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Neste sentido o que foi paradigmaticamente sustentado em aresto do nosso mais alto Tribunal, a saber: «A jurisprudência maioritária deste Supremo Tribunal de Justiça tem vindo a entender que impende sobre a sociedade garante que invoca a nulidade da garantia por si prestada com o objectivo de se fazer valer de tal nulidade para não ter de cumprir a obrigação garantida, o ónus de alegação e prova da inexistência de interesse próprio, ou seja, o ónus da prova dos requisitos da existência da tal invalidade do acto, de que se pretende aproveitar, sendo que a razão principal para tal reside na circunstância de que ninguém melhor do que a própria sociedade que presta a garantia, poderá certificar que a mesma foi prestada no seu próprio interesse, cfr inter alia os Ac STJ de 13 de Maio de 2003 Relator Pinto, 17 de Junho de 2004 Relator Quirino, 7 de Outubro de 2010 Relator Álvaro, 28 de Maio de 2013 Relator Fernandes do, 16 de Novembro de 2017 Relatora Graça; João Labareda, Direito Societário Português Algumas Questões, 186/192; Jorge Manuel Coutinho de Abreu, Curso De Direito Comercial, Volume , Das Sociedades, 3 edição, 193/199; Osório de Castro, Da Prestação De Garantias Por Sociedades a Dívidas De Outras Entidades, ROA Ano 56, Agosto 1996, 565/593; Vaz Serra, RLJ 103, 2»6 Este é também o nosso entendimento quanto a este particular, pelo que nada há a censurar à decisão recorrida que igualmente o invocou e perfilhou.