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Prescrito programa de fisioterapia”;  4 Tal relatório omite o exame realizado pelo Dr. N...;  4 Admitida à consulta de medicina física e de reabilitação do Dr. LAR em 29 de Março de 2001, este realizou exame clínico-funcional da Autora, e ponderados os elementos constantes do referenciado processo clínico, bem como o relato da doente, constatou a existência de "mão pendente” à direita, ou seja, défice da força; muscular ativa da extensão do punho, bem como défices de extensão ativa voluntária) dos dedos, muito especialmente do 1 dedo; uma área de hipostesia diminuição de na zona dorsal da base desse mesmo dedo, tendo, desde logo, concluído que este mesmo quadro clínico-funcional de paralisia parcial da mão era compatível com lesão do nervo radial;  4 O referenciado exame revelou, ainda, a existência de limitações nas articulações do punho, da mão e dos dedos, nomeadamente limitação na extensão completa passiva do 1 dedo; limitação nos movimentos passivos completos do punho rigidez do, com compromisso dos movimentos de flexão e extensão; e limitação na realização completa do movimento passivo de pronação rotação interna do antebraço e mão);  5 Tais limitações foram resultado de um compromisso articular, direta e necessariamente decorrente do período de imobilização 58 a que a Autora esteve sujeita por via da aplicação de aparelho de gesso e tala articulada, a qual lhe tinha sido retirado no dia anterior ao da primeira consulta de medicina física e de reabilitação;  5 Qualquer que fosse o grau de gravidade da lesão do nervo radial, face aos sinais clínicos que seguramente a indiciavam e até decisão terapêutica definitiva por parte do serviço de ortopedia, sempre resultaria necessário e útil intervir com as medidas prescritas, ou seja, mobilização articular ativa assistida e passiva do punho e dedos da mão direita; alongamento dos músculos flexores dos dedos com particular atenção ao polegar; e colocação de tala de postura para mão radial punho em posição de função – extensão de + - 30 e dedos sustidos por meios elásticos em extensão);  5 Tendo em vista, essencialmente, prevenir as complicações resultantes da indiciada lesão nervosa, nomeadamente de natureza articular contracturas/rigidez) ou músculo-tendinosas atrofias e encurtamentos dos era necessário despertar e fortalecer a contração voluntária dos músculos enfraquecidos ou paralisados e garantir a recuperação e manutenção das amplitudes articulares;  5 Observada em consulta a 23 de Maio de 2001, embora apresentasse boa recuperação articular e melhoria da força de extensão do punho, a Autora mantinha fraca recuperação motora de extensão dos dedos, pelo que o Dr. LAR lhe deu instruções para se apresentar no serviço de ortopedia e prescreveu a realização de mais quinze sessões de fisioterapia, a realizar duas vezes por semana, as quais não foram realizadas pela Autora;  5 A Autora, por via da mobilização articular e dos alongamentos dos flexores a que foi sujeita, recuperou da rigidez articular dos dedos e do punho e acautelou a instalação de novas limitações articulares; evitou o encurtamento dos flexores dos dedos, salvo, em ligeiro grau, no que diz respeito ao flexor do primeiro dedo; fortaleceu a extensão do punho; obteve ganhos significativos na pronação; e aumentou a funcionalidade de preensão com uso de tala;  5 A Autora foi submetida a um exame consistindo num eletromiograma, que foi realizado nos HUC pelo Dr. N... em 4 de Abril de 2001;  5 O eletromiograma referido em 55 referia lesão em continuidade, o que significa que o nervo não estava seccionado nem morto;  5 O eletromiograma deve ser feito cerca de dois ou três meses após os primeiros sinais de lesão, mas nunca antes de decorridos vinte dias;  5 Enquanto a Autora tinha o gesso e a tala articulada era impossível realizar o eletromiograma;  5 No dia 6 de Junho de 2001 a Autora realizou um segundo eletromiograma cujo diagnóstico foi de que se mantinham os sinais de lesão do nervo radial direito, sensitivo-motora, sem evolução significativa em relação ao exame realizado no dia 4 de Abril de 2001;  6 Em 18 de Junho de 2001 foi internada no Serviço de Ortopedia, com o seguinte diagnóstico: Lesão do nervo radial à direita;  6 Após realização de exames laboratoriais análise de, ECG e estudo radiológico foi submetida a intervenção cirúrgica em 19 de Junho de 2001, tendo-se procedido a neurolise libertação do; extracção de placa DCP e parafusos; visualização do radial e transferência tendinosa do cubital para extensores e flexor curto do  para extensor do polegar e imobilização com tala gessada;  6 Aquando desta última intervenção, realizada pelo Dr. JQ, o nervo radial da Autora estava já necrosado, foi efetuada transferência tendinosa do cubital para extensores e flexores do 4 dedo para extensor do polegar;  6 Desde 30 de Janeiro de 2001 que a Autora inicia um quadro de sofrimento do nervo radial motor, quadro esse comprovado por sucessivos EMG, e que leva à intervenção de 102001;  6 A Autora teve alta da enfermaria em 21 de Junho de 2001 com a seguinte orientação terapêutica a prosseguir: Manter imobilização; Retirar pontos de sutura decorridos 15 dias do pós-operatório; Iniciar programa de fisioterapia; Ser observada em consulta externa deste Serviço em 002001, cuja observação não consta do processo clínico;  6 Após ter tido alta da enfermaria em 21 de Junho de 2001, foram-lhe retirados os pontos passados quinze dias;  6 Após alta da enfermaria em 21 de Junho de 2001, iniciou programa de fisioterapia terapia, que lhe fora aconselhado, que se prolongou até 21 de Agosto de 2001;  6 Tendo sido - após a última cirurgia e após período de imobilização apropriado - reenviada pelo médico ortopedista ao serviço de Medicina Física e de Reabilitação para realizar de novos tratamentos de reabilitação foi observada pela Dra.