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No tocante à factualidade não provada, importa ainda referir que esta foi assim considerada atenta a ausência de quaisquer elementos probatórios documentais ou outros que indubitavelmente a comprovassem.”«»  DE DIREITO   - Da extemporaneidade do presente recurso: A Recorrida refere que o presente recurso deve ser rejeitado por interposto após o prazo legal de 30 dias a contar da data da notificação da decisão arbitral à Recorrente, e, como tal, apresentado em violação do disposto no artigo 25 n 2 do Regime Jurídico da Arbitragem em Matéria Tributária, aprovado pelo Decreto-Lei 10/2011, de 20/01, e no artigo 152, do Código de Processo nos Tribunais Administrativos, este aplicável ex n 3, daquele artigo 2, pois que a Recorrente foi notificada da decisão arbitral aqui recorrida em 04/05/2021,terminando o prazo para apresentação do recurso decorridos 30 dias sobre esta data, em 04/06/2021 e nada constando do requerimento de interposição de recurso, acerca da data da apresentação dessa peça processual, sendo certo que se exige electronicamente através da plataforma electrónica SITAF, com a necessária e exigida certificação, nos termos do disposto no artigo 2, do CPTA, verifica-se na plataforma electrónica SITAF, que a "Petição Inicial" e "Alegações" foram apresentadas em 08/06/2021, de modo que, constando como data de início do processo, pela interposição de recurso pela AT, nessa mesma data de 08/06/2021, e, deste modo, decorrido que estava o prazo legalmente previsto para a interposição do mesmo, inexistindo nos autos qualquer requerimento a invocar justo impedimento, válido e comprovado, para a prática do acto processual de interposição de recurso após o prazo legal previsto para o efeito, pelo que, ao ter sido interposto em 08/06/2021, ao contrário do vertido no despacho de admissão notificado à aqui Recorrida, o recurso foi apresentado fora do prazo legalmente previsto.