Document ID: 32003R1500

REGULAMENTO (CE) N.o 1500/2003 DO CONSELHO
de 18 de Fevereiro de 2003
relativo à gestão do sistema de duplo controlo sem limites quantitativos aplicável à exportação de certos produtos siderúrgicos da Federação Russa para a Comunidade Europeia
(Texto relevante para efeitos do EEE)
O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,
Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, e, nomeadamente, o seu artigo 133.o,
Tendo em conta a proposta da Comissão,
Considerando o seguinte:
(1)
O Acordo de Parceria e Cooperação que cria uma parceria entre as Comunidades Europeias e os seus Estados-Membros, por um lado, e a Federação Russa, por outro (1), entrou em vigor em 1 de Dezembro de 1997.
(2)
A Comunidade Europeia e a Federação Russa acordaram em estabelecer um sistema de duplo controlo aplicável a determinados produtos siderúrgicos para o período compreendido entre 13 de Outubro de 1997 e de 31 de Dezembro de 1999. O acordo sob forma de troca de cartas foi aprovado em nome da Comunidade Europeia pela Decisão 97/741/CE do Conselho (2). O sistema foi prorrogado para o período compreendido entre 1 de Janeiro de 2000 e 31 de Dezembro de 2001 pela Decisão 2000/294/CE do Conselho (3). O Regulamento (CE) n.o 2135/97 do Conselho (4), prorrogado pelo Regulamento (CE) n.o 793/2000 (5), estabeleceu a legislação de execução correspondente para a Comunidade.
(3)
A situação relativa às importações de certos produtos siderúrgicos da Federação Russa para a Comunidade foi objecto de um exame aprofundado e, com base nas informações pertinentes que lhes foram fornecidas, as partes celebraram um acordo sob forma de troca de cartas (6) que institui um sistema de duplo controlo sem limites quantitativos para o período compreendido entre a data de entrada em vigor do presente regulamento e 31 de Dezembro de 2004, a menos que ambas as partes acordem em pôr termo ao sistema antes daquela data.
(4)
As medidas necessárias à execução do presente regulamento serão aprovadas nos termos da Decisão 1999/468/CE do Conselho, de 28 de Junho de 1999, que fixa as regras de exercício das competências de execução atribuídas à Comissão (7),
ADOPTOU O PRESENTE REGULAMENTO:
Artigo 1.o
1. Durante o período compreendido entre a data de entrada em vigor do presente regulamento e 31 de Dezembro de 2004, em conformidade com o acordo sob forma de troca de cartas acima referido, a importação na Comunidade de certos produtos siderúrgicos, originários da Federação Russa, enumerados no apêndice I, fica sujeita à apresentação de um documento de vigilância, conforme ao modelo que figura no apêndice II, emitido pelas autoridades comunitárias.
2. Durante o período compreendido entre a data de entrada em vigor do presente regulamento e 31 de Dezembro de 2004, a importação na Comunidade dos produtos siderúrgicos originários da Federação Russa e enumerados no apêndice I, fica, além disso, sujeita à emissão de um documento de exportação pelas autoridades russas competentes. O documento de exportação deve ser conforme ao modelo do apêndice III e é válido para as exportações para todo o território aduaneiro da Comunidade. O importador deve apresentar o original do documento de exportação até 31 de Março do ano seguinte ao da expedição dos produtos a que o documento diz respeito.
3. Considera-se que a expedição é efectuada na data do carregamento dos produtos no meio de transporte utilizado para a exportação.
4. A classificação dos produtos abrangidos pelo presente regulamento baseia-se na Nomenclatura Pautal e Estatística da Comunidade (a seguir designada «NC»). A origem dos produtos abrangidos pelo presente regulamento é determinada em conformidade com as regras em vigor na Comunidade.
5. As autoridades competentes da Comunidade comprometem-se a informar a Federação Russa de qualquer alteração da NC relativa a produtos abrangidos pelo presente regulamento, antes da data da sua entrada em vigor na Comunidade.
6. As mercadorias expedidas antes da entrada em vigor do presente regulamento ficam excluídas do seu âmbito de aplicação.
Artigo 2.o
1. O documento de vigilância referido no artigo 1.o é emitido automaticamente pela autoridade competente dos Estados-Membros, sem encargos e para todas as quantidades solicitadas, no prazo de cinco dias úteis a contar da data de apresentação do pedido por qualquer importador da Comunidade, independentemente do seu local de estabelecimento na Comunidade. Salvo prova em contrário, considera-se que o pedido foi recebido pela autoridade nacional competente no prazo máximo de três dias úteis a contar da data da sua apresentação.
2. O documento de vigilância emitido por uma das autoridades nacionais competentes enumeradas no apêndice IV é válido em todo o território da Comunidade.
