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o lesado a quem é entregue o capital produtor do rendimento indemnizatório pode não conseguir fazê-lo produzir o rendimento estimado ou, pelo contrário, ser profundo conhecedor do sistema financeiro e conseguir aplicações, especulativas ou não, cujo rendimento efectivo ultrapassará largamente o rendimento estimado- note-se a tal respeito e comprovando o escrito que as taxas de inflação em Portugal variaram substancialmente pois que em 2011 foi de 3,6%, em 2012 2,7%, em 2013 0,20% e em 2014 foi mesmo negativa -0,28%) Sem embargo tais cálculos têm sido sintetizados em fórmulas matemáticas as quais, partindo dos dados fixos da taxa de juro e do período da ocorrência dos danos, obtêm um factor a multiplicar pelo dano anual, assim se obtendo o montante destinado à indemnização- ver nesse sentido Dr Oliveira Matos, in "Código da Estrada anotado”, 6 edição, pg 464 e Acórdão do STJ de 4/2/9 Esta fórmula é a seguinte: =P x 1:-1 + : 1+ x N x + p 1+) - N, em que  é o capital total a depositar; P são os danos anuais do lesado;  a taxa de juro e N o número de anos em que se manterão os danos E ainda na questão de tabelas atentemos na realidade da vidaà nascença para aquele período 2011/2013 - foram de 80 anos para ambos os sexos, de 76,91 anos para os homens e de 82,79 anos para as mulheres, sendo que no triénio anterior- de 2008 a 2010 –ela era de 79,20 anos para ambos os sexos, com 76,14 anos para os homens e 82,05 anos para as mulheres Todavia para efeitos laborais ou profissionais o limite é dos 70 anos.