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Com efeito, em tal aresto, as instâncias consideraram provado que o crédito reclamado pelo credor preferente era no valor de € 8857,70 e que, sendo o valor patrimonial do imóvel penhorado ao fiador de € 3779,30, foi fixado como valor base de venda € 6000,00, devendo a venda fazer-se com respeito pelo valor mínimo de 85%, ou seja, por € 5250,0 Valores que ficavam bastante aquém do montante do crédito reclamado e que levaram a Relação a concluir que "da venda do bem penhorado não resultará a satisfação do crédito” da exequente e que a ser vendido o imóvel do fiador "nem a dívida ao credor hipotecário será satisfeita” fls.. Foram esses elementos que permitiram à Relação considerar procedente o incidente de oposição à penhora que fora deduzido pela executada fiadora, proferindo acórdão com o seguinte sumário: "O conflito entre credor e executado, respondendo este na qualidade de fiador do devedor, tem de ser dirimido com observância do princípio constitucional da proporcionalidade que, de facto, se revê num controlo «razoabilidade - coerência; razoabilidade - adequação; proporcionalidade - necessidade».