Document ID: 32001D0433

Decisão da Comissão
de 21 de Maio de 2001
relativa à aquisição pela Comunidade de vacina contra a febre catarral dos ovinos e ao reabastecimento do banco comunitário
[notificada com o número C(2001) 1440]
(2001/433/CE)
A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,
Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia,
Tendo em conta a Directiva 2000/75/CE do Conselho, de 20 de Novembro de 2000, que aprova disposições específicas relativas às medidas de luta e de erradicação da febre catarral ovina ou língua azul(1), e, nomeadamente, o n.o 2 do seu artigo 9.o,
Tendo em conta a Decisão 90/424/CEE do Conselho, de 26 de Junho de 1990, relativa a determinadas despesas no domínio veterinário(2), com a última redacção que lhe foi dada pela Decisão 2001/12/CE(3), e, nomeadamente, os n.os 3 e 5 do seu artigo 3.o,
Considerando o seguinte:
(1) Numa primeira fase, as autoridades italianas, tendo em conta a situação epidemiológica, decidiram efectuar uma campanha de vacinação na Sicília, Calábria e Basilicata.
(2) Para essa campanha, eram inicialmente necessárias 1700000 doses de vacina monovalente tipo 2 e foi adoptada a Decisão 2001/141/CE da Comissão(4), para fornecer à Itália a vacina necessária.
(3) Em 5 de Março de 2001, a Itália notificou à Comissão a existência do serótipo 9 na Calábria Oriental e este novo dado epidemiológico conduziu a que sejam agora necessárias nesta região 1200000 de doses de vacina bivalente (2 e 9) e 500000 doses de vacina monovalente tipo 2.
(4) Além disso, em 12 de Fevereiro de 2001, as autoridades italianas comunicaram à Comissão a sua intenção de procederem igualmente a uma campanha de vacinação na Sardenha, no primeiro trimestre de 2001.
(5) A quantidade de vacina necessária para efectuar esta campanha na Sardenha é de 3000000 doses de vacina monovalente contra a febre catarral dos ovinos, com o serótipo 2.
(6) As necessidades totais da Itália para estas campanhas são, portanto, de 3500000 doses de vacina monovalente (2) e de 1200000 doses de vacina bivalente (2 e 9).
(7) A Comissão forneceu já à Itália 2400000 doses de vacina monovalente (2), 1700000 inicialmente destinadas a serem utilizadas na Calábria, no âmbito da Decisão 2001/141/CE, e 700000 provenientes do banco comunitário, com 750000 doses, estabelecido de acordo com o disposto na Decisão 2001/69/CE da Comissão(5), tendo as 50000 doses restantes sido enviadas para a Córsega (França).
(8) Dada a situação de emergência, as autoridades italianas compraram directamente 1100000 doses de vacina monovalente (2) e 1200000 doses de vacina bivalente (2 e 9), com o acordo da Comissão.
(9) Além disso, a Comissão autorizou a Itália a instituir um banco de segurança com 100000 doses de vacina monovalente (2) e 300000 doses de vacina bivalente (2 e 9) e para comprar directamente vacina para esse efeito.
(10) Actualmente, estão satisfeitas as necessidades da Itália com vista à execução da campanha.
(11) No entanto, o banco comunitário necessita de ser reabastecido com 1000000 de doses de vacina monovalente (2), para poder fazer face a eventuais surtos em novas regiões.
(12) A indústria farmacêutica sediada na Comunidade não produz vacina contra a febre catarral dos ovinos e só o laboratório de Onderstepoort (África do Sul) pode produzir esse tipo de vacina monovalente (atenuada) com o serótipo 2.
(13) Ao abrigo do disposto no Regulamento (CE) n.o 1258/1999 do Conselho, de 17 de Maio de 1999, relativo ao financiamento da política agrícola comum(6), as acções no domínio veterinário e fitossanitário, executadas segundo as regras comunitárias, são financiadas ao abrigo da secção Garantia do Fundo Europeu de Orientação e de Garantia Agrícola. Para efeitos de controlo financeiro, aplica-se o disposto nos artigos 8.o e 9.o desse mesmo regulamento.
(14) A contribuição financeira da Comunidade apenas deve ser concedida se as acções previstas forem efectuadas eficazmente e se as autoridades apresentarem todos os dados necessários dentro dos prazos estabelecidos.
(15) As medidas previstas na presente decisão estão em conformidade com o parecer do Comité Veterinário Permanente,
ADOPTOU A PRESENTE DECISÃO:
Artigo 1.o
O banco comunitário de vacina contra a febre catarral dos ovinos com o serótipo 2 será reabastecido com 1000000 de doses de vacina.
Artigo 2.o
O custo máximo da medida referida no artigo 1.o será de 100000 euros.
Artigo 3.o
O director-geral da Direcção-Geral da Saúde e Protecção dos Consumidores é autorizado a tomar medidas, com o laboratório de Onderstepoort (África do Sul), com vista à aquisição, armazenamento e transporte aéreo para um Estado-Membro de 1000000 de doses de vacina monovalente (serótipo 2) contra a febre catarral ovina.
Artigo 4.o
A Itália efectuará na Sardenha, no primeiro trimestre de 2001, uma campanha de vacinação contra a febre catarral dos ovinos e serão afectadas a esta campanha 1200000 doses da vacina monovalente (2) inicialmente fornecida para executar a vacinação na Calábria, no âmbito do disposto na Decisão 2001/141/CE.
Artigo 5.o
A Comissão pode efectuar controlos no local em Itália, em colaboração com as autoridades nacionais competentes, por forma a assegurar que o programa referido no artigo 4.o foi executado.
A Comissão deve informar os Estados-Membros dos resultados destes controlos.
Artigo 6.o
A contribuição financeira da Comunidade para os programas referidos no artigo 4.o será concedida se forem observadas as seguintes condições:
a) Entrada em vigor, até 1 de Abril de 2001, das disposições legislativas, regulamentares e administrativas necessárias para a aplicação do programa;
b) O mais tardar até 1 de Agosto de 2001, envio de um relatório final sobre a execução técnica do programa, acompanhado de dados comprovativos sobre as despesas suportadas e os resultados obtidos;
c) Aplicação eficaz do programa, sendo respeitada a legislação veterinária comunitária.
Artigo 7.o
Os Estados-Membros são os destinatários da presente decisão.
Feito em Bruxelas, em 21 de Maio de 2001.

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