Legal Document Excerpt:

Sopesando todas estas circunstâncias na sua globalidade, entende-se como mais adequado, pela prática do crime de roubo agravado, condenar o arguido na pena de 6 anos e 6 meses de prisão, pena que se afigura mais ajustada à culpa e às exigências reclamadas pela prevenção, não só especial - como sério aviso para não voltar a delinquir - mas sobretudo pela prevenção geral positiva ou de integração), isto é, de reforço da consciência jurídica comunitária e do seu sentimento de segurança face à norma violada.. Decorre do que foi expendido no acórdão recorrido que, ao contrário do alegado pelo recorrente, o tribunal teve em devida conta a sua confissão, ainda que parcial, a restituição da quantia ao ofendido, que teve lugar só na audiência de julgamento, a sua situação pessoal e familiar, bem como o meio familiar, social e habitacional em que se inseriu, quando era menor, o que teve reflexos na sua escolaridade, o exercício de atividade profissional ao longo da sua vida, a circunstância de ter 2 filhas menores a seu cargo, o esforço que desenvolveu, aos 00 anos, para completar o  ano de escolaridade no ensino noturno, o não ter averbado nenhum registo disciplinar durante o período de reclusão, o apoio familiar de que beneficia da mãe, irmão, companheira e filhas, e o facto de ter estado sujeito à medida de coação de prisão preventiva durante cerca de 7 meses, o que, como primeira experiência de reclusão, também pode ter contribuido para a sua responsabilização.