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Ora, tendo em conta a situação em causa nestes autos, e os fundamentos invocados pela autora para justificar a sua pretensão, não podemos deixar de considerar que a autora teve conhecimento dos alegados direitos, pelo menos, logo que lhe foi instaurada a segunda execução, após, como refere, várias tentativas de resolver a situação, o que ocorreu no ano de 201 Mas, ainda que se considerasse que a autora só percebeu que não iria recuperar a fração penhorada, quando a mesma foi adjudicada à exequente, aqui réu Banco ..., sempre desde essa data já decorreram mais de três anos, já que a própria autora alega que ficou sem a sua casa no ano de 201  Aliás, no artigo 181 da sua petição inicial, a autora alega que "Dúvidas não restam, por conseguinte, de que o 1 R. Banco ... se locupletou, injustificadamente, a expensas da A., tendo havido uma diminuição correlativa do património desta”, isto depois de alegar que perdeu a casa em 2012, quando a mesma foi adjudicada ao agora réu Banco ..., por valor que nem chegou aos sessenta euros.