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Mas o dano futuro, decorrente da perda da capacidade de ganho, não se circunscreve às incapacidades que envolvam perda efetiva ou redução permanente da capacidade de trabalho ou de ganho do lesado resultante do acidente – conceito puro do domínio laboral – pois casos existem em que o lesado, não obstante as sequelas que do acidente lhe resultaram, pode continuar a desempenhar a mesma atividade laboral que desempenhava antes do acidente não obstante com esforço acrescido e existem também casos em que o lesado não desempenha qualquer atividade profissional, designadamente por não a haver ainda iniciado a circunstância de, à data do acidente, ser estudante e não ter tido alguma perda de rendimentos de trabalho não esvaece esse direito4; nestes casos fala-se em dano biológico, designação com origem italiana, para se acentuar que não obstante a lesão corporal não envolver como consequência direta a perda da capacidade de ganho, stricto sensu, traduz um prejuízo funcional, com reflexos na vida profissional do lesado esforço acrescido na sua prestação e perda de oportunidades, geradoras de possíveis e futuros acréscimos patrimoniais, frustrados pelo grau de incapacidade que definitivamente o vai e na sua vida recreativa, social, sexual e até sentimental, ou como mais apropriadamente se escreveu no Ac.