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O recorrente pede a alteração da decisão de facto com a seguinte alegação:   Que a escritura pública pertence à categoria dos documentos autênticos n. 2 do artigo 36 do Código;   Que a força probatória dos documentos autênticos – definida no n. 1 do artigo 37 do Código Civil – só pode ser ilidida com base na respectiva falsidade n. 1 do artigo 37 do Código;   Que sendo assim subsiste apenas a declaração de recebimento do preço por parte dos avós dos requeridos, declaração inserida na aludida escritura, que configura uma verdadeira declaração confessória à luz do artigo 35 do Código Civil;   Que no caso estamos perante uma declaração confessória exarada em documento autêntico e, à luz do citado n. 2 do artigo 35 do Código Civil, tem força probatória plena e, neste caso, de harmonia com o n. 2 do artigo 39 do Código Civil não é admitida prova por testemunhas quando o facto estiver plenamente provado por documento ou por outro meio com força probatória plena.