diversas verbas que se identificavam com depósitos bancários, e consequentemente o recorrido admitiu receber, por conta desse processo de inventário, por ocasião dessa mesma exclusão firmando um acordo titulado por "Acordo de Vontades”, a quantia de €2000,00, a qual se destinava a "fazer face às despesas tidas com o seu progenitor”, ficando o Autor ora recorrente desobrigado, a partir da data da outorga do referido acordo, de contribuir, a que título fosse, de prestar alimentos ao pai até se esgotar a referida quantia de € 2000,00, sucedendo que entre a data do recebimento da quantia de € 3000,00 e da quantia de € 2000,00, em 3 de junho de 2016, e a data do óbito do pai de ambos em 102016, decorreram apenas 75 dias, período durante o qual o pai se encontrou aos cuidados do Réu acamado que estava, gerindo o Réu os valores monetários do pai, onde igualmente se englobava uma pensão de reforma por velhice auferida mensalmente, donde «deve prestar contas do destino que deu aos € 5000,00 cinquenta e três e a quaisquer outras quantias que se venha a apurar existirem à data do decesso de J».