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E no voto de vencido do conselheiro J. Carmona da Mota: Com efeito, se se compreende que o processo por crime particular não possa ficar parado indefinidamente e que por isso não deva ser aberto o inquérito sem que o requerente se constitua assistente e, até, que o processo deva ser arquivado se o «ofendido» não o «fizer andar», constituindo-se, já não se vê qualquer inconveniente em que - durante o prazo da prescrição do procedimento criminal - se requeira a abertura do inquérito logo que o «denunciante» reúna, finalmente, as condições indispensáveis o pagamento da taxa de justiça «moderadora», a constituição de um advogado que o queira representar, os meios financeiros para enfrentar as respectivas despesas, as eventuais pré-negociações com o autor do crime, a reflexão exigida para se dar um passo deste alcance, etc.).