Document ID: 32002D0517

Decisão da Comissão
de 22 de Março de 2001
que aprova o documento único de programação para as intervenções estruturais comunitárias na região da Bretanha abrangida pelo objectivo 2 em França
[notificada com o número C(2001) 647]
(Apenas faz fé o texto em língua francesa)
(2002/517/CE)
A COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,
Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia,
Tendo em conta o Regulamento (CE) n.o 1260/1999 do Conselho, de 21 de Junho de 1999, que estabelece disposições gerais sobre os fundos estruturais(1), e, nomeadamente, o n.o 5 do seu artigo 15.o,
Após consulta do Comité para o Desenvolvimento e Reconversão das Regiões, do Comité previsto no artigo 147.o do Tratado e do Comité das Estruturas Agrícolas e do Desenvolvimento Rural,
Considerando o seguinte:
(1) O Regulamento (CE) n.o 1260/1999 dispõe no seu título II, nos artigos 13.o e seguintes, as condições de elaboração e de execução dos documentos únicos de programação.
(2) Os n.os 1 e 2 do artigo 15.o do Regulamento (CE) n.o 1260/1999 prevêem que o Estado-Membro apresente à Comissão, após consulta dos parceiros referidos no artigo 8.o desse regulamento, um plano de desenvolvimento tratado como um projecto de documento único de programação, cujo conteúdo é explicitado no artigo 16.o do mesmo regulamento.
(3) Nos termos do n.o 5 do artigo 15.o do Regulamento (CE) n.o 1260/1999, a Comissão, com base no plano de desenvolvimento regional apresentado pelo Estado-Membro, no âmbito da parceria definida no artigo 8.o do mesmo regulamento, toma uma decisão sobre o documento único de programação, com o acordo do Estado-Membro em causa e nos termos dos artigos 48.o a 51.o
(4) O Governo francês apresentou à Comissão, em 28 de Abril de 2000, um projecto de documento único de programação admissível para a região da Bretanha abrangida pelo objectivo n.o 2 nos termos do n.o 1 do artigo 4.o, que beneficia do apoio transitório a título dos objectivos 2 e 5b nos termos do n.o 2 do artigo 6.o do Regulamento (CE) n.o 1260/1999. Em conformidade com a possibilidade prevista no n.o 2 do artigo 40.o do Regulamento (CE) n.o 1257/1999 do Conselho, de 17 de Maio de 1999, relativo ao apoio do fundo Europeu de Orientação e de Garantia Agrícola (FEOGA) ao desenvolvimento rural e que altera e revoga determinados regulamentos(2), este projecto de documento único de programação integra medidas de desenvolvimento rural, para além das referidas no n.o 1 do artigo 35.o do regulamento citado. O projecto de documento único de programação inclui os elementos referidos no artigo 16.o do mesmo regulamento, nomeadamente a descrição dos eixos prioritários seleccionados e indicações sobre a participação financeira do fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), do fundo Social Europeu (FSE) e do fundo Europeu de Orientação e de Garantia Agrícola (FEOGA), secção Garantia.
(5) A data de apresentação do projecto considerado admissível pela Comissão constitui a data do início de elegibilidade das despesas a título desse projecto. Em conformidade com o n.o 4 do artigo 52.o do Regulamento (CE) n.o 1260/1999, tendo o plano considerado admissível sido apresentado à Comissão entre 1 de Janeiro de 2000 e 30 de Abril de 2000, o dia 1 de Janeiro de 2000 constitui a data do início de elegibilidade das despesas. Relativamente ao FEOGA, secção Garantia, em conformidade com o artigo 6.o do Regulamento (CE) n.o 2603/1999 da Comissão(3), as despesas apenas são elegíveis se tiverem sido efectivamente pagas ao beneficiário após a data de apresentação do programa. Por força do artigo 30.o do mesmo regulamento, é conveniente fixar a data-limite de elegibilidade das despesas.
(6) As medidas de desenvolvimento rural financiadas ao abrigo do fundo Europeu de Orientação e de Garantia Agrícola (FEOGA, secção Garantia) inscrevem-se no quadro do Regulamento (CE) n.o 1257/1999, nomeadamente no que se refere à sua compatibilidade e coerência com as intervenções da política agrícola comum.
(7) O documento único de programação foi elaborado com o acordo do Estado-Membro em causa, no âmbito da parceria.
(8) A Comissão certificou-se de que o documento único de programação foi elaborado em conformidade com o princípio da adicionalidade.
(9) Nos termos do artigo 10.o do Regulamento (CE) n.o 1260/1999, a Comissão e o Estado-Membro devem assegurar, na observância do princípio da parceria, a coordenação entre as intervenções dos diferentes fundos e as do Banco Europeu de Investimento (BEI) e dos outros instrumentos financeiros existentes.