3. O pedido de documento de vigilância apresentado pelo importador deve conter as seguintes indicações:
a)
O nome e o endereço completos do requerente (incluindo os números de telefone e de fax e o eventual número de identificação utilizado pelas autoridades nacionais competentes), bem como o número de sujeito passivo de IVA, se a tal estiver sujeito;
b)
Se for caso disso, o nome e o endereço completos do declarante ou do representante do requerente (incluindo os números de telefone e de fax);
c)
O nome completo e o endereço do exportador;
d)
A designação precisa das mercadorias, incluindo:
-
o nome comercial,
-
o ou os códigos NC,
-
o país de origem,
-
o país de expedição;
e)
O peso líquido, em quilogramas, e a quantidade na unidade prevista, se for diferente do peso líquido, por posição NC;
f)
O valor cif fronteira comunitária, expresso em euros, por posição NC;
g)
A indicação de que as mercadorias em causa são de segunda escolha ou de categoria inferior (8);
h)
O período e o local previstos para o desalfandegamento;
i)
Se for caso disso, a indicação de que o pedido diz respeito a um contrato que já foi invocado num pedido anterior;
j)
A seguinte declaração, datada e assinada pelo requerente, com a inscrição do seu nome em maiúsculas:
«Eu, abaixo-assinado, declaro que as informações que constam do presente pedido são exactas e prestadas de boa-fé e que estou estabelecido na Comunidade.»
O importador deve apresentar igualmente uma cópia do contrato de compra ou venda, a factura pro forma e/ou, nos casos em que as mercadorias não sejam adquiridas directamente no país produtor, um certificado de produção emitido pela acearia produtora.
4. Os documentos de vigilância só podem ser utilizados enquanto o regime de liberalização das importações estiver em vigor em relação às transacções em causa. Sem prejuízo de eventuais alterações do regime aplicável às importações ou das decisões adoptadas no âmbito de um acordo ou da gestão de um contingente:
-
o período de validade do documento de vigilância é de quatro meses,
-
os documentos de vigilância não utilizados ou apenas parcialmente utilizados podem ser renovados por um período equivalente.
5. O importador deve devolver os documentos de vigilância à autoridade que os emitiu no termo do seu prazo de validade.
Artigo 3.o
1. O facto de o preço unitário ao qual a transacção é efectuada exceder o preço indicado no documento de importação em menos de 5 % ou de o valor total ou a quantidade dos produtos apresentados para importação exceder o valor ou a quantidade indicada no documento de importação em menos de 5 % não obsta à introdução em livre prática dos produtos em causa.
2. Os pedidos de documentos de importação, bem como os próprios documentos, são confidenciais. Esses documentos são reservados unicamente às autoridades competentes e ao requerente.
Artigo 4.o
1. Nos 10 primeiros dias de cada mês, os Estados-Membros comunicam à Comissão:
a)
As quantidades e os valores (em euros) relativamente aos quais foram emitidos documentos de importação no mês anterior;
b)
As importações efectuadas durante o mês anterior ao referido na alínea a).
As informações fornecidas pelos Estados-Membros devem ser discriminadas por produto, por código NC e por país.
2. Os Estados-Membros notificam as anomalias ou casos de fraude detectados e, se for caso disso, os motivos que estiveram na base da sua recusa de emitirem um documento de importação.
Artigo 5.o
As comunicações a efectuar nos termos do presente regulamento devem ser enviadas à Comissão das Comunidades Europeias e transmitidas por via electrónica através da rede integrada criada para o efeito, a menos que, por motivos imperativos de ordem técnica, seja necessário utilizar temporariamente outros meios de comunicação.
Artigo 6.o
Comité
1. A Comissão é assistida por um comité composto por representantes dos Estados-Membros e presidido pelo representante da Comissão.
2. Sempre que se faça referência ao presente número, são aplicáveis os artigos 4.o e 7.o da Decisão 1999/468/CE.
O prazo previsto no n.o 3 do artigo 4.o da Decisão 1999/468/CE é de três meses.
3. O comité aprovará o seu regulamento interno.
Artigo 7.o
As alterações dos apêndices que possam ser necessárias para ter em conta as alterações introduzidas nos anexos ou apêndices do acordo sob forma de troca de cartas entre a Comunidade Europeia e a Federação Russa ou alterações da regulamentação comunitária em matéria de estatísticas, regimes aduaneiros, regime comum de importação ou de vigilância das importações, devem ser adoptadas nos termos do n.o 2 do artigo 6.o
O presente regulamento entra em vigor no décimo quinto dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia.
O presente regulamento é obrigatório em todos os seus elementos e directamente aplicável em todos os Estados-Membros.
Feito em Bruxelas, em 18 de Fevereiro de 2003.

Labels: 18
3
15
1