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A Progenitora não alega tal circunstância, a mesma também não consta dos factos provados e nem de nenhum documento ou relatório juntos aos autos e respectivos apensos; Aliás, nem tal se poderia sequer equacionar, pois a Progenitora tem carta de condução, conduz habitualmente e, designadamente, actualmente até trabalha, leva os filhos à escola e vai buscá-los ora ela, ora a irmã, conforme declararam em audiência de e, para tudo isso, realiza deslocações em veículo automóvel por si conduzido; Além do mais, a Progenitora reside com os seus pais e irmã, sendo que o pai e a irmã têm também carta de condução e deslocam-se em veículos próprios; Se acaso a Progenitora ousar contra-alegar o contrário, desde já se requer a as Ex.as, ao abrigo do artigo 66 do CPC, a notificação do IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes, para prestar a antedita informação nos autos; e. Outrossim, a previsão de que seja o Progenitor guardião aqui a proceder à entrega e recolha dos menores na residência da Progenitora, potencia desentendimentos e desaguisados entre os progenitores; f. Ainda, além de ser a Progenitora não guardiã a principal interessada no cumprimento do regime de visitas, é também esta que melhor pode organizar a sua vida, o seu horário e os seus planos para recolher, conviver e entregar os filhos; g. Não vislumbramos razão plausível que recomende que seja o Progenitor guardião a ter de se deslocar à residência do outro, esperar que aquele o atenda e receba as crianças quando assim o entender e se o; h. Não vislumbramos razão plausível que recomende que, quando é chegado o dia e a hora do seu regresso, o Progenitor guardião se tenha de deslocar à casa do outro e esperar que aquele se decida a entregar os filhos se assim, ou ainda que tenha de aguardar que estes se vistam, tomem banho, terminem a sua refeição ou qualquer outra "justificação” que o outro progenitor se "lembre” se dar no momento para não ter de cumprir os horários;  Relativamente ao regime de visitas fixado na alínea, o Recorrente Progenitor guardião) entende que não há fundamento, nem de facto, nem de direito, que legitime ou recomende a decisão de não poder conviver e ter os filhos na sua companhia um único fim de semanal, senão vejamos: a. Em casos em tudo similares aos dos presentes autos, a jurisprudência vem considerando que os dois Progenitores devem ter a possibilidade de conviver com os filhos ao fim de semana, fixando as visitas do Progenitor não guardião ao fim de semana fim de semana de 15 em 15 dias, podendo ainda ter os menores na sua companhia um dia a meio da semana seguinte por exemplo, quarta-feira), desde o final do horário escolar até ao dia seguinte, à hora de entregar os menores no estabelecimento de ensino; b. Isto tem razão de ser: durante a semana, as crianças passam grande parte senão o seu dia na escola e centros de estudo, praticamente só estando em casa para jantarem e dormirem, limitando-se o convício com o progenitor guardião ao banho e higiene, à verificação do cumprimento dos trabalhos de casa, à confecção do jantar e do pequeno almoço, e às rotinas do deitar e do acordar; Em suma, as rotinas diárias da escola, trabalho e repouso; A fixação de um regime que prive o Progenitor guardião da companhia dos menores ao fim de semana, desde as 09h de Sábado até às 19h de Domingo, priva-o em absoluto do convício, recreio, divertimento, passeio e lazer, que são habitualmente relegados para os fins de semana, quando as crianças não têm aulas e quando o Progenitor não trabalha; Mesmo no âmbito do regime provisório que foi fixado nos presentes autos, a Progenitora guardiã teve sempre o direito de ter os menores na sua companhia durante praticamente todo o dia de sábado, até às 19h00 – vide regulação provisória de 29/06/2020;  Assim, sempre salvo o devido respeito, entende o Progenitor que as alíneas e do ponto 3 do dispositivo devem ser alteradas, de modo que: A-) A mãe conviverá com os seus filhos um fim de semana, de 15 em 15 dias, recolhendo-os na casa do progenitor às 09 horas de sábado e procedendo à sua entrega na antedita residência às 19 horas de domingo; A-) Na semana seguinte, em que os menores conviverão com o outro Progenitor ao fim de semana, a mãe conviverá com os filhos à quarta-feira, desde o fim do horário escolar dos menores, indo-os recolher nas instituições de ensino onde estudem, até ao início do horário escolar do dia seguinte, entregando-os nas anteditas instituições de ensino; B-) No dia de aniversário do N. F., da P. e do P. e da Progenitora, as anteditas crianças jantarão com a mãe, devendo esta recolhe-los na casa do progenitor às 19h00 e proceder à sua entrega, na antedita residência, às 21 horas do mesmo dia”;  Relativamente ao regime de visitas fixado na alínea, o Recorrente Progenitor guardião) entende que não há fundamento, nem de facto, nem de direito, que legitime ou recomende a decisão de o convívio dos menores, com a Progenitora não guardiã, no período das férias de Verão, ser de 1 mês inteiro, sem previsão da possibilidade de o Progenitor guardião conviver com os menores 1 dia que seja, ou com estes contactar por qualquer outro meio, senão vejamos: a. Em casos em tudo similares aos dos presentes autos, é habitual na jurisprudência fixar-se períodos de convívio de apenas duas semanas 15, pois nem sequer é verossímil que a Progenitora não guardiã tenha possibilidade de gozar um período tão alargado de férias; b. Geralmente, esse período de 15 dias é definido pelo progenitor não guardião, em função das suas férias, que deve informar o outro com uma antecedência não inferior a 2 meses; Não é de todo aconselhável que os menores passem um período tão longo – 1 mês inteiro – sem verem, conviverem ou sequer falarem, ou por qualquer meio contactarem, com o outro progenitor o Progenitor guardião, figura de referência dos;  Sem prescindir, para o caso – que não se concebe e nem concede – de manter-se a decisão do Tribunal a quo, no que respeita ao regime da alínea, deve ao menos prever-se a possibilidade de o Progenitor, no fim de semana subsequente aos primeiros 15 dias do mês de Julho, ter os menores na sua companhia desde as 09 de Sábado até às 21h00 de Domingo, indo para o efeito recolhe-los e entrega-los, naqueles horários, na residência da Progenitora;  Assim, sempre salvo o devido respeito, entende o Progenitor que as alíneas do ponto 3 do dispositivo deve ser alterada, de modo que: -) Nas férias escolares de Verão, o N. F., a P. e o P. conviverão com a mãe 15 dias seguidos, em período a escolher por esta, devendo informar o Progenitor desse período com uma antecedência nunca inferior a 2 meses, devendo a mãe recolher os menores na casa do Progenitor às 09:00 do primeiro dia e proceder à sua entrega, na antedita residência, às 21:00 do último dia.