Document ID: 31991R1718

REGULAMENTO (CEE) No. 1718/91 DO CONSELHO de 13 de Junho de 1991 que fixa, para a campanha de comercialização de 1991/1992, os preços de intervenção derivados do açúcar branco, o preço de intervenção do açúcar bruto, os preços mínimos da beterraba A e da beterraba B, os preços-limiar, o montante do reembolso para a perequação das despesas de armazenagem, bem como os preços aplicáveis em Espanha e em Portugal
O CONSELHO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,
Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia,
Tendo em conta o Acto de Adesão de Espanha e de Portugal e, nomeadamente, o no. 2 do seu artigo 234o.,
Tendo em conta o Regulamento (CEE) no. 1785/81 do Conselho, de 30 de Junho de 1981, que estabelece a organização comum de mercado no sector do açúcar (1), com a última redacção que lhe foi dada pelo Regulamento (CEE) no. 464/91 da Comissão (2), e, nomeadamente, o no. 5 do seu artigo 3o., o no. 5 do seu artigo 5o., o no. 4 do seu artigo 8o. e o no. 5 do seu artigo 14o.,
Tendo em conta o Regulamento (CEE) no. 1716/91 do Conselho, de 13 de Junho de 1991, relativo à aproximação dos preços do açúcar e da beterraba sacarina aplicáveis em Espanha dos preços comuns (3), e, nomeadamente, o seu artigo 6o.,
Tendo em conta a proposta da Comissão (4),
Considerando que o Regulamento (CEE) no. 1717/91 do Conselho, de 13 de Junho de 1991, que fixa, para a campanha de comercialização de 1991/1992, certos preços no sector do açúcar e a qualidade-tipo das beterrabas (5), fixou o preço de intervenção do açúcar branco em 53,01 ecus por 100 quilogramas, válido para as zonas não deficitárias;
Considerando que o no. 1 do artigo 3o. do Regulamento (CEE) no. 1785/81 prevê que os preços de intervenção derivados do açúcar branco devem ser fixados para cada uma das zonas deficitárias; que, aquando da referida fixação, há que ter em conta as diferenças regionais do preço do açúcar que, em caso de colheita normal e de livre circulação do açúcar, podem ser estimadas com base nas condições naturais de formação dos preços de mercado;
Considerando que é previsível uma situação de abastecimento deficitário nas zonas de produção da Itália, da Irlanda e do Reino Unido;
Considerando que o no. 5 do artigo 3o. do Regulamento (CEE) no. 1785/81 prevê a fixação de um preço de intervenção para o açúcar bruto; que é necessário estabelecer esse preço a partir do preço de intervenção para o açúcar branco;
Considerando que o Regulamento (CEE) no. 1717/91 fixou o preço de base da beterraba em 40,00 ecus por
tonelada; que o no. 2 do artigo 5o. do Regulamento (CEE)
no. 1785/81 prevê que o preço mínimo a fixar para a beterraba A é igual a 98 % do preço de base da beterraba e que o preço mínimo a fixar para a beterraba B é, em princípio, igual a 68 % do referido preço de base, sem prejuízo do no. 5 do artigo 28o. do referido regulamento;
Considerando que, nos termos do no. 2 do artigo 14o. do Regulamento (CEE) no. 1785/81, o preço-limiar do açúcar branco é igual ao preço indicativo, acrescido dos custos de transporte, calculados de modo estimativo a partir da zona mais excedentária da Comunidade até à zona de consumo deficitária mais afastada na Comunidade, e de um montante fixo que tenha em conta a quotização das despesas de armazenagem; que, dada a situação do abastecimento na Comunidade, é necessário ter em conta as despesas de transporte entre os departamentos do Norte da França e Palermo;
Considerando que o preço-limiar do açúcar bruto deve ser derivado do preço-limiar do açúcar branco, tendo em conta os montantes fixos para a transformação e o rendimento;
Considerando que o preço-limiar do melaço deve ser fixado de modo a que as receitas das vendas de melaço possam atingir o nível das receitas das empresas que foram tomadas em consideração aquando da fixação do preço de base da beterraba;
