Document ID: 32006R0716

REGULAMENTO (CE) N.o 716/2006 DO CONSELHO
de 5 de Maio de 2006
que institui um direito anti-dumping definitivo sobre as importações de magnesite calcinada a fundo (sinterizada) originária da República Popular da China
O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,
Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia,
Tendo em conta o Regulamento (CE) n.o 384/96 do Conselho, de 22 de Dezembro de 1995, relativo à defesa contra as importações objecto de dumping de países não membros da Comunidade Europeia (1) (a seguir denominado «regulamento de base»), nomeadamente o artigo 9.o e o n.o 2 do artigo 11.o,
Tendo em conta a proposta da Comissão após consulta do Comité Consultivo,
Considerando o seguinte:
A. PROCESSO
1. Medidas em vigor
(1)
Em Dezembro de 1993, o Regulamento (CE) n.o 3386/93 do Conselho (2) («inquérito inicial») instituiu medidas anti-dumping definitivas sobre as importações de magnesite calcinada a fundo (sinterizada) («MCF» ou «produto considerado»), originária da República Popular da China. As medidas assumiram a forma de um preço mínimo de importação.
(2)
Na sequência de um exame por caducidade, as medidas foram prorrogadas em Fevereiro de 2000 pelo Regulamento (CE) n.o 360/2000 (3).
(3)
Na sequência de um reexame intercalar, o Conselho, pelo Regulamento (CE) n.o 986/2003 (4), alterou as medidas anti-dumping em vigor, mantendo o preço mínimo mas sujeitando-o a determinadas condições e impondo um direito ad valorem de 63,3 % em todos os outros casos.
2. Pedido de reexame
(4)
Na sequência da publicação de um aviso de caducidade iminente das medidas anti-dumping em vigor aplicáveis às importações de MCF originária da República Popular da China (5), em Novembro de 2004, os serviços da Comissão receberam um pedido de reexame dessas medidas em conformidade com o n.o 2 do artigo 11.o do regulamento de base.
(5)
O pedido foi apresentado pela Eurométaux, em nome dos produtores comunitários (a seguir denominados «produtores requerentes»), representando uma parte importante, no presente caso mais de 50 %, da produção comunitária total de MCF.
(6)
O pedido baseou-se no facto de a caducidade das medidas poder conduzir a uma continuação ou reincidência do dumping e do prejuízo causado à indústria comunitária. Tendo decidido, após consultas no âmbito do Comité Consultivo, que existiam elementos de prova suficientes para justificar o início de um reexame, a Comissão deu início a um inquérito (6), em conformidade com o n.o 2 do artigo 11.o do regulamento de base.
3. Inquérito
(7)
Os serviços da Comissão informaram oficialmente do início do reexame os produtores comunitários requerentes, os outros produtores comunitários, os produtores-exportadores da República Popular da China (a seguir denominados «exportadores chineses»), os importadores, os comerciantes, os utilizadores e as respectivas associações representativas conhecidas como interessadas, assim como os representantes das autoridades do país de exportação.
(8)
Os serviços da Comissão enviaram questionários a todas as partes referidas, assim como a todas as partes que se deram a conhecer no prazo fixado no aviso de início.
(9)
Os serviços da Comissão também deram às partes directamente interessadas a oportunidade de apresentarem as suas observações por escrito e de solicitarem uma audição no prazo fixado no aviso de início de reexame.
(10)
Tendo em conta o número aparentemente elevado de produtores-exportadores da República Popular da China e de importadores do produto considerado, no aviso de início de reexame, foi prevista a possibilidade de recorrer a uma amostragem, em conformidade com o artigo 17.o do regulamento de base. A fim de poder decidir da necessidade de recorrer ao método de amostragem e, em caso afirmativo, seleccionar uma amostra, os serviços da Comissão enviaram formulários nos quais solicitavam informações sobre os volumes e os preços médios de venda de cada produtor-exportador e importador em causa. Os serviços da Comissão não receberam nenhuma resposta dos produtores-exportadores e apenas receberam três respostas dos importadores. Assim, foi decidido que não era necessário recorrer a uma amostragem.
(11)
Além disso, foram enviados questionários a produtores de países potencialmente análogos, designadamente o Brasil, o Canadá e a Turquia, que eram conhecidos dos serviços da Comissão.
(12)
Todos os produtores requerentes responderam ao questionário. Nenhum produtor-exportador chinês nem nenhum importador respondeu ao questionário. No entanto, dois importadores deram a conhecer as suas observações por escrito. Um utilizador apresentou uma resposta parcial ao questionário.
(13)
Os serviços da Comissão reuniram e verificaram todas as informações que consideraram necessárias para efeitos da determinação da provável continuação ou reincidência do dumping e do prejuízo, e do interesse comunitário. Para o efeito, realizaram visitas de verificação às instalações das seguintes empresas:
a)
Produtores requerentes:
-
Grecian Magnesite SA, Athens, Grécia;
-
Magnesitas Navarras, S.A., Pamplona, Espanha;
-
Slovenské magnezitové závody a.s., Jelšava, Eslováquia;
b)
Produtor no país análogo:
-
Kümaş Kütahya Manyezit Işletmeleri Pazarlama A.Ş., Kütahya, Turquia.
4. Período de inquérito
(14)
O inquérito sobre a continuação ou reincidência do dumping abrangeu o período compreendido entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2004 («período de inquérito»). O exame das tendências relevantes para a avaliação da probabilidade de uma continuação ou reincidência do prejuízo abrangeu o período compreendido entre 1 de Janeiro de 2000 e o final do período de inquérito («período considerado»).
B. PRODUTO CONSIDERADO E PRODUTO SIMILAR
1. Produto considerado
(15)
O produto considerado é o mesmo dos inquéritos anteriores que conduziram à instituição das medidas presentemente em vigor, ou seja, magnesite calcinada a fundo originária da República Popular da China e classificada no código NC 2519 90 30.
(16)
A MCF é obtida a partir da magnesite, ou seja, resulta do carbonato de magnésio existente na natureza. A fim de produzir MCF, o carbonato de magnésio deve ser extraído, esmagado e escolhido e seguidamente calcinado num forno a temperaturas compreendidas entre 1 500 e 2 000 °C. Deste processo resulta a MCF com um teor de MgO (óxido de magnésio) que varia entre 80 % e 98 %. As principais impurezas na MCF são SiO2, Fe2O3, Al2O3, CaO e B2O3 (óxido de silício, óxido de ferro, óxido de alumínio, óxido de cálcio e óxido de boro, respectivamente). A MCF é utilizada essencialmente na indústria de refractários para fabricar produtos moldados ou não moldados. Embora haja diferentes tipos do produto considerado com, por exemplo, vários teores de MgO, todos têm as mesmas características químicas e físicas de base e as mesmas utilizações e são interpermutáveis. Por conseguinte, tal como no inquérito anterior, os diferentes tipos de MCF devem ser considerados um único produto para efeitos do presente inquérito.
