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292 a 299, que alude a um valor médio de renda bruta no mercado livre de 500,00 € mensais ; - o que ilegitima, igualmente, a consideração de nulidade dos negócios celebrados, com base numa situação de usura de tal forma grave, que preenchesse, por si só, e sem mais, o conceito de contrariedade à ordem pública, ou de ofensa aos bons costumes ; - por outro lado, a factualidade provada, para além de não traduzir a já referenciada desproporção de prestações, traduzida na concessão da Autora á Ré de benefícios que possam ser pertinentemente qualificados como excessivos ou injustificados, o que define o elemento objectivo da usura, também não traduz factualmente o referenciado elemento subjectivo, nas suas duas modalidades ; - ou seja, não se encontra minimamente na factualidade provada que a Autora estivesse em situação de necessidade, inexperiência, ligeireza, dependência, estado mental ou fraqueza de carácter, e que os Réus, nomeadamente a 1 Ré, quisesse e tivesse explorado tal situação – cf., o facto não provado, na decorrência da factualidade aditada no art.