Considerando que os artigos 3o. e 4o. do Regulamento (CEE) no. 1716/91 estipulam que, para a primeira etapa da aproximação dos preços do açúcar e da beterraba, em Espanha, sejam fixados, relativamente a estes produtos, um preço de intervenção do açúcar branco, bem como um preço de base e preços mínimos da beterraba, tendo nomeadamente em conta um elemento de redução em relação a um preço de referência; que, para a campanha de comercialização de 1991/1992, o elemento de redução em relação ao preço de referência é de 1,72 ecus por 100 quilogramas de açúcar branco e de 2,070 ecus por tonelada de beterraba; que, por força do artigo 5o. do mesmo regulamento, aquando da fixação dos preços do açúcar e da beterraba aplicáveis em Espanha, se devem ter em conta os preços comuns correspondentes a fixar para a mesma campanha de comercialização;
Considerando que a artigo 5o. do Regulamento (CEE)
no. 1358/77 do Conselho, de 20 de Junho de 1977, que
estabelece as regras gerais de compensação dos preços de armazenagem no sector do açúcar e revoga o Regulamento (CEE) no. 750/68 (6), com a última redacção que lhe foi dada pelo Regulamento (CEE) no. 3042/78 (7), prevê que o montante do reembolso no âmbito da perequação das despesas de armazenagem é fixado, por mês e por unidade de
peso, tendo em consideração os encargos de financiamento com uma taxa de juro de 10 %, os encargos de seguro e as despesas específicas de armazenagem;
Considerando que, para a fixação dos preços válidos em Portugal, se devem aproximar dos preços comuns os preços fixados para este Estado-membro para a campanha de comercialização de 1986/1987, em conformidade com o artigo 238o. do Acto de Adesão,
ADOPTOU O PRESENTE REGULAMENTO:
Artigo 1o.
Para as zonas deficitárias da Comunidade, com excepção de Portugal, o preço de intervenção derivado do açúcar branco é fixado, por 100 quilogramas, em:
a) 54,22 ecus para todas as zonas do Reino Unido;
b)
54,22 ecus para todas as zonas da Irlanda;
c)
54,95 ecus para todas as zonas da Itália.
Artigo 2o.
O preço de intervenção do açúcar bruto é fixado em 43,94 ecus por 100 quilogramas.
Artigo 3o.
1. O preço mínimo da beterraba A válido na Comunidade, com excepção de Espanha e de Portugal, é fixado em 39,20 ecus por tonelada.
2. Sem prejuízo da aplicação do no. 5 do artigo 28o. do Regulamento (CEE) no. 1785/81, o preço mínimo da beterraba B válido na Comunidade, com excepção de Espanha e de Portugal, é fixado em 27,20 ecus por tonelada.
Artigo 4o.
1. Para Espanha e para Portugal, os preços aplicáveis no sector do açúcar são fixados do seguinte modo:
- para a Espanha:
a) O preço de intervenção do açúcar branco é fixado em 61,29 ecus por 100 quilogramas;
b)
Os preços da beterraba são fixados em:
- 46,84 ecus por tonelada para o preço de base,
- 46,04 ecus por tonelada para o preço mínimo da beterraba A,
- 34,04 ecus por tonelada para o preço mínimo da beterraba B, sem prejuízo da aplicação do no. 5 do artigo 28o. do Regulamento (CEE) no. 1785//81;
- para Portugal:
a) O preço de intervenção do açúcar branco é fixado em 53,35 ecus por 100 quilogramas;
b)
Os preços da beterraba são fixados em:
- 42,83 ecus por tonelada para o preço de base,
- 42,03 ecus por tonelada para o preço mínimo da beterraba A,
- 30,03 ecus por tonelada para o preço mínimo da beterraba B, sem prejuízo da aplicação do no. 5 do artigo 28o. do Regulamento (CEE) no. 1785//81.
2. Os preços da beterraba referidos no no. 1 dizem respeito ao estádio de entrega, centro de colheita, e aplicam-se à qualidade-tipo tal como é definida no artigo 3o. do Regulamento (CEE) no. 1717/91.
Artigo 5o.
O preço-limiar é fixado em:
a) 63,90 ecus por 100 quilogramas de açúcar branco;
b)
54,60 ecus por 100 quilogramas de açúcar bruto;
c)
6,89 ecus por 100 quilogramas de melaço.
Artigo 6o.
O montante do reembolso referido no artigo 8o. do Regulamento (CEE) no. 1785/81 é fixado em 0,52 ecus por 100 quilogramas de açúcar branco por mês.
Artigo 7o.
O presente regulamento entra em vigor no terceiro dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial das Comunidades Europeias.
É aplicável para a campanha de comercialização de 1991//1992.
O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e directamente aplicável em todos os Estados-membros.
Feito no Luxemburgo, em 13 de Junho de 1991.

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