2. Produto similar
(17)
Tal como estabelecido nos inquéritos anteriores, o presente inquérito de reexame confirmou que os produtos exportados pela República Popular da China e os produtos produzidos e vendidos no mercado interno da República Popular da China, assim como os produtos produzidos e vendidos pelos produtores comunitários no mercado da Comunidade e pelo produtor do país análogo no mercado nacional desse país, possuem as mesmas características físicas e químicas de base e são utilizados para os mesmos fins, pelo que são considerados produtos similares, na acepção do n.o 4 do artigo 1o do regulamento de base.
C. PROBABILIDADE DE CONTINUAÇÃO DE DUMPING
(18)
Em conformidade com o n.o 2 do artigo 11.o do regulamento de base, a Comissão examinou se a caducidade das medidas em vigor poderia conduzir a uma continuação de dumping.
1. Observações preliminares
(19)
Devido à falta de colaboração dos produtores-exportadores chineses ou dos importadores comunitários, o exame teve que se basear em informações obtidas pelos serviços da Comissão de outras fontes. A este respeito, e em conformidade com o artigo 18.o do regulamento de base, os dados do Eurostat referentes ao código NC de oito algarismos, cruzados com os de outras fontes, foram utilizados para estabelecer as quantidades e os preços de importação.
(20)
Com base nos dados do Eurostat, verificou-se que, durante o período de inquérito, foram importadas da República Popular China para a Comunidade 369 079 toneladas de MCF, ou seja, cerca de 40 % do consumo comunitário.
(21)
Durante o período de inquérito do anterior reexame por caducidade, o volume das exportações de MCF da República Popular da China para a Comunidade foi de 260 967 toneladas, ou seja, 54 % do consumo comunitário.
(22)
Cumpre referir que, dado o alargamento da Comunidade para 25 Estados-Membros, os volumes e as partes de mercado das exportações do anterior e do presente reexames por caducidade não podem ser objecto de comparação directa.
2. Importações objecto de dumping durante o período de inquérito
(23)
Em conformidade com o n.o 9 do artigo 11.o do regulamento de base, os serviços da Comissão utilizaram os mesmos métodos do inquérito anterior. Recorde-se que no inquérito anterior se estabeleceu uma margem de dumping de cerca de 50 %.
(24)
No cálculo do valor normal foi tido em conta o facto de, para o presente inquérito, o valor normal das importações originárias da República Popular da China ter de se basear em dados de um país terceiro de economia de mercado, em conformidade com a alínea a) do n.o 7 do artigo 2.o do regulamento de base. No aviso de início a Turquia foi considerada como um país de economia de mercado adequado. Um importador independente alegou que a Turquia não era um país adequado pelo facto de o acesso às matérias-primas ser mais difícil na Turquia do que na República Popular da China. As minas de magnesite turcas não têm as mesmas vantagens naturais que as da República Popular da China, pelo que os custos de extracção e de processamento são mais elevados do que nas minas chinesas. Além disso, o mesmo importador alegou que o mercado interno turco era demasiado pequeno para ser representativo do mercado chinês. Esse importador sugeriu o Brasil ou o Canadá como países de economia de mercado potencialmente mais adequados.
(25)
Os serviços da Comissão analisaram se a Turquia, que fora o país terceiro de economia de mercado escolhido no inquérito anterior, ainda continuava a ser uma escolha razoável. Verificou-se, designadamente, que, pelo menos, três empresas turcas produziam e vendiam MCF na Turquia em quantidades significativas e que se encontravam em concorrência entre si e com as importações originárias de outros países. O facto de o acesso às matérias-primas ser mais fácil na RPC do que na Turquia já foi abordado no inquérito inicial, não tendo sido apresentados novos elementos de prova susceptíveis de alterar a conclusão de que a Turquia é um país terceiro de economia de mercado adequado. Se se comprovasse a existência de tais diferenças, estas poderiam ser tidas em conta procedendo aos ajustamentos necessários. Um produtor turco acordou em colaborar.
(26)
A proposta do Brasil e do Canadá como potenciais países análogos também foi tida em conta, tendo sido enviados questionários anti-dumping a todos os produtores de MCF destes países conhecidos. No entanto, os serviços da Comissão não receberam nenhuma resposta, pelo que não dispunham de informações relativamente aos preços de venda e aos custos de produção de MCF do Canadá e do Brasil. Por conseguinte, não se pôde manter a possibilidade de o Brasil e o Canadá serem utilizados como países análogos.
(27)
Concluiu-se, pois, que a Turquia era um país análogo adequado para efeitos do estabelecimento do valor normal.
(28)
Em conformidade com o n.o 4 do artigo 2.o do regulamento de base, a Comissão procurou determinar se o produtor turco tinha efectuado vendas suficientes do produto considerado no mercado interno turco no decurso de operações comerciais normais. Uma vez que o volume das transacções lucrativas foi superior a 80 % e o preço médio ponderado superior ao custo da produção acrescido dos encargos de venda, das despesas administrativas e de outros encargos gerais, o valor normal baseou-se nos preços médios ponderados efectivamente pagos pelas vendas do produto considerado no mercado interno turco. Em conformidade com o artigo 18.o do regulamento de base, e na falta de colaboração por parte dos exportadores chineses, utilizou-se o preço de venda médio ponderado do produtor turco, uma vez que não havia informações sobre o tipo de produtos importados da República Popular da China para a Comunidade nem informações que sugerissem que a gama de produtos das exportações chinesas para a Comunidade e as vendas no mercado interno turco eram substancialmente diferentes.
(29)
Dada a falta de colaboração dos exportadores chineses, o preço de exportação foi determinado com base nos dados disponíveis em conformidade com o artigo 18.o do regulamento de base. Os dados do Eurostat foram considerados adequados para o efeito. Os níveis dos preços médios do Eurostat foram confirmados pelas informações obtidas de um utilizador que colaborou.
(30)
O valor normal médio ponderado foi comparado com o preço médio ponderado de exportação de MCF, em conformidade com o n.o 11 do artigo 2.o do regulamento de base, ambos no estádio à saída da fábrica.
(31)
Tendo em vista assegurar uma comparação equitativa entre o valor normal e o preço de exportação, foram tidas em conta as diferenças de factores susceptíveis de afectar a comparabilidade dos preços, em conformidade com o n.o 10 do artigo 2.o do regulamento de base. A este respeito, procedeu-se a ajustamentos relativamente ao frete interno e marítimo, aos seguros, à movimentação, à carga e aos custos acessórios.
(32)
No inquérito anterior, admitiu-se que o acesso às matérias-primas era mais fácil na República Popular da China do que na Turquia. Dado que não foram apresentadas informações que indicassem ter havido alterações destas condições, foi concedido um ajustamento para ter em conta a diferença das taxas de extracção entre os dois países. Foi aplicado um ajustamento do valor normal igual ao do inquérito anterior, ou seja, uma redução do valor normal correspondente a 20 % dos custos de extracção registados pelo produtor turco que colaborou.