(10) O BEI foi associado à elaboração do documento único de programação, em conformidade com o disposto no n.o 5 do artigo 15.o do Regulamento (CE) n.o 1260/1999; o BEI declarou-se disposto a contribuir para a realização do documento em conformidade com as disposições estatutárias que o regem.
(11) A participação financeira da Comunidade disponível para o conjunto do período de programação e a sua repartição anual são definidas em euros. A repartição anual deve ser compatível com as perspectivas financeiras aplicáveis. Em conformidade com o disposto no n.o 7 do artigo 7.o do Regulamento (CE) n.o 1260/1999, os montantes relativos à participação financeira da Comunidade já compreendem uma indexação à taxa anual de 2 %. Esta participação poderá ser revista a meio do período, e o mais tardar até 31 de Março de 2004, a fim de ter em conta a evolução efectiva dos preços e a atribuição da reserva de eficiência, de acordo com o n.o 7 do artigo 7.o e com o n.o 2 do artigo 44.o do Regulamento (CE) n.o 1260/1999.
(12) A fim de ter em conta o ritmo de execução no terreno dos eixos prioritários do presente documento único de programação, a repartição dos montantes pelos eixos prioritários deve poder ser ajustada de acordo com o Estado-Membro em questão, em função das necessidades e dentro de um limite predeterminado,
ADOPTOU A PRESENTE DECISÃO:
Artigo 1.o
É aprovado o documento único de programação para as intervenções estruturais comunitárias na região da Bretanha a título do objectivo 2 e que beneficia do apoio transitório a título dos objectivos 2 e 5b em França para o período compreendido entre 1 de Janeiro de 2000 e 31 de Dezembro de 2006.
Artigo 2.o
1. Em conformidade com o artigo 19.o do Regulamento (CE) n.o 1260/1999, o documento único de programação inclui os seguintes elementos:
a) A estratégia e os eixos prioritários seleccionados para a acção conjunta dos fundos estruturais comunitários, do FEOGA, secção Garantia, e do Estado-Membro, os seus objectivos específicos quantificados, a avaliação ex ante do impacto esperado, nomeadamente sobre o ambiente, e a coerência dos eixos prioritários com as políticas económicas, sociais e regionais, bem como com a estratégia para o emprego na França. Os eixos prioritários são os seguintes:
1. Desenvolver e adaptar as competências das mulheres e dos homens.
2. Proceder a um ordenamento territorial equilibrado e tornar o território mais atraente.
3. Melhorar a competitividade das empresas e adaptar a economia regional ao contexto mundial.
4. Plano de desenvolvimento rural regional.
5. Assistência técnica;
b) Uma descrição resumida das medidas previstas para executar os eixos prioritários, incluindo os elementos de informação necessários para verificar a conformidade com as regras aplicáveis aos auxílios estatais, na acepção do artigo 87.o do Tratado;
c) Um plano de financiamento indicativo que especifica, em relação a cada eixo prioritário e a cada ano, o montante do envelope financeiro previsto para a participação dos diferentes fundos e dos outros instrumentos financeiros, incluindo o montante total do FEOGA, secção Garantia, e indicando em separado as dotações previstas para as regiões que beneficiam do apoio transitório a título dos objectivos 2 e 5b, indicando igualmente o montante dos financiamentos elegíveis públicos ou equiparáveis e dos financiamentos privados previsíveis do Estado-Membro. O total da participação dos fundos prevista anualmente para o documento único de programação é compatível com as perspectivas financeiras aplicáveis;
d) As disposições de execução do documento único de programação, que abrangem a designação da autoridade de gestão, a descrição das regras de gestão do documento único de programação bem como o recurso a subvenções globais, a descrição dos sistemas de acompanhamento e de avaliação, nomeadamente a função do comité de acompanhamento, e as disposições relativas à participação dos parceiros nos comités de acompanhamento;
e) A verificação ex ante do respeito da adicionalidade e as informações relativas à transparência dos fluxos financeiros.
2. O plano de financiamento indicativo especifica o custo total dos eixos prioritários seleccionados para a acção conjunta da Comunidade e do Estado-Membro em causa, ou seja 1390260522 euros para o conjunto do período, bem como os envelopes financeiros previstos a título da participação dos fundos estruturais, isto é 403635264 euros e do FEOGA, secção Garantia, ou seja 56707000 euros.
As necessidades de financiamento nacional daí resultantes, ou seja 578569261 euros para o sector público e 351348997 euros para o sector privado, podem ser parcialmente cobertas pelo recurso aos empréstimos comunitários provenientes do BEI e dos outros instrumentos de empréstimo.
