Document ID: 31995D0095

DECISÃO DA COMISSÃO de 6 de Março de 1995 que autoriza os Estados-membros a prever derrogações de certas disposições da Directiva 77/93/CEE do Conselho relativamente às batatas para consumo humano originárias da África do Sul (95/95/CE)
A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,
Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia,
Tendo em conta a Directiva 77/93/CEE do Conselho, de 21 de Dezembro de 1976, relativa a medidas de protecção contra a introdução na Comunidade de organismos prejudiciais às plantas e produtos vegetais e contra a sua propagação no interior da Comunidade (1), com a última redacção que lhe foi dada pelo Acto de Adesão da Áustria, Finlândia e Suécia e, nomeadamente, o nº 1 do seu artigo 14º,
Tendo em conta os pedidos efectuados pela Dinamarca, Alemanha, França, Países Baixos, Suécia e Reino Unido,
Considerando que, em conformidade com as disposições da Directiva 77/93/CEE, os tubérculos de batateira para consumo humano originários da África do Sul não podem, em princípio, ser introduzidos na Comunidade devido ao risco de introdução de doenças exóticas da batateira desconhecidas na Comunidade;
Considerando que, pela Decisão 93/159/CEE (2), a Comissão autorizou certos Estados-membros a prever derrogações relativamente às batatas para consumo humano originárias da África do Sul em determinadas condições específicas durante a campanha de comercialização de 1993;
Considerando que não foi detectada a ocorrência de doenças e pragas em amostras de batatas importadas nos termos da Decisão 93/159/CEE;
Considerando que se mantêm as circunstâncias que justificam a autorização;
Considerando que as medidas previstas na presente decisão estão em conformidade com o parecer do Comité fitossanitário permanente,
ADOPTOU A PRESENTE DECISÃO:
Artigo 1º
1. Os Estados-membros ficam autorizados a prever, nos termos das condições previstas no nº 2, derrogações do nº 1 do artigo 4º da Directiva 77/93/CEE relativamente às proibições referidas na parte A, ponto 12, do anexo III respeitantes às batatas para consumo humano originárias da África do Sul.
2. Devem ser satisfeitas as seguintes condições:
a) As batatas devem ser batatas para consumo humano;
b) As batatas devem ter sido produzidas a partir de batatas de semente certificadas ao abrigo do regime de certificação de batatas de semente da África do Sul ou a partir de batatas de semente certificadas num dos Estados-membros;
c) As batatas devem ter sido cultivadas em áreas definidas onde não foi detectada a presença de Pseudomonas solanacearum (Smith) Smith;
d) Continua a efectuar-se regularmente o controlo planificado das importações na África do Sul e das batatas de semente e batatas para conservação comercializadas na África do Sul através do exame e análise de amostras representativas por métodos cientificamente reconhecidos relativamente à Clavibacter michiganensis (Smith) Davis et al. ssp. sepedonicus (Spieckermann et Kotthoff) Davis et al., à Pseudomonas solanacearum (Smith) Smith e ao viróide do afuselamento do tubérculo da batateira;
e) As batatas devem ter sido manipuladas por máquinas que lhes estão reservadas ou que foram desinfectadas de forma adequada após qualquer utilização para outros efeitos;
f) As batatas devem ter sido embaladas em sacos novos ou em contentores desinfectados de forma apropriada; em cada saco ou contentor será aposto um rótulo oficial de que constem as informações especificadas no anexo;
g) Antes da exportação, as batatas devem ter sido limpas de forma a ficarem isentas de terra, folhas e outros detritos vegetais;
h) As batatas destinadas à Comunidade devem ser acompanhadas de um certificado fitossanitário emitido na África do Sul em conformidade com o artigo 7º da Directiva 77/93/CEE, com base no exame aí previsto, relativo nomeadamente à isenção dos organismos prejudiciais mencionados na alínea d).
Do certificado deve constar, no ponto « Declarações suplementares », a indicação « A presente remessa satisfaz as condições previstas na Decisão 95/95/CE »;
i) As inspecções exigidas em conformidade com o artigo 12º da Directiva 77/93/CEE devem ser efectuadas pelos organismos oficiais responsáveis referidos na directiva em questão, com a assistência dos peritos mencionados no seu artigo 19ºA, em conformidade com o processo aí previsto;
j) As batatas devem ser introduzidas através de pontos de entrada designados pelo Estado-membro de importação;
k) Antes da introdução num Estado-membro, o importador deve notificar, com antecedência suficiente, os organismos oficiais responsáveis desse Estado-membro de cada introdução, indicando:
- o tipo de material,
- a quantidade,
- a data de importação declarada e o ponto de entrada,
- as instalações referidas na alínea l).
Deve ser oficialmente informado, antes da introdução, das condições previstas nas alíneas a) a k);
l) As batatas apenas devem ser embaladas e reembaladas em instalações aprovadas e registadas pelos organismos oficiais responsáveis referidos;
m) As batatas devem ser embaladas ou reembaladas em embalagens fechadas, prontas para entrega imediata aos retalhistas ou aos consumidores finais, cujo peso não exceda o peso corrente para esse efeito no Estado-membro de importação, até um máximo de 25 quilogramas; o número das instalações registadas referidas na alínea l) e a origem sul-africana devem ser indicadas nas embalagens;
n) Nos Estados-membros de importação devem ser colhidas pelo menos duas amostras de 200 tubérculos em cada remessa de 50 toneladas ou parte dessa remessa de batatas importadas nos termos da decisão em questão, para exame oficial relativamente a Pseudomonas solanacearum, e, no caso de Clavibacter michiganensis ssp. sepedonicus, em conformidade com o método comunitário estabelecido para a detecção e diagnóstico de Clavibacter michiganensis ssp. sepedonicus; em caso de suspeita, os lotes devem manter-se separados sob controlo oficial e não podem ser comercializados nem utilizados até que tenha sido estabelecido que nesses exames não foi detectada nem surgiram suspeitas da presença de Clavibacter michiganensis ssp. sepedonicus ou de Pseudomonas solanacearum.
Artigo 2º
Os Estados-membros informarão os outros Estados-membros e a Comissão sempre que fizerem uso da autorização. Comunicarão à Comissão e aos outros Estados-membros, antes de 1 de Julho de 1995, as informações relativas às quantidades importadas nos termos da presente decisão e enviar-lhes-ão um relatório técnico pormenorizado do exame oficial referido no nº 2, alínea n), do artigo 1º Serão transmitidas à Comissão cópias de todos os certificados fitossanitários.
Artigo 3º
1. A autorização concedida no artigo 1º é eficaz entre 1 de Março de 1995 e 30 de Abril de 1995.
2. A autorização será revogada se se comprovar que as condições previstas no nº 2 do artigo 1º foram insuficientes para evitar a introdução de organismos prejudiciais ou que não foram satisfeitas.
Artigo 4º
Os Estados-membros são os destinatários da presente decisão.
Feito em Bruxelas, em 6 de Março de 1995.

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