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Acordam, em conferência, na 1 secção cível do Tribunal da Relação de Guimarães:  RELATÓRIO  F. intentou a presente ação sob a forma de processo comum contra JUNTA DE FREGUESIA DE  pedindo:  a) que se declare e reconheça o direito de propriedade da A. a parte das águas do Fontanário da ... Y, encaminhadas da Fonte F.; b) se declare e reconheça o direito da A. a essa água para rega e lima irrigação) dos prédios: urbano sito na Rua da ... n ... e rústico denominado de Leira B. no Lugar da ..., ambos sitos na Freguesia de ; ) se condene a Ré a reconhecer e a respeitar os direitos da A. sobre as águas referidas abstendo-se da prática de quaisquer atos que lesem esses direitos ou de qualquer modo impeçam o seu pleno exercício;  ) se condene a Ré a realizar as obras tidas por necessárias para restabelecer o fornecimento de água ao terreno da A. e o fontanário volte a funcionar em pleno;  e) se condene ainda a Ré ao pagamento de uma indemnização de €000 a título de danos patrimoniais e €000 a título de danos não patrimoniais, no montante global de €100  Como fundamento dos seus pedidos alega, em síntese, que tem direito de propriedade sobre parte das águas do Fontanário da ... Y, encaminhadas da Fonte F., para rega e lima do prédio urbano sito na Rua da ... n. ... e do prédio rústico denominado de Leira B., sitos na Freguesia de , direito esse concedido pela Junta de Freguesia ao seu pai, no âmbito de um negócio de troca.