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Ainda que os deveres de protecção em causa no contrato com eficácia de protecção para terceiros possam nem sempre corresponder a normas de protecção da responsabilidade aquiliana, como advertem os Professores Carneiro da Frada e Diogo Costa Gonçalves, respectivamente, autor da declaração de concordância e co-autor do Parecer junto aos autos, num estudo síntese da responsabilidade das concessionárias em acidentes de viação ocorridos em auto-estradas9, a verdade é que demandam uma dimensão protectiva que é incindível da tutela indemnizatória visada com este alargamento da responsabilidade , para os próprios e para parte da doutrina exemplo da denominada terceira via da responsabilidade 1 Conforme salienta o Prof. Carneiro da Frada, "o cerne da figura do contrato com eficácia de protecção para terceiros está em admitir que determinados negócios são susceptíveis de conferir uma certa tutela a quem neles não é parte; essencialmente através da atribuição a esses da possibilidade de deduzirem pedidos indemnizatórios contra as partes nesse contrato, não em virtude do incumprimento de um dever de prestar – pois este existe apenas, alvo excepções, como a do contrato a favor de terceiro, entre os contraentes –, mas pelo não acatamento de outros deveres que integram a relação obrigacional no seu todo, tendo por objecto ou finalidade a sua protecção”11, sendo, pois, os deveres deprotecção de terceiros a pedra de toque desta figura.