(33)
Além disso, tal como nos inquéritos anteriores, considerou-se que o grau de pureza das matérias-primas da República Popular da China era maior do que o das matérias-primas turcas. Na falta de informações que indicassem ter havido alterações a este respeito, procedeu-se assim a um ajustamento correspondente a 25 % do custo de produção verificado em relação ao produtor turco que colaborou para ter em conta esta diferença.
(34)
A comparação entre o valor normal e o preço de exportação revelou a existência de dumping, sendo a margem de dumping igual à diferença entre o valor normal, assim estabelecido, e o preço de exportação para a Comunidade. A margem de dumping estabelecida, expressa em percentagem do preço de importação CIF fronteira comunitária, foi de cerca de 35 %.
3. Evolução das importações em caso de revogação das medidas
(35)
Após a análise da existência de dumping durante o período de inquérito, foi também examinada a probabilidade da continuação do dumping. Devido à falta de colaboração dos produtores-exportadores chineses e atendendo à escassez de informações públicas disponíveis sobre a indústria chinesa de MCF, as conclusões seguidamente apresentadas apoiam-se sobretudo nos dados disponíveis, provenientes designadamente de informações de prospecção do mercado apresentadas pelos produtores requerentes ou constatadas durante o inquérito e consideradas fiáveis, bem como nos dados do Eurostat, nas estatísticas comerciais do Japão e nos dados do serviço de estatística dos EUA.
(36)
Segundo o pedido de reexame por caducidade, os produtores chineses têm uma capacidade de produção excedentária considerável, visto que dispõem das maiores reservas mundiais de magnesite, estimadas em 1 300 milhões de toneladas. Relativamente ao produto considerado, estima-se que a capacidade total de produção da República Popular da China se situe em cerca de 3,5 milhões toneladas por ano e que o seu consumo no mercado interno seja da ordem de 1,2 a 1,5 milhões de toneladas e as suas exportações de cerca de 1 milhão de toneladas anuais. Estes dados indicam que os exportadores chineses poderiam aumentar rapidamente a produção da República Popular da China.
(37)
Segundo os dados do Eurostat, o preço de exportação da MCF chinesa para a Comunidade baixou 10 % entre 2000 e o período de inquérito, quando as medidas estavam em vigor. No entanto, o preço de exportação médio da MCF manteve-se acima do preço mínimo de importação fixado.
(38)
O Japão e os EUA foram dois dos principais mercados de exportação de MCF da China durante o período considerado.
(39)
Entre 2000 e o período de inquérito, os preços das exportações chinesas para o Japão baixaram cerca de 7 %, passando de 20 054 JPY por tonelada para 19 513 JPY por tonelada, tendo-se, durante o mesmo período, as quantidades mantido em geral estáveis, em cerca de 270 000 toneladas. Os preços de exportação para o Japão, expressos em euros, foram de 202 EUR por tonelada e de 145 EUR por tonelada, respectivamente, em 2000 e durante o período de inquérito.
(40)
Embora os preços de exportação para o Japão continuassem a ser mais elevados do que os preços de exportação para a Comunidade, estavam muito mais próximos destes últimos no fim do período considerado do que no princípio do mesmo período. Por conseguinte, durante o período considerado as exportações para a Comunidade Europeia tornaram-se mais atractivas do que as exportações para o Japão e os exportadores chineses tinham um incentivo para exportar maiores volumes para a Comunidade Europeia.
(41)
Entre 2000 e o período de inquérito, os preços das exportações chinesas para os EUA aumentaram substancialmente, passando de 129 USD por tonelada para 208 USD por tonelada durante o período de inquérito, o que corresponde, respectivamente, a 140 EUR por tonelada e a 167 EUR por tonelada.
(42)
Em relação a este enorme aumento dos preços de exportação para os EUA, cumpre referir que, durante o período considerado, todos os produtores de MCF natural dos EUA cessaram progressivamente as suas actividades e que as importações chinesas de MCF dominaram o mercado dos EUA. Efectivamente, representaram cerca de 82 % do consumo de MCF nos EUA durante o período de inquérito.
(43)
Com preços comparativamente elevados, em especial tendo em conta o facto de o nível de preços das exportações para os EUA ser mais elevado do que para a Comunidade Europeia, o mercado dos EUA pode ter-se tornado assim mais atractivo para as exportações chinesas de MCF durante o período considerado. No entanto, as quantidades de MCF exportadas para os EUA não aumentaram em geral entre o início do período considerado e o período de inquérito, mantendo-se em cerca de 340 000 toneladas por ano. Assim, não parece provável que os exportadores chineses aumentem significativamente os seus volumes de exportação de MCF para os EUA num futuro próximo.
(44)
De qualquer modo, tendo em conta a capacidade excedentária significativa dos produtores da República Popular da China, é improvável que os países terceiros absorvam um aumento das exportações chinesas. Se as medidas caducassem, os exportadores chineses teriam assim um incentivo para aumentarem as exportações para a Comunidade.
(45)
Tendo presente que nenhum produtor-exportador chinês colaborou no inquérito, a análise da evolução das exportações chinesas para a Comunidade baseou-se nos dados disponíveis em conformidade com o artigo 18.o do regulamento de base.
(46)
As tendências observadas durante o período considerado revelaram variações anuais consideráveis nos volumes médios e nos preços unitários das exportações chinesas para a Comunidade.
(47)
No que respeita aos preços, tal como acima referido, a baixa geral dos preços ocorrida durante o período considerado foi de 10 %, embora se tenha registado uma diminuição substancial (- 24 %) nos últimos anos do período considerado, designadamente entre 2001 e 2004.
(48)
Em relação aos volumes, foi acima referido que os exportadores chineses teriam um incentivo para aumentar os seus volumes de exportação para a União Europeia atendendo à capacidade excedentária disponível e às possibilidades limitadas de aumentar as exportações para países terceiros. Além disso, apesar de a evolução geral durante o período considerado demonstrar um aumento de 6 %, verificaram-se aumentos consideráveis nos últimos anos do período considerado (+ 36 % entre 2001 e 2004).
(49)
Uma vez que não há indicação de que as tendências observadas durante os últimos anos do período considerado deixariam de existir, as informações disponíveis demonstram que há a probabilidade de se verificar uma nova diminuição dos preços e um novo aumento do volume. Efectivamente, o aumento previsto das exportações chinesas para a Comunidade Europeia far-se-ia a expensas da indústria comunitária, por outras palavras, a preços iguais ou inferiores aos níveis de preços do dumping actual, a fim de conquistar parte de mercado.
(50)
Além disso, deve ser sublinhado que, tal como descrito no considerando 73 do Regulamento (CE) n.o 360/2000, os preços de exportação chineses e as quantidades exportadas são presentemente influenciados pelo sistema de licenças de exportação instituído pelas autoridades chinesas, e que, se esse sistema fosse abolido, os exportadores chineses teriam o potencial para aumentar o seu volume de exportação e para baixar o seu preço de exportação.
