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383/419, que os telemóveis apreendidos aos arguidos, supostamente "novatos” no "negócio”, nenhum registo apresentem sobre contactos com as terceiras pessoas que estavam envolvidas na actividade ilícita objecto dos presentes autos e cujas identidades não foram apuradas – designadamente com o suspeito denominado "S. ” na acção encoberta já referida, que contactou por diversas vezes com o agente encoberto -, daqui se podendo inferir que estavam os arguidos em contacto pessoal com as ditas terceiras pessoas e, ou, que tiveram os arguidos o cuidado de não deixar dos mesmos qualquer registo nos aparelhos que utilizavam; toda a logística que comprovadamente envolveu a deslocação e permanência dos arguidos a Lisboa desmente também as suas versões; a tudo isto acresce decisivamente a circunstância de não ser minimamente credível que se confie cerca de quatro milhões e meio de euros – pelo mínimo, indicado no relatório anual de 2017 referente à situação de Portugal em matéria de drogas e toxicodependências, elaborado pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências que integra o Sistema Nacional de Saúde, já que a experiência decorrente dos muitos julgamentos realizados sobre tráfico de estupefaciente neste Juízo Central Criminal, impõe a conclusão segura de que a grama de cocaína nunca é comercializada a menos de cinquenta euros – a dois transportadores sem experiência e completamente desligados do "negócio”; afastada a versão dos arguidos, sempre fica a assunção pelos mesmos de que sabiam o que se encontrava dentro do veículo cuja condução o arguido encetou e que tencionavam transportar o produto estupefaciente para fora de e dos documentos juntos a fls.