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O interesse em agir pode ser definido como o interesse da parte ativa em obter a tutela judicial de uma situação subjetiva através de um determinado meio processual e o correspondente interesse da parte passiva em impedir a concessão daquela tutela5 Ou, como afirma Manuel de Andrade, deve o direito do demandante de estar carecido de tutela judicial, deve esse interesse de utilizar a arma judiciária – em recorrer ao processo – fluir do alegado No caso dos autos, ante o alegado e o regime acima exposto, ocorre uma situação de carência objetiva, justificada ou razoável, de propor uma acção de revisão de sentença estrangeira e daqui decorre que não tem aqui cabimento o processo previsto nos artigos 97 e seguintes do Código de Processo Civil.