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..... ..... ....., em Lisboa, no sentido Aeroporto/Praça ..... ... ..... e o veículo RG, conduzido por Paulo ....., circulava na mesma via e sentido de marcha, mas a 20/30 metros à frente do PC e, ao chegar ao local que se situa junto ao n. ... daquela Avenida, o condutor do RG, porque o semáforo aí colocado apresentava cor vermelha, imobilizou o veículo, sendo que o condutor do PC, ao aproximar-se deste, não imobilizou o veículo, indo colidir com a parte da frente na parte traseira do veículo RG; )-Resultou dos autos que, na sequência do sinistro em referência, a Autora veio a assumir a responsabilidade do condutor do veículo PC pela produção do evento, tendo procedido ao pagamento de indemnização ao condutor do veículo RG, Paulo ....., em face da incapacidade e outras despesas que este sofreu, acompanhamento clínico prestado àquele Paulo ....., para além de ter ainda procedido ao pagamento de despesas com a reparação e privação de uso da viatura RG, entre outras; WW)-Quanto ao direito de regresso que a autora alega existir sobre o Réu, dispõe o artigo 27, n. , alínea, do Decreto-Lei 291/2007, satisfeita a indemnização, a empresa de seguros apenas tem direito de regresso contra o condutor, se não estiver legalmente habilitado, ou quando haja abandonado o sinistrado; )-Dispõe o artigo 25, alínea, das Condições Gerais da Apólice do seguro obrigatório de responsabilidade automóvel que, satisfeita a indemnização a Seguradora apenas tem direito de regresso contra o condutor, se não estiver legalmente habilitado, ou quando haja abandonado o sinistrado; YY)-Este direito de regresso opera, portanto, na circunstância do condutor do veículo seguro ter abandonado o sinistrado, sendo que da prova produzida nos presentes autos resulta assente que o condutor do PC, o Réu/Apelante, confessou, em depoimento escrito prestado à PSP o circunstancialismo em que se produziu o evento dos autos e a colisão no RG quando este se encontrava completamente imobilizado junto ao semáforo existente na via, que apresentava a cor vermelha, em frente à Estação de Serviço/Bombas da BP, situadas no lado contrário da via em que transitava; ZZ)-Resulta ainda assente que o Réu/Apelante se ausentou do local onde ocorreu o evento dos autos, abandonando o condutor do veículo RG, será qualquer preocupação pelo estado de saúde daquele, e sem qualquer preocupação pela viatura por si conduzida, o PC; AAA)-O agente da PSP que se deslocou ao local para tomar conta da ocorrência, apenas encontrou o condutor do RG, a quem foi prestada assistência no local, e que foi conduzido ao Hospital de S. José, sendo que não se encontrava ninguém junto ao veículo PC, não sendo identificado o seu condutor, nem prestada qualquer informação quanto a este, razão pela qual foi solicitada a assistência a fim de retirar aquela viatura da via; BBB)-Resulta evidente que o condutor do veículo seguro na Autora, o Reu/Apelante, abandonou o sinistrado, Paulo ....., condutor do veículo RG, sem que o tenha feio por qualquer razão atendível; )-Da prova produzida em Audiência de Discussão e Julgamento, não logrou o Réu/Apelante demonstrar que, a ter-se ausentado do local, não havia abandonado dolosamente o sinistrado; )-Resulta evidente que o reembolso dos montantes dispendidos com a regularização do sinistro dos presentes autos invocado pela Autora se encontra preenchido, assistindo-lhe o direito de regresso sobre o Réu/Apelante; EEE)-Vem o Réu/Apelante que o direito de regresso apenas abrange os danos derivados do abandono da vítima ou o agravamento dos danos causados pelo acidente decorrentes desse abandono e não a totalidade dos danos originados e que a seguradora indemnizou, todavia, não lhe assiste qualquer razão; FFF)-Resulta do douto Acórdão proferido no âmbito do processo 46/19TBGEG, pelo Tribunal da Relação de Évora, em 102016, em que é relatora a Exma.