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Cita-se, a título exemplificativo, o Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 19/04/2012, tendo por Relator Lopes do Rego7: "Sendo, por força do estipulado no , a aquisição originária da propriedade por acessão industrial imobiliária uma aquisição potestativa que se consuma quando – verificados os requisitos ou pressupostos legais que caracterizam tal instituto – o adquirente exerce o direito potestativo que vai determinar a aquisição do direito real, o momento relevante para aferir, quer da existência ou verificação dos pressupostos, quer do âmbito ou dos limites físicos de tal aquisição, será aquele em que o beneficiário manifestou à contraparte a vontade de exercício do seu direito, cristalizando-se irremediavelmente a respectiva situação jurídica, pelo menos, na data em que foi exercitado o referido direito potestativo.” Bem como o Acórdão desta Relação de 28/03/2012, tendo como relator Augusto de Carvalho8: "A acessão industrial imobiliária é uma forma potestativa de aquisição originária de propriedade, de reconhecimento necessariamente judicial.” Assim sendo, não tem qualquer consistência jurídica a alegação da Recorrente no sentido de que a invocação daquele facto por parte dos Réus de terem realizado benfeitorias no imóvel de valor muito superior ao do próprio prédio em si, constitui para eles, Réus, um facto desfavorável porque é precisamente por esse facto que automaticamente devem adquirir o imóvel em causa.