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Pelo contrário, se a entendesse, efetivamente, um corolário da dita autonomia em face da entidade instituidora que tanto constituía, segunda a aqui recorrida, a preocupação em 2007, teria voltado a inserir a referência expressa à incompatibilidade entre cargos de direção, o que não fez; 3	Se diz a aqui recorrida artigo 7 da contestação), o legislador tivesse entendido que havia um perigo muito maior de violação da dita autonomia no caso dos órgãos de direção então, por maioria de razão, não faria qualquer sentido que o legislador não tivesse também tido o cuidado de prever expressamente uma incompatibilidade para esse caso, e não reduzindo tal preocupação a um mero princípio dependente da aplicação discricionária da entidade credenciadora ou outra; 3	Acresce que, todo o sentido que a entidade requerida, ora recorrida pretende dar às normas do atualmente em vigor RJIES, aprovado em 2007, assenta numa alegada preocupação do legislador, que se alega ser central na reforma de 2007, mas que não tem o mínimo de correspondência nas preocupações expressas resumidas na exposição de motivos da Proposta de Lei n.0 148/, que deu origem à Lei n. 62/2007, na qual inexiste qualquer referencia à tal mudança de paradigma - autonomia faxe à entidade instituidora vsautonomia face ao Estado; 3	Pelo contrário, na referida exposição de motivos, pode ler-se expressamente, que, entre outros objetivos, a mesma consagra a " garantia da mais ampla liberdade de organização das instituições, com inteira flexibilidade na sua organização interna, designadamente das suas unidades específicas que poderão assumir forma e natureza distintas'', e simultaneamente refere a "consagração clara da autonomia de gestão financeira e de gestão de pessoal das instituições de ensino superior ”,não havendo uma única referencia a qualquer especial preocupação com a autonomia pedagógica relacionada com qualquer mudança de paradigma em relação à legislação anterior; 3	Em suma, não pode deixar de concluir-se que o legislador procedeu, ele próprio, a uma ponderação prévia da questão da acumulação de cargos na entidade instituidora e no estabelecimento de ensino, face ao princípio de autonomia entre ambos, que ele próprio também consagra; 3	Sendo que, o resultado dessa ponderação prévia está vertido de forma expressa na lei, no citado artigo 13, n. 2 do RJIES, no qual se estabelece que apenas a titularidade de órgãos de fiscalização, e não já de administração, da entidade instituidora deve ser incompatível com a titularidade de órgãos do estabelecimento de ensino; 3	Ao assim não entender, a sentença recorrida não apenas viola o referido artigo 13, n. 2 do RJIES, como interpreta erradamente o alcance das disposições contidas no artigo 1, n. 3, e sobretudo do artigo 14 do mesmo diploma.