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Concretizando – e sem que o fracionamento da condenação em custas possa ter um rigor "milimétrico” – se a A. pedia € 53869,32 e juros vincendos e se a A. acabou por obter a quantia de € 52029,25, acrescida de juros de mora desde a citação até integral pagamento às taxas legais em cada momento em vigor para as operações comerciais, nos termos da Portaria n 597/2005, de 19/07) e, ainda, a quantia que se vier a apurar em sede de incidente de liquidação, referente aos custos comuns suportados pela Autora após 28-10-2008, até ao limite de máximo de € 36909,15 acrescida de juros de mora desde a citação até integral pagamento, às taxas legais em cada momento em vigor para as operações comerciais, nos termos da Portaria n 597/2005, de 19/07), a A. obteve um ganho de causa de 7/15 com o que se confere à quantia a liquidar um ganho e uma perda de idênticos 50%), razão por que foi condenada em 8/15 e a R. nos restantes 7/1 O seguinte exemplo, muito elementar, revela o manifesto equívoco da requerente: se o seu raciocínio estivesse certo – se as custas, respeitando a decisão proferida na  Instância entretanto, fossem fixadas "na proporção de 21/25 para a Autora e de 4/25 para a Ré” – isso significaria que, quando uma parte perde em toda a linha na  Instância e depois ganha em toda linha na Relação ou no Supremo, continuaria, ainda assim, a ter que suportar as custas da  Instância, ou seja, teria que pagar todas as custas da  Instância num processo em que, afinal, tinha toda a razão e obteve total ganho de causa.