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Veio a ser este também o entendimento do tribunal a quo, que perante a constatação de um dado objetivo «o valor de 99 ng THC – COOH1 por mililitro de sangue que o recorrente apresentava decorridas três horas sobre o acidente sofrido»), dele inferiu ser essa «a causa mais provável do despiste», afirmando sequente e conclusivamente, no rol dos factos provados, que o arguido «sabia que havia consumido produto estupefaciente e que ao conduzir aquele veículo na via pública o fazia sob a sua influência, mas nem mesmo assim se absteve de o conduzir, o que quis e conseguiu.» Entendeu o tribunal recorrido nesta afirmação conclusiva, que nela se continham os elementos objetivos do tipo e o dolo do tipo subjetivo.