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O Tribunal a quo propendendo a considerar a perda de vantagens exclusivamente determinada por necessidades de prevenção e referindo tratar-se "de uma medida sancionatória análoga à medida de segurança, pois baseia-se na necessidade de prevenção do perigo da prática de crimes”, visando-se com a mesma mostrar "ao agente e à generalidade que, em caso de prática de um facto ilícito típico, é sempre e em qualquer caso instaurada uma ordenação dos bens adequada ao direito decorrente do objeto", acaba por sufragar a tese que defende que não deve ser declarada a perda das vantagens patrimoniais se o lesado/ofendido deduziu o correspondente pedido de indemnização uma vez que o instituto em apreço não pode prejudicar os seus direitos.