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Por essa razão, a derrogação do dever de segredo de supervisão surge aqui como o meio adequado e proporcional para a prossecução da descoberta da verdade dos factos que dificilmente poderia ser alcançada através de outros elementos probatórios) e do direito de a requerente vir a beneficiar de uma partilha justa, que se baseie na real composição do património comum, não se revelando excessiva se se considerar que a quebra de privacidade do cabeça-de-casal visa também satisfazer interesses legítimos da requerida, tutelados por lei1 Sendo legítima a escusa apresentada pelo Banco de Portugal mas efectuada por esta Relação a ponderação dos interesses em confronto, de harmonia com o princípio da prevalência do interesse preponderante e com um critério de proporcionalidade na restrição de direitos e interesses que se encontram constitucionalmente protegidos, não pode deixar de concluir-se que a quebra do dever de segredo é, no caso vertente, mais relevante do que a manutenção desse dever, sob pena de não ser permitido à requerida demonstrar os factos que alegou e comprovar a existência de bens comuns para além daqueles que foram relacionados pelo cabeça-de-casal, não se vislumbrando de que outro modo poderá efectuar tal prova, se não dispuser dos elementos que apenas o Banco de Portugal lhe poderá facultar.