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22 do Código Civil, estendendo-se a todas as partes dos contratos que tenham poder de impor cláusulas negociais ao consumidor;--  - A protecção do aderente enquanto parte mais fraca da relação negocial, desprovida de qualquer poder negocial e princípio de respeito pelos interesses do outro numa ética de cooperação e de solidariedade;--  - Existe uma conexão e interligação funcional entre as várias relações jurídicas em causa, que alteram a fisionomia e a estrutura da relação jurídica entre o banco e a seguradora, regulada em função da protecção dos interesses do aderente.--  Assim, na perspectiva desta posição, se a actuação da entidade bancária na comercialização de um determinado produto financeiro for susceptível de acarretar a exclusão de cláusulas do contrato de seguro, responderá a seguradora perante o segurado pelas consequências daí decorrentes, sem prejuízo de poder, eventualmente, e em momento subsequente, vir accionar o tomador intermediário pelo prejuízo que tal falta de informação lhe tenha acarretado-»  Ponderando os argumentos em confronto nas duas teses, desde logo evidenciados na explanação supra, perfilhamos o entendimento subjacente à segunda posição indicada, por mais conforme, em nosso entender, quer com a letra, quer com o espírito da lei.