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NESTES TERMOS, e com o sempre douto suprimento de Vossas Excelências, Senhores Desembargadores, deve ser concedido provimento ao presente recurso, revogando-se o douto acórdão recorrido na parte respeitante à medida das penas aplicadas, aplicando-se à Recorrente uma pena de prisão nunca superior a 4 anos e seis meses de prisão, fazendo-se deste modo a costumada JUSTIÇA!»  Ao recurso interpostorespondeu a Senhora Procuradora da República, considerando que a decisão dever ser mantida "nos seus precisos termos” e apresentando as seguintes conclusões: «1) À luz da motivação da Recorrente, não merece qualquer reparo o douto acórdão proferido pelo tribunal a quo; 2) Como nenhum reparo nos merece a medida das penas parcelares encontradas;  3) Também a pena única de 7 anos e 6 meses de prisão aqui aplicada à arguida AA, ora Recorrente, pela prática de um crime de burla simples, 15 crimes de burla qualificada em razão do modo de vida e cinco crimes de falsificação de documentos não é desproporcionada, nem ultrapassa a medida da culpa, satisfazendo, do mesmo passo, pelo mínimo, os interesses preventivos gerais e especiais, não sendo passível de uma maior compressão, sob pena de ficar em xeque a confiança na eficácia do próprio aparelho judiciário e a sua capacidade de fazer justiça, repondo a validade das normas que tutelam o valor dos bens jurídicos violados, no caso e com maior relevância, o património dos ofendidos e a verdade intrínseca dos documentos usados para instrumentalizar a sua vontade ante a aparente, mas falsa, boa fé negocial protagonizada pela arguida, conforme bem se retira dos factos dados por provados.