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Por referência, pois, aos critérios enunciados no preceito citado, importa fixar, de entre os sentidos possíveis da norma a interpretar, qual é então o seu sentido e alcance decisivo, como aponta Manuel de Andrade 6, para o que importará ter presente, desde logo, o elemento gramatical ou textual a "letra da lei”) – com uma função desde logo negativa, eliminando todos os sentidos que não encontrem qualquer apoio, correspondência ou ressonância no texto –, mas sempre em necessária ligação/correspondência com o elemento lógico – pois que a interpretação gramatical tem de ser obrigatoriamente lógica –, integrado pelos elemento sistemático – que compreende a consideração das demais disposições integram o quadro legislativo em que se insere a norma e, ainda, as disposições que regulem situações paralelas unidade do sistema jurídico) –, racional ou teleológico – a ratio legis, ou seja, o fim pretendido com a elaboração da norma, a sua razão de ser – e histórico – o contexto em que a  norma foi elaborada, incluindo a sua evolução histórica e as suas fontes, ou seja, as circunstâncias em que a norma foi elaborada – assim, o Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 12 de maio de 2016 fixação de jurisprudência), que nesta parte se segue de perto, por apelo aos ensinamentos de Baptista Machado 7, frisando ainda que a interpretação tem também que ser atualista "tendo as condições específicas do tempo em que é aplicada”) Cumprindo pois tal objetivo, sem grandes dúvidas diga-se, temos como ajustada, como dissemos já, a interpretação defendida pelo Apelante e não pois a que foi seguida pelo Tribunal recorrido na sentença reformada sobre o campo de aplicação do n. 5 do artigo 24 do CT. Na verdade, o elemento gramatical – o elemento gramatical ou textual a "letra da lei”), como se disse com a sua função negativa, eliminando pois todos os sentidos que não encontrem no texto qualquer apoio, correspondência ou ressonância –, assim o uso pelo legislador na norma a interpretar da expressão "o gozo das férias”, na consideração, que se impõe, de que o gozo do direito em causa, assim no caso a férias, se reporta, em regra, como resulta também expressamente da lei 9, ao trabalho prestado no ano anterior e que se vence apenas em 1 de janeiro, então, por decorrência desse mesmo regime, que aliás não pode ser dissociado também dos regimes estabelecidos na lei geral sobre aquisição e exigibilidade/vencimento do direito 10, a norma apontará, dentro dos sentidos possíveis, para uma interpretação que, respeitando esses regimes, considere aí integradas apenas as férias cujo direito ao seu gozo já se possa considerar vencido e, enquanto tal, no período do pré aviso, em condições de serem gozadas.