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A., ter assinado um cheque em 2014 que abala o que se acabou de dizer, tanto mais que, da análise das exatas palavras desta última testemunha se percebe que quem o informou da assinatura do dito cheque foi a ora Recorrente "Ela disse: já me passou o cheque para comprar o carro”), desconhecendo-se, pois, as circunstâncias em que tal foi logrado, sendo certo, por outro lado, que o próprio médico psiquiatra que atestou a incapacidade em 2011 admitiu em audiência de julgamento a possibilidade de "janelas de lucidez” nos anos subsequentes ao diagnóstico – o que também poderá ou não) ser a explicação para o facto de, em 5 de dezembro de 2011, ter sido testemunha numa escritura de justificação, e para a outorga da procuração em 102014 e, de qualquer modo, afasta a aventada contradição entre a prática desses atos e a matéria de facto impugnada –, mas já não em 2017, o que, aliás, se mostra consentâneo com a imagem do estado de degradação intelectual e psíquica do falecido F. que o interrogatório judicial, realizado em junho desse mesmo ano e a que infra melhor nos referiremos, imprime.