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Impõe-se, pois, a alegação e demonstração de prejuízos efectivos, reais e concretos O critério do periculum in mora traduz-se no fundado receio, não bastando, qualquer simples receio, condizente a um estado de espírito que derivou de uma apreciação ligeira da realidade, num juízo precipitado das circunstâncias, "de que, quando o processo principal chegue ao fim e sobre ele venha ser proferida uma decisão, essa decisão já não venha a tempo de dar a resposta adequada às situações jurídicas envolvidas no litígio, seja porque a evolução das circunstâncias durante a pendência do processo tornou a decisão totalmente inútil; seja, pelo menos, porque essa evolução conduza à produção de danos dificilmente reparáveis No que concerne aos danos ou prejuízos, sempre importa não perder de vista que, havendo os mesmos de resultar directa, imediata e necessariamente da execução do acto suspendendo, terão ainda de consistir em danos ou prejuízos concretos, reais, efectivos, carecendo de relevância para o efeito os danos ou prejuízos indirectos, mediatos, meramente hipotéticos, conjecturais, eventuais5  Acresce que, em sede de tutela cautelar, a apreciação de cada um dos referidos requisitos obedece naturalmente a um mero juízo de verosimilhança que não se confunde e prejudica o juízo que venha a ser feito no âmbito do processo principal.