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Juiz a quo e considerando ter havido infração grosseira e repetida do plano de reinserção social, por parte do condenado e que se encontram esgotadas todas as possibilidades da sua ressocialização, em liberdade, o Ministério Público/recorrente defende que o incumprimento pelo condenado do regime de prova que lhe foi imposto pelo Tribunal e do PIR em que assentou esse regime e a conduta pelo mesmo assumida ausentando-se da morada onde residia, quando foi elaborado o PIR  - em 22/05/2015 -, para parte incerta, sem que tivesse comunicado a alteração de morada aos autos e/ou DGRSP, só sendo localizado, quando foi detido, em 06/03/2018, para cumprimento de uma pena de prisão de 8 anos e 6 meses, em que foi condenado no âmbito de outro processo, não tendo o condenado, durante o período de quase três anos decorrido, entrado em contato com a DGRSP, apresentando como explicação para essa sua conduta omissiva, o "esquecimento”, não se tendo também inscrito no IEFP, revelam um total alheamento do condenado, perante o juízo de censura que lhe foi dirigido pelo Tribunal e um total desinteresse pela pena que lhe foi aplicada e constituindo uma atitude particularmente censurável de descuido ou leviandade por parte do mesmo, que se colocou intencionalmente na impossibilidade de cumprir o PIR.