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Sublinha-se que a quantia em dívida, ainda que substancial, se refere a um longo período de tempo, e que, apesar de provado que, nos últimos 4 anos, o A. apresentou algumas dificuldades económicas, tendo ocasionalmente recorrido à ajuda de amigos, bem como intranquilidade emocional, não foi estabelecida a necessária relação de causalidade com esta ou outras condutas da R.. Salienta-se também que não está em causa a falta de pagamento ou retirada de quantias que fossem consensualmente tidas como devidas, mas de parcelas relativamente às quais se discutia, inclusive judicialmente, a licitude ou ilicitude de deixarem de ser pagas pela R..  Ora, tendo a última redução ocorrido em Novembro de 2015, o A. instaurou acção judicial contra a R. em 06/05/2016, na qual foi proferida sentença favorável nesta questão em 20/4/2017, pelo que não se vislumbra a justeza de o A. ter resolvido o contrato de trabalho precisamente logo de seguida, ainda antes do respectivo trânsito em julgado, quando nenhum agravamento se demonstrou posteriormente àquela primeira data.