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A questão da autonomia, que será melhor escrutinada em sede de direito, foi alegada em sede de articulados na contestação da Ré-recorrente, bem como através da prova documental, designadamente nos cadernos de encargos – cláusulas especiais, onde ficou estipulado na cláusula 3 que a IP exerceria a supervisão dos serviços de segurança contratados para os postos de vigilância da estação do Entroncamento e, por último, da prova testemunhal, transcrita nas alegações, de onde se pode concluir que há uma relação hierárquica entre os vigilantes e os demais trabalhadores da empresa de segurança, derivada do contrato de trabalho e da própria atividade da segurança privada e, por outro lado, há uma relação com a cliente, não hierárquica, mas de supervisão, que não permite concluir pela existência de uma autonomia, nem técnica, nem funcional, nem organizativa, dada a interdependência contratual existente entre os trabalhadores, entidades empregadoras empresas de segurança) e cliente.