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Negando, deste modo, o avanço para uma interpretação drasticamente redutora do âmbito da norma, aduz que à acção de regresso em equação – "enquanto reportada a indemnizações pagas a título de ressarcimento de danos relativamente aos quais não ocorreu qualquer nexo causal com o facto constitutivo do direito de regresso o abandono doloso da vítima)  - deva atribuir-se a natureza de sanção – levando as finalidades de prevenção geral e de reforçada censura ético-jurídica de determinadas condutas estradais à personalização da responsabilidade do seu autor,  apagando ou precludindo, no plano das relações internas entre seguradora e tomador/beneficiário do seguro, a garantia de cobertura dos riscos de circulação que normalmente decorreria da vigência do contrato”2  Perspectiva que, acrescenta, tem merecido algum acolhimento na jurisprudência do Supremo, "ao acentuar-se que o regime normativo em causa se pode justificar através da instituição legislativa de disciplina moralizadora, simultaneamente dissuasora e repressiva, punindo civilmente os tomadores de seguro e causadores do acidente que deixaram de merecer a protecção do seguro - visando a instituição desta sanção alcançar algum equilíbrio na posição das seguradoras no seguro obrigatório, que as compense do facto de passarem a ter de suportar riscos alargados, sem possibilidade de inclusão contratual de cláusulas de exclusão de garantia : vejam-se, por exemplo, os acs.