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Assim, tal como nas situações de emergência, tratando-se de processo urgente e de medida cautelar provisória), como salienta o Acórdão da Relação de Coimbra, de 22-01-2013, "o interesse principal a acautelar no imediato é a segurança e protecção do menor, que se sobrepõe à audição prévia de ambos os pais” e, de resto, "A situação é semelhante à que ocorre no âmbito do Código de Processo Civil em que, o princípio do contraditório vertido no respectivo artigo  também é postergado nos procedimentos cautelares, decretados sem audição da parte contrária.”  É verdade que, como inicialmente se deixou patente, a lei, neste tipo de processo, destaca, em vários aspectos, o princípio do contraditório e salvaguarda o seu exercício em diferentes circunstâncias processuais.