(51)
O inquérito revelou que, durante o período de inquérito, os exportadores chineses continuaram a praticar dumping a um nível significativo. Atendendo ao facto de a China ter uma capacidade de produção excedentária considerável e à possibilidade de a Comunidade Europeia se ter tornado, em relação a outros mercados, um mercado mais atractivo para os exportadores chineses do que no passado, há uma forte probabilidade de o dumping continuar, pelo menos a níveis semelhantes, se as medidas em vigor caducarem. Além disso, nessa eventualidade há ainda a probabilidade de o volume das importações objecto de dumping aumentarem de forma significativa e de o seu preço diminuir.
D. DEFINIÇÃO DA INDÚSTRIA COMUNITÁRIA
(52)
Durante o período de inquérito existiam na Comunidade quatro produtores de MCF. O inquérito estabeleceu que os três produtores requerentes e que colaboraram plenamente no inquérito representavam 55 % da produção comunitária de MCF e que, por conseguinte, constituíam a indústria comunitária na acepção do n.o 1 do artigo 4.o e do n.o 4 do artigo 5.o do regulamento de base.
(53)
Um produtor não colaborou, mas também não se opôs à realização do inquérito. Ficou demonstrado que se trata de um produtor a jusante completamente integrado que utiliza a sua produção de MCF exclusivamente para consumo interno.
(54)
Um outro produtor era conhecido da Comissão e foi contactado no âmbito do presente processo. Esta empresa não manifestou o seu apoio nem se opôs ao processo.
E. DETERMINAÇÃO DO MERCADO COMUNITÁRIO EM CAUSA
(55)
A fim de apurar se a indústria comunitária sofreu ou não um prejuízo e de determinar o consumo e os vários indicadores económicos relativos à situação da indústria comunitária, procurou-se averiguar se, e em que medida, a subsequente utilização da produção da indústria comunitária do produto similar deveria ser tida em conta na análise.
(56)
A MCF é utilizada na produção de refractários pelas mesmas empresas ou vendida para esse fim a uma parte terceira, coligada ou não.
(57)
Para fins do presente inquérito, determinou-se que há uma utilização cativa quando a produção é entregue no seio do mesmo grupo de empresas para operações complementares de processamento a jusante. Nas situações de utilização cativa, as vendas ou transferências dos custos foram efectuadas a preços de transferência não fixados de acordo com as condições de mercado ou efectuadas a uma empresa que não pode escolher livremente o fornecedor. Por conseguinte, a utilização cativa teve de ser analisada a nível das quantidades produzidas e da percentagem das vendas totais que representava. Todas as outras situações foram consideradas vendas no mercado livre.
(58)
A distinção entre o mercado cativo e o mercado livre é importante para a análise do prejuízo, porque os produtos destinados a uma utilização cativa não estão expostos à concorrência directa com os produtos importados. Em contrapartida, verificou-se que a produção destinada às vendas no mercado livre estava em concorrência directa com as importações do produto considerado.
(59)
Para obter um quadro o mais completo possível da situação da indústria comunitária foram recolhidos e analisados dados referentes a toda a actividade respeitante à MCF, tendo seguidamente sido determinado se a produção se destinava a uma utilização cativa ou ao mercado livre.
(60)
Com base no inquérito, verificou-se que determinados indicadores económicos relativos à indústria comunitária podiam razoavelmente ser examinados a nível de toda a actividade, ou seja, quer para a utilização cativa quer para as vendas no mercado livre. Efectivamente, a produção, a capacidade de produção e a utilização da capacidade instalada, o cash flow, os investimentos, a capacidade de obtenção de capitais, as existências, o emprego, os custos de mão-de-obra e a produtividade dependem de toda a actividade, independentemente de o produto ser transferido a jusante no seio de um grupo de empresas para operações complementares ou ser vendido no mercado livre.
(61)
Os outros indicadores económicos da indústria comunitária foram analisados e avaliados por referência à situação prevalecente no mercado livre, em especial onde existem condições de mercado mensuráveis e onde as transacções são efectuadas em condições normais de mercado que implicam a livre escolha do fornecedor: volume de vendas e preços de venda no mercado comunitário, volume e preços de exportação. A este propósito, o consumo, as partes de mercado, o crescimento e a rendibilidade e a rendibilidade dos investimentos foram determinados com base nas vendas no mercado livre.
F. SITUAÇÃO NO MERCADO COMUNITÁRIO
1. Consumo no mercado comunitário
(62)
O consumo na Comunidade baseou-se no volume combinado das vendas da indústria comunitária na Comunidade, excluindo a utilização cativa, das importações originárias da República Popular da China e das importações provenientes de outros países terceiros.
(63)
Nesta base, durante o período considerado, o consumo na Comunidade aumentou 32 %, passando de 693 145 toneladas em 2000 para 911 672 toneladas no período de inquérito. Este aumento deveu-se, em parte, à retoma da indústria siderúrgica.
Quadro 1 - Consumo na Comunidade
Consumo na Comunidade
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Mercado livre (toneladas)
693 145
792 575
701 723
817 678
911 672
Índice
100
114
101
118
132
Evolução anual
14
-13
17
14
Fonte: EUROSTAT, respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária e informações sobre o mercado fornecidas pelos produtores requerentes.
(64)
A fim de completar as informações fornecidas relativamente ao consumo na Comunidade no mercado livre, calculou-se também o consumo ligado à utilização cativa com base nas respostas conferidas ao questionário fornecidas pela indústria comunitária e em informações sobre o mercado fornecidas pelos produtores requerentes. Verificou-se que o consumo ligado à utilização cativa aumentou 12 % durante o período considerado.
Quadro 2 - Utilização cativa
Utilização cativa
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Quantidade (toneladas)
394 191
399 839
404 773
417 495
442 131
Índice
100
101
103
106
112
Evolução anual
1
2
3
6
2. Importações originárias da República Popular da China
(65)
Os volumes importados da República Popular da China não acompanharam a mesma tendência que o consumo na Comunidade, tendo, em média, diminuído 25 % entre 2000 e 2002 para, em seguida, aumentar 41 % entre 2002 e o período de inquérito. No total, durante o período considerado, as importações originárias da República Popular da China aumentaram 6 %, passando de 349 561 toneladas para 369 079 toneladas.
Quadro 3 - Importações originárias da República Popular da China
Importações originárias da China
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Toneladas
349 561
271 147
261 460
351 724
369 079
Índice
100
78
75
101
106
Evolução anual
-22
-3
26
5
Fonte: EUROSTAT.
(66)
A parte de mercado das importações chinesas, expressas em percentagem do consumo comunitário no mercado livre, diminuiu de 50 % em 2000 para 40 % no período de inquérito.
