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Relativamente à tutela – ou ausência desta – do interesse do herdeiro legitimário face a actos de disposição inclusive eivados de alguma praticados pelo autor da sucessão que diminuam o seu património e reflexamente aquilo que será um dia, no futuro, o seu acervo hereditário, vide Rabindranath Capelo de Sousa, in "Lições de Direito das Sucessões”, Volume , Coimbra Editora, 2000, 4 edição, paginas 140 a 140; Carlos Pamplona Corte Real, in "Curso de Direito das Sucessões”, Volume , Cadernos de Ciência e Técnica Fiscal, Lisboa 1985, a página 110, onde salienta o autor que: "E ainda há que ter em atenção a medida em que a vontade do autor da sucessão pode, inclusive, através de actos inter vivos, tornear as restrições impostas pela sucessão legitimária, em ordem a afectar os seus bens a quem pretender, por razões ou critérios de índole pessoal ou de eficácia na gestão dos mesmos, ou seja, há que detectar do relevo legal dado a motivações de tipo individualista”; acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 25 de Janeiro de 2005 relator Nuno, proferido no processo n 973302, publicado in www.dgsi.pt, onde assertivamente se concluiu que: " ...) em vida dos pais os filhos não dispõem de nenhum direito subjectivo aos bens daqueles, nem sobre esses bens, designadamente aos bens em concreto que possam integrar a sua quota hereditária.