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17312/14T8SNT.L1-7: –À luz do CPC de 2013, considera-se deserta a instância quando, por negligência das partes, o processo se encontre a aguardar impulso processual há mais de 6 meses; –Se, em face dos autos, a situação de negligência for patente e inequivocamente atribuível à parte porque o andamento do processo depende, sem dúvida e por força da lei, da sua iniciativa e disso não pode deixar de considerar-se a parte onerada advertida de forma suficiente, a deserção da instância deve ser logo declarada a partir da mera análise dos elementos constantes do processo, sem necessidade que quaisquer outras indagações ou da audição das partes sobre a questão; –É à parte onerada com o impulso processual que incumbe informar nos autos das razões que justificam a sua inércia, por forma a afastar qualquer situação de negligência aparente;  –Tendo as autoras sido notificadas de que a instância se encontrava suspensa por óbito de um dos réus na acção até à habilitação dos sucessores da parte falecida, o decurso do referido prazo de 6 meses sem qualquer iniciativa processual é bastante para aferir da sua negligência, não se justificando, à luz do princípio do contraditório ou de qualquer outro, a audição prévia das partes sobre o tema.