3. No que respeita às medidas de desenvolvimento rural, a taxa de co-financiamento do FEOGA, secção Garantia, é indicada no documento único de programação a nível da medida. A taxa de co-financiamento do FEOGA a nível da submedida ou da acção é fixada no complemento de programação tal como definido no n.o 4 do artigo 19.o do Regulamento (CE) n.o 1260/1999 e deve ser válida durante, pelo menos, um exercício orçamental.
Artigo 3.o
1. A participação do conjunto dos fundos estruturais concedida ao abrigo do presente documento único de programação ascende a um montante de 403635264 euros, contribuindo, além disso, o FEOGA, secção Garantia, com um montante de 56707000 euros.
As regras de concessão da contribuição financeira, incluindo a participação financeira dos fundos relativa aos diferentes eixos prioritários que fazem parte do presente documento único de programação, são especificadas no plano de financiamento anexo à presente decisão.
2. A título indicativo, é a seguinte a repartição previsional inicial pelos fundos estruturais do total da participação comunitária disponível:
POSIÇÃO NUMA TABELA
3. Durante a execução do plano de financiamento, o montante (para a totalidade do período) dos custos totais ou da participação dos fundos estruturais relativo a um eixo prioritário pode ser objecto de ajustamentos, de acordo com o Estado-Membro, no limite de 25 % da participação total dos fundos no documento único de programação ou de uma percentagem mais elevada, na condição de o montante não ultrapassar 30 milhões de euros e no respeito da participação global dos fundos prevista no n.o 1.
Artigo 4.o
A presente decisão não prejudica a posição da Comissão perante os auxílios estatais, na acepção do n.o 1 do artigo 87.o do Tratado, incluídos na presente intervenção e ainda não aprovados pela Comissão. A apresentação, pelo Estado-Membro, do pedido de intervenção, do complemento de programação ou de um pedido de pagamento não substitui a notificação prevista no n.o 3 do artigo 88.o do Tratado.
Efectivamente, o co-financiamento comunitário dos auxílios estatais, na acepção do n.o 1 do artigo 87.o do Tratado, quer se trate de regimes quer de auxílios individuais, exige a prévia aprovação dos mesmos pela Comissão, em conformidade com o artigo 88.o do Tratado, com excepção dos auxílios conformes à regra de minimis e dos auxílios isentos ao abrigo dos regulamentos de isenção, tal como adoptados pela Comissão em aplicação do Regulamento (CE) n.o 994/98 do Conselho, de 7 de Maio de 1998, relativo à aplicação dos artigos 87.o e 88.o do Tratado que institui a Comunidade Europeia a determinadas categorias de auxílios estatais horizontais(4). Na ausência de tal isenção ou aprovação, esses auxílios constituem auxílios ilegais, cujas consequências são definidas pelo regulamento processual dos auxílios estatais, e o seu co-financiamento será tratado como uma irregularidade, na acepção dos artigos 38.o e 39.o do Regulamento (CE) n.o 1260/1999.
Por conseguinte, os pedidos de pagamento intermédio e de pagamento do saldo ao abrigo do artigo 32.o do Regulamento (CE) n.o 1260/1999 não são admissíveis pela Comissão em relação às medidas que comportem o co-financiamento de auxílios novos ou alterados, de acordo com a definição do regulamento processual dos auxílios, quer se trate de regimes quer de auxílios individuais, até à sua notificação e aprovação formal pela Comissão.
Em derrogação dos parágrafos precedentes, no domínio do desenvolvimento rural co-financiado pelo FEOGA, serão aplicados os artigos 51.o e 52.o do Regulamento (CE) n.o 1257/1999.
Artigo 5.o
A data do início de elegibilidade das despesas é 1 de Janeiro de 2000 para os fundos estruturais e 28 de Abril de 2000 para o FEOGA, secção Garantia.
A data-limite de elegibilidade das despesas para os fundos estruturais é 31 de Dezembro de 2008. Essa data-limite é 30 de Abril de 2009 no que se refere às despesas efectuadas pelos organismos que atribuem as ajudas previstas na alínea l) do artigo 9.o do Regulamento (CE) n.o 1260/1999. Quanto às despesas da zona que beneficia do apoio transitório, a data-limite de elegibilidade é 31 de Dezembro de 2007.
A data-limite para a tomada em consideração pelo FEOGA, secção Garantia, dos pagamentos efectuados pelos organismos pagadores a título do presente documento de programação é 31 de Dezembro de 2006.
Artigo 6.o
A República Francesa é a destinatária da presente decisão.
Feito em Bruxelas, em 22 de Março de 2001.

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