Quadro 4 - Parte de mercado das importações originárias da República Popular da China
Parte de mercado das importações originárias da RPC
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Parte de mercado livre, em percentagem
50 %
34 %
37 %
43 %
40 %
Índice
100
68
74
85
80
Evolução anual
-32
6
11
-5
Fonte: EUROSTAT e respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(67)
O preço médio de importação CIF fronteira comunitária do produto originário da República Popular da China aumentou 14 % entre 2000 e 2002, mas diminuiu acentuadamente 22 % entre 2002 e o período de inquérito. Durante todo o período considerado diminuiu 10 %, situando-se em 140 EUR por tonelada no período de inquérito.
Quadro 5 - Preço médio de importação do produto originário da República Popular da China
Preço médio de importação do produto originário da RPC
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
EUR/tonelada
156
184
179
138
140
Índice
100
118
114
88
90
Evolução anual
18
-3
-26
2
Fonte: EUROSTAT.
(68)
A Comissão examinou se os produtores-exportadores no país considerado tinham subcotado os preços da indústria comunitária durante o período de inquérito. A fim de poder comparar os preços, os preços dos produtores comunitários foram ajustados para um estádio à saída da fábrica.
(69)
A margem de subcotação verificada nesta base foi de 7,6 %.
3. Situação económica da indústria comunitária
a) Análise dos factores pertinentes para toda a actividade, incluindo a utilização cativa
(70)
A produção da indústria comunitária aumentou 11 % durante o período considerado, acompanhando, em certa medida, a tendência manifestada pelo consumo na Comunidade. A diminuição da produção em três pontos percentuais em 2002 coincidiu com a contracção do consumo de MCF no mercado comunitário.
Quadro 6 - Volume de produção
Volume de produção
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Índice
100
101
98
108
111
Evolução anual
1
-3
10
3
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(71)
Durante o período considerado, a capacidade de produção da indústria comunitária manteve-se estável entre 2000 e 2002, tendo registado um aumento de 3 % entre 2002 e o período de inquérito.
Quadro 7 - Capacidade de produção
Capacidade de produção
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Índice
100
100
100
103
103
Evolução anual
0
0
3
0
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(72)
Durante o período considerado, a utilização da capacidade instalada seguiu a mesma tendência que a produção e o consumo na Comunidade. A utilização da capacidade diminuiu 2 % entre 2000 e 2002, mas aumentou após 2002, o que se traduziu num aumento de 7 % durante o período considerado.
Quadro 8 - Utilização da capacidade instalada
Utilização da capacidade instalada
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Índice
100
101
98
105
107
Evolução anual
1
-3
7
2
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(73)
O cash flow flutuou durante o período considerado. No entanto, manteve-se em geral ao mesmo nível (- 1 %).
Quadro 9 - Cash flow
Cash flow
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Índice
100
127
103
127
99
Evolução anual
27
-25
25
-28
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(74)
Os investimentos diminuíram cerca de 23 % durante o período considerado. Não obstante, continuaram a ser significativos, tendo representado, durante o período de inquérito, cerca de 10 % do volume de negócios total da indústria comunitária.
Quadro 10 - Investimentos
Investimentos
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Índice
100
141
79
59
77
Evolução anual
41
-62
-20
18
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(75)
Não se verificou que a indústria comunitária tivesse tido dificuldades na obtenção de capitais durante o período considerado.
(76)
O quadro seguinte mostra que as existências aumentaram significativamente (88 %) durante o período considerado. No entanto, em termos absolutos, este aumento não é significativo.
(77)
O rácio entre volume de existências e volume de produção, que atingiu 4 % em 2000, aumentou para cerca de 7 % durante o período de inquérito.
Quadro 11 - Existências
Volumes das existências
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Índice
100
137
137
146
188
Evolução anual
37
0
9
42
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(78)
Após um aumento de 8 % entre 2000 e 2002, o emprego diminuiu em 2003 e no período de inquérito. Em geral, diminuiu 4 % durante o período considerado.
Quadro 12 - Emprego
Número de assalariados
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Índice
100
106
108
104
96
Evolução anual
6
2
-4
-8
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(79)
Num contexto de aumento da produção e de diminuição do emprego, a produtividade aumentou 15 % durante o período considerado.
Quadro 13 - Produtividade
Produtividade (toneladas/assalariado)
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Índice
100
96
91
104
115
Evolução anual
-4
-5
13
11
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(80)
Durante o período considerado os custos da mão-de-obra da indústria comunitária aumentaram progressivamente. O aumento total entre 2000 e o período de inquérito foi de 32 %.
Quadro 14 - Salários
Salários
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Índice
100
106
111
118
132
Evolução anual
6
5
7
14
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
b) Análise dos factores pertinentes para a actividade de mercado livre
(81)
As vendas da indústria comunitária a clientes independentes no mercado comunitário diminuíram 9 % entre 2000 e 2003, mas aumentaram durante o período de inquérito, pelo que, em geral, aumentaram 3 % durante o período considerado.
Quadro 15 - Vendas da indústria comunitária a partes independentes
Vendas da indústria comunitária a partes independentes
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Índice
100
91
91
91
103
Evolução anual
-9
0
0
12
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(82)
Durante o período considerado os preços médios de venda de MCF prevalecentes no mercado livre da Comunidade praticados pela indústria comunitária aumentaram progressivamente. O aumento total entre 2000 e o período de inquérito foi de 25 %.
Quadro 16 - Preço de venda da indústria comunitária
Preço de venda da indústria comunitária
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Índice
100
112
117
119
125
Evolução anual
12
5
2
6
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(83)
A parte de mercado global da indústria comunitária diminuiu de 26 % em 2000 para 20 % no período de inquérito.
Quadro 17 - Parte de mercado das vendas da indústria comunitária
Parte de mercado das vendas da indústria comunitária
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Parte de mercado livre, em percentagem
26 %
21 %
23 %
20 %
20 %
Índice
100
80
90
77
78
Evolução anual
-20
10
-13
1
Fonte: EUROSTAT e respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(84)
Enquanto o consumo comunitário aumentou 32 % durante o período considerado, o volume das vendas da indústria comunitária no mercado livre aumentou apenas 3 %, tendo a parte de mercado da indústria comunitária no mercado livre diminuído 6 %. Assim, a tendência de aumento do consumo na Comunidade não foi acompanhada de um aumento correspondente das vendas da indústria comunitária.
(85)
Durante o período considerado, a rendibilidade, expressa em percentagem do valor líquido das vendas a partes independentes, registou a seguinte evolução:
Quadro 18 - Rendibilidade
Rendibilidade
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Percentagem do valor líquido das vendas
-3,1 %
0 %
3,9 %
8,4 %
11,4 %
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(86)
A rendibilidade da indústria comunitária acompanhou a mesma tendência dos seus preços de venda. Após ter registado perdas em 2000 e ter atingido um limiar de rendibilidade (sem perdas nem lucros) em 2001, a indústria comunitária obteve lucros em 2002 e nos anos seguintes. A rendibilidade aumentou, então, passando de 3,9 % em 2002 para 11,4 % no período de inquérito. Este aumento deveu-se essencialmente a uma mudança na produção que se orientou para o fabrico de produtos com um maior valor acrescentado. Durante o período considerado o lucro médio da indústria comunitária foi de 4,5 %.
