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O fundamento teleológico do reconhecimento deste pressuposto processual reside, por um lado, na necessidade de tutela dos interesses do demandado, evitando-se que este seja obrigado a vir a juízo defender-se, sob pena de não o fazendo incorrer em cominações processuais graves, com os inerentes custos, perturbações e o gravame inerente à posição de demandado, e, por outro lado, visa-se a salvaguarda do interesse público, evitando-se que os tribunais, cujos custos de funcionamento são suportados pela coletividade e cujos meios são escassos, sejam desnecessariamente ocupados com a resolução de querelas inúteis, reconhecendo-se que os particulares só devem ser admitidos a tomar-lhes o seu tempo e atividade quando os seus direitos estejam efetivamente carecidos de tutela judiciária  Como é bom de ver o pressuposto processual do interesse em agir não se confunde com os demais pressupostos processuais, designadamente com a ausência de personalidade e capacidade judiciárias ou com irregularidade de representação das partes em juízo, na medida em que estes se referem a qualidades ou atributos inerentes às pessoas dos litigantes, enquanto o interesse em agir se reporta à situação objetiva de necessidade do demandante de recorrer à via judicial para tutelar o seu direito.