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O STJ já considerou, com inteira apropriação para o caso, que:   - O recorrente deve terminar as suas alegações de recurso com conclusões sintéticas onde indicará os fundamentos por que pede a alteração ou anulação da decisão; - Essas conclusões devem ser idóneas para delimitar de forma clara, inteligível e concludente o objecto do recurso, permitindo apreender as questões de facto ou de direito que o recorrente pretende suscitar na impugnação que deduz e que o tribunal superior cumpre solucionar; - Não devem valer como conclusões arrazoadas longas e confusas em que se não discriminam com facilidade as questões invocadas; - No caso, o recorrente não reduziu a complexidade nem a inteligibilidade das alegações e porque não cumpriu o ónus que lhe é imposto o acórdão recorrido, que não apreciou o recurso por o recorrente não realizar conclusões juridicamente válidas, merece confirmação.