(87)
A rendibilidade dos investimentos, expressa em lucros/perdas em relação ao valor contabilístico líquido dos investimentos, acompanhou a mesma tendência que a rendibilidade.
Quadro 19 - Rendibilidade dos investimentos
Rendibilidade dos investimentos
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
%
-2,9 %
0 %
3,2 %
7,8 %
11,5 %
Índice
- 100
-1
114
275
403
Evolução anual
99
115
161
128
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
4. Efeitos de outros factores
(88)
As exportações de MCF da indústria comunitária variaram durante o período considerado. No entanto, no período de inquérito mantiveram-se em geral ao mesmo nível de 2000 (com uma ligeira diminuição de 1 %). Estas exportações representaram ainda cerca de 40 % da produção total da indústria comunitária durante o período de inquérito.
Quadro 20 - Exportações da indústria comunitária
Exportações da indústria comunitária
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Índice
100
104
95
113
99
Evolução anual
4
-9
18
-13
Fonte: Respostas (conferidas) ao questionário fornecidas pela indústria comunitária.
(89)
Os volumes de importação de MCF originária de outros países para a Comunidade, excluindo a República Popular da China, registaram a seguinte evolução:
Quadro 21 - Importações provenientes de outros países terceiros
Toneladas
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Austrália
49 032
66 582
42 599
68 090
63 043
Coreia do Norte
26 660
71 385
36 614
38 245
35 172
Turquia
43 625
40 463
33 446
22 625
42 763
Brasil
31 831
25 916
25 872
25 610
39 017
Rússia
2 520
12 928
8 107
9 773
24 380
Coreia do Sul
0
1 528
1 202
1 879
4 893
Todos os outros países
10 376
139 240
129 401
136 807
149 284
Total dos países terceiros
164 044
358 042
277 240
303 027
358 552
Índice
100
218
169
185
219
Evolução anual
118
-49
16
34
Fonte: EUROSTAT e informações sobre o mercado fornecidas pelos produtores requerentes.
(90)
Os volumes totais das importações de MCF originária de outros países terceiros que não a República Popular da China mais do que duplicaram durante o período considerado, passando de 164 044 toneladas em 2000 para 358 552 toneladas no período de inquérito. A Austrália, a Coreia do Norte, a Turquia, o Brasil, a Rússia e a Coreia do Sul foram os principais exportadores para a Comunidade.
(91)
A parte de mercado das importações originárias de países terceiros, com exclusão da República Popular da China, aumentou 15,6 pontos percentuais durante o período considerado e representou 39,3 %.
Quadro 22 - Parte de mercado das importações provenientes de outros países terceiros
Parte de mercado das importações provenientes de outros países terceiros
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Parte de mercado livre, em percentagem
23,7 %
45,2 %
39,5 %
37,1 %
39,3 %
Índice
100
191
167
157
166
Evolução anual
91
-24
-10
9
Fonte: EUROSTAT e informações sobre o mercado fornecidas pelos produtores requerentes.
(92)
Os preços médios de importação do produto proveniente de outros países terceiros foram mais elevados do que os da indústria comunitária durante o período de inquérito, exceptuando os preços de importação do produto proveniente da Coreia do Norte, da Rússia e da Coreia do Sul. Cumpre referir que as importações do produto considerado originárias desses três países representaram apenas 8,9 % das importações comunitárias totais durante o período considerado e uma parte de mercado acumulada de 7,1 % na Comunidade, a comparar com a parte de mercado de 40 % da República Popular da China.
Quadro 23 - Importações para a Comunidade provenientes de outros países terceiros - preços
Importações para a Comunidade provenientes de outros países terceiros (em euros)
2000
2001
2002
2003
Período de inquérito
Austrália
235
228
225
213
183
Coreia do Norte
111
128
128
109
128
Turquia
164
181
184
160
169
Brasil
182
180
200
201
188
Rússia
122
132
133
119
114
Coreia do Sul
N/A
139
154
126
132
Outros
178
223
186
196
229
Fonte: Eurostat.
(93)
Com base no que precede, considera-se que as importações do produto considerado originárias de outros países terceiros não tiveram um impacto significativo na situação económica da indústria comunitária durante o período considerado.
5. Conclusão sobre a situação da indústria comunitária
(94)
As medidas em vigor conduziram a uma recuperação parcial da indústria comunitária desde 2000. Paralelamente a um aumento do consumo total na Comunidade, a indústria comunitária pôde aumentar os volumes de vendas e os preços. Factores económicos como a produção, a capacidade de produção e a utilização da capacidade instalada, a rendibilidade, a rendibilidade dos investimentos e a produtividade também demonstraram uma evolução positiva. Estes indicadores demonstram que os esforços desenvolvidos pela indústria comunitária para melhorar a sua competitividade obtiveram algum êxito, já que as vendas da indústria comunitária na Comunidade são lucrativas desde 2002.
(95)
Por outro lado, há outros indicadores que revelaram uma evolução negativa: a parte de mercado da indústria comunitária no mercado livre e os investimentos diminuíram, ao passo que as existências, os custos unitários da produção e os custos da mão-de-obra aumentaram. No entanto, pode concluir-se que, em geral, a situação da indústria comunitária melhorou substancialmente durante o período considerado, ainda que a recuperação verificada seja parcial. Efectivamente, esta recuperação da indústria comunitária continua vulnerável, designadamente em resultado da crescente pressão sobre os preços causada pelas importações objecto de dumping originárias da República Popular da China.
(96)
Tendo em conta a recuperação incerta da indústria comunitária, não foi possível estabelecer a continuação de prejuízo causado pelas importações objecto de dumping. Por conseguinte, examinou-se se haveria uma reincidência de prejuízo caso as medidas caducassem.
G. PROBABILIDADE DE REINCIDÊNCIA DE PREJUÍZO
(97)
Em relação às repercussões prováveis que a caducidade das medidas teria na indústria comunitária, foram tidos em conta uma série de factores, juntamente com os elementos acima resumidos.
(98)
A comparação entre as importações comunitárias originárias da República Popular da China e de outros países terceiros demonstrou diferenças de preços importantes. Os preços de importação praticados pelos outros países terceiros, exceptuando a Rússia, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, foram mais elevados do que os preços de venda da indústria comunitária durante o período considerado, ao passo que o preço médio das importações chinesas objecto de dumping diminuiu 10 %.
