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; assim, se o regulamento da empresa prevê a livre circulação de trabalhadores que não estejam em funções em certas áreas - g. cantina, bar, pátios – não se vê como proibir o piquete de o fazer; da mesma forma, se o empregador pode vedar, em circunstâncias normais, o acesso de trabalhadores a serviços que lhes não compitam, tão pouco se vê porque não poderá proibir os piquetes; o problema põe-se, no entanto, quando não haja regulamento, quando estes sejam omissos ou quando tudo dependa a direção patronal coloca-se, por isso, tudo na dependência da seguinte proposição: pode ser vedada a presença de piquetes dentro da empresa quando, nas mesmas condições, mas sem greve, fosse de esperar a proibição da presença de um grupo que, fora das suas funções se dedicasse práticas de divulgação; para além disso, os piquetes de greve podem ser proibidos no interior da empresa quando perturbem o trabalho ou, por maioria de razão, se perpetrarem factos ilícitos.»  	Poder-se-á afirmar que, na sua essência, na mesma linha, Romano Martinez, in Direito do Trabalho, Almedina 2015,  Edição, p. 1217-1219 pugna «os piquetes de greve constituídos legalmente , nos termos do art.