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Lembrou ainda que o TEDH, no acórdão S. S. Bélgica e Grécia, de 21 de Janeiro de 2011, reconheceu a existência de falhas sistémicas no procedimento de asilo e nas condições de acolhimento de refugiados existentes na Grécia, que obstavam, à transferência dos requerentes de protecção internacional da aquele país,  mas que, para "decidir se os riscos corridos pelo recorrente se encontravam suficientemente demonstrados, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem levou em consideração relatórios regulares e concordantes de organizações não governamentais internacionais, que denunciavam as dificuldades práticas que a aplicação do sistema europeu comum de asilo coloca na Grécia, a correspondência enviada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados ao Ministro belga competente mas também os relatórios da Comissão sobre a avaliação do sistema de Dublim e as propostas de reformulação do Regulamento n. 343/2003, com vista a reforçar a eficácia deste sistema e a protecção efectiva dos direitos fundamentais acórdão S. S. Bélgica e Grécia, já referido, §§ 347 a.” ".)