(99)
No que respeita aos preços de importação relativamente baixos do produto originário da Rússia, da Coreia do Norte e da Coreia do Sul, os preços médios de exportação destes países para a Comunidade Europeia diminuíram proporcionalmente menos do que os das exportações chinesas para a Comunidade Europeia. Além disso, os volumes importados destes países mantiveram-se muito baixos comparados com os das importações de origem chinesa. A parte de mercado acumulada da Rússia, da Coreia do Norte e da Coreia do Sul foi de 7,1 % durante o período de inquérito, ou seja, menos de um quinto da parte de mercado da República Popular da China. Por conseguinte, durante o período de inquérito, as repercussões económicas das importações chinesas no mercado comunitário de MCF ultrapassaram de longe as repercussões das importações provenientes da Rússia, da Coreia do Norte e da Coreia do Sul, nada indicando que esta situação se alterará no futuro.
(100)
Tal como apresentado com maior pormenor nos considerandos 45 a 50, caso as medidas anti-dumping caduquem, é provável que as importações a preços objecto de dumping do produto considerado originário da República Popular da China aumentem e os preços diminuam pelos seguintes motivos:
-
a República Popular da China tem uma capacidade de produção excedentária considerável e dispõe das maiores reservas mundiais de magnesite,
-
as tendências dos preços e dos volumes durante o período considerado já revelam uma provável nova diminuição dos preços e um aumento dos volumes,
-
os preços que os exportadores chineses podem praticar na ausência de medidas anti-dumping são potencialmente muito baixos, se se considerar que incluem a taxa de licença de exportação,
-
o mercado comunitário é atractivo em termos de volume e, uma vez que as exportações para países terceiros irão provavelmente aumentar de forma significativa, é também provável que, caso as medidas caduquem, os exportadores chineses tentem aumentar a sua parte de mercado na Comunidade Europeia, diminuindo os seus preços de exportação.
(101)
Pode concluir-se que o volume considerável das importações chinesas a preços cada vez mais baixos exerceu uma pressão cada vez maior no mercado comunitário de MCF, que continuaria certamente a intensificar-se na eventualidade de as medidas caducarem, visto que os preços de importação do produto originário da República Popular da China provavelmente diminuiriam enquanto os volumes de exportação aumentariam. O súbito aumento das importações originárias da República Popular da China resultaria muito provavelmente numa nova diminuição da parte de mercado da indústria comunitária e, tendo em conta a evolução paralela dos preços de venda dessa indústria e a sua rendibilidade durante o período considerado, traduzindo-se muito certamente o aumento da pressão sobre os preços numa diminuição do lucro da indústria comunitária. Seria também muito provável que os outros indicadores evoluíssem de forma negativa, uma vez que a indústria comunitária regista perdas e se depara com uma diminuição drástica dos preços.
(102)
Além disso, não parece haver outros factores passíveis de causarem prejuízo à indústria comunitária. As importações originárias de outros países foram efectuadas a preços mais elevados do que os da República Popular da China ou em volumes muito mais pequenos, não havendo indicação de que esta situação se alterará no futuro.
(103)
Com base no que precede, conclui-se que, se as medidas em vigor caducassem, se verificaria com toda a probabilidade uma reincidência do prejuízo para a indústria comunitária causado pelas importações objecto de dumping.
H. INTERESSE DA COMUNIDADE
1. Introdução
(104)
Em conformidade com o artigo 21.o do regulamento de base, examinou-se se a prorrogação das medidas anti-dumping em vigor seria contrária ao interesse da Comunidade em geral. O interesse da Comunidade foi determinado com base na apreciação do conjunto dos interesses envolvidos, ou seja, da indústria comunitária, dos importadores e dos comerciantes, assim como dos utilizadores do produto considerado.
(105)
Tendo em vista avaliar o eventual impacto da prorrogação ou não prorrogação das medidas em questão, a Comissão solicitou informações a todas as partes interessadas acima mencionadas. A Comissão enviou questionários a 18 importadores e a 17 utilizadores do produto considerado. Nenhum importador respondeu ao questionário, se bem que dois importadores tenham apresentado as suas observações por escrito. Quanto aos utilizadores, apenas um respondeu parcialmente ao questionário.
(106)
Recorde-se que, no âmbito do inquérito anterior, a adopção de medidas não foi considerada contrária ao interesse da Comunidade. Além disso, note-se que o presente inquérito se insere no âmbito de um segundo reexame por caducidade, analisando assim uma situação em que as medidas anti-dumping já estão em vigor. Por conseguinte, o calendário e a natureza do presente inquérito permitem uma avaliação do eventual impacto negativo indevido que as medidas anti-dumping actualmente em vigor poderão ter tido no passado nas partes interessadas.
(107)
Nesta base, analisou-se se, não obstante as conclusões sobre a continuação de dumping e a probabilidade de reincidência de prejuízo, existiam razões imperiosas que levassem a concluir que, neste caso específico, a manutenção das medidas não seria do interesse da Comunidade.
2. Interesses da indústria comunitária
(108)
Recorde-se que se determinou que se as medidas anti-dumping não se mantiverem é provável que o dumping continue a ser praticado com uma margem elevada e cada vez maior, daí resultando uma deterioração da situação da indústria comunitária que ainda não está estabilizada nem completamente recuperada. Por outro lado, a continuação das medidas ajudaria a indústria comunitária a recuperar inteiramente e a evitar mais prejuízos. Além disso, os esforços da indústria comunitária para racionalizar a produção e reforçar a sua competitividade, bem como os lucros que obteve nos últimos três anos do período considerado, demonstram que é uma indústria viável e competitiva.
(109)
Atendendo ao que precede, afigura-se necessário prorrogar as medidas em vigor, a fim de evitar os efeitos prejudiciais das importações objecto de dumping susceptíveis de ameaçar o processo de recuperação da indústria comunitária e, em última análise, a sua própria existência, e, por conseguinte, o emprego neste sector. Deve ser igualmente tido em conta que, se a indústria comunitária desaparecer, o impacto negativo far-se-á também sentir a nível da indústria a jusante, dado que esta se verá confrontada com uma diminuição significativa da escolha de fornecedores.
3. Interesse dos importadores
(110)
Como já referido, nenhum dos importadores independentes respondeu ao questionário enviado pela Comissão. A falta de colaboração é por si só uma indicação de que, na sequência da adopção das medidas, a situação económica deste sector não sofreu efeitos negativos substanciais. Tal é confirmado pelo facto de os importadores terem continuado a comercializar o produto considerado em volumes significativos, tendo mesmo aumentado o volume das importações durante o período considerado.
(111)
Conclui-se, por conseguinte, que a situação económica dos importadores do produto considerado não foi afectada de forma negativa e significativa pela instituição das medidas anti-dumping actualmente em vigor. Pelas mesmas razões, é também pouco provável que a manutenção das medidas conduza a uma deterioração da sua situação económica num futuro próximo.
4. Interesse dos utilizadores
(112)
Os utilizadores do produto considerado, ou seja, a indústria a jusante, são essencialmente produtores de refractários. Tal como acima referido, apenas um dos 17 utilizadores aos quais o questionário foi enviado pelos serviços da Comissão respondeu e apenas parcialmente. À semelhança dos importadores, o baixo nível de colaboração indica só por si que, na sequência da adopção das medidas, este sector não sofreu efeitos negativos substanciais a nível da sua situação económica. Embora a representatividade da empresa que colaborou seja limitada para a indústria a jusante, uma vez que adquiriu menos de 5 % do total da MCF importada da República Popular da China durante o período de inquérito, o impacto das medidas em vigor na sua situação foi avaliado.
(113)
A este propósito, o inquérito estabeleceu que o utilizador que colaborou continuou a importar MCF originária da República Popular da China não obstante as medidas em vigor. Por conseguinte, as medidas em vigor não constituem um elemento dissuasivo susceptível de induzir os produtores de refractários a alterarem as suas fontes de abastecimento. Apesar de a MCF constituir uma parte não negligenciável, embora pequena, do custo de produção de refractários, os preços de importação do produto de origem chinesa continuaram a ser comparativamente baixos, tendo até diminuído, em média, durante o período considerado. Assim, pode concluir-se que as medidas anti-dumping não tiveram nenhuma influência significativa na situação dos custos nem na rendibilidade dos utilizadores do produto considerado.
(114)
O utilizador que colaborou alegou que, embora a curto prazo a manutenção das medidas anti-dumping não tivesse uma influência significativa na sua situação, a médio ou a longo prazo conduziria a um aumento cada vez maior da produção de refractários fora da Comunidade Europeia, que seriam posteriormente importados para a Comunidade Europeia em vez da matéria-prima, a MCF.
(115)
A este propósito importa recordar que, tal como acima referido, o objectivo da instituição das medidas anti-dumping em vigor não foi o encerramento do mercado comunitário às importações de MCF, mas antes combater práticas comerciais desleais e sanar, em certa medida, os efeitos de distorção resultantes das importações objecto de dumping. Assegurar condições de igualdade para a indústria comunitária de MCF também é assegurar um elevado grau de concorrência entre vários fornecedores de MCF, incluindo os exportadores chineses de MCF, no mercado da Comunidade Europeia.
(116)
Além disso, verificou-se que as exportações da República Popular da China para alguns outros mercados importantes, incluindo os EUA, se efectuavam a preços mais elevados do que para a Comunidade. Por conseguinte, as medidas não parecem ter provocado um aumento dos preços de importação para a Comunidade superior ao dos preços de importação para outros países terceiros. Por conseguinte, a alegação de que a manutenção das medidas anti-dumping afectaria a concorrência noutros mercados foi rejeitada.
(117)
Concluiu-se, assim, que se as medidas fossem mantidas ao mesmo nível, tal não acarretaria nenhuma deterioração da situação dos utilizadores.
5. Conclusão sobre o interesse da Comunidade
(118)
O inquérito demonstrou que as medidas anti-dumping em vigor permitiram uma certa recuperação da indústria comunitária. Se as medidas caducassem, tal ameaçaria o processo de recuperação e conduziria provavelmente ao desaparecimento dessa indústria. Por conseguinte, a manutenção das medidas é do interesse da indústria comunitária.
(119)
Além disso, no passado as medidas em vigor não tiveram aparentemente efeitos negativos significativos a nível da situação económica dos utilizadores e dos importadores. Com base nas informações recolhidas durante o presente inquérito, não se afigura que o eventual aumento de preços, a acontecer, a nível dos utilizadores na sequência da instituição de medidas anti-dumping seja desproporcionado quando comparado com as vantagens que daí decorrerão para a indústria comunitária tendo em conta a eliminação da distorção comercial resultante das importações objecto de dumping, bem como, no caso dos utilizadores, as vantagens decorrentes da manutenção da concorrência entre os diferentes fornecedores de MCF no mercado da Comunidade Europeia. Por conseguinte, conclui-se que não existem razões imperiosas que obstem à prorrogação das medidas anti-dumping em vigor.
I. MEDIDAS ANTI-DUMPING
(120)
Todas as partes interessadas foram informadas dos factos e das considerações essenciais que fundamentam a proposta de manutenção das medidas em vigor. Foi-lhes igualmente concedido um prazo para apresentarem as suas observações após a divulgação dessas informações. Não foram recebidos comentários que pudessem alterar as conclusões expostas.
(121)
Decorre do que precede que, conforme previsto no n.o 2 do artigo 11.o do regulamento de base, devem ser mantidos os direitos anti-dumping variáveis, combinados com um preço mínimo de importação de 120 EUR por tonelada, aplicáveis às importações de MCF originária da República Popular da China, instituídos pelo Regulamento (CE) n.o 360/2000,
APROVOU O PRESENTE REGULAMENTO:
Artigo 1.o
1. É instituído um direito anti-dumping definitivo sobre as importações de magnesite calcinada a fundo (sinterizada) originária da República Popular da China, classificada no código NC 2519 90 30.
2. O direito é:
a)
Igual à diferença entre o preço mínimo de importação de 120 EUR por tonelada e o preço líquido franco-fronteira comunitária do produto não desalfandegado em todos os casos em que este último seja:
-
inferior ao preço mínimo de importação, e
-
estabelecido com base numa factura emitida por um exportador situado na República Popular da China directamente a uma parte independente na Comunidade (código adicional Taric A439);
b)
Nulo, se o preço líquido franco-fronteira comunitária do produto não desalfandegado for estabelecido com base numa factura emitida por um exportador situado na República Popular da China directamente a uma parte independente na Comunidade e igual ou superior ao preço mínimo de importação de 120 EUR por tonelada (código adicional Taric A439);
c)
Igual a um direito ad valorem de 63,3 % em todos os outros casos não abrangidos pelas alíneas a) e b) (código adicional Taric A999).
3. Quando o direito anti-dumping for estabelecido em conformidade com alínea a) do n.o 2 do artigo 1.o e as mercadorias se tiverem deteriorado antes de serem introduzidas em livre prática e, por conseguinte, o preço efectivamente pago ou a pagar for calculado proporcionalmente para a determinação do valor aduaneiro nos termos do artigo 145.o do Regulamento (CEE) n.o 2454/93 da Comissão, de 2 de Julho de 1993, que fixa determinadas disposições de aplicação do Regulamento (CEE) n.o 2913/92 do Conselho que estabelece o Código Aduaneiro Comunitário (7), o preço mínimo de importação acima estabelecido deve ser reduzido numa percentagem correspondente à repartição proporcional do preço efectivamente pago ou a pagar. O direito a pagar deve ser então igual à diferença entre o preço mínimo de importação diminuído e o preço líquido franco-fronteira comunitária diminuído do produto antes do desalfandegamento.
4. Salvo disposição em contrário, são aplicáveis as disposições em vigor em matéria de direitos e outras práticas aduaneiras.
Artigo 2.o
O presente regulamento entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia.
O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e directamente aplicável em todos os Estados-Membros.
Feito em Bruxelas, em 5 de Maio de 2006.

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